Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09082


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Full Text

AIIO IXXYI. ROMERO 131
Par tres mezes adaldos 5$000.
Por (res ezes vencidos 6|000.
QOIRTA FEISI 6 DE JDHHO DE 1860.
BNCARREGADOS DA SUBSCRIPCAO' DO NORTE.
Parahiba, o Sr. Antonio Alciandrinode Lima;
Natal, oSr. Antonio Marques da Silva; Aracaly, o
Sr. A. de Lemos Droga; Cera, p Sr. J.Jos de Oli-
veira; Maranhio, o Sr. Hanoel Jos Marlins Ribei-
ro Guimaraes; Piauhy, o Sr. Jo5o Fernandes de
Moraes Jnior; Para, o Sr. Juslino J. Ramos;
Amazonas. o'Sr. Joronymo da Cosa.
1'AKTIUA UUS CUHKfclUS.
Olfhda todos os das 88 9 1/2 horas do dia.
Iguar.is.su, Goiaana e Parahiba as segundas
e sextas eiras.
S. Anlo, Bezerros, Bonito, Caruar, Altinhoe
Garanhuns as tercas feiras.
Pao d'Allio, Nazareih, Limoeiro, Brejo, Pes-
queira, Ingazeira. Flores, Vil! Bolla, Boa-Vista,
Oricury e Ex as quarlas-feiras.
Cabo, Sernhiem, Rio Formoso.Una. Barreiros
Agua Prela, Pimenteiras e Natal quintas (eiras.
(Todos os correios-parlem as 10 horas da manha.
PARTE OFFICIAL.
Governo da provincia,
EXPDIESTB 1)0 DU.4 UE JLSHO. .
Offlcio ao commandaate das armas. Tendo
m consderago a inforraacio de V. Exc, exara-
da do verso do requerimento que aogoverno im-
perial dirigi o Dr. M a noel Alvos da Costa Bran-
canle, resolv designa-lo para servir de faculta-
livo dos aprendizes menores do arsenal do guer-
ra. O que communico a V. Exc. para sua inte-
ligencia.
Dito ao mosmo.Devolvendo a V. Exc. o ofli-
cio do major Joo do Reg Barros Falcao, a que
se refero o de V. Exc. de 2 do corrente, sob n
628, tenho a dizer que co inteirado do que par-
ticipa o mesmo major acerca | lo tcnente coro-
nel Alvaro Ernesto de Carvalho Granja.
Dito ao mesmo.Tendo de seguir para o pre-
sidio de Fernando nj dia 6 do corrente o vapor
de guerra Viamo; assira o communico a V.
Exc. afim do que sejara nelle remettidos os sen-
tenciados militares e pravas que se deslinam ao
mesmo presidio.
Dito ao presidente do tribunal da relagao.
Consta de partecpago do promotor publico da
comarca do Liinoeiro, bacharel Jos Antonio
Coelho Ramalho, queem 30 de maio ultimo, re-
nunciando elle o resto da licenga de que gosava,
reassuraio o exercir.io do seu cargo. O quo com-
munico a V. S. para seu conhecimenlo.-Igual
ao inspector da thesouraria de fazenda.
Dito ao commandante superior da guarda na-
cional do municipio de Pao d'Alho.-Para que
possa resolver acerca da materia do oficio que
V. S. me dirigi em 31 de maio ultimo consul-
tando : se, vista da mioha deciso do 22 da-
quelle raez, podera ser considerados legaes os
Habalhos do conselho de qualfleago do baia-
Iho n 16 da guarda nacional desse municipio,
presidido pelo respectivo lente coronel Luiz
de Albuquerque Marauao, faz-se preciso que V.
S. declare, se esse lente coronel accumulava
o cargo do subdelegado, quando presidia o so-
bredito conselho.
Dito ao iuspector da thesouraria do fazenda.-
Mando V. S. pagar ao bacharel Henrique Jos da
Silva Quintanilha os seus vencimentos corres-
pondentes ao mez de maio ultimo, como enge-
nheiro encarregado da me dico das trras dos
nidios nesia provincia.
Diio ao mesmo.Transmiti por copia a V. S.
para seu conhecimento e direccao, av80 ae 6
de maio ultimo, em que o Exm. Sr. ministro da
azenda autorsa a esta presidencia a conceder
por loramento a D. Isabel Mara das Chagas Gui-
maraes, e Qlhos do finado Francisco Augusto da
Costa Guimaraes, o terreno de marinha n" 10 (ou-
tr'ora 12) silo na ra do Brum no biirro,*do Recife,
depois de provarem elles ser successores do fo-
reiro primitivo.
Dito ao mesmo.Remello por copia a V. S.,
para seu conhecimento e direcgo, o aviso que
me dirigi o Exm. Sr. ministro da fazenda em
18 de maio ultimo acerca da licenga pedida pelo
padre Raphacl Antonio Coelho e sua irma San-
cha Mara da Conceico, para Iransferirem a Au-
gusto Ferreira Pinto um predio, que possuem na
ra da Florentina, no bairro de Santo Antonio
nesta cidade.
Dito ao mesmo.Constando do offlcio do ma-
jor commandante da torga em diligencia no ter-
mo de Ouricury, Joao do Reg Barros Falcao,
quo dos 12 conlos de res, que lhe foram remet-
tidos, s restam tres contos e cem mil reis, re-
commendo a V. S. que providencie conveniente-
mente no sentido de nao faltar a aquella torga
es necessarios recursos Comunicou-se ao com-
mandante das armas.
Dito ao mesmo.Annuindo ao que me requi-
sitou o commandante das armas no offlcio junto
por copia, recommendo a V. S. que mande pa-
sar sob mioha responsabilidade, nos termos do
12 art. ldo decreto de 7 de maio de 1842
s vencimentos nao s do 4o batalhao de arliUu-
ria a p, mas lambem de qualquer oulro bata-
lhao, que esleja em idnticas circumstancias___
Communicou-se ao commandante das armas.
Dito ao mesmo.Communicando-me o ins-
pector do arsenal de marinha 1er remettido ao
agente da companhia brasileira de paquetes a
Tapor a guia na importancia de quatorze mil
cento e vinte e quatro reis, proveniente dos con-
cerlos mandados fazer roquisicao do respectivo
commandante, em um escaler e lambarciro do
vapor Oyapoch; assim o declaro a V. S., para
que expega suas ordens no sentido de ser cssa
thesouraria indemnisada da referida quantia.^-
Commuoicou-se ao inspector do arsenal do ma-
rinha.
Dito ao mesmo. A' vista de sua informagao
de 29 de maio prximo flndo, sob n. 457, baja
V. S. de, entendendo-se com o general comman-
dante das armas, habilitar a collectoria da co-
marca da Ba-Visla com a quantia de dous con-
tos do ria para occorrer s despezas com o pa-
gamento da companhia de pedestres daquella
comarca. Comraunicou-se ao commandante
das armas.
Dito ao mesmo. No caso de nao haver quo-
la para pagamento das guaroigdes dos navios da
estagao, mande V. S. effeetiva-lo sob minha res-
ponsabildade, nos termos do 12 art. 1." do de-
creto de 7 de maio de 1842, comegando pelo bri-
gue-barea Itamarac e vapor Viamo, conforme
requisito* o commandante da divisio naval em
offlcio de 2 do corrente, sob n. 98. Communi-
cou-se a este.
Dito ao mesmo. Tendo o vapor de guerra
Viamo de seguir para o presidio de Fernando,
no dia 6 do correte, as3im o communico a Y.
S. aflm de que remella o dinheiro que te destinar
o mesmo presidio, enlregaodo-o ao comuiissa-
rio daquelle vapor.
%\lo ao chefe de polica. Sirva-se V. S, de,
ouvindo o delegado Caelano de Oliveiri Mello,
informar sobre a materia do officio, que em 26
de maio protimo flndo me dirigi o juiz de di-
reilo interino da comarca do Brejo, com relagao
s occorrcncias dadas por ocoasiio da transfe-
rencia dos presos Joao Velho e oulros da eadeia
de Cimbres para a do Brejo.
Dito ao mesmo. A' vista do que expoz V. S.
em officio de 31 de maio prximo lindo, sob
n. 755, autoriso-o s crear roais tres lugares do
guardas para a casa de detem.-ao, de conformida-
de com o art. 84 do regulnmento provincial do
18 de agosto de 1855. Communicou-so ao ins-
pector interino da thesouraria provincial.
Dito ao juiz de paz, presdanlo da junta de
qualiOcaco de votantes da parochia do Po-do
Alho. Havendo-me representado os elei.-ores
Luiz d'Albuqiierque Maranho, Manoel Thomaz
do Ajbuquerqne Maranho e Antonio Bornardo
Ribciro de Moura, sobre a deliberagao que lomei
a seu rnspeito em offlcio, que dirig a V. S. em
26 de maio ultimo, instruindo os peticionarios a
sua reprsenla^o com varios documentos, com
que suppem destruir aquclles que serviram de
fundamento minba deciso, e que me foram
remettidos por V. S. com o seu offlcio de 27 de
abril Jo corrente anno; o considerando cu na
gravidade do assumpto por se tratar da privago
de um direito poltico, que os reclamantes jul-
gam compolir-lhcs. sem que lodavia me parogam
sdus documentos sufflcientes para a revogagao
da minli predita deliberagao : resolv levar ns
e oulros daqucllcs papis presenga do governo
imperial, pedindo-lhe sua illustrada deciso
acerca do assumpto, mesmo porque lambem ja
foi elle ubmettido ao seu conhecimento, provo-
nn
Je
pe
ca
pre
cando a deciso constante do aviso de 17 de fe-
vereiro do corrente anno, de maneira condicio-
nal, o dependente da prova di residencia dos re-
clamantes na parochia do Pao d'Alho; residen-
cia plenamente contestada, a meu ver, pelos do-
cumentos que por V. S. me foram remettidos,
depots daquella decisao, mas que boje procurara
apoiar os peticionarios na representacao, que
me dirigirn).
No entretanto cumprindo que se sobr'esteja cm
qualquer procedimenlo acerca da queslo sujeita
at nova deliberagao do governo impela!, a qual
pego com urgencia; assim o communico a V. S.
para sua inlelligencia e execugo.
Dito ao commandante do corpo de polica.
Devolvo a V. S., julgados em segunda instancia,
os processos dos soldados do corpo de seu com-
mando, Claudino Alves dos Santos* Jos Frmi-
no Gomes, afim de tercm execugo as sentengas
nelles proferid as.
Dito ao Inspec or inleriuo da thesouraria pro-
vincial.A ordem expedida em 25 de maio ulti-
mo, acerca dos pagamento, uila m iran i rurf'ai.
ovtn entendecom a ordem especial, mandando
effectuar o pagamento da prostago devida ao cn-
genheiro Henrique Augusto Milet.
Dito ao raesroo.Declarando Vmc. em seu of-
flcio do primero do corrente, sob n. 188, a que
vieram annexas as propostas^ feitas por Manoel
Figucirda de Faria o bacharel Francisco Gomes
Velloso de Albuquerque Lins para a arrematago
das impressoes dos trabaihos das repartiges pro-
vinciaes, que o proponente Manoel Figueirda de
Faria pedir ser ouvido sobre qualquer lango me-
nor ao seu, que por ventura se offerecesse, cum-
pre que assim se proceda por convir aos interes-
ses da fazenda provincial, para o que devolvo as
mesmas propostas, devendo Vmc, quando m'as
remetler de novo, faze-las acompanhar da sua o-
piniao explcita sobre ellas, pois que, como deve
siber, as vantagns de qualquer proposla, em
negocios desta materia, uo est s no prego, por
que se podo fazer o servigo, so nao tambem as
torgas do proponente para cumprir satisfactoria-
mente todas as cstipulagos do contrato, a que se
ubrigar.
Dito a cmara municipal do Cabo.Respondo
ao officio que me dirigi a cmara municipal do
Cabo em 30 de maio prximo Ando dizendo-lhe
que, vista do que expoz ella no mesmo offlcio,
designo o dia 20 do corrente para a rcuniio do
conselho de recurso daquelle municipio.Com-
municou-se ao juiz municipal daquella villa, a-
im de que faga a necessaria convocago com a
antecedencia marcada na lei.
Dito a raesma.Communico a cmara munici-
pal do Cabo que seri altendida acerca do que pe-
de em seu officio de 30 de maio ultimo, a que res-
pondo.
Dito ao presidente da cmara municipal de I-
guarass.Inteirado do contedo do officio que
Vmc. me dirjmo em 29 de maio ultimo, tenho a
dizer-lhe em fesposla.que, independenle da plan-
ta e orgamenlo que pedio, mande limpar e cercar
provisoriamente o terreno j determinado para o
cemitertoVjtistenle nessa villa, e que servio no
lempo do cholera morbus, de forma que desde j
se possam fazer nelle os enterramentos que se
fazem as igrejas.
Nesta data expeco ordem ao director interino
da repartido das obras publicas para que mande
proceder a planta e ao orgamenlo de que trata o
citado officio.
Dito a adminislragio geral dos estabelecimentos
de caridade.Visto o que pondera a administra-
gao dos estabelecimentos de candado ero seus
oficios de 2 do corrente, informando os requeri-
mentos de Francisco Jos Mattos Vieira, Manoel
Antonio Gongalves, Lourengo Justiniano da Ro-
cha Ferreira o Antonio Maitius Duarte, tenho a
dizer-lhe que deve proceder de contormidade com
o que propoe nos citados officios.
Dito ao capilao do porto.Fago apresentar a
Vmc, para ser inspeccionado, o recruta Antonio
Francisco da Silva.Communicou-se ao chefe
de polica.
Dito ao director do arsenal de guerra.Ao of-
flcio que Vmc, dirigio-me nesta data, sob n. 165,
respondo declarando que pprovei o contrato ce-
lebrado com o fretador da barca nacional Aira-
vida, Joaquim Das de Azevedo, para a condc-
elo dos passageiros, sentenciados e gneros des-
tinados ao presidio de Femando.Communcou-
se ao inspector da thesouraria de fazenda e ao
commandante daquelle presidio.
Dito ao mesmoMande Vsac alistar na com-
panhia de aprendizes desee arsenal, o menor
de nome Manoel, logo que lhe for aprese nudo por
Joanna Geralda Nepomoceno.
Dito ao director interino da repartirlo da* obras
publica.-HJumprn que Vmc. mande um enge-
v
tad
de
se
quej
era
exl
EPHEMERIDES DO MEZ DE JUNHO.
La cheia as 2 horas e 26 minutos da larde,
yuario mmguante as 10 horas e 45 minutos
da manha.
La nova as 3 horas 4 minutos da manha.
Quarto crescenteas 10 horas e 16 minutos da
tarde.
PREAMAR DEHOJE.
meirj as 6 horas e 54 minutos da manha.
mndo as 7 horas e 18 minutos da tarde.
AUDINECIAS DOS TRIBUNAESDA CAPITAL.
Tribunal docommercio: segundas e quintas.
Relagao : tercas feiras e sabbados.
Fazenda: terca, quintas e sabbados as 10 horas.
Jutzo do commercio : quintas ao meio dia.
Dito de orphoeS tercas e sextas as 10 horas.
Pnmeira vara do civil: tergas e sextas ao meio dia
Segunda vara do civil; quartas e sabbados
meio da.
ao
ro deasa reparugao villa de Iguanias aiim
jue, entendendo-se com o presidente da res-
liva cmara municipal, confeccione a planta e
ort amento' do cemilerio publico daquella villa.
>ito ao mesmo.Inteirado do conledo da sua
inf .rmago de 29 de maio ullimo. sob n. 168, cer-
Indiisiria urasjJBB>re.sliino loiiliu ou lora aTThu^
p"o. que nio exceda a quantia de6,OOO.-OMg5O0
z approvando o decreto e respectivas con.lic-
rites pelas a uses loi contratada com o conse-
Iheiro Franeljeo oncalves Marlins, ou com a
companhia j que elle organisar, a navegago
no fio Jiquilinhonha e autortsando o
DAS DA SEMANA.
4 Seg. S. Francisco Caraciolo, S. Daciano m.
5 Tere R. Marciano m.: S. Bonifacio h. m.
6 Ouarl. S. Norberto b.; S. Amancio ab.
7 Quine. Corpo de Dos, S. Roberto ab.
8 Sext. S. Salustiano c; S. Severiano b.
9 Sab. Ss. Primo e Felano rom., S. Melana c
10 Dom. S. Margwda ratone d Eseossa.
ENCARREGADOS DA SBSCRIPCAO NO SL>
Alagoas, o Sr. Claudino Falco Das; Baha, o
Sr. Jos Marlins Alves; Rio de Janeiro, o Sr.
I Joao Pereira Martina.
EM PERNAMBUCO.
O proprietario do diario Manoel Fguciroa do
Faria. na sua livrarla praga da Independencia ns.
ID P o.
los leos de estrada j concluidos pelo em- Sv,,riio a eoncoder companhia Pernambucana
tero Jos Mamede Alves Ferreira, e ainda
ule recebidos por nao estarem em seguimenlo do
comego da estrada respectiva, tenho a dizer quo,
sta das procedentes razocs expendidas na ci-
i informaco, cumpre que os mesmos langos
estrada nao sejain recebidos no estado em que
i cham.
Tilo ao thesourcro das loteras.Em vista do
me ponderou a cmara municipal do Cabo
offlcio de 30 de maio ultimo, mande Vmc.
ijahr urna parte 'da lotera concedida ao cc-
ruirio daquella villa, depois da exiragao das
que tem preferencia por le.
rjorlaria.O presidente da provincia, confor-
mando-se com o que propoz o chefe de polica
em Dficio de 2 do corrente mez, sob n 761, re-
sol e crear mais um districlo de subdelegada no
ten 10 do Iguarass, com a denorainago de Ma-
ncla, o qual ter os limites seguintes? come-
gan
tora
desj
da c,
do lugar Cuera a sahr era Guerers, e dahi,
indo a estrada que cooduz a Venda Ciando,
era pela estrada velha, que pissa em frente
ita Venda Grande at a Cruz de Rebougas ;
don. la seguir a estrada do engenho Monjope al
o rii, ac.orapanhando a margem desle at os li-
mite s das froguezias de S. Lourenco da Malta e
Man nguape Communicou-se ao' chefe de po-
lica ,
Dita.O presidenlo da provincia, confo
do-s
offic
3
rmsn-
com o que propoz o chefe do polica era
o de 2 do corrente. sob n. 760, resolve con-
ceder a exonerago quepedio Manoel de Albu-
queriue Cavalcant eco do cargo de subdelega-
do d i polica da fregueza de Papacaga. termo
de G iranhuhs.Communicou-se ao chefe de po-
lica
Di a.O presidente-da provincia, contorman-
do-s i com a proposla do chefe de polica do 2 do
corrente raez, sobn. 766. resolve nomear a Fran-
Manoel Bodrigues Coelho para o cargo de
llegado de polica do dslricto de Pontal, no
> da Boa-Vista, e a Jos B'onifacio de Aze-
Arapongas para o de primero supplente do
mesrjio subdelegado.Communicou-se ao chefe
de p ilicia.
I6 qooTJ!* C09leir" a vaPr ,,m empreslimo
de 300:000#. Inteirada.
Oulro do Msjsjn secretario, participando quo
procedendcjsjsyrT senado a nomeago da mesa
que tem deservir na presente sessao, sahirara
eleitos os trat: presidente, Manoel Ignacio Ca-
vaicanli deLacerda : vice-presidente, Eusebo de
Queiroz Coulinho Matloso Cmara ; 1 secreta-
rio, ManoejAs Santos Marlins Vallasques ; 2.
J e 4". Jos#9iartins da Cruz Jobim. Frederiro
de Almeid*%"Albuquei-qne e Jos Joaquim Fer-
nn tes.Toara ; o supplenles os Srs. I). Manoel
de Assis llsjearenhas e Antonio Luiz Danlas de
Barros Leito. Inteirada.
Um reqifcrimcnlo de Antonio da Cunha Men-
des pedinsfesjer natnralisado cidadao brasilciro.
A contsaiseao de constitucao e poderes.
n c it Interpellardet.
u ?/ W'Kiifto Campos[ pela ordem ) : Sr
prestdentojaailuacao cavillosa que oSr.guarda-
roupa presidente do conselho leve a habilidade
crear pataco paiz e por conseguinte para a c-
mara dos*pUlados. espero que S. Ex. nos ve-
nda brevemente pedir a continuagao do debate da
interpellaA que S. Ex. segundo ouvi nesta casa
a dousSrsjepuisdos.um pela provincia do Rio de
Janeiro o ulro representante de outr
rom a ser que fa.:a resolver e regular,
i consderago urna indicaeo
ca mais |
no anno
ntimos e
Serla,
que qui
represem
outra pro vio-
proprio mandara fazer
por um dos seus mais
Ijnqua, a si
imo passado
os amigos.
Serlo, dever rigoroso do deputado
a conservago dos restos da flego
i que sobrevive em nossa orgaoi-
cisca
subd
term
vedo
Di
do di
A
achai
Perei
ves, <
barc
Costa
C*. P
de
de a
de A
Pach
Luiz
ano,
de A
Coelh
INTERIOR.
CiRa DOS SERHORES DEPUTIDOS.
SESSQ EM 16 DE MAIO DE 1860.
'tretiencia do Sr. Conde de Baependy.
sli mario. Expediente. As inlerpellacoes.
n- curso do Sr. Martinho Campos. -Ordem
i. Eleigio de commissoes. Propostas,
onzo horas da manha, feita a chamada, e
do-se prsenles os Srs. condo de Baependy,
a Pinto, Candido Mendos, Salles, Gongal-
a Silva, Joao Mendes, Calheiros, Lamego,
de Mamanguapo, visconde de Camaragibc,
Pinto, Pinto de Campos, Pinto de Mendon-
iixoto de Azevedo, Teixeira Jnior, Sergio
acedo, Teixeira Soares. Machado, Vilalla
Tavaies, Garca de Almeida, Saraiva, Pedro Mo-
niz, ampaio Vianna, Casimiro Madureira. Arau-
jo Luna, Cerquera Leite, Manoel Fernandes, Al-
meid.i Pereira, Henriques, Toscano Brrelo, To-
bas I .oile, Paula Santos, Souza Leo. Ferreira
uiar, Paranagu, Silva Miranda, Henriques
tneida, Martinho Campos, baro de Mau,
co, Paes Brrelo, Torres-Homem, Brando,
arlos. Das Vieira, Reg Barros, F. Octavi-
unha Mallos, Augusto do Oliveira, Fausto
uiar, Alcntara Machado. Baptista Monteiro.
de Castro, Paranhos, Delphino de Almei-
da, Miguel de Araujo, Benevides, Joo Paulo,
Franc
ra. at
J de Almeida, Silrino Cavalcante o Pedrei-
re-se a sessao.
Cor iparecem depois de aberta a sessao os Srs.
o de Souza e Lima e Silva,
am com parlicipago os S*s Azevedo Pai-
hayde. Costa Moreira, Rocha Franco e Pe-
de Salles,
-se e approvam-se as actas das anteceden-
r. 1. secretario d conta do seguiole:
EXPEDIENTE.
offlcio do Sr. ministro da fazenda, podiu-
do a ilesignago do dia e hora para a apresenta-
cao dk-
toro
de ho
ra as
Pauli
Fal
va, A
reir
Li
tes.
O
Um!
a cop
M. o
de Ca
cito c
pens
sua
Parda.
Outro do
cepia
houvd
V. co
Silva
ma ct
-Out
do di
por b
rilo-S
nymo
86490
cisca
Ou
copia
houvi
Horla
is propostas do poder executivo e do rea-
la repartigao a seu cargo,Marca-se o dia
e aos tres quartos depois do meio-dia pa-
propostas, em seguido o relatorio.
Ounro do ministerio do imperio, transmiltindo
a do decreto pelo qual houve por bem S.
Imperador conceder a D. Aona Marcelina
-valho Pardal, viuva do marechal do exer-
>nselheiro de guerra Joao Carlos Pardal, a
annual de 1:440$, repartidamente com
Iha D. Marianna Leopoldina de Carvalho
.A cornmisa de pensoes e ordenados.
mesmo ministerio, traosmittindo a
do decreto pelo qual S. M. o Imperador
por bem conceder ao guarda nacional da
mpanhia de artilharia da corte, Ubaldo da
Irandao, a penso annual de 240*. mes-
mmissio.
o do mesmo ministerio, enviando a copia
creto pelo qual S. M. o Imperador houve
m conceder a D. Francisca Luiza do Esp-
ralo Coelho.mido fallecido brigadeiroJero-
Francisco Coelho, a penso annual de
reparlidamente com sua filha D. Fran-
eronyma Coelho. A' mesma comaaissao.
u( :o do mesmo ministerio, transmittindo a
do decreto pelo qual S. M. o Imperador
por bem conceder a D. Antooia Luiza
Barbosa, viuva do conselheiro Luiz Anto-
moB irbosa e a seus fllhos, a penso annual de
1:2001. A mesma coramissao.
Outro do mesmo ministerio, enviando a copia
do de reto peto qual S. M. o Imperador houve
por bim conceder a D. Henriqueta Eamera Na-
ti Carneiro, viuva do conselheiro Joo Car-
de Campos, a penso annual de 600#.
m sma coramissao
ro do Io. secretorio do senado, enviando as
emen las approvadas pelo memo senado a propo-
sicio *es*a cmara, dispensando as leis de amor-
tizacij) aflm de que possam possuir bens de raz
as rjnandades do Sanlissimo Sacramento da
villa Je Caldas e oulras corporagdes de mo
mora. Vai a imprimir para entrar na ordem
dos trj balhos.
Outio do meamo secretario, participando que,
por cilicios do ministerio do imperto de 5 do
corre te mez.constou ao senado que S.M.o Impe-
rador louve por bem sanectonar as resoluges da
assem ^Mageral approvando as pensoes coneedidas
vac ndessa de Sepliba e a D. Polacena Fran-
cisca teleta Maia ; outrosim participando que
o mei no senado adopteu, e vai dirigir 4 aanecto
impar al aa seguales resoluedes ; 1*. autorisan-
do o governo i garantir companhia Uoi(o
buco
neiro
A'
Out
aen
sig&o
sigao governamental pedir presentemente a con-
tinuagao desse debato Mas nao o fago aiuda,
comqiianigVveja que a composir.o da coramissao'
do respostat falla do ihrono, com um raembro
ausente, asegura ao Sr. guarda-roupa presiden-
le doconfstno mais alguns dias de vida myste-
riosa, deewvida que poder augmentar o po-
der de S."*!,. masque um insulto, e um in-
sulto grasa, nio s a seusillustres e honrados
collegas do ministerio, caracteres nobres, quo
foram trasteos na grande queslao cora que se
oceupou parlamento na sessao do anno prxi-
mo paseado, como tarabem por que no flm de
irinta e seis annos do pratica do syslema re-
presentan* ningnem seguramente, Sr. presi-
dente, poleri contentar-se com a siluago nebu-
losa em qee S. Ex. parece aprazer-se de entre-
ver o parlamento e o paiz. Mostrar-nos aqu
S. Ex. a saa farda de guarda-roupa nao 6 titulo
suffi-enla para grangear-lhe o apoio da roaioria
do parlamento, apoio que seja digno do parla-
mento e do Sr. guarda-roupa ; necessario co-
nhecermoa emfim suas deas e grandes planos.
Nao portanlo, a insUuracao de semelhan-
te debato que pego : porque S. Ex. o Sr. guar-
da-roupa presidente do conselho hoje ]4 conhe-
cera porcorto que al dosmi interesse apres-
h','^ m*'lv" m debate era que por flm nos
digfa era queTel veremos. H H m aos
Sr. presidente, nao aei se oulros motivos ieiu
do enthusiasmo por S. Exc, como acontecer
com seus predecessores, acluram para tama-
nha demora da abertura do parlamento ; mas es-
ta demora faz que nos devaraos esperar que S.
Exc, rugido pelos seus interesses governaraen-
taes e pelas diflculdades provenientes de mi
poltica, venha a conhecer a necessidade em
que est de dignar-se dizer ao parlamen-
to ao menos o quo lhe cumpre fazer para me-
recer as boas gragas de S. Exc, que se dignar
di/er-nos que suluto pretende dar s quesles
econmicas, o que'reorganisago tenciona rea-
lizar no Imperio ; porque ludo tem necessida-
de de ser reorganisado, conforme nos declarou
a falla do Ihrono.
Conhecendo a sua reorganisagao da carreira
administrativa, talvez S. fcxe. por exemplo, rae
habilite desde j a propdr-me ao concurso dos
praticantes do thesouro, porque convem ir
vencendo antiguidade, o ir galgando degros na
sua escala administrativa al chogar-se a ser
primero lord da thesouraria....
O Sr. Presidente: O Sr. deputado pretende
propor alguma questo de ordem ?
O Sr. Martinho Campos : Sem duvida,
esta a minha intengao; do oulra sorte eu nao
loria pedido a patarra pela ordem. *
O Sr. Presidente: Mas o discurso do Sr. de-
putado at aqu nao parece dirigir-so a essa flm.
O Sr. Martinho Campos: Sr. presidente, eu
siga um estylo j adoptado em nosso parlamento.
Nos Annaes do anno prximo passado tenho co-
rtio exemplo para apadrinhar-me um discurso do
Sr. conselheiro Jos Bento, que talvez fosse o
roais longo no debate das iolerpollag&es do Sr.
presidente do conselho.
O Sr. presidente : Nessa e em oulras occa-
sioes sempre tenho procurado chamar os Srs.
depulados ao ponto da queslo.
O Sr. Martinho Campos : Prometi, Sr.
presidente, ser o mais breve que fr possivel
para chegar ao termo do meu proposito.
Nao Sr. presidente, como dizia, a conli-
nuaco dos debales sobre a inlerpollago quo
eu quizera desde j propdr. Espero que o Sr.
guarda-roupa presidente do conselho ,se dignar
manifestar, qnanto antes, ao corpa legislativo os
seus desejos e vistas. Espero que os seus rela-
tnos, cuja leilura foi marcada para hoje, nos
habilitaro para o debate da falla do ihrono,
se S. Exc o nao flzer adiar ; e nos permelll-
ro conhecer as suas ideas e os seus planos
grandiosos, e nos moslrarao o caminho que
devemos seguir para agradar a S. Exc
Nao porlauto o meu Um, repito, provocar
este debate; o objecto destas miaas palavras
tendente ao regiment interno da cmara dos
depulados.
Com o ministerio do Sr. marqnez de Oliada
deu-se no recinto desta cmara um tacto que foi
um verdadeiro progresso.
Orgaoisado o ministerio de 4 de maio o Sr.
marquez de Olinda, seu digno presidente, cora-
parecendo nesta casa, podio a palavra e eipoz-
nos os seu progrmala. Nao havendo alguera
tomado a palavra, o Sr. marquez de Oliada e os
seus collegas se retirram.
Mas o precedente ficou firmado, e este prece-
dente apruveilou j ao Sr. guarda-roupa presi-
dente do conselho de ministros. Tambem j
aproveiteu, mediante urna votocao da cmara,
ao Sr. ex-miuistro da fazenda por occasiae do
seu finado ministerio.
Estos tactos mostram que o procedente eat
Armado, mas nao se acha na letra do regimen-
t e, nao se echando, V. Exc tem hesitado
em dar-lhe lodo o desenvolvimento que a ndo-
le e praticaa do syslema representativo obrigam
i dar-lhe.
O mesmo estylo j iem sido praticado no se-
nado. Quando o Sr. visconde de Abaeto an-
nunciou un senado a dissolueio do ministerio
passado o presidente do seuado hesitou adrait-
tir debate a tal respailo, leudo pedid* a pata-
rra varioa senadores ; isto porque o regiment
nio autorisava mas a iilustracao e sabedoria do
senado deu a esto diAculdade a resolucao pos-
sivel ; supprio esta lacuna do regiment, dan-
do a questo a nica aoluco que ceapalivet
com os verdaderos interesses de systeaaa re-
presen la livo ; e enlao o Sr. Cavalcant de La-
ctrda deu a palavra a todos os sanadores qee
quizrara fazer obeervacoes sobre a dissolueio
do ministerio.
Eis agora, Sr. presidente, o que tu pedia a
V. Exc,
lomando _... iU,iUC, ^a\i urna
existo ha annos na mesa, os debates desta na-
turesa que sao admittidos em lodos os parla-
mentos, e muito mais apropriados do que o
expediente dos requermentos e de uraa oppa-
ratosa mierpellago. usados nesla cmara.
O Sr. presidente do conselho, que anda nao
rea programma ; poda resolver-se a faz-lo
podo comparecer e dar-nos outro enigma como
o do anno passado, que nao satisfaga a ningnem
no qual cada um veja as suas opiuies nogueni
cncontro-as, quando isso convier a S. Exc
Sr. presidenle, V. Exc. conprehende quo a
nebulosa siluago actual, crejda pelo Sr. guar-
da-roupa presidente do conselho, ainda nos vera
convencer do quanlo mo o syslema actual do
comparecer o ministro, fazer um programma que
nada explica, e ninguem ter direito de pedir
explicaco de qualidade alguma. Nesie caso se-
r raelhor quo so cuiupra risca a letra do re-
giment.
Nenhum artigo do regiment pcrmitle aos Srs.
ministros lomar a palavra como ministros, se-
nao sobre debate cstabelecido; lera SS. EE
livrc mgresso aqu, tomara a palavra as vezes
que querem, mas sobre o debate da ordem do
U13.
E neste sentido a todos os depulados livre
ou tem o direito de responder-lhe. Mas ist
nao se tem seguido : rias occasioes que recor-
de, a cmara, por urna deciso sua, qus alias
muito respeito, embora me prejudicasse, nao em
direilos raeus pessoas, roas em grandes dire-
tos polticos, resolvou o contrario. O Sr. mi-
nistro da fazenda explicando "a dissolugo de mi-
nisterio passado de urna maneira que me pare-
ceu monos conveniente, alterando os tactos, ou
apresentaado-os de urna maneira inexacta, ou
porque tinha em todo o caso Inlerpretagao muito
differentcda que.S. Exc. lhesdava, lentaaacarre-
lar com tal inlerpretagao desar para em grande
numero do merabros desta casa ; e por urao vo-
tago da roaioria, que receiou, dando-nos a pa-
lavra, prejudicar os interesses da siluago mys-
tenosa que o Sr. presidente do conseibo* pre-
parava para s, negou-se-nos a palavra, e ne-
nhuraa contrariedado e defesa puderaos fazer.
Entretanto que, membros desta cmara, o nos^
so credilo como homens polticos interessava
cmara dos depulados, e interessava ao rgimen
constitucional.
A reprodu.;go de tacs fados tambem o que
eu temo, Sr. presidente. Pego pois que mante-
nhamos e aceitemos plenamente o excellente
precedente estabelecdo, porque nao este direi-
to dos Srs. miuistros e ex-miuistros, direito do
paiz, que deve conhecer as opinioes e vistas dos
que governam. E' um dever nosso manter o uso
de tal direito: ora, esle dever nao ser cumpri-
do, senao incompleta ou insuffleinte, se a cma-
ra dos depulados nao firmar o estylo cstabeleci-
do em todos os parlamentos, estylo que o nosso
senado iirmou muito sabiamente na occasio da
dissolugo do mioislerio passado.
Pedia pois a V. Exc que coovidasse a commis-
sao de polica a tomar conhecimento de minha
indicago, ou que V. Exc, aeguindo e preceden-
te cstabelecido no senado, rmasse aqu igual
nrecedento,que alias pode parecer mutio sulfi-
pode'VesulfrT ?WVtW?uWlg?,lS2!2!i?e Sfjfcf*
ao presidente da cmara, fica regular o debato.""
O quo desejo, porm, Sr presidente, que o
regiment se altere regulando o debato nessa
materia de maneira que a minora nio fique a
discricao da maioria. Se nio pode haver presen-
temente inconveniente ou abuso por parte da ac-
tual cmara dos depulados, uo futoro podem
dar-se abusos graves, e os regiioenlos nao sao
feitos seno para proteger especialmente os di-
reilos da parle mais traca.
O Sr. Presidente: A commisso de polica
tomar em consderago o requerimento do Sr.
deputado.
ORDEM DO DIA.
ELEigAO DAS COMMISSOES.
Continua a eloigo das commissoes, o sshem
eloitos os Srs. ;
1 do orgamenlo (64 votos.)
Henriques, 50 votos; Sampaio Vianna, 47 ;
Torres-Homem, 45.
Achando-se na sala immediata o Sr. ministro
da marinha, o Sr. presidente convida os Srs. La-
mego, Garca de Almeida, Silvino Cavalcant,
Pedro Mooiz, Silva Miranda o Joo Mendes, para
receberem o mesmo ministro; o qual, sendo
introduzido com as formalidades do estylo. loma
assenlo direila do presidente, e ahi procede
a leilura da seguinle proposla :
c Augustos e dignissimos senhores represen-
tantes da uagio.De ordem de Sua Magestade o
Imperador venho, na forma da lei, apresenlar-
vos a seguinte proposta fixando a torga naval pa-
ra o anno financeiro de 1861 a 1862:
PROrOSTA.
Art. 1.* A torga naval para o anno financei-
ro de 1861 a 1862 constar :
c % 1.* Dos offlciaes da armada e das demais
classes que for preciso embarcar, conforme as
lotagoes dos navios e eatado-maior das divises
navaes.
2." Em circumstancias ordinarias, de tres
mil pragas de marinhagem e de pret dos corpos
de marinha, embarcadas em navios armados e
transportes; e de cinco mil em circumstancias
extraordinarias.
c 3. Do corpo de imperiaes marinheiros,
das companhias de aprendizes marinheiros crea-
das pelas leis anteriores, do batalhao naval, e
das companhias de imperiaes marinheiros da
provincia de Malo-Grosso, continuando a aulori-
sagio para eleva-loa ao aeu estado completo.
c Art. 2. A forga cima mencionada ser
ireenchida pelos meios autorisados no art. 4 da
ei n. 613 de 21 de agosto de 1851.
c Art. 3.a Ficam revogadaa todas as disposi-
cea em contrario.
c Palacio do Rio de Janeiro, em 16 de maio
de 1860.Franciteo Xavier Paes Brrelo.
O Sr. Presidente declara que a cmara tomar
na devida consderago a proposta do poder exe-
cutivo.
Paseando o Sr. ministro para a esquerda da
mesa, ahi procede leilura do relatorio do mi-
nisterio a seu cargo ; e, linda esta, retira-se,
acompanhado pelos Srs. 3* e 4* secretarios.
A proposla e o relatorio sio enviados s respec-
tivas commissos.
Anounciando-se em seguida achar-se na sala
immediata o Sr. ministro da fazenda, o Sr. pre-
sidente convida os Srs. Paranhos, Pinto de Cam-
pos, Souza Leo, Vfbslla Tavares, Diss Vieira e
Luiz Carlos para receberem o mesmo ministro: o
qual, sendo introduzido com aa formalidades do
estylo, toma assonto a direito do presidente, e
ahi procede a leilura das seguintes propostos:
< Augustos e dignissimos senhores represen-
tantes da nagao. Em virtude do art. 13 da lei
n 93 de 31 de outubro de 1835 apresento-voa a
proposta da iagao daa deapezaa geraas e orga-
menlo da receila para o anno financeiro de 1881
a 1861
c Na sua confeccao empregon-se o maior cui-
dado para, avista dos dados cooheeidos calcula-
la e orca-la do modo o mais approiimado da
exaclidao, evilaudo-ae as lacuna que podes-
sera auiorisar a abertura de crditos aupple-
roenlares; devo, porm, nao occullar-vos que
a respeito de algumss verbas ainda nio postee
a odrainUtragao elementos seguros esa que posea
confiar, nio obelante o que, eetou que em fecal
o governo no seu proposito attingio a ponto que
poda esperar.
c A base de seus clculos vos ser prsenle
no nlalorio da reprn^iq a m*n*efo.
as despezas do ministerio da fazenda fiz in-
cluir todas as conhecidas. pedindo para as rubri-
cas em que veera contemplados os respectivo
s.-rvigos o crdito correspondente t despeza que-
enea teem ciTectivamentc custado era exercicios
anteriores.
as tabellas quo inslruem a presente pro-
posla vao explicadas as causas das alleragoes qu
apreserttam as rubricas em que ellas se do ou
seja para mais ou para menos.
No intuito de lomar mais simples a lei do-
orcaraeiilo na parle relativa ao ministerio da fa-
zeuda, e ao mesmo lempo de prevenir a abertu-
ra de crditos supplementares at onde Mr pos-
sivel. Uz reunir em umas rubrica as relativas a
vanos ramos do servigo que teem entre si intei-
ra correlagao, demonstrando, porm, em tabellas
diversas a despeza especial do. cada um delles
como conviuha, para quo possais volar com in-
teiro conhecimento os fundos precisos para oc-
correr a cada um delles."
CAPITULO I.
Despeza geral.
* Ar?" V*.A despega geral do Imperio para o>
JZ.B4a.98UW6r, a qual ser distribuida pelos
seis diversos ministerios na forma especificada
nos aitigos seguintes :
An 2. O ministro e secretario de estada-
dos negocios do imperio autorisado para des-
pender com os objeclos designados nos seguinle
paragraphos a quantia de...... 10,676:563*800
A saber :
1. Dotago de S, M. Imperador. 800.000*000
2." Dita de S. M. a Impcralriz.. 96:OO0JWOO
o. Alimentos da prncez a im-
perial a Sr." D. Isabel. 12:000*000
4 Ditos da princeza a Sra. D.
Lcopoldida... 6:O00$O0O
o" Dotago da princeza a Sra.
D. Januaria c aluguel de
o J"" "% 102:0001000
6o Dita de S. M, a imperatriz .
do Brasil, viuva, duqueza
de Braganga....... 50:00OjO0O
7 Alimentos do principe o Sr.
o. ^D- Luil 8:000*000
o Ditos do principe o Sr. D
a rtFe,,PP fcOOOJOOO
v Ordenados dos mestres da
familia imperial 9:600#000
10 Secretaria de estado 210:0(W|uOO
1 Gabinete imperial .... :9OOf09O
12 Conselho de estado, 48000JOOO
13 Presidencias de provincias 234:280fU0O
14 Camaraa dos senadores 266 390a000
15 Ditas dos depulados. ., 3i4}:460pOOO
16 Ajudas de cusie de vinda e
volta dos depulados. '. 52:600J00O
17 Faculdades de .direito, 163.2
18 Ditas de medicina z9:L.
19 Academia das Bel las-Artes 39:604,.
20 Museo........ 9:000*000
21 Hygieno publica .... 18.000000
22 hmpregados de saude nos
portos ....... 21030*030
23 Lazaretos....... 3;Q00jOO0
24 Instituto vacinico .... 14:780*000
25 Canaes, pontea, estradas o
oulras obras publicas ge-
raes, eTtnilto s abras
26 Crrete gS e paaeW ~ t.*W=0OOOOO
,_ ''Por........ 2,949:0005000
27 Reparligio geral das torras
publicas, medigio destas e
colonisagao..... 914.40J0OO
28 Catechese e civlisaco dos
M indios ....... 80:000*000
29 Colonias militares. 200:000*000
30 Estabelecimento de educan-
das no Para...... 2 000|000
31 Archivo publico..... 11640U00
32 Para auxiliar a publicagio
das obras do Dr. Antonio
Correa de Lacerda. 2.-000*000
) Para auxiliar a publcacio
das obras do Dr. Marlins.. 3:000*000
34 Commisso scientilica para
explorar o interior de al-
gumas provincias do Im-
perio ........
35 Descobrimento e exploragio
de carrio de
180:0001000
de minas .
pedra........ 8:000J00O
36 Melhoramenlo da cultura da
canna de aasucar, do trigo
e de oulros ceieaes. 4:000*000
7 Evenluaes....... 30:000*000
Soccorros pblicos e melho-
ramenlo de estado sani-
tario ....... 2frO:000#000
No municipio da corte.
28 Instrucgo primaria e se-
cundaria.......
39 Instituto commercial .
40 Dito dos Meninos Cgos .
41 Dito dos Surdos-Mudos .
42 Bibl'otheca publica. .
43 Jardina Botnico da Laga
de Rodrigo de Freitas. .
44 Dito do Passeio Publico. .
45 Instituto Histrico e Geogra-
phico........
46 Imperial Academia de Me-
dicina ,......
47 Sociedade Auxiliadora da
Industria Nacional. .
48 Prestagio a Joio Caetano
dos Santos......
49 Hospital dos Lazaros. .
50 Ltrapeza irrigagio da ci-
dade........
51 Obras publicas.....
52 txercicios ndos.....
*75;3l30O
12:160|000
33:8815000
10.000JOJO
13:576*500
23:001*000
*:717*O00
5:900*000
2.000JOOO
4:000*900
41:000*900
2;00800O
25:20000(<
1,351:504*000
9
c Art. 3. O ministro e secretorio de estado-
dos negocios di jusliga autorisado para des-
pender com os objeclos designados nos seguintes
paragraphos a quantia de.
A saber
1 Secretaria de estado .
2 Tribunal supremo de jostiea
3o Relacoes .......
4 Tribuoaes do commercio. .
5* Jusliga de 1* instancia .
6* Ajudas do cusi e gratifica-
eea por commissoes e-
traordinaras.....
7* Deapesa secreto e repreaaao
do trafico de africanos .
8 Pessoal e material da pela-
CIm
9 Guarda nacional ....
10 Tclegraphoa. .....
11 lineas, cathedraes, relagao
metropolitana, parockes,
vigsriea geraea e proviso-
'ea >*...,
12 Seminarios epscopies. .
13 Cooduccio, sustenio. ras- .
luario e curativo de presos
14 Evenluaes.......
Manicipia da crtt.
15 Corpo de polica ata corte .
1S Casa de correccio e reparo
decadee.......
17 Illuminacio publica. .
18 Exercicios fiados. ......'
4,986:167**94
220:560*000
104:800 jOOO
289.893*334
40.4009000
896:32OjW0O
50:0O0>00O
174.000*000
481:194*000
167:621*500
75:174*10
931:871*06
171:600*00
140:000*000
10:000*00
561:731*500
12O:fJ0fJ*fJ
550:01)0*000
*
< Artigo 4.' 0 ministro e secretoria de esta-
do dos negocios, eslrangeiroe autorisado pera
despender com os objectos designados nos se-
s^QtMpargrapheaaqmnssede 961:900*641


