Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09070


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Full Text
V
"
'J I -^
MI XXXTI. NUMERO I9.
!!
Por tres mezes adiailados 3(000.
Por tres mezes vencidos 6$000.
OBifiT FE1R1 23 DE MA10 DE 1860.
Por anno adiantado 19(000.
Porte franco para o subscritor.
DIARIO
ENCARREGADOS DA SUBSCRIPCAO' DO NORTB.
Parahiba, o Sr. Anlonio Alejandrino de Lima;
Natal, o Sr. Anlonio Marques da Silva; Aracaty, o
Sr. A. de Lemo3 Braga; Cera, o Sr. J.Jos de Oli-
veira; Maralo, o Sr. Manoel Jos Marlins Ribei-
ro Guimaraes; Piauhy, o Sr. Joo Fcrnandes de
Mornes Jnior; Para, o Sr. Justino J. Ramos ;
Amazonas, o Sr. Jpronymo da Cosa.
PARTIDA UUS CURKEIOS.
Olinda todos os dias as 9 1/2 horas do dia.
Iguarjss, Goiaana e Parahiba as segundas
e sextas feiras.
S. Anlo, Bezerros, Bonito, Caruar, Altinhoe
Garanhuns as trras feiras.
Pao d'Alho, Nazarelh, Limoeiro, Brojo, Pes-
queira.lngazeira. Flores, Villa Bella, Boa-Vista,
ricury e Ex as quartas-feiras.
Cabo, Serinhem, Rio Formoso.Una, Barreiros.
Agua Prela, Piraenleiras e Natal quintas feiras.
(Todos os correios parlem as 10 horas da manha.
EPHEMERIDES DO MEZ DE MAIO.
5 La i cheia as 4 horas e 42 minutos da manha.
12 O" trio minguaiite as 4 horas e 57 minutos
da larde.
20 Lu,i nova as 4 horas e 27 minutos da larde.
27 Qu irlo crescente as 5 horas e 45 minutos da
lar le.
PREAMAR DE HOJE.
Prime ra as 7 horas e 42 minutos da manha.
Segn loas 8 horas e 16 minutos da tarde
AUDINECIAS DOS TBIBUNAES DA CAPITAL.
Tribunal docommercio: segundas e quintas.
Relago : tercas feiras e sabbados.
Fazenda: tercas, quintas e sabbados as 10 horas.
Juizo do commercio: quintas ao meio dia.
Dito de orphaos: tercas e sextas as 10 horas.
Primeira vara do civil: tercas e sextas ao meio dia
Segunda rara do civil; quartas e sabbados ao
meio dia.
PARTE OFFICIAL
v
Governo dn Provincia
Expediente do du 21 de maio.
Officio ao Exm. commandantedas armas Era
tesposta ao officioque V. Exc. me dirigi em 19 do
corrente. sob n. 566, tenho a dizer-lhe que pode
mandar fazer o concert de que precisa o relogio
de parede do hospital militar.
Dito ao mesmo.Tendo nesta data concedido
ao recrula Jos Felippe Nunes de Santiago o pra-
*o de quinze dias para provar isencao logal que
diz ler para nao servir o exerclto ;* assim o cora-
munico a V. Exc. para scu conhecimenlo.
Dito mesmo.Pode V. Exc. mandar abrirs-
seiilamenlo de praga ao paisano Luis Jos Caval-
catiti, que, offerecendo-se voluntariamenlo para
o servigo do exerc(, fot julgado apto pira isso.
como consta do termo de inspeccao annexo ao
oificio de V Exc. de 19 do correte, sob n. 567.
providenciando V. Exft. para que elle soja vacci-
nado. \
Dito ao mesmo.Srva-se V.xc. de expedir
as ordens necessarias, aflm de que para a villa
de Iguarass siga a forcee 15 pravas, que requi-
sita o chefo de polica, deVendo a companhia de
artfices dar o guarda da casa de dclencao, con-
forme indica V. Exc. em sua infonnacao de 19 do
corrente sob n. 569.Officiou-se ao l)r. chefe de
polica.
ilo ao mesmo.Fago apresentar a V. Exc.
para serem inspeccionados os recrulas Valeriano
Francisco das Chagas e Bazilio Ribeiro do Ama-
ral. Cornmunicou-se ao comraandanle superior
do Recife, que os remetiera.
Dito ao Dr. chefe de polica.A' vista do que
expoz V. S. em officio de 16 do corrente, sob n.
697, e informou o respectivo comraandanle supe-
rior da guarda nacional, pode o delegado de po-
lica do lermo de Olinda nomear Inspectores de
quarteirao os guardas nactonaes a que se refere
o se u citado officio,
Dito ao inspector ds"thesouraria do fazenda.
Em addlamenlo aos meus olficios de 14 e 19 do
corrente remellido a V. S. para o fim convenien-
te a folha e pret dos vencimenloj relativos ao
mez de fevereiro uliimo, dos officiaes de Ia li-
nha, tambores, comtase clarins empregodos nos
corpos da guarda nacional dcsta capital.
Dito ao mesmo.Annuindo ao que me requi-
sitou o commandante da divisao naval em ofTieio
tie 19 do corrente, sob n. 89, autoriso a V. S. a
mandar entregar, sob minha responsabilidade,
nos termos do 12 art. 1 do decreto de 7 de maio
de 1842 do coramissario do biiguc barca ltama-
rac a quantia de cem mil ris constantes das
guias juntas, para pagamento do premio egrati-
licacao a que tem direilo as pracas nacionaes c
estrangeiras, que se contratara para o servico da
armada.Commuuicou-se ao commandanio da
divisao naval.
Dito ao mesmo.Inteirado do conledo do seu
officio de 19 do corrente, sob-o. 516, lar' a di-
zer em respSIia, que dens convenientes, para quT, na forma dSfcdcter-
luinaces do lheouro nacional, os cofres dessa
thesouraria nao fagam emprcslimo ou avances
aos da provincial, e que acerca disto previno"ao
mesmo ihosouro.
Quanlo porm oos pagamentos de que est em
debito a thesouraria provincial paracom essa re-
particao, nao podem cites ler lugar com a prefe-
rencia que indica V. S., e sim quando fr possi-
vel sem gravo transtorno dos servicos provio-
ciaes que se veem em perfeilo erobarago pelo
oslado actual de suas (nangasDeu-se sciencia
disto a thesouraria provincial.
Dito ao mesmo.Coberlo com a copia do offi-
cio que me dirigi o commandante superior de
Santo Antao, remello a V. S. as folhas o preta dos
vencimentos da forga de guardas nacionaes des-
tacada naquella comarca, ailm de que, estaudo
clles nos termos legaes, mande pagar a impor-
tancia de taes vencimentos.Coramunicou-se ao
comandante superior de Santo Anlo.
Dito ao mesmo.A' vista do prel junto era
duplcala, estando elle nos lermos legaes. mande
V. S. pagar os vencimentos relativos a primeira
quinzena deste mez, das.pracas aquarleladas do
2o batalho de infantaria da guarda nacional des-
te municipio.Communicou-se ao commandante
superior interino do Recife.
Dito ao mesmo.Estando nos termos legaes as
folhas, prets e relages juntas em duplcala, man-
do V. S. pagar a Joo de Squeira Ferrao a im-
portancia dos vencimentos da torga da guarda na-
cional destacada na villa do Bonito, a contar de
18 de margo a 30 de abril deste anno. Deu-sc
ciencia disto ao commandante superior respec-
tivo.
Dilo ao mesmo Consta de parlicipago do co-
ronel Domingos Affonso Nery Ferreira que em 16
do corrente assumio elle interinamente as func-
res de commandante superior da guarda nacio-
nal deste municipio por ler o Exm visconde da
'.a-vista 'de ir lomar assenlo na cmara dos se-
nhores senadores. O que communico a V. S. para
coa intelligencia.
Dlo ao director interino da faculdade de direi-
to.Devolvo a V. S. a carta do bacharel Marco
Tulio dos Reis Lima, visto que, ar.nando-so elle
ra comarca do Limoeiro, onde exeice o cargo de
;uiz municipal, deve V. S., nos termos da pri-
meira parte do aviso que por copia acompanhon
o seu oificio desla dati, remelle-la a autoridade
daquelle lugar, sendo que a presidencia s com-
pete faz-lo quando o bacharel so acha fura da
provincia.
_ Dilo ao commandante superior da guarda na-
cional de Sanio Antao. Podo V. S. passar o
rommando superior da guarda nacional a quera
por lei competir para o lim que solicitou em offi-
cio de 17 do corrente.
Dilo so commandante superior interino desle
municipio.A' vista do que expe V. S. em of-
ficio de 19 do coi rente, sob n. 76, pode V. S.
transferir a reviso da qualificagao do 2o bata-
lho aquarlelado desle municipio para o dia 10
de junno prximo vindouro.
Dilo ao inspector do arsenal de marinha.Po-
do V. S prestar capitana do porto a baleeira que
existe no almoxarifado desse arsenal, comprndo-
se depois oulra para ohyateem construeco, con-
forme V. S. prope em seu officio do 19" do cor-
rete sob n. 216.Communicou-sc ao capilao do
porto.
Dito ao mesmo.Recoramendo a V. S. quo so-
ir'esteja na compra dos objeclos, que so desli-
nam ao servigo da capitana do porto das Ala-
goas, e de quo traa o meu officio de 16 do cor-
rente, at que o Exm. presidente daquella pro-
vincia, a quem ueste data me dirijo, resolva acer-
ca do que V. S. prope no final do seu officio de
19 do corrente sob n. 217. Officiou-se nesle
sentido ao Exm. presidente das Alagoas.
Dilo ao mesmo.Constando de officio do le-
rrenle-general commandante das armas de 19 do
corrente, sob n. 508, que a guarda desse estabe-
Jecimenlo pode ser dada com a forga que dispe
esse arsenal, sirva-se V. S. de expedir as suas
ordens neste sentido.Communicou-so ao Exm.
general comraandanle das armas.
Dito ao inspector da thesouraria provincial.
Mande V.S. entregar ao Dr. Francisco da Araujo
Barros, conforme requisilou o director geral da
inslrucgo publica em officio de 19 do corrente
sob n.82, a quanlia de 96(000em que importara
oilo bancos que por ordem de um dos meus an-
tecessores foram comprados para a. escola deins-
truegao primaria da freguezia de Ipojuca, e dos
quaes ja se acha de posse o respectivo professor.
Officiou-se ao director geral da inslrucgo pu-
blica.
tita ao mesmo.Ao officio que V. S. me di-
rigi em 19 o crrenle,soD n. 173, respondo de-
clarando que mande pagar ao empreiteiro Jos
Mamede Alves Ferreira a importancia da presla-
go de que trata o meu oificio deste mez, logo
que for possivel,-c com preferencia a outras des-
pezas excepto as do pcssoal.
Dito ao director geral da inslrucgo publica.
Ao officio que Vmc. me dirigi em dala de 19 do
corrente, sob n. 83, respondo declarando que de- i
signo os professores Simplicio da Cruz Ribeiro, c !
Anlonio Rufino de Audrade Luna para examina-
dores no concurso a que se lem de proceder pa- |
ra preenchiracnlo das cadeiras vagas de iustruc- i
gao elementar.
Dito ao capilao rro porto.Fago apresentar a-!
Vmc. para ser inspeccionado o recrula Joao Vic-
lor Ferreira.Oiciou-sc ao Dr. chefo de poli-
ca. \
Dito ao curador dos Africanoslivres.Informe !
Vmc. cora urgencia, onde existera africanos li- :
vres, alera dos que se acliam nos arsouaes de
marinha e de guerra, e o servigo em que se em-
pregan.
Dilo ao thesoureiro das loteras.Declare Vmc. '
inania sao as loteras a que allude em sua in- -
formago de 19 do corrente, dada sobre o reque-
rmenlo do bacharel Joaquim Barbosa Lima, di-
rector do colleaio de N. S. do Bom Conselho o !
quaes as que tcem picferencia concedida por lei. '
Portara.O presidente da provincia atienden-
do ao que requereu o capilao da oitava compa- '
nhia do lerceiro batalho da guarda nacional des-
le municipio, Anlonio Bernardo Quinlciro, cer- l
ca do qual informou o respeclivo commaiidanle
superior em oificio de 16 do corrente, resolve de-
signa-lo para exercer intimamente o cargo de
majordo referido batalho, de conformidade com
o disposlo no arl. 73 do decreto n. 722 de 25 de
outubro de 1850.Commuuicou-se ao comman-
dante superior interino da guarda nacional do
Recife, e ao inspector da ihesouraria de fi-
zenda.
Dita.O presidente da provincia altendendo ao
que requereu Joo Paulo Gomes de Paiva e Pi-
nho, tabello do judicial e notas e escrivao de
orphaos, ausentes, residuos e capellas do termo
do Limoeiro; resolve conceder-ihe 15 dias de
licenga para vir capital.
DUt.O Sr agcnle dacompanhia brasileira de
paquetes a vapor mande dar transporte para a
corle no vapor Paran que se espera do norle ao
primeiro lenle da armada Joo Carlos de Souza
Machado.Communicou-se ao commandante da
divisao naval.
Dila.O Sr. agcnle da companhia brasileira de
paquetes a vapor mando dar transporto para a
provincia da Baha, no vapor que se espera do
norte, ao segundo niarnheiro Andr Lopes.D-
se sciencia ao commandante da divisao naval.
ges e u tavor do governo archidueal. Eu dse- nos do uusuluiisuio liieocraiuor Ai
java, saber como um homem d'F.slado. que lem derramam sobre as Iribulaces e
DIAS DA SEMANA.
21 Sgund-a. S. Marcos b. m.; S. Theopompo m.
22 Terga. S. Rita de Cassia viuva; S. Quiteria.
23 Quara g. Bazilio are. ; S. Deziderio b. ro.
24 Quinta. Ss. Afra, PeUgia e Suzana mm.
25 Sexta. S GregorioVIIp.;S. Maria Magdalena.
26 Sabbado. S. Felippe Nery fundador.
z7 Domingo. Pnscoa dn Espirito Santo: S. Joan.
ENCARREGADOS DA SUBSCRIPgONO SL.
Alagoas, o Sr. Claudino Falco Da; Batiia,
Sr. Jos Martins Alves; Rio de Janeiro, Sr.
Joao Pereira Martins.
EM PERN'AMBUGO.
O proprielario do diario Manoel Figuoira Jm
Faria.no sua livraria praga da Independencia ns.
6 e 8.
.----- .. _.., ^ ,t, vl....... ^,t ua muuiacoes
taino torror acorrupgao dos eleilores, nao pode calholicismo sao femetilidas nnrau
achar "* ..--s~ :- r.-.. ...
lagrimas que
angustias do
,jo elles pro-
ima expressao mais forte para qualiicar prios promovem essas tribulaces e angustias.
semel antes actos. j Involvendo a polilj com a religiao. o seu
Lord Norraanby se oceupando do estado ec- lito darera fo.rc> .aquella por inlervencao
lual de toscana, diz que ha Ires mezes nio rece- | desla. *
uo a r .cebe-las tres ou qualro por semana, mui- mens sem conscieBcl pretenderam fazer della
as vejes cora visos de tereni sido aberlas. Rece- urna arma polilica^rMu nos se vio este caso, e
Deu liria hoje, dirigida por urna senhora ingleza j nos nossos das. Tnparlido declarou-se de-
casada com um italiano em Florcnga. Seu roa- fensor do altar e do IJirono, e aecusou os seus
rido o, arrancado denlreseus bracos pelo gover-; adversarios de impioVe demagogos ; e esse par-
no pro ason de Toscana, e posto em pnsao sem lido lano quiz aproveitar-se do elemento leli-
julgamenlo algum e sem quo se lhe leuha feito
conheciT o motivo de sua aecusago.
A se. sao conlinuava parlida do crrelo.
CAMBRA DOS COMMUNS.SESSAO DE 8 DE
MARCO.
Lord John Russell envresposla una questo
do sir.. Walsh. declara quo a correspondencia
com o.mverno francet, respeilo da annexagao
da Sabiia, de dala posterior aos papis j cou-
municados, estar prompta para ser entregue a-
maulia.i na secretaria ; o honrado M. Kinglake,
acresceota elle, em urna oulra occasiao julgou
proposito insistir por sua mogo. Espero que
gioso, como urna das bases do seu systema poli-
lieo, que, sendo vencido os ministros do altar
que haviam sido os ministros da poltica, cahi-
raru no maior descrdito, e religiao resentio-se
do erro funesto de ampregarem como elemen-
to de guerra. Assim r sempre, porque o fa-
natismo religioso amis cruel e o raais impla-
ca vcl ; e quando -dlle se aproveita qualquer
partido, a religiao considera-su como que venci-
da, c at, que deve andar como urna arca sarita
ao dcima do encapejado ocano das discordias
polticas, entibia testiorece.
