Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09093


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Full Text
1M0 IIX7I. SUSEfiO 142.
Per tres aezcs atiiantados S$000.
Por tres mezes vencides 6$000.
ODi&TA FEUA 20 DE JUMO DE ttt*.
Por auno adiantado i9$000. .
Porte fraaco para o subscritor.
innA
EKCARREGADOS DA SUBSCRIPTO' DO NORTR.
Paralaba, o Sr. Antonio Alejandrino de Lima;
Natal, o Sr. Antonio Marques da Silva; Arncaty, o
Sr. A. de Lomos Braga; Cera, o Sr. .'.Jos de li-
veira; Maranhao, o Sr. lianoel Jos Martins Ribei-
ro Gurmeraes; Piauliy, o Sr. Joo tamandoa do
Moraes Jnior; Para, o Sr. Justino J. llamos;
Amazonas, o Sr. Jernnymo da Costa.
i'Ai; l id.v Ui)3 t-Jiiucio.->.
Olinda todos os dias as 9 1/2 horas do da.
Iguarass, Goianua e Paralaba as segundas
e sextas feiras.
S. Anio, Bezcrros, Bonito, Caruar, Allinhoe
Garaiilinns as Ierras feiras.
Po d'Alho, Nazareth, Lirooeiro, Brejo, Pes-
quera, Ingazeira. Flores. Villa Bella, Boa-Vista,
Oncnry c Ex as quarlas-feiras.
Cabo.Serinhaem, Rio Forraoso.Una. Barreiros.
Asna Prela, Pimenteiras e Natal quintas feiras.
Tolos os eorreios. partero as 10 horas da manlla
EI'HEMERIDES DO MEZ DE JUNHO.
3 La che.a as 2 horase 26 minutos da tarde.
11 Quarto minguanto as 10 horas e 45 minutos
da manhaa.
19 La nova as 3 horas e 4 minutos da manhaa.
5 Quarlo cresccnleas 10 horas e, 16 minutos da
larde.
Primeiro as
Sesundo as
PREAMAR DE HOJE.
6 horas e 6 minutos da manha.
6 horas e 30 minutos da tarde
PARTE GFFICIAL.
Ministerio lia jnstiea.
2.a sereno.Ministerio dos negocios da jus-
lica.Riode Janeiro, 22de maio de 1830.Illm.
o Eim. Sr.Fui presente a S. M. o Imperador o
officio de V. Ese. datado de 21 de novembro p
panado, cobrindo copia da consulta que aV. F.xc.
dirigi o juiz municipal .le Campos, alim de sa-
ber 1., se o criino do daino especificado na
primeira parle do art. 207 do cdigo criminal
excede a aleada das autoridades polica?*, deven-
do ser julgado pelo jury, como comprehensiva -
mente parece affirmar o aviso de 2 de selembro
de lSi'J ; > t >', sendo allirmaliva a resposla ;
consulta antecedente, 6 iudispensavel a nanea
para que o roo incurso na primeira parlo do
Brt. 267 se possa livrar sollo: e o mesmo augus-
to senhor manda declarar a V. Exc. que.....ihum
fundamento Itere esta lvida proposla pelo juiz
municipal, por isso que no citado aviso de 2 (:.
selembro de I8S'J expressu que os rrimes de
damno, espericados nos arls. 266 e 67 do c-
digo criminal, nao cobom na aleada das autori-
dades policiaes; e que, pois, ou esses erimes
s.'jam simples, ou aeompanhados de circunstan-
cias aggraranies, deveo respectivo processo con-
formar-se coni as regra coraos, e ser sujeito no
jiilgamenlo do jury.Dos Guarde aV.Exc Joao
Lu$losa da Cunha Paranagu.Sr, presidente
d.i provincia do Rio do Janeiro.
ministerio da fazenda.
Expediente do dia 11 le main do 18G!).
A' thesooraria da Parahyba, indeferindo o
requerimeotu de D. Hara Joaquina de Seixas
Cavalcanti, que pedia auspenso da execucao que
se Ihe moro pelo juizo dos feitos da provincia
para pagamento do que ainda deve tazenda pe-
lo alcance do ex-lhosoureiro de ordenados Fre-
d erice Augusto Neiva, de quem ora Dador o ti-
nado muido da inpplicanle: visto nao prevalc-
cerem ps ra/oes que allega acerca da diffeiena
Meio .ilaltio o Cear.
Soldados Aristidcs de Alcntara e Luiz Alvcs de
Souza.
Corpo de ciiartiicao fixa de Goyaz.
Soldado Jos Francisco da Silva Ros.
17
Circular aos presidentes das provincias.
Illm. e Exm. Sr. De ordom do S. M. o Impe-
rador declaro a V. Exc, para sen governo, que
acs officiaes reformados do exercilo, encarrega-
dos de lomar conta de foilalezas desarmadas,
nao se abonar por esle encargo vanlagem algu-
ma, mas podem residir nos respectivos quarteis,
o des/ruelar as domis dependencias das mesmns
fortalezas que nao forcm neeessarias ao servico
publico.
Aos mesmos.Illm. e Exm. Sr Exigindo
o brlgadeiro director do archivo militar, para
poder emillir parecer sobre relatnos de obras
militares que Ibes sejam subuieitidos, que aos
mesmos relatnos acoropanho urna demonstradlo
pela qual se eoulieca : 1", o ormenlo especifi-
cado da obra, qnailoi a ordem que a approvou,
e qual ,i ipie aulorisou'a despeza; 2o, eni
data cometn a obra, e se esl sendo elTecluada
por administrarn ou por empreza, declarndo-
se neste caso quaes sao *s cendicoes do coma-
lo ; o", quanto esi despendido quanlo resta a
despender ; assim o commu ico a las exigen-
cias quando liver de enviar a esta secretaria de
estado semelbantes relatnos
Ao de Pernainbiico, dem, em resposla ao
sen iiffl n. 188 ae 2 do crreme, que, visla
da informarn dada pelo director do arsenal de
guerra da ro te, nao convm effeetnar a compro
de 501) bayonetas, 1.00J varetas e l.o sacatra-
pos, que olTer/cerdin os negociantes daquella
praca Prenle Vianna & -O.
Ao do Para, remetiendo a nota dos arligos
de utensilios que pelo arsenal de guerra da dita
provincia devem ser fornecidos ao respectivo
eommando das armas.
Ao mesmo, remetiendo copia do parecer da-
do p.'lo brigadeiro director do archivo militar so-
bre o relatorio das obras na capital daquella pro-
vincia, ao qual acompanhou u seu ofTicio n. 42
de.23do fevereiro ultimo, declarando-so
AUDINECIAS DOS TBIBUNAES DA CAPITAL.
Tribunal do commercio: segundas e quintas.
Relaco : tercas feiras e sabbados.
Fazenda: tercas, quintas e sabbados as 10 horas.
Juizo do commercio : quintas ao meio dia.
Dito de orphaos: tercas e sextas as 10 horas.
Primeira vara do civil: trras e sextas ao roci dia
Segunda rara do civil; quartas e sabbados ao
meio din.
gismundo Cicero oe Alenc.r Aranpu, convem
que informe se esl ou nao de posse de semelhan-
tes avisos.
Ao presidente da provincia do Rio-Grande
do Norte, para informar s,> receben ou nao o
aviso circular de (i de fevereiro ultimo determi-
nando que as Ihesourarias .ic fazenda deduzam
das gratiliraroos dos recrutadores a despeza que
se Iizer cora os recrutaa que nao forcm
rados.
apu-
ro es ni o
eunlinuaiido a
Governo da provincia.
KXrEDIENTF. DO DA 18 M JLNIIO.
OfTicio a cmara municipal do Recifn.Estan-
do o convencido, coro audiencia de pessoas ha-
bilitadas que una das causas, que roncorrem pa-
ra entreicr a epidemia reinante nesla cidade, a
mi qualidado da carne verde, que nelle se con-
som diariamente, determino cmara munici-
pal do Rccife, qna ii,;ve quanto antes fazer su-
scitar a exame do medico do muladouro, l)r. Au-
gusto Carneiro Monleiro da Silva Sanios, tomo
unleriormenle se prnlicava, os re/es destinadas
que | ao consumo, antes de seren moras ou
depois, se nssim f >r noc
pagar-se ao referido medico o ordenado x.u
pela le du^rcamento municipal vigente.
Outro si? recommendo a casa cmara muni-
cipal que faja activar os seos liscaes, para que
perrorram o cxamineni conslanteroonte os e bele.imenlos em que so vendem gneros alimen-
iirios, liin de verificar se esli saos, transmit-
tindo-se ao. l)r. chef.i de polica o resollado de
suas averiguacocs, no caso de intraccau de leis
municipars. para mandar proceder conforme for
de le.Olliciou-se ao medico para que enlrasse
em exercicio no dia remedalo.
Dito ao coronel Antonio Gomes Leal.Achan-
do-se Kravemenle doenle
rao da Victoria, e
10
o lente general ba-
compelindo a Vmc. substilui-
o no comniiido das armas, recommendo-lhe que
mire quanto antes no exercicio desse empre-o
passando o de director do arsenal de guerra ao
respective ajudanto Jos Antonia Barbosa.Fize-
rain-se as necessarias conununicar;oes.
commandanie das armas interino.
Dito
azoras, declarando, em resposla
ao seo olYio n 40 de 9 de a.inl ultimo, que li-
ea spprov-ada a dcliberago que tomn de auto-
porque, oin risor o aluguel de uroa casa para servir de d.
conressoes, convem hoje I lo de arligos bellicos, pela nuanlia de 2jS
iWr^tSS^!!?1'^ SL!ffe! I'."-' S,S a''' -" '-Picio estado e r
1 p
um terreno sito em Fra de Portas: polclo a
mesma presidencia assim proceder a reapcitq de
oulros as mesroas ciicumsiancias
verdado. lendo-se feilo
posi-
men-
Ao da Parahiba, devolrrndo a tabella da
preracao do valor da elape para as prncas do
meio batalh.io no semestre de Janeiro a junho do
le auno, pira que proceda a nova avalia-
pertcncem ao dominio da afio, deslingin-
00 : 1., quaes desses beos coiislilJem
0 dominio publico, e quaes o dominio Ido
estado, e entre eites ltimos quaes Osqueto
especialmente considerados proprios narTiouaes e
como laes sob a admiuistracao primiliva do mi-
nisterio da fazenda; 2., quaes os principios por
que entre nos, segundo nossa legislac,ao actual,
se deve regular a domznialidado das" alluvides
quo se formam borda do mar e dos rios pbli-
cos navegareis ou nao, e das margeos e lveos
dos mesmos rios ; 3., as disposicoes que conti-
rerera preceilo ou principio de ilireito, dos que
se referrem alicuacao ou qualquer outro aclo
de admiuislracao, junlando a estas por ordem
chronologica todos e qnaesquer decretos, regu-
la raen tos ou ordens expedidas para sua execu-
\-.rio, coui deelarafo de sua execufao, do modo
porque se effecluou,e,no caso de nao se toreffec-
tuado, dos motivos porque assim se proceden ;
4., quaes os bens que consliluem o dominio
provincial ou municipal ; quer publico.quer pri-
vado, das provincias ou municipios; 5., qijaes
s reormas que se devem adoptar a resp'ojw de
qnaesquer dos bens cima declarados, no sen ido I
de harinonisareni-se as disposicoes anligas rom
as mo ternas, accitando-se os" melhorameatos !
que aconselhar a legislacao comparada dos pavos
cultos, nao s no interesse do dominio nacional
como no da navegacao.
A' presidencia de Pernambuco, concedendo
nns termos das inslrurcesde 14 de novembro de
1832,aopadreRaphaelAolonioCoelho esua rmaa,
ltconra para Iransferircm a Augusto Ferreir
se acha edificada em terreno alagado, por so '
cao con, br.vid.de; i.fazodo -.Uerv.^ ^ '^ ."''
que faz a conlador.a geral da guerra. mandante superior d7
Ao ajudanlante-gencral do oxorcito, rem t-
londo para mandar rumprir as sentenras imnos-
tas pelo conselho supremo militar de juslica. os
processos seguintea:
Esladb-maior de S3 classe
Do tcnenle-coronel Jos Joaquim do Couto.
4o batalhao de artilharia
Do soldado Manoel Goucalres do Souza.
9" batalhao de infantaria.
Do soldado Manoel Joaquim do Nascimenio.
EsqeadrSo de csvallara da Baha.
Do soldado Jos Manoel dos Anjos.
10 batalhao de infantaria.
Do 2o sargento Caelano Chrisliano Vilck.
19
Ao ajiidante-general do nxercto, para man-
dar dar baixa do servico s2l praras dos corpos
do exercito abaixo mencionadis por terem sido
julgadas incapazes dfj servico.
3o batalhao do artilharia a p.
Furneis Diogo da Rocha Bezerra e Joao Correa
dos Santos, cabo Raymundo Rodrigues de Mello
1 adilha, soldados Flix Francisco da Paz. Joa-
quim Antonio de Souza e Manoel Domingues
Ramos.
Corpo de goarnicao Oa do Paran.
Soldado Jos Antonio da Silva.
IIo batalhao de infantaria.
rtrento Jos Manoel de Azeve-
cisco Pereira, cabo Francia-
o Antonio, soldados Antonio Rento da Costa.
TotL'Zt^tr nudM.W. ciumK! riT,^ud
cas do roso, expostas nos papis juntos ao le-
quenmento da pa/le; cumprindo que a presi-
dencia resolva como entender de jualica pelo que
respeita a parle do terreno que perience s
marrabas.
A' mesma, aulorisando-a para aforar o
terreno que requerem Mosquita de Dutra e Jos
Pereira Vianna, na ra do Brum, visto nao se
achar anda em pratira a circular de 18 deoutu-
bro ultimo quando se fez a respectiva demarra-
do e avaliacao; convndo que assim so proceda
com os que seacharem em idnticas circums-
ancias.
Ministerio da guerra.
EXPEDIENTE DO DU 15 DE MAIO D1860.
Ao presidente do Maranhao, declarando que
para se poder definitivamente resolver sobre a
pretendo que tero o capito Cassiano Jos Mar-
tina de suspender a consignacao mensal de 50
roeii8aes que deixa nessa provincia sua familia
passando a ser paga nesta corte a seu procura-
dor Marcelino de Almeida Ribeiro a de 20$000 ;
compro que a respectiva thesouraria de fazenda
declare at quando foi o peticionario pago ah da
referida consignado para se proceder enliio de
accordo com a informaco da pagadoria das
tropas.
16
Ao njudanle-general do exercito, remolien-
da os processos verbacs feilos s pracas do exer-
cito abaixo declaradas, afirn de mandar execnlar
os senlencM nelles proferidas pelo consellio su-
premo militar de juslira.
Io batalhao de infantaria.
Soldados Thomaz Elias, Luiz Jos Tavares An-
lonio Joo Ferreir, Francisco Maximiarfb das
Chagas, Estevao Pereira, Joo Mximo da Silva e
Qucrino Ferreir dos Santos,
7o batalhao de infantaria.
Soldado Francisco Jos Ricardo.
9' batalhao de infantaria.
Soldado Luciano Pereira da Silva. '
11 batalhao de infantaria.
Soldado Gilberto Jos dos Santos.
13 batalho de infamara.
Soldado Jos.Perelfa da Silva.
5" batalhao de artilharia a p.
Soldados Jos Duarle de Souza e Joaquim Pedro.
1 regiment de cavallaria ligeira.
Soldado Joao Mximo.
o ij ^ Corpo de ,iarr|isao fizada Baha.
Soldado Estevao Baplisla Noguera.
Meio balalhao da Parahiba.
Soldados Joaquim de Mello da Silva e Miguel Joa-
quim Dimasceno.
Corpo de goarnieo fixa de S. Paulo
Soldado Jos de Freilas Madeira.
Dito ao mesmo. Haja V. S. de mandar apre-
senUr no juiz municipal da Ia vara deala cidade
um soldado do cavallaria para levar a differeiiles
lugares os nllirios e editaos para a convocacao do
jury deate termo. Communicou-so ao referido
juiz municipal.
Dito ao inspector da thesouraria de fazenda
Transmiti a V. S.,j reformados, os pr.is fo-
Ihas e niappas a que se refere o seu ofTicio de 2
de maio uliupo. sob n. 547, dos vencinenlos do
destacamento da guarda nacional da villa da Es-
cada a contar de 15 de marco o ultimo de maio
deate auno, alim de que manJe pagar nao s a
importancia do laes vencimentos como se orde-
nen era 21 diijnello mez, mas lambem a da des-
peza fela desde 16 de Janeiro at 31 do citado
mez de maio, com o foruecimeuto do luz
quartel do mesmo deslacamenlo, co
para o
ra da Costa, Paulino Jos Vicente, Hypolylo Pe-
reira das Neves. Marcos Jos Anloiiio. Joaquim
Mariano dos Santos.
Meio balalhao da Parahiba.
Soldados Francisco.Pedro de Alcntara, Fran-
cisco Jos dos Santos, Claudino Jos da Pie-
dad e.
Companhia fixa do Rio-Grande do Norte.
2o cadete Leopoldo Cavalcanti de Barros.
Ao presidente da provincia do Maranhao,
doclarando-lhe, em resposla ao seu oiieio de 13
d abril ultimo, que fica expedida ordem ao con-
selho administrativo para proceder compra do
panno neressano para a conec^o de 27 calcas
e outras tantas sobrecasacas destinadas msica
do o batalhao de infamara, visto que uo lia no
mercado da provincia panno apropriado.
Ao mesmo, para declarar, se recebeu ou
nao os avisos deste ministerio de 2 e 3 de Ja-
neiro do crreme anuo, o primeiro determinan-
do que se faca cessar o abuso de seren empre-
gados oTiciacs arregimentados em commisses
propnasdo eslado-maior de Ia e 2a classe e o
segundo acompanhando a tabella do credilo'con-
cadido thesouraria de fazenda para despezas da
repartieao da guerra no exercicio de 1859 a 1860
visto nao ler mencionado semelhonles avisos na
ola que vera junta ao seu oflicio n. 45 de 9 de
ruarlo ultimo.
Ao do Cear. para informar se esl ou nao
de posse do aviso-circular de 31 de Janeiro do
crreme anno, e do aviso da mesma dala, esle
declarando rio poder ler lugar o forneciment
dos objeclos requisitados para a delegara do ci-
rurgiao-mr do exercito por nao constar que
despeza semelhante tenha sido fcila as outras
provincias, o aquelle ero que se recommenda a
bel observancia do disposlo na decreto n. 158 de
7 de maio de 1842, especificando os casos em
que as presidencias podem autorisar despezas,
alm das determinadas por lei, visto que de
laes avisos nao fez mencao a nota que acompa-
nhou o seu ofcio n. 37 do 30 de marco deste
anno.
-- Ao de Pernambuco, para exigir da thesou-
raria de fazenda, e remeller a esn secretaria de
estado, ceriidaodos ossfntos queexistirem na re-
lacu de mdslra da 3a companhia do cxlinclo
batalhao provisorio a respeilo do toncle refor- ,
maao do exercito Antonio do Holianda CavaUlnicou-seao chefe de polica.
', D. ... Dito ao me.jmo.-A'visUd
Ao do Piauhy, declarando-lhe que noo ten-
do aecusado a recepgSo do aviso circular de 3
de fevereiro ultimo, que designa o numero de
rezrutas com que a provincia deve concorrer pa-
raoiXercUo D0 Pr0!limo >oo financeiro de 1860
a 1861, e do aviso de \% do mesmo mez que
commumea a cessa^ao <10 pagamento nesta corle
da quantia de 15 ra^nsaes, que do respectivo
sold consignase (i a'.fores do meio baUloo Se-
imo se v dos
perior do Santo
Dilo io mesmo. Em vista de sua informaco
de 16 do corrente, sob n. 599, dira com referen-
cia a do inspector da alfaridega desta cidade, re-
commendo a V. S. a expediccao de suas ordens
para que ao Dr. Liis, chefe'da commissao as-
tronmica o hydrographica, soja entregue um
caixotc que se ocha depositado na mesma alfan-
dega, cunlendo um triangulo para o servico da-
quella commissao. Communicou-so ao Dr.
Liis.
Oiloao mesmo.Cobertas com a copia do ofli-
cio que me dirigi o chefe da commissao astron-
mica e hydrographica em 16 do corrente, remel-
lo a V. S. para os convenientes exames as coti-
las na importancia de 2:1763260, das despezas
fetlas pela mesma commissao nos mezes de mar-
ro, abril e maio deste anno, inclusive as da via-
gem o norte da provincia, o o autoriso a man-
dar adivinar ao bacharel Januario Candido de
Oliveira, sob miulia responsabilidade, em vista
do aviso do ministerio da guerra de 21 de oulu-
bro do anno prximo passado, a quantia de400$
ris para o Dm indicado no citado ollicio__Com-
municou-seao Dr. Liis.
Dilo ao mesmo Constando-me de aviso da
repartieao da fazenda de 29 de maio ultimo que
por decreto de 26 desse mez se concedeu n Fran-
cisco Xavier Pereira do Biilc-a demisso quo pe-
dio do lugar do curador geral das heranras ja-
remos da capital desta provincia, o qual foi no-
meado no referido dia 26 solicitador dos feitos
da fazenda ; assim o communico a V.S. para seu
coobecmento.
Dito ao mesmo. Estando nos termos leaaso
pret junio, mande V. S. pagar a Importancia dos
yencimenus relativos a Ia quinzena deste mez
das pracas aquarleladas do 3o balalhao da guarda
nacional deste municipio. Communicou-se ao
respectivo commandanie superior interino.
Dito ao commandanie superior interino deste
municipio. Respondo no ofTicio do V. S. de 15
do corrente, declarando que, reconhecida a iden-
luiade de pessoa de Innocencio Montelro Borges,
vista do documento fornocido polo consufad
de Portugal e a que se refere o incluso requeri-
mento, deve ser o supplicante eliminado da guar-
da nacional, por terprovado autlicnlicamenle que
cstrangeiro.
Dte oo mesmo.Recommendo a V. S. que
remella quanto antes o quadro da ofiicialidade
da guarda nacional sob seu eommando superior,
exigido por circular desla presidencia de 4 d
agoslo do anno passado, c espero que esta or-
dem tenha prompto cumprimenlo.Officiou-se
no mesmo sentido oos demaisceramandontes su-
periores da provincia.
Dilo oo presidente do tribunal do commercio.
De conformidade com o disposto no aviso da
reparlicodeeslrangeiro3 de 4 do corrente, trans-
miti a V. S. a carta de registro o matricula do
brigue nacional Deapiqtre de Beiriz. que foi cas-
sada por ha.ver sido destello o mesmo brigue na
villa do Conde, como conslou do participa-
cao do consul-gerdl o Brasil ira reino de Por-
tugal.
Dito ao inspector da thesouraria provincial
Respondendo ao seu ofTicio de 11 do corrente,
sob n. 204, lonho a dizer-lhe que na organisa-
Co das folhas de pagamento de ordenado dos
empregados provincioes paro o exercicio prximo
vindouro, devo ser considerado o augmento do
20 por cento concedido pelo art. 34 da lei do or-
namento daquelle exercicio.
Dito ao mesmo.Transmiti a V. S. a inclusa
conta que me foi reineltida pelo chefe de poli-
ca cora ofcio de 16 do correnle sob n. 831,
nflm de que, estando ella nos termos legaes!
mande pagar ao delegado da Victoria ou ao seii
procurador a quantia de 139iOO rs., despendida
no mez de maio uliimo'com o sustento dos pre-
sos pobres da cadeia daquella cidade.Coramu-
plicio Jos do Mello, conlo. mo requisiloii o ch.-l,,
de polica ero officio de 10 do corrento, sob n.
829. a quam.a de 99;000 rs., despendida no mez
de maioulliroo como sustento dos presos pobres
da cadeia do Brejo, caso esteja nos termos lc-
gaes a conta junta.Communicou-se ao chefe
de polica.
Dito ao mesdio.Estando nos termos leSaes a
conta junta, que me foi remellda pelo chefe de
polica com ofTicio de 16 do corrente. sob n
88, mande \ S. pagara Antonio Pedro Rodri-
gues a quantia de 6340O rs., despendida nos me-
zes demarro, abril e maio deste anno, como
sustento dos presos pobres da cadeia de OlirWa.
Communicou-se ao fliefcdc polica.
Dilo ao'mesmo.-Pode V. S., como propea
junta dessa thesouraria, mandar por novamenle
em praca, com o abale da quinta parle nos res-
pectivos preces oimposlo de 25500 rs. sobro o
gado vaceum que n > triennio de 1860 a 1863 de-
ve ser consumido nos municipios de Goianna, Na-
zaretb, Cabo. Victoria, Serinhera, Rio Formo-
so, Agua-Prela e Pao d'Alho, bem como os que |
tem de ser cobrados no mesmo triennio no mu- !
nicfpip delguarass, vislo nao haverem appare-'
cido licitantea na airematacao de laes impnstos
segundo \. S. declarou em seu oflicio de 15 do
corrente, sob n. 217, que fica assim respon-
dido. '
Dito ao mesmo.-Mande V. S. pagar ao em- '
preileiro da estrada do norte, engenheiro Jos
Mamerie Atarea Ferreir, por conta das prestarles
lin.^S a l.'Uantia de dez conlos de Veis
(10:000*000), dinnnuindo V.S. tanto quanto for
possivel o pedido fcito pela repartieao das obras
publicas.
Dito ao promotor publico de Pao d'Alho.Es-'
l em meu poder o oITlcio de Vmc. de 16 desto
mez, em que consulta se deve denunciar contra
o juiz municipal supplenle desse termo. Chrislo-
vao do Holianda Cavalcanti de Albuquerqoe
conforme Ihe foi determinado pelo juiz de direilo
dessa comarca, a quem havia eu ordenado que
responsabilisasse aquellejuiz supplento.
Respondo que bem proceden Vmc. em nao in- :
lenlaressa denuncia, visto quo pela disposirao
mnilo clara do art. 396 do regulamento d- 31 di. !
Janeiro de 1812, deve o juiz de direilo, ero tal
raso, proceder, por ordem superior, nos termos :
do art. 05, mandando autoar a ordem e mnis
papis, que ierviram de baso ao processo, e nao
determinar que Ihe fosso aprcsenlada a do- '
nunria.
A' Vmc. enmprir apenas assistir e acompa-
nhar a accusacSo, auxiliando ao juiz de direilo
com os esclorecimenlos que poder obter.Offi- ;
riou-se ao juiz de ilireito enviando-se cooia .-o '
oflicio supre.
Dito ao inspector do arsenal de marinlia Pa- :
ra que eu possa resolver acerca da comprados
objeclos a que se refere o oflicio de V S. de 12
do crreme az-se necessafo que o conselho de '
compras afies a requistte. emittindo o seu pa-i
recer sobre a maneira roais convcnienle de effec-
luar-so a referida compra.
Dito ao" mesmo. Informe V. S. se ja eslao
promptos os objeclos que em virtude do aviso da
repartieao da marraba de 29 de outubro ultimo se
'nandoufonieCcr nocapitao do pono das Alngoas
Dito ato director das obras militares. Mande
nr. pifiar de um e oulro lado as ponas c ja-
rtel do 4o balalhao de artilharia a
Portarin.O presidente da provincia irsolVe !
nomear o major reformado Jos Antonio Barbosa
para exercer interinamente as funeces de direc- i
tordo arsenal de guerra, em quanto esliver em-
pregado no eommando das armas o coronel di-;
rector Antonio Gomes Leal.Fizeram-se as de-
vidas coinmunicaces.
Dita.O presidente da provincia resolveu no-
mear o tenente Jos Ignacio de Medeiros Reg
Monleiro para exercer merinamente as funeces
de ajudanto da directora do arsenal de guerra
era quanto esliver oceupando o emprego de di-
rector o major reformado Jos Antonio Barbosa.
Fizeram-se as communicacesdo costume.
Dila. O presidente da provincia, atlrndendo I
ao que Ihe requeren Francisca Maria de Jess,
resolve ronceder-lhe licenca para ir ao presidio
de Fernando, levando em sua companhia o seu
filho menor de nomeJoo.
Dila.O presidente da provincia, (endo em vis-'
ta o querequereu o fiel do consulado provincial
Jos de Barros Correa Selle, e bem assim as in-
formacoesdas repartirles compeientes, resolve
conceder-lhe seis mezes de licenca com venci-
mentos nos termos do art. 49 do regulamento de
3 de agosto de 1852 para tratar de sua sade fora
desla cidade.
Dita.0 presidente da provincia, allendendo
ao que Ihe requereu Joaquim Rodrigues Maia de
Oliveira, resolveu conceder-lhe licenca para ir ao '
presidio de Fernando de Noronha, na barca na-
ejonal Atrevida levando em sua companhia urna
sua escrava, o os gneros constantes da relaco '
junta assignada pelo secretario interino do bo-
verno.
Dita.O Sr. agenle da companhia de paque-
tes a vapor mande dar passagem de convez para
o Rio de Janeiio em um dos vapores que passar
para all no subdito italiano Jos Galli, ero lugar
destinado para passageiro de cslsdo.
Ia ser-cao.Secretaria da polica do Pernambu-
co. 16 de junho de 1860.
Ulm. e Exm. Sr.Em preseoca do que V. Exc.
se dignou recommendar-rac ero oflicio reservado
do 6 do correnle mez acerca de urna correspon-
dencia de Nazarelh no /.i6eraf Pernambucano de-
vo informar a V. Exc. que nao sao reaes os he-
loa mencionados na dila correspondencia, vislo
como a Torca que ltimamente d'oqui seguio pa-
ra Iguarass tero andado pelo termo de Nazarelh.
e nada lem encontrado, que denuncie a existen-
cia de quadrilha de ladies.
Dos guarde a V. Exc. illm. e Exm. S. Dr. Am-
brosio Le 15o da Cunha, presidente da provincia
Trislo de Alencar Araripe, chefe de polica.
DAS da semana.
18 Segunda. S. Leoncio m. ; S. Ozana v.
19 Torga. S. Juliana de Falronier v.
20 Q'iarla. S. Silverio p. m. ; S. Adalberto are
21 Quinta. S. Luiz Gonzaga, jesuta. '
22 Sexta. S. Paulino b. ; S. Concordia v.
23 Sabbado. S. Joao sacerdote ; S. Agripina v.
24 Domingo. Nns.imenlo de S. Jniio Baplista.
ENCAtlREGADOS DA SUBSCRIPCAO NO SOL.
Alagoas, o Sr. Claudino FalcSo Dias; Baha,
Sr. Jos Martins Alvcs; Rio de Janeiro, o Sr.
Joao Pereira Martins.
EM PERNAMBUCO.
O proprietario do dumo Manoel Figueiroa de
Fana.na.aua livraria praca da Independencia ns.
a tomar o cooimandu interine,
to a guarnico, que enlrei
mas o que respeila aos vi-
soffieu uro aug-
marco.
radas pelo consu-
rco de 1858, 1859 o
19 -
ORDEM DO DIA N. 411.
Approuvc Deus chamar a si boje pelas 7
oras c 25 minutos da manhaa o Exm. Sr. len-
le general consclheiro de guerra bario da Victo-
ria commandanie das armas desta provincia 1 I
O Coronel commondante das armas interino
possuido do mais profundo pesar pelo passamen-
to do eximio general, que innobreceu, e honrou
o exercito c ao Paiz, pelas suas boas accoes, e
pelos relevantes serviros, que preslou no spaco
de quarenla e seis anuos, cabe-lhe
dev
desla
Entrada para o consumo interior.
Margo de 58 Marco de 59 Marco de 60
(aloes Cales Galoes
Agurdente. 83,481 #00,208 210 951
Vmhos de Frra 42,579 55,186 176'(105
tsle quadro pmva que a quanlidade' de
agurdenle exportada tem mais que duplicado
no mez correspondente aos seis mezes anteriores
e que o consumo do viobo tem mais que triplica-
do. Pode lambem ser que soja somonte uro nTo-
vimento de especulaco, que nao continu ; com
rer
e.vne renouso Ce'Cbrap **"*"" Pd Seu "*"" c "'rior lord
ni rPP0US?; ; melhor meio que elle teria
De conformjdado com as ordens ero vigor, e zer conln-cer o
coro aquellos que oram
Os dbales que se deram no Parlamento so-
wley
nnby
no parla-
Cowley julgou que o
o em pregar para fa-
pensamento de M. W,lo-Wi>ki
do dia, e ahi depois da reviste, o coronel com-
mandanie das armas interino
mando, e a condusira a igreja da Conccicao.
licar postada ero fenle da mesma reja a 1
m sido melhores ero peiores, e lord Cowley
liveste precipiad a controversia sobre esta
a ao coro- > questao no ontomno passado. Sua defrza Pessoal
\|)l f... k---------------il:j- _
foi bem acolhida
na cmara dos lords, e lord
_ ------ igreja a i : ranville analysou a nioco dilTusa de lor.i \nr
brigada, e a 2a ir collocar-se no meterlo pa- Im.nby com multa habildade e eaplrite.
n," .,, i ; r As discusses dos homens poitliron estn li-
JuSSH *?a,bto "ao mun.nados para reliadas neste memento au bil de rerorrea P
c ida^n a ft.P1<2M S ^ *"J1" probabilidades doque ninc
enroe h r i re ol"'lars nionladoa doa deque esle bil passo nesla aeatao- mas a
Klft'0 Sr' f.ai"'ao da compnhia rere baver algn, temor d'uma deirol'a 1*-o-
hxa oe cavallaria romporao o estado m#or do vemo
commandanie de diviso.
Os Srs. oiriciaes do exercito devcio
a A poltica adoptada
hoje as ; de demora c espera : a
cinco horas comparecer na casa da residencia do
finado alim de acompanhar o corpo, amanhii
as 8 horas assistirem os exequias na sobredita
Igreja.
Assignado. ,lnoio Corres Leal.
Conforme Pedro Gomes d'Uliveira, alfeies
ajudaiilc de ordens do eommando.
nellas
36C
neste momento c toda
cmara dos communs
nao desoja sofTrer os desgoslos de urna disso-
lu;ao no limdo anno, quesera a eonsequencfa
uirvilavel da adnpco de bil, e alm disto 600
membros d'enlre 68 creen que elo bil mo
em principio, come o realmente. Entretanto eu
mies quereria \i-\o emendado do que rejeitato
inteiramenle. Se elle podesse ser remedido ao
governo para ser melhorado por garandas contra
a democracia, por solidos con/rnpesos contra o
poder numrico, creio que elle reappareceria
na prxima sesso romo obra d'um homcm de
Esrrevem-nos de Londres 29 de abril : estado. A questao nao ser resolvida regeilan-
A allilude da Allemanha exrila agora mais llo-n. eno lar mais do que preparar novas
interesse aos nnssos homens polticos, do que a agitaroes e ncvns difficuldades para o fu-
propna qucslo da Suissa em relurao Franca e ,uro-
a Snrdenha. Necessitamos realmente d'um homem de
>abemos todos presenteroenlo que, se a PS,a,l. qe com roao de meslre resolv a esto
iaMj% sjjbre a questao da*Sabov*. Ihe lP'O*1
EXTERIOR.
i... -.--------:. ...,^r^i"rno romo | ,'"'*r:THreirf>9 sem lancar todo o poder poltico
prova do respeilo, que o gorerno francez conser- (Jo paiz as mos das classes lo numerosas sem
va pelas demonslracoes de seos alijados, o nao ', pducag.'io, assim como existe r.os Estados-Uni-
como devendo prodnzir nina conlenda. E' claro uos. c. si,l|o dize-lo, em nnssas propriasro-
que a Inglaterra o as outras grandes potencias da '""'as,no Canad, no Soulh-W'ales e Vic-
Europa, comprehendida, a Prussia, lomaram o loria
isla das contas juntas, es-
tando ellas nos termos legaes, mande V S. pa-
gar ao altere;; Francisco Borges Leal a quantia
de 11(540 rs despeod4da com o fornecimeuto;de
agua e luz pura o.quartel do destacamento de
Olinda, onde se cha actualmente urna das sec-
coes de pedestres, segundo me declarou o chefe
depoliciaeaa officio. de 16 do crreme, sob n.
826 Coaarounicou-seao chefe de polica.
DU;* ao me.*)ojuMande Y. Su. segar a SM-
Despaehos do dia 18 de juabo.
Requerimeoto de Ignacio Gomes de Souza.
Informe o juiz municipal do lermo de Pao do
Albo.
Dilo de Manoel Pires Campello de Almeida.
Informe o Sr. inspector da thesouraria provin-
cial.
Dilo de Jos Ignacio da Fonseca e Silva.
Informe o Sr. commandanie superior da guarda
nacional dos municipios de Olinda e Iguarass.
Dilo de Jos Galli.D-se passagem de
convez em um dos vapores da companhia Bra-
sileira.
Dilo de Flix da Cunha Teixeira e Bernardo
da Cunha Tcixeira.Sim, pagos os direitos na-
eionaes.
Dilo do alteres Antonio Claudino Monleiro.
Informe o Sr. delegado interino da repartieao
especial das Ierras publicas.
Requsico do 8o batalhao de infantaria de
linha.Fornec-a-se.
Dila do mesmo balalhao.Forneca-se.
COMMANDODAS ARMAS.
Quartel do eommando das anrias
em Pernambuco, na cidade, do
Mee i fe, 18 de junho de IStiO.
ORDEM DO DIA N. 410.
Soffren lo gravemente em sua saur'.e o Exm.
Sr. tenente general barao da Victorir, comman-
danie das armas desta provincia, e -nao p4endo
por essa razo entregar-se por em quaeto- o res-
pectivo expediente fui por ordem -da presidencia
.desta dada e pelo direilo de succeseao, chamado
partido de limilarem sua inlervencao urna in-
fluencia moral, e que consideraran a deciso da
Franca antes romo um symptoma do futuro, do
que como um passo immedialo avante.
Se, proposta a conferencia, a Franca cn-
sente realmente em darearaiirias serias Suissa
pela neulralidade do Chablais c do Faucigny,
urna grande parle das snspeitas e da irrilaco da
Inglaterra e da Prussia desapparecer, e. ainda
que eslejam longe do ficarem salisfeilas com o
resudado, haver urna disposcSo geral a crer
que a medida da annexacSo foi ames lomada pa-
ra corresponder ao senli'mento nacional da Fran-
ca, do que pelo impulso do governo. Se os ur-
gentes conselhos da Inglaterra e da Prussia nao
obleero concesses serios da Franca, lemo que a
alanra, ainda que nao rompida, lorne-se urna
P" Sfm seguranca. Em todo o coso, pouco
mais ou menos cerlo que, sobre a questao da Sa-
boya nenhuma potencia da Europa por-se-ha
ero opposico com a Franca. Nao mais urna
pieslo de paz ou de guerra que nascer da con
erencia, porro sim urna qucslo de sentimentns
mais ou menos feridos, quo poderao produzir
graves dissidencias em urna outra occasio.
Aqu espera-se que a confeiencia reuna-se
em Pars pelo meiado ou fin de maio. O gover-
no britanuico diz quo nada sabe das reslriccoes
impostas pela Franca s discusses da conferen-
cia, roas admilte mu claramente que nao pro-
vavel que a Franca faga a menor concesso
quanto ao desmerobratnnto da Saboya, e pensa
que ella poder talvez conceder Suissa um pe-
dago de lerreno ao redor do lago de Geoova; roas
ludo o que se pode esperar.
a Tendo abandonado a idea de nada fazerem
na questao da Saboya, a nao ser empregarem sua
influencia moral, os homens polticos da Ingla-
terra vollaram-se para a Allemanha coro lano
mais razo. quanto provavel que urna entente
se estabeleca entre a Prussia e a Inglaterra para
a discusso dos negocios coniinentaes.
Os debates da cmara prussiana sobre a
consliluico de Hersc-Cassel, a Iriurophante
mainria, que foi oblida pelo governo por sua po-
ltica anti-auslriara, e principalmente a reivindi-
caco acclaraada de M. de Winkle : Queremos
a uniade da Allemanha e das roca* ali-
is, mes sob a direcgo da Prussia e com a ex-
cluso da Atislria fizeram era Inglalera
urna forte impresso. Os signaes da decadencia
d'Auslria sao evidenlissimos para ficarem igno-
rados. A extenso da corrupgo, que chegou ao
apogeo pela degradarlo e d^soicidi do haio de
Brurk, o desconlentamento geral, a fraqueza do
governo, o desanimo crescento dos estados meno-
res da Allemanha, que roraprehendem que nao
podem mats contar com a Austria por sustent-
culo ludo prova que a Allemanha nao pode che
gar unidade sob a direceo da Austria, sem a
excluso total desses elementos de fraqueza e de
dssences, que a Austria leva por toda a parle
aonde vai.
i Se a Prussia souber aproveilar desla crise,
pode reunir, sob seu ferie dominio, trinta e
qualro milhoes de Allemes; e com urna entinte
cordial na Inglaterra adquirira una forca defensi-
va para manler a paz, que nenhuma potencia da
Europa poderia descoobecer.
E' impossivel que nosaas relacoes commer-
ciaes sejam lo estrellas com a Prussia como
sao com a Franca. Enirlanlo, considerando
que as ireportares e exportarles entre a Ingla-
terra e a Prussia sao quasl pelo lerco do valor
d'aquellas entre a Inglaterra e a Franca, e que,*
populacao actual da Prussia menos de metade
da da Franca c a distancia muito maior, evi-
dente que os lacoa commerciaes e de amizade
sao faltam entre as duas naces.
Fallando de obrigacoes commerciaes posso
dizer-voa que nossos relatnos do ministerio do
commercio acabam de apparecer e provam um
augmento consideravel sobre nossas importacoea
de Franca.
utios objectos sobre que o imposto foi relira-
Alguns membros liberaos c muilos conser-
vadores fallaram francamente contra a me-
dida de lord John Russell dcbaixo da forma ac-
tual.
M. Black, representante de Edembourg, pro-
nunciou um discurso muito notavel contra o
principio demorralico do bil E' uro verdodeiro
liberal e ordinariamente um sustentculo enr-
gico do governo. Expressou calorosamente seu
respeito para coro os autores do bil, roas decli-
rando que nao podia conscienciosamcote appro-
var o que elles lizeram. Este discurso foi segui-
do pelo de um outro li'eral, que fullou no mes-
mo sentido.
Estas declarares produziram uro grande
effeito na ramara, ea moma defeza de lord John
Russell nao pddc neutralisa-lo.
E' pois quasi impossivel que esta medida
passo 5 estado de lei nesla sesso, vista da al-
lilude da cmara. Espero somente que ella nao
ser assaz cega para regeita-la em algum lempo
modificada 0 bil deveria ser enviado ao gover-
oo rom urna ordem expressa de elabora lo de no-
vo, c acrescenlar-lhc solidas garantas contra i
invaso do poder pelas massas.
SirEB. Lylloo leve brilhanlrs movimen-
tosoralorios, fallando contra o bil, tal como foi
apresentado. O quo notavel, o accordo dos
whigs e dos lorys sobre os verdadeiros princi-
pios ; o o lemor do partido radical sob M. Bright
os impede de regeitar esla medida cora allrcvi-
menlo e franqueza,
[Presse.S. Filho.)
INTERIOR.
PIAUHY,
Relatorio com que o Exm. Sr. Dr.
Dioso Velho Cavalcanti de Vlbu-
querque passou a administraeo
da provincia ao Exm Sr coronel
Ernesto dos Baptista 3- vive pre-
sidente da mesma,
Illm. c Exm. Sr.Tendo S. M. o Imperador
dignado-se de conceder a exoneraco, que ped,
da cargo de presidente desla provincia por decre-
to de 20 de marco pretrito, passo a V. Exc. a
administraco da mesma.
No periodo decorrido do 5 de novembro do an-
no passado, em que tomei posse da presidencia,
at o presente, poucas alteracoes, e ocurrencias
notaveis lem-sc dado na proviacia; e assim nao
roe ser difJkil o desempenh do dever que me
incumbe a circular de 11 de marco de 1848.
Antes de ludo congratulo-rae com V. Exc. pe-
la felicidade com que SS. MM. o Imperador e a
Iroperatriz, lendo offeituado a sua visita s pro-
vincias da Baha, Pernambuco, Parahiba, Alngoas.
Sergipe e espirito Santo, regressararu corle no
dia 11 de fevereiro.
Em todos os pontos, onde SS. MM. dignaram-
se de apparecer, foram recebidos com as mais
vivas, e enthusiasticas manifeslacoes de respeito
e amor ; e alm das vantagens quo sem duvida
lerao de colber aquellas provincias da visita im-
perial, poderam os seos habitantes conhecer, por
si mesmos, que o Brasil justamente se orgulha de
ler sua frente encaminhando-o ao grandioso
destino que Ihe reserva a providencia, o Senhor
D. Pedro II.
Tranquillidade publica.
Tem permanecido inalleravel o socego publico
nesta provincia.A crenca de que s sombra da
paz e harmona internas, manlidas pela fiel ob-
servancia das nossas instituicoes, podem ser con-
venientemente explorados, e desenvolvidos os
variadsimos elementos de riqueza^ e prosperi-
dade existentes no paiz, est nella radicada ; e a
ndole pacifica dos l'iauhyenses offerece salida
garanta de quecom igual proteceo aos inte-
resses legtimos de todos os seuafilhosesta bel-
la provincia poder competir com qualquer outra
na marcha progressiva doa melhoratnenlos rai-
dos
d formam um total muitoinsigoicatile para me*, raes e maleriaes.


