Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09072


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Full Text
J
l-f
1110 XIXT1. HOMERO 121.
Por tres mezes adianlados 5$000.
Por tres, mezes vencidos 6$000.
SEITl FEIli 2S DE IAI0 DE 1860.
^
Por amo adiantado .9JJ000.
Porte franco para o subscritor.
E.NCARREGADOS DA SUBSCRIPQAO' DO NORTE.
Parahiba, o Sr. Antonio Alexandrino de Lima;
.Natal, o Sr. Antonio Marques da Silva; Aracaty, o
Sr. A. de Lemo3 Braga; Cera, o Sr. J.Jos de Oli-
veira; Maranho, o Sr. Manoel Jos Martina Rbei-
ro Guimares; Piauhy, o Sr. Joo Fcrnandes de
Woraes Jnior; Tara, o Sr. Justino J. Ramos;
Amazonas, o Sr. Joronymo da Costa.___________
1'AKIIUA UUStOHUtlU.
Olinda todos os dias as 9 1/2 horas do da.
Iguarass, Goiaana e Parahiba Das segundas
e sextas feiras.
S. Antao, Bezerros, Bonito, Caruar, Allinhoe
Garanhuns as tercas eiras.
Pao d'Alho, Nazarelh, Limoeiro, Brcjo, Pes-
queira, Ingazeira. Flores. Villa Bella, Boa-Vista,
Oricury e Ex tas quarlas-feiras.
Cabo, Serinhem, Rio Formoso.Una, Barreiros.
Agua Prela, Pimenteiras e Natal quintas feiras.
(Todos os correios parten) as 10 horas da manhaa.
EPHE
5 Luacheii
12 Quarto rr|
da larde
20 La novj
27 Quarto c
tarde.
I'rimeiro a
Segundo asi
1ER1DES DO MEZ DE MAIO.
as 4 horas e 42 minutos da manha.
inguante as 4 horas e 57 minutos
as 4 horas e 27 minutos da tarde,
escente as 5 horas e 45 minutos da
PREAMAR DEHOJE.
9 horas e 18 minutos da raanhaa.
9 horas e 42 minutos da tarde
PARTE 0FFICIAL
rcvogada3 as dsposices em coo-
Governo da provincia,
LEl N. 487.
Ambrozio Leilo da Cutiha, presidente da pro-
vincia de Pernambuco.
Faro saber a todos os seus habitantes, que a
assembla legislativa provincial dccretou e eu
sanccionei a resolucao seguinle :
Art. L'nico. O quantum da indemnisaco con-
cedida pelo art. 14 da lei provincial ni"452, de
21 dejunho de 1858, ao contratador daillurnina-
ro da cidade do Recite, aproveita proporcional-
uiente todos aquellos quo houverem contratado
com o mesmo contralador qualquer parte da il-
luminaco desde Janeiro de 1857 at a data da
mesma lei.
Pican
trario.
Mando, por tanto, a todas as autoridades a
quom o conhecimcnlo e execucio da presente
resolucao pertoncer, que a cumpram e facan cum-
prir to inteiramenle como nella se contem. O
secretario desla provincia a faca imprimir, publi-
car e correr.
Palacio do governo de Pernambuco aos 16 de
maio de 1860, trigsimo nono da independencia e
do imperio.
L. S. Ambrosio Leito da Cunha.
Sellada c publicada a presente resolucao nesta
secretaria do governo de Pernambuco, aos 16 de
maio de 1860.Francisco Lucio de Castro.
Registrada a fl. do livro 5o de leis
caos.
Secretaria do governo de Pernambuco, aos 18
de maio de 1860. Francisco de Lemos Duarle,
escriturario da 4a secgo.
provn-
I
'

EXPEDIENTE DO DA 23 DE KA10.
OTicio dirigido ao Exm. presidente do Para.
Pelo olficio, que V. Exc. me dirigi em 12 do
correle, fiquei inteirado de haver V Exc, na
quajidade del.0 vice-presidenle, assumido a ad-
ministraro d'essa provincia. Agradecendo as
obsequiosas expressoes de V. Exc, ofiereco-me
para o cumprimento de suas ordena, quer "sejam
tendentes ao servido publico, quer ao -particular
de V. Exc.
Dilo ao lente general commandante das ar-
mas. Sirva-se V. Exc do expedir as suas or-
dens, para que o 1. cadete da companhia ftxa de
avallara desla guarnicao Ignacio de Albuquer-
que Maranhao Cavalcanli, se passo escusa do ser-
viro, nos termos do art. 12 do regulamento de
28 de setembro do anno prximo paasado, vislo
ter elle recolhido ao cofre da Ihesouraria de fa-
zenda, como provou com documento authenlico,
que se acha archivado na secretaria desle go-
eerno a quantia de tresentos mil ris correspon-
dente ao lempo que falta para completar o seu
engajamento, como praca voluntaria.
Dito ao mesmo. Pode V. Exc. manda r abrir
assentamento de praca aos recrutas Firmino Jos
dos Sanios, e Jos Das, que forara julgadds ap-
tos para o servico do exercito, com coosla do
, termo de inspeccSo, annexo ao seu officio do
lionlem, sob n. 581, providenciando V. Exc.,;
para que o segundo dos mencionados recrutas
seja vaccinado.
Dilo ao mesmo. Sirva-se V. Exc de apre-
sentar-me, afim de serem pagos pela ihesouiaria
de fazenda, os prels dos vencimentos de um
mez, nao s para a torca, que tem de marchar
para a villa de Iguarass, mas lambem, para o
oficial, que a vai commandar, Picando assim res-
pondido o seu officio de bontem, sob n. 583.
Dito ao mesmo.Pode V. Exc. mandar abrir
assentamento de praca ao paisano Julio Cesar do
llego Barros que, offrecendo-se voluntariamen-
te para o servico do exercito, foi julgado apio
para isso, como consta do termo de inspeceo,
annoxo ao officio de V. Exc. de honiem, sob
n. 582.
Dilo ao inspector da Ihesouraria de fazenda.
Visto que, segundo consta de sua informaco de
lioje, sob n 528. pode ler lugar o adiantamento
de dous mezes de sold de Ierra pedido pelo 1.
tenenle da armada Joo Carlos de Souza Macha-
do, no requerimento que devolvo, autoriso a
V. S. a mandar fazer csse adiantamento.
Dito ao mesmo.A'vista das rclaccs e prels
junios, estando ellcs nos termos legaes, mande
V. S. pagar 03 vencimentos relativos oos mezes
de marco e abril deste anno, dos guardas naci-
naes do balalhao n. 32 destacados na villa de
Flores, segundo consta do officio do respectivo
commandante superior, de 9 do corronle.Com-
municou-se ao commandante superior res-
pectivo.
Dilo ao mesmo. Annuindo ao que me re-
quisitou o inspector do arsenal de marinha, em
olficio de hontem sob n. 225, junto por copia,
recommendo V. S. a expedico de suas nr-
dens, para que na alfandega desla capital se con-
sinla no despacho livre de direitos de trinla bal-
dos de ferro, pertcncenles machina da nova
Larca de escavaco, os quaes vieran) no navio in-
gles Thctis, urna vez que eslejam elles compre-
Jiendidos no aviso citado pelo mesmo inspector.
Communicou-se ao inspector do arsenal de
marinha.
Dilo ao mesmo.Transmito a V. S., para os
fins convenientes, os dous inclusos avisos do
loilras na importancia de 340, saccada pela
thesouraria de rendas da provincia do Rio Gran-
de do norte, sobre essa e favor de Jos Joa-
quira de Lima.Communicou-se ao Exm. presi-
dente do Rio Grande do Norte.
Dilo ao commandante superior interino do
Recite.Pode V. S. fazer substituir pelo 3o bala-
lhao de infamara da guarda nacional deste mu-
nicipio no Io de junho prximo vindouro, o 2o
da mesma arma, que se acha aquartelado, como
propoz em officio de 22 do correnle, sob n. 82.
Communicou-se ao tenente genrale Ihesou-
raria de fazenda.
Dito ao commandante superior da guarda na-
cional do municipio do Recife. Haja V. Ss de
mandar avisar a 3 dos ofliciaes mais graduados
da guarda nacional, sob seu commando superior,
aim de fazerem parto da junta, que nos termos
doart. ltl da lei n. 602 de 19 d setembro de
1850, tem de lomar conhecimento da appella-
cao, ex-officio. inlerposto da sntenca proferida
poloconselho de disciplina, que julgou os guar-
das do 2. balalhao Manoel Antonio Basilio de
Nascimento, e Olegario Francisco Das, a que se
icfero o seu officio de 21 do correte, sob n. 80.
devendo aquelles officiaes comparecerem nesle
palacio, no dia 26 do correnle, ao meio da.__
Communicou-se ao juiz de direito da segunda
vara.
Dito ao mesmo. Srvase V. S. de expedir
suas ordens, para que seja despensado do servi-
co do 2." balalhao de infantina, o guarda nacio-
nal Trajano da Slvn Perera, em quanto esliver
em pregado na estrada de ferro, conforme solici-
citou o respectivo superintendente, em officio
dasta data. Communicou-se ao superinten-
dente.
Dilo ao inspector do arsenal de raaiinha.Po-
de V. S., conforme indica em seu officio do hon-
tem, sob n. 224, mandar quo a guarda desse es-
tabelecimenlo seja dada com pracas, tanto da
companhia de aprendizes marinheiros, como da
de menores artistas.
Ditoao capito do porto.Pode Vrac. mandar
abrir assenlamento de praca aos recrutas Flo-
rentino Feliciano Bezcrra, Joaquina Barbosa da
Silva, Tiburlino Cyriaco, Jos Victor Ferreira
da Silva, Luiz Gomes Barbosa e Jos Roberto
dos Santos, que foram julgados aptos para o ser-
vico da armada, como consta do seu oficio de
liontem, sob p. 110, podendo Vrac. remetter pa-
ra a corle, os quatro pruneiros, licando oc.ons
ltimos pertencendo a essa eslacao, e bem assim
por a disposicao do Dr. chele de poljeia para
dar-lhes o destino conveniente os de nomos An-
tonio Manoel da Cruz, e Jos Joaquim dos San-
tos, que foram julgados incapazes do servico,
segundo Vine, declarou em seu citado olficio.
Communicou-se ao chefe de polica.
Dito ao director do arsenal de guerra.Uaja
Vmc de informar acerca do incluso ufcio do
Exm. presidente da provincia da Parahiba data-
do de 22 do corrente, sob n. 65.
Dito ao mesmo.Em addilamento ao officio
dosta presidencia, de 10 de margo ultimo, re-
commendo a Vme. que mande apromplar cora ur-
gencia o armamento e equipamenlo, que por
aviso da leparlieao da guerra, de 25 de fevereiro
deste auno, se mande fornecer ao meio balalhao ',
da provincia do Piauhy, visto assim me haver:
requesilado o Exm. presidente daquella pro-
vincia.
Dilo ao mesmo.Declaro a Vmc. que os objec-
los constantes do pedido, que por despacho dos-
la data mandei (ornoccr a 1 companhia de pe-
destres da comarca da Boa-Visla, devem ser en-
camotados por forma, que possam ser conduzidos
por animaos desta capital para aquella comarca.
Autoriso a cmara municipal do Recife a to-
mar as providencias necessarias para que se d
maior desenvolvimento ao asscio desta cidade, e
bem assim, a fazer a nomoacao de mdicos para
froguezias e o fornecithento de medicamentos
para Iralar-sc as pessoaspobres atacadas da epi-
demia reinante, como propoz a mesma cmara
em officio de 14 do correnle, sob n. 44.
Faz-se preciso que a cmara municipal do Li-
moeiro declare se o numero de votantes, de que
trata o seu officio de 27 de abril ultimo, foi jus-
tamente, o que se verificou depois de esgotados
lodos os recursos da lei e altendidas todas as
reclamarles que por ventura lenliam havidos das
juntas de qiiaiificaco para os consethos rounici-
paes de recurso.
Dilo ao 3o juiz de paz do Io districto da fregu -
zia de Maranguape, Francisco Rufino de Araujo
Cavalcanti Logo que Vmc. receber este officio.
trate immedialamenlc de convocar a junta quali
ficadora dessa freguezia, para o dia Io de julho
vindouro, devendo Vmc. mandar affixar com an-
tecedencia de um mez os editaos e fazer as noti-
ficaces, de que trata o artigo 4 da lei regla-
mentar das elcicoes.
Sendo, por demais, censuravel a raancira, por
que se procura protellar a rcunio da referida
junta, recommendo terminantemente a Vmc.que,
sobre a responsabilidade da lei, cumpra as or-
dens, que Ihe lem sido dirigidas por este gover-
no, sem que lhe possam justificara falta docum-
primeuto dellas motivos tacs, como os que alle-
ga Vmc em seu officio de 14 do crreme a que
respondo.
Communicou-se acamara de Iguarass.
Dilo ao commissario vaccinador. Remctta-me
Vmc. com brevidada, para serem enviadas ao
Exm. presidente do Rio Grande do Norte algo-
mas laminas ou tubos de puz vaccinieo.
Dito ao theaoureiro das loteras.Respondo ao
seo officio de 18 do correnle, declarando que, de-
pois da lotera do Espirito Santo, que tem de ser
extrahida no dia 26 deste mez, regularise Vmc. a
extraccao das loteras de modo que seja cumpri-
da a lei em relacao as que sao por ella previle-
giadxs, submellendo a approvac&o da presiden-
cia o plano que para esse lim julgar mais con-
veniente.
Dito ao Sr. cirurgio Manoel Jos Peixolo dos
Guimares.Inteirado do comeado do seu officio
de 10 do correnle, tenho a dzer que por despa-
cho de 9 dosle mez, laucado no requerimento
junto, foi Vmc. dispensado da rommisso ero que
se acha na villa da Escada, tratando das pessoas
accorumetiidas da varila.
O Sr. agente da companhia de paquetes man-
de dar transporte para a Baha, no vapor Para-
n, ao sargento Augusto Cesar de Oliveira e ao
soldado Joo Jeronymo da Costa, que vieram da-
quella provincia escoltando o sentenciado Manoel
Caelano do Nascimento Souza, com deslino ao
presidio de Fernando.
Expediente do secretario.
Officio ao lenente-general commandante das
armas.De ordem de S. Exc. o Sr. presidente da
provincia, declaro a V. Exc. em resposta ao seu
olficio de honlera, sob numero 579, que nesta da-
ta se remellen ao director do arsenal de guerra
para mandar fornecer o pedido de. armamento,
equipamenlo c ruuniccs para a primeira compa-
nhia de pedestres da'comarca da Boa-Vista, que
veio annexo so seu citado olficio.
Dito ao bachorel Francisco Antonio de Oliveira
Ribeiro.S. Exc. o Sr. presidente da provincia,
manda communicar a V. S., em resposta no seu
officio de 14 do corrente, que. Hca inteirado de
haver V. S. assumido naquella data o exercicio
de juiz de direito da comarca do Bonito, para que
a mais cloq
Por maio
gresso resu
qne devian
(oes, eslavil
mereca.
(.loando,
mos pac
animavamoi
liaco c de
PERNAMBUCO
AljDINECIAS DOS WIBUNAES DA CAPITAL.
Tribunal docommercio: segundas e quintas.
Relacao : tercas feirau sabbados.
Fazenda : tercas, quintas e sabbados as 10 horas.
Juizp do coramercio : quintas ao meio dia.
Dito! de orphos: tercas e sextas as 10 horas.
Primeira vara do civil: tercas e sextas ao meio dia
Segunda vara do civil; quartas e sabbados ao
meio difu____
DAS DA SEMANA.
21 Sgunda. S. Marcos b. m.; S. Theopompo m.
22 Terca. S. Rita de Cassia viuva; S. Quileria.
23 Quarta. S. Bazilio are. ; S. Deziderio t>. ru.
24 Quinta. Ss. Afra, Pelagia e Suzana mm.
25 Sexta. S. GregorioVII p.;S. Mara Magdalena.
26 Sabbado. S. Felippe Nery fundador.
27 Domingo. Pasooa dn Espirito Santo; S. Joao
lente resposta, que os italianos po-
dem dar acs seus detractores.
confianza que tvessemos no pro-
tanle de dez annos de experiencia,
dar-lhes tantas sanguinolentas li-
mos longc de fszer a justica que elle
fra nomeado. Ao bacharcl Francisco Antonio de
Oliveira Ribeiro.
DUo ao Dr. Hisbello Florentino Correa de Mel-
lo, juiz municipal do termo do Brejo.S. Exc. o
Sr. presidente da provincia manda aecusar rece-
bido o officio de 5 do correnle, em que V. S.
parlicipcu que, por tercessado o seu incommo-
do, reassumio o exercicio interino do cargo de
juiz dedireilo dessa comarca.
Despachos do dia S3 de malo.
232.Basilio Ribeiro do Amaral, recruta.Co-
mo requer.
233 Companhia da illumnscao a gaz.Infor-
me o Sr. inspector da thesouaar'ia de fazenda.
234.Felicidade Mara da Conceicao.Informe
o Sr. inspector do arsenal de marinha.
235.Guilhermino Paos Brrelo.Nao lem lu-
gar a vista da informago.
236.Joo Fructuoso dos Santos Prove que
subsiste anda a isenco que allegou em 1855.
237.Jos Mara Ferreira da Cunha.Informe
o Sr. commandante da guarda nacional de Naza-
relh.
238.-Joaquim Antonio de Moraes.Espere
que haja crdito.
239.Manoel Alvares Pereira, capitSo-cirur-
giao-mr do estado-maior da guarda nacional do
Limoeiro.Como requer.
240.Prior do convento do Carmo desta cida-
de.Informe o Sr. inspector da ihesouraria pro-
vincial.
241.Manoel Joaquim da Silva e oulros.Sira,
pagos os direitos nacionaes.
242.Thereza de Jess.Provo cora documen-
to o que allega.
243.Valeriano Francisco das Chaga?, recruta.
Como requer.
EXTERIOR.
lioje eslo extinctas as celebres palavras do
principe de Mctlernirh : A Italia urna ex-
pressao geographica. Ha de hoje em diante
urna Italia, ha urna naeo italiana. Se existe
alguma cousa que tire todas as duvidas sobre a
futura grandeza d'e3ta naco resuscitada eTege-
nerada, a coragem, a paciencia, a perseveran-
ca, e admiravel espirito deunio e do sacrificio
com que ella caminhou para um fim ISo digno
de ser atlingdo.
Oppriroida nao somente pelo peso da oceupa-
5ao eslrangeira, mas anda pelo de suas proprias
discordias, a Italia tinha tallar ao mesmo lem-
po no interior e no exterior, triumphar de ai
mesma e de seus oppressores.
Ella lo nobremente rehabililou-se como li-
bertou-se, c o irristivel impulso que uni em
um s abraco os tnembros dispersos da patria
ia mais de seis mezes, os exhortava-
racia e perseveranca, quando os
proseguir na sua obra de recon-
junflicago a travez de lodos os obs-
tculos, mismo d'aquelles que elles tinham al-
guna motivi s de respeilar, nossos desojos, o con-
fessamos, i m mais longe que nossas esperan-
zas. Lhe d ziamos ento :
Quanto mais se tizer, ser mais diOicil de-
fazer-se, i cada da que passa, em vez de
ser um da perdido, um dia ganho. Po-
rero n'esta poca, hoje pode-se dizer, a paz de
Villa-franca tinha espalhado um desanimo, que
partilhavam >s.
Diza-se-l ios que elles deviara sacriicar-se
aos inleress s da paz geral ; respondia-se aos
enviados da Toscana que o quo elles deviam
fazer era sijeilar-se de novo aos seus amigos
soberanos, e esles soberanos eram mais que nun-
ca austracos
Cerlamenti nao tinhamos alguma confidencia,
e ludo parea ser contra nos, quando exhor-
tayamos os i alanos a ludo sofTrer, menos a ac-
ccilar o ins< lente e aborrecido jugo austraco.
Os principia italianos si alguma cousa perde-
rn, foi por sua culpa, Seus subditos nao Ihes
liuham odio e cortamente de novo os acceita-
riam ; sena i felizes, ao meus tranquillos, si no
intervallo qce huuve nao se desse cutre elles
um irrimediivel divorcio,
Mas os gum-duques moslraram-se archidu-
ques, e pas;arara-se ao servico do inimigo.
Desde esle di) elles para sempr perderam sua
nacionalidad* Repelimos o que ento diziamos :
os italianos o dirigirara o menor insulto aos
principes, qi e desertaram da sua causa ; era lo-
dos os actos >ublicos reconheceraru os servicos,
quo as farailiis reinantes outr'ora Ihes fizerm.
Elles nao dii seram : Sois" tyrannos ; dis-
serara : S >is Austracos, e sio bastante.
A uosso vi r, consiste n'isto a principal ques-
tio. A acce lacao dos principes, que serviram
ao exercito < uslriaco lena sido a acceitaco dos
Austracos seria o mesmo que perder todo" o ter-
reno ganho, perder o fructo do sangue derra-
mado pela I alia e pela Franca.
Talvez fos e mois coramodo aos governos e
diplomacia < uc os gram-duques vollassem tran-
quillamenle os seus palacios; mas elles tam-
bora podia-w dizer: muto tarde. O que a
Italia quena priuieiro que ludo, era a indepen-
dencia, e a ii dependencia um sentimeulo que
difficilroente admiite transaces. E' essa a ra-
zo porque, [uando nos fallavam em promessa
de reformas, quer na Toscana, quema Venecia,
diziaraos :
O (i los italian s ; pertencer a si mesma. A hon-
< ra dos pov s, como a dos individuos, coasis-,
le em prel rir ser desgranados sendo Uvres,
a serfelis* sendo escravos.
A Austria >romellia ludo. Pela resliluico
dos gram-di ques, ella offerecia reformas libe-
raes na Ventcia, mas ella era sempre a Austria.
Ora, si os [alanos nao sabiam anda o que
queran) sal) im o que uo queran), e por pre-
eo algum el i-s desejavim ser aulriacos.
Com esta onvicQo que diziamos : persist e
caminhai Se npre, Quando por uoia resolucao
inesperada p jz-se termo a guerra, rauitos poli-
ticos profuu los disseram, repetindo urna cele-
bre palavra preciso dexar a revoluco s
comsigo. A Austria, anda quo nao seja a" patria
de Machiave julgava sem duvida que a tiber-
dade era par os italianos um dora fatal, do qual
elles abusarii m, e quo a polica europea em bre-
ve seria obr;ada a intervir para restabelecer a
ordem entre lies.
Para a hon a dos italianos, e, digamos, para
a honra da ji stiga e da virtude publica, osla es-
peranza nao ;e reahsou. Tornados livres, os ita-
lianos soubeiam resistir todas as provocaces
e todas as ameagas, mais ainda todas as
tenlaces C uando elles viram que pertubavam
a Europa, \ >ltaram-se contra si ; e por sua
calma, sabei oria e ao mesmo lempo invencivel
resoluto, el es acabaram nao s p\>r applacar,
mas tambera por vencer todas as hesitacoes.
Ainda ha | ouco diziam-lhcs era resposta s
censuras que a annexago da Saboia suggeria : o
Imperador ju gava poder executar as estipulares
de Villa-fran a ; elle nao animava a reunio da
Italia central ao reino septentrional do Pieraon-
te. Esla re nio foi obra dos proprios italia-
nos, dos italianos entregues aos seus instinctos
e s suas fo cas. Foi com esle sentido que ob-
Uve-se o fin da guerra da Italia. Este lim, nao
erji dar aos i alanos tal ou tal organisaco terri-
torial, tal o tal constituido, tal ou tal forma'
do governo.: era desligar-lhe os ps e as raaos,
era dar-lhe i liberdade de escolher e de obrar :
era, em urna palavra, liberto-Ios.
Ora, nSo S3 alcancaria esle fim, se, dando-se
livre arbitrio aos Italianos, livessem Ihes dicta-
do o uso que d'elle deviam fazer.
Depois de teram dito o que nao queriam, os
Italianos dissiram o que desejavam. Confessa-
mos que a p rincipio esta fuso que se verifica
hoje pareca- nos diOicil. Ella pareca-nos pouco
conforme ao genio e ao temperamento dos Ita-
lianos, assio como sua historia ; a nossos
olhos, alm < isso, a centralisac&o nao era o sig-
iial necessar o, a forma indispensavel da ver-
dade.
Mas com a sagacidade poltica, que um dos
attributos d';sta raca, os Italianos comprehen-
deraro que s< urna forte adherencia os poda por
ao abrigo qu >r do exterior, quer do interior, e
que urna massa compacta offerecia mais resis-
tencia do qu i cemenos divididos, ainda que da
mesma nalu jza. Ento elles se voltaram para o
paiz que repiesentava entre elles a forga militar,
e que melho poda servir de centro organisa-
go offensiva e defensiva da Pennsula.
CerlamenK esta bella, elegante e potica Flo-
rencia, herdeira de urna to magnifica historia,
devia ter cho ado entregando sua cora e dando
a mo a um ei soldado. Mas o Piemonte reco-
Ihia o fructo de sua perseveranca, de sua cora-
gem, de su; lemeridade mesmo; elle fra a
vanguarda da Italia D'esta vez a Italia nao so-
mente obrou s, mas at a despeito de ludo o
mundo. Eli soube tirar partido do bem c do
mal. Para e la a questo viial era estreilar-se,
ogglomerar-sa e constituir-se de urna maneira
assaz forte p ra formar una nacao.
Se o progr mma da guerra se realsasse, se a
Italia se livre 3se dos Alpes no Adritico,ter-se hia
formado um eino septentrional, quesera a bar-
reira nacional da Pennsula, e n'esle caso os es-
lados do cen ro podiam ficar separados.
Tendo a pi z de Villa-franca exceptuado a Ve-
necia, a aggLmeracao que nao podia mais se fa-
zer do lado di norte, fez-so do lado do sul; foi
o facto do abindono da Venecia que tornou ne-
cessaria afoimac-o do reino septentrional com
oulros elementos, e que desfez a barreira da
Italia,
Isto posto, a annoxaeo dos estados do centro
ao reino do orte lornava-se para a Italia urna
questo de vii a e de morte. Tratava-se de saber
se (Icaria perdido o resultado da guerra; se
d'esta Ierra, inde se tinha derramado lano san-
gue generoso nao sahiria mais que urna collec-
co de pequeos estados, destinados 'a sempre
chamar prole :lorcs, em vez de urna nacao sufli-
cientemente orle para se defender.
A questo icha-se lioje resolvida. Ella pode
ENCARREGADO DA SUBSCR1PCO NtyStJL.
Alagoas, o Sr. Cla-udtno PalcSo Das; Bahia o
Sr. Jos Martina Atver;- Ria de Janeiro, Sr.
Joo Pereira Martins.
EU FEIMJMHM2&.
O proprieta rio do diarw Manoel Figuciroa de
Faria.nasua livraria praga da hidepcndcLcia n.
6 e 8.
um 'listante parecer duvidosa, e os ulumos os-
forcos tentados podiam desanimar as vontades '
menos resolutas Nao succedeu o mesmo cora-
nosc; confiavamos no irresistivel impulso do '
movlmento nacional, no ardenlc patriotismo que !
apagn no italianos todas as suas antigs divi-
sos o os reuni com o mesmo desejo ; confiava-1
mos tambem na penetraco o audacia d'aqucllcs, |
que os drigiam.
Alm d'isso, ainda que todos os governos da
Europa, iuimigos e amigos, quizessem abafar a
voz da Italia, era dever da mesma Italia fallar,
confnssar em alta voz sua f nacional, e aguardar
a forea. Mas ha cousas contra as quaes a forca
nadafpde; ha poderes moraes contra os quaes
a violencia nao pode prevalecer.
Refoiihccemos esle principio em loda sua ex-
tensb, dizemos gne a Italia o pode invocar com
o mesmo titulo que o papado.
Ainda que um congresso exigisse que a Tos
cana se sujeitasso aulordade dos archiduques
da Ai siria, e que a Rnmanha fos3e restituida ao
governo temporal de Roma, a Toscana e a Ro-
manha teriam respondido lambem : Non pos-
sumus ; .ellas nao teriam reconhecido a forca,
mesmo soffrendo-a.
Nolhouve e era haver esto transe. Presen-
temente ha um faci consumado
torga servia justica.
Pela nossd parte, antes, durante e depois da
guerra; abracamos a causa da Italia, como sendo !
a do direito e da justga, e temo-la humilde-
mentelservido de toda nossa alma e com todas :
as nossas torcas
Chama-se revoluco a resurreico da Italia ; i
ueni a nome, nem o fantasma, nos'espanta, mas
julgamos que seria melhor dar-se o nome de
resiauracao : restaurarao da patria, que nao ser
mais contaminada pelo hlito estrangeiro, do
lar, ao qual nao vira mais assentar-se o inimigo,
da naconalidade, que nao ser mais violada por
cera iu vases, da liberdade emfim, que nao ser
mais suffocada por mercenarios.
John Lemoinne.
(Journal des Debis. Caldas Jnior.]
dous poderes-, que resMom no Papa. (Juamlo por
ventura fcil comprehenso de qualquer nao
fosseaccessivel-a demonstraco razoavel de urna
soberana sui generis, c'quo nao pode ser
comparada com qualquer outra da trra, pois que
nenhoma com ella so asscmelha, nem por isso
devia regeitar-se a verdade que ha onze seculos
abraca o mundo cora universal vantagem.
O papa nao assumio o poder temporal pela es-
pada, e nem to pouco pela astucia. A historia
que rememora os feilos do mundo social muilo
bem o prova. A posico eminente, quo sempre,
oceupou na trra o igario de Jess Chrsto des-
lumhrando os olhos dos barbaros, e fallando aos
Papa, que nao convera que o- chefe da igreja-
Universal distraa sua aitenco com negocios me-
ramente civis, abandonndole somente aos es-
pirituacs, e que curando mais destesr do que
d'aqueilcs. os estados pontificios seiTretn na sna.
marcha progressva. nao podendo acompanhar-
as ostras naces, conservando-se por tanto es__
tarionarios.
Devenios admirar tanta dedicaco, assim fosse
ella partida de curaco e verdadeira I Comp *
que ha onze seculos se tem podido sustentar a
livre gerencia dos dous poderes sem haver ca-
taclysma para o mundo social 1 Como que os-
coracoes dos potos, e dos beT.noiJh oalho: \?!l!?Z^^*J^ ,,lnla sciencia-
e d'esta vez a
lodo o catholicismo, e para a sociedade
ral. Roma foi era lodos os lempos o lugar onde
todas as duvidas e todas as quesles encontravam
prompta soluco, e nu usurpava direitos, e ain-
da apezar da guerra systemalica, que lhe volam
os gabiqeles protestantes inconlestavelmente o
fiel da batanea para raanler o equilibrio europeo,
a grande arvore plantada pela mo de Dos
debaixo de cujos ramos vo abrigar-se todos os
povos da trra.Nao sou eu quem o affirrao, a
Russia scismalica, e a Prussia protestante
Pafa ; Irada ? Como s hoje que se pretenda fJdr em
pralca tal usurpaco, baseada em pretextos to
frivolos quanto irrisorios afronte da hisl>ria con-
tempornea, que nos instrueda boa marcha dos-
negocios dos Estados Pontificios ? Roma nao lera-
experimentado reformas Mudareis, e compali-
veis com as suas torcas, mesmo no actual ponti-
ficado? Lede os jornae>s da poca desde a asecn-
Co do cardeal Maslai Ferreiti ao solio pontificio
at hoje, c veris que a innaeco nao se aninhou
no vaticano, e que o povo romano gozando de
quem um0 consliluico livre, que lhe foi ouor'ada no-
S-ai5 s"ste1nlan,l ? flefenucnd0 a legiumi- lo clual pcglce. cora1 elle 1 K BPp-
dade do poder tmpora do papa ; sao as diversas pellidMndo-o de Liberal I A industria, as arle,
nacoescathol.cns. que lera ido depositar os vo- ,eUra8 e assofinces nao tero gern inad
INTERIOR.
MVKVMliO.
O protestantismo e o poder temporal do Papa.
Desde que a devassido de Henrique VIII pre-
tendeu osleptar-se era lodo o seu esplendor, a
Inglaterra proclamou a sua nova religio, cujas
mximas coadunando-se cora as paixoes que lhe
deram origem a liberlou do pesado jugo, que
lhe oppunha o rigor dos preceitos do Catholi-
cismo.
Os erros deste rei inglez nao podiam deixar de
encontrar proselylos, pois que durante o seu fu-
nesto reinado tinha por seus desvarios prepara-
do o terreno, que devia mais tarde receber a per-
niciosa sement. Declarando a independencia
religiosa da Gr-Bretanha, as paixoes abrindo as
azas, q^ se achavam lolhidas pela severdade
das doulrinas da egreja catholica tomaram o
vdo, que aprwve a cada individuo seguir, pois
que a unicaArra para entender a palavra de
eus, era a fazo privada de qualquer, que no
silencio de su gabinete bem podia interpretar o
que dizia respeilo f e moral I
Depois de haver o lutheranismo brilhado no
horisonie, como um meteoro desastroso, a sua
estrella empallideceu, o por espaco de mais de
um seculo s lanoou de longe em longe alguns
sombros reverberos sobre o mundo religioso ;
em quanto que o negro calvinismo, lutando cora
a crenca d'Allemanha, apenas enlo ganhou al-
guns poucos proselylos comprados pelo triste
prego de suas doulrinas as mais desesperadas.
Eslava travada a peleja entre o erro e a verdade,
entre o catholicismo e os filhos rebeldes.
Na Alleraanha imperou o racionalismo, que,
cedendo'o priraeiro lugar rosoo pura, procu-
rou desterrar o homem do co para as cousas
caducaf'ieste mundo. Mas como o homem pri-
vado de satisfazer os mais nobres instinctos de
sua alma, atirava-.se desvairado regio das
conceptes aereas, os desgragados sectarios da
razio pura fizerara esforcos tanto mais enrgi-
cos pare remontaren) altura do chrislianismo,
quanto mais profuudo era o abysmo era que se
haviam precipitado. E surgindo ento o antlgo
evangeHsmo, comeeou Lulhero a contar nume-
rosos salarios- e al mesmo sabios defensoes.
O combatoAai renhido, porm os rebeldes
eram mais frJKeos e cavalheiros; esses filhos
desnaturados, que tinham desprezado a terna
mi, que os havia alcilado com o sueco ds boa
doutrina, erara menos pretenciosos e sem duvida
mais christaos, do que os recero-conversos, que
nao se contentando com defender as pessimas,
o subversivas dontrinas do inconsequcnle pro-
testantismo atacara com violencia o catholi-
cismo, procurando-o ferir no coraco 1 O chefe
vsivel da egreja do Crucificado, cujas doulrinas
debalde >roclamam que professam, o cobijado
alvo a ue hojem prclendem atirar com mo
ccrteiraJ querendo dospoja-lo da autoridade, que
legitimaJBerite exerce como verdadeiro soberano
temporal dos Estados Pontificios <
E com que direito se podeio constituir esses
vertiginosos desertores,- juizes em urna causa,
quando wtuilo internacional, como a que lhe of-
ferece o motivo de to acrisolado zelo, pela ma-
nutenco da autoridade pontificia, roubando-lhe
o poder temporario ?
Ser por ventura licito, c mesmo jurdico a
qualquer estado dzer que se rene em congres-
so, o que este decidi, que tal ou tal soberano
cessou de s-lo somente pelo seu voto? O que
seria da monarchias se o sceptro da autoridade
estvesse merco de um ou oulro imperante,
onde qualquer ministro ambicioso, que nao du-
vidasse alear os principios ainda mais incon-
cusos d urna verdadeira e legitima soberana,
cora tanto que ficassem satisfeilas as suas vistas,
e saciadas suas paixoes ? Se a autoridade real
um poder conferido ao principe poln soberana
do povoi como alguns. homens, ou antes a von-
tade de alguns gabinetes protestantes, ou eiva-
dos de seus erros, se alvorom em arbitros do
sceptro temporal do soberano de Roma ?
A passar era julgado um semelhante facto, at-
lentaiorio de direitos os mais legtimamente ad-
quiridos; e contrarios irrefragavel soberana
que tem um povo de eleger a quem quer quo'o
governe. como seu verdadeiro soberano, infeliz
da sociedade, que frequentemente registrara em
seus annaes deposices e usurpacoes prati-
cadas pelos fortes contra os fracos, e assim res-
taurado o antigo direito de dominio, e conquista
que hoje nao sd inloleravel, mas al contrario
s mais pellas theorias da philosophia do direito.
A sociedade retrogradara, e chegaria ao aboml-
navel lempo do terrivel feudalismo 1
Se certa a mxima de que o poder existe pe-
lo povo, e se o povo, que est constituido em
corpo de nacao goza por sua independencia do
direito de urna verdadeira soberana, o pontfice
nao s um imperante tomporal legitimo, mas
talvez aquello cujo throno, e soberana se firma
em ttulos, e Iradicces mais nobres e inconles-
taveis : em Roma nao se d o direito do here-
dilariedade, a livre e exponanos vontado do
povo, quem elege o escolhe o seu soberano. Ao
papa portento nao se orna a fronto com o diade-
ma do conquistar, mas com os louros nascidos do
coracao. "
II
Dobalde argumentarlo os desarTei'coados so
throno Pontificio, procurando basear-se os si-
mulada impossibilidade de harmonisarem-se os
los da sua adheso causa da Igreja junto do
solio pontificio ; todo o mundo catholico, que
agtando-se aos brados dos sentincllas poslados
desde o nasecnte al o occaso, o atiesta, por sua
grande voz, que nao pode ser sufiocada pelo ter-
rivel espirito de seita, que ha quasi tres seculos
persegue o pastor do immenso rebanho do Cru-
xificado, c cuja lenacidade na averso aos dog-
mas e iradicoes as mais antigs da verdadeira
Igreja lem "infelizmente engaado aos menos
cautos c traicoeiramenlc propinado o infernal
veneno, que hoje comeca a produzr as funestas
consequencias, que o mundo admira, mas ante
as quaes nao treme, porque se sabe, que as pro-
phecias do Chrsto acerca de sua esposa ho de
cumprr-se. confia na robusla promessa do fun-
dador do Chrislianismo, quando afianga asuadu-
raco at que se passem os seculos.
III
Desde que o imperio do occidente desmoronou-
se, Roma tornou-se o objecto das vistas ambi-
ciosas dos potentados do oriente, c era vo tanto
os papas, como os cidados romanos buscaran)
da coroa de Constantnopla um auxilio contra as
vexaces e excurcoes dos Lombardos. Entregue
a si mesma, foi (oreada a curar da sua propria
defeza. E haver lguem que possa negar o
honroso titulo, que desde o comeco tiveram os
papas e os bispos, de defensores das cidades,
aonde quasi exilados, com resgnaco aguarda-
vam a palma do marlyrio ou a couvcrso dos
sitiantes '.'
Bem sensiveis eram os servicos prestados ao
povo romano, o a huraanidade em geral para
morrercm no osquecimento e negar-se-lhes a gra-
Udao, e o nome deGenios Tutelares[oi dado
aos papas como poderoso recurso contra a inva-
so dos barbaros, pois que a historia nao dei-
xou passar desapercebidos os actos de Innocen-
cio I, afugentando Alarico, o de S. Leao abran-
dando o furor do flagello de Dos, Allila, que
devastara e reduzia as cinzas os paizes por elle
conquistados. A cesso desinteressadaraente
feita por Pipino ao napa Estevo no seculo VIII
do Exarchado de Ravenna, conquistado 6 usur-
pacao dos Lombardos, um aigumento bem pal-
pavel de que os imperantes civis reconheciam,
e veneravam a legitraidade do poder temporal
do Soberano Pontfice. Pipino preenchendo glo-
riosamente sua misso, nao so libeitou a Italia
central da oraiosa oceupaco Lombarda, mas
confessou a soberana do Papa, entregando-lhc
os louros de sua victoria, Transmittindo sua
conquista quelle a favor de quem desde lem-
pos immemoriaes so tinha j formado urna sobe-
rana de facto sibre o paiz conquistado, o re
francez eriga este poder accidental era urna ver-
dadeira soberana de direito, fazia ao mesmo
tempo urna restituyo e um donativo, rcslabe-
belendo a autoridade soberana do Papa n'aquelle
paiz, cuja posse lhe perlencia por um direito
legitimo.
Considerado o Papa como o primeiro magis-
trado de Roma, Carlos Magno, que acabou em
Didier com o reino dos Lombardos, o sccurauloa
de hanrase direitos, que lhe foram depois ou-
Iborgadas em toda a sua plenilude, c exercidos
cora todo o esplendor do urna verdadeira sobe-
rana pelos filhos de Roma, quando com a deca-
dencia da dynaslia d'aquelle imperador, liber-
tou-se imilaco de oulros paizes do jugo do
feudalismo.
A coroaco do imperador Carlos M. feita pelo
Papa era a saneco divina e ecclesiaslica dada
pocelle ao pode'rtemporal mais elevado; a de-
claraco solemne de que nenhum oUtro poder se-
cular devia elevar-se sobre o do imperador, e
por tanto o poder secular do Papo, ainda mais
do que o dos oulros soberanos. Assim o Papa
nao como chefe da igreja, mas como soberano
de um oslado de que Roma era a capital, possuia
um intitulo inferior ao da dignidade imperial,
mas sera que experiracutasse por isso a sua so-
berana a menor alleracjio.
Relalhado o imperio, nao so o Papa masJodos
os diversos soberanos, que respeitando o colosso
do poder, lhe prestavara como que urna obe-
diencia, operaraui a sua independencia, o eis a
origem do poder temporal do Papa. Origem
verdadeira, legitima esem duvida tambem pro-
videncial. Pois que sendo esle o modo porque
cemecam ludas as soberanasS vontade do po-
vo, e a acquiescencia da sociedade universal,o
Pontfice a tem igual com lodos os outros sobe-
ranos. E sendo certo, que o autoridade real de-
riva grande parte de seu poder mediatamente do
propno Dos, por quem confessam reinare man-
dar, como negar-se que o poder temporal do
Papa nao tambem providencial? Aquelle que
collocou Pedro como pedra angular do grande
ildilieio. qilO levatllftva o<|ue lhe jromctlcu luxlu
o poder no co o na trra consentira, que por
mais de mil anuos o seu vigario investisse a
purpura temporal, se nao marchasse isto de ac-
cordo com os seus inexcrutaveis designios? Que
monarchia poder chamar era seu auxilio para
alteslarasua legilimidade urna to longa serie
de seculos, quasi lodos marcados com provaces
iguaes s porque actualmente passa o soberano
pontfice Po IX? Sabemos que o poder tem-
poral da Santa S nao um dogma de f, mas
por venliua nao parlilhar de lodos os requisi-
tos precisos para ser um verdadeiro dogma pol-
tico? Ese o como, pretender exauthora-lo
sem oulro pretexto alm de vistas occullas, que
talvez o tempo deixe penetrar para se poder
com franqueza aquilatar da sinceridade com que
hoje proceder os gabinetes empenhados em con-
verter a cidade de Roma em uro novo Edn, o
paiz classico da contmplaco e dos xtasis, a
Ierra da innacao aonde todos devere viver sili-
cos, e desligados dos tacos sociies?!..
Parece incrivel que islo se escrevesse, e o que
mais, se propalasse como nico meio de refor-
ma e de engrandecimenlo do povo romano 1
Sede mais sinceros, e deixai cahir a mascara;
o catholicismo nao est com os olhos vendados,
e nem com a intelligencia intorpecida para nao
poder com frieza calcular vistas to humanita-
rias I Roma o vosso pesadello, tende pacien-
cia, porque as falsas doutrinas nunca ho de
prevalecer contra ella.
IV.
a seu modo, e em razao das pequeas fondas de
um estado limitado, como o de Roma? Anda
lomos a historia para instruir-nos dessas gran-
des descobrtas devidas archeologia, que en-
carregando-se de patentear-nos os seculos que
foram, ensina ao mundo inteiro, qual fra o seu
immenso passado. A medicina e todas asoutras-
scioncias progrldera ; nao, verdade, como na
Franca, Allemanhj e oulros paizes populosos, e-
que dispe de immciisos cebodaes, mas eslaro
ellas estacionarias em Roma? Prccisarei por ven-
tura provar a sua industria ? nao, todo o mun-
do a conhece e sabe ; nos Estados pontificios
existen! caminlios de ferro, companhias ele. etc.;.
portantu urna arguico gratuita assacada sera
fundamento contra o povo romano. Qne progres-
so seno esle ser o compativel com a dignidade
de urna nacao fraca, e que infelizmente lula ha
lautos lempos com os oislurbius intestinos ali-
mentados por mos estranhas ? Quando um paiz
vive urna vida anormal, como a que presente-
mente fazem viver os Estados Pontificios, im-
possivel o verdadeiro progrcss. As vicissitudes
e alternativas por que continuament tem pas-
sado o poder papal, apenas lhe pode conceder a
coragem precisa para sustentar com firmeza a .
nao do F.slado, salva-la das encape liadas ondas
que ameacam subraergi-la. Por esle lado pois.
infundada a pretenciosa dedicaco protes-
tante.
V
Mas diris : vede como a Bomagnia floresce
depois que, rebellando-se chamou sua frente
o marquez de Pupi, observai corao depressa tor-
nou-se rica e felir. I Irriso I e Romagnia insur-
gida contra o seu legitimo soberauo o juguete
de olheas ambc,oes. Soudai profundamente a
simulada forluua desles insurgentes e mirai com
cuidado o cunho e elfigie que appareccm nos
metaos emillidos, que. fcilmente couhecereis
quaes os meios econmicos que possucm actual-
mente os Romognes I Nao ha povo que no dia
do feslim da rcvolta nao decante, e exalte o che-
fe que o levou ao combate; assim os Romag-
ndes : mas quando convenientemente preparado
lhe for (aneada a mordaca, e as circunstancias,
do paiz reclamaren! oulras medidas, ouvio-o,
que a sua linguagem ser outra bem diversa!
Nao haver enlo nem liberdade, nem progresso
material ou moral, ese provar os extravos dos.
dinheiros pblicos. Assim vivera os povos, e as-
sim morrem as naces.
Pretender justificar, como razoavol c jurdica a
insurreieo da Romagnia, sustentar como legi-
timo o direito da revolla ; proclamar como ver-
dadeiro o principio subversivo da revoluco. Por
ventura a Franca, que tanto alardeia de susten-
tar o Santo Padre ser coherente cora os seus-
principios abandonando-o ua prsenle conjunc-
lura ; a Franca, que nao trepidou, sendo repu-
blicana, suffocar com as baionetas da liberdade
os demcratas romanos de 184S ? Enlo era nao
s a capital dos Estados pontificios, que, rebel-
lando-se contra o Papa, procurava obter a sua
independencia, mas todas ou quasi (odas as pro-
vincias romanas, que acolhendo com enthusias-
mo as doulrinas roazznistas, proclaraavam a re-
pblica ; e se a Franca lo cheia do fraternida-
de e liberdade nao recuou danle de lanos obs-
tculos calcando os seus dogmas polticos, c ex-
tirpou a nascentc repblica que lhe procurava
seguir os traeos, como hoje appella para o di-
reito da independencia da Romagnia? Todo o-
paiz nao poda ser em 1848 ndependente e li-
vre, mas hoje deve-o ser a Romagnia 1 Enloera
o Papa soberano legitimo dessas provincias in-
surgidas, era re temporal, e a Franca tomando-
o exemplo de Pipino o foi collocar na pacifica
posse de seus dominios ; mas hoje a Romagnia
deve ser independenle, e o Papa limitado a ci-
dade de Roma I Tmpora mutantur et nos mu-
tantur et nos mutamur in itlis.Examinai cora
profundeza os arcanos ot este momento irape-
netraveis da polilica franceza, que facla.cnle
coraprehendereis o seu fervor catholico, queren-
do circumscrevcr o Papa a diocesano da cidade
eterna, e como por escarneo chefe honorario da
cenfedoracao italiana I
VI
Argumentar que o santo padre deve limilar-so
capital dos estados pontificios, e receber o bo-
lo offertado pela candado dos res calholicos, 6
desconhecer a educaco religiosa, que hoje pos-
suc quasi todo o mundo social ; querer susten-
tar urna verdadeira utopia, c degradar a suprema
posico que deve oceupar na trra o successor de
S. Pedro ; erafim propinar o subiil veneno quo
operando lentamente ha de nao s acabar com a
o soberana temporal do Papa, mas eoartar-lhe a
... po.I.iu ;-J.r...j--.;-, --------_:.-:. j.
Chrsto.
Os estados pontificios nao comprehendendo li-
mites di'ialados, jio podem absorver loda a at-
toncao do chfe da egreja, e tanto, que, ha onzo
seculos rege o patrimonio de S. Pedro sem a me- .
or quebra de sou futuro social. Os Papas sem-
pre foram soberanos de facto, como nos atiesta
a historia desde o berco do chrislianismo al nos.
E o que, significar dizer-se, que o Papa pode ser
soberano da cidede de Roma, cuja populago su-
porta o mesmo jugo, que a da Romana, e nc-
gar-se-lhe tal soberana para com estes insur-
gentes ? Ouo direito da soberana temporal resi-
de no Papa e a Romana lhe deve ser restituida,
pelos auxilios dos imperantes catholicos, ou en-
to o Papa nao tero direito ao poder temporal;
mas j demonstramos, que o sceptro lhe perlen-
ce por ttulos lao anligos e to nobres que nao ha
nega-lo, c os mesmos gabinetes que lhe sao des-
airelos Ih'os conferem e reconhecem permillin-
do que seja elle to somente rei da cidade de
Roma 1 Ora piovada assim a soberana lempo-
ral do pontfice romano, o direito de defeza e de
reivindieaco de dirc/iios perdidos urna conse-
quencia necessaria da sustentaco de eu domi-
nio legitimo ; t se o governo francez como asse-
gura na sua ',alla ao parlamento desle anno, man-
tera nao ns a 0rdem, mas firma o Papa no sea
psder. ara nao ser inconsequente deve corapel-
Ur p;s Romanhes obediencia devlda ao seu ver-
dadeiro soberano. Esta a poltica da sinceri-
dade e aue todo o catholicismo esperava se ven-
iufl .___.._-:_. ..i...nM T..rir> (tila ea
Um oulro argumonto de que commumenle sr,| ficasse as circurastancias setuaes. Tudoque se
servera os antagonista, do poder temporal do I apaar deste modo de proceder sopnistnar o