O partido reaccionirio vencido por quasi tola
EXTERIOR.
Parlamento in&lez.
CMARA DOS LORDS SESSAO DE 8 DE
MARgO.
O duque de Newcaslle :O nobre lord (o conde
de Carnavon) excosar-me-ha de entrar no fundo
da queslao, visto como ella ser ulteriormente
discutida. Posso dizer ao nobre conde que lodos
os documentos relativos a annexagao de Niza e
da Saboia foram franca e interamente poslos sob
os olhos do Parlamento, e nada do que se conlem
as cartas de lord Cowley e de lord J. Russell os
modifica.
O marque: de Normanby :Um assumpto to
imporlanlo como o da annexagao da Saboia
Franga nao devia ler sido tralado um s instante
como um negocio particular.
O conde Grey :Sera que toda a corresponden-
cia relativa esle assumpto seja produzida o Par-
lamento nao poder discutir completamente a
queslo.
Lord Wodehowe :Cortamente, nenhumacora-
municacao importante foi feita pelo conde Wale-
wiski, como se pareca suppo-lo
Lord Malmesbury :O Parlamento, bera como
a rainha teem o direilo de conhecer completa-
mente todos os documentos importantes, relati-
vos queslo actual. Se o nobre lord, que est
frente dos negocios estrangeiros fosse obrigado
a enviar seis collegas despachos telegraphicos
sobre o que deve ser enviado aos paizes estran-
geiros, ser-lhe-hia impossirel tratar dos nego-
cios de seu paiz ; mas, ao mesmo lempo sorpre-
hendo-me de que lord John Russell nao tenha
comtninicado esta correspondencia. Quando cu
era ministro dos negocios cslrangeiros as infor-
magoes particulares dos ombaixadores erara com-
prehendidas nos despachos pblicos, de maneira
que podessera ser eomraunicadas ao Parlamento
se elle o desejasse.
Lord Ellenborough :Succede militas vezes se
necessario para o servigo publico, que as com-
municagoes sao fuilas por correspondencia parti-
cular ; mas ao mesmo lempo faz-se mengo del-
las ao Foreign-Otfice, aura de que elle se possa
recorrer. Lembro-rae que no lempo da insurrei-
coda China, os nicos documentos relativos s
inslrucces dadas a M. William Napier foram
coromunicados pelo detuoclo conde Grey. E1 urna
maneira de obrar perigosa e prejudicial ao servi-
co publico.
O duque de Newcaslle:O nobre lord,-minis-
tro dos negocios estrangeiros, nunca desejou que
fosse guardado segredo sobre este negocio; elle
deu lodas as informages possiveis.
O conde de Derby :Urna lerceira pessoa in-
lerveio apoz lord John Russell e lord Cowley,
o ministro franco/.. O Parlamento foi informado
de que, nao mais larde que em julho, o impera-
dor dos francezes declaren que nao linha inten-
gao alguma do tomar medidas para obler a anne-
xagao da Saboia. O embaixador Francez decla-
rou que era perfeilaraenle verdade que elle linha
feito esta declaraco ; mas egualmente verda-
de, e sabe-se hoje, que algum lempo depois elle
informou lord John Russell que no caso de um
congresso reunido para regular e garantir o en-
engrandecimento territorial da Sardenha, o im-
perador julgaria necessaria a eventualidad de
certas trucas, o pedir a annexagao da Saboia
Franca. Nestas circunstancias era completamen-
te fra de proposito supprimir a correspondencia
pnvsda. e fazer assim^uppor ao Parlamento que
osla queslao linha sobrevindo de improviso.
O duque d'Argyle pronunciou algumas pala-
vras e a materia fica esgolada.
O duque de Newcaslle diz que a apresentagSo i
rainha ser feita quinta feira prxima.
A cmara addiada.
SESSAO DE 9 DE MAIO.
O marque: de Normanby pede copia das ins-
Irucgocs dirigidas pelo ministro dos negocios es-
trangeiros ao encarregado de negocios de sua ma-
gostado em Florcnga, convidando-o a fazer com-
prehender ao governc provisorio quo seu dever
abster-se de qualquer acto arbitrario tendente a
embaragar a liberdade da eleicao, que o governo
da rainha julgou proposito recommendado.
Eu nao teria crido, acresecnta lord Normanby.
que pouco lempo depois da paz livesse o gover-
no inglez lao cedo arrancado a mascara de sua
neutradade, e tomado assim a allilude de um
esquintado partidista. Censuro o proceder do
minislcrio, que pouco depois da concluso da
paz entre a Franca e a Austria dava M. Corbell
inslrucges tendentes a impedir-lhe a exocugao,
sou de parecer que a carta escripia a 10 do julho
por lord John Russell ao encarregado de nego-
cios em Florenga eslava era conlradicgao mani-
fesla com os termos da paz. Em sua carta lord
John Russell chama injusta a tentativa feita pa-
ra suffocar a mauifestaco dos votos das popula-
desla vez nao o far, visto como sua insistencia a parte, trata de reontauislar o poder quo a mi-
seria prejudicial ao servigo publico. lisacao Ihe tem arrandbdo. Ora luz d.. da, ora
SI. hmglake: Cerlamcnle, depois das inslan- as Irevas. lida iocessaiitemeiile por adquirir
cas do nobre lord,_ nao lena graca alguma insis- forgo c podero. Por mar de rosas julgava elle ir
ur por minha mogao segunda-feira prxima. To- navegando sombra da poderosa proteceo do
avia ceriilico carasrn de que minha convicc imperador Napolefc o qual, como diz o s'eu mi-
a respeuo_da importancia d'uraa prompta e alten- nislro dos cultos nJbltima circular aos prelados
la discussao da queslao para mira de tal modo francezes, consentift que o elemento reluioso
demo.ii irada, que nao insistindo hoje. cu prosc- | toraasse grande incremento, anda alera das ga-
*!!!?""ei pnrafiro '"s'anle, em que me nao rantas civis quo de remotos lempos exisliam pa-
objecla em que ella podena ser prejudicial ao ra manter a jusla separagao dos poderes lerapo-
," JB*"f /Wd, .m'nha. mo5" I,J.ra se" "I e espiritual. Fortalecido por esse apoo, ani-
r,m h q em a ",l d,a?' c dcsPJ (lue mad0 com as conquistas feitas na Austria pela
Lnm, h! e,,lend'd0 1ue nao leDho 'Mengo al- ultima concordata entre essa potencia c a Santa
guma de censurar a marcha seguida pelo minis- S, por ventura co a de Ilespanha. julgava
M. S.ully pergunla ao primeiro lord da Ihe-
sourari i se o governo de S. M., que protestan-
te, era juanto que ha numerosos subditos da rai-
nha que sao catholicos, lem a intonco de obser-
var o principio de no-imervenco "absoluta, ao
menos no que respeila as provincias e soberana
de S. S. o Papa?
Lord Palmerslon: Posso aOirmar ao honrado
membre que a poltica eslrangeira do governo da
rainha nao influenciada, nem pela religiao dos
ministres, nem por alguma parte dos subditos de
S. M. lista poltica e fundada em mais altas e
largas considerados. Eu j dsse, por occasiao
dos negocios da Italia, que o principio, que se
esforgata por fjzer prevalecer o governo da rai-
nha, era o de deixar o povo italiano lvre no ar-
ranjo dt seus negocios como bem Ihe parece, e
como lho parecer preferivcl para seus inleresses.
(Applausos). Eslai cortos de que elles sao capa-
zes de fze lo, assim como o sao de garautir sua
paz c s(guranga.
M. Cuv pede que se aprsente copia da cor-
respond jncla, entre o governo da rainha e o go-
verno fiancez sobre a ratficago do tratado, que
permltc a emigrago dos subditos inglezes da
India como Irabalhudores para as colonias Iran-
cezas.
Lord John Russell explica que o tratado foi
feito paia prevenir a volta do dos negros n'Afri-
ca ; na: que anda elle nao est assignado. A
correspe ndencia muilo volumosa ; porm nao
vejo alg ima difficuldade em apresentar os extrac-
tos, que forem pedidos.
il. Byng prope a resolurao seguinle :
Que seja apreseutada S. M. urna humilde
adresse r ara assegurar S. M. que depois de ler
examnalo o tralado de commercio concluido en-
Ire S. M e o imperador dos francezes, esta cma-
ra pedo i permisso de aproximar-se de S. M.
nos sent menlos d'uraa sincera e profunda grali-
dao por .-sla nova prova do desejo, de que est
S. M. an mada em favor do bem-estar e da feli-
cidade d! seus subditos ; e de assegurar S. M.
que loim remos lodas as medidas, que possnm
ser nece:sanas para dar effeto um sysletna,
que, nos o esperamos, desenvolver relages van-
lajosas e ilre a Gran-Brclanhs o a Franga. esten-
der o ommercio, favorecer a fabricago, e
garantir; mais a conlinuacSo dos beneficios da
paz. d
Se me pedissem, diz M. Byng, quo definisse
qual deie ser nossi poltica exterior, eu dina :
urna raoi eragao cheia de dignidade, um calmo
espirito do conciliagao, relages amigaveis com
todas as daces e ausencia do toda inlervencao
intil em seus negocios. Esta poltica nao urna
razao, pela qual devenios esforcar-nos por eslen-
der noss-i commercio com o "resto do mundo
Quando txamino o tratado de commercio com a
Franga, cjesejo nem exagerar as vantagens, que
delle resoltara, nem alenuar-lhe asdesvantagens.
Se me perguntarem por que appoio o tralado,
respondeei quo porque nelle vejo a abolig
quasi completa dos direitos prolectores e a sim-
plificagao; de nossa tarifa. Censurou-se o tralado
de ser un mo mercado para o povo inglcz
mas neg interamente que <> espirito de trafico
ou de tro :a tenho presidido s negociagoes. Nao
um Iraiiado de reciprocidade, sim um tratado
de vanlajfem mutua. Se lastimamos que a Fran-
ga nao leiha marchado cora o mesmo passo no
caminho la lvre troca como nos, convm quo nos
lembrem s que chegamos passo a passo e lenta-
mente Ha posigao, que oceupamos presente-
mente.
Depois de algumas observagSes sobre as mis-
soes, qmr se enconlram no tratado e as fallas,
que Ihe cinsuram, o honrado memoro pergunla
a cmara se ella er que o tratado do commercio
injusto em these, se vantajoso s duas poten-
cias ccrtilialantes ; se concorrer para a exlenso
do comra ircio inglez ; se cimentar os lacos de
amizade t de allianga com o Franga, erfim, se
ella er q te elle poder supporlar a prova do
lempo e c julgamento dn posleridade. Se a c-
mara resf onde pela affirmaliva, reclamo seu con-
curso ajiresentagao.
M. Bailes appoia a mogoe faz patentes todas
as vantagms, que resultaram do tratado.
M. Maguire d sua inleira approvago ao tra-
tado, ben| como ao budget.
Lord A. Vane Tempest: Suslenlo as proposi-
ges do c lanceller do Erario porque sao basea-
das sobre as proraessas de Sir Roberl Peel ; mas
combato raogo de M. Byng por nao me'pare-
cer opporuno o momento para vota-la. A' titu-
lo de emenda proponho urna resolugao, que de-
clina respetosamente a expressao d'uma opiniao
sobre o iritado, at que a Inglaterra conhega bem
as intengc.es do imperador dos Francezes res-
peilo da tjnnexagao da Saboia.
Depois.;le algumas considerac5es apresentada"
por Sir H Cawus. M. M. Gibson e Sir J; Nor-
theote, fo retirada a emenda e adiscusso sobre
a mogao ce U. Byng foi addiada.
Levanto .i-se a sessao mcia noitc.
Times.5. Filho.
approximando a hora
do scu trium-
A questo da Italia e e clero portn-
gaez.
E' j notorio que a mxima parle do clero ca-
tholico e o partido absolutista e ultramontano
pretenden: suscitar toda asorlo dedifficuldodes
solugo da queslao italiana. Incorrigiveis e fer-
renhos, uns e outros desprezam as lices do pas-
sado o o:i pergos do futuro ; e obsecados, ou
pelo fanatismo ou pela depravagao moral, op-
poem s conquistas do lempo a immobilidade do
obscurantismo.
Que Ihe:: importa o bem-estar, a paz e a tran-
quitiidade da igreja calhalica, a esses energume-
que se a
pho.
Mas nao advert que na Italia eslava aborto
um volco inmenso,e nao exmelo, donde po-
da sahir a cada hora jima torrente de lava, que,
correndo por loda aropa, abrazasse os espi-
ritas, e levanlasse^O principio da emancipaco
daquella ierra sujeilalao jugo theocralico do "rei
de Roma, ou ao absolutismo d> imperador da
Austria. Tambero nao advertii que o governo de
Roma vive pelo apoi das baioncias rancezas,
o que chegaria unaconjunclura em que a Fran-
ca, assumindo o lugar que Ihe compele na mar-
cha dos negocios-da ftalia, se aproveilaria desse
fado para a consurifmaco dos seus designios
sobre aquella parle da Europa, e que o laucara
em rosto ao rei de Roma, como agora est suc-
ceJendo, o anda ltimamente na j Iludida cir-
cular do ministM dos cultos, o qual bem clara-
mente diz que o'Papa nao reina em Roma se-
ndo sombra da proteceo das tropas fran-
cesas.
f Sem embargo nV^tad* atas advertencias do
presente entava o ftjjndo reaccionario tranquilla-
mele tralalhandolWmanobra dasua reslourac.o
Mas rebenjla a guerra da Itilia, e como conse-
quencia natural della, todas aquellas povoages
quo estavam sujeitas a novemos que odia va ni,
que aborrecam, a de cujo dominio almcjavam
cxemplar-se. sacudiram esse jugo, o dcclararam
a sua firme vonlade de nao reconhecerom os so-
beranos que repclliam. Nesle numero entrou o
Suarao Pontfice o rei do Roma. A Romana
suWevou-se centra o seu soberano, e este
nao leve forga para a subjugar, nem a poda
ler, se elle na sua propria capital nao est se-
guro seno apoiado por um exercito eslran-
geiro. *
Esperava o re de Roma, e com elle o partido
reaccionario, que o imperador Napoleo auxirias-
se alsuas prelenges, e que interviesse para tor-
ear Os povos da Romana a aceitarcm a soberana
que.;recu3avam. Animava-os nesta esperangn,
com* dissemos, a tolerancia com que esse mo-
narcha assislia ao desenvolvimeato do elemento
relijpao nos seus estados, e a protecgo que Ihe
dav*h|. Baldada, porm essa esperance, ficaram
desatinados, e fruslado o recurso da poltica, por
que* Austria vencida, s por si nada podia, le-
vantaram o estandarte religioso, e o Papa em
umotencyclica a todos os prelados, declara aber-
latnojite que os territorios onde impera sao o pa-
trimonio sagrado do beraavenlurado Pedro, e que
a religiao de que elle o chefe atacada e ofen-
dida com a rebellio das provincias da Emilia, c
cmstimina que a igreja est em perigo, termi-
nando por encarregar a todos os prelados que
as suas dioceses juntamente com' os liis diri-
jam as mais fervorosas supplicas a Dos, afim do
que salve a igreja das tribulaces porque est
passando.
O vigario de Chrlsto, o chefe de milhes de ci-
tholicos. soltou porlanto o grito da guerra reli-
giosa ; hasleou o estandarte de urna lula tre-
menda, e eOquecido do que a humillado foi o
condio que altrahio os povos em redor dos apos-
tolos,- discite a me, quxa milis sum el hit milis
corde, apresenta-se como um soberano despeita-
do por fugrem ao seu podero civil alguns nii-
Ihares de subditos, e por perder algumas legoas
de territorio. Trislissimo espectculo esle I A
ambioo inspirando o vigario de Chrislo I A bar-
ca de S. Pedro, onde com toda a gloria, lodo o
poder eslava na humilde rede que ia pelo mun-
do ganhando almas para Dos, agora tornou-se
era urna naosoberba, cujo piloto parece ser o de-
monio da ambigao, que pretende impor pela for-
ga o que s o amor pode conquistar.
