Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09099


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Full Text

1110 IXXYI. SOMERO 148.

Pop trts mezes adiantados 5$000.
Par tres mezes vencidos 6$000.
,. ,'
QWRTA FEIRA 27 BE JDHHO DE ISIff
Por ano adiaotado .9$000.
Porte franco tara o snbseritor.
EXCARREGADOS DA SUBSCRIPCAO' DO NORTE.
Parahiba, o Sr. Antonio Alexandrino de Lima;
Natal, o Sr. Antonio Marques da Silva; Aracaty. o
Sr. A. de Lemos Braga; Cera, o Sr. J.Jos de Uli-
veira; Maranho, o Sr. Manoel Jos Martins Ribei-
ro Guimares; Piauhy, o Sr. Joao Fernandos de
Moraes Jnior; Para, o Sr. Justino i. Ramos ;
Amazonas, o Sr. Jcrnnymo da Costa.
l'AKriUA UOS CUiUlC.lL.>.
Olinda todos os das as 9 1/2 horas do dia.
Iguarjss, Goiaaua e Parahiba as segundas
e sextas (eiras.
S. Anto, Bezerros, Bonito, Caruar, AUinhoe
Garanhuns as tercas feiras.
Pao d'Alho, Nazarelh, l.iraoeiro, Brejo, Pes-
queira, lngazeira. Flores, Villa Bella, Boa-Vista,
Oricury e Ex as quarlas-feiras.
Cabo, Serinhem, Rio Formoso.Una. Barreiros.
Agua Preta, Pimenteiras e Natal quintas feiras.
(Todos o correios parten as 10 horas da manhaa.
EPHEMER1DES DO MEZ DE JUNHO.
3 Luacheia as a horas e 26 minutos da tarde.
11 Qiiarlo minguante as 10 horas e 45 minutos
da manhaa.
19 La nova as'I horas e 4 minutos da manhaa.
25 Quarto cresceuteas 10 horas e 16 minutos da
larde.
PREAMAR DE HOJE.
Primeiro as 11 horas e 42 minutos da manhaa.
Segundo as 12 horas e 6 minutos da tarde
AUDINECIAS DOS TBIBUNAES DA CAPITAL.
Tribunal docommercio: segundas e quintas.
Rclacao : tergas feiras e sabbados.
Fazenda: lergas, quintas e sabbados as tO horas.
Juizo do commercio : quintas ao meio-dia.
Dito de orphaos: tercas e sextas as lt> horas.
Primeira rara do civil: tercas c sextas ao meio dia
Segunda rara do civil; quartas e sabbados ao
meio di.
DAS DA SEMANA.
25 Seg. S. Gailhcrme abi ; s. Fcbronia t. m.
26 Terca. S. Joao e s. Paulo irms. mm.
27 Quarla. S. Ladislao rei; s. Crescendo b.
28 Quinta. S. Leo II p. Ss_Argemro o Irineo Bb
29 Sexta. cgiS Pedro e s. Paulo.app.
30 Sabbado. S. Margal b. ; Luciano.
1 Dnrringn S. Ahriio IR.: .. Thoobnldo eremita.
PARTE OFFICIAL
Governo da provincia.
EXPEDIENTE DO DIA 25 DE JUNHO DE 1860.
Ollcio ao director das obras publicas.Tendo
cu visitado esta manhaa as obras da casa de delen-
Cao, punco depuis de haver o respectivo apunta-
dor feito a chamada dos operarios as 6 horas da
manhaa, nolei no que ponte diario sono havia
eilo mengo da falta de dous operarios, que ali
nao exist im, como verifique!, achando-se no en-
tretantos eus nomos incluidos na folln. Esse fac-
i pode ser grave, segundo as ciicumslanrias
que se lverem dado pora depor contra a probi-
procedendo as necessari.isinformagdes, me In-
forme a respeilo com a possivel brevidade.
Notei tambem, comparando o estado actual
d'aquellas obras com o em que se achavam acer-
ca de um mez, quando as taitei, quo nao leem
tido ellas o andamento que fura para desejar,
quer se atienda a urgencia que ha. em se conolui-
rem, quer grande despesa que fazem os cofres
provinciaes. Cumpre, portauto, que Vmc. empre-
gue luda a deligencia para dar aquellos traba-
lhos a possivel celeridade, desojando eu vel-os
concluidos o mais lardar por todo o mez deju-
llio prximo futuro, para o que nao ser neoessa-
rio grande esforgo. Sobretodo chamo sua alten-
cao para o atraso em que se acham as obras que
concernen) ao cncanamento da agua, e ao tecto
do pateo central, pnralysadas hoje inteiraraeo-
te, segundo fui ali informado, por causas que. a
rocu ver, podem ser fcilmente removidas. Ob-
servei tambem que ali se acham empregados 12
serventes de fra do estabelecimento, quando,
segundo as ordens da presidencia, devera ser
preferidos para aquelle servigo, os presos que o
administrador da casa apresenlar como aptos para
elle, informando-me o mesmo administrador
que ali os tem disponiveis para scmelhanlc ser-
vico, logo que Ih'os requisitarem. Cumpre per-
ianto que Vmc. faga despedir d'aquellas obras lo-
dos os serventes de fra, empregando os da casa,
por que sabo que, resultando dessa preferencia
nao pequea economa aos cofres provinciaes,
resultar tambem a vanlagcm de tirar-se da o-
ciosidade presos, que podem ser utilmente em-
pregados em laes servigos.
Devo oulro sim declarar a Vine, que o tijollo
que vi as predilas obras me pateceu de pessi-
roa qualidade e improprio para construeces de
paredes, sendo feito com agua salgada, segundo
ali me informa rain. Chamo para esse assumpto
tambem suc esclaiccida altejngo.
Finalmente, recommendo'a Vmc. que me re-
mella a planta e ornamento do raio de leste em
comego de execugo.
Dito ao coronel commandantc das armas in-
terino. Fago apresenlar a V. S., para ser ins-
peccionado, o recruta Braz Gomes dos Santos.
Communicou-sc ao chefe de polica.
Dito ao mesmo. Faga V. S. remetler para o
presidio de Femando de Noronha na barca Alre-
lida que sahir no dia 26 ou 27 do correle.
Tinto e cinco sentenciados acompauhados de dez
pragas, as quaes vo substituir o outras, que de-
ve m de l vollar.
Dito ao mesmo. Convindo despensar do des-
tacamento, em que se acham, os guardas nacio-
naes dcsta capital, e tambem sugeilar disci-
plina e regiment do quarlel as pragas de Ia
Jinha, que se achim em pequeos destacamentos
pelo interior, recommendo a V. S., que mande
com urgencia recollier aos respectivos quarteis
nesla cidade todas aquellos destacamentos, com
rxcepgao do que se acha em Ouricury de onde
todava viro trinta pragas, ficando all por
com ao mando do major Joao do Reg Danos
Falcocom a coropauhia de pedestres.
Dito ao inspector da thesouraria de fazenda.
Em vista do aviso do ministerio da guerra de 24
de oulubro do anno p. passado, autoriso a V. S.
a mandar pagar, sob minha responsabilidade, a
imponencia de mez e meio dos veucimentos que
se esto a dever aos artfices do arsenal de guer-
ra da corle Joao Baptista e Antonio Pereira que
m acham n'esta provincia ao servigo da commis-
so astronmica o hydiographica, e leem de re-
lrar-se com a mesraa coraraisso.Comrnuui-
cou-se ao engenheiro chefe da commisso
Dito ao mesmo. Communico a V. S. que fal-
lecen no dia 22 do correnle as 2 horas da ma-
nhaa o capilao de mar e guerra Fernando Vieira
(a Rocha, que exercia o emprego de capilao do
porto dcsta proviucia.
Dito ao mesmo. Transmillo a V* S. com o
competente recibo, o prel a que se refere o seu
ofBcio de 18 de maio ultimo, sob n 507, dos
veucimentos da guarda nacional destacada no
termo do Garahuns, nflm de que, do conformi-
dade com o despacho da presidencia do Io
d'oquello mez, mande pagar a quaulia de du-
zenlos e quatorze mil e cen ris, em que im-
porta o referido prCt, seguudo consla do citado
cilicio.
Dito ao mesmo Estando nos termos lgaos,
os prets juntos, mande V. S. pagar a Antonio
Baptista de Mello Peixto, ou ao seu procurador
Manoel Ribeiro de Carvalho, a importancia dos
vencimentos da guarda nacional destacada no
termo de Garanhuns, a contar de 22 de abril a
12 de maio deste anno. Communicou-se ao
commandantc interino do batalho a que per-
tencein as pracas destacadas.
Dito ao mesmo. Transmuto a V. S. para os
convenientes exames, os mapps, baixas e altas
da enfermara do presidio de Fernando relativos
ao mez de maio prximo passado.
Dito ao mesmo. Remello a V. S. a relagao e
prets inclusos aini de que, oslando ellos nos
termos lgaos, mande pagar a Simplicio Jos de
Mello, a importancia dos vencimentos da guarda
nacional destacada na villa do Brejo, a contar do
Io a 31.de maio ultimo, conforme requisitou o
respectivo commandantc superior em ofico de
5 do correte. Communicou-se ao comman-
do dedanto superior do Brejo.
Dito ao mesmo. Mande V. S. pagar, sob mi-
nlii responsabilidade, a quantia de tres con los
.sciscentos e trinta e seis mil trezenlos e setenta
c seto res, que se deve o Minoel de Souza Ta-
rares, pelo fornecimento de carne verde, que fez
ao arsenal de marinha desta provincia durante o
mez de maio lindo, visto ser cssa despeza da na-
turezs d'aquellas, de que liala o 12 do art. 1
crelo de 7 de maio de 1842.
Dito ao commandante superior do Bonito.
Devolvo a V. S. os prets juntos e (olha dos ven-
cimentos do officiat e pragas da guarda nacional
destacada na villa do Bonito, relativos ao mez
de maio ultimo, para que V. S. faca supprir as
irregularidades notadas no oflicio do inspector
da thesouraria de fazenda, junto por copia, sem
o que nao podem ser pagos.
Dito ao inspector da thesouraria provincial.
lnteirado pelo seu officio de 16 deste mez, sob
ii. 226, de que realmente deve a thesouraria pro-
vincial a rcs'.iluico de &&440 reis de decima de
sui casa sita na ra de S. Miguel dos Afogados,
que de mais pegou Rita Maria de Jess, por ser
cssa quantia indevidamenle considerada divida
activa, em consequencia de falta de langamenlo
de seu recebimento, determino a V. S. que man-
de restituir essa quantia e pagar pela verba
eventuaes as cusas judiciarias, 'a que deu
causa a execuco promovida para pagamento de
nma quantia ja entregue ; devendo os cofres p-
blicos ser indemnisados por desconlos mensaes
nos veucimentos do empregado que commetteu
lo prejudicial erro de officio, cerlamente sem in-
tenco dolosa, pois alias esse tacto o teria feito
incorrer em um crimo grate previsto e punido
pelo coHigo penal.
Di lo no mes.no. Em vista dos prets inclusos,
mindo V. S. pasar, estando ellos nos termos l-
gate, ao tenenle-coronel Amaro Gomes da Cu-
uha Habell, conforme requisilou o comman-
dante superior de Goianua, os vencimentos dos
guardas nacionaos que conduziram presos d'a-
quella para esta cidade, afim de ser desoecupado
o edificio da cmara, que tinha de servir de apo-
sento S. M. o Imperador. Communicou-se
ao commandante superior de Gianna.
Dito ao juiz de diieilo do Bonito. Informe
Vmc., com urgencia, se j leve seguimento a
appellago ex-officio, inlerposta da deciso do
jury desse termo, pela qual foi eondemnado
gales perpetuas Thumaz Antonio de Goova, cu-
jo requerimento vai incluso.
Dito ao director interino do arsenal de guerra.
Cumpre que Vmc. emita seu parecer em ge-
ral acerca da insufTiciencia dos salarios dos offl-
ciaes e serventes do arsenal do guerra, aflra de
que, sendo allendido como lr justo, se evitem
os pedfdus, que continuadamente fazem os mui-
mos t.fliciaes e serventes de augmento de scus
vencimentos. Devolvo para islo o rcquerimenlo
junto de Manoel Ignacio da Costa Monleiio, que
ser deferido opporlunamenle.
Dito ao mesmo. Mande Vmc. remetler,
com a possivel brevidade, a plvora e cartuxamc
vindo da corle com destino provincia do Cea-
r, como requisitou o Exm. presidente daquella
provincia, em officio de 14 do correnle, sob n. 25.
Dilo ao mesmo. Contrate Vmc. com o dono
ou consignatario da barca nacional Atrevida a
condncco de finta e cinco sentenciados e de dez
pragas, que o commandante das armas tero de
remoller para o presidio de Fernando.
Dilo ao director interino das obras publicas.
Era vists do que razosvelmenle pondera Vmc.
em seu officio de 22 desle mez sob n. 193, acer-
ca da conveniencia, que ha, em demorar a cons-
truego do empedramento do 2." Inngo da estra-
da de Pao d'Alho Nazarelh, no lugar denomi-
nado Ladeira das Pedras nii que depois do
invern estejam bem solidificados os novos ator-
ros, sobre que deve elle ser construido, do que
resultar mais firmeza e seguranca a essa parte
da estrada, determino a Vine, que receba pro-
visoriamente o referido lango, indepcndenle do
empedramento, que se far quando mclhor con-
vier ; descontando-so porm na prestarn para
pagamento do empreileiro a quantia correspon-
dente ao valor desse eempedramento.que s sei
paga quando elle esliver concluido, e no acto da
entrega definitiva ; fazendo-se disto mengo no
respectivo termo.
Dito ao consclho administrativo do patrimonio
dos orplios.Mande o consclho administrativo
do patrimonio dos orphos pagar ao Dr. Augusto
Caineiro Monloiro da Silva Santos, na ronformi-
dadedosua informago de 23 do correte, urna
gratieago, pelos serviros mdicos que prestou
o mesmo doutor no collegio dos orphos, no im-
pedimento do espectivo professor de saude, des-
de 5 do abril at 11 de maio do correnle
anno.
Dilo ao juiz municipal supplente do termo de
Serinliera.lnteirado do contedo de seu oflicio
de 18 do correte, com referencia execugo de
Gebriel Antonio contra Bernardo Jos Arantes,
espero que esse processo nao encontr embarace
em seus termos da parte desse juizo.
Portara.O presidente da proviucia resolve,
de conformidade com a segunda parle da oitava
das condigoes annexas ao decreto n. 1113 de 31
de Janeiro de 1860, approvar provisoriamente as
tabellas juntas organisadas pela companhia per-
nau)burana, para regular os procos de frele e pan-
sa
549Mil noel llaptisla barbosa.Informe o Sr.
Dr. chefe de polica.
550Manoel Joaqun) de Sant'Anna.Informe
o Sr. director interino da reparligo das obras
publicas.
551;r-Jinoel J laquim Ferreira Esleves.De-
v.adq hiTr nova arrematago, a que servir do
rutseum prego superior ao que offerece o sup-
plicante, nao pode ser deferido.
552Bosa Maria da CcnceigSo.Informe o Sr.
commandante do corpo de polica.
553Rita Maria de JessDirija-se ao Sr.
inspector da thesouraria provincial, a quem se ex-
pede ordem para reslituigo da importancia da
derimj c.cusas.
554 Severianna do Espirito Santo.Informe
o Sr. inspector do arsenal de marinha.
555Vicente Ferrcr da Silva Braga Passe-sc
portara conccdcndo a lcenga requerida com or-
denado.
ENCARREGADOS DA SUBSCRIPTO NO SL.
Alagoas, o Sr. Claudino Palcio Dias; Babia.
Sr. Jos Martins Aires; Rio de Janeiro, Se
Joao Pereira Martins.
EM PERNAMBUCO.
O proprietario do numo Manoel Fgnriroa ala
Faria, nasua livraris praga da Independencia m.
6 e 8.
EXTERIOR.
sagens nos vapores da mesma Companhia, a con-
tar do Io de julho prximo vindouro em dianle ;
c ordena que ueste sentido se expecam as con-
venientes ordens.Olllciou-se a companhia, re-
metiendo copia da portara.
Dita.O presidente da provincia, allendcndo
ao que llio requeren Manoel Thomaz dos Santos,
resolve conceder-lhe licenga para ir ao presidio
de Fernando de Noronha, tratar de seus nego-
cios.
Dita.O presidente da provincia, altendendo
ao que roquereu o subdelegado do primeiro dis-
triclo da fregue/.ia de S. Lourengo de Tejucupa-
po, lente Francisco Gongalves de Anuda, re-
solve conceder-lhe tres mezes de licenga.
Dita.O presidente da provincia, cnforman-
do-se com a proposta do chefe do polica de 22
do correnle, son n. 862, resolve noracar Anto-
nio Gongalves de Mello para o cargo de subdele-
gado de polica da fregunzia de Papacaca, termo
de Garanhuns.Communicou-se ao chefe do po-
lica.
Expediente do secretario da provincia.
Officio ao director geral da inslrucco publica.
S. "Exc. o Sr. presidente da provincia, ficando
inteirado de quanto V. S. lhe communicou em
seus oflicios ns. 98 e 99, datados do 22 e 23 do
correte, manda devolvcr-lhe, como V. S. soli-
citou, nao s as provas escripias de verlicago
de capacidade das pessoas que ltimamente se
propozeram a exame para o ensiuo primario e de
francez, mas tambem tod is as provas, que exis-
talo nesta secretaria relativamente aos annos de-
corridos de 1857 1860.
Dilo a Ricardo Austin. S. Exc. o Sr. presi-
dente da provincia, manda declarar a V. S., em
resposta ao son oflicio de hoje, que o machinsla
Andrew Pepler acha-se indiciado em um enme
grave, e est sendo processado pela polica, era
vala do que nao poda conceder-lhe a permis-
sao, que V. S. pede para elle relirar-se para In-
glaterra, visto que a islo se oppoera as leis do
pai/..
Dito ao commandante superior de Pao d'Alho.
De ordem de S. Exc. o Sr. presidente da pro-
vincia, passo s mos do V. S. a informago jun-
ta por copia do Sr. inspector da thesouraria de
fazenda, da qual se vi, que o pret.das pragas da
guarda nacional em servigo de destacamento nes-
sa villa, relativo ao mez de margo deste anno,
acha-se em mo do thesoureiro para ser pago
desdo 5 de maio ultimo ; e miis, que os de fe-
vereiro e abril estao igualmente processados, pa-
ra terem despacho do pagamento na primeira
sesso da thesouraria de fazeudi.
bi
Despachos do dia SSdejnnho
538Dr. Augusto Carneiro Monloiro da Silva
Santos.--Drija-se o consclho administrativo do
patrimonio das orphaos.
589Alberto Ridoux.Informe o Sr. capilao
do porlo.
510Carlos Francisco Soaros de Brito.Ha-
vendo offena superior a quo faz o supplicante, e
devendo havtr nova arremalago, nao tem lugar
o que requer.
541 Francisco Bercnguer Cesar de Menezes.
Tenho deferido com o despacho de 15 de maio
deste anno.
542Jos Ribeiro Ribas.Informe o Sr. dele-
gado interino da reparligo especial das trras
publicas
543Jos Joaqun) da Silva.Informe o Sr.
inspector da thesouraria de fazenda.
54 iJoaquira dos SantosInformo o Sr. di-
rector geial de inslrucco publico.
545Luiz de Albuquerque Martins Pereira,
promotor publico da comarca do Bonito.Pas-
se-se portara concedendo a licenga requerida.
545------Manoel Thomaz de Albuquerquo Ma-
ranhao Informe o Sr. inspector da thesouraria
provincial.
547Manoel do Souza Tt.vares.Dirija-se a
thesouraria de fazenda, a quem se expede orden
para o pagamento de que trata.
518Maria Francisca de Assis Pinhcir.o In-
formo oySr. inspector di thesouraria de fazcoda.
Despacho do ministro dos negocios estrangeiros
ao encarregado de negocios de Franca em
lienta.
Pars, 13 de marco de 1860.
Senhor.O conselho federal, nao podendo dis-
simular a importancia e a unanimidade das ma-
nifestarnos que provoca na Saboya a eventuali-
dade de um den.embramcrito, encarregou Mr.
Kcrn de me perguntar se o governo do impera-
dor persistira a este respeilo oas iulenges que
vos liz conliecer. O ministro da Suissa, durante
a nossa conferencia, fez-me saber que se a Con-
federaco Helvtica nao obtivesse Chsblais e
Faucigny, nao restara ao seu governo mais do
quo protestar junto das corles signatarias dos
tratados de Vienna contra qualquer modificago
dostaiu quo, o suscitar, sem a menor hesitagao,
urna questao to grave e lo embaragosa para o
governo de S. M. Imperial.
Eis-aqui em substancia o que eu respond a
Mr Kcrn :
As manifeslagoes de que vos preoecupaes,
como j tive occisio de dizer, apresentam ellec-
tivamenle um carcter que nao permute por em
duvda a sua forja e sincendade ; reproduzem-
se lo los os dias. e nos differentes pontos ; os
consclhos electivos decidiiam constituir-so em
orgos; j alguns membros de urna depulaco
dos conselhos goraes de Chnmbery e d'Anncy
procedendo os seus collegas na appreheuso de
urna resolugo prematura, correram a Pars para
manifestar os seus votos e as suas lamentages.
Comprehendeis sem difficuldade quo o governo
do imperador nao poda mostrar-so indillorento
a eslas demonstraces, e ao seiilimento que ellas
revellam. O imperador testemunhou-vos, na lin-
guagem que eu fui authorisado a ter para com-
vo3co, quanto cram benvolas as suas dispos-
ges a respeilo da Suissa ; mas emquanto que
o primeiro peusamento do soberano da Franca,
logo que seibo apresentou a questao daanexago
daSaboya.atestavaasussoliciludepelovosso piz,
o consclho federal ni* despresava cousa alguma
para excitar as dsconfiangas contra nos, c lodos os
seus exforgns tendiam a formar urna linha enlre
as potencias quo lhe parecan) dispostas a pres-
tar o seu appo'o. E' isto que resulta manifest-
mente da correspondencia official communicada
pelo governo inglez ao parlamento ; o que eu
me lemilo a comprovar. Confesso-vos com toda
a franqueza que so esta tctica, que tiver.m o
cuidado de nos fazer ignorar, me fosse conhe-
cida eu me teria considerado obligado a repre-
sentar respetotamente ao imperador que nao
deviamos obsler-nos de entrar em conferencias
com o conselho federal. Nao tenho comtudo
senilmente por qualquer das minhas palavras ;
demonstrara a lcatdade das nossis intengoes, e
presislo cm dar-vos a certeza de que o nosso
desejo sera anda poder regular este negocio
d'accordo comvosco, e altendendo aos vossos in-
leresses.
Julgava," comtudo, superfluo dizer-vos, que
nao nicamente para comprazer Suissa quo
apresentamos a questao de urna mudanca terri-
torial, que nao importa de maneira alguma mais
do que urna rectificago da nossa fronleira, e
que pedindo a cesso" da Saboya, nao podamos
ler por lira a reuno do Chablais e de Faucigny
Confederago. Quizemos desde a orlgem con-
ciliar todos os interesses, o anda estamos promp-
tos a entrar na vossas propras ideas; mas so nos
fr demonstrado que nao pederemos obter a Sa-
nla, com o concurso* e segundo os votos dos
povos, sem renunciar acceilar o desmembra-
menlo a vosso favor, submetlemo-nos a esta
condigo, e o propro conselho federal ha de re-
conheccr que a nao poderiamos declinar. Procu-
ramos escrupulosamente informar-nos a este
respeilo, c conliecer to exactamente quanto
fr possivel, as verdadeiras disposigoes dos ha-
bitantes n'este ponto ; o que se nos nao pode
pedir, que nos mesmos subordinemos a cesso
de um territorio que jnlgamos indispensavel para
a seguranza das nossas fronleiras, seguranga
que o conselho federal solicita, e que nos s-
gcteroos com elle ao bora ou mo resultado,
collocando os povos na obrgago de se pronun-
ciaren) contra a sua reunio Franga se nao
quizerem consentir em entregaren) Suissa urna
parte da Saboia. Esta solluco manleria o actual
estado de coisas que conv'm confederago;
nao poderia convir Fraoga que, sem ler Cha-
blais e Faucigny, perdera igualmente os outros
districtos que se (ornam necessarios nossa pro-
pria defesa.
Existe, como vedes, urna differenga nolavel
entre a posigiio dos dois governos, e devenios
attender a isso. A agilago que suscita a divisan
da Saboya, nao se produziria d'esta maneira se,
emquanto deixamos aos povos o cuidado de ap-
preciarem livremente o seu verdadeiro interesso
n'esta questao, nao livessem os emissaros su-
issos dado o alarme, e juntado sua propagan-
da manejos que teem lido por effeilos ferir o
sentimento nacional. Vos colheis o que leudes
semeado. A lossa atllude leve o inconveniente
de dexar accreditar que prosegus um augmen-
to territorial. Nao fostes vos mesmo que, quan-
do me propoteste, por assim dizer, a concluso
de um tratado secreto de partilha mo enllocaste
no caso de declarar quo nos nao era permittido
dispor de um possesso que anda pcrlence
Sardenha ? Este enthusiasmo prematuro produ-
zio na Saboya as suas consequencias aturaos, e
nao Franga que a Suissa pode im'pdr a res-
ponsabilidade.
Eu nao pedera ter o peusamento de sugge-
rr ao Conselho Federal a conducta que devo ler
n'estas circuinstancias. Mas parecc-me que s
lhe ficam dous caminhos a tomar ; se nao receia
que se lhe record que effeclivsmente nos seus
desejos e as suas conveniencias entrava urna
corobinago particular, pode protestar contra
qualiuer allcraco do au quo, as potencias
a preciara m o seu procedmento na-resposta qne
der s expliciges que nos propomos pcdir-lhes
a respeilo di questao ; mas pela minha parte
nao julgo que se possa encarar a reunio da Sa-
boya Franca como constituindo um novo peri-
go para a neulralidade da Confederago Helv-
tica ; se era toda a occaslo cssa neulralidade
lhe serve de garanta, pela energa e coragem dos
suissos, de niuito mais lhe serve anda pelo res-
peilo da europa, c nao do lado do lago Leman
que as suas fronleiras seriara mais fcilmente
accessveis e urna barreira moral deixasse de
constitu; a maior forga.
ses recprocos etigeui que se eviie. O outru ca-
miriho que lhe est aborto, coniir-se nos
senlroentos que temos pela Suissa; tem podido
apreciaj-os n'outras circunstancias, c nao deve-
ria duvidar quo apenas pela condigno de nao
compromeller completamente um resultado que
nos imposto por exigencias imperiosas, nos
procuramos as combinages, e poderemos en-
contrar lodos os temperamentos de maneira a
estabelecer que temos a salisfazer 5 Suissa, a
consolidar a sua neulralidade, que urna ga-
ranta para nos assim como para ella, ea tomar
era considerago os seus interesses lao com-
pletamente quanto o permitlircm os interesses
essenriaes da Franga n'esta questao.
Foi esta, senhor, a linguagcm de queuseicom
Mr. Kern ; nao duvido que elle appresente urna
narrar* exacta ao seu governo ; autoriso-vos
comtudo a fazer a leilura d'este despacho ao pre-
sidente do conselho federal.
Acecitai, etc.
Thouvenell.
revolucionaria da
imar
Proclafaco da
commisso
Sicilia.
Sicilianos. As nossas armas trurapham,
protegidas pela santidade da causa que defende-
mos. Urna triste fatalidade obriga-nos a derra-
mar o sangue dos nossos irrnos de aples;
mas a sorfe est laucada; preciso cembater e
vencer. As nossas algemas estarao quebradas
dentro em perneo ; alguns Italianos (da alta Ila-
acharn-sc com os nossos hroes, a quem os
lia)
esbirros napolitanos chamara imprudentemente
ladros.
O sangue dos marlyres que foram fuzilados
pede vinganga contra o infame Mauiscalco Pre-
parai-vos para combater tambem. Nao tere-nos
paz emquanto a Sicilia se nao unir patria com-
mum. lila a Italia Viva Viclor Emmanoel!
Proclamacao de Afazziui
Sicilianos. Sempre combat pela unidade
da Italia. Levada a effeilo esta unidade nao ser
urna utopia, mas sim urna realidade. A revolu-
go do 1848 provou effeclivamenlo, que ne-
nlium throno podo susleutar-se, quando o povo
lhe adverso.
Sicilianos, levantai-vos I Acordai do vosso lc-
Ihargo I Combatei e triumphareisl
Depois de destruir o governo dos Bourbon
proclamaremos Vclor Emmanoel. Primeiro que re-
publicano sou unitario; por isso que hoje fago
o sacrificio da3 minhas ideas a favor de urna ni'c-
narchia leal o nacional. Nao formero todos os
povos da Pennsula mais do que um s povo.
Viva Viclor Emmanoel, rei da Italia 1
Sicilianos, a hora soou I
Em nome di Italia, s armasl
Jos Mazzini,
Respost* de Mr. Duchanan, presidente dos Bsta-
doS'Jnidos, a urna carta da iunta do Com-
merdo de Washington, sobre a aboliro do
cors^,
Washington 31 de marco de 1860.
Senhor P. Peril: muito senhor meu : Rece-
opporlunamentc e remeta & reparligo de es-
deiiha, da Saboia o uu condado do Niza, fui poi
um despacho de 13 do correnle, expedido aos
ministros d imperador junto das ro les signata-
rias do tratado de Vienna. Este despacho, cuja
copia tenho a honra de vos Iransmiltir inclusa,
foi-me entregue nu da 20 por Mr Mercier, e de-
Resposla do governo porlujmez s omm
ces do conselho federal smisto.
Para o presidente da confederaco
Lisboa. 5 de maio de 1860.
Tire a honra de receber asrnmmunieacoes
su
pois de eu haver recebido as ordens de nrcu in- V'. aV:'Jdil!lfi" oro.(,,,,s de 19 e 27 de
estou habilitado a cncairegar
justo soberano, estou habilitado a cncaregar- 5, c *.' d9 abri' u">m<>. cm nome 4o conselho le-
vos da resposta que o governo imperial pode es- re?: *u,si0.' 8.0_frno de S. M. sobre a ane-
perarde nos. *aao da Saboya Frang.
Para salisfazer o governo do imperador, e pro- ,. KTern. del-rei. reconhecendo os direilon m
var-lhe quanto agradecemos a allencao amiga- J-on'pdcragao Helvtica relativamente 4 neutra-
vel que presidio a sua communicago. deve a aJo do cer,os d|s'"<:o o Saboya, nao awfo-
nossa resposta ser necesariamente franca o pre- B,Vcomo Potencla ignalana dos tratados de
csa, e nao vemos motivo algum para suppor que 1815'. rerusar Has circnmstancias actuaes. todo
a livre cxpresso das nossas opinioes imparciaes
e conscieuciosas, possa de maneira alguma ser
mal interpretada pelo governo imperial.
Nada do que pode contribuir para a gloria c
seguranga da Franga ser indfferente ao rei, cu-
jos votos por to nobre paiz, sao bastantes ro-
nhecdos para que haja necessidade de tratar
largamente deste ponto; consideramos a nossa
alliunga com a Franga assente em bases dema-
siado solidas o duradouras para que nao entre
no nossa interesse e nos nossos desejos ve-la
conservar a p^rte de influencia que possuc nos
destinos da Europa.
O augusto soberano, que com mo cgualmcn- [
le firme e hbil lhe fez reconquistar a posigo
que lhe era devida, lem muila sabedoria e pre- estipulac'es do tratado pota nil S.
v.sao para desojar urna preponderancia que nao gardenha cnsenle debaixo da reserva
appoio possivel ao Consclho Federal, afim de i
a Confederago possa conservar todas as
lias de independencia e de neulralidade que a ai-
luago exige ; e se a soluro d'este negocio liver
de ser submettida s potencias, appreeso-nt a
assegurar a V. Exc. que Portugal volar porqao
a suissa tome parle.
J. M. do Casal Mktiro.
Despacho do ministro plenipotenciario da Smm
em l'aris a Mr.- Thouvenel.
Pars, 28 de margo de 1860.
Senhor ministro.O governo da Confederaba
Suissa depois de ter tomado conheciment das
El-Bei de
da
oefJea-
SSdLYlu'n'i^r:secom osd.reitos o interesses gao das cmaras, na reunio da Svboya e ne^
das dcmais potencias europeas E desla ma-: V|lC, de Niio a Franca, asaignadn eas TuriaTa
..e.ra que expondo as c.rcumslanc.as (disposlos 2p e publicado no MJniltJ i;nvertei
como estaraos a rcconhecc-lo) contra as suas de;le mc senle Tr se obf| d J J,
ntengoes primitivas, suslcnladas de ha muito gos junl0 0 0 governo do impera dor par
nTL\leTV1TCrad0r qUrPrer reahS" S der os interesses da neulralidade suissa.
annexagao da Sabo.. Franga. a fazer valer mo- 0 ob,eclo de0 evidentenicnla
dpr..l,i."a,.nf-Sa0 dcumes,5d,.conJ"- nirlodas as provincias da Saboya a Fr.^a. .
deravel no norte da Italia; c as combinages nor consequencia quo 09lao comprehendlda.
estrategias que podessem produzr-se um da. O na neulralidade da Confederago helvtica" la.
governo imperial necessitou explicar bem, que! 0 esdo aclua| d coi ,, fo ^~
nao nutre idea alguma de engrandecimento. o, ,ecid esli ocs dui ,r,lados de ,^
qual desde o principio se declaro,, muito longe nao p'de |iem J?eMr mudado genao p^.
sentimento previo das potencias da Europa e
qual aesde o principio se dcctarou minio longe
das suas inlenges. Acreditaroo-lo sem diiTtcul-
dade e todava tranquilisamos mais a deelarago
conlida no despacho de Mr. de Thouvenel quan-
Suissa, que a mais particularmente intrrrasedo.
O governo do imperador nao pode deaconhecer
do diz que^a Frang, nao intenta .annexagao da q^,SeV^Z^a^ZVu,ZSTEZ
Saboia e Niza ao seu territorio, nem em nomo
lado o seu favor de 15 de junho com o parecer e
resolu&es, to habis como inlerossantes, que a
Junta ffe Commercio de Nova-York adoptou a
favur da mais perfeita unidade (contra o apre-
samento) no alto-mar, do qualquer propriedade
particular cm lempo de .guerra. Posteriormente
occorreu-meque o respeilo devido Junta exige
que eu faga a V. algumas observagoesera respos-
ta a sua carta.
A guerra urna horrivel calamidadc que re-
pugna ao genero humano, c que devora evilar-sc
por todos os meios honrosos; mas emquanto o
genero humano contina no mesmo estado, a
guerra ser algumas vezes inevitavel. So com
as pequeas, mas bizarras frgas navaes desle
paiz nos vissemos obrigados a entrar em guerra
com urna nago cuja marinha fosse muito maior
e mais poderosa do que nossa, achar-nos-iamos
em um estadu de comparativa impotencia.se nao
podessemos contar cora os corsarios. Privar-
nos dos servigos destes, que sao os nossos vo-
luntarios, as nossas milicias do mar, seria quasi
o mesmo que abandonar em Ierra o syslema de
milicias voluntarias, e confiar s para a defeza
do paiz na forga de exercitos regulares. Alm
disso, aos corsarios podo impedir-se-lhes, por
meio de leis, que commottam abusos, c podem
tambera eslar sujeitoss mesmas regras, que re-
gem a nossa marinha regular.
Tambem nao bastara para dar liberdade e se-
guranca ao nosso, que se abolissc o corso marti-
mo cm lempo de guerra.
Para consegui-lo seria necessario ir mais alm,
e alcangar das grandes nagoes martimas a se-
guranga de que nao sero no futuro bloqueados
nos portos os navios mercantes, mas que se lhos
permittir sahir ao mar, e passar por entre as es-
quadras bloqueadoras
Bloqueados nos nossos portos os nossos navios
mercantes, pouca seria, comparativamente, a
propriedade que teria de ser protegida no mar.
Se urna esquadra poderosa bloqueasse a embo-
cadura de Chesapeake, nenhum navio mercante
poderia sahir dos portos dessa formosa baha c
seus tributarios. O mesmo pode dizer-se a res-
peilo de Nova-York, Nova-Orleans, etc.
Se a proposla para abolir a guerra contra os
bens particulares no mar se combinasse com ou-
tra para assegurar aos navios mercantes perfeita
immunidade, no caso de bloqueio em qualquer
porlo, mui digna sera de seria consideraco.
Sou de V. etc.
James Buchanan.
Proclamacao de Garibaldi aos soldados
italianos.
Duranto muito seculos a discordia e a indisci-
plina teem sido o causa de grandes malas para a
nossa patria; hoje desle a Sicilia at aos Al-
pos reina ero todas as povoages urna admiravel
concordia. A nago comtudo, carece anda de
disciplina, e por isso conta comvosco, que tendes
dado loo brlhanlcs provas de valor, para que se
reorganisee se aprsenle forte o compacta, dian-
te de todo aquello que qulzer escraviea-la. Nao forrada.
vos Iludis, pois, valenles mancebos, que haveis j
sobrevivido as lulas da patria ; lembrai-vos que
no norte temos inimlgos e irmos escravos, e que
os povos do Meio-Dia, desembaragados da presen-
ga dos mercenarios do Papa e do Bourbon, ne-
cessitam da vossa experiencia e da vosso dis-
ciplina para sustentar os mais renhidos com-
bates
Recommendo, pois, em nome da Italia
decida, a mocidado que figura no bizarro
cito, que nao abandone as suas flleiras,
pelo contfBrio se agrupe em torno dos seus valoro
sos ofliciaes e do rei Viclor Emmanoel, cujo arrojo
pode ser por um instante paralysado por conse-
Iheiros pusilnimes, mas que nao lardara em
conduzir-vos a urna victoria definitiva.
- G. Garibaldi.
das ideas de nacionalidade, nem lo pouco como
fronleiras naturacs, mas nicamente a titulo de
garanta e em circumslancias taes, que o espiri-
to nao concebe que se reproduzam em parte al-
guma.
Esta solemne declaragSo tem grande valor, na
nossa opinio, salisfazmo-nos cm tomar nota
d'ella.e parece-nos de tal natureza, que dissipa-
r apreciages de sobejos naturacs, para que a
Franga as nao lenha previsto de antemo.
Outra seguranga a que nao damos menos im-
portancia a de que o governo do imperador s
quer obter as garantas, que reclama do livie
consentimento do rei de Sardenha e da popula-
cao das provincias nteressadas, e que a cesso
que se lhe faz ficar exerapta de qualquer violen-
cia e contrariedade.
Parece-nos que com estas condigoes o ajuste
quR pode inlervlr enlre a Franca e a Sardenha '
pode consideror-se em vigor como urna transac-
go d'uma potencia, que obra livremente no exer-
cicio dos seus dreilos soberanos a respeilo de
ouira potencia. Ao mesmo lempo quecoofessa-
mos francamente que loriamos considerado prc-
ferivel que os interesses da Franga nao houves-
sem exigido o engrandecimento territorial d'um
estado, j to poderoso, nao poderiamos ver
nesle faci, tal qual nos foi opresentado, nem
um perigo sufDcienlemenle grande para o equi-
librio poltico da Europa, nem urna ommisso
muito sensivel dos principios que tem precedido
ponderaco reciproca dos poderes entre as diffe-
renles potencias, para que encontrassemos na
sua execugo grandes obstculos ; mas ao mes-
mo lempo julgamos um dever para coranosco, e
para com as demais potencias alliadas c amigas,
fazer reservas expressas contra o principio, cuja
applicago, no caso de que se trata, s poderia
justiflcar-se cora circumslancias absolutamente
excepcionaes.
Nao esta a primoira vez que as potencias eu-
ropeas teem consagrado alteraroes nos estatutos
orgnicos introduzidos ha meio seculo, e nos
quaes tinham escripto as suas ossgnaluras os
representantes da Succia c da Noruega. A maior
parte das vezes 03 reinos unidos nao foram cha-
mados a dar a sua opinio sobre cada ponto,
roas o seu governo, reconhecendo a irapossibili-
dade demanler urna cstabilidade immulavel, es-
pecialmente n'uma poca como a presente, em
que existe um mormenlo geral, nao pode nesta
occasio, cm que se pede o seu parecer, dexar
de adherir, comqu-mio deplore as fragilidades
humanas, s disposigoes que parecem mais pro-
pras para prevenir ou para afastar, quando me-
nos, conflictos em que a huraanidade teria que
soffrer muito.
Expressando-nos desta maneira, fundados
principalmente no consentimento do rei da Sar-
denha e das populages saboyanas, nao expore-
mos serias objeegoes contra a combinaco de que
se traa ; mas importa ao governo do rei tomar
maduramente em considerago os prejuizos di-
rectos que poderiam resultar para os outros, e
levantar em seu favor a voz tanto mais segura
de ser esrutada, quanto que nao duvidamos de
encontrar um echo de sympalhia nos nobres e
magnnimos sentimentos do imperador.
Comprehendereis Sr. baro, que alludimos
Suissa e encontramos a favor da nossa recla-
magao.um ulterior motivo quando lemos a decla-
rago contida no citado despacho de Mr. de Thou-
venel, de que o imperador quer combinar a cesso
da Saboya, no que diz respeilo aos pontos do seu
territorio sujeito a urna neulralidade eventual,
de maneira que nao prejudique nenhum di-
reito adquirido, nem qualquer interesse legi-
timo.
Esta declararan, baseada na equidade, poderia
parecer bastante ampia para dever ser interpre-
tada em sentido favoravel Suissa, em vista
das apprehenscs manifestadas pela confederago
helvtica, assim como das novas relages em
que vai entrar, parece urgente indica-la anda
com mais preciso, de maneira que resulte urna
completa satisfago para a confederago, sfas-
lando ao mesmo lempo qualquer interpretago
| natureza, a cesso feila por urna potencia a ou-
tra, de um terriloiio nculralisado, se r.lassifica j
como mudanca esscucial, pelo que toca aos acon-
tec montos do que se trata, e que a annexagao 4
um territorio garantido no interesse da neulrali-
dade de oulro paiz lem na sua lotalidade oulro
carcter que o do territorio dos estados que of>
nao acham cm condigoes essenciaes. Qualquer
execugo du tratado indicado, em quanto se to-
lere s provincias neulralisadas, ha de ser olba-
dn pelo meu governo como contraria s estipula-
rles que leem um carcter internacional
O Conselho Federal ve-so na obrigarao de pro-
testar contra qualquer medida de execugo da-
quelle tratado, pelo que diz respeilo as provin-
cias neulralisadas. Protesta mu particularmen-
te pedindo a conservago do stalu qmo contra
qualquer votago para a annexagao, ou posse mi-
litar o civil das ditas provincias al que se che-
guc a um accordo com as potencias garantes o
com a Suissa.
O Conselho Federal pedir a reunio dos re-
presentantes das potencias que garantiram a Suis-
sa a neulralidade das Ires provincias, e reserva-
se fazer valer os dreilos e interesses da Suissa.
como representante do paiz mais interesaado, se-
gundo os principios de direilo internacional coro-
peu j reconhecido.
O Consclho Federal espera que o governo im-
perial ha de reconhecer a jusliga das rcclamafeo
exposlas. tanto mais, quanto que no artigo X* do
tratado de 24 de margo, a propria Franga aecom-
proroelle a entender-sc a este respeilo, tonto com
as potencias representadas no Cangreno de Vien-
na, como com a Confederaco Helvtica. E* pois.
urna consequencia natural e necessaria d'esta co-
tipulago a renuncia a qualquer medid que le-
nha por fim por em pralira o tratado no que diz
respeilo s provincias neulralisadas antes que se
tenha levado a elfeiio o dilo accordo.
Na esperanga de que islo se realiaar, e tendo
plena confianga nos sentimentos de justigt do go-
verno do imperador, o abaixo asignado tem o
honra de rogar a V. Exc. que aceite a seguranga
da sua mais alta consideraco,
O ministro da Confederago Suissa
kern.
Resposta do gnrerno hespanhol circular do
Conselho Federal Snisso acerca da Saboya.
Madrid, 20 de abril de 1860
lllm e Exm Sr.Por intermedio do ministro
plenipotencia ro de S. M. junto da Confeoerogo.
recebi a communicago que V. Exc. se servia di-
rigir-mc com data de 5 do correnle, o no qual,
em nome do Conselho Federal, e em virtodo do
artigo 4o do protocolo de Aix-ta-Chapello, de 15
de novembro de 1818, se propoe a reunio de mo
conferencia das potencias que assignaram o ocio
principal do Congresso de Vienna, com o fim de
resolver, conforme os principios do direilo doo
gentes e de ordem europea, aaquesio suscitada
relativamente parte autorisada da Saboya.
0 governo da rainha, minha soberana, que jol-
ga necessaria para o equilibrio europeo, a con-
servago da neulralidade suissa, est resolvido a
deliberar com as potencias reunidas, sobro os
meios mais convenientes de realisar, oaa artoaoo
circumslancias. o fim a que se propunham quan-
do no artigo 92 do aelo de Viena prorlamaram i
neulralisagio das provincias saboyanas de Caoaa-
blais e Faucigny.
O governo da rainha adhere por censequencia
proposta eila por V. Exc, e na de entender-
se com as potencia* mencionadas a respeilo
poca e sitio em que deve reuoir-se i
rencia.
Saturnino Caldero Collantes.
agra-
exer-
anles
Resposta da Suecia circular da Franca
Para o bario de Adelwaid, enviado extraordina-
rio e ministro
plenipotenciario sueco em Fuis.
Stockolmo, 9 de margo de 1860.
Sr. baro.Sabis que a communicago que o
O protesto do conselho federal nao mudara I imperador dos francezes annunciou no discurso
a parle esscucial da questao ; resultara todava lao cor-po legislativo, que tencionava dirigir
entre elle e nos urna certa, friega que os iulerea-t Eurcpa. & respeilo da cesso por parle, da Ser-
Sera superfluo recordar os tratados em que se
firma m os du pitos da Suissa. Estes considera m-
se como sagrados, e a Suissa nunca deixou do
cumplir as obrigag^s que lhe impunham.
Durante a ultima guerra, nem a Franga nem a
Sardenha poderam queixar-se da allitude da Suis-
sa, que lhe era dictada pelo principio da neutra-
lidade. Nada disse, para se ver privada dos d-
reilos que assentam na f dos tratados. Sera
justo, seria admissivel, que pelo facto da cesso
da Saboya a oulra potencia, a Suissa se visse
privada das vantagens que lhe garanten a posse
da Saboya pela Sardenha?
A Franga acceitando a cesso, resume as obri-
gages que lhe incumbe ; este principio de di-
reilo particular considerou-se sempre como ap-
plicavel ao direilo publico, e parece que a Suissa
deve colher os seus beneficios.
Persuadimo-nos do que o governo imperial
participa deslas crencas, e que nao lera diflicul-
dade em garaolir a neulralisagio eventual do
urna parte da Saboya. Cumprindo para com a
Suissa este acto de justica que reclamamos, o
governo imperial nao s consagrar o grr.nde
principio da neuUalidado absoluta o permanente
da Suissa, mas dar urna prova da sua eq'aidade
o do seu respeilo pelos irslados.
JlonoV/strom.
Manifest dos irlandezes dirigido a S. M. m
rainha Victoria.
Os absixo assigosdos naturaes da Irlanda, de-
claran) que flearam agradavelmcnle sorprehon-
didos quando ouviram a V. M. proclamor, no
discurso que proferto na abertura do parlamento,
o direilo que leem lodos os povos de mudar os
soberanos, e de escolherem a forma do seo go-
verno, declarago que foi reeelemenle reoovodo
por Aberdeen, pelo vosso ministro dos negocie*
estrangeiros, por um grande numero de horneo*
polticos que no Estado oceupam posiges eleva-
das, e, finalmente pelos ergos mais influentes e
mais considerados da imprensa inglaza.
Como pela approvago geral com que foram *-
colhidos em Inglaterra esse discurso e esses es-
criptos, e mais especialmente pela linha poltico
que seguio o governo de V. M. nos ltimos acoo>-
leciroentos que tiveram lugar na Italia Central,*
corda, os ministres, a imprenta, a aegio inloiro.
proclamarsm da maneira maio expressa e naani-
i'esta, o principio de que todo o povo que se jl-
ga mal goveruido tem o direilo de mudar *.*7*~
tema da um governo o substitui-lo por meso
sulTragio universal. ^ -iri^*
Como bem conbecido de v. m. p** r^T"
apresenAad*. nono*?. e*"^.T!Ltt
milhoxsde asmo**"". 1ue- por otivo* q*o o*
^narioiXrm Inulil recordar, o pov*k-
lande* deseja. da maneira mais ma c mais e*or-
S que er lugar du syslema, oque aetnimia
teest* sujeila alrlanda.se reelabeleca o ooo ac-
lmenlo nacional e a sea independencia legitima.
Como os peticionarios nio duvidam *oo a moto-
ra do povo irlandet detej ardentemeuto a to*-


