Diario de Pernambuco

MISSING IMAGE

Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09098


This item is only available as the following downloads:


Full Text
1
r

i.------

^mmm&LLl_

lili XIITI. HOMERO 147.
Por (res mezes adianlados 5$000.
Por tres mezes vencidos 6$000.
TERCA FEIRi 26 DE mo DE UM.
Por annt adiantado 19(000.
Porte franco para e subscritor.
DIARIO
ENCARREGADOS DA SUBSCRIPTO' DO NORTE.
Parahiba, o Sr. Antonio Alejandrino de Lima;
Natal, o Sr. Antonio Marques da Silva; Aracaly, o
Sr. A. de Lomos Braga; Cera, o Sr. J.Jos de Oli-
veira; Mannho, o Sr. Hanoel Jos Martins Ribei-
ro Guimares; Piauby, o Sr. Joao Fernandes de
Moraes Jnior; Para, o Sr. Justino J. Ramos;
Amazonas, o Sr. Joronvmo da Cosa.
PARTIDA DOS COR HUIOS.
Olinda todos os dias as 9 1/2 horas do dia.
Iguarass, Goiaaoa e Parahiba as segundas
e sextas feiras.
S. Anto, Bezerros,Bonito, Caruar, Altinhoe
Garanhuns as tercas feiras.
Pao d'Alho, Nazarelh, l.imoeiro, Brejo, Pes-
queira, ingazeira, Flores, Vill Bolla, Boa-Vista,
Oricury e Ex ras quartas-feiras.
Cabo, Serinhem, Rio Formoso.Una, Barreiros.
AguaPrela, Pimenteiras e Natal quintas feiras.
(Todos os correios partero as 10 horas da manhaa.
EPHEMEMDES DO MEZ DE JUNHO.
3 La cheia as 2 horas e 26 minutes da tarde.
11 Qtiarto minguante as 10 horas e 45 minutos
da manhaa.
19 La nova as3 horas e 4 minutos da manhaa.
25 Cuarto cresceute as 10 horas e 16 minutos da
larde.
rREAMAR DEHOJE.
Primeiro as 10 horas e 54 minutos da manhaa.
Segundo as 11 horas e 18 minutos da tarde.
AUDINECIAS DOS TRIBUNAES DA CAPITAL.
Tribunal docommercio : segundas e quintas.
Relaco .tercas feiras e sabbados.
Fazenda: tercas, quintas e sabbados as 10 horas.
Juizo do commereio : quintas ao meio dia.
Dito de phaos: tercas e sextas as 10 horas.
Primeira {vara do civil: trras e sextas ao meio dia
Segunda*vara do civil; quartas e sabbados ao
roeivia.
DAS DA SEMANA.
25 Seg. S. Guilhcrme ab. ; s. Febronia r. m.
26 Terca. S. Joo e s. Paulo irm. ni.
27 Quarta. S. Ladislao rei; s. Crescendo b.
28 Quinta. S. Leo II p. Ss. Argemire-e Irirreo Bb
29 Sexta, tfp S Pedro c s. Paulo app.
30 Sabbado. S. Margal b. ; s. Luciana".
1 Domingo S. Abra o m.; s. Theobaldo eremita.
ENCARREGADOS DA SBSCRIPCO NO SUL.
Alagoas. o Sr. Claodino Falclo Dias; Bahia,
Sr. Jos Martins Alve; Ro de Janeiro, o Sr.
Joao Pereira Martins.
EM PERNAMBLCO.
O prOpretario do mamo Maooel Fgacroa de
Faria, nasua livraria praea da Independencia ns.
6 e 8.
PARTE OFFICIaL
Governo da provincia.
I )-n.(UKMt DO DIA 23 DS JIMIO DE 1860.
Ofllcio ao Exm. presidente do Rio Grande do
Norte.Communico V. Exc. que, segundo cons-
lou-mc de officio do commandante do presidio
de Fernando datado de 31 de maio ultimo, falle-
cern! no mesmo presidio os sentenciados dessa
Srorincia, Mannel Jos, africano, e Bernardino
a Silva Braga, este no dia 19, e aquclle a 15,
ludo do citado mez.Communicou so aojuiz mu-
nicipal da primeira vara.
Dito ao Exm. presidente das Alagoas.Com-
munico a V. Exc. que, segundo conslou-me de
participaco do commandante do presidio de Fer-
nando de 31 de maio ultimo, falleceram all os
sentenciados dessa provincia Manoel Florentino
de Lima e Manoel Joaquim Honrado, este no dia
20, c aquclle a 13, tudo do citado mez.Com-
municou-sc ao juiz municipal da primeira
vara.
Dito ao Exm. presidente da Bahia.Commu-
nico a V. Exc. que, segundo constou-mede par-
ticipagao do commandante do presidio de Fer-
nando, datada de 31 do maio ultimo, falleccu no
mesmo presidio o sentenciado dessa provincia,
Sos Gomes Villarino.Communicou-se aojuiz
municipal da primeira vara.
Dito ao Dr. chele do polica.Transmiti a V.
S. o incluso officio, que me foi enviado pelo di-
rector geral da instruego publica, e em aue o
delegado Iliterario de Muriheca refere que o'sub-
delegado de polica daquella freguezia compel-
lira com ameaca de multa ao respectivo profes-
sor a ir servir como perito de urna vesloria em
lugar distanto da escola, aflm deque V. S. provi-
dencie em ordem a que as autoridades policiaes
procurcm evitar, todas as vezes que poderem,
esse procedimonto, que, comquanto seja funda-
do em lei na gencralidade dos casos, traz gra-
ves inconvenientes ao servgo regular das escolas
c 'necessaria assiduidade dos professores as
rnesroas.
Diloao mesmo,Mande V. S. receber do rom
mnndanje do vapor de guerra Viamo, os sen-
tenciados Antonio Bernardo dos Santos, Antonio
Pereira de Lima, Jos Brando de Sobral, Joa-
quim Jos de Santa Anna, Manoel Filppe dos
Santos, c Antonio Jos das Virgens, este para ser
enviado ;i provincia da Parahiba com seguranza,
c aquelles para serem poslos disposico do juiz
municipal da primeira vara.Ollicio-se ueste
sentido ao chefe da estacao naval, e rcmetteu-se
ao juiz municipal da primeira vara as guias dos
referidos sentenciados.
Dito ao inspector da thesouraria de fazenda.
"Declaro a V. S., para seu conhccmcnto, que o
commandante do presidio de Fernando commu-
nirou-me em officio de 12 do corrente, haver
recebido do commissario do vapor Viamo, os
O.OOOgOOO ris remcllidos por essa thesouraria
para occorrer ao pagamento das despezas do
nesmo presidio.
Dito ao mesmo.O juiz municipal e de or-
phos do termo do Bonito, bacharel Loureneo
Jos de Figueiredo, parlicipou que assumio e'm
3 do corrente o exercicio interino do cargo de
juiz de direito da comarca por impedimento do
elTectivo, o que, por te cessado case motivo,
reassumio o exercicio do seu cargo em 11 desle
mez. O que communico a V. S. para sua intel-
igencia.Communicou-se tambem ao consc-
Iheiro presidente da relacao.
Dito ao mesmo.O juiz de direito da comarca
do Bonito, Dr. Francisco Antonio de Oliveira
Itibeiro, parlicipou que por ler mclhorado de
sua enfermidade, reassumio o excrciciS do seu
cargo em 23 do corrente. O que communico a
V. 8. para sua intelligencia.Communcou-se ao
presidente da relacao.
Dito ao mesmoEm virlude da folha inclusa
pie me foi remetlida pelo inspector da sade do
jmrlo com officio de 20 do corrente, mande V.
S. pagar o aluguel da baleeira empregada no ser-
vido do hospital da ilha do Pina, e bem assim
os vencimentos do palro e remadores da roes-
ma, a contar do dia 1. a 15 do corrente.
Communicou-se ao inspector da saude do
porto.
Dito ao mesmo. Em vista da razoes ponde-
espero que Vmc se naja na commisso de que
est encarregado com o maior zelo e deligencia,
e sem altengo aos embarazos que prev, os
quaes sero removidos pela presidencia em bem
da saude publica, que com especialidade nesla
poca, exige imperiosamente n providencia que
tomei de mandar examinar as rezes, cuja carne
exposla venda para o consumo nesta capital.
Dito.Auloriso o conselho administrativo a
comprar para fornecimenlo do presidio de Fer-
nando 800 alqueires de fannha de mandioca,
medida velha.Communicou-se a thesouraria
de fazenda.
Expediente do secretario da provincia.
Officio ao commandante do corpo de polica.
De ordem de S. Exc. o Sr. presidente da provin-
cia, devolvo a V. S. os processos dos soldados do
corpo sob seu commando Antonio Pereira da
Silva Moreno e Matheus Antonio dos Passos, afim
de serem executadas as sentencas proferidas
em ultime estancia.
Dito ao commandante do presidio de Fernan-
do.O Exm. Sr. presidente da provincia, manda
acensar recebido o officio n. 32 de 31 de maio
ultime cm que V. S. parlicipou-lhc Icrem falle-
cido nesso presidio os sentenciados Manoel Flo-
rentino de Lima, Manoel Joaquim Dourado, Jos
Gomes Villarinho, Manoel Jos, africano, Ber-
nardino da Silva Braga.
Despachos do dia S3dejunho
536, Antonio Joaquim da Cunha.Indeferdo
a vista da iuformacao doSr. Dr. elide de polica.
537, Jos de Aquino Fonceca.Informe o Sr.
inspector da thesouraria provincial.
INTERIOR.
\
U
MI DE JANEIRO.
ASSEHBL1 GERAL LEGISLATIVA
cinm dos srs. oeputidos.
SESSAO EM 29 DE MAIO DE 1860.
Presidencia do Sr. conde de Daependy.
As 11 horas da manhaa, feita achantad?, a-
cha-sc presentes os Srs conde de Baependy, Pe-
reira Pinto, Candido Mendes, Salles, Goncalves
da Silva, Casimiro Madureira, Ferreira de Aguj-
ar, Barbosa da Cunha, Athayde, Machado, Sarai-
va, Luiz Carlos, Brtas, Costa Pinto, Cerqueira
Lete. Lamego, Silvino Civalcanti, Henriqucs de
Almeida, Peixoto de Azevedo, Pacheco, Rocha
franco, Pinto de Mondonga, Paula Santos, Miguel
de Araujo, Sampaio Vianna, Nebias, Joao Pau-
lo, Toscano Brrelo, Gomes de Souza, Joo Men-
dens, Garca de Almeida, Souza Leo. Paranho,
Sergio de Macedo, Torres-Homem, visconde de
Camaragibe, Silva Miranda, Tjbias Loite, Fausto
de Aguinr, Benevides, Villela Tavares, Teixei-
ra Soares, baro de mamnnguapo Texeira J-
nior, Abelardo de Brito, Costa Moreira, Cunha
Figueiredo, Manoel Fernandes, Araujo Lima,
Henriqucs, F. Olaviano, Marlinho Campos, Reg
Barros, Franco de Almeida, Paranagu, Dias
Vieira, Lima e Silva, Cocino de Castro, fi Paes
Brrelo.
Comparecendo depois os Srs. Alcntara Ma-
chado. Delphiuo de Almeida, Calhciros, BelisaTio,
Tavares de Mello, e Carro, abre-ge a sessuo s
11 horas e meia.
Comparcceram depois de aberta a sessao os
Srs. Brando, Pedreira, Baptisla Monteiro, Al-
meida Pereira, Paulino de Souza, Augusto de
Oliveira, e Cruz Machado.
E' lida e approvada a acta da antecedente.
O Sr. Io. Secreiarioi conta do seguinte
EXPEDIENTA.
Urna represenlacao da asscmbla provincial do
Para, pedindo paia os habitar tes da margem do
rio Amazonas concesso de terrenos firmes da
mesma margem, c igualmente a consiguago de
500:000} pora ser destribuida naquella provin-
cia a titulo de emprestimo por 10 annos.A's
commissoes de fazenda e agricultura, minas e
bosques.
I'ni requerimento de Miguel Figueira de Fa-
ria, pedindo concesso para, depois de fazer e-
xame do preparatorio que Ihe falta, ser admitido
radas pefa coadoria"de'fa1sendTs'Jbre o obiec a e"m! do, Primirotanno jurdico que frequen-
do meu ofllcio de 18 desle mez. e constantes da lfl
copia junta ao seu officio de hontem datado, a
que respondo, pode V. S. mandar pagar ao Dr
E. Liis, chefe da commisso astronmica e hy-
drographica, ou a quera for por elle autorisado,
a quanlia de 400$000 ris, como ordenei ; con-
siderando, porm, o fazendo escripluras como
adiaritamento.somente a quanlia de 2339740 rs.,
e o mais como indemeisano do que o mesmo
Dr. despendeu alm dos 2.00j rs.,quc anlerior-
inenlo recebera.
Devolvo a V. S. para o fim conveniente os do-
cumentos inclusos. Communicou-se -ao supra-
dito E. Liis.
Dito ao inspector do arsenal de marinha.
Fico inleirado do que expe V, S. em seu officio
de 22 desto mez, sob n" 266, e eerto de que se
houve V. S. na compra de lijlos, a qu6 allude,
com o mesmo reconhecido zelo pelos inleresses
da fazenda publica, com que cosluma haver-so
em laes occasies.
Dito ao inspector da thesouraria provincial.
Mande V. S. entregar ao thesoureiro pagador da
repartigo das obras publicas, conforme requi-
sitou o respectivo director em officio de hontem,
sob ii 191, a quanlia de 150$000 ris para pa-
gamento das despezas com o lapamenlo de um
rombo que se descubri na cadea da Victoria,
feilo pelos presos ali existentes. Communicou-
se ao director interino das obras publicas.
Dito ao mesmo. Attendendo ao que pondera
V. S. cm seu officio de 20 do corrente, sob n
237, a que respondo, determino que v nova-
mente praca a obra do einpedramenlo do lan-
co da estrada da Victoria entre os marcos de 6 a
8 mil bracas, que se lem de reconstruir e repa-
rar, e que Francisco de Pinho Borges propoz-se
n azorcorn o abato de 25 por cento sobre o va-
lor oreado.
Dito' ao commandante do corpo de polica.
Mande V. S. dar baixa ao soldado do corpo do
seu commando Ismael Jos de Lyra, a que se
refere a sua informsco de 22 do corrente, sob
t" 247, visto ler concluido o lempo de seu en-
caja ment.
Dilo ao director do arsenal de guerra. Man-
de Vmc, entregar ao commandante do vapor
Viamo seis arrobas de plvora grossa por
indemnisarao de igual numero de arrobas que
elle forneccu ao commandante do presidio de
Fernando, como consta do conhecimento incluso.
Cummunicou-se ao commandante da estarlo
naval.
Dito ao mesmo. A Jos Bibeiro de Brillo
pode Vmc. mandar entregar, quando for possi-
^el, as 30 armas com correames, e 300 cartuxa-
mes embalados, que, por officio desta presiden-
cia de 20 do abril ultimo, se mandou forneccr
para a guarda nacional dos municipios de Villa-
Bella, Ingazeira e Tacarat Communicou-se
.ao respectivo commandante superior.
Dito aojuiz municipal da 1* vara. Remella
Vmc. para o presidio de Fernando as guias dos
sentenciados de que trata o respectivo comman-
dante no officio junto por copla.= Communi-
cou-se ao commandante de Fernando.
Dito ao Dr. Augusto Carneiro Monteiro da Sil-
va Santo]. Inleirado de que est Vmc. nova-
mente em exercicio do seu lugar de medico do
maladouro publico desta cidade, c do mais que
me communica em se officio de 21 deste mez,
a que respondo, apresso-me em dixer-lhe que
commisso
instruccao publica.
Outro de Antonio Zacharias de Barios, pedin-
do que se ihe mande pagar o premio que Ihe per-
lence pela aprehenso do Africanos livres en-
contrados no hiato Mary E. Smith pelo brigue-
escuna Olinda, de que des>enseiro.A' com-
misso de fazenda.
Outro 0o continuo desta cmara, Joaquim Ma-
ra Carlos Vcrani, pedindo a graduarlo de por-
teo da referida cmara.A'commisso de po-
lica.
Outro de Ezeqniel Correa Bitlcncourt, pedin-
do o lugar de guarda das galerias desta cmara.
A' mesma commisso.
Sao lidas e approvadas sem debate as redac-
coes dos projeclus que approvara a penso an-
nual de 600 concedida ao conego Joo Baptisla
de Figueiredo, vigario collado da freguezia de
Santa Barbara, da villa do mesmo nome, na pro-
vincia de Minas-Geraes; que concede duas lote-
ras do mesmo valor e plano das da santa casa
da Misericordia desta corle, "em beneficio das
obras da igreja matriz da villa do Pilar, provin-
cia da Parahyba do Norte, urna para a concln-
so das obras da matriz da Espirito Santo no
municipio do Mar de Hespnha, provincia de
Minas-Geraes : que exonera o desembargador
Joo Candido do Deus o Silva da obrigaco em
que so acha para com a fazenda publica na Im-
portancia de 1:366980, proveniente de despeza
de irapresso de suas obras na lypographia na-
cional ; que manda ccnlar aos officiaes da ar-
mada e ao do respectivo corpo de fazenda que ti-
verem efectivamente servido a bordo dos na-
vios de guerra nacionaes como pralicantes, pi-
lotos e escrives, ou em qualquer oulra praca,
em virlude de nomeacoes provisorias e depen-
dentes de confirmaQo da secretaria de estado ou
quarlol-gneral da marinha, suas anliguidades
desle a dala das referidas nomeacoes ; c que ap-
prova o decreto que aposentou o juiz de direi-
to Jos Francisco de Arruda Cmara com o or-
denado correspondente ao lempo que servio.
Sao lidos e approvadus sem debate os seguin-
tes pareceres:
Matricula Ae estudanies.
''. A commisso de instruccao publica, a quem
foram presentes os requerimientos ds estudiles
Manoel de Souza Rulim Alencar, Joaquim Jos
Ferreira da Rocha Jnior, Antonio Borges da
Fonseca Jnior, e Luiz da Silva Gusmo, pedin-
do que se Ihe conceda a matricula do primeiro
anno da faculdade de direito do Recite, fazendo
previamente, o prmeiro exame de inglez, o se-
gundo o de geographia, o terceiro o do inglez
e o quarto o de philosophia racional e moral,
de parecer que seja ouvido com urgencia o res-
pectivo dffeelor dessa faculdade, por interme-
dio do governo imperial, ierca do que alie-
gsm os peticionarios.
Sala das commissoes, 29 de maio de 1860.
Villela Tacares.-Cunha figueirsdo. Gomes
de Souza.
Pretencio do baro'de Sotar.
< A commisso de marinha e guerra, a quem
foi presente o requertmento do bario de Sabara,
julga que nao ha inconveniente em se entregar
os documemos quo o suplcente pede.
Sala das commissoes; em 23 de maio de
1860. A. Peixoto i*/Au,edo. L.. da Cn-
nka Mallos. Jesui*,0 mego Cosa.
Vretenco de J. J. Ferrara.
A commisso de marinha e guerra, a quem
foi presente o requerimento de Jos Joaquim
Ferreira, pedindo mellioramento de reforma no
posto de major, julga que seja ouvido o gover-
no pelo ministerio da guerra acerca desta pre-
lenco
Sala das commissoes, em 28 de maio de
1860. A. Peixoto de Azevedo.l.. A. da Cu-
nha Mallos. Jesttino Lamego Costa.
Vretenco de D. Isabel M. Dressane.
A commisso de marinha e guerra, a quero
foi presente o requerimento de D. Isabel Maria
Dressane, pedindo o meio sold a quo se julga
com direito pelo fallecimento de seu marido o
coronel de 2.a linha Antonio Dressane Pereira,
requer inforiuacoes ao governo acerca desta pre-
Icneao.
Sala das commissoes, cm 29 de maio de
1860. A. Peixoto de Azevedo. L. A. da Cu-
nha Mallos Jesuino Lamego Costa.
PRETENCIO DE D. L. C DA N. BARBOSA.
A commisso de marinha e guerra, a quem
foi presente o requerimento de D. Luiza Candida
de Nobrcga Barbosa, pedindo a promulgarn de
de um acto legislativo que declare perleocer-lhc
por iutiiro o sold do seu fallecido pai, requer in-J
formacoes do governo pelo ministerio da guerra
acerca desta pretencao
Sala das commissoes, em 28 de maio de
maio de 1860. A. Peixoto de AzevedoL. A.
da Cunha Mallos.Jesuino Lamego Costa.
1.0 n-se, julgam-so objectos do dclibe.rac.ao, e
vo a imprimir para entrar na ordom dos traba-
Ihos, os projeclus com que concluem os seguid-
les pareceres :
ASPIRANTES A GL'ARDA-MARlNHAS.
Luiz Barbalho Muniz Fiuza, Pedro Pinto da
Veiga, Manuel Joaquim Pederneira, Antonio Sc-
veriano Nunes, o Francisco de Paula Telles de
Mcnezcs, alumnos do 3o anno da escola de ma-
rinha, podem ser reintegrados na praca de aspi-
rantes a guarda-marinhas, de que foram demit-
tidos por haverem sido rep-ovados no 2 anno
lectivo daquella escola. Havendo os supplicantes '
passado por novo exame, em que foram appro-
vados, aprovetando o intervallo dos trabalhos
escolares para adquirir as habiltacoes que nao
tinham, cnlcnde a commisso de" marinha c
guerra que podem ser allendidos como reque-
rom, e por isso offerece consideraco da cma-
ra dos Srs. depulados a seguinto resoluco :
a A asseiiihla geral resolve :
Arl. 1. O governo fica autorisado a man-
dar abrir nova praca de aspirantes a guarda-ma-
rinhas atfs alumnos do terceiro anno da escola
de marinha Luiz Barbalho Muniz Fiuza, Pedro
Pinto da Veiga, Miguel Joaquim Pederneira. An-
tonio Seveiiano Nunes, e Francisco de Paula
Telles de Menezes.
Art. 2. Ficam revogadas as disposices cm
contrario.
Sala das commissoes, em 29 de maio de
1860.Jesuino Lamego Costa.A. Peixoto de
A:evedo.L. A. da Cunha Mallos.*
MATRICULA DM ESTUDANTES.
Foi presente commisso de instruccao pu-
blica um requerimento de Jos Pereira da Cosa
Molla, pedindo para que. em viudc Ue upa re-
soluco do corpo legislativo, so conceda fazer
exame do primeiro anno da faculdade de medi-
cina do Bio de Janeiro, cujas aulas elle frequen-
ta como ouvinte, fazendo previamente os exames
de malhemalicas elementares que Ihe faltam.
A commisso, attendendo a que o supli-
cante foi approvado nos exames de francez, la-
tim, inglez, philosophia, historia e geographia,
fcitos na secretaria de estado dos negocios do
imperio, na presenca do inspector geral da ins-
truccao publica da corte, os quaes, em virtude
do artigo 112 do decreto n. 1,331 A. de 17 de
fevereiro de 1854, que regula a instruccao do
municipio da coi te, sao validos para a matricu-
la nos cursos das faculdades de cnsno superior
di imperio ; a que nao Ihe falta seno exame de
urna ordem de materias; idade pouco ayanca-
da do supplicante, c sobretudo s excedentes
informaces que a seu rospeito do todos os len-
tes da faculdide de medicina cujas aulas fre-
cuenta, como consta dos documentos annexos,
de parecer que se adopte a seguinte resolu-
to :
A assembla geral resolve :
Artigo nico. O governo mandar admillr a
fazer examo do primeiro anno da faculdade de
medicina, que frequenta actualmente como ouvin-
te, a Jos Pereira da Costa Motla, fazendo pre-
viamente os exaraes preparatorios de mathema-
ticas elementares que Ihe faltam ; Meando para
esse fim revogadas quaesquer disposices em
contrario.
" Paco da cmara dos depulados, em 23 de
maio de 1860. Gomes de Soma. Villela Ta-
rares.Cunha Figueiredo.
ElXAf.A DAS FORJAS DE TERRA.
O Sr. Io secretario declara que se echa sobre
a mesa o vai a imprimir para entrar na ordem
dos trabalhos a seguinte proposta do governo,
Dxando as torgas de Ierra para o anno financei-
ro de 1561 a 1862, convertida em projeclo de
lei pela respectiva commisso :
A commisso do marinha e guerra, lendo
examinado attentamente a proposta do poder
executivo fixando as forcas de trra para o anno
Unanceiro de 1861% a 1862, vem submelte-la
considerarlo da cmara dos Srs. depulados, con-
vertida em projecto de lei. A commisso, porem,
comquanto de accordo com o ministro da guer-
ra, e aceitando as razoes justificativas por elle
dadas em relaco s alteraces que se encontrara
na presento proposta, nao se julga dispensada
de fazer algumas coasideracoes sobre o mereci-
mnto de taes modiflcaces."
A forca pedida csi certamente quem das
necessidades'4o servido, e mesmo do pequeo
augmento proposto ha de resultar economa dos
dinheiros pblicos, evitando-sc a continua mo-
bilisagfc de tropas, delermimda repetidas vezes
pela urgencia de acudir a um ou ouiro ponto
do paiz, o que nao succedtr quando urna maior
forca se distribua convenientemente, Esse aug-
mento, alm disso, poupar guarda nacional
destacamentos continuados, principalmente se
fdr admitlida a idea de so dividir toda a forca
de linha em duas classes
a A reorganisaco da torga fixa parece acon-
selhada de muito lempo, principalmente a res-
peilo dos pedestres, sobre os quaes a commis-!
sao abunda no sentido da exposigo do minis-
tro.
O pensamenlo da admissao de estrangeiros
no nosso exercito nao novo, o est em pratica.
O arl, 10 da lei de 24 do novembro de 1830 de-
terminou que no exercilo brazileiro nao houvcs-
se corpo algum composto de homens estrangei-
ros, nem que estes podessem servir como offi-
ciaes, inferiores, cabos e anspecadas. Mas, nao
tratando de soldados, eslendeu-se legal a exis-
tencia de uslrangeiros naquella prac.a. Do que
propoe o governo deve-se esperar molhor re-
sultado para o engajamento de estrangeiros,
pois so ofTerecem vanlagens que lendem a con-
vidar ao serrino do nosso exercito homens apro-
veilaveis, e nao smetile aquelles que, baldos de
qualquer recurso, se limitara a ambicionar a
praca de soldado sem esporanca de futuro.
* Se a medida fdr adoptada, e algum resultado
se oblircr, oulra vanlagem se conseguir, qual
seja a do pounar a muitos de nossos concidados
serem chaados i ffletras do exercito.
A commisso reconhece que a admisdto de
estrangeiros repugna a atguns homens nimia-
mente susceptiveis ; mas, se estes mesmos at-
trnderem a que nao so pretende orgnisar bala-
Ihes estrangeiros, esim augmentar a torga dos j
gao naciotal, desapparecero do seus espirilos
quaesquef escrpulos, maiorracnte considerada
a relaco'entre a torga nacional e aquella estran-
geira quo hi de estar ao nosso sold. E para
quo isto a* consiga mais seguramente, a commis
sao offerece urna emenda ao paragrapho nico
do arl, 4* da proposta. Com a nova redaegao
desse paragrapho de esperar que nenhum abu-
so se siga da aceiiago da idea.
Talve parega ociosa a disposigo do 3 do
art. 5 da proposta por estar elle em pratica. Se
nos regulamentos do governo se acha estatuido
que os voluntarios e engajados percara as vanta-
gens inherentes a essas qualidades quando de-
sertara, a commisso acredita que lem havido ir-
regularidades em determinaren)-se penas por
simples actos administrativos, e de mais er que
as vantagens offerecidas aos voluntarios e enga-
jados deven, de igual modo cessar por occasio
de praticarem elles outros crimes que importere
a perda de lempo de servieo. Esta medida nao
vai alm da regularisaco do que se enconlra no
decreto ti. 1,112 de 31 de Janeiro de 1853.
O ministro pede no seu rclatorio que o cor-
po legislativo declare que a genuina disposigoo
do arl. 26 do regulamento n, 772 de 31 de mar-
go de 1851. A commisso pensa que esse artigo
deve ser eliminado do regulamento. Julga ella
que officiaes que se inhabilitan! physiea ou mo-
ralmente para o servieo do exercito nao podem
ser collocados com vanlagem do mesmo serrigo
em um corpo activo.
Assim a commisso concluc apresentando o
projecto do lei, as emendas que julga necessa-
rias, e alguns artigos additivos que, de accordo
com o ministro, enlende precisos para melhorar-
sc a administrago da guerra.
a A assembla geral decreta :
c Arl. t. As torgas de torra para o anno fi-
nauceiro de 1861 a 1862 constaro :
1. Dos officiaes dos corpos movis e de
guaruigo, da reparligo erelesiastca e dos cor-
pos de saude, do eslado-maior de Ia e 2a classes,
de engenheiros, e do eslado-maior general.
2. De 18.000 pragas de pret de linha em
citcumslancjas ordinarias, e de 25,000 em cir-
cunstancias extraordinarias.
Arl. 2.1 As torgas fixadas para circumstancias
ordinarias stro divididas cm 12,000 pracas de
pret dos copos movis, e 6,000 dos corpos de
guarnigo Opa. A primeira classe comprehende
o balalho te engenheiros, e os forpos movis
de artilharis, cavallaria e infautaria ; e a segun-
da a torga de artfices, os corpos de guarnigo, os
companhias flxas o as de pedestre.
Art. 3.' O governo organisar a segunda
classo da torga como mais conveniente fdr ao
serrigo publico, c a distribuir segundo as exi-
gencias do mesmo servieo.
Art. 4. As torgas fixadas no art. Io sero
completadas por engajamento voluntario e pelo
recrutameato, nos termos das disposigoes que
exlstirem.
nico. Os estrangeiros que esliverem as
circumstancias da le, e se qulzerom contratar
para servir como soldados as fileiras do exerci-
cio, gozaro das mesmas vantagens pecuniarias
que os nacionaes. Depois de dous annos de sor-
vico sem nottpodero ser elles naluralisadosci-
didaos braziFelivs.
c Art. &." A reapeito dos individuos que assen-
larem praca voluntariamente ou que forem es-
crutados, tero lugar as seguintes disposigoes :
1 Os voluntarios serviro por seis annos,
c os recrutados por nove.
2." Os voluntarios, alm da gratificago
diaria, igual ao sold inteiro, ou ao meio sold
da primeira praga, emquanto forem pragas de
pret, conforme liverem ou nao servido no exer-
cito o lempo marcado na lei, percCbero como
premio de engajamento unta gratificago que nao
exceda a 4009000.
3." Estas gralillcages llics sero conserva-
das emquanto nao forem sentenciados por crime
que lhes faga perder o lempo de servgo.
8 4. Os recrutados podero dar substitutos
idneos ; e quando estes nao sejam considerados
laes pelo governo, lera lugar a subslituigo roe-
diante a quanlia de 600$ que entrar para os co-
fres pblicos para se applicarao ajuste de volun-
tarios.
Art. 6. o governo fica autorisado para des-
tacar at 5,000 pragas da guarda nacional em cir-
cumstancias extraordinarias.
Emendas.
Ao paragrapho nico do art. 4.Os estran-
geiros que esliverem as circumstancias da lei, e
se qulzerera contratar para servir no exercito go-
zaro das mesmas vantagens pecuniarias que os
que me leiiho referido j foram reuieitidos- ulli-
cialmente, se a commisso respectiva j toroou
conhecimento delles, se j existe parecer a tal
respeito ; porque no caso contrario eu lembrarei
que esses estatutos se acharo anuexos ao relato-
rio do ministerio do imperio d 1855 ou 1856;
e ento en pedera nobre commisso de ins-
truccao publica para que lenha a bondade de exa-
mina'-los conjunclamente com o regulamento
complementar, e, apreciando-os. dar uro parecer
afim de acabar com esse provisorio que realmen-
te causa grande transtoroo ordem que deve ser
seguida na faculdade de direito.
Eu, porlanto, desojo quo V. Exc. me informe
se j alguma so lem feilo sobre tal assumpto, e
se foram remedidos pelo governo esses decreto
para serem apreciados pelo corpo legislativo.
O Sr. Presidente:Nao posso de promplo dar
as informagdes que deseja o honrado membro ;
todava dir-lhe-hci que essrs decretos acham-se
annexos aos rea torios anteriores do ministerio do
imperio, os quaes, na forma eslabelecida, foram
enviados s respectivas ceromissocs.
Os honrados membros da commisso de ins-
truccao publica ouviram o requerimento do Sr.
deputado, e por isso o lomaro ui devida consi-
deraco.
O Sr. Luiz Carlos :Sr. presidente, como nao
posso manler a presumpgo de que o objecto de
roiiilia acanhada raeditago que vou ter a honra
do offerecer & considerago da cmara dos Srs.
depulados possa ser chamado discusso, o ap-
provado, entend correr-me o dever de, a par do
conhecimento que doudelle ao paiz, acompanlia-
lo da publica forma dos seus motivos.
E esla a razo que me delerminou a solicitar
da complacencia da cmara dos Sas. depulados
permissu para fundaroenla-lo.
Sr. presidente, a conciliago, debaixo do ponto
de vista em que foi proclamada pelo ministerio
de 1853, nao poda deixar de agradar a todos
quanlos nesse pensamenlo virara que ia cessar
por effeito dclle a actimonic o a hostilidade dos
partidos ; presentio-sc raar o claro da gualda-
de eslabelecida e reconhecida na constituigao, e
que a consequencia necessaria do equilibrio de
acgo, ou, para usar da da propria expresso, da
conciliago entre os dous grandes principios so-
ciaes e polticos, o da liberdade e o da aulori-
dade.
Bem depressa, Sr. presidenle, a dircego que
se deu conciliago, tornando a equilibrio pes-
soal.comecou a desagradar a todos, arrefecendo
o patriolimo, o serviudo de chapeo commuro,
para a chova e para o sol; tcm-sc ella manlido
no mesmo p de igualdade da allanga dessas
duas grandes nacoes occidcnlaes, allanga pro-
clamada por palavras, por escriptos, e mesmo por
'actos, mas desmentida pelas desconfianzas re-
ciprocas, e at por urna reserva hostil.
Como quer que seja, Sr. presidenl^como ex-
presso desse pensamenlo, e como expanso do
principio de liberdade que se suppunha amorte-
cido entre nos mais por effeito dos seus proprios
desvos do que pelos excessos da autondade, pro-
moveu-se e adoptou-sa a actual lei eleiloral de
19 de selcrobro de 1855.
Essa le foi recebida com algum enlhusas-
m n ..
O Sr. Marlxnho Campos :Coro bstame.'
O Sr. Luiz Carlos :Seja... porque o espirito
publico a encarou pelo seu resultado immedalo,
isto pela maior independencia que as eleiges
teriam da acgo do poder, e pelo reflexo de todas
as opinies que viriara ao parlamento.
O Sr. Marlinho Campos :Apoiado.
O Sr. Luiz Carlos :O lempo porm lera feilo
vir a reflexo, e ella convence dos graves incon-
venientes resultantes dos dous fundamentos prin-
cpaes dessa lei....
O Sr. Marlinho Campos :Nao apoiado.
O Sr. Luiz Carlos:... o da maioria absolu-
ta procurada em successivos, escrutinios e o das
distancias dos collegios eleiloraes.
O Sr. Marlinho Campos :Islo accidental...
O Sr. Luiz Carlos :O primeiro desles prin-
cipios ataca direclamente a liberdade do voto do
cidado na regra e na excepeo ; o segundo com-
promette o exercicio do direito.
O primeiro ataca o voto do cidado na regra,
porque obriga o eleilor a mudar de opinio tan-
tas vezes quanias lem de correr o escrutinio ; e
ataca na cxcepgo porque, nao podendo o eleitor
designar o deputado e o supplenle volando em
ambos em urna s cdula, fica essa designago
dependente do azar.
O segundo comprometi o exercicio do direito,
porque, obrigando o eleitor, para ennunciar o
seu voto, a transpor grandes distancias, cerca-o
nacionaes. Dfpois de dous annos de servgo sem de '""meras dflculdades, e de irapossibilidade
nota podero r elles naturalisadoscidadiSos bra-
zileires. Fica subentendido que nos corpos de
mais de quatro companhias nao sao adroiltidos
mais de cero estrangeiros, nos de menos de qua-
tro companhias at cncoenta, e ins companhias
avulsas nunca mais da lerca parte da torga uo es-
tado completo.
Arl. 7." Fica revogado o art. 26 do regula-
mento n. 772 de 31 de margo de 1851. Esla dis-
posigio permamenle.
Art. 8. As disposices da presente lei ficam
era vigor desde j
Artigo (addilivo). O governo fica desde j au-
torisado :
1." A reformar a contadoria geral da guerra
c pagadoria das tropas da corle, dando-lhes a
organisaco que meihor se combinar com a das
repartices de 'azenda subordinadas ao thesouro
publico nacional, os arsenaes de guerra e arma-
zn de artigos bellicos e os conselhos adminis-
trativos para fornecimenlo dos arsenaes.
2." A augmentar o quadro do corpo de sau-
de de exercito, dando-lhe nova organisago.
< Art. (addilivo). Ficam revogadas todas as dis-
posigoes em contrario.
Pago da cmara dos depulados, cm 29 de
maio da 1860.Jesuino Lamego Costa.L. A-
da Cunha Mallos.
O Sr. Ferreira de Aguiar (pela ordem):J
sao decorridos seis annos depois que o governo,
autorisado pelo poder legislativo, promulgou os
novos estatutos que actualmente regem as facili-
dades de direito do imperio. Tambem j sao
passados cinco annos depois que o mesroo govr-
j no, publicando o regulamento complementar, poz
j em execugo a reforma dos esludos daquella fa-
I culdades, e entretanto at hoje essa reforma an-
da, nao foi considerada pelo poder competente
para obter a necessaria approvago I
Bu muito de proposito me tenho abslido de
pedir discusso desses estatutos, porque emen-
do que trabalhos desta ordem s podem ser bem
apreciados o examinados pela pratica : mas pare-
cendo-me que esta j sufficiente, venho lem-
brar cmara a necessdade de oceupar-se dessa
materia, afim do fazer cessar um provisorio que,
quanto a miro, tero produzido e vai produzin-
do consequencias contra as quaes forgoso re-
clamar.
Bastar-me-ha assigualar urna, da qual tero de-
corido grande mal para as faculdades e para o
ensino publico, e que nao se achando ainda ap-
provados os estatutos, o governo se julga com o
direito permanente de altera-los, modifica-los e
iuterprela-los da maneira que Ihe convm, nao
duvdando, asombra dessas interpretiges, crear
como creou, ao menos para a faculdade do direito
do Recito, mais ama entidade que os estatutos
desconheciam e nao julgram necessaria. O pre-
sidente da provincia, que d'antes nenhuma in-
gerencia linha as decisdes da congregagao,
hoje, por assim dizer, arbitro dellas, ao menos
em um caso cuja solugo a lei havia confiado
exclusivamente mesma congregagao.
Para que nao cootinuem sementantes irregu-
nossos deslalcadoa corpos, sem gravar a popula-1 laridades, pergunlo. a Y. Exc, se os estatuios a
mesmo.
Infelizmente, Sr. presidenle. nao esto todos
ainda de accordo, apezar das ligues da experien-
cia, que o grande numero nos collegios eleilo-
raes, assim como as asseroblas deliberantes,
prejudica mais a sua independencia do que a
niantm e conserva. Os proprielarios, os negocian
tes, e em geral todos aquelles homens de cujas
classes se campem o corpo eleiloral, obrigado
a deixar o seu solo, os seus vizinhos, as suas fa-
milias, o seu horizonte social e poltico, chama-
dos a urna almosphera eslranha, sem esperanga
de utilisar os seus votos naquelle cidado, cuja
vida, cujos senlimentos, cujos talentos conhecem.
obrigados a pedir conselhos a con riegues que nao
parlilham, e a dirigir suas escolhas para candi-
datos que lhes nao sao conhecdos ; eleitores as-
sim sujeilos a toda a sorte de suggesles e caba-
las, nao exprimem nem podem exprimir nm voto
pessoal, um suffragio real ; no estado deisola-
menlo em que se achara, preciso para exercer
sobre elles urna influencia que os rena e con-
centre, dirigir-se parte mais imprcssionavel
de suas idclinages, e excita-la ao ponto de a
tornar urna idea fixa, diante da qual desappare-
gara quaesquer oulras considerages.
Ora, semelhantes meios nao pdem deixar de
ser parciaes o violentos, porque perlurbam a ra-
zo do eleitor, excitando suas paixes, nico
lago que de momento pode estabelecer-se entre
homens que nao teem outros ; o por isso afas-
lam da eleigo grande minero de homens pru-
dentes e independen tes, que nem querem sujei-
tar-se a um jugo estranho, nem dar um voto
intil.
Z ao sentimento desta posigo falsa, bem como
ao afastamento dos collegios eleiloraes, que se
deve attribuir a indifferenga de muitos eleitores
por um direito muilas vezes iilusorio, e do qual
um numero lo grande se mostra tao pouco ze-
loso. que um terco pelo menos delles doixa de
comparecer i eleigo....
O Sr. Marlinho Campos : Quando o governo
favorece alguma candidatura, manda fazer elei-
go inconvenientemente.
O Sr. Luiz Carlos :EntSo j a lei nao boa.
O Sr. Marlinho Campos : Nao ha lei boa
quando se quer abusar d'ella.
O Sr. Lniz Carlos :Estes vicios, Sr. presiden-
te, illudera a inlengo primitiva da leieades-
troem em sua origem, porque tendem a afastar
da eleigo um numero to notarel de cidaduos, a
quem a lei contere direitos sem resultado ; e
atacam mesmo a realidade do vol daquelles que
exercem o seu direito.
A consequencia de tudo isto que se d desde
logo urna certa preponderancia antecipada e nu-
mrica s cabegas dos districtos, daudo-se-lhcs
assim maioria na cleico, ou a eleigo inteira.
A lei resente-se seguramente da precipitago
com que foi feita. De outro modo ella nao po-
deria conler disposigoes coniradiiorias como
essa, por exemplo, que, marcando a distancia
que lem de percorrer o eleitor em Irinta legua,
nao attendeu exlincgo territorial da* lr8ae-
zlas, esvabeleceodo assim a desijualda^e, forque
em urna mesma freguezia um eleitor lem de fa-
zer trila leguas, entretanto que um outro tena
de fazer cincuenta.
Altendeu-se pouco, Sr. presidenle, para as
circumstancias do paiz. O nosso paiz ainda nao
esl convenientemente accommodado para se fa-
zer assim 30, 40, ou 50 leguas. Os homens qae
se propoem a viajar, logo no segundo dia de-
viagem encontrara muilas vezes esses ociosos,
que por toda a parte ha. que se oceupan em es-^
cndor os animaos para depois a presen la-Ios.
exigindo gratificagoes ; esses mesmos animaes
se excenlram durante a noite, porque sabe-se
muito bem que nao se enconlra em toda a parte
pastos fechados, e j por estes motiros frustra-se
muitas vezes a conlinuago da viagem.
Obrigados com maiores sacrificios a passar
riachos inyadeaveis coro seus animaes a nado, a
formar estivas ariificiaes para que elles mesmos
possam atravessar, muilas vezes chegam os elei-
tores aos pontos designados para a eleigo, e nao
encontrando ludas as accommodages para ai.
paia as pessoas que os acompanham, e mesmo
para os animaes. sao levados por urna rigorosa ne-
cessdade a acceilar a hospedagem e bons olcios
dos candidatos ou dos homens immeJialamenle
inleressados na eleigo, e assim pelo sentimento
da gralido comprometiera o da independencia ;
e amia assim esses mesmos nao lea dcixado de
dispender al esse ponto nao pequea parle de
suas fortunas, sera alguma compensaro ; esla
considerago acta com dobrada torga sobre todo
aquelles, e nao sao pouco, que por conta propria
sujeitara-se s condigese consequencias de tao
pesada misso ; e por isso muitos preferem nao
comparecer nos collegios eleiloraes, pagando a
multa da lei, com o que nao s eviam dispen-
dio mais elevado, como incummodos e contra-
riedades.
Nao se diga que eu exagero todas estas cir-
cumstancias ; ah esto mil vezes no paiz que se
levantarn para protestar que o que tenho dilo 6
exacto, a pura verdade. E para nao ir mais
longe, Sr. presideute, eu me soccorrere de una
exemplo mesmo que se d no meu districto elei-
loral.
Sabe V. Exc, sabo a cmara que no anno de
1857 aqui veio urna represenlacao da cmara
municipal da villa do S. Romo, oxigida pelos
eleitores daquella villa, na qual se pedia a for-
maco de um collegio eleiloral. Como repre-
sentante do districto, apresentei nesle sentido
um projecto de lei, que da 1* discusso leve de
ir a commisso de eslatistica, e s no anno se-
guinte pode ler solugo. Entrando em discusso
sabe a cmara que a lei nao fui votada sem pre-
cederem discursos pro e conlra, e assim foi ella
para o senado, onde nao foi possivel que cn-
Uasse em discusso seno na presente sesso.
Sem por em duvida o direito l-gitimo e cons-
titucional que tem o senado de intervir era to-
das as leis, eu me lisongeava de esperar que in-
teressando a organisago dos districtos eleiloraes
mais inimediatamente composigo da cmara
dos depulados, nao soTreria o projeclo opposi-
go all; apenas porm abrio-sc a 1* discusso.
loi proposto o adiamento, e remedido o projecto
commisso de eslatistica. Hespeiio, como me
curnpre, a deliberaco do senado m? r r-
Muuuie, aimo protundaroenie que o ilIustre se-
nador que propoz o adi'imenlo dsse como razo
o nao ler-se alleudido srepresenlages dos ha-
bitantes das fregueziasannexas deS. Romo I a
verdade,o illustresenador allegou um molivogra-
i o i lo nao existen le, eno seu ardento desejo de ag-
gredir aos eleitores de S. Romo, ou ao seu re-
presentante, nem ao menos se dignon ler o pa-
recer da commisso de eslatistica da cmara
dos Srs. depulados, que precede ao projeclo,que
esl impresso no mesmo papel, para dar um se-
mclhanle fundamento, porquanto sabido e cer-
ta que Denliuma represenlago veio dessas fre-
guezias annexas ; a represenlacao da munici-
palidade de S. Romo pedindo o collegio eleilo-
ral, annexando-se aos seus eleitores os da Barra
e de Morrinhos de Paracaiu'. A illustrada com-
misso de eslatistica desla cmara nao attendeu
ueste ponto ao pedido quanto Barra por nao
haver a mesma exigencia da parle dus respecti-
vos eleitores, e quanto a Morrinhos por nao cun-
vir desfalcar o 9 dislriclo eleiloral sem alguma
compensago.
Doeu-me ainda, Sr. presidenle, porque esse
Ilustre senador, lendo j administrado a provin-
cia, mais do que ninguem devia estar ao facto
do estado miseravel de suas entradas, especial-
mente as do serto, que S. Exc. nao procurou
melhorar. Doeu-me ainda muito mais que o
illustre senador empregasse as palavrasem um
objecto to insignificante como esse parecer I
Em verdade taxar-se de insignificante um ob-
jecto que se liga ao exercicio de un direilo de
cidado I tachar-se de insignificante os volos de
homens que concorreram cora lo boa vonlado
para augmentar a aureola de gloria de S. Exc.
cullocando-o em primeiro lugar em urea lista
sestupls I... Seguramente nao era precia* ler
avangado tanto I duas palavras baslavam I A
posigo de independencia era que me acho coi-
locado como senador me leva hoje a desdenhar
de vossas sympathias, eleitores de S. Romo....
(Apoiados). Resignern-se os sneus constiiuintes,
e aguardera da commisso eda cmara dos Srs.
senadores a justica imparcial cora que proredem.
Sr. presidente, os sacrificios, como ia duendo,
que experimentan) os eleitores para transpor dis-
ta -cias lo consideiaveis, fazem como que lhes
d toda a razo ; eu mesmo, que sinto baler-me
o corago pelas instituices do paiz, confesso a
V. Exc. que Do me adiara disposto a rmpre-
hender urna viagem de 20 a 30 leguas para ir
cuidar de eleiges, e ento quando senlisse que
em lugar de Inumpho ira encontrar urna verda-
deira decepgo.
Eu prevejo, Sr presidenle, que a iato se me
pode responder com a propaganda da poca, com
o que tenho visto na imprensa o mesmo na tri-
buna, isto que os cargos, inclusivamente aquel-
les da represenlacao, devem ser deixados aso-
cidade, devem delles afastar-se os homens de
idade madura, ou aquelles que, comoeu, j lm
cabellos branros
Mas, Sr. presidenle, pego permisso para op-
por a isto o segualo : nao conheco autoridade
alguma com que se possa apadrinhar semelhante
opinio seno a autoridade de Machiavel, onde
se enconlra em uro seu discurso poltico'; mas.
alm de que as opinies de Machiavel sao de
ordinario opposlas aos principios da recta razo,
do bnra sent o equidade natural, os argu-
mentos de que elle se servio para apoiar seu ra-
ciocinio sao lodos applicados a urna circunstan-
cia muito especial, de ser o cidado conhecido
de todo um povo, o que suppe urna sociedade
pequea, um territorio pouco extenso, no qual
por consequencia nao ha necessidade de sysle-
ma representativo.
Demais, para que auas ideas possam ter algu-
ma apparencia de solidez, s se podem apslicar
aquelles cargos, como os commandos de tropas,
nos quaes a agilidade e torga do corpo, a activ-
dade do espirito, a promplido da imaginacao
na concepgo e na resoluco, o valor e a coragem
na acgo, se nao sao as nicas qualidades dese-
javeis, sao ao menos aquellas que podem ser
mais fcilmente reconbecidas e apreciadas pelo
povo e pelos soldados.
Tambem ouir'ora em Roma se levanlou urna
semelhante propaganda, e eu creio que ea re-
sultados colhidos nao foram os mais satisfactorios
em viJia desse celebre ingma epigramtico que
ppareceu, formado de 3 PP, 3II, e S RR, e que
foi ulteriormente decifrado do seguinte modo :
c Prudentia Patruum Ptriit...
c Inexperto Junuti Impert...
Repent RcspukiHa Rnet...*
t
M


