Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09076


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Full Text
ASI IXXY1. NDMEBO 125,
Por tres mezes adianlados 5$000.
Por tres mezes vencidos 6$000.
ODABTi FEIRA 30 DE IAI0 DE 1860.
Por anno adiantado 19*000
Porle fraoco para o subscritor.
ENCARREGADOS DA SBSCRIP5AO' DO NORTE.
Parahiba, o Sr. Antonio Alexandrino de Lima;
Natal, o Sr. Antonio Marques da Silva; Aracaly. o
Sr. A. de Lemos Braga; Cera, o Sr. i. Jos de Oli-
veira; Maranho, o Sr. Manoel Jos Marlins Ribei-
ro Guimares; Piauhy, o Sr. Joao Fernandos de
Moraes Jnior; Tara, o Sr. Justino i. Ramos;
Amazonas, o Sr. Jeronymo da Cosa._________
1'AIU IDA UU tUIUlfclU.1.
Olinda todos os dias as 9 1/2 horas do dia.
Iguarass, Goiaana e Parahiba Das segundas
e sextas feiras.
S. Anlo, Bezerros, Bonito, Caruar, Altinhoe
Garanhuns as lernas feiras.
Pao d'Alho, Nazarelh, Limoeiro, Brejo, Pes-
queira, Ingazeira. Flores, Villa Bella, Boa-Vista,
Oricury e Ex as quartas-feiras.
Cabo.Serinhaem, Rio Formoso.Una. Barreiros,
Agua Preta, Pimenteiras c Natal quintas feiras.
l'odns os correios partetn as 10 horas da manha.
EFEMRIDES DO MEZ l)E MAIO.
5 La .hela as 4 horas e 42 minutos da manha.
da lT0denin8Uar,l 4 h0ras e 57 minulos
20 La Uva as 4 horas 27 minulos da tarde.
?aUrd(. Crescenle 5 hor minutos da
Primeirj)
Segunda
PARTE 0FFICIAL.
PREAMAR DEHOJE.
* I i101"0 e 2 "'nulos da raanha.
a 1 hora e 18 minulos da tarde.
Governo da provincia,
EXPEDIENTE 1)0 DIA 27 DE MAIO.
Offlrio ao presidentu da provincia do Para.
Transmillo a V. Exc, para o IIm conveniente, o
incluso aviso expedido pelo ministerio do impe-
rio em 19 de abril uliimo, com destino essa pro-
vincia, c que por engao me foi entregue.
Dilo ao mesmo Kemetio a V. Exc. urna cal-
xinho contendo puz vaccinieo.
Dito ao commandenle das armas.Sirva-se V.
Exc. de mandar aprescnlar ao commndanle do
corpo de polica, afim de ter o conveniente des-
tino, o recruta Joaquim Severiuo da ljaixio Ro-
cha, que foi julgado incapaz do servico do exer-
cito. segundo consla do termo de insporco, que
veio annexo ao officio de V. Exc. do 26 do cr-
reme, sob n. 600.
Dito ao mesmo.Sirva-so V. Exc de mandar
ior disposicao do inspector da thesouraria ae
zenda, alim de que so proceda a respeilo romo
r de lei, o caixo a que se refere o seu officio
do 25 do corrente, sob n. 589, o qual fra apfre-
liendido no trapiche por soldados da guarda do
consulado.Commuuicou-sc ao inspector da the-
souraria de fazenda.
Dilo ao mesmo. Sirva-se V. Exc. de mandar
inspeccionar os soldados do corpo de polica Jo-
s Hilario de Lima e Silvestre Rosa Munzda Sil-
va, que Ihe eeao aposentados por parle do res-
pectivo commandanle. Communicou-se a esle.
Dito o mesmo.Tundo transferido para o dia
2 de junho prximo vindouro, ao lucio dia, a
reunio da junta, que deve julgar em segunda
instancia o processo do soldado do corpo de po-
lica, Claudino Alves dos Santos, a quciii se refo-
rem os officios desta presidencia de 30 de abril e
1 do corrente ; assim o coinmnnico a V. Exc,
afim de fazer constar aos oficiaes. que deveni
compora supradila junta ; prevenindo-os de que
deve esta por essa occasiao julgar um oulro pro-
cesso do soldado Jos Firmino Gomes.
Dilo ao presidente do tribunal da relncao. O
promotor publico da comarca de Nazarelh', bar ha-
r l Joaquim Eduardo Pina, parlicipou que, por
se lerem encerrado os trabalhos da assembla le
gislaliva provincial, reassumio o exercicio do seu
cargo no dia 15 desle mez : o que communico a
V. S. para seu conhecimonto.Fez-se igual com-
raunicacSo a thesouraria de fazenda.
Dito ao inspector da thesouraria do fazenda
Estando nos termos legaes as folhas junlas, que
ru foram remedidas polo inspector da sado do
porte com officio do 25 do corrente, mande V.
8. pagar aos empregados e mais despezas do hos-
pital provisorio da ilha do Pina, na importancia
Jedlucillos e cinco mil e novecentos res.Com-
municou-se ao inspector da sade do porto.
Dito ao mesmo.lnieirado do conledn de sua
informacio d 26 do corrente, sob n. 542, dada
acerca do requei-ment em quo Joao Izidro Go-
mes da Cruz pede pagamento da seos vencimen-
tos como promotor publico interino da comarca
do Bonito, lenho a dizer que em 24 de marco ul-
timo participou a presidencia a casa thesouraria
haver o juiz de (relio d dido a exonerar*, que pedio rauio Jordo da
Silva, e noraeado o supplicanle para exerecr in-
terinamente as fiicres doquelle cargo, e por is-
so mande V. S. pagar o que se Ihe esliver a de-
ver, logo que elle aprsenle o tilulo de sua no-
mcario, de conformidade com a exigencia comi-
da na citada informaco.
- Dito ao mesmotransmuto a V. S., para seu
onhecinienlo e execugio, na parle que Ihe locar,
a lei provincial n. 461 de 2 de maio do anno
prximo passado, comida na coltccgao junta.
Dilo ao bario deGuararapes, director geraldos
Indios.Constando do officio, junto por copia,
do administrador do correio desia cidade, datado
de hoja, que os indios engajados por V. S., e a
que so lefere o seu officio de 24 do corrente, sao
incopazes para o servico de estafetas ; assim Ihe
communico para seu conhecimento.
Dito ao commandanle do corpo de polica.
Paca V. S. aprescnlar ao Dr, chefe de polica, ao
amanhecr do dia 31 do correnle, commandadas
por um official, seis pracasdo corpo do seu com-
mando, adra de escoltarem dous criminosos de
niorle at o termo da Escada. Communicou-se
ao chefe de polica.
Dilo ao joii dedireito da segunda vara.Ten-
do designado a Vmc. para ser o relator da junta
quo, nos termos do acto da presidencia de 19 de
novembro de 1858, deve julgar em segunda ins-
lancia o incluso processo do soldado do corpo de
polica Jos Firmino Gomes ; assim o communi-
co a Vmc., afim de quecompareca oeste palacio
do da 2 de junho prximo vindouro ao meio dia.
Oulrosim declaro que transfer para o indicado
da a reunio da junta que, na mesroa conformi-
dade, deve julgar o processo do soldado do refe-
rido corpo Claudino dos Santos.
Dito ao capillo do porto. Fuco apresentar a
Vmc,, para sercm inspeccionados os recrutas
francisco Antonio, Joaquim Pinhciro de Santa-
Anna o Antonio Alves das Chazas.
Dito ao director interino da repartico das
obras publicas. Havendo eu reconhecido. por
occasiao de visitar hontem os trabalhos da estra-
da do sul, a impratcabilidade ou pelo menos o
rcmlo risco quo ha em fazev-se o grande transi-
to que se faz para o dislricto de Ipojuca por tor-
ras do engenho Salgado, ja bastante alagadas,
como so aeham, apezar da pouca chuva quo tem
havido, e isso por se ter desmoronado a ponte que
exista sobre o rio Ipojuca na direccao da estra-
da do sul, e atlendendo a que ser necessario
ainda bastante lempo para que, chegando os tra-
balhos da sobredita estrada margem do mesmo
rio com a directo, que leva, so possa precisar a
posicio da ponte definitiva que a|l se deve cons-
truir, resolvi mandar collocar naquella posigo
urna ponto provisoria para transito publico, quo
sirva nicamente emquanto nao se Dzer a defi-
nitiva ; pelo que determino a Vmc. que expeca
erdem ao engenheiro inspector das obras da-
quella estrada, que Ihe aprsenle com urgencia
vinn planta e orcamentoda referida ponte provi-
soiia, para que Vmc. m'os remeta com seu pa-
recer.
Dito ao director do arsenal de guerra.Mande
Vmc. salisfazer o vestuario constante do pedido
junto para os sentenciados militares vindos da
corte com deslino ao presidio de Fernando
Communicou-se ao commandanle das ar-
mas.
Dilo ao mesmo.Para que eu possa responder
o ronlendo do seu officio de 26 do corrente, sob
n. lo9, faz-se preciso que Vmc. emilta sua opi-
inao acerca dos procos por que Joaquim Dias de
Azcvedo pretende conduzir para Fernando os
passage,ros e objectos, que o governo lem de re-
metler para all.
Dito ao commissario vaccinador provincial.
flemeiioa Vmc. duas caixinhas contendo puz
vaccinieo. v
.,n^rla/U,~Ao 8erente dacoa-paohiapernambu-
cana ae paquetes a vapor.O Sr. gerente da
companhu pernambucana de paquetes a vapor
manda dar transporto para o Cear. no vapor
Ijuaratsu, a D. Antonia Carlota Fortuna Pes-
soa, mulner de Joaquim Andrade Fortuna Tes-
soa, era lugar destinado para passagsiro da es-
tado, sendo que haja vaga.
Dila ao mesmo.O Sr. gerente da corapanhia
pernambucana faca transportar na primeira op-
porlunidade para Tamandar, afim de serem
all entregues na respectiva agencia, aon-
de serio procurados pelo director da colonia
militar do Pimenteiras, os medicamentos que
Jbe forero apresenlados por parle do conselho
Administrativo para fornecimento do arsenal de
guerra, com destino i. mesma colonia.Com-
onsdho^mlnisSo "e '.?directorT' co- ^ 5?=S-,"
AUDINECIAS DOS TBIBUNAES DA CAPITAL.
Tribunal dotjommercio: segundas e quintas.
Relaco : tercas feiras a sabbados.
Fazenda: ter?as, quintas a sabbados as 10 horas.
Juizo do comroercio : quintas ao meio dia.
Dito de orphaos: tercas e sextas as 10 horas.
Primeira vara o civil: tercas a sextas ao meio dia
Segunda vara do civil; qnartas e sabbados
meio dia.
ao
lonia.
Dila.-O
presidente da provincia, conforman-
corrente
pelo pai
de sua r
com a condicao de ser depois ratificado
lamento sardo) entre os plenipotenciarios
lagestade o rei Vctor Emroanoel II, e os
cisco Jos da Silva Araorim a exoneracio, que
pedio, do cargo de subdelegado de polica do
disinclo de Pontal, freguezia de Santa Mara da
Francisco dos Santos
supplcnle do delegado'
ao chefe de po-
Bea- Vista.Communicou-so
polica.
Dita.O presidente da provincia, conforman-
oo-se com a proposla do chefe de polica de 25
do correnle, sob n. 724, resolve nomear a Ma-
nuel Florencio de Alencar, para o cargo de pri-
mcro supplenle do subdelegado do polica do
dislricto de Granito, freguezia do Ex, e Amaro
Jos Carlos Peixolo pora segundo supjlenle do
mesmo subdelegado.Communicou-se ao chefe
de polica.
Dita.O presidente da provincia, tendo vista
a proposta apresentada pelo lenenlc-coronel
comniandante do batalho n 33 de infantaria da
guarda nacional do municipio de Ingazeira, a
que se refere a informecao do commandante su- ebra
perior respectivo, datado de 20 do corrente ro-
cador pa -a os direlos de que a confederaco
za, em yisla de tratados anteriores.
Portaijto, qualquer acto de posse tanto civil co-
mo miliar do norte da Saboia, pela Franca, em-
quanto -
Suissa,
DIAS DA SEMANA.
28 Segunda. S. Germano b. ; 9. Priamo m.
29 Terca. S. Mmimian b. ; S. Mximo m.
30 Quarta. S. Fernando rei; S Flix p. m.
31 Quinta. 8. Petronilla v. ; S. Lupicino.
1 Sexta. &, Firmo m.; S. Feirirte; S. Severano.
2 Sabbado. S. Erasmo b. m.; S. Marcelino m.
3 Domingo da SS. Trind^de. S. Ovidio b.
obre este assumpto nao fr1 ouvida a
Iser considerado por esta ultima como
urna vioiacao flagrante dos seus direits.
L'ra a<(to de posso preliminar por agentes es-
lrangeir;is sena tambem urna restricrio pouco
leal, intioduzida na live txpressao dos' votos das
populares dessas provincias.
A Sui;sa revindica pois iioralivamenle o direi-
lo mprcjscnplivcl que ella lera do nao presenciar
um eslavo de cousas sobre o quat se baseia a sua
indepcm enca, gravemente comprometlida, sem
que ellajconsinta nessas modilicacoes.
Com i delesa da neutralidade d'a Suissa torna
indispenpavel, em lempo de guerra, a oceupacao
[ por trop is federaes de Faucigni, Chamblais e G'o-
nebra, o; conselho federal emenden dever diri-
nlorio sirdo enlao, situado ao norte da Ugina,
Fer-
guinles :
5.a companhia.
TenenleO alferes Joao Alves Moralo.
AlteresPedro Joaquim do Vasconcellos
reir.
Communicou-se ao commandanle superior res-
pectivo.
Expediennte do secretario do governo, do
jr.csmo da.
Officio ao doutor chefe de polica.S. Exc o
Sr. presidente da provincia manda declarar a V
b em resposla ao seu officio de 26 do corrente!
sob n. 731, que foram destinados para a armada
os recrutas Francisco Antonio. Joaquim Pi-
nheiro de Santa Anna, e Antonio Alves das
c bagas.
i D,il J "P''30 Jo Capslrano Torres Gal-
lindo.S. Exc o Sr. presidente da provincia
manda commimirar V. S., em resposla ao seu
officio de 12 do correnle. quo o seu requerimen-
lo, pedindo reforma, foi remeltido ao Exm Sf
ministro do imperio com informaco ds prcsi'J
drncia de 5 de fevereiro desle auno, sob n.
Dilo ao bacharel Joaquim Eduardo Pina, pro-
motor publico da comcrca de Nazarelh.S Ex
o Sr. presdeme da provincia manda acensar re-
cetado o officio de 15 desle mez, em que V S
parlicipou lernaquella dala reasumido o cx'er-
' do seu cargo por se lerem encerra-
da assembla legislativa pro-
do os trabalhos
vincial.
para lheli submcller a nova posico que urna das
partes cunlrahenles quer crear-lhe isoladamcnte
transfer ido da Sardenha para a Franca a sobera-
na dess,is provincias.
No caiso de ser a Saboia cedida Franca, a
buissa p'dn a annexacao aoseu territorio dos des-
tnctos I mitrophes da Saboia do norte, c isto se-
gundo a letlra e o espirito dos tratados que li-
gam lao as potencias do congresso de Vienna,
como a casa de Saboia e a confederado helve-
Nestas circumslancias, devo, em nome e por
ordem ) conselho federal, reporlando-me no-
ta daladi de 14 de marco corrente, a um protesto
com a n esma dala, e as minhas notas de 21 e 27
domesno mez, protestar novamenle junto do go-
. a1.'"lrii(;au das polen las garantes da
ncutrahdado fcuissa, afim deque occorram, de
arcordo comelle. nosmeiosde garantir os di-
reos reservados Suissa nos dislriclos neu-
tralisados da Saboya, e que se acham compro-
mettidospelajesso daquella provincia Franca.
iperial examino com toda a t-
roce, a eoramuuicaco que o con-
e dirigi.
signatarias da declaraco de 20
15 reconheceram que a neutrali-
dade e a tamlabilidade da Suissa, e a sua inde-
pendencia d-ioda a influencia cslrangeira estao
nos yerdadifos interesses da poltica da Europa
inteira. r
A Austria,fiel a este principio, j5 nascrses in-
lernas porque a*confederacao tem passado desde
ENCARREGADOS DA SB9ltIPcAONO SUL.
SrAW u Sr' ClaUdn0 Pa,C80 Dia' *
Sr.Jos M.rima Alves; Rre-de Janeiro-, o Sr.
Joao Pereira Martins.
EM PERNAMBUCO.
O proprietario do diario Manoel Figwerea-d
rana. n**ra ltvraria praca da Independenria-ns.
O governo^
lengo que
selho federal^
As polenc
de marro de f
1815 .i nnr u-onci"n i v *. ucsuc """"t.a preseniemenie a uropa, e boje, como
ame'a^vC.Seu-5 t2f?*^I3X '.A "? *>?* ^Sio e da
honra de coiiimanoar-vos. com o lm de defender
seus direlos, desconhecidos e amearados, nao
lenho vacillado um momento em tornara emou-
nhar a espada. r
Aos acecntos da voz que ha pouco do alto
do >aticano demonstrava ao mttndj os pericos
em que se acha o patrimonio de S. Pedro, os eatho-
licos se commoveram, e sua emoco se eslendeu
mmediatamente por todos os ngulos da ierra
U chrslianismo nao s a rehgiao do mun-
do civilisado. o prigcipio e a vida da civili-
sagao, o papado c chave do chrslianismo, c
todas as nacocs chrislaes parecem ter hoje a
consciencia dessas grandes verdades que sao a
nossa f.
A revoluco, como outr'ora o islamismo,
i presentemente a Europa, e hoje, como
aflt^j'fcSKnssHS "r.'SKSr.u,.,, s*,..,
ameacavam, dou-lhe provas irrefragaveis do alto
empenho que ternera ver a neutralidade suissa
preservada de qualquer ataque. Ainda recente-
mente, quandoao romper da guerra, as tropas
uma., p"les bell'gcrantesalravessaram urna
parle do territorio neulralisado da Saboya, fomos
os pnmeiros a levantar a voz para chamar a at-
tencao da Europa para aquello ataque feito ao
principio da neutralidade suissa.
O conselho federal nao podia pois duvidar do
uiteresse com qu estamos promplos a concorrer
para qualquer combinaco que possa tranquilli-
sar a Suissa, e colloca-la em circumslancias de
manler a sua neutralidade a cusa de lodo o po-
ngo.
Comtudo o conselho federal nao dissimula as
dilliculdades desta tarefa. Pela sua parle prefe- ..
na o slatu qno a qualquer mudanca. Estamos de os direits
accordo cora elle nesta apreciacao. O conselho
ledcral reconhece tambem que cesso da Sa-
boya Franca esl em immcdiala connexaco
com as mudancas territorias que teem sobrevindo
na Italia.
Compenetrado desta convicio, nao temos dei-
xado de sustentar, que favorecer ou tolerar as
annexacoes operadas pelo Picmonte na Italia
tenlral, era preparar mudancas lerriloriaes do
lado dos Alpes, a que, querendo evitar o effeilo,
era em primeiro lugar necessario combater a
causa.
Collocados hoje era face da difficuldade que os
nossos esforgos teera em vo tentado prevenir,
temos nos-compromissos contrahiaospelo gover-
no francez, da se entender com a Suissa e com
da sua neutralidade
liberaade no mundo.
Soldados Tende confianca, e acreditai que
Deus sustentar nosso valor na altura da causa
cuja defesa confiou a nossas armas.
Roma, 8 de abril de 160. O general em
chele Lamortcire.
qualqiie-acto de posse ciil ou i tarf incios neutralisados da Saboya. um
parte da Franca, do territorio en \S al aZ ??* mo ,ro. de es?erar ^ue esla 1uesta0 cneSue
-"'-- |10' a i"a solugao conforme os legitimo interesses
que a ella esto ligados.
Aulorisando-vos, Sr. bario, a aprescnlar ao
presidente da confederarlo a seguranca de que
estamos promplos a concorrer neste sentido para
um accordo geral; peco-vos quelraes lr-lhe o
prsenle despacho, deixaodo-lhe uma copia.
Recebei, etc.
ETTErTOR.
Despacho do principe GorUchakoff a Mr. k'inst-
Uff, em retposia circular de Mr. Thouventl
de 13 de marco.
S. Pelcrsburgo 30 de marco (12 de abril) 1860
O duque de Montebcllo oramunicou-me un
despacho que Mr. Th.iuvcnel Ihe dirigi em data
de Id do corrente. Contm as vistas do gabine-
te das Tulhenas, a respeilo da annexacao da Sa-
boya e do condado de Niza Franca.
S. M. o imperador tomou delle "conhecimento
cora todo o interesse que reclama a gravidade do
assumpto.
O meu augusto amo considera osla cessao li-
vremenle consentida por S. M. el-rei de Sarde-
nha, como uma transaegao entre soberanos in-
dependenles, que, segundo o ponto de vista de
S. M., nao comprometi o equilibrio curopeu
uma vez que no que loca aos territorios da Sa-
boya sugeiios a neutralisacSo, seja combinado
de maneira que nao leso direito algum adquiri-
do, que nao ataque qualquer interesse legitimo
nem a manutenco. em toda a sua plenitude dos
principios da neutralidade perpetua da Suissa
proclamada nos actos de Vienna c de. Paris.
S. M. I. esta convencido cora salisfaco de que
esle ultimo ponto do vista parlilhad pelo go-
verno francez, como resulla do art
pelo go
do tratado
assignadocom o governo piemontez, e da3 aecla-
racoes de que se constituio orgao o ministro dos
negocios eslrangeiros.
S. M. o imperador espera com confianca que a
discussao de que ha de ser objecto a questo dos
territorios limilrophes da Confederacao Helvti-
ca, contribuir para cliegar a um accordo tal que
possa satisfazor todas as partes. O gabinete im-
perial, pela sua parle, dar a mais seria sollici-
tude a favor da manutenco daseslipulaees que
garantem a seguranga de um estado cuja neutra-
lidade objeclo de interesse europeu
De ordem de S. M. convido a V. Exc. a fazer
a eilura desle despacho ao ministro dos negocios
eslrangeiros, o a deixar-lhe uma copia.
Gorlschakof.
Nota do governo austraco, em resposta nota
do conselho federal suisso, de 5 de abril
Vienna, 18 de abril de 1660.
Sr. bario.
Pela ola que o presidenta da Confederagao
suissa me fez a honra de dirigir directamente em
data de 5 desle mez, e de que se dignou dar-vos
uma copia, manifest S. Exc. Mr. Fray Herose
fundando-se no prolocollo de Aix-la-Chapelle de
15 de novembro de 1815, o desejo de que as po-
tencias signatarias deste acto se reunam promp-
lamenle em conferencia com um representante
da Suissa, para applanar as difficuldades suscita-
das pela cesso da Saboya a Franga.
J tivemos a honra de fazer saber ao conselho
federal que eslavaraos promplos a concorrer para
um accordo com a Confederacao e com as poten-
cias signatarias do congresso de Vienna, sobre os
meios mais proprios para-garanr os direilos e
os interesses legtimos contratados nessa queslio.
No pedido que o conselho federal acaba de di-
rigir mais particularmente s potencias signata-
rias do prolocollo de Aix-la-Chapolle, lerio ellas
sera duvida um novo motivo de examinar a ques-
to de saber se a forma de uma conferencia se
recommenda como o meio mais seguro, e o mais
conveniente para chegar a um ajuste conforme o
desejo e o interesse de todos.
No caso desta questo ser em principio resol-
vida afllrmativamente, ou que so chegue a um
accordo quanto aos valores accessorios que ne-
ceasario regular, previamente a qualquer reuniio
desta netureza, rcconhccemos plenamente, pela
nossa parte, o direito qae a Suissa tem de inter-
vir as debcraces como parle reclamante e
principalmente inleressada. E nesle mesmo sen-
tido que j nos explicamos para com as outras
potencias signatarias do prolocollo de Aix-la-
Chapelle.
Dignai-vos, Sr. bario, dar leilura desse despa-
cho ao presidente da confederagio, entregndo-
me uma copia.
Recebei, ele.
Rechberg.
Nota por Mr. A. Tourte, enviado a confedera-
cao Helvtica em Turin, ao conde de Cavour
presidente do conselho de ministros de sua ma-
gesladt o rei da Sardenha.
Turin, 28 de margo do 1860.
Exm. Sr,Um tratado para a cesso da Sa*
sobre es c assumplo se proceda uma combia-
gao entra as potencias garantes da neutralidade
suissa e a propria Suissa ; porquantoesU ultima
reclamaposiiivamenle a reunio de uma confe-
rencia qie se oceupe exclusivamente deste as-
sumplo.
Nutrir do a esperanca de que o bom direito
que eu invoco ser respeilado pelo governo de
sua mag>stade o rei da Sardenha, e que elle nio
se esquecer das atlencoes devidas a um antigo
o bom izinho, pego-vos, Sr. conde
leis, ote
4. Towrlt,
quo acei-
Carla cxrlgxia por Mr. A. Tourt, enviado da
confeatracao helvtica em' Turin ao conde de
Cavoxr, presidente do conselho de ministros
de S. M. o rei da Sardenha.
Turin, 29 de margo de 1860.
Sr. coode.-O conselho federtg encarrega-me
do pedir ao governo sardo, que mautenba as
provincna neutralisadas do norte da Saboia os
seus funecionarios civis e o seu corpo de polica
al ao n omento em que entro as potencias, a
Sardenha e a Suissa, se chegpe a um accordo 'das
questoe.1 pendentes.
Hontem, quando V. Exc. receben o meu pro-
testo contra a oceupagio estrangeira tanto civil
como m litar de Chablais, Faucigny a Geaevois,
pnmeir( que se pronunciem as potencias s
quaes a uissa dirigi, levo-a bondade de me dar
explicarles que o governo sardo nio permillir
pela rea isago de qualquer facto, que seja preju-
dicada a nova combinago cujas bases consumera
) do negociages entre a Suissa o as po-
;aranlcs da sua neutralidade ; ouso pois,
aoje, que esse mesmo governo se digna-
Rechberg.
u. O*posla da Inglaterra.
de 1g60C- S.negocio,e8lr*eirS 3 >e abril
^nh4-TrT* a honM eber a communi-
cacao qufe V. Exc. me dirigi em dala de 19 de
rt.'.T"" 2a"2 dS F"se|ho ^deral, a respeilo
2?d.S n, ITt d,a/a.bJra' 1"e foram comprehen-
de 1815 neu,ral,dad0 da 8ui98a. Pelos tratados
O conselho federal nao pode duvidar do grande
interesse que o governo britnico sent pela con-
federacao suissa, e deve car certo de que os
assumplos importantes mencionados n* vossa
commuuicagao ho de ser lomados na mais seria
consideragao pelo governo britnico, o qual se
apressou a entender-se a esle respeilo com as
outras potencias que assignaram de accordo com
abraa-Bretanha, os compromissos de 1815.
Tenho a- honra, ote.
Russell.
o objecl
tencias
esperar
r
forme a
Esper
posta
didoque
go-vos,
iranquilisar a Suissa por urna declaraco con-
" pedido do conselho federal,
ndo com toda a confianga a vossa res-
minha nota de hontem, c ao presente pe-
a consequencia natural desa ola, pe-
Sr. conde, que me acreditis, etc
A. Tourte.
Nota dt]
do co
rei de
confei
ta de
honra dj
protesto
litar, fei
s quaei
tralidad
gao sob
ranles d
Os se 1
pela coi
elle j d
suas lig
dado pr
rgida pelo conde de Cavour. presidente
iselho de ministros de sua magestnde o
Sardenha a Mr. A. Tourte, enviado da
erac.o helvtica, em resposla sua no-
28 de marco de 1860.
Senhtr enviado.Recebi a nota que tivesles
dirigir-me no dia 28 deste mez, para
des, em nome e por ordem do vosso go-
erno, conlra qualquer acto de posse civil ou mi-
to pela Frongo, das provincias da Saboia
os tratados de 1815 cooferiram a neu-
suissa, al que so faga uma combina-
i este assumplo entre as potencias ga-
issa neutralidade e a propria Suissa.
lmenlos quo o governo do' rei professa
federagio helvtica, e as explicagdes que
;u, devem convence-la de quo apparecia
da maneira mais amigavel as solicitudes do con-
selho fe letal, reputando-se feliz por Ihe leste-
mtinhar tanto quanto caiba as suas torgas, S
sentimenlos de considerago que I lies inspirara as
tem
igoes com um paz que sempre Ihe
vas de boa visinhanga.
Os termos do tratado feito no dia 24 deste mez,
em Turin, e ao qual se refere a nota que m
transmiijtistes, excluem o pensamento de que a
SardenhH quizesse alterar a posigo que os aclos
do cong'esso de Vienna crearam as provincias
de que s|e trata. De resto a evenlualidade que a
Suissa p;irece receiar, encarregando at o conse-
lho fed
se realislir.
Respo
ral do nos dirigir novos protestos, nao
O territorio neulralisado da Saboia nao ser
oceupad > pelas tropas francezas, sem que as po-
pulagoei so pronunciem sobre os seus futuros
deslinos,
Tendc sobre ludo em vista que se alcance uma
solugo satisfactoria para todos, a Franca foi a
primeirj a provocar a reunio de urna conferen-
cia que se oceupe dos meios porque podem ser
dadas suissa as garantas necessarias.
QueirJ o conselho federal apressar a convoca-
gao dessn conferencia, e temos a intima convkcio
de que
assim ti
Peg-
se chegar a um accordo, dissipando-se
das as inquietagdes.
os, senhor ministro, que aceitis, etc.
Conde de Cavour.
tas dadas pela Austria, Inglaterra, Prus-
sta e Ruma nota do conselho federal 'suisso
de 19 de marco de 1860.
RESPOSTA DA AUSTRIA
Para o tario de Menshengen, enviado extraordi-
nario e ministro plenipotenciario del. M I. e
R. eir Berna.
Vienna, 8 de abril de 1860,
Sr. bario.
O ene irregado de negocios da Suissa enlrcgou-
me o no la que o presidente da Confederagio Hel-
vtica ne fez a honra de dirigir-me directamente
em data de 19 de margo ultimo. Tendo se o
conselhn federal dignado dar-vos uma copia
daquelbi documento, despenso-me, Sr. baro.de
vos trai stnellir o texto delle.
cir-
_ ,, Resposta da Paussia.
Berln, 30 de margo de 1860.
Senhor.Tive a honra de receber a nota ,.
culnr, datada de 19 do margo, que S. Exc. o pre-
sidente da Confederagao Helvtica, recorrendo
para esse fim a vossa inlervenco, so dignou cn-
vur-vos, assim como s outras potencias repre-
sentadas no congresso de Vienna, afim de recla-
mar toda a inlervenco a favor dos direilos que
aSuissa pode fazer valer a respeilo da neulrali-
ao decenos dislriclos de Saboya, direilos que
governo federal julga ameagados cora a cessao
de Saboya Franga.
Nio lenho necessidade de vos dizer, senhor
<|ue o pedido do governo federal e a siluago quo
o motivou, chamara no mais elevado grao a seria
attencao do gabinete de S. A. R. o principe r-
geme. Partindo do principio de que se trata de
ma questo qua interessa igualmente a lodosos
signatarios do acio do congresso de Vienna,
procura estabelecer-se entre essas potencias e a
inissa um accordo acerca dos meios mais pro-
prios para levar a effeilo, ludo quanto possa tra-
xer comsigo um alaque independenciae a neu-
tralidade da confederagio.
Tego-vos, senhor, queirais lr o prsenle des-
pneho a S. Exc. o presidente da confederacao
Mivetica, e deixar-lhe uma copia.se elle quiz'er.
Schleinitz.
Resposta aa Russia.
rara o bario de Nicolai.
S. Pelersburg 26 do margo de 1860.
Senhor bario.Recebi a nota quo o presidente
da confederagao suissa fez dirigir, em data de 19
do margo, ao gabinete imperial, assim romo s
oolras grandes potencias, por occasiao do ajuste
territorial aue acaba de ter lugar entre a Sarde-
nha a a Franga. Nessa nota, Mr. Frey Herose
manfesia as apprchensoes quo a passagem da
Saboya ao dominio francez inspira ao conselho
federal, assim como os votos que faz para que
este novo estado de cousas nio prejudique a se-
guranca do territorio helvtico, o os interesses
maleriaes das suas povoages quer a este quer
aquello respeilo ; o presidente da confederagao
invoca, em nome do seu paz, o apoio das poten-
cias que em 1815 garanliram a neutralidade per-
petua da Suissa.
O gabinete imperial tomou conhccicimento
desta communicago com todo o interesse quo
merece, e julga que a melhor resposta que pode
dar, caseguranga de que partilha a maneira de
ver das potencias signatarias do acto 8, 20 de
novembro de 1815, as quaes recouhceram au-
tnticamente que a neutralidade e a inviolabili-
dade da Suissa, e a sua independencia de qual-
quer influencia estrangeira, esli nos verdadei-
ros interesses da poltica da Europa ioteira.
Tendo o governo francez pela sua parle, an-
nunciado a intengio de entrar em negociagio
sobre este objecto d3 interesse commum, com as
potencias garantes, assim como com a propria
Confederagio Helvtica, e havendo a Confedera-
gao Helvtica manifestado o mesmo desejo, o go-
verno imperial nio hesita, pela sua parte, em dar
a osse expediente o seu consenlimento. Acre-
dita que a Confederagio Helvtica nao duvida da
solicilude do governo russo para 83segurar offi-
cazmento a neutralidade do territorio helvtico.
Autoriso-vos a expressar-vos nesle sentido ao
presidente da confederagao helvtica.
Aceilai, Sr. bario, a seguranga da minha mais
distincla considerago.
Gsrtschako/f.
Proclamarao de Ricasoli.
Povos da Toscana! Posso finalmente annun-
ciar-vos um ditoso aconlecimenlo, precursor das
maiores felicidade para vos e para toda a Italia.
Vosso rei, o rei do reino italiano, estar mui de-
pressa entra nos. Nos, povos emancipados,
agrupando-nos em redor do monarcha bravo c
leal, fundamos com nossa unio a independencia
da Italia, estabelecemos os alicerces da nago,
iegurmos, com a Iranquillidade da Europa',
reilos e prerogalivas da dignidade, e a civi-
lisagao humana.
Este reino italiano, arca sania das esperangas
da patria, lem sido obra dasabedoria, concordia,
perseveranga e forca dos povos italianos.
A arca santa nao deve ser abandonada no meio
do caminho, deshonrada nem desherdada. Cin-
gida e defendida mais que nunca pela virtude
deve apparecer brilhante aos olhos de todos ba-
luarte tutelar da civilisaco commum, curca da
qual virio alistar-se lodos os filhos da Italia
para combater o iniroigo, quem quer que seja.
Vctor Emmanuel o brago eleilo pelo Senhor
para consummar esta obra nacional; e o vinga-
dor. o depositario o campeo dos destinos"da
patria.
Povos da Toscana Elevai-vos altura do
vosso rei; cumpricom o vosso dever, e gloriai-
vos de ser os cooperadores fiis e prudentes pa-'
ra terminar o engrandecimento da llana.
Veja ella em vos cora alegra o fruclo das vir-
tudes polticas e cvicas, que al hoje vos teem
cooduzdp gloriosamente ao posto; e lenha a
certeza to cara a seu coraco, de quo, perseve-
rando, repetiris um da com os povos irmos :
A Italia i obra dos Italianos
Florenca, 12 de abril de 1860. O governa-
dor geral das provincias da Toscana Ricasoli.
Declaraco do estado de sitio em Palermo.
Tendo um punhndo de facciosos ousado atacar
as tropas reaes para provocar uma rovolla n'esta
cidade, excitando os cidadaos desla a armar-se
contra a outoridade real; o commandanle geral
da provincia, em virtude dos poderes que Ihe es-
lao conllabos, ordena o seguinie :
oSAri" !' ^ cidade de Palermo e o seu dislricto
sao declrrados desde esle instante em estado de
31(10.
fallava a experiencia quelies que lirtham a direc-
cao do exercito.
Alera do qe acabamos de publicar, encontra-
mos n urna coirespondeneia de Paris, maisalgun
deaihes biographicos a respeilo de monsenhor
Marode. Servio durante oito annos no exercito
belga, onde Imita o pesio de lente. Foi depois-
add.do ao exento- francez na frica-, onde fez
duas campanhas \s ordens do general BWaud
que atleslou o seu bom comprtame*! na par-
ticipares publicadas no Moniteur. Por proposta
do roarecha fo, M. de Marodo condecorado con. a
cruz, da Legiao de liorna.
Durante a sua permanencia em frica-, achou-
se em t remecen, por occasiao do celebre blo-
queio sustentado pelogeneial Cavagnac, e dessa
poca dalam as suas relacoes com o general fca-
; njoncicre. II. de Marode deixou o servico era.
, lena para se fazer ecclesiastico. Eslava em Ro-
j ma durante a rcvolugao e o sitio, o consagrou os
seus cuidados aos feridos e aos prisoneiros. Pi
I-V no seu regresso de Gacta. aggrego ao seu
servigo M. de Marode, noraeando-o cansareiro se-
creto, posto que oceupava quando foi nomeado
ministro da guerra.
Art. 2. Os rebeldes apprehendidos com as ar-
mas na mao, assim como lodos os que tenham
auxiliado a insurreigo, sero julgados por um
conselho de guerra, que desde hoje se cstabele-
afi" vulude d0 decre, de 2" de dezembro de
Art. 3." Todos que liverera armas devaro
apresenla-las no prazo de vinte e qualro horas
auiorldade militar.
Art. 4 Durante o dia os habitantes caminha-
rao isolados pelas ras. Do noite. depois de
urna hora, trarao comsigo uma lanlerna ou um
pharol.
Art. 5." E' prohibido aos particulares recehe-
rem em suas casas individuos que nio sejam p-
renles, e no caso contrario, deverio pedir licen-
C-a auloridade.
Art. 6.8 E'prohibido locar campainhias e affi-
xar proclamacoes sediciosas. Os contraventores
serao julgados pelo conselho degoerra.
Durante o estado de silio eslaro fechadas as
imprenaas.
Art. 7. O conselhe de guerra da guarnigao
tomar o carcter de conselho de guerra perma-
nente.
Palermo, 4 d'abril de 1860; s seta horas da
maoha.
Ciovanni Salzano.
AUocucao do commaudante geral de Palermo.
O commandanle geral da provincia e da praga
de Palermo manifesta a sua admiracio pela atli-
tade firme que o povo conservou nascircums-
tancias actuaes, e espera que renascei a con-
fianga o que ludo vollar s suas suas condigoes
normaes, agora que os esforgos da faccio que
tentou sublevar o paiz se maflograram.'devido
ao valor das tropas reaes, que preslaram um
eminente servico ao reino prolegendo enrgica-
mente a ordem.
Ms autores do movimenlo acham-se
maior parle em poder da justiga.
Nomeou-se uma commisso para distribuir
soccorros e elasses mais necessitadas, cujas
sommas abonar o thesouro publico.
Contine a povoagao a confiar na auloridade ;
viva tranquilla e certa de que nao tornar a al-
terar-so a ordem, o nao acredite boatos que se
espalhara cora o Ora de despertar paixes e
alarmes.
Palermo 7 de aDril de 1860.
Salzano.
pela
Praclamaco do general Lamoricirt.
Soldados : Tendo-sc dignado Sua Santidade
Por ene documento, reclamou o conselho fe-,Papa Po IX chamar-me para conceder-me a
L-sen'uma correspondencia de Roma, publi-
cada na Gazela do Meio-Dia :
Roma, 24 de abril.
Monsenhor de Marode, pro-ministro da guer-
ra, publicou uma ordem do dia de que damos em
seguida a traduecio:
Sua Santidade o Papa Pi IX dignou-se con-
fiar-me a direccao do ministerio da guerra, nestas
circumslancias solemnes em que nio s a Italia,
mas toda a christ.mdade, se tem commovido dos
perigos que ameacara o patrimonio do Santo Pa-
dre, respondendo com um nobre enthusiasmo
voz do vigario de Jcsus-Christo.
Confiou-se-me urna missao to grave, a de
vigiar pelos interesses e necessidade do exercito
pontificio, a empregarei todos os meus esforgos
para Ihe dar cumprimento com a maior venera-
cao para com o Santo Padre o com a mais arden-
te solicilude pelos seus generosos filhos, cuja fl-
delidade, no meio do lio grandes provages,
mais uma garanta segura para o futuro.
O pro-ministro da guerra Xavier de Ma-
rode.
O Santo Padre dignou-se tambem nomear mon-
senhor Marode prelado titular.
At agora nio era mais do quo monsenhor, ain-
da que eslivesso addido ao servigo particular do
Papa. Os prelados romanos era geral nao estio
salisfeilos com a nomeagio de um estrangeiro
para ministro da guerra ; mas nos prelados ac-
tuaes falla um hornero que, nos negocios milita-
res offerega a capacidade necessaria. Foi o ge-
neral Lamoriciere que desejou l-lo nesto posto
porque conhece a sua actividade : de facto o ver-
dadero minislro Mr. de La.moriciere. Os des-
arrantos lio graves que em poucos dias aquelle
general descohrio na administracio militar ponti-
ficia, te.sjem.un.haai de. uma maoua evidente que.
Manifest dos capuekinhos da Saboya a S. M.
NapoleoIII, imperador dos Francezes.
Senhor.Antes de tomar parle no suffragio
universal por um voto de adhesao ao novo estado
da sua patria, os capuchiuhos da provincia da
saboya julgam do seu dever depositarios ps de
v. M. as suas mais humildes e respeilosas home-
nagens. Com grande alegra sadam esse pros-
pero futuro que a Divina Providencia reserva
pela accao generosa de V. M.. a esta trra classi-
ca da Telicidade o do affeclo.
Senhor : a Saboya inleira palpita com indisivel
emogao ao approximar-sc o da que bemdilo ser
pelo nosso reconhecimenlo, era que nos seja per-
millida chamar-vos nosso tiiuito amado soberano
nosso querido pai; e os capuchinhos da Saboya'
associando-se a esta fesla de familia, pediro
Deus que se digne dispensar a V. M. assim como
imperalriz e ao prncipe imperial, os suas mais
vivas e abundantes bengos.
Tenho a honra de ser de V. M.. senhor, o mais
humilde e affecluoso servidor.Fr. Malleo, pro-
vincial dos capuchinhos da Saboya.
NOVO PROTESTO D.V SUISSA.
Segundo nformaces dignas de f, a volagao
para a annexacao aa Saboya Franga, est fixa-
da para o dia 22 de abril prximo. A queslio ha
de apresentar-sc da maneira seguinie : Anne-
xagao Franca sim ou nao. A volago verificar-
se-la por dislriclos.
O conselho federal suisso nao poderia aceitar
em silencio a nova face em que deve cnlraro as-
sumpto pendente. J lve a honra de exnor na
ola de 10 do marco at que ponto julgo'dever
apreciar em legal os effelos de seraelhante vota-
gao. J ento manifeslei a opiniio, deque o*di-
reilos sobre as provincias neutralisadas da Sa-
boya, direilos lio smente garantidos pela Euro-
pa, nSo podiaro ser destruidos por uma simples
cessao, nem por uma volago populir.
No que diz respeito & mesma votagio, o conse-
lho federal julgou dever expor com toda a fran- -
queza e de diversos modos a sua maneira de pen-
sar, reservando formalmente os seus direilos nes-
le ponto.
Immedialamenle depois das proclamages dos
governadores de Annery e de Chambery, de 8 e
10 de margo, cncarregou os seus representantes
em 1 aris e era Turin de representarem conlra
qualquer volagao, al se lerem entendido com a
Suissa.
Dcclarou pessoalmenie que n5o podia reconhe--
cer como obrigaloria uma volago effecluada sem
um accordo previo, volago em que se presindi-
ria da Suissa a dos seus legtimos direilos.
No seu novo protesto de 27 do marco, susten-
lou absolutamente o mesmo, pedindo q"ue se con-
sulte a Suissa sobre a maneira de proceder i vo-
lagao as provincias neutralisadas, eque se nao
faca cousa alguma quanto a isto sem o seu con-
senlimento.
O conselho federal leve a honra de dar conta
aos altos garantes dos tratados europeos, pela
ola da mesma data, acrescenlando que devia in-
sistir na raanulenco absoluta do slatu quo em-
quanto se nao estabelecesse um accordo entro as
potencias e a Suissa.
Pela volago projectada, todas estas reclama-
goes, lodos estes pedidos, to justos como equi-
tativos da Suissa, seriam completamente esuue-
ctdos. Deve proceder-so a um acto de grande im-
portancia poltica c moral, sera o concurso de um
dos pnncipaes interessados no accordo previo das
potencias, cuja reunio, tomando parte a Suissa
foi positivamente solicitada na ola de 5 do cor-
rente.
Em preseoga desle fado, que implica uma fla-
grante desconsiderago dos seus direilos, o con-
selho federal senle a necessidade de declarar que
nao pode reconhecer como positivo o resultado
da prxima volago, e quo protestar formal-
mente conlra toda a inferencia, pela qual que-
rara prevalecer-se deste acto para menoscabaros
direilos da Suissa.
O conselho federal nio pode reconhecer a vo-
lagao como obrigaloria. Por uma parte, por se-
no ter assegurado a lvre raanifestagio da sua
vontade que nio deixou de ser reclamada pelos
povos da Saboya do norte ; c por outra, porque
vai proceder-sem o accordo previo da Suissa ; e
finalmente, porque o conselho federal nao lera
meio algum de intervir na volago, emquanto
notorio que os agentes francezes, a cuja frente
est o senador Laity, trabalham na Saboya a fa-
vor da Franca.
O conselho federal v-so por tanto, no caso de
renovaros seus protestos peranto os pareles dos
tratados europeus e toda a Europa. Recommen-
da-lhes com instancia que subraeltara esta recla-
mago a ura serio e imparcial exame, e bera as-
sim que loroem na devida considerago os direi-
los da Suissa, e fagam promptas indicages para
manler o statu quo.
Despaeho de Mr. Thouvinel aos representantes de
Franca.
Paris 15 de margo de 1860.
Senhor.Noto nos jornaes allantaos que se d
extrema importancia, a um sentido inexacto a
uma palavra do discurso do imperador ; a reein-
dicaco, do quo S. M. se servio quanto fallou da
questo da Saboya. Uns vem nella o proposito
ao invocar a amiga cesso consentida em 1796
pela Sardenha, c oulroso pensamento de fundar
o.nosso pedido na differenga que o tratado de
1814 offerece, comparado com o de 1815.
O governo do imperador est no cana de pro-
testar conlra a inlerpretacao cssencialmente er-
rnea de uma palavra que apezar de ludo lem
uma explicago natural. S. M. quando indicou
com muita razio as mudangas lerriloriaes que se
operam na Italia e que peioram as condigoes em
que nos achamos pelo que respeita aos Alpes en
virtude do tratado do 1815, se nio fossera modi-
ficadas, disse que essas mudangas Ihe davam, o
direito de reclamar da Sardenha uma modilica-
gio justificada pelas consoquencias puramente
actuaes, o pelas.necessidades que dcllas proveen*
i Franga.
O que se reclama em nome de um direito quo
se julga ter, nao ser o que em francas, chama-
mos uma rovindicagio ? E as explicages dadas
pelo imperador nio indicara claramente que os.
ttulos em que se funda essa rcvindicr.gio, sao.
devo repeii-lo. o fado recente de um. engrande-
cimento consideravel do Piemonte ctue aggrava a
posigo da Franga, e de nenhum. modo se refere
a aclos ou aconteclmenlos antari ores<