ES


i, -
i_
vn\
> -..
i
i -i w
I
A saber :
1* Secretaria de estado, moeda
do paiz......
* Lgaces e consulados,, *o
cambio de 27 dinheiro's stef-
linos por 1$ _
3* Empreados em disponibili-
dst. meeda dojarts .
4 Commissoes mixlas.idem. .
5* Commiss&o exploradora do*
terreno* queiuterrasaaaao*
limites do imperio casa a
Guyana Frticeza. .
Explorarlo e estudos topo-
graphlcos e geofraphicos
sobre limites e navegaes
fluvial........
7 loarniaa de ordem nacionaes
8* Ajnda* de cusi.....
9* Extraordinarias reservadas.
10"rJveo'lu'r-s" ....:.
11 DhTercneas do cambi eeom-
misses.......
12 Exercicius Qndos.....
533;73Q$55i
192809000
16:800f000
18:8fl0|000
5:000f00
50:<)O09OOO
50:0009000
25:2005000'
80.6009000
W
7
29
30
31
Art. 5. O ministro o secretario de estado
dos negocios da marinha autorisado para des-
pender com os objectos designados nos segnin-
tes psragraphos a quantia
A ssber :
Io Secrelnria do estado .
2o Conselho naval. ....
3o Quarlol-general da marinha
4 Conselho supremo militar.
5* Auditora e ejecutoria" .
6o Conladoria......
7o Corpo da armada e classes
annexas .......
8" BatalhSo naval.....
9 Corpo de imperiaesmarinheiro
10 Companhia de invlidos. .
11 Intendencias e sccessorios.
12 Arscnaes.......
13 Capitanas d porlOs .
14 Forca naval e navios de
transporte.....,
15 Navios desarmados
16 Hospitaes......
17 Phares.......
18 Escola de marinha .
17 Bihliothecn de marinha .
20 Reformados.....
21 Material.......
22 Obra......_ .
23 Despezas extraordinarias c
eventuaes ......
24 Exercicios lindos -. .
de 7,071:278973
95:0504000
41:2008000
U871S998
12 6849000
3:370J000
36-OOOSOOO
526:11IJ2O0
25-3099600
128:015g000
5:5408000
126.-112*000
1,366:4118710
141:6735l
1,067:481*116
31:2028000
59.2138000
2637940O
76-250*076
1:2728113
65:3719140
2,299:0899600
686:7045900
212:9705000
9
Art. 6.' O minislro e secretario de estado
dos negocios da guerra autorisado para despen-
der com os objectos designados nos seguintes pa-
35-Una ous arsenaes..........
26 Dita dos propnos nacionaos
Bita de'terrenos diamanti-
nos......................
Poros d terrenos e de ma-
nilas, excepto os do mu-
nicipio da edrte, e produc-
to da veuda de* pone* ou
dominios utois daquelles
terrenos de marinha cujo
aforamento f6r pretendido
por raais do um individuo
a quem a lei nio mandar
dar preferencia, ou nao
sendo uta requerida em
lempo, os quaes sero
postos ero hasta publica
para seren cedidos a
quem mais der..........
Ladennos, nao compre-
hendldos os DroveniHtc das vendas de terrenos de
marinhas da corte.........
Siza dos bens do raz.......
Decima urbana de urna le-
gua alm da demareacao,
32 Dila addicional das corpo-
racoes do mo-roorts.....
33 Dircitos novos e velhos e do
chancellara......
34 Ditos das patentes dos offt-
cises da guarda nacional.
35 Dizima de chancellara. .
36 Joias dasordens honorficas.
37 Matriculas das facilidades de
direito e de medicina .
38 Multas por infraeco de re-
gulameutos......
39 Sello do papel fixo e propor-
cional........
40 Premios de depsitos p-
blicos........
41 Emolumentos......
42 Imposto dos despachantes,
correlores e agentes do
leiloes........
43 Dito sobre lojas, casos do
deseonios, ele.....
44 Dito sobre casas de movis,
roupa etc., fabricados em
Miz eslrangciro.....
45 Dito sobro barcos do interior.
46 Dito de 8 / das loteras. .
47 Dito de 8 "/ dos premios
das mesmas......
48 Di lo sobre a mineraco. .
49 Dito sobre dalas mieraes.
50 Taxa dos escravos. .
51 Venda de Ierras publicas. .
52 Cobranca da divida activa..
14.444 fOiio
63:1709000
48:4958000
1A1WQ PE PEttBMaftq. <- 7JUM1T* fflftt.^ DE JUNBO Ptt 1860.
i. .. 1 .i 1. -1 1 1
-UV DiversaedB-
11. fteparlicau
ecclesiat tica........
12. ilratificacoes
divcras' etc........
16. Fabricas....
17. Obras mili-
tares................
g 18. I****** des-
pezas e > trasvi uses...
19. Presidio da
ilha do taando...
V. 0&3E!Jg
rcm
1)114
1:0008000
6:000*000
9:905*927
12:0O0j000
43:543JS55
1I:59W40
potas o eveiKeae*.. 150:000*600 1,400.000*000
ds, ra4eri-
Arl. 11 lar referida lei.
tflNUnriMO DA FAZPCTM.
$ 1.a .uros e -
7;986fl000
8:7998000
2,145:7999000
9:4395000
78:3188000
250:862*000
97:1118000
55:0955000
6:3635000
92:0639000
115:2859000
1,531-860*000
raortia<;so da divi-
da exter
,3-.
vida 111!
da emis
pctivas
pagamei
nheiro
ta fundada. 1,510:508{O8
>itoa da di-
cripta antes
o dao res-
a plices, e
lo em di-
as quantias
da mesrr a divida me-
nores d
forma d
lei de 2
de 183
8 5.
do stacu
6.
7.
ragraphos a quantia de
A saber:
1 Secretaria de estado e repar-
tienes annexas .
2o Reparlcoes de fazenda .
3a Arsenaes de guerra, arma-
zens de artigos bellicos e
conselhos administrativos.
4 Conselho supremo militar e
de justica ,.....
5o Instrucc militar....
6 Corpo do saude c hospitaes
7o Exercito.......
8* Coromisses militares. .
9'* Qlasses inactivas .
10 GraliUcaces diversas, ;ju-
das de" cusi e recrula-
menlo.......
11 Fabricas.......
12 Presidio de Fernando de No-
ron ha, ......,
13 Obras militares.....
14 Diversas despezas o even-
tuaes........
15 Exercicios lindes ...
12,828:9285068
225:576*000
51:1809000
2,030:9509900
42:31419000
302:787:9765
599:288J000
7,027:4058000
II2O3990OO
570:719>J962
450:6005000
185:760{30O
87:0655000
511:8335918
601:408*000
S
Peculiares do municipio.
10:1928000
89:4809000
32:7669000
842:7668000
18:4805000
15:6658000
586:0809000
282:8208000
24:8968000
94*900
249-367*000
5:3378000
198:648 jOOO
1,296:954*753
Ar1.?,
MHpVRisnaio da menda.
'T' Jnros cemor-
ncao dasliwa w
lerna fundada.. .... 450:
21. Ajudas de
custo a em pregados
d faaoMda.......... 38:000*000
5 36. Obras...... MOOOOm
27. Graliflcaccs 60:0009008
OOOfOOO
SU-oc'iST* exerc"-" anterior (ui de .
S:!Sl?l' f ? Igual r Si ,-Jj& dlfferei>5 favardesta.de
22:0049930; e j se pode prover que pouca mais
vairtajoso sari o augmento da reccita total.
Despeta.
Tendo exposto o es.ado da reccita no actual
despaw
4009, na
art. 95 da
de outubro
ensionistas
de reptjrticdes
telas
aposentados
Empreados
cx-
8.1 hesouro na-
cional
Mesas de
e collecto-
rendas
ras ...
17. iTypographia
naciona
.1.
cao de
cionaes
20.
Adininistra-
iroprios na-
3.0009000
20:000*000
-25:0009000
10:0009000
5:0003000
106:0009000
8:469433
2:0003000
6:0009000
Dita de ter-
renos diimantinos..
25. uros doem-
presiim do cofre
dosorpiaos........ Ift0:000}000
26. Reposicoes
e restili icoes de di-
reitos i butras..... 7*>006|000
$ 2. I .-aliticares TO:00OaO00
30. fivonluaes.. 260:OOOgOOD
Art. 7. O minislro e secretario de estado dos
negocios da fazenda aatotisado para despender
com os objectos designados nos seguintes para-
raphos a quantia de.
A saber:
1- Juros, amortizacio e mais
despezas da divida exterui
fundada perieneente ao es-
tado, ao cimbio par de 27
2- Ditos da divida interna fun-
dada ........
3* Ditos da divida inscripta an-
tes da emisso das respec-
tivas* apolices, ele .
4o Resgalo do papel -moeda
incumbido no banco do
Brazil. na forma' da lei n.
ce Agosto do mesmo anno
5o Caixa da nnioftuaean, fili-
. al da Bahia, ene .' .
<" Pensionistas e aposentados
7" Empregados de repartieres
exlindas -. .-.-.'.
8* ITieso'ore c thesouraria do
fazenda.......
9 Juiz dos feitos da fazenda
10 EhtrdeB de arrecodajo. .
11 Casa da moeda. ....
12 Adiminislraco' de estampa-
ra e impresso do ihesou-
ro nacional. 4 ,
13 Typojtraphia nacional, .
14 Adiminislraco de proprios
nacionaes e de terrenos
diamantinos .
15 Ajodas de custo e gralica-
coes por servidos tempora-
rios extraordinarios ,
16 (Juradoria de africanos li-
vres........................
17 Medico dos terrenos de
marinha..........-..;......
18 rremioS, desceios do bi-
lhetes da alfabdega, com-
missoes, corrclagens, se-
guros, juros recprocos,
agio de moedas e meiaes..
19 Juros do emprcslimo do
cofre dos orphos.........
O Obras........................
21 Eventuaes..................
22 Reposicoes e reslilai^es...
23 Pagamenio do empreslimo
do cofre dos orphss......
24 Dito de bens de defuntos o
senles..............'.....
25 Dito de depsitos de qual-
^oer origem...............
26 Exercicios fiodos............
10,318:142lll
3,648:7115111
3,460:1568000
12:000*000
2,000:0009009
406805000
1,066:0336000
26:3524000
1,223:174900o
72.-7I3S000
2,744:015*000
162:700*000
402188000
1500OOJO0
47i47O000
9OOOO9OOO
1:9005000
3:0005000
100:0005000
200:000*000
1,200:0008000
20:0009000


I
8

53 Concesso de pena3 d'agua.
54 Dizimos........
55 Decima urnana.....
56 Emolumentos de policia. .
57 Imposto sobre casas de
modas........
58 Dito de patente no consumo
da agurdente.....
59 Dito do gado do consumo. .
60 Mcia siza dos escravos. .
61 Sello de heranca e legados.
62 Armazenagem de agurdente
Extraordinaria.
63 Contribuido para o Monte-
po.........
64 Indemnisacoes, incluindo o
producto das loteras qne
o governo deve mandar
exl-ahir nos termos do art.
1. da lei n.96 de 20 do
agosto de 1853, e do 2.
da de 11. 979 de 15 de
solembro de 1858. .
65 Juros de capilaes nacionaes.
66 Venda de gneros o proprios
nacionaes.......
67 Receila eventual.....
68 Producto de loteras, para
fazer faco as despezas da
casa de correcto e do me-
Ihoramenlo sanitario do
imperio.......
El i mi
portanc
guintes
nullado
lo n. 2,
24:8319000
2O122800ddezemb(-o de 1859
839-7398000 Aul.
11:030500 decreto
3deab
15:5879000
230:803*000
135:447S009
130:473*1100
2005005000
18:2O7|O00
2:854*000
206:0099000
223:8269000
640218000
231:4065000
s
do anni
luaes, 1
propost
d* a.1
ral le
sesso t
no
dem
n. 2,4*
setcmb
no til
erenlu
2,129.9759483:
a-se as im-
as dos so-
crditos, 311-
por decre-
>20de 30 de
risado por
n. 2,413 de
il do referi1-
, para even-
incluido na
1 apresenta-
sembla ge-
islaliva n a
o mesmo an-
668:0009000
4,192-31350651
Bio de Janeiro em 8 de maio do 1800.4noeto|
Moni V Silva Ftmte.
O Sr. presidente declara que a cmara lomara"
na devida considerado as propostas do poder
exncutivo.
Passando o Sr. minislro para a esquerda da
mesa, ahi procede a leitura do relatorio do mi-
nisterio a sen cargo ; e linda esta, relira-se, a-
compantiado pelos Sr. 3o o 4o secretarios.
As propostas e o relatorio sao enviados s
respectivas commissoes.
AchanJo-se igualmente na sala immediala o
Sr. minia!* do imperio, o Sr. presidente convi-
da os Srs. 3- e 4- secrtanos para recebereni e
mesme seohor, o qual, sendo inlroduzido com:
as formalidades do estylo, toma assento es-
querda da mesa, e ah procede leitura do re-
latorio do ministerio a son cargo; Onda a qual,
reiira-se cora as roesmas formalidades.
Logo aps o Sr. ministro dos negocios estran-
geiros lambem recebido com as mesmas forma-
lidades, toma assento esquerda da mesa e pro-
cede leitura do relatorio do ministerio a seu
cargo ; linda a qual, relira-se com as mesmas
formalidades.
Finalmente o Sr. minislro da justica lam-
bem iotroduzido com as mesmas formalidades;
e tomando assento esquerda do presidente, ah
procede leitura do relatorio do ministerio a
seu cargo ; Muda a qual, retira-se com as mes-
mas formalidades.
Os relatorios sao enviados s respectivas com-
missoes.
Contina a elcicao das commissoes, e sahem
elcitos os Srs:
2a de ornamento (60 cdulas).
Costa Pinto 50 votos, Fausto de Aguiar 49 e
Sergio de Macedo 49.
3* de ornamento (60 cedujas).
Peixoto do Azevedo 49 votos, Cunha Mallos 48
o Paranlios 46.
Indo proceder-se eleiciio da primeira com-
missao de cuntas, reconhccc-se nao haver casa ;
pelo que o Sr. presidente manda fazer a chama-
da, e por ella se verifica terem-se ausentado os
Srs. Pinto de Heiidonca, Augusto do liveira,
TeixeirJunior, Pacheco, Coelho de Castro, Casi-
miro Modureira, Cerqueira Leite, Manoel Fer-
nandes, Toscano Brrelo, Tobias Leile, Ferreira
da Aguiar. Silva Miranda, barrio de Mau, Dias
Vieira, Baptisla Mnnteiro e Paulo de Miranda.
Dada a ordem do dia, o Sr. presidente levanta
a sesso s duas horas o meia da tarde.
cumpro dctoibi-vos1
za auetorisada.
Distribuida na lei n. 500 .
Idea na lei n. 531 .
Crdito dado pelo governo para
a lorvraa de 200 eeoes da com-
panhia Ail.......
PassiTo liquidado do exercicio
nterloT.........
550:458f7o2
4l:3U|Mt
20:0009000
17:391*883
alerrroVSQiraTqueem oulros artigos ras tenh
indicad* as seguales :
4> Eleraco > tiRtgn/ das eass* habitadas: per seas donos, dis-
tlnccao para a qual, alias, 1
iisss
uio ha razio plau-
6292059746
rocera cal-
d-'arl-fei-
por decreto
8 de 30 de
o do dito an-
mbem pora
es...........
180.000SOOO
Comparado este lgarismo com 1
culada de 450 coritos, o deticil oue
la do 179 conloa.
Sera recursos extraordinarios, este dficit***
poder* ser redolido ion coaios. pelas talbas,
cortes as despezas e algumas economas.
Os clculos apresenlados sao uns positivos e
oulroa conjecturaes, eomo sejara o da receita
nos tres mezns e dos nove seguintes do preso
complementar, as fainas a corles nos des-
pezas.
Pode acontecer qne a reccita melhore alguma
cousa, mas esse melhoramenlo, alias imprevis-
to, pouco mais avullara.
Esta deploravel compllcacJlo as operncoes do
thesouro provera de seren as despezas decreta
das superiores as forqas da provincia. A d*c!-
nagSo de alguns ramos da renda, a falta do mo-
vimento commercial, as diminutas colheitas nos
dous ltimos antios tem contribuido para a di-
minua^o do crdito do thesouro.
Orramenlo de 1861-62.
A receita calculada sobre a arrecadac.no dos
tres exercios anteriores, e comparada asm n
dos 9 mezes do crreme, c de re. 3S8:450#000
A despez da provincia para o
exercicio de 1861 a 1862, loman-
do se por base a'distribuigao aulo-
risada pela lei n. 531 para o exer-
cicio de 1860-1861, vai diada em 515:6859177
Depsitos.
Empreslimo do cofre dos
orlaos;.......1.607-745JOO0
2o Bens de defur/tos e ausentes
: Ditos do evenlo.....
4o Premios du loteras. .
5o Salario de africanos litres.
6o Depsitos de diversas origen*
725.3129000
2:229 48:0795000
45255000
Rio < c Janeiro, em 8 de roaio de 1860.Ange-
lo Mw it da Silva Ferras.
TABELLA B.
Exercicio de 1859 a 1860.
Art. r da lei n. 1,040 do 14 do selembro de
1859.
12J
estado
13.
de pro
8 51
ras, !
caes dd
encana
gnas d
1,173:7295000; naa 321 649*000,
n:ir ....... ""-"H
153:10C#___........
i.oZ9tW
CAPILLOlh
ueceita eral.
Renda ordinaria.
Jktt. 8. A receita geral do imperio orcadi
aa quantia de.............. ..... 46,659:651 090
Art. 9." Esta receila ser efTeduada cora o
producto da renda geral arrcadada dentro do
ejercido da prsenle lei, sob os ttulos abaiao
designados:
; 1 Direitos de irporticb pa-
ra consumo, fleando isento
delles o i\ ftrSngeird;...
V Dito* d baldeado ne%>-
poriagOo...................
3o Ditos rdflm para coala
d'^frica....................
f* EpenHenic dos- gorWros
cslrangeiros r*etaopor
cbolagem livres de di-
reilds-de consumo........
5* Expediente dos generes o
paiz.'.........;.............
Sito dos diios-Mmt.......
rtsaeentgemi... ..!..<..<
t Premios de asstgtiados....
* AnedTa|em...i..i.:.___
10 Direitos de 15 0^0 da "
Wrei|es estrangeiras que
frj^p a nacionaes-.....1
1! Orto* de 5 0[0 na-compra e
renda das emMMiMer....
12 Ditos de 15 0|0 **exf*u-
m jfilftide Do-brabli.',.vi .>. ^
ISioobv/o O|0 de eiportacao
IBrtdsde 2 0[0 dem.........
15 Ditos del |0-nd en-
30,443:611^000
8:6895000
1:4085000
WrlOldoOrj
58v)78|000
8""
Art. 10. O governo Oca autorisado para
emitlir bilheies do thesouro at a somma de
8,000:00()9000. como anteeipacao de reeila no
exercicio desta lei.
CAPITULO III.
Disposirdes aeraes.
Arl. 11. l'icam em vigor ludas rs disposi-
edes da le do orcamenio anteeedento, que nao
versarern parlii-ularmento sobre a Oxaco da re-
ceila e despeza, e nao liverem sido'expressa-
menle revogadas.
Arl. 12. l'icam revoga Jas as res c dispo-
sieoes em contrario.
Bio de Janeiro, em 8 dd maie de 1860.
Angelo Mnnis do fHtea Fvrtas.
a Augustos e dignsimos Srs. representantes
da nachoEm observancia do 8 6. do artj 4.
da lei n. 5S9 de 9 de selembro de 4850, venho,
de ordem do S. M. o Imperador, aprosenlar*tt>s
a seguinlc proposta para approvacio das despe-
zas aulorisad.is por diversos crditos supplemen-
tares e extraordinarios, os qunes foram abarlos
pelo governo no inierrallo da sessao do corpo
legislativo. As tabellas e documentos juntos
mostrara a necesidades delles.
PROPOSTA.
< Art. 1. Alm das despezas aniorisadis pela
lei do orcamcnlo a. 909 de 26 dn selembro de
1857, para o exercicio de 185S 1869, 6 aberlo ao
gorerno no mesmo ejercicio um crdito supple-
meniar da quahirn de 3,2"5:55j64l, que sei
distribuida pelos diversos ministerios, e em cada
um delles pelas rubricas da mesma lei, conforme
a tabella A.
Art. 2.a AIt'm das despezas aulorisadas pola
lei do orcamento n. 1,040 de 14 de selembro de
1859, para o cierclcio del8SOal860( 6 igual-
mente aberlo so governo um crdito supple-
mentar o extraordinario da quantia: de........,.4.
4,192:3135065, a qual lera tambera do ser distri-
buida pelos diversos ministerios, e em cada um
delles pelas rubricas da mesma lei, conforme a
tabella B.
Arl. 3. As despezas provenientes destes
augmentos de crdito serao pagas pelos meios
vetado as respectivas lei.
Art. 4." Ficaia revogadas as disposieoos
em contraro.
Rio do Janeiro, em 8 da maio de 1860.'
Anla Munix Sita Ferrmz.
TABELLA A.
Exercicio de 1858 Artigo 2o da lei n. 938 de 20 da selembro do
1857-
MlXISTEHlO DO IMPBRtOi
U. Evenluaes.. 1:948539
38. Diblioihsea
pbliji.*v.......... 1639417
(39. Jardiai Bo-
tnico da Lagoa de
Rodriga de Freii as..
8 40. Uilodopas-
seio pisblico........
2!;.
182:9
38W9l|
50:80980*1
0W09000
1T ^edWie das> catHlMiMI.1''-'
Ii2 OO dos dia -
.....11' _. j___

do corrOMqj.
casa da moea..;..
W Scnhoriagen#"l1"l '*?a
la................-...;V K?
^prala
SI'MU da typographia nacio-
^WM'flV^/lPailRiio*
^B^rsn#a*JrJO
Para
que sr
se lee
conliiii.
corlee
Qes de
as epid
breare
bcxigaf
Para
feilas
com os
viados
260:0009000
440:0009000
l.89:97.vei83
3,275:9554641
snsisTEnio do mperio.
Conselho do
Presidencias
incias......
Obras publi-
ndo para o
Gloria......
2:231853
30:000000
50:000? 000. pora o
nento dasa-
rio Maraoa-
e
US
526:7499000
as
b o
Soccori os Pblicos
558:9309853
Crditos extraordinarias.
despezas
titulo
n feilo e se
ara a fazer na
raais povoa-
imperiocom
mias da fe-
irella e das
e bemassim
com oujtros servaos
de igual nalureza...
as despezas
e por fazer
camelos ca-
para a pro-
vincia lio Cear..
200:0009000
7:5009000 766:480J853
Art. i da referida lei.
MINISTERIO BA fUSTl^l.
3." Relajees ...'.
11. Capel la im-
Do que resulta o dficit do 127:235*177
J Oca demonstrado que no crrenle exercicio
de 18591860, haver um dficit de cerca de 109
conloa; no anno de 18601861, sendo a despeza
de 524.6425774 e a receila oreada em cerca de
400 contos, ser o dellcil do "uns 124 conlos ; e
calculando-se em 127:4359177 o do exercicio de
18611862, ficar a provincia compromeltida em
urna divido flucta rite de mais de 350 cootos. E'
sem duvida desauiraador eslequadro ; a vos cabe
dar serias e urgentes providencias para salvar a
provincia de lao triste luturo.
Em artigo especial vos npresentarei algumas
medidas, que dependen) do vos, no sentido de
equilibrar a receila e despeza da provincia.
Divida publica fundada.
O estado presente da caixa d'amortisac.ao o
seguiotc:
Divida conlraliida a juro de 6
por cenlo........ 89.6009000
Dita conlrahds a juro de 8
per cenlo........ 270:4009000
99:8079500
16:8125000
49.406gl31
penal
receso
Cadas-I
19.
suslenl
g 20.
publica
Casa do cor-
o reparo de
Conducco e
idos presos.
llluminaco
--.........
22:0009000
10;057j557
114:8659730
91:287667
49:6979272
;
r*ara
despez
6:067#885
142f605
"832146
il.16 8.Me-
Uieramenlo da raoa
cava-llar e intcoduc-
cao de camelos.....
Art 3o da referida lei.
auaiazcRH) da ^isti^i.
24:49800
31-4148446
, Relacoas.,,
. 11. Cplla im-
perial ecaibedral do
Ripdf Janeiro.i...i
I 17, Crp mu-
nicipal permanente.
19< Cond*gap e
sustento de presos..
I 20. iUumiatQttf
pubiioa..............

50:8649507
14:0009000
l9.00900

iir.1. 6o da na/oida, lei-
'V Ma-riOj,B*1WRitA,
ma..
{ffi
*|u4airagcnofal
o ejereitovff*.**.-! 11
J 9." xefcito..

I v

278:1089232
Crdito extraordinario.
oceorrer is
s com os re-
paros Ja Igrfja paro-
chin! e
nhora
Jacart
Art.
MAR.VXRlO.
Relatorio com qne o Exm. Sr. Dr.
Joo Sil veira de Sou/.a, presiden
te desta provincia, abri as
semidea legislativa provincial
110 dia S deiuaio do corrate
anno.
[Concluso )
FAZENDA PROVINCIAL.
exercicio de 18581859.
Receila.
Do balanco que vos ser remetlido, conhe-
cereis que a receila de/te exercicio foi de
reis..........574:1519363
A sua arrecadaco effecluou-se
da seguinte forma :
Roudimenlo de imporos. 388:125|732
Supprimenlo da ihesourara do
fazenda para auxilio das obras pu-
blicas ..........20.0009000
Producto do venda de apolices
da divida da provincia ....
Dilo de accoes da companhia de
vapores ,........
Saldo do exercicio de 5758 .
o/4:iouaoa
Sendo pola a receita ordinaiia desle exercicio
do 388:1259732 comparada com o exercuio an-
terior 1857-58, qno foi do reis 472:7379263,
v-se que houve urna dlrTorenea para menos de
81:5979531.
Este resultado proveio di diminuieo era di-
versos ramos da receita a saber :
Da laxa sobre escravos exporta-
dos para fora da provincia, em
razo da menor quanlidaJe dos
que sahiraiu .^ .
Dos direitos de 5 por 0dj na ex-
porlaco do algodo cuja impor-
tancia loi menor que a do anno
anterior.........
Dos direitos do 20 por OjO das be-
bidas espirituosas, pela aua no
preco menor consumo e maior ex-
poriacao........
Da meia siza da venda de es-
cravos .........
Da decima de Ucranias e lega-
dos, 00ja arrecadaco eventual,
sugeila alm disso a delongas do
juizo ... .......
Do reembolso do quanlus adi-
anladas, por emprestimos, nos
anuos anteriores, para a inlroduc-
cao de colonos eslrangeiros, o que
nao se deu neste exercicio 12:1839630
Da abolir.ao da taxa do consu-
mo da familia, milito o sal 7:902)150
Dos direitos de assucar entrado
na capital ......... 2:3245897
Da laixa do gado vaceum mor-
to para consumo ...... 3:4159475
Alem deslas diminui;es deram-se unirs am
diiTerentes artigos, cujas arrecadaces sao even-
tuaes.
Dttpeza.
A despeza no exercicio do 1858-59, desenvol-
vida na* tabellas do balanco, fui a seguinte :
Tera-se aroorlisado 329 apo-
lices de 1110:000.5 juro de 6 por
cento..........
300.0009000
32:9O0SO0O
327:1009000
! Nossa" Se-
0 Loret de
agua......... 11:3229300 269:4308532
4o da referida le.
MKISfMtO Dt ESTROCEIROS.
Empregados
em drsjprmtbilidade,
moeda tfn'psiz......
4'IDespezas et-
traordi
terior,
27...w
laris 0 ex-
ao cambio de

-
1:985jfl8i
50:fJ0O9080
t:98tx9l84
80.000*008 131.-( ~

Cttdilo extraordinario.
Tara satifazerdif-
ferenc; s de cambio e
commlisoes prove-
nienioi da deapazs
feita ) exterior....
Art. 5 da referida lei.
MUMSTKatO B* 1KINH4
13 CapiUniasde
postos...............
14 Forca naval
e naviis de trans-
porte...............
15 Navios des-
armad is........,
16 Hospitaes ..
211 Reforuiados.
22. liaia/ial....
23. Qbras.......
84. espezasso,
Iraord ion rase even-
tuaes............... 133:O07146
-
Art. 6
iaiann
I 6o
gaorra........,.....
4, J Gorpo.de ss*-
de o hi*fitae.. ....
11. Reparltcoo
ecelast; aUm.........
112. (ratifioscps
t*ej*M >..........
37^009000
16:139691
13:1329832
15:0332356
8:5589695
Despeza do auno da loi
Dividas do exercicio Itndo .
Saldo quo passou do exercicio
de 1859-60 ........
567:91S98tl
3:352>042
2:170208
1:183,801
47:2l6g940
lbi 5569290
582:W|B
140:065*877

da referida
936:4169486
-
MIHiSfStUO BA 4Ha>M^
Areenae 4
U Rd*f*,
1b RfuUeaefl-
ta,f vi
.li.
e^gjomaaia...
i*e brisas....
Presidio de
Feinaalo do N(-
nha.................
mwoo
1*0009000
30:0O0ftO0
04009000
30:0009000
ld:0rjrJiDO(i
iMtb
573:4415061
Os enoargos desie exercicio distribuidos pela
lei d. 450) pelos crditos suppiemenlares vola-
dos nado n. 5t)0, e augmentados pela de n. 531,
a por outros aberlos pela presidencia, na confor-
midado da lei n. 452 de 3 de novembro de 1857,
importavam coi 725:0979863. Esta somma exce-
da a reiida ordinaria arrecadada em 336:9729131;
e comparada com a receita ordinaria o extraor-
dinaria apreseotava anda um excesso de
150:9469-500 que seria o dficit, a nao haverem
grandes fainas e corles as despesas. Nao obs-
tante, porem, todos os recursos e meios econ-
micos administrativos, licou o Ibesouro anda
com o passivo liquidado de 17:3910683, que deve
ser sslisfeilo no segunlo exercicio pelos crdi-
tos transportados.
Exercicio de 1850-1860.
Cunipre axpor-vos o estado sinda provisorio
da gerencia deste exercicio nos nove mezes dc-
corndos de junho & mar^o.
0 augmento das rendas nos tres exercicios de
1855 a 1858 foi erogressivo ; no de 1858-59 pu-
rera co rateara 111 ellas a declinar, o quo lesa
causado graves, embarscos ao thesouro. No
actual exercicio falharam os recursos extraordi-
narios, cana fossem o supprimenlo pelos cofres
nacionaes, os saldos dos annos anteriores, a os
emprestimos por emisso de apolices; anonas
houve o m vaada das accoes da companhia de
vapor, que em breve foi esgotado. Bates dastai-
que teem enllocado a provincia na cnse cora que
se acha luotaudo actualmente, e que mais grave
se lomar na exercicio de 1860-61. se o corpo
legislativa neo tomar seria e ei&cazcs providen-
cias, para manter a oidem as flsangas ds pro-
vincia.
^ A receila lera sido :
Jjnpostoa cebradbs .....
Producto da venda das acedes de
oomoonhias. m......
,Solradas.i)ar dapokilos .
SuUo dt> axersicio anlertor .
Aarrudacao nos tros seguales mews, e m>
" oosMlomanUr que se ptul*-B al o ulii-
. Jt"Mf|M^ dun* viaiMKO .^cuMa em
130:00040001 reuu ho p.,qi podad nxonUx a
'aMilav a. tlQiOjliaOR lia.
0 reodiaseato das impsteles arrecadadas nos
Divida actual
Crditos supplementares.
No actual exercicio foram aberlos pela presi-
dencia os crditos supplenenl.ires, constantes da
tabella junta, na importancia de rs. 8:656J553, os
quaes submetlo vossa approvaQo. Como ve-
ris da mesma tabella foram esses crditos para
occorier ao pagamento de juros companhia A-
nil, das diarias dos presos pobres de justica, e
dos vencimenios dos subditos da iiislituc,o pu-
blica.
Convm declarar-vos que, em virtnde do arl.
2 da lei n. 452, de 3 do novembro de 1857, nao
! poda a presidencia autorisar, para pagamento
I dos juros da companhia Ail, credilo maor que
' o de 2:5009000 rs., que a oitava parto do vola-
do no orcamento para fazer face fis chamadas das
accoes tomadas por conla da provincia, e aos ju-
ros por ella garantidos ; mas o vice-presidenle
meu antecessor, como expe no relatorio com
que passou-me a adminlstracao, altendcndo que
os juros constittiiom urna divida, cujo pagamento
nao devia urr embarncado, nem demorado, sem
quebra do credilo da provincia, lumuu il r*o
lucio, nao obslanlo o dsposlo no citado irligo.
Trazendo ao vosso conheciraento esla deliberacao,
espero quesera dcvldarnente atlendida.
Adminislracao e fheasacan.
O sc-rvico cargo 10 thesouro inclusive a arre-
cadaco das imposiees, anda desempenhado
pelos 27 empregados, que compe o seu pessoal,
e por um addido.
Na conformidade do art. 24 2o da loi provin-
cial n. 531, foi expedido pelo meu antecessor o
regulamenlo de 14 de selembro do anno passado,
fazendo as convenientes alleraces as disposi-
ces que regem o thesouro provincial, e melho-
rando os vencimenios dos respectivos emprega-
dos com as gratGcacoos de exercicio marcadas na
tabella anuexa ao dito regulamenlo.
O archivo passando cargo do chefe da segun-
da sece-ao foi organisadn convenieniemenle. O
escripturario encarregado da eserpturacao dos
livrosDiario e Razotem desempenhado este
servico satisfactoriamente. Acha-se em dia a es-
erpturacao da caixa do amortsajSo cargo do
Chafe da lserco.
Goncluindo esla artigo, cumpre-me declarar-
vos que, nao obstante haver em data do 24 de de-
zembre do anno lindo mandado alugar urna casa
propria. e collocar nella una batanea para as pe-
sadas das barricas de assucar, afim de que o im-
posto fosse cobrado segundo o valor real de cada
barrica, resolv em 20 do marc,o ultimo, coufor-
mando-me cora o parecer do iuspector do thesou-
ro publico provincial, aejuiescer a proposta de
diversos iavradores, fabricantes de assucar, du
pagarera o imposto de cada barrica deste genero
pelo termo medio de 8 arrobas, em quanto nao
augmentaren! este peso, mndatido entretanto
conservar o armazcm arrendado e a batanea pa-
ra a arrecadaco e pesada do assucar, que vier
em outros cascos ou vasilhas que conienhsm
quanidades varia veis, assim como de oulroa ge-
neras, cujo imposto pago na razio do peso:
Medidas flnanctiras.
A situacao finanoetra da provincia, como ica
demonstrado pelo que vos acabo de dizer no ar-
tigo precedente, e pelo mais quo om outros vos
tenho exposto, summamente melindrosa, e
mais se complicar se por ventura nio forem lo-
madas de prompto medidas que, ajslabelecendo
o necessario equilibrio enire a recorra e a despe-
za do thesouro provincial, facam parar o cresci-
rcento progressivo da divida iluctuanto j muilo
eonsideravel, que pesa sobre elle.
Pare dar-vos urna idea do apuro asar esse lado nos achanto*, bastar dizer-vos em re-
sumo que, oreando j presentemente odeOcitem
cerca de oitcnta contos, o pudendo-se apenas
com as rendas de que dispomos occorrer s- des-
pease de ordenados e oulras ordinarias, temos
que nagar em junho e jullio prximos 20 cuinos
de ris de vossos subsidios, 13 conlos de res de
juros da divida fundada no crtente semestre, 10
conlos do juros de accoes da companhia Aml do
mesmo eouiestro, e maisbOeootea doaubvoncoes
atrazadas da companhia de navegaco mar*
nhense.
- Dentro dos limites da aleada da presidencia te-
nho falto o que me tem sido poaaivel n Niuito
de Btlenuar laj grande mol j corlando por mui-
lasdespezas aulorisadas, j proraovendo vagas
de diversos empregos p/ovinciaes do ulilidaae
contestavel ou secundarla, e deixando de prover
outros.
No entretanto esea* medidas, e anda o empres-
limo de 100 contos de ris autorisado pela lei n.
531 de 30 de julho do auno passado a que por ora
del eteeuijao, to por si sos insuficientes, e dc-
vein partir do corpo legislativo da provincia ou-
lras que lendam ao mesmo Om de diminuir-se
de um modo eOicaz a sua desjiez 1, e augmentar-
se a sua renda. Eu 8 espero de Vos com loda a
coofianea; *U urna divida de honra e con*-
ciencia qne tendeeooMM-abido par oomaquellea
que vos constUuiram seua legisladores, e que
teem o direito de exigir qie tratis em quanto
lempo de salvar a provincia.da crise que a ame-
l'sr or*o-vos ai systeaa de economa com-
plelo v perfeitamente adecuado saeesas actuaea
coojuncturas, ser-me-hja preciso ter feilo um
estudo longo e aturado de todos os recursos da
orovirwUi o de todos o romos dd sos publica ad-
mtMMrecio, e v* ovmpreretMieia bera quo ieae
tWo"^ W "e'ei 1* sisU.4n difficeldade da
materia e do pouco tamod dd mih|a.pr.eadeucta;
comludo algumas nreuldss ha que me parece que
desdenjd s pede* tome? nafuetM senlWo sem
randa iocanvanieoio.
2. Elevaco da taxa sobre os parcos a 21000.
K* Creacao da om ,rnparto de d il* o
gado, o qual existe estabelecido em todas aa pro-
vincias creadoras, e que entra nos poder ser
maiemoderado ; e quando esto nao paree* con-
veniente, so menos urna elevaco 3|000 do
impasto actual sobre cada caboca do gado para
cortean o.
4* Blcvscio da laxa de coores a 808 rs.. core-
prehendidos os qne se exportara pelo no Tocan-
tins, que nao pagam imposto no Para, e quo nat>
ha razo para aerosa exceptuados.
5o Augmento de mais 5 por % sobre os empre-
gos proviociaei que Uveiem de ser prvidos de
o-a em diante.
6 Creacao de um imposto addicienal nunca
menor do 10 % sobre as rendas que se forem ar-
recadando, o que subsistir somente em quanlo-
nao mclhoram as actuaes circumslanciaa do the-
souro provincial.
7o Reduceo provisoria do corpo do polica o
100 pracas de pret, com os inferiores e ofliciaes
que forem indispensaveis, com aulorsaco pre-
sidencia para organisa-lo do modo mais conve-
niente.
8o Reduccao de seis pensionistas "da provincia.
no se mi narro opiseepal proporoo- que forom
havendo vagas-, o bem assim hmitacao do prazc*
dentro do qual estas pensoes devem aprpveilas
aas actuaos pensionieus eee mate que, torea*
admiltidos.
9o Suppresso das (oze pensionistas do reco-
Ihimenlo de NossaSenhora da Anourteiacao o
Remedios, dcixandorse igualmente de preencher
as vagas que ae derem, visto que por conta da
provincia j sustentado otitro estabelecimenlo
de igual nalurezao asylode Sania Thereza.
10 Suppresso do tedas as esdeiraa de ins-
trucca primaria creadas ero. lugares de pouca
importancia e populacho, principalmente as inte-
rinamente providas ; e bem assim das de cora-
mereio e gravnrnelica geral do lyceu desta oidado-
de que em oulra parle, vos fallei.
II" Exlincco dos lugares do bibliolhecario o
de continuo da bibliolheca publica, ticando o ser-
vido do primoiro a cargo do secretario do lyceu o
o do segundo ao porteiro do mesme, como ja pro-
visoriamente resolv.
12 Suppresso dos lugares de escriplnrario o
de porteiro archivista da repartirn do obras pu-
blicas, cujas vagas promov e deixei- de prover,
emolanlo esla reparlkao por falta de recursos
do thesouro nao tem grandes trabalhos a tealisar.
13" Susponso provisoria das aposentadorus
de (juaes-iuer empregados pblicos.
14 Kxlincvodo lyceu de ataxias.
15" Supre-so das iiluminaces de tedas as ci-
dades e villas do interior excepeo das de Ca
xias, Vanna c Alcntara, salvo as que as liverem-
ou podereni ler por suas rendas raunicipaes.
Estas med'das. ou d'enlrc ellas as que vos pa-
recercm no caso de serem adoptada, alem das-
n ais que forem suggeridas por vossa experiencia-
e illustraco. devem ser lomadas desde ja. As-
circumstancias urgem ; as rendas]provnciaes di-
minuem, as despezas ecempromissos de Ihesou
ro cresi-em ledos os dias em terrivel progressao:
todos os ramos da adminislracao, obrase melho
ramcnlos acham-se paralysados por falla do re-
cursos ; emprezas de momento a que a provincia
({aranlo jnro, suben?6es, senlem-se abala-
das pula falta de seus pagamentos, e em risco do
soffrer no seu crdito e al era sua existencia
aerretando a desgraca de remisos cidados e fa-
milias, e lalvez mais para diante alguma catas-
tro phc publica.
Com os meios que vos indico, e com mais al-
rfuns provenientes do empreslimo autorisado pe-
la citada lei n. 53, cora agum auxilia que a pro-
vincia consiga dos poderes geraes do estado, quo
do icrio nao sero indifferenles sua sorte, por
Ora com urna reserva escrupulosa na deeretaco-
du todas as suas despezas. conveiico-ino de que
em poneos annos poderemos fuzcr desappareccr
o mal da presente situacao, e preparar um' futu-
ro faroravcl e tranquillo,
E gravissimo como vedes o negocio do que so
(rala, deveis pois loma-lo na mais sera alinelo,
postas de parte todas as consideragons que pos-
sam fazer-vos varillar. 3el que expediento
pouco agradavel para os legisladores e de ordi-
nario mal aeceilos pelos couiribuinles, o de aug-
mentar-so ou crear-so novos irapostos ; mas es-
lou lambem convencido que ha em v* e nos-
vossos comprovincianos patriotismo e dedicarao
para em lo criiicacircumslancias de vossa eiua
provincia, se sngeitarem de bom grado a esso
sacrificio alias temporario.
Divisao civil, judiciaria e eccletiastica.
Foram cumpridas as Icis provincias n. 519 do-
9 de junho o numero 527 de 8 de julho de anno
passado que elevaram, a primeira a categora da-
villa a freguezia de S. Francisco Xavier de Mon-
co. e a segunda categora de cidade a villa,
de S, Pedro da Carolina.
Tendo sido lambem erectas em villas ss fre-
guezias de S Jos do Pre, ou Murlliba do mu-
nido do Ical o a de S. Bernardo do Brojo, pe-
las Iris ns. 543 e 550 de 30 da julho do referido
anno, exped aa convenientes ordens para a exe-
cooo da primeira, e segundo as informarles re-
cebidas ja foram taitas aa eleicoes dos vereadoro
da nova cmara municipal, para a qual fui olio
recida una casa por alguns cidados do lu gar
mas anda nao tire participaco dse ter eflcc-
tundo a inslallaco da villa "pela posse da cma-
ra. Quanlo a segunda, posto que enlenda que a
freguezia de S. Bernardo nao est no caso de le-
aquella cathegoria, todava dsre providencias pa-
ra a sus execuco sene julgardes convenienlo
reconsiderar ft"ia materia.
Pela lei n. 520 de 9 de junho foi transferida &
sdo da villa nova da Impcratrz da povoaco do
Santa Thereza paran do Porto Franco, sendo an-
lorlsado o goverue da provincia a recebar u of-
ferecimento feilo pelo cidado Leonardo rureir.v
de Araujo Brlo, para aconstrueco da nova ma-
triz, e acceilar a casa que offereceu Joaquii Jo-
s Snveriano pora as sessdes da cmara do ju-
ry e para a* audiencias judicuraa, sl que pos-
sa ser oulra construida por conla da .provincia.
A presidencia, dando execuco esta lei, ofliciou
neste sentido a respectivo cmara municipal, fa-
zendo antea o dilo cidado Leonardo Porcira do
Araujo Brito aasignsram tormo do obrigacao por
si e pelo cidado Severipo acerva de seu offereci-
menlo.
Sobre as difficuldatles que encentra acamara
municipal na execuco desta lei, e 4 respeilo dos-
inconvenientes que resultam de urna tal transfe-
rencia, vos sera presento urna representaco da
municipalidade, na qual expondo que o eorp
legialalivo foi illudido quando deeralou essa lei,
solicita a sua revoxago. A vista das razues pon-
deradas pela cmara, tomareis a sua representa-
cao na consideraco de que a julgatdes digna.
A execuco da lei' n. 520 de de junho, qne
desunin como 3" dislricto de psz do mumeipi
da Tu luya a nova freguezia das Barreirinhas.de-
ve ter-elfeito poroccasio das eleicoes munici-
pses no corrento anno.
Ainda nao se acha convenientemente instituid
a nova freguezia de N. S. do Ceocficao do Muni-
cipio da Passagem-Franca, creada pela le o,
510 de 30 de julho do anuo passado.
O subdelegado de polica da villa de S. Vicen-
te Ferrar prope que aquello municipio sejdi-
vidido em tros districlos de pea. peta maneira
constante do seu offkio de 24 de marco desie
anno, que vos ser prsenle.
O subdelegado do polica do trcerb districto
do Rosario representar contra a inconveniencia
da diviso eatro squelie municipio e o de Anaja-
tuba, era virlude da qual as povoaces da Malla,
o Santa Rita, que sempre pertenceram aquello
districto, hoje pels nova diviso fazem parte do
lereeiro districto do municipio de Anajatuba, vis-
to que essea lugares, aooasso que ae acham pr-
ximos da aulondade do Rosario, dislam nu me-
nos de Ires leguas da.de Anajatuba, sendo neces-
sario fazer viagem pelo campo, qua Hca inlran-
sitave pelo invern, do que resulta lndnMtavcl-
mente rauia demora os etpadi(o das ordena
daquella autoridade paca os meamos logaras.
subdelegado de policia supplente do distric-
to de Pericumon representa tambero que o mes-
mo districto seja desannexado da enmarca do
Tury-ass, a quo perteuce, incorporada a
de Guunaraas, de que oulr'ora fazia porte, visto
que os jurados all residentespara irem cabe-
ra da eomrra|le Tury-sss-, teem do tafet urna
viagem incoeii*od* de tre* rMrH Mis, -entro-
lanio per qua para a de unakkes a isgeru
spenas do uiu dia. y ,
Entre os delegados de policia do Codo e alo
Catias se te* roscTtndA, duvids sobre os rlmltes
desase dors levnsra.jaMpmrJodatts mu dellei que
ssie cemprebesMidot ne du sua juriedico oa lu-
jgsre.iMOPjronajS a Buyo. 4 vista dos mappas
gde ge ermaram. Sendo ouvids as respectivas
rrti9ffloiiclpaes, que (ambefn sn acham em
esaoorde sbraoste pasjtt, naa iateraietbei qoo
. ^JsaWlBHVINO /* ----- -- ** rwiu{ bbbsw iHraiansrvws uw
eno como providencias prorisorias; 9 sio.lderara bascam-se ambas na diviso ecclesiastca
II Fnvn L
' .1 H '-.-