SSL
i8 aTsposla que ero taes circumslagcas mo
cuiupre dar.
A ludo quaolo, Sr. presidente, acabo de assg-
nalar, sobre os motivos que determinam una
justa rieza nos eleilores, acresce o csquecimen tu
aeusivel em que sao lidos os serrinos que elles
..jrsstan e os esforcos que empreganrcm btin"*s
eidero, pa-hiica. E*so MMervityp sao assuu
csquecidos por tanto lempo na quasi lolalidade
do paiz, o sao anda muito uiais para muelles
S
=
do reino Jo Na pules absurvtiu,
co. todas as expectativas. 0'^mS^^L
expcdicao. rerlUca pouco d *,r.lb*WLl?na. *mft
tarque lio riltoral; aprov ,.^0'5 9eu acSen'-
puz Ihe poda proporV *[[a os recurs08 *a*
Di Ajil DE PERNAMBCCO. JEBQA FEIBA 2fl Dg JtINHO Dfc 1860,
E&lanea fui declarajj oa oslado de sillo As
tropas r.eais linham perdido 160 h O nosso correspondente em Lisboa receben
o seguinlo despacho : Pars 4 Conflrma-se
a captlaeo das tropas de Palerme^
Os negocios "
,,...,.v.- les quo inspiran! serias prcocupac,es'~jb tBW-
desligada ,-* B MrMIFf ^^OnpoliUW.^ '"lilia.i.-N,^ ,diflWnl,.c g^,n,. l,aa,..A I
recursos que
liar, em consoquencia da
SSSTer.,a,'*n" "** rS aque.le"s
ctoTronusaT>Me rinle di.s, a iosurre-
Poi
dft Rovento central,
weicioso audaz que
u lian, w ooo --v y".' i 1(U,.,.- weicioso audaz que icz tnumpriar a
que nao tem a fortuna de residir debati do bato i oV*p.iit, t>n a naci opprmida que, segundo a
paternal da administrado. | in!rf*HV de seus umos italianos, resolveu nao
A este respoito, fallando com roais conheci- < tnento de causi em relacao ao disiriclo que te^na i noao f Os direitos o preroj;ativas populares tem o
A honra do tepreseaur, observo que, parSndo-sel stti lugar de honra na philosophia social. Desat-
da treguezia da Barra, subindo-ae a aerra denide-tas, arrscar-se o poder s vicissiludos do
Grio-M^gol e descendo-so por lodi a comarca de I insoflrimento das massas. O governo de aples
S. Francisco, innmeros cidados distinctes nemeritos tem desappareeido do mundo, sem
que os seus Ulhoa tenham ti Jo a consulado de
rTque o governo do qualqucr nodo allcndeu
as arrieos prestados.
Esta rcumstancia d-sc na raesma razo para
om os cidados existentes, que pelo zelo, flde-
lidade e espirito de edem, seo to dignos das
allcncoesjlo governo. como os de oulra qualquer
localidade ; ese considetacoes de ordem publica
m lempos anteriores avluavam as deliberacoes
do governo neste sentido, essas considrameles
subsislero, pois sio de natureza permanente. E
jaque encaininhei o meu discurso dizendo algu-
mas patarras em relacao ao districlo que tenho
e honra de representar, e visto como tenho a for-
tuna de ser envido neste momento pelo Sr. mi-
nistro da Justina, peco licenca para dirigir a 8.
Exc uina supplica desle lugar em sustentado do
que lhe requer.
A comarca de S. Francisco sofTria por muito
tempo em consequenca da falta de represso dos
crfmes alli commettidos; felizmente este mo
estado de cousas tem desappareeido desde fue
aquella comarca leve a fortuna de possuir (orno
promotor publico ura moco letlrado, activo e in-
telligente. SeS. Eic. rconheee, como muito
naiido com mtiiuuosidadu
em execucao.
os divor-^ Uabalhos
W

Lerabramos. a convencn'-'.. je ... ..i-hp.
o daa tropas de Palermo. bruji-ae, com a atar ,esf'_. L .
,s da Allemanha sao tambe* tfaquel- o re.peclivo erv.co nao soffr. em sua
las potencias amigas; mas desatlendeu esses avi-
sos, c em vez das reformas liberaes quo lliu eram
reclamadas, julgou quo o meio mais seguro de
consolidar-*o e manter-se, eram as deporlacocs,
a excluso emflm de todcs aquellos sobre quem
recahiam as mais loves suspeilas de seren ad-
versos s insliluies dominantes.
Este estado oppressivo nao poJia durar muito,
e quanlo mais repressiras e vejatorias eram as
medidas quo o guveroo turnara, tanto mais o
paiz se preparava para rea;ir contra scmelhanto
systenia.
O re de aples fez quanto poda para previ-
nir urna subleva^ao, pois nao confiara no amor
dos seus subditos, apesar dos rigores com que
procurava forlalecor-lhes o espirito do subord-
nalo.
Nos prmeiros das do maio, anda o governo
conservara 14 navios de guerra em Ionio da Sici-
lia, para evitar os annunciadossoccorrosde Gar-
b-ildi. Os govemos curupus empregaram os
masassiduos esforcos para oblor do rei de a-
ples olgumasconcossoes, e para convencerem o
seu governo de que se nao dirigem impunemente
assim os poros em 1860. Todava os aabineles
da Europa, sem exceptuar o trancen, eslranha-
vam ao niinislro de Vctor Emmanuel quo elle
ao extorvasse os preparntivos e o
ama tal^iflrgeJiai-ae opioHJW, que ser muito
difTicil cli Um despacho tetegpplitco de Londres, eipo-
didu a 2 de junlio. diz que pe* una explicado
dada pelo ministerio na cmara dss commm;5, a
respoilo di questao dna chrislios do Oric.ae, re-
sulta a se^uran^a do accordo que retas entre aa
diversas potencias, e que U medida* que se
adoptarcm, aerao a favor do sultao, e teaderao
a consolidar a iutegiade o independencia da
Turqua.
Abrir ni-so as cmaras hespan bolas a 25 de
maio. Foi votado um louvor nacional ao exer-
cito d'Africa, bem como armada e ao general
em chefe O' Donnel, duque de Teluan e presi-
dente do conselho de ministros. Foram apresen-
lados ao congressoos tratados com Marrocos, Ro-
ma < Mxico. Uonlcmolin nao raliBcou anda a
sua reuuilcia aos direitos de successo assignada
as prisoes de Torlosa. Foi nomeado ministro
residente na ctie do Rio de Janeiro o Sr. Blan-
co del Valle.
Em Poitugal foram prorogadas as cortes al 30
de junho. As medidas de fazenda iam seudo
suceessirumente votadas, apezar da violenta op-
posicao da imprensa c da tribuna, e mesuro dos
contribuales. Partira no da 10 de junho a ex-
pedido para Angola. O infante D. Lmu com-
rnanda a esquadrilha. Falleceu o general Jos
Jorge Lotirero. El-re D. Pedro V ia partir para
Villa VicesB, depois do embarque de de seu pai
o irnia pera Drvsde. O estado sanitario era sa-
litfatorio. Fui approvado o camiulio de ferro do
Alcmtcjo.
dado.
=- O Exm
ara que
regulari-
- Sr. tasidente Ua pcoijMM appro,
iuu a ui.,renles afreraalacoes do impostos pro-
rinci.-'.rt> ,ue {ur,m apras;i> 8 obtivoramoa se-
g.'Jintes ptecos
Localidades.
Impvtloa. Importancias, annuau.
01 inda
Goianna
Cabo
Victoria
Rio Formoso
o A. Prela
Scrinhacm
Nazarelh
Pao do Alho
Olinda
Orejo
Bonito
20 X sobre agurdenle.
a


2g500 por gado vaceum
varios

870000
40OfO00
150*000
40O9O0O
150f000
32*000
OtJOOO
201*1100
3:110*000
1:551*000
3:451*000
______rrzr i_j^__________ V ~^^
Hccorrente, BeutoJus da Veiga ; recorrida,
mm
bem diz em seu relatono, a quanlo est exposta
esta classe de funecionarios pblicos, deveconvir
que nao possivel que um homem possa viver expedido. A opposieao italiana tem-no aecu-
hoje com o ordenado de 600*. privado de advo-; sa|' de querer saeriliear oa Sicilianos s iras do
gamo juizo dos orphaos, porque curador dos re de aples ; mas por oulrs parle a maiora
mesmos ; piivado tamben de advognr as causas i tue aP0'" o conde de Cavour o o sustenta no po-
civeis, as quaes por qualqucr eventualdade, def. lesapprovaria severamente a menor dili-
possa vir a ler lugar n acc.io criminal; sendo genoia para impedir os soocorros enviados Si-
obrigado a viajar para corre'r a comarca lodos os'lilla Pelos patriotas italianos,
anuos em um raio Je 180 legoas, maniendo ani- i Observa urna fplho franceza que temos vis-
maes para semelhantesviagens, arrestando gran- ;l,< : A expedirao de Gar,baldi foi um aconleci-
drscompromettimenlos, etc. ; nao deve S. Exc. i niento tao bem visto dos habitantes da Alta Its-
receiar, diante do exemplo que eslabelecer, de lia> 1"e "s soldados do exercito regular da Sar-
consultar melhor a posi^ao desle empregado, i denha queram portencer 1 expedko, e foi mis-
porque raros ostaro as mesmas circumslancias, ler unla proclamaeao de Garibaldi para conlC-los.
e porque exhuberanlcs exemplos & se tem dado,' 's' ^z ludo.
como o do promotor de Goyaz, cujo orleado foi Em presenca dcslas maniffstacoes, os fundos
elevado a 1:200*000 por decreto de 8 de Janeiro baixaram. os capilaes escondiam se medrosos,
de 1859. Um artigo do ConsiHltonti, firmado por
Pei;o a S. Exc que nao enxerguc as rainhas | Graiid^nillot, redactor em chfo d'aquelle jor-
palavras a intengao do fazer rlienlella : nao, as| n"i "> cscripto e publcalo eom o flm de soce-
minlus vistas im um ponto muito mais elevado,, Sar os nimos dos capitalistas, e dos que diri-
o desojo de pugnar pela Iranquillidade publ- S^m at certo ponto o mo>inicnltodos fundos po-
ca, pelo bem estar abrigo da Justina, de cente- j ''lieos e dos valores industriaos,
nares de familias, por cojos inleresses corre-mel Cumpre notar quo
odever do pugnar, e que lero de volver ao es- i atacara com iolonca
tado anterior do lirquietacio desde que faltar-
Ihes essa tutela da juslica, pois nao possivel
que por muito mais lempo possa com tao mes-
quinhos muios continuar a servir aquello Tunc-
cionario. De proposito dirijo desle lugar ao
governo o pedido, porque quero deslo modo
arredar Je mim qualquer remorso futuro a tal
respeito.
Sr. presidente, felas estas ligeiras considero-
coes relativamente
go na actual le de e
tus usas ugeiras consiuera-i >, ": 'uj a <\av <'i
s inconveniencias que enxer- Ja rl0Jc ni ais inclinado. Nao
leQoes, tenho de apresentar ''"C3 e Inglaterra deixeni
um ligeiro trabalho que formulei
evitar taes inconveniencias.
O governo, Sr. presidente, que
gem da soberana do povo, deve ter por objeclo o
I\A rv\ aolii iio Ia/Ih a n i I .i .. 1 .. li' t i fit'iir ii '[
essa folha governamenlal
a Garibaldi e al lhe cha-
mara pirata. Era pouco tempo elevara o ca-
thfgona de here. Garibildi obedece ao senli-
mento geral dos Italianos, com o qual Francisco
II se no*qu*r reconciliar. Nao admirar que
triuniphe ; raesmo de crer que esse iriumpho
nao causar una conflagrae.ao europea, e anda
raesmo se presume que a poltica franceza pro-
curar reconciliar o rei de aples com o sou
povo, reconrlincao a que este monnreha parece
de suppor que a
de estar de acco*-
bera-estar de todos e a igualdade.
no intuito d ; di como sempre estivcra-n a este respeito, para
I evitar os perigos da rcvoluco que boje se ge-
tira a sua ori- neralisa ras Duas Siclias.
Entretanto a fortuna tem auxiliado espanlosa-
roente a Garibaldi, que o propro lord John Rus-
cao est emitida em diversas di.-posiroes da nossa se" glorificara cora o titulo de here n'um dis-
constituicao.
Dclxcmos ao cdado o voto lvre, e delxemos
que operern livrcmenlc as legitimas influencias
cm cada urna de suas parochias.
Qual a razio, Sr. presidente, porque nao hare-
mos de crear collegios eleitoraes em cada paro-
cha ? Receia-se que nao se possa assim evitar a
fraude ? Pergunto eu : tem-se conseguido evitar
a fraude com a creacio dos grandes collegios
eleitoraes ? O exemplo do contrario ah est
nessas duplcalas de eleicoes que aqui apparece-
ram na casa.
Consdere-se anda o recurso quo podem t-m- '
pregar os potentados de reter os eleilores em. ca
curso parlamentar, icproduzidu as columnas do
Monitor francez.
O prncipe regente da Prussia pronunciou por
partida da occasio do cncerramenlo das cmaras, o seguu-
i lo discurso :
< Os trabalhos da legislatura actual esli
' terminados.
O goverlb prussano esforga-se seriamente
era procurar a solui;o das quesles que exigera
o interesse e a parlecipa^ao dos gabinetes euro-
peus de urna maneira que corresponda as
necessdades do equilibrio poliiico.
a Os principios que dirigem o governo, as
suas relacoes com a coiifederac.no germnica o a
diela, relativamente s graves quesles pen-
dentes foram expostos no curso da legislatura;
O governo prussano maniera aquellos prin-
cipios para o futuro e continuar reconhocendo
as garantas dos seus proprios direitos reconhe-
cidos dos oulros estados da confederac.ao.
Anda quando naja divergencia de opini.io
acerca de quesles graves entre os governoa
allemes, sem embargo, todos esses governos e
todas as populaces fllcraaes se uuem n'nni
nicsrno s.'utimeiiio comigo o com o povo prus-
sano, natldelidade constante patria cria inti-
ma coiivij^ao Jeque a independencia da naeo e
a integridade do territorio allera.io sao bena de
um valor to iucslimavel que todas as quesl&es e
divergeniias interiores deverao desapparecer
anle a forra dessas considerarles.
Teudes dado a vossa approvac.no constitucio-
nal a mutas leis em favor da agricultura, da
industria e do comrnercio.
Tendes assoguraJo aconstrurco do caminho
de ferro do Rheno-Nahe o da Ponto de Co-
blenz.
<< Muilos projectos financeiros destinados a
salisfazer necessdades urgentes obliveram a
vossa approvacao.
Oprojeclo para mclhorar a logslacao que rege
a respeito dos bens matriinoniacs" na Wesl-
phalia foi adoptado na sua essencia.
-. As d jas cmaras approvaram a lei que fixa
o recenseameulo para aseleees.
A lberdade constitucional da imprensa ob-
leve
E' quasi fura de duvda que as fragatas inglezas
crusando Jianle do Marsali, auxitiaram o desem-
barque da expedigo. Cusa a crr que nao li-
vesse hav^o previa combinado com os agentes
Inglozes ftomo simples coincidencia, nao
fcil de tomar-se. As fulhas napolenicas fal-
la m com toda a resorra d oslo accaso, nao so at-
1 revendo
10:036S0O0
No da 24 do corrcnle. por obra das onze
horas do da, o na ra do Mondego, queimou-se
ura pardnho liberto, pertencenle a casa do Sr.
Dr. Ilatino, secretario da polica, Picando n'nm
esUdo bem deplorare!.
O fado fui lodo casual, o contam-nos que as-
sim se deu : viudo o referido pardnho do Chora-
Menino para esta cidade, succedeu que trazia
urna porcao de plvora n'um papel, quo rasgao-
do-se, deu lugar a ella derramar-se ; e corso
entao prclendesse apanho-le, abaixou-se para is-
to, e enlrou em orcao, sem lembrar-se de um
cJiaruto que luha a bocea. Por urna fatadade
o logo coinniunicou-so plvora, do que resul-
lou iuilammar-se esta, e occasionar a combuslo
de todo o rosio, pelos, bragos, maos, etc. do
incsperto pequeuo ; que corra por aquella ra
por entre chamlas, al que urna casa o recebeu,
6 as pessoas .dola spngaram-lhe o incendio!
0 ah foi transportado para a residencia do Dr.
Rufino, onde achando-so ento o Dr. Perera de
Brlo, deu-lhe todos os cuidados reclamados; e
por ora nao desesperado o seu estado.
Iiiorra3m-nosquc anle-houlem dera-se no
convento do Coraco de Jess, delguarass, por
occasiao da missa conventual, que alli foi dita
nesse da, um conflicto do resullaram fermenlos
o contuses, por quesles do partidos de msi-
cas, partidos que leem assumido proporces des-
conrcnienles naquella villa por haverem pessoas
que all se inslallaram para o flm de insulll-ir
ms paixes.
Ignoramos anda qual fosso o proceder da po-
lica local naquella conjuncttira, mas nao nos po-
demos abster de reclomar por sua vigilancia pre-
ventiva para eviiar-so a reprodcelo de taes des-
mandos ; reproduccao em que ha pessoas ernpe-
nhadas, como uo lo dizem, e o propro faci o
revelo.
~ llontem deu-se a arremalacaodos iraposlos
de 2*500 sobre cabeca de gado vaceum consumi-
do nesla cidade do Ilecife, e na comarca de l'o
do Alho; assim como a de igual imposto, de 20 8,
sobre a agurdente e oulros a cargo da respecti-
va collecloria nos municipios de Iguarass e Ga-
ranhuns
Foram rcrolhidos casa de delencao no da
23 do crreme 12 hoiuens e 2 mulheros. sendo 8
ivresi e 6 escravos, ordem do Dr. chefe de po-
lica 5. orJem do delegado do 1 Jislriclo 1,
ordem do subdelegado do S. Jos 4. ordem do
Ja Boa-Vista 3, e oideui do do 1." dsuicto de
S. Lourenco 1.
No da al, 9 hornens, sendo 7 livres e 2 escra-
vos, a saber : ordem do Dr. chefo de polica 2,
ordem do subdelegado do Recife3, ordem do
da Boa-Vista 1 e ordem do de S. Jos 3.
~ Passagoros do vapor brasileiro Iguaraesu',
rindo do Cear e portos intermedios : Geraldo
- Perelra da Silva, Antonio Aires de Olvora, Ily-
e gino Jos de Oliveira Roza. Francisco Rodrigues
Campos, No Gulperio Campos, Jos Joaquim
junta
Ao nieio-dia encerrou-se a sessao.
TRIBMIL DO COIKRCIO.
SESSAO ADMINISTRATIVA EM 25 DE JUNHO
.______' DEJ860.
/jUidkscia do sxart sm. mseamkxIdob
: souza.
A 10 horas damanha, achando-se presentes
os 8ra. debutados Lemos, e Bastos, osenhor
presdante declarou oberta a sessao para mero
expediente, e flesignou o deputado Lemos para
servjr de secretario,
1XPBD1EHT.
Foi prsenle a colacao offlcial dos precos cor-
renles da praca, relativa i semana linda.Ar-
chive-ae.
. DESPACHOS.
Um requerimento de Arphelim Jos da Costa
Carvalho, pedindo ser nomesdo agente deleiles
desta prfa. Seja euvido o 9r. desembargador
fiscal.
Outro do Jos Ensebio Alves da Silva, pedindo
tambera Igual nomear;ao. Satisfaga o parecer
Outro de Arrtopo Prisco de franca e Mello, pe-
dindo o logar de agente de leiies. Igual des-
pacho.
Nada mais houve a tratar.'
SESSAO JUDICIAR1A EM 25 DE JUNHO DE 1860.
PRESIDENCIA DO EXM. SR. DESEMBAKCADOR
SOUZA.
Secretario, Julio Guimares.
Presentes os Srs. desembargadores Villares e
Silva Guimares, e os Srs. deputados Baslo, e
Lemns.o Sr. presidente abri a sessao.
Foi lida e approvada a acta da antecedente.
DESUMACAO DE DA.
Appellantf, Manoel Antonio Vieira ; appella-
dos, os curadores scaes da massa fallida do Jos
Duarte de Oliveira Reg.
Appellante, Vicente Jos de Brilo ;
dos, D. Mara Isabel de Jess Moraes,
lierdeiros de Jos Pires de Moraes.
Foi designado o primeiro dia til.
PASSAGEXS.
Appellantes, o presidente e directores da caixa
filial do banco do Brasil ; appellados, N. O. Bic-
ber k C. o J. Keller & C.
Do Sr. desembargador Silva Guimaracs ao Sr.
desembargador Villares.
Appellante, Jos Rodrigues Perera ; appella-
dos, os administradores da massa fallida de D.
Candida Mara da Silva Lima.
DoSr. desembargador Villares ao Sr. desembar-
gador Silva Gulmaraea.
DISTIUBUICES.
Appellante, Theodoro B. ubois, capto da ga-
lera americana Rainha do Pacifico ; appcllado,
Domingos Henrique de Oliveira.
Ao Sr. desembargador Silva Guimares.
(Eecrivo Mariins Percira.)
appellante. Manoel Jos Leile, Icstameuteiro
de Jos da Silva Pinto ; appellados, Jos Nunes
do Paula.
\o Sr. desembargador Villares.
(Escrivp Albuauerque.)
E nada havendo a iratar-se, o Sr. presidente
encerrou a sosso.
appella-
e oulros
sejo que eu vos linha expressado nao se rea-
lisou.
Sem embargo, nao renuncio esperance de
que asopinies so modificarao, quo a convicao
da nocesMdade e as vanlagons desla reforma se
a le poder ser volado
a allirmar que precedase accordo para
osla empreza de que tem dependido o bom xito coni|irehendoro, e que
dos ulteriores aconlecimentos. F de nolar, nao! na prxima legislatura.
menos, que em Franca a imprensa mperalistj Os projectos de lei acerca do imposto terri-
favoravel a Garibaldi ed-llic tanta forca moral t"iil ca respeito da nlroducoac de um imposto
*y2STS?&g SSJty | S^Ss 1?o'n.,a"oobe^o'" 3e1.WrSfe -- W.B5K9W -ao.btiveram. a meu
mas se ha a
fraudes, tomemos as precisas'cautelas para que
a fraudo se nao de. Se o voto Jo cdado um
direito, e ao niosnio lempo um dever, nao sulfo-
quomos, senhores, o direito pela eragoracaa do
dever, cercanJo-o de ouus desuecessorios ;" dei-
xemos que o cdado possa votar na sua propria
freguezia.
K' esta a base que proctirei para i formaran do
projeclo, urna vez que na freguezia haja nmero
sullicientc de eleilores. O numero quo eu desig-
no o de 12, e o razo que tive para marcar es-
te numero o exemplo que temos na nossa le-
gislacao a semelhanle respeito.
O decreto orgnico da formaco do districlos
eslabelcce na provincia do Marnhao o collegio
da Tutira com 13 eleilores ; c na uiinha provin-
cia baria anteriormente o collego eleitoral Je
Campo-Bello com 12eleitores, nao obstante llear
entre 9 e 10 leguas das villas da Formiga e de |
Tamandu. Nao vejo nenhum inconveniente na j
fixaco desle numero, excepto se se quizer en- j
tender que nao cunvni deixar o cidadao oxercer j
o seu direito sem carrega-lo de ouus taes que el-
le o nao possa fazer.
O Sr. Uarlinho Campos : E' cousa que esle
auno ninguem quer.
OSr. I.uiz Carlos :Nada tenho com isto ; fa-
$o estas cunsdera^es porque julga-mo no dever
de apresentar ao rorpo legislativo aquillo de que
eslou convencido e que me parece mais conve-
niente e vanlajoso aos raeus concidados.
OSr. Uarlinho Campos : Rcconheco isto e o
louro.
O Sr.Luis Carlos :Peco o V. Exc, Sr. presi-
dente, licenca para ler o projecto, porque desojo
que elle acompauhe a estas poucas patarras com
que o leulio procura Jo justificar. (I. )
Agora, Sr. presidente, perralta-me V. Exc
que eu diga muito poucas jalavras a respeito de
um outro objecto.
A minha provincia, loo central, extensa c po-
pulosa eomo experimenta mullas contrarieda-
des em materia de iuslruecjio publica, nao obs-
tante os sacrificios que-faz, por isso que os seus
fllhos nao podem alli Considerar-se habilitados
Dar seguirera os cursos de inslrucgao superior.
i' necessario que elles veuham prucurar essas
contra o
colher-se da leitnra dos ltimos commenlarios;
dos jomaos de Pars, que a Franca profore que '
a Italia seja urna naco poderosa, governada por
um soberano amigo, a servir de instrumento da
Austria, sempre ameacador contra a poltica das
Tulherias. A imprens'a orlcansla discorre gua-
da por oulras considoraces.
O rei de aples mandn para a Sicilia o ge-
neral Lanza, e autorisou-o a promellcr urna
amnsiia completa,c a creacao do caigo de vice-
rei para a Sicilia. Diza so que esto posto con-
sidoravel seria conferido ao conde Frapani, r-
mo do re pelo lado palomo.
Em Palermo a agilaco ia crescendo do da
para dia, ea rada pass os grupos reunidos, sol-
tavam gritos lberdade e Italia, a despeilo do*
esforcos da polica para reprimir essas explosoes
de enlhusasmo patritico. Os esbirros faziain
fogo Sobre o novo c veilicava-se cada vez maor
numero de priscs.
A tentativa de Garibaldi, era, na verdade, ar-
riscada, porque o gabinete napolitano lomara me-
didas preventivas e enrgicas para obstar ao des-
embarque. Entretanto a insuneiQao ia ganhan-
do terreno, estondendo-sc pela trra firme al a
Calabria. Nos Abruzzios, limitropbes aos estados
romanos, tambera rebentuu a reroluco. e muitos
regmentos das tropas reacs se recusram a bater
os insurgentes. O rei, (helado destas noticias
mandn logo omalar as suas pecas preciosas,
joias, diamantes e alfaas de valor.'
Um despacho de 18 tiara as torcas de Garibal-
di destrocadas pelas tropas reas, que li/.crara
um ataque baionela, porto de CalalaOni. Os
expedicionarios deixaram no campo de balalha
urna bandeira e grande numero de morios c ferl-
dos, entre os quaes se encontrou um dos chefes
do movmento. Mais de seis mil sicilianos te-
guiam Garibaldi. Os napolitanos ro^ressaram
para Palermo. Nos combates de 15 e 16 de maio
foram batidos os napolitanos. Os garibaldinos
linham atacado Monrealo, que domina Palermo.
Os despachos crusovam-se contradiloros e des-
mentndo-se uns aos oulros. Prximo de Mnn-
lefiascani houve outro combate entra os gendar-
mes e garibaldinos. Poneos dias depois as tro-
pesar, a approvaeao de urna das cmaras.
O meu governo proseguir resoluUiuenic no
sentido de outer o que atrs devia esperar-so dos
qualro pmjpclos submeltidos.
Ni prxima legislatura vos serao do novo
apiesenlados.