Ettote simplices sicut columba, aconselha o
apstalo ; e o successor dos apostlos, o que
quer ser o representante de Christo na trra,
cora poder para alar e desatar no co, ahi est
empunhando um sceplro de ferro e ogladioda
guerra, para opprimir os seus filhos em Christo I
E porque os que deviam s ser seus filhos, sao
tambera vassallos e nao querem aceitar o seu
dominio, declara a egreja em perigo e acende
em todo o ealholicismo urna guerra de religiao
comra elles I
O Popa na sua eneyelica diz que ao impera-
dor Napoleo declarara qne nao pode ceder do
que nao Ihe perlence, como se as provincias da
Emilia vonslituissem o seu patrimonio sngrado,
e como se elle, sera imperar nessas provincias,
perdesse a sua augusta qualidade do Summo
Pontfice. Tao solida est a igreja, lana con-
anca lem na/jue julgam divina promessa, conlra
as portas do inferno, e sera embargo crem a
mesma Igreja abalada, porque o rei de Roma
perde algumas proviucias dos seus Estados I
Mui frageis seriara os alicerces de edificio levan-
tado pelos apostlos por divina inspiragao, se
tremesse ou se alluisse, porque o Papa, na qua-
lidade de soberano temporal, conla mais ou me-
nos, um, dous ou tres milhes de vassallos 1
Nao pode ser assim ; e houve tempo em que as-
sim nao foi; houve tempo em que o bispo
de Roma nao leve vassallos. At ao VIH se-
cuta os Papas eram meramente bispos de Roma,
e nao linham dominios lemporaes, nem subdi-
tos ou vassallos. Foi eniao. que alluido o impe-
rio romano, depois da invaso dos barbaros e
das prelenges que commoviam a Europa, e par-
ticularmente a Italia, que os Papas comegaram
a ser ambiciosos, ataque no secuta ltGregorio
VII iuventou a theocrocia universal, nao
proposita oceuparmo-nos agora desse ponto"?
impamente tratado em vanas broeburas vul-
gares; o-que nos ftnporla que os Papas nem
sempre reunram as. duas espadas, a temporal e
a espiritual ; e einquanto s empunharam esta
a religiao creou profundas raizes, o aos Papas
dessa lempo der amos seus. successoresum lugar
no seo. Mas depois foram lanos os. escandaos,
as desordtiiads lulas, o to longe cliegou a am-
bigao, que.no secuto XVI. disse o veneravel Fr.
Barlnolomeu dos Martyres, que a corto de Ro-
ma careca de urna grande reforma. Taes eram
os costantes daquella corte, que levaran to in-
signe varao a proferir essa senienca, que anda
nao foi cumprida masque o ha de ser.
O espectculo que agora estamos presenciando
nao novo. O absolutismo est de mos dadas
com o ultramonlanismo. Muita.i vezes em guerra
abra^am-se conforme os inleresses do momentos
Auxiliam-se mutuamente, espe-ando repartir os
despojos da victoria, e cc-nfiandj depois em sub-
jugar o outro, sorvindo-se delle como um apoio,
mas nao Ihe reconhendo a supremaca.
A historia nos apona rauitos exeraplos deslas
guerras 6 destas concordias. O que, porm. fana
pasmar, se nao fra a fraqueaa a quo se v che-
gado, o absolutismo renegar es principios que
sempre suslenlou mesmo as pocas em que
mais floresceu, ou em que mais fraco so acliou.
Ahi vemos os homens desso partido nao s que-
rerem forcee os povos da Emilia a aceitarcm
um governo que rejeitam, mas a reconhecerera
no papa todo o poder, loda a forga c toda a infa-
libilidade tewporal o espiritual. Ahi os vemos
sustentarcm que a espada deve oslar subordina-
da a espada ; opportit autem g'adiitm esse sub
gladio, isto que o imperio deve estar sujelo
ao sacerdocio, como dizia, e quera o papa Boni-
facio VIH, de ominosa memoria, noseculo XIII.
Os homens qun proclamara osles principios sub-
versivos, e que se dizem os depositarios da fe pa-
tritica, esquecem-se da isengo de seus anle-
passados e rojam-se aos ps da curia romana,
como escravos subniissos.
A questo da Italia acendeu lodos os odios,
todos os rancores e todas as doulrinas subversi-
vas da religiao o da paz di igreja, que s espe-
ravam ensejo para sahirem a cimpo. Os inle-
resses mundanos, a ambigao da curia romana, as
aspirages ultramontanas e absolutistas, trovan
urna lula desesperada para so opporera eman-
cipaco da llalia.campo regado porlanto sangue
generoso, e onde ha lanos annos combate a li-
bordado conlra todos os despotismos.
Jornal do Commercio de Lisboa.]
INTERIOR.
RIO DE JANEIRO
Ligeiras considerares sobre urna nova descober-
la do Sr. Claudio Bernard, relativa func-
Coo glycogenica da alcenla.
I.
as scicncias medicas, como em odas as sci-
encias, exslem duas parles essencialmente dis-
tinctas ; urna Iheorica ou especulativa, e oulra
pralica ou positiva,
Em,medicina essas duas partes da sciencia se
achara ligadas por tal forma entre si que jamis
se poder qualiicar um homem do dislincto se
aeaso no exercieio de urna proftssao elle nao
souber ou nao tiver reunidas essas duas cou-
diges
Nao preciso grarnrrforga ~i i*t*?$weM>
coraprchender a veracidade desta assercao ; ne-
nhuma theoria ou systema eslavel poder ser
fundado na sciencia sem coordenago c a obser-
vacao exacta de todos os factos, o nenhum prin-
cipio poder ser conscienciosanienle execula-
do e posto em pralica sem que .se conhecam as
leis em que elle se basa :
Levado por estas considerages, lodas as deu-
trinas scienlificas, assim como lodos os resulta-
positivos, s poderiam ser apreciados pelos ho-
mens que nao fossem profanos a sciencia a que
elles se referem ; mas, se inconleslavel por
um lado a exaclido do que acabamos de avan-
car, nem por isso a inlelligencia do homem dis-
lincto deve ficar absolutamente eslranha a cer-
tas noces geraes que formam o preludio da hl-
teralura de cada sciencia e completara com a sua
acquisigo a illustragao dos espiritas superiores.
Guiado ainda por estes principios, aproveila-
remos as boas disposices e a benevolencia do
illuslrado c raulo disliucto redactor do Correio
Mercantil, para levar ao conhecimenlo de seus
leitores [o resultado da descoberta que um dos
maiores physiologislas do nosso seculo acaba de
fazer relativamente s fu negos di placenta.
Preparada por engenhosas e laboriosas nves-
lgages.e inspirada por urna dessas vistas atrevi-
das e tanta raais fecundas quanlo teera feito a
fortuna da escola physiologica al lema, Olha de
Leibuitz, de Kaut e de Hegel, a recente deseo-
berta do Sr. Claudio Bernard bastara para illus-
trar o seu autor, sej o joven e sabio professor
nao livesse ligado o scu nome a muitas quesles
fundamentaos da physiologia.
Cora effeilo, que modesto pralico, por menos
que esteja ao corrente das cousas da sciencia,
nao conhece, pelo menos de tradijo, seus bel-
los irabalhos sobre as funeges do pncreas, so-
bre o papel do liquido que esta glndula langa
na superficie do intestino e sobre a funegao gly-
cogenica do ligado ?
Enlre Magendie, que foi sempre um incansa-
vel o feliz investigador, e o Sr. Claudio Ber-
nard, seu discpulo e seu successor no colleglo
de Franga e no instiluto, existe m-iis de urna rc-
lagao coinmum j Quera tem passado pelos olhos
as obras desles^dous physiologislas eminentes
nao pode deixar de admitir esta assercao,- mas, se
ludo isso evidente, nao se pote tambem dei-
var de confossar que a respeilo de certas ideas,
taes como as da evolucao dos orgos e do enca-
deainenlo dos phenomenos vilaes, o Sr. Claudio
Bernard aprsenla urna superioridado inconles-
lavel sobre o seu meslre.
Antes de proseguirmos, vejamos quaes foram
os princios e as bases em que so fundou o Sr.
Claudio Bernard para chegar a fazer a descober-
ta da funego glycogenica da placenta.
Nao ha muito lempo que os physiologislas os
mais eminentes, imbuidos das grandes ideas do
Desearles, que julgou ou pensou poder explicar
a natureza e o mundo pelas noces de exlenso c
de moviincnto, assimilavara o corpo a urna ma-
chinisrao qualquer, e explicavam '.imbem seus
diversos movimenlos pela vibraco das fibras,
pela fermentaco dos lquidos e pela forma das
molculas.
Haller, cujo methodo se aproxima um pouco
da monadologia de Leibuitz, foi o primeiro que
leve o mrito de demonstrar no fim do secu-
lo passado que os orgos do corpo humano, que
linham at enlo sido considerados como ins-
trumentos de Iransmissao dos movimentos, go-
zavam de urna vida e actividade que lhcs eram
propria3.
Bichai, por sua vez, proseguindo e desenvol-
vendo em sua Anatoma geral verdadeiro mo-
numento scientifico as ideas de Haller, esta-
beleceu como principio quo as funeges dos or-
gos nao poderiam ser seno a expressao rigo-
rosa de suas propriedades.
Nao nos daremos ao trabalho de enumerar
aqu lodas as phases da revolugo quo se ope-
rou com isto na sciencia, o nem to pouco to-
das as descobertas que immediatantenie se fize-
ram com o principio de Bichai e com o methodo
que delle se deriva,
Seria, com eTeito, escrever a historia dos pro-
bssos das sciencias physiologicas e medicas de
ssq seculo, e muitos volumes nao bastariam
para ialo. Limitar-nos-hemos pois, a dizer
quo a escola que leve Haller e Bichai poc chefes
foi itlualrada mais tarde polo genio de Dupuy-
iron, de Legallois, de Charles Bell e de M-
gendic ; que ella coala presentemente por adhe-
rentes os Srs. Marahall Hall, Lenget, Brouwn Se-
quaed, Flourens e Claudio Bernard, e que ella
nos lem ofiVrecido entre outras descobertas no-
laveis aquellas que se referem absorpgo dos
lquidos pelas veas, di-lin gao das raize3 da
medulla era ervos do sentimento e do movi-
menlo &-arcao refiexa dos ervos, o eralim
circulagao nervosa.
So exacta que a revolucao physiologica que
dala de Haller e Bichai legitima em st mes-
ma e rica (ta consequecia9 as mais admiraveis
o. as mais fecundas nao so deve comtudo con-
cluir dahi que priucipio inaugurado por este ulii-
mo physiologista contivesse necessariamente a
sciencia do futuro, e que assim elle nao podes-
se ser completado e nem mesmo levado ao
mais alto grao de aperfegoamenlo.
Nao perlence a um genior embora chame-se
elle Descartes ou Newton, encerrar a sciencia
em urna formula ; o ludo o que o espirito hu-
mano tem produzido era relaco a estes dous
gigantes do pensamento e do "saber so aperfei-
goar necessariamente ao infinito, pois que o
progresso a lei viva da humanidade.
Sem sahirmos do nosso objecto. pederemos
avancar que.se nos guiassemos tnicamente pela
lei de Bichai relativamente a dependencia ne-
cessaria do orgao e da funego, nao encontrara-
mos difficuldjde alguma era demonstrar lgica-
menta que ella nos couduz ,a desconhecermos o
a esquecermos a le a mais fundamental da
physiologia, e que por isto mesmo c inathodo de-
duzido dahi olcrece mais de um perigo. Desde
1 que se admitte com elleilo que a funegao a ex-
Tpresso rigorosa do jogo o aegao das p'ropricdade
do orgao, impossirel que nao se chegue a con-
cluir inmediatamente que loda funeco, como
propriedade inlicrerenie no orgao qiie Ihe ser-
ve de appoio, da mesma sorte quo as pro-
priedades pticas magnticas ou elctricas
perteneci ao vidro, ao mbar e ao ferro : o
que, algm do tndo isto, ella corresponde a una
forma orgnica determinada, assim como per-
lence platina a propriedade de ser o mais pe-
sado dos melaes, e ao potasio o mais leve.
Ora, sendo um faci incunlestavel que a for-
ma do um orgao e sua estructura podem variar
ao infinito, e no entinto a funecao ser absolu-
tamente a mesma, dahi se segu que nao ao
pode de modo algum adrailtir auo a ofuncrao
scji limitada aura orgao determinado.. Cuino
um exemplo o mais simples e o raais cmaiutn
poderiamos, para confirmar o nosso raciocinio,
apresentar a respingan as deferentes classes
dos animaos. Esta funego, que lem por sede o
pulmo, tanto no homem como oos mammife-
res, reptts e as aves, so exerce ao contrario pela
Irachca nos inseilos e pelas guelras nos peixes.
. Se admitlisscmos anda as ideas de Bichai a
respeilo das relaces que exislem enlre o orga-
nismo e a funego, nao poderiamos ver no orgao
seno um fado primordial, e na funeco um fac-
i secundario, que teria sua razao de ser na pro-
priedade do orgao posto em accio. A vida em
ultimo resultado nao seria mais de que urna sim-
ples repelicao de aecao, ou o effeilo de proprie-
dades daguerreotypadas e imraoveis, as quaes
para serem comprehendidaa nao precisa va mais
j4Vflu verifirarloa; coaso so veriacamj as pro
pnfcHade-magntico do forr ou do ir- j^ Ni _
haveria, debaix deste ponto de visia^f 1 menor'
necessidade em se procorar a causa oui a lei de -
um phenomeno na serie daquelles qu,e*b tives-
sem precedido, ludo enlo existira porque devia
existir; e, se o ervo ou o msculo gozavam da
propriedade de sentir ou de entrar em conlracgo
seria porque elles deviam gozar deslas proprie-
dades. ,
Apezar de ludo isso, um semelhantfi methodo,
s porque aulorisou o systema da experimenia-
go, nao deve ser esquecdo, o lano mois quan-
lo, guiado por elle, se fez e se lern feito^ullima-
menlc as mais preciosas descobertas em (diysiu-
logia.
(Juanto ao mais, evidente que essas aWes
vtaes que nao sao precedidas, por causa alglma,
c quo um excitante qualquer pode por em jigo,
nao leera nada de commum to fundo com o n\o-
viraenlo universal ecoutinuo da vida; oque,
erafim, esse maneira de considerar cada fado em
si, indcpendentcmenle daquelles que o teem pre-
cefido, langa um veo obscuro sobro o faci pri-
mordial da organisago em acgo, pois que deste
modo a vida real nos foge e escapa, assim co-
mo o lago e a razao intima de seus pheno-
menos.
De todos os fados que impressionam mais po-
derosamente o nosso espirito quando elle esluda
os phenomenos da vida, aquello quo se refere
ao eucadeamento necessario desles mesmos phe-
nomenos entre si, actividade primitiva e es-
pontanea do ser, evolugo gradual c ao movi-
menlo, erafim, sem repouso nem tregoa que a-
carreta amis pequea e imperceplivel de suas
molculas em um lurbilho incessaule. Too o>
ser, animal ou planta, provm de tima simples
vescula transparente, que pouco a pouco se do-
bra, se transforma, se desenvolvo e realisa gra-
dualmente, em virtude de urna forga quo Ihe
inherente, os orgos, os apparelhos e os te-
cid os.
Desta modo o germen representa e conten
desde a sua origem todo o ser revestido de sua
forga propria, e a idea de org^nisagSo desperla
no espirito do physiologista a idea de actividade;
e, como os orgos complexos, taes como o cere-
bro, o ligado o o corago, nas:em successivamen-
te de um utrculo homogneo, isto de orgos
primitivamente simples, impossivel ao mesmo
lempo deixar-sc de reconhecer que a idea do to-
do, ou o principio era virtude do quat o novo ser
se realisa, deva ser anterior su realisagao, a
idea do funegao anterior idea de orgao ; e que
finalmente, nao haja nenhum phenomeno vital
que nao tenha sido preparado e nao ache at um
certo poni sua razao de existencia em urna seri
de phenomenos antecedentes.
Teda funego lem indubitavelmente seu orgao;
mas elle nao corresponde a urna forma determi-
nada : o jogo e a acgo de urna propriedade.
qualquer que seja, implica phenomenos de nu-
irigao, sera os quaes ella seria impossivel, ou nao
se manifestara nunca.
Deste modo a lei de Bicbal, que localisa com
toda a razao a funego no orgao, sem o que a vi-
da nao poderia ser concebida, deve ter como cor-
rectivo necessario o como complemento indispen-
savel a lei da evolugo, a qual exige como con-
digo a actividade espontanea da vida, e, alm
de ludo, a prioridade da funego o o eucadea-
mento da mesma sorte necessario e continuo dos
phenomenos vilaes.