ni
------i.
_______
direilo de proteccao, que ha !4 annos oxerce a
Franca moderna para cora a Sania S.
E' superior a toda e qa**\jcr demonstrado o
indifferentismo que sobre materias de religio
lavra por toda a sociedad*, e accommette as ci-
dades e os eampo, dando origem a essa mortal
dizer a respoto-da estrada de lerru por nao Ivri
lido os documentos que a requesirjao do assem-j
bles foraro reroetttdea pela presidencia : befe
pois que tenho lidoe examinado esses documen-
tos compro nm dever dizendo a assembla o que
erlendo conveniente.
O outro motivo que me lera a tomar parte na
gerisa, true se rota eo clero.- eio poder, que ",,"r" TThrl^\ l "P"1" n
era virio* da roi-aUa mirto exerce obre a ter- ^S*^-* f"^.f h?vc.r!,Mdo' ""^
.Siembro de commissao de legislacao, o parecer e
paojeclo ra. Se, pois, a religio jaz como que esqn*cida,|
e se nos corac&es banhados pelas lavas to rodil
ferentismo nao existe mais esse fogo saga
jue alimentave o fervor, o piedade des prJd
christaos, como crcr. que exiincto por uma pacao o poder temporal do Papa, e viven* elle
5 merc dos sobejos catholicos possa desas-
soinbrado desempernar livreroerto a sua alia mis-
sao ? Se quando os Papas apenas dependan) de
alguirs imperadores da Allemanha muilos dos
seus actos forom alcunhedos de menos livres, e
imperados, como nao ser elle velipendiado e
maltratado dependendo a sua sustentarse da es-
molla dos reis catholicos !
As paixes entram na psrtilha dos homens e
infelizmente a historie nos mostra que sendo in-
saciavel o coraco humane, qifanto mais podero-
so um soberano, tanto mais depressa, e fcil
Ihe tornar-se impertinentecdespota, oh o San-
to Padre havia de satisfacer, quando era lio pro-
caria posic.o, os caprixos deste ou daquel le im-
perante, ou o bolo proroettido Ihe seria logo ar-
Tsncado ; e como os exemplos desla erdera sao
seguidos rom a nimia facilidade aconselhada pela
iraitacao, o pelo resentimento, em breve estara
o Papa reduzido a miseria, e degradado at ao
pesio que tanto anhelam os protestantes, cujo
desdem por sua pesaos sagrada, tocando o dilirio
es levam a praticar actos indecorosos, como o
que todos os neos tem lugar as ras da nova
Albion, por onde em dia solemne arrasladu
um manequim, simulando o vulto respeilavcl do
re juiz 1
Acautellai-vos em vossas loucas aspiraces,
porque o mundo catliolico nao dorme; a sua
missao bradar alerta pelos senlinellas poslados
nas eminencias pelo Espirito Santo ; e nem as
crencas que bebeu no berro se podero apagar.
A guerra religiosa sempre funesto para aquel-
es que as aleiam, lede a historia, e a egreja pe-
lejir com o firme certeza de que mais esta vic-
torki iris guornecero seu monlo de tropheus.
Conego magistral da Sedo Maranhao.Manoel
Tarares da Silva.
Maranhao, 20 de abril de 1860.
PERNAMBUCO.
ASSEMBLA LEGISLATIVA PROVINCIAL.
SESS.VO ORDINARIA EM 26 DE ABRIL.
Presidenoia do Sr. bardo da Vera-Crui.
Ao meio dia feila a chamada e achando-se pro-
entes senhores deputados, abre-se a sesso.
Lida a acta da anterior.
EXPEDIENTE.
Um ofQcio do secretario do governo, partici-
cipando haver S. Exc. o Sr. presidente da pro-
vincia nomendo para amanuense addido da the-
souraria a Ignacio Beuto de Loyola Jnior.lu-
teirada.
Requerimenle de Roque Antunes Correa, fis-
cal da freguezia da Varza, pede que seja
igualado a seu ordenado ao do Gscal do Poco e
dos Affogados. commissao deorcamemo mu-
nicipal.
Outro de Jos Gomes de Souza, ex-praca do
corpo de polica, pedindo se Ihe faca mere, al-
ienta as rases que allega do sold que em tal
qualidade veBcia.A commissao de forc,a pu-
blica.
Outro da rmandade da Santa Casa de Miseri-
cordia da cidade do Goiauna, fazendo urna quola
para que possa, preencher a missao de se acha
cncarregada. coramisso de ornamento pro-
vincial.
ORDEM DO DIA.
Entra em 2.a discusso e approvado o projecto
n. 37 deste anno.
E tambera approvado em 2' discusso o pro-
jecto n 47 com os seguintes arligosadditivos:
Fica o presidente da provincia aulorisado a
conceder a Jos Soares de Azevdo, um anno do
licenc com vcncimedlos, para o mesmo tratar
de sua saude onde Ihe convier.S. R. M. Pe reir
Dr. Figueirsa.
Fica concedido a Jos de Barros Correa Selle,
fiel do thesoureiro do consulado provincial, uni
anno de Ucenca com lodos os seus venc mostos
desde j, para tratar dn sua saude dentro ou
fora da provincia.S. R. J/. Pereira.
Entrando em 2. discusso o projecto n. 41, o
Sr. Theodoro da Silva, requer que seja elle re-
mullido commissao de legislarlo.
epois de ligeiras observaees do Sr. I. I.acer-
da, o requeriroento regeitado e approvado o
projecto.
Continuare da 2." discusso do orcamenlo
provincial.
Art. 26. Fica o presidente da provincia aulo-
risado :
1." A refetmar a tabella que marca oaluguel
da casa para os professores, cujas reclaraaces
forem allondidas, nao excedendo a verba para isso
destinada.
S 2. A emprestar a concluso da obra do hos-
pital Pedro II, sob a drecro e fiscalisajao da
administrarlo respectiva.
S 3." A "pagar dentro deste ejercicio de 1860
a 1861 a subvenco a que a companhia dramaii-
- ca livor direilo, pelo contrato j celebrado.
Vo a mesa eapoiam-se os diversos arligos au-
ditivos :
O Sr. Reg Barros :(Nao reslituio seu dis-
curso.)
O Sr. Raphael: (Nao reslituio seu dis-
curso )
O Sr. Ignacio de Barros :(Nao reslituio seu
discurso )
O Sr. P. de Brito :(Nao reslituio seu dis-
curso.)
O Sr. Fenelon: (Nao reslituio seu dis-
curso.)
Tcndo dado a hora fica a discusso addiada.
O Sr. Presidente, designa a ordem do dia e
levanta a sesso.
SESSO ORDINARIA EM 27 DE ABRIL.
Presidencia do Sr. \isconde de Camaragibe.
Ao raeo dia, feita a chamada e achando-se pre-
sentes 03 Srs. deputados, abrio-se a sesso.
Lida a acta da anterior.
EXPEDIENTE.
Um requeriroenlo da irmandade de S. Anna da
povoacao de Vicencia da comarca de Nazarclh
pedindo approvaco do compremisso.conmiis
sao de negocios erclosiaslicos.
Onlro de Flix Cavalcanli de Albuquerque Mello
pedindo se marque quola a cmara de Santo An-
lo para pagamento da quola de 360g quo de-
vedora a supplicanle. commissao de orcamen-
to municipal.
Outro de Joo Vicente Ferreira Pessoa, pedin-
do um anno do licenca para tratar.de sua saude
onde Ihe convier.A commissao de petices.
"E julgado objecto de doliberacao e vai a impri-
prmir o-seguinle projecto:
A assembla legislativa provincial de Ternani-
buco decreta :
Art. 1. Fica elevada a dous cwttos de ris, o
ordenado do cirurgio do gude hospital de ca-
Jidade desla cidade.
pela theaourarja provincial ao mesmo funecto-
nano.
Derrogadas as disposijes em contrario.
poco da assembla Ipjislallva provinciaL 26 de
abril de 1860.WZ. de *. V. Drumond
E lambem mandado imprimir o seguinle pa-
recer da commissao de ornamento c azenda pro-
vincial com a resolueoseguinle:
A assembla legislativa provincial de Pernam-
uco resol re :
Artigo nico. Ficaai approvados os crdito*
upplem.cnlares abertosem virtude da le na im-
portancia de 46;058J620 para occorrer as despe-
gas do exercicio de 1B59 i 1860.
lr#rioam rro8adas disposi6es em con-
r *li?nZSa]l> d"lss5e8. 27de abril de 1860,
C.Alcoforado, Cxntra, Ignacio de Barros '
fn Laurda P*de urgencia para ser dis-
' o ornamento provincial.
avara concedendo autorsar;o para a
cao do prazo por mais dous annos para a
concluso dos trabalhos da estrada do ferro.
CoTaecarei pois, Sr. presidente, pelo segun-
dlos motivos que me obrgaram a tomar a pa-
lo ve a.
Parecera que havendo felto demoras a com-
panhia e notado faltas e defeilos na constroccao
da estrada, nao devia assignar aquclle parecer e
projecto, que agora figura como emenda lei do
orrameato : esleu porm convencido de que qttem
altender aos motivos que tive para assim proce-
der reconhecer a que cada um delles muilo le-
gitimo, e de forma alguraa me tornara contradi-
torio.
Um Sr. Deputado:S juizes presumidos po-
dero enxergar coniradjco.
O Sr. N. Porlella :E cerlo que faltas e mu
graves tem havido da parte da companhia da es-
trada de ferro e que deve haver lodo o cuidado
em evitar as fallas e abusos que se tem dado, que
de vera ser censurados afm de que os negocios
marchem de modo differenle do que al bojo leera
seguido.
ntendo, porm, que quando se trata da apre-
ciado do pedido feilo pela companhia a respeito
da prorogaco do praso a assembla por dignida-
dc da provincia, por amor da fque devo meie-
cer a garanta que deu, est no caso de fazer ou
autorizar a concesso.
Reconhcco que causas especiaes tem concorri-
do para a morosidade das obras da eslrada de
ferro, e trasido em resultado o faci que presen-
ciamos, mas reconheQO tambero que algumas das
causas consignadas no parecer das commissoes
reunidas determinan) mui nosilivamenie a nc-
cessidade de aulorisarmos a prurogacao pedida.
Devo porm dizer que pelo exarne que fiz dos
documentos, a assembla meditando bem na si-
tuarlo actual, na posico em que se acha a pro-
vincia para com a companhia pela garanta dos
juros addconaes, deve proporcionar ao govcrnn
provincial ineios de garantir a boa exucuco de
contrato, de conseguir raodificacoes ero pontos,
que posto lenliain sido reconhecidados pelo go-
verno goral como evidentes e obrigalorios para a |
companhia, esta tem posto em duvida.
E cerlo que a companhia tem obrigaco de ter-
minar os trabalhos de ametode da linha no anno
correte e que nao os concluindo Uca sujeila a
perder garanta de juios addconaes: raais se
nao conveniente que a provincia se aproveite
d'oquella circumstancia para tornar effectiva ape-
na em que encorrera a companhia, parece-me
ser conveniente para a provincia que a proroga-
co do praso seja consedida de forma tal que a
execuco do contrato por parle da companhia se-
ja real, sojeitando-se ella as exigencias feitas por
parte do governo geral.
E assim como mu judiciosamenle em seu rela-
torio ao ministerio do imperio o Sr. engenheiro
Lae propoe que o governo geral se sirva da oc-
casio cm que a companhia precisado sua garan-
ta para levantar um erapreslirao, e cora ella se
entenda lano para que seja convenientemente
acabada a priroeira sereno, como para assdiilar o
systoma de construeco que se dever adoptar
na segunda e as seguintes me parece que a
provincia tambero deve aproveilar a occasio era
que a companhia pede-lhe o favor da prorogaco,
e aulorisar ao governo imperial concede la sob
condicao'de mclhores garantas da execuco das
obras, garantas que, de accordo com o governo
geral forem reconhecidas necessarias para Bao so
supprir as lacunas, que por ventura existam no
contrato, como para precisar a intelligencia de
Sontos do mesmo contrato, sobre as quaes tero
vido divergencia entre o governo geral e a
companhia.
Nesle sentido mandarei pois urna emenda
que foi oliorecidaautorisando a couccfsao da pro
rogaco.
Com effeto, Sr. presidente, tem havido pontos
de divergencia entre o governo geral e a compa-
nhia.
Assim, o governo por intermedio dos engenhei-
ros lscaes lera recouhecido a necessidade de le-
legraplius na estrada de ferro, e a companhia,
posto que recouheca essa necessidade, declara
que pelo contrato nao est obrigada eslabolcce-
los ; e o cerlo que al hoje nao forain elles cs-
labolocidos 1
O governo por intermedio dn seus agentes lem
feito ver que necessario que os carris da eslra-
da sejarn ligados uns aos outros por chapas ou
parafusus, e que pelo contrato a companhia est
obrigada a fa/.er essa ligaco dos carris, que
necessaria para seguranca da estrada : a compa-i
nhin, porm|r declara que nao lem semelhante
obrigaco.
O governo insiste, e faz ver que to terminante}
a obrigaco da companhia, que os carris assen
lados eslao perfurados de modo indicar a ne-
cessidade em que estao os furos de serein oceu-
pados por chapas ou parafusos : o cerlo qui
al hoje os curts nao foram ligados !
Lerei as seguintes palavras do Sr. Lao res
peilo deslc ponto :
A falta deslas chapa3, diz elle, em uinh
opinio urna omisso grave, pois que dolas mui
to deperaie a durablidade da estrada.
A Uta das chapas de connexo nao sment
augmenta o gasto e arruinamenlo dos trunos]
romo lambem de lodo o Irem rodante que pass i
por cima delles ; e como estas despezas sao lar
cadas_na conta do rendimenlo, ellas augmentar
indevidamenlo o ontis da garanta do lltesour
imperial e do provincial.
Como estes ha outros pontos de duvida e
relulancia por parle da rompanhia, e rospeit
dos quaes parece que no contrato nao ha meics
sutlicienle de que se sirva o governo para dele
tniuar de um modo docisivo, pois al hoje najo
tem sido decidido.
por'isto que calendo que devamos conflan
adminit.tr,irjo da provincia, fazendo a concessi u
da prorogaco pedida, dependente de modifle
ces, que facam desapparecer os embar?;os qt
actualmente so do na execuco do contrato. *
(Ha um aparte.)
Pouro importa que o prazo em relacoos j
ros garantidos pelo governo geral lenha de li
dar-se em poca differenle daquella em que le
mina, o dos juros garantidos pelo governo pro-
vincial.
Creio. Sr. presidente, que os clamores conljra
a direcro que tem tido os trabalhos da eslra a
de ferro sao fundados, posto quo reconheca q e
ha em muitos pontos exagerado, e exagerar-io
domasrada.
Aqui nao faco mais do que dizer o que sei
de modo a nao ser injusto.
A companhia parece ler sahido do propos
ou deleixo em que se tinha roanlido : os tral
lhos da terceira seceo parece-me que sao fei
com mais regularijade c promeltem maisgar
lia do que os da segunda, e especialmente da j ri-
aieira seceo.
Um Sr. Deputado : Parece que tem gar
com a experiencia.
O Sr. N. Porlella: Na terceira seccBo Irali
lhos tero progredtdo, mas os da priroeira e
gunda secQo palenleam de modo muito posit
o deleixo e imprudencia da companhia. As Ijil-
las que se nolam nesses trabalhos provam o i
cuinpnmenio oa paiavra oaqueiies nue prora!
lendo aos agentes do governu allender s s
reclamaeoes.conservarara ludo no mesmo esta
Para pro*a disto, alm dos Jacios de que le
refenrei as seguioles palavras do
cutido
vado.
o que appro-
Continua
ment.
OSr.N. PorUlla:Sr.
ORDEM DO DIA.
2. discusso do art. 26 do
orga-
presidente, vejo-me
obligado a tomar parte neata discusaao' por mais
de um motivo. v
Em a das tess5es passadas, Iratando-ae da
aos juros addicionaes da estrada de ierro.
1>IBTO DE PRRTSAMBUCO. SEXTA FEIRA 5S DE MAIO DE 1860.
i -. i
!7lifTy tff
l)ous anuos dopois (oto IBba) vulto o Sr. LaJie"
esta provincia e er relatorio diz o seguinle :=s
Cumpre-me agora participar V. Ex. que eata
otara to desacreditadora' vai rpidamente po-
d recendo, e que, segundo me infor-wam, JUgie
r*esles ltimos 10 ou 12 mezes consta* re-
(endos para se poder conservar inteia e oob-
meta. Em coaseqtMucia desse esUdo trataran
e atlerttr o viaducto de sorte que hoje, segun-
o consta de um dos ltimos rotatorios annuaea
co engenheiro-fiscal do gaverno, o atierro seno
est compeli, eiti terminado.
A este respeito porm d-so um faca digno de
jttengo, e do qual fallarei apeos lendo urna
I arte da resposla que o oMenheiro cm chefe da
oropanhia, por intermedio do superintendente,
eu ao engenheiro Lane# Quanto ao aterro
< a Cabanga allegou o Sr. Lae que o governo
i o flcaria salisfeto senao cora um aterro em
I nha recta, o que engera o dobro do dinheiro
o triplo do lempo destinado sua execuco,
ilisisliudo, entre outros motivos, pare que a
ompanhia eroprchendesse estas despezas addi-
ionaes sobre o grande valor do terreno que ella
eria assim cercado. Movido pelo maior desejo
le salisfazer as exigencias do governo, mandei
ogo proceder ao aterro em linha recta ; porm
successor do capilo Medeiros declarou que
erreno, que o seu predecessor propunha qne se
edesse a companhia, j fora concedido pelo go-
erno varias pessoas de influencia, e que Ihe
eria muilo defficil anuular estas concesses ; e
lera disso que pensava que o governo havia de
icar salisfeilo com um simples aterro, cm subs-
iluico do presente viaducto, na forma da pri-
ner'a exigencia do Sr. Lae.
'Jm Sr deputado : Quem diz isto ?
O Sr. N. Porlella: E' o engenheiro da com-
>anhia por intermedio do superintendente.
O Sr. Fenelon : E' opinio do agento do
joverno.
O Sr. N. Porlella: O engenheiro da rom-
banhia que diz quo o engenheiro fiscal Ih'o
Jissera.
Quando, Sr. presidente, eu fazia sentir em
urna das sessoes passadas a necessidade de o
governo geral prestar oltenco conservacao do
viaducto ou a subsliluicao dclle por urna recia,
e bem assim a de altender para o lugra ero que
se acba a eslacao anda nao havia lido estes pa-
pis ; a sua leitura porem convenceu-inc deque
essa necessidade urgente, porque o vicio que
se ola na construeco e direceo do viaducto
muilo notavcl.
Direi agora alguma cousa sobre as pontos.
Em 1857 examinadas as pontcs polo engenhei-
ro Lae, exigi esle que so toraassero provi-
videncias para que se evite a ruina dos osleios
das ponles e reclainou pela prompta substituido
dos carris existentes sobre as ponles por estrada
de ferro parmanente. O engenheiro da compa-
nhia promellcu altender essas reclaraacoes ;
mais- dopois de dous annos volta o engenheiro
Lae, c encentra as pontcs no mesmo estado :
nao so lotnaram as providencias exigidas por
elle, oo resultado foi duas dellas soffrerem ba-
timento. Sobre este ponto julgo dever Icr a se-
guinle parle do relario do Sr. Lae.
Apcsardas promessas feitas respeito destas
ponles, nada lem sido feito, absolutameute nada.
Entretanto o pilar de ferro fundido da ponte do
Pirapama abateu desigualmente no rae/, do roaio
ou junho do 1858 ; outro accidente igual sobre-
veio ao segundo pilar da ponte dos Afogados na
vinda do Recite ero fevereiro de 1859; o assiro fie
demonstrado que tem sido menospresadas estas
construccoes importantes nesta parle to ossen-
cial, com grave compromeilimenlo da seguranza
publica.
Outro ponto, Sr. presidente, o o dos trens es-
peciaes.
Examinando o engenheiro Lae a escriptura-
e"to da companhia dos mezes de oulubro e no-
vembro de 1859, reconhece que a esiencao per-
corrida pelos trens especiaes nesses dous mezes
fora de 600 milhas e que a despeza da ringera
redonda de cada um desses trens de 40$ ( e
nao IIJOS como por egano eu disse em oulra
occasio ). Nao poderei tornar bem patente a
inconveniencia de semelhante fado sCno lendo
a seguinle pa;te do relatorio do engenheiro La-
e. Trens especiaes, quo nao sao exigidos
pelo servigo publico, e que nada produzem,
nunca devora ser expedidos seno por motivos
Cutuaa a *.' dkscussao o ortr 26 do orca-
mente provincial.
O Sr. Theo4orm da Silva: -(Nio reslituio
seu discurso.)
Vai weta e 6 apoiada a seguinle emenda au-
ditiva :
Fica o governo aulorisado a contratar eom a
companhia de Beberibe a collocacao do nevos cha-
farles na povoacao dos Afogados, e outros luga-
res arrelos da cidade, podendo elevar o prego
de esda Balde d'ogua at 40 rs. S. R. Theo-
doro da Silva, a
O Sr. Fenelon : (Nao reslituio o seu dis-
curso. )
O Sr. I. de Miranda declara que foram presen*
tes pela cmara saneco da presidencia alguna
actos legislativos, o que S. Exc. declarou que oa
lomara na devida consideraco.
O Sr. Pereira de Brillo : (Nao reslituio o
seu discurso. )
Verifica ndo-se ter dado a hora, o Sr. presi-
dente designa a ordem do dia e levanta a sesso.
hombros ; oulros, que eram doGuipuscda, quizo- ,tc
ram que fosseconduiido nos bracos; a discusso I .?n?)hc?-.p;,r.a lo que se deram no
acelero
(a cim
nhumedia.
. W0.01.UUUUIU0 nos oracos a oscussao oorrer da nm-stn a .-iT. 3 .-----.....
ou-se; os Alaveses ariiivam rtnmhnia C0"'T ?* 1u.l8"a 0e 1e venno de Iralar : o pn-
.). os GuipuzcoaTos oS la'baixSiJTe- """* ,n4kfl0 !? Sf- ""-enle corone, Ve-
. cedia. Das palavras pasaarara aVai *aV.toi!' "* faci, o houve una tal b?'..PJS5^predu" k"Sr \ant*9^eat St: odolpho oao B.rafde Al-
mas mortes. 8 q Pro<-io 'g"- mcia, para que ao levasse o occorrido entre mim
REVISTA DIARIA-
Para desfazer supposices menos fundadas,
que lem tomado p entre a populacho acerca de
omisso no numero das pessoas diariamente fa-
lecidas, corremos o dever de asseverar que a
mcrtalidade que damos, bascada em notas que
nos sao fornecidas pela cmara, e tomadas a-
proporco que sao expedidas as guias para a in-
humado dos corpos ; e por isso ligamos-lhe
um grao de verecidade lano maior quanlo ne-
nhuma allerao.o fazemos-lhe antes de publi-
ca-la.
Se alguem tem sciencia positiva do contrario,
que aprsenle aos oraissoes dadas, que indique
tundadamento quaes as pessoas fallecidas que nao
lera sido contempladas no obluario quolidia-
no; e deixe de iucutir mais terror no animo do
povo. que ja lem bastante motivo para impres-
sionar-se dolorosamente.
O Sr. Dr. chefe de polica visitou, no dia
22 do crreme, a escola central do methodo
Castillo.
S. S. escreveu no lbum da escola.
Pazem-nosqueixas mui vivas contra um mo-
rador da ra do Alecrim, queincommoda aos vi-
zinhos por nianeirn mu desconveniente em al-
tercaces que semprc lera com npropria fa-
milia .
lo de suppor que estas linhassejam lidas ou
chogueu ao conhecimento desse individuo: e
pois, cora a sua leituja, esperamos que appare-
<;a urna emenda em seu proceder, satisfazendo
assim a vzinlianca, que nao deve cortamente sup-
portar-lhc os mos humores ajudados por cor-
pos cxlranhos.
Cora este passo evitar igualmente quo apoli-
cia inlervenha, e charae-o ordem, como ja o
devera ler feilo o respeclio inspector de quar-
teiro.
- Communicara-nos que o sobrado da ra
hoje do Imperador, que tem um oratorio, e fica
de fronte do edificio, que servio de cadeia an-
tiganiente, e de presente presta-se s sessOes
de tribunaes de justica, fora legado ordem
lercoira de S. Francisco o mais duas casas no
bairro do Recifo, com o fim. de celebrar-se no
referido oratorio aos Domingos e dias Santifi-
cados missa para os presos ouvirem, e fazer-se
todos os annos urna festa solemne com nove-
na Santo Antonio, que o padrociro.
Esle oratorio lem ludo quanto se faz necessa-
rio para este fim.
O Sr. Dr. chefe do^ polica de acord com o
Dr. juiz de rapellas pode obrigar a mencionada
ordem terceira a curaprir fielmente esse legado,
artrn dos miseraveis recolhidos na casa de de-
icnco poderera ao menos ler esse lenitivo em
suas aflicccs.
A religio isto impdn, e a sociedade o exiga.
Terca-feira prxima passada, afogarsm-so
na Cabanga dous meninos irmos. de sexo diffe-
renle, que haviaro ido 6 pescara coro o proprio
pat
Foi absolvido no conselho de invesligaco
a que responda, o Sr. olleros do 8o balalhao Ma-
uoel Jos dos Sanios Porlella.
Foi um aclodejuslica, que muito honra a'in-
Icireza dos membros de conselho.
Da noile do dia 17 da corrente na freguezia
Desde enio os Alaveses MdenomiMram Gam-
boino, e Guipuzcoanoa Onecios. T ftil como
era esta questo, ella dividi, em pouco lempo
toda a populaco basca ; cada um lomou o seu
partido,* nao houve cidade, villa, castalio, aldea,
que nio se deelarasse Gaboina ou Onetina.
D'ahi nasceu urna especie de guerra civil; um
partido loraou a cor preta por divisa ; o oulro a
cor branca ; seguiram-se desordens sanguino-
lentas, semenleirss destruidas, villas incendiadas,
propriedades ruraes devastadas,
lello de Loyola foi arrasado por Henrique
Caslella ora 1845, por quo all se havia fortificado
um dos partidos. Assim se conservaran) acura-
dos, e no seculo XIV os Gatnboinot marcharan)
com Pedro cruel contra os Onecinos com D. Hen-
rique de Translaraarra.
Em 1501, Fernando e Isabel interpozeram sua
autoridade real para acabar urna tal diviso, e
com o desterro de alguns chefes, e o sequestro
de seus bens, o poder legal recuperou os seus
direitos, restabeleceu-se a paz e desappareceram
os odios.
Mas dessas cinzas j de todo fras foi que se
levanlou a diviso dos Aragoneses, dando ori-
gem cm 1836 & guerra civil de Carlistas e Chris-
linos. .Onecinos e Garaboinos foram chamados
ckapelchowis e chapeIgorris, era razao da c6r
branca ou vermclha dos barretes adoptados pelos
balalhoes bascos ; que serviara a rainha ou D.
Carlos. Hoje os barretes de tolas as cores cor-
real fraternalmente guerra contra os Mouros, e
a Hespanha tesleja esle movlmenlo bellicoso e
quo cavalheresco,' que ajuma sob o mesma ban-
deira as forqas vivas da sua nayo n'outro lempo
dispersadas e amortecidas pela guerra civil.
MonTALlDADB 00 DIA 24 00 COBKENTB :
Mana da Conceicao de Parias, branca, viuva,
55 annos, phtysica.
Joaquina, pieta, soUeira, 60annos, erysipela.
Josepha, parda, 2 annos, phlyaica.
Eleulcrio, preto,8 annos, angina.
Joao, branco,7 mezes, angina.
Gerlrude Magna de Jess, branca, viuva, 47
annos, escarlatina.
Ignez Bebiana, branca, 7 annos, hydrope3a.
Themoteo, preto, solleiro, 30 aunos, endocar-
dite.
Germana, parda, 1 anno, hydropesia.
Benedicto, pardo, 14 metes, convulsoes.
Laurenlina, parda, 2 annos, anazarca.
Leocadia, parda. 7 annos, escarlatina.
Mara, parda. 2 mezes. toce.
Lu)za, parda, 3 annos, congesto cerebral.
Nilo, branco, 10 mezes, desinleria.
Joaquina Rosa de Jess parda, sollcira, 30
anuos, phtysica.
Antonio Joaquim doNaslraento, pardo, viuvo,
45 annos, aneurisma.
Mataoouro publico :
MaUram-se no dia 24 para o consumo desla
cidade 69 rezes.
Hospital db caridade. Exislem 6i ho-
mens e 59 roulheres, naconaes ; 5 homens os-
Irangeiros ; total 128.
Na totalidade dos dncnles exislem 40 alienados,
sendo 31 mulheres e 9 homens.
Foram visitadas as enfermaras pelo cirurgio
Pinto s 7 horas e 3|i da manha, pelo Dr. Dor-
nellas, s 7 horas el|2 da mauliha, pelo Dr.
Firmo as 3 horas e 1)2 da tarde de hornera.
Fallecen 1 horaem de aneurisma.
e a cmara ao conhecimeulo da presidencia, em
conformidade do art, 58 da le do 1 'de oulubro
de 1828 Foi maia urna rotice, foi a repelico do
conselhochama antes que le chamem.
A lei a que se refiri o Sr. Barata diz : Darlo
parte annualmenle, ou quando convier ao presi-
dente da provincia e conselho goral das infrac-
ces da conslituico, e das prevaricaces ou ne-
gligencias de todos os empregados.
Ora no negocio de que se Iralava, se alguem in-
o grande ras-' I""*!!"*'^?n8,i'Vi, foi "mara.se algura,
IV de! lunlnao publico prevaricara, ou fora ncgll-
muito expeciaes. Cada Irem destes na sua ida! de Jaboalao no engenho Contr'acude no silio
o volla da villa dp^Cabo para as Cinco ponas traz | denominado Caluc, o crioulo Flix Veloz assas-
sinou urna escrava de Jos Marque? Carneiro
Loo, dando-lhe urna puuhalada sobre o peilo
d?
nina despeza de 40$ ris sem coniar a doprecia-
co do Irem rodante c concert da estrada ; e
sendo esta despeza lancada na conta dos reud-
menlos, una evideulc sublrago feita ao ihc-
Rouro lirasiteiro.
lia anda oulros Licios nao menos dignos de
altenco. /
Era urna rcunio ou sesso sem tral que ha
da companhia. resolveu-se que ^ accrescimo
de despeza de 500 libras sobre o rendimenlo to-
tal da eslrada pissasse para o anuo seguinle ;
do sorte que o art. 19 do contrato, que c muito
positivo em prohibir que fique auerta conta al-
guma desla natureza, foi raauifestumcnte infrin-
gido.
Cm outra occasio fez ver que as madoias
empregadas erara podres e do urna qualidade :
os documentos que tenho presentes provam o
que enio disse. O engenheiro Lae reelaraou
contra a qualidade da madeira e exigi do .su-
perintendente quo guardasse alguraa d'aqucllas
raadeiras para elle levar para Europa quando
passasse por aqui, a fim de apresenla-la ao con-
selho director da companhia era Londrej.
l'irei agora alguma cousa sobre os trabalhos
da segunda secQo.
O tonel a obra mais importante da 2* seceo
e para a qual devia ter prestado iod' alleu,o
a coinpanlra. O quo cerlo que lem estado
muilo atrasada esta obra ; e apezar de asseverar
o engenheiro da companhia que dentro de 12
mezes eslava concluida, licito duvidar que as-
sim succeda : j vo decorridos 3 mezes, esl
prximo, o invern, e alero disto oulras asse-
veiecoes lem sido feitas e nao lem tido exe-
cuco. jk
Os abusos sao laesque o en^enBro fiscal era
sen relalorio mensal diz que logiwjue comeca-
rero as chuvas ser o em grande parte des-
truidos.
esquerdo. Tendo prepotrado o delicio em ugor
ermo pOde por-se em fuga.
Pelo delegado do polica de termo de Santo An-
iso foram presos na dia 14 do crrenle Antonio
Luiz de Souza, e Joaquim de Castro, ambos cri-
minosos de morto, o primeiro no Cabo, e o se-
gundo om Jaboaln.
Foram recolhidos casa de detenco no dia
23 do correnle 1 horaom e 1 mulher ambos es-
cravos. sondo 1 ordem do Dr. chefe de poli-
ca, el ordera do subdelegado da freguezia da
Boa-Visto. *
O paz Vascongado.O espectculo, que aca-
bara de dar os Aragoneses, quando na Hespanha
soou o grito de guerra contra os Mouros, offere-
cendo voluntarios a milhares para a victoria das
armas casielhanas um ensejo* opporluno para
dizer alguma cousa das suas duas provincias, que
apeiar dos lempos e das revoluces conservam
ainda quasi iualteraveis os seus antigos costu-
roos, e suas curiosas tradicoes.
Guipusca deu 5 Hespauha os seus navegantes
mais intrpidos, Allava os seus agricultores mais
experimentados. Os Biscainhos, agricultores c
navegantes, foram os primeiros habitantes dessa
celebre Vasconia, cujos soldados, segundo Vale-
rio Mximo, eram os mais bellicosos, mais impe-
tuosos no alaque, e mais terriveis na refrega, que
lodos os soldados do seu lempo. Com razo,
porlanto, a Hespanha denomina Zouavos bascos
os seus voluntarios das tres provincias da Bys-
caia.
A Byscaa a Ierra nobre e livre por excellon-
cia ; no seu territorio que se reunan) ; em
corlas pocas, os infanzones [parcules majores),
ou depulados para deliberar sobre os iuleresses
das letras vascongadas.
Enio, como agora, reunia-se a assembla dos
Communicados
Jos Manoel da Costa Gamillo socio da firma
Gamillo & C, e pelo contrato social o uso desla
firma pertence exclusivamente ao outro socio, Pe-
droGoncalves Pereira, que ha poucos dias se au-
sentou para a Europa. Acontece porem,que puncos
das depois que esse socio se ausentot, apresen-
lou-se a Jos Manoel da Costa Gamillo por par-
te da caixa filial do Banco do Brasil, para sor pa-
ga urna letra de 1:450J>000, saccada pela firma
social (isto pe socio ausento), aceila por Joa-
quim Jos Baptista, c indossada por Joaquim Pe-
reira de Souza. Jos Manoel da Costa Gamillo,
nao lendo sciencia da oiigom dessa transacro,
debalde examinou a escripluraco da firma so-
cial, a verse podia descubrir essa origem : dessa
escripluraco nada consta a semelhante respei-
to I Depois disso chogou ao seu conhecimento
que alora dessa letra j vencida, ha outras mais,
saccadas, aceitas e indossadas pelas raesmas pes-
soas !
Ora o quo de ludo isto parece sabir por natu-
ral e legitima concluso, que o socio ausente
abusou da boa f e da ignorancia do socio presen-
te em materias de commercio, e que, conluiado
cora o aceitante e indossador dessas letras, rea-
lisando por raeio do descont os seus valores,
deixa ao dito socio presente a soluco o a res-
ponsabilidade das raesmas letras, solujo e res-
ponsabilidade que osle, alias, cntendeno dever
posar sobre ello, alenla a ,sua absoluta ignoran-
cia das cousas de commercio, e bem assim a ja
citada clausula do contrato social.,' E em verda-
de, s pelo conluio a que cima olludraos, se
podo explicar que os ditos aceitante e indossador
gente foram por cerlo os membros dacamara.que
por affeicao ou outro qualquer motivo seme-
Ihante.deixaram de proceder imparcialmenle, ex-
cederam da rbita de suas althbuicea. He ver-
dade que ao Sr. lente coronel coraraendador,
f te. so pode apphcar o conselho que deu cerlo
homeru de leliras ao seu barbeiro que Uve lr
uns versos que compozera. Mr.....cuide de fa-
zer barbas e deixe o mais. o outro fado o
officio doSr. Antonio Augusto, publicado no Li-
beral Pemambucano n. 99 de 11 deste mez, no
qual S. S. diz nao ter lano apego a vara de'juia
do paz, qanlo ao que a ella mosirava eu : bem
roas nao obstante tanto desapego mesmo l.ibera't
Pemambucano publicou por muilos dias o annun-
co do Sr. Antonio Augusto dizendo-sc juiz de paz
e estes annuncios foram posteriores a Uto envollei-
resca e romntica declararlo. O que vale que
o publico sabe dar o devido a'preco a laes fan-
farronadas.
Dignem-so, senhores redactores dar um lugar
em seu lido jornal a estas linhas, bera como aos
documentos que as acompanham, e contera sem-
prc com a gralido de seu constante leitor e as-
signanle
i. aa C<**l Recie 23 de maio de 1860.
DOCUMENTO N. 1.
Hlm. e Exm. Sr.Diz Caelano Pinto de Veras
que a bera de seu direilo precisa que V. Exc*
mande que o official compleme Ihe de por cer-
1 o .1* dcslc verb0> aa verbum o seguinle :
I. O incor do ofiicio que a oa niara desla ci-
dade dirigi esto presidencia, relativo a nao
poder o supplicanle exercer no corrente anno o
cargo de juiz de paz do quarto anno do primeiro
districto da freguezia do Sanlissimo sacromem
de Santo Antonio desta mesma cidade, para uuu
havia sido votado.
."_ O theor da informado dada pelo Exm..
presidente da relaco desla cidade, ao mesmo of-
lieio da referida cmara ; isto no caso de ter es-
ta presidencia por 5eu respoilaval despacho man-
dado que a respeito dsse o seu parecer.
3. Finalmente, toda e qualquer iuformaco
que u respeito se lenha dado, mostrando que o
supplicanle nao era o legitimo juiz de paz. para
que havia sido votado : porlanto pede a V. Exc.
que so digne assim o mandar passar.E 11. M.
Caetano Pinto de Veras.
Recife 11 de maio de 1860.
D-so-Ihe, nao havendo inconveniente.
Palacio do governo de Pernaubuco 12 de maio
de 1860.
Leilao da Cunha.
F.m cumplimento do despacho reiro certifico
ser o ollicio da cmara municipal desla cidade
que o supplicanle pede por cerlido do theor
seguinle :
Paco da cmara municipal do Recife 22 de fe-
vereiro de 1860.Illm. e Exm. Sr.Querendo o
L' das i"slrucoes de Ireze de dezerabro do
1832 que baja sempre quairo juizes de paz jura-
mentados em cada districlo, e o art. 10 do cdigo
do processo, determinando que cada qual sirva
um anno, esta cmara juramontou aos 22 de Ja-
neiro de 1859 o primeiro supplenle de juiz de
paz do primeiro dislricto desla freguezia de San-
to Antonio o cidado Antonio Augusto da Fonse-
ca, para servir quando Ihe coinpelisse, visto ter-
se mudado desla provincia para a do Rio Grande
do Norle, por ler sido nomcodo inspector da res-
pectiva Ihesouraria Urabeiino Guodes de Mello
juiz de paz do terceiro^nnodo mesmo dislricto ;
e, porque este nio voltasse raais a esta cidade
durante lodo o anno que Ihe competa servir,
em conseqiicncia do haver passado d'aquell
provincia para a das Alagoas, onde se achava no
mesmo earactei do inspector, sendo que por isso
asfunceoes que llie compelan) do cargo de juiz
de paz, furara exeroilas no mencionado lempo
pelo juiz de paz do quurlo anno, o cidado Cae-"
tao Piulo do Veras ; es'a cmara, recebendo
ora Janeiro desle anno a parlicipaco doste ulti-
mo, de que se achava em exercicio* e enteudendo
que Ihe nao rabia funecionar mais cm vista da
doutrina do aviso n 216 de 5 de maio de 1810,
da qual se conclue que o juiz de paz que no im-
pedimeulo do propietario livor servido o anno
que Ihe nao perlencia, perde o direilo de servir
o seu onno. consultou oo seu advogado, o sendo
esle desla opjnio. fundado no aviso n. 24 de 12
de Janeiro de 1856, officiou a cmara ao referido
Veras, romellendo-lbe o parecer por copia, do
advogado, e dizondo-lhe que lhc nao caba exer-
cer o cargo no corrente anno, e sim ao primeiro
supplcute juramentado, a quem tambera olficiou
para entrar em exercicio.
Entretanto, havondo aquelle juiz Veras deca-
rmassem as letras sem dar conhecimento dessas rado que nao dcixava a vara, e aberto um con-
transaccoes a Garaitto, que elles alias sabiara ser nieto de jurisdceo com o referido supplenle ;
socio da firma. \ para evitar eroba'racos s partes, nullidadis s
Maso que ha de mais celebre cm lodo este qoesles o troperos ao boro andamento da jus-
negocio e que a caixa filial, portadora da letra ti^a, a cmara cu'mprindo o preceito do art 58
aa
ja vencida, apenas se contentou de prolesla-la,
sem at agora accionar a nenhum dos flguraoles
della.
Aqui Picamos por hoje : mas prometlemos in-
formar o publico do todos os passos que for dan-
do est negocio, porque nos parece que vale a pe-
na nao o perder de vista
ao
JU-
RO
lo.
ho
I3r.
Concluire, Sr. presidente fazendo mengo de proceres sombra de um carvalho, que se elev
um fado qu deu-se a poucos dias na estrada i junto da cidade de Guernicn, a 28 kilmetros a
de Trro, sobro o qual chamo a altenco do po- i este de Bilbao. E' o mois venerado dos monu-
der competente para evitar a sua icproduso., mentos naturaes da Pennsula, e os soldados repu-
Os nove carros, nicos que exislem para o irans-1 blicanos da convencao, quando penelraram na
porle de passageiros, vieram no domingo passa- Byscsia, cheos dc'admirarjo c respeito presta-
do cheios por tal forma, que alguns cuniinham \ rom-lho honras militares, e o chamaran) o pai
mais de 50 pessoas, e outros traziam pessoas i das arvores da liberdade.
agarradas as grades de um c oulro lado da es^ i O carvalho actual urna orvore corpulenta
irada. Isto o que significa? Que nao ha zello, | descendente directo do carvalho primitivo, por-
que nao ha cuidado. I que ao lado du arvore existente conservm-so
( Cruzaram-so apartes ). sempre um ou dous renovos para a substituir
O Sr. N. Portilla : Seja o que quiserem quando snecumbe aos annos. O ultimo, que ca-
os nobres deputados ; mas creio que contra isto hio de velhico em 2 de fevereiro de 1811, existia,
protesta o faci de ter o actual engenheiro. do segundo a tradico, desde o meado do seculo
governo, o Sr. Buarquo, reclamado iromediaia-, XIV. Era sna'sombra que os reis catholicos
mente, pedindo providencias para evitar a repe- j Fernando e Isabel.asscntados n'um banco de pao,
licao do semelhante facto. i q,ie rodeava o seu tronco, tioham jurado manter
Sr. presidente, aqu termino. Nao me occu- os fueros bascos.
i,y^eV.= MtsTM sana: ttsssus ~
o eslado dos cofres provinciaes nao permillo
que a approvemos.
O Sr. Epaminoivdas de Mello : ( Nao res-
lituio seu discurso ),
Tendo dado a hora, fica a discusso adiada.
O Sr. presidente designa a ordem do dia e le-
Correspondencias.
at-
u-
ic-
do
u-
>onta o eessao.
paiz : declarei
aasembla como doa podares do
entlo q.ue senta nao poder dar
compiti eittnMtattfio a lado quanlo podia
v
de fallar
Lae
Nessa occasio /1857J tive de chamar aP
lenjo do eagenheiro da companhia sobre
merosas faltas que apresentaram as conslr
9e6 : em 24 de novembro do dito anno recebi
mesmo Sr. urna communieaeo, que o do
melo junto ; este document contm promesas
que, apezar de eitas pelo engenheiro em el efe
da companhia da eslrada de forro, ficarain qi asi
sera exeeucoo alguma, de sorte que o rcfei ido
documento nao passou de urna simples Lint
mora : d'ahi resuliou que algumas das oijras
mais importantes da eslrada se lem iudevijia-
roente deteriorado, Irazendo assim grande aug-
mento na despeza da construeco e resulta los
onerosos para o governo imperial.
No relalorio feito pelo engenheiro Lanc soire
toda a linha, tratando das obras do viaducto da
Cabanga dizia que as obras desse viaducto apea
serviran) para aquellos que guizessem ler i n__
estrada de ferro somenle pelo desejo de li -la
boa, ou m ; que nao offereciam nenhuraa $a-
rantia de seguranza, e dentro de pouco leiipo
haviam de estar deterioradas de modo ser pre-
ir o viaducto por oulra coiistruc(i o :.
SESSAO ORDINARIA E 28 DE i BRIL.
Presidencia do Sr. Visconde de Camaragibe.
Ao meio dia, feita a chamada e achando-se
presentes os Srs. deputados, abre-se a sesso.
Lida a acta da anterior.
Sio-..^y"%Mr^^llle: i^rjl?.'?* WA.. a rainha ohri-
se nao deelarasse quo este viaducto i ala
oo maoeira desacreditar todos aque lie
qw tamcorreram para a sua contruc;5o.
gQo
ito
EXPEDIENTE.
Um offcio do secretario do governo designan-
do o dia 28 para a recepeo da commissao en-
carregada de apresentar os actos Ijegislalivos,
promulgados na presente sessao. Inteirada.
Um requeriroenlo d Sebastio Jos da Silva,
ira Pru1prie,ono d fundko de raelaes na ra Impe-
rial, pedindo ae faca extensivo aquello projecto,
sentando do imposto da dizima a Slarr Ce
Bowman. A' commissao de petigo.
Oulro de Jos Hypohto de Mena Limo, arre-
roatanle de obras publicas, pedindo que se auto-
rise ao governo pata contratar coro elle a faciu-
ra da estrada da Russia para a qual j se propoz
o.aono passado. A' comraissM do obras p-
as.
tro de Manoel Antonio Colho, professor de
laUm da freguezia de S. Jos desla cidade, pedin-
do om anno de licenca eom lodos os seus venci-
mentos para Iralar de sua saude. A* commis-
sao de petices.
ORDEM DO DIA.
Entra em 3.a discusso o approvado o pro-
jecto n. 47 deslo anno.
E' tamben approvado em 3." discusso o pro-
jecto n. 23. _
geral. i'azia-sc a reuniao a principio
no banco de pao, depois crescendo a populaco,
e augmentando o numero dos seus delegados,
perdeu-se o coslume palriarchal, e as assemblas
foram reunidas na ermida de iVttsra Seora de
la Antiqua, anligo sancluario, situado junio ao
carvalho.
Actualmente os deputados reunem-sc n'ura
edificio edificado a proposito cora urna sala para
as suas sesses e as dependencias precisas para
os archivos.
A sala eslA rodeada de bancos de pedias com
encoslos de ferrro, o tem urna galera publica
que oceupa a partesuperor. '
p amigo carvalho nao esl porm abandonado ;
pelo contrario i sua sombra e junto de seu. tron-
co esi um Ihrono com urna magestosa cdeire,
toda esculpida com as armas reaes, os brazesda
Byscaia, o rodeada de columnas de pedra de or-
dem corinlhia com doz ps de altura. A arvore
e o ihrono eslo rodeados de urna gradara do
ferro.
Desta organisaco palriarchal da grande fami-
lia vascongada nao se deve concluir porm que
suas assemblas lenharo sido sempre animadas
do mesmo espirito de unio e fralernidade. Ellas
liverara suas divisos e seus partidos, quasi to
celebres naquellas regies, como forero na Italia
os partidos de Guelfos e Gibelinos, de Coplelos
e Monlechios. Eis ero resumo a origem da prin-
cipal deslas dssenedes, e de sua causa to extra-
nha, como pueril.
Os Alaveses e Guipuscoanosiam urna vez cada
anno a Byscaia fazer urna festa religiosa, e eata
fesla ora celebrada era cada anno ero differeete
parochia. Por essa occasio, era de oco otT<
igreja um brando, que se chamava cfrio, o
qual pesara, de ordinario, dous a I res quintaos.
ateevrw era levado proceastonalnaeaie em cima do aneus concidadios, a consideraco qu
de um andor.
N'uma daquallas procossoes algaras devotos de
Alara propozeram que o andor fosse levado nos
AO PUBLICO.
Eleilo pelo voto exponlaneo de roeos concida-
drfs para o cargo de 4." juiz de paz do primeiro
districlo da freguezia de Santo Antonio desla ci-
dade do Recife, deria entrar no respectivo exer-
cicio em Janeiro do corrente anno ; e eom cfTei-
to, tendo de conformidade com esse dever dirigi-
do as convenientes communicacoes s autorida-
des a quera do cstylo faze-lss, ful sorprendi-
do por ura ofiicio da cmara municipal inliman-
do-me quede accordo coro o parecer de seu
advogado entender era sua sabedoria resolver,
que era eu incompetente para semelhante exer-
cicio no corrente anno, devendo por tanto pas-
sar a vara ao Sr. Antonio Augusto da Fonseca, a
quem chamara o juramentara para servir como
supplenle.
O primeiro movimenlo que lo disparatada lem-
branca, que acto to quixotal em mim excitou
foi um riso de piedade, depois porem, melhor
considerando^ i no acto da cmara um atienta-
do contra meus direitos, um proposito formal de
amesquinhar-me, urna rosoluco de elevar-sc
ociraa das primeiros autoridades da provincia, de
fundar lalvez sua omnipotencia ; c desde logo os
senlei de oppor-roe a ludo isto, do sustentar
cunclit-viribus meu direilo, minho justica.
O publico vio cora quanla energa discut a rai-
nha causa por esto mesmo Diario, guardando
sempre as conveniencias, que soe guardar todo o
cavalleiro, todo o hornero bera educodo : apezar
disto porem, o publico tambem vio o silencio se-
pulcral, que obstinadamente guardou a illuslris-
siraa cmara, silencio que a alguem parecera
sistemtico, parecera querer dizer nao da-
mos covaco, nao deseemos de nosso poleiro ;
mas que para os homens pensadores, que para o
Ilustrado publico, denunciava apenas a fraqueza
da cmara, o disparalado de seu procedimento,
para apadrinhar o qual nao achavam a mais ftil
razo, ujna paiavra se quer 1
Entretanto, continuei no exercicio do lugar de
juiz de paz, e para evitar que por qualquer mo-
dq so abusasse da ceedulidade publica, fiz diaria-
mente publicar ura annuncio em que Isto mes-
mo declaraba, e aguardei tranquillo a deciso do
Exm. Sr. presidente da provincia a quem me
constara ter a cmara affeoto o negocio.
A pessoa que nesta provincia exercia a supre-
ma autoridade leve de relirar-se sendo substitui-
da.pelo Exm. Sr. Dr. Leilo da Cunha, e por isso
julguei conveniente minha justica dirigir a S.
Exc. o reqoerraento, que abaixo vai transcripto,
e que leve a deciso publicada no Diarto n. 108
de 9 do cadente mez, que me deu o mais com-
pleto e honroso triumpho, que podera al mojar.
Tendo assim terminado o conflicto intempesti-
vamente levantado pela cmara do Recife, reco-
nbecida assim a legitimidade daauloridade'que te-
he exercido, resta-me someute declarar mui so-
leaoemcnte que em loda essa questao somenle
i movido peto sedimento de sustentar o meu
lo, de mostrar o aprece que dou aos votos
e ligo ao
-
* IM I^TT
exrcieio da judicatura de paz pela razo mesmo
de na origem popular.
Nao lerminarei sem chamar a atlencao do rea-
preceito do art. 58
da lei do 1o de oulubro de 1828, traz o occorri-
do ao conhecimento de V. Exc afim de que so
digne resolver como entender. Incluso ochar
V. Exc. copias dos officios desta cmaro aos dous
mencionados juizes de paz, das jespostas des-
tes c do parecer do advogado.
Dos guarde a V. ExcIllm. e Exc. Sr. Dr.
CuizBarbalho Muniz Fiuzo, presidente da pro-
vinciaJoaquim Lucio Monteiroda Franca, pro-
presidenle.Antonio Jos de Oliveira.Gustavo
Jostdo Reg.Simplicio Jos de Mello.Rodol-
phoJoao Barata de Almeida.
Certifico mais ser o oCQVio do presidente da re-
lacao que lambem pede o suppHcante, do Iheor
seguintc :
Illm. e Exm. Sr.Emillindo o meu parecer,
em rumprimento do officio de V. Exc. de 25 de
fevereiro ultimo, sobre o incluso ofiicio da c-
mara municipal desta cidade, tenho a dizer que,
lendo a mesma cmara era virtude do disposto
do art. 6o dos instrueces de 13 de dezembrode
1832, juramentado ao primeiro supplente dos
juizes de paz do primeiro dislricto da freguezia
de Santo Antonio o cidado Antonio Augusto da
Fonseca para servir quando lho corapelisso por
ler mudado de domicilio Embolino Guedes de
Mello, juiz de paz do terceiro anno, ao referido
Fonseca compete o exercicio de juiz de paz do
quarto anno, conforme a doutrina do avjso nu-
mero 24 de 12 de Janeiro de 1856, e nao a Cae-
tano Pinto de Veras, visto ter esto como juiz do
poz do quarlo anno, primeiro supplente do ter-
ceirp onno exercido durante todo o anno as func-
?oes de juiz de paz pelo impedimento ou renun-
cia de Guedes de Mello terceiro juiz de paz; por
quanto o juiz de paz que mudou de domicilio,
em consequencia do quo nao pope exercer o seu
emprego, deve entendor-se Icr a elle tcitamente-
renunciado, assim como se acba declarado a res-
peito dos vereadores, aviso de 18 de setembio
de 1851. Nem obsta os avisos do 1 e 19 de fe-
vereiro, e 14 de maio de 1836, pois estes tratom
das substituirnos temporarias como foi explicado
pelo supramencionado aviso de 1856 ; e a pre-
valecer a doutrina contiaria intil se torna a dis-
posiro do arl. 6* das citadas instrueces, por
que sendo o juiz de paz do primeiro anno sup-
plente do quarto, e lendo este servido j lodo o
terceiro anno e entrado no exercicio do quarto-
anno, escusado era juramentar o imraedialo cm
votos, pois nunca Ihe competera o exercicio,.
nem ao menos o de substituido temporaria,
contra o que determina art. 10* do cdigo dr>
processo criminal. Assiro pens, mas V. Exc.
resolver como melhor eulender.
Dos guarde a V. Exc. Recife 2 de marco de
1860.Illm. e Exm. Sr. Dr. Luiz Barbalh Mu-
niz Pinza, presidente da provincia. Agatinko-
Ermelino de Ledo.
Nada mais consta desta secretanr, a respeito
do supplicanle.
Secretara do governo da provincia de Per-
nambuco 18 de maio de 1860.O official archi-
vista, Joo Valentim Villela.
Pagou 5J600 rs.
N. 2.
Illm. e Exm. Sr. Caelano Piulo de Veras,
proprietario, eropregado publico e juiz de paz
em exercicio no 1. dUlriclo da freguezia de
Sanio Antonio desla cidade do Recife, recorre a
V. Exc. para quo ae digne resolver e por termo
ao conflicto do jurisdicosuacilado entre o suppli-
conlo e o cidado Antonio Augusto da Fonceca
ero razo de nm aclo da cmara Municipal desla
metma cidade, quo o supplicanle considera,
menos legal e tumultuario.
O supplicantc, Exm. Sr., foi eleilo era 1856
com mais trez cidadios para o referido cargo