habililagoe* na corle.ou as provincias onde teera ?.as napolitanas abandinavam as provincias de
Trepara e de Palermo, retirando-se em completa
desordem. Mais tres mil insurgentes se uniaoi
a Garibaldi.
a sua sede as academias ; e muitas vezos acn
teceque, ou pela difl'erenga dosmelhodos, ou por
outra qualquer circunstancia, estes moros per-
dem os seus examos, e os pas Qcam desde logo
obrigados, com grande sacrificio, a deixa-los aqu
ou nessas provincias.
Entretanto parece de toda a justicia que, as
ircuuistamias a que me tenho referido, nao fos-
e a provincia de Minas privada daquellas mes-
mas vantagens com quo coalam algumas ou-
lras.
Nao me eslenderei neslas considerares, dei-
xo-asa aprecago da casa, e appellando para o
patriolismo da Ilustrada assembla provincial
mineira, que por certo acudir logo salsfaco
daquella necessidade com os meios seu alcance
rou ter a honra do pedir i cmara dossonhorog
denutades a approvaeao da seguinle lesolu.o
(J.o.) :
Sr. presidente, nao quarendo abusar por muito
mais lempo da benevolencia de meus Ilustres
ollegas, peco anda licenca para dizor poucas
ousas o respeito de um oulra melliurameolo de
grande alcance e importancia, a que iulerossa nao
provincia de Minas Geraea como tambera a
algumas oulras.
Nao se pude encobrir por mais tempo, Sr. pre-
sidente, a impresso dolorosa.o deacontenlamen-
o geral que larra em lodo o norte da provincia
Minas, e niesuio era todas aguedlas oulras que
sao Wauhadas pelas aguas do rio de S. Francisco,
pela demora de se atabelecer nesse nosso grande
mar interno, neaae Nilo brasileiro, a nawgacao a
vapor, queaabir a,da de importancia sendo
continuada no Rio das Velhas al cidade do Sa-
/Conllnuar-se-fca).
OUBtO 0 PEBHAMBUCn.
anglo-luao-brasiieira, recebemos cartas c lrnae*
do Lisboa at 8 do crrente. "
> foi ella partador do'orte^da^;""8 J
consecuencia da haver sabido de
ren no dia 24 do passado,
A inwfrelco da Sicilia c os futuro deUinos
'ropa, em
Milord-Ha-
As tropas do celebre patriota enlravam a 27
em Palermo em forga do 0,000 hornens e duze
pegas de arllliara, lendo derrotado as. tropas
reaes, deixando no campo do balalha, bagagons,
artilharia e prisioneiros. Perto de Palermo des-
erabarcavarn mais insurgentes. Era Messina, a
populacao adhera aos patriotas. Logo depois
urna nova garanta pela le de 21 d
abril.
A melhora urgente da logslacao acerca do ; Ribeiro,'Cypriano7os BTbeiroTRa'imundoATve
matrimonio foi de novo prorogada, e o vivo de- Leonardo, Rosendo Francisco Carnero, Francis-
co Texera de Araujo, Francisco M., Pedro Fer-
rera, S. Jos Vieira, Joaquim Francisco Rezen-
de, Antonio Joaquim Forreira, Carlos Laurenl-
no, Manoel Rosendo. Manoel Carnero, Joaquim
Amonio. Francisco Lat Belem, Francisco Lepes
Galvao, Jos Lourenco de Faria, Jos Andr do
Valle, Antonio Besc'rra de Souza, Joo Roma,
Joaquim de llrilo, Jos Thomolco. Antonio Ge-
raldo. Manoel Bernardo, Manoel dos Santos, le-
rii.-iiie--coroi.ol Trajino L. Murta, Basilio Magno
do Andrade Mello, Braz Muniz de Andiade Mello
o 2 escravos, Joaquim Jos Uaiboza Monleiro o 1
criado, Eugenio Conrado do Grusrio Seogoncme-
glio, Jos Gongalves Villa-Verde, Francisca Fer-
nindes Lima, Francisco Alves Coulinho, Fran-
cisco Joaquim da Silva Goncalvcs, Joaquim Ma-
r o anno de 860 "*"-"- "&V?5?! I L^fl! Li'.n'1'. Antonio Francisco Lins. Jos
do meu govern
S ...'^: giuzes prac,
Sinto que a le relaiiva ao servio militar, a e 2 empregados do oscaler da polica da Parahiba.
importante de todas a que vos tenho sub- Mobtaliuaob no dia2 do corbentb:
Delphlna alaria do Livramecto, parda, soltera.
45 annos, iheumalisnio.
Candido, parda, 6 raezes, escarlatina.
Manuel dos Santos, pardo, sollcro, 12 annos, es-
carlatina.
Luis, preo, escravo, solle'no, 80 aanos, hydro-
pisia.
Mara, parda, 13 mczrs efpasmo.
Luiz Lopes, solleiro, 25 annos, lypho.
Floresta, brancu, 1 anno, angina.
Manoel, pardo. 1 anno, convulses.
Amonio, prelo, escravo, soliera, 40 annos. con-
gcslo cerebral.
25
Thorcza. brinca, 8 dis, escarlatina.
Manoi'l, liranco, 4 niezes, anasarca
1860, leudes posto disposic^o Antonio Silva Jnior, Jos Cardozo Mesquita Ma-
lo os crditos que reclama o ser- nuel CirJosn Mosquita, Jes Amonio Faria Couto,
. ... |2'J colonos inglozes, 3 pracasde polica, 2 presos
medido, nao lenha podido votar-se em lempo
opportuno.
A grande importancia dosla questao, a dif-
ficuldade da sua oprociaco imparcial produ/.iu
urna demora que leria sido perigosa as actuaos
circumsliinciasse naoivessois concedido ao meu
governo os meios de augmentar as forras milila-
' res do paiz.
Agraderjo-vos a unanmidade, com que ten-
des volado estes recursos.
Isto para mim um ponhor de que t neces-
sidade da reforma do exereito ser juslaiuenle
apreciada.
indispensavel susleular anda os encargos
que restara dos impostos addciaaaes; a paito
das necessdades que nao atcela este recurso,
ser coinaleameme satisfeila pelo excedente da
recoila de 1859 sem tocar no ihesouro do es-
tado.
Os resultados do perodo legslilro que aca-
ba de concluir, deixam muito que desojar, mas
cont com o espirito pairolico do paiz, e com
a confianca, que reina entre o soberauo c a
nagao.
Apoiiola nesla confianza recproca, nos sen-
tmenlos fiis e Iradicionaes do povo, na for^a
do exereito, na ordem da nossa fazenda, a Prussia
pode esperar, com seguranza e com a prolccgo
de Deus, os successos que se preparara.
Ao despedir-vos imploro a bondado divina
para o vosso soberano. Viva o rei la
A hoia adiantaJa ^8 1/2 da nole/ em que re-
cebemos is cutas ejomaos, nao nos permllio
que dssemos por extenso as cartas de nossos
correspondentes de Ilespanha e Portugal.
PERNAMBUCO.
REVISTA DIARIA.
lia nlgum lempo quo ouvimos quexas de
Jes foilas por corporar,es, quanto eleva-
Ha
resaco
c,ao d*e aliguis, e cobranjas judiciaes dos mes-
mos ; e, com quanlo emendamos o direito
que Ihes assiste, nao podemos deixar de lernbrar
o governo napolitano esiabelecia um cordao" de I quem quer que seja'que as diriie'Je eme'i-
tropas para guardar o l.tloral e a rronteira ro- cums.anc.as ms crao nos acharaos. eJi quaes
a peste e a penuria alacaro ludas as rlisses da
socieJado, e a mortc nao olvida seu exenicio.
seria conveniente fazer nao s cessar qualquer
augmente, como o proseguimento de acjes por
mana, afim de impedir qm> os voluntarios pene-
Irassem nos Abruzzios.
Por toda a parle se abriam importantes subs-
erpies muncipaesafim de auxiliaros coremoi-
limonlos de Garibaldi. Lodi, Como, Genova o divida do alugueis'
Milao conlr.bu.rara com semmas arulladas. Quando ern crises soraelhantes se leem ochado
Proclamava-sc a anneiao da Sicilia ao Pie- alguna paizes civilisados, as corporal que
manto, a esquadra napolitana bombardcou possuem bens em vez de gravarem os onus dos
n.a.rn.V iP0/ a,g"nS d'aa SPV"1* procla- "e^res.dBm-lheaprazorconccrri "
S? hVu1!S tXlm< "0mC -de V",l0r Ernm.a'"'cl. I "Peras, o, indo ainda alm, abrem SS
nl^ a' ,MR1be raV,m, 1lnce,"'"03 cm ^'versos procurara, pondo era execu ao a mais bella e a
! a"rac- ^ribald. alacou no dia 2 a mais importante das aeces humanas-a cadade-!
mDasXr ,a"' r0colh,,Jo ; alli viarca que gemem-sobo peso do infortunio
n o i Se l, onde as classos artistas sao mais bem
,..?ipP qUe"nu" pMaC' re4' ; a 9?in3, se pratica assim. por que razo nao
sublevado progredia e ramil.cava-e assombro- o faremos entro nos, oonde as nossassao em sua
smente pela Sicilia.
O ministerio napolitano tralava de pedir a
sua demftso, dizendo-se que lhe succederia
outro de ideas mais liberaes. A inquiclacao da
corte era extrema.
No dia 2 de junho urna partida de 4000 in-
surgentes atacava Catanes, a 88 kilmetros de
Palermo. Dizem os despachos expedidos pelo
governo napolitano, que foram rechassLd03 os
revoltosos com urna peni a de 60 hornens, 2
bandeiras e tres pecas de artilharia.
Os ltimos despachos noticiavam que um
armesticio linha lido lugar entra as tropas reaes
de general Lanza e as de Garibaldi. Esle armis-
ticio foi assgoado a bordo do vapor inglez Au-
nthal. JLstipulou-se que ^ exereito napolitano
(quo defenda Palermo) cnmposlo de 2;O0 ho-
rnens, devena sahir desta priqs com as honras
de guerra, pudendo embarcar o seu material nos
navios Bapiliuoog. o bcmbardcaaenJo da e*-
quadra linha cessado,
matara, despidas de recursos ?
Quizcrc.tos que, da alguma sorle. os membros
das corponcOes, que entro nos existom e pos-
suem bens, so corapenelrassem das torturas por
que fazem passar a nossa populacao, vergada sob
a lerrvel peso da inopia c molestias.
Acaba de sahir i luz i segunda edco mais
correla e alterada, dos Elementos de Direito Ad-
ministrativo Brasileiro, pelo Sr. Dr. Vicente Pe-
reir do Pego, leole,da terceira cadeira do 5oan-
no da nossa Faculdde de Direilo.
O Sr. Dr. Rogo, na prsenle edco, esmerou-
se era adicciunar sua j to importante obra,
toda a legislar^ao moderna a esse respeito, o que
a torna aioda mais recommendavel do que a sua
primeira
llon'.em, pouco depois de seis horas da ma-
nhaa, S. Exc. o Sr. presidente da provincia foi
visitar as obras que t execulam para a conclu-
so de um dos raas da casa de delenc.ao, fazende
proceder i. chamada dos tfjb-lhadotes, e exami-
fral-
I Claudmo, pelo, escravo, 9 acuos, angina.
Joo. preto, escravo, soileiro, 60 annos,
dado,
Alexandrina Theodora Lima, parda, solleirn. 28
annss, tubrculo pulmonar.
Rodolphn, branco, 18 niezes, convulses.
Victonna Aniouia de Jess, preta. soliera, 25
annos, ndigeslo.
Alexandrina Mario da Conceico, parda, viuva,
26 annos, hydropsia.
Miguel, preto, escravo, 3 annos, diarrhea.
Auna, branca, 2 annos, dem.
Joao, preto, soltero, 35 anuos, molestia In-
terior.
Hospital de caridade. Existem 58 ho-
rnens c 59 mulheres, nacionacs; 8 hornens es-
trangeiros, 1 escravo ; total 127.
Na totaldade dos doentes existem 37 alienados,
sendo 3 mulheres e 7 homerfe.
Fora*m visitados as enfermaras pelo cirurgio
Pinto s 8horas e5' da manha, pelo Dr. Domol-
las, s 8 horas e 3/i da manha, o pelo Dr.
Firmo, s 5 horas da tardo de honlem.
Falleceu no dia 23 urna mulher de bexigas.
CHR0NICA_JU0ICURU.
TRIBUNAL DA RELAQITJ.
SESS.VO EM 2,1 DE JNIIODE 1860.
PRESIDENCIA DO EXM. SR. COSSLHEIRO EBJIKL1NO
DELEO.
As 10 horas da manha, achando-se presen-
tes os Srs. desembargadores Figueira de Mello,
Slveira, Gilrana, Bastos do Oliveira, Lourenco
Santiago, e Caelano Santiago, procurador da co-
roa, fallando o Sr. desembargador Silva Gomes,
foi alerta a sesso.
Passidos os feitos e entregues os distribui-
do;, procedeu-se aos seguinles
JUI.GAMENTOS.
RECURSOS DE ELElljES.
Recrreme, Jos Duarte Cardozo Carca ; re-
recorrida, a junta de qualicacao.
Relator o Sr. desembargador Gtirana.
Sorteados os Srs. desembargadores Silvera,
e Lourenco Sanlago.
Deranj provimento.
Assignou-se dia para julgamento das seguinles
appellaces crimes :
Appellanle, Antonio Jos de Simas ; appel-
lado, u juizo.
Appellanle, Manoel Marques do Nascimcnlo ;
appellado. ojuizo.
Appellante, ChristovSo Gomes de Squeira ; ap-
pellado, o juizo.
Appellanle, o juizo ; appellado, Joo Francis-
co de Albuquerque.
Appellanle, Vicente Alves da Pfoteca Lobo ;
appellado, Francisco Lopes do Oliveira.
A appellaco civel :
Appellanle, Flix da Conceijio Brrelo ; ap-
pellado, Francisco Antonio Coulinho.
DISTHIBU1CBS.
Ao Sr. desembargador Figueira de Mello, o
recurso de qualifleacjio :
Recrreme, Joao Antonio Gomes ; recorrida,,
a junta.
Ao Sr. desembargador Bastos deOlireiro, o
recurso de qualicacao :
JURY DO RECIPE.
3" SESSAO EM 25 DE JUNHO DE 1860.
Presidencia do Sr. Dr. juiz de direito da Io
vara criminal Bernardo Machado da Costa
Doria.
Promotor publico o Sr. Dr. Francisco Leopoldino Pos.l.
de Giismo Lobo.
EserivSo o Sr. Manoel Joaquim Baplisla
Havpridoo esrrivo privativa do jury allegado
impedimento por motivo de molestia, o Sr. Dr.
juiz de direito nomeou para o substituir ao es-
carria do tivcl Manoel Joaquim Baplisla, que
comparpeeu.
Verificando-so pola chamada nominal eslarem
prsenles 14 jurados, o Sr. Dr. presidente multau
om 209OOO, por cada sesso em que nao compa-
recerem, aos Srs. jurados:
Antonio Jos Conrado.
Benedicto Jos Duarte Cedrim.
Jos Francisco Ribeiro.
Joo Antonio Ribeiro.
Antonio Jos Pacheco e Silva.
Manoel ue Soura Ferreira.
Antonio Jos Texera de Castro.
Francisco Joaquim Cardoso"
l.auriano Jos de Ranos.
Jos Francisco de Mello.
Antonio Jos do Vasconi-ellos*
Joaquim Luiz Vres.
Manoel Jos Baplisla.
Alcxnndrino Mximo Leal de Barros.
Francisco Burgos Leal.
Hermes Carnero Machado Rio.
i Berilo Jos Piros.
Jos Antonio de Oliveira e Silva.
Dr. Pedro Alvares de Miranda Varejo.
Manoel Jos da Silva Leile.
Joo Ribeiro Guimares.
Sera flm Loite Perera
Francisco Rodrigues Lima e Silva.
Joo Chrysostomo de Albuquerque.
Francisco de Pinho Borges.
Joo Carnero da Cunta.
Jos Cavalcanli Filguora de Menozes.
Joo Filipe Cavalcanli.
Joo Coelhn da Silva.
Fiaiirelino Carneiro de Lacerda.
Dionisio Solrro Perera.
Dr. Francisco do Be^o Barros de Lacerda.
Doixou de sor multado o Dr. Vicente Joronymo
Vandorley, por oslar residinJo em Limooiro.
ProcedenJo-se ao sorleio na forma legal, fo-
ram sorteados os seguimos senhores :
AgoHiiiho Fcireir Jos Santos.
Joo da Cruz Mendonca.
Joo Mara Muniz.
Sebastio Lopes Guimares Jnior.
Joo de Castro de Oliveira Guimares.
Antonio Alexandre Muniz Corica Barros.
Jos Antonio Lopes Guimares.
Manoel Polycarpo Moreira de Azevedo.
Jos do Reg Pacheco.
Alexandrino Correa Marques.
Dr. Nabor Carnero Bezerra Cavalcanli.
Jos Hygino de Souza Gnlvo.
Juo Baplisla de Medeiros.
Joaquim Francisco Duarte.
Jos Antonio de Oliveira.
Joaquim llernardno de Queiroz.
Antonio Norberlo dos Santos.
Manoel Jos Rodrigues Braga.
Jos Francisco de Mello.
Joaquim Hygino de Moraes.
Joo Manoel da Cosa e Silva.
Francisco Jos da Silva Araujo.
Fia vio Ferreira Calo.
Manoel Lopes Rodrigues.
Ovidio Ferreira da Silva.
Manoel Goncalves da Luz.
Augusto Pinio de Lemos.
Francisco Pacheco Soarcs.
Sabino Bruno do Rosario.
Luiz Antonio de Squeira.
Jos Joaquim Lopes de Almeida.
Claudno da Silva Ferreira.
Eduardo Claudno Correa Cabral
Thomaz de Aquino Fonseca Jnior.
Expedidos os necessarios mandados para se-
ren notificados os novos sorleaJos, foi adiada a
ssso para-o dia 26 do correle junho.
idoaa au ilafeilas, dos quaes Bardas era nao rae-
rrbs socio, pois se achara complico de om vicie
coro que escanda litara od imperio, e por isso
mesnio digno da ropreheusaof* censura do San-
to Parrlarha, que eecpara a cadeira de Cons-
tan inopia : Bardas assenlou vinger-ae de Igna-
le logo desterrado e Phocio nomeado para
oowtaar o pMriaseVdo.
Ora, Phocio era leigo e nao baria um ai hispo
que 9 ordenasse emquanio elle nao praaiotleasa
em juramenta reconhecar a Ignacio por verda-
dero Painarcha, e somonte obrar segaindo a sat
prudencia o direer/ao. Phocio annuio a luda:
porm bem depressa o sea precediaaenlo es-
raenlio ; por que principian a maltratar e per-
seguir cruelmente lodee os sacerdotes, que asoa-
travam affei^ae ao Santo Prelada; e persuadi
ao seu amigo Bardas que sogeilasse Ignacio a
urna ihfonnarao jurMica sobra ello conspirar
contra o estado ; e supposta que uao podessem
achar prova alguma contra o procedimenio do
Saoto Pastor, anda assim foi Ignacio ronduzido a
urna prisao nos suburbios de Consiaminopla, on-
de o alormeiilaran pelo modo o mais nduno o
lyranno. ^
Entretanto os bispoe da provincia do Conslan-
nopla reunidos era um synodo exrommnngaram
a Phocio ; mas este protegido por Bardas exrom-
munga os prelados incluindo a Ignacio, depondo
e desterrando-o earregado de ferros para Myli-
lene na ilha l.esbos. Delxemos agora por pou.o
o Santo Pastor softrendo o seu cruel c injusta
desierto, oceupemo-nos de Phocio.
Esle intruzo palriarcha nao e considerava se-
guro em todos oe seus planos emqaaelo ao le-
rasse ao conheeimento do chefe da igroja univer-
sal o seu procedimenlo : m^s como podera sa-
hir bem desses plauos sem se raler de mentira*
engaos e simulares f uao lhe fallaran porr
artllelos para ludo isto.
Deputados sao mandados Roma por Phocio.
este escreve t.a Pontifl.ee, dizendo que subria ao>
palriarchado constraugido pelos bspos, pelo im-
perador e pelo clero, nao crvindo para ser re-
cusado nem suas razies e nern suas lagrimas
que emqusnto ao pairiarcha Ignacio voluntaria-
mente tnha resignado e se linha retirado a um
mosteiro, onde era tratado com todas as honras
dividas sua gradunco e mcrecimentos, e que
supplicava ao Pontfice mandasse legados a Coos-
laiilinopla para se celebrar um novo concilio no
Oriontc. O imperador oscreve ao Papa do mes-
rao modo ; e com estas carias levararn os embai-
xadores magnificas dadivas para a crea de S
Pedro. *
Neste tempo governava a igroja de Dos um
dos mais zelosos e Iluminados Pontfices, qual
tai sem dunda Nicolao 1. Papa ignuiava ludo
que se passava no Oriente ; porque Phocio e Bar-
dos einharacavam a Ignacio queixar-3e ao Ponti-
fico : Nicolao manda dous legados examnar
aquelle negocio, mas sem decidirem cousa al-
guma ; poim estes logo que clugam cidade
imperial ostiveram como presos sem so lhcs per-
millir fallar com possoa algoma, para quo nao
soutusseru a verdadu ; alli esliveram oilo nie-zes
sotTiondo ameacas para consentirem lias dispos-
yoes Ja corto. Emfira um nun.ernso concilio se
rene 113 igroja dos Santos Apstalos no dia 3 da
maio do armo de 8C1, Ignacio 1 llamado esolfie
o mais indigno iralamculo, e os legados cabria
na fraqueza de coufess do sacerdocio.
O Santo Pastor depois de muito padecer leve
occasiao do mandar Roma queixar-se ao Pou-
lifice das violencias de Phocio, e de tudu que
obrara para occultar a sua maldide. O Puntilleo
csiranlia o procedmonto de seus legadas, con-
doe-se de Ignacio, rene um concilio em Roma,
o Santo Palriarcha reslabelecdo, Phocio c de-
e castigado com censuras ; citas poror
o nao humilham, antes atdendo mais em furor e
suborba levanla-se contra aquello, quem pouco
anles tralava cora lano respeito e teneraeo.
Nao cabe em lo limitados espatos numerar as
astucias, fraudes e maldades do intruso palriar-
cha l'hocio ; esc o sou lim foi como era de sup-
pr infeliz, igualmeule fui elle o insimlenlo do
se separar lo grande por^o de lilhos do gremio
da verdadeira igroja e de desconliccerem aquel-
lo, a quem Jess Chrislu rccoinmendou a pasee 11-
lar suas ovclhas.
Depois o pai comraum dos fiis, o Puutiico
Gregoiio X aprovelando a boa dispu.sco do im-
pera jor Migui 1 Peligolu cm o anno de 1274 cu-
lebrn um concilio de qunhenlos bspos, a que
pcsolaenle presidio: os Grogos licaram con-
vencidos do seu erro, e proineileram obediencia
a groja ; mas por que esta obediencia nao tai
sincera, bem depressa se rebellaram de novo.
Oulras reconclaces tentn o soberano Pont-
fice, mas por fim 11 ida podendo concluir de per-
tinaz suborba daiiuelles heregos c scismalicos es-
creveu au imperador Conslauluo Paluogota estas
leirivvis palavras. J de rouilo leaapa os gre-
gos lem abusado da paciencia de Deas e dos ho-
rnens, perseverando sempre na herezia r> uoscis-
ma. E que esperando anda o mesmo Senlioi
segundo a parbola do Evangelho, para verso a
Figueira depois de cultivada com lamo desvelo e
por tanto lempo produzia o fructo: que anda
Ibes conceda tres annos, passados os quaes a ar-
voro sera corlada pela raz, e os Grogos inlei-
ramente destrocados pelos ministros da Drina
juslico, enviados execulores da sontenca, proferi-
da j no co contra eiles E assim acontecen.
Mahomet cerca Conslanlnopla, o manda le-
vanlrquatorze teiris baleras contra a cida-
de, os muros (icarn arruinados, os homens a po-
daras. E assim com a tomada da capital acaba
com o imperio grego, recobrado esse poro o cas-
tigo do sua rebelda e contumacia contra a ver-
deira igroja e contra o seu Pontfice.
Aqu merece particular menco o piocedimonlo
e lim trgico de Notaras, almirante grego e llr-
missimo scismalico : o qual vendo o povo per-
turbado disse om atlas vozes: que anles quera
ver em Conslanlnopla um turbante de M;.foma,
do que um cnpello de Cardeal: Dos nao lardou
com o castigo a esse blasfemo : Notaras se apr-
senla ao principe mouro, e lhe oflerece um rico
thesuuro ; a resposla porm foi mandar lhe cor-
tar a cabeca e da mesma sorte 4 seus fllhos.
Ab! ituao bellos nao foram esles ramos!
quanto Cuidado no Pai commum cm os telar,
quanla paciencia em os regar, quintas lagrimas
por v-los seceos!
Nao possivel que esses espiritas veuham de
Dos.
PublicaQes a pedido.
Um cbarlato cm desespero.
Communicados
0 Suinmo Pontfice e seus'filhos em
Jesas Cliristo.
ni
Corra o apno de 866, urna furiosa lempeslade
se levanta na capital do imperio grego. Phocio,
homem sabio, e que oceupava emprogos impor-
tantes na corte, era igualmente imbusteiro, falsa-
rio, emflm oajeior homem do mundo, pois nelle
eram com mu na muita sciencia e muilos e abomi-
navois vicios. Este homem sentou os alcerces
do deploravol cisma, cujas tristes consequencias
secutas pezam sobre aquelle infeliz pavo, bem
somelhanles s de que os judos foram vctimas
por lorcm desprezado o rerdaueiro Massias.
To convencidos viviam os gregos estar irme-
mcnle em Roma o centro da unidade catholica,
que os seus concilios e deliberaces de nada Ihes
serviam se o Pontfice romano nao desse sobre
elles a sua approvaeao. Chegou porm o tempo
em que esses fllhos rebellando-se contra o suc-
cessor de Pedro amarguraram o seu coraco pro-
fundamente, e ao separaram da Sania Igreja ca-
tholica. Conven, pois discorlinar esle triste qua-
drapara mais no convencer que s a igreja ro-
mana a nica anio*da pelo Espirita de Dos.
Phocio era intimo Hh.'.igo do principe Bardas, o
qual governava o import ,oar seo sobrinho Mi-
guel imperador de poicos .annos, mas j bem
Manoel Borges de Mendonca, ronhecido pelo
vulgopor Dr. Morpheticoem vez de implorar
rariJade dos habitantes desla cidade, c Iho
falla os meios para viver honestamente, recrre-
se aos mais indignos c rovoltaules, para violenta-
monte oxtorqnir quanlias quo sua encandecida
iraoginacojulga dever fazer aos encantos, que
nao osuppoe um luntico insolente.
Manoel Borges, que por toda a parte em que
se acha, assevora lera gloria para elle reservada.
de ver e conversar com Deus, inlitula-se como
todos sabem de medicofazondo embuir aos
espiilossuperficiaes, ser elle por sagradas reve-
lbaos, o nico capaz de applicar remedios efli-
cazes e milagrosos a qualquer molestia consido-
rada iicurarel na medeciua.
Desl'arte,procura as casas dos enfermos, c com
mil imposturas promello por bom o doente. du-
rante tantos dias, pela quanla de tanto, que s.
lhe ser daJa quando elToclivamenle se achar o
doente radical o perfeilameulc bom.
Pessoas ha, que leem acreditado ofelumcnio
as palavras desse velho matrero, e sem sedar
verdadeira refloxo, enlregim-se ao curandei-
ro, o delle esperando o lenitivo de seus males
nao enconlram senao lalvez a morte. '
Entreunto Borges,que nao pode curarde-
pois que faz l o seu ajuste, pede algum dlnhei-
ro para preparar a sua garraada milagrosa, com
a qual protesta; jura, que o doente se resistile-
cei anles raesmo do tempo marcado, porque
Deus na noite anterior lhe hara isto revelado I
Os pobreadoentes lhe do o dinheiro. turnara
o remedio, f senlem-se anda doentes : mas Bor-
ges aflirma quo estu todos bons, pede e roga
logo que publiquen) os seus milagrea, pois que
rom mais urna garrafada nu podem recriara
rolla dos seus incommodos.
Os doenies do-lhe novamenlc dinheiro, pro-
mellem clogia-lo, se com efltita elle os pozer
bom ; comtudo continuara a soffrer.
Mas Borges, o impostar, que nao lem dinheiro,
clama que eslao bons, quer j para alli o retan-
lo, e porque onconlra resistencia da paite do
doentes; toma urna posicao ridicula, seno inso-
lentsima, fazondo citar os pareles mais che-
gados dos doeaies que lhe cahiram no taco, para
lhe pagar o que elle se diz crodor! !
A pelicia, deve ter em vala semelhanle ma-
niaco, c o publico em geral, devora bem conhe-
cfl-lo, para evitar dos Incommodos de urna bur-
lesca citarlo pare o juizo de paz.
J II r-af*\ #r-i *


AGRXDECniENTO.
Sondo a grolido um senrnonto que nasce es-
pontneamente do coralito humano, c pelo que
o. homem recbnhecido desoja ardenlemento re-
tribuir osbenecos*)eccbido3, nao posso suffocu
o imputo do^ea/acao. para solemn emente (galan-
tear a>1y.;&r. pr. Augjist Carneiru Motiteiro
da Silvasaiilos os nieus sinceros o cordlaes ngra-
deciraentps mais ingenua o crisolada gralido
pelo aclf, cuidado e reconhecida pericia que ern-
pregu no curativo de toda a minha familia ala-
cada de epidemia reinante escarlatina e angi-
naIratameoto esto, que abaixo de Deot, nde
reMeir a ssudedeila.
Distulpe-me o Illea. Sr. Dr. Santos, se com a
tnanueSlacao desfa vertfade ofTender asuamo-
destii. porqu vejo-me incurso na aentenca do
i inmortal Sneca : quem recebe favores e *ene-
Dcios( enconlra prisde que lhe caplivam a lDer-
ddc.t=A. Gomes Leal.
Triiuto de recouheci ment a o m-
rito e a aiufeade.
Nefta poca era que o interesse pessoal reina
por Oda parte, era que cada um s trata de si,
m q^o todas as achoca do individuo converger
para iva s e mesruo pontoo seu bern estar-
nao Un causando seusacio algurna os males de
seu sonelhante, nesta poc einsumma, em que
o fazei-se Justina um favor especial, e em que
* impastara o o charlatanismo ea'ro no seu maior
grao de desenvoivimento; o encontrar-se um
hornera verdaderamente adepto da sciencia,
honrado e altamente dolado da caridadeessa
vrtude evanglica que resume em si toda as
uiras, e qua ronsliiue a vida das sociedades.
vm hornem, finalmente, que sacrifica sua sande
peh da humanidade, e se dedica completamente
aos amigos, caso sommanienle raro, e por isso
niesmo tanto mais digno de ser relatado eco-
nheciio.
Esse homem conheco eu, tenho-o experimen-
tado por varias vezes, j como medico, j como
amigo ; e ltimamente conven'-i-me da veraci-
dade das qualidades mencionada?, por occasio
do grave incomaio lo que soffri da epidemia rei-
nante, de que elie fui meu medico Fallo do
Illin. Sr. Dr Angosto Carneiro Monteiro da Sil-
va Santos, a quem dedico estas toscas expres-
scs, como um eleroo tributo de minha gralido
c com reconhecimento ao seu subido ruoiilo.
Achando-me eu bistante incoramodado da es-
carlatina e angina, mandei chamar, como sem-
pro, aolHm Sr. r. Ausrosto Carneiro Monteiro
da Silva Santos pira tralar-me dessa molestia ;
nas esse digno e ptestimoso amigo nao s ac-
cudio pressuroso ao meu chamado, como de mais
a mais, no chegar cm minha casa, por ver que
eu eslava morando s e entregue a dous esers-
vos, pedio-me para que eu fosse para sua cisa
afil de,ser niethor e mais p-omplamenle tra-
tado. A vista do meu estado aunui ao seu bon-
dadoso pedido; e, ten lo para ella ^d conduci-
do, ahi encontr! todas as commodidades que
poda desojar c forpm-me prodigalisados nao so-
mente por elle todos os remedios neces.'arios e
a lequados ao meu completo restabelecimeoto,
como tambem por sua virtuosa esposa todos os
cuida loa e carinhos de que precisa um doenle, c
que s se encontram em urna extremosa mai.
Quan'.o aos couhecimenlos mdicos do lllm.
Sr. Dr. Augusto, j sao esles tao sabidos por to-
da esta eidade, onde ti Jo por unidos melhores
c mais felizes mdicos, pois da epidemia actual
anda nao morreo um s doenle delle, que nada
mais imho a acrescentar, al mesmo porque de
inda lhe servira o meu ju7o, por ser eu com-
pletamente extranho a essa materia; mas sem-
pre direi, que lodos os meus incommodos elle
tem sempro curado perfeilainente.
Reeife 25 de junho de 18o0.
Esteco Lopes Caslello Branco Jnior.
Humilde oraran fnebre recitada sobre
o tmulo iberio de Manuel Fcrnan-
dcs ila Veiga Lima.
Orgulho do homem. das o arrando exlremo
Na vaidade da campa. Que grandezas,
Que dislincecs queros pleitear anida
a igualdade lerrivtl do sepulchro?
(GahuettJ
Eis completos os dias de loa existencia depois
da irrevogavel senlenea que sobre ti se acaba de
proferir!
J nao s man o joven que um futuro brilhan-
tesorria, a esperanza de um pai extremoso:
nao ; para ti o horisonte turvou-sc, as glorias
que te aguardavam desaparecern!, como o fu-
mo que se erguendo aos ares, o menor sopro do
vento faz esvair-se ; e eis que a hora fatal do pas-
samentn soou f Nao leus mais o riso da vida,
leus latiios trios e descorados,ei-los sem mais
proferir urna patavra se quer! E' o sepulcro que
te aguarda,all onde se fecham lodos os lou-
ros, todas as glorias, todas as esperanzas desta
vida Terrivel iaa esta A mais robusta e
preciosa existencia, os sonhos mais dourados se
esvacm; as barreiras mais invendris que a mao
do homem procura ontepor, todos os seus esfor-
eiis converger em ultimo resultado para mostrar
nula do seo ser: e eis porque a sabedoiia do
homem chegou a dizer :
Vanitas vanitatum el omnia vanitas.
A medicina mesma se humilha e envergonha
de ver realisadi sua improficuidade, quando ella
mais se estorba por oslenlar-se sabia I
Vedo a que se acha reducido aque'le que esa
treia o escabroso caminho das leltras ; vede -
que se ciftam os fruclos das fadigas incangavig
de una vida de incommodos e de sacrificios tai-
vez De que serve, de que vale a cora com
que o mancebo procura .ingir 3ua fronte, cora
colhida no vale espinhoso da vida, para tao ce-
do, anda na aurora da existencia, vir depo-la
sobre a lousa sepulcral, marcha e dessecada.
Infeliz conviva, appareceste um dia no banque-
te da vida, e, sem parlilhares as glorias que te
elle offerlra, eis-le faado ocla mao di morle c
dormindo o somno do tmulo.
Recebe esta lagrima de saudade que a dr do
coraeo te envia ao deixar-te gelado na campa
mystcriosa. ..
Retira 23 de junho de 1860.
ti. 1. de Sausa Lima.
!lMSBB&m*M*BmmWmTmVnmWmmWBmmVB
"Ynraiues san idos Com uzeadas 122
> com gneros 645
767
Descarregam hje 26 de junho.
Patacho porluguezMara da Glora diversos
gneros.
Esauna nimbnrguozaAnaaBda^ro^rastn.
Brigue brastletroSeia lrraosfumo e chantos
Hiate brasileroRosaarroz.
Consulado geral.
Rendimento do dia 1 a 23. 24:5929319
dem do (Ha 25....... .2673162
24.8595531
=
Diversas prevneias.
Rendimento do dia 1 a 23. 4:333*703
dem do dia 25....... 7>656
4:341S359
Consolado provincial
Rendimento do dia 1 a 23.
fdera do dia 25.
52:4445502
6320JO48
5876~550
Panta dos pmos dospriiicipaes geie-
T08 eprdecc>esiiacioiiaes,
que se despachara pela mesa do consu-
lado na mana de
de 25 a 30 de junho de 1860.
Agurdenle alcool ou espirito
de agurdente .."... caada %
dem caxaca.......
dem de cana...... >
dem genebra ,..... >
dem idem....... botija
dem licor....... caada
dem idem....... garrafa
dem restilada e do reino caada
Algodo em pluma 1> sorte arroba
dem idem 2.1 dita ....
dem idem 3.* dita
dem
u iV""2? sa'ndo '"" dta. a mulla, a Uvor fdzeuda. Ue O U/u o uler
MonfcvW#o-j39 ,d!as, hrigi.e partr^uer. f,i>sa- de cada um, alcm do contraanlo carrgar com a
no ae W! toneladas, capito Antonio Gomos encesso do proco no mertado, se o houvcr. caso
de Araujo, cquipagem 10, carga 16,000 arrobas esnos-faltas occasionem que ahi rocorra-ao *o-
de carne, n Tiaaet Freres& C.
Montevideo 24'dias, brguc hespanhol Monar-
cba, de 2.8 toneladas, capitao Antonio Pagos,
oquipagem 13, carga 4,400 quintaos hespanhes
de carne ; a Aranaga Hijo h C.
Baha6 diaj., barca ingleza Spinl of lhe Times,
do 381 toneladas, capitao John Martina, equi-
pagem 13, em lastro ; n Saunders Brothers & G.
Editaes.
. Q IHm. Sr. inspector da Ihesouraria pro-
vincial, em cumprimento da ordem do Exm. Sr.
presidente dj provincia de 16 do correte, man-
da azer publico, que no dia 23 do mesme. pe-
ranle a junta da fazenda da mesma tnesouraria j
se ha de arrematar a quem mais der, a laxa das fhe, f rnPL? "lh3S, a* olc'"es < >1Tr e 200 fo-
borreiras da ponte do Manguinho o da estrada da h'X l d4v"s?s Sueros ; 1 livro
Capunga, avaliadas novamente em 5:360 GOr: r T18 P8rVca** dMar^m*"to ; h">
auno.
do esses conlralos effeclpados vista de propos-
las recebidas no cilado di al s 11 horas da
Sala do consclho de compras navaes, em 21 de
junto de 186u O secreUrio, Alexandic Rodri-
gues dos Anjos.
Ceaselbo ndininistratiTe.
O coneelbo administrativo, para tornecimentc
do areenal de guerra, tem de comprar os obiee-
tos seguinies :
Para a primeira companhia de pedestres de linha
da eomarca da Boa-Vista.
77 esleirs de palba de carnauba ; 56 grvalas
de. sola de lustre ; 77 manas de la ; 1 livro de
200 folhas para os ordena do entuman Jante da
companhia ; 1 livro de 200 folhas para detalhc
doservico; 1 livro de 200 folhas par* registro
.aoy'Oo
wm
20J0O0
20g00
203000
205000
309000
O-OOO
tosooo
205000
209000
201000
205000
209000
por




...
em caroco.....
Arroz pilado .'..... arroba
dem com casca..... alqueire
Assucar branco novo arroba
dem raascavado idem ...
Azeile de mamona .... caada
dem de mendoim e de efleo.
Borracha fina...... arroba
dem grossa.......
Caf em grao bom..... arroba
dem idem restolho ....
dem idem com casca ...
dem moide......
Carne secca.....
Carvo de madeira .
Cera de carnauba em pao .
dem idem em velas. ...
Charutos bons...... cento
dem ordinarios.....
dem regala.......
Chifres........
Cocos seceos.......
Couros de boi salgados .
dem idem seceos espichados.
dem idem verdes.....
dem de cabra cortidos ,
dem de onca......
Doce de calda...... libra
dem de Goiaba .....
dem seceos......
Espanadores grandes. um
dem pequeos......
Esleirs de preperi .... urna
Estoupa nacional..... arroba
Farinha de araruta ....
dem de mandioca .... alqueire
Feijao......... alqueire
Fumo em folha bom .... arroba
dem idem ordinario ....
dem idem restolho ....
dem era rolo bom ....
[dem idem ordinario. ...
Gomma polvilho.....
jpccacanliua....... arroba
500
6(0
8C0
280
960
320
800
7J4<0
6S400
5JJ400
15*50
3S500
35600
45900
2*650
19200
25000
75000
45C00
75500
45500
55OOO
95600
55000
As arrematnsdes scro feitas por lempo de tres
annos, a contar do l.de julho do correnle an-
no ao ultimo de junho de 1863.
As pessoas que se p-onozerem a estas arrema-
tacos comparecam na sala das sesses da mesma
junta, no dia cima Indicado, pelo meio dia,
competentemente habilitadas, com suas propos-
las em cartas fechadas.
E para constar se mandou afxar o presente e
publicar pelo Diario, Secretaria da Ihesouraria
provincial de Pernambuco 18 de junho de J860,
A. F. d'Annunciaco.
Secretario.
O lllm. Sr. inspector da Ihesouraria de fa-
zenda manda fazer publico, de conformidade com
a ordem do tribunal do thesouro nacional n. 69
de 9 do maio prximo Ando, que no dia 25 de
julho prximo se far concurso nesta Ihesouraria
para preenchimenlo das vagis que ha de prali-
cantes na mesma : aquellos pois que pretende-
rem ser admittidos ao concurso devem apresen-
lar nesta secretaria seus requerimentos instrui-
dos om os documentos que provem : Io. tercm
18 annos completos de idade : 2o. cstarem livres
de pena e culpa e 3o. tercm bom procedimento.
Os exames neste concurso versa rao sobre lei-
lura. nnalyse grammatical, orthogr3phia e ari-
ihetnetica al a thooria das proporces inclusive.
De ordem do lllm. Sr. inspector da Ihe-
souraria de fazenda dcsla provincia se faz pu-
blico que a ai rematacao de urna parte do sobra-
do de dous andares no valor de um cont cento
cincoenla e cinco mil qualros e ollenln o dous
ris, silo na ra da Guia, pertenlencente a fa-
zenda nacional em virtude de adjudicacao, nao
leve elTeilo no dia annunciado por falla'de lici-
tantes ; e por is30 fica transferida a mesma ar-
retaco para o da 30 do correnle mez.
Secretaria da Ihesouraria de fazenda de Per-
narabuco 8 de junho do 1860. O offieial maior
uterino. bou Francisco de Sampaio e Silva.
Capitana do porto