msjssjal
n>
DIARIO DE PERBAMBCCQ. -^ Qfl\ftTA WB1&A SQ DE MATO DE 1W0.
O comproinisso de dar previamente explicaees
s potencias, cutnprinio com a comraunicac,o
d que tivo a honra de enviar copia annexa ao
meu anterior despacho, nao bastar, para excluir
t i suspeita, orna seuielhaule idea ?
Nesle particular julgamoa poder appelljr com
toda a confianza para a juslica e borasenlimento
de lodosos go vernos.
Ficacs aalorisado a dar copia desle despacho
ao Sr. ministro dos negocios estrangeiros... e a
fazer ufo das indicacoes que contem para recti-
ficar os (algas aprcciaees que ah existam.
HESPANMA.
Decreto de mmniilia.
Exposieio a Sua Magestade.
Senhora.Onando V. M., depoisde dar mais
vivo e eficaz impulso a prosperidade publica, e
de assentar era solidos fuudamentos a Uenquili-
dade interior, mandava o seu heroico exercito pa-
ra defender no eslrangeiro a honrado pas ;
quando a naco agradecida applaudia com univer-
sal regosijo, o a Europa admirava os nebres es-
forcos com que se elevava o nome hespanhol,
vierara as paixoes que se julgavam exlinctas, os
interesses que nao teem raizes no povo leal, en-
rher do desgosle aos subditos de V. M., de as-
sombro os estrangeiros que contemplavam cora
satisaco o constante e positivo deMnvolvimenio
que urna poltica preventiva gravara em ledos os
elementes qne conslituem a prosperidade na-
cional.
Urna tentativa tao insensata mereca um casti-
go cxemplar; mas o governo, inspirado pelos no-
bree e magnnimos pensamvulos do V. M., sao
quer que a lei, cumprindo-se inetoravclmente a
juslica, leve o luto a ponto algm da pennsula,
lias vsperas de celebrar-se o asniversario de
As relacoes de boa intclligencia e amizede
entre o Imperio e qtiasi todas as potencias es-
trangeiras nao teem experimentado alleraco, fl
a cordialidad eom quesero mantidas sempre se
alliar a dignidade nacional,
A approvaco do tratado de permuta de ter-
ritorios, celebrado ao mesmo lempo que o de
coirmiercio e navegaco de 4 de Miembro de
1857 com a Repblica Oriental do Uruguay
pende aiuda do poder legislativo desse estado,
apezar da ratifleacao do tratado de commercio
pelo governo brasileiro ler sido feita sob pre-
messa de dever cr aquello raiicado pera da
Ropublica Oriental do Uruguay,
Os de limites e extradico, negociados com
a Confederacao Argentina em 14 de dezembro de
1857, foram logo approvados pelo respective
congresso ; uao obliveram porm at o presente
auccessaria Talilicacao.
Espero pie estes ajustes sero por Gm urna
realidade, -corno o acoiisclharn os verdedeiros in-
teresses das nacoes cujos goveruos es cele-
b raranv.
O trotado definitivo, complementar da con-
vengo de paz de 27 de agosto de 1828, qne os
plenipotenciarios brasileiros e os da Repblica
Oriental do Uruguay e da Confederacao Argentina
assignaram era 2 de Janeiro do anno passado, c
que al o presente nao foi subrhcliido appro-
cae do congresso da Confederacao, acaba do ser
rejeilado pelo senado da Repblica Oriental do
Uruguay.
Aquesloque molivou a guerra entre Bue-
ses-Ayres e a Confederacao Argentina leve fe-
lizmente soluco pacifica.
A neulralidade que o governo brasileiro ha-
via adoptado durante essa lula foi fielmente ob-
servada.
a Movido pelos scnlimenlos de benevolencia
i que devem ligar as potencias amigas, e com o
um dos actos mais gloriosos da nossa historia, c lnluit0 do ver Vstabelecida a paz as margens
quande a naca. so prepara para anudar com en- d pratai acceU)U 0 governo brasileiro o convite
tliusiasiica gral.dao o excreto vencedor em tao- que lne fo fel0 pelo| da F e ua Ing|alerra
tos combates, modello sempre do valer, de cons-
tancia o de disciplina.
V. M. quer cubrir com o veo da sua bondade
iiiexgotavel, attentados que, c sao indignse al-
imente criminosos, s teem servido para de-
monstrar mais urna vez a uuio intima quo exis-
te entre a naci e o ihrouo.
Os ministros abaixo-assignados julgara que V.
M. podo entregar-se s suas elevadas e generosas
inspiracoes sera perido de iuleresse nem do prin-
cipio algum, e dar esta nova prova de confianza
que tem dus senlmentos do seu povo, e na forca
solidezda dyoaslia.
i'or estas cuusideracoes, o conselho de minis-
tros prope a V. M. o "projecto de decreto junto.
Aranguez 1 de maio de 18G0.Scuhra.A. P.
de V. M.O presidente do conselho de ministros
e ministro da guerra, Leopoldo O'Donnell.
(Seguera as assignaturas).
Real decreto.
Em ailencao s razOes que me expoz o meu
Decreto o seguinlc :
Artigo 1. Coucedo-se amnista geral completa
sem excepeo, a lodos as pessoas processados,
sentenciadas ou sujeitas responsablidade por
qualquer classe de deliclos polilicos commellidos
desde a data do real decreto de 19 de outubro
de 1856.
Art. 2. Sobrecslar-se-ha desde ja e sem paga-
mento do cusas nos processos pendentes por es-
tes deliclos, e as pessoas que em consecuencia
dclles se acharen) presas, ou cumprndo senten-
<;a, sero poslos immcdinlamonic era liberdade
sem nota aiguma, dcixando livresosseus bensde
qualquer embargo ou sequestro.
Ait. 3. Os que so aoham expatriad os. poderao
para conjuntamente oferecerem scus buns ofii-
cios s partes belligeranfes.
urna dolas, nao achou na oulra boui aculhi-
menlo.
Dos factos apontados resullou aiguma alte-
rabilo as relacOes aniigavcis que exisiiarn entre
o imperio e a Confederacao Argentina ; sendo
para sentir que nao vollcm cedo a seu anligo es-
lado.
.< Em 27 de maio do auno prximo passado
rcalisou-se em Pars a troca das ralificacoes de
urna nova convenci lluvial celebrada era 22 de
oulubro de 1858 com a repblica do Per'.
Com o governo de Venezuela (oi tambero
ajustado em 5 de maio do auno passado um tra-
tado, que est pendente da approvaco do res-
pectivo congresso, regulando a linha de fronlei-
ra e a navegaco lluvial, sobre as mesmas ba-
ses cora que se teem negociado iguaes ajustes
cura oulros estados limiisophes.
E' urgente fhar a verdadeira intelligencia
do art. 6.* g l.da consliluico.
A carestiados gneros alimenticios contina
a opprirair os' menos favorecidos da fortuna, e
reclama de vassa Ilustrarlo medidas que ob-
vien) o seu desenvolvimenio, j proroovendo
maior produeco, j corrigiudo os abuzos do mo-
nopolio.
Em algumas provincias, c especialmente no
Babia, csse mal loraou graudeintensidade ; mas
o governo procurou ailenua-lo providenciando a
hei de o tialaiho de engenheiros e os torpos.me-
veii de arlilharia, avallara e infatuara, o i se-
guida a forca de artfices, os corpns de gatmi-
cac, as companhtas Oxas e as de pcdostina.
<| Art. 3.* <> governo organisar n segunda
classe da forca como mais conveniente fr ao
stiivigo publico, e a distribuir segund.o as ei-
icias do mesmo aervico.
Art. 4.e As forjas fixadas no art. 1." tero
npletadas por engajamesto voluntario, e pelo
ruiaiuenlo nos termos das disposiroesque exis-
'm.
i nico. Os estrangeiros que estiverem as
cicumstancias da lei e so quizererem contratar
paira servir como soldados as fileiras do exejei-
to gozario das mesmas vantagens pecuniarias
que os nacionaes. Depois de dousannos de ser-
vio sem nota poderao ser elles naluralisados
cii lados brasileiros.
ii Arl. 5. A respeilo dos individuos que as-
se.itarem praca voluntariamente ou quo forem
rebrillados lero lugar as seguinles disposicoes :
1. Os voluntarios serviro por seis an-
ncis, e os rccrulados por nove.
! 2." Os voluntarios, alem da gratiflcaco
dijiria igual ao sold inleiro ou ao meio sold da
pijirrleira praca, emquanto forera pracas de pret,
ei.riforme liverem ou nao servido no exercito o
tejmpo marcado na lei percebero como premio
di1' engajaraento urna gratificaco que nao exceda
* !400000.
w 8 3. Estas gratificaedes lhe sero conserva-
das emquanto nao forem sentenciados por crype
qi e Ins a;a perder o lempo de servico.
4." Os recrutados poderao dar substitutos Jo-
ro os, e quando estes nao sejain considerados taes
pilo governo, ter lugar a substituido mediante
a quantia de 60#000, que entrar para os cofres
pi tilicos para se applicar ao ajusto de volunla-
rJJM.
Art. 6. O governo fica autorsailo para des-
tacar al 5,000 pravas da guarda nacional em cir-
cil.raslancias exlraordnarias.
A erdeiu do dia de hojo a continuado da
eleico das comraissoes.
16
llonlem nao houve sesso no senado, nem na
c: mar dos deputados, por falta de numero legal.
i Foram nomcados :
;0 bacharel Jos Vieira do Couto Magalhes,
pira o lugar d secrelario do governo da provin-
cia de Ninas Geraes, sendo exonerado Antonio
Marciano da Silva Pontes.
O Dr. Firraino Jos Doria, para o de inspector
d saude do porto da provincia do Rio Grande do
Nbrle.
O Dr. Antonio David Vasconcellos Canavarro,
pira o do inspector de saude publica da provincia
o i Amazonas e o de commissario vaccinador da
Em lodos os sontos da provincia se vai dcs-
envolvendo com ardor a lula poltica, mas em
anhira nos parece lomar formas tao inconve-
nientes soma no Algrele, por isso que sao os
dous cheles superiores da guarda nacional os que
do a seas subordinados o excmplo de se desmu-
raUsarern reciprocamente 1
E se isto agora, calcale-se o que aer na ap-
proximacio do pleito eleivoral.
a A lei dos circuios j linha denunciado mul-
los inconvenientes que em si eneerra, apezar
de sua apparencia seductora ; mas do anno que
decorro ella lalrez chamar sobro si o estigma de
todo o paiz.
Nao possivel quo alguem julguo ser boa e
sustcntavel urna lei que relalha cada provincia
em bandos intolerantes e rancorosos.
Nos leremos occasio de tratar desla materia
em outios momentos.
20 -
O-seoado approvou hontem sem debate o pa-
recer da comraisso de consliluico sobres veri-
ficaco de poderes do senador eletto ltimamen-
te pela proviucia do Maranho.
Foi por consequencia declarado senador do
imperio, o convidado para lomar assento, o
Sr. conselheico Jtaquim Vieira da Silva e
Souza.
Approvou igualmente om primeira e segunda
discusso as proposcoes da cmara dos deputa-
dos : 1.," approvando a penso annual de 800
s lilhas do fallecido contador geral do thesouro
nacional Antonio Cactano da Silva ; o 2., ap-
provando a aposentarlo concedida ao julz de di-
roilo Jos Gaspar dos Santos Lima.
Votou depois em primeira discusso, lendo
orado os Srs. bario de Muritiba, Ferraz, Dantas,
^ouza Franco e D. Manoel, o projecto declaran-
do o ordenado com que poderao ser aposenta-
dos os magistrados que estiverem physica ou
moralmente impossibilitados do continuar no
exercico de suas funeges, ou forem sena-
dores.
ltimamente rejeilcu sem debate om primei-
ra discusso o parecer das commisses de fa-
za|da e de raarinha e guerra sobre a prelen-
cJnr de Joio Pereira de Andrado reclamando
ndcmnisaco de presas feilas no Rio da
Prala.
Tendo-se apresentado o Sr. senador pela pro-
vincia de Minas, prestou o juramento do estylo
i tomou assento.
A coinraissio da resposta falla do throno en-
viou mesa o seguinio projecto de resposla, que
foi imprimir :
Senhor.0 senado, convencido, como est
toda a nafo, de que sabedoria e consoldaco
das nossas inslituiccs polticas deve o Brasil a
paz interna que.actualmente goza, como firme
garanta do seu bera-estar presente e fuluro. nos
niesma provincia. ( enva com a honrosa raisso de em seu nomo
toi deraillido Lourengo Jusliniano da Gama, do render as devidas grac.as a V. M I. pelo rigosijo
1 ,rar de ajudante contador da administracio do que se diguou do manifestar abrindo a presente
codeudo, ir de accordo cam os designios do go-
verno de V. M. I., o qual. favorecido actualmen-
te pelo arrefecimento das paixoes polticas a par
do espirito de ordem que vai predominando em
todo o paiz. e efilcazmcote auxiliado pelo con-
curso e dedicaco dos homens de mrito conse-
guir sem duvida lodos aquellos resultados que
devem coroar os esforcos do um goracao escla-
recido e respeitador da lei.
Senhor, o senado, de perfeito accordo com
portoates, melhor ser que chame a sua alten-
;o sobro o contesto integral d'elles, e que o
convide a dar conhecimeuto d'ellea aos seus lei-
tores.
Os jornaes ds cflrle, tem feilo transcrip^es
em suas columnas, de algumas paitas desles* re-
latnos e tem trazido sssim ao conbecimento do
pnblico assumptos da mais grave importancia.
Sobre todos, porm, o rotatorio ds fazeoda, es-
os generosos desejos que'V. M. 1. sedignoude Pecu!mcnt0 ,na Parl relativa ao crdito, basues
exprimir, far por sua parle os esforcos possivois >umIm c,rculanle- P]duzio usa impressao pre-
para que os trabalhos devidos ultima sesso da I :?; remo deprimente no espirita do
presento legislatura sejam caracterisados pela
sua raanfesta utilidade a bem dos grandes inte-
resses que a naco confiara ao zelo dos scus re-
presentantes.
Que se augmenten: os recursos do estado ;
que sa aperfecoe a nossa legislacao em lodos os
seus ramos importantes, e que aasim marche a
nacao com seguranza na conquista de re! pros-
peridade, com o favor da Divina 'Providencia, e
sob o iofluxo da paternal solicilude de V. M. L.
eis, senhor, o puro o constante anhelo do se-
nado .
c irrelo da Provincia do Para.
Foi condecorado com a com monda da ordem
d;e Cristo, por decreto do 12 do-maio, o Sr. te-
nenie Francisco Jos Rbeiro.
17
O Sr. baro de Muritiba apreseulou honlem no
siiado um projecto de lei abrindo ao governo
um crdito extraordinario do 6,000:O05O pira
r juiir as devdas dos fazendeiros e lavradores das
irovncias da Babia e de Scrgipe.
Occupaiido-se em seguida com as materias da-
cas para a ordem do dia, enviou o senado coin-
distribuicao dus geucros do primeira necessidade riisso de eslalistica a proposcao da cmara leru-
pela populacho.
O nosso meio circulante e o estado da fazen-
da publica reclamara vossa allengio e cuidado.
A logislagio sobre as rompauhias o sociedj-
I orara creando um quarlo cullegio no oilavu dis-
Iriclo eletoral da provincia do Minas-Geraes, ap-
I rovou em primeira discusso a proposico divi-
(Miido em dous o collegio eletoral da me'sma pro-
Tolla- a Hespanlia desde ia. prestando nroviamen-' j___
'te, perante os respectivos minisiros e cnsules *"sMK 0S""" C'V'S C0U> lucrcanJls' ue- "nc,a >.uc !em asse,ll "a "ade da Campai.ha.
hespanhes. o juramento de hdelidade 5 minha ? Tlirt^,0preciso regntoriw, proteger e
nunlia
pessoa e autoridade, e conslituico do estado.
Arl. 4. Os que se achara presos por ler toma-
do parte em actos ostensivos contrarios dynas-
tia ou s instiluices, prestaro o mesmo jura-
mento antes de screm postos era liberdade.
Art. 5. Os arligos 3 e 4 nao coraprehendem
os que porleis especiaes esto privados de resi-
dir nos dominios de licspanha.
Art. 6. Pelos ministros respectivos me sero
propostas as medidas necessarias para a execucao
deste decreto.
Dado em Aranguez 1 de maio de maio de 1860.
Assignado do punho regio.
O presidente do conselho de mluislrosLeo-
poldo O'Doanell.
Convocaco das corles.
Usando da prorogaliva que me compele pelo
arl. 26 da consliluico, e em conformidade com
oque me propoz o meu conselho de ministros ;
Acabo de decretar o srgtiinlo :
Artigo nico. As corles do reino serio reunidas
na capital da monarchia no dia 25 de maio do
presente anno.
Dado era Aranguez no Io de maio de 1860.As-
signado do punho regio.
O presidente do conselho de ministros.Leo-
poldo O'Donnell.
(Jornal do Commercio de Lisboa,)
INTERIOR.
IIi< de Janeiro
12 de maio.
Para a escola central.2o commandante, o te-
nente-coronel do corpo de engenheiros Jacinlho
Vieira de Couto Soares.
Ajudanto do commando, o capilio de eslado-
raaior de 1.a classe Jos Ricardo de Albuquer-
Secretario interino, o captode estado-maor
de 2.a classe Antonio Jos Fausto Garriga, sen-
do dispensado do exercico de ajudama.
OfJQcial interino. Luciano Al ves da Silva.
Para a escola militar.Segundo commandan-
Torna-se
fomentar nsliiuircs que falicitera" s casses
menos abastadas da sociedade, nao s otra prego
productivo de suas economas, mas lamben) os
-ineios de assegurar a sorte de suas familias, so-
bretudo aquellas que liverem par fim abrigar
essasclasses da fraude o da usura.
A divisio do ministerio do imperio, visla
do variedado de negocios importantes que por
elle correm, deve ser objeelo de vossa solici-
lude.
Os abusos a que deu lugar a execucao da
ultima lei eletoral aconselham a ajopcio de
providencias que ponham cobro sua repro-
duco.
Dar aos presidentes e secretarios de provin-
cia a estabilidado compalivel com os interesses
do Estado, creando ao mesmo lempo a carreira
administrativa, e ampliando as atlribuices dos
presidentes, urna das necessidades a que cum-
pre mais do prompto allendcr.
Nao pdedeixar de ser reconhecida como de
igual Importancia a iustiluicao do-conselhos que
auxiliem as adminislracoes provinciaes no exame
dus mulliplicadus negocios que lhes sao subrael-
tidos.
E' preciso modificar a lei do conselho de
estado quanto sua organisacao e funrecs.
A falta de ensino agrcola e de instiluices
de crdito rural auctua cada vez com mais vigor
sobre a priucipal fcnle de nossa riqueza.
A reforma da legislacao relativa s hypothe-
cas, e a fundarlo de escolas agrcolas, em que o
ensino theorico seja acorapanliado du iridispen-
savel esludo pratico, sio medidas que nao podem
ser retardadas.
O governo continuar a erapregar lodos os
seus esforcos para a iulroduccoo de bracos livres,
como o exigem as necessidades de nossa in-
dustria.
A parle do cdigo penal eonrernento aos
deliclus que interessain honra das familias, ou
allectara o estado civil e domestico, deve allrahir
vossos cuidados.
Convin regular os efleitos civs dos casa-
mentus do pcs.*eas que nao professem a religio
do Estado.
A legislacao militar, no qne relativo
i' cm primoira e segunda as proposicoes daquella
f amara approvando a aposeuladoria concedida ao
luis de direilo Joo Carlos Pereira Ibiapina e a
>enso annual de 292J0O0 concedida ao soldado
licardo Jos Francisco.
sesso da assembla geral legislativa, corapar-
lindo assim V. M. 1. as esperanzas que a na-
cuo deposita no religioso cumprimento de sa-
grados deveres da parle dus sous mandata-
rios.
O senado congratula-se com V. M I. pelo
feliz xito da viagem que craprchendera V. II.
I. visitando algumas provincias ao norte da ca-
pilar de imperio, e aprecia em grao subido as ex-
pressoes de alta benevolencia com que V. M. 1.
se dignou de retribuir os teslemunhos de amor e
fidelidade que recebera da parlo dos habitantes
dessas provincias, cujos interesses oceupam viva-
mente a aitenco de V. M. I.
Ouvio o senado com satisfacoo que as rela-
coes de boa intelligencia e araizade entro o impe-
rio e das demais potencias cstraugeiras nao teem
na generalizado soffiido alleraco, e confia que
essss mesmas relacoes conliuuaro a ser manti-
das pelo governo de V. M. 1 no p da mais per-
teita cordiasidade. emquanto for isso compalivel
com a dignidade nacional.
Ouvio o senado com desprazer que o trata-
do de permuta de territorios, celebrado entre o
Honlem, na cemara dos depulados, depois dsi imperio e a Repblica Oriental do Uruguay em
leitura do expediente oblcudo o Sr. Marlnho 4 de selerabro de 1857 aiua se echa pendente
pampos a palavra pela ordem, pedio que o Sr. da approvaco do poder legislativo desse Estado,
te. o coronel de engcnhairos Antonio Pedro de penas, ao processo, organisacao dos tribunaes.
ao recrutanicnlo e promoco dos officiaes da
armada, resentc-se de lacunas edefeitos que
cumpre remediar.
Os ministros e secretarios de estado das
diversas reparlices vos apresenlaro opporluna-
menle as medidas que pareccm necessarias ao
bora andamento dos negocios pblicos.
_ Confio era que proporcionareis administra-
cio publica os meios uecessarios para o cabal
desempeos dos eemeos a seu cargo, fazendo rfo
mesmo lempo prevalecer os principios do econo-
ma, de que o governo nao se desviar.
Favorecido pela moderaco dus paixoes po-
lticas e pelo o espirito de ordem que vai predo- da approvando a aposentaco concedida ao juiz
minando em todos os pontos do Imperio, e me- de direilo Jos Gaspar dos Sanios Lima,
diaule o concurso dos homens demerito, que: Primeira discusso do projecto do senado de-
adoplem suas ideas ou queiram coodjuva-lo, o, clarando o ordenado eom quo .poderao ser apo-
governo proseguir em sua uissae, contando! semados es magistrados que esiiverem physica
com o vosso apoto. 0u moralmente impossibilitados de continuar no
Augustos e dignissimos senhores represen-
Aiencastro. continuando a substlui-lo interina-
mente o tenentc-coronel graduado do eslado-
maior de 1.a classe Scbasto Francisco de Oli-
veira Chagas.
Coromandinle do balalho de engenheiros. o
tenente-coronel commandante do eslado-maior
de 2.a classe Jos Pedro Haytor.
-13-
SESSO IMPERIAL DA ABERTURA
DA
ASSEMBLA GEKAL LEGISLATIVA
EM 12 DE MAIO DE 1860.
Prttidencia do Sr. Manoel Ignacio Cavahanti
de Lacerda
Ao meio dia, reunidos os Srs. depulados e se-
nadores no paco do senado, sao nomeados para a
depotaco que deve receber a S. M. o Impera-
dor os Srs. depulados Barrlo de Arago, baro
de Mamanguape. Soares de Souza, Teixeira J-
nior. Concalves do Siha. Henriques, Alcntara
Machad, Costa More-ira, Pinto de Campos, Peixo-
to de Azeredo, Paulo de Miranda, Villela lava-
res. Franco de Almeida, Delphuio, Sesna Madu-
reira, Mendos de Almeida, Fernandos Vieira,
Henrique de Almeida, Souza Loo, Tosca no Br-
relo, Fausto dcAguiar, Costa Pinto, Coelho de
Castro, eSampaio Vianna, e os Srs. sonadores
marquez de Casias, marquez d'Abranles, viscon-
de de Abset, .visconde de Maranguape, visconde
oe Sapucahy, iacondo de Ilaborahy. Pimenta
Bueno. Bepsta de Oliveir.% baro de Muritiba,
Araujo Rbeiro, Moniz,e Souza Ramos; e para
sdeputaco que deve reoeber a S. M. a Impers-
trizos Srs. depulados Fedroira, Luiz Carlos, Ser-
gio de Macedo, e Umego, e os Srs. senadores
visconde de Suassuna, e Mafra.
A"' I hora da tarde, arviiuiiciundo-sc a chega-
da de SS. M-M. II., sabem as depolacoes i espe-
ra-ios i porla do edificio.
Entrando S. M. o Imperador na ala, ahi re-
cebido pelos Srs. presidenle e secretarios, os o* membros da'meza, a qual ficou constituid;
quaes, unindo-se doputaco, acsmpanham o! do modo seguinte : o ;Sr. conde de Baependy
mesmo augusto senhor aleo Ihrono peesidenle; o Sr. viaconde de Camaragibe. *i-|
Logo que S. M. o Imperador toma assenla, ce-pp-sidente ; secretarios os Srs. Pereira Pinto
manda queee assentem os Srs. deputados c se- Candido Mendos, Salles e Concalves da Silva,
adores,*lea seguinle Procedeu-se depois eierecao dos membroi
VALLA. d" cosamissoes de resposta i folla do throno e d
Augusttss dignissimos Srs. represenlnles constituieAo e poderes. Para aquella foram elei
^asneas que animam a afio tos ot Sr. Cunlia Figueiredo, Nebias e Saraivo
e para esta os Srs.
Villela Tavares.
O Sr. ministro da guerra apresentou
seu relalorio e a seguinle proposta :
Arl. 1." As forcas de Ierra para o anno i-
nanceiro de lsl a 1862 constarn :
1. Dos ofliejaes dos eorpos movis e de
guarnigo, da reparlico ecclesiastica e dos cor-
pos de saude, do estado maior de primeira e se-
gunda clases, de engenheiros, e do estado maior
general.
2." De 18,000 placas de'prel de linha em
circunstancias ordinarias, o de 25,000 em cir-
cunstancias extraordinarias.
Art. S.D As forcas liradas para cirenms-
taneios ordinarias serSo dividas em 12,000 pracas
do pret dos eorpos moris, e 6,000 dos torpos
de uarmclo Mis. A primeira classe comprv-
iresidenle do conselho expozesse cmara a po-
iilica do gabinete.
Passou-se em seguida elciijo das tres com-
nissoes de orgaruento, que ficaram compostas ;
i primeira, dos Srs. Henriques, Sarapaio Van-
la, e Salles Torres-Homem ; a segunda, dos Sis.
Aisla Pinto, Fausto de Aguiar, e Sergio de Ha-
:edo ; a terceira, dos Srs. Peixolo do Azevedo,
Ounha Mallos e P.iranhos.
Os Sis.'miiiislros da marinha. fazenda, impe-
rio, negocios estrangeiros, e juslica loraAi osjeus
icelalorios,' e os dous primciios apresen 'im s)ias
propostas. '
1 A ordem do dia para sexla feira a continua-
?au da eleicio das commisses.
19-
0 senado approvou honlem sem debate o pa-
recer da commisso de consliluico recoohecen-
do legal a eleico de um sonador a que se proce-
deu ltimamente na provincia de Minas Geraes
para prchencher a vaga preveniente do falleci-
menlo do Sr. Nicolao Pereira de Campos Ver-
gueiro.
Foi por consequencia declarado senador do im-
perio e convidado para tomar assenlo o Sr. Ma-
noel Teixeira de Souza.
Approvou em terceira discussio. depois de ora-
rern os Srs. Silveira da Molla, Dantas e marquez
de Oliuda, a proposico da outra cmara que au-
torsa o governo a prorogar por n.ais um anno a
licenca concedida ao Sr. conselheiro Tliomaz Xa-
vier Garca de Almeida, e para conced-la a ou-
Uos erapregados com os respectivos vencianeiitos.
Votou depois, sem debate em primeira o segun-
da discusso, as proposicoes da raesma cmara :
primeira, approvando a penso annual de 240
concedida a D. Florinda Themira Jacques Ouri-
que ; segunda, approvando a penso mensal de
50$ concedida ao capto da guarda nacional da
provincia de S. Pedro Izaias Antonio Lopes.
ltimamente votou cm primeira discusso, len-
do fallado os Srs. Vasaoncellos, Silveira da Molla
Ferraz e*3obra, a indicacao do Sr. baro doQua-
rahim sobre a alleraco dealguns aitigos do re-
giment com o parecer da comraisso da raesi.
A ordem do dia de hnje :
nica discussio do parecer da commisso de
consliluico sobre a verificaco de poderes do se-
nador pela provincia do Maranho.
Primeira e segunda discussoes das proposicoes
da cmara dos deputados ; primeira, approvando
a penso annual de 80J00 concedida repartida-
mente s lilhas do fallecido contador geral do the-
souro nacional Antonio Caelano da Silva,c segun-
Continuou honlem, na cmara dos depulados,
a eleicio das comraissoes, flcando anda nove por
eleger.
A ordem do dia para segunda-feira a raesraa
j designada anteriormente.
21
Foram nomeados: o Dr. Clemente Falco de
Souza Filho, lente substituto da faculdade de di-
reilo do S. Paulo;
O Dr. Joo Silveira de Suuza, lente da 1.
cadera do 2. anno da (acaldado de direilo do
Recite ;
O bacharel Americo de Moura Mrcondes de
Andrade, juiz municipal o de orphos do ter-
mo do Baoanal, da provincia de S. Paulo :
O capilo Antonio Alves Lobo e Veras, ma-
jor-comraandante da 3.a seccao de balalho da
reserva da larda nacional da provincia do Pi-
auhy ;
Maximiliano Eugel e Wilara Glberl Ginty, ca-
vallciros da ordem da Rosa ,
O brigadeiro Lopo de Almeida Henrique Bo-
telho e Mello, para inspecionar os eorpos de
infanlaria na provincia de S. Pedro ;
Commandante da escola auxiliar da raesma
proviucia, o tenente-coronel de engenheiros
Ernesto Antonio Lassance Cunha ;
Clieojde seccao da repartirlo do quarlel-mes-
tre general, o raajor do estado-raaior de 1."
classe Frauklin Antonio da Costa Ferreira ;
Ajudanto do director das obras militares da
corte, o capilo de engenheiros Carlos Frederi-
co de Lima ;
Segundo ajudante do director do arsenil de
guerra da corle, o capilio do estado-mnior de
1. classe Manoel Fraucisco Cocino do Oliveira
Soares.
Foi concedida ao aderes reformado de 1.a li-
nha do exercito Augusto Pereira Ramalho a
exoneracn que pedio do lugar de subdirector da
colonia militar Leopoldina, na provincia das
Alagas.
Foi transferido o lente da 1.a cadeira do 2.
anno da faculdade do direilo do Recife, Dr. Braz
Florentino Henriques de Souza, para al."ca-
deira do direilo civil do 3." auno da mesma fa-
culdade
Foi removido 3 pedido seu o juiz mu-
nicipal e de orphos Jos Anlouio Alves de
Brito, do lermo de Ilajnb, para o* termos
reunidos de Pouso-Alegre e Jaguary, na provin-
cia de Minas-Geraes.
Fui demitlido a pedido seu o bacharel Miguel
Archanjo da Silva Costa, do lugar de juiz muni-
cipal e de orphos do termo do Banana!, na
provincia de S. Paulo.
Foi perdoada a Francisco Hipolylo Alvares
Rubiio a pena de seis mezes de prisio e mul-
la correspondente melado do lempo, que lhe
foi imposta por seulmca do juiz de direilo da
1.a vara da corte.
Foi coinmulada a pena de morle imposta ao
reo Joo Fidelis, por sentenca do jury do ter-
mo do S. Fidelis, da provincia do Rio
de direilo Jos Francisco de Anuda Cmara.
Por decreto de 15 de maio correle foi de-
mando Antonio Llos de Lima e Cmara do
Untes da naco 1 O Brasil espera que os lti-
mos trabadlos da presente legislatura, caracteri-
sados pela mais esclarecida solicilude a bem dos:
interesses que vos foram confiados, produzam o
augmento dos recursos do Estado, e o melhora-
meuto de nussa legislacao, coocorrendo para a
prosperidade nacional,
Est aborta a sestio >
Terminado este acto, retiram-se SS. MM. II.
com o mesmo ceremonial com que haviam sido^
recebidos, c iromediatamenle o Sr. presidente'
levanta a sesso. I
O Sr conselheiro Antonio Manoel de Mello foi'
noraeado coiumandante interino da escola
central.
-15 -
O senado oceupou-ae honlem rom a eleico da!
mesa e das comraissoes r-egimenlaes.
Teve hontem lugar a primeira sesso da cma-
ra dos deputados, que se oceupou com a eleicc
empre que oi Hbuis, motivando o seu bm
fundado regozjo, que parlilho cordialmente, sao
ma prova manifesta da sabedoria de nossas ins-
tiluices polticas, cujos principios se Grmaro
aa vez mais no espirito publico pelo beneficio
da paz interna que o Brasil lhes continuar a
deuer.
Eftecluou-e a viagem que, segundo vos
msse na falla do encerramento da pasaada ses-
io legislativa, pretenda1 fazer a algumas pravin-
* ao norte da do Bio de Janeir ; e, gralo aos
jestemanhos de amor e fidelidade por toda a
pnrta dados ao chefe supremo da nacao, sinto que
^,CKCUmstanci" n*0 pcrmitlatn que se
proreitasa, qanto o meu zelo pelo bem publi-
fm28F-' r?.u".as "" dessa parte do
imperio cujoshabilantes mostrara lo boa Vontade
m uxibrsaeHii* poderes 3o Esudo
Teixeira Jnior, Pedreira
e leu o
exercico de suas funecoes, ou forem senadores.
Conliniiacao da primeira discusso do parecer
da commisso de fazenda e de marinha e guerra
sobro a prelenco de Joo Pereira de Andrade,
reclamando a inderanisaco de prezas feilas no
Rio da Prata, com o voto "era separado.
A cmara dos deputados oceupou-se honlem
somonte com a eleico das tres comm'ssoes de
contas, a de pensos o ordenados, e a de fa-
zenda.
A ordem do da para hoje a mesma j desig-
nada anteriormente.
lugar de secretario da capitana do porto do Pa- chista, lem-se lomado ridculo, e em vez de ios
__________f ni, mull KI....I. ii.Aln.iil.. .... I. ..:_. _-.
ra nagua.
Por decreto de 19 do mesmo mez fui nomea-
do o bacharel Raymundo Augusto de Carvalho
Filgueiras opposilor da cadeira de chimica da
escola de marinha.
23
Honlem nao houve sesso no senado nem na
cmara dos depulados por falla de numero legal.
O paquete Joinville traz datas de Porto Ale-
gre at 11, do Ro Grande at 13, e de Santa Ca-
Ihariua at 16 do correnle.
Nada digno de menco '.inlia occorrido nessas
provincias
No Mangrulho (Estado Oriental) urna quadrilha
de salteadores atacara, segundo conslava, a es- '
tancia onde mora a familia do fallecido brasileiro
Pedro Muniz Fagundes, e roubra o dinheiro que
achara, assim como roupa e varias prendas de
ouro e prala, deizandu amarrados, ao relirarera-
se, os mocos da familia que estavaniom casa.
Corra tare bem que no deparlamento de Taqua-
remb se dera um confiiclo entre varios Brasilei-
ros e o Sr. Barbate, commandante do mesmo de-
partamento, por ter elle mandado proceder des-
pticamente medico de campos pcrtencenles a
Brasileiros.
Parece que indignados estes, reuniram-se em
numero de 3fJ V40 para vedarem csse procedi-
menlo, resultando desla resistencia alguns feri-
mentos na gente commandada por Hrtale e a
morte de 5 Brasileiros.
Acrescenia-se que o general Canavarro reunir
alguns ddadaos e se dirigir a Taqurremb para
reivindicar os direitos dos Brasileiros.
No Mercantil de Porto Alegre de 6 do cor-
rente le-sr* o seguinle:
Temos vista alguna nmeros do Alegreten-
se dos ltimos" das do mez de abril.
Continuavam a appaircer nesse peridico'
arligos contra o Sr, 'brigadeiro Canabarro, een-
tre outros acharaos um assignado pelo Sr. teDen-
le-coronel Severino Bibeiro, que, enorgico em
suas increpages, -guai.la todava Bastante com-
medimealo na linguagem.
de Ja-
nao obstante o comprumisso, havido cutre os don nciro, na do prisio perpetua, que ser cumpri-
governos por occasio da troca das ralificacoes di na casa de corroern da corle.
do tratado do commercio e uavegac,o, ajusiado 22
naquella mesma poca, e posto em execucao ha Continuou honlem na cmara dos depulados
cerca de anno e raeio, de ser igualmente ralifi- a eleico das commisses, licando anda qualro
cado pelo referido Estado aquelle primeiro Ira- por eleger.
lado. A ordem do da para hoje :
O senado, dando o devdo valora este faci, Continuaco da eleico das commisses, e, ae
confia que o governo de V. M. I., conscio do seu houyer lempo.
dever na susienincio dos interesses c dignidade Discussio uuica das emendas do sanado n.
do paiz, lera providenciado em sua sabedoria pa- 103 do anno passado proposico desla cma-
ra que as couicdc^s do compromisso a que so li- ra qw approva a peasio concedida ao conego
gara o governo do Estado Oriental da Uruguay Joio Uapusta de Figaeirede;
sejam reiigiosaaajsile guardadas era toda a sua dem das emendas do senado n. 114 do anno
plenlude. passado proposigao desla cmara que concede
Sent iguaiaMnle o senado que nao fossem duas loteras em benecio das obras da igreja
ainda ratificadas felo governo da Confederacao matriz da villa do Pilar, provincia da Paraby-
Arge.nlina as covengoes feilas com o imperio ba do Norte ;
en> U de dezcrrjkQ d'e 1857 sobro limites ex- Volaco do projecto n. 94 do anno passado
tradicao. apezaF de terem sido approvadas'cuja 1.a discussio ficou encerrada na sesso d
proraplamcnto pelo respectivo congresso. 3 de selerabro do mesmo anno ;
O senado, acompanhando nesle ponto as 1.a discusso do projecto n. 77 do anno pas-
generosas ntencoes de V. M. I., apraz-se dees- sado. que manda pagar a Joaqum Dias Bicalho,
perar que o governo argentino, apreciando con- inspector aposentado da Ihesouraiia da provin-
venientemente os interesses recprocos que fo- ca de Minas-Geraes, a diferenes de ordenado
ram allendidos era taes ajustes, nao se ngar a que deixou de receber em virtude do melliora-
ralifica-los. ment que obteve na sua aposeuladoria ;
Tica o senado nleirado de haver a Repu- dem do projecto n. 51 do mesmo auno, que
blica Oriental do Uruguay negado a sua appro- exonera o desembargador Joo Candido deDeus
vacao ao tratado definiiivo e complementar da e Silva da divida de 1 36 convengan de 27 de agosto de 1829, o qual com a fazenda publica, proveniente da impres-
ora assignado em2 de Janeiro do anno (indo pe- sao das suas obras na lypographia nacional ;
los plenipotenciarios brasileiros e os do Estado dem do projecto n. 5b' do mesmo anno. que
Oriental do Uruguay o Confederado Argn- dispensa e capilo Fraucisco do Reg Barros
,ma- i Falco da reslituigo ds quantia de 77fi que
A neutralidade qae o governo de V. M. 1.1 ello percebia na qualidade de recrulador ua pro-
guardara escrupulosamente na queslo, que ti- vncia da Parahyba do Norte :
vera una soluco pacifica eBtre o governo de dem do purjeelo n. 84 do mesmo anno,
Buenos-Ayres e o da Confederacao Argentina | que approva a aposenladoria cucedida ao juiz
esta de perfeito accordo com os generosos prin-
cipios que at o prsenle teem dirigido a poli-
tica brasilefra, em relaco aos diversos Estados
do Rio da Prata. E sent o senado que o gover-
no da Confederacao Argentina, mal apreciando o
procedimento do governo brasileiro naquella con-
junclura, houvesse recusado a raediacio genero-
samente olferecida pelo governo de V. M. I., por
rouvile dos goverros da Franca c da Gra-Breta-
nha, resudando dahi aiguma alleraco as rela-
coes araigaveis que al eulo existiam enlre as
duas nacoes.
Os tratados celebrados entre o imperio c as
Repblicas do Per e de Venezuelta. regulando
a navegaco fluvial as aguas que sao do domi-
nio commum a estes dous paizes, e mareando a
linha divisoria entre o imperio e o Estado de
Venezuelta, sao actos quepatenlam a solicilude
do governo de V. M. I. a bem dos interesses na-
cionaes.
O senado lomar opperlunamente em seria
considerario a rccommendaro feita por V. M.
I. acerca da intelligencia do art. 6. 1. da lei
fundamental do imperio.
A deliberado tomada recenlemenlc pelo go-
verno de S. M. I. de soccorrer algumas provin-
cias do imperio mandando distribuir pela popn-
laco os gneros alimenticios do primeira neces-
sidade, nos lugares, e especialmente na Babia.
onde se msnifestou maior caresta delles, nao pt-
dia deixar de encontrar no senado plena appro-
vaco e merecido louvor.
Polsa o senado de saber que o governo de
V. M. I. contina a erapregar os seus esforcos a
bem < att6ndendo desta sorte a urna necessidade que
interessa iromediatamenle ao progresso de todas
as industrias do paiz.
< O senado tomar na devida consideraco as
medidas que forem apresentadas ao carpo legis-
lativo pelos ministros e secretarios de estado das
diversas reparlices.
_ Merecero igualmente particular considera-
cao da parte do senado as recommendaces feitas
por V. M. I. relativamente caresta dos gneros
alimenticios, ao meio circulante e s financas do
estado revisan da legislacao sobre cornpanhias
e sociedades anonymas, inslituico de caixas
econmicas, diviso do ministerio do imperio,
correceo dos abusos da lei eletoral, reorga-
nigo das adininistracdes provinciaes e creacao
,de conselh8 que auxilien) os presidentes, re-
viso da lei que organisou-s conselho de eslado,
ao ensino agronmico, creacao de instiluices de
crdito rural c reforma da lei hypolliecaria, ao
exame do cdigo penal na parte que interessa
prolecco da honra das familias, lei especial
sobro os casamentas mixtos, reviso da legis-
lacao militar na parte concernenle ao processo,
orgnnico de Iribunaes e recrutamento, e revi-
so da lei por que se regula a promoco dos ofll-
ciacs da armada ; dando o senado a sua acurada
ailencao a estes importantes objeclos ao intuito
de quo possam ler o deviuo adiamntenlo na pre-
sente sesso legislativa.
todos, porque aprsenla realmente um quadro-
quasi desaumador do nosso estado econoraico-
raonetario, a a demonstracao dos abusos que nos
teem feilo chegar a este deploravel estado.
O actual ministro da fazenda comprehendendo
que o mu dever era nao deixar da revelar ao
corpo legislativo toda a verdade oestes negocios, .
e quereiido faze-lo de modo que nao podesse
ser laxado de parcial ou hostil celebrada liber-
. TV'VT que Unu bulnn "liimsmenlo
ee tem feto, dedlcou-se por si mesmo a um cs-
ludoseno dos factos que se tem passado e se es- '
tao passando entro nos, e todas as queslSesque
lhes sao relativas, e ainda nao salisfeito com islo
mandou proceder a inquerilos per commisses o
pessoas competentes, ouvio pareceres, colligio
documentos, e finalmente reuni urna sornma do
dados e esclarecimentos que o habilitaran) a fa-
zer e pronunciar um juizo seguro sobre a ma-
teria.
De ludo isto resultou que S. Exc. teve de of-
ferecer ao conhecimento do coapo legislativo o
do publico, que linha igual avidez de conhecer s
fundo esle interessanle negocio, um relaloiio
fiel, e perfeilamonle fundamentado do qual se
cdigo quo es abusos ou malversaces das nos-
sas adminislracoes bancarias, lam nos levando,
se que nao nos levaran) ainda ao pricipicio..
As ruinas e catastrophes j sio raudas no paiz,
resultantes do faraigerado syslema do papelorio e
do cambio forcado : mas quo ao menos nao nos
deixera cahir no abysrao.
Se as medidas que-o governo deve necesaria-
mente apreseuiar como reui6dio dos moles que
indicou, liverem o mesmo criterio com que elle
procedeu na descoberta dos perlgos que nos
amencam, e forem de urna efficacia correspon-
dente, poderemos ainda ser salvos; mas par
ists. indispensavel que lhe deixorn lempo e ac-
cao, sem o que nada se pode fazer Por ora ain-
da nao se conhece bem a naluresa dcstas medi-
das, das quacs espero tratar largamenlo quando
forem apresentadas. J v porlanto, al que
ponto importante o relilorio da fazenda esto
anno. Os da guerra e juslica, que sao aquelle da
que uns se lem fallada depois do da fazenda.
nao sao menos dignos de aitenco as questes
qne lhes sio concernenles.
O senado j nomeon todas as suas commisses,
e ale a de resposla falla do llirono, j apre-
sentou o seu trabadlo, que nao entrou ainda cm
discusso, e que talvez mesmo seja approvad
sem ella, como j lem acontecido era outros an-
uos.
A cmara dos depulados anda se oceupa por
ora das eleices as suas commisses permanen-
tes, lendo apenas ouvido os relatnos dos minis-
tros, e sem tor podido encelar os seus trabadlos
regulares, quo prometiera ser impoitanles. en-
tretanto o depnlado Marlnho Campos, quo j o
anno passado fez urna figura proeminenlo no ter-
reno das deelamneoes e das injurias pessoas con-
tra os membros do gabinete 12 do dezembro, o
que com razia considerado como o bola-fugo
opposicionisla, ou baicdor da anarchia, logo no
2o ou 3n dia de sesso, procurou abrir urna dis-
cussio inopportuna e acrimoniosa A titulo de in-
lerpellacAo, ou pedido de explicaces; e ahi mes-
mo nao poupou doeslos e insultos ao presidenlo
do conselho, que se achava prsenle' e que jul-
gou mais curial e mais digno nao responder-lhe.
O declamador leve ases de calar-so debaixo do
um senlimenlode repulsao o desgosto manifes-
tado por toda a camari por aquelle prorediraen-
lo, e a discusso nao proseguio nem enlo, nem
lias SCSEes seguinles.
So porm o Sr. Marlnho nao conseguio levar
vanle a discusso dos seus quesitns oppnsicio-
nisias, e renovar esle anno as srenas de tumulto
e quasi de vergonha, em que figurn ou que pro-
vocou o anno passado, esta sua pequea sabida
inlerpellatoria podo desde j dar a medida do
suas disposicoes o da amabiiidado com que pre-
tende tratar os ministros as discussoes que so
forem suscitando na cmara dos depulados, oque
ser cortamente bem desagradavel para lodos os
homens honestos, c bem prejulicial ao paiz. E
por fim de cuntas nao se peder fazer, porquo a
i^oquiMicia do insulto tomar o lugar a ludo, e o
bem da naci dere continuar a ser subordinado-
aos caprichos o dejbalos de quaesquer Marti-
nhos, Uarinho$e Medrados! Entretanto a isto
mesmo quo os grandes publicistas chamam o
syslema liberal c representativo, que c a ultima
expresso da sabedoria humana.
Passa como cerlo quo o governo lera maioria
no senado, o que poder fazer all passar as suas*
medidas e reformas quo liverem lempo de atra-
vessar o pelago da eloquencia temporaria. A phy-
slonomia da cmara temporaria se manifesta lam-
ben) em sentido governisla, o que muito lem
desesperado oscoripheus da opposicao, que jul-
gavam que a cmara receberia o ministerio do
bayonetas calladas, e disposla a negar-lhc pao o
agua, quanlo mais confiarira e apoio, como cons-
ta quo lhe dar pleno e efljeaz. A situaco por-
lanto a lodos parece segura a signillcalivn, o
aquellos mesnios quo loriara do ser provavel-
inenlc os soccessores do ministerio actual, sao
os que se moslram mais cordialmente interessa-
dos em manto-la, purque reconhecem que ha nel-
le sullieiente boa vontade e energa para vencer
as difiieuldades dola
Contra esta perspectiva do seguranza, porrar
protesta e se revolta lodos os das o grande pa-
triota do Diario da fio de Janeiro, que era des-
forra e para alimentar o seu odio repele sempre
era suas columnaso ministerio est morlo 1
Este pobre hornera forqa de querer ser anar-
CORRESPONDENCIA DO DIARIO DE PERNAM-
BUCO.
BIO DE JANEIRO.
2" de malo
Finalmente, depois de muito esperar e muito
desgostar, os nossos augusto, e dignissimos re-
presentantes reuuiraraasse em numero sullieiente
para poder ser celebrada a sesso imperial da
abertura da assembla geral, o que teve lugar a
12 do crrente com as ceremonias do estylo.
Tambera j era lempo.
um mal que me parece que este anno flcar
remediado por meio da reforma do regiment
commum das duas cmaras, de que se est tra-
tando assim o podessem tlcar tantos outros que
nos aflligem, e dos quaes em minha opinio est
mais dependente o bem-oslar geral da naco ;
mas estes sao muito mais difflceis e nao sei mes-
mo o que a boa vontade e esforcos do nosso go-
verno poderao conseguir nesle sentido.
O discurso da corea, pronunciado osle anno,
pelo imperador, no dia da abertura do corpo le-
gislativo, urna pees*.nolavel, e que por si s
pode ser objeelo de conlemplaco poltica e de
esludes administrativos. Ahi se acharo compen-
diadas todas ou quasi todas as necessidades pu-
blicas, e indicadas as reformas que reclamara o
bem do estado e a nossa organisacao social c po-
ltica.
Se as cmaras quizessem e podessem fazer
metade ao menos do que a falla do throno diz
que neccs8ario fazer e reformar, lena conse-
guido um nome na nossa historia parlamentar,
que como todas as ouiras, tem bem pouco de
frtil e gloriosa. Mas aa cmaras nao querem,
e a fallar verdade, nao podem mesmo fazer cau-
sa que preste.
O syslema parlamentar e representativo foi
inventado somenle para nao fazer, e aquellos
que ainda pensaren) o contrario, eslo bem Ilu-
didos.Quera muito falla, pouco obradiz o
proverbio; e como todos sabem, a base c essen
cia do syslema parlamentar, principalmente en-
tre nos, o fallalorio.
Mas a falla do throno .na presente sesso le-
gislativa, com toda a sua importancia, nao era
seno o percursor de oulros documentos mais
importantes ainda, que foram successivamente
apparecendOj* que sao hoje do dominio do pu-
blico : taes sao os lelalorios dos ministerios da
fazenda, guerra, e juslica, que acabam de ser H-
dos polos respectivos ministros. Todos elles se
oceupam tao Ilustrada e consciencioMaseole dos
negocios dealas reparlices, que deixando de os-
Na prestacao dos meios necessarios para ca-
bal desemperiho da administracio do eslado.
de bom grado concorrer o senado, nao perdendo
de vista a spplicac&o dos principios de bem eo-
londida economa ; e confia eHe que, assim pro-1 pecialisar qualquer des seus captulos, todos im-
pirar modo, como pretende, nao inspira senao
tedio! Pregoeiro eulhusiast* da morle, ha de
acabar por ser coveiro ahi cm qualquer ccmile-
rio, logo que o pobre tolo que llie paga as lou-
curas, e que dizem estar j bem ariependido da
haver entrado na tal empreza, llzcr fechar as
portas da lypographia. E o tempo nao esl para
gracas, porque o reinado do papelorio, quoo
que dava alimento a todas estas asneiras, esl
ameac*do do prximo fim, o que se deduz per-
fotarro.ate do rclainrio do ministro da fazenda,
c ainda mais, das raauifcslacocs c desojos da opi-
nio pblica.
E por fallar* nesle animal typographico do
Diario, dir-lhe-hei que o homem so escandalisou
muito do quo cu disse a respeilo delle u'nma
das minhas paseadas correspondencias, do urna
das quaes chegou a transcrever um paragrapho,
que pareceu mais oflcode-lo por ser mais verda-
deiro. Mostrou-se furioso, c arromelteu logo ao
seu correspondente com as suas injurias do cos-
turas ; mas o publico quo leu o trecho, achou
quo cu linha ainda dito pouco. O hornera fez es-
ludo particular dos caracteres mais hodiondos da
primeira revolucao frauceza ; e quer ver se os
vai gradualmente representando entro nos para-
gloria sua, e com o pozar de os nao poder repre-
sen lar mais ao vivo. Cumocando por Fouquier
Thainvillc, passou depois a Danton o Marat, o-
raostra mesmo boa disposicoes por Cabochc. Nao
lhe faltara desojo de fazer de Itcbespterre; nas
Robespit rro ora o Morrplivel I Ora, j v que
ha aqu urna grande difficuldadc.
ltimamente cnleadeu elle ochar um precios
auxiliar para a sua propaganda e as suas doulri-
nas no paraphleto publicado na Bihia contra os
corlalos, e oso altribuido geralmenle no de-
putado l.aridulpho, com o quo pede limpar a
mo parede. O Diario transcroveu-o todo em
suas columnas e cncheu-o de elogios; ora ou-
lra rousa se podia razoavclmente esperar. Esto
escriplo, que mudos pensavara que produziria
urna grande Impressao no publico, quasi passou
deaapercebnlo, e sem que ninguem flzesse caso
de semelhanles dialribes, excepto os poucos quo
sympalhisam cora eslas doutrinas, ou que ainda
eslavam sentidos da derrota Oiloniana no sena-
do. Emfim a poca dos desabafos, e infelizmen-
te desles desabafos que causara escndalo ; roas
a opinio geral queoSr. ministro do imperio
podoria bem ler evitado a publiraca do para-
phleto Lairdulplio, so houvesse pedido ao Impe-
rador una medalha da Rosa para o escriptor.quo
hojo se conhece que esperava muito recabe-la;
sao esquerimonlos.
Estou caneado de passar em revista estes qua-
dros das miserias humanas, o vou terminar, por
que tenho necessidade de dar folga ao espirito.
O minisiro da marinha acaba de reorganisar os
arsenaes de marinha do imperio, c o Jornal do
Comirercio desles ltimos dias publicuu o exten-
so regulamento que os dev reger d'ora em di-
ante. E' mais um servico importaste que pres-
ta a ministerio de 10 de do agosto, e orna prova
do mu desojo de allender a todas as necessidades
publicas.
A ailuacio poltica do Rio da Prala comees.
J


