Diario de Pernambuco

MISSING IMAGE

Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09080


This item is only available as the following downloads:


Full Text
-r-
iii i i i,;
AIW IXXYI. NUMERO 129.
Por tres mezes aianlados 5$000.
Por tres mezes veneidos 6|000.
SEGUIDA FEIIA 4 BE JDHHO DE 1860.
Por auno aoViaitado I9$000.
Perte franco psra o subscritor.
ENCARREG ADOS DA SUBSCRIPCAO' DO NORTE.
Parahiba, o Sr. Antonio Alexandrino de Urna;
Natal, o Sr. Antonio Marques da Silva; Aracaty, o
Sr. A. de Lemo3 Braga; Cera,o Sr. J.Jos de Ol-
veira; Maranho, o Sr. Manoel Jos Martins Ribei-
ro Guimaraes; Piauhy, o Sr. Joo Fernandos de
Moraes Jnior ; Para, o Sr. Justino J. Ramos ;
Amazonas, o Sr. Jeronymo da Costa.
PARTIDA DOS COKKE10S.
Olinda todos os dias as 9 1/2 horas do dia.
Iguarass, Goiaana e Parahiba as segundas
e sextas feiras.
S. Anto, Bezerros, Bonito, Caruar, Altinhoe
Garanhuns as tercas feiras.
Pao d'Alho, Nazarelh, Limoeiro, Brejo, Pes-
queira, lngazeira, Flores, Villa Bella, Boa-Vista,
Oricury e Ex as quartas-feiras.
Cabo, Serinhem, Rio Formoso.Una, Barreiros.
AguaPreta, Pimenteiras cantal quintafeiras.
(Todos oscorreiospartem aslO horas da manhaa.
HEMERIDES DO HEZ DE JUNHO.
cheia as 2 horas e 26 minutos da tarde.
E
3 Lu
11 Qurto minguante as 10 horas e 45 minutos
da nanhaa.
19 La nova as 3 horas e
4 minutos da manhaa.
25 Que rio crescente as 10 horas e 16 minutos da
tan
e.
Primeira
Segundo
PARTE 0FFIC1AL
ministerio do imperio.
EXr-EDlENTE 00 DIA 2 DE ABRIL DE 1860.
V. Exc. se refere, neni iso se disse no aviso de
23 de maio do 1857, era que se communicou a
essa presidencia a deliberado da mosma cmara:
o que esta fez foi nao approvar a sua eleico, e
aquelle aviso assira se declarou, ordenando que
e ni ais
serem
teem o
e em
n'aque
to.
Ao presidente da provincia do Cear, aecusan-
do o recebimento do officio com que transmilte
informales que prestou o fazendeiro Joo Fran-
cisco Barbosa CorJeiro acerca dos camellos que
lhe Tram confiados.
-3-
3.* seceo.Ao presidente da provincia de Per-
nambuco, declarando que mereceu a approvaco
do governo imperial a sua deciso sobre deverem
continuar a ser qualificados volantes na parochia
de Tracunhem, perlciicente ao 6o districto elec-
toral, os moradores dos cngeuhos Aldea e Ca-
vanha
Ao mesmo communicando que. segundo
est declarado nos avisos n. 55 e 147 de 20 de
marco de 1817, e 2 de outubro de 1850, nao ha
recurso algum das mullas impostas pelo arl. 126
da lei regulameotar das eleicoes.
Ao do Amazonas, declarando que assem-
Wa legislativa da mesma provincia compete lo-
mar conhccimenlo do fado a que se refere, oc-
corrido por occasio do proceder-se eleico dos
membros da mesma assembla.
Ao de S. Pedro, nos seguinles termos:
Foi presente ao governo imperial o officio de
V. F.xc. n. 20 de 23 de fevereiro pausado, com o
qual submetteu ao conhecimento do mesmo go-
verno as decises qne proferio sobre as duvidas
presentadas pelo prestdenle da junta de quali-
icaco da parochia de Pelotas, e era resposla de-
claro a V. Exc. que foram approvadas as ditas
decises, a saber :
1.a Que cram nullos os trabalhos da junta por
terem intervindo nelles cleitores e supplenles
que pertcncem actualmente parochia da Boa-
Vista, formada com territorio da de Pelotas,
vista das disDosices da 2a parle do art. Io do
decreto n. 1,812 de 23 de agosto de 1856, e dos
avisos expedidos anterior e posteriormente ao
dito decreto, os quaes prohibem que sejam cha-
mados para urna junta de qualificaco cleitores
e supplenles mudados da parochia nu perlcncen-
tes a territorios desmembrados della.
2.a Que a convocado da nova junta devia ser
feita com antecedencia de um mez do dia marcado
para a sua reunio, conforme o disposlo no nrl. 4o
da lei regulamenlar das eleicoes, explicado por
varios avisos, nos quaes se'lem declarado que
devem sempro guardar-se os prasos marcados
na mesma lei quando se tiver de convocar as
juntas em pocas diversas da que elle determina.
3." Que os offlciaes da guarda nacional nao
eslo comprehendidos na disposico do art. 18
Io da lei regulamenlar das eleicoes para pode-
rem ser qualificados antes de corplolarem a ida-
de de 25 annos, como tem sido declarado varias
vezes, e ltimamente pelo aviso de 23 de rarro
ultimo, que remello por copia a V. Exc.
4.* Que a lista dos votantes, orgsnisada pela
junta depois de encerrados os trabalhos de sua
primeira reumao, flevu conter os nomes de toddg
03 qualificados, conforme dispe o art. 27 da lei,
e nao somcnle os que de novo o forem. em vir-
tudedo preceilo do art 26: s das inclusoes fei-
tas na 2a reuuio da junta em consequencia de
xeclamagoes, queixas e denuncia, que se fa-
"Vem listas supplemenlares, segundo determina o
art. 24.
5.a Que o arl. 20 da mesma lei marcando o
praso de 20 dias como mximo do lempo para as
sesses da junta em sua primeira reunio, nao
prohibe que ella encerr os seus trabalhos antes
desse prazo, urna vez que nada mais hoja que fa-
zer, e que se tenha assigoado a acta, e extrahido
reroeltido as copias de que trata o art. 21.
6.a Que a qualificaco dos volantes da paro-
chia da Boa-Vista, ltimamente creada e provi-
da de parodio, devia ser feita nella, e nao na
parochia de Pelotas, de onde foi desmembrada,
conforme muitas vezes tem sido declarado pelo
governo de conformidade com o disposlo no arl.
Io da referida lei.
7.a Que s depois de feita a qualificaco nessas
duas parochias, que a presidencia pode deter-
minar o numero de elcitores que cada urna deve
dar, de conformidade com a regra estabelecida
no aviso n. 159 de 18 de junho de 1849.
8.a Que no art. 17 do citado decreto n. 1,812
de 23 de agosto de 1856 se determina a maneira
por que devem ser substituidos os membros da
junta de qualificaco que ficarem impedidos,
qner antes, quer depois de assigoada a acta da
organisacao da junta, nao havendo portanlo mo-
tivo para a duvida proposla a rospeito de um sup-
liente de eleitor da junta de Pelotas que ficou
impedido.O quecommunico a V. Exc. para seu
conhecimento e governo.
-4-
Ao presidente da provincia de Pernambuco,
us seguintes termos:
Foram prsenles ao governo imperial os offi-
cios de V. Exc. ns. 434 o. 454 do 18 e 27 de fe-
vereiro prximo passado, com os quaes submelte
ao conhecimento do mesmo governo as repre-
sentacoes que alguns eleitores e supplentes da
parochia dos Santos Cosme e Damiao, de Igua-
rass, lhe dirigiram contra as irregularidades com
que dizem fdra organisada a junta de qualifica-
co da mesma parochia, bem como as informa-
les que V. Exc. obleve do presidente da dita
junta e do seu substituto.
V. Exc, oceupando-se nicamente com o tac-
to de nao terem sido adniitlidos a concorrer para
a formaco da junta na qualidade de eleitores
quatro supplenles dos mais volados, que os re-
presentantes entender deviam substituir a qua-
tro eleitores, cuja elcicao nao foi approvada pela
cmara dos deputados por constar nao terem si-
do qualificados votantes, chamando-se ouiros
quatro supplentes menos votados para subslitui-
rem aquelles, emende que esse tacto poda in-
fluir na organisacao da junta, por isso que os
seus votos talvez dessem maioria aos que a nao
tiveram, pelo menos na eleigo dos dous mem-
bros da turma dos supplentes, segundo se v da
demonstracao que faz ; e julgo por isso que de-
ve ser annullada a qualiQcicao feita por aquella
junta.
Em resposta declaro a V. Exc, com referencia
nao s aquelle tacto, como tambem aos oulros
mencionados pelos representantes:
1. Quecomquaoto a convocacao dos eleitores
e dos supplentes para a organisacao da junta de-
vesse ter sido feita numinalmenle, conforme de-
termina o art. 4 da lei regulamenlar das eleicoes,
comtudo nao motivo de nullidade a omisso
. que houve dos nomes delles no edital de convo-
cacao que se fez, salvo se essa omisso deu lugar
a que faltasse alguns dos eleitores ou supplenles
que devia comparecer, o que nao so prova, nem
ao menos se allega.
2. Que nao.houve irregularidade, antes ob-
servancia da lei, em concorrerem o presidente
da junta e o escrivo de paz para a nomeago dos
membros; quanto ao presidente, porque isso
xpressamente determinado no art. 11 do decre-
te n 1,812 de 23 de agosto de 1856 ; e quanto
ao escrivo, porque est tambem expressamente
declarado pelo aviso n. 437 de 31 de dezembro
de 1856, com referencia ao que se cita em urna
das representarles n. 156 de 21 de dezembro de
1846, no 9 2, que elle deve concorrer, na forma
do art. 1 9 1 do citado decreto, para a nomeu-
co da junta, sendo substituido, nos termos do
art. 30 da lei regulamenlar das eleicoes, pelo
escrivo da subdelegada, ou, na falta ueste, por
quem noniear o presidente da junta quando seja
eleito memoro delta.
3.a Que a cmara dos Srs. deputados nao
annullou eleigo dos quatro eleitores, a que
se informasse se os ditos eleitores tinham com j da pane que Ihes couber, sem onus algum, em-
cffeito deixado de ser qualificados volantes. Essa quanto quo neste leem os herdeiros apenas um
presidencia deu a informaco em officio de 22 de direito superficiario ou usufructuario, alm de
Janeiro de 1858, e em 15 de fevereiro seguinlelprestarpm flanea como garanta dos direilos do
fui ella enviada cmara dos Srs. deputados,"ausenlij caso este nppareca para reclamar os seus
MIMBUCO
PBEAMAR DEHOJE.
as 5 horas e 18 minutos d* manhaa.
as 5 horas e 42 minutos da tarde.
AUDINECIAS DOS TRIBUNAE9DA CAPITAL.
Tribunal do comraercio: segundas e qointas.
Relaco : tercas feiras e sabbados.
Fazenda: tercas, quintas e sabbados- a* W> horas.
Jnizo do commercio : quintas ao meio dia.
Dito de orphos: tercas e sextas as 10 horas.
Primeira vara do civil: tercas e sexlas ao meio dia
Segunda vara do civil; quortas e sabbados ao
meio dia.
DIAS DA SEMANA.
Seg. S, Francisco Caraciolo, S. Daciano m.
Tere. R. Marciano m.: S. Bonifacio b. m.
Quart. S, Norberlo b.; S. Amando ab.
Quint. $f Corpo de Deos^ S. Roberto ab.
8 Sext. S. Salastiano c.; S. Severiano b.
9 Sab. Ss. Primo e Feliano ram., S. ktelana c.
3 Dnm. S. Margarida rainha de Esrossi.
ENCARREGADOS DA SDBSCBIFCO NO 8DL.
Alagoas, o Sr. Claudino Falco Dias; Bahia, cr
Sr. Jos Martins Alves; Rio de Janeiro, o Sr.
Jobo Pereira Martins.
EM PERNAMBUCO.
O pToprietario do diario Manoel Pigoeirba d
Faria.MMM livraria praca da Independencia ns.
juslilicavel a cobranza u imposto, visiu
>s effeiios civis, resultantes do direito que
herdeiros all figurados, mais importantes
naior numero do que no primeiro, pois
le, ficam os herdeiros com a propriedade
que nao consta tivesse tomado deliberaco algu-
ma posteriormente.
Nao tendo havido annullaco, a eleico dos
quatro eleitores em queslo enlra na regra geral
das eleicoes nao approvadas, para por ella nao
se fazer obra alguma, conforme as decises do
governo, o portanlo nao podiam ellos lomar par-
te no processo de qualificaco, nem tambem ser
substituidos por supplentes. Cessa assim a im-
portancia da queslo da influencia que os votos,
e dos outros menos votados, pudesse ter na elei-
go dos membros da junta, e por isso nao trala-
rei della.
4. Que o laocamento do3 nomes dos volan-
tes no livro respectivo devia ter sido feilo depois
de apurada a qualificaco, conforme manda o
art. 27 da lei regulameutar das eleicoes, e nao
antes, como se fez : mas esla irregularidade nao
tal que importe a nullidade dos trabalhos, me-
nos que ella nao produzisse confuso no alista-
menlo ou fallas que projudicassem os direitos dos
incluidos ou excluidos, o que nao se prova nem
se allega.
5. Finalmente que nao est provado que a
junta impedisse que se I3calisassem os seus tra-
balhos, nem que ella deixasse da trabalhar desde
as 9 horas da manhaa al ao sol posto. Os sig-
natarios da representarlo allegam estes fados ;
mas ellos sao contestados na informaco do
substituto do presidente da junta ; e portanlo
nao ha razo para que se Ihes d peso, e por
ellos se annulle a qualificaco.
Respondidos assim os offi'cios do V. Exc, cha-
rao a sua atlcngo para a falla que commelteu o
presidente da junta de qualificaco em nao men-
cionar no edital de convocacao os nomes dos
eleitores c supplentes que deviam comparecer,
como determina a lei. Se ella nesta occasio
nao infiuio, pode influir em oulra; e portauto
convem que seja punida, impondo V. Exc. a
multa do 1. n. 4 do art. 126 da lei regular-
mentar das eleicoes", e fazendo publicar C3sa mul-
ta, para evitar que no futuro se reproduza seme-
Ihantc falla.
Ao presidente da provincia de Sergipe, nos
seguintes termos :
Foi ouvida a seceo dos negocios do imperio
do conselho de estado sobre o officio dessa pre-
sidencia n. 30 de 9 de abril de 1857, e posterior-
mente acerca do de V. Exc. n. 137 de 24 de de-
zembro do anno passado, nos quaes prestou os
esclarecimentos exigidos de conformidade com
o parecer da mesma seceo, dado em 19 de maio
do dilo anno sobre aquello primeiro officio.
InformmandoV.Exc.quenoeslavam incluidos na
qualificaco de volantes de 1855, pela qual se fez
a eleigo de 7 doaeterabro de 1856, os cidadio
Ignacio Ramos do Espirito-Santo, Luiz Cyrillo
Lima o Luiz de Mello de Faria de Andrade, o 1."
eleito juiz de paz, e os dous ltimos vereadores,
foi do parecer a seego, em sua nova consulta
de 25 de fevereiro deste anno, que a dita eleico
millo, em vista do que dispe a lei regular-
menlar das eleicoes, o como tal deve ser decla-
rada, eliminando-se os nomes daquelles cidados
das lisias dos juizes de paz e vereadores, sem
embargo da observadlo que V. Exc. faz, de que
semelhante annullaco accarrelari a nullidade
dos actos praticados pelos referidos cidados no
excrcicio dosempregos quo oceupam ; porquan-
em primeiro lugar inadmissivel que se
bens, iralica constantemente seguida e que
consag ada pela ordem de 31 de maio de 1851 ;
3., qu a disposico do 42 da tabella genri-
ca, o ce mo tal abrange as habililaces para os dous
casos aiima figurados ; pois que" o vocabulo au-
sente d i que se servo o mesmo paragrapho refe-
re-so (m um caso a pessoa que se ausenta do
lugar em que esto os seus bens, sem queappa-
rega di nlro de corlo lapso de lempo, como- ci-
ma fic< dito, erobora sendo saiba se mora ou
viva, no outro aos herdeiros ausentes de
quem enha morrido sem deixar na Ierra qual-
quer d is pessoas as quaes compita ficar em pos-
so e ca ieca do casal. Porm o que lica exposto
nao ten applica^o hypothese figurada no offi-
cio do administrador da mesa de rendas de S.
Joo d Barra. No caso do quo ella Irata nao
sao deudos os velhos enovos direilos da habili-
tado | ela razo de que existiao no lugar pren-
les collaleraes em 1., e 2. graos, aos quaes
corape ia na forma do regularaento de 15 do ju-
nho u timo e entrar era posso da heranca ; o
portanlo eslavara obrigado* a urna simples"jusli-
licaco da identidade de pessoa, da qual nao sao
devidoi direilos nem novos nem velhos; tanto
mais q lano, ainda no caso de haver-se feilo a
arrecacaco da heranca como jacenlc, era sulfi-
como previnem o aviso de 27 de se'em-
ordeni de 15 do outubro de 1859, que
erdeiros inlestassom urna justificaco da
lo hereditaria, s devendo habililar-se se
icacoo nao procedesse; convindo outro
sim declarar ao administrador da dita mesa que
cente,
bro e al
esses
qualida
a justi
se por 'entura nao foi pago o sello proporcional
dos quiuhes hereditarios, promova a cobranca
do mesmo, na forma da lei; inlerpondo ouco-
cedend > recursos quando entenda scrom elles ad-
missivi is,
A mesma, declarando, para o fazer cons-
tar a r cebedoria em soluclo a seu ofcio de 10
de mai i de 1858, a respeito dos direilos que de-
ve pag r aquelle que tr promovido ao grao de
gro-ciuz das ordens do Christo, Aviz e S. Thia-
go, sen i ter sido antes commendador deltas, que
toi resc Ivido sobre consulla da secgo de fazenda
do cuiuelho de estado, que estando o aviso de
12 de i laio de 1842 implcitamente revogado por
ter cad icado a lei de 19 de junho de 1789, e que
sendo I oje as ditas ordens reguladas pelo decre-
to de 9 de seterabro de 1843, o qual nao eslabe-
lece pr .inoco regular das classe3 de menor para
maior raduago, como tambero a nao estabelc-
lecreto de 19 de outubro de 1822, que ro-
irdem do D. Pedro I, o de 19 de outubro
a respeilo da ordem da Rosa ; os direi-
com o
gula a
del82
tos devidos em tal caso sao os da tabella annoxa
sustente como valida urna eleico que nulla de
seu principio ; o em segundo remov-se o in-
conveniente que V. Exc. pondera, revalidando-se
por urna lei os actos oticiaes em que taes cida-
dos tiveram parte, como se fez em outro lempo
a respeilo dos que praticra o juiz de orfos da
Victoria, os quaes pela resoluco da assembla
geral legislativa de 23 de agos'to de 1828 foram
revalidados para o effeilo smenle de nao pode-
rem serem annullados pelo vicio da notoria nul-
lidade da eleico do mesmo juiz.
E S. M. o Imperador, conformando-se, por sua
immediata resoluco de 17 do mez passado, com
o referido parecer, assim o manda declarar a V.
Exc ordenando-lhe que faga cassar os diplomas
dos mencionados cidados, e que mande subsli-
tui-los pelos seus supplentes lgaos; ficando V.
Exc. prevenido de que o governo imperial soli-
citar da assembla geral legislativa na sua pr-
xima reunio a revalidado dos actos praticados
pelos jS mencionados cidados no exercicio dos
empregos duque sao privados; oque V. Exc.
lera cm muita consideraco para que nao con-
sinla conlestaco sobre taes actos at que a mes-
ma assembla geral resolva oque era sua sabe-
doria julgar mais acertado
4.a tesso.Ao director da faculdade de direi-
to do Recite, rcmeitendo, para quo a respectiva
congregaco d os necessarios esclarecimentos,
copia de parte de um officio do da faculdade do
S. Paulo sobre dever ser ampliado, ao menos at
ao fim de julho, o praso marcado para a matri-
cula em todas as aulas preparatorias.
Ao presidente da provincia de Pernambuco,
declarando, em resposta, que ao engenheiro fis-
cal da estrada de ferro daquella provincia que
compete propr a pessoa que julgar mais con-
veniente para seu ajudante.
Ao superintendente da estrada de ferro de
Pernambuco, aecusando o recebimento do officio
em que communica que os trabalhos da 2 sec-.
cao da dita estrada foram achados cm estado sa-
tlsfatorio pelo presidente da provincia, engenhei-
ro fiscal, e alguns membros da assembla legis-
lativa provincial que foram v-los.
a lei d ) 30 de novambrn dt>. 1811, ralaUtes o-
.Ticnie aos graos quo forem conferidos ao agra-
ciados em qualquer das ordens honorficas do
impera ; com excepeo nicamente da ordem
imperu 1 do cruseiro, quo pelo decreto de sua
instituido do do l.u de dezembro de 1822exige
que hija nos agraciados as anteriores grada-
cues pi ra a nomeaco dos graos superiores.
thesouraria do Cear, declarando que nao
sao suficientes as inforraaces prestadas era seu
officio de 21 de fevereiro ultimo sobro a creauo
de mesas de rendas e collectorias, e flaneas dos
rsped vos administradores c collectores, para
quo o thesouro possa approvar as commisses
que Ihes foram arbitradas ; curaprindo portanlo
que a ihesouraria informe qual a lolaco das re-
feridas mesas e collectorias, a dala em que fo-
ram in talladas e a em que os empregados no-
entraram era exercicio, qual a distancia
se acham da capital da provincia, e fi-
nteado:
em qu
nalmei te quaes os prazos marcados para o reco-
lhimen o das rendas arrecadadas.
4 _
A' directora de contabilidade, communicando
leudo sido consultada a seceo de fazenda
selho de estado acerca da duvida suscita-
.hesouro a respeito da liquidadlo do tem-
que
do con
da no
po de ervico do 3. escriturario Amaro Velho
da Silva
a grati
de 20 i
sisliud
ligo p;
cao, ei
habilit
no casi
do por
posict
se lo
Biilencourt, afim de ser-lhe conferida
cacao de que traa o art. 42 do decreto
e Janeiro de 1859, foi de parecer que con-
a nnica condico exigida pelo citado ar-
ra a concesso da mencionada gratifica-
que o eropregado, alm das necessarias
coes, cont 30 annos de sevico e esteja
de oblor sua aposenladoria com ordena-
inleiro ; que sendo alm de pratica, dis-
expressa do referido decroto computar-
clculo dos 30 annos o tem pode ser vico
presia< o nao s na mesma reparlico, ainda que
interrumpidamente, mas tambem em oulra do
estado al nas da fazenda provincial; fora de
duvida que para a concesso de qualquer gratifi-
caco < ue o governo entenda conveniente dar ao
dito es :rif turario, deve-se accumular o tempo de
servici anterior a 1832 em que foi aposentado,
ao que elle tem prestado depois de 6 de feverei-
ro do 1841 em que comecou de novo a servir ;
outros m quo a concesso de tal gralificaco
objecti de graca, e nao direito absoluto de qual-
quer exipregado que a pretenda obter, ainda que
cont: O ou mais annos de servico ; e tendo sido
appro\ ado este parocer, cumpre dita directora
procec er nesta conformidade.
_ 9 _
A' hesouraria do Amazonas, opprovando, i
vista c o atrazo era que se acha o expediente, a
sua di liberaco de prorogar as horas do trabalho
e imci mbir alm disso aos empregados quo es-
livere n em effeclivo exercicio do trabalharem em
Ministerio da fazenda.
EXPEDIENTE DO DIA 3 DE MAIO DE 1860.
A' directora das rendas, declarando, para o
fazer constar a mesa de rendas de S Joo da
Barra, em resposta a seu officio de 10 de Janeiro
ultimo : 1., quo os velhos e novos direilos de
que trata o 42 da tabella annexa lei de 30 de
Novembro de 1841, assim como outros direilos
de actos judiciaes de que reza a mesma tabella,
sao devidos do expediento dos juizos e tribunaes,
e por isso devero ser cobrados dos actos all
designados, qualquer que seja o titulo de que
proven ha o direito que com aquelles actos se
procure firmar; e portanlo esto sujeitas as di-
reilos velhos e novos do citado paragrapho todas
as habilitacoes que se procossarem ero juizo para
haver heranca, ou ella seja deferida por morle
de pessoa de quemseja-se herdeiro natural ou
Inscripto, ou por ausencia de pessoa, a qual se
nao saiba se morta, se viva, e a cuja heran-
ca so tenha o direito de concorrer por successo
natural para o Om de ler-se a curadora proviso-
ria e immisso na posse d'aquella, nos cases em
que cabe essa successo, como dispe a ordem
de 28 de maio e os 93 1., 2 e 3., do art. 47
do regulameuto de 15 de junho do anno prximo
passado ; 2., que sendo os velhos e novos di-
reilos cobrados dos actos judiciaes especificados
na tabella de 1841, e tendo estes por fim firmar
direilos, claro que assim como sao devidos
aquellos das habilitacoes de herdeiros que con-
corram a heranca do ausente, assim tambem o
devem ser dai habilitacoes dos que concorram
h6ranca do fallecido intestado ou com testamen-
to, por que em ambos os casos di-se o mesmo
acto judicial, e ero ambos se "
ediante a gralificaco de 309000 rs. meo-
com a clausula porem de que as gratifica-
casa
saes,
goesc Donadas nao excedam
aos
gralifi
meadi
segn
de ag
de 181
importancia dos
empregos que se
vencit lentos iuherentes
acha m vagos.
i de Pernambuco, mandando, em soluco
ao sei officio de 13 do passado, abonar a Manoel
Polycirpo Moreira de Azevedo, como escrivo
ioerii o do juizo dos feilos da fazenda da pro-
vincia em vista da segunda excepeo do art 5."
do dei reto n. 1,995 de 14 de outubro de 1857, a
:ae.ao annual de 500$ ; porquanto foi no-
e exerceu o dilo officio de escrivo
lo o disposlo nos decretos ns 817 de 30
slo de 1851 e 1,294 de 16 de dezembro
3.
ora
ao Sr.
ficiod
portar
Governo da provincia,
EXPEDIENTE DO DIA 1 DE JUNHO.
:io ao cnsul da Prussia. Communico
cnsul da Prussia, em resposta ao seu of-
! hontera, que nesta data mandei passar a
a solicitada pelo mesmo Sr. cnsul em o
cilade officio.
RcLaro ao Sr. cnsul da Prussia os protestos
de min ha perfeita estima e consideradlo.
Dito ao commandanle das armas. De confor-
midad) com as suas inforraages de 30 de maio
ultime, sob n. 608, pode V. Exc. mandar passar
a effei tivo, no batalho n. 10 de infamara, o re-
cruta los Dias, que se acha addido ao mesmo
batalbo.
DiK ao mesmo. Paco apreaentar a V. Exc.
para ser inspeccionado, o recruta Manoel Jos
Marco lino da Silva.
I Dte ao mesmo. Pode. V. Eze. mandar abrir
asseni amento de praca ao recluta Antonio Go-
mes 1 mande, que foi julgado apto para o ser-
vigo du excrciio, corno consta lo termo de ins-
peedio, annexo ao officio de V. Exc, de 3i de
maio ultimo, sob n. 610.
Dito ao mesmo. Sirva-se V. Exc. de infor-
mar acerca do incluso requerimento de Fortuna-
ta Fredovinda da ConceicSo.
Dilo ao mesmo. Respondo ao officio que
V. Exc. rae dirigi hontem, sob n. 611, declaran--
do que, se fdr possivel, mande prestar pelo 4-.0
batalho de artilharia a p a guarde do honra,
que deve acorapanhar a procisso de Corpus-
Chrislt na cidado do Olinda, no dia 7 do cr-
reme.
Dilo ao inspector da thesouraria de fazenda.
Logo que haja crdito, mande V. S. fornecer ao
commandante superior da guarda nacional de
Garanhuns os objeclos constantes do ornamento
por elle apresentado, e a que so refere a infor-
maco de V. s., do 30 de maio ultimo, sob
n. 459, dada com referencia a da respectiva con-
ladoria.
Dilo ao mesmo. Participando Bcnto Jos de
Albuquerque, em data de 18 de maio prximo
findo, achar-se no exercicio interino do cargo
de promotor publico da comarca de S. Antao :
assim o communico a V. S. para sua inlelligen-
cia. Igual ao presidente do tribunal da re-
laco.
Dilo ao rnesmo.Pelo seu officio de hon-
tem, sob n.554, fiquei inleirado de haver V. S.
entregue ao 1. lente Pedro Hypolito Duarte
Cmara, do vapor Tocanlins, a quautia de cinco
contos cento e oilenta e dous mil o oilenta ris,
afim de ser conduzida thesouraria de rendas da
provincia da Parahiba. Commuoicou-se ao
Exm. presidente daquella provincia.
Dito ao mesmo. Mande V. S. pagar ao Dr.
Manoel Buarquc de Macedo Lima os seus venci-
menlos do mez de maio ultimo, como engenhei-
ro fiscal Ja estrada de ferro.
Dito ao mesmo. Remello por copia a V. S.,
para seu conhecimento, o aviso expedido pelo
ministerio da marinha em 11 de malo ultimo,
declarando haver sido approvado o pagamento,
que a presidencia mandou fazer a Francisco Bo-
tclho de Andrade, na importancia de vinlo dous
cnnlos cento e noventa e cinco mil ris, prove-
niente de vinte tres bragas de caes feitas pelo
mesmo Francisco Bolelho do Andrade, de con-
formidade com o seu contrato.
Dito ao chefe de polica. Sendo insuficien-
te para > servigo o numero de oito pracas do
corpo de polcii destacadas na cidade do Rio-
Formoso, e nao sendo possivel augmentar
aquelle numero com pracas do mesmo corpo, re-
solv mandar substituir aquelle destacamento
por outro de vinte pracas da guarda nacional,
coramandadas por um alferes. O que communico
a V. S. para seu conhecimento. Officiou-sc ao
commandante superior daquclle municipio e ao
inspector da thesouraria de fazenda.
_ Dito ao commandante superior da guarda na-
cional do municipio da Boa-Vista. Indeferin-
do nesta dala, vista da sua informaco de 26
de abril ultimo, o requerimento em que Francis-
co T.irgino Granja pedia a plente, que deixou
do sotioit-r em tempo. de capilo da 1.a compa-
nhia do qorpo de cavallaria n. 5 do municipio de
Ouricurjfi: assim o communico a V. S. para seu
conhejffento.
Dilo7ao inspector do arsenal do marinha.
Remello por copia a V. S., para seu conheci-
mento e execuco. o aviso circular expedido pe-
lo ministerio da marinha em 11 de maio ultimo,
reromraendando que a companhia de aprendizes
marinheiros desta provincia nao tenha mais do
que dous pifanos e dous tambores, como estabe-
leceu o arl. 3. doregulamento, que baixou com
o decreto n. 1855; devendo por consequencia
extinguir-se qualquer banda de msica, que se
po3sa ter creado na referida companhia.
Dito ao commandante do corpo de polica.
Faga V. S. retirar da cidade do Rio-Formoso o
destacamento do corpo de seu commando, que
all se acha.
Dito ao mesmo. Mande V. S. por dispo-
sico do chefe le polica vinte pracas do corpo
sob seu commando, afim de seguirem em dili-
gencia para o termo de lngazeira, commaudadas
pelo alferes Francisco de Paula de Souza Mala-
guea.
Dito ao promotor publico da comarca de Santo
Anto, bacharel Jos Mara Ribeiro Paraguass.
Inleirado do conledo do seu officio do 12 do
maio prximo lindo, tenho a dizor-lhe que os
quisitos que prope, nao podiam fazer objecto de
urna consulta presidencia, ja porque uns se
acham resolvidos por disposices expressas do
cdigo do processo e de seus regulamentos, que
nao podem ser desconhecidos a Vmc, j porque
outros encontrara soluco no bom senso jurdico,
que nao deve faltar a Vmc.
Em todo o caso, porm, lhe recommendo que
trate de evitar a connuaco do conflicto, em que
parece achar-se com o juiz de direito da comar-
ca, porque nada ha mais prejudicial ao servico
do queessas desintelligencias entre funecionarios
pblicos, mormente da ordem judciaria.
Dito ao mesmo. Respondo ao seu officio de
15 de maio prximo lindo, dizendo que, sendo
expresso no artigo 221 do regulameoto numero
120 de 31 de Janeiro de 1842, que os promotores
requerero por meio de petico, como outra
qualquer paite, c somonte se dirigiro por meio
de officios as autoridades quando tiverem de pe-
dir providencias a bem da juslica em geral, sem
referencia a um outro caso especial, cumpre que
Vmc. requeira aos juizes muoicipaes, a que aliu-
de em seu citado officio, o que nelle pede pre-
sidencia.
Quanto ao mais constante do mesmo officio fleo
inleirado, e delle remello copia nesta data ao
chefe do polica para os fins convenientes.
Dito o inspector interino da thesouraria pro-
vincial.Mande Vmc. lavrar o competente termo
de venda a Francisco Rufino Correa de Mello, de
253 bragas quadradas de terreno, proveniente das
obras da estrada em frente de sua propriedade,
na ra Real* no bairro da Boa-Vista, sendo esta
venda feita na razo de mil ris por cada braga,
e com a condigo de murarem elles toda a fren-
te do terreno, no prazo de seis mezes.
Dito ao mesmo.Mande Vmc. pagar aos em-
pregados da secretaria do governo, em vista da
folha inclusa, os vencimentos que perceberara uo
mez de maio prximo passado.
Hilo ao mesmo.Mande Vmc. salsfazer o in-
cluso pedido para pagamento dos serventes da
secretaria do governo, e despezas miudas da mes-
ma secretaria.
Dilo ao mesmo.A vista da conta junta, que
me foi remullida pelo chefe de polica, com offi-
cio de hontem, sob numero 753, mande Vmc.
pagar a Simplicio Jos de Mello a quantia de rs.
96400, despendida no mez de abril ultimo com
o sustento dos presos pobres da cadeia do termo
do Brejo. Communicou-se ao chefe de po-
lica.
Dito ao mesmo.Mande Vmc. pagar a Joaquina
Antunes da Silva a quantia de 2044000 em que,
segundo a conta junta, que me foi remettida pelo
chefe de polica cora officio de hontem, sob nu-
mero 754, importam as despezas feitas no mez
de abril ultimo com o sustento dos presos pobres
da cadeia de Garanhuns. Communicou-se ao
chefe de polica.
Dito a cmara municipal do Recite. Recom-
mendo a cmara municipal do Recite que lance
mi do todas as medidas dentro de sua algada
para que se proscreva por urna vez o pessimo ha-
bito de langar-se liso, e fazer-se outros despejos
junto dos caes desta cidade,por ser isso pernicto-
sissimo sade publica, como contrario as vistas
com que a fazenda publica tem feilo, e contina
a fazer, a grande despea que custaa conslrucgjo
daquelles caes.Iguaes ao capilao do purlu e uo
chefe de polica.
Dilo ao Ihesourcirn das loteras. Inleirado do
conledo do sua inl'ormago de, 30 de maio ulli-
mo, lenho a dizer que deve Vmc. mandar ealra-
hir rom preferencia- as loteras, quo a tiverem
por lei, e subseqoeniemcute as que forem de ora
em dianto designada por esta presidencia, fi-
ando revogadas quaesquer ordens. que tenham
havido acerca do preferencias para a extraceo de
taes loteras.
Dito ao director interino da reparlico-daobras
publicas.Informe Vmc se o reparo de qne
precisa o thealro de Santa Isabel, constante do
oreamento, que vcio annexo ao seu officio de 29
de maio ultimo, sob numero 167, sao to urgen-
tes-que no possam ser addiados.
Portara.O presidente da provincia, confor-
mando-se com a proposta do chefe de pollera,
desta data, resolve nomear o alferes Francisco
de Paula de Souza Malagueta para delegado de
polica do termo de lngazeira.
Dita.O Sr. agente da companhia brasilera de
paquetes a vapor mande dar passagem de convz
para o Rio do Janeiro a AlexanOrino Thomaz de
Aquino Coelho.em lugar destinado para passa"ei-
ro de estado.
Dita.O Sr. agente da companhia brasileira de
paquetes a vapor expega suas orden afun de que
seja transportado Dar a corle, ero lugar de con-
vz para passageiro de eslado. o ex-primeiro sar-
gento do exercilo Bernardo Gomes du Araujo.
Expediente do secretario do governo.
Officio ao Exm. presidente desta provincia.
Passo s mos de V. Exc. o incluso pedido na
importancia de 1019200 para pagamento- dos ser-
ventes e despezas miudas desta secretara, rogan-
do a V. Exc. se digne de mandar satisfazer essa
quantia.
Dito ao tcncnlc-coronel Coriolano Vcllozo da
Silveira.De ordem de S. Exc. o Sr. presidente
da provincia, declaro a V. S., em resposta ao seu
officio de 28 de maio ultimo, que foi destinado
para o servigo do exercilo o" recrula Manoel Jos
Marcolinoda Silva.
Dito ao Sr. Benlo Jos de Albuquerque. S.
Exc. o Sr. presidente da provincia, manda acen-
sar recebido o officio de 18 de maio prximo fin-
do, era que V. S. communica achar-se no exer-
cicio do cargo de promotor interino da comarca
de Sanio Anto.
Pela secretaria do governo mandase publicar,
para conhecimeuto dos inleressados, os avisos
seguinles :
EXTERIOR.
1.a secgo. Rio da JaneiroMinisterio dos
negocios do imperio em 9 de maio de 1860.
llloi. e Exm. Sr.Devolvo a V. Exc. o reque-
rmenlo, que acompanhou p officio dessa presi-
dencia, 11.526, de 13 de margo ultimo, e no qual
Mara Isabel Los, professora publica nessa ca-
pital, pede a sua jubilago, a fim de que V. Exc.
o tomo na considerago quo merecer. Dos
guarde a V. ExcJoao de Almeida Pereira Fi-
Iho.Sr. presidente da provincia de Pernambuco.
Cumpra-se.Palacio do governo de Pernam-
buco 2 do junho de 1860 Uitiudm CnaAV _
Conforme.Francisco Lucio de Castro.
Ministerio dos negocios da fazendaRio de Ja-
neiro 11 de maio de 1860.
Illm. e Exm Sr.Para que se possa resolver
sobre o requerimento, quo acompanhou o officio
de V. Ex., n. 119 de 5 de abril ultimo, de Fran-
cisco Bolelho de Andrade, pedindo permisso
para comprar um terreno de marinha do que
foreiro Luiz Antonio Vieira, conveniente que
osuppliconle aprsente o titulo original da con-
ctsso das ditas marinhas a fim de ser Iransmit-
tldo ao thesoureiro com a deciso em original de
V. Exc, assim commodas informaces prestadas
a semelhanle respeilo pela thesouraria de fazen-
da.Dos guarde a V. ExcAngelo Munit da
Silva Ferraz.Sr. presidente da provincia de
Pernambuco.
Cumpra-se.Palacio do governo de Pernam-
buco 2 de junho de 1860.Ambrosio Leito da
Cunka.
Conforme.Francisco Lucio de Castro.
Ministerio dos negocios da fazenda. Rio de
Janeiro 16 de maio de 1860.
Illm. e Exm. Sr.Em resposla ao officio de
V. Exc. n. 122, de 10 de abril ultimo, a que a-
companhou o requerimento do D. Isabel Maria
das Chagas Guimaraes, e filhos do finado Fran-
cisco Augusto da Costa Guimaraes, pedindo que
so Ihes mande passar titulo de aforamento do
terreno de marinha n. 10 (outr'ora 12) silo na
ra do Brum, em Recite, auloriso a V. Exc. para
conceder o aforamento requerido depois de pro-
vrem os supplicantes serem successores do fo-
reiro primitivo.
Dos guarde a V. xcAngelo Uunir da Sil-
va Ferraz.Sr. presidente da provincia de Per-
nambuco.
Cumpra-se.Palacio do governo de Pernam-
buco 2 de junho de 1860.Leito da Cunha.
Conforme.Francisco Lucio de Castro.
Ministerio dos negocios da fazenda.Rio de
Janeiro 16 de maio de 1860.
Illm. Exm. Sr.Autoriso a V. Exc, era res-
posta ao seu officio n. 123 de 10 de abril ultimo,
para mandar passar o titulo de aforamento que
pede Antonio Ignacio do Reg Medeiros do terre-
no n. 12 silo na ra do Brum no bairro do Re-
cite.
Dos guarde a V. Exc Angelo Muniz da
Silva Ferro?.Sr. presidente da provincia de
Pernambuco.
Cumpra-se.Palacio do governo de Pernam-
buco 2 de junho de 1860.Leilao da Cunha.
Conforme.Francisco Lucio de Lastro.
Ministerio dos negocios da fazenda.Ro de
Janeiro em 18 de maio de 1860.
Illm. e Ixm. Sr.Em resposta ao officio de
V. Exc n. 146 de 18 novembro ultimo, a que
acompanhou o requerimento do padre Raphael
Antonio Coelho e sua irm Sancha Mara da Con-
ceigo pedindo liueoga para transferirem a Au-
gusto Ferreira Pinto, um predio que possuem na
rus da Florentina e que em parto se acha edifi-
cado em terreno alagado, declaro a V. Exc. que
altendcndo a que nao urna concesso nova
(pois se o fosse devoria ser indeferido) e as cir-
cunstancias do caso, ex postas nos papis juntos
ao dito requerimento, concedo a licenga pelo
que respeita aos terrenos, que nao sao de ma-
rinha nos termos das inslrucges de 14 de no-
vembro de 1832 cumpriodo que V. Exc. resolva
como entender de justiga pelo que respeita aos
terrenos que sao de marinha.
Dos guarde a V. Exc Angelo Munit da
Silva Ferraz.Sr. presidente da provincia de
Pernambuco.
Cumpra-se.Palacio do governo de Pernam-
buco^S de junho de 1860.Leito da Cunha.
Conforme.Francisco Lucio de Castro.
Ministerio dos negocios da fazenda. Rio de
Janeiro 18 de maio de 1860.
Illm. e Exm. Sr.Respondendo ao officio de
V. Exc, n. 8,- de 12 de Janeiro ultimo, a que
acompanhou o requerimento de Mesquita & Du-
tra e Jos Pereira Vianna sobre o aforamento de
um terreno na ra do Brum do bairro do Recite,
auloriso a V. Exc para conceder o aforamento
do dito lerredo, visto nao so achar anda em
pratica a circular de 18 de outubro ultimo, quan-
do se fez a respectiva demarcago e avaltaco,
convindo que V. Exc. assim proceda com os que
se acharam em idnticas circumstancia.
Dos guarde a V. Exc. Angelo Muniz da
Silva Ferrax.St. presidente da provincia dj*
Pernambuco.
Cumpra-se. Palacio do governo de Peraam-
buce 2 de junho de 1860___Leito da Cumha.
Conforme.Francisco Lutio de Costra.
PARA ROMA!
n
Simn, Simn, eeee satans expew
livit vos, u* erivaret sieut fr*-
cuni.
Nao podem espantar n egreja, as Iribulaeoesr
que ora sotTre. Wo prevalecero contra ella a
portas do inferno ; ma as insidias de salan,
loram previstas pelo Flho de Deus.
Que admirara as contiadigocs ? Quem ha-de
curvar-sc diante d'tilas, e render-se vencido
Todos os calholicos confiara nas promessas de
Jess Christo, porque os cos e a (erra poderc-
acabar ; nao assim o Vorbo da sciencia divina
quo eterno.
Os Papas sao ambiciosos, os Papas usurparam
poder sobro os reis ; os Papas foram os emulo
da auloridade imperial, e por fim emanciparam-
se d'clla pela astucia : o Papas arrogarain-se a
auloridade de dispr da eoras ; os papa ven-
diam gragas, beneficios, dispensas, indulgencias -
os Papas estabeleceram a intolerancia, e appro-
varam a perfidia, eo assassinio, con ra Sshereges.
Eisahi o que a perfidia hertica repeli o repele-
ainda hojo I Eis ahi o erro- da impiedade reper
cuiindo-se pela primeira vea no soto desfo reino
lidelissimo.
Mas quando lodos aquelles aleives fossem ver-
dades, seria menos verdade que a egreja urna
quo o uccessor de Pedro o cabega dessa egre-
ja, o centro da unidadecitholica, o primeiro pac-
lor, o vigario de Jess Christo t
Seria menos verdade que lodos nos, calholicos
membros da egreja militante, somos filhos desse*
pae, filhos em Jess Christo, e que ainda quando
o encontrassemos cahido em peecado, poderia-
mes pedir-lhe, supplicar-lhe de joelhos que se
levantasse para Deus, mas nunca insulta-lo, in-
juria-lo, desacredita-lo aos olhos deseus'iui-
migos?
Malediclus Chanaan, servut servorum erit
fratribas suis.
Benediclus Dominus Deus Sem, sit Chanaan
servus ejus.
Dilatet Deus Japhet, e habitet in o&erna-
culis Sem sit Chanaan servus ejus.
Maldito seja Chanaan 1 e que seja o cscravo-
dos escravos de seus irnios.
Bemdilo seja o Senhor Deus de Sera, e seja
Chanaan o cscravo d'elle.
Multiplique Deus a posleridade de Japhet, e
habite esta na casa de Sem mas Chanaan seja
tambem escravo d'ellc.
Eis ahi o analhema terrivel, a maldigo tre-
menda que esse pae insultado na queda, pode-
ria lancar sobre a descendencia do (lito insolen-
te, que ousou affronla-lo e escurece-lo na sua
nudez de hornera.
Eisahi porque todos os povos devera tremer,
quando de seu scio e face dos governos, seno
com approvaco d'estes, surgem essos Charos
malditos da nossa edade para affrontar o pie ve-
aranuHO no* (ai.daix*** ahrc *.trr. como
representante cos.
Ai dcsaes povos, se a penitencia os nao recon-
ciliar com Deus, e se as orages dos justos nao
forera bastantes para applacar a justiga do mesmo
Deus irritado, o desviar de sobre todo o povo a
maldigo do co I
Chamaan era o filho do filho insolento ; e a
maldigo casligou no filho o peecado do pae 1 Cas-
tigo tremendo que se propagou de gerago em
geragao. To abominavel era a culpa I
Mas que diremos quando reflectirmos. que to-
das essas aecusagoes sao affroutosas calumnias,
dcsafogos odenlos de urna raiva parricida to'
estulta como implacavel ?
A historia puramente humana do papado.
dizia o dislinclo escrptor francez Larenle, a
maior historia que possa ofterecer-se ao estudo
dos philosophos Nao ha espirito por pequeo
que seja, que nao so eleve a considerar essa ad-
miravel misso de um poder, IracTem relaco
aos oulros poderes, mas todava destinado a ser-
vr-lhes de moderador. Sem o papado nao ve-
riamos a Europa revestida desse admiravel ca-
rcter de unidado social, que se conservou e de-
senvolveu apezar dos scismas.
E' urna verdade inconlestavel que foi o papado
quem creou e desenvolveu os eslabelecimenios
scientificos, a que erara chamados ricos e pobres,
para se ennobrecerem pela aristocracia da intel-
iigenca e do saber.
Como foi que o papado nao comprehendeu
os perigos da sdencia so a sua origem era vi-
ciosa, e a duraco de sua existencia se contava
pelo numero de crimes ? Pois nao seria mais
previdente o talento de Mahomelh ? Nio 15ra
enio preferivel a ignorancia prescriplu pelo al-
koro 7
Nao ; o papado havU d/^azer'ingratos, porque
a Cruz foi posta aos hombros do Redemptor, por
aquelles mesmos, ai quem elle viera remir.
As trevas da ignoxancia fugram do mantel in-
culto, aquecido peloii raios daquelle sol Jemfa-
zejo, surgiriam nuvkns negras a toldar-lhe o -
brilho I Mas que importa ? Doixaria por isso
mesmo o sol de espclh seus raios sobre o ter-
reno ingrato e fecunda-lo pora beneficio do re
da creacao ?
Tambem a Italia deve a sua independencia aos
Papas ; e da Italia se alevanlam as roaos de In-
gratos o sacrilegos, que se esforgam por empur-
rar de Roma o Papa, e levam aos labios de Vio ,
IX o calix das amarguras.
[Naco.)
III
Va vobis, Scribce el 'hariscei hypocritoe.
Para Roma, para o centro da unidade calholica,
para o vigario de Jess Christo.
E' esta a voz que enche de raiva os cleropho-
bos. Pouco importa: apezar delles navemos de
repeti-la urna e muitas vezes.
Bradaro contra o Papa, e dizem-so calholicos:
Calholicos sua moda, moda de Vollaire.
Conheceis ahi alguns desses por Lisboa : per-
gunlai a que rebanho pertencem; acharis que
sao ovelhas perdidas sem pastor, socias dos lo-
bos.
Parochia nao a teem ; pelo menos nao consta
que o seu nome esteja entre osconfessados e qus
commungam pela paschoa.
_ Nao vos admiris portanlo da sua lingua vipe-
rina, nem das insolencias que vomitara contra o
Papas Ensinou-lhes Satanaz essa linguagem, que.
a linguagem do inferno, como a insinou aos a-
rianos, como a ensinou a todos os herejes e ioi-
migos da egreja, quaes sao esses taes.
Nao nova similhanle linguagem, nao nova
acalumnia. Opatriarcha de Alexandria, o glo-
rioso Alhanasio foi urna das primeiras victimas
della.
Nao vemos nos o que a similhanle respeito nos
conta a historia? Alhanasio levado ante um con-
cilibulo de blasphemadores do Christo, all foi
insultado, e infamemente calumniado. Apezar
de haver confundido as falsas testemunhas, toda-
va foi sentenciado e condemnado por esses crimes
falsos.
Depois os mesmos homens protegidos pelo im-
perador Constancio, expulsare de novo ainda o
santo patriarcha, qua fora julgado innocente pa-
rante o Papa ; e pondo em seu lugar o instruso
oregono, eharaam em seu auxilio os judeus e
canalha dos beccos, e com esta boa companhia.
digna dos Inimigos da egreja, agoitam, esmtgam,
ferem e passem i espada os calholicos que na