(*>
=
OTARIO DE PKKyAMBUCO. QTJABTA TEIRA Sft T)B JUNHO D% 1SSQ.
As questea do partido anda preocupara aqu
rxcessiva.e inconvenienlemenle oa esptrilos co-
mo V. Exc. sabe.Divididas provincia em dous
lados, que se coraHialem com intolerancia e ex-
clusivismo, interesses de ordem oais elevada sao
prejudicados ; e urna lula estril consomm gran-
de somma de esforcos, que applteadoea eeesei-
lades publicas, daratc os mais proficuos resul-
tados.
Comprehendendo esta sluac.o nao idenliOquci-
mc com neiu um dos partidos; colloquei-mesu-
perior a elles ; e procurei administrar com impar-
cialidade e juslica igual para lodos.
Nesta posic.au nao poda agradar aos exagera-
dos nem cercar-me de enlhusiastas, como sem-
pre antevi; saio, poim, pereitamente brun com
a miiiha consciencia, seo temer o juiso dos ho-
mens moralisados da provincia.
Polica e seguranca individual.
Compenetrado de que a represso do crimo,
pela cffectiva punicao dos seus autores, urna
las priraeiras uecessdades du nossa trra, appli-
quei a mais seria altencao a esse objeclo.Pude
assim conhecer, ern breve, que nimio restara a
fdzer a semelhanle respeilo na provincia ; e eni-
preguoi lodo o esforco em continuar o empenlio
le alguns dos nicus antecessores, pelo regular
andamento desla parle to imporlanle do servico
publico.
Fui pouco succedido.Embaraco3 de loda a
ordem, ditl'tculdides iiisupcraveisfigurando en-
tro tudo a falla do torc publica,ou frustra-
ra m as minhas diligencias, ou impossibilitaram-
mede realisa-las.
Fique entretanto consignado que em regraen-
contrc bonsdesejos por fiarte das autoridades da
provincia, e sempre o mais decidido apoio no ex-
cellcnlssimo senhor conselhoro ministro da jus-
lica,a quem devo a approvago dos meus actos
-em ludo quanlo dependen da reporlicao sen
cargo.
Durante os seis mezes do minha administrarn
deram-se na provincia, conformo as coramunica-
jes olliciaes 18 deltclos, sendo :
Homicidios............. 4
Tentativa de homicidio. 2
Ferimenlos graves...... 3
Ferimentos leves....... 4
. Injurias verbaes........ 2
Rapto.................. 1
Koubo.................. 1
Fugas de presos........ 1
18
yeuienle que o respectivo juiz de Uireno escolha
individuo do sua confianza para com elle servir
interinamente. Pela mesraa razao tenho deixa-
do vaga a promotoria do Principe Imperial, a ca-
jo funecionario conced exonerarlo.
Tendo o bacharel Polidoro Cesar Burlamaque
oblido deniissao do luger do promotor da comar-
ca desla capital, nomei pira o substituir seu ir-
mo, o bacharel Lenidas Cesar Burla maque.
mocoiiitelgenle e capaz de bem servir esse em-
prego.
Para a promotoria da Parnahiba, que vagara
i a m lie m por exoneroco n pedido do respectivo
funecionario, acabo d nnmear a Joo Francisco
Vicira de Aguiar, cuja idoneidado me foi abona-
da, prelerindo desl'arle o bacharel Jos Basson
do Miranda Osorio, moco alias talentoso, por
julgar inconveniente a sua nomeaco, atientas as
circumslancias milindrosas da poltica local, on-
de seu pai o coronel Jos Francisco de Miranda
Osorio, influente e chefe de partido.
A promoloria de Campo-Maior, que vagara por
igual motivo, foi preenchida pela nomeaco que
fiz do bacharel Joao Lopes do Carvolho Lobo, de
quem espero bous servicos, por ser hbil e ho-
nesto segundo vai mostrando.
As promolurias de Oeiras e S. Goncalo conti-
nuara a ser occupadis por hachareis formados;
todas as mais eslu confiadas a pessoas que as
servem tambera romo podem, disttnguindo-se na
de .laicos, o cidadao BolisLario Jos da Silva Con-
rado.
Differentes conflictos suscitados nos termos das
Barras, Pedro II, Jeromer.ha e Oeiras, em virlu-
de de desinlclligencias entre as respectivas oulo-
rdades e com os quaes Uve de lular no cornejo
da minha administradlo, orain ou completamen-
te extinctos, ou soptados pela certeza de que
neuhuma das parles interessadas acharia apoio
indehito no governo. Entretanlo tenho a deplo-
rar, que as questes causadoras de loes conflictos
nem sempre livessem u:n resultado digno da lei
e da juslica. Foi assim que as Barras, apesar
dos recursos csgolados com zeloso esforeo pelo
respectivo promotor, julgou-se prescriptoo cri-
me de homicidio imputado a Jooquirn Ferreira de
Mello, acensado como autor da rnoitc de seu
propno sogro.
Foi assim que o jury de Jeromenha absolveu
a Justo Rufino Guiiii.ires c a seu lho Basilio,
aecusados por crimo de homicidio na pessoa de
urna infeliz mulher de nomo Eufrazia ; decisao
do que justamente appeou o digno juiz de di-
menios apresenUdus pelo director gerai para a
instruccao primara, o rgimen inlorno das res-
pectivas ulas, e* limilei-me a approvar o das
aulas de instruccao secundara da cidade de Oei-
ras. organisado pelo mesmo director, bem como
e interno do lycco, organisado pela congregaco
dos lentes.
Foram providas vitaliciamente as cadeiras de
geographia e francez da cidade de Oeiraa ; e as
da instruccao primara das villas da Batallia, Bar-
ras, JaicOs, Parnagu e pavoacan da Manga.
Foram declarados apios para continuaren") a re-
ger as respectivos radeiras os professores das
villas dos Picos, Uniao, Marvo e S. Goncalo.
Entend lazer juslica rom estes actos.
Educando* artfices.
Eslo estabelociroento, de intuitiva vanlagem,
necessiU de reformas radicaes, que nao so Ihe
consolidem meJJiormente as bases, mas tarabem
lhe deem rgimen mais salular, e ns mais am-
pios.Enchergando esta necessidade, logo na
primeira visita que fu-lhe, fui em breve sabedor
de sua reaxaco, bem como dos abusos o pre-
varieacoes commettidas pelo seu director de cn-
lo Haoool do Azevedo Moreira de Carvalho.
Querendo remediar o mal, qusnto coubesse em
minhas tlribuicoes. nomeei urna commissao de
5 honrad js ridados, a quem encarreguci de
proceder a ura came minucioso em todo o es-
labelccimenlo, inclusive o seu rgimen interno
e econmico.
A vista do resultado desle exame, conforme o
relatoro da commissao para o qual chamo a al-
tencao do V. Exc, demilli o relindo director, e
inaudeio-o responsabilisar, nomcaudopara o subs-
tituir interinamente, o major reformado do ejer-
cito Joao Goncalves da Silva, a quem ordenei
execu'.as-e provisoriamente as alteraces indi-
cadas pela commissao, em ccrlos serviros, e es-
pecialmente em relacao a diminuicao dos
alumnos.
Tudo ha melhorado sob a administraco do
novo director, que principalmente ha provado
honradez.
. Alm do director possue actualmente o cslabe-
lecimeulo, um pjofessor de primeiras lellras, 5
mealres de officios, um ineslrc de msica, e i
engajados nesla.O numero dos educandos que
[Msente nenie existe no eslabclecimcnlo de
43, e o ;eu aprovcitainenlo nao ileixa de ser
satisfactorio, alientas as muilas faltas de que
anda elle se resente : sendo a principal a de um
Esies crimes foram platicados por 21 individuos
dos quaes foram presos 15, livraram-so sullos 2,
e evadiram-se 7.
Foram capturados no mesmo tempo mais 20
criminosos, sendo 10 de morles, e o resto de di-
mes menos graves.Alm destas prises, reali-
saram-sc em territorio da provincia do Maru-
uliao, por escoltas desla, as de 4 criminosos, seu-
do 2 de mortes.
Todas as diligencias effectuadas na provincia, o
fotam sem resistencio, nem inrdenle dcsagrada-
vel: nao assim urna hita
jihao, onde o celebre facinura Vicente de Miran-
da, cercado por una escolla commandadu pelo
Viieiiie. de polica lleniique Hermenegildo da i
Silva Marques, oppoz resistencia; malou ura sol-]
dado do misal i corpo ; 6 logrn evadi-se.
Este facto leve lugar no da 14 de Janeiro dos-
te anuo no lugar de S Luis, frouteiro ao termo
da Unio, que eslava enlao eueslado de crimino-
sosem bandoscapitaneados por aquello Vi-
cente de Miranda, Bruno Moieira. Possedono, e
outros scelcraJos de nota.Furagido o prmeiro,
preso o seguudo em parle dos seus assec.las pelo
referido lenle, e ltimamente o lerceto pelo
alteres do meio balalho llomingos Pereira da
Silva, que para all [c.i provisoriamente destacar,
aquella localidjde est desassombrada.
Anda em diligencia ao norte da provincia o al-
feres de polica Manuel Hilario da Bocha.
Os termes de Principe Imperial e Independen-
cia, rujo estado anmalo lera lixado a altencao
do governo, raerecerain-inc especial cuidado.
Agentes policiaes alheios as intrigas locaes, e
accumulaudo o commando de bons deslacainen-
tos, foram uoiueidos para aquelles lugares ; e fe-
lizmente os negocios leem marchado por forma
tal, que a ordem, e a paz nem urna alteracao sof-
reram.
loilo. em como a aberturo du tuluro uo braco
Iguarass eic.
Pela deslribuicao definitiva do crdito para as
despeas do ministerio do imperio nesta provin-
cia no correle exerciclo, coube a quantia de
24:000| 4 verbapaquetes a vaporo determi-
ne que ella fosse paga como subvenco a com-
panhia na razao de 2 conlos por mez, com 3
cotilos pagos pelo cofre proviacial Tesa a ser de
cinco o auxilio prestado a essa empreza.
Deve-se esperar que em breve a companhia
aconselhada pelos seus proprios inleresses, leve
os ueneficios da navegaco a vapor a outros pon-
tos cima desla capital; e em un futuro nao
milito remoto estar a face desta provincia in-
leiramente mudada, se o espirito de associaco
fortificado pelo exemplo se desenvolver conve-
nientemente. Enlo aera possivel talvez levar a
efleilo a idea de junrcao dos ros S. Francisco e
Parnahiba pelo Canindo Sao Joao, que sepa-
rado do primeiro por menos de 20 leguas de ter-
reno plano, segundo informales dignas de cr-
dito
Desle assnmplo tratei ao governo imperial em
nm relatoro. que por exigencia do ministerio do
imperio apresentei acerca de varios servicos a
este perlencentes e merece a altencao de V. Exc.
porisso queda.realisaco daquella idea viriam
incalculavels beneficios agricultura, coinmer-
cio, seguranca e civilisaeao desta provincia. Vale
apena esludar-se, ao menos, a sua exequibili-
dade.
Agricultura, creaco de gados, minas efe.
Toco ligeiramenle oestes objectos s para l-
ser patentes as fontes de inmensa riqueza exis-
tentes nesta provincia, roas que ahi jazem oc-
cullas ou estagnadas a espera de bracos e capi-
taes que asfacam brotar e circular.
A agricultura quasi nulla As feriis mar-
gens do Parnahiba e dos seus affluentes, os ter-
renos ubrrimos dos municipios de Sao Goncalo.
Valenca, Bom Jess e Parnagu, mal produzem
alguns gneros destinados a aliraenlacao local.
Entretanto nao pequea populaco arrastra de-
ploravel existencia por esses mesmos lugares em
bases dos recursos naturaes que por toda a parle
bmidam sem curar do trabalho, nem do dia de
amanh.ia. sera sentir estmulos para os gozos da
ida civilisada, s entregue a ociosidade, ou a
pratica do vicio e do crime I
Reunir essa populaco quasi nomads em cen-
Iros determinados, obriga-las pelos meios legaes
edificio proprio,com accommoiaeoes necessa- e persuasivos a entregar-se a oceupacoes licitas
reito Dr. Jusc Mariano Lustosa do Amara!, j bem | rias e especiaes para as diversas oriicinas e au-! especialmente 6 cultura da trra fundar para
disiincto por sua inlegriJade e honrosa devola-
caos causa da juslica.
Foi ainda assim, que o jury de Oeiras, com rc-
vollanle escndalo absolveu, ha punces das, i
co-ros do crime do morle brbaramente perpe-
Irado na pessoa do lenle Jos Teixeira da Sil-
va Freir, sendo espantoso, que para semelhanle
elTeilu o patronato ombasse ao mesmo tempo
da lei, da moralidade, e da propria- opiniao pu-
blica, que, vendo asociar"se provisoriamente
pelo Dlfiis reprovado ilerCSSe individuos dissi-
, i denles na poltica, nao "S deixou passar sobre si
" sera fuln.ina-los de justa indignaco. Contra
esse vergonhoso concert dislioguio-se, tornan-
do-sc digno dos maiores elogios, o integro e
enrgico juiz municipal co termo, bjcharel Jos
I.ui/. da Silva Moura, que presi lindo s sessao do
jury, como substituto do juiz de dircito, nterpoz
appellaciio, e suspendeu, por esse modo, o effeilo
pernicioso de semelhanle decisao.
Do mez de novemhro do auno passado esla
dala fuiccionoii o jury desla capital, das Barras,
do Piracuruca e Pedro II, de Marvho, Jateos, Je-
romenha. Oeiras, S. Goncalo, Parnahiba e Princi
pe Imperial.
Forra publica.
A torca publica na provincia insudicienle
para as iiecessidades do servico, e d'ahi resul-
laiu muitos e graves inconvenientes.Nos ser-
loes despovoados do interior, onde os costumes
j esse lim estabelecimentos proprios sob a prolec-
e, gao-das autoridades locaes, ao mesmo tempo
las, etc.
Desla falta resultara confuso no trabalho,
desorden! uo ensino ; e sem urna insperco cons-l coramissionar fazendoiros da provincia para irem
lante a vadiagem, o a perversao pode ainda -ser estudar a cultura similar da canoa, do algod.io,
meis adianladas,
va reservada a minha j to desfavorecida sdnii-
nislracao lular com o desenlace dessa crse,
apressado pela socca, quo comecou a desolar a
provincia.
S me reslava, pois, a misso do minorar os
desastrosos effeilos do mal.
Foi o quo flz, j corlando lodas as desperas
que nao erara absolutamente necessarins, e si-
multneamente activando a arrecada?ao da divida
activa, o j tomando as previdencias de que nao
so poda prescindir para fazer face s necessida-
des do servico.
Foram supprimidos osseguioles artigos de des-
peza : obras publicas, inclusive o pessoa I da res-
pectiva repaiticao, illuniiiraco da praca da cons-
Stuicuo ; gralificacesa diversos empregados or-
enado de um guarda externo da collecloria da
capital ; nqiiarlclamenlo de destacamentos de rri-
meira linha, o da guarda nacional que passdu a
correr pelo cofre geral, ele foram reduzidos os
supprmenlos que se faziam sos escravos nacio-
naes empregados em dilerents servicos, cujo
numero passou de 30 para 16, etc.
Apczar de ludo o passivo da provincia foi cres-
cendo com rpida progressao, e os empregados
pblicos na impossiilidade de receber os seus or-
denados encheram-se de prtvacoes, pelas quaes
justa c amargamente se qucixavam.
Na realidade, n maior parte delles nao tem ou-
tro recurso de que lance mao para a sua subsis-
tencia, cada dia mais dificultada pela caresta dos
gneros alimenticios.
Nesla tonjunclura resolv em sessao da junta
administrativa de 13 do mez passado abrir con-
curso a um empreslimo at vinte contos de res,
com o juro mximo de dozc por ccnlo ao anno, c
convidar os devedores de loltras, venciveisa pra-
zo menor de dous anuos, a rebate-las com o mes-
mo juro.
Ninguem appareceu ; e s a directora da com-
panhia de Davegacao por convle especial pres-
lou-se a rebater dous dos piimeros pagamentos
por conta do vspor c7russti/i/, dando por em-
preslimo sem juros a quantia necessaria para pre-
azer a de seis contos de ris Esla Iransaccao
foi concluida :
A receita oicada para o presente exercicio de
ris.............................. 237:029J}000
A despeza fixado.................. 248 5415600
e iriaro para a casa do detencao por dous trel
diss, conforme a reincidencia ; porque muitos es-
tarlo samoro ptttnpios pagar, vislo como es-
tas tirara elles do povo pelo alto prced porque
vendem, como fazem os taberneiros....
Quem ludo paga, quem tudo sofre o povo
o consumidor, etnflro, a pobreza I
O hiato braaileiro Dotss Amigos, sabido pa-
ra a Baha, conduzio os seguiritcs passageiro -
Pierre Malhoi, Jean Dauphaoi, Laureot i)eer-
noix, Maurice Dauphant, George Dauphant.
Matvdoro publico :
Matarara-se no dia 19 docorrenle para o con-
sumo desta cidade 99 rezes.
MOSTALIDAOB DO DIA 19 00 CORRISTE:
Jovino, branco, 3 annos ; asrile.
Msnoel do Nascimenlo do Reg Banozo Jnior
branco, solteiro, 12 anuos ; febro alaxca* *
Liberato, 5 mezes ; ronvulscs.
Barao da Victoria, branco, casado, 62 onnos--
rongestfto cerebral.
Mara, prela, solleira, 25annos; phlhvsira pul-
monar. J '
Carolina, Porflra Pontes, brauca, solleira, 14 an-
nos ; escarlatina.
Antonio Jos Manoel, branco, casado, 50 annos
erysipela.
Candida, branca, 1 anno ; escarlatina.
Manoel Velho da Rocha, branco, viavn, 80 an-
nos; erysipela.
Jovna, branca, 3 mezes; echampos.
Jacnlha, prela, cscrava, solleira, 20 annos ; pe-
rlonile.
Hospital db caridadr. Existem 63 ho-
raens e 56 mulheres, nacionaes ; 5 homens cs-
^tangeiros, 1 escravo ; total 125.
Na totalidado dos doentes existem 39 alienados,
sendo 31 mulheres e 8 homens.
Foram visitadas as enfermaras pelo cirurgiao
Pinto s 7 horas e 55 minutos da manha, po-
lo Dr. Dornellas, s 7horas e 55 minutos da ma-
nha, c pelo Dr. Firmo, s 5 horas da tardo.
Falleceu nina mulher, escrava, de rurelro pc-
riIonit.i puerperal.
Dficit.
tl:512j60u
Do Io de julho do &nno passado
a 30 de abril do correle des-
pendeu-sc a quantia doris___
Effeiluou-se o pagamento de___
208 3:l662>
166.733S368
a consequencia desse estado de cousas.
Reconhecendo a grande vanlagem de 1er a pro-
vincia al juns futios convenientemente instruidos
na industria rural, que permanece em to de-
ploravel atraso, Uve a idea de mandar 12 dos
educandos para a provincia do Maraoho, aQra
de seren admitlidos como aprcudizes agrcolas
do
do caf, etc., as provincias
proporcionar-lhes ao depois meios de realisar
nesses estabeleciraentos os melnorajMnlos quo
estudassem. sao medidas que, cora uW pouco de
vontade se levariam a effeilo sem grande sacri-
licio e com o maior proveto para a provincia.
Ao menos salvar-se-ism da miseria,
Era o debito passivo al aquella
uat de ........................ 41:603*257
Conforme o ultimo batanele que me foi apre-
sentado em sessao da junta administrativa de 9
do rorrete, exista no cofre provincial em moe-
da 2:3849289, em lellras 35:821*000, nao llguran-
a compa-
. da proslt-i do tiestas cifras o adianlamento feilo
na escola pratica do Culimeslabelecida pelo tuie.ao o do crime esse grande numero de criin- I nina de navegaeao a vapor no Parnahyba qP
Iheiro actual ministro da juslica cas de um e oulro sexo que por ahi vagam, ro-! deduzda u quula de seis conlos de ris, dos
los, es'aimadoso roeiidic.mles I dous primeros pagamentos monta anda" a 42
A creacao do gade em todas os suas especies contos.
formando a principal baze da riqueza publica e; Aproxma-se a poca esperanzosa da reunan
lorluiias particulares da provincia permanece n- dos representantes da provincia,
juando presidente della.
Sa aasoluia falla dedinheiro nocofie provin-
cial fez-mc nao realisar essa idea ; o aguardara
a reunido des represenlanies da provincia alini
de pedir-lhes autoiisaco para essa Uespeza que
de cen mii ris annuaes por cada alumno.
Ilepa rl ifSespub l icat.
Nao bastante satisfactorio o estado das re-
parlicoes publicas. A pouca donei4ade de mui-
tos empregados, o enredo poltico que nesla
provincia penetra por toda parte, e acta em to-
das as relaces do vida, prejudicam asss a re- I "proveilaraeiilo dos respectivos productos, j pe-
gularidado'do servico, o exeraplos prejudicialis- lo tostiur.e das pelles, j pelo fabiico do queijo
simos de insuhordiiiaco se tem manifestado. A ulUeijW, fi por outras variadas applica-
Igaranta do viislieieJade, outorgadn aos da pro- S0'*8* industria.
; vincia pela lei de 27 de agosto de 1836, era ves N5 "icnos vanlajoso setii o eslabelecimenlo
| de ser um estimulo para o bom desempenho das i de charqueadas, por cujo meio se previnram os
funecei respectivas, nsita muilas rezos aodis-
. --..........-----,........~-, deve-so espe-
iHirainente entregue aos recursos que ollerecc a rar do seu patriotismo, remedio efficoz so ruino-
natureza. A industria ainda nao lhe presta ojso estado das suas linangas. O que eslevo a meu
seu valioso auxilio. I alcance, dentro do cutio periodo de minha sdmi-
Scns do nimia vanlagem o eslabelecimenlo de nislraeo nao Irepideiem fazer na esperanca de
fazendas-modelos, onde os criadores vissem pra- que. atientas as minhas Inlcn^es, e urgencia das
reccorrdo. o
San-
ticamente os proveitosos resultados do aperfei-
coamenlo das racas p lo cruzamenlo dellas, e o
ainda se ressentein de rudeza, c alrazo, quasi
nullajj. aeco da a.itor.dade, quando nao auxilia- ri,gpei|0 0 > 0S(I,lei.menl0 00s ,lcvereS.
da pera lorca inaieiiai. .^., ) Assigiialai.do com pesar semelhanle eslado
O meio balalho de 1. lu.ha acha-SO actoal- |e^^ fo|gQ aonum (eiIipo e decUrarj
5 que, em uo pequeo numero de funcionarlos,
mente cora o effeclivo de 313 pracas,
apenas um cmela para o seu estado cmplelo.
Toniou conta do seu commando o
nenie-coronel Antonio Jasquira de Magalhes
Castro, que muilo ha melhorado a sua dtscipli
Pelo brioso capilao do meio bslalho Antonio i n, e ">'islr.H:no econmica.
Jos dos Santos, delegado de Prncipe Imperial, !
for<-- presos, e j se achara na cidade de Sou-
7 diversos individuos tulla pronunciados pelo
ssassiualo pralicado ern Francisco Bezerra l'as-
sariulio. coinpanhtiro do infeliz padre Ignacio
Ribeiro Mello c de seu iruiao Sebasliao llibeiro
Mello.
O fjeinora Jos de Barros Mello, de liislc no-
meada, contina furagido
O criminoso Antonio Cyrillo de Qucirovs raqui-
sitado pela polica da Paralaba do norte onde es-
t pronunciado por crime de homicidio, tendo
-;*,,;'-,'; '. '- n:.....-..... w uuoio
em liberdade na oidado do Partiliiba.em cu
deia eslava, a 23 do oulubro do auno pa
opezar de as respectivas autoridades lerem tido Suace*" :'ss"" 'I
prevenidas opportunamenle.Este laclo deu lu- : "-"Pelado o lempo de servico
gar a demisso do delegado, Quiuluo Rubira de '"loS- .
Miranda Ozorio, que foi substituido pelo lenle1 K
de polica Antonio Monleiro da Cunha, comrau-
dante do deslacamenlo.
Tendo o delegado de laicos remetlido para o
dslricto do Poco da Pedia, do Cear, o ciimino-
so de morle Benedicto Jos Pereira, logrou osle
corromper a escolia e evadir-so, ainda perto da-
quella villa, no dia 2ii de marco. Tres soldados
de polica achara-80 presos por esse fado.
Foram durante a minha administraco do aul-
lidos, abem do servico publica, alm do dele>;i-
, i achei verdideiios exemplos de dcdiqaco aoser-
vico, e rel.go do de"er, a par da p'recisa in-
lelligcuia e apldo.
uistiugur osles daquelles, dar a uns o neces-
saro apjio, e estigma lisa r os dusraandos dos
outros, foi sempre o que procurei fazer. Debaxo
desia ponto de vista devem ser apreciados dille-
rentes a^los ni -os.
No dia Io de abril proximameiile findo elfec-
tuou-se a nr.iuanca lia secretaria da presidencia,
c da administraco d.i fazeirda provincial para o
novo edificio que Ihes eslava destinado o ape/.ar
lenlio mandado substituir pnr uniros, de polica |
e da guarda nacional, e rccolher capital os des- |
lacamentOS CompOsiOS de pracas do referido j
meio balalho, exceptan lo os da comarca de '
l'riniipe Imperial pela especialidade desuascir- '<
cumslaiiiias.
O lorpo do polica, cojo numero de pricas est
fixaio em 17'.), aeha-se proseutemeule com o]
elVeclivo do 127. Nao sorfe saiisfilorio o sen es-
tado de disciplinaemquanto esliver sub-dtvidi-
do em pequeos destacamentos.A insuffiden-
cia do sold ros|iectivo nao estimis o a*B( < I
iila co-'' r"'nniario : ao pasaque nol.Wel o nuraju "c '
masado mdividuos que u ii^j......- .....; LiaiTrao.
.'.. 'r-..i'. Succede assim que ossoidados e.scusos por terem
prejulzos que quasi sempre soffrem os criadores
nos annos irregulares, ou seceos, nos quaes nao
se podendo transportar para (ora da provincia as
rezes vivos, como costme, pereccra de magras
e perdem-se inleirameiite.
Estes nielhoraraenios poderiam ser realisados
por assoeiaroes de fazendeiros protegidos pelo
governo, tao inlcrcssado como elles na prosperi-
da te, e riqueza di provincia ; c nesse relatoro
qujame refer, lembrei a conveniencia de o
governo imperial tomara iniciativa neslas medi-
das, em beneficio inmediato das fazendas nacio-
naes
A existencia de minas de fcil exploraran-nes-
ti provincia est lecouhecida, e chamo a alten-
Cao Je V. Exc. para urna exposieao do Dr. Jos
Servio Ferreira, medico do Oeiras, a semelhanle
medidas exposias seriiun eslas approvadas.
Era lodis estasdifflculJados encontrei a mais
leal coadjuvacSo ne digno inspector da adminis-
trui_o da fazenda provincial, bacharel Carlos de
Souza Martins, cuja intelligencis, e honradez o
caracterisam como um dos mclhores empregados
da provincia.
Ahi fleam apressadamente cshorados os princi-
paes faclos de minha administraco de 6 mezes e
10 das.
Nado fiz, certo, porque linha milito a fazer ;
porque o Piauhy nccesstta de ludo ; porque os
seus bous habitantes dos quaes guardarei as mais
gratas renordaces, morecem que ludo so Inca por
elles. Mas leve-se-me em conta, ao menos,' os
meus bous desojos, as contrariedades cora que
lulei, a dedicaco que vot i aos seus roses inle-
resses, e aos sinceros votos que facn para que!lado',*Jos Francisco de Sunpaio"
CHRONICAJUOICIARIA.
TRIBUNAL DARELAClO.
SESSAO EM 19 DE JNIIO DE 1860.
PRESIDENCIA DO EXH. SR. C0NSEL1IEIR0 ERMEIIS
DELEAO.
As 10 horas da manha, achando-se presen-
tes os Sis. desembargadores Figueira de Mello,
Silveira, Citirana, Bastos de Oliveira, Guerra,
Lourenco Santiago, Silva Gomes, e Caelono San-
tiago, procurador da cora, foi aherta a ses-
sao.
Pansidos os feilos e entregues os distribui-
dos, procedeu-se aos seguintcs
JLI.GAMEMOS.
RECURSOS CHIMES.
Rccorrenle, Eugenio Tissel ;
juizo.
Relator o Sr. dcsembargaJor Lourenco
Hago.
Sorteados os Srs. desembargadores Bastos do
Oliveira, Silva Gomes e Figueira de Mello.
Negou-Se provimento.
ai'1'kli.v0es c.riues.
Appellanle, o juizo ; oppelludo, Antonio Joa-
quini de Sant'Anna.
Nullo o processo.
Appellanle, o juizo
de Hondones.
A novo jury.
Appellanle, o promotor; oppellado, Antonio da
Costo Barros.
A novo jury.
Appellanle, o juizo ; ippellado, Antonio Joa-
quin Amancio.
A novo jury.
Appellanle, o juizo ; appellada, Mara da Con-
ceico.
A novo jury.
Appellanle, o juizo appellado, Jos Francis-
co D.imasceno e oulro.
Improcedente.
Appellanle, o juizo; appellado, Manoel Mar-
tins dos Santos.
A novo jury
appellacoes civeis.
Appellanle, Antonio .opesde Quciroz
appellado, Jos Thomaz
appel-
le nao uslar elle nos coudcots do respectivo con- respeilo, a qual dcixo cora outros_papis e doro
P
lera
subsli-
nscional da provincia jaz, no geral,
em um estado appiOZUnado ao de desorgauisa-
c.io c o discredito de lao imporlanle insluhico
infelizmente um fado. Os postas, solicitados
cora empeuho alan, servara Aomeule paro sa-
tisfazer a vaids.de com ura predicamento pura-
mente nominal, sendo bem limitado o numero
dos que poisuindo-os, curaiu do cumplimento dus
seus deveres
O mal comees mesmo da crpilal onde
patente a falta de gnsto pelo servico. Achei o
trato, celebrado entre a rnesra.i fazenda t Manoi'l
de Azevedo Moreira deCarvalho. Contra estoj
VOrUlcoiJ-SO um alcance de 92br5G2, cuia arre-
cadacio so eslikprocedeiid.i. ii loruei tn\ junta
y.'ifiislri.livJJs Oevberaces neomlariaa gi-
rtrniiros nterwses da provincia.
Ambas as ropartieoes licaram oolTiivelnienle
acomnio ladas.
A fvenlo da secreta a da presidencia acha-se
presentemente o bacharel Nob ir Carueiro Bezer-
ra Cavalcanli, que um beilo talento, conve-
nientemente cultivado, rene todos os requisitos
precisos ao bom desempenho desse lugir.
do da Painaliiba o da Independencia e o 2" su'p- commando superior ras raaos de um major ag-
pleiilc do delegado de Principe Imperial: por i gregado, e s posler onnente asSumio-O o lenen-
ucompatiliilidade n subdelegado de Valeni;i; por 'lo coronel Francisco Mondes de Souza. comm.in.
se adiar mudado um supplcnte do delegado de i danlo do t;* balalho, que lera-se mostrado ze-
Piracuruca : por nao torera entrado era exercicio | 'oso as suas obrigaces.
nem solicitado titulo, o subdelegado do Io dis-
trlclo da Parnahiba e o Io supplcnte do delega-
do da capital : a pedido, os delegados da Uniao,
de Valenca, de Compo-Maior e de PirScuruca ; o
2 e i" snpplenles desle, o 5" supplenle do da
Dalalha, o Io o 2 supplentes do do Oepras, os
subdelegados do Io dislriclo da capital e de Je-
romenha.
Alguns destes lugares acham-so j preenchidos
por propostas do chefe de polica ; o existem
anda vagos 17 nicamente de supplentes.
S no da 28 do mez passado assumio O exer-
cicio do cargo de chefe de policio do provincia o
juiz do direilo Francisco de Fara Lemos. Da
reconherida inlelligencia e zelo desle magistra-
do muito deve esperar a repartico quo lhe foi
confiado.
Teve por este fado de voltar ao sen logar de
juiz de direilo da comarca da capital o bacharel
Antonio de Souza Mondes Jnior, que prostou-se
sem pro ao servico com boa vonlade e honesti-
dade.
Adimnislraco da juslica.
Este ramo do servico publico do mais alto in-
toresse social, lula nesla provincia nao s cora
s esusas geraes de sua irrogularidn.le no paiz ;
mas aiuda cora outras peculiares, oiiginaJas da '
siluacao poltica della. Com honrosas exceptos,
um julgamenio qualquer no l'iauhy. proferido '
em juizo singular, u collectivo, raois o refle-
xo de paixoes ou conveniencias partidarias, do
que dos severos dictamos do dever.
A obtiteraco da sanego moral da juslica dis-
tributiva vai sendo a funesta consequencia" desse
eslado do cousas. 0 juiz puliliso, em regra, s
fulmina o seu adversario ; este, ainda sendo jus-
to o acto do primeiro, s enxerga prevenjo, par-
cialidade, ou espirito de vinganca ; os correli-
gionarios o seguem ; a reoccoo se eslabelecc ; e
a falta de confianca no juiz, quando nao a sua
desmoralisacao, vem como resultado infallivcl.
O mal necessita de remedio cfficaz ; e o que
se offerece logo ao espirito o de dor-se pro-
vincia magistrades estranhos a poltica local.
Posso asseverar a V. Exc. que o governo im-
perial loma isto na mais seria consideraro.
Quando entrei na administraco, somene 4 das
9 comarcas providas que linha a provincia esta-
vam servidas pelos respectivos juizes do direilo.
Agora faltam unicamenlo o de Oeiras, que est
no goso de licenca, e o de Parnagu, que ainda
nao se apresentou.
A nova comarca de S Raymundo Nonato, for-
mada do termo desle nome, foi declarada de Ia
enlrancia pofdecrclo n. 2,538 de 2 do marco do
corrente anno, e j consta haver-sc-lhe dado
juiz de direilo.
Dos 10 jozado/TVitinicipacs e de orphos exis-
tentes na* proritola, n'm um se achava naqoelle
lempo, occupado^pWiuiz proprietario ; hoje po-
rm etlo era exercido os da captol, Parnahiba
Principe Imperial, S. Goncalo, Oeiras e Parna-
gu. Foi ltimamente nomeado o dos termos
reunido8~d* Piracuruca e Pedro II. Estao vagos
os dos Jaies, S. Rnynjuhdo. Nonato e os reuni-
dos do Campo-Maior e Birras.
Por decreto n. 2,539 da sobredita dala foi mar
Caoo o (->!/..i...
comarca
fl nom
idnea Jo'mou conhecieiilo/joTs^aao nTaiTci^
Pelo governo imperial foram preendiidas diffe-
rentes vagas de olliciaes ; e ltimamente as de
coramandautes superiores da capital o de Camoo- cessaiia decencio
"ah"-- esta preferencia,
Obras publicas procinciaes.
Eslo paralysodas, e exmela a respectivo ro-
pjitiro cora as exoneraces do director, que
nao sendo engenheiro nao pedia perceber a gra-
lificacii marcada na lei provincial n. 4S7 de 1
bem i de seciibro do anuo passado, e do ojudanie, cu-
jas servicos erara inuleis.
O esl ido critico das linancas provinciaes ra-
poz-uie esta medilo.
Cora a quola dada pelo cofre geral para auxi-
lio as ojras do provincia, lera-se continuado as
da igrejamatriz da capital, que sendo o nico
templo lesla j tao populosa cidade, o achando-
se era estado do nio poder preslar-se cora a ne-
a aos actos religiosos, mereca
mentos no gabinete da presidencia. Della vo-ss
que abundara naquelle termoouro, ferro, mer-
curio, pedra hume, alvaiade, salitre, sal com-
mura, ocre de varias cores, a tabalngaespecie
de gro^jansnd-i |iaiU'#uianieuto da casnj, uo que
6 superior cal pelo brilhu o adherencia pe-
dernetras, pedra calcreo, etc., etc.
Diversos productos naturaes procurados para a
industria, e outros usos all se offereccm em
grande quaiitidado, metecendo mencao a cocho-
nillia, o ail, o pereiro verraelho, vegetal, cuja
casca fornore trma bella linio da cor que o dis-
lingue, a carnauba, a herva cidreira, o mate, ou
herva do Pires, como por l condecida, a qui-
na, o oleo de coparnos, a resina elerat c de angi-
co, a cera da formiga, producto de urna das es-
pecies desle animal que d urna bella luz, aguas
thermaes, sanguechugas, etc ele.
Alguns destes objectos, como o carnauba, o sa-
litre, o sal comnium, o pereiro, o ocre, a resina
de angico, sao iiiiperfctamente aprov lados pe-
los habitantes do uj
20
27
10
8
6
61
que tal
e estra-
niio ha-
de rete-
-----r.............. e naoescrupulise em activar o
hxistern preseniemente no servico de deslaca- seu aadameolo.
O governo imperial rccommendou
quota rosas appticada a canses, pontes,
j das ;mas sendo ella insignificante, o
vendo engenheiro na provincia, ape/.ar
radas requisices minhas, vi-mo na alternativa
loo de lieixo-la intacta ou de compromeile-la em
obras da (uelli naiureza sc-m garantas d8 exilo, i
| nem de duracto ou de connuar a fozer parca
applicaco, como tem succedido, abem de culto
; publico nhjoeto do mais serio nteresse.
Em ordem a dar comeco a consirureo de
urna ponte sobre o rio Parnahiba autorssda pe-
nenlo 6i pracas, sendo:
Na Parnahiba......
Em Oeiras........
Em Piracuruca.....
Em S. Raimuu lo Habato.
K:n Jerurnenlia ... ,
oulro mais habilitado, e mais feliz realiso 0 que
me nao foi dado realisar.
Aceite V. Kxc. rom as minhas despedidas a
prnteslaco sincero do meu re onheciraenlo pela
amizade com que me lem honrado, e pelo apoio
que rao presin.
Deus guarde a V. Exc Cidade de Therezna,
16 de rnaio do 1860.lllm e Exin. Sr. coronel
Ernesto Jos Bapiista, terceiro vico-presidente da
provincia do l'iauhy.
Oingo Velho Cavaicanli de Albuquerque.
REVISTA DIARIA.
Hontem pelas seto horas o vinte e dous mi-
nutos da manirs suceumbio o F.xin. haro du
Victoria, commandanie das orinas desla provin-
cia, urna congestao cerebral, que comedir o
manifeslar-sc s tres horos da (arlado da 17 do
crrenle, c progredira, sera embargo de tolos
meios ^teraputicos que foram empregados. Ha
cerca de lies annos que S. Ese. soffria do ura
amollecimenlo cerebral, que olinal cortou-lbe
o lio da vida.
Uo mais um vulto da historia patria que de-
ar, que quasi todos ignorara so.iparece d'enlre a geracoo actual paro do tumo-
o rsior ocies. (|0 irexemplifica-la cora a IfcSo fecunda de scua
Soccorro pblicos. ocios.
A falta de chovas na esteco propria
tem moti-
malos provincia.Por toda
o consecuente careslia dosvi-
setilir: lodas os classes sof-
A' reqiisiQo minha, promptamenle sntisfeita
pelo minislerio da juslica, foram remetlidas 200
armas, com bayonetas, o o competente corra-
me. Destinara-as para os batolhes do municipio i
da capital, passando as 100 anteriurmuntc dis- la lei Prolcial "-.W'lo 14 de setembro do
irbuidasoosdoParahiba e Oeiras ; o que co- < a".no Pjssa". reqmsitei ao mesmo governo ge-
mecei a realisar, enviando 20 pora cada urna i "' a,e,n de ''"> engenhruro, a faciild.-le de ap-
pltcar a esse trabalho os escravos disponiveis as
.. V* o. WL* Rjpmoor publico *S delicia gmente oque o poda
I i y^W?*kJl"a e,le lu8ar"h execuco a referida le, e gu
meacao algoina |.otVflciencia de paaM. a assembla provincial. 8
dessas cidades-
/nsrticcdo publica.
Esle assumplo de olla transeedencia devia on-
cupar a allenco de quem, como en, enxerga
nelle um dos meios mais seguros do apereicoa-
mento social, o de progresso.
Trotei logo de estudar a resoluco provincial
n. i85 de 12 de setembro do atino passado com
que se preleudeu reformar o ensino na provin-
cia. Confronlei as suas disposicoes com os re-
cursos financeiros desla, com o seu eslado de ci-
vilisacrjo, c creumstoncias locaes, e sobretudo
com as condicoes do professorado existente, em
relacao as do que se devia crear.
Pude assim conhecer, que esso resoluco, con-
tendo alias inuiivacfics mni proveitosas, alera de
ser votada soba influencia do ura ii'.cidenle, que
devia neutralisar a aeco administrativa na sua
execuco, isto a fall do confiarles na presiden-
cia a quem se cortou todo o arbitrio, alm de vr
enxertoda com disposicoes incongruentes, se nao
ntciromenlc descordantes do pensamento do seu
principal aulor ou autores, nao atlendera a urna
cousa que nunca devo escapar ao legislado*}, isto
a exequibilidodc da idea Iraduzida na lei :
queria-se o melhoramento da instrucee, aug-
mentando-so as materias do ensino, dando-se
mais vantagens aos mestres, eex'gindo-so tam-
tem nestes mais aptidao, condico essoncial da
obtenco do flrn da reforma ; mas onde ir bus-
car esse pessoal assim apio eidneo? Existo elle
na provincia ? Traa a lei de crca-lo previamen-
te? Fornoce a presidencia meios de oble-lo ?
Offerece vanlagens laes, que convide ao profes-
sorado, d'onde quer que os hoja, os tlenlos, ou
verdadeiras hnblitaces ?
Nado disto. Apenas os actuaos professores fo-
ram mandados passar por novas provas de apl-
do, dccrelando-ae a jubiloco d'aquelles, que;
|eu nao se quizessem sujeilar a essas provee, ou
passando por ellas, foseem julgados inaptos. E
evidente, porlanto, quo emelhante reforma s
Irouxe em resultado definitivo o augmento de
despeza, porque os ordenados dos professores fo-
ram logo augmentados.
Desanimado de encelar melhorsmenlo algum
n este respeito, tratei de fazer cora vagar e pru-
deisar de fazer
ardavs.s rcuniao
Deisci, en vista disto, ale expedir i .sss^uU-
fazendas nacionaes conforme lembrou o digno
priraet'o vice-presidenta o Dr, Jos Mariauno
Lustosa doAmaral, no relatoro com que enlre-
gon-me a adininistrar;o|; mais de nada Uve an-
da soluco.
Concluio-se o poco publico do norte da cidade.
Tenho activado a coQSlruci;ao de remtenos
provisonos pelas parochios do interior, uo intuito
de dar execuco lei n. 317 de 24 de julho de
1857 que vedou a inhumacao de cadeveres as
igrejas.
Obras publwas geraes.
A nniea em andamento na provincia a da
enfe'marh do quartel do meio batalhao que pro-
se?uo activamente sob a administraco do cida-
dao Procopio Jos Ferreira.
Ainda nao foi aiilorisado a construeco de tima
casa para deposito da plvora despachada na al-
fondego da Parnahiba. Para esla obra urgent-
sima e de indedinavel necessidade foram envia-
dos ao governo imperial o plano e orcamenlo
desde o anno passado.
' Navegando a vapor no no Parnahiba.
A rrosperidade desta noscenle empreza li-
gMi-so inleresses da mais alta importancia para
o provincia, dependendo especialmente della o
futuro desla capital.
Eiiicazmeule auxiliada pelos cofres provincial
e geral a respectiva companhia vai opresentando
lisongeiro aspecto o promette duraco.
O seryieo a seu cargo, feilo por um s vapor,
ainda nao est convenientemente regularisado.
A acquwic,o de tnoie outro, bem como das in-
dispensaveis barcas do reboque sao cousas de
urgente presiro
Est evidenciada praticimenlea navegabilida-
de da rio em qualquer ealaco ao menos at es-
la cidaie, o a lirapezaeHc oinda mais a faci-
litar.
ete servido a cargo da provincia, leve de ces-
sar com as endientes. Entretanto raondei acti-
var a ronclusao da barca, que se estconstruin-
do na Pafnohtba, para a-eilraccSo dos msdeiros
que obstruem o rio; exped ordena prohibindo o
corlo do arvoredo s margem., teqnisilei a
prosideno do Maranho igual provide/icia no
lsdo respoetivo ; solicilei do governo imperial a
rinda do engenheiro hydraulico Berlhot, em
commiiiso .no Onr, para explora-lo e estudar
es meios de.evitar a fornceo de ceroaso seu
vado gravissmios
parle a escasse/, e
veres se lera feilo
frem.
No municipio de S. Raimundo Nonato enlloca-
do em condicoes nalura.es mu i desfavoraveis, e
por isto rido e secco, o mal tem delirado do
inlcnsidado, pesando especialmente so'oie a clas-
S0 desvalida
Aos reclamos das respectivas autoridades acu-
d, com a remessa de gneros alimenticio?, lira-
dos do Oeiras.Entretanto esta loealidade, co-
mecondo a SolTrer tamhem ,iiao pode continuar a
fornece-los ; a falla de meios de transporte tor-
iiou se absoluta ; o impossivei foi-me enviar No-
vossiiccoir.is. Parto da populaco pobre le ve do | do
emigrar pora os municipios viznhos, alTluindo
nao poucas familias para o do Senhor Bom-Je-
sus.
Informado disto, pelo reverendo parodio da
freguezia daquella nome. o qual pedia providen-
cias a respeito, lvo a idea de aprovettar os ser-
vaos dessas familias, em proprio beneficio dellas,
a da provincia ; e mandei fundar um eslabeleci-
menlo agrcola ora terrenos do dominio publico,
que alli existem era grande exlenso o bastante
feriis. Operando um tal beneficio, convenen-me
de haver ao mesmo tempo provndo o mal que
sem duvida, resultara da accumulaco de nao
pequeo numero do pessoas exlrauhas em um
lugar remolo, e pouco policiado.
Confiei a realisoco desla empreza ao alferes
reformado do exercilo Ignacio Jos de Paria
Alhaydo, que para all parti com as inslrueroes
precisas
Assumindo a responsabldade desse emprego
de urna poroto de terreno devoluto, o da quaulia
de oilocenlos mil ris adisntada para as primei-
ras despezos do tal fundaciio, entend pralicarum
acto digno da approvoc,ao do governo imperial,
animando-me muito a consideradlo de j ler el-
le, nao s opprovado as "medidas que interior-
mente loniei para soccorrer o supradito munici-
pio de S. Raimundo, como lambem aulorisado o
conlinuteao dos que fossein necessarios.
tileices.
Correram sera incidente nolavel, no tempo de-
0 tinado era conselhefro gcneral do exercilo, assim Como era condecorado
com a gra-cruz daoriein d'.Vviz, com a digularia
da imperial ordem do eiuzeiroecom asmedalhas
de diatinectodo exercilo cooperador da boa-or-
dein c pelo imperador nos mais bravos.
Os restos moraos do E\m. lenlo-general
bario da Victoria acham-so depositados ne gro-
ja da Cnneeicio dos Militares: o bolo pilas 8
liaras da manha far-se-lhe-hao os ltimos suf-
frsgios cora todas os honras militares e chis,
que sao annexos a alta nosicto, que oceupava
no nossa sociedade.
As honras militares sero feilas por una di-
visan romposta de dos brigadas, rom ura par-
que ilequalro boceas de fogo, formando no caes
22 da novemhro, e d'ahi seguindo para a
egreja ila Conceicao, onde licar nina brigada e
a nutra seguir para o C'iiiilero a receber o
cadver, que hontem foi pelas 7 horas dd noite
conducido para a referida egreja da Conceicao peld
ollcialdade dos differentes curpos e porgrande
numero de pessoas distilo las.
O fretro, que vinha coberto com a bandeita
imperial e tendo no cimo o chapeo do finado,
oi conduzido mao.
As fortalezas solvarom de quarlo em quarto
do hora, conservando-se as bandeiras a meio
pao, tanto em vasos brasileiros como eslrangci-
ros, assim nos casos consulares desla cidade.
O gradil da ponlezinha do Rozarinho an-
da existe enterrado na lama, apczar de ja ha-
vermos tratado sobre a conveniencia de ser feilo
esse reparo.
De novo porlanto lembrarao-lo a quem correr
a obrisacio de faze-lo.
Nob lento sido arrematado a taxada ponte
do Manguind e da barreiro da Capunga. lem de
ir novamenle praga no dia 28 do correle, seb
a base de 5:3600u0.
O ouio da casa da rita da Boa-Esperanca,
cuja demolirto j llzemos sentir ser necessaria,
ainda acha-se era p romo se fora um espanla-
Iho, omeaeando desgracas em seu desmorona-
raenlo, que pode ler lugar a qualquer instante,
quando menos nisto se pensar.
E' preciso que certas cousas so nao deixem
ao abandono, ou atempados para as kalendos
Desprezaram-se os embargos.
Appelloiite, Chrstovo Xavier Lopes ; appel-
Isds, a irmandadc das almas.
Rcceberam-se os embargos.
DiLiesRCtaS chimes.
Com vista ao Sr. deseraborgodor promotor da
justira, as appellaees crimes :
Appellanle, Gispar de Menofts Vasconcellos
de liriimmond ; appellado, Francisco Antonio
liandciio d.' Mello.
Appellante, o promotor ; appellado, Antonio
dos Santos Marques llego.
Appellante, Francisco Jos ?c Oliveira ; appel-
lada, a juslica.
pitas civeis.
Com vista ao Dr. curador geral as appella-
coes civeis:
Appellanle, Mara Benedicta ; appellado, Her-
menegildo Goncalves da Silva.
Assignou-se da para julgamcnto das seguintes
appellaees Crimea :
Appellante, o juizo ; appellado, Jos de Mello
Altiu perqu Montenegro.
Appellante, o juizo ; oppellado, Manoel Vieira
appollaJo, Jos Ferreira
appellado, Filippe Joao
appellado, Manoel Filip-
appellada, Vicente Ra-
veis :
da Silva.
Appellanle, o juizo ;
Calado.
Appollanle, o juizo ;
Joaquina.
Appellante, o juizo :
pe Santiago.
Appellante, o Juizo ;
mos de Souza.
As appellaees ci
Appellanle, I). Francisca Theodora da Cunha
Reg ; appellada, D. Antonia Eugenia do Espiri-
to Sanio.
Appellantes, osherdeiros de Manoel Jnaqnim
Per-ira; appellada, 1) Marianna Dorolha Joa-
quina.
DISTUIHflcES.
Ao Sr. desernbargador Gilirana, o recurso do
qualidcacao :
Recrreme, Jos Duarto Cardozo GarQa ; rc-
recorrida, a junto.
Ao Sr. desernbargador Lourenco Santiago, as
appellaees civeis :
Appellanle, JoaoBiptisla da Silva Manguinho;
appellado, Caelono Goncalves Pereira da Cunha.
Ao Sr. desembargador Silva Gomes, o re-
curso :
Recorrenlc, o juizo ; recorrido, Jos Ribeiro
Pontes.
As l horas cncerrou-se a sessao.
1.
signado pelo meu antecessor, as eleicesdo um I gregas, se ellas se referem, como a presente,
depulado osseinbla geral pelo terceiro distric- vida das pessoas.
lo, e de membros provincial no biennio Oe 1860 Remetlem-nos o seguinlo :
8 1861. Pode-so encarecidamente a lluslri'simo ca-
Conlra a apuracao da ultima fela pela cmara : mar municipal desla cidade, aos senhores lis-
municipal desla capital, na parte relativa ao pri- caes, e quem mais copemtir, vigiar sobre abu-
meiro dslricto representaram alguns ridados, reos e sobre a sade publica, que lancera as vis
allegando irregularidades na composico da mes- las para a ribeiro da Boa-Vista, onde se vende
ma cmara, e violcto da leinnquelle acto. 'corno j corrupta, mao de vacca, flgado, corarlo,
Esle negoci pende de decisao do governo im- etc., do 2 o 3 dias, j podres, o d ura cheiro in-
periol, io qual enlendi dever submetlo-lo. supporlavel, como tambera o peixe que ahi se
Aperar da excilacfio o intolerancia dos espiri- vende.
tos nesla provincia em materia poltica o impon-I de lamentar que n'uma cidade, como esta,
tante processo de qualificaco de volantes no cor- com lautos agenies do polica, andera pelas ras
rente anno lem sido feilo em geral com regulari-
dade. Foram sem consequencia os manejos do
cosime que n'um ou n'oulro ponto so prelendeu
preludiar.
Eslado financeiro da provincia.
Bem critica a situoco da fazenda provincial !
Obosado o respectivo cofre com despezas superio-
res A receita oreada, e al mesmo torcas con-
tribuilivas da provincia, eslragndos impreviJeu-
lemeute recursos que deviam ler sido ou econo-
misados para os dias de penuria desle muito es-
esses vendedores do pc'ixc ( a mor parlo delles
roubando o povo com venderem peixo j podre!
affirmando ( como costo mam ) que o peixe esi
bom, que nao lem corrupeo, etc., e assim illu-
dindo, vio remiendo peixe j corrupto, pescado
ha mnis de 24 horas, com prejuizo das pessoas,
que nao teem pereilo conhecimento do bom, ou
mo eslado do peixe, e que ignorara que horas
fOL pescado.
So huuvesse mais vigilancia respeilo, tan-
to os da ribetea, comosacs que andam pelas mas
peradas, u empregados produi-livaraenle, esla- codendo peixe, seriara oblados a deila-lo fra,
CMARA MUNICIPAL DO ttECIFE.
SESSAO ORDINARIA AOS 11 DE JUNHO DE
1860.
Presidencia do Sr. liego e Albuguerqne.
Presentes os Sr?. Franco, Rirata, oliveira,
Pinto o Gameiro, faltando com causa o Sr. Mello,
o sem ella os mnis Srs., abiio-sc a sessao, e fui
lida o approvada a acta da antecedente.
Foi lido o seguinle :
EXPEDIENTE.
Um offlco do Exra. presilento da provincia,
rccommendou lo a cmara lhe dovolveise os pa-
pis de Jos Moreira da Silva, quo lhe foram re-
metlidos com despacho da presidencia de 21 de
setembro do anno passado.Quo se respondesso
que os popis natiam sido devolvidos desde o da
30 de mao ultimo, em offlco sob n. 50
Oulro do mesmo, respondendo com a informa-
rlo ministrada pelo o inspector da saudc publica,,
ao ollicio que esta cmara dirigir presidencia
em 4 do rorrente, acerca de medidas que deviam
ser postas em execuco, hern da salubrdado
publica lnleirada.
O oflicio do inspector de saudo do teor
seguidle :
Ipspectoria da saude publica 6 de junho Je
1860. lllm. c Exra. Sr.Em resposta ao oflicio
de V Exc, datado de 5 do correte, ero que rao
manda informar relativamente a nomeaco do
mdicos, para as freguezios, afira detralorem das
pessoas pobres, como pretende a cmara muni-
cipal desta cidade, no actual epidemia, Icnbo a
honra de informar a V Exc. que, achando-se a
epidemia j em sensivel deelinaco, e nao tendo
sido ella mesmo em sua inlensidade to pestfe-
ro, como se espalhars, metjfcarcccr que podem
ser dispensadas as ditas nomea^es dus mdicos-
do freguezias.
E' quonlo tenho a expr s tal respeito. po-
rm, V. Exc. determinar como jtilgsr niais-
arertado. Dos guarde a V. Exclllm. e Lxm.
Sr. Dr. Ambrosio Leilo da Cunha, presdeme
da provinciaDr. Ignacio Firmo Xavier, ins-
pector da saude gublica.Conforme, Francisco
Lurio de Coslro.
Oulro offlco do mesmo Exm. presidente da
provinria, dizendo que acerca da ullmo periodo
do oflicio desta cmara sob n. 54. de 6 do cor-
lil ITII