libra


um

AVISO AOS NAVEGANTES.
NENIA
Offerecida ao lllm. Sr. Horacio de Ctismo
Colho, fidalaa cavalleiro da casa imperial,
moro fidalgo com exercicio na mesma casa,
e cavalleiro da imperial ordem da llosa, pela
senlidissima morle de seu prezado pai o Exm.
Sr. tenenle-general bardo da Victoria.
O inclilo hroe que ao paiz honrou
.Com sublimes tollos que se v na historia,
O dia infausto quo entre nos expirou,
Pernambuco grato lera em memoria.
Brasileiro honrado, cidado prestimoso,
Desvelado pai, militar esperto.
General invicto, desvelado esposo,
Dos Pernambucanos, amigo certo.
Havendo patria o seu amor volado,
Por ella seu sangnp, por vezes corren,
Este insigno guerreiro com valor ousado,
P'ra nossa independencia fiel concorreu.
Saudosa recordacSo no exercilo dcixou
De nos sahio p'ra habitar na gloria,
I. frue o premio dos bens que obrou
O tenenle-general bario da Victoria,
Por Francisco de Assiz llonlelro.
Lenha em achas grandes cento
dem idem pequeas. ...
dem em toros. ...
Madeiras cedro taboasde forro, urna
Louro pranches de 2 custados um
Cosladinho. ...*... urna
Costado........
Forro.........
Soalho........
Varas aguilhadas.....
dem quiriz.......
Virnhlico pranches de dous
custados....... um
dem idem custadinho de dito
dem taboas de costado de 35
a 40 p. de c. e 21/2 a 3 de
largura .......
dem idem dito, de dito uzuaes
dem idem de forro ....
dem idem soalho de dito
dem e#m obras eixos de secupi-
ra para carros..... par
dem idem rodas de dita para
ditas........
Mel......... caada
Milho......... alqueire
Pedras de amolar. .... urna
dem de filtrar......
dem rebolos......
Piassava em molhos .... um
Sabo......... libra
Salsa parrilha ... arroba
Sebo em rama......
Sola ou vaqueta (meio) urna
Tapioca........ arrba
Unhas de boi...... cento
Vinagre........ pipe
l'o brasil....... quintal
15600
85500 r.e,a capitana do porto se faz publico, o aviso
1300n'? ua su,)s,'lui$o da lanterna collocada na
90-nn : rl oza dos Sanls Reis Magos da barra do
ZJH-XN7; Rio Grande do Norle, por um grande lanioeo
15000 circular de 8 bicos.
SfiCOO Capitana do porto de Pernambuco, 14 de junho
53000 r *860 secretario, J. P. Brrelo de Mello
45000
260
400
165
300
lOgOOO
500
400
15000
352OO
15600
300
15600
35000
35000
75000
15500o
95000
75000
165000
65000
35200
255000
25500
de 2u0 folhas para termo de juramento.
Quem quizer vender taes objectos aprsente
u suas propostas em carta fechada na secretaria
lo conselho, s 10 horas da manbaa do dia 2
de julho prximo vindouro.
Sala das sesses do conselho administrativa
f ara forneciraento do arsenal de guerra, 22 de
junho de 1860.Bento Jos Lamenha Lins, co-
ronel presidente.Francisco ioaquim Ptreira
Lobo, coronel voal secretario interino.
De ordem do lllm. Sr Caelano Pinto de
Veras, juiz de paz do 4 annodo 1.- distrieto da
reguciM do S. S. do bairro de Snto Antonio
desta eidade do Recite, se faz publico a quem
convier, que os officiaes do rustica que trabalham
porante este juizo sao os abaixo declaradas, nao
podendo outro qualquer fuuccionar no mesmo
juizo, sem o competente cumpra-se. Rccife 20
de junho de 1860.O escrivoo,
Joaquim da Silva Reg.
Miguel Moreira de Souza Maia.
llraz Lopes.
Albino do Jess Randeira.
Joaquim DUs Marlins.
Francisco Joan Honorato Sorra Grande.
Pedro de Alcntara.
Pedro Ferreira das Chagas.
Flix Rodrigues de Miranda.
Joaquim Fernandesde Souza.
Francisco Manoel de Almcida.
Amando Godofrcdo Lucas.
Francisco da Silva Neves.
Jos Filippc de Mcderos.
Manoel Joaquim do Nascimcnlo.
Prancisro de Paula Real.
Agoslinho Jos dos Prazercs.
Jos Chrispirn d'Asaumpco.
Manoel Guncalves Branco.
Joaquim Jos da Rosa.
l.'secco. Secrelretaria d.i polica de Per-
nambuco, 16 de junho de 1860.
2O9OOO
20S000
209000
2009000
3OO9OOO
3009000
3005000
32O000
i)r. Aniuiiiu Mara de Knas Hotel
Jos Rodrigues dos Sanias..,.....
Joaquim de Olvera c Souz......
Antonio Joaquim de Sanl'Anna....
Jos Marques da Costa So ir es.....
Manoel opetJle Si..............'
Joo AuaMtojfeniiquesda Silva..
Manoel Antonio Vregis............
Joo Manoel Rodrigue, Valonea...
Dr. fewaswcolrige.utoo*...
Jos Baplisla d Funceea..........
Audr Ferreira d'Almcida..........
Jlo Francisco Bastos.............
Joao Manoel de Siqweira..........
Jos da Silva Mendanha........,
Jacome Geraldo Mara Lumack de
Mello............................
Firmino da Silva Amorim_______
Andr Alves da Foneeca...........
Joaquim de Jess Pinto............
Jos Gunegundes da Silva.........
Angelo Custodio dos Santos.....,.
Jos Raptista Ribeiro de Farias ..
Francisco Tiburco de Souza Nev
1." sessao de 1860.
Guilhermo Rodrigues Montr.0 Lima
Bento da Costa Ramos de Oliveira
Sabino Bruno do Rosario..........
Manoel Antonio da Silva..........
Jos Hygino de Souza Galvao.....
2.* sessao de 1858.
Urbano Mamede de Almeida...... 25OJ0O0
Antonio Muniz Pereira............. 3i(W)00
Dr. Fernando de S Albuquerquc.. 320j000
Diogo Joaquim da Silva............ 320OOO
Hermenegildo Firnino de Lima.. 300jjt000
Joo da Cunha Nevos.............. 2809000
Manoel Jos Rodrigues Braga..... 200*000
Felisbino de Carvalho Raposo..... I8O9OOO
Conladoria da cmara municipal do Reeife 20
de juuho de 1860.
O procurador
forge Vxcler Ferreira Lopes.
Tribunal do cominercio
Pela secretaria do tribunal do commercio da
provincia do Pernambuco se faz publico, que
nesta data fica registrado o conlralo de sociedade
em commandila, celebrado em 6 do correnle
mez, entro D. Senhorinha Francisca Vieira. Jos
Ilibeiro Bastos e Joaquim Luiz Vieira, aquolles
solidariamente responsaveis, e este commandila-
rio, snb a firma de viuva Vieira & C da qual
gerente e nico signatario o socio Bastos ; dc-
a mesma sociedade durar por espaco de 2
Biiio.
rnameirim.
fiadores na sal* ate sesses dp nesr
1 as 10 horas da maulla*, 110 ratnsWvM
1 Dm sil toro es ir
3 dem sVm d#Re*Jnuj!
4 Id^midem da ffirueira
5 dem do Forrar di Cal.
Os licitantes bajara de comparecer com seu
mo conselho.
nado dia 28 do-
corre nie.
Secretaria do conseibo administrativo 4o pa-
trimonio dos orphos 25 de junho de 18CO.
Dr. Vicente Pereira do Bego.
. Secrelario.
Conselho econmico do hotarhao de n-
fantaria n. 9.
O lllm. Sr. Dr. chefo do polica desta provincia ,"""S. contados do Io de .narco do crrante an-
manda fazer publico, para conhecmonto de ". com o capital de 884g26, fornecido pelo
quem nteressar possa. o conteudo ao officio abai- socio commanditario.
xo transcriplo, dirigido pela repartico da polica, Secretaria do tribunal do commercio de Per-
da corle. ; nanibuco 2 do junho de 1860. Julio Guima-
2. seccao. Secretaria da polica da corte, 4 racs. otncial maior.
de junho de 1860.
lllm. Sr.Tendo sido preso nesta (orle a
barca df nome Jos, que deelarou ser escravo de
Rosa Maria da Concei^ao, residente nossa pro-
vincia, porque fji encontrado a bordo da galera
franceza Carioca, onde lentava fugir para a Eu-
2.a seccao. Rio de Janeiro. Searotaria de es- rol), u"' recolher casa de detengo desta cor-
lado dos negocios da marinho, em 18 de maio le* roo'' a v- ^ so s'rva mandar avisar a essa
do 1860. I senhora, ofim de que possa reclaiua-Io provando
Pela secretara de eslado dos negocios da! seu uire'10 dc propriedade.
marinha se faz publico, para conhecimenio dos EJle eseravo servia como marnheiro a bordo
navegantes, que a lanterna da fortaleza ics San- u0 lliale Piedade.
tos Reis Magos sluada na barra do Rio Gran-' Deus guarde a V. S lllm. Sr Dr. chefo de
de do Norle, em latitud* de 5o 45' S, e longitude P0,icia provincia de Pernambuco.Espiridiao
de 33 13' 15" O do GW, fo substituida por um El?v de Borros l'imentel. chefe de polica.O of-
grande lampeao circular de 8 bics collocado so- ,i.cial 9Pr'in,o de secretario, Jos Xavier Faus-
bre urna torre cylindrica, construida na plata- tino Ramos -
u*uM^h ?.! frs'.eJcHva,,a 65 Palmos Pr/ raria de fazenda desta provincia se faz publico,
ref frp. n&io ..? J^ h?" "^^ "'? Tr Para conhecimonlo dos inleressados. a relacao
mi1h a^Mnr- f ."tnfiade,baiX0 transcripta dos credoros de dividas'de
mado Imar 1 g ln0 8e' Tl'" """cios na importancia total de 2:637S712 rs.,
_ ]cujo pagimento fo antorisado pela ordem do
u i)r. Antonio Joaquim Buarque Nazareth, juiz thesouro nacional n. 83 de 5 do crrente mez.
municipal o de orphos e ausentes, nesta ri- Secretaria da ihesouraria de fazenda de Per-
dade da Victoria e seu termo da comarca .
Santo Ant.'io da provincia de Pernambuco por
S. M. I. e C. o Sr. D. Pedro II. que Dos!
guarde etc.
Faco saber que por este meu juizo de ausentes
peante mim se proceden a rrecadaco dos bens !
deixados pela finada Isabel Maria Bezerra. a re-
querimento do collnctor dc diversas reudas ge-
raes desle municipio, e como nao se oluiveMO t
inform.ices exactas acerca da morada dos her-
deiros da dita finada, visto acharem-se em luga-
res nao sabidos, ordenei se passasse o presente,
pelo qu8l cito, chamo e requeiro o compareci-
mento dos herdeiros de sebredila finada, bom
como a todos os que direito tvercm em sua he-
ranija afira de virem habilitar-se no prazo de 30
dias a publicado desle, o qual ser affhado ou
lugar publico do costume e publicado pelo Dia-
rio de Pernambuco em quanlo durar referido
i prazo, lindos os qoaes ludo procedere a reve-
Conselho administrativo.
O conselho administrativo, para forneciment)
do arsenal dc guerra, lera de contratar o rancho
nara a companhia dos menores do mesmo arse-
nal, durante os niezes de julho e agosto prximo
vindouro.
Pao de 4 oncas.
Bolacha.
Assucar refinado.
Cha hysson.
Caf etn grao.
Manleiga franceza.
Carne verde.
Dita seca.
Toucinho de Lisboa.
Feijao mulatinha ou proto.
Arroz do Maranho.
Bacalho.
Farinha de mandioca.
Azeile doce de Lisboa.
Vinagre de dito.
Ouem quizer contratar
as suas propostas em carta
ra do mesmo conselho as
Precise contratar para o forneciroralo de suas
proras arranchadas, durante o semestre que r-
v.n(w I correr ** 'w,ho kzembro desle anire-, os cenc-
ISTO ros em seguida meneionados, os quaes drverao
2O5OOO ser de ben q.ialidde : arroz, assucar branco m
2O9OOO ?er rpr'0*dc-, ou refinado Irigneiro, azeite doce.
Daeainat. eaf em earosso. carne secca, dita ver-
de, farinb de mandioca, leijo, lenha. manlei-
ga, pao de 4 eneas, ditos de 6. toucinho e vina-
, re : qoem pois se eemprometler a foroecer d-
209000 '0,<5ee>s. autesenle suas propostas em carta*
^^ fechada.., na secretaria dodilo batalhiio. no dia
t>5Wt 28 doorrenle, at as 10 hora, da manh.
fB*i0rft.l,ari*l*B <1 Becifc 15 de Jnho de
Iooy.O tenenie secrelario.
Jos Pronciseo de Moraes e Vasconcellos.
= No dia 26, na ra de Apollo, no sobrado n.
, continuar ao meio dia. em presenca do Sr
r. juiz de ausente, a arremala^ao do'resto do
espolio do ausente F/ar.dseo de Piula Figuoira
de Saboia, j com novaaraliaco.
Directora gera? tto instriicco
puWiea.
Por esla secretaria se taz canstar aos seaha-
res abaixo mencionados, que suas pelicrs nao
podorn sor submellidas ao conselho direrior por
thes laliorem os documentos exigidos pela le de
14 dc maio de 1855.
Ae,"ela.ria ,da inslyccao publica de Pernaaba-
co 2o de lunho de 1850. -Osecretario interino.
Salvador Henrique de Albuquerque.
Pessoas a que se refere a declarado supra.
Amalia licencia dn Espirito Santo. "
Padre Manoel Adriano de Albuquerque Mello
Ricardo de Souza Ramos.
Manoe! Turiano dos Reis Campell.
Joaquim Pedro de Mello Homem
Jeronymo Cesar Marinho Falco.
Jos Duarte Calisto.
Vito do Sacramento,
O lllm. Sr. inspector da thesouraria pro-
vincial, em cumprimento da ordem do Exm. Sr
presidente da provincia de 21 do correnle, manda'
/azor publico que a arremaiacao dos mpostns da
comarca do Limoeiro Toi transferida para o dia
28 do mesmo, servindo de base para a arremata-
cao o laneo offerecido pelo licitinte Bento Jos
Alves de Oliveira
E para constar se mandou affixar o presente e
pnblicar pelo Diario.
Secretaria da thesousaria provincial de Per-
nambuco 23 de junho de 1860.O secretario,
A. F. d'Annunciaco.
maior do nia '& do corrente mez.
taes genorns aprsenle
feixada na secrta-
lo horas da manha
i Sampa
Relacao a que se refere o annuncio cima
2i}000
14SOO0
455000
16$000
5)J000
10OOO
lOgOOO
30g000
280
2S500
800
lgl20
200
120
25g000
10JJOOO
3g200
39520
$300
508000
10#C00
Movimento do porto.
O. M
O)
a.
Horas

en
co
O
c
S
c
co
o
Atmotphera.
Direcco.
ERRATAS.
Na nenia dedicada desolada familia do barao
da Victoria, deram-se os soguinUs erros:
i. periodo, 2." linha leia-se morlualha por
mortalha; 3 periodo, 2.* linha leia-se do
tempo por dos lempos; 5." periodo. 1.* linha
leia-se Nome por O nome ; 9. periodo, 2.a
linha leia-se fraguas por fragnas; na 3.a li-
nha mephtica por mophica ; na 5.a enso-
berbece por emsoberbece ; 10 periodo, 2.a li-
nha leia-se expelhera por expellem ; 13." pe-
riodo, 2." linha leia-se 66 annos de lula por
66 de lula ; 15." periodo leia-se nobre tran-
sudado por nobre, transsudados.
COMMERCIO.
Alfandegra.
Rendimento do dia 1 a 23. .
dem do dia 25......
215:479678
11:152*624
73
a
05
Inlensidade.
I
S

Centgrado.

hS
co -1 InS
8. 00 00
w 03 ex CO
til >-
o co
00 U
Reaumur.
tn
Fahrenheit

OS
8 > I Bygrometro.
si
Baro
m^fi
o.
A noite clara cora alguns novooiros, vento
S:SE veio para o terral e assira amanheceu.
OSCll.LACXO D har.
Preamar as 8 h. 54' da manhia, altura 6.50 p.
Baixamar as 3 h. 6' da tarde, altura 1.75 p.
Observatorio do arsenal de marinha 25 de junho
de 1860 Vikcas Junios.
lia o na forma da lei, e para constar se passou o
presento que vai por mim assignado rom o sello
do juizo, que ante mim serve ou valha sem sello
ex-causa.
Dada e passada nesta eidade da Victoria aos
28 de abril do anno do nascimento do Nosso Se-
nhor Jess Chrislo de 1860, trigsimo nono da in-
dependencia o do imperio do Brasil.Eu Anto-
nio Ludgero da Silva Costa, esciivao de orphos
o ausentes o escrev.
Antonio Joaquim Buarque Nazareth.
_0 411ra. Sr, inspector da Ihesouraria pro-
vincial era cumprimento da ordem do Exm. Sr.
presidente da provincia de 19 do correnle manda
fazer publico que no dii28 do mesmo. se ha de
arrematar peraute a junta da fazenda da mesma
Ihesouraria, a qu>m por menos fizer a impressao
dos Irabalhos das leparlicoes provinciaes no anno
finnnreiro de 1860 a 1861. A sabor :
Secretaria da assembla, dila dogo-
verno, obras publicas, directora geral
9HOO0 Ida i,,slrucao publica e gymnasio..... 3:500$000
.*___I Thesouraria provincial o reparti-
eres que lhe sao subordinadas por___ l:500g000
As pessoas, que sepropozerem a estas arrema-
tarles comparegam na sala das sesses da mes-
ma junta, no dia cima indicado, pelo meio-dia,
com suas propostas cm cartss fechadas
15 para constar se mandou affixar o presente e
publicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial dc Per-
nambuco 21 de junho de 1860.
O secretario.
A. F. da Annunciaco.
A cmara municipal desta eidade manda
publicar, para conhecimento dos seus municipes,
os artigos de posturas abaixo transcriptas, que'
foram approrados provisoriamente pelo Exm.
prosidento da provincia.
Puco da cmara municipal do Recite, cm ses-
sao ordinaria de 15 do junho de 1860. Manoel
Joaquim do Rogo e Albuquerque. presidente.
Manoel Ferreira Accioly, secretario.
Uoarta seceso.Palacio do governo de Per-
nambuco, em 14 de junho de 1860.
O presidente da provincia tendo vista o que
representou a cmara municipal do Rccife, em
offlcio de 13 do corrente, sob numero 58, resolve
aprovar promisoriamente os seguintes artigos de
posturas :
Art. 1. E' permiltido ao infractor de qualquer
p. postura pagar a multa competente para nao ir a
juizo, cobrando para sua defza recibo do procu-
rador dn cmara, sem prejuizo da peo* corporal,
que tambem possa ter.
Art. 2." Quando o infractor nao pagara multa
dentro do prazo de tre3 dias, depois de condem-
nado, c intimado judicialmente, a mulla se con-
verter ero piiso, correspondente a dous mil ris
rada dia dc rrisao.
Art. 3.a Os infractores presos em flagrante se-
ment sero sollos depois dc pagar a respectiva
mulla, ou drnois de (Indos tantos dias quantos
bastera para ier a pena satisfeita em pnso na
razo da regra cima eslabelecida.
Ambrozio Leilo da Cunha.
Conforme.Francisco Lucio de Gaslro.
Christovao de Holianda Cavalcanti de
Alliiiqnerqiie, Antonio de Padua de
Holianda Cavalcanti e Joao Nepo-
muceno Bezerra Cavalcanti
Fausto Frfl'e de Carvalho
Francisco Garca do Amaral
Joio Jos Roliin
Vicente Jansen de Castro e Albuquar-
(jnn
Ignacio Francisco da Silva, Mara Joa-
quina d Mello e Silva
Antonio Tavare3
Braz Avellno Freir
Dcimo balalho dc infantada.
Joo Ferreira da Rocha
Luiz Francisco Teixeira
Miguel Ferreira dos Anjos
Miranda Vasconcellos
Reinaldo Jos dos Santos
Miquelina Gertruia de Assumpco.
4(ll;fi06!
.-: 1
s
de : nambuco 18 de junho de 1860.O offieial n._.
ior interino, Luiz Francisco de Sampaio e Silva. Sal* das sesses do conselho administrativo
para forneeimento do arsenal de guerra 23 de
jnnlio de 1860.
Denlo Jos Lamenha Lins,
Coronel presidente.
Francisco Joaquim Pereira Lobo,
Coronel vogal secretario.
legaca um cavallo castanho com sellim e mana .
quem for seu dono, comprela nesle juizo para
lo&pJo/ i lhe ser entregue, depois de provar a posse q>ie
nelle tem. Subdelegada de S. Jos do Reeife
lb-ii 25 de junho de 1860 Jos Antonio Pinto.
I O conselho administrativo do patrimonio
'H'- !, I dos orphads tem dc por em hasta publica, na sala
1'n nniv desuas sesses. no dia 88 do corrente, a renda
k winn de uma parle das casas do mesmo patrimonio
*'5j abaixo mencionadas, por tempo de um a tres an-
31SI26 nos, a contar do I.' de julho prximo futuro, se-
oi^.)1 n """d0 1"" dispe os artigos 28 c 29 dos^sla-
?!??? I'iutos em visor, a saber :
Repartif&o da polieia.
Secretaria da polica de Pernambdco, 4 de ju-
nho de 1860. *
O lllm. Sr. Dr- chefe de polica manda fazer
publico, para conhecimonlo dos inleressados, as
disposicoes do arlgo 72 do regulamenlo n. 120
de 31 de janeiro de 18-12
Nao se conceder passaporte a cidad.io Bra-
sileiro, para porlo eslrJngeiro, ou a eslrangeiro,
anda que seja de um para outra provincia do
imperio, sem que sua saluda se ja previamente
annunciada nos jornaes tres das pelo menos
Onde nao houver jornal os aununcios se allixaro
na porta da matriz da freguezia, c nos lasaa
mais pblicos.
S no caso de necossidade urgente e especi-
ficada se dispensar essa forraalidade aos que
prestaren! nanea idnea.
O fiador se responsabilisar nesle caso pelas
duvidas do aOlancado, ese sugeiiar a pena de
mulla at 20tlj000 no caso de so mostrar
amaneado proenrou por esse meio
quer responsabilidado.
Conforme.O secrelario, Rufino
Almeida.
que o
evitar qual-
Augusto de
147^)00
7;i50i4
501*966
c
ex
5
B
.P
<
O
2 s
1S
t-
c
f
220:6323302
Movimento da al randera
Vo!uraes entrados com fazendas 80
com gneros 372
452
Navios entrados no dia 24.
Cear e porlos intermedios. 6 dias, brasileiro
Iguarass, coinmandanto o 2" lente Joa-
quim Alves Moreira.
25
Barcelona pela Parahiba.Biigue hespanhol Te-
moteo, capito Antonio Ctales, carga algo-
do e couros.
AssBrigue hespanhol, Amable Rosa capitao
Andre Carro. ,
JDecIara^oes.
Conseibo de compras navaes.
Manda pste conselho fazer publico, qne contra-
ta no dia 30 do corrente mez, os forneciraentos
de lijlo, de .il venara grossa pedra com esta no-
minado e de cal, para as obras a cargo do arse-
nal de marinr a com quem por menos os faca su-
geitando-se es condices (garantidas por fiador)
de seren esles objectos sempre entregues na
I quanlidade e da qualidade contratadas, sob pena
O novo banco dc
Pernambuco repeteo avi-
so que fez para seren re-
colhidas desde j as olas
de 10,000 e 20,000 da
emissao do banco
Pela recebedora de rendas internos geraes
se faz publico, que no corrente mez que os de-
vedores do segundo semestre do exercicio cor-
rente de 15591860, relativo aos seguintes im-
pos: dcima addcional de mao mora ; imposto
de 20 por rento sobre lojas, e dito especial a 809
sobre casis de movis, roupas, perfumaras e
calcado fabricado em paiz eslrangeiro leem de
paga-lo livre de multa. Recebedoria di Pernam-
buco 1 de junho de 1860.O administrador, Ma-
noei Carneiro de Souza Lacerda.
O procurador da cmara municipal desta
eidade faz publico que pelo juiz de direito da 1.a
vara crinte desta comarca o Sr. Bernardo Machado
da Costa Doria foram remettidas mesma cma-
ra as carias de participado, conlendo os nomes
dos individuos multados, por falta de comparec
ment as sesses do jury ; afim de que venham
recolher as respectivas multas, c evitem o pro-
cesso executvo.
3.* scsso de 1857.
Joao Bernardo de Squera........
Joo Carneiro da Cunha............
Francisco Ferreira do Mello........
Dogo Joaquim da Silva............
Antonio Joaquim dos Santos.......
Marianno de S e Albuquerque
Manoel Pinto dos Santos...........
5. sessao de 1857.
Manoel Marlins da Costa........... 320#0G0
Jos Joaquim de Oliveira.......... 300)000
Alvaro Pereira de S............... 220g000
Manoel Luiz Goncalves............ 220g000
I.ourenco Rodrigues das Neves___ 220SO)0
Jooquim Jos de Miranda.......... 220000
Antonio Carneiro Machado Ros___ 200$000
Dr. Joaquim Jos da Fonceea...... 200&000
Felisbino de Carvalho Raposo...... 200*000
Dr Joo Hara Seve................ 18'JgOOO
Ubaldo Manoel de Almeida........ 1801JOOO
Dr. Jos Antonio de Figueiredo ... I8O9OOO
Antonio Augusto Maciel.....____ 180000
Jos Ramos da Cruz............... 140g000
Joaquim Francisco de Mello Santos 140)000
Jos Antonio Carneiro............ 1408000
Antonio Augusto da Fonceea...... 1400000
Manoel Francisco Marques......... 409000
Bonifacio Maximiano de Mallos.. 40g000
Fraucisco Rufino Correia dc Mella 209000
Largo do Taraizo.
Nmeros :
4 Casa de dous andares.
Ra do Sebo.
12 Casa terrea,
Ra da Moeda.
46 Casa terrea.
Ra do Azeile do Peixe.
63 Casa de um andar.
Ra da Cacimba.
65 Casa terrea.
Ruado Encantamento
74 Casa terrea.
75 dem idem.
Ra da Sonzala Vellia.
79 Casa de dius andares.
80 dem idem.
CONSELHO ADMINISTRATIVO.
O concelho administrativo, para forneeimento do
arsenal de guerra, tem do. comprar os gneros se-
guintes :
. .. r-_Jtttl jXPeSidAPiJfl JAwRWvV J.ui .ucui-
da velha quem quizer vender lal genero, apr-
senle as suas propostas em caria f.ehada na se-
cretaria do conselho, s 10 horas da monhaa do
dia 4 de julho prximo (indo.
Sala dis sesses do conselho administrativo
para forneeimento do arsenal de guerra, 25 da
junho de 1860,
Denlo Jos Lemenha Lint,
coronel presidente.
Francisco Joaquim Pereira Lobo,
coronel vogal secretario.
Conselho econmico do bata-
lhao n 8 de infantaria.
Precisa contratar para forneeimento de suas
pracas arranchadas, 110 semestre vindouro, osge-
I eros em seguida mencionados, os quaes derera
ser dc boa qualidade : assucar refinado trigueiro,
arroz, azeile doce, bacaliio, caf em earosso ou
muido, carne secca, dila verde, fsrinh de man-
dioca, feijao. lenha, manleiga, pes do 4 e 6 en-
eas, toucinho e vinagre : as pessois que se jul-
garem habilitadas a fazer tal forneeimento, apre-
sentem suas proposlasem cartas fechadas na se-
cretaria do mesmo balalho, no dia 27 de junho
do corrente at ao meio dia. Quarlel na Soledad
18 de junho de 1860-Arsldes Ralthasar daSil-
veira, alteres servindo dc secrelario.
THE
DE
SANTA ISABEL.
COMPANHIA LYRICA
DE
Hoje, 26 de junho.
Primeira recita de assignatura e da primeira serie para es camarotes.
330$000 Representar-se-ha a opera cm les actos, dc Bcllin
330$000
330JJ000
3303000
3303000
330S000
300YJOO' As noras cm pon, se dar principio, e para maior commodidade
? i estar aborto meia hora antes.
Exisiem anda bilhetes de camarotes e cadeiras para assignarem-sc,
no dia do espectculo, desde 9 horas cm diante juntamente aos de platea.
do publico, o thealro
ou para sercm vendidos
Avisos martimos.
Para Lisboa, sahir al o da 10 de julho
prximo o patacho porluguez A/arta da Gloria,
por ter grande parte da carga prompta: quero
nelle quizer carrgar ou ir do passagem, traia-se
com os seus consignatarios Francisco Severiano
Rabello & Filho, ao lado da Assembla n. 6.
Vencedora:
quera quizer carrgar ou ir de passagem, para*
que tem excellentes enramodos, dirija-s *os
consignatarios Carvalho Nogueira & C-,
do Vigario 11. 9, primeiro andar, ou
na prac.a.
na ra
capito
Lisboa.
Vai sahir em poucos dias com a carga que ti-
rer a barca
Para o Aracaty
sabe o hiate Reberibo ; para carga e passaffd"
ro, trata-se na ra do Vigario n. 5 com -or
Borges de Cerquewa.
Cear.
Segu com bra'idade o palhebote Santa
Cruz, recebe c*r$* fre( passageiros ; a tra-
tar com caeuno Cyriaco da C. M. no lado o
Corpo &** ** Pendro andar.
Rio Grande do Norte e Assu'.
A barcacn Nova Esperanca ainda recebe car-
ga a frete para os porlos indicados : a tratar na
rut da Madre de Deas n. 9.


*L
MARIO Dr PERNAMBOO TERC* PEIRAMPR TOMBO PB 1SM.

Para
Aracaty
en ponto no ariaazeua alia Delegado do
Sr. barSo do Livrumenlo no cae do A-
pllo.
LEILAO
Hiale Scrgipano ja tem parte da earga, para a
Testo trata-ae coro Marliua & Irmaos : ra do
Madre de Dos n. 2.
COMPANHIA BRASILEIRA
DE
PAQUETES \ VAPOR.
O agente desta rompanhia precisa contracta? o
Tornecitnenlo do carvo .ardif, oeste porto, para
es seas vaporo, sendo posto a bordo pelo preco
coodicces que se convencionar: quem preten-
der (ar.cr tal forneciraeato offerecende as garan-
tase habilftaces para (azer esao contrato,queira
dirigir-se a ra io Trapiche escriptorio n. 40,
onde achara todos os esclarecimentos que dese-
jar obter edosdelogo poder levar a sua propos-
ta ateo dia 27 do correnle.
Recite 22 de junho de 1840. Thomaz de Pa-
rias.
RE4LC0MPANHM
DE
Paquetes inglezes a vapor.
Ateo dia 28 deste mez espera-se da Europa o
va pos Magdalena, o qual depois da demora do
costume seguir prra o Rio de Janeiro tocando
na Baha : para passagens etc., trata-se com os
ahentes Adarason, llowic & C. ra do Trapiche
Novo n. 42.
Para o Aracaty.
Segu com a maior brevidade possivel o hiale
Gratidao. por j ter a maior parle da carga
prumpia; para o resto e passageiros, dirijam-se
ao Passeio Publico n. 11, ou ra do Cordoniz
n. 5, casa de Pereira & Yalcntc, no Foilc do
Mallos.
PELO AGENTE
O referido agente. farA hiWo por conta e risco
de quem perlencer, aojo 26 do correnle, s 10
horas da marjlia no armazem defroute da al-
(andega
DE
20 barris cen manteiga Iraoceza.
40 meios ditos com dita.
100 latas com marmelada de Lisboa.
100 ditas com dita -cm calda.
Avisos diversos.
ttlOTIHIlJl
DAS
Messageries imperiales.
Al o fin do mez espera-se do Rio de Janeiro
o vapor fraocez Guyenne, commandante Enout,
o qual depois da demora do costume seguir pa-
ra Bordeaux locando era S. Vicente e Lisboa, pa-
ra passageiros, encommendas e etc., a tratar
na agencia ra do Trapiche n. 9.
______Leiloes.______
LEILAO
= O juiz de direilo aposentado]..., e abaixo
assignado, prope-se [como ultimo recurso!...
dentro da esphera de suas habilitacoe) exercer
a nobre e sublime proflssao de advogado ; ou
seja especialmente no foro e tribunaes desta ca-
pital, ou seja no de qualquer dos termos e co-
marcas da provincia. As pessoas que se quize-
rero utilisar de seus fracos prestimos, o poderao
procurar em lodos os das que nao forem santos
ou feriados, desde s 9 horas da manhaa al s 3
da tarde, na casa de sua actual residencia, na
ra outr'c-ra do Collogio e hoje denominada do
Imperador,n. 42, e extraordinariamente em outro
qualquer dia e hora : assegurando a todos qtian-
tos se dignarem assim honra-lo e favorecer, nao
sToda diligencia e desvelo no desempenho de
lo importantes deveres, se nao tambera urna il-
imitada gralidao. Outro sim (permitla-se-lhe
declarar mui explcitamente) que patrocinar
gratis a quem querque nao esleja as circoms-
lancias de renumerar seus serviros.Jos Fran-
cisco Arroda da Cmara.
No dia 26, ni ra de Apollo, no sobrado n.
19, continuar ao meio dia, em presenta do Sr. Dr.
juiz de ausentes, a arremalac.io do resto do es-
polio do ausente Francisco d Paula Figueira de
Saboia, j cora nova av.ali,i(;ao.
Andr Alvos Gama u M a noel Joaquim com
tabernas na encruzlhada de Bollero, municipio
de Olinda, fazem publico para conhecimeulo do
arrematante do imposto da agurdenle, bem como
da reparlico respectiva, por ondo se faz a col-
lecta, que deixam de vender agurdenle do \.i
de julho em diante.
Na ra do Apollo n. 82 ha urna carta vinda
do Cear para ser entregue em mao propria do
Sr. Raymundo Carlos Leite.
Aluga-sc urna escrava cozinheira, muo
fiel, sem vicio algum : na botica da ra larga do
Rosario n. 36, se dir quera n tem.
Para o theatro lyrico.
Ricos enfeiles de cabera do mais moderno gos-
lo : no armazera de fazendas da ra da Impera-
trizn 10.
V:ni',e-se ucna escrava de 9 a 10
ttWjtdf idade, muito esperta e dil't-
fevite oo trrico de ceta, cote perfeita-
ngente chao e taz laby rintho : quem a
pretender dirija-te ao largo do Carmo
n. 16.
Francisco Alves de Pinho vai ao Cear no
prximo vapor,
Francisco Alves de Pinho, durante a sua
ausencia, deixa encarregado da gerencia de sua
casa ao Sr. Joao Carlos de Lemos era primeiro
lugar, e em segundo ao Sr. Francisco Jos Al-
ves Guimaraes ; e por seus procuradores os Srs.
Jos Jeronymo Mooleiro e Domingos Rodrigues
de Andrade.
Pedro Garrido, subdito hespanhol, retira-se
para fra da provincia.
MStSerl S55 SISIS 5#S?$S{$ K
MaM)
Para seuhoras.
MCapotinhos de l para uso de manhaa e de
notto.
*Casavcques de 15 para uso de casa.
Cacheneres de la para pescojo.
,- Meia.s de l.
Para homens.
|C Meias de 15.
j Camisas de l.
w Seroulas de l.
| Loja de marmore.
*Wwwwbt* W#t# &mZVBvStfSBCWt
Precisa-se de urna senhora que saiba bem
priraeiras lellras, francez, piano e msica, para
1 lomar conla da educaco de seis meninas, em
um engenho da freguezia da Escada : a tratar na
ra do Imperador n. 39, segundo andar, entrada
pelo becco do botequim do Paiva.
Paschoal Mandarino e seu filho, Napolita-
nos, retirara para Europa.
O Sr Domingos Henriques de Olivcira tem
urna caria na ra do Vigario n. 9, primeiro andar
Aluga-se a excellente loja da casa da ruado
Collegio n. 17, lado do caes ; a tratar no primei-
ro andar da dila casa.
Jos Maria da Molla c Silva, subdito por-
tuguez, vai ao Rio Grande do Norte.
DA
Escuna Linda.
publico
e a mi-
para as-
mandado
PELO AGENTE
OTaIa.
O administrador do cemilerio
desla cidade convida aos prenles
aos do general barao Ja Victoria
slslirem urna ruissa e memento
por ele celebrar na capella do mesmo ce-
milerio pelo repouso eterno da alma do
mesmo general, amanha 26 do correte
pelas 8 horas da raanha selirao dia de seu
failecimonio

O referido agente fara' leilo por con-
ira 2 do corren te ao meto da rm
ponto na porta da associacao commer-
cial
DA
Escuna Linda, com mastros, mastareos,
amarras, panno;, pregada e encavi
litada de cobre nao s o casco como
tambem o convs, a qual te acha
lundeada no ancoradouro do fabrico
onde os pretendentes poderao exa-
minar.
LEILAO
DE
lina loja de ferragens'
A prazo com garantas.
A requerimento dos depositarios da massa fal-
lida oo Lima & Martina e por despacho do Exm.
isr. Dr. juiz especial do commercio, o agente Pes-
taa vender em leilo a armacao o ferragens
constantes na loja de ferragens n.' da ra Nova
sob propostas a prazos com garanlias : quinta-
fe.ra 28 do correnle s 10 horas da manhaa na
mesma loja.
LEILAO
S
DE
san
A prazos e com ga-
rantas.
RA DA CADEIA DO RECIFE N. 55.
A requerimento dos depositarios da
massa fallida de Claudiano Olivcira. e
despacho do Exm. Sr. Dr. juiz especial
do commercio, o agente Hvppolito fara'
leilo das fazendat, armacao e dividas
em um so lote, sob propos'tat, a prazos
e com garantas : teic-f ira 26 do cor-
rente as 2 horas da tarde na mesma
loja.
Consulado de Franca
Leilo
Au-
Al-
A requerimento do capitao Jos
gusto Beauuier da barca franceza
fredo e Claire em reparos neste porto e
por autoritacao e presenca do Sr. con-
*ulde Franca, a por conta e risco de
quem pertencer, o agente Hyppolito
da Silva vender' em leilo uma"quaoti-
dadt de pipat com vinho do teu carre-
famento, tufficiente para realitar a
quantia de cerca de 30:000# necettaria
para pagar tuat detpea neste porto :
erca feira 26 do corrente ai 11 borat
Vende-so urna parelha de burros mansos,
proprios para aprenderem a andar era carro : na
na Relia n. 35
* Veudem-se 12 bois mansos e filhos do pas-
to, Iroslumados a trabalhar em carro : a tratar
rvp enzenho Roncador.
^uatromiieseiscentos
VenJem-sc saceos com railho a 4.*6O0 : na ra
da Cadeia do Recito n. 3
Vendo-seuma muala mo^a sem vicios nem
achaques, cose, lava, engomma o cozinha soffri-
velmenie : os pretendentes podem dffigir-se
ra da Imperalriz n. 5, segundo andar, que acha-
rao com quera tratar.
Da-se dinheiro a juros sob penhores de ou-
ro : na ra alraz da matriz da Roa-Vista n. 64,
onde^pora o inspector Slaia, se dir quem d.
A baroneza da Victoria, seus
flhos Jos Joaquim Coellio, Joa-
quim de Gusmo Coelho, Horacio
de Gusmao Coelho, Demetrio de
Gusmao Coelho, Virgilio de Gus-
mao Coelho, Joaquina de Lemos,
Guilliei mina Borges Diniz, Amalia
de Freitas Henriques e Olympia
de Gusmao Coelho, seus genros e
ora Joao Hermenegildo Borges
Diniz. Joao Pinto de Lemos J-
nior, Joao Antonio de Araujo Frei-
tas Hentiques e Adelaide Rodri-
gues Coelho, agradecem cordial-
mente nao s a's pessoas que se dig-
naram acompanhar o cadver do
tenente general barao da Victoria,
seu presado esposo, pai e sogro, de
casa de sua residencia,no Monlego,
a' igrejade N. S. da Conceicao dos
Militares, e no dia seguinte assis-
tiram ao funeral que se celebrou
na dita igreja, ed'alli acompanha-'
ram o fretro ao cemitetio publi-
co, se no a todas aquellas que
Ihes derara provas de pezar pela
motle do mesmo tenente-general,
n .. Mn.iil.ni lu ll faijam a
honra de assistirem a missa do s-
timo dia, que se ha de rezar os 7
horas da manhaa de 26 do corren-
te, na igreja de N. S. da Concei
cao dos Militares, pelo repouso
eterno de sua alma.
Publicacao jurdica.
Iribanilade do Divino Es-
pirito Santo.
O escrivao actual, por ordem do irmao juiz, ,
convida aos seus charos irmaos para comparece- i -\08ue,ra de Souza C, no arco de S:nlo Anlo-
rem no nosso consistorio no dia 28 do conente "l0' rs1uina da rua do Crespo n. 2 ; onde os se-
as 5 horas da tarde, afim de constituidos em me- DnoressubseriPlorPSpodem recebera ultima par-
Acaba de sahirdo prelo a segunda edicao dos
Elementos do*Direito Administrativo Brasilei-
ropelo Dr. Vicente Pereira do Reg, lente da
3.a cadeira do 5.' anno da Faculdadc de Direilo,
e acha-se venda na livraria econmica dos Srs.
So
-S cm me
sa geral, ouvir ler c approvar a redaeco do nos-
so compromisso.- O escrivao,
Jos Joaquim da C. Leite Jnior.
.Antonio de Oliveira Barros sezue oara a
Euroba.
Aluga-se o segundo e terceiro andar do so-
brado di rua dos Tanoeiros, muilo fiesco aira-
lar na ruada Cruz n. 31.
Pede-se ao Sr. Jos Alfonso do Reg Bar-
ros que tenha a bondade de ir a rua da Floren-
tina n. 34, a negocio de seu interesse.
Na rua do Cotovello n. 5, existe urna carta
para o Sr. Uililao Borges UchOa.
. Precisa-se de urna ama de leite : no Hos-
picio, ein casa do Sr. coronel Laraenha.
ASSOCIACAO
DE
ccorros Halaos e Lala Emaocipaco
dos Captivos.
De ordem do Sr. presidente sao pelo presente
convidados lodos os senhores socios para que so
diRiienide comparecer domingj 1.- de julho, s
10 horff do da, nflra de funecionar a assernbla
gerall na forma do arl. 19 do cap. 5, e por so ler
de tratar do anniversario e outros negocios do
suma importancia, e para corthecimento de lodos
o mesmo Sr. presidente manda declarar que o
consellio approvou e a assernbla geral de 7 do
correnle sanecionou os.arligos de regiment in-
terno abaixo mencionado :
Art. 9. O socio que por negligencia, deleito
provado, deixar de pagar mata de tres mezes de
sua mensMidade, nao ter direito a ser soccorri-
do nos casos de necessidade, e traballio, de con-
formidate com o art. 7 dos estatutos.
Arl. 10. Fica creada um bolsa chamada de ca-
ridade dentro da qual, em to'tos as sesscs, quer
do conselho ou dn assernbla geral, rada um dos
socios deitara aignma quantia, que ser applica-
da a compra de bilheles de lotera, revertendo
seu produrto para a raixa de reserva, de que tra-
ta o art. 44 da Ici orcanica.
Ageacia de passaporte e folha
corrida.
Claudino do Reg Lima lira passaporte para
denlro e fra do imperio, por commodo prego e
presteza : na rua da Praia, primeiro andar nu-
mero 43.
r= Roga-se por muito favor aos Srs. Francisco
Soares. Franco (conhecido por Lisboa). Joao Mi-
guel de Olivcira Bernardo Joaquim Carneiro
Leso, de virera rua das. Cruzes n. 41.
Aluga-se por proco commodo o armazem n.
28, sito ao caes 22 de Novembro ; a tratar em
casa do faileciJo commendador Luiz Gomes Fer-
relra, no Uoadego.
Aluga-se urna bella sala com 2 qnarlos, no
primeiro andar da casa da rua do Imperador n.
75, primeiro andar, onde arhar-sc-ha com quem
tratar a rcapeito.
Precisa-se de um caixeiro quo tenha bas-
tante pralica de taberna que desempenhe este
lugar, nao se duvida dar boro ordenado: quem
so acbar habilitado, pode rira rua do Rosario da
Roa-Vista n. 56, e d fiador a sua conducta.
te da mesma obra Esta obra que nao pura-
mente didctica, contera o transumplo da nossa
legislacao administrativa cujo conhecimenlo
muito ulilisa a todos, ou sejam funecionarios p-
blicos, ou simples cidadaos ; porque a todos in-
toressa conhecer as mutuas relajos que ligam os
administradores e administrados, os direitos e
deveres recprocos quo dolas nascem.
Preciza-se de ura homem para trabalhar
em um silio, devendo dar conhecimenlo de seu
bom comportaraeolo: a tratar no paleo de S.
Pedro n. 4.
i Augusto & Perdigio. i
tO OCf Vendem camisas de linho inglezas aj
35 minio finas por 40J a dnzia. ditas de fus ff
lao por2j, ditas de musselina por 21, 58
S[S ditas para menino por 24j> e avulsa n f^
ai 35O0 e 2J. rhancas inglezas a 2500 e &
fo botinas do Melis a 12* : ns sua loja da ^
S rua da Cadeia do Recife n. 23.
JXSr3!!@2$$$8 ^85S^ S5icSSl|
Loja de chapeos para
vender.
Vcndo-se a dinheiro ou a prasos razoaveis una
loja de chapeos na rua da Praia n. 27, com pou-
cos fundos, armacao barata e sem luvas, tendo
#bom sorlimenlo, faz muito negocio por ser a rua
muito concorrida por almocreves, seu dono ven-
de-a por nao poder botarlhe o sorlimenlo que
a casa e a rua requer : a tratar na mesma.
Ricas obras de
adorno.
Na roa larga do Rosario n. 39, segundo andar,
fazem-se ricas obras de ndorno para urna sala,
como sejam : flores decora, tanto em quadros
como em ramos, um quadro com urna ceslinha
de frtelas do cera, um dito de peixes de cera,
um dito do bolos do cera, ura dilo com um ca-
cborrinho do aguas, bordar sobre vidro qualquer
eslampj com la ou froco, um sepulchro de laa e
cabello ; e enfeitam-so ricas velas ao estylo ro-
mano para baptisado ; de ludo tem amostras :
quem quizerpossuir qualquer destas obras, diri-
ja-se mesma casa, quesera bem servido.
Vende-se um negro crioulo muito robusto,
propric para todo o serrico; as Cinco Ponas
r. 82.
Para acabar.
No deposito n. 71 da rua do Rangel ha para
vendor urna porco de excellente fumo da Ba-
ha, tanto para capa como para milo, e grande
quaniidade de caixas, muito boas e limpas para
charata*.
O vapor portuguez Portugal recebe as
malas jtara o Rio de Janeiro o Baha, lioie 26 a 1
hora d< larde.
A 6,000 rs, a duzia
Na roa da Madre da Dos n. 36 A, vendem-se
camisas de meia a 000 a duzia, e 500 rs. cada
ana.
" Compra-so urna escrava que entenda do la-
var o da cozinba, nao obstante ter alguna idade :
no secundo e terceiro andares da rua da Impera-
rla, casa n. 37.
Oadvogado Antonio de Vasconcellos Mene-
ces de Drumraond podo ser procurado para o
exercicio da sua proflssao. em todos os dias
uteis, das 10 horas da manhaa al as 4 da tarde,
na rua dolmparador n. 75, primeiro andar, e
fra de laes dias e horas, e cm casos urgentes,
na casa de sua residencia na rua do Hospicio nu-
mero 9.
Jos Francisco Ferrcira declara ao respeita-
vel publico, e aos senhores arrematantes dos es-
piritos nacionses, que desde o ultimo de junho
deixa de vender bebidas espitituosas em sua ta-
berna sita na travessa dn rua do Vigario n. 3, e
para quo depois nao se chan.em a ignorancia,
ioZ Prese,,te annuncio. Recife, 25 de junho de
1860.
Lava-se e engomma-se com muita perfei-
r;5o, tanto para homem como para senhora,.sen-
do o proco dos vestidos de cambraia de baados
lj280, c lisos a 800 rs. : quem precisar dirija-se
* Camboa do Carmo n. 50. Na mesma casa co-
zinha-se para fra.
Aluga-se um terceiro andar e soto coro
grandes commodos na ruada Praia: a tratar com
Jos Hygino de Miranda.
Vende-se um silio muilo grande, porto da
praca, com casa de vivenda, com paredes dobra-
das e slito ; o mesmo sitio tem grandes baixas
de capim, que se cortam 100 feixcs diarios de ve-
rao invern, terreno para vacras de leite o pa-
ra plantajes, bom coqueiral e alguns arvoredos
de "rucia ; vende-se a dinheiro ou a prazo : a
tratar na rua da Praia, serrara n. 55. Declara-
se que o terreno proprio.
Vende-se um silio na Pssagem da Magda-
lena, com una grande casa, duas grandes salas
o oilo guarios, cozinha fra, douscopiares, faz
frente fara o rio, toda murada, com porlo de
ferro, tem bastantes ps de larangeiras, de caf,
de fructa-po e de outros muitos arvoredos : a
tratar com Joao Manoel Rodrigues Valenca, no
mesmo lugar, ou na rua do Amorim nmeros 38
40 e 42.
Na estrada do Manguinho, sitio
da viuva Curvalho, ha para se altignr
urna escrava rccollnua, que faz todo
servico de casa, engomma, cosinha e
cose.
Fugio destt cidade em um dos das do mez
de abril um cscrao, de nomo Jos, idade de 25
annos pouco mais ou menos, com a peroa es-
querda cortada na altura da cxa, usado perna
supposta, de pao i pouca barba, meio fulo, com
falta de alguns denles, e nitros podres, altura
regular e igualmente do corpo. A pessoa que o
apanhar dirija-sc a rua de santa Cicilia, n. 17,
que ser recompensado.
Roga-se ao Illm. Sr T. M. G. R. F. o favor
de satisfazer o importe d'ura vale, que na ilha de
Fernanco passou a Manoel Bctelho Cordeiro: na
rua da Guia n. 56.
Ainda se precisa comprar tres moradas de
cazas terreas, em boas ras, em Olinda, com pre-
ferencia no Varadouro, Qualro Cantos, rua do
Amparo ; nao se olha apreso comtanto que sejam
boas: quem lirer aun1 ncie pira se poturado.
Fortunato Pinto, segu viagem para Bahia.
Preciza-ae de urna ama, para cosohar em
urna casa de pouca familia : na rita Nova n 17.
Tendo-se dezemraminhado do poder do
abaixo assignado. tima letra por elle aceita na
importancia de 68$20 rs. em favor dos Srs. Bar-
ros & Silva, aqual se acha paga aos mesmos, em
certeza do que j se acha com o competente re-
cibo as costas da mesma, sendo que a dita letra
seu venclroento era no dia 27 do correnle mez,
o foi paga hoje 25 de junho de 1860. Rcga-se
aquem tiver achado, lvala a caza de sua mora-
dia: na rua Imperial, veuda n. 39,quesera gra-
tificado
Jos Lopes da Si lea.
O abaixo assignado, morador no aterro da
Boa-vista hoje rua da Imperalriz n. 71, declara
ao respeilavel publico, que nada deve nesta pro
yincia ou em nutra qualquer, a excepcaoda Gran-
ja aos herdeiros da sen compadr, Antonio
Faustino da Rocha, aquantia de quarenta mil rs.
importancia de duas toalhas que Ihe deixou pa-
ra as vender, sendo que ditos herdeiros at o
presente nao os tem querido receber; se porm
houver quem se julgue seu credor aprsenle o
titulo qwo ser inmediatamente pago. Recife
25 de junho de lcW.
Custodio ifanorl Gonralves.
Sodr Hua estrella Ao Rosario
numero 11. .
Avisara aos seus freguezes que receberam
manteiga retinada em frascos, e araendoas con-
fetladas, ludo de superior qualidade, vindo pelo
vapor Guiene.
Precisa-so de um pequeo de 12 a 16 an-
nos para caixeiro de taberna : a tratar na tua Di-
reita n. 95.
Aviso.
J. Falque participa aos seus freguezes que elle
acaba de receber pelo vapor francez aGniene,
um pequeo sorlimenlo de luvas de pellica Jou-
vin, botinas Mellis para homens, ditas todas de
duraque preto e de cor para senhoras ; assim co-
mo por todos os vapores recebera um sorlimenlo
destes e outros objectos, quo veuder sempre por
prego razoave'
Espectculos lyricos.
Cigarros superiores de manilha, do Rio de Janeiro hesnanhop hTini ^ .- .
ho proprio. para os interv.llos do tha.tro lyrico ?& ff SAo UdS'/s uf *
wmm mmsmMsu
i-
GRANDE ARMAZEM