~T
' t* '
m

,s
dejillo je paz lendo na erdera da vuiaco 0-
carto em o'*,r' lujar, inconlestavel que de-
via cxrcr as respoclivas funceocs no correnle
anno, an o quarto da actual legislatura.
Entretanto aconteceo que havendo servido no
1.* anio o primeirn volado o bacharel Anioniu
Epacinondas de Mlto; no 2., o segundo vota-
do Antonio Jos de Oliveira. coni cxcepgo ape-
tM8 do tempo decorndo do 1. de margo em que
comerou seus Irabalhos at o em que os encor-
rea a assembla provincial, de que era mcmbro
o dito Oliveira, o durante o qual foi substituido
pelo juiz do 3." auno, o 1. escriplurario da the-
souraria de fnzenda desta" provincia, Umbelino
Guedes de Mello, no 3." anno ora que este ulli
mo cidado devora servir entrou o supplicanle
'ara como scu supplente, por
pode ler perdido o lugar e juiz de paz
conforto o tolo de seus eoncidadeos.
que lhe
que elle se achava no Rio Grande do Norto'ea
pectiva ihesouru.de lazenda ; o por isso qW
KmCip, dGSle COrren,e "o o suJpC-
zcra ao FmC"nVa """""P1 *m como o 11-
11 h,r??f. 8nlece-ssor d *" Exc, e a outras
au ondades, commumeando estar no axercca da
rvS,P Sl>r CSle a"no e,n 1uc lhe mpelia
tur'a 1"m de autoridade propria juramen-
rlrt d.tdae Anlon, A"8US, da Fonceca. e
orutdou-lheassumisse o exercicio do juzado de
paz, dmguido tambera ao supplicanle o offleicio
constanle do documento 1.
Ncsse officio, Exm. Sr.. diz a cmara, que len-
co consultado ao seu advogado sobre competir-
me ou nao o exercicio de j.nz de paz, no cr-
reme anno vislo j haver elle servido o anno
que perleruua ao juiz de paz elcilo em lerceiro
tugar que eslava fra dcsta provincia e confor-
mando-se com a parecer do mesmo advogado
incluso por copia, dcclarava nao a elle suupli-
?nlU6CHn'pe,"peladoulrina d0 avis cilado Pelo
adt ogadoem ultimo lugar, o exercicio nesto anno
m ao pnmeiro supplente j juramentado, a
querapassava a officiar para entrar era exercicio
vM t"n,fH epSrleacircura8tancia mui noto-
ISmt 'i acamara duvi,la sobre materia
administrativa em lugar do procurar esclare-
cemos na fonle legitima, em lugar de procu-
rar esclarecimento. na fonte legitima, em tusar
de recorrer presidencia da provincia, preferir
ous,r_o seu advogado ; nao querendo cancar a
altencoo de V Exc. com ponderarte* acerca
a opiniao desse funecionario para firmar a intel-
igencia das leis, prescindindo da incompetencia
da cmara para o acto que praticou, creando al
urna entidade que a lci nao reconhece 1 suo-
parf com*-U'-Z-*de P"-;o s,fPPlieant ** occu
de base
venia
anuo
o fundamento do parecer que servio
deciso da cmara, e pedo a V. Ex-
iracas rencxoeT"' re,pel de"e t""*
Entende o advogado da cmara que nao obs-
tantohaverem diversos avisos, e que cstabelc-
cera doutnna contradictoria, e o do 22 de fcw
reir de 1855 lenta confirmado a doutnna do d
Udojulho de 1813 lhe parece que a duvida se
3 ,Qr4S0lv,da po, aviso 2< de 12 de Janeiro
ae 185, e que em virdude desie aviso nao cabe
ao supplicanle odireilo de exercer ueste
a vara de juiz de paz.
O cdigo do processo criminal no arl. 10 diz
os qualro cidadaos mais volados seriara os jui-
zes cada um dos quacs servir um anno prece-
flendo sempre aos oulros aquello que liver raaior
numero de votos. Quando ura dos juizes estiver
servindo, os outros tres se rao seus supplenles
guardada quando tenha lugar a mesraa ordera
en re os que o tiverera ainda exercido esta
substituirlo.
Parece pois claro ao supplicanle que o cdigo
do processo criminal so reconhece como juizes
de paz em urna freguezia os quatro cidadaos que
na elcicao tiverera oblido o maiur numero de
votos, e ero quanlo estes existirem, era quanto
legalmcnle nao houvcr qualquer delles perdido o
Jugar nao pode ser juramentado oulro cidado a
titulo de supplente- pois que supplenles de
de um sao os oulros trez segundo dspoe o artigo
suppranlado. e foi declarado ios portaras do
.1 de fevereiro e de 21 de bril de 1838.
Os avisos que lecm explicado o cdigo do pro-
cesso sao concordes com o que o supplicanle a-
caba do ponderar. Nao fica impedido de servir
como proprielario aquelle juiz que liver servido
de supplente-asim o declarara os avisos do 1
de fevere.ro e do 14 de maio de 1836, e o de
5 de maio de 1840. '
doVJiUt-i[!,a d58l?o?;sos esl confirmada pelo
1 Fidafi-J-U"'0 de ,83' e Pel de 22 de feverei-
ro ao 18j5 como confessa o advogado da cma-
ra : eite ultimo aviso diz S. Magestade o Impera-
dor a cuja presenta levei os referidos papeis.houve
por bera approvar a deciso do V. Exc. que
fundada na disposcio do aviso de 13 do julho de
I84.t, rcconheccu legal o exercicio ao mesmo
jui7.de paz nos referido dous annos. no priraei-
ro anno por impedimento dos dous juizes de paz
mais volados, e no segundo por passar ello a
ser juiz de paz desse anno. visto nao terem apro-
veilado ao cdadado, que para o dito cargo
dia eleito os votos que oblivera em razao de
achar-se condemnado pela relaco do dislriclo
quando leve lugar a elcco.
Como pois negar-se ao supplicanle o direiro de
exercer a vara no correnle anuo para quo foi elei-
to, como juramenta-se um5.juiz quando ex-
stcm os quatro mais votados, quando nenhu.n
oestes perdeu o lugar cmliora o 3. estoja auzen-
te por que o esl era razao de servico pnblico
temporario ?
Soccorre-se porm a cmara municipal ao avi-
so de 12 do Janeiro de 1856, mas esse aviso ne-
nhuma spplicacao lera hypolhese de que se
trata, porque elle se refere ao caso do ter falle-
cido um dos. qualro cidadaos mais volados., c cn-
tao o immediato passou para o lugar que jicara
vago e lornava-se preciso o diamntenlo do mais
um cidadao para oceupar o anarlo lugar; eis as
palavras do aviso :-e o mesino auguslo senhor
houve por bera mandar declarar que o legitimo
juiz de paz do pnmeiro dictricto da freguezia de
Santa Anna no correnle anno Vmc. o nao
Francisco Jos da Silva Ramalho ; porquanto
por morle do brigadeiro Jop Chrysotomo da
Silva, juiz de paz do lerceiro anno, passou o di-
to Ramalho para esse lugar, e como proprielario
e nao com-) substituto o servio em todo esse anno,
sendo ctrto que em lugar de Ramalho juramen-
tou a illuslrisima cmara Vmc. para pro-
prielario do quarto anno, nao obstante a dou-
irina dos avisos do 1. e t9 de fevereiro o 14 de
maio do 1836 gue tralam de subsluices por im-
pedimentos temporarios, e nao como no caso
yerlente dos que resultara do falleciraento de
um dos votados.
s' pois da maior exidencia : primo, quo para
rterapplicavel ao supplicanle a disposicao do
..j.i,..mj.j de 1856 era
h cojuUjulSuo Poliliea desta imperio que faz
fi2rSr da cL,rcumstancia do domilio a neciona-
Jtt mil0B fl,hos. isea os d'oqueltes que resi-
utrem no estrangeiro em razio de servico publi-
co, e como todas as leis se devem tnleoder em
narmonla e claro que nao pode prejudicar os di-
reitos adquiridos pelo cidadio no lugar em que
domiciliario a circumslancia de deixar tempora-
riamente esse lugar obrigado pelo sei vico publi-
co mxime sendo j esse individuo empregado. e
o servico daquclles a que seja obrigado em razo
de seu regulamenlo.
Segundo o Direilo Romano o militar mandado
de giiarnicao para algunia torra nao adquire
domicilio ah por que se lhe nao suppoe animo
de permanecer,e por tanto nao perde-aquelle que
tinha era seu paizL. 33 1 Dig.. Ad. Municip.
el deinc.; e o mesmo acontece acerca do indivi-
duo que sai de sua trra para ir em oulra eslu-
dar-L. 5. 5. Dig. de Inj.
O domicilio divide-se em voluntario o ueces-
sario ; este o que proveru do officio. aquelle o
que se escolhe a vonlade (Ferreira Borjes) ain-
da mesmo pois que se considere a residencia do
cidadao Umbelino Guedes de Mello as Alagoas
como lhe dando ahidomicilio, ste neces-
sario t nao pode priva-lo das vantagens, que lhe
procura o seu domicilio voluntarionesla pro-
vincia, onde tero emprego, prenles, amigos, e
para onde voltar apenas Ih'o permita o servico
publico : porque emira cssas vanlagens cons-
lituera um direito sagrado, de quo ninguem o
pode privar, e cuja renuncia se nao pode sup-
pfk. '
Ora, se o cidado Umbelino Guedes de Helio
conserva o seu direilo ao lugar de juiz do paz por
que nao mudou de domicilio, como acaba o sup-
plicanle de mostrar, precisamente lgico que o
supplicanle no anno prximo passado de 1859
exerecu a judicatura do paz como supplente des-
se cidadao, que esl nos termos dos avisos de Io
e 19 de fevereiro, 14 do maio de 1836, 5 de maio
HA830'13 de j,inho de 1843 e 22 de feveriro de
1855, e finalmente que inquestionavelmenle lhe
compete continuar o exercicio no correnle anuo
como proprielario ; de toda evidencia que o
aclo da cmara municipal juramentando ura quin-
to cidado para servir como supplente no pre-
sente anno, foi urna aberraco, foi um aclo ins-
lito ; porque alm do mais que j fira pondera-
do, se o cidadao Umbelino livesse perdido lug.ir,
o que se nega, o cidadao Antonio Augusto deve-
ra ser juiaraenlado nao para servir corao sup-
plenlu mais para oceupar o lugar de 4o juiz de
paz, como 6 expresso no aviso a que menos cu-
rialmente so quiz soccorrer a cmara municipal
e se o cidado Umbelino nao perdeu o lugar co-
mo se sustenta, e por qualquer outra razo en-
tenda a cmara que no exercicio nao devia con-
tinuar o supplicanle, por ter j servido um anno,
nao obstante estar o contraro decidido nos avi-
sos cima rilados, a vara devia passar a qualquer
dos dous cidadaos Epaminondas, ou Oliveira, jui-
zes do Io e 2o anno, porque estos sao os sup-
plenles ou substitutos logaes do supplicanle
Mas Exm. Sr. procedera a cmara municipal
nesle negocio com a conveniente imparcialidade
seria levada somente pelo espirito de fazer exe-
cutar as leis, impedir um abuso ? Parece quo nao;
pireco antes que a cmara leve oulro fiu, mirou
oulro alvo ; Um ealvo lodos pessoaes, lodos con-
cementes a individualidade do cidado quo exer-
cia a vara de juiz de paz do Io dislriclo. Per-
mita V. Exc. ao supplicanle quo demonstre este
seu asserto, pois que elle comprehendo que pro-
positos taes s se devem avancar leudo na rao os
documentos que as provem ; o o respeito que
consagra o supplicanle asauloridades de seu paiz
augmentado hoje pelo que lhe merece a pessoa
de \ Exc. a quera muita reverencia o nao podiara
dispensar dessa prova, conceda pois V. Exc. ao
supplicanle aiuda por algum lempo sua benigna
atlencao.
MAMO Pf PMWABMUCO, mU PEHU %6 PB MAtQ E tm.
Pede V. ;j: araim ttro passe.E R. M-.-t.ar
ta no Pinto de Verat.
Recito 13 de Janeiro de lf60.
Km virtude da pelicto sapra, certifico que-
re rendo o livro das actas das sessoes dos annos
di mil oilo centos o ciocoenla e sete a mil ilo
atase cincoenta e nove, o os de registros de lido muitas obras aTe'spTito'delln' e
ojcios do incluso tempo, d'elles nao consta o alguns meios que facilitara o
6nlt, pots-, qne emuuaiitu vaio multo
as outras scienuias am
muilo mais vare es*HrBS vfrd.des afllrmadas
com a autoridade de Deus m livro santo. Por is-
so tenho empn-gado uma gronde por.So dej[
inte annos no exame da Biblia Sagrada, tenho
t
csttidor l n ptrto ortolbo Uj iikiuwdcib raqoeciu'a plo
jijoda de tmnsjriastres,j tepdo calor patecnal, desmaiou e desfallocei na
dia 12 &* malo sob o peso e entre as angustias
d uma terrrvol enfermidade.
Choremos a morte de uraacreatura, ca}a alma
tao candida o pura cedo loroboii ao fundo do se-
fli pede o peticionaria, e s sim que os juizes de
P zaque elle se refere.prestaran! juramento,
0 padre Pedro Jos Nunes, no dia sele de Janeiro
d Janeiro de mil oito ceios e cincoents eseic,
e >acharel Joaquim Elviro de Moraes Canfalho,
m da trese de Janeiro de mil oito centos e! cin-
ctenla e oilo. (1)
O referido verdade. pelo que passo o ptesen-
iC 1 o -0a!,encrlano' Hanoel Ferreira Accioii.
Pagou 29OOO rs.
?r. redaelore. Doveraos resposta a
nnjres amigos do progresso, forc.oso da^la ao
sei artigo transcripto no Liberal'Pernambcano
h. M de 4 do correte, na qual seremos resumi-
do ., aDin de nao fatigarmoso publico. Como que
8U.1S senhorias disseram quo o Sr. Moreira, logo
qu assuraio o coramando do vapor clguarass
do ou a companhia pernambucana com deioiio
coi.los de ts! j vemos que suas seuhoriijs nao
esto bem informados desta oceurreusia, o que
mi to nos admira, pois a nossa trra ainda
mi no pequea para que se ignore o quanlo oella
se Taz, e assim obriga-nos a dar um pequeo es-
clarecimcnto.
,).con,,nando do Sr. Moreira foi assumijo em
juf ho de 1859, o esse dote que se diz. ou so quer
faz ir convencer ao publico que foi adquiridlo po-
w.lirectona da companhia em outubro ou 110-
vcinbf do mesmo anno, por occasio do Inau-
fra 510 do uni navio inglez nos baixos do S. Roque,
pai a onde foi mandado o Iguarass, condu-
zin Jo a seu bordo o cnsul de S. M brilannica,
tro ador desso navio a directora ; e appellaiuos
paia o tosUmuiihodaspaitusconlialantes.
. o suas senhorias sao amigos do progresso,
n tambera o somos, e lambem da verdade]
pou com ella que sabemos argumentar, e va-
mo* passar a referir o seguinle.
('uando o Sr. Maciel coramandava o < Igua-
rasiu, em suas viagens da escalla do norlc.
euconlrou nos baixos de S. oque dous navios
sendo um naufragado oulro prestos a isso era
tugires como sabe-se, faltos de recursos, porm
iaiocm sua disciplinada guarnicao. dos esca-
leras do vapor e de mais alguma coadjuvaco que
api aieceu, de barcagas. empregou todos os meios
No mesmo anno de 1856 era que leve lugar 1
cleico do supplicanle foram eleilos juizes do pa;
para o 2" dislriclo da mesraa freguezia do SanU
.de Mellistrar que o cidado Umbelino Guedes
fcavia pere/'
rnistl'pracitado de 12 de Janeiro
-'-ar que o cidado Um
ia fallecido ou, pelo menos, que
quo urna veo lugar de juiz de paz; secundo,
ia devia apple isso se nao provou e nem pi-
os avisos de 1 ese ao suppiicaoto o disposto
e i836. que longe'e levereiroe de 14 de maio
de 12 de Janeiro dijerem sido revogados pe-
ni vgor para os csoj tfi, foram roconhecidos
edmcnlos temporarias uese tratasse de im-
\avois aos que rosaltam.^p somente nao ap-
xio so tralavp, de fallecimew) no caso de que
dos. '1 um dos va-
Pretende-se por>>n> quo o cidado ,^
Guedes de lello lem perdido o lugar fie jabno
paz porqo/ udou de domicilio ; isloftodavia-,
grluilo. mira preocupado. Nem exacto auo
Utnbcli' echa mudado de domicilio, ncmli
ite hoja e anda continua a errar
canta .? Proeedin>enlo batido
suppucante a outrera em ieuaea rirc.ima
,- .amara municipal tem entendido que taVs
ntfl V!Bpir"n a- perda ^ luar de juix Je
P'-avelVn .e"lgrnC,a S M dou ^quando toi
,2 rro a^Ph'-anl0 qU0 deno,a I"*'
c nft r oje e ainda continua a errar
rj0''e.nao fez exlens vn nr.,.^;___.. L ,r
a
az
...guezia do Santo
Antonio os cidadaos Joao Francisco Bastos em Io
ngar, bacharel padre Pedro Jos Nunes em 2o
lugar, bacharel Joaquim Elviro de Muracs Carva-
Iho era 3o, e Flix Francisco de Souza Magalhaes
em 4 .
Teudo servido o primeiro juiz o seu anno, que
b)i 1857, em 1858 deixou de servir o segundo ba-
charel Nunes, e entrou em exercicio como sup-
plente o bacharel Carvalho, que deixou a vara no
da 8 de fevereiro ao cidado quarto juiz de paz
rehx Francisco de Souza Magalhcs, sendo a mo-
tivo de nao exercerem esse cargo os referidos dous
cidadaos o haverem mudado sua residencia o
pnmeiro para o Rio Formoso, e o seguudo para
c seu engenho em Muribeca.
Se a cmara fosse coherente devera pois em
jsnoiro de 1848 jtitaiiienlor dous cidadaoa, um
para servir do lerceiro juiz de paz.e o oulro para
servir de quarto, mas assim o nao fez, e o cida-
dao Magalhaes sem a menor opposico exerceu a
vara em 1858, era 1859 e ainda no corrento anno
de 1860.
Admillido mesmo que a cmara s agora desse
pelo seu erro, s agora quando se tratou do sup-
plicanle conhecesse quo tinha al cnlo mancado,
cumpria'-lhe proceder de modo idntico a res-
peito do juiz do paz do segundo dislriclo, mas
assim nao fez, e por tanto revclou sua parciali-
dado: o expendido comprovara os documentos
n. 2 a 6.
De egual modo procedeu a mesma cmara a-
ccrca dos juizes de paz da freguezia do S. Jos.
Alli foram eleitos tambera era 1856 os cidadaos
Manool JosTeixeira Bastos, Manoel Ferreira
Accioii (que secretario da raesma cmara), E-
duardo Frederico Banks, c Manoel Joaquim Fer-
reira Esleves.
O cidadao Manoel Jos Ferreirs Baslos absteve"
sa de exercer a vara no primeiro anno e era seu
lugar servio o secretario da cmara dito Manoel
Ferreira Aocioli, que tarabem servio no anno sc-
guinte, segundo da legislatura para que fora elei-
10 ; e a cmara a islo nenhuma opposico fez
(documentos? e 8). Dar-se-ha que o secretario
da cmara nao esteja comprehendido na regra
geral, que para elle haja diversa cartilha ?
Estes fados pois pnreccm demonstrar clara-
mente que uma razao houve para se ter para com
o supplicanle o procedimento inslito de que j
fez menso, uma raso houve para levar a c-
mara a esqueccr todas as conveniencias, a pos-
tergar os principios do respeilo devido essa
presidencia, e erigir o seu advogado em consul-
tor publico, a querer regular a intclligenca das
leis peta opinio desse cidado, que com quanto
o supplicanle reconheca muito illustrado. mulo
digno, nao pode todava exercer quaesquer attr-
buicoes que no lhe tenham sido conferidas por
lei.
Anda mais Exm, Sr. a questo que a cmara
suscitou a respeilo do supplicanle ja tinha sido
resolvida por cssa presidencia ero t5 de marco de
1852, dicidindo o r. Francisco Antonio Ribeiro
cnto presidente desia provincia, que era infun-
dada a preteneco do .bacharel Jos Flix de Brito
Macedo a exercer a vara do juiz de paz do se-
gundo dislriclo de Santo Antonio no quarto anno
da respectiva legislatura cora a exclusao do cida-
do Joo Francisco Bastos, eleito juiz do paz des-
se atino,~porqne servir durante o lerceiro em
lugardo bacharel Angelo Henriques da Silva que
aceitara e oceupara a vara de juiz de orphos na
qualidade de supplente, porque o dito cidado
Basles servir no lerceiro anno, como supplente
sera perder o direito de servir no quato anno.
^>curaento 9).
races"'D.licanle nao prosegue em outras conside-
e esperan3Be reccia fatigar a atiendo de V Exc,
Exc. suprir as".8 reconhecida sabedoria de V.
a V. Ex;, so di^ie^f? *lue dei" de allegar pode
o qual consta aosupplicn" es,e .c.onflicl0. sol)re
esta presidencia. officira a cmara a
Neales termos pede a V Exe a hi
lhe.E R. M. ,gUs Oo'erlr-
ao ieu alcance, obtendo era resultado salva-Ios
nat causando outro prejuizo companhia sen
us ima pequea demora em suas viagens, po-
rn coma gloriado dolara companhia pernam-
oucan com 82 contos do ris pouco mais ou rae-
nos, e do ter ttazido a reboque ura grande navio
que conduza em valor cerca do trezentos contos
e is era sou carregaraento, nao trazendo n'ou-
tra occasio o oulro navio por nao ler sido pos-
sivd, conduzndo-o para o Ro Grande do Norte.
Ora, seos senhoresamigos do progresso soube-
ran daquelle frele, ou dote, como que ignora-
van. estes, tornamos a ropilir o que j dissoraos
pirece-nos serraao encommendadopois de-
visj mos em tudo isto quercrem apresenlar o Sr
Jtoieira corao o official mais distinclo do com-
panhia, e aTastar-so do Sr. Maciel qualquer
oloi 10 quo lhe tenha sido merecido, sentimos
apeas quo suas senhorias nao saibara dar a Ce-
Zan^q','0 f S CeMr- a ,)eus o 1u,s le cus.
i.,.- f dSr- Morir, segundo dizcm suas se-
nhorias foi de 18 contos de res, o do Sr. Maciel
01 >le 82:000. Este ten, mais o caractar i "
des^V" "r'dU Someul9 cora os ocursos
E taraos tarabem convencidos que continuando
o 8\ comraandante Moreira no curapriraenlo de
sua: obngacoes poder vir a prestar companhia
pernambucana to bons servicos como os que
pro.'louoSr. Maciel, pois a querermos imitar
sus senhorias em sua correspondencia, poderia-
mos tarabem dizor que al ao presento nao lera
augmentado idea.
E.nquanlo ao pessoal dosejavamos primeiro sa-
Dor se durante o lempo do commando do Sr. Ma-
cielj o pessoal effeclivo do Iguarass era de
47 ||iessoas,ou se foi to somento em uma ou ou-
tra nagem, pois nao nos consta que livesso este
numero effeclivo, e appellamos para o proprio
lostjraunho de suas senhorias.
l)-nejaramos tambem que nos dssessnm qual
O p(|SSoal do Iguarass antas de tomar posse
da lorencia o Sr. Francisco Ferreira Borges pa-
ra quom appeltarcmos se suas senhorias a isso
so ncusarem. pois o numero do 38 tao somen-
te djpois da gerencia desse senhor, quando nao
recerreromos a ura nosso conhecido, que ha pou-
cos das dizta ano a companhia pernambucana
um o.4ovor glr0i,Ho, o o3.arao3 ooroa ut ul.
le nos dar csclarecimentos.
P)deserque tanto o Sr. Moreira como o Sr.
waciel tenham offerecido lucro companhia, o
que mais desejamos, porquo por esse modo que
ella ha de prosperar; se so disser que o Sr. Mo-
reiri lem dado lucros.o inleresses companhia,
e q 10 sempre tem cumprido com seus devores o
mam ou mais fez o Sr. Maciel, sem basearnos
no pie tica dito respeilo a dotes, e um de 18 coti-
los autro de oilenta o dous, o publico quo anise o
dec da ; c bem verdade que nao forara livres co-
rno d.zem, porm um como dote e outro como
Iret!, como qualquer foi la nesla praca ; novamen-
to diremos contra fados nao ha argumentos.
Os amigos da verdade.
Recite, 23 do maio do 1860.
cante
1T JLm.!odo caso revela
sup-
nenos
arefalidade, mostra aue a m.
Wstrar por algum desls ^ o/Vq^a
bridado publica deve ser gurda quando tem di
roer actos de seu poder (e deste exorbill a
caraira), de suas atlribuiccs. toiiou a
Se pata se considerar alguem domiciliario em
meHf i"1""" qUC ne'J.a Se beleca wS
"Io dyhi permanecer-Cod. Civ. Franc. "
e 103; Pereira o Souza -Proc. Civ. nota
- parece que o cidado Umbelino Guedes de
fo?rVCmenXHHe "i9 Alagoa9 ""'nle (pois
no rS? nd* comrai"ao en qe se acha-
Rit- n ? "df d0 Norle Para oulra igual na-
oPe nonrCaJn,e,C,rceDd0 um epregogdc com-
p'XrZ '"P?^-,- continua a
'sta provincia,
__Caelano Pinlo de Vrrat
Pernanrbuco 28de abril de 1860
Oerendo com asinslrucces que deu cmara
mun.c.n.1 acerca do que resella o sup'pl.W
verno de Pernambuco, 8 do
irs. redactores. = Lendo na Revista Diaria
apusaofeita era Olnda do criminoso de morte
da irovincia da Parahilfa, Manoel Pereira dos
Santos, e nao narrando tal qual se passou, eu
con o observador dessa priso nao posso deixar
deilizerquca dita priso se deve ao comraan-
danto da for^s, o Sr alferes Francisco Borges
Leal, que, auxiliando ao Sr. subdelegado com os
pedestres a seu commando, foi quem deu com o
linoso na caixa indicada, fazendo que se
se achava
-- ......-. v exame.
i.m uma gaceta publicada nesla corlo li ha al-
gum tempo toes expresses como Jess quiz ele-
var o malriiuonio a sacramento; nao ha ensa-
rnen o para os christos seno quando ha sacra-
mento ; s ao-ucraaenle devo matrimonio a
sua csiabilidade ; o casamento civil um puro
concubioaio. e entro os chrislos a unio do ho-
mem e da mulher fra do sacramento uao pode
ser outra cousa seno ura conoubiiioto vergonho-
so e funesto.
Crendu que um hornera de fcm nao lancaria
sobre outros tao sollmenle o%Pprobro de con-
cubinato e de baslardia sonao tivcsso razao, o jul-
gando que nao o faria -no nome de Jesus-som
poder mostrar a autoridade divina em quo se fun-
uava 11 os artigo* com inleresso o notoi os ver-
sos citados da Biblia Sagrado para provarquo:
o casamento um sacramento. > o que c sem
sacramento o matrimonio um concubinato ver-
gonhoso, sem estabilidade.
A nico passagem rilada em favor do primei-
ro ponto e quo parecia tor algum valor est, na
epstola de S. Paulo aos Ephosos, cap. V, versos
i o Por isso deixar o hornera a seu pai c a sua
mal, o so unir sua mulher, o sero dous em
uma raesma carne. Este sacramento grande,
mas ou digo em Chrislo e na igreja.
hxeminei-a na Vulgata o achci que alli esl,
paiavra por palavra, como na traduccao pelo pa-
dre Antonio i'erera.
Considerando, porm, que. S. Paulo escroveu
aquella caria na lingua grega, quiz ver corao os
versos so leera nella. o eis o resultado r
1. A respeilo do testo dos manuscriplos ami-
gos nao podo haver duvida alguma. Era todos ol-
es as palavta3 sao exactamente iguaes. e aquel-
3'oe esla l|,',duz'da sacramento myslerion.
2, A palavra grega myslerion se encontra
no testamento Novo em vinto e sete lugares, o
era vinte c dous desses lugares no Testamento
porluguez, est Iraduzido myslerion. Era ura
lugar osla traduzidost-gredo,- o era qualro
sacramento.
Na Vulgata myslerion est Iraduzido sa-
crumentum em oilo lugares, e era dezenovo
dos vinle e selo < mysterium.
Esta pequea invesligaco convenceu-rao que
tanto o padre Antonio Pereira como os sabios
que hzeram a Vulgata. enten lerara quo o senti-
do pruprio do myslerion mysterio. c admi-
rei-me quo a mesma palavra myslerion na
mesma carta aos ephesos pela mesma pessoa (S.
I aulo,) fosse traduzida por duas palavras tao
diirorenles, corao mysterioosacramento.
Volle ao toxto para ver, sn houvesse nollc ou
no contexto cousa alguraa quo outorisasso easa
dilrercnca do sentido dado mesraa palana. Nao
achei nenhuma Pelo contrario, achei que era to-
dos os lugares o ni que myslerion esl Iradu-
zidosacramento. nao s seria mais natural o
consistente Iradu/.i-lamysterio, mas tambem
sena mais uilelligivel e conformo verdade.
Por exeraplo, no capitulo 3o, v. 3o da epstola
aos Ephesos, est Iraduzido sacramento.Bas-
ta ler os dous lados antecedentes da carta, para
Bear plenamente convencido que alli dovo sor
traduzidamysterio, pois o verso diz: Co-
iihccer o sacramento como cima escrevi era pou-
cas palavras. Emquanto desde o principio da
Epstola al aquelle verso, nao se linha esenpto
nem urna palavra a respeilo de sacramento al-
gum I Tinha fallado em um grande mysterio,
sim, e torna a fallar nollo no v. 4", onde a mes-
raa palavra est traduzida como deve sero mys-
terio de Chrislo.
Ifnnictplo de Cimbres.
^^ Arrematados conjuntamente.
2J5O0 sobre o gado morto para
o consumo, avallado annualmento
em...........,...............,.4##
pulchro; mas'no ramemeraosVi'oi^aVDols I' mImp*i0S C"* da co"<*'"'a
0 20 por cenlo de agurdente dem
dem........................
pura,
pMnlaJ
a innocencia passa do relance
para pousar ao lado do throno di Ufrlndade A
vida da innocencia a vida celeste, e nioo im-
puro e breve viver mundano colorido conv fan-
lazia e apparencia, cuja realidade se acha estarS-
pada nos cos.
Ouinze annos j lhe endurecUm a bastea mas
toram 15 annos do uma vida innocente e
onde nem de leve as psixocs ousaram
seu imperio.
E' mais um anjo que se rene aos choros dos
anjos para enloar hosaas ao Creador da cralo-
ra ; mais um sopro do Deus escapado trra,
que retrocede a sua fonte; erafira. mais uma
alma, que jamis conhcccndo o vicio o o mal,
advoga no foro celeste a causa dos contingentes
o finitos humanos.
Sira. senhores, jamis Mara Maxlla Vieira de
Amonra poda perlencer e permanecer por muito
tempo na Ierra, porquo ludo que vive e se ali-
menta da seiva terrestre tende a perverter o des-
truir-se ; c scu espirito innocente e puro, como
os primeiros raioa da aurore, jamis poderia
mancharse no charco immundo dos sensuaes
prazeres. Dous reserva a certos entes uma breve
existencia na ierra para toroa-la comprida e lou-
ga nos cos.
Rogueraos por lano Divindade para que sua
Camarca de Caranhuns.
Arrematados conjuntamente.
29500 sobre o gado morto, para
o consumo, avalado annualmento
ero..................................
Impostos a caigo da collerioria
em................................
20 por cento da agurdenle dem
dem................................
Comarca de Flores.
Arrematados conjuntamente.
ZJMOO sobre o gado morto para
o consumo, avahado annualmento
1:4003000
320|0*>
50$00
2:5003000
500fM)O
100*000
a cargo da collectoria
em...
Imposto
em........
20 por cenlo de agurdenle dem
dem................................
Comarca da Roa-Visia.
Arrematados conjuntamente.
25500 sobro o gado morto para
o consumo, avalado annualmento
em..................................
Impostos a cargo da collectoria
em...........
12.600J00O
1:1009009
50*000
alma airela e imraediatamente so elove a man- -A_ por cenl da agurdenlo idein
sao divina, aonde a innocencia lera o seu Ihrono
ao lado do throno de Deus.
A. C. Seve Navarro.
Alfandega.
Rendiraentododia 1 a 23. 168.651*567
dem do dia 24.......11:155^912
179:817j479
Movinaento da alfandega
Voluraes entrados com fazendas
* com gneros
Voluraes sabidos cora fazendas
* com gneros
I6z
453
------C15
162
406
------568
Descarregam hoje 25 de maio.
Barca inglezaHermonemercadoras.
Brigue inglezLindisfornesidem.
Lugre hollandozFelicitasidem.
Brigue inglezAgnesbacalho.
Brigue hamburguez J. II. Herry farnha da
trigo.
Briguo porluguezBoa Fmercadorias.
Patacho americanoDumbarfarnha de trigo.
Consulado geral.
RendimentodoJia 1 a 23. 40:124933
dem do dia 2....... 458U62
40.5825995
Diversas provincias.
Rendimento do dia 1
dem do dia 2 i. .
23.
8:594876
S71J5S1
8:966^428
Tornemos agora
epstola, e leamos
capitulo. L csto
senhores fundara o
ao capitulo V. da mesma
do verso 25 al ao fim do
as palavras ctu que esses
processo pelo qual qerem
deprimir em libidinosos, concubinas e bastardos
lanos emigrados e ciados hrasileros. O
apostlo traiava do amor que o marido deve ler
a sua mulher, e da maneira em que deve por-
tar-se com ella : o linha comparado no amor de
Jess para com a companhia de lodos os liis, e
maneira em que o Salvador lhes mostra o seu
amor; linha accrescentado a respeilo da unio
entre o crente o o Salvador: somos membros
do seacorpo, da sua carne e dos seus ossos ;
culoAinha citado as palavras de Deus quando
entrefou a mulher ao primeiro hornera: por
homem deixar a seu pai e a sua niai e se
taso a
unir a sua mulher, e serao dous em urna mesma
nc, e sem interrupeo alguma contina :
mas a ullo em
tal
levi ntasse de cima uma mulher' que
ass< ntada sob pretexto do molestia.
Urna testeraunha ocular.
Publicaces a pedido.
* Lousa da morte, as lagri-
mas j nao podein amolgar-le
a dureza.
A morle acaba de roubar mais urna vida pre-
ciosa r
Cimpre obedecer fatal lei imposta huma-
Ridide I A resignaco o nico balsamo, que a
relijio infiltra para suavisar os transes daquel-
les iuo gemem sob o peso de tamanha dr! 1
Da bem pouco lempo enlre nos viva um man-
ceb interessanle o esliraavel pelas suas boas
qualidades do lho exemplar, de irrao sera
igu: 1, de amigo vertadoiro, de cidado grave,
frarco, modesto, sincero, e probo toda prova!
E>se esliraavel mancebo era o Sr. Ubaldo An-
nes Vieira de Souza, natural desta provincia, fl-
Iho legitimo do Illm. Sr. Jos Antonio Vieira de
Souza e da Exm. Sra. D. Umbellina Annes de
Souza, que, em busca da saude perdida, foi a
Por;ugal. ondo >oba de suvuurabir anda na flor
dos 24 annos, que elle percorreu sera a menor
mancha, e antes com o exemplo de todas as vir-
tud 'S e considerado geral 1
Assim filiaram-se tantas esperancas, tantas
alei.rias o aspiracoes para seus carinhosos pas
seu i cstreraosos irmos o seus leaes e eis
am.gos. A
assim acabou ae fasci
vid 1 transitoria.
fascinar todo o ouropel desta
f ssim "--'la ludo corre, esca e passa. Taui
"' -W.....on est evanoui.... tout
ech ip..
esl
thesouraria de fazenda
'./qiJ?,1 consider ""ero
Partean ,5oohSr.e^,i,ro ma8 em d,licncia
J'JK'IL'.! o direito
pois que nao
corao e
?ao se pode dever domiciliario i
le.Palacio do
maio do 1880.
K n n LetTaft da Cunha.
"." Os documentos a que so refere o re-
querimeirtosupraj foram publicados o de n. 1
no Diario n. 3Z, o de n. 2. 3. 4. 7 a 8 no Diario
segninto d "' D0 B' 45, e- d* n- 6
riJtmA*' Srecre|arioda cmara municipal desta
v s i ~ elano Pinl de Veras> Precia que
A r paS?e por cerlidao ao p dess o theor
2nqr!ekri,ne?1-0 Ind,caa. ou proposta que por-
trisiim > C,t0 a1,dm Sr le' d
ZZJ* T? relaliyameote s lubsUtuicdes
dos cidadaos eleilos juizes do pz do e 3 "
Ti *. dis'rieo a freguezia de JtoAne.,
n o1 desta dade o Dr. p.dro Pedro J IfooT
do na cidode do Rio Formoao. a Qr Jn.niiim 1
viro ee Moraes Carva.ho^e'se w,;iSSSt
fzeguezi.. por cu o moH^4n#a^mpwd*oi!!
gar rf.; de pai : E quanioWa^oSr 0
mesmo o declare. w"aw, mo
S}ja pois a constante memoria de seus honro-
sos felos de suas d.stinclas e raras qualidSdes
a j sta gloria, o nobre orgulho, nico .>"
Imi ivo de seus mu dignos paU, assim como
seu apanagio o pranto de nossa amargura na m-
lenndade de tao profunda dor; sejam as laeri
mas pungentes sobre o seu fnebre remanen
nos, o consolo e o holocausto da noJa perenne
au. ade, em quanto nos. elevando lgubres
fervorosas preces ao nosso Creador, d'Elle e-oe
ramns ',0 outhorgue sua alma virtuosa1 1
ledue eterna. a
t________ D.
0 sacramento de casamento.
.*' ma,ldo Tinlc annos fiquei persuadido que
ttrM"grad, fora escn'Plas Poror!
dem de Deus^ e que 03 autores
ttMadojuramonlp, 1 dsjujz>
~' ~*irtl9Kttm o :
Chrislo o na igreja.
Certamento S. Paulo tinha razao de dizer que
a unio enlre o Divino Salvador no co e o pofcre
peccador fiel na torra, aquella unio em virtude
da qual somos salvos, um grando mysterio e
para evitar toda a duvida diz: fallo u respeito
de Chrislo 6 da igreja. No contexto nao ha
nada que obrlgasse a largar o sentido natural do
myslerion para adoptar outro.
Depois da expr assira a qualidade da nica
prova bblica com quo os autores da tal gazeta
quizeram estabclccer o primeiro ponto, a saber
quo o casamento um sacramento, escusado
examinar o que diz sobre o sogiinjjo, que sem
sacramento o raatriraouio um concubinato ver-
gonhoso sem eslbilidade. Perguntmos, porm,
se esses senhores nao sabam qwo desde o princi-
pio do mundo, em quanto nao havia sacramento
algum, Deus disse, uniudo-se o homem a sua
mulher sero dous em uma carne, oque Jess
citando cssas raesmas palavras ordenou ossim :
A'oo separe logo o homem o que Deus
njunloH ?
Nosabiam que S. Paulo, escrevendo aos Co-
rinihioa que se casram quando etam gentos e
no'tinham sacramento algum (Cap. 7 vs. 10 e
11), disse: iiqucllcs quo eslo unidos era ma-
trimonio, mando, nao eu, senao o Senhor, que a
mulher uSo se separe do seu mando, e o marido
to pouco deixe a sua mulher.
Nao sabam que o Re do universo disse : u Eu
vos declaro que todo aquelle que repudiar sua
tuulher, seno por causa dos prazeres deshones-
tos e casar com oulra commette adulterio. Se
sabam, como se alrevro a fazer ncnhiim caso
do preceitodo Eterno; negar que o mandamenlo
de Deis d estabilidade ao matrimonio, e repre-
sentar quo s ao sacramento deve o matrimo-
nio a sua estabilidade. Se nao sabam, que
mestres !
Aquelles que negara quo o contrato do matri-
monie, feito conforme as leis civis, lera estabili-
dade pelo preceUo do Altissimo, e airraam que a
lera pelo sacramento s, em quanlo nao provam
a rerdade do sacramento melhor que aquelles
seihores a leem provado, nao somente iosultam
a rauitos "cidadaos lo bons como elles, mas ta-
zcal uraa grande injuria moral publica sobre
esli ponto, pois tirara a estabilidade do matri-
monio do alicerco claro e seguro do preceilo de
Dous, para edical-a sobre ura fundamento, a
exulencia do qual elles nao leem demons-
trado.
Um roccifo de malos-grossos.
Despachos de exportac&o pela me-
sa do consulado desta cldade n .
dia l de maio de I8GO
HavreBarca franceza Sphere, Tissct Freres,
223 saccas algodo.
Exportacao.
Rio de Janeiro, patacho nacional Flor da Ba-
ha, de 216 toneladas, conduzio o seguinle :__10
volumes gneros eslrangeiros, 2.325 saccas as-
sucar, 4,000 cocos com casca.
Idem. patacho nacional Amazonas II, con-
duzio o seguinle :111 volumes gneros es-
lrangeiros, 28 pipas agurdente, 1,400 saceos as-
sucar.
Recebedoria de rendas internas
eraos de Pernambuco
Rendimento do dia 1 a 23. 26:47325
Idem do da 21.......l:000j}760
3:500,000?
1:5003000
ior cenio da agurdenlo dem
lde,m................................ 5000O
As arrematares serao feilas por lempo de 3
annos. o contar do Io de juuho do correle an-
no a 30 de junho de 1863. sob as mesinas condi-
coes das anteriores, e na forma do ailigo 76 do
regularaento do 3 do agosto do 1852.
As pessoas que se quzerem propor a esta arre-
mataco tomparecara na sala das sessoes da men-
cionada junta no dia cima indicado, pelo nieio
dia, competentemente habilitadas na forma do>
art 75 do citado regulamcnto, devendo as habi-
litages seren julgadasuos dias 3 do correnle e
4 de junho.
E para constar se mandou affixai o presente o
publicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Per-
nambuco, 23 de maio de 1860.O secictario, An-
tonio Ferreira da Annunciaco.
Arl. 75. Os contratos de orrenialaco de renda,
que imporlarem era mais de 2:0O0c00, sero ot-
foctuados sob a garanta de dous fiadores idneos,
que Icnhaiu bens de raz na' cidade do Recifo, ao>
menos ura delles, uraa vez que o outro seja no-
toriamente abonado.
Arl. 76. As arremalacoes podero cffectuar-
se pela maior ou menor lcilaco offerecida n
cartas fechadas.
Conforme.O secretario. Antonio Ferreira da
Annunciaco.
O Illm. Sr. inspector da thesouraria pro-
vincial, em virtude resoluco da junta de fazen-
da, manda fazer publico, que de cenformi-
dade com as leis e regulronlos ora vi-
gor, pcranle a mesma junta, devem ser arre-
matados por municipios e comarcas no dia 14 de
junho prximo vindouro os impostos se-
guinles :
Municipio de Olinda.
2-5500 sobre o gado raordo para
o consumo, avahado animalmente
em..................................
Municipio de Iguarass'.
Arrematados conjuntamente.
2^500 sobre o gdo morto para
o consumo, avalado aunualmento
cm..................................
Impostos a cargo da collectoria,
avallado animalmente em.........,
2U por cenlo de agurdenteme,
idem...............................
Comarca de Goianna.
23500 r? sobre o gido morto pa-
3:100S00O
2:500-5000
506JO0O
1209000
27:474S012
por
le. por Elle w ww^iw*!*
"lamoera umbelino Guedes da Mello, havia
lo juramento, e exercido avara de iuiz
mas igaraojulgou deniltfdo, sem tor mtn-
oido ; pdfUnto nada sproveita esta deetaraco
'Er.'#SK M ni0 pedi0- *&o
(H Mi do correspondente.)
NEB? A
Rentada sepultura da Exm" Sr a
D. Mara Maximilla Vieira de
Vinoi'im e offerecida s seus pas
e manos.
La seule precalion conlre les
attsqiies de la raort est l'inno-
cence de la fie.
Bossiet.
liso paradeiro final de uraa epheraera e raes-
quiaha existencia, onde os gozos passara e se
disripam como os ligeiros vapores d'um lampada;
eis o alvo para onde convergem todos os pensa-
mentus d'uma vida apraztda, ou condoida e rala-
da pelo peso da dr; eis, fielmente, onde a fra-
qutza. e a impotencia humana se prostrara soV*
- o nosrao degro para adorar em eterno e s
Creador ii'kii e chr" si,encio a grandeza e magestade dos cos
A vida para os moraos um arriscado e lerri-
vel trilho, era quo o espirito so debate do incer-
teza em incerteza, levado muitas vezes ao preci-
picio polo furaco dos paixes, 6ra que abjarvido
polas glorias mundanas er somente que mmMtn
est encerrado no festivo painel dos prazeWr A
vida terrestre nao mais do que um ensaio da
vida celeste onde a virtude e a innocencia sao
coroadas ; do repente se aprsenla anlo seu ro-
dar violento e apressado o marco da vida impos-
to pela morte, ultimo instante, em qaa a alma se
despede do corpo, paro vivet a vida que Ibe
propria, a vida espiritual.
Cerno flor que vrente e bella, nutrida e or-
valbada pelas puras lagrimas da madrugada, pen-
de e desfallece corlada pela fouce do ceifador
assim Hara Maximilla Vieira do Amorim bfca<
Consulado provincial.
Rendimento do da 1 a 23. 36.199di67
rdem do dia 21. ... i^47d783
37:747^50
Movimento do porto.