# II II II I I .1 11
tsursco da constituidlo nacional, de que julga
ior sido injustamenio despojado, e ue sem em-
bargo d'isso. os conselheiros de V, II. podem in-
duzi-la a crer quo nicamente a maioria que
desoja urna legislaco iadependenle, reclaman) ot
peticionarios applicaco do procesgo que lio
rnanifesla .pprovacao receben dos mmisUos do
V. M. awtcr: a voUc>e secreta o o stifragio
mivere.1, roeios potos qtuea podero ser ioCatli-
velmente conheoidos 01 votos reos d* maioria
dos voseos subditos Mndeles.
egsm por consequencia que autorse ni !r-
lamda urna votabas publica por meto do suffragie
nahrersal, para que a naco irlandesa ai a couhe-
cer so reclama o sua indepeudencia ou s* qacr
sesteiilar o systeraa d governo polo parlamento
imperial.
O* peticionarios confiara que a sua aapptica nao
n
nada pela indisciplina das tropas q, a guare*
cora, pela maior patlc tormada de degradlas.
0 que se devia ter logo feito, era destacar um
ou dous corpos do linha, com os seus officiacs,
eoni as sitas bandeiras, com asna ergnuisacfto
re2iilir.com assuas tradices, formando urna en-
lidade collectiva, mas uniforme, homognea, ca-
t ulho1
pacis comidos uo famosa masso. exeoacb
paz de servir de enemplo aos dscolos^ e impdr o i daquelles que o bem do estado exieisso uVu-
devido respetto ao immigo. sqnevo. podem cansera secreta. Uto se pnMiesr.m es foi
(a lser prodigios de valor, de que ningucm d- quasi o mesmo, perqwe oram lidas em dsas sea-
vida, porque os soldados norttiguezes sao agucr-1 i"> mrai ..-:.. m_ .-j- .
ridos e corajosos, permrllam-me a immodestia
os nossos co-irmos da America. Has se Ihes
faltar a disciplina, arriscam-se os mais bem in-
tencionados esforcos.
Antes de hontem consten ero Lisboa quo o go-
.Jraahiicm ZL^
os papis relativos o procarjaes mndenles nedi^ i^E nf-ini r u.-TT a__T pnmogeiiiio
do,Pem ritos brados./ero. *SSjS2ESp: $S% %m&$ ITlai? o
Iharam completamente. As red.ceoes de opa 9. D. Fernando, tescin. el-ref I) Pedro V ir
sicio, progresista reu^uram-se essa noile, e en* passar algum lempo a Via Vicosa
~'!L!S.ei,!.*2?*'..l!V P* .So^cVregSa de,"oo. do de-
i*aABt I ifsk.^> n___ i _
JI1CS19Q00 SO iil'fl pfiClii^amvmc, acm ^nicuiiiifir
to algum violento.como os que loca acempanhan-
que os ministros do V. M. to explcitamente ap-
provaratn.
[SegKtm as asignaturas.)
Carla do conde Cevour ao alcaide de Vin-
limiglia.
Senlior alcaide.
Recebi o manifest em quo o conselho munici-
pal do vosso districto me indica o receto quo es
" "~ wwm w*^>> wj um i seas habitantes leem de que a Vinlimiglia e oseu correr que nao parliriam as torcas antes da che-
territorio sejara comprehendidc-s 11a sessao eila ad0 do vapor Estephania, da companhia Unio,
m Opn* llItTIl BHPAQ a* uliimon iili^.a i____!_____!____
territorio sejara compre hendidos na sessao
ai Franca.
Os receios de que o conselho municipal i-n-
lerposto, procedem de senlimentos que o honra m
assim como ao povo que representa. Mas ao
existe o perigo que temis
A Vinlimiglia a todos os respeitos, ineantos-
tavelmenlc territorio italiano, e nao pode er,
Tiem ser nunca reparado do reino italiano, do
que forma parte e a que manifesla urna tae deci-
da alfeieo.
Rogo-vos, senhor alcaide, que deis ormal se-
guranca d'isto aos membros do conselho munici-
pal, e apreveilo-esta occasio, etc.
Cawttr.
Kola dogoveme austraco cm re.sposta aoircu-
lar de dt abril ultimo, expedida pela -confe-
dera $ao helvtica.
Vienna, 18 de abril de 1860.
Sr. barao.Pela nota que o presidente da con-
ederacSo fer a honra de dirigir-me directamen-
te, no dia 5 do correnle, e de que leve a benda-
de de cnliegar-vos urna copia, S. Exc. Fr. H-
rosse, fundindo-so no protocolo -de Ais-la Cha-
pelle de 15 de novembro de 1818, manifesta o
desejo do que as potencias que assigoaram essa
acta e reunam promptamente em canferencia
cora um representante da Suissa para remove-
rem as dilTiculdades suscitadas pela cesso de Sa-
boya o'Franca.
Tiveraos j a honra de fazer constar ao conse-
lho federal que estamos promptos a concorrer
para um convenio com a coufederacao, e com as
potencias quo asMgnaram acta do rongresso
do Vienna, sobre os meios msis proprios para que
sejam garantidos osdireitos o legtimos in'cres-
ser compromellidos n'esla questao.
No pedido que o conselho federal acaba de di
rigir mais particularmente s potencias que as-
signaram o protocolo de Aix-la Chapello. ollas
encentraran] sera duvSJa um novo motivo para
examinaren, a qucslo, de saber so a forma de
tima couferencia se recommenda como a melhor
vis, para se alcanzar um resultado, que estoja
em harmona cora os votos e interesaos de lodos.
No caso em que esta queslo soja em principio re-
olvidaafRrmalivamentceemque so consiga che-
fiar a um ecirdo sobre os pontos necessarios que
cumpro regular previamente a qualqiier reuni.io
desla nalureza, reconheceromos pelo nossa parte,
em lodaasua plenilude, o oireilo di Suissa em
intervir nis deliberacoes, como parte reclaman-
te e principalmente tnloressada. Fol nesle mes-
mo sentido que nos explicamos no protocolo de
Aii la Chapelle,
Sr. barao, podois ler esta nota ao presidente
la confoderacao, enlregando-lhe copia d'clla.
Acceilai, ele.
fechberg.
CORRESPONDENCIA DO DIARIO DE
PERNAMBUCO.
Lisboa
8 de Junho de 1860.
Estamos aqui na maior anciedado a respeito
das tristes noticias que se espalha haver o gover-
no receido acerca da nossa frica occidental. Na
.-_. _^ .....>. v^.c.^.. cm u..uu. '{ su- iiunu. r tuuosoepoimenios anlogos que linhara
verno recebera de Londres um despacho referin- sido lides no julgamento do Agapo. de que Ihe
as noticias .rendas, a Inslatcrra. or um vanur 4'i mua u aHn im.nn h^a, -a? -____
W petictoa.nos confiara que a saa sapphes nao as noiirus wsndss s Inglaterra, por um vapor dei conta em divido lempo. Ainda nao parou como essaerarao InrioT mi T?V ,ao'oroso Papau
ser desattcndida por V. M. mas pelo cetilmio. q *eie us liba de Fernando P. Segundo es- a<,ut o escndalo. Essas sessoes secretas oram te Hz l hberi^ ?t ^il ,mP.Un,0tt **- 3 por cento de assint
tomando-a mconsideraco, posto que estarna- sas noticias, a tropa que eslava em I.oanda su- tumultuosas, Trocaram-se phrases muito des- fatal rooidez101 2h 011 'lo Co"PO*s~U 1|2 a 45
mfeslacao se faca pacificamente, sem^rocedimon- ulevou-se ; o govenwdor, embarceu para o vapor ajiradaveis, de que am resellando nada menos aUaue a mnti,v pi?.!,,nf"! s"ccumbio a um Divida diferida33 a
blevou-se ; o governedor. embarcan para o vapor agrada^ de qu^ .am roselndo nada menos S.SrSr!lTbta Um '*' ^ds'-B^ 33 !,S.
mercante s.rpfconw. bem como as autoridades. d que cinco duellos. nhadeTelos hon?Pn, m?. 12^ c<>roP<- Accoea do banco de Portogal-548 a 5505.
Os nesraa 1 nhm v niin n .!.,;, ^.I.H -.....____:__________ w- a___-_ uimuo pe 08 nomens maiS COnSpiCUOS do tudas Hiln di a,(n_N. o. .. ^^ "*'
Os negros tinham vindo ao Ambtiz e degolado
os broncos que poderam apanhar. A junta de
farenda que ficava governando a colonia.
Se isto lao verdadeiro, como geralmenteso
acredita, muito grave. Os pretos s por si nao
oueavam tanto. Loauda imlefcza pela parte
da trra, e o risco das importantes fortunas que
all existem, pareen omneme. Pois, mou charo
redoctor, a npedico ainds nao sabio. Uojelhe
falta isto, amanha aquillo. ele. Esta indolencia
de governo lem causado .gersl indignaco. Fes-se
paro verseas ultimas noticias determinaram a
urgencia do embarquo. Mas pode muito bem ter
snecedido que os ltimos aconlecimentos impe-
disscn a sabida daquella embarcacao. Parece qe
os expedicionarios parliro no dia 10. mas em
quanto nao os vir barra fra ainda nao o acre-
dito.
Portugal tem colonias muito importantes, com
que poderia rehabilitar as suas flnanc.as. se em
vez de gastar sommas fabulosas cem ce'rlas liuhas
do ferro dispcnsnviis, empregasse os recursos do
crdito em tornar communicaveis essas provin-
cias, garanlindo-llies ao mesmo lempo a segu-
(enQa interna cora torgas respeilavois. Has os
nossos polticos nao leem por esta carlilha.
A' visu do que liie deixo dito, nao para ad-
mirar que a sorle da nossa provincia da Angola
esteja actualmente inspirando os mais serios re-
ceios.
Da India portugueza nao ha novjdade que me-
reca monsio.
O sconde de Torres Novas (Cesar de Vascon-
celos] contina a I azor bom gobern, empenhan-
do-se pela prosperidade daquelles estados.
De Maco tambera nao nos consta que haja ne-
nhuma oceurrencia desagradavel, a nao ser a
conlinuacao do trafico dos coolis, ou escravos
braucos, engajados forca de mos tralamenlos
para irem servir na Havono, ou em oul/os |>on-
tos. Vao-se multiplicando as rebellines desles
colonos.e nao pouras vezes leem succedido nias-
sacrarem as tripoUces e fazerem-se de vela pa-
ra outras paragons.
Anles de honiem conslituo-se a cmara em
sessao secreta, para lhe sor apresentado o pare-
cer das respectivas commisses sobre a proposla
do gorerno para a venda do archypelago das Flo-
res (Soldr) na Oceania, aos hollandezes. E' no-
tavel que leudo Lopes de Lima exorbilado das
loslruccoes que recebera do governo portuguez
e contratado aquella venda, isto h uns pouros
de aunos, o Fontes, que ento era ministro
marmita, mandn meiter em processo o neg
.. ._.---------_~-v. mmw yvws.iw w urgu- UC3SU lUJl'L'UU, U VISCUUUO ue O0UV
ciaor, e nao chog.ju a serjulgado por ter falle- respeilo nada se alTirraa com certera.
ruin 'in lava h.m ., -.--.. ^ -_.-^._. .. ... ...
odo em Java. Hoje, o mesmo ministro que
aprsenla ao parlamento a proposta de venda
do mesmo territorio, cuja importancia e exten
cao muito ailendivel. A venda, se ella se rea
Usar, ser um padreo de eterna vergonha para
este paiz.
0 proco estipulado, nao passa de uns setenta
contos de ris, inferior a quantia necessaria pa-
ra construir um kilmetro de caroinho de forro.
uno muito bem, observou o Archivo Universal',
sobre este deploraeT contrat. Corre que'a c-
mara nao approvar o projecto.
O ministro da fa/.enda j apresenlou urna pro-
posla de le para seren trocados por inscripcoes
de assenlamenlo os bens das fieiras. Quanl'o o
Avila, ha dous annos levou s cortes una pro-
posta semelhanle, chegaram lias provincias a
rcunir-se as confiaras a toque de sino, para as-
signareui representaces contra a projoctada dc-
sainortisacao. Antevendo o que far o campa-
nario, o governo agora est com pressa, e ten-
Ctooa empenhsr.se pela approvagao desla medi-
da antes de encerrar-se o parlamento.
As cortes forana prorogadas at 30 de junho.
O contrato Langlois, foi addiado, ou relindo
pelo governo, em ronsequencia de ter o Jornal
ses secretss eeosecuiivas, diante tfe toda s c-
mara e dos peres de reine qee livcram curiosi-
dade de ouvi-tes. Atollara um extenso ralate-
rio formulado pele viscosde de Gonvea, (Jos
Freir de Serpa Pimentel) govemador civil do
porto, e SBuilosdepoimentos anlogos que tinham
dem a9.-Barca.perrogeza Conceicao de Ma-
ris, Rio de Janeiro.
Junho 6 Brigw portuguez tSobsrsno. Per-
-----------.-o-v- piaoui ue ue- oambuco. *
lasriRs-saats sss&s: "sr""* p",u- """"- *
visconde de S da landeir. e Joswi. i.My.
O general Jos Jecgc Loureiro qee (azisparle des-
Sn:tt'|^vr^ ,-*-PW Bordesox.
mais um symbobT. honrsdi que dlSp.": ^J"1* Porto P B 8 do correte,
ee. E notavel e ao mesmo lempo doloroso
dei com. em divido lempo. Ainda no* parou como essa geracao glTrio^Tue Knton0^0 P*f* UUo.
Vte^*2.~*SLZ^^ !.? -'!berd^tirrpp.%cearcoUmn^ \F^\\rS?*-****'
As cousas epasiguaram-se. Dos desafos abor-
tados, o aiis notavel foi o do Serpa, ministro
das obras publicas c Antonio Jos de Avila, ex-
minislro da fazenda da situacao transada. Os v
p-driohos de um e de outro cheg.ram a enteo- Fontes euCS-o para sP seginaoStarJ
DepoiS dessa extensa leilur. do masso hedion- f ^"uX&wZ*Tto\xr2P "
i, decidi a cmara, em sessao oublira. nao ha- oia, m'!f ?.??Ver.n.,>' fazem al,.as diligon-
i: T V li "~-"viico, kii- cas para que o despacho recaa na visrond
ver relacao entre esses doc.men os e a queslo Alhougual. j que nao tem oerancas Sp
L-inglois. Com esta resolucao foi corriaida a in- seia rnnfri h. m;;". T. frP'. n?^s. "e
L'iRglnis. Com esta resolucao foi corrigida a in-
Sinuaco do relator, desalfronlada a honra dos .
concurrentes, e dado indirectamente um voto de finado exercia vai ser dado a l\
censura ao governo, cuja iotimidade com o re- Coutinho.
lator de obras publicas, fazia sjppor que tal in-
- ..Hv .v-u* wuriatujas ue QUe
seja conferldp ao ministro do reino. 0 lugar de
ajudanlede campo deel-rei. que timbera o
Manoel Pe re ira
S.dondci.qdodsu^ a,Pre-
ect.v,menteno oi.P Aquillo nao p.ssou deum f^/u\^S^^^^S^ ""'^
lividual. bem punida oe a ,\hrin.o m> -.___:.^.____ _.
rasgo de petulancia individual, bem punida pela
attilude que loraou o parlamento.
Tenho-raa resumido ainda assm o mais que
posso para lhe dar conta dos assumptos quo des-
do a ultima carta que lhe escrevi, tem oceupado
a allenco publica nesle paiz.
Para concluir com o masso 16, dir-lhe-hei que
a tal commisso especial de moeda falsa, lavrou
um parecer era que julgava o actual governo
digno de louvor pela actividade que empregava
para que fossem dividamente punidos os falsos
moedeiros, e nao menos dignos de elogio os es-
orcos do ministerio passado no mesmo sentido.
Desde que lhe refer as ultimas prisoes que se
tinham feito, iieuhuma outra captura importante
(era lido lugar.
Creio haver-lhe dito qu6 o conde de Bolhao,
procurado pela polica as vesperas do julgamen-
to do Agapito evadio-se, e nao se sabe ao corlo
onde para.
Fallou-se em que estere escondido aqui alguns
dias, e depois embarcara oo paquete inglez. Um
de seus filhos n'uma polmica epistolar que tem
lido cora a mi da menina com quera deseja con-
trahr malrimonio, di3se que seu pai ^inha mu-
tos immigos, era victima de atrozes calumnias,
e bem mal faria se se enlregasse nas mos da-
quelles que lhe querem mal.
Um fllho nao poda dizer outra cousa, mas nao
falta quem diga que nos papis do masso 16 se
fallava daquelle lidalgo
Se assim o quo nfio affirmo por que nao os
vi ler, como que o governo guardn para to
larde a sua porseguico, em face da nova lei, que
nao d quarlel aos indiciados ncm Ihes admiti
fianca 1
isserara aqui os jornaes que Ihes constara es-
da lar para sor agraciado cora a commenda da Rosa
;o- desse imperio, o risconde de Goureis. A este
Na cmara alta nao lera faltado escndalos
tambera. O par do reino Fernandos da Silva Fer-
- rao, que cscrevera urna carta ao juiz de direito
i- de Filgueiras sobre urna demanda dts Guima-
res, do que lhe dei circumstauciada noticia, foi
pronunciado pelo ministerio publico; corre o
processo pola cmara a que portenec.
No dia 10 de maio leve lugar a primeira sos-
sao da cmara hereditaria constituida em tribu-
corno muito bem. observou o Archivo Universal, nal de juslica. Apresenlaram-se todos os paros POm;! 'Vt- g? Ar.ch\0Pito>-^o, e est
" ? "ene srugo que publi.ou ha pouco de grande uniformo ; servia,,, do escrives e of- Z?aVr\ m t|c"0?f ^ l"'Sa portugueza
sobie este deplorare! contrato. Curre me a r.. (irial-mainr d* o-roi ^....n______il {l.uc deixra muito adianlado o nosso consoion.
tninhi iim, if\r i Ull'"u",nl- w" l?e'0 gnverno. em consequenc a de ter o yoru
maros de Tmh SiTni ,'m fe'''' ,eS d qU6 S d, C'nmerci'> de Iisboa ^slan.pado um contrito
cad do h;V.H n A Um ?+ c?1^bri"lu '"r O concessonario provisorio Lan-
S As..,^Rosada 1'1i^0lS0Pr,nc,l,eduC<'"- l0ca Hemebette de Taris. V6-se da-
Rosada, e que leudo o govemador desuelle convenio, que linha havido um conluio
I 1---- ... uvii;iuauvt ue
Angola marchado para aquelle ponto com a for-
ca que linha disponivel, fra seno completamen-
te batido pelos pretos, obrigado a retirar porque
os soldados afilelos com a sede e com a intonsi-
ladedo calor e rapidez das marchas, Acarara em
debandada.
Os pretos cobraram audacia e veram perse-
guido as tropas, malando-lhes uns doze solda-
-dos a tiro.
Estas sao, pouco mais ou menos, as ultimas
noticias ofiiciaes que chegaram aqui.
O governo era consequencia de to deplora veis
novas, pedio s cortos e obteve sem discussao,
um crdito de cera contos de ris para as despe-
xas de urna oxpedico e ao mesmo lempo fez com
que se approvasso um decreto offerecendo urna
sene de vantagens aos soldados e oniciaes ue
fluiei-i partir para Angola. Nesta faruldide
que em virtude de dellicieulo legislaco ultrama-
rina leve de deuar tropa, que se perdeu gran-
de parte do efTeilo que se esperavn, e o primero
dentre lodos, que ora a brevidade na sabida das
Jorcas expedicionarias.
O ministro da guerra, visconde da Luz. foi di-
xer em pleno parlamento que nao poda ol>ri"ar
o exeruto a servir no ultramar Q.ianto a praras
de pret.teem acudido voluntarios em numero su-
ocente, mas pelo quo diz respoito a ofiiciaes, ahi
que tem sido a maior difflculdado. Muitos mes-
mo dos que se offereceram para embarcar, leom
desistido, porque so Ihes recusou assegurar pen-
socsasuos familias na possivel evenlualidado de
fallecerem era campanha, ou em consequencia
das fehres dominantes naquclles climas. O go-
vemador Araaral j foi demittido.sendo nomeado
para subslitui-lo o tenente-coronel graduado
Franco, quo servil ha muitos annos como chefe
de estado-maior.
Este hornera j all esleve. Tem muila familia,
pedio o lugar, allegando os suas circumslancias',
eder.m-lh'o. E' honrado, mas vai som prestigio,'
o que na frica indsponsavel, como em todas
s colonias, e qtiasi em toda a parle.
Os navios a vapor destinados a partir, sao o
A/rxca, da companhia Unio-Mercantil, que o
governo afrotou como Iransporte, c que est ven-
cendo 2008000 diarios ha perlo de quinte dias
vai corveta Barlholomeu Dias, acrvela EUe-
V"!fre-0 bri,!e0D- Maria *nn*- Commanda
a expedido naval S. A. o infame D. Luiz, medi-
da nao muito conveniente por diversos motivos
Acorapanha o Sr. infanlo na qualidado de seu irn-
medialo. o rpitas do mar e guerra Sergio oue
tfiL-er r" m0 governo "'unla das nossas
posseasoes africanas, e que nao goza por all do
grandes sympathias.
Recis-se muito que este official que alias tem
sabido insinuar-se no animo do infante, venha a
^,rr'"Jero-gover,1:,dor' Pis o nomeado.
como the disse, nao tem a independencia neces-
saria para sustentar-so e repellir qualquer iu-
Outro erro, ter-se dado ordem s pracas in-
corngiveis para fazerem parto da expedioo lia
siguas annos (talvoz 5 ou 6) est determinado
que aspracas que tenham commetlido certo nu-
mero de taitas disciplinares, em cuja conta en-
trara as deserces. vo servir de castigo para a
torreMe S. Juliao da Rarra onde licam sUgeitas a
castigos corporaes. abolidos desde a regeneraco
para o resto ao exercito. Pode imaginar que es-
2.5.WU,i i"0, se C0Jluma li">- guarnico
inspuarconflanca. nem para garantir, tranquil-
---------, -j.. ..,.UH umwwm^mam u lis IVUIUIU,
em virlude do qual se davam cento o setenta con-
tos de ris pou,- la russite de l'entreprise ;a
uns como agentes, a ouiros para emprestaren)
os 40 contos de quo Langlois precisa va para de-
positar no banco de Portugal como cauco exi-
gida.a outros finalmonU como testas de forro.
Era uma vusa associaco que o paiz havia de
pagar, pois as osporlulas convencionadas erom
mullas. A publicaco deste documento foi urna
bomba que esloirou por sobre a cabeca do mi-
nistorin. Fontes dissera quo por decoro dos
poderes pblicos, recusarla por o seu uome
n um contrato do que resullassem quaesquer
escndalos. A opposQao, pelas suas boccis
mais autorsadas bradou-lhe que os havia e dos
mais repugnantes. Fontes disse quo linha visto
a copia de um contrato, mas que lhe nao prestirs
je, porque nao havia aullicnlicidade nesse papel
liste ro no da seguinte publicado com a decla-
radlo expressa, por parle da
(lcial-maior da secretaria daquella casa do par-
lamento, Diogo Constancio, o o par do reino .
Carlos da Cunha e Menezes ; assistia o procura-
dor geral da corda.
Esta primeira sessao foi consummida cm de-
bnlcr-sn a competencia da cmara para formar o
processo preparatorio ao reo. Trini, e Ires vo-
tos contra qualorze decidirn! a competencia.
Foram nomcados relatores adjuuctos os'viscon-
des do Couveia e de Fornos.
Na ulieiior sessao apparoceu o reo com o sen
advogado. que o depulado migueltsU Carlos
Zeforino Pinlu Cofilho. Informa-lo-hei do resul-
tado deste processo nteressante e pouco vulgar.
Discule-se na cmara dos deputados o projec-
to de conlribuicao industrial. Como ensaiu eco-
nmico demasa iaiiieiile pesado.
Os coutribuinios nao so cancelada rcpreseniar
contra as medidas linanceiras do governo, mas
hado pelos homens mais conspicuos de tudas
as parcialidades.
. LugV que deixa T8g0 no conselho do... tem
servido de ihema a coramentarios em que a ri-
alidade partidaria oceupa um lugar distinclo. O
ria r -* ^--^.v, .hvuj Olida Ulllgeil
cas para que o despacho recaa no visconde de
Abno-se se exercilo uma copiosa subscripeo
para se erigir ura monumento memoria do he-
ioe da Asseiccira. E'um disparate que se le-
vante esse monumento anles do se completar o
qee se principio.! no Roco, ha tantos annos. cm
honra do libertador. Falla-se novamente ora se
utecluar o monumento a Cames. Nao sou con-
tra estas mamfeslacoes respeilosas. masenlendo
com minia gente sensata que primero monu-
mento de que Lisboa precisa, c um batrro con-
lorlavol o cora todas as condicoes de salubridade
no lugar ou Je ainda avult.im s descosidos par-
lieiros da Alfama. As rendas das casas lera su-
oido espantosamente, e as classes menos abasta-
das nao tem quasi onJe habitar, sem pongo de
serem expoliadas pelos senhorios. Falla-se ou-
tra vez na organisacae de uma companhia edifi-
cadora. Digo-llie que era empreza para deix.ir
lucros muito convenientes, e que so cobrria de
gloria pelos bons servicos que prestara aos ha-
bitantes da capital. No lempo da segunda epi-
demia fallou-se muito na Iprmaco dessi empie-
za. Passou o perigo, passaram os cuidados 1 So
mosassim ha muito lempo.
Foi concedido por mois dous annos a Mondes
Leal (Jos) a mensalidade que recebia do gover-
no para continuar as obras do visconde de San-
larm. Mondes Leal (Antonio) representou hon-
tem pela primeira vez com os suavos da Crimea
desempenhan lo um papel n'uraa farca. V*i com
es procurar fortuna.
Chegou de Inglaterra o Sullivan. ex-mini-lro
dos Estados-Unidos nesta corle. Veio tambem o
marques de Sonsa Holstein. filho segundo do
duque de Palraella. E' secretario da cmbaixa-
da portugueza era Roma e depulado s corles
onde j lomou assento.
O ministro do reino apresenlou s cortos um
projecto de reforma de iostrueco primaria e se-
cundaria. E' deficiente, e deixa sera resolucao
o ponto principal, que a dolaco do magisterio.
Nao cstabelece inspeceo. Supprime militas ca-
diiras de laiun superfluas e cria oulras de scien-
CUS applicadas.
Est-seimpritnindona imprensa da nossa aca-
demia a forrnosa verso potica da Pharsalia de
Lucano, por Jos Feliciano de Caslilho. A obra
segundo rroio, oflerecida academia.
Silva Tullio redigo o Archivo Pictoresco,e est
que deixra muito adiaulado o nosso conscien
ctoso bibliographo Andr Joaquim Ramalho.
Falleceu ha poucos dias o velho visconde de
Exlremoz, represenlanle dos Ramires Esquivel.
Fot approvado cm ambas as cmaras o contrato
para a construccao do caminho de ferro das Ven-
das Novas a Evora e Roja
Sebastio Jos Rboiro de S. o antgo redactor
da evisla Universal Lisbonense, no segundo pe-
ridico, esi iraiando do francez o chistoso ro-
mance O mundo no anuo tres-mil 1 uma tra-
dcelo exmernda.^
O Iiinocencio Francisco da Silva continua com
o seu Oiccionario bibliographico. O 4." volunie
osla quasi concluido ; esta obra nao desmente do
bom concoito em que tida pelos homens de let-
Iras do ambos os hemspherios. t
Em Leiria vai-se outra vez publicar uma folha
peridica.
O editor Goncalves Lopes contina com as suas
iiliiLun H.i-./,. J_ r ___ __*..
este, apola-so na maioria vai f.sendo 0*ar as I ir.dnTwu*. "sV^IT.0 IITZ?
suas propostas, o nem sequer faz publicar na lo-* ^ L* 'v,1*^ e *"***
ik u.:.i------...... sao opieciados pela nitidez, correceo da liugua-
d. Vloente, Fertumibuco, BahiaT
neiro.
r-. mw o"gio-inso-'Drasiiein
Portugal, para 8. Vicente, Pernambuco. Bs
hia e Rio de Janeiro.
O vapor Nsvarre da companhia de Bordesox.
Bita io de Ja- dmbmiotoUo.apprehcndendo-sc alem dos ulen-
sihos d. fabricacio grande qusntidsde do moedn
de cobre doursdo. e ostras de metal branc. a
jnoedss de cobre tinham ne reverso ss armas de
frl! J^S*"*' e B0 w0 o busto de Crloe
III D. G. Hisp. R. 1786. as outra* de mcui
brsnco. aspirav.m apenas a ser rooedaa de do.,
: 2 'J.*4^!* baaio nda e rhib-
"^ i' D" cv"fiar,M- 31.* A indns-
iria de moeda (.Isa universal, nao Mta nem
queir. especular com a bes f do sanado
A capital de Arsgso celebren esm veredeiro
delirio a enlrnds dos corpos de Zsesors e Raisjbs
indos d frica Sar.gocs em peso sahio e.-'
bris de flores e de vivas erdamacoes aos sien-
tes soldados, e lodss ss sutoridades e eerpora-
coes se confundirn com o povo. Honre lumi-
narias, msica, logeles, jamares, discursos ele.
L
Dito di porto256} a 158$ rs.
r------ s"" *** ivuiii.1 ni
respondera peranle os tribunaos pe'la
de daquelle documento.
O faci que j l vo mais de oito das e o
editor do jornal nao foi querellado, nem por par-
le de Langlois, nem por parle do governo. Este
pela administrarlo dobano mandou chamar o
redactor, para que apresenlasse os documentos
que provavam as assercoes que fizer. na sua to-
ma, sfim de esclarecer os ministros. 0 redac-
tor recusou-se a apresenla-los naquelle lugar,
e insisti na sua primeira declaracao de que
havia penas para os falsarios, e se enlondiam
que o documento publicado era falso.o chamas-
sem aos tribuuaes.
O ministro das obras publicas ailegou ioleira
ignorancia da existencia daquelles conleios e
nem ao menos saba que uma copia do tal con-
tracto clandestino fora mostrada ao seu collega
do reino I Tudo isto, como era de presumir deu
lugar a sceuas irritantes e tempestuosas na c-
mara popular O rolotor da commisso de obras
publicas, Mousinhode Albuquerque,subir tri-
buna, e raudo da carteira urnas carias, disse
que a desfiar toda a meada. A scena eslava
ensalada mas nao produzio o effeito desejado.
As cartas eram do visconde da Orla e do Jos
Izdoro Guedes, os dous licitantes excluidos do
concurso pela celebro ronlagem dos prazo3, que
reduzo 40 das a 39. Nessas cartas era convida-
do o visconde de Thannberg, representante de
Langlois, a ir ao escriptorio de um d'aquelles ca-
pitahsiis, afim de se enlenderem sobre um ne-
gocio muito simples que era conceder Langlois a
construccao do um lanco de estrada a um certo
Mouioia, amigo do visconde, no caso de lhe ser
a^iudicada definitivamente a empreza de todas
as estradas ordinarias. Este pedido anterior
a tercm-se aquelles dous individuos resolvido a
entrar na licitaoao. As carias annunciadas com
tanto apparalo de exelamages e relicencias, fo-
ram ouvidas pela cmara com a maior [riese o
que ez perder a presenca de espirilo ao relator
da commisso
----------r----r -i *- "" ^v--j*.i ub r- fin til un iy-
Iha oflicial esses pioleslos firmados por iiinume-
raves peticionarios.
As assignaturas se nao excedem ha 50,000 cora
as que fiterain baquear o minisleiio da primeira
regeneraco, nao devem j andar rauilo longo
desse numero.
Em sesses nocturnas tem se discutido a refor-
ma do imposto predial, mas vai pouco adianlado
por que [altara muitos depuladus. 0 Borrico de
duas sesses muito pesado; o passeio pblico
abri assuas suas alamedas aos habitantes da
capital; ha boa msica, damas, conversaco .gra-
dare! e un fresco delicioso. Tuto islo mais
apetecivel que a massada dos seroes parlamen-
tares.
Alexandrc Herculano, o nosso historiador, j
est reslabelecido da perigosa onfermidade que
lhe poz em risco a existencia. Fallecen o nosso
r. ,n la\eracda STt ^f" Al""d". ^^ CaSl,lh-
irmao do illuslre poela Antonio Feliciano d
Caslilho. Poucus horas antes de sahir o cadver
para o cemerio, recebeu a consternada viuva'a
noticia de ter tullecido na villa da Figuoira sua
nica lilha D. Emilia Augusta de Caslilho, lao
sympaihica por sua forraosura e tlenlo, como
por suas virtudes.
O finado doixou impresso o Almanak de Um-
brticas para 1861, completando assim ouze vo-
luntes desla inleressanlc e populorssima eney-
clopcuia. Ocaraclerde Aloxandro Castilho era
ameno; a sua conversaco at qnasi aos ltimos
das esperiluosa. Energa e actividade poucus as
possuiam em to subido grao. Foi correspon
HfcSPWHA.
As noticias daquelle reino alcanesm a 4 do cor-
renic
Trocaram-se js entro os plenipotenciarios mar-
roquinos e hespaohoes as Ires ratifkacoes do ira-
lado do paz.
A 25 apresentou-se Muley-el-Abas em Tnger
ao general Ros cerlillcando-lhe que prximamen-
te concluinara a entrega dos 400 milhoes, dos
quoes irazis duzentos para primeiro pagamento
e que os iris elle proprio levar a Madrid, para
suppiicar i rainha a evacuaco da praca de Te-
luan em quanlo se cumpria o pagamento final
ro nomesdo ministro de Hespanha residente
junio corle do Brasil o csvallciro Blanco d'el
Valle.
Dz-se que o ministro das justicas apresentra
as cmaras legislativas um projecto de reforma
da legislaco hypolhecaria afim de emancipar da
usura a propriedade rural, o facilitar o incremen-
to a inslituico dos bancos agrcolas.
Celebroii-sc no dia 25 com a pompa do costu-
me a abertura do parlamento hespanhol. apre-
sentando-seem grande estado SS. MM. era com-
panhia dos infames D. Sebastio e duque de Moni-
pensier.
Ess mensagem real da abertura do parlamen-
to hespanhol:
Senhores senadores e deputados :Anima-
da pela mais viva satisfaco venho hoje inaugu-
rar a legislatura de 1860. 8
Ao terminar-so a precedente, achavn-se a
nacao empenhada em uma guerra que havam
tornado necessaria os insultos commetlidos para
cora a bandeira hespanholo. Seguros da nossa
juslica, conharamos nos o exilo da luda pro-
leccao divina, e ao valor incoolestavel do exer-
Em lodas as pennsulas da provincia e ultra-
mar, e nos paizes mais distantes, os donativos pa-
ra soccorrer os feridos e .limar as familias or-
phaas, pelos accidentes da guerra, manifestaran!
o vivissimoe unnime inte
os que lao generosamente estavam .
o seu sanguc em prul da honra nocional.
Uma paz gloriosa poz termo guerra, e o
exercilo ao vollar triumphanle ao seio da palria
recebeu as demonslrocoes de enlhusiasmo e re-
conhcciraenlo que em todas as partes se lhe nro-
d.'gahsarom porfa.
O meu governo fez uso dos recursos extraor-
dinarios que as corles volaram, inspiradas por
uro scnlimonlo do patriotismo.As vontagens
obiidas polo tratado de paz, que vos ha-do ser
apresentado. compensara, quanlo possivel, as
despezas do thesouro publico, e as forras da
narao.
As relaco com as demais 'potencias contin-
uara a ser amigaveis.
Usando da aulorisaco que lhe coticedestes
celebrou e meu governo com o corlo de Roma
um convenio, que d soguranca aos inleresses
creados, etranqiiiliidade s consciencias, e que
deve facilitar o progressivo dosenvolvimenlo da
riqueza publica. Nsla nogociacao deu-rao o Pai
commum dos liis novas provas do seu constan-
te desvelo pela felicidade da Hespanha e pela
mi ii ha. r r
O meu governo vos dar conla do convenio
celebrado com a republiaa do Mxico, afim de
terminar de uma manera silisfaclona, as riesin-
lelligencias que exisliam entre ns dous povos. Os
lagos que nos unem faro com que a Hespanha
olhesempre com inleresso para os prolongados
iiorliinios daquelle paiz.
Quando o meu coraco de rainha e de mi
bemdizia a Divina Providencia pelo novo dora
que me outorgra, o pelos gloriosos triumphos
do exercilo e da marinha, foi ento quo ura farlo
criminoso veio perturbar a universal alegra. A
tentativa de insurreicao foi abafada na sna on-
geru. As tropas que por engao se quiz arrestar
a Inicio, o exercilo que nao pudendo participar
das glorias dos seus irmos, esperavo ancioso o
momento de combalor na frica, toda a naco
me deu provas irrefrsgaveis da sua adheso e
lealdade.
Dissipado urna vez o perigo de que a insur-
reijaose propagasse. pude seguir os impulsos do
mou coracao, e conceder urna ampia amnistia a
todos os reos, e processados por crimes polticos
desde 1856.
O meu governo vos apresenlar os ornamen-
tos para 1861. Examina-los-hes com o propo-
sito de cstabelecer a conveniente harmona cnlrc
s do Ihesouro e as multiplicadas exi-
O exercicio regular
PERNAMBUCO.
gem e mteresse que apresonlam. Agora comecou
a publicar uma obra de Alexadre Dumas, filho.
O Archivo Universal vai entrar no seu 4 u volu-
me. Continua a ser collaborado pelos priraeiros
esciiptores nocionaes.
Marlins Fcrro, ministro da juslica, declarou
n uma das sesses de maio (16), que "o seu estado
de sade lhe nao permillia conservar-so por raui-
lo lempo no ministerio.
O contrato celebrado cora Erlanger, banqueiro 2JK2 t^tlT^r C
do Francforl, para o empreslimo de 600,000 li- I 5 "f!" ??. "".1'0 P""liro_.
bras tem sido mu debalido. O onus que se deu
a esta capitalista, fabuloso.
Falla-se na reorganisaco ou extineco da agen-
cia financia! portugueza em Londres.
Chegaram mais 6 irmas de caridade francozos
pelo vapor la Guienne. Dz-se quo algumas a-
companham a expedioo paia a frica.
O vapor A'aoarre da companhia das message-
rtes imperiales de Rordeaux, tocar nste porto
a 28 do correnle, donde segu para o Brasil.
Ha duas conlissoes raii^Hriaos que leem sido
bem aproveitadas pela opposico : uma do Joa-
qun! Antonio de Agular, presidente do conselho,
que declarou ua cmara alta, que se fizesse parl
da -idministraco quando os papis da moeda
foram enviados camari dos deputados, volara
contra.
Outra, do ministro da fazenda, Casal Ribero
que aperlado pela argumentarlo do A. Jos d
Avila, disse que nunca mais faria contratos como
a operaco Erlanger.
A opposico quiz vibrar um voto de censura
.i..iT. --------Ter correspon- / opposico quiz viDrar um voto d
denle por mullos annos do Conexo Mercantil do o governo propondo que se lancasse
HlO do Janeiro ora ixun Ao v.r;,. .... 4___:__ ,.,.,,.n. ___1- ... V"""^-
varias academias e
Rio de Janeiro, era socio de
sociedades scietilillcas.
Notavel coincidencia I No dia cm que se da-
vara a sepultura os resmos moraos do eslimavel
escriptor, annuuriavam os jornaes a primeira re-
prosenlayao da Joanna a Douda no theatro de
. Mona II. E' sabido quanlo esmero pozera o
Castilho na traducQo daquelle drama, que a
Hisiori deixra gravado na memoria de todos nos,
e que a nossa Emilia das Neves soube interpe-
lar com tanta verdde.
A dupla faialidade que enlutou a familia Cas-
lilho causou profunda raagoa a todos os seus
amigos.
O governo tenciona reslabelecer a legaco de
Tuin, que fora supprimda. Ainda as cortes nao
deciuiram sobro o restabelecimento daquelle pos-
to diplomtico, mas o lugar j esl prometldo a
Jos Ferreira Borges de Castro, addido logaco
portugueza em Madrid e conhecido compilador
da collecco do tratados entre Portugal e as de-
mais potencias.
Chegou de Paris o duque de Saldanhs. Os
lauro-maniacos promoveram a assignatuia do
uma representaco contra o projecto do marquez
de Nina para a abolicao das lourodas. O pro-
jeclo passou na cmara hereditaria. Na outra
cmara foi para os limbos das commisses. O
Comer nniar ano is ,r.io,in...i. "niar >oi para os limbos das commiss
se aCa, 'SllVntSSTZXSZ pXa I ?. 5/?:hi"',d,-,e' "5f aSSg'""
al mesmo no paco das NecessidadM s P..S' i n n cofr,das- l",T Para lisongoar a el-re
<" ota .m ...Vd ^ deliberaco do ca-
Hdade.
psfr'nf f!&? horaens *tod. 1~ *crem
m.Ur ura sargento.- A S:"iSS'.
o motira apanguou-se. -^vreo, e
Ha pouco larabem no quarlel de Alcntara
onde se achara acuartelados os volueUnos di
Atrtca, um tumulto, contra o ajudanle do eorpo.
lem M '* 8Cn,,0 muit**erio m" dcudid-se-lhe .
fu.n?0.'' pQ?,' -8 eleen'os que se dspde pa-
Si. f^ue ,a imP"ole provincia, assedia-
Us polo, maneio, exiere-fetalvoz fracezesou
faexes, insultada peiM fc, do sertao, t m
- s--Y" nvvvwmauta, a i'
que linha em seu poder urnas cartas que cora-
promeltiam seriamente aquelles concurrentes.
O escsndaio nao parou aqui. Foi ento que o
orador, com grande pasmo dos ministros seus
amigos, e de lodosos eircumslanles disse do alio
do seu pulpito parlamentar, que 6e quweeso fa-
zecjnsinuacoes. appellaria paia o masso 16 que
existe no archive da cmara.
Sabidas as cenias, osle masso 16, que assim fi-
cava suspenso, come a espsda de Damoele*. so-
bre cabeca de concurrentes excluidos, sede
quaesquer oulras pessoas, pois a sUuso oso
trouxera sobrescripto, era aquelle. onde eslavas
us documentos e rea torios sobre moeda falsa,
papis esses que o ministro da juslica incoave-
mealeoenle levia cmara electiva, bavi. um
ou dous mezes, p.r. que uma commisso espe-
fa.'w,i,e**mBa8*"' e decidisse se o governo se
^bd^^dinW^ na perse-
2 J?^1*?* ""*">*' Nu ibe posso dee-
crerer o kimnlio oam que esta ree*ei* do di-
putada Mousinhohi^olhi*. p^*^^. it
dos clavaai :-PuWqe-se todo MI Vph.
ludoIII Teuhaomiigsoieil)***m 'enn*
um
de
mar dos pares continua a assistr aquelles es-
pectculos. Mendos Leal redgio o requeiimento
dos amadores daslouradas.
D Nicomedes Pastor Dias, ministro de Hespa-
nna nerta corte, regressou para Madrid, onde vai
tomor assento no senado do que memoro, e
um dos mais distinclos ornamentos.* Deu
baile de despedida, que esleve esplendido.
O nosso llnslie poeta Antonio Feliciano
Caslilho eoncluio e segando canto da Arta de
Amar de Ovidio. E' ou Alexandrinos vertido
em igual numero de versos.
Salamanca supprimio tres eslages na estrada
de ferro de Lisboa Ponle de Asseca. Os povos
dcs*s localidades tem clamado na imprensa c
com toda a razio, porque urna illegalidade pri-
va-los de direitos adquiridos, contra a letlra ex-
presM do conlralo. Diz-se que esle emprezario
addiu a construccao da ponte que deve atra-
vess.ir o Tejo, porque tralando de passar de rr.o
o coiilrrtr, quer dexar para os successores a
conslrucgo das obras o'srle mais dispendiosas.
El-re D Fernando e a Sra. infanta D. Ant-
ala. parteB em um destes diss pan Bresde, on-
,-------- ., .mi na acta
aquella preciosa declarago. Obteve apenas 30
votos, e o ministerio nao solTreu mais do que o
susto. '
A perspectiva de uma dissolucao poremptoria,
fortalece a maioria, e o governo vai resislindo aos
ataques dos seus adversarios.
L.
REVISTA MARTIMA.
Erabarcaces to navogam entre Lisboa e os por-
tes do Brasil desdo 14 de maio at 7 de junho
de 1860.
Entradas.
Maio 14.Barca porlugueza Ligeira, do Rio de
Janeiro.
dem.Barca portugueza Nereide, do Para.
dem 15.Barca portugueza Amazonas, do
Para.
dem 29.Vapor paquete nglez Oneida, d.o
Rio de Janeiro, Babia, Pernambuco e S. Vicen-
te do Cabo Verde.
Junho 2.Barca porlugueza Flor de S. Simaos,
Pernambuco.
dem.Galera portugueza Lizlania, Rio de Ja-
neiro.
dem.Vapor paquelo inglez Jason, Rio de
Janeiro, Baha, Pernambuco, S. Vicente e Ma-
deira.
dem 3.Barca portugueza Feliz, do Ma-
ranho.
[dem.Escuna porlugueza Ra-nha dos Acores,
Pernambuco eda ilha de S. Miguel.
dem Patacho portuguez Jareo, Pernambuco.
dem.Patacho portuguez Cautetla. Baha.
dem 4 Barca portugueza Duarte IV do Rio
de Janeiro.
dem.Briguo portuguez Florinda, de Per-
nambuco.
dem 6.Barca portugueza Allianca, Rio Gran-
de do Sul. '
u 4. Sahidas.
Maio 14.Paquete inglez a vapor Tyne, para S.
nilViPerna,nbuco. <">!. Rio de Janeiro,
Montevideo e Buenos-Ayres.
dem 15.Patacho porluguez'Maria da Gloria.
Pernambuco. '
dem.Galera portug.eza Aurora. Maranho
dem.Brigue portuguez Bom Successo. 8o
de Janeiro,
dem 20.Barca porlugueza Alexsndre Hercu-
isno, Rio de Janeiro,
dem 24.Brigne portuguez Ligeiro II, Par.
Mem 281Paquete frqnccz a' vapor Guienne,
REVISTA DIARIA.
~~ C iem publicadas por nos aceres de vexames feit..s
a populscio desta cidade tenha oficiosamente rn-
xergado urna censura aocommercio esos bancer
devemos declsrar que essa altribnirao menos
cabivel; por quanto aquellas palav'ras era nada
enlendiara e nem entendem com o respeilavel
corpo do commorco e casa de descontos desta ci-
dade.
Nao nos consls oue taes entidades tenham pre-
copitado os seus devedores, lev.ndo-os i passo*
extremos, quando pelo contraro temos seion. ia
de que Ihes hao facilitado demoras em pagamen-
tos, procurando assim obstar o appaiecimenlo de
fallcncias, etc. etc.
Sirva esta declaracao para eorrigir a inlelli-
gencia ligada s nossas alludidas palabras decla-
racao que nao deve ser atwibuida i um tomi-
mento menos digno, porque isto se oppde 0
nosso proceder, que nao ha recuado ante cen-
sura dos abusos parlara ellos d'onde quer uue
sejam. H
No di. 25, Installou-sc a sessao judiciari.
do jury deste termo, como annunriado sol.
presidencia do Sr t)r. juiz de direito da l' vara
crime, Bernardo Machado d. Cos. Doria sendo
promotor o Sr. Dr. Francisco Leopoldino d'e Gus-
mao Lbo, eservindo de escrivo, por impedi-
mento do respectivo funecionario, o do cival Ma-
noel Joaquim Baplisla.
Nao pode funecionar o tribunal por (alia do
numero legal, visto como somonte 14 juizes de
facto se achavara prsenles chamada no-
minal.
. "-'Ionlem celenrou-so. na groja da Conceicao
dos Militares, a nussa mandada rozar pelo repu-
so eterno do finado barao da Victoria.
A esse aclo piedoso asisti um grande con-
o vivissimoe unnime" ^SsISIJTSh^ IV^ "ST" f 'daS K"arfhias ,nc,u"
os que lao generosamente estavam derramando ? n *&"" V e u,n b,,a,hio da ,inh
mal z.as hnras m,l"a,es. ficando poslado em frente
da igreja, onde forao dadas as descargas do cos-
tume. "
Por essa occasio foi distribuida pelas pessaas
presentes um volme conlendo um esboro bio-
graphico do Ilustro finado.
As mamas horas, igual ofiicio divino linha
lugar no capella docomilerio por idntico motivo
ao qual asstsliram tambem amigos do fallecii.
Foi mandado celebrar pelo administrador res-
pectivo.
Na conformidado do seu contrato, o nos-
so patricio Arsenio Fortunato ds Silvs. que adia-
se era 1 ans, estudando pintura s expensas desta
provincia, remellen a pouco dous quadros que
aliestam o seu aproveitamonlo artstico.
Esses dous quadros represeutam, um S. Fran-
cisco de Salea, visitando uma aldea enferma o
ouiro a Fidelidade. que symbolsada por m.
cao guardando a sepultura do proprio senhor em
quanto os respectivos herdeiros se banqueteara
folgadamente. '
Por engao dsseraos ler sido concertado o
gradil da ponlezinha do Rosarinho, que aiha-e
anda no estado de dcteroraco que anteriormen-
te notamos; porque lomamos uma informaco
por outra ; islo o que foi reparado, foi o osla-
do de ruina em que se achavam as caibros do an-
damie dessa casa, que se levanta na freguozia d.
Boa-Vista e de que tratamos.
Isto posto, retiramos o que dissomos irs-
peito. roslabeleccndo a observado j feils no
sentido de realsar-se o concert preciso.
Temos noticias de Cimbres, que chegam 3
17 do correnle mez.
As esperances do invern vao-se roallogrando
por all, comiudo esperara que da Sorra deseam
alguns logumes.
Os gneros sobera de custo, c a falta de moeda
absoluta, nao harendo por lano compradoi
para a cousa raa3 insignificante.
Tem-se manifestado o garrolilhooo angina na
villa, di qual j suecumbiram urnas 5 ancas.
O menor que no dia 24 de corrento'quei-
mon-se na ra do Mondogo, c de que honlrm
nos oceupemos, nao aggrogado da familia do
^r. Dr. Rufino, como dissemos. E' um meimr
desvalido, filho de Jos Roque de Sani'Anna pre-
so na caso de delencoo; e no srto de ser quei-
mado. pedio que fosso levado a casa do Sr. Dr.
Rufino, por ser a pessda que conhecia no lugar.
Foi inmediatamente rerolhido ao Hospital
Portuguez de Bcmficcncin, aond? se lhe lem nro-
dgalizado os raaiores cuidados com vordadeira
candado, nao consentindo o Sr. vice-provedor
que fosse elle transferido para o hospital da ca-
.idade.
Na madrugada dn da 21 do correnle no 2."
districto da freguozia da Boa-Vista (Capunga) o
soldado do 9." batalhao de infantana, Manuel
Morena ferio com urna bayonelada a um seu
compoiiheiro de nome Manoel Vicenle.
Foi presp, e recolhido ao seu respectivo
luartel.
No dia 21 do correnle no termo de Scri-
nhacm, um prelo, cscravo do Sr. Miguel Aceioli
Wandorley, senhor do engenho S. Jos, lenlou
siiicidar-s e dando um grande golpe no pescooo,
do que se acho em perigo de vida.
No dia sabbado (23 do correnle) pelas 10
horas da noile, estando o 2. sargento de carel-
iana, Eufrasio Jos de Moura conversando com
I um camarade na porta de urna caso em Beat*
Amaro freguezia da Boa-Vista foi i falsa f ag-
o ordenado desta prerogatva, uma das mais im-'
portantes que a consliluico confero s corles,
contribuir para que o syslema representativo se
arraigue mais cada dia nos costuraos e no espiri-
lo eos povos
No decurso da legislatura ros sero aposen-
tadas vanas ieis polticas c administrativas ante-
riormente annunciadas, e oulras igualmente ne-
cessanas para regular o exercicio de importantes
direitos e organisar difTcreutes ramos de admi-
nislrarjo publica.
Senhores senadores o deputados : Espero
que os vossos traballtos conlrihuiro para dar no-
vo impulso propriedade geral. Grande o in-
cremento que lem lido era poucos annos; mas
parar no caminho dos melhorsmentos, com-
promelier o fruto de penosos sacrificios. A pri-
meira necessidade do mou coraco ver a Hes-
panha rica, feliz e rcspeilada, a* gozar no seio da
paz os beneficios oas instituic&os, de que to
digna. O amor que esto povo, desde a rainha in-
rancia me lem mostrado e os sacrificios que por! An,"ro ""eguezia da Boa-Vista foi i falsa f ag-
miro lem feiio, impe-mo o dever do consagrar- ?red"10 Pr Manoel dos Santos Fraga, que deu-
Ihc todos os momenlos da minha vida. A unio lhe una ^emenda bofetada, e em seguido uma
ptinhaladacom um rompasso, que nao o malou,
porquo no acto de Fraga levantar o braco o gri-
to de aviso que deu um menino, servio para que
o sargento Eufrasio sparasse o golpe com o bra-
co direito, onde foi ferido.
Praga, apenas activou a punhalada, deilou a
correr; mas uma patrultta que ahi rondara se-
guio-o e com elle cntrou em uma casa, aonde o
prondeu, .pozar da esislencia que fizeram urnas
mulhercs, quena mesma casa com elle moravara
em numero de 3 ou 4.
Fraga se acha recolhido a casa de detenco pa-
ra ser processado pela subdelegara da Boa' Vista,
tendo j sido interrogadas varas pessoas, que
confirmam a narracao cima ftia.
Passageiros do vapor portuguez Portugal,
entrado de Liverpool e porlos intermedios :
W. Richard. I. Norlhall, R. Headlcy, Lucrelia
Franell e 4 filhos.
Passageiros do hiate brasileiro Santa Rila,
sahido para o Aracaty :Manoel I. Bezerra e t
criado, Antonio Francisco Luiz Wanderley e *
criados, Joaquim da Costa Pinto.
Mataoouro publico :
Mataram-se no dia 24 do correnle para o con-
sumo desta cidade 106 rezes.
No dia 25 do mesmo 104 ditas. -
No dia 26 95.
MORTALIOAOI 00 DA 26 DO CORP.EHTX :
Thom de tal, branco, solleiro, 60 annos v-
mica.
Francisco Manoel dos Sanios Lima, branco ca-
sado, 39 annos ; erysipclla.
Joaquina, branca, 6 annos ; escarlatina.
Auna Cristina da Cunha, parda, viuv, 5 as-
nos ; apoplexia.
Mari. Candida do Sacramento, branca, solleirar
47 snnos ; ebre perniciosa.
Benedicto, prelo, escravo, 21 dias ; angins.
Anns Joaquina do N.scimenlo, branca, solteir*
39 annos ; etica.
Elizia. branes, 4 snnos ; inQammacae ds intes-
tinos.
Hospital ds caridad*. Existent 58 h-
meos e 59 mulheres, nseion.es; 8 bornees es-
trangeiros, 1 escravo ; total 126.
Na totalidade dos doentes existem 87 sliensdos
sendo 30 mulheres e 7 homens.
Foram visitadas as entermariss pelo cirnrgiao
Pinto is 7 horas e 10 minutos da msnhis pelo
Dr. Dornellas, is 7 horas s 1/2 ds minha
e pelo Dr. Firmo, is 6 horas da tarde de hon-
tem.
Falleceu una mulher de apoplexia.
tne lodos os momenlos da minha vida. A unio
intima da nacao e do throno, tornando impossi-
vel a reprodueco de funestas dissenscs, pc-
nlior seguro do porv-r de grandeza e do gloria,
que espera a naco hespanhol..
Nomeou-se a commisso de resposta ao dis-
curso da corda, Rios Rosas o relator.
O governo hespanhol apresenlou os convenios
entre Hespanha e Roma, Mxico e Maocos e
os respectivos documentos.
No sonado foi unnimemente approvada em
sossao de 4 de junho a proposta de louvores ao
exercilo e armada d'Africa, fazendo de ambos o
mais completo elogio, assim como do general em
chefe. O presidente do conselho general O'Don-
nel, duque de Telua, declarou que a responsa-
btlidade da campanha era sua, e a gloria ponen-
cia toda ao exercilo.
No congrosso dos deputados, Iralou-se ainda
da approvacao das actas eleitoraes, e foram ap-
provodos alguns projectos de lei de pouco inle-
resso. r
A imprensa hespanhola contina questionando
sobre a authenticidade do manifest de desisten-
cia, attribuido aos ex-infantes amnistiados. Di-
zern alguns jornaes que se mostrara bera infor-
mados, que o conde de Montemolim, oppozera
sempre grandes difflculdades a lomar parle na
arriscada lenlaliva, sobre a qual nunca tivera
as illusdes dos seus com partidarios. Dizem mes-
mo qoe para se resolver, lhe fra necessario sa-
ber que Ortega ja eslava compromeltido na em-
preza, eiquc era um ponto de honra arrojar-se a
ella com igual energa. Dizem mais que anles
ue partir para Hespanha dissera aos seus amigos
que se all enconlrasse acolhimento pouco favo-
ravel, nunca mais se disporia a fomentar a gner-
ra civil na sua patria. Sendo isto assim nao dei-
xra o ex-infante de ratificar o manifest. Afflr-
raa-se porm que o irmo segundo de Montemo-
lim nao desislr dos seus direitos ao throno hes-
panhol. Este nao tomou parle na expedico, o
como pai de familia, enteudo nao dever esbuthor
seus filhos dos direilos que poderao ler, dado o
caso de seu irmo mais velho desistir, o que ain-
da se ignora.
Tem se ventilado nos jornaes hespanhoes uma
polmica acalorada sobre projectos de fuso dy-
nastca, asseverando um peridico que a rainha
m a i eslava muito empenhada nesse negocio. Uns
acbam a projectada fuso rauilo digna dos nobres
seniimentos da rainha Chrislioa, outros julgam-
na mieiroraente indigna da sincera dedicaco que
a mesma rainha tributx is instiiuiees constilu-
cwaaes, e so throno de sus filha.
Em Alcoy descobrio a policis uma afcrica d
/
V