DE
-ATM
-'//Vi*

til/i
fflV)
Rua Nova n. 47, junto a igreja da Con-
ceicao dos Militares.
A baroneza da Victoria, seus fi-
llios Jos Joaquim Coelho, Joa-
quim de Gusmao Coelho, Horacio
de Gusmao Coelho, Demetrio de
Gusmao Coelho, Virgilio de Gus-
mao Co; lho, Joaquina Coelho de
Lemos, Guilherraina Coelho Bor-
ges Diniz, Amalia Coelho de Fre-
tas, eOlympia de Gusmao Coelho,
seus genros e ora Joao Hermene-
gildo Borges Diniz, Joao Pino de
Lemos Jnior, Joao Antonio de
Araujo Freitas Henriques e Ade-
laide Rodrigues Coelho, veem ante
o publico manifestar seus cordiaes
a^radecimentos ao distincto Dr.
Joaquim de Aquioo Fonseca pela
elevada delicadeza, minucioso cui-
dado, intelligencia e mais que ge-
nuina amizade, com que sempre se
houve durante todo o tempo dos
incotnmodos do fallecido seu ma-
rido e pai.
Desejavam ser mais prolixos,po-
rm, as lagrimas apagam as suas
ideas, e jamis poderao proferir
urna s palavra que possa traduzr
verdaderamente os leaes sentimen-
tos de seus coracOes.
Acceite, portanto, o Ilustre Dr.
Fonseca ma'rs urna rrova do since-
ro reconheciment e inteira con-
lianri que lhe tributam.
Recife 25 de junho de 1860.
Cobertores.
!<<3
w&
m
wJ
Acha-se na direccao da officina deste acreditado armazem o hbil KSfe
^3 artista Francisco de Assis Avellar, aotigo contra-mestre do fallecido gg|
^ Manoel Jos Ferreira. O respe.tvel publico continuara' a encon- |^
^ trar em d.to armazem um grande e variado sortimento de roupas S6
^ eitas, como se,am: casacas, sobrecasacas, fraques, paletoU de panno W
^ hno, ditos de catem.ra de cores, de merm, bombazina alpaca preta l^i
^ e decores, ditos de bnm de l.nho branco, pardo e de cores, calcas ^
^ de casem.ra preta e de cores, dita, de merino, de princeza, de brins |g
^ pardo, branco e decores, colltte* de velludo preto e decores, ditos de 8^6
S9M P?r8u'ao d,tos,de 8et,m P^to e branco, ditos de merino para luto H5
g| ditos de fusto branco e de cotes, paletots, casacas, jaquetas, calcas |^
H e colhetes para meninos de 6 a 12 annos, camisas, seroulas. chapeos |^
9-3^1 e grvalas pretas e de cores, libres para criados, fardamentot para ^
!^ a guarda nacional da capital e do interior. ts
Apromptam-se becas para desembargadores, lentes, juizfs de di- |
3|^| reito, municipaes e promotores, e vestidos para montara. Nao agr
sgp dando ao comprador algumas das roupas feitas se apromptarSo ou- S
^^| tras a seu gosto, qur com fazenca sua ou do armazem para o que |
Hg tem escolhidos e habis ofliciaes, dando-setoda e qualquer roupa no
JM/i da eonvencinnarlo ^
dia convencionado.
'i*i3>) JS. S 55 5K J 5 3E 'Si 58 3 5? *? *e t* !? s& w si j
Cbonitos (le Ilavana.
mos: na
Regala de la Reyna, regala Britnica, Entreactos, Cabanas e marca LonJrcs baranas Ieeiti-
aa rua da Cadeia do Recife o. 15 loja do 6
m
Progresso na cidade da Victoria
DE
Francisco Xaxier de Salles Cavalcante de Almeida
NO
Paleo i\a Fera.
0 proprietario desie estabelecimenlo, como se acha com um grande o completo sorli-
menlo, tendente a molhados, ferragens e miudezas convida portanto a lodos os raoraJorea
desta cidade da Victoria, senhores de engenho e lavradores queiram mandar suas
encommendas no Progresso do pateo da Feia, pois s ah encontraro o boro e barato,
visto o proprietario estar resolvido a vender, tanto em grosso, como a retalho, por menos
do que em oulra qualquer parte como sejam :
Latas de marmelada de l 2 libras a 1400, frascos com differenies quaVtdadas de doce
por 2#000, laias de soda contundo nove qualidades a 2*000, azeiionas muilo novas,
passas de dilas, vinho de lodas as quadades de 500 a 2#000 rs. a garrafa, licores
francezes de todas as qualidades, champanlte, conhaque de dilas, louca fina, azul,pintada,
e branca de todos os padres, smeixas em compaloiras e em latas a 19000 rs. a libra,
latas de peixe de posto por 2*000 rs banha do porco refinada, araruU, falias, bolachi-
ulia ingleza, biscoitnho, eoutras mais qualidades de massas finas, massa de tomate em
latas e a retalho, letria, macarrao, talharm a 800 a libra, verdadeira gomroa de aramia,
tnsenso de lodas as qualidades, espiritov de cravo, canalla, e alfazema, verdadeiros nenies
a imperis, e de tartaruga de 9-J000 a 109000 cada um, lranra e franja de seda, re-
citadoras de broca, pregos em quanli.lade de todos os tamanhos e qualidades a oulrcs
muitos objectos que por se tornar enfadonho deixa de os mencionar,
.PiOj-l]
Un
FERRADORES E VETERINARIOS ESPERIMENTADOS DA ESCOLA DE
CAVALLARA DE SAMR,
previnem so pub'ico que acabara de abrir sua officina de ferrador, na rua de Santo Amaro 1,1.
(prac,a do capim) em o bairro de Sanio Antonio, sonde acham-se promplos para incumbir-seda
ferradura e curativo dos animaes que Ihes forem confiados.
Nova fabrica da estrella
DE
VILLANA, IRMAO & ANDRADE,
de caldeiraria e fundico de melaes, na rua do Rrum,
ns. 11 e 13.
Reste estabelecimenlo acba-se sempre ptompio um grande sortimento de alambiques da co-
I bre de lodos os tamanhos simples e continuos, e machina de destilar e resillar espiritos al 40
| graos, car&puras e columnas de cobre de todas as dirnencoes, todos os cobres necessarios para o
i fabrico de assucar, serpentinas de cobre e estanho, lachos para rrfinico, lachas movis para en-
genho, bombas de todas as qualidades, sinelas e lodos os bronzes necessarios para en.'enho, go-
vernaduras de bronze para navios, parafusos de bronze e ferro para roda d'agua e oulras muitas
| obras [erlencenles s officinas de caldeireiro. latoeiro, ferreiro e funileiro, e fundilo de melaes,
e concerta m-se todas as obras perienrentes a cobre, bronze, estanto, zineo, ferro a folha ; na
mesma fabrica vende-se cobre em lencol e aroellas e chumbo em lencol, a zinco em barra, cadi-
nhos de laps desde na 80, e folhas de Flandres sonidas, e vende-se por menrs da del
porcento, a dinheiro ou 8 prazo, do que em oulra qualquer parte e a Tontada dos compradoras :
aQianga-fe a boa qualidade e construc^iio das obras cima ditas, e compra-se cobre a bronza Tahoz
effeclivamenle.
Vendem-se excedentes cobertores de lia escu-
ro, por commodos precos, por srosso e a reta-
lho : estes cobertores se turnam recommenda-
veis na presente quadra invernosa aos senhores
de engenho?, porque com pouco dioheiro podem
agasalhar osseus escraros : a tratar na ruada
Imperalriz n. 18. oulr'ora aterro da Boa-Vista.
O Sr. Jos Alfonso do Reg Barros tenho a
bondade de se dirigir i loja da rua do Crespo n.
20, que se lhe deseja fallar.
Jos Galli ra ao Rio de Janeiro.
Precisa-se de um Joroeiro ; na rua da Sen-
zala Nova n. 30.
D Senhorinha Joaquina de Almeida Leal,
' Tova do seu finado maiido Manoel Carneiro
Leal, est procedendo o inventarlo pelojuio dos
orphos, esrrivo Brito : as pessoas que se jal
garem eredoras do mesmo casal, qiniram jusli-
licar para serern allendidos as partilhas.
O Illm. Sr. regedor do gyranasio manda
. avisar aos pais, tutores ou correspondentes dos
alumnos internos, meio pensionistas e externos
do gymoasio^ue no dia 22 do ro-renie princi-
pia o recebimelo das mensalidades correspon-
; denles ao lercelro quarlel do 1." de julho ao ul-
timo de setembro do corrente. Secretaria do
gymnasio provincial de Pernambnco 21 de junho
de 1860.O secretario, A. A. Cabral.
mm#mm99 sese a#s
# Precisa-se de urna mulher livre de boa %
V eondncla, para servico do costura c en- %
j$ gommado cm urna casa de familia : a Ira- (
9 tar na rua da Imperalriz n. 48, segundo Q
# andar.
mmmmmw ###
Na rua do Deslino n. 3, se aluga um mole-
quecozmheiro, copdiro e comprador, aGancando
o seu seohor a sua boa conducta.
Compram-se effeclivamenle meias garrafas
que forana de champsnha : na rua larga do Ro-
sario n. 80, botica.
Carros fnebres.
Agr, administrador deste estabelecimento silo
em um armazem pertcncente ao convenio de S.
Francisco confronte a casa do Illm. Sr, Dr. Sar-
ment, tem determinado aos boleeiros da co-
cheira que administra que quando forero osear-
ros oceupados com os cadveres, quo vio a pas-
so : pede, pois, aquellas pessoas que afugarem
ditos carros, que quando os boleeiros se furla-
rem a cumprir o que lem determinado, que o
avisem para providenciar; assim como, a* horas-
que fixarem para o enterro nao seja espassada
para que nao appareeam reclamar,oes da parle d
outros que lm concordado em huras anata adan-
te ; agradecendo ao mesmo lempo ao publico e
aos seus amigos a cooperaco econflanca que Iha
tem prodigalissdo.
i O abaixo assignado, encarregado da desin-
fecto como dave constar aos senhores inspecto-
res de quarteirao, pela circular do Illm. Sr. Dr.
chefe de polica aos senhores subdelegado*, m
qual datada de 10 de maio corrente, fas acien-
te aos senhores inspectores, que logo que se de-
rem casos de angina, escarlatina e oulras moles-
tias que grassam epidmicamente, avisero ao
mesmo abaixo assignado para mandar proceder
desiiifeccoeomo por ordem superior foi deter-
minado,Jos di Rocha Prannos.

_M la-* -aaaa m m ap


DUlilOBe PERNASITJC0. TERCA FE1RA 26 DE JUNHO M. 188
\
phias de alguns poetas, e otrtros ho-} A 0 T ,
mens illustre da provincia de Pernam-j 2 Golen Square, LODreS.
buco, pelo co nmendador Antonio Joa-1 J- G- OLIVEIRAtendo augmonUdo.com lo-
quim de Mello. Contm as biograpbias mar a ca,a contigua, ampias e exccllontes ac-
de Luiz Francisco de Carvalho Couto, M,nmoda^e P" <"<> "" hos-
Jeronymo de Albuquerque Maranhao, i ^,de8"dft D00 se '>""* ao %* -
ai_.__ t_ j1 i -. .branca dos seus amigos e dosSrs. viajantes que
Alvaro Te.xe.ra de Macedo, e Jo3o i3ite"me.la capital; continua, presta!-Ihesseus
Antonio Salter de Mendonca ; versos, |gemcoso bons otarios guiando-os cm todas as
e OS quaes 30 odes anacrenticas, cousas que precjsem conhecimento pralico do
urna noticia interessate do levante de
Goianna em 1821, e noventa e dous
documentos mneditos. Por ora em
mo do autor.
0 Dr. Joo Ferreira da Silva mudou-seda
ra do Rangel para a do Livramenlo n. 26, so-
brado do Sr. Manoel Buarque Jo Macedo, defron-
te de suaantiga habitado. A grande pralica de
auscultarlo reconhecida por quasi todos os seus
collegas desta cidade lorna-o recommendado no
diagnostico das molestias dos pulmoes o do cora-
cao ; assim como para verificar o estado do sau-
de dos escravos que se desojara comprar. Pelo
crescido numero e variedades de operaedes que
ha feito com bom resultado em o cxcrcicio de
mais de 20 annos, se julga habilitado para prali-
ca r toda e qualquer operacao cirurgica por mais
delicada c difflcullosa queseja.
C7" Recebeu-se pelo paquete fran-
MI, loupa (cita para homem do ul-
timo gosto
LOJA DE MARMORE.
Dinheiro
sobre penhores, por mdico juro ; na ra do Li-
vraraenlo, sobrado n. 19, se dir quem dS.
O abaiio assignado faz scienle as pessoas
quo saodevedoras na lujada roa Direita n 102,
que pertcnceu a sen cunhado Antonio Arco Ra-
mos Maia, que nao paguem se nao ao abaixo
assignado, yisiolerem taes diviJas Picado a seu
cargo e o dito sou cunhado niio est autorizado
a receber taes dbitos, sob pena de pagarem se-
gunda vez.Jos "de Azevedo Maia & Silva.
SO Recebeu-se pelo paquete fran-
cec, luvas.do pellica de Jouvin de
todas as cores
Loja de marmore.
M
Prccisa-se de um feilor para o engenho
Mussupinho, distante desta praca seto legoas,
preferindo-se portugus da ilha de S. Miguel :
quem se julgar habilitado dirija-se ra do Li-
vramento, loja n. 8, que achara com quem
tralar.
cousas que
paiz, etc.: alm do portuguez e do nglez falla-se
na casa ohespanhole francez.
agenda dos fabricantes america-
nos Grouver & Baker.
Machinas de coser: em casa de SamuelP.
Johnston & C.rua da Senzala Nova n. 52.
Francisco Jos'Arantes previne a
seus freguezes, que mudou o seu arma-
zem de materiaes da ra do Imperador
(antiga da Cadcia de Santo Antonio) pa-
ra o pateo do palacio da presidencia
hoje Campo das Princesas, ao lado da
repartidlo das obras publicas.
fCs^ Recebeu-se pelo paquete
francez novos vestidos de oir-anlique e
grode-fric, mantcaux para sahida de thea-
1ro e muilos objectos de novidade pro-
prios para scnlioras
Loja de marmore.
na
Na ra da Cadeia do Recife n. 38, primeiro
andar, precisa-so fallar ao Sr. solicitador Manoel
Pcreira de Magalhacs.
O Sr. Andr Alvos da Fonseca Jnior queirs
por favor ir ou mandar ra Nova, loja n. 7, a
negocio que nao ignora.
^Lices de francez e%
piano.
SS Mademoiselle Clemence de Hannetot g
S de Mannevillecontinua a dar lices de m
X francez < piano na cidade e nos arrabal- 4*
g dc3 : na ra da Croza. 9, segundo andar. sj
m mam eses^ mmm%
Bollinhos,
Randejas enfeiladas com diverso! goslos, dos
melhoresbolinhos do nosso mercado, em poroso
de libras ou a retalho, quo conservam-se muito
para embarque ou viagem ; as-im como pudins,
pastis de nota, crenie, tortas, ou oulra qual-
quer pasteltlia para dessert: lambem preparam-
8e bolos finos para o lempo de S. Joo e S. Po-
dro, das meihores qualidades da massa molhada
e secca superior, ludo com o melhor asseio, e o
mais em coila do mercado, dirija-se a ra da
Penha n. 25, para tratar-se.
S^;Si*-@)@ S 8@g
1 DENTES I
S MTIFICIAES. !
jjfRuaestreltado Rosario n.3
Francisco Pinto Ozoriocolloca denles ar- @
liflciaes pelos doussystcmasVOLCANITE, @
cimpas d 3 ouro pu platina, podeudo ser
procurado na aobredila ra a qualquer
hora. da
Grande e novo sortimento de fazendas de todas as qua-
lidades por baratissiinos precos.
Do-se amostras com penhor.
INCIA.
O Sr. Ihesourciro das loteras manda fazer pu-
blico que se acham & venda, todos os dias no es-
crij.lorio rador n. !6, c as casas commissionadas pelo
mesmo Sr. iheso'iroiro na praca da Indepen-
dencia ns. 14 e 6 e na rus Nova n. 5G, os bi-
Ihetes e meios da ultima parle da oitava e pri-
meira da nona lotera da malriz da Boa-Vista
desta cidade cujas rodas devero andar imprcle
LU.UPA.MliA DA HA HRREA nvelmente no da 7 de julho prximo futuro.
D0 Thesouraria das loteras 16 de junho de 1860
RECIFE A S. FRANCISCO. "' tm'Mcri&0-
Arlm.
Prcync-se ao respoitavcl publico que do dia
1o de julhn (inclusive) em diante, al segundo
aviso ser supprimido o Ircm dos domingos e
dias santos que parlia da villa do Cabo as 5 horas
da larde e vollava das Cinco Ponas as 6 112 horas.
Ha para alugnr-sc um segundo andar de
um sobrado no pateo da Santa Cruz : quem o
prelender, falle na ra das Cruzes, ultimo sobra-
do de dous andares a direila quera vai da ra
do Quelmado para s. Francisco: na mesma casa
ainda ha o bom fumo do Garanhuns.
Na ra dos Encantos, casa terrea com dous
portoes, deseja-se fallar com o Sr. Joaquim Jos<5
ae Souza Serrano.
Joaquim Pereira Ramos faz publico, e peloi
presente scienliflca io Sr. arrematante das agur-
denles, que do flm do presente mei cm dianle
deixa de vender esso genero na sua taberna sila
na ra eslreita do Rosario n 40.
Aluga-sc o primeiro andar e armazens da
casa n. 13 da ra do Vigario : a tralar no caes do
Ramos n.2, escrptorio, ou ra Augusta n. 94,
com Prxedes da Silva Gusmao.
No pateo do Terco n. 2, fabrica de charu-
tos, precisa-se de uro caixeiro que entenda d fa-
zer sorvete ealguma cousa do cozinha ; na mes-
ma casa precisa-se de 4offlciaes de charuteiro, e
P^"SRe.pUhearaei Hazzizo. subdi.o francez, retira-se *
para a Baha.
Fortnalo Gohiri, subdito francci, retira-se
para a Baha.
Roga-se aos Srs. devedores a firma social
de Leite & Gorreia em liquidado, o obsequio
de mandar saldar seus dbitos na loja da ruado
Queimadon. 10.
Por na corle de cabello e
frisamento 500 rs.
Ra da Imperatriz n. 7.
Lecomlc acaba de receber do Rio de Janeiro
o primeiro contra-meslre da casa Augusto Clau-
dio, e um outro vindo de Paris. Esta estsbele-
cmenloesta hoje as meihores condicoes que
possivel pora satisfazer as encommendas dos
objectos em cabellos, no mais breve lempo, co-
mo sejam : marrafas a Luiz XV, tadeias de relo-
gios, braceletes, aunis, rosetas, etc., etc., ca-
bdlloiras de toda a especie, para homens e se-
nhoras, lava-se igualmente a cabera a moda dos
Estados-Unidos, sem deixar urna s pelcula na
cabeca dos clientes, para satisfazer os pretenden-
tes, os objectos em cabello sero feitos cm sua
presenra.se o desejarera, e achar-sn-ha sempre
urna pessoa disponivel para cortar os cabellos, e
penlear as scnlioras em casa particular.
E' chegado loja de Lccomte, aterro da
Boa-Vsla n. 7, o exccllente leite virginal de ro-
sas branca para refrescar a pello, tirar pannos
sardas c espinhas, e igualmente o afamado oleo
babosa para limpar e fazer crescer os catello>
assim como pos imperial de lyrio de Florenca
para borluejas e asperidades da pelle, conser-
va a frescura e o avelludado da nrimavera da
vida
Lindos cortes de vestidos de seda prelos
de 2 saias
Ditos ditos de ditos de seda de cores
com babados
Ditos ditos de ditos de gaze phantazia
de cores
Roraeiras de fil de seda preta bordada*
Visitas de grosdcnaples preto bordadas
com troco
Grosdenaples de cores com quadrinhos
covado
Dilo liso preto e de cores, covado
Seda lavrada preta e branca, covado t e
Dita lisa preta e de cores, com 4 palmos
de largura, propria para forros
Corles de vestido de seda de gaze trans-
parentes
Ditos de ditos de cambraia e seda, corle
Cambraiasorlandys de cores, lidos pa-
dres, vara
Manguitos de cambraia lisos e bordados
Tiras e entreraeios bordados
Mantas de Monde brancas e pretas
Ditas de fil de linho pretas
Chales de seda de todas as cores
Lencos de cambraia de linho bordados
Ditos de dila do algodao bordados
Panno preto e de cores de todas as qua-
lidades, covado
Cascniiras idem dem idem
Gollinhas de cambraia a
Chales de touquim brancos
Ditos de merino bordados, lisos e es-
tampados de lodas as qualidades
Eufeitcs de vidrilho franeczes prelos e
de cores
Aberturas para camisa de linho e algo-
dao, brancas e de cores
Saias balao de varias qualidades
Tafel rxo, covado
Chias francezas claras e escuras, co-
vado
Cassas francezas de cores, vara
Collarinhos de esguiao de linho mo-
dernos
Um completo sorlimento do ronpa feita
S

I
1200
f
3000
1500
10*000
16i000
1*000

9
3
9
9
I
8900
I

S640
9
Msica.
Recebeu-se pelo ultimo paquete boni-
(as msicas para piano : na ra Nora
W n. 43
ae Loja de marmore.
Nova fundico de ferro
; e bronze.
James E. R. Spears.
Fundidor machinisla eengenheiro encarrega-
se de qualquer obra, assim como sentar vapores
de lodas ai qualidades para serrara, refina^ao,
fabrica de sabo, machinas para amassar pao,
para moer mandioca, ludo por prer;o commodo,
e concerta alvarengvs, bombas, vapores, e toda e
qualquer obra.
Attenco.

Vendem-so tres moradas de casas terreas no
lugar d Capunga velha, com bons quintaos c
boas fructeiras : quem qu/.er compra-las, diri-
ja-se a ra do Queimado, loja de miudezas n. 63
que achara cora quem tratar.
Juan Anglada, subdito hespanhol, rolira-se
para o Rio de Janeiro.
Da-se 2009 a juro sobre penhore's de ouro :
na ra Imperial n. 50.
Na botica da ra do Rangel n. 64, precisa-
se com urgencia de um olficial de pharmacia.
tf nrTTTTT YT-JT-TT Y TTYYTTTT ff TTfc
Dentista de Paris.
15 Ra Nova15
Frederico Gautier. cirurgiao dentista,
faz todas as operaces da sua arto e col-
loca denles artificiaos, ludo com a supe-
rioridade e perfeicao que as pesspas en-
tendidas Ihe reconhecem.
Tem agua e pos denlifricios etc.
*
sendo casacas, sobrecasacas, paletots,
eolletes, caigas de mullas qualidades
de fazeudos y
Chapeos frsccezes finos, forma moderna 8*500
Um sorlimento completo de grvalas de
seda de todas as qualidades 9
Camisas francezas, peitos de linho e de i
algodao brancas e de cores *
Ditas de usto brancas e de cores $
Ceroulas de linho e de algodao *
Capellas brancas para noivasmuilo finas $
Um completo sorlimento de fazendas
para vestido, sedas, laa e seda, cam-
braia e seda tapadas e transparentes,
covado |
Meias cruas brancas e de cores para
metios *
Ditas de seda para.menina, par 1*600
Luvas de fio de Escocia, pardas, para
menino *320
Velludilho de cores, covado 1*200
Velbulina decores, covado *70O
Pulseiras de velludo prelas e s co-
res, o par 2g0lXl
Ditas de seda idem idem 1*000
Um sortimento completo de lu--as de
seda bordadas, lisas, para fenhoras,
homens e meninos, de todas as qua-
lidades y
Corles de colJete de gorgurao de seda
de cores y
Ditos de velludo muito finos 9
Lencos de seda rflxos para senhora 2*50
Marquezilas ousombrinhas de seda com
molas para senhora 9
3*500 | Sapatinhosde merino bordados proprios
! para baplisados, o par 25^00
9 i Casinelas de cores de duas largurasmui-
000 j lo superiores, covado 1*000
gOOjSelim preto, encarnado e azul, proprio
, para forros, com 4 palmos de largura,
*280| fazenda nova covado 1*600
*50 | Setira liso de todas as cores covado 9
Lencos de gorgurao de seda prelos 9
Relogios e obras de ouro 9
Corles dn casemira de cores a 5*000
$800
INERAL
NATDRALLE DE VICHY.
botica franceza ra da Cruz n. 22.
Lembranca aos esqueci-
dos.
Manoel Jos do Nasdtnento e Silva, anda |wb
ultima vez roga a lodas as pessoas que Ihcs et-
lao devendo gneros que compraran) para s*i*
alimentos, erasen antigo ostabeiecimento da o*
da Cadeia do Recife n. 23, defronte do heeco Lar-
go, de vir pagar o que dovem at o flm e> tor-
rente mez de junho, e nao o fazendo, passaia *
ser chamados pelo Diario.
Constan lemenlc
compra-se, vende-se e Irora-se rsera?os : na na
Direita n. 66, escrptorio de Francisco ataikia*
Peicira da Cosa.
O Dr. Cosme de Sa' PereirM
,de volt de sua viagem instructi-
tiva a Europa continua noexer-j
leiciodesua prossao medica.
Da' consultas em seu escripto-1
rio, no bairro do Recife, ra da!
Cruz n. 53, todos os dias, nuccij
.nos domingos, desde as Choia>
t as 10 da manhSa, sobre otj
seguintes pontos :
!. .Molestias de olhos ;
I*. Molestias de cora cao e de
peito ;
3-. Molestias dos orgSos da gera-j
co, e doanus ;
4*. Praticara' toda e qualquer!
operarao quejulgarconvenier-i
te para o restabelecimcntodcH
eusdoentes.
^ O exame das pessoas que c ce i.!
lultareiB sera' feto indistinctt-
mente, e na ordem de suas tu-
Ir* das; fazendo exc pe*o os c'ct i.
tes de cilios, ou aquel'er que jt)
/S'inotivojustoobtivci < n. hora mal-
eada para este im.
A applc-co de alf,uns n.cdi
Jumentos indispensaveis cm_vaii( >
^casos, como o do sulfatod#tli o
Spina etc.) sera'feito,ouccnccdi<'<
^gratuitamente. A corfianra qi<
$&nellesdeposita, a presteza de mi;
|accao, e a necessidade prompt
X|de seuemprego; e tudoquantoc
vdemove em beneficio de leo*
lente!.
Neste proveitoso estabclecimento, que pelos no vos melhoramentos feitos acha-se rnnv
cieotcmente montado,far-se-ho tambera do Io deuovembro em vante, contratos mensaes nar
oaior commodidadee economa do. publico de quem os proprielarios esperara a remuneraco de
DE
k
)o- -~- -"juv., ucuusia, im UilB La- <
>* rangeiras 15. Na mesma casa tem agua e <
p dentifico. <
^.AAAAAAAAAAl X.SJLXJJLXJ.X.i.i.y.
DENTISTA FRANCEZ.
Paulo Gaignoux, dentista, ra das La-
fioga-se aos Srs. devedores do estabele-
cimenlo do fallecido Josda Silva Pinto, o ob-
sequio de saldaren! seus dbitos na ra do Col-
eg venia n. 25 ou na ra do Queimado loja
o. 10.
Sociedade de sel-
leiros.
Roga-se aos senhores socios desta til socieda-
de que se dignem ir vr as machinas de coser,
preprias para este officio : na ra da Imperatriz
numero 10.
GKANftE
Fazendas e roupa feita
POR MEDIDA.
Na loja earmazem de Joaquim
Rodrigues T. de Mello.
Ra do Queimado n. Wd.
cm sua loja de 4 portas.
Tem um completo sorlimento de roupas feila3
e por medida a vonlade dos freguezes: calcas de
casemira e de brim, eolletes de diversas quali
des, sobrecasacas de muilo bom gosto, um sor-
timento de paletots de panno e de casemira, al-
paca, laazinha, riscadinhos e de brim, que tudo
se vende per prego commodo ; um completo sor-
Itmenlo de chapeos prelos de seda para homem,
de superior qnaldade a 10#, ditos de castor mui-
to superiores a 16$, chapeos de sol de seda in-
glezes dos meihores que tem vindo ao mercado,
ditos francezes de diversas qnalidades, ditos de
panno grandes e pequeos, corles de vestidos de
seda do variados gostos para diversos precos, um
completo sortimento de bordados e entre-meios,
golinhase manguitos, ludo por preco commodo ;
chaly de seda e la de gosto mais apurado que
tem apparecido a 1&280 o covado, chitas france-
zas muito superiores de 260 al 410 rs. b covado
de gostos muito delicados : um grande sorlimen-
to de fazendas fran "zas e inglezas c allemas que
seria impossivcl aqui se poder mencionar com
precos, assevera-se aos freguezes que tudo se
vende mai.j em conta que em oulra parte sendo
a dinheiro.
Assignatur de banhosfrios para urna pessoa por mez.....
. momos, de choque ou chuviscos por mez
Senes de p.artoe* e banhns avulsns aos oreos annunciadns.
lOfOOO
153000
Collegio de Bemfica,
estabelecido na ra da Aurora, edificio contiguo ao do
collegio das orphas.
O director deste d'esle eslabeleciment participa que no mesmo se ensinara as disciplinas
DA
Ensino primario
TROFESSORF.S.
O Sr. Honorato Augusto
de Miranda e o director.
Leilura e escripia........
Ooulrina christaa........
Arhlimetica pratica.......
Grammalica nacional. ......
Geographit elementar.....,
Elementos da historia do Brasil. .
Ditos da historia Sagrada......
LATIU.
Grammalica latina.......
Latinidade..........
Grammalica philosophica.......\ O Sr. Antonio Joaquim de
Mytologia...........| Passos.
Poesa clstica........
Ensino secundario
FRANCEZ.
1*. cadeira, grammalica e traducc/io.
2*. dita locucao composicao e escripia
INGLEZ.
Sirop du
DrPORGT
JARABE DO FORGET.
Este xarope esl approvado pelos mais eniiorntes mdicos de Paris,
Icomo sendo o melhor para curar censtipacoes, tesse convulsa e outras,
eccoes dos broncios, ataques de peito, irrilacoes nervosas c insomnolencias: uma colherada
pela manlu, e oulra noile sio sufQcientes. O tffeito deste excelente xarope satisfaz ao mesmo
lempo o doenle e o medico.
O dtpotilo i na ra larga do Rotarlo, botica de Darthokmco Francisco de Souza, n. 36.
FUN
DO
1.1.
Ra do Brum (passando o chafariz.)
No denoi'ito desle eslaneleclmeiito sempvc "ha grande soTlimento de me-
eliamsmo para os engennos de assuear a saber:
Machinas de vapor moderna, de golpe cumprido, econmicas de combustivel, e defacillimo assento ;
Rodas d agua de ferro com cubos le madeira largas, leves, fortes, e bem bataneadas;
Cinnos de ferro, e portas d'aguaoara ditas, e serrilhas para rodis de madeira ;
MosnJas inteirascom virgens muito fortes, e convenientes ;
Mjias moendas com rodetas motoras,>ara ag, cavallos, oubois, acunhadas em aguIL5es deazs ;
Taixas de ferro fundido e batido, e de cobre
Pars ebicas para o caldo, crivos e portas de ferro para as fornalbas;
Alambiques de ferro, moinhos de mandioca, fornos para cozer fari'nha ;
Rodetas dentadas de todos os tamanho para vapor, agua, cavallos ou bois ;
Aguilhoes, bronzes epa ra usos, arados, eixos e rodas para carrocas, formas galvanizadas para purgar etc., etc.
D.W.Bowman confia quejosseus freguezes acharo tudo digno da preferencia com
que o honrara, pela longa experiencia que elle tem do mechanismo proprio para os agricul-
tores dsta provincia, e pelo facto de mandar construir pessojfmerite as suas obras as
mais acreditadas fabricas da Inglaterra, para oude elle faz viagaavannul para o dito fim,
assim como pela continuacao da sua fabrica em Pernambuco, para modificar o mechanis-
mo a Yontade de cada comprador, e de fazer os concertos de que podero neoessitar.
O Sr. Francisco Antonio
Cesario de Azevedo.
O Sr. Jos Mara Ra-
monda.
O Exm. Sr..Dr. Francisco
Balta/ar da Silveira, que se
encarregou d'esla cadeira gra-
Grararaalics, traduccao, composigao e escripia, [luitamenie, o por es,:ecial ob-
sequio ao director.
1TALUKO.
Grammalica, iraduccao, composijo, escripia e]
"Sao...........I O Sr. Jos Mara Ra-
AtLFMAo. monda.
dem, id-m, idem, idem.......)
PIIIL0S0PI1IA. 1 ft
Philosophia racional e moral e historia .hito- br* con;elhciro
O Ihesourciro das loteras declara que a pa-
gamento dos premios da quarla parte da quarta
lotera do Gymnasio Pernambucano, cnias lisia*
leem de ser publicadas cm odia 18 do i/rcseii(
mez, principia a ser elTectuado do dia 19 do mes-
mo mez em dianlp, visto como al o referido da
18 tem o mesmo thesoureiro e os mais empre-
gados de eslarcm ainda oceupados com a con-
cluso da extraccao dos nmeros que nao Piraw
premiados, para assim se verificar a exactido ja
mencionada lolcrla.
Thesouraria das loteras 16 de junho de 1SCO.
Camilla Pires.
ummmm msmm mmmtmm
Afc Lu muco habilitado e de boa conduila i
3b offerecc-se para ensinarem qualquer ca- 36
j/i sa particular.a pessoas de quabiutr s.'xr-, 'JP
^5> primeiras lellras, lingua nacional, fran- 'i/i ce?, lalim, msica, lnslrumeiital e vocal, M
e bem assim copia qualquer pera de mu- S
f. sica muilo bem imitando a copia lilhogra- <
HS phada, ornando a frente da pera de ca- 3>
racteres gticos ou de outrus quaesquer tt
ffi o isto com a presteza que se exigir: a $
V tratar na ra larga do Rosario n. 1, pri- } meiro andar.
ai
sopliica
RHETORICA.
RhaoricD, potica e historia Jj liiteralura .
GEOGRAPHIA.
Geographia, historia e chrcnologia .
geometra.
Anthirnelica, algebra e geometra. .
Pedro Aulran,
O Sr. Vital Ferreira de
f Moraes Sarment,
O Director.
Bellas arles.
Msica
Dansa
..........I O Sr, Jos Leandro Mar-
(lins Filgueiras.
.......... OSr. Manoel Baplisia de
(Souza.
Desenho...........I O Sr. Jos Mara Ra-
jraonda.
SS B Todas estas cadeiros lera substitutos; portanio nunca dexar de haver aula em io-
das as disciplinas. Alem d'isto j tres dos professores mais necessarios habilam no collegio para
que oa alumnos obtenham todo o adianlamenio possivel. *
O director do collegio de Bemfica lera empregado todos os meios ao seu alcance, nao pou-
pando sacrificios, afim de que 03 alumnos que o frequenlarem, alcancem a mais solida ins-
truceio, a moral a mais austera e a educaga a mais elegante.O director, Estevao Xavier da
Cunha.
Prt'cisa-se de duas amas, uma pa-
ra cosinliar e outra para engommar,
dndose preferencia a escravas: a tra-
tar na ra do Imperador n. 15.
^Consultorio central liomcopathico:
DE
d Continua sob a mesma direcrao da Sfa- rj
^ noel de Mallos Teixeira Lima, professor \
-j em homeopalhia. As consultas como d'an- \
Sj les. t
Botica central homcopatliica
S DR* SABjNO 0, L PIMO-!
@ Novos medicamenloshomeopathicos en- |
^ viadosda Europa pelo Dr. Sabino. m
Estes medicamanlos preparados espe-
^ cialmente segundo as necessidades da ho-a
^ mcopalhia n.o Brasil, vende-se pelos pre- m
^ eos conhecidos na botica central horneo- Z
a pnthica, ra de Sanio Amaro (Mundo No- Z
Z vo) n 6.
O abaixo- assignado avisa ao Sr. Jos Ro-
drigues Freir, que tenha a bondade de ir lirar e
penhor que tem na ra da^Lrnorim n. 36, no
prazo de 8 dias, a contar da dajidesic-, e nao o
fazendo perder o direito ao asflsmo, Recife 22
de junho de 1860.
Antonio Jos de Sampaio.
ALLIANCE
Estabelecida em Londres
EM
mm 11 mu.
CAPITAL
Cinco mUuoes de liaras
eslerVinas.
Saunders Brothers & C.a tem a honra deln-
formar aes Srs. negociantes, proprietarios de
:asas, e a gm mais convier, que esto plena-
mente autorisados pela dita companhia para
effectuar seguros sobrf edificios de tijolo epe-
dra, cobertos de telha e igualmente sobre os
objectos que contiverem os mesmos edificios
quer consista em mobilia ou em fazendas de
qualqu "alidade.
O bacharel Antonio Luiz Cavalcanti de Al-
buquerque ende, cora autorisaso de sua mi,
alguns terrenos para ediflcar.no siltio on na ra do Palacio do Bispo d. 1.
Compra-se
o guarda livros moderno ou curso com
oleto de instruccoes clem.intares sobre
as operacjfiesdo comrnercio, por Manoci
Teixeira Cubra 1 de Mendonca : na pra-
cu da lodependencia Itvraria n. 6e8.
Em casa deJ. Pracger & C. ru
da Crua n. 11, vende se presuntos mui-
to novos despachados ltimamente.
Taberna.
Vende-se a taberna de ra das Cruzes n. >!
a tratar na mesma.
Na ra da Praia n. 25, travessa do C.irioi
ha para vender 12 pipas do mel de muito boa
qualidade ; na mesma casa ha um moinho e lor-
rador de caf.
Milho a 4# e farelo a foOC: na taberna 0*
eslrelh do largo do Paraizo n. 14.
,!? Ur. Larnciro Monleiro aproveitando da i
@ proporco que lem para mais facilmenie t
};? execular os irabullios do parlo, e aconse- '
Ihado pelo feliz resultado que tem oblido 9
em multiplicados pnrtos laboriosos, lem M
+- feilo sua especialidade sobre ee remo }
$9 para o que poder ser procurado a ijual- ?ft
~ quer hora, na ruado Bangel n 16. /
AVISO.
Botase vidrospromplamentc a qualquer hora
do dia. do mais pequeo al seis palmos, proprios
para nichos de igreja ou sancluarios, em porta*
de carro e lanlcrnas dos mesmos, em quauros e
caixilhos : levando-03 ra do Arago, taberna
n. 8.
Precisa-se alugar uma escrava que soja Ce!,
para lavar roupa, dar agua e vender na ra: na
ra da Guia n. 40 2o andar.
Apromptam-se janlares para fra cent as-
seio e por prego commodo: na ra da Guia a. 4tt
2o andar.
Altenco.
% Curso pralico e theorico de lingua fran- M
% ceza por uma senhora franceza, para dez #
9 mocas, segunda e quinta-feirs de cada se-9
% maa, das 10 horas al meio dia: quem 9
% quizer aproveilar pode dirigir-se a ra da %
8 Cruz n. 9, segund andar. Pagamentos A
aitiantados. 2.
s# *
Eiras h. Irmio declaram ao publico e ao Sr
arrematante dos espirito* nacionaes, que desde i
dia ultimo de junho dfixam de vender bebida
espirituosas cm sua taberna sita nUavesa d
paleo do Paraizo n. 16; e para que depois na
se chamem a ignorancia, faz o presente m-
nuncio.
Padro Thomaz Coclho Estima rat a Tor-
Ingal.
Precisa-se de um caixeiro de 12 a 14 an-
nos, para uma taberna, dos chegados ltimamen-
te de Portugal, dando dador sua conducta : *.
tratar na ra da Praia n. 80
Domingos Martins Ponles, relira-se para *
Rio de Janeiro.
Almeida 4 Bnrgos, fazem scienle a que*
convier, que o Sr. JosTellesde Mello, deixoud*
ser caixeiro de sua casa, desde o dia 22 do cr-
renle.
i