a desenhir-se com tois clareza em relacao a ni
o sempre con carcter hostil. E' preciso nao
ler olhos para nao Ter como sao nossos amigos
quelles gauchos. Pela minha parte ha rauilo
ja I he Irria dado o troco.
Do movimenlo administrativo, nomeac5es~de
missdes, regulamentos, decises ele, roelhor o
orientar folha offlcial. A imprensa se divide
pro u contra a siluacSo ; mas a que dnfende o
overno nao s mais numerosa, como mais
quahflcada c mais seria. O pleito eleitoral pro-
segu com calor por toda parto. Felizmente
estou Itvre de toes clicas e nao me arrependo.
DIARIO DE PERWAMBCQ.
Recebemos jornaes do sul do imperio com da-
tas do Rio at 23. da Baha at 27 e de Alagoas
at 28 do corrale.
Emoutra parto vo transcriptas por extenso
as noticias da corte de mais importancia.
Uatiia No da 21 do crreme, S. Exm. o Sr.
presidente da provincia-, reuni no palacio da
l>reidencia os Srs. deputados provinciaes, aQm
^xPOC- e8lado do corea pblicos, e propor
medidovfara minorar os males provenientes da
criae. 8. Exm. spresentou entre oulras, as ideas
ce encurlamenlo do periodo das sessoes da as-
embla provincial c de reduceao d torea poli-
cial. r
Dcpois de lerem fallado alg.im? dos rcembros
presentes enrerrou-se esse acto que os penhorou
summamenle, espeando-se produza un bom
resultado.
A segnranca de vida nao era boa, visto como
os rrioneiros infestavam as ras da cidade,
atacando aos que as deshoras buscam sous lares.
A policio procuiava punir os delinquenles.
Alagoas Fallecer 12 do corrente, depois
de longos padecimentos. na cidade do Penedo,
o Exm. Sr. commendador Manoel Gomes Ribei-
ro, vice-presidento da provincia o deputodo
a9sembla provincial e coramamlonte superior
da guarda nacional d'aquelle municipio.
branco, casado,
PERNAMBUCO.
REVISTA DIARIA-
A simples leilura deste trabalho com que
qoolidianamente inteiramos ao publico dooccor-
rido, e reclamamos por medidas quo interessam-
Jho, dcixa limpo a nossa dorilidade em resta-
blecer a verdade de qualquer noticia, que por
mal infojmado tenharaos publicado adulterada
Este caracterstico tanto mais pronunciado'
qtianlo nao Ihe oppomos restrceao alguma
repararan segu sempre a ofTensa, oinda que
nella venha impregnada alguma somma de acri-
monia atirada nossa pessoa, se bem que, soja
dito como parenlhese, eiTecliva e realmente nao
Icnliomos irrogado offensa em nossos cscriptos
noticiosos pessoa alguma. E pois, anda desta
vez, o Sr. vereador Kego nao fui justo para com
esta redar-cao no recurso, que fez a oulro jornal
para responder-nos, mxime quando confessa
ter rclaces com o proprietario deste Diario ; o
qual condpsccndento como para com os seus
amigos e affeieoados, jamis negar-lhe-hia es-
paco para a sua publicaco.
Quem conhece o que urna folha diaria, nao
ignora semelhantementc a necessidade que ha
da existencia de mais de um individuo empre-
gado na respectiva colloboracao Iliteraria : e islo
tanto mais urgente quanto o trabalho da n<-
tuieza desta Revista, que, com quinto lenha um
redactor fixo e determinado, nao pode deixar de
ter igualmente colaboradores, nao s pela hora
em que mulas vezes chegam os factos ao conhe-
cimento da redaccao em chefo, se nao tambem
pela necessidade de serem publicados com promp-
tldao, em consequencia da sua materia nao com-
portar demora. 0o exposto docorre, que o pro-
prietario deste Diario disse a verdade, quando
afTirmou ser a Revhta escripia por diversos, de-
liaixo desto ponto de visla; o da resposla dada
5s arguicoes da coman nao so deprehende o con-
trario, nao sendo porm a circumslancia de ter
o Revista mais de um escriptor motivo bstanle
para dar-sc-lhe por emprestimo insensatez e ba-
nalidades.
Mas sobre isto j assentamos o ponto final e
por isso nao queremos abrir novo periodo ; pis
all csgotoii-se ludo.
Phcnomcno idntico ao dado na casa de de-
tencao acerca da epidemia reinante temos hoje
de consignar como repetido no arsenal de guer-
ra ; isto nenhura caso de escarlatina e angina
tem npparecido na companhia dos menores.
Este phenomeno revela por cerlo a existencia
de asseio e ordem naquelle estobelecimenlo, alm
da prolecco Divina.
A lembranca do Sr. coronel director do ar-
senal de guerra, Antonio Gomes Leal, de mandar
tocar, aos domingos pela larde, a msica qps
aprendizes menores do mesmo arsenal no caes
22 de novembro, em frente do quartel dos refe-
ridos menores, digna de menea o especial, e ha
cTectivamente sido opplaudida por ter proporcio-
nado urna dislracco innocente ao povo
Amanhaa lerminam-se em difTerenles igre-
jos os actos do mez marianno, actos por meio dos
quaes a nossa populacao costuma celebrar os
louvores da Virgom Santissiraa.
No convento do Carmo hospicio da Penha deve
liaver, como encerramento dessa funeciio religio
sa, rezoura o Te-Deum, com solemnidade.
Do pessoa chegada do centro da provincia
do Ceara soubemos que mui chovidos vao aquel-
es serles ; e quo por Isso todas as apprehen-
ses de secca tem de todo dosapparecido dos ni-
mos naquellas paragens. -
A vida por all transuda de todos os povos,
em presenca do novo aspecto de que? se revest
analureza; os campos reverdecem e a veeta-
c5o loma torcas, inlerrompendo em sou curso a
desolac.io, que anlolhava a todos urna dessas cri-
ses de horror, de que aquella provincia ha sido
victima por mais de urna vez.
S. Exe. o Sr. presidente da-provincia con-
tina na tarefa. que tomou de inspeccionar as
obras publicas que podesse ; e nesse intuito se-
guio no dia 27 a visitar os trabalhos da estrada
do sul, indo pelo raminho de ferro at a eslacao
da Ilha, e dalli a cavallo ot o ongcnho Pindoba
do bardo de Guararapes, onde jantou o dormio,
voliando para esta cidade na madrugada de hon-
tem.
Consta-nos que S. Exc. nolou que eram inds-
pensaveis alguns melhoramentos naquella estra-
da, c quo em diversos lugares se doviam cons-
truir pontes on boeiros, afim de evitar-so que as
8goas das chuvas, nao adiando promplo escoa-
mento so accumulem aos lados da estrada, e ve-
nliam por fitn a fazer arrombamenlos. Do ene-
iilio Salgado para c, S Exc. leve do passar com
ogoa na altura das abas do selim.
Nao obstante a resolucao tomada por S. Exc.
de paralysar por emquanto as obras, que sao
eitas a custa dos cofres provinciaes, eremos en-
tretanto que a factura de una ponte ou boeiro
sobre o Ipojuca nao deixar de ser promovida
visto que tendo ella por fim evitar grandes es-
tragos na estrada de que fallamos, lera em ulti-
mo resultado economisar aos mesmos cofres as
quantias que tero de -espender com os concer-
nes, que se houverem de fazer, todas as vezes
que as chuvas causarem tacs estragos.
Por portara de 28 do corrente mez foram
orneados: Manoel Florencio* de Alencar, Io sup-
pleule e Amaro Jos Carlos Peixoto, 2o supplen-
te do subdelegado do districto de Granito do ter-
mo do Ex.
Jos Francisco dos Santos, para Io supplen-
te do delegido do polica do termo de Cabrob.
Por portara da mesma data foi exonerado
a sen pedido Francisco Jos da Silva Amorm, do
argo de subdelegado do districto do Pontal. no
termo da Boa-Vista.
Foram recolhidos a casa de delenco no dia
26 do corrente, 3 homens livres o 1 mulhcr es-
rava, a saber :1a ordem do Dr. chefe de poli-
cia, 2 a ordem do delegado do Io districto e 1 i
ordem do subdelegado da fregnezia do Recite.
Foram recolhidos a mesma no dia 27, 7 ho
mens; sendo 3 livres, 1 liberto e 3 escravos, a sa-
ber : 3 a ordem do Dr. chefe de policio, 1 a or-
dem do delegado o Io districto o 3 a ordem do
subdelegado da freguezia do Itecife.
Foram recolhidos a casado delenco no dia
28 do correle, 4 homens livres a 3 escravos;
sendo 1 a ordem do Dr. chefe de polica, 5 a or-
dem do subdelegado da freguezia do Recito e 1 a
ordem do da freguezia de Sanio Antonio.
Matadouro publico :
Mataram-se no dia 29 para o consumo desta
cidade 96 rezes.
MOMAIIDADHDO DIA 29 DO CORRBHT :
Lenidas, branca, 3 ann.os, escrobuto.
Scbaslio, preto, 4 mezes colilet.
Domingos Francisco da Cosa, parda 57'annos
tubrculos.
Tertuliano Francisco Ribeiro, pardo. vnvo*S9
anuos, gaatro interite.
Jos, branca, 4 mezes, uflammacao nos entes-
tinos.
Manoel Junquini Rene vides,
annos, febre ama relia.
Mara, branca, 3 annos, anazarca.
Manoel Amonio Duarle da Fonseea, parda, casa
da, 28 annos, tubrculos.
Msrianoa Josephina de Albuquerque, prela, ca-
sada, 23 annos,. lubereulos.
Rosa, branca. 3 aiozcs, convulce.
Patricios pardo, 1-mez, convnlge.
Ursulina, parda, 5 annos, angina.
Paulina Sergio de afelio, branea, solteira, 28 au-
nes, febre amarella
Mara, parda, 5 mezes, Lorigas,
Joanna Borges, prela, solleira, 70 annos, apo-
plexia,
Francisco Jos de Souza, branco, solleiro, 26 an-
nos, tsica.
Hospital de caridadb. Existem 57 ho-
mens e 53 mulheres, nacionaes; 5 homens cs-
Uangeiros ; total 115.
Na totalidade dos doentes exislem 40 alienados
sendo 32 mulheres e 8 homens.
Foram visitadas as enfermaras pelo cirurgio
Pinto s 7 horas e 55' da manhaa, pelo Dr. Dor-
nollas s 8 horas da manhaa, pelo Dr. Firmo,
os 3 horas da larde de hontem.
Falleccu um humem detisica pulmonar euma
mulher de apoplexia.
MAMO- Pmsimnm.. qpbta toba 3< iht mata 0E im.
Communicados
ello, o
nos va-
0 Sr. Joaquim Ferreira de Souza pretende na
sus correspondencia inserta no n. 142 deste jor-
nal, mostrar quo o endosso por elle posto' as
letras a quo aludimos no nosso primeiro artigo
nao sendo mais do que em favor, em consequen-
cia do qual elle so loruou responsavel pelo paga-
mento dessas letras, de modo algum pode esse
laclo ser classificado de conluio entre
sacador e aceitante das mesillas ; i
mos mostrar o contrario.
Diz o Sr. Soasa que nao novo em commer-
coo caso de so endossar urna letra de favor e
que se pelo contrato social o uso da firma pr-
lencia exclusivamente a um dos socios, escusado
era consultar o oulro acerca dessas operacoex
Sabemos que nao novo em commercio o facto"
do se endossar urna letra de favor ; mas no caso
era questao, era mesmo em virtude dessa clau-
sula do contrato social, com que o Sr. Souza ar-
gumenta para se disculpar do nao ler dado parte
desse facto oo socio Gamito, que o mesmo Sr.
Souza devera ser mais cauteloso, porque essa
clausula importa da parle de um dos socios a re-
nuncia da syndicancia dos aclos do socio geren-
te, e essa renuncia s a podia assignar quem
como o mesmo Gamillo, ignorasse completamen-
te o que ella imporlava ; de modo que onde o
Sr. Souza querochara disculpa de endossar cs-
sas letras sem dor parte a Gamillo, achamos nos
o seu conluio e cumplicidade com o socio ge-
rente, porque o Sr. Souza bem sabe que o impor-
te dessas letras nunca foi applicado para as ope-
races da casa Gamillo & C.
Masquer o Sr. Souza acabar com esta questo
sera que so Ihe attriba o conluio e cumplicida-
de de que fallamos? O remedio fcil : ora vez
dessas bravatas decharnaraenlo aos Iribunaes, de
que nenhura caso fazemos, e que s revela'm a
fraqueza de quem as emprega. declare o Sr. Sou-
za que desonera o socio Gamillo de loda e qual-
quer responsabildado que ello possa ler nessas
letras, pois que nlsso que consiste o favor que
elle preslou, nao a Gamillo, a quera occullou a
existencia dessas transaccoes, mas sim ao socio
gerente, que, nica c exclusivamente dellas se
aproveitou. Em quanto islo nao G/.er, continua-
remos a sustentar que houve conluio e ci*otd/-
cidade.
0 que polica ?
Governo o adminstracao interna da repblica
e tambera seguranca, cullura, poltdez, urbanida-
de, civihdado, com todos os seus synonimos
Para exercer o imminenle cargo de chefe ou en-
lendenle geral da polica, ser preciso que o ma-
gistrado que o pralicar. reno em si todas as vir-
tudes inherentes ao sublime lugar que oceupa.
Ouviamos fallar di alia capacidade do eximio ma-
gistrado chefo de polica da provincia do Pernara-
buco, consagravaraos-lhe todo o respeilo, venera-
cao e acatamenlo devdo a um juiz integro e se-
vero ; mas depois da visita que S. S. dignou-se
de fazer, no da 22 de maio escola central do
meinodo Castilho, mudaram os nossos precon-
ceilos. Perdoc-nos S. S. se j o nao considera-
dos esse magistrado rispido e austero ; mas sim
o julgador que harmonisa a juslica com a pied<-
oc ; que ao passo que pune o crime. compadece
o criminoso, que ampora os intelizes e sabo cho-
rar cora ellos! S. S. nos perdoa se exnomos ao
publico os promenores de sua honrosa visita
nossa escola, annnnciada na Revista deste Otario
do 2o do correnle. Bem disse o nosso Epitome
de Moral, onde trata dos deveres do homem para
com os ecclesiaslicos e magistrados, a Elles sao
os mestrs das leis a que devenios obedecer, bas-
ta -Ihes por lano esto ttulo, alen das virtudes
de que muitos sao adornados, para torera direilo
a nossa subraissao e respeilo. Nos de hoje
vante acrescenlaremos, que lera direilo ao nosso
amor, alToicao, amizade, sympalhia e a todos os
airelos araoraveis, quo ficamos tributando ao me-
rinssimo Sr. Dr. Tristao de Alencar Araripe : qpe
nao dasdenheu acercar-se de meninos, dignndo-
se assislir aos exercicios da nossa escola pelo
espaco de quasi duas horas Principiamos pola
Joutrina, c moral civil e religiosa, puis a consi-
deramos a parle principal da inslrucco. Seguin-
do-se as regras era verso sohre a arrthmelica e
logo a pratica das mesmas e suas provas reas
Passamos leitura dos preceilos hygienicos do*
Sr. Leite, director da escola normal de Lisboa
historia romana, do IIIm. Sr. Dr. Antonio Dur-
mond, do Simao de Nantu, e Lusiadas, em
que S. S. deu para ler o canto 5. S. S.'deu
mais um verbo monosylabo, da prmeira, e um
disylabo da segunda conjugacao, os quaes os
meninos conjugaram em lodos os modos, lem-
pos, nmeros e pessoas. Passou-sc ao alfabeto
mnemonico, havendo. logo que S. S.'entrou na
escola, tres meninos dado os vivas a S. M. I., ao
Exm. presidente da provincia e s oulordo'des
Iliterarias, por geroglificos, que foram lespondi-
dos pelos alumnos lodas. Contaram-se as regras
da grairmalica em verso e suas explicaedes. S
S. dignou-so assislir ao exercicio das 16'taboadas
de sublracQao e parligao. do Exm. Casllho. colo-
cadas no extenso corredor da escola, o vio as es-
cripias que os meninos se aff idigavam por apre-
sentar-lhe. S. S. os animavo e cxhorlava a pro-
gredircm no cstudo", dignando-se escrever no
lbum da escola o soguinle : O ensino da in-
lancia objecto de lao alta importancia, quo tor-
narn-se dignos de louvoraquelles que se dedicam
a essa obra meritoria, redando o terreno era que
devem croscor as virtudes sociaes.
Recife 22 do maio do 1860.
ripe.
E assim que se excita as escolas o amor ao
esludo, o qual exibera os meninos na sua inno-
cente expresg&o de alegra.
E assim que o magistrado araanle do progres-
so sabe oniraar os que se dedicara aborrecivel
trela da inslrucco primaria.
E aindo assim, que se minorara, suas fadigas
ao pas3o qne inculera nos meninos ura bom en-
tendido amor propro, urna bella emulaco para
o seu adiantamento o urna nobre salisfacao para
as autoridades que nao sao indfferenles "aog pio-
gressos da instruccao. O mestre quo tiver cons-
ciencia da sublimidade do magisterio, se dar
por bem pago de seu labor, e aquelles quo hoje
sao meninos, ainda quando ja houvessem Irans-
poslo as portas da etornidade, deixaro em seus
lilnos o netos recordacoes saudosas do eximio
magistrado, que deu importancia aos que/, ainda
meninos, em ooca pretrita, mostraran! dedica-
cao ao esludo, sympalhia e respeilo para com as
autoridades. Solido era nossa correspondencia
nao a adulacao que nos faz queimar este puro
insenso peranle o merelissirao Sr. Dr. chefe de
polica Dr. Trislo de Alencar Araripe, e a intima
conviccao dis sublimes virtudes que ornam o exi.
mo magistrado, o amigo intimo da infancia.
Escole central do melhodo caslilho 29 de malo
de 1860.
-T. de Alencar Ara
Francisco deFreilas Gamboa.
obro o tmulo da Exma. Sra.
Caadid da Iva de Josas
[oraos, offerecidaao mea ami-
50 o Sr. Joao Jos do Carva-
ao Bforaes Filho.
Deixou do existir a virtuosa esposa, a
nai rarinhosa, e a protectora dos infeli-
2es, D. Candida da Silva de Jess Moracs.
Quando ella esperava gozar delicias nos
traeos de seus fllhosj criados, eis que a
-'nn,edosa morte Ihe arrancar desto mun-
do 11 I Oh meu Deus I como terrivel a
niorle I I Todos nos devemosesperar por
elie golpe horroroso. Ficaram desconso-
lados seus Olhos pela perda da mais cari-
r>ii:ao8a das mis ; da esposa que desvelada
bisca va sempre chamar sua familia ao ca-
ninho da religiao. Deixa portento D.
C indida da Silva de Jess Moraes, esposa
di benemrito cidadiio Joflo Jos de Carva-
llo Moraes, um vacuo na sociedado do-
mestica
cejara minhas expressoes o senlimenlo
que me acompaoha pela iocomparavel
perda da protectora dos infelizes, e do pro-
fundo respeilo o amizade que ion sagro a
llislre familia do Sr. Joo Jos de Carvalho
, Mi raes.
I trra Ihe seja leve.
dem de Geiaba -
dem seceos .
topenadores grandes.
Mbm pequeos. .
Esleirs de preperi .
Estompa nacional .
Farinha de araruta .
dem de mandioca .
Feijo.....
Fumo em folha bom .
dem idem ordinario.
dem idem restolho .
dem em rolo bom .
jdem idem ordinario.
Gomma polvilho 5
5UU
400
1|000
3|200
11600
300
IfoOO
3J000
3SO00
7^000
14$000
9S000
7$000
15S000
cento


urna
um
urna



*
COMMERCIO.
Publicagoes a pedido.
Gaita filial do banco do Brasil
em Pernambuco.
EM 23 DE MAIO DE 1860.
Din-clores da semana os Srs. :
Francisco Joao de Barros e Jos Jeronymo
Monte iro.
A ciixa desconla letras a 11 O/o, e recebe
dinhe ro ao premio de 10 O/o ao anno.
A ('rectora rcsolveu era consequencia da
quanlidade extraordinaria de letras a receber
que nao houvesse descont na quarla-feira 30 do
crrente mez de maio.
NOVO BANCO
DE
PERNAMBUCO.
EM 29 DE MAIO DE 1860.
O B.'mco descont na presente semana a 11 por
ipecacanhua.......arroba
Lenha em achas grandes .
dem idem pequeas. .
dem em toros......
liadeiras cedro taboas de forro.
Louro pranches de 2 custados
Cosladinho. .......
Costado........
Forro.........
Soalho........
Varas aguilhadas.....
dem quiriz....... ,
Virnhtico pranches de dous
custadoa........um
dem idem custadinho de dito
dem taboas de costado de 35
a 40 p. de c. e 21/2 a 3 de
largura .......
dem idem dito de dito uzuaes
dem idem de forro ;
dem idem soalho de dito
dem era obras eixos de secupi-
ra para carros.....par
dem idem rodas de dita para
ditas........ ,
Mel. ... .....caada
Milho.........alqueire
Pedras de amolar. urna
dem de filtrar. .
dem rebolos .
Piassava em molhos
Sabao.........libra
Salsa parrilha .....arroba
Sebo em rama
Sola ou vaqueta (meio)
3JJO00
25J000
28500
18600
128000
38000
95000
88000
65OOO
255OO
48000
28240
18600
248000
148000


um
20 pur temo de agurdame, idrm
dem............................ .. 5OJOO0
Mtmcipio de Cimbres.
fc,.n. Arrematado conjuntamente.
290UO sobre o gado morte para
o consumo, avahado anoualmefrto
em...*.........................
Impostos a cargo da coHeciori
em......................,.......
20 por cenlo desguardenteidera
*-''................................
Cmmarca de Caranhuns.
o-r Arrematados conjuntamente.
T25500 aobre o gado inorto, para
o consumo, avahado onnualroenle
em..................................
Impostos a cargo da collectorl
em..................................
20 por cenlo da agurdenle idem
idem................................
Comarca de Flores.
Arrematados conjuntamente.
295OO sobre o gado morto para
o consumo, avahado snnualmentc
em..................................
Imposto a cargo da collectoria
em..................................
20 por cento de agurdenle idem
idem................................
Comarca da Boa-Vista.
Arrematados conjuntamente.
2*o00 sobro o gado morlo para
o consumo, avahado annualmente
em.................................
Impostos a cargo da collectoria
em...............................
20 por cenlo da agurdente idem
lde........;.-......:............ 509600
as arrematacocs seruo fetas por lempo de 3
annos a contar do 1 de juuho do correnle an-
no a 30 de junho de 1863, sob as mesmas condi-
coes das anteriores, e na forma do artigo 76 do
regulamenlo de 3 de agosto do 1852
As pessoas que se quizerem propor a esta arre-'
malacaotomparecara na sala das sesses da men-
cionada junta no dia cima indicado, pelo meio
da, competentemente habilitadas na forma do
art /5 do citado regulamenlo. devendo as habi-
hiacoes serem jutgadasnos das 31 do corrente
4 de junho.
E para constar se mandou offixar o presente e
publicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Per-
nambuco, 23 de maio de 1860.O secretario, An-
tonio Ferreira da Annunciaco.
Art. 75. Os contratos de arrematarlo do renda,
:4*009O00
3205OOO
509080
2-5008000
5OO8OO0
IOO9OOO
2:600JOtfO
1:1009000
509000
3:5008000
1:5009000
W
455OOO
168000
5S0O0
lOfOOO
108000
308000
280
28500
800
151ZU 1 fectuados sob o garanta de dous fiadores idneos
200 "
120
258000
. urna
rento .10 anno ateo prazo de 4 mezes! e a 12 0/ TaPioca........arrba
al o de 6 mezes, e toma dinheiro em conlas '
s simples ou com juros pelo premio c
prazo jiue se couvencionar.
Alfandega.
Rendir lento do dial a 28. 208.569S207
dem -lo da 29....... 8.6I5214
Unhasdebpi.......cento
Vinagre........pipB
Po brasil.......quintal
108000
38200
39520
830O
509000
2ft>00
218:1843421
lo vi monto da al fndela
V'oltira s entrados com fazendas
* ; com gneros
Volum issshidos cora fazendas
com gneros
27
668
------695
145
35
------180
1 Dcscarregam hoje 30 de maio.
Galera linglezaHermionefazendas.
JJrigue inglezLindisfarneferro e carvao.
Fataohij. americanoDuoder farinha de trigo
Krigue inglezAgnesbacalho.
Bngue hamburguez-J. H. Hermingfarinha de
trigo.
Patache; porluguezDnigente=diversos gneros
Bngue 1 nglezGloucusbacalho.
Brigue jirussianoPaul Augustcarvo.
Bngue (lamburguez-llenrielt-farnha de trigo.
Consulado sreral.
Rendimenlododia 1 a 28. 45:498250
dem do dia 29....... 1:8375175
Navio sahido no dia 28.
Portes do SulVapor inglez Tyne, coramandan-
le Jellicoc
Navios entrados no dia 29.
Porlos do Sul7 dias, vapor brasileiro Tocan-
lins, commandante o primeiro lenle Pedro
Hyppolito Duarle.
New-York por Barbadas21 dias do Io porto c
13 do segundo Vapor americano Peruano
de o70 toneladas, capitao J. Hall, equipageni
2=). era lastro : a ordem. Veio refrescar e re-
ceber carvo. Segu para Calho de Lima
o> es
Q.
z.
46.S36JH25
Rendim
dem
Diversas provincias.
liento do dia 1
co dia 29.
a 28.
,
9:923J821
266jJ359
10:190I80
Desp; chos de exportt%o pela me-
sa do consulado desta eidade n \
dia de maio de I86O
Lisboa-Brigue porluguez Boa F, Manoel Ig-
nacio le Oliveira & J'ilho, 186 olqueires tapio-
ca ; C! Nogueira & C, 22 barrs mel.
LisboaBrigue porluguez Relmpago, Thomaz
de A. !Fonseca,)J00 saceos assucar mascavado ;
Francisco S. Ruello & Filho, 12 saccas al-
godo V
Porto Mrigue porliVgecz S. M. I, M. J. Ramos
e Silv, 600 saceos assucar branco.
Rio de Jiineiro Brigue nacional Santa Ross,
Marques Barrosa C 100saceos assucar mas-
ca vadci.
IderaBarca nacional Recite, Marques Barros
& C, !|!00 saceos assucar mascavado.
Afriea=:$arca portugueza Progressista, Anto-
nio Jtls Rodrigues, 100 saceos assucar refi-
vado, |50 pipas e 9.150 raeias ditas cachaca.
Becebedoria de rendas internas
ireraes de Pernambuco
Itendirai oto do dia 1 a 28.
dem do dia 29. .
31:0i5299
96810
32:014S1U9
Consulado provincial.
Rendiraento do dia 1 a 28.
dem do dia 29.
43.056*291
1:4569765
44:513^056
Pauta 1 os precos dos principaes gene-
re s e prodoeces nacionaes,
que e despachatn pela mesa do consu-
lado na semana de
de 28 de maio a i de junho de 1860.
Aguarderle alcool ou espirito
de agurdente ..... caada
dem caxaca.......
dem de cia...... a
dem genebra...... >
dem idem.......botija
dem licor.......caada
880
470
500
800
garrafa
caada
arroba
dem ide.n......
dem rest lada e do reino ,
Algodao ira pluma 1.* sorte
dem ide n 2.a dita .
dem idem 3.a dita .
dem em carogo ....
Arroz pil.ido......arroba
dem con 1 casca.....alqueire
Assucar 1 raneo novo arroba

ERRATA.
No expediente do govemo publicado no Diario
de hontem, deram-se os seguinlcs erros :
Noofllcio. dirigido ao cora mandante superior
da guarda nacional de Olinda, onde se d no-
sico inferiordeve-se ler posicao superior.
No dmgido-ao juiz municipal de Santo Anlo,
cm vez de perdendo a appellacao que por ~
tura, ctc como sahlo impresso, la-se__
dendo a appehacaoque por ventara, etc.__
fio dirigido ao coramandanie superior da guar-
da nacional do Recife. em lugar da propicio
juizo, leia-se proprio juizx>.
dem raa cavado idem ... >
Azeite de mamona .... caada
dem de mendoim e de edeo.
Borracha Ina...... arroba
dem groisa....... ,
Caf em rao bom..... arroba
dem idei 1 restolho ....
dem ide 1 com casca ...
dem moi le....... >
Carne secca.......
Carvo de madeira .... .
Cera de ca rnauba em pao
dem ider 1 em Telas. ...
Charutos liona...... cento
dem ordi arios.....
Idemregaia. ......
Chifres........
Cocos secos....... >
Couros de ioi salgado libra,
dem iden seceos espichados. >
dem idem verdes. ....
dem de cabra cortidos Um
dem de 01 ica...... ^
960
320
800
78O0O
68000
550OO
18750
38200
38600
48900
29750
900
18920
75000
48000
78000
48500
58000
98600
58500
28560
98000
135000
255OO
18000
SgflOO
^Ko
45000
285
400
80
3001'
10|000
3
o-
c
O)
a.
I
B I
Horas.
B
o*
c
(O
tmosphera.
vi
T
33
Direcgao.
Inensidade.