cHRomciygomm.
TRIBUNAL DI REUCkO.
SESSAO EM 26 DE JUNHO DE 1860.
runsmcu do iu. m. comelhkiio bmuliho
OS LEAO.
As 10 horas da monhaa, achaado-sepresen-
tes os Srs. desembargadores Figoeira de Mello,
vuiaros Silveira, Gilirana, Bastos de Oliveira,
Quera. Lourenco Santiago, Silva Gomes, e Cae-
tano Santiago, procurador da corta, foi aberta
a sessao.
Passidos os feitos e entregaos os distribui-
do?, procedeu-se aos seguinles
JULGAMENTOS.
RECURSOS DE ELEICES.
Recorrenle, Joo Gomes de Souza ; recorrida.
a junla. ... '
Relator o Sr. desembargador Pigueira de Mello.
sorteados os Srs. desembargadores Bastos de
Oliveira o Silva Gomes.
Deram provimenio e julgaram o processo millo.
Recrreme, Berilo Jos da Veiga : recorrida a
junta. '
Belalor o Sr. desembargador Baslos de Oli-
veira.
Sorteados os Srs. desembargadores Silvoira.
e Lourenco Santiago.
RECURSO COMXERCIAL.
Recorrenle, ojuizo ; recorrido, Jos Ribeiro
Fonles.
Relator o Sr. desembargador Sil"a Gomes.
Sorteados os Srs. desembargadores Silveira,
Lourenco Santiago e Giras.
Nego-se provimento.
AFPELI.AQES CRIMES.
Appellanle, o promotor ; appellado, Francisco
Alves Bezerra.
A novo jury.
Appellanle, o juizo ; appellado, Jos de Mello
Albuquerque Montenegro
Cotn vista ao promotor da Justina.
Appellanle, ojuizo ; appellado", Joao Francis-
co de Oliveira.
A novo jury.
Appellanle, ojuizo ; appellado, Antonio Go-
mes e outro.
A
Manuel Lupes lluJngue.
Qrtfio Fcrreira da .Silva.
Manuel Goncalves'da Luz.
Sabino Bruno do Rosario.
Josa" Joaquim Lupes de AijTieid.
Eduardo Claudino drrrea Carral
Thomaz de Aqoino Fonsecs Jnior.
Foi dispon sa do de servir Da prsenle sesaio o
Sr. Joo da Cruz Mondones, por haver servido
na sessao anterior, segundado rorrete anno.
N8o se rcunindo numero legal de jurados, o
Sr. Dr. presidente (az proceder a novo sorteio, e
foram sorteados os senhores :
Joaquim Jos Baptisla Jnior.
Joao Manuel Ribeiro da Cesta.
Joo Carlos de Lima.
Joao Ferreira da Silva.
Jos Mara See.
Felisbino de Carvalhe Raposo.
Manuel Jos da Cunha Magalhes.
Dr. Jos Joaquim de Souza.
Dr. Rufino Augusto de Almeida.
Adelo Jos de M^ndonca.
Feliz Joaquim Domingues.
Antonio de Souza Mallos.
Jos Alezandre Ribeiro.
Joaquim Silverio de Sonza.
Jos Baptista de Castro e Silva.
Francisco Jos Duarte Camarco.
Jos Pereira de Atentara.
Dr Joaquim do Souza Res.
Dr. Prxedes Gomes de Souza Pilanga.
Dr. Joaquim Pire Machado Por'ella.
Dr. Jos Sergio Ferreira.
Jos Nemeziode Ollnda.
Manoel Ignacio dn Oliveira.
Expedram-se os necessarios mandados para
seren notificados os novos sortciados, e polo
Sr. presldento do jury foi adiada a sessao para o
dia 27, plas 10 horas da manha.
ttAlHi ftg PtftNABMOQg. n
Frauciscu au
da Conceico.
Guatodiucem Marta rWtMir
appella-.
novo jury.
APPELLACES C1VEIS.
Appellanle, Maximiano Antonio de Pinho Oli-
vae. ; appellada, Barbara, liberta
Foram desprezados os embargos.
Appellanle. a viuva de Antonio da Cunha Soa-
res Guimaraes ; appellada, a fazenda.
Reformou-se a sentenca.
Apoellante, I). Francisca Theodora da Cunha
Reg ; appellada, D. Antonia Eugenia do Espiri-
to Sanio. r
Receberam-se os embargos.
Appellanle, Manoel Jeronvmo Barros Rangel ;
appellado. Andr Das de Araujn.
Reformada a sentenca cm parte.
Appellanles, os herdeiros de Manoel Joaquim
Fcn>ira ; appellada, D. Marianna Dorolha Joa-
quina.
Dcsprezaram-se os embargos.
Na pelieo de habeas-corpus de Joo Baplista
Carneiro da Cunha, conecdoram ordem para ser
apresentado em o dia 30 do corrente, sll horas
da manha.
DILIGENCIAS CRIMES.
Cora vista ao Sr. desembargador promotor da
justic.a, as appellaces crimes :
Appellanle, Manoel Antonio Chaves
do, o juizo.
Appellanle, ojuizo ; appellado, Jos Marques
erreira.
Assignou-se dia para julgamcnto das seguinles
appellacoes crimes :
Appelaiito, ojuizo ; appellado. Cypriano Jo-
s da Silva.
Appellanles, Domingos Jos Soares de Oliveira
e outro ; appellado, ojuizo.
A appcllarao civel :
Appellanle, Pedro Peroira da Silva Guimaraes;
appellado, Manoel Flix de Azevedo.
DlSTRlBCir.OKS.
Ao Sr. desembargador Figueira de Mello, o
recurso crirae :
Recorrenle, o juizo ; recorrido, Eduardo Be-
ber! Wiath.
As appellaces crimes :
Appellanle, o "juizo; appellado. Victorino Jos
do Moura.
Appellanle, o juizo ; appellado,
escravo.
Ao Sr.
crirae :
Recorrenle
Mello Cosa.
As appellar.es crimes :
Appellanle. Jos Cyriaco da Silva ; appellado,
0 juizo.
Appellanle, ojuizo ; appellado. Jos Ferreira
da Silva.
Ao Sr.desembargador Gitirana, as oppellaroes
crimes:
Appellanle, ojuizo ; appellado,
-Jos de Lima.
Appellanle, o juizo
gues de Oliveira.
Ao Sr. desembargador Baslos de Oliveira, a
appellaces cimes :
Appellanle, ojuizo; appellado, Manoel Alves
Fcreira da Silva.
CMARA MUNICIPAL DO RECITE.
'4.* SESSAO ORDINARIA AOS 16 DE JU.NFIO DE
1860.
Presidencia do Sr. Franca.
Presentes os Srs. Reg, oliveira, Pinto o Ga-
meiro, fallando com causa os Srs. Reg e Albu-
querque, o Mello, o sem ella os mais senhores,
abno-sc asessao, e foi lida e approvada a acia
da antecedente.
Leuse umolido do procurador, participando
que as quolas votadas na le do orcamento muni-
cipal vigentes para serventes e coveiros do ce-
milerio, e para evenluaes do mesmo estabeleci-
mento estavam esgotadase al excedidas, aquella
na quantia de 414& rs, e esta na de mais de
600g_. Resol ven-se que se pedisse autorisacao a
presidencia para se continuar a despender pelas
mesmas verbas o que osse preciso al ao Ora do
exercicio corrente.
Oulro do fiscal do Jaboalfto, participando que
no mez de raaio ultimo malaram-se 25 rezes
para o consumo d'aquella freguezia.Ao archivo.
E nao havendo nada mais tratar, levanla-se
a sessao. En Manoel Ferreira Accioli, secretario
a escrevi.Reg e Albuquerque.presidente,
Franco, Rogo, Barata d'Almeida, Oliveira Pinto.
Publicares a pedido.
o juizo ; appellado, Raymundo,
desembargador Silveira, o recurso
o joo ; recorrido, Pedro Jos do
. Dizem por ah, que o Sr. cnsul porluguez,
sendo convidado por seus collegas para assislir
ao funeral do Exm. general baro da Vicloria, e
para arvorar a bandeira no consulado, responde-
r que nao dava semelhanlcs demonslracoe. por
Portugueses rebeldes!!!
Nao podemos acreditar em semelhanle consa, e
cmuio para rjesejar que apparecesse o querque
seja, desmenlindo com evidencia um (al boato.
TESTElCflO DE AH1ZADE
ao meu ainige o Sr. Antonio Cardos
d'Agniar,proecasio da infausta no-
ticiada prematura mortc do seu pre-
sado mano o Sr.Canuto Jos d'Aguiar
Jnior, na provincia do Cear
Le bonhrenr dn juste consistera
dan l'autre vie, posseder Dieu
avec plenilude.
[Chateaubriand).
Acerba ador que te penetra o coraclo. amar-
go o pranlo que le inunda a face Quanto jus-
lo o leu d !!! Perdcsle um Irmao afTecluoso,
um amigo fiel ... sim, quem dizirmao diz
amigo fiel nico taire, deste nomo...
Ja nao vive o Sr. Canuto Jos d'Agniar J-
nior 1 Na idade de desesseis anuos ineomplales
aprouve Deus rhamo-lo si.... TO cedo....
; pogou essepezado tribua da vida pela morte I...
! tu', amigo, curuproque pagues o da saudade.
Constantino T. "*" ""'"V'^H" pagues o _
Mas enxug por um pouco as lagrimas, e medita
aonellado Gabriel Rr.Hr, ; u que "ossa vida sobre a 'erra....
E quem ha, que rcfiiclindo a nao comprendi-
da ? Passageira, iraperfeila imagem da eternida-
dc, da sabedoria, da felicidade perfeilas quelanto
almcjaraos, o que nos oflorece ella por parli-
Iha ? Urna durar;o limitada ; raeio saber nu an-
tes a ignorancia, imperfeita alegra mixta ae
tristeza, a Ierra tinalmenle com razo appellida-
A^rjcsembargador Silva Gmes, aappel- e-^J25s^,!?^?t;V:t.*r 'remo> nao
Appellanle, Joao Ferreira do Lacerda ;
lado, Manoel Fernandes Bellro.
appel-
laco crime
nos3as aspirarles nobrs ; se o
Appellanle. ojuizo"; appellado. Joo Valerio.! ru'^J^ J08 ch,*V *""***. a sabedo-
As 3 huras encerrou-sc a sessao .t fclleidade P.V(eit!l Por'luo presamos lano
3a
JURY DO RECIPE.
SKSSAO EM 26 DE JUNHO DE 1860.
pn-
a vida ? Oh Nao nos Iludamos, meditemos
neslas verdades por lodos hojo felizmente bem
sabidas: Deus principio de nossa existencia o
termo, o complemento de nossos desejos ; a
Ierra o lugar do mrito, o co oda recompensa;
a trra finalmente o lugar do desterro, o co o
da nossa verdadeira patria. J l est o irmao
: ''[**
Presidencia do Sr. Dr. juiz de direito da u
meira vara criminal Bernardo Machado da allectuos. amigo liel ; livre bem cedo dos sof-
Cosla Doria. mmeiitos, das inquielacoes, das miserias, e dos
Promotor publico o Sr. Dr. Francisco Leopoldi- Peri3osdt'sta vida terrena ; na mansao dos jus-
no de Gusmao Lobo. tos> dos esculhidos do Senhor ; na posse do
Escrivao interino o Sr. Antonio Joaquim Pe- Elerno se,n receio de o perder jamis, era fim
reir de Oliveira. segura de sen deslino, de sua felicidade eterna.
Havendo allegado irapedimenlo por motivo :0h 1uanl constante a nossa cranca III E
de molestia o escrivao do civel Manoel Joaquim a,n(la lamenlis.... Medita, amigo, neslas verda-
Bapiista, nomeado para servir interinamente o Prfundas, e nellas acharas toda consola-
cargo de escrivao privativa do jury, foi noraoa- l?ao1ue em toscas expresses le suggore um col-
do pelo Sr. Dr. juiz de direilo para servir inle- ilej?-- e. 8m,8a-
f
rinanriile esto cargo, o escrivao interino da so-
pimla vara municipal Antonio Joaquim Pcreira
tfe Oliveira
Aberta a sessao pelo toque de campainha, o
escrivao procede a chamada nominal, o verifica
eslarnm presentes 25 juizes de fado.
Sao multados em 20000, por n3o cornparece-
rem ao trabathos do dia.os seguinles senhores
que j incorreram em igual multa:
Antonio Jos Conrado.
Benedicto Jos Duarte Cedrim.
Jos Francisco Ribeiro.
Joao Antonio Ribeiro.
Manoel de Souza Ferreira.
Antonio Jos Teixeira de Castro.
Francisco Joaquim Cardse
Lauriano Jos de Barros.
Jos Francisco de Mello.
Antonio Jos de Vasconcellos.
Joaquim Luiz Vires.
Manuel Jos Baptisla.
Alexandrino Mximo Leal de Barros.
Francisco Borges Leal.
Hermes Carneiro Machado Rios.
Benio Jos Pires.
Jos Antonio de Oliveira e Silva.
Dr. Pedro Alvares de Miranda Varejo.
Manoel Jos da Silva Leile.
Joo Ribeiro Guimaraes.
Serafim Leile Percira
Francisco Rodrigues Lima o Silva.
Francisco de Pinho Borges.
Joao Carneiro da Cunha.
Jos Cavalcanti Filgueira de Menezes.
Joo Filipe Cavalcanti.
Joo Coelho da Silva.
Francelino Carneiro de Lacerda.
Dionizio Solero Pereira.
Dr. Francisco do Reg Barros de Lacerda.
Foram, alm destes, multados em 20$000, os
seguinles senhores juizes que, sendo sorleiados
honlcm e notificados oa forma da lei, nao com-
parecern) aos Irabalhos :
Ago^tinho Ferreira dos Sanios.
Antonio Alexandre Munis Correa Barros.
Jos Antonio Lopes Guimaraes.
Jos do Reg Pacheco.
Alexandrino Correa Marques.
I)r. Nabor Carneiro Bezerra Cavalcanli.
Joo Baptisla de Medciros.
Joaquim Francisco Duarlo.
Jos Antonio de Oliveira.
Joaquim Bernardina" de Queiroz.
Antonio Norberlo dos Santos.
Manoel Jos Rodrigues Braga.
Jos Francisco de Mello.
Joaquim Hygino de Moraes.
Joo Manoel da Costa e Silva.
Francisco Jos de Sflvs Arnje.
'20 de junho.
J. E. V. J.
Faltam ao visorio da freggtieza de
Santo Antouio as segruintes cer-
tiddes de casamento, mi jas lieen
cas foram passadas e nao volta-
ra ni.
1818
Anlonio Jos da Silva Guimaraes com Mara da
_Conceico Piulo de Azevedo.
Vicenle Duarle Pinheiro com Mariana Augusta
de Souza.
1849
Augustinho Vieira de Lima com Francisca Joa-
quina do Sacramento, licenca para o padre Pri-
mo Feliciano.
1850
Manoel Zefirino Dias Brrelo com Carlota Mara
da Conceico
Paulino Bazilio da Cruz com Maria Innocencia
do Rosario.
Targino Gomes Pereira com Claudina Dias Bar-
reto.
Euphrasio Paradella cox Satina dos Santos
Moura.
Augustine Semrier com Emile Puai.
Francisco Antonio Silvauo cora Alexandrina Ma-
ra da Paixo.
1852
Aprigio Juslinisnoda Silva GuirnarSes cora Joa-
quina Hermenpgilda de Santiago Guimaraes,
licenca a j padre Ignacio Francisco dos Santos.
Narciso Maria com Julia Mariana Buble, licenca
para o Rvd. vigario do P050.
Galdino da Silva Marlins com Maria da Purifica-
go Medeiros, licenca para o padre Jos Fran-
cisco de Arruda.
1853
Francisao Brandao Paes Brrelo com Genoveva
Augusta de Mello Carioca.
Joo Ribeiro Pessoa com Marcolina Francisca dos
Prazeres, licenca para o Rvd. rei Lino do Mon-
te Carmello.
Antonio Rodrigues de Oliveira com Maria do
Espirito Santo, licenca para o Rvd. Jos Dio-
nizio.
1854
Jos Hermenegildo da Silva com Ignacia Maria
da Conceir;o, licenca para o Rvd. Antonio de
da Oliveira Anlunes.
1855
Jos Joaquim Brrelo com Anna Maria das He-
ves, licanca para o Rvd. Leonardo Anlunes
de Meir Henriques.
1856
Jacinlo Ferreira dos Santos cora Maria Joaona
Espilo '0.
Mandel da Silva Ferreira com Josepha Alexandri-
na do Reijo. liceoca para o padre meslre J0S0
do Reg Moura,
Izidoro Aires da Coala cora mbelina Mara dos
Prazeies.hcengapara o Rvd. Franela Joa-
quim rereira.
Lourenco do Espirito Sanio com Paulina Mara
dos Prazeies. Icen$a para o iva- Antonio Ma-
noel da Aisumpco.
1857 .
Joaquim Rodn'auej Tarares con Carolina Ursu
lina dos Santos.
1858
Manoel Lourenco Pocas com Maria da Conceico
Denevidea.
1859
Benediclo da Costa com Paula da Costa.
Epiphanio Jnawiim de Sania Aona com Cypriana
Serafina da frasciroenlo.
Manoel Elias de S com Olindina Niiia Benigna
de Oliveir 1.
Antonio lavares da Silva cora Rosa do Co
Souza Lelie.
Jos Jernimo Goncalves da Fonte com mbelina
Mara do Espirito Sanio,
n 185
Dr. Ernesto Feliciano da Silva Tarares com Er-
melinda Cundida Augusta de Loyola.
Francisco Jos Tavaros com Alexandrina Anto-
nia do Siqueira.
1860
lienrique Jos Lopes com Francisca das Chagas.
Lpifanio d'Almeida Durao, com Rosa Candida
Martina de Lima.
Tranquilino Mafaldo de Sousa com Mara Veslili-
na d'Almeida.
Jos Antonio Ferreira com Thereza Mara da Con-
ceico.
Manoel d'Almeida Castro com Clara Maria da
Conceico.
Antonio Francisco deOli-cira com Lucinda Maria
da Apresentajo.
Daptisados.
1853
Urna prvula Glhi de Antonia Francisca de Mel-
lo, licenca para o Rvd. Francisco Jos de Oli-
veira Moura.
1855
Urna prvula fllha de Leonardo Augusto Ferrei-
ra Lima, licenga para o Rvd. conego Bernar-
do Raimundo de Souza Bandeira.
Urna prvula fillu legilima de Francisco de Sou-
za Reg, licenca para Igreja do Minguinho.
Urna iilha legilima do Manoel Rodrigues da Sil-
va, licenqa para qualquer sacerdote na fregua-
sia de S. Pedro Goncalves.
r r '1856
Lraa filha legitima de Joo Firuino Correa de
Araiijo, licenca para o Rvd. Vigario de Ja-
boalao.
Urna Qlha legilima de Firmo Candido da Silva
Jnior, licenca para qualquer sacerdote.
Urna til ha leguima do Dr. Sabino Olegario Lud-
gero Pinho. licenca para qualquer sacerdote.
Urna filha legitima de Manoel Msrinho de Souza
rimentei, licenca para o Rvd. Albino de Car-
valho Lima.
Um filho natural de Eduvirgens Maria do Livra-
raenlo, licenca para o Rvd Miguel do Barros
Harrees na igreja do Paraso. .
Lma filha legilima de Jos Pereira Teixeira, li-
cenca para o Rvd. Jos de Jess Maria.
Lm Qlho legitimo de Joo Fernandes Ramos de
Oliveira, licenQa para qualquer sacerdote, na
capella dos Remedios
Urna filha de Stiro Seraflm da Sifva, na igreja
da Penha. J
Um filho legitimo de Francisco Joo Alves, licen-
?a para o Rvd. Fr. Flix da Nalividade Piasen-
le, na igreja do Carmo.
1857
Um prvulo fi ho de Senhorinha Tiburlina de Li-
ma, licenca para qualquer sacerdote ero S. Jos.
Lina filha legitima de Manoel Gomes da Cunha,
licenca para o Rvd. provincial Fr. Jorge de
Sania Anna.
Um Olho legitimo do Caelano Pinlo do Veras
licenca para o Rvd. Fr Manoel de S. Filipe'
na ordem terceira de S. Francisco.
Urna filha legilima de Manoel Pereira Castro, li-
cenca para o Rvd. vigario do Poco.
Urna filha legilima de Joo Carreir Lins Soriano
licenca para o Rvd. Francisco Peixolo.
Um filho legitimo de Manoel Paz Mendonca ; li-
cenca para o reverendo rei Antonio do Monte
Carmello, prior dos Campos.
Uaa prvula, filha legitima de Francisco Jos
dos Passos Guimaraes; licenca para qualquer
sacerdode, na matriz do Cor'po Sauto.
Urna filha legitima de Silvano Thomaz d
Magalhes.
Um filho legitimo, de Domingos Jos Ferreira
Guimaraes; na igreja da Penha.
Urna filha legilima do Serapio Borges de Mr
neaes ; licenca para o reverendo Jos de Jess
Maria; na ordem terceira do Carmo.
Um Qlho legitimo de Jos Eslevo do Nascimen-
10; licenca pora o reverendo Joaquim Nunes
de Oliveira.
Um filho de Jos Joaquim da Costa ; licenca para
o reverendo frei Candido de Santa Isabel Cu-
mia.
Santos leos a Miguel, filho legitimo de Euzebio
Pinto ; liceriQa para o reverendo Leonardo
Joao Grego.
1858.
Um filho ou filha de Joo Firmina de Araujo ;
para qualquer sacerdote designado pelo reve-
rendo vigario de Jaboato.
Urna Iilha legilima do crioulo Justino Mendes
Barbosa; licenca para qualquer sacerdote ua
Ireguezia de Jaboato.
Urna prvula, filha legitima de Felisbino deCar-
volho Raposo; licenga para o reverendo viza-
ro do P050.
Urna filha legitima de Francisco Antonio Bar-
bosa Leal; lcenga para o reverendo Joo Jos
da Cosa Ribeiro, na capella dos Lazaros.
Um filho legitimo de tuluvico da Cosa e Silva ;
liceiiQa para o reverendo Joaquim Nunes de
Oliveira.
Um filho legitimo de Domingos Jos Vieira Dra-
ga; licenca para o reverendo Custodio Luiz
de Araujo Sousa.
Urna menina, filha legtima do Thomaz Lins So-
riano; para ser baplisada na igreja da Penha.
Urna filha legitimado Jos Joaquim de Miranda ;
licenca para o reverendo Manoel Cosme Be-
zerra, no engeuho Gaipi.
18-
urna menina, filha legilima de Candido Pereira
Monleiro; licencia paja qualquer sacerdote era
Apipucos.
Urna filha legitima de Frederico Augusto de
Lemos ; licenca para qualquer reverendo.
Ura filho de Francisco Baptista de Almeida ; li-
cenca para o reverendo fiei Joo da Assump-
cao Moura.
Urna menina filha legitima de Nicolao Vieira da
Silva ; licenca para o reverendo vigario de
Serinhem.
Urna filhi legilima de Joo Jos Soares de Sania
Anna; licenga para o reverendo vigario do
Munbcca.
Um filho legtimo de Jos Lino Cardoso, licenca
para o Rvd. Joao Cervulo.
Um filho de Mara Rosalina de Menezes, licenca
para o Rvd. vigario de S. Lourenco.
Um filho legitimo de Jos Antonio Moreira Dias
licenca para qualquer sacerdote na Boa-Vista!
Um menino filho legitimo de Joaquim de Almci-
da Pinlo, (cenca para qualquer saccerdole na
Passagem da Magdalena.
Um filho de Domingos Soriano Pinlo, licenca pa-
ra qualquer acordle na Boa-Vista.
O vigario. Venancio Henriques de Resende.
AOVO BANCO
DI
IM ItVIHIlKO.
EM 26 DE JUNTO DE 1860.
O Barreo desconfa na presente semana a 11 por
cento ao anuo al o prazo de 4 mezes, e a 12 0/n
j)(g n ........-------
J&.
o de 6 meza*,
corremos simples
prazo que se conreacionar.
e tema dioheiro em contas
ou com juros pelo premio e
Alfandega.
Rendimento do dia 1 a 25. .
dem do dio 26. ... "
226.6321302
il.-tOt*76f
237.742056
Movlmento da alfandega
Volumes entrados com fazendas
cora geueroi
Volumes saludos cora fazendas
? com gneros
76
158
------234
118
338
------ 456
Descarregam hje 27 dejunho.
Patacho porluguezMara da Glora diversos
gneros.
Brigue brasileiro Menlor farelo e pipas vasias.
lanportac&o.
Vapor nacional Iguaran, procedente dos
portos do norte mauifcslou o seguale :
2 caixotes, chapeos de palha, 1 caixa, linha
em carnlois,2 ditas, tintas, 3 barricas cognac em
garrafas, 1 porla de pinho. 60 arrobas de cobre
velho, 2 siccos de sipo de chumbo, 4 ditos, caf
202 ditos algodo. 110 couros salgados, 291 mo-
lhos, counnhos. 1 fardo, chapous, 1 barrica e 1
caixao, queijos. 1 gsrajau peixe secco, 1 paesie
pon as de ema; a ordem de diversos.
Brigue nacional Seis Irmos, vindo da Bahia
consignado ao capto Belmiro Baptisla d
Azevedo.
50 pipas vasias, e2000 quartinhas ; ao mesmo
capitao.
17 volumes, fazendas ; a James Ruder & C -
10 caixas, ervhas: Joao Keller & C.
1 dita, pastillas; Palmeira & Bdiro.
2 volumes, charutos; D. Alves Mallieus.
3 dilos, ditos; Francisco Luiz de Oliveira.
2 dilos, dilos; Ferreira & Marlins.
1 caixo, folhelos, 1 dito, umalalhado barro-
ao Dr. Francisco G. Velloso de Albuquerque.
74 lardos, panno de algodo, 4 caixas, roupa
feia, 30 lalas, oleo de ricino, 86 saceos, caf
50 niolhos, piassara, 53 fardos, fumo, 400 qtiar-
tinhas, 1 quarlinhelra de vinhalico, 811 caxinhas
e 59 volumes, charetos; a ordem de diversos.
Brigue hespanhol Afoiwrcfta. vindo rto Monle-
Vidn consignado a Aranaga Urjo & C.
4,400 quuilaes hespanhoes de carne; aos
mesmos.
Brigue porluguez Lusitano, vindo do Monlc-
Vidu consignado A Tysset fresres & C.
1,600 quiuiaes de charque ; aos mesmos.
Consulado geral,
Rendimento do da 1 a 25. 21.859*531
dem do dia 26....... 1:334*522
Clausulas especiaes para a a."re"#o.
%* reparos dos empedramenlo d* ***
da victoria enlre os marcos de 6 a 8 m> *?*
sero feitos de conformidade cora o orcn,nl
fiesta dala approvado pela direeloria em conse-'
ho r submetlido approvaco do Exm presiden-
le da provincia, na importancia de 6:512$ rs
a arrenrf,an,e comecar as obras no prazo
de 18 das, c as concluir no de 4 mezes. corna-
dos segundo o arl. 31 do rcgularaeulo das obras
puDlieaa
4
r a pena salisfeila em pristo na
razo da regra cima estabelccida.
Ambroziu f.eitao da Cunha.
Conforme.Franaaaco Luo de Castro.
Declara (oes.
ConflelaWeto ?**Hmttm
ae f e nr?.?!?^!' d" ar,em?,a- Ma'" Utelbo far P0.V*. segunda quando houver fei?o dol, tercos e el iin-i' -?.a,T?"n ** <* ** no-
lima na entrega* da obra S min.cao e de eal. para as obras a cargo do arae-
4. Em tuOo o mais que nao estiver csocciftJ ^ om.. cado no orcamento e n.a presen". tfa.X ls-'%?'*' 0"d,^s (garantida, porlador)
peciaes. se observar o que dispoe le" fSSr LSuS.6^?" ""T 2 ivmt"* """8" "
Conforme.-O secretario, Antonio Ferrerada Tm H.Vf .* ^1^ An,J*^' ",b"M
AnnunciaSo. 'reir ua rj natilla, a favor da fazenda. de 50 0/o do valor
- O lllm. Sr. ,Wpeclor da lhe.our.rla pro- .2 donrtco n^m^T"10 "?*" COm
v.ncial. em cumprimento d. ordem do xm. Sr g^Tuui?, Zl ">"eado se o honver, caso
presidente da provincia oe 21 do correle. Inda lo" onratoS^nlT.,nc.^l ,,S^eCrra:,,' : *"'
fazer publico que a arrem.laco dos imuslos da 1*. !?wi .^clurtos i vista > propos-
coraarca do Liraoeiro foi transferida pan o dia Snhi, C""", d" 8i ^"^
28 do mesmo, aereindo de base para a arremata- I Sal. .i ,^. iw a
cao o lanco offerecido pelo lieil^nle BenTu Jos Sh irt ** "'?'" MT. <
Alves de Oliveira S 1.1* ?f ^ elano, Alexandre M-
E para constarse mandou affixar
pnblicar pelo Diario.
o presente e
uiano.
Secretaria da lliesousaria provincial de Per-
narabuco 23 de junho de 1860.O secretario,
A. F. d'Annunciaco.
Q lllm. Sr. inspector da thesouraria pro-
vincial, em cumprimenio da ordem do Exm. Sr
presidente da provincia de 16 do correle, m.n-
oa lazer publico, que no J"
gues dos Aojos.
Consenso administrativo.
O conselho administrativo, para '"------iatola
do arsenal de guerra, lera de comprar os obiee-
to. seguinles : ^^
Par a primeira companhia de pedestres de linha
da comarca da Boa-Vista.
77 esleirs de palha de carnauba ; 56 grvalas
26:194053
Diversas provincias.
Rendimento do dia 1 a 25. .
dem do dia 26......
dia 28 do mesmo. pe- <} sola de lustre ; 77 maulas de l
se ha di".!remitir"1"" d* "?*?* Iheaourari. 0 olh., para as ordena do eommdJin e
b.irV. L, a qm ma,s der- >xa das fompanhia : 1 lirro de 200 folhas para deUlhe
SZa v,PU I9ad Ma"6l"h<' ^ estrada da do servico ; 1 livro de 200 folhas p.7a rJK
Capunga, avahadas novamente em 5:360 por pret e folhas dos ollK-iaes ; 1 livro de 200fo!
Ihas para entrada de diverso, gneros; 1 livro
em 5:360 por
As arremaiacoes erSo felas por lempo de Ires de 200 folhas para carga do fardamenlo : 1
nnos, contar do 1 ue julho do corrente an- 1 do 200 folhas para termo de juramento
A n.r J"nh0 de 1863" 0em As pessoas que se p-opozerem a estas arrema-
tacoes comparecam na sala das sesses da niesraa
juma, no da cima Indicado, pelo mcio dia
cora suas propos-
livro
bjectos aprsente
as suasproposlas em carta fechada na secretaria
do conselho, s 10 horas d. manha do dia *
dejulbo prximo vindouro.
Sala das sesses do conselho administiaUr?
tara fnrnecimento do arsenal de guerra 22 do
Junhodel860.-fien/oJos- Lamenha Lins co-
ronel presidente.Francisco Joaquim Pereira
competentemente habilitadas
las em carias fechadas.
E para constar se mandou affixar o presente e
nrn'l!^r,e!0Sar0, Secre,"i" da thesouraria -
provincial de Pernambuco 18 de junho de 1860, lobo, coronel vogal secretario interino!
A. F. d'AnnunciacIb. A-m_____i .
Secretario. Tribunal do eommerci
O lllm. Sr. inspector da thesouraria de fa- Pf' secretaria do tribunal do rommercio da
zenda manda fazer publico, de conformidade com Pr0Tmcia de Pernambuco se faz publico, qne
a ordem do tribunal do thesouro nacional n 69 "eSl" ful lnscr'l,,(> o livro da rnalricaia dos
do9demaio prximo lindo, que no dia 25 de c?mmprc,a",es Sr- Ildefonso Jos de Abre*
julho prximo se far concurso nesta thesouraria i c\^Aao Porluguez, de 3fi annos de idade. domi-
nara prcenchiraenlo das vagas que ha de prati- i c,llado c estabelecido com negocio de fazendas
cantes na mesma : aquellos pois que pretende- | "
rem ser adraitiidos ao concurso devem apresen- |
secretaria seus requerimentos inslrui-
c niolhadas, em grosso, na capital do
4:3418359
92j522
4:433 #81
de Souza
COtMlfiKClOe
C4IV4 FILIAL
DO
EM i'i DE JUNHO DE 1860.
Directores de tamaa os Sis. Dr, Joao
Cipistrauo Bandeira de Mello e Jos
Jeronymo Monteiro.
A caixa descorita lettras a 11 por
cento, toma saques sobre a praca do
Bio de Janeiro,e recebe dinheiro ao pre-
mio de 10 por cento.
A directora resolveu, em consequen-
cia da quantidade extraordinaria de
lettras 6 receber, que n8o houveste des-
cont no sabbado 50 do corrente mez
dejunho.
Despachos de exportacao pela me-
sa do eonsulado desta eidade n
dia 26 dejunho de I86O
LiverpoolBrigue Melianle. Patn Nash & C.
159 saceos algodo ; Soulhall Mellors & C..190
saccas algodo.
HavreBarca franceza Adele, Tisset Freres,
136 saccas algodo e 900 couros salgados ;
Kalkman Jnior & C. 500 couros salgados.
Exportacao.
RoGranle do Sul, barca nacional Norma.
conduzio o seguinte : 50 pipas agurdenle,
8i2 barricas, 225 rucias ditas e 2 barriquinhas as-
sucar.
Uecebedorla de rendas Internas
geraes de Pernambuco
Rendimento do dia 1 a 25. 30.2888220
dem do dia 26.......2:775j59
32:363^813
Consnlado provincial
Rendimento do dia 1 a 25. 58.7645550
dem do dia 26....... 3 937^533
62 7023038
Movimento do porto
Navios entrados no dia 25.
Liverpool e portos intermedios18 dias, vapor
porluguez Portugal, de 2.500 toneladas, com-
mandanle Henrique A. de Biron, cquipagem
110, carga varios gneros.
Mmos entrados uo dia 26.
Babia8 dias, barca ingleza F/eiifuinj, de 400
toneladas, capilo Vinght, equipagera 13.
era lastro : a Saunders Brolhers d Compa
nhia.
Rio de Janeiro16 dias, brigue brasileiro J/en-
tor, deJ73 toneladas, capil.io Joaauim Fran-
cisco da Silva Cruz, equipagera 12," carga fare-
lo ; a Amorim Irmos.
Macei2 dias, bnguo ingle* Glaucas, de 381
toneladas, capil.io I. Riddlley, equipagem 12,
carga algodo ; a James Crablree & Compa-
nhia.
Ass13 dias, biale brasileiro Duvidoso, de 43
toneladas, capilo Joaquim Antonio de Fi-
gueiredo, equipagem 6, carga sal ; a Marlins
limaos. -
Navios sahidos no mesmo dia.
AracatyHiate brasileiro Santa Rita, capilo
Antonio Jos Fernandes, carga varios g-
neros.
Porlo AlegrePatacho brasileiro Novo Lima,
capilo Luiz Antonio da 911ra, carga as-
sucar.
BarbadesBarca inglesa Spril o( the Times,
capilo John Marlins, era lastro.
C 0. 10 O Si 5 1 Horas '.
f t 0 c w 1 s v> M 1 Atmospkera. c ee V-p: Se s| 9 ?a k
ft! * Direcco. < n H a
* SO Intensidade. 2 1
te 0 ?3 -4 te 0 09 CO " Centgrado. H re 5= e O Pl H 9 O = s 0 se C
os tu . ta re i h9 0 ce co Reaumur. i c.
s 2 00 te ^1 co -4 co -4 w 2. Fahrenheit p
1 0 M s. Hygrometr . tf*
V -4 -4 b co s e Barmetro.
SE,
A noite nublada e de aguaceiros, vento
veio para o terral e asslra amanheceu.
OSClLLAgAO DA HAR.
Preamar as 10 h. 18' da manha, altura 6.25 p
Baixamar as 4 h. 30' da larde, altura 2.0 p.
Observatorio do arsenal de marinha 26 dejunho
de 1860 Virgas Jnior.
Editaes.
O lllm. Sr. inspector da thesouraria pro-
vincial, era eumpriraento da ordem do Exm. Sr.
presiden da provincia de 23 do corrente, manda
fazer publico, que no dia 19 de julho prximo
futuro, vai novamente praca para ser arreraa-
ladado quera por menos flzer, a obra dos repo-
ros do crapedraraenlo da estrada da Victoria, en-
tre os marcos de 6 a 8 mil bracas, avaliada em
6-51&J0U0.
A arremalaco ser fcita na forma da lei pro-
vincial n. 343 de 4 de maio de 1854, o sob as
clausulas especiaes abaixo copiadas.
As pessoas que se quizerein propor a esta arre-
matado comparecam na sala das sesses da men-
cionada junla no dia cima indicado, pelo meic
dia, competentemente habilitadas.
E para constar se mandou affixar o presente e
publicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincil de Per-
namhaco. 2de junho de 1860.0secretario An-
tonio Ferris, da Annunciacio.
ler nesla
---- ^ .^#* nuil 111-
aos com os documentos que provem : Io. U-rem
18 annos completos de ida.le : 2o. esiarem livres
de pena e culpa e 3o lerem bom procedimenlo
Os exames neste concurso versaro sobre lei-
lura. analyae grammatical, orlhographia e ari-
iheraelica al a iheoria das proporeoes incluse.
Do ordem do lllm. Sr. inspector da the-
souraria de fazenda desla provincia se faz pu-
blico que a arremalaco de urna parle do sobra-
do de dous andares no valor de um cont cento
cincoenla o cinco mil qualros e oitcnla e dous
ms, silo na ra da Gua, perlenlencenle a fa-
zenda nacional em vrtude de adjudicacSo, nao
leve elTeilo no dia annunciado por falta'de lici-
lanles ; e por isso fica transferida a mesma ar-
rclacao para o da 30 do corrente mez.
Secretaria da thesouraria de fazenda de Per-
nambuco 8 de junho de 1860. O official maor
interino. Luiz Francisco de Sampaio e Silva.
Capitana do porto
Pela capitana do porto se faz publico, o aviso
abaixo, da subslituico da lanlerna collocada na
fortaleza dos a Sanios Reis Magos da barra do
Rio Grande do Norte, por um grande lampeo
circular de 8 bicos.
Capitana do porlo de Pernambuco, 14 de junho
de 1860.O secretario, J. P. Brrelo de Mello
Reg.
AVISO AOS NAVEGANTES.
2.a seceo. Riw de Janeiro. Secretara de es-
lado dos negocios da mariuha, era 18 de raaio
de 1860.
Pela secretaria de estado dos negocios da
marinha se faz publico, pora conhecimenlo dos
navegantes, que a lanlorna da fortaleza es a San-
tos Reis Magos siluaa na barra do Rio Gran-
de do Norte, em lalilude de 5o 45' S, e lonailude
de 33 13' 15" O de GW, foi substituida por um
grande lampean circular de 8 bicos collocado so-
bre urna torre cilindrica, construida na plata-
forma daqaella fortaleza. Est nova luz, que
ixa e de cor natural, esi elevada 65 palmos por-
tuguezes sobre a superficie das aguas, as mares
regulares, e pode ser avistada na distancia de 12
niilhis,O director geral interino. Angelo Tho-
maz do Araaral.
0 Dr. Antonio Joaquim Buarque Nozarelh, juiz
municipal e de orphos e ausentes, nesla ei-
dade da Vicloria o seu termo da comarca de
Sanio Anto da provincia de Pernambuco por
S. M. I. e C. o Sr. D. Pedro II, que Dos
guarde ele.
Faco saber que por este meu juizo de ausentes
perante mim se proceden a arrecadacSodos bens
deixados pela finada Isabel Maria Be'zerra, a re-
querimenlo do collector de diversas reudas ge-
raes desie municipio, e como nao se obtivesse
informacocs exactas acerca da morada dos her-
deiros da dita finada, visto acharem-se em luga-
res nao sabidos, ordenei se passasse o presente,
pelo qual cito, chamo e requeiru o comparerl-
meulo dos herdeiros de sobredita finada, bem
como a todos os que direito tiverem em sua he-
ranca afim de viren habililar-se no prazo de 30
dias a publicado desle, o qual ser aflixado ou
lugar publico do cosume e publicado pelo Dia-
rio de Pernambuco em quanto durar referido
prazo, lindos os qoaes ludo procederei a reve-
lia e na forma da lei, e para constar se passou o
presento que vai por mim ossignado cora o sello
do juizo, que ante mim serve ou valha sera sello
ex-causa.
Dada e passoda nesla eidade da Vicloria aos
28 de abril do anno do nascimenlo de Nosso Se-
nhor Jess Christo de 1860, trigsimo nono da in-
dependencia e do imperio do Brcsil.Eu Anto-
nio Lndgero da Silva Costa, esciivo de orphos
e ausentes o escrevi.
Antonio Joaquim Buarque Nazarclh.
O Illra. Sr, inspector da thesouraria pro-
vincial em cumprimento da ordem do Exm. Sr.
presidente da provincia de 19 do corrente manda
fazer publico que no dia 28 do raesmo. se ha de
arrematar perante a junta da fazenda da mesma
lliesouraria, a qum por menos fizer a impresso
dos Irabalhos das reparticoes provinciaes no anno
financ-eiro de 1860 a 1861. A saber :
.Secretaria da asserabla, diladogo-
verno, obras publicas, directora geral
da instrueco publica e gymnasio..... 3:500J>000
Thesouraria provincial e repart-
cues que Ihe sao subordinadas por___ 1:500|000
As pessoas, que se propozerem a estas arrema-
ta roes comparecam na sala das sesses di mes-
ma junla, no da cima indicado, pelo meio-dia,
com suas propostas em cartas fechadas
E para constar se mandou affixar o prsenle e
publicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Per-
nambuco 21 de junho de 1860.
O secretario,
A. F. da Aununciaro.
A cmara municipal destacid.de manda
publicar, para conhecimenlo dos seus muoicipes,
os rtigos de posturas abaixo transcriptas, que
foram approrados provisoriamente pelo Exm.
presidente da provincia.
Paco da cmara municipal do Recife, cm ses-
sao ordinaria de 15 dejunho de 1860. Manuel
Joaquim do Reg e Albuquerque, presidente.
Manoel Ferreira Acciolyrsecretario.
Quarla secano.Palacio do governo de Per-
nambuco, em 14 de junho de 1860.
O presidente da provincia tendo vista o que
representou a cmara municipal do Recife, em
offlcio de 13 do corrente, nb numero 58, resolve
ap.rovar provisoriamente os seguinies arligos de
posturas :
Arl. 1. E' permittido ao infractor de qualquer
postura pagar a mulla competente para nao ir a
juizo, cobrando para sua defeza recibo do procu-
rador da cmara, sem prejuizo da pena corporal,
que tamben possa ler.
Arl. 2. Quando o infractor nao pagar a multa
dentro do praio da Ires dias, depois te condem-
nado, e intimado judicialmente, a mulla se con-
verter em prisao, correspondente a dous mil rii.
cada dia de prisao.
Art. 8. Os infractores presos em tgt**1* ""
mente sero sollos depois de pagar a reapeptiea
multo, ou depois de lindos tantos dias qu.ntos
mesmo
Recife 2
seccas
Cear.
Secretaria do tribunal do commorrio de Per-
nambuco 27 do jui.ho de 1860. Julio Guima-
raes, official maior.
A administracao dos csl.cbeL'ci-
mento* decaridade. ';z publico que no
da 28 do corrente uliima o arrenda-
111 euto de seus predios, comee?ndo a ar-
rernataco as 10 horas da manl.ua.
De ordem do Iiln,. Sr Caelano Pinto de
Veras, juiz de paz do 4 anno do 1.- distru-io da
freguezia do S. S. do bairro de Snlo Anlonlo
desla eidade do Recife. se faz publico a quera
convier. queos olliciaes de juslica que Irabalham
perante este juizo sao 03 abaixo declarada.* nao
podendo oulro qualquer funeciouar no
juizo, sem o competente rumpra-se.
de junho de 1860.O escrivao,
Joaquim da Silva Reg.
Miguel Moreira de Souza Maia.
Braz Lopes
Albino do Jess Bandeira.
Joaquim Dias Marlins.
Francisco Joo Honorato Sorra Grande.
Pedro de Alcntara.
Pedro Ferreira das Chagas.
Flix Rodrigues de Miranda.
Joaquim Fernandes de Souza.
Francisco Manoel de Almeida.
Amancio Godofredo Lucas.
Francisco da Silva Neees.
Jos Filippe de Medeiros.
Manoel Joaquim do Nascimenlo.
Francisco de Caula Real.
Agoslinho Jos dos Prazere.
Jos Chrispim d'Asaumpco.
Manoel Goncalves Urlico".
Joaquim Jos da Ros..
1.a secfo. Secrelrelaria da polica de Per-
nambuco, 16 junho de 1b60.
U lllm. Sr. Dr. chele de polica desla provincia
manda fazer publico, para conhecimenlo de
quem iuieressar possa, o conleudo ao officio abai-
xo transcripto, dirigido pela reparlicao da polica
da corle.
e 2." seceo. Secretaria da polica da edrte. 4
de jui.ho de 1860.
lllm. Sr.Tendo lido preso nesla corle a
barca de ame Jos, que declarnu ser escravo de
Roa Maria da Conceico, residente nesaa pro-
vinria, porque fji encontrado a bordo da galera
franceza Carioca, onde lenlava fugir para a Eu-
ropa, fi-lo recolhcr casa de delenco desla cor-
le, n rogo a V. S se sirva mandar avisar a eaaa
sen hura, afim de que possa reclama-lo provaudo
o seu direilo de prnpriedade.
Este escravo servia como marinheiro a bordo
do hiale Piedade.
Deus guarde a V. S.lllm. Sr Dr. chele de
polica da provincia de Pernambuco.Espiridiao
Eloy de Barros Pimentel, chele de polica.o ot-
ficial servio lo de secretario, Jos Xavier Faus-
tino Ramos >.
De ordem do lllm. Sr. inspector da theaoai-
raiia de fazenda desta provincia se faz publico,
para conhecimenlo dos inleressados. a reea
abaixo transcripta dos credores de divida, da
exerricios na importancia total de 2.6b"|7J2 rs..
cojo pagamento foi auiorisado pela ordem do*
thesouro nacional n. 83 de 5 do crrente me..
Secretaria da thesouraria de fazenda de Per-
nambuco 18 de junho de 1860.O official maior
interino, Luiz Francisco do Sampaio e Silva.
Relacao a que se refere o .anuncio cima
Christovo de Holianda Cavalcanli de
Albuquerque, Antonio de Padua de
Holianda Cavalcanli c Joo Nepo-
muceno Bezerra Cavalcanli
Fausto Frei'e de Carvalho
Francisco Garca do Amaral
Joo Jos Itolim
Vicente Jjnsen de Castro e Albuquar-
que
Ignacio Francisco da Silva, Maria Joa-
quina do Mello e Silva
Amonio Tacares
Braz Avelino Freir
Dcimo baialho de infantaria
Joo Ferreira da Rocha 3I|11_
Luiz Francisco Teixeira H 1*00
Miguel Ferreira do. Anjos 919*00
Miranda & Vasconcellos 147aOtO
Reinaldo Jos dos Santos 73*044
Miquelina Gertruia de Aasumpcao. 5019M6
O novo banco de
Pernambuco repeteo avi-
so que fez para seren re-
colhidns desde j as notas
de 10,000 e 2o,ooo da
emissao do banco.
Pela recebedoria de rendas internas geraes
se faz publico, que no corrente mez que os llo-
vedores do segundo semestre do exercicio tor-
rente de 15591860. relativo aos seguinles ia-
pos: decima addicional de mao mora
de 20 por cento sobre lojas, e dito especial a l
sobre casas de movis, roupaa, perfumara, e
calcado fabricado em pala eairangero tecas m
p.ga-lo Hvre'deatffM- Recebedoria da Pernam-
buco 1 de jaahoel860.0administrador, Ma-
noei Carmiro 2* Sousa Lucsrda.
O procurador da cmara municipal desta
cid.de fz publico que pelo jui. de direilo da i.*
vara crime desla cogsjjmss o Sr. Bernardo I
da Costs Boria rKaafKfMrdas
ra as cartas de puUcipqp, conleudo os nosses
64f3C7
20bfBM
4ulacc
188VW7
133*33*
73*44
H
!


