Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09078


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Full Text
mi mu. nomo 127
Por (res meses adianlados 5$000.
Por tres mezes vencidos 6)000.
SEXTA FEIRA 1 DE JIHO DE lili'
Por atino adiailad* 49$000.
Porte franco para o subscritor.

-
E.VCA.aREG\DOS DA SUBSCRIPCAO' DO NORTE.
Parahiba, o Sr. Antonio Alexandrino de Lima;
Natal, o Sr. Antonio Marques da Silva; Aracaty, o
Sr. A. de Lemos Braga; Cera, o Sr. J.Jos de Ol-
veira; Maranho, o Sr. Manoel Jos Martins Ribei-
ro Guimares; Piauhy, o Sr. Joo Fernandes do
Moraes Jnior; Para, o Sr. Justino J. Ramos;
Amazonas, o Sr. Jrronymo da Costa.___________
EPHEMERIDtB DO MEZ DE JUNHO.
3 Lna c lea as 2 horas e 26 minutos da tarde.
PARTIDA DOS COKtlElOS.
Olinda todos os das as 9 1/2 horas do dia.
Iguarjss, Goiann e Parahiba as segundas
e sextas feiras, lll Quarto minguante as 10 horas e 4 minutos
S. Anto, Bezerros, Bonito, Caruar, Altinho el da m mha. *.
Garanhuns as tercas feiras. 19 La rova as3 horaTe 4 minutos da manha.
Pao d'Alho, Nazarelh, Limoeiro, Brejo, Pes-125 Quarlo crescenle as 10 horas e 16 minutos da
queira.lngazeira, Flores-, Villa Bolla, Bua-Visla,I larde
Oricury e Ex as quarlas-feiras. Mc. _
Cabo, Serinhem, Rio Formoso.Una. Barreiros. "REAMAR DE HOJE.
Agua Preta, Pimenteiras e Natal quintas feiras. Prmeir:
(Todos os correios parlero as 10 horas da manha.ISegundo
as 3 horas e 18 minutos da manha.
as 2 horas e 54 minutos da tarde
PARTE OFFICIflL.
ministerio do iuipe/io.
Decreto n. 2,575 A de li de abril de 1860.
Extingue as renarlicocs especiaes das trras pu-
blicas nos provirtcias do Amazonas, Piauhy,
Cear.-Parahiba, Rio Grande do Norte, Sergipe,
Maranho, Rio de Janeiro, Minas-Geraes e
Goyaz.
Hei por bem decretar o seguinte :
Arl. 1. Ficam exlinclas as repariieocs espe-
ciaes das trras publicas as provincias do Ama-
zonas, Piauhy, Cear, Parahyba, Rio Grande do
Norte, Sergipe, Maranho, Rio da Janeiro, Minas
Gcraes e Goyaz
Art. 2. As atlrbuiges conferidas pelo regji-
lamento n. 1,318 de 30 de Janeiro de 1854 aos
cheles das ditas repartios passaro a ser exer-
cidas pelos presidentes da provincias.
Joo de Almeida Tcreira Filho, do meu con-
selho. ministro e secretario de estado dos nego-
cios do imperio, assim o tenha entendido c faca
executar.
Palacio do Rio de Janeiro, aos 14 de abril
de 1860, 39. da independencia e do imperio. .
Com a rubrica de S. M. o Imperador.-Joao de I dens para queumaguarda dehoi.rado5. batalhao
de infamara da guarda nacional desle municipio
da, a cuntarUe 22 de fevereiro a 21 demarco ul-
timo.
Dito ao mesmo.Visto que, segundo consta
do sua lnformago de hontem, sob n. 456, nao
ha duvida no pagamento que, no requerimento
junto, pede Joo BaptUla de Souza, da quantia
de trinta e cinco mil ris do alugucl do seu ca-
vallo, que conduzio o trem da lerceira compa-
nhia do oilavo batalhao de infantaria da Villa-
Relia para esla cidade, autoriso i V. S, a man-
dar efectuar esse pagamento.
Dito ao mesmo.Transmiti por copia a V.
S., para seu conhecimento e execucao, na parle
que Ihe loca, o aviso de 21 do correntc, em que
o Exm. Sr. ministro do imperio, communicando
a vinda para esta provincia do agrimensor Ale-
xande Bailly aflm decoadiuvar o 2. lenle de
engenheiros, Henrique Jos d#S*ko Quintaoilha,
jla roedieao das trras periencen-
abone ao mesmo
agrimensor quanlia d6 cem mil ris mensaes
como gratificacao, e pela maneira indicada no ci-
tado oflicio jJgual ao delegado interino da re-
ptil rao especial das trras publicas e ao len-
te Hnriqnc Jos da Silva Qninlaiiilha.
Dito ao commandante superior interino da
guarda nacional do Recife.Expeca V. S. suasor-
nos trabalha
les aos iudiflf, man ia que se
guaro.i nacional ueste municipio
acompanhe a procissao da Saniissima Virgem
Mara, por occasio do encerramento do mez
Marianuo na matriz de San-Lourenco da Malta,
no da 31 do crrente.
Dito ao do Rio Formse.Por intermedio de
V. S., como de le, e nao directamente pelo
tenente-coronel commandante do batalhao n.43
da guarpa nacional sob seu commando superior,
deveria ter sido apresentada a esla presidencia,
o rccrula Amonio Gomes Fernandes, a que se re-
fere o oflicio daqucllo commandanto, de 25 do
correnle.
Dilo ao commandante dadivisao naval.Cons-
tando de participaoao da secretaria d'eslado dos
negocios da marinha de 8 do crrente, que or
Almeida Pereira Filho.
Governo da provincia,
EXPEDIENTE DO DA 30 DE MAIO.
OfTU'io ao Exm. com mandante das armas.Re-
mello por copia a V. Exc, para seu conheci-
mento e execucao, o aviso expodido pela repar-
tico da guerra, em 22do corrento, autorizando
A esla presidencia a coolractar, nos termos da dis-
p-osices vigentes, diis mdicos elvis para o ser-
vico" da girarnicao desta capital, visto nao ha-
ver disponiveis no quadro do corpo de saude do
ejercito.Igual ao inspector d^a thesouraria de
fazenda.
Dito ao mesmo-Remello por copia a V. Exc.,
para seu conhecimento, o aviso de 11 do cor- | portara g'ojuella dala se concederam tres mezes
rente, em que o Exm. Sr. ministro da guerra, [ de licenca com o sold do sua patente, ao 2.
declarando que bem procedeu a thesouraria de lente da armada, Francisco Porjaz de Lcerda,
nzenda, deixando de pagar ao lente do quin- i ompregado na companJiia de aprendizes raari-
to regiment de cavallaria ligclra, Manoel Joa- nheiros desta provincia^afim de tratar de sua sau-
qiiim Machado, os vencimenlos corresponden- deaonde Ihe convier; assim o commtinico a V.
tes ao lempo que esleve no gozo da licenca de ; S. para seu conhecimento.Igual ao inspector
do arsenal de marinha e ao da thesouraria de
fazenda.
Dito ao inspector do arsenal de marinha.Em
cumprimento dfA.aviso expedido pela reparlicao
da marinha em 18 *-corrente, mande V. S. fa-
ler, no vapor Camacuan a separagodos aloja-
mentos do respectivo commandante e dos oIB-
ciaes do navio, bem cerno remover as quarlolas
d'agua, que so arham ni tolda.
Dilo ao inspector da thesouraria provincial.
De confurmidade com a sua informacao de hon-
tem, sob ii. 186, mande Vmc. pagara Abilio Fer-
nandes Trigo do l.oureiro a quantio de quinhen-
los oitenja e Iros mil tresentos e trinta e tres
reis, que se Ihe est a dever como restituico da
multa, que pago na qualidade de arrematante
do empedramento do 21." lanco da estrada da
Victoria.
Npito'ao director do arsenal de guerra.Res-
potidcndo aos seus oficios de 26 e 29 do corren-
le, sob ns. 159 e 160, leriho a dizerqne approvo
o contrato feito por Vine, com Joaquim Das de
Azevedo para a conduego na barca Atrevida dos
mez o meio, que lho foi concedida, manda que a
referida lieenga seja considerada de favor com
sold e elape.Igual ainspector da thesoura-
ria de fazenda.
Dito ao mesmo.Inleirado do cilicio que V.
Exc. me dirigi em 28 do corronte, sob n. 601.
tenho a dizerem resposta, que proceda Acerca do
furnecimenlo da forragem perlenrente aos ca-
vallos dos ordenancas da presidencia, do mesmo
modo que resolver a respeito dos das ordenan-
cas de V. Exc.
Dito ao mesmo.Pelo offieio que V. Exc. me
dirigi hontem, sob n 606, liqnei inleirado de
nao poder o quarlo batalhao de arlilharia a p
acompanhar a procissao de Corpus Christi em
linda.
Dito ao mesmo.Sirva-se V. Exc. de informar
Acerca do incluso requerimento de Justino Pe-
reira de Moraes.
Dito ao mesmo.Fago apresenlar a V. Exc.,
para ser inspeccionado, o recrula Antonio Gomes
Fernandes.
Dilo ao doutor chefe de polica.Expeca V.
S. suas ordens, aim de ser capturado, cas ap-! passageiros e objectos, que se dcslinam ao pre-
parla nesta provincia, o desertor do vapor Pi-1 sidio d6 Fernando, medanle os precos.constan-
lantes do primeiro dos menciodos oficios.
Dito ao engenheiro fiscal da estrada de ferro.
raja, Amonio da Silva do Espirito Santo, cujos
signaos constam da nota, junta por copia.Ofli-
ciou-se no mesmo semillo ao commandante da
diviso naval.
Dito ao inspector da thesouraria de fazenda.
Remello A V. S., para sfeu conhecimento e di-
recgo, a inclusa copia do aviso do ministerio da
marinha de 5 do correnle, communicando ha-
ver-se intimado a Scolt Hctt & Companhia que,
noa tormos da condcao 2." do ajuste com ellos
celebrado cm 30 d dezembro ultimo, fica ter-
minado o fornccimenlp de carvo de pedra a esla
provincia e a da Baha, e recommendando que,
se o contralador Candido Rodiigues Ferrera nao
principiar o fornecimento do carvio no corrente
mez, deve-se mandar proceder de conformidade
com o que se acha ajustado na condcao 9 do
mesmo contrato.Igual ao inspector do arsenal
de marinha.
Dilo ao mesmo.A' vista dos documentos jun-
tos, mande V. S. psgar o que se eslivcr a de-
ver ao padre Manoel Paulino de Souza, na qua-
lidade de vigario encommendado da fregue-
sa de Nossa Senhora do O', na comarca de
Goianna.
Dito ao mesmo. Remeti por copia u V. S.,
para son conhecimento, o aviso expedido pela
repartidas d3 guerra em 11, do correnle, no qual
se declara, que desdo o l. desle mez cessou o
pagamento da consignacao de dez mil ris men-
saes, que de seu sold deixou na corle o alie-
es do nono batalhao'de infanlarin, Manoel Fras-
mo de Carvalho Moura.Igual ao commandante
das armas.
Dilo ao mesmo.Remello por copia a V. S.,
para seu conhecimento, o aviso expedido pelo
ministerio da guerra em 18 do corrente, no qual
se determina que nessa thesouraria se d por
certidiio ao lenle reformado do exercito, An-
tonio de Hollahda Cavalcanli* o que constar a
re.-peiio do referido lente, narelacaode mos-
tra da lerceira companhia do extincto batalhao
provisorio, no mez de fevereiro de 1839, poca
do seu assentamenlo de prega.
Dito ao anesmo.Constando do aviso, junto
por copia, expedido pelo ministerio do imperio
un 21 do corrente, que foi approvada a despeza
le um cont quatrocentos e quarenta mil ris,
que esta presidencia mandou pagar ao Dr. Pedro
Antonio Cesar, e bem assim a de igual quanlia ao
Dr. Luciano Xavier de Moraes Sarment, e a de
um conlo quatiorentos e cincoenla o cinco mil
ris ao Dr. Antonio Agripino Xavier de Brilo, pe-
las comraisses de que foram encarregados, re-
lativamente ao curativo dos Indigentes accom-
meltidos da varila, o primeiro na freguezia de
S. Lourenco da Malta, o segundo na delpojuca,
c o lerceiro no municipio de Cimbres ; as-
sim o communico a V. S. para seu conheci-
mento.
Dilo ao mesmo.Transmiti por copiA a V. S..
para seu couhecimento e direccao, o aviso de 21
do correnle, no qual o Exm. Sr. ministro da guerra,
participando haver sido augmentado o crdito
aberto A essa thesouraria para despezas do mi-
nisterio a seu cargo, no corrente exorcito, com a
quantia de dezeseis coutos duzenlos e sessenla e
olo mil quinhentos e yinle e dous ris, confor-
mo a tabella, lambem junta por copia, recom-
menda que V. S satisface a requisicao da conta-
dura geral da guerra, constante da mencionada
tabella.
Dito ao mesmo.A' vista do attestado junto
cm duplcala, que me foi remedido pelo com-
mandante das armas com offieio'do hontem, sob
n. 607, mande V. S. pagar, quando.houver cr-
dito, a quantia de oilo mil ris, a que lem direi-
to o soldado do quarlo batalhao de arlilharia a
p, Pedro Cyriaco da Silva, por haver capturado
e desertor do mesmo batalhao, Alcidio Francisco
de Souza Pinto.
Dilo ao mesmo.Communico a V. S., para seu
conhecimento e direccao que, segundo consta do
aviso junto por eopia, expedido pelo ministerio
do imperio em 9 do corrate, fot approvada a
deliberacao que tomou a presidencia de mandar
abonar ao doulor Manoel Jos Pciioto dos Gui-
mares a quanlia de cem mil ris como graiifi-
caco, por haver tratado as peesoss pobres, ac-
commellidas da varila no termo da Esca-
maiu al 1855, art. 17 ; nao se podeudo esperar
a frequeucia daquclla aula all por nao ser obli-
gatoria, t
9^
Dilo n 70 ao mesmo.Informando favoravel-
mente a peticao do proessor publico dos Afosa-
dos, Sen fim Pereira da Silva Monlelro, que pede
sor cons'derado como habilitado as materias do
ensino e ementar do- 1o grAo iudependentc de
novo examc, entrando como tal no gozo das van-
lagons concedidas pelo regularnentar n. 369.
Dito n 7! ao mesmo.Informando favoravel-
mente a petco da professora publica dos A loga-
dos. Mar a Colho da Silva, que pede ser consi-
derada orno habilitada as materias do ensino
elementar do Io grAo para gozar das vanlagens
dalei; tiarcando-se-Ihe praso para habilitar-sc
uas materias que accresceram.
Djto n 72 ao mesmo.Do Dr. Joaquim Pires
Machado Porlella, communicando que lendo-se
encerrad} os Irabalhos da assembla legislativa
provincial, reassumio o exercicio de director ge-
ral da iiijtruccno publica.
Dito a.. Dr Braz Florentino He/triques de Sou-
za, fazonlo a mesma communicrfeS'io.
Dito ac regedor do Gymnasio, fazendo a mes-
ma comn unicacao.
Dito ao inspector da thesouraria provincial, fa-
zendo a nesma communicacao.
11
Dito n. 73 ao presidente da provincia.Apre-
sentando informada em sentido favoravel a peti-
cao do pr if-ssur publico do Bonito, Joao Braulio
Correa e Silva, que pede 10 dias de licenca prra
tratar de negocios particulares.
Dito aos membros doconselho director.Con-
vocando-ns para sesso no dia 16 do corrente as
10 horas t a manha.
12 -
Dito n. 74 ao presidente da provincia.Infor-
mando a iietigao do bacharel Joaquim da Costa
Dourado, que pode demissao do emprego de pro-
f'.'sso^puhlipo de instruccao elementar do Cabro-
airo e
AUDINECIA8 DOS TRIBUNAES DA CAPP%L.
Tribunado commercio: segundas e quintas.
Relacao : tercas feiras e sabbados.
Fazenda: tercas, quintas e sabbados as 10 horas.
Juizo 40 commercio : quintas ao meio dia..
Dito de orphaos: tercas e sextas as 10 horas.
Primeira vara do civil: tercas o sextas ao meio dia
Segunda,vara do civil; qnarlas e sabbados ao
meio da.
DAS DA SEMANA.
28 Segunda. S. Germano b. ; S. Priamo m,
29 Terca. 9. Maximiano b. ; S. Mximo m.
30 Quarta. S. Fernando re ; S Flix p. m.
31 Qniita. S. Pelroni^. v. 8. Lupicino.
1 Sexta. S. Firmo m.; S. Minio; S. Severiano.
2 Sabbado. S. Erasmo b. m.; aVBarcelino.m.
3 Domineo. ia SS. Trindado.
>vido b.
ENCARREGADOS DA SBSCRIPgO NO SUL.
Alagoas, oSr. Caudio Falcao Dias; Baha, o*
Sr. Jos Mariins Alves; Rio de Janeiro, o Sr.
Joao Pereira Martins.
EM -PERNAMBUCO.
O proprietario do diario Manoel Figueiroa de
Faria.nasua livraria praca da Independencia ns.
6 e 8.
a declaracao do que tendo elle sido sus-
e havendo o governo mandado inslaurar-
Para que se possa salisfazer ao que se determina
no aviso da reparlicao do imperio do 11 do cor-
rente, cumpreque Vmc. me informe nao s acer-
ca dos abusos apontados pelo engenheiro Lnw
no relalorio, quo aprenlon sobre as obras da es-
trada de ferro desta provincia, e de que j se
tem remellido tres vias a essa reparlicao, e das
providencias lomadas por seu antecessor para os
cohibir; mas lambem e circumslanciadamente
sobre o eslado, em que se acham actualmente
as obras, a conveniencia lembrada pelo enge-
nheiro Street de seren as respectivas conlas
apresentadas mcnsalmente pela companhia, e o
rendimenlo da referida estrada.
Dito ao agente da companhia brasileira de pa-
quetes a vapor.P Je Vmc. fazer seguir para o
norte o vapor Tocanlins, a hora indicada no
sen ofBcio de hontem.
Portara.O presidente da provincia, allen-
dendo ao que requeren Francisco Antonio Bray-
ner de Souza Rango), 2. tabelliao de notas, es-
crivao do crime e civel da comarca de PAo d'A-
lho, resolve conceder-lhe 15 dias de licenca para
tratar de sua saude fra daquella comarca.
Conimuiiicou-sc ao|juizde direitp e municipal
da mesma comarca.'
Dita O presidente da provincia, tendo a vista
o que requereu o 1. escripturario da thesoura-
ria de fazenda, Bernardino de Sena da Silva Gui-
mares, e bem assim a informacao do respectivo
inspector, datada de 25 do corrente, sob n. 536,
rosolve conceder-lhe um mez de licenca com
vencimento na fornia da le, para tratar de sua
saude onde Ihe convier.
Expediente dp secretario do governo.
Dita.O presidente da provincia, altendendo
ao que requereu oljuiz municipal do termo do
Rio Formoso c interino de direilo da comarca do
mesmo nome, batharel Francisco Caldas Lins,
resolve conceder-lhe oilo das de licenca com
vencimenlos.
Oflicio ao commandante das armas.S. Exc. o
Sr. presidente da provincia, manda remetiera V.
Exc na formadas ordens im perins, o incluso
cxemplar da falla do Ihrono na abertura da 4.*
secsao da 10." legislatura.Igual a diversas re-
pariieocs c auloridades da capital.
Dito ao inspector da thesouraria de fazenda.
S. Exc. o Sr. presidente da provincia, manda re-
metter a V. S. as oilo inclusas ordens do thesou-
ro nacional de ns. 67 a 74, e bem assim dous of-
ficios, sendo um da secretaria de eslado dos ne-
gocios da fazenda, e outro da directora geral das
rendas publicas, datados de 12 e 21 do corrente
mez.
Directora geral da inslraccao publica.
EXPEDIEHTE DE Io A 15 DE BAIO.
Dia 2.
Oflicio n. 65 ao presidente da provincia.In-
formando favoravelmente peticao do professor
publico do Abreu de Una Joaquim dos Santos,
que pede mais 60 dias de licenea com vencimen-
los para tratar do sua saude.
- -
Dito n. 66 ao mesmo.Informando favoravel-
mente a peticao da professora publica de S. Pe-
dro Mariyr, Rosa Mara Fonseca de Albuquerque,
que pede o augmento do ordenado concedido pelo
art. 4o da lei n. 429 de 13 de junho de 1857.
Dito n. 67 ao mesmo.Informando favoravel-
mente o requerimento da professora particular,
Mara Januaria da Conceicao Guimares, que pe-
de dispensa das provas do capacidade profe-
sional.
5
Dilo ao n. 68 ao mesmo.Informando em sen-
tido favoravel a peticao do padre Joo Jos da
Costa Ribeiro, substituto das aulas de latim des-
la cidade, que pede o pagamento do respectivo
ordenado.
8 -
Dito o. 69 ao mesmo. Informando nao ser
conveniente abrir-se o curso de lilleralura na-
cional na bibliotheca provincial, destacando-se o
respectivo lente do Gymnasio para esse flm, por
ir inicuamente de encontr a lei n. 369 de 14 de
Ihe o con plente processo criminal at hoje nao
tinha a directora noticia alguma do resultado,
rogando S. Kic. que no caso de nao conceder a'
demissao pedid, houvesso de autorisar a direc-
tora pan matsdar reger interinamente aquella
cadeira.
Dilo n. 75 ao mesmo. Podindo autorisacao
para mandar reger interinamente a escola da vil-
la de Ouricury, cojo professor Manoel Francisco
de Souza Peixe, consta que se acha preso como
cmplices do assassinato do capltao Moniz Br-
relo; dec arando que cm ofTiclo de 4 de feverei-
ro ultimo, por constar a directora que esse pro-
fessor na cumpria bem os seus deveres, tinha
ordenado ao respectivo delegado ltlerano re-
meltesse o conselho do dislricto e informasse
com urgtnca a tal respeito, mas que at hoje
anda nc leve soluco
Dito ao delegado fitlerario de Barreiros.Com-
municando haver S Exc. o Sr. presidente da
provincia por porlaria de 8 do corrente conce-
dido ao professor pubico do Abren de Una Joa-
quim dos Sanios, mais 60 dias de licenca com or-
denado, pira traiar de sua saude, devendo con-
tinuar na regencia da cadeira a pessoa idnea
por S. S. npprovado. |
Dito n. 6 ao presidente da provincia.Solli-
cilando informa;5es do resultado do processo
criminal que se inslauruu o anno passado, contra
o professor publico da villa do Brejo, Manoel
Joaquim > avier Ribeiro, que anda se acha sus-
penso, e rogando a S. Exc. se digno recommen-
d.ir a sua concluso no caso de se,achar demo-
rad0'
Dilo n. 77 ao mesmoRogando quo se digne
expedir si as ordens,, aflm de que pela polica
seja torne :ida a directora iclaQao dos menores
de 5 a 15 annos de ambos o mm, com declara-
cao dos indigentes ; providencia que jA foi solli-
clada em oficios de 16 de junho do anno pas-
sado e 4 i o Janeiro desle 8nno e que al hoje s
dous subdelegados d Ipojuca satisfizeram.
Dito n. 78 ao mesmo.Pedindo a remesia dos
rotatorios dos Exms. presidentes dcsia provincia,
apresentados na abertura da assembla provin-
cial, e na occasio de passarem a presidencia a
seus successores e bem assim os bala neos e or-
namentos da thesouraria provincial desde a sua
creaco, evendo ficar as reparlicoes competen-
tes na indiligencia de ir remetiendo annualmcn-
te a esta cirecloria, aim de serom depositados
na bibliotheca provincial onde convm qno exis-
lam tacs Jocumenlos, lembrando igualmente a
S. Exc. a :onveniencia de obter-so do governo
geral, naosos rclatorios dosSrs. ministrosfeomo
tambero o:i Aimaes do Parlamento Brasileiro.
* 15
Dito ao delegado Iliterario de Ouricury.Ins-
tando de novo pelas informaces pedidas em of-
fieio de 4 de fevereiro ultimo, acerca do procedi-
mento do professor publico, Manoel Francisco de
Souza Peixe, e pedindo igualmente informaces
acerca da priso do referido professsor, que consta
ter sido ct m os cmplices do assassinalo do capi-
15o Moniz Brrelo, exlranhando que S. S. j nao
houvesso :ommunica lhante ocurrencia. Recommendando igualmente
quehaja de incumbir a pessoa habilitada,a regen-
cia interii a da cadeira, mediante urna gratificacao
rasoavel ene dever propr para ter definitiva
approvacao.
Ditoao delegado Iliterario de Cabrob.Deco-
rando que se nao tendo concluido o processo que
se mando i instaurar contra o professor publico
daquelle ilistric'o, o bacharel Joaquim da Co3ia
Dourado, e nao convindo que continu fechada
a respectiva escola, haja S. S. da procurar pes-
soa habilitada para rege-la interinamente, me-
diante uira gratificacao rasoavel que deverA pro-
pr para ler definitiva approvacao.
Visto nos attestados dos professores para cobran-
ca de ordenados.
Fora de Portas, professor e professora, corres-
pondente e abril.
Recife, professor e professora, correspondente
a abril.
Santo i ntonio, professor e professora, corres-
pondente a abril.
S. Jos, professor e professora, corresponden-
te a abril.
Boa Vi ita, professor e professora, correspon-
te a abril.
S- P o Mariyr, professor e professora, cor-
responde ite a abril.
Limoei o, professor e professora, correspon-
te a abril
llamar icA, professor e professora, correspon-
dente a bril.
O' de Ipojuca, professor e professora, corres-
pondente a abril. j*
Poco, irofessor, correspondente a abril.
Vlctori, professor, correspondente a abril.
PAo dVIho, professor e professora, correspon-
dente a a mi.
Ouipap.i, professor, correspondente a abril.
Varzea. professor, correspondente a abril.
Luz, p ofessor, correspondente a abril.
GoytA, professor, correspondente a abril.
Fazenda Grande, professor, correspondente a
abril.
Peres, professor, correspondente a abril.
Paratite, professor, correspondente a abril.
Venda Grande, professor, correspondente
abril.
Nazareth, professor,
margo.
correspondente de jdQRru
Baixa-Ven3c, professor, corresDondente de Ja-
neiro a marco.
Escada, professor, correspondente de dezem-
bro a abril.
Ex, prefeasor, correspondente de
marco.
Cabo,
margo.
Tacara
ro a abril.
Janeiro a
r, correspondente de Janeiro a
r, correspondente do feverei-
ltamb, professor, correspondente de Janeiro a
marco*
Nazarelhi profeta*r de lata,
de fevereiro a abril.
correspondente
Iguarass, professora, corresponde** r toril.
Victoria, professora, correspondente dtfjnci-
ro a margo.
Serinhem, professora, correspondente a abril.
fequerimenlos.
Do bacharel Americo Fernandes Trigo de Lou-
reiro, pedindo por cerlido os termos de exames
que fez na aula publica do professor da fregue-
zia de S. Fr. Pedro Mariyr de Olinda, nos annos
do 1839 e 1840 Certifique.
Dito do bacharel Adelino Antonio de Luna
Freir, pedindo se d por cerlido, quando foi
nomcado delegado Iliterario de Iguarass, em
que dala atrou era exercicio, e quando pedio de-
missao. -FSsm cerlido.
Dito do tiesmo, pedindo Ihe a atieste se du-
rante o lenlpo que servio de delegado Iliterario
de Iguarass, cumprio com os deveres do seu
cargo.O aiipplicanle desempenhou satisfacto-
riamente o cargo de delegado Iliterario de Igua-
rass.
Dilo de Aiierico Netlo di Mendonca, pedindo
ser inscripta como oppositor a cadeira de francez
do Gymnast provincial Pode inscrever-sc para
o examc detabilitaeo.
Brico Fernandet Trigo de Loureiro,
nscriplo cbmo oppositor a cadeira
l Gymnasio pftxrirn-ial.Inscreva-se.
charol Francisco Pereira Fiuza, sc-
repartieao, pedindo attestado em
limpossibilitado de exercerseu om-
ite que verdade quanto allega o
sua peticao.
lolito Gadiiit, pedindo ser inscripto
r a cadeira de francez do Gjfmna-
|. Inscreva-se para o exame Je ha-
Dlo do
pedindo
de franc
Diio do'
crelaro
como se a
prego.
supplicanl
Dito de
como op
sio previa
bilitaco.
Dito de
ldanlo d
oppositor
vincial.
Dilo do
aqnim Gomes da Cunha Bellro, es-
^ anno, pedindo ser inscripto como
deira de Irancez do Gymnasio pro-
reva-sc.
tv Joaquim do Oliveira e Souza, pe-
dindo a mfma cousa.Inscreva-se.
Dito do fcacharel Jorge Dornellas nibeiro Pes-
soa, pedinOo a mesma cousa.Pode inscrever-sa.
Dilo da-^uonio Jos de Moraes Sarment, pe-
dindo a mesma cousa.Inscreva-se.
Dito do padre Lino do Monte Carmello Luna,
hibliolhccario provincial, pedindo attestado de
frequeucia do mez de abril prximo passado.O
supplcanie .bem cumprio os deveres de seu
cargo.
Dito de Salvador Uenrique de Albuquerque,
secretara) interino desta reparlicao, pedindo at-
tosla doTBelrequencia do mez de abril prximo
passado *O supplicante bem cumprio os seus
deveres.
COMMXDO DAS ARMAS.
Quartel general do eoraraando das
armas era Pernambueo, 31 de
malo de 1860.
ORDEM DO DIA N. 404.
O tenente-gcneral commandante das armas de-
termina que no dia Io de junho, pela manha,
se passe revista geral de moslra em seus respec-
tivos quarteis, aos corpos movis do exercito
aqu existentes, c as corapanhias isoladas desta
guarnico pela ordem seguinle :
A's 6 horas a companhia de artfices ; as 6 e
meia ao otavo batalhao ; As 7 ao nono ; As 7 e
meia ao dcimo, todos de infantaria ; As 8 a com-
panhia fixa de cavallaria; e finalmente. As 8 e
ires quarlos ao quarlo batalhao de arlilharia a p
na cidade de Olinda.
O Inesmo tenenle-general commandante das
armas faz corto que hontem se apre.scnlou viudo
da provincia das Alagoas, o Sr. capito do dci-
mo batalhao le infantaria Manoel Luciano da C-
mara Guaran, que ficou reunido ao seu corpo.
Assignado. Bardo da Victoria.
Conforme. Pedro Gomes de Oliveira, alfere*
ajudante de ordens do commando.
menos, collises em
do padecer grande-
EXTERIOR.
Ipojuc.i, professor, correspondente a ibril.
Cruanf y, professor, correspondente a abril.
Trocui hiem, professor, correspondente a abril.
O' de Olinda, professor, correspondente a abril.
Paptaca, proessor, correjspoadente a mareo.
fesposta da Suecia nota circular da
Franca
Ao Sr. baro de Adelward, enviado extraordinario
e ministro plenipotenciario em Paris.
Slockolmo, 27 de marco de 1860.
Scnhor baro.
Sabis que a communicacao que no seu dis-
curso de abertura que no corpo legislativo an-
nuuciou o imperador dos francezes que pensava
dirigir A Europa a respeito da sesso, por parle
da Sardenha, da Saboya e do condado de Niza,
foi feita por um despacho de 13 do corrente, en-
viado aos ministros do imperador junto das cor-
tes signatarias do tratado de Vienna.
Este despacho cuja copia tenho a honra de
transmillir-vos adjunta, me foi entregue no dia
20 por Mr. Mercier e depos de receber as ordens
de meu augusto soberano, cstou no caso de en-
cargar-vos da rcsposla que o governo imperial
pode esperar de nos.
Para satisfacer o governo do imperador e pro-
var-lhe quamo agradecemos a attenco aroigavel
que presidio sua communicacao, a nossa res-
posta deve necessariamente ser franca e precisa,
o nao vemos motivo algum para suppor que a li-
vre expresso das nossas opinioes imparciaes e
conscienciosas, possa de nenhum modo ser mal
interpretada pelo governo imperial.
Nada do quo possa contribuir para a gloria e a
segunnea da Franca ser indifTerente ao rei, cu-
jos votos por to nobre paiz. sao assAs conheci-
dos, para que haja necessidade de ser extenso
Acerca desle ponto.
Consideramos a nossa altianca com a Franca
assenlada sobre bases demasiado solidas e dura-
douras, para que nao entre no nosso interesse
como nosos desejos o v-la conservar a parte da
influencia que possuo nos deslinos da Europa.
O augusto soberano, que com mo igualmente
firme o hbil Ihe fez reconquistar a posigo que
Ihe era devida, tem muita sabedoria e previso
para desojar urna preponderancia quo nao pofjt^
ra conciliar-se com os direitos e os interetSI
das demais potencias europeas.
assim que ao expor as circumstancias (dis-
postos como estamos a reconhece-lo) que leva-
rara o imperador, contra as suas intnces pri-
mitivas sustentadas por muito lompo a querer
realisar a reunio da Saboya Fnca ; a fazer
valer os motivos baseados na 1 eSo de um
estado coosidcravel no norte da nWa, e naa com-
binaces estratgicas que poder produzir um
dia, o governo imperial necessitou explicar bem
que nio alimenta nenhuma idea de engrandeci-
mento, o que desde o principio dectarou estar
muito longe das suas. intencoes.
Nos o eremos sena esforco, e nos trapquillisa
anda mais a dechuacio coutida no despacho de
Mr. de Touveael, de quft a Franca nao intenta
i annwaco 4a Saboya e Niza ea seu territorio,
nem em nome das ideas de nacionalidad*, nem
to pouco como fionteiras naturaes, seno ni-
camente a titulo de garanta eem circumstancias
taes, que o espirito nao concebo quo se reprodu-
zam em nenhuma parte .
Esta solemne declaracao tem grande valor, em
nosso conceito ; comprazemo-nos em tomar acia
della, o parece-nos de tal nalureza que dissipar
apprehenses assAs naturaes para que a Franca
nao as tenha prevMp de antemo.
Outra das seguranzas a que nao damos monos
importancia a de que o governo do imperador
s quer obler as garantas que reclama do livre
consentimento do lei da Sardenha e da popula-
cao das provincias interessadas, e que a cesso
que se Ihe faca ficarA iscnta de tuda a violencia
e de toda a contrariedade.
Parece-nosque com estas condic.es, o airanjo
que devo convencionar-se entre a Franca e a
denha, pode considerar-se em rigor"cora
Iransacco de urna potencia que obra livreme
no exercicio dos seus soberanos direilos com os*
Ira potencia
Ao mesmo tempo que confessamos francamen-
te que teamos considerado appelecivrl que os
nteresses da Franca nao livessem exigido o en-
grandecimento territorial de um eslado, j to po-
deroso, nao saberiamos ver ueste facto (al qual
nos foi apresentado, nem um perigo bastante
srande para o equilibrio poltico da Europa, nem
urna omissao mu sensivel dos principios que
presidiram A ponderaro reciproca dos poderes
entre as differentes potencias.
Tambern nao receamos encontrar, na sua exo-
cugo grandes obstculos, mas ao prop'ro lempo
eremos devermos a nos mesmos, assim como s
demais potencias alliadas e amigas, fazer reser-
vas expressas contra o principio cuja applicaco,
no caso do que se trata, s poderia justificar-
se im circumstancias absolutamente excepcio-
n a es.
Nao esta a primeira vez que as potencias eu-
ropeas consagraran! perturbaces nos estatuios
orgnicos introducidos ha perto de meio secuto,
e os quaes assignaram os representantes da Sue-
cia e da Noruega.
A maior parle do lempo os reinos unidos nao
foram chamados a dar a sua opinio Acerca desle
objeclo, mais o seu governo reconhecendo a im-
possibildade de manter urna eslabilidade iinniu-
tavel, e especialmente n'uma poca como a pre-
sente ; possuida do um movimento geral, nao
pode nesta occasio em quo se pede o seu pare-
cer, ao mesmo tempo que deplorando as fragi-
lidades humanas, dcixar de adherir As disposi-
ges que parecem mais proprias para prevenir
ou para affastar, quando
que a humanidade leria
mente.
Ao expressar-nos assim, fundando-nos princi-
palmente no consentimento do rei da Sardenha e
no das populacos saboyanas, nao exporemos se-
rias objecces contra a combinacao de que se
trata ; mas importa ao governo do "rei tomar ma-
duramente em consideraco os projuizos directos
quo poderiam resultar para os outros, e levantar
em seu favor urna voz, lano mais segura de ser
esculada, quanlo que nao duvidamos, encontrar
um echo de sympalhia nos nobres e magnnimos
senlimeotos do imperador.
Comprehendcreis, senhor baro, que alludimos
A Suissa e lomamos um motivo ulterior em favor
da nossa reclamago, na declarago do mencio-
nado despacho de Mr. de Thouvenel, cm que o
imperador quer combinara sesso da Saboya, no
que diz respeito As partes do seu territorio sub-
meltido a urna nculralidade eventual, dirigido a
nao prejudcar nenhum dreito adquirido nem a
nenhum inleresse legitimo.
Esta declarago, uaseaa na justica e na equi-
dade, poderia parecer bastante ampia para dever
ser interpretada no sentido favoravel A Suissa ;
sem embargo, e em vista das apprehenses ex-
pressadas pela contederaco helvtica, assim como
das novas relages em que ral a entrar, parece
urgente precisa-la anda mais, do maneira quo
resulte urna completa satisfaco A confederago,
aflastando ao mesmo lempo "toda a inlerpreta'go
em sentido contrario.
Seria superfluo recordar os tratados sobre que
descangam os direilos da Suissa.
Estes sao considerados como sagrados, e a Suis-
sa jamis deixou de preencher as obrigages que
Ihe impozeram.
Durante a ultima guerra, nem a Franga, nem
a Sardenha tem podido quexar-se da alltude
da Suissa que Ihe dictava o principio de neutra-
lidade.
Nada tem fito pera ver-se privada dos direitos
que descangam na f dos tratados.
Seria justo, seria admissivcl que pelo facto da
sesso da Saboya a ouira potencia, a SuiastVll-
casse privada das vanlagens que Ihe garantir da
da Saboya pela Sardenha ?
A_ Franga ao aceitar a sesso resume as obri-
gages que Ihe im:umbem ; este principio de d-
reito privado se considerou sempre como appli-
cavel ao direilo publico, e parece-nos que a Suis
sa deve colher seus beneficios.
Estamos persuadidos de que o governo impe-
rial participa destes principios, e que nao lera
difficuldade em garantir a neulralisaco eventual
de urna parle da Saboya.
Cumprindo para com a Suissa este acto de jus-
tica que reclamamos, o governo imperial nao s
consagrar o grande principio de oeutralidade
absoluta e permanente da Suissa, como tambem
dar urna prova da sua equidade e do sou respe-
lo aos tratados.
Manderstram.
ao antigo principio ; e comvosco. sicilianos,
cora lodos os outros povos da pennsula, quede
hoje em disnte, nao formar mais que um s>
povo exvlamarei com elle :
Viva Victor Emmanuel rei da Italia !
Sicilianos; a hora soou.
Em nome da Italia As
Maxiiii.
o protesto se-
habitante da
lertj* offerecido o di-
O Memorial d'Amien*
guinle que Garibaldi
Chiavari por estes lho
reito de cidado :
Esliraadlssiroos senhores
Recebi cora reconhecimenio o direilo de ci-
dado de Chiavari que o voaso conselho muni-
cipal acaba generosamente- do me offerecer em.
nome do urna cidade ano sendo o berco le meu
>s me to querida por tantos outros titules,
mtudo eu nao quero com isto cessar de ser
idado de Niza.
Nao reconhego nenhum poder sobre a trra
que possa alienar a nacionaldade de um povo-
independenle, e protesto contra a violatj.o feta
a Niza com a corrupgo c com a torga bruta.
reservando para mira e paraos meus "cencida-
daos o direilo de re indicar meu paiz nalat, na
pocha em que o dreito das nages nao seri
mais que urna v palavra.
Proclamagio feita pelo general Bcnedek, quand
se encarregou do governo da Hungra :
Com-i veterano, e subdito fiel, a toda a prova.
do imperador, e lambem como filho do paiz,
empregarci lodas as minhas forgas, lodo o meu.
alleclo em execular cunseienosamente as be-
nvolas intenges do nosso generoso soberano.
Cont com o apoio leal de todas as autorida-
des religiosas e lemporacs. assim como com o
concurso nao menos affectuoso e Del de todas as.
classes do povo.
A organisacao ordenada' pelo imperador ca-
rece, para se desenvolver, rpida e felizmente,
do terreno deconfianga e da ordem publica.
Cuidarei porlanlo, por interesse do pjiz, e-
para desempenhar o grande dever, quo me
imposto de castigar as inanfeslages publicas o
illicitas, seja qual fr a sua nalureza e que ten-
dan a inquietar os nimos, com a decisio, que
me inspira urna couscicncia roela e urna vorf-
tade firme.
Cheio de confianga, conlo com o concurso do
todos os homens de honra para bem dado da patria e da grande monarchia imperial.
Buda 25 de abril de 1860.
Benedek.
[Naco.)
INTERIOR.
PftOCLAMACAO DB MAZZINI.
Sicilianos.Quando eu, ha hoje c|uas,i seis
lustros, escrevia sobre as bandeiras da joven
Italia a palavra unio ; quando eu dizia que
urna insurreigo popular poda expulsar a Aus-
tria dascidades lombardas e destruir os thronos
dos despotas de Florencia, de Roma c de a-
ples, os homens pralcos zombavam de mim
como de um homem que soDha coisas impossi-
veis, e chamavam utopia o quo hoje a mais
ardeute aspiraco de lodo o italiano : a uni-
dide poltica da pennsula l
Os factos tecm justificado as minhas asserges:
as revoluges de 1818 leem provado que nem um
s Ihrono, mesmo sustentado pelas bayonetas
exlrangeiras, pode ficar elevado quando o povo
o nao quer ; os acontecimenlos que ha um anno
se leem realisado na Italia demonstram clara-
mente que a unio nao ser um mao sonho, po-
rem urna realidade, quando os povos que gemera
ainda nos grilhes derem forte e novo impulso
aos acontecimenlos e tomarem urna vigorosa
iniciativa.
Sicilianos vos deveis ser os primeiros I
Mostrai que nao degeneris dos vossos paos e
dos ro;os avs.
A revolugo permanente na Sicilia, diz a ve-
Iha Europa : dai-lho ainda urna vez razo e seja
esla vez a ultima.
Propague-se o incendio d'um extremo a outro
na vossa ilha ; combalei como hroes, como o
vosse costume c venceris l
Picando abatido o governo dos Bourbons pro-
clamaremos o que a Italia central j adoptou, o
nico que se pode chaar italiano, o do gentil e
valeroso rei Victor Emmanuel.
screvamos, pois, sobre as nossos bandeiras
Annexaco I
Antes "de ser republicano tenho sido unitario :
parecia-me que a repblica era* a nica que po-
da conduzir A unio, mas enganei-me.
Victor Emmanuel deu impulso A unio da Italia
elle fcade progredir ao intento e os poros Ibe
p.^esioro auiilia, ,. .
, Tambem m, faco, usacricio das velhu deas
CORRESPONDENCIAS DO DIARIO DE PER-
NAMBUCO.
Amazonas.
Obidos 13 de maio de 1860.
Bastante ardua sem duvida a trela que to-
mei sobre os meus honbros de enviar-lhe em
todos os paquetes, as minhas montonas uiis-
sivas.
De um lugar (ao longe, como este aonde me
echo, tondo deixado as plagas Pernarabucauas.
e-me mu cusloso seno difficil achar metera
com que possa encher as minhas corresponden-
cias, principalmente tendo ellas de ser publica-
das em un jornal, como o seu Times lem de
atravessar o mundo percorrendo innmeras le-
go as.
O lugar aonde me acho actualmente a cidade
do Obidos, o lugar mais aprasivel que ha no
rio-mar do Amazonas. Fica esta cidade eolio-,
cada no declive de urna serra, mirando l das?
suas ultimas alturas a causadalosa correntc do
poderoso Orellana, que em sua veloz marcha
nao enconlra diques aos seus furores
A cidade de Obidos, ums das mais commcr-
ciaes do Amazonas, deve a sua existencia nativa
a una tribu denominada Pauxis, primeira ha-
bitadora desle lugar, mas como o dominio dos
porluguezes que ento ero os conquistadores
d'aquem e d'alem mar, mudaram o nome primi-
tivo de aldea de Pauxis para Obidos, hoje cida-
de de Obidos. Os frades ,da corapanbia de Jess
que tambem aslearam a sua baudeira no Brasil,
foram elevados a aldeia de Pauxis a calhegoria
de villa, construindo um pequeo forte no cabe-
eo de urnas collinas, cujo forle hoje somente
conhecido pela tradiccao que anda existe.
Obidos hojo acha-se bem defendida, tendo
urna bem construida fortaleza actualmente sob a
direccao do capito de engenheiros Rosa Gansa:
esla fortaleza, que como a cidade, impede toda,
e qualquer navegago para o alto Amazonas, pois
que fica collocada na sua garganta, que a parta
mais estrella do rio.
As suas ras com quanlo arruinadas algumas
ha bem direilos, mas falla-lhe o mais essenciaf,
quo o calgamenlo embora fosse o de Mac-Adam.
As noites sao tristes, principalmente as em quer
nao ha luar, porque at agora ainda nao quize-
ram illuminara cidade, nem ao menos com lam-
peos ; o que inconlestavelmente um mal para
os cidados.
A egreja matriz nao se acha ainda concluida,
e sem duvida para lastimar que isso se d em.
urna localidade como esla ; mas consta-roe quo
ha impossibilidade mesmo de concluir essa obra
alenla a m localidade. O ceroilerio est em
obra, isto, deram mos depois que aqu esteva o-
Dr. S e Albuquerque, do contrario julgo que vi-
veriam sem essa obra to necessaria. O collegi
de S. LuizGonzaga est bem organisadu o que .
divido aos cuidados do seo incansavel director.
O commercio de Obidos consiste em cacao, pi-
raruc, azeite de peixe-boi, manteiga de tartaru-
ga, oleo etc. etc. O anno passado a nunca vis-
ta enchenle do Amazonas, causou immensos pre-
julzos aos fizendeiros e a todos os lavradores.
mas nem por isso as grandes cazas quo por aqut
ha, como a do Palhao, desanimaran), e consta-me
que este Palho est-lo animado e com tanta von-
lade de croar gado, que apenas nasce o bezerro
elle manda-o buscar e o adopta, afim de crescer
mais rpidamente.
O foro trabalha com alguma rcgularidade, o
agora com a vinda neste vapor do Doutor juiz
municipal Jos Clauqino de Azevedo, esperamos
nao s segularidade no foro roas tambem o falte-
cimento de certas cousinhas que por aqu ha do
quando em vez, esperamos que isto lome outra
atlilude e que oa cidados vivam melhor e que*
cessem essas perseguiges.
Os rbulas aqu vo augmentando de numero,
e posso afrmar-lhe que daqui a mais tempo ha-
ver mais rbulas nesta cidade do que cafres
na frica. Eu so fosse juiz elles nao se atreve-
ran) a tanto, e havia corlar-lhes a munheca.
Elles persuadem-se que aqui IA a Jacoca, aon-
de um rbula esperto ainda pode levantar po-
cira.
O vapor Tapajoz que locou neste porto no dia
5 trouxe a seu bordo o engenheiro civil Mr.
Brunet. muito conhecido na provincia ; el
vai a Manos nao sei com que reso jicAo.
Mr. Brunet um disllnclo cavalleiro mu la
tratavel e delicado as suas
aliar nesta cidade, mas o fez em Sanlarem. f*.
ra aoredar sen duvida nao s a cidada que
estS tot d0 *-" Tapajox.COrao.
tambem os bellos edificios que a mesma tem.
O rio Tapajoz como Vmc. deve sabe um verda-
dero rio de agua preta e vem desaguar no Ama-
zonas, mas as suas agoas nao se misturara .-
as do Tapajoz fogem por um lado e as do Ama-
zonas por outro.
.att