I II t ^^Tm ...



'

rente, para gercm poslos soldados do corpo de
polica nos ce3, durante o dia e al certa hora
da noite, aflm devedarom que os despejos sojm
feito3 all, devia a enmara pioeedcr Je acord
com o Di. chefe de polica, quena fizera re-
commandacao igual mara, no 1. do crtenle.Resolveu-se que a
cuinmissao de polica (Barata e Mello) oenlen-
desse cora o chefe respeilo de tal medida.
Outro do mesmo, di/.endo quo tendo om vista
o que informara esta cmara, era 30 Je maio
ultimo, acerca da reprosenlaclo quoalguns cida-
d03 da freguezia do Poco, da Panella dirigirn)
a presidencia contra a nova divizo dos dislrie-
tos alli feita ltimamente, e julgando que a c-
mara devia ler procedido esto respeito, tendo
smenle em consideradlo a utiliJade publica, e
os interesses d'aquelles seus municipes, resol-
vera d< clarar subsistente a nova divo, menos
na parte conccrncnte as eleicoes, que torio lu-
gar no correte atino, porque, sendo feita essa
divizlo depnis da 'qualiicado dos votantes
d'aquella freguezia, 'os quaes devora ser chama-
dos, na forma da lei pela ordera dos q.iarteiresl -
cdistrictos que Qcaram alterado?, podia resultar i sos prwphclas, desles raesmos quo vem anos
d alii perturbado e embaracos a marcha recular i cora veslidos de ovelhas, mas no interior sao lo-
dos Irabalhos eleiloraes, devendo porianto sob- hos ""oubadoros, dos quaes Jess Christo nos re-
sistir para esse feito a divizo alterada, porque commenda guardarmo-nos : attendite a falsis
ma a qualiicado.Addiado o requerimen-'/""?Pft"13 nui reniunt ad vos in vestimentis
desia sorle rasgando as eulranhas a Esposa iti>
Cordeiro, desta igreja immortal levaram a pos si
como o servo de Salom&o, como o anjo das tre-
vas um nao pequeo numero de infelizes, a quem
disseram : ouvi-me : a ranina doutrina verda-
d*ira : formemos urna sociedade a parle, entre
nos e Roma, naja um abvsmo insondavel: ou
sou rosto meslre, a roinha doutrina deliciosa
como urna favo de mel : o Dos que se adora
em Roma continuar a ser o nosso Dos, mas
cuja lei conven) que a modifiquemos inlenden -
do-a cada um a seu modo, como muilo bem nes
der na vontade.
Destes bem nos previniu S. Paulo eaerevendo
ao esclarecido Teirolheo ted discpulo : Sabe
pois Uto, diz o apostle: que___virio uns lem-
pos pejigosos : haverlo homens amantas de si
meamos, avnrentos, altivos, soberbos, Masphe-
raos, desobedientes a seus pais : koc auem scilo,
quod instabunl tmpora periculoza : erunl ho-
amantes, cupidi, elalisuperbi, blasfemi, paren-
menes scipsos tibus non obedientes (9).
Entretanto desles Absalao? ingratos, desles
perniciosos e abominaveis Aquiloleis, desles fal-
DIARTO PE PERNABMUCO. be para os seus amigos reservn o correspon-
dente a lerceira calhegoria, e se os servos humi-
Ittnmot sao os roesmos inleressados pela cor-
servaco dos jnies, como se v dos termos da
correspondencia; e nao formara, pois, urna quar-
la classe, claro que, assim coiisiderando-os, o
correspondente lhes irroga maior injuria ; e islo
fique dito do passagem somento para se notar
que, lancando urna Injuria muito grave a lodos
os signatarios do protesto, elle ao abri excepcao
em favor dos.seus proprios amigos, que eni'ial
protesto figurara.
Em que calhegoria, perguntamos nos ao cor
respondenle, est o tespeitovel e honrado pro-
pietario padre Luil Jos de Figueiredo ?
No priraeira ?
Que ameacas -pode temer om dos raais ricos
proprietarum da comarca, um padre ornado
das niais bnlhantes virtudes ?
Na segunda ?
Tambera no pode ahi estar coraprehendido
um hornera que faz obsequios a lodos ; que esl
melhores condicoes deindependencia ; qiftjCalXa filial (lo bailCO (lo Brasil
Joaqulni do Sanios Neves.
Julo da Silva Chrispiano.
Marinho Profiri de Souza Lima.
Jos Nogueira de Souza.
IternardinoDuarto Campos.
Candido Bernardino da Costa.
Manocl Fernandes da Silva
Pedro Orlhinz de Camargo.
Antonio Francisco Pcreira de Lyra.
Mordomas
As Exm as. Sras. D3. Anna Ferreira da Silva
l.eile:
Isabel Mara da Trindnde Lcite.
Rernsrdina de Rrilo Maia.
Luiza l.andelii'3 Fernandes da Luz.
Maria Luiza Goncalvos da S. San.
O vinario Venancio lenriques de Rczende.
Zaiommercio.
Editaes.
to do Sr. llego.
Outro ao juiz do diroilo da 1.a vara do crimo,
enviando sele deprecadas, conlendo, qualro, ler-
mos de multas impostas em diversas scsses do
jury pelo seu presidente, c tres, relacoes das fl-
aneas quebrada?, alim de que, fossc'm execula-
da?, caso os multados nao as qnizessem pa-
gar.Que se aecusasse a reccpclo, o se remet-
tessem as deprecadas ao procurador para o fim
conveniente, commutiicatido-se 1 contadura.
Outro do capillo do porto deta cidade, dizendo
que, para dar cumprimcnlo as ordons da presi-
dencia, consientes do officio que Ihe dirigir em
dala do 1. do corrente, ordenara aoscapaiazes
desta cidade uzeasen] prender e entregar aos lis-'
Caes desta cmara qualquer individuo, que, sen-
do encontrado laucando lixo, ou fazendo despejos
nos les, nao so quizesse snbmeller piinicao
d'aquella capitana.Que so respondesse, c coin-
municasse aos flscais.
Outro do fiscal da Boa-vista, commnnicando
liaver desabado A urna hora da tarde do dia 8 do
corrente grande parlo da cpula da torre da
igreja da Santa Cruz, niallralando apenas a um
ca rapia, que aquella hora trabalhava em um
dos corredores da mesma igreja, o declarando
quaes as providencias que lomara quanto ao
re?to das paredes da mesm torre.Inteirada.
Dnapacharam-se as peticoes de Clara Maria
do Bom-fim, Jos /rodrigues do Nascimento, Jos
Concalves Cruz, Lourenro Cavalcanle de Albu-
querque, Lu/, do Reg Barro?, Manoel Goncalves
iejle?, Miguel Areanjo de Pignrelo, e levan-
tou-so a sessao. Eu Manoel Ferreira Accioli,
serrelano a subscreri.Reg e Albuquoruue.
presdeme, Reg, Barata d'Aincida, Uliveira.
J'inlo, Cnmeiro.
ovium intnnsecus aulem sant tupi rapaces : (10)
desles mesraos, digo eu, que pronunciara militas
vezeso nome do Senhor Jess ser cspariloza a
confuso, quando o Juiz dos vivos e dos morios
Comiuunicados
As elcices geraes era Scrgipc.
Sol esl-i episraphe li no Diario de hoje um
communicido em que o seu autor, fazendo valer
o memo e qualidades que ornam a pessoa do Sr.
Dr. Pedro de Calasaes para ser ecolhido repre-
senlante da sua provincia na cmara temporaria,
julga que seria segura o eleicao des?.e senhor
nao apresentar-se-lho o Dr. Piel como compe-
tidor.
A manifesla injustica com que o autor do com-
mumeado procura guerrear a candidilura do Dr.
Fiel, o emponio que nislo raosln chegando a
poni Je negar-lhe as qualidades dislinclas, que
todos Ihe reconhecem, me obrigam a dizer duas
pilavras em defeza deste ullimo tao immercci-
damento ultrajado, e dos Eslancicoos que o adop-
tara m para seu candidato as prximas eteicoes.
E neslas poucas palavras, quo direi, minha
ptonco ler muilo em vista o ponsamento emit-
lido pelo autor do cummunicado : mo av-
lenla rebalsar um para elevar oulros penga-
medio com qual, diga-se de passagem, se mos-
treo absolutamente em conlradicao o sou pro-
prin autor.
o Dr. Calasaes digno, nlo se pode negar, de
merecer os sufTragios dos seus comprovinciano?;
mas muito antes que elle havia o Dr. Fiel adqui-
rido por Buaa qualidades pessoaes a gralido e
eympathias dos Sergipanos do circulo da Estan-
cia, onde .hoje apresentado como candidato; e
o autor do communicado que Sergipano e in-
teressado pelo engrandecimenlo da sua provin-
cia, dove saber porfeit* mente queja as eleicoes
paseadas seria o Dr. Fiel eleilu depulado geral
por esso circulo, a nao se haverem dado certas
oonvenienciss de partido, a que ella se moslron
alheio com a dignidade e iraparcialidado, que o
disiiuguera.
As amizades c influencias de parentesco podem
nrste caso aproveitar tanto para um como para
outro porque ambos contara egualmente amigos
c relacdes nesse ponto da provincia, ambos teem
ahi prenlos que egualmente podem iuuir as
elcices.
Os Eslancianos que adoplaram naquelle lempo,
c quo ainda hoje adoptara o Dr. Fiel para seu
candidato, fazem-no porque sabem rcconheccr o
verdadeiro mrito ; porquo teem consciencia de
que o Dr. Fiel na cmara qualriennal far realcor
a provincia de Scrgipc entre suas irmaas, da mes-
ma sorte porquo o poderia fazer o Dr. Calasaes ;
c suppor-se o contrario seria emprestar-se aos
mesraos Eslancianos sentimenlos que elles nao
proessam.
Finalmente aquelles, que nao julgam sol o
dominio de qualquer psixao, como parece suc-
ceder ao autor do communicado, aquellos, que
conheceni o carcter sisudo e desinleressado do
Dr. Fiel, dirao que elle no lem ambicoes, nao
tera vaidades que satisfazer; e que a todos os
respeilos digno de representar na cmara tempo-
raria a provincia que o vio nascer.
Recite, 18 de junho.
Ouro Sergi/iano.
0 Siiiiinio Ponlilice c seus fllhos em
Jess Christo.
ii
A cscriplura santa fui inspirada por Dos, e
Dos a mesma verdade. ego sum veras (4). p
a verdade nao tem sociedade nem com a mentira
c nem com a hypocrisia. Nao creis, diz S Joao,
a lodo o espirito, mas provai se os espirilos sao
de Dos : nolite omni spirilui, credere, sed pro-
late spirilus si ex Veo sint (5). Sim.ide a Bizan-
eio,a Wittemberg, a Londres, provai se os es-
pirilos sao de Dos.
Um lempo houve, em que o grego, o Germa-
no, o Bretao formaran) um s corpo espiritual
cuja cabeca, diziam, est em Roma na pessoa do
successor do Principe dos apostlos. |Nesso lem-
po estas nar;6es di/iam de Roma o que para com-
plemento das palavras do prophela todos disse-
ram de Jerusalera, de cuja lei, aclarada por Jess
Cluisio aquslla tem sido fiel depositara : Vn-
de, subamos ao monte do SenhdJtaM! a casa do
Dos do Jacob e elle nos ensinarfl^seus cami-
nhos, c nos andaremos pelas suas vardas : por
que de Siiio sahir a lei, c de Jerusalem a pata-
rra do Senhor: venite el ascendamus ad monte
Domini, el ad domum Dei Jacob, el docebil nos
viassua*, el ambulabimus in seiilis*e/us : quia
4e Sion exibil lex el verbuin Domini de Jerusa-
lem (6). NSo possivel, assim se expressavam,
que o poder de Dos nao proteja esta to santa e
admiravcl sociedade, nao possivel que como o
do Jerusalem seja destruido este templo, cujos
fundamentos sao os apostlos c prophelas, e cuja
principal pedra angular Jess Christo : Supe-
redificali supr fundamenlum aposlolorum el
profetarum, ipso summo angulari lapide Chris-
to Jesu (7).
Homens pestferos porm, homens, cm quem
a verdade nao leve influencia, e era pode ter
assento, formaran) no mais intimo de seus cora-
ces um trono o sobre este collocaram a soberba,
cssa hydra peconhenta qu deitou a perder Lu-
cifer e ossequazes de sua rebeliao, essa mesma
soberba que arruinou os principios do mundo.
Logo que morre Salomo, Jcreboo seu servo
Tollando do Egyplo rasga o reino, que do sabio
monarcha havia herdado o seu lilho Roblo :
Jeroboao manda fazer dous bezerros de ouro, e
diz ao povo: nao tornis meis aira Jerusalem :
eis aqni 6 Israel os leus deoses, quo teliraram
do Egypto : fecil do vilulos ureos, el dixil
populo; nolite ultra ascender in Jerusalem :
ecce dii fui Israsel, qui eduxetunt te de trra
gypili (8).
Sem csses homens, cujos pais cram lio Deis
ao vigario de Jesus Christo intenderam cada um
do per si que elles tambero o podiam ser ; e
S. Jlo cap. 14 6.
S. Joo episl.l* C. 6ml.
Izis 32.
Aos Ephezios C. 2 fQ.
Re9lvro30C..i3*-24.
lhes dissem : na verdade vos digo eu, vos nao
conhefo : ame.m dico vobisnetcio vos (11).
Os homens raaos nao. sao bons por muilo
lempo ; pois ainda que pretendan) occullar seus
Crimea, ainda que se esforcem por conservar um
coracao de trevas invollo no hediondo manto da
hypocrisio, por flm verlo ponlualroente cumpri-
das aquellas infaliveis palavras do Divino Mestre:
Nado ha incoberio, que se nao venha a descubrir:
nem occullo, que se niio v1;nha a saber : nihil
enim esto perlum quod non recelabilur ; el oc-
eultnm, aund non scietur (12). Estes pois nao
podem Incobrir o mal, que fazera ; e, se assim
como esl escriplo em outro lugar, tratando o
Senhor sobre esses discpulos da soberba diz,que
por meio de suas obras os podemos conhei-er:
fructibus eorum cojnosce/iseos(13): evidente-
mente conhecemos o cuidado desta igreja santa
nosso respeito ; para que nao leiihainos socie-
dade com aquelles, que delta se tem infelizmen-
te separado.
(Confn uar-se-ha.)
Goianna, 38 de uiaio de 1S4O. (*)
Vraos hoje fazer as considerarles promeltidas
em nosso artigo anterior, no intento de provar
que o prolesto era defeza dos dignos juizes de
direito e municipal d'esla comarca a producto
da espontaneidade dos honrados e respeitaveis
cidadaos. que o assignaram.
Disso o correspondente do Liberal, a quera
respondemos, que as assignaluias do menciona-
do protesto Baoalgumaa impostas e exlorqoi-
das pelas amoscas da polica, que boa; oulras
oblidas a Iroco de degradintes favores das pro-
prias_ autoridades, e o rstanle consta de servos
humilissimos. inleressados pela conservacao dos
Srs. Drs. FreilasHeniiques e Hircano. '
As palavras do correspondente irrogara injuria
a muitas pessoas proeminenlcs ; mas islo nao
para admirar-so; porque se ha individuos que
nascem predestinados para corametler cortos cri-
mes, ellenasr.eu com n predestinarlo de injuriar;
e na ortica d'esse vicio infame nao respeila os
seus proprios amigos, e nem excepta alguom,
de quera tem sido, ha muitos anuos, o mignnn,
c de quem lem recebido conslantemenle os mai?
importantes favores c a mais proficua proteccao !
Liberaos, conservadores, amigos do Sr. com-
mendador Jlo Joaquim ; adherentos parciali-
dade do Sr. coronel Antonio Francisco, os mais
fiis e mais prestrnosos amigos d'este senhor e
homens da mais completa indilferenca politica, io-
dos assignaram o protesto, doeumenio tanto mais
honroso s pessoas, era cuja defeza fui escriplo,
quanto corto que exprime os sentimontos de
todas as pesseas boas, sera distinecao de cores
polticas.
Pois bem 0 monstro do injurias creou para
todos ellos, no intuito de tirar a importancia do
prolesto, astros seguintescalhegorias : l.'amea-
rado$[ pela polica ; i." trocadores de assignalu-
ras p-,r degradantes favores das autoridades;
3." xrvns humiliisimos, inleressados na conser-
varn dos juizes.
O correspondente pertenre parcialidade do
Sr. coronel Antonio Francisco. Era qual das
tres balhegorias eslo comprohenJidos os seus
amigos?
Rom triste o conceiln, que delles faz, srn?
considera capazos de ceder .a s a mearas da po-
lica, para emitlircra urna opiniao contraria s
suas conscioncias
Mas inexacto que a polica lives3e promovido
esae protesto, e o correspondente nao capaz do
exhibir ura so fjeto verdadeiro em suslenlaeo do
sou dito.
Inimigos rancorosos das autoridades ; por que
nao $lo instrumentos de suas ambicoes polticas
deven aproveitar muilo bem essaa ameacas, de
que falla o correspondente, para desacreditaren)
a polica, que nao serve os seus interesses eleilo-
raos Nos lhes dirigimos o mais solemne desafio,
para que proven) laes ameacas.
Mais triste o conceilo "que de seus amigos
nao tem demandas, e que provavelraentc nunca
as ter, alenlas a sua ndole, admiravelmenle
pacifica, e a abnegarlo, que todos os dias ma-
nifcsla.
Ser servo humilissimo ? De quem ?
O hornera a quera lodos estimara, o virtuoso
ancio, a quem todos espeitaro, nao 3ervo hu-
milissimo :de ningucra. O correspondente com
toda a sua impudencia nao capaz de irrogar-
Ihe semelhenlc injuria.
Separe as palavras servos humilissimos das
oulras ; e nos acceitaiuos a classilicaclo do Sr.
padre Figueiredo.
Elle sira, interessado na conservacao dos
setuaes juizes d'esla comarca ; mas quando se
diz sto, faz-se a esses juizes o maior elogio.
O Sr. padre Fiaueiredo s amigo da probi-
dado e da justica, e por islo aprecia os dignos
juizes de diieito e municipal, e interessa-se pela
conservacao de ambos.
E quando um padre, moderado, virtuoso c de-
licado, acceita os termos enrgicos era quo esl
rodigido o protesto contra os calumniadores dos
mesraos juizes ; quando um cidadlo, como o
Sr. padre Luiz, revola as?im a indignado, do
que se acha dominado, as falsidades sao por
demais revoltanles...
Nao podemos fazer cartilha de nomes, e por
isto nos limitaremos a porguntar ao correspon-
dente em qual das Irescathegoriasse acham dous
oulros grandes vultos do partido liberal, os res-
peitaveis coronis Benlo Jos Ferreira Rabells, e
Manoel Velho Brrelo ?
Onde lambem enlloca os dislinctos douloros
Cu o ha Hachado, Domingos. Yaz Curado, Hono-
rio e Barroso, lodos liberaes ?
A qual das tres calhegorfas porlencem os sc-
nhores padre Dias, Dr. Manoel Vicente, lenle
Antonio Manoel o oulros muitos perfeilaraen'e
indilferenles poltica, sera questes no foro, e
de reputado illibada, na independencia das auto-
ridadea policaes por si, e por seus prenles ?
Onde colloca lanos cidadaos repelaveis era
lodas as condicoes mencionadas, menos a indif-
ferenca poltica ?
Contareinos um faci, muilo significativo da |
espontaneidade, quo houve no protesto, e de- i
pois fecharemos este artigo com a narrado de '
um caso funesto, do qual p le u correspoudeu-
lo exlrahir urna lic.ao muilo proveilosa.
O Sr. coronel Bento Jos Ferreira Ribello,
proprietario rico e huueslo, chefe de urna fami-
lia respeitavel, e um dos mais dislinctos liberaos
da comarca, foi procurado para assigar o contra-
protesto annunciado pelo correspondente do Li-
beral ; e cello soube que se promova a assigna -
tura do protesto era defeza dos seuhores douto-
res Freitas c Hircano.
Ropellindo cora energa a ndgnidade, que
se Iho pedia, o Sr. coronel Rabello nlo deixou
que o procurassem; mas sanio irainedialamenlo &
ra efoi procurar a pessoa cm cujas raaos esla-
va o protesto para assigatia-lo.
loma sa-
c recebe
em Peruambuco.
n- EM J9 DE JUNHO DE 1860.
Directores da semana os Srs.
Monto"?60 'S0 dC Bj"as e Jos ,eroi,ymo
A caixa desconta letras a 11 O/O
ques sobre a praca do Rio de Janeiro
dinheiro ao premio de 10 O/o ao anno.
NOVO BANCO
DE
EM 19 DE JUNHO DE 1860.
ee?mBnCr ,,e,C0Dta preaoiilc semana a 11 por
al o de fin a' PrBZ0 de 4 me/'>S. e 2 0/0
corremos t e loraa dnhl-'ir0 ont.s
corremos simples ou com uros pelo premio e
prazo que se convencionar. p
Al fan Rendimento do dia 1 a 18
dem do dia 19. .
162.7l258iS
10/541^861
173.254709
2:0003000
4OOSO00
96S'OO0
8:-l80jjO0O
6960-jOOO
6:4803000
8:5603000
8805000
4:080000
4"2000n
Wlovimento da alfanilesa
Volumesentrados com [azralas
com gneros
Volumessahidos com fazendas
* com gneros
84
254
-------338
61
483
- 549
Descarregam lije 20 de junho.
Barca porlugneza-Vencedora-diversos gneros.
Bn-ue inglez;Milircnlebacalho
Barca ingleza-Urania -mercaduras.
Brigue urasiieiro-Almircinte-diversos genero?
Bnguo heaponhol Araavel Rosa fafinha de
trigo.
Escuna hamburguezaAmanda=raercadoras.
I alacho portuguezMara da Gloria diversos
gneros.
Importa (-a o
Patacho porlnguez Flor de Maria, vindo de
Lisboa consignado Thoraaz de Aquino Fonscca
manifestu o seguinte :
65 caixas passas. 6 barricas cera branca, 25
O Illm. Sr. inspeclor da Ihesourana pro-
vincial, era cumpriraenli da ordera do Exm. Sr
presidente da provincia de 18 do corrente, manda
fazer publico, que nn dia 15 do masrao, peranle a
junta da mesma ihesonraria. ra novamenie a
praca. para ser arrematado quem mais der, os
impostes seguimos:
Municipio de Iguarats.
Arrematados conjuntamente.
Z}o00 rs. sobre o gado morlo para
o consuma, avaliado novamenie por
anno em.........................___
Impostos a cargo da collecloria
dem idem em......................
20 por ccnio de agurdenle idm
dem................................
Comarca do Goianna.
2#500 sobro o gado morlo para
o consumo, avaliado nuvamcnle por
anno em............................
Comarca de Kazarelh.
25-500 rs. sobre o gado morlo para
o consumo, avaliado novamenie por
anno em...........................
Comarca ao Cabo.
2#500 sobro o gado morto para
o consumo, avaliado uovamente por
nno em.........................'_
Comarca de Santo Anlo.
zjoCO sobre o gado morto para
o consumo, avaliado novamenie por
anno era............................
Municipio de Serinhem.
500 sobre o gado morto para
o consumo, avaliado nouamcnte por
anno em..................... __
J/jiiiici>io. do Rio Formoso e Agua Preta*.
5)011 sobre o gado morto para
o consumo, avahado novamenie por
anno era.........................,,_
Comarca do Pao d'Alho.
A,.)00 sobro o gano morto, para
> consumo, avaliado novamenie por
anno em.................
As arremalacoos serlo feilas por lempo de 3
annos. a contar do 1o de julho do correle au-
no a dO de junho de 1803. sob as mosmas condi-
coes das anteriores, e na forma do ai ligo 76 de
regulamentodo 3 de agosto do 1842.
As pessoas que se quizerem propor a esta arre-
malacao comparecam na sala dossessoes da men-
cionada junta no dia cima indicado, pelo meic
da, competentemente habilitadas na formado
arl. do citado regulamenlo, devendo as habi-
liUeoea seren julgadas nos dias 2( e 23 do cor-
rete.
E para eonslar se mandou affixar o presente e
publicar pelo Diario.
Secrelaria da thosouraria provincial de Ppr- rnn^,IU
narabuco, 19de junho de 1860.-Osecretario An- (-Selho CCOnOUlICO (.JO b.tta-
lonio Ferreira di Annunciado. Ihn n 8 rl. i 11 Pi n l..,..'
O Dr. Anselmo Francisco Perelli ----------ua~ (J l ndllana.
ment dos herdeDos de sobrdT_
como atados os que direito liverern o.
ranea aflm de viren habjliiar-se no prazo
das i publicaQao deste, o qual ser affixedo no
lugar publico do costume e publicado pelo Dia-
rio de Peruambuco em quanto durar referido
prazo, lindos os quaes ludo procederei a reve-
lia a na fot ma ds lei, e para constar se passou o>
presente que vai por raim assignado com o sello
do jnizo, que ante mimserre ou valha sem sello
ex-causa.
Dada e passada nesla cidade do Victoria aos
28 de abril do anno do nascimento de Noaso Se-
nhor Jess Christo de 1S60, trigsimo nono da in-
dependencia c do imperio do Brasil.Eu Anto-
nio Ludgero da Silva Costa, esciivlo de orphoi
e ausentes o escrevi r
Antonio Joaquim Buarque Nazarelh.
O Dr. Anselmo Francisco Perelli. commendador
da imperial ordem da Rosa e dn de Christo, o
juiz de direilo especial do corainercio desta ci-
dade do Recife, capital da provincia do l\>r-
nambuco c sou termo, por S. M. Imperial, qne
Deus guarde, ele.
Faco saber aos que a presente caria do edilos
virem, em como no dia 21 do crreme mez de-
pois da audiencia desie juizo, se hlo de arrema-
tar os generes e mais ol.joclos que se acham re-
colados no deposito silo no paleo de S. Pedro
n O, porlenieiiles Jos Dias da Silva Cardeal
sendo a arrematado foila cm dito deposito os'
quaes sao os soguinies : '
Urna armado e baldo de amarolln envernisn-
do, e alguna eaiaoea de piuhoqu laxen parte di
mesma armarlo, avaliado? em 120(000, uraa ba-
lones de columna de lalio era 35POO, um barril
com vinho de cinco em pipa com a marco PRR.
em 5O:O00, onzo queijos dn reino, 36 frascos d
bocea larga, grandes e pequeos a 50u rs. cada
um, os quaes vio parle por execudo de Fran-
cisco da Rucha P.issos Lins, como cssionario do
Dr. Manoel de Barros Barrlo, contra o referido
Jos Das da Silva Cardeal ; c nlo havendu lan-
endor que cubra os precos da avaliado ser a ar-
rematado letla pelo pre.;o*da adjudicado cora o
aba limen i o da lei.
E para que chegue ao conhecimento de todos.
man.loi pamar euiaes, que serlo publicados pe-
ln mpronsa e aBixados nos lugares designados
no cdigo commercial.
Dado e paseado nesla Cidade do Recife de Per-
nambuco, aos 8 dias do mez de junho de 1860,
"rigesirto-iiono da iiidependencia e do imoerio do
Brasil. '
Eu Manoel Maria Rodrigues do Nascimento, es-
crivao o subscrevj.
knsttmo Francisco Perelli.
eclaracis.
, commendador
da imperial ordem da Rosa e da de Christo, e
juiz de direito especial do cdinmercio desta
cidade do Recife, capital da provincia do P.r-
nambuco e seu tormo, por S. M. I. e C,
Dos guarde, ele.
Faco saber
que
nos que o presente odital viren) e
delle noticia Nverem, em como no dia i8 do cor-
rente mez, se hlo
se
quem mais der,
de arrematar por venda,
era praca publica deste juizo na
Ha faci raais significativo de espontaneidade?
Depois d'isto ha ver rgorsfa, que exija outras
provas era apoio do que sustentamos ?
Agora o caso funesto ; exlrahido de ura
poema.
No lempo em que esta cidade era a nobre vil-
la de Goianna, ura araavel cscrivao, Ciclo Baldo
foi forjado por leimas de sua raulher a dar uin
fesla.
Quando I). Clara, mulher de Baldo, dispunha
para o banquete, e armada de cortante forro fe-
ria, derrubava e alagava em saugne quanlo bi-
cho de couro, ou penna encontrara, urna eolia
segura em ser de casi, se chegou sem cautela ao
a canco do facao. no momculo em que estribu-
chava um uedio pato, e poz-sa a roer um
poste.
D. Clara azedou-se, nao sabe n prcia por que,
c Sempre a roer Ihe diz) e de un) s golpe,
Parlio-lhe meio a meio a raeio a cabeci-
nha...
O interessanle caiiior da fesla de Baldo rema-
la a narrado de caso lo funesto dizendo :
Tomai exemplo. oh vs, colas vivas !
Vede o perigo que ha em ser ousado,
Pois quem roe, ou quem morde por costume,
Emhora o faca em paz, ou tolerancia
Anda sornpre no risco do paga-lo,
(Juando ensojo opportuno so ofievece.
Toraai exemplo tambera, Sr. Caeonp de San-
to Antonio !
Nlo ignora-se que debaixo d'este pseudony-
18 de junho de 1860-Aristides Balthasar da Sil-
vtira, alferos serviiidfl do secretario.
Trbiiiml ti i eoinnicreio
a loo rs. a peca ; os quaes ao porlencenls I re'a *BCretoria do tribunal do commercio de
,aMarcolino da Costa Bapozo, e Ihe lorcm pe-! ,,rov"l'1'1 *e ^eraarahuco, so faz publico, que
i nhorados por exocuclo de Francisco Antonio Al-' "os!a l**,a f"' nseripto no rogi|ro publico o con-
le tranca de seda e vidri-
Rurrdes alpiste, 5 saceos erviT doce.' ranMa A s,alaf.do,s ""'''orlos, os bens seguinles : 18 macos
Bryan. deli-jdelaa de diversas coros
100 barra loucinho. 50 ditos choricas ; J. da ?$LJ i-4V}'in* eJnht,
Silva Regadas, J ""' rs. ; 2o ditos de ditas de coros a 700 rs. ;
4 caixas ratos c loos de louca e 30 alnuciro? pp-.l,s do l,ico rtc SOlla com 88S jardas a 100
de seraea, Anlonio Buarque defiusmao I !?'* i",d" : 2 di,os d
50 lavaiorios de ferro, Prenle Viaiina & C
6 pipa? 4 meias e 60 bniris vinho, Azevcdo
A- Monde?.
2 caixas vinho do porto, John Galos.
30 pecas cabos de cairo, Alracida Gomes Al-
vos & C.
30 caixas batatas, 80 barris cal, a Francisco Se-
venano Rabello & filhos.
15 barris vinagre, Augusto C. do Abreu
a ditos vinho branco, J. Francisco de Sa
Le to.
70 ditos dito, 25 ditos azeilc doce
& Irmaos.
200_podras de lagedo, 25 pipa
nho, Barroca A; Mcdeiros.
3 caixas chapeos, Manoel
Maia.
Precisa conlralar para fornecimenlo de suas
praeas arranchadas, no semestre vindouro, os g-
neros ora seguida mencionados, os quaos'devein
| sor de boa qualidade : nssnear refinado trijjneiro.
arroz, azeite doce, bacalno, caf era carosso oii
: muido, carne secca, dila verde, farinha do man-
| diuca, fejlo. lenha, manleig.i, pues do 4 e 6 on-
!ca?, loucinho o vinagre : as pejwn que se iu!-
I garera habilitadas a faxer tal fornecimenlo, a>rc-
sentera suas propostas em carias fechadas na Be-
sa, avaliado ein 21 Sretaria d? *? hatolhin. no dia S7 de junho
branca de novcllos ?a lor."'" \l^n'noio dia. Quarlol na Soledade
Amorim
o 125 barris vi-
Francisco Moreia
6 pipas 30 barris virihos, 105 ditos c 3 pipa*
azeite doce, 30 barris loucinho, 19 ditos rhori-
gos a5 ditos manteiga de porco, 6 ditos linguica,
a iiiomaz de Aquino Fonceca.
2 volumes vdros para vidraca, 2 lavaiorios de
lrrn 6 M 1 r....,u,.dr.o a C*.U.
2oUJcnixas hlalas, I.uu J. da Costa Amorirn*
4 pipas vinagre, 10 barris vinho, Antonio
Joaqun) de Campos.
15 barris crva doce, Jos Maretlino da Roza
3 caixas chinellos de orello, Antonio Augus-
to dus Santos.
72 saceos farclo, 1 caixa com 25 bajos, o ca-
pillo do mesmo navio Manuel Bernardo Bui-
ganga.
1 caixa doces, Joao Jos de Cari-al lio Momea.
1 dita bracos de bahnca, Anlonio Piros de
Olivera.
ves Mascarenhas, e nao havendo lanoador que
cubra o preco da avaliado, ser a arrematado
feita pelo valor da adjudicado cora o abatimoiito
da lei.
E para que chegue ao conhecimento do lodo?
mande) passar editaos que serlo publicados pela
imprens e ollkadus nos lugaies designados no
cdigo commercial.
Dado e passado nesla cidade do Recife de Por-
ambuco, .aos 15 dia? do mez de junho de 1860, \
Irato de sociedade, que em data de 1. do Janei-
ro do corrente anuo eelehraram na cidade do A-
racaly, provincia no Ceur, Melqiriades da Costa
Barros, Joaquim Anlunos de Olivoira e Antonio
Candido Nones de Olivoira, sob a firma de Mel-
quades da Cosa Barros & C da qual gerenlo
e unico responsavel o socio Melquades, r os u'-
limos. comraandilarios : devendo a mesma so-
ciedade durar por espaco de 4 anno?, a contar
da dala do raesmo contrato, cora o capital d-
I0:000000 fornecido 20:0004
e do imperio do Brasil"''u:",iU|5U"u '"mecido 2" 1:0004 ,.olo priraciro, o
rigues do Nascimento. es- 'j000* pelo segundo o lerceiro.
secretaria rio tribunal do commercio de Tor-
nambuco 15 junho de 1860.Julio Guimarac?.
official maior.
Tendo a directora das obras militares de
pro-
faz o correspondente, quando os denuncia como nl esla Ferrabraz, quoprelende conquistar
mercadoros da propria consciencia !
Nao, porm, exaclo que livesse havdo per-
mutaco de assignaturas por favores de qualquer
nalnreza, e anda losafiaraos o correspondente
para que prove oque disse.
As pessoas que assignaram o protesto sao mui-
to honradas e independemos, para terem dei-
xado de repeliir qualquer proposta n'este sen-
tido.
Por outro lado : os Srs. Drs. Freitas Hcnriques
e Joao Hircano a ninguera pediram, que assig-
nasse o protesto, c nem ao menos mosiraram de-
sejos de que elle apparecese : nenhuma aulori-
dade se poz fronte dossa manfestaco, que
somonte das pessoas, que prestaram suas assig-
naturas.
E so a insensatez do correspondente chegou ao
poni de coraprehender na lerceira calhegoria os
ditos seus amigos, por exemplo cinco vereadores,
o S lenento-coronnl Maranno Ramos de Meu-
donca e tantos oulros, nos com o ruidoso prazer
lo sabio de Syracusa tiraremos as seguinles con-
clusoes: *
So esses homens sao servos humilissimos dos
juizes de direito e municipal, estes cavalleiros
nao sao juiz"s polticos; porque consentem que
os seus servos humilissimos perinanecain liis
parcialidade do Sr. coronel Anlonio Francisco,
qial o Sr. corrcspondenle suppoe arabos inten-
sos, e por islo os chama juizes polticos, sem um
fado que aulorise semelhanle quallhacao.
_ Em segundo lugar, esses juizes nem mesmo
sao inimigus particulares do dito Sr. coronel,
consenlindo que seus servos humilissimos conti-
nen) a ser os raais dedicados e os mais presti-
giosos amigos delle. Um servo humilissimo re-
cebe e compre lodas as ordens, e nao dedicado
ao inimigo de seu amo. Mas se o correspondente
considera os seus amigos simplesmenle interesa-
dos na conservacao dos juizes actuaes, nlo me-
nos satisfactorias sao as conclusos, que nos ti-
ramos.
Urna della3 que anda nao sao juizes polticos
os Srs. Drs Freitas Henriques e Jlo Hircano ;
porque, so o fossm os homens da parcialidade
contraria, desojaran) e concorreriara, deis como
slo sua parcialidade, para a realisado dos so-
nhos do correspondenta, os quaes consisten) na
remodo do Sr. Dr. Freitas e na demissao toreada
do Sr. Dr. Hircano. Nenhum delles quereria
quo sua parcialialidade eslivosse a dcbaler com
os poderoso? recursos de dous juizes.
Se o interesse, de que filia o correspondente,
funda-se, por parle de seus amigos, na justica
que Ibes distribuera, ou nos favores que lhes fa-
zom os raesmos juizes ; no primeiro caso a con-
elueao muito honrosa ; porque, adraillidos que
sejara juizes polticos, fazera justicia aos seus ad-
versarios, e islo raro, senao impossivel de
ver-se em homens, que manchan) suas togis em
pleitos eletloraes ; e urna vez reconhecido o fac-
i, um exccllcute argumento para conleslar-se
a qualidade de juizes polticos.
No segundo caso : como juizes quo se envol-
vem em eleicoes, fazem favores a seus adversa-
rios? como inimigos do Sr. coronel Anlonio
Francisco, fazem favores aos seus mais dedicados
apoiadores?
Muitas oulras reflexoea nos occorrem; mas
nao perderemos lempo em desfazer patranhas de
um rycophanla votado raiva contra Dous o os
homens.
para
9) Episi. 2a a Temotheo C. 31 e 2.
10 S. Math. 715.
11 Mal C. 2512.
12 S Maih. C. 10^.
13) S. Malh. C. 716.
*) Por afflucncia de materia lem deixado de
ser publicado e presento artigo.
A Redactio.
urna posico de principe por meio de perjurio,
calumnias e injurias, e... no serlao sabe-se o
resto.
,........ Vemtas.
Fublicacoes a pedido.
NEMA
Offorocida ao Illm. Sr. Francisco Marques Gui-
mares, o sua esposa a Illra. ISr. D. Fran-
cisca Mracionilha Sena Guiraares, por oc-
casiao do passamento de sua inuocenlo e
candida lilha Maria Luiza Marques,
Mas urna innocente victima vem de ser sacrifi-
cada voracidade da cruel epidemia que actual-
mente nos persegue I
Essa Victima fot a innocente Maria Luiza Mar-
ques Guimarles.
Na tonra idade de 14 mezes era a linda Maria
as delicias e encantos de seus extremosos pais,
que a adoravam como o primeiro fruclo de seu
feliz o abencoado amor, tendo desla arle concen-
trados n'ella todo o seu cirinho e amor, iodas as
suas esperancas e consolados ueste mundo.
Pois bem um s momento foi bastante pa
que elles vissera lodas as su
trnidas, lodos sous bollos
desmoronados, e o lindo objecto de euas ado-
rares, perdido para sempre.
Atacada repentinamente da epidemia reinan-
te, nao houve remedius que podessera superar os
seus terriveis effeitos, e em monos de 13 horas I
dou o ultimo suspiro nos bracos de sua deso-
lada e afilela ar. e rodeada de amigos que os-
sisliam constrislados aquella scona de d6r lio to-
cante
i ta0(.''l0reis' extremosos pais, por ler a vossa
inda Ria tao depressa pago o seu trbulo na-
tureza I Consolai-vos : pois ella mais feliz do
que nos foi ver bem de perto a face do seu Dos,
entoar junto aos degros de sou excelso throno
inetiaves hymnos de adorado e de amor, e ro-
gar ao Oinnipolenlo por sues carraosos pais.
Fui ura bello anjo que desceu Ierra pora pe-
ngrinar por pouco lompo, indo bem depressa
oceupar entre "os coros dos anjos celestes o lu-
gar que de a muito ihe estava reservado.
Por i'* qoe AssisTio ao acto.
ELEIO
Dos juizes e mais mesarlos qne
teem de festejar Santo Antonio
do areo da ponte do Recita no
anno de 1861: saber
Juiz por eleiclo
O Illm. Sr. Joaquim Jos da Cosa Pinheiro.
Juiz por devoco
m. Sr. Jos dos Santos Neves Jnior.
Juiza por elcico
A Exm* Sra. D. Cordolina da" Slveira Lins de
Almeid).
Juiza por dcvoQo
A Exm*. Sra. D. Lucina Amelia Xavier da Fon-
seca.
Thcsoureiro
O fclm. Sr. Antonio Fornandea do Castro. _
Escrivao
O Illm. Sr. Anlonio Joaquim Fernandes da
Silva.
Procuradoor geral
O Illra. Sr. Joaquim Fernandes da Silra Cam-
pos.
Mordomos
Os lllms. Srs. Manoel Jos de Souza.
Boavenlura de Azevedo Andrade.
Joaquim Duaiie Campos.
Diogo Thomaz Esleves Vianna.
Jlo Mara Cordeiro Lima.
Jos Joaquim da Costa Maia.
Consulado
Rendimenlo do,lia 1 a 18.
.dem do dia 19. .
geral.
17:4833682
2:45z659
19:936>31
do Exm. Sr.
correle man- n,ana^r P,nl,r "in e ouiro lado as portas e ja-
nellas do 4." batalhlo de arlilharia a p em 0-
Diversas provincias.
Rendimenlo do dia 1 a 18. .
dem do dia 19.......
; 39. da independencia
Eu Manoel Maria Rodr
| crido o suhscrc-vi.
Anselmo Francisco Perelli.
i O Illm. Sr. inspector da ihesouraiia
I vine!, em cumprfmenlo da ordem
j presidente da provincia de 16 do
da fizer publico, une no dia 2S do mesmo, pe- ; [
ranle a junta da fa/.enda da mesma thesouraria l,B*a fenvida as pessoas que deste serviQo se
?e ha de arrematar quem mais der a laxa das' 1"cirnm eni "ffregar. a comparecer na referida
uai.rua a. ,,u.... a. ....,.......'. ... J [ direcioi ia das 10 horas da manilla em diante, nos
Capunga, avalladas novamenie em 5:360 por ,*"". i,e f uu, "'" i......-
anno. | Directora das obras militares de Peruambuco
As arremalacoos serlo feilas por lempo de Ires '1J Jl'u,,h 18t0.=O amanuense,
anuos, i contar do 1." de julho do corrente an- Joao Monleiio de Andrade Malveira.
no ao ullimo de junho do 1863.
As pessoas que se p-opozorcm a estas arrema-
lacoos comparecam na sala das sessoes da mesma i
n.:.i!.niom2..aini',ai .""T"'0' pc' meio ***>\. ***** los A,,RI,S, Beaussicr da bate*
competentemente habilitadas, com suas propos- | franceza Alfrcd & Claise, em reparado nesie
porto, precisa tomar a ri?co cerca de 30 OOOgOO
e lem sido
crapresli-
. polo mesmo navio c seu car-
A. Y. o Annunciado.. i rogamenlo, c ser mbolsodo no porto do Rio de
Secretario. | Janeiro. As pessoas qne pretenoerem fezor es'e
_ capitana do porlo se f,iz publico o adianlamenlo sao convidadas a comparecerem
edilal da secretaria de esi do dos negocios da i quiula-teira, 21 docorrenle, as 11 horas era pon-
marinlia que obaixo segu, relativamenle as I to, na chancelleiia do consulado de Franca, aon-
tHilas rollocadas na podras submarinas do Carao ', de lera lugar a dila adjudicado, em prvsnea do
' Sr. cnsul de Franca. ,-. quera por menos fizr.
Consulado de Franca.
las em cartas fechada?.
E
b para constar se mandou affiar o prsenle o para pagar as drfferenles despezas que
publicar pelo Diario, Secretaria da thesouria obrigado a fazer n.sle 10rlo O dito
provincial de Funambuco 18 do junho do 1560,: mo ser garantido polo mesmo navio
Pola
Despachos de exportacao pela me-
sa do consulado desta cidade n .
dia 19 de junho de 1SGO
HavreBarca fsanceza Adelle, Tisset Freres,
700 couros verdes, 432 ditos salgados e 658 di-
tos espichados.
Philadelphia Briguc americano Brandyne, II.
Auslin 4C, 500 saceos assucar mascavado.
Canal Rriguc inglez cDreyad, A. M. Macha-
do, 366 saceos assucar mascavado ; S. Bro-
thers (S C. 330 saceos assucar mascavado.
Liverpool Barca ingleza Honnione, S. Bro-
thers & C, 6 saccas algodao ; P. Eask & C ,
484 saccas algodao.
Hecenedoria de rendas Internas
geraes de Pernambuco.
as esperancas des- [lrdTnl? d0^ia tal8- 18:485^784
sonhos de ventura Idem do l l9.......31213557
21:60793 i 1
3IIr^2 e ll;,s ''f^edinhus dos canaes das barras de sn-
280^09^3 Calharina c Rio Grande do Sul.
o~^^I^7n' ,Ca^)il^ni', d POf'o de Pernambuco, 12 de ju-
3 39236C9 nho de 1860.
Oselrelario,
J. Pedro Brrelo de Mello Reg.
Pernambuco 18 do junho de 1860.
Ach.vso depositada nina egua ruca muitono-
va que foi encontrada na froguezin as'2 horas da
manhla do dia 17 Ignacio Antonio Borges.
Subdelegara do Recife 18 de junho de 1860.
O Illm. Sr. inspector da Ihesouraria de fa- De ordem do Illm. Sr. inspector da lliesou-
zonda manda fazer publico, de conforinidadc com raria de fazenda desla provincia se faz publico,
a ordem do tribunal do thesouro nacional n. 69 para conhecimonlo dos inleressados, a reluci
de J de maio prximo findo, que no dia 25 de ; abaixo transcripta dos crodores de dividas de
julho prximo se far concurso nesla Ihesouraria \ exerricios na importancia lotal de 2:637j732 rs.,
prcenchimenlo das vagas que ha de prali- i cojo pagamento fui aulorisado pea ordera do
cantes na mesma : aquellos pois que pretende-
real ser adroitlidos ao concurso devora apresen-
lar nosta secretara seus requerimentos instrui-
dos om os documenlos que proven) : Io. lerem
18 annos completos de idade : 2o. cstarem litros
de pona e culpa e 3o terem Lora procedimento.
Os exames ueste concurso versa rao sobre lei-
tura. nnaly.se gnimmalical, orlhographia e ari-
themelica at a thooria das proporcoes inclusive.
De ordem do Illm. Sr. inspector da Hie-
de fazenda dosta
thesouro nacional n. 83 de 5 do crrente mez.
Secretaria da ihesouraria de fazenda de Per-
nambuco 18 de junho de 1860.O official maior
inlrrino, Luz Francisco do Sampalo c Silva.
Rolado a que se refere o annmieio cima
Cliristovlo de Holianda Cavalcaii de
Albuquerque, Antonio de Padua de
Hnllanda Cavalcanli c Julo Nepo-
niuceno Bezorra Cavalcanli
Fausto Froi'o de Carvalho
Francisco Garca do Amaral
Olllr
Consulado provincial
Rendimenlo do dia 1 a 18. 35:2923116
dem do dia 19....... 3.5283572
38.820c6S8
Mo viniento do porto
Navio entrado no dia 19.
Haraburgo50 din?, escuna hanoveriana Wish,
de 117 toneladas, capillo H. Schnldl, equipa-
geni 7. carga fazendas e mais gneros; o Kal-
kman & C."
Navios sahidos no mesmo dia.
Rio de Janeiropolaca hespanhola Ilaumnnda,
capillo Joao Reilran, carga vinho.
Bahahiato brasilciro Dous Amigos, capillo Jo-
s Quarcsraa dos Santos, carga varios gneros.
souraria de azenda desta provincia se faz pu-
blico qne o arrematado de ma parle do sobra- Joao Jos*olim
do de dous andares no valor de um cont cenlo Vicente Jansen de Castro e Albuquar-
cincoenta e cinco mil quatros e oitenla e dous que
r'is, silo na ra da Guia, perlentenccnle a fa- Ignacio Francisco dn Silva, Maria Joa-
zonda nacional etu virlude do adjudicacao, nao quina de Mello c Silva
6i$367
200gil0
4'.lc66t
1883987
o. te
E, & *
o.
Si
oras
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B
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c
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itmoajj/iera.
Direcco.
50
o
05
09
O
3
I Inlensidade.
c
tx
V-
Si
v.
leve elTeilo no da annunciado por faltade lici-
tantes ; e por isso fica transferida a mesma ar-
relado para o da 30 do corrente mez.
Secrelaria da Ihesouraria de fazenda de Per-
nambuco 8 de junho de 1860. O ofFicial maior
interino. Luiz Francisco de Samp3o e Silva.
Capitana do porto
Pela capilania do porlo se faz publico, o aviso
abaixo, da substituido da Linterna collocnda na
Antonio Tavores
Braz Avelino Freir
Dcimo batalhlo de infantaria
Jlo Ferreira da Rocha
Luiz Francisco Teixoira
Miguel Ferreira dos Arijos
Miranda & Vasconcellos
Reinaldo Jos dos Santos
Miquelina Gerlruia de Assurrp^lo.
O consolho administrativo
do
133$!32
522JC0O
73*44
l'.OcfiOO
40f00
31S126
108000
915100
' 147^000
735044
50l5"66
patrimonio
fortaleza dos Santos Reis Magos da barra do i a
Su^d 8toT< Pr ^ grande la'"Pea M.T^teJ^ "Mr-
da de urna parle das casas do mesmo patrimonio
1
o a* ^-1 OS M> 1 Centgrado.
MI co 51 te D ss ' Beaumur.
s 00 00 3 2 -1 Fahrenheit
3
3
Hygrometro.
3