^ ] Centgrado.
* ?a 00 g 1 ""--------' ^ Reaumur.
00 1. a CC ^J | Fahrenheit
00
~1
-1
en
-1
^1
Hygrometro.
o
I
Barmetro.
c
B
V-
K
?
o 3t
c-
C
C-
h
t
V.
que tenham bens de raz na cidade do Recife, ao
menos ura delles, urna vez que o oulro seja no-
e assira
A noite nublada e chuvosa, vcnlo SE
araanheceu.
OSCILLAQO DA HAR.
Preamar as 11 h. 51' da manhaa, altura 7 0 d
Baixamar as 6 h. 61 da larde, oltura 2 0 p '
0,bQsHvaloriodoar8enalllemarinha 29 de maio
de ,86 Vibbas Jnior.
Editaes.
= O flseal da freguezia de S. Jos faz ver aos
donos de carros, carrocas e mais vehculos de
conduceao, afim de que nao continu a appar'e-
cer ignorancia da parle dos conductores dos
mesmos vehculos, que a sahida 6 polas ras de
Hurlas, Marlyrios e Augusta ; e a entrada po-
las ras Imperial, Cinco Ponas em seguiraenlo a
ra Direita.
E para constar mandou publicar pelo Diario
Fiscalisar-ao da freguezia de S. Jos 29 de maio
de 1860.O fiscal,
Joao Xavier da Fonseea Capibaribc.
Pela inspeceSo da alfandega so faz publico
que no da 31, depois de meio dia, so hao de ar-
rematar porta da mesma reparticao, sendo a
arrematacao livre de direilos ao arrematante 20
barricas 1 C, e 50 barris marca triangulo com 'sar-
dinhas, viudas do Porto na barca portugueza Pro-
gressista, e abandonadas aos direilos por Jos
Francisco de S Leitao. Alfandega de Pernam-
buco 29 de maio de 1860.O inspector,
Benlo Jos Fernaades Barros.
loriaraenle abonado.
Art 76. As arremalaces pudero eflecluar-
se pela maior ou menor licilaco offerecida em
carias fechadas.
Conforme.O secrelario. Antonio Ferreira da
Annunciaco.
O Illm. Sr. inspector da thesouraria pro-
vincial, em virtude resolucao da junta de fazen-
da, manda fazer publico", que do cenformi-
dade com as leis e regulamentos cm vi-
gor, peranle a mesma junta, devem ser arre-
malodos por municipios e comarcas no dia 14 de
junho prximo vindouro os impostos se-
guinlcs :
Municipio de Olinda.
2$500 sobre o gado mordo para
o consumo, avallado annualmente
era..................................
3lunicipio de Iguarassu'.
Arrematados conjuntamente.
2j500 sobre o gado morto para
o consumo, avahado aunualmente
cm..................................
Impostos a cargo da collectoria,
avahado annualmente em.........
2u por cenlo de agurdenteme,
idem...............................
Comarca de Goianna.
28500 rs. sobre o gado morlo pa-
ra o consumo, avahado annualmen-
te em...............................
Comarca de Nazarelh.
2;>500 rs. sobre o gado morto pa-
ra o consumo, ovaliado annual-
mente era.........................
Comarca do Cabo.
2J500 rs. sobro o gado morto pa-
ra o consumo, avahado annualmen-
te cm............ .................
Comarca de Santo Anto.
25500 rs. sobro o gado morlo pa-
ra o consumo, avahado annual-
mente era..........................
Municipio deSerinhem.
2j?500 rs. sobre o gado morto pa-
ra o consume, avahado annualmen-
te cm..............................
Municipio do Rio Farinoso e Agua Prela.
2J500 rs. sobre o gado morlo pa-
ra o consumo, avahado annual-
mente em.....
3:1008000
2:500-5000
5008000
120j>000
10:6008000
8:7005000
8.1008000
10 700JOOO
1:100*000
5:1003000
5-9003000
36OJOO0
350g000
loOgOOO
151)3000
loosooo
3008000
IOO3OO1)
503000
lempo de
O Illm. Sr.
inspector da thesouraria pro-
vincial, em cumprimento da resolucao da junta
de fazenda, manda fazer publico que a arremaia-
5,10 da obra do cmpedramenio da estrada da
Victoria enlre os marcos de 6 a 8 mil bracas foi
transferida para o dia 6 do junho prximo vin-
douro.
F. para constar so mandou afiliar
publicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial
nambuco, 25 do maio de 1860
o presente e
de Pcr-
O secretario,
A. F. da Annunciaco
O Illm. Sr. inspector da thesouraria pro-
vincial, em virlude da resolucao da junta de fa-
zenda, manda fazenda, manda fazer publico, que
deconforroidado comas leis e regulamentos em
vigor, perante a mesma junta, devem ser arrema-
tados por municipios e comarcas 110 dia 6 de ju-
nho prozimo vindouro os impostostos seguinlcs
Municipio do Recife.
23500 rs. sobre o gado morlo para
o consumo, avahado annualmente
em...........y..................... 75:0008000
Comarca do Lxmoeiro.
Arrematados conjuntamente.
23500 rs. sobre o godo morlo para
o consumo, avahado annualmente
era............ .....................
Impostos a cargo da collectoria
avallado annualmente em..........
20 por cento de agurdente idem
idem................................
Comarcado Bonito.
Arrematados conjuntamente.
235OO sobre o gado morto para
o consumo, avahado annualmente
en.......................... 2:7003000
Impostos a cargo da collectoria
de municipio do Bonito em........ 6505000
20 por cento de agurdenle idem
idem................................
Municipio do Breje.
Arrematados conjuntamente.
295OO sobro o gado morlo par'
o consumo, avahado annualmente
em.................................. ~
Impostes a cargo da collec-oria
idem,....................,,,,........
2:3003000
8503000
2008006
IOO3OOO
9005000
OOOfOOO
Comarca de Pao d'Alho.
28500 rs. sobre o gado morto po-
ra o consumo, avahado annual-
mente em..........................
Imposto do 20 por cento sobre o
consumo d'aguordenlc nos muni-
cipios seguinlcs :
Olinda, avahado animalmente em
Goianna.........................
Nazarelh.....................
Pao d'Alho......................'
Cabo..............................
Sanio Anio......................
Ilio Formoso e Agua Prela......
Serinhaem........................
As arremalaces serao feilas por
tres annos, a contar do 1. de julho do corrente
anno a 30 de junho do 1863, sob as mesmas
ondices das anteriores ; c na forma do ar-
tigo 76 do regulamenlo de 3 de agosta de
1842.
As pessoas que se propozerem a estes arrema-
laces, comparecom na sata das sessoes da mes-
ma unta, no dia cima declarado, pelo meio-dia,
competentemente habilitadas na forma do art.
75 do citado regulamenlo, devendo as habi-
lilaces serem julgodos nos dias 6 e 12 de junho
vindouro.
E para constar se mandou alxar o presente
e publicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Per-
nambuco, 23 de maio de 1860.O secretario,
A. F. da Annunciaco.
Art. 75. Os contratos de arrematsgao de
renda que imporlarem em mais de 2:0003000 rs.,
sero efTectuados sob a garanta de dous fiadores
idneos, que tenham bens de raiz na cidade do
Recife, ao menos um delles, urna vez que o ou-
lro seja notoriamente abonado.
Art. 76. As arremalaces podero effecluar-se
pela maior ou menor liciucao offerecida cm car-
tas fechadas.
Conforme.O secretario, A. F. da Annun-
ciaco.
-- O Illm. Sr. inspector da thesouraria provin-
cial, em cumprimento das ordene do Exm. Sr.
presdeme da provincia, manda fazer publico,
que no da 14 de junho prximo vindouro, pe-
ranle a junta da fazenda da mesma Ihesourarii
se ha de arrematar, a quem mais der, a taca
das Barreiras da ponte do Manguinho e da es-
trada da Capunga, avahadas annualmente ambss
em 6;7003000 rs.
As arremalaces sera.o feilas por tempo de tres
annos, a contar do 1," de julho do correnle an-
no a 30 do junho de 1863.
As pessoas que se propozerem a esta arrema-
tacao, comparecam na sala das sesses da mes-
ma junta no dia cima indicado, pelo meio-dia,
competentemente habilitadas, com suas prepos-
tss era cartas fechadas.
E para constar se mandou anisar o presente e
publicar pelo Diario. ^
Secretaria da thesouraria provincial de Per-
nambuco, 23 de maio de 1860.O secrelario, A.
F. da Annunciaco.
O Irlra. Sr. inspector, da thesouraria pro-
vincial, em cumplimento da resolucao da junta
da fazenda, manda fazer publico, que.no dia 31
do corrente, se ha de arrematar, peraoU a men-
cionada junta, a quem par menos fizer, os im-
presses dos trabalhos das reparlicocs provin-
ciaes, avallados ero 5:000, annualmente:
A arrematacao ser feila por tempo de um anno
a contar do l. de julho do correnle anno. a 30
dejuoho de 1860.
A pessoa que se propozerem a esta arrema-
tacao comparecam na saU das sessooe da mesma
jubUj, no dia cima referido, pelo meie dia e
competentemente habilitadas.
E para constar se mandou affjxar o presente e
aubliear pelo Diario.
Secretaria da fhesuurarra provincial de Per-
nambuco, 3 de mato do 1860. ^secretario, Jn-
otiu Ferreira da Annunciaco.
== pe^ordem do Illm. 9r. inspector a lh#m-
raria de fazenda desla. provincia se faz publico
que tendo sido avahada em 6-0001 a casa de so-
brado de dous andar n 29. alia na ra da Cui.
e pertencendo i fazenda nacional, em virlude do
i?5-?0" om" P*"8 deMe ><*> no valor de
1.1555482. lera esta de ir a praro no dia 6 do ju-
nho prximo vindouro, as 2 hora da larde pe-
-!.1 me*IM ,ne*". para pagamento du-
que Ucou oevendo o tinado Antonio Ferreira-
uuarle Velloso.
n,^reUr.'J! da tho*ouraria de fazenda do Pcr-
interino. Luiz Francisco de S*opaio e Silva-.
rarlt SSS *? 'I1"" Sr" inspoc,or d """--
wsssaasasSS
andares 11 29. sila na ra da Guia, penhorad l
viuva de Aulonio F-rreira Ruarle Velloso en
pagamento do seu alcance, sendo a par" do di
sobrado avahada na quanlia de 1:1553482 aun
cora o abate daquarta parle na forma da li foi
adj.mic.-ida & fazenda nacional no valor de ris
oooaoia, pelo qual que tem de ir praca para
pagamento do dilo alcance.
Aa p*ssoes. pois, que pretenderem licuar, de-
'*r"'",',arrec" B"c horaaacim indicados
na casa da referida thesouraria.
Secretaria da thesouraria de fazenda de Pet-
nambiice, 9 do maio de lb60.
O Mucial-maior interino,
lui Francisco de Sonj^aio e Silva.
O Illm. Sr. inspector da thesouraria pro-
vincial, cm cumpiimenlo-da re*e4ucao da junla
da fazenda, manda fazer publico, que no da 31
do correnle. peranle a mesma junta, se ha de ar-
rcmilar a quem por menos Ozer o lornecmci.io
dos medicamentos e utensilios para a enfermara
aa casa de delenco desla cidade, por lempo do
d.mi"K d. loe'" d 1- d JUlh dC 186- 3
As pessoas que se propozerem a esta arrema-
acao, couparecan na sala das sessoes da rete-
nda junla. 1.0 dia cima indicado, pelo meio dia
e compolenterneute habilitadas, que acharo pr-
senles o formulario e condces da arremalaco.
E para constar se mandou offixar o prsenle e
publicar pelo Diario. vacmc
Secretaria da thesouraria provincial de Per-
nambuco, 3 de mam de 1860.O secretario An-
tonio Ferreira da Annunciaco
Declaracoes.
245
521
53
4
40
2
Arsenal de guerra.
Nao se tendo cftVchiado a arremaiaro annun-
ciada para o da 25 do corrente por falla de lici-
tantes, o Illm. Sr. coronel director manda nova-
mcnlc fazer publico 1 quem convier, que nos
termos do aviso do ministerio da guerra de 7 de
raarcoflndo.se tem de mandar manufacturaros
seguinlcs artignsdeaquipamenlo e hospital
Mochilas
Bornacs
Saceos para marmitas
Lences
Cobeilas de chita
Camisas de brira
Cuteles para alienados
Toalhas pequeas para bancas 60
Quem quizer arrematar o fobrico de taos arli-
gos, comparoca na directorio do mesmo orseoal
pelas 11 horas do dia 2 de junho prximo vin-
douro, com duas proposlas em que declarem o
menor prego, o lempo em que podem apresenlar
dilosartigos, e quaes seus liadores.
a /ccf81 de guerra de Pe'ambuco 29 de maio
de IboO.O escrivo,
Manoel Polycarpo Moreira de Azevedo.
= A adminislrago geral dos estabelecimen-
losde candado manda fazer publico, que nos dias
31 do correnle, 5 e 8 do prximo fuinro mez de
junho pelas 10 horas da manhoa, na sala de suas
sessoes, uao & prarja as rendas das casas abaixo
declaradas, pelo tempo que decorrer do 1 de
julho do correnle anno a 30 de junho de 1863
Os prctendenles d.vem comparecer com os real
pediros fiadores, ou munidos de cartas destes
e previnc-se aos inquilnos que nao esliverem
em da, qne nao sero receidos os seus laucos
M? i i,n,.iryno ge,al dos 'belecimenlos' de'
candado 24 de maio de 1860.-0 escrivo.
Antonio Jos Gomes do Corrio.
Bairro do Recife.
Roa da Cadeia ns. 23 e 30 : ra da Cruz n. 15-
rua do Encantamento n. 3 ; ra do Cordoniz n'
t> ; ra do Azeite de Pcixe 11. 1 ; ra do Costa*
n 1 ; ra da Senzala Nova n. 25 ; ra do Amo-
"mon, rua da L8p, ns- 5 8: f'"1 "a Moeda
ns. 31 o Jo ; rua do pilar ns.73.71, 93. 95 e 97-
becco da Lama n3. 26\e 30.
Bairro de Sanio Antonio.
Rua da Cadeia n 24 ; rua do Quei-nado n 15 -
oo" EW 25- 5r7'8' 33 e 123 ; rua Nuva s-
14 ?" v,' *- e9 \nr{,A d0 Padre Flonano ns.
1J' i3; 45- 47- i9- 63 e 65 ; rua do Fagundes
ns. deJ4 ; rua dos Pescadores n.ll rua das
Calcadas ns 30 32. 34, 36 e 38; rua das Cinco
Ponas ns, 70.98. 116'e 118 ; rua da Viraco ns.
/ e 17 ; rua de Hurtas ns. 33 e 94 ; rua de' Santa
Inereza ns. 4, 5 e 7 ; rua larga do Rosario n. 20'
rua da Roda ns. 3, 5. 7, 9 e 39; rua do Cabug n
J; rua do Calaboucu n. 18 ; ru do Seuhor Bom
Jess das Cnoulas n. 8 ; rua do Nogueira n 17-
lorgo do Carmo n 13 ; rua de Santa Cecilia n 16*-
travessa do Carcereiro ns. 11,13 c 17 ; Irovessa*
de S Jos ns 5, / c 11 ; iravessa do S. Pedro
11. 2 ; becco do Calabouro n. 2 ; becco da Carva-
lho n 5.
Bairro da Boa-Vista.
Ruadalmporalriz n. 68 ; rua da Conceicao n.
o ; rua da Alegra n. 5 ; rua da Gloria 65-
becco do Quiabo n. 8.
O novo banco de
Pernambuco repete o avi-
so que fez para serem rc-
co.hids desde j as notas
de i o.ooo e 0,000 da
emissao do banco.
Capitana do porto.
Do ordem do Sr. capitao do porto se faz publi-
co, que no dia 30 do corrate se ha de arrematar
um bote denominado Total, que pertenceu a 0-
nada Francisca Senhorinha das Chogas, ese ana
agora abandonado aos direilos que deve fazen-
da nacional.
A arrematacao ser feila por meio de cartaa
techadas, apresentadas Desta secretaria no refe-
rido dia, at 1 hora da tarde, sendo recebida a
maior ofterta-
O mesmo senhor capilao do porlo manda igual-
mente fazer publico, que o producto da arrema-
tacao rer recolhido thesouraria de fasenda.
para, depois de dedazidos os direitns dcvtdos.
ser entregue o restante aos herdeiros da referida
Francisca das Chogas, que se moslrorem conve-
nientemente habilitados.
Secretaria da capitana do porto de Pernambu-
co 26 de maio de 1860.O secretario,
J. P. Brrelo de Mello Bego.
Acha-se recolhido caaa)jfetencoo or-
dem desla subdelegada, por lgido da caso de
S'ia senhora, Lourenco, que diz ser escravo do
D. Mara Carneiro Monteiro : quem sejulgar com
direilo a elle, dirija-se a este juizo, munido da
sua provas. Subdelegada da freguezia de San-
to Antonio do Recife 26 de maio da 1860. Vil-
laca, subdelegado.
Tribunal do comraerek
Pela secretaria do tribunal do commercio de
Pernambuco se faz constar a ioscrrpe&o no com-
petente livro, do theor do papel de sociedado
qne em 21 do corrente flzerom Jos Fortunato
dos Santas Porto e seu irmao Augusto Frederico
dos Sanios Porlo, naturaes de Portugal, e domi-
ciliados ne3ta cidade do Recife. tendo por fim
dita sociedado a compra a venda de fazendas sec-
cas, e calcados ni loja da rua da Cadeia do bairro
I da qual usarao ambo os ocio; sendo que essa.


m.,1'';

01
TOURIQ Dg PERT^MWTO. QUARTA fEIRl 30 DB MAIO M5 1860;
sociedade luraraipor espac de 2 mas, a con-
tar do 1.'" de Janeiro do crreme a 31 che dezem-
bro a 1861, com o capital de 10:OOUf lornecido
ipelo socio Jo# Fortunato dos Santos Porto.
Secretaria do tribunal do commercio t Per
nanibuco 28 de maio de 1860. Dinaraerico Au-
gusto do Reg Rango), ufficial maior interino
Trlbmal 4 commercto
Por esta secretaria so faz publico, que por mu-
tuo accordo de todos os socios da firma commer-
cial de E. A. Burle & C. se conceden a retirada
do socio Narciso Mara Carneiro, ostabelccendo-
se que a liquidaco do que honver de lhe per-
tencer sera feita polo balando dado o anno prxi-
mo passado. levados em conla os adiantnmentos
feitos ao dito Narciso.
Secretaria do tribunal do commercio de Per-
nambuco 28 de maio de 1860. Dinamerico Au-
gusto do Reg Rangel, ollicial maior Interino.
Conselho administrativo
O conselho administrativo, para fornecimenti
1o arsenal de guerra, tem de compraros ob-
jetos seguintes :
Para provimculo dos srmazens do arsenal de
guerra.
20 duzias de laboas de louro de assoalho ; 3
duzias de limas muirs triangulaes de 5 pllega-
das ; 3 duzias de limas murgas triangulaes de 6
pollegadas : 200 moios de sola.
Quem quizer vender os ditos objectos pre-
sente as suas propostas era carta fechada na
secretaria do conselho s 10 horas da manhado
dia 4 de junho prximo vindonro.
Sala dassesses do conselho administrativo,
para fornecimento do arsenal de guerra, 28 de
maio de 1860.Rento Jos Lamenha Lint, co-
ronel presidente.Francisco Joaquim Pertira
Lobo, coronel vogal secretario interino.
LEILAO
Quinta-feira 31 do correte.
si. y
Ba do Imperador.
O agente Borja honrado com a con-
(lanca de urna familia que te retira pa-
ra fora da provincia, vender' em leilao
no cu armacem na ra do Imperador
n- 75, todos os moveisque compunham
a casa da supradita familia, consistndo
em mobilias, guarda-roupas, toilets,
cadeiras avulsas, commodas, candela-
bros, lou finidade de objectos miudos. Na mes
maoccasio tambem vender' frascos
de todos os (eitios e tamaitos que mul-
to ervem aos Srs. boticarios.
i
Avisos martimos.
Avisos diversos.
COMPANHIA
PEI5V4MDICAM
DB
Navegado costeira a vapor
O vapor Pcrsinungn, commandante Lobato
salie para os portos do sul no dia 5dc junho, re-
cebo carga ale o dia 4, oo meio dia. Provine-so
aos Srs. enrregadores que nenhuina carga ser
metida a bordo sem bilhelc da gerencia.
O vapor Iguarass, commandante Moreira
sahir para os portos do norte no dia 7 de junho.
Recebe carga para o Cear.no dia 30 de maio,
Aracaty 31, Maco no Io de junho, Rio Grande
do Norte nos dias 2 c 4. c Parahyba no dia 5.
Prcvine-se aos Srs. carregadores que nenhuma
carga ser recebida a bordo sem bilhete di ge-
rencia.
Precisa-se de um ollicial de
beiro : na ra das Cruzes n. 35,
LOTMMi
bar-
DA
Tcrcei a parte da primei-
ra do Espirito Santo.
O abaixo assignado venden da lotera supra
os seguintes premios.
COmPANHIABrUSILEIRA
DE
PAQUETES A VAPOR.
O vapor Oyapoek, commandante ocapito te-
nente Santa Barbara, espera-se dos portos do
norte em seguimento aos do sul at o dia 31 do
corrente mez.
Recebe-sc desde j passageiros e engaja se a
carga c encommendas que o vapor poder condu-
zir, sendo despachada com antecedencia al a
^espera de sua chegada : agencia ra do Trapi-
che n. 40, escriptono de Thomaz dcParia
Ns.- 202 1:000 1 (uarlo.
467 200* 1 meio.
178 200? 1 dito.
803 2005 1 dito.
3502 100 1 dito.
3874 100 1 dito.
544 100 1 dito.
1788 100 3 quartos.
2462 50 1 meio.
761 50 Bilhete.
3404 50 Bilholc.
1184 50 2 quartos.
3463 50S Bilhete.
. 820 50 1 meio.
499 50 1 dito.
3138 50 1 dilo.
3574 50$ 1 dito.
Alguns premios de 20.
A garana paga na ra do Collegion. 21.
P J. hay me.
Sociedade
Vj l&q eReftaente Aos Co-
cheiros em Pernainbwco.
t omingo 3 de junho prximo fulnro, lera lu-
gar a inslallago solemne dcsla socredade no sa-
tao dpalaclo da ra da Praia, devendo o acto
cor legar s 11 horas da manhaa Os abaixos as-
sigiadns. seus actuaos directores, leem a satis-
fagjiodc convidar a todas as pessoas que quizerem
abi ilhsntar com suas presentas essa festa social, a
conparecerem 4 hora indicada ; devando o salo
est ir de noite exposto vesita das [amilias que
nos; quizerem honrar. As 9 oras da manhaa os
sor os ouviro urna missa no convento do Carmo,
mandada celebrar em honra do Padrociro da so-
cio lado, o glorioso S. Elias.
Ulas das sessoo sociedade UniSo Benificen-
do Cocheiros em Pernambuco, 27 de maio de
17d0.Haymundoda Silva Gomes, presidente,
Igrjacio Francisco Gomes, vice-presidenlc, Dama-
zo Miranda de Souza Couto, Io secretario, Ven-
ceslao de Casiro Madeira, 2o secretario, Joaquim
Fenandes da Rocha, lliesoureiro, Agoslinho
Francisco do Rosarlo, procurador.
Perdeu-se
Da ra das Cruzes at a ra do Queimado urna
pujgcira de ouro : roga-se a quem acliou queron-
resiituix avista dos signaes della, levar a Praga
da {Independencia n. 38, que serecoropensar
pe o ochado.
t
j Aluga-se um andar de casa no
bairro da Boa-Vista, com multo bons
commodos para familia: quem precisar
qijeira indicar onde pode ser procurado
en'i carta com a inicial Z, que deixara'
ns livraria da praca da Independencia
n.j 6 e 8.
Bolinhos.
bandejas enfeiladas com diversos goslos, dos
miilhores bolinhos do nosso mercado, em porco
de libras ou a relalho, que conservam-se muito
pala embarque ou viagem ; as?im como pudins,
pajilels de nata, crome, lorias, ou oulra qual-
qupr pastelera para dessert: tambem preparara-
se jbolos finos pora o lempo de S. Joo e S. Po-
dre, das meihores qualidades da massa molhida
e sl.'cca superior, ludo com o mellior asseio, e o
majis em conta do mercado, dirija-se a ra da
Pe hu n. 25, para tratar-se.
IwraaiiA
PROVINCIA.
(erceira parte da primei-
ra do Espit ito Santo.
Para seren annUca&as s parles aftectaaas,
sem resguardo ncm ineommodo.
di AS c?AfAS MEDICINAES sao muito conhecidas do Rio de Janeiro e era lodas as provincias
a es ie imperio ha mais de 22 annos, sao afamadas, pelas boas curas que se lem obtido as enfer-
edeo'V ''10 eC"PlM, o que se prova com innmeros altestados que exislem de pessoas capozes
nm tn^i"1 e8,as Ch*p*s-electr-agnetica-epispasticas obtem-se urna cura radical e infallivcl
pin h! n0'/"?', inflaromacao (cantaco ou falla de respiraco), spjam internas ou externas,
rninfi.. u' esloma8. bra?o. rins, ulero, peito. palpilagao de coraeo, garganta, olhos.
i.mlv. ./ ,"? l1"0' ataques nervosos, etc.. etc. Igualmente para as differenles especies do
inn?ii ?- J!M! C3Crofy,'1s. elc- qua fr o seu tamanho o profundeza, por meio da
cullaivos. a rad,calmenle ext'rPaJo8. sendo o seu uso aconselhado por habis e dislinclos fa-
l BALe^,Co^!T,endas,0a8 Provincias devem ser dirigidas por escripto, tendo todo o cuidado de
molMtii P'^acoes. se as chapas sao para homem, senhora ou crianQa, declarando a
cm um oeiA Ho nn'r?UraSlrc.'a : -e 8Cnd0 '"^ao. ferio, ou ulceras, o molde do seu tamanho
icadas no seu lugar. doclara?ao onde exislem- aflm dc 1ue as chaP Baaam ser bera ap-
Pde-se mandar de qualquer ponto do imperio do Brasil.
ros necess^arTa0 "SKSde"'^ CmPe,enles P1caS5es e ,amben de todos 8 aesso-
H9RUADOPARTOH9
PERTO DO LARGO DA CARIOCA.
BARATO SNOPROGRESSO
DE
c^
Para o
presidio
liando
de Fer-
segu a barc nacional Atrevidaseguo em pou-
cos dias : quem qnizer carregar ou ir de passa-
gero, estando competentemente habilitsdo pelo
presidente da provincia, dirija-sc a ra do Vigario
ti. 12, para contratar.
o Rio de Janeiro
seguc em poucos dias o patacho nacional Ca-
puam, ainda pode admiltir alguma carga, pas-
sageiros e escravos ; a-tratar com J- B. da Fon-
seca Jnior, na ra do Vigario n. 23.
Ass.
Segu oestes dias o hiate Santo Amoro, rece-
be carga e passageiros : a tratar com Caclano Cy-
riaco da Costa Moreira, ao lado do Corpo San-
to n. 25.
Cear e Acrae.
No dia 30 do mez corrente segu o palhabolc
Sobraleuse com a carga que liver a bordo ;
quem quizer carregar, enlenda-se com Caelano
Cyriaco da C. M. no lado do Corpo Sanio o. 5,
segundo andar.
Para o Aracaty
sabe no fim do corrente mez o hiate Sania Ri-
ta, j tem a maior parte da carga : quem no
mesrao quizer carregar, trale com Marlins 4 Ir-
mao, na ra da Madre de Dos n. 2.
Para Lisboa
segu no dia 31 do corrente mez de maio o bri-
guo porluguez Relmpago, ainda recebe algu-
ma carga e passageiros, para o que tratase com
o consignatario Thomaz dc Aquino Fonseca, na
ra do Vigario n. 19, primeiro andir, ou com o
capitao na praca.
Lisboa e Porto.
Sahe iroprelerivelmente at o dia 3 de junho o
muito veleiro brigue porluguez
Attenco.
Os curadores Qscaes da fallencia de
Glaudiano Oliveira, avisara a todos os
devedores a' massa, que devem tratar
de solver seus dbitos at ao hm de ju-
nho prximo vindouro, entendendo-se
para csse fim com os Srs. Monteiro, Lo-
pes & C, depositarios Momeados, na ra
da Cadeiu do Recife, certos de que lin-
do esse termo sero chamados ante o
juizo cora peten'c.
Lotera da provincia.
O bilhete n. 711 com a sorle de 5:000J foi-nos
apresentado pelo Sr. Jos Nunes de Paula com-
mercianie dc gneros de estiva.
Layme & Madureira.
Alexandrina Flora de Oliveira Sanios, viuva
do finado Jos Ferreira dos Sanios, pede aos ere-
dores de seu fallecido marido terera a bondade
dc comparecerem em sua casa de officina doera-
palhador na ra das I.arangeiras n. 4, no dia
quinta-feira 31 do corrente 1 horada tarde, le-
vando nessa occasio as coritas de dbitos de que
a casa obrigada, para, vista do estado da rocs-
ma, os credores deliberarem o que for mais con-
veniente.
M ettto M PM c-W cTmv nw MH Bw. VHX&Bmi*'*
Loja de marmore 1
)s abaixo assignados venderam da lotera su-
prji os seguintes premios :
Na.711 5:000$ Bilhete.
202 1.000 lquarlo.
jL garantia paga na ra na ra do Colegio
n.|21
Layme & Madureira.
?raca da Independencia n. 40
Gompanhia doBe-
beribe.
Nao se tendo hoje reunido numero
su luciente de accionistas para a conti-
niliacjo dos trabalhos encelados na ses-
ao da assembla geral p: n I lia que foi convocada pira o dia 18,
d<| corrente, e queja se acha espacada
pita o dia 26 ; o Sr. director manda
convocar novamente para sexta-Jtira 1
d^! junho prximo futuro ao meib dia.
iscriptorio da administracao dltjCom-
ptinhia do Beberibe 26 de mato de 1860
Jos Teixeira Bastos, secretario in-
terino.
Precisa-se de urna ama para cozinhar :
ru'a do Queimado n. 48.
--Largo ila Pentaa-
Neste armazem de molhados con-
linua-se a vender os seguintes gneros abaixo mencianados do superiores qualidades c mais barato
do que em oulra qualquer parte, por serem a maior parle delles recebidos cm direilura por conla
dos propietarios.
MaMeiga inglcza e franeeza
perfeitamente flora mais nova que lera vindo ao mercado dc 640 a 800 is. a libra e cm barril
se far algum abatimenlo.
Queijos (Vameiigos
muito novos rerenlemenle chegados no ultimo vapor da Europa de 1J700 a 3 e a vista do gasto
que o freguez fizer se far mais algum abatimenlo.
Qneijo p*ato
os mais novos que exislem no mercado a 1 a libra, em porcao sa far abalimento.
xVmcxas fraueezas
em latas de 1 1 [2 libra por 1S500 rs., e em campoteiras de vidro conlendo cada urna 3 libra
por 3000.
Mustavda \ngVcxa e Vvauccla
em frascos a 640 rs. e era potes franeeza a 800 rs cada um.
na
DA
DE
4
recebo carga o passageiros para os dous portos,
.a tratar cora os consignatarios Carvalho Noguei-
ra&C, ra do Vigario n. 9, primeiro andar ou
com o eapilao na praca.
Aracaty.
O hiale Santo Amaro, recebe Carga e passa-
geiros ; a tratar com Caetano Cyriaco da C. M.
no lado do Corpo Santo n. 25, secundo andar.
Leudes.
Leilao
O agente Hyppolito tendo de mudar
o seu estabeleciment para o bairro do
Recife ara' leilao de todos os movis
existentes em seu armazem, os quaes
erao vendidos por todo e qualquer
preco, e por isso avisa a todos as pessoas
que tem movis era seu poder que os
retirem at sexta-feira i" de junho,
pois do contraro o agente cima nao
se responsabilisa senfio pelo preco que
por ventura possa obter em leflfi : sab-
bado2dejunhoasll horas em oonto
em seu armazem tito na ra do Impe-
rador n. 37.
43--Ra Nova 43
Os propietarios deslo estabelecimenlo
avisara ao respcitavcl publico, que ac- j
bam de receber pelos nltimos vapores da i
Europa, um variado sortimento de arli- !
gos de novidades, tanto para senhorasco- <
mo para homem e menines, e entre es- j
les :
Para senhoras.
Vestidos de cores de moirantique e gro- !
de-fric.
Capas para sahida de baile c thealroguar- ]
nocidas a arminho, ultimo g"slo.
Dias de velludo prelo, ultimo gosto.
Enfeites de phantasia para baile e thea-
tr-o.
Chapelinasde palha da Italia e seda ul-
timo gosto.
Loques dc phantasia o madreperola.
Chales de cachemira cora bordado es-
pecial.
Braceletes do sndalo e lequc9.
Retratos de sndalo.
Vestidos de cambraia branca bordada.
Luvas do Jouvin brancas, pretas e de
cores.
Hurcas, broches e pellerines com man-
guitos do cambraia flnissima, borda-
dos a ponto de Inglaterra o guarne-
cidos a renda valenciana.
ROVINCIA.
jO Sr. thesonreiro das loteras manda fazr pu-
blico que se acham venda, lodosos dias noes-
c iplorio das roesmas loteras na ra do Impe-
rador n. 36, o nhs casas commissionadas pelo
nesmo Sr. ihesoureiro na praca da Indepen-
dencia ns. 14 e iG o na rus Nova n. 56, os bi-
l; etes da quarla parlo da quarta lotera do Gyra-
n isio Pernambucauo, cujas rodas devero andar
ir ipreterivelraente no dia 16 de junho prximo
futuro.
i Thesouraria das loteras 26 de maio de 1660.
J, M. da Cruz, escrivao.
j Joo da Cunta Magalhaes faz scienle ao pu-
ta ico, que deixou jde ser seu caixeiro o Sr. Ber-
rdo Jos dc Ariujo, desde o dia 28 de maio
1860.
Roga-se a certo moro que em dias do mez
do abril prximo passado empenhou um chapeo
da Chyli em urna taberna no pateo da Santa
Cruz, pola quanlia de tOj) para tirar no Io do
correte, c como al hoje nao. apparecesso ro-
ga-se o favor de vlr tirar no prazo de 8 dias do
contrario ser vendido para seu pagamento.
Attencao.
J. D. Frick de Lisboa, tem a satisfaco
de informar a todos os seus amigos o cor-
respondentes, que os seus despachos to-
Icgraphicos pelo vajmr Magdalena, fo-
ram os primearos que se entregaran) na
estaco lelegraphiza de Lisboa.
VeraaAeiros figos Ae comadre
9m caixinhasde 8 libras elegantemente enfeitadas proprias para mimo a lg600 rs.
lSo\ac\in\\a mgleza
a mais nova que lia no mercado a 240 rs. a libra c em barrica com 1 arroba por \$.
Potes vidraAos
de 1 a 8 libras proprias para manteiga ou oulro qualquer liquido de 400 a 1&000 rs. cada um.
-Vmendoas contentadas proprias para sortes
de S Joao
a Ig a libra e em frasquinhos, contendo 1 li2 libra por 2$.
Cnpreto,\iysoii e pe vola
os meihores que ha ncsle mercado de UG00, 2 e 23500 a libra.
Macas em caix'uinas de 8 libras
contendo cada urna differenles qualidades a 43500.
Palitos de. dentes licuados
em molhos cim 20 macinhos cada um por 200 rs.
Tijolo francez
proprios para limpar faca a 200 rs.
Conservas inglezas e f rancezas
em latas e em frascos de differenles quilidades.
Presuntos, en o lricas e palos
o mais novo que ha neste genero a 480, 6(0 e 720 rs. a libra,
Latas de bolacliinlia de soda
de differenles qualidades a 1J>600 em porcao se far algum abalimento.
Tambora vendem-se os seguintes gneros ludo recenieracnte chegado e de superio-
res qualidades, presuntos a 480 rs. a libra, chourica muito nova, marmelada do mais afamado fa-
bricante de Lisboa, maga de lmate, pera secca, passs, fructas em calda, amendoas, nozes, frascos
com amendoascoberlas, confeites, pastilhas de varias qualidades, vinagre branco Bordcaux.proprio
para conservas, charutos dos meihores fabricantes de S. Flix, macas de todas as qualidades,gora-
marauilo fina, ervilhas francezas, champagne das mais acreditadas marcas, cervejas de ditas,
spermacetebarato, licores francezes muito finos, marrasquino de zara, azeitedoce puricndo.azei
lonas muilo novas, banha de porco refinada e outros muito gneros que encontraro tendentes a
molhados, por isso promeltem os proprietarios venderem por muito menos do que ou tro qualquer,
prometer mais tambem servirem aquellas pessoas que mandaren) por oulras pouco pralicas como
se viessem pessoalmente ; rogam tambem a todos os senhores de engenho e seuhores lavradores
queiram mandar suas encommendas no armazem Progresso que se Ihcs afanca a boa qualidadec
o acondicionamento.
ASSOCIAgAO
DE
Soccorros Mutuos e Lenta EnaociBaca
dos Captivos.
Em virlude do art. 19 cap. 5, de ordem do Sr.
presidente sao convidados todos os senhores so-
cios para que sedignem do comparecer domingo
3 de junho, a; 3 horas da tarde em ponto, visto
estar a casa das sessoes oceupada pela manhaa
com o festejo da inaugurado da socieJade Unio
Bendceme dos cocheiros desla cidade, afim de
funcctonir a assembla geral, visto que ha nego-
cios de summa importancia a tratar.
Secretaria da Associacao de Soccorros Muluos
?onn .E",.anc,Po dos Captivos 29 de maio do
ltto.Albino de Jess Baodeira, 1. secretario.
A. 200 rs. o covado
Vende-se na ra da Madre de Dos, leja n. 36
A, chita franeeza escura com pequeo loque do
avaria a 200 rs. o covado.
A 320 rs. o covado.
Vcndem-se na loja da ra di Madre de Dos n.
36 A, laazirhas de quadros de differenles cores
para vestidos de senhora a 320 rs. o covado, o
mais fazendas por bjratissinio preco.
Perneiras de couro da Russia
Vendem-se excellentcs perneiras de couro da
Russia, assim como botas e paletols, ludo islo
proprio para a estacao prsenle : na ra da Ca-
deia do Recife n. 53. _
Aos senhores de
engpnbo.
Na ra da Madre de Dos n. 7, ha grande por-
cao de camisas inglezas de bata para escravo,
proprias para a presente eslarao a 2 cada urna,
I ou 22# a duzia ; a ellas, antes que se acabera,
Empreza do asseio
publico.
Carlos Luiz Canibronne, estando a partir para o
Rio de Janeiro, onde interesses superiores con-
cernentes a sua empreza, reclamara a sua pre.-
senca temporariamente, lem a honra de prevenir
ao publico, que suspende at a sua volla os tra-
balhos da canalisacao das ras da cidade, mas
quo, a collacacao.dos apparelhos as casas nao
ser interrompida. Os senhores moradores das
ras do Crespo e Imperador, praca de Pedro II,
ras do Queimado, largo do Rosario, das Cruzes,
dos Quarteis, Iravessa do Ouvidor, largo do Pa-
raizo, ra de S. Francisco al o rio,, parte da do
Calabouco. Iravessa da Matriz, boceo Tapado o
ra Novo do lado direito.em quasi cada urna das
quaes ha j apparelhos funecionando, podem,
pois, conlinuara dirigir-se ao escriptorio da ad-
minislraco, na tua do Imperador n. 27, onde
acharo apparelhos de diversos modelos para fa-
zerem a sua escolha.
Tribunal do commercio
Por esla secretaria se Taz publico, que nesla
dala fura inscripto no competente livro o liieor
do papel de associacao em commandita que cm
3 do corrente Hzeram Francisco Botclho do Ait-
drade, Portugnez, o Vicente Licinio da Costa
Campollo, Brasilciro, domiciliados nesta cidado
do Recife, sob a firma de Cosa Campello & C,
sendo quo nesso papel se cstabelece que o socio
commanditario c capitalista Francisco Bolelho
Je Andradc entrar com a quanlia de 10:0009000
em moeda, ou gneros, e nao ser responsavel
por prejuizo algum alcm do sua entrada, e s
sim o socio de industria Vicente Licinio que ser
o gerente da sociedade, a qual durar tres an-
nos, e mais tempo a aprasimento Cos socios, o
so dissolver quando algum delles o exigir, ten-
do por objecto (lila sociedade a compra e venda
de gneros de estiva, e recolhimenlo delles era
armazens.
Secretaria do tribunal do commercio de Per-
nambuco 29 dc maio dc 1860. O. A. do Reg
Rangel, oOicial-maior interino.
lioaa-se ao ir. Clemente de Araujo Lima
Jnior o favor dirigir-so a ra do Queimado n.
27, loja dc miudezas ; faz-se o presente annuu
ci por nao se saber sua morada.
Altenco.
No holcl Trovador, na ra larga do Rosario n.
44, nico no bairro de Sanio Amonio, e offere-
cendo por isso populaeo inteira dessa bella
capital toda a acommodnco no que respcila ao
conforlavcl, contina a servir deludo com prom-
ptido e asseio, por menos do que em qualquer
oulro hotel nesta cidade.
Precisa-se dc um trabalhador para padaria:
na ra larga do Rosario n. 46.
Taberna.
Vende-se urna muito boa taberna em
lugar de muito bom negocio, muito
areguezadada para t?rra e para o ma-
to, com poneos gneros : para inior-
maco na ruado Codorniz n. 18, pri-
meiro andar.
Vendc-se gomma do malarana verdadeira a
800 rs.. e carrinhos de mao muito bem construi-
dos a 148 na nia Nova n. 71, junto a pote,
4 5,000 rs.
A pello do couro de lustre, que as lojas se
vende a 49500, c era duzia por menos alguma
cousa : no bazar pernambucauo da ra do Impe-
rador.
Jos Alves Lima, Jos da Silva Saraiva,
Domingos Antonio da Silva Beiriz, Jos Al-
ves Lima Filho, D. Francisca da Silva Li-
ma Beiriz, Anna da Silva Ferreira, Mara
do Carmo da Silva Lima, Amalia da Silva
Lima, Francisco da Silva Saraiva, Patricio
Jos da Silva Saraiva, lepassados da mais
pungente magoa pela inesperada morlc de
sua prezada esposa, fillia, mai o irmaa D.
Anna Joaquina da Silva Lima, vera pelo
presente agradecer a todas aquellas pessoas
que nao duvidaram tomar parte na dr que
ellos eslo sodrendo, e que se dignaram as-
sistir ao enterro e acompanhar o seu ca-
dver ao cemilerio publico, -com especia-
lidade o seu verdadeiro amigo o Sr. Ignacio
Jos do Couto que nao se aparlou do seu
leito al exhalar o ultimo suspiro. Ao mes-
mu lempo dirigem um vol de agradeci-
mento aos Rvds. religiosos carmelitas Fre
Joaquim dc Santa Marianna Cunha, Frei
Ernesto de Sani'Anna Cunha, Frei Candido
de Santa Isabel Cunha e mais religiosos que
npsse mesmo sentido tanto se prcslaram e
lautas provasderam de amizade.
Roupa engommada.
_ Precisa-se mandar laTar e engommaruraa por-
co de roupa, e ficar-se-ha freguez, caso agrade:
na ra do Crespo n. 25, segunda loja.
Na ra do Vigario n. 29, troca-se dinheiro
da Baha e do Rio, pelas sedlas geraes e do
Banco, assim como tambem se dao da Bahia e do
ixio pelas daqui. Igualmente se troca dinheiro
grande cm miudo.