I


N

miles dos
Ues duvidas, pre-
ere, .f A P'".1 f1omt-n o seu mappa,
Wndo ..I r'-,1-O ,u8are8ee'" descriplos se-
*""ao 80as aptnioes.
Ba .".l" B?rma?*es tos serao prsenles
rara que designis explcitamente os li
JudiciacaJao servico publico.
elo idadao Firmino de Oliveira Pantoii
SS2r d.um. eslabelecimento de assucar e"
irio adflr no dislricto de Maracassitm. da cama-
ia_ao/iury.assUi me foi prsenle uliimamenle
representado, cm que olTerece 60Obracas
m terreno quo possue naqocllc dislricio
<*m o fim de estabelecer-sc na siiuaco Carapa-
irn do dilo terreno urna povoocfto, e cuja uti-
ladc o representante manifest, considerando
flue ha all porto da mar acressivei agrandes
tarcas em todas aewars, e que o ponto de
communtcacao do loda a comarca do Tury-assu
destj provincia cora a de Braganca no Para o
? A'l0-Serla. passando-se pela colonia mi-
litar do Gurupy, e que j ha ate crescido nume-
ro de casas cora ruis de cera habitantes. Esta
ijitj tlfrtrlHcr otarra,
-I.
trit viu-
do
$m ii chegar os
Liftrjwol a 2-1 do
poia a revista e insjrco
do uro a um os toenles".*!
Nestes quinte das
seguintes vapores:
Kmett Merck, sabido
passado.
Brasil, de Mlford-Haven, na mesma data.
La Gnytnnt, de Brdeos, na mesma dala.
Foram recolhidos a casa de deteoco no dia
2 do crreme 2 hornens ; livre 1. escravo 1. a
saber: 1 a ordem do Dr cheie do polica o 1 a
ordem do delegado do 1 dislricio.
Foram rccolhiJos mesma no dia 3, 4 ho-
mens; livres 3, escravo I, a saber: 1 a ordem
do delegado do Io distrito e 3a ordem do subde-
legado do Becife.
. Comercio de laiusjas.-A exportacao das
aranjas tem augmentado eada vez mais em to-
os annos; e actualmente um objecto de
consideraco. Segundo
dos
bastante
represontacosci submeltida ao vos eo'nheci- I C* l&.'rT'e priocTpra^dc" J-
menlo pela secretarla do governo. aflm do que i vembr- K
a seu respeiio resolvis o que entenderdesjusto. Ati Primflir<> de Janeiro de 1860 tinha-se i
Secretan* do governo
Por caria
no passado
do 27 de agosto do an-
y
impela
i nf8' "!ncail0 secretario" dogovorno
rlV ?Vld' da Gama Lob. 1"c turnio
extruciodo seu cargo no dia 20deouiubro do
dito auno, e soba sua zelosa c inielligenle di-
reccao marchara cora regularidade os trabalhos
cesta leparticao, ondo lodos os empjegados cum-
prem seus deveres.
Alera da possoal determinado pela lei oue
* ,l"3r0 add,dog 1,,e liara o servico do
e se ach.V "m f rVe.de juda,,le d0 rcbivisla,
aft* ae?"m ros distribuidos pelas tres scc-
voes. tm razao de reconhecer o serretari i
ocenidade dollea. os tenho conservado
lilil emPre89dos d secretaria continuara a sol-
l..i augmento do seus vencimeotos. que nao
csiao em rclacao eom os de empregados de ou-
i1i|Jreoarlls0es' *8conheCo a juslca de seu
pedido, mas entendo. que a occasiao nao op-
portuna quando se tratado fazer severas econo-
mas, tiiirelanlo pensareis sobre islo. e delibe-
rareis o que enlenderdes mais rasoavcl na s'lua-
cao em que se acha a provincia.
A tabella de emolumentos da secretaria do go-
verno, cobrados hoja como reeeila provincial, ca-
!tatif! a!',e-rada' principalmente na parte
inll ,t L-cerUdoe3"1 P,j ,ao Passo que estas no
.?..J' .sn reguladas pelo novo regiment de
cusas, anda a respeilo das que se oasism na
SK T? alViira de 10 de 0l= d
87* VE T'rlue d0 arl- 29 da le Provincial n.
2 J de 21 de dezembro de 1819. Emendo que
se deve cobrar a laxa de 1*000 rs. como se pra-
OLm ,1,,esorar,a de [aiea* Pecada banda es-
cripta alera da busca marcada na tabella.
tonvmha que autorisasscia o gove.no da pro-
Tincw a alterar a nresma tabella ni parte quo
jnlgar conveiiienlo. lano mais quanto ,le|la ex,s-
I al e, senhores membros da asserabla legis-
iatua provincial, a expsito, que me foi pussi-
xelfazer-vos acerca dos negocios desta provincia.
Kesia-raeassegurar-vos cora loda a siuceridade
c franqueza a minln coadjuvaco no
nonlo de vossa nobre missao. *
Marauho, 3 de maio de 1860.
genero
insignif]-
cumpri-
Joo Silveira de Souza.
PERNAMBUCO.
. REVISTA DIARIA.
Na epidemia que ora reiua, e que vai cei-
ando a nossa popularao de um modo bem si-
lieote, alguna individuos ha quo se tecm portado
dignamente para cora pessoas indigentes, a quera
a molestia teera accommeliido, e que por falta de
meios para a conveniente raedieacao como que i
estavam voladas ao aniquilamenlo.
Entre csses individuos cujas feicoes caridosas
ah eslampamos, nos informara que deve ser con-
tado o inspector do quarteiro do Caminho Novo-
O qual tem-se prestado a pobreza aquellos luga-
res de um modo louvavcl, dando-lhes remedio e
servindo-lhcs de medico.
Tem esse inspector uma receita de um medico
ingloz, segundo no-Io informam ; e por ella
sempre o resultado de nao ter suecumbido delles
anda.
Nao deve esse inspector cessar em sua honro-
sa larefa, cuja recompensa encontrar na propria
onsciencia e no bemdizerdos seussemelhantes.
Amanhaa haver em Olinda a procissao de
orpus Chrisli pelo cabido da calhedral.
O nosso communicanle sobre a empresa ly-
rica enva-nos a resposta, quo segu, a respeilo
Jo que escreveu o Fra Diavalo.
Nao podemos escusar-nos publicajo della,
mesmo por que nao deremos incorrer na pro-
dico do Fra-Diavalo em seu Cnal.
Nao posso deixa-lo s, mas sao tambem duas
palavras sobre o Fra-Diavalo.
A classe artstica est mais no caso de po-
der divertir-se no thealro lyrico, por que diver-
te-se a cusa do seu trabalho lcito, do quo esses
que tomam defezas, que do-lhes um lugar entre
os filantes de assenlos no Santa Isabel.
Nao quiz dzer que o empresario houvesse
effectuado o abuso que me. constaba : mas o que
ora oigo que Deus abencoe a quera fez arredar
Je Uaduzir-se cm heto o mesmo abuso ; o qual
levar-se-hia eleilo, bem o creo, so nao fos3e
publicada a minha lembranga era sua Reeisla.
So o thealro s fosse para os ricos, bem es-
cusado seria concorrer o cofre com subsidio al-
gum ; porque seria diverlirem-se aquelles a cus-
a do pobre, que o que mais concorre para as
rendas publicas.
Como artista que sou, que nao quer somente
isengao da guarda nacional, que quer panem ct
circense! sem dislinccao de lyrico e dramtico,
pois quo para arabos concorre a minha classe,
respondo ao apreciador da celebro una volata
solamentt beltramini, que quando o governo os-
tabelecen ura subsidio para a empresa lyricae
dramtica, nao fez distincf;ao de ser esta para o
pobre e aqolla para o rico, como interpreta o
grande Fra-Diavalo ; e que por isso a sua logi-
za fof-mal inspirada, se nao tem alguma cousa
de origina!, extravagante e de incommodo.
Com justa razao ue/e-se crcr que aqueue
subsidio tem por causa a distraeco das classes
menos elevadas, menos abastadas ; que empre-
gando-se no decurso do da em seus trabalhos,
procura n'uma ou n'outra noite de espectculo
esquecer as fadigas do da: do contrario seria
dar-se a quem j dispde de tantos gosos, o redu-
zir-se ao estado de nao ter ouvidos quera no en-
treunto concorre para o subsidio.
Se esle fosse somente pago pela classe rica'
bem estara o que diz o Fra-Diavalo, e os bi-
lheles podenam cuslar o quanto quizesse o em-
presario ; porquanto era visto que s ricos escu-
taram o lyrico. Mas pagando o pobro tambem
como s aquelles podero escula-lo?
Mas o pobre s devo ir ao dramtico, como
se pretende na fradiavalada ; porm supponha-
se que a empresa dramtica procede por modo
seiuellunle, o que resta ao pobre?
Ir talvez aos cavallnhos. Ora, essa boa ;
bem lembrada.
Desta exposic5o v-se que o lyrico tanto
para o pobre, como para o rico ; o quo elevados
os precos 50 por cenlo mais, j ocha-so assim
salisfeito ludo, e nio deve-se innovar nada. Isto
foi o que eu disae, e contino a dzer; o nal-
inenle prosiga o Fra-Diavalo a tocar o seu vio-
*ao, que bolera com o bordoo
O artista.
Hontem, pelas 9 horas da maoltaa. o Sr.
Dr. chefe do polieia foi fazer a sua visita mensal
a cosa do deioocoo. Examina* o rato m Uaba-
lno, vio os differenles materiaos, procede** 4-
expedido 27,147 caixas para Londres, e 11 89
pI?, LcC.rp,00.1, oend? ns P^cedencias Lisboa,
ZT' Setubal Fayal Terceira. e mais que
udo a ilha de S Migual, que igualmente por-
tonce ao grupo dos Acores. F
Cada urna ca,a contera, termo medio. 700
laranjas ; conseguntomente a a exportacao pa-
u .17 n 9n,rerp""1 rePre3en, "*J menos
que 17,27b,200 laranjas.
Cada urna caixa cusa em Lisboa 1OS000 r3 e
quando chega 4 Inglaterra vale 14*000 ris cs-
Uudo cada cont 2ffO0tf rcis ou 20 rs. cada la-
ro DiVa
As caixas logo que chegam a Londres ou Liver-
pool sao vendidas em leilao por lotes de 10 cai-
xas, o compradas a dinhe.ro do cuslado geral-
mei? pelos judeus, que siio os que de or-
a.nar.o se oceupara em vender esle
por miu'lo.
A exporlacao para a Ilollanda
canto em coraparaco da que se taz paraTgla-
Com a Franga esle coramcrcio quasi ne-
nbum.e apenas ha algumas reraessas para Pa-
s como objecto de luxo especial, e cos-
lumom ser sempre laranjas, chamadas lange-
dlrilSf*10*^ v5 carre8" s*l a Selubal, e se
dirigen, a Dunkerque, levara s vezes. como
complemento de carga algumas caixas de laraF. -
as, que. se a viagem nao longa, do bstanle
.meresse porque vendem-se por bom preco ;
mas so o trajelo excede certo numero do das
CDlao um negocio perdido ; porque, sendo a
laranja um objecto delicado e de fcil delo-
veit Cl'e'a em eSladU d na0Se Pderpro-
**& S- Cm FarU quo esle 8,,ncr po-
de lor a estimacao que lera cm Londres
nou Jr-'a*J" Krandes s5 en geral preferidas
pela maior parle dos cousummidores cedes-
sos que mais so exportara para o eslrangeiro
porque oirereeem mais pasto gila e sao pro:
Torcioiialmente mais baratas. fio
A especio chamada tangerina, que alera da
sua docura. goza de um aroma especial, ex-
portada em muilo menor quanfldade
va um preco muilo alto, por ser'obieclo de
consumo privilegiado e era grande
Gol*
Fassageiros sabidos para Macei e portos in -
tcrmcd.os np vapor brasileiro Ptrtimnga, Igna-
Solanc.- -" ,'a-e "- familia- *r>&
A
Si
qu
Jo
JULtfWfcftf*.
APPEttACES CHS.
Appellante. Palatino Augusto Bafja'io Ucha;
appellada, a justira.
1 novo jury.
appellante, ojuizo; appeHado, Antonio da
va Brandao.
|V novo jory.
apellante, ojuizo; appellados. JacinthoJoa-1
m Ferreira e ouiros.
fullo o processo.
^stsihvssr; am"aio-Fr,ncisco
l novo jury.
APPELUCOES CIVEIS.
ppellante Francisca da Cunha Bandeira de
d M 1*PP Joaquim Bodrigues Tavares
lefo miada a seo tenga.
AGORAVO DE PETIQO.
iggravante, Jos Januario de Carvalho Paes
Andrade ; aggravado, o juito.
orteados os Srs. desembargadores Bastos de
veira e Loureneo Santiago
elaioro Sr. desembargador Silva Gomes.
1 egarara provimento.
RECURSOS CHIMES.
ecofrenle, ojuizo ; recorrido, Joao Suriano
de Mesquita.
elalor o Sr. desembargador Silva Gomes.
me
A
do;
dos
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lad
lad
A
qui
e conser- lad
de
parte lo-
A
app
emeio de nasrido, Q-
d'Assumpqao o Maria
olano da Cruz Bibeiro, Jos Goncalvcs* da Silva
momo Francisco de Albuquerque M. Santos e
um tscravo, Joao Paulo M Temporal um rraio
e urna escravo Paula Maria da Conceicao. Trajao
M,ri p ? S"V-ra-- Ma"nel Fran^sco o uamal
lana Pastora, vigario Jos da Maia Mello. Felip-
clvTh'n i6"0'"' l?'in-oel loa^im Pereira de
k Ir Bq""" de,f,0;,fa Silva Cunha.Manoel
Joaqu.m G. Branco, Jos Joaquim do Reg, Ma-
nuel Joaqun, uo M. Reg. Jos Joaquim G. de
u" 6 '7uSCravo' Jadnlh0 Xavicr L"s Pian-
ga. Mauoel Mascarenhas Bernard. Antonio Jos
villar eum escravo. Francisco Xavier de Mello
R.nL A00"0 Araui- Dr M,noel Vippe d
SSZI'a D",n8'os de Barros. Esperidlo
S.ri ,a d? SlU?1 'guel Muniz Machado, Jos
21 ,6 A,,e?d0!^Ed"ard Greesbach criminoso
de raorle, Jos da Cruz c dous soldados de poli-
ca, Antonio Ignacio da Silva.
Lisia descasronlos e bapiisados havidos nesta
freguezia da Boa-Vista de 27 de maio a 2 de ju-
^i? i. AS0 Luu p apozo eTheodoraVap"
Mana do Rosario.
Klidio, crioulo, com anno
Ibo legitimo de Manoel
da Conceigao.
Maria, parda, nascida cm 8 de dezembro do an-
no passado, lllho natural de Julia Maa da
Lonceigao.
Ildefonso, pardo com um anno de nascido, fllho
legitimo do Leoncio Jos Joaquim de Sant'An-
na e Theodora Maria dos Prazeres.
Demelrio. crioulo, nascido a 9 de abril desle an-
noi uiho legitimo de Torqualo Jos dos Sanios
o Mana Magdalena dos Santos.
Joanna, branca, com 3 mezes de nascida, Olho le-
gitima de Joao Pessoa da Gama e Joanna Bap-
Usta da Gama. '
Marcelina, parda, ilha natural de Mariana
crava. '
Corbiniano
Q PE PE ,J4'0 preleudeiu
la no seguimento da
Uo casas de porta o iauel- 1
ravess, du Poucinho^uoto V^nmJSS^m^SST'
* com geuero*
d'o?S do m!,ee,'Qa0*TMand0"-se dar cordeaco:
1.H me.smo informando tambora favor
dedvaPnrKm,dn Andrde Abreu'"^oTque quer
!?e7ca",rsde^0uTS0,an,e Para hEtTO

Volumes SaMos com azendas
com gneros
tu
297
------408
ap-
appollado, Goncalo Men-
appellado, Joao Baplisla
appellado, Jos Joaquim
appellado, Augusto Go-
appellado, Jos Romao
appellado, Jos Lopes da
appellada, Anna Alves
I orteados os Srs. desembargadores Figueira de
Me lo, itirana e Bastos de Oliveira.
DILIGENCIAS CR1MES.
I om vista ao Sr. desembargador promotor da
jus ica, as appellacoes crimetJP^
J ppullanle, Jos Benlo Bellro Velloso
pe ado, o juizo.
ppellante, o juizo ; appellado, Ewfcosino Vici-
a lourao.
ppellante, o juizo
de da Silva.
ppellante, o juizo
da Silva
ppellante, o juizo;
Fe reir de Mello.
ppellanlc, o juizo
i Correia de Mello.
ppellante, o juizo;
Sanios Bandeira.
ppellante, o juizo
Cet la.
A ppellante,* o juizo ;
>s Santos.
Appellante, Jos Luiz Ferreira
o.
AppHante,
Cav
ipellanl, ouo
oncoicao.
Ajssignou-se dia para julgaracnlo das seguintes
Jllacocs civeis :
Appellante. Luiz Borges de Cerqueira ; nppcl-
li Manoel Florencio Alvares de Moraes.
Appellante, Joaquim Goncalves Bastos
pe ado, Joao Valenlim Villela.
Appcllaule, Luiz Gomes Ferreira ; appellados
i I erdeiros do commendadorLuiz Gomes.
As appellacoes crimos :
Appellante, Pnsciliano Jos Ferreira
* o juizo.
ppellante, ojuizo; appellado. Antonio Joa-
n da Luz.
Appellante, Jacintho Roque da Cuoha
1., o juizo.
Appellante, o juizo
dro "
dos IMb. votantes^Ao 'dS*?****
0^.,* P'ocurador, informando n5o ler pa-
SlU,|l:. 5? Sl'Va ?uim"5 qnantia de
59S160 de tapete que vendeu para o cemilerio
por se ter ha mono csgolado a quola para des-
pegas eventuaes do cemilerio.Mandou,se r,-
metter a coma ao procurador para pagal-a. loao
que o estado do cofre o permitlir. 8
Outro mesmo informando sobre a peticao de Joa*
quim Pere.rada Silva Sanios, que requer tambero
o piganento da quanlia de 102 rs. de;arandellaS
a"e,Stdcr"J,"r"opailho. levantado no lar-
go da^Praca de Pedro II, e dizendo que por ora
Descarregam hoje 6 de junho.
iglezLlnf(fiafrne-=-fazedas.
Br.gue inglez-Tilanfa^bwcatho.
Barca ingleza-Isabolla firtei-idom.
xVa?:thr~Dra,,dywi,,o-,rinha'bo,a-
Bngue prujsia.io-Paul Augustfatondas.
Oaleraingleza-Hermioneferro e carvao.
Barca franceza -Adetefazendas.
Barca portuguezaVencedora-ceb*B, faroio e
tfc,^^^ proTlnefal
o ni r i- '" hesourarid.pi
O iiim. Sr. inspector o Iinl/,
em camprinenlo da resolucfto o.
da. manda f.uer publico q.e a r*rem.
r?Pn0.? a,rUDC,ad- "' *tmim
ai Chil ur!.","", dia U d0 meuy 2i!L
as habililacoea ler lugv 0s dia6 e t.
Consulado
Rendimento do dia 1 a 4 .
Idom do dia 5 .
Ceraf.
4*818260
1 804S'7l
Correspondencias.
*rSrrZMC"!t0r~~ A's Par,0w, c insultos que o
mi'm m" -Pln,, de Veras v,)m,t0" "ntra
?.!! r ra7aalg"ma. em seu Diario n 121
rono vra25d0paSSad0' e1,,e aPc" -
?PnH 6 ass,?na,las de croz pobre hornera)
iZa T"U,n Bn,,d0 e solem"e desprezu.po-
tente a caada
fazer uso, me
despachada, de que S. S. pode
far mudar de proposito.
Rccie, 5 de junho de 1860.
R i. Barata cTAlmeidu.
Publicaces a pedido.
POESA
appellado, o
ipellanteVAjuto ; appellado, Francisco Pe-
^valcaaWchda.
appellada, Maria Ignacia
ap-
dos,
appcl-
o Joa-
appel-
appellados, Francisco Pc-
Gondira e oulros.
DISTRIBUAIS.
) Sr. desembargador Figueira de Mello, as
macos civeis
Appelante, Manoel Florentino de Miranda Al-
buqlerque; appellado. Fran^c^fbao'do'Pi'r
As appellacoes crimes :
Ajpellante, Muuocl Victorino dos Sanios
poli ado, o juizo.
A Sr. desembargador Silveira,
civcis :
A
app
o juuo.
A
cive
A
A
mu
A
app
A
to
A
ap-
as appellacoes
bpellante, Manoel da Vera-Cruz Lins e Mello-
diada, a adminislracjio de caridade o oulros!
As appellacoes crimes :
apellante, o escravo Raymundo ; appellado,
) Sr. desembargador Gilirana, as appellacoes
pellante, Justino Peroira Gallo ; appellado
Manbel do Mello Montenegro. '
- As appellacoes crimes:
Jpellante, o juizo ; appellado, Antonio Ray-
do de Miranda.
) Sr. desembargador LoureacQ-Santiago, as
ulacoos civeis :
ipellanle, Anglica Joaquina do Espirito San-
appellado, Jos Rodrigues Lima.
pelUntes. Antonio Luiz dos Saniosa Rolim-
Ab
reci
R
juiz
torrente, Jos do Reg Barros; recorrido, o
A
Bon
A
VStil
R
a ju
A
appellado,
A appellacSo crime :
pellante, Jbao Rufo do Freitas
Tacio Pereira da Costa.
i Sr. desembargador Silva Gomes,
crime:
'crreme, Marcos Meyer c outros : recorrid
:lioa.
1 hora da larde encerrou-se a sessao.
es-
Glho
Glha
pardo, nascido em 8 de selembro do
auno passado, lilho natural de Euzebio es-
cravo.
Jos, pardo, nascido a 7 de maio de anno passa-
do, lilho legitimo do Manoel e Ignacio es-
Manoel, pardo*, nascido rm 13 de dezembro de an-
no passado, lilho legilimo de Manoel Francis-
co da Silva e Maria dos Prazeres.
Jos, branco, nascido em 7 de oulubro do anno
passado, Olho legilimo de Jos Fernandes da
Silva Ferreira e Anna da Silva Ferreira
Jovma pard-, com 4 mezes, ilha natural de Ma-
na Leandra do Freitas.
Antonio, branco, com 5 mezes do nascido
natural do Isabel Maria dos Prazeres. '
Ouilhermina, pardo, cora 5 annos e roco
natural de Joaquina Ignez de Miranda.'
Casameiitos.
Luiz de Franca de Oliveira, com Guilhermioa Es-
colstica da Assurnpcao, pardos.
Aurcliano Augusto d'Oliveira, cora Eulalia Augus-
ta rroz, brancos.
Jos Maria Pereira da Rocha, com Urabelina de
oouza Jardim, brancos.
MORTALIDADB DO DIA 5 DO CORRENTB :
Manoel, branco, 8 mezes, eclampsia.
oevenno, pardo, 3 annos, angina.
Joaquim Jos de Santa Anna, pardo, solleiro. 34
annos, paralesia. '
Jos, preto. solleiro. 38 annos, diarrhea.
belvina, parda, 9 annos, indigeslao.
Fructuoso, preto, escravo, solleiro, 15 annos, es-
carlatina, '
Joao Germano do Espirito Santo, pardo, casado.
47 annos. phtisica.
Joanna da Silva Costa Trapixeira, parda, viuva*
45 annos. paralesia e febre htica.
Ignacia Pessoa Bandeira de Mello, branca, viuva.
y annos, escarlatina.
Flix, prelo, escravo, 22 annos, solleiro, ana-
zarca.
Jacinto Muller, branco, solteiro, 29 anuos, febre
araarella.
Auna Mara dos Santos, parda, viuva, 68 annos.
erisipela. '
Nicolao Operon, branco, solleiro, 40 annos. feri-
da era um p.
Matadouro publico :
Malarara-se no dia 5
cidade 100 rezos.
Hospital de caridade. Existem 72 ho-
rnens o 49 mulheres. nacionaes; 5 horneas cs-
trangeiros ; lolal 124.
BnH l2|alidade dos -oeo-es cxislem 39 alienados,
sendo 31 mulheres e 8 homens.
Foram visitadas as enfermaras pelo cirurgiao
Pinto s 8 horas e 20 minutos da manha, S
SF.S
CHURA MUNICIPAL DO RECIPE.
>AO EXTRAORDINARIA EM21 DE MAIO DE
1860.
Presidencia do Sr. Barros Reg.
esenles os Srs. Reg, Barata, uveirae Ga-
men o, faltando com causa os Srs. Reg e Albu-
queiquo e Mello, c sem ella os mais Srs., abrio-
sessao, e foi lida e approvada a acta da an-
lente.
i lido o seguinto :
EXPEDIENTE.
Uni 6TBco do Exra. presidente da provincia..
,/e"d?J1"e devendo correr por conla desla rau-
Vi
se a
lece
F
nici|
do q
rora
nicirtaes,
oxee
urge
recli
em i
resp
ciare]
e sr
have
algu
to ts
mun
do-s
O
para o consumo desla
pelo Dr. tinao as 5 horas da larde de
tem.
pelo
iha
hon-
CHRONICAJUDICIARIA.
TRIBULDBELCaS.
SESSAO EM 4 DE JUNHO DE 1860.
PRESIDEKCIA DO KXM. SR. CONSELHEIRO ERMEXINO
DSLBO.
s 10 horas da manhaa, acliando-se presen-
tes os Srs desembargadores Figueira de Mello,
-Silvuira, Gilirana, Bastos de Oliveira, Guerra,
Loureneo Santiago, Silva Gomes e Caelaao San-
tiago, procurador da corta, foi a berta a sesso.
Passidos os feitos e entregues os distribui-
dos, proeeden-se aoa seguales
rada
O
cam.1
em (
med
offic
zia do
a ca
disti
do iri
lina
ullin
do ci
ro d
podi
Brun
Ou
que,
Hado, Rozendo do Souza Silva Ctirina".
Sr. desembargador Bastos de Oliveira,
rso crime
Oirerecida por Manoel Munix Tava-
res Cordeiro sua ineonsolavel
i*'fc*S?,,,a- Sra D'Dein" Ma-
rinhaDias Cordeiro, por occasiao
da seatidissima morte de seu su-
pirado esposo Joao Tarares Cor-
deiro.
Que lens afilela e desditosa esposa
Que horrenda sorle leu viver raudoti!
Que alrz desasir n'esse esu semblante
O riso, o encamo e o praser seccou !
Oual foi a origom do fatal tormento
Que os leus deleites convcrieu em ful ?
Que a vida la de prazer lao cheia
Tornou lo cedo n'um lidar cruel 1
E os leus filhinhos to queridos fructos
Do mais constante e desvelado amor
Porque os contemplo era funreo pronto
Tao traspassados de pungente dor '
Qual o motivo por qne antas almas
Pungidas vivem d'um raarlyrio s?
A morte 1 a morte que o amado esposo
Lancou por Ierra reduzido a p 1 !
A morte a mortoque os filhinhos caros
O pae benigno destruio,.. impa !
Que o prodigo amigo, o virtuoso humano
Levou de rojo para a campa fria I!
Oh Natureza o leu poder se avilla
Vcrgado ao pe3o d.'asse raio atrs !
J nada podes-., o leu valor s'extingue
Eis uo sepulcro la forca e voz I '
Es no sepulchro (pavoroso abvsmo)
O negro termo que a existencia tem I
Eis as delicias qu'csle mundo encerra !...
Eis o desfecho que a illuso coulem I !
Mas ah que digo ? a existencia humana.
Conserva a gloria d'um eterno ser...
Nao pode a trra consu.nir-lhe a excencia
Que lem sobre ella divinal poder.
Despreza a magoa carinhosa esposa,
Que o pranlo em ondas derramar-te faz
O leu consorte nao morto existe
Nos ecus gosando venturosa paz !
fffrOtfrrdT*^-*
E para constar se m7ndou afDxVr o preses* -
publicar pelo Diario. K "= er
Secretaria da Ihesouraria provincial d P.r
narabuco. 4 de junho de 1860.Io.ecrel.rfo An-
lonxo Ferrexra da Annunciaco. wwno' An~
O lllm. Sr. prcsidcnle do couselho do ron-
seibo de qualilicacao da guarda nacional dm pu-
rochia de SS Sacramento de Sanio Antonio do
ecile, manda declarar aos guardas nacionaes
abaixo mencionados, que devero comparecer n*
consistorio da igreja matriz de Santo Antonia,
no di. 4 do crreme s 10 horas da monh,p.r
seaem inspeccionados. .
5 888J98I | Conrado Hermenegildo Xavier Ramos.
Ansteu Saraiva de Araujo Golvo.
Manoel Vieira Perdigao.
3.a companhio.
Francisco de Assis Cuz.
Claudino Baplisla Barroso.
Leo Diniz Machado.
. Ht ruielinde de Oliveira 4Bos.
Despachos de exportacao pela me-1 4." rompanhia.
sa do ciuisulado desta cidade n Anlonio Joaquim da Gloria.
dia 5 de junho de 18CO A.n8e|o.'-'reir.
Ilermione. Jo.oetoa l4SttlBS#!SSSS2t.
u. &" rompanhia.
Miguel Archangelo Fraterno.
Candido Nones de Mello.
6
Diversas provincias.
Kendimenio do dia 1 a 4 .
dem do dia 5 .
617*223
59075
676j293
d Pilern* C-' M 9accos assucar mascavado.
Hio da Prala-Patacho hanoveriano Atlntico.
i. rreres. dOJ barricas assucar branco, 25 .-as-
cos cachar.
PIt0TB.rixu? Pr,,|geez S. Manoel I, Manoel! r
do N Araujo, 1 barrica assucar branco. 1 dita Fernsndesdo. Santos,
fannha. a 7.* comdanbia.
companhia.
Ro da Prata Paiacho hespanhol Mria As-
sumpta a. Irmaos, -,0 barricas assucar bran-
co e 50Ollas dito mascavado,
Keeehedoria de rendaa Internas
Reraes de Pernambuco
Rendimento do dia 1 a 4 1 QiHsrn
dem do dia 5.....' ]
Jesuino Ferreira da Silva.
Sala das sesses do cooselho de qualiflcrBo
da guarda nacional do municipio de Sanio Anio-
1.10. 2 de junho de 1860-y(,do Jos Pereira de
rana, alteres vogal, BecreUo.
O lllm. Sr. inspeotor da Ihesourari pro-
vincial manda fazer publi.-o, quo do dia 2 dnm.
I06JI16 | reme por dian.e p.J|LM s'ordenados dSe-
pregados proviiicflhjMdu* U raez de maa
3:0105991
Consalado
Rendimento do dia 1 a
dem do dia 5 .
provincial
4 .
5.9(155201
8:5j2286
prximo lindo.
Moyimento do porto.
Macei
E' esto o pi
.rpdnfctatmM qued
areoiie cora qu'
a m.o do.Iteroe,
-- mundo v4o^!
OstMeortA^iue a virtude alcaec.i,
este* fiutto efiel chrislao f"
Barreiros.
a re-
altdado as despezas a fazer com os rep,
le precisara as pontes e caes da ra da Au-
por serem essas obras por sua naluresjMnu-
les. rernmmenda A mmn = ,_.i____
recommenda a cmara i
llar, visto que cada dia se
itcs, segundo declarou
r'
NENIA
Uma lagrima sobre o tmulo da Exma.
Sra. D. Maria Candida de Maltos, of-
ferecda ao seu inconsolavel esposo,
t meu especial amigo o Sr. Francisca
Gomes de Mattos.
As mulheres que corres-
pondem sua missao subli
me atravessam a vida,
como os sopros da prima-
vera, que em sua passagem
purificara ludo.
(C. Bastos}
A morte, esle inigma da divindade, essa ideia
que leva-nos sempre ao mais triste pensar, rein
acerbamente no dia 27 de maio as 11 horas da
noite roubar do seio do mais extremozo espo-
zo, o meu amigo o Sr. F. G. de Maltos, a sua
companheira de 23 annos, a sua amiga fiel a
mi de 11 filhinhos, D. Maria Candida de
Mattos.
Oh I meu Deus, terrivcl foi a scena que pre-
Navios sahidos no dia 5.
e portos intermediosvapor brasileiro
Persmunga, conimandaiile Manoel J. Lobato.
Lisboabngue porluguez Boa F, capilao J. P.
Campos ; carga assucar.
Maceibrigueinglez Glaucus, capilao A. Ridd
em lastro, '
Obscrvaco.
Ambn a sumaca brasileira Hortencia, que l-
nha saludo no dia 3 para Babia com agua aberta.
ce
a.
a.
a.
I
Horas.
5

Atntosphtra.
Secretaria da theuraria provincUl de Per-
nambuco 1 de junho de 1860 O secretario
Antonio terrena da Annunciaco *
2.647^085 iJoi, Bornardino de Vastoncellos, official da im-
perial ordem da Rosa, e major cummandonlR
interino do segundo batalhao de fuzileiros da
guarda nacional do Bec.f.-, etc.
Fago saber a quem inteiessar possa.na quali-
dade de presidente do couselho de quaJicacaoo
de co.iformiiiade com o disposlo no anieo Io 5 2"
do decreio n. 1,130 de 12 de marco de 1853 e
inslruccoesdo25 de oulubro de 1850. que se'ha
de reunir o referido conselho no dia 10 do cr-
reme mez, s 10 horas do dia, para a qualificacau.
e revisao dos guardas nacionaes. no coosisto'ru,
da igrela do Terco, que serve de matrii da fre-
guezia de S. Jos. "
E para que chegue ao conhecimenlo de todo
mandei passar editaes que serb publicados pela
imprensa c affixedos nos lugares designados por
Quartel do commando interino
talho da guarda nacional do ,
fe, 2 de junho de 186J.
Joao Bernardiuo de VmmoccIIos.
J.
pi
Direcco.
33
05
Intensidad.
en
l)
OS
Centgrado.