3
00
SJ3 |
3
o l
Barmetro.
A noite clara com "grandes nevoeiros, vento
variavel Qcando no terral e assim amanheceu.
OSCILLAGAO DA MRI.
Baixamar as O h. 18' da manha, altura 0.25 p.
Preamar a 4 h. 30/ da tarde, atlura 7.75 p.
Observatorio de arsenal de marinh l^dejunha
le 1860 Viuua Juwum.
Capilania do porlo de Pernambuco, 14 de junho
de 1860.O secretario, J. P. Brrelo de Mello
Rogo.
AVISO AOS NAVEGANTES.
2.a scelo. Rio de Janeiro. Secrelaria de os-
lado dos negocios da marinho, era 18 de maio
de 1860.
Pela secretaria de estado dos negocios da
marinha te faz publico, para conhecimenlo dos
navegantes, que a lantorna dn fortaleza dos o San-
ios Reis Magos situada ni barra do Rio Gran-
de do Norte, em latilude de 5o 45' S, e longitude
de 35 1-3' 15" O do GW, foi substituida por um
grande lamplo circular de 8 bicos collocado so-
bre urna torre cylipdrica, construida na plata-
forma daquella fortaleza. Esla nova luz, que
fixa o de cor natural, esi elevada 65 palmos por-
tugueses sobre a superficie das aguas, as mares
regulares, e pode ser avistada na distancia de 12
niilha?,O director geral interino, Angelo Tho-
maz do Amaral.
P Dr. Anlonio Joaquim Buarque Nazarelh, juiz
municipal e de orphaos e ausentes, nesta ci-
dade da Victoria o seu termo da comarca de
8anto Antlo da provincia de Pernambuco por
S. M. I. e C. o Sr. D. Pedro II, que Dos
guarde etc.
Faco saber que por este meu juizo de ausentes
peante mim se procedeu aarrecadaclodos bens
deixados pala finada Isabel Maria Bezorra, a re-
querimenlo do collector de diversas rendas ge-
raes deste municipio, e como noo se oblivesse
infermricocs exactas.acerca da morada dos her.-
deinwda dita finada, visto acharem-se -"JlW
res nlo sabidos, ordenei se passasse o pM^K
pelo qual cito, chano e equeiro. o caaa^arart-
abaixo mencionadas, por lempo de um i tres an-
nos, a contar do 1." de julho prximo futuro,
segundo o que dispe os arligos 28 e 29 dos es-
tatutos era vigor, a saber :
Ra do Sebo.
Numero 12casa terrea
Ra do Encantamento.
Numero 74casa terrea.
75dem idem.
Fra de Portas.
Nuracro 92i=casa terrea.
97dem idem.
98dem idem.
99dem idem.
100Idera idem.
101dem dem.
102dem idem.
Os licuantes hajam de comparecer com seus
fiadores na sala das sesses do mesmo conselho,
s 10 horas ds manhla, no mencionado din 20 do
corrente.
Secrelaria do conselho admioi^ralivo do pa-
trimonio dos orph'Sos 16 de junho d 1860.
Dr. Vicente Pereira do Reg,
Secretario.
1." seccao. Secrelretaria da polica de I'er-
nambuco, 16 de junho de 1860.
O Illra. Sr. Dr. chefe de polica desta provincia
manda fazer publico, para conhecimento de
quem interessar possa. o conlcudo ao officio abai-
xo transcripto, dirigido pela repartidlo da polica
da cdrle.
t.* seccao. Secretaria da polica 4 corte, 4
de junho de 1860.
Illm. Sr.Tendo sido preso nesta corte o
cabra de norae Jos, que declarou ser escravo de
-------~~



Ai)
Roa Mara da Conceicaa, residente nossa pro-
vincia, pnrquo foi encontrado o bordo da galera
ranceza Carioca, onde lenlava fugir para a Eu-
ropa, -lo recolhcr 5 casa de delencao desla cor-
to, n rogo o V. S. se sirve mandar avisar a essa
scuhora, alm de qne possa reclama-lo provando
o seu direilo do propriedade.
Esto psrravo servia como marinheiro abordo
do hiate Piedade.
Deus guardo a V. S.lllm. Sr Dr. chefe de
polica da provincia de Periiambuco.Espiridio
Eloy do Barros Pimcntl, chefe de polica.O of-
ficial servinlo de secrelario, Jos Xavier Faus-
tino Hamos .
A adminislracaogeral dos eslabelecimenlos
de candado manda fazer publico, que nao londo
liando sessao boje, por nao se ler reunido a
maioria de scus membrus, foi transferida pJra o
da 21 do correnle a arrematarlo das rendas das
casas annunciadas para boje.
Administracao geral dus eslabelecimenlos de
csridade, 14 dejunho de 1860.O escrivo inte-
rino,
Joao Pinto de Lcmos Jnior.
O novo banco de
Pernambuco repeteo avi-
so que fez para seren re-
comidas desde j as notas
de 1 o,ooo e 2o,ooo da
emissao do banco,
Pela recebedoria de rendas iniernas geraos
se faz publico, que c no correnle mez que os de-
vedores do segundo semestre do exercicio cr-
renle de 15591860, relalivo aos seguintes ni-
pos : decima addicioual de nio mora ; imposto
de 20 por eenlo sobro lojas, e dito especial a 80
8'ibre casas de movis, roupas, perfumaras e
calcado fabricado em paz eslrangeiro leem de
paga-lo livre de mulla. Recebedoria de Pernam-
buco 1 de junho de 1800.O administrador, Ma-
noei Carneiro de Souza Lacerda.
Conselho administrativo.
0 conselho administrativo, para fornecimenlo
do arsenal de guerra, lem de comprar os ohjcc-
tos segunles :
Para o escrivo das ofiieinas do arsenal de
guerra.
1 livro oblongo paulado com SOfolhas, nao sen-
do contadas as 2 da abertura e cncerracao ; 10
livros oblongos com dsticos impretsos ; 5 livros
paulados de 100 olhas cada um, do founalo pe-
queo.
Para o corpo de polica.
2 espadas com batanas de aro para os sargen-
tos ajudanlc e qu.iriol-mestre ; 2 telina de cou-
ro de lustre para os mesmos.
Quera quizer vender laes objectos aprsente
as suas proposlas em carta fechada na secrearii
do conselho, s 10 horas da manhaa do dia 22
do correnle mez.
Sala das sessoes do conselho administialiv j
ara fornecimenlo do arsenal de guerra, 15 de
juihode 1800.liento Jos Lamenha Lins, co-
ronel presidente.Francisco ioaquim Pereirc
Lobo, coronel vogal secretario interino.
Conscllio econmico do balalliao de in
fantaria n. 9.
Precisa rontralai para o fornecimenlo de suas
pracas arranchadas, durante o semestre que de-
correr de julho a dezembro desle anno. os gne-
ros em sesuida mencionados, os quaes devoran
ser de boa qualidade : arroz, assucar braneo sem
ser refinado, ou refinado trigueiro, azeile doce,
bacatho, caf em carosso, carne secca, dita ver-
de, farinha de mandioca, feijo, lenha, manlei-
ga, pao de 4 oncas, ditos de 0, loucinho e vina-
gre : quem pois sc tos genero, aprsenle suas proposlas em cartas
fechadas, na secretaria do dito batalhao, no dia
28 do correnle, al as 10 horas da manhaa.
Quartel na cidade do Recite 15 de junho de
1860.O lenle secrelaiio.
Jos Francisco de Moraes e Vasconccllos.
Conselho de compras navaes,
Contraa este conselho no da 21 do correnle
mez, os fornecmcnlos de medicamentos e uten-
silios enfennaria de marinha, e o de ambulan-
cias aos navios da armada, por lempo um o ou-
lro fornecimenlo de 12 mezes, contados do l.de
julho prximo, isso vista de propostas entre-
as condicoes constantes da nota que so acha fran-
ca Bosta secretara para quem quizer conslta-
la, bern como o formulario e tabella, regulando
estes foraecimentos, o que ludo por minucioso
deixa-se de declarar.
Contrata mais no dir"25, lambem do correnle
mez, precedeodo igualmente a apreseniacao de
proposlas recebiJas nesse dia s al 11 horas da
rnanhaa, o fornecimenlo de vveres c Oi'lros ob-
jectos abaixo declarados para o consumo dos na-
vios da armada c estahelecimcnlos de marinha,
pelo lempo smenlo de 3 mozos, findos em se-
tembro vindouro, sob a coudigao de sercm os
mesmos objectos fornecidos da qualidade e na
quantidado contratados, e na falta pigar-se n
mulla de 50 O/o do valor de cada um, alem de
carregar o contraanlo com o excelso do proco
no mercado, caso o haja, em tacto dessas fallas
wolivarcm a ah recorrer-se.
Objectos.
Arroz do Maranho, agurdente branca de 20
graos, assucar branco, azeile doce, bolacha, ba-
calbo, carne secca, caf, carne verde, cangica,
farinha de mandioca, feijao, manteiga france/a,
malte, pao, loucinho de Lisboa, vinagre de dito,
velas do carnauba, ditas de espermaecte.
Sala do conselho de Comoras navaes de Per-
nambuco, 12 de junho de 1860
O 4 batalhao de artilhaiia a p, aquarlela-
do na cidade de Olinda, contrata para forneci-
menlo de suas pracas, no 2. semeslro do cor-
rente anno, os gneros seguiritcs : arroz pilado,
assucar mascavado refinado, azeite doce, baca-
Iho, caf de carosso, carne verde, dita secca,
eijao, farinha do mandioca, lenha em achas|
manleiga fraoceza, pcs de 6 e 4 or.gas, sal, lou-
cinho de Lisboa e vinagro : as pessoas que se
propozerem ao dilo fornecmeulo. queram apre
sentar suas propostas em carta fechada, na casa
da ordem do referido baialhao at o*dia 25 do
correnle mez. Quartel em Oiinda 15 (le junho
de 1860.=Jos Francisco de Azevedo, 2. len-
te agenre.
Acham-se depositados pela subdelegada do
primeiro distrelo da Trcguczia dos Afogados, Ircs
cavallos, sendo dous russos e um cuslanho, e bem
assim urna carleira que foi achada com algum
dinheiro ; quem se julgar com direilo, compare-
ca oeste juizo, que provando, lhe ser entregue.
Jos Roberiode Moraes e Silva.
Repartic&o da polica.
Secretaria da polica de Pernarobdco, 4 de iu-
nhodel860. '
O lllm. Sr. Dr. chefe de polica manda fazer
publico, para conhecimenlo dos interessados, as
disposicoes do artigo 72 do regulamenlo n. 120
de di de janero de 1842.
Nao se conceder passaporle a cidadao Bra-
sileiro, para porto eslrangeiro, ou a eslrangeiro,
anda que seja de urna para outra provincia do
imperio, sem que sua sahida seja previamente
annunciada nos jornaes tres das pelo menos
Onde nao hou ver jornal os annuncos se afincara o
na porta da matriz da rreguezia, o nos lugares
mais pblicos.
S no caso de necessdade urgente e especi-
ficada se dispensar essa formalidede aos que
prestarem flanea idnea.
O fiador s responsabilisar neste caso pelas
duvidas do affiancado, e se sugeitar a pona de
mulla al 2005000 no caso de se mostrar que o
affianeado procuiou por esse mcio evitar qual-
quer responsabilidade.
Conforme.O secrelario, Rufino Augusto de
Almeida.
Avisos martimos.
MARIO DE PERNAMBCCO QWRTA FK1RA O DE JUNHO DE (m
= f ara o Aracaty, o lale Saula Rilak sahe
com brevidade, anda recebe carga ; trala-se na
ra da Madre de Dos n. 2
Para a Bahia
segu em poneos das o hiate Bom Amigo, de
superior marcha ; para carga, trata-se com o ca-
pujo Pereira Marinho, em casa de Palmeira 4
Bellro, no largo do Corpa Santo n. 6.
Kio Grande do Sul.
O brigue oFirma segu no da 25 de junho,
recebe anda alguma carga: tratase com Tei-
xeira Basto, S & C, no largo Uo Corpo Santo
numero 6.
Para o Aracaty
sabe o hiate Beberibe ; para carga o passagei-
fos, tiata-se na ra do Vigario u. 5 com Luiz
Borges de Cerqueira.
Lisboa.
Vai sahr em poucos das com a carga que li-
vor a barca
Vencedora:
quem quizer carregar ou ir de passagem, para o
que lem excellentes enmmodos, dirija-se aos
consignatarios Carvalho Nogueira & C, na ra
do Vigario n. 9, primeiro andar, ou ao capilao
na prora.
COJIPAMUA PERMBIICAIU
CE
Vavcgaeo cosleira a vapor
O vapor Persrnunga, commandante Lobato,
sahir para os portos do sul de sua escala no dia
20 do correnle. Recebe carga at o dia 18 o meio
dia. Previne-sc aos Sis. carregadores que ne-
nhuma carga ser recebida a bordo sem bilbele
da gerencia.
Cear.
Segu com brevidade o palhabote Santa
Cruz, recebe carga a frite e passageiros ; a tra-
tar", com Caetano Cyriaco da C. M. no lado do
Corpo Santo n. 25, primeiro andar.
REAL mKM\K
4nglo-Luso-Brasileira.
Espera-se da Kuropa do dia 19 em diante o va-
, por Portugal, e depois da demora do costume
seguir para os portos do sul. Passageiros ele.
a tratar com os agentes Tasso Irniaos.
Para a Bahia.
O hiato Bom Amigo, leudo a maior parte da
carga engajada, segu al o lim da prsenle se-
mana : para o resto da carga, trata-se com o ca-
pilao Pereira Hartaba, cm casa de Palmeira &
Bcll.o, no largo do Corpo Santo n. 6.
Para o Aracaty.
I Segu com a maior brevidade possivel o hiate
Gralido. por j ler a maior parle da carga
prompla para o resto e passageiros, dirijam-se
ao Passeio Publico n. 11, ou ra do Cordoniz
n. 5, casa de Pereira & Valenle, no Forte do
, Mallos.
Para o Rio Grande do Norte e
Ass.
Sahe por estes dias a barcaca Nova Esperanca,
recebe carga a frote muilo commodo : na ra da
Madre Dos U. 2.
Ao meio dia,
Quart-feira 20 do torrente.
O ngente Camargo fara' leilao por
ordem de urna pessoa que retira se para
Fora, em seu armazem na iua do Viga-
rio n. 19,
DE
Urna cxcellente mobilia,
Guarda roupa, guarda vestido, guarda
lou.ja, toaletes, mesa elstica, can-
deciros avulsos, apparellios para al-
uioejo, dito para mesa, jarros para
dita, e outros objectos que se tornara
desnecessario mencionar, no mencio-
nado dia.
LILAO
lima loja de ferragens.
A requerimentodos deposi-
tarios da massa fallida de Li-
ma A Martms e por despacho
o Exm. Sr. Dr. juiz de direito
especial do commercio, o
agente Pestaa far leilao das
ferragens, miudezas, cutile-
rias, aiLuamenlo e armacuo
exisLenles na loja da ra No-
jvan. 6: sabbado 23 do cor-
renle, s 11 horas da manhaa
em ponto na mesma loji.
LEILAO
DE
lima loja de fazenilas.
A requerimento dos depositarios da
massii falliaa de Claudiano Xavier de
Oliveira e despacho do juiz de direilo
especi 11 do commercio, o agente Hyp-
polito da Silva,Cara' leilao das fazendas,
dividas e armacao da loja n. 55 da ra
daCadeia vellia : sexta-feira 22 do cor-
renle as 11 horas em ponto na mesma
loja.
Ama.
Precisa-se de urna ama para cozinhar e engom-
mar, para casa de pouca familia : a tratar na lo-
ja de hvros defronte do arco de Santo Antonio
Na ra do Deslino n. 3, aluga-se um moie-
que que e copeirr.. enlende de co/.inha e compra.
Jos Alves Lima, Patri.Mo Jos Borges
ae Kreitas Francisco da Silva Saraiva, Pa-
rido Jos da Silva Saraiva, Domingos An-
tonio da Silva Beiriz, Francisca l-una Beiriz, Anna da Silva Forreira, Ma-
na do Carmo da Silva Lima, Amalia da
A J m0, JS AlVM Umy FMh> rePaS-
sados da mais pungente magoa pela prema-
tura morle de seu presado sogro, cunhado,
pai o avO Jos da Silva Saraiva, veera pelo
prsenle agradecer a todas aquellas pessoas
que nao duvdaram tomar pTirte na dor que
BStSo soffrendo c quo se dignaram assistir
ao enterro e acompanharo seu cadver ao
cemiterio publico. Ainda pela segunda
vezdirigem um vol de agraderimento aos
Bvds. religiosos carmelitas Fre Joaquim de
Sama Mana Cunha, Fre Candido de Santa P
Isabel Cunha e Fre Ernesto de Sant'Anna
Cunha e mais religiosos que nesse mesmo
sentido tanto se prestaram o lanas provas
deram de amizade conduziido o seu cada-
ver do poilo do cemiterio al a sua ultima
morada; ao mesmo lempo dirigena um vol
deagraderimento a respeilavel orJem ler-
i"ira de Nossa Scnhora do Carmo que tan-
tas provas deram de amizade para com o
seu irmao ex-prior, ja conduzindo mo o
seu cadver, recebam pois lodos estes se-
aores a nossa eterna gratidao. A todas
aquellas pessoas que nao foram positiva-
mente convidados para o enterro pedem
elles desculpa e a esperam merecer cm at-
lencao ao estado de perturbado pelas d*as
perdas que acabam desolfrer.
S^ ~pl?-5r?a?^* ET-. *"-* M*e*i.t. .Qm de que as <$ LT
Pde-se mandar de qualquer ponto do imperio do Brasil
ros paa* a coPllocSo 'SI***" *" comPeten,es PlO e tambem de todo, os acceso-
iin n.m'io8!!1!" ? '?'las 8S l'essoils 1"p a dignarem honrar com a sua conflanca. em seu evrinio
iio.que se achara aberto lodosos das, sam excepcao das 9 horas da manhaa s 2da larde '
19 Rua do Parto ||9
PERTO DO LARGO DA CARIOCA.
_3
389*3
3>M
QKH
ARMAIEM
DE
Rua Nova n. 47, junto a igreja da Con-
ceieao dos Militares.
IP&Mi
Riode Janeiro,
O velero e bem conhocido brigue nacional Al-
mirante, pretende seguir com muila brevidade,
| lem parle do seu carregamcnlo promplo ; para o
resto que falla Irata-se rom o seu consignatario
Amedo & Mendes. no seu escriptorio, rua da
Cruz n.1.
Le loes.
Ao correr do martello
Q ua Ha- feir 20 do cor rente.
AS 11 IIORA.S EM POMO
so
Armrzem doSr. Aunesdeiron-
te da escadinha
DE
Bolaehinhas.
PELO AGENTE
*
O Sr. thesoureiro das loteras manda fazer pu-
blico que se acham venda, lodosos das noes-
criplorio das ruosmas loteras na rua do Impe-
rador n. 36, e as casas commissionadas pelo
mesmo Sr. thesoureiro na praca da Indepen-
dencia ns. 14 e ICe na rua Nova n. G, os bi-
Ihelese raeos da ullma parle da oitava e pr-
meira da nona lotera da matriz da Boa-Vista
desla cidade cujas rodas doverao andar mprele-
rivelmenlc nodia 7 de julho prximo futuro.
Thesouraria das loteras 10 de junho de 1860
/. M. da Cruz, oscrivti.