s*v
des individuos mu
ment as sestdes
recelher as respectiv
cesso executivo.
3.
320J>0(10
300*000
220S000
220g0()0
220j000
20090(<0
2009000
200*000
180JJ0O0
1805000
I8O0OOO
I8O5OOO
scssao
Jlo Bernardo de Siqueira........
Joao Carnoiro da Cunta............
Francisco Ferreira do Mello........
Diogo rtaqulm da Silva............ 3301800
Antonio Joaquim dos Santos....... 330000
Marianno deS e Albuquorque.... 330^000
Manuel Pinto dos Santos........... 3OO&0OO
5/ sessao de 1657.
Manoel M.utins d.i Cosa...........
Jos Joaquim do Olivcira..........
Alvaro Pereira de Si...............
Manuel Luiz Conga!ves............
I.ourenco Rodrigues das Noves....
Jooquim Jos de Miranda..........
Antonio Carneiro Machado Ros___
Dr. Joaquim Jos da Fonceea......
Felisbino de Carvalho Raposo......
Dr Joo Mara Scve................
Ubaldo Manoel de Almeida........
Dr. Jos Antonio de Figueiredo ...
Antonio Augusto Maciel.........
Jos Ramos da Cruz............... 140$000
Joaquim Francisco de Mello Santos 140*000
Jos Antonio Carneiro............ 140JJOOO
Antunin Augusto da Fonceea...... 140*000
Manoel Francisco Marques......... 40*000
Bonifacio Maximiano de Mallos.. 40$000
Francisco Rufino Corroa de Mello 20*000
Dr. Antonio Maria de Farias Noves 20*000
Jos Rodrigues dos Santos........ 20*00o
Joaquim de Oliveira e Souza...... OJOOO
Antonio Joaquim deSant'Anna___ 20J000
Jos Marques da Costa Soares..... 20JJ0O0
Manoel Gomes de S.............. 20*000
Joao Augusto Henriques da Silva.. 20*000
Manoel Autonio Viegss............ 30*000
Joao Manoel Rodrigues Valonea... 20*000
Dr. Lourcnco Trigo de Loureiro... SOfrOOO
Jos Baptsta da Fonceea.......... 20$000
Andr Ferreira d'Almeida.......... 20*000
Joao Francisco Bastos............. 2OJ0O0
Joao Manoel de Siqueira.......... 20g000
Jos da Silva Mendanh..'...... 20*000
Jacomc Geraldo Mara Luraack de
Mello........................... 20$000
Firmino da Silva Amorim......... 20*000
Andr Alves da Fouceca........... 20*000
Joaquim do Jess Pinto............ 20*000
JosGunegundes da Silva......... 2H$000
Angelo Custodio dos Santos....... 20*000
Jos Baplista Rilieiro do Parias... 20*000
Francisco Tiburcio do Souza Nevos 20*000
1.a sessao de 1860.
Cuilherme Rodrigues Monlr.0 Lima 200*000
Bento da Costa Ramos do Oliveira 300*000
Si bino Bruno do Rosario.......... 300*000
Manoel Antonio da Silo*.......... 3005000
Jos Hygino de Souza Calvan..... 320JO00
2." sessao de 1858.
Urbano Mamedo de Almeida...... 250$00
Antonio Muniz Pereira............. 340*000
Dr. Fernando de S Albuquerque.. 320000
Diogo Joaquim da Silva............ 320$OO
Hermenegildo Firmino de Lima.. 3O0J000
Joao da Cunha Nevos.............. 280*000
Manoel Jos Rodrigues Braga..... 200*000
Felisbino de Carvalho Raposo..... 180*000
Conladoria da cmara municipal do Recife 20
dejunho de 1860.
O procurador
Jorge Yicter Ferreira Lopes.
Tribunal do eommercio
Pela secretaria do tribunal do eommercio da
provincia de Pernambuco so faz publico, que
nesta data tica registrado o contrato de sociedade
em comniandla, celebrado em 6 do correnle
mes, entre D. Scnhoiinha Francisca Vieira, Jos
Rineiro Bastos e Joaquim Luiz Vieira, aquelles
solidariamente responsaveis. e esto commandila-
rio, sob a firma de viuva Vieira & C, da qual
gerente o nico signatario o socio Bastos; do-
vendo a mesma sociedade durar por espaco de 2
anuos, contados do Io de .narco do corrente an-
no.com o capital de 8:844g26, fornecido pelo
socio commanditariu.
Secretaria do tribunal do eommercio de Per-
nambuco 2 do juuhu de 1860. Julio Guima-
res, oflicial maior.
.^ ,:: -
oaqualidaOt ; ;irrut,sscar braceo sel*
do, ou refinado Irigueko, azeile deee,
j caf ero carosto, carno-secca.Mia t
a de mandioca, feijo, lanria, matil
l 4 oncas, ditos de 6, loucinhoe vi
quem pois se compromellcr a foroeoer di-
9MfO0O toa gneros, aprsenlo suas propostas em cartas
390#00O fechada, na secretaria do dito -batallian, no dia
' 28 do correnle, at as 10 horas da manflas.
Quariel na ridade do R?cic 45 dejunho de
1860.O lente secretario.
Jos Francisco de lloraes-o Vascteeello.
Multe eJQsu
QUA
>A bercafi'1
* frite iJ
ja deU<]
anda recete
js : a ira
***.
Directora geral da instruccao
publica.
Por esta secretaria se fnz -constar aos senho-
res abaixo mencionados, qe suas peliroes nao
podero ser submeltidas ao cmfeHio director por
2205OOO !'hes fl'reni os documentes exigidos pela le de
14 de maio de 1655.
Secretaria da instnirc.ao publics de Pernambu-
co 23 de unho de 1860. O secretario interino,
Salvador Henriquc de Albuquerque.
Pessoas a que^se refere a declaraco supra.
Amalia Vicencia do Espirito Santo.
Padre Manoel Adriano de Albuquerque Mello.
Ricardo de Souza Ramos.
Manoel Turiano dos Res '"impeli.
Joaquim Pedro de Mello Homem.
Jeronymo Cesar Marinho Falco.
Jos DuatteCaJsto.
Vilo do Sacramento,
Repartifao da polica.
Secretaria da polica de Pernambdco, 4 de ju-
nho de 1860.
O lllm. Sr. Dr- chefe de polica manda fazer
publico, para conhecmento dos interessados, as
disposices do artigo 72 do regulamento n. 120
de 31 de Janeiro do 1812.
Nao se conceder passiporle a cidado Bra-
sileiro, para porto eslrangeiro, ou a estrangeiro,
ainda que seja de umn para oulra provincia do
imperio, sem que sua sah annunciada nos jornaes tres das pelo menos.
Onde nao houver jornal os annuncios se affixaro
na porta da matriz da freguezia, e nos lugares
in,iis pblicos.
So no caso de necessidade urgente e especi-
ficada se dispensar essa formalidade aos que
preslarem llanca idnea.
O fiador s responsabilisar neste caso pelas
duvdas do afTianrado, ese sugeitara a pena de
mulla al 200*000" no caso dse mostrar que o
nllianc.ado procurou por esse meio evitar qual-
quer responsabilidade.
Conforme.O secretario, Rufino Augusto de
Almeida.
CONSELHO ADMINISTRATIVO.
O concelho administrativo, para fornecimenlo do
arsenal de guerra, lem de comprar os gneros se-
guinles :
Para o presidio do Fernando :
800 alqueires da farnha de mandioca por medi-
da velha quem quizer vender tal genero, apre-
sen! as suas propostas em carta fechada na se-
cretaria do conselho, s 10 horas da manhna do
da 4 de julho prximo lindo.
Sala das sesses do conselho administrativo
para fornecimento do arsenal de guerra, 25 de
junho de 1860,
Denlo Jote Lemenha Lins,
coronel presidente.
Francisco Joaquim l'ereira Lobo,
co'unel vogal secretario.
Conselho econmico do bata-
lhao n 8 de infaotaria.
Precisa contratar para fornecimenlo de suas
pracas arranchadas, no semestre vindouro, os te-
neros em seguida mencionados, os quaes devem
ser de boa qualidade : assucar refinado trigueiro,
arroz, azeile doce, bacaltio, cal ern carosso ou
muiuo, carne secca, dita verde, farnha de man-
dioca, feijao. lenha, mautoiga, pes do 4 e 6 on-
ceas, loucinho e vinagre : as pofsois que se jul-
garem hubilitadis a fazer tal fornecimento, apre-
sentem suas propostas em cartas fechadas na se-
cretaria do mesmo halalho, no dia 27 de junho
do crrente at ao meio dia. Quariel na Soledade
18 de junho de 1860Aristides Balthasar da Sil-
ve i r a, alferes serviudo de secretario.
(EffiMHllIA
DAS
Messageries imperiales.
Al o fim do mez espora se do Rio de Janeiro aJ^ ?ra*u"*"^^ f do &&B&, > >?rpi
vapor francs Guyetint, commandaiila F.nout, r?- .UB,a pulsera-de tro, figurando esca-
0 qual depois da demora do costurae seguir pa- ae. Pe,xe : 1nem a *ou. levc-a 4 ra das
lUtrtrtl tHlWeee o
provincia o sea tiera
re do Rio do Janeiro,
pwsta so a solicitar,
iet*BTm a maior presteza patente, de-
irlas de magistrados, titulo de conde-
enra^i .>reves apostlicos, litlos, e cnbranca
<*p Mor exercicios (Indos, e lodo o ma'is
pere pelos secretarle* de estado : e
cantpmMH il a lado islo po paga menor do
qwo costuro* fazer qualquer agento na mesma
corte, satisfzendo-se- tambem conj a generosida-
de dos que o honrarem rom suas 4acumbeiicias.
Precisa-se de urna am forra ou captiva pa-
ra o ser viro 4e uiu casa de pooca familia : quem
"ver neN*rotm-tarK:i.i, jase a ra das
Crujes, soVrndo juntos ordeNtT'.terceira de S.
Francisco*'*, no primeico andar, ue achara
con quem Untar._. *^
9 Mf
CASA DE BANHOS
NO
ra Bordea jx locando em S. Vicente e Lisboa, pa-
ra passageiros, enrnmmendns e etc., a tratar
na agencia ra do Trapicho n 9.
Leiloes.
Calcadas, em casa do Sr. M*ltos,'qoe SfrA 1
flcado.
Thom Rozendo Holm, pardo, Irastlelro
vai a Macei.
Kiuardo Raimundo Ferrcim retira-se para
a Europa.
Joanna Baplista Pereira d.o Lagos faz p-
blico-pd present, scientffl'ca ao Sr. arroma-
tanto d
mez en d
*ua la,
de juo
ta da
, que' <|o fim do preseute
1 de vender esse genero na
becco Largo n. 2. Recile 26
I ^i ^^ Pfau Sr. bdclegado de poli-
DE '.<}* d/rtiiUo d.Sito Antonio, que tara cor-
WT I 1 ,r dUi pirul m*relrizes. insultantes! que
lua loia de ierr3ffensJ?eonrem^',"iMe*iBbradonarua r
- ^"'rlikairt'TT*-pAra Babia.
Assignaiura de banboi fros, momos, de cho*ju 1 chuviscos (psrt ama pettoa)
tomsdos em 30 dias c*iMutvos. ........ 109000
0 ca'toes pa* os ditos bsnhos tomados em quaquer lempo....... 159000
,;D1tos 4o dil^ dito 89000
Balmafulsos, aronutieos, salgados eaplpiurosos aos precot snnonciados.'
. 9" Militara ao respeitavel publico o goto das vaniagens que resultan
da rreqoeaw* da uai^Mabalecimenio da ama uiilidade incontestavel, mu qua infelizmente nao
estando em na babpa, anda pouco conheeida e apreciada.
'8>A
A prazo cora garantas.
A reqnerimcnlo dos depositarios da massa fal-
lida de Lima & Marlins e por despacho do Exm.
Sr. Dr. juiz especial do eommercio, o agent Pes-
taa vender em Icilao a armaco e ferragens
constajiles na loja de ferrageos n. 6 da ra Nova,
sob proposlas a prazos enm garantas : quinta-
feira 28 do correnle s 10 horss da inanhaa na
mesma loja.
LEILAO
Urna casa de pasto
As 11 horas em ponto.
O agente Camargo fara' leilao de
uma casa de pasto na ra da Senzala
Nova n. 16. consistldo demobilia,trem
de cosiilia e mais pertences para uma
ca$a.
DB
sa para a lugar.
Precisa-se ptfr alugar um primeiro andar ou
segundo, que tenha commodos psra familia, sen-
do cm Santo Antonio, paga-se bem : na ra do
Crespo n. 13. ~
Vende-so uma parelha de cavallos casta-
nhos gordos e bous de carro e csbriolet, bem co-
mo um cabriolot de dues rodas, moderno e com
pouco uso, com cavallo e arreos, ludo promplo,
por commodo preco : quem quizer approveilar,
dirija-se a fabrica de charutos dn ra estrella do
Rosarlo n. 45. ou ao Sr. Augusto Ficher, que di-
r com quem ha do tratar.
Vende-re uma mei-agua que rende 10$ por
mez, sita na travessa do Caldeireiro n. 7 ; essim
como urna canoa nova de carga de 2,000 lijlos :
ludo a contratar na ra Nova n. 33.
ATTENCAO.
Vende-se a casa terrea sita na ra Imperial 11.
82, em chftos proprios : quem a pretender, diri-
ja-se a ra de Sania Cecilia n. 17, que achara
com quem tratar.
Vende-se um escravo de idade de 15 an-
uos : na ra Bella n. 14..
Vende-se duheiro de cobre a dous por cen-
lo : na ra Direila n. 8.
33*5
33)
?33
GRANDE ARMAZEM S

Ra Nova n. 47, junto a igreja da Con-
ceicao dos Militares.
Aclia-ena dh-eccaodaoffiema deste acreditado arraazem

o hbil KKe
Avisos maritimos.
^ artista Francisco de ssis Avellar, antigo contra atrq ate dlcdd
^ Manoel Jos Ferreira. O respeitavel publico continuara' a encon-
3v77)
Jy/f*
JSSS
^ e decores, ditos de bri.n de Lnlio branco, pardee" d' cw^T^Icm *
^| ^^>e11^r*_Pret?_ e,de cre:.' ditas,de merino, de princeza, de brins %g
sse
SKe
jkjns ----------------i-------....... .v. w ,a miiiui, ca misas, serouiat, chapeos ^SB
W e grawtai pretal e de cores, libres par* criados, fardamentos para H
f>^f a guarda nacional da capital e do interior.
gg| Apromptam-se becas para desembargadores, lentes, niM de di- *
^ re.to, mumcipaese promotores, e vestidos para montara. Xo.pra- g
$>7 dando ao comprador algumas das roupas leitas
se apromptarSo ou- S<66e
Vende-se um moleque do 13 annos de ida- i ^^ tra a sc" Rosto, quer com Fazenda sua ou do armazcm para o aue ??
-?tt^TZZ\* do! tfS Tct^ZeJ^eh 0ffiC,ae8 dando-Seloda e <1-Ver ropaqno &SS
lina loja de ferragens.
A requerimento dos depositarios da
massa fallida de Lima S Martins, epor
despacho do Exm. Sr. Dr. juiz especial
do eommercio, o agente Camargo ven-
der' a armacao e ferragens constante
da loja de ferragens n. 59 da ra No-
va : sabbado 30 do corrente as 11 horas
em ponto na mesma loja.
LEILAO
Para Lisboa, sahir at o dia 10 de julho ;
prximo o patacho portu^uez Mana da Gloria,
por ler grande parle da carga prompta : quera
nelle quizer carregar ou ir de. passagem, Iraia-se
com os seus consignatarios Francisco Severiano
Rabcllo & l'ilho, ao lado da Asscmblea n. G.
Para o Aracaty
salie o hiate Beberibe ; para carga e passagei-
ros, tiala-se na ra do Vigario u. 5 com Luiz
Borges de Cerqueira.
A 28 do corrente.
O preposto do agente Oliveira far leilao por
conta o risco de quem perlencer, do porco de
borzeguins de lustre e de bezerro para homem e
senhora quinta-feira 28 do corrate s 10 horas
da mschia no seu escriplorio ra da Cadeia do
1 Recife.
Conselho administrativo
O conselho administrativo, para fornecimento
do arsenal de guerra, tem de contratar o rancho
liara a companhia dos menores do mesmo arse-
nal, durante os mezes de julho e agosto prximo
vindouro.
Pao de 4 oncas.
Bolacha.
Assucar refinado.
Cha hysson.
Caf em grao.
Manteiga franecza.
Carne verde.
Bita seca.
Touciiiho de Lisboa.
Feijo niulaliiiha ou prelo.
Arroz do Maranho.
Bacalho.
Finnha de mandioca.
Azeile doro de Lisboa.
Vinaure de dito.
Uuem quizer contratar laes gneros aprsenlo
as suas nroposlas em caria tonada na secreta-
ria do mesmo conselho as 10 horas da manha
do dia 30 do corrente mez.
Sala das sessoes do conselho administrativo
para fornecimento do arsenal de guerra 23 de
junho de 1860.
Bento Jos Lamenha Lins,
Coronel presidente.
Francisfco Joaquim Pereira Lobo,
Coronel vogal secretario.
Foi hontem apprehendido por esta subde-
legada um cavallo castanho com sellim e manta ;
quem or seu dono, comprela neste juizo para
lhe ser entregue, depois de provar a posse que
nelle tem. Subdelegacia de S. Jos do Recife
25 de junho de 1860. Joj Antonio Pinto.
O conselho administrativo do patrimonio
dosorphaos lem de por em hasta publica, na sala
de suas sessoes, no dia 28 do corrente, a renda
de uma parte das casas do mesmo patrimonio
abano mencionadas, por lempo deum a tres an-
nos, a contar do I.* de julho prximo futuro, se-
gundo o que dispo os artigos 28 o 29 dos esta-
tuios era vigor, a saber :
Largo do Parazo.
Nmeros :
4 Casa de dous andares.
Ra do Sebo.
12 Casa terrea,
Ra da Moeda.
46 Casa terrea.
Ra do Azeile do Peixe.
63 Casa de um andar.
Ra da Cacimba.
> 65 Casa terrea.
Ra do Encantamento.
74 Casa terrea.
75 dem idem.
Ra da Senzala Velha.
79 Casa de dous andares.
80 dem idem.
Sitios.
1 Um sitio na estrada do Parnaraeirm.
3 dem idem do Rosarinho.
4 dem idem da Mirucira
5 dem do Poroo da Cal.
Os lidiantes najara de comparecer com seus
fiadores na sala das sessoes do mesmo conselho,
as 10 horas da manhaa, no mencionado dia 28 do
corrente.
Secretaria do conselho administrativo do pa-
trimonio dos orphaos 25 de junho de 1860.
sm Dr. Vicente Pereira do Reg.
Secretario.
Conselho econmico do batalhSo de n-
fantaria n. 9.
Mypntralar para o fornecimento de suas
pra^awinchadas, durante o semestre que de-
comt de julho a dezembro desle anno, os gene-
Lisboa.
U-
Vai sahir em poucos di.'s com a carga que
ver a barca
Vencedora:
quem quizer carregar ou ir de passagem, para o
que tem excellenles commodos, dirija-se aos
consignatarios Carvalho Nogueira & C, na ra
do Vigari
na prac,a.
Rosario, casa de ourives n. 6.
Irmandade de S. Jos
d'Agona.
O secretario da irmandade, de ordem da mesa
regedora, faz scienle a todos os seus irraaos e ao
publico, que por motivos foi transferida a festa
do seu padroeiro para o dia 22 de julho prximo
vindouro ; e assim a consulla e a eleieao da no-
va mesa para os dias que marca o compromisso.
Precisa-se do um caixeiro para lomar uma
taberna por balanco, e tambem se d inleresso a
quem livor alguns fundos : na ra da Imperalriz
n. 82.
O annuncio para entregar uma carta na ra
de Apollo n. 82, a Raymundo Carlos Leite, pare-
ce que houve engao ou no nomo da ra ou do
numero, porque a ra do Apollo s lem numero
at quarenta e tantos, e onde se acha o n. 82?
como foi visto no proprio aulographo ?