Barmetro.
pe
i pe
do segundo oe-
luoicipio do fieci-
< de fazenda, manda fazor publico que a a
9 Co da olra do capedr.tmeufo da esl
> c" Victorientre os marcos de 6 a 8 mil-I
S 5
a- K
c
r
c
c
v.
transferid
o presente o
do Por-
, A noile nublada e de iguaceiros, vento S!. e
assim amauheceu.
SCltL^AO DA HAR.
"Baiamar all l>Sirda manhaa, altura 1.0 p.
Preara^f a fc. 9 da larde, altura 7.50 p.
OMeef>loziaaarsAei de marinha 5 de junhc
d lWk Vjkgas Jnior.
0f~
Editaes.
maiwtoooc senciei nesse dia Un exposo inconsolavel <
lles maiiiU lilinhos que acabavam de perder sua querida
ndesseVs F, 1,'. i1.". ^?0ae8e u,lia dr crrivel possou-se do meu coraco,
ra ** Aurora-la So .T, 11 P 'k da "m,8- lodos erdm baldados por que a dr que
Udi'q^niSera'de.'e's t \tXiaUl, f^. ^.'-em senta, nao era uma dr passage?ra,
sera verdade que as leis dos orcamentn*
orcamentos
cipaes nao se fazia racnco dellas, marcan-
) quola para a sua construeco ou reparos,
tiro do mesmo, aulorisando a cmara a des-
pender al ao fim do excrekio correle a quantia
de 110000 ris pela verba de eventuaes.Inlei-
e mandou-se cotumunicar contadoria.
tro do mesmo, reoommondando fizesse a
ra chegar sua presenca, no mesmo dia
ue fosse datada, ou, quaud*joto, no im-
alo, estando elle aqui, 1 Bspondencia
al.Inteirada.
Ui i represeniagao, vinda da presidencia para
a ca;oara informar, de dez raoratores da frcue-
-o Poco da Panella, contra a resoluco que
lara lomara de alterar a divisao dos dous
dos de paz daquella freguezia, arguindo-a
-egular, auarchica c extempornea,Ao ve-
r?ad..r Barros Reg, que foi o autor da proposla
d alt iracao. r
Outro'do inspector da saude publica, requisi-
landi.o numero das pessoas fallecidas de escarla-
de angina, nos mezes de marco e abril
o e maio corrente.Quo o administrador
milerio salisfizesse cora urgencia.
0. tro do fiscal supplenle em exercicio do Uaf-
Recife, informando que James C. B. Lpear
cstabelecer fundico A vapor na ra do
.Concedeu-se a licenca.
.ro do engenheiro cordeador, informando,
sobro o requerimento de Jos Fernandes
Bjstts, que reclama contra o proceder do fiscal
de & nlo Antonio, por ler obstado a que elle ds-
se ai damento ao sobrade de um andar, que se
resol 'eu a fazer, depois de ter oblido cordeacio
e Hci i.Qa pera fazer urna casa terrea, allegando
ser si geto tun dos atmt ; tinha a dzer que,
dirigindo-se A obra, swAa ra das Cruzes do
dilo bairro, observara jue com effeilo o oilao do
sobra lo vizinho a mesma obra era feilo d'um s
tijolh, bem que de marca antiga, tendo conse-
guinl meute mais de oito polegadas de gressura,
que q aanlo a solidez da obra, entenda que nao ha-
viantnhura risco, porquanto se, estando o sobra-
do isi lado ha muito tnmpo, nao tinha soffrido
nenhim detrimento, flcando agora amparado pe-
lo outro que junte delle se ia levantar, tendo o
oilao exterior do sobrado, muilo mais seguro
flcarii. Conccdcu-se a licenga par. continuar
com i obra.
Ou ro do mesmo, informando a (.ver da pre-
tenda) de Bartoloms Francisco dj Souza.e Jo-
s Cilano de Carvalho, itlalivamente o coos-
era uma dor que ainda me corroo o corac.o, e
aquelle dia de horror me cohiba o fallar : v'ox
faucibus ha-sil.
Vos perdesleis tima espoza, cuja vida ser
sempre apontada, como ura symbolo de virtude
o pureza, por aquelles, que livcram a felicidade
de conhece-la. No seu corar;ao nunca poderam
ser gravados os vicios.d'esta sociedade corrom-
pida ; ella era uma mulher sem vaidade, c sem
desvarios ; era o typo da pureza, que eslava so-
bre este mundo impuro exercendo urna missao
sublime; mas Deus nao quiz, que ella assim
continuasse por scha-la indigna d'elle, e digna
lao somenie de uma missao anda maisnobro no
reino do Co Assim a raorle levou-a no dia 27
de maio deixandc a meu amigo o a sua familia
enconsolaveis pela perda de lo meiga e cari-
ohoza mai.
E cu amigo devotado vert ainda uma lagri-
ma, por que perdi tambem uma mai, que
horas enleira3 levava a dar-me seus santos
conselhos encaminhando-me para o bem. Nao
aconselho-vos que esquejis a morte de to boa
esposa e milhor mai ; mas pesso vos, que vos
confirmis com essa lei da proviudencia.
Asceitai pai e filhos estas mesmas palavras
sem nexo, que sao lilbas da verdadeira amizade,
que vos consagro, e da gratido que vos sou de-
vedor.
Recite 2 de Junho de 1860.
___^___^____ O. C.
i
ERRATA. #
Na Nenia publicada no Diario de hontem, on-
de dizencontra etcleia-se at encontrar.
COMMERCIO.
Praca do Recife 5 de junho de 1860.
AS TRES HORAS UA TARDE.
Cotaces offlciaes.
Cambio sobre Londres251/4 d. 90 drr.
George PaUhettPresidente.
JJu&ourcoSecretario.
Alfande^a.
Rendimento do di. 1 a 4 .
dem do dia 5 .
31.3554z7
17;470#758
49.826S1
0 Dr. Anselmo Francisco Perelti. commendador
da imperial ordem da Rosa e da de Chrislo, e
juiz de direilo especial do commercio desla ci-
dade do Recife, capital da provincia de Per-
nambuco e seu termo, por S. M. Imperial, que
Deus guarde, ele.
Fago saber aos que a prsenle, carta de edilos
virem, em como Jos Mara Ferreira da Cunha
me enleressou a pelico do theor seguinte :
lllm. e Exra. Sr. Dr. juiz do commercio.Diz
Jos Maria Fenera da Cunha, commerciante es-
tabelecdo nesta praca com toja de chapeos, que
quer protestar contra seus devedores Antonio
Thom Rodrigues, por uma letra da quanlia de
347J rs., vencida em 16 de junho de 1155, e Joa-
quim da Cesta Ribeiro, por uma lelra da quanlia
do 254J rs., Tencida era 20 de agosto de 1855.
aflm de interromper a prescripcao ; mas achando-
se os supplicalos ausentes em lugares nao sabi-
dos, requer a V. Exc. digue-se admitli-lo a jus-
tificar a ausencia, e sendo quanto baste, se julgue
por sentones, maodaudo-se tomar por termo o
seu protesto, passar carta de edilos com o prazo
de 30 das, para por ella serem os raesraos sup-
plicados intimados do referido protesto nos ter-
mos da lei. Pede a V. Exc. deferimento ; espera
receber merc. Jos Mina Ferreira da Cunha.
Nada mais se contera em dita petijo, em a
qual profer o despacho do theor seguinte :
Distribuida, tome-sc por leimo o protesto do
supplicaute, que justificar a ausencia dos sup-
plcodos. Recife 4 de maio de 1860.A. F. Pe-
relti.
E sendo a pelico competentemente distribui-
da, lavrou o respectivo escrivo o termo de pro-
testo do theor seguiute :
Aos 4 de maio de 1060, neita cidade do Recife
de Pernambuco, em meu cartorio, perante as
tesleraunhas infra assignadas, disso o supplican-
le Jos Maria Ferreira da Cuoha, que nos termos
de sua pelico retro que flea sendo parte do
presente, prote3tava pelo seu conleudo ; o de
como assiaa o disse e prolestou fiz o presento no
qual, depois de lido, se firraou com as mesmas
leslemunhas : eu Francisco Ignacio de Torres
Bandeira, escrivo o escrevi.Jos Maria Fer-
reira da Cuoha.JoSo Vicento de Torres Bandei-
ra. D. Antonio de Locio e Silbes.
Depois do que, passou o supplicanle a produzir
leslemunhas, que justiQcaram a ausencia dos
supplcados em lugares nao sabidos, pelo que
profer a sentenca do theor seguinte :
A vista da inquiricao de fls. 3 a fls. 4, julgo pro-
vada a ausencia dos justificados em lugares nao
sabidos, e mando que para ser-lhes intimado o
protesto de fls. 2 verso, se passe carta de edilos
com o prazo de 30 dias : pagas pelo justificante
as cusas. Recife 18 de maio de 1860.Anselmo
Francisco Peretti.
Nala mais consta da minha sentenca aqui fiel-
mente transcripta, em virtude da qual o escrivo
abaixo declarado fez passar presente carta de
edilos com o prazo de 30 dias, pela qual e seu
theor hci por intimado o protesto cima exarsdo
aos justificados ausentes Antonio Thom Rodri-
gues e Joaquim da Costa Ribeiro para o fim de
interromper a psescripeo.
E para que lhes chegue a noticia, mandei pa*.
sar editaes, que serao afTuados nos '"ffiJ
bltcos do coslumo e publicados pela raproMo.
Cidado do Recife de Pernambuco, aos ee
junho de 18oO.-Eu Joao Vicente de Torres Bao,
deira, escrivo iuleno do juizo especial do
toKio o Qz etereter.
Knutmo Franoitoo Pw**,
2:30O0CO
8509000
200$OOQ
a cargo da collecloria
de agurdente idem
O nuil. sr. inyector d insrt&rana pro-
vincial, em emprmenlo da -resoluco da iunla
arremata-
os I rada da
I bracas foi
para o da 6 de junho prximo vin-
douro.
E para Constar se mandn affixar
publicar pelo Diario.
Secretaria da Ihesotiraria provincial
narabuco, 25 de raaio du 1860
O secrMano,
A. F. da Annunciaco
O lllm. Sr. inspector da thesoeraji. pro-
vincial, em virlude da resoluco da junta d*- fa-
zenda, manda fazenda, manda fazer publico.que
de conformidado com as leis e rcgulamentoi em
vigor, perante a mesma junta, devem ser arrema-
tados por municipios e comarcas no dia 6 de iu-
oho prximo vindonro os mposlostos seguintes :
llunicipio do Recife.
2J500 rs. sobre o gado morto para
o consuno, avaliado annualmenle
Qm...........U........ ........ 75:000$00O
Comarcado Ltmoexro.
Arrematados conjuntamente.
2j>500rs. sobre o gado n.orto para
o consumo, avaliado annualmenle
em.................................
Impnstos a cargo da collecloria
avaliado annualmenle em..........
20 por cenlo de agurdente idem
idem................................
Comarca do Bonito.
Arrematados conjuntamenle.
2JJ500 sobre o gado morto para
o consumo, avallado auuualmcntc
em................................... 2:7003000
Imposios a cargo da collecloria
do municipio do Bonito em........ 650S0OO
20 por cento de agurdente idem
idem1................................
Municipio do Brejo.
Arremnlados conjuntamenle.
2}500 sobre o gado raerlo para
o consumo, avaliado annaalmente
em..................................
Iraposlos a cargo da collec oria
idem................................
20 por cenlo de aguardante, idem
idem..............................
Municipio de Cimbres.
Arrematados conjuntamenle.
2500 sobre o gado raorlo para
o consumo, avaliado annualmento
em..................................
Impostos a cargo da
em............
20 por cenlo
idem..........
Comarca de Garanhuns.
Arrematados conjuntamente.
2950O sobre o gado morto, para
i consumo, avaliado annualmenle
em..................................
Impostes a caigo da collecloria
em.................................
20 por cenlo da agurdenle idem
idem................................
Comarca de Flores.
Arrematados conjuntamenle.
2>500 sobre o gado reorlo para
o consumo, avahado annualmenle
em..................................
Imposto a cargo da collecloria
em..................................
20 por cento de agurdente idem
idem................................
Comarca da Boa-Vista.
.Arrematados conjuntamente.
2}500 sobre o gado niorlo para
o consumo, avaliado annualmenle
em..................................
Impostos a cargo da collecloria
em.............,.....................
20 por cenlo da agurdente idem
idef>................................ 509C0O
As arrematarnos serao feitas por lempo de 3
annos. a contar do Io de junho do correle an-
no a 30 de junho de 1863, sob as mesmas condi-
c.5es das anteriores, e na forma do artigo 76 do
regulamenlo de 3 de agosto de 1852.
As pessoas que se quizerem propor a esl.arre-
mataco comparecam na sala das sessoes da men-
cionada junta no dia cima indicado, pelo meto
dia, competentemente habilitadas na forma da
arl. 75 do citado regulamenlo, devendo es hobi-
liiaeoes serem julgadasnos dias 3t do corrente a
4 de junho.
E para constar se mandou affixar o presente
publicar pelo Diario.
Secretaria da ihesouraria provincial de Per-
uambuco, 23 de maio de 1860.O secretario, An-
tonio Ferreira da Annunciaco.
Arl. 75. Os contratos de arremataco de renda,
que mporiarem em mais do 2:000000, serao ef-
feclu.ee sob a garanta de dous fiadores idneos,
que lenham bens de raz na cidade do Recife, ao>
menos um delles. urna ves quo o ouirosej. .0-
loriamente abonado.
Arl. 76. As arremalacea podero efectuar-
se pela maior ou menor liciucio offerecid. em.
varias fechadas.
Antonio Ferreira d.
d. ihesourari. pro-
de junta de faaer-
ase de conforesi-
Mateatos em si
ieeess ser .rre-
e comarcas as dia 14 de
uro os Impostos se-
IOO9OOO
900J00O
6O09OOO
50*0
1:4009000
320$O0S
509000
2:500*000
OOfOOO
1005000
2:600S0t)O
I.IOO9OOO
509000
3:5005000
1:5009000
Contonee.O-j
Annur
rr



w
Mario de PEftjUMfrpce *-- quaivu m*\ 6 de junho de 1860.
Huniet, io 2*500 sobie o gac'o Siordo para
o consumo, ava.y.ddo animalmente
......--........................... 3:1008000
Municipio de Iguaratsu'.
Arrematados conjuntamente.
2$500 sobre o gdo morto para
o consumo, avahado aunualmente
n.................................. 2:500*000
Impostos a cargo da collectoria,
avahado annualmente eni......... 500g000
t) por cento de aguardcnteoie,
idem............................... I2O3OOO
Comarca de Goianna.
SfOO r. sobre o gado morto pa-
T o consumo, avallado annualmen-
te em............................... 10:00000
Comarca de Nazaretn.
21500 rs. sobre o gado morto pa-
ra o consumo, avaliado annual-
mente em......................... 8:700j000
Comarca do Cabo
2J(500 rs sobre o gado rnorlo pa-
ra o consumo, avaliado annualmen-
te en............ ................. 8:100gOCO
Comarca de Sanio Aniso.
2J500 rs. sobre o gado morto pa-
ra o consumo, avallado animal-
mente em........^m,............. 10-7003000
Municlfmde Serivhem.
2#00 rs. sobre o gado morto pa-
ra o consume, avallado animalmen-
te em.............................. 1:1008000
Municipio do Rio Formoeo e Agua 'rea.
2500 rs. sobre o gado morto pa-
ra o consumo, avaliado animal-
mente em.......................... 5:100*000
Comarca de Pao d'Alho.
2J500 rs. sobre o gado morto pa-
ta o consumo, avaliado annual-
mente em..........................
Imposto de 20 por cento sobre o
consumo d'aguardente nos muni-
cipios seguintcs :
linda, avaliado annualmente em
Gnianr.a.........................
azareth..........................
Pao d'Alho............:...........
Ca bo.................."*;.......
Sanio Anio.........Wfc........
Rio Foimoso e Agua Preta...... lOOjjOOO
Serinhem........................ 50000
As arremalagoes serao feitas por lempo de
tres Minos, a contar do 1. de julho do correnle
anno a 30 do junho de 1863, sob as mesmas
enndiroes das anteriores ; e na forma do ar-
tigo 76 do regulanieuto de 3 de agosto de
1842.
As pessoas que se propozercra a estes arrema-
tares, fomparegam na sala das sessoes da mes-
ma unta, no dia cima declarado, pelo meo-dia,
competentemente habilitadas na forma do arl.
75 do citado regulanieuto, devendo as habi-
litagnes seren julgados nos das 6 e 12 de junho
vindouro.
E para constar se mandou affixar o present
c publicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Per-
nambuco, 23 de maio de 1860.O secretario,
A. F. da Annuriciacao.
Arl. 75. s contratos de arrcmalaco de
renda que importaren! em mais de 2:0009000 rs.,
seriio effecluados sob a garanlia de dous Dadores
idneos, que tenham bens de rail na cidade do
Recife, ao menos um^delles. urna vez que o 011-
tro seja notoriamente abonado.
Capitana alo porto
De ordein do Sr. capitulo do porto se faz pu-
blico, qne no dia 5 do correnle ira novamcnle a
praga o bote denominado Total que perlenceu
Francisco das Chagas, e se acha hoje abondona-
do aos direilos que devo a fazenda nacional.
A arrcmalago continua a ser feita por meio
de propostas em cartas fechadas, servindo ellas
de base 25j>rs., que fez M a noel Lopes da Silva
Amorim.
Secretarla n capitula do porto dcPernamb-
co, 1. dewinbo Brrelo o leli* Refo.
paVltcAo da polica.
Seewlaria-da polica 4a Pernarabdco, i de ju-
nho de IJfljk
O lllm. s. Dr- chefe de polica manda fazer
publico, para conheciroenlo dos inleressados, as
disposicoes do artigo 72 do rcgulamento n. 120
de 31 de Janeiro do 182.
Niio.se conceder passaporte acidadao Bra-
sileiro, para porto estrangeiro, ou a eslrangeiro,
anda que seja de urna para outra provincia do
imperio, sem que sua saluda soja previamente
aiiuunciada nos jomaos tres dias pelo menos.
Onde nao houver jornal os annuncios se affixariio
na porta da mal i/, da freguezia, e nos lugares
mais pblicos.
So no caso de necessidade urgente e especi-
ficada se dispensar essa forraalidade aos que
prestaren) Ganca idnea.
O fiador se responsabilizar neste caso pelas
duvidas do affiangado, ese sugeitar a pena de
multa al SOOsOOO no caso de se mostrar que o
adiancado procuiou por esse meio evitar qual-
quer responsabilidade.
Catiforme.O secretario, Rufino Augusto de
sr-

59008000
3608000
350S000
15OJOO0
150*000
OOJOOO
Tribunal do eouaanerc
Pela secretaria do Iribuaal do comraercio de
Pirnambuco se faz constar a inscripto no com-
p siente livro, do theor do papel de sociedade
qaeem 21 do correnle flzer-jm Jos Fortnalo
dis Santos Porlo c seu irmio Augusto Frederico
dos Sanios Porto, naluraes de Portugal, e domi-
ciliados nesla cidade do Recife, lendo por lm *
lila sociedade a compra e venda de fazendas seb-
eas, e calcados na laja da ra da Cadeia do tnirro
o Recife n. 45, sob a firma de Porlo t. Irmao,
i a qual usaro ambos os socios; send 0 qe cssa
sociedade durar por espaco de 2 nnos, a con-
tar do 1. de Janeiro do correnle a 31 ac dezem-
iro de 1861, como capital 0e 10:000J fornecido
>elo socio Jos Fortunato dos Santos Porlo.
Secretaria do tribunal do commercio de Per-
ambuco 28 de maio de 1860. Dinamerico Au-
gusto do Reg Rangcl, official maior interino
Collectoria provincial de Olinda.
O collector de rendas provinciaes e Olinda faz
publico pelo prsenle, que o prarzo de 30 dias
uteis marcados no regulanieuto de 16 de abril
de 1842 para a cobranga do 2." semestre do cor-
renle excrcicio de 1859 a 1760, principia-so a
cantar do dia 1. de junho, findo os quaes paga-
rao a mulla de.3 Oill os conlribuinlns que nao
nagsrom no referido przo. Gollectoria de Olinda
26 de maio de 1860.O escrivio.
Jos Goncalves Rodrigues Franga.
Leiles.
LEILAO
DE
THEATRO
Inspe Faz-so publico que a commissao de peritos
examinando, n forma determinada no regla-
me nlo acoropairtiado coa o decreto n. 1324 de 5
de fevereiro de 1854, o casco, machina, caldei-
ras, apparettios, maslreago, veame, amarrase
ancoras do Vapor Persinunga da companhia Per-
naniburana de Navogacao Cosleira, acbeu lodos'
esses ohjectos em estado regular.
Iiigpeccao do arsenal de rnarinha de Pernam-
SOOSbo i DIIC0 41t'Jonho de 1860.O inspector, Eliziario
' Antonio dos Santos.
= A .adminislragao geral dos eslabelecime-
los de candado marida fazer publico, que nos dias
31 do correnle, 5 e 8 do prximo futuro mez de
junho pelas 10 horas da inanlia, na sala de suas
scssps, irao praga as rendas das casas aballo
declaradas, pelo lempo que decorrer do 1. de
julho do correnle auno a 30 de junho de 1863.
Os prelendentcs d.vem comparecer cora os res-
pectivos fiadores, 011 munidos de carias desles ;
c previne-se aos inquilinos que nao estiverem
em dia, qne nao serao recetados os seus laucos.
Administrarlo geral dos estabelecimenlos de
caridude 24 de maio de 1860.O escrivio,
Antonio Jos Gomes do Correio.
Bairro do Recife.
Rua da Cadeia ns. 23 e 30 : ra da Cruz n. 15;
ra do Encantamento n. 3; ra do Cordoniz n.
9 ; ra do Azeite de Peixc n. 1 ; ra do Costa
n 1 ; ra da Senzala Nova n. 25 ; ra do Amo-
rim n 31 ; ra da Lapa ns. 5 e 8; ra da Mocda
ns. 31 e 35 ; ra do Pilar ns. 73. 74, 93, 95 o 97;
becco da Lama n3. 26 e 30.
Bairro de Santo Antonio.
Roa da Cadeia n 24 ; ra do Quci*nado n. 15
rua Direila ns. 5, 7,8, 33 e 123 ; ra Nova ns
Arl. 76. As arremalagoes podeio effectuar-se 09, 43, 8, 57 e 59; na do Padre Floriano ns.
.- rola maior ou menor ciUeo offorecida em car- 13, 17, 43. 45, 47. 49. 63 e 65 : rua do Fagundes
tas fechadas ns. 32e34 ; rua dos Pescadores n.1l ; rua das
Conforme.O secretarla, i. F. da Annun- Calcadas ns. 30, 32, 31, 36 e 38; na das Cinco
*eoo. : J?i- Ponas ns. 70,98, 116 e 118 ; na da Viracao ns.
"--O Illro. Sr. nspeclr^datnesouraria provin- ;7e 17r-fUa de Horlas ns. 33 e 94 ; rua de'Sania
al, em cumprimenlo das ordens do Exm. Sr. j Thereza^S. 4, ri 7 ; rua larga do Rosario n. 26:
presidente da provincia, anda fazer publico,
que no dia 14 de junho prximo viudouro, pi-
rante a junta da fuzenda da mesma lliesouraris,
se ha de arrematar, a quem mais der, a laxa'
das Barreiras da ponte do Manguinho e da es-
trada da Capunga, avalladas annualmente ambas
em 6:700000 rs.
As arremalagoes serao feitas por lempo de tres
snnos. a contar do 1," de julho do correnle an-
no a 30 de junho de 1863.
As pessoas que se propozerem a esta arrema-
tago, comparegam na sala das sessoes da mes-
ma junla no dia cima indicado, pelo meiordia,
competentemente habilitadas, com suas propos-
tas em cartas fechadas.
Epara constar se mandou affixar o presente e
publicar pelo Diario.
Secretaria da Ihesouraria provincial de Per-
nambuco, 23 de maio de 18600 secretario, A.
F.da Annunciaco.
== De orden) do Illra. Sr. inspector da Ihesou-
raria de fazenda desta provincia se faz publico,
que lendo sido avaliada em 6 000$ a casa de so-
brado de dous andares n 29, sita na rua da Guia,
e perlencendo fazenda nacional, em viiiude de
adjudicagao, urna parte desse sobrado no valor de
1:155j?482, lem esta de ir praga no dia 6 de ju-
nho prximo vindouro, as 2 horas da tarde, pe-
rante a mesma ihesouraria, para pagamento do
quo ficou devendo o tinado Antonio ierrelra
Duarte Velloso.
Secretaria da Ihesouraria de fazenda de Per-
nambuco 10 de maio de 1860. O offlcial maior
interino. Luiz Francisco de Simpaio e Silva.
De ordem do lllm. Sr. inspector da Ihesou-
raria de fazenda desla provincia se faz publico,
para conhf cimento dos iuteressados, que uo dia
6 de junho prximo vindouro, s 2 horas da tar-
de, tem de ser arrematada permite mesma thc-
. '.Y-
rua da Roda ns. S, 5, 7
3; rua doalabou^o n.
JrwHUlas Cnuula
largo noCa/mo n
travessa do 1"
de S Jos ns
9 e 39 ; rua do Cabug n.
18 ; rua do Senhor B0111
^*a do Nogueira n. 17;
roa d Sania Cecilia n. 16;
11,13 e 17 ; travessa
; travessa do S. Pedro
o n. 2 ; becco da Carva-
n 2 ; becco do Cala
U10 n 5.
Bairro da Boa-Vista.
Rua da Imperatriz n. 68 ; rua da Conceicao n.
5 ; rua da Alegra n. 5 ; rua da Gloria 65;
becco do Quiabo n. 8.
O novo banco de
Pernambuco repete o avi-
so que fez para seren re-
colhidas desde j as notas
de 10,000 e 2o,ooo da
emissao do banco.
Acha-se recolhido casa de detenco or-
den) desta subdelegada, por fgido da cssa di
sua senhora, Lourengo, que diz ser escravo D. Mara Carneiro Monteiro : quem sejulgar com
direilo a elle, dirija-so a este juizo, munido de
suas pravas. Subdelegacia da freguezia de San-
to Antonio do Recife 26 de maio de 1860. Vil-
loga, subdelegado.
Pela recebedoria de rendas internas gerae
se faz publico, que c no correnle mez que os de-
vedores do segundo semestre do exercicio cor-
rente de 15591860, relativo aos seguintes im-
murara, urna parte da casa do sobrado de dous pos : decima addicional de mao mora ; imposte
andares 11. 29, sita na rua da Guia, penhorada
viuva de Antonio Ferreira Duarte Vellozo para
pagamento do seu alcance, sendo a paite do dlo
sobrado avahada na quanlia de 1:1558-482, que
com o abate da quarta parle na forma da lei, foi
adjudicada fazenda nacional no valor de ris
866*612, pelo qual que lem de r praga para
pagamento do dilo alcance.
As ptssocs, pois, que pretenderen! licitar, de-
verao comparecer no dia e horas cima indicados
na casa da referida thesouraria.
Secrctaiia da Ihesouraria de fazenda de Per-
nambucc, 9 de maio de 1860.
O official-maior interino.
Lu; Francisco deSampaio e Silva.
Declaraces.
de 20 por cento sobre lojas, e dito especial a 80j|
sobre casas de movis, roupas, perfumaras
calgado fabricado em paiz eslrangeiro leem d
paga-lo livre de mulla. Recebedoria do Pernaiu-l
buco 1 de junho de 1860.O administrador, Ma
noei Carneiro de Souza Lcenla.
Tribunal do commercio
Por esta secretaria se Taz publico, que nesl
dala fra inscripto no competente livro o theo
do papel de associagao em commandita que cr
3 do correnle zeram Francisco Bolelho do An
drade, Poituguez, o Vicente Licinio da Costil
Compeli, Brasileiro, domiciliados nesta cidndi
do Recife, sob a firma de Costa Campello & C
sendo que nesse papel se estabelece que o soci
commanditario e capitalista Francisco Botelh
de Andrado entrar com a quautia de 10;oH)090u|)
em iiioedi, ou gneros, e nao ser responsav
por prejnizo algum alem do sua entrada, e
O conselho administrativo do patrimonio
dos orphos lem de por em hasta publica, na sala
de suas sessoes, no dia 9 do correnle, a renda de l sim o socio de industria Vicente Licinio qi
urna parte das casas do mesmo patrimonio, abai- o. gerente da sociedade, a qual durar Ires ar
so mencionadas, por lempo de um a 3 onnos, a nos, e mais tempo a aprasimento dos socios,
contar do 1. de julho prximo futuro, segundo o se dissolver quando algum delles o exigir, lenl
que dispoem os arls. 28 e 23 des eilalulos em j do porobjecto dita sociedade a compra e vene
vigor ; a saber: de gneros de estiva, e recolhimento delles e
Ns.
Praga de Pedro II.
I Segundo andar da casa de .obiado d) mes-
mo numero.
1 Loja pequea do dito sobrado.
Hua do Imperador.
2 Casa de sobrado de dous anda'es.
Rua das Larangeiras.
5 Casa terrea.
Rua do RaDgel,
6 Casa terrea.
Rua Velha da Boa-Vista.
8 Casa Ierre.
Rua de;s. Con;alo.
10 Casa terrea.
II dem dem.
i Rua do Sebo.
12 Casa terrea.
! Rua dos Pires,
13 Casa terrea;
Rua do Rosario da Boa-Vista.
14 Casa terrea.
Rua da Lapa.
40 Casa terrea.
41 dem idem.
Rua da Cacimba.
66 Casa terrea.
67 dem idem.
Rua dos Burgos.
68 Casa terrea.
69 dem idem.
Rua do Vgario. ^
72 Casa de sobrado de dous andares.
Os licitantes hajam de comparecer com seus
fiadores, na sala das sessoes do mesmo conselho,
s 10 horas da manha do mencionado dia 9 do
correnle.
Secretara do conselho administrativo do pa-
trimonio dos orphos, 5 de junho de 1860.Dr.
Vicente Pcreira do Reg, secretario
armazens. ,
Secretaria do tribunal do commercio de Pe
nambueo 29 de maio de 1860. D. A. do Re
Rangel, oQicial-maior interino.
Correio geral.
;
Pela
mesa
do consolado provincial se fa- Octaviano de Souza Franga.
?iublico aos propietarios dos predios urbanos das
regoezias desla cidade o da dos Affogados, que
os trinta dias uteis para o pagamenlo a batea do
cofre do 2. semestre da decima do anno flnan-
ceiro de 1859 1860 se principiam ^a contar do
dial.*de junho vindouro.
Ilesa do consulado provincial da Pernsaibuco.
do maio de 1860.Antonio farneir Machado
MOt.
Relagio das cartas seguras rindas do sjjl
pelo vapor nacional Tocantins, e das existe
tos na adminislragao do correio para os senbor
abaiso declarados:
Alfonso de Paula de Albuqucrque Maranho.
Aureliano Jos dos Santos.
Dr. Anlenio Buarque de Gusmo (2).
Antonio Jos da Costa Reg.
Bernardo Jos Correiade S.
Baio do Livramento.
C. Y. Benson.
Candido Jos de Mello e Silva (2).
Fr. David da Nalividado da N. Senhora.
Francisco Julio Ferreira de Andrade.
Dr Francisco Jos da Silva.
Dr. Francisco Pinto Pessoa.
Francisco Romano Slepple da Silva.
Francisco Xavier Telles.
Graciliano Aristidesdo Prado PmenleL
Herculano Duarte de Miranda Henrique.
D. Izidora Senlionnha Lopes.
Joaquim Francisco.
Joaqun) Jos de Almaida Pires.
Joaquim Manoel Ribeiro Padllha.
Dr. Joao Baptista da Costa Carv.Mh.
Joao Cardoso Ayres.
Joo Francisco Bastos.
Jos Moielra Ponles.
Jos Moreira da Silva Jnior.
Jos Pereira Vianna.
Luiz Francisco Teixelra.
Manoel Ignacio Bricio.
Manoel Jos Pereira.
Beneficio do ador Costa Lima.
0ARTA-FEIRA, 6 DO CORRENTE.
Subir secna a excellente comedia-drama em
3 actos, do C. Lacerda :
UMA LIC3L0
DE
Seguir-se-ha, represenlado pelo beneficiado a
engranada scena cmica :
0 NIATUTO NO RECIFE.
ao espectculo, a jo:osa comedia cm
A 8 do corrente.
O preposlo do agente Olivefra far leilao por
conta e risco de quem perlcncer, de 258 pares
de borzeguins de lustre e de bezerro, para ho-
rnera e senhora; sexta-feira 8 do corrente, s
10 horas da mauhaa, no seu escriptorio rua da
Cadeia do Recife.
Sexta-feira 8 do corrente
LBELla
DE
Rica e espfeadida mobilia di;
Jacaranda com tainpos ffe
mannore, urna dita de ama-
relio, guarda roupas, guar-
Sal do Ass
Vende-saa bordo do hiateBom Amigo tra-
la-se cora capitao Pereira Marnho a borda, ou
em casa flePalmeira & Bellro, no largo do Cor-
po Santo n. 6.
Vende-se um carro e boi de trabalhar na
alfandega, tudo era perfelo estado, pelo diminu-
to prego de 200J : quero quizer.appaaega na So-
ledade, padaria n. 16, para ver.
Attenco.
Vendera-se 20 moedas de ouro, portuguezas :
na rua das Flores, taberna n. 37.
Vende-se effectvamenie sement de coen-
tro a 240 rs. a garrafa : na rua da Lapa n. 13.
Vende-se na rua Direila, sobrado de um
andar n 33, defronte da padaria, doces de calda
e seceos, lambem se tazem bolos chamados de S.
Joo, enfeilados com capellas, ramos, coragocs i
com lelreros. coroas, ludo de alfinim ; na mes- j
ma casa se fazera bandejas de bolinhos de lindas
armages, queserviram no baile de S. M. Impe-
rial, ornadas com o melhor gosto, das quaes lem
urna fortaleza ; tambera se fazera pastis de na-
ta, doces d'ovos, jaleas de fructas c de subs-
tancia.
Erva doce.
Na rua das Cruzes n. 41 A, vende-se erva doce
de boa qualidade, tanto em arroba como em
libra.
Vendem-se na rua do Aguas Verdes, casa
n. 102, bahus do tartaruga, pur prego commodo.
Prevencao.
Dar lm
um acto :
MAMCOTA
ou
Os Elidios da Etlucacao.
Tomaro parle no espectculo, ero obsequio ao
beneficiado, os artistas llaymundo e D. Isabel,
aos quaes o bcneuViado grato a boa vontade com
que seprestam, nao podedeixardc Icslemuntiar-
Ihes os mais sinceros agradecimentos.
N B. Ere consequencia da repentina morlc dof-
infeliz Rozendo, dcixa de ir a comedia Radiador
e sim a I.gao de Florete.
Os bilhctes acham-se. venda no escriptorio
do thcatro.
Comecar s 8 horas.
Avisos martimos.
ID
lS
Jos DominguesPiroenta promore acgSo de II-
bello contra os herdeiros da finada i D Francisca
Antonia da Fonseca, e conslando-lre queiem es-
tes vender oque Ibes tocar era partifha, os fez ci-
tar para, na forma da lei, satisfazerem o juizo, o
que se faz publico para que ninguem se chame a
engao.
Thomaz Whilman. subdito Inglez, e sua se-
nhora, \ho para Inglaterra.
Manoel Jos Dantas Jnior vai a Portugal
tratar de sua saude ; quem com o mesmo ti ver
contas aprsenle-as a seu pai, no prizo de8disr
na rus das Bulas, ou na rua nova de Sania Rita!
A pessoa que anminciou precisar de 830$
apremio com segurauga de hypolheca em urna
casa, annuncie a sua moapU para ser procurada.
Precisa-sede um irabalhador : na retinae5o.
da rua do Pilar n. 118.
SOCIEDADE
IM\0 BENEFICEME
DOS
ARTISTAS SELLEIROS *
Eiu Pernanibueo.
O 1. secretario avisa a lodos os socios para
sesso de asscmbla geral na quinta-feira 7 do
correnle, as 10 horas da manha.
Secretaria da sociedade Unio Beneficenle dos
Artistas Slleiros em Parnambuco 5 de junho do>
junho de 1860.
larcos de Aluieida Lima.
1." secretario.
lrt vpot rinc MiinisIp pa*!fl Vendem-se pes de folha o'melhor que po- ~ ^5nnoMarlarda .Co"1cei?:,. eonhecida por
Od VeStlUOS. CamaS e Casal, dehavcr na rua imperial, padaria n. 55 l?an?a ,los PasOS-ta 'embrar a olana da rua do
Mondego, que p3ra o concert do seu sobrado da
Trompe nunca coraprou nada a crdito, para Cwjo
fim serapre leve o diudeiro necessario, e se esta
olaria se acha com direilo de ser credora dola,
pode apresentar a lelra, carta ou blhete della
Joaima, que ser paga em continente, islo no
prazo de lies dias.
ASSOCIAgAO
DE
Soccorros Mutuos e Lenta Emancipaco
dos Captivos.
Do novo o Sr. presidente convida a lodos os sc-
nhores socios para que se dignem comparecer
quinta-feira 7 do corrente, as 10 horas da ma-
nha, al'im de funecionar a assenib'.a geral, co-
mo manda o url. 19, e lem de ser apresenlado
approvago da uiesiua asserabla geral um pro-
jecto de regimem Interno que o actual conselho
adoplou. Espera o mesmo Sr. presidente a con-
currencia de todos em negocio do summa im-
portancia.
Secretaria da Associagao de Soccorros Mutuos
e Lenta EmancipagSo dos Cautivos 5 de junho de
18G0.Albino do Jess Baudeira, 1. secretario.
cadeiras avulsas, espelhos,
toilets, aparadores, mesa
clstica,relogios d( porce-
lana, appaielhus de almoco
ejautar, crystaes, candela-
bros, serpentinas, prata,
ouro em joias, relogios pa-
tente ingle/., e varios os-
era vos pecas etc., etc.
O agente Borja honrado com a con
flanea do lllm. Sr. Joaquim Luiz Vici-
ra, que se retira para a Europa no pr-
ximo vapor, lara' leilao na casa de sua
residencia, rua do Trapiche n. 3G se-
gundo andar, de toda a sua rica e es-
plendida mobilia, assim como de toda a
sua prata, ouro e joias cima mencio-
nados, e tambem de seus
Escravos-
Collegio de Nossa Senhora
do Boin Conselho. 8
i DIRECTOR
JO bacharel Joaqaim Barbosa Linia.g
| Este estahelocimento transferido no
p dia 6 do correnle para a rua da Aurora
= n. 26.
Principiara' as 10
quer chova ou nao.
horas
em ponto,
Vendem-se duas casas terreas na
rua Augusta, bera edificadase noves, os
pretendentes dtrijam-se a rua do Viga-
rio n. 17, Kcife.
Vende-se a taberna da rua da
Praia n. 48.
Vende-se doce de guiaba milito
fino em caixoes de 4 libras a 2#00 e
I#600 : no pateo do Csrrao n. 1.
Vende se um carro de passeio era
milito bom estado com rodas de sobre-
cetlentes, bons arreiose por precocom
modo : na rA do Queimado n. 15.
Eduardo Candido de Oliveira, vai a Lisboa
fio Grande do Sul
segu com brevidade a barca Mathilde, por ter
metade da carga prompta : quem quizer carregar
o resto emenda-se com Manoel Alv.es Cujerra, no
seu escriptorio da rua do Trapiche ,n. 11,.
Para o Aracaty
segu em poucos dias o hiate Beberibc por ja
ter a maior parle de seu carregamento : para o
resto e passageiros, trata-se na rua do Vgario
numero 5.
Rio Grande do Sul.
O brlgue lirasileiro Firma segu cm poucos
dias, recebe alguma carga roiuda e passageiros :
trata-se com os consignatarios Teixeira Bastos
S & C, largo do Corpo Santo ir 6, segundo
andar.
Quarta^retra 6 do corrente
O agente Ca margo tara' leilao por
conta e risco de quem pertencer na por-
ta do armazem do Sr. Annes confronte
aescadinhaas 11 horas em ponto
DE
250barriquinhas de bolachinha ame-
ricana chegada ltimamente no Cal-
oppe.
Grande e importante
LEILAO
Segunda-feirail DE
2 magnficos sobrados de 2 andares, no-
ros e bem edificados, acabados em 1858
na rua do Rangel ns. 18 e 2', as 11
horas em pouto, cujo leilao sera' eito
pelo agente Camargo no seu armazem
da rua do Vigario n. 19, os Sr*.
Irmandade acadmica de
Nossa Senhora do Boin
Conselho.
Os sufTragios pela alma do charissimo ir-
mao Manoel b'ramisco Cavalcanti de Albu-
que nao podero ter lugar quinta-feira 7
do correnle, em razio de ser dia festivo :
por isso o secretario desta irmandade avisa
aos seus charissimos irmos que serao
transferidos para quiula-feira prolima 14
do corrente,
Papis para sortes.
Na rua estreita confronte ao Rosario, loja do
calcado, onde foi confoitaria, vendem-se papis
picados com estalo para sorles, por preco quo
admira vista do Irabalho.
Vende-se urna linda escrava crioula de
20 anuos de idaie, sem defeilo, e cor habilida-
des : na rua da Traa, primeiro andar n. 43.
Vende-so urna carrosa nova, d'agua, bem
construida, por prec,o milito commodo : nos Afo-
gados, rua de S. Miguel n. 39.
o Porto, L*ibo e
no escriptorio de
Sacase paia
Ilha de S. Miguel,
Garvalho Nogueira & C, rua do Vigario
n. 9, primeiro andar.
ATTENgO.
Vende-se sabao amarello a 80 rs. a
libra em porcao e a retalho : na rua da
Concordia n. ;6.
Ama de leite. r
Precisa-se de urna ama de leite ; no sitio da
viuva do comendador Luiz Gomes Ferreira, no
Mondego.
Joaquim Marcolioo da Silva declara quede
hoje em dianle se associou com o seu cunhado
Bernardino Das Ferreira, gyrando com a firma
social de Ferreira & Silva. Picando todo o activo
Recifo
os Sr*. pre-
tendentes podem desde ja' dirigirem-'e passivo do mesmo a cargo de ambos,
se ao mesmo agente para examinaren! 1.- i'ejmho de 186O.
os mesmos predios e mais condiccOes da
venda.
REAL COMPANHIA
Anglo-Luso-Brasileira.
O vapor Miford Haven, espera-se dos porlos
do sul no 4ia 9 do correnle e segui para os da
Europa depois da demora do costume, para pas-
sageiros e encommendas a tratar com os agentes
Tasso limaos.
Para Namanguape
segu a barcaca Providencia, por lerj ter parle
do carregamento prompto, par o resto que Ihe
falla e passageiros trala-se na rua do Vigario,
n. 5.
Maranliao e para
segu com muita brevidade o hiate Lindo Pa-
quete, capilo Jarinlho Nunes da Costa, por ler
urna grande parle do carregamento arranjado :
para o resto Irala-sc cora os consignatarios Al-
meida Gomes, Alves & C, rua da Cruz n. 27.
Para a Bahia segu em poucos dias o pa-
lhabote nacional Dous Amigos, porfer a maior
parte da carga prcmpla : para o resto, trala-se
com o seu_consignatario Domingos Alves Ma-
theus, na rna da Cadeia n. 51.
o Rio de Janeiro
segu em poucos dias o patacho nacional Ca-
puam, oinda poJe admittir alguma carga, pas-
sageiros e escravos ; a tratar com J- B. da Fon-
seca Jnior, na rua do Vigario n. 23.
Ass.
Segu nestes dias o hiate Santo Amoro, rece-
bo carga e passageiros : a tratar com Caelano Cy-
riaco^a Costa Moreira, ao lado do Corpo San-
to n. 29.
Pedro Ferreira Coelho.
Pedro Jansen Ferreira.
P. Rodolpko Joo Barata de Almelda.
D. Thcreza de Jess Fonseca.
Pela subdelegacia do Recife se faz publico,
que est recolhido casa de detenco um prelo
do nomo Joo, que se acba fgido, e- suppee- te
lerdos herdeiros de Sebaatiao e Albuqucrque.
Avisos diversos.
Vende-se urna cabra (bicho) muito boa com
dous cabrliuhos : na rua do Ouro o. 1.
O abaixo assignado faz sciente a lodas es
pessoas que lera empenhado em seu poder obras
de ouro e prata, hajam de ir busca-las no prazo
do 15 dias, acontar da data deste, do contrario
tcrcl de vende-las para a nderanisafo de juros e
capital : podero procurar-me em raitfna resi-
dencia na rua de Hartas n. 124, a qualquer hora
do dia. Recife 28 de maio de 1860.
Joaquim Cavalcanti do i.ego Barros.
O abaixo. assignado faz sciente cao corpo do
comnmcb desla praca, que traspassou as suas
lojas de chapeos, sitas na praija da Independen-
cia ns. 14 e 16 ao Sr Joo da Molla Bellro, fi-
eando o mesmo abaixo assignado responsavel
pelo passivo das mesmas lojas, isto desde 31 de
maio prximo passado. Recife 4 de junho de
1860.
Placido Josi do Reg Araujo.
Precisa-se de 8OO9OOO a premio, dando-se
por seguranca urna casa ; quem liver annuncie
para ser procurado. *
As melliores machinas de coser dos mais
afamados autores de New-York, I.
M. Singer & C. e Wheeler &Wilson
Eo novo eslabeleci-
mento vendem-se as
machinas destes dous
autores, moslram-se a
qualquer hora do dia ou
da noiie, e rcsponsabili-
samo-nos por sua boa
qualidade o seguranca :
no armazem de fazendas
do Rayroundo Carlos
Leite & Irmos rua da
Imperatriz n. 10, amigamente aterro da Boa-
Vista.
Precisa-se fallar ao Sr. Jos Ricardo Gomes
de Carv.ilho, e como se ignora oode mora, roga-
se-Ihe queira declarar.
Attenco.
O autor do pao de folha faz ver aos seus fre-
guezes, que nao se illudara cora oulro pao de io-
lha que ogora opparece, que nao como o do an-
nuncianle na qualidade ; islo faz sciente para se
nao desacreditar o seu pao.Manoel Ferreira
Lima.
O Dr. Manoel Moreira Guerra, mudou
seu escripiorio de advocacia para a rus
do Crespo n. 10 primeiro andar, onde pe-
der ser encontrado das 9 horas da ma-
nha al as 3 da tarde.
CdiFllIIA
DAS
Messageries imperiales.
At o dia 12 deste mez espera-se da Europa o
vapor francez Guyenne, commandante Enout, o
qual depois da demora do costume seguir para
o Rio de Janeiro tocando na Bahia, para passa-
geiros etc. trata-se com os agentes Tisget-reree,
rus do Trapiche n. 0.
Relegios e candieiros
americanos.
Acha-se venda no escriptorio de Adamson,
Howio C, na rua do Trapiche n. 42, um va-
riado soriimenlo de relogios e candieiros ameri-
canos para cima de mesa, os quaes serao vendi-
dos por mdico preco, a dioheiro vista.
Vende-se a casa da rua da Roda n. 33 : a
tratar na rua do Queimado n. 4, on na rua do
Crespn. 1.
Compra-so urna carrosa nova ou em bom
uso, com pipa ou sem ella, para conduzir agua ;
quem a liver, dirija-se a rua da Madre de Dos
numero 12. -
Na rua do Imperador n. 22, loja de louca,
aluga-se urna negra para engommar e coser.
SOCIEDADE
Instituto Pi eLitterario,
Sosso do conselho director, quinta-feira 7 do
correnle, as 3 horas da larde, no collegio das
artes.
Secretaria do Instituto Po e Litterario aos 5
dejunho de 1860.
A. R. Pimenta.
I.* secretario.
Domingos Gomes da Silva Saraiva rclira-se
para Portugal a tratar de sua saude.
Ama.
Precisa-se de urna ama boa cozinheira : na
rua do Crespo n. 21.
Attenco.
Na fabrica de tamancos da rua Direila n. 29,
confronte ao deposito de rap Meuron, contina
a ter grande sorlimcnto de tamancos de todas as
qualdades, tanto em porco como a relalho, e
mais baratos do que em outra parle; avistados
compradores 89 far todo o negocio ; lambem
tem de couro de lustro a t$ o par.
Vendem-se 6 bahus de tartaruga, por preco
commodo : na rua das Aguas Verdes n. 102.
Vende-se a arma^ao e pertences de taber-
na, e aluga-se a casa a qualquer pessoa que pro-
penda se estabelecer com pouco ou mais fundos :
quem pretender, dirija-se a rua do Arago, ta-
berna n. 8.
Antonio Luiz dos Santos & Rolim avisara
que ninguem faca traosaccao com urna letra da
quanlia de 2:9438200, a vencer-so em 24 de Ja-
neiro de 1861, sacada pelos mesmos, e aceita
por Francisco da Guerra Machado, da praca do
Cear ; cuja lelra incluida em urna carta que di-
rigimos em 30 de marco prximo passado, no
vapor Cruzeiro do Sul. a Manoel de Moura Ro-
lim, daquella cidade, foi extraviada: ica, per-
ianto, sera cffeito a dita letra, caso venha a ap-
parecer, visto ler o dilo Sr. Guerra aceitado ou-
lro de igual valor.
Precisa-so alugar um escravo para lodo o
servido de um hornero solleiro estrangeiro : a
fallar na rua do Trapiche Novo n. 18, escriptorio.
Fugio do engeuho do abaixo assignado, na
freguezia da Escada, um escravo de nome Mar-
cos, cora os signaes seguintes : cor fula, olhar
carregado, estatura regular, cheio do corpo, j
foi surrado, tein ras pernas marcas de feridas,
falla grossa e mansa, urna cicatriz em urna das
maos, pouca barba, cabello pixaim, e crioula :
quem o apprehender, leve-o ao engenho Mara-
cuj, na freguezia cima, ou nos Afogados, rua
Direila n. 41, que ser generosamente pago.
Um preto da Costa, que sabe as obrigaedes
de cnado, deseja empregar-se em alguma casa,
6 reside na rua Imperial n. 72.
Precisa-se do urna senhora que saiba o fran-
cez e geographia com perfei^ao, para ensinar 4
meninas em um engenho perto desta praca : a
senhora quo se achar nestas condi^des e quizer.
poder procurar a pessoa que precisa
Maneel Joaquim Lobato, Francisco Celes-
tino Ramos, Joaquina Maria da Cruz, Joa-
quim Lobato Ferreira, Maria Magdalena de
Sani'Anna. Francisco Celestino Ramos J-
nior, Maria Joaquina da Cruz Colestina,
Ilenriquela Joaquina da Cruz Celestina, fe-
rdos pelo mais doloroso sentimento pela
morlc de sua mulher, (ilha, ora, sobrinha
e irma.-i Anua Joaquina da Cruz Celestina
cordialmeute ageadecera a todas as pessoas
que se dig>aram tomar parle na sua dor
assislindo os ltimos sulTragios e acompa-
nhando ao ccmilerio o cadver da dila fal-
lecida e o de seu tilho menor Manoel Joa-
quim Lobato Jnior.
Prevalcccrno-nos da occasio para pedir
as mesmas pessoas o favor de assislir a
missa do stimo dia que ter lugar sexta-
feira 8 do corrente na igreja da ordem ter-
ceira de S. Francisco, s 6 horas da ma-
nha.
Recife 5 de junho de 1860.