S<
?.<
Bgs
?<&$
Ke
,:<
Aclja-senadirecc^odaoflicinadeste acreditado armazem o hbil 58
'H M otl anCpCO A*m*eMw' antiCO cont.a-mestre do Mecido ^
W fUOel Pereira- -espeitvel publico continuara" a encon- M
$>? {ra/ em d,to armaem um grande e variado sortimento de roupas
$m ll0?' d!l* df. cafm!'a. de ,^fes, de merm, bombazina alpaca preta i
^| e de cores, ditos de bnm de Lnho branco, pardo e de' coles, cuicas *
18 dec.asera,ra P,e,f e de cores, d.tas de merino, de princeza, de brins igl
Ss Pardo sbra"f e de C.res' filetes de velludo preto e de cores, dito de 8&
^ P?ru1,uo'd'todce*' feto e branco, ditos de merino para luto f
^tTvdeffu,laobranedw, paletoti. casacas, jnquetas, calcas it
P e colnctes para meninos de 6 a 12 annos, camisas, seroulas. cbapos SP
M l^T ^ la7 ^ COreSl VlbrS Par* C,iados fardamentos para fff
Wi Suarda naCM>nal da capital e do interior. ^
^A Apromptam-se becas para desembargado, lentes, jurre de di- *#
WA l, i nu,,llc,Pae8e promotores, e vestidos para monta, ia. Nfioagra lf>|
^ dando ao comprador alguna, da. roupa. leitas se aprompta.ao ou- fe
^ rasa seu gosto, quer cora fazenda st.a ou do armazem pLra o que i |^| temescolliidosebabe.sofl.c.aes.dando-setodae qualquer roupa no M
TjSS da convencionado.
i__r Recebeu-se pelo paquete frail-
ee*, toupa feta para homem do ul-
timo goslo
L0JADEMARM0RE.
O agente cima fara' leilao porconta
I e risco de quem pe tencer de tresentas
e tantas barriquinhas de bolaehinhas
.chegadas ltimamente no mencionado
'd8 as 11 horas.
LEILAO
A requerimento dos depositarios da
massa fallida de Claudiano Xavier de
Oliveira e despacho do juiz especial do
commercio, o agente Hyppolito da Sil-
va, fara' leilao dos movis pertencente
a mesma massa ; quinta feira21 do cor-
rente as 11 hor.-s em ponto, no s'tio do
\Ianguinho confronte a casa do Sr.
Seve.
llavera' mnibus as 10 1|2 horas da
manhaa na ruado Crespo, para os Srs.
concurrentes. .
LEILlO
A requerimento de Elisabeth Roberts,
e por despacho do lllm, Sr. Dr. juiz de
orphaos.o agenteHyppohto vender' em
le ao o espolio do seu fallecido marid
J E. Roberts, consistindo em guardas-
roupas, camas de casal, comniodas de
Jacaranda' e muitos outros artigos de
gosto, e bem assim um exce'lente ca-
briolet americano, cavallos, urna excel-
lente vacca solteira e urna pequea ly-
pographia : segunda feira 25 docorren-
te, as 11 hora, em ponto, na rua do Tra-
piche, casa em que o mesmo Roberts
tinha escriptorio.
LEILAO
THEATRO
DE
Santa Isabel.
Continuando a indi.posicao de varios
artista da companhia lyrica, a estrea
tica transferida para quando se annun-
ciar.
A requerimento de Joao Antonio Coe
lho por si e como sesionano de Jos Joa-
quim Pinto, e por despacho do Exm.
juiz de orphSos o agente Hyppolito da
Silva fara leilao de um sitio na estrada
nova do Cacln.nga'tazendo esquina com
a estrada da Torre, com algumas fruc-
taeiras, cacimba com tanque, trras
proprias para plantacOes, tre. casa,
terrea, detaipa coberta de telha: sab-
bado 23 do crreme as \i horas cm
ponto no seu armazem da rua do Im-
perador n. 35.
Avisos diversos.
LIVROS DE SORTES
33
PARA
&&
A Sibilla de Rajara ou sortes diverti-
das para recreio das familias na t5o fes-
tiva noite de S. Joao, contendo353 ver-
sos, nos quaes se prognostica o futuro
de cada um dos consultantes. Detodas
as advinbas conhecidas a Sibilla colheu
os maiores louros, sendo reputada co-
mo orculo dos destinos : vende-se na
livraria s. G e 8 da praca da Inde-
pendencia.
O Livro do Pag, con-
tendo 20 assumptos, e 440
sortes para homens e senho-
ras, seguidos de varias poezias
e charadas a 1$000 reis : Na
livraria n. 6 e 8 da Praca da
Independencia.
Novas sortes em folha de
papel a 80 reis cada folha, con-
tendo 96 sortes para hoiuens
e senhoras : vendem-se na
mesma livraria.
Aviso.
J.-Falque parlicipa sos scus freguezes que elle
acaba de receber pelo vapor franrez Guiene,
un pequeo sorlimenlo de luvas de ncllica Jou-
vin, bolinas Mellis para homens, ditas todas de
duraque preto e de cor para senhoras ; assim co-
mo por lodos os vapores receber um sortimento
desles eoulros objectos, que vender semprepor
prec,o rozoavel.
Vendem-se 8escravas com habilidades o sem
ellas de 15 a 40 annos, de^DO a 1:500*. um es-
cravo de 30 annos, bom cozinheiro, porl.300jf,
um mul.ilo do 22 annos por 1:300, e mais al-
gunsescravos baratos que se vendem, lano a
prozo como a dinheiro, na rua-uireila, no escrip-
torio de Francisco llathias Pereira da Costa.
Ervilhase paioco
Vende-se a 100 rs. a libra : m travessa do
pateo do Paraizo n. 16, casa pinlad-a de amirello
com oitio pan a rua da FlorentirM.
Vendem-se dous cabriolcleslegcnles, com
os competentes arreio ou sem elles-: os pre-
tendemos podem dirigir-so' rua das Plores n
27, cocheira do Sr. Eustaquio Jos das Cliagas,
que est aulorisado para vende-los.
Compram-se escravos de-ambos es-sexos,
de 12 a 'JO annos, para oxporlaree para fM da
provincia : na rua Direla n. 66, vflscoptoriOjre
FrancUco Halhias Pereira da Costa.
Quinla-fcira 21 do correnle mez, perante o
juizo dos feilos da fazenda nacional se nao e arre-
matar, por ser ultima praca, dous escravos de
nomos Halhias e Pedro, ambos com 30 annos de
idade, pouco ou menos, penhorados ao coronel
Joaquim Cav.ilcnnli de Albiiquerque, como fia-
dor do ex-collector do Cabo, Francisco Antonio
de S Brrelo Jnior- ipioni proiomlcr arren-
da-los, compareca no lugar do coslume. rtecife 18
de junho de 18S0.O solicitador do juizo Fran-
cisco Xavier Pereira de Brilo.
= O abaixo assignado. Ihesoureiaro di irman-
dade do Scnhor Bom Jess das Chagas, faz Mien-
te a todas as pessoas que se julgarem rredorasda
irmandade, durante o lempo de sua thesouraria
de flpresontarem suas coritas no prazo do 8 dias'
para sercm pagas. Recite 18 de junho de 1860.
Joao Baista da Silva.
Recebeu-se pelo paquete fran-
cec, luvas de pellica de Jouvin de
todas as cores
Loja de niarmorc.
\cndem-se 2 silhoes inglezes com pouco
uso, com todo3 os arreios para montara de se-
nhora o por prero commodo ; na rua do Livra-
rnento n. 35. Na mesma casa se dir quem ven-
de um ornamento completo feto em Portugal,
com missal, ralis, pedra d'ira, e lodos os mais
arranjos para celebrar, ainda no servidos, e com-
pra-se um santuario decente.
Vendem-se canoas do amarello de 25 a 30
palmos de comprimpnto, proprias para abrir, e
para pescara, com 2 1[2 a 3 1[2 palmos de boc-
ea : na rua do Vigario n. 5.
Milho e farelo.
Vend-se na travessa do pateo do Paraizo n.
16, casa pintada de amarello com oitao para a rua
da Florentina-
Aviso.
Previne-se as pessoas con-
vidadas para o funeral do
Exm. Sr. baro da Victoria,
que o mesmo fuueral ter lu-
gar na igreja da Conceiciio
dos Militares, a hora indicada
as cartas de convite.
Os amigos e companheiros d'armas do
Exm. Sr. lenle-general Jos Joaquim
Coelho baro da Victoria, sao convidados
para assislirem hoje s 8 horas da manhaa,
aos ultimos sufragios que se hao de fazer
pelo mesmo senhor na igreja da Conceicao
dos Militares.
OSr. recebedor de 13 caixas da
marca LC com papel, vindas de An-
tuerpia na escuna hollandeza Monrir-
ckendam, e cujo conhecimento vera a
ordem, tenha a bondade de declarar
quem para se poder mandar a conta
do frele, da casa dos consignatarios J
Keller C.
A administracao dos estabeleci-
mentos de caridade faz publico, que a
arrematarao da renda dos predios fi
ca adiada ate segundo aviso.
No pateo de S.
Pedro a. 88, rendo-se urna cabra (bix cebrilo. propria para mamnlar urna crianga, por
ser muilo mansa e ler bstanlo leile. Na mesma
casa fornece -se comidae ejnnlamente se manda
levar em caeas parliculares, ludo por mulo modo pre^o.
Na cocheira da rua do Sol n. 27, quina
das Flor8, vend*-se carras de qualro rodas en-
vidracados, ricos arreios, vilaris, cabroie.ls de,
qualro rodas cota cuberas, dilos.le duas rodas'
discobertos; el.iiubejD aiugaja-se c*F5es, allos
e carrosas.
Antonio Pues de Oliveira. faz publico e pelo
presente scienllica ao Sr. arrematante das aguas-
i denles.que do fim do presente mez em dianli dei-
j xa de vender esse genero na sua taberna sita na
rua da Praian 2. Recite 18 de junho do 1800.
Avisa se ao lllm. Sr. Franeisco de Albuqucr-
que Marauhao Cavolcanli, para que lenha a bon-
, -lado de apparecer na rua Nova de Santa Rita u
. 1, afim de ultimar aguelle negocio que sabe e
que j devera ler sido ultimado em 30 de dezem-
bro do anno passado, tendo por consequenca j
sobro si quasi seis mezes-
Pelo juizo do orphaos desta cidac o carlo-
no do escrivao Guimaiaos, vai a praca de venda
urna casa terrea de taips, sita na ['ovoarao do
Monlciro, na travessa do Quiabo, avaliada em
600, linda a audiencia do da 22 do correnle
pertencente aos herdeiros da finada D. Barbar
Mai a Fcrreira Lopes.
Joaquim Alves Nanea relira-se para a Eu-
ropa, a tratar de sua saude, levando em sua com-
panhia um criado.
Faz-so bullo de S. Joo c cangica de milho
verde muilo bem feito : na cidade de Olinda na
i rua.do Amparo n. 30.
Paschoal Mandarino c seu ilho, Napolita-
nos, reliram para Europa.
Francisco Pisanni e Juannc Barrotli subdi-
-, tos italianos, retirara-se pira Europa.
No dia 22 do crreme vai novamente pra-
I ca a casa terrea da rua dos Pescadores n. 6, pe-
ranle o Sr. Dr. juiz municipal da primcira vara
I pelo valor de 2:000;000.
Vende-se superior manleiga franceza, pro-
pria para bolo de S. Joao, a 60 rs. a libra : na
rua do Fogo, taberna que rolla para o Carmo.
Preeiza-se do um homem para trabalhar
em um sitio, devendo dar conhecimento de seu
bom comportamento : a tratar no pateo de S.
Pedro n. 4.
Kalkman rmos k C. encarregados pelos
credores conheidos do fallecido Francisco Xa-
vier Brito de Oliveira de liquidarem a sua casa
para o que lhes foi entregue pelo pai do falleci-
do, Jos Antonio de Oliveira, as chaves da ua
loja de miudezas na rua Direla n. 23 c a da ca-
za onde lem a sua inobilis c estando por um e
outro nulorisados a vender em leilao a dita loja
e mobilia avisim aquem inleressir possa, o qual
quer oulro credor que por ventura exisla do dia
lo fallecido que v.io proceder a esla liquiaro e
venda para pagamente dos referidos credrese
afim de que se aprsente quem mais se julgar,
com direito a massa do fallecido cm dezdias na
caza dos annuncianlcs rua da Cruz n. 10. sem
que se responsabelisem depois do raleio pelo pa-
gamento dos dbitos que depois d'esso prazo
appareeam.
Ro'ifo 19 de junho de 1860
Prcciza-se alugar um primeiro ou segundo
andar que lenha commodos, para pouca familia
no bairro de Santo Antonio : para tratar na rua
das Cruzqs D. 41. loja.
Na rua Direita n. 22, precisa-se de um ho-
mem forro ou captivo para lodo o servico de re-
(1 n a cao
O abaixo asignado faz publico que o Sr.
Landelino Manoel de Albuquerque doixou de ser
seu caixeiao desde o dia 18 do correnle. Recite
19 de junho do 1860 Luiz Antonio dos Santos
Pereia
Madame Bonnefond relira-se para a Europa.
Quera livor penhores de ouro e prala na
rua da Paz n. 3, venha no prazo de 8 dias tira-
dos, do contrario serao vendidos pin pagamento
de principal e jurn, enao se admitlir recl.ima-
eo alguma. Recife 19 de junho de 1860.
O tenonle-coronol do 3." batalhao de infan-
laria da guarda nacional, e presidente do conse-
lho de qualifica^ao dos guardas nacionaes da pa-
rochiada Boa-Vista, faz constar a quem inieres-
sar, que o mesmo conselho abri novamente seus
trabalhos, e que haver iuspecco de saude no
dia 23 do correnle. Recife 18 de junho de 1860.
Francisco de M. Leal Seve.
Obacharel Antonio Luiz Cavalcanli de Al-
buquerque vende, com aulorisacao de sua mi,
alguns terrenos para edificar.no siilio onde mora,
na rua do Palacio do Bispo n. 1.
Quem precisar de tres escravos poraluguel,
dirija-se a rua do Hospicia, primeira casa do la-
do direilo, passando a Faculdade, que achara
com quera tratar.
Troca de casa.
Troca-se um primei'o andar em boa rua em
Sanio Antonio, que paga de aluguel 21J mensaes
por outro as mesmas condieoes, e que seu alu-
guel nao exceda de 35 a 40J, e que lenha com-
modos para familia : a tratar na rua do Crespo
numero 13.
O abaixo assignado deixou de ser caixeiro
do Sr. Luiz Antonio dos Santos Pereira desde o
dia 19 do andante mez, c agradece ao mesmo se-
nhor o bom (ralamento e delicadeza com que lhe
tratn dorante o tempo que foi seu caixeiro.
Landelino Manoel de Albuquerque.
Preciea-so de um caixeiro nacional ou es-
lrangeiro, para urna taberna distante do Cabo
urna legos, dando fiador de sua conducta, faz-se
boa conveniencia : para informacoes, na rua do
Livramento, sobrado n. 19.
Andrew Pepler, sua senhora e meninos,
anbdilos inglezo$,.relram-se para a Europa.
CoBgfaui (emente
compea^ae, vcnde-oc-eAroca-se escravos : na-rtrn
Direita o.96, eaan>lri> de Francisco HalhiM
Pereira do-Casta.
iLifIlIl\
PROVINCIA.
Quarta parte da quarta
do Gymuasio.
Nos felizes bilhetes rubricados pelo abaixo
assignado sabiram os seguintes premios :
Ns.1200 10.0009 Quarlos.
615 1:0005 Bilhele.
2101 (IOS 1 meio.
183 2008 1 dito.
2113 200j 1 dito.
23a Kiog ua.rlos.
91 i loo Bilbele.
1353 lOOtf 1 meio.
1609 100$ 1 dilo.
1400 50* 1 diio.
514 50 Bilbele.
1618 5(ig 1 IOeio.
*5 50 Bilhele.
3013 50 Bilhele.
|J5 508 Meio.
I1,9' 50 Dito.
. 3388 503 Dilo.
A garanta e paga na rua do Imperador n. 79,
prina-iro andar.
P. J. Laymc.
Na noite de 18 para 19 do correnle mez do
sitio do abaixo assignado, na Campia do Bjr'ba-
Iho. freguezia da Varzea, arrombaram urna es-
tribara e furlaram 2 cavallos e 1 scllim, 1 quar-
to de sella, bonito, rodado pedrez. gordo, bar-
rigudo, com scllim coberlo de novo ha pouco :
muito se recommenda a todis as autoridades, co-
mo pessoas particulares quo souberem desle ca-
vado, que o apprehendam e deem parle ao abai-
xo assignado, que serao recompensados ; e oulro
quarto russo pedrez. grande, c reino, corlado
da pea no p e na mo.
Antonio Duarle de Oliveira Rogo.
Dinheiro
sobre penhores. por mdico juro ; na rua do Li-
vramento. sobrado n. 19, se dir quem d.
mmmmm mmm mmmk
^ Aluga-se urna casa defrontc da funii- 3g
cao em Santo Amaro, sendo terrea asso- >
bradada com commodos para grande fa-
milia, com quinlfl e cacimba,
HC
Precisa-sa de um moco com boa pratica do
pharmacia : a tratar na rua do Livramento n. 28.
SOCEDADE
DAS
ARTES XECIIAMC.4S E LIRERAES
DE
PERNAMBUCO.
O actual director roga incarecidamentc s lodos
os socios effeclivos que compareijam a sessao or-
dinaria de 21 do crlenle, para tratar-so de ne-
gocio de grande importancia.
Ignacio Felicio, subdito portuguez, vai a
Europa.
Meiasde borracha,
Chegou nova remessa de superiores raeias do
borracha, fazenda superior para a cura radical
de crysipclla : no Centro Commercial, na rua da
Cadeia do necifa n. 15, loja de Bourgard.
Calcado, roupa feila e
charutos.
Augusto l Pcrdigaj, com laja na na da Ca-
deia do Recife n. 23, vendem as fazendas men-
cionadas, pelos seguintes precos, que sao os mais
commodos possiveis.
Chancas feilas no Porto p roprias para o inver-
n por 2500.
Borzeguins trancezes dos melhorcs fabricantes
por 10O00.
Borzeguins de Mcli por 12|000
Sobrecasacos de panno fino preto c de cor su-
perior por 33g000.
Paletols e sobrecasacas de casemira por 258.
Calcas de casemira superior por 10$ e 12.
Camisas inglezas de linho superior por 50$.
Chancas proprias para andar em sitios e enge-
nhos por 2500,
Charutos superiores e outras marcas conheci-
das, caixa 55000.
_ Vende-se um bora caixo envidrajado o
pintado, em perteito estado, propno para pada-
ria ou algum deposito de massas : quem o pre-
tender, assim como mais alguns objectos tenden-
tes i padaria, dirija-se & rua estreita do Rosa-
rio, na padaria dos Srs. Ponciano& Salgado, que
ver os objectos, e com os mesmos senhores tra-
tar a reapeiio.
No srtio do Sr. Marcelino Jos Lopes na es-
trada do Arraial: aluga-se uma escrava com le
te para crear, mas tem lilho.
,11 Picv/c-i L


T
DIARIO DE 1>ERNAMBC0. QUAftTA FERA 20 DE JUNHO DE 1860.
Sabio lu o 3 iqbiu -a* Diof'ra- f'itfi I l\!U.IHll VI fc'il k
phiai de alguns poetai, e outros lio- tA5A LtJS" HMaLfclUJli
mens illustre da provincia de Peroam- ; % Golden Square, Londres,
buco, pelo com mendador Antonio Joa- j J. C. OLIVEIRAtendo augmentado, com lo-
quim de Mello. Conten as biograpbiaSi111" a casa contigua, ampias e ezccllcnles c-
de Lui Francisco Je Carvalho Couto, :comraodacoes para muito mnor.uumero de hos-
Jeronymo de Albuquerque Maranlmo, P*esin n<>T se recommenda ao favor e lem-
Alvaro Teixcira de Macedo, e Joao' bf"a dos 8CUS ami808 e *>*&" viajantes qu*
Antonio Salter de Mendoza ; Tersos, tflcipiial;>conin.pre8Ur-rhesseus
entre os quaes 30 odes anacrenticas.! T**"l^jS^^T. "
q
urna noticia
Goianna
icrec
infere;sate do levante de
i cousas que precisein conhecimento pralico do
paiz, etc.: alm do portugus, e doinglez falla-se
em 1821, e noventa dous na casa ohespauhole francez.
documentos inncditos. Por ora em
mao do autor.
O Dr. Joo Ferreira da Silva mudou-seda
ra do Rangel para a do Livramento n. 26, so-
brado do Sr. Manoel Buarque de Macedo, defron-
to de sua antiga habilaeo. A grande pratica de
nusctillaco rcconhecida por qunsi todos os seus
collcgis desta cidade lorna-o rccommendado no
diagnostico das molestias dos pulmes e do cora-
cao ; assim como psra verificar o estado do sau-
dc dos escravos que se dosejam comprar. Pelo
crescido numero e variedades de operacoes que
ha feito com bom resultado em o excrcicio de
inais do 20 omos, se julga habilitado para prali-
car toda c qualquer operaco cirurgiea por uiais
acucada c difflcultosa queseja.
ICarlos U. Duboisl
S CVBELLEIREIRO.
1? Praga da Boa-Vista n. 3. M
Participa que tendo rccebido um gran- 33:
Jj de sorliuieuio de cabellos de Pars, acha-
; se prompto para Mefazer no mais breve e
^f, empo qualquer cncommenda de cabellos, $?
=g= como sejam marrafus a Luis XY'.cabellei- 8
mo para senhoras, eresenntes,bandos, ca- 9
o deias de rulogios, braceletes, trancas pa- S
jj ra aneis etc., etc. gs
agencia dos fabricantes america-
nos Grouver & Baker.
Machinas de coser: em casa de Samuel F.
Jolinston & C. ra da Senzala Nova n. 52.
Francisco Jos Arantes previne a
seus'freguezes, que mudou o seu arma-
zem de materiaes da ra do lmp3rador
(antiga da Cadeia de Santo Antonio) pa-
ra o pateo do pal icio da presidencia
lioje Campo das Princezas, ao lado da
repartico das obras publicas.
Attenc
ao,
As r/csso3s que livercm objectos por vender, na
agencia de leiles do fallecido Marcelino de Bor-
j.i Geraldes, queiram appareccr no armazem da
ra do Imperador n. 75 para Ihc screm entre-
gues.
3f; Doga-se no Sr. Antonio Francisco (le
yg Azcvedo, que levou em 19 de abril dous
& pares de borzeguins para senhora (amos-
tre) queira levar a mesma luja o seu im
tmto ou a fazonda.
ft^* Recebeu-se pelo paquete jfij
froncez novos vestidos do oiranlique e **>
grode-fric, mantcaux para aluda de thea- $$
tro e muilos olijectos de novidade pro- *
prios para senhoras m
Lojade inarmore.
Na ra da Cadeia do Recifo n. 38, priraeiro
andar, precisa-so fallar ao Sr. solicitador Manoel
Percira de Mogalhaes.
O Sr. Andr Alvos da Fonseca Jnior queira
por favor ir ou mandar ra Nova, loja n. 7, a
negocio que nai ignora.
= Matemos l.ins taz publico que contina a
fazer pao do Senleio todas as quaitas-feiras e
sabbudos, o>pois do meio dia, na padaria em
Sanio AuKiru, na taberna da ra da Imperalri* n.
2. na roa da Cruz no Recite n. 5, tainbcm as
Cinco Ponas, dcfinnU; dj estar.ao da estrada de
ferro, oposito n. 146.
Ligues de francez e%
pumo. ]
Mademoiselle Clemence de Hannetot jP
de Maraville continua a dar licoes de {?
franco* e piano na cidade c nos arrabal- Q
des : na ra da Cruz n. 9, segundo andar. s
Pede-se aus Srs. uurives inai_ pessoas a
quem fur offrecidos us objectos de ouro abaix
mencionados, a apprehensao dellcs, que foram
roubadus na madrugada do dia 16, da ra d Sen-
sala n.... primoiro andar, 2 pulceiras de pedras,
1 laco, 2 pare.'i de roslas, 4 auncles com as ini-
ciaos L MS, 1 de cabello, 2 allineles, llardo
botes de manguitos; 2 moedas de 2Utt. ero pa-
pel 14
Madama Catherina GofTmel, subdita belga,
relira-se para a Fiaocn, levando um menino em
sua companhii.
Jos Rodrigues de Andrade, vai a Europa.
3 DENTES |
I viirnidus.
% Ruaestrcitado Rosario n.3|
|$ Francisco Pinto Ozorio colloca denles ar- 5J-
tificiaes pelos JoussyslemasVOLCANITE,
chapas de ouro ou platina, podendo ser
Jg procurado na sobredita ra a qualquer g-
# hora. S9d&S $@ s@
Roga-scaos Srs. devedores a firma social
de Leite & Gorreia em liquklaco, o obsequio
de mancar .aliar seus debites na loja da ruado
Queimado n. 10.
Por um corle de cabello e
frisaiucnlo 500 rs.
Grande e novo sortimento de fazeodas de todas as qua-
lidades por baratissiuios precos.
Do-se amostras com penhor.
Altcn(?o.
Ra da Imperatriz n. 7.
Lecomlc aciba de receber do Rio de Janeiro
oprimeiro contra-mostr da casa Augusto Clau-
dio, c um oulro vinlo de Paris. Esta estabele-
cimenlo esta hoje as melhores condicoes que
possivcl para satisfazer as cncommendas dos
objectos era cabellos, no mais breve lempo, co-
mo sejam : marrafas aLuiz XV, cadeias de relo-
gios, braceletes, aunis, rosetas, etc., etc., ca-
balleras de toda a especie, para liomcns c se-
nhoras, lava-se igualmente a cabera a moda dos
Lindos corles de vestidos de seda pretos
de 2 saias
Ditos ditos de ditos de seda de cores
com babados
Ditos ditos de ditos de gaze phantazia
de cores
Roroeiras de fil de seda prela bordadas
Visitas de grosdenaples preto bordadas
com froco
Grosdenaples de cores com quadrinhos
covado
Dilo liso preto e de cores, covado
Seda lavrada preta e branca, covado 1JJ e
Dita lisa prela e de cores, com 4 palmus
de largura, propria para forros
Corles de vestido de seda de gaze trans-
parentes
Ditos de ditos de cambraia e seda, corte
Cambraias orlaodys de cores, lidos pa-
dies,. vara
Manguitos de cambraia lisos e bordados
Tiras e entreraeios bordados
Mantas de blonde brancas e pretas
Ditas de lil de linho pretas
Chales de seda de todas as cores
Leos de cambraia de linho bordados
Ditos de dita de algodiio bordados '
Panno preto e de cures de todas s qua-
lidadcs, covado
Casrmirasidem idem idem
Gollinhas de cambraia a
Chales de touquim brancos
Ditos de merino bordados, lisos e es-
tampados de Indas as quadades
Enfeites de vidrilho francezes pretos e
de coies
Aberluras para camisa de linho e algo-
dao, brancas e de cores
Saias balao de varias qualidades
Tafel rozo, covado
Chitas fiancezas claras e escuras, co-
vado
I
I

155200
s
39000
1500
105000
16*000
lO00
t
9
I
9
S
900
9

J640
1
9
3$500
9
6J.000
g500
sendo casacas, sobrecsacas, palctots,
colletes, ealjas de multas qualidades
de fazendas
Chapeos francezes Dnos. forma moderna
Um sortimento completo de grvalas de
seda de todas as qualidades
Camisas francezas, peitos de linho e de
algodo brancas e de cores
Ditas de fustao brancas e de cores
Ceroulas de linho e dealgodao
Capellas brancas para noivasmuito finas
Um completo sortimento de fazendas
Sara vestido, sedas, loa e seda, cam-
r '
Estados-Unido;, sem deixar urna s pelcula na
cabeca dos clientes, para satisfazer os pretenden- Cassas francezas de cores, vari
... ,,. rillurinh"D *" ------:=
demos
tes, os objectos em cabello serao feitos em sua Collarinhos de esguiao de linho mo-
S*
- Joaqurm Jos Silveira, invenlariaule do ca-
sal do finado Marcolinode Borja Geraldes, convi-
os a lodas-as pessoas quo so juUaiem credoras ,
do fallecida, a apresonUiem ao aiuiuitciaiilc na '
na da Oaeia do Recife n. 3i, seos lilulos alim
Sacase paia o Porto, Lisboa e
liba de S Mi truel, no escixptono de
Carvaio Xogueira n. 9 primeiro andar.
Inslrucco.
I5n moco solleiro, de excellente couducto.se
cfierece para ensinar em qualquer engenho per-
to tiesta praca, nio s primeiras letras para o
que est competentemente habilitado, como tam-
bera latim e geometra, o que prova com docu-
mentos e por j fi:no se quitec uliiisar, annuncie para stfr pto-
DENT4STA FflANCEZ.
Almanak da provincia.
Sahro a luz a folhinha com
o jtnaKak da provincia para
o correae anno de
presenc.a.se o desciarera, c achar-se-ha sempre 1,
,. : 1 11 Um completo sortimento de ronpa foita
urna pessoa disponivel para cortar os cabellos, e -
pontear as senhoras em casa particular.
E' chegado loja de Lccomte, aterro da ;
Boa-Vista n. 7, o excellente leite virginal de ro- '
sas bianca para refrescar a pellc, tirar pimos 1
sardas o espinias, e igualmente o afamado -oleo
babosa para limpar c fazer crescer os cabello,
assim como pos imperial de lyrio de Florenca
para borluejas c asperidades da pelle, conser-
va a frescura e o avclludado da primavera da
vida
raa e seda tapadas e transparentes,
covado
Meias cruas brancas e de cores para
mecios
Ditas de seda para menina, par
Luvas de fio de Escocia, pardas, para
menino
Velludilho de cores, covado
Velbutina decores, covado
Pulseiras de velludo pretas e de co-
res, o par
Ditas de seda idem idem
Um sortimento completo de lu-'as de
seda bordadas, lisas, para senhoras,
homens e meninos, de todas as qua-
lidades
Cortes de col'ete de gorguro de seda
de cores
Ditos de velludo muito finos
Lencos de seda rxos para senhora
Marquezilas ou eombrinhas de seda com
molas para senhora
Sapalinhosde merino bordados proprios
para baplisados, o par
Casinetas de cores de duas larguras mui-
to superiores, covado
Setim preto, encarnado e azul, proprio
para forros, com 4 palmos de largura,
9280 i fazenda nova covado
500 i Setim liso de todas as cores, covado
Lencos de gorguro de seda pretos
$800 j Relogios e obras de ouro
I Cortes de easemira de cores a
9
89500
9
t
9
I
9
s
9
1600
3'20
1J200
9700
2g0O0
I9OOO
9
9
2C50
9
2S*00
lOOO
1600
9
9
9
58000
No dia 9 do corrcnle, pelas 5 e meia horas da
tarde, da cidade de Goianna em dirercao ao lu-
gar do Trapiche, porto do embarque, perdeu-so
urna carteia contendo o seguinle : em dinheiro.r
579, sendo 20 moedas do prata de valor de 5CJ-
ris cada urna e o reslanlc em sedulas, e mais
5 letras j vencidas, aceitas pelo Sr. Joaquirn
Francisco Dias Munteiro, morador em Pedias de
I Fogo e sacadas pelos Srs. Sumpaio, Silva 4 C,
! desla praca rom os ventilemos e valores nen-
cionados ; 1 letra n. 869 vencida em 23 de oulu-
bro de 1858 da quanlii de 868*990, I dila n. 889
vencida em 6 de fevereiro do 1859, da quanlia de
4Sft000, urna dita numero 890, vencida em 6
de fen-seiro de 1859 da quanlia de ris
1:3949983,1 dila n. 979, veunda em 16 de ages-
to de 1859, de 97$, e urna dita n. 945, vencida
em15 de julho do 1839, Je 1.665j3l5; cando
porlanlo o mesmo Sr Dias Monleiro prevenido
do succedido para nao pagar a pessoa algum
que niio sejam ossaendores ; e roga-se a pessoa
que lenha achado dila carleira, poaer dispor do
dinheiro como sua gratificarao e as letras queira
fazer o favor de entrega-la's (visto em nada Ihe
ser til) em Goiannaa ao Sr. Ivo Antonio de An-
drade Lima, ou nesla cidade aos Srs. Sampaio,
Silva C, com luja de ferrogens na ra da Ca-
deia do Recife n. 56.
Cosme de Su* Fereirt
fde volta desua viagem instructij
Sativa auropa continua noexer-l
^ciciodesua proGsso medica.
Da' consultas em seu escripto-j
irio, nu I) uri-o dojiecife, ra da!
jCruzn. 53, todos os dias, menos!
^nos domingos, desde as Chora;)
St as 10 da manhaa, sobre osl
[seguintcs pontos
Wtm-H-KHKUHK
EAU MINERALE
NATURALLE DE VICHY.
na botica franceza ra da Cruz n.22.
Paulo Gaignoux, dentista, ra das La- 2
2 ra.D5e,r'ai.'1*' Ka mesma casa lem agua e <
^ p denliieo. M
-c4
Esto veeda na nvraria da praoa da de-
pendencia ns.-6 e 8 as folhinhas par 1860 iin-
pressasesla 4ypographU, dassCguraiesquali-
dades :
F
OLKNfiA RELIGIOSA, contendo, alm do
kalenderio e regulatnentodos r-oehiaea, a continuacao da bitliotheca de
Crislo Brasileiro. que se compoe: do lou-
v*r ao^euto nome de Dos, eccoa dos ac-
or, hymaos ao Espirito Sanloe
e Ti. S.,a imitacao do de Santo Ambrozio,
JKulalorias e commemora^o ao SS. Sa-
cramento e N. S. o Carmo, exercicio da
Via-Saora, directorio para oraco mental,
dividido pelos dias da semana., obsequios
ao S. coraco de Jess, saudaooes devo-
tas s chagas de Chuto, oraces a N. Se-
nhora, ao patrocinio de S. Jos e anjo da
guarda, tespongo pelas almas, alm de
ouIum oraooes. Pre^o 320 rs.
ITA DE VARIEDADES, oontendo o kalcnda
no, regulameolo dos direitosparochiaes.e
urna collecco de ancdotas, ditos chisto-
sos, contos., fbulas, penamentosoraes,
reccilas divercas, quer acerca Je cozinha,
quer de cullu^n. P. Dreservatiro de arvoro8
e fructos. l'rece 320 rs.
'IXA DE PORTA.a qual, alm iss materia* do
eostume, eoatm o resumo dos direito
*arochiacs. Pre o 160 rs.
Bga-se aos Srs. devedores de estabele-
cimento do fallecido Josda Silva Pinto, o ob-
sequio de saldaren) seus dbitos na ra do Col-
eg venda n. 25 ou na ra do Queimado loia
n. 10.
o qual se vende a 800 rs. na
ptaga da Independencia livra-
ria n. 6 e 8 contendo alm do
Calendario ecclesiastico e
civil:
Noticia dos principaes esta-
dos da Europa e Amrica com
o nome, idade etc. de seus im-
peradores, reis e presidentes.
^^iJ.ju.i.f.xxijt.jLi.txjtxi.i.y'i Resumo dos impostos ge-
F0LI1ISII1.4S -PAR 800. raes,proviaeiaes, municipaes
e policiaes.
Tabeiia parocliiaes.
Em pregados civis, milita-
res, ecclesiasticos, Iliterarios
ie toda a provincia.
Associacocs commeroiaes,
agrcola*, industriaes, ilitera-
rias e particulares.
Estabetecimentos fabris, in-
dustriaes e commerciaes de
todas as qnalidades como lo-
jas, vendas, acougues, nge-
nhos.etc. etc.
Serve elle d guia ao com-
tnercianle, agricultor, mar-
timo e emfin para todas as
classes da soeiedade.
Molestias deolbos

Neste proveitoso estabelecimento, que pelos no vos melhoramcntos feitos acha-se rnnv
cientemente montado,far-se-hao tambem do Io deuovcmbro em vante, contratos mensacs mm Y'!
maior commodidadee economa do"publico de quem os oroDrietarios e.neram rpm.r"..-s" i S'1
tantos sacrificios.
im os proprielanos esperam a remunera^ao de
. Molestias de coracao e de]
peito ;
'. Molestias dos orgaos da gera-
cOo, e doanus ;
'. Praticara'toda e qualquer!
o(>erac.ao quejulgarconvenien-'
\ te para o restabelecimento do>|
seus doentes.
O esame daspeoas que o cer-
.|sultarem sera' feito indistinti; -
Rracnte, e na ordtm de suaf e>
*tr.das;fazcndoexcTicbaoo$c!ocr
tes de cilios, ou aquel'esque poi
motivojustoobtivcri'm Lora mav-
ocada para este Gm.
A applicacao de alguns mrdic
mentos indispensaveis im vare
casos, como o do sulfato de alio
pina etc.) sera'feito,ou concedidr
gratuitamente. A confianca qiu
^nellesdeposrta, a presteza de sua
Hccao, e a necessidade promplp1
S^Je seuemprego; tudoquanto c
.VJemove era beneficio de seus:
oentes.
Assigoaiur. de banhosfriospara urna pessoa por mez. .... 10JJOOO
momos, de choque ouchuviscos por mez 15$000
Kp.rips rlp carines e banios avulsos aos oreos annunciado.
Pr cisa-se de duas amas, urna pa )
ra cosinbar e outra para engomitar,.
GSIANDE SORTIMEMO
DE
Fazendas e roupa feila
POR MEDIDA.
Na lojac armazem de Joaquirn
Rodrigues T. de Mello.
Hui\ d Oiveimado yl. 37,
em smt* \oya Ae 4 pvUvs.
Tem um completo sortimento de roupas feitas
e por medida a v-onlade dos fregueses: calcas de
dndose preferencia a escravas: a tra-
tar na ra do Imperador n. 15.
iConsultorio central honieopalhico | a1t_ttn(, end, ao eftado poco bsongeno
45-Kua Direita45
De 5#000 a G^000.
O propietario deste estabelecimento
PII1HMIB1
S5 Continua sob a mesma direc^ao do Ma-
@ noel de Mattos Teixeira Lima, professor #
S em homeopalhia. As consultas como d'an-
i u's- i i
i
, -------0------ o thesoureiro das lutcrias declara que o pa-
| uanotsa da maior parte da populaqao, gamento dos premios da quera parle da quarta
C animado por um sentimento pbilan- lotera do Gymnasio Pernambucano, cujas listas
trpico em prol dos seus antigos fre- teem de ser publicadas em odia 18 do prsenlo
guezes, tem a Loma de olerecei-lbes mez' pr'"Cipia a ser cfTecluadododia 19 do mes-
um resto de boizeguins de bezerio 'n..niez pm diente, visto como ate o referido dia
Olica central homeopalhica
Do s
1 DR- SABINO 0, L PIMO 1
@ Novos medicamentoshomeopathicos en- &
easemira e de brim, colletes de diversas quali- @ viadosda Europa pelo Dr. Sabino,
des, sobrecosacas de muito bom gosto, um sor- @ Estes medicamonlos preparados espe- Z
lmenlo de .palelots de panno e -de easemira, al- cialn";n'p segundo as necessidades da lio- ($
,- .. j : Ss meopaihia no Brasil, vndese pe os ore-
paca, laaziiilia, nscadmhos e de brim, que ludo i 2: ^r. i^r.t.^sA^. i.-.:______..l,
se vende por proco commodo ; um completo sor-
lloienlo de chapeos proles de sda para honiem,
de superiortfoolidade a 10#, ditos de castor mui-
to superiores^ 16jJ, chapeos de sol d seda in-
glezes dos meltiores que tem vindo ao mrcalo,
ditos francezes de diversas qnalidades, ditos de
panno grandes* pequeos, corles de vestidos "de
sedo de variados goslos para di verso "precos, um
completo sortimento de bordados e CKtre-meios,
golinhase manguitos, ludo por precocommodo ;
chalj'deseda e'la de gnsto mais apurado que
lem apparecidoa 1&280 o covado, chitas france-
zas amito superiores de 260 < 440 rs. o covado
de goslos muilo delicados : um grande serlimcn-
lode fazendas francezas e nglezas c allemas que
seria impossivel aq-ui se poder mencionar com
precos, assevera-se jos freguezes que -ludo se
vende mais .era conla que em outra parle endo
a dinheiro.
eos conhecidos na botica central horneo- t-
palhica, ra de Sanio Amaro (Mundo No- B
Sirop du
DrFORGETI
JARABE DO FORGET.
Este xarope est approvado pelos mais eminentet mdicos de Paris,
imo senflo o meltior para curar consiipaeoes, tosse convulsa ouiras
~^tM0^'^!?Sh,,, laqrS dn. ,>eil0 irril,^s frvoM e ^somnolencia: urna colherada
^Vmondhoaeneteetro me"iio. ^ SUfU'eDleS- "^^^ M "-W ** ao
O dtpotuo na ra larga do wria, botica ie Barthtlomeo Frandic de Snza, n. 36.
FUr\IAO
DO
I.
Ra do Brum (passando o chafariz.)
No de\>o/Alo Aesle csla\.c\ccmenlo sempre \ia grande sorUmento de me-
euauismo para os engenhos de assuear a saoer:
Machinas de vapor modernas, de golpe cumprido, econmicas de combustivel, e defacillimoassento ;
Rodas d agua de ferro com cubos de madeira largas, leves, fortes, e bem balancadas:
. ""c8 de Ferro, e porUs d'aguaoara ditas, e serrilhas para rodas de madeira ;
Mosndas inteiras com virgens muito fortes, e convenientes ;
Meias moendas com rodelas motoras para agua, cavallos, ou bois, acunbadas em aguili.Oet dcazs
Taixas de Ferro tundido e batido, e de cobre
Pares ebicas para o caldo, crivo e portas de ferro para s fornalhas;
Alambiques de ferro, moinhos de mandioca, fornos para cozer farinha
Rodetas dentadas de todos os tamnnhos para vapor, agua, cavallos ou bois'-
l AguUhoes, bronzes e parafusos, arados, eixos e rodas para carrocas, forma', galvanizada, para purgar etc., etc.
D.W.Bowman confia quejos seus freguezes acharo tudo digno da preferencia com
que o honrara, pela longa experiencia que elle tem do mechanismo proprio para os agricul-
tore desta provincia, e pelo facto de mandar construir pessoalmente as suas obras as
mais acreditadas fabricas da Inglaterra, para onde elle faz viagem annual para o dito fim
assim como pela coutinuaco da sua fabrica em Pernambuco, para modificar o mechanis-
mo a vontade de cada comprador, e de fazer os concertos de que podero necessitar
@ vo) n 6. |>
Altenco.