;ri** -. .;_____r\ '
I"
I ..... I III
semana sania se haviara recolhdo ao* toaaploa, |
recusavara coramunicar cora os scismalicos. N^
propria sexta-feira sinla o brutal Gregorio a-
coinpanhado de soldados pagaos eotra a'urna
Na exporiacu para os paires cslraneeiros ligo-
. OIARIO DB PERSAMBOCO. ^ SEGUNDA *EUU 4 DE JUNHO DE 1860
egreja onde eslavam Irinla e quatfo pess^ss tes-
peitaveis, a maior parte dontellas, e as manda a-
joilar no proprio templo. As mcsraas raulheres
arianas Mhiiro para as mas, como bacchantes,
insultando donzoHas catholicas. As virgens
consagradas a Deus reta expulsas dos mostTros,
os bispos o mus palores catholicos expulses de
8uas egrejas, que erara dadas aos padres llberaes
daquello poca, rsto aos'devessos, temulentos,
interesBeiros que subordinavam a religio poli-
tica, o obedecMU ao imperador, primoiro do que
a Deus.
Nao ha portento que extranhar, do que vemos
froje, senae a raaior hypocrisia dosfJIerophobos
de agora.
O mesmo que os arianos, lucrara os iconoclas-
ta. A uns dos catholicos eram arrancados
os olhos, a outros cortado o nariz, a outros co-
briam a barba com pez, e langa vam-lhe ogo,
outros eram lacerados pancada, outros degol-
lados ; e ludo isto era feilo pelos horneas que j
punhara o poder dos imperadores em assunptos
espiriluaes, ncima do poder dos Papas e dos bis-
pos, pelos liberdadeiros daquella poca, pois em
todo o lempo o inferno teveca pela trra seus mi-
nistros, e o diabo fllhos.
Mas deixemos esses lempos do imperio ; re-
tinamos aos templos da manciparlo-do espirito,
como ditem hoje. Contemplemos as heroicida-
des dos homens, que vieram reformar o mundo,
que vi rain ero Roma as abominarles de Babilo-
nia, e no Papa a beata do Apocalypse.
Os discpulos do fiado apostata, Martinho de
Luthcro, depois de tomarem as armas e assola-
rem as provincias de Suavia, Franeonia e Alsc-
cia, alevantavam o camartello contra os templos
e Deus vivo, queimavam e arrosavara as igre-
as c is casas dos catholicos, assassinavara padres
rj fiados aos ceios.
Contam-se para cima de Tinte mil igrrjes que
stes bellos e tolerantes cbrislos destruiram. S6
n'uraa provincia de Franca, o Dclphinado, assas-
-sinaram 256 padres, e 112 religiosos, o queima-
Tam 900 villas ou aldeias. Nem os merlos lhes
cscaparam. Nem as reliquias dos santos mar-
tyres, quo foram quemadas, e as cinzas deitadas
o ventos.
Em Plessis-les Tours eslava o tmulo de Sao
Francisco de Paula. Abriram-no, quebraran) o
caixo, e como encontrassem o corpo incorrupto
inteiro, arraslaram-no pelas mas, depois des-
fazendo a machado urna grande Crui de madeira,
com osla fizeram urna fogueira em que queima-
ram o corpo do Sanio. Era Lyon abriram o to-
millo de Sao Boavenlura, roubaram o que ncl'e
era precioso, as sanias reliquias foram queimadas
e as cinzas laucadas ao Sanna.
Mas nao Cea aqu. Vede o que se passa era
Inglaterra. Basta nomcar dous homens para o
caco ficar partido por dous scntimenlos op-
poslos e contrarios. De um lado Henrique VIII,
o algoz do ura povo ; do oulro lado Thoraaz Moro,
honra de Inglaterra : o primeiro no throno he-
beudo o sangue do catholicos o segundo no pa-
tbulo Otando o co com a resignago do roarlyr.
E depois disio ser anda nccessario mostrar
a rainha virgem mandando assar catholicos, e
manchando as mios no sangue de sua propria
familia?
Admiremos a insigne ptedade destes philan-
tropos anli-catholicos, que ahi nos fallara todos
os dias as crueldades da inquisigo, e as bar-
baridades de urna noite de S. Bartholomeu.
Quando os ouvistes condemnar igualmente essas
barbaridades dos lulheranos, dos albigenses, dos
Henriques e Isabeisde Inglaterra?
So queris conhecer o alvo de seus lros, olhai
bem, aonde mirara. Condernnam o crime, e n
crueldade onde quer que a encontrem? o : a
sua raiva 6 aos homens.
Os catholicos censurara igualmente os exces-
sos, onde quer que os encontrem : os discpulos
d Lulhero, Calvino e Vollalre s lem oaos para
verem o mal entre catholicos; palavras de res-
pailo e compaixo para os tigres e lobes da sua
alcateia.
Mas como foi que os Papas se apoderaran! do
poder temporal 1 Grande adroiraco !
Os imperadores do Oriente, allrahidos polas
delicias de Conslautinopla, j nao curavam da
antiga Roma. Os lombardos pela maior parto
arianos, senhores de Ravenna omeagavam Roma.
Innocencio I consegoindo salvar a cidade das
raaos de Alanco.S. Leo conseguDdo moderar
os impeles de Attila, o Genserico recebem as
iKi.raosdo povo. que os recouhece como pro-
lectores de Roma. Pepino alrsvosacndo os Alpes
vencendo Astolpho rei dos Lombardos, c cou-
quistando Ravonua, cedeu-a ao papa Estevam.
Ouando depois Didier, sucerssor de Astolpho in-
vadi Ravenna e a assolou, Carlos Magno corren
;m auxilio do papa Adriano, que conlinuou na
posse do hexarrhato.
Ouando o imperio de Carlos Magno se des-
membrou, RQma icou entregue ao seu defensor.
Enlao os dofensores erara investidos de urna ma-
gistratura que siippria a falla do supremo poder
temporal. Os Papas erara os defensores de Ro-
ma, e res e povos de comraum accordo appro-
vavara essa benfica aulondado as maos dos
Papas.
A egreja, sempre protectora dos fracos defen-
da os povos contaa as insolencias e lyrannias
que se pralicavam na Italia em nome dos impe-
radores. A causa Nacional, a causa do poder era
i.-tmbom a causo dos Papas como principes e de-
fensores de #cua.
Carecamos de chegar a estes desgranados lem-
pos, para vermos os revolucionarios, desconhe-
cendo toda esta benfica influencia dos Popas,
era quanto se chamara defensores da casa do po-
vo, alraicoarem-na para enlregarem os povos li-
vres domnago de um rei estraugero, risca-
rem o nome desses povos de entre os dos povos
independenlcs, o em nome da liberdade lanca-
rem grilhes aos pulsos dos cidados livres da
Romanhar Toscana. Modena e Parma 1
Os beneficios que a Roroanqa devia aos Papas
sequeceram. E s lembrou no da da perdigo a
raiva dos impos contra a egreja de Dos o contra
o vigario de Jess Chrislo na ierra.
raram os gneros que abaixo se seguetn
Agurdenlo..............>...... t7:8l 4^918
Algodao........................ I,825'i86|577
8:9569800
18:011|614
ma tomismo do Camossim, cora as n alicoreas sume
'.-ircnl08 qu* conselftliM pela ex-jxar o terreno par car no musmo nivel da parle
Animaes vivos..................
Arroz..........................
A ss o car.......................,
Aves..........................
Baunilha......, .
Bolaxas o biscoitos grossos___.
Cacao....... .
Caf em grao o moido. .
Carne secca, salgad o de xar-
'le...........
Chifres. ".......
Couros salgados......
Dces.........
Farinha de aramia e de man-
dioca..........
Fumo em folha.....^
Gomma dopolvilho.....
Diladepeixe......,
Madeiras diversas.....
Mamona oucarrapato em grao.
Mel, melado ou roelaco. .
Objc-cres diversos. .
Oleo decopaib. .
l'rata em barra. .....
So-la..........
Tapioca do Para......
Na exportacao para trras provincias sao com-
pr ee n d id os os seguintes gneros :
Agurdente .......
Algodao em fio......
Amarras ccordagemdc piassaba
Animaes vivt. .....
Arroz.........
Assucar branco......
Bolaxa e biscoiftos grossos. ,
Caf pilado e coto casca .
Chapeos diversos......
Charutos.........
Couros preparados.....
Farinha de ararula e de man-
dioca ..........
rogos artificiaos. i .
Fumo. ........
Genclrr*.........
Gomma de polvilho.....
IiisiriMiicnlos de msica .
Licores.........
Milhe.........
Mobrlia diversa......
Objoctos diversos.....
Obras.........
Petse secco, salgado ou em sal-
moura..........
Rap..........
Redes para dormir.....
Sabiio.........
Sal..........
Salsa parrillia.......
Sebo eni rama e pues. .
Sola..........
Tabaco em p.......
Taboados diversos.....
Tapioca.........
Os direilos da importacao no
dito anno de 1858 a 1859 monta-
roo a..........
Os da exportacao dos gneros
nacionaes para paizes estrangei-
ros a..........
Os da reexporlagao das merca-
donas eslrangciras" para deutro e
fora do imperio a.......
~
INTERIOR.
MARANitAO.
elatorio eom que o )Exn. Sr. Dr.
Jo MIveira de Soifcza, presiden
fe esta provineiar; abri as
semhlea legislativa provincial
demai do eorrente
no lia
anno.
(Coninuaco.)
Commercio.
Segundo os'mappas foruecdos pela reparlicao
da alfandeg, foi no anno fiuauceiro de 1858 a
3859, o valor das mercadoras importadas direc-
tamente de paizes cstrangeiros rs. 3,949 012S64
O dos gneros nacionaes impor-
lados das differenles provincias... 759:712S679
O dos gneros estrangeiros m- "
portados por transito de outras
provincias................J....... 405:358373
O valor da exportacao foi :
De gneros nacionaes para pai-
zes estrangeiros................... 2,454:967#476
Do eneros nacionaes para os
porlos ao imperio................ 52l:192{333
De gneros estrangeiros para as
provincias do imperio............. 445:0189820
A exportacao dos gneros nacionaes verificou-
0 para os seguintes paizes:
Eslados-Unidos................
Franca........................
Graa-Bretanha.............,..
llospan lia ...___.................
Tortugal.....------______.........
243:379#I43
20:8084455
1:188:253#522
112:131jjfi54
890:394#7O2
2,454.9679476
A exportado dos gneros nacionaes para os
porlos do imperio effecluou-se pela eguinle for-
ma :
i?*"'?...........................
Cear......_......
Parnahiba............ ,
Parabiba......... VS^V.Z".
frrnarabco.................. '
Bo de Janeiro..,..............'
Rio Grande do Norle...........,
9:111|077
14:2290552
58:624$474
17.913^602
2:7449100
196.655S933
47:781^658
131*937
160:0088048
1:11SH0
4911009
85*>780
6489000
362J882
6510360
1:218*540
310:563$460
2:8939200
2:417950
1.9588062
12:7965900
8:191562
3:269*000
5238400
3:143,680
3:686S443
36:3298160
7199040
17:2119400
17:03S5O0
54.5099046
396J200
376g000
1.-9595000
59.7188-301
115:639J489
9889508
32:2269535
303000
9859600
4:650000
129:4598040
1:1019600
3:4838281
4:9358433
2:643f900
58781100
2:2499500
13:8219000
2:7689500
1:9289893
15.362g000
2:4859580
2:2788200
1:8809000
7:5639167
8249160
2109000
1:0759000
46.-491g800
3819000
3.3379500
3:5929300
penencia.
J.lm das barcas de reboque dono-alnadas Cor-
renl^ Riachao e Vinte Oilo de Julrarqu* j t
aclirvam em servido, foram montadas -laucadas
ao mar om 26 de oulubro, 2 de novembro e- 25
de lannwwdaiMMMdas Pr^to Codee Mearim.
As: un lem a companhia aclualmente seis barcas,
*'ra mais urna se nao hoavesse soffrido a per-
da da deuominada Ouro, qu naufragou na Oue-
^' h" dA."dt* deuDeo. enl^o Boqueiro
no da 13- de novembro do asno pastado
l'izeran com regularidade su as visgens os va-
po -es Camossim e S. Lula na linhastostolras, e
o 1 indar no no destenome e noMfearim. Ou-
Irr tanto purera, nao aconleceu com o Caxias no
re Itapecur, portera eslacao secca perdurado
rigorosa, mterrompendo as viagens at a cidade
de Caxias de 21 du oulubro a 5 de dezeutbro. No
dc-:urso desle lempo as barcas destinadas ida-
de d Caxias, foram rebocadas pelo vapor sqmen-
te al o secco ite Joo-Pauto o d'ahi seguiam &
V6' "fl.
.1 companhia reclamado governo o compri-
m uto do seu contrato, quanlo limpeza desle
rio, para a qual nao se acha decreado o necessa-
nc credilo ; e nem sei se poder s-Io as actuaos
ciicomstancias do Ihesouro provincial ; no en-
lr tanto seria isto u:na medida de grande ulilida-
de ; resolvereis a osle respeito como iulgardes
coiveaienle.
Vo ultimo semestre a receita dos vapores foi
de 140:568*988, e o despeza de 90.5629730 apre-
se liando ura saldo de 55:006$268.
3 lucro lquido, segundo o balanco do mesmo
se neslre. deu o lisungoiro dividendo de 59310
Rftn "55"5L52rqualM Prostnco9 no valor de
80)000, o de 89985 porcada urna da, 425 do the-
so iro provincial cuja qaarta entrada, t se rcali-
so 1 om janoiro findo.
SA'.'datd!.?m?rliS8f5 ds companhia mon-
tain 2143358711, fra os juros de 14 apolices da
dr ida provincial, compradas com os fundos do
pT meiro balanco.
Sao foi anda osla somroa e.nprogada om fun-
do pblicos, em consequeocia de nao ter recc-
biilo em lempo o integralmente os pagimcnios
que lhe sao devidos pelo thesouro provincial,
v sta dos embarazos era'que es'.e so lem adiado
para elTeclua-los.
Ksle mesmo estado pouco satisfactorio dos co-
fres piovinciaes nao lem permittido pagar lam-
ben em dia companhia as subvenoes quo
lem direito pelo seu contrato, n<-m a terceira
pr'staco do emprestimo que lhe foi concedido
pelo art. 9. da lei n. 500, para a fabrica do fun-
dirn, montando al o ultimo de feveriro desle
anuo a divida proveniente das ditas lubvoncons
em 26:5219805, sendo do exercirio de 185859 a
quanlia de 5:300tO0O, e do crreme a de rs.
21:2219505, e o rosto do empreslimo em 8:00U9,
o |iie ludo prefaz a somma de 31:5-219805.
Para poder occorrer alem de outros ao paga-
m rato do 14:0289195 nos mezes de Janeiro, fe ve-
ro ro o marco desle anno, por ronta das subven-
Co?s, foi misler, como eai oulro lugar vos digo,
1,079:5709118
171:811g746
501gl31
1:251:883J295
Para que possaes comparar o lotal da exporta-
dos gneros nacionaes, lauto, para os paizes es-
irangoiros, como para outras provincias do im-
perio, nos quatro ltimos anuos financeiros, apr-
senlo-vos o quadro seguinte:
Exportacao dos gneros nacionaes para os pai-
zes estrangeiros.
185556 2:133.9359018
185657 2:234:l83j)472
1857-58 2:770:6279246
1858-59 2:454:9679476
Exportacao dos gneros nacionaes para os por-
los do imperio.
do norte do edlOcia. EslA prompta para receber
os barrotes toda a frenle, que abrange 165 pal-
mos de coaprimento com 10 janellas ; eslao fei-
tas 3 columna de dimetro e de forma hexago-
nal, para-sustenlar vigaso nde devetn dsccancar
os barrotes, dos quaes j esto coltocados 30 ;
eslao preparadas para o soalho 80 daas de ta-
boas ; vinte janellas cora caixilhos e 8 portas,
alera de etceuladot outros pequeos servicos.
At principios dsbril ullimo montn a d'espe-
" 'comjoMaes de operarios-e materiaes em......
8:0168250.
Quartel do Campo de Ourique. Comecaram
os concerlos desle quariol em 9 de deiembro.
Reparou-se a raudo cosinha, que eslava arrui-
nada, e urna arrecadacao que foi dividida em
duas partes por raeio de urna parede de pedra e
cal e laipa ; forrou-se a casa da ordem ; foz-se
de novo o ladritho que flea por balxo do saguao
da parle posterior do qusrll; concerlou-se a
calcada em torno do todo o edilieio ; foram ali-
jolados 8 quarUis, e reparados os oulros que esla-
vam em rao estado Foram tambem concerta-
das todas as portas e janellas, pondo-se-lhes fer-
ragens e fechaduras novas, e fizeram-se alem
disso outras pequeas obras. Contnua-se an-
da na caiaco interna do edificio. Tera-se des-
pendido com estes reparos e concerlos.......
l:735J0O0reis.
Caso da polica.Eva 23 de feverero Toram
concluidos os concerlos 6 que a presidencia man-
dou em 19 de agosto do anno findo proceder nes-
to predio nacional por ordem do governo impe-
rial, tanto na parte em que se cha eslabelecida
a secretarla de polica, como nos reparlimentos
destinados para as audiencias dos diversos juizes,
despendendo-se por conla fio ministerio da Jus-
tina 1:849J200 res, e pelo da faenda 8659440.
Telheiro do armazem da Plvora. Foram
felos os concerlos, de que necessitava este te-
lheiro. e com elles despendeu-9e a quanlia de
150g-260 res.
Capella do forte de Santo Antonio Careca de
um pequeo concert que resolv aulorisar, e
quo foi concluido pela quantia de 6696OO res
Capitana do por/o.Reparou-se o lelhadode
ura uos armazens do edificio da capilania do por-
to com o que se fez a despoza de 2248470 rcis.
Barca de excavaco.Era 1858, pelo estado de
ruina era que se achava a barca do excavaco,
destinada indispensavel des obslruccao, dsla
cidaje foi encalhada por ordem do ministerio da
niarinha e sendo nulorsado o capilao do porto 3
contratar outra sob as bases e dimenses indica-
das pelo Io constructor naval da corle, celbren-
se o contrato pela capitana com Joo da Costi
Santos em dala de 16 de oulubro do dito anuo
pela quanlia de vinte o novo conlos de res, pa-
ga em 5 prestacoes, obrgando-se o contratante
a da-la prompta ora 18 mezes. Scm9 de Janei-
ro de 1859 recobou o contraanle a Ia preslaco,
e em virlude do aviso do 17 de marco dcste"an-
no, que deixou de approvar o contracto, porque
I declarara o inspector do arsenal demarnhada
corle e o respecliv o Io constructor que haviara
ollactuar a venda de suas aeces perlencenles ao sido alteradas as dimenses de algumis pe^-as da
r0, "orea com despreso daquelle plano que se man-
1855-56
185657
185758
1858-59
364:0259135
442:7489:,
646.0I8904
521:1929333
,0-itiniia.n as obras do edificio em que se lem
de esiabelecer a fundi^ao : e, segundo o ielato-
ri( da cornpannia, estarao era breve om eslado
de receber os aparelhos para assenlar-se a odi-
cii a. A dispeza com estas obras al 31 de de-
se nbro foi de 29;3979274.
Obras publicas geraes.
} Dique. Est actualmente esta obra sob a ns-
potciio do capito do porto chefe de diviso Jos
Mina Ferreira.e dirigida polo primeiro len-
le de engenlieiros Francisco Gomes de Souzs.
Segundo informa o dito cngenliero, acha-sc o
di [ue coinpletnmcnle fechado, de modo que se
padelrabalhar om secco. mesmo na occasio das
res cheias. Os paredes exteriores eslao promp-
no perrailiindo que a agua possa ahisentrar
agude. ou batard feilo na eutrada do dique
? bem esl acabado.
\cliani-se idiantadas as escavanos da forma,
ido este o servico que so esl dando maior
pulso, para se poder cumecar osalicerces. Es-
1 lavradas e promptas 1,584 podras de cantara
i .6280, que sao uccessarias para o revestimon-
do dique,
fom-se despendido com essa obra desde o seu
m
lo
O
ta
se
i ir
ta
da)
to
Desta comparacao resulla que o valor da expor-: ToiSjr'an2^ d.e f.evpreir0 "Himo a quantia do
ta$ao do anuo inanceiro lindo (185859) foi su-! fr,Xl" i,ve ca,,,aria existente na
perior no da do 185556 e de 185657, porm
inferior no da de 185758. Esta dlfferenca entre
os dous anuos ltimos prorem principalmente da
baua 110 proco do algodao. Do quadro junto sob
11. veris que a qunntidade do algodao exporta-
do em 1857 58 foi de 281:150 arrobas, que pro-
du/iu o valor de is. 2:120:231$814, entretanto
que a exportacao desse genero no anuo soguinie
de 185859 foi de 538.7 i8 arrobas, quasi o duplo
e pioiiuzo o valor de 1:825:5859777, islo menos
rs. 294:646fil)67 do que no anterior. E' verdade
que para essa diiToroncn concorreu tambera a va-
riabilidadena quantidade dos gneros exportados;
convindo notar quo se, por exemplo, se deu 110
auno de 185859 menor quantidade na exporta-
cao do arroz, da sola, do sabiio, da tapioca etc.,
v-se por nutro lado que foi superior a do assu-
car, agurdente, copaiba, farinha de mandioca,
ele,
Navegaco.
A navpgaco de longo curso feita no anno fi-
nanceiro de 185859 por navios nacionaes e es-
trangeiros, era relaco ao porto desla capital cora
diversos porlos estrangeiros, deu o seguale re-
sultado.
Entradas.
Nacionalidades. Navios. Tonel. Equip.
Nacionaes. 4 699 44
Americanos.. 9 1531 67
Belgas. 1 138 8
Francezes. 16 3177 202
Hcspanhoes 6 1093 72
lnglczes... 21 8643 308
Peruano. 1 632 24
Porluguezes. 21 6538 319
79 '22421
Sahidas.
Navios. Tonel.
Somma. .
Nacionalidades.
Nacionaes. 776
Americanos.. 9 1696
Roigas. ... /
Francezes. 18 4743
Hespaohoes.. 5 1086
Inglezes. 24 12312
Pciuano. <
Porluguezes. 2 7650
Somma. 81 28262
A navegaco de cabolagcm no referido anno foi
feila segundo o quadro que abaixo se segu -
PORTOS D'ONDE VIERAM, E PARA ONDE
SAHIIIAM.
Entradas.
Ns.
10H
Equip.
34
45
195
46
298
267
885
Cear................. 13
Para.................. 28
l'ernambuco.......... 13
Piauhy (Parnahyba). 13
Rio de Janeiro....... 1
Somma.
TonMl.
1,096
3,724
2,958
1,724
145
9.347
Tonell.
1,040
3,121
2.531
1.848
608
9.148
Equip.
. 176
325
132
135
9
777
Equip.
173
261
132
132
31
729
521:1928333
A exportado das mercadoriaseslrangeiras pa-
ra s Pdrto3 do imperio foi na razso seguinte ;
^ahla........................... 2:8919000
"*..........
Pw..........
ParaW..,,..
Fkmuiauco,
'a
....,...
156.3721656
153.2089152
70:0180959
B10 d teaeno.........
........
1
44501SS820
Sahidas.
Ns.
Cear................. 12
Para.................. 24
Pernambuco.......... 13
Piauhy [ Parnahyba ). 13
Rio de Janeiro....... 3
Somma............. 65
Para que possais comparar o movimenlo da
navegado de longo curso e a costeira nos Ires
ltimos annos, aprsenlo-vos o quadro segninle;
Navegando de longo curto.
Entradas Sahidas
18561857..........68...........66
1857-1858..........83...........78
1858-1859..........79...........81
Navegaao de cabolagcm.
Entradas Sahidas
1855-1857..........57...........54
1857-1858..........59...........64
1858-1859..........68...........65
Segundo as ioformacoes da capitana da porlo,
empregam-se na navegaco de lungo curso duas
erabarcacoes nacionaes, com 22 pessoas d t'ripo-
lacao ; na de caliolagem 26. com 279 pessoas; na
fluvial 210, com 1038 pessoas : no trafico do por-
to 115, e no da pescara 46 Aint 73 pessoas.
Todos os ros carece ro ma.isou menos de lim-
peza ; mas esta necessidade snais urgente nos
navegados pelos vapores.
Companhia de navegaco vapor da provincia.
Pbssue hoje a companhia o vapor CamoSsira,
empregado na Uula costeira desla capital ao
Cear, a u s. Lipz. Pindar, Caxias. e Ilapecur
para a- navegaQao fluvial da provincia. O B. Luiz
berein, continua provisoriameol* na linia cos-
leira dosla capital ao'Par eaquanto nd'checa o
vapor Cuajar, quo foi cneommondado em In-
ri
irrporlanciade 94:8569824, e os oulros materiaes
nata 29:375g07O.
V ni mensa importancia de^ta obra para a pro-
icia no vos k rtekMmhweida : mas inf*>nii'iile
quanlias que lhe leein sido applicadasspnnual-
nie nao lem permillido dar-se-lho iluda a
ividade e impulso quo lhe sao neecssa '~>s.
Caes da sagraro.Esta obra acha-se ^cargo
lente coronel Joo Vito Viera da Silva, e
sua inforraaco sobre o eslado della corista o
se guite :
Esto concluidos, 1,786 1/2 palmos de com-
pi ment de muralha com 23 de altura e 12-1/2
K rmo medio) de grossura ; o seu revcsiimenlo
externo com 43,898 palmos quadrados ; o peito-
ri sobre ella com 1,703-1/2 palmos de compri-
m rato, 3 1/2 de altura e 2 do grossura, o alicerce
en coninuaco da mesma muralha com 232 pai-
ra )S >e comprimenlo, 20 de grossura c 6 de pro-
fu ididade.
Esiuo construidos alem disso 13caixoescom
diferentes alturas e comprimenlos, lendo ledos
7E palmos de comprmeme.
Abilo-se e entulhou-se urna ra, em contina-
cao a r'os Barqueiros, que vera acabar era direc-
ta o a rampa do mesmo caes no fim dessa ra
01 lulhada, tendo duas descidas encostadas exter-
11; mente muralha cora 3 palmos de compri-
uinlo e cora pala-mar quadrado, por baixo da
q< al passa um cano para esgoto. Este cano esl
ce nslruido na extenso de 118 palmos, com 3
dt vo e 6 de altura, alem do arco simicircular,
c< m o raio de 1 1|2 palmo.
Tambem esl construido ura alicerce, que par-
te do caes at a casa de Jos Nunos com 130
pi Irnos de comprimenlo, 5 de profuodidado, e 6
d< grossura, e sobr6 eslo elevou-se, no crrenlo
si mostr, urna parede com 100 palmos de cum-
plimento, 5 de largura e 12 i|2 (tormo medio)
di' 8 a 17) de altura ; e de mais. em coninuaco
P rn Ierro, e sobre 4 palmos de alicerce j auii-
gi, Orna parede com 34 palmos de comprimenlo,
3 de largura e 8 de altura; una parede paralle-
la muralha, alem doscnixes do lado do Ooste,
c< m 270 palmos de comprimenlo 5 1|2 do gros-
si ra e 8 (termo medio) de altura.
Acha-se frito um entulho de 379,705 alquei-
inclusive 370 palmos de comprimenlo decoi-
xjes, quej esto na devida altura, e onde se
liara os armazens da obra.
No crrenle semestre deu-se andamento a
ol rs da muralha, tendo-se j construido cora o
se u competente revest ment 173 palmos do com-
primenlo, com 5 l]2 de altura o 7 de grossura.
Esta nova conslrucco dista da murolha co-
uda 6 brucas. Eslo espaco que por eraquanlo se
nservaa bono para nao seobslarofluxo erefluxo
s aguas, lem do ser fechado depois de coraple-
o eutulho o levantado o slo, por urna mura-
1, que ligue as outras.
I'em-se j dispendido cora esta obra, segundo
imfornacoes do director, cenlo e oitenta e
qi airo contos trezentos e quarenta mil cenlo e
qi arenia rese a seu respeito se pode fazer a
mtesma observagio, quo flz em relaio a do d-
te, quanlo s quanlias que lhe lem sido desu-
das.
Pharol de Santa A ma.Tendo o Io lente
engenheiro Francisco Gomes de Souza reco-
crido que nao era mais possivel por mcio das
ras que se eslava procedendo obslar-se o
sabamenlo do edificio do pharol do Sania An-
em consequencia da aeco das aguas do mar,
nui indicaco. que me fe/., de levontar-se
olj novo pharol provisorio na mesma ilha era
It ;ar conveniente autonsando-o a promover coro
lo la a urgencia as obras precisas para leva-k a
etto.
Os trabalhos marchara com regularidade. Foi
smoptado o machinismo do edificio enligo, de
al lem sido aproveitados es materiaes na nova
icmslrucco. Desde 1 de novembro do anno pas-
sa 1o al principios de abril ultimo se tero des-
ndido cora essas obras a quantia de 12:9508704
s, sendo de ferias reis 8:4385650 e de male-
es 4:512,114. Para a conclusao do novo pha-
altavam no mez passado 37 palmos dealve-
naa em altura, 30 de taipa. e 30 que formara
a cpula era que lora de funecionar o raachinis-
roc. A' vista do que, espero que se nao prolun-
KU3 a falla de pliarol lo seusivcl navega;o
da i erabarcasoea que dumandam o porlo desta
ci( ade.
Vmfermaria militar da. Madre'de Dos.Con-
sis;em estas obras na reediflcacSo de parte desto
ed flcio, para as quaes foi distribuida pelo minis-
lei 10 da guefra a somma lnsufflcienta de.......
10 000;00 res.
ieram comeco em 25 de oulubro prximo
pausado. Desmoronoa-se luda a parte do edifi-
cio autgo, que ficava frontelra ao rio Bacauga, e
del!e nada se pode aprdveilsr nem mesmo a pa-
oliiiarri n mnn ,.,,j Al _T_-------i B~ .-------r r ",- v niriuiu o ^- i uinit umiu u re?, que iiavia s uo consignaua
glalerra o anno passado, da mesma luUcio e frede mieras, por estar bastante arruiniuja, eaU yan a companhia Ivrica nest exercicio. Em
dou escrupulosamente observar ficou ludo suspen-
so, at que dadas as devidas explicarles pela opi-
ma, foi aprosado definitivamente por aviso de 16
de junho do que se deu conhecracuto ao capito
do porto era 7 de julho. Isto nao obstante, a
a obra est notavelraente demorada, pois apenas
foi assentada a quilbo no dia 4 do feverero. Ao
contraante j mandei declarar qnesenoder
quanto antes o devido andamento a conslrucco
da barca, resoindirei o conlralo e o manda'rei
executar para restituir a preslaco recebida.
Obras publicas procinciaes.
A reparlicao de obras publicas em virtudo da
legislaco era vigor, deve ser composta de um
administrador, de uro ajudante, dous escriplu-
rarioseu.n porloio archivista. Haviam nella
tambem os lugares de desenhisla o almoxarife
que, ero virlude da lei provincial n. 531 de 30
julho do anno passado, j resolv que ficasscni
cxtnclos.
Acha-se vago o lugar de administrador, que
continua a ser deserapenhado inlerinainenle pelo
respectivo ojuJante. Era consequencia do es-
tado critico do thesouro provincial, nao somonte
deixei de o proencher, como resolv demiltr os
dous escripluraiios c o porteiro archivista, con-
servando os lugares vagos, al que inelhorem
as circunstancias da provincia, e liaja obras
que seja necessario dar-se impulso.
Passarei agora a fzcr urna breve resenha das
obras quo so turo fiio depuis dn ultimo rolatorio,
e das que eslo em andamento.
Canal do Arapapahy.'Ho ullimo de junho do
anno passado turara suspensos os trabalhos da
limpeza das valas de escoaraeulo desta obra, im-
portando a despera de lu do abril al aquella
poca em 126JJ6O0 rs. Em 16 de marco do cor-
relo anuo mandei erapregar durante" a estaco
invenios, nesse Irabalho, seis operario, encar-
regando uo inspecciona-los a urna cummisso
composta do vgario e do subdelegado do poli-
ca da Dacanga.
Tive occasio do vsiter esta obra, que se acha
suspensa dasde 21 de agosto de 1858, e de re-
conheccr quanto se acha ella adiantada. E' para
sentir quo os recursos da provincia, lo mingoa-
pos como sao nao possam comportar as despezas
com o que res.la a fazer-so para a sua conclusao
oreadas em 178:417#860 rs., ltenlas as vanla-
gens, tantas vezes descriplas nos relatnos an-
. tenores, que resultaran) da abertura desto ca-
nal, via cxcellenle e comraoda para o transporte
dos gneros do interior da provincia para o mer-
cado da capital, e com quo se cviinriara os ris-
cos que concorrem na passagem do Uoquciro
os pequeos barcos.
Actualmente su se poderia concluir esta obra
medanle um poderoso auxilio dos cofres geraes,
ou a orgauisaco de alguma eorapanhia subven-
cionada, ou cora garanta de juros, o que onlre-
taulo nao rae animo a propor-vos vista de tan-
tas com queja esto onorados os cofres provin
ciaes.
Prolongamenlo da ra da Cscala a da In-
veja.fvi contratada esta obra com o Dr. Jos
Miguel Pereira Cardoso pela quantia de 41 025j>,
paga em seto prestados iguaes, obrigando-s
elle a da-la proropla no vero de 1861. Alem
dos cinos e alerros feilos na ra do Mocawbo,
de que tralou o rolatorio do anno passado, es-
lao concluidos os canos da ra da Manga, e al-
guns dos da Ponte das Podras, o o Ierro do
parle d aquella ra o da Cscala. Para conclu-
sao do paredao, que uno as duas mas apenas fal-
la m cerca de 15 bragas de extenso.
Nao sendo possivel acudir no pasamento das
segunda e terceira prest ices vencidas, na im-
portancia de 11:700, em vista do desavoravel
oslado dos cofres da provincia, mandei pelo ad-
ministrador das obras publicas fazer sentir ao
empresario a necessidade de adiar a obra para
mais larde : mas aitendendo ao que represon-
tou-me o do empresario e annuindo a sua pro-
posta, determinei que o seu pagamento fosse
feilo cora accoos da companhia de navegacoo c
do Ail cora o agio da ultima venda 'aquellas
Asylode Santa Thereza.=Ealho concloidas as
obras que ueste estabelecimento mandn fazer a
presidencia em 2 de selembro de 1858 as quaes
consisten) na edificado de ura grande salo. as-
soalhado e forrado, destinado para aulas; m de
um oulro do igual diraensao no pavimento in-
terior todo assoalhado. para servir de refettorio ;
no foiro da varanda principal da casa: na edi-
licajao das lalrinas ; na de urna espacosa cosi-
nha cora loga o e forno ; na dos muros que fe-
chara todo o terreno comprado a Vctor Bayroa
em duas escadas de pedra e era alguns reparos,:
tallando apenas a pintura da obra nova. Tom-se
2e.stnldo cora ,aes obra8 a, flm do marco
7:I32385 rs., sondo 4:910555 por conla do
crreme exercicio, o o mais por conta do pas-
sado. '
Oulras obras necessarias e pedidas pelo digno
director desle estabelecimento oreadas na quan-
lia del:981$770rs. reslam a fazer-se, e para as
quses deve ser consignada a respectiva quanlia.
Caes da praia dt- Tanto-Antonio Com esta
obra que mandou fazer a presidencia em 25 de
abril do dnno passado; o" d,e se cortctdfo era ju-
lho. despendu-seaeomma de 4649980.
Bibliotheca.Nesie anno foi reparado o teina-
da do edificio, oro que se a cha a bibliotheca pu-
blica, importando as despezas feilas em 54J640.
Thtatro dt Sao Luiz.Era 26 de maio do anno
passado uomeou a presidencia urna comraisso
composta do tenente-coronei de engenheiros
Fernando Luiz Perroira, do primeiro*lenle
Francisco Gomes de Souza, e do administrador
interino das obras publicas, psra examinar oes-
lado de ruina do Iheatro de Sie Luiz, e apre-
sentar o orcamonlo das despezas necessarias
com o sen reparo.
O resultado dos seus trabalhos foi o anuo pas-
sado Irazido ao conhecimento da assembla, que
autorisou os colicortos nicamente necessarios
para a conservado do edificio, incluindo as des-
pezas, que se eslivessetn de fazer, a quanlia de
quinze contos de rei?, que havia sido consignada
jui
ni
------------------.v..w. ucoia auilUd, UISUIUU1U
meu antecessor para ellos por conta do crdito
consiguado psra obras publicas, a quantia de
quarloze coutos de resimas pela d.fflculdade
de se rcalisarem de proropio os fundes precisos
atiento o eslado em queso acha o Ihessuro pro-
ncial, anda so nao den comeco a [esla obra
l vista do quo enlend que s mediante ura
empreslimo se poder* leval-a effeito.* ,^_
Cadeia da capital.Era 28 de FevereicdBpi-
dri proceder aos concerlos do tclhado dolIKis
raios desla cadeia e da casa oceupada pelo car-,
cereiro, e ficaram promptos em marco seguinte,
despendendo-sc a qusntia de 37?980 reis.
Cata da cmara, jury e cadeia da villa do
Rosario. pppois de concluidas as obras desla
casa, contractadas com o cidadio Joo Candido
Pereira de Castro pola quanlia de rs. 2:5I5|640,
reclamou o jniz de direito alguns pequeos con-
cerlos na parle,, em que lem de funecionar o
ry, c que fosse forrada urna das prises, o que
andei fazer pola administraco das obras publi-
cas, e se concluio ero marco ultimo, importando
as despezas om reis 175^980.
Casa da cmara, jury cadeia da Barra do
Corda.Foi a conslrucco desta casa necessaria
naquelle termo, incumbida a urna commieso
composto do juiz do direito, Jos Ascenso Costa
Ferreira, ao juiz municipal, Reinaldo Francisco
de Moura e do cidadio Joo da Cunha Alcanfor,
* disposicao da qual mandou a presideucia por a
uonlis de 5:0005.
Segundo informa a commisso, est sendo
construido osle edificio com 90 palmos de frente
e 60 de largura, e j eslo todos os alicerces fo-
ra, quer das paredes divisorias, quer das princ-
paes, lendo os meamos alicerces 8 palmos no
fundo do edificio e 16 na frente por causa do ter-
reno, que, alem de ser desigual e frouxo; o j
ha dous e meio palmos do parede sobre elles. A
cal lem sido remeltda desta capital, e como de-
clara a commisso, que fez a encommenda de
"000 alqueires e quinhentos que j receben, in-
clusiveo transporte, foram all postos pela quao-
tiado 750J. importando assim cada alqueire em
1 JjkHH).
A somma de 5:000| esl j quasi esgotado, e a
commisso, cujas contas aguardo, pondera os in-
convenienlos, que hoje resultaran de nao so dar
andamento a esta obra, depois do que se acha
feilo, e pede para esse fim a quanlia de 2:000g,
que nao lenho podido prestar vista do estado
dos cofres do thesouro.
Calcadas.Alm da excavaco o dos sierros e
colgamento feilos na ra do Apicum al o fim de
marco do anno passado, construiram-se 102 bra-
cas quadradas de calcada, e foz-se o restante da
excavaco, que subio'a 421 metros cbicos, com
o que despondeu-sc a quanlia de 1:6939230. sen-
do por conta do exercicio passado 758J500, e
deste auno 934*730. Tendo j enlao o vico-pre-
sdenle. meu nniocessor, ora vista o decresc-
raonto das ronda; provinciaes, mandado reduzir o
seu pessoil, mandei-a eu depois paralysar Para
conclusao do calrameulo fallara 119 bracas qua-
dradas.
Pelo mesmo motivo foram tambem paralysa.-
dos os concerlos da calcada da ra do Sol, com
os quaes bem como com os da calcada da rn do
S. Joo. desde o-Io de abril at 21 de maio foi
despendida a quanlia de 284J950.
Em 26 de dezemhro do anno passado ficou
prorapto o cabimento da pra^a do commercio e
das ras da Alfandoga, dos Barbeiros, do Trapi-
cho e da Calcada (ao todo 576 braets quadradas)
contratado com a companhiaConfianca Mara-
nhensopela quanlia de 14:000j.
Todas as calcadas da capital, cora excopgo das
ltimamente construidas, carccein urnas de con-
cert o outras de serom renovadas
Matriz da Varqem Grande. De conforraida-
de com o art 25 8 da lei n. 531 de 30 de ju-
lho do anno passado, mandei era data de 12 de
margo ultimo entregar commisso encarregada
da obra des'a matriz a quantia de 1:000#, votada
para a sua conclusao.
Estrada do Caminho Grande.Com os repa-
ros de parte dcsli eslrada incumbidos adminis-
traco das obras publicas, al marco do anno
passado, despendeu-se a quanlia de 4:222855,
segundo o fez constar o meu Ilustrado autecos-
sur no seu rolatorio de 3 de maio do mesmo au-
no. Do 1" do abril al 15 de outubro, foi a des-
pez feita de 2:742*513 rs paralysando-se esles
raparos com a conclusao da calcada desde o co-
milerio dos Passos at o Alto d Carneira, estan-
do enlao j feilos os servicos da excavaco, en-
tullius, e terraplnamelo al o Alto do Basson.
Foram alm disso incumbidos a urna commis-
so composta do Dr. I! ymundo Teixeira Mendes
e do tenenle-eoronrl naymundo Brillo Gomes de
Souza, os preparos provisorios indispensaveis
para torn.ir fcil e coramodo o transito dos car-
ros, comisando os trabalhos do Alto do Joo
Paulo al o silio do Ail, e correndo as despe-
zas por conla da verba distribuida pelo governo
geral para auxilio das obras provinciaes. l'ara-
lysaram-so em maio do anno passado por ter o
meu antecessor mandado despedir os trabaja-
dores em consoquoucia da falta de raeos para
pag>wento driles; mas lendo sido concedido
pelo mesmo governo, no aclual exercicio, para
estradas e canaes um crdito de 20:000, julguei
conveniente mandar por este crdito continuar
as obras comegadas, encarregando de sua direc-
gao o referido lenenlo-coronel, que eraproga to-
da a solicilude no andamento dos trabalhos, com
os quaes al 12 do passado se liulia despendido
a quanlia do 3:189j490 rs.
Eslrada de Caxias a Barra do Corda.A. aber-
tura desta eslrada, calculada em 45 leguas de
extenso, foi commeltida a urna commisso com-
posta do coronel Joo da Cruz, do major Antonio
de Mello Coulinho de Vilhena, do engenheiro
Torqnato Teixeira Mendes o do tidado Amonio
da Cunha Kebello. Deu olla comeco aos seus
trabalhos em 2 de agosto do 1858 ; mas tem too
algumas interrupecs, pela retirada dos trabaja-
dores, que proiesisvam ora a pureza do iraba-
lho, orr recoios das correras dos selvogens.
Era 1 de outubro do auno passado coinraunicou
a commisso haver engajado um oulro piloto e
alguns operarios, e no sentido do sua roclama-
go, mandei prestar-lhe 3 prar.as de linha arma-
das e ra un ciadas para osacompanhar.
Para esta obra cuja conclusao nao deve lardar,
pois falla ra cerca de 7 leguas, recebeu a com-
misso a quanlia de tres contos do res, da qual
fez entrar para os cofres da collectors provincial
cora a del46g40O rs., em virtudo de ordem que
lhe exped, 110 sentido do mandar continuar os
trabalhos por contra da somma de violes conlos
de ris distribuida pelo governo imperial para
estradas o canaes no crreme exercicio, da qual
j ranudei prostar-lho a quanlia de 5O0g. Nada
posso adiantar sobre os servicos feilos depois do
ultimo rolatorio, por nao ler anda recebido as
informaces, que exig da cummisso.
Estrada velha de Caxias Theresina. A
commisso encarregada dos reparos desta estra-
da, era ollicio de 16 de raaio do anno passado.
subraelleu approvago da presidencia o con-
tracto quo colebrou com o cidado Manoel da
Silva Pereira Chaves pera os mesmos reparos ;
?ias o meu antecessor rosolveu adiar e sua ap-
rovaco para quando raelhorarara as circums-
lanciasda provincia.
'airada dos campos das Larangeiras, aos das
Pombinhas.A sua abertura para a qual consig-
nou esta assembla na le n. 500 de 21 de julho
de 1858. art. i0 12, a quantia de 800*000 rs.,
foi coniractaSa pela camas* municipal do Mea-
rim com Germano Antonio Serojo om 29 de Ja-
neiro do armo passado pela quantia de 575*000
rs., paga em tres.prestacoes
Segundo participou a cmara em 1. de outubro
ullimo, foi concluida estrada, pieonchidas as
corldi;6es do contracto. O arrematante porm
anda obrigado a cooserval-a limpa por terepo do
dous annos, contados do dia em quo a con-
cluio.
Estrada da Barra da Corda Chapada.__Fo-
ram om 1858 incumbidos o* reparos desla eslrada
unra commisso composta do juiz de direito
Jos Ascenso Costa Ferreira, do juiz municipal
bacharcl Reinaldo Francisco de Moura e do di-
rector parcial dos indios Guajajaras Joo da Cu-
nha Aloanfcr, a qual contraiou os ditos reparos
cora o cidado Antonio Pereira Ramos.
Foi concluida esta obra o anno passado, lendo
a eslrada aporfeicoadas 30 leguas de exlengo
com a largura do 25 a 30 palmos, havendo sido
cortadas algumas das rollos que enlao exis-
tan). Depon de prompta foi examinada pela
commisso, que declarou liaver o emprezario
cumpndo o seu contracto.
O que resta providenciar-se para que a
vegetaco v sendo abatida na eslrada abeila,
vislo que vigorosa como i nao ter-se tal cui-
dado, trar para a dianle o maior trabalhos e
despezas, quando os renov* houvcrcm tomado
maiores propoicoes.
Eslrada dos campos de Cantanhede Pedrei-
ra.Harendo o emprezario Jos Firmo do
Res salifeito a condico 4.a do sen contracto,
mandei. do conforniidade com o 81. do arl 36
da lei provincial n. 531 de 30 de julho do anno
passado pagar-lhe a ultima preslaco que venceu
na importancia de 552*932 rs., pelo repara e
conservaeo d*t Unco desla estrada que abra
coro a extenso do 11 legua*. e 176 bragas, na
fazao de cineoenla mil ris por legua, determi-
nando que este pagamento se efTctuasse por con-
ta do crdito dislribuido pela ordem do thesouro
nacional n. 117 de 21 de dezembro do anno-
passado. E estando a dever-se-lhe anda igual
quanlia relativa *** servigos prestados 00 exer-
cicio de 1857 58 e do 1858 59, a qual nao
poda ser paga pelo referido crdito, ordene! o
fosse pelo ihesouro provincial.
( Contina. J
RIO DE JANEIRO.
ASSEMBLA GERAL LEGISLATIVA
SESSAO EM DR SJjo DE 1860.
fVesisfotft, ao Sr. Mantel. 9nac,o Cavalcant t
de Lacerda
As 16 horas c 3/4 da manhaa depois do feita n
chamada, o Sr. presidente abre a sesso, estando
presentes 30 Srs. senadores.
Lid* a acia da anterior, approvaja,
O Sr. 1.a Secretario d conla do seeuinle
EXPEDIENTE
in offlcio do Ia secretario da cmara dos dc-
pntados, parlicipando haver sido Horneado o Sr
viscondo do Camaragibe para substituir ao falle-
cido deputado Luiz Antonio Darboza na commis-
so raxia que lera do rever o regiment cota-
mura. Fica o senado inleirado.
Um requorimento do ufiicial da secretaria do
senado. Andr Antonio do Arauju Lima, pudiudo
ura anno de licenca com todos os sous vencimeu-
los para ir a Europa tratar de sua sade. com-
misso da mesa
Compareccm no decurso da sesso mais 6 Srs.
senadores.
ORDEM DO DIA.
Entram em primein discusso, cada urna por
sua vez, e sao appjovadas sera debato, para su-
bir a sanego imperial, as propostas da cmara
dos deputados primeira, approvando a aposen-
logao concedida ao juiz de diroilo Joo Carlos Pe-
rora lbiapina, com o ordenado de 1:200*; se-
gunda, approvando a penso aunual de 292
concedida ao soldado do corpo de polica Ricardo
Jos Francisco.
Segue-sa a segunda discusso, e passa som ira-
pugnacao para a lerceira, o projeelo do senado
dividindocm dous o rollegio do 14. dislrcto
eleiloral da provincia de Minas-Goraes.
Entrara om primeira discusso, cada uro por
sua vea, e passara para a segunda e dosla para a
terceira, sera debato, as proposicos da cmara
dos deputados : primeira, approvando a aposon-
u5,','concedida ao juiz. do direito o conselheiro
, ? ii1,?1"" Na0uco do Araujo, cora o ordenado
de 1:3a7g; segunda, approvando a aposenlago
concedida ao conselheiro Ilerculano l'crrrira
Penna, no emprogo de inspector gcral da caixa
da arrortisagao com o vencimenlo que lhe com-
petir.
O Sr. Presidente declara esgotada a materia
da ordem do da, c d para a seguinte sesso :
primeira discusso do projeelo e rosposta tal-
la do throno; primeira e segunda discusso da
proposigo da cmara dos deputados, creando
urna nov secretaria de estado, com a denoniini-
gao do secretaria do estado dos negocios dn agri-
cultura, commercio o obras publicas; terceira
discusso da proposigo da mesma amara, man-
dando adniiiiir o Dr. Ernrslo Ferreira Franca a
defender Dieses era qualquer das faculdades de
Diroilo do Imperio, para se poder oppr s ca-
driras das mesmas facilidades, com o parecer
das coramisses de instruego publica.
Lovanla-sc a sesso s 11 horas e um quarlo
da manha.
RIO DE JANEIRO 22 DE MAIO.
Reuniram-se hornera, sob a presidencia do Sr.
conselheiro Francisco Borges Xavier de Lima,
os accionistas da companhia de seguros Feliz
Lembranra, achando-so representadas 5,380 ac-
cops, lido o parecer da commisso de contas foi
approvado. '
Entrando em discusso algumas alteracoes
aos estatutos que o directora tmlia apresenado
era seu relalorio, para seren submellidas ap-
provaco do governo imperial, depois de algum
debate foram todas adraitlidas.
Eis o parecer Ja commisso de conl-vs:
Srs. accionistas da companhia geral do. se-
guros Feliz Lembranga.Em desempenho da
honrosa larefn do que foi por vos encarregada,
vem hoje a commisso normada para o examo
das contas apresenladas pela directora desta
companhia apresentar-vos o resultado de suas
iuveslgaeoes.
A commisso, depois de haver ponderado
sobre o balango improsso e fechado em 31 do
dezembro de 1859, que acoinpanhou o relatorio
da directora, passou a compara-lo com a es-
cnpturago respectiva, a qual achou em perfei-
la harmona em todas as suas parles e rela-
ges, observando com satisfaco que todas as
verbas da receita e despeza all mencionadas se
acham comprovadas e explicadas da mancira a
mais salisfactoria, por ser ludo escripto mercan-
tilmente, com nitidez e clareza, o que sem du-
vida um lestemunho irrecusavel do zelo e boa
gerencia da adminislraro.
A mesma commisso, apreciando (odns as
operacoes feilas pHa directora, achon que ella
se portou com a prudencia necessaria, especial-
mente acerca do seguro de cscravos, o qual,
apezar de ser precedido de todas as cautelas',
nao apsesenla um resultado lo satisfactorio
como era do esperar; o que pode melhorar com
o maior numero, porque, sendo mui limitado
o numero de seguros desle genero, montando-
a 573, dando o resultado de 29 329*820, c pagos
18:820*. elle n. guarda a proporgo com os
riseos da mortalidade dos cscravos c pequeo
premio do seguro, o quer se nao pode augmen-
tar emquanlo as domis companhias nao conhe-
cerem essa necessidade. Oulro tanlo nao acon-
tece a respeito dos seguros martimos e le res-
tres, pois, tendo estes crestid considorarel-
mente em numero, os sinislros teom sido insig-
nificante; quanlo aos martimos o nenhuns quan-
lo aos terrestres.
Acham-se cabidas em commisso 60 acones
que linham feilo a 1" entrado, sendo 20 por'fal-
leciraoolo de accionistas, as quaes no halango
se acham sobo titulo de entradas de aegoes em
eommisso.
Sobre ai primeiras 40 a commisso de pa-
recer que se applique a pona imposta pelo arl.
1.5 aos impontuars. Quanto, porm, s ultimas
20, parere de equidade que nao soffra a mes-
ma applica;o e se convide os herdeiros a faze-
rom a entrada.
* A commisso se abstem de Iralar de algu-
mas propostas que a directora sujeita vossa
deliberago, posto que as julgne do urgente
conveniencia, por erem rilas fra de snaalgada,
e se limita a concluir que de pa-ecer que se-
jam approvadas as contas e actos da directora
constantes do balarrgo fechado em 31 de dezem-
bro de 1859.
Evaristo J. de S.
Joaguim Cornelio dos Santos.
Joo Manoel til Silva.A
PERNAMBUCO.
RECIFE2 DE JUNHO DE 1860.
S SEIS HORAS O A TARDE.
Retrospeeto semanal.
Durante a semana, que esl a expirar, foi 0-
nosso porto visitado por cinco vapores : o Ernest
Meck. suecco, procedente de Liverpool ; o Tyn,
iiiglez, procedente de Southamplon ; o Peruano,
americano-ingle*, procedente de New-York; e
os nacionaes 7beaii e Oyapock; o primeiro
vindo des portos do sul e o segundo viudo dos
do norte.
As noticies recebldas da Europa foram lio
penco satisfactorias como as de que foi portador
o paquete-poriugucz, q0 por aqu passou na
semana ultima. A siluaco poltica da Europa,
qur em relaco queslao puramente italiana,
qur em relago ao vol de anexago da Saboya
e de Niza Franca, conservova-se anda no mes-
mo estado melindroso. A Turqua eslava ame-
agada do urna commogo intestina : a Dira Ger-
mnica occupava.se da quesio do Hesse ; o
parlamento inglez procurava dirigir a poltica do
governo quanto armexego da Saboia e de NTza,
n suissa insista em reclamar a neutralisago d
parle do territorio- da Saboya ; o governo fran-
cs nem recusara satlsfazcr absolutamente as
reclamagas da Suissa c nem conceda tam-
bem ludo, otia a reunio da conferencia di-
plomtica ; a rainha de Hespanha linha amus-
tiado os autores e cmplices da ultima eonspi-
ragflo, incliiindo mesmo os principes, lHhos d
Carlos V, dos quaes, o pretndeme corda
de Hespanha linha feilo o sea protesto de re-
nuncio a dita euro*, e da obediencia rainha
V
^^H
JMUTIL ATjTTL