HOSPITAL
PORTUGUEZ DE BENEFICENCIA
EM
Pernambuco.
.Movment do mez de maio de 1860.
Aos cuidados do Sr. Dr. Prxedes Gomes do
Souza Pitanga.
Ficaram em tratamento cm 30 de
abril ..............................18 doentes.
Enirarara no mez de maio.......... 21
Total.............. 42
Sahiram curados.................... 20
Falleceram .......................... 5
Existen) em tralamenlo.............. 17
Dos fallecidos foram 1 de tubrculos pulmona-
res, 1 de gastro hepalilo chronica, 2 de febro
amarella, c 1 de ttano.
Precisa-so fallar ao Sr. Jos SimOos Pi-
menta, que se mudou de Olinda para o Recife, c
ignora-se a rua, a negocio do seu interesse ; ro-
ga-se-lhe queira aununciar.
A 5 de junho de 1860.
Ao publico, e s a elle me dirijo. Deixe de
assignar-me Joaquim Goncalves da Silva por ha-
ver oulro de igual nonio, fllho do finado Fran-
cisco da Silva, o qual por fragilidade assassinou
seu irmo como publieo; sendo que par tal faci
em oulras provincias onde era eu conhecido,
sotl'ri aecusages por tal ficto, e eis o que mo
obrigou assignar-me como hoje rao sssigno. Des-
prezo soberanamente o que disse no Diario? de
hoje Jos Rodrigues do Passo, poisminha priso
em fevereiro de 1849 foi devida a motivos pol-
ticos, e nao a impulacao iujuriosa que case de-
tractor de ludo que justo e honeslo quer fazer
pesar sob minha repuiaco. Desafio-o a apresen-
lar os documentos que exislcm na secretaria de
polica a meu respeito, porque desla maneira se-
r elle proprio que rae far a defesa, e o cuspo
nauseabundo lho cabir sobre a lata. Protesto
sob minha palavrade honra niio responder mais
a este ente, pois conhego que quer provocar me
a castiga-lo como se faz aj escroto, e disto tirar
partido. Ficoa espera da vendistaque elle pre-
tende tomar competentemente, p ento Ihe mos-
irarci que souJoaquim Gongalves de Albhquer-
que Silva.
de
e
na rua da
Alvaro & Maga-
Cadeia do Recife n. 53, loja
lhie. ^ _.
O Sr. Francisco Xavier de Mallos Telles
tem ama carta do norte, nalivraria ns. 6 e 8 da
praga da Independencia.
Jos Riciud, Hespanhol, vai a Lisboa.
AllenCaO.
Rua do Queimado n. 19, ar
mazem de fazendas.
Chitas francezas Tinas de padroes miudinhos a
220 rs. o corado, corles de riscado imitando al-
paca com 13 1|2 covados a 28, robera chine-
za de chila muito fina a 2, pegas A chita de co-
res flxas, muito boa fazenda, lendo 38 covados,
a 5j800, ganga franceza para caiga e palelois a
500 rs. o covado, lengos de carobraia brancos pa-
ra algibeira a 29 a duzia, algodo com 8 palmos
a 600 rs. a vara, um resto de algodio superior a
29500 a pega com pequeo defeito, idem de chi-
ta fina franceza a 180 ra. o covado, chales de
merino eslampados a 2ft500, brim de linho de
quadrinhos a 500 rs. o covado, baldes a 59, lon-
gos para meninos a 80 rs cada um. sortimento
de meias para meninos e meninas, fil de liaho
fino a 800 rs, a vara.
O abaixo assignado vai a'Portugal com sua
senhora e 5 filbos menores, 1 criado e 1 criida.
deixando por seus procuradores, em primeiro
iugar seu socio Antonio Manoel Bastos ; em se-
gundo Jos Joaquim da Silva Gomes, e em ter-
ceiro Joio Francisco de Camino.Joaquim luis
Yitir*.
---.-----



PUMO PE PERNAMBUCO. QUARTa PEIRA
Na ra larga do Ilusorio, taberna du Lemos:
i). 31, precisa-se de urna ama do le le.
O Sr. Antonio Aniceto da Silva que este*'
noengenho Pimenleiras, na freguezia da Escsda,
ten urna carta na ra do Queimado, lujan. 18.
Precisa-se
u tutu Neeham,suudilo Brilauntco,
retira simara Europa ; as pessoas que liverem
contas coto 4> mesmo, quciram apreseula-Us no
escriplorio de Saunders Brothre 4C, na praca
do Corpo Santo.
de um menino porluguez com pralica ou sem el-
la, para urna taberna em Beberibe, principalmen-
te dos ha pouco rhegados de fra, o tambera de
ulna ama forra ou captiva, para servir urna casa
de tres pesoas : a tratar na ra da Gloria n. 69.
Precisa-so do um caixeiro
que alioue sua conduela : na ra
Boa-Vista n. 55.
para padaria,
do Rosario da
SJColegio de Nossa Senhoraif
do Bom Conselho.
Precisa-se de ciiados e pagase be m. 3
O abaixo assiguedo, morador na villa do
Brejo da Madre de Dos, previne no publico en>
geral que nao faca negocio de qualidade algurna
com urna letra sua, passada ao couego Francisco
Rochad Pereira de Brito Medeiros em dezembro
do anno protimo pretrito, proveniente de 10
voceas que lhe curaprou, e cojo prazo deve findar
em novembro futuro, pois estando em boa fe nao
duvidou passar dita letra antes do recebe-las, e
como hoje se acha convencido de que o referido
conego ja cnlao nenhumn rez possuia, faz esta
declaracao nao s para salvar a sua rcsponsahili-
dade, como para que ninguem possa allegar i>-
noraucia. Vla do Brejo25 de margo de 1860.
Pedro Cavalcanli de Albuqucrqup.
Precisa-se de urna ama que saiba engom-
mar e cozinhar, para casa de horaem solleiro :
na ra do Qamarao n. 7, taberna.
Manoel Martins Je Oliveira publica 30 res-
peitavel publico, e particularmente ao corpo do
commercio, e ao Sr. Luiz Jos Marques, quo do
l."dejulho vindouro deixa de vender espirilos
nacionaes, na sua taberna sila na ra do Pilar
a. 131.
Antonio Jos da Costo Cabr-il prelendendo
comprar a taberna da roa Direita n. 99 pcrlen-
c*enles a Jos Lourenco de Menezes, c como de-
seje fazer esta compra livre e oesembarocada,
pede a toJos os credores do dito Sr. Menezes a
reunir-sc na mesma casa, no prazo de 3 dias,
alitn de tratar de 1*1 negocio, llndus os qunes n
mesmo cima nao lera responsabilidide por qual-
quer iransaceao icndcnlcs a dita taberna, ou com
o mesmo Sr. Menezes.
Custodio Jos Machado, tendo chamado seus
credores no dia 38 do prximo passado, e nao
tendo comparocido estes senhores no dia cima
designado, do novo roga quefram apparecer tu
dia 6 de juoho em sua casa na ra Direita n. 31
Precisa-so de urna ama para comprar e
cozinhar para casa de hornera solleiro: na ra
do Qutimado toja n. 42.
Precisa-se de um homem de ida Je, que sai-
ba ajudar a missa, para urna capella, fazendo-se
rnente preciso nos domingos e dias santificados:
a tratar na iua de Santa Thereza n. 48.
. Terga-feira 5 do correnlc, depois da au-
diencia do Illin. Sr. Dr. juiz de orphos, tcro
de ser arrematados, por j ser a ultima praca 3
bois mansos e 2 carros do servico de carreto.
constamo do escripto que se acha em poder do
juizo, a requerimento de Sima Marra do Espiri-
to Santo, tcstatnenteira e inventariante dos bens
de Ambrosio Izidro da Conceico.
Convida-se aos Srs. credores de Barbosa
Lima para receberein no escriplorio de Piulo de
Souza & Bairao, na ra da l'cuha n. 6 : o que
Ihes perlence no ultimo raleio, conforme as con-
tas apresenladas eui juizo pelos administradores
da mesma massa ; liado o qual lhes sero entre-
gues livros e mais papis em nosso poder aquel-
les rehabilitados, conforme o mando do Exm.
juiz especial do cotumercio.
>& &@ mm$
3f Dr. Au6uati Carneiro Monteiro da Silva g
S.ntos, aediio o.iradur e parteiro pode i
Q ser procuiadona casa Je sua residencia^
, na ra do ttangel n. 16, JR
.luga-se a excelleute e com moda
casa di, ruada Aurora n. 26 : a tratar
na me ma ra n. 16 A.
Irmandade acadmica do
Nossa Senhora do Bom
Conselho.
O secretario desta irmandade, por or-
detn do irmao juiz, convida aos seus cha-
rrsimos irmos para comparcr.erern no
consistorio da mesma quinta-foira 7 do
correte, s 9 horas da niarihaa. afim de
assistirem os ltimos sulTragios pela alma
jlo charissimo irmao Manoel Francisco Ca-
valcanli de Albuquetque.
". roca c um catmoiei u ru*as e 4 sen-
los, cobcrl por um cabriolct de 2 rodas e 2 as-
sentos, descobette* na ra Nova n. 22.
m
Na bolica da ra do Cabug se dir que
l' m para venler urna bareaca em excellentc es"
lado, o qual ca rega 200 saceos de assucar.
Na ra Velha n. 92, ha urna preta para so
alu.'ar, pue sabe cozinhar, eugomuiar o (azur o
ser, ico de tima casa de familia.
9Li$oes de francez
nano.
35 Mademoiselle Clemence de Hannetot
le de Manneville continua a dar lices de
francez e piano na cidade e nos rrabal-
Jjj des : na ra da Cruz n. 9, segundo andar.
Vliiianak da provincia.
Sahio a luz a foiinha com
o altnanak da pnmncia para
o correneanno de
S Remedio asitico I
w tu
Contra as erisipelas. |
Es.a marsvilhosa preparaco conhecida |
S e poiularisada na India entre os Malayos %
g o nais evidente remedio contra as eri- J
5 sipelas, vende-se na bolica da ra da "
|? Cruz n. 21.
Poga-se aos Srs. devedores a firma social
de Leits & Correia em liquidarlo, o obsequio
de mam iar saldar seus dbitos na loja da ruado
QueimaJon. 10.
O.' Srs. Antonio Cardoso de Mallos Sobri-
nho, Antonio da Cruz Ledo, Domingos Jos da
Costa G.iimares, Guimaraes & Alcoforado. Joao
quim lercira Arantes c Miguel Alvares de Abre-
Mar nilu quciram apparecer na reparlie,o do cor-
rcio afia de salisfazerem o porte de unios cartas
que viciara dasec retara de polica.
Por um corle frisamenlo 500 rs.
Bua da Imperatriz n. 7.
Lecoi ite acaba de receber do Rio de Janeiro
o prime: ro contra-meslre da casa Augusto Clau-
dio, c u n outro viudo de Paris. Esta eslabele-
cimenlo esta hoje as melhores condices que
possiv ;1 para salisfazer as cncommendas dos
objectos em cabellos, no mais breve tempo, co-
mo seja n : marrafas a Luiz XV, cadeias de iclo-
icelek's, anneis, rosetas, etc., etc., ca-
de toda a especie, pora horneas e se-
'*
Grande e novo sortimento de fazendas de todas as qua-
lidades por baratissimos precus.
Do-se amostras com penhor.
gios, br
bolleira
nhoras,
O Sr. Atiere Alves da Fonseca Jnior quein
por favor ir en mandar ra Nova, loja n. 7, o
negocio que nao ignora.
O Sr. Joao Ltiiz Goncalves lem orna caria!
vinda de Lisboa, na ra do Vigario n. 19, pri-
meiro andar.
Al^am--se tres escravos de todo o^ervico :
na ra do Brum n. 12, armazem de ossuoar.
Ahiga-se um quarlo no interior da escada
de um sobrada, prefere-se alguw mogo solleiro :
trala-setia travessa do ra Bella n. 6.
Precisa-se de um caixeire para teberna : a
tratar na ra Imperial n. 41.
Trecisa-se alugaruma ama para cozinhar o
diario de urna casa de pouca familia : -na ra da
Traia n. 53.
agencia dos fabricantes america-
nos G rou ver & Baker.
Machinas de coser: em casa de SamuelP.
Jokrrtton & C, ra da ScraU Nova n. 52.
BENTISTA FSANCfZ. 5
>? Paulo Gatgnoui, dentista, ruadas La- 3
j rangeiras 15. Na mesma casa tem agua e
c ip enlico. m i
AAAAiLAAJJLJ:AAAiLllLijLLiLllijLAXy eSUm ^OS impOStOS g-
niHUIIiS Mi {Mu. vr.provi^iaes, municipaes
TJstao venda na livraria da praca da InVaVa i
pendencia ns. 6 e 8 asfolhkihas para 1860, im-rf
Lindos cortes de vestidos de seda pretoa
de 2 saias
Ditos ditos de ditos de seda de cores
com babados
Ditos ditos de ditos de gaze phanlazia
de cores
Romeiraa de fil de seda preta bordadas
Visitas de grosdcnaples prelo bordadas
conJroco
Grosdeiaples de cores com quadrinhos
covado
Dito liso preto e de cores, corado
Seda lavrada preta e branca, covado 18 e
Dita lisa preta e de coces, com 4 palmos
de largura, propria para forros
Cortes de vestido de seda de gaze trans-
parentes
Ditos de ditos de cambraia e seda, corle
Combraias orlandys de cores, lidos pa-
droes, vara
Manguitos de cambraia lisos e bordados
i Tiras e ntremelos bordados
Magias de blonde broncas e prelas
Ditas de fil de linho prelas
Chales de seda de todas as cores
Lencos de cambraia de linho bordados
Ditos de dita de algodo bordados
Panno preto e de cores de todas as qua-
lidades, covado
Casemirasidcm dem idem
Gollinhas de cambraia a
Chales de touquirr. brancos
Ditos de merino bordados, lisos e es-
tampados de (odas as qualidades
Enfeiles de vidrilho fraj^cezes pretos e
de cores
Aberturas para camisa de linho e algo-
do, brancas e de cores
Saias bailo de varias qualidodes
lova-se igualmente a cabeca a moda dos Tafeta ^xo, covado
Estados Unidos, sem deixar urna s pelcula na
los ctenles, para satisfazer os prclcnden-
bjeclosen-xabello serao feilos em sua
,se o desejarem, c achar-se-ha sempre
isoa disponivel para corlar os cabellos, e
as senhoras cm casa particular,
chegado loja de Lf crale, aterro da
la n. 7, o encllente leile virginal de ro-1
ica para refrescar a pello, tiror pannos
espiuhas, e Igualmente o afamado ole .
para limpar c fazer crescer os cabello'I
orno pos imperial de ly rio de Floren^a j
para br rlucjns
claras e escuras, co-
Chitas francezas
vado
Cassas francezas de cores, vars
Collarinhos de esguio de linho mo-
dernos
Um completo sortimento de ronpa feita
sendo casacas, sobrecacas, aaitioM,
9 colletes, calaos de mi"
de fazendaa
5 Chapeos francezesU
Um sortimento cawpleto'd^
1 seda de todas as qualidades
9 Camisas francezas, peitos de linho de
algodao brancase de cores
9 Ditas de fusio brancas e de cores
Cequias de linho e de algodao
1200 Capellas brancas para noivas muilo Gnas
Um completo sortimento de fazendas
3*000 pars vestido, sedas, laa e seda, cam-
___ braia e seda tapadas e transparentes,
1500 covado
Meias cruas brancas e de cores para
lOftOOO meninos
16}000 Ditas de seda para menina, par
Luvos de fio de Escocia, pardas, para
1000 menino *
9 Velludilho de cores, covado
9 Velbulina decores, covado
I Pulseiras de velludo prelas e de co-
9 res, o por
9 Ditas de seda idem idem
$ Um sortimento completo de lu-'as de
$900 seda bordadas, lisas, par tenhoras,
homens e meniucs, de todas as qua-
9 lidades
Cortes de collele de gorguro da eda
640 de cores
9 Ditos de velludo muito finos
Lencos de seda rxos para senhora
9 Marquezilas ou sombrinhas desuda com
molas para senhora
3$500 Sapatinhosde merino bordados proprios
para baplisados, o par
9 Casinetas de cores de dos larguras mui-
6*000 lo superiores, covado
J500 Selira prelo, encarnado e azul, proprio
para forrus, rom 4 palmos de largura,
9280 fazenda nova covado
{500 Sclim liso de todas as cores covado
Lencos de gorgurao de seda pretos
800 Belogios e obras de ouro
Cortes de casemira de cores a
espora ser
precisaren
9
S
9
I
9
s
9
19600
9320
1&200
9700
sgooo
19000
I
I
J
9500
9
ss^oo
1$000
11000
9
I
0
5*00
o qual se vende a 800 rs. na
praca da Independencia livra-
ria n. 6 e 8 contendo alm do
kateadario eclesistico
civil:
Noticia dos prinoipaes esta-
dos da Europa e America com
o aome, idade etc. de seus hn-
pcridores, res e presidentes.
EAU MINERALE
NATURALLE DE VICHY.
Deposito na bolica franceza ra da Cruz n. 22.
preseas nesla
dades
typogcaph, dasseguintesquali-
JP
OCHINHA RELIGIOSA, contendo, alm do
kalendario e *egulamnto dos dreitos pa-
rochiaes, a oonlinuacfeo da bibliotheca do
Cristao Brasik'iro, que se compe: do lou-
vor ao santo orne de Dos, eoroa dos ac-
or, hymnos ao Espirito Santo e
e N. S., a imkrcao do-de Santo Amhrozio,
jaculatorias -e commoooorsco ao SS. Sa-
cramento e N. S. do-Carmo, exercicio da
Via-Sacra,dkeclorio.para orac&o menta
-dividido peles dias da emana, obsequios
ao SS. coracAo tas s chagas d Christo, oracoes a N. Se-
-nhora, ao palFOcinio de S. Jos e anjo da
guarda, respondo pelas almas, alm de
outras oracoes. Prego 320 rs.
jWlTADE VARIEDAES, contendo o kalenda
rio, regulamenlo dos direitos parochi&es, e
urna collecco de aaecdotas, ditos chio-
sos, -coutos, fbulas, pensamentos moraes,
receiUs divMas, quer acerca de cozinhat
quer de cultura, epreeervalira de arvores
-e fructas. Prego 320 rs.
JWFlTA DE POftTA.a qual, alm das materias do
costuras, contm o resumo doa direitos
parochiaea. Pre o 16 rs.
Roga-se aos Srs. devedoras do estabele-
eiraento do fallecido Josda Silva Pinto, o ob-
sequio de saldaren seus dbitos na ra do Col-
eg venia n. 25 ou na ra do Queimado loja
o. 10.
N-este proveitoso estabelecimento, que pelos ovos methoramentos feitos acha-se conve-
nienteraente montado, far-sc-ho tambero do 1 d novembro em vante, contratos mensaes para
maior -commodidade e economa dopublico de quem os proprielarios esperam a remuneraco de
tantos sacrificios. 3
Assigntura. de banhos fros para uot pessoa por mez. '. ZlOgQOO
> momos, de choque ou chuviseoa,
Series de rartoes e banhos avulsos aos oreos anrw
Pncisa-se de duas amas, urna p*- {
rs cosinhar e outra para engomn>ar,
'scoafpr mea 15900D
GRANDE SORTIMENTO
DE
e policiaes.
Tabella dos emolumentos
parochiaes.
Empreados oivis, milita-
ses, ecclesiasticos, litterarios
ie toda a.provincia.
Associaces commerciaes,
agricolas, industriaes, littera-
rias e particulares.
E^tabeleetmentos fabris, in-
dustriaes e commerciaes ^e
toda* as qualidades orno le-
jas, vendas, acougues, enge-
ohos.eic., ete.
Serve elle de guia ao com-
mereiante, agricultor, mar-
timo e einfim para todas as
classesda soeiedade.
F izcndas e roopa feila
POR MEDIDA.
Na ojae armazem de Joaqun
JRodrigues T. de Mello.
a do Queimado u. V"7.
eiitisua loja de 4 portas.
dando-se preferencia a escravas: a tra
tar na ra do Imperador n. 15.
^Consultorio central homeopatlco!?
I
OE
IPMIMF
i
Continua sol) a mesma direccao da "Sla-
nocl de Mallos Teix-ewa Limaj professor
em homeopalhia. Asoonsullascomo d'an-
tt
ruin completo sortimento de roupas fcila3 ? lili* SAI)l\0 Vi
medida a vonlade dos fregueaes: caigas de : h>
Tei
epor medida a
casen tra e de bnm, colletes de diversas quali-
des, sbbrecasacas de muito bom goslo, um sor-
limerlo de palelots de panno e de casemira, al-
paca, lazinha, riscadtnhos e de brim, que ludo
se ve ido por proco com modo ; um completo sor-
tlmerto de chapeos pretos de seda para hornera,
de su jerior qualidade a 109, ditos de castor mui-
to su leriores a 16$, chapeos de sol de seda in-
giera dos melhores que lem viudo ao mrcalo,
ditos Francezes de diversas qnalidades, ditos de
pann 1 grandes c pequeos, cortes de rostidos de
seda ie variados gostos para diversos preros, uin
completo sortimento de bordados* entre- meios.
golin
chai)
Sirop du
DrFORGT
JARABE
Esle xarope est approvado
Icomo sendo o melhor para cur
aHeecGes das branchios, ataques de peito, irritscoex
pela manlia, e outra i noite sao sufQcienleg. O ilcito
terapo o doente e o medico.
O dipoiito na ra larga do Rosario, botica de Bu
FUNDIQAO
DO
(II8. \l
Ti

@>
Botica central homeoptllika
.1
las-e manguitos, tudo por preco commodo ;
deseda e laa de gsto mais apurado que
lem pparecido a lftgO o covado, chitas Xraacew
zasli uilo superiores de 260 al 4<0 rs. o covado
de gestosuito delicados : um grande sortimen-
to de (azoadas francezas c ioglczas e allemas que
seria impossivcl aqu se poder mencionar com
precc3, assevera-se aos (reguezes que Ludo se
*nd mais em conta que em outra parte sendo
a Jinheiro.
DO FOKGET.
pelos mais eminentes mdicos de Paris,
ir constipares, tosse convulsa e outras,
'rvosaa c insomnolencias: urna colberada
este ictleute xarope satisfaz ao mesmo
tholomu Fravciico de Souza, n. 36.
e defacillimo as sent
:ada$;
aguilliots deazs
Ra do Brum (passando o chafariz.)
No depoxito deste es tcele cimento sempre \ia gra ide sortii ae-
enamsmo para os engenAios de assuear a saber:
Machirn de vapor moderna, de golpe cumprdo, econmicas de combiutivel,
R>da8 d agua de ferro com cubo* de madeira largas, leves, fortes, e bem balan
Stwf.?? t rr' C Prt" a8Ua.para dita. e errilhas para rodas de madeira
Moradas inteirascom virgens muito fortes, e convenientes ;
SsTferr^^^ ^ ". -unhadas en
AZtim^dfr CaIJ Rode^Zt-d 7: J,0'nh.0t dC *. frno. para coier fari'nha ;
lld^l^n'aatdetodo'^^^hopara vapor, agua,cavallos ouboi,';
Aguilhaes, bromes e parafusos, arados, eixos e rodas para carrosas, formas gttlvamiadas para purgar etc.,etc.
D.W.Bowman confia que os seus*freguezes acharo tudo d gno da preferencia com
que o lionram, pela longa experiencia que elle tem do mechanismo proprio para os agricul-
tores desta provincia, e pelo facto de mandar construir pessoalrlente as suas obras as
mais acreditadas fabricas da Inglaterra, para onde elle faz viagem annual para o dito fim,
assim como pela continuaco da sua fabrica em Pernambuco, para modificar o mechanis-
mo a Yontade de cada comprador, e de fazer oa conoertos de que podero necessitar.
4o-Ka,reita-4o
De 5^000 a 6^000.
O prorrietario deste estabelecimento
attendendo ao estado pouco Iisopgeiro
da bolsa da maior parte da populacao,
e animado por um sentimento phian-
tropioo em prcl dos seus antigos fre-
guezes, tem a honra de oiTererei-lhes
tam resto de borzeguins de bezerro e
lustre, mnhuito bom estado, mediante
* rctbuirao cima.
Attenco.
Acha-se estnbelccida na sua de Jasmim'de
Dairro da Boa-Vista urna nova fabrica de erreic*
com todas as proporces necessarias para be
aeaempenhar quaesquer encoramendas. Unte 4e
obras novas como de concerlos de toda a espe-
cie relativamente 4 dita arle. O proprielario 4
dito estabelecimento, Guilherme Daigei, promi-
te exteular com promptido todas as enconimen-
das que lhe (oreni fritas, c por isso
coadjuvsdo por todas as pessoos que
de seus jervicos.
Irmandade do Santissima
Sacramento da matriz
do Corpo Santo.
O actual escrivao da inuandadc do SS. Sacra-
mento da matriz do Corpo Sanio de novo convt .'*
a lodos os seus irmos para que se dignem com-
parecer no consistorio da irmandade, no dia 6 de
correnle, ao meio-dia, visto no dia 3 nao se ha-
ver reunido numero sufGcienic, atim de procede*-
se a cleicao da nova mesa que tem de servir du-
rante o anno do 1860 a 1861.
Francia^ Xavier deOlivpira.
Offerecc-se um irf^Vpara casa eslrangoi-
ra, poiseutende perfeitameiile dccozinha : que a:
pretender dirija-se ra do Collegio, taberna de
quina.
Precisa-sede urna ama de meia idade paa-a
casa de pouca familia : na camboa do Carmo nu-
mero 15.
Precisa-se alugar um andar de sobrado que
lenhabons commodos para familia, e cm afu-
mas das ras dos bairros de Santo Antonio ou
Boa-Vista : quem o tiver, queira procurar na ra
da Imperatriz n. 48, segundo andar, que*clia*
com quem tratar.
Leoncio de S Cavalcanti de Albuquerqut,
subdito Brasileiro, tai a Europa.
Attenrao.
Precisa-se de urna ama secca : quem preten-
der, dirija-se a roa das f guas Verdes n. 45, cas*
terrea, que achara com quem tratar.
Joao Franciacfl de Car al lio manda para Por-
(ugal seit filho Joao'tfc menor idade, em compa-
nhia do Joaquim Luiz Vieira.
Os senlions que liveiem em seu poder le-
tras sacadas pelo abaixo assignado e aceites por
Thiago da Costa Ferreira F.strel'a lenham alen-
dado de levar ou mandar a loja de Vidal ft'B:-.!,-.
los, na ra da Cadeia do Recite n. 56 A, tujia
nota com declaracao de seus nomes das o.u.mias
das mesmas letras o das apocas de scue venci-
meutos. Recite 4 de junho de 1860.
Antonio .loaquinrAtidal.
O Sr. que annunciou vender uns solos (o
trras de furos, appareca na ra doBang.el nu-
mero 21,
AUenc&o.
Aluga-se um sobrado de um andar que lem 2
salas, S quarlos bons, cozin'ho (ora, na ra Inrje-
rial: a tratar no ultimo sobrado da ra Augusta,
que Dea o oilao no viveiro do Sr. Huniz.
Aluga-se urna escrava -muito esperta,-fru-
mildo e fiel: quem,prptisar de seus servlcos,
dirija-se a ra da Praia 11. 33, secundo andar.,
que achara com quem tralar.
O abaixo assjgn>do declara que desde o dia
30 de niaio deixou de ser caixeiro do Sr. TicinU;
Ferreira da Costa, assim como agradece ao inte-
rno seuhor e a sua familia o bom iraiameulo que
recebeu durante b lempo que (ai sea serve.
.; M*poet JosTerrcira Jnior.
-iFugion'rtHRdo jonho p. p. aucravo mu-
alo de uonifrlilji^w idade 18 aotfos,. eor bem
clara, cabellos teess, cortados rentes, alto,
seced, o muito marrado de bexiga.s que solTrcu lia
pouco lempo, levou caira azul e camisa de baila
da mesma eor, suppe-'se ler urna ciaatriz de la-
Iho em um dos ps. F.slc escravo (o comprada
a Sra. Joaquina Francolina do Kspirilo Sanio,
moradora em Timbauba de Mocos, lem irmn c
parantes no mesmo lugar, provavel que se di-
rija para ahi : por isso roga-se aas c*ptaes d
campo e a qualquer pessoa que o enconre a sua
apprehrnsao, e que o leve ra Velha n. 69, que
scrao generosamente recompensados.
W
L PUMO,
Noves medicamentoshomcopalhicos-en- J
^ viadosda Europa pelo Dr. Sabino.
q Estes medicamantns preparados ospe-
q cialmente segundo as necesidades da 'ho- m
j meopaiiia rio Brasil, vende-se pelos jire- -
t$ eos conliecidos na botica central hon>eo-
patines, ra de Santo Amaro (MundeNo-
vo) n .
Altenco.
Os effertes antiepiderakoe, que sao prodasidos
pelas umigacoes hygienicas de Cuylon do Mor-
veau, sao efiieazes, como prova a experiencia que
dellas se lem lirado ltimamente. Os vaporaa
que se eleva de urna formula desta (umigaco
bastara para desinfectar um espaco de 340 ps
cbicos ; ede 10, as nilricas,assim explica Car-
nichal Smith. O andaceque ne#\echa de pr-
senle, lem ccifado muitas idas, e convem que
(para prevenirse o mal, antes do que curs-lo de-
pois de apparecido) as pessoas desta ciade, onde
outra qualquer parte, onde o mesmo se. vai de-
senvolvendo e so tem manifestaeo, recorram 5
botica n. 88, na ra Direita, onde se acha ven-
da quantidadedaquelle desinfectante. O Sr. Do-
mingos Ribeiro da Cunha, morador na ra da
Praia n. 49, rcconheccndo eslar a sua casa affec-
(ada desla epidemia, pois quasi todas as possoas
de sua familia haviam adoecido, recorreu ao
abaixo assignado, quo subministrando-lhe a fu-
migncao, produzio ella salutares resultados : as
pessoas pois, cm idnticas circunstancias, que
precisarem das desinfeccoes, o acharao sempre
prompto para mandar efTectuar a devida applira-
;io. O mesmo tambem vende na mesma bolica
os ingredientes para conservar nos casas os va-
pores do chlorure, os quaes em todo o caso mui
[O approveitam, e prevnem a invasSo das epide-
mias no interior das habitacoes ; assim como
de importante utilidade a sua applicaco as fe-
ridas, ou ulceras chronicas como detrgeme para
preserva-lus do estado de pulrelarco. A maneira
de applicar se achara na etiqueta. O preco de
2000.-Jos da Rocha ParanhoaT
COMPAHHIA
ALLIANCE
Estabelecida em Londres
EM
CAPITAL
Ciueo mVWioes de lilras
esterlinas.
Saunders Bro.tbers 4 C." tem a honra de In-
formar tes Srs. negociantes, proprietarios de
^sas, e a guem mais convier, que esto plena-
mente autorisados pela dita companhia para
effectuar seguros sobre edificios de lijlo e pe-
dra, cobertos de telha e Igualmente sobre os
objectos que coutirerem os-mesmos edificios
quer consista em mobilia ou em fazendas d
qualquer alidade.
Na travessa da ra das Cruzcs n. 2, segn -
do andar, ao pdesla lypographia, tinge-se com
perfeicao de qualquer cor, e mais barato que em
outra qualquer parte. H
... *# #@^@
Dr. Carnciro Monteiro aproveilando da SI
proporcao que tem para mais fcilmente
exccular os trabalhos de parlo, o aconse-
Ihado pelo feliz resultado que lem obtido &
em mulliplicados paitos laboriosos lem &
feto sua especialidade sobre ete ramo A
m para o que poder ser procurado a qual-
% quer hora, na ra do Rangel n 16 E
##& @@@|
Delphma Mannha Dias Cordciro tem auto-
nsado e constituido seus bastantes procuradores
para receberem dos diversos devedores raa de
seu finado marido Joao Tavrres Cordeiro e Joao
Baplisia Compiaono e Manoel Mun Tarares Cor-
deiro. Recite 1 de junho de 1860.
Ferros de ^n-
gommar
econmicos
a 5^000.
Estes magnficos fer-
ros arham-se a venda
110 armazem de fazen-
das de Raymundo Car-
los Leilc 4 Irmo. ra
da Irapcralriz n. 10.
Ao publico *
Achando-se grassando epide- B
micamente angina e a escaria ti- H
na, olfer. cernes as mais de f'ami- M
lia o tralamento homeopathico, 0
contendo os symptomas das mo- ^
lestias e dos medicamentos apro- i|
priados com a maneira de os em- ,
pregar Assim como carteira com S
os medicamentos homeopathicos $&
para o mal. <$>
N. B. Medicamento especifico *
e preservativo para estas aflec- W
roes. Em glbulos e era tintu-
rat. Pateo do Carmo n. 5, pri- <*
meiro andar, largo do Paraizo <
n. 13, sobrado de um andar. m
Fogoarli Acial,
Pistolas de 3 a-6 tiros.
Buscaps pequeos.
Rodinhas de cnioufre.
Traques muito novos.
Sorles para homens e scuhnrns.
Vende-se por preco commodo, lano a relalhc
como em porcao, no deposito de Bramo San-
ios, 'codo Carmo n. 43.
Vende-se urna escrava de 25 snnos do ida-
de, a qual cozinha e engomma com pefeicjo .
quem prelende-la, dirija-se a ra Nova n. 56,
que achara com quem tralar.
%mm9im> m*m mmmtem
GRANDE SORTIMENTO
DE
[Fazendas e obras feitas.
HA
LiOja eTw\a/A'm
DE
IGes&BastoJ
Offerece-se para caixeiro de loja um peque-
no bastante esperto, o qual j tem nlguma prati-
ca : quem pretender, dirifa-sc a ra da Cadeia
n. 35, loja.
Precisa-se de um caixeiro para segundo de
urna padaria e que lenha as qualidades necessa-
sanas para supprr a falla do primeiro cm algum
impedimento : aquelle que estiver as circuns-
tancias e afianzar a sua conducta, pode dirigir-se
a ra larga do Rosario, padaria 11. 18, quo acha-
ra cora quem tralar; na mesma precisa-se de
dous Irabalhadorrs de nusseira que cnlenda per-
fetamenle do trafico.
Delphina Marinha Da3 Cordeiro, viuva do
finado Joao Tavares Cordeiro, roga a todos os
credores de seu finado marido hajam do apre-
sentar suas contas, tanto de letras como de con-
tas de livro, o mais breve possivel, para serem
conferidas e descriptas no inventario a que vai
proceder pelo uizo de orphos, onde os mes-
mos senhores credores tem-de se habilitaren) pa-
ra serem atlendidos.
Nova casa de pasto
da aguia de ouro.
Na ra eitreita do Rosario n. ^3
confronte a ra das Larangeiras, forne-
ce-sealmocp e jantar com todo o asseio
e promptido e mais barato do que em
outra qualquer. paite, assim como se
achara comida prompta a qualquer ho-
ra que e procure. i
Na ra do Queimad) n.
46, frente amarella.
Grande e variado sortimento de sobre-
casacas e casacas de pannos finos proles
e de cores a 28*. 30g e 35g, paletols dos
mnsmos pannos pretos e de cores a 28g,
20g 22*e 259, ditos de casemira racscla-
dos desupeiioi goslo a 16g o 18$, ditos
das mesmas casemiras saceos modero
inglez 10, 129, 149 e 159. ditos de al-
paca preta fina siccos a 49, ditos sobre- 1
casa tambem de alpaca a 7,8Sc 99. di- j
los de merino selim a 10, ditos de me- <
ri de cordo a 9J. calcas pretas das
mesmas fazendas a 59 e 6j, collelcs pa-
ra luto da mesma fazenda, palelots de l
brim trancado a 5$, ditos pardos e de j
fusto a 49 e 53, calcas de casemira de =
cor e prelas a 79, 89! 9$ c 10J, ditos das ',
mesmas casemiras para menino a 6$, 7# 1
e 89, ditos de brim para homem a 39, '
39500, 49 e 5$, dalos brancos finos a 59, \
6S e 79, ditos de meia casemira a 49 e
59, colletes de casemiras preta e de co-
res a 5fl, e 69, dilos de gorgurao do seda
brancos e de cores a 59 e 68, ditos de
velludo prelo e de cores a 9$ e 109, dilos
de brim branco e de cor a39, 3J500 e49.
palilols de panno fino para menino a
159, I69 e I89, ditos de casemira de cor
a 78, 89 e 95, ditos de alpaca a 39e3$M\
sobrecasacas de alpaca tambem para me-
nino a 59 e 69, camisas para os roesmos
de cores c brancas a duzia 15$, I69 e 209.
meias cruss o pintadas para menino de
todos os tamanhos, calcas de brim psra
os mesmos a JJ500 e 39. colarinho de li-
nho a 6j>O0Oa duzia, toalhas de linTio pa-
ra maos a 900 rs. ca fa urna, casaveques
de cambraia muito fina e moderaos pelo
diminuto preco de 129, chapeos com abas
de lustro a 5j, camisas para homem de
todas as qualidades. seroulas para ho- 5?
mera a I69, 209 e 259 a duzia, veslimen- 2E
las para menino de 3 a 8 annos, sendo :*
ralea, jaqueta e coletes tudo por 109, co- !
bertas de (uslo a 6, toalhas de linho fk
para mesa grande a 79 e 8, camisas in- f
. glezas novamentocheeada a 363 a duzia. a
K Jos Duarte das Neres faz publico, que ten-
do recebido em pagamento Ou Sr. Jos Pinto da
CosUOres letras aceitas em '8 de junho de 1859
pelo Sr. Joao Baplisla da Silva Lobo, na impor-
taucia de *M#om o Pr> de *r 8 e 18 mezes.
se aehsra dovidaiwente pagas, e se faz esta decla-
rafte pelo deseaminho da vencida em 3 dc'fe-
rereiro prximo passado.
Os abaixo assignados partitipam que o Sr.
Antonio Marlins de Arevedo deixou de ser sea
caixeiro desde non tem 31 de maio.
Fcnseca l Marlins.