Navios entrados no dia 24.
Lisboa35 dias, patacho porluguez Diligente, de
137 toneladas, capito Antonio Jos de Alraei-
da, equipagera 10, carga vinho e mais gneros
aAlmeida Gomos, Alves e Sl C.
Terra Nova-30 dias, briguo inglez Glacus, de
226 toneladas, capitao Alcxandre Beddic, cqui-
pagem 13, caiga 2865 barricas com bacalho e
James Crablree & C.
Navios sahidos no mesmo dia.
BarcelonaBrigue hespanhol Vigilante, caplo
Jos Mirambell, carga algedo. .
o.
en

I
* .. ~
B I
Horas.
B
(o
Vi
P3
Atmosphera.
Direccao.
3"
0 Intensidade
00
CO
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Centgrado.
tu
g
1-3
Reaumur.
00
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3
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I Fahrenheit
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--i
i-
Hygromelro.
o
Rarometro.
c
es
v.
?
O BE
" 5
Ib
c
r-
c
c
en
A noite clara com grandes nevoeiros, vcnio
SSE, vcio para o terral e assim amanheceu.
OSCll.LACO DA KARR.
Baixaraar a 1 h. 30 da tarde, altura 1.0 p.
Preamar os 7 h. 18 da manha, altura 70 p.
Observatorio do arsenal de marinha 24 de maio
Je 1860. Vibgas Jnior.
Editaes.
ra o consumo, avalado animalmen-
te era............................... 10:600300(1
Comarca de Nazarelh.
2500 rs. sobre o gado morto pa-
ra o consumo, avalado animal-
mente era......................... 8:70OjC0i>
Comarca do Cabo
2j>500 rs. sobre o gado morto pa-
ra o consumo, avallado animalmen-
te em............ ................. 8.100S0CO
Comarca de Santo Anido.
2J500 rs. sobro, o gado morto pa-
ra o consumo, avalado annual-
mento cm.......................... 10-7005000
Municipio deSerinhem.
29500 rs. sobre o gado morlo pa-
ra o consume, avalado annualmen-
to m.............................. l:100O0O
Municipio do Rio Formoso e AguaPrea.
2;500 rs. sobre o gado morto pa-
ra o consumo, avallado annual-
0enle era.......................... 5:10OG0J
Comarca de Pao d'Alho.
1J500 rs. sobre o gado morlo pa-
ra o consumo, avalado animal-
mente em.......................... 5900JOOO
Imposto de 20 por cenlo sobre o
consumo d'aguardenle nos muni-
cipios seguinlcs :
Olinda, avallado atinualmenleem 360fi000
Goianna...:..................... 350S0O
Nazarelh.......................... 150J00O
Pao d'Alho ....................... 150
Cabo.............................. lOOgOOl)
Santo Anlo...................... 300S0OO
Rio Formoso o Agua Prela...... lOOoOOO
Serinhem........................ 5000
As arremalacoes serao feilas por lempo de
tres nnos, a contar do 1." de julho do correlo
anno a 30 de junho de 1863, sob as mesmas
condi^Oes das anteriores ; e na forma do ar-
tigo 76 do regularaento de 3 de agosto de
182. ve
As pessoas que se propozercm a estes arrema-
lacoes, comparecen! na sala das sessoes da mes-
ma unta, no da cima declarado, pelo meio-dia.
competentemente habilitadas na forma do art.
75 do citado regularaento, devenuo as habi-
litaces seren julgados nos dias 6 e 12 de junho
vindouro.
E para constar se mandou affixar o presente
e publicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Per- .
nambuco, 23 de maio de 1860.O secretario,
<4. F. da Annunciaco.
Art. 75. Os contratos de arrematarlo do
ronda que imporlarem em mais de 2:000j>000 rs..
sero elTcctuados sob a garanta de dous fiadores
idneos, que tenham bens de raz na cidade do
Recito, ao menos ura delles, uma vez que 6 ou-
tro sja notoriamente abonado.
Art. 76. As arremalacoes podero effectuar-so
pela maior ou menor Kcitacio offerecida cm car-
tas fechadas.
Conforme.O secretario, A. F. da Annun-
ciaco.
-- O Illm. Sr. inspector da thesouraria provin-
cial, cm cumprimonto das ordens do Exm. Sr.
presidente da provincia, manda fazer publico,
que no dia 14 de junho prximo vindouro, pa-
rante a junis da fazenda da mesma thesouraria
se ha de arrematar, a quem mais der, a laxa
das Rarroiras da ponte do Manguind e da es-
trada da Capunga, avalladas annualmento ambas
em 8:700000 rs.
As arremataeoes sero feitaspor tempo de tres
annos, a contar do 1, de julho do corrente an-
no a 30 do juuho de 1863.
se propozerem a esla arrema-
O Illm. Sr. inspector da thesouraria pro-
vincial, em virtude da resoluco da junta do fa-
zenda, manida fazenda, manda fazer publico, que
de conforraidado com as leis e regulamento em
Lvigor, perante a mesma junta, devem ser arrema-
tados por municipios e comarcas 110 dia 6 de in- i ..- 1,cssuab 'tue
nho prximo vindouro os impos.ostosseguintjs : laa0 comP8rearai
Municipio do fiecife.
2^500 rs. sobre o gado morto para
o consumo, avalado annualmento
em................................ 75:0003000
Comarcado Limoeiro.
Arrematados conjuntamente.
2J500 rs. sobre o gado morto para
o consumo, avahado annualmenle
em.................................
Impostos a cargo da collectoria
avaliado annualmenle em..........
20 por cento de agurdente idem
idem................................
Comarca do Ronilo.
Arrematados conjuntamente.
2|606 sobre o gado morto para
o consumo, avalado annualmento
em..................................
Impostos a cargo da collectoria
do municipio do Bonito em........
*0 "por cenlo de agurdente idem
dem................................
Municipio do Drejo.
Arrematados conjuntamente.
2*500 sobro o gado morto para
o consumo, avalado annualmento
em..................................
Impestoa a cargo da eollecoria
dem........................;<......
10 por cenlo de aguardante, idem
idem.-..............................
i:30o#000
8509000
2O0S0OO,
2:700*000
650$000
lOOftOOO
9000000
6001000
5O9000
ma junta no dia cima indicado, pelo meio-dia.
compelentcmenle habilitadas, cora suas propos-
las em cartas fechadas.
Epara constar se mandou afflxar o presente e
publicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Per-
nambuco, 23 de maio de 18600 secretario, A.
F. da Annunciaco.
O Illm. Sr. inspector da thesourana pro-
vincial, em cumprimonto da resoluco da junta
da fazenda, manda fazer.publico, que no dia 31
do correnle, se ha de arrematar, pcranle a men-
cionada junta, a quem par menos Gzer, as im-
pressoea dos Irabalhos das reparlices provin-
ciaps, avahados em 5:000j>, annualmenle.
A arrematarlo ser fella por lempo de um anno
a contar do 1. de julho do corrente anno, a 30
de junho de 1860.
As pessoas que se propozerem a esta arrema-
tarlo comparecam na sal das sosses da mesma
junta, no dia cima referido, pelo maio dia o
competentemente habilitadas
E para constar se mandou affixar o presente
publicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Per-
nambuco, 3 de maio de 1860.0 secretario, An-
tonio Ferreira ia Annnncioroo.
0 cidadio Caelano Pinto de Veras, juiz de paz
do 4. anuo do 1.a dietricto da freguezia de
Santo Antonio do Recite, cm virtude da lei,
el*., etc.


m

MARIO D fcftNAMWJCO. SEXTA FE1RA 3S DE htO PB 1*0,
Fago saber que vao ser arrematados, flndos o
lies da lei por quem mais der, no da 25 do cor-
rente, depois da audiencia deste juizo. na sala
de suas sessos, s 4 horas da larde, os bensse-
grales : um cavallo caslanho rusilio. vallado
ra 50S ; um dito preto, avallado por 70$, total
1208000, pehhorados os ditos bens por execuco
que move por este julzo Francisco Pereira Leruos,
contra seu devedor Joo Gomes Rbeiro.
Dado e passado neste priroeiro districlo da
freguera de Santo Antonio do Recite, em 14 de
maio de 1860.Eu Joaquim da Silva Reg, es-
crivao que o escrevi, etc.
Cutiano Pinto de Veras.
Joo Baptista de Castro e Silvs, inspector da the-
aouraria de Pernambuca* por S. M. o Impera-
dor, que Dos guarde, etc.
Faco saber que, em cumprimento da ordem
circular do Ihesouro n. 32, de 12 de abril ultimo,
tendo de sercm retiradas da circuladlo as notas
de IcOOO da primelra estampa e as de 5*000 da
terceira (papel branco), procede-se desde j a
substituido deltas na thesouraria da provincia.
Em lempo conveniente se marcar e annun-
ciar o prtzo, do qual principiar o descont da
lei no valor das notas que nao liverem sido subs-
tituidas.
Thesouraria da fazenda de Pernambuco, 15 de
maio de 1860.
Joo Baptista de Castro e Silva.
= De ordem do Illm. Sr. inspector da thesou-
raria de (azenda desta provincia se faz publico,
que tendo sido avallada em C 000$ a casa de so-
brado de dous andares n 29, sita na ra da Guia,
c pertencendo fazenda nacional, em virlude do
TUEY
TRO
DE
SANTA ISABEL
COMPANHIA
DE
LYRICA

a MM1IIIM1M
O abaixo assignado. emprezsrio da companhia,
desde a apparico do presente annuncio at o din 26
assignaturas e'seus competentes recibos no escriplorio
ou mandaram assenlar seus nomos para as 30 recitas
ou mandem, se passaro a outros.
Para commodidade de todos os Dilettanti. diviitr-se-ha a assignalura dos camarotes eraduas
series de 15 recitas cada urna, Gcaudo assioi duplicado
peza em roctade.
Todos j sabem as immensas difficuldades que
e conduzir felizmente a esta cidade tantos arlitas de
inteligente e Ilustrado publico de Pernambuco. O
trabalho n'uma especie de apologa, em grande numei > de palavras, mas deseja smenle que saiba
5 K0, "ma P"le.defc 80br'ld0 'a'or.de que ainda desta vez excedeu muito as suas obrigacoe
1-thSift'} Ipm MU ne ir a (iraca nn da fi rip m_ ....____.____ n ___; ___ _.______ _,?__
l:t55$48-2, tem esta de ir prora no dia 6 de ju-
nho prximo vindouro, as 2 horas da larde, pe-
rante a mesraa thesouraria, para pagamento do
que ficou devendo o nado Antonio Ferreira
Duurte Velloso.
Secretaria da thesouraria de fazenda de Per-
nambuco 10 de maio de 1860. O offlcial maior
interino. Luiz Francisco de Sampaio e Silva.
De ordem do lllm. Sr. inspector da thesou-
raria de fazenda desta provincia se faz publico,
para conhfcimenlo dos interessados, que odia
6 de junho prximo vindouro, s 2 horas da tar-
de, tem do ser arrematada pcranle mesma the-
souraria, urna parte da rasa do sobrado de dous
andares ti. 29, sita na ra da Guia, penhorada
viuva de Antonio Ferreira finarle Vellozopara
pagamento do seu alcance, sendo a parte do dito
sobrado avallada na quanlia de 1:1559482, que
com o abate da quarta parte na forma da lei, foi
adjudicada fazenda nacional no valor de ris
866$612. pelo qual que tem de ir pra$a para
pagamento do dito alcance.
As ptssoes, pois, que prelenderem licitar, do-
veriio comparecer no dia e horas cima indicados
na casa da referida thesouraria.
Secretaria da thesouraria de fazenda de Per-
nambuce, 9 de maio de 1860.
O ofcial-maior interino, .
Luis Francisco deSampaio e Silva.
O Illm. Sr. inspector da thesouraria pro-
vincial, em cumprimenlo da resoluco da junta
-da fazenda, muida fazer publico, que no dia 31
do corrente, perante a mesma junta, se ha de ar-
rcmitar a quem por menos fizer o fornecimcnlo
dos medicamentos e utensilios para a enfermara
da rasa de detenco desta cidade, por lempo de
um anno, a contar do 1. de julho de 1860, a 30
de junho de 1861.
As pessoasque se propozerem a esta arrema-
tado, corrparceam na sala das sesses da refe-
rida junta, no dia cima indicado, pelo meio dia
e competentemente habilitadas, que acharo pre-
sentes o formulario e condicocs da arremalacao.
E para constar se mandou allixar o presente e
publicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Per-
nambuco, 3 de maio do 1860.O secretario, An-
tonio Ferreira da Annunciato
z saber a todos os sentares assignanles, que
frrenle maio, se cnlregaro os carmes das
do theat'o aos senhores que j assignaram
de operas italianas ; e caso nao apperecam
o numero das familias, e diminuida a des-
neve a vencer o abaixo assignado para reunir
mrito, aflm de satisfazer as exigencias do
emprezaro nao pretende fazer valer o seu
3S quaes quasi todos foram bem aceitas nos
ila.
do contrato com o governo, e 0 artistas conlratou 44, que j aqui rhegaram, alm le 8 que por mal informados tugiram no ins-
tante do embarque, e que fizeratn perder ao abaixo assi {nado o que lncs linha adiantado e o importe
de suas passagens.
Eis aqui os nomes dos artistas que ebegaram,
principaes theatros da Italia :
A Sra. JULIA lir.LTRA.MINI, prima-dona absol
Q Sr. BARTOLUCCI, primeiro bartono, dem.
O Sr. SOTTOVA, primeiro baixo profundo, idejm.
O Sr. L. HARIOTTI, primeiro tenor, iaem.
O Sr. F. RIGI1I, primeiro baixo bullo, dem.
A Sra. Armcllini, prima-dona.
A Sra. Gireili, prima-dona contralto.
A Sra. Rosa Righi, prima-dona supplemcntar.
O Sr. Marchetti, primeiro tenor.
O Sr. Placidi, primeiro bartono supplemenlar.
O Sr. Augusto Mariotti, primeiro baixo, dem,
O Sr. Tobias Pieri, director dos coros.
Dezoilo coristas de ambos os sexos.
Oilo professsores de orcheslra.
Um regente.
Um conceriad jr a piano.
Um scenographo.
LEILO
Sexta-feira 25 do corrente
sil horas.
DE
Mliho e charutos.
O agente Camargo far leilao no seu armazem
na ra do Vigario u. 19, por conta o risco de
quem pertencer
DE
100 saccascom milho muito novo, e cenlo e tan-
tas caitas de charutos e lotes a vonlade dos
compradores.
LEILAO
DA
Galera Medford,
A 25 do corrente.
O preposto do agente Oliveira far leilao por
conla e risco de quem pertencer da galera Mcd-
ford, forrada de metal, com maslros reaes, ma-
cme, cabrestante, bolinete, fogao, corremos e
ferros, tal qual se acha ancorada no lugar lti-
mamente designado pela capitana deste porto ^co
sexta-feira 25 do corrente, s 11 horas da flBjftOTm
?
!-.
confronte a matriz
da Boa-Vista.
Recebem-se bixas de Hamburgo. viadas por
todos os vapores da Europa, as quaes tanto se
vender como se lugsm, amolase todo ferro
cortante, bol--e ouvidos em armas de espoletas.
ule
Pungida do mais doloroso sentimento
Delfn Mara Dias Cordeiro, agradece a
todas as pessoas quo assisliram as ultimas
exequias e acompanharam ao cemiterlo os
restos moraos de seu presado consorte
Joo Tavares.Cordeiro.-e de novo Ihes ro-
go c a todos os que por esiuecimento nao
foram convidados, assistir a missa do s-
timo dia, que lera lugar segunda-feira 28
do corrente s6 horas da mantisa na igre-
jada ordem terceira de S. Francisco.
Atteneo.
Um alfaiale.
Um machiuista.
Um ponto copista.
Camarote



Cs deiras.
Platea...
Geracs...
PREQO DOS
do 1.a ordem.
2." ordem.
3." ordem.
4.a ordem.
BILHETE
THEATRO
Declaraces.
= Pela administrarlo do correio desta pro
vncia se faz publieo que a agencia novamenl6
creada na povoacao de Grvala, se acha funcclo-
nando. Administraco do correio de Pernambu
col9 de maio de 1860.O oOicial papelisla,
Oliveira Lima.
Correio geral.
COMPANHIA DRAMTICA
Sol a direeco do aetor Car-
valho.
SABBADO, 26 DE MAIO DE 1860.
Reentrada dos artistas Lima, BOzendo e
Maria Luiza.
Depois que osSrs. professores da orcheslra li-
verem fiinlisado urna escolhida symphonia, su-
bir scena pela primeira vez nesla cidade a
excellente e apparatosa comedia em 3 actos.
nha, na sala da associaco conimerciaL,
Na ra das Cruzes n. 21, coniinua-se a forne-
cer comidas a 25$ mensaes coro todo o.asseio.
O abaixo assignado faz sciente ao publico o
m especialidade ao respeitavel corpo de com-1 ribeir
ercio, que em virtude de ler fallecido seu SO-
PARA TODOS.
.................... 12)5000
.................... 158000
.................... 9S000
................... 6S000
.................... 3S0O0
.................... 18500
................... 18000
tlarinanqeli, eraprezftrio.
m
Tisset Freres aro leilao por inter-
vencao do agente Hyppolito da Silva de
um magnifico lote de 50hunos de Mon-
tevideo, para o que o agente cima con-
vida aos Sr. pretendentes a compare-
cerera sexta-feira 25 do coi rente, .na
ra do Brum, armazem do Sr. Flix da
Cunha Teixeira, as 11 horas em ponto.
LEILAO
DE
Gavallos de Montevideo.
G.
i
Riode Janeiro.
R.VCILVDOR ESCOSSEZ