D. Isabel II. Em Portugal, a morle Jo du-
que da Tercetra nao linha alterado em nada
poliUca do gabinete, que se organisam depois
a anuo se Iracla all, e. na Hespaab, era no-
vamenle desculida rom muila animaco na im-
prensa o nos circuios particulares.
Dicia-ae que essa unio enlrnaa nos planos
polticos ide Luis Napolee, que a deseja ver
reanuda. N'asse tntaito. ou taires eom mais
fundamento, por cauza da revolurao das co-
lonias portuguesas da frica, tractava-so de
e levar o quadro de exercilo a um pessoal effc-
elivo do 60:000 homons.
As noticias dos Estados-Unidos da America do
norte, rindas pelo Peruano nada offereeem de in-
lonHuTnltCi
Mwito importantes, pnrm, sao as que nos trou-
pe da orto do imperio o paquete Tocanlins, que
aqui apertnu no din 19.
A asembla geral legislativa, quo, contra o
proeeilo do artigo 18 da constituiso do imperio,
nao (da solemnemente aberla no dia 3 de naio,
o o veio a ser no dia 12, porque s eno hour
^numero sufRcienle de deputados para haver
sesso.
Sentimos que pela terceira vez a negligencia
os representantes da naco motive a violaco do
preceito constitucional, "pois que se lera enten-
dido necessaria a presenca de metade tf mais um
os membros de cada urna das cmaras para que
-tonha lugar a sesso imperial da abertura da as-
sembla geral. Cromos, todava, que o preceito
incondicional do artigo 18 da constituirn nao
pode estar subjeito regrs prescripta o artigo
21 ; e que, cem quanto em cada urna das cama-
ras nao so possa celebrar sesso, sem que esteja
reunida melado e mais um deseus respectivos
membros, pode e deve a sesso imperial da aber-
tura, que nao de cada urna das cmara, mas
do ambas reunidas, ser celebrada no dia 3 de
maio, como quer a conslituico, seja qual for o
numero de membros das duas cmaras que se
sebera presentes.
A condico do artigo 23 da constituido leve
por lira evitar que urna memoria facciosa lomas-
so deliberaces contrarias ao interesse publico.
Para as sesses ordinarias, pois, em que se des-
cule e delibera, concebc-9e a necessidode do es--
lar presente a maiora absoluta dos membros de
cada urna das cmaras; roas oulro lano nao suc-
cedo na sesso imperial da abertura, que de
simples formalidade.
A repelieflo desle ficto anormal de se nao dar,
no dia 3 de roaio, a abertura solemne da assem-
bla geral, faz reconheccr a necessidade de in-
terpretar os arligos 18 e23 da conslituico do
modo porque os lemos explicado e que nos pare-
ce o mais racional.
O discurso com que S. M. Imperial abri a pre-
sente sesso da assembla geral, um documen-
to de subido merecimeuto, quer se altenda fi-
delidade e minuciosidade com que se acham ah
relatados os acontcclmentns mais importantes e
os necessidades do paiz mais imperiosamente re-
clamadas, quer se atienda as medidas proposlas
ao corpo legislativo.
Nao reproduziremos aqui esse documento que
alias j foi publicado ueste Diario. Releva, pe-
rm, nolar a importancia de cortas medidas in-
dicadas no discurso imperial, e expostas mais
desenvolvidamenle nos rotatorios dos Exms. Srs.
ministros do imperio e da fazenda.
Crear urna carreira administrativa, com acces-
so gradual, dando eslabelidade aos presidentes
do provincia e a seus secretarios urna das ne-
cessidades a que o discurso da corda julga mais
urgente altender de promplo.
Para isso entende o Sr. minisiro do imperio
conveniente que os cargos de presidente e de se-
cretarios da presidencia deixem o carcter de
simples commissao transitoria ; que os presi-
dentes sejam em geral tirados da classe dos se-
cretarios, e que passem de unas para outras pro-
vincias segundo a calhegoria e imporlaucia
deslas.
Ha muilo lempo que sustentamos estas ideas,
bom como a de ampliar-so o circulo das attribui-
qoes presidonciaes tambem indicada no discurso
imperial.
E' inconlestavel que urna das mioras calami-
dades para as provincias sao as continuas mu-
danzas de presidentes.
Para conhecer as provincias, anda as mais
pequeas, para o conhecimento de todas as suas
necessidades e dos recursos para satisfaze-las
convenientemente,indispensavel aturado estudo
cura largo espaco de lempo,que ordinariamente
nao teem 03 presidentes sob o rgimen da leels-
larao actual.
Em um paiz como o nosso, di/Jamos nos a
um anno, quando se propunha ampliar as atlri-'
buicoes presidenciaes, em que sao anda to ra-
ras e to imperfeitas as vas de communicaoao,
sobre ludo nos pontos mais distantes das capitaes
das provincias, 6 preciso que a acgo da autori-
dade se faca senlir nesses pontos cora mais rapi-
dez do quo naactualidade. Este desojo nao se
pode realisar ceriameulecom o syslema de cen-
tralisaco administrativa com que somos actual-
mente regidos, syslema que obriga.por exemplo,
o individuo que quer sercarcereiro da cadeia da
villa da Boa-Visla,ou escrvao de orphos de Ca-
biob a ir ao Rio de Janeiro.com grandes despe-
zas e sacrificios, solicitar urna proviso para lu-
gares lo nsignilicantes.
A proposta do Exm. Sr. minisiro do imperio
vom, pois, salisfazer a urna necessidade reco-
nhecidaeaque curapre quanto antes altender.
Desojramos, porm, que ella fosse mais comple-
ta quanto a organisaeo da hierarchia adminis-
trativa, e que estabe'cesse certas condicoesde
habilitagao para essa carreira. O tirocinio, de
3ue o projeclo do govorno se oceupa de um mo-
o incompleto, convinha que fosse urna d'essas
condicoes. A outra deveriam ser os estudos
tecbnicos, provados por concursos, ou por litu-
los acadmicos. Entre nos nao ha ainda facili-
dades do sciencias sociaes e administrativas,
como fora para desejar ; o cifra-se todo o estado'
dessas materias no que se faz as academias ou
faculdades de dreilo. Entretanto, convera que,
em quanto esta classe de estudos nao adquire o
necessario desenvolvimento, se exija como prova
de habilitado scienlifica, o diploma de bacharel
das nossas faculdades de diroilo, ou das Vacui-
dades de sciencias polticas e administrativas da
Europa.
Em todas 9s carreiras se achara ligadas ao
principio da vilaliciedade e do accesso as condi-
coes de estudos especiacs, de practica, e de mo-
ralidade. Assim, pois,a querer-se crear urna car-
reira e hierarchia administrativa, indispensavel
6 que se eslabelecam todas estas condicoes de
adraissiblidade.
O Exm. Sr. ministro do imperio, desenvolven-
do o pensamenlo do discurso da corda, julgou
conveniente croar ao lado de cada presidente um
conselho presidencial com voto consullalivo era
cerlas materias e com vol deliberativo em ou-
tras.
Em urna bda organisaeo administrativa nao
se pode prescindir desses conselhos presiden-
ciaes. Os molivos que justifleam a crcajo e s
existencia do conselho de eslado servem tambem
para justicar a creaco dos conselhos presiden-
ciaes. O presidente um delegado do chefe do
poder execulivo, e oxerce tambera certas atlri-
Luicoes do poder moderador; e assim como o
Imperador precisa ter junio a si um conselho a
quem ouve, quando quer oxercer alguma das
mais importantes altribuices, que Ihe foram
conqadas em relaeo adminislrado geral, as-
sim tambem os presidentes devem ter seus con-
selhos presidenciaes, a quem consulten! quando
trataren) de exercer as mais importantes atlri
buicoes que Ihe sao commellidas.
Chamamos a allenco dos nossos leilores para
a parte do relatorio do Exm. Sr. ministro do im-
perio que trata deslas materias, e que publica-
remos.
A' S. Exc. o Sr. ministro da fazenda nao esea-
pou tambem urna das questes mais vilaes da
aclualidade : questo dos bancos e do meio
circuanlo
S. Exc, auxiliado por urna commissao de pes-
soas compelemos, estudou edesenvolveu a ques-
to do modo mais-completo e satisfactorio. No
captulo do relatorio do S. Exc, que trata desla
imprtame materia, acharo todos a mais plena
e cabal justllcaco dos actos pralicados por S.
Exc, no intuito de restringir o meio cirulanto
e dar mais solidas garantas as operacoes de
rdito.
Alea abertura das cmaras suppoz-se o minis-
terio achou-se pouco seguro. Depois, porm,
de ouvdo o discurso da corda, e de apresenlados
os relatorios dos dilTerentes ministros, desvane-
cera o -se todas essa previses. U ministerio
vio-se desde logo apoiado pelo partido conser-
vador e por grande parteaos conciliadores e li-
beraos moderados. A opposi$io conta apenas
neia duzia de individuos, que s por cxalla-
nenio foram oceupar a extrema esqaerda.
As noticias do interior da provincia sao em
geral, como as das provincias do norte, trazidas
pelo Oyapock, destituidas de interesse.
Em alguns pontos do interior ainda nao linha
chovido.
BE
aMawinale* na comarca de
A tranquillidade
em parle alguna:
Derara-ie dous
Nazareth.
A polica linha captundo a alguns criminosos
era diversos dislrlclos da provincia.
Aqu no Recife as epidemias e a erise minls-
loriaicontinuam a exercer urna presso doloroso
D0S ss Pub''co- coreiro e o agiota sao os
nniewsjntes que se riem da calamidade geral,
porque sao os nicos q"ue lucram com ella.
" Demandaran) o nosso porto, do dia 26 de
maio ao dia 1. do corrite, 16 embarcaces
raercinles, com a lolago de 8,319 toneladas
S.ihiram. durante os mesmos dias, 19 embarca-
ces mercantes, com a lolac de 7,931 tone-
ladas. Eutrou o vapor de guerra nacional
Thetis.
Renderam, durante os mesmos dias /
a alfandega, 50 888J1H rs. ; o comafado ge-
ral, 9:552j)615 rs. ; a recebedoria das rendas ge-
raes interna?, 6:131J766ts. ; o consulado pro-
vincial, 8:820jjO75 rs.
O movimento geral da alfandegn, dura irte
esses mesmos dias, foi de 4,012 volumes, a sor-
ber : volumos entrados com fazendas 69 ;
com gneros, 788 ; total dos volumes entra-
dos, 1,482 ; volumes sahidos, com fazendas,
1015; cora gneros, 1,515 : total dos volu-
mes sahidos 2,530.
-- Fallecern! durante a semana 96 pessoas ;
sendo hvres : 21 homens.22 mulheres e 38 prvu-
los : escravos, 8 homens, 4 mulher, 5 parados.
DIARIO b PSRNAftMUCQ. =.g^-UN PAJERA 4 DE, JNHO DE IMfl.
publica nao sotreu auerncuo | Mello iose Auliiio ue Ar.-uis. Sim-ira Gomes
3arroi, 9 escravos, Pedro da Silra Reg, Floren-
cia-F. de Fana, Antonio Jos Lopes Filho, Jos A.
deAlioeida Sobnnho, Francisco D. Feureherd,
1 escriro a entregar, tres recrutas, Marcolino de
Souza Tra?asso, Joo Baptista, sargento Bernar-
do G. 1e Araujo, Francisco Jos de S M. Jnior,
Jos V forinho 4 C.
_ Flassagtiros do hiale pacional Exhalado,
mdo o Aracalu'. ioaquim Jos de Almeida,
jas n da Cuna_
.. REVISTA DIARIA.
miormam-nos que o corredor do bispo echa-
se quasi inlransiUvel, por estar lodo iunundado.
hsse eslado nao admira por certo, vislo que
esta uas condicoes da quadra invernosa, em que
vamos de prsenle; mas parece-nos que alguma
providencia pode ser lomada para melhora-lo,
quando nada a espeilo do quera por all transi-
ta a p.
A construccao nesse lugar de passeios lateraes
ou calcadas milito convida nesse sentido; pois que
quem passasse a p porahi, teria someute agua
e nao essa mixto de agua e lama. Depois disto
6 obvio que as calcadas com facilidade d-se o
escoamento das aguas pluviaes, apenas cessa a
chura ; e assim logo _depois pode-se passar a D
enchuto.
Alm desla vanlagen, a adopeo desta medida
e aconselhada anda pelo aformoseamenlo da-
quella localidade. onde a ediQcago se desenvol-
ve todos os dias, e quo por esse molivo nao de-
vo permanecer em semelhanle situago, situa-
cao desconveniente por lodos os principios.
Communicam-nos que a estrada do Rosa-
rinho em partes existe tomada pelos espiuhos
das cercas de alguns sitios, de maueira que assim
se dilTiculta muito a passagem. Ainda accresce
haver um morador d'alli convertido a referida
estrada em deposito de quanto mato corla e:n
scu silio.
Para obviar estes inconvenientes reclaman) por
urna providencia, e parece-nos que ella acha-se
prevenida as posturas raunicipaes da nossa c-
mara.
Isio poslo, ludo depende do cumprimento da
ei emsua ledra ; e isto oque se exige diau-
tondade quem corre essa dbservaucia.
. A semana passada, foi esmagada pelo trem
da via terrea, que regressava do Cabo, a larde,
umo preta escrava do l)r. Nery da Fonseca.
Deu-se esse sinislro aconlecimcnlo na Embe-
nbeira, so casual ou inlencionalraente nao o sa-
bemos ; e por isso convem proceder-so as com-
pelemos averiguaces, para pdrsto 4 liquido.
~ Existe no pateo do Terco urna pessoa.que
faz da ra o lugar do despejo de tudoquanlo tem
na respectiva casa, nao esquecendo aguas ptri-
das ; e assim incommoda horrvelmente aos fi-
nimos, sem que anda apparecesse algucra que
disto lomasse conla.
E preciso nao lolerar-sc esse abuso ; e pois
esperamos que soja coarctado, como ludo o or-
deoa.
A companhia lyrico-italana devedar a sua
pnmeira representaco sabbado 9 do correnlo,
segundo nos informan).
As chuvas Toram frequenles no decurso da
semana pretrita ncsla cidade e seus arrebaldes ;
e de crer que so lenliam extendido para outras
localidades, como o tem indicado o horisonte car-
regado, qui se nos ha antolhado nesses dias.
Esorevem-nos de Caruar em dala de 23 do
passado :
*n?efJOU a esla ciJodc o Dr. Francisao Antonio
de Oliveira Ribeiro, na noile de 31 do correle,
o no dia immediato enlrou no exercicio de seu
cargo.
Poucos das depois senlio-se o Dr. Ribeiro
encommodado, e hojo o seu eslado S6 nao des-
animador, bstame assuslador.
Nesta cidade nao ha mdicos, existem dous
individuos que se intitulam mdicos que sao
conhecidos por doulores e que sabem lanto
de medecina, quanto ou sci o uumero de pessoas
quo nao do raorrer hoje.
Fazemos votos pelo completo e promplo
reslabelecmenlo do Dr. Ribeiro.
A aclividade do subdelegado desla cidade
dsvemos a priso de alguns ladros de cavallos,
que estavam exerecudo o officio com muita pe-
ricia.
_ As chuvas vao continuando ; 03 gneros es-
lao dando bom pre$o e as feras tem sido pouco
concorridas.
Foram recolhidos S casa dedelenco nodia
30 do mez passado 3 homens livres,'sondo um
ordem do Dr. chefe de polica e 2 ordem do
subdelegado da fregue/.ia do Recite.
No dia 31 foram recolhidos 3 homens e 1 mu-
lher, sendo 3 livres e 1 escravo, a saber : 1 or-
dem do delegado do Io dislriclo, 2 ordem do
subdelegado do Recite, ele ordem do da Boa-
Vista.
No dia Io do correnlo foram recolhidos mes-
ma 2 homens livres e 1 escravo, sendo I or-
dem do Dr. chote de polica, 1 ordem do subde-
legado da Capunga, e 1 ordem do da freguezia
da Varzea.
-Linas de enxofre e de eoore em Huelva flles-
panha].Ainda ha bera pouco lempo, a provin-
cia de Huelva, limilrophe de Portngal, e separa-
da pelo Guadiana, nao era mais que um paiz po-
bre, rido, sem recursos agrcolas, e todo o seu
commorcio consista na pesca, que euviava Se-
vilha assim como alguns fruclos.
A physionomia desta provincia mudou com
Joo E
P isssgeiros do brigue portuguez Relmpago
sahido
Almeic
nandes
P
para o
Manoel
para Lisboa Antonio Rodrigues o'*
a, Anna Marta da Corrceicao, Antonio Fer-
i*sageiro da barca>nacional Itecife sabida
Rio de Janeiro : Jos Fronle.
1848 e de M de tmW9 de 1847. e bem assim se dignem transcrever f ba'io des'las ifnhas .'
?L"rl- V do .decret0 ? 18J* d! 23 de 8<* d. car, 1"e dirigi aoSr. Manoel Antonio Pires, e a
II ORTALIDADI DO DA 2 DO COMIENTE l
Joaquim Lobato Jnior, branco, 7 anno,
Manoel
anno
JeannaJ
Isabel, preta, escrava, solleir, 30 annos, con-
gest >
Anna di
angir a
Theodo
. preto, solleiro. escraro 30 annos.an-
nenusia.
Mariiliolno, pardo, 7 mezes, angina.
Manoel, pardo, escravo, 7 annos, hydropesla.
Pao d'Alho 31 de maio de 1860.
Acabf de chegar esla villa a noticia de ha-
"r s- -"c. o Sr. presidente da provincia dici-
de
l
l
para o i
mente l
te-coroi
lenle
capito
nhao, <;
mud
para o
Loureng
rauba
pelo qu
nova i
com os
Desd
guesia,
dos con
junta
cisao.
juiz de
bem fu
provinci
mu o,.. uu vvic.v II. ion UD -V no sw UD
1856, nao podrn Umbem futipcionar como elei-
toros da freguezia 2* Pao-d'Aln.? formaooo
da respectiva junta de {Jlfaliriracfto e .""*** P"
rochial, e que porlanto tendo incompfU.r'6"
mente tomado parte este anno na formado da
junta do qualincajo desta freguezia est v|8i
que segundo o affsode 4 de fevereiro do corren!
10 anno expedido acerca de um caso idVnfico,
que tre lugar na provincia do Rio-Grame dir
Sul. ro eiia organisada irregirlarmenle, e deve
por isto ser dissolvida e convocada our', con-
forme muito accrladamento decidi a Exm. *Te--
sidente da provincia,
O fado de pertericerem hojo os etigenhos KU
den e Carauba freguezia de Pao d'Alho na
qa'S2-q m- e.da 1,, Provincial de 5 do maio de
30 18)9. nao pode aproveitar esses senhores ; por
(quanto o aviso do ministerio do imperio de 3 de
40 abril do trrenle anno muito formalmenle deci-
di, de accordo com o art. 2 do decreto n. 1792
esca latina
Anna J inquina da Crui, brahea, casida, 29 annos
esca latina.
Benedi :to Eugenio dos Santos, preto, casado,
anno i, gastro intento.
Romn i Marta da Conceico, parda, solleira,
anno i, phthisica.
Gregori >. exptwto. pardo, 7 dias. espasmo. | de 26 de junho de 8"j6"e' do'avisrrn'Tis ,
Marcel, ,o pardo. 1 anno. esclampsia. de novembro de lawTqu ^ os habi.Tnfes daquel-
.n.,e """ pSrd' S0,teIr0' M ,CS d0US Cngenhos s P"0* ser qualiflcadTe
angina. eioreer o dimii ,.i;i..i _. /..*.__ _' c
anana.
preta, solleira, 50 annos, erysipela.
cerebral.
Silva Nevos, bnnc dido po- offlcio de 26 desle mez dirigido ao juiz
paz, presidente da junta de qualiflcaco des-
la freguezia, que irregulares e illegaes loram os
rabalnis da dita junta na reviso dos votantes
orrente anno, por terem incompetcnte-
)mado parte na sua organisaco o lenen-
el Luiz de Albuquerque Maranho, o
Antonio Bernardo Ribeiro de Moura, e o
Hanoel Thoraaz de Albuquerque Mara-
. le sendo eleitores desta freguezia d'aqui
l ram os dois primeiros para o engenho
Aldea ta freguesia de Tracunhem, e o terceiro
engenho Agua Fria da freguczii do S.
) da Malta, e depois para o engenho Ca-
rlencenie dita freguezia de Tracunhem
: raandou o mesmo Exm. presidente que
II ta fosse aqui conservada e organisada
ileitores competentes da parochia para
quali;acao dos seus volantes, guardados para
esse Un os prasos determinados na lei respectiva.
- ha muito quo os habitantes desta fre-
mesmo os desla coramarca, pronuncia-
it'a a inlervenco desses eleitoies na dita
orveuco caprichosa o que nao pode
exercer o direilo eleiloral na freguezia'de'fra-
cunhaem, e nao na de Pao d'Alho, por terem ei-
ses engennes sido desanexados daquella para es-
ta freguezia, depois de feita a divisao dos dis-
tncios eleitoracs da provincia. E quandt nao
fosse assim, e podessom esses mesmos indivi-
duos provarque se acham residindo em territo-
rio, que eleiloralmenle fallando pertenco & esla
raguezia. anda assim, n*o conteslando que an-
tes da le provincial de 5 do mio de 1859 re-
sidirn) era territorio, que por nenhuma forma
pertoncla esla freguezia, nao consoguera pro-
var que podem competentemente inlervir na for-
Wf0, d;1 J"nta de qualiflcaco e mesa paro-
chial desta freguezia. em vista do aviso de 13 de
dezembro de 1818, que terminantemente (ispe
queurna vez perdida pela mudanca de domi-
cilio nao se recupera pela nova mudanca o di-
reilo de fazer parle da mesa,
Consia-nos que em favor da competencia do
Sr. leneme-coronel Luiz de Albuquerque liara-
resposla que elle deu, resposlo, da qual, as pa-
larras sublmhadas. mui clarhmente so evidencia
que Passo tres dins depois de haver fallecido
., i 'a ?a A?s,ua'P?5. mcacou de des-
neja -lodo predio dola que oceupava. se Ihe ni o
os^ P% de l:3HVn, -. BV]l nao "tisfeilo com isto,
seis diae Jepoi'J a'"da Ihe pedio 600.
E nada pol'a pro'.ei,ar Passo coarclado
Je ter-lhe sido aqonhoada cm partilhaa, j por-
que esta ainda nao estafa1 julgada por senlenca,
e em quanto Ji&o estiyesse, binguem dava di-
reilo sobre os bens ."el>a coroprehendldos, ja por-
que como se verifica i/.'' mencionada carta, nem
timla de parllhase tratav.a> o j passo extorqiiia
dinheiro do inquilino.
Recite, 2 de junho de 1860.
Joaqttim Gonralcea d'Albuquerque Silva.
Louca _
Illm. Sr. Manoel Antonio Pires.Tenha a hon-
dada de dar-rae ao p desla a copia dos recibos
que Ihe passou o Sr. Jos Rodrigues do Passo,
quando inventarame dos bens da finada D. Ma-
na Bosa dAssumpco ; assim como dizer-me
sei certo ler-nic Vrac. dito (depois do seques-
iroj que havia p,g0 tres annos adall,ad03 das
casas em quo tem seu eslabelecimento. Per-
dad USar de SUa reEposta Para bem da rer"
gado" d6 V' S' mUl allencioso venerador e obri-
c r na a. t. 30 de maio de 1860.
vi1" w?" Joaqui/n Goncelve Albuquerque Sil-
va -Salisfazendo exigencia que rae faz era sua
carta suppra. passo a (ranscrever os dous recibos
que me passou o Sr, Passo. quando me quiz if
despejar da casa se Ihe nao adiaiilasse essas quan" A f'
tos: *""'* demdecana
Primeiro recibo.
Recebi doSr. Manoel Antonio Pires, a
Dita de mandioca Vendeu-se afiW0Uaa<"
Fe.jao ----- dem de 1J500 a 2|800 por'.r-
_ roba.
Genebra----------A de Hollando em fraaquerra-
vendeu-ae a 6#, e a de Hanis
burgo a 51400: e st em boti-
jas de 260 a 270 rejs.
* ingle vendeq-se a S5 por
c^nto de premio sobre a faclu-
barris em **r *>m
"""'.....JWs-*
Vinagre----------Mein do 120#000 a lOSfttGO
v t pipa.
^,nhos.....Sem vendas
escontos A procura de dinheiro foi gran-
de, por quanto os vencimenlos
dos das 30 o 31 do prximo
passado subiram a mais de mil
contos de ris, dos quaes boa
parte est por pagar, por falta
ae numerado. Os descontos
'anaramdell a 2( por cento
aoanno.
Fretes-------------Para o Canal a 25/ ; para Liver-
pool a 12/6 s 3/16 por libra do
Igodao.
nhao como eleiinr ,wi, r, -* 4 -mo para as aespezas do fuera da fina.
vr n rgaUa "di i a 22% P'" SS i S ^I-^ na? aPPa-ce..do dinhoi
evitar ei i lempo, esperavam anciosos por essa de-
"i :lo ser sabido por todos que o primeiro
faz desla fregueria hivia dirigido urna
rdamentada consuita presideuca da
a cerca da questo, sobro que versa
essa me ma decisao. e agora que a expeclacao de
lodos se jeha salisfeita do modo o mais completo
com adcisao, a que nos referimos, grande e ge-
ral lem ;ido a satisfaco causada aqui por ella,
salisfaca < que exponlaneamente se tem revela-
do pelas mais ividenles e sinceras mantfesloces
em appl ,uso desse acto de jusilla proticado"pa-
lo mu i igno presdeme, que se ocha a lesla da
aaininistacao da provincia, quera por lodosos
naimanl s desla localldade lem sido dirigidos in
cessante nenie por esse molivo os maiores lou-
vores, e os mais significativos elogios.
Lniret uto somos informados de quo exaspe-
rados e confundidos esses tres individuos com a
jusla de< isao, deque tratamos, por effeilo da
qual nao podem ellus iulervir como eleilores na
lormacac da junta de qualifica$o e da mesa pa-
rochial la freguezia, e vendo-so alm disto
obrigado coniemplarem com a mais profunda
magua i completo desmoronamenlo e inleira
destruya > desse odioso artefacto do torpezas e
immorali lados, que mui engracadamente ap-
pelidam- -qualificato dos votantes desta fregue-
sia no co rente anno, para o qual poderosa-
mente coicorreram com os seus exforsos, pro-
poe-se agora com lodas as forsas, de que podem
disportomo quem langa mo da ultima laboa
de salvas 10, dirigir urna representoso ao
Exm. presidente da provincia, pedindoa revoga-
So d'aqi ella deciso, a que por cerlo nao se
podem jamis resignar de boa vontade.
Para ti ndamenlo dessa tal reprosenlaso tem
sido mui o curioso ver-se o atan e sofreguido,
com que nesta villa tem elles andado cima e a
abaxo st licitando alleslados, e promovendo a
acquiss) de documentos, a maior parte dos
quaes s vo sendo oblidos por mero espirito de
caridade evanglica, atiento o estado compn-
geme, [ue elles se acham reduzidos pelo mais
amargo e doloroso dosaponlamento, de que po-
demos e assenhoreados.
Nao le araos a mal que aquelles individuos se
prevalcgam desserecurso dos Instes, pata ve-
rem se ci useguem o que Unto almejim, islo o
reconhec monto da realidade da mencionada qua-
lificaso, e por conseguinto o do podercm elles
inlervir orno eleilores na formaso da junta de
qualificaco e na da mesa da prxima assembla
parocluai e al Ihesdcsculpamos que aturdidos
como se chara nolenbam presentemente a pre-
cisa calm) e reflexo para conhecerem o triste
popel, qu se acham representondo, e a irapro-
ficuidade de loaos os passos e exforsos para esse
lim emp ?gados na parle de todos elles, senlindo
porem m i vivamente que allnal venha ser aug-
mentada i afflicco no atlliclo.
So-nos informados de que irrefutaveis foram
os argum;ntos apresenlados pelo primeiro juiz
de paz dt sta freguezia contra a validade da qua-
liflcaco, Sque alludimos, econvinceules loda a
prova os locuraentos, em que forasi elles boxea-
dos, e co nquonlo ponhamos agora de lado a ana-
lyse dellts, todava nao podemos da mesma for
ma proct der relativamente a referida
pltaaentests ulmo57nn^s'"peUdMCoberU !aQao' Prjn1(,iPiand Pr izermos esse respei-
na proxraidade da cidade principal, de filos de q"j al avi"do,s andao esses senhores pro-
- curando, segundo chega ao nosso conhecimenio
provar q le sao moradores nesta freguezia, afim
de verera se podem desfazer dest'arie a prova
appresen ada acerca da mudansb, delles para
outra fre'uesia, e conseguinlomcnte obler a re-
na proxraidade da cidade principal, de filos de
minerio, que percorrem a provincia em quasi lod
a sua extenso, c na sua explorago j se encou
traram vestigios de Irabalhos gigantescos qu
dalam da poca do dominio romano.
Rccommecando a exploraco deslas minas, de
urna riqueza inexgotavel em" cobre e enxofre, j
se constituirn) algumas sociedades compostas
pela maior parle de capitalistas inglezes para
dar a esta empreza toda a extenso, de que ella
susceplivel.
As minas de Huelva, sao em grande parle ex-
ploraveis ao ar, isto com pouca despeza ; e o
vaslo ancoradouro da cidade ofterece o promplo
embarque dos mineraes, de sorle que a explora-
Cao devo ser muito barata. Ellas.comprehendem
tambem o producto do grandes e" numerosos ja-
zigosde cobre puro de manganez, ej se conla
com urna exportaso annuul de 50 rail toneledas
inglezas, sera contar as expedises pelo Gau-
diana.
O minerio de Huelva conlm 10 a 50 por con-
t de enxofre, e d 3 1(2 a 4 por cento de cobre
pela via hmida, pela via secca nao aprsenla
mais que 2 1 [2 a 3 por cento.
O enxofre hespanhol inferior ao da Secilia,
quanto & qualidade, mas pode ser obtido com
muilo menos despeza. e seu frete para New-Cas-
tle cusa menos duas libras stcrlinas, do que da
Secilia para o mesmo ponto.
Os depsitos, chamados cascaza, que contera
75 a 86 por cenlo de cobre devem ter urna promp-
ta venda nos mercados do Franga c Inglaterra,
As tres companhias principaes qua se forma-
ran) para a exploraco das minas de Huelva j
rennirom um capital effectivo de 40 railhes de
frencos; e ainda se trata de formaren) Ingjalerra
mais sociedades para o mesmo flm, cotu capilaes
considerareis.
Alm disto ha outras companhias propriamen-
(e hespanholas, tambem interessadas nesta in-
dustria, mes ainda que establecidas de mais
lempo, nao podem dispor de capilaes lo impor-
tantes como as estrangeiras ; comludo sem tra-
balho sao agora mais bem dirigidas, e contam
igualmente com grandes proveitos.
Passageiros quo seguirn) para os portos
do sul no vapor Oyapock : Exm. visconde da
Boa-Vista, Quintiliano Jos, 1 escravo, Jos F.
Bezerra e sua senhora, Antonio da Silveira, Dr.
Jos Vicente Duarte Brandan, Antonio Joaquim
Seve, 1 escravo, Cassiano Alberto. Ivo M. da Sil-
va, Anna F. da Silva, Domingos Alves Mathaus,
1 desertor, Domingos da Silva Torres, Dr. Boa-
jamin F. de Rarros, Jos Sharp, Domingos Fer-
reira Maia, 1 escrava, Francisco Durte das He-
ves, Ildefonso Lopes Ferreira, eTer}mp B. de
_. w-r*> i.vgmtio, iioia iiuer-
vir na organisaCao da dita junla e da mesa paro-
cluai, pretende argumentor-se mais com o fado
de ser elle aqu commandante de um dos bala-
hoes da guarda nacional e subdelegado de po-
lica da froguezia^nomeado ames de pertencer o
engenlio Aldea a esta mesma freguezia, e ainda
mais cora orna deciso dada acerca delle em
Janeiro do crreme anno pela presidencia da
provincia. r
Conhccidocomo por todos que os nossas di-
visoes terntonaes nem sempre se correspondera
exactamente para os actos que dizera respeito
polica, guarda nacional, 5 justica, religio
e eleicao, admtlimos de bom grado que Ssse
senl.or seja aqui residente paro os actos concer-
nenies d polica, guarda nacional e mesmo
jususa o religio, em virtude da lei provin-
cial de 5 de maio de 1859, que passou o engenho
Aldita para a freguezia e municipio de Pao
dA.no, cujos limites sao regulados, em face da
le provincial de 5 de maio de 1840, pelos que
tem a comarca de igual nome ; mas nao pode-
mos conceder-lhe em vista das dsposices j
citadas do art. 2 do decreto n. 1792 e dos avi-
sos de 23 de novembro de 1837 e de 3 de
abril do correnlo anno q peilo eleico seja moifador nesta freguezia
sendo que quauto dizCr-se que foi elle no-
meado subdelegado antes do pcrlcncor esta
mesma freguezia o scu engenho Aldea ; so islo
ferdade, o que muilo duvidamos, ento so-
mente o que se segu dahi que o presidente
que o noraeou para esse cargo, procedeu muilo
illtgalmente, porquanlo nesse lempo o Sr. Ma-
railiao nao era residente, nem casa tiuha em
lujar algum desta freguezia.
\cerca da deciso da presidencia da provin-
cia, de queso quer lancar mo em favor do Sr.
Luiz Maranho, lemos a ponderar que essa de-
ciso, proferida em consequencia de informa-
QOs inexactas, acha-se hojo nullificada pela
denonstraso ulterior e incontestavel da ver-
date, que deu lugar a nova deciso da presi-
do icia, alm do que nao foi aquella primen a
deeisao confirmada pelo govorno geral. como se
poJe ver do aviso de 17 de fevereiro do crreme
auno.
Entendemos que nada mais devemos dizer a
esse respeito, e por isto nao desceremos ana-
lyse do certos detalhes. alias nao desliluidos de
algum iBleresse. Ao conh|ecimcnlo de S. Exc.
oSr. presidente da provincia lem de subir essa
represemacao, e ilustrado e jusliceiro como ,
e todos o reconhecem, tendo j t-studado a quos-
l), sobre que versa essa represonlasao, e aclian-
do-se alm disto de posso do officio do referido
juit de paz e dos documentos que o acompanha-
ram, esperamos quo S. Exc. desprezando a mes-
mi reprosenlaso, lha lo somente do capri-
cho, e de urna obstinacao infundada e irreflec-
tiea, sustentar a sua deciso de 26 do passado
acerca dos supradilos eleilores, deciso cojos
fundamentos lgaos jamis podero ser contesia-
discom vantagem.
O Pao d~Alhen.se.
Correspondencias.
BREVE E NECESSARIA DECLARACO.
No Diario de hoje foi publicado um escripto do
carcereiro ou administrado da casa do detenco
Flurencio Jos Carnero Moiiteiro, o que dix
de responder, pois como dopulado, nao devo
corl8 de meu procedimenlo a carcereiros o solas
carcercros.
O depulado.
Luir de iB-uotteraKe ilartins Pcreira.
lecife, 2 de junho.
vogaco i i dita deciso.
Nao du idamos que esses senhores apresentem
allestado de que actualmente residem nesla
freguezia porquanlo em virtude da lei provin-
cial n. 47 > de 5 de maio de 1849 os engcnho3 Al-
dciaeCaiauba passaram pertencer da fregue-
zia de Tr cunhera para esla de Pao d'Alho, e
muilo m nos que consiga o Sr. Luis de Albu-
querque Maranho alleslados, de que presente-,
mente mera era urna casa que comprou nesta
villa em lezembro do anno passado ; mas dando
de barati ludo isto, ainda assim nao podero
demonstr ir quo injusta foi a decisio da presi-
dencia rea dcl'cs. Para quo chegassem
este to (esojndo resultado seria mster que el-
les podes5em provar, oque jimais conseguiro,
que depo s da eleico de 1856, em virlude d
qual fora ti elles investidos do mandato de elei-
tores des a fregeezia, nao se mudaram daqui
os dous triraeiros em maio- de 1858 para o en-
genho Al
Tracunh
em 1857
zia de Sa
cife, ond
eia que ento perlencia a freguezia de
;m e comarca de Nazareth, e o ultimo
tara o emeenho d'Agoa-Fria da fregue-
i-Louronso da Malta comarca do Re-
esteve por espaso de dous annos pou-
co mais r u menos, (polo que leve de sor elimi-
nado da 1
villa por
depois er
ra u ba ta
cuohem
sta dos vereadores da cmara desla
Kdem da presidencia da provincia), e
principio de 1859 para o engenho Ca-
nbem pertencenle freguezia de Tra-
e comarca de Nazarlh, sendo que so-
------------ .------- -......-....,, 0(:Uv tfuo s-
menle pe: torca da referida lei provincial de 5
e 1859 foi que esle ullimu engenho,
o engenho Aldeia, foi dosannexado da
do Tracunhem, e comarco de Ma-
ro a freguezia e comarca de Pao
de maio
bem com
freguezia
zareth pi
d'Alho.
E tanto 5 verdade o que acabamos de dizer
acerca da mudansa do domicilio do lente co-
ronel Lu; de Albuquerque Maranho, do lenle
Antonio Fernardo Ribeiro de Moura e do capi-
llo Hanoi l Thoraaz de Albuquerquo Maranho,
que nenhum desses senhores foi convocado co-
mo eloito- afim do tomar parlq na formaso da
junta des! i freguezia para a reviso dos volan-
tes do an 10 passado. e nem tambem nenhum
delles foi jualifleado aqui como votante, contra
o que neihuma reclamaeao asssentaram enlo
de fazer, i que importa mui clarameole o reco
nheciroen 10 da mudanza de domicilio
de lodos i lies.
.....---------..i i.w, a quan-
ae um conlo e trezenos e tinte mil ris
atontados para as despezas do funeral da fina-
algum, e por ier precises'para" as referidas
aespezas, passo o presente como inveutarianle o
que consta pelo juizo de orphos, c pelo escri-
vao Brilo.
Rectesete de marso de 1860
Assignado.Jos Rodrigues do Passo.
Segundo recibo.
Recebi do Sr. Manoel Amonio Pires a quan-
lia de seis ceios mil reis, para ac.onlinuaco das
despezas do inventario, visto que nao appareceu
diniiciro, e me responsabilso como inventa-
rame e juntamente cor.,o co herdeiro do mesmo
casal, tanto da prsenle quanlia como da que
j recebi. e consta do meu recibo passado era 6
do correte, no verso de um recibo quo existe
em poder do mesmo senhor assignado pela finada
omina mai.
Recife fose de marco de 1860.
Assignado.Jos Rodrigues do Passo.
Tendo assim cumprdo sua ordem, concedo
V. S. permissao para fazer desla minha resposla
o uso que Ihe convler.
Sou com respeito de V. S. alenlo vene-
rador
Manoel Antonio Pires.
S. C. 31 de maio de 1860.
COJMIfEItCIO.
Praca do Recife 2 de junho de 1860.
AS TRES HORAS DA TARDE.
Cotafoes ofAciaes.
Cambio sobre Londres25 1/2 d. 90 dtv.
Cotaces officiaes no dia 1 de junho depois das
tres horas da tarde.
Cambio sobre Londres25 1(2 d. 30 d[v.
George PatcheltPresidente.
DubourcqSecretario.
Alfa mi esa.
Rendimentodo dia 1.....12.626S004
dem do dia 2....... 8.8635186
21:5099190
Slnvlmeinto da alfnmlog*
Volumes eutrados com fazendas 39
> com goneros 80
Volumes sahidos com fazendas
com gneros
24
92
119
------ 116
Doscarregam hoje 4 de junho.
Brigue prussianoPaul Auguslfazendas
Brigue inglezLindisfamedem.
Consulado geral.
Rendimento do da 1..... 2:8095961
dem do dia 2....... 1695580
2.9799541
Diversas provincias.
Rendimento do dia 1.....
dem do dia 2.......
107J66I
50SJM3
617J223
Despachos de exportacao pela me-
sa do consulado desta cidade n
dia Z de junho de I8GO
Rio de Janeiro=llarca nacional Imperatriz J
Velloso Soares & Filho, 600 saceos asscar
branco.
Recebedoria de rendas internas
geraes de Pernambuco
Rendimento do dia 1.....1:104017
dem do dia 2....... 183S&84
rs. redactores Esiava resolvido a consen-
tir que o bera conhecido Jos Rodrigues do Passo
se jxpojasse vontade no lamasal era que eos-
luna subracrgido vomitando injurias contra Beos
e os homens, e at mesmo contra sua boa o hon-
rada mi, a quem nunca soube respeitar ; mas
havendo esse pobre homem, u'um accesso de
loueura, ousado Qualificar de injusto um acto do
raerilissimo Sr. juiz de orphos, referindo-se a
nilm, sem todava mencionadme pelo proprio no-
me, resolv vir lirar-lhe a mascara ante o publi-
co, cuja boa f quiz elle illudi, como se esse pu-
blico nao o conhecesse por domis.
0 Sequeslro decretado pelo diguo juiz do or-
phos desla cidade, o Illm.! Sr. Dr. Ernesto d'A-
quiao Fonseca, foi urna rhedida salvadora cm
bem de duas orphas minhas cunhadas e tulel-
ladas, cujas legitimas Jos Rodrigues do Passo
quera conservar em seu pbder por lano lempo
quanlo Ihe pormiltsse a c|iicana, que como lo-
dos sabem, lem recursos inexgotaveis, visto co-
mo o mesmo Jos Rodrigues achando-se na par-
tilha dos bens da finada D, Muria Rosa da As-
surapso reduzida a aulo desde o dia 12 de maio
proxiinj passado, e havenido sido mimado no
da 18 do mesmo mez para apresentar os conhe-
cimenUs de dcima, sem os quaes dila parlilha
nao pocia ser julgada por sentensa, al o da 25
nao linha offerecido lies cbnheciraenlos, na in-
tensoseraduvido de difficultar semelhanle jul-
gamen.o, sendo para notar que, para ainda mais
manifeilar o proposito em <[ue se achovo de re-
ler pele mais longo espajo possivel em seu po-
der osquinhes hereditarios de minhas infolizes
cunhaaas. Passo, no mesmo dia em que se de-
libvou a partilha, requereu vista della ou da
sentensa que a julgasse; visto que Ihe foi conce-
dida na segunda hypolhese. de sorte que, ainda
quando depois do muito fustigado, se resolvesse
a offerecer os documentos de que dependa o
julgamento da partilha. j eslava munido d'uma
arma pra obstar que passasse em julgado a sen-
tensa que a mandasse cumprir, e por conse-
quencia habilitado para demorar por mais tera-
po emsuas mus a heransa de orphaos que ne-
nhum bem possue alm daquelles que cm vir-
tude drs9:>s heransas Iho devem caber.
Um magistrado que se eslima e que s.~,ue con-
servar-se na altura em que o colbca a |ei, como
o acluil juiz de orphaos o Sr. Dr. Ernesto d'A-
qumo Fonseca, quo supposta tiovel na idade
"l"10" f"f, be. -nao poda nemVdevia
^?. i.. .rp* 'gonhosa urdidura
n. Sl i ,"en1- orphas, cujo prolector
?.\rnt*.' .q-6 ^'ecessarlaraente Iho seriara
?UD^LPlSj0' e Pel qoa'euo ellas nao ces-
""Ia?, |ender-lhe a devida grasa, rogando
nlma Deos, que o tSml na devida
coma para aCCuraula-lo do cnchentes de benefi-
cios, ar-lho bastante vigor, afim de que poesa
1:2878601
Consulado
Rendimento do dia 1 .
dem do dia 2 .
provincial.
2.1615592
1:5065930
36705522
. uat-iuu uastamt; vigur, anu ue i|uc uuesa
a*'jr aos demais orphos, sabiamente confiado a
i seus cuidados, a justica que acaba de pralicar
"* arlo [''para'eom as de que tenho tratado.
I O que Oca relatado sufRcienle por demais pa-
PRA^A DO RECIFE
DE JIMIO DE 1SGO
AS 3 HORAS DA TARDE.
Revista Semanal.
Cambios----------Sobre Londres saccou-se a 25
1/2 d. por Ijf sobro Pars de
382 a 385 rs. por fr., sobr*
Hamburgo a 720 icis por m.
b., sobre Lisboa de 111 a 112 e
de premio, e sobre o Rio de Ja-
neiro a 2 % de descont, soman-
do os saques a 15.000 S,
Algodo O superior vendeu-se a" 7^200
por arroba, cotommuma 7#.
Agurdente-------Vendeu-se de 90$ a 95j>000 por
pipa.
Assucar----------O branco vendeu-se de 500
a 6}00!) por arroba; soraenos de
452OO a 48800; mascavado pur-
gado de 38000 a 3j>300; Ame-
rica de 2&600 a 2900, e Canal
de 29450 a 2J>550 por arroba.
Couros- Os seceos salgados venderam-so
a 270 rs. por libra.
Arroz ----- A ultima venda rogulou por 3$
por arroba.
Azeilc ddee- Vendeu-se a 2J800 por galo.
Bacalho- Nao houve entrada, e ficaram
em deposilo 7,300 barricas, ten-
do-se retalhado de 53 a 63 a
barrica.
Btalas-----------Venderam-se a 2$700 por arro-
ba, aj novas.
Bolaxinha-------dem a 3J000 a barriquinha".
Carne secca- A do Rio-Grande vendeu-se de
3g200 a 4S300, e a do Rio da
Prala de 3|000 a 3500 por ar-
roba ; flcando em ser 55,000
arrobas da primeira e 26,000 da
segunda.
Caf- ----- Vendeu-se de 6S600 a 7*200
por arroba.
Cha----------------dem de 1J600 a 1J900 por li-
bra.
Crvo de pedra- dem a 19J500 por tonelada.
Cerveja------------dem de 4^600 a 58000 por du-
zia de garrafas.
Forinhade trigo- Retalhoii-se de 17fl a 20J por
barrica de Richmond, de 20J) a
22 de Trieste, el4 alOJade
Philadelphia, flcando em ser
10,300 barricas da primeira.
18,600 da segunda, e 3,600 da
terceirt, _____
Pauta dos precos dos principaes gne-
ros e prodacedes nacionaes,
que se despacham pela mesa do consu-
lado na se iita na de
de i a 9de junho rfel860.
Agurdente alcool ou espirito
de agurdente ..... caada
dem caxasa.......
1......
dem genebra......
dem idem.......botija
dem licor.......caada
dem idem.......garrafa
dem resillada e do reino
Algodo em pluma 1.* sorte
dem idem 2.* dita .
dem idem 3." dita .
dem em caroco ....
Arroz pilado
caada
arroba