j?i_
BARATO SNOPROGRESSO
DIARIO DE PFRNAMBtm QAfcTA PCItU 6 PE JUNBO DE 1160.
UpOi
Neste armazem de molhados con-
Manleiga ingleza e franeeza
ES'.'i ?? "0T'que lem vind0 aoraercado de6408 m ,lira ecm b"'
Quei jos flamcngos
;uo,lo sss i'si0 .-sjrda Europa de m a*e a vis,a do 6a9,
Queijo pralo
os mais novos que exislcm no mercado a 1 a libra, em porcio se far abatimenlo.
\.ii\cixas fiaucezas
por'39000!1 ,|2IibraporlS500"-.emcampoteira3 de vldro contendo cada urna 3 libra
Mustarda ingleza e franeeza
cm frascos a 640 rs. e era potes franeeza a 800 rs. cada um.
Yeraadeiros figos de eou$ftnre
era cainohasde 8 libras elegantemente enfoiladas prpria paunimo a lg600 rs.
Bolaclunna ingleza
a mais ora que ha no mercado a 240 rs. a libra c em barrica com 1 arroba por 4f.
Potes viAraAos
de 1 a 8 libras proprias para manleiga ou oulro qualquer liquido de 400 a 1JJ000 rs. cada um
iVinendoas conletaAas proprias para sorles
Ae S Joao
a 1S a libra e em frasqoinhos, contendo 1 1[2 libra por 2J.
CU prelo, \1\s01v e perola
us melhorcs que ha neste mercado de I56OO. 2 e 2500 a libra.
Macas em eaixinhas Ae 8 Vibras
contendo cada urna differenies qualidades a 4d500.
Palitos Ae denles licuados
em molhos CDm 20 macinhos cada um por 200 rs.
Tijolo rancez
propriospara limpar faca a 200 rs.
Conservas inglezas e l'rancezas
cni latas e em fiscos de diflerentes qu-ilidadcs.
Presuntos, c\vourinas e paios
o mais novo que lia neste genero a 480, 640 e 720 rs. a libra.
lyatas Ae bolacninna Ae soAa
de diferenlcs qualidades a 1600 em porgao se far algura abalimento
Ta.nl.em vendem-se os seguintes gneros ludo recenteraenle chcado c de sunerin-
res qualidades presuntos a 480 rs. a libra, chourica muilo nova, mannelad hEmaU afamado fa-' S
bncaale de Lisboa, maca de tomate, pera secca. nasas. frue.ia* nm -I.E ._J.L.l _.J!",1" I &
Dentista 15Ra Nova15
Frederico Gautier. cirurgiio dentista !
f >r todas as operaeoes da suaarto e col- g
laca denles ariiflciaes, ludo com a supe-
[ lioridade e perfeicao que as pessoas en- f
\ endidas ihe reconhecem.
Tem agua e p6s dentifricios ele.
CASI LlSO-BRASLEiRA,
2, Golden Square, Londres.
J. G. OLIVEIRAlendo augmentado, com to-
mar a casa contigua, ampias e excellenlcs ac-
com nodacoes para muilo maior numero de hos-
Cedtsde novo se recommenda ao favor e lem-
ranja dos seus amigos e dosSrs. viajantes que
visitjm esta capital; continua a preslar-lhesseus
serv eos e bonsofficins guiando-os cm todas as
cous*s que precisem conhecimento pratico do
paiz etc. : alm doportuguez e do inglez falla-se
na c isa o hespanholefrancez.
Msica.
p lecebeu-se pelo ultimo paquete boni- i|
las msicas para piano : na ra Nora 3
Lojade marmore.
ynrraa
PROVINCIA.
O Sr. thesoureiro das loteras manda faz6r pu-
blicr que se acham venda, lodosos das noes-
cnp orio das mesmas loteras na ra do Impe-
rador n. 36, o as casas commissionadas pelo
mes
den
Ihet
nasi
no Sr. ihesoureiro na praca da lodepen-
ia ns. 14 e 16 e na rus Nova n. 56, os bi-
s da quarla parto da quarta loleria do Gyra-
Pernambucaiio, cujas rodas deverao andar
imp elenvelmeulo no dia 16 de junho prximo
fu tu
T
J. A
esouraria das loteras 26 de maio de 1860.
'. da Cruz, escrivo.

t
bi.caule de Lisboa, maca de tmale, pera secca,pascas, fruclas em calda, amendgl oz* T faseos *$a SiS@@iS
com a.nendoascoberlas. conteste, paslilhas de varias qualidades, vinagre bwncolortMM oS
para conservas, charutos dos melhores fabricantes de S. Flix, majas detodasas qualidades gom-
ma muito fina, em has francesas, champagne das mais ac editadas marcas eme a deS
apomace o barato, licores franceses muito finos, marrasquino de zara'm 'le doceurjileado "?*
tonas muilo n.vas, banha deporco refinada e outros muilo gneros" ue enconS tendentes a
milliaJus.por isso prometiera os propietarios venderem po? muito menos do que out oaua^auer
promelem ma.s tambera servirem aquellas pessoas quemandarem por u.rpcopraii2as como
o nessem pessoalmcnlc rogam tambera a lodos os sanhoresde eU scuhores aradn^s
Vairdidolraer. nCOm,liendas no Progre- que se X^V^XZ^lT
PROVINCIA.
Tcrceira parte da prime-
ra do Espirito Santo.
Os abaxo assignados ve.ideram da loleria su-
ira os seguinles premios :
Ns.711 5:0005 Bilhcle.
202 1:000o lquarto.
A garaniia paga na ra na ra do Cillegio
n. 21
hay me & Madureira.
Praca da Independencia n. 4.
Precisa-sc de um caixeiro que tenha prati-
ea de taberna : na ra do Rangel n. 6, deposito
de massas, so dir quem precisa.
Sentinelia, alerta.
O abaxo assignaJo, conslnndo-lhe que alguera
dis ialhos da Compnnhia Apollo !! para depois nelle
se cn:aixar, afianr-a de baixo de palavra decapa-
docio. que tal nao ha, Dos me livre de fazor
frente a entarcaca com iuveja do
Alerta eslou!...
Carlos U. Duboisl
Grammaticaingle-
za de Ollendorff.
Novo methodo para aprender a lr,
a escrever e a fallar nglez em 6 mezes,
obra inteirauente nova, para uso de
todos os estabelecimentos de instruccao,
pblicos e particulares. Vende-se na
praca de Pedro II (antigo largo do Col-
legio) n. 37, segundo andar.
O r. Cosuie de Sa' Pereii
|de volta desua viagem instrucU,
fttiva aturopa continua no exer-
scicio de sua profissao medica.
i Da' consultas em seu escripto-t
rio, no bairro do Ilecife, ra das
|Cruz n. 53, todos os dias, menos!
|aos domingos, desde as 6 horasE
t as 10 da manha, sobre os!
j seguintes pontos :
I*. Molestias deolhos ;
il*. Molestias de coraro e def
peito ;
K Molestias dos orgaos da gera-
cao, e doanus ;
. Praticura'toda e qualquer
operacao quejulgarconvenien-
te para o restabelecimento dos
seusdoentes.
O exame das pessoas que o con-
Ssultarem sera' feto ndistincta-
Inente, e na ordem de suas en-
|tradas; fazendo excepcao os doe n-
otesdeollios.ou aquellesque por
I notivojustoobtiverem bora mar-
|cada para este fim.
A appliciqao de alguns medica
5 L-asos, como o do sulfatodeatro-
pina etc.) sera'feto.ou concedido
gratuitamente. A confianqa que
Jnelles deposita, a presteza desua
acqao, e a necessidadeprompta
jie seuemprego; e tudoquanto o
Jdemove em beneficio de seus
jdoentes.
N
do 1
ras.

DENTES
ARTIFICIJLS.
Buaestreita do Rosario n.3|
Francisco Pinto Ozorio collocadentes ar- @
ficiaes pelos JoussyslcmasVOLCANlTE, @>
lapas de ouro ou platina, podendo ser S
rocurado na sobredita ra a qualquer
ora.
@
ltenlo.
i bolcquim d'aguia de ouro, na ra estreta
osario n. 23. confronte a ra das Larangei-
lem todos os dias das 7 horas em diante da
i papa de familia do Maranho e ararula.
mmmmmmmmmm
Attenco. I
i. D. Friclc de Lisboa, lem a salsfaco B
le informar a lodos os seus amigos e cor- m
espondenles, que os seus despachos te-
egraphicos pelo vapor Magdalena, fo- m
amos priraeirosque so enlregaram na S|
slacao telegraphisa de Lisboa. |$
)
i semenles, plantas de llores e fructeiras da
>pa, que se achavam na loja da ra do Ca-
ln 3 A, vendera-se desde o da 28 de maio
onte do Uehoa sitio do finado Sr. Antonio
asa Ribeiro de Paria, das 6 as 8 horas da
ha e das 5 horas da larde em diante.
Compras.
Bollinhos.
.'-l0" 8 re,a^0' 1 con^ervam-e muito
r^'1",6 ou v,"8era ; asira como pudins.
m.o i1" "enie- lurlas' ou oulra quaU
l hXnlena D"a desserl: ,amben preparara-
se bolos finos para o lempo de. S. Joao e S Po-
dro, dos melhores qualidades da massa mohda
e secca superior, tudo com o melhor asscio. e o
fh.6^? CAnta d0.mercad. dirija-se a ra da
Penha n. 25. para tratar-se.
Attenco.
S
# Curso pratico e theorco de lingua fran-
ceza por urna senhora franceza, para dez #
9 mogas, segunda e quinta-feire de cada se- $
s mana, daslO horas at meio da : quem 9
quizer aproveilar pode dirigir-se a ra da #
Cruz n. 9, segundo andar. Pagamentos A
adiantados.
Attenco.
i/l^1 Tk V'd0^ Da r" larga d0 R0"
44. nico no ba.rro de Sanio An4onio, e offere-
rendn nnr ..n ____ "ce
.......w jiui^inio, e ouere--------------------- ----- *
cenao por isso populado inieira dossa bella PrillciPiar. D0 Rorife na ra do Amorira
(]ompram-se es-
cravos.
Cimpram-se, vendem-se e trocam-se cscra-
na ra do Imperador n. 7, primeiro andar
-argodaCarmo,
. lina da rua^leBortas n. 2, compram-w ior-
nae i a 3#200 a arroba.
&._ Compra-se
; d"-n que esteja em bom estado ;
m4aCWrt 69, ou annuncie.
- Frecisa-se comprar duas malas de vhgem,
bom estado : quera tiver annuncie.
Vendas.
g C VBELLEIREIRO.
?J Praca da Boa-Vistan. 3.
ge Participj que lendo recebido um gran-
^J de so-tmenlo de cabellos de Paris, acha-
S se Pron'P10 para satisfazer no mais breve
^J lempo qualqui'rencommenda do cibellos,
|* como soj.im marrafas a Luiz XV.cabellei- M
55 ra3 de toda especie tanto para homomco- S|
fft mo para senhoras.ciescentes.bands, ca- ||
> deias de relogios, braceletes, trancas pa- S
ot ra aneis etc., etc. an
Companhia doBe-
beribe.
A directo da companhia icou com-
porta da maneira seguinte:
Director.
Dr. Jos Mamede Alve Ferretra com
2G \ votos-
Vice-director.
esembargador Joo CapistraDO B. de
Mello com 262 votos.
Caixa.
Commendddor Maooel Goncalves da
Silva com 213 votos.
Secretario.
Manoel Gentil da Costa Alves com 152
TOtOS.
Adjunctos.
O Sr. D-. Jos Bernardo Galvao Al-
coforado com 264 votos.
Birtholomeu Francisco de Souza
com 216 votos.
> Jos Pereira Vianna com 19
V0tO8.
Luiz Antonio Vieira com 190
votos.
Justino Pereira de Faria com
157 votos.
Exame de contas.
Commendador Jo5o Goncalves da Silva
com 260 votos.
Commendador Bento Jos Fernandes
Barros com 226 votos.
Commendador Manoel Ignacio d* Oli-
veira com 125 votos.
Escriptorio da administraco da Com* 7,7''"" pPuio inieira dossa bella Pr,llc,P,ar. "o ""' ra ao Amorira n.
panhiadoBberibel-de junho de 1860 "fnrK. a'"mmoda0 que respeii. .o 2u(m "Prender, dirija-se ao primeiro .n
Jos Teixeira Bastos secretario in- c"- c er?,rdeludo*omPro- >cf M< chara eos.quem tratar,
j,,;.n b*koi, secretario in ptldao e asseio, por meuos do que cm aualanor Vei',e-8e o casa da ra da Roda n. 33
Mrmo- outrohoiclnestacidade. ^ ^^i',";"* ruado Queimado n. 44, ou na ru.
as
ftichas de Ham
burgo.
I slo venda aos ceios e a retalho, chegad
pe 3 ultimo navio de Hamburgo : na ra eslreila
do llosirio n. 3, loja de barbeiro.
Baratissimo.
Rua do Queimado n. \m.
armazem defazendas.
1 hitas franqezas finas de padroes mudinhos o
221 o covado, pegas de chita com 38 covadospor
fifi 00.
Coberta a 2^(000.
l oberlas chinezas muilo lindas a 2$.
Bisca do francez a 2$000.
i lories de riscado com 13 1[2 covados por 2J.
Lencos brancos a 2^000.
neos para algbeira a 2 a duzia.
-lgodao monstro a 600 rs. a vara.
Chales de merino a 2#500.
' .hales, de merino eslampados a 2#5O0.
Casemira preta \ 6$000.
' lories de casomira preta fina a 6J, paletols de
bri a a 3, fil de linho fino a 8G0 rs.
Cambraia de core a 160 rs.
Cambraia decores muito fina com defello
ag a doce a prego de 160 o covado.
:= Ganga de cor e brim de linho muilo fino a
500 rs. o covado.
.. Vende-se urna taberna bastante afreguezada
e cm poneos fundos, propria para quem
quizer
17:
andar
'Creipo n. 1.
Kua do (Jueimado n. 37.
60; a fy corles J|"\est7do7 dV'p^auUsir'ue
na*,"8^*;."l *ElhdM P"a senhora:
A 305 cortes de restidos de seda qnecustaram
16j> corles di vr
I chipe]
rua do Queimado n. 87.
REMEDIO INCOIWPARAVEL
UNGENTO HOLLOWAY '
Milharesde individuos de todas as nacoes po-
dem testemunharas virtudes desle remedio in-
comparavel e* provar em caso necessario, que,
o uso que delle flzeram tem seu corpo e mem"
'sinteiramente saos depois de haver emprega-
inutilmente outros tratamentos. Cada pesoa
ler-se-ha convencer dessascuras maravilhosas
" leitura dos peridicos, que lh'as relatam
os dias ha muitos annos; e a maior parte
sao tao sor prndenles que admiran, so
eos mais celebres. Quantas pessoas reco~
com este soberano remedio o uso de seu8
s e pernas, depois de ter permanecido Ion"
lempo nos hospitacs, onde de viam soffrer a
amputaco! Dellas ha muitasque havehdodei-
loessesasylos de padecimentos, para senao
etterem essa operacao dolorosa foram
las completamente, mediante ousodesse
preciosoremedio. Algumas das taes pessoas na
pel(
bros
do
pod(
pela
lodos
dellas <
m
braram i
bracos
go
arn
xadi
sulinit
curad;
enfusao
de seu reconhecimento declararam e
is resultados benecos diante do lord correge!
^r e outros magistrados, afim de maisautenti"
rem suarmativa.
Ninguem desesperara do estsdo de saude sa
resse bastante conanc-a para ensaiar este re_
edio constantemente seguindo algum lempo o
-trtaloque necessitasse a natureza dom...
resultado seria prova rincontestavelmente !
tudocura.
oclT "te "os seBintes casos.
lnflammaco dabexiga.
da matriz
MM4 DO VAPOR.
Grande e variado sorlimenlo de eateadu
cez, roupa feila, miudezas Onas e perfuma
ludo por menos do que em nutras parles : na
js do vapor na rua Nova n. 7.
SYSTE1AIEDIC0 DE HOLLOWAY.
PILLAS HOLLWOYA.
Este tnestimavel especifico, composto intelra-
mente de hervas medicinaes, nao conlm mercu-
rio, nem alguma outra substancia delecteria. Be-
nigno mais tenra infancia, e a compleicao mais
delicada igualmente prompto o seguro para
desarraigar o mal na compleicao mais robusta ;
inteiramente innocente em suas operagoes e ef-
eitos; pois busca e remove as doencas de qual-
quer especie egro por mais antigs e leazos
quesegam.
Entre milhares de pessoas curadas com este
remedio, muitas que j estavam as portas da
morte, preservando em seu uso : conseguiram
recobrar a saude e forjas, depois de harer tenta-
do intilmente todos os outros remedios.
As mis aducas nao devem entregar-so a de-
sesperarlo ; facam um competente ensaio dos
efficazes effeitos desta assombrosa medicina, e
prestes recuperarao o beneficio da saude.
Nao se perca tempo cm tomar este remedio
para qnaiquer das seguintes enfermidades :
carem
livesse
m
men
cujo
Que
O
Alp
Caimbras
Callos.
ac erP
Corta 0.res de ca'beca.
~das costas.
08 membros.
Lepra.
Males das pernas.
dos peitos.
de olhos.
Mordeduras de reptis.
Picadura de mosquitos.
Pulraes.
Queimadelas.
Sarna
Supuraces ptridas
Tinha, em qualquer par-
te que s*eja.
Tremor de ervos.
Ulceras na bocea.
do figado.
dasarticulacoes.
Veias torcidas ou noda-
dasaspernas
b"femrmidades da cutis
.fmgeral.
O'^doanus.
EruPcoes e eseorbuti-
C3S.
Kistulasno abdomen.
Fnaldade ou falta de
calor nas extrenida_
oes.
Frieiras.
Sa;0?e89escaidada8-
in0ammacod()flgado
ende_Se este ungento no estabecimento
eral de Londres n. 224, Strand, e na loja de
oas os boticarios droguistas e outras pessoas
encarregadas de sua venda em toda a America
1osnl,Ha7ana e Hespanha.
Venie-ae a800 rs., cada bocetinha contm
uma Instruccao em prtuguez para o modo de
fazer uso deste ungento.
O deposito geral em casa do Sr. Soum-
Pharmaceutico. na rua da Crun. 22. em Per-
nambuco.
Accidentes epilpticos.
Alporcas.
A mpolas.
Areias (mal de).
Aslhma.
Clicas.
Convulses.
Debilidade ou ezteruia-
^o.
Debilidade ou falta de
forcas para qualquer
cousi.
Dysinteria.
Dor de garganta,
de barriga,
-nos rins.
Dureza no ventro.
Enfei mida des no venlre.
Ditas no Dgndo.
Ditas venreas.
Enxaqueca.
Herysipela.
Pebre biliosas
Febreto internitente.
Aupslo & Perdigo,
com loja na rua da Cadeia do Recie n.
23, confronte ao becco Largo,
previnem aos seus freguezes. que acabara de sor.
tr seu novo eslabelccimento com fazendas de
gosto, unas, c inferiores, para vender pelos pre-
sos os mais razoaveis ; as fazendas inferiores,
nao a retalho, se Tendero por um preco fixo
quesera o seu proprio cusi nas casas inglezas,
urna vez que sejam pagas vista.
Neste eslabelecimento se encontrar sempre
um sorlimento completo de fazendas, e entre el-
las o seguinte :
Vestidos de seda com babadose duas saias.
Ditos de lan e seda e duas saias.
Dilos de tarlatana bordado a seda.
Manteletes prelos bordados com franja.
Taimas pretas de seda e de fil.
Polonezasde gorguro de seda pretas.
Cintures para senhora.
Espartilhoscora molas ou clcheles.
Enfeiles de vidrilho ou flores para senhora.
Vestuarios para meninos.
Saias de balao para senhora e meninas.
Chapeos para senhora e meninas.
Penles de tartaruga dos melhorcsgostos.
Perfumaras de Lubin e outros fabricantes.
I Cassas e organdys de cores.
Grosdenaples de cores.
Chitas escurasJrancezas e inglezas
Collas e manguitos os mais modernos.
Camisas de linho para senhors.
Ditas de algodo para menino.
Algodao de todas as qualidades.
Lencos de labyrintho para presentes.
Collas de crochet prra menino.
Vestidos de rhtn azia.
Roupa feita.
Casacas e sobrecasacas de panno fino.
Paletols de casemira.
Caigas de casemira pretas e de cores.
Colletos de seda idem idem.
Ditos de fuslo.
Camisas inglezas todas de linho.
Ditasfrancezas de differeules qualidades.
Malas e saceos de viagem.
Borzeguins de Melliere outros fabricantes para
home .
Dilos para senhora.
Charutos de Havana, Bahia e manilha.
Camisas de flanella.
Chapeos de todas as qualidades para homem,
senhora e crianzas.
Corles de vestidos brancos de Monde com ca-
pella e manta.
Didos de vislidos brancos de seda para casa-
mentos.
No^rmazem de Jos Antonio Morera Dias
& C, na rua da Cruz n. 26, vende-sc :
Candeiros de lato de Lisboa.
Lazarinas e clavinotes.
Lena larga de superior qualid-.de.
Linha do roris.
Missanga para rosario.
Rosarios enfiados cora perfeicao.
Perras de ago'para engommar.
Ferro sueco em barras.
Chumbo em lenco!.
Pregos francezes e de conslrucrao, de todos os
tamauhos.
Pregos caibraes do Porto.
Chaleiras eslanhadas e forradas de porcelana
de ingleza.
Carlas portuguezas muito finas.
Balanza de novo modello para pesar 1,000 e
2,000 libras.
Mercurio de Lisboa.
Ferros de lato para engommar.
Esporas, brides e estribos do metal do principe.
Bu-as feiaduras fraucezaa para portas com
boloes de vidro.
Paos de forro de todos o lamanhos.
Ricos paliteiros e linteiros de metal praleados.
Linhas de carreteis de 200 jardas do autor Ale-
do i landre.
Cera em reas de Lisboa,
Febreto da especie.
Cotia.
Hemorrhoidaa.
Hydropesia.
Ictericia.
Indigestes.
Inflammaces.
Ir r eg u laridades
menstruaco.
Lombrigasde toda es-
pecie.
Mal de podra.
Maffchas na cutis.
Obstruccao deventre
Phtysica ou consump-
pulmonar.
Retencao de ourina.
Rheumatismo.
Symptomas secunda-
rios
Tumores.
Tico doloroso.
Ulceras.
Venreo (mal).
Vendem-se estas pilulas no estabelecimento
geral de Londres n. 224, cStrand, e na loja de
todos os boticarios droguistas e outras pessoas
encarregadas de sua venda em toda a America do
Sul, Havana e Hespanha.
Vendem-se asbocetidhas a 800 rs. cada urna
dellas, coutem urna instruccao em portuguez pa-
ra explicar o modo de se usar destas pilulas.
O doposito geral em casa do Sr. Soum
pharmaceutico. a rua da Cruz n. 22, em Per-
namb co.
Borzeguins inglezes, pro-
va (I agua.
Pechincha sem igual.
Os verdadeiros e j muilo conhecidos borze-
guins inglezes, prova d'agua, e tiradores de calos.
A 10o'par, diaheiro a' vista.
Leitc &. Irmo, na rua da Cadeia do Recife, lo-
ja de 4 portas n. 48. avisam aos seus Himerosos
freguezes, e ao publico em geral, que nova mon-
te acabam de receber os afamados borzeguins in-
glezes. eqae continuam a vender a IOS o par,
dinheiro a vista. o melhor calcado que ha pa-
ra aquellas pessoas que padecem de calos, por-
que usando os nao soffrem mais.
Pede-se toda attenco.
Na loja d'agua de ouro, na rua do Cabug n. 1
B, vende-se tudo por pregos baralissimos para
liquidar, assm como seja :
Fitas e franjas.
Fita de velludo de todas as larguras, abertasrf
lisas, do lindos padroes.
Franjas de seda de ludas as larguras e de lin-
dos gostos.
Ditas de lia e seda por prego que admira.
Ditas de linha para casaveque.
Ditas de algodao para toalha e para cortinado.
Trancas de linho e de la brancas e de cores.
Pentes.
Pentes de tartaruga virados e lisos.
Ditos de massa virados a imitacao de tartaruga.
Ditos lisos para alar cabello.
Dilos de desombara;ar cabello.
Para bales.
Molas para fazer bales, vendem-se a 160 rs. a
vara, ou pega de 50 molhos a 65.
Bicos.
Bicos de seda de Odas as larguras e lindos pa-
droes.
Ditos de algodo.
Leques muilo finos.
Capellas brancas pitra noiva.
Chapeozinhos para crianza.
Rqiiissimos quadros para enfeile de sala, as-
sim como redomas com flores.
Assim como perfumaras muito finas, e mais
objectosque vista do freguez far-se-ha todo o
negocio.
*ee intisiiaisooaijot
1 Seguro contra Fogo f
COMPANHIA
IKIDOT
| LONDRES .
AGENTES
| C J. Astley & Companhia. |
Bom tempo para com-
prar
4 moteques pojas de idade de 13 a 20 annos,
? !5?v.aS de ,d,de de 30 38 annos, ambas por
l:C0f. 1 negra de idade 30annos. ptima co-
zinheira, por 9o0$, 1 escravo pardo, official do
*l!Lna e marcneir. de idade 25 annos, por
1:700$ : na rua de Aguas Verdes o. 46
CALCADO
Grande sorlimento.
45-Rua Direita'-45
Osestrajadores de calcado encontra-
r3o neste estabelecimento, obra supe-
rior pelos prego abaxo :
Homem.
Borzegjimariitocratico. 90C0
Ditos (lustre e bezerro)..... 7$000
Borzeguins arranca tocos. 7$000
Ditos econmicos....... 6MOO
Sapa toes de bater (lustre). o^'OOO
Senhora.
Borzeguins primeira classe (sal-
to de quebrar) ...... 5^000
Ditos todos de merino contra
calos (salto dengoso).....AJ500
Borzeguins para meninas ('or-
|ssmos)- ;........4'000
E um perfeitosortimento de todo cal-
cado edaquillo que serve para fabrca-
lo, como sala, couros, marroquin, cou-
ro de lustre, fio, fitas, sedas etc.
Bezerro francez
grande e grosso :
De 4 e 5.
Na rua Direita n. 45.
Mi:
eobertos e descobertos, pequeos e grandes, de
ouro patente inglez, para homem o senhora,
de um dos melhores fabricantes de Liverpool
sonudth.irvosm4gTeteing,ez: emcasa d
Suissos
e
i
e
6
6
e
i
Vende-se
Formas de ferro para
purgar assucar.
Estanho em barra.
Verniz copal.
Vinhos fino de Moselle.
Enchadas de ferro.
Brim de vela.
Folhas de metal.
Ferro sueco.
Ac de Trieste.
Pregos de composico.
Lona ingleza: no arma-
zem de C. J. Astley & C.
Em casa de N. O. Bieber & C,
successores vende-te :
Brilhantes de todas as dimensoe*.
Algodaozinhoda Babia.
Cognac em caixas de 1 duzia.
Ditas em barris.
Yinho xerez em dito.
Champagne da mu acreditada marca
Barre & C.
Ferro da Suecia.
Dito ingtez.
Ac de Milao.
Lonas, hrinsffes e brins para ?ella.
Emcasa de Schafleillin&C, rua da Cruz n
. vende-se um grande e variado sorlimenlo de
relogios de algibeira horisontaes, palenles. chro-
nometros, meios chronoraetros, de ouro prala
dourada efolheadosa ouro.sendo esles r'elogios
dos pnmeiros fabricantes da Suissa, que se ven-
aeao por precos razoaveis.
REL06I0S.
Yende-se em casa de Saunders Brothers &
C, praca do Corpo Santo, relogos do afama-
do fabricante Roskell, por precos commodos.
e tambera trancellins e cadeias para os mesmos'.
deexcellente Kosto.
Tacbas para eDgeoho
Fundido de ferro e bronze
DB
francisco Antonio Correia Cardozo,
tem um grande sortimento de
tachas de ferro fundido, assim
como se faz e concerta-se qual-
quer obra tanto de ferro fun-
dido como batido.
Vende-se urna meia mobrlia de amarello
em bom e3lado : na no becco da Bomba n 9
FlNDICoioW-MOW,
Roa da Senzala lleva i. 42.
Neste estabelecimento continua a haver um
comapletosortimentodemoenda emeiasmoen-
das para eu3enho, machina de vapor etaixas
de ferro batido*oado. de todos os tatanhos
para dto
Fogos de vista
Para o festejo de Santo
Antonio eS. Joo.
Jos Paulino da Silva declara aos amantes dos
feslejos oe Santo Antonio e S. Joao, que lem es-
tabelerido a sua fabrica de fogos na rua Imperial
alem da fibrica do sabio, conforme a liconca que
obteve da cmara municipal, e ahi enconlraro
os freguezes fogos de todas as qualidades, rece-
bendo tambem cncommendas, tanto para dentro
como para fra da provincia, aviando-as com
8 maior promplidao possivel; assim como vende
mateiiaes para os mesmos j preparados para
aquellas pessoas que quizerem fabricar particu-
larmente o sem muilo trabalho, ludo por precos
muilo razoaveis ; os pretendenles podem ahi di-
ngir-se, ou na casa de sua resideucia, que o en-
contrarlo a qualquer hora do dia, e protesta ser-
vi-los de forma que os dezc satisfeilos, nao s
pela boa qualidade dos fogos como pela bondade
dos materiaes que emprega, e pericia dos artis-
tas que possue em seu estabelecimento.
Na rua da Imperatriz n. 16, se dir quem
vende urna fabrica de fazer velas de carnauba,
bem monlada, e excellenle porque anda nao
prestou servido.
Encyclopedica
DE
Gaspar Antonio Vieira
Guimares gerentfJos
Gomes Villar.
Rua do Crespo n* 17.
Este estabelecimento de fazendas Boas cons-
tantemente recebe de Franca, Inglaterra e Suissa
as melhores fazendas tanto em qualidade como
em gostos.
Sedas, lias, linhos e algodoes, chapeos de pa-
tria da Italia ricamente enfeitados, ditos de seda,
manteletes dt gupar o melhor possivel, oilos
relo de seda bordados, ditos de seda azul com
ico, roupoes brancos bordados-, vestidos bran-
cos bordados, leques de sndalo, vestimentas de
lodas as qualidades para meninas e meninos,
chales'de tuquimaoiarello, cdf de rasa, branco
e prelos de superior qualidade.
AfBanca-se vender baralissimos e mano-se
amostra as fazeadas.