Charutos de Ha vana.
Regala de la Reyna. regala Britnica, Entreactos, Cabanas e marca LonJres havanas le.iti-
i: na ra da Cadeia do Recife n. 15 loja do 8m
Avisos diversos.
= O juiz de direlo aposentado]..., e abaixo
assignado, prop5e-se [como ultimo recurso!...
dentro da esphera de suas habilitace) exercer
a pobre e sublime proflssao de dvogado ; ou
seja especialmnnle no fro e Iribiinaes desta ca-
pital, ou seja no de qualquer dos termos e co-
marcas da provincia. As pessoas que se quiza-
re m ullisar de seus traeos preslimos, o podero
procurar em lodos os dias que nao forem sanios
ou feriados, desde s 9 horas da minna al s 3
da tarde, na casa de sua actual residencia, na
ra outr'ora do Collegio e hoje denominada do
- Imperador,n. 42. e extraordinariamente em outro
v.gario n. 9, primeiro andar, ou ao capitao qualquer dia e hora : assegurando a lodos quin-
tos se dignarem assim honra-lo e favorecer, nao
stoda diligencia e desvelo no desempenho de
lao importantes deveres, so nao tambem uma il-
j limitada gralidao. Oulro sim (permilta-selhe
beguc com brevidade o pnlhaboto Sania declarar roui explicitamente) que patrocinar
Cruz, recebe carga a treta e passageiros ; a Ira-1 9ralis a quem quer que nao esleja as circums-
tar com Caetano Cyriaco da C. M. no Udo do cUcTAmida"^^"^ s^s Sctn^s--Jljs ****'
Precisase de um caixeiro qtie lenha bs-
tanle pratica de taberna e que desempenhe este
lugar, no so dufaa dar bom ordenado : quem
U. francisco Banhasarda bilveira, Joao
Pedro dos Sanios, Custodio Alves dos San-
tos o Joaquim los Teixeira, agradecem
cordialroeule a tadas as pessoas que loma-
ra m pa'te nos Irabalhos e amarguras, por-
que passaram durante a molestia, e que se
dignaram acompanhar o fcie ro de seu ami-
go, primo o patricio Manoel.Fernandos da
Veiga Lima, o esperam da bumanidado de
todos os seus amigos e dos do defunto que
assistam a raissa do stimo dia, que se ha
do celebrar pelo seu eterno descanco, na
groja matriz da Boa-Vista, s 7 horas do
dia de sexta-fera.
4llcnco.
Cear.
Uma pessoa estabelecida nesta cdado encar-1
rega-so de mandar dzer missas em Portugal por i
um seu primo, padre de bons costumes, o pelo .
preco quo so convencionnr ; as cerlidoes vem '
com todas as formalidades como tem j vindoj
outr'as : quem pretender annuncio por este
Diario.
Roga-se ao Sr. Candido Augusto do Medei-
ro3, da villa do Pi'ar, provincia da Paralaba, o
favor de vir ou mandar ra do Queimado n. 27,
loja de miudezas.
O Sr. Joao Paulo da Rosa queira vir ou
mandar ra Nova, loja n. 7, a negocio que no
ignora.
Corpo Sanio n. 25, primeiro andar.
Para o Aracaty.
Segu com a maior brevdade possiel o hiate nlat'v?lhf'^IVn^ Vr a r"a d 508? da
Gralidao. por j ter a maior parte da carga "^-Vista n. 56, e d fiador a sua conduela.
Em segunda mo.
Vende-se um balcao de smarello e envernisa-
do, em bom oslado, proprio para escriptoro ou
loja de rnivdezas, por ser em dous pedacos ; na
ra do Pilar n. 120.
Vende-se um terreno com duas mei-aguas,
o uma j tora um acongae ; a iralar as mes-
mas, no largo da Soledade.
Vende-se a colleccio dasKis do Imperio do
Brasil de 1855 ; na ra do Cabug, hija da es-
quina defronlc da matriz.
par
prompta ; para o resto e passageiros, dirijam-se
ao Passeio Publico n. 11, ou ra do Cordoniz
n. 5, casa de Pereira & Valenle, no 1'oiH do
Mallos. ^^
ara
Aracaty
Hiate Si'rgipano ja lem parle da carga, para o
resto Irala-se com Marlius & Irmaos : ra do
Madre de Dos n. 2.
COMPANHIA BRASILEIRA
DE
PAQUETES A VAPOR.
O agente desla companhia precisa contractaro
fornecimento de carvo cardiff, nesto porto, para
os seus vapores, sendo posto a bordo pelo pre^o
e condicc.es Mase convencionar: quem preten-
der fa/or tal rdMffeimento offerecendo as garan-
tas e habiltlaces para fazer esse conlralo.qucira
dirigir.-se ra jo Trapiche escriplorio n. 40,
onde achara todos os esclarecimentos que dese-
jar obter o desde logo poder levar a sua propos-
ta at o dia 27 do corrente.
Recife 22 de junho de 16G0. Tlwmaz de Fa-
riat.
Ama.
Progresso na eidade da Victoria
DE
Francisco Xaxier de Salles Ca\ aleante de Almeida
NO
Pateo Xa cira.
O propietario deste eslabeleciraenio, como se acha com um grande o completo or-
mento, tendente a molha.los, ferragens e miudezas convida porlanto a todos os monorea
desta cidatle da Victori, senhores de engenho e lavradores queiram mandar suas
encommendas no Progresso do pateo da Feia, pois s ahi enconirarao o bom e barato
visto o proprietario estar resolvido a vender, tanto em grosso, como a relalho, por menos
do que em oulra qualquer pane como sejan:
Latas de marmelada de 1 2 libras a 1400, frascos com diferentes qualidade* da doce
por 2^000, latas de soda contando nove qualidades a 20OO, azeilonas muito novas.
passas de ditas, vinho de todas as qualidades de 50) a 2#000 rs. a garrafa, licores
francezes de todas as qualidades, champanl, conhsque de ditas, louea fina, aznl.pinuJa,
e branca de lodos os padrOes, ameixasem compateiras e em latas a I?f000 rs. a libra'
| latas de peixe de poslo por 2000 rs banlia de porco refinada, aramia, (alias, bolathi-
: nha ingleza, biscoitinlio, eoutras mais qualidades de massas finas, massa de tomate em
latas e a relalho, latra, macarrao, talharim a 800 a libra, verdadeira gomma de ararula,
insenso de todas as qualidades, espiritov de cravo, canella, ealfazema, verdadeiros penles
I a imperatris, e de tartaruga de #000 a 10000 cada um, Irania e franja de soda, fe-
| cliadoras de broca, pregos em quanti lade de lodos os lmannos e qualidades e o'utros
i muitos objectos que por so tornar enfadonho deixa de os mencionar,
immmMmfflMmMMmwmmmmm
Batatas.
RE4L COMPANHIA
DZ
Paquetes Dgtes a vapor.
At o dia 28 deste mez espera-s* da Europa o
vapos Magdalena, o qual depois d^ demora do
coslufne seguir piHe Rio do Janeii* tocando
na Bahia: para passffens etc. trata. com os
Vandem-se batatas novas ltimamente chega-
das de Lisboa a 29 a arroba ; oa ra da Madre
de Dos n. 20.
Hontem 25 do junho fugio a muala de no-
nio Luiza, que reprsenla ter 40 n 50 annos de
iilaile, levou vestido -de chita escura, panno da
Costa, muilo falladeira, e quando anda parece
quo vai sallando ; julga se nndar para as bandas
da Passagem, e mesmo dormir por all em al-
gn sitio ; roga-se aos capiles de campo e au-
toridades policaes que apprehendam-a e lovem
rua do Vigario n. 10, loja, que serao recompen-
sados.
Compra-se um moleque de 14 a 20 annos,
que entenda de cozinha, chega-se a bom preQo ;
a iralar no paleo do Carmo n. 18, segundo andar.
Fabrica de tecidos de al-
godao.
A commissao liquidadora destajxtinc-
ta sociedade, convida a todoi os Srs. io-
cioi a virem rceber o ultimo dividen-
do que tera' lugar todos os dias uteis
das 6 as 9 horas da manilla na ra No-
va n. 38, loja'.
Aluga-se o primeiro andar do sobrado da
ra do Vigario n. 22: a Iralar na travessa da
Madre do Dos n 21.
O Ihesoiireiro da irmandade do Divino Es-
pirito Santo erecta no convenio de S. Francisco,
declara c|ue julga nada dever dita irmandade at
o prseme; e se alguem se julgar seu credor,
aprsenla suas contas para serem pagas. Recife
86 de unho de 1860.J. Nogueira de Souza*
= Joiquire Antonio de Araujo reljra-se para
Macei.
Na ra Nova n. 18, primeiro andar, tiram-
se retratos photographicos, em ambroly-
po, amphilypo e daguerreolypo, systema ame-
ricano. Na mesma casa enconlram-se bellas
caixnhas e quadros pretos e dourados para se
collocarem os retratos.F. Vilella, photographo.
Aferico.
a
O arrematante da ofcric3odo municipio do Re-
cite scenlifica aos interessados, qne no ultimo
deslome/., flnalisa-se o praso marcado para as
revisoes dos pesos, medidas e bataneas. Recife
26 dejunho de 1860.O arrematante",
P. P. Advincula.
A cmara municipal do Recife vende por
intermedio do administrador da obra do mata-
douro publico, as madeiras velhas tiradas dos
curraos do mesmo estabelecimenlo, as quaes all.
se acham.
POITRINAL ORIARE
FERRADORES E VETERINARIOS RECONHECIDOS E
EXPERIMENTADOS DA
ESCOLA DE CAVALLARIA DE SAUMUR,
previnem o publico que acabara de abrir sua oBcina de ferrador, na ra de Santo Amaro a. 1.
'praca do capim) em o bairro de Sanio Antonio, sonde acl
erradura e curativo dos au'nnaes que Ihes forem confiados.
Precisa-se de uma ama para cozinhar e engom-
roiir, para casa de pouca familia : a Iralar na loja
de livros ao p do arco do Santo Antonio.
Roga-so ao Sr. Francisco da stta Lisboa
lenha a bondade de procurar uma caria vinda da
cflrle n lhe ser entregue : na tua do Rangel n.
36, segundo andar, ou annuncio a sua morada.
Roga-se ao Sr. Jos Mondes Rodrigues
Campello que lenha a bondade de apparecer na
ra do Queimado n. 46, loja, que se desoja fallar.
Na madrugada de 24 do corrento fngirara do
engenho Monjope dous mulatos, um de nume
^SSSSS^Sii^JATA (pT'^ caI,imlem. b8i" de San, Antonio, .omi. acham-sa promptos par. incumbir-se da
barba ; e outro chamado Izidro, secco, nao alto,
cabellos crespos e collados muito rente, tendo
uma cicatriz no alto da testa, c bugo de barba;
levaram 2 cavallos, um melado raposo o rabo, e
outro alaso, um pouco magro quem os appro-
hendor, levando-os ao referido engenho Monjope
ser generosimenle recompensado.
Precisa-se de 1:200a a premio sobre hypo-
theca em bensde raz, pagando-se o premio con-
vencionado; na ra de Santa Thereza n. 48, se
dir.
Nova fabrica da estrella
DE
Milho bom.
Vendea-se seceos grandes com milho novo a
5#000 : oa taberna grande da Soledade.
VILLACA, IRMO & ANDRADE,
de caldeiraria e fuDdico de naelaes, na ra do Brura,
ns. 11 e 13.
Neste estahtlecimenio acba-se sempreprompto um grand sortimenio de alambiques de co-
bre de lodos os tamaitos simples e continuos, e machina de destilar e reslilar espiritos al 10
graos, car&puras e columnas de cobre de todas as dimence?, todos os cobres necesarios para o
fabrico de assucar, serpentinas de cobre e estnbo, lachos para rrfinafao, tachas movis pitaes-
genho, bombas de todas as qualidades, sioelas e lodos os bronzes necessarioa para enra vernaduras de bronze para navios, parafusos de bronze e ferro para roda d'agua e oulras maita
obras pertencentesas officinas de caldeireiro. laloeiro, erreiro e funiltiro, e fundirlo de melacs,
e concertam-se todas as obras pertencentes a cobre, bronze, estando, zinco, ferro e fulba ; va
mesma fabrica vende-se cobre em lencol e aroellas e chumbo em lencol, e zinco em barra cadi-
nhos de lapis desde n 1 a 80, e folhas de Flandres sonidos, e vende-se por mears de ai
porcenlo, a dinheiro ou a prazo, Jo que em outra qualquer paite ea vonlade dos cerapradores :
affianca-fe a boa qualidade econstruocao das obras cima dita, a compra-se cobre e (muza vebez
effectivamente.
O abaixo assignado, encarregado da desin-
feceo como deve constar aos senhores inspecto-
res de quarteirao, pela circular do lllm. Sr. Dr.
chefe de polica aos senhores subdelegados, a
qual datada de 10 de maio correnle, faz scien-
le aos senhores inspectores, que logo que se de-
rem casos de angina, escarlatina e oulras moles-
tias que grassam epidmicamente, avisem ao
abaixo assignado para mandar proceder
cao como por ordem superior foi deter-
Jos da Rocha Paranhoi. j
Na ra do Destino n. 3, se aluga um mole-
qu* coznheiro, copeiro e comprador, auaocando
9 seu leokor a sua boi conducta. <

Aviso.
J. Falque participa aos seus freguezes que ello
acaba de receber pelo vapor francez Gaiene
um pequeo aorlimenlo de lovaa de pel. a Joa-
vin, bolinas Mellis psra homens, ditas Ia4a da
duraqae prelo e de edr para aeoboraa; assin ro-
mo por todoa oa vapores receberi um sortimeai
destes c oulros objectos, qua veuieri sempre por
prego razoavel.
Proeiza-se de uma ama, para cnsinhar em
uma casa de pouca familia: na roa Nora n 17.

>


phiai de alguna poete e onflRTio .
ment illiMtre da provincia de Peroam-
m
Iquare, Lo
m*m M PEMAMpeO. ^M IRA
IRA,
Londres.
buco, pelo commen dador Antonio Joa- i J- *^^^HltAtend augmentado, con lo-
quim de'Mello. Contm j^VioirapljiM "-.w*c'mU*M **(& "Haotw ac-
de Lui* Francisco Je GarTtlh Cq9 ;eonWaS*>ePar muito maier numero de hos-
Jeronymo de Albuquerque MaranliS nds.ao favor lem_
Alvaro Te.xeira de Macedo, e Joao 6"- *","lM qu^
. e ., *., t"" visitem osla capital; continuas prestar-lhessea*
- MmcetabonauiBeinBgaHudo-oaoa todas J
coiisa paiz, etc.: alm do prtuguez e do nglez falla-te
na casa o hespanhole francez.
agencia dos fabricantes atmerlea-
no Grouver a Baker.
Machinas de coser: em caa da SamuelP.
JohnstonA C. ra da SenzalalHova n. 52.
Francisco Jos Arantes previne a
seus freguezes, que mudou o aeu'arma-
zem de materiaes da ra do Imperador
(aniga da Gadeia de Santo Antonio) pa-
ra o pateo do palacio da' presidencia.
Iioje Campo das Princezas, ao lado da
repartioo das obras publicas.
af4i&5i6^''5i3 &&*$&*&& ais Masase
** f^4 Recebeu-se pelo paquete ||
france/. novos vestidos de oir-anliquu e jw>
grode-fric, manlcaux para sahida de Ihea- S
tro e minios olijeclos de novidade pro- y
prios para senhoras s|
Lojade maroaore.
entre os quaes 30 odes anacrenticas,
urna noticia intersate do levante d
Goianna em 1821, e noventa dous
documentos inneditos. Por ora em
mao do autor.
O Dr. Joo Ferreira da Silva mudoa-seda
ra do Rangcl para a do Livraracnto d. 26, so-
brado do Sr. Manoel Buarque de Macedo, defron-
te de sua anliga habilaeao. A grande pratica de
auscultarse reconhecida por quasi iodos os seus
H collegas dcsta cidade lorna-o recommendado no
? diagnostico das molestias dos pulmoes e do cora-
f ao ; assim como p3ra verificar o estado de sau-
de dos escravos que se desejam comprar. Pelo
creecido numero e variedades de operaces que
ha feilo com bom resultado em o oxercicio de
mais de 20 annos, se julga habilitado para prali-
car toda e qualqucr operaco cirurgica por mais
delicada c diQlcultosa nue seja.
tS" Recebeu-se pelo paquete fran-
cez, toupa feila para homem do ul-
timo goslo
L0JADENARH0RE.
Dinheiro
sobre penhores, por mdico juro ; na ra do Li-
vramento. sobrado n. 19, se dir quera d.
O abaiio assignado (az sciente as pessoas
que saodevedoras na lujada ra Dircila n 102,
que pertcncou a sen cunhado Antonio Arco Ra-
mos Maia, que nao paguem se nao ao abaixo
assignado. visiolerem tacs dividas ficado a seu
cargo e o dito seu cunhado nao est torteado
a receber taes dbitos, sob pena de pagaren) se-
gunda vez.Jos de Azevedo Maia & Silva.
O Recebeu-se pelo paquete fran-
cec, luvas de pellica de Jouvin de
todas as cores
Loja de marmorc.
Precisa-se de ura feitor para o engenho
Mussnpinho, distante desla praca seto legoas,
prefeiindo-.se portuguez da lha de S. Miguel :
quem se julgar habilitado dirija-se ra do Li-
vramento, loja n. 8, que achara com quem
tratar.
Na ra da Cadcia do Recife n. 38, primeiro
andar, precisa-se fallar ao Sr. solicitador Manoel
Pereira de Magalhes.
O Sr. Andr Alves da Fonseca Jnior queiru
por favor ir ou mandar ra Nova, loja n. 7, a
negocio que nao ignora.
^ Lices de francez
piano.
fij Hademoiselle Clemence de Hannelot
1| de Manncviilecontinua a dar licoes de
U francez e piano na cidade c nos arrabul-
fg des : na ra da Cruz n. 9, segundo andar.
1
m
COMPAMIIA DA VIA FRREA
DO
RECIFE AS. FRANCISCO.
Aviso.
Preyine-se ao rcspeitavel publico que do dia
Io de julho (inclusive) em diante, al segundo
aviso ser supprimdo o trem dos domingos e
das santos que partia da villa do Cabo s 5 horas
d tarde e vullava das Cinco Ponas as 6 112 horas.
Ha para alugnr-se um segundo andar de
um sobrado no pateo da Santa Cruz : quem o
pretender, falle na ra das Cruzes, ultimo sobra- S^BS&MMA&tj* &Mi MftMftSJBfflBgtWVW
do de dous andares a direila quem vai da ra *SWTO}es>5w %B* S^^aaW'e.vseKSJW
do Quelmado para 5. Francisco : na mesma casa
anda ha o bom fumo do Garanhuns.
Na ra dos Encantos, casa terrea com dous i
portes, doseja-se fallar cora o Sr. Joaquira Jose
ae Souza Serrano.
Joaquira Pereira Ramos faz publico, e pelo i
presente scientifica o Sr. arrematante das aguar- |
denles, que do lira do presente mez em dianlc
deixa de vender esso genero na sua taberna sita
na ra eslreita do Rosario n. 40.
Aluga-se o primeiro andar e armazens da
C8sa n. 15 da ra do Vigario: a tratar no caes do
Ramos n.2, escriplorio, ou ra Augusta d. 94,
com Prxedes da Silva Gusmao.
PROVINCIA.
O Sr. ihesotireiro das loteras manda fazer pu-
blico que se acham venda, lodosos dias no es-
criplorio tas mesmas loteras na ra do Impe-
rador n. 86, c as casas commissionadas pele
mesmo Sr. theso'iroiro na praca da Indepen-
dencia ns. 14 e 16 e na rus Nova n. 56, os bi-
Ihetese raeios da ultima parte da oilava e pri-
meira da nona lotera da matriz da Boa-Vista
desla cidade cujas rodas devero andar imprete-
rivelmenle no dia 7 do julho prximo futuro.
Thcsouraria das loteras 16 de junho de 1860
J. M. da Cruz, escrivo.
S psffBsffW^KiV WOT ^Sh Vsfle^f>v wsw*^
Bollinho!
Bandejas enl'eitadOH
melhores bolinaoa do a
de libros ou a retalho, servan
para embarque ou viagera ; as?im eor Boa,
pastis de nata, creme, tortas, ou outin 1-
quer pastelera pata acsserl: lambem pi
se bolos linos pora o lempo de 9. Juao
tro, das meihores qualidades da masaa molhada
o secca superior, tudo com o roell.or asscio, e o
mais em conta do mercado, dirija-so a ra da
Penha n. 25. pira tratar-se.
t WHTES r^l
I AllTU lilAE!^.
|Ra este eitat!ol\osaro n.3
9 Francisco Piulo Ozoriocolloca denles ar- O
# iHlciaes pelos doussyslemasVOLCAMTF!,
@ chapa de. o-ifo ou platina, pudendo ser
9 procurado i>a sobredila ra a qualquer
thore.
Roga-se aos Sra. devederas a firma social
de Leile & Cerrea era liquidac,ao, o obaaquio
de mandar saldar seua dbitos na loja da ra do
Queimado n. 10.
Por um corle de cabello e
frisaiiiento SOO rs.
Ra da Imperatrz.n. 7.
Lecomle acaba'de receber do Ra de Janeiro
o primeiro contra-meslre da casa Augusio Clau-
dio, c um oulro vindo de Paris. Esta estabele-
cimenloest hoje as melhores condices que
possivel para salisfazer as encommendas dos
objeclos era cabellos, no mais breve tempo, co-
mo sejara : marratas aLuiz XV, cadeias de relo-
gios, braceletes, anneis, rosetas, etc., etc., ca-
balleras de loda a especie, para homens e se-
nhoras, .lava-se igualmente a cabera a moda dos
Estados-Unidos, sem deixnr urna s pelcula na
cabeca dos clientes, para salisfazer os pretenden-
tes, os objeclos em cabello sero feilos em sua
presenca.se o desejarera, c achar-se-ha sempre
urna pessoa disponivel para corlar os cabellos, e
penlcar as senhoras em casa particular.
E' chegado loja de Lecomte, aterro da
Boa-Vista n. 7, o excellcnte leite virginal de ro-
sas bianca para refrescar a pello, tirar pannos
sardase espinhas, e igualmente o afamado oleo
babosa para limpar e fazer crescer os cabello,
assim como p6< imperial de lyrio de Floren^a
para bortuejas o asperidades da pelle, conser-
va a frescura e o avelludado da primavera da
vida
W*
Grande e nov
lida
ento de fazendas de todas as qua-
por baratissimos presos.
Do-se amostras com penhor.
Msica.
Recebeu-se pelo ultimo paquete boni-
tas msicas para piano: na ra Nova
n. 43
Loja de marmore.
Nova fundico de ferro
e brooze.
Wwa Ao Hrun\ i\. i.
James E. B. Spears.
Fundidor machinista e engenheiro cncarreg8-
se de qualquer obra, assim como sentar vapores
de todas as qualidades para serrara, refinaco,
No pateo do Ten;o n. 2, fabrica do charu- i fabrica de sabo, machinas para amassar pao,
tos, precisa-se de ura caixeiro que enlenda de fa- i para moer mandioca, ludo por preco commodo,
zer sorvele ealguraa cousa do cozinha ; na raes- e concerla alvarengcs, bombas, vaperes, e toda e
ma casa precisa-se de 4officiaes de charuteiro, e qualqucr obra,
paga-se bem.
Raphael Hazzizo, subdilo francez, retira-sc
para a Baha.
Fortunato Gohin, subdito francez, retra-se
para a Baha.
Attenco.
Vendem-se tros moradas de casas terreas no
lugar da Capunga velha, coro bons quintaos o
boas fructeira3 : quem qui/er compra-las, dri-
ja-se a ra do Queimado, loja de miudezas n. 63,
que achara cora quem tratar.
Juan Anglada, subdito hespanhol, relira-se
para o Rio de Janeiro. ,
DS-se 200 a juro sobre penhores de ouro
na ra Imperial n. 50.
Na botica da roa do Rangel n. 64, precisa-
se com urgencia de um odicial de pharmacia.
KYTTTTTfTTTTTrTTT-rrTTTTTTTTT
l DENTISTA FRANCEZ. 5
, Paulo Gaignoux, dentista, ra das La- ^
rangeiras 15. Na mesma casa tem agua e *
p dentico. *
*i.'i.L Roga-se aos Srs. devedores do estabele-
eimento lo fallecido Josda Silva Pinto, o ob-
sequio .le saldaren) seus dbitos na ra do Col-
eg vala n. 25 ou na ra do Queimado loja
D. 10.
Dentista de Paris.
15 Ra Nova15
Frederco Gautier, cirurgio dentista,
faz todas as operaces da sua arte e col-
loca denles artificiaes, ludo com a supe-
rioridade e perfeicao que as pessoas en-
tendidas Ihe recoiheccro.
Tem agua e pus dentifricios ele.
Lindos cortes de vestidos de seda prelo
de i saiaa
Ditos ditos de ditos de seda de^^H
com baados
Ditos ditos de ditos de gaze phantazia
de cores
Romeiras de fil de seda preta bordadas
Visitas de grosdcnaples prelo bordadas
com troco
Grosdenaples de cores com quadrinhos
covado '
Dito liso preto e de cores, covado
Seda lavrada prela e branca, covado 13 e
Dita lisa preta e de cores, com 4 palmos
de largura, propria para forros
Corles de vestido de seda de gaze trans-
parentes
Ditos dedilos de cambraia e seda, corle
Cambrsias orlacdya de cores, lindos pa-
drees, vara
Manguitos de cambraia lisos e bordados
Tiras e entremeios bordados
Mantas de Monde brancas e pretas
Ditas de fil de linho pretas
Chales de seda de todas as cores
Lencos de cambraia de linho bordados
Ditos de dita do algodao bordados
Panno prelo e de cores de todas as qua-
lidades, covado
Casemirasidem idem dem
Gollinhas de cambraia a
Chales de touquim brancos
Ditos de merino bordados, lisos e es-
tampados de lodas as qualidades
Enfeilcs de vidrilbo francezes pretos e
de coies
Aberturas para camisa de liaho e algo-
dao, brancas e de cores
Sajas balo de varias qualidades
Tafel rxo, covado
Chitas francezas claras e escuras, co-
vado
Cassas francezas de cores, vars
Coliarinhos de esguiao do linho mo-
dernos
Um completo sorlimento de ronpa feita

8
1200
s
3*00*
1500
t00000
16JOO0
1000
S i
$900
sendo casacas, sobrecasacas, palclots,
eolletes, caigas de muilas qualidades
de fazendas
Chapeos francezes Onos, forma moderna
Um sortimenio completo de grvalas de
seda de lodas as qualidades
Camisas francezas, peitos de linho e de
algodao trancase de cores
Ditas de fustio brancas e de cores
Ceroulas de linho e de algodao
Capellas brancas para noivas muito finas
Um completo sortimento de fazendas
Eara vestido, sedas, la e seda, cam-
r "
8*500
cores para
raa e seda tapadas e transparentes,
covado
Meias cruaa brancas e de
meninos
Ditas de seda para menina, par
Luvas de fio de Escocia, pardas, para
menino
Velludilho de cores, covado
Velbutina decores, covado
Pulseiras de velludo pretas e de co-
res, o par
Ditas de seda idem idem
Um sortimento completo de lu-'as de
seda bordadas, lisas, para senhoras,
homens e menines, de todas as qua-
lidades
a Cortes de col'ele de gorguro de seda
(640 de cores
Ditos de velludo muito finos
Lencos de seda rxos para senhora
Marquezitas ousombrinhas de seda com
molas para senhora
3*500 Sapatinhosde merino bordados proprios
para bopsados, o par
9 i Casinetas de cores de duas larguras mui-
6*000! lo superiores, covado
$500jSetim prelo, encarnado e azul, proprio
, para forros, com 4 palmos de largura,
93801 fazenda nova covado
*500 | Selim liso de todas as cores, covado
I Lencos de gorguro de seda pretos
$8001 Relogios e obras de ouro
Cortes do casemira de cores a
9
1*600
320
1*200
JfTOH
iSono
1*000
esqueci-
fiSni' d "^*10 S1'. "la pela
ultima-a^^roga l0daa as pessoas qae Ihoaw.
taodcaendo gneros que compraran para seus
tlMRt?"' cmsea onligo oatabelecinant* da la
da Csdea do Recife n. 33, defronie do heneo Lar-
go, de vir pagar o que deven al o flm d ro -
rente mez de junho, e nlo a fazend, passaiio a
ser chamados pelo Diario.
' Constan teniente
compra-se, vende-se e Iroca-se escravos: na roa
Direila n. 66, escriplorio de Francisco Malhue
Pereira da Costa.
nanwKtm-a-BaHSMi
EAU MINERALE
NATURALLE DE VICHY.
Deposito na botica franreza ra da Cruz n. 22.
1S600

I
*
58000
ti
DE
Sociedade de sel-
leiros.
Roga-se aos senhores socios desta til socieda-
de-que se dignem ir ver as machinas de coser.
proprias rara este cilicio : na ra da Imperatriz
numero 10.
GitAHH
Fazendas e roupa feita
POR MEDIDA.
Na lojaeflrmazemde Joaquim I
Rodrigues T. de Mello.
Ra do Queimauo \\. \\9.
em sua \oja de 4 portas.
Tem um completo sorlimenlo de roupas fcilas
e por medida a vontade dos freguezes : caigas de
casemira e de brim, eolletes de diversas quali-
des, sobrecasacas de muito bom goslo, um sor-
limento de palelols de panno e de casemira, al-
paca, laazinha, rscadinhos e de brim, que ludo
se vende por preco commodo ; um completo sor-
lmenlo de chapeos prelosde snda para homem,
de superior qualidade a 10*. ditos de castor mui-
to superiores a 16$, chapeos de sol de seda in-
glezes dos raelhores que tem vindo ao mercado,
ditos francezes de diversas qnalidades, ditos de
panno grandes o pequeos, cortes de vestidos de
seda de variados gostos para diversos precos, um
completo sortimento de bordados e entre-meios,
golinhase manguitos, ludo por preco camraodo ;
chaly de soda e la de goslo mais apurado que
tem apparecido a 1*280 o covado, chitas france-
zas muito superiores de 230 al 4(0 rs. o covado
de gostos muito delicados : ura grande sorlimen-
lo de fazendas francezas c inglezas c allemfts que
seria impossivel aqu se poder mencionar com
precos, assevera-se aos freguezes que ludo so
vende mais em conta que em oulra parle sendo
a dinheiro._
Espectculos Ijricos.
Cigarros superiores de manilha, do Rio de Janeiro, hespanhoes. havana, Para e palha de m i-
ho proprios para os i.Hcrvallos dj thealro lyric. na ra da Cadeia '< ~i< -
do Recife n. 15 ioja do
Collegio de Bemflca,
estabelecido na ra da Aurora, edificio contiguo ao do
collegio das orphaas.
O director dete d'este estabeleciment participa que no mesmo se ensinsm as disciplinas
segutnles:
Ensino primario
TROFESSORRS.
O Sr. Honorato Augusto
de Miranda eo director.
Leilura e escripia........
Doutrina christa........
\riihmetica pralica .......
Grammatica nacional.......
Geographii elementar ......
Elementos da historia do Brasil. .
Ditos da hiaoria Sagrada.......I
LATIM.
Grammatica latina......,
Latinidade..........
Grammalica philosophica.......> O Sr. Antonio Joaquim de
Myiologia...........|Passos.
Poesa classica ........
FRANCEZ.
1*. cadeira, grammalica e tradue^o.
2*. dita locucao composigo e escripia
INGLEZ.
Ensino secundario
Sirop du
DrFORGT
JARABE DO FORGET.
Este xarope est aprrovado pelos mais eminentes mdicos de Paris,
Icomo sendo o melhor para curar .constipac/Oes, tesse convulsa e outrs,
affecc4es dos broncbos, ataques de peito, irriueftea nervosas e insomnolenci: s: urna colberada
pela manhS, e outra noite sao sufcientes. O itrilo deste excelente xaroue satisfaz ao mesmo
lempo o doente e o medico.
O dspoiito na ra larga do Rotarlo, botica de Bartholomco Francltco de Souza, n. 36.
FUNiO
DO
I.
Ra do Brum (passando o chafariz.)
No depozlo desle estcele cimento sempre \ia grande sovmeulo de me-
c\\auismo para os engenhos de assucar a sa\)er:
Machiaai Je vapor mo-Jernat, de golpe cumprdo, econmicas de combustivel, e defacillimo assento ;
Roda d agua de ierro com cubo* de madeira largas, leves, fortes, e bem balancadas:
Cinnos de ferro, e porUs d'agua oara ditas, e serrilhai para rodas de madeira
Mocadas nteirai com virgens muito fortes, e convenientes ;
M^ias moendas com rodelas motoras,ara agua, caallos, o bois, acunhadas em aguiUi^s dtazs ;
Taixas de Ferro fundido e batido, e de cobre
Pares ebicas para o caldo, crivos e portas de ferro para as fornalhas;
Alambiques de ferro, moinhos de mandioca, fornos para cozer fari'nha ;
Rodetas dentadas de todos os taraanhos para vapor, agua, cavallos ou bois ;.
AguilhSes, bronzes e parafusos, arados, eixos e rodas para carrocas, formas galvanizadas para purgar etc., etc.
D.W.Bowman confia que'os seus freguezes acharo tudo digno da preferencia com
que o honram, pela longa experiencia que elle tem do mechanismo proprio paraos agricul-
tores desta provincia, epelofacto de mandar construir pesfioalmente as suas obras as
mais acreditadas fabricas da Inglaterra, para onde elle fa&gem annual para o dito fim,
assim ctf.mo pela coutinuaco da sualrica em Pernambuco, para modificar o mechanis-
mo a vontade de cada compradoiv e de f zer os concertos de que podero necessilar.
-.
O Sr. Francisco Antonio
Cesario de Azevedo.
O Sr. Jos Maria Ra-
monda.
!0 Exm. Sr. Dr. Francisco
Baltazar da Siheira, que se
encarregou d'esla cadoira gra-
tuitamente, e por especial ob-
/ sequio ao director.
ITALIANO
Grammatica, tradcelo, composicao, escripia e
luttigao...........
ALLEMAO.
dem, iJ:m, idem, idem.......
PUILOSOPU1A.
Philosophia racional e moral e historia philo-
sophica ...........
HHETOR1CA.
Rh'iorica, poet'ca e historia di iilteralura .
GEOGRAPIllA.
Geographia, historia e chrcnologia .
GEOMETRA.
Ariihimetica, algebra e. geometra. .
O Sr.
(monda.
Jos Mara Ra -
O Exm. Sr.
Pedro Autran.
conelheiro
Bellas arles.
O Sr. Vital Ferreira
'Motaos Sarment,
de
Msica
1 O Director.
(lins Filgueiras.
0 Sr, Jos Leandro
Mar-
Manoel Baplista de
Jos Mara Ra-
nansa........... O Sr.
(Souza.
I Desenlio...........I O Sr.
1 (monda.
JN B Todas esla. cadeiros tem substitutos; porlanto nunca deixar de haver aula era 10-
das as disciplinas. Alem d'isio j tres dos professores mais necossarios habitara no collegio para
que os alumnos cbtenham todo o adianlamenlo possivel.
O director do collegio de Remica lem empregado lodos os meios ao seu alcance, nao pou-
pando sacrificios, afim de que 03 alumnos que o frequunlarem, alcancem a mais olida ins-
trucQo, a moral a mais austera e a eJucaca a mais elegante.O director, Eslevo Xavier da
Cunha.
Prtctsa-se de duas ama?, urna pa-
ra cosinhar e outra para engommar,
dando-se preferencia a escravas: a tra-
tar na ra do Imperador n. 15.
^Consultorio central homeopathico^
DE

% Continua sob a mesma direccoo do Ma-
9 noel de Mallos Teixeira Limaj professor #
em homeepalhia. As consullas como d'an- %
9j tes. m
Botica central homcopatliica
Do
DR.'SABINO 0, L PIMO-
Novos medicamentoshomcopathicos en-
viados da Europa pelo Dr. Sabino.
Esles medicamanlos preparados espe-
cialmente segundo as necessidades da ho-
meopaihia no Brasil, vende se pelos pre-
sos conhecidos na botica central homeo-
pathtea, ra de Santo Amaro (Mundo No-
vo] n 6.