Relaco das cartas seguras, vindas do norte
pelo vapor nacional Paran, para os senhores
abaixo declarados:
Dr. Fenelon Cesar Burlamaquc.
Francisco Julio Ferreira de Andrade.
Joo de Siqueira Ferro.
Jos Flix Pereira de Burgos.
Jos Rodrigues Ferreira.
Melquades Pereira da Silva.
Manoel Jos Pereira.
Dr. Manoel Jos Pereira Mannho.
Manoel Pereira dos Santos Lavra.
Pedro Janee ni Ferreira.
Dr. Sabino Olegario Ludgcro de Pinho.
TheodoroThadeu de Assumpco.
Pela mesa do consulado provincial se faz
publico aos propietarios dos predios urbanos
das freguezias desta cidade e da dos Afegados,
que os 30 dias ulcis para o*pagamento bocea
do cofre do 2. semestre da derima do anno -
nanceiro de 1859 a 1860 se piincipiam a contar
do dial de junho vindouro. Mesa do consu-
lado provincial de Pernambuco 23 de maio de
1860. Antonio Carneiro Machado Ros, admi-
nistrador.
Conselho administrativo.
0 conselho administrativo, para fornecimento
do arsenal de guerra, tem de comprar os objec-
tos seguintes :
Para o 8." batalhao de iofanlaria de linha.
1 bandeira de seda com armas imperiaes ; 1
haslea para dita ; 1 capa de brim para dita ; 1
capa de oleado para dita.
Para a 2 companhia de pedestres de linha.
AO grvalas do sola de lustre.
Quem quizer vender taes objectos apresentt
as suas propostas em carta fechada na secretaria
do conselho, s 10 horas da manba do dia 28
do corrente mez.
Sala das sesses do conselho administrativo
para fornecimento do arsenal de guerra, 21 de
maio de 1860.Bento Jos Lamenha. Lins, co-
ronel presidente.Francisco Joafuim Pereira
Lobo, coronel vogal secretario interino.
O novo banco de
Pernambuco repete o avi-
so que fez para seren re-
colhidas desde j as notas
de 1 o.ooo e 2o,ooo da
emissao do banco.
Por ordem do Illm. Sr. coronel director do
arsenal de guerra, se faz publico a quem onvier,
que nos termos do aviso do ministerio da guerra
de 7 de marco findo, se tem de mandar manu-
facturar os seguintes arligos de equipamenlo e
ogpital.
Mochilas
Bornaes
Saceos para marmitas
Lences
Cobcrlas de chita
Camisas de brim
Golletes para alienados
Toalhas pequeas para bancas
Quem quizer arrematar o fabrico de
semana a bem
c< nliecida barca Kecits, por ter o
stu carregamento promp'o, apenas re-
cibe alguma carga miuda, escravos a
fete e paisageiros, para os quaes tem
n uito bons commodos: a tratar com
y. anoel Francisco da Silva Carrujo em
s< u escriptorio na ra de Vigario n. 17
1 andar.
As brilhantes e jocosas scenas de que orna-
da esta inlercssanle comedia, asseguram sem du-
vida ao espectador urna noite de completo rego-
sijo. V .
Terminar o ospectaculo cora a jocosa come-
dia cm um ocio,
UMA MULHER
O resto dos burieles acha-se venda no escrip-
lorio do thealro.
Comecar s 8> horas.
CASSINO P0PUL\R
DE
MASCAnASEPHANTASIA
Vai seguir at o flm da
nhecida barca Recitl
Tisset Freres farao leilao por mter-
vencap do agente Hyppolito da Silva,
de 15 excellentes ca val los' de Montevi-
deo os quaes se acham muito nutridos e
por isso proprios para o servico de co-
cheiro : sabbado 26 do corrente na co-
chetra doJoaquim confronte ao arse-
nal de marinha as ll horas em ponto.
Avisos diversos.
ci Antonio Luiz Vieira, Qcou extincta a firma de
Vieira & Pava desda 28 de noverabro de 1859 de
que fazia parte o mesmo Gnado, fu-ando o abai-
xo assiguado rcsponsavel pelo activo e passivo
da dita firma, e perlencendo-lhcs lodo o estabe-
lecimento desde a referida dala em diaole. Re-
cite 25 de maio de 1860.
Joao Bento Para.
Roga-se a quem se julgar credor da extinc-
ta firma de Vieira & Para por qualquer titulo ou
conla de livro vencida ou por vencer, c, no pra-
zo de 3 dias, apresenta-la para ser promplaroen-
(e paga, na praca da Independencia ns. 19 c 21.
Precisa-se alugar um sobrado de dous an-
dares que lenha commodos para pequea fami-
lia, no bairro de Santo Antonio ou Recife, as se-
guintes ras :Cadeia, Cruz ou Apollo : quem
liver dirija-se ra da Cadeia do Recife n. 41,
loja do Guimaresi Reg, que achara com quem IX"""
tratar. I Senzala Velha n.
Manoel Antonio Pires vai a Paralaba.
O abaixo assignado declara que a parte que
tinha no patacho Emulaco a vendeu a Anto-
nio Gomes Pereira, 'capilao e socio do mesmo,
desde 16 de junho de 1859. Sobral 8 de maio do
1860.Joo Thom da Silva.
Faz sciento Jos Das da Cunha, que dexou
de ser caixeiro doSr. Jos Monteiro de Siqueira
desde o dia 23 do|corrente mez.
Vcnde-se um bonito cavallo rugo foveiro,
com todos os andares e bem gordo ; na ra da
i Roda, cochera do Paulino.
Carueiros Vb,ja, '
Vende-se urna porcio de carneiro ut ionto-
ou mesmo a retalho ; quem quizer comprar di
rija-te a Passagem da Magdalena, piando s
ponte pequea, nalprimeira taberna.
Roga-se ao Sr. Manoel Ferreira Licovar
ex-tenente do corpo de policia, o favor apare-
cer na ra dos Martyrios n. 36, que muito seihe
deseja fallar.
Aluga-se um armazem grande sito na ra
da Cruz do Recife, proprio par qualquer esta-
beleciraenlo : para mais informales, na ra da
Cruz n. 11.
= Na pharmacia n. 30 da ra do Livramenlo,
precisa-se fallar a negocio de urgencia com os
seguintes senhores :
Francisco Xavier da Rocha.
Andr de S Albuquerque.
Manoel Alves Vianna.
Antonio Jos Gurjo, da Parahiba.
Antonio Pergenlino de Moraes Souza, de Ila-
raarac.
Manoel Joaquina das Trevas Marinho, da Victoria.
No dia 25 do corrente vai praga pelo jui-
zo municipal da primeira vara desla cidade, uuia
parlo do engenho Sccupeminha, da freguezia do
Muriboca. no valor de 10:3070350, tendo soffrido
o abate da 5.a parle, por nao ter achado lancador.
Segunda feira 21 do corrente perdeu urna
menina um ponleiro do ouro eufiado cm um tran-
celn! prclo de burracha, quando ao meio dia
veio da aula, da ra do Livramenlo para o sobra-
do n. 25 da ra Nova de Sania Rita, fazendo tran-
sito do Livramenlo pela ra da Penha, largo da
na Nova de Santa Rila : deu-se pela
falla em casa ao despir-se a menina. O ponlei-
ro grande eforndo, todo lavrado do meio para
cima, tendo uina figura de Cupido junto ao aro :
roga-se a quem o tiver achado de leva lo ao re-
ferido sobrado n. 25, segundo andar, ou a loja
n. 21 da ra doQueimado, que gralifica-se, alem
de muilo se agradecer.
Precisa-se de um menino do 12 a 14 annos,
porluguez para caixeiro : na rus. do ngel n 6.
Corina Pianla, retira-se para o Rio de Ja-
neiro.
Precisa-sede um oicial de l>ar-
beiro : na ra das Cruzes n. 55,
Vende-se farinha de milho em
barricas, muito nova, chegada pelo ul-
timo navio vindo da America :
mazem de Msnheus Austin & C.,
106.
no ar-
rua da
Taberna.
Vende-se urna muito boa taberna em
lugar de muito bom negocio, muito
afreguezadada para trra e para o ma-
to, com poucos gneros : para nior-
maijo na ruado Codorniz n. 18, pri-
meiro andar.
Borzeguios inglezes, pro va
d'aguae amansa calos, $
a 9S o par.
Altenco.
Para o Rio de Janeiro con muila
brevidade
i seguir a barca nacional Tniptratria roJ
, uc primeira marcha, recebe anda algu
c; rga a frete, trala-se na ra
o ipiorio da viuva Amorim &|
pilao na prara
ma
na Cruz n. 457 es-
Filhos ou com o
Lisboa e Porto.
Sahe com muila brevidadej o veleiro briguo
BoaF<
Recebe carga e passageirds para os dous por-
t >s : a Iralar com os consignatarios Carvalho,
Fogueira & C, na ra do Vigario n. 9, primeiro
ndar, ou com o capilao na Braca.
Cear e Aoarac.
O bem conhecido patacho Emulaco segu
om brevidadeypara carga e passageiros, trata-
c com o capilao, ou no escriplorio de Manoel
fconcalves da Silva.
Na loja do miunezas de Hilarino Soares da
Silveira, na ra Direita n. 86, junto a botica do
Sr. Prannos vendem-se frescas e verdadeiras
luvas de pellica a 2j o par.
Vende-se um moleque de bonita figura,
boleeiro, da idade 20 annos, proprio para pagem,
urna escrava de dade de 30 annos, urna dita da
mesma idade, assinr como 2 filhos, sendo 1 mo-
lequinho de 5 annos, poueo mais ou menos, e 1
(molequinlia de I 1|2 annos, c una caboclinha de
idade de 6 annos, pouco mais ou menos: ua
travessa do Carino o. 12.
Cabriolet.
Vende-se ura cabriolet uovo e moderno com I
seus arreos : na ra do Hospicio n. 21.
Na ra das Cruzes, taberna n. 4-2, junio ao ,
oob.o.lo do 6p. PQuoiroo, vendo OO tndnUi^o
a mais superior que lem vindo a este menado.!
Na ra Augusta, casa de 2 andares n. 19,
vende-se no segundo andar de dila casa, o mais!
superior doce secco e de calda de cuj, assim
como de todas as mais quahdades, por atacado c
a relalho.
Quem precisar de urna ama com muito
bom e abundante leite para criar: dirija-se a
ra da Conscico n. 10.
Aluga-se um sitio na ra do Remfica (Pas-
sagem da Magdalena) com urna grande casa de
vvenda, coolendo 2 salas, 4 quarlos, coziuha
fra, com terrac.o, senzala
Chegados de novo pelo ultimo paquete: na
leja do vapor, na ra Nova n. 7.
Manoel Antonio dos Santos Ferreira pede
ao Sr. thesoureiro das loteras desta provincia'
que nao pague, caso saia premiado, o meio bi-
lhete n. 1979 da terceira parte da primeira lote-
ra do Divino Espirito Sanio, que deve correr no
dia 26 do presente, pois quo dito meio bilhete
foi perdido pelo annunciante, e tem no verso do
dito meio bilhete escripto Delfiua Maria do Car-
rao, nomc de urna til lio do annunciante, para
quera foi comprado o bilhete.
Manoel Joaquim Goncalves Casco retira-
so para Portugal.
Osherdeiros do engenho Camaragibo leram
com admiraran o annuncio do Sr. Manoel Maia
da Silva, declarando-se credor da massa do seu
fallecido pai na quantia de 600J>,e por este meio
prelendem desfazer o mesmo annuncio, duendo
a este senhor que nao o considerara credor, por-
que como tal j se apresentou o honrado nego-
ciante desta praca Joaquim da Silva Castro, com
quem S. S. se "deve entender, e acerca do que
nao encontrar a menor duvida,
Na ra do Vigario n 6, precisa-se de urna
ama para engommar para duas pessoas.
Manoel Joaquim Goncalves Casco, portu-
guez, vai cidade do Porto.
Contina a dar-se dinheiro a premio sob
penhores de ouro ou prala : na ra Augusta nu-
mero 48.
MOA,
para pretos, cocheira
para 3 cavallos", cacimba cora bomba, e 1 excel- Precisa-se alugar urna ama que seja torra ou
lente banheiro forrado de marmore ; a tratar na captiva, para casa do pouca familia : a tratar na
travessa da Madre de Deo3 n. 14, das 9 horas da ra da Imperatriz, loja decalcado n. 14.
manha li as 3 da tarde, com o abaixo assigna-1 = Vaz& Leal fazem sciente jic o Sr. Jos
do.Motta Irmo. Joaquim de Oliveira Campos deixou de ser seu
JosThomazde Campos Quaresma, partici- caixeiro desde hoje 23 de maio de 1860.
O abaixo assignado, tend sido victima de um
furto em sua loja da rva Nova u. 2-2, de bilheles,
que tinha exposlos venda, e o ladro tendo inu
ilisado, pelo meio empregado, ura delles, de que
penas flcaram us dous pedacos extremos, isto>
, o lado do lalo, e o da numeraro, que toda-
va acha-se partida, vem prevenir que este bi-
lhete inteiro e de n 1251, como reconheceu
dos seus assentos dos bilheles compjados, e em
lempo competente ha de ser verificado pelo res-
pectivo talo. Isto publica para que, no caso de
ser o mesmo premiado, nao appareca duvida?, o
assim fique scientiflcado o Sr. thesoureiro das
loteras e garantido o direito do abaixo assigua-
do. L. Delouche
Pede-sc encarecidamente a todos os rmos
da irmandade do. SS. Sacramento de Santo Anto-
nio, para, no dia 3 de junho, as 11 horas da ni a -
nhan, compiiecercm no consistorio para nova
elcico da mesa, pois urna esmola que fazem
no mesmo Senhor, aflm de ser bem administra-
da. Um chrislo.
gLices de francez eg
piano.
Mademoiselle Clemence de Hannetot *>
de Manncville continua a dar licoe3 de afe
francez e piano na cidade e nos arrabal- S
des : na ra da Cruz n. 9, segundo andar, m
^SB^B^BvBBW SBvi^w Inncflw vSm Cn^S ctSv "flsw .(&
UBVTIIS 11.111.1161.1
PROVINCIA.
Na prai;a da Independencia n. 40, corre sab-
bado 02 op corrente s 9 horas.
P. /. Layme.
NO
M AGESTO SO SALAO
DO
PALACETE DA RA DA PRAIA.
Sabbado, vespera do Espirito Santo,
A sociedade Cassino Popular declara ao res
tavel publico que dar nesle dia um sumpt
baile de mascaras o phantasias, e que ser
lida a boa ordem e harmona que all cosrtrTTla
reinar, e observado o regulamento approvado pe-
lo Illm. Sr. Dr. chefe de policia.
Entrada para damas gratis, c cavalleiros 2#.
Baile nacional
Sabbalo 26 do corrente, haver grande e es-
plendido baile, nos saldes do coes do Apollo.
Nesle dia ser o baile brilhanle o pomposo,
esperando o beneficiado Bernardino de Scana
Barros grande concurrencia, visto que nao tem
poupado saciificins e despezas para satisfazer
completamente ao respettavel publico.
Nosinlervallosdas contradansas haver polki
augurada, solo e gavota, para entretcnimenlo do
publico.
O regulamento do Illm. Sr. Dr. chefe de poli-
cia sera fielmente executado.
Cavalleiros 2 e damas gratis.
o Rio de Janeiro
eguc em poucos dias o patacho nacional C-
mara, anda poie admillir alguma carga, pas-
ageiros e escravos ; a tratsr com J- B. da Fon-
eca Jnior, na ra do Vigjaro n. 23.
Cear e Abarac.
No dia 30 do mez corrente ^egue o palhabole
(Subraleuse com a carga que tiver a bordo ;
juera quizer carregar, enlenda-se com Caetano
fyriaco da C. M. no lado do Corpo Sanio n. 5,
segundo andar.
Aracaty.
O hiale Santo Amaro, recebe carga e passa-
geiros ; a tratar com Caetano Cyriaco di C. M.
no lado do Corpo Santo n. 25, segundo andar.
Para Lisboa
segu no dia 31 do corrente mez de maio o bri-
guo porluguez Rclampsgo, inda recebe algu-
ma carga e passageiros, para o que tratase com
o consignatario Thomaz do Aquino Fonsec?, na
ra do Vigario n. 19, primeiro andar, ou com o
capilao na praca.
Na ra larga do Rosario, taberna do Lomos
33, compram-se 30 travs de 32 a 36 palmos
de comprido, e de 9 a 10 pollegadas de face,
quina viva.
Para o Aracaty
sahe no flm do correrte mez o hiate Saila Ri-
ta, j lem a maior parlo da carga : qu>m no
mesmo quizer carregar, trate com Marlirs & Ir-
mo, na ra da Madre de Dpos n. 2.
pa as pessoas de sua"araizade, que hoje a sua
residencia na ra Augnsla, casa de 2 andares,
do desembargador Alexandre Bernardino do Reis
e Silva, de n. 19. i
Vende-se e relalha-se era pedacos de 100 :
palmos de frente, maisau menos, a vonlade do
comprador, com 250 palmos do fundo, chaos pro-
prios, o sitio que foi do Brito, na ra Imperial, i
com a frente para o nascenle, e por isso muilo
fresca morada, e muito agradavel para construc-1
cao de ptimas casas, alera da commodidade do
carrete do material para o fabrico das mesraas
casas, pela proximidade de dous portos do mar
para desembarque : os pretcndeules dirijam-se
a mesraa ra Imperial ao seu proprietario Anto-
nio da Silva Gusmo.
5#000 .
Ama.
Precisa-se de urna ama : na ra Nova n. 5.
Preci-a-sc de urna ama para cozinhar: na
ra do Queiraado n. 48.
Carlos Aron retira-se para fra da pro-
vincia.
Em praga publica do Dr. provedor dos re-
zidios e capellas se proceder a arremalacao da
renda annual das casas e sitio pertencele ao
patrimonio da irmandade das almas de Sanio An-
tonio, cuja arremalacao lera lugar no dia 26 do
corrente.
O Sr. Henrique Augus-
to Cowper, precisa de urna
vacca de leite: quem tiver pa
215
521
53
40
20
40
2
60
taes arti-
go, comprela na directora do mesmo arsenal,
pelas 11 horas do dia 25 do corrente, com suas
propostas em que declarem o menor prego, o
lempo em que podera. apresentor ditos aftigos, e
quaes seus fiadores.
Arsenal de guerra 19 de maio de 1860.
Joo Ricardo da Silva.
Amanuense.
. Pela subdelegada do 1. districlo da fregue-
zia dosAfogados" e faz publico, que se acha de-
positado um cavai.'o ruco pombo. velho, sellado,
por ler sido encontrado no lugar do engenho S.
Paulo Bem conductor : quem se julgar com di-
reito ao mesmo, comprela, que provando legal-
mente, lhe ser entregue. .Vtogados 1 de maio
de 1860.Jos Roberto de Mo.res e Silva.
O Illm. Sr. inspector da thsouraria pro-
vincial manda fazer publico, que a sesso da jun-
ta de fazendas da prsenle semana fff.' transferi-
da para o dia 25 do corrente.
Secretaria da thesouraria provincial de Per-
nambuco 24 de maio de 1860.O secretaria,
A, F. d'AnnuncisQo,
Alisos martimos.
Para o Assi
segu o hiale Beberibe por j ler a maior par-
te da carga ; para o resto e passageiros, trata.se
com Luiz Borges de Cerqueira, na ruado Vigario
numero 15,
Para o Rio Grande do Sul
segu com brevidade a barca Mathilde, por le
melado da carga prompta : quem quizer carre-
gar o resto, entenda-8e c:>m Manoel Alves Guer-
ra, no seu escriplorio da ra do Trapiche d.
72
L.uer
4
por dos miis ricos modellos quo se podera en- jq vpndpr pnm 'irp(<9 nn pon.
nlrar nesle mercado, com seus pertences de *A veuu.w ^OilVaie^a JIO LI1-
sulado inglez, ra do Trapi-
che.
Vendem-se bataneas decimaes:
no armazem de Denker & Barroso, na
ra da Cruz n. 16.
PERFUME PARA SENHQRAS
Leiles.
REALMIPARHU
DE
Paquetes inglezes a vapor.
At o dia 28 deste mez espera-se da Europa
um dos vapores de*la companhia, o qual depois
da demora do coslume seguir par* o Rio di
Jsneiro tocando na Baha, para passagens ect
lrat3-se com os agentes Adamson Uowie ra do Trihicho Noto o. 42.
LEILAO
Segunda-feira 28 do corrente
Ra do Imperador.
O agente Borja honrado com a con-
fianza de urna familia que se retira pa-
Efufsra da provincia, vender' em leao
rr seu armazem na ra do Imperador
n> 73, todos os moveisque compunham
a casa da supradita familia, consistndo
em mobilias, guarda-ronpas, toitets,
cadetras avulsas, commodas, candela-
bros, louca, vidros etc., etc., e umain-
finidade de objectos raiudos. Na nies-
ma occasiao tambera vender' frascos
de todos os eitios e tamanhos que mui-
to servem aos Sr*. boticarios.
Grande sortraento de ferros de engommar a
va
contra
cova invenco, que muito dever agradar s pes-
soas que os compraren) na ra Nova n. 20, loja
do Vianna.
Irmandade do Senhor Bom Je-
ss das portas.
Tendo a irmandade do Senhor Bom Jesns das
Portas de trasladar hoje* pelas 9 horas da noite
em ponto, da igreja da Madre de Dos para a
matriz do Corpo Santo, para all ficar deposita-
da al que Ande a epidemia que actualmente af-
flige esta cidade. a milagrosa imagem do Senhor
Bom Jess das Portas, por isso convido a mesa
regedora da mesraa irmandade a todos os seus
irmos, bem como a todos os devotos, para acom-
panharem dita procisso. Recito -25 de maio de
1860. O escrivo, Joaquim Francisco da Silva
Jnior.
Roga-sc as autoridades policiaesou capifes
de campo a apprehensao de urna prela por noma
Theodora, com falta de um dente na Trente, tem.
o andar pegado, rosto comprido e bem prela na
cor; cuja escrava QlhsWo Maranho : quem a
pegar, queira ter a boodade reita n. 112, ou a ra do Cabug, loja n. 18, que
ser gratificado.
Na noite de 23 para 24 do corrente u..pD-
tou-se da esa da viuva oflesquiu, na entrada a ^ ^ ^^ mais acolhimeto HO
Munay c Lanman,
ATTENCAO.
Offerece-se um rapaz para caixeiro de cobran-
za, o qual d (adora sua conduca, o lem bas-
tante pralica : quem quizer do mesmo se utili-
sar, deixe caita fuchada indicando a sua morada
com as iniciaos J M G. A., na prara da Inde-
pendencia ns. 14 e 16,
Precisa-se alugar urna escrava que saiba
cozinhar c engommar : a tratar na ra da Cruz,
armazem n. 16.
Precisa-se de urna ama para lodo o servio-
de um-j casa da pouca familia : na ra das Cru-
zes n. 22.
Dinheiro a juros.
Na travessa dos Quarteis, antigaraonle ra do-
Scnhor Bom Jasus das Crioulas n. 29, se dir
quem d 1 OOOg a premio, em pequea quan-
lias sobre penhores, sendo o juro razoavel.
O abaixo assignado, scndo-lhe muilo pre-
ciso retirar-so para a Europa no prximo mez d
junho afm de tratar do sua saudc, e lendo de li
qudar lodos os seus negocios antes da sua 3ah-i
da, ainda pela ultima vez roga a lodas aij^''as
pessoasque lhe estao devendo gneros O'" COm-
praram para seus alimentos, no sen Q/jf'" _esI'l~
belccmenlo da ra da Cadeio dafrevem t *
por favor queiram vir pagar o jb 0 fa ,e
flm do corrente mez de raaio^tfgtraiigido
mesmo annunciante se \etjjr '
dos meios judlciaes. ANascimento Silo
Manoel J Cathenne Elisa>proceder o inventario ^
E. Roberls. estandj(a cdade, para que a UuEi?
juiz de orpho Afia feiu com toda a reguir,
gao de seu casa^ossivel, im de que possi.
de e legalidaiCtamente cora os toveres de u!p~
prir f>* etn constituido para 8i ba5tanle
tajadorYnesta cidade pai tu. liqudacao eT^
al contal!, etc., o Sr. George B. Le Lievrp ,
oiem sef apresentaro todos os ciedles c dp
oresdol casol, aflm de poder o iiWproCUriA"
/verifica^ as respectivas contos pata sefto ,*^r
'larUrflas na forma da lei, e passnr recn ,jt "'"
quer quantia q-re receber. Recife 21 cma"'^''
1860. d8
Precisa-se alugar um negro caplii part
scVT'? interno c externo ; na padaria ira,'?
diro do Sr. Slarr.
\Ti
o
usar
do
dos Afflictos, a pardinha
dia, de idade de 14 o 18 annos, natural de Ja-
boalo, onde lem prenles, o que se annuncia
para evitar futuros.
No domingo, 6 deste mez, as 8 horas da
manha, sabio o annunciante de ura mnibus, na
Cruz de Almas, dcix.ndo no assenlo ura. charu-
teira de couro. O propriellrio do mnibus vio
que um senhor tomou conla da chamleira o co-
mo este nao o voltou ao sou dono, pede-se-lhe
o favor de entrega-la quanto aules
Independencia ns. 6 e 8.
Offerece-se. um lapaz (.brasileiro, vindo
mato, para caixeiro de cobran?, nesla praj^
fra, do que tem muita pratica, e lem
vendendo ora com outras pessoas, jj
tambem bastante pratica ; assim coma se _
ce para oulra qualquer aarumac.ao, alo
pouca experiencia tem de oulros negoci
conhecimenlo de sua conducta : quem j
der, annunciepara ser procurado..
Aluga-se urna escrava para O sen
noe externo de qualquer casa da fj
precisar, dirij.-aea ra d. Praia I
Quem precisar de um perito eoiiosj
tanto a portugueza como catraasjeiro, dir>|
ma da Cruzo. 13, que achara com quesa
publico! Vende-se 20,000 dnzias
de fraseos por aono!
Esta agua encantadora extrahe-se das diversas
flores, que se encontrara no paizotode Ponce de
Len eSoulo iam procurar a fonio dajuventude
eterna. .
D aos lencos um chelro muilo gradavel e
refrigerante, o augmenta a belleza da cutis, des-
na prac,. da truiodo as sardas e mais manchas que de cotu-
nreatacamo roslo. Aconselhamos s pessoas
debiliUdM pelo calor do vero de usarem desla
pois lem ella a virlude de fa-
forcas perdidas pela trauspi-
enganado por falsifcacoes de-
Agua Florida de Murray e
eriguar-se se o envoltorib e ro*
10 de Murray e Lanoian.
yagua nicamente pelas pro-
snman e Kem, droguistas por
SHjet, e 36 dold Street, Nova
venda em todas as boticas e lojas de
mperio, em Pernambuco loja do
lo de Siqflaira, ra da Cadeia.
Madama Appolii> *
ssel, primeira coslureira da casa 0 fc
ma Millocheeu, lera a honra de p g
ao respeitavel publico, que se ac $$
prompta para satisfazer a qualquer ei.jp
commenda concernente a su. arle, assir^
como ricos vestidos para casamento, baia^
le e soirVe, feilos a ultima moda, e oplira *
perfccd : as pessoas que de seu prestirme
se qni'zerem ulilisar, podem dingir-se ^
na da Imperatriz n. 11, primeiro andar.
999<&
Aviso aos senhores ecclesia-
ticos.
Fazem-se capas batinas. garoarras, bar^o
e capas viatorias : na ra da Cruz do Recil
44, primeiro andar. j. i
No Recife, ra do Amonm, lem um cificia-
de bahuleiro, e tambem concerta os velhca ;
colchoes e travesseiros, e toda esta obra w
feita.Manoel Joaquim da Silva Maia.
Precisa-sede urna ama para todo o se
de urna caaa de pouca familia: no pateo
Pedro a. SS.


--
-~.....^1
MAMO DE PERNAMBCO. SEXTA FEffiA 55 DE MAIO DE U60.
Companhia do Be-
beribe.
O 9r. caixa- da companhia (commen-
dadc r Manoe1 Goncakcs da Silva) esta'
auto 'isadoa pagar desde, hoje o 2V ai-
vide ido a razao de o,s 150 por acco.
El criptorio da companhia 19 demaio
de 1:160.Jos Teixeira Bastos, leer-
tar< interino.
Atten [Curso pratico e theorico de lingua fran- @
ceia por urna senhora franceza, para dez
m >cas, segunda e quinta-feira de cada se- @
m ma, das 10 horas at roeio dia : quem
qi izer aproveilar pode dirigir-se a ra da 9
Ciuz n. 9, segundo andar. Pagamentos
ai iantados. q
i
Po
*;.i.. N- Osborai retratiste americano convida ao respci'tavel publico pernambucano, para
visitar seu estabelecimento de retratos pelosystema smbrolypo, com vidros dourados e se respon-
sawnsa pela sua conservagao llimiada, como lambem encontrado um salo especial para senho-
ras e grande e taado sobrecelentes deobjeclos pertencente a mesma arle.
mn,.^?!.lra]0lpa!latodosos.pre50se a0 Icance de todos as boleas de 3S at 30 : na ra do
mperapor n. 4, bandeira americana.
Ama.
Precisa-se alugar urna preta para tomar corita
de 2meninos, oque saiba coser alguma cousa ;
na rae da Cruz a. 23, sagnndo andar.
Avisa-sc a quem quizer por qualquer ne-
gocio a casa da ra do Arago n. 10, oude exis-
te urna boa armaco de labdrna com todos os
pertences, dirija-se a tsberna n. 8
Companhia doBe-
beribe.
Achando-se o Sr. director da mesma
-oomoanhia, impossibilitado de presidir
a sesjo que foi marcada para o dia 23
do corrente, por ;sso ica transferida
para sabbado 20 do corrente as mesmas
horas.
Escriptorio da administracao da Com-
panhia do Beberibe 22 de maio de 1860
-Jos Teixeira Bastos, secretario in-
terino.
^yTTTTT-yTTTrrrTTTyTrrrrrTTTYb;
DENTISTA FRANCEZ. 2
Paulo Gaignoux, dentista, ra das La- ^
i
rangeiras 15. Na mesma casa tem agua e p dentifleo. <*
FOLIIIJilUS PAR4 1800.
Estiio venda na livraria da praca da Inde-
pendencia ns. 6 e 8 as folhinhas para 1860 im-
pressasnesta typographia, dasseguintesq'uali-
dades :
VOLHINHA RELIGIOSA, contendo, alm do
kalendario e regulamentodos direitos pa-
rochiaes, a continuacao da bibliolheca do
Cristo Brasileiro, que se compoe : do lou-
vor ao santo nome de Dos, coroa dos ac-
or, hyninos ao Espirito Santo e
a N. S., a imilacao do de Sanio Ambrozio,
jaculatorias e commemoracao ao SS. Sa-
cramento e N. S. do Carmo, exercicio da
Via-Sacrs, directorio para oracao mental
dividido pelos das da semana, obsequios
ao SS. corago de Jesus, saudaces devo-
tas s chagas de Christo, orag5es a N. Se-
nhora, ao patrocinio de S. Jos e anjo da
guarda, respongo pelas almas, alm de
oulras orages. Prego 320 rs.
ITA DE VARIEDADES, contendo o kalenda:
rio, regulamento dos direitos parochiaes.e
urna collecgao de ancdotas, ditos chisto-
sos, contos, fbulas, pensamentos moraes,
receitas diversas, quer acerca de cozinha,
quer de cultura, e preservaliro de arvores
e fruclos. Prego 320 rs.
OlTADE PORTA.a qual, alm das materias do
costume, conten o resumo dos direito8
parochiaes. Pre o 160 rs.
loga-se aos Srs. devedores do estabele-
ciraento do fallecido Josda Silva Pinta -L
sequo de saldaren seusdfit>:" "" ,ul ^'"
egio venda n. ie -' do Queimado loja
*'" 22 Fu Nova 22.
Lotera da provincia com ga-
ranta.
N casa acmn* indicada achar-se-ha seropre
ura variado sortimenlo de bilheteg da lotera da
provincia salisfaeo dos compradores, que lera
ura abale do 10 0(1 em quautia maior de lOOg.
yi bilhetes vendidos nesta casa sao garantidos
^tndo os 8 0i0, pagos logo que se extrair a lole-
4P.- oorisso convida-se aos amantes desle lici-
i jugi., vrem cmpralos aqu, que hao de fi-
( 5AUSle>ns
1 Precisa-se de urna ama forra ou captiva :
no paleo do Tergo n. 26.
M I. Rodrigues Pereira vai a Europa.
No reslaurand e caf do commercio preci-
sa-se de dous criados foros ou captivos para o
servigo de copeiro.
- O Sr. Antonio Duarte Pereira, morador nos
Remedios, lem urna carta para lhc ser entregue,
na ra Nova n. 49.
O Sr. Guilherme Carlos Montero dos San-
tos queira dirigir-se ra Nova n. 49, a negocio
de seu interesse.
O Sr^ Manoe! Fcrreira Escovar, ex-tcnenle
do corpo policial, tem urna carta vinda do Rio
Grande do Sul, na ra Nova n. 49.
O Sr. 1. L. C. M. queira nesles tres das con-
cluir o negocio que nao ignora, na ra Nova n.
49, do contrario ser publicado o seu nome por
extenso.
= C. W. Guy retira-se para a Europa.
Almanak da provincia.
Sahio a luz a folhinha com
o almanak da provincia para
o correne anno de
as br.
sarda:
babos
assin
para
va affc
vida.
um corle de cabello e
frisamento 500 rs.
Ra da Imperatriz n. 7.
Le rale acaba de receber do Rio de Janeiro
oprineiro contra-mestre da casa Auguslo Clau-
dio, c um outro vindo de Paris. Esta eslabelc-
ciraeitoest hoje as melhores condces que
pos; ivel para salisfazer as cncommendas dos
objec os em cabellos, no mais breve tempo, co-
mo si ara : marrafas a Luiz XV, cadeias de relo-
gios, )raceletes, anneis, rosetas, etc., etc., ca-
balle as de toda a especie, para homens e se-
nhora i, lava-se igualmente a cabega a moda dos
Estad s-Unidos, sem deixar urna s pelcula na
cabeg dos clientes, para salisfazer os pretenden-
tes, o objectos em cabello serao feitos em sua
prese ga.se o desejarera, e achar-se-ha sempre
urna pessoa disponivel para cortar os cabellos, e
pente< r as senhoras em casa particular.
1,' chegado loja de Lccomte, aterro da
Boa-Vista n. 7, o exccllenle leile virginal de ro-
nca para refrescar a pello, tirar pinnos
o espinhas, e igualmente o afamado ole
para.limpar e fazer crescer os cabello
como pos imperial de lyrio de Florenga
orluejas c asperidades da pelle, conser-
escura e o avelludado da primavera da
DA
PROVINCIA.
Terceira parle da primei-
ra do Espirito Santo.
Aos 10:000$, 5:000$ e 1:000$.
O abaixo assignado tem exposto a
venda ot seus bilhetes garantidos dos 8
por cc-nto ao imposto geral rus lojasse-
guintes :
Praca da Independencia n. 4<>.
Pateo do Carmo n. 17.
Ra estreita do Rosario n. 11.
Aterro da Boa-Vista.
Ra do Crespo n. 5.
Uua da Cadeiado Recife n. 66.
Preqode bilhete 12#000
Mi o C$000
Quarto 3$000
Vende-se em seu escriptorio na ru
do Imperador n. 21, tm porcoes de
100$ para cima pelos seguintes prec_os:
Bilhete 11 $000
Meio 5^500
Quarto 2r7 iO
Cs bilhetes premiados de sua rubrica
sao pagos na praca da Independencia
n. 40.
P, J. Layme.
CASA Ll'Sft-BRASLEBA,
2, Golden Square, Londres.
J. G. OLIVEIRAtendo augmentado, com to-
mar a casa conligua, ampias e exccllcnles ac-
commodaedes para muilo maior numero de hos-
pedesde novo se recommenda ao favor e lem-
branra dos seus amigos e dosSrs. viajantes que
visitem esta capital; continua a prsstnr-lhesseus
servicos e bons offleins guando-os cm todas as
cousas que precisem conhecimento pratico do
paiz, etc. ; alm do portuguez e do inslez alla-se
na casa o hespanhole francez.
t
mmm
Grande e novo sortimento de fazendas de todas as qua-
lidades por baratissinios precos.
Do-se amostras com penhor;
cores
Lindos cortes de vestidos de seda prelos
de 2 saias
Ditos diCos de ditos de seda de
com babados
Ditos ditos de ditos de gaze phaotazia
de cores
Romeiras de fil de seda prela bordadas
Visitas de grosdcnaples preto bordadas
I" com froco
Grosdenaples de cores com quadrinhos
covado
Dito liso preto e decores, covado
Seda lavrada preta e branca, covado 1$ e
Dita lisa prela e de cores, com 4 palmos
de largura, propria para forros
Cortes de vestido de seda de gaze trans-
parentes
Ditos de ditos de cambraia e seda, corte
Cambr.iiasorlandys de cores, lidos pa-
dres, Tara
Manguitos de cambraia lisos e bordados
Tiras e enlremeios bordados
Mantas de blonde brancas e pretas
Ditas de fil de linho pretas
Chales de seda de todas as cores
Leos de cambraia d linho bordados
Diios de dita do algodoo bordados
Panno preto e de cores de todas as qua-
lidades, covado
Casemirasidem idem idem
Gollinhas de cambraia a
Chales de touquim brancos
Dilos de merino bordados, lisos e es-
tampados de todas as qualidades
Enfeites de vidrilho francezes pretos e
de cores
Aberturas para camisa de li-aho e algo-
dao, brancas e de cores
Saias balo devanas qualidades
Tafel rflxo, covado
Chitas francezas claras e escuras, co-
vado
Cassas francezas de cores, vara
Collarinhos de esguio de linho mo-
dernos
Um completo sortimento do ronpa feita
S
9
I
9
sendo casacas, sobrecasacas, paletots,
colletes, caigas de muitas qualidades
de fazendas
Chapeos fracce/esOnos, forma moderna
Um sortimento completo de grvalas de
seda de todas as qualidades
Camisas francezas, peilos de linho e de
algodao brancas e de cores
pilas de fusto brancas e de cores
Ceroulas de linho e de algodao
Capellas brancas para noivasmuito finas
Um completo sortimento de fazendas
para vestido, sedas, laa e seda, cam-
br
1*200
5
35000
rnn ^raia e seda tapadas e transparentes,
1J>500 covado
Meias cruas brancas e de cores para
105000 moLinos
16}000 Ditas de seda para menina, par
Luvas de fio de Escocia, pardas, para
1000 menino
9 Velludilho de cores, corado
9 Velbulina de cores, covado
9 Pulseiras de velludo pretas e de co-
9 res, o par *
9 i Ditas de seda idem idem
S Um sortimento completo de lu-'as de
S900 seda bordadas, lisas, para tenhoras,
homens e meninos, de todas as qua-
9 lidades
Cortes de coDele de gorgurao de seda
}o40 de cores
9 Dilos de velludo muilo finos
Lencos de seda rdxos para senhora
9 Marquezitas ou sombrinhas de seda com
molas para senhora
3&500 Sapanhos de merino bordados proprios
para baptisados, o par
9 Casinetas de cores de duas largurasmui-
65000 to superiores, covado
$500 Selim preto, encarnado e azul, proprio
para forros, com 4 palmos de largura,
9280 fazenda nova covado
t500 j Selim liso de todas as cores. covado
Longos de gorgurao de seda pretos
$800 Relogios e obras de ouro
Cortes de casemia de cores a

mmmmmmmm-m-mmmmm^
9
69500
9 .
t
9
S
9
t
9
1*600
9320
U2f0
7C0
SCC0
UCCO
9
9
9
SlOO
2Srco
1$CC0
neoo
9

9
5iCO
D
'1S.
1...
Meio
eiros
12O0O.
6J0OO.
A. L. Deluhe.
o qual se vende a 800 rs. na
praca da Independencia livra-
ria n. 6 e 8 contendo alm do
kalendario ecclesiastico e
civil
Noticia dos principaes esta-
dos da Europa e America com
o nome, idade etc. de seus im-
peradores, reis e presidentes.
Resumo dos impostos ge-
raes, provinciaes, munie.ipaes
e policiaes.
Tabella dos emolumentos
parochiaes.
Empregados civis, milita-
res, ecclesiasticos, litterarios
Je toda a provincia.
Associaces commerciaes,
agrcolas, industriaes, littera-
rias e particulares.
Estabelecimentosfabris, in-
dustriaes p oommenaes de
tuuas as qualidades como lo-
jas, vendas, acougues, enge-
nhos.etc, etc.
Serve elle de guia ao com-
merciante, agricultor, mar-
timo e emfin para todas as
classesda socidade.
lod
seri
preij
ven
pad
rao
Sirop du
DrPORGETl
JARABE
ste xarope est approvadi
tteccOes dos bronchios, ataques de peito, irriuTcAei
SSnman?4, e outra a nolle sa sufOcientes. O nreiioj
vnpo o doenie e o medico.
Ojtpoiito i na ra larga do Roiario, botica de irtholo
FUNDICAO
DO
III D. 1.1
Ra do Brum (passando o chafari
GRANDE SORTIMENTO
DE
Fazendas e roupa feita
POR MEDIDA.
Na lojaearmazemdeJoaquim
Rodrigues T. de Mello.
Rilia do Queimado n. 31,
i\\ sua loja de 4 povlas.
T( m um completo sortimento de roupas fcitaa-
e po medida a vontade dos freguezes : calcas do
case Tiira e de brim, colletes de diversas quali-
des, sobrecasacas de muilo bora goslo, um sor-
limcnlo de paletots de panno e de casemira, al-
pac;, lazinha, riscadinhos e de brim, que tudo
se v ;nde por preco commodo ; um completo sor-
ttmtnlo de chapeos pretos de seda para hornera,
de s iperior qualidade a 109, ditos de castor mui-
lo s iperiores a 16$, chapeos de sol de seda in-
gle* s dos molhores que tem vindo ao mrcalo,
dito 1 francezes de diversas qnalidades, ditos de
pan 10 grandes e ppquenos, cortos de vestidos de
sedi de variados gost03 para diversos precos, um
com pelo sortimento de bordados e entre-meios
goliihase manguitos, tudo por preco commodo ;
cha y deseda e laa de gosto mais apurado quo
tem apparecido a lj>280 o covado, chitas france-
zas ruito superiores de 280'at 4<0 rs. o covado
degDslosmuito delicados : um grande sorlimen-
; fazendas francezas c Inglezas e allemasque
impossivel aqui se poder mencionar cora
os, assevera-se aos freguezes que ludo se
le mais era conta que em oulra parte sendo
1 DENTES
AHTII l( IAI S.
|Ruaestreita do Rosario n. 3||
@ Francisco Pinto Ozorio colloca denles ar- S
tiiciaes pelos doussyslemasVOLCANITE,
@ chapas de ouro ou platina, podendo ser
procurado na sobredita ra a qualquer $
|g@@@ @@|
Roga-se aos Srs. devedores a firma social
de Leile & Correia era liquidado, o obsequio
de mandar saldar seus dbitos na loja da ruado
Queimado n. 10.
Ur. Cosme de Sa7 Fereuafc
de volta de sua viagem instructi-
(tiva aluropa continua nrJexer-
jeicio de sua proissao medica.
Da' consultas em seu escripto-|
[rio, no bairro do Recife, ra da]
Cruz n. 55, todos 0$ das, meno
nos domingos, desde as'6hoias|
t as 10 da manbaa, sobre osl
seguintes pontos
B EAU MINERALE
NATURA LLE DE VICHY.
Deposito na botica franceza ra da Cruz n. 22.
a dinheiro.
Precisa-se de 2 amassadores que entendam
per oitamenle do labrico de pao e bolacha na
na da ra larga do Rosario n. 18, que acha-
fcom quem tratar.
DO FORGET.
^sxusfZ sisa deeoUp?;ii'
ervosas o msomnolencias: una colherad
desle clenle xarope satisfaz ao mesrao
eo Francisco de Sonsa, n. 36.
*^^3xiSzr?xr "a ^sorUmeMo 4e mc-
te I." l? C<",, ,'rSe'" ma'to ,orte'' ">'enient ; made'r