m
O rio Amazonas esle nnno tero inchido-mul-
lo e j vae causando tilgum receio porque anda
tcm par* encher este mee lodo, e alguna sitios
j f si.io coro ogon alo p da porta : todava a
celhcita do cacao imttensa, e caperam osobi-
denses resarcir o que perderum, o auno passa-
3o cora a safra deste anuo.
O celebre viajante Jess Vdaure declarou o
commandoiitc do vapor Maraj, que navega de
afanaos paro Laguna, a sua v'" de perigrina-
ro : isto confessou que casado e como sua
tnulher adullerasse tomou urna grande paixo,
anda correndo o
seua das. Isto conl
do dito vapor cm *n
Estou rom muila p
oiundo at se ultimaren) os
lu-me um dos passegeiros
a conversa que ti vemos,
ressa para nao perder a oc-
c laconismo.
At outra vez.
e,P,d'.o, j a commisaio de pa-
ira penal que iiomea senador lmporjo pe|a
provincia do Maranho ao Sr. ^onselheiro j0,qim
Vie.ta da Silva e Souza, r,0nclindo do segrate
modo :
A' vista do
recer :
Que Bao \ta\in >,s eleic5es a que se pro-
cedeu ullimactento n, prdincia do Maranho, c
legtimos or, Wiotb especiaesque lidias inter-
vitram, comas excepcoes declaradas nesie pa-
recer. r
* ** Qu t Sr. conselhtiro -Joaquim Vieira
da Mlya o Souza seja reconhecido senador do
Imperio, o convidado a tomar asiento nesta
casa.
S* Que sao nullas as eleicea primarias das
ftUftSQ Dg miUttlCO. SfeitA EEiiU 1 DE JUNHo'dE 1860.
casiao, por isso tiuh i paciencia e permilla-me l rcgueiias de S. Francisco Xavier de Munco, do
_ 1____-*____ al** r I n dnn l)-..!.^.^ J. O A_L -lia i >
O obidcns'e
*
CEABA\
Fortaleza, 28 de maio de 1860 :
Meu charo redactar. A imprenta tcm esta-
co e continua cada vez mais antojade, IMrmi-
gim os inventos as mais misera veis e invec-
tivas. Nao sei quakido nesta provincia cessar
esse pernicioso systema que algum tem na im-
prensa de lomen ta r tazer grassar os odios, e
insinuar mesmns-cono se deve recorrer e tim-
brar em wdir-se 1 fim de que sembr reine a
desharnronla !.-... taca-se id-eia o orno se a-
cham os nimos as localidades leudo cons-
tantemente o que
sen mentor 'etc.
nosa intriga aire
pregoain pela inipreusa o
No lyceo reina urna fa-
alguus lentos contra o di-
rector, nunca cessaido de aprovocarem e sem-
pre torturando-o pela imprema de urna manei-
gouoa -ou nenhuma gravi-
ra que se revela m
Ha necessidtde
desmandos para que
se estabeleiimeBto,
presidente nao dei
sombla que o aut
como convenieni
pode acarretar oui
cimento nao deve
-pon ha termos a laes
rbelera a ordem n'es-
Sfrdo crfir que o Exin. Sr.
de pedir medidas a as-
a poder providenciar
alias, ser um mal e que
maiores, e esse estabelo-
e nem fui creado para des-
talo d'esses senhortes que nao recuam em seus
ressen ti montos -serri fundameolo, e nicamente
por despeito de le r sido nomeado para director
um sacerdote.
Grassa muito or aqui um periodicosinho
denominado -O'Cer 'neo- que diz ser intercssndo
^ nos negocios da i rej, e nada lia mais cont'a-
* rio 1 seria urna necessidade o desapparecimento
lesse orgaui dedicado aos inleresses religiosos,
visto que elle s irroga fallas e fraquesas, a al-
guns -sacerdotes e vae mais adiante I carrega
i iventar contra aquclles seus
que Ihe sao desafeicoados.
Nenhuma mis i efess ov materia conten esse
S. ento dos Perizes e de S. Sebastiao da Vargem
rinde, e que se deve proceder a novas eleicocs
as ditas freguezias para ficar completo o cerpo
-eleiloral.
4o Que sao nullos os seguintes eleitores :
Firmino Joe Ferreira Marvo e Januario Jo-
s Dias, da freguezia de S Vicente Ferrec ; e de-
vem er chamados em sen lugar os sepplentes :
vigsrio Fabricio Alexandrino da Cesta Leite e An-
dronico Jos Mariano Dias.
Luiz de Almeida Heruaqucs. da freguezia de
S. Joaquim da Bacanga, Wevento snbstilui-lo o
supplenle Olympio Jos Balde/..
<< Jos Filipp* Basson, da freguezia de S. Ma-
linas de Alcntara, a quem deve substituir o sup-
plenle respectivo.
Os tres ultimas eleitores das duas freguezias
de Santa Maris de Ansjatuto* e do S. Luiz Gun-
zaga do Alio Mearim.
Os quinze eleitores da freguezia do Nossa Se-
nhora da Coneeio e S. Jos do Casias, a quom
se accrescenlaram os 33 votos das cdulas vicio-
sas ; devendo considerar-se que os eleitores des-
sa freguezia sao os 15 que antes desse acccrcs-
ceiitameuto liuham a maiuria ;
Os dez ltimos eieiioreaiA freguezia de S.
%rnardo da Parnaliyba ;
Usduus eiccdenies aos quatorze quo poder
dar i freguezia de JSossa Senhora do Nazareth do
lliachao.
5. Que se recommende ao governo o pro-
cediineuto competente conlra os sutures dos tac-
tos criminosos occorridos nesta elcicao*
l'aeo do senado, 14 de maio de 1860.Vis-
uUe de Sapucahy. Mrquez de Olinda.Vis-
"~ de Uruguay.
-conde
inais a mao em
irmos em chrislo
rgam aos nteres; e
O invern conl
falta de dinlieiro i ujo
quando algum ag c
ses religiosos.
nua por aqu, bem como a
premio o que se pede
ola secular ou nao secular
tem alguma quaniia, Com a retirada ( que ca-
da vez maior)|das nolas do banco d'essa,
que circulava noj.centro desta provincia em
grande escala, mais tem lomado-se sensivel a
falla de dinheiros.
por ora consta conlra a seguranca indi-
Nada
vidual.
O vapor est a
maior noliriador.
Auhelo-lhe salule e pecunia.
ifini ex Vtritatepender.
argar, nao posso por tanto ser
MI
ASSEMDLA
DE JANEIRO.
GELUL LEGISLATIVA
SENADO.
SESSAO EM 16 DE M.'.IO DE 1860.
Presidencia do S\. Manotl Ignacio Cavalcanti
! de Lacerda.
A's dez horas e tres quarlos da manha, o Sr.
residente abre d sessao, estando presentes 31
Srs. senadores.
Lidas as actas de 14 c 15 do correte, sao ap-
provadas.
O Sr. Io. SECRrir*Rio d conla do seguinle :
EXPEDIENTE.
Um aviso do ministerio dos negocios do impe-
Tio, remetiendo as imformacoes que o presiden-
te da provincia dp S Pedro" pode colher a. res-
peilo das causas, jnalureza c meios preventivos
da episoolia da especie bovina que lera flagella-
do aquella provincia.
Oulro do mesmo ministerio.remellen lo a copia
do officio do provedor da santa casa da Miseri-
cordia, c bem ossirc do directa do serviro sani-
tario e da irina superiora do hospit geral, con-
tendo as imfcrnia^oes pedidas ao governo relati-
vamente aos actos pralicados pelas irm.ijs de
candado empregadas no dilo estabeleeimenlo
com Joahne Wango, Trost, Joo Frcdenco Klein
e sua mulhcr Linlner. Sao remellidos a quem
fez as requisieo.
Outro do mesmo ministerio, enviando nao s
as acl3s dos collegios cleilorares da provincia de
Minas-Geraes na eleico de um senador pela mes-
an provincia, mas lambem a acta da apuraco
geral e a lista triplico.
Outro do mesmo ministerio, remetiendo as ac-
tas das eleicocs de eleitores especiaos das paro-
chias do Taboleiro Grande, Salto Grande, Aler-
zado e Taquarass, da provincia de Minas-Geraes,
2 que se procedeu em virtude da deliberarlo do
senado communicada em officio de 7 de maio de
1858. A' commisso de conslituie.ao
Outro do mesmo ministerio, remetiendo um
vulume das leis da provincia do Maranho pro-
mulgadas no anno de 1859. A' commisiao de
ssemblas provinciacs.
Dous avisos do mesmo ministerio, remoliendo
m dos autographos de cada urna das seguinles
resoluroes da asscmbla geral : 1". approvando a
penso annual de 4803 coenodida a D. Joanna
Carlota Rebello Leilo Bandeira : i", aulorisando
o governo a garantir Companhia Uniao e Indus-
tria um einpreslimo dentro ou fora do imperio
que nao exceda iquantia de 6,000:000; 3a.appro-
vando o decreto do Io. de Srtembro de 1858, e
respectivas condieses pelas qoaes foi contratada
com o conselheiro Francisco Gonc.alvcs Martins,
cu com a companhia que elle organisar, a nave-
gaco a vapor no rio Jequitinhonha ; 4*. aulori-
sando o governo a conceder companhia Per-
nambucana de navegacSo costeira a vapor, um
emprestimo de300:000fi. as quaes reaoluces S.
II. o Imperador consentc. Fica o senado in-
teirado. e manda-se comraunicar cmara dos
Reputados.
Oulro do minislero dos negocios da jus(c,a, re-
metiendo um dos auiograplios da resolucao da
assembla geral approvando a aposentago con-
cedida ao juiz de direito di' comarca do Bio-
4Jrande da provincia de S. Pedro, Joaquim Jos
da Cruz Secco, com o ordenado correspondente
ao lempo de servico que liver ; na qual reso-
luto S. M. o Imperador conscnle. Tem o
mesmo deslino.
Um aviso do ministerio dos negocios dq fazen-
da em satisfcelo requisico do senado de 26 de
julho do anno passado, remetiendo a relacao das
gratificares nao marcadas por lci que porcebe-
ram diversos empregados daquelle ministerio.
Outro do mesmo ministerio, remetiendo a de-
monstrado dos emolumentos da secretaria de
estado dos negocios da justica arrecadados depois
da reorraa da roesma secretaria. A' quem Tez as
reauisicoes.
Oulro do ministerio dos negocios da guerra
remetiendo um exemplar da proposta da flcari
o!l,or,a|J16 ^rwp'ra o anno financeiro'dc
1B61 a 1862, bem como o relatorio da repartico
a seu cargo. A' commisso de mariuha" e
guerra.
Oulro do mesmo ministerio, remeltendo um
dos autographos do decreto da assemblea geral
fizando as tforcas de tena para o anno financeiro
padecer, vista a sua importancia, para que a p-
provaeao do senado nao pareca um aclo de mera
foruialidade, e seja, como convem, b.seada no
conhecimento particular de todas asinforma^oes
em que so fundn a commisso. couliecimenio
que nao 6 possivel obter-se pela simples lectura
a que se proceden.
Submetlido volaco este requcrimeillo, ap-
provndo.
0 Sr. Daro de Muriliba loma- a palavra para
offerecet consideracao do senado um projeclo
que Ihe parece "de muita e muila urgencia, se
nao para que seja approvado, ao mt nos para quo
provoque da parte do governo alguma medida
sobre o estado excepcional da agricultura em va-
rias provincias do imperio, e principalmenlo na
da Rabia.
Pondera que de ha minio que a agricultura no
Rrasil suflre horrivelienie, ou seja pelos flagel-
los quo ha mais de doz anuos a tem perseguido,
ou seja porque o liberdado do crdito Ihe te
sido nociva al certo ponto. Muilos soccorros se
bau dado a diversas emprezas, militares do coti-
los eslao a cargo do governo para salisfaze-ios,
entretanto nao se tem olhado como cumpria pa-
ra a agricultura, fonte principal da nossa rique-
za. Importa perianto, antes que a sua ruina se
torne completa, que o governo conjunclamenle
rom o corpo legislativo promova de alguma ma-
neira a ccssac.ao, ou ao menos o allivio deslees-
lado de cousas.
Nfto tem em visla com o seu projeclo pedir um
soccorro em dinheiro aos cofres pblicos, one-
rando ainda mais os contribuidos ; quer apenas
o valioso auxilio do crdito do governo, persua-
dido de que com elle muilo se poder conse-
guir.
Reservando para occasiao opporluna a comple-
taijiislillcac.au do projeclo, pede entretanto que
nao se Ihe leve, a mal referir-se elle nicamente
a duas provincias. Conlcmplou s es da Rabia e
de S^rgipe porque sao aquellas deque tcm mais
especial conhecimento. estando cabalmente in-
formado de que o estado de sua agricultura o
mais deplora vl quo imaginar-so pode, c nao por
que queira que s.-jam s ellas as favorecidas.
E' lido e lie sobre a mesa o-seguiute pro-
jeclo : '
A assembl'a geral legislativa decreta :
Arl. 1. E' aborto ao governo um crdito
extraordinario de 8,000:000g. quo ser realisado
por emissao de ttulos da divida pblica a juro
quo nao exceda do 6 por cento ao anuo, ou por
nutra qualquer operacao de credilo mais favora-
vel, exceptuando a einiss.io da moeda papel.
Arl. 2." A importancia deste crdito ser
applicada a remiras dividas dos fazendeiros e
lacradores das provincias da Dahia c Sergipcque
livcreiusoflrido graves prejuizos pelo flagello da
BCCca dos anuos passados e correle.
A Art. 3." Para que se faca efVecliva a remis-
sao do arl. 2o devem verificar-se os roquisitoso
condiges seguinles :
1." A divida sei anterior ao mez do maio
correte, contraliida econtinuada nos estoboleci-
mentos bancarios de qualquer das duas provin-
cias.
2. Os prejuizos serio provados pelos meios
que orom marcados nos regulamenlos do go-
verno.
3. Os estabelecimenlos credores renun-
ciarao em favor dos devedores os premios com-
minalorios convencionados nos respectivos t-
tulos, quando excederem de 1 por ecuto ao
mez.
4." Nenhuma remisso tr lugar por quan-
tta maior do 50:000$ para cada fazendeiro ou
lavrador.
O devedor hypolhecar fazenda pu-
blica immoveis livres e desembargados quo va-
lliaow dobro da divida ; e geralmenle lodos os
seus tiens presentes e futuros, compelindo
metroa fazenda em ambos os casos, e privile-
gio de preferencia e o processo da lei de 22 do
dezembro de 1761 a respeito das dividas lis-
caes.
$ 6. Ser obrigado o devedor a aagar & fa-
zenda em cada semestre adiantado, 6 por cento
do capital primitivo para juro, amorlizaco, fun-
do de reserva c despozas de administraeao, na
proporgao que for determinada no regularaenlo
do governo.
7.c A impontualidade do devedor no rum-
primonlo da clausula do paragrapho antecedente
osujeilar ao premio de 2 por cento ao mez se-
bre o capital que esliver devendo, n qual so con-
siderar vencido, e conjuntamente com o pre-
mio com minado ser demandado, nos termos
da sobredila lei de 22 de dezembro ; proceden-
do-s^e. a sequestro e oxecucio nos bous que pos-
saro ser mais fcilmente vendidos, cscolha dos
agentes da fazenda.
&. Os gerentss e fiadores do devedo
pagut desde logo s prestaces vencida \ depost-
to o icmanescento de preco da arrejt>aiaeao para
ser levantado cerno de direito.
J.il. Os bensofferecido^ & hypatheca es-
pecia serio avallados por lr^8 proptleiarioa Bo-
rnead js pelos agentes do governo. Para esta ava-
iaca< ser lomado o trmo medio do rendimen-
to liquido da propne.dade nos ulUmos cinco an-
nos : esto termo Kdio, mulplcado por quinze,
ser i valor d*propriedade e seus ceessorios,
para er logar a hypotheca, ouvido o respectivo
proc radoc fiscal.
A 7 O fundo de reserva secMBpregadoem
ttulos do governo ou depositado na coica filial do
Banc do Brasil como mais convier.
.irt. 8. Depois de amortisad.i divida con-
-^ioiJa pelo'gnvorno, o liquido remanescente do
fundn de reserva ser dividido pro cota entre os
develores originarios ou seus herdeiroa queti-
vcrein sido pontuaes no pagamento de jeus d-
bitos contando-se o juro de 3 % ao anno aos que
houiirem solvido os respectivos dbitos integral-
mente ou por prestacoes maiores que as estipu-
ladas desde o diaem que se fizeram quites com o
gove no.
Arlv 9. permitlida a cesso dos bens hy-
polhicados, precedendo licenca do governo e
obrigando-se ocessionario pela maneira porque
o er oeedenie. nao s quantoaos bens cedidos,
mas quauto aos deraais ; cando esto lambem
obrigado solidariamente ao pagamento da divida
Arl. 10. Nao gozarao do beneficio dessa lei
os senadores, depulados e membros das assem-
blajrprovinciaos da actuat e prxima legisla-
tura,
/icam setn vigor as disposices om contra-
rio.
Pago do senado, em 15 de maio de 1860,
Bario de Muriliba.
ORDEM DO DA.
Entra cm primeira discussao a proposiro da
cam 8o districlo eleiloral da provincia de Minas" Ge-
raes.
O Sr. Kaconcei/os.entendendoSe o projeclo
nao mde passar como se acha redigido, porque
nao lealtendcu s representaces dos habitantes
das fregjiezias aiio|MS do ..Ronio, onde se
quer crear um novo collegio eleiloral, e porque
nao ton vena azer urna altoragao na lci em ob-
jhcIo to insignificante como esle parece, requer
qne i negocio seja commettido commisso de
eslalslica, para que sobre elle interpnnha o seu
pare vr. Alm dislo, tendo de vir ao senado ou-
tro jrojecto da cmara dos depulados sobre igual
assu opto, em rolagao provincia de Minas, pare
ce-he mclhor aguardar a sua apresentacao para
reuni-lo no que se discute, e votar-se assim urna
med da mais completo acerca desla materia.
O requeriraenlo apoiado, e sem debate ap-
provado.
Ei tram om primeira discussao, e passam sem
dbale para a segunda, e desta para a torceira, as
propjsicoesda camira dos depulados:Ia, appro-
vando a aposenladoria concedida ao juiz do direi-
to J do 1:200$. e 2a, approvando a pensao annual de
292$ concedida ao soldado Ricardo Jos Fran-
cisc.
Srgue-se a primeira discussao do projeclo do
sealo divdindo um dous o collegio eleiloral da
provincia do Minas-Geraes, que lem assenlo na
cidade da Campaoha.
Neo havendo impugnaeo passa o projeclo pa-
ra a egunda discussao.
O ir. ]'re.-idenit declara fin Ja a roem do dia,
e d para a da ses>ao Ae 18 : lerceira scussao
dap.oposicao da cmara dos depulados aulori-
sando o governo para prorogar por mais um an-
no a licenca concedida ao conseiljoiro Thomaz
Xavier Garca do Almeida, e pira concod-la a
oulr is empragados com os respectivo*vencimen-
los ; primeira e segunda discussao fas. proposi-
coes dAjamara dos depulados : primeira appro-
vamo t peusao annual de 210 concedida a .
Flor nda Theraisa Jac^ues Ourique, e segunda ap-
provando a pensao mensal do 509 concedida ao
cap o da guarda nacional da provincia do S.
Pedio, Izaias Antonio Lopes; primeira*/di=cussao
da ii dicacao aprescnlada na sesso de Q) de julho
do amo passado sobre a alleraco de algnns ar-
ligos do regiment, com o parecer da commisso
da nesa a tal respeito.
Lcuanta-se a sesso meia hora depois do
meic dia.
ItlARlO DE PERNftMBUCQ
O rapar Oyapock, trouxe-nos jornaes do Ama-
zonas al 25 de abril, do Para al22, do Mara-
nhac al 25. do Piauliy al 13, do Cear'St 28,
do Rio-Grande do Nurte al 29, e da Pitrahyba
al < 0 do corrcnle. J \
N:da do importsnleoccorrera as diverjas pro-
vucias do norte do imperio, depois da vnda do
'art n. quo lia pouons das por aqui passou.
I.-se na Estrella do Amazonas :
c ikdminiitrago da provincia.Corrrsexcellen-
temculc. Acaba de chegar no vapor Tapajoz cn-
tradi hontem do Para mais carne secca e farinha,
gracis as providencias dadas pelo Exm. Sr. vlce
pres denle da provincia Dr. Manoel Gomes Cor-
rea de Miranda, que lem produzido ja os benfi-
cos tffeilos que se deviam esperar.
\pezar da crescente immensa do Amazonas
parco que estamos em quadra, seno de obun-
danca,%o menos do sufficiencia. Os receios de
fomc vo desappnrecendo e bem dito o inlcres-
se ce m que S. Exc. cura demclhorar a sorle dos
Amatoneiises.
Polica.Tambera marcha como ora de es-
pera da inlelligencia e zelo do digno magistrado
que t dirige.
3 exprosso-de Marabilanas nos vcio confir-
mar a noticia que ja linhamos da prosperidade
cm cue caminha o rio Negro, oslado esle dev*ido
ao zc lo
ves l'i
Symphronio Olympio de
~or nos
esiabelecimeiitos bancarios em que a divida for
remida, conlinuarao para com a fazenda a res-
ponsabilidade que linham nesses estabelecimen-
los cm relaco mesma divida al completa so-
lucao.
9." Se o devedor antes de ter pago loda a
divida fazenda publica for execnlado por ou-
tros credores por quantta excedenlo quarla
parle do que ainda restar,, poder ser lambem
c.eculado pela fazenda para sor integralmente
ndemnisada.
10. Os bens sujeilos execueio serao le-
vados praca e arrematados pelo maior lanco
independcnte de avaliaco, salvo o caso de ad-
judicagao.
11.0 objeelo da hypotheca especial exi-
VHtT ir" qUl 1 i S- niP"a: ?"Wo,0.ef no dispostog0no88e^rCVamen,e
r,~n".nJ?.:ri,?_?.??,jft*le,.rn0 e ""< : li. 6. ? nao podendo effectual;
e commuoicsr camarades depulados.
Outro do ministerio tos negocios-da marinlia,
ha'doum,do "utographos do decreto daas-
dtS ,'*rr qW>- fi" a0r^ navnl Pra *>bre-
nnrUnr nmc'M\ perador consei.to._Tem o n-esmo deslino
rl?OC5C,0(8 ^9 Pre*id'<*da8 provincias de
S. Paulo Santa Catharina, 8. Pedio. Piauhy e
Espirito Sanio, remetleado os wus relatnos -
Ao archivo.
"a Ord nv.
ar-se o novo en-
cargo 3enao depois de livres do opposicao, a qual
ser processada summariamenle na forma que o
regulamenlo eslabelerer.
12. Os bens perii'eis que forem accesso-
nos do imroovel dflerecido hypotheca devero
ser seguros, so liouver companhia que osqueira
segurar. Todas as desposas da hypotheca cor-
rero por conla do devedor.
g 13. O devedor poder pagar a divida in-
egralmento ou por maiores prestacoes do
lo e patriotismo do mjor Francisco Gonoal-
inhei-o, e a inconlestavel intluencia benfi-
ca qi e o mesmo exerce uaquelles lugares. Moilos
ludir s entre os quaes acha-se o christro Aloxan-
dre, emigrados para o estado vizinho e cuneen -
tradt s as toallas, com o temor dos tiros, surras,
caro re, e aparato bellico, cora que algumas au-
toridades d'allt os intimidava, abusando escan-
dalosamente da ronfianca do governo de qoom
eran enviados, regressarara a seus lares e vivera
paciiicamenle.
L-se uo Jornal do Amazonas do Para :
ionlera s 2 horas da larde fundeou no por-
to, p vapor de guerra Ibicuhy, procedente dorio
Araguaiy. com escala por M.icap e Breves.
Sahindo deMacap a 13 pelas 5 horas da
lardt chegou a Breves a urna hora da tarde
de I onlera, e tlesla villa largou as 2 horas, a
reboque, por precisar de leve reparo o machiuis-
mo ; tendo comegado o trabalho o vapor s seist
hora i.
:onsta-nos que a Ibicuhy subir o rio Ara-
guar^ al sua primeira cachoeira, cerca de 30
legu.is da foz. e que regressra por faltar manti-
mon os, que s poderlam chegar at amanhaa ou
depcis : assim c que ainda lem a commisso de
liinies a que preside o Sr. capito lente'Jos
da Costa o Azevedo, de regressar aquelles thea-
Iros de trabalho
mTjJLp~!f,f'u.0. hi,nlem 'orara noieados
omclaedo3 balalhao da guarda nacional deste
nramcipio.g.u^ do aquartelar hoje cm subs-
Utuitao 40 oatalhao. os cidados seguinles :
Estado- miior.
Alferet>trtarioJos Pedro das Neves.
. 1.a Companhia.
Tenento-0 altere* Prancisco Antonio de Assia
Goos.
AlfeiesSebastiao Paos de Sonia.
1.a Companhia.
TeneBteO altores Jos Eleuterio do Azevedo,
6* Companhia.
CapitaoO lente Antonio Jos da Costa
Silva.
ToncntaO alfores
Quciroga.
Os V1NHOS DO RHOD.INO NO TEMPO DOS G*D-
leses e nonios A vinha, diz M. Desmarais, in-
troduzda no paiz das Gallias pelos Messalius
Gregos de Marselha. foi para os Transalpinos
urna iraporlanlo origem do fKjueza. Plantada
pnmeiramente nos conloes raeridonacs. sua cul-
tura espalhou-se desde o primeiro secuto da era
chrislaa, al alm de Isero^Anles dessa poca
ella nao exceda o espa$o este rio e o Mediterrneo, isto eslava limitada
ao paiz das Siciiias e Cavaros.
As cncoslas visiuhas do Khodauo eslavam co-
bertasde vinhas, e produziam com abundancia
os celebres vinhos. chamados vino picato por
Plutarco. Marital e Columella.
Elles deviam o seu goste particular a urna pre-
paracao que consista na mistura de urna iufuso
da resinado pinho pulverisada.
Por esle mcio osles vanos adquiriam um per-
fume muito apreciado"fcelos bebedores daquelle
lempo. '
Esles vinhas, guardados cm odres e remellidos
pelo Rhodano al Arles; erara dalli expedidos
para Marselha e para toda a Italia.
A prosperidade desta parttdas Gallias, queoc-
cupava os vales do RoJano era admiravel no
lempo do dominio romano. Plinio, a chama o
segunda Italia, e oulros o jardira das Galias. J
desde o lempo de Annibal era este paizabuudanle
de homons e ferlil em cereaes.
Slrabao excepta desla regio a parle habitada
pelos Segalannios, que menos dados ao trabalho
da lavoura, pouco cullvavam, e pouco liuham.
Mas depois suas florestas foram em parle rotea-
das, e suas colimas apresenlaram as mais ricas
vinhas, das quaes so fomeca lambem a Italia,
porque os vinhos fabricados pelos Segalan-
nios linham o mesmo goslo que os do Rho-
dano.
Os vinhos do Rhodano forara classiflcados por
Marlal como um dos dezoilo vinhos famosos do
seu lempo.
I.o-so no Coarrier des Etats Vnis :
Quom tem passado alguus mezes era qual-
quer cidado da Unio sem ter encontrado as
cnangas e as mulheres a mascar continuamente
gon.ma elstica ?
Mas, esta mana nao deve admirar n'um paiz,
onde, em geral, quasi lodos os homens leen o
mo habito de mascar tabaco desde pela manha
ale noile.
A gomraa de que usara as mulheres e crian-
gas d'uma fabricagao particular, consta de
pequeas paslilhas todas cobortas de assu-
car.
Ha urna fabrica em Walerlown, no Estado de
Nova-York oceupada nicamente dessa indus-
tria, tuja imporlaucia fcil de avaliar, sa-
bendo-se qoo cm seis mezes vinte e cinco mil
caixas, conlendo cada urna duzeutas paslilhaade
goiuma. t
Passageiro do vapor nacional Oyapock\*-
Irado dos portos do norte :
Pedro Borgesde Paria, Fernando R. Vascon-
celos, Someao Pereira de Almeida, Joan Dou-
phont, Pierre Mallhol, Dr Nabot Carneiro Be-
rorra Cavalcanti e 1 esenvo, Mar A. de Jess,
Pedro, Manoel e Marcolino, escravos, a entre-
gar, Joaquim Lcito e 1 escravo, Pedro Jos de
Souza, Jos Antonio S.raiva, Joaquim Baptista
da Silva, Carlos Francisco Soares de Brilo, An-
tonio Dantas C. de Medeuos, Antonio Dias Pinto,
Antonio Jos de-Azevedo, Francisco de Paula F.
Moreira Jnior, Joo Pereira da Rocha, Joo
Ollion do A. Henriques, Jos de Azevedo e Sil-
va, Jos Fortunato Souza Georgc, Jos Luiz Pe-
reira Lima Jnior, Carlos Bless, David Poleman,
c Filippe Pedro de Souza.
Soguero para o sul : *
Dcputado Diogo Velho C. Albnqucrque e 2 es-
cravos, Bento Augnslo de Moura Brazo, cadete
Odorico Franklin N Pinheiro. Salomo Perru-
chet, 1 praca de marinha, 23 recrutas para o
exercjlo e 10 escravjs a entregar.
Passagoirusdo vipor brasileiro TocaiUins,
sahidp pa'a os portos do norte :
Antonio Alexandrino Lima e sua senhora, Ma-
not-l Marques Camocho. Vicente Augusto de Ma-
galhoes, Francisco Soares da Silva Retumba e 1
escravo, Jes Antonio Pinto de Abren, Angelo
Custodio de Faria Torres e seu discpulo Alfredo
Ramos. Manoel Mosquita Cardoso, D. Auna Joa-
quina de Mello Lins e 2 escravos. Padre Anto-
nio de Oliveira Antones, Jos Paulino Hoonholig
Joao Octavio Vjeira, Charles Jonatham Wempor,
Manoel Clemcnlino Carneiro da Cunha el escravo,
e Joaquim Marques Pamazio.
Matadouro publico :
Malaram-se no da 31 para o consumo desta
cidade 62 rezes.
Moit rALLQADC M OU 31 DO CORRBNTB :
Benedicto, pelo, escravo, 11 mezes ; es-
pasmo.
Leopoldiuo, branco, 21 mezes; escarlatina.
Ludovina, parda, 5 minos ; espasmo.
Jos, prelo, escravo, solteiro, 45 annos : phtliy-
sica.
Uralielina Joanna Francisca de Lima, parda, sol-
teira, 15 annos ; agaslragia.
Innoconcio, prelo, escravo, solteiro, 40 annos;
apoplexia.
Joo Frcdolino Germano, branco, solteiro, 12
annos ; colito agudo.
Laurianna Candida Valeria, pardo, casada. 33 an-
nos ; angina.
Jos do Patrocinio do Boinfim, pardo, casado,
50 annos ; febre typhoide.
Marianna, branca, 8 annos; febra cerebral.
Pram elino, pardo. 2 annos ; espasmo.
Amelia, branca, 5 annos; anazarca.
Escolstico Aulonio, viuvo, pardo, 65 annos;
erysipcla.
Hospital de caridade. Existem 68 ho-
mens e 54 mulheres, nacionaes; 5 homens es-
trangeiros ; total 127.
Na tolalidade dos doeDtes oxistom 40 alienados,
sendo 32 mulheres e 8 homens.
Foram visitadas as enfermaras pelo cirurgiao
Piulo s 8 horas da manha, pelo Dr. Dor-J
nollas, s 81(4 horas da manha, pelo Dr. Firmo,
as 3 horas da tarde de hontem.
BALADO DA MCMTA E DESPEZA DOSSTABELEC1MENTOS DE CAR1DA
DE, VERIFICADO DO 1. DE OTUBRO DE 1959 A, ABRIL DE 1860.
RECE1TA.
Recebido da Ihesouraria provincial.
pra-
811^800
2001000
72000
6:2505000
3.-617357
importancia do curativo das
gas da corpo de potiaja,..
Da mesma thcsouraiia. Importancia
consignada na le do orgaraenlo
para os reparos do hospital de ca-
ndado ................
'em idem de camisolas para a ca-
sa dedeengo....................
dem idem Jo sustento e curativo
dosmendgos..................... :865S503 J
dem idera para ocosleiodoeslabe-
locimento......................... 12:500*000
dem dem para a obra do hospital
Pedro II....................-..:...
Da Ihesouraria de fazenda importan-
cia do subsidio dos vinhos........
De Antonio de Souza Leo, impor-
tancia do curativo de seu escravo
Jos................
199J263
53953
De Jos Pires Ferreira. idem idem
de sua escrava Lucinda..........
Do Dezembargador LourencO da Sil-
va Santiago, idem idem do seu
escravo Sebaglio.................
Do lenle coronel Francisco da Sil-
va Santiago, idem Viclorianno ... 230*718
Do mesmo, idem Marcianna........ ftftisn
30a0
Do cnsul da Sardenha, idem de Pe-
dro Reboa.....................;
Dito dilo d'Auslria, idem de Pielre
. Dubovich......................
De Jo3 Aniones Guimares, idem
de seu escravo Miguel...........
Do cnsul da Dinamarca, pelo Irata-
raenlo de Luiz Schaveichanes___
Do Dr. Silvio Tarquinio Villas-Boas,
dem do escravo Bento...........
De Antonio Bernardo Vaz de Carva-
Iho, idem Ignacio................ 129S876
De Manoel Antooj__Cirdozo, idem
Francisco.....flpfi..............
De Jos Alves Luna, idem de D. Ma-V
na Jos Litis............
6150
17*185
66J660
1493550
63210
1085710
De Manoel Jos Guedes Magalhaes,
idem de seu escravo Francisco... }
De Joaquim Jos da Silveira, Ihc-
soureiro da Asssociogao Commer-
cial Beneficcnle, donativo feilo
pelo exmelo banco desla provin-
cia aos eslabelecimentos do cari-
dade ...............
123999
"169ji54
18920jJ
384055
4:000$000
3:000{0f0
PERNAMBUCO.
Do mesmo, por emprestimo, para a
concluso du doos salos do hos-
pital podro II, para a inanguraco
do Azylo de McndciJaJe........-
Da commisso encarregada do baile
dado no holpital Podro II (por oc-
casiao da vinda deS. M. imperial
a esta provincia), para continu>-
cao da obra do mesmo hospital..
De Antonio de Aranjo Ferreira Jaco-
bina, ajudanle do mordomo de S.
M. imperial, imporlaoca dada pe-
lo mesmo Augusto senhor para
conlinuacao de dita obra........
Do mesmo, idem para a casa dos ex-
postos.....................
dem idem para sor desIriliBrtdo com
os enfermos pobres do hospital de
candado........................
Do thesoureiro das lotera da pro-
vincia Francisco Antonio d'Olivei-
r, imporlancia,do beneficio da ul-
tima parle da quarla e primeira
segunda da quinta lotera* hos-
ptial Pedro II.................... 4 O6O5OOO
Do procurador do estabeleeimenlo
de caridade por conla do rend- *
ment dos predios................
Do solicitador, idem idem..........
De diversos, importancia de raadei-
ras inutilisadas...................
Para materiaes da obra do hospital
Pedro II, empregados nos reparos
da casa dosexposto9.............,
Aflooaooo
1:0005000
300g000
serventes des
de e lauros,
de caridade,
pezas de ou-
dus lazaros ,
cxposlos,
DESPBCA.
Pago s amas da casa dos exposlos,
suas menstlUMates ato margo....
Aos .em preg| MLeilabelecimen-
tos de caajpie, seus ordenados.
idem.... *
Ao enf
hospit
idem..
Ao rog
impor
tu oro
dito
. ideal...
A superiora
idem.....
A Lourenco Jlrslimano da Rocia Fer-
reira, por aanguesugas............
A Silveira A Costa, por gneros___
A Jos Francisco Rodriguea da Cos-
ta, idem..........................
A D. Fortunata Cocino da Silva, im-
portancia da renda do armazem
oceupado pelo hospital do can-
dado.........................
A diversos, importancia de reparos
feitos no hospital de caridade e
rasa dos cxposlos................
A Maria Thereza da Silva Vianna,
como encarregada d'auxiliar as
irmas da casa dos expostos......
A Angela Carolinda da Conceigo,
srvenle da mesma casa..........
As cinco irmas empregadss no ser-
vico da mosma casa, importancia
de seus vestuarios................
As seis ditas idem do hospital de
caridade, idem.................... 510*000
aos padres lazarislas, seus orde-
nados ................."..........
A Bento dos Santos Ramos, impor-
tancia de carne verde al julho do
anno passado..................... 4:575^680
A Manoel Antonio Goncalves, im-
porlaucia de forros...........____
A innandade de S. Pedro "dem
idem..............................
A Antonio Pedro Ramos
de folha..............
A diversos, pela pintora
4:556s892.
7:734|23r
l:3Ut66fr
4441*990-
3:049*710
1.895|0f>
3379500
8969430
4219HO
1089000
473; 800
45;0OO
37c50d
225;00O
5125OOO
por obras
pa-
Imporlancia
15.4589463
3755OOO
2SS;010
24588O
Snldo em 30 de setembro de 1859 a:
saber :
;elras.................. 682*1(5
Recibos................. 9:654$056
6I:38095S'
105363201
7I:916J707
Administraeao goral dos estabelecimenlos
O thesoureiro,
Jos Pires Ferreira.
- ~ r-----._ e caiacao
da casa dos cxposlos..............
A D. Joaquina aria Pereira Vian-
na, imperte da decima quarla
preslago..................
A irma superiora do hospital de a-
rfdade, para a compra de urna ca-
sula bordada e oulros objectos. ..
A Joaquim Vicente Marques por 12
taboas de louro...................
A Joao Parheco de Queiroga, por
diversas despozas que fez com o
hospital de caridade..............
A irma superiora do mesmo hospi-
tal importancia da esmolla mau-
dada destribur por S. M. U com
os enfermos pobres..............
A Manoel de Barros Brrelo por as-
sucar refinado...................
A Antonio Carneiro.d Cunha, alo-
guel da casa oceupada pelos
dios Lazarislas......
A fazenda provincial,
da decima da casa n. 21 da ra
Vellia, que lem de passar para os
cstabelelecimcnlos de caridade por
morto do Auna do Carmo Fernan-
des.....................
A Luiz Antonio do Siquera por 12
camisas de tiscado................
A Angelo Custodio dos Sanios] por
cera que forneceu................
A Antonio Manoel de Souza, por
joclos para a capella dojiospital de
caridade...................
A Antonio Moreira Pon les, por cal-
cado para a casa dos expostos___
A Manoel Antonio de Jess, impor-
tancia de pao e boluca que fome-
o-'nde ^u,h0 de 1858 Ju"ho de
1859..................
A diversos, importancia de reparos
feitos na casa do hospital.........
dem idem de predios..............
Por direilos de diversos objectos
viudos da Franca para os eslabe-
loci raen tos de caridade............
Com a obra do hospital Pedro 11,
como consta do lirro respectivo..'
Saldo em 30 de abril, sbor
[;'Ua.s.................. 882^145
JJoe,1.................. 3195679
Rcclbos................ 8:5l9o935
16i80O
tffJSB
)346IO
233J00O
75060O
H6jeoo
38j000
81;120
300j0CO
2:132{200
400J00O
9IS-.6 f
189OOO
9600O
11; 660
318;50
6:373c71
1195940
25;000
779<50
19:657830
62:19 J9 8
9 7219759
71:9103707
de caridade 30 de abril do 1860.
O escrivo interino,
Justino Pereira de Faria.
MAPPA do mo vi ment dos estabelecimentos de caridade, verificado do
julho de 1859 a 30 de abril de 1860.
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Administraeao geral dos estabelecimentos de caridade, 30 de abril de 1860.
O escrivo interino.
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L.
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e
Justino Pereira de Faria.
Communicados.
Seis oficios dos prsideotee das orovinria Aa
.Paulo. Minas-Ger^s.^rgir^. Amazo"."! Pa-vier CfiU<,olad" "o 6., se assim Ihe con-
ralnba e Goyaz, romeltofldo os actos legislativos I Arl i 1 k,.n,. -L,
das respeclivas assemblas provijwiaesproraul- arl 3 'JT& 1 l?,? ,eca "P"11 e geral do
ss^ar*^40"^
dos .eeitlaric Oes collogios clei- U.S~pPlSdt.Ptt;3j,Xn,,no
e Diamantina e da cidade de Cal-' ronsenlimor.lo d. lw' aHZ^^I^
tot
a j* 1*5 PJb as actas da elcicio para tu* se-
h. m' f* <** P">ce'leu jiaquellcs collegios o
XooSio\ffil4B *n" flfl rnlhcc do devedor. Essa hy-
potheca nao osla Bojeita ao registro cora-
n u m
Arl. "5. O arrematante do bens executados pe-
ta fazenda publica, sujeitanVsc s mesmasobri-
gacOes do devedor, goaara dos sesmos favores
concedido a et(e pela prfsenle lei, em lauto que
REVISTA DIARIA-
Informam-nos que ha alravessadores dege-
neres alimenticios, quo lcvnm o seu escarnco ao
ponto de ir mesmo dentro da ribeira vender os
gent ros, que ho atravessado com detrimento da
populacao consumidora I
E le proceder 6 duplamente punivel. nao s
pola infrarco do que ha sido disposto a respeito,
com ) tambora pelo destespeilo quo isto se li-
Ka, o escndalo com que se procede pora a ven-
da do genero atravessado. I)evc-se, portanlo,
alte ider o esse abuso, e faze-lo para serapre
des; pparecer, nao s pelo principio prohibitivo,
comD por mpo-loa humaiiidado.
Prolendem alguns devotos do glorioso pa-
dre Santo Antonio, do arco deste nomo, promo-
ver i sen festejo noste anno com a magnificencia
do (ulros lempos.
* louvavel esto emponho, e nao podo deixsr
pr acnmpanhado pelos moradores da ru do
"'n.i que, por urna tradQo gloriosa ou alias
por urna transmissao, toem por de'vor celebrar os
lotivores do padrooiro da nossa provincia.
Ainda lombramos cali ;a lirada da casa, que so acha demolida na
ra da Imporajriz, nesses diflerentes buracos que
abundara nasjams de entrada e gahida dos vehi-
culoj de condlItRo.
Per mais de lima vez tomos apresenlado esta
idea, a cuja adopeo nao deve olislar o fado de
ter 1 ido coramellido aquelle sorvigo urna pes-
we, medanle o gozo dos maleriaes. No numero
desles nao podo rinda ser considerada a calina
quo. -como entalho, ser lancada fora; e nest
2tfV*^r7ber,ii' '"diferente o lugar aonde le-
nha de detta-la. suapoudo mesmo nos que aquel
la p.ssoa 0*0 ne notar a dar a referida ci
paro essem, quaiidollie seja pedida
callea
CHRONICA JUDICIAR1A.
CCP-n TRIBUNAL 00 COMMERCIO.
SESSAO ADMINISTRATIVA EM 31 DE MAIO
DE 1860.
PRESIDENCIA DO EXM. SR. DESEHBXRGADOB
As 10 horas damanha, achando-se presentes
os Srs. depulados Lemos, e Bastos, o senhor
presidente declarou aberta a sessao para mero
expediente, e designou o deputado Lemos para
servir de secretario,
EXPEDIENTE.
Foi prsenle o decreto de 3 de abril docorrrn-
te anno, nomeandoao bacharel Julio Augusto da
Cunha Guiraaraes, para offlcial-maior da secre-
taria deste tribunal.Mandou-se cumprir e regis-
trar ; ecomparocendo o mesmo bacharel, pros-
too juramento c lomou posso.
Lira oflcio do secretario do meritissimo tribu-
nal do commercio da provincia do Maranho, jun-
tando a relacSo dos commercianles all matricu-
lados no mez de novembro do anno passado 12
do corrento. Archlvo-sO e aecuso-se afecep-
co. ^
Foi presento a cotaco offlcial da junta-do cor-
relores. Archive-se.
DESPACHOS.
Um requeriraenlo da viuva Amorim & Filho,
pedindo que se declare sobre quem deve recahir
o pagamento dos sellos de saques sobre pracasdo
imperio, quando negocrados fra dos bancos.
Soja ouvido o Sr desembargador fiscal.
Outro dos mesmos, pedindo se mande que o
correlor Patchelt atieste qual o preco que valiera
as farinhas de trigo das diversas mercas ameri-
canas, nos mezes de agosto c setembro do anno
passado.Corlillque a junta dos corretores.
Outro de Melquades da Cosa Barros e Anto-
nes & Irroaos, salisfazendo o despacho de 26 de
abril para ser registrado o seu contrato social.
Vollc ao Sr. doserobargador rtscal.
Oulro de Bailar & Oliveiro, pedindo cariado
registro para o son brigue Olinda.Seja ouvido
t>r. desembargador fiscal.
Outro de Coelano Cynaco da Costa Moreira.
declarando ler mudado a atmacao de seu pata-
cho Suata Cruz para palhabete, e pedindo a nc-
cessana ianolaco na carta de registro. Cmo
requer.
Nada auikliouvo a tratar.
Goianna, 26 de maio.
Corre por ah um communicado no Liberal
Pernambueano, que tora podido allrahir para
si a antmadvorsao de quasi toda esta cidade. Ha
ah tanto de perfidia e falsidado, que cons-
ciencia revolla analysa-lo. Qualquer que seja o
no me que se encobre no pesudonymo : O Caetano
de Santo Antonio, elle nao ousari cerlamonto
descobnr-se e levantar a fronledesassorabrada e
altiva.
ra ferrle de ignominia Ihe seria destinado
por todos os homens sensatos do 5o distrirto elei-
loral, que ploiteara a lide som nella arriscar c
por em jogo n honra e a dlgnidade.
Ajuizo do frivolo communicado, os caracleres
mais eminentes e preflimosos de Goionna nao
merecem o prestigio de que gozam O honrado
br. Dr. juiz de diceito Joo Antonio de Aranjo
Frenos Henriques, o preslimoso Sr. Dr. juiz mu-
nicipal Joao llircano Alvos Maciei. o respeitavel
hr. commendador Antonio Alves Vianna. sao ca-
racleres preeminentes quem o communicante
so despoja era laagar improperios e era altribuir
feitos que altamente os deshonraran!. Quanto
podem a impudencia e a insensatez I
cssNes0cirncte'ro,P n.^nto!fr!^iP a"CSqunm commu- f que a comparacao atienta nao poder dei
nicanlo atira asmis aleivosas imputaces. Hsses "
nomos, que por si sos se recommend.ira opi-
ntao. nao precisara que os dcsoffroniemos. Quem
ha ah que nao conheca a integridade e a inle-
reza dos tllustres magisirados, quo sao arrasa-
dos ao posto, s porque nao acariciam o ampa-
ra m alguma aspiracao poltica ? Faz-se-rJhes
carga de inlervir na lula ; mas que appareca e
so erga urna voz protestar em nome da justica
conlra algum aclo do magistrado 1 Tanto sabem
elles comprehender anobre niisso que lhes est
aos hombros 1
Todos aquelles que nao adherem causa po-
ltica do conimunicanie, Bao os apolllos do
vandalismo, fautores da corrupeo. Seos dig-
nos magistrados quem nos reliamos e so o
muilo dislincln Si. commendador Alves Vianna
houvessem manifestado sympathia por cerla
pretcnco, que esl a debaler-se as agooias do.
urna prxima e vergonhosa derrola, a apologa
fazia as vezes da diatriba. Ento, elles nBo te-
an o$ fautores mas os profligadores da uorrup-
cao e da immoralidade / os apostlos do vanda-
lismo senara os apostlos eos fiis sustentadores
das liberdadcs publicas.
Mas, que, desajudada do prestigio de nomes
rospeilaveis a lantoS titulen, a causa a que adhere
o communicanle nao pode aspirar ao trumpho
sem proenrar lancar a desordem e a desconflanca
as Oleiras contrarias por todos os meios indat
os mais ignobois. E-lhe de mister calumniar
mentir, desnaturar os factos c gann*r por esta
ardil os nimos menos prevenidos.
Eis o que explica nosso ver a linha de con-
ducta do communicanle. Ver-se-ha, porm.em
breve quanto vai ahi de prfido e de pouco ver-
dadeiro. Restablecidos um a um os fados quo-
a'loga o communicanle do Liberal, nos appella-
ms para a opiniao sensata da provincia que no
forj justica.
Urna espontanea manif<-slacao de grande nu-
mero de cidados importamos de Goianna fozr
honra integridado reconhocida dos illoslros
magistrados quo felizmente administram a jus-
tica nesta comarca. Atsignada por mais de ire-
sentos nomes que generosamente concorroram
para esle acto do reconhecraonlo, suscilou-so-
para logo aos miseraveis detractores de to dis-
tinclos caracteres a triste idea de oppor esse
protesto ura contra-protesto. E' o communican-
le quera o annuneia ; o nos o aguardamos com
anciosidade. Quaes poderao ser os asignatarios-
do ful uro contra-protesto ? Desdo j nos a p ra-
zamos para urna analyse desapaixonada, e lemos
lar-
de nos ser mui favorarol.
Em quanto, porem, o desidertum do commu-
nicanle nao levado effeito, pesemos o valor
do cada um dos fundamentos de suas allegaces.
E' a primeira a calumniosa asseveracao de que
o nosso protesto fra impoilo alguns cidados,
os quaes sodesaffionlaro prestando os seus no-
mes ao sonhado conlra-proteslo. E' nm meto
do aluciar por urna lctica singularissima. E
por nossa parte ao menos, nao eremos que um
s dos nosso* lenharo a veileidade e o insensa-
tez de saneconar um aclo que os (aneara em urna
flagrante conlradicco. Se lodos prettaram os
seus nomes com inleira liberdede de oonscien-
ciencia, e de uenhum modo foram violentados,
camo esperar que algum se venha a contradiscr t
\' todos e a cada um dos assignatarios fazemos
nos a justica que nao lhes disliibue o communi-
cante. Ao passo que esle os er eapazes de urna
torpe indignidade, nos os resalvamos da injuria
laucada todos, confiados na inteireza de suas
conicienciate na firmeza de suas ventados. Nao
queira o communicanle bilolar pela sua ludas as
m
V.
I