Os cffeitos antiepidemicos, que sao produzidos
pelas fumiga;5es hygienicas de Guylon do Mor-
veau, sao etazes, como prova a ezperiencia que
deltas se tem tirado ltimamente. Os vaporas
que se elevam de urna formula desta fumigacao
baslam para desinfectar um espaco de 340 pes
cbicos ; e de 10, as ntricas, assim explica Car-
menad Smilh. O andaeo que nos vecha de pr-
senle, tem ccifado multas vidas, e convem qun
(para prevenir-sc o mal, antes do que cura-lo de-
poisdeapparecido) as pessoas desta cidade, onde
outra qualquer parte, onde o mesmo se vai de-
senvolvendo e se lem manifestado, recorram
botica n. 88, na ra Direita, onde se acha ven-
da quantidade daquelle desinfectante. O Sr. Do-
mingos Ribeiro da Cunha, morador na ra da
Praia n. 49, reconhecendo oslar a sua casa affec-
tada desla epidemia, pois quasi todas as possoas
de sua familia haviam adoccido, recorreu ao
abaixo assignado, que submiiiislrando-lhe a fu-
migacao, prodtizio ella salulares resultados : as
pessoas pois, em idnticas circunstancias, que
precisarem das desinfecces, o acharao sempre
prorapto para mandar effecluar a devida applica-
;o. O mesmo tambem vende na mesma bolica
os ingredientes para conservar as casas os va-
pores do chlorure, os quaes em todo o caso mui-
lo .pproveiUm, e previnem a invaso Jas epide-
mias uo interior das habitacoes ; assim como
de importante ulilidade a sua applicacao as fe-
ridas, u ulceras chronicas como detergente para
preser*a-la do estado de pulrefacco. A maneira
de applicar se achara na etiqueta. O prpeo de
2.'00*.io*da Rocha Prannos.
COMPAKOIA
ALLIANCE
Eslabelecida em Londres
EM
wmm m mu.
CAPITAL
Cine* mi\\ioese \ilrap
esterlinas.
Saunflers Brothers & C." tem a honra de In-
formar es Srs. negociantes, proprielarios de
lasas, e gera mais convier, que esto plena-
mente autorisados pela dita companhia para
etfectuar seguros sobre edificios de lijlo epe-
dra, cobertos de telha e igualmente sobre os
objectos que contiverem osmesmos edificios,
^er consista em mobili ou em fazendas de
I qualqu alidule.
lustre, im muito bom estado, mediante
a rctribuicao cima.
m r. Carneiro Monleiro oproveilando da i
proporrao que lem para mais fcilmente
2 f.M5u,"r"Vr,ba,h0* dp Pnrlu- aconse- :
Ihado pelo feliz resollado que tem oblido 2
em multiplicados parios laboriosos, lem
leilo sua especialidade sobre ette ramo
fe para o que podera ser procurado a qual- S
@ quer boro, na ra der Itangel n 16. Z
Bollinhos,
Randejas enfeitadas com diversos goslos, dos
melhores bulinhos do nosso mercado, em porcao
de libras ou a relalho, que con-ervam-se muilo
para embarque ou viagem ; assim como pudins,
paslets de nata, crcme, lorias, ou outra qual-
quer pastelera para desserl: tambem preparnm-
se bolos finos para o lempo de S. Joao e S. Pe-
dro, das melhores qualidades da massa molhada
esecca superior, tudo com o mell.or asscio, e o
mai* em conta do mercado, diiija-sc a ra da
Penha n. 25. para tralar-se.
18 tem o mesmo ihesoureiro e os mais empe-
gados de eslaiem ainda oceupados com a con-
cluso da extraccao dos nmeros que nao foram
premiados, para assim se verificar a exaclidao da
mencionada loleria.
Thesouraria das loteras 16 de juuho do 18G0.
Camilla Pires.
wmemmm m%&$m mtommm,
g Um moco habituado e de boa conducta .0g
b olTerece-se para ensinarem qualquer ca- m
afc s.i particular,! pessoas de qualqui-r sexo, ?C!
f> primeiras lellras, lingua nacional, fran- cf
| cei, lalim, msica, instrumental e vocal, ar
f e bem assim copia qualquer peca de mu- gK sica muito bem imilando o copi'a lilhogra- %>>
S pliada, ornando a frente da peca de ra- %
racleres gticos ou de outros quaesquer i
o islo com a presteza que so exigir
| tratar na ra larga do Rosario n. 1,
|K meiro andar.
0 3
pri- |
Msica.
m Recebeu-se pelo ultimo paquete boni-
2C tas msicas pora piano : na ra Nova
m Loja de marmore.
Nova fuodif o de ferro
e bronze.
IVua Ao Brum n. Sfc.
James E. B. Spears.
Fundidor machinisla e engenheiro encarrega-
se de qualquer obra, assim como sentar vapores
de. todas ai qualidades para serrara, refinacao
fabrica de sabo. machinas para amassar pao'
para moer mandioca, tudo por preco commodo
e concerla alvarengus, bombas, vapores, etoda
qualquer obra.
Dentista de Paris.
H 15 Ra Nova15
g Frederico Gaulier. cirurgiao dentista,
^ faz todas as operagoes da sua arte e col-
$g loca denles artificiaos, ludo com a supe-
rioridade e perfeie.ao que as pessoas en-
tendidas Ihe reconhecem.
Tem agua e pos dentift icios etc.
Lotera da provincia.
O billiete n. 5262 da terceira parte
da piimeira lotera do Espirito Santo
premiado com a soite de 1<>:OOO0, foi
apresenlado pila Sr. Fo'tunato Jos
ias de Sampaio, guarda livros dos Sis,
' Braga & Antunes, sendo Ibe remettido
ditj bilbi t da Parahyba. O tbesou-.
reiro, Camilio Pires.
Gommercial
I Rua da Cadeia do Recife
numero 15,
' loja de quinquilbarias c deposito de tabaco, cha-
! rulos e cigairos, de
Jos Leopoldo Bourgard,
recebeu-se novo sortimento de superiores charu-
tos suspiros, guanabaras. saudades, napolees.
lanceiros, senadores, e outras marcas da bem co-
ndecida fabrica de Simas. .
Suissos.
Charutos suissos grandson, veveysans o vevev
Dns, cm porroes e a retolho, por mdico preco.
Fumo
caporal francez, Fleur d'harlebeke, virginie, ma-
ryland, e americano, garante a superior quali-
dade,
Soeiedade de sel-
leiros.
Roga-se aos senhores socios desta til soeieda-
de que se dignero ir ver as machinas de coser,
propnas para esleofficio : na rua da Imperatriz
numero 10.
Precisa-se alugar urna
escrava.
Quem tver e quizer alugar urna escrava para
casa de muilo pouca familia, tendo as qualida-
des seguales: que seja muilo fiel e humilde,
que coznhe soffrivelmente; dirija-se a rus do
Queimado n. 46. loja, ficando o seohor responsa-
vel pelas qualidades exigidas.
Cigarros
ilha de milho, de dire
Havana.
charutos legtimos del
Cachimbos.
nenio de cschimb
0.
Rolo.
de papel e palha de milho, de dirersas qualida-
des.
Superiores charutos legtimos de Havana mar-
ca Londres.
Grande sortimento de cachimbos do preco de
120 rs. a 15.000.
Etisle grande deposito, em botes de 1(2 libra,
c urna libra, ao proco de 1JM00 e 2#800, garan-
te-se a qualidade.
Vender muito para vender
barato, vender barato para
tender muito.


(i
Sincero reconlieciraeiito.
lnflamniaco dos bofes.
Nada ha mais justo do que dar os dcridos lou-
voros a quem os merece, e por isso que fajo a
presente declaracno s preciosas virtudes das
chapas medicinaes do Sr Ricardo Kirk, morador
na ruado Parlo n. 119, pois no curto espaco de
30 diascuraram uroa escrava minha que padeca
de in/lammaco nos bofes da qual eslava j lao
atacada, quo nao poda estar senodeitada, ape-
rar de ler feito todos os remedios. Por lano
nio obstante as ditas chapas serem bom cor.he-
cidas por suas innumeraveis curas, faco tambem
esta declaraclo em signa! de meu sincero reco-
nhenmento.
C6ps da Gloria n. 90, Rio de Janeiro.
Luiz Jos da Cosa.
Reconhecida verdadeira a assignalura supra pe-
lo labellao.Jos Cardoso Fontes.
Louvor e merec ment.
Ioflammacao na bocea do estomago.
Pssuido dos mais sinceros agradccraenlos,
tou por meio desta follia declarar o feliz curativo
que minha senhora recebeu por meio das cha-
pas mtdieinaes do Sr. Ricardo Kirk, cscriptorio
m Jo Parlo n 119, flcando boa em 30 dias de
una in/lammaco no estomago, que padeca ha
mais do 2 annos, por cuja causa solTria immen-
sos ineommodos ; por lio justo motivo confesso
a minha graiidSo para com o autor de tao pre-
cioso remedio, que pdc sem duvida ser til a
tontas pessoas quo padecem a mesma molestia.
Ra de S. Pedro n.i9l. Ro de Janeiro.
Anselmo Malta das Neves.
Cura completa.
Sem resguardo nein incomino'do.
Forte inflammarao na bocea do estomago.
Eu abaixo assignado, faco niihlico, em bene-
lioo da liumanidado, que soifrendo por espaco
do i;m anno urna forte in/lammaco na bocea do
estomago que me causava falla de respiragao e
*ii cansaco extraordinario, e lendo lomado e
applieado varios remedios, nenhum resultado fa-
voravel ohlive : achando-me quasi desesperado,
rocorn finalmente As chapas medicinaes do Sr!
Ricardo Kirk, ra do Parlo n. 119. escriplorio,
com as quaes, Irazendo em suppnracao os hu-
mores, em 38 dias achei-mo inteirairlciile livre
dosla terrivcl moles'ia ; pelo que dou ao dito se-
nlmr os meus mais puros o sinceros agradeci-
menlos. Ruados Ourives n. 2, Rio dqJanriro
Jos Joaquim Ferreira.
asP
Em pacotes po 5 va i xas n. 1 e n. S
Um curativo rarissimo feilo pelo medico Car-
io- l'edro Elchecoin, sobre pessoa ahaixo as-
signada. Padec o anno passado um carero roe-
douro nopeito esguerdo, procedido de una espi-
nh.i oa urna dureza do que foi o principio, e com
comichees, e urnas cerlas dures que me respon-
da:;! no corceo. (joando procurei o dilo senhor
a ferida era horrenda q-ie poda caber um crvode
gallinha. Grarasa estas pilulas sarei em me-
nos de 60 das. Pclizes daqiielles que liverem
oo sen alcance os raros remedios do autor.
S. \ cenle 12 de dezembro de 1859.
liscolastica Maria.
Deposito geral ra do Parto n. i 19
RIO DE JANEIRO.
nos Irescavallos [orlados no engenho Bom-
lim. ao amanhecer do da 8 do correte, cuja
sublraccao foi annunciada por este Diario ; ap-
pareceu um, o do morador, que foi lomado a um
ladreo no lugar Ibura, recolhido ao deposito nos
ai ..idos, c ah entregue a sen respectivo dono
inuatn, porm, a estar furiados os ouiros
do da fazenda, s: ndo un; alasio claro, earrega-
twixo, castrado ; o outro castanho, inieircT, e
tt'm vento as maos que o faz emagrecer
qi ndo viaja mais: roga-se as autoridades do
Oc'ar ODde foi apprehendido aauelle ravhllo de
indagarem essenegocio que hoje mais fcil por
se haver prendido o que o linha occulio. Qual-
qui r noticia a respeilo pode ser dada nh praca
do escrtplono dos Srs. U. I. do Oliveira praca do Corpo Sanio, que satisfar qualquer des-
poza para oblenco dos mosmos cavallos.
DIARIO DE PERNAMBUCO. QUARTA FEIRA 20 DE JUNTO )E 1860.
BARATO SO NOPROGRESSO
_&_$&jfcBfg
$
:.
R
>-
Luil Soulan.cutileiro e armeiro ficn-
cez. que trabalhou em casa dos Srs.
Pommaleau e Pradines ain, previhe
ao publico que acaba Je estabelccor-se
na ra das Cruzes n. 38, aonde ofTere-
ce sen presumo, qur para amolacoes,
quer para concerlos do qualquer espe-
cie, o que promclte fazer com rapidez
e perfeicao. Igualmente se encarrega
de concerlo de instrumentos de cirurga
e dentistas ; quem do scu preslimo se
quizer olilisar pode ficar inteiramente
descansado quanlo ao apurado do ira-
balho.
fcje.
t*
Urna pessoa so offerece para ensinar em
ca s particulares, a grammatiea porlugueza, es-
cripia correcta, leitiira certa, contabilidades e
irancei, i pessoas de ambos os sexos : quem de
sen presumo se quizer ulilisar, dirija-se a ra
do Rimado, loja n. 1J, que so dar informa-
roes dessi pessoa.
Precisarse de urna ama : no ateo do Terco
n. .a.
Aluga-se urna escrava mulata que cozinha
0 diario de urna casa : na ru* da Proia u. 80.
Ama de leite.
Quem precisar de urna ama de lcile mu la sa-
fra, levando urna menina deSmezes, porem tem
Inte em abundancia para maisum menino : po-
der* dingir-se ra do Pharol n. 14, desde s 10
horas al s 4,
I)r. Augusto CarneiroMonteiro da Silva
& Santos, medico operador e parteiro pode
1 -cr procurado na casa Je sua residenciad
t& na ra do Rangel n. 10. *
Altenco.
O bacharel Amaro Joaquim Fonseca de Albu-
qnerque pelo prsenle declara, que se nao res-
ponsabiliza c nem paga qualquer quantia de ne-
nhuns objeclos tomados por seus fmulos ou al-
guma outra pessoa sem a competente ordem es-
cripia por seu proprio punho.
Em praca publica dojuizo dp$ feitos da fa-
zen la provincial se ho de arrematar por venda :
Urna casa terrea na ra do Bom Goslo, fregue-
zia dosAfogados n. 19, com 18 palmos de frente
c 50 de fundo, pequeo quintal em aberlo em
chaos foreiros, por 50g.
Outra dita oa mesma ra n. 21, com 18 palmos
do rrcoie e 50 de fundo, quintal om aberto, c
chaos loieiros, por 50, as quaes foram penhora-
des aos herdeirosde Joaquim Caetano da Luz.
Um terreno na travessa da ra Real d. 15, com
20 palmos de frenje e 200de fundo, com os ali-
corees da casa que oulr'ora exista por 300. o
qual foi penhorado viuva de Vicente J'erreira
dos Santos.
Os prelendentcs comperecam na sala das au-
diencias, as 10 horas da trnnhaa do dia 21 do
corrente mez de junho, que a ultima praga.
As letras aceilas por Victorino Pereira Maia,
da Parahiba, por conla da massa fallida de Joa-
quim Pereira Maia & C, sero pagas no dia do
venc ment (21 do corrente) no escrintorio de
Saunders Broliiers 4 C, na praca do Corpo San-
to n. 11. r
c-,r.Precisa"Ee, de uma "m" : na ru JoSebO1
caa terrea confronte a de n. 22.
DE
c
-largo da Penlia-
Neste armazem de molhados con-
lioua-se a vender os seguinles gneros abaixo mencianados de superiores qualidades e mais barato
do que em outra qualquer parte, por seren a maior parle delles recebidos em dircitura por conla
dos proprielarios. r
Mantega ingleza e frauceza
perfeilamente flor a mais nova que tem vindo ao mercado de 640 a 800 is. a libra e cm barril
se far algum abatimento.
Quejos tVameiigos
muilo novos recenlementc chegados no ultimo vapor da Europa de 1J700 a 3 e a vista do gasto
que o freguez Ozcr se far mais algum abatimento.
Queijo pralo
os mais novos que exislem no mercado a 1j a libra, em porco se far abatimento.
A.meixas fraueczas
ra '?.ta^e ll2 libra por ^500 e em campoteiras de vidro conlendo cada uma 3 libra
por 3JJ000.
Muslaraa ingleza c rauccza
em frascos a 640 rs. e em potes franceza a 800 rs. cada um.
Verdadeiros figos de comadre
ai caixinhasde % libras elegantemente enfeitadas proprias para mimo a 1JJ600 rs.
Uo\ac\iu\\\a ingleza
a mais nova que ha no mercado a 240 rs. a libra e em barrica com 1 arroba por 4$.
Potes vdrados
de 1 a 8 libras proprias para manleiga ou outro qualquer liquido de 400 a lJfOOO rs. cada um.
\mendoas eonfeladas \>vopv\as para sovles
de S Joao
a IJ a libra e em frasquinhos, conlendo 1 1(2 libra por 2>.
CiVi prclo. \\\son e perola
os melhores que ha neste mercado de 15600,2 e 2500 a libra.
Macas em ca\AnA\as de 8 \V\uas
contendo cada una differentes qualidades a 450O.
Palitos de denles lidiados
era molhos C3m 20 macinhos cada um por 200 rs.
Ti jlo rancez
propriospara limpar faca a 200 rs.
Conservas inglezas e f rancezas
em latas e em frascos de differentes quilidades.
Presuntos, cliouvicas e naios
o mais novo que ha neste genero a 480. 640 c 720 rs. a liara.
L.atas de nolacl\inl\a de soda
de difTcrcnles qualidades a IgCOO em pore.ao se far algum abatimento.
seguinles gneros ludo reccnlemenle chegado e de uperio-
Baratissimo.
Ra do Queimado n. 1'j.
Armazem defazendas.
Chitas francezas linas de padroes miudinbos a
220 o covado, pe^as de chita com 38 corados per
5J800.
Coberta a 2#000.
Cobertas chinezas muito lindas a 2.
Riscado rancez a 2$000.
Corles de riscado com 13 1[2 covados por 2J.
Lencos brancos a #000.
Lencos para algbeira a 2 a duzja.
Algodo monslro a 600 rs. a vara.
Chales de merino a 2/J500.
Chales de merino eslampados a 2*500.
Casemira preta 6#00().
Corles de casomira preta Cna a 6$, paletots de
brira a 3, fil de linho fino a 800 rs.
Cambraia de cores a 160rs.
Cambraia do cores muilo fina com defeito de
agua doce a preco de 160 o covado.
eJf Gnn8a de cdr e trim de linho muit0 flo a
500 rs. o covado.
\ Guita-percha.
Arligos para invern de guita-percha jf
b ou borracha, vende-se na ra Nova n.45 m
t^* LOJA DE MARMORE. 3
A 60 rs. a libra de velas de espermacete :
vende-se na praca da Boa-Visla n. 16 A.
Arados americanos e machinas
pata lavar roupa: em casa de S. P. Jo-
hnston & C. ra da Senzala n. 42.
Vende-so uma preta com 30 annos de ida-
de, cozmheira e perfeita engommadeira, dndo-
se a prova; s vende-se para o malo: na ra
das Cruzes o. 30, se dir quem vende.
gocios.
REMEDIO INUUWIPAJUVEL.
UNGENTO HOLLOWAT.
Milharesde iadividuos de todas as nac5es po-
dem testemunhar as virtudes deste remedio in-
comparavel e provar em caso necessaxio, quo,
pelo uso que delle zeram tem seu corpo c mem-
bros inteiramente saos depois de haveremprega-
fi intilmente outros tratamentos. Cada pesoa
poder-se-haconvencerdossascura maravilhosas
pela leilura dos peridicos, que lh'as relatara
todos os dias ha muitos annos; e a maior parte
dellas sao tao sor prndenles que ad
LOJA DO VAPOR-
Grande e ranao sortimento de aleado ran-
cez, roupa feta, miudezas finas o perfumaras
ludo por-menos do que em outras parles : na lo-
js do vapor na ra Nova n. 7.
SYSTE1A MEDICO DE HOLLOWAT
PILULAS HOLLWOTA.
Este inestimavel especifico, comporto Inteira-
mente de hervas medicinaes, nao conlm mercu-
rio, nein slguma outra substancia delecleria.Be*
( nigno i mais^enra infancia, e a compleico mais
mdicos mais celebres. Quanlas pessoas reco' 7 igualmente prompto c seguro para
braram com este soberano remedio o uso de seu
bracos e pernas, depois de ter permanecido lon-
go lempo nos hospitaes, onde de viam soffrer a
amputajaol Dellas ha muitasque havendo dei-
xado esses asylos de padecimentos, para eeno
submetterem i essa operacao dolorosa foram
curadas completamente, mediante ousodess
preciosoremedio. Algumas das taes pessoa n^
enfusao de seu recouhecimento declararam es
tes resultados benficos diante do lord correge-
dor e outros magistrados, afim de mais autenti-
caren! sua firmativa.
Nmguem desesperara do estsdo de saude so
ivesse bastante confianca para ensaiar este re-
medio constantemente seguindo algum tempo o
mentratatoquenecessitassea natureza do mti,
cujo resultado seria prova rincontestavelmente
Que ludo cura.
">Senlo e til, mais partica-
'*rmente nos sSuintes casos.
Inflammucao dabexiga.
Barato.
Leite, lenha e frncta
No sitio do fallecido visconde do Goanna, na
estrada deJoo de Barros, ha para vender leile
puro, lenha de malta, e fruclis de dilTerenles
qualidades, por preco commodo. de modo que
pode se revender nesla cidade e tirar bom ganho
t.tsr r.r.s cftrtf
Alcatifa,
Tambem vendnm-se
res qualidades, presuntos a 480 rs."a libra,chourica multo"ova,"maTmela'da dominis afamado fa- !
bncanlede Lisboa
com arnendoas
loas, nozes, frascos
ico Bordeaos,proprio
*p Campos & Lima, na ra do Crespo n.
m 16, tem para vender alcatifa com 4 pal-
gg mos de largura de muilo boa qualidade
-$ Snpr0pra para alca,if',r. salas e igrejas a
800 rs. o covado. dinheiro a visla.
SAL DO ASSL",
Vende-se a bordo do palhabote Olveira II
ossim como palha de carnauba : a tratar no es-
Alporcas
Caimbras
Callos,
anee res.
CortadlIras
Do.re de cabeca.
"as costas.
us membros.
tu,ermidades da culis
era geral.
Ditas do anus.
Erupcoes e escorbti-
cas.
Kistulasno abdomen.
Frialdade ou falta de
calor as extremida-
des.
Frieiras.
Gengiva escldalas.
'"chaces
Innam'macaodoflgado.
da matriz
Lepra.
Males das pernas.
dos peitos.
de olhos.
Mordeduras de reptis.
Picadura de mosquitos.
Pulmoes.
Queimadelas.
Sarua
Supurar.dcs ptridas
Tinha, cm qualquer par-
te que seja.
Tremor de ervos.
Ulceras na bocea.
do ligado.
dusarticulacoes.
Veas torcidas ou noda-
das as pernas.
gar o mal na compleico mais robusta;
inteiramente innocente em suas operaces e ef-
feitos; pois busca e remove as doencas de qual-
quer especie e grao por mais antigs e enaies
quesetam.
Entre milhares de pessoas curadas com este
remedio, multas que j estavam as portas da
morte, preservando em seu uso ; conseguiram
recobrar a saude e torcas, depois de haver tenta-
do intilmente todos os outros remedios.
As mais afllictas nao devem entregar-se a de-
sesperado ; facam um competente ensaio dos
eflkazes effeitos desta assombrosa medicina, e
prestesrecuperarao o beneficio da saude.
Nao se perca tempo em tomar este remedio
para qnaiquer das seguintes enfermidades :
Accidentes epilpticos. Febreto da especie.
Alporcas.
A inpolas.
Areias(malde).
Asthma.
Clicas
Convulses.
Debilidade ou extenua-
Cao.
Debilidade ou falta de
foras para qualquer
cousa.
Dysinteria.
Dor de garganta,
de barriga,
nos rins.
Dureza no ventre.
Enfeimidades no ventre.
Dilasno figado.
Ditas venreas.
Enxaqueca
Herysipela.
Febre biliosas
Febreto internitente.
Gotta.
Hemorrhoidas.
Hydro pesia.
Ictericia.
Indigestes.
Inftammacoes.
Ir r eg u laridades
menstruaco.
Lombrigasd'e toda es-
pecie.
Mal de podra.
Manchas na cutis.
Obstruccao de ventre.
Phtysica ou consump-
pulmonar.
Betencoo de ourina.
Bheumatismo.
Symptomas secunda-
rios
Tumores.
Tico doloroso.
Ulceras.
Venreo (mal),
no
toa, maca de tomate, pera socca,pas3S, fruclas em calda, amend
... eobertas, confelles, paslilhas de varias qualidades, vinagre branco uordeaux.proprio criniorio d >0rr." r.i,
para conservas, charutos dos melhores fabricantes de S. Flix, magas de todas as qualidades com- !' V AUcf.Guerkra- rua do Tral"-
ma muilo fina, ervilhas francezas, cl.ampag^ das mais acreditadas marcas, rveiM de ds, thc "-".o wm o capitao a bordo,
spermaectebarato, licores francezes muilo finos, marrasquino de zara, azeitedoce purilicado.azei i Vaquetas para coberta de carros,
Fiacaoeteci-
dos de algodo.
_ A cominisso liquidadora desta existincta so-
ciedade, leudo de n|>resentar o resultado de seus
ltimos trabalhos, convida a todos os seus mem-
bros a reunirem-se cm sssembla geral, no dia
21 do corrento, as 10 horas da manha, na rua
Nova n. US, prmeiro nndnr, nllm de mostrar o
estado dos livros caixa, o liquido, total, que ha
para o segundo e ultimo dividendo ; ossim como
para qualquer socio poder examinar a escripia e
lodos os trabalhos da consessao, isto para nao
haver razao de queixa no futuro. Outro siro, ser
considerada a reuniao com qualquer numero de
socios que se acharem presentes para evitar de-
moras. O segundo e ultimo dividendo ser an-
nunciado logo que lenha sido approvado pela res-
pectiva assembla geral.
Aluga-se porpieco commodo o armazem n.
23, silo no caes 22 d novembro : a tratar em
casa do fallecido commendador Luiz Gomes Fer-
reira, no Mandcgj.
Vendas.
533Q3
@ gf'S
Altenco.

Curso pratico e theorco de lingua fran- @
@ ceza por uma senhora franceza, para dez @
mocas, segunda e quinta-feira de cada se-
mana, das 10 horas at meio da: quem ^
5 quizer aproveilar pode drigir-se a rua da .*
$ Cruz n. 9, segund andar. Pagamentos
J$ adiantados.
:>S33 @S3S:3SS @S31?
Aluga-se uma escrava por preco commodo,
que compra na rua, lava c cozinha o diario de'
uma casa : a Inlar na rua Dreila, primeiro an-
dar, casa n. 32.
Precisa-se de uma senhora que saiba bem
priraeiras lollras, franrez, piano e msica, para
tomar corita da educaco de seis meninas, em
um engenho da freguezia da Escada : a tralar na
rua do Imperador n. 39, segundo andar, entrada
pelo boceo do bolequim do Paiva.
Precisa-se de uma ama que engomme e co-
zinhe paraum homem s : na loja de Leite &
Irmao, na rua d Cadeia do Becife n. 48
Ignacio Felicio, subdito porluguez, vai a
Europa.
Aluga-se para casa de familia uma
preta quecosmlia, engomma roupa de
mulher e coze perfeitamente ; a tratar
no Manguinho, sitio da viuva Carvallio.
Vinho engarrafado.
chegadas pelo ultimo paquete : na rua da Cruz
u.21.
Vende-se o verdadeiro doce de goiaba. da
casca.f o que pode haver de nielhor neste gene-
ro : na rua do Rangel n. 62.
Vende-se um carro de 4 rodas, bem cons-
truido e forte, com assenlo para 4 pessoas de
dentro, e um assento para boleeiro e criado fra
forrado de panno fino, e ludo bem arranjaiJo :
para fellar, com o Sr. James Crabtree & C. n.
42 ruada Cruz.
raat
Vende-se um bonito cavallo novo e com bons
andares; na rua Augusta, casa dcfronle da do
n. 17.
Ni serrara de. Jos. Ignacio Avlla ha uma
canoa que pega em 700 a 800 lijlos, para ven-
der, acibadade novo, e vende-se sm conta.
Panno de algodo da Baha, proprio para
saceos e roupa de escravos; leem para vender
Azevedo & Mondes, no seu cscriptorio na rua da
Cruz n. 1.
Vende-se uma mesa clstica com 7 tabeas,
todas do amarello, assira como os caminos de
vidraca, vende-se barato para acabar : na rua da
Cruz n. 21.
Vende-se a casa da rua do Pharol n. 28 :
a tratar na rua do Pilar n. 143.
Vende-se por menos do seu valor uma
moendi nova, a qual abenas raoeu duas peque-
as saas, c se vende por ler comprado machina
a-vapor : tratase no engenho Mossambique, cm
S. Lourengo da Malla, aonde se pode examinar,
ou no Recife, na ponle da Passagem da Magdale-
na, com Francisco Bibeiro de Brilo.
Vende-se tima bonita escrava, perfeita en-
gommadeira, cozinha e lava : na rua do Impera-
dor n. 54, primeiro andar.
P
HA
armazem
DE
!5
O bacharel Amaro Joaquim Fonseca
de Albuqncrque odvoga por ora unica-
p. mente no crime : quem pois quizer do
mente no crime
seu preslimo ulilisar dirija-so a rua das
g Flores n. 37, segundo andar.
Fogo artificial.
No Caminho Novo, na da Esperanza quasi as
ultimas casas, indo pela Soledade ao lado esquer-
do, acha-se, de conformidado com as posturas
mumnpaes, montada uma fabrica de fogo arti-
ficial do lodas as qualidades ; aonde os aprecia-
dores do brinquedo de S. Joao o podero com-
prar : assim como na mesma casa recebem-se
encommendas e aviam-se com promptido.
Pede-se ao director da companhia dramti-
ca do Apollo e ao ador Lessa tenham a bonda-
dc de vir ao pateo do Paraizo, taberna da Es-
trella a negocio que nao ignorara.
Precisa-se do om pequeo de 14 a 16 an-
nos, para caixeiro, preferindo-so desses chegados
ha pouco de fora, ainda que nao saiba lr: na
rua das Cruzes n. 22.
Caixas de u-na duzia.
Vend'^m Azevedo & Mendos, no seu escriplorio ?ara fllar
na rua da Cruz n. 1. i *2 rua.da
Vende-se duas parles do sobrado de dous MfSS&!HBamaH& smp*31<. aMMMa*ama
andares c soto, silo no largo do Imperador n. | 'wat 3S!*mH WKStOmSSKm
6 ; a tratar na rua estreita do Rosario lona de en- j
cadernade* n.26 ou na rua do Queimado n. 29, i
oulr'ora 27.
Vendc-se um banco de tornero com varias
ferramenlas, por preco muito commodo : a tratar
na rua das Trincheiras numero 17, sobrado de um
andar.
GRA3DE S0RTIj1E!\T0
DE
IFazendas e obraseitas
Loja
Ges&Basto.j
Na ruido Queimad ) n.
46, frente amarella.
Grande e variado sortimento de sobre- S
> casacase casacas de pannos finos proles J
; o de cores a 28. 30 e 35$. paletots dos g
! mesmos pannos prelos e de cores a 28J,
i 203 22$ e 25?, ditos de casemira raescla-
dos desuperioi gosto a 16$ e 18, ditos
i das mesmas casemiras saceos modelo
inglez 10j>, 123, 14 e 159. ditos de al-
paca preta fina sacco3 a 43, ditos sobre-
i casa tambera de alpaca a 7,8Se 9#, di-
| los de merino selirri a 10, dilos de me-
rino de cordo a 9J, calcas piolas das
mesmas fa/.endas a 59 e 6j, colleles pa-
ra luto da mesma fazendi, palelols de
brim trancado a 5g, ditos pardos e de
fustao a 4?> e 5g, calcas de casemira do i
cor e pretas a 7, 8, 9$ e 10J, ditos das
mesmas casemiras para menino a 6$, 1$ i
e 89, ditos de brim para homem a 39,'
39500. 49 e 5$, dilos brancos finos a 59,' !
f>S e 79, ditos de meia casemira a 49 e
59, colleles de casemiras preta e de co-
res a 5g, e 69, dilos de gorgnro de seda
brancos e de cores a 59 e 6g, dilos de
velludo preto e do cores a 9J e 109. ditos
de brim branco e de cor a39, 3J500 e49,
1 palilots de panno fino para menino a
I 15, 169 e 189, dilos do'casemira de cor
a 7j, 89 e 93, ditos do alpaca a 3e 3g500,
i sobrecasacas de alpaca tambem pa.-a me-
I nio a 59 c 69, camisas para os mesmos
de cores e brancas a duzia 15j, I69 e 209,
! meiascrues c pintadas para menino de
lodos os lamanhos, calcas de brim psra
os mesmos a J8500 e39, colarinho de li-
nho a 69OOO a duzia, toalhas de linho pa-
ra maos a 900 rs. cala uma, casaveques
de cambraia muito fina e moderaos pelo
diminuto preco de 129, chapeos com abas
de lustre a 59. camisas para" homem de
todas as qualidades, seroulas para ho-
mem a 169. 209 e 259 a duzia, vestimen-
tas para menino de 3 a 8 annos, sendo
calca, jaqueta e coletes ludo por 109, co-
bertas de fustao a 69, toalhas de linho
para mesa grande a 79 e 89, camisas in-
glezas novamentechegada a 36j a duzia.
Vende-se este ungento no estabecimento
geral de Londres n. 224, Strond. e na loja de
todos os boticarios droguistas e outras pessoas
encarregadas de sua venda em toda a America
do snl, Uavana e Hespanha.
Vende-se a800 rs., cada bocetinha contm
uma instrueco em prtuguez para o modo de
fazer uso deste ungento.
O deposito geral em casa do Sr. Soum,
pharmaceutico. na rua da Crun. 22. em Per-
nambujo.
No armazem de Jos Antonio Moreira Dias
& C, na rua da Cruz n. 26, vende-se :
Candieiros de latao do Lisboa.
Lazarinas e clavnotes.
Lena larga de superior qualidide.
Linha do roris.
Missanga para rosario.
Bosarios enfiados com perfeicao.
Ferros de aro para engommar.
Ferro sueco em barras.
Chumbo em lencol.
Pregos francezes e de construccao, de lodos os
lamanhos.
Pregos caibraes do Porto.
Chaleiras eslanhadas e forradas de porcelana
ingleza.
Carlas portuguesas muito finas.
Balanca de novo modello para pesar 1,C00 c
2,000 libras.
Mercurio do Lisboa.
Ferros de lalao para engommar.
Esporas, brdese estribos de metal do principe.
nicas fcixaduras trancezas para portas com
botes de vidro.
Paes de ferro de todos os lamanhos.
Bicos paliteiros e tinleiros de metal pralesdos.
Linhas de carreteis de 200 jardas do aulor Ale-
xandre.
Cera em velas de Lisboa
que admira.
Champanha.
Campos & Lima, na rua do Crespo n.
Ib, tem para vender uma porco de gi-
gos com champanha de superior quali-
dade a 209 o ggo.
Compras.
Comprara-so moedas de ouro de 209 : na
rua da Imperalriz n. 22, fabrica de chapeos de
sol
Comp
ram-se es-
cravos.
Comprara-se, vendem-se e trocam-se escra-
vos, na rua do Imperador n. 79, primeiro andar
Milita altenco.
Ao bom e barato que faz ad-
mirar aos compradores.
Rua Direita loja n. 68.
Nao se engeita dinheiro.
Biquissimoscortes de vestidos de grosdena-
ples preto bordado a velludo, cortes de vestidos
de phantasia de seda muilo moderno, cortes de
vestidos de mossulina de seda, corles de vesti-
dos de barege de seda com ricos desenhos, cor-
les de vestidos de cambraia bordado o seda, po-
lacas de grosdenaples preto muito bom objecto
da moda, paletots de panno de lodas as qualida-
des, ditos de casemira muito flno.dilos de alpa-
ca de diferentes modelos e qualidades, calcas de
casemira preta e de cores, dilas de brim branco
e de cores de puro linho, camisas de todas as
qualidades, cambra organdys com modernos
desenhos, chales de mrito mnito fino bordado
a froco todo em roda e com pona redonda, obra
de muilo goslo, chapeos de sol com molas e
sem ellas, seroulas de puro linho, riquissiraos
cortes de casemiras de cores muito fina padroes
do muilo goslo, enfeites de vidrilho, luvas, gra-
vlas, esparlilhos francezes, alpacas de todas as
cores, grosdenaples preto rancez o melhor que
pode haver. Alm dcstas tazendas exislem ou-
tras muiljs que se esli vendondo por menos
do scu valor.
Cocos italianos
defolha de flandre, muito bem acaba-
dos, podendo jim durar tanto q na rito
duram quatrojdos nossosa 400 rs. um
e 4$ uma duzia : na rua Direita n. 47,
loja de funileiro.
Vende-se por commodo prego um
fino apprelho de porcelana, mandado
vir de encommenda, constando de tres
rico servidos para cha', almoco ejan-
tar : na rua da Cruz n. 61, armazem.
Verdadeira luvas de Jovin de to-
ditas cores, rua da Imperatriz n. 7,
loja do Lecont.
Na loja de Machado & Santos, rua do Queima-
do n. 6, por baixo da boneca, vendera-sc as se-
guinles fazendas :
Pecas de algodo com pequeo loque de ava-
da, tendo cada peca 20 varas e 4 palmos de lar-
go a 49 e 4J500.
Chitas francezas para coberta, covado a 220 rs.
Dilas dilas para vestidos, bonitos padroes, co-
vado a 240 rs.
Dilas dilas muilo finas, bonitos padroes, cova-
do a 280 rs.
Ditas ing!eza3 escuras, bonitos padroes, covado
a 180 rs.
Laazinhas para vesdos muilo finas, covado a
800 rs.
Chila de seda, ultimo goslo, covado a 400 rs.
Cortes de ginga para calca, boa fazenda, a Ifl.
Lencos de seda de cores a 19.
Borzeguius francezes de superior qualidade a
896OO.
Sapatoes inglezes proprios para o Invern a
4J00O, e um completo sorlimento de roupas fei-
las de lodas as qualidades, por menos preco do
que em outra qualquer parte, do-se amostras
com penhor.
Laazinhas para vestido a 320
rs., e toalhis de linho a
800 rs.
ama do Queimado n. 19, vendem-se lazi- | "regOS (le COmpOSl^dO.
venido, e para meninos,. T.nna incrlnvn n o
Vendem-se estas pilulas no estabelecimento
geral de Londres n. 224, Slrand, e na loja de
todos os boticarios droguistas e outras pessoas
encarregadas de sua venda em toda a America do
Sul.Havana e Hespanha.
Veadem-se asbocetidhas a 800 rs. cada uma
dellas, contem uma inslruccao em porluguez pa-
ra explicar o modo de se usar destas pilulas.
O doposito geral em casa do Sr. Soum
pharmaceutico. na rua da Cruz n. JJ. em Per-
namb o.
Pede-se toda attencao.
Na loja d'aguia de ouro, na ruado Cabug n. 1
B, vendc-se ludo por procos baralissimo3 para
liquidar, assim como seja :
Fitas e franjas.
Fila de velludo de todas as larguras, aberias o
lisas, do lindos padroes.
Franjea de seda de lodas as larguras e de lin-
dos gostos.
Ditas de 15a e seda por preco que admira.
Dilas de linha para casaveque.
Ditas de algodo para toalha e para cortinado.
Trancas de linho e de la brancas e de cores.
Peales.
Pentes de tartaruga virados e lisos.
Dilos de massa virados a iratagao de tartaruga.
Ditos lisos para alar cabello.
Dilos de desembarazar cabello.
Para bales.
Molas para fazer bales, vendem-se a 160 rs. a
vara, ou peca de 50 molhos a 6f.
Bicos.
Bicos do seda de (idas as larguras e lindos pa-
droes.
Dilos de algodo.
Lequcs muilo finos.
Capellas braucas para noiva.
Chapeozinhos para erianca.
Biquissimos quadros para enfeile de sala as-
sim como redomas com flores.
Assim como perfumaras muilo finas, e mais
objeclos que visla do freguez far-se-ha lodo o
negocio
Seguro contra Fogo
COMPAMIIIA
r

m
nhas muito finas para
pelo baratissimo preco de 320 rs. o covado, toa-
lhas de linho a SJ0 js. cada uma, cobertas a chi-
neza, de chila muito fina a 2$.
PotassadaRussia
E GAL DE LISBOA.
No bem conhecido e acreditado deposito da
rua da Cadeia do Becife n. 12, ha para vender
potassa da Bussia e da do Bio de Janeiro, nova
e desuperior qualidade, assim como tambem
cal virgem em pedra : tudo ror nrecos muito
razoaveis
Loja da boneca rua da Impe-
ratriz n. 7.
Vendem-se caixas de tintura para tin-
gir os cabellos em dez minutos, como
tambem lingem-se a mesma casa a
qualquer bora.
Aossenhores logistas de miudezas.
Bicos prelos de seda.
Ditos brancos e prelos de algodo.
Luvas pretas de torcal.
Cintos elsticos.
Linhas de algodo em novellos : vendem-s
por precos coramodos, em casa de SoulhallMel-
lors A C. rua do Trapiche n. 88.
Charutos da Baha a 1500 a catxa : vende-
se na praca da Boa-Vista n 16 A.
REL0G10S.
Vende-se em casa de Saunders Brothers A
C, praca do Corpo Santo, relogios do afama-
do fabricante Roskell, por precos commodos,
e tambantrancellins e cadeias para os meamos!
deexcellente gosto.
LONDRES
AGENTES 5
C J. Astley & Companhia. g
________________.___8

Vende-se |
Formas de ferro para j
purgar assucar.
I Estanho em barra.
Vero i z copal.
Vinhos finos de Moselle. |
3 Enchadas de ferro.
| Brim de vela. q
Folhas de metal.
| Ferro sueco.
Ac de Trieste.
Lona ingleza : no arma-
1 zemdeC.J. Astley & C.l
$'Ot__<_nflMBQ> 3 CCftC-u3aiBO
CALQADO
Grande sortimento.
45-Ba Direila*45
Os estragadores de calcado encontra-
do neste estabelecimento, obra supe-
rior pelos precos abaixo :
Homem.
Borzeguinsaristocrticos. 9000
Ditos (lustre e bezerro)..... 7$00O
Borzeguins arranca tocos. 7j0OOO
Ditos econmicos. ...... CjOOO
SapatOes de bater (lustre). 5^000
Senhora.
Borzeguins primeiraclasse (sal-
to de quebrar) ...... 5$000
Ditos todos de merino contra
calos (salto dengoso).....4$500
Borzeguins pata meninas (for-
t'"'nios)..........4^)00
Euro pe feito sortimento de todo cal-
cado e daqtiillo gue serve para fabrca-
lo, como sala, couros, marroquins, eou-
ro de lustre, fio, fitas, sedas etc.
s_
-
-*^-r