Sincero reconhecimenlo.
Inflamiiiaeo dos bofes.
Nada ha mois justo do quedar os devidos lou-
Tores a quem os merece, e por isso que (ajo a
prsenle declerago s preciosas virtudes das
chapas medicinaes do Sr Ricardo Kirk, morador
na ra do Parlo n. 119, pois no curio espaco de
30 das curarem uraa escrava minha que padeca
de iuflammaco nos bofes da qual eslava j tao
atacada, que n5o podis estar seno deitada, ape-
zar de ler eito lodos os remedios. Por lano
n5o obstante as ditas chopas serem bem cor.he-
cidns por suas iunumeraveis curas, Caco tamtim
esla declaraba em signal do meu sincero reco-
Bliecioienlo.
Ges da Gloria n. 90, Rio de Janeiro.
Luiz Jos da Cosa.
Reconhecida verdadeira a assignalura supra pe-
lo labullio.Jos Cardoso Fontes.
Louvor e merecimento.
Inlianinuuao na bocea do estomago.
Possuido dos mais sinceros agradecimenloi,
vou pormeio desla [olha declarar o feliz curativo
que mitiha senhora recebeu por meio das cha-
pan medicinad do Sr. Ricardo Kirk, escriplorio
ra do Parto n 119. Orando boa em 30 das de
nina inflammarao no estomago, que padecia ha
mais de 2 annos, por cuja causa soffria inmen-
sos ineommodos ; por tao justo motivo confesso
a minha gratid5o para com o autor de tao pre-
cioso remedio, que pode sem duvida ser til a
tantas pessoas quo padecem a mesma Molestia.
Ra de S. Pedro n. 291, Rio de Janeiro.
Anselmo Malla das Neves.
Cura completa.
Sem resguardo nem incommodo.
Forle inp.ammar.o na bocea do estomago.
Eu abaixo assignado. Caco publico, era bene-
ficio da humanidado, que soffrendo por espaco
de um atino urna forte iuflammaco na boceado
estomago que me causava falta de respiraco e
um cantaeo extraordinario, e tendo tomado e
aplicado varios remedios, nenhum resultado Ca-
voravel obtive : achando-me qu'asi desesperado,
recorr finalmente s chapas medicinaes do Sr.
Ricardo Kirk, ra do Parlo n. 119, escriplorio,
cora as quaes, trazondo em suppuraco os hu-
mores, em 38 dias achei-me inleiramente livre
dota terti*el molestia ; pelo que dou ao dito se-
nhor os meus mais puros e sinceros agradeci-
mcnlos. Ra dos Ourives n. 2, Rio de Janeiro
Jos Joaguim Ferreira.
DIARIO DE PEBUAMBUCO. TERQA FEIRA 26 8E WHHO DE 4960:
DE
C
Em pacotes pe S caixas n. t e n. 2
Um curativo rarissimo Coito pelo medico Car-
los Pedro Etchecoin, sobre a pessoa abaixo as-
signada. Padec o anno passado um cancro roe-
louro nopeito esquerdo, procedido de urna espi-
nlia ou urna dureza de que Coi o principio, e com
comidios, e urnas certas dores que rae respon-
da no roracao. Qnandof rocurei o dito senhor
a ferida era horrenda que podin caber um ovo de
gallinhe. Granas a estas [lulas sarei em me-
nos de 60 dias. Fclizes daquelles que tiverem
ao seu alcance os raros remedios do aulor.
S. Vicente 12de dezembro de 1859.
Escolstica Mario.
Deposito geral na do Parto n. 119
RIO DE JANEIRO.
Dos tres cavallos Curiados no engenho Bom-
fim, .10 amanhecer do da 8 do correle, cuja
suhlrarco foi annunriada por este Diario ; ap-
pareceu um, o do morador, que foi lomado a um
ladran no lugar Ibura, recolhido ao deposito nos
Afolados, e ah entregue a seu respectivo dono ;
continan), porni, a oslar furlados os outros
loi 9 da (azoada, sondo um alasao claro, carrega-
dor baixo, rastrado ; o outro caslanho, inleiro, e
tem vento as mos, quo o faz emmaquecer
quando viaja mais : roga-se as autoridades do
lvgar onle Coi npprehendido aquelle cav.illo, de
indagarem esse oegocio que hoje mais Cacil por
se havor prendido o que o linha oceulto. Qual-
quer noticia a respeilo p3de ser dada na praca,
no oscriplonn dos Srs. M. I. de Olivoira & Filho,
praca do Corpo Santo, que satisfar qualquer des-
pez para oblenciio dos mosmos cavallos.
o i
YO gt
mam, i
Luiz Soulan, cutilero e armeiro fran-
cez, que trabalhou em casa dos Srs. gt
Pommaieau e Pradines an, provine f*
ao publico quo acabado estabelecer-se |f
na ra das Cruzes n. 38, aonde offore- 8
ce seu proslimo, quer para amolacoes,
qur para concertos de qualquer espe-
cie, o que promclle fazer com rapidez
e perCeicao. Igualmente se encarrega
de concert de instrumentos de cif urga
e dentistas ; quem de seu presumo se
quizer utilisar podo ficar intciramenlc
?? descancado quanlo ao apurado do Ira-
*|| balho.
Iwiwiiwfiiififfiffm^
Joan l.egeilh, tendo de seguir para a Fran-
ca no vapor francoz Guicne, esperado no fim
do mez, despede-so de seus numerosos amigos.
Procisa-se de duas amas, urna secca e ou-
tra de leilc : no pateo do Torco o. 26,
Faz-se bollo de S. Joo'e cangica de milho
verde muito bera Coito : na cidade de Olinda na
ra do Amparo n. 30.
-largo da Penha-
Neste armazem detnolhados con-
tinua-se a vender os seguintes gneros abaixo mencianados te superiores qualidades e mais barato
do que em oulra qualquer parle, por serem a inaior parle ilellea recebidos em dircilura por conta
dos proprietarios.
MaiUoVga ingleza e fraueeza
perCetamente flor a mais ora que lem rindo ao mercado de 640 a 800 is. a libra e cni barril
se Cara algum abatimento.
Qucijos fYamenigos
muito novos recenlemente chegados no ultimo vapor da Europa de 1J700 a 3} e a vista do gasto
que o Creguez flzer se Cara mais algum abatimeuto.
Queijo \>rato
os mais novos que existem no mercado a 19 a libra, em porco se Cara abatimento.
\ mcixas frauc ezas
em latas de 1 1^2 libra por 1$>00 rs., e em campoteiras de vidro contendo cada urna 3 libra
por 3&000.
M uslavda ingleza e traneeza
em Irascos a 640 rs. e em potes ranceza a 800 rs cada um.
VcvAadcivos figos &e comadre
ai caixiohasde 8 libras elegantemente enCeitadas proprias para mimo a 1(600 rs.
Bolacninna ingleza
a mais oova que ha no mercado a 240 rs. a libra e em barrica com 1 arroba por 45-
Potes vid vados
de 1 a 8 libras proprias para raanleiga ou outro qualquer liquido de 400 a 1*000 rs. cada um.
VwYcndoas conteiladas proprias para sortes
de S Joao
a 1$ a libra e em Crasquinhos, contendo 1 1[2 libra por 2j.
Cn pvelo, hyson e perola
os melhores que ha neste mercado de I56OO, 2* e &&500 a libra.
Macas em caixinnas de 8 \V\>vas
contendo cada urna difCerentes qualidades a 4500.
Palitos de denles \\e\\ados
em molhos cora 20 maciahos cada um por 200 rs.
Tijolo francez
propriospara limpar Caca a 200 rs.
Conservas ingYezas e francezas
em latas e em Irascos de difCerentes qualidades.
Presuntos, enonricas e paios
o mais novo que ha neste genero a 480, 640 e 720 rs. a liara.
Valas de nolacninna de soda
de difCerentes qualidades a 1J}600 em porco se Cara algum abatimento.
Tambora vendem-se os seguintes gneros ludo recenleracnle chegado e de uperio-
res qualidades, presuntos a 480 rs. a libra, chourica muito nova, marmelada do mais afamado fa-
bricante de Lisboa, maca de tomate, pera secca, passs, Crelas em calda, amendoas, nozes, Crascos
com amendoas cobertas, confeites, paslilhas de varias qualidades, vinagre branco Bordeaux.proprio
para conservas, charutos dos melhores Cabricantes de S. Flix, macas de todas aa qualidades.gom-
ma muito (loa, ervilhas francezas, champagne das mais acreditadas marcas, cervejas de ditas,
spermacetebarato, licores francezes muito finos, marrasquino de zara, azeiledoce purificado,azei
lonas muilo novas, banha de porco refinada e outros mui.o gneros que encontrarao tendentes a
molhados, por isso promettem os proprietarios venderem por muito menos do que outro qualquer,
promelem mais tarnbem servirem aquellas pessoas que mandarem por outras pouco praticas como
p viessam pessoalmente ; rogam tarnbem a todos os sanhoresde engenho e seuhores lavradores
queiram mandar suas encommendas no armazem Progresso que se Ihes afllanca a boa qualidadee
o acondiciouamento.
Baratissimo.
Roa do Queimado n. ly.
Armazem de fazendas.
Chitas francezas finas de padrees miudinhes a
280 o corado, pee.as de chita com 38 corados por
5J8O0.
Coberta a 20000.
Cobertas chinezu muilo liadas a !i&.
Rucado francez a 2$000.
Cortes de risoado com 13 lr2 covados por i$.
Lencos bra ricos a 2/fOOO.
Lencos para algibeira a 2} a duzia.
Algodo monslro a 600 rs, a vara.
Chales de merino a 2J500.
Chales de merino estampados a 2)500.
Casemira preta.% 6^000.
Cortes de casomira prcta fina a 6$, palelots de
brim a 3, fil de linho fino a 800 rs.
Carubraia de cores a 160 r$.
Carabraia de cores muito fina com deCeito de
agua doce a preco de 160 o corado.
= Ganga de cor e brim de linho muilo floo a
500 rs. o covado.
Carros.
Vendem-se em casa de !
Francisco Jos Germann
ra Novan. 21, bonito carros
do ultimo gosto de uma das mais'
afamadas Fabrica de Paris.
REMEDIO INCOMPARAVEL. |
UNGENTO HOLLOWAT.
Milhaesde individuos de todas as natoes po=-
dem testemunhar as virtudes deste reteedio ia-
corapararel e provar em caso necessario, qoo,
pelo uso que delle fizeram tem seu corpo e mem-
bros inleiramente saos depois de haveremprega-
do intilmente outros tratamentos. Cada pesoa
poder-se-ha convencer dessascura maravilhosas
pela leitura dos peridicos, que lh'as relatam
todos os dias ha muitos annos; j a maior parte
deltas sio tao sor prndente* que admiran; o
mdicos mai3 celebres. Quanlas pessoas recof
braram com este soberano remedio o uso de seus
bracos e pernas, depois de ter permanecido lon-
go tempo nos hospitaes, onde de viam soflrer a
amputado 1 Dellas ha muitas que havendo dei-
xado esses asylos de padecimentos, para senao
submelterem essa operacao dolorosa foram
curadas completamente, mediante o uso desse
preciosoremedio. Algumas das taes pessoa n&
enfuso de seu recouhecimento declararam es
tes resultados benficos diante do lord correge-
dor e outros magistrados, afim de mais autenti.
carem suaflrmativa.
Ninguem desesperara do estado de saude sa
ivesse bastante confianca para ensaiar este re-
medio constantemente seguindo algum tempo o
mentratatoquenecessitassea natureza do mt...
cujo resultado seria prova rincontestavelmente
Ouetudocura.
O nngaeato e til, mais particu-
larmente nos seguintes casos.
LOJADOYArtm.
Grande variado sorlimento de calcado fran.
coz, roupa feila, miudeiM filas c perfumaria*,
ludo por menos do que em outras partes : na lo-
ja do vapor na ra Nora n. 7.
8YSTE1A1E01CO DE HOLLOWAT.
PILLAS HOLLWOYA.
Este inesumavel especifico, composto inleira-
mente de hervas medicinaes, nao coatm merca-
rio, nem alguma outra substancia delecten.Be-
nigno mais tenra infancia, e a compleicio mais
delicada igualmente prompto o seguro para
desarreigar o mal na compleicio mais robusta;
inteiramente innocente em suas operaces e ef-
feitos; pois busca e remo ve as doencaa de qual-
quer especie egro por mais antigs e ienazes
queseam.
Entre milhares de pessoas curadas com este
remedio, muitas que j estavam as portas da
morte, preservando em seu uso : conseguiram
recobrar a saude e torcas, depois de haver tenta-
do intilmente' todos os outros remedios.
As mais afflictas nao devem entregar-fe a de-
sesperacao ; facam um competente ensaio dos
efllcazes effeitos desta assombrosa medicina, e
prestes recuperarlo o beneficio da saude.
Nao se perca tempo em tomar este remedio
para qnaiquer das seguintes enfermidades :
Coral.
Vcndc-se verdadeiro coral de ra*, muito em
conta, na ra largado Rosario, passando a boti-
ca do Sr. Barlholomeu, a segunda loja de miu-
dezas. Na mesma loja vendem-se muitas miu-
dezas cm couta ; s vista de ludo se dir o
pre^o.
Arados americanos e machinas
pata lavar roupa: cm casa deS. P. Jo-
hnston & C. ra da Senzala n. 42.
. O Sr. Emilio Laurence, tendo de fazer uma
viagem n Europa, deixa enrarregadns dos nego-
cios de sua casa o seu irmo o Sr. Achule Lau-
rence e o Sr. Ad Regord.
Verdadeiras luvas de Jovin de to.
dasas cores, ra da Imperatriz n. 1f
toja do Leconte.
Barato.
Leite, lenha e ructa
No sitio do fallecido visconde de Goianna, na
estrada de Joo de Barros, ha paia vender leite
puro, lenha de malta, e Crudas do difCerentes
qualidades, por preco comraodo, de modo que
pode se' revender nesla cidade e tirar bom ganho.
A-lporcas
Caimbras
Callos.
anee res.
Cortaduras.
Dres de cabega.
das costas.
dos membros.
enfermidades da cutis
emgeral.
Ditas do anus.
EruPS6es e escorbti-
cas.
Fistulasno abdomen.
Fnaldade ou falta de
calor as extremida-
des.
Frieiras.
Gengiva escaldadas.
I'ichacoes
InClanimacao dofigado.
Infiammucao dabexiga.
da matriz
Lepra.
Males das pernas.
dos peitos.
de o los.
Mordeduras de reptis.
Picadura de mosquitos.
Pulmes.
Queimadelas.
Sarna
Supuraces ptridas
Tinha, em qualquer par-
te que seja.
Tremor de ervos.
Ulceras na bocea.
do figado.
dasarliculaees.
Veias torcidas ou noda-
das as pernas.
Accidentes epilpticos.
Alporcas.
Ampolas.
Areias(malde).
Asthma.
Clicas
Conyulses.
Debilidade ouextenua-
co.
Debilidade ou falta de
torcas para qualquer
mu,
Dysinteria.
Dor de garganta.
de barriga.
no rins.
Dureza noventre.
Enfeimidades no ventre.
Ditas no figado.
Ritas venreas.
Enxaqueca
Herysipela.
rebre biliosas,
^ebretointernitente.
Vende-se este ungento no estabecimento
geralde Londres n. 224, Strand, e na loja de
todos os boticarios droguistas e outras pessoas
encarregadas de sua venda em toda a America
do snl, Havana e Hespanha.
Vende-se a800 rs., cada bocetinha contm
uma instruegao era prtuguez para o modo de
fazer uso deste ungento.
O deposito geral em casa do Sr. Soum,
pharmaceutico, na ra da Crun. 42. em Per-
nambujo.
Febreto da especie.
Gotta.
Hemorrhoidas.
Hydropesia.
Ictericia.
Indigestos.
Inflammacdes.
Ir r eg u lardades
menstruacao.
Lombrigasde toda es-
pecie.
Mal de pedra.
Manchas na cu tia.
Obstrucco de ventre.
Phtysica ou consump-
pulmonar.
Retencao de ourina.
Rheumatismo.
Symptomas secunda-
rios
Tumores.
ITico doloroso.
Ulceras.
Venreo (mal).
Antonio Moreira Das
i, vende-se :
Palhadecar-
naba
por baratojproco, em porcoes ou a retalho : no
armazem de Antunes Guimares Si C, no largo
da Assembla n. 19.
Pennas de ema.
Vendem-se pennas de ema para espanadores,
assira como superior peixe secco era porcSo : na
ra do Vigario n. 26, segundo andar.
Vende-se o arraa/.era do sal da ra Impe-
rial n. 57. Caz muila conla a quej comprar, pelos
comraodos da casa e garanta: quera vende o
proprielario da casa.
Yinho engarrafado.
Caixas de urna duzia.
Venden) Azevedo & Mendes, no seu escriplorio
na ra da Cruz n. 1.
Palha do Assi
A bordo do palhabole Oliveira II: tratase
na ra ao Trapiche n. M, escriplorio de Mnnoel
Aives Guerra, ou na taberna de Joaquim Vieira
de Barros, na travessa da Madre de Dos n. 2.
Alcatifa,
Campos & Lima, na ra do Crespo n.
16, tem para vender alcatifa com 4 pal-
mos de largura de muilo boa qualidado
e propria para alcatiCar, salas e igrejas a
800 rs. o covado, dinheiro a-vista.
Vaquetas para coberta de carros,
vendem-se emeasa de J. Praeger ra
da Crz n. 11.
Vende-se o verdadeiro doce de goiaba. da
casca.fo que pode haver de nielhor neste gene-
ro : na ra do Rangel n. 62.
Vende-se um cerro de 4 rodas, bem cons-
truido e forte, com assento para 4 pessoas de
dentro, e um assento para boleeiro e criado Cora,
Corrado de panno fino, e tudo bem arrar.jado :
para fallar, com o Sr. James Crabtree & C. n.
42 ra da Cruz.
f~Z
til
Compras.
Compram-se es-
cravos.
Compram-se, vendem-se e trocara-se escra-
vos, na ra do Imperador n. 79, primeiro andar
Compram-se escravos de ambos os sexos,
de 12 a 20 annos, para exportarse para Cora da
provincia : na ra Direita n. 66, escriprorio do
Francisco Malinas Pereira da Costa.
Corapra-se um escravoque saiba cozinhar,
e que seja de bonita figura : em Fura de Portas,
ra do Pilar n. 143.
Compra-so na ra estreila do Rosario n. 4,
uma pequea poreao de caibros' de qualidade,
erabora sejam servidos de andaime.
Compra-se um oscraro ou moleque ; na
ra da Imperatriz nutr'ora aterro da Boa-Vista,
casa n. 37, no segundo ou lerceiro andar.
Compra-se pordobrodo preco do quanlo se
renJia a collerco dos; Diarios de Pernambuco
dos annos de 1830 1832, e no caso de j csla-
rcm encadernados tambera se paga a encaderna-
naco : na ra de S. Francisco como quem vai pa-
ra a ra Bella sobrado n. 10.
Vendas.
dade.
Para senhoras.
Hecebeu-se pelo paquete trancez Bour-
nus Bcdouine [capas para passelo c sabi-
da da thealrc) a 30$ cada uma
LOJA DE MARMORE.
Vende-se um bonito eavallo novo e com bons
andares; na ra Augusta, casa detronte da do
n. 17.
Na serrara de Jos Ignacio Avilla ha uma
canoa que pega em 700 a 800 lijlos, para ven-
der, acabada de novo, e vende-se a.m conta.
Panno de algodo da Baha, proprio para
saceos e roupa de escravos ; teem para vender
Azevedo & Mendes, no seu escriplorio na ra da
Cruz n. 1.
GRANDE SORTIHENTO
DE
Eiigomiuadeira,
Vende-se uma escrava peca, perita engorama-
deira, cozinha e lava de varella ; na ra do Im-
perador n. 54, primeiro andar.
-* Vendc-se um sobrado de 2 anda-
re, novo e com muito fundo, na ra
dos Martyrios n. 2 : a tratar na ra do
Vigario n. 17.
RELOGIOS.
Vende-se em casa de Saunders Brothers &
C, praca do Corpo Santo, relogios do afama-
do Cabricante Roskell, por precios commodos,
e timben) tranccllins e cadeias para os mesmos,
deexcellenle eosto.
IFazendase obras feitas.!
NA
Farinha
DE
de qualidade especial para mesa : no armazem
de Antones Guimaies & C. no largo do Assem-
-Tewde-so uma armajao de taberna, com
todos os pertences, e aluga-se a casa, tudo por
commodo prego e propria para um principiaute :
uem pretender dinja-se ra. do Arago a. 8,
que todo o negocio se far. -
Fazendas finas e
roupa foita.
Augusto k Perdigao.
Com loja na ra da Cadeia do ReciCe n. 23
venem e do amostras as seguintes Cazendas :
Cortes de vestidos de seda prelos e decores.
Cortes de ditos de barege, de tarlatana e de ga-
ze de seda.
Cambraias decores, brancase organdys.
Anquinhas para saias, saias balao, de clina, ma-
dapolo e bordadas.
Lencos de labyrintho do Aracaly o francezes
Chapeos amazonas de palha e de seda para se-
nhoras e meninas.
Enfeites de Croco, de vldrilho e de flores.
Ppnles do tartaruga, imperatriz e outros gostos.
Manguitos e golas, ponto inglez, francez e mis-
sanga.
Vestuarios de Custo, de la e de seda para
crianca.
Manteletes, taimas e pelerinas de difCerentes qua-
lidades.
Chales de touquim, de merino e de l de pona
redonda.
Luvas de pellica brancas, prelas e de cores.
Vestidos 4c blond, manas de dito, capellas e
flores solas.
Sinturoes, camisas de linho e espartilhos para
senhora.
Perfumaras finas, saboneles e agua de colonia.
Casacas, sobrecasacas e palelots de panno preto
e de cor.
Palelots de alpaca, de sede de linho.
Calcas de casemira de cor, prelas e de brim.
Camisas de madapolo, de linho ioglez e de la,
Seroulas de linho e de meia.
Champanha.
Campos & Lima, na ra do Crespo n.
16, tem para vender uma porco de gi-
gos cora champanha do superior quali-
dade a 20 o gigo.
Muila ltenlo.
Ao bom e barato que faz ad-
mirar aos compradores.
Ra Direita loja n. 68.
Nao se engeita dinheiro.
Riquissimos cortes de vestidos.de grosdena-
ples preto bordado a velludo, cortes de vestidos
de phsntasis de seda muilo moderno, corles de
vestidos de mossulina de seda, cortes de vesti-
dos de barege de seda cora ricos desenhos, cor-
les de vestidos decambraj*bordado a seda, po-
lacas de grosdenaples preto muito bom objecto
da moda, palelots de panno de todas as qualida-
des, d tos de casemira muilo fino,ditos de alpa-
ca de difCerentes modelos e qualidades, calcas de
casem-.ra preta e de cores, ditas de brim branco
e decores do puro linho, camisas de todas as
qualidades, cambraia organdys com modernos
desenhos, chales di meriL mnito fino bordado
a Croco todo cm roda e com pona redonda, obra
de muito goslo, chapeos de sol com molas e
sem ellas, seroulas de puro linho, riquissimos
cortes de casemirasde cores muito fina padres
do muilo gosto, enfeites devidrilho, luvas, gr-
valas, espartilhos francezes, alpacas de todas as
cores, grosdenaples preto francez o melhor que
pode haver. Alm deslas fazendas existem ou-
tras muilas que se eslao rendendo por menos
do sen valor.
Mala, saceos, ipclreixos para viagem. I f|*tff lkT
Chancas para invernos, bolinas de Meli e outra* VJ W V m.m.**r 9
fabricantes. ] por sacco com farinfca : vende o Brando, na Lin-
Chapeos do Lbvli. de massa e de fellro para ho- goeta n 5.
mera.
Charutos manilha,
Baha.
havana, Rio
.X
ia, JRi
Vende-se uma mulata com uma cria, ecom
de Janeiro e bastante leite, boa cozinheira e engommadeira :
loa ra Nova n 5S, primeiro andar;
Ltoja e armazem
DE
IGcs&BastoJ
Na ruado Queiuaad) n.
46, frente aifiarella.
Grande e variado sortimenlo de sobre-
casacas e casacas de pannos finos prctos
o de cores a 289.30j e 35S. palelots dos
mesmos pannos pretos e de cores a 28jj,
20J229e 25, ditos de casemira mescla-
dos desuperioi goslo a 16j o 18#, ditos
das mesma? casemiras saceos modelo
inglez 109,12, 14 e 159. ditos de al-
paca preta fina siccos a 49, ditos sobre-
casa tarnbem de alpaca a 7jj,8Je 99, di-
tos de merino setim a 10, ditos de me-
rino de cordo a 9j, calcas prelas das
mesmas fazendas a 59 o 6*$, colleles pa-
ra luto da mesma faz>*nd>, palelots de
brim trancado a 5g, ditos pardos e de
Custo a 49 e 5$, calis de casemira do
cor e pretas a 79, 89, 9J e 10J, ditos das
mesmas casemiras para menino a 6$, 79
e 89, ditos de brim para homem a 39,
39500. 49 e 53, ditos brancos finos a 59,
6g e 79, ditos de meia casemira a 49 e
59, colletes de casemiras preta e de co-
res o 5g, e 69, ditos de gorguro de seda
brancos e de cores a 59 e 68, ditos de
velludo preto e de cores a 9J e 109, ditos
de brim branco e de cor a39, 3$500 e4>,
palilols de panno fino para menino a
159, I69 e I89, dilos de casemira do cor
a7jj,89e 93, ditos de alpaca a 39e 33500,
sobrecasacas de alpaca tambera pa.-a me-
nino a 59 e 69, camisas para os mesmos
de cores e brancas a duzia 15$, I69 e 209,
meias crus c pintadas para menino de
todos os lamanhos, calcas de brim para
os mesmos a Jg5o0 e39, colarinho de li-
nho a 69OOO a duzia, toalhas de linho pa-
ra mos a 900 rs. ca la uma, casaveques
de carabraia multo fina e moderaos pelo
diminuto preco de 129, chapeos com abas
de lustre a 59, camisas para homem de
todas as qualidades, seroulas para ho-
rnera a 169, 209 e 259 a duzia, vestimen-
tas para menino de 3 a 8 annos, sendo
calca, jaqueta e coleles tudo por IO9, co-
bertas de Custo a 69, toalhas de linho
para mesa grande a 79 e 8}, camisas in-
glesas novam^ntechegada a 36J a duzia.
iP*pon&(d e3nr&av WSmzTKw VJSW ffVmOaPmwatmM
Cocos italianos
defollia de (landres, muito bem acaba
dos, podendo um durar tanto quanto
duram quatro dos nossosa 400 rs. um
e 4# uma duzia: na ra Direita n. 47,
loja de funileiro.
Vende-e por commodo prec,o um
fino apprelho de porcelana, mandado
vir de encoramenda, constando de tres
ricos servidos pata cha', almoco ejan-
tar : na ra da Cruz n. 61, armazem.
No armazem de Jos
& C, na ra da Cruz n. 2
Candieiros de latao de Lisboa.
Lazarinas e clavinotes.
Lona larga de superior qualid ide.
Linha do roris.
Missanga para rosario.
Rosarios enfiados com perCeicao.
Ferros de ac para engommar.
Ferro sueco em barras.
Chumbo em lencol.
Pregos Crancezes e de conslrucco, de lodos os
lamanhos.
Pregos caibrae3 do Porto.
Chaleiras eslanhadas e Corradas de porcelana
ingleza.
Cartas portuguezas muilo finas.
Batanea de novo modello para; pesar 1,000 e
2,000 libras.
Mercurio de Lisboa.
Ferros de latao para engommar.
Esporas, brides e estribos de metal do principe.
Ricas feixaduras francezas para portas com
boloes de vidro.
Paes de ferro de todos os lamanhos.
Ricos palileiros e linteiros de metal praleados.
Linhas de carreteis de 200 jardas do autor Ale-
xandre.
Cera em velas de Lisboa
Barato que admira.
Na loja de Machado & Santos, ra do Queima-
do n. 6, por baixo da boneca, vendem-se as se-
guintes Cazendas :
Pecas de algodo com pequeo toque de ava-
ria, lendo cada peca 20 varas e 4 palmos de lar-
go a 49 e 4*500.
Chitas Crancezas para coberta, covado a 220 rs.
Ditas ditas para vestidos, bonitos padres, co-
vado a 240 rs.
Ditas ditas muilo finas, bonitos padres, cova-
do a 280 rs.
Ditas inglezas escuras, bonitos padres, covado
a 180 rs.
Laazinhas para vestidos muito finas, covado a
800 rs.
Chita de seda, ultimo gosto, covado a 400 rs.
Corles de ganga para calca, boa Cazenda, a lg.
Lencos de seda de cores a 19.
Borzeguins Crancezes de superior qualidade a
89600.
Sapatoes inglezes proprios para o Invern a
4J00O, e um completo sortimenlo de roupas fei-
tas de todas as qualidades, por menos preco do
que em outra qualquer parle, daa-se amostras
com ponhor.
Laazinhas para vestido a 320
rs., e toalhis do linho a
800 rs.
Na ra do Queimado n. 19, vendem-se laazi-
nhas muito finas para vestido, e para meninos,
pelo baratissimo prego do 320 rs. o covado, toa-
lhas de linho a 800 js. cada uraa, cobertas a chi-
neza, de chita muilo fina a 29.
Potassa da Russia
E GAL DE LISBOA.
No bem conhecido e acreditado deposito da
ra da Cadeia do ReciCe n. 12, ha para vender
potassa.da Russia e da do Rio de Janeiro, nova
e desuperior qualidade, assim como tarnbem
cal virgem em pedra: tudo or nrecos muito
razoaveis
Loja da boneca ra da Impe-
ratriz n. 7.
^ Vendem-se caixas de tintura para tin-
gir os cabellos em dez minutos, como
tarnbem tiogem-se na mesma casa a
qualquer-bora.
Aossenhores logistas de miudezas.
Ricos prelos de seda,
Ditos brancos e pretos de algodo.
Luvas pretas de torcal.
Cintos elsticos.
Linhas de algodo em novellos : vendem-se
por precos commodos, em casa de SoulhallMel-
lors & C, ra do Trauiche n. 38.
Vendem-se estas pilulas no eslabeledmento
geral de Londres n. 224, Slrand, e na loja de
todos os boticarios droguistas e outras pessoas
encarregadas de sua venda emtodaa America do
Sul, Havana e Hespanha.
Vendem-se as bocetidhas a 800 rs. cada nata
dellas, coutem uma instruccao em portuguez pa-
ra explicar o modo de se usar deslas pilulas.
O deposito geral em casa do Sr. Soum
pharmaceutico, na ra da Cruz n. ti, em Per-
namb o.
Pede-se toda attencao.
Na loja d'aguia de oure, na ruado Cabug n. 1
B, vende-se ludo por precos baralissimos para
liquidar, assim como seja :
Fitas efranjas.
Fila de velludo de todas as larguras, aberlas e
lisas, de lindos padres.
Franjas de seda de todas as larguras e de lin-
dos gostos.
Ditas de la e seda por prego que admira.
Dilas de linha para casareque.
Ditas de algodo para toalha e para cortinado.
Trancas de linho e de la brancas e de cores.
Pentes.
Pentes de tartaruga virados e lisos.
Dilos de massa virados a imilaco de tartaruga.
Ditos lisos para atar cabello.
Dilos de desembarazar cabello.
Para bales.
Molas para Cazer bales, vendem-se a 160 rs. a
vara, ou pega de 50 molhos a 69.
Bicos.
Bicos de seda de lidas as larguras e lindos pa-
dres.
Ditos de algodo.
Leqnes muilo finos.
Capellas brancas para noiva.
Chapeozinhos para crianca.
Riquissimos quadros para enCeite de sala, as-
sim como redomas com flores.
Assim como perCumarias muito finas, e mais
objectos que a vista do Creguez Car-se-ha lodo o
negocio
SMB 9000000
Milho bom.
Vendem-se saceos grandes com milho novo
59OOO : na taberna grande da Soledade.
Amendoas confeitadas para sor-
tes de S. Antonio, S. Joao e S. Pedro e
tarnbem pora presentes a 2| o irasco,
vende-se na loja de Leite & Ii raao, ru
da Cadeia do Recife n. 48.
3
I
i
h
3
9
Seguro contra Fogo
COMPANH1A
^LONDRES
AGENTES
J. Astley & Companhia.
Vendc-se
Formas de ferro
para
purgar assucar.
Estanho em barra.
Verniz copal.
I VinhOs fino:* de Moselle.
I Enchadas de ferro.
I Brim de vela.
Folhas de metal.
j Ferro sueco.
I Ac de Trieste.
Pregos de composico.
I Lona ingleza : no arma-
zem de G. J. Astley C.j
mouno 1
CALCADO
Grande so rt i ment.
45Rua Direita45
Os estragadores de calcado encostra-
rao neste estabelecimento, obra supe-
rior pelos precos abaixo :
Homem.
Borreginsariitocraticos. 9|0OO
Ditos (lustre e bezerro)..... 7f00
Borzeguins arranca tocos. 7|000
Ditos econmicos. i OfOOO
Sapatoes de bater (lustre). 5f000
Senhora.
Borzeguins primeira classe (sal-
to de quebrar).......5f000
Ditos todos de merino contra
calos (salto dengoso)..... I#5
Borzeguins paia meninas (for*
tissimos). .....*|t#i
E um perfeitosortiment de todo cal-
cado e daquillo que serve para
lo, como sala, couros, marroquins,
ro de lustre, fio, fitas, sedas etc.
W.
.t