>
>
rroba
dem com casca..... alqueire
Assucar branco novo arroba
dem mascavado idem ...
Azeite de mamona .... caada
dem de mendoim e de coco.
Borracha fina rroba
dem grossa.......
Caf em grao bom..... arroba
dem idem restolho ....
dem idem com casca ...
dem moide.......
Carne secca.......
Carvo de madeira ....
Cera de carnauba em pao ..
dem idem em veles. ...
Charutos bons...... cento
dem ordinarios.....
dem regala.......
Chifres........ >
Cocos seceos.......
Couros de boi salgados libra
dem idem seceos espichados.
dem idem verdes.....
dem de cabra cortidos um
dem de onca......
Doce de calda...... libra
dem de Goiaba .....
dem seceos......
Espanadores grandes. um
dem pequeos......
Esteiras de preperi .... urna
Estoupa nacional..... arroba
Farinlia de araruta ....
dem de mandioca .... alqueire
Feijo......... alqueire
Fumo cm folha bom .... arroba
dem idem ordinario ....
dem idem restolho ....
dem em rolo bom ....
dem idem ordinario. ... >
Gomma polvilho.....
Ipecacanhua....... arroba
Lenha em achas grandes cenlo
dem idem pequeras. ...
dem em toros......
Madeiras cedro taboas de forro, urna
Louro pranches de 2 custados um
Cosladinho. ...*... urna"
Costado........
Forro.........
Soalho........
Varas agutinadas.....
dem quiriz....... *
Virnhlicq pranches de dous
custados....... um
dem idem custadinho de dito
dem taboas de costado de 35
a 40 p. de c. e 21/2 a 3 de
largura.......
dem idem dito de dito uzuaes
dem idem de forro ....
dem idem soalho de dito .
dem em obras eixos de secupi-
ra para carros..... par
dem idem rodas de dita para
ditas........
Mel......... eanida
Milho......... alqieire
Podras de amolar. um
dem de filtrar...... >
dem rebolos......
Piassava em molhos .... um
Sabo......... libra
Salsa parrilha ... arroba
Sebo em rama...... *\
, urna
. arrba
48
500
80O
280
960
320
80O
75200
6j*X
55200
15*0
3S200
3J60O
43900
2750
960
1$920
7J00O
4gOCO
7S500
4S500
5S00O
9g600
5SG0O
2$560
85500
13S00O
2S30
1$0C0
3gC0O
5JO0O
4S00O
285
400
180
300
OJOOO
500
400
IgOCO
332OO
1S600
300
IfOOO
35000
33000
7506O
153000
9S00O
7S00O
1600O
6S00O
35200
256090
25500
13600
12S00O
35OOO
93OOO
85000
6joeo
23500
4$000
25240
1S60O
245000
143000
Sola ou vaqueta (meio) ,
Tapioca.......
nhas de boi......cento
Vinagre.........PP
Pao brasil.......quintal
455OOO
163000
55000
10J00O
IO5OOO
30500O
280
23500
800
95OOO
13120
200
120
255OOO
I05OOO
35200
3{)520
$3(10
50S0OO
7ft50O
Movimento do porto.
* p* J Centgrado.
s ce K> ce 8 8 i 1 ^ | Reaumur.
3 S | Fahren/iett
S 3
Hygrometro.

3
Barmetro.
o
e
P
-a -J 3 I
sa si
b b 1
A noile nublada e chuvosa, vento SE, veio pa-
ra o terral e assim amanheceu.
OSC1LLACAQ DA MAR.
Baixamar as8 b.54' da manhia. altara l.Op.
Preamar as 3 h. 6' da tard, altura 7.75 p."
Observatorio do aw.nal de marinha S de Junhu
de 18tM>. _________________ViecAB J,woe.
Navios entrados no"^Io X-
Portos do SalVapor braaileirq Oyapock, eom-
mandante o capito lenlo Aplonio Joaquim
de Santa Barbara.


T4j
.-,-
aruntiaoVapor uglez Jedo, capitao U. Le
Boullier, em lastro. Suspeodeu do lamarSo.
Navios entrados no dio, 2.
Ass 10 das, hiate brasiteiro flo* Amigo, de
78 toneladas, capillo Manoel Jos freir Ma-
rinho, equipagem 7, carga sal; ao mesmo
capitao.
Aracaty12 dias, hlate brasiteiro Exalaco, de
37 toneladas, capilo Antonio Manoel AITonso,
cqoipdgem 5. carga cera de carnauba e mais
gneros; a Grugol limaos.
Navios sakidos no mtsmo dia.
LisboaBrigue porluguez Relmpago, capitao
Joo Xavier da Fonseca, carga assucar.
Rio de JaneiroBarca brasileira Recife, capitao
Manoel Jos Piuia. carga assucar.
Rio de JaneiroBriguo brasileiro Sania llosa,
capitao Manoel Pereira dos Santos, carga as-
sucar.
HavanaPolaca hespanhola Santo Antonio, ca-
pitao Joaquim Durall, com a mesma carga que
irouxe da Bahia Suspcndeu do laraarao.
Callio de LimaVapor americano Peruano, ca-
pitao lames Hall, em lastro.
diario bE PURiuMItfO Segunda fira Dfc junho de *8o.
Editaes.
-- O Illm. Sr. presidente do conselho do con-
selho de qualilkaco da guarda nacional da pa-
rochia de SS. Sacramento de Santo Antonio do
Kecife, manda declarar aos guardas nacionaes
abaixo mencionados, que devero comparecer no
consistorio da igreja matriz de Santo Antonio,
no da 4 do cotrente Ss 10 horas da manhaa, para
seaem inspeccionados.
1.* companhia.
Conrado Hermenegildo Xavier Ramos.
Aristeu Saraiva de Afauio Galvo.
Mauoel Vieira Perdigo.
_ 2.a companhia.
Francisco de Assis Cruz.
Claudino Baptisla Barroso.
Leao Diniz Machado.
Hcrmelinde do Oliveira Passos.
4.* companhia.
Antonio Joaquim da Gloria.
Jos Angelo Pereira.
Antonio Jos dos Santos Alves
Joaquim Remigio de Sanl'Anna.
5.a companhia.
Miguel Archangelo Fraterno.
Candido Nunes de Mello.
0 companhia.
Flix Fcrnandes dos Santos.
7." comdanhia.
Jesuino Ferrcira da Silva.
Sala das sessoes do conselho de qualificacao
da guarda nacional do municipio do Santo Anto-
nio, 2 de j'inho de 1860. Juo Jos Pereira de
Faria, alteres vogal, secretario.
O Illm. Sr. inspector da thesouraria pro-
vincial manda fazer publico, que do dia 2 do cr-
reme por diantc pagam-se os ordenados dos em-
pregados prufinciaes, vencidos no mez de maio
prximo lindo.
Secretaria da thesouraria provincial de Per-
nambuco, 1. de junho de 1860. O secretario,
Antonio Ferreira da Annunciaco
Joao Bcrnardiuo de Vasconcellos, official da im-
penal ordem da Rosa, e major commandante
interino do segundo balalho de fuzileiros da
guarda nacional do Recife, etc.
Faco saber a quem inlcressar possa, na quali-
dade de presidente do conselho do qualifica^ao e
de conformiuade com o disposlo no arligo Io 2o
do decreto n. 1,130 de 12 do marco de 1853 e
instrucebes de 25 do outubro de 1850, que se' ha
do reunir o referido conselho no dia 10 do cor-
rele ruez, as 10 horas do dia, para a qualificacao
e reviso dos guardas nacionaes, no consistorio
da igrela do Terco, que serve do matriz da fre-
guezia de S. Jos.
E para que chegue ao conhecimenlo de todos,
mandei passar edilaes que scrao publicados pela
imprensa e alxados nos lugares designados por
lei. r
Cuartel do commando interino do segundo ba-
talhao da guarda nacional do municipio do Reci-
fe, 2 de junho de 1860.
Joao Beruardioo de Vasconcellos.
Olllm.Sr. inspector da thesouraria pro-
vincial, em cumprimenio da resolucao da junta
de fazenda, manda fazer publico que a arremata-
cao da obra do cmpedramenlo da estrada da
Victoria entre os marcos de 6 a 8 mil bracas foi
transferida para o dja 6 do junho prximo vin-
dimro.
E poro .,., of m,ndo nw eol
publicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial do Per-
nambuco, 25 do maio do 1860
O secretario,
A. F. da Annunciaco
0 Illm. Sr. inspector da thesouraria pro-
vincial, em virlude da resolucao da junta do fa-
zenda, manda fazenda. manda fazer publico oue
deconformidado comas leis ereglamentos em
vigor, pcranlca mesma junta, devem ser arrema-
tados por municipios e comarcas no dia 6 de ju-
nho prximo vindouro os imposlostos seguinles
Municipio do Recife.
2$500 rs. sobre o gado niorte para
o consumo, avaliado annualmente
em...........'A......... 75:CD0g000
Comarcado Lxmoeiro.
Arrematados conjuntamente.
.2*500 rs. sobre o gado tnorto para
o consumo^ avaliado annualmente
em...............................
Impostos a cargo da collectoria
avaliado annualmente em..........
20 por cont de agurdenle idem
idem........................
2:30O$OOO
850*000
200g000
Comarcado Bonito.
Arrematados conjuntamente.
J#o00 sobre o gado raorto para
o consumo, avaliado annualmente
em............................'...... 2'700s000
Imposlos a cargo da collectoria ^^
do municipio do Bonito em........ 650SOOO
20 por cento de agurdente idem
dem...............................
Municipio do Brejo.
Arrematados conjuntamente.
2J500 sobre o gado morto para
o consumo, avaliado anoaalmenle
m..................................
Imposlos a cargo da collecoria
dem..................
100&000
20 por ceolo de aguardante, idei
dem...............
9O0SOO0
600*000
50*000
Junt'cipio de Cimbres.
,.. Arrematados conjuntamente.
2*500 sobre o gado morlo para
o consumo, avaliado annualmenlo
em..................................
Imposlos a cargo da collectoria
em................................
20 por cento de agurdenle dem
idem.................................
Comarca de Garanhuns.
Arrematados conjuntamente
2*500 3obre o gado morto. para
o consumo, avaliado annualmente
em................................-
Impostos a cargo da collectoria
m...................................
0 por cenlo da agurdente idem
xdem..............................f
Comarca de Flores.
saa A/remBlad.03 conJuntamente.
5O0 sobre o gado raorto para
o consumo, avahado annualmente
em.....................................
Imposto a cargo da collectoria
em..................................
20 por cento de agurdenle dem
idem..................................
Comarca da Moa- Vista.
Arrematados conjuntamente.
2*500 sobre o gado morto para
consumo, avahado aonualmeoie
a.............,..................
Impostos a cargo da collectoria
'ID...............
20 por cento da agurdente idem
"Jera................................ 50*000
.Af/rremala?d.e8 *era0 e'ilas"porAempode3
?* LL Ufl* de 1863' 80b mesmaacondi-
oea das anteriores, e i, forma do artigo 76 do
legulamaolo do 3 de agosto de 1852
As pesaos* que se quizerem propor a esta afre-
raatacM comjwrecam na saladas sessoes da men-
cionada juota ao da cima indicado, pelo maio
da, competentemente habilitadas na forma do
art. 75 do eiCade regulamento, devendo as habi-
Jiiocdee erem julgadasnos das 31 do correte e
* de junho.
E para constar se mandou affixar o presente e
Pu|car pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Per-
nambuco, 23 de maio de 1860.0 secretario, An-
i10, Fe"eira da Annunciaco.
u^2;.?^0"l:"i!fieJf"f"!Sf < renda,
1:40000
3208000
50*000
2:5000OO
5CDJ000
100*000
2:0005000
1:100*000
50*000
3:500|000
1:500*000
5:100*000
5:900*000
360*000
350S00O
150S0O0
1505000
quelenliain bens de raz na cidade do Recife, ao
menos um delles,.uma vez que o oulro seja no-
toriamente abonado.
Art. 76. As arrematacoes poderlo envinar-
se pela maior ou menor llcilac-o oerecida em
cartas fechadas.
Conforme.O secretario, Antonio Ferreira da
Annunciaco.
O Illm. Sr. inspector da thesouraria pro-
vincial, em virtude resolucao da junta de fazen-
da, manda fazer publico, que de conformi-
dade com as leis o regulamentos em vi-
gor, permite a mesma junta, devem ser arre-
matados por municipios o comarcas no dia 14 de
junho prximo vindouro os impostos si-
guiles :
Municipio de Olinda.
2*500 sobro o gado mordo para
o consumo, avahado annualmente
era..................................... 3:100$000
Municipio de Iguarassn'.
Arrematados conjuntamente.
2*500 sobre o gado morlo para
o consumo, avaliado auuualmente
cm.................................. 2:500*000
Impostos a cargo da collectoria,
avahado annualmente em......... 500$000
2o por cento de agurdenteme,
idem............................... 120*000
Comarca de Goianna.
2500 rs. sobre o gado morto pa-
ra o consumo, avaliado annualmen-
te em............................... 10:600g000
Comarca de Naxarelh.
2j>500 rs. sobre o gado morlo pa-
ra o consumo, avahado annual-
mente em......................... 8:700*000
Comarca do Cabo
2*500 rs sobre o gado morto pa-
ra o consumo, avaliado annualmen-
te em............ ................. 8.100J0C0
Comarca de Santo Anido.
2J500 rs. sobre o gado morlo pa-
ra o consumo, avaliado annual-
mente em.......................... 10:700*000
Municipio deSerinhem.
2*500 rs. sobre o gado morto pa-
ra o consume, avaliado annualmen-
te em............................... 1:100*000
Municipio do Rio Formoso e Agua-Prela.
2*500 rs. sobre o gado morlo pa-
ra o consumo, avaliado annual-
mente em..........................
Comarca dePod'Alho.
2J500 rs. sobre o gado morto pa-
ra o consumo, avaliado annual-
men le em..........................
Imposto de 20 por cento sobre o
consumo d'aguardentc nos muni-
cipios seguinles :
Olinda, avahado annualmente em
Goianna.........................
Nazareth..........................
Pao d'Alho.......................
Cabo............................... 100S
Santo Anio...................... 300O0
Rio Foimoso e Agua Prela...... 100*000
Serinhacm........................ 50*000
As arrematacoes serao feilas por lempo de
tres annos, a contar do 1." de julho do correnle
anuo a 30 de junho de 1863, sob as mesmas
condices das anteriores; e na forma do ar-
tigo 76 do regulamenlo do 3 de agosta de
1842.
As pessoas que-se propozerera a eslesarrema-
lacos, comparegam na sala das sessoes da mes-
ma junta, no dia cima declarado, pelo meio-dia,
competentemente habilitadas na forma do art.
75 do citado regulamenlo, devendo as habi-
litacocs serem julgados nos dias 6 e 12 de junho
vindouro.
E para constar se mandou
e publicar pelo Diario.
Secretaria da Ihesouraria provincial de Per-
nambuco, 23 de maio do 1860.O secretario,
al. F. da Annunciaco.
Art. 75. Os contratos de arrematacao de
renda que imporlarem em mais de 2:000*000 rs.
scro cffectuados sob a garanlia do dous Dadores'
idneos, que teuham bens de raiz na cidade do
Recife, ao menos um delles, urna vez que o ou-
tro seja notoriamente abonado.
Art. 76. As arrematacoes podero efTectuar-se
pela maior ou menor licilaeo offerecida cm car-
las fechadas.
Conforme.O secretario, A. F. da nnun-
ciaco.
-- O Illm. Sr. inspector da thesouraria provin-
cial, em cumorimenin las ordens do Exm Sr
presdeme da provincia, manda fazer publico"
que no dia 14 de junho prximo vindouro, po-
ranle a junta da fazenda da mesma thesouraria
se ha de arrematar, a quem mais der, a laxa
das Barreiras da ponte do Manguinho e da es-
trada da Capunga, avahadas annualmente ambas
cm 6:700*000 rs.
As arrematacoessero feilas por lempo de Ires
annos. a contar do 1," de julho do corrente au-
no a 30 de junho de 1863.
As pessoas que se propozerem a esta arrema-
tacao, compare$am na sala das sessos da mes-
ma junta no dia cima indicado, pelo meio-dia,
competentemente habilitadas, com suas propos-
tas em carias fechadas.
E para constar se mandou affixar o presente e
publicar pelo Diario.
Secretaria da Ihesouraria provincial de Per-
nambuco, 23 de maio de 18600 secretario, A.
F. da Annunciaco.
= De ordem do Illm. Sr. inspector aa thesou-
raria de fazenda desla provincia se faz publico
que tendo sido avahada ejn 6-000$ a casa de so-
brado de dous andares n 29, sita na ra da Guia
e pertencendo fazenda nacional, em virtude d
adjudicacao, nina parte desse sobrado no valor de
1:I55$482, tem esta de ir praca no dia 6 de ju-
nho prximo vindouro, as 2 horas da tarde, pe-
ranle a mesma ihesouraria, para pagamento do
que ficou devendo o finado Antonio Ferreira
uarte Velloso.
Secretaria da thesQurona de fazenda de Per-
nambuco 10 de maio de 1860. O official maior
interino. Luiz Francisco de Sampaio e Silva.
Do ordem do Illm. Sr. inspector da thesou-
raria de fazenda desla provincia se faz publico
para conhecimenlo dos interessados, que no di
b de junho prximo vindouro, s 2 horas da lar-
de, tem de ser arrematada perante mesma Ihe-
souraria, urna parte da casa do sobrado de dous
andares n. 29, sita na ra da Guia, penhorada
viuva de Antonio Ferreira Duarle Vellozo para
pagamento do seu alcance, sendo a parte do dito
sobrado avahada na quanlia de 1:1559482, quo
com o abate da quarta parte na fnn da lei, foi
adjudicada & fazenda nacional no valor de Veis
SGb*612. pelo qual que lem de ir praca para
pagamento do dito alcance.'
As pt-ssoes, pois, que pretenderen licitar, de-
verao comparecer no dia e horas cima indicados
na casa da referida thesouraria.
Secretaria da ihesouraria de fazenda de Per-
nambuce, 9 de maio de 1860.
O official-maior interino,
___ Luiz Francisco de Sampaio e Silva.
Tribunal do comraercio
adlxar o presente
Declarares.
Capitana do porto
De ordem do Sr. capitao do porlo se faz pu-
blico, qne no dia 5 do correnle ir novaracnte a
praca o boto denominado Total que pertenceu
Francisco das Chagas. e se acha hoje abondona-
do aos direilos que deve a fazenda nacional.
A arrematarlo continoa a ser feila por meio
de propostas em cartas fechadas, servindo ellas
de base 25* rs., que fez Manoel Lopes da Silva
Amorim. .
Secretaria da capilania do porlo dePernambu-
co. 1. de junho de 1860. O secretario. J P
Brrelo de Mello Reg.
Tribunal do commercio.
Pela secrelaiia do tribunal do commercio da
provincia de Pernambuco se faz publico, que nes*
la data fica inscripta era o competente livro
caria de registro do hiate Gralido do porlo de
35 tonelada*, do qual proprietario Firmiano
Jos Rodrigues Ferreira Jnior o mestre Joao
HennquesdeAlmeida.
Secretaria, i," de junho do 1860.Julio Au-
gusto da Cunha Guimares, official maior.
Tribunal do commercio
Por esta secretaria se faz publico, que por mu-
tuo accordode todos os socios da firma commer-
cial de E. A. Burle A C. se conceder retirada
do socio Narciso Maria Carneiro, cstabelecendo-
se que a llquidaco do que honver^de lhe per-
leucer ser feita pelo balanco dado o anuo prxi-
mo passado. levados em conla os adiantameutos
eilos ao dito Narciso.
Secretaria do tribuna] do eommercio de Per-
nambuco28 de maio do 18fl0. Diara erico Au-
gusto do Reg Rangel, official maior Interino.
nTflt!J?l.-ele5aCa d BeC'fe M f" PUblCO,
3- JZL.?i?h,d- t c?" de detencio um pardo
de nome Ignacio, fgido ha 8 mezei.
ilasubdelegada do Recife se faz publico|
pitalista Francisco Botelho Kg"? Tond0 P?0, ?'lecl<>na de Oliod
un a quantia de 10.-OO0SO0O *6 oe m,, de. 1860.O escrivSo.
Jos Goncolres Rodrigues Franja.
?or esla secretaria se faz publicv aua ne8ia
daiafora inscripto no eoopelo^e UVro o theor
do papel de associacao em commandiUi que em
S.lo correte fizerarr. Francisco Boielho^dc An-
!; p!U?'. Iicenle Licini Cusla
Cmpelto, Rnslieuo. domiciliados nesla cidade
ic Ree'ae, sob a firma de Cosa Campello & C,
s:odo qo nesse papel se eslabelece que o socio
crmmUflditario e cap'*-
di Andrade entrar co
eu moeda. ou gneros, e nao ser responsavel
p sim o socio de industria Vicente Licinio que ser
0 gerente da sociedade, a qual durar tres an-
n^is, e mais lempo a aprasimenlo eos socios, c
dissolver quando algum delles o exigir, len-
i por objecto dita sociedade a compra e venda
i gneros de estiva, e recolhimenlo delles em
mazeos.
Secretaria do tribunal do commercio de Per-
imbuco 29 de maio de 1860. D. A. do Reg
U ngel, oflicial-maior interino.
Tribunal do commercio
Pela secretaria do tribunal do commercio de
Pfernambuco se faz constar a inscripto no com-
p tente livro, do theor do papel de sociedade
q ie em 21 do correnle fizerom Jos Fortunato
d)s Santos Porto e seu irmao Augusto Frederico
d >s Sanios Porlo, naluraes de Portugal, e domi-
c liados nesta cidade do Recife, ledo por flm
d la sociedade a compra e venda de fazendas sec-
cjis, e calcados na loja da ra da Cadeia do bairro
) Recife n. 45. sob a firma de Porto & Irmao,
i i qual usaro ambos os socios; sendo que essa
siciedadedurarlpor espejo de 2 annos, a con-
t r do 1. de Janeiro do corrente a 31 de dezem-
bro de 1861, com o capital de 10:000$ fornecido
p;lo socio Jos Fortunato dos Santos Porlo.
Secretaria do tribunal do commercio de Per-
r ambuco 28 do maio de 1860. Dinamerico Au-
gjsto do Regn Rangel, official maior interino
Pela recebedoria de rendas internas geraes
II faz publico, que no corrale mez que os de-
i odores do segundo semestre do exercicio cor-
r-ntede!5591860, relativo aos seguinles im-
I os : decima addicional de mao mora ; imposto
t e 20 por cenlo sobre lojas, e dito especial a 80*
s)bre casas de movis, roupas, perfumaras e
esleado fabricado em paiz cslrangeiro te era de
taga-lo livre de multa. Recebedoria do Pernara-
1 uco 1 de junho de 1860.administrador, Afo-
f oei Carneiro de Souza Lacerda.
Pela mesa do consulado provincial se faz
publico aos proprietarios dos predios urbanos das
f eguczias desla cidade c da dos Affogodos, que
c i trila dias uleis para o pagamento a bocea dn
cifre do 2. semestre da decima do anno llnan-
ciro de 1859 i11860 se principiara acontar do
d a 1. de junho vindouro.
Mesa do consulado provincial de Pernambuco,
21 de maio de 1860.AnoiiioCorneirolfacftaio
/ tos.
Correio gem.
Relacio das cartas seguras, vindas do sul
pilo vapor nacional Tocanlins, e das exisien-
(' s na administradlo do correio para os sensores
a >aiio declarados :
>ffonso de Paula de Albuqucrque Maraohao.
iireliano Jos dos Santos.
Cr. Antenio Buarque de Gusmo (2).
Antonio Jos da Costa Reg,
f irnardo Jos Correiadc S.
BLiriio do Livramenlo.
C Y. Benson.
Cindido Jos de Mello e Silva (2).
". David da Nalividade da N.Senhora.
ancisco Julio Ferreira de Andrade.
Francisco Jos da Silva.
Francisco Pinlo Pcssoa.
ancisco Romano Stepple da Silva.
ancisco Xavier Telles.
-aciliano Aristidesdo Prado Pimenlel.
II ereulano Duarte de Miranda Henrique.
Izidora Senhonnha Lopes.
aquim Francisco.
'aquim Jos de Almaida Pires.
aquim Manoel Ribeiro Padilha.
Joo Baplista da Cosa Carvalho.
ao Csrdoso Ayres.
ao Francisco Bastos.
s Morelra Ponles.
s Moreira da Silva Jnior.
s Pereira Vianna.
L liz Francisco Teixeira.
innel Ignacio Bricio.
M inoel Jos Pereira.
taviano de Souza Franja.
'dro Ferreira Cocllio.
idro Jansen Ferreira.
Gaignoux.
Ddolpko Joao Barata de Almeido.
C Thcreza de Jess Fonseca.
Subdelegacia do Recife, 30 de maio de 1660.
Acham-so recolhidos casa de detencao, por
gidos, os pardos Pedro. Rufino e Jos, sendo o
imeiro do Rio Grande do Norle, o segundo do
Nascimenlo e o lerceiro ignora-se seu verda-
iiro senhor.
Ignacio Antonio Borges.
= A adminislrajao geral dos cstabelecimin-
t s de caridade manda fazer publico, que nos (lias
31 do correnle, 5 e 8 do prximo futuro mez do
nho pelas 10 horas da manhaa, na sala de suas
:ssocs, iro prora as rendas das casas abrixo
claradas, pelo tempo que decorrer do l.c de
lho do corrente anno a 30 de junho de 163.
Cjs pretendenles dvem comparecer com os ie-
jetivos fiadores, ou munidos de cartas deslss ;
previne-se aos inquilinos que nao estiverem
ep dia, qne nao serao receidos os seus landos.
Adminislrajao geral dos estabelecimenlos de
iridade 24 de maio de 1860.O escrivo.
Antonio Jos Gomes do Correid
Bairro do Recife.
Rija da Cadeia ns. 23 e 30 ; ra da Cruza 15;
ta do Encantamento n. 3 ; ra do Cordonjz n.
; ra do Azeile de Pcixe n. 1; ra do osta
1 ; ra da Senzala Nova n. 25 ; ra do Amo-
m n 31 ; ra da Lapa ns. 5 e 8; ra da Maeda
r s. 31 e 35 ; ra do Pilar ns. 73.74, 93, 95 97;
tecco da Lama n3. 26 o 30.
Bairro de Santo Antonio.
Ra da Cadeia n 24 ; ra do Queitnado n. 15 ;
ta Direita ns. 5, 7, 8, 33 e 123 ; ra Nova ns.
S 9. 43, 48, 57 e 59 ; ra do Padre Florian ns.
3. 17, 43, 45, 47, 49.63 e 65 : ra do Fagundcs
rs. 32c34 ; ra dos Pescadores n.ll ; ra das
aleadas ns. 30, 32, 34, 36 e 38 ; ra das Cinco
ontas ns. 70,98,116 e 118 ; ra da Viracao ns.
e 17 ; ra de Horlns ns. 33 e 94 ; ra de" Smtu
1 hereza ns. 4, 5 e 7 ; ru larga do Rosario n. 26:
i la da Roda ns. 3, 5,7, 9 e 39 ; ra do Cahn& n.
; ra do Calaboujo n. 18 ; ra do Senhor Bom
Jess das Crioulas n. 8 ; ra do Nogueira I. 17;
rgo do Carmo n 13 ; ra de Sania Cecilia a. 16;
avessa do Carcereiro ns. 11,13 e 17 ; travessa
( e S Jos ns 5, 7 e 11 ; travessa de S. Pedro
2 ; becco do Calaboujo n. 2 ; becco da Carva-
10 n 5.
Bairro da Boa-Vista.
Ra da Imperatriz n. 68 ; ra da Conceicao n.
; ra da Alegra n. 5 ; ra da Glorii ii. 65;
tecco do Quiabo n.8.
O novo banco de
Pernambuco repete o avi-
so que fez para serem re-
<;olhidas desde j as notas
le 1 o.ooo e 2o,ooo da
Collectoria provincial de Olinda.
O collector de rendas provinciaes e*Olir-(ja fBZ
publico pelo presente, que o prazo de q lss
uleis marcados no regulamenlo de 1^ ae tbr
de 1842 para a eobranca do 2. seo\cs'ire ao co.
rente exercicio de 1859 1760, priocipia-se a
contar do dia 1. de junho. Ando Cs quaes paea-
'-'ouints que nao
rao a multa de 3 OO os coo'rA
Avisos martimos.
iS
Rio Grande do Sul
segu cora brevidade a barca Mathilde, por ter
meiade da carga prompta : quem quizer carregar
o resto enlenda-se com Manoel Alves Guerra, no
seu escriptorio da ra do Trapiche n. 14.
*i m
REAL COMPANHIA
Anglo-Luso-Brasileira.
O vapor Miford Haven, espera-se dos portos
do sul no da 9 do corrente e seguir para os da
turopa depois da demora do costumo, para pa8-
sageiros e encommendas a tratar com os agentes
Tasso Irmos.
Para o Rio Grande do Sul
segu com brevidade a barca Mathilde por ter
metade da carga prompta : quem quizer carregar
o resto, cntenda-se com Manoel Alves Guerra,
no seu escriptorio da ra do Trapiche n. 14.
Para o Aracaty
segu em poucos dias o hiate Beberibe por ja
ter a maior parle de seu carregamento : para o
resto e passageiros, trata-sc na ra do Visarin
numero 5. 6
iuT Para a Bahia seguc em Pucos dias o pa-
lnabole nacional Dous Amigos, porfer a maior
parte da carga prempta : para o resto, trala-se
com o seu consignatario Domingos Alves Ma-
theus, na ra da Cadeia n. 51.
Rio Grande do Su.
O brigue brasileiro Firma segu cm prnicos
(lias, recebe alguma carga miuda e passageiros :
traia-se cora os consignatarios Teixeira Bastos
a s t., largo do Corpo Santo n- 6, segundo
Para Ulamanguape
l
omisso do banco.
Acha-se recolhido casa do detencao or-
em desla subdelegacia, por fgido da casa de
s a senhora, Lourenco, que diz sor eicravo de
I Maria Carneiro Monteiro : quem'se julgar com
cireito a elle, dirija-se a este juizo, munido de
s las provas. Subdelegacia da freguezia de San-
II Antonio do Recife 26 de maio de 1860. Vil-
I ica, subdelegado.
Conselho administrativo,
O conselho administrativo, para fornecimenta
do arsenal de guerra, tem de compraros ob-
e;tos seguinles :
Para provimeiito dos armazens do arseaal de
guerra.
20 duzias de laboas de louro do assoilho ; 3
d jzias de limas murgas triangulaes de 5 pollega-
dis ; 3 duzias do limas murgas Irianguloes de 6
p 'llegadas ; 200 meios de sois.
Quem quizer vender os ditos obiectos apre-
s< nte as suas propostas era carta techada na
si cretaria do conselho s 10 horas da maahado
d a 4 de junho prximo vindouro.
Sala das sessoes do conselho administrativo,
p ira fornecimento do arsenal de guerra, 28 de
segu a barcaca Providencia, por terj ter parte
do carregamento prompto, par o resto qu lhe
lata e passageiros trala-se na
n. 5.
ra do Vigario,
Para a Bahia
a veleira e bem conhecida sumaca nacional Hor-
tencia, pretendo seguir com muita brevidade
tem dous tercos de seu carregamento a bordo :
para o resto que lhe falla trata-ee com os seu-
consignatarios, Azevcdo & Mendes, no seu esetio-
lonorua da Cruz n. 1. H
Maranliao e para
segu com muita brevidade o hiale Lindo Pa-
Xm'!SIif Jfclniho Nunes da Costa, por ter
nmr 8""? P"te do carregamento arranjado :
m.M? trata-secora os consujnalarios Al-
meida Gomes, Alves & C, r..a da Cruz n. 27
COMPANHIA PElAMBUCANA
DE
Navegacocosleiraavapor
commandante Lobato
O vapor Persinunga,
sahe para os portos do sul no da" 5de "junho"re-
cebe carga at o dia 4, ao meio dia. Previne-so
aos Srs. carrogadores que nenhuma carga ser
recebida a bordo sera bilhete da gerencia.
O vapor Iguarass, commandante Moreira
sahir para os porlos do norte no dia 7 de junho.
Recebe carga para o Cear no dia 30 de maio,
Aracaty 31, Maco no Io de junho, Rio Grande
do Norte nos dias 2 e i. o Parahyba no dia 5.
Previne-se aos Srs. carregadores que nenhuma
carga ser recebida a bordo sem bilhete di eo-
rencia.
Para o presidio de Fer-
nando
segu a barct nacional Atrevidassegue em pou-
cos das: quem qnizer carregar ou ir de passa-
gem, estando competentemente habilitado pelo
presidente da provincia, dirija-sc a ra do Vigario
n. 12, para coutratar.
o Rio de Janeiro
segu em poucos dias o patacho nacional Ca-
puam, anda pode admillir alguma carga, pas-
sageiros e escravos ; a tratar cora J- B. da Fon-
seca Jnior, na ra do Vigario n. 23.
Ass.
Segu uestes dias o hiale Sanio Amoro, rece-
be carga e passageiros : a tratar com Caelano Cy-
riaco da Costa Moreira, ao lado do Corpo San-
to n. 25. v
Leiles.
LEILAO
O agente Camargo fara' leilao hoje,
por conta e risco de quem pertencer
na porta do armazem do Sr. Annes
confronte a porta da alandega as 11
horas em ponto
DE
250 barriquinhas com Jiolachinha ame-
ricana ebegadas ltimamente no Ca-
liope.
LEILAO
Segunda-feira 4 de junho.
O agente Camargo fara' leilSo por
conta e risco de quem pertencer, na
porta do armazem do Sr. Annes con-
fronte a porta da alfandega
DE
LEILlO
O agente Camargo ar* leilao terca-
feira 5 do corrente, no sen armazem'da
ruado Vigario n. 19, as 11 horas em
ponto
. DE *
1 lindo cabriolet, ao correr do martello.
Avisos diversos.
Declaraco,
Tcndo lido um impresso assignado
pelo conselheiro Joaquim Jos' Ignacio,
no qual, mal informado, declara que
renuncio o honroso lugar de deputado
geral pelo Amazonas, e isto na prxima
eleicao, cumpre-me certificar aos raeus
conttituintes que, cao sendo exacto se-
melhante renuncia, cont com
leal a pronunciada dedicacSo.
sua
ra-
Troca- umtabriolet do 4 rodas e 4 assen-
los. coberlo, por um cabriole! de 2 rodas e 2 as-
MUlos, descoberto : na rus Neta n. 22.
COLLEGO DE BEMFICA
DIRECTOR
Esteva Xavier da Cunha.
Esto estabelecimento muda-se para a ruada
Aurora, casa contigua ao collegio das orphaas c-
desdo o pnmeiro de junho prximo ahi contina
a ensinar todos os preparalorios exigidos para a
matricula da faculdade de direito. Alem de todas
as disciplinas designadas nos respectivos estatu-
tos, ensinar-M-ha a fallar com perfeico a* lin-
guas franceza, italiana e allema, residindo paro-
esse flm no mesmo collegio um hbil*professor.
O Sr. Francisco Aranha de Souza, tero urna
carta, na ra da Cada do Recife, escriptorio de
Manoel Joaquim Ramos o Silva.
t ~, l Sr ADlonio de So"" Silva, tenha a
bondade apparecer na ra da Cada do Recife es-
criptorio de Manoel Joaquim Ramos e Silva, para
tratar de negocio que lhe diz respeilo ou anun-
ciar sua morada para ser procurad.
Roga-se a cerlo moco que em dias do mez
de abril prximo passado eropenhou um chaceo-
do Chyh em urna taberna no pateo da Sania
Cruz, pela quanlia de 10* para tirar no Io do
nido 16 de maio de 1860.~Franc,co KWwdV^iSr' "
da Serra Carneiro.
I)r. Augusto Carneiro Monteiro da Silva
Santos, medico operador e parteiro pode
ser procurado na casa Je sua residencia
na ra do Rangel n. 16.
para comprar e
solteiro: na ra
Precisa-so de urna ama
cozinhsr para casa de homem
do Queimado loja n. 42.
Joao Francisco de Carvalho. manda para
Portugal seu Qlho Joo, de menor idade, era com-
panhia de Joaquim Luiz Vieira.
ro-
do
Remedio asitico.
Contra as erisipelas.
Esta maravilhosa preparado conhecida a
e popularisada na India entre os Malayos 7k
o mais evidente remedio contra as eri- 5
sipelas : vende-se ua botica da ra da fg
Cruz n. 21. <
alguns
Precisa-se de
meninos para aprender o of-
ficio de marcineiro: na ru i de
S. Faancisco confronte a igre-
ja armazem que tem a offici-
na da parte de detraz.
Eduardo Candido de Oliveira, vai a Lisboa.
Precisa-se de um hornem de idade, que sai-
ha ajudar a missa, para urna capella, fazendo-se
somcnle preciso nos domingos e dias santificados-
a tratar na ra de Santa Thcreza n. 48.
Escrava fgida.
Fugio da casa do abaixo assignado. no dia 18
do corrente, urna sua escrava da Cosa de nome
Maria, que representa ter de idade 45 annos, al-
tura e corpo regulares, cor nomuito pieta, tem
bastantes cabellos brancos, costuma trazer um
panno atado rodada cabeca, tendo por signa!
mais saliente as mos foveiras, proveniente de
calor de flgado. Esla escrava tendo sahido como
de costume, com venda de arroz, nao voltou
mais : roga-se, portanto, s autoridades poli-
ciaes, capiles de campo e mais pessoas do povo,
a apprehenso de dita escrava, e leva-la loja
do Pregui?a, na ra do Queimado n. 2, ou casa
de sua residencia na ra da Florentina defronle
da cocheira do Illm. Sr. tenenle coronel Sebas-
io, ane serao generosamente recompensado
Quem precisar de urna ama que cose e cor-
ta vestidos, e engomma, tudo com perfeico. e
de ons coslumes, dirija-se ra do Caldereiro
n. 8.
Manoel Jos Fernandos, Porluguez, retira-
se para a Europa a Iralar de sua saude.
no prazo de 8 dias
contrario ser vendido para seu pagamento.
Directora da Asscciaco Po-
pular de Soccoros Mutuos
em 30-de maio de 1860.
Autorisado pelo art. 77 dos estatutos que re-
gem a Associacio, elimino de seu seio, como ef-
feclivamenle o ficam desta data em dianle por
soi acharem incurso na sanc$o penal do art. 75
gl.u citado dos estatutos, os seguinles socios
Antonio Thomaz Rodrigues.
Anselmo Aynes Rodrigues de Azevedo.
Augusto Jos Gonsalvcs Lessa.
Antonio Jacintho Carneiro.
Antonio Cocino de Lima.
Agostinho Moreira.
Alahiba Cesar do Espirito Santo.
Autonio Ignacio Pereira da Rosa.
Augusto Jos Teixeira.
Antonio Seraphim dos Santos Lima.
Bernardir.o de Sena Pereira,
Balbino Jos Ramos dos Santos.
Bibiano Jos Regis.
Eleulerio da Rocha Wanderley.
Flix de Canlahce da Silva.
Flix Jos do Sacramento Ramos.
l'ilippeacoine da Cosa.
Francisco Dornellas Mundury.
Francisco Antonio de Figuciredo.
Joaquim Borges Carneiro.
Director.
Bcrnardiuo da Sena Ribeiro.
1.* secretario.
Inocencio da Cunha Goianna Jnior.
2.- secretario.
Manoel Lo de Castro faz sciente ao corpo
do commercio que desde o dia 10 do andanto mez
comprou ao Sr. Jorge Pereira Fcrnandes. sua pa-
daria sita no lugar de Santo Amaro, da freguezia
da Boa-Vista desla cidade, com o titulo deLis-
boense,com todas as dividas, que com o mes-
mo Sr. Jorge Fereira Fernandes linham contra-
Mido diderentes pessoas e tendentes dita pada-
ria, de cuja eobranca esl o annuncianto desde
j tratando. Recife. 30 de maio de 1860.
Era pra?a publica, do Dr. provodor dos re-
siduos e capellas, se proceder a arrematacao da
renda annual das casas e sitio perteucenle ao pa-
trimonio da irmandadedas alujas de Santo Anto-
nio, cuja arrematacao lera lugar no dia 4 de
junho.
Jean Bapliste Dumarquet, subdito francez,
relira-so desta provincia para Montevideo, com
escalla pelo Rio de Janeiro.
Naolanado Sr. Marcelino Jos Lopes, ra
do Mondego, trocam-sc lijlos de alvenaria ba-
tida o de ladrilho por taboas de assoalho e for-
ro de louro, assim como vendem-se ps de sapo-
lis grandes, era barris proprios para embarque.
-- Precisa-se de urna ama de leite, forra ou
captiva, sem lilho, para amamcnlar urna crian-
za : no paleo do Hospital, sobrado, por cima da
coheirs.
Os Srs. irmos da irmandade Santissimo
Sacramento da matriz de Santo Antonio desla ci-
dade sao convidados para comparecerem no dia 3
de junho prximo futuro, pelas 11 horas do dia,
afira de cm mesa geral proceder-se a eleicao da
nova mesa regedora.O escrivo, Paula e Silvc
Jnior.
BARATO SNOPROGRESSO
DE
e
que imporlarem em mais do mSXSb se ao ef-' aue se KhYt^tSTi c. ?lt! fe f" Pubi;if a "io, de 860--*o Jos Lamenha Lim,' ee-
irados 80b, sumi& de ^SS I ^u%^ ^T SSX^SS. %S& ** I
100 seceos com (eijo mulatinho e cento
e tantos barris com sardinhas. No
mencionado dia, ao correr do mar
teJJo i 11 horas em ponto.
--Largo da Penha-
Neste armazem de molhados con-
linua-se a vender os seguinles gneros abaixo mencianados do superiores qualidades e mais barato
do que em oulra quilqncr parle, por serem a maior parle delles recelados cm direitura por conla
dos proprietarios.
ManteVga inglexa c franceza
perfeitomente flor a mais nova que tem vindo ao mercado de 640 a 800 rs. a libra e cm barril
se far algum abalimenlo.
Qucijos llmenlos
muilo novos recentemente chegados no ultimo vapor da Europa de 1J700 a 3J e a vista do gasto
que o freguez fizer se far mais algum abatimeuto.
Queijo prato
os mais novos que exislem no morcado a 19 a libra, em gprco se far abalimenlo.
A.mcixas francezas
era latas de 1 li2 libra por 1S500 rs., e em feasapoteiras de vidro contendo cada urna 3 libra
por 3000.
Wuslarda nglcza c franceza
em frascos a 610 rs. e em potes franceza a 800 rs cada um.
Vcraadeiros figos de comadre
em caixinhasde 8 libras elegantemente enfeitadas proprias para mimo a 1S&U0 rs.
Bo\acliVn\\a iiiglcxa
a mais aova que ha no mercado a 240 rs. a libra e em barrica com 1 arroba por 4J.
Potes vVdrados
de 1 a 8 libras proprias para raanteiga ou outro qualquer liquido de 400 a I5OOO rs. cada um.
iVmendoas confciladas proprias para sortes
de S Joao
a 1$ a libra e em frasquinhos, conlcndo 1 1(2 libra por 2J).
Gh preto, \i\son e perola
os melhores que ha neste mercado de 15600,2$ e 2j>500 a libra.
flacas em caixinuas de S libras
contendo cada urna diflerentes qualidades a 4&500.
Palitos de denles licuados
em molhos com 20 macinhos cada um por 200 rs.
Ti jlo francez *
proprios para limpar faca a 200 rs.
Conservas inglezas e f raneczas
em latas e em frascos de differentes qualidades.
Presuntos, cliouricas e palos
o mais novo que ha neste genero a 480, 640 e 720 rs. a libra.
Latas de bolacninna de soda
de differentes qualidades a I96OO em porcao se far algum abalimenlo.
Tambem vende'm-se os seguinles gneros ludo recentemente chegado e de superio-
res qualidades, presuntos a 480 rs. a libra, chourica muilo nova, mermelada do mais afamado fa-
bricante de Lisboa, masa de lmale, pera secca, pas*ss, fructas em celda, amendoos, nozes, frascos
com amendoascobertas, confoiles, pastilhas de varias qualidades, vinagre branco Bordeaux.proprio
para conservas, charutos dos melhores fabricantes de S. Pelix, macas de todas as qualidades, gom-
ma muilo floa, ervilhas francezas, champagne das mais acreditadas marcas, cervejas de ditas,
spermacete barato, licores francezes muilo finos, marrasquino de zara, azeitedoce purificado,azei
tonas rauito novas, banha deporco refinada e outros muilo gneros que encontrarlo tendentes a
molhados, por isso prometiera os proprietarios venderem por muito menos do que outro qualquer,
promelem mais tambera servirem aquellas pessoas que mandarem por outras pouco pralicas como
>e viessem pessoalmenle ; rogara tambem a todos os aanborcsde engenho e sehores lavradores
queiram mandar suas encommendas no armazem Progresso que se Ibes afflanca a j>oa quafidadee
o acoadicionamento
II
r*+\ #r-i L