Msica.
Recebeu-se pelo ultimo
tas msicas para piano :
n. 43
paquete boni-
na ra Nova
Existe no trapiche da companha
urna porcao de caibros, sendo a maior
parte proprios para andares : a tratar
no mesmo trapiche
Aluga-se um armazem grande
sito na ra da Cruz do Recife, proprio
para qualquer estabeleci ment; para
mais informales na ra da Cruz n. 11.
Os abaixo assignados rogam as pesroas que
lenham em seu poder letras ou ttulos dos mes-
mos, queiram fazer o favor de mandar urna nota
loja Ja ra da Gadeia do Recife n. >6 a. Recife
28 de maio de 1800.Vidal & Baslos.
Aluga-se urna grande casa para familia,
oda envidragada, no lugar da Capunga : quem
pretender dirija-so ra da Cruz n. 8, primeiro
indar, que achar com quem tratar.
Lotera da provincia.
Na loja da praca da Independencia n. 22 e as
nais do costume acham-se venda os bilhetes,
neiose quartos da quarla parte da quarta lotera
lo Gymnasio, garantidos por
Santos Vieira.
En abaixo assignado fago scienle ao corpo
i o commercio, que tenho justo e contratado para
ociodo mcu deposito sito no paleo do Carino n.
- 3, com o Sr. Antonio Machado dos Santos, lican-
ilo de ora em:dianle gyrando o mesmo estabelc-
imenlo sob a firma de Branco & Sanios, fkcando
11 passivo aolirior a esta dala sob minha rospon-
labilidade. Kecife, 28 de maio de 1360.Fran-
i itco Cetario Branco. .
a ra ilo Sql, largo da Concordia, ha?para
i ender-se 4 t os mansos para carroca, das 9 bo-
iis da panb a s do tarde.
u Loja d marmore.
MWMfMlvBWaHNv vyaR tRW^nSVr!ffif(Dm
Admiramos muilo um certo mogo que
mora em urna das ras do bairro da Boa-Visla,
nao ter em que se oceupe para estar sempre na
porta, lano de dia como noite at certa hora,
pois os visinhos nao esto para suas casas se-
rem defamadas por causado mesmosenhor, por-
tanlo pedimos aos pas do mesmo que d provi-
dencia a esse respeito. Islo pedo-lhe
Um dos encommodados.
Deseja se fallar com o Sr, Manoel
Cava lean ti Uchoa, lavrador do enge-
nho Jardim, no primeiro andar da ra
da Cruz n. 46 ou na Passagem n. 7, a
negocio que lhe diz respeito.
Precisa-se de um senhor sacerdote que
queira dizera missa das 11 horas na matriz da
Boa-Vista, com a esmola de 5S r pode dirigir-se
praga da Boa-Visla n. 7.
Bichas de Ham-
? burgo.
Esli venda aos ceios e a relalho, chegadas
pelo ultimo navio de Hambrg : na ra estreila
do Rosario n. 3, loja de barbeir..
Vende-ge um moleque de bonita figura e
mtiifo esperto, proprio para pagem, e com prin-
cipio de offlcio de ourives : a tratar na ruada
Cadeia do Recife n, 82.
Annuncio.
D. Delphina Marinha Dias Cordeiro, viuva do
finado Joo lavares Cordeiro, roga a todos os
crodores do mesmo finado-, hajara dse reunir no
dia 31 no corrente. ao meidia, na casa de sua
residencia, ra da Madre do Dos n. 36, segundo
andar, afim do tratarem a forma do nielhor an-
damento dos negocios da mesma casa.
Quem echar um menino chamado Chris-
piano, de 12 annos dc idado, pouco mais ou me-
nos, muilo alvo, cabello corlado, que desappare-
ceu do armazem do Sr. Rufino Gomes Ja Fonse-
ca, poder Irazer em casa dos Srs. Souza Barros
& C, que ser recompensado.
Jos Antonio Alves, cidadao, retira-se para
a Europa a tratar de sua saude ; deixa por seus
procuradores, em primeiro lugar ao Sr Manoel
Ccellio Pinheiro ; cm segundo Joo Antonio
Soares Veras e era lercciro Joaquim Rodrigues
Santos.
Attencao.
Fugio da casa n. 42, da ra das Aguas Ver-
des, um cachorrinho, casta de dogue,. pequeo,
cor vermelha, peito branco, forinho curto : quem
ac har d noticias, que ser na raesma casa re-
compensado generosamente
ATTENCAO.
Roga-se aos senhores passageiros que honlem
desembarcaram para esla provincia do paquete
inglez Tyne, se por engao da alfandega leva-
ram com suas bagagens um sacco de viagem, de
oleado : fazendo o favor de declarar sua morada
para ser procurado, ou entregue na alfandega.
Fredeiico Velloso Koop vai ao norte do im-
perio a suas cobrangas.
SOCIEDADE
Instituto Pi eLitterario,
De ordem do Sr. presidente, scientilico aos se-
nhores socios, que amanha (quinla-fcira) haver
sesso ordinaria do conselho director as 3 e 1|2
horas da tarde, depois da qual (is 4 horas) have-
r sesso extraordinaria da assembla geral, sen-
do ambas as sessoes presididas pelo socio hono-
rario o III m. Sr. Dr. Antonio Rangel de Torres
Bandeira.
Secretaria do Institnto Pi e Lillerario aos 30
de maio de 1860.
Henrique Mamede Lins de Almeida.
2.- secretario servindo de 1."
Vende-se ma fabrica de carnauba com lo-
dos os pertences : na Iravessa do Carioca n. 11.
Milho e farello.
Vende-se milho a 44500, em porcao por menos
e em cuia a 240 rs., farello a 5J o sacco ; na Ira-
vessa do pateo do Paraizo n. 16, casa pintada de
araarello com oilo para a ra da Florentina.
A 17#000 a duzia.
Vendem-se na loja da roa da Madre de Dos
n. 36 A, camisas francezas brancas e de cores a
17# a duzia, e urna a 1I50O.
Flix l'ereira da Silva, Mara Felicia de
Araujo Silva, Antonio Pereira'da Costa Ga-
ma e Mara Candida dos Prazeres Gama, re-
passados da mais penetrante dor pela pre-
matura morlc de sua mui presada filha e
netaAmelia,vem agradecer 3 todos os
seus amigos que se dignaram parlhar de
suas magnas, e acompanhrr o cadver de
sua mencionada filha e nela ao cemiterio
publico, prolestando-lhes urna eterna gra-
lido por essas bem manifestas provas de
amizade.
Com toque de avaria
1:800
Cortes de vestido de chita rocha fina a 1:800
lencos de cambraia brancos a 2:000 9:500 39
4:000 a dusia ditos com 4 palmos por cada face
e de 4 e meio por 5:000 cousa rara no Arma-
zem de fazendas de Raymundo Carlos Leite k
Irmaos. roa da Imperatriz n. 10.
Escravos venda.
Vendem-se, trocam-se e compram-se escra-
vos de toda idade, e do ambos os sexos ; na ra
do Imperador n 21, primeiro andar.
Precisa-se alugar um preto para
servit-o de casa estrangeira, que nao se-
ja muito moco: quem os tiver dirija-se
a ra da Cruz n. 4.
Aluga-se urna baixa grande de
capim a qual da' no- ver3o e invern,
sita na Soledade: os pretendentes diri-
jam-se a ra da Cruz n. 4.
Na traretsa da roa das Cruzes n. 2, segun-
do andar, ao pdesla lypographia, linge-se com
perfeicao de qualquer cor, e mais baralo que em
ootra qualquer parte.
... !'
1 J--*
inri


r
51ART0 bE PERNAMBCO. QtUftlA FEiftA DE MaIO D 1860. r
' 0b JbfS^
A, N. Osborn, retralisls americano convida no respeitavel publico pernambucno, para
Visitar scu eslabelecitaent de retratos pelo systema ambrotypo, com vid'ros domados e se respoo-
sabilisa pela sua conservacao Ilimitada, como tambcm eiicoiurarao um salo especial para senho-
ras e grande e variado sobrecelentes deobjecios pertencentes a mesma arle.
Retratos para todos os pregse ao alcance de todas as boleas de 3g al 30J : na ra do
Japerapor n. 4, baudeira americana.
Attencao.
Na Toa tas Cruzes n. 21, coniinoa-se a forne-
CCTxmmidas a 25J} mensaescom toda o asseio.
*- O abaixo assignado faz sciente ao publico o
com especialidade ao rcspeitave-1 corpo de com-
a ercio, que era virtude de 1er fallecido scu so-
cio Antonio Luiz Vieira, Gcou extincta a firma de
Vieira & Pava desdi 28 de noverabro de 1859 de
*o assiguado rcsp da dita firma, c pertencendo-rhes lodo o estabe-
leciraento desde a referida data em diante. Re-
cife 25demaiode 1860.
Joao Bcnto Para.
Aluga-se urna escrava para o servico inter-
no e externo de qualquer casa de familia; quem
precisar, dirija-se a na da Praia n. 80.
No domingo, 6 desle mez, as 8 horas da
mandila, saliio o annunciantc de um mnibus,na
Cnu de Almas, doixando no assento urna charu-
teira de couro. O proprietlrio do mnibus vio
que um senhor lomou conta da charuteira c co-
mo este nao a voltou ao scu dono, pcde-se-lhe
o favor de entrega-la quanto aules na praca da
Independencia ns. 6 c 8.
Offerece-se um rapaz brasilciro, vindo do
mato, para caixeiro de cobranza ncsla praca, ou
de que lem muila pralica, e lem andado
vendendo ora com outras pessoas, do que tcm
lambem bastante pratica ; assim como se ofere-
ce para outra qualqucr aarumacao, ainda que
pouca experiencia lem do outros negocio, e d
conhecimenlo de sua conduela : quem o preten-
der, aununciepara ser procurado.
pompanhia do Be-
beribe.
O Sr ca xa da companhia (commen-
cjador Maaoe1 Goncalves da Silva) esta'
8 utoritado a pagar desde hoje o 24* ai-
ideado a razao de 5f150 poracc&o.
Escriptorio da companhia 19 demaio
t e 1860.Jos Teixeira Bastos, secre-
tario interino.
15)
| Attencao. 1
( i Curso pratico e theorico de lingua fran- (
) ceza por urna senhora franceza, para dez (
J mocas, segunda e quinta-feira de cada se- <
i | maa, das 10 horas at meio dia : quera1
quizer aproveitar pode dirigir-se a ra da i
Cruz n. 9, segundo andar. Pagamentos i
| adiantados.
msm m ^^w*
Grand e novo sortimeoto de fazeodas de todas as qua-
lidades por baratissimos precos.
Do-se amostras eom penhor.
'or um corte de cabello e
frisamento 500 rs.
Ra da Imperatriz n. 7.
Lecomtc acaba de receber do Rio de Janeiro
primeiro contra-mestre da casa Augusto Clau-
dio, c um oulro vindo de Pars. Esta estabele-
imentoest hoje as melhores condiroes que
possivcl para salisfazer as encommendas dos
ojelos em cabellos, no mais breve lempo, co-
110 sejara : marrafas a Luiz XV, cadeias de relo-
g os, braceletes, annois, rosetas, etc., ele, ca-
t illeiras de toda a especie, para horaens e se-
t horas, lava-se igualmente a cabera a moda dos
E stados-liidos, sem deixar urna s pelcula na
beca dos clientes, para salisfazer os prclenden-
s, os objectosem cabello serao feitos em sua
csenca.se o desojaren), c achar-se-ha serapre
ma pessoa disponivel para corlar os cabellos, e
pintear as senhoras em casa particular.
E' chegado loja de Lr.comte, aterro da
Boa-Vista n. 7, o exccllenle leite virginal de ro-
s is branca para refrescar a pello, tirar pannos
jardaso espinhas, e igualmente o afamado ole
liabosa para limpar e fazer crescer os cabello
jssim como pos imperial de lyrio de Florenc8
i ara bortuejas c asperidades da pelle, conser-
'i a a frescura e o avelludado d primavera da
ida.
praca

mLicoes de francez e
piano.
Mademoiselte Cleraence de Hannetot
de UanncviUe continua a dar licoes de K
francez ? piano na cidade e nos arrabal- jB
dos : na ra da Cruz u. 9, segundo andar. *
Prectsa-se de dua$ amas, urna pa-
ra cos'tnhar e outra para engommar,
dando-se preferencia a escravas: a tra^
jar na ruado Imperador n. 15.
agencia dos fabricantes amerlca-
nos Grouver & Baker.
Machinas de coser: em casa de SamuelP.
Jo&nston & C, ra da Senzala Nova n. 52.
Preci$a-se de um horneen para
distribuidor deste Diario, dentro desta
cidade : na livraria n. 6 e 8 da
da Independencia.
& DENTISTA FRANCEZ. |
w Paulo Gaignoux, dentista, ra das La- 2
>* raegeiras 15. Na mesma casa tem agua e *<
p denlifico.
foluiniivs mv tseo.
Estao venda na livraria da praca da Inde-
pendencia ns. 6 e 8 as fethinhas para 1860, im-
pressas nesta typographia, dasseguiotesquali-
dades :
? OLHINHA RELIGIOSA, conlendo, alm do
kaletidario e regulamento dos direitos pa-
rochiaes, a conlinuaco da biblwtheca do
Crislao Rrasilciro que se compe: do lou-
vor ao santo nome de Dos, coroa dos ac-
or, hymnos ao Espirito Sanio e
a N. S., a imilacao do de Santo Ambrozio,
jaculatorias e commemoraco ao SS. Sa-
cramento e N. S. do Carmo, exercicio da
Via-Sacra, directorio para or acao menta
dividido pelos dias da semana, obsequios
ao SS. coraco de Jesus, saudaces devo-
tas s chagas de Cliristo, oraces a N. Se-
nhora, ao patrocinio de S. Jos e anjo da
guarda, reaponco pelas almas, alm de"
outras oraces. Preso 320 rs.
-IPTA DE VARIEDADES, contendo o kalenda
rio, regulamento dos direitos parochiaes.e
urna collecco de ancdotas, ditos chisto-
sos, coutos, fbulas, pensamenlos moraes,
receitas diversas, quer acerca de cozinha,
quer de cultura, e preservativo de arvore8
e fructos. Prego 320 rs.
If TA DE PORTA.a qual, alm das materias do
costume, contm o resumo dos direitos
parochiaes. Pre o 160 rs.
- Roga-se aos Srs. devedores do estabele-
cimonto do fallecido JosdaSilva Pinto, o ob-
sequio de saldaren] seus dbitos na ra do Col-
eg venda n. 25 ou na ra do Queiraado loja
n. ip.
da
Vlmanak aa provincia.
Sabio a luz a folhinha com
o aluaanak da provincia para
o correne anuo de
Lindos cortes de vestidos de seda pretos
.de 2 saias
Ditos ditos de ditos de seda de cores
com bnbados
Ditos ditos de ditos de gaze phantazia
de cores
Roraeiras de 016 de seda preta bordadas
Visitas de grosdenaples preto bordadas
cora froco
Grosdenaples de cores com quadrinhos
covado
Dito liso preto e de cores, covado
Seda lavrada preta e branca, covado 1} e
Dila lisa preta e de cores, com 4 palmos
de largura, propria para forros
Corles de vestido de seda de gaze trans-
parentes
Ditos de ditos de cambraia e seda, corte
Carabraias orlaodys de cores, lidos pa-
dres, vara
Manguitos de cambraia lisos e bordados
' iras e entremeis bordados
Mantas de blonde brancas e pretas.
Ditas de fil de linho pretas
Chales de seda de todas as cores
Loncos de cambraia de linho bordados
Ditos de dita de algodao bordados
Panno preto e de cores de todas as qua-
lidades, covado
Casemirasidem dem dem
Golliohas de cambraia a
Chales de touquim brancos
Ditos de merino bordados, lisos e es-
tampados de (odas as qualidades
Eufeiles de vidrilho francezes pretos e
de cores
Aberturas para camisa de' linho e algo-
dao, brancas e de cores
Saias balao de varias qualidades
Taet rdxo, covado
Ghilas fraueczas claras e escuras, co-
vado
Cassas francezas de cores, vara
Collarinhos de esguio de linho mo-
dernos
Um completo sorlimcnto do roupa feita
sendo casacas, sobrecasacas, paletots,
colleles, caigas de muitas qualidades
de fazendas
Chapeos francezes Gnos, forma moderna
Um sorlimcnto completo de gravalas-de
seda de todas as qualidades
Camisas francezas, peitos de linho e de
algodao brancas e de cores
Ditas de fusto brancas e de cores
Ceroulas de linho e de algodao
19200 Capellas brancas para noivasmuilo finas
S Um completo sorlimcnto de fazendas
3&000 para Vestido, sedas, la e seda, cam-
braia e seda lapadas e transparentes,
1500 covado
Meias cruas brancas e de cores para
10J000 meninos
160O0 Dilas de seda para menina, par
Luvas de Oo de Escocia, pardas, para
1000 menino
9 Velludiiho de cores, covado
Velbutina decores, covado
y Pulsciras de velludo pretas e it co-
9 res, o par
9 Ditas de seda idem idem
g Um sorlimcnto completo de lu^as de
$900 seda bordadas, lisas, para senhoras,
homens e menines, de todas as qua-
9 lidades
9 Cortes de col'ete de gorguro de seda
ffUO de cores
9 Ditos de velludo muito finos
Lencos de seda'rdxos para senhora
9 Marquezitas ousombrinhas de seda com
molas para senhora
3500 | Sapatinhosde merino bordados proprios
* para baplisados, o par
9 Casinetas de cores de duas largurasmui-
6&000 | lo superiores, covado
J500 Sctim preto, encarnado e azul, proprio
i para forros, rom 4 palmos de largura,
9280 I fazenda nova covado
1500 i Selim liso de todas as cores, covado
j Lenros de gorguro de seda pretos
(800 Relogios e obras de ouro
i Corles de casemira de cores a
9
.89500
9
8
9
8
9
I
9
19600
9320
19200
9700
2g000
19000
9
9
2500
9
25000
1*000
19600
9

9
5900
za de Ollendorff.
Novo metliodnpara aprender a 1er,
a escrever e a fallar inglez em "6 mezes,
obra inteiramente nova, para*uso de
todos os ettabelecimentos de instruccao,
pblicos e particulares. Vendse na
praca de Pedro 11 (antigo largo do Col-
legio) n. 37, segundo andtr.
Attencao.
Aluga-sc o armazem da casa n. 15 da ra do
Vigario : quem prelende-lo, dirija-se ao caes do
Ramos u. 2, ou a ra Augusta n. 94, a fallar com
Prxedes da Silva Gusmao.
Desappareceu na noito do dia 7docorrcnte,
do engenho Ronda, do silio Boavista da fregue-
zia de Santo Antito, comarcada Victoria, do abai-
xo assignado, um cavallo com os signaes seguin-
tes: ruco rom pegas de vermelho, osdousjoelhos
sempro relados porter costume de topar, as pon-
as das orclhas trincadas, e o cabega carregada,
ferrado com o ferro do legitima dono: quem del-
le der noticia certa, ser bem recompensado.
Jos da Cmara Pimentel.
Alexandrino Cesar de
Mello
faz sciente aos Rvms. clrigos e scus freguezes,
que o annuncio deste Diario n. 120 e 121 nao
seu, pois o mesmo ainda mora na ra do En-
cantamento n. 7 ; e o mesmo contina no exer-
cicio de sua arle a fazer capas, batinas, samar-
ras, capas viatorias, barretes, mursas para irmaos
de S. Pedro, dilas para conegos da (apella im-
perial, solideos c becas para desembargador.
I Ao publico I
Acliando-se grassando epide- K
micamente angina e a escarlati- ^
, oIIti.cernes as mais de f'ami- ^
ia o tratamento
na.
EAU MINERALE
o qual se vende a 800 rs. na
pra^a da Independencia livra-
ria n. 6 e 8 contendo alm do
kalendario ecclesiastteo e
civil:
Noticia dos principaes esta-
dos da Europa e America com
o nome, idade etc. de seus im-
peradores, reis e presidentes.
Resumo dos impostos ge-
raes, provinciaes, municipaes
e policiaes.
Tabella dos emolumentos
parochiaes.
Empregados civis, milita-
res, ecclesiasticos, litterarios
Je toda a provincia.
Associacoes commerciaes,
agricolas, industriaes, littera-
rias e particulares.
Estabelecimentos fabris, in-
dustriaes e commerciaes de
todas as qualidades como lo-
jas, vendas, ac,.ougues, enge-
nhos.etc. etc.
Serve elle de guia ao com-
merciante, agricultor, mar-
timo e emfim para todas as
classes da sociedade.
NATURALLE DE VICHY.
Deposito na botica franceza ra da Cruz n. 22.
homeopathico,
contendo os symptomas das mo-
lestias c dos medicamentos pro-
priados com amaneirade osem-
pregar Assim como carteira com
os medicamentos homeopathicos
para o mal.
N. B. Medicamento especico
e preservativo para estas alFec-
^Oes. Em glbulos efcm tintu-
ras. Pateo do Carmo n. 5, pri-
meiro andar, largo do Para izo
n. 13, sobrado de um andar.
GB.WDE SORTISEXTO
DE
CAS DE BANHO
Neste prove toso estabelecimento, que pelos no vos melhoramentos feitos acha-se
ma.nrnuiJH ar-se-hao tambem do 1 de novembro em vante, contratos mensaes para se eTectuar lindas que sejam 3 audiencias
Pelojuizo de orphaos desta cidade, esenvao
Guimaraes, lem de ir praga, de renda por lem-
po de 6 annos, o engenho Dous Irmaos, silo em
Ierras de Apipucos, servindo de base para a ar-
rematado a renda annual de 5.700J500. porque
se acha aclualmenle arrendado As eondicoeq
com que vai a dita propriedade praea, arham-
se patentes no edita! e escripto de praca em mao
i do porleiro ; bem como podem ser vistas no in-
conve- I venlario, pelo rarlorio do dito cscrivao. a praca
maior commodidadee-economiadojpublico de quem os propietarios esperam a remuneraco de
tantos sacrificios.
Assignaturj de banhos fros para urna pessoa por mez.....10J0OO
momos, de choque ou chuviscos por mez 15$00O
______ Series de cartoes e banhos avulsos aos oreos annunciadn*.
Aluga-se urna excellente casa de
ca mpo com grande sitio, na estrada da
Casa Forte, com todas as commodida-
des para familia, cocheira, estribara,
tanques para banho etc., et",: quem
pretender a mesma dirjase a ra da
Cruz n. 4, casa de A. O. Bieber & C,
successores.
Aluga-se a excellente e commoda
asa da ra da Aurora n. 26 : a tratar
na mesma ra n. 16 A.
T R8a-Sf a quem se juurar credor da cxlinc-
Tem um co npleto sorlimcnto de roupas leila j la firma do Vieira & Para por qualquer titulo ou
ie por medida i vontade do.s freguezes : caifas de j conla de livro vencida ou por vencer, e, no pra-
.casemira e de brim, colleles de diversas quali- z. e d,as> aPrPsenla-la para ser promptamen-
>, t ,' i I,e P8a. "a Praca da Independencia ns. 19 c 21.
des.sobrecasa :as de muito bora goslo. um- sor- ; #> *wW@@@e
tmenlo de paletols de panno e de casemira, al- rnncnlin.i ..__i .i i
paca.laazinhariscadinhosede brim, que udo I nCOMlllont CCDtral llODieopalhlCO
:se vende por preco commodo ; um completo sor-
llmento dechajos pretos de seda para liomem,
ide superior qu ilidade a 109, ditos de castor mui-
Fazendas e roupa feita
POR MEDIDA.
Na loja e armazem de Joaquim
Rodrigues T. de Mello.
Riia do QucVmado n. VJ.
em sun loja Ae 4 portas. ;
Direila45
lo superiores a
DE
16$, chapeos de sol de
glezes dos mell ores que tem vindo ao
rhaly de seda e
tem apparecido
seda in-
mercado,
ditos francezes de diversas qnalidades, ditos de
panno grandes > pequeos, cortes de vestidos de
seda de variadi s goslos para diversos precos, um
:omplulo sortn enlo de bordados e entre-meios,
golinhase man mitos, ludo por preco commodo ;
la de goslo mais apurado que
a lz80 o covado, chitas franco-
izas muito superiores de 260 al 4fO rs. o covado
de goslos muilo delicados : um grande sorlimen
iseria impossivcl aqui se poder mencionar coro
presos, assevera-se aos freguezes que ludo se
(vende mais en) cona que em outra parte sendo
a dinheiro.
! Jos Thomaz ae Campos Quaresma, partici-
pa as pessoas de sua amizade, que hoje a sua
.residencia na ra Augnsta, casa de andares,
jdo desembargador Alexandre Bernardino do Reis
le Silva, de n. 19.
TUHIIVCA.
Continua sob a mesma directo da Ma-
noel de Mallos Teixeira Lima, professor
em homeopalhia. As consultas como d'an-
tcs.
Botica central domeopalrica i
Do
R- SABINO 0, L PIMO- i

Novos medicamentoshomcopathicos en- a
^ viadosda Europa pelo Dr. Sabino.
q Estes medicamonlos preparados espe- S
q cialmenle segundo as necessidades da ho-
@ meopathia no Brasil, vende-se pelos pre-
lodo fazendas [rancezas c Inglezas c allemsque* ^ cos conhecidos na botica central honico-
pathica, ra de Sanio Amaro
vo) n 6.
(Mundo No-

Altenco.
Sirop du
DrFORGET
JARABE DO
vado pelos
Este xarope.est apprt
:omo sendo o melhor pa a curar cons
affec^oes dos broncbos, ataques de peito, irrita Nes nervosas
pela manha, e outra noite sao sufGcienles. O t: feito deste ex
lenpo o doente e o medico.
O dipotito na ru larga do notario, botica
FORGET.
(Vais eminentes mdicos de Pars,
pacoes, tosse convulsa e outras,
insomnolencias: urna colberada
cenle xarope satisfaz ao mesmo
le Bartholomep Francisco de Sotiza, n. 36.
FUINDIQAO
DO
Ra do Brum (passando o chafa
i -el, e defacillimoassento
lancadas;
lOes deazs
riz.)
No epozUo deste estabeleeimenlo sempve lia grande sovtimenio de me-
e\kauismo para os engenlvos de assuear a sabeT:
Machinas de vapor modernas, de golpe cumpndo, econmicas de combusti
Rodas d'agua de ferro com cuboi de madeira largas, leves, fortes, e bem ba._
Cannos de ferro, e portis d'agua para ditas, e seminas para rodas de mad< ira ;
Moendas inteirascom virgens muito fortes, e convenientes ;
Metas moendas com rodetas motoras para agua, cavallos, oubois, acunhadafj em aguilln
Tai xas de ferro fundido e batido, e de cobre ;
Paros e bicas para o caldo, crivos e portas de ferro para s fornalhas ;
Alambiques de ferro, moinhos de mandioca, fornos para cozer farinha
Rodetas dentadas de todos os tamanhos para vapor, agua, cavallos ou bois'
Aguilhoes, fcronzes e parafusos, arados, eixos e rodas para carrosas, frms galvanizadas para purgar etc., etc.
D.W.Bowman confia que os seus freguezes acharotudo digno da preferencia com
que o nonram, pela longa experiencia que elle tem do mechaniumo proprio para os agricul-
tores desta provincia, epelofacto de mandar construir pesscalmente as suas obras as
mais acreditadas fabricas da Inglaterra, para onde elle faz via-jem annual para o dito fim,
assim como pela continuado da sua fabrica em Pernambuco, para modificar o mechanis-
mo a vontade de cada comprador, e de fazer os concertos de qu 3 podero necessitar.
Os efeilos antiepidemicos, que sao produzidos
pelas fumigaces hygienicas de Guyton de Mor-
veau, sao effltazes, como prova a experiencia que
dellas se lem lirado ltimamente. Os vaporas
que se elevam de urna formula desta fumgacao
bastara para desinfectar um espaco de 340 ps
cubuC0? i c de ,0, as ni,ricas. "ID explica Car-
nichael Smilh. O andaco que nos vecha de pre-
sente, tem ceifado muitas vidas, e convem que
(para prevenir-se o mal,antes do que rura-lo de-
pois de apparecido) as pessoas desta cidade, onde
outra qualquer parle, onde o mesmo se vai de-
senvolvendo e se tem manifestado, recorram a
botica n. 88, na ra Direita. onde se acha ven-
da quantidadedaquelle desinfctame. O Sr. Do-
mingos Ribeiro da Cunha, morador na ra da
Traa n. 49, reconhecendo estar a sua casa iflec-
tada desta epidemia, pois quasi todas as possoas
de sua familia haviam adoecido, recorreu ao
abaixo assignado, quo subministrando-lhe a fu-
migacao, produzio ella salulares resultados : as
pessoas pois. em idnticas circunstancias, que
precisarem das desinfecces, o acharao sempre
prompto para mandar efecluar a devida applica-
;ao. O mesmo tambem vende na mesma botica
os ingredientes para conservar as casas os va-
pores do chlorure, os quaes em lodo o caso mui-
to approveilim, e previnem a invaso das epide-
mias no interior das habitages ; assim como
de importante utilidade a sua spplicacao as fo-
ndas, ou ulceras chronicas como detergente para
preserva-las do estado de putrefacto. A maneira
de applicar se achara na etiqueta. O preco de
2#000.Jos da Bocha Parauhos.
COMPANHIA
ALLIANCE
Establecida em Londres
mm m mu.
CAPITAL
Cineo mttuocs de Vibras
esterliaas.
5aunders Brothers 4 C." tem a honra de In-
rormar aes Srs. negociantes, propietarios de
3asas, e a guem mais convier, que esto plena-
mente autorisados pela dita companhia fiara
effectar seguros sobre edificios de tijolo e po-
dra, cobertos de telha e igualmente sobre os
objectos que contiverem os meamos edificios,
quer consista em mobilis 0U em fazendas de
qualqtw "alidade.
De 5^000 a 6$000.
O proprietario deste estabelecimento
attendendo ao estado pouco lisongeiro
da bolsa da maior parte da populacao,
e animado por um sentimento phin-
tropico em prol dos seus antigos fre-
guezes, tem a honra de oirerecei-lhes
um resto de boi zeguins de bezerro e
lustre, t m muito bom estado, mediante
a retribuirlo cima.
W Antonio Jos I'errcna Alves, muduu o
seugbincte do consullas medicas-cirur- B
@ gicas e operaefics para a ra doQueimado
9 n. 38, primeiro andar, sonde poder ser S
consultado at s 8 horas da roanhaa e
das4s6 da (arde Chamados a loda a
hora do dia c da noite, sendo os pobres
tratados e atlendidos gratuilamcnle.
**# >@@@@
~ w. 15. reeniield retira-se para a Europa.
Na botica da ra do Cabug se dir quem
lem para vender urna barcaca em exccllenle es-
tado, a qual carrega 200 saceos de assucar.
Ferros de engom-
mar econmicos
A 3*000 rs.
Aviso as engommadeiras.
Economa de lempo e de despeza reuni-
da a perfeico e facilidade do tra-
balho.
do
mesmo juizo de orphaos, al o da 29 do crrente.
Attencao.
Acha-se justa e contratada a taberna de Do-
mingos Otlezo de Carralho, na povoaeao de Api-
pucos ; e se alguem se julgar com direilo a ella,
cnlcnda-so cora Manoelda Cosa Babello, no Ar-
raial, ou com Manuel Ribeiro Fernandes, na ra
larga do ftosario.
SOCIEDADE
ARTES MECHAMCAS E LIRERAES
DE
PERNAMBUCO.
Por ordem do respectivo director, o Sr. Joa-
quim Borges Carneiro, sao convidados os socios
i que eslo atrasados no pagamento de suas men-
salidades, a se porem quites com a sociedade
at aiprimeira scsso ordinaiia do mez de junho
prximo futuro, sob pena deserem eliminados os
que, sem justa causa allegada e provada peranto
a sociedade, menosprezarem o presente aviso.
Secretaria da sociedade das Arles Medianicas
e Liberaos 25 de msio de 1860.
Targino Francisco de Mello.
Secretario.
Os Srs Antonio Cardoso de Mallos Sobri-
nho, Antonio da Cruz Ledo, Domingos Jos da
Costa Guimaraes, Guimaraes & Alcofurado. Joao
quira Pereira Arantes c Miguel Alvares de Abrc-
Marinho, queiram apparecer na repartido docor-
reio afim de salisf^zerem o porte de urnas cartas
que vieran-ida secretaria de polica.
O abaixo assignado faz publico que s se
responsabilisa porcoripris feilas em seu uorce.
aquellas que forem por bilhele du seu punhn,
visto que tem pago diversas conlas conlrahidas
por sua escrava Theodora, que se acha fgida ha
4 dias. Rccifc 95 de maio de 1860.
Joaquim da Costa Ribeiro.
Roga-sc as autoridades policiaes c aos capities
de campo a apprehensao da preta escrava de no-
me Theodora, natural Jo Maranliao, estatura re-
gular, rosto comprido, com falla de um denle na
frciite, feia, tem o andar pegado, a qual lem ha-
bilidade para o servico de casa : quem a pegar,
levo ra Direita n. 112, loja de ferragens, ou
ra da Concordia, casa de solao junto ao desem-
bargador Guimaraes, quesera recompensado.
Os ferros de engommar econmicos de Bless
& Drake.soj too bem conhecidos, e por todas
Conleilaria.
Na ra da Senzala Nova n. 30 ; neslc novo es-
tabelecimento preparam-se bandejas pelo goslo
de francos do imperio com os melhores doces,
vendem-sc amendoas confeiladas, papis para
sortes, ocenlo das inesmas a 2#, recebemse en-
commendas de pao-dol, bolo inglez, dito fran-
cez, dito imperial, pastis de todas as qualidades,
doce seceo e decadas para a terra e exporlarao,
afianzando as boas qualidades.
Custodio Jos Machado roga aos seus cre-
dores quo segunda-feira 28 do torrente queiram
lera bondade de comparecer em sua taberna as
2 horas da tarde e com as suas conlas correnles.
No dia 23 docorrente, das 4 para as 5 lio-
ras da m.inha perdeu se urna carteira com 190#
e urna conta de 13J800, e alguns recibos : quem
as parles em que sao usados, term recobido um a achou, querendo restituir, leve ao Recife
acolho to favorsvel, que os faldeantes se limi-
lariio a simplesmente indicar aqui algumas de
suas valiosas qualidades, sem mencionar os nu-
merosos louvores, que a imprensa emuitos par-
ticulares teera dirigido aos inventores de um lao
til, quio importante utencilio.
As vantagens dos ferros de engommar econ-
micos e sua inconleslavel superior idade sobre os
anligos, se deprchendem das razos seguintes :
1. Os ferros econmicos leudo em si o appa-
relho qne os aquenta e que serve a conserva-Ios
sempre. no grao de calor que se quer, mediante
mui facis condireoes, fazem ganhar as engom-
madeiras o immenso lempo que as mesmas per-
dem, servindo-se dos anligos ferros, as conti-
nuadas mudancasque sao obligadas a fazer, na
limpeza e preparo dos mesmos, no fogareiro. e
em rail outros accessorios inherentes ao velho
syslema. A esta immensa vanlagem deve ac-
crescentar-te que o engommado sahe mais per-
feilo, mais claro e mais lustroso.
2 m s ferro basta para cada engomma-
deira, no entretanto que dos antigos era neces-
sario ter um certo numero.
8. A despeza de cada um desles ferros, para
um dia de trabalho. nunca poder exceder a
80 ris.
4. O Irabalho 6 muilo mais fcil e agradavel,
podendo eftectuar-se em qualquer parle sem o
menor obstculo. O grave inconveniente do ex-
tremo calor produzido pelos fogareiros, sobretu-
do nos paizes quentes, desapparecc completa-
mente.
5 O perigo de incendios e divenos outros
males, cessa com o uso dos ferros econmicos.
6." Commodidade de transporte'solidez a du-
racao do ulencilio. Militas outras vantagens po-
deriam ser citadas; os fabricantes porem julgam
mais acertado, de recommendar as pessoas iote-
ressadas de experimentaren! os dito ferros, que
de si mesmo fallarlo mais alto, que ludo quanto
em favor dos mesmos se poderia dizer.
nicos agentes em Pernambuco Raymundo
Carlos Leite & Irmo n. 10. ra da Imperatriz
aniigamente aterro da Boa-Vista.
becco da Boia, botcquim n. 12, que ser bem re-
compensado, e se lhe agradecer.
O obiixo assignado faz sciente ao lespcla-
vel corpo docommercio e ao publico em geral,
que se acha justo e contratado com Justino da'
Silva Boavenlura. era comprar a taberna n. 12,
sita na ra do Vigario ; fleando o vendedor res-
ponsavel pela divida activa da mencionada ta-
berna ; por isso faz o presente annuncio pera
niuguem allegar ignorancia.
Manoel Baptisla Barbosa.
Precisa-se de um menino de 12 a 14 annos,
portuguez, para caixeiro : na ra do Rangcl nu-
mero 6.
Aluga-se um-armazem grande, sito na ra
da Cruz du Recife, proprio para qualquer estabe-
lecimenlo: para mais informaces. na ra da
Cuz n. 11.
Precisa-se de um criado para todo o servi-
co de urna casa de familia, que d conhecimenlo
de sua conduela : na ra da Imperatriz n. 48,
segundo andar.
Precisa-se de urna ama para casa de um
rapaz solteiro, que saiba coznhar e engommar :
a tratar das 6 horas da manhaa e s mesmas da
dard por diante : na ra da Senzala Velha n. 10.
Attencao
Desapparpceu desde domingo 20 de
corrente, do *rmazem do Sr. Flix
Teixeira da Cunha na ra dos Gua-
rarapef, um burro dos ltimos che-
gados a bordo da barca franceza F-
garo, capitSo Lestic : portanto pede-se
a quem der alguns esclarecnentos a
respe!to do mesmo ou se souherem on-
de o mesmo se acha dse dirigir aoes-
criptot-io da ruado Trapiche n. 9, que
sera' generosamente recompensado.
^k_