O abaixo assignado avisa ao Sr. Jos Ro-
drigues Freir, quetenha a bondade de ir tirar o
penhor que lem na ra do Amorim n. 36, no
prazo de 8 dias, a contar da'data deste, e nao o
fazendo perder o direito ao mesmo. Recife, 22
de junho de 1860.
Antonio Jos de Sraipoio,
GOIMP ANUA
ALLIANC
Estabelecida cmLonlcs
EM
iip m mu,
CAPITAL
Cinco miWiSes de \tt>ras
esterlliias.
Saunders Brothers & C* tem a honra detn-
Tormar aes Srs. negociantes, proprietaros de
sasas, e a guem mais conrier, que esto plena-
mente autorisados pela dita companhia para
effectuar seguros sobre edificios de tijolo epe-
dra, cobertos de telha e igualmente sobre os
objectos que contiverem os mesmos edificios,
quer consista em mobilia ou em fazendas de
qualqo "alidade.
O bacharel Antonio Luiz Cavalcanli de Al-
buquerque vende, cora autoriico de sua mi.
alguna terrenos para ediflcar.no sillio on*e mora,
aa ra do Palacio do Bispo n. 1.
M
/
O Or. Cosme de Sa PereiTi
[de volt a de sua viagem instrutti i
tiva a Europa continua noexti-j
jeiciode sua proGssao medica.
Da' consultas em seu escripte-
[rio, no bairro do Recife, ra dt!
Cruz n. 53, todos os dias, mencl
^nos domingos, desde as 6 Loiaij
st as 10 da manbia, soLre os]
seguint s pontos :
1'. Molestias de olbos
. Molestias de coracio e del
peito ;
. Molestias dos orgaos da gera-j
cao, e doanus ;
. Platicara'toda e qualqucr!
operaco quejulgarconvenier-
te para o restabelecimcnto do.-!
seus doentes.
O exame das pessoas que c ce n
sultarem sera' feto ndiitincti -
mente, e na ordeno de sua n.-
trs das; fazendo exc< pcio os dec
tes de cilios, ou aquel'c? que f 1
metvojustoobtiven m I101 a ma 1
cada para este fim.
A fipplic.- 'mentos indispensiiveis casos, cerno o do sulfato de af 11
pina etc.) sera'feito,ou concedid
gratuitamente. A corianta qi i
^nelles deposita, a presteza de siii-
acqao, e a necessidaile prernj t
de seuemprego; tudoquanto r
demove era beneficio de seuii
doentes.
LOTEitli
loa
O ihesoureiro das luterias declara que o pa-
gamento dos premios da quarta parle da quarta
lotera do Cymnasio Pernambucana, cojas lisias
teem de mez, principia a ser effectuado do dia 19 do mes-
mo mez era diante, visto como al o referido da
18 tem o mesmo Ihesoureiro e os mais empre-
gadosde estaiem anda oceupados com a con-
cluso da extraecao dos nmeros que nao foraa
premiados, para assim se verificar a esaciidao da
mencionada lotera.
Thesouraria das loteras 1G de junho de ISCO.
Camilla Pires.
ig Um mojo habilitado e de boa cundui ta
IB olTerecc-se para eninarem qualqucr c.i- "*
S Sa parlicular.a pessoas de qualqutr exo, 3t
< primeiras lellras, Itngua nacional, fr3n- IJfc
4 coz, Inlim, msica, Instriimeiital c vocal, 'tf
CE e bem assim copia qualqucr pera de n.u- ~&
|* sica muito bem imilando a copia lithr ra- 4
'G phada, oriundo a frente da peca de ra- *
g racteres gticos ou de ouros quaesqner
I o islo com a presteza que se eligir: a
tratar na ra larga do Rosario n. 1, pri-
meiro andar.
Compra-se
o guarda livros moderno ou curso cem-
olcto de instruccSes elemantares sobre
as operaeuesdo commticio, por Manoel
Teixeira Cobra I de Mendonr,a : na pra-
ca da Independencia livraria n. h e 8.
tmeasa deJ. Pneger 4 C. ra
da Cruz n. 11, ven Je se presuntos mui-
to novos despachados ltimamente.
Taberna.
Vende-se a taberna de ra das Cruzes n. 21 .
a tratar na mesma.
Na ra da Praia n. 23, IravesM do Carias,
ha para vender 12 pipas de niel de mullo boa
qualidade ; na mesma casa ha um uiuinho e tor-
radordeca.
Milho a 4JS e farelo a 4c50C : na taberna da
cslrelli do largo do Parai/o 0. 14.
;-;$ Dr. Cnrneiro Mouleiro arroveilando da
@ proporcao que lem para mais faiilniente
}$ exivular os Irabalhos de parlo, e aeonse-
vi Ihado pelo feliz resultado que lem oblido
em niultij lirados paitos laboriosos, tem
jjj frito sua esperialirlnde sobre Cite ramo M
]$ para o que podci ser procurado a qnal- K
% quer hora, na ruado Rangel n 16. ifi
AVISO.
Botase vidrospromptamonte a qualquer hora
do dia, do mais pequeo at seis palmos, proprirs
para nidios de igreja ou sanctuarios, em portas
de carro e Linternas dos n.rsmos, em quariros e
caixilhos: levndoos ra do Arago, taberna
n. 8.
Precisa se alugar urna escrava que soja fiel,
para lavar roupa. dar agua e vender na ra: na
ra da Guia n. 40 2o andar.
Apromptam-se jamares rara fra com as-
seio e por prego commodo: na ra da Guia a. 4(t
2o andar.
2 Alten^o. |
1 Curso pratico e theorico de lingua fran- &
ceza por urna senhora franceza, para dpz t
mocas, segunda e quinta-feira de cada se- 0)
maa, das 10 horas at meio dia : qui m &
quizer aproveilar pode dirigir-se a ra da 4f>
A Cruz n. 9, segund andar. Pagamentos A
$ adiantadns. S
9999 #*Sa
Eiras A Irmo declaram ao publico e ao Sr.
arrematante dos espirito* nacionaes, que de.*de o
da ultimo de junho diuam de vender bebidas
espirituosas em sua taberna sita na iravessa da
pateo do Paraizo n. 16; e para que depois ai*
se chamem a ignorancia, faz o prsenle *n-
nuTicio.
Padre Thomaz Coclho Estima ral a Por-
,n8al ^ J
Precisa-se de um caixeiro dsl I a 14 sa-
nos, para urna taberna, dos chegadi^Wnaiameii-
le de Portugal, dando fiador i fu conducta : a
tratar na ra da Praia n 80
_ Domingos Martina Ponlet, relira-se para
nio de Janeiro. aam.
Almeida A Burgos, fazem sciente a qa*m
convier, que o Sr. JosTellesdo Helio.deisoa da
ser caixeiro de sua cass, desde o dia 22 do cor-
rale.


III
'm

Oidvogado AMonio de Vasconcellos Mene-
s de Dcummond podo sei do pira o
fxercicio da sua proGsso, em lodos os das
aieis, dos 10 horas da manhaa al as 4 da larde,
.i ra do Imperador o. 75, primeiro andar,
lora de laes das e horas, e cm casos urgentes,
a casa de sua residencia na ra do Hospicio nu-
mero 9.
Jos Francisco Ferrcira declara ao rospeila-
te\ publico, e aos senhores arrematantes dos es-
p iritos nacionacs, que desde o ullimo de junho
deixa de pender bebidas espitituosas em sua ta-
berna sita ha travessa da ra do Vigario n. 3, e
para que depois nao so chamcm a ignorancia,
az o presente annuncio. Recite, 25 de junta) de
1O0U.
Lava-so e engornraa-se com muita perei-
eao, tanto para hometn como parasenhora, sen-
do o preco dos vestidos de cambraia de baados
lf280, e lisos a 800 rs. : quem precisar dirija-se
i Camboa do Carmo n. 50. Na ruesma casa co-
2iuha-se para fura.
Aluga-se um lerceiro andar e sotao com
grandes commodos na ra da Praia: a tratar com
Jos Ilygino.de Miranda.
- Na estrada do Manguinho, sitio
da TiuvaCarvalho, ha para se alugor
urna escrava recolhida, que faz todo
ser vico de casa, engomma, cosnha e
cose.
Itoga-se ao Illm. Sr T. M. G. R. F. o favor
de satisfacer o importe d'ura vale, que na ilha de
ernanco passou Manoel Bclelho Cordeiro: na
ra da Guia n. 56.
ia Fortunato Pinto, segu viagem para Babia.
Tendo-se dezemeaminhado do poder do
abaixo assignado. urna lelra por ello aceila na
importancia de 68J200 rs. em favor dos Sr*. Bar-
rosa Silva, aqual se acha paga aos mesmos. em
certeza do quu j se acha com o compleme re-
eibo as cosas da mesoia, sendo que a dita letra
seu venclmenlo era no dia do corrente mez,
c foi paga hojo 25 de junho de 1860. Rcga-s
aqiiem tiver achado, lvala a caza de sua mora-
dia: na ra Imperial, veuda n. 39, que ser gra-
tificado
Jos Lopes da Stha.
O abaixo assignado, morador no aterro da
Boa-vista hoje ra da lmperatriz n. 71, declara
ao respeitavcl publico, que nada deve nesta pro
yincin ou em outra qualquer, a exccpco da Gran-
ja aos herdeiros da seu compadre, Antonio
Faustino da Rocha, aquantia de quarenta mil rs.
importancia de duas toalhas que lhe deixou pa-
ra as vender, sendo que ditos herdeiros al o
presente nao os lem querido receber; se porm
houver quem se julgue seu credor aprsenle o
iltulo que ser immcdiatamenlo pago. Recife
25 de junho de 18C0.
Coslodio Manoel Gonralves.
Andr Alvos Gama e Manoel Joaquirn com
tabernas na cncruzlhada de Bellem, municipio
de Olinda, fazem publico para conhecimenlo do
arrematante do imposto de agurdenle, bem como
da reparlico respectiva, por onde se faz a col-
leda, que deixam de vender agurdenle do 1.-
de julho em dianle.
Aluga-se urna escrava cozinheira. muo
fiel.sem vicio algum : na botica da ra larga do
Rosario n. 36, se dita quem a te ni.
Ur. Augusto Carneiro Monteiro da Silva @
@ Santos, medico operador e parteiro pode
ser procurado na casa Je sua residencia
@ na ra do Rangel n. 16.
DURK) PE PERAMVWCO. Ql ARTA fERA 9? PE JNHO DI IMt.
DE
c*
um.
Attenco.
o
Um moro brasileiro, com pralica dc6annos de
eorumerci.j nesla praca, e ha pouco desarruma-
do, se off-Tcco para tomar conta de urna casa
eommercial de fazendas por balanco, presta Cian-
ea e garante o bom desempenho de sua profissao :
quem de seu preslimo se quizer utilisar, dirija-sc
a ra das Cruzcs n. 41, luja, deixando seu nome
e residencia para ser procurado,
1.
tj o
Vai a quem tocar.
-Largo da Penlia-
Neste armazem de molhados con-
tinua-se a vender os seguinles genero abaixo mencianados do superiores qualidades e mais barato
do que era outra qualquer parte, por serem a maior parle delles rocebidos em dircilura por conta
dos propnetanos.
MaiUeVga ingleza e trauceza
perfeitamente flor a mais nova que tem vindo ao mercado do 40 a 800 is. a libra e cm barril
se tara algum abatimenlo.
Qncijos flamencos
muito novos recentcmenle chegados no ultimo vapor da Europa de 1*700 a 3# e a vista do gasto
que o freguez Czer se far mais algum abatimenlo.
Queijo pvato
os mais novos que exislem no mercado a 1 a libra, em porcao se far abatimenlo.
Yu\eix.i\s francezas
em latas del li2 libra por 1S500 rs., e em campoteiras de vidro contendo cada urna 3 libra
por 3000.
Musanla i ng\eza e f raneeza
em frascos a 640 rs. e em poles franceza a 800 rs cada um.
V eruadeiros figos de comadre
m caixinhas de % libras elegantemente enfeitadas proprias para mimo a 1J600 rs.
Bo\ac\vinY\a ingleza
a mais nova que ha no mercado a 240 rs. a libra e em barrica com 1 arroba por 4J.
Potes vidvados
de 1 a 8 libras proprias para raanleiga ou outro qualquer liquido de 400 a lljOOO rs. cada
Xmcndoas contestadas proprias pava sovles
de S tloao
a 1$ a libra e em frasquinhos, contendo 1 Ir2 libra po; 4&.
Cha preto, \iy son e petla
os melhores que ha neste mercado de 1&600, > e &&50O a libra.
Macas em caixlnnas de 8 U toras
contendo cada urna di iteren es qualidades a 48500
Palitos de lentes licuados
em molhos com 20 macioho cada um por 200 rs.
Tijolo francez
proprios para limpar faca a 200 rs.
Conservas ingleza s e francezas
em latas e em frascos de differcnles qualidades.
Presuntos, enouvieas e paios
o mais novo que ha neste genero a 480, 640 e 720 rs. a libra.
Catas de bolacninna de soda
de differenlcs qualidades a 1600 em porcao se far algum abalimento.
Tambera vendem-se os seguinles gneros tudo recenleraenle chegado e de uperio-
res qualidades, presuntos a 480 rs. a libra, chourica muito nova, mermelada do mais aTamado fa-
bricante de Lisboa, maca de tomate, pera secca,pasas, fruclas ero calda, amendoas, nozes, frascos
com amendoas cobertas, conleites, paslilhas de varias qualidades, vinagre branco Bordeaux.proprio
para conservas, charutos dos melhores fabricantes de S. Flix, magas de todas as qualidades.gora-
ma muito Tina, ervilhas francezas, champagne das mais acreditadas marcas, cervejas de ditas,
spermacetebarato, licores francezos muito finos, marrasquino de zara, azeitedoce purificado,azei
louas muilo novas, baoha de porco refinada e outros muito gneros que encontrarlo tendentes a
molhados, por sso promeltem os proprietarios venderera por muito menos do que outro qualquer,
promelera mais lambem servirem aquellas pessoas que mandarem por oulras pouco praticas como
e viessera pessoalmente ;rogam tambem a todos os sanhores de engenho e senhores lavradores
quciram mandar suas encommendas no armazem Progresso que se lhes affiancaa boa qualidadee
o acondicionamento.
3.
Baratissimo.
Rea 4 Quciraadj) n. \m.
Armazem de fazendas.
Chitas francezas finas de padrees miudinhos a
220 o corado, pegas de chita com 88 corados por
5S800.
Coberta a 2#000.
Cobertas chinezaa muito lindas a 5*.
Riscado francez a 2$000.
Cortes de riscado com 13 l|Scovados por 2|.
Lencos brancos a 2#000.
Lencos para algibeira a 2)1 a duzia.
Algodo monstro a 600 ra. a vara.
Chales de merino a 2#500.
Chales de merino estampados a 2)600.
Casemira preta 6/1(000.
Corles de casomira preta fina a 6$, paletots de
brim a 3#, fil de linho fino a 8410 ra.
Cambraia de cores a 160 rs.
Cambraia de cores muito fina com defeito de
agua doce a preco de 160 o covado.
= Ganga de cor e brim de linho' muito fino a
500 rs. o covado.
Carros-
Vendem-se em casa de
Francisco Jos Germann
ra Novan. 21, bonitos carros
do ultimo gosto de urna das mais
ff afamadas fabrica de Paris.
Arados americanos e machinas
Eaia lavar roupa: emeasa deS. P. Jo-
nston & C. ra da Senzala n. 42.
Verdadeiras luvas de Jovin de to-
das as cores, ra da lmperatriz n. 7,
loja do Leconte.
Barato.
Lelte, lenha e fineta
No sitio do fallecido visconde de Goianna, na
estrada deJoao de Barros, ha paia vender leite
juro, lenha de malla, e Crudas do differentes
qualidades, por preco commodo. de modo que
pode se revender nesla cidadee tirar bom ganho.
proverbio, cada um d o que lem.
quem por si mejulgn por ccrlo me nao
oliendo.
quera mais pede menos alcanca.
Agora'acresrontorei. a raposa querendo comer
das uvas que Dos linha posio em bom p, e ao
depois de lor usado de todas as csiralegias, c ler
pulado a nao mais, disse, es'o verdes, sao de
pessima qualidade e de cor, e por isso nao as
quero. Com isso fica satisfeito quera ve muito,
ouve mais, e falla pouco.
Precisa-se de duas amas, urna secca e ou-
tra de leile : no paleo do Terco n. 26,
Umaeenhora solleira e honesta se offerece
para ensillar em casa particular de qualquer ra-
milla nesla eidade, ou em seus ai rabal Jes, as
primeiras lelras na forma dos estatutos das au-
las publicas, assim como todas as qualidades de
costuras simples e bordados, para o que aar
flanea a sua conduela moral : podo ser procura-
do na ra da Peulia n. 17, segundo andar.
l'recisa-se de urna senhora que saiba bem
primeiras letlras, fiancez, piano e musir, para
lomar conta da educacao de seis meninas, em
un. engenho da freguezia da Escada : a iralar na
ra do Imperador n. 39, segundo andar, entrada
pelo becco do bolequim do Paira.
Aluga-se a excedente loja da casa da ruado
Imperador n. 75, lado do caes ; a tratar no pri-
meiro andar da dila casa.
A-se dinheiro a juros sob penhores de ou-
ro : na ra atraz da matriz da Boa-Vista n. 61,
onde mora o inspector Maia, se dir quem d.
Irmandade do Divino Es-
pirito Santo.
O escrivo actual, por ordem do irmao.juiz,
convida aos seus charos irmaos pira comparece-
rcru no nosso consistorio no dia 28 do conenle,
as 5 horas da larde, afim de constituidos era me-
sa geral, ouvir ler e approvar a redacco do uos-
so compromisso.- O escrivo,
Jos Joaquim da C. Leite Jnior.
Antonio de Oliveira Barros segu para a
Europa.
Aluga-se o segundo e lerceiro andar do so-
brado da ra dos Tanoeiros, muilo fiesco a Ira-
lar na ra da Cruz n. 31.
Pede-se ao Sr. Jos Affonso do Reg Bar-
ros que lenha a boudade de fir a ra da floren-
tina n. 3i, a negocio de sen inleresse.
Na ra do Colovello n. 5, existe urna carta
pira o Sr. Milito Borges Uchda.
Precisa-so de urna ama do leile : no Hos-
picio, em casa do Sr. coronel Lamenha.
ASSOCIAgO
DE
Soccorros Mutuos c Lenta L mane i pac a o
dos Captivos.
De ordem do Sr. presidente sao pelo prsenle
renvidados todos os senhores socios para que se
dignen! de comparecer domingo 1," de julho, s
10 horas do dia, afim de [unecionar a assembla
geral, na formado arl. 19 do cap. 5, e por se ler
de tratar do onniversario o outros negocios de
suma importancia, e para conhecimenlo de todos
o mesmo Sr. presdeme manda declarar que o
eonselho approvou e a assembla geral de 7 do
corrente sanecionou os arligos de regiment in-
terno abaixo mencionado:
Arl. 9. O socio que por negligencia, deleixo
provado, deixar de pagar mais de tres mezes de
sua mens'lidade, nao lera direilo a ser soecorri-
do nos casos de necessidade, e trabalho, de con-
iormidade com o arl. 7 dos estatuios.
Arl. 10. Fica creada um bolsa chamada de ca-
ridade deulro da qual, em todas as sesses, quer
do eonselho ou da assembla geral, cada um dos
socios llenar alguma quanlia, que ser applica-
da a compra de bilheles de lotera, reverlendo
seu producto para a caixa de reserva, de que tra-
ta o art. 44 da lei orgnica.
Secretaria da Associaco de Soccorros Mutuos
e Lenta Emancipaco dos Captivos 25 de junho de
1860.Albino do Jess Bandeira, 1." secretario.
Age acia de passaporte e folha
corrida.
Claudino do Reg Urna tira passaporte para
dentro e tora do imperio, por commodo preco e
presteza: na ra d Praia, primeiro andar nu-
mero 4d.
Aluga-se por praco commodo o armazem n.
28, silo no caes 22 de Norembro ; a tratar em
casa do fallecido commendador Luiz Gomes Fer-
relra, no Mondego.
Aluga-se urna bella sala com 2 quarlos, no
pnmeiro aaar da casa da ra do Imperador n.
75, primeiro andar, onde achar-sc-ha com quem
traiar a respeilo.
Jos arla da Molla o Silva, subdito por-
tugnez. vai ao Rio Grande do Norte.
7; edr2 G"rid. subdito hespanhol, retira-se
para tora da provincia.
Carros fnebres.
Agr, administrador desle estabelecimcnlo silo
em um armazem perlcncenlo ao convento de S.
Francisco confronte a casa do Illm. Sr, Dr. Sar-
ment, tem determinado aos boleeiros da co-
cheira que administra que quando forem osear-
ros oceupados com os cadveres, que vao a pas-
so : pede, pois, aquellas pessoas que alugarem
ditos carros, que quando os boleeiros se furia -
rem a cumprir o que lem determinado, que o
avisera para providenciar; assim como, as horas
que fixarem para o enterro nao seja espassada
para que nao apparecam rerlamaroesda parle de
outros que lera concordado cm horas roaisadian-
(e ; agradecendo ao mesmo lempo ao publico e
aos seus amigos a cooperagao c confianza que lhe
tem prodigalisado.
MlJ ?????_?_??
AVISO
AO
raim
Luiz Soulan, cutileiro e armeiro fran-
cez, que trabalhou em casa dos Srs.
Pornmateau e Pradines ain, provine
ao publico que acaba de eslabelecor-se
na ra das Cruzes n. 38, sonde offere-
ce seu preslimo. qur para araolaeocs,
qur para concerlos de qualquer espe-
cie, o que promelle fazer com rapidez
e perfeico. Igualmente se encarrega
do concert de instrumentos de cirurgia
c dentistas ; quem de seu presumo se
quizer utilisar pode ficar inteiramenlo
descancado quanlu ao apurado do tra-
balho. "
ll??$? ?? !-????? ?-^?i
Sodr ( C.
Hua estrcUa do WosavVo
uuiwevo II.
Avisara aos seus freguezes que receberara
manleiga refinada era frascos, e amendoas eon-
feiladas, tudo de superior qualidade, vindo pelo
vapor Guiene.
O Sr. Jos Affonso do Hego Barros lenha a
bondade de se dirigir loja da ra do Crespo n.
20, que se lhe desoja fallar.
Jos Galli vai ao Rio de Janeiro.
D Senhorinha Joaquina de Almeida Leal,
viuva do seu finado marido Manoel Carneiro
Leal, est procedendo o inventario pelojuizo dos
orphaos, escrivo Brilo : as pessoas que se jait-
garem credoras do mesmo casal, queiram jusli-
licar para seren allendidos as parlilhas.
t9 Precisa-se de urna mulher livre de boa $
ti conducta, para servigo do costura e en- dj
gommado em urna casa dfamilia : atra- SJ)
tar na ra da lmperatriz n 48, segundo @
& andar. m
Compram-se escravos de ambos os sexos,
de 12 a 20 annos, para exportarse para fra da
provincia : na ra Direita n. 66, escriplorio de
Francisco Malhias Pe reir da Costa.
Compra-so um escravo que saiba cozinlmr,
e que seja de bonita figura : em Fra de Portas,
ra do Pilar n. 143.
Compra-sc na ra eslreila do Rosario n. 4,
urna pequea porcao de caibros de qualidade,
embora sejam servidos de andaime.
Compra-se um oseravo ou moleque ; na
ra da lmperatriz oulr'ora aterro da Boa-Vista,
casa n. 37, no segundo ou lerceiro andar.
Coropra-se pordobrado preco do quanto so
vendia a colleceao dos Diaiios de Pernambuco
dos annos de 1830 183-2, e no caso de j ea*>-
rem encadernados tambera se paga a encaderna-
naco : na ra de S. Francisco como quem vai pa-
ra a ra Bella sobrado n. 10.
Compra-se urna escrava que enlenda de la-
var o de cozinha.no obstante ler alguma idade :'
no segundo e lerceiro andares da ra da lmpera-
triz, casa n. 37.
Ainda se precisa comprar tres moradas de
cazas terreas, em boas ras, em Olinda, com pre-
ferencia no Varadouro, Qualro Cantos, ra do
Amparo ; nao se olha apreso comanlo que sejam
boas: quem tiver nununcie pira se pocurado.
Compram-se effeclivamente meias garrafas
que foram dechampanha : na ra larga do Ro-
sario n. 36, bolica.
I Alcatifa,
**> Campos t Lima, na ra do Crespo n.
ti 16, lem para vender alcatifa com 4 pal-
{jf| mos de largura de muito boa qualidade
H e propria para alcatifar, salas e igrejas a
"jjn 800 rs. o covado, dinheiro a vista.
Laazinhas para vestido a 320
rs., e toalhis de linho a
800 rs.
Na ra do Queimado n. 19, vendem-se laazi-
nhas muilo finas para vestido, e para meninos,
pelo baratissimo preco do 320 rs. o covado, toa-
lhas de linho a 800 as. cada urna, cobertas a chi-
neza, de chita muito fina a 2$.
Potassa da Russia
E GAL DE LISBOA.
No bem conhecido e acreditado deposito da
ra da Cadeia do Recife n. 12, ha para vender
potassa da Russia e da do Rio de Janeiro, nova
e de superior qualidade, assim como tambem
cal virgem em pedra: tudo oor j>recos muito
razoaveis
Veisde-se um carro de 4 rodas, bem cons-
truido e forte, com assenlo para 4 pessoas de
dentro, e um assento para boleeiro e criado fra,
forrado de panno fino, e tudo bem arranjado :
para fallar, com o Sr. James Crabtree & C. n.
42 ra da Cruz.
REMEDIO U*f|RAUL.
. UNGENTO HOLLOWAT.
Milhsres de is-dividuos de todas as nacoes po-
den testemtrnhar as virtudesdeste remedio in-
comparavel e provar en caso necessario, quo,
pelo uso que delle fizeram tem seu corpo e mem-
brosinteiramente saos depois de haver emprea-
do intilmente oulroa tratamentos. Cada pesoa
poder-se-ha convencer dessucura maravilhosas
pela leitura dos peridicos, que lh'as relatara
todos os diaa ha muitos annos; e a maioTparte
dellas o tao sor prendeote que admirare os
mdicos mais celebres. Ouantas pessoas reco.
braram com este soberano remedio o uso de seu^
bracos e pernas, depois d.s ter permanecido lon-
go tempo nos hospitaes, onde de viam soffrer a
amputacao I Dellas ha muitaa que havendo dei-
xado esses asylos de padecimentos, para seno
submetterem i essa operacSo dolorosa foram
curadas completamente, mediante o uso desse
preciosoremedio. Algumas das taes pessoa n
enfosao de seu recouhecimento declararam e*
tes resultados benficos diante do lord correge-
dor e outros magistrados, afim de maisautenti-
caremsuaflrmativa.
Ninguera desesperara do eslsdo de saude sa
ivesse bastante conflanca para ensaiar este re-
medio constantemente seguindo algum tempo
mentratatoquenecessitassea natureza domai-
cujo resultado seria prova rincontestavelmente'
Quetudocura.
angseaio e til, mala particu-
larmente nos sesuintes easos.
Inflammaco dabexiga.
da matriz
Lepra.
Males das pernas.
dos peitos.
de olhos.
Mordeduras de reptis.
Picadura de mosquitos.
l'ulmes.
Queimadelas.
Sarna
Supuraccs ptridas
Tinha, cm qualquer par-
te que seja.
Tremor de ervos.
Ulceras na bocea.
do ligado.
dasarticular6es.
Veias torcidas ou noda-
das as pernas.
Vende-se este ungento no estabecimento
geralde Londres n. 224, Strand, e na loja de
todos os boticarios droguistas r- outras pessoas
encarregadas de sua venda em toda a America
do snl, Uavana e Hespanha.
Vende-se a800 rs., cada bocetinha contm
urna lnstruccao em prtuguez para o modo de
fazer uso deste ungento.
O deposito geral em casa do Sr. Soum,
pharmaceutico, na ra da Crun. 22. em Per-
nambujo.
MM4D0VAPOI.
Grande o vanado ortlnsmto le caVeado fmn-
cez, roupa taita, miudezas fina e perfumara
ludo por menos do que em outras partes : u I*.
ja de vapor na ma Nova u. 7.
8TSTB1AIEMCO MIOLLWAT.
PILULAS HOLLWOTA.
Este lnestimavel especifico, conipoaa tatetra-
mente de hervas medicinaes, nao contaa saercu-
rio, nem alguna outra subtaacia delecterU.Be
tgno i mais tenra infancia, a cosapleico saais
delicada igualmente promplo e seguro para
desarreigar o mal na compleicio maia rabwata ;
inteiramente innocente eaa saas operares e ef-
feitos; pois busca e remo ve as doenc.as de qual-
quer especie e grao por mais antigs e ieuzes
queseam.
Entre milhares de pessoas curadas com ate
remedio, muilas que j estavam as portas a
morte, preservando em seu uso : conseguirn
recobrar a saude e forras, depois de haver tenta-
do intilmente todos os outros remedias.
As mais afllietas nao deven estregar-re a dr-
sesperaco ; facan un competente en sai o das
efficazes effeitos desta asombrosa mediciaa, a
prestes recuperarlo o beneficio da saude.
Nao se perca tenpo em tomar este rene dio
para qnaiquer das se%uintes enfernidades :
Atporcas
Caimbras
Callos.
enceres
Cortadur'as.
Dores de cabeca.
as costas.
rls membros.
tnIermidades da cutis
em geral.
Ditas do anus.
Erupcoes e escorbti-
cas.
Fistulasno abdomen.
Frialdade ou falta de
lor as extremida-
des.
Frieiras.
Gengiva escaldadas.
inchaQes
Inflammaco doflgado.
/,
Accidentes epilpticos.
Alporcas.
Ampolas.
Areias(malde).
Asthma.
Clicas
Couvulses.
Debilidade ou extenua-
S'o.
lidade ou falta de
foreas para qualquer
cousa.
Dysinteria.
Dor de garganta,
de barriga,
nos rins.
Dureza no venlre.
Fnfeimidades no venlre.
Ditas no flgado.
Ditas venreas
Enxaqueca
Herysipela.
rebre biliosas
Febreto intermtente.
Febreto da especie.
Gotta.
Hemorrkoidas.
Hydropeaia.
Ictericia.
Indigestoes.
Iiiflaramares.
Ir reg u a ridades
menstruaro.
Lombrigasde tada es-
pecie.
Mal de pedra.
Manchas na cutis.
Obstruccao de veatre.
Phtysira ou consunp-
pulmonar.
Retencao de ouriaa.
Rheuraatismo.
Symptomas secunda-
rios
Tumores.
Tico doloroso.
Ulceras.
Venreo (nal).
I
%mmmm-m^mmnBmn
a. 1
para
mamsmMa $mi Qaazmmmm
dade.
Para senhoras.
Recebeo-se pelo paquete francez Bour-
nus Bdouine [capas para passelo c salu-
da de thealrr) a 3i>8 cada una
LOJA DF. MARMORE.
GRANDE SORTMENTO
DE
Vendas.
lazendase obras filasj
Loja
NA
e afmaicm
DE
RELOGIOS.
Vende-se em casa de Saunders Brothers &
C, praca do Corpo Santo, relogios do afama-1
do fabricante Roskell, por precos commodos,
e tambem trancellina e cadeias para os mesmos, j
deexcellente sosto.
Champanha. |
Campos & Lima, na ra do Crespo
16, lem para vender
gos com champanha
dade a 203 o gigo.
urna porcao
de superior
n.
de gi- !5
quali- JH
PuOTcar;ao juridica.
Acaba de sabir do prelo a segunda edicao dos
Elementos de Direilo Administrativo Brasilei-
ropelo Dr. Vicente Pereira do Reg, lente da
3.a cadeira do 5." anno da Faculdade de Direilo,
e acha-se venda na livraria econmica dos Srs.
Nogueira de Souza & C, no arco do Santo Anto-
nio, esquina da ra do Crespo n. 2 ; onde os se-
nhores subscriptorespodera recebera ultima par-
te da mesraa obra Esta obra que nao pura-
mente didctica, contm o transumpto da nossa
legislaco administrativa cujo conhecimenlo
muilo utilisa a lodos, ou sejam funecionarios p-
blicos, ou simples cidadaos ; porque a todos in-
te ressa conbecer as mutuas relacdesque ligam os
administradores e administrados, os direilos e
deveres recprocos que dellas nascem
Compras.
Compram-se es-
cravos.
Compran-se, vendem-se e trocam-se escra-
vos, na ra do Imperador n. 79, primeiro andar
Muita allcnco.
Ao borne barato que faz ad-
mirar aos compradores.
Ra Direita loja 68.
Nm se engeita dinheiro.
Riquissimos corles de vestidos de grosdena-
ples prelo bordado a velludo, cortes de veslidos
do phantasia de seda muito moderno, cortes de
vestidos de mossulina de seda, cortes de vesli-
dos de barege de seda com ricos desenhos, cor-
les de veslidos de cambraia bordado a seda, po-,
lacas do grosdenaples prelo muito bom objeclo
da moda, palelols de panno de todas as qualida-
des, ditos de casemira muito flno.dilos de alpa-
ca de differentes modelos e qualidades, caigas de
casemira preta e de cores, ditas de brim branco
e de cores de puro linho, camisas de todas as
qualidades, cambraia organdys com modernos
desenhos, chales di merir.6 mnito fino bordado
a froto lodo em roda e com pona redonda, obra
de muilo goslo, chapeos de sol com nolas e
sem ellas, seroulas de puro linho, riquissimos
corles de casemiras de cores muito Qna padrea
de muilo goslo, enfeites de vidrilho, luvas, gr-
vala, espartilhos francezes, alpacas de todas as
core, grosdenaples preto francez o melhor que
pode haver. Alm dcslas fazendas exislem ou-
tras muitos que se eslo vendendo por menos
do 8i3u valor.
5100 RS.
por sacco com' farinha : vende o Braudio,
goeln n 5. '
na Lin-
\
IGes&BastoJ
Narmdo Queimad) n.
46, frente amarcl I a.
Grande e variado sortimento de sobre-
casacas e casacas de pannos finos prclos
e de cores a 28. 30J o 35$. paletots dos
mesmos pannos prelos e de cores a 28$,
203 ~- e 25, ditos de casemira njpscla-
dos de superior gosto a 16J o 18, ditos
das mesmas casemiras saceos modelo
inglez 10, 12, 14 e 15. ditos de al-
paca preta fina saceos a 4, ditos sobre-
casa tambem de alpaca a 7$,8Je 9, di-
tos de merino selim a lO, ditos de me-
rino de cordao a 9j, calcas pretas das
mesmas fazendas a 5 e 6$, colleles pa-
ra luto da mesraa fazendi, paletots de
brim trancado a 5$, ditos pardos e de
fustao a 4 e 5g, calcas de casemira do
cor e pretas a 7, 8, 9g c 108, ditos das
mesmas casemiras para menino a 6J, 7
e 8, ditos de brim para homem a 3,
3500. 4 e 58, ditos brancos finos a 5,
6$ e 7, ditos de meia casemira a 4 e
5, colleles de casemiras preta e de co-
res a 5$, e 6, ditos de gorgurao de seda
brancos e de cores a 5 e 6$, dilos de
velludo preto e do cores a 9J e 10, ditos
de brim branco e de cor a3, 33500 e4#,
palilots de panno fino para menino a
15, 16 e 18, dilos do casemira do cor
a 78.8 e 9$, ditos de alpaca a 3e 3$500,
3f sobrecasacas de alpaca tambera pa.-a me-
9* nio a 5 e 6, camisas para os mesmos
3f5 de cores c brancas a duzia 15$, 16 e 20,
|K meias cruas o pintadas para menino de
T> todos os tamanhos, calcas de brim para
w os mesmos a 18500 e3, colarinho de li-
**$ nho a 600O a duzia, toalhas de linho pa-
|g ra maos a 900 rs. caia urna, casaveques
p de cambraia muilo fina e moderaos pelo
m diminuto prego de 12, chapeos com abas
X de lustre a 5, camisas para homem de
S| (odas as qualidades, seroulas para ho-
5 mera a 16, 20 c 25 a duzia, vestiraen-
i| tas para menino de 3 a 8 annos, sendo
calca, jaquela e coletes ludo por 10, co- gE
bertas de fuslao a 6, toalhas de linho ff
a para mesa grande 7 e 8, camisas in- 5
jfj glozas noramenlo chegada a 36J a duzia. ff
Cocos italianos
de folha de flanJres, muito bem acaba-
dos, podendo um.durar tanto quanto
duramquatrodosnossosa 400 rs. um
e 4$ urna duzia : na ra Direita n. 47,
loja de funileiro*
Vende-se por commodo prec,o uro
fino apprelho de porcelana, mandado
vir de encouomenda, constando de tres
ricos servicos para cha', al moco ejan-
tar : na ra da Cruz n. 61, armazem.
Palha de car-
naba
por barato preeo, em porees ou a retalho : no
armazem de Antunes Guimaraes & C, no largo
da Assembla n. 19.
Pennas de cma.
Vendem-se pennas de ema para espanadores,
assim como superior peixe secco em porcao : na
ra do Vigario n. 26, segundo andar.
Vende-se o armazem do sal da ra Impe-
rial n. 57, faz muita conla a que ji comprar, pelos
commodos da casa c garantia : quem vende o
proprietario da casa.
Vendem-se estas pilulas no estaaeledmeato
geral de Londres n. 224, Strand, a aa loja e
todos os boticarios droguistas a outras pesaoas
encarregadas de sua venda em toda a America ala
Sul, Uavana e Hespanha.
Vendem-se asbocelidhas a 800 rs. oda aaaa
dellas, coHtem urna instruccio em portugaez pa-
ra explicar o modo de se asar deslas pilulas.
O deposito geral 6 em casa do Sr. Soasa
pharmaceutico. na ra da Cruz n. 22, em Per-
narob o.
Pede-se toda attenco.
Na loja d'aguia de ouro, na raa do Cabug
B, vende-se ludo por precos baralissimos
liquidar, assim como seja :
Fitas e franjas.
Fila de velludo de todas as larguras, abertas e
lisas, de lindos padres.
Franjas de seda de todas as larguras c de lin -
dos gostos. ,
Hilas de 15a e seda por preco que admira.
Ditas de linha para casaveque.
Ditas de algodao para tnalha e para cortiaado.
Trancas de linho e de la brancas e de cores.
Pentes.
Pentes de tartaruga virados e lisos.
Ditos de massa virados a imilacao de tartaraca.
Dios lisos para atar cabello.
Ditos de desembarazar cabello.
Para baldes.
Molas para fazer baldes, vendem-se a 160 rs. a
vara, ou pega de 50 molhos a 6|.
Bicos
Mieos de seda de tidas as larguras e lindos pa-
dres.
Ditos de algodo.
Leques muilo finos.
Capellas braucas para noiva.
Chapeozinhos para crianca.
Riquissimos quadros para enfeite de sala, as-
sim como redomas com flores.
Assim como perfumaras muito finas, mais
objeclos que vista do freguez far-se-ha lodo o
negocio
*
f -.
r
23
Fazendas finas
roupa fcita.
Augusto & Perdigao.
Com loja na ra da Cadeia do Recite n.
vendem e dao amostras as seguinles fazendas .
Corles de vestidos de se Ja prelos e decores.
Corles de ditos de barege, de tarlatana e dega-
j ze de seda.
Cambraias de cores, brancas e organdys.
! Ainiuinhas pira saias, saias balo, de clina, raa-
I dapolao e bordadas.
Lencos de labyrinlho do Aracaty e francezes
Chapeos amazonas de palha e de seda para se-
nhoras e mpninas.
Enfeites de froco, de vidrilho e de flores.
Pentes de tartaruga, imperatriz e outros gostos.
Manguitos e golas, ponto inglez, francez e mis-
sanga.
Vestuarios de fustao, de la e de seda para
crianza.
Manteletes, taimas e pelerinas de difTerenles qua-
lidades.
Chales de louquira, de merino c de l de pona
redonda.
Luvas de pellica brancas, prelas e de cores.
Veslidos de blond, mantas de dito, capellas e
flores, solas.
Sinturoes, camisas de linho e espartilhos para
senhora.
Perfumaras Pinas, sabonetes e agua de colonia.
Casacas, sobrecasacas e paletots de panno preto
e de cor.
Palelols de alpaca, de seda e de linho.
Calcas de casemira do cor, prelas e de brim.
Camisas de madapolao, de linho ioglez e de la.
Seroulas de linho e de meia.
Malas, saceos,apclreixis para viagem.
Chaneas para invenios, bolinas de Mell e outros
fabricantes.
Chapeos do Chyli. de massa c de fellro para ho-
mem.
Charutos manilha, havaua. Rio de Janeiro e
Baha.
Loja da boneca ra da lmpe-
ratriz n. 7.
Vendem-se caixasde tintura para Un-
gir os cabello! em dez minutos, como
tambem lmgem-se na mesraa casa a
qualquer bora.
Aossenhores logistas de miudezas.
Bicos prelos de seda.
Ditos brancos e prelos de algodao.
Luvas pretas de lorgal.
Cintos elsticos.
Linhas de algodao em novellos : vendem-so
por precos commodos, em casa de SoulbalIMel-
lors & C, ra do Trapiche n. 38.
Amendoas coneitadas para sor-
tes de S. Antonio, S. JoSa e S. Pedro e
tambem pora presentes a2|o Irasco,
vende-se na loja de Leite & nlo. ra
da Cadeia do Recife n. 48.
affi
SM
i Seguro contra Fogo \
| COMPAMHIA 8
penrraia
I LONDRES
AGENTES
| C J. Astley A Companhia.
3--------------------------------
Vende-se
Formas de ferro para
purgar assucar.
Estaoho em barra.
Verniz copal.
5 Vinhos Anos de Moselle.
Enchadas de ferro.
3 Brim de vela.
Folhas de metal.
| Ferro sueco.
I Ac de Trieste.
a Prego* de composico.
Loua ingleza : no arma-
zem de C.J. Astley ft C.j
V
i.