DIAIO DE PERNAMBUCO. QUARTA FBHU 5 Dfc JUNHO Dfc' 1*60.
DAURORA.
Seas proprietarios offerecem a seus numerosos freguezes e ao publico em geral, toda e
qualquer obra manufacturada em seu reconhecido estabelecimento a saber: machinas de vapor de
todos os lmannos,odas d'agua para engenhos todas de ferro ou para cubos de madeira, moen-
dase meias muendas, tachas de Ierro batido e fundido de lodos os lmannos, guindastes, guin-
chos e bombas, rodas, rodetes, aguilhes e boceas para fornalha, machinas para amassar man-
dioca e para descarogar algodao, prencas para mandioca e oleo de ricini, portoes gradara, co-
lumnas e moinhos de vento, arados, cultivadoiea, pootes, 'aldeiras e tanuues, boias, alvarengas.
botes e todas aa obras de machinismo. Executa-se qualquer obra soja qual fr sua nalureza pelos
des'nhos ou moldes que para lal fim forem apresentados. Recebem-se encommendas neste esta-
belecimento na ra do Brum n. 28 A e na ra do Collegio hoje do Imperador n. moradia do cai-
xeiro do estabelecimento Jos Joaquim da Costa Pereira, com quem os oretendentes se podem
entender para qualquer obra.
Viiilio de Bordeaux.
Em casa de Kalkmann limos & C, ra da
Cruz n. 10. enconlra-se o deposito das bera co-
nhecidas marca dos Srs. Brandenburg Frres.
e dos Srs. Oldekop Mareilhac & C, em Bor-
deaux. Tem as seguintes qualidades :
DeBraudeaburg frres.
St. Estph.
St. Julien.
Margaux.
Larose.
ChAleau Loville.
Chaleau Margaux.
De Oldekop & Mareilhac.
St. Julien.
St. Julien Mdoc.
Chaleau Loville.
Na mesina casa ha para
vender:
Sherry em barris.
Madeira em barris.
Cognac em barris quadade fina.
Cognac em caixas quadade inferior.
Cerveia branca.
Ra do Codorniz n. 8.
Vende-se.
Milho em saceos.
Parinha de mandioca.
Prelo de Lisboa.
Charutos da Italia.
Feijao amarello.
Saliao massa.
Dilo amarello.
Arroz com casca.
E outros muilos gneros, ludo mais borato do
qne em parte algunia podem encontrar os fre-
guezes que trocara sedulos vellias e cobre por
gneros.
Fogos de vista
Para o festejo de Santo
Antonio cS.Joao.
Jos Paulino da Silva declara aos amantes dos
festejos de Santo Antonio e S. Joao, que lera es-
tabelccido a sua fabrica de fogos na ra Imperial
alem da fibrica do sabao, conforme a licenga que
obleve da cmara municipal, e ah cnconlraroo
os freguezes fogos de todas as qualidades, rece-
bendo tatnbcm encommendas, tanto para dentro
como para fura da provincia, aviando-as com
a maior proraphd.io possivel; assim como vende
maleiiaes para os mesmos ja preparados para
aquellos pessoas que quizerem fabricar particu-
Venue-se ou trucase poi alguma negra, ou |
aula la, un negro moco multo robusto, e de be-
nita figura: na ra Nova n. 52, primeiro andar.
Ferros de en-
gommar
econmicos
_ a5#000.
Estes magnficos fer-
ros ocham-se a venda
no armnzem de fazen-
das do Raymundo Car-
los Leile lrmo. ra
da Imperatriz n. 10.
Trapiche de depsitos, al-
fa ndegadon. 19.
I^argo da assemMca.
Ha continuamente para vender neste trapiche
saceos de feijao mulatinho muilo novo com 6 al-
queires. farinha do mandioca de diversas quali-
dades, milho, farelo superior em saceos muito
grandes, arroz do Maranho, cera de carnauba^
couriohos curtidos, sola e palha de carnauba, lu-
do por precos commodos e em grandes porgues
nometros, moios chronoraetros d* ouro, prala f a vonlade dos compra-
dourada efolheadosa ouro, sendo estes relogios | v, w vluJO
dos primeiros fabricantes da Suissa, que se ven- i dores.
dc.ao por precos razoaveis. Rp7ipPA fVinPPT
| GRANDE ARIAZEI |
J DE
Relogios
Suissos.
Em cosa de Schafleitlin&C, ra da Cruz n.
38, vende-se um grande e variado sorlimenlo de
relogios de algibeira horisonlaes, patentes, chro-
FABRICA
CD
DE
B0 (SilfiEEA [lidilCf6) fig Ilf II,
* Sita Da roa Imperial n. 118 c \ 20 j anta a fabrica de sabao.
DE
Sebastiao J. da Silva dirigida por Francisco Belaiire da Costa.
Neste estabelecimento ha sempre promptos alambiques de cobre de differentes dimenedes
(de 300 a 3:000$) simples e dobrados, para destilar agurdenle, aparelhos destilatorios continos
para restilar e destilar espiritos com graduado at 40 graos (pela groduaYo de Sellon Cartier) dos
melhores systemas hoje approvados e conhecidos nesta e outras provincias do imporio, bombas
de todas as dimengoes, asperantes ede repucho tanto de cobre como de bronze e ferro, lornclras
de bronze de iodas as dimengoes e feitios para alambiques, tanques etc., parafusos de bronze e
ferro para rodas d'agua,portas para tomainas e criros de ferro, tubos de cobre e chumbo de todas
as dimengoes para encmenlos, camas de ferro com armacao e sem ella, fugos de ferro potaveis e
econmicos, lachas e lachos de cobre, fundos de alambiques, passadeicos, espumadeiras, cocos
para engenho, folha de Flandres, chumbo em lencole barra, zinco em lencol e barra, lsnces e
arroellas de cobre, lences de ferro a lato,ferro suecia inglezde todas as diraenses, safras, tornos
e folies para ferreiros etc., e outros muilos artigos por menos prego do que em outra qualquer
parle, desempenhando-se loda e qualquer encommenda com presteza e perfeicao j conhecida
e para commodidade dos freguezes que se dignerem honrarem-nos com a sua confianca, sena-
rio na ra Nova n. 37 loja de ferragens pessoa habilitada para tomar nota das encommendas.
grande e grosso;
Roupa leita.
Rua Nova n. 49, junto i
a igreja da Conceigo dos
Militares.
Neste armazem encontrar o publico
um grande e variado sorlimento de rou-
pas feitas, como sejam casacas, sobreca-
sacas, gndolas, fraques, e paletols de
panno fiuo preto e de cores, paletols e
sobrecasacas de merino, alpaca ebomba-
zinapretos e de cores, paletols e sobre-
casacos de seda e casemira de cores, cal-
cas de casemira prcta e de cores, ditas de
merino, de princeza, do brim de linho
bronco e de cores, de fuslo e riscados,
calcas de algodao, collete3 de velludo
preto e de coree, ditos de selim preto e
brauco, ditos de gorguro e casemira, di-
tos de fuslocs e brins, fardamentos para
a guarda nacional, libres para criados,
ceroulas e camisas francezas, chapeos e
grvalas, grande sorlimenlo de roupos
para meninos de 6 a ^4 anuos ; nao agra-
dando ao comprador algumas das roupas
De 4$ e 5$.
Na ra Direita d. 45.
cobertos e descobertos, pequeos e grandes, de
ouro patente inglez, para homem 9 senhora,
de um dos melhores fabricantes de Liverpool,
vindos pelo ultimo paquete inglez : em casa de
Southall MellorsiC.
Tachase moendas
Braga Silva i C, tem sempre no seu deposito
! da ra da Moeda n. 3 A, um grande sorlimenlo
de tachase moendas para engenho, do multo
acreditado faaricante Edwin Maw a tratar no
mesmo deposito ou na ra do Trapiche n 4.
Pechincha.
Com pequeo toque de avaria.
Na ra do Queimado n. 2, loja do Fregotea,
vendem-se pegas de algodo encorpado, largo,
com pequeo loque de avario a 2g50O cada urna.
Na fabrica de caldeireiro da ra Imperial,
junto a fbrica de sabao, e na ra Nova, loja de
i ft-rrageus n. 37, ha urna grande porgoo de foltias
do zinco, j preparada para tediados, c pelo di-
, minuto preco de 140 rs. a libra.
Joao Donnelly tendo controlado com o governo i
da provincia, por intermedio do Illm. Sr. direc- AOS aiTiailteS da eCOnOITlia
tor das obras publicas o fornecimenlo de todos'
as pedras cxlrahidas da ilha de Santo Alcuo, i Na na do Quemado n. 2, loja do Preguica,
propriedade do onnuncianle, para calcamcnlo das i vondem-se c ,i,as de cores Csos bastante escu-
ruas desta cidade ; e como os me'smas obras r
publicas por emquanlo se achom poralysadas, e
pas vj,
feitas se apromplaro outras agosto do J;
comprador
nado.
daudo-se no da convenci-
Pedras baratas.
tenha o Exm. presidente da provincia por despa-
cho de 18 desle mez concedido licenga ao mesmo
onniincionte para dispor das mesmos pedras, c
por grande quaotidade que tem o aununciantc,
no caes do Ramos, offerece a quem interessor,
lamiente c sem muilo trabalho, ludo por precos'; era 8randc ou pequea porgoo, que as vende
muito razoaveis ; os pretenden les podem alii di intuito em conla. O mesmo annunciaute cnlen-
rigir-sc, ou na casa de sua residencia, que o en-jdendo-se com o Sr. Rampa, hbil orchilelo, bem
enhccido nesto cidode, conhecedor dos quali-
dades de pedras c lijlos, se tem Admirado de
nao se ler ompregado em olicerces este material,
qual as pedras do onnuncianlj, como se pralica
na Europa, paro evitar a humidade nos poredes.
O mesmo Sr. Rampa tem encommendado ao
mnunrianle 100 toneladas p3ra esse fim, dizen-
do que em obra sua jamis deitar tijollos cm
alicerce ; pelo preco que lera o annunciaute
vendido ao mesmo senhor lhe sabe mui mnis
barato do que lijlo. O mesmo Sr. Rampa deu-
mle licenca para usar de seu nomo no presente
annuncio. As pedras cscolhidas para armazens
ou calcadas, a dez mil ris por com palmos, dei-
partc desla cida-
m toda aclividade
possivel, para o que tem ss proporces necesso-
rios; os pretendenlcs dirifam-so a ra da Praio,
escriiitorio do onnuncianle.
rs. o covado.
Era casa de Rabe Sctmetton&
C, rua da Cadeia n. 37, vendem-se
elegantes pianos doafamado fabrican-
te Traumann de Hamburgo.
CAL DE LISROA,
Relogios.
Vende-se em casa de Johnston Pater 4 C, rua
do Vigario n. 3, um bellosortimenlo de relogios
de ouro, patente inglez, de um dos mais afa-
mados fabricantes de Liverpool r tambem urna
variedade de bonitos trancclins para os mesmos.
Espirito de vinho eom 44
graos.
Vande-se espirito de vinho vrdadeirocom 44
lirios, chegado da Europa, as garrafas ou as ca-
andaa na rua larga do Rosario n. 36
Sal do Assi.
A bordo do palhabote Oliveira II : trata-se
na ma do Tripiche n. 14, cscriplorio de Hanoel
Alvos Guerra, ou na taberna de Joaquim Vieira
de Barros, na travessa da Madre de Dos n. 2.
Rua daSenzala Nova n. 42
Vende-se em casa de S. P. Jonhston & C. va-
quetas de lustre para carros, sellins csilhes in-
glezes, candeeiros e casticaes bronzeados, lo-
nas inglezas, fio de vela, chicote para carros, e
montaa, arreios para carro de um e dous caval.
os. e relogios d'ouro patente inalezes
I Engenho.
Vende-se o engenho Santa Luzia,silo na ]
freguezia de S. Lourenco da Malla, entre @-1
@ os engenhos Penedo de Boixoe Penedo de ;
@ Cima : trata-se no mesmo engenho ou no ;
; engenho Mussambique com Felisbino de U !
* Carvalho Itapozo. @ '
Sndalo.
Ricas bengalas, pulceiras e leques :
vendem-se na rua da Imperatriz n. 7,
loja d Lecomte.
/ende-se superior linha de algodao, bran-
cas e do cores, em novello, para costura: em
casa de Seutball Mellor i C, rua do Torres
n. 3 .
Pechincha
GrammalicaL-ingte.
za de Ollendorff. ^
Novo methodopsra aprender a fr,
a cscrever e a fallar inglez em 6 me2es,
obra inteiramente nova, para uto Je
todos os estabelecimentos de instruc^'c,
pblicos e particulares. Vende-e na
praca de Pedro II (antigo laigo do Col-
legio) n. 57, segundo andar.
Tachas para engenho
Fundico de ferro e bronze
DB
niNDIC&OLOW-HOV,
Roa da Senzala Roya n. 42.
Neste estabelecimento continua a haver um
comapletosorlimento de moendas e meias moen-
das para en3enho, machinas de vapor e taixus
de ferro batido e coado. de todos os tamanhos
i para dt
Francisc Antowio Correia Cardozo,
tem um grande sorlimento de
tachas de ferro fundido, assim
como se faz e concerta-se qual-
quer obra tanto de ferro fun-
dido como batido.
Loja de ni armo re I
conlrarao a qualquer hora do dia, c protesta ser-
vi-los deforma que os deixc satisfeitos, nao 80*
pela boa quadade dos fogos como pela bondode
dosinaleriars que einprega, e pericia dos artis-
tas que possuc em seu estabelecimento.
Attenco.

Acabam de chegar de Lisboa muito boas dro-
gas como sejam. sulfato de quinino, iodurelo de
potassa, quina muilo fina, etc., que ludo se ven-
de por precos mais razoaveis queern outra qual-
quer parle, visto ser para liquidaco : na rua da
Cadeia do Itecife n. 8, primeiro andar.
Vende-se um excellenle deposito com al-
guna gneros, e urna boa armacao, boa cas, ex-
cellenle localidade, tendo duas entradas, urna | indas as pedras em qualquer |
^'y"'^? lraPrad0r 0,"ra Pel .CaC8 d^ W a Cllsla d a""unciaule, to
do Novcmbro para comniercio, e um dos pnmei- '
ros estabcleeiraenlos na rua do Imperador n. 71:
na mesma casa se dir com quem se trata.
nova o muito bem acondicionada : na rua da Ca-
deia do Recita n. 38, primeiro andar.
j Ameadoas confeitadas para sor-
tes de S. Antonio, S. Joo e S. Pedro e
tambem pora presentes a 2,<( o frasco,
vende-se na loja de Leite & Irino, rua
da Cadeia Vende-se a bordo do biigue nocional Mafia
tundeado no ancoradouro da carne, tainhas do
Hio Grande, tanto aos ceios, como em barris
quartolos ou pipas ; assim como ceblas.
Vande-se 1 candieiro do gaz com seis %
?6 bicos, de bom goslo, I ditos de dous bi-
cos e 1 registro paro 20 bicos, ludo per ,
preco muito commodo; nesta lypojria- W
P pitia ou na rua do Hospicio n. 17,"se dir 3>
<|j| quem vende. ^
Camisas inglezas
Na loja de Gocs & Bastos, rua
do Queimado n. 40.
Acaba-se de receber um grande sorlimento
das verdadeiras camisas inglezns muito finas,
rom pregas largas, peitos de linho, sendo estos
ultimas camisas de um goslo apurado, lano t m
pregas como em collerinhos, pols decente tanto
aos rapazes corno aossenliores de maior. poi isso
sendo muita a porcao que recebemos, delilerou-
so a vende-las por 38-5 a duzia, nesta bem conhe-
cida loja de Gocs t\ Basto.
As melhores machinas de coser dos mais
afamados autores de New-Yoik, I.
M. Singer & C. e WbeeWr &W'i!son.
5$) Nesle cslaLcleci-
mrnto vendem-se as
machinas destes Ji^us
oulures, moslram-.-e a
qualquer hora do dio ou
da noe, e respWMbiU-
sanio-nos por sua boa
qutlidade c aegortnca :
no armazem de fa/.indas
do Raymundo C Ii s
Leite & Irini'os ru da
imperatriz n. 10, amigamente aterro do Uoa-
Vista.
43Rua Nova 43
Os proprietarios deste estabelecimento fsj
avisara ao respeitavel publico, que ac- fV
bam de receber pelos nllimos vapores da aS
Europa, um variado sorlimento de arli-
gos de novidades, tanto para senhorasco- mo para homem e menines, e entre es- jjt
tes : Ci
Para senhoi as. |^
Vestidos de cores de moirantique e gro- 3fe
de-fric. J^
Capas para sahida de baile e llicalro guar- '$
nucidas a ainiinho, ultimo gesto. -"-
^ Ditas de velludo prelo, ultimo gosto.
Sg tro 8
S Chapenosde palha da Italia e seda ul- H
^ timo gosto. c/
V Leques de phontosia a madreperola. ?
|ft Chales de cachemira com bordado es- ffi
&m pecial. ib
Braceletes de sndalo e leques. K
^ Extractos de sndalo. s Vestidos de cambraia branca bordado.
ap Luvas de Jouvin brancas, prelas e de 9
^ cores. ^
a Mreos, broches e pcllerines com man- 2>
^ gtiilos de cambraia finissima, borda- W
I rido. a'retda'vaeSn? SUarBe" I SaJnders Brolhers & C" ,,m P"a '*
B.Saa&a&&B> &!^)sm *>fiV2aSa' *tu ar:nazcn, na P"C o Corpo Santo n.
a*BE^^to'^ WNNR WmwmEKSm slguns pianos do ultimo gosto. recentn:
chegadog, dos bem conhecidos e acreditados fa-
bricantes J. BroadwoOi &Sons de Londres, e
cm
Vendem-se bscoitose bolachinhas de diffe-
rentes qualidades, por menos pre^o do que em
Rcfinaco de assu-
cardoMonteiro.
Conlnua-se a vender assucar crystasado de
precisar, mande ver na rua dos Pescadores
1 e 3, padaria.
ns.
HN^ieeeeeeHsgiis-aKSiMiMe!
para invern
Ib
i.i3
I A rligos para lulo.
fChopenas pretas c mais objectos pro- ^
prios de luto pora homem e senhora,ven- c*
Mde-sc na rua Nova n. 45 Sp
C^* LOJA DE MARMORE. 9
Fardo
em sarcos muilo grandes, ullimamente chegodo
do Porto : vende-se no cscriplorio de Carvalho,
Nogoeira&C, na rua do Vigario n. 0, primeiro
andar.
Fazendas por baixos precos
Rua do Queimado, loja
de 4 portas n. 10.
Anda reslam algumas fazendas para concluir
a liquidacoo da firma de Leite & Correia, asquses
se vendem por diminuto preco, sendo entre ou-
tras as Seguintes:
Chitos de cores escuras e claros, o covado
a 160 rs.
t_l)itas largos, francezas, finas, a 240 e 260.
Riscados franeczesde cores fixas a 200 rs.
Cassasde cores, bons padres, a 240.
Brim de linho de quadros, covado, a 160 rs.
Brim trancado branco de linho muito bom, va-
ra, a 19000.
Cortes do calca de mcia casemira a 2g.
Ditos de dita de casemira de cores a 5$.
Panno prelo fino a 3$ e 49.
Meias de cores, finas, para homem, duzia a
1J800.
Gravatasde seda de cores c prelas a 1$.
Meias brancas finas para senhora a 3$.
Ditas ditas muito finas a 4g.
Ditas cruas finas para homem a 4$.
Cortes de colletcsde gorguro de seda a 2j>.
Cambraia lisa Gna transparente, pega, a 4$.
Chales de 15a e seda, grandes, um 2?.
Grosdenaple preto de 1(600 a 2?.
Seda prela lavrada para vestido a I96OO e 2g
Cortes de vestido de seda preta lavrada a I69.
Lencos de chita a 100 rs.
Laa de quadros para vestido, covado, a5C0.
Peitos para camisa, um, 320.
Chitafranceza moderna, fingindo seda, covad0
ra 400 rs.
Entremeios bordados a 200rs.
Camisetas para senhora a 6(0 rs.
Ditas bordadas finas a 2&S0O.
Toalha3 de linho para mesa a 2tf e 48.
Camisas de meia, urna 640 rs.
Lencos de seda para pescoco de senhora a
560 rs.
Vestidos brancos bordados para baplisar crian-
zas a 5(000.
Corles decaiga do casemira preta a 69.
Chales do merino com franja de seda, a 58.
Cortes de caiga de risesdode quadros a 800 rs.
Merino verde para vestido de montara, cova-
do, 1*280.
Leicos brancos de cambraia, duzia, a 2f.
5#000 .
Grande sorlimenlo de ferros de engommara
vapor dos mais ricos modellcs que se podem en-
contrar neste mercado, com seus perlences de
cova inveiico, que milito devel agradar s pes-
soos que os comprarera na rua Nova n. 20, loja
do Vianna.
Vende-se a loja do arco da Conceico n. 6,
com fazendas ou sem ellas : a tratar na rua Di-
rcila n. 104.
Assucar refi-
nado.
No deposito da rua dos Larangeras n. 15, e na
praca da Boa-Vista 11. 26, vtnde-se assucar crys-
tasado pelo prego de 240 rs. a libra.
|K Vende-se fazendas por lodo preco-para
@ acabar, na ruado Queimado 11. 51, che-
S| guem a pechincha.
^I^^-g^^jeiSM^Si&Mi"m"1lietes. hipocondrio, venreo, etc.
Na ru da Cadeia do Recite n. 23 loja a
confronta ao Recco Largo, vendem-se W
chancas proprias poro o invern ou para tm
^ andar-se em casa-! lodrilhadas a marmore |^
55/ ou lijlo pelo mdico prego de 3$ cada cjr
'i&mmm m mmmwsmumm
Admirareis remedios
americanos.
Todas as casas de fam'lio, senhores de enge-
nho, fazendeiros, ele., devem estar prevenidos
com estes remedios. Sao tres medicamentos com
os quacs se cura eficazmente as principos mo-
lestias.
Prompto alivio de Radway.
Instantneamente alivia as mais acerbas dores
e cura os peiores casos de rheumatismo, dor de
Icabcga, nevralgia, diarrha, cmaros, clicas, bi-
lis, indigcslo, crup, dores nos ossos, contusocs,
queimadura, erupces cutneas, angina, reten-
gao de ourino, etc., etc.
Solutivo renovador.
Cura lodosas enfermidadcsescrophulosas.chro-
nicas esyp hticas; resolve os depsitos de mos
humores, purifica o songue, renova o systema;
promplo e radicalmente cura, cscrophulas,ven-
reo, tumores glandulares, ictericia, dores de os-
sos, tumores brancos, afeeges do ligado e rins,
erysipelas, abeessos e ulceras de todas as classes,
molestias d'olhos, difficuldade das regras das
qualquer outra porte, sendo em porgo : quem superior quadade, da acreditado fabrica do Mon-
leiro, pelo prego de 7J00O a arroba, e aprompla-
se barricas de todos os tamanhos, com brevida-
de e accio : na rua do Caes de Apollo n. C3.
Vende-se urna vocea ingleza para dar lei-
te : na Ponte de Uctoa. sitio da viuva de Joao
Carrol.

l|m a mil pares
' promptos.
O respeitavel publico desta ci-
dade e de fra, convidado a
ir a grande fabrica de ta-
ma neos da rua Direita, es-
quiua da travessa de S. Pe-
dro, casa pintada de verde
11.16,
que achara continuadamente sem intermpcao, o
mais bello e riquissim) sorlimenlo d lamoncos
dos que ha de melhor nesla arte, proprios para a
presente estogo, que o proprietorio da mesma
fabrica est resolvido a vender tanto a retollio
como cm porgos, por menos do que em oulra
qualquer parle ; a caso tem sempre una reserva
effeclivo prompta pora qualquer encommenda por
grande que soja, de 1 a 1,000 pares.
ATTENCA'O.
Vende-se continuadamente sarcos com firinha
de mandioca, ditos com milho e farelo de Lisboa
por menos prego que se vende em outra qual-
qacr parte : na rua ds Rangcl n. 62, armazem.
FOGO!FOGO!
1
muilo proprios para este cliina.
Escravos
ugides.
Feijao amarello.
Em soceos grandes de 30 cuios, em pequeos
e glandes porgues; vende-se muilo baralu para
acabar, c saceos com farelo, o melhor que tem
vindo ao mercado, a 5$ : na rua do Vigario n. 27
1 Chapeos para senhora1. |
$ Vendem-se chopelinos com lindos en- {;
K feites e de difiVrenles cores pelo baralissr- {i*
Fugio oesrravo de nona Ccsoiio, bUdedc
viule e tontos annos, [.uno inois ou menos, ca-
tatara mediano e reforjado, bons deutes e lima-
dos, cabra escuro quosi negro, barba no ponti lo
queixo, olhos avcrmelhodos. pean un poni
arqueadas, < Blho do .Sobral (Ccara) ; portanto
roga-se oos rapitiies de c.-mpo, s auloii:
policiaea, e qualquer pessoa que o possa en on-
trar, o apprehcndam eolevem a aaa wakora o
caes do Ramos, sobrado encornado, que aereo
gmtilicodos ; e se protesta contra quem q me*
acoulodo em sua caso,
Contina andar rugido.
Fugio da cidade de Macei, no dia 18 do mar-
go prximo psssado, do bobeo asignado, sru
eacravo de nome Jos, 1 rioulo, de idode de 85 1
30 anuos, estatura regular, ou antes robwlo o
mus uloso, barba grande por Laixo do BBeuo,
com todos os denles da frente, rosto redoi di .
caa grande e ps proporcionados, levou lod<
roupa, e entre ella una copo de baeta 'zu! ( 1-
rete, caiga de algodao tinto e outras de I
branco e pardo : este eacravo [oi por algn n-
rp mo prego de l^ coda una: na rua do 9|noa proeiroda borcaga do Sr. Francisco Ing'cz da
Queimado !oja de 4 portas 11. 10. 5:-; S. Miguel dos Milagrea, e provavel ler sido 'e-
;;;.:;.: e fe'fg S6S@#M duado, visto que sobre elle pende quealao que
Botica.
milito barato.
Corles de casemira ingleza de lndissimos dc-
senhos a 495C0, paletols de brim de linho a
2g800 : na rua da Madre de Dos n. 7.
Hiberiaa2S500o corle.
No armazem de fazendas da
rua do Queimado n. 19.
Vendem-se cortes de hiberia com 14 covados,
fazenda muito fioa, imitando seda, pelo barato
preco de 2500, meias cruas Cuas para homem o do mais promplo effetlo na escarlatina, febre
a 2S-OOa duzia.
Vende-se
do Rosorio u. 29,
pata principiante.
Milho Lom.
na rua estreita do Rosorio u. 29, um-?prino em
cunta, proprio paia principiante.
Pilulas reguladoras de Rad-
way
para regularisar o systemo, equilibrar a circula-
godosangue, inteiramente vegelaes favoraveis
em lodosos casos nunca occasiona nauzeas ne
dores do ventre, dses de 1 a 3 regularisam, de 4
a 8 purgara. Estas pilulas sao efiieazes as affec-
iOcs do Cgfdo, bilis, dor de cabeca, ictericia, in-
digeslo, e em todas as enfermidades das mu-
lhercs, a saber : irregularidades, fluxo, relen-
goes, flores brancas, obstruccoes, histerismo, etc.,
Na estrada de Joao de Barros, no primeiro si-
tio a direita, passando a igreja, acha-se do con-
formidodc com as posturas municipaes montada
urna fabrica de fogo de artificio de todas as quali-
dades, aonde os apreciadores o poderao comprar:
recebem-sc encommendas para o mesmo, na rua
da Conceico n. 20.
Relogios patentes.
Estopas.
Lonas.
Comisas inglezas.
Peitos paracamisas.
Biscoutos.
Emcasa de Arlcwight & C., ruada
Cruz n. 61.
Bartholomeu Francisco de Souza, rua larga
do Rosario n. 36, vende' os seguintes medica-
mentos :
Rob L'Affecteur.
Pilulas contra sezoes.
Ditas vegetaes.
Salsaparrilha Bristol.
Dita Sands.
Vermfugo inglez.
.Tarop do Bosque.
Pilulas americanas (contra febre).
Ungento Ilolloway.
ri 1 ii 1 a3 do dito.
Ellixir anli-asmathico.
Vidrosde boca larga com rolhas, de X ongas a
12 libras
Assim como tem um grande sortimenfo de pa-
pel para forro da sala, o qual vende a mdico
preco.
Para rapazes.
Superiores chapeos de couro da Russia para
rapazes, muito proprios para a presento eslagao
chuvosa, para os que tem de andar diaiiamente
na rua, sao fortes, de muita duragao c nao entra
agua dentro, tem pretos e cor de bisouro, pelo
diminuto preco de 4# ca Ja um : na praca da In-
dependencia ns. 19 e 21, loja do lampcao na
porta.
A 1^000 a lata de biscoiios o bolachinhas
de soda : vende-se na priga da Boa-Vista nu-
mero 16 A.
bilmsa, febre amarello, c em todas as febres ma-
lignas.
Estes tres importantes, medicamentos venj\a-
companhados de instruecesimpressas que mos-
trara com a maior minuciosidade a maneira de
opplica los em qualquer enfermidade. Eslao ga-
rantidos do falsificogo por s haver #cnda no
armazem de fazendas de Raymundo Carlos Leite
& trmo, na rua da Imperatriz n. 10, nicos
agentes em Pernambuco.
Para S. J0S0.
Vende-sa monteiga ingleza a 960 e 800 rs., di-
ta franceza a 600 rs dita de tempero a 320 rs.,
queijos muito novos a 2J80C, doce de goiaba a
Vendem-se saceos grandes com milho novo a
5y00O : na taberna grande da Soledade.
Palha do AssA.
Abordo do palhabote Oliveira II : trala-ie
na rua 00 Trapiche n. 14, cscriplorio de Mnnoel
Aives Guerra, ou na taberna de Joaquim Vieira 1$ o caixao, cartas de traque a 200 ra. : na la-
de Barros, na travesa da Madre da Dea n. 2. I berna da estrella, no largo do Paraizo n. 14.
>Em frente a
matriz da Boa-Vista n. 86.
Vendem-se e alugam-se bichas de Hambur-
K0 recentemente chejradas, pela casa do Sr. J.
Falque ; assim como se applicam ventosas pela
allracgao do ar, sem precisar de levar fogo.
Goliarinhos
inglezes.
Superiores collarinhos inglezes e francezes das
formas mais modernas, e prego commodo: em
casa de J. Falque, rua do Crespo n. 4.
Vendem-se anas pequeas casas terreas,
cujos alugueis corresponden) a 10 0|0 do seu va-
lor : quem pretender, dirija-so a eata typogra-
phia, que se dar informacoes. '
Fazendas de goslo.
Augusto & Perdigao acabam de sortir sua loja
de fazendas na rua da Cadeia do Rccife n. 23, e
vendem pelos preces mais commodos possiveis
afim deserem preferidos.
Ricos cortes de vestidos de seda de duas salas e
babados.
Ditos ditos de seda de phantasia de duas saias e
dous babados.
Ditos ditos de gaze, barege e tarlatana.
Superiores taimas de seda, manteletes pretos c
linho.
Superiores taimas de trogal de seda de cor
Manguitos e golas de ponto inglez.
Luvas de pellica, perfumaras finas e pentes de
tartaruga e outras muilos hiendes proprias da
praca
proizao mesmo obaixo assignado Rufina .Vaiia
da Conceigo, da villa do Porto de Pedras em
Macei, tonto que senaq preso nesta c:.i da
quando fgido) em diosdojulho ou ag >,o do
anuo passado foi remedido para Maeeto, ai i
o le ligio : quem o apprehender ou dclle der uo-
luia, ser gratificado gencresamente.
Manoel Antonio Lopes Silva Muritila
N. B. Consta ter o dito eacravo aportado nnla
provincia na mesma janeada c-m que fugio. e
que dalli seguir im dilo jangada para a provin-
cia da Parahiba, c dessa para o Rio Orondo do
Norte ; a pessoa que delle de; noticia exerla ou
appretiendc-lo, pode dirigir-se a seu senhor, ou
nesta mesma cidade a Pcrro &. Maia, quo er
igualmente gralificado.
15 fOOO de gratificado.
Anda contina estar fgido o escravo de nome
Cot.riel, que se ausentou no mez de Janeiro do
onno de 1859, do engenho Mussumbi, com os
signaes seguintes : crioulo, alto, corpo a pr.. <-t-
gio.de idade 40onnos, muilo barbado, cara re-
dondo, grande e clicia de espinhos, olhos ra.-ms o
vermelhos, muito ladino, tem marca de raaligo,
foi do Dr. Manoel Firmino de Mello, morador cm
Beberibe, esle senhor o romprou a D. Rosalina,
hoje cosada com oSr. Augusto Gomes Crrelo de
Mello, grnro do capitn I.uiz Cavalcanti de Sou-
za, morador na cidade d'ArOa, em poder dos
quacs tem o dito escravo Gabriel mi e mu;!., r
roga-se as autoridades poliriaes e capilar; de
campo a priso, n a entrega a seu senhor, no en-
genho Mussumb, ou no Recifc ao Sr. lente,
coronel Jos Gomes Leal, de quem receberoo os
150$ i'rometlidos.

Esl fgido o prr lo Mainel, alfaiatc :
quem o capturar leve-o a seu senhor o
Dr. Joo Alfredo Correa de Oliveira, na
Passagem da Magdalena.
api
Atlenco.
Fugio da casa do Sr. Manoel Ferreira Lima, no
da 8 do correnle, as 8 horas da noite, aonde seu
senhor o linha alugado, o mulato de nome Be-
larmino, natural do serian, com os signaes se-
guimos : estatura regular, cheio do corpo, olhos
alguma cousa vermelhos, principalmente quanlo
bebe, barba poica, beigos grossos, ps idem, (m
um delles tem nm dedo aleijado de um lilho de
machado, e diz o Sr. Lima elle estar prese t-
mente com urna ferida em um delles de um lauo,
muilo regrista, inlilula-se glosador, de idade de
40 annos, pouco mais ou menos, levo vestido
caiga, camisa de algodao azul e chapeo de lela
c6r de macaco; elle veio ha poucos mezes do
engenho Alto, de Joio Fern ndes, fregoezia do
Agua Prcta, aonde seu senhor foi rendeiro Drs-
confia-so elle andar pelas freguezias de Sonto
Antonio e S. Jos : portanto roga-se as autorida-
des poiicioes o capites de campo hajam de o ap-
prehf nder eleva- lo caa de seu senhor, na rua
imperial n. 169, que serao generosamente recom-
pensados : roga-se timbera aos senhores empre-
gados da eslaco da va frrea repararem tanto
na sahida do trera os passageiros, e como na lo-
comotiva do snico, pois o mesmo j tentn de
outra vez sahir para ir trabalbar na estrada Ja
mesma ra.