%
T-
K)
IMARIOrPE PERBAMBUCO. QDARTA FEWA 30 DE MAIO DE 1860.
Aviso em geral.
0 dono da grande fabrica de (amneos da roa
Direita, esquina da travessa de S. Pedro n. 16,
fferece ao respeitavel publico desta cidade e de
(ora o mais bello e rico sormento de lamancos
de toda$ as qualidades, que esl resolvido a ven-
de-loa; tanto a retalho como em porcio, por me-
nos do que em outra qualquer parte ; a eslaco
propria.
Quem precisar de urna ama que cose e cor-
ta vestidos, e engomma, tudo com perfeico, e
de bous coslumes, diriia-se ra do Caldereiro
n. 78. '
Manoel Jos Fernandos, Porluguez, retira-
se para a Europa a tratar de sua saude.
3 ^rsar3
confronte a matriz
da Boa-Vista.
liecebem-se bixas de Hamburgo. vindas por
todos os vapores da Europa, as quaes tanto se
veudem como se alugam, amolase todo ferro
corlante, bota-je ouvidos era armas de espoletas.
tttyft -Mirfflft^Htf^ aaflMjfl^itt^MM^afl'^HX' segantes senhores :
?awaR8w WwaWwwlislf jl Francisco Xavier da Rocha.
I Dentista de Pars.
ttogi-M sos 5rs. devedores s nraua social
de Leite & Corris em liquidacao, o
de mandar saldar seus dbitos os lojad
Queimado n. 10.
DENTES S
| ARTIFICIALES. S
S|Ruaestreita do Rosario n. 3
9 Francisco Pinto Ozorio colloca denles ar- 9
9 tificiaes pelos JoussyslemasVOLCANITE, $
9 chapas do ouro ou platina, podendo ser
procurado na sobredita ra* a qualquer 9
hora. a
Flores de cera
^[BoizegiDs iiglezes, pro-
va (Tagua.
Pechincha sem igual.
Os i erdadeiros e j muito coahecidos borze-
guins nglezes, prova d'agua, e tiradores de calos.
i k 10^f o par, dinheiro a' vista.
I.eit i A Irma o, na ra da Cadela do Recite-, lo-
portas n. 48, a visa m aos seus numerosos
em cinco lines.
O artista Jos Ricaud, [ecem-chegado da cor-
te, ciisina a fazer flores e frtelas de cora, borda-
dos ern vidros com loas : d liedes era casas par-
liculsres. O artista mora no hotel Francisco, na
ra do Trapiche n. 5, e ir is casas d'onde for
chamado, levando as amostras dos seus trabalhos
= Na pharraacia n. 30 da ra do Livramonto,
precisa-se fallar a negocio de urgencia com os
15Ra Nova15
Frederico Gaulier. cirurgio dentista,
faz todas as operacons da sua arle e col-
loca dentes ariificiaes, tudo com a supe-
rioridado c perfeico que as pessoas en-
tendidas Ihe reconheccro.
Tem agua e pos denlifricios etc.
Precisa-se de urna preta boa lavadeira e
engommadeira : na casado Sr. Fenloo n. 42, na
ra da Cruz.
'>9V999&9&-
lESORIPTORIO DE ADYOCACIAl
DOS HACHAREIS
Cicero Odn Peregrino da Silva #
&> @
9 9
Anreliano Angosto P. de Carvalho.
S
RUA DO QUE1MAO
TRIMEIRO ANDAR.

m
9
***"""*"'""""" H9
sj 3K-@@@@@@
= O r. Ignacio Firmo Xavier faz publico, que
nao obstante nao achar-se ainda completamente
restablecido do grave incommodo do saude de
que fura accommetiido desde novembro do anno
pascado, tem com tudo destinado erapregar algu-
mas horas em o exercicio de sua profissao, para
o 'ue poden ser procurado das 9 horas da ma- I da in/lammaco 'do estomag,
uhaa as .1 da tarde, no pateo do Carmo, sobrado j ha mais de des annos, por cuja (
n. 9, primeiro andar ; e desta hora cm diante no de respirando, cansaco e mui
Cacliang. O mesrao doulor havisa a seus fre- '* ''
guezes e a todas as pessoas que o qu'uerem hon-
rar, coufiando-lhe seusdocnles, que tem rcorga-
nisado a sua casa de saude, sita na Passagera da
Magdalena, entre as ponles grande e a pequea
du Chora-menino, que alem de se achar montada
convenientemente dispoe de commodos para
mais de 40 doenles, segundo a ce thegoria e se-
sos, pelo mais commodo preco, que na arluali-
dade se pode fazer. As pessoas livres recolhidas
enfermara pagaro a diaria de 3, e cscravos
2j ; dando-so ainda algum abatimenlo no caso
de que a molestia se prolongue por mais de um
mez. As pessoas que desejarem um tralamcnto
dislinclo pagariio ua razio da despeza que fize-
xem. Para tratar, podem dirigir-sc casa do pa-
teo do Cirmo cima indicada, ou com o Sr. Jos
Firmo Xavier na dilacasa.
j.Sij O DV. Cosme de Sa' 1'ereira
" Je volt de sua viagem instructi-
''iva a utopa continua noexer-
l|cieo de sua prossao medica.
1\ Da' consultas em seu escripto-
fjlt'io, no bairro do Recife, ra da
^Gfuz n. 53, todos os das, menos
EC! nos domingos, desde as 'Choras
Klt as 10 da manhaa, sobre
Kf seguintes pontos :
i-. Molestias de olhos ;
l. Molestias de coracao e de
peito ;
). Molestias dos orgSos da gera-|
cao, e doanus ; i
--. Praticara'toda e qualquer*
operacao quejulgarconvenien-s
te para o restabelecimento dosa
seus doentes.
O exame das pessoas que o con-1
Uultarem sera' feto indistincta-f
mente, e na ordena de suas en-j
i iradas; fazendo exceptuos doen-
tes de olhos, ou aquellesque porjj
motivojustoobtiverem hora mar-/
cada para este im.
A applicacao de alguns medica
mentos indispensaveis cm variofS
casos, como o do sulfato de afro-
, pina etc.) sera'feito.ou concedido
[gratuitamente. A confianca que
"nelles deposita, a presteza desua
jViaccao, e a necessidadeprompta^
^de seuemprego; e tudoquanto o
^demove em beneficio de seus
Boj doentes.
NOVO DEPOSITO
DE
ja de.
fregu ees, e ao publico era geral, que novamen-
Ic ac
glezes
lara de receber os afamados borzeguins in-
e que conlinuam a vender a 10$ o par
dinhei o vista. o melhor calcado que-ha pa-
ra aqu Has pessoas que padecem "de calos, por-
que us lado os nao soffrem mais.
*ede-se toda attenco.
Na k ja d'aguia de ouro, na ra do Cabuga n l
}, ven e-se tudo por procos baralissimos para
liquidar, assim como seja :
Fitas e franjas.
le velludo de todas as larguras, abertas e
o lindos padres.
as de seda de todas as larguras e de lin
Fita
lisas, dio
Fran
dos gosjtos.
os
Andr de S Albuquerque.
Manoel Alvcs Vianna.
Antonio Jos Gurjao, da Pirahiba.
Aolmio Pergentino de Moraes Souza, de Ha-
marac.
Manoel Joaquim das Trevas Marinho, da Victoria.
Aluga-se um sitio na ra do Bemfica (Pas-
sngem da Magdalena) com urna grande casa de
vivenda, contendo 2 salas, 4 quartos, cozinha
fora, com lerraco, senzala para pretos, corheira
para 3 cavallos, cacimba cora bomba, e 1 encl-
lente banheiro forrado do marmore ; a tralar na
travessa da Madre de Deo3 n. W, das 9 horas da
manhaa al as 3 da tarde, com o abaiio assigoa-
do.Molla Irraao.
Precisa-se de alguns
meninos para aprender o of-
ficio de inarcineiro: na rui de
S.Faancisco confronte a igre-
ja armazem que tem a offici-
na da parte de detraz.
Sincera gnilidao
pela cura de urna
inflamma^ao do estomago.
Nao posso deixar de tributar os meus devidos
louvores as chapas medicinaes do Sr. Ricardo
Kirk, escriptorio na ra do Parlo n. 119, poisque
por meio de lao precioso remedio fiquei curado
da qual padeca
causa soffna falta
muito faslio ; e nao
leudo j esperanga de licar melhor, acho-rae ago-
ra perteitamenle bom, depois de 40 dias da ap-
plicacao das ditas chapas.
Por isso curapro com raeu dever, fazendo a
presente declaraco em signal de minlia sincera
gralido. Ra do Sacco n. 53, no Rio de Janei-
ro.Agostiuho Ferreira Cardoso.
Reconliecida verdadeira a assignalura supra
pelo tiibelliao Pedro Jos de Castro
Jos Antonio Alvcs, cidad.o porluguez, rcli-
ra-sc para fura do imperio a tratar de sua saude.
Ama de leite.
Quem precisar de urna ama de leite com um
lillu) de mezes, a qual tem bastante leite para
ambos os meninos, dirija-se a ra da Roda n. 4.
Ama.
Pjecisa-se de urna ama forra ou captiva para
cozinhar: a tratar na travessa do arsenal de
guerra n. 9.
Ordem terceira do Carmo.
Porordcra do nosso charo irraao prior, con-
vido a todos os no-sos chamsimos irmaos, para
que sedisnera comparecer era nossa igreja para-
montados com seus habilos, as 3 horas da tarde
dodia 31 do correnlc, para, era communidade,
assislirmos arazoura eTe-ucum Laudamus, com
que deve finalisar os actos do Mez Mariano no
convenio do Carmo, satisfazendo o convite do
Rvm. ex-provincial Fr. Joao d'Assumpcao Moura.
Furlaram no dia 23 deslo moz, do sobrado
n. 44, lerceiro andar, da ra Nova, um relogio de
ouro saboneie, todo lavrado, do aulor Berguers
a Paris n. 11514, com urna correle de palmo,
pouco n.ai ou menos, cora urae chave pequea
soldada na ponta da mcsmacorrenle, e umsinelo
imitando una cabrinha sobre urna cornalina en-
carnada, tudo de ouro. O dito relogio bastante
chalo e lera um defeilo no vidro do mostrador
que nao possivel fechar direito pois quafi sempre
conserva-se abcilo : Pde-se a lodos osSrs. re-
lojoeiros, ourives, vendelhes e a rodas as pes-
so prehender no caso de lhe ser offerecido o nies-
uo relogio o leva-lo casa referida ou na
ra da Cadeia do Recife no escriptorio Sr. Jos
Gomes Leal, que recompensar bom.
COLLEGIO DE BEMFICA
DIRECTOR
Eslevo Xavier da Cunta.
F.sle eslabelecimenlo muda-se para a ra da
Aurora, casa conligua ao collegio das orphas, e
desdo o primeiro de junho prximo ahi contina
a ensinar lodos os preparatorios exigidos para a
matricula da faculdade dedireilo. Alem de todas
as disciplinas designadas nos respectivos estatu-
tos, ensinar-se-ha a fallar com perfeico as lin-
guas franceza, italiana e allema, residindo para
esse fim no mesmo collegio um hbil professor.
Pcnt
Hilo-,
DitO!
Dito
rara,o
Bico:
dres.
Di tos
Lequ
Cape
Chap
Riqu
si III co
Assi
objecto
negoe
Dilas de laa e seda por preco que admira.
Ditas de linha para casaveque.
Ditas de algodo para toalha e para cortinado.
Tran :as de linhoj) de la brancas e de cores.
jrentes.
s de tartaruga virados e lisos.
de massa virados a imlacao de tartaruga.
lisos para ai.ar cabello.
de desembara;ar cabello.
Para bales.
Mola i para fazer
i peca de 5C
do soda de
lales, vendem-se a 160 rs. a
molhos a 6#.
Bicos.
tidas as larguras e lindos pa-
de algodo.
;s muito firjos.
as brancas para noiva.
pozinhos para crianca.
issiraos qua Iros para enfeile de sala, as-
no redomas com flores,
m como per umarias muilo finas, e i
s que visli do freguez far-se-ha lodo o
Sndalo.
Ricas bengalas, pulceiras e leques :
vendem-se na ra da Imperatriz n. 7,
loja do Lecomte.
Vende-se nm carro de 4 rodas, bea cons-
truido e forte, com assento para 4 pessoas de
dentro, e um assento para boleeiro e criado fra,
forrado de panno fino, e todo bem arranjado :
para fallar, com o Sr. James Crabtree & C. n.
42, ra da Crui.
REMEDIO INCOMPJUMVEL.
UNGENTO HOLLOWAY.
Milhares de individuos de todas as nacoes po-
dem testemunhar as virtudes deste remedio in-
compararel e provar em caso necessario, que,
pelo uso que delle fizerara tem seu corpo e mem-
bros inteiraraente saos depois de haver emprega-
do intilmente outros tratamentos. Cada pesoa
poder-se-ha convencer dessascuras maravilhosas
pela leitura dos peridicos, que lh'as relatam
lodos os dias ha muitos annos; e a maior parte
dellas sao to sor prendentes que admiran: so
mdicos mais celebres. Quantas pessoas reco-
brafam com este soberano remedio o uso de seus
bracos e pernas, depois de ter permanecido lon-
go tempo nos hospitaes, onde de viam softrer a
amputacol Dellas ha muitasque harendodei-
xado esses asylos de padecimentos, para seno
submetterem essa operacao dolorosa foram
curadas completamente, mediante ousodesse
preciosoremedio. Algumas das taes pessoas na
enfuso de seu reconhecimento declararam e
tes resultados benficos diante do lord correge-
dor e outros magistrados, afim de maisautenti-
carem sua firmativa.
Ninguem desesperara do eslsdo de saude so
tivesse bastante confianca para ensaiar este re-
medio constantemente seguindo algum tempo o
mentratatoquenecessitasse a natureza dora ai,
cujo resultado seria prova rincontestavelmente :
Quetudocura.
O ungento he til, mais particu-
larmente nos segnntes casos.
Inflammaco dabexiga.
PotassadaRussia
E CAL DE LISBOA.
No temeonhecido e acreditado deposito da
ra da Cadeia do Recife n. 12, ha para vender
potasa i da Russia e da do Rio de Janeiro, nova
e destperiorqualidade, assim como tambem
calviqemem pedra: .tudo sor Breos muito
razoaveis
Loja da boneca ra da Impe-
ratriz n. 7.
idem-se caixasde tintura para tin-
t cabellos em dez minutos, como
tambtim lingera-se na mesraa casa a
qualquer bora.
Vei
gir o
Alporcas.
Cairabras
Callos.
Canceres.
Cortaduras.
Dores decabeca.
das costas.
dos membros.
Enfermidades da cutis
em geral.
Ditas do anus.
Erupces e escorbti-
cas.
Pistulasno abdomen.
Frialdade ou falla de
calor as extremida-
des.
Frieiras.
Gengivasescaldadas.
Inchacoes.
Inflammaco dofigado.
da matriz
Lepra.
Males das pernas.
dos peitos.
de olhos.
Mordeduras de reptis.
Picadura de mosquitos.
Pulmdes.
Queimadelas.
Sama
Supuraces ptridas
Tinha, em qualquerpar-
te que seja.
Tremor de ervos.
Ulceras na bocea.
dofigado.
das articularles.
Veias torcidas ou noda-
das as pernas.
"'. :
Na rus Direita n. 61, loja de chapeos, de Ben-
(o de Barros Feij, vendem-se bilhetes da lote-
ra da provincia por conla do Sr. thesoureiro.
Em casa de Soulhall Mellon & C, ra do
Trapiche n. 38, vendem-se os seguintes artigos:
Chumbo de munieao sorlido.
Pregos de todas as qualidades.
Alvaiade.
Vinho de Shery, Porto, Hungarian em barris.
Dilo de Moselle em caixas.
Coguac em caixas de duzia e barris.
Relogios de ouro e prats, patente e chrooomo-
tros, coberlos e descoberlos (bem acreditados).
Trancelins de ouro para os mesmos.
Discoitos sortidos em latas pequeas.
iYGRNCl
FlNDICiOLOW-MOW,
Roa da Senzala Ifova n. 42.
Neste estabelecimento continua a haver um
comapletosormento de moendas e meias moen-
das para euSenho, machinas de vapor e taixas
de ferro batido e coado. de todos os tamanhos
dar dto.
LOJA DO VAPOR.
Grande e variado soriimenlo de calcado fran-
cez, roupa feita, miudezas finas o perfumaras
udo por menos do que era oulras parles : na lo-'
ja do vapor na ra Nova n. 7.
SY&TEMA MEDICO DE HOLLOWAY.
PILULAS HOLLWOYA.
Este Inesiimavel especifico, composto inteira-
raente de hervas medicinaes, nao contm mercu-
rio, era algum a outra substancia delecteria: Be-
nigno mais tenra infancia, e a compleicao mais
delicada igualmente prompto o seguro para
desarreigar o mal na compleicao mais robusta ;
inteiramente innocente em suas operaces e ef-
feitos; pois busca e remove as doenca3 de qual-
quer especie egro por mais antigs e ienazes
queseam.
Entre milhares de pessoas curadas com este
remedio, muitas que j estavam as portas da
morte, preservando em seu uso : conseguiram
recobrar a saude e torcas, depois de haver tenta-
do intilmente todos os outros remedios.
As mis afUiclas nao devem cntregar-se ade-
sesperacao ; facam um competente ensao dos
efficazes effeitos desta assombrosa medicina, e
prestes recuperaro o beneficio da saude.
Nao se perca tempo em tomar este remedio
para qnaiquer das seguintes enfermidades :
Accidentes epilpticos. Febreto da especie.
em grande sormento para
homens, senhoras e
meninos.
Vendem-se chapos francezes de superior qua-
lidade a 6i50<), 7 e 8, ditos de velludo, copa al-
ta e baixa a 7f, 9 e 10J, dilos de lontra pretos e
de cores, muito finos a 6 e 7#, ditos do chile a
35500, 5, 6, 8, 10 e ltf, ditos de fellro em gran-
de soriimenlo, tanto em cores como em qualida-
des, para homens e meninos, de 2*500 a 7$, di-
tos de gorgur&o com aba do couro de lustre di-
tos de casemira com aba forrada de palha, ou
sem ella s 45, dilos de palha ingiera, copa alta
e baixa, superiores e muilo em conla, bonetes
francezes e da Ierra, de diversas qualidades, para
meninos, chapeos de muitas qualidades para me-
ninas de escola, chapelinas com veo para senho-
ra, muilo em conta e do melhor goslo possivel,
chapeos de seda, ditos de palha amazonas, enfei-
les para cabeca, luvas, chapeos de sol, e outros
muitos objeclos que os senhores freguezes, va-
la do prego e da qualidade da fazenda, nao dei-
xaro de comprar; na bem condecida loja de
chapeos da ra Direita n. 61, de B. deB. Feij.
Engenho.
9 Vende-se o engenho Santa Lnzia, sito na Ib
9 freguezia de S. I.ourenco da Malla, enlre &
9 os engenhos Penedo de Baiioe Penedo de &
9 Cima : trata-se no mesmo engenho ou no 1
9 engenho Mussambique com Felisbino de is
^ Carvalho Itopozo.
Relogios
Suissos
&
GRANDE SORTMENTO
DE
IFzendase obras feilas
HA
Loja e armazem
DE
i(6es&Basto.:
Ifa ra do Queimad) n.
46, fr inte amarella.
ca:
h
ras*
br;
coi
rio
cas
Completo e grande soriimenlo de cal-
de casemira decores e pretas a 8>,
6 de corda
Compras.
Ra do Imperador, confronte
ao oito do deposito dogaz.
Borott & C attendendo a que os senhores con-
sumidores de gelo sao pela maior parte residen-
tes nis bairros de Santo Antonio e Boa-Visla, e
que lutariam com grande diffieuldade se este es-
tabelecimento estivesso collocado no bairro do
Recite, poderam encontrar na ra do Imperador,
confronto ao oilo do deposito do gaz, um arma-
zem com as proporces exigidas para deposito
deste genero, o qual estar aberlo concurren-
cia dos mesmos senhores, das 8 horas da ma-
nlia s 6 da larde do dia 3 do correnlc em
diante.
t;}&9&99-999-9m~ $999999
I Madama Appolinc '
Roussel, primeira coslureira da casa de
Madama Millochean. lera a honra de par-
ticipar ao respeilavel publico, que se acha
prompta para salisfazer a qualquer en-
commendo concernente a sua arle, assim
como ricos vestidos para casamento, bai-
le e soire, feitos a ultima moda, e ptima 9
perfoico : as pessoas que de seu presumo 9
se qui'zerem ulilisar, podem dirigir-se 9
rua da Imperatriz n. 11, primeiro andar. $,
> 3$@ $ 99
ASV LLSO-BRASLEIRA,
% Golden Square, Londres, i
i. G. OLIVEIRAtendo augmentado, com to-
mar a casa contigua, ampias e excellenles ac-
commodacoes para muito moior numero de hos-
pedesde novo se recommenda ae favor e lem-
branca dos seus amigos e dosSrs. viajantes 'que
visitem esla capital; continoaa prestar-Ihesseus
sorvicos e bons officins guiando-os cm todas as
cousas que precisem conhecimento pratico do
paz, etc. ; alm do portuguez e do inglez ralla-ie
ca casa o hespsnhol e francei.
Comprase urna morada de casa terrea, ou
sobrado de um andar, no bairro de Santo Anto-
nio e em bomeslado a tratar na rua Nova nu-
mero 51.
Compram-se es-
cravos.
Compram-se, vendem-se e trocan)-se escra-
vos : na rua do Imperador n. 79, primeiro andar
Compram-se moedas de prata e ouro de
todas as qualidades : ua rua da Cadeia do Recife
n. 42.
Vende-se este ungento no estabecimento
geral de Londres n. 224, Strand, e na loja de
todos os boticarios droguistas e outras pessoas
encarregadas de sua venda em toda a America
do snl, Havana e Hespanha.
Venie-se a800 rs., cada bocetinha contm
urna lnstrucco em prtuguez para o modo de
fazer uso deste ungento.
O deposito geral em casa do Sr. Soum,
pharmaecutico. na rua da Crun. 22. em Per-
nambuco.
Peimas de a^o inglezas.
Vendem-se na rua da Cadeia do Recife, loja n.
7, deGuedes & Goncalves, as verdadeiras pennas
de ac inglezas, mandadas fabricar pel profes-
sor decalygraphia Guilherme Sculy, pelo mdico
preco de 18500 a caixa.
10J e 12$ ditos das mesmas casemi-
a 7j, 8j e 9J. ditos do brira trancado
neo muito fino a 5g, 6$ e 7JI dilo's de
es a 3$, 3)1500, 4$ e 5, ditos de me-
0 paca luto a 5g, colleles de
Augusto & Perdigo,
Vendas.
Vende-se urna ineia mobilia de amarello
em bom estado : na ruado Santa Tnereza n. 1.
emiras pretas, ditos de dilas de cores, |
ditas degorg rao prelos e de cores a 5$,
6$ e 7j>, ricas casacas de pannos muito li- !
no a 33$ e 41'5. sobrecasacas dos mesmos
pa inos a 28 30J e 35$, paletots dos mes-
mis pannos 1 22$ e 249, paletots saceos
i de casemira modelo inglez lOtf, ditos de
i ca emira raes;lado muito fino de apurado
m goHo 15$ e 158. ditos sobrocasa. das mes-
8m s cores a 8$ o 20$, ditos sobre de al-
pa:a prata fi a a 7$ e 8j, dilos saceos a
i 4. dilos de I usto branco e de cores a 49,
5 43 503 c 53, < itos de brim pardo muilo
jj superior 4JJ5H0, camisas para menino de
E tolos oslara nhosa26$000 a duzia, meias
de todas os lamanhoa para menino e rac-
JB nias, paulo s de todos os tamanhos e
2 qualidades psra os mesmos, colleles de
P br m branco a 3$500 e 4$. ricos colleles
H villudo prel bordado c de cores diver- !
g sa; o por diversos procos, ricos coberlo-
l| re de fuslo archoado para cama a 6$,
S colarinha de linho a peer a GJ500adu-
8| sil, assim como temos recebido para
n d || to sorlimenl) de fazendas de goslo para
K senhoras, vestimentas modernas para rae-
|5 ni io e meni tas de qualro a seis annos e
^ ti do renden os por procos razoaveis. As-
B si n como neste estabelecimento manda-
se apromptar cora presteza todas as qua- 5
Ii lades de obras relativo a officina de al-
H fe iate sendo'isto com todo goslo e asseio. &
$3 smmm swm mmmwM
Vende-se lira solo, no qual se achara edifi-
cados 260 e tantas casas que pagara fdro ao don"
do mjsmo, no bairro do Santo Antonio, fregue-
zia d 1 S. Jos nesla cidade, que comprehende
a rui de Sania Cecilia, pelo lado do sul, toda a
rua ( o Nogueira e Acouguinho, pelo lado do nor-
te, S na Rila, S. Jos, Assumpco, e por Iraz
do S nta Rita : os prelondentes podem entender-
se co m o abaixo assigoado, que dar lodos os es-
clarf cimenios e lhes apresenlar os ttulos e o
livro do tombo, para verem e ajustarem ; assim
com pede aos dovedores de foros das mesmas
casa que venham solver seus dbitos era casa
do a >aixo assigoado, na rua nova dos Pires nu-
men 30.Manoel Gomes Viegas.
Alporcas.
Ampolas.
Areias(malde).
Asthma.
Clicas.
Convulsdes.
Debilidade ou exteruia-
co.
Debilidade ou falta de
forcas para qualquer
cousa.
Dysinteria.
Dor de garganta.
de barriga,
nos rins.
Dureza no ventre.
Enfei mida des no ventre.
Dilas no figado.
Ditas enereas.
Enxaqueca.
Herysipela.
Febre biliosas
Febreto intermlente.
Gotta.
Hemorrhoidas.
Hydropesia.
Ictericia.
Indigesloes.
Inftammaces.
Ir r eguaridades
menstruacao.
Lombrgasde toda es-
pecie.
Mal de pedra.
Manchas na culis.
Obstrucco de ventre.
Phlysica ou consump-
pulmonar.
Retencao de ourina.
Rheuruatismo.
Syraptomas secunda-
rios
Tumores.
Tico doloroso.
Ulceras.
Venreo (mal).
Armazem de fazendas, | Argos para lulo.
9
@
9
<&
<9
1
9
9
9
NA
Rua do Queimado n. 19.
Cobertas de chita, gosto chinez, muito finas, a
proco de 2>. [
Lencos de cambraia para algibeira a 2# a duzia.
Chitas francezas miudinhas e muilo finas, co-
vado (pechincha) a 240 rs.
Corles de riscado francez imitando alpaca,
muilo bonitos, tendo 13 1(2 covados, por 2J.
Lencos para menino e meninas a 80 rs. ca-
da um.
Meias cruas para menino de lodos os tamanhos
Ditas brancas para meninas.
Chalesdc merino estampados a 2g500.
Alpaca preta, o covado a 320 rs.
Baldes para senhora a 69.
Madapolo com pequeo defeito a
Algodo monstro, 8 palmos, a vara 600*rs.
Pecas de chita miudinha com 38 cavados por
5800.
Paletots de brim de cores a 3$.
Ganga franceza escura, covado a 500)rs.
Chapeos prelos o mais fino que ha no mercado
e de forma elegante. ;
Tapetes franjados para sala /
Chapeos de sol para menina a 4$.
Madapolio finos 6*.
Bramante de linho, vara a 2#3(K>.
Chapelinas prelas e mais objeclos pro-
iros de luto para homem e senhora,ven-
e-so na rua Nova n. 45
ff3* LOJA DE MARMORE.
aq p do arco de Santo
Antonio,
chef.ou um rico e completo soriimenlo de bicos
e rendas, tanto largas como eslreilas, que se
ven iera por preco commodo.
- Vende-se.no termo do Porto Cslvo, o en-
gen 10 Espirito Santo, novo o lodo de malas, bora
d'agua, distante do embarque ums e meia legoa,
caminho todo plano, o engenho tem proporces
pan safrejar 2,000 pes annualmente, tem a pe-
nas urna safra, sitas obras raaito bem feitas; ven-
da 1 dinheiro ou em troca de predios nesla pra-
ca, ou mesmo c
trai com garanl
ora parte vista e o mais em le-
1* aqu a contento do vendedor
qm quizer, di'ija-sa a roa do Livramento n.
26, a IraUrcom
que Macedo Lima.
/
o seu proprietario Manoel Buar-
com loja na rua da Cadeia do Recife n.
23, confronte ao becco Largo,
j previnem aos seus freguezes. que acabara de sor-
tir seu novo estabelecimento com fazendas de
goslo, finas, e inferiores, para vender pelos pre-
cos os mais razoaveis ; as fazendas inferiores,
nao a retalho, se vendero por um preco flxo
que ser o seu proprio cusi as casas inglezas,
urna vez que sejam pagas vista.
Nesle estabeleciraenlo se encontrar sempre
! um soriimenlo completo de fazendas, e entfeel-
I las o seguinte :
Vestidos de seda com babadose duas saias.
Ditos de la e seda e duas saias.
Dilos do tarlalana bordado a seda.
Manteletes pretos bordados cora franja.
Taimas pretas de seda e de fil.
Polonezasdc gorguro de seda prelas.
Cinturoes para senhora
Espartilhoscom molas ou colchetes.
Eofeites de vidrilho ou flores para senhora.
Vestuarios para meninos.
Saias de balo para senhora e meninas.
Chapeos para senhora e meninas.
Pentes de tartaruga dos melhoresgostos.
Perfumaras de Lubin e outros fabricantes.
Cassas e organdys de cores.
Grosdenaples de cores.
Chitas escurasfnocezas e inglezas.
Collas e manguitos os mais modernos.
Camisas de linha para senhora.
Ditas de algodo para meniuo.
Algodo de todas as qualidades.
Lencos de labyrintho para presentes.
Collas de crochel pera menino.
Vestidos de rh.n azi.
Roupa feita.
Casacas c sobrecasacas de panno fino.
Paletols de casemira.
Calcas de casemira pretas e de cores.
Colleles de seda idem idem.
Dilos de fuslo.
Camisas inglezas todas de linho.
Ditas francezas de d Hercules qualidades.
Malas c saceos de viagem.
Borzcguins de Mellier e outros fabricantes para
homerr).
Ditos para senhora.
Charutos de Havana, Baha e manilha.
Camisas de flanella
Chapeos de lodas as qualidades para homem,
senhora c enancas.
Cortes do vestidos brancos de blonde com ca-
pclla e manta.
Didos de vislidos brancos de seda para casa-
menlos
No armazem de Jos Antonio Morera Dias
4 C, na rua da Cruz n. 26, vende-sc :
Candieiros de lato de Lisboa.
Lazarinas e clavinotes.
Lena larga de superior qualidade.
Linha do roris.
Missanga para rosario.
Rosarios enfiados cora perfeico.
Ferros de ac para engommar.
Ferro sueco cm barras.
Chumbo em lenco!.
Pregos francezes e de construeco, de lodos os
tamanhos.
Pregos caibraes do Porto.
Chileiras estanhadas e forradas de porcelana
ingleza.
Carlas porluguezas muilo nas.
Balanca de novo raodello para pesar 1,000 e
2,000 libras.
Mercurio de Lisboa.
Ferros de lato para engommar.
Esporas, brides e estribos de metal do principe.
Ricas feixaduras francezas para porlis com
boles de vdro
Paea de ferro de todos os tamanhos.
Bicos palileiros e tinteiros de metal praleados.
Liabas do carreteis de 100 jardas do autor Ale-
xandre.
Cera em reas de Lisboa,
Vendem-se estas pilulas no estabelecimento
geral de Londres n. 224, cStrand, e na loja de
todos os boticarios droguistas e outras pessoas
encarregadas de sua venda em toda a America do
Sul, Havana e Hespanha.
Vendem-se asbocelidhas a 800 rs. cada urna
dellas, contm urna instruego em portuguez pa-
ra explicar o modo de se usar destas pilulas.
O doposito geral em casa do Sr. Soum
pharmaceutico. na rua da Cruz n. 23, em Per-
namb co. ,
CALCADO
Em casa de Schafleillin&C, rua da Cruz n.
38, vende-se um grande e variado sortimento de
relogios de algibeira horisonlaes, patentes, chro-
nometros, meios chronomelros, dn ouro prala
dourada e folheados a ouro, sendo esles r'eloos
dos primeiros fabricantes da Suissa, que se ven-
deio por procos razoaveis.
RELOGIOS.
Vende-se em casa de Saunders Brothers &
C, prara do Corpo Santo, relogios do afama-
do fabricante Roskell, por pregos commodos,
e tambem trance.llins e cadeias para os mesmos',
deexcellente gosto.
Rua do Queimado n. 37.
* 30 cortes de vestidos de seda quecustaram
b; a 16J corles de vestidos de phautasia que
cuslaram30; a 8$ chanelinhas para senhora:
na rua do Queimado n. 37.
SABO
do deposito geral do Rio
com Tasso A Irmaos.
de Janeiro: a tratar
Farinha de mandioca
Tasso i Irm
Silho
nos armazens de Tasso & Irmaos.
nos armazens da Tasao 4 Irmioa.
Tachas para engenho
Fundico de ferro e bronze
DE
Grande sorliment.
45-Rua Direita4S
0$ estragadores de calcado encontra-
rao neste estabelecimento, obra supe-
rior pelos precos abaixo :
Homem.
Borzegjimaristocrticos. 9,s000
Ditos (lustre e bezerro)..... 70000
Borzeguins arranca tocos. 7^(000
Ditos econmicos. ...;.. 6$000
Sapa toes de bater (lustre). 5 {000
Senhora.
Borzeguins primeiraclasse (sal-
to de quebrar) ......5{000
Ditos todos de merino contra
calos (salto dengoso).....4#500
Borzeguins para meninas (for-
tissimos)..........4#000
Eum perfeitosortimento de todo cal-
cado e daquillo que serve para fabrca-
lo, Como sala, couros, mafroquins, cou-
ro de lustre, fio, fitas, sedas etc.
Bezerro francez
grande e grosso :
De 4# e 5&.
Na rua Direita n.' 45.
Francisco Antonio Correia Cardezo,
tem um grande sortimento de
tachas de ferro fundido, assim
como se faz e concerta-se qual-
quer obra tanto de ferro fun-
dido como batido.
-- Ein caa de N. O. Bieber & C,
successores vende-te :
Brilhantes de todas as dimensOes.
Algodaozinho da Bahia.
Cognac em caixas de 1 duzia.
Ditas em barris.
Vinho xerez em dito.
Champagne da mui acreditada marca
Barre C.
Ferro da Suecia.
Pito inglez.
Aro de Milo.
Lonas, brinses e brins para vella.
Attenco.
a>
Vende-se a armacao da loja da rua Direita, boa
para qualquer negocio ; sendo toda forrada c en-
vidracada : a Iraiarna mesma loja na rua Direita
n. 13, ou na mesma rua n. 11.
*10 JJttJCCC9J*'
S Seguro contra Fogo
COHPAMU
wm
cobertos e descobertos, pequeos e grandes, de
ouro patente inglez, para homem o senhora,
de um dos melhores fabricantes de Liverpool,
?indos pelo ultimo paquete inglez : emeasa de
Southall llellors &. C.
A 320 RS.
a libra
de ptimo presunto, preprio para fiambre.
ASOOrs. a libra
de amendoas de casca mole muilo novas.
A160 rs. a libra
de cevadinha muito boa, recentemente chegada.
A 1#500
o par de botinas para senhora, calcado prefer vel
ao de Franca, pelo preco e a qualidade : no ba-
zar pernambucano da rua do Imperador.
Vende-se.
Na rua Nova de Santa Bita, serraria
designado Bento de Loyola, vende-se
por preQo commodo, um sortimento
completo de taboas de amarello, louro,
sedro etc., e armaqoes de camas de ven-
to, bem feitas, e de boa madeira a
9f500.
LONDRES
AGENTES
C J. Astley & Companhia.
Vende-se
Formas de ferro para
purgar assucar.
Estanho em barra.
Vera i z copal.
Vinhos finos de Moselle.
Encmelas de ferro.
Brim de vela.
Folhas de metal.
Ferro sueco.
Acode Trieste.
Pregos de composico.
Lona ingleza: no arma-
I zem de C. J. Astley A C.
Cocos italianos
de folha de flandres, muito bem acaba-
dos, podendo um durar tanto qnanto
duram qualro dos nostosa 400 is. um
e 4jr urna duzia: na rua Direita n. 47,
loja de unileiro.


Admiraveis remedios ameri-
canos
Todas as casas de familia, seuhores de oge-
nho, fazendeiros, etc. devem eslar prevenidos
com estes remedios. Sao tres medicomentos com
er quaes s cura eficazmente
lestias.