k
:

A' cada um
nao repugna
que se
protesto,
conscioucias e todas *e voolades.
oseuiugir. Seo communicanle ...
em preslar-se un torpe maoeio, ha anda mu
legitimo imperio. De una vos por todas : por
muito raras que sejam, a irtude o honra- anda
ao fugiram espavoridas dss remedes soeiaes.
E por oulro lado ; que se devera pensar de
algwm desses que se visse figurar, protestando
em sua consciencia por duas manifostaces op-
postas? Esta-mebilidade da vonlado nao do-
mnciaria a ausencia da csponlanedade? Bnes-
ta hypolhose, -o que ratera o contra-proles l o
subscripto pelos proprios aue subscrereram o
protesto f Si estes foram incapazes de resistir
impstelo e si renoeram i boa march a cons-
ciencia, pondo cm almoeda a personalidade
voto? Quem nos dir que, una vez (aneado o
pr-oo sobre um voto, nao veiilia um Unco supe-
rior cobrir o primeiro ? Aquello que j fez mor-
cadona da dignidad*, nao tem perante a opiniao
urna rehabilitarlo possivel. H
Bora entendido,ue fallamos e-n hypothese.
A espontanea go.nrt>sidado com que lodosos as-
signalanos prestarad-so subscrever o acto em
questao, nao nos peroAlte ver no fundo de as
consciencias se nao inleira dignidade. Longo do
os suppor a qualquer, capaz de se curvar aim-
posinao. Se laes fossem os mcios com
Iiouvesse promovido a assignatura do
>lla nao consistira de trezenlos uomes os mais
respeilaveisdo lugar.antes terejor assignalirios
aquellos que nao houvessera meios de sustentar
a propria digoidade.
. Quoes foram, entretanto, os factores desse acto
mmoral? O communicanle indigila. aos Sis
Dr. Freilas, Alves Maciel, J. Alfrelo e com-
mendador Alves Vianna. Mas, se fra verdado
que estes qualro caracteres se erapenhassem era
promover urna manifestado poltica, para :rer
que. relacionados como sao na comarca, nao lhes
sona de mister pcair a imposico o que a arui-
zade fcilmente lhes grangearia.
O communicanle vaiainda mais longe. Calum-
niando vilmente as autoridades locaes, elle vo-
mita injurias vida publica c vida particular
de cada um. Onde o vandalismo se mostrou
tao desbriaao em seus meios torpes o igiiobisde
accao? Sao estes os degros honrosos de urna
legitima aspinco poltica? De que lado esto
os fautores da corrupcao?
Deixeraos. porm, qne essas calumniosas in-
famacocs responda o desprezo que merece aquel-
lo que, urna vez convencido de perjurio em jui-
-*o, perjura sempro e a iodo transe. Quis semel
mendaz, semper mendaz.
Apreciemos os factos.
Umi aspimcao legitima o que por muitos ttu-
los se recommenda opiniao, vai ganhando tor-
ca e sympathias entre os homens polticos da
Goianna : a do Sr. Dr. Joo Alfredo Corroa de
Oliveira, minio digno promotor publico do Reci-
e que, estimado e amparado por graves caracte-
res, posta cm lide com o poderoso auxilio de
seus numerosos amigos.
O que ha ah sesea aspiraco que no seja
muito natural? Nao o Sr. Dr. J. Alfreeo um
jo vea de esperangas, rico de talentos e dj felizes
disposieoes? O seu amor pelas cousas patrias
por ventura equivoco? A sua adhesao constan-
te lodosos grandes inleressos da provincia nao
se ha tantas vezes revelado da tribuna parlamen-
tar? Que muito pois, que elle alimente as-
piracocs polticas, alliado como de urna pessoa
respeitavel e conhecida no paiz ?
As sympathias de que o Sr. Dr. Alfredo goza
em Goianna, do um leslemnnho irrefragavel do
seus mritos. E quando ellas nao fossem, nao
haveria por em duvida o raerocimento que a vi-
da do funcionario publico pe lodos os dias ha
descoberto.
Rodoiadas assim do prestigio do mrito e do
prestigio de urna familia numerosa e respeitavel,
nao muito que as aspiracoesdo Sr. Dr. J. Al-
fredo ja se lenham assignalado por brlhantes
triumphos. Sabe-se que de qualro freguezias,
que o districlo eleitoral de Goianna coraprehen-
de, somenteera urna, poderam os adversarios do
Sr. Dr. J. Alfredo o do seu alliado vencer a elci-
cao da junta. Foi esta a de Nossa Senhora do
Rosario de Goianna, onde de parte do3 adversa-
rios se coramclleram os mis graves escndalos.
Ha aqu um facto digno de notar-se, pasa o
qual ledainamos a afteuco do communisanlo.
Em Nossa Senhora do Desterro do I tamb, em
S. Lourenco de Tejucupapo c em Nossa Senhora
do O', a eleicao da junta foi vencida contra os
adversarios, que a ganharam cm Nossa Senhora
do Rosario as tre3 primeiras parochias. nao
houvereclamaco allendivel ou injusta contra
o processo da qualiflcacao, que correu com toda
' Os 500 guarda, em cujo numero vai Inda cal-
culada exajicraco, eram maior parle invitiveis
miKvidiMHdade* que m duplcavm, trepiicavam
e quadropMeavam ao bom arbitrio de quem n'iato
rfVa?' irMe- DiaB,e d,esle eseandalo. o Sr.
ot. i. Alfredo e seue amigos devenam flcar mu-
dos 7 Devenam deixar correr a revelia os seus
inleressos o os seus direilos?
Aleen dos invisiceis qno a forja se pretenda
incluir na lisia, eram oulros muitos miseraveis
indigentes, conheeidamente taee, oulroa meno-
res. E estes escndalos deviam passar em si-
lencio?
Porque nao surgi um deases, de quem dize-
mos que erara invisiveis, coroprovar a sua
idenlidade? Porque algum desses, de quem d-
zemos que erara indigentes, nao veio a compro-
bar a posse de urna renda que os flzesse ido-
neos ?
O fado mais proprio para desmascarar o com-
muccante, nao deve ser esquecdo. proprio
Sr. coronel Antonio Francisco Pereira voIob em
favor do recurso 111 Ser tambora ole cidado
umjuiz venal e corrompido, um apostlo do
vandalismo, um fsutor de corrupcao? O chefo
(Tessa parcialdade, que se agrupa o commu-
canle, ser tambera fautor de immoralidades?
Eis ah urna domonsiraeao larga e franca, em
que soubemos guardar as regras do decoro e da
bem entendida civilidado.
Entre nos o o perjurio, decida-se e pronunce-
se a opiniao que est cima da todos os intere3ses
e de todos os partidos.
Entretanto, e para nSo raais nes eslendermos,
transcrevemos aqu a petigo, despacho e certi-
dao que sesegucm, que contm preciosos docu-
mentos da illegalidade dos trabalhos da junta de
qualificagao de N. S. do Rosario.
Aguardamos que volte o communicanle. Nos
o acompanharemos, e havemos anda urna vez
convencer ne perjuro perante o tribunal da
opiniao publica a aquelfe que ji do perjuro foi
convencido.
... c Tm0^
Illm. Sr. Dr. juiz municipal presidente do con-
selho de recurso. Gabriel Francisco Pereira,
Tpreciza que o escrivao Rochedo, que tem servido
perante V. S. nos trabalhos do conseibo, reven-
do o hvro das actas do mesmo conselhc, lhe d
por cerlido, era modos que facam f. o seguin-
le: 1. se o comendador Antonio Francisco Pe-
reira, nao obstante ter feito parle do d lo con-
selho na qualidade do presidente da :amara,
nao foi elle proprio portador, segundo c insta d
dilo livro, de alg>in3 requermentos asignados
pelo individuo Bento Jos da Veiga, contra
ilguns recursos que tiveram andaraenh peran-
te o referido conselho ; S. se nao obsta ite isso
o referido comendador aeixou de volor com os
demais membros do conselho a favor do recur-
so inlerposlo pelo capio Joio Gomes de Sou-
za, allra de seren excluidos, como fojam ura
nao pequeo numero que indevidaracnli tinham
sido aqui qualificados como volantes n
do de paz desla cidade, muitos dclles
visiveis : se da respectiva acta, ou da
decizao dosse recurso, consta
3 membros esteve em divergencia acera da re-
ferida decizao, ou mesmo se declarou
quer fjrma vencido om seraelhante deli
e 4." finalmente, senao di referida
do conselho que o proprio Bento Jos
nlerpoz ainda recurso para a relago do deslrc
'o. L. R. M.
Certinjue. Goianna, 11 de malo do 1860.
llircano.
En escrivao abaixo assignado, cert co que
consta dos actos de 16. 19 e2> de abril do cor-
rente anno que o commenlador Antohio Fran-
cisco Pereira membro do conselho dh recurso,
foi o portador de diversos requermentos d
Bento Jos da Veiga, sendo naquell
da 16, um sobro o recurso do
Joo Joaquim da Cuiiha Rpgo Barro
gundo da 19, de 3 requermentos,
o recurso de Abdon Gomes Carn
Joaquina Rafael de Mello Jnior, e
arespeilo dos recursos que interpoz
Joao Gomes de Souza sobre divers
do julgado do paz desla cidade edodc
. .8"^d,a 20, 4 re1uermonlos do rriesmo Ben-
to Jos da Veiga com replicas a respeito do re-
cursos a cima. Sobre o segundo consta da ac-
ta oo da t do correnle mcz. e do despacho lau-
cado na peticodo recorrente capitn Joao Co-
mes de Souza, sobre a indevida qualSficacao do
rauuos votantes, no julgado de paz desta 'cidade
que o reffendo commendador Antonio Francisco
rercira.voloucom os demais merabros|sobre adila
oxelusao pelo quo foi ella por upaniraidade
do conselho decidida. Sobre o 3, ho consta
las actas ou despacho que slgum dds membros
JXAMO >B PgRBUCTOCO. ^- SEXTA FEIRA
como vuluosa e digna espoza era apreciada por
todos qio a couheciam, como extremosa e terna
mii era adorada por todos que a apreciaran!.
Ella 1 ojo jai na mudez do tmulo, nn dos
nossos (oracoes jamis se apagarao os sgnaes do
reconheida amisse, que sempre Ihelrrbul-
raos I isas palavras sabidas dos nossos labios,
foram d ciados pela dor quo nos punge no inti-
mo d'dlna ; nosso intento apenas patentoar a
amisade sincera que sempre consagramos i
fallecida Sra. D. Arma.
Urna ligrima sobre o seu tmulo I
A terr i lhe seja lev* 1
31 de naio do 1860.
Afanoel Bruno de Goveia.
voHiribuico ae carHade. i dem reinita.
Rendimenfo n.,te mes......... r85.8 rti*tn
Sf *" PCTnamb. 3! do mstode C
O esrriv?o.
FautUno Jos dos Santos.
Consulado eral.
Rendimentododia 1 a 30. ... 47:58#282
dem do da 31.
170J872
ELEIQO
de juiz, juza e mais devotos
que teem de festejar o Glo-
rioso Padre Sauto Antoni
do arco da ponte do Reci
para o auno de 1860.
A saber :
Juiz por eleicio.
O Illm. >r. Claudio Du-beux.
Juiz
i
por dovoco.
O Illm. :5r. Joaquiaj Lopes da
Juiza por elei
na
a Maia.
Silva Mala
julga-
at en-
propria
algum dos
a d
por qual
icrago :
decizao
a Veigi.
A Illma. Sra. D. Nareiza Soph
Juiza por rievocao.
A>Illma. Sra. D. Mara Florinda da Silva Carrijo.
Escrivao por eleigao.
O Illm. Sr. Antonio de Azevedo Willarouco.
Escrivao por devo^o.
O Illm. r. Marcelino Jernimo de Azevedo.
Thesoureiro.
O Illm. 5 r. Jos Nogueira de Souza.
Procurador geral.
O Illm. ir. Xisto Vieira Coelho
Procuradores.
Os III v i s. Srs. :
Msnoel azevedo de Andrade.
Antonio le Souza Rcgo.
Joaquim Vieira Coelho.
Jos Gon alves Malveira.
Antonio erelra da Silva.
Antonio tos Santos Noves
Josa Heariques da Silva.
Jos de lineida Nunes Lima.
Franciscc Jo3 Leile.
Jos Joaquim de Miranda.
Recife 4 do junho de 1857.
O coadjutor pro-parocho, Ignacio Antonio
Reg.
49:2913156
Diversa
Rendimento do da 1
dem do dia 31. .
* provincias.
a 30. .
do
tontos
primeiro
cnjmcndaJor
no se-
um sobre
ro contra
lais dous
o capitao
s volantes
Joianninha.
regularidade. Entretanto que, na ultima paro-M0 conselho votase ou assignasse vencido contra
cha, os escndalos se multiplicaran! e com elles dita deemo pelo motivo acraa dito. Sobre
as rcclnmc,des e 03 protestos. Em pro de quem ? *," .finalmente, consta auo
clama este facto 1 Quaes sao oqucllea que so
soccorrom a meios torpes de acqao?
Um d'enlre muitos, ante os quaes nao recuou
a lealdade dos adversnrios, foi a exelusodo no-
nio do Exm. Sr. dignatario Joo Joaquim da
Cut lia Reg Barros da lista dos votantes. A'
que ponto tocou o escndalo? Quando se ten-
tou excluir o Sr. coronel Joo Joaquim da Cu-
nha Reg Rarros, chele de un graude partido,
propriela.ro abastado e pessoa de grande vulto,
o que setaria respeito de oulros? Mas a jun-
ta allegou que o Sr coronel Joflo Joaquim nao
resida em Nossa Senhora do Rosario ; e ainda
ha pouco, o Sr. coronel prcslou na scsso judi-
ciaria osservicos de juiz de facto Como, pois,
por em duvida" a residencia deste importante ci-
dado? Nao muito sabido que, havendo aban-
donado os seus trabalhos agrcolas e reolhen-
do-se a parochia de Nossa Senhora do Rosario,
ah reside desde muito o Sr. coronel Joo Joa-
quim, que por vezes ha sido citado judicial-
mente na propria pessoa e residencia actual, co-
mo o provou com muitas cerlides? Nao bem
claro o aviso de 15 de abril de 1847 6, que
considera como presumpQo da residencia o fac-
i de ser qualquer cidado juiz de fado cm urna
freguezla ? E' verdade que esta prcsunipcao
(coiuo toda presumpeo de dircilo) admitle pro-
va cm contrario. Qual foi, porm, a prova ex-
hibida que de leve ab.ilasse esta presumpeo le-
gal ? E ao contrario, nao vieram muitas robus-
tece-la e comprova-b ?
E quando assim se calca ao3 ps a verdade o
o dircito, que muito que cm represalia tanto
escndalo se procurasseeliminar da lisiados vo-
tantes ao juiz de paz Joaquim Raphael de Mello
Jnior, quando se sabe que este cidado recebe
urna mesada de 8$000 mensaes e nao tem mcio
de vida conhecido? Nao pode o juiz de paz sea
excluido da lisia dos jurados quando se cerlificr
que no possuc a renda legal, como se deduz do
aviso de 14 de Janeiro de 1847 z ?
Mas,aiuda aqui, o communicanle calumnia e
menle. Nao foi Sr. Dr.. Alfredo que tcntou ex-
cluir no Sr. Mello Jnior di lisia dos votantes,
mas o Sr. Abdon Gomes Carneiro que, d'esl'arle,
pretendeu tirar desforra do escndalo commetli-
do contra o Sr. coronel Joo Joaquim E quando
nao fosse o Sr. Abdon Carneiro o autor d'esta re-
presenlaco, que desdouro vira ao Sr. Dr. J. Al-
fredo de ahaver allegado? que, por ventura,
se pretenda urna injuslira? que titulo devo-
ra ser inscripto na lista dos votantes aquelle que
por lei nao idneo para exercer este munus
publico? Tao pouco de importancia elle?
Mas, (prosegue o communicanle): o Sr. Dr.
J. Alfredo conseguio excluir da lista dos votan-
tes em pregados publuos, officiaes da guarda
nacional c mais de 500 guardas I
Pezcmos a valor desla falsa informarlo.
Empregados pblicos! Quaes foram clles? De
um e de um s nos recordamos ; e foi o Sr. Fran-
cisco Jos da Suva Pereira Jnior, ajudanlc do
ogente do correio. Com quanta ju-tica foi, po-
rm, excluido o Sr. Pereira Jnior? Foi o pro-
prio psi, o Sr. Francisco Jos da Silva Pereira,
quem declarou que seu lho linha 20 annos.
Ainda que seja casado e possua renda legs4,
que principio se pedir o supprimento de idade?
Ofliciaes da guarda nacional I O communican-
te tem decidido amor ao perjurio e a mentira.
E se nao, come explicar o Unto afn, que elle
revela, de multiplicar factos singulares o de os
narrar sempre seu modo ? Falla de emprega-
quando somonte um membro de cada urna das
orporacoes foi excluido da lista dos votantes.
Para que tanto despejo em adulterar a ver-
sado?
BsMas, examinemos o laclo. Um s cfficiil da
guarda nacional foi excluido da lista dos votan-
tes : o Sr. Rosendo Vieira. Bernardes. um fl-
Iho-familia, coraprovadamente tal, menor de 21
anuos e solteiro. Qaal a decisn do governo que
faz extensivos aos officiaes da qarda nacional os
privilegios de que gosom os officiaes do exercilo
em relajo ao exercicio dos direilos polticos?
Nao ha, pelo contraria, testo*. avissWcntre os
quaes ubi bailado do actual rninis nwio, que
cipressameote declara que os officiae.
nacional sao equiparados aos do pri
em rela;o. s honras e uo aos di
eos? Onde est, pois, a injustiea da etetusao do
Sr. Vieira Bernwde*?
o 4.
Joo6
. o nrih<-irt n
da Veiga lu o mesmo qno interpoz recur-
so dessa deciso do conselho para o superior
tribunal da relacao cm dacta de 10 do correte
mez, o que ludo consta do respectivo livro o au-
tos dos quajs rae reporto.
Cidade de Goianna 11 de maio de 1860.
Em f de verdade. O escrivao, Joaquim de
Mallos Alcantelado Rochedo.
Correspondencias.
No Liheral Pernambucano de hoje eslendeu-se
o Sr. Joao Vicente de Brilo Galvao em urna cor-
respondencia contra o Exm Sr. conego Joaquim
Pinto de Campos jogando-lhe apessr da grande
distancia em que se acha, apodos e insultos,
improprios de um individuo, que quer campar
do homem de bem, e de de mnis a mais de poti-
nco e influencia era Iogazera.
Toda a raiva, e toda a ira do Sr. Joao Vicente
cifram-se cm nao ter querido o E*ra. conego
Campos representar o brilhanle papel de aecu-
sador, se nao perseguidor dos individuos que
aquelle Sr. apresentava como mandantes do as-
sasstnato do infeliz delegado de Ii gazeira Joo
do Prado Ferreira.
Procedeu muito bem o Exm conjego Campos,
guardando, como affirmaraos, que guardn per-
feta imparcialidado na perseguido, que a fami-
lia de Joo do Prado Ferreira fez e anda faz,
aquclles que suppc autores do aisassinato de
sen chefe.
A aceo da jusca eslendendo-s, como es-
tendou-sc aos que o Sr. Joo Vicente aecusa,
como assassinos de seu prenle, o facto de serem
eljes pionunciados, e recolhidos priso para
responderora ao jury, vem em aiono do pro-
tevo o Exm.
Vicente que
papel triste,
proprio d'a-
que sus-
cedimento que cm lodo este negocio
conego Campos.
O papel que desejava o Sr. Joo
o Exm. conego Gzessc que era um
seno indigno e vil ; e smento
quelles, que suppondo-se alguma :ousa na so-
ciedade, e sem consultarem a propria conscien-
cia, se arvoram da noite para o diaem influen-
cias eleitornes, c se tornara espadauchins. o de-
tractores da honra alheia.
Quanlo a certos factos pas.sados entre o Exra.
conego Campos e o Sr. Joo-Vicento, e quo por
esto sao aprqsenlados de um moito desairoso
aquelle, rogamos ao publico sensato
penda o seu juizo.
Estamos convencidos de que o xm. Campos,
quando chegar ao seu conhecimdoto a corres-
pondencia, de que nos oceuparaosj dar oppor-
tunaraenle conveniente resposla ad Sr. Joo Vi-
cente, pessoa slis bora conhecida do publico
desta cidade.
A poca propria para estos e oulros mane-
jos eleiloraes, principalmente quando te encon-
tra um instrumento fcil de manejar, e um pe-
lourinho sempre prompto immofara reputaco
de um adversario, que tem sabido por si mes-
rao adquirir urna posicao na socieaade, e posi-
cao tal, que rala e me a pequenir os e invejosos
immigos.
_ Gom a puklica^o destas linhas
rao Vmcs. at sou constante leitor
UMA LAGRIMA
OMerec ida a mea especial amigo
Miguel b. \. de Amortan.
Sepultura tcrrivel morada do
descanso, basta leu norae ge-
lar-'mo de pavor.
* *
Nao sao as emocSes criadas era um momento
de amarg.i poesa que me fazem chorar 1
Nao csse novo elo, que a amizade cosluma
juntar a cadeia dcouro de sua beneficencia, que
f3z o meu eoraco obsecado pela dr, verter an-
da urna ligrima sobre o tmulo de D. Maria Ma-
xtmilla Vieira do Amorim I mas sira, a desap-
parico di: sobre a face da Ierra, do protolypo das
donzellas, a saudade em mim produ/.ida pelos
transportts de tres almas solidarias em sublimes
sentimentos pai, mi e irmo !!....
A hora fatdica de D. Maria M. V. de Amorim
chegou emfim I
A pesie, 63se aconte com que o Omnipotente
castiga aisuas victimas, acaba de roubaraos
mais extremosos de lodos os pais, a lllha quirida,
a virgem innocente, a mulher de quinze annos
que honrtva, e dava exeraplos d8 eandura e pu-
reza ao si u sexo I....
Porque a peste lancada pela mo do Creador
em dios do maldicao na trra dos vivos, nao foi
soraenle para castigo da iuiquidade dos repro-
bos ? I r
Mas paia fazer soffrer a innocencia, a donzella
cujo corai o ainla no linha sido viciado pela
msldade ios homens, duvidar de tua bondade,
oh I Dos I
E' arref ;ccr no eoraco de um pai o sentimen-
lo de tua >mnipotencia, plantar n'alma desse
paia ama;ura deHamlet.
Perda, grande Deus, os transportes de um mo-
mento do aflucinaco, porque eu reconhego fir-
memente I rPPlM.ln de tuus lUlZOS. nnrouo arre-
,ii f .,a uiysienos ao Ailissimo nao poacm
ser invesl gados pela inlelligencia humana ; e
enlo eu tlasfemava porque fallava sob a impres-
so das qi alidades da virgem....
A raorli de D. Maria M. V. de Amorim deixou
vestigios indeleveis nos coraces daquelles que
bem a corheciam I
De sua joca virginal nunca sahiram expresses
que podessera ser consuradas oinda pela perver-
sidade a mais requintada ; seu porle jovial, mes-
rao nos ltimos paroxismos, quando o seu lodo
so achava cobcrlo da fria pallidez do cadver, al-
testava una alma anglica ; pareca nao sentir o
gelado pu ihal da morle ferir-lhe o peito ; e ape-
nas lancaia em torno daquelles, que por sua in-
nocencia siraplicidadechoravam, um ollmr tao
paludo e lo triste como um adeus Mil
Eu vo3 chore, e vos supplico quo da manso
dos justos ondo estis recebendo o premio da
virtude, dheis para este mundo de contrarieda-
des e acera irriso, pedindo ao Senhor que se
compadeca de quem por vos tem o eoraco mer-
gulhado ni luto e no pranto......................
Recife. 8 de maio de 1860.
COJOIERCIO.
10:317 J144
lt>:347jjl84
Despachos de exportac&o peame-
sa do consulado desta cidade n k
da 31 de malo de 1880
Rio da PralaPatacho hanoveriano Atlntico.
T. Frercs, 50 pipas agurdente.
Rio da Prata Barca hanoverianaErnest& Geor-
ge, A. Irmos, 350 barricas assucar branco
Porto Brijrue portugeez S. M. I, Thomax do
Faras, 150 saceos assucar branco.
Lisboa Brigue portuguez Boa F, C Nogueira
4 C 600 sacros assucar mascavado.
RENDIMENTO DA MESA DO CONSULADO DE
PF.RNAMBUCO EM TODO O MEZ DE MAIO
DE 1860.
Consulado de 5 por cenlo. 45:53 (206
Ancoragcm.....I'9ilft900
Direilos de 15 por cenlo
das embarcacoes es-
Irangciras que passam
anaciouaes..... 204^000
Direilos de 5 por cenlo
na coraprs e vendadas
embarcacoes. 314(500
Expediento da capalazia. 526J050
Sello fixo c proporcional. 7289500
Feilio de ttulos de cai-
xcros despachantes. 4J800
Emolumentos de cerli-
des....... 47200
arroba
>
>


Diversas provincias.
Dito do assucar das Ala-
go ns......
Dito dito da Parahyba. .
Dito do algodo, assucar
e eburos da dita. .
Di/imo de diversos g-
neros do Rio Grande
do Norte.......
49:291*156
5:837jJ976
2.425S611
874753
l:208jj804
10:347gl44
59.638S300
Depsitos.
Saldoexislenle.........184J394
Alfandeara.
Rendimentododia 1 a 30. 231.-375*649
dem do da 31....... 8:1989179
239:573^828
Mo violento da alfandega
Volumes entrados com fazendas
com gneros
Voluntes sihidos com fazendas
com gneros
132
385
------517
165
393
558
muilo obriga-
X. Y.
Publicacoes a pedido.
tos po
isc
18 ttVi
ieji*a guarda
irifle^fti-
UMA LAGRIMA
sobre o tnmulo da Exna. Sra. D. Anna
Joaquina da Silva Lima, oflerecida
ao seo inconsolavel esfozo- o Sr.
los Alves Lima.
J nao existe a Exma. Sra D. Auna Joaquina
da Silva Lima 1 Anda ha pouco, contento e
salisteita, ro meio dos seus prenles, cercada do
espozo que a iJolalrava, des lillios que a adora-
vara, dava os mais esporancosos signaos do vida,
e hoje inanimada e fria, dorme o somno da
raerte I Olil quem portera werdal-a para resti-
tail-a aOs bracos do ospozo e fllhos que pran-
teiam a dolorosa penda da mais preciosa prenda,
do mais sagrado penbor!?... Quera peder 1!...
Dcjcarregam hoje %. de junho.
Galera inglezaHermioneferro e carvo.
Brigue inglezLindisfarneferro e carvo.
Pa'acho portuguezDiligente = pedra3 de can-
tara.
Esjtfl pr issi.ina------Henrietlfarinha de trigo.
Bngue inglezDeijadcarvo.
Brigue pru3SianoPaul AugustIrilhos de ferro
Escuna dir amarquezaVernusmercadorias.
Hiate nacionalDous Amigosfumo e charutos.
RENDIMIENTO DA ALFANDEGA DE PER-
NAJIBCO NO MEZ DE MAIO DE
1860.
importacSo.
Direilos d; imporiagAo pan con-
^ sumo...............233:367*508
Ditns de lal-teic.n'o e rcaiporla^ao
pira ot >ortoi (ttrangeirot ....
Ditos de -UaldeacSo reexportarlo
para osportos do imperio ....
Expediento dos gneros estrangeiros
navegados por cabolagem livre da
dre lo il con-umo........
Dito do pi iz.............
Dito livres..............
Armazenaiicm das mercadorias .
Dita da plvora...........
Premio de aotigoadoi........
Interior.
Mullas. ...........
Sello do p; palfixo. t-, .
Dilo dito iroporclonal. t^a -
Dilo doifljudantei do* deq^ka
Emolumentos de cerliddes.. .
Mesa do consulado de Pcrnambuco 31 de maio
de 1860.Pelo escrivao, o primeiro escriptura-
rio Joo Franc.sco Regis Quintella.
Reeebedoria de rendas Internas
geraes de Pernambueo
Rendimento do dia 1 a 30. 32:537566
dem do dia 31.......l:514j}048
34:0515614
RENDIMENTO DA RECEBEDORIA DE RENDAS
INTERNAS GERAES DE PEkNAMBUCO DO
MEZ DE MAIO, A SABER :
Rendas dos proprios nacionaes... 60$000 '
Foros do terrenos de marinha .. 167g094
Laudemios....................... 1378500
Siza dos bens de raz............i 14:814S147
Direilos novos e velhos e de
chancellara.................... 729#46 i
Ditos de patentes dos officiaes da
guarda nacional................ 870&000
Diurna de chancellara........... 389#452
Multa por inlraccoes do regula-
monto .......................... 80$657
Sello do papelillo................ 3:541926
Dilo do proporcional............. 7:4348300
Premio de depsitos pblicos.... 26D&642
Emolumentos................. 172J220
Imposto sobre tojas e casas de
desconlos............ 957J842
Dito sobre casas de movis, rou-
pns, ele. fabricados em paiz es-
trangeiro............ 120J000
Dito sobro barcos do interior. 124g80
Taxa de escravos......... 2:764g000
CobranjaJla divida activa .... 1:2168321
imiemn^Iacoes. ."."'.""."V. .' 2U249
Cocos setcos.......
Couros de boi salgados libra
dem dem steos espichados. >
dem idem verdes. ....
dem de cabra cortidos om
dem deonca ......
Doce de calda......libra
dem de Gokba .....
dem seceos......
Eepsnaeres grandes. nm
dem pequeos......
Esleirs de preperi .... urna
Estoupa nacional arroba
Farinha de araruta ....
dem de mandioca .... alqueire
Feijo.........alqueire
Fumo em folha bom .
dem idem ordinario %
dem idem restolho .
dem em rolo bom .
dem idem ordinario. .
Gomma potvilho.....
ipecacanhua.......arroba
Eenha em achas grandes cenlo
dem idem pequeas. ...
dem em toros......
Madeiraj cedro laboas de forro, nma
Louro pranchoes de 2 custados um
Cosladinho. ...*... urna
Costado.......
Forro........
Soallio.......
Varos aguilhadas ....
dem quiriz....... i
Virnlilico pranchoes de dous
custados.......um
dem idem custadinho de dito >
dem taboas de costado de 35
a 40 p. de c. e 21/2 a 3 de
largura.......
dem idem dito de dito uzuaes
dem idem de forro ....
dem idem soalho de dito .
dem em obras eixos de secupi-
ra para carros..... par
dem idem rodas de dita para
ditas........
Mel. ... ..... caada
Milho......... alqueire
Pedras de amolar. .... urna
dem de filtrar......
dem rebolos......
Piassava em molhos .... um
Sabo......... libra
Salsa parrilha ..... arroba
Sebo em rama......
Sola ou vaqueta (meio) urna
Tapioca........ arrba
Linhas de boi...... cont
Vinagre........ pipa
Pao brasil....... quintal
d$uuu
5500
4S0OC
285
400
180
300
lOjjOOO
500
400
lijOOO
3JJ200
1JJ600
300
1|600
S|000
3JJ0G0
7$000
14g000
93000
7:
Municipio do Rtcif*.
29500 rs. sobre o gado mortn para
o consuno, avaliado annualmenfe
em..................................
Comarcmdo Limoeiro.
.^ Arremalados conjuntamente.
2JJ500 rs. sobre o gado anorto para
o consumo, avaliado anaualmente
em......................,
Impostos a cargo da colieloria
rallado annualraenlo cm..........
20 por cont de agurdente idem
idem............................___
Comarca do Bonito.
Arrematados conjuntamente.
2D500 sobre o gado morle- para
o consumo, avaliado annualmenle
em................................w
Impostos a cargo da collectoria
do municipio do Bonito em........
20 por cenlo de agurdenla dem
75:O00f00O
idem.
SOOOUc
$000[m
28500
Municipio do IIrejo.
Arrematados conjuntamente.
obre o gado morlo para
2.3COJ0801
8501000'
20JJ00O
1:7001000'
G50JJ00O
fooyooo