e defacillimoastento
cadas;
n aguilhoes deazas
m>niPm!n'tlP^OVtlr/Slabc!tciment?^"ePe,osnovosme^oramentos feitos acha-se cor.ve-
"' !nle T?'^0' far-sc-hao lambpm do de noverabro em vante, contratos monsaes Ira
Ta^Cs0acrificiosade eC0Dma dLPUblC de qUm S V101* P a remuneraaS de
Assignatu- de banhos fros para urna pessoa por mez. .... 10JOOO
. momos, de choque ouchuviscos por mez 15S0OO
Sene do cartoag e banhos ailaos aos oreos annunciado*.
Aluga-se urna excedente casa de
1
1
de
*
Molestias de olhos ;
, Molestias de coraro e
peito ;
Molestias dos orgaos da gera-
Cfto, e doanus ;
Praticara' toda e qualquer
operario quejulgarconvenien-
te para o restabelecimento dos
seus doentes.
O exame das pessoas que o cen-
sultarem sera' feto indistincta-
mente, e na ordem de suas en-
tradas; fazendo exce^pqaoos doen^
tes de olhos, ou aquellesque poi
motivojustoobtiverem hora mar-
cada para este im.
A applicacao dealguns medica
mentos indispensa*feis em varios
casos, como o do sulfato de atro-
pina etc.) sera' feto.ou concedido
gratuitamente. A confianca que
nelles deposita, a presteza de sua
acqao, e a necessidadeprompta
de seuemprego; tudoquantoo
demove em beneficio de
doentes.
campo com grande sitio, na estrada da ,
Casa Forte, com todas as commodida- j
des para familia, cochura, estribarla,'
tanques para banho ete et^, : quim
pretender a mesma diijaea ruada
Cruz n. 4, casa de W. O. Bieber & C,
successores.
Aluga-se a excellente e commoda
asa da ra da Aurora n. 26 : a tratar
na mesma ra n. 16 A.
Thomaz de P'aria saca sobre Por-
tugal no prximo paquete : escriptorio
na ra do Trapiche n. 40.
#8@@ @ig ^@@@g@
^Consultorio central hoDieopatliicoS
Continua sob a mesma direcao da Ma-
noeI de Mallos Teixeira Limaj professor
em homeopalhia. As consullas como d'on-
les.
seus
NOVO DEPOSITO
DE
Ra do Imperador, confronte
ao oit8b do deposito do caz."
Borotl & c allcndendo a que os senhorescon-
sumidores de gelo sao pela maior parte residen-
tes nos bairros de Santo Antonio e Boa-Vista e
que lulanam com grande difBculdado se este s-
labclecimento estivesse collocado no bairro do
Kecite, poderam encontrar na ra do Imperador
confronte ao oilo do deposito do gaz. um arma-'
zem cora as proporcoes exigidas para deposito
desto genero, o qual estar aberto concurren-
cia dos mesraos senhores, das 8 horas da ma-
nhaa s 6 da larde do dia 3 do corrente em
diante.
A mesa repedora do Santissimo
Sacramento da Boa Vista, convida aos
seus irmaos a coinparecerem no dia 27
do corrente as 10 horas d'amanhaa, pa-
ra e proceder a eleicao da nova mesa
que tem de reger o anno de 1860 a
1861. O escrivSo G. A. Martins Pe-
reira.
ESORIPTORIO DE ADYOCACU*
A DOS BACHAREIS
I Cicero Odn Peregrino da Silva
9 e
iAureliano Augusto P. de Carv
Aguilhoes, bronze, e p^^C^^T^Tr^
D. W. Bowman confia que osseus fregue
o nonram, pela longa experiencia que elle tei
toVs desta provincia, e pelo facto de mandar con
ma*; acreditadas fabricas da Inglaterra, paraS
as^omo pela continuado da sua fabric^en F
alvanizadas para purgar etc.etc*
%no da preferencia com
po proprio para os agricul-
tamente as suas obras as
^nnual para o dito fim,
L
OH yontade de c*,a comprador, e de fazer os S^tS^Z*'118"
RA DO QUEIMADO
PRIMEIRO ANDAR.
jsmvs** un
rrecisa-se alugar um preto para
servicp de casa estrangeira, que nao se-
ja muitomoco: quem os tiver dirija-se
a ra da Cruz n. 4.
- Aluga-e urna baixa grande de
capHB a qual da' no ?eriO e averno,
sita na goledade: ot preteodentes dir-
;am.ie a ra da Cruz n. *.
Botica central homeopalhica 1
M. SABINO 0, L- PIMO-1
Novos medicamenloshomcopnthicos en- S
riadosda Europa pelo Dr. Sabino. S
9 Estes medicamantos preparados esne-S
@ cialmente segundo as necessidades da lo- a
^ meopathia no Brasil, vende-se pelos pre- i
eos conhecidos na botica central horneo- Z
pathtea ra de Santo Amaro Mundo No- S
vo) n 6.
# @8@@@ |
Altenco.
o
Os eTeilos anliepidemicos, que sao produzidos
pelas fumigacoes hygienicas de Guyton de Mor-
2u\'<,S\ ?ffit,.,e8!.como Prov8 a "Periencia que
dellas se tem tirado ullimcmente. Os vaporas
que_se elevarai de urna formula desta fumigacao
bastara para desinfectar um espaco de 340 oes
fi| i c.dKe t0. as ntricas, assim* explica Car!
mchae Smilh O anflaco que nos vecha de pre-
fn?M,nr",fad0 mu'as vid08' e convem q'"=
(para prevenir-se o mal, antes do que cura-lo de-
ou\SJn aPParec'd) as pessoas desta cidade, onde
outra qualquer parte, onde o mesmo se vai de-
senvolvendo e se tem manifestado, recorram
Botica n. 88, na ra Direila, onde se acha ven-
da quantidade daquelle desinfectante. O Sr. Do-
mingos Ribciro da Cunha, morador na rus da
I raa n. 49, reconhecendo eslar a sua casa .ifTec-
lada desta epidemia, pois quasi todas as possoas
de sua familia haviam adoecido. recorreu ao
abano assignado, que subminislrando-lhe a fu-
migacao, produzio ella salulares resultados as
pessoas pois. em idnticas circumslancias. oue
prec.sarem das desinfeegoes. o aeharao sempre
prompto para mandar efTecluar a devida applica-
;ao. o mesmo tambera vende na mesma botica
os ingredientes para conservar as casas os va-
pores do chlorurc. os quaes em todo o caso mui-
o approyeitam, e previnem a invaso dasepide-
mias no interior das habilaces ; assira como
de importante ulilidade a sua applica5o as fe-
ridas, ou ulceras chronicas como detergente para
preserva-las do estado de pulrefaceao. A maneira
!l7orsedr2rchanra
COMPANHIA
ALLIANCE
Establecida em Londres
i MSrjfi) 81 mu.
CAPITAL
meo mVWiocs de Ultras
esterlinas.
Saunders Brothers 4 C. tem a honra de In-
S/r ^t, negociante*, prpprietarios de
rff*f' ?fu.e,mais convier, mente autonsados pela ditft TdmpanhU para
effectuar seguros sobre edifieioi de tiiolo e pe-
dra, cobertos de telha e igiwhnente sobre os
oojectos que contiyerem o meamos edificios,
guer consista em mobilia ou em fazendas de
qualquer. >i*lidade.
4SBoa Direila45
De 5^000 a 6^000.
O propietario deste estabelecimcnto
attendeudo ao estado pouco lisongeiro
da bolsa da maior parte da popula cao,
e animado por um sentimento philan-
tropico em prol dos seus antigos fre-
guezes, tem a honra de oFerecei -Ibes
um resto de borzeguins de bezerro e
luslre, tm muito bom estado, mediante
a retribuico cima.
tMSSStS3 ff@^@@ .n k" 5 Ferrc,ri> Alves, mudou o
seugfbinctede consultas medicas-,n.r- 1
f 1CS|C .P"acoes para a ra doOurimado #
D. 38 primeiro andar, aonde ^odet str A
consultado al s 8 horas da manbaa c *
da-c js6 da larde Chamados a Inda a S
m hora do da c da noile. sendo os pobr.s #
liri'^cs e allendidos gratuitamente. Z
Aluga-se a loja da casa da ra do Impera-
dor n. 17, lado do caes ; a tratar no primeiro an-
dar da mesma casa.
Na ra da Sensala Velha n. 106, precisa-se
de urna ama para engommar.
Fazem-se vestidos de todas as qualidades.
tanto de senhora como de menina, mnis con-mo-
do que em oulra qualquer parte, quem qui/er
dinja-se ra de Santa Ritan. 10.
Ferros de engom-
mar econmicos
Aviso as engommadeiras.
Economa de lempoe de despeza reuni-
da a perfeico e faeilidade do 1ra-
balho.
OsTerrosde engommar econmicos de Blos
& Drake, sao j to bem conhecidos, e por todas
as partes em que sao usados, term recobido um
acolho to favoravel, que os fabricantes se lin i-
taro a simplesmente indicar aqui algumas do
suos valiosas qualidades, sem mencionar os nu-
merosos louvores, que a mprensa e niuilos par-
ticulares teem dirigido aos inventores de um lao
til, quo importante utencilio.
As vnntagens dos ferros de engommar econ-
micos esua inconteslavel superioridade sobre os
antigos, se deprehendem das razoes seguintes :
1. Os ferros econmicos lendo em si o appa-
relho qne os aquenta e que serve a conserva-Ios
sempre. no grao de calor que se quer, medante
mui facis condiccoes, fazem ganhar as cDgom-
madeiras o immenso tempo que as mesmas per-
dem.servindo-se dos amigos ferros, as conti-
nuadas mudanzas que sao obrigadas a fer, na
limpeza e preparo dos raesmos, no fogareiro. c
em mil oulros accessorios inherentes ao velho
syslema. A esla immensa vuntagera deve ac-
crescentar-se que o engommado sahe mais per-
feito, mais claro e mais lustroso.
2.msferro basta para cada engomma-
deira, no entretanto quo dos anlgos era neces-
sario ler um cerlo nmero.
3. A despeza de cada um desles ferros, para
umdiado trabalho, nunca poder exceder a
80 ris.
4. O trabalho 6 muilo mais fcil e agradarcl,
podendo eilectuar-se em qualquer parle sem o
menor obstculo. O grave inconveniente do ex-
tremo calor produzido pelos fogareiros, snbrelu-
do nos paizes quentes, desappareco completa-
mente.
5 O pergo de incendios e diversos outros
males, ceasacom o uso dos ferros econmicos.
6. Commodidade de transporte, solidas a da-
racio do utencilio. Muitas oulras Fanlagens po-
deriam ser citadas ; os fabricantes porem julgsmj
mais acertado, de recornmendar as pessoas inle-
ressadas de exoerimentarem os ditos ferros, que
de si mesmo Ullarao mais alto, que tudo quanto
em favor dos menos se poderia dizer.
nicos agentes em Pernambuco Ravmundo
Carlos Leite 4 IrmSo n. 10, ra da Imperai
amigamente aterro da Boa-Vista.


fil
Flores de cera
em cineo Hijees.
O artista Jos Ricaud, lecera-chegado da cor-
le, ensina a fazer flores e (rucias de cora, borda-
das om vidros comlas : da ligos em casas par-
ticulares. O artista mora no hotel Francisco, na
ra do Trapiche n. 5, e ir s casas d'onde for
-chamado, levando as amostras dosseus trabalhos
Attenco
No bolequira d'aguia de ouro da ra cstreita do
Rosario u. 23, confronte a ra das Laraogeiras,
tei lodos os dias papa de farinha de Haranho o
araruta, dis 6 horas da manha coi diante.
Nova casa de pasto
da aguia de ouro.
Na ra estreita do Rosario n. 23 con-
fronte a ra das Ltrangeras, fornece-
te almoco e jantar cora todo o asseio e
promptido e mais barato do que em
outra qualquer parte, assim como se
acitara' comida prompta a qualquer
hora que se procure.
Precisa-sc de um feitor para um pequeo
sitio, prefere-se ura horacm j do idade ; a tra-
bar na ra Direila n. 69.
Ama.
Prerisa-se do urna senhora para ama de urna
.asa de pouca familia, que seja capaz, que sirva
para conciliar e engomroar dirija-se ruado Im-
perador n. 49, armazcm de madeiras.
Precisa-se do urna ama forra ou captiva,
para o servico de urna casa de pouca familia : a
tratar na ru do Queimaio n. 6, loja de fazendas.
Precisa-se alugar um homem entendido
pan tratar de cavallos e do um sitio pequeo ;
assim como tambem precisa-se de urna perfeita
ngoramarteira elavadeira: a tratar na ruado
Crespo n. 2, segundo andar.
Desoja -se saber noticias de ura certo italia-
no Sanelli Gnoatino da cidade de Parma, que
aiui rhegnu em 1858 : qnem esliver habilitado a
sitisfazer este pedido, ro&a-se de se dirigir ao
vire-consulado sardo nesta cidade, ra do Tra-
piche n. 15.
Grammatica ingle-
za de Ollendorffc
Novo methodo para aprender a lr,
a escrever e a fallar inglez em 6 mezes,
obra inteiramente nova; para uso de
todos os estabelecimentos de instruccao,
pblicos e particulares. Venderse na
praca de Pedro II (antigo largo do Col-
legio) n. 37, segundo andir.
Na travessa da ra das Cruzes n. 2, segun-
do andar, ao pdesta lypographia, linge-se com
perfeicao de qualquer tr, e mais barato que em
outra qualquer parte.
agencia dos fabricantes amerlca-
nos Grouver & Baker.
Machinas de coser: em casa de Samuel P.
JoUnston & C, ra da Senzala Nova n. 52.
= Precisa-se de una ama forra ou escrava :
na travesea do arsenal de guerra a. 9.
Precisa-se de um homem para
distribuidor deste Diario, dentro desta
cidade : na livraria n. 6 e 8 da praca
da Independencia.
Ao publico
Achando-se grassando epid-
micamente angina e a escarlati-
na, ofericemos as mais de fami-
lia o tratamento homeopathico,
contendo os syrapto as das mo-
lestias e dos medicamentos apro-
priados oin a maneira de os em-
pregar Assim como carteira com
os medicamentos homeopathicos
para o mal.
N. B. Medicamento especifico
e preservativo para estas afec-
efles. Em glbulos e em tintu- |
ras. Pateo do Carmo n. 5, pri- S
meiro andar, largo do Paraizo '
n. 13, sobrado de um andar. il
Umw6mw m$,mm mm'm
Precisa-se de alguas
meninos para aprender o of-
nos abaixo assiimdns, e. k. Burie. por si ficio de marcineiro : na rua de
e por parte Eduardo F. F. frurhon. de Pars. C FafinP?Ort Pnilfmntp a i(*rp.
edeoi.lra Narciso M. Carnciro. declaramos que, f LOUIIOIlie a Igre-
por enmmum accordo, temos convencionado que i i i
o snrio Narciso MaraCarneiro doixa do ser socio ; lia (la parte de detraZ.
Pttrtao do pertenece a firma social desde o din = 0 Dr. Ignacio Firmo Favicr faz publico, que
15 do correnle mez, Continuando desta data em n5o obstante nao achar-se ainda completamente
*Mto a mesma f.r/.ondo nicamente parte della restabelecido do grave incommodo do saude de
Eduardo Alejandre Hurle o Eduardo Filtppc Fran-, que fra acComraeltido desde novembro do anno
wo Truchon, de Pars. Recife, 21 de maio de pas.8ado. lera com ludo destinado erapregar algu-
d0- ,. mas horas era o exercicio de sua profissSo, para
E. A. Burle & Compaiihia. j 0 que poder ser procurado das 9 horas da ma-
,.. .. ... .. nhaa as 3 da tarde, no pateo do Garmo sobrado
- Peloju.zo de orphaos desta cidade. escr.vao 9 meiro andar ^ t ho "m dianle no
G"mario tem de ir praca de renda por tem- Cacn,alnga. 0 mesmo doutor havisa a seus tre-
po de 6 anuos, o engenho f)ous Temaos, sito em gueze3 a lodas quirerem hon-
lerr.s de Ap.pncos. serv.ndo J* tasa para a ar- ] h colInando-Ihe seus dciles, que lemTcorga-
rematac*) a renda anmial de 5 ,00^00. Dorqne nisndo sua casa d(J saud t a Passagemda
Macha actualmente arrendado As cond.coes, Magdalcni,, eillre a9 ponleg' grande e '
com oo va, a dita propnedado a praca. achara- do Chora-menino, que a!em de se achar montada
M paleles nic.lil.il e esenptode praca ora mao : convenientemente dispoe de coramodos
do porteiro ; bem como podem ser vistas no m-
ventara, pelo cartorio do dito escrivto. A praca ,
se pffectuar findas que sejam 3 audiencias do
mesmo juizo de orphaos, at o da 29 do correnle.
Fit
lisas,
Pra
dos g(j
Tra
Pon
Diti
Mol
vara,i
MARIO PE PERWAMBUCO. SEXTA FEIRA 5 OE MAK) DE ISflO.
O fejS mais *tperksr qire h, ven-
de- na ra do Codorniz n. 18, srma-
zem em frente a travessa da Madre de
Dos por menos dinheiro que em outra
partj, ai"11 de desocupar o armazem.
Pede-se toda attenco.
Na loja d'agula de ouro, na ra do Cabugi n. 1
B, vei de-se ludo por precos haralissimos para
liquid ir, assim como seja :
Fitas e franjas.
de velludo de todas as larguras, aberlas o
le lindos padres.
>jas de seda de todas as larguras e de lin
stos.
Ol i a de-lia e seda por preco que admira.
Dili ~ *- "-'------------
s de Hnha para casaveque.
I)ils dealgodao para toalha e para cortinado.
e de cores.
Cozinheiro e copeiro,
Ven de-se um mulaliulio de 14 a 15 anno3 de
id ule, proprio para pagem : no palco de S. Pe-
dro n. 16, sobrado de um andar.
Bolinhos.
Bandejas cnteitadas cora diversos gostos, dos
melhores bolinhos do nosso mercado, em porco
do libras ou a rclalho, que conservam-se muilo
pin cnbarque ou viagem ; assim como pudins,
pastis de nata, crome, torlas, ou outra qualquer
pastelera para dessort : tambem preparara-so
bolos finos para o lempo de S. Joo e S. Pedro,
das melhores qualidades, da massa molhada e
secca superior, tuio com o mclhor aceio, e o
mais em conla do mercado : dirija-se a ra da
Pculia n 25 para tratar-so.
Pr cisa-se de ditas ama?, urna pa-
ra o3!ihar e outra para engommar,
dan lose preferencia a escravas: a tra-
tar na ra do Imperador n. 15.
dispe de coramodos para
mais de 40 doentes, segundo a cathegoria e se-
xos, pelo mais commcJo preco, que na acluali-
dade se polio fazer. As pessas livres recolhidas
enfermara pagaro a diaria de 33, e escravos
2 ; dando-so ainda algura abatimento no caso
de que a molestia se prolongue por mais de um
raez. As pessoas que desej3rera um tralaraento
dislincto pagaro na razho da despeza que fize-
rem. Para tratar, podem dirigir-se 4 casa de pa-
teo doCarmo cima indicadaou com o Sr. Jos
Firmo Xavier na dila casa.
Dentista de Pars.
15Ra Nova15
Frederico Gautier. cirurgio dentista,
faz todas as operacocs da sua arto e col-
loca denles articiaes. ludo com a supe-
rioridade e perfeico quo as pessoas en-
tendidas Ihe reconhecem.
Tem agua e pos denlifricios etc.
ISO.
cas de linho e de laa brancas
Pentes.
es de tartaruga virados e lisos.
Dilcs de massa virados a irailaco de tartaruga.
Diis lisos para atar cabello.
s de desembarazar cabello.
Para balos.
is para fazer balos, vendem-sc a 160 rs. a
u peca de 50 roolhos a 69.
Bicos.
Bicijs de seda de tidas as larguras e lindos pa-
rkaa
droes.
Dilcs de
Leq
Cap
Cha
Riq
algodo.
es rauilo finos,
illas brancas para noiva.
teozinhos para crianza,
lissimos quadros para enfeite de sala, as-
sim o >mo redomas com flores.
As.'im como perfumaras muilo finas, e mais
object isque 4 vista do freguez far-se-ha lodo o
negoe o.
)tassadaRussia
E CAL DE LISBOA.
bem conhecido e acreditado deposito da
Cadeia do Recife n. 12, ha para vender
a da Russia e da do Rio de Janeiro, nova
iperior qualidade, assim como tambem
calviigemem pedra: tudo por precos muito
No
ra d;
potas
e de s
Impe-
razoa 'eis
Loj
v
gir
taml
qual
'endem-se 25 cavallos de roda, novos (
sera :haques : no engenho Guerra do Cabo ou
nesta pra^a. loja n. 18, defronte da matriz de
banlo Antonio.
ida boneca ra da
ratriz n. 7.
ndem-se caixasde tintura para tin-
s cabellos em dez minutos, como
em tingemse na mesma casa a
luer bora.
Sndalo.
Ricas bengalas, pulceiras e loques:
vendem-senarua da Imperatriz n. 7,
loja doLecomte.
Vende-se um carro de 4 rodas, bem eons-
truido e forte, com assento para 4 pessoas de
dentro, e um assento para boleeiro e criado fra
forrado de panno fino, e ludo bem arranjado :
paca fallar, com o Sr. James Crabtree 4 C. n"
42, ra da Crui.
REMEDIO NCQMPARAVEL.
UNGENTO HOLLOWAT.
Milhares de individuos de todas as nacoes po-
dem testemunhar as virtudes deste remedio in-
comparavel e provar em caso necessario, que,
pelo uso que delleflzeram tem seu corpo e mem-
bros inteiramente saos depois de haver emprega-
do intilmente outros tratamentos. Cada pesoa
poder-se-ha convencer dessascuras maravilhosas
pela leitura dos peridicos, que lh'as relatam
lodos os dias ha muitos annos; e a maior parte
dellas sao to sor prendentes que admiran: so
mdicos mais celebres; Quantas pessoas reco-
braran com este soberano remedio o uso d seus
bracos e pernas, depois de ter permanecido lon-
go lempo nos hospitaes, onde de viam soffrer a
araputacao I Dellas ha muitas que havendo dei-
xado esses asylos de padecimenlos, para seno
submetterem essa operario dolorosa fon
curadas completamente, mediante ousodesse
preciosoremedio. Algumas das taes pessoas n-
enfuso de seu recouhecimento declararam es
tes resultados benficos diante do lord correge-
dor e outros magistrados, afirn de maisautenti-
carcm sua firmativa.
Ninguem desesperara do estsdo de saude so
tivesse bstanle confianza para ensaiar este re-
medio constantemente seguindo algum lempo o
mentratalo que necessitasse a natureza dom&i
cujo resultado sera prova rincontestavelmente .
Que tudocura.
O angnento he til, mais particu-
larmente nos segnintes casos.
Inflammaco dabexiga.
da matriz
Alporcas.
Caimbras.
Callos.
Canceres.
Cortaduras.
Dores decabeca.
das costas.
dos membros.
Enfermidades da cutis
emgeral.
Ditas do anus.
Erupcoes e escorbti-
cas.
Fislulasno abdomen.
Fnaldade ou falta d
calor as extremida-
des.
Prieiras.
Gengivas escaldadas.
Incha^es.
Inflammaco doflgado.
Vende-se este
GRWDE S0RTIHEKT0
DE
Flazendase obras leitasJ
(toes &Basto.l
Soto.
Aluga-se um solao muito espacoso e limpo era
casa muito decente, a alguma pessoa solteira,
por commodo preco : para informaces, na ra
do Codorniz n. 18. em frente a travessa da Madre
de Dos.
Vlorencio Martina da Silva Borges & Irmao,
eslabelecidos na ra Direila n. 91, avisam ao Sr.
Luiz Jos Marques que do dia 30 de junho vin-
douro un dianle dcixaro de vender agurdente
de produccao do imperio, iicando isenlos dacol-
Iccla.
Precisa-se
Compras.
Corapra-se urna balanza grande
com algum uzo no B izar Pernambuca
no da ra do Imperador.
Vendas.
de- duas amas captivas ou forras para urna casa
s'.rangeira, sendo urna para cozinhar e outra pa-
ra engommar e os mais servicos de casa ; a tra-
tar na Boa-Vista, alraz da caixa d'agua, casa do
Sr. Baslos.
O abaixo assignado faz sciente ao respeila-
vel publico que desde o dia 22 do correnle dei-
xou de ser caixeiro do Sr. Joaquim Luiz dos San-
los Vlllaverde, e por este raeio agradece ao mes-
mo senhor as boas raaneiras e delicadeza com
que se dignou trala-lo durante o lempo que foi
seu caixeiro. Recife 21 de maio de 1860.
Francisco Augusto de Mello.
Precisa-se de urna ama boa cozinheira : na
cus do Crespn. 21.
Desappareceu da ra Augusta, sabbjdo pro-
simo passado, urna cabrinha (bicho) com os sig-
naos seguala c6r avernielhada, lombo pre'.o
c os ps, chifrus pequeos e arquiados, cabello
respo e barrigumha crescida, suspeita-so que
o firtada por ura molequp chamado Antonio, o
qual a olTereceu a quera quizesse comprar, e foi
visla na direcc.no da Estrada Nova : quera a ap-
rehender ou'der noticia, dirija-se a ra da Con-
cordia, sobrado do lado direito, onde o arma-
zem do sal, que ser recompensado.
Borzeguins inglezcs, pro-
va (1 agua.
Pechincha sem igual.
Os yerdadeiros e j muito conhecidos borze-
guins inglezes, prova d'agua, e tiradores do calos.
A 10$ o par, dinheiro a' vista.
Leilc & Irruio, na ruadla Cadeia do Recife, lo-
ja de 4 portas n. 48, avisara aos seus numerosos
freguezes, e ao publico em geral, que novamen-
to acabara de receber os afamados borzeguins in-
glezes, c que continuam a vender a lOg o par,
dinheiro vista. o mclhor calcado que ha pa-
ra aquellas pessoas nue padecem de calos, por-
que usando os nao soffrem mais.
Brim trancado de linho,
II A.
e armazcm
DE
todo preto.
*^i/abaWv9ffiva WsNf OTWWRc *&SSw&Sfteww*&
3|j ll rs. em medicina Pruden- ||
cio de Biito Cotegipe t Manoel
y_ Alves da Costa Brancante conti-
^ nuam a residir na ra do Im- ||
^J perador n. 11 B aonde podem ser ||
procurados a qualquer hora do S
<& dia ou da noite para o etercicio B i
|g da sua proissao. Especialidades m
CM partos e molestias syphilittcas. ||
Constando ao abaixo assignado
Dr. Lobo VIoscozo que ummiseravel
traficanteanda em- nome do annun-
ciante azendo dividas em diversas lo-
jas, declara que nao tem autorisado
nem jamisautorisara' a pessoa algu-
ma a fazer dbitos em seu nome, e por
conseguintede maneira alguma pagara'
-divids contrahidas por quem quer que
seja, e declara mais que usara' dos
meios que a lei Ihe faculta contra aquel-
les que se apresentarem querendo co-
brar dividas contrahidas por esta for-
ma, pois o annunciante nao pode ver
*iisso seno dolo e raa' f, para nao usar
de outros termos. Recife 1 de maio de
1860.Dr. Pedro de Athayde Lobo
Moscozo.
A melhor fazenda neste genero que lera vindo
a este mercado, por ser muito superior e nao
desbotar : vende-se nicamente na ra du Cadeia
do Recife n. 48, loja de Leite & lrmo.
Vende-se um negro de todo o servico, prin-
cipalmente para agricultura de que tem muita
pratica ; a fallar com Pedro Antonio de Siqueira.
no trapiche do Cunha.
Vendem-se saceos com farelo de Lisboa a
5$ o sacco : na ra do Raugel n. 62, armazem.
Vende-se vinho de caj : na praga da In-
dependencia, loja de chapeos n. 16 ; urna garra-
fa por 1$, e duzia por 10J.
46, frente amarella.
Completo agrande sortimento de cal-'
_ s de casemira do cores e prelae a 8a>,
9 i, 109 e 129, ditos das mesraas casemi-
a a 7j, 8a e a$, ditos de brim trancado
anco muito fino a 5$, 6$ e 7$ dito"s de
res a 3$, 3500, 4$ e 5, ditos de me-
rija de cordo para luto a 5$, colleles de
semiraspretas, ditos do ditas de coros,
losdegorgurao pretos e de cores a 5$,
6 I e 7j$, ricas casacas de pannos muilo -
n )s a 353 e 40#, sobrecasacas dos mesmos
p nios a 28$. 30J e 35g. palctots dos mes-
os pannos a 228 e 2i#," palelots saceos
a casemira modelo inglez 10&, ditos de
iseraira mesclado muito Tino de 9purado
gasto 153 e 16. ditossobrocasa das mes-
r las cores a 18$ e 20$, dilos sobre de al-
aca pratn fina a 7J e 8$, ditos saceos a
. ditos de fusto branco e de cores a 4$, !
J>500 e5J, dito* de brim pardo muilo ;
uperior 4?>500, camisas pa.-a menino de i
Ddos os tamaitos a*26$000 a duzia, meiaa ;
e lodos os tamanhoa para menino e me-
inas, palitots de todos os lamanhos e
ualidades para os mesmos, colleles de
rim branco a 3$500 e 49. ricos colletcs
lludo prelo bordado c de cores diver-
as o por diversos precos, ricos coberto-
es de fusto archoado para cams a 69,
olarinha de linho a peer a 69500a du-
tia, assim como temos recebido para f
lentro deste eslabelecimento um comple- 5;
o sortimento de fazendas de gosto para 1|
jenhoras, vestimentas modernas para rae- o
lino e meninas de qualro a seis annos e 3
udo vendemos por precos razoaveis. As- S
lim como nesle estabalecimenlo manda- af
e apromptar cora presteza todas as qua- 3S
idades de obras relativo a offleina de al- n
aiate sendo islo com todo gosto e asseio. 9|
] farinha de mandioca a
a 5,500 o saoco.
tende-se na ra da Cruz, armazem n. 26.
- Vende-se ura solo, no qual se achara edifi-
os 260 e tantas casas que pagara foro ao dono
mesmo, no bairro de Santo Antonio, frcue-
de S. Jos nesta cidade, que com'prehende
nade Sania Cecilia, pelo lado do sul, toda a
do Nogueira e Acouguinho, pelo lado do nor-
Santa Rita, S. Jos, Assumpfo, e por traz
Santa Rita : os pretendentes podem entender-
:om o abaixo assignado, que dar lodos os es-
Lepra. '
Males das pernas.
dos peitos.
de olhos.
Mordeduras de reptis.
Picadura de mosquitos.
Pulmes.
Queirnadelas.
Sarna
Supuracdes ptridas.
Tinha, e"m qualquer par-
te que seja.
Tremor de ervos.
Ulceras na bocea.
doflgado.
das arliculaces.
Veias torcidas ou noda-
das as pernas.
ungento no estabecimento
geral de Londres n. 2S4, Strand. e na loja de
I todos os boticarios droguistas e outras pessoas
1 encarregadas de sua venda em toda a America
do snl, Havana e Uespanha.
Vende-se a800 rs., cada bocetinha contm
urna instrucQo em prtuguez para o modo de
I fazer uso deste ungento.
1 O deposito geral em casa do Sr. Soum,
pharmaceutlco. na ra da Crun. 22. em Per-
' 'tarabuco.
Pennas de a$o ingleza.s.
I Vondem-se na ra da Cadeia do Recife, loja n.
7, deGuedesi Goncalves, as verdadeiras pennas
de ac inglezas, mandadas fabricar pelo profes-
sordecalygraphia Guiiherme Sculy, pelo mdico
I preco de 1S500 a caixa.
Augusto & Perdigad,
cae
do
zia
ru.
le,
de
se
filetes,
Na ra Direila n. 61, loja de chapeo, de Ben-
lo de Barros Feij, vendem-se bilbetes da lote-
ra da provincia yor conla do Sr. ihesoureiro
Em casa de Soulhall Mellors & C, ra "do
Trapiche n. 38, vender-so os seguiutes artigos:
Chumbo de munico sortido. t
Pregos de todas as qualidades.
Alvaiade.
Vinho de Shery, Port, Hungarian em barra.
Dito de Mosclle em Caizas.
Coguac em caixas de duzia e barris.
Relogios de ouro a prata, patente e chronome-
tros, cobertos e descocerlos (bem acreditados).
Trancnlins de ouro para os mesmos.
Discoilos sortidoa eos latas pequeas.
iYGrtEiNCIA.
FUNDICIO LOW MOW,
Roa da Senzala Hova n. 42.
Neste eslabelecimento continua a haver um
comapleto sortimento de moendas e meias moen-
dasi para en3enho, machinas de vapor e taixas
de ferro batido e coado. de todos os lamanhos
dar dto.
LOJA DO VAPOR-
Grande e variado sortimento de calcado fran-
cez, coupa feta, miudezas Onas c perfumaras
P," Pr menos do que era outras*partes : na lo-'
ja do vapor na ra Nova n. 7
SYSTEMA MEDICO DE HOLLWAY.
PILULAS HOLLWOYA.
Este Inestimavel especifico, composto Inteira-
mente de hervas medicinaes, nao contm mercu-
rio, nem alguma outra substancia delecteria. Be-
nigno mais tenra infancia, e a compleico mais
delicada igualmente prompto c seguro para
desarraigar o mal na compleico mais robusta;
inteiramente innocente em suas operarles e ef-
feitos; pois busca e remove as doen$a3 de qual-
quer especie e grao por mais antigs e enazes
queseam.
Entre milhares de pessoas curadas com este
remedio, muitas que j estavam as portas da
morte, preservando em seu uso : conseguiram
recobrar a saude e torcas, depois de haver tenta-
do intilmente todos os outros remedios.
As mais afflictas nao devem entregar-se a de-
sesperarlo ; facam um competente ensaio dos
efflcazes effeitos desta assombrosa medicina, e
prestes recuperaro o beneficio da saude.
Nao se perca lempo em tomar este remedio
para qnaiquer das seguintes enfermidades :
Accidentes epilpticos.
Alporcas.
Chapeos de castor preto
e brancos
Na ra do Queimado n, 87, vendem-se os mc-
Ihores chapes de castor.
A raplas.
Areias(malde).
Asthma.
Clicas.
Convulsoes.
Debilidade ou exteaua-
co.
Debilidade ou falta de
torcas para qualquer
cousa.
Dysinteria.
Dor de garganta,
de barriga,
nos rins.
Dureza no venlre.
Enfermidades no venlre.
Ditas no figado.
Ditas venreas.
Enxaqueca.
Herysipela.
Febre biliosas
Febreto internitente.
Febreto da especie.
Gotta.
Hemorrhoidas.
Hydropesia.
Ictericia.
Indigestoes.
Inflammacdes.
Ir r eg u la ridades
menstruacao.
Lombrigas de loda'es-
pecie.
Mal de pedra.
Manchas na cutis.
Obstruccao de venlre
Phtysica u consumo-
pulmonar.
Retenco de ourina.
Rheumatismo.
Symptomas secunda-
rios
Tumores.
Tico doloroso.
Ulceras.
VeDereo (mal).
em grande sortimento para
homens, senhoras e
meninos.
i^nde?A8A c*apos fr"ceiesde superior qua-
lidade a 6j500.7 e 89. ditos de velludo, copa al-
ia e baiza a 7f, 9 e IOS. ditos de lontra pretos e
sSlon?' ? R lo".0"^6}-6 ^ dilos d0 chile a
S500 5, 6 8, 10 e 12, diloa de fellro em gran-
de sortimento, tanto em cores como era qualida-
des. para homens e meninos, de 2*500 a 78 di-
tos de gorguro com aba do couro de lustre di-
tos de casemira com aba forrada de palh'a ou
em ella a 4$, dilos de paHta ingleza, copa alta
e baixa, superiores e muito em conta, bonetes
francezes e da trra, de ditersas qualidades, para
meninos, chapeos de muitas qualidades para me-
ninas de escota, chapelinas com veo para senho-
ra, muito em conla e do melhor gosto possivel
chapeos de seda, dilos de palha amazonas, enfei-
tes para caneca, luvas, chapeos de sol, e outros
muitos objectos que os senhores freguezes, vis-
la do prego e da qualidade da fazenda, nao dei-
zaro de comprar; na bem conhecida loja de
chapeos da ra Direila n. 61, de B. de B. Feij.
Engenho.
Vende-se o engenho Santa Luzia, sito na %
freguezia de S. Lourenqo da Malla, entre Z
os engenhos Pencdo de Baixoe Penedo de A
t Cima : Irata-se no mesmo engenho ou no Si
engenho Mussambique com Felisbino de t
Carvalho Rapozo.
Relogios
Suissos.
Em casa de Schafleillin&C, ra da Cruz n
38. vende-se um grande e variado sortimento do
relogios de algibeira horisonlaes. patentes, chro-
nometros, meios chronometros, do ouro prata
dourada efolheadosa ouro, sendo estes relogios
dos primeiros fabricantes da Suissa, que se ven-
deio por precos razoaveis.
RELOGIOS.
Vende-se em casa de Saunders Brothers &
C, praga do Corpo Santo, relogios do afama-
do fabricante Roskell, por preqos commodos,
e tambem trancellins e cadeias para os mesmos
deezcellenle Kosto.
Ra do Queimado n. 37.
cnA 30cortesde sesudos de seda quecustaram
b0; a 163 cortes de vestidos de phaulasia que
custaram 30 ; a 8fl chapelinhas para senhora :
na ra do Queimado n. 37.
A 3,000 rs.
A pelle do couro de lustre, que as lojas se
vende a 49500, e era duzia por menos alguma
cousa : no bazar pernambucano da ra do Impe-
rador.
Por autorisagao de Qulrino Joaquim Madei-
ra, vende-se a taberna n. 9, na_ ra da Senzala,
Nova : quem a pretender, dirija-se a mesma la
berna, que achara com quem tratar.
sil recimenlos e lhes apresentar os ttulos e o
livro do tombo, para verem e ajustarem ; assim
co na pedo aos devedores de foros das mesmas
ca as, que venham solver seus dbitos em casa
do abaixo assignado, na ra nova dos Pires nu-
m :ro 30.Manoel Gomes Viegas.
Artigos para lulo, i
Chapelinas pretas e mais objectos pro- 3
i prios de luto para homem e scnhora.ven- W
de-se na ra Nova n. 45
r^ LOJA DE MARMORE. 1
Pipas.
Na ra Direila n. 91, vendem-sc 4 pipas ar-
quiadas de ferro proprias para deposito de
agurdenle.
Agua de flor delaranja.
Agua de flor de laraoja de muil boa qualida-
de, pelo baratisairao preco de 500 rs. o frasco.
Sedarxa para bordar.
Veode-uum ico sortimento de seda frdza pa-
ra bordar a 190 rs. cada miadinha, sendo cores
mu bonitas
Vende-se urna raeia mobilia do amarello
em bora estado: na cua de Sania Therea n. 1,
!f!t# p do arco de Santo
Antonio,
im rico
eatwm
c tegou um rico e completo sortimento de bicos
e reaM, tanto largas como eslreitas, que se
t enawm por prego coramodo.
Vende-so, no termo do Porto Calvo, e in-
gnito Espirito Santo, novo c lodo de malas, bom
d'agua, distante do embarque urna e meia legoa,
ciminho todo plano, o engenho tem proporQes
rara safrejar 2,000 pes annualmente, tem a pe-
r as urna safra, suas obras muilo bem feilas; ven-
i e a dinheiro ou em troca de predios nesta pra-
(8, ou mesmo eom parte i vista e o mai3 em le-
i ras com garanta aqui a contento do vendedor :
[tem quizer, dirija-se a ra do Livramento n.
::6, a tratar com o seu proprietario Manoel Buar-
( ue Macedo Lima.
com loja na ra da Cadeia do Recie n.
23, confronte ao becco Largo,
previnem aos seus freguezes. queacabam de sor-
tir seu novo eslabelecimento com fazendas de
gosto, unas, e inferiores, para vender pelos pre-
cos os mais razoaveis ; as fazendas inferiores,
nao a relalho. se venderao por um preco fixo
que ser o seu proprio custo as casas inglezas,
urna vez que sejam pagas vista.
Neste eslabelecimento se encontrar sempru
i um sortimento completo de fazendas, c entre el-
! las o soguinto :
Vestidos de seda.com babadose duas saias.
Dilos de la e seda e duas saias.
Dilos do tarlalana bordado a seda.
Manteletes pretos bordados cora franja.
Taimas prelas de seda e de fil.
Polonezasdo gorguro de seda prelas.
Cinlures para senhora.
Espartilltos com molas ou colchetes.
Enfciles de vidrilho ou llores para senhora.
Vestuarios para meninos.
Saias de balo para senhora e meninas.
Chapeos para senhora e meninas.
Pentes de tartaruga dos melhores gostos.
Perfumaras de Lubin e outros fabricantes.
Cassas e organdys de cores.
Grosdcnaples de cores.
Chitas escurasfrancezas e inglezas.
Collas c manguitos os mais modernos.
Camisas de linho para senhora.
Ditas de algudo para menino.
Algodo de todas as qualidades.
Lencos de labyrinlho para presentes.
Collas de crochet pera meniuo.
Vestidos de rhtn azia.
Roupa feita.
Casacas e sobrecasacas de panno fino.
Paletols de casemira.
Caigas de casemira prelas e de cores.
Colleles de seda idem dem.
Ditos de fusto.
Camisas inglezas lodas de linho.
Ditas francezas de di Hrcules qualidades.
Malas e saceos de viagem.
Borzeguins de Mellier e outros fabricantes para
hornera.
Ditos para senhora.
Charutos de Havana, Baha e manilha.
Camisas de flanella
Chapeos de todas as qualidades para homem,
senhora c crianzas.
Cortes do vestidos brancos de blonde com ca-
pella e manta.
Didos de vislidos brancos de seda para casa-
mentos
v
No armazem de Jos Antonio Moreira Dias
& c, na ra da Cruz n. 26, vende-so :
Candieiros de lato de Lisboa.
Lazarinas e c'.avinotes.
Lena larga de superior qualidtde.
Linha do roris.
Missanga para rosario.
Rosarios enQados com perfeigo.
Ferros de ago para engommar.
Ferro sueco" em barras.
Chumbo em lenool.
Pregos francezes e de construego, de todos os
lamanhos.
Pregos caibraes do Porto.
Chaciras estanhadas e forradas de porcelana
ingleza.
Cartas portuguezas muilo finas.
Balanga de novo modello para pesar 1,000 e
t.OOO libras.
Mercurio de Lisboa.
Ferros de lato para engommar.
Esporas, brides e estribos de metal do principe.
Ricas (eixaduras francezas pera partas coa
boles de vidro
Taes de forro de todos os lamanhos.
Ricos paliteiros e tinteiros de metal prleados.
Lionas de carreteis de 200 jardas do autor Ale-
jandre.
Cera em velw de Lisboa.
Vendem-se estas pilulas no estabelecimento
geral de Londres n. 224, Strand, e na loja de
todos os boticarios droguistas e outras pessoas
encarregadas de sua venda em toda a America do
Sul, Havana e Hespanha.
Vendem-se as bocelidhas a 800 rs. cada urna
dellas, contm urna instruccao em portuguez pa-
ra orpiicr n modo de se usar destas pilulas.
O doposito geral em casa do Sr. Soum
pharmaceutico. na ra da Cruz n. 22, em Per-
namb co.
CALCADO
Grande sortimento.
45--Rua Direila*45
SABAO
do deposito geral do Rio
com Tasso & limaos.
de Janeiro: a tratar
Os estragadores de calcado encontra-
rlo neste estabelecimento, obra supe-
rior pelos precos abaixo :
Homem.
Borzeguins ai iio^-4;os m < 9000
Ditos (lustre e bezerro)..... "nno
Borzeguins arranca tocos. 7$000
Ditos econmicos. i 6#000
SapatOes de bater (lustre). 5#000
Senhora.
Borzeguins primeiraclasse (sal-
to de quebrar) ......5#000
Ditos todos de merino contra
calos (salto dengoso).....4jj|500
Borzeguins para meninas (for-
tissimos)..........4|000
E um perfeitosortimento de todo cal-
cado e daquillo que^ serve para fabrca-
lo, como sala, couros, marroquins, cou-
ro de lustre, fio, fitas, sedas etc.
Bezerro francez
grande e grosso :
. De 4# e 5.
Na ra Direita n.' 45.
Farinha de mandioca
nos armazens de Tasso A Irmaos.
filho
nos armazens da Tasso A Irmaoa.
Tachas para engenho
Fundico de ferro e bronze
Francisco Antonio Correia Cardozo,
tem um grande sortimento de
tachas de ferro fundido, assim
como se faz e concerta-se qual-
quer obra tanto de ferro fun-
dido como batido.
-- Em casa de N. O. Bieber & C,
successores vende-se :
Brilhantes de todas as dimensoes.
AlgodSozinho da Baha.
Cognac em caixas de 1 duzia.
fr.*- em barris.
Vinho xere.- 4-tt
Champagne da mu to**^ ^^
Barre t C.
Ferro da Suecia.
Dito inglez.
Ac de Mlo.
Lonas, brinsCes e brins para vella.
Attenco.
*
Vndese a armor,o da loja da ra Dirta, boa
para qualquer negocio ; sendo toda forraia eu-
vidracada : a tratar na mesma loja na ra Dijfci'a
o. 13, ou na mesma ra n. 11.
3MCbyc i>aa>focB)Offj>flpCBr
Seguro contra Fogo
COMPANIIIA
I
coberlos edescobertos, pequeos e grandes, de
ouro patente inglez, para homem 9 senhora,
de um dos melhores fabricantes de Liverpool,
vindospelo ultimo paquete inglez: emeasa de
Soulhall Mellors & C.a
A 320 RS.
a libra
de ptimo presunto, proprio para fiambre.
ASOOrs. a libra
de amendoas do pasca mole muilo novas.
A160rs. a libra
de cevadinha muilo boa, recentemenle chegada.
A 1#500
o par de botinas para senhora, calcado preferivel
ao de Franca, pelo prego e a qualidade : no ba-
zar pernambucano da ra do Imperador.
Vende-se.
Na ra Wova de Santa Rita, serrara
de Ignacio Bento de Loyola, vende-se
por pre^o commodo, um sortimento
completo de taboas de amarello, lo uro,
sedro etc., e. armac/5es de camas de ven-
to, bem feitas, e de boa madeira a