I I -
MARIO DE PEBMAMBUCO. QCaRTA FEIRA
Admiraveis remedios
Sew proprietarioa olforecem a seus numeroso! regoezes e ao publico em geraL toda e
qathruer obra manufacturada em seu reconhecido estabe'lecimento a saber: machinas de vapor de
lodos os lmannos, rodas d agua nara engenhos todas de ferro ou para cubos de madeira. moen-
L* m.eia moenda. 'chas de ferro batido e fundido de lodos os lmannos, guindastes, guin-
aOZ.\ *!' ^0daS, ro?ete8- gahes e boceas para ornalha, machinas para amassai man-
ioca e pera aeecarogar algodao, preogas para mandioca e oleo de ncini, portes gradara, co-
umnss e moinhos de vento arados, cultivares, pontes, 'aldeiras e tanaues, boias, alvarengas.
notes e todas as obras de machinisrao. Executa-se qualquer obra soja qual fr sua natureza pelos
hff. ?u moWc8J belecimentona ruado Brum n. A e na ra do Collegiohoje do Imperador n. 65moradia do cal-
ierro do estabelecimento Jos ioaquim da Costa Pereira. com quem os pretendemos se podem
entender para cualquer obra. ^
Potassa da Russia
E CAL DE LISBOA.
No bem conhecido e acreditado deposito da
ra da Cadeia do Recite n. 12, ha para vender
potassa da Russia e da do Rio de Janeiro, nova
e de superior qualidade, assim como tambem
cal rirgem em pedra: tudo sor retos muito
razoaveia
Loja da boneca ra da Impe-
ratriz n. 7.
Vendem-se caixasde tintura pai
gir os cabellos em de/, minutos, cor*
tambem tingemse na mesma casa a
qualquer hora.
I Artigos para hilo.
^ Chapelinas pretas e mais objectos pro-
Jg prios de luto para hornera e scubora.vco- Ig
i^fc de-se na ru.i Nova n. 45 5
3g ^* LOJA DE MARMORE. I
v frjyPitOfttflftttfl Stftfaairfa *wareraa""*mh.w
Arados americanot e machan*
para lai ar roupa: em caa de S. P. Jo-
hnston k G. ra da Senzala n. 42.
Viuhe de Bnfeanx.
Em casi, de Kalkmann lrmaos&C, ra da
Cruz n. 1('. encontra-se o deposito das bem co-
nliccidas nareas dos Srs. Brandenburg Frres.
e dos Sr i. Oldekop Mareilhac & C, em Bor-
deaux. lem as seguintes qualidades :
De Braudeaburg frres.
St. Eslpli.
St. Julien
Margaux.
Larose.
Chteau L'oville.
Ch&teau Margaux.
De Oldekop & Mareilhac.
St. Julien
CONSULTORIO
DO
(V
Confeitaria.
Na mesma
vender:
Prompto alivio de Radway.
ameri-
canos
Todas as casas de familia, senhores de enge- 1|" ju'ijen Mdoc
nho, fazendeiros, ele, devera estar prevenidos Chaleau Loville'.
com estes remedios. Sao tres medicamentos com
os quacs se cura eficazmente as priocipaes mo-
lestias.
Sherry en barris.
Madeira e n barrie.
. Cognac en. barris. qualidade fina.
Instantneamente alivia as mais acerbas dores Cognac eu caixas qualidade inferior
Je cura os peiores casos de rlieumalisrao, dor de Cerveia bianca.
beca, nevralgia, diarrha, cmaras, clicas, bi-
lis, indigesto, crup, dores nos ossos, conlusdes,
queimadura, rrupcoes cutneas, angina, reten-
gao de ourina, etc., etc.
Solutivo renovador.
Cura todas as enfermidadesescrophulosas.chro-
nieas esyp hlilicas; resolve os depsitos de mos
humores, purifica o saogue, renova o systema;
prompto e radicalmente cura, escrophulas,vene-
reo, tumores glandulares, ictericia, dores de os-
casa ha para
4,000 rs.
por sacca de
Irmos.
milho; nos armazens de Tasso
Aos senhores logitas de miudezas.
Bicos prelos de seda,
Ditos brancos e prelos de algodao.
Luvas pretas de torgal.
Cintos elsticos.
sos, tumores brancos. aeccoes do Cgado e rins,
erysipelas, abeessos e ulceras de todas as classes,
molestias d'olhos, difllculdade das regras das
mulhcies, hipocondra, venreo, etc.
Pilulas reguladoras de Rad-
way
para regularisar o systema, equilibrar a circula-
gao do sangue, inicuamente vegetaes favoraveis
em lodos os casos nunca occasiona nauzcas nem
dores do ventre, dses de 1 a 3 regularisam, de 4
Linhas de algodao em novellos : vendem-so | a.8 PurSm. Estas pilulas ao efficazes as afioc-
por presos commodos, em casa de SouthallMel-
lors & C, ra do Trapiche n. 38.
Chapeos de castor preto
e brancos
Na ruado Queimado n. 37, vendem-se osme-
.hores chapes de castor
6>
pI* cirS 'dfc' WnT? eWi WrfR wS;
Guita-percha. |
Arligos para invern de guita-percha
fip ou borracha, vende-se na ra Nova n.
I Z$* LOJA DE MARMORE.
4 5!
Pianos
roes do Ogrdo, bilis, dor de cabeca, ictericia, in-
'digeslao, e em todas ai enfermidades das mu-
Iheres, a saber : irregularidades, lluxo, reten-
gues, flores brancas, obstruegoes, histerismo, etc.,
sao do mais prompto eflVito na escarlatina, febre
biliosa, febre amarella, e em lodas as febres ma-
lignas.
Estes tres importantes medicamentos venra-
companhados de instrucres impressas que raos-
tram com a maior oiinuciosidade a maneira de
applica-los em qualquer enfermidade. Eslo ga-
rantidos de falsficacao por s bever venda no
armazem de fazeudas de Raymundo Carlos Leitc
& lrmo, na ra da lmperalriz n. 10, nicos
agentes em Pcrnarobuco.
Vende-se um cerro de 4 rodas, bem cons-
truido e forte, cem assento para 4 pessoas de
dentro, e um assento para boleeiro e criado fra,
forrado de panno fiuo, e tudo bem arranjado :
para fallar, com o Sr. James Crablree & C. o.
i2, ra da Cruz.
Tachas e moendas
Bragas Iva & c, tem sempre no seu deposilo
da ra da Hoeda n. 3 A, um grande sortimento
de tacha: e moendas para engenho, do multo
acreditad! fabricante Edwin Haw : a tratar no
mesm* d< psito ou na ra do Trapiche a 44.
Peehincha*
Com pequeo toque de avaria.
Na ra do Queimado n. 2, loja do Preguica,
vendera-se peras de algodao encorpado, largo,
com pequ;no loque de avaria a 25O cada urna.
Aos amantes da economa
Na ra lo Queimado n. 2, loja do Preguica,
vendem-se chitas de cores fias bastante escu-
ras, pelo 1 aratissimo prego de 6$ a peca, e 160
rs. o covj do.
Carne de vacca salgada, em barris de 200
libras : e n casa de Tasso I maos
Na fibrica de caldeireiro da ra Imperial,
junto a fa nica de sabo, e na ra Nova, luja de
ferragens n. 37, ha urna grande porreo de folhas
de zinco, ja preparada para telhados, c pelo di-
minuto piego de 140 rs. a libra.
Vende-se superior linha de algodao, bran-
csse do cores, em novello, para costura: em
casa deSeuthall MellorA C, ra do Torres
a. 3 .
PERFUME PARA SENHORAS.
tabelecimento preparara-se bandejas pelo gosto
-mT ,mpri0 60m 8 elhoes doce,!
vendem-se amendoas confeiladas. pap.is prr
sortes. ocentodas niesmas a 2#. recebem-s e
| corarnendas de pao-de-16, bolo inglez, dito fran-
cez, dito imperial, pastis de todas as qualidades
doce secco o de caldas para a Ierra e exporUcao'
afianzando as boas qualidades. *
Vende-se urna escrava crioula, bonita flgu-
ra, de 18 a 20 anuos : na ra d Cadeia do Recife
4. 51, loja de Joao da Cunha Magalhes.
Vende-so urna loja sem armacao, forrada
v.fapol, propria para qualquer esla'belecimen-
to, na ra Direita n. 43: a tratar na tus do Ca-
bugan. 2D.
Dr P. A. Kobo Woseo
DIK)2(Bffi F JUETBIIKD S 4DPi
i RUJL DA GLORIA, CAS A
Clinea pov ambos os syslemas.
r^tr.?. ".r2bo Mo8coso d consultas todos os das pela manhaa e de tarde depois de 4 horas.
Loniraia pariioos para curar annualmenle nao s para a cidade como para os engenhos ou outras
propriedades ruraes.
!.(i8Clamadl>f devem ser dirigidos i sua casa at as 10 horas da manha e em caso de ur- ~" Fu*io no dia 29 do mez prximo passodo
gencia a ouira qualquer hora do dia ou da noite sendo por escripto em que se declare o nome da l uma e8Cra,a de nomo Anglica, representa ter 40
pessoa, o darua e o oumero da casa. annos, pouco mais ou menos, levou comsigo ves-
4. ^,fa*?8 que n0 forem de ur8en<:ia. as pessoas residentes no bairrodo Recife podero re- i,ldo de chl,a Pr.e,a e cnol P^t com flores ro-
? l.^!c eles d boca do Sr- Joao Sounndt C. nar.ua da Cruz ou loja de vros do Sr. Jos IIV' e com ? s'8n,fes seguintes : estatura beixa,
Nogueira ae Souza na ra do Crespo ao p da ponte velha. c0r Pa;da- Pse olhos pequeos, denles da freo-
-.v.18. **. na ?asa do nninciante achar-se-ha constantement eos melhores medica-
mentosnomeopathicos ja bem conhecidos e pelos pregos seguintes;
Botica de 12 tubos grandes,..........10C000
Escraros fgidos.
Ditos de 24 ditos. .
Ditos de 36 aitos. .."^^
Dito de 48 ditos. ... r 9ncr
Ditos de 60 ditos. fP.* \ \ \ \ \ \ 2S
Tubos avulsos cada um....... ....
Frascos de tincturas........, .."."."*
Manoal de medicina homeopathica pelo Dr. Jahr traduzido
em portugus com o diccionario dos termos de medi-
cina, cirurgia etc.. etc. ,.......
Medicina domestica do Dr. Uering, com diccionario. '. ',
Repertorio rio Dr. Mello Uoraes. ....
15000
20)2090
OjOOO
IgOOO
2J000
sonooe
1C
o pessoa
Queimado
Saunders Brothers & C. tem para venxkr em i
seu armazem, na praca do Corpo Santo n. 11,
alguns pianos do ultimo gosto, recentimente
chegados, dos bem conhecidos e acreditados fa- i
bricantes J. Broadwood Sons de Londres, e I
muito proprios para este clima.
Enfeites de vidrilho e de retroz a 4 cada
um : na ra do Queimado n.37, loja de 4 portas.
nsmm mm mm m$m mesen!
I GRANDE ARMAZEM
DE
* Engenho.
;J Vende-se o engenho Santa Lnzia,sito na
? freguMia de S. Lnurenco da Malla, entre
$ os engenhos Penedo de Baixoe Penedo de
@ Cima : Irata-sc no mesmo engenhsou no
@ engenho Mussambique com Felisfcino de
Carvalho Bapozo.
Roupa
&
Ra Nova n. 49, junto
j a igreja da Conceigdo dos
Militares.
Neste armazem encontrar o publico
um grande o variado sortimento de rou-
pas feilas, como sejam casacas, sobreca-
sacas, gndola*, fraques, e palelots de
panno fino prelo e de cores, paletots e
sobrecasacas de merino, alpaca ebomba-
zina prelos e de corea, palelots e sobre-
casacoa de aada e casemir de cores, cal-
fas de casemirs preU e de cores, ditas de
merino, de priaeeza, de brim de linho
branco e de cores, de (ustao e riscados,
calcas de algodao, collete3 de velludo
relo e de cores, ditos de setim preto e
raneo, ditos de gorguro e casemir, di-
tos de fusloes e brins, fardamenlos para
a guarda nacional, libres para criados,
I ceroulas e camisas francezaJL^djapeos e
% grvalas, grande sortimnttp'ae roupas
|b para meninos de 6 a 14 annos ; nao agra-
dando ao comprador algumas das roupas
feitaase aproruptaro outras a gosto do i|
comprador dando-*e no da convenci- A
Verdadeiras luva de Jovin de to-
das ai cores, ra da Imperatriz n. 7
loja do Leconte.
Vende-se I
Relogios patentes.
Estopas.
Lonas.
Camisas inglezas.
Peitos*para camisas.
Biscoutos.
Em casa de Arkwight & C, ra da
Cruz n. 61.
Brim trancado de linho,
todo preto.
A raelhor fazenda neste genero que tem vindo
a este mercado, por ser muito superior e nao
desbotar : vende-se nicamente na ra da Cadeia
do Recife n. 48, loja deLeite& lrmo.
Fazeudasporhaivos procos
Ra do Queimado, loja
de 4 portas n. 1.
Anda restara algumas fazcndss para conclui
a liquida^ao da firma de Leile& Correia, asquaes
se vendern por diminuto prc<;o, sendo entre ou-
tras as seguintes:
Chitas de cores escuras e claras, o covado
a 160 rs.
Ditaslargas, francezas, finas, a 210 e 200.
Riscados trnceles de cores xas a 200 rs.
Cassasde cores, bons padrees, a 240.
Brim de linho de quadros, covado, a 160 rs.
Brim trancado branco de linho muito bom, va
ra, a 1*000."
Corles de calca de meia casemir a 2g.
Ditos de dita de casemir de cores a 5$.
Panno preto fino a 3$ e 48.
Meias de cores, Tinas, para homem, duziaa
1*8.
Grvalas de seda de cores e pretas a 1J.
Meias brancas finas para senhora a 3$.
Ditas ditas muito finas a 4$.
Ditas cruas finas para homem a -g.
Cortes de colletesde gorguro de seda a 2#.
Cambraia lisa fina transparente, pega, a 4J>.
Chales de la e seda, grandes, um 2j.
Grosdenaple preto de lgCo a 2#.
Seda prela lavrada para vestido a 1*600 c 2J
Corles de vestido de seda preta lavrada a 16*
Lenrns de chita a 100 rs.
La de quadros para vestido, covado, a 560.
Peitospara camisa, um, 320.
Chita franceza moderna, fingindo seda, covado
ra 400 rs.
Entremeios bordados a 200 rs.
Camisetas para senhora a 640 rs.
Ditas bordadas finas a 2500.
Toninas de linho para mesa a 2 e 4*.
Camisas de meia, uma 640 rs.
Lencos de seda para pescoco de senhora a
560 rs.
Vestidos brancos bordados para baptisar crian-
zas a 59000.
Cortes decalca do casemir preta a 6.
Chales do merino com franja de seda a 5*.
Corles de calca de riscado de quadros a 800 rs.
Merino verde para vestido de montara, ova-
do, 1280.
Lencos brancos de cambraia, duzia, a 2#.
Mirray e Lanman,
A que i om adiado mais acolhimcnto no
publico! Vende-se 20,000 duzias
de fi ascos por auno!
Esta a ;ua encantadora exlrahe-sc das diversas
flores, q te se encontrara no paiz onde Ponce de
Len eSoul.) iam procurar a fume, dajuventude
eterna.
D aos lencos um chelro muito agradavel e
refrigera itc, 9 augmenta a belleza da culis, dcs-
truindo is sardas e mais manchas que de costu-
DE
Sita ua ra Imperial n. 1 i 8 e f 20 junto a fabrica de sabo.
DE
Scbastio i. da Silva dirigida por Francisco Belmiro da Costa.
,. n?Pstet?b%e^cira,en,0,a*emPre Pimplos alambiques de cobre de differentes dimencoes
(de 300 a 3:000) simples e dobrados, para destilar agurdente, aparelhos destilatorios contino
para resillar e destilar espinlos com graduarlo at 40 graos (pela graduaco do SelloirXartier) dos
melhores syslemas hoje approvados e conhecidos nesta e oulras provincias do imperio bombas
de todas as dimencoes, asperantes ede repucho tanto de cobre como de bronze e ferro, 'torneiras
de bronze de iodas as dimencoes e feitios para alambiques, tanques etc., parafusos de bronze e
ferro para rodas d'agua.portas para fornalhas ecrivos de ferro, tubos de cobre e chumbo de todas
as dimencoes para encmenlos, camas de ferro com armarao e sem ella, fugoes de ferro potaveis e
econmicos, tachas e tachos de cobre, fundos de alambiques, passadeicas, espumadeiras, cocos
para engenho, folha de Flandres, chumbo em lencole barra, zinco em lencol e barra, lsnces e I
arroellasde cobre, lencesdeferroalata,ferro su ocia inglez de todas as dimensdes, safras, lomos!
e folies para ferreiros etc., e oulros muitos arligos por menos proco do que em outra qualquer'
parte, desempenhando-se toda e qualquer encommenda com presteza e perfeicao j conhecida I Fugo no dia 26 de maio i.roxini
epara commodidade dos freguezes que se dignaren honrarem-nos com a sua confianza, acha-! ongenho Pindoba, districo deS Vicente mr
rao na ra Nova n. 37 loja de ferragens pessoa habilitada para tomar nota das encomnendas. lea de Nazarelh, um cscravo de nono Brnfi na-
1 cao Angola, com os signaes seguintes: fsM
grosso, bem preto, pouca barba, falla descamada!
olhos vermelhos 2 dedos alejados cm um dos pea
denles perfeitos. idide de 30 annos. jnuco mais
ou menos : quem o'apprehcnder hre-b ao dito
engenho, ou nesta praca. & ruada Guia n. 5,
pnmeiro andai^jue ser gcaer'oajtenle recon-
tre podres, e muito regrislftuendo falla, iulza-
sc que ella es leja acoulad em alguma parte -
portanloroga-ae a pessoa que a Uem em seu po-
der leva-la a seu senhor, quando no, se proce-
der com todo rigor da lei : portnnlo, pede-se as
autoridades competentes e espilles de campo a
captura da dita escrava, e gralifics-sc
que leva-la a seu sonhor, na ru do
n. 18, segundo andar.
Pugio, no dia 7 de maio, da casa do abai-
;xo signado, um escravo cabra, de i.omo Joa-
t quim, por alcunho Bio-Prcto. do idade da 20 an-
nos. com os signaes seguintes : altura regular,
nenhuma barba, tem falta de denles na frente
; urna cicatriz no p esquerdo, tem no peilo di-
, reno uma queimadura, tem o dedo mnimo do
; pe direito levantado ; levou calca branca c ra-
| miza da mesma cor, levou tambem outra roupa
dea gonao azul, chapeo de massa rapado; des-
| cona-se que uma pessoa o tem scoitado em sua
casa : e por esta desconflauta o abjixo assigna-
uo protesta percas e damnos contra quem o le-
nna acollado; quem o npprehcnder leve-o ra
n T-af o48, q"e ser falicado com 50aOOO rs.
Recife 30 de maiodelSGO.
lnonio Eloy Rodrigues da Silca.
Faiem 5 semanas que do Recife dasappare-
ceu o mulatinho Henriques, com 18 annos, um
pouco claro, cabellos carapinhos, um denle po-
dre ou j quebrado na frente, olhos brancos. des-
corado do rosto rom principio de amarelldo.
talla um pouco gago : suppe-se que foi sedii-
zido por alguen, conduzido para o sul ou para o
norle da provincia o titulo de forro : roga-se s
autoridades pohciaes e capites de campo e os
propietarios que o facam recommendar era seos
districtos e propriedades, pagando-se com secc-
rosidade a qualquer homem do povo que o trouxer
ao engeobo Pindobal, conaica de Pao d'Alho de
Joaqun Cavaicanli de Alquerque Mello.
Escravo fgido.
Relogios.
Milho e farello.
Vende-se milho a 4S50O, em porco por menos
MM cuia a 240 rs., f.irello a 5| o sacco ; na Ira-
Vende-seem casa de Jobnston Paler & C, ra
do Vigario n. 3, um bello sortimento de relogioe ,
de ouro, patente inglez, de um dos mais ata- | v^^ do pateo do Paraizo n., 16, casa pintada de
mados fabricantes de Liverpool ; tambem uma anarello com oilo para a roa da Florentina,
variedade de bonitos Irancelins para os mesmos. -7 Vendern se sapulis ^m quantidade, sendo '
, muito grandes e muito doces, os quaes sao tam-
bera proprios para embarque : a tratar no sitio
me atoe
debilitar
agua en
zer recu
taco.
Para <
ve-se p
La n
tu
E'fab
vitar ser engaado por falsificacoes de-
ocurar aAgua Florida de Murray c
, c aiwrtguar-sc se o envoltorio e 10-
ni o proflxo de Murray e Lanman.
icada esta agua unicamenla pelos pro-
prietands D. T. Lanman c Kem, droguistas por
atacado, 69 Water Slrcet, e 36 Cold Slreel, Nova
York.
A cha-I-e venda ero todas as boticas e lojas de
perfuma ias do imperio, em Pernambuco loja da
Luiz An onio de Siqueira, ra da Cadeia.
Km casa de Rabe Sclmettan &
1 da Cadeia n. 37, vendem-se
Srs. acade-
micos* I
ropriotarios do novo esta- %
Wsimdo de marnore, na ra A
visara aos seus amigse fre- @
tifcta corporacc acadmica #
que pelos ltimos paquetes
da Europa receberam artigos
_dmodaaed melhor goslo, os @
quaes podem salisfacloriamenlo comple- @
lar o sortimento de um rico e moderno t(
toilet apropriado aos cavalheiros de tao A
(S nebre classe. f
Ccos italianos
de Solha. de flandees, muito bem acaba-
dos, podendo um durar tanto quanto
duram quatrodot nossosa 400 r. um
o i| una dtma-i-na ra Diieita u.-
loj *rfufer.
**-,
em grande sortimento para
homens, senhoras e
meninos.
Vendem-se chapos francezes de superior qua-
lidade a 650o, 7 e 8J, ditos de velludo, copa al-
ta e baixa a 7g, 9 e lOjJ, ditos de lontra pretos e
de cores, muito finos a 69 e 79, ditos do chile a
3J500, 6,0, 8,10 e 12, ditos de feltro em gran-
de sortimento, tanto em cores como em qualida-
des, para homens e meninos, de 2f500 a 1$, di-
tos de gorguro com aba do couro de lustre, di-
tos de casemir com aba forrada de palha, ou
sem ella a 4$, ditos de palha inglesa, copa alta
e baixa, superiores e muito em cenia, bonetes
francezes e da trra, de diversa, qualidades, para
meninos, chapeos de multas qualidades para me-
ninas de escola, ebapelinascom veo para senho-
ra, muito en costa e do nelhor gosto possivel,
chapeas de seda, ditos de palha amazonas, enfei-
tes para cabera, luvas, chapeos de sol, e outros
muitos objectos ue os senhores freguezes, vis-
ta do preco e da qu alidade da fazenda, nao dei-
xaro de comprar; na bem conhecida loja de
Chapeos da ruaDireita n. 61, de B. deB. Feij.
m o rosto. Aconselhamos s pessoas
as pelo calor do verao de usaren) desta
bauhos, pois tem ella a virtude de fa-
erar as torcas perdidas pela transpi-
C, ru
elegashespianos doafamado fabrican-
te Tra imann de Hamburgo.
CAL DE LISBOA,
nova e nuilo bem acondicionada : na ra da Ca-
deia do Recife n. 38, primeiro audar.
Irnendoas confeitadas para sor-
tes de S. Antonio, S. Joao e S. Pedro e
tambe n pora presentes a2| o frasco,
vende- se na loja de Leite & Irmao,
da Cae eia do Recife n. 48.
Espirito de viulio com 44
graos.
Vande-se espirito de vicho verdadeirocom 44
graos, chegadoda Europa, as garrafas ouas ca-
andas: na ra larga do Rosario n. 36
Oleado e
i cores.
Venden-se oleados decores os mala finos que
possivel neste genero, e de diversas larguras,
por proco commodo : na ra Direita o. 61, loja
de chapeos de B. de B. Feij,
Ra daSenzala Noya n. 42]
Vende-se em casa de S. P. Jonhston & C. va-
quetas de lustre para carros, sellins esilhoes in-.
glezes, candeeiros e caslicaes bronzeados, lo-
nas inglezas, fio de vela, chicote para carros, e
montara, arreios paracaagde um edouscval-
os, e relogios d'ouro patle inslezea
Aviso aos senhores armaze-
narios de assucar.
Fo inglez para coser saceos, de superior qua-
lidade, pregos americanos em barris com 100 li-
bras, e ditos ripaes do reino de 30 molhos o
barril, seu prego o mais commodo possivel : na
loja de Thomaz Fernandes da Cunha, na ra da
Cadeia do Recite n. 44.
Dinheiro em cobre.
Duzenlos mil ris
da ra Imperial n. 64.
de marnore I
V4nde-se e rctalha-se em pedar.os de 100
palmos do frente, maisau menos, a vonlade do
compra lor, com 250 palmos de fundo, chaos pro-
prios, o sitio que foi do Brito, na ra Imperial,
com a I rente para o nascenle, e por isso muito
para de embarque : os pretendenles dirijam-se
a ra Imperial ao seu proprietario Anto-
>ilva Gusmo.
eiras de couro da Russia
*m-se encllenles perneiras de couro da
assim como bolas e palelots, ludo isto
para a estaco presente : na ra ds Ca-
Recife n. 53.
a mesn
nio da
Perri
Vend
Russia,
proprio
deia do
v
trapich
proprie
ras dr
publica
tenha c
i na ra da I'enh, krado n. 19,
e grandes quantiaa-/_
em
Vfndero-se ps de laratfl *es de umbipo e
a-pl', fPWoti e de li-
fresca norada, e muito agradavel para conslruc-
cao de iptimas casas, alem da commodidade do
carreto
casas, |
Ultimas rasas, alem
do material para o
ela proxinrdade de
di tirina, ditos de frucla _
mo para cercas : na Ponte de'Ubboa, sitio da
viuva de Joao Carrol.
Vendem-se duas portas
os seus dous competentes
muito bom, e tambem uma tsfi^
mes, dez estacas de embiriba rom pUntasT^lririta
e tanlos travessoes para andaimes : a tratar na
fabrico das mesmas rua dosGuararapes u. 46, das 6 horas da manha
dous portos de mar
com
o
nde-se uma negra de 16 annos c6B-a-
rias hijbilidades, ptima conducta e figura, nos
prego r uilo commodo : na la das Cruzes ta-
berna r. 22.
Cera de carnauba
Na la loara da rua da Moeda, confronte
do Cunha, vende-se superior cera
ao
de
carnaul a e por prego commodo, em porgo ea
rctalho a vonlade do comprador.
Pedras baratas.
Joao Donnclly lendo contralado com o governo
da pro incia, por iutermedio do Illm. Sr. direc-
tor das obras publicas o fornecimento de todas
as ped is exlrahidas da ilha de Sanio Alcixo,
lade do annunciante, para calgamento das
>ta cioade ; e como as mesmas obras
por emquonlo se acham poralysadas, e
Exm. presidente da provincia por despa-
cho de 18 desle mez concedido licenca ao mesmo
annunc ante para dispor das mesmas pedras, c
por gra ide quanlidado que tem o aununcianto,
no caesj do Ramos, oderece a quem interessar,
em gra fule ou pequea porco, que as vende
muito t;m canta. O mesmo annuncianto cnten-
dendo-. e com o Sr. Rampa, hbil archilelo, bem
conheci lo nesta cidade, conhecedor das quali-
dades d 3 pedras e lijlos, se tem admirado de
nao se cr empreado em alicerces este material,
qual as pedras do annunciante, como se pralica
na Europa, para evitar a humidade as paredes.
O meso.o Sr. Rampa lem encommendado ao
annunc ante 400 toueladas para eese fim, dizen-
do que em obra sua jamis deitar lijollos em
alicerce ; pelo prec quo lem o annunciante
vendido ao mesmo senhor lhe sahe roi mais
barato r o que lijlo. O mesmo Sr. Rampa deu-
me licenca para usar do seu nomo no prsenle
annunc o. As pedras escolhidas para armazens
ou calcadas, a dez mil ris por cem palmos, dei-
ladas ar pedra em qualquer parte desta cida-
de a cuita do annunciante. com loda aclividade
nossive para o que lera as proporgoes neceasa-
rias ; os prelendentes dirifam-sa a ra da Praia,]
escripto rio do annunciante.
at as 10, e de tarde das 4 horas cm diante.
Trezenas de Santo Antonio.
Acha-se venda na rua do Imperador n. 15,
nova edico da trezena de Santo Antonio, im-
presso em muito bom papel e typo grande, e mui
legivel.
Vende-se nj rua do Imperador n 63, doce
de goiaba fino da casca, por prego commodo,
queijo prato muito superior, e manteiga ine
gleza fina ; vista se dir o menos prego.
Vinho feitoria do Porto,
como anda aqu nao veio, de 26 aunos, tem mes-
mo no caixo 1834 com 2 duzias e 1 garrafinha
da ahioslra por 40,000, tambem se vendern as
garrafas a 2$ na rua do Rangcl, loja de louca n.
4, eJna rua defronte da Madre de Dos, armazem
de Barros & Silva.
Aviso aos acadmicos.
II ILMl
43--Rua Nova-43
Os propiietarios desto estnbelecimenlo
avisara ao respeitavel publico, que aca-
ban) de receber pelos nltimos vapores da
Earopa, um variado sortimento de arti-
gos de novidades, tanto para senhorasco-
mo para homem e menines, e entre es-
tos
Para senhoras.
mtidos de cores de moirantique e gro-
^ de-fric.
["Capas para sabida de baile e ihealro guar-
necidas a arminho, ultimo gesto.
I Di'as de velludo preto, ultimo gosto.
Enfeites de phanlasia para baile e thea-
tro
Chapelnasde palha da Italia e seda ul-
ftirao goslo.
Lequos de phantasia o madreperola.
Chales de cachemira com bordado es- |S
pecial.. t
S Retratos de sndalo. JS
a| Vestidos de cambraia branca bordada. W
22 Luvas de Jouvin brancas, pretas -e de S
m cores. H
Murgas, broches e pellerincs com man- 2?
gilos do cambraia finissima, borda- i|
dos a ponto de Inglaterra e guarne- un
3 cidos a renda valenciana. jS
5^(000 .
Grande sortimento de ferros de engommara
vapor dos mais ricos modellos quo se podem en-
contrar neste mercado, com seus perteoces de
nova nvengao, que muito dever agradar s pes-
soas que oscomprarem na rua Nova n. 20, loja
do Vianna.
Refinaco de assu-
car do Monteiro.
CootiDus-ee a vender assucar crystalisndo de
superior qualidade, da acreditada fabrica do Mon-
teiro, pelo prego de 7000 a arroba, e aprompta-
se barricas de lodos os lmannos, com brevida-
de e aceio : na rua do Caes de Apollo o. 63.
lOTidade.
Recebeu-se pela barca norte-americana Unido
espelhoscom molduras douradas, ondeas senho-
ras e senhores sao convidados comparecer para
examinar, os quaes sero vendidos por prego
commodo, no domicilio do Sr. Osborns, retratis-
ta americano, rua do Imperador, primeiro andar,
com bandeirn.
Vendem-se saceos cem farelo do Lisboa a
5fi o sacco : na rua do Rangcl n. 62, aruiaaem
Farelo
Gaspar Antonio Vieira
(iimares gerente Jos
Gomes Villar.
Rua do Crespo n. 17
' ende-se por precos commodos boas fazendas
para homens o meninos.
Sol recasacas de panno fino do raelhor fabricante
e ti Pars, Mr. Contsrd.
Pal ;tols de panno, de casemir e do brins.
Col etes de casemiras de cores, de seda, de vel-
li do e de fusto.
Cal as de casemiras e de hrins.
Can isas para homem, peilo de linho, de algodao
e ditas de meia.
Chapeos de castor branao o pretos. de massa, de
s 'da, de palha e oulras qualidades.
Cal ado Mili.
Ser lulas, lengos de jnho, meias e outgos objec-
t s proprios para homens e meninos.
Chi rulos dos melhores fabricantes da Baha.
em saceos muito grandes, ltimamente chegado
do Porto : vende-se no cscriptorio do Carvalho,
Nogoeira & C, na rua do Vigario u. 9, primeiro
andar.
Botica.
Bartholomeu Francisco de Souza, rua larga
do Rosario n. 36, vende os seguintes medica-
mentos :
Rob L'Affecteur.
Pilulas contra sezes.
Ditas vegetaes.
Salsapamlha Bristol.
Dita Sands.
Yermiugo inglez.
Jarope do Bosque.
Pilulas americanas (contra febre).
Ungento Holloway.
Pilulas do dito.
Ellixir anti-asmathico.
Vidrosde boca larga com rolhis, de 2 oncag a
llibraa.
Assim como tem um grande sormenfo de pa-
pe) para forro de sala, o qual rende a mdico
preco.
Sndalo.
Ricas bengalas, pulceiras e leques:
yndem-se narua da Impera triz a
loja d Lecomte.
Contina a estar tupida a escrava Paula, que
I diz chamar-so Paulina, 6 alta, magra e tula, e ha
, toda a probabilidade de estar acoutada em a1u-
j ma casa, ou mucanibo nos arrabaldes desta cida-
. de : quem a pegar, leve-a rua da Cadeia Velha
n. db, que receberi 200J.
Ausenlou-se de casa de seu senhor o escra-
vo de numeFilismino, pardo escuro, represenlan-
do ter 22 annos de idade, eslalura regular, pou-
[ ca barba, denles da frente arruinados, ps gran-
des, c cabellos crespos : quem o apprchender e
levar casa do faJIeeido commendador Luiz Go-
mes Ferreira, no Mondego, ser generosamente
recompensado.
Fugio no dia 14 do torrente o escravo Ma-
ne el, crioulo, alto, corpo regular, barba serrado,
I representa ter 38 annos, pouco mais ou menos,
lem falla desenngada e araalutada, fugio rom
calca de algodao azul, camisa branca e chopeo do
| palha, calador, e Irabalba como servente ou ga-
i iihudor : quem o apprehender, leve-o a rua dos
Marlyrios n. 4, que sera recompensado.
Gratificacao de 50^000.
Fugio no dia 17 do crreme mez o escravo
crioulo de nome lialheus, de idade de 20 a 25
annos, e tem os seguintes signaes : cor preta,
altura regular, espigado e reforgado do corpo,
falla descangada, maos e ps pequeos, denles
alvos, andar gingado, passo miudo, e com basion-
le espinhas no rosto ; lenou caira e camisa de al-
godao de listras azucs, chapeo de palha da Ililia
j.usado com fila preta; esle escravo natural
deQuebrangulo, onde lem mai e irmos, e foi
pertencenle o dito escravo neste lugar aos Srs.
Cosme de Pinho Ssnliago e Jos Francisco da
Cosa, negociantes neste lugar, os quacs compra-
ran! e derara em pagamento aos Srs. Souza, Bar-
ros & C. desta praca, e estes venderam ao Sr.
Silvino Guilherrre de Borros, o qual vendeu aos
Srs. Mello4 Irmao; consta que este cscravo fu-
gio em companhia do cabra escravo, Maicolino,
de Macci : portanto, pede-seos autoridades po-
liciaes e Igumas pessoas particulares, que o
caplurem e levem-o a rua de Apollo n. 7, ou a
rua Novan. 1, que gralificaro com a quanti
cima.
100$ de gralicacio,
a quem pegar o paide Eloy, fgido cm 23 de de-
zembro do anno passado, escravo Sr. do Pedro
de Oliveira Coelho, residente no Rio de Janeiro,
veio para esta provincia em 13 de junho do mes-
mo anno em companhia de Joaquim Francisco do
Paula Esleves Clemente ; tem os signaes seguin-
tes : estatura mais quo regular, cor acaboclado,
nar o bocea regulares, cabellos negros e corri-
dos, anda sempre penteado e usa estrada da li-
berdade, bem parecido, falla bem e um pouco
baixo^acom todos os denles da frente, pouca bar-
ba e nao usa fazp-1, as pernas arqueadas, anda
bem vestida e colgado, do paleto de alpaca preta,
de panno fino ou de briai, quer passar por bran-
co e livre ; diz algumas vezes chamar-se Eloy
Pereira da Silva, natural da Bahia, com idade do
32 para 33 annos, poueo mais ou menos, tem os
officios de pedreiro e pintor de que mais usa tra-
balhar, naturalmente lera mudado o nome pora
nao ser conhecido ; consla quo esteve trabajan-
do de pintor no caminho de ferro e em alguns
navios mercanlis : quem o pegar leve-o rua da
Gloria n. 10 da frrguezia da Boa-Visto, que ser
gratificado com 100-3 rs.
Auscntou-se da casa do abaixo assignado o
escravo Anselmo, preto, crioulo, idade 35 annos
pouco mais ou menos, levou caiga de algcdo
riscado e camisa oberta, por cima da caiga, usa
de camisa de meia cor de roso, falta do denles
da parte de cima, com alguns bigodes e cabellos
pelos qucixos, os ps um pouco apalhetados,
lendo os dedos dos mesmos curtos: quem o pe-
gar leve-o a rua da Guia, taberna n. 9.Juio
Francisco da Silva.
Acha-se fgido o preto Justino, de idade de
25 annos, estatura regular, de corpo reforgado,
rosto cheio, olhos pequeos, beigos grossos, corr
falta de denles na frente, suppoe-se andar pelos
ras da cidade quem o apprehender, leve-o
rua do Imperador n. 74, primeiro andar, que se-
r generosamente recompensado.
No dia 11 desle mes desoppareceu umme-
lequo do nome Francisco, com os signaea segua-
les : crioulo bem preto, aero barba, ten es per-
nas finas, bastante sacco, o estomago um poueo
creecido, os pea lorio para dentro, a magia do
rosto do lado.direito um pouco grossa, corla-
dor de caree, bem fallante, ioi visto ne dia 14 na
Casa Forte em'oeminho para o-Monleiro, por isa
rofa-se a qualquer pessoa, e as autoridades poli-
cines a.apprehe.nsao do dito moleque, leva-lo
o, 41, que ser bem recompeu-
'''frua do Rs'ngel
Jsado.


fm
DIARIO DE PERNAMBUCO.
Litteratura.
LEXDAS \.VCI(>XAES
TOMADA DE SANTAREM.
II.
a rg re ni o crneo, npparecer Soulareml.. Sa~
larem o met espectro, o phontosma de roinh>
noules, 6 o pesadello que me opprime o pe o
com mi de ferro I Os meiis soldados de Leiria
morios, os meus corajosos habitantes de Thomir
despedazados, os meus Tmplanos de Soure p -
sioneiros com o seu prior; e por quemf! pjr
Auzechri, o acoute dos Portuguezes, e dominio le
Scabelicaslro, cujo campo ameno Santarem!.. Em quanlo esse covl de fras n io
Tu, claro Tejo, rosas lio sereno. Wr coleado peta minha manopla, AITunso He i-
/, r 111 fiques nio lera descanso I..S Mem Ramires q ?. i u r ,arda tanlo...
Astolphoc,\al.a. descendentes de Tbeodo-! Acabando de dizer isto, alirou-se pora cima