158009
6g000
3)J000
258000
2$500
1J600
12g000
3SOO0
9P>0
8$000
68000
2g500
4SOO0
23240
I3OOO
243000
143000
consumo, avaliado aunaalraenle




453OOO
163OOC
53OOO
103000
IO3OOO
303OOO
280
23500
800
93OOO
13120
200
120
25$000
IO3OOO
332OO
39520
8300
50000
2*V)0
?
34:051*614
de Ternambuco 31 de maio de
Reeebedoria
1860,
O escrivao,
llanoel Antonio Simoes do Amaral.
Consulado provincial.
Rendimento do dia 1 a 30. 47:1728804
dem do dia 31.......2:2745947
49:447*751
RENDIMENTO DA MESA DO CONSULADO PRO-
VINCIAL EM O MEZ DE MAIODE1860.
Direilos de 3 por cenlo do assucar
exportodo............ 27:606$363
Dilo idem idem do algodo expor-
tado............... 1:661783
dem idem de 5 idem dos mais
gneros exportados....... 7:967*937
Capalazia de 320 rs. por sacca de
algodo exportado....... 889$920
Decima dos predios urbanos 5.631J312
Sello de herancas e legados. 1:738*423
2 por cenlo de meia siza de es-
cravos.............. 2:4833161
20* por cada escravo exportado
para fra da provincia..... 500#000
10 por cenlo de novos c velhos di-
reilos dos empregados provin-
ciacs............... 878373
Imposto de 4 por cento .sobre di-
versoseslabelecimcntoiNK 378*880
Dilo de 403-100 por cusa de perfu-
maras.......................... 120*000
Emolumentos de polica..... 19*200
Taxa da inslrucco publica....... 12*800
Multas por infr'acces ...... 101*747
Juros da decima.......... 2*332
Cusas............................ 246*520
49:447*751
Terceira secgo do consulado provincial ig de
maio de 1860.
O escriplurario,
L'lisses Cokles Cavalcanli de Mello.
A Exma. Sra. D Auna liaba 88 onos de idate;
1*261
92*480
500*545
1:85830
627*910
2:035i61
125500
50i78O
loica
376*633
38*720
10*000
12*500
28*000
239:573*828
Extraordinaria.
as segnintes especies.
Einheiro -225:387*049
A asignados. 14:189*780
239:5730828
Depsitos.
Em balam o no ultimo de
abril..........13:147*755
Entrados 110 carrete mez. 1:784*037
Sahidos
14:931Srr
t: 724*432
Pauta dos precos dos principaes gene-
ros e prodacedes nacionaes,
que se despacham pela mesa do consu-
lado na semana de
de 28 de maio a i de junho de 1860.
Agurdenle alcool ou espirito
de agurdenlo.....caada
dem caxaca.......
dem de cana......
dem genebra......
dem idem.......botija
dem licor.......caada
dem idem.......garrafa
Caixa filial do banco do Brasil
em Pernambueo.
EM 29 DE MAIO DE 1860.
Directores da semana os Srs. :
Dr. Joo Copislrano Bandcira de Mello e Jos
Jeronymo Monleiro.
A caixa desconta letras a 11 0/o, c recebo
diiiheiro ao premio de 10 O/o ao anno.
Mo vimento do porto.
Navios entrados no dia 30.
Portos do norteVapor brosileiro Tocantins,
comraandenle o Ia tenenle Pedro Ilypohlo
Duarte.
Navio entrado no dia 31.
Para e portos Intermedias7 das, vnpOr brasi-
Iciro Oyapock, commandaule capilldSeuen-
sarftos 12,3ias."vapor',fngrez'"yeddo, de 450
toneladas, capitao Daviu Le Boulillier, equipa-
gera 20. cm lastro ; ordem.
Navio sahido no mesmo dia.
BahaBarca ingleza Thcotwing, capilo R. G.
Knigiil, com a mesma carga que trouxe de
Terra Nova. Suspendeu do lamaro.
* M Direccao.
Intensidade.


Centgrado.


5
I
Reaumur.
8
I Fahrenhtit
-1
C3
s
53
93
o
Ilygromclro.
Barmetro.
>
n
s S
w
? *
c
r
c
c
>
A noite nublada e de aguaceiros, vento SSE, o
assim amarillecen.
0SC1LLAQ\0 DA MAH.
Baixamar as 7 h. 18' da manhaa, altura 1.50 p.
Preamar a 1 h. 30' da larde, altura 7.25 p.
Observatorio do arsenal de marinha 31 de maio
de 1860 Viesas Jnior.
Editaes.
liileote*......... 13:207*360
>'as seguintes especies.
I inheiro .... 7144603
letras....... 12:492*557
dem restilada e do reino caada
Algodo em pluma l.1 sorte arroba
dem idem 2.a dita ....
dem idem 3/ dita ....
dem em caroca.....
Arroz pilado...... arroba
dem com casca ..... alqueire
Assucar branco novo arroba
dem mascavadt idem ...
Azeite de mamona .... caada
dem de mendoim e de coco.
Borracha fina...... arroba
dem grossa.......
Caf em grao bom..... arroba
dem idem restolho ....
dem idem com csea ...
dem moide.......
Carne secca.......
Carvo de madeia ....
Cera de carnauba em pao
dem idem em velas. ...
Charutos bons ,..... cent o
dem ordinarios.....
880
470
500
800
280
960
320
800
78000
68000
58000
18750
33200
33600
439OO
2*750
900
13920
7JJ000
4$000
73000
48500
53000
98600
585O0
28560
93000
I35OOO
2JJ50O
lijOOO
a cargo da collec-oria
9OO5OOO
600*000
50*000
Joo Bernardino de Vasconcellos, official da im-
perial ordem da Rosa, o major commandante
interino do segundo balalho de fuzileiros da
guarda nacional do Remete.
Faco saber a quem intlsaBsar possa.na quali-
dade de presidente do conselho do qualiflcacao e
de conformiaade com o dispasto no artigo 1" 2o
do decreto n. 1,130 de 12 do marco de 1853, e
instrueces de 25 de outubro de 1850, que se ha
de reunir o referido conselho no dia 10 do cor-
rente mez, s 10 horas do dia, para a qualiQcago
e reviso dos guardas nacionaes, no consistorio
da igrela do Terco, que serve do matriz da fre-
guezia de S. Jos.
E para que chegue ao conhecimenlo de todos,
mandei passar editaes que scro publicados pela
imprensa o atinados nos lugares designados por
lei.
Quarleldo commando interino do segundo ba-
lalho da guarda nacional do municipio do Reci-
fe, 2 dejunhode 1860.
Joo Bernardino de Vasconcellos.
= O fiscal da freguezia de S. Jos faz ver aos
donos de carros, enrrocas e mais vehculos de
conducQo, alim de que nao continu a appare-
cer ignorancia da parte dos conductores dos
mesmos vehculos, que a sahida e pelas ras de
lionas, Martyrios e Augusta ; e a entrada pe-
las ras Imperial, Cinco Ponas em seguimeolo a
ra Direita.
E para constar mandn publicar pelo tDiaro.
FiscalisaQo da treguezia deS. Jos 29 de maio
de 1860.O fiscal.
Joo Xavier da Ponseca Capibaribe.
O Illm. Sr. inspector da thesouraria pro-
vincial, em cumprimento da resoluco da una
de fazenda, manda fazer publico que a rremata-
co da obra do empedramento da estrada da
Victoria entre os marcos de 6 a 8 mil bracas foi
transferida para o da 6 do junho prximo vin-
douro.
E para constar se mandou aOlxar o prsenle e
publicar pelo Diarto.
Secretarla da thesourarls provincial do Por-
nambuco, 25 da maio de 1860
O secretario,
A. P. da Annuneiaco
O Illm. Sr. inspector da thesouraria pro-
vincial, cm virlude da resoluco da junta do la-
renda, manda fazenda, manda fazer publico, que
de canformidade com as leis e regulamenloa em
vigor, perante a mesma tonto, devem ser arrema-
tados por municipios comarcas no dia 6 de ju-
cho prximo vindouro os impostostos seguiotM:
1:400*000
32OJ00O
50*000
2:5)500O
5OO5OOO
100*000
2:600|00r>
l:100*0CO
50*000
3:5005000
1:500*000
50*eoo
Impostos
idem..................
20 por cenlo de aguardante idem
idem.........................
Municipio de Cimbres.
Arrematados conjuntamente.
2*500 sobre o gado morlo para
o consumo, avaliado annualmenle
em........................... ......
Impostos a cargo da collectoria
em..................................
20 por cenlo de agurdenle dem
idem................................
Comarca de Garanhuns.
Arrematados conjuntamente.
2*500 sobro o gado morlo, para
o consumo, avaliado annualmenle
em.................................
Impostos a caigo da collectoria
em...............................
20 por cento da agurdenle dem
dem................................
Comarca de Flores.
Arrematados conjuntamente.
2*500 sobre o gado morlo para
o consumo, avahado annualmenle
em..................................
Imposto a cargo da collecloria
em..................................
20 por cenlo de agurdenle idem
dem................................
Comarca da Roa-Vista.
Arrematados conjuntamente.
2*500 sobre o gado morlo para
o consumo, avaliado annualmenle
em..................................
Impostos a cargo da collecloria
em..................................
20 por cenlo da agurdente idem
idem................................
As arrematacocs sero feitas por lempo de 3
annos. n contar do 1 de junho do correte an-
no a 30 de junho de 1863. sob as mesraas condi-
coes das anteriores, e na forma do arligo 76 do
regulamenlo de 3 de agosto do 1852.
As pessoas que se quizerem propor a eslaarre-
raatacao comparecam na sala das sesscs da men-
cionada junta no dia cima indicado, pelo meio
dia, competentemente habilitadas na forma do
arl 75 do citado regulamenlo, devondo as habi-
lilaces serem julgadasnos das 3! docotrente
4 de junho.
E para constar se mandou affixar o presente e
publicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Per-
nambueo, 24 de maio de 1860.O secretario, An-
tonio Ferreira da Annunciaco.
Art. 75. Os contratos de arrematarlo de renda
que imporlarcm cm mais de 2:0OOj00, serao cC
foctuados sob a gararrtra de dous fiadores idneos,
que lenham bons de raz na cidade do Recife, a
menos um dclles, urna vez que o oulro seja no-
toriamente abonado.
Art. 76. As arrematares podero effectuar-
se pela maior ou menor licitadlo offerecida em
cartas fechadas.
Conforme.O secretario. Antonio Ferreira da
Annunciaco.
O Illm. Sr. inspector da thesourario pro-
vincial, em virlude resoluco da junta de lazen-
da, manda fazer publico', que de cenformi-
dade com as leis e regulamontos cm vi-
gor, perante a mesma junta, devem ser arre-
matados por municipios o comarcas^po^djg lAjdc
ginfes 7
Municipio de Olinda.
S99O0 sobre o gado mordo para
o consumo, avaliado animalmente
em..................................
Municipio de Iguarassu'.
Arrematados conjuntamente.
24500 sobre o g.ido morlo para
o consumo, avaliado annualmenle
em..................................
Impostos a cargo da collectoria,
avaliado annualmenle em.........
20 por cenlo de aguardcnlenie,
idem...............................
Comarca de Goianna.
28500 r. sobre o gado morto pa-
ro o consumo, avaliado annualmen-
le em...............................
Comarca de Nazareth.
2,"?5O0 rs. sobre o gado morlo pa-
ra o consumo, avaliado annual-
menle em.........................
Comarca do Cabo
2*500 rs sobre o gado morlo pa-
ra o consumo, avaliado animalmen-
te cm............ .................
Comarca de Sanio Anteo.
2j>500 rs. sobre o gado morlo pa-
ra o consumo, avahado annual-
menle em..........................
Municipio deSerinhem.
2*500 rs. sobre o gado morto pa-
ra o consume, avaliado annualmen-
le em..............................
Municipio do Rio Formoso e Agua-Preta'.
2*500 rs. sobre o gado morto pa-
ra o consumo, avoliauo annual-
menle em..........................
Comarco de Pod'Alho.
2$500 rs. sobre o gado morlo pa-
ra o consumo, avaliado annual-
menle em.......................... 5-900*000
Imposto de 20 por cenlo sobre o
consumo d'aguardentc nos muni-
cipios seguintes :
Olinda, avahado annualmenle em
Goianna........,.................
Nazarolh..........................
Pao d'Aiho.......................
Cabo..............................
Santo Anlo......................
Rio Foimoso e Agua Prcta......
Serinhem........................
As arreraatacoes sero feilas por
3:1008000
2:500*000
5008000
120*000
10:6008000
8:700*000
8.1005000
10:700*000
1:100*00
Preta.
5:100*000
360*000
350S00O
I503OOO
150*000
1003000
300S00O
100*000
50*000
lempo de
tres -innos, a contar do 1." de julho do corrento
anno a 30 de junho de 1863, sob as mesmas
enndicoes das anlerioies ; e na forma do ar-
tigo 76 do regulamenlo do 3 de agosto de
1842.
As pessoas que se propozerem a estes arreraa-
tacoes, comparecam na sala das sesses da mes-
ma* unta, no dia cima declarado, pelo meio-dia,
competentemente habilitadas na forma do art.
75 do citado regulamenlo, devendo as habi-
Iil8c.des serem julgados nos dias 6 e 12 de junho
vindouro.
E para constar se mandou aOlxar o presento
e publicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Per-
nambueo, 23 de maio de 1860.O secretario.
A. F. da Annunciao.
Art. 75. Os contratos de arrematarlo da
renda que impor.tarem em mais de 2:000*000 rs.,
scro elfecluados sob a garanta de dous dadores,
idneos, que lenham beos de raz na cidade de
Recife, no menos ura delles, urna vez que o ou-
lro seja notoriamente abonado.
Art. 76. As arremataces podero effecluar-sa
pela maior ou menor licilaco offerecida cm car-
las fechadas.
Conforme.O secretario, A. F. da Annun-
ciace.
-- O Illra.|ST. inspector, da thesouraria provin-
cial, cm coBoprisnento das ordena do Exm. Sr.
presidente da provincia, manda faaer publico,
que no dia 14 de junho prximo vindouro, pe-
rante a junta da fazenda 4* mesma thesouraria
se ha de arrematar, a quem mais der, a laxa
das Barreiras da poste do Mauguinho e da es-
trada da Cspunga, avahadas anaualmento ambas
em 6:700*000 rs.
As arrematacessero feitas por lea pe de tres,
annos, a contar do 1," de julho do correnle a-.
do a 30 do j.wil.0 de 1863.
As pessoai que se propozerem a esta arrema-
tocio, eesaparecam na tila das sessos da mes-
nw. junta 00 di ati indicado, pelo lo-dio,


to
competcotemeiilo habilitadas, coro suas propos-
tas cm carias fechadas.
E para constar so raandou afiliar o presente e
publicar pelo Diario.
Secretaria da thesoliraria provincial de Per-
nambuco, 23 de mnio de 1860.O secretario, A:
F. da Annunciaco,
= De ordem do Illm. Sr. inspector da Ihesou-
Taria de fazenda desla provincia se fai publico,
que teodo sido avaliada em 6000$ a casa de so-
brado de dous andares n 29, sita na ra da Guia. r
e pertencendo fazenda nacional, em viriude de h
adjudiraco, urna parle desse sobrado no valor de
l:155g482, tem esta de ir praga no dia 6 de ju-
nhoproximo vindouro, as 2 horas da tarde, pe-
cante a roesma thesouraria, para pagamento do
que licou aevendo o tinado Antonio Ferreira
ararte Velloso.
Secretaria da thesouraria de fazenda de Per-
tiarobuco 10 do maio de 1860. O offlcial maior
interino, Luiz Francisco de Sampaio e Silva.
Thereza ns. 4, 5 e 7 ; rwa"U>ra;a-io Horario n. 2t>;
ra da Roda ns. 3, 5,7, 9 e 39 ; ra do Cabug n.
3; ra do Calabouco n. 18 ; roa do Senhor or,
Jess das Crioulas n. 8 ; ra do Nogueira n. le-
targo do Carmo n 13; ra de Santa Cecilia n ir'
travessa do Carcereiro ns. 11,13 e 17 ; trBeaa
Jos ns. 5, 7 e 11 ; travesea da S Pedro
becco do Calabozo n. 2 ; becco fJaCarva-
frlARltt D PERWAMBCOO. SEXTA FE1RA i BE JUNHO
DI 1860.
deS
n. 2
lho n 5.
Bairro da Boa-Visla.
Ra da Impcratriz o. 68 ; rua da ConceicSo n.
rua da Alegra n. 5 ; rua da Gloria 65
becco do Quiabo n. 8.
O novo banco de
Pernambuco repete o avi-
so que fez para serem re-
colhidas desde j as notas
de 1 o.ooo e 2o,ooo da;comocaPUaonaPras-
Cear e Acaracii.
No dia 30 do raez correlo segu o palhabole
Sobraleuse com a carga qu Uver a bordo;
quem quizer rarregar, enienda-se com Caetano
Cyriaco da C. H. no lado do Corpo Santo o. 25,
segundo andar.
Lisboa e Porlo.
Sobeimnreterivelmcnte at o dia 3 dejunho o
rnuito veleiro briguo porluguez
BARATO SO IV0PR0GRE8S0
DE
C
receba carga o passageiros para os dous portos,
a tratar com os consignatarios Carvalho Noguei-
ra &C, rua db Vigario n.9, primeirp andar ou
- De ordem do lllm. Sr. inspector da thesou-
raria de fazenda desta provincia se faz publico
para conhcimenlo dos interessados. que uo dial rt_,_~rt i^ i AraCdtV.
So ^ o SE,2S?^tEZ ^^^ d h*<>' | O hiato Santo Amaro, be carga e passa-
souraria. urna parle da casando obraTo de dou Ach.-, recolhido casa do delenco or- 0" L^LTnTlZ Cy"aC\ da ""
triares ii. 29, sili na rua da Guia, penhoradn ii dem desla Mbdclegacia, por fgido da casa de n0 ,ado do CorDO Santo n. 25. segundo andar,
viuva de Antonio Ferreira Ruarte Vcllozo para sua senhora, Lourengo, que diz ser escravo de
U, Mana Carneiro Monleiro : quem 3ejulgarcom
pagamento do seu alcance, sendo a parto do dito
sobrado avaliada na quanlia de 1:155*482, q'J*
com o abate daquarta parle na forma da Ici, foi
adjudicada .1 fazenda nacional no valor de ris
o662612, pelo qual que tem de ir & praga para
pagamento do dito alcance.
As ptssoes, pois, que prclenderem licitar, de-
verao comparec r no dia e horas cima indicados
na casa da referida thesouraria.
Secretaria da thesouraria de fazenda de Pcr-
nambuce, 9 de maio do 1860.
O oficial-maior interino.
Luir Francisco de Sampaio t Silva.
Declaraces.
Pela mesa do consulado provincial se faz
publico aos proprieUrios dos predios urbanos das
freguezias desla cidado o da dos Arrogados, que
os trinla dios ulcis para o pagamento a bocea do
cofre do 2. semestre da decima do anno finan-
ceiro de 1859 1860 se principian acontar do
Jia !. de junho vindouro.
Mesa do consulado provincial de Pernambuco.
23 de maio de 1860. Antonio Carneiro Machado
/lios.
Correio geral.
Itolacao das cartas seguras vindas do sul
pelo vapor nacional Tocantins, e das existen-
tes na adminislrago do correio para os senhores
abain declarados:
Alfonso de Paula de Albuquerque Maranliao.
Aureliano Jos, dos Santos.
r. Antonio Buarque de Gusraao (2).
Antonio Jos da Costa Reg.
Bernardo Jos Corre.iade S.
Baro do Livraraenlo.
C. Y. Benson.
Candido Jos de Mello e Silva (21.
Fr. David da Natividadc da N.Senhora.
Francisco Julio Ferreira de Andradc.
I)r Francisco Jo= da Silva.
Dr. Francisco Finio Pessoa.
Francisco Romano SlcDple da Silva.
Francisco Xavier Telles.
Graciliano Aristidesdo Prado Pimenle.
llerculano Ruarte de Miranda Horirique
I). Isidora Senhonnha Lopes.
Joaquim Francisco.
Joaquim Jos de Almaida Pires.
Joaquim Manocl Rilieiro Padilha.
Dr: Joao Baptista da Cosa Carvalho.
Joao Cerdoso Ayres.
Joao Francisco Bastos.
Jote Moiel.-a Ponles.
Jos Moreira da Silva Jnior.
Jos Pereira Vianna.
Luiz Francisco Teixeira.
Manoel Ignacio Bricio.
Manoel Jos Pereira.
Octaviano de Souza Franca.
Pedro Fcrreira Coclho.
Pedro Jansen Ferreira.
P. Gaignoux.
Rodolpho Joao Barala de Almeida.
D. Thereza de Jess Fonseca.
Collectoria provincial de Olinda.
puirc^,pVflr"(f\-SvA\'J,'EQ,vi8ciaes e Olinda faz
ulcis marcados no regulamento de 16 de abril
de 1M2 para a cobiauca do 2. semestre do cor-
ren te exerctdo de 1859 a 1760, principia-sc a
contar do da 1. de junho, Qndo os quaes paga-
rao a mulla dc3 0i( os conlribuintns que nao
PJgarem no referido prazo. Collectoria de Olinda
G de maio de 1860.O escrivo,
Jos Gongalves Rodrigues Franco.
Subdclcgacia do Recife, 30 de maio de 1860
Acham-so recolhidos a" casa de delunro por
fgidos, os pardos Pedro. Rufino e Jos.'sedo o
pruneiro do Rio Grande do Norte, o segundo do
Dr. Nascimenlo c o lerceiro ignora-sc scu verda-
dero senhor.
Ignacio Antonio Borges.
Tribunal do commerciu
Por esta secretaria se Taz publico, que nesla
data fra inscripto no competente livro o theor
do papel de associago em commandila que em
i do correnle fizeram Francisco Bolelho do An-
drade, Porluguez, e Vicente Licinio da Costa
Umpollo, Brasilciro, domiciliados nesta cidado
do Recife, sob a tirma de Costa Campello & C.
sendo que nesse papel se eslabelece que o socio
commanditario o capitalista Francisco Bolelho
de Andrade entrar com a quanlia de lOOOOaOuO
em moeda, ou gneros, e nao ser responsVvel
por prejuizo algum alera de sua entrada, e s
sim o socio de industria Vicente Licinio que ser
ogerenle da sociedade. a qual durar (res an-
nos c mais lempo n aprasimento dos socios e
se dissolver quando algum delles o exigir ten-
do porobjecto dita sociedade a compra e vendo
rK* recolhimen,l> delles em
Secretaria do tribunal do commercio de Per-
nambuco 29 de maio de 1860. D
fangel, official-maior interino.
direiio a elle, dinja-se a este juizo, munido de
suas provas. Subdelegacia da freguezia de San-
to Antonio do Recife 26 de maio de 1860. Vil-
laca, subdelegado.
Tribunal do commercio
Pela secretaria do tribunal do commercio de
Pernambuco se faz constar a inscripcao no com-
petente livro, do theor do papel "de sociedade
que em 21 do correle flzer-im Jos Fortunato
des Santos Porto e scu irmao Augusto Frederico
Leiles.
Leilao
O agente Hyppollto tendo de mudar
ZtSZK^SS^Hf^SSZ oseuestabelecimentopara o ba.rro do
ciliados nesta cidado do Recife, tendo por flm Recife ara' leilao de todos os movis
fi!f ~11L* ~K?.ra..e le >". -1 existentes em seu armazem, os quaes
serao vendidos por todo e qualquer
cas, c calcados na loja da rua da Cadcia do bairro
do Recien. 45, sob a firma de Porlo & Irmo
da qual usariio ambos os socios ; sendo que cssa'
sociedade durarjpur espago de 2 annos. a con-
lar do 1." de Janeiro do correnle a 31 de dezem-
bro de 1861, com o capilal de 10:000$ fornecido
pelo socio Jos Fortunato dos Sontos Porlo.
Secrelaria do tribunal do commercio de Per-
nambuco 28 de maio de 1860. Dinamerico Au-
gusto do Reg Rangel. oIBcial maior interino
Tribunal do cominereio
Por esta secrelaria se faz publico, que por mu-
tuo accordode todos os socios da firma commer-
cial de E. A. Burle & C. se concedeu a retirada
do socio Narciso Maria Carneiro, cstabelecendo-
se que a liquidacao do que honver de lhe per-
lenccr ser feta pelo balanco dado o anuo prxi-
mo passado. levados em corita os ediantamentos
felos ao dilo Narciso.
Secretaria do tribunal do commercio de Per-
nambuco 28 de maio de 1860. Dinamerico Au-
gusto do Reg Rangel, official maior Interino.
Conselho administrativo.
O conselho administrativo, para forneciment
do arsenal de guerra, tem de compraros ob-
ectos seguinles :
Para provimcnlodos armazens do arsenal de
guerra.
20 duzias de laboas de louro de assoalho 3
duzasi de limas marcas Iriangulaes de 5 pollega-
das ; 3 duzias de limas murgas triangglaes de 6
pollegadas : 200 meiosdesola.
Quem quizer vender os ditos objeclos apr-
sente as suas propostas em carta fechada na
secretaria do conselho s 10 horas da manhado
dia 4 de junho prximo vindouro.
Sala dassesses do conselho administrativo
para fornecimento do arsenal de guerra, 28 de
maio de 1860.Denlo Jos Lamenha Lim, co-
ronel presidente-Francisco Joaquim Pereira
Lobo coronel vogal secretario interino.
Avisos martimos.
Para o Araca ty
segu em poucos dias o hiato Beberibe por ja
ter a maior parle de seu carregamento
resto e passageiros, trala-sc na rua do
numero 5.
Para
para o
Vigario
a Bahia segu em poucos dias o pa-
Inabole nacional Dous Amigos, porfer a maior
parte da carga prempla : para o resto, trala-se
com o seu consignatario Domingos Alves Ma-
iheus, na rua da Cadcia n. 51.
IUo Grande do Sul.
O brlgue brasileiro Firma segu cm poucos
das, recebo alguma carga miuda e passageiros :
trala-se com os consignatarios Teixeira Baslos
Sa S C, largo do Corpo Sanio n- 6, segundo
andar.
Para Mamau-guape
segu a barcada Procidencia, por ter j ter parte
do carregamento promplo, par o resto que lhe
taita o passageiros trula-se na rua do Vigario,
preco, e por isso avisa a todas as pessoas
que tem movis era seu poder que os
retirem at sexta-feira 1- de junho,
pois do contrario o agente cima nao
se responsabili'a senao pelo preco que
por ventura possa obter em leilao : sab-
bado 2 dejunho as 11 horas em nonto
em seu armazem sito na rua do Impe-
rador n. 37.
LEILAO
Segunda-feira 4 de junho.
O agente Camargo fara' leilao por
conta e risco de quem pertencer, na
porta do armazem do Sr. Annes con-
fronte a porta da alfandepa
. DE
100 saceos com feijo mulatinho ecento
e tantos barris corn sardinhas. No
mencionado dia, ao correr do mar-
tello as 11 horas em ponto.
largo rta Penlta--
Neste armazem de molhados con-
Mantelga ingleza e (raneeza
UtZSwigSSt"***'1"*9 o mercado de 640 a 800 ,s. a libra a em barril
muito novos r
qua o freguez
Quc\ jos amengos
igados.no ultimo vapoi
fr se ar mais algum abalimeuto.
Queio \>ralo
^tf.n,l< h"e?ad?s'nf nlimo vaPf da Europa de 1J700 a 3&
r
e a vista do gasto
Avisos diversos.
Bichas de Ham-
burgo.
Esto venda aos centos e a retalho, chegadas
pelo ultimo navio de HamDurgo : na rua estreila
do Rosario n. 3, loja de barbeiro.
IB
i
A. do Reg
Arsenal de guerra.
Nao se tendo clTecluado a arreraalacao annun-
fi?f.POr,n? d'c 25 d0 Correnle Pr fal1" Hc-
mPMo'h," "-ki-- C?rnd dircc,0r manda "OM-
ZZL h ^bl!,C0 1"em conv'". que nos
termos do aviso do ministerio da guerra de 7 de
marco Ando se tem de mandar manufaclurar os
segrales ari.gos de aquipamenlo e hospila
Mochilas
Bornaes
Saceos para marmitas
Lences
Cobertas de chita
Camisas de brira
Colleles para alienados
Toalhas pequeas para bancas 60
Quem quizer arrematar o fabrico de laas arti-
gos. compareca na directora do mesmo arsenal
pelas 11 horas do dia 2 do junho prximo vin-
douro. com duas propostas em que declaren) o
menor preco, o lempo cm que podem apresentar
Silos arligos. e quaes seus fiadores.
a Ifn ie guerra de Pernambuco
de 1860.O escrivo
ais
521
53
40
2
Rio Grande do Sul
segu com brevidade a barca Malhde, por ter
melade da carga prompta : quem quizer carregar
o resto entenda-se com Manoel Alves Guerra, no
scu esenptorio da rua do Trapiche n. 14.
Para Bahia
a veleira e bem conhecida sumaca nacional Hor-
tenexa, pretende seguir com muila brevidade
lera dous tercos de seu carregamento a bordo ''
para o resto que lho falla trata-se com os seu-
consignatarios, Azevcdo 4 Mendes, no seu escrio-
lonorua da Cruz n. 1.
JHaraofiao e para
segu cora muita brevidade o hiato Lindo Pa-
quete, capilo Jarinlho Nunes da Cosa, por ter
urna grande porte do carregamento arranjado :
para o resto trata-so com os consignatarios Al-
meida Gomes, Alves & C, rua da Cruz n. 27.
(MPAMIA PEUTOUCANA
DB
Xavegacao costeira a vapor
Persinunga, commandante Lobato
29
de maio
Manoel Polycarpo Moreira de Azevedo.
= A administrarlo geral dos eslabelecimen-
tes de candade manda fazer publico, que nos dias
31 do correnle, 5 e 8 do prximo futuro mes*
junho pelas 10 horas da manhaa, na sala de suas
wsoes, irao pra5a as rendas das casas abaixo
declaradas, pelo lempo que decorrer do 1 de
j-H'.ho do corrente anno a 30 de junho de 1863
Os pretendenles devera comparecer com os res-
pectos fiadores, ou munidos de cartas desles
preine-se aos inquilinos que nao estiverern
oi da, qne nao sero recebidos os seus laucos
*.ril'la ara,So geral dos eslabelecimentos de'
candade 24 de maio de 1860.-O escrivo.
Antonio Jos Gomes do Correio.
Bairro do Recife.
Rua da Cadea ns. 23 e 30 ; rua da Cruzn. 15-
rua do Encantamento r..3; rua do Cordoniz n.'
9 ; rua do Azeile de Peixe n. 1; roa do Cos a
i ; rua da Senzala Nova n. 25 ; rua do Amo-
nm n. 31 ; rua da apa ns. 5 e 8; rua da Manii
m. 31 a^-rfn. do Pilar ns. 73. 74, 93,S
becco d Lama ns. 26 e 30.
VJBairro de Sanio Antonio.
Rua da Cadeia n. 14 ; rua do Quei rua Direita-r... 5 7, 8, 33 e 123 ; rua Nova ue.
a* 17' f' e,59'' rua d0 P,dre P'oriano ns.
i i'.^' 47J *9' W e65 : rua ">*
rii^Sr. .m009 Pcaoadiire n.ll ; rua das
7 17; rua do Horlaj ns. 33 e 94 ; rua Santa '
O vapor
sahe para os portos do sul no dia 5de junho "re-
ceba carga at o dia 4, ao meio dia. Provin-so
aos Srs. carregadores que nenhuma carga ser
rccebida a bordo sem bilhete da gerencia
O vapor Iguarass. commandante Moreira
sahir para os portos do norte no dia 7 de junho
Recebe carga para o Cear no dia 30 de maio!
Aracaly3l.Maconol de junho, Rio Grande
do Norte nos das 2 e 4. e Parahyba no dia 5
Prcvuie-se aos Srs. carregadores que nenhuma
carga sera recebida a bordo sem bilhete
rencia.
di go-
Para o
presidio
oando
de Fer-
segu a barc nacional Alrevidaeguo era pon-
eos das : quem qnizer carregar ou ir de passa-
gem, estando competentemente habilitado pelo
presidente da provincia, dirija-so a rua do Vigario
n. 12, para contratar.
o Rio de Janeiro
segu em poucos dias o patacho nacional Ca-
puam, anda pode admiltir alguma carga, pas-
sageiros e escravos ; a tratar com J- B. da Fon-
seca Jnior, na rua do Vigario n. 23.
Ass.
Se, bo calaza e passageiroj: a iratar com Caetano Cy-
riaco da- Costa Moroira. ao lado do Corpo San-
to n. 85. r
Na rua da Senzala Nova n. 30 ; nesle novo es-
tabelecimenlo preparam-se bandejas pelo goslo
de francos do imperio com os melhores doces,
vendem-se amendoas confeiladas, pap*is para
sorles, ocenlo das mesmas a 2#, recebem-sc en-
coramendasde pao-de-l, bolo inglez, dito fran-
cez, dito imperial, pastis de todas'as qualidades,
doce 8ccco e de caldas para a Ierra e e*porlac5o,
Fogio, no dia 7 de maio, da casa Jo abai-
xo assignado, um escravo cabra, de nomo Joa-
quim, por alcunho Rio-Prelo, de idade da 20 an-
nos, com os signaes seguinles: altura regular,
nenhuma barba, tem falta do denles na frente!
urna cicatriz no p esquerdo, lem no pcilo di-
rcito una queimadura, lera o dedo minimo do
p direilo levantado : levou calc.a branca c ca-
rniza da mesma cor, levou tambem outra roupa
dealgoao azul, chapeo de mas3a rapado; des-
conlia-se que urna pcssa o lem acoilado em sua
casa : e por esla desconfianca o abiixo assigna-
do protesta percas e damoos contra quem o le-
nha acoilado; quem o apprehcnder leve-o rua
Nova n. 48, que ser gratificado com 50000 rs.
Recife 30 de maio de 1860.
Antonio. Eloy Rodrigues da Silva.
Fugio no dia 27 de maio do corrente anno,
do engenho Po-Apique, o mulato Bernardo, de
nlade de 28 annos, estatura baixa, alguma cousa
corpulento, ps curtos c grnssos. bastante bar-
bado c conserva passa-piolho, cabellos ura pou-
co crespos, tem as costas muitas cicatrizes do
reino, levou carniza de algodao azul e urna ca-
mizolla de riscado, calija de caslor.de lislras, o
mais roupas, chapeo de massa branco, levou
tambem urna espingarda fina e curta ; julga-se
ter seguido para Figueiraes, freguezia do Bom-
Jardim, d'oode vcio por ter all certa familia
de sua criagao, em cuja direceo foi encon-
trado, e talvez seja bem recebido ; pelo que
o abaixo assignado desde j protesta conlro tal
procedimeuto, se edm*egeiio se vericar, e roga
as autoridades policiafe, cipitaesdo campo, e a
qualquer pessa em particular, a captura do re-
ferido escravo onde fr encontrado, que recom-
pensar generosamente a quem o entregar, no
seu engenho cima mencionado.
Joao Correia de Araujo e Vasconcellos.
Pedras baratas.
Joao Donnelly lendo contralado com o governo
da provincia, por intermedio do Illm. Sr. direc-
tor das obras publicas o fornecimento de todas
as pedras cxlrahidas da ilha do Santo Alcixo,
propriedade do annunciante, para calamento das
ras desta cidade ; e como as mesmas obras
publicas por emquanto se acham poralysadas, e
lenha o Exm. presidente da provincia por despa-
cho de 18 desle mez concedido licenca ao raesmo
annunciante para dispor das mesmas pedras, c
por grande quaolidado que lem o aununciantc,
no caes do Ramos, offerece a quem interessar,
em grande ou pequea porcao, que as vende
muilo em conta. O mesmo annunciante enten-
lendo-se com o Sr. Rampa, hbil archileto, bem
:onhecido nesta cidade, conhecedor das quali-
Jades de pedras e lijlos, se tem admirado de
nao se ter empregado em alicorees oslo material,
lual as pedras do annunciante, como se pralica
ia Luropa, para evitar a huraidade as paredes.
J mesmo Sr. Rampa tem encommendado ao
nnunciante 400 toneladas para esso fim, dizen-
lo que em obra sua jamis deitar tijollos em
ilicerce ; pelo preco que (em j annunciante
-endido ao mesmo senhor lhe sahe raui mais
larato do que lijlo. O rasmo Sr. Rampa deu-
ne licenca para usar do seu nomo no presente
nnuncio. As pedras escolhidas para armazens
iui cacadas, a dez rail ris por cen palmos, dei-
iadas as pedras em qualquer pane dela cida-
ile adusta do annnnciarrte, com toda aclividade
l'ossivel, para o que lem as proporgoes necessa-
nas; os prelendentes dirifam-sa i ra da Praia,
iscnptorio do annunciante.
Ausenlou-so da ca-a do abaixo assignado o
iscravo Anselmo, preto. crioulo, idade 35 annos
l'ouco mais ou menos, levou caiga de algedao
ciscado e camisa aberla, por cima da calca, usa
c e camisa de meia cor de rosa, lalta do denles
caparte de cima, com algunsbigodcs o cabellos
reos queixos, os ps ura pouco apalhetados,
t ido os dedos dos mesraos curtos: quem o pe-
gar leve-o a rua da Guia, taberna n. 9.Joao
Ft ancuco da Silva.
- O abaixo assignado vai a Portugal com son
seihora e 5 lhos menores, 1 criado el criada,
ixando por. seu3 procuradores, em priraeiro
iu jar seu socio Antonio Manoel Bastos ; em se-
gi ndo Jos Joaquim da Silva Gomes, e era tr-
ro Joo Francisco de Carvalho. Joaquim Luiz
tfira.
i Cuno de Merelles, subdito porluguez, re-
i se Para Portugal.
- Alexandrioo Thomaz de Ajuqo Coelho, re-
-88 para o Rio de Janeiro. -
os mais novos que existera no mercado a 1* a libra, em porcao se far abalimento.
-Yincixis traucezas
epor'S)0.elll2UbrapOrlS50()rS-'eemca,nPoleras de vidro contend da urna 3 libra
Mustarda \ng\c/.a c tTraneeza
em frascos a 640 rs. e em potes franceza a 800 rs cada ura.
\ erdadeivos iigos de eomadvc
em caixinhasde 8 libras elegantemente enfeitadas proprias para mimo a 1$600 rs.
KolacUVivVva ngleza
a mais nova que ha no mercado a 240 rs. a libra e em barrica com 1 arroba por 4$.
Potes vid vados
de 1 a 8 libras proprias para raanteiga ou outro qualquer liquido de 400 a 1*000 rs. cada um
Amendoas eonfeitadas \Ho\mas para sorles
de S Joao
a lg a libra e em frasquinhos, contendo 1 Ii2 libra por 2$.
Cha preto, Vwson e perola
os melhores que ha neste mercado de l600,2#e 2500 a libra.
Macas em c ai vi unas 4e 8 libras
contendo cada urna differentes qualidades a 49500.
Palitos de dentes llenados
era molhos cara 20 macinhos cada um por 200 rs.
Tijolo francez
propriospara lim par faca a 200 rs.
Conservas inglezas e f raneezas
m latas e em frascos de differentes quididades.
Presuntos, cnouri^as e palos
o mais novo que ha neste genero a 480. 640 e 720 rs. a libra.
"Latas de nolaelvinna de soda
de dilercntes qualidades a i60O em porcao se far algum abalimento.
Tambora vendom-se os seguinles gneros ludo recenteracnte chegado c de superio-
res qualidades presuntos a 480 rs. a libra, chourica muito nova, marmelada do mais afamado fa-
bricante de Lisboa, rrfaga de tomate, pera secca. pascas, fructas em calda, amendoas, nozes. frascos
com amendoascobertas, confeites. paslilhas de varias qualidades, vinagre branco Bordeaux proprio
para conservas, charutos dos melhores fabricantes de S. Flix, magas de todas as qualidades "ra-
ma muito fina, emlhas francezas, champagne das mais acreditadas marcas, cerveias de ditas
spermacetcbarato, licores francezes muito finos, marrasquino de zara, azeitedoce purificado azei'
lonas muito novas, banha deporco refinada e oulros muito gneros que encootraro tendentes a
molhados, por sso prometiera os propietarios venderem por muito menos do que outro qualquer
promelem mais tambem servirem aquellas pessoas que mandarem por oulras pouco pralicas como
se viessera pessoalraente ; rogam tambem a lodos os sanhoresde engenho e senhores lavradores
queiram mandarsuas encommendas no armazem Pro'grcsso que se Ihes aflancaa boa oualidadec
o acondicionamento. H
Vinho feitoria do Porto,
como anda aqni nio veia, de 26 aunos, lem mes-
mo aa caixao 1834 com 2 duzias e 1 garraflnha
da amostra por 40.000 tambem se fwTm a
garrafas a 1. na ruado Rangel, loja de louga d.
4, e na rua de ronlc da Madre de Dos, armazem
de Barros 4 Silva
Directora da Asscciaco Po-
pular de Soccoros Mutuos
em 30 de maio de 1860.
Autorisado pelo art. 77 dos estatutos que re-
fiem a Associagio, elimino de seu seio. como ef-
In if'Deole flcam de8la da,a em diante, por
so acnarem racurso na sanego penal do art. 75
AntonmTLd0S e alul0Sl o seguinles socios:
Antonio Thomaz Rodrigues.
AS2usToJ^er Rodfi,,es <>* Azevedo.
Augusto Jos Gongalves Lessa.
| Antonio Jacintho Carneiro
Antonio Coelho de Lima.
AgDstinho Moreira.
Atahiba Cesar doj:Spirito Santo
Aujpmo Ignacio Pereira d*:Rosa.
Augusto Jos Teixeira.
Antonio Seraphim dos Santos Lima.
Bernardino de Sena Pereira,
Balbino Jos Ramos dos Santos.
Bibiano Jos Regis.
Eleulerio da Rocha Wanderley.
Flix de Cantaliee da Silva.
Flix Jos do Sacramento Ramos.
Filippe Jacome da Cost-i.-
Francisco Jornellas Mundury.
Francisco 4a*lonio do Figuciredo.
Joaquim Borges Carneiro.
Director.
Bernardino da Sena Ribeiro-.
I." secretario.
Inocencio da Cunha Goianna Jnior.
2.- secretario.
Sabbado 2 de junho
estar venda, em frente a loja da rua do Pas-
^Ur'taeIi.?:.r2S.K.ra os racsn,os'
Carlos Dubois
CABELLEIBEIRO.
Praca da Boa-Vista n. 3.
Participa que tendo recebido um gran-
de sortimento de cabellos de Paris, adia-
se promplo para satisfazer no mais breve
lempo qualquer encommenda de cabellos,
como sejam marrafas a Luiz XV.cabellei- f
ras de toda especie tanto para homora co- &
mo para senhoras.crescentes.bands, ca- i
deas de relogios, braceletes, trangas pa- 2
ra aneis ele, etc. 9(1
ce
K
lir
'lir.
O abaixo assignado deseja saber se a casa
terrea n. 23, sita defronle da graja do S. Jos
do Manguinho, est sujeili a algum imposto em
consequencia de ter servido a um eslabeleci-
menlo de taberna, ou por outro qualquer mo-
tivo obrigada ; quem se julgar com direito ro-
gado do procurar ao mt-snio abaixo assignado
nestes oito dias. Recife 30 de maio do 1860.
Joaquim de Albuquerque e Mello.
Irmnndade doSantissimo
Sacramento da matriz
do Corpo Santo.
O actual escrivo da irmandade do Sanlissimo
Sacramento da matriz do Corpo Sanio convida a
lodos os seus irmos para que se dignem compa-
recer no consistorio da irmandade, domingo 3 de
junho, pelas 10 horas do dia, afim de que, reuni-
dos cm mesa geral, procodam a elcicao da nova
mesa que deve servir durante o anno do 1860 a
1861.
Francisco Xavier de Oliveira.
Nova casa de pasto
da aguia de ouro.
Na rua etreita do Rosario n. 23
confronte a rua das Larangeiras, forne-
ce-sealmoQoe jantar com todo o asseio
e promptidaoe mais barato do que em
outra qualquer parte, assim como se
achara comida prompta a qualquer ho-
ra que se procure.
Baile nacional
NO CAES E APOLLO
Sabbado, 3 de junho.
Bernardino de Scnna Barros&C, tem alugadoi
aoSr. Antonio Teixeira dos Santos o grande sa-
lao do caes de Apollo, o escolheu o dia 6 para o
seu primeiro baile, o muito se esforgar para os
que so dignaren! honra-lo sahirem satisfeilos de
lodo, e mesmo para tornar mais agradavel o pas-
sa-lempo dessa noite lem determinado havernos
intervalos polkas, cachuchas, walsas figuradas e
solo, dansados por um dos mais habis pro:"
res do dansa desla capilal, que era consid
ao novo administrador se presta.
A msica nesso dia execular novas e bellas
quadrilhas, schotis e walsas, tiradas dos mo'ivos
do 29, Corda Sensivel, Trovador, etc., etc.
Comegar s 9 hora3 da noite, sendo annuncia-
da a sua abertura por um toque marcial. O salo
achar-se-ha elegantemente decorado e Ilumina-
do ; e desde j espera segura a conenrrencia do
publico pernambucano, c promello conservar a
boa ordem e harmona em todas as noiles de di
verlimento ; c o rcgulamenlo approvado pelo
Illm. Sr. Dr. chefe de polica ser fielmente exc-
culado.
Para damas gratis, para homensSjJ.
Comegar s 9 horas e Icrminar-se-ha s 2 da
madrugada.
Manoel Leo de Castro faz scientc ao corpo
do commercio que desde o dia 10 do andante mez
comprou ao Sr. Jorge Pereira Pernandcs, sua pa-
daria sita no lugar de Santo Amaro, da freguezia
da Boa-Vista desla cidade, com o titulo deLis-
boensc,com todas as dividas, que com o mes-
mo Sr. Jorge Fereira Fernandos liohara conlra-
hido differentes pessoas e tendentes dita pada-
na, de cuja cobranga est o annuncianto desde
ja tratando. Kecife^ftde maio de 1860.
Jos'i FranciscoTPdrigues da Costa vai ao
centro da provincia tratar de suascobrangas.
" Precisa-se de um menino porluguez para
caixeiro de urna taberna em Santo Amaro*, rua do
flom Gosto, na cidade Nova : quera pretender di-
nja-se a mesma.
Preclsi-se de urna ama que cozinhe e en-
gommo para um horaem solleiro, do idade, e que
lome conta da casa : na rua da Cadeia do Recife
loja do Leite & Irmao.
O Sr. Andr Alves da Fonseca Jnior queira
por favor ir ou mandar rua Nova, loja n. 7, a
negocio que nao ignora.
.*~ O Sr. Joao Luis Gongalves lem umi carta
vinaa de Lisboa, na rua do Vigario n. 19, pri-
raeiro andar.
- Pela administraco do correio desla cidade
se lazoubhco, que as malas que tem de oonduzir
o vapor Oyapock para os portos do sul, fe-
cham-se hoje (1) as 2 horas da tardo. Os segu-
ro serao foilos t 1 hora.
Pela subdelegacia do ecife se faz pulico
que se acha recolhido casa de detenco o preto
Miguel, fgido do engenho Guararapes*.
Vendem-se pelles de guaraes encarnadas,
proprias para flores : na ma do Encantamento
n. 11, no Recife.
Pela subdelegacia do Recife se faz publicu,
que foi recolhido casa de detengao um pardo
do nomo Ignacio, fgido ha 8mezes.
Fogos de vista
Para o fes tejo de Santo
Antonio eS. Joao.
Jos Paulino da Silva declara aos amantes dos
festejos de Sanio Antonio e S. Joao, que lem es-
tabelecido a sua fabrica de fogos na rua Imperial
alera da f.linca do sanan, conforme a licenca que
obleve da cmara municipal, e ah enconlrarao
os freguezes fogos de todas as qualidades, rece-
bendo tambera encommendas, tanto para dentro
como para fra da provincia, aviando-as com
a maior promptido possivol; assim como vende
matciiacs para os raesmos j preparados para
aquellas pessoas quo quizerem fabricar parlicu-
larmentoesem muito trabalho, ludo por pregos
muito razoaveis ; os pretendentes podem ahi di
ngir-se, ou na casa de sua resideucia. que o en-
conlrarao a qualquer hora do dia. e protesta ser-
vi-los de forma que os deixe satisfeilos, nao s
pela boa qualidade dos fogos como pela bondade
dos matenaes que ernprega, e pericia dos artis-
tas que possue em seu estabelecimenio.
Vende-se o casa da rua da Roda n. 33 a
Iratar na rua do Queimado n. 41, ou na rua do
Crespo n. 1.
Vendem se no caes do Ramos n. 4, saceos
com fejao mulatinho, preto e rajadinho, o mais
barato possivel.
Em casa do Dammeyer Carneiro & C, na
ruada Cruz n. 49, vendem-se lirros em branco
pautados e nscados, dilos para copiar cartas
prensas para copiar.
Na rua da Imperatriz n. 16, se dir' quem
vende urna fabrica de fazer velas de carnauba
bem montada, e excellenle porque anda nao
preslou servico.
Encyclopedica
DE
Gaspar Antonio Vieira
Guimaraes gerente Jos
Gomes Villar.
Rua do Crespo n. 17.
Este estabelccimenlo de fazendas finas cons-
tantemente recebe deFranga, Inglaterra e Suissa
as melhores fazendas tanto em qualidade como
em gostos.
Sedas, laas, linhos e algodes, chapeos de pa-
lha da Italia ricamente enfeilados, dilos de seda,
manteletes de gupar o raclhor possivel. ditos
preto de seda bordados, ditos de -seda azul com
bico, roupes breos bordados, vestidos tran-
cos bordados, leques de sndalo, vestimentas de
lodas as qualidades para meninas e meninos,
chales de tuquim aniarello, cor do rosa, branco
e pretos de superior qualidade.
ABanga-se vender baratisumos c mando-sc
amostra as fazendas.
r Aviso aos acadmicos,
Encyclopedica
Attenco.
Na rua das Cruzes n. 21 se dir quem vende
urna taberna cora poucos fundos, era boa rua le
em boa caa propria para pequea familia, e ao
comprador se dir o motivo da venda. Na mes-
ma casa fornecem-se coraedorias mais baralo que
em oulra parte. H
IPISOIML
Um relogio de ouro, patenlo inglez, com um
correniao de ouro de lei com 17 oitavas, tudo
por 008 : na rua estreita do Rosario n. 31, loia
de raobilia. '
Annuncio.
Furlaram do engenho Miringobas da freguezia
de Sanio Antonio, 2 cavallos, no dia 24 de maio
do correle anno, a saber : ura rugo pedrez de
1 annos, pequeo, carregador baixo. um tanto
corcundo, o outro poltro, fazendo ultima muda
rugo preto, 2 ps calcados, signal encoborto, un
cato rio p esquerda. urna bexiga no espinhaco
cavallo de meio a grande, corpo curto, som ser
castrado : recommenda-se a quem delles der no-
Ucia cena tem 30# de gralifleagao.
Para evitar duvi-
das.
Jos Gongalo do E?pirilo Santo, Josephina do
Hora Pastor Bezerra de Meuezes e Antonio Jos
Leopoldmo Arantes, como administrador de sua
mulher J'rancelina Caodida de Menezes Arantes
herdeiros do fallecido padro Jos Gongalo, che-
gando-lhesao conhecimento que Jerouima Ma-
na Marques, Francisca Haria Marques doAmaral
e suas fllhas Isabel Francisca Calalo do Amaral
Senhorinha Franca Francisca doAmaral, preten-
der occultamente vender a casa n. 9 da rua do
Arago, que dizem Ihes pertencer: os annun-
cianres fazem sciente que pessoa alguma fara
negocio de qualquer natureza com as mesmas
sabr a referida casa, visto achar-se era litigio
pelo juizo da pnmeira vara, escrivo Cunha.
Cera de carnauba
Gaspar Antonio Vieira
Guimaraes gerente Jos
Gomes Villar.
Rua do Crespo n. 17
Vende-se por pregos coramodos boas fazenda*
para homens o meninos.
Sobrccasacas de panno fino do raelhor fabiicanlo
em Paris, Mr. Conlard.
Paletots de panno, de casemira e do brins.
Colleles de casemiras de cores, de seda, de vel-
ludo c de fuslo.
Caigas de casemira3 e de brins.
Camisas para homem, peito de linho, de algodo
c ditas de meia.
Chapeos de castor branco e pretos, de massa, do
seda, de palha e oulras qualidades.
Calcado Milli.
Scroulas, lencos de linho, meias e outros objec-
tos proprios para homens c meninos.
Charutos dos melhores fabricantes da Bahia.
Declaraco,
Tendo lido um impresso assignado
pelo consellieiro Joaquim Jos Ignacio,
no qual, mal informado, declara que
renuncio o honroso lugar de deputado
geral pelo Amazonas, e isto na prxima
eleicao, cumpre-me certificar aos meus
constituintes que, nao sendo exacto e-
melhante renuncia, cont com a sua
leal a pronunciada dedicaoao. Mara-
nhao 16 de maio de 1860.Francisco
da Serra Carneiro.
Muita attenco.