CALCADO
Graade sortimento.
45-Ra Direita45
Os estragadores de calcado encentra-
rao neste estabeleciment, obra supe-
rior pelospreqos abaixo :
Homem.
Borzegjinsaristocrticos. 9;G00
Ditos (lustre ebezerro)..... 7000
Borzeguins arranca tocos. 7000
Ditos econmicos....... 6|000
SapatOes de bater (lustre). 5$00O
Senhora.
Borzeguins primeira classe (sal-
to de quebrar).......5f00O
Ditos todos de merino contra
calos (salto dengoso).....4|500
Borzeguins para meninas (for-
tisstmos)..........440CO
E um perfeitosortimento de todo cal-
cado e daquillo que serve par fabrca-
lo, como sala, couros, marroquu, cou-
ro de lustre, Go, fitas, vedt te.
^------


I
L
FUHOICAO D AURORA.
_.^-.~a^P^Opriet^h,8 offereeen "ua numerosos freguezes e o publico em cen, toda e
SKJv?!. tM?*0lfa,urf.d* em Mu reconh*cid estabelecimento a saber: machinas de vapor de
X27- j* r ?. "> moendas, tachas de ierro batido e fundido de todos os Umanhos, guindastes, guin-
chos e bombas, rodas, rodetes, aguilhdea e boceas para fornalha, machinas para amass man-
aioca e para descaro-car algodio, prengas para mandioca e oleo de ncini, porloes gradara, co-
lumnas e mollinos de vento, arados, cultivaJoies, ponles, -aldeiras e tanaues, boias, alvareniias
boles e todas as obras de machinismo. Eiecuta-se qualquer obra seja qual f0.r sua natureza pelos
des nnos ou moldes que para tal lm forem apresentados. Recebem-se encommendas neste esta-
ftelecimenlo na ra do Brum n. 28 A e na ra do Collegio hoje do Imperador o. 65moradia do cai-
teiro do estabelecimento Jos Joaquim da Costa Pereira. com quem os pretendentes se nodem
entender para gualquer obra. *v..iu
para
Yinho de Bordeaux.
Em cssa de Kalkmann lrmos&C, ra da
Cruz n. 10. enconlrs-se o deposito das bem co-
ndecidas marca dos Srs. Brondehburg Frres.
e dos Srs. Oldekop Mareilhac & C, em Bor-
deux. Tem as seguintes qualidades :
De Brandenburg frres.
St. Estph.
St. Julien.
Margaux.
Larose.
Chtcau Loville.
Chleau Margaux.
De Oldekop & Mareilhac.
St. Julien.
St. Julien Mdoc. -
Chateau Loville.
Na mesnia casa ha
vender:
Sherry em barris.
Madeira em barris.
Cognac em barris qualidade Gna.
Cognac em caixas qualidade inferior.
Cerveja branca.
Ruado Codornizn. 8.
Vende-se.
Milho em saceos.
Farinha de mandioca.
Farelo de Lisboa.
Charutos da Italia.
Feijp amanillo.
Sabo massa.
Dito amarello.
Arroz cora casca.
E outros muitos gneros, ludo raais barato do
qne em parte alguma podem encontrar os fre-
gnezes que trocara sedulas velhas e cobre por
gneros.
Fogos de vista
Para o festejo de Santo
Antonio eS.Joao.
Jos Paulino da Silva declara aos amanles dos
eslejos de Santo Antonio e S. Joo, que lem es-
tabolecido a sua fabrica de fogos na ra Imperial
alem da fabrica do sabSo, conforme a licenca qne
obleve da cmara municipal, e ahi encontraro
os freguezes fogos de todas as qualidades, rece-
bendo tambera encommendas, tanto para dentro
como para fra da provincia, aviando-as com
a maior promplidao possivel; assim como vende
mateacs para os raesmos j preparados para
aquellas pessoas que quizerera fabricar particu-
larmente e si
limito razoav
rigir-se, ou na casa de sua resideucia, que o en- j
contraro a qualquer hora do dia, c protesta ser-
vi-los de forma que os delxe satisfeitos, nao s
pela boa qualidade dos fogos como pela bondade
dos maleriaes que emproga, e pericia dos artis-
tas que possue em seu estabelecimento.
Relogios
Suissos.
DIAllO DE PRBNAMBUCO. QQARTA FEiBA 4* QgigNWJ BTImo. |
Era casa de Schafleiilin&C, ra da Cruz n.
38. vende-se uro grande e variado sortimenlo de
relogios de algibeira horisonlacs, patentes, chro-
nometros, meios chronoraelros, de ouro, prala
dourada efolheadosa ouro, sendo estes relogios
dos primeiro8 fabricantes da Suissa, que se ven-
deio por precos razoaveis.
Pedras baratas.
Joao Donnelly tendo contratado com o governo
da provincia, por intermedio do Illm. Sr. direc-
tor das obras publicas o fornecimento de todas
as pedras cxlrahidas da ilha de Santo Alcixo,
propriedade do annunciante, para calcamcnlo das
ras desta cidade ; e comi as mesmas obras
publicas por emquanlo se acham poralysadas, e
tenha o Exm. presidente da provincia por despa-
cho de 18 deste mez concedido licenca ao mesmo
annunciante para dispor das mesmas pedras, c
por grande quanlidade que tem o aununciantc,
no caes do Ramos, offerece a quem interessar,
em grande ou pequea porgao, que as vende
muito em conta. O mesmo annunciante cnlen-
dendo-se com o Sr. Rampa, hbil archileto, bem
conhecido nesta cidade, conhecedor das quali-
dades de pedras e lijlos, se tem admirado de
no se ler erapregado em alicerces este material,
qual as pedras do annuncianta, como se pralica
na Europa, para evitar a humidade as paredes.
O rnesmo Sr. Rampa tem encoramendado ao
annunciante 400 toneladas para esse fim, dizen-
do que em obra sua jamis deitara tijollos em
alicerce ; pelo prego que lera o annunciante
vendido ao mesmo senhor lhe sahe raui mais i
barato do que lijlo. O mesmo Sr. Rampa deu-
me licenca para usar de sen nome no presente
annuncio. As pedras cscolhidas para armazens
ou calcadas, a dez mil rcis por cera palmos, dei-
ladas as pedras em qualquer parto desta cida-
de a custa do annunciante, com toda aclividade
possivel, para o que (em as proporges necessa-
rias; os pretendentes dirifam-sa a ra da Praie,
cscriptorio do anuuncianle.
Farelo
em saceos muito grandes, ltimamente chegado
do Porto : vende-se no cscriptorio do Carvalho
Nogoeira&C., na ra do Vigano n. 9, priraeir
andar.
5#000 .
Grande sortimenlo de ferros de engommara
vapor dos mais ricos modellos que se podera en-
contrar neste mercado, com seus pertences de
Ricas obras de
adorno.
Na ra li rga do Rosario n. 39, segundo andar,
fazem-se ricas obras de ndorno para urna ala,
como sejam : flores de cera, tanto era quadros
como em rimos, um quadro com urna cestinh
de fruclas de cera, um dito de peixes de cera,
um dito de bolos de cera, um dito com um ca-
chorruho cln aguas, bordar sobre vidro qualquer
estampa com la ou troco, um sepulchro de 15a e
cabello : e rnfeilam-so ricas velas ao eslylo ro-
mano para baptisado ; de ludo lem amostras :
quem quizer possuir qualquer dcslas ohras, diri-
ja-se & meema casa, que ser bem servido.
.Ferros de en-
gommar
econmicos
a 5#000.
Estes magnficos fer-
ros acham-se a venda
no armazem de fazen-
das de Rnyinundo-Car-
los Leile 4 Irmo, ra
da Impcratriz n. 10.
Trapiche de depsitos, al-
fandegadon. 19.
L*argo da assemMa.
Ha contiriuainenle para vender neste trapiche
saceos de feijo mulalinho muito novo com 6 al-
queires, farinha de mandioca de diversaa quali-
dades, milho, farelo superior era saceos muito
grandes, arroz do Maranho, cera de carnauba,
courinhos curtidos, sola e palha de carnauba, lu-
do por precos corrrmodos e em grandes porcoes
ou a retalho, conforme a vonlade dos compra-
dores.
Bezerro francez
grande e grosso :
De 49 e 59.
Na ra Direita n. 45.
cobertos e descobertos, pequeos e grandes, d* l
ouro patente inglez, para homem 9 senhora,
de um dos melhores fabricantes de Liverpool,
vindos pelo ultimo paquete inglez : em casa de
SouthallMellorsA C.
Tachas e moendas
Braga Silva & C, tem sempre no seu deposito
da ra da Mocda n. 3 A, um grande sortimenlo
de tachase moendas para engenho, do mullo
acreditado fabricante Edwin Maw a tratar no
mesmo deposito ou na ra do Trapiche n 4.
CENTRO CQfliERClAL
N. 15 rua da Cadeia do Recife \ 5
loja de quinquilharias e de, osito de tabace, okarutos e ci-
garros de
Jos Leopoldo Bourgard
Suissos.
sos grandson, ve
e a retalho, por
Fumo
Charutos suissos grandson, veveyBans e vevey-
fins, em porcoes e a retalho, por mdico prego.
caporal francez, Fleur d'harlebeke, virginie, ma-
ryland, e americano, garante a superior quali-
dade.
Cigarros
de papel e palha de milho, de diversas qualida-
des.
Havana.
charutos legtimos del
Cachimbos.
Superiores charutos legilimos de Havana, mar-
ca Londres.
Grande sortimenlo de cachimbos do proco de
120 rs. a 15000.
Rolo.
Eziate grande deposito, em boles de li2 libra
e urna libra, ao proco de 1#400 e 2J800. garan-
_. te-ee a qualidade.
Vender muito para vender barato, vender barato para
vender muito.
FABRICA
Pechincha.
Com pequeo toque de avaria.
Na ra do Queimado n. 2, loja do Preguica,
vendera-se pegas de algodo encorpado, largo,
com pequeo loque de avaria a2$500 cada urna.
Na fabrica de caldeirciro da ra Imperial,
junto a fabrica de sabao, e na ra Nova, luja de
ferrageos n. 37, ha urna grande porgao de folhas
j de zinco, j preparada para telhados, e pelo di-
minuto proco de 140 is. a libra.
-------., ,,......,.. lui-niui parncu- uuiurar iiusie mercaao, com seus pertences de ---------- r----- .,..- ..m..
sem muito trabalho, ludo por precos ;nova *5<. que muito deveri agradarespes- A Ac QfY,atno An nnnnnmln
aris ; os prctendenles podem ahi d- :^0"..1ue oscomprarem na ra Nova n. 20, loja AOS> dlIldllieS 3 eCGnOITiia
i casa de sua resideucia. que o en-1 I Na m Ha tu>*im*A n o i:. j n___:
Hibcriaa2SS00 o corle.
Farello de Lisboa
a 5,000 rs.
Na ra do Vigario n. 19, primeiro andar, ven-
Je-se farello ltimamente chegado, assim como
cal virgem.
Vende-se um ezcellente deposito com al-
guna gneros, e urna boa armac.o, boa casa, ex-
cellento localidade, tendo duas entradas, 'urna
pela ra do Imperador e outra pelo Caes de 22
de Novembro para comniercio, ura dos primei-
ros estabelecimentos na ra do Imperador n. 71:
na mesraa casa se dir com quem se trata.
Arligos para luto. 1
iB Chapclinas prelas e mais objectos pro- t
J| prios de luto para homem e senhora,veo- i
i de-sc na ra Nova n. 45 S
g^ LOJA DE MARMORE. M
Fazendas por baivos precos
Ra do Queimado^ loja
de 4 portas n. 10.
Ainda reslam algumarfazendas para concluir
a liquidago da firma de Leile & Correia, as quies
se vendem por diminuto preco, sendo entre ou-
lras as seguintes:
t'.liius de cores escuras e claras, o covado
j 160 rs.
Ditaslargas, francezas, finas, a 240 e 260.
Biscados franeczesde cores fizas a 200 rs.
Cassas de cores, bons padrees, a 240.
Brim delinho de quadros, covado, a 160 rs.
Brim trancado branco de lioho muitobom, va-
ra, a 19000.
Cortes de caiga de meia casemira a 2J.
Ditos de dita de casemira de cores a 5$.
. Panno prelo fino a 3$ c 4>.
Meias de cores, finas, para homem, duziaa
um,
Gravatas de seda de cores e pretas a 1$.
Meias brancas finas para senhora a 3g.
Ditas ditas muito finas a 4$.
Ditas croas finas para homem a 4.
Cortes decolletesde gorgurio de seda a 29.
Cambraialisa fina transparente, peca, a 4$.
Chales de la e seda, grandes, um 25.
Grosdenaple pretode 1(600 a 2*.
Seda prela lavrada para vestido a 1$600 e 2g
Cortes de vestido de seda preta lavrada a 16#.
Lencos de chita a 100 rs.
Lia de quadros para vestido, covado, a 560.
Peitos para camisa, um, 320.
Chita franceza moderna, flngindo seda, covado
ra 400 rs.
ntremelos bordados a 200 rs.
Camisetas para senhora a 640 rs.
Ditas bordadas finas a 2JS00.
Toilhas de linho para mesa a 2 e 43.
Camisas de meia, urna 640 rs.
Lenijoa de seda para pescoco de senhora a
560 rs.
Vestidos brancos bordados para baptisar crian-
as a 5*000.
Cortes decaiga de casemira preta a 69.
Chales de merino eom franja de seda a 59.
Cortes de caiga de riseado de quadros a 800 r.
Merino verde para rettido de montara, ova-
do, IftW.
Lenjo brancos de cambraia, duzia, 29.
No armazem de fazendas da
ra do Queimado n. 19.
Vendem-se cortes de hiberia com 14-covados,
fazenda muito lina, imitando seda, pelo barato
prego de 2500, meias cruas finas para homem
a 2J40O a du/ia.
Farinha
DE
de qualidade especial para mesa.no armazem
de Antones Guuuaiaes & C, no largo da Assem-
bla n. 19.
Vende-sc urna amafio do taberna, com
todos os pertences, e aluga-se a casa, ludo por
commodo prego e propria para um principiante :
quem pretender dinja-se a ra do Arago n. 8,
que lodo o negocio se far.
S Vende-se urna mulata com urna cria, ecom
bastante leile, boa cozinheira e engoramadeira :
na ra Nova n 52, primeiro andar.
farelo.
Superior qualidade : vende-se no armazem de
Francisco L. O. Azevedo, na ra da Madre de
Dos n. 12.
Farinha de mandioca a
5$000
a sacca de farinha de Mamanguape.
Vende-se um neg'o crioulo muito robusto,
proprio para todo o servigo; as Cinco Ponas
Para senhoras.
a Cnpolinhos de la para uso de manha e de
noite.
SO Cisaveques de la para uso de casa.
1f> Cacheneres de la para pescogo.
J, Meias de l.
Para homens.
* Meias de l.
S? Camisas de 13.
Jg Seroulas de l.
Loja de marmore.
Moleque.
Vende-se um ptimo moleque, de 13 a 14 an-
uos deidade, bom ropeiro, faz lodo o servigo de
casa de familia, o qual serve tambem para pa-
Kcm : quem pretender dirija-se i ra da Cruz n.
23. segundo andar.
Para acabar.
No deposito n. 73 da ra do Rangel ha para
vender urna porgo de excellenlc fumo da Ba-
ha, tanto para capa como para milo, e grande
quanlidade de caixas, muito boas e Umpas para
charutos.
Loja de chapeos para
vender.
Vende-se a dinheiro ou a prf sos razoaveis urna
loja de chapeos na ra da Praia n. 97, com pou-
cos fundos, armaco barata e sem luvas, tendo
boro torlimenlo, faz multo negocio por ser a ra
mito eoncorrida por almocreves, sea dono ven-
de-a por ntMioder botsr-lhe e sortiaonlo que
j^caia e a ru>requer: a tratar na meima.
Na na do Queimado n. 2, loja do Preguiga,
vendem-se chitas de cores fizas bastante escu-
ras, pelo banlissimo prego de 6$~a pega, e 160
rs. o covado.
Em casa de Rabe Sel mettan &
C, ra da Cadeia n. 37, vendem-se
elegantes pianos doafamado fabrican-
te Traumann de Hamburgo.
CAL DE LISBOA,
nova e muito bem acondicionada : na ra da Ca-
deia do Recife n. 38, primeiro andar.
Chancas para invern. I
Na rus da Cadeia do Recife n. 23 loja 2j
confronto ao Beeco Largo, vendem-se II
ti chancas proprias para o invern ou para S
Jg andar-se em casas ladrilhadas a marmore i
4 ou lijlo pelo mdico prego de 3jJ cada 3>
DE
SiU na ra Imperial n. i 18 e 120 junto a fabrica de sabo.
DE
Sebastio J. da Silva dirigida oor Francisco Bel ni i io da Costa
/H7n^le8t^er5!l?^el?Cin!en,0MhaK8e?pH, TP",8 ambiques de cobre de d.fferentes'dimencoes
(de 300 a 3:0004) simples e doblados, para destilar agurdente, aparelhos destilatorios contino*
para resillare destilar espinlos ew.ra*.acao at 40 graos (pela graduano deSellon Cartier dos
melhores systemas hoje approvado eeenhecidos nesta e outras provincias do impario bombas
de todas as dimengoes asperantes ede repuebo lanto de cobre como de bronze e ferro torneiras
de bronze deodas aa^mencoeee fetiojipara alambiques, tanques etc., parafusos de bronze e
ferro para rodas d agua.portas para forualhas e envos de ferro, tubos de cofire e chumbo de todas
as dimencoes para encmenlos, camas de ferro com armacao e sem ella, fuges de ferro potaveis e
econmicos lachas e tachos de cobre, fundos de alambioiies, passadeicas, espumaderas, cocos
fnpfiTr^'h0'^ de.F,nd.re9. chu(rabenle"ole barra, zinco em lengol e barra, lsnges l
arroellas de cobre, lengcs de ferroa laUo.ferro suecia inglez de todas as dimensos. safras tornos
e folies para ferreiros etc. e outros muitos artigos por menos prego do que em outra qualquer
parte, desempenhando-se toda e qualquer encommenda com presteza e perfeigo j conhecida
e para commodidade dos freguezes que se dignarem honrarem-nos com a sua confianga. acha-
ran na tua Nova n. 37 loja de ferrageiis pessoa habilitada para tomar nota das encomiendas
Relogios.
Vende-se em casa de Johnston Pater & C, ri\a
do Vigario n. 3,umbellosortimenlo de relogios
de ouro, patente inglez, de um dos mais afa-
mados fabricantes de Liverpool; tambem urna
variedade de bonitos trancelins para os mesmos.
Espirito de linho com 44
graos.
Vonde-se espirito de vinho verdadeirocom 44 |
graos, chegado da Europa, as garrafas ou as ca-1
indas na ra larga do Rosario n. 36
Ra daSenzala Nova n. 42
Vende-se em casa de S. P. Jonhston & C. va-
quetas de lustre para carros, sellins esilhoes in-
glezes, candeeiros e casticaes bronzeados, lo-
nas inglezas, fio de vela, chicote para carros, e
montara, arreios para carro de um e dous caval.
os. e relogios d'euro patente in&lezes
JVGTrmCW
Da
FlNDlCiOLOW-MOW,
Ra da Senzala Hova n. 42.
Neste estabelecimento continua a haverum
comapletosortimento de moendas e meias moen.
das para ea8enho, machinas de vapor e taiias
de ferro batido e coado. de todos os tamanhos
' para At
1 Loja de marmore
43Ra Nova 43
8 Engenho.
# Vende-sc o engenho Santa Luzia.sito na g '
#^reguezia de S. Lourengo da Halla, enlre $j:
$| os engenhos Penedo de Baixoe Penedo de
Cima : trata-se no mesmo engenho ou no d|;
@ engenho Mossambique com Felisbino de K
9 Carvalho Bapozo.
Sndalo.
Ricas bengalas, pulceiras e leques :
vendem-se na ra da Imperatriz n. 7,
loja d Lecomte.
Vende-se superior linha de algodao, bran-
case do cores, em novello, para costura: em
casa de Seuthall Bellori C. ra do Torres
o. 3 .
s^^-d&sftasaigdisaBefe-eie
I Augusto& Perdigo.
MO* Vendem camisas de linho inglez-is
muito finas por 40$a duzia. ditas de fas
to por 249, ditas demusselina por 24*,
ditas para menino por 249 o avulsa a
3jt500 e -2$. chancas inglezas a 2&500 e
bolinas de Melis a 129 : na sua loja da
ra da Cadeia do Becife n. 23.
A 1G$ a duzia.
Na ra da Madre de Dos, loja n. 36 A, ven-
dem-se camisas francezas brancas e de cores a
165 a duzia o urna a 19400, laazinh de quadros
280 rs. o c
A 3#500 e 2^800.
Paletots saceos de ganga amarella muilo fina a
39500, dito* de brimzinho esouros, franeczes, a
2;800: na ra da Madre de Dos 11. 36 A.
4diBiravcis remedios
americanos.
Todas as casas de fam-lia, senhores de enge-
nho. fazendeiros, etc., devera estar prevenidos
com esles remedios. Sao tres medicamentos com
os quaes se cura eficazmente as principaes mo-
lestias.
Prompto alivio deRadway.
Instantneamente alivia as raais acerbas dores
e cura os peiores casos de rheuraatismo. dor de
,l. j- ., ,! 105 a auza o urna a i$4U, laazinna oe qon
cabega nevrlgia,d.arrha. cmaras, clicas, bi- para vesUdos de senhoras o 280 rs. o covado
lis, indigeslao, crup, dores nos ossos, conluscs,
queimadura, erupgdes cutneas, angina, reten-
gao de ourina, ele, ele.
Solutivo renovador.
Cura todas as enfermidadcsescrophulosas.chrc-
nicas esyp hliticas; resolve os depsitos de mos
humores, purifica o sangue, renova o systema;
prompto e radicalmente cura, cscrophulas,ven-
reo, tumores glandulares, ictericia, dores de os-
sos, tumores brancos, afeeges do Dgado erysipclas, abce3sos e ulceras de todas as classes,
molestias d'olhos, difliculdade das regras das
mulheics, hipocondra, venreo, etc.
Pilulas reguladoras de Rad-
way
para regularisar o aystema, equilibrar a circula-
gao do sangue, inteiramenle vegelaes favoraveis
em todos os casos nunca occasiona nauzeas ne
dores de ventre. dses de 1 a 3 regularisaro, de 4
a 8purgam. listas pilulas ao efficazes as affec-
goes do figrdo, bilis, dor de cabera, ictericia, in-
digeslo, e em todas as enfermidades das mu-
Iheres, a saber : irregularidades, fuzo, reten-
coes, flores brancas, obslrucges, histerismo, etc.,
sao do mais p ompto effeito na escarlatina, febre
biliosa, febre nmarella, o em .todas ai febres ma-
lignas.
Estes tres importantes medicamentos vem a-
corapanhados de insirucroes irapressas que mos-
trara cem a maior miouciosidade a roaneira de
applica los em qualquer enfermidade. Eslao ga-
rantidos de filsiflcago por s hsver venda no
armazem de fazendas de Baymundo Carlos Leile
& lrmo, na ra da Imperatriz n. 10, nicos
agentes em Pcrnambuco.
Moleqife.
Vende-se por prego commodo um bonito mo-
leque de 10 a 12 aunes de idade, proprio para
aprender um officio : a pessoa que pretender,
pode dirigir-a* a rui. da Queimado n. 4, loja do
Tarragona de Magalbics & Haia.
de superior qualidade, e muilo propria para en-
gordar animaes, em saceos grandes ; no arma-
zem de Antunes Guimaraes & C, no largo da
Assembla n. 19.
llSM-HHHMRfi
Vende-se!
Relogios patentes.
Estopas.
Lonas.
Camisas inglezas.
Peitos para camisas.
Biscoutos.
Em casa de Arkwight & C., ra da
Cruz n. 61.
Os proprietarios deste eslnbelecimenlo
avisara ao respritnvel publiro, que aca-
ba m de receber pelos nllimos vapores da
Europa, um variado sortimenlo de arli-
gos de novidades, lanto para senhorasco-
mo para homem e menines, e entre es-
les :
Para senhoras.
Vestidos de cores de moiranlique e gro-
de-fric.
Capas para sahida do baile e thealro guar-
necidas a arminho, ultimo goslo.
Qj Das de velludo preto, ultimo goslo.
E Enfeites de phanlasia para baile e Ihea-
11 tro
I Chapelinasde palha da Italia e seda ul-
3| timo goslo.
Loques de phanlasia o madreperola.
||; Chales de cachemira com bordado es-
^ pecial.
* Braceletes de sndalo e leques.
3| Extractos de sndalo.
H Vestidos de cambraia branca bordada.
I Luvas de Jouvin brancas, prttas e de
9 cores. 3
l Murgas, broches e pollerines com man- j
;fl gitos de cambraia finissima, borda- Wf
dos a ponto de Inglaterra e guarne- 5r
7$) ridos a renda valenciana. Sfc
Refinaco de assu-
cardoMonteiro.
Conlinua-se a vender assucar crystalisado de
superior qualidade, da acreditada fabrica do Mon-
teiro, pelo prego de 79OOO a arroba, e aprompta-
se barricas de todos os tamanhos, com brevida-
de e aceio : na ra do Cae3 de Apollo n. 63.
Vende-se um par de dragonas para official
da guarda nacional, espada com lalim, fiel, ca-
nana e bands rica, e oulra rom bacalhao de rc-
troz, ludo para fordaraenlo rico e por prego mui-
lo em conta, pois s servio urna vez : os preten-
dente dirijam se padaria confronte a groja da
Soledade, que acharao cora quera tratar.
A quatro mil e sciscentos
Vendem-se saceos eom milho a 46O0 : na ra
da Cadeia do Recife 3
Vende-se urna mulata moga sem vicios nem
achaques, cose, lava, engomma e cozinha soflri-
velmenle: os pretendentes podem dirigir-se
rua da Imperatriz n. 5, segundo andar, que acha-
rao com quem tratar.
V- Vende-se urna escrava de 9 a 10
nnos de idade, muito esperta e dili-
gente no ervico de casa, co$e perfeita-
mente cliao e taz labyrintho : quem a
pretender dirija-se ao largo do Carmo
n. 16.
Botica.
Vendem-se 8 escravas com habilidades e sera
ellas de 15 a 40 anuos, de 800$ a 1:500, um os-
era vo de 30 annos, bom cozinheiro, por 1:300$,
um mulato de 22 annos por 1:3009. e mais al-
guna escravos baratos quo se vendem, tanto a
prazo como a dinheiro, na rua Direita, no escrip-
toriode Francisco Malhias Pereira da Costa.
Maman
em perfeilo estado, che,
no armazem do Francisco
da Madre de Deos'h. 12.

1: vende-se
co. na rua
Bartholomeu Francisco de Sonza, rua larga
do Rosario n. 86, vende os seguintes medica-
mentos :
Rob L'Affecteur.
Pilulas contra sezes.
Ditas vegetaes.
Salsaparrilha Bristol.
Dita Sands.
Vermfugo inglez.
Jarope do Bosque.
Pilulas americanas (contra febres).
Ungento Hollway.
Pilulas do dito.
Ellixir anli-asmathico.
Vidrosde boca larga com rolhas, de S onest a
llibraa
Assim como tem um grande sortimenlo de pa-
pel para forro de sala, o qual Teude a mdico
preco.
Ervilhas e painco
Vende-") "0 libr : na travessa do
pateo do Paraizo n. 16. casa pintada de amirello
com oilio par a rua da Florentina.
Graraoiaticaingle--
za de Ollendorff.
Novo metliodopar. .prende a ler,
a cicrever e a fallar inglez em 6 mete,
obra inteiramenle nova, para uto l
todos os ettabelecimentos de instruccao,
pblicos e particulares. Vende-te na
pra-ca de Pedro 11 (antigo*largo do Col-
legio) n. 37, segundo andar.
- Vr ndem-se 12 bois mansos e Clhos do pau-
lo, acostumados a Iraalhar em carro : iraiac
00 engenho Roncador.
Vende-se urna parelha de burros mansos.
proprios pars aprenderem a andar em carro : u
rua Belli n. 35
A 6,000 rs. a duzia
Na rua da Madre e Dos n. 36 A, vendem-M
camisas de meia a 68000 a duzia, e 500 ra. caca
omi.
Para o theatro lrrico.
Bicos enfeiies de cabega do mais moderno ao-
to : no armazem de fazendas da rua da Impera-
Cobertores.
Undem-se excelentes cobertores de laa esca-
ros, porcommodos pregos, por grosso e a rela-
mo : osles coberlores se lurnam recomBienda-
veis na presente qaadra invernosa aos senhores
ae engenhoj, porque com pouco dinheiro podem
agasnlhar os seus escravos : a tratar na ruaca
Imperatriz n. 18. oulr'ora aterro da Boa-Vis
Vende-se um sitio muito grande, porto da
praga, cora casa de vivendo, com paredes dobra-
oas e solao ; o mesmo sitio tem grandes baixas
de capim, que se coitam 100 feixes diarios de v^-
rao invern, lorreno para vacras de leile e 1 -
ra plantagoos, bom coqueiral e alguns arvoredo.
defructa ; vende-se 9 dinheiro ou a pra>o a
tratar na rua da Praia. serrara n. 55. Declara-
se que o terreno proprio.
Vende-se um silio na Passagem da Magda-
lena com urna grande casa, duas grandes "alas
e 01I0 quartos, cozinha fra, dous copiare* faz
rente rarao rio, toda murada, com poriio d
ferro, tem bastantes Ps de larangriras. de cafe
de fructa-pao e de oulros muitos arvoredos 1
tratar rom Joo Manoel Rodrigues Valonea n
4lm\% "' U "" rU' d Amorim ""eros 38.
Tachas para engenho
Fundiyo de ferro e bronze
DI
Francisco Antonio Correia Cardozo,
tem um grande sortimento de
tachas de ferro fundido, assim
como se faz e c^ncerta-se qual-
quer obra tanto de ferro fun-
dido como batido.
Calcado, roupa feilae
charutos.
Augusto & Perdigj, com loja na rua da Ca-
deia do ltecifc n. 23. vendem as fazendas men-
cionadas, pelos seguimos precos, que sao os mais
oommodos possiveis.
Chancas foilas no Prlo p roprias para o inver-
n por 2*500.
Bin2unS francezes dos melhores fabricantes
por lU^UUu.
Borzeguins de Meli por 12000.
Sobrecasacos de panno lino preto c de cor su-
perior por 33SO00.
Paletots e sobrecasacas do casemira por 25f.'
Caigas de casemira superior por 10} e 12a.
Camisas inglezas de linho superior por 50f.
Chancas proprias para andar em sitios e enge-
nhos por 2*500, *
Charutos superiores e outras marcas condeci-
das, raixa 5J0O0
Wilho c farelo.
Vond-se na Iravossa do paleo do Paraizor..
16, casa piulada de amarello com oilao para a rua
da Flo.enlina-
--- No pateo de S.
Podro n. 28, vende-se urna cabra (bixo] rom um
cabrito, propria para mamcnlar urna ensoga, pee
sor muilo mansa e ler bastante leile. ha niema
casa fornece se comidas e juntamente se manda
levar em casas particulares, ludo por muilo coro-
modo prego.
Vende-se cal virgo ni nova e em podra, fre-
gada agora no patacho portuguez Mara da Clo-
na: no esciiptorio de Francisco Soveriano Ra-
bello Filho, largo da Assembla Provincial
n. 6, Forte do Mallos.
Camisas inglezas
Na loja de Goes A Bastos, rua
do Queimado n. 46.
Acaba-se de receber um grande sortimenlo
das vordadeiras camisas inglezas muilo llns.
com pregas largas, peilos de linho, sendo estas
ultimas camisas de um gosto apurado, lano ira
pregas como em collcrinhos, pols decente tanto
aos rapazescomo sos senhores de maior. porisso
sendo muila aporcaoque recebemos, deliberou-
se a vende-las por 38 a duzia, nesla bem conhe-
cida loja de Goes & Basto.
As mclliores machinas de coser dos ir ais
afamados aufores de New-Yoik, I.
M. Singer & C e Wlieeler & W'ihon.
Nesle eslabeleci-
men'.o vendem-se as
machinas dostos dous
autores, moslram-se a
qualquer hora do dia o
ds noiie, e rosponsnbili-
samo-nos por sua boa
qualidade 'e seguringa :
no armazem de fazendas
do Baymundo Carina
Leile & Irmos rua da
Imperatriz n. 10, amigamente aterro da Boa-
Vista.
Pianos
Saunders Brothers & C. tem para vender ea
seu armazem, na praea do Corpo Santo n. 11
alguns pianos do ultimo gosto, recentiment
chegados, dos bem conhecidos e acreditados fa-
bricantes J. Broadwood ASons de Londres, a
muito proprios para este clima.
Escrayos fgidos.
Fugio o escravo de nome Cosario, idade de
tinte e lanos, annos, pouco mais ou menos es-
tatura mediana e reorrado, bons denles e lim-
dos. caira escuro quasi negro, barba na ponta do
queixo, olhos avermclhados. pomas um ooiir
arqueadas, lho do .Sobral (Cear) ; portante
roga-se aos capitaes de campo, s autoridades
ppliciaes, e qualquer pessoa que o possa encon-
trar, o apprehcndam e o levem a sua senhora,
caes do Bamos, sobrado encarnado, queseras
gratificados ; e se prolesla contra quem o livor
acoulado em sua casa,
Fugio desta cidade em um dos diss do mee
de abril um escrato, de nome Jos, idsde de 25
annos pouco mais ou menos, eeajanerna es-
quorda corlada na altura da cXf,-|b4e perna
supposta, de pao ; pouca barba, meio mo, coa
falta de alguns denles, a outros podres, altura
regular e Igualmente do corpa. A pessoa que o
apanhar dinja-se a rua de Mata aSiU n 17
que ser recompensado. *", a. u.