LONDRES
AGENTES
J. Astley & Companhia.
para
Vende-se
Formas de ferro
purgar assucar.
Estanho em barra.
Vrniz copal.
Vinhos finos de Moselle.
9 Enchadas de ferro.
Brim de vela.
Folhas de metal.
Ferro sueco.
Ac de Trieste.
Pregos de composico.
Lona ingleza: no arma- m
zem deC- J. Astley A C.f
Cocos italianos
de folba de flandres, muito bem a^8"
dos, poden do um durar tanto r/iawto
duram quatrodonossosa 400 r- "m
e 4/| urna duzU : na ra Direita y> *'
loja de funiteiro. /
T- .'.'*



ARMAZEMPROGRESSO
DE
i
--Largo ila Penha-
Manteiga perfectamente flor a 800 rs. a libra-e em barril se ar mais algum abalimento.
Queijos mullo hoyos
a 1J700 rs. e em caixa se far mais algum abatiment nicamente no armazem Progresso.
iVmeixas francezas
pTogresso 8 OlUa canipoleirasd i Carioes debo\m\\os
muito notos proprios para mimos a 500 rs., e em porco se (ara algum abalimento so uo Progresso.
Figos Ac comadre
em caixinhas elegantemente enreitadase proprias para mimoss no Trogresso ecom avista se far
uo prego commodo.
"Latas de soda
com 2 1|2libras de diCTerenles qualidades a 1600 rs.,unicameDle no armazem Progresso.
Conservas
a 700 rs. o frasco vende-se nicamente no armazem Progresso
"ttolacniuua ingleza
muito ora a 320 rs. a libra e barrica 4$, nicamente no Progresso.
Potes vdrados
de la 8 libras proprias para manteiga ou outro qualquer liquido de 400 a 1*200 rs. cada
no Progresso.
Choeolate francez
a 1$ a libra, assim como vendem-se os seguintes gneros ludorecenlemcnle chegado e desuperio-
res qualiiiades, presuntos a 480 rs. a libra, chourica muito nova, marmeladado mais afamado fa-
bricante de Lisboa, maca de tomate, pera secca, passs, fructas em calda, amendoas. nozes, frascos
com amemioas coberlas, confeilos, paslilhas de variasqualidades, vinagre branco Bordeaux proprio
para conservas, charutos dos melhores fabricantes de S. Felii, macas de todas as qualidades, gom-
mamuilo boa, emlhas francezas, champagne das mais acreditadas marcas, cervejas de ditas,
spermacete barato, licores francezes muito finos, marrasquino de zara, nzeile doce purificado, azei
touas mullo novas, banha de porco refinado e oulros muito gneros que encontrarlo tendente a
raolhados, por isso prometera os proprietarios venderem por muito menos do que oulro qualquer
promelera mais lambem servirem aquellas pessoas que mandsrem poroulrae pouco pralicas como
s^ viessem pessoalmente ; rogam tambem a todos os sanhoresde engenho e senhores lavradores
queiram mandarsuas encommendas no armazem Progresso que se Ihes aflianca a boa qualidadee
o acondicionamento.
Yerdadeira goma de mala vana
a 400 rs. a libra, s no Progresso.
Palitos
cilhalos para denles a 200 rs. o maco cjm 20 macinhos, s no Progresso.
Cha hyson, nerula e prcto
os melhores que ha no mercado de 1*600 a 2*500 a libra, s no Progresso.
Passas em caixinhas de 8 libras
as mais novas que tem vindo ao nosso mercado pelo diminuto preco de 2$560, s do Progrosso.
Macas cm caixinhas de 8 Vil,vas
conloado 405 qualidades pevide, grao de bico, estrelinha.alelria branca e amarella e pastilhas de
maca, s no Progrosso, e com a vista se far un preco commodo.
Cnonxicas c paios
mais novas que tem vindo ao mercado,s no Progresso, afiancando-se a boa qualidade e a visla.
es tara um preco commodo'.
PIABIO DE PEftNAMBUCO. SEXTA FE1RA 95 DB.lAfO E 1960.
Escravos vtna.
V >ndem-se, trocam-se e comprsm-ie escra-
vos ie toda idade, e do anboa os sexos ; na ra
do Imperador n 21, primetro andar.
-- Arados americanos machinas
pai a larar roupa: em cata de S. P. Jo-
hn ton & C. ra daSenzala n. 42.
Yinho de Bordeaux.
Emcasa de Kalkmann Irmos &C, ra da
Crm n. 10. encontra-se o deposito daa bem co-
ntundas marcas dos Sra. Brandenburg Freres.
e (jos Srs. Oldekop Mareilhac A C, em Bor-
deaux. Tem as seguintes qualidades :
De Braiuleiiburg frres.
St. Eslph.
St. Julicn.
Ma gnux.
Laiose.
Ch leau Loville.
Ch; teau Uargaux.
De Oldekop & Mareilhac.
St. Julien.
St. Julien Mdoc.
Ch teau Loville.
Na mesma casa ha para
vender:
Sh rry em barris.
Malcira em barris.
Cognac em barris. qualidade fina.
Co nac em caixas qualidade inferior.
Ceiveja branca.
(Ti
*f.
um.se
CONSULTORIO
DO
Pr. P. A. Lobo Moseoso,
3 ra g^a f.ioai %.< vh a emi e i mkvo 3
Clnica por ambos os systemas.
r.. ? Dr"'5bo Moscosod consultas todos os dias pela roanhSa ede tarde depois de 4 horas.
Lontrata partidos para curar annualmente nao s para a cidade como para os enaenbos ou outras
propnedades ruraes.
Os chamados devem ser dirigidos sua casa at as 10 horas da manha e em caso de ur-
gencia a outra qualquer hora do dia ou da noile sendo por escripto em que se declare o nome da
pessoa, o darua e o uumero da casa.
Nos casos que n5o forera de urgencia, as pessoas residentes no bairrodo Reeife podero re-
metter seusbilhetes a botica do Sr. Joo SounnA C. na ruada Cruzo loja de livros do Sr. Jos
ogueira de Souza na ra do respo ao p da ponte velha.
Nessa loja e na casa do annnnciante achar-se-ha constantement e os melhores medica-
memosnomeopatnicos ja bem conhecidos e pelos precos seguintes r
Botica de 11 tubos grandes, ..."....'... 10J0OO
D.osde 24 ditos...............15|oo0
Ditos devotos..............20S090
n! ^S.1.108...............25S00O
Ditos de 60 ditos............ 0>000
Tubos avulsos cada um........) \ 14000
Frascos de linduras........"."."."."* 2S0O0
Manoal de medicina homeopathica pelo Dr.' Ja'hr tradu'zid'o ^^
em portuguez com o diccionario dos termos de medi-
cia cirurgia etc.. etc. ,........ 203OOO
Medicina domestica do Dr. Hering, com diccionario. 10S000
Repertono do Dr. Mello Moraes......... 6JOO0
ver
ras
rs.
lib
achas e moendas
raga Silva & C, tem sempre no seu deposito
ra da Moeda n. 3 A, um grande sortimento
tachase moendas para engenho, do mutto
aci editado fabricante Edwin Maw : a tratar do
me smo deposito ou na ra do Trapiche n 44.
Pechincha.
\m pequeo toque de avaria.
Na ra do Queimado n. 2, loja do Preguica,
veiilera-se pecas de algodao encorpado, largo,
coi -i pequeo loque de avaria a 2JJ500 cada urna.
A os amantes da economa
a ra do Queimado n, 2, loja do Preguica,
dem-se chitas de cores fixas bstanle escu-
,pclo bnralissimo prego de 68 a pega, e 160
o covado.
- Carne de vacca salgada, em barris de 100
as : em casa deTasso Irmos
Oleado
cores.
P
poi
de
FUNDICaO daurora.
Seus proprietarios offerecem a ,i!.n ._
wmmmmmm
antender para aualquor obra. H
endem-se oleados decores os mal finos que
)ssivel ncsle genero, e de diversas larguras,
prego commodo : na ra Direita n. 61, loi
:hapeosdeB. de B. Feij,
RuadaSenzaIaNovan.42
\ ende-se em casa de S. P. Jonhston 4 C. ra-
tas de lustre para carros, sellis e silhes in-
:es, candeeiros e castigaes bronzeados, lo-
nglezas, flo de vela, chicote para carros, e
itaria, arreios para carro de um e dous caval-
e relogios d'ouro patente inalezes
Verdadeiras luvas de Jovin de to-
as cores, ra da Imperatriz n. 7,
do Leconte.
qu<
gle
as
mo
os.
da
loj
- Lembramos aosnossos amadores, antes que
icabe de vender a variada eollecgao de arbus-
e sementes de flores, de herlalice e arvores de
:to, a saber: mecieras, pereiras, ceregeiras,
dai lascos, possegueiros e parreiras, que se acharo
venda al o principio da semana prxima : na
do Cabug n. 3 A. Tudo vende-se barato, e
ilagao propria para a plantago.
- Vrndc-se ti ir a casa terrea n. 68, e um ter-
reio contiguo i mesma, com 33 palmos do fren-
te, no becco do Quiabo, povoacSo dos Afogados :
a l atar na ra de Sanio Amaro n. 8.
se
tos
fru
ru
a e
R
22
pa
za
re
a
qu
de
CO
Cn
Ap
80(
do
oa pretendentes ae podem
Armazem de fazendas,
NA
Ra do Queimado n. 19.
Coberlas de chita, gosto chinez, muito finas, a
prego de 2$.
Longos de cambraia para algibeira a 24 a duzia.
CJiilaa francezas miudinhas e muilo finas, co-
vado (pechincha) a 240 rs.
Cortes de riscado francez imitando alpaca,
muito bonitos, tendo 13 1|2 covados, por 2#.
Lencos para menino e meninas a 80 rs. ca-
da um.
Meias cruas para menino de todos os lamanhos
Ditas brancas para meninas.
Chales de merino estampados a 2J500.
Alpaca prota, o covado a 820 rs.
Baloes para senhora a 6f.
Madapolao cora pequeo defeito a3g.
Algodao monslro, 8 palmos, a vara a 600 rs.
5#80aS miudiuh com 38 covados por
Paletots de brim de cores a 33.
Ganga francoza escura, covado a 500 rs.
Sr,fx?m.p-i!10' ? mais Qn0(lue h no mercado
e de forma elegante.
Tapetes franjados para sala
Chapeos de sol para menina a 48
Madapolao fino a 6j.
Bramante de linho, vara a 28300.
Para liquidar*
Na loja da Aguia de Ouro na ra do Cabug
n. 1 B, caixinhas com 8 libras de superior fio
porrato pelo baratissimo prego de 1 a eaixa.
Vendem-se 3 pro-
priedades,
Urna na travesa do arsenal de guer-
ra, duas na ra Augusta, todas novas e
bem conceitada: a tratar na ra do
^Vigario loja a. 17.
Leite de cabra e de \acca.
Na casa de hanhos do paleo do Carmo, vnde-
se leite de cabra puro a 40O rs., e do vacca a 320
lodos os das, das 7 horas da manha em diante!
Chales chinezes a
a 4#500.
Na bem conhecida loja do Preguiga, na ra do
ueiraado n. 2, vendem-se ricos chales de meri-
no de modernos e lindos gostos com um pequeo
defeito de mofo a 4500 cada um.
I Guita-percha.
stt Artigo? para invern de gutta-percha
|| ou borracha, vende-se na ra Nova n.45 11
Jf C& LOJA DE MARMORE.
Moleque.
Vende-se um ptimo moleque com 13 annos
de idode, bora copeiro, fiz todo o servico de ca-
sa-de honiem solleiro ; na ra da Cruz n. 23,
segundo andar.
Pianos
Saunders Brothers & C. tem para vender em
eu armazem, na praca do Corpa Santo d. 11,
alguns pianos do ultimo gosto, recentimente
chegados, dos bem conhecidos e acreditados fa-
bricantes j. Broadwood ASons de Londres, e
mullo proprioaaaraeatecUm*.
Knfeites de vidrilho e de retroz a 48 cada
um : na ra do Queimado n.87, loja de 4 portas.
Er casa de Rabe Scbmettan A
C, ma da Cadeia n. 37, Temiem-se
elegantes pianos do afamado fabrican-
te TraumanndeHamburgo.
ra
pa
O 8
rei as
me
de
Aeiicao.
do Queimado n. 19, ar
mazemde fazendas.
ahitas francezas finas de padrees roiudinhos a
) rs. o covado, corles de riscado imitando al-
ia com 13 1(2 covados a 2$, coberla a chne-
le chita muilo fina a 2, pegas de chita de co-
flxas, muito boa fazenda, tendo 38 covados,
#800, ganga francesa para caiga e paletots
50>i rs. o covado, lengos de cambraia brancos pa-
ra algibeira a 28 a duzia, algodao com 8 palmos
afOO rs. a vara, um resto de algodao superior a
2i00 a pega cora pequeo defeito, idem de chi-
ta fina franceza a 180 rs. o covado, chales do
mnn estampados a 2fl500, brim de linho de
idrinhos a 500 rs. o covado, baloes a 58.- len-
para meninos a 80 rs. cada um. sortimento
meias para meninos e meninas, fil de linbo
fin) j 800 rs. a vara.
Attenco.
rende-se na ra Novan. 71 junto a ponte.sac-
com milho muito novo a 1$, na taberna da
z de Almas em ponte de Uchoa a 58500 e em
pucos a 5500 taberna nova junio ao agougue.
- > ende-se gomma de maiarana verdadeira a
r8l'.e carrnhosde man muilo bem construi-
a 14g : na ra Nova n. 71, junto a ponte.
- Na fabrica decaldeirciro da ra Imperial
jos lo a fabrica de sabo, e Da ra Nova, loja de
agens n. 37, ha urna grande porco de folhas
sinco, j preparada para tclhados", c pelo di-
mi luto prego de 140 is. a libra.
Plantas e flores diversas.
Iellorce, membro da sociedado de horlicoltu-
l Pars, estando para se retirar para a Euro-
no pnmeiro vapor, vender de hoje em dianle
u variado sorlimenlo de plantas, flores, par-
as e fructeiras diversas, cora grande abali-
zo de preco : na ra do Cabug n. 3 A.
I Vende se g
Relogios patentes.
Estopas.
Lonas.
Camisas inglesas.
Peitos pera camisas,
Biscoutos.
Em casa de Arkwight A C, ra da
Cruz n. 61.
m-Mui
Aos senhores logistas de miudeza.
Eicos prelos de seda,
I its brancos e prelos de algodao.
luvas pretas de torcal.
intos elsticos.
inhas de algodao em novellos : vendem-so
precos commodos, em casa de SoutballMel-
4 C, ra do Trapiche n. 38.
Attenco.
Armazem de fazendas
i;
FABRICA
DE
SiU na roa Imperial b. i i 8 c i 20 juta a fabrica de sabo.
DE
Sebastio J. da Silva dirigida por Fraaeise Benire da Costa.
do loS! Vmln?^ciTnt av.se?pre PfomPtof l'mbiquea de cobre de d.fferentes dimencoes
nara reXifi oT* i,mple^ ^obrados, para destilar agurdente, aparelhos destilatorios continos
mXS^^ Mm radu"S2 al 40 K'< (Pela graduago de Sellon Cartier dos
ieSSd\lt19 appr0Ta1d0 e onhecidos nesta e outras provincias do imporio, bombas
il h^Hl'HSlS',?!pera-nles ed.! pucho lano de cobre como de bronze e ferro, 'lorne.ras
t?nom^!?ve?*aB F^fJ"* alarabiques. tanques etc., parafusos de bronze e
./dhioE*?. agua,por as para for2alhas e envos de ferro, tubos de coore e chumbo de todas
dimecoes Pa, encmenlos, camasfle ferro com armagao e sem ella fuees de ferro notaveis e
!T^^;ih,.6dW|0,,;e0bf- f KndeS d,e Wqe,1 ^ASTiSimi^t^
para engenho, folha de Flandres, chumbo em lencole barra zinco em lencol e barra Unrfte p
erfoll spadra feSrft1 dVlo"0'^ 5*" ng'eZda todM "-ff--^^^o.
oarte dMemoenbndnt \nL '"'.,mult0S arl,gos p0,r menos Preeo d 1e em outra qualquer
?. ,rL ti P a-. ^ :se ,,oda e ^alquer encommenda com presteza e peifeico i conhecida
ao na ruaTova nVTo^V *** *' d8en honr.remP-no. com aP sua confiangS? acha
rao na ra Nova n. 37 loja de ferragens pessoa habilitada para tomar nota das encommendas"
Relogios de ouro e prata.
Em casa deHenry Gibson, ruada Cadeia do
Reeife n. 62, ha para vender um completo sorli-
menlo de relogios de ouro e prata, chronome-
Iros, meioschronometros e de ptente, os me-
lhores que vem a este mercado, e a pregos ra-
zoaveis.
SINETES PARA MARCAR ROUPA1
2 2 RA DA IMPERATWZ 2 2
Fazendas porbaixos precos
Ra do Queimado., loja
de 4 portas n. 1.
Ainda restam algumas fazendas para concluir
a liquidagao da firma de Leite* Correia, asquses
se vendem por diminuto preco, sendo entre ou-
tra* a seguintes:
Chitas de cores escuras e claras, o covado
a 160 rs.
Ditas largas, rancezas, finas, a 240 e 260.
Itiscados francezes de cores fixas a 200 rs.
Cassas de cores, bons padres, a 240.
Brim de linho de quadros, covado, a 160 rs.
Brim trangado branco de linho muito bom. va-
ra, a 1JSO00.
Corles de caiga de meia casemira a 2J,.
Ditos de dita de casemira de cores a 5#.
Panno prcto fino a 3tf e 4$.
,Ji* dc cor", finas, pora hornera, duzia a
Grvalas de seda de cores e prelas a 1J.
Meias brancas finas para senbora a 38.
Ditas ditas muito finas a 4jJ. .
Ditas cruas finas para hornero a 4$.
Cortes de colletesde gorgurao de seda a 2.
Cambraia lisa fina transparente, peca, a 4>.
Chales de laa e seda, grandes, um 2.
Grosdenaple prelode 1J600 a-2#.
Seda prcla lavrada para vestido a 1600 e 2S
Cortes de vestido de seda preta lavrada a 16.
Lengos de chita a 100 rs.
Laa de quadros para vestido, covado, a 560.
Peitos pira camisa, um, 320.
Chita franceza moderna, fingindo seda, covado
a 400 rs. "
ntremelos bordados a 200 rs.
Cjmiselas para senhora a 640 rs.
Ditas bordadas finas a 2JJ500.
Toilhas de linho para mesa a 2* e 4.
Camisas de meia, urna 640 rs.
Lengos de seda para pescogo de senhora a
560 rs.
Vestidos brancos bordados para baptisar crian-
gaa a 58000. r
ortea d calca do casemira preta a 6a.
Chales de merm com franja de seda a 5.
r.8 "'Saue riscado de quadros a 800 rs.
a MvSVerde para ves,ido de montaiia. cova-
do, 1$280.
Lengos brancos de cambraia, duzia, a 2.
Com toque de avaria
1:800
Cortes de vestido de chita rocha fina a 1:800
lengos de cambraia brancos a 2:000 2:500 39
4:000 a dusia ditos com 4 palmos por cada face
e de 4 e raeio por 5:000 cousa rsra no Arma-
zem de fazendas de Raymundo Carlos Leite k
Irmos. ra da Imperatriz n. 10.
mmm mm mm tmmmmu
GRANDE ARMAZEM
DE
Roupa feita.
Ra Nova n. 49, junto
aigrejada Coneeico dos
Militares.
' Neste armazem encontrar o publico
um grande o variado sortimento de rou-
pas feilas, como sejam casacas, sobreca
sacas, gndolas, fraques, e paletots de
panno fino prelo e de cores, paletpts e
sobrecasacas de merino, alpaca ebomba-
zina prelos e de cores, paletots e sobre-
casacos de seda e casemira de cores, cal-
gas de casemira preta e de cores, dilaade
merino, de princera, de brim de linho
branco e de cores, de fuslao e riscados,
caigas de algodao, colletes de velludo
preto e de cores, ditos de selim prelo e
branco, ditos de gorgurao ecasemira, di-
tos de fustoes e brins, fardamentos para
a guarda nacional, libres para criados,
ceroulas e camisas francezas, chapeos
grvalas, grande sortimento de roupas
para meninos de 6 a 14 annos ; nao agra-
dando ao comprador algumas das roupas
feitas se apromptaro outras a gosto do
comprador dando-se no da convencio-
! nado.
Mfi-
Relogios?
Vende-se em casa de Johnston Patcr & C, roa
do Vigario n. 3, um bello sortimento de relogios
de ouro, patente inglez, de um dos mais afa-
mados fabricantes de Liverpool; tambem urna
variedade de bonitos trancelins para os mesmos.
Em casa de Borolt & C, ra
da Cruz do Reeife n.5, ven-
de-se:
Cabriolis muilo lindos.
Charutos de Havana verdadeiros.
Presuntos para fiambre.
Fumo americano de superior qualidade.
Ghampanha de primeira qualidade.
Carne de vacca em barris de superior auali-
dade. '
Oleados americanos proprios para cobrir carros
Carne de porco era barris muilo bem acondi-
cionada.
Licores de diversas qualidades, como sejam :
o muilo afamado licor intitulado Morring Cali',
Sherry Cordial, Ment Julop, Bitlers, Whiskey &
C, ludo despachado ha poucosdias.
Machinas de coser, grandes e pequeas, dc de-
ferentes autores, de um raodello inteirameule
novo, por prego commodo.
Salsa parrilha em frascos grandes e pequeos.
muito bem acondicionada.
Pilulas vegelaes (verdadeiras.)
Verme fuge.
Carneiros gordos.
No engenho Forno da Cal vendem-se carneiros
gordos por prego commodo.
Espirito de vinlio com M
graos. .
Vonde-se espirito de vinho verdadeirocom 44
graos, chegado da Europa, as garrafas ou as ca-
andaa: na ra larga do Rosario n. 36.
Albardas inglzas.
Anda ha para vender algumas albardas ingl-
zas, excellentes por sua dursrao, levesa -e com-
modidade para os animaes : cm casa de Uenry
Gibson. ra da Cadeia do Recite n. 62.
/ende-se superior linha de algodao, bran-
cbso do cores, em novello, para costura : em
casa de Seuthall MellorA C, ra do Torres
o. 38.
Superiores chapeos de manilha.
Estes excellentes chapeos que por sua qualida-
de e eleroa>duraco, sao preferiveis aos do Chi-
le exiMem venda nicamente em casa de
Henry Gibson, ra da Cadeia do Reeife n. 62, por
prego commodo.
Yende-se
linha de novello de todos os sortimentcs, meias
de seda inglzas de peso e mais inferiores bran-
cas e pretas, por pregos commodos : cm casa de
Henry Gibson, ra da Cadeia do Recite n. 62.
Peitos de esguio de linha
para eamisac.
Vendem-se poitos para camisas, muitos fine,.
u "6u'4Vle "nho a l|O00 cada um : a ra da-
Madre da Dees, loja n. 8 A.
Farelo
em saceos muito grandes, ltimamente chegnoV
doPorto: vende-se no^scriptorio do Carvalho,
Nogoeira & C, oa ra dc^Vigano n. primeiro
andar. r
A 32#000 ris.
Camisas inglzas de fusta
Na ma da Madre de Dos, loja n. 36 A, ven-
dem-se verdadeiras camisas inglzas com peiloe
de fuslao c boteinho para relogio, punhos e col
larmhos de esguiao de linho a 329000 a duzia.
E para vos dizer.
Na cocheira d Eduirdo Bourgeois, na ra No-
va n, 61, tem para so vender panno fino e galo
azul, vaquetas prendes para coberlas de carrns,
lanlernas para ditos c para cabriolis, velas para
dilas, collciras roeslras, ditas falsas, camurgas,
esponjas, graxa preparada para cixos, e tlro
para arreios, frrraduras francezas com cravos, e
muilas oulras ferragens diversas pata carros :
vende-se tambem um jogo de rodas americanas
e oulras para carros de passeio, fabricadas tta
Paris c promptas a serrar.
Attenco.
Na ra da Cadeia doRecifen.il, vendem-se
as seguinles obras : o Demonio Familiar, 29 ou
Honra e Gloria.Gabiiel e l.usbcl ou os Milagrea
de Sanio Antonio, livros de surtes, etc., ele, e
outros muitos que vender-sc-hao muito 'tm
coola.
A 4$ e4#500.
Sacros com milho novo : na ra da Cadeia ic
Reeife n. 64, segundo andar.
Meias de borracha
para homens e meninos, fazenda superior ; r>
CeDtro Commcrcial, na ra da Cadeia do flecic
n. 15, loja de Jos Leopoldo Bourgard.
Botica.
Bartholomeu Francisco de Souza, rualarg
do Rosario n. 36, vende oa aeguintes medica-
mentos :
Rob L'Affectcur.
Pilulas contra sezoes.
Dilas vegetacs.
Salsaparrilha Bristol.
DitaSands.
Vermfugo inglez.
Xarope do Bosque.
Pilulas americanas [contra febrea).
Ungento Holloway.
Pilulas do dito.
Ellixir anti-asmathico.
Vidrosde boca larga com rolhas, de 2 oncas 9
12hbras
Assim como tem um grande sortimenfo de pa-
pel para forro de aala. o qual vende a mdica
preco.
AS MEMORES SIAIIIKilp COSER
DOS
Mais afamados autores de New York
I. M. SIINCER & C.
E
WHEELER & WILSON.
Nonovoestabelecimento vendem-se as machi-
"f81 e" dP.ns autores mostram-se a qual-
quer hora do oa ou da noile e responsabilisamo-
mP^Sc"a bo 1uallda'3e e seguranga :no arma-
wm de fazendas de Raymundo Carlos Leite A
ew B^vJsr'11*1 n-,0-aniigameme
Escravos fgidos.
NA
kttua do Queimado n. 19.f
Chita franceza fina escura de padrees #
mudinhos pelo baratissimo prego de 220 #
rs. o covado, a ellas antes que se acabem, (
pots o prego e a qualidade convida a Z
comprar. Z
Milho e farello.
\ ende-se milho a 49 o sacco em porgo 3>800,
em cuia240 rs., farello a 5J o sacco ; na traves-
sa lo patoodo Paraizo n. 16, casa pintada de
arn irello com oito para a ra da Florentina.
Ra Novan. 32.
Thom Lopes de Sena, dono da anliga loja que
era de sua sogra Hdame Theard, neste eslabele-
cimenlo constanlemenle recebe-se era diceilura
do Franca bons sorlimentos de objectos de moda,
como sejam. chapeos de velludo e de seda d
cores para senhora, ditos do palha de Italia, di-
tos de ditos amazona, chapeos prelos para Inlo,
ditos de velludo e de seda de eores para meninos
e meninas, ditos para baplisados, gorras de vel-
ludo e de seda para menino, pentes de tartaruga
para senhora, ditos muito modernos com vidri-
llios, alfmetes dourados e com madreperola para
segurar enfeiles de cabeca, ditos prelos com vi-
drilho, ditos para segurar chapeo, locados para
os mesmos, enfeiles de cabeca de differentes qua-
lidades, manteletes e capas de grosdenaples,
guarnecidas com bicos de guipure, guarnigao d
raassabu para vestido* de baile, dilas de botoes
para os mesmos, espartilhos de mola com carre-
leis, ditos de enfiar, capucho Msria Sluard mar
sahida de baile ou thealro. fitas e franjas de se-
da do todas as qualidades. Olas de velludo bor-
dadas, cinleiros de borracha muito modernos pa-
ra senhora, botoes prelos eom borllas para ca-
aaveque ; na mesma casa recebem-se firioos
lodos os mezes, e fazem-se vestidos da i Mima
Mda, vestuario para menino so baptisar, lBdo
mais quanto perlence ao loilol de urna senhora.
Vende-se urna escrava crioula de idade de
30annos, sabe cozinhar, lavare sngommar bem,
e cose chao : para ver e tratar, na loja do sobra-
od da ra Imperial n. 167.
4,000 rs.
milho; nos armeos de Tasso
{or aacca de
rmos.
Escravo fgido.
Na noile de 28 de abril prximo passado fugie
de casa de seu senhor um cscravo de nome Ray-
mundo. idade de 18 a 20 annos, eslalura media-
na, e roforgado, bonila figura, bocea pequea, e
bnns denles, falla bem, (rabia escuro) ilho do
lc, d'onde veio, pouco mais ou menos, a um
anno, levou com sigo alguma roupa, consislindc-
em raleas dc briqj trangado branco, de algodao
mesclado, camisas de madapolao, de algodao ris-
cado, jaquea de panno fino azul, (tavaia prela,
ibapo de feltio fino, cor clara, costuma andar
calgado. inliluja se forro, salla muito brm, cois
tendo sido duas vezes aprehendido, leni se eva-
dido, consta ler urna amasia mulata, roulher for-
ra, com quem estere na Boa-Vista, e nonde Toi
apprehendido. esteve trabalhando cm Santo A-
maro : quem o appreheneer e levar ra da
Cadeia do Reeife n. 20, ser recompensado
:;oS(oo de (ratificado.
Fugio da rasa de seu senhor no dia de aLrii
p. p. o prelo de nome Flix, de narao Hoeam-
l'ique, idade de 35 a 40 annos. levu ralea de
brim com ramngem azul, eslalura baixa, cor
fula, barba na pona rto queixo, tem na lesia
por cima do naiiz um caW-mbiuhu que parece cr
signal da Ierra delle, tem os ps um pouco apa-
ihclados, foi esciavo do Sr. Manuel Francisco
Duartc, este o vendeu ao Sr. Synpluonio Olim-
pio dc Oueiroga a quem foi comprado no anno
prximo passatlo, esle tem sido pescador e caa -
dor c hoje padeiro, e por isso tero callos as
juntas dos dedos pelo lado das costas das mao
em razao da roaceira, jfi esleve fgido para ban-
das da villa do Cabo muito lempo, intilula-se
Torro, muda o nome delle para Joao, ou oulro
nome, foi pegado no Cabo porum mogo do mes-
mol ugar por alcunho Quincas ; domingo 8 do
corrente, esteve a larde n'umn taberna na pas-
sagem que vira paia o Remedio, e o Sr. Duarlc
diz que as suas fngidas tem sido para os lugares
seguinles: Caxanga at o engenho Camaragibc
Barbalbo, Ibura at o Cabo ; potlanlo roga-se
aos capitaes de campo e as autoridades policial
e qualquer pessoa que o possa encontrar o apre-
nendara co levero a seu senhor na padaria do
paleo da Santa Cruz n. 6, que ser generosa-
mente recompensado, e protesta contra quem o
liver acolitado cm sua casa.
Acha-se fgido desde o dia 16 desle mezo
escravo Marcelioo, africano bstanle ladino
afectado valenle, de eslalura mediana, idade'
pouco mais ou menos, de 35 annos. seceo d
corpo, pernas bem Anas, barba fina, magiies sa-
lientes, levou camisa de algodao azul, caiga par-
da, chapeo de palha ; quem o pegar, leve-o no
Reeife ra Dimita n. 106, c se for preso fra,
leve oao engenho Arimbi em Ipojuca, que ser
bem gratificado.
Ausenlou-se de casa de seu senhor o esern-
vo de nome Filismino, pardo escuro, representan-
do ler 22 annos de idade, estatura regular, pouca
barba, denles da frente arruinados, ps grandes,
e cabellos crespos : quem o apprehender e levar
casa do fallecido comraendador Luiz Gomes
Ferreira, no Mondego, ser generosamente re-
compensado.
Gratillcac5o de 500000.
Fugio no dia 17 do crreme mez o escravo
crioulo dc nome Malheus, de idade de 20 a 25
annos, e tem os seguinles signacs : cor prela
altura regular, espigado e reforgado do corro'
falla descangada, maos e ps pequeos, denles
alvos, aVidargingado.passomiudo, ecom bstan-
le espinhas no rosto ; levou caiga e camisa de al-
godao de listras azucs, chapeo de palha da Italia
j usado com fila prela ; este escravo natural
de Quebrangulo, onde tem n.ai e irmos, e-foi
pertencente o dito escravo neste lugar aos Srs.
Cosme de Pinho Sotiago e Jos Francisco da
Costa, negociantes neste lugar, os quaes compra-
ran) e deram em pagamento aos Srs. Souza, Bar-
ros 4 c. desta praga, e esles vendern) ao Sr.
Silvino Guilherme dc Barros, o qual vendeu aos
Srs. Mello & Irmao ; consta que esle escravo fu-
gio em companhia do cabra escravo, Matcolino,
de Macei : poitanto, pede-se as autoridades pe-
liciaes e algumas pessoas particulares, quo o
caplurem e lovem-o a ra do Apollo n. 7, ou a
ra Nova n. 1, que gralificarao com a quanlia
cima.
Escrava iugida.
Fugio da casa do abaiio assignado, no dia 1&-
do corrente, urna sua escrava da Costa de nomo
Maria, que representa terde idade 45 annos, al-
tura e corpo regulares, cor nao muito pela, tem
bastantes cabellos brancos, costuma trazer uro
panno atado i roda da cabega, tendo porsignal-
mais saliente as mos foveiras, proveniente de-
calor de ligado. Esta escrava tendo sabido como
de costume, com venda de arroz, nao voltou
mais : roga-se, portanto, s autoridades poli,-
com toque de avaria, vendem-se pegas de chitas ci'S. capiles de campo e mais pessoas de povo>
r'endrDS.oXloia0.m 36 T'^ "*# -W^eBso de dita m. I lev.-l. loia
vendem se % ca- d ^^'S8' na rua do Oiftmado n 8, o ca
de sua residencia na rua da Florentina defronte
da cocheira do IHb. St. lente coronel Sebas-
tio, cjae serio generosamente recompensado.
Marmelada.
Oa/rb Dfela "' 6' ha ma,niel8da s
Rua do Codorniz n. 8
superior a
saceos de 30 caias,
e lio
vde;8e feijao amarello,
por 10*000.
IIilbo saceos grandes, por 4*000.
tera de carnauba, sebo refinado
de algodao.
Contina a vender-se, no largo da Assembla
armazem n. 9. '
Calcado francez barato.
Na loja de Burle Jnior & Martina, rua
do Cabuga'n. 16.
Botinas do lustre para homem dos me-
lhores fabricantes
Ditas de bezerro e panno
Ditas de lustre para senhora
Ditas todos de duraque preto sem salto
para senhora 3*000
Dilas de selim branco para senbora 5*000
tlas de lustre sera sallo para meninas 3j000
aapaioes inglezes de vaquela 5* Di los de luslre com borracha na frente 5*000
itos dito dito para meninos 3*000
8*000
7*000
4*000
Os melhores charutos
to baixos.
da Baha por pregos mu-
Holo francez.
nico deposito desta excellente pitada, em bo-
tes de libra a 2$800, e meias libras a 1*400 : no
Centro Commercial, na rua da Cadeia do Becife
n. 15, loja de Jos Leopoldo Bourgard.
Oculos
finissimos de armagao de ago. para miopes : no
Centro Commercial, na rua da Cadeia do Recite
n. 15, loja de Jos Leopoldo Bourgard.
A 3,500 rs.,
Na rua do Arago n. 37.1
bnoleU e 1 carro de 4 rodas.
Vende-se urna casa Ierre* sita na Iravessa
n ; a tratan rua doaMarlyrios n. 12.
Mmm%