A abaixo assignada declara que nao-
pretende a empreza do theatro d'Apol-
lo como alfiucm tem feito propalar, e
faz a presente declaraco para que
ninguem se persuada que lanca mao de
mesquinhas intrigas para fazer arredar
d'lli a actual compnnhia como lhe
constou quealguem dissera ; fique pois
o publico certo que anda a abaixo as-
signada nao proferio palavra com pes-
soa alguma que desse idea de seme-
Ihante pretencao alias to insensata,
visto que jamis desejaria privar a aquel-
es que all trabalham de ganhar o pao
para si eas suas familias. Recife 31 te
maio de 1860. Isabel Mara Nunes
Oliveira.
de
As senrfhtes, plantas de flores e fructeiras d*
Europa, se achavam na loja da-Tua do Ca-
bu|^jjTendem-se desde o dia 28 de maio
S* ^51 choa 9,lio do fln,< Sr. Antonio
P T,ft j9 Paria- d" 8 n manhaa e das 5 horas da larde esa diente.


01
- Jos Antonlo-Aliei, cMado. retira-te para lA1T.?."."j n^'^/.T' 1a9,l,esJoas "ue
a Euroot a Iraler de sua saude dpii or -us i lenl,am em *" ?*" /*lr u lllulns doa mes-
Proc3o^t er prCir. &r rSr.P lance riSfc ^T"^ !-i. ao?
Ccelho Pinheiro ; Pem secundo Jo* Antonio Jg'ft ^^-v, J'? J*A' R<5C,fe
Wt Veras e em tercero Jo.qu.m Rodngucs I%r?l rua^iuzcn. 2.segun-
k ptijv nlA d0 ?"d?r' ? P6^68** ypographit, Unge-te cora
A I ,!> LiAU. PerfelSao de qualquer tr, e mais barato que em
n. ', .outra qualqucr parte,
itoga-se aot scohores passageiros que nontem : r ^
desembarcaran para esla provincia do paquete \ I f fkf\g*fkf\
ingloz Tync, se por engao da alfandega leva- XXlliV/ClvF
l\?Ja!!Lb'*T TnHalCi0.r.dr0.nla8m,.de I No holel Trovador, os ra larga do Rosario n
Slr..; ,ndVfa dedend.aI"lfSU,lorada nico no bairro de Sanio Antonio, e offere-
P PrPT,U/n'vJiV5?nni..!nSn.dT*- ndoporisso populado inteir. dessa bella
perTo a ta. cobr ncas m 0^ d 'm- "P1 loda a commWcao no que respoita ao
conforlavcl, coniina a servir de ludo cora prora-
! ptido e asseio, por menos do que em qualquer
Precita-se de uro senhor
queira dizer a mista dos 11 horas na matriz da
Boa-Visla, com a esmola de 5j>: pode dirigir-so
praca da Boa-Vista n. 7.
Jos dos Anjos Vieira de Amorim, sua
miilhcr, scus ilhos e seus rmos, profun-
damente penhorados para com todas as
pessoas que se dignatam assislir s exe-'
quias que se Gzeram a sua querida e eslre-
mosa filha, irmSa e sobrinha Maria Maxi-
milla Vieira do Amorim, e principalmente
para cora os dignos religiosos de.Nossa Se-
nhora do Carmo, desejariarn exprimir sua
gratidao por esta prova de tanta amizade e
bondade ; mas servidos ha que collocam a
quera os recebo em urna posicio dificul-
tosa, qual a de se nao encontrar termos
que possam euphonicamenle expressar a
effusao de seu reconheeirneuto, e sendo
deslc quilate os que lhes foratu prodigali-
dades por lao dislinctas pessoas, sentem ser
insufficicnte a terminologa portugueza pa-
ra de urna mane-ira satisfactoria patenlea-
rem o scntimenlo que ora domina seus
coraroes, eappellam para o futuro, onde
suas accoes dardo a conliecer o que nao
pode explicar meras palavras.
Recie 29 de raaio de 1860.
Precisa-sc de un trabalhador para padaria :
na ra larga do Rosario o. 46.
Milagroso S. Braz.
O Tnartyr e milagroso S. Braz, advogado d3s
molestias de garganta, erecto na igreja de N. S.
do Torro, ainda se acha exposlo no mcio da igre-
ja u veneracao dos Qeis ; a elle. pois. recorran
todcs os que livercm f na nlercessao deslo mi-
lagroso sanio, afim de que nos vejamos livres da
tenivel enfermidade que tantas victimas tem
fcito.
outro hotel nestacidade.
Antonio Joaquim Vidal, Jeo Carlos Bastos
Oliveira, socios da firma commercial do Vidal &
Bastos, declaramos pelo presente que toda a ge-
rencia do seu eslabcleciraenlo de ferragens na
ra da Cadeia do Recite n. 56 A, da dala dcste
em diaute, Pica inleiramente a cargo do socio Bas-
tos de Oliveira, o qual nicamente usar da fir-
ma social as transacrocs pertcncenles a dita so-
ciedade. Becife, 30 de maio de 1860.
Uro moco porluguez recem-chegado e de
affiancada conduela, pratico no commercio, e na
escripluragao mercantil, se offerece aos senhores
coramerciantes que dcllc precisem, dignando-se
procura-lo na ra das Cruzes n. 30, psdaria, ou
na ra da Madro do Ocus n. 9, armazem do fal-
lecido Sr. Tavares Cordeiro.
Os abaixo assignados doprimiJos pela
mais profunda dor pela prematura morte
de sua excellenle c sempre chorada esposa,
Blha c entiada I). Claudina Benla de Re-
zende Villaverde, mui cordialmeale agra-
decem n todas as pessoas, que se signaran)
assislir ao enterro e ncomuanharara at a
sua ultima morada o cadver da dita fal-
lecida, daudo por isso urna prova da parle
que tomaram no immensa ddr c saudade.
porque os mesmos abaixo assignados es-
lo passando.
Os mesmos abaixo assignados aproveilara
a occasi.io para pedir as mesmas pessoas
o favor de assistirem missa do stimo
dia, que lera lugar sabbado 2 de junho, na
igreja do Collegio, s 6 horas da mauh.
Recite 30 de maio de 1860.
Jos Goncalves Villaverde.
Mananta de Jess Siqueira.
Francisco Jos Goncalves de Siqueira,
ipanhia do Be-
beribe.
caixa da companhia (commen-
anoe1 Goncalves da Si'va) esta'
do a pagar desde boje o 2V ai-
a razo de 5>1 50 por acr^o
>torio da companhia 19 de maio
.Jos Teixeira Bastos, secrc
:erno.
ttenco. |
Cur. o pratico e iheorico de lingua fran-
ceza f or urna senhora franceza, para dez
mogas
mana,
quizei
Cruz
adian
Cor
OSr
dador
autor isa
vidende
Escri
de I86C
tario in
segunda e quinta-feira de cada se-
das 10 horas at raeio dia : quem '
aproveilar pode dirigir-sea ra da (
i. 9, segundo andar, ragamenlos
ados.
I @@@ S'?
Por iim corte de cabello e
fr
dLices de francez e
piano.
Madcmoiselle Clemence de Hannetot
i de Mannevillecontinua a dar lices de
, francez e piano na cidade e nos rrabal-
l des : na ra da Cruz n. 9, segundo andar.
Precisa-se de duas ama?, umapa
ra cosinhar e outra para engommar,
dndose preferencia a escravas: a Ira'
tar na ra do Imperador n. 15.
agencia dos fabricantes america-
nos Grouver & Baker.
Machinas de coser: em casa de SamuelP
Johnston & C, ra da Senzala Nova n. 52.
Aluga-se um armazem grande
sito na ra da Cruz do Recire, proprio
para qualquer estabeleciment: pora
mais informacoes na ra da Cruz n 1 I
S DENTISTA FRANCEZ. 1
Paulo Gaignoux, dentista, ra das La- 2
rangaras 15. Na mesma casa tem agua e 3
p denlico. <
MLllIMtS PAR 1800.
Estao venda na livraria da praca da Inde-
pendencia ns. 6 e 8 as folhinhas para 1860 im-
preeses esla lypographia, dasseguintesauali-
dades :
FoLHINHA RELIGIOSA, contendo, alm do
knlendario e regulamentodos direilos pa-
rochiaes, a continuaso da bibliotheca do
Cristo Brasileiro. que se compe: do lou-
vor ao santo nome de Dos, coroa dos ac-
or, hyranos ao Espirito Santo e
e N. S., a imitacao o de Santo Ambrozib?
jaculalorias e commemonco ao SS. Sa-
cramento e N. S. do Carmo, exercicio da
Via-Sacra, directorio para orac o menta
dividido pelos dias da semana, obsequios
ao SS. coracao de Jess, saudaces devo-
tas s chagas de Christo, oracoes a N. Se-
ahora, ao patrocinio de S. Jos e anjo da
guarda, responco pelas almas, alm de
ou tras.oracoes. Prego 320 rs.
1TA DE VARIEDADES, contendo o kalenda
rio, regulamenlo dos direitoeparochiaes.e
urna coKeccao de ancdotas, ditos chisto-
sos, coutos, fbulas, pensaraenos moraes,
receitas diversas, quer acerca Je cozinha,
quer de cultura, e preservatira de arvore8
fruclos. Preco 320 rs.
'ITAOE PORTA.a qual, alm das materias do
co^ume, centm o resumo dos direilos
Darochiaes. Pre o 160 rs.
Roga-se aos Srs. devedores do estabele-
ci ment do fallecido Jos da Silva PinCo, o ob-
sequio de saldaren seus dbitos na roa do Col-
eg vena n. 25 ou na ra do Queimado loia
n. 10.
Almanak da provincia.
Sahio a luz a folhinha com
o almanak da provincia para
o correnfeanno de
o qual se vende a 800 rs. na
praca da Independencia livra-
ria n. 6 e 8 contendo alm do
kalendario ecclesiastico e
civil:
Noticia dos principaes esta-
dos da Europa e America com
o nome, idade etc. de seus im-
peradores, reis e presidentes.
Resumo dos impostos ge-
raea,provinciaes, mnicipaes
e policiaes.
Tabella dos emolumentos
parochiaes.
Em pregados civis, milita-
res, ecclesiasticos, lilterarios
Je toda a provincia.
Associaces commerciaes,
agrcolas, industriaes, litera-
rias e particulares.
Estabelecimentos fabris, in-
dustriaes e commerciaes de
todas as qualidades como lo-
jas, vendas, acougues, enge-
nhos.etc, etc.
Serve elle de guia ao com-
merciante, agricultor, mar-
timo e emfin para todas as
classesda sociedade.
itdO DE PERNAUBCO. SEXTA FE1RA I DE IWO DE IS60.
16)
oa m
Grande e novo sortimento de fazendas de todas as qua-
lidades por baratissiuios precos.
Do-se amostras coiii penhor.
smenlo
$0
rs.
Ra da Imperatriz n. 7.
Lecom c acaba de receber do Rio de Janeiro
oprneir) contra-mestre da casa Augusto Clau-
dio, c uir outro vindo de Pars. Este estsbele-
cimentotsla hoje as melhores condires que
possive para salisfazer as cncomraendas dos
objeelos i m cabellos, no mais breve lempo, co-
mo sejan : mamitas a Luiz XV, cadeias de relo-
gios, braiceles, anneis, rosetas, etc., ele, ca-
bdllciras ie toda a especie, para homens e se-
nhoras, 1 va-se igualmente a cabera a moda dos
Estados-nidos, scmdeixar urna s pelcula na
cabeca di s clientes, para salisfazer os pretenden-
tes, os ol ectosem cabello serao feitos em sua
presenta se o desejarem, c achar-se-ha sempre
urna pessoa disponivel para cortar os cabellos, e
pontear i s senhoras em casa particular.
E'chegado loja de Lccomte, aterro da
Boa-Vist i n. 7, o excellenle leite virginal de ro-
sas branc para refrescar a pello, tirar pannos
sardaso ^spinhas, e igualmente o afamado ole
babosa pira limpar e fazer crescer os cabello
assira ce mo pos imperial de lyrio de Florenc
para bor uejas e asperidades da pelle, conser-
va a fres :ura e o avelludado da primavera da
vida.
Lindos cortes de vestidos de seda pretos
de 2 saias
Ditos ditos de ditos de seda de cores
com babados
Ditos ditos de ditos de gaze phantazia
de cores
Romeiras de fil de seda preta bordadas
Visitas de grosdcnaples urelo bordadas
com froco
Grosdenaples de cores com quadrinhos
covado
Dito liso preto e decores, covado
Seda lavrada preta e branca, covado lj e
Dita lisa preta e de cores, com 4 palmos
de largura, propria para forros
Corles de vestido de seda de gaze trans-
parentes
Ditos de ditos de cambraia e seda, corte
Cambraiasorlandys de cores, lidos pa-
drees, vara
Manguitos de cambraia lisos e bordados
Tiras e enlremeios bordados
Mantas de blonde brancas e pretas
Ditas de fil de linho prelas
Chales de seda de todas as cores
Lentos de cambraia de linho bordados
Ditos de dita de algodao bordados
Panno preto e de cores de todas as qua-
lidades, covado
Cascmirasidem idem dem
Gollinhas de cambraia a
Chales de touqoirn brancos
Ditos de merino bordados, lisos e es-
lampados de todas as qualidades
Enfeites de vidrilho rancezes pretos e
de coi es
Aberturas para camisa de liuho e algo-
dao, brancas e de cores
Saias balo de varias qualidades
Tafel rdxo, covado
Chitas francezas claras e escuras, co-
vado
Cassas francezas de cores, vars
Collarinhos de esguiao de linho mo-
dernos
Ura completo sortimento de roupa fcita
s
I
I
19200
8
3&000
19500
10*000
16)000
19000

9
9
9
9
8
$900
9
9
640
*
9
39500
9
6S000
S500
9280
1500
{800
sendo casacas, sobrecasacas, paletots,
colletes, calcas de muitas qualidades
defazendas
Chapeos fraccezesfinos, forma moderna
Um sortimenio completo de grvalas de
seda de todas as qualidades
Camisas francezas, peitos de linho e de
algodao brancas e de cores
Dilas de fustao brancas e de cores
Ceroulas de linho e de algodao
Capellas brancas para noivas muilo finas
Um completo sortimento de fazendas
Eara vestido, sedas, laa e seda, cam-
raia e seda tapadas e transparentes,
covado
Meias cruas brancas e de cores para
meninos
Ditas de seda para menina, par
Luvas de fio de Escocia, pardas, para
menino
Velludilho de cores, covado
Velbulina de cores, covado
Pulseiras de velludo pretas e de co-
res, o par
Ditas de seda idem idem
Um sortimento completo de lu->as de
seda bordadas, lisas, para tenhoras,
homens e menines, de todas as qua-
lidades
Corles de col'ete de gorgurao de seda
de cores
Ditos de velludo muilo finos
Lencos de seda rxos para senhora
Marquezitas ou sombrinbas de seda com
molas para senhora
Sapalnhosde merino borJados proprios
para baplisados, o par
Casinetas de cores de duas larguras mui-
lo superiores, covado
Setim preto, encarnado e azul, proprio
para forros, com 4 palmos de largura,
fazenda nova covado
Setim liso de todas as cores covado
Lencos de gorgurao de seda pretos
Belogios e obras de ouro
Cortes de rasemira de cores a
Grammatcaingle-
za de Ollendorff.
Novo methodoptra aprender a lr,
a ccrever e a fallar ingle em 6 meze,
obra inleiramente nova, para uto Je
todos os estabelecimentos de iwtruogao,
pblicos e particulares. Vende-se na
praca de Pedro 11 (aMigo largo do Col-
legio) n. 37, segundo andir.
930
1}200
9700
2$000
15000
Ao publico
Acbando-se grassando epid-
micamente angina e a escarlati-
na, olTer. cernes as mais de fami-
lia o tratamento homeopatbico,
contendo os symptomas das mo-
lestias e dos medicamentos apro-
priados com amancirade os em-
pregar Assim como carteira com
os medicamentos homeopatbico!
para o mal.
N. B. Medicamento especifico
e preservativo para estas afec-
coes. Em glbulos e em tintu-
ra?. Pateo do Carmo n. 5, pri-
meiro andar, largo do Para izo
n. 15, sobrado de um andar.
15000
1S600
9

9
5J00
mmmmmimmm-m-mwmmmmm\
EAU MINERALE
GRANDE SORTIMENTO
DE
Faiendas e roupa feila
SOCIEDADE
DAS
ARTES MECHAMCAS E LWERAES
DE
PERNAMBUCO.
Por ordem do respectivo director, o Sr. Joa-
1 qujra Borges Carneiro, so convidados os socios
que estao atrasados no pagamento de suas men-
salidadcs, a se porcm quites com a sociedade
at a primeira sesso ordinaria do mez de junho
prorimo futuro, sob pena dejercm eliminaaos os
que, sem justa causa allegada e pi ovada pernnte
a sociedade, menosprezarem o presente aviso.
Secretaria da sociedade das Artes Mechanicas
e Libcraes 25 de maio de 1860.
Targino Francisco de Helio.
Sccrelario.
Os Srs. Antonio Cardoso de Mallos Sobri-
nho, Antonio da Cruz Ledo, Domingos Jos da
Costa Giiiroares, Guimares & Alcoforado. Joao
quim Pereira Arantes c Miguel Alvares de Abre-
Marinho, queiram opparecer na reparlirao do cor-
reio aflra do salisfazerem o porte de urnas cartas
que vieram da secretaria de polica.
Neste proveitoso estabelecimento, que pelos no vos melhoramentos feitos
oientemente montado, far-se-ho tambem do 1* de novembro em vante, contratos mensaes para
maior commodidade e economa do^publico de quem os proprietarios esperam a remuneracao dp
tantos sacrificios. *
Assignatura de banhos frios para urna pessoa por mez.....10J00O
momos, de choque ouchuviscos por mez ljOOO
.______Series de carines e banhos avulsos aos oreos annunriados.
POR MEDIDA.
Na lcjjae armazem de Joaquim I
Bodrigues T. de Mello.
V\uj) Ao Queimado '"?.
em sua \o^a de 4 portas.
Tem i m completo sortimenln de rnupas fcilas
e por m> dida a vontade dos freguezes : caigas de
caserair i e de brim, colletes de diversas quali-
des, sob ecasacas de niuito bom gosto, um sor-
timento de paletots de panno e de caseraira, al-
paca, la iz'uha, riscadinhos e de brim, que ludo
se vend por prego commodo ; ura completo sor-
timento de chapeos pretos de seda para homem,
de supe ior qualidade a 109, ditos de castor mui-
lo superiores a 10g, chapeos de sol de seda in-
glczes d >s melhores que lera vindo ao mercado,
ditos fraicezes de diversas qnalidades, ditos de
panno g andes e pequeos, cortes do vestidos de
seda de variados gostos para diversos precos, um
complet i sortimento de bordados e enlremeios,
golinha:
chaly di
tcm.app
zas mui
e manguitos, ludo por preco commodo ;
seda e la de gosto mais apurado que
|irccido a 19280 o covado, chitas france-
superiores de 260 al 4t0 rs. o covado
de goslc i muito delicados
lo de fa
seria ia
Sirop du
ikFORGETI
Este xarope est apfrovado p
>mo sendo o melhor para curar
affeccoes dos bronchios, ataques de peito, irrilactVs ner
pela man ha, e oulra noite sio sufDcientes. O etreito des
lempo o doente e o medico.
O tposito i na ra larga do Rosario, botica de Bar)
FUINDICAO
DO
III I. \l BO
Ra do Bruna (passando o chafariz.)
Aluga-se a excellente e commoda I
asa da ra da Aurora n. 26 : a tratar ,
na mesma ra n. 16 A.
Roga-se a quem se julgar credor da exlnc- J
ta firma da Vieira & Para por qualquer titulo ou /
conta de livro vencida ou por vencer, e, no pra-
zo de 3 dias, 8presenta-la para ser promptaraen-
le paga, na praca da Independencia ns. 19 c 21.
@@@ <$<$ @@
^Consultorio central homeopalhicof
m de ^
te
m ho
n
tTs.
linua sob a mesma direceo da Ma- (Jj
e Mallos Teixoira Limo, professor @
meopolhia. As consultas como d'an-
I
I Botica central liomeopalliica 1
Do
6
DR. SABINO 0, L PI[\H0 i
um grande sortiracn
endas francezas c inglczas c allems que
possivel aqu so poder mencionar com
precos, issevera-se aos freguezes que ludo se
vende r ais em conta que em outra parle sendo
a dinhe ro.
JoiThomazae Campos Quaresma, partici-
pa as p. ssoas de sua aroizade, que hoje a sua
residemia na ra Augnsta, casa de 2 andares,
do dse nbargador Alejandre Bcrnardino do Reis
e Silva, de n. 19.
JARABE IlO FORGET.
los mais eminentes mdicos de Pars,
constipocoes, tosse convulsa e outrs,
osas e insomnolenciss: urna colberada
e excelente xarope satisfaz ao mesmo
olmeo Francisco de Souia, n. 36.
Novos medcamenloshomeopathicos en-
viadosda Europa pelo Dr. Sabino.
Esles medicamonlos preparados espe-
cialmente segundo as necessidades da ho-
raeopaihia no Brasil, vende-se pelos pre-
ces conhecidos na botica ceniral homeo-
palhica, ra de Santo Amaro (Mundo No-
vo) n 6.
guillides deazs
No deuozo desle eslaneleeimeuto sempre \ia gran le sovUmcuto de me-
caauismo para os engenuos de assuear a saber:
Machinas de vapor modernas, de golpe cumprido, econmicas de combustivel, e defacillimoassento ;
Rodas d aguace ferro com cubos de madeira largas, leves, fortes, e bem nalanca las ;
Canos de ferro, eportis d'agia para ditas, e serrilhas para rodas de madeira ;
Moendas inteiras com virgens muito fortes, e convenientes ;
Meias moendas com rodelas motoras para agua, cavados, oubois, acunhadas emj
Taixas de ferro fundido e batido, e de cobre ;
Pares.ebicas para o caldo, crivos e portas de ferro para s fornalhas ;
Alambiques de ferro, moinhos de mandioca, fornos para cozer farinba-
Rodetas dentadas de todos os tpmanhos para vapor, agua, cavallos ou bois';
Agudhoes,bronzes e parafusos, arados, eixos e rodas para carrosas, frma's galvanizadas para purgar etc., etc.
D. W. Bdwman confia que os seus freguezes a'charo tudo dig-no da preferencia com
que o nonram, pela loijga experiencia que elle tem do mechanismo proprio para os airricul-
lore desta provincia, Ipelofaoto de mandar construir pessoalmcnte as suas obras as
mais acreditadas fabr^da Inglaterra, para onde elle faz viagem inmial para o dito fim
assim como pela coutiiWplojia sua fabrica em Pernambuco, para modificar o mechanisi
mo a vontade de cada comprador, e de fazer os concertos de que po<3 ero necessitar.