Nao ha duvida que ludo isso parece obscuro,
ou pelo menos abstracto e difficil a sor comprc-
hendido; mas, como muitas vezes se faz neces-
sario que o pensamento humano e a sciencia,
para se lornarem fecundos, lomera o seu ponto
do parlida no campo das abstrages, por esta ra-
zao nao se deve abandonar esse Irilho, ainda
mesmo que nao fosse seno para ensinar a amar e
a respeitar os homens que trabalbam pelos pro-
gressos scientificos.
Os allemes foram os primeiros que lireram o>
merilo de fazer entrar a lei de evolugo na phy-
siologia ; mas a sciencia alleroaa, apezar de sua
perfeigo, flucta a esso respeilo sobre tao ele-
vados pincaros que nao possivel grimpa-los, e
nem mesmo aitingi-los.
Essa mesma lei, inlroduzida por SainUHlaire
na historia natural, tem produzido, nao s em
Franga como em outras parles do mundo, oa
mais esplendidos c maravillosos resultados.
A' vista de ludo isso, nao se deve deixar de
applaudir calorosamente a iniciativa que a essa
respeilo lomou no collegio de Franga o succes-
sor do Magendie ; e nos vamos mostrar o que
pode proiuzir ntreos raaos de um homem su-
npiT^^rrsnL
.f-1'".1 'rr
Jn uni\n\
r^
T9F^^"


)
perior
tada.
w
a le da evului.au bauaweoie nierpre-
III
Pazem pouco mais ou menos seis annos que o
Sr. Claudio Dernard teve a honra de annunciar
ao mundo scienlitlco que elle acabara de descu-
brir urna nova funegao do flgado e t eslabclecer
jue esle orgao glandular, que nao tinha tido at
niao oulra funego conhecida senao a de secre-
tar a bHis, fabricara alm disto o assuear, ou an-
tes secretara um liquido assucarado que as veas
Jiepalhicas conduziam vea cara inferior, e es-
ta ao coracao e aos pulroes.
Esta descobcrla, que elle apoiara com fados
mu conducientes, depois de ter produzido uine
grande sensacao no mundo da scieucia, foi m-
uiediata o mu vivamente atacada.
Seu autor havia demonstrado que a rea porta
que conduz ao ligado a inaior parle dos produc-
tos lquidos da digeslo, nao connha a menor
quantidade de assuear durante o lempo em que
esta funeco tinha lugar, emquanlo que as reas
hc-patincas, ou as veas que lomara sua origera
no ligado, coultnhara urna quantidade conside-
ravel dessa materia Alm de ludo islo, elle ti-
nha verificado que esta funeco glycogenica de-
via ser localisada no parenchyraa do orgao he-
palhico, pois que o figado de um animal qual-
quer, despido por urna lavagem continuado san-
gue que encerrara, dar apezarde ludo urna cer-
ta quantidade de materia assucarada.
Os adrersariosda funegao glycogenica apresen-
taram de encontr a estes fados varios argu-
mentos posiliros, e enlre oulrosque a reia por-
ta contioha urna notarel quantidade de liquido
assucarado, e que este producto nao se encontra-
ra nicamente as reias hepticas, mas que exis-
ta anda nos vasos clyliferos e em lodos os pon-
tos do syslema circulatorio. Elles accrescentavam
que, risla disto, essa substancia deria ser con-
iderada como o resultado da transformacao na-
ural dos alimentos feculentos
no gozo de ana urm-
larde Ihe permitiera eutrui
cipal funcrao.
Se, depois de cstabelecidos todos estes lados
entrarraos na epreciago do intcresseVe pde
ter na sciencia esta descoberca, fcil ororar
que illa, como todas as aescobertas.de urna le
scienlica e verdadeira, por mas abstracta que
se possa supp-la, jArece a lodos os respelos
as mais ampias e fel&das conspqueocias.
Assiro como o fado da descoberta difcil e la-
boriosa feta por Lavoisicr relatirtfmenle com-
posicao e decomposicao da agua, transformou a
chimica e com ella a industria moderna, da mes-
raa sorte a_ descoberta da funecao glycogenica,
se anda nao tore urna tao briihaule forlum,
veio por um lado nao menos inleressante lanzar
urna luz bem clara, nao s sobre um dos pheno-
menos mais curiosos e obscuros da nulrigo, tal
como a transformacao necessa ria das materias
assirailareis em assuear, como ainda sobre a
causa eo mecanismo de urna tcrrivel molestia
a diabetes assucarada que at aqu tinha se-
riamente zombado dos efurcos da sciencia me-
dica.
Dn. V. Sabou.
Paris, 2 de abril de 1860.
(Comi Mercantil do Rio.)
PUMO Dt TERWAftBUCQ. QAttT* TCIRA 28 DE MAIO DE 1860.
Io de maio.
No da 11 do passado tere lugar a 30a sesso
do conselho da Imperial Sociedade Amante da
Inslrucco, presidida pelo Sr. general Bitten-
court ; estireram prsenles os Srs. Dr. Das da
Cruz, l)r. Nazaret, Fortunato de Oliveira, cora-
mendador Lopes Gongalres. Dr. Leitao, major
Virgilio, Dr. Araujo, Dr. Joo Ricardo Albano
Cordeiro, Gamillo Menezes, Das Moreira, Dr De-
Siraoni e Lima Barros.
Leu-seo balanco da receila e despeza da so-
U liuio do presidente da.proviucia Ue S. t'edio
ped.ndo algunas plantas de canna rota e da* no-
vas que vieram da ilha do Bourbon.Ao Sr. e-
cre ao geral.
Offlcwdo raesmo senhor, aecusando a racep-
co de oito barricas de trigo Gigante e Principe
Alberto; fazendo varias conslderagoea sabr a
cul ura do trigo e de oulros cereaes na provincia
de S. Pedio; descreyendo as vantagens que lem
col tido' da inlroducco de urna machina para
moe.r o trigo que mandou rir dos Estados Unidos;
rei erando o pedido das semcnles de trigo e das
plantas de canna ; e finalmente, declarando que
ne.'sa occasio remelle urna letra da qunnlia de
l ga nenio dos 50 exemplares do Manual, que lhe
foram enriados pela sociedade.Ao Sr. secreta-
rio geral.
Carla do Sr. Dr. Hanoel de Olireira Fausto,
pe lindo qno o Sr. Antonio Jos Ribeiro de Car-
ra! ho, fazendeiro da provincia de Minas, seja
contemplado na dislribuigo dos animaes da ra-
ga guia, que a sociedade mandou rir da Euro-
P"-A' seccao de melhoramenlo das ragas aui-
mi.es.
-arla do Sr. Hanoel Fernandes Machado Gui-
muries, de Pelropolis, remetiendo ura exemplar
da memoria escupa pelo Sr. Adriana H. Myu-
sen, engenheiro topographico, sobre o modo de
fa.-iliar pobreza os meius de obter os gneros
al .menucios de que carece.Ao Sr. redactor do
Auxiliador.
Quicio do presidente da Imperial CompanhU
Seropedica Fluminense, remetiendo um exemplar
di. memoria sobre a sericultura no Brasil.Re-
cibido com agrado.
Ollicio do Sr. Francisco Antonio Pereira de
dirralho, de Pindaoionhagaba, agradecendo a
si a elcicao para membro da sociedadeInlei-
ndo.
O Sr. Jos de Vasconcellos, de Pernaubuco,
ligado, cuja parenchyma mui vascular lhe servia commissao de conlas.
de reccptaculo.explicava a sua presenta uas reias A 'equeriraento do Sr. Dr. Dias da Cruz, foi re-
hepaticas, sem que para isso fosse necessario re- metlido commissao de reforma de estatutos o
correr-se hypulhese imagiuaria de urna funecao PrJeclo do Sr. Dr. Joo Ricardo, alterando al-
glycogenica. guns anigos do regulamenlo das aulas.
Hara sem durida muita cousa de exacto nos- Sr- Albano Cordeiro, director interino das
sas diversas objeeges ; e a commissao cncarre- "julas, parlicipou que, continuando os incoramo-
gada de as apreciar, com quanlo desse raze ao "os do professor da aula de S. Pedro de Alcan-
Sr. Claudio llernard relalirameute dispiopor- lara> edaria por isso fechada a dita aula alse-
eo que exista entre o assuear cuntido em urna Su|yla fera 16 do correle ; podendo, porm,
iiroporco dada do sauguc da reia-porla e aquel- Vl-'ri(car-se o hypothese de nao se opresentar o
le que continha o sangue das veas hepticas, to- Prfessor naquelle da. requereu aulorisaro para
davia nao nuiz oronundar-so sobre
Supponhamos,com effeito. que por toda
te e sem pro a funego seja inherente a ur
ma orgnica detprmin.iii.i .n-mi-n un
nao quiz pronunciar-so sobre a queslao,
que consista em saber-se se o assuear era secre-
tado no ligado, assim como quera o eminente
physiologista, ou se pelo contraro era simples-
menle depositado c accumulado alli, como pre-
tendamos seus adversarios.
Sera duvida o caso era arduo, c, alm de ludo,
muilo difllcil era ser apreciado pela analyse chi-
rnica, que s nessas circunstancias devia, segun-
do se pensara, circurascrerer c decidir a queslao.
Com enalto, se a fermentaco alcoolica pde em
todos os casos revelar a existencia da malcra as-
sucarada. ella nao suflideiile para demonstrar
a quantidade relativa do um producto seme-
lliante em um liquido tao complexo como o
sangue.
A queslao fundamental poda cora" justa razio
ficar duvidosa, e o processo nunca seria decidi-
do, se o Sr. Claudio Bernard, felizmente inspira-
do, nao tivesse conduzdo finalmente o debate
para ura terreno onde elle deria encontrar todos
os elementos da soluco do problema.
Persuadido pela le de Rchat, cima enuncia-
da, que, se a funego glycogenica do ligado fosse
real, se deveria cncontia-la localisada ueste or-
gao, e se manifestar gradualmente medida que
se evolucionavam seus elementos, elle examiuou
o ligado de muias especies animaes, e descobrio
que a funegao glycogenica desle orgao nao co-
mecava senao em um periodo asss avsncado da
vida inlra-ulerina, ou depois do lerceiro e quarlo
mez da geslacao.
Eutrelaulo os lecidos do feto encerravara des-
ale o cometo da orgaosacao, e como elementos
iudispensaveis a seu desenvolriraento, quer as-
suear, quer materia glycogenica, e esla nao pro-
vinha do orgao heptico.. D'onde provinha en'-
tao? Era bem justo suppor que para o flo elle
proviesse da mai, assim como para o adulto dos
alimentos; e preciso dizer que em preseiua
desla eveniualidade, que vinha derribar comple-
tamente a sua theoria, o eminente physiologista
nao devia deixar de senlir-se abalado, e lalvez
mestno nao osi-e sem urna secreta apprehensau
que eire-^megasse a examinar cora o cuidado
reclamis por semelharrte caso, se com eleiio a
, ,'aleru^jucarada ara forneclda pela mi ao
' A obstrvacao demonstrou peremploriamente
que o asquear nao provinha da miilher ; e o fac-
i era indubilavel em relac.io &s aves, cujo pro-
duelo se ilesenvolrc separadamente. A' risla
disso, onue procurar .desde entao a sua origem e
seu orgao ?
se o principio de Bichat, completado pela lei
da evoluoao, tern servido a alguns physiologislas
para fazerem descobcrlas importantes, elle nunca
se revelou em toda a sua fecundidade, como as
investigaces quo a esle respeito fez o Sr. Clau-
dio Bernard.
toda a par-
ma for-
organica determinada : a secreco do assu-ar
se aclia desde enlao invencivelm'ente ligada
presenea do flgado, o a existencia certa drste l-
quido em urna poca era que este orgao nao se
acha completamente desenvolvido inteiramen-
te inexplicavel, poisque a albmina nao se pde
conyerterem assuear; mas se se ndmilte ao con-
trario, que a funecao nao se acha ligada tal ou
tai lorma orgnica, e que a d* de funecao do-
mina a idea de orgao e lhe anterior, ou que
urna funecao que mas larde deve perleucer a ura
orgao determinado, pde-se localisar em um or-
gao temporario, nada ha do mais legitimo do
que procurar os orgos e verificar as suas pro-
pnedades. Fois esle, pois, o melhodo que se-
gura o Sr. Claudio Bernard.
Convencido, nao sem algumns razes, que o
orgao temporario da sccrecao do assuear, se era
exacto que. o assuear constitua o produelo du
urna secrecao, devia-so encontrar na placenta, o
mu?VeI Phy^oogisla pde ver emfim essas
SucceMo* rellSadas e scus forgos coroados de
Posto que o illuslre physiologista pensasse
f,n^ "i886 r?ao 1,,e se dcviil encontrar a
inneeao glycogenica. com ludo durante o espaco
de quatro anuos, leudo procurado a solucao do
Problema na parlo vascular da placenta perlen-
cmle aos ruminantp's, onde ludo o levava a acre-
ditar que sena alli ,i foole da secrecao. as suas
tnves .gacoes nesla classo de animaes foram
compltamele negativas, l.onge de perder a
coragem. elle se entregou de novo sem Iregoa
nem descaneo s mais minuciosas experiencias
em outros animaes, al quo por fim lhe veio
idea examinar a placenta do porco da India, que
como todos sabem, formada de duas porgues!
cada urna das quaes goza do urna funecao inlei-
ramenle especial. Urna dessas ruuegoes vas-
cular e permanente at a poca do naseimenlo ;
a outra glandular e lem urna duracao mais
resnela. Foi nesta ultima porro que elle fez a
maravilhosa descoberu da clabo'racao e secrecao
da materia glycogenica.
J5k,i res,".Uad0 ?u Sr. Claudio Bernard
acabara de obter, lodo o abysmo da duvida a da
nrerleza em que se achara raergulhada a ques-
lao da funegao glycogenica tinha de desapare-
cer ; e ames de ludo, para explica o insucesso
fJ /S ,nvert,aSe classe dos ruminanles,
He demonstrou que, era quanlo que a porga
vascular da plcenla desle animaes, se espalda
na face externa da mulos, a porgo glandular
on temporaria se separa e se desenrolve isola-
damenle na face uiterna desla membrana, e que
depois de secretar o assuear durarte um cerlo
lempo vai pouco a pouco sendo absorvida al
aesapparecer completamente.
Nao entraremos aqui no eslndo das proprie-
dades physico-chimicas desses corpos glandulo-
*os, e nem Ha pouco na historia anatmica e
physiolcgica de seu desenrolvimenlo, cresci-
oiento o absorpeo : s o que podemos dizer pa-
ra determinarmos esleobjeeto quo o figado dos
mamroifero8, anles de poder exerutar as suas
uneges glycogenicas e fabricar o assuear
substituido por um orgo' provisorio, composlo
de cellulas glandulares, as quaes, depois de se
desenvolveren! e preencherem o papel do orgao
heptico al o torceiro mez da vida intra-uieri-
na desapparecem mais larde, e precisamente na
poca era qno o flgado definitivo entra no gozo
ae suas funcges.
A vista de todo isto, no se pde hoie ner
que so acha mabalavrel e definitivamente con-
,!!?' C ma. partt fact0 da creci gly-
cogemea do figado, o de oulra parte, que enlre
e multiplicados usos a placenta
nomear oulra interinamente e por a cadeira em
concurso. Entrando em discussao esta materia,
foi approvada depois de terem fallado os Srs.
commendndor Lopes Gomes, Dr. Dias da Cruz,
Cantillo Menezes e Albano Cordeiro.
0 Sr. Dr Araujo propoz que fossem nomeados
tres substitutos das aulas desta imperial socieda-
de, sera vencimenlo alguno, e tao sraeute com o
tirocinio para o magisterio, vencendo, porm,
quando seam chamados ao servigo.
Entrando em discussao. licou adiada pela hora,
.depois de fallarem alguns senhores.
Levaniou-se a sessao as 9 horas da noito.
A 31" sessiodo" conselho da Imperial So-
ciedade Amante da Inslrucco, que teve lugar no
dia 18 do passao, presidida pelo Sr. Dr. De-Simo-
m ; estireram presentes os Srs. Flix Majtus Fi-
llio, l)r. Nazarelh, Dr. Araujo. Albano Cordeiro.
Gamillo Menezes, V'az Guedes, major Virgilio,
Ur. Leitao, Margal o Lima e Silva.
Reqiienmenlo de D. Isabel Josepha Mancebo,
pedmdo que sua (ilha fosse admitlida no collegio
das orphas como alumna interna. Foi admi-
nislracao respectiva para nformir.
A' vista da informacao favoravel do Sr. direc-
tor das aulas, mandou-se matricular como alum-
na externa a lilha de D. Sabina Rosa da Silva
Braga.