-
Gaspar Antonio Vieira
Gimares gerente Jos
Gomes Villar.
Ruado Crespn Al.
.S^Mtaboledmentp Je fazendas finas
tantamenterecebe dVpVs;Tg!crUra"c Suissa
lh??.*f;.itM,-1Dlw"* a,odoe. chapeos de pa-
mLlelPi^Vo1Came0, enfeilada. ditos d seda,
Sitad! LuiS''S Jmclhor Pssivel' o110*
wl ^! 8e-da bJ)rdad0. d'ts do -soda azul com
.ll?W* br5ncos bortouos. vestidos bran-
?L... iOTcs de san,la'. vestimentas de
Slta/aq?'lld'de" pm meninas e menil'OS.
? de,*a,lu,,B.araarel1o, cf de rosa, branco
P/08 ** suPeor qualidade.
AQianca-se vender baratisiimos
amostra as fazendas.
Baratissimo.
RoadoQneimado n. 19.
Armazem de fazendas.
99^*? "tra.BcezM flnas dc Padrees miudinhos a
5S800 Pe5"de chita com 38 covadospor
Coarta a 20000.
Cobertas chinela muito liadas a Sj.
Kiscado francez a 2$000.
Cortes de riscado com 13 lrl covados por 2J.
Lencos broncos a 2#000.
Lencos para algibera a 2 a duzia.
Algodao monslro a 600 rs. a vara.
Chales de merino a 2#500.
Chales de merino estampados a S&500.
Casemira preta i 6#00l>.
hrP^rLeLdemas'TaLprSla Gna a 6S> Palel<>'s de
bnra a 3, fil de hnho lino a 810 rs.
Cambraia de cores a 160 rs.'
Cambraia decores muito fina com defeilo de
agua doce a preco de 160 o covado.
Ganga de cor e brim de linho muito fino a
a t. o covado.
Vende-se urna taberna bstanle afreguezada
e com poneos fundos, propria para quem quirer
principiar, no Rocie ns ra do Araurira a. 17 :
quem a pretender, dirija-se ao priraeiro andar
aa mesma casa,que achara com quem tratar.
Precisa-so fallar ao Sr. Jos Simoes Pi-
metita, que se madou de Olinda para o Recite, e
ignora so a rua, a nogocio de seu inleresse : ro-
ga-se-Ihe quma annunciar.
Pugio no dia 29 do raez prximo passado
urna escrav-a de nome Anglica, representa ter 40
annos, pooeo mais ou menos, ievou comsigo ves-
tido de chita preta e chale preto com flores ro-
as, e con os signaes seguinles : estatura baixa,
edr parda, ps o olhos pequeos, denles da fren-
tre podres, e muito regrisla quaodo falla, iulga-
se que ella esteja acontada em alguraa parle :
portiroloroga-se a pessoa que a tem em seu po-
derleva-la a seusenhor, quando nao, se proce-
ded com lodo rigor dalei: portanlo, pede-ae as
autoridades competentes e capitaes dc campo a
captura da dila escrava, e gratilcs-sc a pessoa
que leva-la a seo senhor, na ra do Queimado
a. 18, segundo andar.
Na rea Velha n. 92, ha urna preta para se
alugar, puesabe cozinhar, engommar -o fazer o
semeo de nina casa de familia.
SLvpoes de francez e\
i piano. \
Mademoiselle Clemence de Hannetot 8
de Manneville continua a dsr licoes de
francez t> piano na cidade e nos arrabal- *
gg des : na ra da Crm u. 9, -segundo andar. M
Almanak da provincia.
Sahio a luz a folhinha com
o alinanak da provincia para
o corrale-anuo de
e raandao-sc
H-Jj^S** o correnle, depols da an-
iiencm do Illra. Sr. Dr. juz de orphos, torio
LL^""".^ por J 8er a ullim P"Ca 3
o^tanTd elt,rro d0 *>" de carrete,
coirstanie do esctipto que se acha em poder do
\T' f "l""""'11 de Sima Marta do espiri-
to Santa, tesumenleira e invenlariante dos bens
de Ambrosio zidro da Conceicao.
nl^^'l6 ao" Srs- crew de Barbosa &
i ?r receberem no escriptorio de Tinto de
Souza & Binrao, na ra da Pcoha n. : o que
Ihesi peneaw no ultimo ralefo. conforme as cn-
tas a presentadas em juizo pelos administradores
. a raesma niassa ; ando e quallhesserao entre-
fo^LvS?-.6 mals papeis *m nosso foder aquel-
es rehabilitados, conformo ornando do Exru.
juu'especial do commcwio.
Bom tempo para com-
prar
4 moleques petas de idade de 13 a 20 annos
f-'?S?78 de id,*e.'e 30a 88 anns. araba* por"
l:6C0g, 1 negra de idade 30 annos. ptima co-
znheira, por 9505,1 eseravo pardo, offioml do
carapina e maroineiro. de idade 25 annos, por
i.-7g : na roa d Aguas Verdes n. 46.
Aluga-se um quario no interior da scada
de um sobrado, preere-isc algum moco solieiro :
trala-se n trevessa da ra Bella n. 6.
Philip Frilh Needham.sudditu Britannico
relira-se para Europa; as pessoas que liverem
contas com o mesmo. queiram apreseuta-las no
escriptono do Saunders Brolhers 4C, na Draca
do Corpo Sonto. r v
Precisa-so do um caixeiro para padaria
que atiene sua conducta : ua ra Boa-VMta n. 55.
Custodio Jos Machado, tendo chamado seus
crederca rw da 28 o prximo pessado, e nao I
teudo comparocidoesles seohores r.o da acime
desiguBdo, do novo roga quefram apparecer n-y
aia*> Ue junho em-sua casa na ra'ireila n. 31
Precisa-se de um caixeiro para lebcrna o
tralarna ra Imperial n. 41.
_. Precisa-so tugaruma ama para cozinhar o
Bff aST*casa de pouca tmniii 'na rua"'d*
aseada dos fabricamos amerlca-
-.k nOS, 6roUer & Eafcer.
J-*Sn?re cos= en casa deSamwelP.
JetHMtoni & C, ra da SenzaVa Nova n. 52.
Aluga-se um armazem grande
tts na ra da Cruz do Recife, proprio
pera qualqaer estabelecment : pora
mais tnformacoes na ra da Cruz n. 11.
t OEITISTA FRANCEZ. 3,
* raulo Gejgnoux, deosa ra dina. *'
"lSio5: Namesi asa tem .gua; Perores, res cpresident
Jfimm PARt m *
Cstao venda na itvraria da praca da ind*.-
pondencia ns. e 8 as foHnhas para 1880 im-
Es" n8SVa *ypgraphU- tasseguintesHali-
l*OLHINHA RELIGIOSA, contendo, -alm do
kalendrio e regulamentodos diroitos pa-
rochiws, a continuacao da bibli CrislaoBrasileiro.que secompe: do lou-
vor ao-santo nome de Dos, coreados ac-
or, hymnos ao Espirito Santo e
a N. S., a imilacao do de Santo Atnbrozio,
jaculalorias e commemorajo ao-SS. Sa-
cramento e N. S. do Carmo, exercicio da
Via-Sara, directorio para oraco menta
dividido pelos das-da semana, obsequios
ao SS. ooragao de Jesns, saudacos devo-
tas s hagas de Chiieto, oracoes a N. Se-
nhora, ao patrocinio de S. Jos-e aojo da
guarda, esponco pelas almas, alm de
outras oracoes. Prego 320 rs.
FITA DE VAREDADES, contendo o kalenda
no, regulamento dos dkeitosparochiaes.e
urna colleccao de ancdotas, ditos chisto-
sos, contoa,fbulas, pemsamentos maraes,
receitas divoreas, quer acerca Je coaiaha,
quer de cultura, e presewatiTO de arvore8
fructos. Vveqo 330 a.
IfTA DE PORTA,a qual, alm das materia* do
costume, conten o resumo dos dipoitos
pacochiaes. Pee o 16 1*.
gfJ/jA
Roga-se aos Srs. devedores do esiabeU-
cimento do fallecido Jcsda Silva Pinto, o 06-
sequio de saldaren! seus dbitos na roa de Col-
li venda a. 25 ou oa ra doQaeimado loja
_DUnlO b FfeRNAMptfc. ~ SfiGINDA PE1RA 4 DE JUNHO DE 1860.
Sentinella, alerta.
O abaixo nssignado, conslando-lhe que alguem
ssera por ahi quo pretenda inlerromperos tra-
ilhos da Companhia Apollo I! para depois nelle
1 cocaixar, aQanca de baixo depalavra decap-
dmelo, que tal nao ha, Dos me livre de fazer
fr ;nte a entarcacia com iuvoja do
Alerta estoull!..
ltenco em quantidade.
O abaixo assignado declara quo nao pretende
enprezar a companhia dramtica que est de
piesente no thoalro de Apollo, como alguem tem
piopalado.O malulo no Recife.
Attenco
m ms id pm&m m
'i
Grande e novo sortimento de fazendas de todas
lidades por baratissimos precos.
as qua-
Do-se amostras com penhor.
Constando ao abaixo assignado que alguem com
111 veja quer tomar a empreza dramtica do Apol-
lo, este apressa-se em declarar que por hora est
c a seu juizo para cahir emsemelhanlo ratoeira.
, O emprezario de Goianna.
Acha-se fgido o prelo Justino, do idade de
annos, estatura regular, de corpo rotorcado,
slo cheio, olhos pequeos, beigos grossos, corr
fa ta de denles na frenle, suppoe-se andar pelas
- as da cidade : quem o apprehendcr, leve-o
a do Imperador n. 74, primeiro andar, que se-
r generosamente recompensado.
I'or um corle de-cabello e
(risamento S00 rs.
Ra da Imperatriz n. 7.
Lecomte acaba de receber do Rio de Janeiro
irimeiro contra-mestre da casa Augusto Clau-
di>,e ura oulro vindo de Pars. Esto esta bele-
c nento est hoje ns meliiores condices q
.ossivel para satisfazer as encommendas dos
ol jeclos em cabellos, no mais breve tempo, co-
ra ) sejara : marrafas a Luiz XV, caderas de relo-
gi >s, braceletes, anneis, rosetas, etc.-,-etc., ca-
b lleras do 'tola a especie, para hmeos o se-
n loras, lava-se igualmente a cabera a moda dos
E tados-tnidos, sem deixar urna s pelcula na
c beca dos clientes, para satisfazer^os pretenden-
tcs, os objeclosem cabello ser5o feilos em sua
p csenra.se o desejarem, e achzr-se-ha sempre
na pessoa disponivel para cortar os cabellos,
otear as senhoras em casa particular.
^ E' chegado & 1-oja de lf comte, aterro -da
Bja-Visla n. 7, o excellente leite virginal de to-
s branca para refrescar a pello, tirar pimos
rdaso espinhas, e igualmente o afamado ole
l'bosapara limpar e fa7er crescer os cabello'
assim como pos imperial de lyrio de Tlorenc
para bortuejirs-o asperidades da p^le, coser-
via fresenfra o arelludado da primavera da
ida.
Lindos cortes de vestidos de seda pretos
de 2 saias
Ditos ditos de ditos de seda dc cores
com babados
Ditos ditos de ditos de gaze phantazia
de cores
Romeiraade fil de seda preta bordadas
Visitas de grosdenaples preto bordadas
cora froco
Grosdenaples de,cores com quadrinhos
covado
Dito liso preto e de cores, corado
Seda lavrada preta e branca, covado i| e
Dita lisa preta e de cores, com 4 palmos
de largura, propria para forros
Corles de vestido de seda de gaze trans-
parentes
Ditos de ditos de cambraia e sedq, corlo
Cambraiasorlandys de cores, lidos pa-
droes, vara
Manguitos de cambraia lisos e bordados
Tiras e ntremelos bordados
Mantas de Monde brancas e pretas
Ditas de fil de linho pretas
Chales de seda de todas as cores
Lencos de cambraia de linho bordados
Dilos de dita de algodao bordados
Panno preto e de coresde todas as cua-
lidades, covado
Cosemiras dem idem idem
Gollinhas de cambraia a
Chales de touquim brancos
Ditos de merino bordados, lisos e es-
tampados de todas asqualdades
Eufeites e vidrilho rancezes pretos e
de cores ,
Aberturas para camisa de linho e algo-
do, brancas e de cores
Sajas taino Je ranos qualidades
Tafet rflxo, covado
Chitas francezas claras e
vada
n. 10.
oqualsevede a. 800 ts, na
pra$a ria n, 6 e 8 contendo alm do
kaleadario eccleswrstioo e
civil:
Noticia dos prineipaesesta-
dos-da Europa e Amrica com
o nme, idade etc. os.
Kesirme dos i rapos tos ge-
raes, provinciaes, -niunioipaes
e policiaes.
tabella dos emolumentos
parochiaes.
Empreg*dos civis, milita-
res, ecclesiasticos, luteranos
le Associacoes commerciaes,
aercolas, kidustriaes, littera-
rias e particulares.
Estabeledmentosfabris,in-
dulriaes e commerciaes de
todas as qualidades como lo-
jas, vendas, acougues, enge-
nhos.etc, etc.
Serve elle de guia ao com-
mereiante, agicultor, mar-
timo e emfifl para todas as
classesda soeiedade.
escuras, co-
Cassas francezas de cores, van
Collarinhos de esguiao de linho mo-
dernos
Um csmpleto soTtinwinto dc roupa feita
8

19200
35000
15500
10*000
161000
1000

I
I
9
8
$900

i
*
I
3^500
9
6000
500
S80
600
$800
sendo casacas, sobrecasacas, paletots,
coiicles, coleas de muitas qualidades
de fazendas
Chapeos fraccezes Dnos, fOrma moderna
Um sortimento complelo de grvalas de
seda de todas as qualidades
Camisas francezas, peitos de linho e de
algodao brancas e de cores
Ditas de fusiao brancas e de cores
Ceroulas de linho e de algodao
Capellas brancas para noivas muito finas
Um complelo sortimento de fazendas
pora vestido, sedas, lia e seda, cam-
braia e seda tapadas e transparentes,
covado
Meios cruas brancas e de cores para
meninos
?Us d5 "da PBra menina, par
de Escocia, pardas,
para
Luvas de lio
menino
Velludiiho de cores, covado
VelbutiM decores, covado
Pulseiras de velludo pretas e de co-
res, o par
I Ditas de seda idem idem
Um sortimento completo de lu-'as de
seda bordadas, lisas, para senhoras,
iomcns e menines, de todas as qua-
lidades
Cortes de collete de gorgurao de seda
de cores
Ditos de velludo muito Cnos
Lencos de seda roxos para senhora
Marqnezila8 ousombrinhas de seda com
molas para senhoia
Sepetinhosde merino bordados proprios
pera baptisados, o per
Casinetas de cores de duas largurasmui-
to superiores, covedo
Setim preto, encarnado e azul, proprio
para ferros, com 4 palmos de largura,
fazevida nova covado
Selim liso de todas as cores, covado
lencos de gorgurao de seda pretos
Tterogios e obras de ouro
Cortes de casemira de cores a
9
8500
9
8
9
8
9
8
9
16600
9320
19200
9?00
SgOOO
19000
9
9
29500
9
2SO00
1000
19000
9
I
9
5200
iciimna-piiHi
EAU MINERALE
NATURALLE DE VICHY.
Deposito >na botica franceza ra da Cruz n. 22.
Mmtmmmimm-te-%MmwwM mmm
CASA DE BAH
fifr#>-mit^'!!^?lS0^esta,,ee-ciment? ^ue PeIos no T0S methoramentos 1
-llenamente montado, far-#e-hao tambem do 1'de novembro em vaote con tramo .
UnrLraSodaadeeee0,WffiadOSp,l4,ICO de^em <>*P^^r^elpe;5amr8lW3meDSaeS-para
A 320 RS.
a libra
de ptimo presunto, proprio para Bambro.
A200rs. a libra
de amcndas de casca mole muito novas.
A160 rs. a libra
de cevadinha muito boo, recentemente che^ada
A 1^1500
o pardo botinas para senhora, calcado preferivel
ao de Franca, pelo prego c a qualidade : no ba-
zar pernambucano da ra do lmderador.
Vende-se.
Na ra Nova de Santa Rita, serrara
de Ignacio Bento de Loyola>, vende e
por prer;o commodo, uua sortimento
completo de taboasde amarello, louro,
sedro etc., e armac.Ce de camas de ven-
to, betn feitas, e de boa madeira a
2^500.
r.-eciss-se de urna ama forra ou escrava,
que saila engommar, cozinhar c ensaboar, e dc
boa co.iducta : a Iralar no paleo do Terco n. 32
taberna. *
Precisa-se de urna ama que saiba cozinhar
e fazer todo o servico de casa : na ra do Cal-
deireiro, taberna n. 60.
Perdeu-se
Da ra das Cruzcs al a ra do Queimado urna
pulceira de ouro : roga-se a quem achou queren-
resliluir avista dos signaes della. levar a Praca
da Independencia n. 38, que serecompensar
pelo achado.
Deseja se fallar com o Sr. Manoel
Cavalcanti Uchoa, lavrador do enge-
nho Jardim, no primeiro andar da ra .
Ja Cruz n. 4G ou na Passagem n. 7; a
negocio que Ihe diz respeito.
Existe no trapiche da companhia .
urna porcao de caibros, (endo a maior
parte proprios para andaes : a tratar-
no mesmo trapiche
ATTENCiO.
Vende-so bichas do Homhurgo por 20ga 258
o cento : na ra da Cruz n. 51, primeiro andar
sala de barbeiro.
Marmelada.
Na ra Direila n. 6, ha mairaelada
640 a libra.
superior a
euos acha-se con ve-
es para
a remunerajao de
1OJ000
159O0O
GRAN SORTHLNTO
DE
Fazendas e roupa feita
POR MEDIDA.
ll-a lGJac a ruta zem de Joaqun 1
Rodrigues T. de Mello.
Ilua do Qucimailo n. 35,
^aaw sua \ Tem um completo sortimento de roupas f;.is
Jipop medida a vowtade dos fregoezes : calcas de
Homira e de brkn, colletes de diversas < '-S,-selireeasacas de-mullo bomgoslo, um -scr-
i monto de paletoto'de panno ede casemira-al-
aca, laazioha, rioeadinhos e de 1irim, que ludo
;-vende por, precooommoda; um completo eor-
ti ment de chapeos pretos de seda para homem,
; -superior qualidade a 109, dites de castor, m ui-
auperioresa.l6|, ohapeosvJesol de seda in-
g^aesjiosmelhores^uo tem viodo ao mercado,
tosfrancezes de diversas qnalidades, dites de
onograndes o pequeos, corlesde vestidos de
atiabe variados gastos-para diversos precos, im
aapktosortimento de bordados e entre-meios,
lifihase manguitos,tuo por pro<:o commodo
g<
el aJy de-seda e la denosto mais apurado que
te appareeido a 19280o covado, ehitas france-
zal? uilo.superiores de_250 al 4f0-rs. o covado
de gestos muito delicados : um grande sor limen
to de izGiidae francozas-c nglozas e alternas que
se ia upossivel aqu se .poder mencionar com
pr -eos. assevew-se aos :feguezes que tudo se
veide mais ora.conta que em outra parto sendo
a 'inheiro.
Sirop du
DrFORGET
Eete xarope est approva
_jomo sendo o raelbor para i
eoc6es dos bronchios, ataques de peito, irrita c>es,
ja rab: do forget.
pela manha, e outra olte 4o suffic^ente's"
lempo o doente e o medico.
t itpotUo na ra larga, do notario. Mica de
FUrNDIQAO
DO
[III. W. K
Ra do Brum (passando o chafari z.)
-w.^ ^ Ae^olUo deste estalieleciiaeiito sempre lia gninde sovmento de i
caamsmo para os engenhos de assncar a saber:
sacrifteios.
Assignatura de baohosfrios pera una pessoa por mez.....
. BBOrnos.de choque ouchuviscos por mei
_ senes de cartoes e banhos avul8 Preoisa-se de duas amas, urna p- {
ra eos i n hr e outra para engommar,}
daadosepreferencia a eseravas: a tos-
tar na roa do Imperador n. 15. j ^ ^gOOO a 6#000.
45-Rua Direila-45
.. ProFre*aro deste estabslecimento
|ConsttlFio ce^al :hocopathictf 7Ten0,ao ^$tado P0"00 ,iODgero
*e 5 ^ bolsa da lator parte da populaco.
% mmm^ntmt-,,*. e aainHn nn. ._____*!__. r :
o pelos aaais eminoiles mdicos de Parig,
arar toDSi'ipa^oes, tesse convulsa e outras,
nervosas e Msoranakncias: usa colberada
O elTeil} dste excetente xatye satiafae ao mesmo
itrtlulmw Franeitco dt Sotiza, o. 36.
. PKtMMMKL
& Continua sob a nifsma direcrao da ife- Os
LBoet-'de Maltos Teixeira Lima, professer
.an*cmeopalhta. As consullas como d'sa-
I i
j Botica central lio ni Mpa thica
|dr. stwjift o, l mm-l
U .ovosmedicatnentoshoraewalhicos-ea- S
^ fiadosda Europa^elo Dr. Sabino.
^ciamcnte segundo as necessidades da no- a
mopathia no Brasil. vende-#e pelos .pre- 2
tos conhecidoswa botica ceaMtal howeo- S
paWwca, ra de-Ssalo Amare MundtfNo- 2
*q)---r 6. Jr
Attenco.
0s.^Cetos anliepidemicos, quesoproduzdos
pelas fuaiga^es hygfencas de Coy ton de Mor-
j.veau.so efficazes, como prova a eperienoia que
4#>s -se tem lirado uWmcmenle. Os taporas
qe.ae eievam de uma.arraula desta furmgaSo
tora para desinfectar um espaco de:840 ps
e awmado ,por um sentimento philan-
tropcoem iprol dos seus antros fu.
guoees., tem a honra de oiFerecet-lhes
u Testo de borzeu>ns de bezerro e
lustre, em muito bom estado, medirte
a retnbucao cima.
Z ^l'h^'.r*i,neld r,ira-se para a Europa.
Na botica da ra do Cabug se dir quem
tem para vender urna barcac-a em excellente es
de,* quai carrega 200 sacoosde assucar
Milagroso S. Braz.
i5p3;?etyLC'B,ag!'OSO S- Eraz- abogado das
Zr f.^nla, erecto na igreja de N. S.
i. -,a,n-dVe icha "PMt0 uo mei0(la igre-
J.'H* *". fiis ; a elle, pois, recorran
" f. URnrC^ f na KcJio dula mU
agrso santo, afim de que nos vejamos livres da
mwet enfermidade que tantas' victimas em
Ferros de en-
gommar
econmicos
a 5^000.
enrieos ; e de 10, as nilTcas, assim explica Car-
mciael-Smlh. O andacoo.uenos vechade pre-
i e defaclllimoassento
cadas;
?Syj!e VAPir moderna' de ffolpe.cumprido, econmicas de ownbustive
j i?6g fej ~ Ao! e madeira ,eve forte b
17 l P0^t4, d agUa Para ditaS' e $errilhal P^arod^ de madeir
Moendas inte.ras com T.rgen. muto fortes, e convenientes ;
s,T?rrnroeei^^ ^-^ ^> '-w- + >^ -~*
Pares ebica. para o caldo, crivos e porta, de ferro para s fornalhas
RoTt'.qe\ "\ A: Tm}? de ,mand0^. "orno, para cozer farinha
ShrlT i0' ""'i0' Para VaPr cava,l0 ou boU
Agudhoe., bronze. e parausos, arados, eixos e rodas para carrocas, forma,
o Lm^Zr^r^^!.^^8 rto tudo digno da preferencia com
smo proprio para os agricul-
jaWanizadas para purgar etc., etc.
que o honrara, pela longa experiencia que elle tem do mechan
^^SnZfa 'ePt ?0l?.de mandar-nstrnirTss-i-nie as suas o.
sen, tem ceifado muitas vidas, e convem qu
toara prevenirse o mal, antes do que curado de-
pofede apparecido) as.pessasdesta cidade, onde
utaa qualqner parte, onde o mesmo se roi de-
envolvenda e se tem manjeslado, recorram
OoUca n. 88, na ra Direa,.oide se acha ren-
rfaquantidadodaquelle desinfectante. O Sr. Do-
mingos Ribeiro da Cunha, morador na ra da
Peaio n. 48, reconhecendo estar a sua casa arrec-
iada desta.epidsmia. pois quasi todasss possoas
de * abxo assignado, que subministrado-lhe a fu-
migao, produzio ella salutares resultados : as
pesioaspois. em idnticas circumslancias, que
preasarem das desinfeccoes, o acharao sempre
pronplo para mandar effectuar a devida applca-
^o, O mesmo lambem vende na mesma botica
wgtedienies para conservar as casas os va-
pores do chlorure, os quaes em lodo o caso mu-
lo approveitam, e provnem i invasao dasepide-
onh nc interior das habUaes ; assim como
de impcrtaaie nulidade a sua p.plicaco'nas fo-
ndas, ou ulceras chroncas como detergenle para
reserva-las do estado de pulreaaco. A maneira
da appl.car se achara na etiqueta. O preco de
2JOOO.-Jos da Bocha Paraohos.
COMPAMMA
ALLIANCE
Estabelecida em Londres
mm ss m mu.
Cera de carnauba, sebo refinado e fio
de algodao.
Contina a vender-se, no largo da Asscmbla,
armazem n. 9.
A 200 rs. o covado
Vende-se na ruada Madre de Dos, loja n. 36
A, chita franceza escura com pequeo loque do
avaria a 200 rs. o covado. -
A 320 rs. o covado.
vendemse na loja da ra da Madre dc Dos n.
36 A, laazinhas dequadros de differentes cores
para vestidos de senhora"S 320 rs. o covado, e
m-'-s fazendas por baralissimo preco.
Aos senhores de
engenbo.
Na ra da Madre de Dos n. 7, ha grande p'or-
Cao de camisas inglezas de buela para escravo*
S,lilf" pl"ri.a Pres1"le "lacao a 2 cada urna^
ou 22# a duzia ; a ellas, antes que se acabem.
AS MELIIORES MARINAS DE COSER
DOS
Man afamados autores de New YotJi
I. AL SINCER & C.
E
WHEELER &.WILSON
Nonovoestabelecimento vendem-se as mach-
rdhe8tM,dH"S au,l0rCS oalram-s a qua -
2r k U,d nJ"e e aponaabiliaamo-
nos por sua boa qualidade e seguranca :no arma-
zem de fazendas de Raymundo Ca'rlosLeile
Irmo, ra da Imperatriz
aterro da Boa-Vista1,-.
n. 10,
&
anligamcnto-
Estos magnficos fer-
ros acham-se a venda
Atiencao.
Ra do Queimado n. 19, ar
mazem de fazendas.
inhr" n"0?" finas de Padr5es miudinhos a
iSa rom |dS' Cr'8 dV:$C8do raila"Jo 8'"
f;/ lj* covados a SS, robera a ch.ne-
'a de chita muiio fina a 2. mm. do ,i,i,.!
es fixas.
los Lcilo A lrmao, ra
da Imperatriz n. 10.
Ao publico
Achando-ie grassando epid-
micamente angina e a escarlati-
na, oFerLcemos as rnis de fami-
lia o tratamento homeopatbico,
contendo os symptomas das mo-
lestias e dos medicamentos apro-
priados com a maneira de os em-
pregar Assim como carteira com
os medicamentos horneo patn eos
para o mal.
N. B. Med:camento especifico
e preservativo para estas affec- ||
efies. Em glbulos e em tintu- f
ras. Pateo do Carmo n. 5, pri- S
me;ro andar, largo do Paraizo
1 n. 13, sobrado de um andar.
Ra do Codorniz d. 8*
V1lnfe fei^a0 amarell' saccos de 30 caias,
por i i'cuUv,
Milho, saccos grandes, por 49000.
Vende-se um bonito cavallo ruco foveiro
com todos os andares e bera gordo ; na ra da
Roda, cocheira do Paulino.
unoi fina a 2#, pecas de chita de co-
muito boa fazenda, tendu 38 covados,
no armazem de fazen-" i /R Svfdo Je" dPearcam!'r0aiaebrL8ios,n8aa
das de Raymundo Car- a algibeira a 2,'a d./zia,"a.goS"com^SUo
.600 rs. a vara, um .esto de algodao surirtor
SARAO
--, .-.,. c .Igodao suntyfor a
00 a peca com pequeo defeilo, idemlchi-
.a fina franceza a 180 rs. o covado chales de
merino estampados a 2500, brim de "fnho de
quadrinhos a 500 rs. o covado. baloea a & IcrS
coa para meninos a 80 rs cada um. sorUm."o
SSn VrV" memn0S e meninar- fll0' de linho
uno a Utj rs. a vara. -
Em casa de BoFft & C, ra
da Cruz do Recife n 5, ven-
de-s:
Cabriolis muito lindtfs.
Charutos de Havana verdadeiros
Presuntos para fiambre.
Fumo americano de superior qualidade
Ohampanha de primeira qualidade.
dade d6 VaCa Cm barrU de 8uPerior quali- -
Oleados americanos proprios para cobrir carros
conaSa PrC "* b"rS r,ui, bem "ondi!
omuhnlhJZf'v'' 1.ualW>w. como sejam :
o muito afamado licor intilu ado Morrine Cali
C trudoCdrdalVMHent.JuloP' Blle". WMskey
U, ludo despachado ha poucos dias.
feri0.-? i0'"* !raDdes e Peqowaa. de dif-
novn* aulore. de m modello inleiramenle
novo, por pre^o commodo.
bahsa parrilha em frascos grandes e
muilo bem acondicionada,
ruulas vegetaes (verdadeiras.]
Verme fuge.
pequeos,
do deposito geral do Rio de Janeiro: a tratar
com Tasso & Irmaos.
CAPITAL
Cineo millres de \inras
; esterlinas.
Baunders Brothers & C. tem a honra de ln-
,^.*r esSrs- negociantes, proprietarios de
-aaas, e a guem mais convier, que esto plena-
32!..U.U,rwad0" .pela diU companhi para
effectuar seguros sobre edificios de tijolo e pe-
dra, cobertos de telha e igualmente sobre os
objectos que contwerem os mesmos edificios
qror consista em mobiUa ou em fazendas d
qualquer ^alidade.
Na traressa da roa das Cruzes n. 2, segn -
n-.rTn8/' f PdM,a ypographia, linge-se com
K 5n, ide qua,quer cr' es b3r* 3U a
Farinha de mandioca
nos armazens de Tasso & Irmaos.
IHIJio
nos armazens da Taaao & Irmaos.
Pennas de a$o inglezas.
Vendem-se na ru da Cadeia do Recife, loja n
! *?* Consalve, as verdadeiras penase
de seo inglezas mandadas fabricar pelo profes-
Bichas de Ham-
burgo.
EstSo venda aos ceios e a retalho, chegadas
peto ultimo navio de Hamourgo : na ra eslreita
do Rosario n. 3, loja de barbeiro.
aWtPIRS-W.** #
V Dr. Carneiro Monleiro aproveitando da^tt
9 proporrao que tem para mais fcilmente
2 e"cul" os rabalhos de parto, e aconse- #
# Ihado pelo feliz resultado que tem obtido #
em multiplicados psrtos laboriosos, tem #
feto sua especialdade sobre este ramo tt
9 para o que poder ser procurado a qnal--2
5-5u.eLh_ori. "a ruado Rangel.n 16. Z
. ~r Delphina Harinha Dio Cordeiro tem aute-
nsado e constituido seus bastantes procuradores
para receberem dos diversos devedores risa de
seu finado marido Joao Tavrres Cordeiro e Jno
Baplista Compianno e Manoel Muniz Tarares Cor-
deiro. Recife 1 de junho de 1860.
Attenco.
Deseia arrumar-so um moi;o indo a*o norte do-
Brasil ha pouco tempo, para caixeiro de balco
escripia ou cobrancaa, o.qual lean'as habiliack-s
- necessarias : quem de seu presumo quizer ulili-
D 35 loS pre,eo(,er' d,r,Ja-*e na da. CadeiaJ.aar-se dirija-se a ra do Queimado, casa n. 4,
w' 10'a- Iqoe ach%'4 com quem tratar.
1 ii r/%i\ # 1