Altenco.
i
Os effeilos antepidemicos, que sao produzidos
pelas fumigares hygienicas de Guylon de Mor-
vcau, sao ekazes, como prova a experiencia que
dellas se lem lirado ltimamente. Os vaporas
que se elevam de urna formula desta fumigaco
bastam para desinfectar um espago de 340 ps
cbicos ; e de 0, as ntricas, assim explica Car-
nichael Smilh. 10 andado que nos vecha de pre-
sente, tem cefao rm#as vidas, e convem que
(para prevenir-s o mal, anles do que cura-lo de-
poisde apparecio) as pessoas desta cidade, onde
outra qualquer pirte, onde o mesmo se vai de-
senvolvendo e ae tem manifestado, recorram
botica n. 88, na i ua Direita, onde se acha ven-
da quanlidadcdaquelle desinfectante. O Sr. Do-
mingos Ribeiro a Cunha, morador na ra da
Praia n. 49, reconhecendo estar a sua casa anec-
iada desta epidenia, pois quasi todas as possoas
de sua familia Haviam adoecido, recorreu ao
abaixo assignado, que subminislrando-llie a fu-
migaco, produzid ella salutares resultados : as
pessoas pois, em dentiess circumslancias, que
preci3arem das desinfececs, o achatao sempre
prompto para mar dar effectuar a devid applica-
;o. O mesmo Umbem vende na mesma botica
os ingredientes pa -a conservar as casas os va-
pores do chlorure
to approveitzm, e
mas no interior i
de importante til
preserva-las do est
de applcar se ach
os quaes em lodo o caso mui-
previnem a invasao asepide-
as habitaces ; assim corao
dade a sua 3pplica5o as fe-
ridas, ou ulcerase irnicas como detergente para
do de pulrefarcao. A maneira
r na etiqueta. O proro de
2000.-Jos da B cha Paranhos.
COAIPAMHIA
ALLIANCE
Estabelecia em Londres
&if ri m mu.
Ci.PITAL
Cinco millioes de libras
esterlinas.
Saunders Brotbers4 C." tem a honra de In-
formar es Srs. negociantes, proprietarios de
casas, eaguemmais convier, que estao plena-
mente autorisados pela dita companhia para
efectuar seguros sobre edificios de lijlo epe-
dra, cobertos de telha e igualmente sobre os
objectos que contiverem o mesmos edificios,
quer consista em toobilia ou en fazendas d
qaalquor "#lidade.
45Ra Direita45
De 5#000 a 6^000.
O proprietario deste estabelecimento
attendendo ao estado pouco lisongeiro
da bolsa da maior parte da populacao,
e animado por um sentimento phian-
tropico em prc 1 dos seus antigos fre-
guezes, tem a Lona de olfereeei-Ibes
um resto de borzeguins de bezerio e
lustre, tm muito bom estado, mediante
a retribuieao cima.
Antonio Jo Ferrcira Alves, mudou o I
seu gbinete de consullas roedicas-rirur- S
gicas e operacocs para a ra doOueirnado
n. 38 primeiro andar, aonde poder ser 1
consultado ale os 8 horas da manl.ia e S
9 .da,4. 5.da arde Chamados a toda a I
iora do da o da noilc, sendo os pobres I
ti.-1 aJis e 8llenldos gratuitamente. Z
W B. GreenOeld relira-se para a Europa
Na botica da ra do Cabug so dir quem
em para vender urna barcara em excellenle es-
lado, a qual carrega 200 saceos de assucar.
Ferros de engom-
mar econmicos
A 5*000 rs.
Aviso as engommadeiras.
Economa de lempoe de despeza reuni-
da a perfeico e facilidade do tra-
balho.
Attencao.
Aitiga-sc um famoso negro de muito boa con-
duela para lodo o trrico de casa de familia, e
tambem se vende : quera o pretender, dirija-'se
as Cinco Pcntas n, &, junto as casas cahidas.
Aluga-se um andar de casa no
bairro da Boa-Vista, com muito bons
commodos para familia: quem precisar
queira indicar onde pode ser procurado
em carta com a inicial Z, que deixara'
na livraria da praca da Independencia
n. 6e8.
Bolinhos.
Bandejas enfeitadas com diversos goslos, dos
melhores bolinhos do nosso mercado, em porcao
de libras ou a retalho, que eonserram-fe muito
para embarque ou viagem ; as;im como pudins,
pastis de nala. crenie, lorias, ou outra qual-
quer pastelera para desseil: tambem preparam-
se bolos finos.para o lempo de S. Joo e S. Pe-
dro, das melhores qualidades da massa molhada
e secca superior, tudo com o mellior asseio, e o
mais em conta do mercado, diiija-se a ra da
Penha n. 25, para tralar-se.
PROVINCIA.
l'ercira parte da primei-
ra do Espinto Santo.
Os abaixo assignados venderara da lotera su-
pra os seguintes premios :
Ns. 711 5.0008 Bilhcle.
202 1.000 lquarto.
A garanlia paga na ra na ra do Cjllcio
l.ayme & Madurcira.
Prara da Independencia n. 4
Companhia doBe-
beribe.
Nao se tendo hoje reunido numero
sufliciente de accionistas para a conti-
nuaqao dos trabalbos encetados na ses-
sao da assembla geral Ja mesma com-
panhia que foi convocada para o dia 18
do corrente, e queja se acha espacada
para o dia 26 ; o Sr. director manda
convocar novamenfe para sexta-hira 1-
de junho prximo futuro ao meio dia.
Escriptorio da administradlo daCom-
panhia do Beberibe 26 de mio del86
Jos Teixeira Bastos, secretario
lerino.
in-
Osrerrosde engommar econmicos de Bless
& Drake, soj lo bem conhecidos, c por todas
as partes em qoe sSo usados, lerm recobido um
acolho lao favoravel, que os fabricantes se limi-
larao a simplesmenle indicar aqu algumas de
suas valiosas qualidades, sem mencionar os nu-
merosos louvores, que a iroprensa e muitos par-
ticulares teera dirigido aos inventores de um 15o
til, quo importante ulencilio.
As vantagens dos ferros de engommar econ-
micos esua ioconteslavel superioridade sobre os
antigos, se deprchendem das caaoes seguintes ::1 ra
1. Os ferros econmicos tendo em si o oppa-
relho qne os aquenta e que serve a conserva-Ios
sempre. no grao de calor que se quer, mediante
mui facis condiccoes, fazem ganhar as engom-
madeiras o immenso lempo que as mesmas per-
dn), servndo-se dos antigos ferros, as conti-
nuadas mudancasque sao obrigadas a fazer, na
limpezae preparo dos mesmos, no fogareiro. e
em mil oulros accessorios inherentes ao velho
syslema. A esla immensa vantogera deve ac-
crescentar-se que o engomroado sahe mais per-
feito, mais claro e mais lustroso.
2." Um s ferro basta para cada engomma-
deira, no entretanto que dos antigos era neces-
sario ler um certo numero.
3." A despeza de cada um desles ferros, para
um dia do irabalho. nunca poder exceder a
80 res.
4." O Irabalho 6 muilo mais fcil e sgradavel,
podendo elTectuar-se era qualquer parle sem o
menor obstculo. O grave inconveniente do ex-
tremo calor produzido pelos fogareiros, sobrelu-
do nos paizes quentes, desappareco complcla-
mento.
5 O perigo de incendios e diverios oulros
males, cessa com o uso dos ferros econmicos.
6. Commodidade de transporte, solidez a du-
raco do ulencilio. Muitas outras vantagens po-
deriam ser citadas ; os fabricantes porem julgam
mais acertado, de recomraendar as pessoas inle-
ressadas de experimentarem os ditos ferros, que
desi mesmo fallaro mais alto, que tudo qu'anto
era favor dos mesmos se podero dizer.
nicos agentes em Pernambuco Raymundo
Carlos Leite & Irmo n. 10, ra da Imperatriz
amigamente aterro da Bos-VisU.
PROVINCIA.
O Sr. Ihesonreiro das loteras manda fazer pu-
blico que se acham venda, lodosos dias no es-
critorio das niesmas loteras na ra do Impe-
rador n. 36, o as casas commissionadas pelo
mesmo Sr. Ihesonmro na praca da Indepen-
d.en,c,a 14 e 16 e na rus Nova n. 56, os bi-
liietes da quarla parle da quarla lotera do Gyra-
nasio Pernambucano, cujas rodas devero andar
imprelenvelmenlenodia 16 de junho prximo
futuro. -
Thesouraria das loteras 26 de maio de 1860.
/. M. da Cruz, esrrivo.
Sociedade
II ni&olt ene tcente Aos Co-
cheiros em Pernambuco.
Domingo 3 de junho prximo futuro, lera lu-
gar a installa?ao solemne desla sociedade no sa-
lto do palacete da ra da Prala, devendo o acio
comecar s 11 horas da maehaa Os abaixos as-
signados, seus actuaes directores, leem a satis-
facaode convidar a todas as pessoas que quizerem
abrilhantar com suas presentas essa festa social, a
comparecerem & hora indicada ; devendo o sala
estar de noile exposto vesita das familias quo
nos quizerem honrar. As 9 horas da ronnhaa os
socios ouvirao urna mi3sa no convenio do Carmo,
mandada celebrar em honra do Padroeiro da so-
ciedade, o glorioso S. Elias.
Salas das sessoes da sociedade Unio Beniflcen-
le dos Cocheiros em Pernambuco, 27 de maio de
1860.iaymundoda Silva Gomes, presidente,
Ignacio Francisco Gomes, vice-presidente, Dama-
zo Miranda de Souza Couto, 1 sccrelario, Ven-
ceslao de Castro Madeira, 2* secretario, Joaquim
Fernandes da Bocha, thesourciro, Agostinho
Francisco do Rosario, procurador.


l/
De Gavalcanti Ucboa, lavcador do enge-
nho Jardim, no primeiro andar da ra
da Cruz n. 46 ou na Pauagem n. 7, a
negocio quelhe diz respeito.
<**ii*mma.mak*Aan.mma. mu um>uuw
I Msica.
9| Reccbcu-se pelo ultimo paquete boni-1
tas msicas para pino : na ra Nova
n. 43
< Loja de marmore.
Os Srs. irmos da irmandade Santissimo
Sacramento da malrii de Santo Antonio dcsla ci-
dade sao convidados para cotnparecerera no dia 3
de junho prximo futuro, pelas 11 horas do dia,
afim do em mesa geral proceder-se a eleicao da
nova mesa regedora.O escrivao. Paula e Silva
Jnior.
No dia 11 desle mez desappareceu ummo-
leque de nome Francisco, com os signaes segain-
tcs : crioulo bea preto, sera barba, tem as per-
nos finas, bstanlo secco, o estomago um pouco
crescido, os ps torios para dentro, a maca a do
rosto do lado direilo um pouco grossa, corla-
dor de carne, bem fallante, (oi visto no dia 14 n
Casa Forte cm caminho para o Monteiro, por isso
roga-sc a qualijuer pessoa, e as autoridades poli-
ciaes a apprehenso do dito moleque, leva-lo
ra do Kangel n. 41, que ser bem recompen-
sado.
y>
Dentista de Pars.
15Ra Nova15
Fredorico Gautier, cirurgiao dentista,
faz todas as operacoes da suaarto e col-
loca denles artificiaes, ludo com a supo-
rioridade e perfeicao que as pessoas en- if
tundidas Ihe reconhecoro. y
Hr$ Tem agua e pos dentifricios etc. X
Aviso em geral.
0 dono da grande fabrica de tamancos do ra
Direita, esquina da travessa de S. Pedro n. 16,
offerece ao rospeilavd publico desta cidade e de
fra o raais bello e rico sorlimento de tamancos
de todas as qualidades, que est resolvido a ven-
de-los, tanto a relalho como em porco, por me-
nos do que em outra qualjuer parte ; a eslago
nropria.
fESCfill'TOHIO DE ADVOCACUl
f| DOS BACHARE1S

s
s
fe;Aoreliano Augusto P. de Carvalho.*
_ m
m RA DO QUE1MADO t

Roga-se os &rs. devedore a tirina social
da Leite 4 Correia era liquidado, o obsequio
de raaadarsaldarseusdbitos aa lojada ruado
Queimado n. 10.
##
1 DENTES
VIM II IC 141 S.
gRuaestrcita do Rosario n. 8
.ifi?nCSC0, PD.t0 0lorfcollocadenles ar- 2
tilciaes pelos doussystoaasVOLCANITE
m chapas de ouro ou platina, podendo ser
procurado na sobredita ra a qualquer
8> 99999 8M*4B#$
Flores de cera
cm cinco licoes.
O artista Jos Bicaud, recem-chegado da cor-
te, ensina afazer llrese fruclas de cera, borda-
dos em vidros com las : d liedes era casas par-
ticulares. O artista mora no hotel Francisco na
ra do Trapiche n. 5, e ir s casas d'onde for
chamado, levando as amostras dos seus trabalhos
=. Na Phf raacia n. 30 da ra do Livramento.
precisa-se fallar a negocio de urgencia com os
seguinles senhores :
Francisco Xavier da Rocha.
Andr de Sa Albuquerqne.
Manoel Alves Vianna.
Antonio Jos Gurjo, da Psrahiba.
Antonio Pergenlino de Moracs Souza, de lia-
marac. *
Manoel Joaquim dasTrevas Marinho, da Victoria.
* Quera precisar de urna ama que cose e cor-
ta vestidos, e engomma, tudo com perfeicao e
de ons costumes, dirija-se ra do Caldereiro
n. o.
Manoel Jos Fernandes, Portugus, retira-
se para Europa a tratar de sua saude.
Precisa-se de alguns
meninos para aprender o of-
ficio de marcineiro: narua de
S. Faancisco confronte a igre-
ja arinazem que tem a offici-
na da parte de detraz.
Sincera gratidao
pela cara de ama
inflammaco do estomago.
Nao posso deixar de tributar os meus devidos
Iouvores s chapas medieinaet do Sr. Ricardo
Kirk. escriptorio na ra do Parlo n. 119, poisque
por meio de tao precioso remedio fiquei curado
da inflammaco do estomago, da qual padeca
ha mais de dtz annos, por cuja causa soffria falta
ae rcspxraco, cansado e muito fastio ; o nao
Cicero Ollon Peregrino da Silva J* esperance de lcar melhor, acho-rae ago-
ra pereitamenle bom, depois de 40 dias da ap-
plicaco das ditas chapas.
Por isso cumpro com meu dever, fazendo a
presente declarado em signal de minha sincera
gratidao. Ra do Sacco n. 53, no Rio de Janei-
ro. Agostinho Ferreira Cardoso.
Reconhecida verdadeira a assignalura supra
pelo labcllio Pedro Jos de Castro
Furtaram no dia 23 desio mez, do sobrado
n. 44, terceiro andar, da ra Nova, um relogio de
ouro sabonele, todo lavrado, do autor Berguers
a Pars n. 11514, com urna corrente de palmo,
P"co m8s ou menos, com urae chave pequea
soldada na ponta da mesma rnrrpnin o um notn
1. M,
PRIMEIRO ANDAR.

ASSOCIACAO
DE
SoccoiTOs Muaos c Lenta Emancipacao
dos Captivos.
Em virtudc do art. 19 cap. 5, de ordem do Sr.
prosidentesao convidados todos os senhores so-
cios para que se dignem de comparecer domingo
3 d-i junho, os 3 horas da tarde cm ponto, visto
estar a rasa das sessoes oceupada pela manha
com o festejo da inaugurado da socieJado L'uiao
Runcficenlo dos cocheiros desta cidade, aura de
funecionsr a assembla geral, visto que ha nego-
cios de sumnin importancia a tratar.
Secretaria da Associaco de Soccorros Mutuos
e Lenta Emancipado dos Captivos 29 demaio de
1860.Albino de Jess Bandeira, 1. secretario.
O Ur. Cosme de Sa' Pereirai
j/jg te volt de sua viagem instructi-|
/ssciva a Europa continua noexer-S
i>^:co de sua profissao medica.
aa Djl' consultas em seu escripto-S
*"io, no bairro do Recife, ra das
(Cruz n. 53, todos os dias, menoss
ios domingos, desde as' 6 liorasfi
te as 10 da manhaa, sobre oss
seguintes pontos :
l*. Molestias de olhos ;
l*. Molestias de coracao e dej
peito ;
'). Molestias dos orgos da gera-|
cao, e do anus ;
-. Praticara* toda e qualquer j
o^eraqao quejulgarconvenien-
te para o restabelecimento dos
seus doentes.
O exarne das pessoas que o con-1
ultarem sera' feito indistincta-
acnte, e na ordem de suas en-5
radas; fazendo exceptuos doen-1
es de olhos, ou aquellesque por?
aotivojustoobtiveremhora mar-3
ida para este fim.
A. ap)licaqao de alguns medica?
tientos iudispensaveis em varios)
a:asos, como o do sulfato de atro-
,- v.nietc.)sera'feito,ouconcedido?
y gratuitamente. A confianca que!
Melles deposita, a presteza de sua L
tc^.ao, e a necessidadepromptali:
le seuemprego; tudoquantoo
lemove em beneficio de seusl
f doentes.
NOVO DEPOSITO
DE
pona da mesma corrente, e um sineto
imitando urna cabrinha sobre urna cornalina en-
carnada, ludo de ouro. O dito relogio bastante
chalo e lera um deleito no vidro do mostrador
que nao possivel fechar direilo pois quaf i sempre
conserva-se abcilo : Pde-se a todos os Srs. re-
lojoeiros, ourives, vcndelhSes e a todas as pes-
soas que tomara objectos empenhados, de o ap-
prehender no caso do lhe ser olTerecido o mes-
mo relogio e leva-lo casa referida ou na
ra da Cadeia do Recife no escriptorio Sr. Jos
Gomes Leal, que recompensar bem.
COLLEGIO DE BEMFICA
DIRECTOR
Estevo Xavier da Conha.
Este estabelccimenlo muda-se para a ra da
Aurora, casa contigua ao collegio das orphas, e
desde o primeiro de junho prximo ahi contina
a ensinar todos os preparatorios exigidos para a
matricula da faculdade de direilo. Alera de todas
as disciplinas designadas nos respectivos estatu-
tos, cnsinar-se-ha a fallar com perfeicao as lin-
gual franceza, italiana e allema, resi'dindo para
esse Dm no mesmo collegio um hbil professor.
O Sr. Francisco Aranha de Souza, lera urna
caria, na na da Cadfia do Recife, escriptorio de
Manoel Joaquim Ramos c Silva.
O Sr. Antonio de Souza e Silva, lenha a
bondade apparecer na ra da Cada do Recife, es-
criptorio de Mauoel Joaquim Ramos e Silva, para
tratar de negocio que lhe diz respeito ou annun-
ciar sua morada para ser procurado.
Perdeu-se no dia 27 do corrente, uns co-
raes encastoados de ouro, sahindo da igreja da
Madre de Dos, pela ra do mesmo nome, em
direccao a caciea al Fra do Portas: quem os
achou, querendo restituir, dirija-se a Fra de
Portas, ra do Pilar n. 56 ou annuncie para ser
procurado, que se gratificar.
Alugam-se 3 esclavos, sendo um moleque :
na ra Direita n. 61 se dir quem tem.
I
Aviso
A Sra. Joanna dos Passos, queira lerabrar-se
dos hjolos que raandou burear na olaria da ra
do Hond.'go, pelo Sr. Passos Colho, para o con-
cert de seu sobrado da Trempe.
Allenfo.
DIAMO Dg PEBIAMBOCO. ^ Sffk FEItH t DB JlMrt fi| iU0.
Atteneo.
Constando que urna commiasio de devotos,
qu aj propos fazor o Mez Mariano na igreja do
Parai.:o, tomou sob sua responsabilidade o pre-
ciso fiara os actos quotidianos, e que- por negli-
gencia de nao sei quem quebrou-se um sino da
torre j; eomoirmao da casa, e nao podendo to-
lerar ii prejuizo do urna irmandade to pobre co-
mo a das Cbagas, alertamos a mesa actual a res-
peito lesee daino causado pela dita commisso;
e espiramos que ella, garanlindo o direilo da ir-
mand
ella re
est n
actos
sao fu
jeclos
termo
no a s
perde
ido, proceda contra a commisso at que
slabeleea o sino como o achou. A mesa
sponsavel perante a irmandade pelos seus
Ora, se ella permitlio que essa commis-
ccionasse, como prelendeu, com os ob-
da irmandade, do que consta se lavrou um
claro que teta de mandar refundir o si-
ta cusa, poisque a irmandade nao deve
nesses actos particulares. O irrooo tho-
sourcro de boa f.
1 m praca publica, do Dr. provedor dos re-
siduos e capellas, se proceder a arrematadlo da
renda annualdas casase sitio pertencente ao pa-
Inmoi io da rmandadodas almas de Santo Anto-
nio, ci ja arrematarlo ter lugar no dia 4 de
junho
-- J ean Baptiste Dumarquet, subdito francez,
" se desta provincia para Montevideo, com
pelo Rio de Janeiro.
retira-I
escall
do Mo
tida e
ro de
lis gn
captiv
Nova i
I a olaria do Sr. Marcelino Jos Lopes, ra
u" idego, trocara-so lijlos de alvenaria ba-
de ladrilho por tabeas de assoalho e for-
ouro, assim como vendem-se ps de sapo-
ndes, em barris proprios para embarque.
1 recisa-se de urna ama de leite, forra ou
i, som filho, para aroamontar urna crian-
za : nc pateo do Hospital, sobrado, por cima da
cocheirs.
Compras.
(ompra-se urna morada de casa terrea, ou
sobrac i de um andar, no bairro de Santo Anto-
nio e um bom estado ; a Iralar na ra Nova nu-
mero 1.
Compram-se es-
cravos.
Com !>rara-se, vendem-se e trocam-se escra-
ros : .a ra do Imperador n. 79, primeiro andar
( ompram-se moedas de .ouro de 20$, ra
36. loja.
que u
Nal
B, vei
liquid
Fila
lisas,
Frail
dos ge stos.
Dit
mu
Vendas.
y ende-se una meia mobilia de araarello
em bo n estado: na ra de Santa Tfiereza n. 1.
Borzeguins inglezes, pro-
va d agua.
Pechincha sem igual.
Os \jerdadeiros e j muito conhecido3 borze-
guins nglezes, prova d'agua, e tiradores de calos.
ti. 10$ o par, dioheiro a' vista.
Leil < & Irmio, na ra da Cadeia do Recife, lo-
ja de portas n. 48, avisam aos seus numerosos
fregu es, e ao publico era geral, que novamen-
to ac tara de receber os afamados borzeguins in-
glezes c que conlinuam a vender a 10g o par,
dinheiro vista. o melhor calcado que ha pa-
ra aquellas pessoas que padecem de calos, por-
- ando os nao soffrem mais.
Pede-se toda atteneo.
)ja d'aguia de ouro, na ruado Cabug n. 1
de-se ludo por precos baralissimos para
ir, assim como seja :
Fitas e franjas.
de velludo de todas as larguras, aberlas e
lo lindos padrdes.
jas de seda de todas as larguras e de lin-
Milharesde individuos de todas as nacoes pp-
em testemunhaiMTirtBdesdeate remedio in-
comparavel e provar em caso necessario, q,uc
pelo uso que delle flzeram iem seu corpo e meml
oros uiteiramente saos depois de haver emprega-
do intilmente outros tratamentos. Cada pesoa
poder-se-ha convencer dessas curas maraTilhosa.
pela leitura dos peridicos, qne lh'as relatara
">dos os dias ha muitos annos; e a maior parte
lellas sao to sor prndente que admirara s
mdicos mais celebres. Quanlas pessoas reco!
braram com este soberano remedio o uso de seus
bracos e pernas, depois de ter permanecido lon-
go lempo nos hospitaes, onde de viam soflrer a
amputaco! Dellas ha muitasque havendodei-
xado esses asylos de padecimentos, para sen0
submetterem essa operacao dolorosa foram
curadas completamente, mediante ousodesse
preciosoremedio. Algumas das taes pessoas na
enfuso de seu reconhecimento declararan es
tes resultados benficos diante do lord correge-
dor e outros magisUados, afim de maisautenti-
carem suafirmativM
Ninguera desesperara do estsdo de saude sa
tivesse bastante conflanga para ensaiar este re-
medio constantemenle/seguindo algum tempo o
mentratatoquenecessitassea natureza doma
cujo resultado seria prova rincontestavelmente:
Quetudocura.
O ungaeuto *e ul, mais particu-
larmente nos seguintescasos.
Alporcas.
Caira bras
Callos,
anceres.
Cortadurag.
Dres de cabera,
-das costas,
dos membros.
Enfermidades da cutis
em geral.
Ditas do anus.
PSoes e escorbti-
cas-
Fistulasno abdomen.
Fnaldade ou falta de
calor as extremida-
des.
Freiras.
Gengivasescaldadas.
incha^des.
luflamiaaco do ligado.
Inflammaco dabexiga.
da matriz
Lepra.
Males das pernas.
dos peitos.
de olhos.
Mordeduras de reptis.
Picadura de mosquitos.
Pulmoes.
Queimadelas.
Sama
Supuracdes ptridas
Tinha, em qualquer par-
te que seja.
Tremor de ervos.
Ulceras na bocea.
do ligado.
dasarticulaces.
Veias torcidas ou noda-
das as pernas.
Yende-se este ungento no estabecimento
geral de Londres n. 224, Strand, e na loja de
todos os boticarios droguistas e outras pessoas
encarregadas de sua venda em toda a America
do snl.Havana e Hespanha.
Ven le-se a 800 rs., cada bocetinha contm
urna tnstruccao em prtuguez para o modo de
fazer uso deste ungento.
O deposito geral em casa do Sr. Soum,
pharmaceutico. na ra da Crun. 22. em Per-
narahur.o.
Pennas de a$o inglezas.
Vendem-se na ra da Cadeia do Recife, loja n.
7, de Guedes 4 Goncalves, as verdaderas pennas
de seo inglezas, mandadas fabricar pelo profes-
sor de calygraphia Guilherme Sculy, pelo mdico
preco de 1500 a caixa.
s de 15a e seda por preo que adrar
s de tinha p.ira casaveque.
Dit; s de algodao para toalha e para cortinado.
Tra icas de linho e de laa brancas e de cores.
Pentes.
Pon es de tartaruga virados e lisos.
Dilc s de raassa virados a imilago de tartaruga.
Dit< s lisos para atar cabello.
Dit( s de desembarazar cabello.
Para bales.
Mofls para fazer balos, vendera-se a 160 rs. a
vara, >u peca de 50 raolhos a 6#.
Bicos.
>s de seda de tidas as larguras o lindos pa-
Ric
dres
Dit
s de algodo.
Lecues muito finos.
Ca ellas brancas para noiva.
Ch peozinhos para crianza.
Ricuissimos quadros para enfeite de sala, as-
sim orno redomas com flores.
As im como perfumaras muito finas, e mais
objec os que vista do freguez far-se-ha todo o
negocio.
zmmz $&3gesi333a
GRANDE S0RT1HENT0
Fazendas
DK
No boloquim d aguia de ouro, na ra estreita
do Rosario n. 23. confroMfe a ra das Larangei-
ras, tem todos os dias das 7 hars em diante da
manhaa papa defarinha do Maranho e ararula.
Atteneo
Precisa-se alugar urna casa terrea ou um so-
brado na freguezia de Sanio Antonio : quem ti-
ver faga o favor de ir no becco Largo, sobrado da
esquina, que achara com quem tratar.
Roga-se a cerlo mogo que em dias do mez
de abril prximo passado eropenhou um chapeo
do Chyh em urna taberna no pateo da Santa
Cruz, pela quantia de 10$ para tirar no 1 do
corrente, e como al hoje nao apparecesse ro-
ga-se o favor de vir tirar no prazo de 8 dias do
contrario ser vendido para seu pagamento
e obras fei tas J
HA
Ra do Imperador, cojifronte"
ao oito do deposito dogaz.
Rorott & C attenlendo a que os senhores con-
sumidores de gelo sao pela maior parte residen-
tes nos bairros de Santo Antonio e Roa-Vista, e
que lutariam com grande difculdade se este es-
tabolecimento estivesse collocado do bairro do
Recife, podoram encontrar na ra do Imperador,
confronte ao oito do deposito do gaz, un arma-
zem com as propoveoee exigidas para deposito
desle genero, o qual estar, aberlo 4 concurren-
cia dos mesnaos senhores,. das 8 horas da ma-
nhaa s 6 da tarde do dia 8 do corrente em
diante.
181 LIISA-BMSLEIRA,
2, Golden Sqtiare, Londres.
J. G. OUVEIRA tendo augmentado, com to-
mar a casa contigua, ampias e excellentcs ac-
commodacoespara muito maior numero de hos-
pedesde novo se Tocommenda ao favor e Iem-
branc,a dos seus amigos e dos Srs. viajantes quo
.jrisitem esta capital; continua a prestar- lhesseus
torneos e bons oeios guiando-os em toda as
^oousas que precisera conhecimento pralico do
Eau, etc. : alm do porluguez e do iazU falla-se
a casa o hespanjbole francez.
Atteneo.
J. D. Frick de Lisboa, tem a salisfajlo
de informar a lodos os seus amigos e cor-
respondentes, que os seus despachos to-
Icgraphicos pelo vapor Magdalena, fo-
ram os primeiros que se enlregaram na
eslago tclegraphba de Lisboa.
Existe no trapiche da companhia
urna poroso de caibros, tendo a maior
parte proprios para andares : a tratar
no mesmo trapiche
Precisa-se de urna ama forra ou escrava,
que saiba engommar, cozinhar e ensaboar, e de
boa conducta : a tratar no pateo do Terco n. 33,
taberna.
- Precisa-se de urna ama que saiba cozinhar
e fazer todo o servico de casa : na ra do Cl-
deireiro, taberna n..flO.
Perdeu-se
Da ra das Cruzes al a ra do Queimado urna
pulccira de ouro : rogarse a quem achou queren-
restituir avista dos signaes delta, levar a Praca
da Independencia n. 38, que serecompensar
pelo achado.
Loja carmaiem
DE
(es&BastoJ
Na ra do Queiinad) n.
46, frente amarella.
Completo egraude sorlimento de cal-
c(s decasemira de cores e pretas a 84,
9|i, IOS e 129, ditos das mesmas caserai-
rsa 7j, 8j.e9J, dilos do brira trancado
bjanco muito fino a 5$, 6$ e 7j) dilos de
c< res a 3$, 3g500, 4g e 5j, ditos de me-
-a de cordo para luto a 5$, colletes de
semiras pretas, ditos de ditas do cores,
los degorguro pretos e de cores a 5$,
1 e 7>,_ricas casacas de pannos muito fi-
s a 35J e 404, sobrecasacas dos mesraos
innos a 28#. 30J e 35g. paletots dos mes-
os pannos a 22g o 24. paletott saceos
. caseraira modelo inglez 10, ditos de
seraira mesclado muito fino de apurado
>slo 15J e 16, ditos sobrecasa das mes-
as cores a 18 o 20$, ditos sobre de al-
tea prata fina a 7$ e 8, ditos saceos a
i, ditos de fusto branco e de cares a 4,
4>500e5, ditos de bnm pardo muito
iperior 4&300, caraisi' idos os lmannos a2#p)00a duzia, meias
da todos o lamanhoa para menino e me-
rinas, paulla de todos os lmannos e
qualidades para os mesrnos, colletes de
t im branco a 3$5O0 e 4. ricos colletes
v illudo preto bordado c de cores diver-
sas e por diversos precos, ricos coberto-
r s de fustoarchoado para cama a 6,
olarinha de linho a peer a 6500 a (Ju-
lia, assim como temos receaido para
centro deste estabelccimenlo um comple-
t) sorlimento de fazondas de goslo para
1 eahoras, vestimentas modernis para rae-
1 ino e meninas de quatro a seta annos e
I udo vendemos por preces razoaveis. As-
1 im como neste estabalecimento manda-
t e apromptar com presteza todas as qua-
dades de obras relativo a oficina de al-
. tate seado isto com todo goslo e asseio.

FiZESDAS BlRilAS
Angosto k Perdigao,
com loja na ra da Cadeia do Recife n.
23, confronte ao becco Largo,
previnem aos seus freguezes. que acabam de sor-
lir seu novo estabelocimento com fazendas de
gosto, finas, e inferiores, para vender pelos pre-
cos os mais razoaveis ; as fazendas inferiores*
nao a retalho, se vendero por um preco fio
que ser o seuproprio custo as casas inglezas,
urna vez que sejam pagas visla.
Neste estabeleciraenlo se encontrar sempre
um sorlimento completo de fazendas, e entre el-
las o seguinte :
Vestidos de seda cora babadose duas saias.
Ditos de la e seda e duas saias.
Dilos de larlatana bordado a seda.
Manteletes pretos bordados com franja.
Taimas pretas de seda e de fil.
Polonezas de gorgurao de seda pretas.
Cintures para senhora.
Esparlilhoscom molas ou clcheles.
Enfeites de vidrilho ou flores para senhora.
Vestuarios para meninos.
Saias de balo para senhora e meninas.
Chapeos para senhora e meninas.
Pentes de tartaruga dos melhoresgostos.
Perfumaras de Lubin e outros fabricantes.
Cassas e organdys de cores.
Grosdonaplcs de cores.
Chitas escuras francezas e inglezas
Collas e manguitos os mais modernos.
Camisas de liaho para senhora.
Ditas de algodo para menino.
Algodo de todas as qualidades.
Lencos de labyrintho para presentes.
Collas de crochet prre menino.
Vestidos de rhtn azis.
Roupa feita.
Casacas e sobrecasacas de panno fino.
Paletols de casemira.
Calcas de casemira pretas e de cores.
Colletes de seda idera idem. |
Ditos de fusto.
Camisas inglezas todas de linho.
Ditas francezas de differeules qualidades.
Malas e saceos de viagem.
Rorzcguins de Mellier e outros fabricantes para
home .
Dilos para senhora.
Charutos de Havana, Bahia e manilha.
Camisas de flanella-
Chapeos de todas as qualidades para hornera,
senhora e enancas.
Cortes de vestidos brancos de blondo com ca-
paila e manta.
Didos de vislidos brancos de seda para casa-
mentas
No armazem de Jos Antonio Moreira Dias
& C, na ra da Cruz n. 26, vende-se :
Candieiros do lato de Lisboa.
Lazarinas e ciavinotes.
Lena larga de superior qualidtde.
Linha do roris.
Missanga para rosario-
Rosarios enflados cora perfeicao.
Ferros do ac para engommar.
Ferro sueco' cm barras.
Chumbo em lenco!.
Pregos francezes e de conslruocao, de lodos os
lmannos.
Pregos caibraes do Porto.
Chaleiras eslnnhadas e forradas de porcelana
inglezn.
Carlas porluguezas muito finas.
Batanea de novo modello para pesar 1,000 e
2,000 libras. .
Mercurio de Lisboa.
Ferros de lato para engommar.
Esporas, brdese estribos de metal do prineipe.
Ricas foixadras francezas para portas com
botes de vitfro
Paes de forro de lodos os lmannos.
Ricos paliteiros e lioteiros de metal prateados. ,
*dar"8,leMrretei>dea0Oiarda, Cera em vetaste Ltaboa. 1^500.
Na ra Direita 61 foja da chapaos, de Bea-
ta de Barros Fej. vendem-se Mneles da lote-
ra da provincia por conta doSr. Ihesoureiro
- Era casa de Southall Mellors & c, ruado
Trapiche n. 38, vendem-se os seguintes arttaaa*
Chumbo de munico sortido. '
Pregos de todas as qualidades.
Alvaiade.
Vinho de Shery, Porto, Hungarian em barris
Dito de Moselle em caixas.
Coguac em caixas de duzia e barris.
Relogios de ouro e prata, patente e chronome-
tros, cobertos e descobertos (bem acreditados).
Traocelins de ouro para os mesmos.
Biscoitos sortidos em latas pequeas.
AGENCIA
FNDICiOLOW-MOW,
Una 4a Senzala lleva i. 42.
Neste estabelecimento continua a haver um
comapletosortimentodemoendas emeias moen-
de fpPrar^o^e.'J^enh0 m5chin de vapor e taitas
dar dto de todos tamnhos
LOJA DO VAPOR-
Grande e variado sorlimento de careado fran-
cez, roupa feita, miudezas finas c pefumarias
tudo por menos do que em outras partes : na lo-
ja do vapor na ra Nova n. 7
SYSTEMA MEDICO DE HOLLOWAY.
PILULAS HOLLWOYA.
Este nesiimavel especifico, oomposto inteira-
mente de hervas medicinaes, nio contm mercu-
rio, era alguma outra substancia delecteria. Be-
nigno mais tenra infancia, e a compleico mais
delicada igualmente prompto c seguro para
desarreigar o mal na compleico mais robusta;
inteiramente innocente em suas operacoes e ef-
feitos; pois busca e remove as doen?aa de qual-
quer especie e grao por mais antigs e ienazes
queseam.
Entre milhares de pessoas curadas com este
remedio, muitas que j estavam as portas da
morte, preservando em seu uso : conseguiram
recobrar a saude e tarcas, depois de haver tenta-
do intilmente todos os outros remedios.
As mais afflictas nao devera entregar-se a de-
sesperado ; focara um competente ensata dos
efficazes effeitos desta assombrosa medicina, e
prestes recuperaro o beneficio da saude.
Nao se perca tempo em tomar este remedio
para qnaiquer das seguintes enfermidades :
Accidentes epilpticos.
Alporcas.
Ampolas.
Areias(malde).
Asthma.
Clicas.
Conyulsoes.
Debilidade ou extenua-
co.
Debilidade ou falta de
forjas para qualquer
cousa.
Dysinteria.
Dor de garganta,
de barriga,
nos rins.
Dureza no ventre.
Enfeiraidades no ventre.
Ditasnoflgado.
Ditas venreas.
Enxaqueca.
Herysipela.
Febre biliosas
Febreto internitente.
Febreto da especie.
gaita.
Hemorrhoidas.
Hydropesia.
Ictericia.
Indigestos.
Inflammace?.
Ir r eg u laridades
menstruaco.
Lombrigasde toda es-
pecie.
Mal depedra.
Manchas na cutis.
Obstrucco de ventre
Phtysica ou consump-
pulmonar.
Retenco de ourina.
Rheumatisrao.
Symptomas secunda-
rios
Tumores.
Tico doloroso.
Ulceras.
em grande sOrtimento para
homens, senhoras e
meniDos.
Vendem-se ehapoos francezes de superior qna-
lMade a 6J50o. 7 e 8, ditos de velludo, copa al-
te e baxa a 7J, 9 e \0$, ditos de lontr preto? e
de cores, mullo finos a 6 e 7, ditos do chile a
3S500, 5, 6, 8,10 e MJ, ditos de feltro em gran-
de sorlimento, tanto em coree como em qualida-
des, para homens e meninos, de t|600 a 7J, di-
tos de gorgorto com ana do couro de lustre, di-
tos de casemira com aba forrada de palha, ou
sem ella a 4f, ditos de palha ingleza, copa alta
e baixa, superiores e muito em conta, bonetes
francezes e da trra, de diversas qualidades, para
meninos, chapeos de muitaa qualidades para me-
ninas de escola, chapelinae com veo para senho-
ra, muito em conta e do melhor goslo possivel
chapeos de seda, ditos de palha amazonas, enfei-
tes para cabeca, luves, chapeos de sol, e outros
muitos objectos que os senhores freguezes, i visi-
ta do preco e da qualidade da foseada, nao dei-
xaro de comprar; na beta conhecida loja de
chapeos da ra Direita n. 61, de B. de B. Feijd.
s
Engenho.
f Vende-se o engenho Santa tuzia.sjto na
freguezia de S. Lourengo da Matla, entre
9 os ongenhos Penedo de Baixoe Penedo de
Cima : trala-se no mesmo engenho ou no
engenho Mussambique com Felisbino de
% Carvalho Rapozo.
Relogios
Suissos.
Em casa de Schafleitlin &C, ra da Cruz n.
38. vende-se um grande e variado sortimentode
relogios de algibeira horisontaes, patentes, chro-
nomelros, meios chronometros, de ouro, prata
dourada e folheados a ouro, sendo esles retost*
dos primeiros fabricantes da Suissa, que se ven-
deio por precos razoaveis.
RELOGIOS.
Vende-se em cass de Saunders Brothers &
C, praca do Corpo Santo, relogios do afama-
do fabricante Roskell, por precos commodos,
e tambem trancellins e cadeias para os mesmos,
de encllente Bosto.
Ra do Queimado n. 37.
nA S0S cortesde vestidos de seda quecustaram
W; a 16 cortes de vestidos de phaulasia que
custaram 30; a 8 chapelinhas para senhora:
na ra do Queimado n. 87.
SABAO
9^000
7$000
7#000
6'JOOO
5^000
5|(000
VeDereo (mal).
Vendem-se estas pilulas no estabelecimento
geral de Londres n. 224, Slrand, e na loja de
todos os boticarios droguistas e outras pessoas
encarregadas de sua venda em toda a America do
Sul, Havana e Hespanha.
Vendem-se asbocelidhas a 800 rs. esda urna
dellas, contm urna inslrucco em portuguez pa-
ra explicar o modo de se usar destas pilulas.
O daposito geral em casa do Sr. Soum
pharmaceutico. na ra da Cruz n. **, em Per-
namb Co.
CALCADO
Grande sortiniento.
45Ra Direita-4S
Os estragadores de calcado encontra-
rao neste estabelecimento, obra supe-
rior pelos precos abaixo :
Homem.
Borzeguins aristocrticos. .
Ditos (lustre e bezerro).....
Borzeguins arranca tocos. .
Ditos econmicos. i .
Sapa toes de bater (lustre). .
Senhora.
Borzeguins primeira classe (sal-
to de quebrar)........
Ditos todos de merino contra
calos (salto dengoso).....4^500
Borzeguins para meninas (for-
tissimos)..........4000
Eum perfeitosortimento de todo cal-
cado e daquillo que serve para fabrca-
lo, como sala, couros, marroquins,^ou-
ro de lustre, fio, fitas, sedas etc.
Bezerro francez
grande e grosso:
De 4# e 5.
Na ra Direita n.' 45.
cobertos e descobertos, pequeos e grandes, de
ouro patente inglez, para homem e senhora,
de um dos raelhores fabricantes de Liverpool,
vindospelo ultimo paquete inglez: emeasa de
Southall Mellors & C.*
A 320 RS.
a libra
de ptimo presunto, proprio para fiambre.
A200rs. a libra
de amendoas do casca mole muito novas.
A160 rs. a libra
de cevadinha muito boa, recentemente chegada.
A 1^500
o par de botinas para senhora, calcado preferiyel
ao de Franca, pelo preco e a qualidade : no ba-
zar pernambucano da ra do Imperador.
Vende-se.
Na ra Nova de Santa Rita, serrara
de Ignacio Bento de.Loyoa, vndese
por preco commodo, um sortimento
completo dte takoasde ama relio, louro,
sedro etc., e armares de camas de ven-
madeira a
do deposito geral do Rio de Janeiro: a tratar
comTasso Si Irmaos.
Farinha de mandioca
nos armazens de Tasso & Irmaos.
Hilho
nos armazens da Tasso & Irmaos.
Tachas para engenho
Fundico de ferro e bronze
DB
Francisco Antonio Correia Cardozo,
tem um grande sortimento de
tachas de ferro fundido, assim
como se faz e concerta-se qual-
quer obra tanto de ferro fun-
dido como batido.
-r Em cafa de N. O. Bieber 4 C,
successores vende-se :
Brillantes de todas as dimensues-
Algodaozinbo da Babia.
Cognac em caixas de 1 duzia.
Ditas em barris.
Vinho xerez em dito.
Champagne da mui acreditada marca
Barre & C.
Ferro da Suecia.
Dito inglez.
Ac de Milo.
Lonas, brinsoes e brins para relia.
S Seguro contra Fogo
I COMPANHIA
LONDRES
AGENTES
G J. Astley & Companhia.
Vende-se
para
Formas de ferro
purgar assucar.
Estauho em barra.
Vemz copal.
Vinhos finos de Moselle.
Enchadas de ferrd.
Brim de vela.
Folhas de metal.
Ferro sueco.
Ac de Trieste.
Pregos de composico.
Lona ingleza: no arma- ,
_zemde C. J. AstleyA C.j
Cocos italianos
de falta ate liendres, muito bem acaba-
dos, podando um dura tanto quanto
duram, quatro dos nossoa 400 1 s. um
f 4# uina duzia: na ra Direita n. 47,
lofa de funileiro. 1:

4 aVJI ITII 'JlT\a*Vl


mmkw*
MAMO DE PEHAMBCO. SEXTA FOKA | pg JHHO BE t860.
DAURORA.
aiipropnotanoo olereeeaa a mus numerosos tregen e ao publico en geni, toda e
fualquer obra manufacturada em se* reconhecido estabelecimento a saber: machinas de rapor de
iodos os lmannos, roda* d'ogua para engenhos todas de ferro ou para cubos de madeira.ioen-
due meiasmocadas, lachas de ferro batido e fundido de lodos os tdmanhos, guindastes, guin-
cho e bombas, rodas, rodetes, aguilhoes e boccaj para ornalha. machinas para amas man-
dioca e para descaro?ar algodao, renlas para mandioca e oleo de ncini, portes gradara, co-
lumnas emoinhos de fento arados, cultivaJoies, pontea, --aldeiras e tanaues, boias, alvarengas.
boles e todas as obras de machin,sm0 Executa-se qualqusr obra seja qual fr sua naturea pelos
flea-nhos ou moldo que para tal Bm forem apresenladoa. Recebem-se ncommendas nesle esta-
belecimento na ra do BrumnS8 A e na ra do Collegiohoje do Imperador n... moradia do cai-
%^^^&.1'^" *"**"*'* <"" pretendente. se podem
Potassada Russia
E CAL DE LISBOA.
No bem conhecido e acreditado deposito da
ra da Cadeia do Recife n. 12, ha para vender
polassa da Russia e da do Rio de Janeiro, nova
e de superior qualidade, assim como tambem
cal virgem em pedra: ludo jjor recos muito
razoaveis
Lojadaboneca ruada Impe-
ratriz n. 7.
_ Vendem-se caixasde tintura para tin-
gir o cabellos em dez minutos, como
tambem lingera-se na mesma casa a
qualquer bora.
Irligos para luto.
i
Chapelinas pretas e mais objeclos pro-
prios de luto para homem e senhora,ven-
de-se na ra Nova n. 45
fc^ LOJA DE MARMORE.
4,000 rs.
por sacca de milho; nos armszens de Tasso
Irmaos.
Aos senhores logistas de miudtzas.
Bicos prelos de seda,
Ditos brancos e prelos de algodo.
Luvas pretas Je torzal.
Cintos elsticos.
Linhas de algodo em novellos ; vendem-sa
por precos commodos, era* casa de SoulhallMel-
Iors & C, ra do Trapiche n. 38.
gs @ t @@@i @ @*
Allenc-o.
Armazem de fazendas
! **
5Rua do Queimado n. 19.
) Chila franccza fina escura de padres
i miudinhos pelo baratissimo preco de 220
I rs. o covado. a ellas antes que so acabem,
[ pois o prego e a qualidade convida a
comprar.
Chapeos de castor preto
e brancos
Na ruado.Queimado n. 37, vendem-se osme-
lhores chaces de castor.
Guita
percha.
Arligos para invern de gutta-percha
ou borracha, vende-se na ra Nova n. 45
t3* LOJA DE MARMORE.
Vendem-se excellentes
cadeiras de balanco america-
nas com assento de palhinha :
no armazem de Matheus Aus-
tin & C, ra do Trapiche nu-
mero 36.
t/entk
o cenlo
sala de
JaTTENClO.
-*e bichas de Hamburgo por C$a 25
na ra da Ceuz o. 5 1, primeiro andar
tarbeiro.
(1)
CONSULTORIO
* i irados americanos e machinas
pata lijtvar roupa: em casa de S. P. Jo-
hnstoi! & G. ra da Senzala n. 42.
toij & C. ra da Senzala n. 42.
\inho de Bordeaux.
Pianos
Saunders Brothers & C. tem para vender em
seu armazem, na praca do Corpo Santo n. 11,
alguns pianos do ultimo gosto, receotimente
chegados, dos bem corhecidos e acreditados fa-
bricantes J. Broadwood &Sons de Londres, e
muito proprios para este clima.
Enfeites de vidrilho e de retroz a 49 cada
um : na ra do Queimado n.37, loja de 4 portas.
GRANDE ARMAZEM
DE
|Roupa feitaj
Rua Nova n. 49, junto
a igreja da Conceico dos
Militares.
Neste armazem encontrar o publico
um grande o variado sorlimento de rou-
pas feitas, como sejam casacas, sobreca-
sacas, gndolas, fraques, e paletols de
panno fino preto e de cores, palelots e
sobrecasacas de meriod, alpaca ebomba-
zina pretos e de cores, paletols e sobre-
| casacos de seda e casemira de cores, cal-
Cas de casemira preta e de cores, ditas de
merino, de princeza, de brim de linho
branca e de cores, de fuslo e riscados,
ca^as de algodo, colletes de velludo
preto e de cores, ditos de setim preto e
brauco, ditos de gorgurao e casemira, di-
tos de fustes e brins, fardamentos para
a guarda nacional, librea para criados,
ceroulas e camisas francozas, chapeos i
grvalas,^grande sortimenlo de roupas \
para meninos de 6 a 14 annos ; nao agr-
, dando ao comprador algumas das roupas
feitas s apromptaro outras a gosto do
i comprador dando-se no da convencio-
nado.
Na ra das Cruzes, taberna n. 42, junto no
sobrado do Sr. Figueiroa, vende-se manteiga
a mais superior que tem vindo a este mercado"
Vet'dadeiras luvas de Jovin de to-
das as cores, ra da Imperatriz n. 7,
loja do Leconte.
MIMlflII
I Vende-se
Relogios patentes.
Estopas.
Lonas.
Camisas inglezas.
Peitos para camisas.
Biscoutos.
Em casa de Arkwght 4 C, ra da j
Cruzn. 61.
Brim trancado de linho,
todo preto.
A rnelhor fazenda nesle genero que tem vinJo
a este mercado, por ser rauito superior e nao
desbotais: vende-se tnicamente na rus da Ctela
do Recife o, 48, loja de Leite & IrmSo.
Admira veis remedios ameri-
canos
Todas as casas de fanvlia, senhores de enge-
nho, fazendeiros, ele-, devera estar prevenidos
com estes remedios. Sao tres medicamentos com
os quaes se cura eficazmente as principaes mo-
lestias.
Prompto alivio deRadway.
Instantneamente alivia as mais acerbas dores
e cura os peiores easos de rheumalismo, dor de
cabera, nevralgia, diarrha, cmaras, clicas, bi-
lis, indigcslao, crup, dores nos ossos, contusoes,
queimadura, erupcoes cutneas, angina, reten-
co de ourina, etc., etc.
Solutivo renovador.
Cura lodasas euermidadesescrophulosas.chrc-:'
nicas esyp hliticas; resolve os depsitos de raaos
humores, purifica o sangue, renova o systema;
prompto e radicalmente cura, escrophulas.vene-
reo, tumores glandulares, ictericia, dores de os-
sos, tumores brancos, afeccoes do ligado e rins,
erysipclas, abeessos e ulceras de todas as datas*
molestias d'olhos, difflculdade das regras das
mulheics, hipocondra, venreo, etc.
Pilulas reguladoras de Rad-
way
para regulansar o systema, equilibrar a circula-
Cao do sangue, inteiramenle vegetaes favoraveis
em todos os casos nunca occasiona nsuzcas nem
dores de veolre. dses de 1 a 3 regularisara, de 4
a_8 purgara. Estas pilulas ao efflcazcs nns alTcc-
soes do Ogdo, bilis, dor de cabeca, ictericia in-
digcslao. e em todas as enfermidades das nu-
ineres. a saber : irregularidades, fluxo rcten-
coes flores brancas, obstruccoes. histerismo ele
sao do mais prompto effeilo na escarlatina, "febr
biliosa, febre amarella, e em todas as febres ma-
lignas.
Estes tres importantes medicamentos vem a-
conipanhados de instiucrocs impressas que mos-
trara com a maior minuciosidade a maneira de
applica-los em qualquer enfermidade. Eslao ga-
rantidos de falsificaco por so haver venda no
armazem de fazendas de Raymundo Carlos Leile
& lrmno, na ra da Iroperatriz n. 10. nicos
agentes em Pcrnanibuco.
irJwVend*"e Um Cerro de 4 roda8' ben cons-
truido e forte, com assento para 4 pessoas de
SSt 5 Um ,Se paM bol(*u<> e criado rV
, forrado de panno fino e tudo bem arranjado
SridVcr? Sr" ,amt>8 C"^e Cu.
Armazelta de fazendas,
NA.
Ra do Queimado n. 19.
proco"'"!16 ChU8' g0Sl chine,! muil flDas. a
Lencos de cambraia para algibeira a 2 a duzia.
hS1 'f0"""3 "liriiios e muito finas, co-
vado (pechincha) a 240 rs.
I Cortes de riscado francez imitando alpaca,
muito bonitos, tondo 13 1.2 covados, por 2
I Lencos para menino e meninas a 80 rs. ca-
da um.
Meias cruas para menino de lodos os lamanhos
unas brancas para meninas.
Chales de merino estampados a 22500
Alpaca prota, o covado a 320 rs.
Baloes para senhora a 69.
Madanolo com pequeo defeilo a 33
Algodo monstro. 8 palmos, a vara a 600 rs
W6O0" dB ChlU miudiuha com 38 covados or
Palelots de brim de cores a 3$.
Ganga franccza escura, covado a 500 rs
Chapeos prelos o mais fino que ha no mercado
e de forma elegante.
Tapetes franjados para sala
Chapeos de sol para menina a 4.
Madapolao fino a 6J.
Bramante de linho, vara a 2g300.
Escra\os.
Na ra da Cadeia do Recife n. 28, vendem-se
cscravos de ambos os sexos.
Farinha e feijo.
Vende-se na ra da Cadeia do Recite n. 28
primeiro andar. **
Na rna da Cadeia do Recife n. 28, vende-se
superior sola e courinhos.
Cera de carnauba.
VeJ,d",.e mui suPrior cera de carnauba : na
ra da Cadeia do Recifo n. 28.
Fazendas porbaixos precos
Ra do Queimado, loja
de 4 portas n. .
Anda restam algumas fazendas para conclu
a liquidado da firma de LeileA Correa, asquies
se vendem por diminuto preco, sendo entre ou-
tras as siguiles:
Chitas de cores escuras o claras, o covado
a 160 rs. .
Ditaslargas, francezas, finas. a240e260.
Riscados francezes de cores fizas a 200 rs.
Cassasde cores, bons padres, a 240.
Brim de linho de quadros, covado. a 160 rs.
Bnra trancado branco de linho muito bom va-
ra, a 1*000.
Cortes de caiga de meia casemira a 25.
Ditos de dila de casemira de cores a 5#.
Panno preto fino a 3J> e 4.
Jj8 de core8' fln". P homem. duzia.
Grvalas de seda de cores e pretas a 1$.
Meias brancas finas para senhora a 35.
Ditas ditas muito finas a 4$.
Ditas croas finas para hornera a 4J.
Cortes da coUetcsde gorgur&o de seda a 2.
Cambrsia lisa fina transparente, peca, a 4.
Chales de 15a e seda, grandes, um 2$.
Crosdenapie preto de 1S600 s 2.
Seda preta lavrada para vestido a 1600 e 2$
Cortes de vestido de seda preta lavrada a 16>
Lencos de chita a 100 rs.
La de quadros para vestido, covado, a 560.
Peitospara camisa, um, 320.
Chita franceza moderna, Ungindo seda, covado
ra 400 rs.
ntremelos bordados a 200 r.
Camisetas para senhora a 640 rs.
Ditas bordadas finas a 2$a00.
Toslhas de linho para mesa a 2# e 4#.
Camisas de meia, urna 640 rs.
Lennon de seda para pescoco de senhora a
560 rs.
Vestidos brancos bordados para baptisar crian-
fas a 5*000.
Corles decalca do casemira preta a 6.
Chales do merino com franja de seda a 5.
Cortes de caiga de riscado de quadros a S00 rs.
Merino verde para vestido de montara, cora-
do, tm
Unjos trancos de cambraia, duzia, a 2f.
Em c:
Cruz n.
nhecida
dos i
deauz.
D<
St. Esl
St. Julii
Marga u
La rose.
Chleau
Chteau
De
sa de Kalkmann Irmos&C, roa da
10. encontra-se o deposito das bem co-
marcas dos Srs. Brandenburg Frres.
rs. Oldekop Mareilhac & C, em Bor-
Tem as seguintes qusdades :
! Braodeaburg frres.
Pb.
n.
DO
Loville.
Margaux.
Oldekop & Mareilhac.
St. Julien.
St. Julien Hdoc.
Chateau Loville.
Na mesma casa ha para
vend ir:
Sherry em barrs.
Madeira em barrig. t
Cognacm barris. qualidade fina.
Cognac ( m caixas qualidade inferior.
Cerveja tranca.
Ta<
Braga
da ra d
de tach
acredita
mesmo <
has e moendas
Silva 4 C, tem sempre no seu deposito
i Moeda n. 3 A, um grande sorlimento
is e moeedas para engenho, do multo
o fabricante Edwin Maw : a tratar do
eposito ou na ra do Trapiche n 44.
cese do
casa de
n. 3 .
Na ru
640 a lit
Cera
Con tii
armazen n. 9.
Pechincha,
Com aequeno toque de avaria.
Na ruc do Queimado n. 2, loja do Preguica,
vendem- se peqas de algodo encorpado, largo,
com peq leo loque de avaria a 2g500 cada urna.
Aos amantes da economa
Na rui do Queimado n. 2, loja do Preguica,
vendem-se chitas de cores fizas bastante escu-
ras, pelo baratissimo prego de 6$ a peca, e 160
rs. o coi ado.
Carne de vacca salgada, em barris de200
libras : >m casa de Tasso Irmoa
Na fabrica de caldeireiro da ra Imperial,
junto a (ibrica de sabao, e na ra Nova, loja de
forragen. n. 37, ha urna grande porrflo de folbas
de zinco j preparada para telhados, c pelo di-
minuto 1 reco de 140 rs. a libra.
/ende-se superior linha de algodo, bran-
cores, em novello, para costura: em
Seulhall Mellor& C, ra do Torres
Marmelada.
Direila n. 6. ha marmelada
Ira.
superior a
e carnauba, sebo refinado e fio
de algodo-
a vender-se, no largo da Assembla,
PERFUME PARA SENHCRA.S
Dr. P. A. Lolio Jfys'oso,
S RA DA GLORIA, CASADOFUMDlO 3
CUmiea ^* ambos os systemas.
ContraSJlridS?^ pela msnhis e de Urde depois de 4 horM.
propriedadesrurne" anualmente nao s para a dade como para os engenhos ou outras
gencia?our7qaalSauerh^rfH,ndrgd0; "S cm at 10 hor" da manhi > "<> -
?essoa, o dtuTOaure da sa" ^ SeDd Pf e8Crpt em 1ue 8e declare nome d
metter?U,Cbiheff.%^?caedodsVjS^ residentes no bairrodo Recife poderlo re-
Nogueira de Souzfna'ru.'do &%oo^clto "ih."*' ^ U l0J*de "8 d Sr' ,08.
i^a.iE!rr3^ -d--
Si1sded24,dito.b0S graDdeS..... ."...
Ditos de 36 ditos! .' .'...........
Dito de 48 ditos...............
Ditos de 60 ditos......\ '.......
Tubos avulsos cada um. '. '. ......
Frascos de linduras......*........
Hanoal de medicina homeopathica pe"lo Dr.' Jahr 'trduzido
em portuguezcom o diccionario dos termos de medi-
cina, cirurgia etc.. ele; ....
Mediana domestica do Dr. Uering, com diccionario! '
* Hepertonodo Dr. Mello Moraes. <-""*rio. .
Vende-se ma Sbrlca de ctrnauba com lo-
dos os perleuces : na travessa do Carioca u. Jl.
10J000
15S0OP
20<090
25S00O
OjiOOO
IfOOO
2J000
20000
101000
6SO0O
FABIRC&
DE
etUDHBtsrA i mmm& u ii?
Sita na ra Imperial 1.1 i 8 e 120 junto a fabrica de sabo.
DE
Ne.?bf8hU,i0 J' d.a 5Ua driida Pr Fpancsc Belrairo da Costa.
de todasa/dimencooJ. ^e^^TS^'t^i^^Tl^J; eZT'^ltll
de broaedeodasasdimencese feitios para alambiaue" iZu.Vl Slf.i. ; torneiras
ferro paa rodas d'agua.portos para fornalhas e crivos d' fro Zbos de cob^e e rh.frnh^ t?% e
as d.macoespara encmenlos, camas de ferro com armacaosZ ella. utes defeco nota vVu!
Milho e farello.
Im^"n palco.d? "w 16, casa pintada de
amarello com oilio para a roa da Florentma.
An^lOOadazia.
"f6?."^.0!'^' da rut d Hadr de Dos
n 36 A, camisas francezas brancas o de cores a
17 a duzia, e urna a 1*500. es *
ltenlo.
y/nde-se superior, doce de goiaba da casca a
}WW,j! maisiufenordl#200 e 1S : quem nrr-
casVhSre C,,C Pnl" ** "
Rolo francez.
Arir,^
mpre grande deposito do superijfi "v rFa
Ka^sa ndV e^^^p'r^dade =
Meias de borracha.
Vendem-se sapulis era quanlidade. senda
muilo grandes e ramio doces, os qu.es sao tam-
dba?u.Zr;e1i,P.,rna. o4mbarqUe B Silie
Milho e Trelo.
Earelo a 4}50O milho a 4, e em cuia a 240
numero i lT* CSlrel'a D 'arg d raraizo
Auimaes de roda.
Vende-se urna porcao de animaes de
roda, por preco commodo, a dinbeiro
ou a prazo : na esquina da ra Bella
n. 35.
Escravos fgidos.
Attengo.
Allenco.
Farello, cebla e feijo.
RuadO QlieimadO n. 19. ar FareL'?OO melhor que tem vindo ao merca-
wnn^ ir i d. cebla nova e feijo amarello, vende-se ba-
mazeill (le tazeDdaS. |"t0 Para acabar: no antigo deposito da ra do
Chita francezas finas de padres miudinhos a liSffJL'ff.
220 rs.o covado, corles de riscado imitando al-
paca cm 13 1|2 covados a2S, coberta a chioe-
za de cila muito fina a 2, pe$as de chita de co- i
res flxa, muilo boa fazenda, tendo 38 covados,
a 5a80( ganga franceza para calca e paletols a i
500 rs.p covado, lencos de cambraia brancos pa-
j ra nlgibira a 29 a duzia, algodo com 8 palmos <
1 a 600 r a vara, um resto de algodo superior a
2^500 ipeja cora pequeo defeito, dem de chi-
i la Gna anceza a 180 rs. o covado, chales de
! merino estampados a 2ft5O0, brim de linho de
quadrinos a 500 rs. o covado, balos a 5#, lcn-
igario n. -i.
XEii3g
Loja
de marmore
Murray e Lnman,
A que
h na.
Relogios.
pul
de
Esta
flores,
Len e
eterna.
D a<
refrigeij
truindo
rae atai
C.,n
elega
teTn
nova e
deia d<
eos par.meninos a 80 rs cada um. sorlimento
de mei&sara meninos e meninas, fil de linho
uno > H^s. a vara.
r
Vende-e em casa do iohnston Pater A C, ra
4 ^u.i n. do v>gari a. 3, um bello sorlimento de relogios
tCm aCliaUO maiS aCOlhimentO nO ; de ouro,patente irrglez, de um dos mais afa-
liCO Vende-Se 20,000 dHiaS madof D'ic"* de Liverpool ; tambem urna
- t variedad de bonitos trancelins para os mesmos.
Em esa de Borott A C, ra
da Iruz do Recife n.5, vn-
dese:
Cabrioils muilo lindos.
Charuts de Havana verdadeiros.
Presunos para fiambre.
Fumo mericano de superior qualidade.
Ghampuha de primeira qualidade.
Carne a vacca em barris de superior quali-
dade.
Oleadoamericanos proprios para cobrir carros
Carne d porco em barris muilo bem acondi-
cionada.
Licores e diversas qualidades, como sejam :
o muilo almado licor intitulado Morring Cali,
Sherry Codial, Menl Julop, Bitters, Whiskey &
C, ludodspachado ha poucos dias.
Machinas e coser, grandes e pequea?, de dif-
ferentesautores, de um modello inleiramente
novo, p Salsa parrlha cm frascos grandes e pequeos,
muito b m icondicionada.
Pilulas vejelses (verdodeiras.)
Verme fu.
43Ra Nova- 43
Os propnetanos deslo estabelecimento
avisara ao respeilavcl publico, que aca-
bam de receber pelos nlliroos vapores da
Luropa, um variado sorlimento d rii-
de novidadea, tanto para senhorasco-
sos
rseos por anno!
igua encantadora exlrahe-so das diversas
[ue se enconlram no paiz onde Ponce de
oui.) iam procurar a fonto da juventude
s lencos um chelro muito agradavel e
ante, o augmenta a belleza da culis, des
as sardas e mais manchas que de costu-
... am o rosto. Aconselhamos s pessoas
debilitadas pelo calor do vero de usarem desla
agua ei
zer reo
racao.
Para
ve-se
Lanraa
lulo Ira
E* fa
prieta*
atacade
York.
Achaj
perfum
Luiz A
n banhos, pois tem ella a virlude de fa
iperar as forjas perdidas pela transpi-
cvilar ser engaado por falsificacoes de-
procurar aAgua Florida de Murray c
i, e averiguar-se se o envoltorio e ro-
zem o profixo de Murray e Lanraan.
iricada esta agua nicamente pelos pro-
os D. T. Lanman e Kem, droguistas por
, 69 Water Street, e 36 Cold Street, Nova
-se venda em todas as boticas e lojas de
trias do imperio, em Pernambuco loja do
Ionio de Siqueira, ra da Cadeia.
Em casa de Rabe Scbmetan &
da Cadeia n. 37, vendem-se
ites pianos doafamado abrican-
umann de Hamburgo.
CAL DE LISBOA,
muilo bem acondicionada : na ra da Ca-
Recife n. 38, primeiro andar.
Amendoas confeitadas para sor-
tes d< S. Antonio, S, Joao e S. Pedro e
ira pora presentes a 2$ o irasco,
tamb<
vendt-se na loja de Leite & Irmao, ra
ieia do Recite n. 48.
daCa
t|endje-se e rolalha-se em pedagos de 100
palrooii de trente, mais au menos, a vontade do
compndor, com 250 palmos de fundo, chaos pro-
prios, Ji sitio que foi do Brito, na ra Imperial,
com a frente para o nascenle, e por isso muilo
fresca norada, e muito agradavel para conslruc-
co deoplimas casas, alera da comraodidade do
carrete! do material para o fabrico das raesmas
casas, .jela proximidade de dous porlos do mar
para d embarque : os pretendentes dirijara-se
ii ra Imperial no seu propietario Anto-
Silva Gusmo.
Espirito de vinho com 44
graos.
Vende-se estrilo de vinho verdadeirocom 44
ros, chegadola Europa, as garrafas ouas ca-
andas: na ruaarga do Rosario n. 36
Oleado de
cores.
a mesr
ni o da
A 5200 rs. o covado
Vent e-se na roa da Msdro de Dos, loja n. 36
A, chili franccza escura cora pequeo loque de
avaria i 200 rs o covado.
A 320 rs. o covado.
Vencem-se na loja da roa da Madre de Dos n.
36 A, 1 tazinhas de quadros de differentes cores
para vstidos de senhora a 320 rs. o covado, e
tondas por baralissirop preco.
eiras de coaro da Russia
em-se excellentes perneiras de couro da
assira como botas e paletols, lado isto
'para a estacao presente : na ra ds Ca-
Recife n. 53.
por prego comiodo : na ra Direita n. 61, loja
de chapeos de Bde B. Feij,
Ra da&nzala Novan. 42
Vende-se em asa de S. P. Jonhston 4 C. ra-
quetas de lustre ara carros, sellins esilhdes in-
gleses, candeeirs e casticaes bronzeados, lo-
nas inglezas, file vela, chicote para carros, e
montara, arreio para carro de um e dous cval-
os, e relogios diuro patente inglezes
mo par homem e menines, e entre es-
tes :
Para senhoras.
vestidos de cores de moirantique e gro-
de-fnc.
Capas para sahida de baile e heatro guar-
necidas a arminho, ultimo gosto.
Ditas de velludo prelo, ultimo gosto.
Enfeites de phanlasia para baile e hea-
tro.
Chapelinas de palha da Italia e seda ul-
timo goslo.
Leques de phanlasia o madreperola.
Chales de cachemira com bordado es-
pecial.
Braceletes do sndalo e leques.
Retratos de sndalo.
Vestidos de cambraia branca bordada.
Luvas de Jouvin brancas, pretas c de
cores.
SMurcas, broches e pellerines com man-
guitos do ctmbmia finissma, bord.- lf
dos a ponto de Inglaterra e guarne- S
cidos a renda valenciana. W-
mmmmm tmmm mmm
5#000 .
Grande sorlimento de ferros de engommar a
vapor dos mais ricos modellos quo se podem en-
contrar neste mercado, com scus perlcoces de
cova invencio, que muito devera agradar s pes-
soas que oscomprarem na ra Nova n. 20 loia
do Vianna. '
Reflnaco de assu-
cardoMonteiro.
Conlinua-se a vender assucar cryslalisado de
superior qualidade, da acreditada fabrica do Mon-
teiro, pelo preco de 7*000 a arroba, c aprompla-
se barricas de todos os lamanhos, com brevida-
de e aceio : na ra do Cae3 de Apollo n 63.
lovidade.
Recebeu-se pela barca norte-americana Unio
espethoscom molduras douradas, ondeas senho-
ras e senhores sao convidados comparecer para
examinar, os quaes serio vendidos por prero
commodo, no domicilio do Sr. Osborns, retratis-
ta americano, roa do Imperador, primeiro andar,
com bandeira.
Vendem-se saceos com farelo de Lisboa a
5J o sacco : na ra do Rangel n. 62, armazem.
Vende-se um bonito cavallo ruto foveiro,
com todos os andares e bem gordo ; na ra da
Roda, cocheira do Paulino.
neern rri^U V* !f m?' d COrrenlC ann.
negro cnoulo de nome Antonio, de idade de 24
am os pouco ma.s ou menos, estatura regular
chelo do corpo denles alguma cousa limados
cara lIS8, Sem barba nenhum. falla mansa, anda
quas, sempre de cabeca baiw, lem era urna das
naos urna junta mais alta do que oulra prce-
mLDleadHU,na "", e os Puls,com
u2K" 1C quem to* "'Keniado. o nos hombros
arrThem tem s.enaes das curdas que foi em slaom
lempo amarrado. Levou um chapeo de co?iro a.^
consta ler; trocado por um oulro de palha oleado
iSSr?'ld0,Uma Ca'a i""""scadaPc camK do*
Igodaosioho de hslras e um capote de baela p"
U. Este negro foi escravo do padre A Dtonio Liz
Beierra Monteiro, de Lagoa do Gallo, freeuezia
de Panelas eAll.nho. Cratiica-so com 50C000
aquemleva-lo seu senhor no engenho Bom
Tora, ou nesta praca as Cinco Tolas o. 82, jun-
to as casas cahidas. *%#*
50S000 DE GlATIFICAClO.
Fugio da rasa de seu srnhor no dia 4 de abril
P: p. o preto de nome Flix, de nai-So Morara-
h ?rvlade de 35 a 40 ?nnos' lcvu "'' de
r. ? h ^ rom,,8pm "I. lalura baixa-, cor
fula, barba na ponta rio queixo, tem na esta
por tima do nanz um calcmbinho que parece "
Itietados. foi esciavo do Sr. Manuel Fianrisco
Si^LV'1-6 Ve"dCU a Sr SyP'uonio Oim-
po de Queiroga a quem foi comprado no anno
prximo passado, este tem s i^o pescador e cata-
dor enoje padeiro, e por tem callos a,
I juntas dos dedos pelo lado cosl" ZsmZ
' d s da viU8, mT l 6 fuSid0 P'lra ba'"
rorro muda o nome de ara Joao, ou oulro
nome, fol pcgado no r um ro
ZX PVt, alcU"h0 uiniss uon'iP 8 do
sagem que tira paia ollemedio. e o Sr. Duaile
diz que as suas fgidas tem sido p. os l i!
n/hllf8 :,Ka"nga. al enenl' CamV"ibe8
Barbalho. Ibura al o Cabo ; poilanlo rep-ti
aos capitars de campo e as autoridades polieiaes
e qualquer pesoa que o possa encontrar o apre-
n^lTll c \eyT sou sr,lhor na pauaria do
pateo da Santa Cruz n. 6. que ser grncrosa-
^ZJCT\Pea$a'10' e 'rc,csla ~ que" o
tiver ncoutado em sua casa.
Ausentou-se de casa de seu fenhor o escra-
vo de nome F.lism.no. pardo escuro, representan.
r h? DT d idade' eslatura re"'lar. P'"-
SI o KdnDleS da fCnle "minados? pes gran-
Fevr S}Z fCnSPf qUem PP^'-nder e
levar casa do fallecido commendador Luiz Go-
mes Ferrcira, no Mondego, ser4
recompensado.
Aos senhores de
engenho.
Nti n a di Madre de Dos n. 7, ha grande por-
Qo de amisas inglezas de bata para escravos,
propria i para a presente estacio a 23 cada urna,
ou 228 j duzia ; a ellas, anles que se acabem,
Sndalo.
Rici s bengalas, pulceiras e leques:
vende n-se na ra da Impera triz n. T,
loja dt Lecomte.
Farelo
AS MELHORB1AHINAS DE COSER
os
lores de New York
CER & c.
E
& WILSON.
salo vendem-se as machi-
WHEEL1B
No novo estabeleam
ns destes dous ati res mostram-se a qual-
quer bora do dia ouii noite e responsabilisame-
nos por sua boa qud ide e seguranza :no arma-
zem de fazendas d laymundo Carlos Leite 4
Itmo, ra da Inte -alriz a. 10. antigamente
aterro da Boa-Vista
em saceos muito grandes, ltimamente chegodo
do Porto : vende-se no cscriptorio do Carvalho,
Nogoeira & C, na ra do Vigano n. 9, primeiro
andar.
Botica.
Bartholomeu Francisco de Souza, ra larga
do Rosario n. 36, vende os seguintes medica-
mentos :
Rob L'Affecteur.
Pilulas contra sezdes.
Ditas vegetaes.
Salsaparrilha Bristol.
Dita Sands.
Vermfugo inglez.
Jarope do Bosque.
Pilulas americanas (contra febres).
Ungento Holloway,
Pilulas do dito.
Ellixir anli-asmathico.
Vidrosde boca larga com rolha, de 1 onces a
1S libras. ^
Assim como ten usa grande sortimenfo de pa-
pel para forro de sala, o qual vende a medico
Rua o Codorniz n. 8'
Vehde-se feijo amarello,
por 10|000.
Milho, saceos grandes, por 4000.
saceos de30caiss.
generosamente
No Ora do mez de abril prximo passado fu-
gio do engenho Gurjade baixo, silo na fregue-
zia de Jaboatao, um escravo de nome Jos/ do
boa altura, eecco do corpo, crioulo, cor preta
representa ler 40 annos. muilo rcgrisla, e a ou-
vi-lo nao o levarao cadeia, e menos ao seu se-
nhor por dizer ser forro, tem o rosto cora marras
de bex.gas. tem os ps icios, e urna das juntas
dos pes grossa por ler tido urna erida, que
anda conserva a marca muilo vizivel por cima
do jeito dop, e pucha pela pernn, anda ligetro
e lera msreas de chicote as costas e nadecas
Foi preso ha poucos dias no Recife, porm f%0'
o caminho e suppoe-se andar por arrabales
da mesma cidode, ou pela freguezia de Maran-
guapeou Munbeta, por ser morador era pmbas
quem o pegar leve ao engenho cima referido,
que sera bem recompensado.
Fugio uo dia 14 do correte o escravo Ma-
noel, cnou o. alto, corpo regular, barba serrada,
representa er 38 annos, pouco mais ou menos
lem talla descansada e amalutada, fugio cura
calca de algodo azul, camisa branca e chapeo de
palha, caiador, e trabalha como srvenle ou aa-
tinador : quera o apprehender, leve-o a rua dos
Hailynos n. 4, que ser recompensado.
Gratilicacao de 50^000.
Fugio no dia 17 do corrento mez o escravo
crioulo de nome Matheus, de idado do 0 a 25
annos, e lem os seguintes signaes : cor preta,
altura regular, espigado e reforrado do corpo!
falla descanteada, raaos e ps pequeos, denles
alvos, andargingado, passo mudo, ecom bstan-
le espinhas no rosto; levou caiga e camisa de al-
godo de lislras azues, chapeo de palha da Ililia
j usado com fita preta; este escravo natural
de Quebrangulo, onde tem mi e irmaos, e foi
perlencente o dito escravo neste lugar aos Srs.
Cosme de Pinho Sintiago e Jos Francisco da
Cosa, negociantes neste lugar, os quaes compra-
ran! e deram em pagamento aos Srs. Souza, Bar-
ros & C. desta praca, e estes venderam ao Sr.
Silvino Guilherme de Barros, o qual vendeu aos
Srs. Mello & Irmao; consta que este escravo fu-
gio em companhia de cabra escravo, Marcolino,
de Macei : portanlo, pede-se as autoridades po-
licaeso algumas pessoas particulares, que o
capturem e levem-oa rua de Apollo n. 7, ou a
ruaNovan. 1, que gralificaro com a quantia
cima.
Escravatugida;
Fugio da casa do abaixo assignado, no dia 18
do corrente, urna sua escravo da Costa de nome
Maa, que representa ler de idade 45 annos, al-
tura e corpo regulares, edr nao muilo pieta, teas
bastantes cabellos brancos, costosos trazar um
panno atado roda da cabeca, tendo por signa!
mais saliente as maos foveiras, proveniente de
calor de figado. Esta escrava tendo subido come
de costume, com venda e arroz, nao vollou
lnais : roga-se, portanlo, s autoridades poli-
ciaes, capitSes de campo e mais f.essoas do povo,
a apprehenoo de dita escrava, e le va-la aloja
do Preguics, na rua do Queimado n 2, ou casa
de sua residencia na rua da Florentina defronte
da cocheira do IUm. Sr. lente coronel Sebas-
tfito, qne serio generosamente recompensado.