____ TO**rc e reda ambuco. quarta jeiba ao pe mato he imo.
as principaes mo-
- wPnP*tan*otoweem *ws numjrg09 fregntiere publico em gwal. toda e
qualquer obra manufacturada em seu reconhecido estabelecimento a sabor: machinas de Vapor de
todos es tamanhosroda, d'agua para engeohos todas de ferro ou para cutos de madeira, moen-
das e meias moendas, tachas de ferro batido e fundido de todos os tamanhos, guindastes, guin-
chos e bombas, rodas, rodetes, aguilhoes e boceas para fornalha, machinas para amassr man-
dioca e para descarogar algodao, prengas para mandioca e oleo de riclni, portes gradara, co-
lumnas e montaos '""i M. culUvaJozes, pontes, --alderas e tanaues, boias, alvarengas
botes e todas as obras do ma,chinismo. Executa-se qualquer obra seja qual f6 sua natureza pilos
desnhosou moldes que para tal flm forem apresentados Recebem-se encommendas neste esta-'
Ru&Novan.&2.
Thom Lopes de Sena, dono da antiga loja que
era desuasogra Madamo Theard, neste estabele-
cimento constantemente recebe-se em direilura
de Franca bons sortimentos de objectos de moda,
como sejam. chapeos de velludo c de seda de
cores para senhora, ditos de palha de Italia, di-
tos de ditos amazona, chapeos pretos para Into.
ditos do velludo e de seda de cores para meninos
c meninas, ditos-para baptisados, gorras do vel-
ludo e de seda para menino, pentes do tartaruga
para senhora, ditos milito modernos com vidri-
lhos, alunles dourados e com madreporola para
segurar enfeiles de caneca, ditos pretos com *i~
drilho, ditos para segurar chapeo, tocados para
osmesmos, enfeiles de cabeca de differcnles qua-
lidades, manteletes e capas de grosdenaples,
guarnecidas com bicos de guipure, guarnido de
massabu^>ara vestido* de baile, ditas de botos
para os tnesmos, csparlilhos de mola com carre-
teis, ditos de enfiar. capucho Maria Sluard para
sahida de baile ou theatro. fitas e franjas de se-
da de todas as qualidades, fitas de velludo bor-
dadas, cinteiros de borracha muito modernos pa-
ra senhora, bolOes pretos com borllas para ca-
savaque ; na mesma casa recebem-se figurinos
todos os mezes, e fazem-se vestidos da ultima
moda, vestuario para menino so baptisar, e ludo
uiais quanto pcrlence ao oilcl de urna senhora.
a S5J
naruaida Cruz n. 51, primeiro andar,
do barbeiro,.
Arados americanot e machinas
pa ia lavar roupa: em casa de S.'P. Jo-
hrston & C. ra da Senzala n. 4>2.
Yiulio de Bordeaux.
Km casa de Kalkmann lrmos & C, ra da
Cn z n. 10. encontra-se o deposito das bem co-
nh acidas marcan dos Srs. Brandenburg Frres.
O los Srs. ldekop Mareilhac A C, em Bor-
de; uz. Tem as seguintes qualidades :
De Brandenburg frres.
St. Estph. |
St. Julien.
Ma-gaux.
La/096.
Cli; leau Lovillc.
| Coi
CONSULTORIO
4,000
rs.
por sacca de
lrmos.
milho; nos ar mazeos de Tasso
Aos seohores logistas de miudezas.
Bicos pretos de seda,
Ditos brancos e pretos de algodao.
Luvas pretas de torzal.
Cintos elsticos.
Linhas de algodao em novellos : vendem-so
por precos confinodos, em casa de SouthallMel-
lors & C, ra 4o Trapiche n. 38.
i
AI lenca o.
Armazem de fazendas
m
:,Rua do Queimado n. 19.f
Chita franceea fina escura de padroes
miudinhos pelo baratissimo preco de 220 {g
rs. o covado, a ellas antes que so acabem, $$
pois o prejo e a qualidade convida a
comprar. q
fetittmm @s@
Chapeos de castor preto
e brancos
Na ruado Queimado n. 37, vendem-se osme-
lhores chapes de castor.
Gaita-percha.
|| ou borracha, vende-se na ra Nova n. 45
8 C3* LOJA DE MABMORE.
Vendem-se excellentes
cadeiras de balanco america-
nas com assento de palhinha :
no armazem de Matheus Aus-
tin & C, ra do Trapiche nu-
mero 86.
Prompto alivio de Radway.
Instantneamente alivia as mais acerbas dores
o cura os peiores casos de rheumatismo, dor de
cabera, nevralgia, diarrha, cmaras, coliets, bi-
lis, indigesto, crup, dores nos ossos, contuses,
queimadura, erupcoes cutneas, angina, reten-
cao de ourina, etc., etc.
Solutivo renovador.
Cura todas as enfermidades escropholosas.chro-
meas esyp hliticas; resolve os deposito de roaos
humores, purifica o sangoe, renova o syslema;
prompto e radicalmente cura, cscropbulas.vene-
reo, lumores glandulares, iclericia, dores de os-
sos, tumores brancos, aerces do gado e rins,
erysipelas, abeessos e ulceras de todas as classes',
molestias d'olhos, difficuldade das regras das
mulheies, hipocondra, venreo, etc.
Pilulas reguladoras de Rad-
way
para regulansar o systema, equilibrar a circula-
Sao do sangue, inteiramenle vegeUes favoraveis
em todos os casos nunca occasiona nauseas nem
dores do venlre. dses de I a 3 regularisam, de 4
as purgara. Estas pilulas ao efflcazes nos afTec-
soes do flgedo, bilis, dor de cabeca, ictericia in-
digesto, e em todas as enfermidades das mu-
meres, a saber : irregularidades, fluzo, reten-
goes, flores brancas, obstruccoes, histerismo etc.
sao do oais prompto effeilo na escarlatina, febr
tenas' amarel,a. em todas as febres ma-
Esles tres importantes medicamentos vem a-
companhados de inslrucces impressas que mos-
iram com a maior miouciosidade a maneira de
applica-los em qualquer enfermidade. Eslo ga-
rantidos de falsiflcacao por so haver venda no
armazem de fazeudas de Raymundo Carlos Leite
i irmao, na ra da Imperalriz n. 10, nicos
agentes em Pernambuco. '
5r,Tende"Sk?ina Casa lel com 5 mezes de
acabada, no bairro da Boa-Vista, com 2 salas, 4
quartos, boa coz.nha, quinlal. cacimba. era
chaos proprios: na ra do Jasmim. a tratar com
Antonio Carneiro da Costa, na fabrica Sebas-
Saunders Brolfeers j C. tem para vender em
seu armazem, na praca do Corpo Santo n. 11,
alguns pianos do ultimo gosto. recentimente
chegados, dos bem conhecidos e acreditados fa-
bricantes J. Broadwood ASons de Londres, e
muito proprios para.este clima.
Enfeites de vidrilho e de retroz a 49 cada
um : na ra do Queimado n.37, loja de 4 portas.
GRANDE AHM.1HM
DE
oupa
Ra Nova n. 49, junto
aigrejada Conceigdo dos
Militares.
Neste armazem encontrar o publico
um grande e variado sorlimento de rou-
pas feitas, como sejam casacas, sobreca-
sacas, gndolas, fraques, e paletots de
panno fino prelo e de cores, paletots e
sobrecasacas de merino, alpaca ebomba-
zina pretos e de cores, paletots e sobre-
casdeos de seda e casemira de cores, cal- !
?ae de casemira preta e de cores, ditas de
merino, de princeza, de brim de linho
branco e de cores, de fu6to e riscados,
caigas do algodao, colletes de velludo
f preto e de cores, ditos de selim prelo e
branco, ditos de gorguro e casemira, di-
tos de fustoes o brins, fardamenlos para
gp a guarda nacional, libres para criados,
*: ceroulas e camisas franeczas, chapeos
gg grvalas, grande sorlimento de roupas \
^ para meninos de 6 a 14 annos ; nao agra-
O dando ao comprador algumas das roupas
f| feitas se apromptaro outras a gosto do
erg comprador dando-se no da convencio-
iS nado.
fx dw lsSBu'SwS1 sWalwsJiu'SBiiuC-BS^J
- Na ra das Cruzes, taberna n. 42, junto a
sobrado do Sr. Figueiroa, vende-se manteig8
a mais superior que tem vindo^o este mercado"
Verdadeiras luvas de Jovin de to-
das as
cores, ra da
oja do Leconte.
Imperatriz n. 7.
mmmm-m-mmmm
Vende-se
Relogios patentes.
Estopas.
Lonas.
Camisas inglezas.
Peitos para camisas,
Biscoutos.
Em casa de Arkwighl & C., ra da
Cruz n. 61.
m.T Vet!de-se u"i hom boi de todo o servico,
muito valen te e muito manteudo : quem o pre-
ender, dima-se a ra Direita n. 22, renaco de
Francisco Jos de Araujo.
Escravos.
Na ra da Cadeia do Recito n. 28, vendem-se
escravos de ambos os sezos.
Farinha e feijo.
Vende-se na ra da Cadeia do Recite n. 28
primeiro andar. *
Na roa da Cadeia do Recifo n. 28, vende-se
supenor solae courlnhos." .
Cera
Da
va-
Brim trancado de linho,
todo preto.
A raeAhor fazenda neste genero que tem vindo
por ser muito superior e n
a este mercado
do Recite n. 48, loja de Leite & irmao.
de carnauba.
Vende-ae raui superior cera do carnauba
ra da Cadeia do Recifo n. 28.
Attenco.
Na ra da Madre de Dos n. 7, vende-se muito
barato as seguiutes fazendas : paletots de brim de
linho fraocezes a 3j>, saceos de casemira a tta
" 'nglezas a balao a 5, camisas muito finas
a 0 e 22J, ditas de usto muito finas a 2Ga a
duna, meias inglezas a 1JJ60O a duzia, madapo-
.JLL3*6?0' dil cam 4g500 e 4Jt70(), dito muito fino a 6j, dito patente
a 68600, chitas inglezas a 160 e 180 o covado
cambraia lisa a 3jf200 e 3&400, dita inissima a
a peja, cortes de chitas roas a li00 com 13
co vados.
Fazendasporbaixos precos
Ra do Queimado, loja
de 4 portas n. 1.
Ainda restara algumas fazendas para conclu
a liquidado da firma de Leite & Corris, asquses
se vendem por diminuto prego, sendo entra ou-
tras as seguintes:
Chitas de cores escuras e claras, o
a 160 rs.
Ditas largas, francezas, finas, a 240 o 460.
Riscados francezesde cores fizas a 200 rs.
Cassas de cores, bons padroes, a 240.
Brim deliiTho de quadros, covado, a 160 n.
Brim trangado branco de linho muito bom
ra, a IJJOOO.
Cortes de caica de meia casemira a 2$.
Ditos de dita de casemira de cores a 5.
Panno preto fino a 3# e 4$.
llSo" ^ Cre8' flaS' Par hmeia' duziaa
Grvalas de seda de cores e pretas a 1.
Meias brancas finas para senhora a 3J.
Ditas ditas muito finas a 4J.
Ditas cruri* finas para homem a 4$.
Cortes de colletes de gorguro de seda a 2
Cambraia lisa fina transparente, peco, a 4
Chales de laa e seda, grandes, um 2*.
Grosdenaple prelo de 1$600 a t.
Seda prela lavrada para vestido a 1600 e 2fl
Cortes de vestido de seda preta lavrada a 16
Lencos de chita a 100 rs.
Lia de quadros para vestido, covado, a 560.
Peilos para camisa, uni, 320.
Chila franceza moderna, fingindo seda, covado
ra 400 rs.
Entremeios bordados a 200 rs.
Camisetas para senhora a 640 rs. *
Ditas bordadas finas a 2JJ500.
Toalhos de linho para mesa a 2$ e 41.
Camisas de meia, urna 640 rs.
Lencos de seda para pescoco de senhora a
560 rs.
Vestidos brancos bordados para baptisar crian-
cas a 5j000.
Corles de caiga do casemira preta a 6.
Chales de merino com franja de seda a 5.
Cortes de caiga de riscado de qnadros a 800 rs.
Merino verde para vestido de monlaria, cora-
do, 1280.
Lengos brancos de cambraia, duzia, a 2#.
Vende-se
st.
st.
ven
con
A
Mwmumk
leau Margaux.
De Oldekop Julien.
Julien Mdoc.
Ch; teau Loville.
Na mesma casa ha para
v nder:
Shi rry em barris.
Ma leira em barris.
Cognac em barris. qualidade fina.
Cognac em carxaBqualidade inferior.
Cerreja branca.
Tachas e moendas
Braga Silva &G., tem sempre no seu deposito
da ma da Moeda n. 3 A, um grande sorlimento
de jachase moendas para engenho, do multo
acreditado fabricante Edwin Maw : a tratar do
me ,mo deposito ou na ra do Trapiche a 44.
Pechincha.
Com pequeo toque de alaria.
Na ra do Queimado n. 2, loja do Preguiga,
dera-se pegas de algodao encorpado, largo!
pequeo toque de avaria a2J500 cada urna.
>s amantes da economa
Na ra do Queimado n. 2, loja do Preguiga,
ven jem-se chitas de cores fixas bastante escu-
ras, pelo baratissimo prego de 6$ a peca, e 160
o covado.
Carne de Tacca salgada, em barris de 200
libras : em casa de Tasso lrmos
Oleado de
cores.
sndera-se oleados decores os mais finos que
ssivcl aeste genero, e de diversas larguras
prego commodo : na ra Direita n. 61, loia
hapcos de B. de B. Feij,
ia da Senzala Nova n. 42
ende-se em casa de S. P. Jonhston A c. va-
quejtas de lustre para carros, sellins esilhdes in-
gleses, candeeiros e casligaes bronzeados, lo-
nas, inglezas, fio de vela, chicote para carros, e
montaa, arreios para carro de um edous cval-
os, e retacios d'ouro patente in&lezes
Na fabrica de caldeirciro da ra Imperial,
jun o a fabrica de sabo, e na ra Nova, loja de 220 rs. o covado. cortes deriscado imitando al-
lerr igens n. 37, ha urna grande porgao de folhas I paca com 13 112 covados a 2g, coberla a chine-
de meo, ja preparada para telhados, e pelo di- i za de chila muito fina a 2, pegas de chita de co-
mi uto prego de 140 rs. a libra. i res fizas, muito boa fazenda, tendo 38 covados,
/ende-se superiorlinha de algodao, bran- a 5j800, ganga franceza para caiga e paletots a
9 do cores, em novello, para costura : em ;500 rs. o covado, lengos de cambraia brancos pa-
i Mellor& C. ra do Torres ra algibeira a 2# a duzia, algodao com 8 palmos
a 600 rs. a vara, um reslo de algodao superior a
2J>500 a pega com pequeo deleito, idem de chi-
ta fina franceza a 180 rs. o corado, chales do
merino eslampados a 28500, brim de linho de
quadrinhos a 500 rs. o covado, baldes a 5$, len-
cos para meninos a 80 rs- cada um. sorlimento
de mtins para meninos e meninas, fil do linho
fino 4 800 rs. a vara.
/
?
ptl
por
de i
R
CBS
cas
a. !
N
640
ai D0
O1. P. A. Lo I o Hoscoso,
1 RA DA GLORA, CASADO I l \OlO 3
Clnica por ambos os systemas.
Contrata MTUd^ Mo5cosod consultas todos os das pela manha ede tardedepois de 4 horas,
pro^priedade7ur8aParacuraraDnalmen'e n*o sopara acidade como para osengenhos ou outras
neta ,ont?aDImL\S ertm "*/ "nP00 su ca t s 10 horas da manha e em caso de ur-
f^TtotSSrsisik'da noite seDdo *i escr?pto em *se dedare DOme d8
metterOTa!bXi~eilit!0 ?dc "&**? P_e8S0s residentes no bairo do Becife podero re-
^p^^^^'^T^i-S^Cruzou loidde vros doSr-Jos
entosbreo^rbenfrhS e" -*~ -
Botica de 12 tubos grandes....... mennn
Ditos de 24 ditos. rTT*. ...... \ '' JS'
Ditosde 36 ditos................ nenon
Dito de 48 ditos. .' | IsfoOO
Ditos de 60 ditos........ nS
Tubos avulsos cada um. ... auou
Frascos de linduras........,'.'.".""' loOO
Manoal de medicina homeopathica pelo br.' Ja'hr' trduzid o
em portuguezcom o diccionario dos termos de medi-
cia, cirurgia etc.. etc......... 20*000
Medicina domestica do Dr. Hering, com diccionario! ". 10S000
Repertorio do Dr: Mello Moraes......... 6S00O
DE
BIIIT1I8.
Sita na Fa Imperial n. 118 e 120 junto a fabrica de sabo.
DE
Sebastio J. da Siha dirigida por Francisco Bel miro da Costa
fd*-%fKVeuSfLlmitl5Hhi.8e?pre Prompl0,S alBbi9M le cobre de d.fferentes dimenges
(de 300 a 3.000J) simples edobrados, para destilar agurdenle, aparelhos destilatorios contino
E5E2Z "f desU,1ar.esPirilos cpm graduagao at 40 graos (pela graduacao deSellon Cartier] dos
melhores systemas hojeapprovadose conhecidos nesta e outras provincias do imporio bombas
as dimenges, asperante3 ede repucho tanto de cobre como de bronze
uininvij tmxj vvili
Vende-w; ama porqao de animaesde
roda, por pre ou a prazo : na esquina da ra Bella
n. 35.
CAL DE LISBOA,
nova e muito bemacondieionada : na ra da Ca-
deia do Reeife n. 38, primeiro andar.
Vcnde-se por mdico prego, urna arnia^io d'c
taberna: a Iralar na pcaga da Independencia
n. 26.
Arnendoas confeitadas para or-
tes de S. Antonio, S. Joao e S. Pedro e
tambera pora presentes ajo frasco,
vende-se na toja de Leite & Irmao, ra
da Cadeia do Reeife n. 48.
n,wVc?dV8e.e rc,8.lha-e em pedacos de 100
palmos do fren le mais au menos, a Tontada do
comprador, cora 250 palmos do fundo, chaos pro-
prios, o sillo que foi do Brilo. na ra Imperial
com a frente para o nascento, e por isso muo
fresca morada, e mullo agradavel para conslruc-
gao de oplimas casas, alem da commodidade o
carrelo do material para o fabrico das meamas
casas, pela proximidade de dous portos do mar
para desembarque : os pretendenles dirijam-s*
a mesma ra Imperial ao seu Broprietario Anto-
nio da Silva Gusmao.
Preciso,
\ ende-se orna escrova boa cozinhoira e qui-
tandelra, idade 36 anuos por 780, 3 ditas e 3
bonitos escravos por commodo prego, 2 escravos
muito baratos na rus das Aguas Verdes n. 4C.
Escrayos fgidos.
de
imporio,
JSS! leHOd2? a8aim"e,n8eB" /eili3Vara" ajambiyuerTanquesTlc"rp,arafeusfosrrde roni"
ferro para rodas d agua.portas para fornalhas e envos de ferro, tubos de cobre e chumbo de todas
as dimenges para encamentos. camas de ferro com armagao e sera ella, fugos de ferro potaveis e
econmicos, tachas e lachos de cobre, fundos de alambiques, passadeicas, espumaderas cocos
para engenho, folha de Flandres, chumbo em lengole barra, zinco em lencol e barra ls'nres e
armellas de cobre, lengcs de ferroo latao.ferro suecia inglez de todas as dimnses, safras, tornos
e folies para fcrreiros etc., e outros muitosartigos por menos preco do que em outra qualquer
parle, desempenhando^se toda e qualquer encommenda com presteza e perfeicao ja couhecida
e para commodidade dos freguezes que se dignarem honrarem-nos com a sua conanga acha-
rao na ra Nova n. 37 loja de ferrageus pessoa habilitada para tomar nota das encommendas
Atiendo.
Ra do Queimado n. 19, ar
mazeiu de fazendas.
Chitas francezas finas de padroes miudinhos a
Marmelada.
ra Direita n. 6, ha mermelada superior a
libra.
Boti
11
Dita
Dita
lna do Codorniz ii. 8'
ende-se feijo amarello,
IO&00O.
sa caos de 30 caas,
V
por
Mjilho, saceos grandes, por 45000.
Ceia de carnauba, sebo refinado e fio
de algodao.
Gjintina a vender-se, no largo da Assembla.
armazem n. 9.
Cajeado francez barato.
Na loja de Burle Jnior & Martins, ra
do Cabufia' n. 16.
as de lustre para homem dos me-
ores fabricantes
s de bezerro e panno
Ditajs de lustre para senhora
s todos de duraque preto sem sallo
p ra senhora
)itas de selim branco para senhora
s de lustre sem sallo pata meninos
ilcs inglczes de vaqueta
s de loslre com borracha na frente
s dito dito para meninos
neihores charutos
8000
7#000
4&000
Dits
Sap
DiK
Ditc
Os 1
to Laixos.
3noo
59000
300
5|O0O
5O0O
3000
da Baha por precos mui-
PRFUME PARA SENHQRAS
11 ffKDiaioii
DE
Murray e Lanman,
A i] ue tem achado mais acolhimento no
publico! Vende-se 20,000 duzias
de frascos por anno!
E ila agua encantadora exlrahe-sc das diversas
flon s, que se enconlram no paiz onde Ponce de
Leo i e Sonto iam procurar a fonte da juventude
eterna. '
D i aos lengos um ehelro muito agradavel e
refrigerante, 9 augmenta a belleza da cutis, dcs-
truindo as sardas e mais manchas que de costu-
me itacam o rosto. Aconselhamos s pessoas
debilitadas pelo calor do vero de usarem desla
agu. em banhos, pois lera ella a virtude de fa-
zer_ ecuperar as forgas perdidas pela Iranspi-
Pi ra eviUr ser engaado por falsificaces de-
i-8 procurar aAgua Florida de Murrav o
Lan nftn--- A flr..inii.i>-.A r-----------. J
lulo
-a procurar aAgua Florida de
nan, e averiguar-so se o envoltorio e ro-
Irazera o proflzo de Murray e Lanman.
fabricada esta agua unicamenle pelos pro-
anos D. T. Lanman o Kem, droguistas por
do, 69 Water Street, e 36 Cold Street, Nova
Ailha-se venda era todas as boticas e lojas de
perfi manas do imperio, em Pernambuco loja da
Antonio de Siqueira, ra da Cadeia.
E
prie
atac
York
Luiz
na
farinha de milho era
barricas, muito nova, chegada pelo ul-
timo navio vindo da America : no ar-
mazem de Matheus Auitin & C-, ra da
Senzala Verha n. 106.
- Em casa de Rabe Scbmettan 4
C, ra da Cadeia n. 37, vendem-se
elegintes pianos doafamado fabrican-
te TVaumann deHamburgo.
Vendem-se balancs decimaes
no a mazem de Denker & Barroso,
ra Chales chinezes a
a 4^500.
Na lera coohocida loja do Preguiga, na ra dq
Qucin ado n. 2, vendem-se ricos chales de mri-,
no do modernos e lindos goal os cora um pequeo
efeitc de mofo a 4ft500 cada um.
Relogios.
Vende-se em casa de Johnston Pater 4 C, ra
do Vigario n. 3, um bello sorlimento de relogioE
de ouro, patente inglez, de um dos mais afa-
mados fabricantes de Liverpool ; tambem urna
variedade de bonitos trancelins para os meamos.
Em casa de Borott & C, ra
da Cruz do Reeife n.5, ven-
de-se:
Cabriolis muito lindos.
Charutos de Havana verdadeiros.
Presuntos para fiambre.
Fumo americano de superior qualidade.
Ghampanha de primeira qualidade.
Carne de vacca em barris de superior quali-
dade.
Oleados americanos proprios para cobrir carros
Carne de porco era barris muito bemacondi-
eionada.
Licores de diversas qualidades, como sejam :
o muito afamado licor intitulado Morring Cali,
Sherry Cordial, Uenl Julop, Bitters, Whiskey &
C, ludo despachado ha poucosdias.
Machinas de coser, grandes e pequeas, de dif-
ferentes autores, de um modello inleiramenle
novo, por prego commodo.
Salsa parrilha em frascos grandes e pequeos,
muito bem acondicionada.
Pilulas vegelaes (vcrdadeiras.J
Verme fuge.
Espirito de vinlio com 44
graos.
Vonde-se espirito de vinho verdadeirocom 44
(tros, chegado da Europa, as garrafas ou as ca-
tndas: na ra larga do Rosario n. 36-
Albardas inglezas.
Anda ha para vender algumas albardas ingle-
zas, excellentes por sua durago, levesa e com-
modidade para os animaes : cm casa de Hcnry
Gibson. ra da Cadeia do Reeife n. 62.
Superiores chapeos de maniiha.
Estes excellentes chapeos que por sua qualida-
de e eterna durago, sao prefcriveis aos do Chi-
le ; exiatem venda nicamente em casa de
Henry Gibson, ra da Cadeia do Recite n. 62, por
prego commodo.
Vende-se
linha de novello de todos os sortimentos, meias
de seda inglezas de peso e mais inferiores bran-
cas e pretas, por pregos commodos : em casa de
Henry Gibson, ra da Cadeia do Reeife n. 62.
Plantas e llores diversas.
Pellorce, membro da sociedado de horticultu-
ra de Paris, estando para se retirar para a F.uro-
pa no primeiro vapor, vender dehoje em dianle
o seu variado sorlimento de plaas, flores, par-
reiras e frucleiras diversas, com grande abali-
mento de prego : na nra do Cabuga n. 3 A.
Farello, cebla e feijo.
Farelo novo o melhor que tem vindo ao merca-
do, cebla nova c feijo amarello, vende-se ba-
rato para acabar: no antigo deposilo da ra do
Vigario n. 27.
Na praga da Boa-Vista n.16 A, ha para se
vender, vindo era direilura, das melhores fabri-
cas da Bahia, as melhores marcas de charutos
que vera a este mercado, e vende-se por menos
prego do quo cm outra qualquer parte, como se-
jam as marcas seguintes : lanceiros, suspiros, re-
galos do norte, regalos de yaya, traviata calha-
tlor. penetellas, c muilas oulras marcas sem se-
ren anda aqu couhecidas, o que vende-se por
menos prego do que em oulra qualquer parle :
no-mesmo estabclecimenlo vende-se manleiea
rogleta flor a 960 rs. a libra, latas de bismutos
e bolos e bolachinha de soda a 1 a lata, e mui-
to ontros gneros que eslo a visla do com-
prador.
Vonde-se urna preta excellepte cozinheira e
engommadeira ; na ra do Cabug n. 2 D.
Vende-se a taberna da ra Augusta n. 9 a
tratar na roesma.
5#000 .
G/ande sortiraenlo de ferros de engommara
vapor dos mais ricos modellos quo se podem en-
contrar neste mercado, com seus perlences de
nova Mivengo, que muito dever agradar s pes-
soas que oscomprarem na ra Nova n. 20, loia
do Y launa. '
Vende-se um carro proprio para carrear
assucar dos engenhos para o Reeife, por ser bem
acabado, e dous bois dos melhores que pode
haver por trabaiharem muito bom e estarf m af-
felos a slo, sendo o paslo no sitio defronle da
casa do Sr. Joao Malhas, na Casa Forte, aonde se
pode examinar e ajuslar.
Vcnde-se umq pirita quilandeira, de meia
idade, que paga duas patacas por dia : quem a
pretender, dirija-se a ra do Passeio n. 7.
Vcndem-se 128 libras de oleo de amendoa
doce : na ra larga do Rosario n. 15. por preco
commodo. *
> Vendem-se 3 pirus muito gordos, hons para
domingo de paschoa do Divino Espirito Sanio :
na ra do Rangel n.21, se dir quem os tem,
Refina^o de assu-
car do Monteiro.
Conlinua-se a vender assucar cryslalisado de
superior qualidade, da acreditada fabrica do Mon-
teiro, pelo prego de <000 a arroba, e aprompla-
se barricas de todos os tamanhos, com brevida-
de e aceio : na ra do Caes de Apollo n. 63.
WoFidade.
Recebeu-se pela barca norte-americana Unido
espelhoscom molduras douradas, ondeas senho-
rasesenhores sao convidados comparecer para
examinar, os quaes sero vendidos por prego
commodo, no domicilio do Sr. Osborns, retratis-
ta americano, ra do Imperador, primeiro andar,
com bandeira.
Vendem-se saccos'com farelo de Lisboa a
5J o sacco : na ra do Rangel n. 62. armazem.
Vndese um bonito cavallo rugo foveiro,
com todos os andares e bem gordo ; na ra da
Roda, cocheira do Paulino.
Farelo
AS MELHORES MAHINAS DE COSER ,
DOS
Mais afamados autores de New York
I. M. SINCER A C.
E
WHEELER & WLSON.
No novo estabelecimento vendem-se as machi-
nas destes dous autores mostram-se a qual-
quer hora do dia ou da noite e responsabilisamo-
nos por sua boa qualidade e seguraoga :no arma-
zem de fazendas de Raymundo Carlos Leite 4
Irmo, ra da Imperatriz n. 10, cueamente
aterro da Boa-Vista.
em saceos muito grandes, ltimamente chegado
do Porto : vende-se no escriptorio do Carvalho,
Nogoeira&C, na ra do Vigario n. 9, primeiro
andar.
A4^e 40500.
Saceos com milho novo ; na ra da Cadeia do
Reeife n. 64, segundo andar.
Botica.
Bartholomeu Francisco de Souza, ra larga
do Rosario n. 36, vende os seguintes medica-
mentos :
Rob L'Affecteur.
Pilulas contra sezes.
Ditas vegetaes.
Salsaparrilha Bristol.
Dita Sands.
Vermfugo inglez.
Jarope do Bosque.
Pilulas americanas [contra febres).
Ungento Ilolloway.
Pilulas do dito.
Ellixir anti-asmathico.
Ubresd* bC' l4rga c*m n]bu> d > on"
Assim como tem um grande sortimono de pa-
pel para forro de sala, o anal vende a mdico
preco.
Escravo fgido.
Na noite de 28 de abril prximo passado fogio
de casa de seu senhor um escravo de nome Rav-
mundo idade de 18 a 20 annos, estatura media-
na, e roforeado l>nnils figura, bocea pequea, e
bons denles, falla bem, (,-abra escuro) filho do
Ico, d onde veio, pouco mais ou.menos, a um
anno, levou cora sigo alguma roupn, consislindo
em calcas de brim trangado branco, do alcodo
mesclado, camisas de madapolao, de aleodo ris-
cado, jaquela do panno fino azul, grvala i.rela
chapeo de fetlro fino, cor clara, cosluma andar
calgado lulilula-se forro, salla muio bem, pois
tendo sido duas vezes apprehendido, tem se eva-
dido, consta ter urna amasia muala, mulhrr for-
ra, com quem esleve na Boa-Vista, e aonde foi
apprehendido. esleve Irabalhando em Santo A-
maro : quem o apprchenecr e levar ruada
Cadeia do Reeife n. 20, ser recompensado
S0$000 DE GRATIFICACAO.
Fugio da rasa de seu senhor no dia 4 de abril
p. p. o prelo de nome Flix, de nacao ilocam-
bique, idade de 3o a 40 annos, levou calca de
brim com ramagem azul, estatura baixa', cor
lula, baiba na pona do quejxo. tem na testa
por cima do nanz um cali.mbiuho que parece er
signal da trra dellc, lem os ps um pouco aa-
Ihctados, foi esciafo do Sr. Manuel Francisco
miarle .este o vendeu ao Sr. Synphronio Olim-
pio de Queiroga a quem foi comprado no anno
prximo passado, este tem sido pescador e caia-
Le J* e,P?dcir. e por isso lem callos as
juntas dos dedos pelo lado das costas das mau*
em1 razao da maceira. j esteve fgido para bai',1
das da villa do Cabo muito lempo, inlilula-se
torro, muda o nome deile para Joao. ou oulro
nome. foi pegado no Cabo por um mogo do mes-
mo lugar por olcunho (uincas ; domingo 8 do
crreme, esteve a tarde n'umn taberna na pas-
sagem que vira para o Remedio, e o Sr. Duarle
diz que as suas fgidas tem sido para os locares
seguir, es : Caxang al o engenho Camar-gibe.
Barbalho, Ibura atoo Cobo ; poilanlo roga-s
aoa capitaes de ampo cas autoridades policiaes
' e qualqUer pessoa que o possa encontrar o opre-
hendam eo levera a seu senhor na Padari do
pateo da Santa Cruz n. 6. que ser generosa-
mente recompensado, e protesta contra quem o
tivcr acoutado em sua casa. H
Acha-se fgido desde o dia 16 desle mez o
escravo Marcelino, africano bastante ladino,
afecta de valenle, de estatura mediana, idade
pouco mais ou menos, de 35 annos, secco d
corpo, pernas bem finas, barba fina, macaes sa-
lientes, levou camisa de algodao azul, caiga par-
da, chapeo de palha ; quem o pegar, leve-o no
Reeife ra Dirata n. 106, e se for preso fra.
leve o ao engenho Arimbi em Ipojuca, que sera
bem gratificado.
GratificacSo de 50#000.
Eugio no dia 17 do eorrenle mez o escravo
cnoulo de nome Matheus, de idade de 20 a 25
annos, e lem os seguintes signaos : cor preta
altura regular, espigado e reforgado do corpo,'
falla deseangada, mos e ps pequeos, denles
alvos, andar gingado, passo miudo, e com bstan-
le espinhas no rosto ; levou caiga e camisa de al-
godao de listras azues, chapeo de palha da Iiilia
j usado com fita preta ; este escravo natural
deQuebrangulo, onde lem mi e irmaos, e foi
perlenccnle o dito escravo neste lugar aos Srs.
Cosme de Pinho Santiago o Jos Francisco da
Costa, negociantes neste lugar, os quaes compra-
ram e derara em pagamento aos Srs. Souza, Bar-
ros & C. desla praga, e estes venderam ao Sr.
Silvino Guilherme do Barros, o qal vendeu aos
Srs. Mello & Irmao ; consta que este escravo fu-
gio em companhia do cabra escravo, Marcolino,
de Macei : porlanto, pede-se as autoridades po-
liciaes e algumas pesoas particulares, que o
capturem e levem-oa ra de Apollo n. 7, ou a
ra Novan. 1, que gratiicaro com a quanlia
cima.
Escrava fgida:
Fugio da casa do abaixo assignado, no dia 18
do correte, urna sua escrava da-Costa de nome
Maria, que representa ter de idade 45 annos, al-
tura e corpo regulares, edr nao muito pela, tem
bastantes cabellos brancos, cosluma trazer um
panno atado roda da cabega, tendo por signal
mais saliente as mos foveiras, proveniente de
calor de figado. Esta escrava tendo sahifio como
de costume, com venda de arroz, nao vollou
mais : roga-se, portanto, s autoridades poli-
ciaes, capiles de campo emais pessoas do povo,
a apprehenso de dita escrava, e ieva-la loja
do Preguiga, na ra do Queimado n 2, ou casa
de sua residencia na ra da Florentina defronte
da cocheira do lllm. Sr. tenente coronel Sebas-
tio, qne sero generosamente recompensado.
Fugio no dia 26-do eorrenle, do lugar de-
nominado Venda Grande, freguezia de Muribeca
e comarca do Reeife, um escravo de nome Ma-
theus com os signaes seguintes: molato escuro,
alto e cheio do corpo, barba cerrada, olhos vivos
ou sentilgntes, nariz afiliado, rosto regular, boni-
ta figura, p grande, tem um signal de cabello em
cima de urna das espaduas, bem fallante, e civi-
lizado, parece forro, de idade 38 a 40 a annos,
pouco mais ou menos. Levou diversa roupa, e
chapeo do chille ordinario, e suppoem-se ter se-
guido para o Becife, onde lera algumas relegues ;
de crer que tenha mudado o nome. Roga-se
as autoridades policas e capiles de campo, a cap-
tura do ditto escravo, podendo ser eondusido a
dito lugar Venda Grande, a seu Sr. Miguel Ar-
chanjo Lopes da Fonceca, que recompensar,
Fugio no dia 1. do eorrenle mez, da casi
de sua senhora, urna preta de nome Joanna, a
qual levou vestido sais de la de quadros azues
e cabeco do madapolao ; esta preta bem co-
ntienda por ndar vendendo agua c lavar roopa
de varias pessoas; julga-se eslar acontada em
alguma casa, e desdo j se protesta contra quem
a tiver orcutla : pede-se a quem a pcar. leve-a
4 ra do Rangel n. JO, que ser recen.pensado.