DUWH) DE MgRNAMBUCO. -- TERCA FEIRA \ WmiBt DE


FUNDICAO D AURORA.
Seos proprietarios offerecem a seas numerosos fregaezes e ao publico em geral, toda e
qualquer obra manufacturada em seu reconhecido estabelecimento a saber: machinas de vapor de
todos os tamanhos, rodas d'agoa para engenhos todas de ferro ou par* cubos de madeira, moen-
dase meias moendas, tachas de ierro batido e fundido de todos os Umanhos, guindastes, guin-
chos e bombas, rodas, rodetes, aguilhes e boceas para fornalha, machinas para amassai man-
dioca e para descantear algodao, prendas para mandioca e oleo de ricini, poites gradara, co-
lumnas e moinhos de vento, arados, cultivaJoies, pontes, 'aldeiras e tanaues, boias, alvarengas.
botes e todas as obras de machinismo. Executa-se qualquer obra soja qual fr sua natureza pelos
des>nhos ou moldos que para tal fim foremapresentados. Recebem-se encommendas neste esta-
belecimento na ra do Brum n. 28 A e na ra do Collegio hoje do Imperador n. 65moradia do cai-
xeiro do estabelecimento Jos Joaquim da Costa Pereira, com quem os pretendentes se podem
entender para qualquer obra.
Vinho de Bordeaux.
Em casa de Kalkmann lrmos&C, ra da
Cruz p. 10. encontrs-se o deposito das bera co-
nhecidas marca dos Srs. Brandenburg Frres.
e dos Srs. Oldekop Mareilhac k C, cm Bor-?
deaux. Tem as seguintes qualidades : /
De Brandeaburg frres.
St. Eslph.
St. Julien.
Margau.
Larose.
Chteau Loville. ^
Chateau Margaux. ,
De Oldekop AMareilhac.
St, Julien.
St. Julien Mdoc.
Chateau Loville. ,
Na mesma casa ha para
vender:
Sherry em Larris.
Madeira em barr?'.
Cognac cm barris qualidade fina.
.Cognac em caixas qualidade inferior.
Cerveia branca.
Rua4o Codorniz n. 8.
Vende-se.
Milho era saceos.
Farinha de mandioca.
Farelo de Lisboa.
Charutos da Italia.
Fejiio amare1 lo.
Sabio massa.
Dito amarello.
Arroz com casca.
E oulres muitos gneros, ludo mais barato do
qne era parte alguma podem encontrar os fre-
guezes que trocam sedulas velhas e cobre por
gneros.
Fogos de vista
Para o festejo de Santo
Antonio e S. Joo.
Jos Faulino da Silva declara aos amantes dos
eslejos de Santo Antonio e S. Joao, que lera es-
tablecido a sua fabrica de fogos na ra Imperial
alem da fjbrica do sabao, conforme a liecnca que
obteve da cmara municipal, c ahi encontrarao
os freguezes fugos de todas as qualidades, rece-
bendo tambera encommendas, tanto para dentro
como para fura da provincia, aviando-as com
a maior promptido possivel ; assim como vende
mateiiaes para os raesmos j preparad** para
aquellas pessoas quo quizercm fabricar parlicu-
Relogios
Sussos.
Em casa de Schafleitlin iC, ra da Cruz n.
38, vende-seum grande e variado sortimeutode
relogios de algibeira horisonl es, patentes, chro-
noraetros, meios ehronometres, de ouro, prata
dourada efolheadosa ouro, sendo estes ielogios
dos primeiros fabricantes da Suissa, que se ven-
deao pur precos razoaveis.
Pedras baratas.
Joao Donnelly lendoconlratido com o governo
da provincia, por intermedio do Ulm. Sr. direc-
tor das obras publicas o forneciracnto de todas
as pedras cxlrahidas da ilha de Santo Aleixo,
propriedadedo annunciante, para calcameolo das
ras desta cidade ; e como as mesmas obras
publicas por emquanto se acham porolysadas, e
lenha o Exm. presidente da provincia por despa-
che de 18 deste mes concedido licenc.a ao mesmo
annunciantc para dispor das mesmas pedras, c
por grande quantidado que lora, o aununciantc,
no caes do Ramos, offerece a quem interessar,
em grande ou pequea porcao, que as vende
muilo em corita. O mesmo annunciantc cnlen-
dendo-se com o Sr. Rampa, hbil archilelo, bem
conhecido nesta cidade, conhecedor das quali-
dades de pedras e lijlos, se tem admirado de
nao se ter empregado em alicorees este material,
qual as pedras do annunciante, como se pralica
na Europa, para evitar a humidade as paredes.
O mesmo Sr_ Rampa tem encoinraendado ao
annunrianle 400 toneladas para esse fim, dizen-
do que em obra sua jamis deitar tijollos em
alicoree ; pelo preco quo tem o annunciante
vendido ao mesmo senhor lhe sabe mui mais
barato do que lijlo. O mesmo Sr. Rampa deu-
me licenca para usar de seu nomo no presente
annuncio. As pedras escolhidas para armazens
ou calcadas, a dez mil ris por cem palmos, dei-
tadas as pedras em qualquer parle desta cida-
de a custa do annunciante, com toda actividade
possivel, para o que tem as proporces necessa-
rias; os pretendentes dirifam-sa a ra da Praie,
escriptorio do annunciante.
Yeinie-se o trocase por eiguraa negra, ou |
mulata, um negro moco muito robusto, c de bo-
nita figura: na ra Nova n. 52, primeiro andar.
Ferros de en-
gommar
econmicos
a 5#000.
Estes magnficos fer-
ros acham-se a venda
no armazem de fazen-
das de Boymundo Car-
los Leite 4 lrmao, ra
da Impcratriz n. 10.
COMMERCIAL
N. i5 ra da Cadeia do Red fe 1S
loja de quinquilharias e deposito de tabace, charutos e ci-
garros de
Jos Leopoldo Bourgard
m i i J 1 |,.reccbeu-se "ovo sorliraento de superiores charutos suspiros, guanabnras, saudades, naoolees
1 rapiCbe de depOSltOS, ai-'lancem,s',en,dores> ulras marc8 da ^6m conhecida fabrica de Simas. |,U,BWS'
*H
fandegadon. 19..
I^argo &a assemMa.
Ha continuamente para vender neste trapiche
saceos de feijo mulatinho muilo novo com 6 al-
queires, farinha de mandioca de diversas quali-
dades, milho, farelo superior era saceos muito
grandes, arroz do Maranhao, cera de carnauba,
courinhos curtidos, sola e palha de carnauba, lu-
do por precos commodos e em grandes porgos
ou a retalho, conforme a vontade dos compra-
dores.
Bezerro francez
grande e grosso:'
De 4* e 5.
Na ra Direita n. 45.
Suissos.
Farelo
em saceos muilo grandes, ltimamente chegado
do Porto : vende-se no escriptorio do Carvallio,
Nogoeira&C., na ra do Vigano n. 9, primeiro
andar.
5#000 .
Grande sorliraento de ferros de engommara
vapor dos mais ricus modellos quo se podem en-
contrar neste mercado, com seus pertences de
Hiberia a 2SS00 o corle.
Noarinazem de fazendas da
ra do Queimado n. 19.
Vendem-se corles de hiberia cora 14 covados,
fazenda muito fina, imitando seda, pelo barato
preco de 2500, meias cruas finas para homcm
a 23400 a duia.
farelo.
Superior qualidade : vende-se no armazem de
Francisco L. O. Azevedo, na ra da Madre de
Dos n. 12.
Farinha de mandioca a
5$000
a sacca de farinha de Mamanguape.
Modas francezas.
lamiente e sem muilo trabalho, ludo por precos \ cova invenjao, que muito devera agradars pes-
muito razoaveis ; os pretendentes podem ahi di ;soas,.1uc oscomprarem na ra Nova n. 20, loja
rigir-se, ou na casa de sua residencia, que o en-jd Nianna"
contrario a qualquer hora do dia, e protesta ser-
vi-los de forma que os deixe satisfeilos, naos
pela boa qualidade dos fogos como pela bondade
dosmaleriaes que emprega, e pericia dos artis-
tas que possue era seu estabelecimento.
Farello de Lisboa
a 5,000 rs.
Na ra do Vigano n. 19, primeiro andar, ven-
(le-se farello ltimamente chegado, assim coso
cal virgem.
Vende-se um excellenle deposito com al-
guns gneros, e urna boa armacao, boa casa, ex-
cellento localidade, lendo duas entradas, urna
pela ra do Imperador e oulra pelo Caes de 22
le Novemliro para commercio, um dos primei-
ros estabelecimentos na ra do Imperador n. 71:
na mesma casa se dir com quem se trata.
Arligos para lulo. I
Chapelinas prelas e mais objectos pro- 5
prios de luto para hornera e scnhora.ven- g
c> de-se na run Nova n. 45 S
H fc^ LOJA DE MARM0RE. M
Fazendasporbaixos precos
Roa do Queimado, loja
de 4 portas n. 10.
Anda restam algumas fazendas para concluir
a liquidado da firma de Leite & Correia, asquses
se vendem por diminuto preco, sendo entre ou-
tras as seguintes:
Chitas de cores escuras e claras, o covado
a!60rs.
Ditas largas, francezas, finas, a 240 e 260.
Siseados francezesde cores fixas a 200 rs.
Cassasde cores, bons padrees, a 240.
Brim de linho de quadros, covado, a 160 rs.
Brim trancado branco de linho muito bom, va-
ra, a 19O00.
Cortes de calca de mcia casemira a 2$.
Ditos de dita de casemira de cores a 5>.
Panno prelo fino a 39 e 49.
Meias de cores, finas, para homem, duziaa
19800.
Gravatas de seda de cores e prelas a 19.
Meias brancas finas para senhora a 35.
Ditas ditas muito finas a 4$.
Ditas cruas finas para homem a 4$.
Corles de colletesde gorguro de seda a 29.
Cambraia lisa fina transparente, pega, a 49.
Chales de laa e seda, grandes, um 2jJ.
Grosdenaple prelo de 1(600 a 29.
Seda prela lavrada para Vestido a I96OO e 2J
Corles de vestido de seda prela lavrada a I69.
Lencos de chita a 100 rs.
Laa de quadros para vestido, covado, a 560.
Pe i tos para camisa, um, 320.
Chita franceza moderna, Ungindo seda, covad0
ra 400 rs.
Entremeios bordados a 200 r.
Camisetas pira senhora a 640 rs.
Ditas bordadas finas a 2J500.
Toslhas de linho para mesa a 29 e 49.
Camisas de meia, urna 640 rs.
Lencos de seda para pescoco de senhora a
560 rs.
Vestidos brancos bordados para baptisar crian.
cas 59OOO.
Cortes de caiga do casemira prela a 69.
Chales do raerirr com franja do seda a 59.
Cortes de caiga de riscadode quadros a 800 rs.
Merino varde para vestido de montara, cova-
do, 19260.
teacot braneos de cambraia, a duzia, 2f.
Lindos chapeos da ultima moda para senhorn,
lchus Mara Anloinetta e mangas e enfeiles pa-
ra theolro, vestidos para nivas, e luvas, che-
gados pelo navio Adele: vendem-se na loja de
madame Millochau Buessard ; ra da Irapera-
trizi n. 1.
Liquidarlo
Loja do Ramalho,
Ra Direita u. 83.
Agulhas francezas a 200 rs. a caixs, grampos a
20 rs. o maco, cario com clcheles a 40 e 60 rs.,
pentes de bfalo para alisar a 240 rs., colher de
metal do principe para tirar nssucar a 320 rs.,
Ihesouras finas para costura a 120, 200 e 240 rs.,
ditas com aro envernisado a 400 rs., ditas para
unhas a 400 rs., trangas de linho de cores com
caracol a 100 rs. a pega, galio de linho proprio
para enfeitar casaveques a 100 o 120 rs. a vara,
fumo prelo para brago e chopeo a 160 rs. o cova-
do, franjas de linho brancas a 120 e 160 rs a
varo, ditas de cores o 200 e240 rs. a vara, ditas
de laa a 120 rs. a vara, ricos enfeiles de vidrilho
prelos a 2J800, meias finas prelas para senhoras
a 280 rs. o par, oculos muito finos de aros deba-
Icia a 19 o par, bicos prelos do seda a 160 e 200
elargos a 600 rs.. tramla ou b-jbado do Porto a
80 e 100 rs. a vara, botos para punhos a 160 rs.
o par, grvalas muito finas a 19, rerdadeira fita
de linho a 100 rs. a peca de 6 varas, onfiadores
para espnrtilhos com 2'varas de comprimento a
120 rs., meias de cores para meninas a 200 o par,
papel almago a 29 a resmo. superiores sapatinhos
de la o 560 rs. o par, obreias pata os naraora-
dos a 160 rs. a caixa, Dvellas douradss para cai-
ga a 80 rs., peonas d'ago bico de langa a 19 rs.
a caixa, boldes muito finos para calca a 240 rs. a
grosi, pao de ouro para dourar, cm'raagos muilo
grandes a 800 rs.. cartas francezas finas a 240 rs.
o baralho, estampas de Santos e Sanias a 140 rs.,
boldes de louga para camisas a 160 rs. a grosa,
ricos pentes virados para atarctbellos a 19400[
fita para cs a 240 rs. a pega, superiores botes
cobertos e descobertos, pequeos e grandes, de
ouro patente inglez, para homem o senhora,
de um dos melhores fabricantes de Liverpool,
vindos pelo ultimo paquete inglez : em casa de
Southall Hellor.'.iC.*
Tachas e moendas
Braga Silva A C, tem sempre no seu deposito
da ra da Monda n. 3 A, um grande sortimento
de tachase moendas para engenho, do multo
acreditado fabricante EdwinMaw- a tratar no
mesmo deposito ou na ra do Trapiche n 4.
Pechincha.
Com pequeo toque de avaria.
Na ra do Queimado n. 2, loja do Preguiga,
vendem-se pegas de algodao encorpado, largo,
com pequeo loque de avaria a 2J50O cada urna.
Na fabrica de caldeireiro.da ra Imperial,
junio a fabrica de sabio, e na ra Nova, loja de
ferragens n. 37, ha urna grande porcao de folhas
de zinco, j preparada para trinados, e pelo di-
minuto prego de 140 is. a libra.
Aos amantes da economa
Na ra do Queimado n. 2, loja do Preguiga,
vendem-se chitas de cores fixas bastante escu-
ras, pelo baralissimo prego de 6$ a pega, e 160
rs. o covado.
Em casa de Rabe Sel metan &
C, ra da Cadeia n. 37, vendem-se
elegantes pianos doafamado fabrican-
te Traumann de Hamburgo.
CAL DE LISBOA,
nova e muilo bem acondicionada : na ra da Ca-
deia do Recite n. 38, primeiro andar.
Para rapazes.
Superiores chapeos de couro da Russia para
rapazes, muito proprios para a presento estacao
chuvoso, para os qoe lem de andar diariamente
na ra, sao fortes, de mula durago o nao entra
agua dentro, tem pretos e cor de bisouro, pelo
diminuto prego de 4# cada um : na praga da In-
dependencia ns. 19 e 21, loja do lampcao na
porta.
Chancas para invern.!
(P Na ra da Cadeia do Recite n. 23 loja <
5= confronte ao Becco Largo, vendem-se
chancas proprias para o invern ou para ^g
^g andar-sc em casas ladrilhadas a marmore g
<4)t ou lijlo pelo mdico preco do 3J cada S
m ""Ia- 9
Charutos suissos grandson, veveysaue vevey-
Ons, cm porgues e a retalho, por mdico prego.
Fumo
caporal francez, Fleur d'harlebeke, virginie, ma-
ryland, e americano, garante a suporior quali-
Cigarros
dade,
de ppele palha de milho,
des-
de diversas qualida-
Superiores charutos legtimos dellavano, mar-
ca Londres.
Havana.
charutos legtimos del
Cachimbos.
nenio de cachimb
0.
Rolo.
Orando sortimento de cachimbos
120 rs. a 15i0O0.
do prego de
\
Existe grande deposito, em boles de Ii2 libra
e urna libra, ao proco de 1$400 e 22800, garan-
le-se a qualidade.
\endermuito para vender barato, vender barato para
vender muito.
FABRICA
Grammaticafngle-*
za de OUendorlT.
Novo methodopira aprender a lr,
a escrewe a fallar inglez em 6 mezes,
obra inteiramente nova, para uto d
todos os estabelecimentos de nstruc^o,
pblicos e particulares. Vende-se nJ
pr*ca de Pedro II (antigo largo do Col-
legio) n. 57, segundo andar.
Tachas para engenho
Fundicao de ferro e hrouz?
DI
DE
mm smica i mmm u unn.
Sita na na Imperial n. i 18 c 120 jonto a fabrica de sabo.
DE
Sebaso J. da Silva dirigida por Francisco Belmiro da Costa.
Neste estabelecimento ha sempre promptos alambiques de cobre de differentes dltaengoes
(de 300 a 3:000 simples e dobrados, para destilar agurdente, aparelhos destilatorios c'ontino
para restilare destilar espinlos com graduago al 40 graos (pela graduagao deSellon Cartier) dos
melhores systeraas hoje approvados e conhecidos nesta e oulras provincias do impario, bombas
le todas as dimenges, asperanles ede repucho tanto de cobre como de bronze e ferro, torneiras
Je bronze de iodas as dimenges e feitios para alambiques, tanques etc., parafusos d'e bronze e
ferro para rodas d'agua.portas para forualhas e crivos de ferro, tubos de cobre e chumbo de todas
as dimenges para encmenlos, camas de ferro com armago e sem ella, fuges de ferro potaveis e
econmicos, lachas e lachos de cobre, fundos de alambiques, passadeicns, espumadeiras, cocos
para engenho, folha de Flandres, chumbo em lengole barra, zinco em lengol e barra, ls'nces e
irroellas de cobro, lences de ferro a lato,ferro suecia inglez de todas as dimensoes, safras, tornos
e folies para ferreiros etc., e outros muitos artigos por menos prego do que em outra qualquer
parle, desempenhando-se loda e qualquer encommenda com presteza e perfeicao i conhecida
e para commodidade dosfreguezes que "se dignarem honrarem-nos com a sua conanga, acha-
ro na ra Nova n. 37 loja de ferragens pessoa habilitada para tomar nota das encommendas
Relogios.
Vende-se em casa de Johnston Pater & C, ra
do Vigario n. 3, um bellosortimenlo de relogios
de ouro, patente inglez, de um dos mais afa-
mados fabricantes de Liverpool; tambem urna
variedade de bonitos trancelins para os mesmos.
Espirito de vinho com 44
graos.
Vande-se espirito de vinho verdadeirocom 44 .
graos, chegado da Europa, as garrafas ou as ca-!
andas na ra larga do Rosario n. 36.
Sal do Ass.
A bordo do palhabole Oliveira II : trala-se
na la do Trapiche n. 14, escriptorio de Manoel
Aires Guerra, ou na taberna de Joaquim Vieira I
de Barros, na travessa da Madre de Dos n. 2.
Ra daSenzala Noya n. 42
Vende-se em casa de S. P. Jonhston & C. va- ,
quetas de lustre para carros, sellins esilhdes in- j
glezesvcandeeiros e castigaes bronzeados, lo i
as inglezas, fio de vela, chicote para carros, e I
montara, arreios para carro de um e dous caval.
os. e relogios d'ouro patente inalezes
AA3nE^ CA.
FINDICaOLOW-MOvY,
Rna da Senzala Hova n. 42.
Neste estabelecimento continua a haver um
comapletosortimento de moendas e meias moen.
das paro euenho, machinas de vapor e taixas
de ferro batido e coado. de todos os tamanhos
para di
Francisco Antonio Correia Cardozo,
tem um grande sortimento de
tachas de ferro fundido, assim
como se faz e concerta-se qual-
quer obra tanto de ferro fun-
dido como batido.
Meias de borracha,
Chegou nova rcmessa de superiores mnas borracha, fazenda superior para a cura radical
de erysipella no Centro Commercial, na ra d*
Cadeia do uecife n. 15, loja de Bourgard.
Calcado, roupa feilae
charutos.
Augusto & Perdigan, com Isja na ra da Ca-
deia do Heciio n. 23, vendem as fazendas am-
elonadas, pelos seguintes preros, que sao os a.*;-,
commodos possiveis.
Chancas fritas no Porto p roprias para o inver-
n por 2i50.
Borzeguiis francezes dos melhores fabricantes
por ljOUO.
Borzeguins de Meli por 12J000
Sobrecasaros de panno uno prcto e de cor su-
perior por 35(000.
Palelols e sobrecasacas de casemira por 25$.
Caigas de casemira superior por 10$ c 12o.
Camisas inglezas de linho supefior por 5U.
Chancas proprias para anJar em sitios c eote-
uhos por 2^500,
Charutos superiores e outra marcas contien-
das, caixa. jOOO.
Vendem-se 2 silhes inglezes cosa pouco
uso, com lodos os arreios pora montara dt- s>--
nhora o por preco commodo ; na ra do Liga-
mento n. 35. Na mesma rasa se dir quem vea-
de um ornamento completo feto ra Pe-rtugal,
com missal, ralis, pedra d'ara, c todos es ssais
arranjos para celebrar, anda nao servidos, e :om-
pra-se um santuario decente.
Vendem-se ranoaj de amarello de 25 a :0
palmos de comprimento, proprias para abiir, e
para pescara, com 2 1i2 a 3 1)2 palmos de bot-
ca : na ra do Vigario n. 5.
Milho e farelo.
Vend-se na Iravessa do paleo do Paraizo n.
16, casa piulada de amarello cem oilao para a ra
da Florentina-
i Loja de marmore 1
americanos.
Todas as casas de^n'la, senhores de enge-
nho,'fazendeiros, ele, devera estar prevenidos
com esles remedios. Sao tres medicamentos com
os quacs se cura eficazmente as principaes mo-
lestias.
Prompto alivio deRadway.
Instantneamente alivia as mais acerbas dores
e cura os peiores casos de rheumatismo, dor de
cabegs, nevralgia, diarrha, cmaras, clicas, bi-
lis, indigestao, crup, dores nos ossos, conlusoes,
queimadura, erupcoes cutneas, angina, reten-
gao de ourina, etc., etc.
Solutivo renovador.
Cura todas ns eufermidadesescrophulosas.chro-
nicas esyp hlilicas; resolve os depsitos de mos
humores, purifica o sangue, renova o syslema;
prompto e radicalmente cura, cscropliulas,vene-
reo, tumores glandulares, ictericia, dores de os-
sos, tumores brancos, afeeges do flgado e rins,
erysipelas, abeessos e ulceras de todas as classes,
molestias d'olhos, difficuldade das regras das
mulheies, hipocondra, venreo, ele.
Pilulas reguladoras de Rad-
way
para regularisar o syslema, equilibrar a circula-
go do sangue, inteiramente vegetaes favoraveis
em lodos os casos nunca occasiona nauzcas ne
dores do venlre. dses de 1 a 3 regularisam, de 4
a 8 purgam. Estas pilulas sao efflcazes as affec-
ges do flgedo, bilis, dor de cabeca, ictericia, in-
. digeslao, e em todas 83 enfermdades das mu-
'eh"ne.Penr.la 1L* \ IST^alfJa 552 "". a "b : irregularidades, fluxo. reten-
goes, floxes brrmcas, obstrueges, histerismo, etc.,
sao do mais prompto effeilo na escarlatino, febre
bilioso, febre amarella, e em todas as febres ma-
lignas.
Estes tres importantes medicamentos vem a-
companhados de instrueces mpressas que mos-
trara com a maior minuciosidade a maneira de
applica los em qualquer enfermidade. Eslao ga-
rantidos de falsiflcagao por s haver venda no
armazem de fazendas de Raymundo Carlos Leite
& lrmao, na roa da Imperatriz n. 10, nicos
agentes em Pcrnambuco.
e brancas para meninos a 200 e 240 rs., ditas
psra meninas a 240 rs., bandeijas de differentes
tamanhos a I36OO e 2j>, escovos linas para denles
a 240 rs., Illa prela o branca coro clcheles a 400
rs. a vara, propria para vestidos, passadores pro-
les para casaca e pslet a 120 rs pentes para
alar cabellos a 120 rs., pinceis paia barba a 100
rs,, reros prcto a 100 rs. aoilaia, ricas gollinhas
de vidrilhos a 1500 ; alm destes objectos en-
contrar o publico um rico sortimento de franja
de lodosas larguras prelas e de cores, com vidri-
lhos, bicos e rendas da largura de um dedo at 2
palmos, fitas de sarja e garga lavrada de meio
dedo at um palmo, ricos pentes de tartaruga vi-
rados e fitas de velludo de todas as cores e lar-
guras.
Moleque.
Vende-se um ptimo moleque, de 13 a 14 an-
nesdeidide, boro copeire, faz lodo o servigo de
casa de familia, o qual serve tambem para pa-
gem : quem pretender dirija-s2 ra da Cruz n.
23, segundo andar.
Engenho.
Vende-se o engenho Sania Luzia, rilo na
freguezia de S. Lourengo da Malla, entre
@ os engenhos Penedo de Baixoe Penelo de
@ Cima : trata-se no mesmo engenho ou no
3$ engenho Hussambique com Felisbino de
Carvalho Bapozo.
S
Sndalo.
Ricas bengalas, pulceiras e leques :
vendem-se na ra da Imperatriz n. 7,
loja d Lecomte.
Vende-se superior linha de algodao, bran-
cese do cores, em novello, para costura: em
casa de Southall Mellor & C, ra do Torrea
o. 3 .
ATTENCA'O.
Vende-se continuadamente saceos com farinha
de mandioca, ditos com milho e farelo de Lisboa
por menos prego que se vende em oulra qual-
qaer parte : na ruads Bangel n. 62, armazem
A 16$ a duzia.
Na ra da Madre de Dos, loja n. 36 A, ven-
dem-se camisas francezas brancas e de cores a
165 adiuia e urna a 1#400, lazinha de quadros
para vestidos de senhoras a 280 rs. o covado.
A 3#500 e 2J800.
Palelols saceos de ganga amarella muilo fina a
3^500, ditos de brimzinho esruros, francezes, a
2^800 : na ra da Madre de Dos n. 36 A.
Semea
de superior qualidade, e muilo propria para en-
gordar aninoes, em saceos grandes ; no arma-
zem de Antunes Guimares & C, no largo da
Assembla n. 19.
Vende-se *
Relogios patentes. ^^
Estopas. HMg
Lonas.
Camisas inglezas. 5
Peilos para camisas,
Biscoutos.
Em casa de Arkwighl & C, ruada
Cruz n. 61.
SfiM-K-Kal
Vendem-se 8escravas com habilidades o sem
ellas de 15 a 40 annos, de 800* a 1:500, um, es-
cravo de 30 annos, bom cozinheiro, por 1.300$,
um mulato de 22 annos por 1:3009, e mais al-
gunsescravos baratos que se vendem, tanto a
prazo como a dinheiro, na rna Direita, no escrip-
torio de Francisco'Mathias Pereira da Costa.
Moleque.
Vende-se per prego commodo um bonito mo-
leque de 10 a 12 annos de idade, proprio para
aprender um ofBcio : a pessoa que pretender,
pode dirigir-so a r do Queimado n. 4, loja de
ferragens de Magalhaes St Maia.
Mamanguape,
em perfeilo estado, chegado hontem : vende-se
no armazem do Francisco L. O. Azevedo, na ra
da Madre de Dos n. 12.
1J
43--RuaNo\a-43
Os proprietarios deste estabelecimento
avisara oo respeilavcl publico, que aca-
bam de receber pelos nllimos vapores da
Europa, um variado soriimento de arli-
gos de novidades, tanto para senhorasco-
mo para homem o meninos, e entre es-
les :
Para senhoras.
M Vestidos de cores de moirantique e gro-
g de-fic.
S Capas para sahida de baile e theatroguar-
f nocidas a arminho, ultimo gnslo.
fDas de velludo prelo, ulnmo goslo.
Enfeiles de phanlasia para baile e ihea-
lro
s Chapelinas de palha da Italia e seda ul-
!}| timo goslo.
V Leques de phanlasia o madreperola.
| Chales de cachemira com bordado es-
**f pecial.
ae Braceletes de sndalo e leques.
3: Lxlrai tos de sndalo.
! Veslidos de cambraia branca bordada.
2 Luvas de Jouvin brancas, prelas e de
3| cores. 3
a Murgas, broches e pellerines com man- ^
^| gilos de cambraia linissima, borda- I
dos a ponto de Inglaterra e guarne- 2
ridos a renda valenciana. Wf
Refinaeo de assu-
cardoMonleiro.
Conlinua-se a vender assucar cryslalisado de
superior qualidade, da acreditada fabrica doMon-
leiro, pelo prego de 78000 a arroba, e aprompla-
se barricas de lodos os tamanhos, com brevida-
de e aceio : na ruado Cae3 de Apollo n. 63.
Vende-se um par de dragonas para oflicial
da guarda nacional, espada cora lolim, fiel, ca-
nana c band3 rica, e outra rom bacalhao de re-
troz, ludo para fardamento rico e por prego mui-
to em conla, pois s servio urna vez : os preten-
denle dirjam se padaria confronte a igreja da
Soledade, que acharao com quem tratar.
Feijo amarello.
Em saceos grandc.s*de 30 cuias, em pequeas
e grandes porgos; vende-se muito barato para
acabar, e saceos com farelo, o melhor quo tem
vindo ao mercado, a 59 : na ra do Vigario n. 27
i Chapeos para senhora. |
Vendem-se chapelinas com lindos en-
9 feites e de differentes cores pelo baratissi- $J
@ moprego de 10J> cada urna: na ra do @
# Queimado loja de 4 portas n. 10. g
Botica.
Bartholomeu Francisco de Souza, ra larga
do Rosario n. 36, vende os seguintes medica-
mentos :
Rob L'Affecteur.
Pilulas contra sezes.
Ditas vegetaes.
Salsaparrilha Bristol.
Dita Sands.
Vermfugo inglez.
Jarope do Bosque.
Pilulas americanas (contra febres).
Ungento Holloway.
Pilulas do dito.
Ellixir anti-asmathico.
Vidrosde boca larga com rolhas, de I ongas a
lSlibras.
Assim como tem um grande soriimenfo de pa-
pelpara forro de sala, o qual vende a mdico
Ervilhas e paioQO
Vende-se a 160 rs. a libra : na travessa do
pateo do Paraizo n. 16, casa pintada de ntrello
com oitao pan a ru da Florentina.
i Ba da Imperatriz, na loja da esquina do bee-
ro dos Ferreiros, vendem-se corles de lisrado
francez para veslidos a 2?>, chitas cores fizas c
finas a 200 rs. o covado.
Fariuha de milho.
Vende-se farinha de iino mui.o nova : ra
das Cruzes u. 30, padaria, a rngo commodo
Pechincha.
Para acabar, na ra Novan. 32, vendem-s.'
laas chinezfs bonitos padres. para vestidos de
senhora, pelo diminuto prego de 320 rs o covadu
Liqoidaeao.
A elles untes que se acubesi.
f 1 anja
bvru
Casaveques de fusin liraon, rom
gosto) a KB rs., na roa Nova n. 42.
Dilos de mussulina igual feil s a 6j rs.
Ditos de cambraia bram os a 5 rs.
Manguitos rom gola o para 15500
Gollinhas de bonitos padres a 500 rs
Casemira amarella pura fardas, covados 1|2C0
Luvas de fio da Escossia por 300 rs.
Lencos de chita a duzia a l$40.
suspensorios linos o por a 320 rs.
No pateo de S.
Pedro n 28, vende-se urna cabra (bixn] com or.:
cabrito, propria para mamrnlar una enanca, por
ser muilo mansa e ter bstanle leite. Na no-ira
casa fornece se comidas e juntamente se manda
tevar cm casas particulares, tudo por muilo cttii-
roodo prego.
Venrle-sc cal virgem nova c em pedra, ch-
gada agora no patacho pnrluguez aria da Glo-
ria : no escriptorio de Francisco Soveriano la-
bello Si Filho, largo da Asseiublca Provincial
n. 6, Forte do Mallos.
Vende-so por preco commodo, um amrt
crioulo, de bonita figuro, nuvo e com o oITu:
de caodor : na ra Oos Maitynos n. 4.
Camisas inglezas
Na loja de Goes & Bastos, ra
do Queimado u. 46.
Acaba-se de receber um grande sortimento
das verdadeiras camisas inglezas muilo finas,
com pregas largas, peitos de linho, sendo estas
ultimas camisas de um gosto apurado, lano rm
pregas como cm collerinhos, pola decente tanto
aos rapazes como aos senhores Je maior, porisso
sendo muilo a porgan que recebemos, deliberoii-
so a veode-los por 389 a duzia, DCSta bem conhe-
cida loja de Goes c\ Basto.
As melhores machinas de ceser dos mais
afamados autores de NewYork, I.
M. Singer 4Ce Wheeler &Wilion.
Neste eslabele r-
menlo vendem-se as
machinas destes deus
autores, mostram-se a
qualquer hora do di* ou
ds noiie, e responsabili-
samo-nos por sua boa
qualidade e segura ira :
no armazem de fazenda*
do Baymundo Carlos
Leile & Ir roa os ra da
iperalriz n. 10, amigamente oterro da Boa-
Vista.
Pianos
Saunders Brothers & C. tem para vender ese
reu armazem, na praca do Corpo Santa n. 11,
alguna pianos do ultimo gosto, recentimente
chegados, dos bem conhecidos e acreditados fa-
bricantes J. Broadweod ASons de Londres, a
muito proprios para este clima.
Escrayos fgidos.
Fugio o escravo de neme Cesaro. at
vinle e tantos annos, pouro wai on menos, es-
tatura mediana e reforjado, tona denles o lista-
dos, cabra escoro q**' i"g. *""*" pona de
queixo olhoa avermelhados, pernea oaa peora
arqueadas, filho do .Sobral (Cear ;
roga-se os capilaes de campo, la ~
policiaca, e qualquer petos qne o p
irar, o apprehendam e o levesa a sua seabora, na
caes do Ramos, aobrado encarnado, qoe sarao
gratitcados ; e ae protesta contra queas o tiser
acoutado em sua em,
/