QUARTA FIIRA 6 PE JUNHO DE 860.
rik.. paasaram os ryreneos c vieram fundar
temo Wisigothico em Navarra o Calalunha.
O seu successor, Leudwghild, expillo os
Tanlilos, Suevos c Alanos, que dominavam no
esto da Pennsula, e ficou senhor do podero-
so leino das Hespanhas.
Reinava na Iberia recem-vindo ura dos des-
cendentes de Lmidwighild, quanlo aconleccu
em Nabancia (Thomar) o martvrio de Santa
Iria, que fez perder a Sanlarem o seu onlgo
om>' de Scalabis.
Santa Iria foi mora por Ranao no anno do
toJ, c sendo laucado o seu co.-po no rio Na-
raono, fui levado as suas rpidas aguas ao
iowre, que por seu turno o lancou no Tejo.
>mo correndo no abano at que defronte de
sanlarem parou retido por um montculo d'a-
teta que ahi havia.
Os habitantes da villa olharam islo como um
raitagre e um feliz presagio para a sua patria, e
&0;>ti3'iram Scjlabis com o nume de Santarem
(Sania ira ou Irene).
''assado meio seculo (714) vieram os Mouros
Pennsula e venecram na clebre batalho do
Umssus os valonles Godos capilaneados por Ru-
lenco, apoderaram-sn de (odas as Hespanhas
i agradados da soberba situsgio de Santarem'
nngiram-a de fortes muralhas e conservavara-
Ue o seu antiao nonie.
Mas os foragidos das Aslurias e da Canta-
Sno, coramandados por o valente Polaio -li-
uamidoccnquistandopaltnoo palmo alguns' pe-
qneuos pedacos do poderoso reino dos seus ante-'
passados.
Tres seculos depois, no anno de 1110 Affon-
o VI de Leio e de Castella, descendente d'es-
M eslorgado Pelaio, conquision Sanlarem aos
Sarracenos. Mas os Mouros nao podiam aban-
donar urna lo rica perola : vieram com in-
menso exerciio por curco a Sanlarem, quo se
leudeu em pouco lempo.
Fizeram entao d'ahi um forte ponto militar, e
so lempo em que acconte a nossa historia (1147),
*ra urna das cidadesmais importantes da Hespa-
nha. N'cste lempo, as suas forlicaccs podiam
hombrear com as das cidades raai's fortes da
Pennsula, mas no alcnnlilado c inexpugnavel da
sua posigio, quo nenhuma a execedia.
Porque, edificada n'um monte d'uma llura
Sjlantesca, cavado na sua base pelas rpidas a-
juosdo Tejo, que Ihe vero beijar os ps o ren-
er-lhc homenagem, parece dominar toda apl-
stele e desafiar o poder da Ierra.
Do lado do rio, dependurada como um ninho
las torres. Dos outros lados eslava cingida
por altas muralhas, profundos fossos assentos l
as cumiadas do monte lalhado a pique e quo-
* inacessivel. E como se Deus quizesse reunir
ludo n essa progo para fazer o terror dos Chrs-
os, era Kaid de Santarem o lerrivel Suzcchr,
ante cujo olhar sombro trema Portugal intei-
n>, e que tantas vezes linha ungido o seu al-
wnge damasquinado nos soldados de (16) Ibn-
xrrrit. a
Santarem a cidade mais pillorcsca de Portu-
gal, porque, siluada l nos alcanlis do monle,
de urna anliga poltrona de carvolho, dominad.
por brilhanlA tropliua d'alfanges e estandoitas
niouriscos. conquistados aos Sarracenos.
Affonso 'steve assim por algum lempo, t
i srnoo, que o abandonavn ia
bastairtet. Wwt,'"a Hig sshirtfos labios o nome de Sanlarem, enler-
meado de suspiros abalados.
Santarem era a chave de toda a Estremadu a, I
era o caminho aberlo para a lomada do Lsbi a. I
Santarem era um ninho de aguia, d'onde lodos os !
das sahiam nuvens de guerreiros, e desvastando I
e lalando os campos portuguezes, e massacranlo
os desprevenidos habitantes, iam-sc oulra tez'
acolher ao seu impenetravel retiro.
Ainda ha pouco Leiria e Thomar linham expe-
rimenjado a tempera dos alfanges dos Mouros de '
Santsrem ;.mas o que linha levado a exasperado '
de Affonso ao maior auge fra o capliveiro Je
Marlinho, prior de Soure, com grande numero
dos seus fiis Templarios, folios prisioneiros n u-
ma cilada urdida por Auzechri.
As cousas tnham chegido a tal ponto, que .if-
fonso, oceupado cora oulras guerras e uo podin-
do por esse motivo castigar tantas affronlas, .i-
nha feto tregoas com o alcaide.
Aproveitando-se d'esle armisticio, linha man-
dado a Santarem Mem Ramires, (dalgo valoro o,
distincto e muito hbil, debaixo do pretexto de
negocios, mas com o fim de examinar as furlifi-
cagesda cidadc er se poderla ser tomada i or
sorpreza.
A volts J Hora Ramires, quo j linha partido
na atg*na*flka, era que Affonso espurava ci m
muita impaciencia.
De repente abre-se a porta e um pagem oi-
nuncia o embaixador portuguez.
D. Affonso acordou immedialamente e pz-so
d'ura sallo em p. Com os olhos a brilhareio-
Ihede alegria, correu ao encontr de Ramiies
queja vinha entrando.
D. Mem teria 40annos, pouco mais ou menos.
A sua fronte larga e espacosa e o seu olhar pio-
fundo o penetrante revetavam urna poderosa in-
diligencia, em quanlo que o inmenso desenvul-
vimcnlo do seu peilo e a hombros annunciava u na
vigorosa e herclea organisagao physica.
Vinha lodo eolameado e com o vestuario ora
desordem.
Por armas defensivas linha um arnez de n a-
Iha-d'aco e ura pequeo escudo.
Urna comprida e larga espada que llie bata i as
esporas climas de sangue, o urna pequea ad;ga
presa de um cinto de couro, erara as nicas ; r-
mas offensivas que trazia.
Que noticia nos daes de Santarem? pi r-
guntou Alfonso, apertando-lhe affeduosament: a
nao.
Meu rei e senhor, anleS de quinze das, a
rainha do Tejo, a altiva Scalabis colar do a ilo
do seu Ihrono, c Mera Ramires ser o prime ro
que ha do bastear o pendi real sobre os mu os
da cidade de Auzechri. A empreza arriscaiia,
mas com valor, segredo c prudencia ludo so a-,
affiongo-voseu.
A alegria Irasbordon dos olhos do moco rei ao
ouvir taes palavras, e aperlou contra "o no ir
que se elle morrea* licava o reino privailu le
soberano. Que contemplasse o asialto d'al urna
eminencia riainha, sesahissem bem queenrasse
com cites na praca, seuo quo fugisse e ao n leos
se sah-asse elle.
Affonso eslendeu a mi com gesto sober no, e
disse com voz solemne :
Juntos venceremos oa juntos norreremos.
Santarem cahir em meu poder ou ei Oca-
re sepultado as suas ruinas. Nesteslancss su-
piemoso re deve estreilar-se com os seus vas-
salios, e unidos morrer com as armas na man,
ou unidos vencer e quebrar o oslandarte le Is-
lam.
Esses terriveis homens de arrmts, quo r ao le-
miam cousa nenhuma nesto mundo, cheravam
como enancas ao ouvircra estas palavras io seu
rei.
Ahi descancaram lodo esse dia, e qupn lo o
o or-
e no
vag r
crepsculo vinha baixando Ierra, Affo'n
denoa que fossern caminhando de
maior silencio.
Anoile estende j pelas planicies e moiilanhas
as suas negras azas do morcego.
Silencio sepulcral reina nos olivaes d San-
larem, 9 interrompido pelo brando cici ir das
compridas capas brancas dos Templarlos, acoi-
tondo as ancas do cavallo, pelo som sotu no das
patas dos corseis balendo na pedregosa adeira
iiioi. i----1 ""' uu mouie, uuvir laes paiavras, e npe
S!?l s.eu ,d ag"la Pr os verde-negros peilo o valenle embaixador.
onvacs, extensas olamr.ipc > mi. ^,m..,7 ,i r>; r._____._.__.-,..
fines, extensas planicies, e pelas campias de
i..sboa, que l ac longo muito ao longe (17), se
(1) Em Sanlarem ludo magestoso. Os ed-
Bcios severos e classicos mostrara todos gian-
tfe ontiguidade. Us tristonhos olivaes do-llie
m or sombro e pomposo, que encanta as vis-
tas dos poetas. O bramido do Tej, que ferve
?m cachao impellido contra a rocha, vislo l das
alturas da monlanha, faz baler o corarao de
assombro e pasmo. A immensdade do" hori-
WMe que so desenvolve diante do espectador
assemelha a elernidado...
III
O pobre uorme em pnz a somno
solt. Outro lano nao fazem os
reis.
SI1AKSPEARE, HENRIQIE VI.
Principia marco de 1817.
O invern, com as suas negras tempestades
com as furiosas chuvas e terriveis ventanas i
aos abandonara.
A primavera corneja e o mez demarco lio
lc-unaa enche de novas galas as morgens do Mon-
oVgo e espalha por toda a parte a sua benfica
influencia.
As arvores arrebenlando o as delicadas flores
abriudo os seus mimosos clices, onde tremem
jcinlillantcs golas de orvalho; os sinceraes do
Mondego. verdes e rcsplandecenles como os raios
honrados do sol; o brando gorgear dos passari-
nf.os e o grito agudo das andonnhas perpassando
m torno das torres da cidade, dao ura colorido e
o animado de vida aCoimbra impossivel de des-
orever.
Os sinos da calhedral e Santa Cruz, vibrando
iro ar com trinados festivos, e os vivas alegres da
auttido apinhada na praca de Alcacova, saudam
co'n os seus sons alegres um filh'o de Affonso
Henriqucs que acaba de nascer do eolio da fur-
Biosa Coimbra.
Nem o nascimenlo do filho, nem as alegras z
d* primavera, nem os gritos contentes do povo "
ocapazes de desenrugar a testa de D. AfTonso
^ue, com passo incerto e vagaroso passeia n'uma
as salas da Alcacova, por cujas janellas enlram
s suaves perfumes das violetas e florinhas das
margens encantadoras do Mondego.
Sanlarem! Santarem -exclama elle com
voz enlre-corlana de solucos.Se me abrirem o
coracao acharao dentro Santarem ; se me despe-
dos aio
Depois ficaram enlrclidos a fallar em voz u-
mida do plano-da atrevida empreza.
IV
Nao perdocis a ninguem,**o-
pai-vos na vingauca ; desgolalsm
remorsos o innocente como ocil-
pado; n'um assalto tudo licite, e
um soldado deve ter a conscit n-
cia larga como as portas do in-
ferno.
SBlKSPEARE. HENMQUE V.
A Boltwel-Hwill eu devo correr.
Para morrer ou para vencer.
BALLADA INCLEZA
Passados Oas, a 10 de margo, aos primeiros
clares da aurora, sahia de Couura urna brilh in-
te cavalgada de 250 cavalleiros.
A frente d'essa pequea hoste caminrnva ;1-
rei, rodeado de Mem Ramires, Pero Paes. al.e-
res-mor, Lourengo Vigas, o Espadeiro, lilho de
Egas Muniz, e Goncalo de Souza, prtvaao de Af-
fonso Henriqucs, os nicos sabedores do segro lo,
isto que esses duzenlos cavalleiros voctn-
quistar a altiva Sanlarem I
Os raios do sol nascente refietcm-se as pcli-
das couragas, arnezes, olmos e morries da uzi-
zida companhia. Os negros corseis, galgand i a
galope a pedregosa ladeira, fnzem sallar fais:as
das pedras, e cobrem de frocos d'alva espuma os
arredondados flancos.
Ao cahir da noule chegaram a Alfafar; no ou-
tro dia forara pernoilar a Domellas, ahi mm-
dou el-rei a Sanlarem Marlim Moab, renega lo,
dar parto que eslavam rolas as tregoas (cono
era cosiume).
Conlinuou a marcha triste e silenciosa al
Serra d'Albardos; no outro dia eslavam em P:r-
nes, distante poucas leguas de Santarem. Ahi fez
alto a tropa.
Affonso Henriques eutao assira lhes falleu :
Esta noite tenho tengao de investir Son-
tarcm. Se me abalango a to arriscada empre-
za, confiado no vosso valor e as oragoes que
Theotonio o veneravel prior de Santa Cru, e
todos os commbricenses a estas horas dirigen a
Deus para o bom resultado da conquista, tsta
noite o pendo de Portugal ha de ser hasteido
sobre os muros da cidade de Anzcchri. Esla i oi-
te as portas da rainha do Tejo serio despedaga-
das com o duro ferro das nossas armas, e sene-
Ihanles a urna onda de tempestade, haveraos de
penetrar era Santarem. Quando enlrardes, | as-
(16) Alfonso Hennque. Os Mouros chamavam-
zm> assim.
(17) Nos das claros ve-se Lisboa distante 14
Kftuas.
(18) Parece que Santarem foi cidade. Assiu
pelo menos, lhe chamara os nossos escriotores
aaligos. K
FOLHETOl
n
BE PAim BADN,
?IAGEM DE UM ESTDHTE E SUAS
CONSECUENCIAS.
POR
P. I. STAIIL,
XXIX
Coraegava o sol a declinar; depois do um des-
eango do alguns minutos, continuamos o nosso
momo no.
As palavras de Odila ainda me soavam no pu-
vido, eusenlia era mm um espirito novo, o san-
gre circulova mais vivamente as minhas veias
& horaem nasce duas vezes; a mulher tambera
9ue deve o seu segundo nascimenlo ; a vida d'al-
ma depois da do corpo. Infeliz do quo nio en-
centra em seu caminho. ao entrar no mundo, a
wmaa ou a amiga que, ra mesmo do amor, de-
deve-lhn fazer comprehender quanlo grave e
bello e3so papel de tcsiemiinha quo perlenco
mulher nesse combale de lodos os das que lodo
horaem dove dar vida. Por.-falta dessa luz, a
mclhor parte do seu coragao llcar as trevas,
porjueso tema melado do si aquello que ape-
nas v na mulher um instrumento mais ou me-
nos perfeclivel do dstraccio e de prazer.
Euquizeraser invizive para poder approxt-
mar-me de Cecilia, para poder contempla-la
minha vonlado sem a offender ; fra para mim
ama delicia beijar 03 vestigios dos seus passos.
t deterolhadoa estrella que os guiava para o
Salvador do mundo- Meu coragao nao se atreva a
nwnifestar-se, mas eu prestava minha forca e
mUilia-alegria a ludo quanto me rodeava. Bidcn
poreria-me o Edn. Tudo resplandeca cm torno
A* nos. O cirao das arvores scintillava com os
linios fogos do dia. 0 sol descia amorosamente
fio o leito de ouio e de purpura que o espera-
l?) Vide o Diario a. 130.
sai tudo ao fio da espada ; nao nos mova a | ie-
dade ; morra acrianza innocente, a mulher lu-
defeza, o vclho decreto c o mancebo valente E'
preciso destruir esses altivos agarenos e exj ul-
sa-los dessas formidaveis muralhas.
Os soldados quando tal ouviram rompern) era
gritos de enthusiasmo ; mas pediram-lhe qui se
nao arriscasse com ellos a to atrevida emprea ;
va atraz da crista inflammada da monlanha. Eu
quizera como elle apeitar em meus bragtu a a-
tureza abrazada I Sorprendi-me na minha em-
briaguez a olhar com olhos choios do lerna eno-
go o desdenhoso, o que digo? o indinennle
l'hanor I e pela primeira vez a cabega da boa
Zo que trazia o mouslro preso, me apparc.'eu
sob o se uverdodoiro aspecto; achcia-a encat la-
dora, como en com effeilo, o appiicando-llu as
palavras da esposa no cntico dos cnticos Sou
negra, mas sou bella, (libas do Jerusalem, bolla
como as tendas de Cesar, como os pavlboes de
SaloraSal desde enlo ficou-me parecendouma
moreninha appelitosa.
_ O que direi aos loitoros? Encontrando o capi-
tao em urna volla do caminho, saltoi-lhe ao p;s-
coco e dei-lhe tres ou quatto abrigos com I ida
a for;, grilando-lhe : '
Ah meu amigo!
Que l isso? disse-mo ello descrobara-
gando-se bruscamente dos mus bracos; es-
trangula-me assim porque cedi-lhe por duas com-
pridas horas o bragov do minha mulher?
Ora dcixa o rapaz, disse-lhc o excellenlo
Siein. Eu o comprehendo minio bem. Se vcssc
os meus bracos, eu nao esperara que chegasse a
noite para le fazer o mesmo, cm falta do ne-
Ihorl
_ Dabos lovem os dodosl exclamou o ca li-
lao largando-se s carreias. Vou-me por a ;o-
berlo dos mimos desles malucos na vanguaiJa.
As mogas nio defonderio.
Acabou- se o nosso passeio, depois do nosso j as-
seio a ceia, depois da ccia o regresso ao moi-
nho, sem que eu me livesse adiado com coragem
de dizer urna palavra Cecilia. Como doce es-
se receio de fallar-so possoa a quem so ama !
Os amores sinceros sao como as grandes dorei. a
principio s se exprimem por um silencio pro-
fundo. Parece que a sua primeira obraf. zer
sentir no coragao de que so apossam, que u ide
elles dominara loda a linguagem seria superfina,
e que nao ha necessidade de lestemunha nenl u-
ma para que se manifest a sua presenca.
XXX
Sten parta no da seguinte para Slrasburro ;
acompanhei-o bem decidido a chegar al Pf ris.
Cecilia mostrra-so sorprendida com essa b.os-
ea partida. Seu olhar lito em Odila pareca d-
Porque parto elle? despodiram-o? nio es-
lava lao bem aqu e melhor do que l para oide
VOltd 7
XXXI
Chegando a Slrasburgo, Uve a boa dea d ir
I antes de partir para Paris, tirar do correio as zar-
rias al-
corpr,
olivaes
Os mochos e as corujas, empoleirados l
las arvores, fazem ouvir o seu lgubre
engrossado pelos echos. O ramalhar dos
que ao longe se ouve, assemelha o tinco do
mar, batido pela tempestade. Fazendo cqnlroste
com osles tristonhos sons, ouve-se o (trinado
loso, vibrante e alegre do rouxinol, acom-
~do com o seu delicioso cantar a cjavalha-
semelhante a urna legiao de pha itasmas
a encosla do monte.
O trescente embaciado por lenues ninens pa-
rece annunciar desgranas a quem o lo nou por
sy ni bolo.
Caminhando devagar chegaram pelo i icio da
noile ao valle quo tica enlre o monle i
Ira o a fonte de Thamarm. Alfonso
apear os cavalleiros, e dividi a sua
hoste em tres esquadres. A vanguarda
da a Mem Ramires, o segundo esquadr
galo de Souza ; a retaguarda cobrio-a
prio.
Assim so movem silenciosos, e se)m
a um aojo Uu
qc Sania
nnndou
pequea
foi da-
a Gon-
fello pro-
apercebidos
Ibas.
chegam a cozer-se cora a i mura-
Era alta noile, e que dia vai amanhicer para
Santarem I
V.
Coragem, meus filhjos ain-
da outro assalto.
SHASSPEARE. 1IKNIWI IT. V
Abrio-se a final i lerrivel
porta e cnlraram na ci lade mi-
lhares de homens armados.
,. M1LT0S.
Mas vede : no mcio dos horrores da guerra,
Que generoso corsel, de suor todo coberto, '
Precipita seus passos n'este vaslo deserto.
CAMPBELL.
Ramires, testa do seu esquadrao, chega qua-
si ao p das muralhas ; n'islu ouve duas senti-
nellas no alto do muro despertando-se urna,
oulra.
Ramires esconde-se n'uma sera de trigo at
que as velas se affastaram.
A primeira escada c adaptada, mas mal segu-
re, resvala pelo muro e vem cahir com lerrivel
estrondo sobre o telhado do urna olaria, que ahi
havia contigua muralha.
Nnguem pode descrever a angustia dos Portu-
guezes ; os corages batem-lhes apressados e
parecera querer romper o peilo ; suor fro cahe
das frontes dos mais valentes guerreiros.
As sentinellas eslavam j bastante aftastadas e
por isio nao ouviram o estrondo, seniio ludo es-
lava perdido irrcmissivelmeiite.
Ramiros entao chama um soldado, por nome
Mogeime, de estatura, corpulencia e forca de
Hercules, que sustem a immensa escala, cm
quanto que elle sobe.
Ghegado scima, segura-a com o ferro da lan-
ga, arvora o estandarte de Portugal sobre as
ameas o dirige-se para a porta de Athamarma,
seguido s6 de uns poucos de soldados.
N'islo urna ronda de noile cncontra-os e per-
gunla-hcs quem eram. Nao recebendo respos-
la, e vendo o longe, por entre as trevas, tremu-
lar o estandarte de Ibn Errik, fogem espavori-
dos, gritando com voz estridente :
Nazarenos I nazarenos I nazarenos I
Esto grito, augmentado por o silencio da noi-
te e os echos da monlanha, em poucos ilutan-
tes repetido por milhares de bocas de um a ou-
tro extremo da cidade.
Respondc-lhe urna voz forte e poderosa como
a do trovao:
Santiago e victoria .
E Mem Ramires. que, seguido t 25 ho-
mens, so arremessa direilo porta ao Alha-
marroar.
El-Rei, ouvindo o barulho e estrondo que de
dentio sahia, mandn a Concalo de Souza tomar
a entrada da ra de Serecigo, e outra parle, de-
baixo do commando do Espadeiro, acorameller a
porta de Leiria.
O estrepido crescia coda vez mais.
Mem R imires, pelo lado de dentro, acutilava
tudo quo lhe oppunha resistencia, at que a final
chega porta de Athamarma.
Faltam as chavea^nAias Ramires levanta a sua
lerrivel scha d'arnaPe deixa-a cahir com lerri-
vel impulso sobpe a porta.
Os golpes repetidos retinem o duro ferro e os
echos da montanha, acordados, repcrculem ao
longe o seu metallico som.
D. Mem cansava-se em esforgos desesperados;
a lerrivel arma bata, bata, e molgava o ferro
d dura porta, mas ella nao ceda. Eslava em
p firme como o annosso roble da monlanha,
que nao ha vento de tcmpeslode ou rajada furio-
sa que o faga abanar.
Por fim D. Affonso alrou-lhe de fra com um
maiiello.
O pesado Baje, jogado s mos ambas por o
nervudo PorUpH* amolga, esmigalha.deapeAga
e faz saltar m reorgados gonzos as raai Reas
portadas Tultima martellada. dada com To-
do o fogo da raiva, da desesperago e da forca,
faz em. mil pedacos gonzos, ferrolhos e fecha-
A pi labre-so de par cm par e no seu limiar
est Mem'Rraires, paludo, cnsanguentado, com
os cabellos desgrenhados, com o suor cahndo
pelas faces abaixo ; mas sublime de torga, cora-
gem e valenta. Assemelha-se
vinganca assistindo carnagem.
A minha promessa. meu rei, bradou elle
com voz abalada pelo cansago esl cumprida :
o vosso estandarte est hasleado sobre os aiurcs
de Santarem.
O mancebo Wonso, quando tal viu e ouviu
proslrou-so de joelhos ante a entrada de Scalal
bis e ourou. A prece foi curta ; roas mais fer-
vorosa, mais sahida da alma nio a poda haver
subi em hymnos harmomosos al o throno de
Ueu. Acabada a oragoo, Affonso lirou a espada
e grltou com voz que dumnon lodo o tmulo
Santiago e Virgem Mara e srremessou-se
p,1.a eu desse a|,ysmoque o podia tragar.
US habilanles, despertados com o tinir das es-
padas, o e3troodo dos portas e a vozeria dos sol-
dados, airojim-se ra meo us e mal arma-
dos, e alirara-se com raiva e furor ao mcio da
rerega Sanlarem offerecc urna scena de ver-
dadero horror. O brancejar de lana gente na
escundao na noite, os ais, os gemidos rosoando
pelo ar, o som metallico do montante balendo1
no alfange e despedagando as armaduras, arne-
lee, e morries, horrivel, pavoroso I
Por loda a parte nao so ouvem senio ais, ge- '
midos, gritos do desesperago e de raorte, blas-
pnemiaa homves contra o prophela, misturados'
com os gritos do victoria dos Portuguezes A !
conslernag.io entre; os barbaros nao so pode ex-'
ceder; os seus mesmos esforgos dirigidos com1
incerteza os fazem envolver cada vez mais.
Urna mai fego com o filho nos bragos, mas es-'
correga no sangue o no cadver de seu pai e
com um grito de honor lapa a cara para nao v'r'
a lerrivel espada do Portuguez descendo rpida !
m"o0M relampas sobre 8ua cabega e a do
Bandos de velhos, de rapazes e mulheres, fti-
gindod um pengo, vao-se entregar n'oulro ainda
mais horrivel.
Por toda a parle toca-sc a rebate, retinem as
irombetas e os clarns e as rasas vomlartt para
roas e pragas nuvens de. combalonles negros o
tostados, simiroilhanles a phantasmas.
A victoria andn vacillando urnas poucas de
vezes, por que os Agarenos. levados oo desespe-
ro, laziam prodigios de valor e corgem. Al as
mulheres, bogando mao das armas e asseme-
Ihando leoes enraivecidos dos plainos da frica,
defoiideiido os seus cachorros, atiravam-se ao
meio da refrega, com as feiges transtornadas
pela raiva e furor, efaziam morder a poeira aos
mais valenles e denodados.
Vozcs de desperacao se ajuniavam com os ge-
midos dos agonisanles, choros fominis c lamen-
tos dos decrpitos, que rompen) do interior das
casos, e cahem immediatamente morios debaixo
do ferro lusitano.
Do alto dos eirados arremessa-se, em forma
de chuveiro, com furia insana, movis e lodos os
objeclos que a raiva e a desesperago lornam
em armas nos lances supremos.
Pelas ras peleja-se, mata-se, esmsga-se com
raiva e furor, formando tudo isto, entre as som-
bras da noile, ura quadro da maior conslcrnagio
e espanto po3Svel.
O estampido e eslrepido levado ao longo,
muito ao longe, pela planicie.
Alfonso Henriqucs, testa d'uns poucos do
Templarios e alguns outros cavalleiros, linha
investido o bairro ou forte d'Aphan. Ahi linha
sido accommellido por grande muliido de Mou-
ros, comraandados pelo lerrivel Auzechri. Cer-
cado de todas as parles, fazendo prodigios de
valor, o valenle rei, deslribuia golpes direita e
esquerda com lerrivel furia, mas a lula era
desegual de mais para durar muito lempo.
Os cavalleiros portuguezes que rodeavam Af-
lonsoj eslavam quasi lodos morios, e os que
ainda reslavam com vida j nem podiam levan-
lar os pesados montantes com o cansago. Eis
que de sbito apparece no ar urna lamina tre-
menda e brilhante, movida por um braco gigan-
tesco e nervudo, e urna voz de Irova'o brada :
Santiago e victoria 1 Esmagando, furando,
calcando os Sarracenos, rompeudo c abalando as
armas mais bem temperadas, e por onde etta pos-
sova nem as fileiras se uniain, ucm os Portu-
guezes ochavara adversarios.
Alira-so ao mais renhido do combate, s com
meia duzia que o seguiam, e em poucos instan-
tes deixa i.roda de si um campo livre de vivos,
mas coalhado de morios.
Esla valenle e lerrivel lamina movida pelo
hercleo brago de Lourenco Viegas, o Espa-
deiro.
Os Mouros, debaixo desse lerrivel ataque, re-
cuarara immedialamente, o os qne tardaran! a
fugir, foram alcangados pela lerrivel espada de
Lourengo, que faz poaagos os mais forles mor-
ries, e l vai esmigalb*M-lbes os crneos. Por
toda a parte nio se venrtenao elmos partidos,
armaduras abaladas pela lerrivel arma do lidalgo
portuguez. Auzechri, que julgava j a piara re-
cuperada, balcu o p de raiva, e alirou-sc con
rugido de colera, eemelhanie nodo tigre, ao en-
contr do Espadeiro. Chocaram-se como dous
rochedos despenhados Cura aante. A
pada e o delgado mas forte alfange,
ura contra o> outro e dcsceram rpidos
elmos.
Os golpes do Espadeiro sao compassados o ter-
riveis ; mas o Mouro ligeiro e gil evila-os com
destreza e prepossa continuamente, volteando a
aliada cimitarra, que passa pelos olhos do Es-
padeiro corao brilhante relmpago, deslumbran-
do-o o fascinando-o. Por fim Lourengo reuni
lodas a3suas torgas n'um esforgo supre'mo, e vi-
brou a espada com lerrivel furia. O golpe foi
aparado no escudo, que voou em pedagos e veio
buler no clmo. Auzechri vergou ecahio um joe-
llio em Ierra :
Miseravel bradou o Portuguez, loma o
premio de leus crimes !
asegundar o golpe quando urna onda de
Mouros em debandada assalluu os dous ferozes
combatcnles.
O valente alcaide, quando vio ludo perdido,
arrojou-se como um leio, ferido ao mais espesso
do combale, e nesse primeiro impulso mullos co-
tajosos Portuguezes vieram trra ; mas una
ferida que recebeu n'um hombro fez-lhe moderar
um pouco o ardor. Alirou-se d'um pulo sobre o
seu negro corsel, que um escravo berebere lhe
sustinha pela redea, e exclamou com voz abofada
pela raiva 4jk
A patria nio ordena que eu morra so-
bre as ruinas de Santarem O Islam ainda precisa
do meu forte brago, o a vinganga um prazer
muito doce para que eu a despreze.
Ao acabor de dizer islo, dous Portuguezes que
e esuvam proximua uahirain
baixo da ana pesada cimitarra.
Quem ama verdaderamente a palriil
Koran e a vinganga. quo me siga trove-
jou Auzechri o a sua voz cobrio lodo o tu-
multo.
Alguns Sarracenos, ao ouvrem a terrivel voz
do seu valenle chefe, seguram a,)oz elle, que,
enliando por estreilo postigo, parti como urna
u-echa. Ei-lo l vai a loda a brida. As palas do
negro ginete rabe do mais puro sangue nem lo-
cara o chao, o seu rpido correr assemelha a ra-
jada quando doscc das altas cristas do monte, e
enrolan lo-se o levando tudo na sua passagem
despenda -se violenta na planicie. '
Auzechri aperla no punho o cnsanguentado al-
fange e labora com as acicates o venlre do brioso
animal. Os denles rangem-lhe aperlados uns
contra os outros o lagrimas amargas correm-lhe
pelas faces marciaes e vem cahir sobre a largo
folha da 311a cimitarra. Lagrimas de mulher ca-
hem as mais das vezes por frivolidades.mas as dos
homens quando correra escaldan, o coragao ;
lava ardenle que abraza o poito.
De repente urna rajada do vento levanlou do
chao urna folha d'oliveira minada e secca e
depois de a fazer gyrar no ar, e descrever mil
vollas o curvas, arrojou-a sobre um prado de
relva; ahi tornando a ennuvellar-se a ventana,
te-la subir oulra vez ao ar e oceultou-a n'un
monluro.
Eis a minha vida, exclamou o Mouro nas-
ci, foi a folha levaniaJa do chao pelo venlo. As
vicissiludes da minha existencia sio as curvas
que ella descreveu no ar. A felicdade que eu go-
zei em Sanlarem foi o lempo que desrangou na
relva. Fui despenhadu do cumulo das minhas
grondezas ao nada, a folha arremessada ao
charco inmundo, a infelicidade com os seus
bragos descarnados.
Acabando de dizer isto, encravou com toda a
furia as esporas no venlre do brioso animal e
deixou cahir sobre o peilo a nobre cabega. Os
raios da aurora allumiavara as suas guerreiras
teices. Teria 50 c tantos annos.
Os olhos brilhavam-lhe como dous carbncu-
los debaixo das negras sobraocelhas. O nariz di-
reilo e delgado remalava em negro c espesso bi-
gode. O seu rosto comprido o irigueiro encaix-
Inado n um turbante cOr d^neve, com as suas
(eigoes duras o salientes, linha o quer que de
lgubre, sinislro e sombro.
Cobria-lhe o membrudo e forte corpo, negra
armadura, sulcada por brilhantes e phantaslicos
anbescos.
Um comprido albornoz branco flucluava ao
capricho do vento preso dos largos hombros.
Caminhou assim triste e silencioso por urnas
poucas de horas ; por fim sacodio a cabega
como o leio a juba e bradou com voz aba-
fada :
Auzechri fugir! Oh infamia oh latra
patria, faco-te este horrivel sacrificio I
Depois calou-se e nao den mais signal de
vida senio polo fuzilar dos olhos oporoes-
picagar continuo no nobre animal, quo gal-
gava com lerrivel furia os precipicios e os val-
lados.
Tem o caminho de I.eiria, onde reina o seu so-
berano e poderoso Albaraque.
VI
Cahio Santarem. Aquelle fogo
doco oannunci.
(CHR0N1CA DL ALCOBACA.)
Amanheceu o da 14 do margo de 1147, bello e
deslumbrante como um dia de primavera do
nosso bello e bom Portugal.
A fresca aragera trazida pelas floridas margens
do Tejo encina do perfumes o ar.
Milhares de cadveres mouriscos araontoa-
dos as ras de Sanlarem mostrara ao mundo
que Scalabis tinha mudado de senhor e as qui-
nas de Portugal, fluctuando sobro as muralhas
dizem que Alfonso Henriques domina na rainha
do lejo !.....
O Evangelho linha supplanlado o Alcorao A
cruz tinhi feito em mil pedogos o crescenie.
Acocoto Malhejro Das Gu*res.
[Commercio do Porto.)
tas que por ventura livessein chegado para mira
na minha ausencia.
Achci cinco, todas, menos urna, da mesma let-
tra. So o leitor me d licenga eu lhe communi-
carei toda essa correspondencia, opresentondo-
Ihc essas carias por ordem d% dala e taes quacs
me chegaram s mios; imagino que tero mais
eloquencia do quo a historia quo eu poderia fa-
zer do seu coniedo.
Primeira caria de Fleurelle.
Querido Pedro (1)
Pcnsa no juramento que me fizesle.
Tu Flkurette que te eslima.
Segunda caria da mesma ao mesmo.
Querido Pedro.
Que bom rapaz quo lu s, e que excellentes
que sao os leus pastis I Depuis que os comemos
bebemos tua sade vinho de Champagne, que o
Sr. Raulamanlo do Finette pagou, depois lomos
Closcrie.
Recebi tambem o dnheiro; nio le esquejas
do m'u mandares no mez que vem.
Tua Fi.eurf.tte
Tercexra carta da mesma ao mesmo.
Tive urna perda bem sensivel, meu querido
Pedro da minha alma. Queimei as minhas ren-
das, o se o leu amigo Ral nao mo acode, eu li-
nha ido para a contra-costa. No salvnr-me elle
queimou um dedo. Escreve-lhe agradeccndo-lhe.
Foi na festa de Asnires; urna lanterna que esla-
va no chio pegou-me fogo nos babados quando
eu walsovo. Tive um mcdoll o flque sem os
meus bicos e rendas. Nao esquejas o dinhoiro da
la amguinha
_ Fleuuktte.
i. b.Tros noticias c do bairro : Paulina a
loura entra para o thoalro dos Delammenit. A
compridona da Urania rasa com o seu rabelleirei-
ro, e a tagarella da Mara com seu principe, o lal
Maldavio bom feio, ragas a Deus. Vai ser con-
dessa. A vida das mulheres um vispora.
Quarta carta.
Esta carta reservava-me urna sorpreza; era da
mesma letlra quo as outras tees, sem todava ser
de Fleuretle.
Illm. Sr. Pedro.
es-
tm
ir os
.)l;i.lama Svvetcuine.
Em urna das tardes ao oulono ae 1789 diz
M. do Falloux, M. Soymonoff ao entrar em casa
admirou-se de ver sua galera esplcndidamenle
Iluminada por urna quantidade innumeravel de
velinhas. Interrogada acerca do motivo de lio
grande festa, respondeu-lhe sua filha :
. N*,1 bora "2CU Pai> alebrar a lomada
da Bastilha e o liberlamento de lanos prisiouf -
ros franoezes ? ,
M. Soymonoff era secretario intimo da impe-
ralriz Calharina 11, e essa menina, de edado de
sete annos, (nascera em 1782), era Sophia Soymo-
nolT, ao depois madama Swetchine, cuja vida e
esmptos nos acaba de dar M. de Falloux.
Esla simples anedocla mo inspira imraedala-
mento, eu o confesso. um vivo interesse para
com Sophia Soymonoff, esse iolpresse nao fazso-
nao crescrer medida que sigo no curso de urna
existencia, em queabundam os contrastes passa-
da no meio dos maiores aconlecimentos, no seio
de sociedades mu distinclas, urna vida das mais
completas do seculo e bem digna de um serio es-
tudo.
O pae muito liberal dessa menina que se exal-
ta pela tomada da Bastilha, morro de pozar por
ler incorndo no desagrado do imperador Paulo I
e por ver seu melhor amigo retirar-so diante des-
sa desgraga ; se a religiio nimias vezes impro-
licua para consolar em semelhantes revea** da
fortuna as almas enervadas pela froquenlacio das
curtes dispolicas, como seria sufficicnte a philo-
sophia irreligiosa do XVIII seculo?
M SoymonoiT s havia recebido os seus tulos
e foi a nica cousa quo legou a sua filha ; porm
sua morte repenliua raudou a direccio dessa jo-
ven alma, c desde esse momento dalou urna vi-
da nova para madama Swetchine.
M. Falloux nos coma essa vida intima, por as-
sim dizer, por intermedio oa propria madama
Sweichine : reuni as cartas que ella escrevera
s pessoas de sua araisade e que foram achadas
as quaes lhe foram dirigidas, suas notas, seus
pensamentos, os extractos numerosos transcriptos
pela sua propria mao durante sua laboriosa e
conscienriosa existencia ; dcu-lhes por moldura
os grandes aconlecimentos do que ella foi teste-
^ha sagaz e quasi stmpre lodulgente. e
oeiu-a das personagens histricas, do raraetarrs
TriTeJ^"'.^'^'*. n "ei0 d^
^o'1*-i0d' B em 178, nio se extingui senio cm 1857 : ella
ass.sle a morte de Catharina II, ao reinado de
Paulo, a calasiroptie que lhe poz tim violenta-
mente ; ella v a grandeza, a melancola de Ale-
xandro. o poder e a morte do imperador Nicolao,
a conquista da Cnme. e a qulrde Sebastopol
Depois de hover applaudido o trlumpho 'da bhi-
lophia do \\II seculo o a revolucao de 1788 co-
ubeceu em Petersburgoseus cmplices, seus'ad-
versaros e suas victimas ; aprendeu a apreciar
no seio da emigracio franceza, as margens do
Nevo, as virludel que s esperavsm pelarnfeli-
chiade paro brilharconi ura vivo esplendor," ac-
tes cuja perfeigio nao ser reproduzida, pazoes
que o passado explicava, e que o futuro se tem
encarregado, s vezes, de absolver.
Educada por-un philosopho, chega por st mes-
ma irta chnslia, e, por um movmenlo lodo
espontaneo, forma mais completa do cristia-
nismo, ao calholleismo.
Taes sio os grandes tragos dessa vida ; elles s?-
rio bastantes para fazer comprehender aos nossos
leitores o altractivo e a importancia do assump-
lo. Madama Swetchine quiz ser conhecidu peto
publico? Madama Swetchine, possoafftrmar
diz M. de Falloux, apoiando minha convicio en
mil provas irrecusaveis, jamis concebeu a am-
bicio de sobreviver pela fama. Seu constante
o bem lamenlavel cuidado foi conservar entre o
e sua vida intima um veo que elta nunca
j levantar. Sua humildade lomava a esse
Jo todas as precauges que poderia sugge-
rirTdesconGanga, e essa humildade nunca leve
dislracces.
Madama Swetchine exprimi, depois da morte
do general Swetchine, o desojo de me nomcar
seu lestamenleiro... Nunca suspeitou que se po-
desse cscrever sua vida, ou publicar suas obras ;
nao odmiliio um instante a espersnga ou o temor
de que seus papis fossem o objeclo do urna in-
vesiigagoo assaz minuciosa para que nelles se en-
conlrasse, se reconslruisse um edificio Pens
entretanto quo o logado com que essa senhora
honrou-me, fui refreclido, que ella lhe reuna,
como o (azia em ludo, um pensemento altecluo-
so e perspicaz...
Comtudo M. de Falloux decido-se a dar a co-
nhecer m3doma Swetchine quelles que nunca
livossem oceasio de ouvi-la, de v-la, ou al de
ouvir fallar delta. O juizo e o voto dos amigos
que consulici, diz elle, forom unnimes. Ousa-
rei accresrentar que a propria madama Swetchi-
ne linha tragado de ante mao os nossos devore
esc.-evendo. ao morrer, sua amiga a princez
Alexis Oalilzin, as seguinies palavras :
Se fosse permiltido lembrar-vos urna cousa
rogar-vos-hia que langasseis sobre o papel algu-
mas datas, algum is palavras, alguns bosquejos
paro considerar a lembranga dessa mulher santa;
ou bem sei que ella nio precisa disso, pois o que
lhe importa que seu nome seja inscripto no li-
vro da vida ; mas quanlo a nos, quanlo quelles
que nos bao de seguir, urna grande consolagio
saber alguma cousa de nossos amigos na f. m
quanlo uada conhecemos de seu carcter, de sua
vocacao, das aeges de sua vida, estao pora nos
em estado de abslracgio ; ora vos sabis se sao
as abslracges que fallara ao coragao,
Estas liuhas nos deram os dous volumes de M.
de Falloux. Nao couheci madama Swetchine
mas ha dez annos que ouco fallar delta como do'
espirito mai Ilustrado e mais giacioso, do tra-
to mais agradavel; nio preciso acrescenlar para
d-la a conhecer, que ella nasceu Russa corao
madama Swetchine, e que urna e outra lornaram-
se catholicas.
Una vida agitada, frequenles viagens, nio fo-
ram s que me impediram de pariilhar a honra
de ser recebido nesse sali, onde urna estrangeira
achou o segredo de coplivar, duranto irinta.an-
nos, pelo encarto de sua alma, ainda mais do
que pela illusiracao de seu espirito, homens o
muluerafrdo ideas lio diversas, de opinies op-
postas, degosto e aspiroges distinclas. Confcs-
sareiqne al a fama de sua piedademe fezexiar'?
Anlipathiso seriamente cum todas as reunios
onde a religiio por cosiume o principal assump-
lo da conversa, ou, para melhor dizer, do discur-
so ; um sali nunca deve sor, segundo pens,
um templo ou urna congregagio, una poltrona
nio deve ser um pulpito ; quanlo mais delicado
e um assumplo. profundo, lano mais se refere
elle ao que ha de consolador e de temivel ao
mesmo lempo no coragio de cada um, ao amor
e a fc ; lano mais acanhamenlo siulo em fazer
dclle o assumplo habitual, quer da conversa, quer
mesmo da correspondencia.
Pois bem I miuhis prevenges ou antes mi-
nhas preocupages nio linham o menor funda-
mento, disso nio me resla senio o profundo pe-
zar de nao ter conhecido nessa senhora d'alia so-
ciedade, urna santa, se devo manifestar todo o
meu pensamento, queso pregava com o exemplo
e junio da qual nnguem conheceu um instante
de enfado, e cuja doce tolerancia religiosa egua-
Ihava a ardenle piedade.
O salo de madama Swtechineera, sobre lu-
do, sem osienlagao nem calculo, um lar chrislao.
Ahi o espirito calholico nio procura va impor-se
mas radtava naturalmente. Madama Swetchine
nao se tinha encarregado de urna inisso ; ella
bem sabia que as misses nio se improvisan), o
que s vcem l de cima ; porm ella Irazia sem
durda em sua inexgolavel aflabilidade o senli-
mento de um dever. Julgsva que era o resgate
obrgado do nascimenlo, da fortuna e da inlelli-
gencia.
Ella escrevia a madamesella Roxandre Stour-
dze, ao depois condessa Edling, e que oceupou
um grande lugarerasua vida: julgo poderdispor
de todo o zelo c exactidio precisos, mas quando
se trota de manifestar urna opiniao desfavoravel e
de ostentar severidade, de prostrar e fazer corar
alguem, por mais juslo que islo seja. por maior
que seja o dpar de o fazer, siuto-me incapaz.
vos lendes razio*de sobra para crerque, para ser
juslo, preciso ser benevolente. Quando um
pintor quer representar a nalurcza com urna per-
eita exactidio, preciso me elle a nformose ..
No moral, nos somos lamiera os pintores daquel-
les que julgamos; nio tendo em urna proporgio
exacta a medida das boas qualidades que perce-
bemes, allenuamos ao menos os detfeilos.
virou-ll
^Fle
havido,
(1) 0 francez de Fleuretle o mesmo do todas
as griseltes e lorettes. E' muito difficil Iraduzi-lo
exactamente, porque todo o seu chiste esl nos
equvocos que produzem as suas incorreeges do
francez, equvocos que a nossa lugua nio pode
imitar. A nossa linguagem rasteira vai pois subs-
tituir a linguagem pitluresca da griselte, cora o
quo perder a graga. mas ganhar cm facilidado
de iniclligcncia para a maior parto dos leitores.
Fui eu quem lhe escrevi todas os carias de
Flourolte. Ella nunca csludoii grammalica, o ha
muito lempo que eu lhe tazia esse servigozinho.
Mos ludo tern lira, c nao quero ajudar a engaar!
um rapaz rico o generoso como o senhor.
Saib que Fleuretle parti para o Havre com
o Sr. Ral, que deve-lhc ensinar a nadar no mar.
Depois que esse sujeito Iho servio do apagador,
rirou-lho n calmea, nunca vi maluquico egual
Fleuree tinha-me. encarregado de me cor-
der com o senhor, como se nada livesse
. o de lhe assegurar a sua f. Mas j
muito a gente engaar os homens por coma e
risco proprio para ainda em cima querer faze-lo
pelos outros. Fleuretle que se arranjo como qui-
zer. Nao cstou mais para disfargar-Ihe is asnoi-
ras, o j lhe escrevi para que loraasso outra se-
cretaria.
Se o senhor fosse algum bicho feio ou sovi-
na, comprehendia-se ; mas qual I E'por um tro-
ca-tintas chamado Ral quo ella faz liga; ao ho-
rnera mais estimado do bairro, homem que se
oceupa com a surte das mulheres, mesmo de
longe e que a levara cavallu ao bosque do Ro-
lonha com um chapeo do plumas e urna Ama-
zona verdadeira I
Sr. Ral deixe estar quo Fleuretle ha de me
dizer dentro de um mez so ginhou na troca ;
adeus jan tares em casa de Viot e de Vachette,
hio de haver mais quisilias que biihctes do
banco I
Guarde-me segredo desla caria, porque eu
quero livra-lo de ser eintiagado sem brigar com
una aroga como Fleuretle, e tambem nio que-
ro que pensem que anda so me d muito do tal
Ral.
< Da sua criada Fisette.
Quinta e ultima carta.
A quinta carta era de urna letlra desconhecida,
muito mais legivol e sem erros de orlographia.
Era concebida uestes termos :
Illm. Sr. Pedro.
llademoisclle Fleuretle est docnto de um
dedo o nio lhe pode screver hoje Est no Ha-
vre emeasa de urna lia, quo dosejnu v-la ainda
urna vez antes de morrer. Pede-lhe que enve a
pequea mesada quo o senhor tem a bondade de
dar-lhe, ao Havre, pela posta no seguro. Madc-
moisclle Fleuretle est muito contrariada por nio
poder escrover-lhc ; mas quer ao menos por aqu
urna lembranga ; acha-Ia-ha entre as duas pagi-
nas.
< Por mademoiselle Fleuretle
c Victorina, artista dramtica no Havre.
A lembranga en urna folha de rosa, natural-
mente muito secca.
XXXII
Quando la essa correspondencia, senta subir-
me o rubor fronte. De perto, urna Fleuretle,
urna mulher; pelo menos parece, os olhos'do
corpo, menos previdentos que os do coragio po-
dem engansr-se ; mas de longe I Ah I como Odila
linha razio Nio ser incrivel que seja neces-
sario lempo e experiencia p*ra chegarmos i fazer
a descobcrla lio simples de que as mulheres ho-
nestas nio se achara decididamente senio entre
as mulheres honestas! E ora por um amor des-
tos que eu pensara um instante cm fugir de Ce-
cilia !
Reli urna por urna as cartas quo acabara de
receber. Minha alma lutava entre o desgosto c
um certo sentimenlo involuntario de piedade.
Seria Fleuretle um monslro entre as suas egu.tcs?
Nao, meu Deus. A pobre rapariga era o que po-
dia ser; tinha nascido muito baixo e all devia
ficar. A lal Finette, cm summa, nao valia mais
do que ella, se nio valia muito menos.
Confessarei todava que relendo a epstola em
que a Ariana do Sr. Ral me denunclavo as mi-
nhas e suas desgraga. Uve um accesso de riso
louco do que me fui impossivel cohibir-me.
Era occasiio de eu ofTerccer urna bonito des-
forra ao capilio, e tambem de the fazer por mi-
nha vez a famosa pergunta :
Entao o quo quo faria no meu caso ?
X XXIII
Eis, leitor, o que fu :
1_. Renunciei minha viagem S Paris; desde
enlio era superflua e supponho que tal ser a
sua opiniao.
2. Todava, movido por um sentimenlo que
alguns censurarao ; mas quo outros approvario,
mandoi a urna pessoo segura cm Paris, que mili-
tas vezes me fizera o favor de servir de interme-
diario entre Fleuretle c cu, urna soiuma muito
solTnvel, encarregando-a de estabelecer-lhe com
ella urna renda vitalicia. Pedi-lhcque mandasse
dizer a Fleuretle que um negocio imprevisto me
forgova a partir sbitamente para urna viagem
em Ionio do mundo, que nio podia durar menos
do qualro ou cinco annos. Recommendci-lhe
alm disso que desse claramente ai entender a
Flcurelte que eu flcra edificado com o natureza
das suas oceupagoes no Havre, e que nao lhe ti-
nha raiva por isso, mas que muo naturalmente
me julgava livre do tudo quanto the dizia res-
pcito.
Para acabar com este capitulo., acresccntarci
que alguns das depois recebi urna' carta de Pa-
rs que annunciava ler-se tudo passado s mil ma-
ravilhas. Fleuretle linha sentido o excelso da
t^onitnuar-se-na.)
prudencia que me linha impedido do deixar
sua disposigio o capital da somma que ia cons-
tituir a sua pequea fortuna, mas declarara quo
eu era um rapaz bom e admiravel I
E diga mais itwpaspalho 1 exclamara a
Finette, a quem Fleuretle naturalmente desojara
ter porconsclheira em lodo esse negocio.
Feito isto, respirei. Safa I Tinbam-me tirado
do peilo urna monlanha. Dizem quo a mocidado
leviana ; nao o rainha opiniao. Aos vinle an-
nos tudo serio, mesmo o que nio merece so-
lo. E para prova, venha a minha historia com
Flourelte.
Reuni com cuidado, por meio de una fila cor
de rosa, as preciosas cartas quo arabaram de es-
clarecer tau bem a minha siluagio, e pondo-as
lodas cinco debaixo da mesma sobrecapa, man-
dei-as Raden, com sobrescripto Sr.* Odila
Plouck. Eu devia, de cerlo, essa resposta mi-
nha boa e cxcellcute amiga.
Dizia-lhc em outra corta que eslava prompto a
partir para Carlsruhe.
Sua resposta nio se fez esperar. j
Venha, escrevia-me ella, venha, meu charo
Podro ; parta logo amanhia de Slrasburgo com
meu irmio. A pessoa que pode aprcsenta-lo ao
pae de Cecilia j chegou & Badn. Se elle o vir
o negocise fsr melhor do que por correspon-
dencia. O Nicolao nao ha do precisar que o pu-
chen para acompanha-lo.
Das cartas de Finette, Flcurelte e Victorina a
excellenlo Odila linha a bondade do nao mo di-
zer urna palavra.
No dia seguinle eu estara em Boden.
XXXIY
Dohi a dous dias Odila dizia diante de mim a
Cecilia que seu pae, por pedido do *r. L... ia as-
soriar-me aos seus trabalhos. Acresroatou queeu
ia ser obligado a partir immedialamente a fazer
urna viagem quo podia durar alguns mezes, ma
quo sendo o meu fim tornar-me depresta til a
aquelle que quera fazer um ensaio daa minhas
forgas, os meus amigos deviam nniroor-me a per-
aeverar no caminho cm quo entrara.
Cecilia estendeu-me a mi, as sem fallar.
Pareceu-me, seria illusao? pareceu-me que essa
maozinha que nio me atrev a aportar, nem a ro-
gar com os labios trema na minha, e que urna
pailidcz repentina so espathira pelo bello rosto
d6 Cecilia quando seus olhos me disseram__
adeus.
[Continuar-te-ha.\
PRRN. TYP. DK M. F. DE FAIU. 1860

S-
* ''!'


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