*
\>
Para evitar dilui-
das.
Jos Goncalo do Espirito Santo, Josephina do
Dora Pastor Bezerra de Meuezes e Antonio Jos
Lcopoldino Arantes, como administrador de sua
mullier >'raricelina Candida de Meuezes Arantes,
hcrdeiros do fallecido padre Jos Goncalo, che-
gnndo-lhesao conhtcimcnto que Jeronima Ma-
na Marques, Francisca Mara Marques do Amara I
e suas fllhas Isabel Francisca Colislo do Amaral,
Senhorinha Franca Francisca do Amaral, preten-
den) occuttameiite vender a casa n. 9 da ruado
Arjgo, que dizem lhes perlcncor: os annun-
cianres fazem sciente que pessoa alguma (ac
negocio de qualquer natureza com as mesmaa
sabra referida casa, visto acnar-se em litigio
pelo juizo da primeira vara, escrivao Cunha.
Cera de carnauba
Na tanoara Ja ra da Mocda, confronte ao
trapiche do Cunha, vende-se superior cera de
carnauba e por preco commodo, em porco e a
rctalho, a vonladedo comprador
O Sr. Andr Alvegda Fonseca Jnior quers
por favor ir ou mandar a ra Nova, loja n. 7, a
negocio que nao ignora.
O Sr. Joao Luiz Goncalves tem urna carta
viuda de Lisboa, na ra do Vigario n. 19, pri-
meiro andar.
Cuno de Meirelles, subdito portuguez, re-
un se Para Portugal.
Jos Duarte das Neves faz publico, que ten-
do recebido em pagamento do Sr. Jos Pinto da
Costa tres letras aceitas em 3 do junho de 1859
polo Sr. Joo Baplistada Silva Lobo, na impor-
taucia de 694 com o prazo de 4, 8 e 12 mezes,
se achara dovidamente pagos, e se faz osla dccla-
raro pelo dcscaminho das mesmas, em 3 de fe-
vereiro prximo passado.
Os abaixo assignados parlitipam que o Sr.
Antonio Martins de Azevedo deixou de ser seu
caixeiro desde hontem 31 de maio.
Fenseca A Martins.
Precisa-se do um caixeiro que tenha prali-
ca de taberna : na ra do Rangel n. 6, deposito
de niassas.se dir quem precisa.
Procisso de Corpus Christi
em Olinda.
O cabido da calhedral de Olinda, tendo de fa-
zer a procisso de Corpus Cristi pelas 4 horas da
tarde do dii (stimo) deslc corrente mez de ju-
nho, a qual sahiri pelas ras Nova, Amparo.
Qualro Cantos, Ribeira.S. Bento, Passo Castelha-
no e dahi para a S : lembra aos moradores das
referidas ras que prcuarera as varandas e fren-
tes di suas habiacoes para um Qm to justo.
Delphina Mantilla Dias Cordeiro, viuva do
linado Joao Tavares Cordeiro, roga a lodos os
orodores de seu finado marido hajam de apre-
sentar suas coutas, lano de letras como de con-
tfit de livro, o mais breve possivel, para serem
conferidas e descriplas no inventario a que vai
p-oceder pelo iuizo de orphos, onde os mes-
inossenhores credores tem de se habilitaren) pa-
ra serem attendidos.
Attenco.
No holel Trovador, na ra larga do Rosario o
44, nico no bairro da Santo Antonio, e offere-
cendo por isso poptilacio inteira dessa bella
capital toda a acomraodaoo no que respeila ao
conforlavel, contina a servir deludo cora prom-
ptido e asseio, por menos do que em qualquer
outro holel nesta cidade.
Um moco portuguez recem-chegado e de
aOiancada conducta, pratico no commercio, a na
escnpluraco mercantil, se oferece aossenhores
commerciantes que delle prerisem, dignando-se
procura-lo na ra das Cruzeg n. 30, padara, ou
na ra da Madre de Deus n. 9, armazem do fal-
lecido Sr. Tavares Cordeiro.
$@$S@@ 999999 99&989
Attenco.
Curso pralico e theorico de lingua fran-
9 c^za por urna senhora franceza, para dez
9 mocas, segunda e quinta-feira de cada se-
9 mana, das 10 lloras at meio dia : quera 9
9 quizer aproveilar pode dirigir-se a ra da 9)
9 Cri'z 9, segundo andar. Pagamentos A
9 adiantados
ag
323SH

Carlos U. Dubois!
CABELLF.IREIRO.
| Praca da Boa' Vista n. 3.
r Participa que tendo recebido um gran-
ja de sorlimenlo de cabellos de Paris, acha-
3*5 se promplo para salisfazer no mais breve
*$ lempo qualquer encommenda de cabellos,
como sejam marrafas a Luiz XV.cabellei-
S r.is do toda especie tanlo para homora co-
j mo liara senhoras, crescenles,bandos, ca-
(-, deias de relogios, braceletes, trancas pa-
& ra aneis etc., ele.
O abano assignado desoja saberse a casa
terrea n. 23, sita defronlc da igreja de S. Jos
do Manguinho, esl snjeiti aalgum imposto em
ronsoquoncia de ler servido a um estabeleci-
mento de taberna, ou por outro qualquer mo-
tivo obrigada ; quem se julgar com direito ro-
gado de procurar ao mesmo abaixo assignado
n -tos oito dias. Recite 30 de maio de 1860.
Joaquim de Albuquerque e Mello.
Precisi-se de utna ama que cozinhe e en-
gotnino para um horaem solteiro, doidade, eque
lome conla da casa : na ra da Cadcia do Recife,
loja do Leile & Irrno.
Alexandrino Thomaz de Aquino Coelho, re-
tira-se para o Rio de Janeiro.
Nova casa de pasto
da aguia de ouro.
Na ra estreita do Rosario n. 23
coafronte a ra das Larangeiras, forne-
cc-sealtnoeo e jantar com todo o asseio
e promptid'oe mais barato do que em
outra cjualquer parte, assim como se
chara comida prompta a qualquer lio
ra que se procure.
Jos Francisco Rodrigues da Costa vai ao
controla provincia tratar de suas cobrancas.
Fazem 5 semanas que do Recife dasappare-
ceu o mulalinho Henriques, cora 18 annos, um
pouco claro, cabellos carapinhos, um dente po-
dre ou j quebrado na frente, olhos brancos, des-
rorado do rosto cora principio de amarellido,
fjlla um pouco gago ; suppe-se que foi sedu-
vilo por alguem, conduzido part o sul ou para o
norle da provincia a titulo de forro : roga-se s
autoridades policiaes e capitacs de campo e os
propietarios que o tacara recomraendar era seus
dislriclos e propiedades, pagando-se cora gene-
rosidado a qualquer hornera do povo que o trouxer
ao engenho Pindobal, comarca de Pao d'Alho, de
Joaquim Cavaicanti de Alquerque Mello.
Companhia doBe-
beribe.
A direcqao da companhia icou com-
posta da maneira seguinte:
Director.
Dr. Jos Mamede- Alves Ferreira com
26 i votos-
Vi ce-director.
Desembatgador Joo CapitraDO B. de
Mello com 262 votos.
Caixa.
Cotnmeridador .Manoel Gonqalves efe
Silva com 213 votos.
Secretario.
Manoel Gentil da Costa Alves com 132
votos. *
Adju netos.
O Sr. Dr. Jo* Bernardo Galvao Al-
coforado com 264 votos.
Bartholomeu Francisco de Souza
com 216 votos.
Jos Pereira Vianna com 193
votos. |
Luiz Antonio Vieir com 190
VOtOS.
8 Justino Pereira de Faria
157 votos.
E\ame de contas.
Commen Jador Joao Goncalves da Si
com 260 votos.
Gommendador Bento Jos Fernandes
Barre* com 226 voto.
Commendador Manoel Ignacio de Oli-
vara com 125 votos.
Escriptorio da administroslo da Com-
panhia do Beberibe 1 de junho de 1860
Jos Teixeira Bastos, secretario in-
terino.
Precisa-so de um caixeiro para segundo de
urna padara e que tenha as qualidades necessa-
sanas para supprir a falla doprimeiro emalguro
impedimento : aquello que estiver as circuns-
tancias e afiancar a sua conducta, poda dirigir-se
ra larga do Rosario, padaria n. 18, quoacha-
dJ^.^f", ,ralY; Da mesm* P'ciM-sa de
dous trabnlhadorcs de masseira queentenda per-
fetamenle do trafico. v
DA
PROVINCIA.
Terceira parte da primei-
ra do Espwito Santo.
Os abaixo assignados venderam da lotera su-
pra os seguinles premios :
NS.-711 5:000$ Bilhele.
202 1.000 lquarto.
A garanda paga na ra na ra do Collegio
Uyme & Madureira. H
Praca da Independencia n. 4.
O abaixo assignado vai a Portugal cora sua
senhora e 5 fllhos menores, 1 criado e 1 criada,
deixaudo por seus procuradores, em primeiro
lugar seu socio Antonio Manoel Bastos; em se-
gundo Jos Joaquim da Silva Gomes, e em ler-
ceiro Joao Francisco de Carvalho.Joaquim Luis
Fugio, no dia 7 de maio, da casa do abai-
xo assignado, um escravo cabra, de nome Joa-
quim, por alcunho Rio-Preto, de idade da 20 an-
nos, cora os signaes seguinles: allura regular
nenhuma barba, tem falta de denles na frente,
urna cicatriz no p esquerdo, tem no peilo di-
reito urna queimadura, tem o dedo minimo do
pe direito levantado ; levou calca branca c ca-
rniza da mesma cor, levou tambem oulra roupa
dea goaao azul, chapeo de mas3a rapado; des-
conlia-se que urna pcssa o tem acoilado em sua
casa : e por esta desconOanga o abaixo assigna-
do protesta percas e damnos contra quem o te-
nha acoitado; quem o apprehcndcr leve-o ra
"r no4,8, q,,e S6r Salificado com 50JW0O rs.
Recife 30 de maio de 1860.
Antonio Eloy Rodrigues da Silva.
Grammaticaingle-
za de Ollendorff.
Novo methodopsra aprender a lr,
a escrever e a fallar inglez em 6 mezes,
obra inteiramente nova, para uso de
todos os estjbelecimcntos de instruccao,
pblicos e particulares. Vende-se na
praca de Pedro 11 (antigo largo do Col-
le-o) n. 37, segundo andar.
ESIBIPTORIO DE ADV0G4CM8
8 DOS BACHAREIS
Cicero Odn Peregrino da Silva I
t I
&Aureliano Augusto P. de Carvalho.
\9 9
9 9
RA DO QUE1MADO
W. li, .9
PRIMEIRO ANDAR.
a i
DIARIO DE-pEmUMIHJCO. SEGWDA FE1RAVPE JUlfEO-DB H66.
SOClEDAbE
DAS
ARTES UCHAMCAS E L1RERAES
DE
PERNAMBUCO.
*or ordem do respectivo director, o Sr. Joa-
m Borges Carneiro, sao convidados os socios
i eslao atrasados no pagamento de suis inan-
idades, a se porem quites coro* sociedade
a primeira aesso ordinaria do mez de junho
>ximo futuro, sob pena de serem eliminados os
que, sem justa causa allegada e prevada perante
ociedade, menosprezarem o presente aviso.
>ecrelaria da sociedade das Artes Hechanicas
.iperaes 25 de maio de 1860.
Targino Francisco de Mello.
Secretario.
Os Srs. Antonio Cardoso de Matas SobrT
nho, Antonio da Cruz Ledo, Domingos Jos da
Co|ila Gnimares, Guimares & Alcoforado. ioao
qujim Pereira Arantes e Miguel Alvares de Abre-
Mi rinho, queiram apparecer na reparlico do cor-
o afira de salisfazerem o porte de urnas cartas
e vieram da secretaria de policia.
Attenco.
Auga-se um famoso negro de muito boa con-
cia para todo o servico de casa do familia, e
libera se vende : quem o pretender, dirija-se
Cinco Pontas n, 82, junto as casas cahidoa.*
lUTElA
da
ROVINCIA.
3 Sr. thesoureiro das loteras manda fazer pu-
co que se acham venda, lodosos dias no es-
piono das mesmas loteras na ra do Impe-
lor n. 96, o as casas comraissionadas polo
:smo Sr. iheso'irfiro na praga da Indepen-
ncia ns. 14 e 16 o na rus Nova n. 56, os bi-
tes da quarta parle da quarta lotera do Gym-
sio Pernambacauo, cujas roJas devero andar
prelerivelraento no dia 16 de junho prximo
futuro.
Thesouraria das loteras 26 de maio de 1860.
M. da Crus, escrivio.
Dentista de Paris.
Compra se tima morada de casa terrea, ou
sobrado de um andar, no bairro &o Santo Anto-
nio e em bom eslado ; a tratar na ra Nova nu-
mero 51.
Vendas.
REMEDIO INCOMPARAVEL.
UNGENTOHOLLOWa"
Milhares de individuos de todas as naeOes po-
dem testemunhar as virtudes deste remedio in-
comparavel e provar em caso necessario, que,
pelo uso que delle flzeram tem seu corpo e mem-
bros inteiramente saos depois de haver emprega-
do intilmente outros tratamentos. Cada pesoa
poder-se-ha convencer dessas curas maravilhosas
pela leitura dos peridicos, que lh'as relatam
todos os dias ha muitos annos ; e a maior parle
dellas sao tao sor prndenles que admiram s
mdicos mais celebres. Quantas pessoas reco-
braram com este soberano remedio o uso de seu8
bracos e pernas, depois de ter permanecido lon-
go lempo nos hospitaes, onde de viam soffrer a
amputagaol Dellas ha muitasque havendodei-
xado esses asylos de padecimentos, para sen0
submetterem essa operacao dolorosa foram
curadas completamente, mediante ousodesse
preciosoremedia^-Algumas das taes pessoas na
enfusao de seu recouhecimento declararam e8
tes resultados benficos diante do lord correge-
dor e outros magistrados, afim de maisautenti.
carem sua rmativa.
Ninguem desesperara do estsdo de saude sa
tivesse bastante confianca para ensaiar este re
medio constantemente seguindo algum temp*o
mentratatoquenecessitassea natureza do mu,
cujo resultado seria prova rincontestavelmente.
Quetudocura.
Oiiusuentohe atil, mais particu-
lar raen te nos segulntescasos.
Alporcas.
Caim bras
com
va
9999999999-99999999
Fugio no dia 27 de maio do corrente anno,
do engenho Po-Apique, o mulato Bernardo, de
idade de 28 annos, estatura baixa, alguma cousa
corpulento, ps curtos e grossos, bastante bar-
bado o conserva passa-piolho, cabellos um pou-
co crespos, tem as costas muilas cicatrices de
rlho, levou carniza de algodo azul e urna ca-
mizolla de riscado, caiga de castor de lislras, e
mais roupas, chapeo de massa branco, levou
lambem urna espingarda fina e curta; iulga-se
ler seguido para Figueiraes, fregueza do Bom-
Jarditn, d'onde veio por ter all certa familia
do sua criagao, em cuja direegao fui encon-
trado, e talvez seja bem recebido; pelo que
o abaixo assignado desde j protesta contro tal
procedimeulo, se com effeito se verificar, e roa
as autoridades policiaes, pitaes de campo, ea
qualquer pessa em particular, a capturado re-
ferido escravo ende fdr encontrado, que recom-
pensar generosaroeuto a quera o entregar, no
seu engenho cima mencionado.
Joao Correia de Araujo e Vasconcellos.
15Ra Nova15 '
Frederico Gaulier. cirurgiao dentista,
faz todas as operages da sua arte e col-
loca denles artificiaos, ludo com a supe-
rioridade c perfeicao que as pessoas en-
tendidas Ihe reconhecem.
Tem agua e pos dentifricios etc. ?
y : a.yi ^afa ^.w/a ^Jifa au*^u ^xq ?'*/?> ..-^Mm
CASI LllSO-BRASLElili,
|, Golden Square, Londres.
J. G. OLVEIRAtendo augmentado, com to-
mar a casa contigua, ampias e excellentes ac-
mmodaces para muito maior numero de hos-
desdn novo se recommenda ao favor e lem-
anca dos seus amigos e dosSrs. viajantes que
sitem esta capital; continua a prestar-Ihesseus
si rvicos e bons oficios guiando-os em todas as
usas que precisen) conliecimento pralico do
hz, etc. : alm do portuguez e do inglez lalla-se
1 casa o hespanhole fraucez.
IKMBIKm SflW MswSfi WM WMra^0S Msica.
Recebeu-se pelo ultimo paquete boni-
tas msicas para piano : na ra N>va
n. 43
Loja de marmore.
Callos.
anee res
Cortad uras.
Dores decabega.
~^as cosUs.
dos membros.
tnfermidades da cutis
emgeral.
Di'asdoanus.
Erupcoes e escorbti-
cas.
Fistulasno abdomen.
Frialdade ou falta de
calor oas extremida-
des.
Frieiras.
Gegivaaescaldadas.
Inchagdes.
Inflammaco doflgado.
Inflammago dabexiga.
da matriz
Lepra.
Males das pernas.
dos peilos.
de olhos.
Mordeduras de reptis.
Picadura de mosquitos.
Pulmes.
Queimadelas.
Sama
Supuracoes ptridas
Tinha, em qualquer par-
te que seja.
Tremor de ervos.
Ulceras na bocea.
do ligado.
dasarticulages.
Veas torcidas ou noda-
das as pernas.
L0JADOV4POR.
Grande variado aortlmcoto de calcado tran-
ce/., roupa feita, miudezsa finas o perfumaras
ludo por menos do que u ootra partes : na lo-
ja do vapor ha ra Nova n. T.
SYSTEMA MEDICO DK HOLL WAT
PILLAS HOLLWOTA.
Este inestimavel especifico, composto inteira-
mente de hervas medicinales, mro contm mercu-
rio, neio alguma outra substancia delecteria. Be-
nigno mais tenra infancia, e a compleico mais
delicada igualmente prompto o seguro para
desarraigar o mal na compleigio mais robusta;
6 inteiramente innocente em suas operacoes ef-
feitos; pois busca e remore as doencas de qual-
quer especie e grao por mais antigs e tenazes
queseam.
Entre milhares de pessoas curadas com este
remedio, muitas que j estavam as portas da
morte, preservando emseu uso: conseguirn)
recobrar a saude e forgas, depois de haver tenta-
do intilmente todos os outros remedios.
As mais afflictas nao devem entregarle a de-
sesperago ; fagam um competente ensado dos
efflcaaes effeitos desta assombrosa medicina, e
prestesrecuperaro o beneficio da saude.
Nao se perca lempo em tomar este remedio
para qnaiquer das seguinles enfermidades :
Accidentes epilpticos. Febreto da especie.
Gotta.
Hemorrhoidas.
Hydro pesia.
Ictericia.
Indigestos.
Inflammagdes.
Irreg ularidades
menstruagao.
Lombrigasde toda es-
pecie.
Mal depedra.
Manchas na cutis.
Obstrucgao deventre.
Phtysica ou consump-
pulmonar.
Retengo de ourina.
Rheumatismo.
Symptomas secunda-
rios
Tumores.
Tico doloroso.
Ulceras.
Venreo (mal).
Alporcas.
Ampolas.
Areias(malde).
Asthma.
Clicas.
Gonvulses.
Debilidade ou extenua-
cao.
Debilidade ou falta de
forgas para qualquer
cousa.
Dysinteria.
Dor de garganta,
de barriga,
-nos rins.
Dureza no ventre.
Enfermidades no ventre.
Ditas no figado.
Ditas venreas.
Enxaqueca.
Herysipela.
Pebre biliosas
i
Roga-se aos Srs. devedores a firma soda'
d Leite & Correia em liquidacao, o obsequio
d) mandar saldar seus dbitos na loja da ra do
Cueimado n. 10.
m
08 i
13
l
O Vi Cosme de Sa' FereraJ
e voltadesua viagem instructi-
tiva a Europa continua noexer-J
ciclo de sua proissao medica.
Da' consultas em eu escripto-j
rio, no bairro do Recife, ra daf
Cruz n. 53, todos os diat, meno*|
nos domingos, desde a$x6hora88
t as 10 da manhSa, sobre
seguintes pontos :
I*. Molestias de olhos
I*. Molestias de coracao e de?
peito ;
Molestias dos orggos da gera-|
cao, e doanus ;
Praticara' toda e qualquer]
operacao quejulgarconvenien-S
te para o restabelecimento dosp
seusdoentes.
O exame das pessoas que o con-i
ultarem sera' feto indistincta-
mente, e na ordem de suas en-!
tradas;fazendoexcep9aoosdoen-[
tes de olhos, ou aquellesque porw
noti vojustoobti verem hora mar-
cada para este fim.
A appcaqao dealguns medica!
mentos indispensaveis em varios?
casos, como o do sulfato de atro-j
oina etc.) sera' fetto,ou concedido
gratuitamente. A confianca que
nelles deposita, a presteza de sua
acejio, e a necessidade prompta
le seuemprego; tudoquanto o
demove em beneficio de seus I
doentes.
Bolinhos* *
Bandejas enfeitadas com diversos gostos, dos
melhoresbolinhos do nosso mercado, em porgo
ae libras ou a retalho, que conservam-se muito
para embarque ou viagem ; assim como pudins,
pastis de nata, creme, tortas, ou outra qual-
quer pastelera para dessert: lambem preparara-
se bolos finos para o lempo de S. Joao e S. Po-
dro, das meihores qualidades da massa molhida
e secca superior, tudo com o mellior asseio, e o
mais era conta do mercado, dirija-se a ra da
Penha n. 25, para tralar-se.
I DENTES
ARTIFICIADA
Ra estreita do Ffosario n.3
|ji Francisco Pinto Ozorio colloca denles ar- 9
11 tificiaes pelos doussyslemasVOLCANITE,
$) chapas de ouro ou platina, podendo sr
) procurado na sobredita ra a qualquer @
hora. n
@@@@ SS @ts@
Flores de cera
em cinco li;oes.
O artista Jos Ricaud, recem-chegado da cr-
), ensina a fazer flores e fruclas de cora, brda-
(os em vidros com las : d ligoes em casas par-
culares. O artista mora no hotel Francisco, na
riiia do Trapiche n. 5, e ir s casas d'onde for
(hamado, levando as amostras dos seus tratalhos
= Na pharmacia n. 30 da ra do Livranenlo,
recisa-se fallar a negocio de urgencia om os
pguintes senhores :
rancisco Xavier da Rocha,
ndr de S Albuquerque.
lanoel Alves Vianna.
mlonio Jos Gurjo, da Parahiba.
intonio Pergenlino de Moraes Souza, ce Ha-
marac.
Ijlanoel Joaquim das Trevas Marinho, da Victoria.
Furtarara no di 23 desio mez, do sobrado
. 44, Jcrceiro andar, da ra Nova, um relogio do
uro sabonele, todo lavrado, do autor Berguers
Pars n. 11514, com urna corrente de palmo,
Ijouco mais ou menos, com ume chave pequea
toldada na ponta da mesma corrente, o urasineto
Hitando urna cabrinha sobre urna cornalia en-
arnada, tudo de ouro. O dito relogio bistante
hato e tem um defeiio no vidro do mostrador
ue nao possivel fechar dreilo pois nuasisempre
onserva-se abeito : Pde-se a todos osSrs. re-
)joeiros, ourives, vendelhes e a todni as pes-
soas quetoraam objectos empenhados, de o ap-
I rahender no caso de H>e ser offerecidj o mes-
1)0 relogio e leva-lo casa referida ou na
ua da Cadeia do Recife no escriplorc Sr. Jos
ornes Leal, que recompensar bom.
Alien ;lo.
No bolequim d'aguia de ouro, na ra estreita
o Rosario n. 23, confronte a ra das Larangei-
is, tem todos os dias das 7 horas em dianle da
cianhaa papa defarinha do Maranho e araruta.
Attenco
o
Precisa-se alugar urna casa terrea 01 um so-
brado na freguezia de Santo Antonio.: quem ti-
verfaca o favor de ir no becco Largo, sobrado da
esquina, que achara com quem tratar.
Attenco.
o
J. D. Frick de Lisboa, tem a satisfaco
de informar a todos os seus amigos e cor-
respondentes, que os seus despachos to-
legraphico8 pelo vapor Magdalena, fo-
ram os primeiros que so entregaram na
estaco lelegrapbica de Lisboa.
Vende-se este ungento no estabecimento
geralde Londres n. 224, Strand. e na loja de
todos os boticarios droguistas e outras pessoas
encarregadas de sua venda em toda a America
do snl, Havana e Hespanha.
Vende-ge a.80O rs., cada bocetinha contm
urna instruccao em prtuguez para o modo de
fazer uso deste ungento.
O deposito geral em casa do Sr. Soum.
pharmaceutko. na ra da Crun. 22. emPer-
nambuco.
Compras.
Compram-se es-
cravos.
Compram-se, vendem-se trocom-se escra-
vo na ra do Imperador n. 79, primeiro andar
FAZENDAS BlR\TdS
Augusto k Perdigao,
cora loja na ra da Cideia do Recife n.
23, confronte ao becco Largo,
previnem aos seus freguezes. que acabara de sor.
(ir seu novo eslabeleciraento com fazendas de
gosto, finas, e inferiores, para vender pelos pre-
gos os mais razoaveis ; as fazendas inferiores,
nao a relalho, se venderao por um preco fixo
que ser o seu proprio custo as casas ioglezas,
urna vez que sejam pagas vista.
Neste eslabeleciraento se encontrar sempre
um sorlimenlo completo de fazendas, e entre el-
las o seguinte :
Vestidos de seda com babados e duas saias.
Ditos de la e seda e duas saias.
Ditos de tarlalana bordado a seda.
Manteletes pretos bordados com franja.
Taimas prelas de seda e de fil.
Polonezasde gorgurio de seda prelas.
Cnluroes para senhora.
Esparllhos com molas ou clcheles.
Enfctcs de vidrilho ou flores para senhora.
Vestuarios para meninos.
Saias de balao para senhora o meninas.
Chapeos para senhora e meninas.
Penies de tartaruga dos meihores gostos.
Perfumaras de Lubin e outros fabricantes.
Cassas e organdys de cores.
Grosdenaples de cores.
Chitas escuras francezas e inglezas
Collas o manguitos os mais modernos.
Camisas de linha para senhora.
Ditas de algodo para menino.
Algodo de todas as qualidades.
Lencos de labyrnlho para presentes.
Collas de crochet pera menino.
Vestidos de f htn azia.
Roupa feita.
Casacas e sobrecasacas de panno fino.
Paletols de casemira.
Calcas de casemira pretas e de cores.
Collelcs de seda dem dem.
Ditos de fusto.
Camisas inglezas todas de linho.
Ditas francezas de di Itrenles qualidades.
Malas e saceos de viagem.
Borzeguins de Mellier e outros fabricantes para
home .
Ditos para senhora.
Charutos de Havana, Baha e manilha.
Camisas de flanella.
Chapeos de todas as qualidades para horaem,
senhora e crianzas.
Corles de vestidos brancos de blonde com ca-
pella e manta.
Ddos de visillos brancos de seda para casa-
menlos
No armazem de Jos Antonio Moreira Dias
& C, na ra da Cruz n. 26, vende-sc :
Caudieiros de lato de Lisboa.
Lazarinas e ca vinotes.
Lena larga de superior qualidtde.
Linha. do roris.
Missanga para rosario.
Rosarios enfiados com perfeicao.
Ferros de aro para engommar.
Ferro sueco em barras.
Chumbo em lenco!.
Pregos fraocezes e de conslrucco, de todos os
lmannos.
Pregos caibraes do Porto.
Chaleiras eslanhadas e forradas de porcelana
ingleza.
Cartas porluguezas muito finas.
Balanca de novo modello para pesar 1,000 e
2,000 libras.
Mercurio de Lisboa.
Ferros de lati para engommar.
Esporas, brdese estribos de metal do principe.
Ricas foixaduras fraacezas para portas com
botes de vidro
Paes de ferro de todos os lmannos.
Ricos palileiros e tintniros de metal prateados.
Liohas de carretes de 200 jardas do autor Ale-
xandre.
Cera em vetas de Lisboa.
Febreto internitente.
Vendem-se estas pilulas no estabelecimento
geral de Londres n. 224, Strand, e na loja de
todos os boticarios droguistas e outras pessoas
encarregadas de sua venda em toda a America do
Sul, Havana e Hespanha.
Vendem-se as bocetidhas a 800 rs. cada urna
dellas, coutem urna instruccao em portuguez pa-
ra explicar o modo de se usar destas pilulas.
O deposito geral em casa do Sr. Soum
pharmaceutico, na ra da Cruz n. 22, em Per-
namb co.
Borzeguins ingieres, pro-
va dagua.
Pechincha sem igual.
Os verdadeiros e j muilo conhecidos borze-
guins inglezes, prova d'agua, e tiradores do calos.
A 10$ o par, dinheiro a' vista.
Leite & Irmo, na ra da Cadeia do Recife, lo-
ja de 4 portas n.48, avisam aos seus numerosos
freguezes, e ao publico ern geral, que novamen-
te acabara de receber os afamados borzeguins in-
glezes, c que conlinuam a vender a 10J o par,
dinheiro vista. o melhor calcado que ha pa-
ra aquellas pessoas que padecem de calos, por-
que usando os nao soitrem mais.
Pede-se toda attenco.
Na loja d'aguia de ouro, na ra do Cabug n. 1
B, vende-se ludo por precos baralissimos para
liquidar, assim como seja :
Fitas e franjas.
Fita de velludo de todas as larguras, aberlas e
lisas, do lindos padroes.
Franjas de seda de todas as larguras e de lin-
dos gostos.
Ditas de lae seda por prego que admira.
Ditas de linha para casaveq'ue.
Ditas de algodo para toalha e para cortinado.
Trancas de linho e de la brancas e de cores.
Pentes.
Pentes de tartaruga virados e lisos.
Ditos de massa virados a irailacao de tartaruga.
Dilos lisos para alar cabello.
Ditos de desembarazar cabello.
Para bales.
Molas para fazer bales, vendera-se a 160 rs. a
vara, ou peca de 50 molhos a ftfl.
Bicos.
Bicos de seda de t)das as larguras e lindos pa-
droes.
Ditos de algodo.
Leques muito finos.
Capellas brancas para noiva.
Chapcozinhos para enanca.
Riqiissimos quadros para enfeile de sala, as-
sim como redomas com flores.
Assim como perfumaras muito finas, e mais
objectos que visla do freguez far-se-ha todo o
negocio.
i Seguro contra Fogo
COMPANHIA
1
LONDRES
AGENTES
C J. Astley & Companhia. g
!
9
I

I
I
I
3
S
para
i
e
Vende-se
I Formas de ferro
purgar assucar.
Estanho em barra.
Vernz copal.
Vinhos finos de Moselle.
Enchadas de ferro. |
Brim de vela. |
Folhas de metal.
Ferro sueco.
Ac de Trieste.
Pregos de composico.
Lona ingleza: no arma-
zem de G. J. Astley & C.j
-"- Em casa de N. O. Bieber & C,
successores vende-ie :
Brilhantes de toda as dimensoes.
Algodiozinho da Bahia.
Cognac ero caixa de i duzia.
Ditas em barr.
Vinho xerez em dito.
Champagne da mui acreditada marca
Barre & C.
Ferro daSuecia.
Dito inglez.
Aqo de Milo.
Lonas, briasdei e brim para relia.
Grande sortimento.
45Ra Ulrelfcr...J8
0etragadore* de calcado encontra-
rlo neite estabelecimento, obra supe-
rior pelo preco abaixo :
Homem.
Borzeguins aristocrticos. 9*000
Ditos (lustree bezerro)..... TS000
Borzeguins arranca tocos. 7#)00
Ditos econmicos....... 6A0OO
SapatOes de bater (lustre). 5jt000
Senhora.
Borzeguins primeira classe (sal-
to de quebrar) ......50000
Ditos todos de merino contra
calos (salto dengoso).....4$500
Borzeguins para .meninas (for-
tissimos). .......4,j|000
E um perfeitosortimento de todo cal-
cado e daquillo que serve para fabrca-
lo, como sala, couros, marroquins. cou-
ro de lustre, fio, fitas, tdas etc.
Bezerro francez
grande e grosso :
.De < 5.
Na ruaDireita n. 45.
I:
cobertos e descobertos, pequeos e grandes, de
ouro patente inglez, para homem 9 senhora,
de um dos meihores fabricantes de Liverpool,
vindospelo ultimo paquete inglez: em casa de
Southall Mellors & C.
Relogios
Suissos.
Em casa de Schafleillin &C., ra da Cruz n
38. vende-scum grande e variado sortimento de
relogios de algibeira horisonlaes, patentes, chro-
nometros, meios chronoraetros, de ouro, prata
dourada efolheadosa ouro, sendo esles relogios
dos primeiros fabricantes da Suissa, que se ven-
aeao por procos razoaveis.
RELOGIOS.
Vende-se em casa de Saunders Brothers &
C., praca do Corpo Santo, relogios do afama-
do fabricante Roskell, por presos commodos,
e tambem trancellins e cadeias para os mesmos,
deexcellenle Kosto.
Tachas para engenho
Fundico de ferro e bronze
Francisco Antonio Correia Cardozo,
tem um grande sortimento de
tachas de ferro fundido, assim
como se faz e concerta-se qual-
quer obra tanto de ferro fun-
dido como batido.
Vende-se una meia mobilia de araarello
em Dom estado: na no becco da Bomba n 9
DA
FUNDICiH) LOW-MOW,
Rna da Senzala foyan.0 42.
Neste estabelecimento continua a haver um
comapietosortimento de moendas e meias moen-
de ierro batido e coado. de todos os tamanhos
para dto
GRANDE SORTIMENTO
DE
; Fazendas e obras feilasj
VA.
luoja e armazem
DE
jGes&Bastoj
! Na ra do Quehnad) n.
46, frente amarella.
Completo e grande sortimento de cal-
5as de casemira de cores e pretas a 8,
9,10$ e 12a, ditos das mesmas casemi-
ras a 7J, 89 e9$, ditos de brim trancado
branco muito fino a 5$, 6g e 7 ditos de
cores a 3g, 3$500, 4g e 5, ditos de me-
rino de cordao para luto a 5J, collell de
casemiras pretas, dilos de ditas de cores,
ditos degorgurao pretos e de cores a 5*.
6S e 7, ricas casacas de pannos muito fi-
nos a 3jj| e 408. sobrecasacas dos mesmos
pannos a 28$, 30 e 35$. paletots dos mes-
mos pannos a 23$ e 249, paletots saceos
de casemira modelo inglez 109, ditos de
casemira mesclado muito fino de apurado
gosto 15$ e 169, ditos sobrecasa das raes-
mas cores a 18$ e 20$, ditos sobre de al-
paca preta fina a 7$ e 89, ditos saceos a
49. dilos de fusto branco e de cores a 49,
49500 e 59, ditos de brim pardo muito
superior 4$509, camisas pa.-a menino de
todos os tamanhos a26$000a duza, meias
de lodos os tamanhoa para menino e me-
ninas, palitots de todos os tamanhos o
qualidades para os mesmos, colleles de
brim branco a 3$500 e 49. ricos col leles
vjiludo preto bordado e de cores diver-
sas e por diversos precos, ricos coberto-
res de fusto archoado para cama a 69,
colarinha de linho a peer a 69500 a du-
zia, assim como temos recebido para
dentro deste estabelecimento um comple- 2
to sortimento de fazendas de gosto para 1|
senhoras, vestimentas modernas para me- <>
nio e meninas de qualro a seis annos e ll
tudo vendemos por precos razoaveis. As- a
sim como neste estabalecimento manda- g|
se apromplar cora presteza todas as qua- j
lidades de obras relativo a offleina de al- K
faiate sendo isto com todo gosto e asseio. S
Isse^esiesss ere mmMUmm
Rna do Qneimado n. 37.
k 30$ corteado vestidos de seda quecustaram
609; a 16*9 cortes de vestidos de phautasia que
custaram 309; a 8$ chapeliuhas para seDuoi ;
na ra do Queimado n. 37,
II FftVFI L
* J-"J'- Vir.v.' "..i
+-.