'8,
Lilteratura.
Os ltimos qunzc anuos de vida.
Mello coolinu.iva silencioso, s a cada tnori-
mento, que cu fazia com as minhas pecaa, cafre-
g avo lentamente as mos, sorria-se, erguia as
o spessas sobrancelhas com ar de compaixo para
ni im. posseara vagarosamente osolhos em olla
de si, fixava-os depois no taboleiro e progredia,
liiumphanle e invencivel, no sen aloque.
Aquella derrota continua enfasliava-moeo ve-
lo sempre na mesma p#iQo, indiffe-renleo como
enfadad, acobou por me determinar a por termo
ao xadrez.
Ora acabemos com isto, exclamei eu ineio
iniado, tentio a cobeca mesmo perdida,..
Acabemos, torncu l'elippe com o seu inol-
teravilsorriso; mas enlo quo havemos de fazer?
Conversemos.
Huu!... lenho to pouco geito para con-
'Fersar...
l'elippe de Mello era um rapaz de Irinta e dous
annos oxcessivaraenle gordo, parece que jamis
podara desfazer-se dos costumes indolentes e
descansados, adquiridos em poucos mezes, que
eslucra no Brasil : o fallar custava-lhe, o andar
faligava-o e o esludar aborrecia-o. Tinha um
bello bigode louro, cara redonda e cheia, olhos
azues ; ora baixo e reforcado, a sua forca passava
como proverbial e o sen* espirito era mordente e
vivo, quando, vencida a habitual indolencia, so
decida a abrir bocea para soltar urna siyra pun-
gente sobre algum desgracado que eslava ao al-
cance das suas envenenadas sellas. Era com lu-
do estimado por todos, porque possuia boas c
prestareis qualidades, e temido daquelles que
nao simpalhisavam com elle, porque ninguem
ousava desaflir nem seus salyricos ditos, nem
scus possanles pulsos.
O seu passado diziam-no romntico e excepcio-
nal ; estivera no Brasil, vivera algum lempo em
Franra no seu regresso a Portugal fra obrigado
a emigrar para Hespanha, d'onde, voliaudo ;
pouco mais de seis annos, parece que assenlra
praca enlo, raatriculando-se depois na polylech-
liica e frcquenlando naquella.occasio o segundo
anno da escola do exercilo.
Dotado de bastante iulelligencia, seu pouco es-
tudo era supprido por ella, e sem pretender fazer
urna figura dislincta, tinha passado sempre nos
exames, bem que nunca gozara sirapalhias de
seus professores pelos modos de independencia,
com que sempre os tratara. Bu de ludo, mellia
ludo a ridiculo c e.hamava a todos crlancas. Eu
tlnha-0 feito miuha companhia costnmada, prin-
cipalmente no Suisso as noiles, aonde elle nun-
ca faliava.
Tiuliamos pois concluido nosso xadrez e Felip-
pe arrendera segundo charuto e continuando a
ollinr cm volta de si as mesas circumdadas de
freguezes e pejadas do bebidas, Indo atreves da3
enormes baforadas de fumo, que expellia rpidas
d.i bocea.
Felippe, perguntei eu, passado um mo-
mento, nao adas que est fri ?... um punch...
am 'i. .
Estou a suar mas nao importa... manda
. sempre vir... supporei que lenho fri.
Ped um bull de punch, e ao menos era ja urna
distracr.no contemplar a chamma azulada e viva
do cognac revolvendo-se e rolando dentro da
pratcada laca em que ardia.
A ver Felippe sempre no mesmo estado de apa-
thia, lembrei-me de o fazer sahir della, obrigan-l
do-o ao menos a fallar. Peiguotei-lhe pois :
Entio a nada le moves ? Nem esta bebida
te d calor ?
S deu em resposla urna prolongada e aguda
gargalhada,
Falla para alii, homcm, conlinuei eu. Con-
ta-nic alguma cousa da la vida.
Nao lenho geito para entreler creancas.
collega, oinguem le pede que cnlretenhas
Crianzas, tornei eu meio desconfiado ; mas falla,
dizc qualqucr cousa ; uoseo que isso me pare-
ce...
E que diabo hei de eu dizer ?
Ora. conta-roc o que le levou a assenlar
p.ra ,j no fin das las viagens c cm urna edudc...
im... ero una edade nao muilo tenra...
simples ; nao tinha nada que fazer, gas-
tira a minha fortuna, c para me oceupar em al-
guma cousa,, ao ver fugirera-me em quinze dias
os ltimos dous contos doris, lembrei-me de
assenlar praca e esludar...
Pois tu gaslastes dous contos de ris em
quinze dias ?...
Admiras-te? *
Nao, mas ..
Pois tambem nao ha nada mais simples.
Com as minhas viagens e eslrotnices dei cabo de
tudoquanlo tinha, o de volta a Portugal achei-
ine apenas possuidor de urnas casitas que valiam
d.iii- millos de ris... Ora de que me servia
aquillo?... vendi-as c os dous conlos gaslei-os...
Mas Qcando sem nada, como queras tu
river?
Como quera viver?... Pois morreu ja al-
guno fume '... e depois para que serve um ir-
mao rieo ?...
Oh l isso...
Ja se v ; meu irmao nao me havia de dei-
xar morrer fome e no meio de qualquer ra ; as
minhas casas era di por tanto um luxo, urna inu-
lihrtade para mira ; vendia-as c para me despe-
dir dos titeos dias dourados, lmmolei a minha
ultima propriedade e com ella lerminei o ificu
Tiver de rapaz. Hoje, bem vos; estou velho, le-
nho trinla e dous annos, sou cabo de esquadra e
de mais estudantc ; por tanto, em posijo, em
que nao preciso de dinheiro.
Mas. Felippe, ja nao quero que me con-
tes a tua vida, mas ao menos dize-me cm que
gastaste os leus ltimos dous contos de ris, di-
zcs ?...
Direi; o olha que a minha vida nao l'a
conio, porque nem ella me lemhrar : mas para
avivares a minha reminiscencia manda sempre
vir mais punch ; ao menos has do pagar n cu-
riosidade, que cu___j passou odiadez.... no-|
sei se me calendes?!...
O punch foi inmediatamente servido ; accendi
tambem um charuto, Mello accendeu o terceiro,
c eis o que elle me contou.
Achei-mc orpho aos fite annos; meu pae
dckando-nos umo boa fortuna, a mim deixou-
nic a vonlade de a gastar, a meu irmo tenden-
cias para a poop.ir o amonloar. Os nossos genios
compensavam-se ambos; a nalureza nao eslava
portadlo em falte, porque sempre dests compen-
sae.o resultara o equilibrio. Como me nao des-
sem o que era meu, porque me diziam menor, re-
corr aos agiotas e nunca me faltou o dinheiro.
Tu bem sabes como ossas cousas se fazem, ara?
Por experiencia, nao.... felizmente...
Ou infelizmente; mas vamos adianto. Co-
mo nao me faltara o dinheiro viv como um lord,
e como principiava a moda das riagens decid-
mo tambero a viajar. De mais a mais imagiuava
enlo estar apaixonodo ; nao admira, tinha vinle
e um annos... Apaixoura-me, porque nema
minha figura, nem o ouro, meio que me tinha
costumado a julgar-me feliz com n bollo sexo,
tinhain podido conseguir nada do una menina,
de quem goslava, e que embirrava om nao ges-
tar de mim ; caprichos de mulher, ou enlo an-
dava entre nos algum primo....
Tentei rapta-la, mas houvc escndalo; nao con-
segu anda nada e para me distrahir d'essa con-
trariedade e evitar a polica, que me persegua,
fui para o Brasil no primeiro navio, que enron-
trei a sahir de Portugal. Parli sem um pinto no
bolso, nem desconfianza sequer donde elle me
poderia rir ; o nomo de men pae, porm, era bas-
tante conhecido c a casa de meu irmao baslante
acreditada, para que nao podesse encontrar di-
nheiro em qualquer parte cm que me achasse.
Estivo nove mezes no Brasil o do l fui dar
comigo cm Franca atroz de urna nova paixo. E'
preciso notares, que ainda nao completava vin-
le o dous annos, nem tinha esta couraga de gor-
dura, que agora possuo, para mo livrar das sel-
las do Daajayendado, (eslylo do sceulo ultimo...)
Quando vme\ Portugal linham passado tres an-
uos, e nao sei cm que decantada poltica me mot-
il, que fui obrigado a fugir para Hespanha, aon-
de em doze ou quatorzo mezes pudo aprender a
amar as corridas de touros e adorar as andaluzas.
Quando voltei i Lisboa e lomei cotila do que me
perlencia, para pagar aos meus credores, que af-
fluiam do toda a parle, liqudei om um dia, o
que tinha, e no oulro vi passarem os meus qua-
renia c cinco coulos, que tanto era, a novos pos-
suidores. Ficava pobre, mas ao menos tinha vi-
vido cinco annos.... Foi enlo, que me lembrci
que ia ou devia principiar para mim urna vida
nova; meu irmao, apezar de ludo, propoz-mc
associacao no sen negocio. S a lembrauca do
Irabalho me fez mal, mas como era ineviiavel re-
solvi-me a vullar para o Brasil, quando tire a
agradavel nova, que era ainda proprietaro. Ti-
nha urnas casas!....
Era um Ihesouro, que achara; craro mais 15
dias de vida, que poda 1er___Vend as logo por
dous contos do ris o despedi-me de meu irmao
por quinze dias. Nao teucionava porm sahir de
Lisboa, mas quera evitar aquella alhmosphera
de cr.utahilidade o de negorios, que respirava na-
quclla casa ; sihi, pois, oliateide formar o meu
plano de campanha. Em que devia empregar os
meus dous ltimos contos de ris?... Era o pro-
blema que me reslava a resolver.
Principiei por alugar por quinze dias um pala-
cete mobilado, um trem, arranjar criados e pa-
gar ludo adi.intado, incluindo a comida ao Mal-
ta. Installei-me na minha casa nova lendo gasto
com isso 8008 ; restava-me perianto 1:200$. Lo-
go nesse dia, eram quatro horas da tarde, sahi
no meu carro e quiz eu mesmo guia-lo.
Passava pela ra do Alecrim do grande batida,
quando divisci a urna janella rasgada, negligen-
temente vestida o voluptuosamente recostada,
uuia mulher, que me impressionou. Trajava urna
urna especie de blouse branca de caga ; scus ca-
bellos de um louro, que poderiam tomar-se por
*s Q'ouro, cahiam-lhe sollos sobre um eolio lo
anco, quo ojTuscava a braneura da blouse ; scus
olhos azues, mais claros ainda do quo os meus,
(ixaram-se sobro mim por om inslanlo, e nao sei
o que senli com esse maldito olhar. Desde enlo
aquella mulher nao rao sahio do pensamenlo, e
passada mca hora tornara cu a passar por baixo
da janella, em que a tinha visto.
A minha deusa l eslava anda negligentemen-
te recostada, mas no afogueado das faces o na
expresso entrevia-so-lho um corto ar de impa-
ciencia e ao mesmo lempo de tristeza, que me
locou. Chgado ao caes do Sodr apeei-mo o
vira indagar quem poderia ser ella. Disseram-
me que era urna Belga, que vivia alliha Iresdias,
passeava s, nao era visitada por ninguem, mas
sabia amiudadas vezes.
Ao descahir da larde passei ainda urna vez pe-
la ruado Alorrim, mas a pe; ao v-la appare-
cer janella, liz-lhe um leve aceno com a cabe-
ra e mostrei-lhe urna carta ; ella sofrio-sc e em
resposta apontou-me para o primeiro gallego,
que passava. Chamei-o, mostrei-lhe a porta o
cntreguei-lhe a carta para a Belga. Dizia-lhe
apenas cm intelligivel francez: Bella desco-
nhecida, sei que vivis s. Eu nao lenho j so-
lan quinze das a viver, porque apenas mo resta
1:200^, casa, comida, criados e trem para esso
tempo. Queris ajudar-me a gasta-Ios e a passar
feliz com a vossa companhia os ltimos dias da
minha vida ?... O gallego entrn o sahio logo
dizendo-me, que tinha sido entregue n minha
carta, e, passados minutos, apparecia ella ja-
nella com um shall lancado sobro os hombros,
um chapeo na cabera e um veo branco, pendido
sobre a fronte, atravsdo qual apparecia um sor-
riso encantador e expressivo. Subi, enlrei em
urna sala soffrivelmenle mobilada, offercci-lhe o
meu liraco, olla arcitou-o o sahimos como dous
verdadeiros amantes de ha muilo condecidos.
Durante os quinze dias seguinles eu c Julia pau-
sarnos urna vida inimitavcl. Nao houvc espect-
culo, em que nao apparcccsscmos ; nao houvc
moda, que nao Irajassemos ; nao houvc jantar,
nem rcunio, que nao dcsseinos a urna socieda-
de, que sempre facjl de criar, para quera tem
dinheiro a retunde r. Julia era um raro conjunc-
to de pcrfgflBc provavcl que tivesse os seus
defeitos cMPoulher; nao Uve porm occasiio
de Ih'os connerer, uem lempo para Ihe deixar um
desejo a sentir, ou um capricho a satisfazer.
Lembram-mecom saudade osses ltimos quin-
ze dias de vida, que viri neste mundo, c pinta-
sc-mc na imaginario a minha Julia, por quem
quasi me a opalxonando verdaderamente; o
que me valeu foi, que, enlo j principiava a en-
gordar sulTicicnlemciilQ o tinha quasi vinlb c seis
annos .
Mas como a deixaste depois?...
Nao houve nada mais fcil. Eu t'o digo.
Gasta a ultima libra, terminara tambem o ultimo
dos qunzc dias, em que vvia cora Julia. Ncssc
momento cheguei-rae francamento a ella o dis-
se-lhe :Julia, chegou o ullmo'momento de
minha vida, acabou-se-me a ultima libra!....
Cumpristc a tua niisso ; facamos, pois, as nos-
DIARIO DE fgRNAMBUCO. SEXTA FE1RA i5 DE MAtO DE ,860.
sas despedidas como bous amigos, que foraos, e
para coi tmemorarmos a nossa separacao, troque-
mos os nossos anneis. J nao tinha seno um
annel d')uro, que comprara oilo dias antes; mel-
ti-lh'o 10 dedo e apossei-me desle do cabello
della, quo ainda trago, apezar de me ser porta-
do, pon ue os dedos engordaram-me tambero,
como U podes ver; olha.. Of!ercci-lhe depois
o braco e assim como a tinha conduzidtj, I mi-
nha casi quinze dias antes, assim entio. ajcom-
panhei i sua, s com a difTerenca qo^jimos
preced los por dous gallegos, levando
hus cor i objeclos, que ella nao tinha t
bagatel as___farrapes de selins e vcllu
qmiliar as de jolas e perolas Cheg;
do Alee im, subimos i sala aonde q
antes ei trra pela primeira vez ; aperl
dialmenle a mi, despedi-me della o p
Ihe se fcava s
Hi je, fleo de certo, roas naturalm
nhi le ei a minha companhia antg
" i 25 do mez, deve chegar o paj
-a, e nclle o meu V... que me
s dias antes de to ler cncon
de negorios de familia... Ai I
Mas dzc-me, Filippe, tu agora!?
izer?...
nha sa
Inglatcrl
xado. Ir
ir tratar
amo...
cionas f
Enlo?... nada.
possuo.
chnica d
que cst
ama
EAma-
9le de
dei-
para
cu o
ten-
Et lio queres morrer?
Piis pode-se viver sem dinheiro?
Pede sim... olha... faze-lc soldado...
Beijei-lhe ainda a roo, e dahi a um* hora
asscnlr a prara em caladores 6, a que hoje per-
tengo, c aonde lenho feito' lio honrosamente o
meu sei vico, que ganhei estas duas divisas, que
E' sobre oe voasSsconrilei...
presi-
Nesso anno matriculei-mo ni pyte-
hoje sou (cu condiscpulo. Bem'vos,
ndo a acabar o meu curso de engenharia,
nem lenho perdido o meu lempo, nem meu ir-
mao as suas mesadas do tres moedas, quo sem-
pre me tem fielmente dado.
_ E nao te lembras do tempo cm que eras
rico? p> rguntei eu olhando pasmado pira Pilip-
pe, que terminara o seu quarlo charuto e soce-
gadame lie enchia o seu oilavo calix de punch.
Lfmbro, sim, cora saudade dos meus lti-
mos qui :ize dias do vida, mas do tempo ero que
era rico ..isso nao... Pois dize, tolo, sou po-
bre?... tenho saude, gordura, Irinta e dous an-
nos de i dado sou cabo de esquadra e hei-de cha-
ra a r-mt pobre !... Ora ests acassoar comigo I...
Mas sao onze horas; vamos acabar este resto de
punch, pie nos fallam ainda tres sebentas a ler;
o diabo se hoje nao posso dormir as minhas 10
horas do coslumc...
tes qua
com
A. F. Loi-REino.
[Archivo Universal.
Variedades.
Costimes e contos dos lempos pas-
sados.
) bapismo de um grande pintor.
Entri todos os magistados, decahidos ao mes-
mo tempo que o antigo rgimen, nao" houvc um
mais ai
Antoinc
sidenle
equidadje,
suffragi
docura
os cora
posos
nao acri
que a i
momeo
defeito, o nico que faz sombra s mais brilhan-
ado c unnimemente eslimado do que
Doroniquo de Pulliguieu, primeiro pre-
di supremo tribunal de Montauban. Sua
hoje proverbial, conoiliava todos os
ao mesmo lempo quo a elegancia e
le suas maneiras grangearam-lhe todos
oes. Era citado como o modelo dos es-
dos pas," e aquclles, que ludo censuram,
aram nclle oulra cousa a criticar mais
texbilidade do seu carcter, que, por
os, asseraelhara-se obstinarlo. Este
idades, algumas vezes perlurbava a paz
domestica ; porquo sua mulher, lo viva quan-
I
lo elle
dia.
Um
divida
de seu
areslo
colha ;
dos os
a sua.
A gu
quande
rar. M
gido pl
deu qi:
lameni e
Na t
pcliQc
magnil
ra calmo e grave, difflcilraenle Ihe ce-
com
menl
hoje
lOLlSKTIM
DE PARS A BADN.
VIAGER! DE UM ESTUCANTE E SUAS
CONSEQUENCIAS.
POR
P. I. STAHL.
una
onlo importante a respeito de suaQlhaos
principalmente. Cada uro tinha escolhido
ado, de maneira que seria preciso um
ara obrigar o presidente a deixar sua es-
e sua mulher teria antes arrastado lo-
jarlameutos do reino, do que sacrificado
jrra domestica eslava, pois, imminenle,
a roorle de uro consclheiro a fez eslou-
damo de Pullignieu propozera seu prole-
ra esle lugar ; o presidente comp hen-
nada mais tinha a hesitar, e immeda-
comecou as hostilidades,
rde do mesmo dia em que tinha feito sua
elta, descendo para tomar fresco no
co jardim que circula a praca dos Fran-
ciscanas, enconlrou o criado grave de seu ma-
rido, q ic trazia um duplo baralho de carias. El-
la pan u-o cora um gesto, apoderou-se das car-
tas. El a parou-o com um gesto, apoderou-se
das ca tas, na costa dasquaes eslavara escriptos
os con riles do presidente, segundo o uso d'en-
to.e ;orpreza deixou cahir o baralho lendo
as castas do cinco de paos eslas palavras :
M. c primeiro presidente roga a M. Vallelle
de I ou re o fazer-lhe a honra de vir jantar em
sua casa, amanha 30 de agosto.
Par i aquclles que nao conhecessem M. de
Pullig i'icu, este convite dirigido ao prelcudente,
que r< pellira na vespora, loria parocido de bom
Ah 1 replfcoull. de Pulliguieu com seu fino
sorrise, nao esqoeci ninguem ?
Ninguem que eu ealime, comprehendo !...
Nem mesmo M. de Boure !...
Nio 1 e eatou to admirada, conhecendo
vossas prerencoea, quo desejava saber imme-
diatamente com que Bm foi feito este con-
vite.
Vos o sabereis, kenhora disse o
dente, com a magestade de Agamenn.
Amanha i larde, provavelmenle ?...
Depois talvez : porque, ne preciso di-
..cr-ros que, por motivos de conveniencia, que
bem deveis adevinhsr, farci com que vosso
protegido nao se encoDlro aqu com minha
Olha
Pode-se impedi-lo de fallar-lhe, mas pare-
ce-medificil impedi-lo de v-la.
Por modo nenhum, seohora, e isto depen-
de de vossa complacencia.
Que posso eu fazer, senhor ?
Podis aceitar o convite que me faz monse-
nhor, e levar Jenny Brelolio, onde se rcunem
todas as mulheres importantes para ouvir um
sermio pregado pelo primeiro pregador de To-
losa.
E na nossa ausencia ?
Tralarei do serios negocios cora M, de
Boure.
Me afiancais ?
Oh pela minha honra, senhora?
Faga-se o que desejaes, disse ella, agrade-
cendo ao presidente com a grana de urna duque-
za ; iremos Bretolio.
Emquanto isto se passava entre M. e madarne
de Pulliguieu,o velho criado chegarrlodo cansa-
do casa de M. Valelte de Boure.
Multo oceupado estara enlo o joven ; dese-
nhava desde a manha urna cabeca de Achules,
e applicava-so com tal ardor a esle Irabalho,
que o lacaio vio-so obrigadoa tossir niuitasrczes
para annunciar a sua preaj^a.
Vollando emflm a cabeca, M. de Boure conhe-
cou a libr do presidente, o depois de estreme-
cer e fazer-se vermelho al o branco dos olhos,
occullou o desenhocom precipitacio, levantou-
se e pergunlou ao mensageiro de M. de Pul-
liguieu o que olevava all aquellas horas.
O criado inclinando-se respeitosamcnle entro-
gou-lhe o cinco do paos, e retirou-se em silen-
cio como enlrra.
Elle podia ler gritado cora todas as forjas e
quebrado a porta ni sahida, pois, a joven nada
teria ouvdo.
Immovcl, com a cabera rollada para traz e o
olhar fixo, elle contemplava as duas linhas deste
convite, que o petrificara de sorpreza e de ale*-
gria.
Sua felicidade era to grande, que, depois do
primeiro momento, elle duvidavada realidadedo
que se passava.
Pela minha f I disse repentinamente atraz
delle urna roz vibrante, eis-aqui o que eu nao
ousaria responder neste momento !
Ah I meu charo mostr I exclamou o joren,
se soubesses quanto sou feliz 1
Assim parece, meu charo discpulo, se a
felicidade, como assoguram lira a razio 1
Calai-vos! calai-vosj v Je o que me escre-
ve o primeiro presidente 1
Um convite para amanha ; precioso, hon-
roso mesmo na vossa. edaDe;*eu que sempre
tinha a honrado sertio numero dos escolhidos o
reconher.0 ; mas nao ha molteo para perder o
juizo !. .
Ah I urna felicidade, pelo contraro, que
eu teria pago com o meu sange !
Nao ros julgo to ambicioso l" Esta paixSo
apagar em roso amor das artes ; nao aprende-
ris mais a msica e a pintura, entr egando-vos
s dislraces do mundo, perderis, Sr. do Boure,
os nicos conhecimentos, quo trazem o bem e
satsfazem o coraco I...
Meu charo meslre, sois perfelamente
reliz ?
Nao l porque falta-me um Qlho
ro que em breve Deus roe dar.
Aquelle que assim faliava er Unta e quatro a trinla o cinco annos, cuja phy-
sionomia respirara bondade e franqueza.
Acredito-vos, disse ojoven, depois do o ler
examioado durante alguns minutos ; descobrsles
o thesouro procurado por lodos.
O qual em breve tambem descobrres, se-
gundo pens.
quem
se parece rossa Achules T cm a -
Iha de M. de Pulliguieu, traeos por traeos.
Acreditaea ? exclamou o discpulo co-
rando.
Pela mi nha f e o que ha de mais singu-
lar, a rirge m romana desenhada pela Sra. Jen-
ny, parece-me tambem com alguem.
Com alguem ?
Que intil dizer-ros.
E tomando com precipitaco sua bengala de
caslo de ouro, o mestre de desenho sahio sem
querer mais ourir.
No dia seguintc. desde a manha, o leis en-
contrado assentado sobre a reir a margem do
Areyron.
Esle Anio das nossas montanhas do Quercy e
do Bouergue corre alm de Montauban por
entre profundas gargantas entremeadas de ro-
chedos.
Todos os lugares por onde elle passa, arrastan-
do-sc sobre pedras, offerecem encantadoras pai-
sagens, mas ha urna de um carcter lio potico
como o rale de Bruniquel, lugar de pesca farori-
to de nosso artista.
Utoa muralha de rochedos de urna centena de
ps de altura, aqu coborla de musgo, all de pe-
damos de pedra salientes, inclina-se sobre a cor-
renle, que murmura a seus ps.
O castello em ruinas, cuja tradico remonta a
Brunehant, corda esle muro natural. Atraz da
rea feudal, cnegrecida pelos seculos, se gru-
pam as casas da aldea, suspensas no flanco dos
rochedos como uro rebanho de cabras.
Depois, sobro esle solo 3evoro, como os lem-
pos, do qual elle traz lembramja, v-se urna du-
pla lnha de salguciros, alravs dosquaes de dis-
tancia ero distancia correm as aguas do a zul
Aveyron.
E' no meio da mais sombra margem que dei-
xareraos o mestre de desenho deliciosamente
oceupado com suas linhas lapis, para segui-
rnos o carro da Sra. de Pulliguieu. Fiel sua
proraessa, a mulher do presidente chegou a hora
conrenciooada ao pequeo castello do bspo
Homero de goslo assim como homem de espirito,
M. Francisco Vctor Tonnelier de Breteul, con-
selhciro do rei, bispo e senhor de Montauban,
c abbado de Bell'.prcche, tinha construido tres
quartos de legua de sua cidade episcopal
agradavel casa de campo. EsU ermida chamada
Bretolio, que elle habitara durante os trridos
dias dejulho, seria urna Thebayda deliciosa, se
a bondade do seu- coraco nao altrahisse todos
os pobres, e seu agrado sem limites todos os so-
ores da provincia.
como no bispado, haviam sempre muitas
na sua antecmara, e s o nome e a
qualidado da senhora de Pulliguieu foi bastante
para faifr recuar o-batalho, que sitiara a porta.
Inlroduda-com sua filha, foi recebida o mais
graciosamente possivel pelo bispo, que sorrindo
disse-Ihe .
Sdajaj|ajt rinda, senhora, ainda que receie
que o seftifife qua hoje dero pregar nao seja do
vosso agrado.
E porque, Senhor ? respondeu madama de
Pulliguieu sorpresa.
Porquo, j que 6 preciso vos direi, o pre-
sidente ros illudia ; aqu presentemente sha
um pregador que sou eu, o o sermo vos diz
respcilo.
Posso pergunlar-ros, senhor, qual o ob-
jecto ?
Sempre o mesmo ; o casamento de vosso
filha, acrescentou elle abaixando a voz.
D'esta maneira os dous convites forara urna
dupla cilada, e elle nio quer M. de Roure para
genro?
Por prec.0 algum. Elle Ihe declara n'esle
mesmo momento, e me pedia que ros conren-
cesse.
Ah I o prfido Eu corro arrancar-liie
os olhos.
roraco palpitando
chegou paludo, auando e o
de esperanca e temor.
Ourfam-ae rozes om seu quarto : elle quiz
pam, as eomo amalado par um poder oc-
culto, elle abri a porta, e que espectculo i
Sua mulher, que o Tira* primeiro, mostrou-lhe
com o dedo um menino, que o mais velho me-
dico da cidade tinha nos bracos.
Elle apenas pode balbuciar estas palavras com
urna voz extincta :
Que me desles Anni ?
L'ra filho, respondeu o ancio.
Deus seja lourado, elle ser pintor I
Nb dia segualo, como se tinha convencionado
d'antemio, o artista pedia a M. de Pulliguieu
sua filha para madrinha, honra que lhc foi con-it
cedida pelo primeiro presidente com facilidade,
porque monsenhor o bispo eslava eocarregado
de procurar o padrinho. M. de Breteul esco-
Iheu como se dere pensar, o joren de Roure ;
mas era preciso, toda sua autoridade para tri-
umphar da resistencia do inflcxirel magistrado
Felizmente elle tinha na algibeira um argumento
muilo forte : a nomeaco do novo conselheiro.
Depois de quinze dias de luta o presidente ce-
deu, o a 14 de setembro de 1781 o filho do es-
culptor da ra dos Carmelitas foi levad a Saint-
Jacques para receber as aguas do baptiamo por
M. Valelte de Roure e mademoiselle Jenny de
Pulliguieu, e so chamou Joio Augusto Domini-
que Ingres.
Mart Lavoit.
( Le Moniteur. Caldos Jnior ).
mas espe-
presaf io ; sua mulher interpretoj differenle-
menle
palha
gabin
, e emquanto Frontn ajunl.va asearlas es-
as na alea ou sobre a reir, ella corren ao
le de seu marido.
Senhor, disse ella entrando e olhando-o
urna singular altenco, um agradeci-
ou urna censura o quo lenho a fazer-lhe
Porque, senhora ? respondeu o presidente,
quo se apressou a .oflerecer-lhc galantemcnle
adeira.
E' o que amanha saberemos, mas, que
cxlraordnario aconteciraento vos traz hjije a-
qui?
Os Pynncos, Sr. de Boure, v-se daqui,
podislocar-lhes coro a rao. A madrugada esta-
r sombra, e como a truta, gusta de*te lempo...
- Queris pesca-la no fri Aveyron...
Venho, pois, dar vossa licao esta tarde...
Tcodes trabalhado muito ?
A cabera est acabada, meu charo mestre,
rede 1
O artista tomou o.desenho e observando-o dei-
xou passar por entre os labios urna exclamaco de
sorpreza.
Naolerei lido bom resultado ? pergunlou
tmidamente a joven.
Ah! nao islo o que admra-me Sabes
poro
isso
A
nhad
do d.i
osso
gramlo sanguo feto e por doze vezes no timbre
"que i
espe
dado

XVI.
(Continuado.)
Alm disso eu tinha comprado na praca dos
Farrapos, na qual, apezar do feio nome, so po-
da anda encontrar algumas antiguidades precio-
sas, eu tinha, digo, comprodo lapecarias relhas
dos Gobelins softrivelmente, conservadas, quatro
hallabardas de um bello eslylo e muito enterra-
jadas, ditas enormes espadas de duas maos, um
escudo romano, urna arca re ha do secuto Xilt,
e um soberbo chapeo de sol chinez. Era no mi-
nha opinio quanto baslava para mobiliar magn-
ficamente o meu futuro aposento de estudanle.
Principiei pois a procura de casa3 em que podes-
se encontrar algum que fosse digno da mobilia
que arabo de doscrever, e de seu proprietaro.
Vepnis, cousa ainda mais significativa, tomei a
resoluco de ir inscrpvr-me sem demora nos
registros do Sr. Poithier enlo secretario geral da
ac lemia de Strasburgo.
E para l ia quando passou por mim um padre
rr.oro e esperto que me comprimentou com ar
affarel. Reconheci o padre da deligencia, o pa-
dre do relogio ; e querendo pagar-lhe a fineza
disse:
Enlo, padre, que horas sao hoje?
Eu nao esperava v-lo lerantar a ponta da so-
taina como na noilc da nossa calaslrophe, moso
seu querido relogio estara em melhor lugar ; des-
cansara, engano-mehabitavo, viria, respirara
na sua mao fechada, com a cadeia enrolada em
torno do punho.
Ito assim mais commodo, disse-rae elle,
eom as sotanes, muilo dilficil encontrar as al-
gihpiras.
Olhou eolio com prazer para a palma da mi,
depois levando o mostrador do seu relogio al-
CJ Vide o Diario a 120.
Til
pelo
tura dos meus olhos, fez-me ver que a dar meio
dia.
O padre tinha renunciado a ludo, Salanaz,
ssuos pompas e s suas obras ; s conservara a
sua innocente inclinacio pelo seu relogio. Quera
poderia ccnsura-lo? "
Em tres minutos c meio disse-me elle, o
senhor hado ouvir a pancada.
Inclinei-me para agradeccr-lhe e deixa-lo ;
mas continuando a conversa com o modo salis-
feilo de uro horaem a quem appareceu de repen-
te urna idea feliz, disse-mo o padre ;
Estamos a alguns passos da cathcdral ; quer
entrar comigo ? S ao meio dia que so v o
grande movimento do relogio, ero quanto o se-
nhor olhar, eu acert o meu.
Estamos cm frente da estatua de GuttemberzV,
que, entre parenlheses, nao nederia passar pel
obra prima do David ; ate as duas horas eu tinha
lempo para tomar a minha inscripc.o, e at a
academia eram cem passos : acompanhei pois o
padre egreja. Esperava ser-Ihe agradavd in-
leressando-mepclo seu relogio.
O relogio do Sr. Shwilgu eslava enlo em to-
da a sua novidade. Era a quem fosse admirar
essa teteia colossnl, cssa obra primt seria cujo
triumpho bonecas automticas eram encarrega-
das de tazer.
Quando chegamos, ja era grande a multido ;
o suisso explicara em voz alta a um grupo de
camponios o camponiasdo outro lado do Bheno, Iguej
que o ouviam do queixo cahido, que a melhor do
maneira de-ouvir, o que Ihe ia apresenlar.
Acabava de mo3trar-lhes o retrato de Shwil-
gu, pintado em p em urna das faces da sua
obra, por G. Gurin, entio urna das glorias; hoje
um dos lutos de Strasburgo, quando de repente,
e nio me engaara, vi; encostado na base da co-
lumna dos aejos que fica visinha ao relogio, o
gorducho do capitio, nao s eomo era dever de
um cetibalario, lo obstinado como elle se gabava
de s-lo, mais tendo a seu lado o mais brilhanle,
o mais feiticei'o, o mais amarel e o mais intelli-
genlc rosto de mofa que jamis vi na alegre e
folgasa Alsacia.
O meu amigo Plouck e a sua companheira es-
tsvunrimmersos na contemplarlo do grande gal-
lo, que, erapoleirado na lorrinna, 6 urna das cu-
riosidades mais apreciadas entre todas as que o
retogicTolTerece pasmaceira publica. Era claro
que elle e ella naquelle momento s tinham
olhos para aquella are, que era para rer agita-
rem-3e as suas azas de folha de Flandres, e para
ourir o seu grito, tambem de folha de Flandres,
que alli tinham ido, e que o feliz momento do
cumprimento rjesse digno prodigio era spreilado
E lambem por
les com religiosa attencao.
lo me podiam rer.
HOvaoea nio foi tonga. A morte acompa-
pclas quatro edades da vida, sahio coxean-
sua cabana, e arroando-sc de um grande
a modo de vareta de tambor, hateu com
Esperae ainda, senhora, porque talvez se
possa converter M. de Pulliguieu, sem ser pre-
ciso torna-lo ceg.
A' elle, monsenhor 1 seria um milagro 1
Est bem deixai-me obrar ; lenho milita
esperanza de conseguir. Nao vos direi a manei-
ra porque, mas anles de quinze dias espero ler
alcanzado o que desejo.
Madama de Pulliguieu deixou Bretolio meia
tranquilla conflando-se na mysteriosa promessa
do bispo.
Na sua ausencia as cousas se linham passado
como Ihe havia dito monsenhor, o nosso pobre
M. de Boure, desesperado pela reprehensio do
p'esdenle, que Ihe prohibir aspirar a mo de
sua filha, corra pelos campos quasi louco ; seu
espirito eslava lo perturbado que tendo o acaso
dirigido seus para perto do caminho de Bruni-
quel, elle enconlrou sem conhecer o seu mestre
de desenho, que por sua vez corra para Mon-
tauban, Como un demente.
Eis-aqui a causa da gressa do artista. Em-
quanto, mais feliz que um re, poscava Irulas al-
ternativamente e as desenhava debaixo dos sal-
gueiros do Aveyron, urna pessoa correr viera-
lhe dizer quo elle eslava prestes a ser pae. Es-
quecendo enlo as linhas de lapis elle saltara sobre
o cavallo do mensageiro, e depois abandonando-
o, porque o pobre animal tinha cahido de fadi-
ga, elle voava e nio corria para sua casa, onde
AS FLORESTAS AMBRICANAS. Os europeos,
que desembarcara em Nova-Yorch, Philadelphia
ou Nova-Orleans,e observam os grandes bosques,
que existem as visinhancas dessas grandes ci-
dades no Hudson, em Stalen Island, as mar-
gens de Schurylkill ou do Wssahson, volunta-
riamente imaginam que a America do Norte era
n'oulro lempo urna continuaco, nio inlerrom-
pida de florestas rlrgens to falladas por Chateau-
briand, e que se ellas nao sio lio rirgens, como
na primitiva, ao menos existem ainda quasi tao
uma4dcuses e continuas como enlo; e nada menos
exacto.
Quando dcscoberla, a vasta regio que forma
hoje os Estados-Unidos e as prorincias britni-
cas, era, rerdade, mas arborisada do que a
Europa ; roas a America eneorrara, j naquella
poca.grandes territorios maisou monos destitui-
dos de arroredo; e em seguida, o camponez
americano tem prestado lio pouca allenro ao
pedido do poetaque Ihe poupe as arrores,
que j nao existe um grande numero das florestas
primitivas.
Os Estados-Unidos e as prorincias britnicas
podem ser divididas cm tres grandes regies. A
primeira, excessiramente arborisada na poca da
descoberta. esleude-so do Ocano n'uroa linha
geographica, que, parlndo da extremidade occi-
dental do lago Ene se estenderia al o golpho do
Mxico, na fronleira oriental de Texas. A pro-
porco das trras arbonisadas para a superficie
total na parle superior desia regio (entre 43 e
50 graos desla regiio) de 75 a 90 porcento ; ella
de55 porcento. entre 53 graos e o rio Ohio ou
a Virginia; de 58 por %> as margens do Ohio.
na Virginia, e no Kcntucky; e de 68 por % na
Indiana c nos estados do sul, excepeo do
Texas. Na Kussia, as florestas eslendem-so
perto de 10 graos*mais para o norte do quo
na America.
A regio dos prados estende-se de 92." meri-
diano al 12. e entre as duas paralcllas 34 e
60. Esta regio comprehendo, por conseguate,
as prorincias britnicas do lago Arthabaska, do
rio Saakatchawano, o a do Cysne, o Minnesota,
o Nebraska, o oueste de Wisconssln e do Illinois,
o Jossa, o Misscri, o Kaosas, o Arkansas, o ou-
este do Mississipi e da Louisiana. a maior parte
de Texas, o territorios dos Indios, assim como
a parte oriental do Noro-Meexico, do litan, do
Organo e de Washington. As margens dos
ros, esta regiio possue ainda extensos bosques,
e a proporco do sej solo arborisado em toda a
superficie e de 30 por cento.
ava as horas:
Quando se ouvio a ultima pancada, os doze
apos oos sohirara do um compartimento superior
c vii rain, respeitosamenle, cdda um por sua vez,
recelier a bengo de Chrslo, quo nao lh'a fez
ar. O gallo, se tenho boa memoria, linha
o signal de todas essas evolucdes.
'erdade que perdi muitos detalhes, roas vi
nao sei bem onde, Apollo no seu carro radioso,
iMarina o Venus e mesmo Cupido, os dous ltimos
rnierjados por-pombas, mas lemia que o capitio
se ft;sse emboca, e confesso que a meUde da mi-
nlia.ia.tlenr.io dislraho-se em seu proveilo dessa
inisi ejlanea, um tanto philosophica, do sagrado
e do profano.
mu
O
mo
did
mir
rai\
gen
do-
gib
(
sua
do paisou-se na ordem eterna determinada
celebre engenheiro ; as boneca3 vallaram
para suas casinhas, c ihio ludo em silencio e a
idao foi se escoando pela porlinha lateral,
meu capilo nao podia retirar-se, seno, co-
ruja flzcra com elle, passando sobre o meu
cor| o. Arriando justo offerecer-lhe essa desfor-
ra r. ostei-me na sua passagem. As minhas me-
Js tinham sido bem tomadas. Todo entr-
is explicacoes que pareca dar-lhe o seu lin-
uia, o capito esbarrou com o nariz em
Com os diabos grilou ello ja rermelho de
a, quera r os oulros dislrahidos d passa-
Com os diabos grtei eu tambem imitan-
Ihe o tom e a roz, quem traz osolhos na al-
ira nao sahe a passeio !
capito, largando bruscamente o brar^o da
companheira, deu um sallo o ficou cara' o ca-
ra comigo.
Entio, disse-lhe eu. quando que nos cor-
lamos as guelas, capitio ?
--Com mil bombas! disse elle apenas me co-
nhlfl ; eu nnlava a cata do senhor 1
a^l boa respondi-lhe ; procurava-mc junto"
do gallo Impinja essa a outro, capilo !
-- Sim, eu pensava no senhor, replicou o ca-
pillo ; o que rerdade que o procurei apenas
chezuei, e bali por ah quanto holel de estudan-
le 1 a. Mas por ora nio se trata do que tenho a
diz* r-lhe.
Eesignando-me enlo eom a rrro suagracio-
O joven Parisiense que tenho a honra de
apresenlar-lhe, o agradarel moro que me con-
qaiatou no curto trajelo de Paris a Saint Disier;
^'menino bonito, a quem fiz as commisses
durante todo o caminho. a quera serr de degro
ean urna circiimstaucia grave, que me deixou
com a sua mala as mos e urna negra virtuosa
em recompensa ; aquelle emflm que a causa
do lodos os seus males e de todas as minhas feli-
cidades, acrescentou elle com galantaria ; o Sr.
Pedro Sligler, esludante de quem tero muitas
saudades as senhoras esludantas da Universidade
de Paris.
Pegando enlo na mo da sua companheira
disse :
Mademoiselle Odila Slein.
Inclinei-me respetosamente, mas levantando
a cabega por infelicidade os meus olhos encon-
traran! os da moca, e a seriedade que nella ob-
serrei crearam m mim o firme proposito de
conservar, visto nao poder suster-so. Urna gar-
galhada fresca e sonora, sahida de uro peito opu-
lento, moslrouas duas ordens de denles alvos de
mademoiselle Odila, e pz um lira satisfactorio
ao embaraco que a principio nos linha causado
essa apresentago singular.
E agora que cahio-rxe as unhas, disse o
capito, que me pareceu muilo contento com es-
se alegre desfecho, nao o largo mais, senhor Pe-
dro Eu e mademoiselle devemos saparar-nos
depois do cantar do gallo ; o gallo cantou e che-
gou a hora da separacao.
Voltando-se enlo para a sua companheira
disse :
Adeus, querida Odila, e beijou-lhe respei-
tosamenle a mo, adeus e at a tarde. Tenlia a
bondade de dizer ao Nicolao que hei de levar-lhe
uro conviva. O Sr. Pedro Stiglcr cear com-
nosco.
Nada de replicas, disse-me elle deitando-
mc uns olhos que queriam ser ferozes, j disse e
hade ser assim. Ora enlo fez-me um desar-
ranjo c na minha vida e ainda em cima nao quer
ceiar comigo I
Depois de tor enmprimentado mademoiselle
Odila que o capilo olhava com um modo medi-
tabundo quo nao era habitual ao seu enrgico
rosto, eu disse-lhe:
Que historia essa que me est contando ?
Em que pude eu modificar ascondicoes de urna
existencia lio slidamente constituida como a
sua?
Hade sab-lo e j, respondeu-me o capi-
lo.
Mas, retorqui, comprida a sua historia ?
Olhe que tenho um negocio urgente!...
A minha historia o que respondeu o
capilo. O senhor mais autor della do que cu;
se fr muito comprida lano peior para o senhor
e para os seus negocios.
Eslava escripto que eu nao tomarla inscrpc.es
de direilo ero Strasburgo nesse dia.
Filie, capilo, disse-lhe eu, porque no
comprchendi nada dos seus mysleriosej come-
es a inlrigar-me.
Nao mo disse elle ; mas vamos procurar
um lugar tranquillo onde o senhor nao tenha dis-
traerles, aonde, conversando, possamos matara
sede
Como quizer, respond eu com resignarn.
Como quizer, como quizer. bem fcil de
dizer, replicou o capilo, mas onde enconlrarmos
esse oasis? Os lugares em que se encoutra ao
mesmo tempo cerreja e solido sao raras cm
Slrasburgo.
Nao sao raros como pensa, Ilustre capitio,
e j so achou o lugar se Ihe agrada. Nao e Ion-
ge, mas alto. Subamos plataforma da cathc-
dral. O senhor gosta de ar.de cerreja, quer iso-
laraenlo, l acharemos ludo Isso.
Irra I disse o capilo, e enlo a subida, se-
nhor esquilo? Mas o mesmo ramos subindo,
l estamos vonlade.
Subimos em silencio.
O capilo parava de lempo.) em lempos para
enchugar a testa e para respirar. Quando tomou
coragem disse :
Ah magano! o senhor lera feito boas cou-
sas Estou Ihe arranjando urna bonita sorpreza !
Veja se aderinha...
Capilo, a lingua esl lhc candando...
Por menos tom-rae colado muitas vezes, re-
plicou elle.
Emlim chegamos.
A oeste desta regio deliciosa, estendem-se
planicies ridas, queimadas pelos ventos, que
salvando os pincaros das montanhas, correm
descarregados de toda a humidade de que se
haviam impregnado no Pacifico. Mas, nesses
mesmos disertos, encontram-se massissos de
florestas, n'umi proporco de 5 por cenlo. Na
costa do Pacifico, junto as montanhas, desenha-se
tambem urna cinla arborisada, que se torna
tanto menos deusa, quanto mais se a vanea para o
sul.
A extenco dos terrenos arbonisados compara-
da com a superficie total de 48 por cento nos
Estados-Unidos c no Canad, de 26 na Europa,
de 36 na Russia, de 30 na Austria, de 21 na Itus-
sia, de 16 em Franca. (Bem entendido, que nao
se trata aqui de madeira como combuslivel, mas
nicamente, como propria para conslrucQes.) Por
tanto, a vanlagem anda a favor da America ;
mas ha urna difTerenca que na Europa, os gurer-
nos ensinsdos pela expeiiencia, tralam de man-
dar arborisar urna parte consideravel do seu ter-
ritorio, cm quanto que a obra da devaslacio
contina nos Estados-Unidos e no Canad n'uma
esch.illa, cada vez mais crescida. No ultimo
recenseamento, sobre 2 milhes de acres de
trras situadas as regiens das florestas, havia
1:500:000, onde os bosques eslavam somante na
rclaco de 5 para 100. Calculou-se que em cada
10 annos os floreslis diminuiriam, 6 por /0, e
segundo esta conta, nao ser necessario um se-
cuto para que a America do Norte perca de todo
as suas msgestosas florestas.
que eu me tinha encarregado das bagagens do
senhor o meu primeiro dever, apeando-me do
carro, era pensar as sobredilas bagagena.
Pois nao o fiz, gracas a negra quo eu quera,
lirrar de vexames ; gracas o padre, que se des--
fazia em cumpiimentos comigo. .
O padre 1 exclamei eu sallando no banco ;.
eu que estar coro ello ainda agora o que fiz
do reverendo ?
sa companheira, como se se Irotasse de um qua.. i Como j I exckmei cu.
dre curioso, diste; l J! repUoou elle.
Ouf I disse o r.opito doixaffto-se cahr em
uro banco ; trezenlos e irinta e oilo degros 1 E
arduo de subir !
O capilo nao linha perdido tempo, fizera urna
co aliona.
XVII.
Depois do guarda da torre nos ler servido um
mooss, accendemos os charutos, encoslamo-nosa
meso e o capitio mergulhando os olhos nos meus
com um ar do inequvoca salisfaco disse :
Ora, para ser claro necessario que eu co-
mer pelo principio ; eu me iinha encarregado
das bagagens do senhor, quando se lembrqu de
nos'deixar.
' Fez-me esse obsequio, capilo, e eu Iho
agradoQO.
Nao me iulerrompa, disse o capilo. J
Ora 1 disse o capito, perdeu-o! Gracas a
isto e grabas a aquillo, gracas a ausencia do'meu
amigo Hipg principalmente, separado pela pri-
meira vez do seu escriptorio i chegada do.; car-
ros, comecei a por as suas malas na caixa do es-
quecimenlo.
Procurei antes de ludo nm vehculo para ajo-
ven Africana que quera passar o rio e ir de Kell
a Badn pelo caminho roais*curlo, depoisde t-la,
emalado, dado um apertucho na larga rao d*>
padre e Irinkgcld ao conductor quo eu nunca vi
nem conheci, pensei tanto no seohsr como se
nunca tivesse sido desse mundo, e as suas ba-
gagens como no anno 40! (.manto as miohas, iam
correndo sozinhas o Hotel do Homero Sehaatenk
cujo caminho conheciam.
Julgando-mc livre de cuidados, eu andavnpas-
scando pela cidade, cornos mos as algU>eirs,
esperando o hora do jantar, comprimentando
aqui urna casa, alli oulra, mais adianto urna qui-
na, urna loja, um botequim de que eu linha sido
reguez, urna quitandeira que in tilo temport me
tinha agradado, e perguntando a mim mesmo
com que ra e em que bairro o capilio Plouk
acabara por plantar a aua lenda.
J tinha atraressado as arcadas e a praca dar-
mas, subir a ra da Msange, estiva na entrada
do Broglei e dirigia-roc para o caf Adam, para
onde me impedir a sede, quando apearecau-me a
idea das suas endiabradas bagagens. Foi co-
mo se tivessem dade um tiro de pistola no ouv-
do. Eu estova em (alia.
No meu lugar o que teria (eito o senhor ?
Eu, disse-lhe, loria ido cora passo mais r-
pido para o caf Adam, e depois de ler apasigua-
do a sede, cm vez de andar flanindo pelas ras,
dirigir-mc-hia ao escriptorio das carroagens e
repousaria o meu esquecimento.
Essa fleugma boa para um paisano, disse
o capilo. Mas um militar, um cavalleiro, dos-
de quo est em falta dere logo largar-se galo-
pe, e foi o que Qz,
{Conlinuar-e-ha.)
<
FERN. TYP. DE M. F. DE FARIA. 1860
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