Litteratura.
Asobrinha do trapeiro.
vi
(Coninitaro.)
Era duro de cozinhar-se -o coronel -d'Ernanges.
spoleio o sabia io bem como nos. E se leu pai
aro mio, no lempo do imperio, ao grao do mi-
mhal de Franca que......suficit...... Todas
as opinies sinceras sao respeilareis.
Estiuavara-no muito do exercilo. Seu regi-
mruio o oilorava.
Ka hara alguem que o respeitara e que o%s-
raava mais que todos os outros. E esse alguem '
erara.
Flhe de uro lenhador, sentara praca de porla-
marhado ; essa arma agradava-me. Aioda que
s*uf>esse ler e cscrc-er, recusara sempre o adian-
famento que me propunham. Seria preciso, pa-
ra-geza-to, deixar o machado o corlar a barba.
3Gnitamenlc minha barba. E' bom dlzer-lo
$ee, de meraoria.de porta-machado nunca so l-
h visto to comprida, tao larga e lo espessa.
Poder-se-hia fazer della um colchao de menino.
Bais de urna vez, ao penlea-la, vi cahir urna ou
> balas. Nao cont caramiiiholas, meu pe-
qeeno.
Um dia fui victimada brutalidado e dainjusti-
ts de um aderes que me quera mal, nao sei por
ajiie. ou, para dizer verdade, seria muito com-
er ido contar-te. Sabe smentc, para leu gover-
o. que certas mulheres s imam os homens por
..*.si da barba. Innocente, nao como a enanca
qoe acaba de nasccr, mas como um larimbeiro
eomorado que nao fez mal a ninguem, fui tran-
miado na priso. l'iquei furioso. Eu meditara
na vinganca que me faria fuzilaraosahir da pri-
so quando ihegou-mo urna inspiraco.
Esrrevi ao coronel d'Ernanges urna carta na
qaal llie refera o negocio tal qual se passra.
Nao me faltavam tcstemunhas.
Ordenou-se urna derassa. Teu pai era um lio-
rna tao firme como justo. Sufficienlementc cs-
ilnrecido, niandou-rr.e soltar, e condemnou o al-
fcrts, meu rival, a quinze dias de priso. Este
Ssemplo, muito raro, causou sensaco. En ju-
rara boixinho que se o coronel em algum dia pre-
isasse de mim, principalmente para um servico
particular e pessoil, acharia um verdadeiro ho-
asem.
Has decorreram alguns annos sem que essa oc-
caslo se apresentasse.
Tu sabes as infelicidades que succederam 5
frailo, ao espirnrern os cem dias.
Paulo fez um signal de dolorosa oflirmaco.
Os allindos, conlinuou Carlier. j tinham
transpostp as nossas fronteiras. Alguns dos nos-
5i>s regimenlos tinham sido fulminados ou disper-
sos pelas- margeos do Rheno. O rtosso, diminu-
alo de mais de um terco, esperara o inimigo
aqueridado na cidadela de Slrasburgo.
N'uma manhaa fui chamado por leu pai.
Carlier, me disse elle, julgo-le pfTeicoado
miidiapesson. Quando niandei vir miaa mu-
lher e meu fillio para Berln, foste tu a quem en
eaearreguei do passear com o pequeo. Eis um
il de confinnea que sem duvida apreciaste,
fueres nm signal ainda maior ?
. S lhe peco urna cousa, meu coronel, lhe
respond, fallar depressa, obrarei do mesrao
nodo.
Rerebi ordem, conlinuou leu pai, de reunir
ama parle das tropas desbaratadas e dissemina-
Js. Acabo de confiar otomroando ao teocnle-
ewoncl, em urna hora terei passado a ponlf: de
Kchl, l-vando por escolta apenas os qualro hus-
sards quo me trouxeram o despacho do general.
Ora. minha mulher que sabe que eslou aqui, que-
sera naturalmente reunir-so a mim. Izarle im-
v.oiiiatamcnle para lhe participar a minha misso
* ?oupar-lhe urna viagera intil, tal rez peri-
gosa.
O lugar, meu coronel ?
Ki-lo aqu.
Ejrilrtgou-me um pequeo cmbrulhq, em cu-
jo envoltorio li : A' senhora Emilia d'Ernanges
a casa chamada Quinta dos O/mcinis, perto
C Resancon.
Entregars isso a minha mulher, conlinuou
*ile. Dir-lhe-has que nao corro nenhum perigo
serio, e que rerebi excedentes noticias de Paulo
loe nao se enfada muito em seu lyccu de Paria.
Bom, meu coronel. E descrapenhada a mis-
sao, dero rollar ?
Nao. Toma esta folha. E' urna licenca de
ausencia que eu te assignei sera lxar prazo.
Mas o que farei la ?
Se tu nao advinhas, a senhora d'Eroanges le
AarA,
Cora mil diabes I coronel, disse repenti-
aamenle, coniego a comprehender c agrade-
to-lhe.
Sim, Francisco, disse elle ainda, os Austria-
ros e Russos marcham a passos largos desse la-
di, e eu mando-le para junto de minha mulher
pera tranquilisa-la ou pare defend-la.
Nisto teu pai ostcndeu-nie a mo, e eu o dei-
sci chorando de prazer.
O coronel me linha dado algumas moedas de
uro, c linha posto um cavado minha dispo-
. ..i o.
Dahi a dous dias, cu eslava ao p de la raai
?!'c acabara de despedir urna creada infiel. A
senhora d'Ernanges eslava s.
E' a senhora mais nobre e mais affavol que tc-
3iic roiihecido. Acolheu-me com urna bondado
ifue babnu-me o coraco. Sempre Uve medo da-
yiellas emoQes.
Quiz que cu me inslallasse no andar terreo.
Obedec sem difflculdade, como tu o pensas. Os
>Tgos presentidos pelo coronel excediam loda a
yrevisao.
6 inimigo sitnva Resancon, e centenas de sol-
nados saqueavam os aldeias e herdades ricas dos
Jrredores.
A csaa em que morava tua aii fra comprada
por seu marido em 1813. Era ora, eercada de
muros e oceulta ii'un bosquezioho de chopos e
salgueiros no meio do qual serpenteara um re-
gato.
A senhoia d'Ernanges lia ou trabalhava era sua
cmara. Eu me pecupav com o jardim. ElU
descia duas ou tres vezes no dia, aentava-se jun-
to de mim em um banco, c fallara-me de seu
esposo ou de bou fltho Piulo, como se eu fosse
da familia.
Um domingo bateram porta do pateo, queeu
conservara sempre cuidadosamente fechada. Rc-
conheci, pelo acapio, que linhamos de nos ha-
ver como amigos. Seis habitantes de um lo-
garejo visinho vinham nos prevenir que c inimi-
go levantara o cerco, e se alistara da ridede que
linha lao valenlemente defendido o bravo Maru-
Ihaz 1 Um signal que eu llies flz, os impodio de
dizer mais em presenta de la insi. Eu acom-
panhei s os Franco-conlezes. Elles enlrarara
entao em urna multidao de delalhes. que me de-
ratn no goto. Eu nao pensava era mim, assegu-
ro-te.
A pilhagera, o assassinio, o incendio seguiam a
marcha invasora das tropas estr^ngeiras, furiosas
com essa derrota. Cada um cuidara em si. Um
rapaz de vinle annos, cujo pai, mai e irmaa ti-
nham sido degoladus ha das leguas d'alli, acei-
tou o offerecimento que lhe flz do o sustentar, se
quizesse tlcar como ajudanle jardineiro em casa
da senhora d'Ernanges. Foi esse titulo que cu
o apresentei, e que ella o recebeu. Nesses dous
bracos de mais, ella apenas mostrou ver um aug-
men'o de defeza, pois a fgida nao offerecia mais
seguranca quo a espera ; depoiseu nao linha or-
dens esse respeilo.
Se fumassemos urna cachimbada, meu
rapaz? disso repentinamente pai Francisco, in-
terrompendo a sua narracfio.
De boa vontade I "respondeu o mancebo,
que lirou de urna charuteira de palha extica
alguns charutos de llavam, e os offereceu ao
velho trapeiro.
Obrigado, meu fllho; prefio a minha
gaila. Previno-le somonte que s poderiamos
fumar & janella, e que o vento um pouco fri.
Que importa! respondeu Paulo, fazendo
jogar a mecha.
Carlier accendtu o cachimbo, d'Ernanges o
charuto, e o ex-porta-machado reloraou assim a
palavra :
Vil
Ns occnllamos a la rai todos os horrores
que aterrorisavara o paiz; mas nao podamos
impediros sinos de locar,repetidas vezes, rebate,
e o horuanto dse inflammar com reflexos ver-
melhos.Pomo sangue.
A senhora d'Ernanges conservava entretanto
urna calina quo e nao sabia explicar.
Pensei que ella fundavn suas esperanzas em
urna carta que um drago lhe trouxera, e na
qual seu marido fallava de voltar prximamen-
te. Eu era um grande imbcil.
Ella enlregou-me um dia a chave de' urna
adega dizendo-me :
L est um pequeo barril de plvora de
caca.
A senhora coronela deseja caen? pergunlei.
Nao, Francisco, respondeu ela sorrindo.
O olhar que cravou em mim, nao me deixou
duvida alguma. Tua mi sabia melhor que
ninguem a posigao em quo se achara. Eu lho
disse cnlo :
A senhora quer que eu a conduza para
Paris ?
Nao, mo disse ella; d'aqui a dous ou tres
dias o senhor d'Ernanges eslar comnosco.
A responsabilidade que pesava sobre mim,
tornou-me prudente e engenhoso. Cuidei em
fortificar a praca, cuja defeza mo hariam confia-
do, e associei o meu joven recruta aos meus
trabalhos.
Estudamos o terreno que era maravilhosa-
menle disposto. Sem o jogo de canhao, a casi
podia sustentar um cerco. Figurc-se que por
urna idea extravagante do erehileelo ou do pro-
pietario que a mandara construir, urna das c-
maras do priraeiro andar, completamente sepa-
rada das oulras, ou para melhor dizer, nao com-
municando com nenhuma dellas, offerecia apenas
duas aberturas: a di porta, na qual terminara
uma escada de servico interica, e a de urna
janella que dava para o palco.
Nao se podia, pois.cntrar para essa cmara,
que tua mai havia escolhido, senao por urna ou
ouira dessas aberturas.
Toda a minha allcnco se fixou nesse ponto de
-io. Fizemos e collocamos em quarenla c
DIARIO DE PBR1UMBUC0. TERQA FEIRA 26 DE JNHO DB JM?
Era
nrrrnr'iiun >!
FOLHETIM
8BIGINAL DO DIARIO DE PERNAMBUCO-
refiu
oito horas, urna porta dobrada de carvalho, a
qual aprcsenlava uma espessura tal que uma
baila, despedida queima roupa, nao a alra-
vessara.
A coronela nos deixava obrar sem nos dirigir
pergunlas, e conlentava-se em sorrir; mas eu
nao poderia mostrar-te todo o terror que con-
liuha aquelle estranho sorriso.
Agora, disse cu a Jos, era este o nome do
meu conscripio, oceupemo-nos com a janella.
Pregamos fortes postigos com setteiras. Subi-
mos depois as aguas furtadas, cuja trapeira dei-
lava justamente por cima dessa janella. Fcchei
a trapeira com um colchao quo preguei na pare-
de, por fra, mas pela parle superior smen-
le. Podiam, pois, fize-lo jogar como um res-
posteiro movel de salo
Era caso de ataque, cis o teu posto, disse
a Jos. Introduziras entre a parede e o colchao
esta fouce que corla como uraa navalha, e em
cujo cabo esl presa uma correia ; lu a mano-
brars de sorte que fagas em dous pedacos o
primeiro palife q-ie procurar quebrar os nossos
postigos machadadas.
E' um cxerciciozinho de guilholina volante,
a que poderes entregar-te quasi impunemente.
Enilim, passamos o nosso arsenal em revista.
Elle compunha-se de uma espada, de dous
sabres de cavallaria, de uma carabina, de uma
espingarda de munigao e de tros pares de pisto-
ls, das quacs dous de arcaoe um do iuxo.
magseloso.
Eu linha fundido bailas. Potemos o barril
ero um armario do qual eu linha achare. Feilo
em uma das paredes que cercaram a escada de
servico,esae armario, mu emulo,eslava apenas
dous passos da cmara que oceupava a senhora
d'Ernanges; mas essa visinhanca nao offerecia o
menor perigo.
Porque tua mai linha preferido essa cmara
que nao pareca destinada senao para alojar
alguns cieados? Eram presentimontos?
A vis! que d'ahi se gosava, lhe pareca mais
agradare! f Ignoro-o.
D'aqui v bem o Ihealro? pergunlou Car-
lier a Paulo?
Como se l eslivesse, respondeu o man-
cebo. '
Muito boro 1 Vou pastar nos fados.
Era um sabbado.....oh! lembro-me como
se fosso honlera. Selle horas da noulc acabavara
de soar no relogio da cosinha.
Espcssas e pesadas nuvens, impedidas por um
vento do tempestado, interceptavara a cada mo-
mento a claridade da la, que ento era cheia.
Nos estavamos deitados, Jos e cu, em um
monte da palha fresca que nos linha trazido
umoinponez, na respera, para sustento da rac-
en, e que anda nao haviamos armazenado. Se
te fallo de tfira, nossa vacca, por que ella her-
rara enlo como uma furiosa, o ouviodo-a, eu
dizia comigo:
Se por aqu vagasse alguma partida de Cos-
sscos esfaimados, t nos faria desolar innocente-
mente minha pobre Nira.
Repentinamente Jos locou-me com o colo-
rello, lirou o cachimbo da bocea e disse-me :
Oures, porta-machado ?
--O que?.... a racca ? Diabo! Eu bem a
ostou ouvindo.
Oh I nao, oh I nao !
Leranlou-se elle e eu eguilmente.
Nao podendo abrir porta do pateo, cuja chavo
entregara todas as noites senhora d'Ernanges,
subi, cora o auxilio das maos, al a crista de um
nuro sobre o qual bifurcou-se.
Jess I que fogo I exclamou elle.
Subi por minha rez.
A' meia legua de r.s, sete ou oito casas ar-
diam como feixea de palha. Viam-se, alen dis-
so, em uma estrada de encruzilhadi e em campo
raso, bandos de camponezes, composlos princi-
palmente de mulheres, meninos o velhos, fugir
esparoridamenlo diante da soldados de todos os
uniformes, de infantaria o carallaria.
De todos os pontos erguiam-s<* clamores con-
fusos.
Sub em dous saltos a escada que conduzia
cmara de tua mai e bali de ragar.
vosse, Carlier?
Sim, senhora.
Ella reio abrir.
O que queres?(ella Ira tara-me por t al-
gumas vezes),disse, sem desviar os olhos ds>
um li-ro que lia junto de sua lampada.
Senhora, antes de dez minutos, seremos ata-
cados.
Sao numerosos ? pergunlou ella empallido-
cendo, mas com voz firme.
Se viessem todos, respond eu, seriam mais
de mil ; mas dispersam-se ovancando.
Tens alguma cousa a propr-me ? accres-
cenlou ella, sorrindo a cusi; falla o ordena co-
mo um general.
Prcvinindo o ataque, tomei alguraas medi-
das. Vou encerrar-me nesta cmara com a se-
nhora e o barrilete de plvora, que esl em racu
poder. Retire a sua lampada, minha senho-
ra ; accenda a lanlerna furla-fogo, e deixe-me
corar.
Depois, abrindo a janella, quo tomei a fechar
quasi estontaneamenle : a leu posto, Jos! a teu
posto I exclamei.
Fui obedecido como se obedeca ao impe-
rador.
Eu linha posto as sguas-furtadas uma peque-
a proviso de bailas e plvora, e um par de pis-
tollas de areao. Essa ariilharii do algibeira nao
podia prejudicar ao servico activo da fouce.
Tirei o barril de plvora do armario ; levei-o
sem ruido para a cmara de tua raai, e leclici a
porta. A coronela, sem que eu lhe houvesse
pedido, c.irregava j com cartuchos quo eu pre-
parara, a carabina e as pislollas
Sao armas de senhora, disse ella, mostran-
do-rae as mais ricas, que eran as mais pe-
quenas.
Tome sentido lhe disse eu, ouvindo esta-
lar o cao de uma pistola de cavallnrin.
Tranquillisa-te, Francisco; islo me co-
nhoce.
Esperamos em siloncio. *
Os clamores se approximaram. Passos rpi-
dos e tumultuosos retiniam na Ierra. Tiros,
acompanhados de grilos do dr ou de raira, par-
liam em curtos inlervallos. Meu corceo balia
tanto, que pensei ter do peilo o relogio cosi-
nha. Eu eslavo, de certo, mais nmedronlado
quo Jos ; que eu trema por tua mi.
Assim passou-e um quarlo de hora cm uma
anciedade febricitante. Os ruidos do exterior
nos chegovam mais ataslados e mais Iracos.
Parece-me, senhora, disse-me soltando um
grande suspiro do sllivio, que ficaremos quites
desta vez com o medo. Grocas obscuridade a
cortina de relva que oceulta nossa casa, o ini-
migo tnr passado diante della sem suspcilar e
sua existencia. Mas ser bom de hoje em di-
ante....
Uraa explosao de grilos selragens cortou-me a
palavra. Depois, um choque de coronhas e pu-
nhos de sabr abalou a porta do paleo e foi se-
guido de algumas denotajoes.
Aqu pai Francisco saccodio a cinza do ca-
chimbo apagado, encheu-o de novo, accendeu e
atou o fio de sua narracfo, sem notar a pollidez
e a emoco do joven que o escutava.
VIII.
Pensam talvezque vamos abrir! disse
AC4RTE1RA.
23 DE JNHO
DE 1860.
eu
em voz baixa, como se fattasso a mira mesmo e
affectando uma tranquillidado que eslava a cem
leguas de mim.
A senhora d'Ernanges nao ditia palavra.
Eu ouvia Jos organisar sorrateiamenle a sua
ternrel machina. ^wr
O ateo foi logo Invadido. ^ ,
As nuvens tinham desapparecido. Pude ver e
rlar os nossos adversarios.' ''inmiimirn
vlnle o seis ; nem um de mais, um tf
menos. Era^em punhadu do Cossacoa t p, q
lodos armados de espingardas, ealiunsdeU
compridas.
Nao sei se clles viram, pela sclleir do
go alraz do qual eslava eu, brilhar a mioha
pilla ou o claro da lanterna, mas dirigiram'-se
inmediatamente para o meu lado.
Para conservar lodo o meu animo; eu evitara
olhar para la mai.
Elles ingrollaram entre si algumas phrases
Juiguei comprehender por seus gestos que uns
tV,m h" Benl0"> e outros: ha gente alli.
Um desses homons ruivos, do pello hericado,
typo que parlecipa ao mesmo lempo do orango-
laiigo, do nvali e do urso branco, "irepou-se nos
hombros de um dos seus cantaradas, e inlro-
duzo o ferro da lanca as juntas do postigo.
Eii poda abrir-lhe a cabera, mas julguel mais
prudonte esperar.
A madeira eslalava j, quando uma vibracao
meiaiiica feno-mo os ouvidos.
O Cossaco cahio rugindo.
Tinha sido rolado.
Jos livera menos paciencia que eu.
Tu nao poders crer a infernal algazarra que
saudou esse golpe atrevido. Desafio a todos os
tigres, a lodas as hyenas, a lodos os chaoes do
mundo que uivera, rosnera e ganara de um modo
tao medonhoe com lo pouca harmona I
Pomos enlao vigorosamente sitiados. As pis-
tolas e a fouce cumprirnra de talsorlea sua mis-
sao que cu vis a ara do pateo juncar-se de ca-
dveres em convuisao c fumegar corao uraa cal-
deira d'agua quenle.
A senhora d'Ernanges carregara as armas, cal-
ma e silenciosa. De quando em quando, Jos
soltara uma exclamarlo de triumpho.
Tinha de vingar os seus.
Um cheiro repugnante, nauseabundo, o cheiro
do sangue, penetrara al na cmara.
Tudo ia bcm, quando uma travo que por infe-
licidade eu nao havia recolhido e que osCossacos
erapregaram como ariete, baleu violentamente
n'um dos postigos, e o quebrou da segunda pan-
cada.
Era uma brecha.
Eslavamos descobertos.
Eu disse a tua oii que se fosse por no ngulo
menos exposto, recommendando-lhc que csrre-
gasse depressa e sem descanso.
Eu alirava cora urna mo, e intrincheirado
alraz do postigo inleiro, Iraspassava cora a poula
de um sabr tudo o que se apresentava.
O segundo postigo leve a sorte do priraeiro
Os Cossacos rugiara d* furor e de alegra.
Alguns grilavam em mo allemo ;
Ha uma moca, uraa bonita moja !
Eu comecava a enchergar ludo verraelho e a
recrear-me, pois sentia-me com a coragem e a
torga do_leo.
Sim, ha uma bonita moga aqu! dizia eu a
racu turno.
E exaltando-me cada rez mais : E' a mu-
lher de um bravo que mandou para o inferno
mais Austracos e Russos do quo cabellos tem
roces na caneca, miseraveis I.... Venhatn bus-
ca-la I......
E eu atirava e feria, embriagado com a carne-
fiema o alegre em minha raiva.
Jos proceda sempre a modo de uma pndula,
Acompanhara a oscillaco de sua lerrirel fouce
com um eslribilho lgubre e montono que nun-
ca esquecerei, ainda que eu riresse sempre.
Elle acabara por dig, ding, don, de um effeilo
extravagante.
Mas. cisque no mais forte dessa lula desespe-
rada, cahiu a fouce que ainda prolegia a nossa
janella desmantelada o com ella o corpo do in-
feliz Jos. Elle passou por mira soltando o ulti-
mo grito.^ Comja pona di lanca, um Cossaco le-
vantara o*colcho prolector, e uma baila ferira o
meu pobro Franco-Coralez no meio do peito.
Sera este auxilio, ern preciso mais que nunca
que eu eslivesse de sobre-aviso ; mais tinha-se
apoderado de mim um delirio frentico. Eu co-
mecava a preferir o sabr s armas de fogo. Eu
segurara ura com a mo esquerda e uma bayo-
neta com a mo direita.
A senhora d'Ernanges carregava sempre. e ali-
rava algumas vezes. Mais da melade dos nossos
inimigos eslava fra de cmbale. Infelizmente
o resto esta va louge do desanimo. A queda de
Jos havia triplicado o seu encatnc,araenlo, e
elles se arrojaran] ao assallo sem temor da morte.
Eu tinha visto alguns, durante uma tregoa de
vinle e cinco segundos, lomar em uma cubara
commura aquella coragem implacavel e feroz
que converte o soldado era um animal sem no-
me, mais assustador e icotivcl que o animal mais
perigoso.
Francisco, me diz repentinamente tua mai,
torna a lomar as pistolas.
Nesse momento um busto inleiro ergueu-se
dianle da nossa janella que esl3va a doze ps do
slo. Alirei, e um esgrncho de sangue acoulou-
me o rosto. Fiquei petrificado 1 O hornera que eu
acabava de ferir nao cahio. Elle crescia pelo
contrario, e eu ia abrir-lhe o peilo- a golpe de
sabr quando reconheci... Jos!.. Jos morto
e talvez acabado por raim 1 Elle servia de trin-
cheira a um Cossaco quo.sustentado por seus ca-
marades e armado al os denles, tinha imaginado
esse meio para chegar sem perigo at a janella
e sallar depois na cmara.
Recuci de horror. Recobrando, porm, cm se-
guida o meu sangue fro e comprebeudendo toda
a iminencia do perigo, lancei-me cora a cabeca
baixa, bretona, e liz rolar o dez passos no p-
leu o cadver e quem o trazia. Nao pude, com-
tudo, retomar bem depressa o equilibrio para
eff "Hllancada que atravessou-mc o hombro
e *^a uraa bal1' 1ue rocoo-me a testa.
Tua rali vio logo que eslava ferldo, e puxou-
rae para trai com a forca de um hornera.
J*u I disse ella," estamos perditWs.
Ainda nio, senhora, respond eu ; os bra-
itao saos ; eis uma abominavel astucia que
os deixar suspirar.
K I.EGESD.1 DOS SECIL0S, POR VCTOR HUGO.
J de ouira rez saudmos, deste mesmo lugar,
* priraeiro poeta deste seclo, exprimindo o nos-
so humilde, mas sincero pensar em relacao es-
se livro-monumefilo com que elle se dignou hon-
rar a litteratura para todos os povos da trra.
Para todos os povos da trradizemo-lo dos,
porque os seutimentos e o ideal que alli se dese-
aban!, too vividos e lo puros, interessam toda
a humanidade, e entendem com a sua historia
de lodos os dias; e porque a forma em que aquel-
le livro est escripio, a linguagem que o repre-
senta, comprehendidagrabas ao progresso
de uma outra extremidnde do globo.
Aquelle nosso juizo, lancado rpidamente n'um
momento de neeessaria diverso, quando dos
era impossivel subir ao exame de quesles de ou-
ira nalureza, talvez mais intimamente ligadas
romo viver material da sociedade, vimos ns re-
iorca-lo hoje, e dcsta vez a saudaco ao illu#re
oela francez ser a homenagem do nosso
tfeal sfTecto, prestado poesa como derc ell
interpretada neste sceulo.
ie-
lu'.-e
Dir-se-hia, pimeira vista, que o livro, a que
7ictor Hugo deu o nome de Legenda dos Scalos,
onda mai do que um complexo de cantos par-
tiaes, um como resumo das crengas tradicionaes
eos povos, Irazidas luz publicaj sob o veo ele-
gnula, e diaphano das lir^oes c do raaravilhoso
potico.
Iroaginar-se-hia, por ventura, que, ao passar
por dianle de cada ura desses vultos gigantes,
.uc a historia dcixra em p, as differenles re-
gias do mundo, para alleslar o roovimenlo suc-
icssivo da elvilisacao em cada uma dellas, o
grande poeta apanhou, n'uma synthese, todos os
celos, todos os episodios que se deram no viver
dessas naces, e delles fizera o seu poema, a sua
anagniflca legenda.
Nada disto ; e mais do que ludo isto. v
A Legenda dos Seculos, da qual s ha publica-
dos at o presente dous voluntes, a historia da
Jtomsuidade, com todas as suas feices caracle-
sticas, em suas diversissiraas phases, em lodos
# periodos de sua maior elevacao ou decadencia,
uraa historia escripia com as cores bri-
rhale. que a imaginacio e o engenho artstico
subministran] s creares de uma inlelligencia
auperior.
VkiorHago quizser philosopho e archeologo,
wem de poeta.
A primeira poca do mundo, que se figura o
prologo da creanao universal, tambem o pri-
meiro momento para o despertar e o desenvolver
da poesia. Traducan do sentimento natural,
que se espsnde livre cora as primeiras o mais
suaves impressoes da vida, o inslincio da poesia
acompanha os povos desde o berco at o tmulo;
e nada nos deve sorprender, quando observarmos
que os impulsos primitivos da poesia reflectem,
bem que indecisos e limidos, essa remolissima
phase em que a intelligencia humana se levama
mais enrgica e poderosa, alhoia ainda ao domi-
nio da arle, sob o jugo delicioso das inspiracoes
naturaes.
Essa poca a da poesia infantil, que reproduz
os segredos da nitureza e os myslerios da crea-
cao, quasi por um moviraenlo intuitivo ; sera
que a prendam, por ura lado, as prescripgoes
systemalicas da escola, nem, oor oulro, a com-
priman] as exigencias, por vezes estultas, dos
llieprislas e doulrioadoresnos assumplos d'arie.
o periodo di florescencia potica, enlao o
poesia o hymno singelo mas harmonioso queso
eleva sereno da ierra para o co : ella enlo o
vivo iransuiupio da mocidade para o mundo que
se desprende do cahos, e para o engenho que de-
sabrocha cm toos os pontos do immenso Ihea-
lro, que se lhe poe dianle.
Ou chamem essa poesia biblica, ou a denomi-
nen) sacra, ella sempre a poesia dos priraeiros
momentos da vida, espontanea, intuitiva, livre
em lodos os seus rasgos, em todos os seus vos,
era lodo o exercicio de sua forra prodigiosa
Mas quera nao dir que essa cvoluro natura-
lissiraa do genio do homem, ao traduzir os varios
sentimentosda sua propria existencia, e do mun-
do por onde vai passando, j uma historia do
genero humano, ou antes, a primeira pagina da
vida nlravez dos seculos ?
Quem nao ver que esseshymnos, tao puros e
candidos, to profundamente inspirados ao cora-
qSo e alraa do homem, sao j em si mesmos a
primeira legenda, que se lera de reproduzir de-
pois, na successo das edades, c proporcio que
novos elementos de progresso iufluam sobre a
marcha do espirito e sobre o seu completo de-
seuvolvimento ?
Pois bem 1 essa poesia da natureza, virgem e
casta como ella, ao sabir das mos do Creador ;
ossa poesia que tambera uma historia e uma
legenda, porque representa os primeiros impul-
sos da vida para o homem e para a humanidade ;
conslilue o primeiro periodo na escala ascenden-
te da civilisacao, e abre-se, por isso mesmo, s
fecundas aspiracoesdo genio.
Vctor Hugo nao poda deixar de partir deste
ponto mximo e cardcal, para eslend-Io depois,
com as oulras phases da existencia humana e da
vida social, no qutdro completo de todas as po-
cas e de todos os graos de civilisacao.
Elle que dividi a sua obra era pequeas epo-
pias, comprchendeu perfeitamonte que a epopa
fundamental, a epopa-principio, deveria .deri-
var-se da primeira phase da vida, do primeiro es-
pectculo da creaco.
Eis por que o distine.to poeta, que se ukou
com forcas para caniar a Legenda dos seculos
abri o seu primoroso livro com essa poesia fra-
grant e risonha dos lempos bblicos, c inscreveu
ludia-me, meu Paulo. Os malditos Rus-
*?*f arrombado a porta do andar terreo e
j faziam jogar o Infernal ariete contra a da c-
mara em que estavamos.
Eis-nos entre doosfogos, nao me foi pos-
sive deixar de dizer.
Carlier, nao estamos perdidos, me disse tua
maj em voz baixa ; salva-te, se podes.fazcr, pela
janella, passando-lhes por cima do corpo. Eu
vou fazer-me saltar com elles.
Ella approximou a laqlerna do barril.
O que vai fazer, senhora 1 exslamei eu, se-
gurando-a.
Esqueces, responden ella, olhando^mo com
ar magestoso, esqueces que eu nao tenho aw">
vida para perder ? \
E' verdade, senhora ; roas por favor espere
ainda um pouco, sempro ser lempo. Venha ci ;
ponha-se junto do barril com a lanterna. A so-
nhora lanca-la-ha em cima da plvora quando
julgar o momento chegado porm note que
elles nao aliram mais. Esgolaram-so as muni-
qcs.
Que importa !... nao ouves estalar a porta?
Oh quebrem-na em mil milhes de po-
daros, tanto melhor I... eu os verei de mais
perto.
Tirei immediatamente o machado da parede
e colloquei-me de lado, perto da porta.
O meu gesto foi de uma energa tal, que elec-
trisou a coronela.
Tu s um homem valenle disse-me ella.
Mos a obra; mala a lodos quantos poderes;
quando cahires, ns saltaremos.
Defenda sempre a janella e s atiro a quei-
ma roupa, lhe disse cu. E principalmente, se-
nhora...
Nao tive lempo de acabar. A porta roava em
pedacos, e eu va de perfil o focinho ruivo de um
Cossaco.
O que ento o machado fez de idas e rindas, de
zig-zags e do curvas, do circuios e de ngulos, s
Deussabe!... Arre I agento sa priraeiro que
mato dez homens to coriceos como aquelles!...
Vmc. matou a todos ? !... acrescontou Pau-
lo com admiraran.
NSo, meu amigo ; a verdade antes de ludo
Ainda restavam tros quando cahi, duro como um
defunlo de oito dias, nnniquilndo pela fadiga c
pela perda de meu sangue.
E ento?... pergunlou Paulo, branco como
um panno.
Ento?.... ento!.... lu s engracadol...
Nao vi mais nada do que se passou ; e se eu o
sei, meu pequeo, devo-a tua me.
Oh! diga, pac Francisco ; nao me faca sof-
frer mais por quem .
Pois bom eu te disse quo ainda restavam
tres. Apezar do herosmo de tua me, era mais
que muito para assassina-la e___
O velho porta-machado engodo uma pala-
vra.
Qunndo a senhora d'Ernanges, rctrucou el-
le, os vio lanenrem-se sobre ella, deilou a lan-
terna no barril.
Oh! fez Paulo estremecendo.
Mas j que ella vire 1 disse o trapeiro
com um sorriso.
Sim ; mas___
Mas o que ? Se fosse possirel semelhnn-
te horror, cu duridaria da juslica de Deus.
A rea, conlinuou Carlier, apngou-se na
caixa de folha de Flandres sera locar na plvora
Tua rae j linha sido deilada por Ierra depois
de se haver defendido como uma leda.
Ento, Paulo, ento, teu paeentrouT___ Ima-
gina o sallo de uraa panthera, da qual massa-
cram os filhos.
Acompanhavam-o dou hussares e um grana-
deiro da guarda. Pela primeira e nica vez em
sua vida, o senhor d'Ernaoges foi cruel. Pregou
eom suas proprias mos os tres Cossacos no soa-
Iho, como se fossem ratos ou morcegos. Ao de-
pois fechou-lhcs a porta interior da melhor ma-
ncira possivel; em seguida a do pateo; e os dei-
xou estorcer-se sua vontade.
Conduziram-os, a senhora d'Ernanges e eu,
para uma choupana. ondo prodigalisaram-meos
cuidados mais sollicitos.
Teu pae nao loruou mais a por os ps nessa
casa ; mas pens quo nao a vendou. AViroou-
se ella a seu modo. So a visitares um dia, repa-
ra a direita. no fundo do jardim. un montculo
sobre o qual a relva deve ser mui bella. o t-
mulo dos 26- Cossacos; ntra um de mais, nem um
do menos. Segu, porm, o exemplo do coronel,
e nunca rcordes i lo* mae a lenbranra doaae
lerrirel da. Durante quasi doas um, apda esa
carnicera humana, ella tere aUqa inw
que s cesaaram 4 forca de aaoriaenU. de as-
ir cedes c de cuidados.
Carlier calou-se. Houve um sileace i
go. Pae Francisco terminara am _
com a mesma calma e methedo qe pedera
trar um homem que acabasse 4e (llar, dara
uma hora, da chura ou do bem tempe.
Paulo, um ponto restabeleeido, ia cemaaeei-
car-lhe algumas impressoes suas, ejerae entre
a sobrinba do trapeiro precedida da Sr.* Leaer-
cier, seu porta respeilo.
porta do seu edificio monumental s palavra
mysteriosa da t e da inspiraeao religiosa.
O apparalo desse maravilhoso material com que
a poesia se ergura entre os Indios, os Persas, os
Gregos os Romanos, tiazendo aps si uma ex-
tensissima nomenclatura de nomes ficticios, de
tradieces fabulosas, de allegorias barbaras e de
mythos subtis e mentirosos, nada provu contra a
existencia dessa primeira poesia toda espiritual,
loda anglica e superabundante de impressoes
celestiaes A phase da fbula para os povos pa-
gaos urna adulterarlo da historia e da rovelaco
primitiva ; e a poesia heroica, da qual mais tarde
nascerara os cantos dos rhapsodes da Grecia, qua-
si imitados das crengas e das canches dos Gyra-
nosophias e dos sacerdotes cgypcios, e nada me-
nos que um lado, posto que viciado, dessas cns-
piratocs sacras, lo ampias e locheias de incan-
los para os primitivos habitadores da trra.
Sem confundir n mylhologia com a religio, s
tradico com a fbula, nesses rasgos quasi ins-
tinclivos da imaginacao e do engenho, assenta-
mos que a poesia que se Iransubslonciou no nty-
tho e na allegoria, veslindo-se a capricho e ao
gesto do paganismo, essa mesma poesia da na-
tureza, da qual os povos idolatras desfiguraram
o pensamenlo, assignalando-lhe uma forma dif-
f erente.
Entretanto, ninguem poder ignorar que ainda
essa poesa, ura pouco desvirtuada e falsificada
em sua origem. a representarlo fiel do viver e
do estado social dos povos, na poca era que se
manifestara...
Esse segundo periodo, que abraga o culto ido-
latra, e que nos aprsenla os otTeitoe pralicos da
poesia, idenlificando-se com os sonhos e a3 vi-
ses da Alta-Asia, com os chimeras do Oriente,
e com as crencas meio-malerialisUs e meio-
ideaes do platonismo, tambem por si uma his-
toria e uma legenda, ou, antes, uma pagina in-
tima dessa historia dos seculos, quo se l
ainda hoje na pedra c nos symbblos duradouros
d'aric.
A civilisacao que principiara pela f, descamba
depois para a delurpacao do culto c da philoso-
phia primitiva, que eram ambos lo puros como
a primeira palavra de eus, ao crear lo-
dos os seres r e essa segunda phase para o
mundo lamben) uma segunda phase para a
poesa.
O autor da Legenda dos Seculos, quo apreciara
lo exactamente a primeira manifestaco do ho-
mem c da humanidade. as sociedades nascen-
les, o que ahi vira uraa grande legenda e um
grande fado histrico, aprpvoilou egualmente o
segundo quadro, examinto-o, desenhnu-o de-
pois com o seu pincel Tetlcadissimo. e deu-nos
ainda ima epopa magnifica nessa phase da hu-
manidade.
V-se, pois, que o poeta da legenda ao mes-
mo lempo ura philosopho e um historiador;
porque, ao passo que elle canta e commemora
os factos diversos, que so no3encobrem, pri-
meira vista, em a noile sombra dos seculos, ro-
produ, como observador, as creaeoes, as trndi-
coes, iisidas e o pensat intimo d cada unidos
povos, as edades que voi percorrendo, cora seu
vo d'aguia.
A Ligenda dos Seculos, e, portanto, inda por
IX
Ento, minhas senhoras, Ibes disse e relho.
depois de haver fechado a janella, e deixado e ca-
chimbo fra, esto salisfeitas con as saas com-
pras ?
Nao completamente, cu ae menor, disse a
riura com uma pequea caranlonka cheia de in-
dulgencia.
\E eu eslou satisfeitssima, responden Elisa
cora um ar trivesso.
Se ts mulheres esli em desintelligmcia
acerca dos trapos,nao fallo dos qne en ajenie,
sobre que diabo concordarlo T disse pae Car-
lier.
Meu lio, eis a historia. A Sr/ Leaaereier le-
mou entre denlos um axoazesa de novideees, no
qual sempre me servirn! muito bem. E' o Grmo
Visir, calabelecimento mais afregaezado qne se
conhece ncsle bairro...
Um bonito mostrador e nada mais, disse a
viuva. Elles nunca entregara as fazendas qee
poe de amostra.
Venha c, meu to, veja. Elisa tiroa de sen
indispensavel um corte de levantina e o desenre-
lou dianle do velho porta-machado, rajes olnes
se arregalavam.
Escapando-se de uma das dobras de panno,
um papclziuho branco cahio nos joelbes de
Paulo.
Suppondo que era a conla, elle ia, sntes de o
entregar, 1er em voz alta o sen contedo, ajean-
do uma palavra, uma s, codocada na frente,
mmobilisou o seu olhar e lhe paralyson a lia-
gua.
A fingida conta principiara assim :
< Bella e querida Elisa 1 >
O exame porque passara a levantina da psrte
de Carlier, de sua sobrinha e da vinva, impedio
essas tres pessoas do notaren) a veraaethido s-
bila que collorio as faces e a fronte de Ernanges.
Cerlo de que a natureza e at a existencia do
escripto que elle voltava entro os dedos, nao
preoecupavam seno a si propro, empalaion-o. a
o introduzio furtivamente em am de anaa algi-
beiras.
O sentimento que o fez obrar assim, coaspn-
nha-se, como, alias, vd-Io-has, destes tres ele-
mentos : generosidade cavalheirosa, rariosidade
maligna e despeito amoroso.
Depois de haver prestado uma atleneio cen-
descendente aos debates das doas partea, pee
Francisco deelarou sua incompetencia, e den ra-
zan a Elisa sem condemnsr a senhora Leaaer-
eier.
E' preciso que vi casa do patrio-, disse elle
em seguida levantando-se.
Abracou a sobrinba, sperlon a mo da viere,
deixou o fllho do seu coronel despeeir-se respei-
tosamente dessas senhoras e sabio cem elle.
Paulo aeompaohnu o trapeiro al i astilhe.
Conversaran] muito em caminho. Ainda qee pen-
sativo, o joven d'Ernanges nio perdea nasa pa-
tarra do tudo o que lhe disse o relbo, qne fallen
naquelle dia mais do que hara fallado nos lti-
mos dez annos.
Foi era 1816 que rito para Paris, lhe disse
elle. Teu pae me linha feilo prometter qne ee
lhe mandara noticias minha; mae aae goste de
escrever.... ao depois fatigara-ese sesapre ceas
as intences generosas que tinha a aera respei-
toe. F.mlVm, sufficit!... Dize-lbeque ase viste,.
que o estimo, que o respeilo mais qne nenes...
porm dize-lhe que s a independencia mais ab-
soluta pude fazer-me feliz. At logo, peqaene.
Irei buscar-te uma deslas raanhiaeena lea hotel,
e taremos ura elmoco de rapazas... pois l, en-
viste, s nos dias festivos, alias, isso es lacees-
moda. At mais ver.
D'Ernanges, livre, entroo no primeiro beie-
quira que encontrn era caminho e tomn rpi-
damente couhecimenlo do myslsroso bilhete.
estelado, a historia viva e mysiariosa da hu-
manidade, nos varios periodos de sua civili-
sacao. _y
Se da poesia, filha legilrma da natureza, pas-
samos poesia, era unio estrella com a arle,que
lhe esquadrinha os ihesouros, e lhe analysa uraa
por uma as condkoes de seu p/oprio desenvol-
vimento, acharaos anda ahi una prora deque
elle, sem abjurar as inspiracoes e a pureza mys-
lica de sua origem, incarnase na historia e
idenliflca-se com as legendas c as tradiree aos
povos.
Os cantos picos de Homero, os hymnos pom-
posos de Calliniacho, as odessoberbas de Pindaro,
as explanarles poetico-hisloricas de Hesiodo, as
trovas epicurislicas e voluptuosas de Sapho e
de Anacreonle, as endechas de Alceu, as scenas
burlescas de Arislophanes c de Meuandro, ou as
deseripcoesapaixonadas derEuripedes e Spho-
cles; denunciam j uraa diversa phase para a
poesaque se vai travar de lodo, n'uma fami-
liar convivencia, cora o arle e rom os princi-
pios doulrinarios que ella suppe o deter-
mina.
Ma3 era ento o curso natural do uma civili-
sacao especialissima, que. primando pelo culto
das letlras odas bcllas-artes, deixava correr im-
petuosa e sem freio a poltica immoral e roa-
leriallsadora dos discpulos de Zeno e de Epi-
curo.
Ainda ahi hi umn historia consubstanciada
na poesia : ha ainda em ludo isso ura complexo
de legendas, que, prendendo-se pela base ido-
latra e theuria do mytho, nos demonstrara
qual era enlo o eslado da civilisacao, o grande
aperfeicoamcnlo e o apuro, o que se havia ele-
vado o hornera o, com ello, a sociedade.
Porque nao consagrara Vctor Hugo uma par-
te do sua Legenda commemoraco solemne
dessa phase da humanidade ? Porque nao repe-
lera ello, cora o historiador daqjielles lempos, a
narraco de cada um dos factos. Je cada um dos
successos que se deram naquella phase do pro-
gresso humanitario?
Nao podendo, nem devendo parar em sua car-
reira como poeta-philosopho, diante de ura s
vulto, de uma s poca, mas, sendo-lhe necessa-
rio sponlar a idea capital, impressa no desen-
volver daquede periodo histrico, o celebre exi-
lado francez levanlou ura typo magnifico dessa
historia e dessa legenda particu'ariesiraa, n'uma
das mais bellas epopas do seu livro : a deca-
dencia de loma.
E porque entendemos ns que, fallando elle da
Roma de Androcles e de sacrificios sanguino-
lentos, fallou tambem de Grecia? porque o mol-
de da civilisacao foi para ambos o mesmo, eo
quadro do povo conquistador o reflexo fi-
delsimo dasiluaco do povd conquistador.
Ero o periodo das paixes licenciosos e bru-
taes, da philosophia conlradiloria de Luculo e
de Brulo, de ero e de Sneca ; e a arto que so
admirava pomposa nos cantos de Virgilia, no
lyrismo delicado de Horacio, as saudades de
Ovidio, nos amores de Calullo, o as lubricida-
des do ihealro de Plauto e de Terencio, dei-
xava observar, alrnvez desse manto espen,
odo, a corrupto devsUJora dos lempos, da
Grecia.
(Coat* eer-st-he.)
A Legenda dos Seculos nao podia passar indif-
ferenle por essa phase da historia ; e o poeta
eximio, quo engenhou aquelle sumpluoso edifi-
cio, para estampar em seus quadros as diversas
revolueoes das edades, a transformarlo das ideas,
das Iradices e das crencas do genero humano,
devia, por certo, consignar nelle como uma das
principies legendas, essa que o vivo desenlio da
immoralidade da phitosophia pagia.
Depois vem os seculos do chrislianismo, cora
sua luz maravilhosa e civilizadora ; os lempos da
f e do vigor do martyrio, os pocas gigantescas
darehabilitacu moral social, e da raetarnor-
phose poltica dos poros. Todas essas phases
teem a sua Legenda especial, porque leem a sua
historia e a sua poesia i parte ; e nenhuma epo-
pa se poderia erguer to resplandecenlo e ma-
ecslosa, lo louca e lo admiravel, corao a que
destinada a consignar o reinado e a victoria
da nica civilisacao, progressiva e completa,
sobre ascivilisaces psrciaes, iraperfeilas cdefi-
cientes.
O poeta das Legendas ura poeta rhrislio; e
um cantor corao elle, que exlrahio da lyra tons
to enlernecedores, e harmonas lo sobre-hu-
manas, no meditar sobre Sio e ao dar com os
olhos no tmulo de Lzaro, e ao repousar cora o
velho e virtuoso Booz, sobre a herra dos cam-
pos, nao podia passar adianie. quando se lhe
abri ao espirito o espectculo da maior o da
mais magnifica de lodas as historias.
Ahi rada tinha que ver o poeta com as doura-
das fiegoes que Venus e Jpiter haviam inspira-
do cm seus sonhos impdicos aos adoradores da
materia, desde as planicies do Senaar at as po-
pulosas ras de Alhenas.
A Legenda por esse lado nao era j soraente
um canto, um simples poema : era, sim, uma
philosophia e uma historia, abundantes ambas
de lines preciosas para o hornera, de amenas
distraccoes para o engenho c para a imaginacao,
e do bcllissimos modelos para a cultura do es-
pirito.
O que fez Victor Hugo, representando e can-
lando essa phase do mundo moral e social?
celebrou ns glorias do christianismo n'um hym-
no de purissimos afTcctos; e a lyra que se lhe
ergueu to alto bafejaram-na os anjos cora lodo
o perfume das delirias e das inspiracoes celestes.
A epopa do eyelo heroico chrislao devia abrir
espato a epopa nao menos sublime, nao menos
encantadora da edad* media.
Quando, aps os seoulos do lucia e de marly-
rios. vieram os seculos de barbaridado, o ele-
mento religioso, reagiudo s por si contra os
elementos contrarios da forca bruta e da philo-
sophia material dos incultos habitadores do nor-
te, produzio essa mudanca radical, quo alterou
pela base as consliluices dos povos, e que, dei-
lando por trra o colosso romano, apndrecido na
ebriedado de paixes baixas e inmundas, prepi-
rou para os seculos futuros uraa nova organisa-
co social, um novo plano de vida publica. Essa
poca, entretanto, leve e nao podia deixar de ler
a sua historia, toda especial e caraclerisada por
mudos factos e successos de uraa ordem supe-
rior, que onto se deram ; c essa histoita typo
bnlhante de lanas Iradices dignas de reparo,
de tantas crencas piedosas, de lanas sendas de
suavissima un ceo mysliea, era se rrmma
tempo uma fonle caudal de excedente pasis,
que os trovadores e os bardos nio exploraraaa
em toda a sua plenilude.
Haviam passado os dias da prepotencia
na : decebir o templo da fbula, cees
fingidos orculos : apenas no Oriente nao
cbro de letras sobrenadara per sebea o asar
tempestuoso da barbaria : e a humanidade se
nhava novas eras de ventura, qne se IHe e-
viam palenlear mais longe, na successo dos se-
culos.
Os cchos do alaude semi-selvsgem de Omisa
returobaram, de especo i esnace as altera* le-
gremos e nevoentas da Caleeoeia: i
da Grecia culta dos Pericles e dos _
quasi qne se perdiam ou -desappareriam n'c
noile obscurissims da edade media : esa r
phaso lio singular quanto difficil de pintar
Odelidade.
Quem so levantara cntio para articnUr uma
phrase de poesia ? O seculo XIV no-le diz nos
imnrorlaes poemas de Petrarca e de Tasan :__
elles resumem, por assim o dizer, s philesophia,
a historia, a civilisacao n'aqnelles Iranpaa.
Urna poca dessas, com lanas rondires para
servir do typo historia, nio podia deixar de
merecer a aiiencAo da musa francez*. qee. ae
passir por dianle della, sadou-a em aeea cee/-
leiros andantes, era suas crencas de religioaia-
de intima, era suas tradieces de pero espilas-
lisnio chrislao.
que Yiclor Hugo, poels pelo corarie a pele
engenho, rio n'aquella poca am des psimeires
vultos para a historia do genere harneen: e a
legenda que se lhe figurou n'aqaclla phase lio
celebre, elle a compendiou, vivida e transparen-
te, as paginas do sen inmortal pasma.
Escusadn dizer que o poeta, A quem se e-
vem lindas epopas sobre s edade meis a as
son tambem a traca-la* para es prrsdes tsese-
riores ; e de rrer que a poesia. qne se levan-
lou com lano brlhb, ao sanear ee tempes remo
tos, e as legendas de raa qne ji vis aisUniia.
se encha de enthusiasmo para assislir, rama es-
pectadora e interprete cloquente, i marcha dea)
factos e dos aconteci en toe na aetulideee.
Quanto i ns, a Legenda dos .erases eme
historia c um poema ; a tradurcio ee leeae ss
phases da vida social, desde as primeiras evele-
ces da humanidade al hoje, Iraiuecio i qne se
veio ligar a harmona do rylhmo e a Aerara pee-
tica da linguagem.
E' a expansio livre da poesia, come esta Aere
ser considerada, apreciada e desenvolvi* : A
a synthese completa, quanto A aaseUrslacie de
espirito humano, irausubstancianda-se a'arte e
no culto das letras.
E' a poesia dos primeiros lempa*, e s poesia
de hoje : a poesia da historia a da philesophia
Sara todas as ncdes e para todas as edades ene
o de vir.
T. B.
PEEN. IIP. DK M. F. DI FA1IA. '


Full Text
xml version 1.0 encoding UTF-8
REPORT xmlns http:www.fcla.edudlsmddaitss xmlns:xsi http:www.w3.org2001XMLSchema-instance xsi:schemaLocation http:www.fcla.edudlsmddaitssdaitssReport.xsd
INGEST IEID EWQ8OWL7J_8NILV9 INGEST_TIME 2013-05-01T00:23:48Z PACKAGE AA00011611_09098
AGREEMENT_INFO ACCOUNT UF PROJECT UFDC
FILES