PIAR O DE PBftN4MBUC0. SEGUWPA FEUtA DB JONHO DB 1866.
Seus propietarios offerecem a seu numeroso freueze aa publico en geral, toda e
qualquer obra manufacturada em seu reconhecido eslabelecimento a sabor: machinas de vapor de
todo os tamanhos, rodas d'agua para engenhos todas de ferro ou para cubos de madeira, moen-
das e meias moendas, tachas de ferro batido e fundido de todos os tamanhos, guindastes, guin-
chos e bombas, radas, rodetes, agitados e boceas para foroalha, machinas para amassai man-
dioca e para descarocar algodao, prencas para mandioca e oleo de ricjpi, portdes gradara, co-
lumnas e moinhos de vento, arados, cultivaJoaes, pontee, -aldeiras e tanaues, boiai, alvarengas.
botes e todas as obras de machinismo. Executa-se qualquer obra seja qual fdr sua natureza pelos
des-nhos'ou moldes que para tal m foremapreaenlados. Recebem-se encoramenda neste eeta-
beleciraento na ra do Brurn n. 28 Ae na ra do Collegiohoje do Imperador n... moradia do cai-
xeiro do eslabelecimento Jos Joaquim da Costa Pereira, com quem os pretenderes se podem
entender para qualquer obra.
Potassa daRussia
E CAL DE LISBOA.
No bem conhecido e acreditado deposito da
ra da Cadeia do Recite n. 12, ha para vender
potassa da Russia e da do Rio de Janeiro, nova
e de superior qualidae,_ assim como tambem
cal virgem em pedra: tudo sor precos muito
razoaveis
Loja da boneca ra da Impe-
ratriz n. 7.
Vendem-se caixasde tintura para tin-
gir os cabellos em dez minutos, como
tambem tingem se na mesma casa a
qualquer bora.
I A rligos para lulo. I

j*= prios de luto para homem e scnhora.vcn- gj
fde-se na ra Nova n. 45 A
fcF" LOJA DE MARMORE. f
*- jf cu^oujff jaaagua jfciv?* oa& PuTfh atl'iTi iTttiiT ftfir *iri*
4,000 rs.
por sacca de
Irmaos.
milho; nos armazens de Tasso
par a laya
hnstOB &
Arado americano e machina
r roupa: em casa de S. P. Jo-
G. ra da Senzala n. W.
\'ak k Bordeaux.
Em casa le Kalkmann
Cruz n. 10. Iincontra-se o
Aos senhores legistas de miudezas.
Bicos pretos de seda,
Ditos broncos e pretos de algodo.
Luvas pretas de torcal.
Cintos elsticos.
Linhas de algodao em novellos : vendem-so
par precos comniodos, em casa de SouthallMel-
lors & C, ra do Trapiche n. 38.
Chapeos de castor preto
e braneos
Na ruado Queimado n. 37, vendem-se osme-
lhores chapes de castor
Gbtla-i
percha.
Artigos para invern de guita-percha
ou borracha, vende-se na ra Nova n. 45
^* LOJA DE MARMORE.
i
mmmtm tmm mmmmu
Pianos
Saunders Brothers & C. tero para vender em
seu armazem, na praca do Corpo Santo n. 11,
alguns pianos do ultimo gosto, recentimenie
chegados, dos bem conhecidos e acreditados fa-
bricantes J. Broadwood &Sons de Londres, e
muito proprios para este clima.
Enfeites de vidrilho e de retroz a 4 cada
um : na ra do Queimado n.37. loia de 4 porta?.
nm AKIIAZEM
DE
[Roupa (cita,
Ra Nova n. 49, junto
H a tgreja da Conceico dos
H Militares.
9 Neste armazem encontrar o publico
js um grande e variado sortimento de rou-
jg pas feitas, como sejam casacas, sobreca-
<*s sacas, gndolas, fraques, e paletots de
Sg panno flnopreto e de cores, paletots e
** sobrecasacas de merino, alpaca e bmba-
te zina pretos e de cores, paletots e sobre-
3$ casacos de seda e casemira de cores, cal-
g cas de casemira preta e de cores, ditas de
E merino, de princeza, de brim de linho
$2 branco e de cores, de fusto e riscados,
5 calcas de algodo, colletes de velludo
M preto e de cores, ditos de setim preto e
branco, ditos de gorgurao ecasemira, di-
|f tos de fustes e brins, fardamentos para 1
ff a guarda nacional, libres para criados, 5*
1| ceroulas e camisas francezas, chapeos e m
J^, grvalas, grande sortimento de roupas Je
|g para meninos de 6 a 14 annos ; nao agr- Ir
H feitas se apromplarao outras a gosto do If
comprador dando-se no da convenci- 5
Verdadeiras luvas de Jovin de to.
dasas cores, ra da Imperatriz n. 1,
loja do Leconte.
Vende-se
Relogios patentes.
Estopas.
Lonas.
Camisas inglezas.
Peitos para camisas,
Bisooutos.
Emeasa de Arkwight 4 C., ruada
Cruz n. 61.
Admiraveis remedios ameri-
canos
Todas as casas de fam'lia, senhores de enge-
nho, fazendeiros, etc., devera estar prevenidos
com estes remedios. Sao tres medicamentos com
os quaes se cura eficazmente as principaes mo-
lestias.
Prompto alivio de Radway.
Instantneamente alivia as mais acerbas dores
e cura os peiores casos de rheumatismo, dor de
cabec.8, nevralgia, diarrha, cmaras, clicas, bi-
lis, indigestao, crup, dores nos ossos, contuses,
queimadura, erupces cutneas, angina, reten-
cao de ourina, etc., etc.
Solutivo renovador.
Cura todas as enfermidades eserophulosas.chro-
nicas esyp hliticas; resolve os depsitos de mos
humores, purifica o sangue, renova o syslema;
prompto e radicalmente cura, oscrophulas,vene-
reo, tumores glandulares, ictericia, dores de os-
sos, tumores braneos, aferros do ligado e rins,
e^sipclas, abeessos e ulceras- de todas as classes,
molestias d'olhos, difficuldade das regras das
mulheies, hipocondra, venreo, etc.
Pilulas reguladoras de Rad-
way
para regularisar o systema, equilibrar a circula-
gao do sangue, inteiimenle vegelaes favoraveis
em todos os casos nunca occasiona naiizeas nem
dores do ventre, dses do 1 a 3 regularisaro, de 4
a 8 purgam. Estas pilulas sao efficazes as affec-
ies do igfdo, bilis, dor de cabnca, ictericia, in-
digestao, e em todas as enfermidades das mu-
lheies, a saber : irregularidades, fluxo, reten-
ces, flores brancas, obsirucroes, histerismo, ele,
.-ao do mais prompto effeito na escarlatina, febre
biliosa, febre auarella, e em todas as febres ma-
lignas.
Estes tres importantes medicamentos vem a-
companhados de inslrucres impressas que mos-
trara com a raaior roinuciosidade a maneira de
applica-los em qualquer enfermidade. Esto ga-
rantidos de falsificacao por s haver venda no
armazem de fazendos de Raymundo Carlos Leile
& linio, na ra da Imperatriz n. 10, nicos
agentes era Pernarobuco.
Vende-se um carro de 4 rodas, bem cons-
truido e forte, com assento para 4 pessoas de
dentro, e um assento para boleeiro e criado fra,
forrado de panno fino, e tudo bem arranjado :
para fallar, com o Sr. James Crabtree & C. n.
42, ra da Cruz.
Fazendas por baixos precos
Ra do (jueimado, loja
de 4 ponas n. 1.
Anda restam algumas fazendas para conclu
a liquidarn da firma de Leile i Correia, asquses
se vendem por diminuto preco, sendo entre ou-
tras as seguintes:
Chitas de cores escuras e claras, o covado
a 160 rs.
Dilas largas, francezas, finas, a 20 e 260.
Riscados francezesde cores -Cxas a 200 rs.
Cassasde cores, bons padrocs, a 240.
Brim de linho de quadros, covado, a 160 rs.
Brim trancado branco de linho muito bom, va-
ra, a t*000.
Cortes de caiga de meia casemira a 2g.
Ditos de dita de casemira de cores a 5j.
Panno preto lino a 33 e 48.
Meias de cores, finas, para homem, duziaa
1*800.
Gravatasde seda de cores e pretas a 1$.
Meias brancas finas para senhora a 3$.
Ditas dilas muito Gnas a 4g.
Ditas cruas finas para homem a 4$.
Cortes de colletes de gorgurao de seda a 2$.
Cambraia lisa fina transparente, peca, a 49.
Chales de laa e seda, grandes, um 23.
Grosdenaple preto de 1$600 a 28.
Seda preta lavrada para vestido a 18600 e 2$
Cortes de vestido de seda prela lavrada a 168.
Lengos de chita a 100 rs.
La de quadros para vestido, covado, a 560.
Peitos para camisa, um, 320.
Chita franceza moderna, tingindo seda, covado
ra 400 rs.
ntremelos bordados a 200 rs.
Camisetas para senhora a 640 rs.
Ditas bordadas finas a 2500.
Toslhas de linho para mesa a 2$ e 43-
Camisas de meia, ama 640 rs.
Longos de seda para pescogo de senhora a
560 rs.
Vestidos braneos bordados para baptisar crian,
gas a 5(000.
Corles decalca de casemira preta a 63.
Chales de merino com franja de seda a 53-
Cortes de caiga de riscado de quadros a 800 rs.
Merino verde para vestido de montana, cova-
do, 18S80.
Lengos braneos de cambraia, duzia, a 28.
Irmaos & C, ra da
deposito da bem co-
nheudas marceados Srs. BrandenUirg Frres.
e dos Srs. Oldekop Mareilhac A C, em Bor-
deaux. Teiji aa seguintes qualidades :
DeBrandenburg frres.
St. Estph.
St. Julicn.
Margaux.
Larose.
Chleau L(
ville.
Chleau Maigaux.
I?>
De O
St. Julien.
St. Julien M'doc.
Chateau Lt ville.
Na tresna*
vender
Sherry em tarris.
Madeira em barris.
Cognac em rarris. qualidade fina.
idekop & Mareilhac.
casa ha para
Cognac em c
Cerveja branca.
Tach
Braga Sil v
da ra da Mi
de tachase
acreditado fabricante
inesmo dep<
Com pe
Na ra di
vendem-se
com pequen
casa
a. 3
aixas qualidade inferior.
as e moendas
1 & C, tem sempre no seu deposito
eda n. 3 A, um grande sortimento
moendas para engenho, do multo
Edwin Mar : a tratar no
sito ou na ra do Trapiche n 44.
echincha.
jueno toque de avaria.
Queimado n. 2, loja do Preguiga,
eras de algodao encorpado, largo,
> loque de avaria a 2(500 cada urna.
Aos amantes da economia
Queimado n. 2, loja do Preguiga,
hilas de cores fixas bastante escu-
tissirao prego de 6$ a peca, e 160
Na ra do
vendem-se (
ras,pelo bar
rs. o covadt
Carne le vacca salgada, em barris de 200
libras : em asa de Tasso Irmot
Na fnb ica de caldeireiro da ra Imperial,
junto a fabri :a de sabao, e na ra Nova, loja de
ferrageus n. 37, ha urna grande porgao de fullias
de zinco, ja preparada para lelhados, c pelo di-
minuto prec) de 140 rs. a libra.
/ende- se superior linha de algodao, bran-
cse docorss, em novello, para costura: em
deSeithall Mellor& C, ra do Torrea
PERFUHE PARA SENHQRAS
BMKLaitM
Mun
Brim trancado de linho,
todo preto.
A melhor fazenda neste genero que tem vindo
a este mercado, por ser muito superior e nao
a>sbotar : vende-se nicamente na ra da Cadeia
do Recife n. 48, loja dcLeite& Irmao.
|Aos Srs. acade-9
micos,
Faria 4 C. propietarios do novo esla-
belecimento decorado de marmore, na ra
Nova a. 43, avisam aos seus amigos o fre-
guezes da dislincta corporagac acadmica 9
desta cidade, que pelos ltimos paquetes %
*J| procedentes da Europa receberam artigos A
# variados de modas e do melhor gosto, os m
9 qnaes podem satisfactoriamento comple- %
A lar o sortimento do um rico e moderno ft
9 loilet apropriado aos cavalbeiros de tito #
$ nobre classe. 9
Cocos italianos
defolha de flandres, muito bem acaba-
do, podendo um durar tatito qtianto
duram qualrodoinouoa 400 jr. um
e Iff urna duzia : na ra Direita n. Al,
loja de funeiro.
DE
ay e Lanman,
A que tci 1 adiado mais aclhimento no
public i! Vende-se 20,000 duzias
de ira: eos por anno!
Esta agu,
flores, que
Len e Sou
eterna.
D aos lencos
refrigerante
Iruindo as
me a laca m
debilitadas
agua era b.
zer recuper
raco.
Para evil ir ser engaado por falsificagoes de-
urar aAgua Florida de Murray e
e averiguar-so se o envoltorio e ro-
o profixode Murray e I.anian.
da esta agua nicamente pelos pro-
. T. Lanman e Kem, droguistas por
Water Street, c 36 Cold Street, Nova
ve-se pro(
l.anman,
lulo trazera
E' fabric-
prielanos I
atacado, 69
York.
Acha-se
perfumara
Luiz Antn o de Siqueira, ra da Cadeia.
i venda em todas as boticas e lujas de
do imperio, em Peruarabuco loja da
Eu. casa de Rabe Scbmettan &
C, ra da Cadeia n. 57, vendem-se
elegante; pianos doafamado fabrican-
te Traun ann de Hamburgo.
CAL DE LISBOA,
nova e mu o bem acondicionada : na na da Ca-
deia do Re ife n. 38, primeiro andar.
Aitiendoas confeitadas para sor-
em grande sortimento para
homens, senhoras e
meninos.
Vendem-se chapos francezesde superior qua-
lidade a 6$50o," e 89, dilos de velludo, copa al-
ta e baixa a 7g, 9 e 10g, dilos de lontra pretos e
de cores, muito finos a 69 e 79, ditos do chile a
3j5oe, 5, 6, 8, 10 e 129, dilos de feltro em gran-
de sortimento, tanto em cores como em qualida-
des, para homens e meninos, de 29500 a 7$, di-
tos de gorgurao com aba do couro de lustre, di-
tos de casemira com aba forrada de palha, ou
sem ella a 4$, dilos de palha ingleza, copa alta
e baixa, superiores e muito em conta, bonetes
francezes e da trra, de diversas qualidades, para
cieninos, chapeos de muitas qualidades para me-
ninas de escola, chapelinas com veo para senho-
ra, muito em conta e do melhor gosto possivel,
chapeos de seda, ditos de palha amazonas, enfei-
tes para cabeca, luvas, chapeos de sol, e outros
muitos objectos que os senhores fregueses, i vis-
la do preco e da qualidade da fazenda, nao dei-
xarao de comprar; na bem conhecida loja de
chapeos da ra Direita n. 61, de B. deB. Feij.
Engenho.
Vend-se o engenho Santa Luzia.silo na
freguezia de S. Lourenco da Malta, entre
os engenhos Penedo de Baixoe Penedo de
Cima : trata-se no mesmo engenho ou no
engenho Mussambique com Felisbino de
Carralho Bapozo.
Um relog
correnlao d
por 2009 : i
de mobilia.
Joao Don
da provinci
tor das obn
as podras c
propriedade
ras desta
publicas po
tenha o Exr
chode 18 d
annuncianti
por grande
no caes do
era grande
muito em o
encantadora exlrahe-se das diversas
se encontrara no paiz onde Poncede
.i iam procurar a fonm da juventude
um chelro muito agradavel e
, 9 augmenta a belleza da cutis, dos-
ardas e mais manchas que do costu-
o rosto. Aconselhamos s pessoas
pelo calor do verao de usarem desta
unos, pois tem ella a virtude de fa-
r as toreas perdidas pela transpi-
CONSULTORIO
DO
Dr. P. A, lobo Hoscoso,
HHDKM) ffMTBIIM) B S RCA DA GLORIA, CASA DO I T \l> O 3
Clnica ^o* ambos os systemas.
ContrauSrtds ^!^f.d* T"" tod?s ? dM I*1 manh8 tarde depois de
Sriel^es uraes aDnulmen* na> P cidade como para
mH.^uu.md0f d*Te.m 8er Ungidos sua casa at
gencia aoutra qualquer hora do dia ou da noite sendo
pessoa, o dama eo numero da casa.
4
OU
horas,
outras
as 10 horas da manha e em caso de ur-
por escripto em que se declare o nome da
metter" euSK "-tes no bairro do Recife podero re-
Nogneirade ^^^^'^^^1^^ raZ0U loi* ""os^Sr. Jos
Nessa loja e na casa
ponte velha.
_. do annnnciante achar-se-ha constantement
mentosnomeopatfncos ja bem conhecidos e pelos precos seguintes
Botica de 12 tubos grandes, Ditosde24 ditos,............ SfSSS
Ditosde36aitos...... .'...... "figg
Dito de 48 ditos..... ....... ^|090
Do, de eo ditos. ...:::;:; 2
Tubosavulsos cada um........ icono
Frascos de linduras........, ffii
anoal de medicina homeopalhica pelo Dr. Jahr 'trduzido
em portuguezcom o diccionario dos termos de medi-
cina, cirurgia etc.. etc. .,,.... tn-vmn
Medicina domestica do Dr. Hering, com diccionario". '. lOSOOO
Repertono do Dr. Mello Moraes...... 6000
e os melhores medica-
FABRICA
tes de S.jAntonio, S, JoSo e S. Pedro e
tambem aora presentes a 2$ o frasco,
vende-se na loja de Leite & Irino, vua
daCadeii do Recife D. 48.
Veud ^se e rctalha-se em pedagos de 100
palmos do trente, maisau menos, a vontade do
comprador com 250 palmos do fundo, chaos pro
prios, o sil o que foi do Brito, na ra Imperial,
cora a fren e para o nascente, e por isso muito
fresca mor; da, e muito agradavel para construc-
rao de pticas casas, alera da commodidade do
carreto do nateral para o fabrico das roesraas
casas, pela proxiraidade de dous porlos de mar
para desembarque : os pretendentes dirijom-se
a mesma n a Imperial ao seu proprielario Anto-
nio da Silv. Gusmo.
Pernei *as de couro da Russia
Vendem- ie excellentes perneiras de couro da
Russia, assin como botas e paletots, tudo isto
proprio par i a eslacao presente : na ra da Ca-
deia do Recfe n.53.
o de ouro, patente inglez, com um
i ouro de le com 17 oitavas, tudo
a ra eslreita do Rosario n. 31, loja
Pedras baratas.
DE
ummmi i wmm si iiwis.
Sita na roa Imperial i. 4 i 8 6120 junto a fabrica de saba.
DE
Jebaslio J. da Silva dirigida por Francisco Belmiro da Costa
f.qn2rS.,952 CITnl0au"e!?pre PromP,os 'mbiques de cobre de differentcsdimences
(de 3009 a3:0009) simples e dobrados, para destilar agurdente, aparelhos destiUtO^a^Miffi
para resillare destilar espirites cora graduaC5o at 40 graos (pela graduarlo de Sellon CarUer dos
melhores stslem.s hoje approvados e conhecidos nesta* e nutras provS do imparto borarTas
de todas asd.mencoes asperantes ede repucho tanlo de cobrecomo de bronze e?cm? torneiras
de bronze de.odas as.d.mencoese feilios para alambiques, tanques etc. parafusos de b onze e
ferro para todas d'agua.por.as para fornalhas e crivos de fero, tubos de cofiree chumbo de todas
as dimeneos para encmente* camas de ferro com armacao e sera ella, fugos de fer?o potaveis e
econmicos lachas e tachos de cobre, fundos de alambiques, passadeicas, espumadeiras co'Vs
para engenlo. folha de Flandres, chumbo em lencole barra zinco em lenrol e barra ls'nges e
arroellas decobre, lenccs de ferro a latao.ferro suecia inglez de todas as diraensoes, safras, tornos
e folies par fcrreiros etc., e outros muitos artigos por menos preco do que em oulra qualquer
parte, desedpenhando-se toda e qualquer encoramenda com presteza eperfeicaoj conhecida
e para comnodidade dos freguezes que se dignaren, honrarem-nos com aP sua con0anca, ha"
rao na ra Bova n. 37 loja de ferragens pessoa habilitada para tomar nota das encommendas.
Relogios.
Vendo-se an casa de Johnston Pater & C, ra
do Vigario n 3, ura bello sortimento de relogioe
de ouro, pa ente inglez, de um dos mais afa-
mados fabrianles de Liverpool ; tambem urna
variedade debonitos trancelins para os mesmos.
Espirito de viiiho com 44
graos.
Vande-se .spirito de vinho verdadeirocom 44
Kros, chegalo da Europa, as garrafas ouas ca-
andas: na na larga do Rosario n. 36
Oleado ile
/cores.
Vendem-se oleados decores os mais finos que
possivel nee genero, e de diversas larguras,
por preco coDmodo : na ra Direita n. 61, loja
de chapeos deB. de B. Feij,
Ra daSenzala Nova n. 42
Vende-se en casa de S. P. Jonhston & C. va-
quetas de 1 ust-e para carros, sellins e silhes in-
glezes, candedros e casticaes bronzeados, lo-
nas inglezas, lo de vela, chicote para carros, e
montaa, arreos para carro de um e dous cval-
os, e relogios d'ouro patente inslezea
Aviso aos senhores armaze-
naiios de assucar.
Fio inglez pira coser saceos, de superior qua-
lidade, pregos mericanos em barris com 100 li-
bras, e ditos ipaes do reino de 30 molhos o
barril, seu prejo o mais commodo possivel : na
loja deThomazFernandcs da Cunha, na ruada
Cadeia do Rcci'e n. 44.
Dinheiro em cobre.
Vende-se na -ua da Penha, sobrado n. 19, em
pequeas e grardes quanlias.
Vendem-st ps de larangeiras de umbigo e
da China, ditos mSo para cercas na Ponte de Uchoa, sitio da
viuva de Joio Carrol.
Vendem-se duas portas de amarello com
os seus dous competentes rnchams tudo
muito bom, e tambem urna escada para andoi-
mes, des estacas de embiriba rom ponas, trifila
e tantos Iravesscs para andaimes: a Iratar na
ra dosGuararapes a. 46, das 6 horas da manha
at as 10, e de larde das 4 horas cm diante.
Trezenas de Santo Antonio.
Acha-se venda na ra do Imperador n. 15,
nova edico da trezena de Santo Antonio, im-
presso em muito bom papel e typo grande, e mui
egivel.
Vende-se ns ra do Imperador n 63, doce
de goiaba fino da casca, por prego commodo,
queijo prato muito superior, e manteiga ine
gleza fina ; & vista se dir o menos preco.
Vinho feiforia do Porto,
como anda aqni nao veio, de 26 aunos, tem mes-
mo pe caixao 1834 cora 9 duzias e 1 garrafinha
da amostra por 40,000, tambem se venden as
Jarraas a 2. na ruado Rangel, loja de louca n.
, e na ra defronte da Madre de Dos, armazem
de Barros & Silva.
elly tendo contralado com o governo
por intermedio do Illm. Sr. direc-
s publicas o fornecimento de todas
;lrahidas da ilha de Santo Alcixo,
do annuncianie, para calamento das
iaade ; e como as mes ni as obras
emquanto se acham poralysadas, e
presidente da provincia por despa-
rte mez cencedido licenga ao mesmo
para dispor das raesraas pedras, c
uantidade que tem o aununciantc.
Ramos, offereco a quem interessar,
u pequea porcao, que as vende
nta. O mesmo annunciauto cnlen-
dendo-se ce m o Sr. Rampa, hbil architelo, bem
conhecido a
dades de pe Iras e lijlos,
nao se ler e i
qual as ped
ua Europa,
O mesmo
;sta cidade, conhecedor das quali
iiolos, se tem admirado de
npres.do em alicerces este material,
as do annunciante, como se pralica
ara evitar a bumidade as paredes.
r. Rampa tem encommendado ao
anuuncianle|400 toneladas para esso flm, dizen-
do que em i qra sua jamis deitar lijollos em
aliceres ; pelo prego que tero o annunciante
vendido ao o.esmo senhor lhe sahe mui mais
barato do qua lijlo. O mesmo Sr. Rampa deu-
me licenca pira usar do seu nomo no presente
annuncio. is jiedras escolhidas para armazens
ou calfad88, a dez mil ris por cem palmos, dei-
tadas as ped-as em qualquer parle desta cida-
de a cusa do annunciante, com toda actividade
possivel, pan o que tem as proporgoes necessa-
nas; os pretendentes dirifam-ss a ra da Praia,
escriptorio id annuncianle.
Vende-se urna negra de 16 annos com va-
rias habilid ides, ptima conducta e figura, por
preco muito commodo : ua ra das Cruzes ta-
berna n. 22.
r
Aviso aos acadmicos.
Encydopedica
DE
Gaspar Antonio Vieira
Guimares gerente Jos
Gomes-Villar.
Ruado Crespo n. 17
Vende-se por precos commodos boas fazendas
para homens e meninos.
Sobrccasacas de panno fino do melhor fabricante
em Paris, Mr. Contard.
Paletots de panno, de casemira e do brins.
Colletes de casemiras de cores, de seda, de vel-
ludo e de fustao.
Calcas de casemiras e de brins.
Camisas para homem, peito de linho, de algodao
e ditas de meia.
Chapeos de castor branco e pretos, de massa, de
seda, de palha e outras qualidades.
Calcado Milli.
Seroulas, lencos de linho, meias e outros objec-
tos proprios para homens e meninos.
Charutos dos melhores fabricantes da Bahia,
Milho e fa relio.
Vende-se milho a 4.0O, em porcao por menos
e em cura a 240 rs., f.rello a 5g o sacco ; na tra-
vessa do paleo do faraizo n. 16, casa pintada de
amarello cora oilao para a ra da Florentina.
Vendem se saputis cm quantidade, sendo
muito grandes e muito doces, os quaes sao lam-
pera proprios para embarque : a tratar no sitio
da ra Imperial n. 64.
Loja de marmore 1
DE 1
j
43Ra Nova 43-
Os proprietarios deste eslabelecimento
atisam ao respeitavel publico, que aca-
bam de receber pelos nltimos vapores da
Europa, um variado sortimento de arti-
gos de novidades, tanto para senhorasco-
mo para homem e menines, e entre es-
tes :
Para senhoras.
Vestidos de cores do moirantique e gro-
de-ric.
Capas para sabida de baile e thealro guar-
necidas a arminho, ultimo gosto.
e D:as de velludo preto, ultimo gosto.
I Enfeites de phanlasia para baile e thea-
32 tro
5 Chapelinas de palha da Italia e seda ul-
|| timo gosto.
v Loques de phanlasia a madreperola.
|E Chales de cachemira com bordado es-
^ pccial.
3| Braceletes do sndalo e lequcs.
S Retratos de sndalo.
H Vestidos de cambraia branca bordada.
. Luvas do Jouvin brancas, pretas e de __
m> Murc/as, broches e pollerines com man- ,
|| gitos do cambraia linissima, borda-
w dos a ponto de Inglaterra e guarne- q
Qg ridos a renda valenciana. f|
5^000 .
Grande sortimento de ferros de engommara
vapor dos mais ricos modellos quo se podem en-
contrar neste mercado, com seus pertences de
nova invencao, que muito dever agradar s pes-
soas que os compraren) na ra Nova n. 20, loia
do Vianna.
Refinaco de assu-
car do Monteiro.
Coolinua-se a vender assucar crystalisndo de
superior qualidade, da acreditada fabrica do Mon-
teiro, pelo prego de 7000 a arroba, e aprompla-
se barricas de todos os tamanhos, com brevida-
de e aceio : na ra do Cae3 de Apollo n. 63.
MoTidade.
Recebeu-se pela barca norte-americana Unio
espelhoscom molduras douradas, ondeas senho-
ras e senhores so convidados comparecer para
examinar, os quaes sero vendidos por preco
commodo, no domicilio do Sr. Osborns, retratis-
ta americano, ra do Imperador, primeiro andar,
com bandeira.
Vendam-se saceos com farelo de Lisboa a
5S o sacco : na ra do Rangel n. 62, armazem.
Farelo
em saceos muito grandes, ltimamente chegado
do Porto: vende-se no escriptorio do Carvalho,
NogoeiraAC, na ra do Vigano n. 9, primeiro
andar.
Botica.
Bartholomeu Francisco de Souza, ra larga
do Rosario n. 36, vende os seguales medica-
mentos :
Rob L'Affecteur.
Pilulas contra sezes.
Ditas vegetaes.
Salsaparrilha Bristol.
Dita Sands.
Vermfugo inglez.
Jarope do Bosque.
Pilulas americanas (contra febres).
Ungento Holloway,
Pilulas do dito.
Ellixir anti-asmathico.
Vidrosde boca larga com rolM,.(lt % 0DClg ,
12 libras. ^
Assim como tem um grande sortimenfo de pa-
pel para forro de sala, o qual veude a mdico
preco.
Sndalo.
Rica bengala, pulceira* e leque:
vendem-a>jiarua da Imperatriz n. 1,
1 >ja d Lecomte.
Fogos de vista
Para o festejo de Santo
Antonio eS.Joo.
Jos Paulino da Silva declara aos amantes dos
festejos de Santo Antonio e S. Joao, que lera es-
tablecido a sua fabrica de fogos na ra Imperial
alem da fjbnca do sabao, conforme a lictjnca que
obleve da cmara municipal, e ahi encontrarao
os freguezes fogos de todas as qualidades, rece-
bendo tambem encommendas. tanto para dentro
como para fia da provincia, aviando-as com
a maior proraplidao possivel ; assim como vende
mateiiacs para os mesmos j preparados rara
aquellas pessoas que quizerem fabricar particu-
larmente e sem muito trabalho, tudo por pregos
muito razoaveis ; os pretendentes podem ahi di-
ngir-se, ou na casa de sua residencia, que o en-
contrarao a qualquer hora do dia, e protesta ser-
vi-losde orn.a que os dcixe salisfeitos, nao s
pela boa qualidade dos fogos como pela bondade
dos matenaes que emprega. e pericia dos artis-
tas que possue era seu eslabelecimento
Vende-se a casa da ra da.Roda n. 33 : a
Iratar na ra do Queimado n. 44, ou na ra do
Crespo n. 1.
Vendem se no caes dolamos n. 4. saceos
com feyao raulatinho. preto e rajadiuho, o mus
barato possivel.
Em casa de Dammeyer Carneiro & C na
ra da Cruz n. 49, vendem- livros em branco
paulados e riscados, dilos para copiar cartas
prensas para copiar. '
-- -Na ra da Imperatriz n. 16, se dir quera
vende urna fabrica de fazer velas de carnauba
bem montada, e excellenle porque anda u
prcslou servico.
Attenco.
Na ra das Cruzes n. 21 se dir quem vende
urna taberna com ooucos fundos, em boa ra c
2 V" P?>p/W p,ra Pe1"eQa familia, e ao
comprador se dir o motivo da venda. Na mes-
ma casa fornecem-se comedorias mais barato qU0
em oulra parle.
As sementes, plantas de flores e frucleiras da
Europa, que se achavam na loja da ra do Ca-
ouga n A, vendera-se d^sde o dia 28 de m.-io
na ponte de Uchoa sitio do finado Sr. Antonio
Bapt.s.a Ribeiro de Paria, das 6 as 8 hmas Z
manha o oas 5 horas da larde em diante.
Confeilaria.
Na ra da Senzala Nova n. 30 ; neslo novo es-
tai.plecmiento preparam-se bandejas pelo eosii
de francos do imperio rom os melhores doces
vendem-se amendoas confeitadas, papis pira
sortes, o cenio das mesmas a 2#, recebem-so en-
commendas de pao-de-lo. bolo inglez, dito fran-
cez, dito imperial, pastis de (odas as qualidades
doce secco e de caldas para a ierra
aflancando as boas qualidades.
e exportado.
Vende-se urna escrava crioula, bonita fisu-
ra, de 18 a 20 annos : na ra da Cadeia do Recife
n. 51 loja de Joao da Cunha Magalhaes. ,
Vende-se urna loja sem armacao. forrada
de papel, propna para qualquer eslabelecimen-
to. lia ra Direita n. 43 : a tratar na ra do Ca-
bug n. 2D.
a Vendem-se pellos de guaraes cncarnaJas,
proprias para llores : ua tua do Encailatueuto
n. 11, no Recife. ,^
Escravos fgidos.
escravo
20 a 25
cor preta,
do corpo,
Escravo ugido.
Fugio no dia 2fi demaio prximo oassado, rfd
genho Pindoba, dislricto d" S, Vicente, comar-
ca deNazarelh, um escravo de nome Benlo. na-
cao Angola, com os signaos seguintes : b'aixo
grosso. bem preto. poura barba, falla descan.-ada'
olhos vermelhos 2 dedos alejados em um dos pea
denles perfeitos, idJe de 30 annos. pouco mais
ou menos quem o apprehender leve-o ao dito
engenho, ou nesta praca. ra da Guia n. 5
primeiro andar, que ser generosamente recom-
pensado.
Duzenlos mil ris
Contina a estar fueida a escrava Taula, que
?S. .*maK SiWna- 6 al", mara e ,ula. e ha
toda a probabihdadn de estar acoulada era adu-
nia casa, ou mucambo nos rrabaldes desta cida-
de : quem a pegar leve-a ra da Cadeia Velh^
n. 35, que receber 200J.
Auscntou-se de cosa de seu. senhor o escra-
vo de noine Filismino, pardo escuro, represeojan-
do ler 22 annos de idade, estatura regular, pou-
ca barba denles da frente arruinados, ps Bran-
des, e cabellos crespos : quera o apprehender e
levar a casa do fallecido coromendador Luiz Go-
mes Ferreira. no Mondego, ser generosamenio
recompensado.
- Fugio no dia 14 do correte o escravo 'la-
noel, cnouio, alto, corpo regular, barba serrada
representa ler 38 annos, pouco mais ou menos!
tem falla descansada e amatutada, fugio cum
i* d? algodao az"'- camisa branca e chapeo de
palha, caiador, e irabalha como servente ou ga-
nhador : quem o apprehender, leve-o a ra dos
Marlynos n. 4, que ser recompensado.
Gratificacao de 50^000.
Fugio no dia 17 do crreme mez o
crioulo de nome Malbeus*, de idade de
annos, o tem os seguintes signaes :
altura regular, espigado e reforcado
falla descansada, mos e ps pequeos, denles
alvos, andargingado, passo miudo, e com bstan-
le espinhas no rosto; levou ealca e camisa de al-
godo de listras azues, chapeo de palha da llaa
j usado com fita prela; este escravo natural
deQiiehrangulo. onde tem mai. e irmaos, e foi
pertencente o dito escravo neste lugar aos Srs.
Cosme de Pinho Sinliago e Jos Francisco da
Costa, negociantes neste lugar, os quaes compra-
ram e deram em pagamento aos Srs. Souza, Par-
ros 4 C. desta praca, e estes venderam ao Sr.
Silvino Guilherrre de Barros, o qual vendeu aos
Srs. Mello & Irmao ; consta que este escravo fu-
gio em companhia d% cabra escravo, Maicolino,
de Macei portanlo, pede-sessautoridades po-
liciaes e ..Ignmas pessoas particulares, quo o
capturem c levem-o a ra de Apollo n. 7, ou a
ra Novan. 1, que gratificaro com a quantia
cima.
1008 de gralilicacao,
a quem pegar o pardo Eloy, fgido em 23 de de-
zembro do anno passado, escravo Sr. do Pedro
de Oliveira Coelho, residente no Rio de Janeiro,
veio para esta provincia em 13 de junho do mes-
mo anno era companhia de Joaquim Francisco de
Paula Esleves Clemente ; tem os signaes seguin-
tes : estatura mais que regular, cor acaboclada,
nariz c bocea regulares, cabellos negros e corri-
dos, anda sempre penleado e usa estrada da li-
berdade, bem parecido, falla bem e um pouco
baixo, com lodos os dentes da frente, pouca bar-
ba e nao usa faze-la. as pernis arqueadas, anda
bem vestida e calcado, de paleto de alpaca prela
de panno fino ou de brim, quer passar por taran-
to e livre ; diz algumas vezes chamar-se Elov
Pereira da Silva, nalural da Bahia, com idade di>
32 para 33 anuos, pouco mais ou menos, tem os
ofitcios do pedreiro epinlor de que mais uta tra-
balhar, naturalmente lera mudado o nome para
nao ser conhecido ; consta que esleve trabalhao-
do de pintor no caminho de ferro e em alguns
navios qiercanlis: quem empegar leve-o ra da
Gloria n. 10 da freguezia da Boa-Vista, que ser
gratificado com 1003 rs. t
Ausenlou-se da casa do abaixo assignado o
escravo Anselmo, preto, crioulo, idade 35 annos
pouco mais ou menos, lerau calc,a de algcdo
riscado e camisa aberta, por cima da calca, usa
de camisa de mci cor de rosa, falta de dentes
da parte de cima, com alguns bigodes e cabellos
pelos qneixos. os ps um pouco apajhetados,
tendo os dedos dos mesmos curtos : quem o pe-
gar Tve-o a ra da Guia, taberna n. 9.Joao
Francisco da Silva.
I ii r-s+x ii-V l