(*)
-^


Li itera tura.
Conferencias de N. S. de Pars.
1 elo B. P. Flix.
Quarta.
( Concluso. )
Pois bem vae-lo, cruel, vae-lo Voe* dar
m esse coragao inserrsivel e impedernido,
que so rmscou na uno a sua propria venlura : | divorcio, una vez tolerado, dormitar ena
vao-io, j .]ue o quere mas peco-la que nojcnc'ra. a pailiio romper em dique ; e o
fi'il.'s em amor, em genero;>idade,'em herosmo I borlo peranlo ella dai-lhe-ha passasem pn
porque nao tabes amar seno a ti mcsino, porque da. :l parte, animada pela lei, vaidosa do
!i;iu 1*4 (tnnarncit Ao .-..*;..i ..**,. n ../.n A.-- ..v> (rilimiihna a n furia fina _**-_. 1:1. <
sempre provenienio do divorcio. A paixao, por
sua nalureza caprichosa, o mudavel, achir nos
seus caprichos e inconstancia razes de sobra
contra o casamento, o a familia nao tei oulra
base senao a propria inslabilidade.
Em vaoa lei, que se lem tornado insuflicienlc
para conter o raonstro da concupiscencia, que ar-
ruina a familia, procurar oppor no divorcio um
dique, propondo-lhe condignos ; em vo procu-
rara fazer dessas condignos a ultima Irincheira em
j defeza da familia ameaeada. Esforcos inuteis!
i divorcio, una vez tolerado, derribara essa Irin-
trillm
.... para lo-
porque nao .'ales amar senao a ti mesmo, porque i ua. 3 parte, animada pela lei, vaidosa dos seus
nao as generoso, s egosta porque nao s um 'numphos e a furia dos amores libertinos das
Iioie, s um cobarde nao os analmente, como affoigdes inconstantes, substituir bem depressa
le quilos inculcar, sensivel, bom. temo e com- cssa resignago da virtud?, que faz desenvolver-
pnssno ouve a ver lado que te diz, ouve a cons- ,sc a familia, rresnio no seio dos soffrinintos do
ctenrii que le brada: s inscnsivel, s mo.- s uma unio, que a affeicac nao torna feliz. Vspo-
cruel dereisdizer: A loi deve permittir o divorcio,
H'ir conseguinle vos, sectarios do divorcio, pro- porque para corlas almas elle de necessidade
(estaos em nomo da natureza e da razo contra r*u responderci quo para satisfacer s necessido-
a indissolubilidado do lago conjugal, o eis que (l.os dos esposos, a quem absolutamente impos-
ea nalureza e a razio que proleslam contra vos. siv E verdade que ha urna nalureza m, pervertida, Pl''a loi. e tolerado pela egreja a sep.araoo de
ignominiosa que faz voios pelo divorcio ; porra corpo. Porra fica miiilo cerlos de que como ja'
Kima desta nalureza baixa, grosseira e avultada, I V"S disse, a iicccssidade. do divorcio, propria-
lia oulra que generosa, nobre. corajosa, subli-| mente dilo, una necessidade egoisla ; e sne-
me, que procura approximar-se do immortal e do iona-la com urna salisf.icao legal, e com urna
divinoe a natureza transfigurada nos enrielaos pcimisso religiosa, o msmo que provocar a
pola sua uniao com o Chrislo. Esla natureza, desorden, o mesmo que annlquillar na familia
que calumniaos com as vossas palavras, que pro- ouico obstculo rapaz de suspender as paixdes !
curaos abater com as vossas doulrinas, cada vez So aindaduvidaes do prejuizo lerrivel cansado
mais se eleva sua altura escudada pela religi.io ; a familia polas Icgislagdcs, que se tornara com-
e pela fe contra os ataque* que Ihe dirigis ; ella pces das fraquezas do coracao, pcrmiiiindo o di-
spona ao despreso das nages essas almas, que [i ''ureio, nao lenho mais senao dizer-vos, seni ir
nao sabendo supporlar o peso das suas grande- j "mito longo : Vede por todas as parles spalha-
zas, emprehendem deshonra-la com as orgias da |1,os DS resultados immediatns dessas lois desas-
sua lilteruiura, depois dea haverem insultado | **>. Km 93, quando o divorcio .appareceu no
com a devassido dos seus costuines ; e pois ella nielo de lanas outras corrupgcs, coula-se que
VOS hiaila. .1 vos nrnirnilnrr.c ,di iliArin *..-. nos lies Tii-impriic ntoT^e n ..,,.....l.^ ilai:...-(.
MARIO Dg PERNAMBC. QDaRTa FEIRA o ftfe JnUflrt |>E 1860
vos brada, a vos pregadores do divorcio : Aria-
ihema e vergonha sobre vos, pregoeiros infaman-
tes da ronlradicco, da flaqueza, do egosmo e
da (moldado !...
Porm quero suppar por um momento que o
divorcio nada disto sojanem eoulrndicco, ncm
egosmo, nem fraqneza c nem orueldado : ainda
sssim, ser elle admssivel ? Nao, mil rozos nao;
conven antes preserovft-le em nomo da familia ;
porque o divorcio a decadencia, o opprobiio e
a dealroigo da mesraa familia. Caleulae, se sois
capares, tudas as consequeneias prnticas do di-
vorcio, quando aJmittido polas Icgislagdcs, o ve-
ris de lodos os lajos effeitos dcsistrosos, e no
flni de indos os desastres ura desastre inevitavel,
i.-lo o, a ruina da propria familia. Como ja dis-
temos, o casamento -o vinculo, a base e o sus-
tentculo da familia. Agora diremos que o di-
vorcio permillido pola leiesse vinculo despeda-
zada, essa base abalada, esse sustentculo
derribado ; o opprobiio, a degradacao e a ruina
certa da familia ; e como consequencia de ludo
isio-o arillamento social.
Obsorvae ainda, seuhores, o divorcio at na
sua signilicsco aprsenla o indicio da dissoluco
com que ameaca a familia. O que faz o vinculo
da familia a uniao dos esposos; o dessa uni-
n.lo de dous entes, que formara um s, a vida
,. .-----------'"..........-- f
iia diminue, se desmembra e so nnniquilla ; o
cabos o a anarchia pendram no lar domestico,
d'onde desappafecem a uuidade e a eslabilidade,
como ilo um impeiio dividido polas facedes, e as-
solado pelas revolugde?.
nos iros (nimeiros mezes o numero dos divorcia-
dos em Paria cgualou terca parle dos casamen-
to.. E allendoi para o que anida se passa sob os
nossos olhos. Ha dous anuos apenas que una
nacao vizinlia fez novas concessoes ao divorcio;
e vede com que rapidez a concupiscencia preci-
pita as suas desastrosas consequeneias, animada
por essas complicidades legaes. Nao ha moilo
anda queso so viam na Graa-Brclanha cinco ou
seis casos do divorcio legal durante cada auno;
suppuiilia-se que depois da nova lei o numero
subira quando muilo a Irinla : mas elle exceden
de urna manein desproporcionada a lodas as pre-
visoes. Actualmente o tribunal ancarregado de
decidir sobre os processos de divorcio legal nao
pode dar-lhrs vencimcnlo, e chega ale n proferir
oilo semenoas por dia. I.i que no mez de junho
do mino passado existiam j 139 causas pndra-
les, o boje ouco dizer-se u.ue ser preciso aug-
monlaro numero dos juizes para que possam sor
ulgadas todas as causas existentes : o entretanto
ti lei apenas coula dous anuos de applicae.ao : o
que ser pois daqui a viute anuos, se essa disio-
l'irao do casamento na Inglaterra for assim pro-
kredindo na propor.ao da sua duracao? Nao ro-
lo posso dizrr; porm o que so passa na Vrussia
da berrr a enlerulor o quo >o passar na Inglaler-
ila. Um publicista insuspeito nesse ponto arre-
_ ...-vavav u..... |......
le da popu'aoo da Franca I" 1. so a todas essas
anides dissolvidas, acrescentnrdcs o numerosem-
|>ro progrossiv-u de homens e de mulheres, que
nem mesmo se querem sujeitar una uniao tem-
poraria, busrando de capricho em capricho, de
Ora, o que fazo divorcio? Dostruc essa unida- i intriga cm intriga, cevnr o brbaro dnleiiedos seus
de permanente ; dissolve o vinculo que prenda a nrcs Ilcitos, veris com espanto que as pai-
sa vi las mltiplas na unidade do laco fraternal, *\es co"1 a ruina do lago conjugal acarrelam a
ligando-as todas indissoluvel unidade do laco ruina da propria ramilla I
conjugal. Por tanto o divorcio urna issolu- Al que ponto pensaes vs que nos noder.
cao, 0 urna mfraccao, e um anniquillamenlo, conduzir essa negaco para o iu Ilnalmenle um schisma ; e eis-aqui porque, cedu i pfelende fazer a gloria .1 > futuro? Al onde ira
ou lardo, lorna-se n'um desasir e ruma para a lor essa necessidade de divorcio e do separaoao
ni.; ,. I "1vocada cmo umdireilo sagrado em nomo ds-
l or conseguinle para medir de anle-mao lo- i se, amor, que busca desompedir-so do dever ? V.
los os males que o divorcio pode causar fami-I n..o queris obrigar para semr.ro esse mesmo
lia, e por lano civilisaso, basta allendor-se a4ioi? soberano, do qual segundo o
pan. o que exprime o seo nomo : elle a dissq- ptvssao. se devera te'r feilo o Deus do unfrersol
luao da unidade personificada ; e dessa dissolu- Mas entao dizei-me at onde queris cstonder.
narif n mf.nhiuia^".0' ,il",da m"8' P6.^ HP'rio dessa libordade. que pretendis dar ao
idade, dando-nos por muilo | anW deaempedido dos soos obstculos? Admii-
felizes enlo se olla nao nos conduzir egualmen-
ic at a ignorancia da promiscuidade.
1.83a douirina impudente, que dissolve o vin-
culo da familia, dcslrue tambera a sua base. O
que forma a liase na ordom domestica, assim co-
mo na ordom publica, o devero dever abraca-
do pela inlelligencia, exeeulado pela vonladc.tr-
r.ie esta idea elementar, e nao haver mais baso
tiris para esse amor egosta a liberdade sem li-
mrles de contratar sempre unios, a quo de for-
ma algiima se soieilar eternamente ? Paris des-
sa liberdade a lei da familia o o progresso da so-
ciedad o ? Injurio I Irrrsiio I Veste caso o que se-
ra essa snriedade, omh. o vosso amor dosenfreia-
doj armado do divorcio como du um instrumento
untador, vai zombando da vida, profanando o
f ... -..........-;i --v. ....;. uu^u .i^uioum, ai ziimuamio na vida, nroranaiulo n
para a bnilia. como nao a haver tambem para j lar, semeando na humanidade nao familias com
"<*tate. porque ella fallar egualineulo | a sua unidade, sua harmona, e sua forra mis
ru. W- t' ,- ., f^kmenloade familias com a* suas divisos com
Ora o divorcio autorisado pela 1er, c permillido os seus desastres o opprobrios? O que ser 08M
pola rehua,,, representa a idea de que o dever so^iedade, onde vejo anda individuos reunidos
^\!TlV^T^LV'miat ?um: Hia$* 1. OS ligue una SOS nutres como
girasaimas ,0 1SI0 eo mesmo quo proclamar i giaos de nrcia, mas ondo o paromesco a succes-
nipiii-iiamenlo, de accordo com os cscriplores sao, a Iradicao o descendencia parece'm a ma-
crroi lores do vosso lempo, que para manter a neirade um'a cadda mutilada, desnrender-se em
ordom, a harmona, o a folicidade ua vida, o de- mil pedacos?
ver nada o seiitimento ludo o que ser a mesma familia, quando o di-
oom eiTerto nos principios establecidos em lo- von;io, sem um poni de mira, triumphar com a
dos os discursos, em tolos os lvros daquot.es
que audaciosamente apresentam o casamento co-
pio urna escravido, o os deveres que Ihe sao
inherentes como urna tyranuia, o que ha de mais
salime ? Ha o sentiinenio, a sensibilidade, a
co:ii"0.o, emiim o amor, lodas eslas cousas re-
' ,......r------" v""". *-'"a """*" <-. a aciuuiaiiu-3 nao apresouiarao em si estam-
prosentaudo a base o a rszao soberana de ludo :; pado o signal evidente da rara, por que fallar
** eis-aqui a lamilla depondenle de um acaso, de nni .< <- -:- ri.i!.
urna mudenca, de urna contingencia, n'uma pa-
java de um sopro que hoje se sent, amanha
ja nao se sentir ; porque, ifinal de contas, para
se abalar n'alma humana essa base emprestada
familia, o que preciso? Um sopro, o nada mais
Mn.1 ... KS. --..-_______ i
paixao sem limites ? Ser nina cousa que nao
ter significaco na lingua dos povos ; um l.by-
rinlo vivo em que o sarigue se crusar com o
sangne, a familia com a familia, o nomo com o
nome ; reunan disparatada de geraces, em que
emblantes nao apresenlaro em si estam-
vidente da raga, por que fallar
aos entes a unidade da vida ; familia sem physio-
nnmia, porque a ingenuidaJe do mesmo sangue
nao refluir com toda sua belleza para o mesmo
lypo raga mltipla, e se melhor ic posso ex-
primir raga heclorogenea, em que a fralernidade
se desligar, em que a familia se dividir e sub-
sofoque nao se esperava boje eque hoje mesmo dividir, por que a parternidade nao se desvane-
nil;'m'Y ,eorB,::10.Pom "ma nova sensacao :; eeM, como a arvore fecunda, na mulliplicidade
ninguem sabe como elle vero, o caso porem que | das suas vergonleas, na ur.idade da sua vida I
I2i ubrC coracao ? sentunenlo que cha- : Onde estarao os irmaos onde as irmias, e como
" s'.uera"' c 1U0 do-throiijsa o dever, di- reconhcce-los ? Irmaos e irmas cm parle; Ira-
zendo-lhe com a sua voz femenlida : Es um ly- temidade mutilada, equivoca, onde se ser ao
ramio, vae-le ; mim compete reinar. E de fac- mesmo lempo estranho e prente, onde o mvs-
o reina no imperio do dever exilado do lar do- : lerio do nascimcule se cobrir o mais nossivel
"Zc-T .:mre,li,a' C ?Cf i rnad*. cPllcmfiro l* aP- e9"' mascara da hypocrisa, e com a falsidade
parece rima hora de folicidade facticia ; reina, e do nome I
com elle reinara o capricho, a phantasa, a pai- | E os filhos ? O que ser desses entes sopara-
z.10. a oesordem, a anarchia, e flnalmente o cri- dos, e por assim dizer divididos em dous por
me, que seenconlra quasi sempre no termo desse : urna paternidade o por urna rnalernidMe que ca-
reinado do senlimenlo proclamado soberano. da urna reclamar para si metade das alma
Ue ludo isto segue-so que se anniquilla a base molade doscoracoes, e metade dessas existencias
SOCiedaJO ; 0 casamento nordA n trarnuli.i Hi fltiittrw ila itmi nsll. ... n .,;..-:, .-_t ar-
da sociedade; o casamento perde a garanta de
eslabilidade, de Iradco, e de perpeluidade, e
apenas llca tendo o "valor de um acaso, quasi
FOiLHETUl
sabidas de urna uniao qie o divorcio lera dis-
solvido ? Filhos Infelizos, tristes orphos, que
alimenlaram ua alfeicao de suas mes o odio a
seus paes, e vice-versa, que aprendern! as li-
coes da paternidade ainaldlcoarem a materni-
dado ; ftlhos quasi sempre sera urna educacao
verdadeira ; que vieram ao mundo, que nasce-
ram, e que nao podoram ser dignamente edu-
cados I
So o triumpho do divorcio, o dos amores liber-
tinos progredir cada vez mais at apossar-se do
mundo moderno, o quo vira ser dessa muljdao
de films que conderanareis a nao ter um nomo?
Como reparar um parle ao menos dos desas-
tres desse mal lerrivel ? Um philosopho, que
para isso lnha as suas razoes. aconselbou osle
maravilhoso cxpedienle : encAei os hospicios.
Embota ; para ah podereis mandar os pobres
innocentes exilados do lar domestico : mas a fa-
milia i ainda urna vez vos pergunlo : o quesera
da familia ? Que segredo possuis fara manter
com o progresso do divorcio, o com a dissolu-
co dr laco conjugal, a unidade, a successo. a
tradico, a bejleza, a harmona, a forca. e a fe-
cundidade da mesma familia? Nenhum !
Engano-me ; esquecia urna espantosa inven-
co do nosso lempo, lo fecundo em invences !
Por urna risivel parodia a esla formula, que na
ordem social lem prevalecido como o indicio do
nosso progresso ; lodos os Franceses sao eguats
peranle a lei, appareceu urna doulrina prelen-
dendo para si os f..ros de revelacao, querendo-
introduzrr na familia esla outra formula, que Ihe
j parece assignalar para a mesma familia urna no-
I va era de regeneragao : Iodos os Franceses sao
eguaes peranle a niaiernidade. Islo quer dzer
a malernidade faz.-ndo do salario do seu crlme
a heranga de seus filhos. e a paternidade con-
servando-sena sombra, desconhecida da loi, eo-
rao um myslerio impenelravel, e um segredo que
nao convem sondar I
Nao aproundemos mais esses syslemas, em
que o crime nem ao menos procura occultar-se,
em que a imraoralidadc se aprsenla por si mes-
ma corno le do progresso I Basta, seuhores ;
lempo de suspendermo-no3 nesse precipicio
para que nosirapelle o sopro das doulrinas ante-
chrislas ; escudados com um dogma, que nada
at aqui tem podido abalar, arrojemo-nos deno-
dadamento nesso turbilho quo envolve a fami-
lia, e digamos ao divorcio : Nao passars avan-
te I (ligamos paixao que o invoca: Suspen-
de-le, nao irs mais longe I
Paes, maes, esposos christos, comnenetrao-
vosda vossa grandeza, e da vossa voragao : abra-
cae-vos no seio da unidade, e da indissolubili-
dado ; dae um ao oulro esse amor que vos pro-
metles.es ; edueae a vossa familia na sanlidade,
na paz e na alegra, e fazei que ella imite di-
vina familia, que lome por chefo o snnto Ilus-
tre entre lodos o santos : Jos cuja fpsla cele-
bra amanhaa a egreja, offerecendo-o o o vosso
culto, vossa miiagao. como o modelo, e o pro-
tector da familia christa I
Quinta.
Senhores.- De lodas as causas da dissolucio
da rastilla, quo se pode assignalar. urna das mais
radicaos, e assustadoras. sera controversia a
tendencia para permillir-sc o divorcio. A fa-
milia se baseia inleiramenle sobre a uniao per-
manente do homem e da mulher, n'outros tor-
mos, sobro o dogma da indissoliibi.idade ao lacb
conjugal. Somonte a egreja calholica lem p.i- '
pido manter cm sua iriiegndade esse dogma ron-
serrador da familia ; lodas as outras mugios,
todas as outras doulrinas se neo desviado a esse
resucito do rerdadeiro ponto; al mesmo no
chnslianismo as variedades do erro schismalico,
hertico, racionalista, mais ou menos leem
sacrificado s paixdes humanas essa verdade di-
vina. Para aquelles que enxergam as cousas
como ellas sao, cssa obstinarn nvencivel em
defender urna verdade severa, porm necessaria,
contra a duplico conspirariio dos orros e das
paixdes, um indicio da'divindade da egreja
calholica ; pela menos urna demonslraco do
seu poder em garantir as verdades mais indis-
pensareis ao progresso da familia.
_ Com rll'cilo, n divorcio considerado em si nao
e, como se lem querido apregoar. o voto da ra-
zio e da natureza,a necessidade das almas subli-
mes, generosas e sensiveis ; pelo contrario a
falsidade emprestada parle mais sensivel da
nossa oxistenoia, una contradieco, infamia, e
crueldade ; e a nalureza c a raz'o protestan, ao
mesmo lempo contra doulrinas que, sob o pre-
texto de desenvolvimento da humanidade, s
tendem a deshonra-la. Tal o divorcio consi-
derado em si mesmo. As paixdes poderio bra-
lar eternamente contra o jugo, que a indissolu-
bilidade Ihe impe ; ellas nao conseguirlo anni-
qullla-la ; o divorcio (icar sempre sendo aquillo
que urna conlrariedade ao lado sublime da
nossa nalureza, um opprobrio para luda a hu-
manidade que o aceita ; e sobre tudo ficar son-
do o flagello da familia que araeaga a cada passo
arruinar. (
A uniao do homem e da mulher o vinculo,
a baso, e o sustentculo da familia ; o divorcio
osso vinculo dospedaeado, essa base abalada,
esse sustentculo derribado ; a animago dada
s paixdes que nao querem supporlar um froio,
finalmente em lugar do dever e da virlude,
que fazem lorescer a familia, o furor cresconie
dos amores libertinos, queanniquillam a mesma
familia. Poderia ainda apresenlar-vos outras
consideraces a respcilo do divorcio ; porm
nem tudo se pode dizer n'um discurso : limit-
me por lanto aos pontos mais essenciaes.
Passo pois a tratar do objeelo que considero
como complemento necessarin do que vos lenho
dito. Depois de vos ter mostrado o que para a
familia a uniao do hornera o da mulher, do pai
e da mai, resra-mc fallar separadamente do cada
um delles, e moslrar-vos qual as allribuicdcs o
carcter de ambos na familia._
E'evidente, senhores, que'os altribuigdes do
pai e da mi na familia se confunlem mutua-
mente; porquanio os aitribulus entre lies se
communicam n'uma medida mais ou menos ge-
ral, e a gloria do um e de oulro vern a refleclir
ao mesmo lempo sobro a fronte do ambos ; nc-
conlecc al multas vezes que vindo a faltar ura
dos dous, aquello que sobrevive resume na sua
pessoa o ministerio integral que, no plano da
Providencia, suppdoduas pessoas. Tratare, pois
nestes dous discursos do carador dis'inclivo. e
das allribuigdes mais especiaos do pai o da mi.
O carcter mais especial do pai na familia a
autor i pado, e como consequencia desla o ex-
ercicio do poder. Varaos pois indagar qual ,
no plano da Providencia, o podor que Dous con-
firi ao pai de familia ; depois procuraremos in-
dagar a alliludo do seculo o do Christianismo
para com esse poJer paternal.
Tratando de quesldes tao delicadas, nao pre-
tendo tomar a defesa do pai contra a mal, nem
*3SM35an
imsrmr1
pon
PAULO DE^KOG K.
Historia de Cerisetle.
{Conlinuago. )
A viajante linha bom apetite e comeu-lhe
deveras \ achava a mioha cosinha ao seu gosto,
o que nao para admirar. A pejuena coma
menos, e linha sahido da mesa para ir brincar
no quintal. A camponeza comeu por muilo lem-
po... Nao eslava da minha parle dizer-lhe : to-
me sentido, minha senhora, olho que isso Ihe
faz mal ; todos devem saber o que podem con-
ler. Emfim, depois de ter termiuado ojanlar, a
viajante dsse minha mulher :
Vou deilar-rae um bocadinho para descan-
car ; lenlia a bondade de tomar sentido na pe-
quona, e se passar algiima diligencia ou oulro
qualquer carro quo v para fhris, accorde-me
lugo, bem dopressa.que n'um instaote estarcida
p. Vou dtilar-me vestido.
Fez-se ludo como quera a mulher; a minha
Eva levou-a para ura quarloem que hara urna
boa cama. A viajante deitou-se dizendo :
Vou lomar urna boa somnata, tornero sen-
tido na pequea.
Mioha mulher fechou a porta e desceu. A
menina coulinuava a brincar no quintal. Podiam
fcilmente tomar sentido nella, porque nao li-
nhamos outros viajantes na estalagem.
Entretanto passaram-se muilas horas. Nao
linha sinda passado carro para Pars, mas che-
'gando a noite, disse-me minha mulher :
A viajante j dorme ha muilo lempo ; nao
aehasque fago bem em iracorda-la ?
Eu respond minha esposa... Francisca d
vinho a estes senhores... respoudi, pois :
t*) Vide o Diario n. 141.
Ella nos dsse que nao linha pressa de che-
gar Paris, nao vejo perianto inconveniente cm
deixa-la dormir ; talvez se zangue por irmos acor-
da-la.
Todava, se ella esliver indisposta... janlou
lanto... Oh vou ver se precisa de alguma
censa.
c E foi ao quarto da? viajante ; ao cabo de um
momento ouvl que me chamavam ; na voz de
minha mulher havia um acento de terror que fez-
rao ter arrepios de fri. I.arguei-mc scarreira3
para o quarto.
Anda ver a camponeza, grlou minha mu-
lher, nao sei so istosomno; masja lenho
chamado urnas poucas do vezes, e ella nada de
me responder.
Aproximei-me e adevinhei inmediatamente
a lerrivel verdade ; entretanto charne os vizi-
nh'is, depois larguei-me para Nemours d'onde
trouxe o medico. Debalde tinham lentado fazer
com que a pobre mulher lornasse s si, mas qual!
, eslava morta e bem mora. O medico doclarou
; que linha sido um golpe do sangue, urna apo-
: plexia, causada talvez por um jantar muilo abun-
] danle, ou pelas malditas cereias que ella linha
i comido antes de jantar com carogos e tudo. Em-
I fim, ze-mos tudo para fazer com que o pobre
mulher lornasse a si. Foi tudo baldado. Tinha
morrido sem ter dilo urna palavra, sem que nos
soubessemos nem seu nome, nem deque paiz
vinha.
Como de ver, eu e minha mulher ficamos
muilo alrapalhados com a menina que mal fallava
e rom a pobre viajan. que uo fallava mais.
Mande procurar as aaioridades. Vieram o Sr.
Uaire e u Sr. juiz de paz ; quizeram interrogara
menina, que desconfiara da desgraga que acaba-
ra de succeder-lhe, e eslava anda brincando ; o
Sr. maire perguntou-lhe muilas vezes como se
chamava, e ella respoHdia : Lina, Calina, Ninina ;
d'onde o Sr. meire concluid que poda chamar-se
Carolina, Celina, ou Calharina. rerguntou-se-
Ihe o nome de sua ama, s respundeu mamam
ou nanan Tudo isso nao nos adianlava idea a
respeto do quem fossem seus pas. O Sr. maire
roandou buscar o embrulho que a viajante trazia
e abrio-o ; havia nclle alguma roupa de mulher
o da menino. A'roupa da mulher tinha a mar-
k e ^' a da men'na li"l>a s ura C. Emtlm
achamos uma carleirinha de marroquira, milito
volha j, e n'uma algibeira della, embrulhados
cuidadosamente em papel, dous bilhetes do ban-
co, um de mil francos e oulro de quiohentos
dvsla coulra aqueile ; smenle buscare revelar'
a um o a oulro, na sua dignidade respectiva, a
erigem dos seus mutuos deveres. O sacerdote,
orgao de Jess Chrislo. protector de ambos :
procuremos pois, aprcsenlando imparcialmenle
as tlribuigoes da paternidade, a da malernidade,
demonstrar o progresso de toda familia em Jess
Chlisio Nosso Senhor.
O pai de familia reprsenla, e persomnifica es-
pecialmente a auloridade, e o poder. Basta sim-
plesraente a razo para revelar-nos quo a idea
de poder se acha incluida na idea de paternida-
de, de soile que a paternidade sem o poder
uma conlradicgo.
Em primeiro Mugar, a paternidade encerra o
poder titulo de dignidade. Telo fado de pa-
Urnidade, o homem se eleva a uma dignidade,
que nao conta cima della scuao as dignidades
da ordem sobrenatural. Encarada pelo lado ter-
restre, excede ella loda a grandeza humana :
encarada pelo lado diviuo. ella a mais bella
parlcpago da dignidade do Deus. pai e creador
de lodas cousas. Toda paternidade vem de Deus.
no cu e na Ierra ex quo omnis paiernilas i
cwlis ti in trra ( Eph. III. 15 ) : ora a paterni-
dade no seu sentido mais simples o poder de
reproiuzir um ente seraclhante a si ; logo a dig-
nidade parlernal crescc e augmenta com o ente
producido ; e por que o hornera o resumo da
rroaeao. e a obra prima de Deus, seguc-se que
reproduzr e formar o homem consllue a mais
alia dignidade humana.
Exislem, verdade.sobro a Ierra dignidades, a
que os homens em sociedade coroamcom a mais
sublimo aureola, o honram com as homenagens
mais lustres: dignidades reaes. ou impetiaes.
qualquer que soja o nome que Ihes caiba, ellas
so veera cercadas de grandes honras e solemni-
dades porquo collocadis no mais alto cume
da sociedade, cuja cabeca representara, se a-
oham revestidas no pensamenlo dos povos de
toda a dignidade da patria. Porm. por maiores
que sejam, cedem o lugar dignidade paternal ;
ellas nascem de uma re agio puramente moral,
e de ordinario convencional ; entretanto quo
da propria natureza, e da substancia das cousas
a relago que constituo a dignidade paternal ;
porque esta o ser que se transmita para outro
ser adra de nelle tornar-so uma imagem subs-
tancial. A auloridade publica, como tiremos j
occasio de mostrar no anuo passado, creado-
ra da ordem entro os seres assdciados, o esle
o mais sublime titulo da sua tegilimidade ; mas
ella nao creadora dos seres que compdem o
corpo social : se fosse assim, se no centro da
patria exislisso um hornera, que do si proprio
iransrntlisse loda a vida mesma patria, uo sa-
lariamos que respeto, que homenagens, que
prosternai.es empresar para saudaimos cssa
dignidado, que de alguraa forma seria para a pa-
tria o mesmo que Dous para o universo. Po-
rm o pae essencialmenle na sociedade domes-
tica, aquillo que a dignidade real nao pudo ser
na sociedade publica, porquanlo elle com Deus,
creador da obra prima de Deus, e-corao tal ele-
vado mais alia parlcpago da propria digni-
dade de Deus; ello causa secundaria na crea-
gao depois de Deus, causa soberana c primaria ;
e por conseguinle a mais digna paternidade de-
pois da paternidade divina.
Allondei bem, senhores, que a dignidade e o
poder se reclamara reciprocamente : a dignidade ;
nasce do poder, porque nasce da creaco ; c as- j
sim como lem necessidade dola para existir, as-
sim tambem a lem para defender-se, o sobre
ludo para atlingir o seu lira ; uma dignidade de!
lal ordem, sera ura poder proporcional, n.io se-
ria mais do que uma grandeza de apparato, uma
magostado de ihealro ; c para comprehcndc-la
seria mislcr suppo-la infinita, o quo so nao po-
do conceber.
Essa dignidade lem com effeilo um fim, e um
fin determinado ; fim sublime e grandioso como
ella propr3, e rem a ser a conserraco do ser,
cuja creacao a consllue. O hornera, que parle-
cipa da creacao de Dous, partecipa tambem das
suas funcgdes. Deus, que creador, conserra-
dor, e conserrador por isso mesmo que crea-
dor ; pois no sentido methaphysicamenle verda-
deiro, essas duas cousas formam uma s, por
quanlo a conservagao, segundo os philosophcs,
a creago continua do ser conservado. Eis a-
qui a razio porque a paternidade, tendo por o-
rigem acreagao,tero tambem por lim a conser-
vagao : o pae o protector, o defensor, a
providencia, n'uma palavra, o conservador do
familia.
A missao c o dever de conservar lem como
correlativos necessarios a necessidade e o dreto
do poder. O dever de conservagao sem o direilo
do poder, seria um contrasenso, seria a conlra-
dicgo nos palavras o a impossibilidade as cou-
sas. Esse poder de conservagao lanto necessa-
rio ao homem pae, quanlo tem este por missao
especial a defeza e conservagao do ser ainda in-
SufBclenle para defender e conservar a si pro-
prio : esse ser a crianga, que nasce para tam-
bora por sua vez crear, que predestinada ao
exercicio do poder masque logo sua entra-
da na vida cabe por Ierra soltando um gemido,
que demonstra a sua nsufliciencia absoluta para
defender e conservar essa vda : a fraqneza d a
francos. Porlanto, eu tinha razao quando juljz'
ra que a camponeza nao era muilo pobre. Mas
tudo isso nao fazia com que conhecessemos o no
me da aia nem dos pas da menina. Alm dos
bilhetes do banco, havia na carteira apenas una
carta, a dama de ouros, tendo escriplo as costas ;
Esteja em Pars nos primeiros das de agosto ;
queime todas as minhas cartas. Irei espera-la
todos os das no desembarque das soges Mas,
sssignatura c enderego, niclis. Emlim, exami-
nando com cuidado a menina, drspindo-a para
nos cerlificarmos se nao loria no corpo algum
signal particular, percebemos que Irazia ao pes-
cogo um medalho preso por urnacorrentinha de
cabellos ; esse medalho que aiuda nao-.ha-
mos vislo, porque eslava entre a camisa o o fi-
ch, era de vidro e conlnha cabellos Iraoalha-
dos com muilo talento ; eram tres le ras um C e
dous AA, depois por baixo uma flor como um
amor porfolio, e uma especie de marca ou carc-
ter exquisito. O Sr. maire disso que aquillo era
chinea, e quo s linha visto d aquel es caracteres
em uma pega de ganga viuda da China.
O medalho era fechado de maneira que nao
se poda abrir ; era provavelmente urna precaa-
gao para que nao se perdesse o Irabalhode ca-
bellos que estara dentro.
Emquanto o Sr. maire fazia as suas retexdes
com as pessoas mais importantes aqui da trra qne
tinham vindo para darem a sua opinio.e que
davam a lodas differenlcs, o que fazia que nao
lomsssem accordo nenhum, minha mulher den-
me com o cotovello, dizendo-me ao ouvido ;
Francisco, anda, preguigoso, abre esla gar-
rafa all para a senhora...
Meu ralinho ( um nome de amizade auc
me davji minha esposa, quando anda nao pa-
deca da gotla) ; meu ralinho, se tu queros, Pica-
remos cora a menina, nao lemos fllhos, ella far
as vetes delles ; o quando o licurraos, a peque-
a ter o que fazer na estalagem.
Eu j lnha pensado no que miuha mulher
me propunha. Um pagamento que eu linha a
fazer dnva-rne seu trabalho, e de cerlo, eu loma-
ra a menina sem o diuheiro I-mas os quinhen-
los francos que a ama trazia podiam tirar-me de
uma posigao dcfagradavel. Olterepi, pois, no
maire tomar corita dessa menina, quo um acon-
tecimeulo lio extraordinario fizera orpha na mi-
nha caa. O maire consultou os raembrus do
conselh} municipal e depois de rouita conversa,
decidirom qutfseeu promeiiesse encarregor-me
humanidade enanca, a mais aulhemica decla-
ragao do poder o do direilo que Deus confere ao
hornera pae.
O poder, alleslado pela origem e funcgdes da
paternidade, se revela ainda mais na responss-
bilidade, consequencia de ambas essas cousas. As
responsabilidades, na creagSo, sao proporciona-
das aos poderes ; aqueile que nada podo, tam-
bem nada Irm deque responder aqueile que
pode ludo, responde por ludo : enlre esles dous
termos, onde quer que se enconlrem poderes
limitados exislem responsabilidades egualraenle
limitadas, e onde quer que as responsabilidades
se ronfessem e se aclamen., devera existir pode-
res grandes como ellas.
Esto principio elementar de todo ogoverno, en-
conlra no governo da sociedade domestica a sua
primeira e mais lpgilima applicagao. O pae no
sentido liltcral, o homem responsavel pela fami-
lia ; responsavel por seus filhos e responsa-
vel pela mae destes, a quem protege com a sua
forca, ao passo quo ella protege os filhos com a
lernura : a sociedado domestica repousa inleira-
menle sobre o pae, e bem se podo dizer qne elle
a carrega sobre os seus nombros, ou melhor ain-
da, sobre o seu corago, porque no coracao que
pesa esse fardo, que elle no seu amor se julga
feliz por conduzir. A paternidade legitima as-
sume o sentido dessa responsabilidade delicada ;
e quando nao abdica, se ufana porassumi-la in-
leiramenle
Mas lambem misler que o poder venha em
seu soccorro, e n'uma escala egual responsa-
bilidade, que elle acarrla. Quando o pae, esse
rei da sociedade domestica, eslende as suas vis-
tas cm torno do si. e depara com almas quo se
apoiam na sua alma, corages que se ligara ao
seu coragao, vidas que buscara na sua vida uma
segnranga, uma garanta, uma proteccao, Ilnal-
menle o amparo da sua forra, que as proteja con-
tra suas proprias fraquezas, elle diz olhando p.fra
sua esposa : Eis aqui a melado de mira mosmo,
quo me pedo a proteegao da minha forra em tro-
ca do amor que me prometi ; elle diz olhando
para seus filhos : Eis aqui o prolongamenlo do
meu sor, eis aqui osrenovosdo minha (ida. fra-
geis creaturinhas que se podem vergar ao mais
leve sopro ; a mira compro protege-los. guara-
los e defende-los; a mira, pois, compete o poder,
O um poder egual respon'abilidade duas vezes
formidavel, que sinlo pesar sobre a minha alma e
sobro o meu coragao, como era minhas maos o
sceplro da minha realeza.
Por conseguinte, como acabaos de ver, senho-
res, o poder nasce da paternidade, assim como a
fldr nasce da sua liaste ; ese onsorva dependen-
te e ligado sua origem, ao seu deslino e a sua
responsabilidade; n'uma palavra, se .-.lmenla da
sua propria usencia. A'nalurcza, que Ihe cello-
ca no coracao a necessidade, e as nios a forca,
deposita eguaimonte na mageslade da sua fronte
ura indicio irrecusavol, c a razo, interpretando
esse indicio, essa forca e essa necessidade, pro-
clama o seu direilo cora tal evidencia que, ha seis
mil annos, pendra elle era qualquer inlelli-
gencia.
Slm, nao duvidc, a razao e a natureza, gri-
tam ao mesmo lempo : o pae ro na sua fami-
lia, o seu soberano no senlido o mais verdadei-
ro desla expressao ; elle reprsenla a soberana
a mais nconleslavel quanlo sua origem, a mais
ndependente quanlo ao sen fim, a mais formi-
davel quanlo a sua responsabilidade, nao ten lo
oulro limite para a sua jurisdicgo senao o abuso,
evidente de si mesma, nem outra condigno para
o seu exercicio seno o respeto dos direilos que
recebe do Senhor Soberano. Inclinemo-nos pois
com respeito era presenga dessa mageslade au-
gusta, e saudemos nella os allrbutos inaliena-
veis, que a Providencia Ihe confere por meio de
um poder altcstado pela sua dignidade, polas
suas funegdes epela sua responsabilidade.
E que ser, senhores, dos povos que deslhroni-
sara entre si a realeza paternal, que deixara ca-
hir sob o desprezo das geragdas modernas a au-
rola de respeito, que ella tem adquirido no cor-
rer dos seclos ?
Sobre esle poni, a civilUacDo que ha setenta
annos so ergue no novo mundo, pod dar muilo
que pensar ios espiritas inlellgenles o esclare-
cidos. Quanlo a mim, nao posso deixar de con-
fessar que, possuido de um presentiraenlo de
desaslres-mais ou menos remolos, veja uessa ri-
viliso precipilada, quo so opera no meio dos
prodigios da actividad e da industria, app-iroccr
um indicio presago de grandes catastrophes; de
umlado vejo a emancipaco prematura dos jc-
vens, de oulro a decadencia continua do poder
paternal, e como consequencia desles dous males
a dissolucao da familia.
Debaixo desle ponto de vista, essa socieda-
de lo nova anda aprsenla j visos de decre-
piludc ; c so cu nao receiasse cansar-vos gran-
de espanto, mostrar-vos-hia que esse b'ovo
mundo c mais velho que o antigo. Seja como fr,
o cerlo que, so a seva christa e caihova nao
circular com abundancia nesse terreno, fazendo
lorescer em todo o seu vico a grande arvore da
palcrnidade, que sob a sua sombra tem abrigado
lanos povos Ilustres, essa civilisagio errnea
nao chegar a seu fim, sem que no meio mesmo
do seu esplendor material aprsente aomuudo o
espectculo de um aborto immenso.
II
Nao basta, senhores, apresenlar-vos a grandeza
....
da menina, do mandar-lhe dar a cduoae.io que
se pode ter aqu na Ierra, emfim. ler sempre mui-
lo cuidado della e nunca maltrata-la, enlo po-
deria dispor de oitoceulose dez francos e qunze
cernimos que estavam na algibeira da ama.
Esle diuheiro, disseram elles, iiidemnisa-lo-
ha dasdespezas quo liver de fazer com a crian-
ga. Mas lambem hade obrgar-sc c nunca des-
pedir esla menina de casa, em uma palavra, era'
nao p-la no nlho da ra. quando esliver gran-
de ; se quizer sabir da sua companhi.a, peder fa-
ze-lo ; o Sr. maire lera o direilo de rule-la por
forga. Emfim deixar sempre na mo della esle
medalho no qual ha letlras c caracteres de ca-
bello, assim corno a dama de ouros em que ha
escripias algumas Unhas ; sao os nicos objeclo's
que podem fazer com que um dia seus pas a re-
COhegam-
Promet pr&oncher exactamente lodas as
condigoes que u.o impunham, e lisonjeio-me,
meus senhores e senhora?, de ter cumprido a
minha palavra. Como nao sabamos ao cerlo o
nome da menina, demos-Ihe o nomo de Ceriset-
le, em memoria das cerejas de que ella e a sua
ama lano gostavarn. E ha quinze annos o ura
mez quo islo succedeu, e ainda nioguem se
apresenlou por aqui para so informar da campo-
neza que morreo na nossa casa, nem da menina
que ella levava para Paris. Ceriselle-receben edu-
cago.... sabe ler,' escrever e mesmo alguma
conta..... tem urna voz de rouxinol, aprende to-
das as msicas que ouve, faz luda o -que quer
fazer. Quando alguns msico ambulantes vem
cantar c dansar diante da nossa porta, no dia
seguinto Cerisello canta e dansa como elles...
Emfim j vem que eu linha razo de dizer-lhes
que a moga nao esl aqui como criada ; faz tudo
quanlo quer e Ihe paraca..... E' um carcter
muito original ; ura dia esl muilo alegre, salla
o pula desde pela maullan at a noilo ; no dia
seguinle esl triste, pensativa, ninguem Iho ar-
ranca ifha palavra. sem que lenha havido mo-
tivo para essa mudauga. Mas nos nos acorn-
modamos com isso e nunca a contrariamos.
Chatouill terminou a sua historia com uma
corlezia rasgada sociedade ; mas o estalajndei-
ro nao tinha dito ludo absolutamente ; csperla-
Iho, passra por olio o lindo rosto e o bem feilo
corpinho de Ceriselle, o todava o incoml>aravel
Chotouellno era indifferenle esses encantos ;
a nroporco que a moga fdra crescendo e desen-
volveudo-se, o dono do veado sem chifres, come-
gara a seutirrouila predilecto por ella,
Depois que Ceriselle fizera quinze annos, essa
predilecco tiuha-se manifestado por uma niul-
tido de allengoes, das palavras mellifluas, de
air.agos, que a principio Ceriselle recebera com
reconhecimenlo, mas que era pouco se Ihe li-
nham lomado pouco agradaveis ; emfim cm
pouci conheceu quaes os sontimenlos do Cha-
touill que aos alTagcs e meiguiees junlava os
suspiros o confissoes. A moga, que ouvira com
ohedienc a o eslalajadeiro em qunnlo vira nello
um bemfeilor, tinha Ihe dado de taboa, apenas
ello se apresenlou romo apaixonado e oruea-
gra contar tudo a madama Chatouill se o na-
morado Chatouiil se tornosse a fozer de engra-
ctido.
O eslalajadeiro,que so pellava de medo da mu-
lher, fra obrigado a conter no fundo do cora-
gao os fogos illicitos em que ardia pela farinosa
moreninha ; mas enlo mudara do papel; ve-
xa lo de que nao o quizessem allender, lornra-
se um lyrannele domestico ; s fallava a Ceri-
selle lodo onfarruscado e em lom spero ; acha-
va mo ludo quanlo ella fazia : Italara-a algu-
mas vezes pcior do que a una criada ordinaria.
Apezar disso, como nao se Ihe iwiha extinguido
o amor, como linha um rime desesperado,
quando vinham descangar na estalagem alguna
r.apazes. prohiba a Cerisello de os servir ; ar-
ranjava meios e modos de qac ninguem a visse,
o que era difficil, porque a moca pouco caso fa-
zia dasordens que Ihe davam c nao flcava fe-
chada no quarto. Emfim era por causa dos seus
receios que nao quizera uandar a rapariga ser-
vir os cmicos.
A renio dramtica escotara com allencno e
nleresse a historia di Sr. Chatouill ; ludo o
que lem um cunho romanesco deve agradar aos
artistas, cuja vida, quasi sempre, nao passa de
um longo romance.
Cora a historia dessa moga podia-se rmiilo
bem fazer um drama, disso Desroseaux.
Sim, mas o desfecho... qual seria o desfe-
cho? disso Eluda.
Quando eu eslava em casa do procurador
fana vaudevilles sobre assumplos menos inle-
rcssanles, disse Grangerant.
Quem sero os pas dessa pequea ?
Tolva alguns sujetos de alta posigao.
Ella deve ser ilha do amor, fruclo de al-
guma inga culpavel..... Oque esl escriplo
na caria, essa ordem 4 do poder paternal a a sua forga conservadora ;
agora lempo do examinarmos quem melhor o de-
fende, se o secuto, se o christianismo.
O que se tem tornado no nosso secuto o poder
paternal ?
Em vo se pretende dissimular ; nao sa pede
cncobrir que ha no fundo deipdasas aspiracdcs.de
lodas as tendencias o realidades, que fazem' o
movimenlo da poca actual o quer que seja que
ataca n palcrnidade mais ou menos directamen-
te ; o quer que seja que se senle meihor do que
se pode definir. O antagonismo ao poder pater-
nal se torna cada vez mais vivo, mais profundo e
ameagador ; e so o duvidaas, pergunlai a vossos
pas: Interroga paires titos, etl dicent Ubi. El-
les dr-vos-hao que nao recebem dos seus filhos
aquello respeito que souberam tributar a seus
paes ; ellos dir vos hao que o sceplro da sua
realeza vacilla entre suas mos, 0 que a sua co-
ro pende sobre suas frontes Oh porque o
sopro da revolugo que se lem eslendido por lo-
da a parle arabou, como era de esperar, por alo-
car na sua forma mais bella e mais sympathica
a ultima auloridade que Ihe faltara abalar.
Moslrando-ros as cousas geraes da dissolucao
da familia, fallamos da tendencia das doulrinas
correnles para abater por todas as formas a ins-
tituico domestica. Notamos que radical o on-
lagonismo entre a familia e a rcvoluco ; porm
a ideia revolucionaria particularmente hoslil
auloridade e ao poder pajernaes : por quanlo des-
cobre nessa instituirlo, 4ecreago divina, um po-
der que nao vem della ; o por isso desconfia des-
se poder como de.ludo aquillo que nao Ihe per-
tence. Seus respeitos fingidos, o a pretend la
defeza dos seus diremos, que alguraa vezes s-
lenla nos seus jornr.es e nos seus dramas com
apparaloso estrepito, todava a ninguem podem
lllodirsobre as suas in>lituicdes. A revolugao
o!, ia a paternidade, porque da sua esssenc o
odio loda a auloridade, c a palcrnidade uma
auloridade. e auloridade de la-l sorte que, fazen-
dn.-se obedecer, prepara as almas para o olto de
qualquer oulra auloridade.
A revolugo demais disto professo, como resu-
mo do seu synibolo. um principio profundamente
anlipathico paternidade, a vem a ser a tgual-
dade era toda a exlenso da palavra. O mor-
mrito so operou pora essa egualdade sem limi-
tes, queameaga a decadencia mais ou menos com-
plot.-: da realeza paternal. Vimos j que no aseio
de tantos proclamacos de egualdades suspeilas.
a revolugo havia proclamado com rendoso a p-
parato a egualdade enlre o homem e a mulher ;
resla-lho agora paro consumar a sua obra na fa-
milia, proclamar ogualmente a eualdado enlre
os pies e os filhos F. que duvida ha em que
um dia consiga triumphar, era que um dia com-
plete esse resultado Ilustre .' Porque n.io hade
sr-r assim? A egualdade, no seu sentido mais
lato, nao senao o desenvolvimento de oulro
principio ainda mais radical e universal, procla-
mado pelos orgos mais famosos, islo Ca inde-
pendencia absoluta do homem sobre a torra.
Ora se se pude admillir o hornera indcpendonle da
ogroja, do papado, do Chrislo, do rei, indopen-
denle al de Dous, porque razo nao so poler
lambem admitli-lo independenlo do pac ? K re-
volugo, senhores, avango por sua natural ineli-
nacop.ara esl'oulra victoria, qual seria a ulti-
ma, se vesse a roalisar-se ; porque depois da
ruina suprema da auloridade, succeJera nfall-
velinoiite urna destai duas cousas : ou a socieda-
de prreceria sob o ultimo golpe da revolugo,
ou esla acabara abysmada no sen triumphn.
Qualquer que venha a ser porra a sua sorte fu-
tura, cerlo que essa tendencia existo no movi-
menlo das idcias contemporneas. Tomae por
tanto sentido, trabalhae quanto esliver a vosao
alcance para oppor essa indinoco uma aeco
pacifica e santamente restauradora.
Quaes sao os principaes allributos do poder pa-
ternal ?
O primeiro poder que Deus confere oo pae o
podor de ensinar e de instruir ; o qual em si
um direilo inviolavel, que smenlc falla ante a
demonslroco evidente de ura ensino errneo, ou
de urna incoparidade absoluta ; porque Deus nao
legitima o erro, nem auloris'a a funego da inca-
1 pacidade. Fra disto, inconteslavel o direilo do
pao : insinuar a verdade ua alma do seu filho
afimdeqiie, vendo reproduzido o seu proprio
pensamenlo na inlelligencia desle, ellesinta lan-
o mais os cffeitos da paternidade quanto mais so
reconhega na sua imagem. O pac de familia o
primeiro preceptor do seu filho. e a inlelligencia
, desla comega a desenvolver-se soba influencia da
palavra paterna ; esla palavra pora o filho a
! verdade que se descobre e o esclarece, da mesma
forma por que o sol esclarece a nalureza. Nao
ha duvida que a alma do joven adquirir no so-
ciedade o eciihccimeiilo das verdades precisas ;
porm gerolmcnte a palavra paterna o canal
providencial por onde Ihe vira toda a luz espa-
Ihada na humanidade ; e quando o pae, por um
motivo juslo, nao pode ser o guia e o preceptor
do seu filho, neste coso resta-Ihe ainda nao s o
direilo inviolavel, como iambcm o der impres-
creplvel de escolher quem dignamente o subsli-
na nesle mislcr : o pae, quando incapaz de en-
sinar a seu filho. lem a faculdade soberana de
dar-lhe ura preceptor.
(Cn(inuar-se-Aa.)
cartas que receben, uma prora de intriga, de
mysterio.de rereios......
E o medalho com as letlras feilas de ca-
bello........
E' o que fa-la-ha reconhecer um da.
Parece-me que os pas nao teem mostrado
muita pressa em fazer pesquizas.... Iievia.nier
mandado lomar informacdes na estrada da Paris
al o lugar em auc raorava a ama.
Esem duvida fizeram-o. Mas laabra-te,
do que essa mulher em vez de tomar as soges
publicas aproveitea urna occasio pata vir al
aqui, oque adesviava docaminho, e fui isso tal-
vez o que fez com que Ihe perdessem, os vesti-
gios.
No meio de lodas essas roflexdes que se cru-
zavtm s madama Craltrnbuule se ronsevava
calada e impnssivel, toda orcupnda com o que
havia no seu prato. Albertina, que em cerU al-
menlos mostravo muita deferencia pelas opi-
nics de sua me e em oultos mandara pa&-
seiar sem mais ceremonias, exclamen, de l-
penle :
Enlo, madama Graltenboulp, na)s ni diz
a sua opinio a respeito do nasi iateolo desla
moca? Que Ihe parece? s*r de octgem iauslie
ou obscura ?
Mas o ponto da companhia fiel ao abilo de
nunca dizer palavra seno depois do acabar de
comer, conlentou-se com fazer signaos de rabe-
ga, piscar os olhos c estendec o coso pira Ihs
deitarem mais vinho.
Enfastiado da pantomima de madama Gradea-.
boule, Angely disse ao eslalajadeiro :
Agora, Sr eslalajadriro, espero que nos man-
dar Cerisetle c : os meus camaradas denois do
que acabara de ouvir, esto muito curiosos do
t-la.
E nao se esquega da caldeirada, disse Cu-
cho!, eslou com uma curiosidade de lazer conhe-
cimento com ella, que nao faz idea.
Chatouill que parece Uvera uma idea sbita,
sabio da sala dizendo :
Sim, senhoies.j Ihes mando Ceriselle com
a caldeirada.
[Conlinuar-se ha.)
PUN.TYA Di H. p. 08 FA.RU. ^ im
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