Sob parecer da administraeo do collegio c de-
pois de urna larga discussao" em quo lorraaram
parte os Srs. Dr. Leitao. Dr Nazareth. major Vir-
ilio, Dr. Araujo, Margal e Camillo Menezes,
em maten' assu- i ciedade, pertencento ao trimestre ultimo, apre- ,
transportada para o ; fnlado pelo, Sr. Ihesourero Carvalho F,lho.PFoi g,J^'exLplares d.^seguimes obras : Tcsa-
n enlo cicileo casamento religioso, pelo Dr* Braz
Florentino Henriques do Souza, e Os jesutas,
pslo Dr. Ildefonso Lhanos Godinez.Uccebidos
ooi agrado.
O Sr. Baptista Luiz Garnier, remeltcu por in-
torraedh doSr. Dr. Miranda Castro, a cullecco
completado peridico Revista Popular do auno
passado e os nmeros publicados no correnle au-
no. Recebidos cora agrtdo.
Foram lambem recebidos com agrado alguns
i umeos dj Correio da Victoria.
Approvaram-se os seguinles pareceres :
Dasecgo de agricultura contra a prelenco de
Manoal Olegario Abranches;
Da secgao de machinas e apparelhos, a favor
ca pretencao do Dr. Joaquina Muutmho dos San-
ios.
Da mesma seccao, pedindoesclarecimenlos so-
l>rc a prelengao de Joao Wethered.
O Sr. Azeredo deu cont das desastrosas oc-
(urreucias havidas cora a remessa da encommen-
ila dos porcos da raga de Perkshire, declarando
que embarcaran! 45 e chegaram apenas 21, dos
quaes morreram 2 no dis irumediaio ao da cho-
cada do paquete Jason, que os trouxc da Europa.
Jcorrselho resolveu que a seccao de melhora-
tientos das ragas animaes procedesse quinto an-
es respectiva distiibuigao, de accordo, quanlo
osse possivel, cora os inleresses da sociedade.
Foram-a.pprovados para socios effeclivos os se-
guinles Srs.
Luiz Heraclito da Fontoura, Dr. Lucio Jos da
Silva Brando, Francisco Antonio Pereira de Car-
valho e Miguel Jos Cardoso, por proposta do Sr.
Dr. Naseimenlo Pinto ;
Francisco Antonio AITonso, propietario e la-
vrador na provincia de S Pedro, por proposla
do Sr. Fernandes da Cunts;
Jos Bernardo Brando, por proposla do Sr.
Dr. Souza Reg;
Dr. Anastacio Luiz do Bom-Succcsso e Dr. An-
tonio Dias Pinto Aleixo Jnior, por proposla do
Sr. Nunes Pires;
Visconde de Bom-Fim, conselhciro Antonio
corainendador Je-
tenenle-coronel Car-
...ndador Antonio JosC
Alvos Soulo, Manuel Teixeira de Souza Barros,
Aurelano Furquira do Almeida, Dr. Francisco
Leite Ribeiro Guiraaracs, Custodio Leite de A-
mandou-se adm.tir como alumnas internas d ir-nLE?... ,, u- UomI''rai '
collegio das orphaas as seguinles meninas J S" 8 de IBirnda Re8-
Cecilia, .ilha de D. Benedicta Rosa de Jess %?%??!? Jo esquita, u
Vianna. I0S teixeira Leite, conimen
eus diversos
vQTinmla.dUrra,n,,e 9 t* rem'pos'dTdeson-
SmwMo, l? f 8UbSt,,U,r S">0 na funcca
ftlo o'Sn'vni. ?nee8,e ,enha "qindo'no
o o aesenvolrimento e a estructura, que mais
Candida, Clha de D. Rosa Jacinlha da Rocha.
Lydia, aggr^gada do Sr. Jos Joaqun Moreifa.
Helena, lilha de D. Luiza Maria de Oliveira.
Luisa, lilha do D. Maria Joaquina.
l'oram lambem approvadas duas emendas ao
parecer : a pruueira do Sr. Gamillo Menezes, para
que fiquem reservadas para concorrerem com
qnaesquer que para o tuluro prelendam ser ad-
miUidas. Oulra do Sr. Albano'Cordeiro, para
que fique esperada smente a primeira das qualro
jue nao pooeram ser admiitidas.
Levautuu-so a sesso s 8 I (2 horas da noito.
Teve lugar no dia 20 do correnle a 3za ses-
sao do conselho da Imperial Sociedade Amante
da lustriicgo, presidida j-elo Sr. general Bitlen-
court : esliveram presentes os Srs. commenda-
dor Lopes Gongalves, Dr. Do-Si moni, r. Martius
PinliPiro, Dr. Leitao, Margal, Dr. Nazarelh. Vaz
Guedes, Camillo Menezes," Flix Marlins Filho,
Dr. Araujo, Fortunato de Oliveira, Dr. Dias da
Gruz e Lima Barros.
i M.'1,ndo""se |)o?ar E. & II. I.aemrrt a quanlia
de 41So80, e a Coulinho & Trindade 5400.
O Sr. Dr. Araujo parlicipou ao conselho que as
iniormacoes obiidas a respeiloda casa sollada ao
governo imperial nao eram farorareis, acrescen-
tando que rsta do que acabara de expor, a-
chara conveniente tralar-sc desde ja de procurar
oulra casa, afim de nao ser interrompida a mar-
cha regular da aula de S Pedro de Alcanlaru
Sob proposta do Sr. Albano Cordeiro manJou-
seque a aula de S. Pedro de Alcntara funecio-
nasse temporariamente na casa do becco dos Car
Orillas al que seja encontrada oulra com me-
mores proporcobs para aquelle misler.
Levanlou-sa a sesso.
T a3J scssio do conselho da Imperial Socie-
dade Amanle da Inslrucco no dia 25 de abril
presidida .pelo Sr. general Bittencourl ; estive-
ram prsenles os Sr. Dr. Nazarelh, Dr. Dias di,
Cruz, Dr. Araujo, Dr Liito, Dr. De-Simoni. Al
bario Cordeiro, Dr. Marlins Pinheiro major Virgi-
lio, Camillo Menezes e Lima Barros. -
Nomeou-sc urna commissao para, nm nom;
desla mpeiisl sociedade, visitar c palenlear i
S. txc. Rvma. o Sr. hispo, socio beinfeitor, 0
prozer de que se acha o conselho possuido pe >
restabeleciuiento de S. Exc. Rvma., para cuj
commissao foram nomeados os Srs. Dr. Naza-
relh Dr, Das da Cruz. Dr. Mathias Pinheirc.
Dr. Leitao e Albano Cordeiro.
Mandou-se ofliciar ao presidente da compa-
nhia edificadora Trezo do Agosto aflu de
que se digne dar urna solucu prompla so-
bre os negocios pendentes entre aquella compa-
nlua e esla sociedade.
Resolvcu-se mandar a commissao de reforma
doestaiulos o regulamenlo d> Collegio dos oi-
phos e o regulamenlo das aulas, para ella apn-
senlar as reformas que a experiencia lenha tor-
nado necessarias.
O conselho mandou a adminlslrago do colle-
gio das orphas restaurar o estylo nligo, sam:-
conado pelo regulamenlo do mesmo collegi >,
nomeando inspectoras mensaes.
AiitorisouJse ao Sr. Dr. Araujo para tratir
com o sublocatario da casj da ra do Senado
n. ,i, trazendo o respectivo contrato
do conselho para ser approvado.
Ficou sobre a mesa urna proposta para socks.
Lcvantou-se a sesso.
5
No dio Io do correnle reunio-se o conselao
administrativo da sociedade Auxiliadora da In-
dustria Nacional sob a presidencia do Sr. conte-
Ihciro Mariz Sarment, achando-se presentes os
Srs. conselheiro Lourengo Viamta-, Drs. Bur'a-
maque, B. Azambuja, Jacy-Monleiro, Nascen.es
Pinto, M. Castro o Nunes Pires, coronis Diat e
Cauto Soares, Azevedo, Miguel Gnlvo e Fernan-
es da QunUa.
Constou o expediente do seguinle :
Aviso do ministerio do imperio, remetiendo o
requerimento de Antonio Joaquiru Pereira de Car-
va*ho, m que pede que se faga extensivo o r. ri-
vilegio que j obteve para a sua invengo de
pontos o aqueduclos pensis aos roclhoramenlos e
applicagoes novamento dcscobcrlos, sendo- lie
permiltido depositar no archivo publico a respec-
tiva descripeo e desenlio, para que a soced, Je
interponha oeeu parecer.A seccao de machi-
nas e apparelhos.
Aviso do raesmo ministerio, para que a soc.e-
dade informe sobre o requerimento em quo re-
dro de Alcntara Lisboa, ni oualidade de procu-
rador de Boulio Frestou e Cottp., pedo era nome
do inventor Boulin privilegio por 15 annos oa-
ra inlroduzir no Brasil um apparelho para a c.ir
bnnisago vegetal.A' seccao deehimicai
tnsl.
Aviso do mesmo ministerio, remellen
nnecimento de quatro barricas com se
milho embarcadas na barca Cavalier,
mente um memorndum do conted de T
barrica, acomoanhado de explicacoes sobre o mo-
do de cultivar as diversas especies do dito milho
esobre as suas qualidades.Ao Sr. sccretirio
geral.
bren. Baptista Caetano Teixeira de Almeida, Ber-
nardo Domingues da Silva, Joo de Miranda A-
raujo, Joao Cornelio dos Santos, Joaquim Vidal
Lciie Ribeiro, commendador Antonio Vidal Leite
Kibeiro o Baptista Luiz Garnier, por proposta do
>r. Dr. Miranda Castro. \
presenta
PERNAIYIBCO.
REVISTA DIARIA-
De urna carta da cidade do Ico. provincia do
Cear, com dala do ultimo do passado mez, ex-
tractamos o seguinle :
Esle lugar contina naquelle mitigo estado
de cousas : lodos esperara urna reforma na ordem
social, e esta esperanga nao mais do que urna
completa falta de juizo. porque o mundo, aqui
para nos. est j caduco, e de semelhanlo cachola
pois o que pode sahir ?
A respeito de chavas, ao depois de mil sus-
tos, preces, novenas, etc., principiara a cahir al-
gumas, no entretanto algum legunie ja perdeu-se,
e a caresta e grande. D'aqui para cima al Ca-
riris-novos acha-se ludo muilo bem chovdo ; o
mesmo porm nao di-so para baixo a sahr em
Bussas.
Da poltica nada se pode dizer : fallarjlella
fazer um myslerio, e eu nao quero occupar-lhe
o espirito com deeifracos ; todava dir-lhe-hei,
mesmo de passagem, alguma cousa. Decidida-
mente o depuiado doste circulo o Dr. Rafman-
do, e o respectivo supplente o r. Beujaiuim
Piulo Nogueira ; islo de conforruitfade com o que
corre na opinio publica, e nas disposices dos
Sis. cloilores, qu- anles de serem-n'o, j'lngara
seus dados. Havia um oulro candidato, roas esle
nada far por aqu, apesar de pretender Ser eleilo
por eslo circulo. O cerlo que, sem embargo
dos embargos, elle nu lem aceilago nenhuraa ;
e posso dizer-lhe que par o mundo poltico
elle defuncto.
Foi exonerado de delegado deste termo o
honrado Sr. Manuel Teixeira Pequeo, seu po-
dido ; e veosubstilui-lo eoficial de polica Joa-
quim do Gormo Ferreira Chaves, quesera igual-
mente o commandanle do respectiro destaca-
mento, por harer sido delle dispensado o alteres
Antonio Jos Pinto Bundelra.
Esta nomeago inconveniente por lodos os
principios, em consequenca dos antecedentes
desle olikial testa mesmo Ico, onde conla para
mais de dez intrigas, alm de nao ter, como
correnle, a menor tintura de principios Ilitera-
rios que lhe d habilitago para aquelle impor-
tante lugar, mxime quando se aproxima urna
quadra melindrosa era que sobre ludo toda a cir-
cuiisiiecgo pouca paracouduzir a siluagao som
0 era prego de medidas violentas, que exacerben!
os nimos da populago.
Foi recrutado um celebre seductor que aqui
ha, bastardo do velho Teixeira, que ainda esta vez
teve tragas de livra-lo da pungo nica, quo lhe
devida. Este individuo quasi prelo, mas
useiro era negociadas cora mogas brancas realou
presuinptivamenle, que se nao* pojara do descer
at elle, que nada lem de fascinador ; mas sobre
gostos no havendo dispula, enienderam que por
modo tal que deviam obstar as conquistas do
Adonis salgadense.
A nossu igreja vai no staluquo. O vigario
acha-se mais consolado, o suppe-se quo apre-
senta-se i candidatura da supptt-ncia geial. eus
1 lie ponha a virlude. O nosso prestimoso padre
Tlieodulpho Franco Pinlo Bandeira conserva o
seu posio de honra, desenvolvendo perieilameute
o caraclr santo de que se acha revestido.
Os actos da so mana santa foram bem desein-
penhad s.
O D Fructuoso Dias Ribeiro casou-se, ha
tres dia<, com a prima, lilha do major Jos Fruc-
tuoso D as.
Nesla quadra excepcional, era que a mal-
fica trin lade da (ebro amarella, angina o escar-
latina v. i ludo victimando, un faci Oigno de
cooeigmcao d-se em um eslabolecmento publi-
co desla cidade, cujas condiges como que eram
um aulecedente necessario para o apparecimenlo,
desenva vimeolo o propagago do mal.
A casi de detenro que lem em seu recinto
actual ( ualrocenlos delonlos, alm do vinto e
oilo emj regados, que corapcra o respectivo pes-
soal; e lobre isto cada cella seudo oceupada
por um i umero excessivo de presos, numero que
' niuilas vezes, ha logrado al hoje
nao ter sido invadido por qual-
doencas
da Providencia quo veis pelos mise-
cerados, vislo que.a respecliva agglo-
como que nao poda ter por effelo se-
nao a inlraso do mal naquelle eslaelecimento.
Ha muito que o regulamenlo sobre o tran-
sito dos carros ha sido negligcnciado em (ua ob-
servanci i, quando nao no lodo, o menos em
parle ; i orem pora algunas pessoas nao se lem
dad islo, visio quu os pedestres em pregan, todo
0 ngor.
Esta oxcepcio nao deve ser aberta para certas
o determinadas pessoas; perante a loi lodos sao
iguae, e quando ojia lem de ser observada, nin-
guera deve ser excluido.
Por agora dexaremos de declinar nomes. e
menos citar fados; pois esperamos que. ou se
curopra o rcgulamento. ou nao, lodo participara
igualmente dos seu effeilos.
Cousla-nos que para os Coelhos lem appa-
rec.do ama negociada de dous pardinhos, que
olguem suppoe querem reduzir a escravido. ape-
zar do haverem nascido do ventre livre.
>obre islo paira algum myslerio, mas bom ser
iSHque.Se "'erii'"lue se ha efteclvaraenle ten-
laliva de reduzir i escravido ou simplesmente
alguma sevicia pralicada para com os dous oar-
diunos. r
Andam alguns larapios por esla cidade. a
quera tudo serve, e nem ha meios que nao em-
preguem para haver o alheio. *
Ante-honlern delles foi victima o Sr. Deloucho.
relojoeiro da ra Nova, o qn.it saccaram da porta
de vidraga. por ura buraco do parafuso com dia-
1 metro menor de um dedo minimo, bilheles de
lotera que alliestavam expostos, deixando frag-
mentos de um que nao pde ser bem fisgado. O
que revolla mais que essa poscaria foi pralicada
as ciaras, em pleno dia, e a vista de quem passa-
va, sem que nada disto podesse dcscobrir o la-
drao. e nem da-lo a conhocer ora que se reco-
nneceu a subtraego, accrescendo a tudo islo que
o referido larapio fe o furto quasi vista do pro-
pno dono, cuja posigo de trabalho precisa-
mente fronteira aquella oceupada pelo ladro.
Convm que se trato de pescar alguns desses
mgicos, que por tal cynismo dao boa copia de
si, dao signal do quanlo socapazes.
Ante-honlem, das 7 para as 8 horas da
noHe, pouco mais ou menos, ondou pela praca
da Boa-Vista urna mulher cnvolu em um manto
prelo, com o rosto occullo, que ainda mais en-
cubra quando alguera procurara na passagem
ver-lh o. Ora, dando-se isto com diversas pes-
soas, tanto myslerio desperlou a curlosidado pu-
blica, um inspector de quarteiro foi inleirado
do occorrido e de promplo tratou de descobri-lo,
indo no encalco da mulher phantastica ; a qual
encontrou na rua do Hospicio, e inlimou que so
descobrisse da parte da auloridadc publica,
A isto se nao resolveu ella logo, mas vendo a
affluencia crescente de pessoas que se aiunlavam
poralli, revelou-se dizendo com voz alterada,
que era mulher, que andavS passeiaudo.