'8)
MARIO DE PERNAMBUCO. QUAfiTA FEtRA 86 DE MAlO DE fgflQ.
L i llera tura.
Conferencias de Xossa Sen hora de Pars,
Pelo B. P. Flix.
Tcrceira.
Senhores.
Assim como Jess Chrislo a respeilo do ho-
rasaos jsssb!:
lii'tn a resprilo da familia o aulor do progresso
domestico; porquantoo principio vital da fa-
milia chrislaa, que elle coiisliluo coilocaudo e.
desenyotrendo nclla os elementos da sua pro-
pria vula por meio dos sacramentos ; o modelo
da familia chtista, que elle exaltaformando-a
por si mesmo, o pondo-lhe com a sua imagem o
cunho da Sua grandeza ; (i nal mente a defeza
da familia chrislaa, que elle protego fazetido
della o centro do scu amor, o permitlindo-lhe
urna forga divina que mautm todos os seus mem-
bi os inallcravclmenlc unidos.
Porconseguintea familia, vivendo da vida do
Chrislo, modelada sua semelhanca, protegida
com o seu amor e com a sua forcea ; por nutra, o
Cliristo vivendo na familia com toda a sua exis-
tencia divina, com toda a sua belleza divina, e
com Inda a sua forcea divinaeis-aqui em poucas
palavras a obra prima de Deus pelo chrislia-
nismo 1
O' familia chrislaa, santuario em que reside
lesos Chrislo, meu corago do horoem, minh'al-
nia do apostlo vos contemplara com enlcvo, vos
saudam com amor 1 Nada hei visto mais bello,
niais suave, mais sublime, nada mais divino do
Une essa obra de Chrislo, quo leudo a elevar a
"humanidade, a engrandecer as sociedades em
vos e por vos Fclizes as nacoes que livercm a
lita de ver-vos no futuro tal qual fostes nopas-
sadonesses grandiosos soclos do chrislianis-
mo ; porque ellas acharao por vosso iulrrmedio
no Chrislo, que lhes permiti a sua vida c as faz
sua semelhanca, forga bstanle para garanti-
las contra a sua "propria dissolugo 1 Pelo contra-
rio, itifelizes aquellos quo vos deixarera no scu
seio decahir, corromper o anniquillar ; porque el-
las decahiro, rorromper-se-hao e anniquillar-
se-hao comvosco Sois a origcm da vida que se
difTunde em torno de vos, o a vida nunca mais
pura que a sua origen!; sois o modelo que Deus
lia dado s sociedades que se exaltam, c as so-
ciedades, bem como os homens, nunca sao mais
perfeilas que o seu modelo ; sois a base que sus-
tenta o edificio das mesmas sociedades, c o edi-
ficio nunca mais forte que a sua baso I
Assim pois, senhores, nada importa lano ao
futuro da nossa sociedade, e ao progresso dos se-
culus vindouros, como entrar no conhecimento da
maneira porque a familia marcha enlrc nos. Se
ella se degrada e se villa, nao podemos encarar
um futuro sor*o de decadencia ; o neslc caso de-
vemos dizer com o poeta romano :
A goraco actual, filha do um seculo de per-
versidades, deixar aps si urna posleiidado an-
da mais perversa ; e ninguem pode prever que
ponto chegar, n'um futuro mais ou menos dis-
tante, ossa heranca de corrupcjio, essa tradirao
de dceadencis I
Para aquelles quo nao querem fecharos o!hos
M indicio que assignalam os lempos, para aquel-
es que nao so arhjm possuidos desse espirito
vertiginoso quo faz bradarcm os proprios genios:
o progresso caminha I para elles, digo, o avilta-
mento. a corrupgo, o a dissolugo da familia sao
symploroas evidentes de prophecia, sao pheno-
jmenos ameagadtres. Quando o mal toma coilas
proporges, qualqucr que soja o seculo, e sobre-
tudo quando chega a tornar-se quasi universal
por seus arcommettimentossuccessivos, ainda fi-
ca no intimo das almas bem formadas um senli-
mento vago, mas infallivel, desse mesmo mal: e
apenas um homem se levanta que, lendo por
longo lempo profundamente meditado sobre elle,
rasga o veo que o envolva, o o aprsenla em to-
da a sua nudez, mediante essa palavra eloquenle
em que se reflcclcm ao mesmo lempo a luz da
verdade elerna, e a luz da realidade actual, en-
tilo essas almas exultan) voz que proclama o
senlimcnto oceulto das suas consciencias, c un-
nimes no seu transporte cxrlaniam : Essc homem
fallou por nossa bocea; ello disse a verdade;
gloria pois lhe seja feila IEu mesmo, senhores,
uacia das sirfls inuovages, u peta insolencia dos
suas aggresses centra a familia. Deque opprobrios
lancou mi a revolugao para offuscar a gloria da
obra divina? Que lorpes iovenges imaginou o
genio da impureza, apreacntaiido-se sobre a tr-
ra para rehabilitar a carne, para reorganisar a
familia ? Ah 1 senhores; nem o meu carcter
sacerdotal, nem a vossa pureza chrislaa permit-
lem que eu vos mencione esses opprobrios, que
cerlamenle vos fariam corar. Neslc ponto o pro-
digio da innovago cspanlou al
novadores; lano que os irmaos, como elles se
chamavam, apenas so reuniram para ouvir da
bocea de um delles, admiltido ao privilegio de
prophelisar orculos, o merilo o o fim da dou-
trina sobre a reorganisaco da familia, dizem que
o prophela improvisado despertara a indigna-
go desses virtuosos, eque um delles aindamis
indignado que lodosos oulros de urna innovacao
que organisava o crime no seio da familia, d'ei-
xou escapar dos seus labios estas celebres pala-
vras : Mas vos aulorisais o adulterio palavras
que foram a pedra de escndalo entre os irmaos,
e o signal dispersador desse enxame de genios,
murmurando erros impuros em torno do santua-
rio da castidade,
Dcixemos de parto taes infamias do pensamen-
to, que nao leriam a audacia de boje affrontar
essa publicidade, que mesmo naquellcs lempos
lhes mereccu a exptoso de um escarnco immen-
so Que essas ideas desorganisadorss da familia
subsistam ainda em algumas intelligencias o
que nao afQrmarei, o que pouco importa sa-
ber ; a mim compele no desempenho da minha
misso moslrar-vos nicamente que o antago-
nismo doulrinal contra a familia, sobretudo
contra a familia chrislaa, se perpetua no cor-
rer das ideas e das doulrioas revoluciona-
rias.
Onde esli, me perguntarcis vos, onde eslao
esses1 ataques sempre subsistentes da revolu-
gao contra a familia ? Eu tena muilo que res-
ponder-vos, senhores, se me f osse licito dizer
ludo.
Entretanto comecarei por supprlmir Ires pon-
tos essenciaes, que se ligam luda a familia ; c
Iralarei da aggressao revolucionaria relativamen-
te a oulros tres pontos que, comquanto nao se-
jam de um modo directo constitutivas da socie-
dade domestica, todava lhe tocam lo de perlo
que nao podem ser abaladas sem que o seja cgual-
menle a propria familia.
Um dc$tes pontosprincipio proteeler da fa-
milia, e por ella tambera protegido, o respeilo
e o amor dos antepassados, que nos vera com o
amor o o respeilo das tradices.
A familia, como ja demonstramos, a pro-
pria tradceo ; tradigo decrongas, decostumes
e de sangue ; tradigo de glorias, de renomes,
de honras, virtudes e recordages ; o que ludo
vem a ser o mesmo queauor, estimae respei-
lo aos antepassados, islo o quo ha de mais no-
bre, de mais conservador o mais generoso na fa-
milia.
E sabis, senhore*, o que ha de mais antip-
tico tradirao, e aos respeilos pelos antepassa-
dos? E'a revolucao ; a revolucao tomada no
seu senlido mais radical. E' da sua essencia o
odio iradico, que ella ataca sob todas formas,
chegando a ponto de apregoa-la como opposta ao
progresso. Segundo os principios da sciencia
revolucionaria, ludo aquillo que tradicional
nao pode ser progressivo, e vice-versa. Um so-
pro infernal a impelle do todos os lados para a
destruico do que perlcnce a anliguidade e para
glorificago exclusiva do ludo o que 6 moderno,
para o despreso daqullo que nos precede, daquil-
lo que parle de nos, crencas, costumes, leis,
illuslraces, glorias dos antepassados; e, como
consequencia inevilavel de ludo islo ; para o
despreso dos mesmos antepassados I
Sim, senhores, nao o duvdeis: a revolucao
que Iraz escripto sobre o seu manto: odio
tradicol lambem Iraz sobre o mesmo manto:
despreso aos antepassados I E quera ousar di-
zer que assim nao ? O que vem a ser as eren-
gas, as in venenes, os coslumes, as conslituiges,
as possesses, as aristocracias da anliguidade
seno o Irabalho dos nossos paes, a sua inlelli-
gencia, o seu genio e a sua gloria, a sua alma o
a sua vida, emfim o seu coragoI E se a scien-
cia revolucionaria langa sobre todas essas cousas
gelado nada pode fazer para fecundar o irauatno
do hornera, e a felicidade da familia.
Pori ii a maior e mais decisiva aggrosso do
espirito revolucionario contra a familia, consiste
na sua iggressao contra a religio. A aoligio e
a fami ia se relacionara lo intimamente, se
prende n urna 6 outra 'por lagos lo slreitos,
sobre l ido a religio cjirista, faz penetrar a sua
influen :ia na familia lo profundamente, que os
ataques contra aquella dirigidos offondem egual-
menle & esta ; e os inimigos encamisados da
sociedade religiosa sao, sem controversia, inimi-
gos da lociedade domestica. Vos, que sois chris-
los, C( mpenclrai-vos bem desta verdade: aqucl-
lesque alacam a egreja, de que sois subditos,
a laca m lambem o lar domestico, om que sois
soberai os.
De bi lde procurareis oppor palliativoa osla
verdade que aqui vos aprsenlo : o ponto em
que hoja se firma a sciencia revolucionaria para
dirigir osseus ataques a religio, e a religio
calhol a sobre todas. A revolucao moderna nao
pode se encarada como aggressao poltica e so-
cial se lo secundariamente ; por quanto ella
lem chi gado a ser aquillo que foi no seu prin-
cio, ha ires seculos, urna aggressao religiosa.
Desprcia o que chamamos forma de governo ; ou
esle seja republicano, conslilucional, monarchi-
co, absolutista, pouco lhe importa ; tudo aceita
al me mo o despotismo mais que qualquer ou-
Iro ; una so cousa lhe repugna, o vena ser o
reinado do Chrislo pela egreja e na egreja. Vede
por lano como a revolugao prosegue no seu ata-
que sem limites contra a acgo da religiio calho-
lica no seio da familia : ella ahi cncontra urna
acgo j oderosa, nica capaz de rcsistir-lhe, e por
isso a i deia ; ella ahi descobre urna iiBueocia
fecund; que nao pode imitar, e por isso a inve-
ja ; sin a respeilo da familia que os seus ciu-
mes miis se manifestara ; porque na familia ella
inveja i egreja, inveja a Jess Chrislo e a Deus,
que d0 ? al mesmo no reino paternal inveja a
palerni lade ; e para dar um pretexto a esses
ciumes|inefcazes creou syslcmasdo ensino, theo-
rias de'educarlo, que revollam a razao, menlem
u miur ;za, e procuran) expellir ao mesmo lempo
do lar ilomeslico aacco da palernidade, da egre
ja, o de Deus.
mais de urna vez, locando as vossas chagas vi- enligas os seus barbaros desprezos, nao recahiro
vas, ti-nlio senlido o echo da minha fraca voz re-
percutir engrandecido por c;se sentimenlo inte-
rior que em vos retine ; e parece que nunca a
minha alma inlerpretou mclhor os sentimenlos
da vossa consciencii de quo hoje, vindo bradar-
vos em loda a clareza da silnarao presento: O
grande mal, o mal supremo da nossa sociedade
actual a dissolugao da familia.
Tenho neste discurso de local em diversos as-
sumptos : todava procurarei ser breve, procu-
rando desenvolver as indinages do seculo pr-
senle consideradas sob o poni de vista relativo
familia.
I
Em todas as cousas, senhores, as derrotas e
as restfiuraroes comecam por doutrinas; e por
isso que se d a essas" doutrinas o nome de prin-
cipios, tanto para as grandes verdades, como pa-
ra os grandes erros.
r pois muito simples e natural que procu-
remos descubrir as doutrinas correntcs do nos-
so seculo os symplomas que de ordinario pas-
sam desapercebidos do geral, porque existem no
fundo das cousas, o o geral allende somenlc pa-
ra a superficie deltas.
Esses signaos reveladores da dissoluco da fa-
milia, era eu ainda joven, ej os deslinguia ajra-
ves das obscuridades de urna philpsophia, que
se dizia moderna sem o ser; philosophia ambi-
ciosa, que se julgava profunda, o que s o era
n'um sentidode haver mais que quajjjuer ou-
tra avangado no camnho do erro contra.a ver-
dade ; que so intitulava radical porque tratava
de lodas as cousas radicalmente, mas que eu
chamarla antes destruidora, pois que scu fim
manifest era a ruina de lodss as cousas ; phi-
losophia ao ultimo ponto presumida, com pre-
tenroes de tudo refazera sociedade, a familia,
c al mesmo o homem ; que quera tudo reor-
ganisar, masque s consegua tudodesorgani-
sar. Sciencia revolucionaria, na maisrigorosa ac-
eepclo desta palavra, que marchava a pjjssos
largos, c claramente, para estas tres conquistas
illuslres: alterar a linguagem, perverler as
ideas, translornar as cousas ; que procuravapor
toda a parle legitimar o seu Ululo de destruido-
ra, anniqnilando na ordem publica a imagem
da sociedade, na ordem moral a imagem da vir-
tude, na ordem intelleclual a imagem da ver-
dade, nanatureza hua ana a imagem do ho-
mem, finalmente na consliluigao domestica, a
bella c veneravcl imagem da familiatal qual
foi creada por Deus, tal qual foi acteila pelas
nacoes.
Sim, senhores, ah lambem, nesse asylo sagra-
do, que encerra o exemplar de loda sociedade bem
formada, a revolucao penelrou, buscando trans-
formar ludo, ou antes tudo destruir.
Urna seia revolucionaria, que se tornou ce-
lebre,se assignalou entre todas as oulras pela au-
rOjLIIKTIll
elles lambem sobre os antepassados? Nao ser
lambem urna aggressao, um desprezo langado
sobre a familia, que se alimenta do amor e do
respeilo devido aos paes ?
Ha no fundo'das doutrinas revolucionarias
outro principio de dissoluco da familia, e vem
a ser o ataque mais ou menos directo proprie-
dade, ao direilo que lem ella de conservar e de
Iransmiltir como soberana a sua propria posses-
sao. Essa aggressao, quo lano balemos no
anno passado, nao s um allentado contra a
propriedade, ainda mais directamente um
allentado contra a familia. Ah! senhores, cul-
tivar o campo que recebemos dos nossos paos,
Irausmitli-lo aos nossos lilhos, quando nao en-
grandecido pelo nosso trabalho'ao menos enri-
quecido do nosso suor, seno islo a propria re-
ligio, o que lodavia poder haver de mais pro-
gressivo no pomo de visla domestico ?1 A pro-
priedade oculto dos antepassados, e o amor da
propriedado o culto e o amor da familia. A
propriedade o sacrificio que fazem os paes para
deixarera seus filhos o pao de cada dia; o
amor perpetuando-se por meio do beneficio ;
a trra quo guarda os vestigios dos seus pasaos,
as provas do seu trabalho, a gloria da sua in-
dustria ; o solo franqueado pelos avs posle-
ridade que seerguc abengoando-os; o presen-
te, o passado, e o futuro da familia, vindo lo-
car-se e reunir-se no mesmo ponto do espago;
o lugar em que ella nasce, cresce e se desvanece
na durago, com urna das mos estendida aos
antepassados e outra aos vindouros; por con-
seguidle, como acabaes de ver, a mesma tradi-
go; e bem que seja um elemento material,
lodavia sera elle os oulros difOcilmente se con-
servan), sem ello a familia se anniquila e de-
sapparece no lurbilho, uue passa
A sciencia revolucionaria negando a proprie-
dade, ou, o que a mesma cousa, reslringindo
indefinitamente na familia a faculdade do con-
servar e de Iransmiltir a possesso, rompe com
esse vinculo material que liga a familia 6 Ierra,
assim como ao co a liga a religio ; vinculo
visivel e palpavel, que resume no mesmo poni
do espago aquellos que honlem exisliram, quo
exislem hoje, e que existiro amanha ; que faz
com que o pac e a mao por um trabalho infaliga-
vel, por umexforgo inexgolavel, cuidem na vida,
no bem estar, e lalvez na riqueza da sua poste-
ridade ; que os preserva, sem saudades do pas-
sado e sem previsos no futuro, desse egosmo
monstruoso que leva o homem a pensar smente
no seu proprio inleressc, a dissipar lodos os dias
em seu provcilo nico o fructo do trabalho que
nao pode enriquecer a posteriilade, e que apenas
pode servir a esse enle abslracto sem enlranhas
e corago, a que se d hoje o nome de humani-
dade; simulacro insensivel, que a nossos olhos
passa sem cessar como um soaho, cujo sopro
Eis-;qui, senhores, a causa mais radical, o
syslem i mais assusiador da dissolugo da fami-
lia : a revolugao com as suas doutrinas fazendo
guerra tradigo, propriedade, e 4 religio ;
iradig >, que lisa a familia humanidade; 4 pro-
prieJai e, que a liga Ierra ; religio, que a li-
ga ao (o ; e por meio desta trplice aggreso,
alacam o e abalando cada dia mais a base da fa-
milia, que se apoia sobre estes tres princi-
pios.
A revolugao, bem osei, nao ostenta as suas im-
pureza i nesse ataque dirigido contra a familia: e
para qi c ? Quando alguem procura atacar aquillo
que (efendido pelo amor do corago, e pelo res-
peito (a alma, nao o faz abertamente ; reveste-
se da nascara da dissimulago o da hypocrisia,
que foi ara sempre as arreas poderosas do erro.
O' paeil mesl familia 1 inslituigo sagra-
da, pu o asylo do amor, sancluario de virtudes 1
sois depois da religio, ou antes sois com a reli-
gio, que existe em vos, o que ha do mais rene-
ruvel. Je mais popular na humanidade : como
pois possivel que alguem vos ataque sem sus-
citar cintra si, do fundo da alma humana, as
represi lias do desprezo ? por esso motivo que
o erro contemporneo reveste-se da mascara para
atacar-vos ; e se loma perigoso nesse ataque,
por isso que finge defender-vos.
Essa obra de destruico ainda hojo continua ;
daqui distingo nao s os gigantes, como tambem
os obn iros mais obscuros da idea revolucionaria,
minan m todos os dias cada vez mais sob os ros-
sos ps o aliccrce firme dos grandes principios
natura ;s e das verdades reveladas que, ha longos
seculo i, ho transfigurado a familia por meio do
chnsti mismo, e vos digo : vos, paes, mes,
soberanos legtimos nesse imperio que Deus
vos di u, se o queris conservar inabalavel, se
querei i que o lar domestico,vosso palacio, nao se
desmo'one sobre vossas cabegas, nao deixeispas-
saro 1 miar davossa porta a philosophia e littera-
lura ievolucionarias ; porque aps ellas passar
lamben a revolugao, e com a revolugao a disso-
lugo inevilavel: porquanto a sciencia revolucio-
naria i! o principal indicio da dissolugo da familia
em nossos dias.
II
Nao smente a sciencia, sao tambem os cos-
lumes sobretudo que se revelam como indicios
deslru dores da familia. Enlrc os coslumes e a
famili;, as affinidades sao profundas, eeguaesos
deslio >s Os coslumes sao creados pela familia,
e esla por sua vez tambem sofTro reaego da-
quellci. No estado aclual dos nossos eosiumes
claro, que aquillo que serve para corromperos
houici s, serve tambem para corromper a familia.
O orgilho, a cobiga, o sensualismo, e todas as
concu liscenctas ollendem a sua pureza e integri-
dad e, porque ellas desenvolvem no homem o
egosmo, que basta para matar-lhe o espirito, e
anniquilar a vida domestica.
Pan ser completa a minha obra deveria aqui
apreseular-vos um quadro abreviado de todos os
coslur es coulemporancos, e as suas relages mais
ou menos directas com a familia, resumindo-os
lodos nessa paixo que a mais antipathicae a
mais latal mesma familia o egosmo. Deixo
porn de parle o que diz respeilo aos coslumes
gerae: da nossa poca, que ha aonos vos foram
j deicriptos neste mesmo lugar, paraoceupar-
nie eielusivamente, daquillo que por sua nature-
za (oca de mais perto a sociedade domestica.
O que interessa mais directamente familia,
como ninguem o ignora, o principio em que
ella s; funda, e queja conslitue ; quero fallar do
casan ento. O casamento com cffeito e o princi-
pio fundador e constitutivo da familia : e se os
costu nes que lhe soo relativos se avillam, a fa-
milia se torna tambem ovillada.
A' isla disto, senhores, vos pergunto eu : em
que e liado vos achaes a esse respeilo ? Enlrc
vos o casamento s tera conservado da mesma
forma por quo foi instituido por Jess Chrislo ?
E con o casamenlo, tal qual o haveis feito, ou
pelo menos tal qual o toleraos, acaso entre vos
pode a familia elevar-se e engrandecer-se ? Nao,
senderes, nao; por quanto, deixando de parle
tudo ) que eu poderia dizer a esle respeilo, so-
menl vos notarei Ires vicios que se do as mos
para corromper a familia corrompendo os casa-
ment is. Vossos coslumes impedem que se fa-
gam os casamentos, forgam-nos muilas vezes
quanlo se fazem, o perverlcm-nos depois de
fetos.
80 lado essas solicitudes que nunca se acalmaru,
e pjrque do lad0 delles esses addiaroenlos que
nunca lem fim? E' porque neste lempo, em que
as desordena se succedem urnas s oulras, ane-
gago ao casamento vae-se lomando cada vez
mais geral e mais syslemalica. Em lugar de
encanto e urna felicidade da vida, vossos filhos
o encarara como urna escravido, a que mais
cedo ou mais tarde teem de submetlcr a sua li-
berdade.
Consta que em Roma,*quando a corrupgo
dos coslumes chegou adKu cumulo, a negs-
go ao casamento da parle dos jovens Romanos
foi.um dos mais serios embaraces da repbli-
ca : O celibato se linlia tornado a vocago es-
colhida por essees jovens degenerados: a lei, diz
um publicista, opprimia por lodos os modos aos
celibatarios allm de os impellir ao casamenlo,
e por meio desle familia ; elles porm re-
sisliam ; a historia atiesta-que Augusto chegou
al a offerecer^lhes premios para anima-los
casamento a os ^Romanos nada queriam apro-
veilar; os celibalarios conservam-se celibata-
rios, apesar dos rigores da lei, e dos favores
do governo Sob este ponto de vista tereis
que notar mais de um motivo de decadencia
para a sociedade romana : e se o nosso seculo
seguir os mesmos passos, nao me causar es-
panto ver que se langa mo de meios idnticos
para suspender semelhanles mal.
Vejamos agora, senhores, qual a origem desse
: porgue para se applicar o remedio nao se
deve ir buscar a superficie das cousas, como fez
Augusto, porm a sua essencia. Entre as nume-
rosas origens que do lugar ao mal, de que
tralo, moslrarei duas do preferencia : a volup-
luosidade dos homens, e o luxo das mulheres ;
ncslas, o egosmo da vaidade, naquelles, o e-
goisroo da sensualidado : ambos por conseguin-
le sao de alguma sorle responsaveis pelo mal,
porm eu aqu Iralarei somenle do carcter
mais saliente dessas duas paixoes.
Sun, a causa principal dessa negago ao ca-
samento a volupluosidade dos vosso3 jovens,
que riros sao os que se submettera a urna vida
casia e pura, preferindo antes sujeitarem-se ao
dominio grosseiro da carne, receido como um
privilegio pela mocidade, at mesmo pelos filhos
de raga nobre : dahi o furor das intrigas que se
succedem urnas s oulros todes os aonos, todos
os mezes, e mesmo lodas as semanas, como
um lo incessanlc de iniquidades e de vergo-
nhas, ou antes que se despedagam de encontr
urnas s oulras para deixarera s paixes irri-
tadas cosa qualquor obstculo urna liberdade
licenciosa e voluvel.'quo nao se pode ficar so-
bre um objecto da sua eseolha 1
Eis aqui o que fazem os vossos costumes !
Nao me admira, pois, ver os jovens, nos bellos
dias da vida, coadunarem-se com esses oppro-
brios, pois que sao elles o resultado daquillo
que presencian] uos vossos romances, e daquil-
lo que aprenden nos escndalos dos vossos de-
bales judiciarios, quando a jusliga humana ar-
rasla perante os vossos tribunaes algumas des-
sas existencias perdidas e sorprendidas na
sua ignominia. Nao rae admira ver esses jo-
vens habituados aos deboches, fugirem do ca-
samento, quo os chama aos seus deveres. E
nem vos tambem podis admrar-vos de ver
que o casamento lem perdido para elles o seu
attralivo, o seu encanto, a sua significarlo,
urna vez que os seus corages manchados pela
impureza de.sses prazeres, que nao posso deixaa>j
de appellidar infames, a poder de gosos cx-
cussivos se tornim incapazes de amar.
Porm, como j eu disse, nao s essa a
causa do grande mal, que lastimo ; cumpre at-
iribuir a cada um a parle de responsabilidade,
que lhe toca, peranle Deus e perante a socie-
dade.
y ri -i-
s "lu A nossa sociedade tem dado a ial o nome de
casamentos de razio ; eu os chamare! ante* casa-
mentos desar ramudos ; porque em face de ae-
roell.anles clculos egostas, que sacrificara as
aTetgoes do corago a um nome, ou a urna for-
tuna, a razo nada fax : vira-ae o roslo, fecha-
se os olhos para se do encarar o abysmo em
que se vae precipitar.
Nao se segu daqui, senhores, que a influen-
cia leviana que instanlaneamenlo domina o co-
rago de desoilo anuos deva decidir de urna
unio que lem de durar por toda a vida ; e mui-
to menos deva o transporte inconsiderado de
urna paixo prevalecer nessas grandes decises
sobre os conselhos da experiencia e as ligoes da
sabedoria ; o que eu noto aqui como urna aber-
rago desastrosa para a familia c para a socie-
dade, a parle preponderante, a importancia
exclusiva quo daes aos clculos da ambigo e
da vaidade, nesse aclo solemne era que a razo
ao exige que procuris, antes de tudo, corages que
so estimem, que se amera, vidas que allrahiam
uma oulra, para assim esusar a felicidade dos
dous. Apresentaraos as cousas em toda a sua
realidade
nagoes, aa quaes leis julgado para sempre se-
pultadas om esses longinqnos lempos do paga-
sismo, se encontrara anda boje debaixo dos tes-
tos, em qn nao ha muilo se va chrittos ado-
raren! a Jess Chrislo I Mais rale deixar enco-
bemos as suas trovas naluraea, e no seu silen-
cio legitimo, esseserimes reservados, pelos quaes
a familia conspira contra a familia, a palernida-
de contra a paternidade, e a vida contra a vida,
myslerios vergonhosos peranle oa quaes a razo
se enfraquece, e a nalureza se espanta, e que
eu, revestido da palavra sagrada, nao poderia no-
mear sem aviliar-me, e sem villar as funeces
que exergo I
III
Acabis de ver que as tendencias dos coslumes
depravados, e da sciencia revolucionaria da nos-
sa poca acceleram a decadencia da familia, e al
ameacam dissolve-la. Nao concluire este meu
discurso aera apreseolar-vos uma oulra causa
que anda mai a araeaga, e e esta-as tenden-
cias da vida social. Assim como a familia obra
directamente sobre a sociedade, assim tambem
por sua vez a sociedade reage sobre a familia ; o
da familia, eu descubro sobretudo as tendencias
sociacs do nosso lempo.
conforme comporta a digoidade do
venScuioS?orraSco find!.en,PPi!,h|n0 a* ""^ ^A hesi, era "escentar-o signal mais mani"-
ra5e^XiK^ "'a Pflo- aos pime'CrS.o-f k^' -^ 'W0' d* *"" "" d "*-
do sol. Sua alma, ao desabrochar, esparge em
lorno de si os seus deliciosos perfumes, e na
sua aspirago,. que lem o quer que seja do infi-
nito, ella pede uma cousa que ainda nao sabe
exprimir, O que misler essa joven? E'-
Ihe misler uma alma como a sua alma, um cora-
co como o seu corago; uma alma que encerr o
ihesouro da pureza; um corago que em si conte-
nha o Ihesouro da alTeigo : sem esles dous the-
souros, que se completara um 'ao outro, nada
Iho bastar ; o nome que mais alio soe, a fortu-
na mais millionaria, nao lhe podero dissrau-
lar a sua irreparavcl miseria.
Un dos maiores symploroas da decadencia
dos rossos costumes, e da dissolugo da familia
no si culo actual, a difficuldade nos casamen-
tos. Nao tendes observado como se tornam elles
cada dia mais difficeis e ale mesmo impossi-
ves ( Nao tendes notado essa inquielago da
man que guarda junio do seu corago filha
aind.i pura das corrupgoes do seculo ? E quan-
do ( vosso filho chega a edade de Mote e cinco
anno e lalvez de trinta, quando chega a occa-
sio de procurar um centro sua vida, nao des-
cobr s o vosso receio e o seu ? Porque do vos-
DE PARS 4 BADN.
VIAGEM DE UM ESTUDANTE E
CONSEQUENCIaS.
SUAS
POR
P. I. STAHL.
A' volupluosidade dos homens, que os arreda
do jugo brando e sagrado do dever, accresce o
luxo das mulheres, que faz com que aquelles te-
mara a desfiza com as extravagancias da vaidade
que, omeaca urna fortuna j corapromeftida pe-
las extravagancias da volupluosidade. Vossos
Olhos, senhores, lo descuidosos dos seus bens,
e na apparencia to incapazes de rege-los, quan-
do se trata de comprar os prazeres a cusa del-
les, se convertem em habis calculistas quando
se faz misler pensar no que lhes custar somen-
le o ornato de uma mulher. E que ser quan-
do ellesmpensarcm nasdespezas annuaes precisas
para embellecer suas jovens filhas, que quere-
ro rivalisar em luxo com suas mes ? E' pois
com o receio n'alma que elles veem lodos esses
enfeiles que encsnlam a visla, e dizem baixinho :
Tudo islo muito bello, mas cusa caro ; e nos
nao somos millionarios ; por tanto ainda muito
cedo para que nos condemneraos esse imposto
progressivo, que pelos prodigios do luxo ameaga
tornar-se cada vez mas arruinador. Pe minha
parte, diz daqui um mancebo, tenho gostos mais
modestos ; e bem que um pouco tarde, tenho
apprendido a economisar. .Eu, diz dalli ura ou-
tro, tenho c as muiras fdas : rauita fortuna e
pouco luxo ; este o meu programma, e a elle
serei fiel. Porm, replica aquelle oulro, islo
muilo difficil de enconlrar-se nos tempos aclu-
aes. Erabora, esperarei occasio mais oppor-
tuna ; e se esla nunca chegar, terei ao menos
o consol de ler conservado a minha liberdade,
restando-me anda alguma cousa com que possa
passar soffrivelmente o resto da minha vida ;
e se, nao obstante, a miseria me vier algum dia
baler a porta, nao far mais que uma victima,
c serei eu s o misero.
Desta sorle asduascausss mencionadas cons-
pirara para produzr o mesmo resultado to fa-
tal familia c sociedade, isto a negago sys-
lematic} ao casamento, e como consequencias
della a mutiplicago desses seres sem familia, e
o desolvmenlo ameagador do celibato, nao do
celibato da virgndad?, mas do celibato da volup-
luosidade, nao do celibato que consagra a vida
ao allivio das miserias fralernaes, mas do celiba-
to que absorve a vida no goso do prazeres ego-
stas.
Tal a priraeira offensa feila familia pelos
vossos coslumes : elles impedem que se fagamos
casamentos, e dahi o primeiro mal ; elles obri-
gam muilas vezes a um casamento forrado ; e
eis-aqui o segundo mal. Ah I senhores; ha
nos costumes contemporneos uma prag.-, sobre
que nao tendes muilo meditado, a qual corroe
o interior da familia como o verme roe o fructo :
essa praga, que j assigoslci de passagem tratan-
do de oulro objei lo, cumpre que agora lambem
vos lembre : ella o mal sempre crescenlc das
unies anlipalhicas, c dos casamentos mal fe-
tos. Reina a esle respeilo, sobre tudo as clas-
ses mais elevadas da sociedade, uma aberrago
causa desse prodigio. O pae e a me, quando
chega a occasio de assegurar o futuro de seus
filhos por meio de urna unio, se possuem muilas
vezes da mesma loucura, sob inspirages diver-
sas ; de um lado o orgulho do sangu, do outro
o orgulho da fortuna ; um procurando o queha de
mais alto e elevado,outro procurando o que ha de
mais rico, e ambos as suas combinages insen-
satas fazem abslracgo completa de duas cousas
que os devera preocupar mais que ludo, c sao ;
E no entanlo o que fareis para corresponder e
essas aspiracoes de uma alma anda virgera de
loda a impureza, de um corago ainda ignaro da
todo o egosmo ? Oh 1 vos aceitaes aindamis,
escolhes vos mesmos uma alma vasia de afTei-
ges, uma alma estragada, um corago corrom-
pido, que nem mesmo conserva mais a faculda-
de de comprehender a virludc, o de correspon-
der ao amor I Grande Deus 1 ides buscar o vicio,
o proprio vicio, s lendo como nica recommen-
daco o prestigio da fortuna, ou a fascinago de
um nome pomposo 1 O' paes O' mes I de tudo
vosesqueces ; e nem ao menos a vossa experien-
cia vos tem servido de alguma cousa ? Se a Pro-
videncia vos lem preservado de um deslino egual,
lomae bem senlido que as lagrimas dos vossos
filhos nao vos sirvam de uma ligo lardia, e que
as suas desgragas nao vos deem motivo para
amargos soffrimenlos 1
Altendei: eis ahi em face um do outro dous
enles aquem ura louco prejuiso de vaidade, ou
um calculo de egosmo, uni para sempro sob a
lei do mesmo contrato indissoluvel, do mesmo
juramento inviolavcl.
O acto, que eslpulon as condiges da vida ma-
terial, nada pode fazer que garanta a harmona
da vida moral entre esses dous entes : elles nao
se amam, e a falla de amor apenas mediocre-
mente compensada por uma mutua eslima : sua
sociedade de convengo para o corago Iludi-
do, peior que a solido ; e bem depressa a tris-
teza vem lomar assento entre elles no lar domes-
tico Achara ento que lhes lata alguma cousa
muito precisa a dous entes que virem unidos,
e espantam-se de ver a distancia quo existe en-
tre os seus corages, alias lo approximados pelo
espago. Sao um para o outro, mesmo sem o que-
rer, ura motivo de dr e arrependiraenlo ; e che
gados estado, emquanto a voz do dever se faz
ouvir por ambos, o raelhor meio que imaginam,
nico a que podem aspirar, essa mutua rela-
go intima na apparencia, vulgar em taes cir-
cunstancias.
Porm o espirito fcilmente se cansa
systema grosseiro ; sobretudo o corago solTre |
espantosamente por esse rcfolho que bem se pode
dizer perpetuo; o quando alguma cousa do me-
nos intimo ainda vem penetrar nessa almosphera
glacial, a t-mlaco encontrar abertos esses dous
corages que nada teem dado um ao oulro da-
quillo a que ambos aspirara. Por pouco quo le-
Quando fallo da tendencia social, nao se en-
trala que fallo da forma, nem da marcha polti-
ca dos governos modernos ; fallo sim das rela-
ges exteriores que o movimenlq da vida social
produz entre os homens que vivera em socieda-
dade, e digo que as tendencias ds vida social,
la I qual ella se passa entre nos, ameacam a fa-
milia mais que qualquer oulra causa, e parecem
conspirar para anniquilar essa insliluico secu-
lar, como a correle impetuosa deum no que vai
pouco e pouco atrancando as raizes do velho
carvalho que os seculos plantaran! sua mar-
gem.
Tenho procurado uma palavra que exprima a
reunio de todas asnossas tendencias sociaes lo
mltiplas, to variadas, porm resumindo-S
todas n'um mesmo objecto, e esle bastante pre-
judicial familia ; esia palavra creio que encon-
ire, e vem a ser a innovacao. A familia
por essencia permanente e eslavel ; representa
individuos qiie vivera juntos, no mesmo lugar,
debaixo do mesmo teclo, e sujeitos ao mesmo
systema, perpeluando-se uns uos outros, em
condiges pouco mais ou menos idnticas, e de-
senvolvcndo-se medanlo um progresso lento e
uma marcha tranquilla, como o progresso e a
marcha da nalureza.
Ora, quando se esluda de perto as tendencias
e os movimeiitos da nossa vida social, descobre-
so ahi era todos os sentidos, e sob todas as for-
mas, o que ha de mais opposto ludo que venho
de dizer a respeilo da familia. Tanto os homens
como os povos se dcixam apoderar ele uma ne-
cessidade espantosa de mudancas, e de incons-
tancia : e essa perpetuidade, essa universidade
de innovago, tbrnam-sc uma ruina perpetua c
universal da mesma familia.
E por isso vejo com pezar essa tendencia para
a innovago da forluna, para a raobilidade da
possesso. O desgoslo de um Irabalho cerlo e
fecundo, mas lento para produzr a riqueza, a
paixo desenfreada da fortuna improvisada pelos
accasos da especularlo ; os azares do jogo ou
as emprezas atrevidas ; o desprezo cada dia mais
crescenlc da propriedade eslavel e o goslo im-
moderado pelo capital movel ; eis aqui, senho-
res, para evitar maiores rodeios, urna das ten-
dencias do vosso tempo, a qual se lem genera-
lisado lano, que apenas^acha contia si roui raras
familias, que ho collocado cima de ludo a hon-
ra, o nome, a heranca, e lodas as santas Iradi-
ges, que lhe legaram os seus antepassados com
desse Ia 8,?ria do seu sungie. E que pensis vos pro-
" duzirem aliml essas tendencias que deslocam a
possesso com prodigiosa mobilidade ? Produ-
zem revezes sbitos e imprevistos, que anniqui-
lam n'um s dia a serie das tradieoes seculares
da familia, e at mesmo quebrara de todo o vin-
culo que liga a mesma familia ao passado ; pro-
dujera essas Iransges bizarras que fazem de um
s golpe subir do primeiro ao ultimo degro
nham ldi os romances conlcmpora'neos. enelles Sifir .P"mao ''"'' oeBra "a
H.k.. .. ..i:i... r...-.A. __'_____j- ; forluna, ou precipitara do cumnlo da riqueza no
abysmo de miseria, os favoritos ou as victimas
descoberto essa realidade fingida, esse mundo
encantado de felicidades imaginarias, chegam bem
depressa a suppr que o coraco nao podo, nao
deve sujeilar-se na vida a essv'perpetuidade que
s pertence morle ; que nao lo grande, co-
mo se suppe, o crinia de se procurar tora do lar
domestico o que oelle te nao pode encontrar :
e o corago, que se lem prendido a uma vida,
pensa vagamente em ligar-se a uma oulra, o en-
te por elle passar o primeiro bafejo dos amores
Ilegtimos, como se senle passar polo ar a ara-
gem precursora das tempestades 1
E dahi o quo succede ? Ah 1 senhores ; per-
raitti que dos labios do um sacerdote caia uma
palavra, que eu bera quereiia encobrir para evi-
tar o vosso pudor de verdadeiros chrislos : suc-
cede que um crime de lesa-familia ; un mons-
tro destruidor da sociedade domestica penetra no
lar para profana-lo, perturbar o seu socego, per-
vcrie-lo : e qual c esse monstro ? ficam ornen
bestias : o adulterio E j que pronunciei esla
palavra, cumpre que vos diga ludo.
O adulterio um mal inminentemente grande,
introduzido no centro da familia por vossos cos-
lumes contemporneos. Entre as familias chris-
las do outro tempo esse mal se reproduzia como
um phenomeno raro, deixando na familia que
havia profanado, uma mancha indelevel ; hoje
porem elle cahe sobre frontes bastantes deshon-
radas para que possa nellas suscitar o rubor da
vergonha < U adulterio, que lera sido stigraalisa-
do por todas as legislages, por lodas as ciulisa-
ge.s, e por lodos os povos, hoje aspira a ser re-
habilitado, seno glorificado; elle que anliga-
mcnle se inlroduzia a furto no asylo da castida-
de, e ahi, olhando era lorno de si, dizia como a-
quelle de quera falla a escriplura: eslou s, e
ninguem me ver ; hoje nao lem necessidade do
myslerio, nao leme mesmo afrontar a publicida-
de, nem o escndalo ; apresenta-se com oslen-
lago, com garbo, com vangloria ; penetra no
lar, no salo, na mesa da familia ; e ahi cora a
insolencia do seu olhar desafia a virlude do es-
poso ou da esposa humillada pelo seu triumpho ;
finalmente dissolve a familia, multiplicando no
lar da pureza, da felicidade, e da paz. os erimes,
as desolages, c alguma vezes tambera cataslro-
phes espantosas I....
Vede pois, senhores, como concorrem os cos-
lumes contemporneos para a dissolugo da fa-
milia ; c entretanto eu nada disse a respeilo dos
opprobrios excepcionaes que muilas vezes a des-
honran). Por considerar.no vos, e por mim
mesmo, deixo de mencionar certos myslerios do
crime, que a jusliga humana descobre com as
suas vistas penetrantes, eque ella tem o direilo
de publicar, porque sui misso pesa-Ios em
sua balanca, e feri-los com a sua espada. Se os
nomeasse laes quaes a sociedade os homizia no
seu seio, ouvirics com espanto que de abomi-
XIX
(Conlinua{o.)
Ora siga o meu raciocinio, disse-lhe eu.
Convir comigo que os militares,'o nao os cen-
SJto por isso quo seu dever; convir que
lodos elles se paregam mais ou rrenos no physi-
co e mesmo no moral, se pois ha alguma cousa
que me admita quando uma mulher ama um mi-
litar, e que ame este e nao aquelle, o afinal des-
tinga e possa reconhecer qual o seu.
Se eu fosse soldado e casado, leria meus sustos
que por causa dessa scmelhanga que a uniformi-
dade da vida, do trajar e das preoecupages com-
munica forcadaraenle a todos os soldados entre
si ; nao se slabelecesse no cerebro, no espirito e
mesmo no corago de minha mulher, e que ella
em baf, um bello da, se lembrasse de tomar
o numero Io do meu regiment pelo numero 2o
de oulro, por excmplo, ele celerae que assim
chegasse a enganar-mc muilo honradamente.
O cepil&o mordia os bigodes e pareca absorto
em serias reflexe3. Julguei a proposito acres-
centar um ultimo argumento minha demons-
tragao.
Diga-me o caro capito; o que ha de mais
agradavel do que ver um mirHor ?
I") Vide o Diario a U2.

Eu sci c disse. Prospero.
Oro, se sabe I ver dous militares.
E o mais o que verdade replcou o bom
capilo.
Pois muilo bem I Uma mulher pode fazer a
si essa pergnnla que nos acabamos de fazer o dar
a mesma resposta que eu Uve a honra de dizer-
Ihe : Veja agora as consequencias 1
Se as veja disse elle arregalando os olhos,
se as vejo I O cerlo que Se anda eslivesse no
regiment havia de rcfleciir. anles de amarrar-roc:
mas ja nao eslou, atirei fora o uniforme, sou ago-
ra um burquez, e para minha mulher enganar-se
seria necessario que tivesse muilo boa vonlade ;
porque, como burguez, tenho minhas fumaras de
nao me parecer com ninguem.
Concordo, disse-lhe eu, meu charo amigo ;
e tambem nao com o senhor que eu fallo. O
que emilti fui uma pura theoria, c loda em
vanlagera da nobre profisso das armas. Faaendo
ver que as mulheres deviam amar todos os mili-
tares ; nao prova que todos elles merecem egual-
menle flxar-lhes a ottcngo ?
Pcrcebi que as ideas do capilo ja nao eslavam
muito claras e apezar de ser nfio pequeo trium-
pho, argui-mc disso. Mas l'louck nao era homem
de tirar atrapalhado com quaesquer duas razes.
Sacudi logo a nuvem que lhe fluctuava em tor-
no do cerebro com um movimenlo de cabera que
poda Iraduzr-se assim : Ora historias I e rea-
tando a conversago no poni em que a linhamos
dcixado disse:
Nao faga nunca juramentos meu charo Pe-
drinho ; nao nada bom Se eu nao livesse ju-
rado mais de mil vezes que nunca rae casara,
nunca leria tenlagoes de faz-lo.
Ora cale-se, capilo, disse-lhe eu. Voc o
homem mais feliz da Franca, est blasfemando 1
A sua felicidade eslava na minha mala, porlan-
lo a mim que a deve.
XX
Do faci, disse o capilo levantando-se e
aspirando com toda a forga dos pulmes o ar que
nao faltava, no nosso mirante, i verdade que sou
feliz I Po- que nao leria eu coragem de confessar
a miaha felicidade '.' De que me desdisse eu, se-
no le uma lotice, chapada ? Um soldado que
nao abe conservar levantada a sua bandeira nao
presla. Ora, a minha bandeira, era o lindo veo
que fluctuava outro dia em lorno do lindo rosto
da minha gentil Odila! Viva o casamento 1 viva
Odili! viva mademoiselle Plouck I Dentro de
um inno serei pae de familia, daqui a dous an-
uos e ainda mais isso sempre melhor do que
and. r pelos bolequins al que se abra a blusa
eterna.
Disccmos da plataforma mais depressa do.que
linhamos subido, e cantando quanto eslrebilho
sabiimos era favor do casamento. O capilo sabia
maii do que eu.
XXI
A noile, foi muilo alegre a ceia ; o lenle
Slein era como Plouck. um humera cordeal e
exci lente. Mademoiselle Odila pareceu-mc ser
um desses bons -rijos ao mesmo tempo burgue-
zcs e dislinctos, uue oceupados com a Ierra sem
por isso desprezijrem o co, lem ludo quando
necesario para lazerem solida e resolutamente a
feli dade daquelles que os rodeam. Tinha re-
ceb do evidentemente uma dessas excellcnles
edu roes allemas que augmentara o espirito
das -nulheres sem desvarar-lhes o corago. Fal-
lava bem e a proposito, e admirou-me mais de
umi vez pela madureza e lucidez dos juizos O
irmio julgava-se senhor em casa porque tinha
o monopolio das maneiras bruscas e dos pala-
vres ; mas era claro que a dco Odila fazia del-
le (> que quera,le que se nao rcinava, governa-
va. Dei os meus sinceros parabens ao capito,
Od a e a Stcin. Ajustou-se e cu fiquei agrade-
cid, que eu servira de padeiro do marido na ce-
rerronia do casamento, e que nesse mesmo dia,
os oivos c cu dirigiramos o vo para o bello
pai. do Badn.
XXII.
Fu tinha quinte dias livresa vista desses cora-
ges recios, lint a-me commovido, e conceb o
serio pensamen o de comegar a Irabalhar nessa
desses barbaros jogos ; fortunas que fazem o in-
dividuo quo as possue corar de sua familia, mi-
serias que fazem a familia corar dos individuos
que lhe perlencem ; e, quer venturosos, quer
miseraveis, occasionam mesma familia protun-
das chagas, golpes profundos.
Dessas perepecias, e bem so pode dizer dessas
mudengasdo acaso, nasce uma tendencia anlo-
ga precedente, tendencia, ao dosarranjo das
classes, isto mudanca da condigo social.
Nao tendes acaso observado no movimenlo de-
sastroso, que leva os homens do vosso lempo a
mudar nao s de forluna, mas do condigo, e
que vem a ser o mesmo que mudar a propria es-
phera da vida ?
O camponez tem as vistas e o corago, vollado
para as grandes cidades ; os operarios das gran-
des cidades, procuram cnxcrgar no horisonle da
sua vida, ura ponto que os conduza s profisses
liberaes ; aquelles, que eslas herdaram dos seus
paes nao sao ainda salisfeitos, procuram o ca-
minho que leva espheras mais elevadas: o ho-
mem, a quem a Providencia deslnou para diri-
gir a charra, lavrar a Ierra, e nutrir a seus se-
melhanles, com o trabalho das suas mos, quer
empunhar a penna, e cultivar o pensamento, e
dar ao seu nome um reflcxo de lilleratura ; esso
homem poderia serum trabathador aproveilavel;
ser entretanto, um mo pensador, um escriptor
vulgar, taires corruptor ; abracar o oflicio de
escrever, e compor para o progresso do mundo,
livros degradantes 1 Em lodo o caso, qualquer
que seja o termo a quo conduzam todos esses ca-
minhos Iransversaes, seguidos por aquelles indi-
viduos que querem sabir da sua condigo, esca-
pando-sc ao lar domestico, cerlo que* a familia
nada para elles ; porque como homens do aca-
so, sendo mal succedidos, sao os seus que o des-
presam ; ao contrario, sendo bem succedidos, sao
elles que despresam os seus ; e nada lhes.causa
mais horror do que esbarrar nesse camnho, on-
de enconlrou a forluna, com um pae, uma me,
ou irmaos, que trazem sobre os seus vestidos o
signal aulhcutico de uraa descendencia, que pa-
rece uma irona langada altura dos seus des-
presos ; e o amor da familia morre e se envilece
no triumpho de taes individuos, ou na sua der-
rota.
s alternativas da fortuna, s mudancas de
condigo, que entre nos arruinan) o espirito e a
vida da familia, devoraos accrescentar mais a ten-
dencia para a innovago material. Nos nao as-
piramos s mudar de fortuna e de condigo,
aspiramos egualmento mudar de lugar, de cli-
ma, e de ares. O progresso na ordem material,
se nao houvcrem muito cuidado com elle, con-
corre para a diminuigo da familia.
[Continuar- te-ha.
*m
VP-
***
1 .' i
cidade ao mesmo lempo lo viva e lo pacifica.
Mus ja era muilo tarde ; eu tinha deixado passar
o tempo durante o qual o Sr. Poilhier poderia
dar-me uma carta; pouco me importei rom isso.
Qual a idado era que se sabe que o lempo lo
precioso como o sangue, e que perd-lo derra-
marcoino 3e se abrissem as veas? Disse eu que
a morle de meu pae e de minha mo me tinha
deixado muilo prematuramente s no mundo ;
acrescentara que, se essa dupla perda era para
mira o mais pungente dos males, a liberdade que
foi assim consequencia devia alem dsso ser
um perigo do lodos os dias na minha vida. En-
trar sera guia no mundo, que cousa triste I Mas
entrar com forluna, como desastroso I Digo-o
sem parodoxo, por t-lo senlido, e por le-lo vis-
to confirmado por mil experiencias alem da mi-
nha ; o dinheiro um flagcllo as mos de um
mancctio ; um veneno que estraga lodosos seus
dias. O indispensavel e santo Irabalho,como
o saberiamos aos \inlc annos ?tem um alvo mais
elevado do que ganhar o pao do corpo; por el-
le s por elle que se pode ganhar o pao do espi-
rito, nao menos necessario que o outro. Eu o
ignorava ento. Eu nao tinha o que passar e na-
da fazia sem remorsosl Eu era bem feliz (di-
ziara-me todos). Sim, muilo feliz 1 por que tinha
com que gaslar a minha vida c o meu corago
linha com que ser um tolo, para dizer ludo, c
Deus sabe se eu deixava de l-lo. Acreditar aos
vinle annos quo ludo se compra, mesmo o amor
e a amisade, eslimar o dinheiro e s fazer delle
emprego vil, fazer inveja a alguns pobres diabos,
meus camarades, ser festejado por ludo que dan-
sava na Chaumire, na Chteserio des Lilas, nos
Mabille desse tempo, nao era, o mais claro pro-
ducto do bem que eu tinha ?
Pobre Fleurclle 1 Eu pedera desde j dar mo-
destamente a entender que Uve em Slrasburgo
mais de uma occasio de pensar no juramento
que ella me linha arrancado e cumpri-lo; o mo-
go que duvida de alguma cousa, nunca duvida de
si. Proferto confessar que sua lembranga s
soflreu um alaque, E' verdade que me neces-
sario confessar ao mesmo lempo que foi mortal.
Tive por companhia no casamenlo do capito
com mademoisfcllc Odila, uma amig*desta, boa
e'encantadora menina, bera propria para servir
de madrinha mulher do meu bom capilo. Essa
agradavel rapariga, filha de Daden. Vollou na-
turalmente a Badn com o capito, sua mulher e
cu, e apresenlou-nos a seus pas, que eram mo-
leiros.
Que boa genle e que bonito moinho 1 Eu de
bom grado passaria a minha vida a moer frmen-
lo nesse lindo lugar com uma moleira a meu
geito I
xxm.
Eu eslava transportado 1 Ah como bom
o ar puro, o ar que vem dos campos, que so tem
impregnado do sao perfume dos bosques,que tem
corrido pelas montanhas por entre os tojos, que
so tem refrescado nos profundos despenhadeiros,
que lem bebido o roci dos prados! Como bora
nao sentirmos ante a nossa respitago seno a
obra de Deus desenhando-se no livre hrsonte !
Que casia embriaguez a dos campos 1 E' a sade
para as almas enfermas, a resurreiro dos co-
rages. Caricias de um bello dia, caricias do co
e da Ierra, porque fugimos do vos lanas vezes ?
Como descrever esse painel virgiliano?
Na exlremidadc de um amphytheairo de vrr-
dejautes monlanhas que se formava em um dos
lados do lindo valle da bteng, elevava-so um ri-
sonho montculo que pareca defender-lhe a en-
trada. O moinho linha-se collocado all como
para melhor gosar da visla do valle. A' dircila,
a esquerda e confronte, cinco ou seis arroiossal-
lavam rumorejando. Depois de lerem rodeado
colina cnconlravam-se em uma especie de tan-
que que o lempo linha cavado as profundidades
da rocha.
cima desse tanque digno de Tempe, grandes
rochedos, alegres apesar da sua edade veneravel
por mil plaas loucas que se linham apostado
das suas menores feudas, nioslrav.am seus denles
desiguaea.
Sobre um delles, uma, lorre velba, robusta
coran a sua base, flanqueada de pinheiros gigan-
tescos e de carvalhos seculares lulando de altura
com ella, ergue a sua cabera vigorosa. Um
expessa carnada de hera vestia-o da base ao cu-
me. Uma porta e uma janella, uma bocea e um.
olho, era por ahi que vivia. Ella dominava do
100 pos lodos os edificios da granja e do moinho i
dir-se-hla um gigante de guarda brinquedoode
enanca.
As duas rodas do moTiho batiam discretamen-
te com as asas em uraa especio de grua quo
servia de escoadouro s aguas do tanque, que
formavam assim uma queda d'agua cuja torca
motorS nilo adormeca em lempo nlgura. As pa-
redes des3a gruta, chcias de musgo verde, cor-
ran) por sua conta no vapor da agna agitada pelo
movimenlo das rodas, e parecan) chorar lagri-
mas de prata. Uma tribu de numerosos e sober-
bos palos que brilhavam com lodos as cores do
arco-iris faziam sem ceremonia os seus concili-
bulos as bordas do tanque. Retannos bem
agrupados de bois, de vacas, do cameiros, de ca-
bras, convivas felizes de uma mesa sempre lenta
mente servida pastavara com calma o velludo
dos prados. Lindas aleas semeadas dessa rea
rosada e bnlhanle que s vi em Badn, e que se
dira marchelada de estrellas, serpeavam alravi
de ludo isso e conduziam do moinho k casa, da
casa granja, da granja torre. Pontcs rusti-
cas, de rartpascheiasde relva, completaran) esse
quadi a e faziam sequencia Is aleas para a passa-
gem os arroios.
Eu uo podia cangr-mo nem calar-me estava
a des izer-mc em exclamages.
ainda nao vio nada, disse-me a boa Odila
que tre fazia as honras da casa dos seus amigos,
resorne o seu enlhusiasrao para cousa mclhor.
Melhor do que isto, quorida Odila, impos-
sivelljos moleiros do parnizo envejariam este
moinho celeste I
(Conlinuar-se-ha.)
PERN. -TYP. DE M. F. DE FARIA. 18Q
r.
r


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