"^p
^W
/>

Liller atura.
O homem do bracelete d'ur#.
i
(Continuado.)
I.ul, e .Iriumpha A lodo o cusi Por
que anas, nodeixa o objecto de leu amor des-
ceraos dcgrAos que nunca mais sc'sobem. e nao
expde un filho a soffrcr por causa de sua me
o que solTcpste por causa da tua 1
Un accesso de ciume veio inda cnfraqucccr-
Ihe a resistencia, provando-lhe ot que poni
tinha subido sou amor
U:na tarde fui arrnunciado cm casa de Paulina
o conde Ladislao Palki. Jorge lembrov se do que
Ouvira sua mao dizer e leve un estremeci-
nicnto impossivel do vencer, vendo entrar ura
li Mine ni de trila e cinco a quarenla aunos, que
era o typo mais perfeito da belleza viril e pensa-
tiva da raga esclavonica. Paulina recebeu-o co-
rno um yellio amigo com toda alegra eamabi-
idade : elle responda A suas pergunlas com
urna voz lio doce que Irahia urna vivo afTeieo ;
muilas vezcs Paulina 8pertou-lhea mo, e Jor-
ge fulminara com seus olhares a Ladislao,
que pareca nao separar nisso. M. de Chavry
enlrou do club mais cedo que de coslume. e*
deu grandes provas de amisado Ladislao.
O pobre Jorge nao poda mais : tinlia quasi de-
sejos de esboh-lear ao conde de Palki por ter
viudo o a M. de Chavry por ter entrado ; cora-
preliendeu que cm breve nao seria mais senhor
de si e que ia fazer alguma loucura, levanlou-
se, abri a porta da sala e sahio sem dizer a
adous A ninguem. Vendo-o sahir, Paulina adi-
\ inliou tudo.
A nole fui m tanto para Jorge como para Pau-
lina. Jorge eslava muito desgostoso de si, e nao
poda deisar do divagar, conhecendo que s pen-
sava em lancina. Paulina nao eslava irritada,
mas eslava profundamente triste ; um desanimo
si'in limites a tinha prostrado, e ella dizia contra
sua vonlade:
Se eu Ihc perlencesse, elle nunca do mim
duvidaria, c nao soflreria mais.
Nu da seguinle Jorge correu casa de Pau-
lina.
Vosesperava, Ihe diz ella. Hontem sahis-
tcs efaeio de colera, e causaste-me muilas ma-
goas.
Amis ao conde de Palki 1 nunca o amaste?
perguotou elle sem mesmo escuia-la.
Nunca I respondeu ella com um triste sorri-
so, dirigindo-lhe a indisivcl candara de seu
ciliar.
Jorge deixou escapar um suspiro, como um Ko-
ii."in nllviado de um grande peso.
Ah 1 se eu aoubesac I exciamou elle ; mas
por que ento sotfri lano?
Fallaram com uina liberdade sem escrpulo, e
que parecera esliauha depois dessa, especie de
frise nervosa que tinham solTrido, se nao se sou-
bis.se que entre amantes de la t urna palavra
dissipa ludas as tempestades.
um here, diz Paulina ; 6 urna especie de
soldado de posio avancado, sempre na primeira
lileira, quando se traa de combater aqucllcs que
dividirn) entre si sua patria. Urna aventura tr-
gica fe lo um personageni celebre na Allemanha,
fer eslrondarem os cuidados que me prodiga-
lisou.
Era elle chefe de urna dessis conspiracoes, que
lomperam no grao-ducado do *** Tudo eslava
m mu. iio para o ataque ; Ladislao e oilo de seus
amigos deviam ir algumas leguas da cidade,
sublevar um regiment de cavallaria com o soc-
corro do qual queriam' marchar contra a sede do
governo ; na vespera do da lixado para a acgo,
o.s amigos de Ladislao, entrando um por um c se-
paradamente na cidade, tinham-sc oceultado em
sua casa ; o serio foi empregado para as ultimas
disposiees, e foram al o da seguinle s seis
huras da manhaa ; nesta poca Ladislao eslava
ligtdu com a linda princesa K... que vistes em
Pars, c que chamavam a fada Carlina, por causa
de seu pequeo nariz um pouco achatado. Ello
fui sua casa c nao sabio seno s quatro horas
da monha.
veres, que o chamavam longo da Franca, deiiou
um amigo de mais.
Alguna das depois, entrando Jorge urna mi-
nha c'm rasa de Paulina, ella -pode notar nclle
urna mudanca quesorprendeu-a ; nao sei que de
atrevido e determinado Ihc brilhavam nos olhos
de ordinario lo doces, alguma cousa de breve
havia em sua voz e seu sorriso assemelhava-se a
her para no
cao m se fi-
que, caneado
dissera comsigo,
acabar com isto!
>ses diamntenlos
urna provocaco. Paulina
cinprehender que
nha apoderado da i
lalrez de sua vida dolor
viudo sua casa :
tila leve niedo. Com um
rom os labios.em que os moes sao superiores,
ella chanion seu filho, que brincava era urna sala
visinha ; o menino correu ; ella conservou-o um
momento seu lado, e de repente, tomandd-o
lnos bracos, collocou-o sobre os joclhos de Jorge,
dizendo:
K ) da seguuitc, urna boro, no momento era
que ia escrever A Paulina, recebeu della um
bilh jle, que so continha urna palavra
c Viudal >
E le nao melteu-so n'uma carcuagem, nem
con en casa de Paulina, como poder-80-hia
j cre
cao
cria
lhe
dev
da
ind
me
defi
trat
seu
des
elle
ia devagar, com o roslo*lnclinado, o cora-
cheio de perturbacao e a alma indecisa: elle
caminhar para essa felicidade, que sempre
opparecra lo grande, que parecia-lhe nao
:r ser desle mundo, cno momento de local-a,
apoderar-se della, senlia-se lomado d'uma
jzivel amargura. Ah a felicidade dos ho-
s como csses jardtns (echados por muros
ndidoa por pregos de ferr; nao se pode en-
, nem sahir delles sem rasgar as mos. Era
idolo, que vinha ter com elle, porm que
a do seu pedestal! Ella lanibem !... dizia
Era por urna noile brumosa de invern. La-
disl) voltou a sua casa, enlrou na grande sala,
onde seus amigos dormiam por aqu por all, so-
bre colchos dispostos ao acaso ; e arremessau-
do-se, esgotado de fadiga, n'uma poltrona, disse
ao criado que o dexasse dormir una hora so-
U!cnlc.
i.ilanJo s cinco horas desperlaram 03 conju-
rados viram a Ladislao mergulhado n'um desses
omiios vencedores de ludo, que deuolam urna
fndiga profunda, e disseram ao criado como elle
depois conlou-me : Doxa dormir o conde ; o
rendez-vous gcral s nove horas; sella sua ju-
menta ingleza, accorda-o s sele horas, e dize-
llie que o esperamos ; com um galope nos en-
contrar. Depois sallaram aos sellius, e tendo
dadu o heijo do paz daquelles quo camiuham pa-
ra a morle, parliram.
Quando s sele horas Ladislao desperlou, en-
colerisou-se violentamente, maltralou o criado e
parti como um louco para alcanzar os compa-
nheiros. Galopava a perder a respiracao sobre a
estrada hmida ; tinha ja andado muilas leguas
e se approximava do lugar lixado para o rendez-
vous, quando atravez do nevoeiro lobrigou ho-
niens, que de longe na estrada olhavam para o
lado d'ondc elle vinha : adiantou-se; erom cam-
ponezes que se agrupavam junio de urna herda-
ile. Elles langaram-se resolutamente frente do
cavallo, e apesar de 3eus esforgos, injurias e pan-
cadas, conseguiram faz-lo parar. Nao lemei
cousa alguma, lhe dizem ; nos vos conhecemos,
sois o conde Palki ; somos dos vossos ; mas an-
tes de irdes mais longe, vinde ver vossos amigos
que estao todos aqui, e depois continuareis, se
quizerdes, a jornada
Ladislao os seguio, e elles conduzirara-no um
pomar; vio nos ramos das arvores seus oilo com-
panheiros pendurados. morios O segredo da
conspirarlo tinha sido revelado ; um piquete de.
soldados linha vindo esperar os conjurados no ca-
iiiinho, linha-os prendido, execulado e se linha
retirado salisftito de sua obra, sem duvidar que o
principal conjurado nao eslava cutre as victi-
mas.
Os camponezes ooccullaram Ladislao, o qual
noile enlrou na cidade e foi ter casa da prin-
ecza K... que lo pouco o esperava, quanto elle
pd le convencer-so de que ella o engaara. No-
vamenle Ladislao salvou-se occultaudo-se de dia
as quintas soladas, caminhando noite, esca-
pando mil heos armados por toda a extenso
do caminho ; c" assim perseguido, soffrendo fo-
inc c fri, Irazendo n'alma urna dupla ferida de
conspirador trahido o araanlo Iludido chegou
cidade de ***, onde restdiamos.
Ahi eslava elle livree era seguranza. Sua aven-
tura tizero grande cstrondo e elle lornou-se o
Abraca a teu amigo 1
Jorge lomou o menino, olhon para Paulina, e
pelos labios passou-lhe um fulgor, que pareca
dizer :
E' urna traico 1
Conscrvou-sc alguns instantes imraovel, evi-
dentemente victima de um combale tcrrivel.
Pouco a pouco seu rosto lomou a calma ordina-
ria, um triste sorriso rocou-lhe os labios palu-
dos, reslluo o menino aos bracos de sua infie,
e fallando Paulina cora urna vuz cheia de sub-
misso.
Enlrego-vos vosso filho, lhe diz, dcixai-o
voltar seus brnquedos.
Elle tinha olhado para o menino, e pensando
em sua propria me, cuja lembranca lhe pesara
sempre,soubesu ffocar os senlimento* que o aca-
brunhavam.
Estas lulas se renovaran) e s por milagre elles
anda resistiam. *
No fundo elles achavam-se perdidos ; mas
como quasi sempre acontece em eguaes circuns-
tancias, quando um esfriava, oouiro exaltava-se,
e assim que marchavara n'um caminho por elles
escolhido pata um fira, que nao ousavam mais
prever.
Sabiam perfeilamente, por cxemple, que se
urna queda por muito lempo evitada viesse final-
mente sorprende-los, ella seria irreparavel. Nem
um nem oulro.com ajpaixo.que os devorava, sa-
beria acommodar-se com esses compromissosdu-
vidosos, que as conveniencias encobrem e qu os
almas tracas aceitara.
Enlao apercebiam no im de scuhorisontc urna
separado esttondosa, um grande escndalo em
timo palavra, e fecharan) os olhos como para fu-
gir essa viso funesta.
As conscquenclas de seu amor lhe tinham si-
do graves, que algumas vezcs elle pareca para-
usado ; e ambos mutuamente se sustentavara as
horas de desanimo.
Virtude es apenas urna vaa palavra 1 ex-
clama Paulina, admirada de seus proprios pen-
samentos.
Um dia ella deixou cahir a cabega dolorida so-
bre os hombros de Jorge, e chorou muito sem
fallar. Ello inclnou-sc para ella, o aperlando-lhe
a mao, como se faz aquellos, cujos sollmenlos
nao podemos minorar:
Coragem, minha chara olma, lhe diz, j que
a felicidade nao se fz para nos I
Ncsse dia foi elle o hroe ; no dia seguinle foi
ella quem o crgueu de urna crisc defraqueza. A
idea da raorte, de una morle commun e volun-
taria, lhes alravcssou una vez o espirito ; falla-
ram della cora cxallaco, em termos quo prova-
vara o cnlouquecimcuio de sua alma.
O pequeo Firmino, entrando na sala de sua
me, correndo cavallo om ura pao, fez desva-
necercm-se esses absurdos phantasmas.
Toes combates se tracam com signaes indelc-
veis nos roslos dos hiladores, e madama do Al-
farey logo inquielou-sc com a alleraeo profun-
da, que nolava nos traeos de seu filho : bascan-
do a maior parle de sua's conviccoes na experien-
cia c recerdacoes de suo propria vida, ella nao
cria na virtude. que chamava, as mullieres,
um rcquinlamenlo de roqiiclteria, e, tendo em
v.io tentado arrancar Jorge alguma confidencia,
foi resolularaeutc fazer urna visita Paulina.
Tudo quanto o trato do mundo e o uso
das palavras ambiguas podem subministrar de as-
lucia, ella empregou para descobrir o fundo da
alma da joven raulher, quo sem deixar-se ven-
cer urna s vez, persisti era nada couiprehcnder
das palavras de madama de Alfarey.
1 odas os obstculos, lodos os perigos apnare-
com-lhe esta hora crescidos e multiplicados
va sua (oreas esgotadas pelas lulas do dia ; er-
gu i as espaduas cora colera, como em presenca
do ima impossibilidade, quando pensava nesse
son lio de virtude, quo tratava boje dechmera,
e r
pe
rev
e c
Entretanto das o mezes se tinham passado de-
pois que esse amor os consuma, o anuo de 1848
linha-sc reunido nos archivos dos seculos seus
precedentes irinaos, j os ltimos das de feve-
reiro do 1849 annunciavam a primavera, e nada
pareca modificado na vida de Jorge e Paulina ;
mas elles tinham chegado aos ltimos limites do
suas torcas, e tocavara unta dessas horas falacs
para as doencas d'alma como para as do corpo,
alm das quaes" os mdicos depositam a espe-
ra tica.
Tinha chegado o lisiante da crise que ia per-
de-los ou salva-Ios ; Paulina bem o conhecia.
Est ludo perdido, dizia ella comsigo, se nao
lomarraosum partido extremo.
Quanto Jorge, elle abandonou-se ao acaso, e
ouvia apenas um susurro confuso c continuo.
Era uma noile de (everciro, n'um desses das
hmidos e momos, que muilas vezes annunciam
em Franca a approximaco do mez de marco.
Jorge eslava assenlado junto de Paulina, M. de
Chavry linha sabido, o menino dorma ; a sala
eslava mergulhada n'uma meia obscuridade, at-
Iravessada algumas vezes pelos claros intermit-
ientes de um fugo presies a exlinguir-se. Sem
se fallarcm elles.olhavam com una fixidade ma-
china! os lices quasi consumidos, que floraeja-
vam ainda sobre as cin/.as, e urna languidez im-
mensa apoderava-se delle.
Paulina linha deixado cahir a costura, escuta-
va com espanto as pulsaces de seu coraco, e
Jorge dizia :
Em que aldeia da Italia ser mister que va-
mos occullar-nos ?
Depois levantou-sc, abri ajanellae urna lufa-
da de ar quenle entrando, lavou-lhe o rosto. E
a la por cima das nureus, brilhante e cheia, pa-
reca repousar sobre immensos cochins bordados
das cores do iris.
As arvores negras projectavam suas sombras
movis cora a luz do co, algumas lo alias que
pareciam erguer-se s estrellas, espalhadas no
cimo de seus ramos como flores de fogo.
Paulina tinha viudo debrugar-sc janella junto
de Jorge.
Oh! diz elle, ir comvosco, bem longe, alm
dos mares... Nao ter por lembranca, por espe-
ranca' mais do que a eterna adoracao, de que
minha alma c cheia !...
Calai-vos, respondeu Paulina, nao lenlai a
urna pobre creatura, quo collocou sua honra cm
vossas mos, e que deve morrer junio do dever
DIARIO DE PBBNAMBUCO. SEXTA FEIRA 1 DE JUNHO DE 1860.
Fot dizer srus adeuzes Paulina. A foca i
arrasoamenlos tinhdra-se ambos, por assim dizer,
premunido contra ijua emocao; no entonto ella
ealeve viva, tao vto, que Jorge levanlou-soauc-
cipiladamente paraIfugir-lhe.
Adcus, diz ell
A aorte decidir! ; r
s ter fim por vo
quando vos lornarci a ver?
parlo, para um exilio, que
vonlade.
lando recordava-se dos seus juramentos, ex-
ia esla lembranca com a palavra suprema das
)lucoes: muito tarde! Assim. abattido
locado por csse chos de pensamenlos con-
tra ilorios, chegou acosa de Paulina.
i primeira palavra de Jorge foi ama censura
ma icira por que fon despedido vespera. Ella
olhou-o com sorpreza, e, optrtandolhe a
m> :
Senlai-vos, lhe diz, c eseulai-me ; porque
nai qtiiz deixar-vos sem vos dizer adeus.
- Deixar-nos exciamou'Jorge; Ah! grande
De is! o que dizeis?
odos os pensamenlos, que o tinham pertur-
bo) o durante o caminho desappareccram e des-
va leceram-se ante essa ameaca de urna separa-
r! na qual jamis cuidara.
I- Sim, relrucou ella com urai voz trmula,
sin, mister separar-nos, poroue amais-rae,
po que amo-vos, porque ambos m I estamos de
tal modo vencidos, que nao ha nais salvaco
seno na (ugida. Se nao consentirles em partir,
pa-tirei eu. Nao lenho mais torca lem coragem,
c < sle sacrificio, que s pode sal-ar-nos ainda,
eu o pego vossa piedade, j que tou lo covar-
de que toda a virtude se anniquilou era mim. Nao
imerrompei-me, deixai-me acabar proraelli di-
ze -vos certas cousas, vou dizc-lu
rC Depois do que honlem passose entre nos,
nn mais possivel duvidar. Cfcigamos um
momento fatal : levados pela piio de nossos
co ajos, ia -mos esquecer ludo ejnlrar em um
ca ninho miseravel, que convem sitar todo o
pr'co: que taremos, si suecumbirnos? A'vosso
pr meiro signal, levantar-mchei.partfrei evos
se rurei. E meu filho? pensaste nelle? que heranca
Ih) legarei ? E esse hornera, bom em Ora, que
atia-me quanto pode, esse hornera, cujo norae
< :eilei livremente, oque enconlrari era sua
casa vosia, quando eu a liver deixado cm lugar
repouso, da honra e cousideraco que lhe
vo, pois que m'as deu?... Aoconrario, fi-
reraos? acceilaremos essa trplice v>rgonha,
I o mundo so molda, e cujo pnsamento
M corscao todo inleirose revolla? /viremos
piezos cm nossas mentiras, e seotind todos os
dits abatterem-se nossas almas nessicamiaho
di Iraigo ? Exporcmos a tantas miseias osen-
iiento, que nos exalta os coraces Muilas
zes em nossas conversagOes me nrrastes a
marle de vosso pai; lembroi-vos de ua ultima
'avra: S a verdade eterna 1 ihl Jorge,
fi uemos-na veidade, que para nos, ciie o dever. Dcus nao me puna dique vou
dizer-vos, porque nao fago algum volceulpado;
mas cm fim, meu pobre Jorge, se eu fose vuva,
minha mo seria vossa. Nao sou livt, bem o
sibeis; nao quero trahir nenhum doideveres,
q ie me impuz, o nao quero menos aida langar
o amor, que vos lenho, s mudancasdaima vida
inpossivel.
Calou-se, porquo os suspiros suffoiram-na.
rge com a fronte opoiada sobre a bora da cha-
in escutava como em um sonho.
Quando sahisles hontem A noite, ontinuou
la, esperei a M. de Chavry : apcrtci-le a mo,
nlci-lhe ludo, suppliqnei-lhe que misalvassc,
ie salvasse nos lodos ; humilhci-m ante el-
sentndo-mc culpada, porque meu arago ao
cnos lhe infiel, e elle leria o drco do pc-
r-me conla dos meus mais secretos pnsamen-
s. Nao vos espantis, Jorge, eu neme arre-
indo, e eslaria prompta a recomegar so ainda
sso preciso Sabis o que fez ello ?*iiipu-me
i (ronte e dsse:
iwu -r
Sois, minha pobre Paulina, a ms honrada
n'ulherque lenho encontrado : hoji^pedw-ma
cjmsclhos; nao posao da-loa, porquelah !\on-
ft:sao-ros que nada sei dessas lulas O virtude,
do que me fallis. Pcnsai, nao em mii, que nao
t|nho talvez o direilo de ser exigente ara com-
v sco, mas pcnsai em vosso filho.
Ello dcixava-me ainda mais anniquado; af-
f.stou-se, e quando chegou junto porta, a
q ial j tinha eniro-abcrto, voltou paraairn o ros-
to paludo e disse:
Se desejs fazer tima viagom, Pana, estou
i vossas ordens, o iremos pera onc quizer-
it es.
Parnu, abaixou o r olhos c nao ousava olhar
para Paulina, que, enlodan com a cabera opoia-
da centra a poltroia, deixova correr ms la-
grimas.
Nunca me dest! cousa alguma conlinuou
elle, reoiechendo ale urnas joias espalhadas sobre
o marmorc da cham n ; deixai-me levor urna
destas joias ; ser para mim urna lembranga viva i
que nunca modcixara.
Tomai este bracelete, respondeu Paulina ;
um de meus lios ra'o trouxe das Indias ha muit
lempo ; eu o irazia, quando era moga, a nica
joia que estimo : guardai-a, ella vos proleia e
vos (alie de mim 1
Jorge tomou o bracelete ; era composto de tres
grossas chapas d'ouro atadas entre si por om u-
ztl ; cm cada urna das chapas eslavam escripias
palavras rabes ; Jorga as leu. e voltando-se
para Paulina com um sorriso mais triste do que
suspiros :
Sabis, perguntou elle, o que significa a
phrase gravada neste bracelete ?.
Sim, respondeu ella.
Lekel meslikabel bit felahha, inth Allah 1
solelrou elle lentamente; finalmente, o futuro
teu, se Deus quizer I Ah temo bstanlo que
elle nao queira Sabis, Paulina, que ha aqui
quasi urna promessa, e que se eu (osso prudente
nao partira ?
Paulina conheceu o perigo ; a hora era muito
propicia s (raqnezas para que ella nao procu-
rasse um subterugio : ella lancou-se em phra-
ses vagas.
Mas o futuro no vosso ?...
Nao desse futuro que cu (alio, interrom-
peu Jorge com vivacidode ; nao roe comprehen-
destes !... E tornou a deitar o bracelete sobie a
mesa.
E* porque Paulino o linha comprehendido
bstanle que ella Ougia comprchender mal.
Elle caminhou para ella, tomou-o nos bracos,
apolou-a sobre seu coraco, abracou-a milo
lempo como se abraca urna irma, a quem teme-
mos nunca mais tornar a ver, c rclirou-se sera
ousar voltar a cabeca.
A' tarde era a partida. Ten lo dito adeus sua
me, elle lanzara ao redor de si em seu quarlo
esse olhar melanclico e amargo, que s podem
conhecer aquelles, que, com o coraco despeda-
gado, teem pirtido para viagens' longinquas,
quando um criado de Paulina enlrou e eulregou-
llie urna caixa ;continha o bracelete.
Ah diz elle, ser ura remorso? Se eu
nao livesse enllocado nossa felicidade cima das
cousas terrenas, comprehenderia meia pala-
vra, e se eu ficasse, nao teria grande difllculdade
era fazer-me perdoar.
Nao linha podido achar lugar na mala posta e
parta modestamente pela diligencia s e sem
criado. Na praca das carruagens vio a M. de
Chavry.
Quiz opcrlar-vos a mo antes de partirdes, e
dizer-vos o ultimo ndeus, diz elle Jorge ; se
alguma vez neeessitardes d'um amigo, senhor
d'Alfarey, nao esquegais nunca, eu vos pego, que
o sou vosso.
Jorge ficou tocado desse proceder : mas elle
eslava na mar da amargura.
Oh diz elle depois de alguns segundos de
reflexo, elle veio simplesmenle cerlificar-se de
minha partida.
Quando a carruagom se movou, sollou um
suspiro d'allirio. Erafim esl ludo ocabado,
nao ha mais remedio Ouvindo o rodar surdo
da diligencia, o trotar dos cavallos soffreados,
escolando os gritos do postilho, o Unir das vi-
dragas, pareceu-lhe que era a desordera de sua
vida inteja, que desabavo sobre elle. o cami-
nho de ferro para fazer igar a carruagem sobre os
turcos, deram-se no>as demoras.
Jorge olhava ao redor do si com inqnie-
tacto.
Oxal, dizia elle, que olguera nao tenha
tido o ideo de vir anda aqui dizer-me adous I
Ninguem veio, o comboy poz-se cami-
nho ; Jorge embicou o chapeo sobre os olhos, e
ficou absorto em um scismar infinito, A que ser-
via de thcina a ultima phrase que sua me lhe
dissera dcixando-o :s um louco I
Era Marselha foi elle casa d'um ourives, que
lhe soldou no braco direito o bracelete de Pauli-
na, e bordo do y,apor nao se admirava muito
de ver rirem-ie. os passageiros, que apercebiam
os fuzis d'ouro, balendo-lhe no punho.
Escreveu Paulina de Malta, de Srayrna e
Conslantinopla ; a segunda caria que diiigio-lhe
da cidade de Stambul, datada dos primeiros das
de maio, mereco ser citada.
Com elTeito, tudo pareca j bera perto de ser
perdido nesaa grande causa, que immensos exer-
cttos poderam sos redvzir ao silencio e addia-
mento.
nao temos a narrar aqui as peripecias dessa
luta gigantesca, da qual cada um detalhe (ez ou-
ir'ora palpitar nossos coragdes; mas, para indi-
ligencia dessa historia, de vemos dizer em que s-
tuago se achara cnlao a Ierra dos Magyares.
O czar Nicolao linha decidido intervir e fa-
zer esse milagre que incessanlemento se re--
nova para salvar o imperio d'Austria. O que os
gabinetes europeos chamavam entoe a insur-
reico hngara era cerceado de todos os la-
dos : verdade que o povo tinha-se levantado
em massas, e sacerdoles marchavam sua fren-
te. O patriotismo fazia prodigios; mas o que
podia azer-se contra os exerclos, que circura-
davam a Hungra com um circulo de morle?
A' oeste o exorcito austraco, entrincheirado em
Presburgo e commandado por Haynau, ia por-se
em marcha, sustentado por um corpo russo sob
as ordens de Paniutino ; sueste Nugent prepa-
rava-se para cahir sobre os Comitals situados en-
tre o Drava e o Danubio : ao su| o Ban-Jella-
chich, os Austro-Servios assolavam o paiz, e
dous exercitos russos ameacavan a Transylva-
nta; ao noroeste os Russos'do general Grabbe
dispunhsm-se a passar a (ronteira da Moravia ;
ao norte o rclho Paskiwesch diriga o grosso do
exercito russo. J se podia prever o desfecho
da luta. Era por toda a parte urna guerra de
exterminio.. Considerados como rebeldes, os
Hngaros apresionados com as armas as mos,
eram enforcados sem outra forma de processo ;
usava-se de represalias a respeilo dos soldados
do exercito austraco. Nada de quariel! pareca
ser a ordem geral.
As Ierras eslavara devastadas, as (ontes enve-
nenadas pelos cadveres, as cefas, destruidas, as
aldcias queimadas : os incendios flammejavam,
o songue corra : nao se ouvia ao longe seno o
barulho dos exercitos em marcha, o toda a Euro-
pa olhava para o lado do Danubio, atienta essa
luta d'um pequeo poro contra dous grandes
imperios.
Nao oi sem difficuldade e sem correrem
mais d'um pongo que Ladislao c Jorge chcgaran
Peslh, sede anda do governo. Alguns das
antes de chegarem, Gorgey linha, depois de lon-
gos e terrveis assallos, retomado Ruda ao gene-
ral Hentzi; urna grande alegra tinha-se espa-
Ihado nos coraces com esla noticia, e tinha-
Ihes trazido no va mente confianga. Com conti-
nuos sacrificios, esperavo-se ainda poier repcllir
o inimigo para fra do solo natal, e mais urna
voz entoou a velha canco hngara: Sero
sempre vencedores os filrios d'Arpad, os filhos
do sol; e a trra dos Magyares nao ser-lhes-ha
arrancada I Ah foi apenas um claro nos
trevas!
Nao foi preciso muilo lempo Jorge (tara re-
conhecer era que terrirel aperlo vinha raeller-sc
com urna imprudencia, que assemelhava-se
loucura!
Tenho-me visto em muitos outros, dizia
Ladislao ; nos delle sahiremos.
Jorge sacodia o cabera, e pensava nessa pe-
quena sallo de Paulina, onde passra horas to
doces, lo choradas agora.
Os dous amigos viviam conforme o acaso da
guerra, ora com um corpo do exercilo. ora com
outro ; e permanecern) assim sem deslino fixo
ot o dia, em que foram ligados ao general D...,
que devia reabrir as communicacocs entre o go-
verno hngaro, refugiado cnlo "era Szegedin, e
a Transylvania, onde Bem, o lerrivel c legenda-
rio copilao, eslava acampada, repellia a Jella-
chich, e escreva esta cstranha carta tornada ce-
lebre. Bem Ban bun;lateralmente : Bem
baile a Ban. Sera ser impossivel, a larefa era
difUcl, porque os corposde Haynau e do Paniu-
tino approximaram-se para fazer levantar o blo-
queio de Temesvar e para impedir que o general
D... entrasse na Transilvania.
Eslava-so na primeira quinzena do mez de ju-
Iho ; Ladislao, ligado ao general era chefe, tinha
conservado comsigo a Jorge, que se conduzira
d'uma maneira extremamente brilhante em urna
manobra de vanguarda ; elles partiram.
leo do motlenlo, como dizem os Inglezes. M. como um soldado junto do estandarte
do Chavry o enconlrou, lgou-se com elle e m'o
apresenlou. Ladislao amou-nic, verdade, e
nao disse ; roas cu acceitei smenle aquellos
seus cuidados, que devia acceilar. Sei que raui-
tis uiulheres me invejaram esla annuigo, e nao
comprehenderomqueeu a livesso repellido ; mas
urna natureza proba como a sua, nao poda illu-
dir-se : elle conheceu que suas nobresqualidades
eram para mim mais opreciaveis do que urna ga-
lantera culpado, e lornou-se para mim um des-
ses amigos, com que se pude contar para todas
as cousas da vida e da morle.
Jorge esculra em silencio esla longo narrago,
cuja sinceridade o tocava, o depois beijou a u
dcPaulioa.
Jorge abaixou a cnbega. Paulina
hombros em um chale", c lomando
Jorge :
envolveu os
o brago de
Se elle vosso amigo,
bem meu.
diz elle, ser tam-
Mas os soflmenlos, que o agitavam desde a
vespera, tinham-lhe esgotado as forgas; rorapeu
era suspiros, e, aperlando Paulina contra o cora-
co, exciamou :
Posso ainda resignar-me a nunca ser vosso;
mas se amasseis alguem, se por desgraga Uves-
seis alguma vez amado outrem, eu ros mala-
ria !
Elle tinha chegado nm paroxismo violento,
tere urna especie de ataque do nerros, e repela
sem cessar :
Somos desgrasados Somos desgranados 1
De noite, quando Ladislao chegou, Paulina
apresenlou-lhe Jorge. Ambos elles conversa-
ran, parecern apreciar-se, e sentiram-se ai-
trahidos um pora o outro em virtude da affeigo,
que tinham mesma mulher. Um sentimenlo
Vamos dar um passeio ao ardim. diz ella ;
esta agradavcl mornidao do ar me far bem.
Descojan), c por muilo tempo mudos, e como
enterados cima das cousas terrenas, caminha-
raui pelas aleas, que a la illuminava com lon-
gos tragos alvacentos; algumas vezes trocavaro
urna palavra, depois cahiara no silencio. Ella
eslava inleiramente apoiada no brago delle,
que se senta ocabrunhado por csse doce fardo,
que ouli'ora tor -lhe-hia parecido to leve. Che-
gados um quinconcio formado de tilias, para-
rom e sentaram-sc em ura banco de pao. Jorge
abaixava sempre os olhos; Paulina ao contrario
ergua a cabega e recebia cm cheio no rostu a
claridade celeste.
Credes pois que seria mclhor morrer? ex-
ciamou de repente Jorge voltando-se para
ella.
Calai-vos 1 calai-vos! diz ella pondo-lhe o
mo na bocea.
Jorge a tomou nos bracos com violencia, e
pela primeira vez seus labios encontraram-se
n'um desses beijos, de que Byron fallou. Foi
um relmpago Paulina deu um grito e rcli-
rou-se correndo. Quando Jorge a alcangou no
fim de alguna minutos, achou-a na salla, quasi
deitada n'um canap, com a face contra os
travesseiros.
Em nome do co I exciamou ella, juntando
as mos, ide-ros embora; nao voliai a ver-nie,
espera) que vos mande chamar.
Jorge se approximou, ella ergueu-se, passou o
Meu prmero movimento foi pegar a palavra,
grilar-lhe : Parlamos Mas partir sei lomar a
er-ros, Jorge, nao estara em minhaorgas. E
depois nao mais digno de nos enear.* corajosa-
icnle lodo nosso infortunio, o dizemos adeus
orno dous seres honrados, que sem po podero
Ihar-se em face, sem ter nunca a Intimar cou-
a alguma, porque nada fizeram, de ue tenham
arrepender-se ?
Jorge ergncu a cabega, seu roslo cava bonlia-
o de lagrimas, tomou as mos de liulinae in-
linou-se para ella beijando-as cora rdor.
Quando vim ler comvosco, di elle, senli
|ue vos dava minha vida : agrad-vo dispordel-
a hoje, para um sacrificio que tai sempre a
margura do todo nosso futuro. O anor na ple-
litude de sua felicidade iuipoKird cnlre nos,
ico mais do que admlti-b, cu sei: vedes era
ninha partida ura roco de salagn, seja ; nao
lisculirei c obedecer-vos-hei. leu'iro de oito das
eroi partido.
Pauliua deu um grito de algria o ao mesmo
empo de dr. O pequeo Pinino enlrou para
ibragar sua me antes de r .-Tullierias : ella o
omou nos bragos, e, operlado-o com trans-
porte :
Ah exciamou, charo ranino! slu quem
se salva c quem me perde !
O menino, atemorisado, pozse a chorar. Jor-
re, como todos os honiens do :oragem, retomou
raa serentdade om presenca d'ma desgraga con-
luramada, e foi quem acalmu a me e o mo-
no.
M. de Chavry nao tinha mundo algum de seus
abtos ; continuara a vi ver unto de sua mu-
her como se nunca lhe tross' ella feito alguma
^infidencia. Dous dias depois da delerminago
[ornada por Paulino, elle tinlumuilas pessoas cm
%asa paro jantar. No decurso lo sero Jorge ap-
proximou-se delle :
Nao leudes algumas coimisses a dar-mc
para Smyrua ou Constantnop ? lhe diz: vou par-
tir para o Oriento.
Por mais senhor que M d Chavry fosse habi-
tnal men lo de suas impressoe, nao pode apagar o
raio de alegra que lhe atraessou o olhar; suf-
focou o suspiro de allivio quidilatava-lhe os pul-
mes; agradecen Jorge sus offeroementos e
lhe fallou com um abandone que nao lhe era or-
dinario.
Sabendo da partida de sa filho, madama de
Alfarey deu altos gritos, depis do que correu
casa de Paulina.
Deixa-lo-heis partirrlhc diz.
Cangada, enervada, curvSa sob o peso enorme
do sua resoluco, Paulim framente respon-
deu :
Um de nos deve auserar-se, ou eu ou elle ;
se elle Mkcu parlo 1
MadarmWAlfnrey nao en em seus ouvdos, o
dava tratos ao cerebro.
Que comedia eslo.dizia
comprchendio nada.
Tinha chegado o dia da artida. PaulinMc-fTria
a bom soffrcr; a luta naoistava nella exllncta
vinle vezcs estivera A pon) do escrever A Jor-
ge : Ficai!vinle vezes posara em acompanha-
lo. Quanto A ello o comba: eslava acabado, c el-
le eslava resignado. Enlreinio talvez nao livesse
deixado Pars, e livesse untado continuar essa
luta porigosa, se livesse conlrado junto A si,
em casa de sua me, um tstenlaculo moral, que
Honlem eslava cu sentado n'um caf no caes
de Bebeck ; ouvia sem escul-lo um pobre Bl-
garo cantar urna aria triste e lenta, acorapanlta-
da por um thgour : eu tinha machinalmenle
entre os dedos os longos tubos d'um narghil
apagado, c olhava para ura bando de goelanos,
que nadavam no Bosphoro, e a que dourovom os
reflexos do sol poenle. Reinova umi calma ge-
ral ; um como que silencio luminoso envolva
todas as cousas em torno de mim, e eu eslava
embevecido era meus scsmares o pensara cm
vos.
Passou pelo caes um homem cavallo, que
sollou um grito de sorpreza vendo-me ; corr
para elle ; era o conde Ladislao Palki. Julgai
de nosso espanto.' A primeira palavra que elle
pronuncou foi vosso norae. A misso, que fra
concluir em Pars, linha tido mo xito : d'Alle-
manha, para onde linha ido, veio para a Ilalia,
depois para aqu, e agora rclira-se para a Hun-
gra Nao vos sorprendis, Paulina, vou acom-
panhi-lo.Deus guarde A nos ambos Censu-
rar-me-hois deste projoctoio rpidamente con-
cebido, e que desde amanho coroegarei a por
em execogo ?Nao ; nao ? A causa, a qoe
vou levar o humilde soccorro de meu brago, seduz
os grandas coraces, e sei que ella nao deixou o
vosso indiTerentc. Ha IA urna bella guerra,
quero nella achar-me ; ha um bello principio,
quero trabalhar por elle com todas as minhas li-
mitadas forgas. Emfim, passei a noite a con-
.versar com Lodislo, e nosso amigo desencabe-
gou-me. Perianto, viva a Hungra Varaos re-
conquistar a cora de S. Eslevo.
* Se nesla ausencia que pos impozemos, cu-per-
manecesse livre, ficaria tudo perdido, eu volta-
ria ; se urna forte ohrgaco, se um dever nao
se collocain entro vos e eu, minha vonlade se
etifraquccr, minha coragem j abalada me
abandnala de repente, c eu correrei para junto
de vos, coste o que custar, e em risco de vosso
precioso socego. E depois, vo-lo direi eu ?
O scntimdnlo, que me impelle, talvez nao seja
bom ; mis vos comprehendfi-lo-heis, vos, que
comprehebdeis tudo Nao quero que inquieta
digis comvosco: Elle viaja, v cous3s bellas,
feliz talvez; nao quero que vos acostumes
com minna ausencia ; nao quero, egosta como
sou, quo meu nome cesse de perturbar-vos:
quando souberdes que corro perigos, que deito-
mo sobre o solo, procurando coro a vista as es-
trellas, que podis ver; quando souberdes que
minha so te est frolernisada com a dos exerci-
tos, quo se agglomeram sobra as margena do
Danubio enlo pensareis e por mim orareis ; a
lemiiranro do mim,augmentada pela inquietaran,
nao vos deixar era repouso. Eu saberei que rae
choris, que talvez ros arrependois de ler-me
fello par ir, e que A noile, ouvindo passarem-se
as horas de rossa rida solitaria, diris comvos-
co : uide est elle? e accrescenlareis talvez:
Por que
nao esl all?
comsigo, e nao
xtrnc
commum, dirigiodo-se ao mesmo objecto une e. brago por dobaixo do delle, caminhando e sus-! livesso podido anima-lo ; mas em lugar desses
desune os homens segundo a tempera de seu ca- tenlando-se com dlfficuldade ; conduziu-o assim consolos severos e s ress dolorosos A seguir,
racler e grandeza de sua alma, mas nunca os dei
xa indTfTerentes. Jorge e Ladislao eram feilos
para se sympalhisarcm e sympathisaram-se com
cffeito. Quando o conde parti a obedecer de- obedeceu.
al a porta da salla
Quero estar sosinha, meu amigo, lhe diz;
sahi, ros escrererei mal possa ver-ros Jorge
que seu pae ter-lhe-hia crtamenlo dado, s en-
contrara nella reprohenses pouco generosas e
urna ignorancia crassa doi sentimentes, de que
nutrir e torlificra sua piw.
No|' os inquietis, entretanto : quando um ho-
rnera tnz cm si a paixo, que eu era mim sinlo,
esl sag ado por Deus, e nenhum perigo pode
prorir-llie. Ladislao pretende que serei um bom
soldado, elle entende da materia, e vos podis
cr-lo. Bespondo por vos, tera-me elle dito, e
eu confi ) nclle ; cu vos direi: Tcude confianca
era nos
Pelo torreio, que trouxe esta carta A Paulina,
Madama d'Alfarey recebeu urna outra, que an-
nunciar i-lhe a resolugo de seu filho ; correu A
casa de Paulina, a quem achou banhada em la-
grima: ( rictima d'um verdadeiro desespero.
Oh diz-lhc a me de Jorge, por que nao o
impeds e de partir ?
II
Para onde vamos nos ? perguntAra Jorge.
Para o desconhecido, respondeu Ladislao,
e. mostrando as tropas, que desfilaron) atravez
do campo, seguidas d'uma immensa quantidade
de carros :Muitos daquelles, que parlem ac-
crescentou, nao voltario 1 O caminho vos esl
iberio, meu charo Jorge : arrependo-me de tor-
vos arraslodo s minhas aventuras. Nao pcrlcn-
ceis, como eu, urna dessas nages, que s de-
vem marchar com a espada em punho, porque
eslo ha muilo lempo curvadas sob a derrota
Nada vos retem aqui, part ; podis ganhar ain-
da a fronteira turca, c vosso qualidade de francez
vos proteger : eu, eu compro um dever, por-
quo sou dos que Gzeram o juramento d'Annibal ;
e vos, vos sois livre. Se nesla vida sents anda
alguma cousa despontar-vos no coraco, nao he-
sitis, nao acompanhai-me ao inferno, onde ra-
mos entrar.
Passei a noile a pensar em ludo o que me
dizeis. replicou Jorge ; sou um pouco fatalista, e
vou, fechando os olhos, onde o destino me leva.
Nao sou Cesar mas vos direi como elle : A sor-
le est langada !
All right ento I exciamou Ladislao. Em
lodo o caso, os imperadores da Russia e d'Aus-
iria nao sao talvez to mos como parecem, e
nos passarcuios atravez de suas tropas como os
Hebreus atravez do Mar-Vermclho.
Jorge nao dizia toda a verdade : recebera car-
tas de Franca, e a de Paulina era triste e desani-
mada.
Credos vos, dizia ella, ter feito bem, dei jan-
do assim debater-rne contra um desossoce-
go, que vai augmentara lodo o instante pela fal-
la de noticias e pelos perigos, que vos aguardara
era lodos os pontos da vioeem Nao linha eu j
pennas bastantes ? nao bastava essa distancia,
que foi de mister que nos impozessemos, e -
nheis o direito de njuntar tantos tormentos A mi-
nha dr I Crer-se-hia que quizestes punir-me do
sacrificio, em quo accedemos E j nao era elle
porveulura urna punigo dura ? Nao tenho,
nem quero ter direilo algum sobre vos ; entre-
tanto pensai em mim, e quando algum bello
acaso tentar vossa coragem, lembrai-vos que ha
aqui urna pobre raulher, quo *.i por vos, c que
se angustia de saber que vos achais em pe-
rigo.
Madama d'Alfarey eslava muito irritada, e re-
pet) com insistencia conselhos, que seu filho ti-
nha j desdenhado. O que que te incommo-
da ? lhe escreva ella. E quo tens a fazer cora
csses Hngaros, que merecern ser acollados com
varas como meninos indisciplinados ? Deixa-os
quanto ontes, e vera tom toda a ligeireza, mo
pombo viojor, porque acharis aqui :
Bon souper, bon gile et le reste.
Esle modo gracejador e quasi provocante de
fallar das cousas as mais seras, irritara Jorge, e,
por contradico, fortalecia-o em sua resolugo.
Porquo me falla ella, dizia comsigo, sera
cessar do que ella nao comprehende Pora que
rollsrei eu ?
E' impossivel rollar, porquo anda nao eslo
mudadas 8S condices, que lotnasscm minha par-
tida necessaria. Ficorci; aqui ao menos minha
alma est oceupada, eos perigos, que a cercam,
arrancam-na as tristezas.
Demais, amaram-no no exercito huugaro : 03
soldados conheciam-o por terem-o visto no
fogo e o chamavam na sua estranha e sonora
linguagem : az arany karperecze ember. ( O
hornera do bracelete d'ouro.) Ladislao prestava-
llie grande soccorro, durante as tongas marchas
da viagem, durante os seroes da vigilia elles
conversaran) junios ; c o nomo de Paulina repe-
tla-se muilas vezes, para nao dizer sempre, era
suas conversarocs. \'ouco pouco corno pausa-
ros, que fogem um ops outro do vireiro, cada
phase da hisloria de Jorge linho-lhe roado do
coraco, detalhe por detalhe, agora LadislAo nao
ignorava cousa alguma desse singular romance,
c talvez livese rido ura pouco baixinho, se Pauli-
na, cuja olla virtude conhecia, nao tiresse sido a
herona d'elle. -
cantes espectculos, que se desenrolavam A ceas
olhos.
, i*-8! g**" d* e*c'>5* a feiUpara dis-
trahi-lo do stus ponaasMnlM ; o qwdro desse
exercito, onda-todos os fardamentos se confun-
dan), onde tantos poros diversos se agglomera-
rara, a ignorancia do dia seguinto, a intufflclen-
cia mesmo de virerea, a privacAo, a fadiga, que
sei eu ? mil cousas juntas A curiosidade c incu-
ria da mocidade affaslavara-lhe do espirito os
magens longinquas, que muito tc-lo-hiam per-
turbado.
Escreva a Paulina as mais das vezes que po-
da ; eram, porm, superfinos os esforgos que fa-
zia por transquilisa-la ; a pobre mulher deses-
perava-se, prestara ouvdos a todos os boatos,
que nnham do lado da Hungra ; lia os jornaes
com soffreguido ; mas que rerdade podia nel-
les encontrar ? que esperanza beber?
- A causa dos Msgyars .Iriumpha em todos os
pontos, dizia um.
A causa dos Hngaros rebeldes est perdi-
da para sempre, dizia outro.
Paulina flcara As rezes horas inteiras inclina-
da sobre ama carta de Jorge, erguia-se de repen-
te e exclamara chorando:
Ah meu Deus meu Deus (ende pieda-
de de miml
Um dia, n'uma reunio intima, ella suslenlou
que a Franca devia intervir contra o imperador
da Austria e libertar os Magyars : julgararn na
louca ; nao era cora effeilo preciso ter perdido a
razo para lesteranhar sympathia aos Hngaros,
que, as ideas do mundo nao eram entao mais
do que republicanos rermelhos ?
Ah errara simplesmenle homens, que ama-
vara a patria como se nos tcm ensinado a amar
a nossa, e que a defeudiam como nos salteriamos
defender, eu espero, nosso paiz.
Entretanto a vida de Jorge passara-se em mar-
chas c combalea. Os Hngaros i.im sempre em
ordem de batalha, lemendo as sorprezas. Alra-
vessavam os ros, e passavam os grandes bos-
ques cheios de sobra, que A noite cnchiam-se dos
fogos do.acampamento ; dormiam A pleno ar ;
comiam o que podiara, muilas vezcs em pilha-
gem, c algumas vezes muilo mal ; trocavam al-
guns tiros com espas inimigos muito curiosos ;
cantavom algum velho cslribilho popular ; don-
cavo ai mesmo quando os altos se prolongavara,
c nao se queixavam muito.
Um grande bando desses zingari que vivem
como nmadas as bordas do Danubio e nos Car-
paihos segua o exercito e se misturara muilas
vezes cora elle.
Ainda que nao gostassem delles, loleraram-os,
porque prestavam servigos, as mullieres curando
os feridos, e os homens, que sao Os primeiros re-
galos do mundo, ferrando os cavallos e cuidan-
do delles, quando eslavam doenles.
Quando o exercito fazia alio, elles estabelc-
cam seu acampamento nao longe do delle, por
detraz da trincheira, dos carros reunidos em cir-
culo.
Attrahidos por seus hbitos eslranhos e seus
pittorescos procediraentos, rautas vezes Ladislao
o Jorge inlromeltiam-se cora elles c faziom-nos
dancar ou cantar : erara j delles conhecidos, o
quando chegaram, os meninos quasi us rcu-
niam-se ao redor delles, as mulheres lomaram
seus pandeiros.os homens suas cylharas,e reinava
a alegra no acampamento, porque nunca retira-
vora-se sera dexorem cahir muilas pequeos pe-
gas de dinheiro as mos trigueiras. queesten-
diotn diante delles.
Urna (arde, que o exercito tinha acampado so-
bre as ruinas d'uma aldeia destruida vespera
pelo incendio, onde, em lugar de viveros e soc-
corros, que esperan) encontrar, acharam somonte
pocos enlulhados, casas queimadas ao rez do chao,
a desolago, a fume e a raorte, os dous compa-
nheiros sentados sobre algumas pedras ennegre-
cidas, comiam mui tristemente um pedago de pao
duro, esperando o momento de so enrolaren! nos
capotes e dormir, se por acaso a mosquelaria lhes
dexasse descango. Junto delles, urna joven bo-
hemia sjnntava alguns pedacos de pao, que o
fogo no tinha ainda rcduzido a cinzas, c canta-
rna va, laucando para o lado de Jorge olhares
furtivos.
O que tendes vos ? diz LadislAo seu ami-
go ; parecis com pouco appelite esla larde ; a
refeigo nao succulenla.convenho, mas em lem-
po de guerra preciso ler alguma philosophia.
Ah replicou Jorge com um doce sorriso,
nao ha philosophia, que abrande semelhante pao,
quando ha tros dias dias nao se come outra
cousa!...
A joven bohemia, applicando o ouvdo, escuta-
va as palavras que Ladislao e Jorge trocavam cm
allemo, dirigio-se A este ultimo e diz-lhe : Es-
perai Depois poz-se caminho o dcsappareceu.
o fim de alguns minutos voltou, e oflereccu a
Jorge urna cxa de cabrito fumegando.
Onde npanhaslc isto? diz elle.
Na caldeira do nossos homens, nao me vi-
rara ; comci, vos tendes fome.
Mas ento roubste? conlinuou Jorge.
A rapariga fez um pequeo momo e abanou a
cabega como para dizer : Que mal taz?
Jorge trou da sua bolsa urna pega d'ouro e
deu-a A bohemia, que ficou toda vermelha ; ella
rolova a pega entre os dedos como se hesilasse
aceitar, abaixava os olhos e pareca confusa. De
repente um terno sorriso rocou-lhe os labios;
olla atou a poca n'uma pona do porco lenco
amarcllo, que iho prenda os cabellos.
Bcccbo-a, diz ella,
la fatei.
obrigada ; sei o que del-
Quando LadislAo e Jorge atravessaram o Da-
nubio, em meiados do mez de maio, podio-se
npplicar A Hungra o que M. liichelel disse so-
bre ella no collegto de Fraoga : A Hungra,
espera contra a esperanza 1
Jorgea olhava e admirava-se de seu singular as-
pecto. Ella podia ter quatorzo annos ; os bracos
magros, o pescogo de lendes salientes, as mos
compridns, o pello chato, le-la-hiam feito tomar
por um rapaz, se a inconccbivel dogura de seus
olhos negros nao tivessem denunciado um mu-
lher ao primeiro aspecto. Ella era triste, e esla-
va nessa edade, que com razo se chama a edad a
ingrata, em que a moga, ainda indecisa, tem tan-
ta difficuldade em sahir dos cscuros limbos da
infancia. As miserias da rida errante tinham-a
enfraquecido e como embaracado-lhe os desci-
ment ; osyernas finas, eosps ossudosappa-
reciam-lhe entre os pedagos d'uma capa, que
dcixara rer suas espaduas solientes ; seus cabel-
los castanho-negros arrepiavam-se sobre as fon-
tes concavas, e occullavam metade das orcinas,
d'ondc pendan) grandes brincos de cobre. Sua
fronte pareca muito larga para o rosto descarna-
do, que coroava, semelhante A esses ornatos des-
mesurados, que coram arrhiteetnras mesqui--
nhas : sin pelle trigueiracra cono que szeilona^
da, que fazia parecer mais bramos ainda os den*-,
les brilhantes, que ella mostrara sorrindo-se.
Seus gestos tinham uraa sortc do arrebatanwolo
solvagem, que contrastava com o metal quasi en-
ternecido de sua voz. Ella So conservara em pe
diante de Jorge n'uma attitudc ao mesmo Lempo
cheia de respeilo e curiosidade, c sorria-sje ven-
do-o comer sem appelite.
Tu rae conhecos? perguotou Jorge.
Sim, respondeu ella; sois 0 homem do bra-
celete d'ouro. Postes muitas rezes ao acampa-
mento de nossos hon.ens ; tendes a man prodiga,
porquo tendes bom corago. Qnaado Id idea, e
eu vos vejo, sinlo muilo prazer.
Tomai cautela, meu amigo, exciamou La-
dislao rindo-se ; esta encantadora cor de caldci-
rao faz-vos urna declarago de amor.
A bohemia langou A LadislAo
lera.
um olhar de co-
Se cu morrer, dissera Jorge A seu amigo em
urna hora de espanso, promettoi-me restituir
Paulina este bracelete, quo ella deu-me, e que
muitas vezes fez rirem-se aquelles, que o
viram,
A melancola de Jorge, tinha-se, nao extingui-
do, mas, tosante atleauado cm presenca dos tp-
Porque zombas do mim ? lhe diz ella, se
minha pelle negra, porque nasci debaizo do
sol, bem longe d'aqui, e, ocrcsccntou com urna
trate itiflcxo de voz, cu nao sei encantar.
Onde pois nasceste? porguntou Jorge.
Nao sei; em ura paiz, onde ha grandes
ros e mulheres, que tcem a pelle amarella como
agafr&o.
(ContinMor-fa-ha.)
FKRN. TYP. DE M. F. DB FARU. WQ
nnr
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