Com effelo era mulher, c de cor prala ; e
apos este desenlace, que nao eslava nas previ-
ses do publico, os moloques tomaram o fado
a si por meio do vas. que encanlonaram a
passeianle n'uraa loja daquella rua, sendo para
lailim ^r algum/unco policial os nao dissolvesse.
Qual o lim que acluava na incgnita, que em
tamanho myslerio se involvia, nioguem o podo
dizer. Mas nao seria algnma zelosa em busca
do amanle ou d! marido ?
As conjecturus nao sao realidades, e neste
terreno tudo em vo.
Hontem leve lugar o exame de habilitarlo
dos oppositores s cadeiras vagas de inslrucco
elementar, que se acham em concurso.
Sao infundados os boatos de que nos ter-
mos de Goianna eNaz.irelh apparecem grupos de
criminosos fgidos da cadeia do 1." termo, que
accorametlein os engenhos e propriedades parti-
culares, commellendo roubos, e depredages. Os
delegados de polica d'aquelhs termos teem per-
corrido com forga armada os disrliclos de suas
jnrisdieges, e nada enconlrarara que podesse
dar causa semelhantes boalos, lo atterrado-
res.seno o desejo de desconceiluar. e tirar o
prestigio, e forga moral aulhoridade.
Nem umsroubo pelo modo descripto tera lid
lugar, e ninguem houveque declarasso ter risla
esses grupos de ladros, e menos sabido do que
qualidadc de gente se compc elle.
Porlanto podemos affirroar, sem recri de
una contradicla, aue os termos de Iguarnss,
Goianna a Nazarelh gozara perfeita paz t lian-
quilidade, raanlendo-se n'clles o respeito devldo
lei, e autoridade.
O Dr, Lucena, delegado de Ouricury, tem
sido incansavcl na persegnigo de criminosos,
e ja lem conseguido reslabelecer o imperio da
lei naquella localidade.
Contina nas diligencias necessarias para o
completo descobrimento da verdade a respeito dos
autores e cmplices do assassinalo do infeliz ca-
pito Domingos Alvos Munz Brrelo.
Documentos i'iiporlantss lem sido por esse ap-
prehendidos ; sendo que foram encontradas car-
las do lenle coronel Alvaro Ernesto de Carva-
lho Granja, dirigidas ao professor Pexe, nas
quaes confessa a parte que elle, e outro3 pren-
les tireram na raorle do referido cauito Mumz
Barrlo.
enea
erago
que estreou sua carreira pailamentar u nosso il-
lustre patricio, acadmico Lcvino de Barros Sil-
va, deputado por este circulo, esperando encon-
trar nelle algum projeclo, ou emissao de ideas
sobro alguma cousa proveilosa ao circulo que
0 etegeu ; quauto, porm. nio deplorei que elle
longe do procurar fazer algum bem 6 sua ierra
e aos que o elegeram, procuro faser-lhes mal!
tazendo sua eslrea por aecnsoges o recrimioa-
goes de todo lote. O caso foi, que o Ilustre de-
putado compromeltido para com os seus pren-
los, que de c esli podindo-lho todos os dias
para fallar conlra o delegado, empasnando-o
de informages falsas, e fados adulterados, vio-
so na dura precisio desatisfazer aos impertinen-
tes, e, pediodo a palavra impasinou de sua vez
tambem a assembla, mettendo-se abrupto na ,
desejada materia das aecusacoes, materia sempre
espinhosa, e como tal desaaradavel. Nogostei,
pois, desla sua eslra.
Claramente se v que o seu discurso s leve
por fim fazer recriminagdes a S. Ex. o Sr. pre-
sidente da provincia, e ao digno chefe de polica
por estes nao haverem dimiltido o finado Branco
inmediatamente que Ihes chegou as mos urna
parle contra elle, bem ou mal formada, com jus-
lica ou sem ella ; e bem assim por ainda con-
servaren! o delegado e subdelegado de Cabrob,
contra os quaes alias nunca tiveram representa-
gao alguma. E tanto foi conhecida esta sua in-
tencao, que o muito nobre e distincto cooego
1 mo de Campos, lomando immediatamenle a
palavra, moslrou-lhe o roo caminho, que se-
guir, e. com aquella dialctica, que lodos lhe
reconhecem, eclipsou inteiramenlo a sua argu-
raenlagao, respondendo-lhc, e refutando is ae-
cusacoes por elle feilas ao delegado Avelino, se
bem que de um modo geral, roas satisfactorio,
visto como o oceusador tambera nao exhibiu do-
cumentos.
Como a verdade, embora descarnada de todos
os atavos da elequencia, e do estilo, sempre a
verdade, e como tal apreciarel ; eu, estando bem
em da cara todas as cousas e fados pelo illuslre
deputado por este circulo lorados ao conheci-
mcnlo d'assembla, nao quero deixar de p-lo
ao correnle do fundo de rerdade, quo nelles
existe, embora o faca era minha tosca o rudo
linguagem.
Comecarei por dizer-lhe que, o que se l na
/ceinsto do Diario de 27 de margo acerca de Ca-
brob, responde satisfactoriamente a ludo quan-
lo disse o ilustre deputado acerca de oppresses,
perseguiges, ameagas, planos, diwisses de to-
dos os inspectores, desmembrages de tedos os
quarleiies, ele, por quanlo ali se nega a exis-
tencia dessas cousas, e desafia-se ao propalador
dellas, a que citem essas pessoas. sob pena do
seren consideradas calumniosas todas essas as-
serres ; e como i, que o illustro deputado nao
Tez mais do que declamar, nada prorou, e nem
era possivel prorar o que nunca se dou
isso sobre essas nada mais digo-lhe.
Tambem nao devia enfrslia-lo com a narraco
do tacto da oresidencia d.i cmara, e creaco'de
um 5. dislricto, fado tac simples, e que is co-
rlpheus j o levoram at a juizo, donde nao li-
rarara xito por que. felizmente, nunca tem ra-
zan ; mas como prim ip.o correnle desla gente,
que a mentira repelida verdade por isso
sempre dar-lhc hei a massida desse histrico
, O delegado Avellino. sendo presidente da c-
mara municipal, consullou ao chefe do polica,
que enlao era o Dr, Agostnho Luiz da Gama, se
estando no excrccio da delegada, poda presidir
a cmara ; teve em resposta, que nao poda exer-
cer ambos os cargos juntamente; mas podia,
quando quizesse presidir a cmara, passar o
exercicio da delegada ao Io supplente, e reassu-
mi-lo depois que dexasse aquella presidencia.
Avista desla deciso o delegado, ha um auno ou
mais, passou o exercicio deste cargo ao 1 sup-
plente, e foi presidir a cmara municipal, na
qual sesso foi creado o tal 5 dislricto. Como,
porm, o pro presidente da cmara, que era ao
mesmo lempo o Io supplente do delegado, dsse
cavaco cora a cousa.consultou a S. Ex. o Sr. pre-
sidento da provincia, o qua! decidi, que o de-
legado nao podia presidir a cmara por que era
incorapalivel; de sorte que corto amiguinho,
considerando isso um ptimo cavallo de balalha,
deu por este fado una denuncia do delegado ao
juiz de direito, da qual defeudou-se ello ajun-
lando u defeza o officio do chefe de polica, cm
que dizia podia-o fazer pelo que cahiu a tal
denuncia, porque foi provada a boa f, cora que
proceder.
Achando-se provada a complicidade que nesse
crime tiveram D. Isabel Adelaide de Siqueira
Oranja, seus filhos Francisco Lopes de Siqueira
Granja, e Cleomenes Lopes de Siqueira Granja,
assim como seu sobrinho Jos Targino Granja,
foram todos recolhidos cadeia daquelle ter-
mo. Constava que o tenente-corouel Alvaro
achava-se homisado no lugar denominado Gra
valazmho, distante 15 leguas da villa de Ouri-
cury.
O capilao Jos Francisco Carneiro Monteiro,
delegado de Cimbres, lem percorrido todo o dis-
lricto do sua jurisdiego, acompanhado de um
forte destacamento que se emprega na persegui-
go de um grupo de criminosos, que desembara-
zadamente percorria aquelle termo, sendo que
ja lem conseguido expelK-lo para fra d'elle, lo-
grando prender alguns desses criminosos, como
ja temos noticiado.
A activdade e pertinacia d'aquelle delegado
na perseguigo dos criminosos lem sido tal, que
elles j eslo se resolvendo a voluntariamente
entregarem-se a pristo.
No da Io do correnle entregaram'-se os reos :
Teuenta da guarda nacional Francisco Manocl
Leite, indiciado no crime de morle.
Joaquim Alvcs da Silva Valenga.
Jos Vicente de Almeida.
Antonio Correia da Rocha.
Manoel Ramos dos Sanios.
Lourengo Joaquim Quirino.
Felippc Jos Raimundo, indicia Jos em criraes de
rapto, violencia, e uso de armas defezas.
Simio Isidoro da Silva.
Joo Severo do Nascimento.indiciados em crime
de otlensas phisicas.
Todos esles reos tem de responder oo jury.
Piaza aos cos que este tribunal se compene-
tro de sua rerddeira misso. e faga jusliga,
abandonando o lerrivel precedente de patronatos,
o escndalos em negocio de tanta gravidade.
No dia 16 do mez prximo passado, pelas
o horas da noiie. Vital Vieira do Naseimenlo
morador em Cabrob, soffreu um tiro, que d
emboscada lhe disparan Francisco Amando Ris-
po, do qual milagrosamente escapou.
O criminoso poz-se em fuga, mas o delegado
trata de caplura-lo, lenJej instaurado o com-
petente processo.
Hontem, pelas 6 horas da manha, foi pre-
so pelo subdelegado de polica da cidade de Olin-
da, era virtude de ordern do delegado do Jermo,
0 criminoso de morlo na provincia da Parahiba^
Manoel Pereira dos Santos, que foi encontrado
era casa da Ricardo Posioa da Trindade, occullo
dentro de una caixa.
Foram recolhidos casa de delenco nos
das 19 e20 do correnle, 2 himens e 1 mulher,
todos livres, sendo : 1 a ordem do subdelegado
da treguezia da Boa-Vista, no dia 1<, 1 a ordem
do mesmo, no dia 20, o 1 a ordem do
zia do S. Jos tambem no dia 20.
..~ Forara recolliidas casa de detenco no
da 21 do correnle, 7 mulheres, sendo 6 livres e
1 escrava, a saber: a ordem do subdelegado da
treguezia do Recifo 4. a ordem do da freguezia
oe S. Jos 1, a ordem do do primeiro dislricto da
freguezia dos Afogados 1, a ordem do da freeuc-
zia da Varzea 1.
Esrrevem-nos de Cabrob,
sado, o segninto :
Fui informado de que chegra no dia 22 do
correte no Ouricury o Dr. Lucena delegado
daquelle termo cora a forga sua disposigo, o
quo ja havia prendido ao coronel Severo, o so-
brinho e genro Joao Brasileiro, a um sobrinho
da mulher do Alvaro, e Manocl Francisco do
Souza Peixe.
Avalio quo a processo da morle do (enente
Branco ainda nao fra instaurado, e por isso ig-
nora-se, se todos esses presos foram recolhidos
por esla, ou por oulra causa. O que nao pde
entrar em duvida quo a vinda deste delegado
extraordinaria, e os fados, que elle houver de
praticar, deverao por sem duvida muito encorrer
e influir para a moralisago da comarca, e levar
ao animo de muita genio o desengao, de que
ninguem deve ser respeitado, se nao pelas suas
boas qualidades moraes e sociaes, e nao pelo es-
timulo e respeito de familia, e bem assim pelas
nlaucias e roncos de valenta. Muito pois devo-
ra elle fazer, e eu o irei identificando pouco a
pouco de todas as oceurrencias, que so forem
dando.
Li com muita sofreguido o discursosinho, com
do da fregue-
em 30 do pas-
po r
Quanlo porm i historia de haver o delegado
creado o 5o dislricto, porque quer a lodo transe
ser eleilo Io juiz de paz do Io dislricto, e va que
se esse 5 dislricto eslivesse, como estava, reu-
nido ao primeiro, elle nunca o conseguira, di-
go-lhc, que isso pura fanfarria do do illuslre
deputado, querendo indicar, que a sua familia
manda no dito reacho, com o qual decida da
eleigo do Io dislricto. Duas palavrinhas res-
ponden muito bem a essa foce: ei-las. Nas
eleiges passadas, e atrasadas, o tal 5o dislricto
hoje, era ligado ao Io, fazia com esto um s; a
como foi que a familia do illuslre deputado dei-
xou o Dr. Avellino sahir cleito Io juiz de paz ?
Seria por descuido, ou por. quo volaram nelle
nesse lempo ? Nao foi. meu amigo, por urna,
nem por oulra destas razes, foi por que elles
leem gente sufiiciente cora que ganhem eleco,
o sto ludo.
De ludo, com quanlo impansinou o illuslre de-
putado a assembla,#s urna cousa farla digesto,
se fosse exacta ; foi* a mlegaco da soltura de
ura criminoso ; porm felizmente ella nada tem
de exacta.
E por que pde ser, que, quando Vmc. ler es-
ta, nao lenha lembrang.i do que o Ilustre depu-
tado disse. para conferir rom o histrico viri-
dico, que lhe vou fazer, iranscrevo aqui o tre-
cho, em que narrou elle adulteradamente o so-
bredilo felo : ei-lo.. Ainda" mais. Sr. presi-
denle, lendo o juiz municipal de Cabrob pren-
dido e processado em dias do onim passado a
nm individuo, que havia tentado conlra a exis-
tencia do promotor intarino da comarca, e sendo
esso preso confiado acs cuidados do delegado,
esle a principio o cooserrou em rigorosa priso ;
porm depois, lendo alguns amigos ( segundo
me informara ) lhe pedido em favor do preso,
elle, nao querendo soltar publicamente, nao se
importou mais em botar guurdas na cada, or-
denou ao carcereiro, que dexasse o preso indar
por fra da cada. at que afinal paru ungir me
Ihor, ofliciou ao Io supplente de delegado, que
mora 20 leguas distante, e nesso mesmo dia
evadio-seo preso da cada
Cortamente, raen r.migo, nunca me passou
pela idea, que o Lerino de Barros estreasse a
sua carreira lo mal, com declamadle, e alle-
gacoes de fados, que nunca sederam: confira
pois o que elle disse com a narrago pura e fiel
do faca, que aqu lhe fago.
Tendo sido preso Jacinlho de tal, nao por ten-
tar conlra a vida do promotor interino, e sim
por este o haver corrido de urna casa, elle nao
querer sahir. p-garem-se em pucha para l, o
pucha para c. o promotor dar-lhe voz de priso,
cello nao obedecer ele, fra processado pelo
juiz municipal como incurso em crime de resis-
tencia. Esleve pouco lempo na cada de Cabro-
b, donde foi remeltiio com O
Ouricury ao juiz de direito.
Ali estove por tanto lempo, sem que fosse do-
cidida a sua serle, que j ninguem se lerabrava
de Jacinlho, quando o juiz de direilo, conside-
rando mal qualifleado o crime, desfez lodo o
processado, e mandou de novo Jacinlho para Ca-
brob aleclo ao juiz municipal para tirar novo
processo, nao mais de resistencia, e sim de deso-
bediencia. Chegado que fosse Jacinlho. e nao se
adiando no lugar o juiz municipal, mandou o
delegado recolhe-Io ; mas nao lhe deitou guarda
Scrvia-lhe de guarda o Tarcereiro, que viria
com elle na cada ; mas completamente falso,
que o delegado lenha feito a menor deelarago
ao carcereiro, e em rirtude de pedidos do ami-
gos; pois nunca pessoa alguma lhe pediu por
Jacinlho. Estere pois desle modo recolludo Ja-
cinlho por mezes, sem que se lhe formasse ora
culpa ; infraego osla que corria pelo juiz mu-
nicipal, at que chegou fins de julho ; e por que
tinha o delegado de seguir para a Bahia no Io
de agosto, ofliciou ao Io supplente, para que en-
trasse no exercicio da delegada, e fez sua via-
gern. Passados 20 e tantos dias. ou mez, Jacin-
lho, considerando-se esquecido das autoridades,
risto como estar soffrendo urna priso llegal,
em urna occasio, cm que estara fra o carce-
reiro, fugiu, e estere no arraial do Sacco, 14
leguas da villa pelo lempo que lhe aprouve,
pouco mais ou radios at Janeiro. Por eslo lem-
po apresenlou-se em Cabrob; e por que o juiz
municipal j houvesse tirado novo processo, e o
pronunciado om crime de resistencia, o delegado
o prendeu, e remetieu para o Ouricurv. donde
foi para a enchovia do Crato. Ealo ul'tima pri-
so anda deu-so em Janeiro, lempo em que o
illuslre deputado eslavo na comarca ; entretan-
to, elle, calando ella, conta s a fgida do pre-
so, e pelo modo adulterado, que se v ; forlo
mana de querer enchergar crime onde nao o ba.