i
Litteratura.
-86 poucas \
m
A sobrinha dolrapciro.
n
[Continuacao.)
Eis o %ue Ico :
< Bolla e querida Elisa.
Em vez de abaler-me, as cxpiicocOes vi
ultima caria, do-mc toda a esperanca, c
convenalo do que, rom o auxilio de Den, o
imor torno, profundo c respeiioso que t me
inspiras, nao ser urna infelicidade nem para ti
noni pera mim. Pelo contrario, elle realilar a
niaior felicidade que permillida ao homem e
mulher unidos desfruclar heste mundo.
Nenhum obstculo serio nos separa.
So t nao lens por protector sobre a terra"se-
nio um veterano dn repblica e do imperio, eu
apenas lenho urna madaslra incapaz de oppoc-se
i nossa uniao.
Nos tambem nao somos pobres ; meu mo-
desto ordenado e urna pequea loja de mercearia
dio para passar.
Com o ganho de cada dia e sua pensio, tcu
tio uiais rico que nos. Assim, a recusa vina
anies de sua parte do que de minha madrasta.
s Mas teu lio adora-ic, me tens dito.... Que
temos, pois. a recuai '..
S d'aqui a um anno serci maior; eis o ni-
co e verdadeiro mal.
Queres esperar ?.... T me promeltestc;
mas esperar assim sem nos Termos um ao ou-
tro!.... possivel?....
< J cuiJei em apresentar-me em casa do se-
nhor Carlier, em abrir-mo francamente, em rea- fo"e Para
laciona-locom minha me.
<* M idea!.. .. Elles tralar-me-hio como
rrianga, c sua vigilancia, j lio activa, disperta-
da anda ruis, nos conservara separados um do
oulro mais do que o somos agora.
Que trabalho nao (vamos nos em travar urna
correspondencia insuQicienic e pergosa I T s
entras no armazem qualro ou cinco vezes por
me;., e si t nao passasses diante do meu balco
quariio vas a casa da senhora Delille e quando
?ollas, eu esqeeceria as las adoraveis feices,
se nao estivessem gravadas cm meu coraco.
Alm disso, ssempreaccompanhada por aquel-
la bruxa a quera aborrece apezarda affeicio que
tens por ella.
Oh I amanhaa, depois do amanhaa, vem so-
zinha, sob qualquer pretexto, por quem s. Eu
ilnri.i dous anuos de urna existencia que houves-
se de passar junio de ti, para conversar comligo
sem ser por mcio de um papel fro e muitas
vezes perlldo.
Sem assignatiira, como de coslume I disse
Paulo com um sorriso amargo. Esle innocente
caixeirot me parece sincero e honrado. O en-
tliusiasmo da senhora Elisa Carlier pelas sedas
do Grao Vitir me parece agora mu natural; c
a viuva Lemcrcicr una aia boa* someuos. An-
da qu este segredo nao me pertenga, dara esta
caria a pai Francisco, se eu tivesse cincocn'.a
anuos; mas em minha edade seria urna accao
rcspresivel c sobretudo ridicula. Por vida mi-
nha logrera essa pequea felicidade 1 L se
avcuham os namorados !......Ah senhora Eli-
sa I......
E Paulo rasgou a carta em pequeos pcilaco,
soltando ao mesmo lempo um grande sus-
piro.
Se alguraas vezes revesta, como fazem tantos
oulios, de urna forma zombelera e ceptica seus
cenlimentos mais delicados e seus pensamenlos
mais graves, o filho do coronel d'Ernanges pos-
suia, apezar desse vicio superficial, um curacao
scnsivel e una alma seria.
na ama grande infelicidade. Vera-ao poucas ve
zea tanta greca e tantos attraclivos na elasae on-
de seu nascimenio a collocou___ Eseetsa dia-
mante, solido por si mesmo, eahr Das maos
de algum aaltrapilho, perder logo o seu bri-
ibo.
Domingo passado estiremos lodos quatro no
bosque de Viucnnes. Elisa corra como urna ga-
zella e sobre-excilava o cantosos passsrosigajfa
o seu riso argrntinOjjJlaa urna tristeza vaga^^H
ceda fre'juriiiemeJjjBl esses acessos de alegra
estrepito*. Esse pente, porm, s foi no-
tado por mim... Oh ... ella tcm dezoilo an-
uos 1...
Nao te admir;s, rapaz, me disse pai
Franisco pelo caminho, ae 0 leu desejo de me
veres muitas vetes, desojo qae me lisoogeia. e
que me alegra, onconra numerosos obstculos.
Tenho um oficio, que me di pouco descanco.
Ao depois quando dirirto-me, nao sabes o lem-
po que perco em lira par-me, .em barbear-me e
em vestir-mo 1 Ridiculo ofTfcio quando a gente
se respeita a si e aos outros Sem isso, cu ira
passar todas as lardes era casa de miuha sobri-
nha... T iras tambera... e anda, anda 1... Nao,
nao isso.
O que quer dizer? porguntci-lhe.
. Pensas l. replicou elle no mesmo tom,
pensas que a sincerdade de tua alma impedira
Elisa de ter um coracao e olhos?
Nao soubo o que" rcsponder-Ihe.
Eis o escolho, accresccniou elle,pois
eu sou, nao s um homem pratico, mas ainda
um pensador, um philosoplio ; t o disseste. E
sei como era la edade, qualquer jjue se ja a la
posicio, sei como urna pessoa so' perde, ou se
salva.Nao odeio o prximo, anda que pouco
isso 1 e urna viva satisfacio para
mim poder diffandir minha alma em um cora-
cao inteiligeate e puro Mas sou detdo por
ella ; e eis a razo por que tenho o ar de um
f MARIO DE PERNAMBUCO. QUABTA FE.BA 8 DE JUMO. PE Iftfo.
i ai tY, por talla de convivas, en urna hospeda-
ra de primeira elasae
Digamos agora que o mancebo, havia jejuado
em Londres, to pouco gostava tile da cozinha
inglesa.
Modestamente recheado, com o coracao tm
paz e a cabera saa. lembrando-se da ultima or-
dem le eu pae, foi directamente i casa do ge-
neral B...., e deu-lbc conta da sus missao.
Am go e coajjaanheiro de arma do coronel, o
Sr. 11... compriasentou Mr. d'Eraonges pelo
comportamciito, apertou-He a mao I Ibe fe/.
da a casta de offerecimeoloa que o discreto man-
cebo -ecusou.
Senhor da geu lempo, Paulo nio se dirigi pa-
ra o I sdo do seu hotel, onde deviam ter entre-
tanto muitas cousas que Ihe dizer e muitas car-
las q le lho entregar, pois sua longa ausencia
nio tiuha deixado de intrigar seus numerosos
conhecimentos e de inquietar seus amigos.'
Minha segunda visita, disse elle, de pai
Francisco. Jaatare em companhia do velho por-
ta-machado. Mas onde o cncontrarei ? ... Duas
horas Bom. Os trapeiros sobrios dormera ago-
ra. Vou tomar um carro do aluguul e dihjo-me
para a ra do Caminho-Verde. Tanto peior pa-
ra o impertinente se isso o contraria! Veslir-
se-ha em minha presenca.
Nao me vendo mais, o que pensara elle ?
Teri vindo procurar-me no hotel, mas urna vez,
urna vez id I ... E' sobtrbo como um agente de
cambio I Vamos dar-lhc-hei a razo de mi-
nha ausencia. Um homem daquelle carcter
mais discreto do que um tmulo Vamos!
as poucas vezes que se tinham visto, pai
Francisco sempre fra ao encontr de Paulo.
Elle havia tomado d'Ernanges em sua essa, ou
em algum lugar convencionado. Pelo caminho
Paulo perguntava, pois, a si mesmo se a pdica
susccptihilidade desse velho que oceultava com
tanto cuidado seu nomo de familia, sua morada,
mysanlhropo. Na socidade, um quasi nada des-; sua cruz e sua sobrinha, nao se offenderia com
va urna moca da vereda da virtude I Ajuda-me a urna visita com a qual elle nao conlava.
encontrar para Elisa um marido digno della,
afim de nos pdennos ver todos os dhs em fa-
milia ; afim de que eu morra tranquillo e con-
tente.
Hei de procurar, respond-Ihe.
Nao na socidade quo frequenlas, me
disse elle.
Porque ? pcrgunlei-lhc.
_ Aquellos que se pareccm comligo, es-
lio muito cima della ; os oulros muilo a-
baixo.
Mudando repentinamente o assumpto de nos-
sa conversa :
T trahalhas ? me diz elle.
f Um pouco, pai Francisco.
O que fazes ?
Sou pintor.
Estirou o labio inferior.
Oh I talvez tenhas rszao. Ninguem rico
poraue estraga as maos. A foriuna dn leu pae
em bens do raz ; solida, l'odes com toda a
seguranza cultivar as bellas arles. Deraais, um
bom pintor ganha to bem sua vida como um
pedreiro e sobretudo como um trapeiro.
< Disse-me anda urna mullidao de cousas sen-
satas, dando essa licjio paternal um tom com-
municativo e vallando para mim, de dea em dez
passos, seu rosto franco e marcial, illuminado
pela felicidade.
Eu hei de fallar a Vmc. muitas vezes desse
hornera, no qual lenho reconhecido apenas dous
defeilos, infelizmente mu raros ; urna alti-
vez desconfiada e ura interesse exagerado.
Constante em sua propria gralido, repelle
o recoohecimento de oulrem, ainda quo o teste-
raunhera s era palavras.
Eis a recommendacao que rae fezao deixar-
me : Dize a teu pai que elle sempre o meu
- Apenas acham-se nos preliminares, aceres- coronel ; que o respeito o eslimo carao anliga-
senlou elle relomaudo o caminho de seu holel.
Mas singular que essa carlinha, que nao a
primeira, visto que a correspondencia exisle, te-
nha sido perdida pela morena. De um lado ha
dcsazo, ou indiflurenca do oulro.... Pobro pai
Francisco se soubesses !....
X
Paulo d'Ernanges ao coronel d'Ernanges.
i Pars, 3 de maio de 1828.
Meu pae.
Peco-lhe desculpa por nao Ihe harerescrip-
10 mais cedo. Felizmente posso iudemnisalo da
demora.
Encontrei o velho porla-machado, Francisco
Carlier ; mas nao foi sem trabalho ; timbera o
acaso se encarregou disso. Assim como Vmc.
o presenlo, o seu hornera e o meu fazem a mes-
ma pessoa. Depois de haver salvado a raae. sal-
vau o filho. Esse bravo soldado aojo da guar-
da de nossa familia. A ternura o a veneraco
que elle lem a minha me e a Vmc, tem relec-
lido sobre o seu filho.
Com a penso de moedf iro estropeado, que
de duzentos e quarenta mil ris e os dez lustes,
que ganha por dia trapeando,diz elle,sus-
tenta tres pessoas: urus sobrinha orpha a quera
adora, urna viura eJjsa que vigi a moga e
elle.
Mas Francisco, por urna rara delicadeza,
alugou um aposento particular para a senhora Le-
meicier e Elisa. S se aprsenla em casa dolas
vestido decentemente e barba feila. Pens que
ellas nunca o virara em seu traje de trapeiro,
menos srdido, em summa, que os andrajos de
seus collegas.
Ello dorme era urna mansarda dobarrode
Santo Antonio. Apenas souhe que eu era filho
de Vmc, abrio-me os bracos e espontneamente
tralou-me por l, do que muito goslei. Comtu-
do eu nada sabia anda do que lho deviamos.
O negocio dos Cossacoseuma epopa. Quan-
toa hroes obscuros Quanlos Achules sem Ho-
mero 1
Elle convidou-me para alraoqar em casa
dessas senhoras.
Foi urna fesla de familia, que eu nunca mais
esqueccrci.
<: Elisa Carlier lem deznilo annos ; de urna
belleza notavel seu exterior natural, mas nao
offerece nada de commum. At sua physionoraia
nao a de urna mo^a do povo ; c pens que ha
nossa joven o germen de urna senhora dislincta.
A senhora Lemerder, sua companheira, tem ma-
neiras delicadas e cheias de discricao.
Entre cssas duas nalurezas escolhidas, so-
bresalte a varonil simplicidade do velho imper-
tinente.
Francisco 6 cioso, como um tigre, da belleza
de sua sobrinha, ou, para melhor dizer, de sua
lionrr.
Qualquer oulro que nao fosse ura d'Er-
nanges, nio loria penetrado nesse sanctua-
rio.
E comlurlo elle desoja casa-la ardcnlcmen-
te ; mas naossbe como haver-se. Elle tem, dos
homensem geral, aquello dolorosoconhecimonto
que termina no desprezo ; e talvez fosse difficil,
ainda a um ente simples e bom, acalmar logo
e logo a sua desconfianza. Elle quizera para ma-
rido de sua sobrinha um operarlo liilerato... sa-
bondo trabalhar to bem com o coraco e com a
caboca corao com as maos, sem se inquietar com
urna cousa ausente... o dote.
Existir semelhanle homem, meu pai ? Re-
cri que a senhora Elisa nao soja lao difficil. Se-
ment, porm que nunca tomarei o trabalho de
Ihe escrever. Por ventura um velho porta-ma-
chado, presentemente trapeiro, sabe alinhavar
phrases? Kec.ommenda-me lambem, se qui-
zcres, & lerabranca do tua nobre e corajosa
me.
Meu pae, Vmc. ser muito hbil se con-
seguir um da recompensar esse velho bravo.
c Al logo ; abraco Vmc. e i minha mi, co-
mo os amo, de todo o mou coracao.
Seu filho,
Paulo d'Ernanges.
Duas horas depois de haver mandado deilar
esta carta no correio, Paulo rcccbcu outra assim
concebida :
Mirecourt, 1. de marco.
Parle j para Inglaterra.
Soube agora mesmo que teu lio esli a expi-
rar em um rmseravel holel.
Se eu nao eslivesse preso urna poltrona
por causa de ura rheuraalisrao gotloso, cumpri-
ria pessoalraenle essa obrigaco, ainda que o Ir-
rao de la mae tenhu desmerecido de ludos os
seus prenles.
< Se anda o encontrares vivo, ajuda-o com
la bolsa e la pessoa ; eso o deixes, morto ou
curado.
Nao me cscrevas. Quero que tua mic nada
saiba de ludo isso.
, c Passa primeiro em casa do general B....,
que le ha de entregar um cont e duzentos mil
ris.
'/. Em caso de morte, encommendars um en-
terro decente.
Deves advertir o general de tua rolla, fazen-
do-lhe conhecer o xesaliado da molestia ; isso
ser bastante.
Ento decidiremos se s tu que viras ver-
nos, ou se seremos nos que iremos ver-te em
Pars.
Teu pao,
O coronel d'Ernanges
Depois de haver ido fi casa do general B...,
que Ihe entregou o cont e duzentos mil ris,
Paulo deixou Pars sera prevenir pessoa alguraa
de sua partida repentina.
XI
A' H de junho do mesmo anno, islo tres
mezes mais tarde, o joven d'Ernanges bata ale-
gremente com o p as calcadas de Paris, como
faria um cavallo selvagcm que (ornasse encon-
trar a sua steppe favorita.
A serenidade de suas feices teria escandalla-
do qualquer humera de bera que Ihe houvesse
pergunlado : d'onde vindes ao qual elle res-
pondesse : a acabo de enterrar meu lio .
Porm o moralista mnis severo teria abranda-
do muilo a sua reprchonso se soubesse :
Que esse bello e vivo rapaz de vinlc e cinco
annos, amigo do movimonto e do sol, acabava
de passar doze longas semanas na cidade dos ne-
voeiros ao p do leito de um velho egosta, de
um libertino de cabellos brancos ;
Que Ihe havia prodigalisado cuidados assiduos
para obedecer, nao As exigencias de um paren-
tesco deshonroso, mas vontade paterna ;
E que bem longo de ser herdeiro desse tio in-
terdicto, havia despendido, para que nao Ihe fnl-
tasse nada antes de sua morte, e para que depois
fosse sepultado decentemente, a quanlla do scis-
cenlos mil ris, de suas economas pessoaes.
Em presenca de semlbanles fados, esse mes-
mo moralista desculparia' cerlameote o bom hu-
mor de Paulo, e acceilaria sem remorsos a mc-
lade do delicado almoco que elle mandou servir
Mas a impaciencia que linha de tornar a ver
Carlier, e, elevemos dizer, de tornar a ver Elisa,
dissipou todos os escrpulos do mancebo; as-
sim, quando o carro parou diante da casa indi-
cada, ello desceu sem hesitar e enflou-sc por um
becco infecto, no fim do qual comecava urna es-
cada carcomida.
Paulo procurou com os olhos, mas de balde,
um perleiro. Subi, e bateu i todas as portas
de cada andar.
S responderam no quinto andar.
Pode entrar I disse urna voz rouca.
Queira desculpar-me 1 disse Paulo, rendo
um homem quasi n deilado n'um colrhao. P-
de-rae dizer onde mora pai Francisco ?
Morara defronte; agora nao sei.
Modou*te?
Pode ser ; mas duvido. Seus trastes ainds
eslo hi... Entretanto estou corlo que pagou o
quartel do aluguel... Com ludo ha mais de oito
dias que nao o rejo enlrar.
Paulo medilava, nio sabendo o que fazer.
0 senhor conhece bem i Francisco ? per*"
guntoii-lhc o morador.
Kura dos meus bons amigos, respondeu
Paulo simplesmente.
Isso nao me admira, meu charo senhor. Eu
sempre pensei que elle cheirava a gente gradal..
e que se fizera trapeiro por certas razes.... em
fim, siifllcit, como diz elle.
Pernoitava elle muitas rezos fora d'aqui ?
perguntou d'Ernauges. .,
Nunca, nunca I esta razo porque a cousa
rae parece suspeita. Ouve, mancebo, sempre les-
peitei a liberdade dos visiuhos; sou artista alfaia-
le; eslimo muito Francisco. E um bom diabo
que empresta fcilmente duas patacas a um ca-
marada, quando est na orea... E seo senhor Ihe
quer bem... mas .. realmente..
Mais do que o senhor pode imaginar
Eulio Ihe direi que se passou cm sou
quorto, quarta-feira fizeram oito dias, urna scena
que me causou suas suspeitas.
(onle-me isso, por quem .
Era como quem diz a boquinha da noite.
Elle nao dormia e fazia era seu gabinete o mesmo
que faz um tigre na gaiola... Modia o terreno para I
traz e para diante,para diante e para iraz, porm
sem boquojar. Nio me atrovia a pergunlar-lhe o
que linha, pois elle detesta as interrogacoes. Eis
que o fron-fron de um vestido se dcixa ouvir.
Confesso, por Deus I que a cousa admirou-roe
tanto que cntre-obri a porta. O diabo a leve 1 A
pequea ja estara em casa do velho.
Ah 1 que relhacao I disse comigo ; ora isso
que o irritava tanto I Note Vmc,o dou-lhe mi-
nha palavra,que nenhuma mulher, depois que
moravamos debaixo do mesmo ledo, pozera os
ps em seu quarto ou no meu.
Em Om, o que vio Vmc?
Eu nio vi nada, absolutamente nada ; mas
ouvi ; e isso sem escular, cu lh'o juro ; olhe pa-
ra esses Ubiques... como sao finos !
O que diziam elles
Ora essa 1 nio sei... Fallavam depressa,
mas em voz toaixa ; Francisco jurava como um
possesso, e a mulher solucava, baixinho, mas
partir o coraco I Era tima scena de ciume que
durou mais de tres horas.
Houve ao depois urna reconciliaco: choraram
ambos e foi a rez do rclho consolar a menina.
Sahiram juntos ; minha porta eslava cerrada,
mas eu eslava deilado ; era noiie. Depois disso,
pai Francisco nio lornou a apparecer o receio que
nao Ihe teiiha acontecido alguma desgraca. Do-
mingo havia na morgue um individuo que linha
as suas feices : nao era ello. Verifiquei isso pela
roupa. Ah I senhor, quando um hornera de ses-
senla annos caplivado per urna mulher, pde-
se dizer que est bem servido. Pens que o po-
bre relho-deu-se a morte.
Piulo agradecen ao alfaiate as suas iuorma-
coos, subi, lodo trmulo, em seu cairo c grilou
para o cochjeiro :
CesEepeMelier, n. 12.
A sua perlurbacao era inexprraivel. Lembrou-
se do bilhete do caixeirote, e presenlo urna ca-
laslrophc.
Em tres mezes, dizia a si mesmo, o amor
faz muitas cousas : muilos felizes, muitos desgra-
nados, mullos culpados I. Decididamente eu te-
ria obrado com acorio mandando aquella maldita
carta a pai Francisco.
Era preciso que o sua inquietacao fosse bem
viva para que ousasse apresenlar-se s om, casa
da senhora Lemercier c de sus papilla. que
elle conlava recommendar-lhes o silencio mais
absoluto relativamente sua visita se Carlier nao
estivesse em casa dellas ; ou sel eslivesse, de-
sarmar a culera do honrado trapeiro conlando-lhe
confidencialmente as supposiccs de seu visinho
alfaiate, menos, aquellas, bem entendido, que
olTendessem sua moraiidade.
fOILnCYMl
n
rmy*E2-
ron
XII
Paulo entrou primeiro na loja da porteira que
saben Jo que elle eslava as boas gmcas do tra-
peiro, e, alias, grata i sua discricao, sempre Ihe
fazia um gracioso acolhimento.
O aeofcr Carlier est em casa dessas senho-
ras ? fWgttntou-IUc compriraeutando-a.
Kib casa dessas senhoras 1... disse a portei-
ra estupefacta c olhando-o com os olhos arrega-
lados. Pois o senhor nada sabe?
Chego de Londres. O que se lem passado?
A.viuva morreu ha uns dez das.
A senhora Lemercier ?
Ora, ae eu Ihe digo a riura I...
Ah l meu Deusl... exclamou Paulo.
Ella acabava de reoder a alma ao Creador
depois de urna molestia de dous mezes, quando
senhora Carlier sahio arrebatadamente sem me
dizer onde ia. Desde enlio nunca mais a vi.
^, E seu lio?
Sou tios^pareceu no dia seguinte, Fez urna
jfrouxa do fado, que poz aqu o que reio buscar
na mesma noite do enterro.
Mas nao the disse elle alguma cousa?
Mudo como um poixe!... o urna cara 1... Eu
nao teria pensado que a morte de urna mulher
idosa, que, segundo creio, nao ennadm seu. ..
|L Eu vollodaruado Caminho Verde, disse
.f aulo inlerrorapendo-a. L nio apparcceu toda a
semana.
Onde dorme agora ? Nao de corlo, l em
cima. Entretanto, nao despedio-se e nie se ti-
rou nada dos movis de sua sobrinha.
A senhora tom ourido fallar de alguma cou-
sa ? perguntou d'Ernanges.
Nao, meu charo senhor,Pois nao! pai
Francisco era homem de cpritar seus negocios:
nunca se sabe o que elle penta.... E' o miste-
rio cm penoa \
Elles devem no bairro 1
; Nem um reol 1 Sempre adiantados!... To-
dava a senhora Elisa s ganbara dous crusados
por dia e a senhora Lemercier, segundo era voz
: publica, nao linha rendimenlos. Admira, na ver-
dade Porm o que mais inleressante que
Vmc. me interroga a respeito de um velho que
cortamente conhece melhor que eu.
Nao, senhora.
O senhor nao me disse que elle era um dos
seus amigos ? '
Eu lho disse que era amigo de mou o.ae.
E seu pae coronel ? accresccniou ella com
ar de duvida irnica.
Desculpe Vmc s cuidar eu presentemen-
te em o senhor Carlier, disse Puulo ura pouco
mpacienle. E vislo que nada lem a me infor-
mar...
O senhor susceptivel, mas discreto ; e
cu Ihe confiarei de boa vontade os dizem do
bairro.
Eu a ouco, retrucou Paulo esperando achar
alguraa luz uessa besbilholice.
Uns prclondem que pai Francisco esl se-
parado ha muito de sua mulber ; que viva em
concubinato com a viuva que acaba de inorrcr,
e que a senhora Elisa o fructo desse adulterio.
Ah 1 d e cerlo 1
Sim; mas oulros,c islo mais grave,
sustentara que a senhora Lemercier ora lia de
Elisa ; que osla era amanle de pai Francisco,
trapeiro cm apparencia, mas comprador de pro-
fisso de objectos furlado3...
Basta, mioha rica 1 disse Paulo com urna
caratunlia de repulsan Eu auloriso-a a respon-
der s estultas e ms personagens que iwVcnlam
ou repetem calumnias lio covardes e tio absur-
das que o coronel d'Ernanges se honra da es-
lima e amlzade do Sr. Carlier, e que seu filho
considera esse soldado velho como o homem
mais honrado do mundo, e o respeita como a
seu pae.
Neste entretanto saudou a porteira interdicta,
e dirigio-se toda a pressa para o seu hotel com
o espirito e o coiajo era tormento.
O dono do hotel, depois de Ihe haver entre-
gue uns vinto bilhetes de visita e algumas car-
ias, disse-lhe que um homem de ra caladu-
ra vinha regularmente duas ou tres vezes por dia
pergunlar se elle j linha voltado.
Ah I Olhe senhor d'Ernanges, ei-lo em
pessoa.
A' essas palavras, Paulo voltouse o vio um in-
dividuo de rosto palibular e de um traje nogenlo
que se approximava, bamboleando.
Dizem que Vmc. prucura-me, disse o man-
cebo.
Sim, meu burguez, se o senhor que se
chama Paulo d'Ernanges.
Sou ou mesmo. O que quer ?
Islo s se pode dizer entre qualro olhos, os
meus e os do senhor ; isso se comprchende.
Subamos ento ao meu aposento, respon-
deu d'Ernanges sem a menor hesilacio, apezar
da extravagancia desse prologo.
Li mesmo, meu burguez; isso assenla-me
como urna luva.
Poulo dirainuio por um sorriso significativo a
sorpresa do dono do hotel, a quero pareca iu-
quielar a physionomia comprometedora desse
visitante e fez pulidamente passar esle ultimo
diante de si.
Apenas se acharara sos na primeira sala, o
conhecido tirou o fumo que Ihe enchia a boche-
cha esquerda, c disse :
E' preciso quo o senhor saiba primeiro, mou
burguez, para proceder lgicamente, que segun-
da-feira passada cu ainda eslava na Coneiergerie
em consequeneia de um erro que indignou todos
aquelles senhores e principalmente ojuiz proces-
s'ante Sou cocheiro, ou ao menos era, e, de mais,
ando j nos meus quarenta e oito.
Tenho muita pressa, disse Paulo, reconhe-
cendo que linha de haver-so cora um vagabundo
bebado.
E' como eu, meu burguez. Ora pois, e pa-
ra continuar, pozeram-me no olho da ra em se-
guida urna prova depois da qual a gente pe-
se logo ao fresco .. Sabe Vmc. o que cm boa jus-
ticia se chama um alibi ?
Da parte de quem vem o senhor? Perguntou
Paulo em vez de responder. Dar-lhe-hei ura pa-
lacio se encurlar as suas explicares.
Foi mgico o efTeilo deslas ultimas palavras.
O beberro flrmou-se as pernas, mellen a mo
n'uma algbeira sem fundo, c tirou urna carta sa-
ja, informo e rolumosa.
Ento, eis aqui, disse elle.
Paulo quiz toma-la, mas o supposlo cocheiro
retiran-a.
Oh 1 Oh de vagar, meu burguez ; fazen-
da do contrabando. S eucarreguei-me da com-
raisso, porque disseram-me que o senhor era
generoso c"mo um principe.
Tome este luiz, disse Paulo e terminemos
Ainda nao, accrcscentou o bebado. E' longo
da Escola Militar ra Jacob, e eu fiz ess traje-
lo dezenove vezes. Olho para os meus spalos.
V para o inferno disse d'trnauges.
Nao se agaste I disso o cocheiro aportando
a carta. Aquello velho sonso fez urna....
Que velho sonso?
Ora esta 1 Querem saber ludo sera pagar.
Voss foi mandado por pai Francisco, tra-
peiro ?
Eu lh'o pergunlo, respondeu o homem in-
solentemente, mas cora urna precipitacio que
dissipou as incertezas d'Ernanges.
Era litu o que exige Vmc?
Dous luizes conladiuhos, sera prejuizo do
patacao que promeltcu.
Quasi corto que o antigo porta-machado nio
era esiranho essa mensagera singular, Paulo
deu o que se Ihe pedio.
Livre do bebado, abri a inasso que so com-
punha de seis folhas grandes de papel sujo. El-
las achavam-se cuberas de caracteres grosseiros
ainda qfuc mui lisiveis e firmes. A titila rauda-
va de cor cada passo ; muitas luhas eram es-
critas a lapis
Taao uessa caria, viole vezes talerrompd* e
rinte rezea recomeesda, rerelara a prisio e o de-
sespero.
Eis tens termos:
XIII
c Sr. Paulo.
< Alguna dias depois de sua partida, fui procu-
ra-lo em seu hotel na ra Jacob. Vollel um mes,
depois. Eu receava que nao Ihe tivesse aconte-
cido alguraa infelicidade.
Como nao poderam ou nio quizoram dizer-
me coasa alguma acerca do sua ausencia, pensei
que algum motivo que Ihe convinha celar, o a-
fastava de Paris, ou quando menos, de sua habi-
tado ordinaria.
E' o mesmo, isso cnlristecou-me. Jame havia
acostumado, nao a estima-!,- pois isso era-enligo,
roas a ve-lo, a corrsa-lo. O senhor lio sin-
cero e lio bom, apezarda educaco superior que
rocebeu. Taz lo pouco caso de um Ser de que
tantos oulros abusam, que eu me havia formado
lagarellal E' lio agradavel para um velho fre-
quentar um mancebo que nio presumpeoso, nem
vaidoso l
t Tornei-me, pois, inquieto e rabugento. Co-
mo eu estar certo que Vmc. me voltaria, eu
descansara, se houresse encontrado em casa da
senhora Lemercier a felicidade que l gozara, nao
ha muito lempo ainda. Mas a pobre viuva ca-
hio doenle a 15"de marco, e dentro em pouco
desceu ultima morada.
Elisa mudava a olhos vistos.Sao a fadiga e
as afflcc.os, dizia eu comigo.' Talvez que, as-
sim como eu, pense ella no filho do meu coro-
nel I Ah senhor Paulo, eu nio lhc teria fallado
assim ha Ires mezes.Rasta I As mocas preferem
a deshonra morle. E' para ellas melhor viver,
dando a luz um bastardo, do que serem victimas
de um amor casto e silencioso.
< Eu estimava Elisa demasiadamente. Esse
excesso de ternura lornou-me cogo. Ero quaulo
eu ha os bons livros que Vmc. me linha em-
prestado, junto ao leito do doenle, minha sobri-
nha pensava em cousas que cu eslava longe de
temor... m
Mas para que palavras, ah! quando existem
fados ?...
Uro sabbado larde, a 4 do correte, eu
descia a escada do n 12, perguntandu-me com
cuidado a que familia honesta poderia confiar os
dezoilo annos de Elisa, depois da morle da se-
nhora Lemercier que se oniraqueca de hora em
hora, quando a porteira chamuu-me para entre-
gar-me urna caria.
Era a primeira carta que eu recebia naquellc
lugar
O sobr'escriplo dizia : Ao senhor Francisco
Carlier.
E' de Paulo d'Ernanges, disse, um pouco
satisfeilo por ver divulgado meu nume do sol-
dado.
Abr essa tarta escripta em letras miudas.
Dizia... Nio, quero copia-la textualmente.
Ei-la :
t Senhor,
< Urna pessoa quo se ntoressa por mim e pe-
los meus, mo previne que meu enteado, empre-
gndo no Gro-Mzir, procura, ha alguns mezes,
travar um namoro com a senhora Elisa Carlier,
sobrinha de Vmc Como Hcnrique nio senhor
de sou futuro, meu de.ver, sob o ponto de vislo
da moral e de nossos mais charos interessos, fa-
zer-lhe esta coramunicacio.
Promelto-lhe que hei de vigiar mais que
nunca a conducta de meu enteado ; e nao du-
vido que Vmc. tome todas as medidas que julgar
necessarias para preservar sua sobrinha de urna
infelicidade que seria irreparacel. E' com a
mais seria inlencio que sob-linho esta ultima pa-
lavra. Viuva Dumesnil.
Trem. Lelmbrei-rae da predileccio de Elisa
polo armazem do Grao-Vizir. Minha primeira
idea foi l ir e exigir ums explicacio cathegorica
do emprogado quo se chamava Henrique Dumes-
nil. Quiz ao depois visitar a madaslra. Final-
mente, roflectindo na importancia que esse mo-
do do obrar poderia dar a nina calumnia, a um
erro, talvez at urna monince, decidi-me a
interrogar primeiro que tudo a minha sobrinha.
Dorm pouco naquella noile. Ora enfure-
cia-me contra a mrecieira, dispondo-me a di-
zcr-lhe na cara que a sobrinha de pai Carlier
nao era moca que tomasse a serio os galanteios
tolos de um'possimo caixeiro ; ora eu sonhava j
que Elisa fra seduzida e perdida.
" No dia seguinlc, era domingo, fui a casa do
mea patrio para'um ajuste do conta.
O que que voce lem, pai Francisco ?
disse-me elle ; ha algum lempo que nio traba-1
Iba mais.
E' verdade, patrio, vou me fazendo ve-
lho, reja, e as pernas nio andam mais.
Pai Francisco, disse-me elle ulhando-me
no fundo d'alraa, bem se v que alguma cousa o
afllige... Nio csquee.i que um philosopho do seu
calibre, nao dnvo ceder seno a grande tempes-;
tade ; e ainda I... quanlo is pernas, sim ; mas
nao quanlo ao animo.
Quando o deixei, olhoi-me no espelho de
um caf. Eu eslava desfeilo.
Que diabo tenho cu ? perguntei-me. Eslarei
doenle ? Su cuidados ?
. Ganhei toda a pressa as minhas agnas-
furtadas ; eram duas horas ; comecei a vestir-
me. Porm cu loraava as meas pela grvala, e
procurei cufiar as pernas as mangas de urna
jaqueta. A agilacao em que achava-rao, dava-
rae febre, c eu a'pressava de todo o coraco o
momento em que podesse ler nos olhos lmpidos
de Elisa.
Baleram porta do mou gabinete. Eu pen-
sava abrir a um visinho, quando vi diante de
mira... minha sobrinha I
T aqui 1... Que isso? disso cu re-
cuando de espanto o medo.
hila morreu! responden-rae. Um suspiro
de allivio deserabaracou-mco peilu.
A presenta de Elisa havia-mc felo recear
urna infelicidade bera diversamente sensivelpara
raeu coracao de lio, ou de pai. para melhor di-
zer. Deus nao tardn em castigar-me por esse
movimento de egosmo.
c Ao principio conversamos acerca dos ltimos
momentos d3 senhora Leraecer e das saudades
que nos deixava. Entregue urna dor sincera,
Elisa nio reparou em minhas numerosas dls-
iraeces.
A proposito,Ihe disse cu,aprovoilan Jo ura
instante do silencio, recebi um caria singu-
lar. Toma e 16.
Ella desdobrou com indclTerenga o papel q' Ihe
dei: era o avisu da niorcieira. Meus olhos nao
a deixavani.
Tornou-se paluda que fazia medo. Nio en-
Irogou-ine a caria que leve lampo de lor alguraas
vezes.
O que ha ah de exacto? perguntei-lhe
suslendo minha cmorjio.
Ella voliou o rosto e rompen era solugos.
l...
c Ella cahio de Joelbos, junto aa >_
disse com urna roz que cortara o raracia
Abl perdoe-me, meu to, peroe-m*!...
S le laoco em rosto orna coasa, Bisa
me teres occultado esa* amor.
< Gomo ella iro plorara meu perdi :
< Agora preciso ronfesear-me todo, Ihe
disse eu Burdamente. E' preciso que te con-
reases a teu lio, e baixiuho; nio quero qc
alguem nos ouca. E' preda que m coates
al os menores delalhes deasa amiaade; que
rae digas como podeste Iludir a vigilancia
materna de urna mulher que ti esliaaara. e as
precauces de um lio que le servio de pai
desde a morte do leu!___
Elisa, contra a minha expectativa, guardara
um silencio aterrador. Domis nenhum som
poda sabir de sua garganta. Trema cono
varas verdes, e se sua fronte nio houresse
encontrado o apoio de ama cadeira, quando
ella abaixou-se, teria ido de encontr do
soalho.
A compaixio triumphou dos senlimenios
tempestuosos que agittram minha alma. Le-
rantei-me, tomei-a nos bracos, assentei-a em
meus joelhos,beijei-lhe o rosto.
E' tua felicidade que eu procuro,Ihe diste,
talrez tua salvacao. Responde-me, porm,
com franqueza, ou sou teu pai. Dale a esse
Henrique algum diroilo sobre tua pessoa ? Nao
leras mais nada que rccusar-lhe?
Sua caboca cahio-me pesadamente em cima
do hombro. Ella linha desmaiado. Os cuidados
que lho proJigilisei, fizeram-a promplamenlc
voltar a si.
Nao duvidando mais de sua deshonra, nio
quiz renorsr minhas perguntas. Urna ncmel
modanca acabara de operar-se em mim.
Se na vespera me houvessero dilo :Sua
sobrinha foi seduzida, o que rai fazer?
c Vou mata-la 1 teria respondido sem
hesitar.
A piedade e a ternura abrandarara ento
mou coracao; mas ou o senta como orna frrida
que s poda deixar de tornar-se mortal por
prompto casamento entre minha sobrinha eseu
amanto.
a Consoloi e animei a pobre menina, qae s
colina de minha sincera indlgetela um augmen-
to de dor e confusao.
t Elisa, Ihe disse eu, nao percamos toda a
esperanca. Tu s adorada, eu nio o duvido,
por aquello a quem amas. Irei lor com Henri-
que, cora sua madrasta......Elles nao sao ricos,
por felicidade Tudo se ha de arranjar.
Ella abracou-meque pareca suffocar-mc O
soffriraonto tem sua embriaguez.
a Exaltado por ella, cu julgava-me capaz de
vencer lodos os obstculos que se oppozosseai a
reparacio de urna falla que a patarra : sin, pro-
nunciada por duas boceas dianle de um maire e
de ura padre, repara completamente.
Tinlia anoulecido. Sahiroos juntos. Minha
sobrinha estira doenle. Eu sabia que ama t'r-
ma do Bom Soccorro vellara junto da difun-
ta. A alleracao das feices de EUs-i causou nio
tantos rocoios que, empregando toda a minha
influencia que sua proslaco physira c moral me
dnvo sobre ella, exig que me acompanhasse i
casa de David, um dos meus anligos comnicn-
aat,
Eu nSo quero, minha filha, Ihe disse com
urna doce auloridado ; eu nio quero que tu fi-
ques osla noute, s, junto de um cadver. A
propria alma da senhoraLnmercier ordenar-le-hia
que seguisse meus conselhos
Conlinuar-se-ha.
Variedades.
PAULO DE ROCK.
VIII
seducrao.
No meio desse movimento, dossa balburdia ge-
ral, Angely pegara na rano de Corisette, no mo-
mento em que esla pissra por ejle para por um
pralo sobre a mesa, o ptJBhando-a blandamente
para urna cadeira T" 1|P>W no p da sua, obn-
gra-a a sentar-se 4ejT, oirerrdo-lhe com roz
terna :
Sente-se aqui por um momento, ao p de
mira
A moca nio tirina foilo muila ceremonia para
ceder ao convite; senlra-se ao p do moco bo-
nito, com cara risonha, olhando para elle, de vez
em quando s furtadellos.
Angely pegou na mo de Cetiselie
suavemente, dizendo-lhe:
Como 6 bonita vocc, Cerisotle I nao tanaca
Jjie poder tea sobre mim 03 seus encantos I Ha
uns hajBhtravetias que a conheco e j estou na-
i ene, ue vez
."ib
Nao faU^H
est gracejando, nao acredi-
,lxona-se assim ? E depois
fo criada de eslalagem '
40.
por obsequio, nao zombe assim de urna pobre
moc.a 1
Zombar de voc 1 como me suppe seme-
lhanle pensnmenlo I Ninguem pode ama-la ? Ah 1
nio diga isso ; quem pode ve-la sera araa-la!
Se voc lo bonita I lem uns olhos lio lindos...
que l-eni urna exprossao lio seductora I Abai-
xou-os, agora, para que? para punir-me deado-
ra-los?
Ceriselle*corou, mas de prazer; eslava pouco
scosluraada scmelhantes finezas, porque Cha-
tonillo, que nio perda por tolo, linha cuidado de
afasta-la de lodos os viajantes que iara pernoiiar
na eslalagem. Nao pois de admirar que tlcasse
luda perturbada, quo senlisse viva emocio, ouvin-
do as palavras de Angely ; e dopojs, o mancebo,
acoslumado no thcatio i declarages amorosas,
sabia dar i roz certa inflexao doce e terna, do
urna magia irresisli^at; linha tudo quanlo ora
nocessaria para perttWMh* o coraco de urna moca
sem experiencia, ainda que bem raras rezes a ex-
periencia soja urna egide contra a seduego.
Cerisette, porque nao rae amas? disse An-
gely chegaudo o rosto para o da moca.
Amo-lo, e para que? Que lucro tirarla
disso ?
Era primeiro lugar, minha menina bonita,
quando as pessoas dos agradara, nunca fazemos
dessas relexoes; ha urna inclinar;o irresislivel
que nos anasla para ellas, olhe, tal e qual como
eu senil apenas a vi___Pranos amarmoseado-
rrteos, nao necessario quo nos conhecemos
durante semaoas, mezes.... Isso un erro; a
gente ama-se primeira vista ; confessa o seu
amor, dao-se provas, depois loma-se confieci-
mento.
9nJ.c.omo enhor sabe disso 1
Voc j amou, j destinguio alguem entre
estes lrpas aqu da ierra?
A quetu havia eu desoguir ? Olhe, talrez
A esterilidade da tebra. N'uma carta di-
rigida a um dos mais celebres agricultores do
Inglaterra, o bario Justus Von Liebig, chama a
silencio dos agrnomos a respeito assim das
causas, que continuamente actuam e concorrem
pjra a esterilidade do solo, como da imperiosa
necessidadede por um termo a esse empobreci-
mcnlo gradual, que n'um dado lempo, deve tor-
nar inteiramento infecundos terrenos famosos pe-
la sua produceo.
Esta carta produzio urna grande sensaco na
Ga-Bretanha, c se asconclusesdo sabio alle-
raio parecern) a alguns espirilos de um rigor
nimiamente absoluto, so as predceoes parece-
r m muilo aterradoras, a questio que elle apr-
senla, os fados que a sustentara, os principios
invocados, mereccm com certeza a maissisuda
consideracio.
M. Liebig coraecando do axioma incontestado
que o campo o mais frtil perde lodos os annos
parte de seu poder producliro. desdo que se
dcixa de Ihe restituir, de qualquer maneira lodos
os elementos assimiltares, que Ihe roubam as
colheilas que elle prudax, deve necessariamenle
acabar por se tornar absolutamente estril, con-
cille que deve chegar um momento, talvez mo-
nos distante do que geralmente se suppde, em
que a produceo territorial de Inglaterra ataTrcr
urna diminuieo onorme ; eisto pela rasa du
que todos os elementos da fertilidade, snblrahi-
dos do solo pelos productos consumidos as ci-
dades, sao totalmente perdidos : perdidos Irre-
vocavelmente, porque longe de vollarcm ao solo
sob a forma do esirumes, sao absorvidos nos ca-
nos de esgolo que os derramara nos abysraos do
ocano por va dos rios e dos canaes.
O nico moio de prevenir este noro empobre-
cimento progressiro da trra seria o de obslaro
desperdicio, que a sua causa, recebendo todos
os esirumes das cidades para os enviar para os
campos.
Em apoio de sua these, M. Liebig rila esle
fado muilo notavel,que todos 03 paizes que leem
regularmente, rm certo periodo, exportado urna
certa quanlidado de cereaca, perderam alinal
sua fertilidade.
A Sardenha, a Sicilia, as costas africanas, es-
sos celleiros de Roma, esli hoje nesse caso. Se
o Egyplo tem escapado a esla le fatal, porque
o linio do Nilo Ihe reslitue lodosos annos a sua
natural fertilidade.
A agricultura inglcza, por meio de suas impor-
tacoes d'ossos, de guano, se, poderi cortamente,
por ura determinado tempo, restituir s suas
ierras urai parle do que perde no desperdicio
dos esirumes dassuas cidades; mas lodos os re-
cursos ho de fallar-lho ura dia.
Os jazgos de guano nio sao inexgolarcis,
c nio se renoram ; e pela maneira por que se
procede cora esse cslrurae, nao admirar que
dentro de meio sceulo estojara gastos seus dep-
sitos.
Quanlo aos ossos e oulros residuos, prova-
vel que os povos monos prudentes que hoje os
vendrm, mais bem aconselhados pelas suas ft-

Eulu tu tinas esse mancebo? perguntei-lhe I cossidades os aproveitem as suas Ierras, prohK-
ainda.
Sim, rospondeu-me francamente.
Desde quando o conheces ?
Ha qualro mezes.
Devias ter-me dito, repliquei com o co-
raco despedazado Porque nao livosle con-
Qanca era mim? Talrez fossos hoje sua
mulher.
acho islo singular, mas apezar do criada de esla-
lagem, nao gosto destes paspalhes, desses rus-
tios, como esses carroceiros que as vezes se que-
leo fazer bera fcitos de corpo comigo. Nunca os
-recebi como ao senhor 1
Ento, eu Ihe agrado mais?
O.scnbor outra cousa.... um actor, um
cmico, urna porsonagem to oh 1 meu Deus,
nio sei como me exprima ; 6 preciso muilo ta-
lento para representar e cantar cssas cousas bo-
nitas que os senhores sanem 1
Nem sempre lauto o talento como voc
pensa, Coriselle ; ha enire nos alguns quo nao
tem talento nenhum.
Enlio para que se fazem actores?
A uns irapellc urna paixo infeliz, a outros
guia-os um excesso de ura amor proprio.
Diga-me, os senhores estn sempre to ale-
gres, lio amaveis, liu disposlos a brincar como
esla tarde?
Nem sempre I Botamos fra os pozares e
nunca desesperamos do futuro. Paleados na ves-
pera, esperamos urna grande ovaco no dia se-
guinlc ; rimos uns dos outros, prestando-nos
mutuos serricos : snpporlamos muilo philosophi-
camenle a roa fortuna; estamos de lio hora hu-
mor quando bebemos agua, como quando enchu-
gamos urna boa garrafa de champagne 1 Eis-ahi
como somos, forraosa Cerisolle.
E'bem agradavel essa vida.
So he causa inveja, porque nio abra{ osla
carreirs?
Eu, graos sua I Como hei do ser actriz se
nao, lenho talento, ft. nao sei nada 1
Sabe ler, que^Hf|Uuma couss, poder 10r
os aous papeis/^dj algumas damas que mal
sabe ni sololrar... .^pn-se obrigadas a fazer cora
que o amanlftou o.marido Ihos ensinem os pa-
pis, o que .craza algum*1 cousa osensaios. De-
pois quem Ihe diz que vocc,.aio lem alej^to, e
talvez ura grande talento? Ha tantos que eslao
occultos, c oulros que nao sabem apparecer 1
Ah tmha bem razo o philosopho que disse : Ha
Siessoas quo vivem o morrem sem lerem desea-
ardado lo las as suas mercadorias 1
O quo quer dizer isso, senhor?
Quer islo dizer, minha querida Corisette,
que muitas vezes por falta de animo, tica una
pessoa que eslava talvez destinada brilhar as
piiraeiras posiges, a fazer fallar de si. a oceupar
o mundo com a sua fama, regetando l n'uma al-
dea, no meio de quanlo camponez estupido ha.
Corisette, ou sei a sua historia ; o eslalajadeiro
nos oontou como voc se achava cm casa delle.
Resulta de tudo isso que roc senhora das suas
aeros, que pode sabir desta casa quando Ihe
parecer, e que nem Chalouill, nem a mulher,
Ihe podem impedir.
Bem sei, senhor.
Para que um dia possa coahecer a sua ori-
gom, e encontrar os seos paos, gfacas so meda-
Ihao, necossarioque so niosHayi*!pp8ro5a...
Entao, o acaso, rail circumstanemavpodem serv-
la ; o passo quo ficando nesla eslalagem, deve
renunciara toda a esperanca; a lerem de vir
procura-la nao sera depois de quinze annos !
O senhor pensa que, se ou rae fizer actriz
poderei encontrar minha familia? Ah I se eu
soubesse disso.... Mis ou nao tenho talento, ano
sei representar ura papel, e (icaria muilo vezada
apparecendo cm um theatro.
Mas se roc quizer, eu serei seu mostr,
seu professor.
Sim ? mas a/mal havia de aborrerer-se so
cu nio aprondesse bera os papis, se eu nio ti-
vesse disposicoes....
Oh 1 nunca I nunca, porque amo-te, Ceri-
sette, porque desojara passar a minha vida, a leu
lado....
Dereras? Opa qual I o enhor est ne en-
bindo a sua exportaco.
Essa tendencia j se manifesta na Alloonnha-
dondo os Inglezos nao podem exportar os ossos,
como n'oulro lempo.
Sao estas as ideas que M. Liebig desonvolre
na sua caria Elle nio v a salvacao d'agricuJtu-
ra cm Inglaterra seno no aproveilamento de lo-
dos os esirumes das suas cidades.
ganando, e como lodos os seus companhciros, es-
l rao representando alguraa scena de drama....
O que queros para proror-ie qae amo ? s
muilo incrdula I
E' porque nao estou acostumada a ouvir es-
sas cousas.... E depois o senhor amar urna cria-
da do eslalagem ?
Quo quo tom urna criada de eslalagem?
E'ura a moja, bonita, cheia do gracas Enlio
eu o que sou? Julgoque ve aqui algum fidalgo ri-
co, algum principe destarrado? Talvez ainda se-
ja monas do quo voc ; seus paos lho su desco-
nhecidos, pode perianto sor do alia linhagem ;
ao passo quo eu, filho de um honrado negociante
do. Lyon, tendo recebido, grabas a meu pai, urna
educaco muito boa, porqu queriam fazer de
mim um advogado, o quem sabe, talvez um gra-
ve magistrado I E aband.inci tudo polo theatro,
affroniando a colera de mou pao, os conselhos dos
meus prenlos, os avisas dos meus amigos; sub
ao labiado; quiz conhecer essa vida cheia de
triumpbos o ,revezos, do bous o raaos dias....
mas na qual, para os artistas nmadas os maos
dias sao em maiorin. Quiz apalpar essa existen-
cia, na qual o amor proprio esl quasi sempre era
jogo. Quiz river uesses bastidores, nos quaos se
passam .is vozos srenas mais singulares, mais
cmicas do que as quo se representara peraute o
publico ; quiz, cubnndo o meu roslo decarmim,
de alvoiade ou de rugas, segundo a personagem
que represento, ser principo, trovador, caralhei-
ro, marque/., reslir um traje polaco, allemao, in-
glez ou liespauhol. Quiz, flz ludo issu, o u&o me
arrependo do t-lo feito.... sinlo-nte feliz. Eipe-
rimenlo urna mullidao de emocoes quando vou
representar um papel nevo; tenho susto o espe-
rance ; no momento de apparecer peranie o pu-
blico, mou moral se eleva, ideniifico-niecoro o
personagem que reprsenlo, e digo que? o thea-
tro vitri campo de baialha cm qjjafjpreciso au-
dacia, desempeo para triumphar Pelotudo-
isso, Cerisette, viver, existir conhecer
que se tom sentidos, paixoos, moios, ranlagens,
servirmo-nos de lodos os dons que s nalarea
nos quiz conceder, e prefiro esla carretea.areota-
reira i aquella que queriam que eu abracases^ e
que som duvida mais suave, porm muilo atis
uniforme.
A moca cstndava Angely rom muila altea-rio ;
ora fcil"do ler-lhe nos olhos que s palavra do
joven actor linham feito cm seu coraco trupres-
so viva. Este aporlava sempre com mais ternu-
ra aman do Cerisette ; percebeu o enVita proJu-
zido pelas suas palavras, e ronlinuou :
Veja quo dilTereuca rai de roce & mim ; o
corqolhe mais fcil e mais risonha esta nova
carreira; para abraca-la nao lem que brigar com
a sua familia, nem de inrorrer no odio de seu
pai___Nao possivel quo lastime a sua potiio
de criada de eslalagem, c qaaailo Chatoaiilc.
nao rae parece li dos mais amaveis e creio que
nao deve ler-lhe muila amuade....
Sim, tem razu, nao semina nada, pe
contrario.... porque de corto lempo para ci, o
Sr. Chalouill principiara a aborrecer-aae. Pois
nio quera aaer-rae a corle I Porseguia-me em
lodos os cantos, reprehondia-me, 0cra todo eu-
farruscado quando ou fallara com algum rapaz,
o reja neslo momento os olhos quo nos doila. A
nio ser o seu cantarada que o ciii segurando pe-
lo braco, o finge querer apunhala-lo rom aquel-
la coificrziuha, estou corta d que ja me leria
mandado aahir da sala I
Sim ? pois o lesma doete estalaje dei ro alre-
ve-se a querer scduzi-U? Una flor lia bonita
colhida or este papa assdrdas 1
(CotHuar-ie-km.)
- -
i

PERN. TYI\ D.B M. 1?. DE PaVRU.. r-16


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