'a)
Litleratura,
diziam, e
dos mor-
lombranga
do grito,
0 homem do bracelete d'ouro.
u
(Concluso.)
Vendo a Ladislao, Bohemia deu um grande
-rilo e rorreo, para ello.
Onde est Jorge? '
Ladislao crgoeu-se n'um pulo.
Grande Dcus! diz ello, nao pensava nisso -
onde osla ello ? Nao esl coin os nossos caval;
loiros?
Nao, respoudou ella, vi passarcm vossos
homens na eslradi de Lugos ; i|4** fugiamjS)cm
olhar alr.iz, so restavam vinic, .fllorgc nao esla-
va com'elles. Ha urna hora corroe pela campi-
a, olhn o rosto de todos os morios ; elle nao se
achara entre ellos, nao o euconlrei anda ; noude
tsla ?
Ladislao pareca anniquilado; tinha collocado
a cabega enlre'as mos e repela:
Meu Deus I raeu Dos 1
l'rocuremo-lo, diz Mezaamct, lalvez esteja
somonte ferido ; nessos hemens conhecem a vir-
tnde das plaas, e salva-lo-hemos.
Ladislao arrimou-se espadua da rapariga, e
ambos parliramnara a triste busca. Inclinavaiii-
se sobre cada Wlaver. Nao elle,
conlinuavatn a caminhar por cima
tos.
Do repente Ladislao parou, urna
aponlara-lhc no espirito: lembrou-se
quo ouvira eulre os oulros, o parcceu-lho que
este grito era Jorge quem tinha dado. Oricntou-
so o caminhou direilo ao lugar, onde os cadve-
res de seus cavalleiros estavam amontoados em
maior numero.
Mezaamet, que o comprehendera, correu odian-
te. Ladislao ouvio o gemido que ella deu, vio-a
acocorar-se, puchar com esforz um cadver so-
bre seus joelhos. c (kar cabisbaixa como obys-
mada em urna dr insondavel. Chegou junto del -
la com a garganta cerrada : o cadver era justa-
monto o de Jorge. Urna bala alravessando-lho o
pescoco, qucbrara-lho a columna vertebral: a
morlc linha-o fulminado. Ladislao aboixon-se, e
apoiando a fronte sobre esso pcilo, onde nada
mais palpitava, chorou muito lempo. Elle orgucu
a enlloca um grito lerrivel do Mezaamet; ella
suslenlava o braco dircito de Jorgo, terminado
em um rolo ensanguenlado: fallava a mao.
Oh lobos I diz ella ; eortaram-lhe o pulso
para rouharom o bracelelo d'ouro I
Ali I exclamou Ladislao, cu Ihe linha jura-
do, pobre rapaz, levar sso bracelete quem
Ih'o den I
Approximava-soa noito, e alguns claros inde-
cisos alluraiavam anda o horizonte. Ladislao vi-
rou o cadver de seu amigo para tirar esses ob-
jectos usuap3, do que sua morte vilenla flzera
piedosas reliquias ; lirou o relogio, o lenco, a
grvala cnsangucnlada e furada, que Iho envol-
va o poscoco, o di algibeira da farda, suja de
poeira, lirou um maco do carias. Dcpois ambos
elles, o ."ompanheiro d'armas o a pequea Bohe-
mia, tirando a trra com sabres quebrados, cava-
ran) um jazigo. Quando a cova esleve asss
grande, Ladislao cruzou os dous bracos sobre o
peilo e deposilou cm seu ultimo jazigo aquelle
que tinha sido ura hornero. Mezaamet debrur.ou-
6e sobre Jorge, e beijou-lhe a lesla ; depois "com
choros e eslremccmcntos de colera lancou cora
ambas as mos a Ierra hmida sobre o crpo es-
tendido. Quando apenas malmcnle poda perce-
bor-se o corpo:
Ah I diz ella, ao menos os corvos o nao co-
mcro! Crtamos I
Ondo iremos? Ccrguntou Ladislao.
Viudeao acampamento de nossos homens,
conlinuou ella, ellos pensaro vossa [crida, e po-
dereis dormir.
Partiram ;j era noile. Mezaamet suslenlava
Ladislao, ellos lopavam nos cadveres, o algumas
vezes cahiam. Ella sabia por ondo caminhava,
apezar da cscurido, e em breve deixou o campo
a'u batalha. lam um junto do oulro, mudos como
las estatuas. Algumas vezes diziam a mesma pa--
lavta:Cobre Jorge I... Algumas fogueiras appa-
reciam ao longo sob a sombra verdura das ar-
vores.
E' o acampamento, diz Mezaamot; cora-
gem ; nos chegaremos 1
Ella aperlou do repente o brago de Ladislao,
como dominada por um pensamonlo sbito.
Escutai, diz ella, se elle soubesso que nio
podis restituir o bracelelo quem Iho deu, co-
mo promellestes, credes quesoffrerid com isso, e
que seu corago ficaria lri3tc?
Sim, respondeu Ladislao, seria para elle um
lulo profundo.
Qual era o fardamento dos cavalleiros, que
carregarain sobro vos?
Farda verde, vivos encarnados, chapska
branco.
Bem ; sao imperiaes. o regiment dos
laneciros do imperador. A cobra lem denles de
vbora, elles senti-lohao.
Quo queros tu dizer?
Nada, nada ; calai-vos, chegamos.
Ella o conduzio por cutre as lendas esdrrapa-
das, os burros amarrados, os homens adormeci-
- dos. Eslesolhavom-nosoosdeixavam passarsera
dizer palavra, al quo chegaram a urna especie
de choupana voberla melade de folhas, melado
de lona, onde arda urna lampada cncoscorada,
que dava mais fumaca do que luz ; urna velha
enrugada, coberta do (arrapos, resmungando co-
mo um cao rabujento, merina n'uma panella urna
comida sem nomo. Ella recebeu a Mczaamel com
urna cnxurrada de injurias.
Ah 1 cadella 1 safada I chegaslo emflm 1 cu
te darei pancada para lloares em -leu lugar; es-
goellei-me cm chamar-te,quo mo trazos tu?o
que queres que faca deste ferido? se os impe-
riaes dcscobrircm-no, pendura-lo-ho n'uma ar-
vorc maneira de cspanlalho para os passaros.
Cala-te, velha coruja, respondeu Mezaamet;
' te iiho o coracao negro, o homem do bracelete
morto.
Eu o tinha predilo, conlinuou a velha,
quando derramaste minha rea, malvada rapoza :
elle dovia ter partido quando Ihe aconselhei;
mas lodos os chrislos^ sao assim, zorabam de
6s, e so nos creem, quando j nao ha remedio.
Sem dar mais allencao s palavras da vo-
lha, Mezaamet conduzio a Ladislao para um can-
to desta miscravel choupana ; ajudou-o a dei-
lar-so cm una cnxerga cheia d hervas secos ;
deu-Ihe a beber algumas gollas d'agua-ardonte,
esfregou-lho a lesla com um ungento e eslen-
deu sobro elle tuna coberla, que Unha mais bura-
cos do que panno.
Dorm sem temor, diz ella, calis aqu cm
seguranca.
Abatido pela fadiga o perda de sangue, Ladis-
lao cahio com um (orpor, que era antes somno-
lencia do que sorono ; as imagens, que Iho apro-
sontava o cerebro agitado, confundiam-socom as
cousas da vida rcol; elle ouvia anda o ruido da
batalha, incliriava-se sobre seu cavallo crguendo
o braco pora ferir; entretanto senta mu dis-
linctamente que eslava deilado om urna choupa-
nade Bohemias, onde so movam Mezaamet e a
velha.
Atravez desla especie de somnambulismo, que
o adormeca conservando-o despertado, elle via
Mczaamel ir e vir silenciosa e como dominada
por um pensamonlo profundo. Ello deixava li-
vremento corrcrem-lho as lagrimas, quo en-
xugaya bruscamente rom as costas da mao, e
depois ello vio-a amarrar os cabellos cora seu
lenco ao/arcllo, passar ao redor dos rns um lar-
go cinto que suslentava-lho o vestido, e appro-
ximar-se da velha, que cortava liras de couro
com urna faca ponteaguda. Um dialogo rpido
levo lugar entre ellas. Ladislao o escuta va.
Ola I me, empresta-me tua fsca.
Para quo?
Para corlar lenha.
Aqui ha lenha, nao lens necessidade dola ;
leus em mente fazer alguma cousa m.
Nao, me ; empresla-me la faca, eu l'a
devolverei ja.
Nao I nao a leras ; preciso della ; a sella
do burro est quebrada, preciso que eu corle
correias para concerta-la.
Mezaamet supplicava, a velha era inflexivel.
De repente Mezaamet apDroximou-se della, e
com um movimento rpido, em risco de corlar
os dedos, arrebalou-lhe a faca, melleu-a no cin-
to, e de um s pulo pz-se fora da cabana. A
velha crgueu-se dando gritos, e corren aira/, del-
la. Alguns oslantes depois vollava escombran-
do, praguejando e tremendo de raiva ; roas sem
ler conseguido a faca quo Mezaamet Unha ti-
rado.
Estabeleceu-so o silencio, somente interrompi-
do por algumas imprccacocs da velha : as ima-
gens lomaram-se cada vez mais confusas no es-
pirito de Ladislao, at que erafim adorraeceu.
Quando acordou, anda era noite ; a lampada
encoscorada anda nao se tinha apagado, e a ve-
lha debruend* sobre si mesma dorma um can-
to, semelhante urna irouxa de trapos. La-
dislao sentou-se no leito, cheio oV pensamenlos
terriveis que o agitavam ; todos os aconlecimen-
tos deste sinislrodia vollaram-lhe memoria, e
sentio abalada a f profunda queulenlo o sus-
tentara as lulas de sua vida. Rccoraa-sc de Jor-
ge e de Paulina, e seu coracao se abysmava em
um descrer sera limites.
Pegou qas cartas que encontrara nos bolsos de
Jorge o reconhecendo a que Iho entregara na
vespera a que lhc havia causado urna grande per-
lubrago, abro-a e leu-a ao escuro claro que
lancava a lampada. Desde que a percorreu dei-
xou escapar um grito do agona :
Ah pobre rapaz, diz elle ; comprendido
agora seus pezares e hesitaces durante a bata-
lha
Esta caria linha sidu escripia por madama de
Alfarey: ei-la :
Meu Clho, M. de Chavry morto ; estamos
todos em prantos, por que elle era bom e linha
sabido fazor-se amar; osla morte foi um raio.
Cahio na cama um noile ao voliar do ciube nao
lornou a lcvan(ar-se ; suppe-se que foi accora-
j raettido pelo fri. Elle nao se engonou a respei-
to de seu estado, e logo comprehendeu que esto-
va perdido. Sua mulher tornou-so admiravel,
nao o deixando se quer um s minulo, passand
as noiles sua cabeceira, e cuidando delle com
tal disvelo, que nao sorprendeu ninguem.
Estevo em seu perfeito juizo al o ullimo momen-
to, e poucas horas sotes de morrer, quando ja
havia rerebdo os soccorros da egreja, allou por
| muito lempo Paulina de cousa3 que Ihe diziam
i respeito.
Deixo-vos com um fardo bem pesado, disso
elle ; a educaco denosso lilho. Nao conheco
no mundo seno ura homem, quem euquizera
confiar meu Qlho Frmino ; s ello me parecou ler
essas altas qualidades da intelligencin o do cora-
cao, quepodem bem deserapenhar urna larefa to
ardua; eu morrena mais tranquillo, se podesse
crer que elle velara sobre nosso filho. Paulina
nao respondeu nada, e chorando beijqu a mo do
mando. Contando-me esta secna, ella me disse
que so tu e ella podiam saber quanlo M. de Cha-
vry linha sido admiravel, e mesmo, disse ella,
sublime. Paulina nao le escreve, est natural-
mente as seis semanas do luto (echado ; eu tal-
lei-lhe de ti:Dizei-lhe, respondeu-me ella, que
elle velo sobre si mesmo, qudeixe quanlo antes
a Hungra, e que continu sua viagem era condi-
edes menos perigosas. Adeus, meu charo Jorge,
espero que dars la me o prazer de abracar-
te cedo.
Depois desla leilura Ladislao cahio n'uma des-
sas melancolas ferozes, depois das quaesos hor-
rores da morto leem ao menos a docura do pr-
ximo repouso Nada pode dislrahi-lb, nem mes-
mo alguns tiros, que, brilhando ao longe, pertur-
baran! bruscamente o silencio da noite. Ao rom-
per do dia elle scismava ainda, immovcl como
esses esphinges do Egypto, cujas palpebras de
granito nada pode ainda fazer fechar, quando Me-
zaamet precipilou-se correndo na barraca cora os
vestidos em desordem e cheios de sangue.
Toma, bradou ella velha que despertava
toma l tua faca.
Ah I diz a Bohemia agitando os bracos, ah I
ladra I o quo flzeste ainda ? Aqui est minha
faca e porque a lamina est loda vermelha? On-
de eslivesle ?
_ Ora boa 1 conlinuou Mezaamet, malei um
cao que quera morder-me.
Ah I sim, um cao do duas patas e do voz
humana 1 assassinasle alguem, vbora I Tu fars
com quo dcgolem nos todos I
Ah 1 ests a massar-mo : se la faca est
vermelha, csjrega-a na Ierra e se limpar.
A velha nao a deixou repetir, e passand raui-
tas vezes a faca no solo hmido, escondeu-a de-
DIARIO DE PEBNAMBCO, SEGUNPA FElflA 4 t>fi JtJH 6 18*0.
Fois com cuidado apenas ficou brilhante e po-
ida.
tido .
- Tomai. diz olla, aqui teodes o bracelete ;
scondei-o. nossos homens podenam roubar-vo- dito speramente Paulina, que o b mais
la. se ovissera. Ao menos, accrescentou ella, defender-se contra estas recrmioaces mater-
iir fi>r n aan alie nuca tuuici
i om urna voz trmula, podereis fazer o que elle naea
i esejou
OCJu a t >negou a tarde, e Paulina vestida de lulo como
- Mas onde e como fosle procura-lo ? per- viuva que era, caminhava era seu quaito sem
inlou Ladislao. noder nrhir ni.,.. n... i.___t
-~T ". pooer achar repouso ; sua sala pareca muito
Islo pouco importa, retorquio ella ; aquelle grande para ella ; a ausencia de Jorge Ihe cau
le o linha lirado nao lirar mais oulros. eu vo- sava umn nii.irm isa ,.rfj, _...r.u.
iue o tinha lirado nao tirar mais oulros, cu vo-
l juro, sang^rei-o ao poscoQo como um porco.
"odos esses imbeccis Allemaes dzeram fogo sobre
sava urna solidao lao profunda, que ella ahi se
perda.
uM>ir.^v.cn.iI.iiiura iiicioiu iusujukui Ella tinha deilado a dormir seu Qlho e aoe-
oim ; mas, acrescenlou ello regalando a manga Ihado em seu pequeo leito com as mos oostas
lo vestido e descobnndo o braco ferido oor urna o menino linha rpriiartn mMi ...5....
o vestido e dcscobrindo o brago ferido por urna
1 ala, sao ineptos que apenas me tocaran).
Os Bohemios levantaram o acampamento e La-
dislao os seguio. Muilos das viveu entro elles,
i uidado por Mezaamet, que pareca ter revertido
i obre elle alguma da affeicao que leve a Jorge.
Quando a submissao de Gorgey poz lira s mais
obstinadas esperanzas dos Hngaros, Ladislao
' uidou cm passar Turqua e tratar de sua sal-
aciio; mas antes de partir quiz fazer um esfor-
;o para levar comsigo a Mezaamet.
Voui. diz elle, deixa esta vida errante, eu te
.oeduzirei urna grande cidado, patria de Jor-
re ; l ters mulheresque te amaro, te instru-
o e casar-te-ho com algum moco quem ama-
res.
O que eu amei dorme sob a campia, res-
nondeu ella, nao, nao vos seguirei ; acompanho
os nossos homens que vo cacar ursos nos mon-
os Carpathos ; sou a fllha dos Komas c nao sou
eta par viver as cidades; goslo de dormir de-
>axo das grandes arvores e ser despertada noi-
e pelas corujas que passam piando ; pertenes
ac que nao se casa, e se um dia devem meus
leos ser fecundados, meu Qlho seri como eu,
gnorar quem seu pai.
Era noite : dous bateleiros deitados no fundo
le urna canoa, esperavam por Ladislao, que se
3reparava a passar o Danubio. Elle insisti com
Mezaamet, porm ella foi inexoravel; cmfira of-
fereceu-lhe um punhado de ouro.
Nao, diz ella, nao lenho necessdade ; tra-
go ao pescoco o talismn que elle me deu, e no
braco a cicatriz de urna ferida que reeebi por sua
causa, e sua imagem est viva era msu coracao.
Somenle quero conservar oua lembranca ; cuidei
de vos por que elle vos amava, ndame deveis.
O vosso caminho por aqjii por sobre o rio, o
raeu all em baixo ao lado da roonlanha. Adeusl
Ella afhstou-se e dosappareceu.
No seguinte dia aos primeiros albires da ma-
nha, Ladislao eslava desembarcado na outra
borda do Danubio ; ajoelhou-se e orou por mui-
to lempo. Erguendose cheio desse reconheci-
mento intimo e sem objecto definido, jue pene-
tra o coracao daquelles que acabam da escapar
de grandes perigos ; vio ao longe sobr< a praia
hngara um rogimer.to austraco, cujo lardamen-
lo brilhava ao sol nascente.
Adeus I bradou-lhe elle mostrando o pu-
nho atravez do espaco ; meu direilo lmmorlal,
eu posso esperar ainda I,..
O propheta disse : Teu futuro est em
tua mao respondeu um Turco que azia suas
ablucoes junio delle e que o tinha ouvjdo.
Das e mezes so lindara passado depns que os
acontecimentos que temos narrado liham suc-
cedido, o madama de Chavry igooraia ainda o
que era feito de Jorge. Ella via mutas vezes
madama de Alfarey : por urna sorlo le accordo
lacito, concluido entre seus coracoes inquietos e cer-se
desolados, as duas mulheres evitavan fallar do
ausente: mas nenhum interesseera bulante for-
te para dlslrahi-las desse peosaramto tenaz,
o mullas vezes ambas se interrogando n'um olhar
cheio de angustia, inlerrompiam-se de repente
pela mesma pergunla. Onde est ele?
Sabia-sc cm Pars o grande desaro, que ti-
nha concluido a guerra da independeris da Hun-
gra ; porm de Jorgo e Ladislao nal havia no-
ticia. Teriam fgido ? Eslariam prisioieiros ? Es-
taara morios? Ninguem sabia dize-b.
Em vo escreveram s legacoes da Austria
da Russia -
------.-.._._ ._._., ^ nu^.iia c muii uoiiaa mais UO qui
em balde madama d Alfaey e Pauli- zes peior que a indilTerenca.
OStO todo* 114 Pila nmiirrs nm mn.i- Efiea ^nrnn*;^ :-___i. __i.
kstva-e nos primeiros aias do mez de non-m-
' "Mez..el.ppro,imou-W. Ladislao.e puchan AH.^uj.^rri^e jSlrt&'.JS!
codo .o o bracelete da ouro todo ensaoguon- UwimU medida que o lempoffisemCr
11Q0 nnhpi.a
-----._Jrm
noticias.
Sem vos elle estara anda aqui > tinha ella
iln iiAramanin a n__i:__ 1 .
Chegou a tarde, e Paulina vestida de lulo como
menino linha recitado sua orac.Ho de todas as
lardes, repetindo as palavras que sua maelheeu-
sinava.
J ha muitos das essa orsgao lerminava
ossun '.
Senhor, protegei aos pobres viajantes, e ve-
ai sobro aquelles que amamos e que de nos es-
lao longe.
Depois, adormecido o menino, ella tinha fo-
Iheido um livro, dado alguns pontos n'uma ta-
pecana som poder arrancar o espirito importu-
nadora idea, que a torturava ; levantou-se, abri
o piano, fechado a tanto lempo, ensaiou urna
ana, que Ihe despontava memoria como urna
reminiscencia dos mais felizes dias ; e depois,
lomando um caderno de msica, collocou-o de-
fronle de si : era a partitura da Norma; locou
ao acaso o que Ihe cahio debaixo das vistas : era
essa magnifica phrase em sol maior, que come-
;a ou precede o final.
A' esla;harmonia desolada, urna invensire tris-
teza apoderou-se della.
Seus olhosjencontraram as palavras do poema,
o ella leu : r '
Qual cor tradisti I qual cor perdesti I
Deixou cahir de novo as raaos sobre os tecla-
dos, que produziram um som lgubre, e flcou
com a fronte inclinado e cora os elhos xos, como
envolvida ero seu pensaroento de luto.
Um toque de campainha relinio no silen-
cio...
Ella ergueu-se com um grito :
Eelle I
Appoiada contra o espaldar d'uma cadeira,
compriraindo cora a mao ampiada as palpitaces
de seu coracao, immobilisada em urna estupe-
facto mais forte do que ella, e olhando cora
urna impaciencia cheia de emoco a porta lao
vagarosa era abrir-se, ella esperava.
Um homem apresenlou-se, trazendo sobre seu
rosto alterado os tragos de crueis adigas o amar-
gas dores; conservava-so ontrada e trema sem
tallar, olhando para Paulina, que o conlomplava
com espanto !
Ladislao I oxelamou ella emm, correndo
para elle ; onde est Jorge ?
Mais esroagado do que se livesse ouvido a voz
do co, dizer-lhe Caim, o que flzeslo do leu
irmao l Ladislao acabruohada pela emoco nao
pode responder.
Puchou vagarosamente o bracelete de ouro, e
com um suspiro opresenlou-o Paulina.
Ah exclamou ella cahindo de joelhos
bem m'o havia elle dito que Deus nos pu-
nira I K
Desde esse da madama do Chavry nao deixou
mais o luto, o sua nica joia era o bracelete de
ouro, que Jorge tinha corasigo trazldo.
A morte de Jorge foi para madama do Alfarey
um golpe, de que ella nao pode mais reslabele-
Ao ve-la envelhecida de repente e deGnhada
por urna dr finalmente sea, ter-se-ha ditoque
ella nao se tinha realmente sentido me seno
depois de ler perdido seu filho.
Esta pobre mulher. nao achando em sua alma,
habituada mesquinhos pensamensamentos eas
luieis ambicoes de agradar, alguma lorca moral
capaz de arrima-la ncsledesfallecimento definiti-
vo, foi procurar na religio um ponto de opoio,
que nao encontrou.
Incapaz de comprehender as lois divinas, ella
nao lirou deltas mais do que um lerror caem ve-
zes npinr mo n inliir,,...__
"caLcULo CURIOSO.
i i r i i.
miA p P os seus amigoj cm mov- Esse coracao mirrado pela banalidade dos sen-
menlo para procurar e descobnr os tragos dos tmenlos, que o linham feito palpitar nao soube
dous companheiros. A noile de seus leslinos nao ouvir o Deus de perdo ; s o Deus da colera d-
de move-lo e espaula-lo
FOLUE TIU
DE PARS A BADN.
so dissipava.
Nao esto entre os prisioneros nao foram
encontrados entre os morios, tal en a invaria-
vel resposta, que linham suas mporBnles inda-
gaces.
Madama d'Alfarey aecusava a Paulia e esta 4e-
sesperava-se.
Entrctandoa vida corra para ella, longa, agu-
da e cheia do terrores e sobresalto:. Nao mais
sabia do casa, persuadida de quo JirgeHa appa-
recer ahi do repente ; e cada brulno estre-
meca.
E' elle, dizia ella, com urna palpilaco de
corago.
Nao era elle. Ella agitava-se en sou quarto,
tocando em ludo, escrevendo cartas que nao con-
clua, e leudo com os olhos um livo, cujo senti-
do seu espirito mesmo nao sabia, febril e an-
ciosa, roas seropre devotada seu Alio e boa para
os que a rodeavam.
A' noite escutava o rodar das ca-ruagens, que
passavam pela ra, levantava se medida que
se approximavam. e urna osperang sbita a agi-
[lava inleiramente ; a carruagem passava, o si-
lencio restabelecia-se, e ella caha anniquilada
sobro o travesseiro humedecido de suas la-
grimas.
Os pozares que Ihe csusou a mote de seu ma-
rido, o cuidado de si propria, esa coragem de
virtude que a sustinha outr'ora, tido desappare-
cera em urna inquietaco immensa.
Por um desses esforcos naluraei s almas, que
ternera urna desgraca, ella linha chegado a des-
vanecer a idea de ura desastre irrtparavel.
O pensamento de Jorgo eslava morto, tinha
apenas assomado-lho no espirito e tinha desap-
parecido para nao mais voliar.
Est prisioneiro sem duvda, dizia ella, ou
tal vez encarregado de alguma miisao, quo exige o
mais absoluto segredo ; um deites das ve-lo-
hemos apparecer.
Assim por vezes ella se afernva estas espe-
ranzas indecisas; porm ellas fugiam pouco a
pouco, lancando-a de novo nts trovas de suas
desolacocs.
VIAGEM
DE UM ESTUCANTE E SUAS
CONSEQUENCIAS.
POR
P. I. STftHL.
XXIV
Quer vir coraigo torre? disse-me Odila.
torre ? para que ? respond eu : pensa
ento que aquella grande torre de quem nao que-
ro fallar mal, Deus me livre, que canta soffrivel-
mente a sua nula no concert divino, pensa en-
to que essa torre me pode fazer esqueccr o que
lenho vista ?
Pelo que vejo tem medo de olhar para a
torre, relrucou Odila ; pois ento nao vamos
torre.
Diz que eu tenho medo? repliquei com urna
vivacidade que nao deixava de ser pueril; assim
falla a mulher de um bravo, minha chara Odila.
Era urna vez, disse Odila, urna torre ; nessa
torre, havia a Qlha de um rci, presa por um gi-
gante ; um bello cavalleiro quo por all passava
recusou liberta-la....
Vamos, vamos, disse eu rindo a Odila, voss
osli me preparando alguma peca ; vamos li
torre das sorpresas I Coroquanlo nao tenha aqui
a durindana do capito. vou segoi-la.
O meu guia Reara silencioso de repente.
Calou-se? disse eu madama Plouck ; es
tara escpto em algum alfarrabio que quem fr
torre deve ir callado ?
Nab, replicou a moga, em cujo olhar eu
via, sem pode-lo explica-lo, urna especie de des-
conlenlamento, mas fia desejava contar-lhe a
verdadeira legenda da torre e nao tenho animo.
Pedi com instancias a legenda.
Odila ez-me a voatado.
Outr'ora, disse ella, a torre pertencia urna
castellaa que nao se pareca com as oulros. Que-
ra muito bcra ao marido, com quanlo elle, sc-
. gundose dizia, naofosse, nem muito bonito, nem
muito mogo. O dito marido, tinha alguns ami-
gos mais novos do que elle, muito amigos de
brincar o pouco crdulos por natureza. Os laes
(*) Vide o Diario n 12.5
suge.itos pozeram-se urna vez a matraquear o bom
cavalheiro em presenga de sua esposa. O fldalgo
nao prestava atlengo ; mas a moga nao perdia
nada do que elles diziam. Vexava-se talvezmais
do que devia por ver que seu marido a quera
honrava, rccebia em sua casa mancebos que nao
!iinn am ceremonia P"* malraquea-lo. at dianle
della, o um bello, dia resolveu por fim a esses
chascos inconsiderados.
Elja centava que fazia oslo ; subi i torre, e
sua bella voz encheu em pouco os ares com to
suaves accentos, que os mesmos passaros, o ven-
to as arvores e os pastores na planicie, cala-
vam-se para ouvi-la melhor.
Entretanto os amigos do marido passarara por
all perlo. Approxiraram-se um pouco para ou-
virem melhor, depois pouco e pouco foram-se
chegando sem mais ceremonia- {e para que com
a mulher de um homem lo bom ?) empurram a
porta quo estava entr'aberta e cedeu.
Entraram lodos na torre,e nenhum sahio....
Os subterrneos tinham sido mal fechados
como a porta.
Foi assim que os lacs cacoislas foram punidos
e o bom marido vingado.
Diabo I minha querida Odila, dissc-lhe cu
a tal cantora nao era l muito paragragas.
Os gracejos de Paris, sempre oftendem o. nossos coracoes um pouco allemaes, disse-mc
Odila : quem si be se as pequeas sellas daquel-
les eslouvados faziara profundas feridas?
Depois estendendo-me a mo ella acrescenlou
Meu marido gosla de voss e voss cstima-o
Voss muito mo^o, elle j nao Ter gract
que voss a-se dianle de mim da candura di
seu corago ?
Tive vontade de dar dous beijos as faces di
boa esposa, a quem a ternura pelo marido ac
bava de dar tanla delicadeza "o tanto espirito
Mas nao me julguei digno.
Ora vamos, disse-lhe eu, hei de acabar po
perdoar s mulheres, minha querida madam
Plouck I Tudo oque eu sei de mo foi-me ensin
do por ellas, mas vejo que tinha escolhido mal
os motivos, e que oulros melhores me podero
ensinar o que ha de bom.
Ora muito bem I replicou Odila que nr
quizera todo o seu bom humor, venha a escola
a torre nao ha mais alcapoes, mas l est u
mestre de que carece.
Tiohamos chogado par urna volta brusca d<
caminho ao p da escsdsria.
Nao Ihe bate o corago? pergunlou-me ma-
dama Plouck.
Por ora nao, respond eu.
Pois d'aqu a pouco ha de bater, disse jo
vialmento a moga; v-se preparando.*
Confcsso que j eslava com urna Mndade d i
veu. f
Entregou-sc s pralicas escrupulosas de urai
penitencia exagerada ; arrependo-se porque tem
modo, porque por delraz das portas da vida des-
cobre as chammas do Inferno.
E Ladislao ?
Eraum dos combates do escararaugas ; quo os
corpos dos voluntarios, commandados por Jos
banbaldi, deu aos Austracos depois do armis-
ticio de Villa-franca, cuja noticia nao era ainda
couhecida, Ladislao, um Hngaro chamado Sza-
bady e um Venesiano chamado Sao-Marcos fo-
ram juntados entre os morios.
Muito lempo nao inspiraram esperangas, mas
cuidados ntelligenles oschamaram vida.
Dizem que Ladislao e seus companheires cs-
tao hoje. como oulr'ora cheios de urna esperanga
mprescnptivel como o direilo que ello repre-
senta. r
Mxime du Cahp.
________[fevue des Deux Mondes.S. Filho).
Variedades.
ESTATUA DE CAMOES.
as salas da Academia das Bellas Artes de
Lisboa lem estado em exposigio um modelo para
a estatua deCame3, que, segundo dizem os jor-
naes do. Lisboa, urna obra prima do distincto
escultor Vctor Bastos, na qual se revela o seu
grande talento.
O pedestal da estatua octgono, e no estylo
rouascenga. Em vo-lta delle, e col locadas nos oilo
ngulos, esto asseguinles figuras: Gil Vicente,
Bernardim Ribeiro, Joc- de Barros, Demio de
Ges, Affonso- Domingo, G*an Vasco, Diogo do
Coutoe Francisco de Moraes Cabral.
Sobre o pedestal ergue-se o vulto de Games
com os l.usi-adas na m esquerda que aperta
conlra o corago, e a espada na m direila,
pendendo-lhe dos hombros a capa que vai lo-
car na base onde esto alguns livros e urna cou-
raga.
Le-se no Journal de l'Ai* .
Um dos nossos amigos, que so oceupa al-
gumas veies de eataturtica e muitas de economa
poltica, o al mesmo de economa domestica,
procurou determinar, depois de urna experien-
cia de muitos annos e observages minuciosas,
qual pode ser a quantdade annual de migalhas
de pao de toda a especie que se perdero, sem se
dar por isso.
Achou que, esmigalhando o menos possi-
vel, quando se come, o peso dos migalhas per-
didas menta, pelo menos, a 1,200 gratamos por
anno, por cada individuo, nao comendo seno
duas vezes em 24 horas.
a Baseando assim os seus clculos sobre a po-
pulacho da Franca, que 6 de 36 milhes d'almas,
reduz a 30 milhes o numero dos comedores de
pao de todas as qualidades, o acha que"a perda
annual das migalhas de pao de 36 milhes de
kilogrammas.
Estes 36 milhes de kilogrammas de substan-
Cla a,,,m.e"licia. quasi secca, refftesentaro, ao me-
50Sn, ? hectolitros de trigo, que, ao preco
doi 20 francos por hectolitro, dar a somma de 9
milhes de francos.
,f 3 eS"" de pSo Perdida P6de bas,ar. na ""
zaodeSOOgrammas por cabega e por dia, para
aaliraentagao. durante mais de 11 annos. de
urna cidado do 11,000 almas, como Bourg, por
cxemplo. r
Se este calculo sc|e8tendesse a toda a popula-
Cao dos paizes civilisados do mundo, chegar-se-
nia a urna somma sorprendente.
Com osla enorme quanlidade de um alimento
orecioso. se podesse ser recolhida. que do mise-
rias se soccorreriam I
Muila razo linha, pois. Adam Smith de pro-
clamarquo o homem oconomico um bcra-
felor publico, e o homem prodigo um inimigo
da sociedade.
VENTO MORTFERO.
Na ultima sesso da sociedade meteorolgica
de Londres, Mr Cook leu urna memoria inleres-
sanle relativa s tempestades, columnas de p e
ao sxmoon ou vento mortfero da India, da qual
extractamos o seguinte :
Ha dias em que o vento, por mais forte quo
seja nao levanta p, entretanto que em oulros
a mais pequea aragem produz e arrasta nu-
vens de p, cujas partculas que se acham em
urna condigo eleclrlca tal, se repellem mutua-
mente.
Islo acontece s vezes de um modo tal que a
athmosphera enchc-se deste p.e a poucos passos
de distancia nao se v cousa alguma, escurecendo
a luz do sol ao meio-dia.
Esla coudigo da athmosphera evidente-
mente accumulaliva, augmenta gradualmente al
chegar ao mximo desenvolvimento, e depois
de algum lempo, que ordinariamente de 24 ho-
ras, vai diminuiodo at tornar a athmosphera cla-
ra. As columnas de p apparecem em conse-
quencia de anlogas condices electrices. Nos
das claros e serenos, quando' se nao sent ar al-
gum e o sol dardeja seus raios abrazadores eom
loda a forga, observa-so que se levantara da su-
perficie da ierra pequeos circuios de p. Esles
augmentara em espessura e dimetro, at que se
forma urna columna de grande altura e circum-
ferencia, que ordinariamente permanece estacio-
naria por algum lempo, e entao se arrasta pelos
campos com grande velocidade, e por fim, per-
dendo a accelerago do movimento circular, dis-
solve-se o desapparece.
Mr. Cook vio no valle de Mingochau, que s
tem algumas milhas de superficie e est rodeado
de altas colimas, n'um dia em que nao se sen-
ta nem a mais leve aragem, vinle deslas colum-
nas. Estas raras vezos mudvvam de posigo e
corriam vagarosamente pela planicie sera se loca-
ren) urnas as piltras.
O autor da'memoria oceupou-se depois do
simoon, ene vento mortal, que de quando em
quando visita os desertos de Cutchee e o Sinde
superior, que repentino e singularmente fatal
quando apparece, invsivel, impalpavel e roysle-
rioso.
A sua natureza lo desconhecida ao selva-
gem e rude habitante do paiz que o frequenta
como ao europeu mais Ilustrado : sos seus ef-
feitos sao visiveis ; a sua presenga manifesta-se
quando lira a vida repentinamente a lodos quan-
tos se encentrara debaixo da sua influencia, quer
seja animal ou vegetal. Em seus ataques o si-
moon instantneo, s vezes precedido por cor-
rentes de ar fri, apparece nos mezes de mais ca-
lor, em junho o julho, lauto de noite como de
dia : a sua carreira recta e definida, a sua
passagem deixa um rasto maneira de faca ;
queiraa e deslroe % vilalidade animal e vegetal
que enconlra na sua passagem; um cheiro sul-
phuroso bem caracterisado acompanha-o ; asse-
melha-se ao ar sahido d'um torno o a correte
alhmospheca em que vai envollo evidentemen-
te muito quento : nao acompanhado de p,
troves ou relmpagos.
CASO NOTAVEL.
Dizem de Madrid ao Messager de Bayonne :
A alta sociedade de Madrid est fortemente
commovida por um crime commettido ha pou-
cos dias, com aggravanles circumstancias preme-
ditarlo e traico, por urna joven e bella mulher,
que era o ornamento dos nossos sales.
O conde de Cumbre Hermosa desconfiara do
condessa, nao se sabe se com fundamento ou
sem elle.
O caso que, exercendo essa vigilancia horri-
vel que deve ser um supplico-, entrou alta noile
em sua easa e achou a condessa conversando-
com um dos seus amigos, que pouco antes, dei-
xra, pretextando urna enxaquca.
O conde dissimulou a irrrlaro profunda que
sentio eom aquelle encentro- e esperou que o
amigo se retirasse para dar largas sua clera.
Depois que o amigo sahio, o conde dirigi a
sua mulher algumas censuras amargas, a que a
condessa respondeu com protestos de ternura e
lagrimas abundantes e assim desarmou as iras
do esposo.
Que poder nao lem urna linda mulher quando
chora 1
Reliraram-se para a sua cmara. Acahava
apenas o conde de se deitar. procurando affas-
tar do seu- espirito a tristes ideas que o agila-
vam, quondo a prfida sereo, vendo-o somr as
ternas caricias que de novo Hie prodigalisava,
fniE C.? UBU nmU" k'1" d(>U &ri-
d^eU.: M PMe5 e 0ttlro ilharB
^T.,SpDt0 qusJ!a ""otoo" do conde,
vendo o crime de que era vietiaa e a mo ru
o feria, conservo* a presenga de espirito neces-
sana para se levantar, todo cobcrlo de aannue
e segurar a condessa at que os criados cheW
ram.
A justiga lomou irameiataraenle conheciracn-
lo do faci.
A condessa era geralmente apreciada pela sua
docihdade e modestia, o aparentada com as
pnncipaes familias da corle. E' sobrinha do
ministro da marinhs Mac-Chrohon.
A vida do conde nio corre nenhum perigo
porque os ferimentos sao leves.
O RUBICON.
O Rubicon agora, por urna curiosa coinci-
dencia, a divisoria, em Rimini, entre os novos
Estados do re da Sardenha e os dominios que
restara a Santa S.
O BARO DE PELICHY.
Na seguinte carta, que o Clamor Publico
recebeu de Bilbau com data de 23 de abril, do-
Ihe os seguinles curiosos pormenores acerca do
clebre baro de Pelicby.
A proposito d'este aventureiro, permita-
me V. que Ihe diga duas palavras.
Justamente faz hoje dous annos achava-me eu
em Beyruth (Siria), e querendo o vice-consul
hespanhol proporcionar-me alguma distraegao
durante a minha permanencia n'aquella cidade,
escreveu a um hespanhol, quo dizia ser seu
amigo, chamado D. Carlos Lanusa.
Effectivamente Lanusa deseen do Libano o o
vice-consul pediu-lhe com toda a delicadeza que
livesse a bondade de me acompanhar para me
mostrar o mais notavel da cidade e das suas pro-
ximidades. Lanusa adhera, ao que parece, com
muito goslo. ao pedido que o vice-consul Iho
fez. Levou-me para sua casa, situada prximo
do Libano, e deu-me cama no seu proprio quar-
to, porm nem urna s vez me quiz acompanhar
nos meus passeios de caga pela raontanha. Sem-
pre quo Ihe fallava da nossa palria ( por quo ello
nunca me fallava n'clla ) mudava de conversa
e s urna vez me disse que tinha sido redactor
do jornil A Hespanha.
Cheguei a conceber laes suspeitas de Lanusa,
quo abreviei a minha partida para Beyruth, a
fim de averiguar quem era este homom myste-
rioso que viva occullo n'um canto do Lbano,
porm nada pude saber.
Quando vollei 6 Hespanha, escrevi a Lanusa
agradcccndo-lhe as delicadas atlenges que me
dispensou.
Nao reeebi rosposla ; porm, seis mezes depois
o dono da casa onde raorava Lanusa escreveu-
me dizendo-me que o meu homem mysteoso
nao era oulro seno o clebre baro de Pclichy,
e que tinha fallecido em 20 de setembro de 1853.
Por urna cerlido do baplismo que se oncon-
trou depois da sua morte, averignou-se que era
francez, natural de Lile e capito da Legio fran-
ceza. Chamava-se D. Luiz Pelichy e era filho
do conde d'este titulo e da baroneza de Bcle-
mont. Parece que, tendo-se descoberto que
forraava parte d'uma companhia de moedeiros
falsos, foi degradado por dez annos para is ilhas
Chafarina, oVonde, cumprida a sua sentenga,
veio Hespanha, para fugr depois para Gibral-
tar o hir por fim morrer a Beyruth.
Pronuncio as palavras, disse eu i Odila,
ou ensinem-'as; necessario quo essa porta se
abra e que eusaiba cmfira os segretlos que ella
me oceulta.
A porta do urna torro como esta nao se
abre assim to depressa, espoudeu-me ella ; ho
de vir reconhecer primeire o iniaigo da ja-
nella.
Levantando ento as duas maos cima da ca-
bega, balcu tres vezes palmas.
A lerreira palma a janella da torro abrio-se
como movida por urna mola. Um urro siaistro
ouvio-se repentinamente cuma cabega monstruo-
sa, irrigada, feroz, moslrou de ropole os seus
olhos injeclados do sangue.
Era um enorme cao. O impulso do animal Coi
to rpido que julguei, apezar da altura, que o
animal ia precipltar-se sobre nos.
Islo como as caixas do sorpreza ? disse
eu Odila; da sua torre s sanen) monstros.
Entretanto madama Ploack nao poda ter-se de
riso.
Ah 1 que boa pilherial disse ella. A sorpreza
para mim, Sr. Pedro. Que' medo quo eu tive I
Nao mo (embrava de Phanor. Phanor, esconde-
te I Decididamente nao [alta mais nada ao meu
cont, conlinuou ella quando recobrou o sangue
fri. Este cao o giganto que voc devia com-
bater.
V feito quanto ao gigante, disse eu, com-
anlo ao menos que a filha do re d-nos um ar
de sua graga...
No mesmo instante por cima da cabega do hor-
rivel Phanor, mostrou-se risonho e alegre o ros-
to de urna negra, na qual reconheri com estupe-
faego a minha companheira do viagem na dili-
gencia.
Ah 1 esla agora 1 disse eu ; lambem por c,
madcmoiselle?
Em I exclamou Odila espantada, pois voc
conheco Zo ?
Eu s nao, e seu marido tambem ; fizemos
a viagem de Pars a Saint Disler com mademoi-
selle. Aquella a fllha do re quo me promelleu
madama Plouck I Compre confessar, disse-lhe eu
em voz baixa, que eu tinha bem razo em nao ter
l essas pressas em visitar urna torre om que
chovem as mystifica...
Nao acabei; entre o carao um tanto infernal de
mademoiselle Zo o o abominovel focinho do tal
Sr. Phanor, linha apparecido urna crealura ce-
leste, urna viso seraphica. Foi lio viva a minha
emoco que senli como que urna ferida no co-
rago. *
Odila olhoo para mim.
Voc est muito paludo, disse-me.
A escada era de volta, para subir-se por de-
grios menos rpidos i porta da torre. Essa porta
abrio-se ; o arijo desceu do seu co, o lenlamen-
SUBLEVACO DOS CHINOS.
A ultima viagem do navio americano Norway
entre Macau c Havana foi ensanguentada com
um lerrivel combate.
Tinha sahido de Macau com uns mil coolies
( chinos ), guardados apenas pela tripulac&o ordi-
naria do navio.
O capilo levara era sua companhia- sua mu-
lher, duas filha? e oulra senhora com um me-
nino.
Durante os primeiros dias da viagem^ os coo-
lies nao demostraram nenhuma disposico hos-
til ; porm, quando se acharam a grande dis-
tancia das paragens- (requentadae, sublevaram-
se com a esperanoa de se apoderar do-navio.
Apesar da sua superioridade numrico, acha-
ram da parte da tripulaco urna resistencia que
nao esperavam.
O combate comegou s 6 da tarde e prolou-
gou-se at ao nascer do sol do dia seguinte.
Durante a noite, os chinos bateram-se com
urna energa incrirel e selvagem sustentada pe-
la esperanga ; porm ao amanhacer, quando so
viram rodeados- dos cadveres dos-seus, deci-
diram-se a submetter-se.
Tinham 30 homens morios e 90 feriaos.
Durante este terrirel combate, a senhora, que
eslava a bordo- eom a mulher docapilo, por
lo crueis sobresaltos passou, que acabou por
suecumbir ao terror. Poucos momentos depois
expirara lambem seu Qlho.
to, som fa-zee ruido, como um bello phantasma,
como urna nuvem, come ura vapor da roanha
approxiraou-se de nos.
XXV
Ha enles lo bera acabados que parecem nao
ter podido nascer seno na idealidade pura,que
os poetas sonhara e que os pintores andom toda
a vida a procurar sem enconlra-los-; a moca que
caminhava para nos era um desses entes de ex-
cepeo.
Como pintar essa virgera t como fallar desse
perfume ? Fora necessario pensar em tudo o que-
delicado e puro, em tudo o quo nobre e sim-
ples a mesmo lempo, e aindi assim 1 Em tv
segundo pareeott-me ver succeder anlo meas
olhos um ramo de lyrio desprendido da teri'a,
urna espiga d'ouro inclinando-se sonre a liaste,
urna flor desconhecida com vida e movimento, c
vindo a nos de nao sei que paiz superior, o que
sei eu ? um ramo benlo I um palma divina i um
raio do co Eu quizera impedir que n vento so-
pearse sobro essa luz. Ah 1 como bella a verda-
deira innocencia I que de alegras do coem tor-
no dessas frontes quo nem sequer saben do que
se podo corar I o ainda quo alguem s* tenha
atrevido a negar, que difterenga entre mulher
que nunca pensou que se poda cahir. e a infeliz
que para sempre abandonou a virtwo I Como
brilha a pureza de urna do menor movimento 1
Como se trshe a scieocia do mal no mais peque-
no gesto da outra I
As mogas beijnram-se.
Eu, mudo, caminhava atraz deltas.
Phanor e Zo linham lirado na torre/
Porque o occullarei? O amante de Fleurette
chorou, acompauhando os passos desta santi-
nha.
Ah Fleurette 1 Fleurottet
Vi vi u m mez que me pareceu urna hon no ar
que Cecilia respirara. Ao lado della eu senta-
nlo reflorir, nao era en, como ella, um dos mais
mogos entre todos aquelles que a vida convidava
ao sen banquete ? nao tinha ainda direilo do pre-
tender o mou quinho do leite o de mel".'
Ah I quanlas vezes abaixci os olhos ante aquel-
lo co aberto I quanlas vezes senti-me corar, sob
aquello bello olhar ingenuo 1 quanlas vezes tre-
m quando essa aurora mo envolva innocente-
mente com o azul de seus olhos I
Foram grandes os meus soflrimcnlos.
Ligado por urna palavra a urna mulher irrepa-
rarefmcnte perdida, eu limbrava era nao fazer
cousa, o emquauto estava no meu poder, cm
nao pensar em cousa que podesse atlacar o meu
juramento. Ninguem ra dos meus escrpulos
Essa idolatra da palavra dada era ento a mi-
nha nica virtude. Eu loria passado ao lado da
minha felicidnde cierna, e antes quizera que isso
me succedesse do quo sssegura-lo por una trai-
ga,, do que dar mais urna raao & todas as que j-
lem as mulheres como Fleurette-para se tornares,
cada dia peiores.
XXVI
Cecilia nao era, como eu a principio pensara^
urna das (linas do moleire-. Seu pae, banqueteo
ein Carlsruh*. o viuvo havia muitos annos, roaa-
dava-a Badn todos os annos para all passar o.
vern sob a guarda de urna lia velha e do irrila-
vcl Phanor e em companhia de Zo.
A torre tinha soduzido-Cecilia e a lia. Tiuham-a
alugado o mobiliado. Boa, affavel e simples como
era Cecilia, em pouco- lempo as (ilhas do moleiro
tornaram-se suas amigas o companheiras. la al-
gumas vezes a Straoburgo com ellas e o pae,
quando os negocios do moinho l os chara*vam,
o mais de urna ves vira Odila, que tambem (ora
algumas vezes a Badea com seu irrao SWin e
Ihe pagara as visitas.
Apezar das apparentcs dffercngas que seus
caracteres apresentavam, as duas moca tinham
tomado amisaoe urna & outra. Cecilia tinha urna
conllanga sem limites na razo de Odila. Odila
tinha um culto ao mesmo lempo enthnsiasta e
reftectido pr Cecilia.
a perfeigo tanto no interior cono no ex-
terior, dizia ella. Nunca vi nada lo bom, lo
doce, e todava lo firme como aquella menina.
Um dia, nao esqueci nada desse dia, para fes-
tejar a chegada do irmo de Odila, que viera ver
em Badn o seu cuohsdo e a sua irma a quem
nao podera acompanhar, linhamos lodos ido al-
mocar no velho castello. O bom moleiro tinha-
nos confiado suas duas Blhas. Cecilia, a fiel Zo
e o proprio Phanor linham abandonado a lorre.
Um instinie secreto tinha, segundo creio, reve-
lado ao fogoso animal que errara, no comego do
nosso conhecimento em considerar-me como ini-
migo. J me olhava sem furor e eu andava lo-
do ancho cora esse triumpho.
O ar livre e o passeio tinham-nos aberto o
apetite. O janlar foi encantador.
Quando d na cabega de urna franceza ser elhe-
rea, nao como, fica loda alma e sem estomago-
As Allemaes, mais ajuizadas, sabem unir a trans.
parencia ao apetite, o coracao saude. Odila,
Cecilia e as suas jorcos amigas estavam conten-
lissiraas. Pizeram sem falsa vergonha honra
cozinha do velho castello. Antea de chegar
sobremesa, improvisaran) para si, urnas coifas
com as coroas de folhas do carvalho que os me-
ninos do paiz offereccra aos estrangeiros. Esses
enfeites lem graga e carcter. Cecilia pareca urna
nympha no mcio das suas companheiras. Quem
visse as rosas o os lyrios desses bellos restos
ainda avivados pelas flores que ellas habilmea-
le hariam e-ntretecido. ao ouro paludo dos wat
ricos cabello, dira um jardim. em viagem ;
quem ouvisse os doces murmurios, os gorgeios.
as risadas abafadas de suas frescas- vozes, julga-
ria ler surprehendido urna uinhada de rouxines
atraz de alguma mouta. O capito eslava radio-
so, declarara que nao era velho- e que nunca o
seria. Sleira. derorava com os olhos, sem dizer
palovra, urna das fllhas do moleiro. Eu senta-
me triste e feliz ao mesmo lempo Tudo o que
mo aproximaba de Cecilia fazia a minha alegra o
o meu tormento. Conversavam; eu ouvia e res-
ponda. Moa o que dizia ? Nao era de certo o
segredo do raeu corago.
O capito- pedir que Iho deixassem acabar
tranquillamente o seu charuto.
Depois, disse elle, nao-peso nem uiao ones.
e vero quem chega priineiro a planura.
Parecer-a-mo que o olhar de Odila desaiava-s
muitas vezes do meu rosto para o de sua amigo
com expresso singular e j m tinha levantada
para evitar esse exame que mealrapalhava seos
todava desagradar-mev Quando Odila vio-mn
de p ergueu-se lambes e pedio-ma o braco.
Vamos subir aos rochedos. disse ella.ao, ma-
rido, a levo comigo este bello tenebroso. Se tor-
mos muito adianto de voc, saib, que nos en-
contraremos todos na Caieira do diabo. Tenho
necessidade de pregar. Espero-la-hei all pre-
gando um serroso minha victima. Cecilia
conhece lodos es recantos da montanha, si-
ga-a sem susto de que ella, o deit a perder,
abandono- ana guarda. Tobas nao. ia melhor
guiado pelo arijo do que voc- o sera, pelo nosso.
Toma sentido, Odila, toma sentido, disso
Cecilia. Oha que um dia hei de v>gar-me de-
lodos os lew elogios hyperbolicos,
Quando quieres, disse Odila dando-lhe, aja
beijo.
E conlinuou o seu discursosinno :
Chegando Cmtira, taremos am alies por-
que a viajada boa. U'ahi desceremos ao valle
voileremos devagarinho'i noitinha Badn se-
guindo a Allea eos suspira*. Ha de nos ter vol-
tado o apetite, jantaremes ou cea re moa no ho-
tel e depois. tomaremos um carro dosceberto pa-
ra levar as meninas do moinho sem canga-las.
Esse programla foi adoptado por unanimi-
dade.
R agora, disse-me Odila, fazendo gesto de
me mpurrar para a (rente, a caminho, Sr Pari-
siense, veremos d'aqui a pouco se tem os ps lo
firmes as montanhas, como nos boulevards de
Pars.
fConinuar-ie-na.)
PERN. T Yr\ DE M. F. DE FARIA. 1860
i

fctsjll
ix/ri


Full Text
xml version 1.0 encoding UTF-8
REPORT xmlns http:www.fcla.edudlsmddaitss xmlns:xsi http:www.w3.org2001XMLSchema-instance xsi:schemaLocation http:www.fcla.edudlsmddaitssdaitssReport.xsd
INGEST IEID EWVI4S66V_7QWMZ7 INGEST_TIME 2013-04-30T23:45:53Z PACKAGE AA00011611_09080
AGREEMENT_INFO ACCOUNT UF PROJECT UFDC
FILES