Mcu deputado, o peor cgo, que ha no mundo
e o quo nao quer ver, e nesla qualidade o con-
sidero, pois nao quer encheigar quera merece
suas aecusagoes. n ict.w
.lis10 ca" knibem com um histaria de casa
allogada ; porque ella em nada pode marear o
reputagao do delegado, nem como autoridade
pois nao houre ah facto algum da autoridade'
nem como particular. Sio futilidades, que so
provam conlra quem as aprsenla
Agora perraitta-me dizer-lhe quatro palavras
sobre um pequeo communicado Inserto em aeu
Diario do 3 do correnle, que tem por Ululo
Ouricury, inda o vigario Francisco Pedro em
scena. .
Du o escriptor desse communicade, queavis-
ta do que a Revista de 27 de margo diz, o leden-
le Branco devia morrer ; ou era islo o que quena
oescriplor daquella noticia, ou desmoralisar o
vigario, visto como allega, que o Branco s fazia
o que o vigario quera, sendo seu companheiro
nas descomposturas e pasquina ele etc.E mais
abaixo diz o autor da noticia pensa segura-
mente, que o publico come araras, e que nao
ha quem o comprendida. Coilado 1 Sabe-so quo
todas essas narrages, sao feitas de adrede e
por tanto perde seu lempo.
Meu amigo, timbro em ser verdadeiro em ludo-
o que digo, muito principalmente quando, sa-
bendo as noticias de fon te pura, nao as transmit-
i sob o dizem, coma as que dei-lhe, e que so
acham transcriptos na sobredi la Revista, a ex-
eepgao todava, das descompusluras do dia da
feira, que estas me foram ditas por lodos de Ou-
ricury.
Assim, para que o escriptor do communicade-
se desengae, que nao quero empanzinar o pu-
blico, nem to pouco pens que elle come arara
lhe digo, que aquellas noticias publicadas na so-
bredila Revista foram-me contadas pelo Illm. Sr.
Dr. Francisco de Farias Leaos, integerrimo, o
dislmcto magistrado, hoje ebefe de polica do
lberezina.
E porque o que eu disse acola, parecen arara,
l vai mais que me disse o mesmo Dr. e que eu
havia deiado no bco da penna. Disse-me, que
o Branco eslava portal forma addicto ao vigario
que, em recebendo as partes eiiciaes, ia Corn-
elias paos a casa desle, ouvi-lo a respeito e s>
obrava o que elle lhe diclava. Disse-me ainda,.
que nao cessava de dar-lhe mu tos conselhos,.
para que se nao alirasse daquella maneira en
una inlriga, cm que nao devia roeller, que no>
obstante os seus conselhos, o homem conlinuava
e a inlriga cada da lomava maior incremento, o
por isso, ha muilo, esperava um resultado funes-
to, vislo como havia presenciado scenas, que
nunca vira em nenhuma oulra parte. Devo
vo dizer-lhe que, quando o sobredilo Dr. conlou-
me todas astea causas, j nao era mas juiz dc-
direito, assim como j se liuha dado o assassina-
lo a us 4 dias.
Tambem dfsse-me, qne o Dr. Braga havia ali-
mentado muito esta inlriga. e gerado outras, o
que se lo depressa nao livesse sido removido,
quo virara o Ouricury do pernas para cima. Is-
lo posto, meu amigo, esla historia nao iropanzina
o publico; quem lera de licor impanziuado o
talI escriptor, que lera de soffrer com ella urna
indigestio o.ue so lhe nao cuslar a vid, ha do
gastar bous robres com os esculapios. E, quan-
do assim escrero, appellu para o mesmo Dr. >[uc
de Theierezina onde est e ha de lr os Diarios,
poder desmentir-me. Julgo-me por tanto dis-
pensado de mais proras; mas devo sempre dizer
que eu nem sou amigo do Alvaro, era teuho m
vonlade ao vigario, pois nunca me offendeu;
por conseguinle nao meu lira desmoralisar a
um, nem justificar ao actas do oulra; narro 09
aconlecimenlos, segundo elles se passam, e aquel-
le sobre quem recahir a responsabilidade, ou im-
raoralidade delles. que tenba paciencia.
Os assassiuos de Antonio Ferreira do Ex quo
lhe uotiaei na miuha. de 24 de margo, forara
presos, segundo fui informado; mas o tal subde-
legado Jesuino, conlra quem clama sem cessar o
Visitador, porqu diz, foi o mandante, est no seu
madinho, tanto quo domingo de Pascha ouvo-
raissa no Granito, onde tambem acharani-se ou-
tras autoridades ; por tanto parece, que eslas nao-
o reconhecem criminoso, o que avalio ser mulla
bondade demasiada.
No dia 16 do correnle aran um tiro de noule
em Vidal de tal no lugar dos Brandoes deste ter-
mo, do qual felizmente nada leve e ignori-se
quera o autor de semelhanle allenlado.
_0 conselho municipal de recurso desle lermo
nao se reuni no dia desigoado pela lei. porque,
suscii Wse duvida sobre a legituidade de uiu
dos m uros, que coRiaTCccrain psra,ompor o
fconse-io, e o juiz municipal reculando consultar
ao presidente da provucia; o membro, que ac-
cusava a iUegitinrtdade do oulro, deixou de fazer
parlo do conselho e parlicipou a S. Exc. como
so lera de ver na parte official Entretanto o juiz
municipal cora o tul membro Ilegitimo lavrou
acia no dia 16; (note que foi acta da composico
do conselho com 2 membros, ou para melhor 'di-
zer, um, pois o oulro na verdade Ilegitimo,]
e comegou enlao a olDciar aos eleitores mme-
diatos, e estes declaravam, quo nao serviam, por-
que a respeito delles dava-se a mesma rnso,
que a respeito do mais votado, ele e assim es-
lava percorrendo a lisia dos eleitores al chocar
a cerlo amigo, que nao ha de engeilar.
Muilo tenho ainda que dizer-lhe sobre a quali-
(lcaga do Salgueiro, mas j venho lo eufiidonho,
que deixo para oulra vez.
Parece estar decidido, que sero completamen-
te arrasados os sertus, que demorara, ao sul do
Araripe, porque amanha o ultimo de abril, o
sse v secca, e mais secca ; nem urna chuvada
appareco para Unitivo de Untos males. A Ierra
esl escaldada, os orvordos teem seccado as fo-
processo para o
lhas, e ficado com ellas agarradas a hasle ; o
gados de tada sorlo prometiera nao deixar rara,
principalmente o ovelhum e cavallar que so'os-
mais fracos. Os gneros conservam precoscon-
sideraveis.
No Juazeiro est a cuia de farinha a 4$000, na
Ba-Vista a 23O00, era Cabrob a lj>250, cm Ou-
ricury pelo mesmo. Feijo e milho nao appare-
ce nos dous primeiros mercados, nem lo pouco
no 4." mas em Cuhrob, appace as vezes a ljjOOO
a cuia de milho, e a 1600 a de feijo. A carne
apparece era todos esses mercados, em uns a 16
patacas, e outros por mecos, sendo Cabrob o ero.
que est ella mais barato.
Considero, que se houvesse dinheiro, passar-
se-hia por aqui muito mal, mas nao se morreria
pois o Carir, que nao dista mas de 30 e tantas*
leguas, e onde as chuvas sempre deram para ha-
ver alguma abundancia, nos suppriria ou maisou
menos dos gneros alimenticios ; mas o caso _
'jue nao ha dinheiro.
Ha dous annos, meu amigo, que este principal
raeio das transaeges desappareceu completamen-
te do centro, e sem que ninguem saiba explicar o
como. D'antes, logo quo chegava novembro,.
dezembro al marco furmigavam por por inda
esta comarca os compradores de gados de toda
qualidade, rogando aos fazendeiros, e vaqueiro
para que lhes dessem a preferencia nessas com-
pras, a moeda a vista em notas, prata e ouro, lu-
do muito, de sorle que, s nao se munia de di-
nheiro para as suas necessidades, quem no todo
nao tinha oque vender, e este era o prolitario,
que com o seu trabalho jornal adquiria-o de
sua vez dos daquella classe. Hoje, porm, todos
ou quasi todos teem o que vender, e nao s nao
apparece quem compre, coma que morreram to-
dos os especuladores dos annos atrazados, senao-
algum raesmo quo apparece, 6 sem dinheiro, s
procura comprar liado. Esla pois tem sido u ros-
sa dupla derrota, pois se visto como nao apparece
comprador a moeda, vendemos sempre ao com-
prador praso. com a esperonga de que no fim
daquelle praso. vir-nos-ha s raaos o producto
dessa venda, acontece, que ficamos sem bens e
som dinheiro, porque aquelle comprador ou per-
de-se, e por essa causa nao nos paga, ou al-
gum caloteiro, e enlo adeus, gados, adeus di-
nheiro e adeus comprador 1 D-so pois um esta-
do mais desesperado do que o que lhe descrevo,
que o em que actualmente nos echamos? Se
pois este estado assim mo de dous annos a
esta parle, e quando lomos invern e bichos gor-
dos, o que diremos hoje, em que tudo est ma-
gro, morrendo, e em que nao ha quem queira
comprar moeda nem a praso?! Dos se a mur-
cie de nos, se ne, feito de todos os habitantes-
dos sertes desta provincia e Bahia.
P. S. Hoje 30. soube que acha-se lambem pro-
sa a Exc. Sra. D. Isabel viuva do finado Pacilico-
Lopes do Siqueira, juntamente cora dous Ulhos-
menores.
Esles successos eslo por demals alterrando lo-
dos os membros da familia Granja que embora
nao liveascm tomado a menor parle no crime do
Alvaro eslao sendo presos. Na verdade o pro-
jeclo e execugao deste crime foi lo violento que
entre a concepgo e a execugao nao mediou lem-
po suffleienio para que a familia, que mora a 14
e mais leguas, livesso conheciraenlo delle e po-
desse ou concorrer para elle, ou empiegar os
meios para que nao tivesse execugao.
Passageiro do hiale brasileiro Gralido,
sabidos para o Aracaly : Domingos Ferreira do
Oliveira e Joaquim Anastacio da Cunha.
.'


Matm>ouro publico :
Malsram-se no da 19 para o consumo dula
idade 117 rezos.
lio da 20 do meimo, 111.
3Vo da 21 110.
Jio dia 22 a 96.
Mortalidad do da 22 do corbknti :
Adelaydc Sophia Gomes, parda, 2 annos, pa-
retide.
Leocadia, prela, 13 annos, angina.
Maria, branca, 2 annos, angina.
Jos, pardo, 14 anuos, solleiro, escarlatina.
Delfina, branca, 5 annos, congesto cerebral
Candido Gomes da Silva Rugo, braceo, casado
26 annos anaznrea. '
Francisco, Ufaneo, 4 annos, maligna.
Feliciana, branca, 5 anuos, enflamaco das glan-
GUAS.
Domicia, parda, 5 annos, espasmo
Mana Maximida Vieira de Amorira, branca, sol-
ra, ia annos, congesto cerebral
Jos Ramenlal Metyasmo, branco, solteiro, lan-
nos, angina.
Amelia, branca; 11 mezes, escarlatina.
osa. branca, 18 mezes, escarlina.
Hermenegildo, pardo, 1 anno, espasmo.
Hospital db caridaiik. -- Existen) 66 ho-
tnens e 59 mulheres, nacionacs; 5 bomens es-
trangeros ; total 130.
Na totalidade dos doeotes existen) 40 alienados,
sendo 31 mulheres e 9 homens.
Poram visitadas is enfermadas pelo cirurgiao
Piulo s 8 horas c 10 minutos da manbaa, pelo
Dr. Dornollas, s 8 horas e3|4 da manhaa, pelo
Dr. Firma as 4 horas da larde de honlem.
Communicados.
* poder moderador e a diseussao.
O acto addicional, supprimindo o conselho de
astado, incumbido pela constituido de respon-
der pelos actos do poder moderador, lornou in-
conciliaveis, senao contradictorios os seguintes
axiomas do nosso direito publico constitucional.
1.* Todos os actos humanos sao censuraveis
u elogiaveis, segundo cada um parecer mo,
-ou bom, e por conseguinte sujeilos discussao.
2. Todos podem communicar os seus pensa-
mcnlos por palavras, ou escriptos, o puclica-los
pela imprensa.
3.* A pessoa do Imperador involavel. e sa-
grada. Elle nao. est sujeilo a responsabilidade
alguma. Nao poje ser trazido a discussao, e
xposta a odios e ressenlimentos.
4. O poder moderador a chave de toda a or-
ginisaca politica, e delegado privativamente ao
Imperader, como chele supremo da nago e que
o exorce per si.
Ninguem contestar a exactidao destes axio-
mas, e aera os repellir do nosso pacto funda-
mental.
Os autores da constituirlo, reconhecendo que
o lerceiro destes axiomas seria ineonciliavel, se-
nao contradictorio com os outros, se por ventu-
ra fosse.m excluidos da discussao os actos im-
portantes emanjdosdo poder moderador, criaram
o conselho deestado.responsavel pelos actos desse
poder, ;conciliando assim a inviolabilldade da
coroa, com o direito de discutir os actos ema-
nados da prcrogitiva que Iho concede o Ululo 5o
capitulo Io da consliluigao.
Os reformadores de 1831, porom. motilaram es-
ae todo harmnico, que constitua o nosso pacto
fundimental, desde que. supprimindo o conselho
Assim, manco e incompleto, o nosso raachinis
mu constitucional tem continuado al hoje, sem
que este defeilo lenha se tornado saliente sen-
sivel. grasas s virtudes, iliustracao, ao gran-
de talento, e amor pelos Brasileiros do aclual
Imperador.
As difficuldades da theoria tera desapparecido
na prallc. Nenhum acto do poder moderador
existe, que tenha trazido complicacao entre a
pacogttva da con*, e a opinisWu difficulda-
de no jogo das molas desse poder^om o legisla-
tivo, e q'ie por isso dsse causa agilago ou
alimento s piixes.
A lei de 23 denoverabro de 1841. creando um
conselho de estado, no qual tomaram parle os
ministros do estado, nao preencheu cm parle,
coma ii o Liberal l'ernambucano n. 101 ess
lacuna que se nota na constituido ; porque, sen-
do esta lei inconstitucional, nao tem forca do
obrigar o Imperador a enve e seguir os pare-
ceres desse conselho de eslado.
E" inconstitucional a lei citada, porque, tratan-
do-so de reslabelecer o art. 137 da consliluigao,
revogando-se o art. 32 do acto addicional, devia
pro-.eder-se nos termos do lit. 8o, arts. 174, 175,
176,177 da mesma conslituco ; o quo se nao
fez em 1841.
Subsiste portanto essa lacuna ou defeito de que
nos lemos occepado.
E' sophisma. que fcilmente se destroe, o ar-
gumento, do que os ministros de estado sao res-
ponsaveis pelas actos da exclusiva competencia
do poder moderador.
Alera da confuso, quo appareceria do poder
xeculivocom o poder moderador, prejudicando-
se assim a dirisao e harmona dos poderes,
principio conservador dos dircitos dos cidados, e
ornis seguro meio de fazer elfectivas as garan-
tas, que a constituisao o/ferece, acresceria que
Cariamos recalar sobre o ministerio a responsabi-
lidado de actos, polos quaes a mesma constitu-
cao fez responsaveis outros; ao conselho de
estado.
Fcil seria a deleza dos ministros, e a cen-
sura, ou aecusacao iriam forir a pessoa sagrada o
inviolarel do Monarcha.
O que cumpre pois fazer?
Reslabelecer constilucionalmonle o conselho de
cstido. creado pelo art. 137 da constiluicao, ou
identificar o poder moderador cora o poderexe-
culivo, accitando-se assim a constiluicao belga
ueste ponto, islo roconhecor-se somenle os
tres poderes legislativo executivo o judi-
cial.
Ser conveniente discutir j essa reforma, o
apresenta-la sxamarasf
Ser a occasao a mais opportuna ?
Tora o Imperador no excrcicio do poder mo-
derador abusado das prerogativas que Ihe J a
constituisao ?
Nao temos a menor duvida em responder, nao,
A discussao aberla respeito desta questao
pelo Diario do Rio e pelo Mercantil, leva um ca-
minho mo; ideas e proposites inarchicas, sub-
versivas da ordem publica, tem sido por um e
Mitro lancadas sem o criterio, que era de espe-
car de seus illuslrados redactores.
A escolha do S. Manoel Teixeira de Souza
senador pela provincia de Minas, despertou as
susceptibilidades do Sr. Theophilo Benedicto Ol-
oni, que Ogurava em primoiro lugar na lista tri-
plico ; e esfo facto, alias constitucional, servio de
aso diacussio que se abri a.respeito da irres-
ponsabilidade da coroa', quando usa das altribui
jos que Ihe confero o artigo 101 da constitu
cao.
O silencio de tamos annos apenas roto pelo
imples facto da exclusao do Sr. Oltoni, urna
prova bem robusta da prudencia tino quo tem
presidido os actos do Imperador no exercicio do
poder moderador.
Examinem-so todas ssqucixas do paliado e do
presente, c ver-se-ha, que todas, sem oteepefto
de urna s, recahem sobro os actos dos poderes
lefUtivo t exteutivo, e nunca sobre os actos do
poder moderador.
Questoes^Ue niau transcondciicia, quo mais de
porto dizcm respeito aos initresses ritacs do
paie chamam presentemenlo altengo dos os-
colhidoa da naci, e dos Ilustrados redactor do
torio e Mercantil.
O prompto soccorro que os poderes do estado
devem agricultura, quo definha, e parece pres-
tes a morrer, os melhoramenlos quo necesaitam
os diversos ramos da pblica admnistragio, o
remedio, que pede o commercio, para a establi-
dade do nosso meio circulante, e garanta da for-
tuna publica e particular, acnnselham que adie-
mos a discussao dessa questao theorica do nosso
direito publico constitucional para mais logo,
depois que se der remedio aos males que pre-
sentemenlo nos affligem, e contra os quaes com
justa razio nao cessamos de clamar.
O terreno cm que as folhas quo se dizcm libe-
raos vao collocando essa discussao, um terreno
perigoso e falso.
Ha quom veja nisso um pretexto para de novo
aslear-se a bandeira da constituinle, que em
1819 trouxo a morte ao partido liberal. Por ah
vo malo muito mal.
As duras lges da experiencia tem precavido
o'povo contra as rovoluces.
Sob urna tal bandeira ser difflcil. senao m-
possivel a rcssurrcigo do^arlido liberal.
Anda tompo de arripiar na carreira encela-
da, e aproreitar o lempo no esclnreciuenlo da
opinio publica sobre os males que cumpre re-
mediar era benoficio da causa commum, o pro-
gresso c prosperidade do imperio da Santa Cruz.
Assim o espera o
Recife, 19 de maio de 1860.
AgfOJl iraWABMUCQ. -*. QQ4TA m%t a PR MATO Qg UM
UUvjs ao expcJunlu aulla durante o o
ximo lindo, achou toda a escripturago. cm dia e
rag rmente feiu, e de conformidade com o re-
lator.o que vos ser apresenlado.
Ju ga portanto a commissao que ludo dere ser
appmvado, agrad(cendo-se respectiva admi-
nislr igao o zele e boe vonlade com que prestou
os seus servcos
Es Tiplorio da -ompanhia do Dcberibe, 18 de
majo de 1860 J rereira Vianna.
Publicafoes a pedido.
COMPANHIA DO BEBERIBE.
Para que se veja que inexacto o que em seus
Factos diversosde 18 do corrente disse o Li-
beral Pernamb'icano a respeito da Companhia do
Beberibe, abaixo transcrevemos algumas notas
exlrahidas dos livros da mesma Companhia e os
dous ltimos pareceres de sua commissao de exa
me de conlas, que provam nao s quo a Compa-
nhia nao vai em decadencia, seno que nunca le-
ve to avullada renda quanlo a destes dous lti-
mos annos, em que deu aos seus accionistas os
maiores dividendos que ellos tem tido, sendo o
do semestre, que acaba do expirar, o mais eleva-
do que se Ihes ha dado.
O naocomparecimento dos accionistes dessa
Companhia nas reunides, a que sao convidados
pelos jornaes, s prova que os seus negocios sao
bem administrados, porquanlo, se assim nao
fosse, nao dcixariam de comparecer, aflm deaecu-
sarem a adrainistracao ; e a prova de que nao ha
reclamarnos acerca do delcixos est em que no-
nhuma fui apresentada na sessao da assembla
geral de accionistas de 18 deste mez. Todava,
se o que disso o Liberal Pernambucano desse dia'
fundado cm informacoes ministradas por algum
accionista, cumpro que declare quaes sao essas
reilaroaces, ou qlje esse accionista se aprsenle
em sesso e aecuse a adminislrscao, einquanto
nao substituido o director da companhia, o Sr.
Dr. Joaqiiim d'Aquino Fonseca, que pedio exo-
neraco, e nao continuar sob cndilo alguma
no lugar que oceupa desde maio de 1358.
A cleicao das adminislraeoes nao fela so-
mente pelos raembros das que funecionara, esim
pelos accionistas da Companhia, era cujo nume-
ro entram aquelles, reunidos em assembla geral,
que nao pode ler lugar sem quo se achem pro-, -
sontes, pelo menos, duzentos votos, como exigem Tito Fick Rom-ino
os respectivos Estatuios. Se os accionistas con- u Ck Kom<>
vidados se nao reunirn) no dia 14 do corrente,'
que lhes foi designado no Diario de Pernambu-
co, nao tem culpa a actual administraco, que
comparecen essa reunio, em que se nao acha-
ran) presentes os duzentos votos exigidos pelos
Estatutos da Companhia ; e, se recorieu-se ao
que permille o artigo additivo ao 16 dos mesmos
Estatuios, foi porque a experiencia tem mostra-
do que, sem islo, nao poderia efl'ecluar-se a
eleco da administraco quo deve substituir a .
que funeciono, c haver autorisaco para o paga-i t-ollaco.
menlo do dividendo.
22 do maio de 1860.
Nota dos dinheiros existentes no fim de
cada semestre na caixa da Companhia
do Beb ribe, e dos dividendos que
esta tem dado aos seus accionistas
desde que comecou a fornecer
do Prata a esta cidade.
igua
Anno, mez e dia. Dinheirosem caua. Dividendos.
1848 Outubro 31
1849 Abril 30
Outubro 31
1850 Abril 30
Outubro 31
1851 Abril 30
Outuhro 31
1852 Abril 30
' Outubro 31
1853 Abril 30
Outubro 31
1854 Abril 30
Outubro 31
1855 Abril 30
Outubro 31
1856 Abril 30
: Outubro 31
1857 Abril 30
Outubro 31
1858 Abril 30
Outubro 31
1859 Abril 30
Outubro 31
1860 Abril 30
21 4939086
29:681646
26.988g770
26:864-5530
27:983^877
28:621^402
27:74404
29.0a5j500
29:48lfi642
30:4229378
29:558jj937
30:338687
28:6138459
21:47382l
26 914S046
26:9t7881
24.351399
25:03691)22
26:5169859
29:3609261
31:757S127
33-4459^68
32:9759018
|
3o
4o
5o
6
7o
8o
9
10"
11
12
13
14
15
16
17
18"
19
20
21
22
23
24
Illn. Sr. Dr. im pector da Saude.Participo a
V. S. que tenho mandado proceder, com a mi-
nha a isistencia, a distribuicfo do chloro, e do
reage )te necessari. para mergulhar a roupa das
pesso is arreciadas la epidemia no 1 quarteirao
da frtguezia de Sa to Antonio; no 17 da mes-
ma fr.'guezia ; e nj 19 quarteirao da de S. Jo-
s, te ido quasi toe os os moradores dos mesmos
receido com satisfagao essa medida adoptada
pelo {overuo. Por occasio da distribuido do 1
quarUirao da fregujzia de Santo Antonio obser
vci ser preciso umi medida de summa utilidade
e de f icil execuco a qual propuz ao Sr. Dr. de-
legadt do 1 dislric lo, que a submetteu consi-
dera5io do Sr. Dr. chefe de polica ; e que se
detemine aos dono de cocheiras que as mande
caiar, pois que algimas lera urgenie necessidado
disso ; e que lenha n aellas vasos com o reagen-
te qut possuo, que tem a propriedade do sorver
o acido mephylico o que eu obrigo-me a dar
gratuiamente.
Abaixo ver V. S a relacao das possoas a quem
deslnliui os reagen es do que cima fallo.
Deus guarde a V S.
Illa. Sr. Dr. inspector da saude publica, Igna-
cio Fimo Xavier.
Jos da Rocha Paranhos,
ei carregado da detenfecr.ao.
Relace o das pessoa i a qutm destribui e que pa-
garam.
Os Illms. Srs
Flix Venancio de anlalicio.
Dr. Francisco de Aiaujo Barros.
Joao \ ignes.
Dr. Di ria.
Chrislianno Jos Taj-ares da Silva.
Joaquim da Silva C islro.
Manoel Ignacio Pin s de Figuoiredo Camargo.
Jos Burle.
Manoe Gongalves Ferrera.
Dr. Jo. Narciso.
Antonio Francisco (idreira
Claudi) Dubeux.
Dr. Jo Bernardo dalvSo Alcoforado.
Francisco Geraldo > oreira Temporal.
Franci ico Ribeiro P ivao.
Jos Ribeiro de Far a.
Charlo Cambrone.
Manoe Francisco dt Aguiar.
Manoe Tiburcio da Silva.
Franci.ico Jos Sita ira.
Acadmico Antonio Francisco Leal.
Viceuto Licinio Can; pello.
Joaqun Jos de Pa va.
Padre .emos.
Antonio Cuuiu Vieira.
Mara Joaquina das Mercs.
Joanna Marques de Jess.
Rufina Roaalina Freir.
Jos Francisco Teixeira.
Anna Joaquina do Sacramento.
Erineo Rodrigues Campello.
Luiz Francisco de Mello.
Jos Das da Silva Jnior.
Padre Francisco de Azevedo.
Cordolina Mara da Conceigao.
Glarinda Maria da Annunciaco.
Joaquim Antones da Silva.
Bernardino Cesar Ribeiro.
Maria Jos da Annunciaco.
Jos Flix de Santa Rosa.
Thomazia Maria da Coaceico.
Custodio Manoel Tbeodoro.
Relaco das pessoas a quem distribu e que nao
pagaram.
Os Srs.:
Alexandre Jos Pereira.
Guilhermc Jos Ferrera.
Padre Joaquim Nunes de Oliveira.
Bernardo Jos de Barros.
Manoel'do Carmo Ribeiro.
Relasao das pessoas que disseram ser pobres e que
distribu gratuiamente.
Os Srs. e Sras.:
Maria da Conceicao,
Antonia Sebastiana,
Albina Maria de Conceicao.
Maria Ferreira das Neves.
Maria Pastora da Conceicao.
Clarinda de Paula Mendes.
Maria Antonia do Nascimento.
Cmbelina Anglica dos Prazeres.
Urcula Maria das Virgens.
Zoferina Leopoldina.
Antonio Jos Pinheiro.
Candida Maria do Nascimento.
UmUelina Paulina.
Francelina de Mello Calheros.
Antonio Daniel Moreira de Mendonca.
fJos Bcnto Moreira.
Francisca Mara da Conceigo.
Luir Maria Theroza de Jess.
Clara Delflna Maria de Araujo.
Fausta Maria da Cruz.
Marianna Nunes da Silva.
Victoriano Ferreira.
Gcrlrudes Maria do Sacramento.
Luir Pereira Pinto.
Emiliana Candida deAndrade.
Alexandrina Mafia dos Prazeres.
Francisco de Paula Martina.
Lourenra Maria do Carmo.
Maria Francisca da Conceicao Benevides.
Donata Maria dos Prazeres.
Flix Gomes de Lima.
Cordolina Francisca Saboia de Farias.
Jos da Rocha Paranhos,
encarregado da desinfeeso.
Est conforme. 19 quarteirao, ra das Aguas
Verdes, 19 de maio de 1860.
Joo Vilenlim Dias Villcla.
inspector.
(V
Miranda.
Luir G )ncalves Agr
Joo Joaquim Barbosa.
Corana ndadorAnloi io Joaquim de Mello.
Tenento coronel R< dolpho Joao Barata de Al-
meica.
Jos Maria Jorge de Azevedo.
Dr. Jos Antonio de Figueiredo.
Va chorar junto da lo usa
Aonde a filha repousa
Terna mi na dr sombra ;
Conte-lho a lenda indolente
Com que ella docemeote
N'outro lempo adormeca!
Como era bella dormindo I
Pareca um aublindo
L4 no espigo wK, siderio....
Alma ao ecu subi tranquilla
Emquanto o corpo d'argilla
Hopoiiza no ccmiierio.
Das irmaas o doce pranto
Niio perturbo o dormir santo
Do aujo, que ndormeceu ;
Guardem com lelo a lera branca
Da donzelU, da erianga
Que se fez anjo no ecu I
Nao chorem I Na campa della
Prendam candida capella
De flores de laranjeira !
Emquanto dorme to quieta
lrcipaludo poeta
Cantar do sou loito beira I
Juventano Uonteiro.
Maio de 1860.
COMMERCIO.
Alfandcga.
Rendimentododia 1 a 21. .154.203*489
dem do da 22.......4:5399361
158:742g850
Movimento da alfandesa
Volumes entrados com fazendas
com gneros
Volumessahidos com fazendas
com gneros
170
714
88
261
884
e que nao
D. Maria Carolina dp Paixo.
Thom Merten.
Joaqun Pereira da Silva Santos.
Jos Firnandes Bas os.
Domingos da Silva (ampos.
Padre gnacio Antoi lio do Reg.
Jos Estanislao dos Passos.
D. Candida Maria Piscidonia.
Relaca > das pessoas a quem distribu
, lagaratn.
2g000 Os Illms. Srs,
29500 Antonio Jos PerciJa Lagos.
2J500! Marco1 na Geraldo llorges.
2j500 Cedido Pereira Monteiro.
2500 Agr (i rmazem dos carros fnebres.)
2*500 JS P"dr Mar(luei da Silva-
29500 i Manoel J"aqm Go nes, duas dses. nos dous an-
29500; d"ei.
2*1500
29500 Rela(' d<>spessoas que disseram ser pobres e que
dtstrxb n gratuitamente.
2;500
2*000
29500
29500
M150
2$300
29500
297O0
39000
391 DO
39'i00
8*150
Jos Ei lanislo.
33:8598097
ola do que tem rendido companhia
do Beberibe os chafarizes e bicas .
desta cidade nestes ni timos quatro a sra. d. Maria f
O Illm Sr. Joao 1
annos.
Annos de 18561857. Fregue-
rias de S. Frei Pedro Goncat-
ves, Santo Antonio, S. Jos e
Boa-Vista......................
62:599$965
62:599j965
dem 18571858.Fregueria de
S. Frei Pedro Goncalves...... 16:7409000
dem dem.Freguezias de Santo
Antonio e S.Jos.............. 36:000*000
dem idem Freguezia da Boa-
Visl........................... 14:350$000
67:0905000
dem de 1858-1859. Fregue-
zia de S. Frei Pedro Gongal-
IJves-;;.......................... 16:8505000
dem dem.Freguezia de Santo
Antonio........................ 24:651000
dem idem. Freguezia de S
Jos.............................. 13:600*000
dem idem.Freguezia da Boa-
v'la......... 14:4009000
69:501000
dem 1859-1860.Freguezia de
S. Fre Pedro Googalves. .
dem idem.Fregueria de Sanio
Antonio........
dem idem. Freguezia de S.
Josi.........
dem dem.Freguezia da Boa-
Vista .........
17:650#000
23:851000
14:960*000
15:00118000
71:462*000
Vicencia Ferreira
LuizaT ereza de
Juvina -eopold
Anna Valentina lerreira.
NOTA.
No anno de 1856 a 1857 a arrecada^io effec-
tuou-se por admioislrago,' e nos seguales, por
arrematago.
, Illms. SrsA commissao fiscal desta associa-
?ao, tro cumprimento doseudever, tendo oxa-
- minado o expediente da respectiva administra-
gao dos doxe mezes prximos lindos, achou toda
escripturagio feta com acelo e boa ordem
mostrando os resultados que vos serio pre-
sentes.
Parece portanto i mesma commissao, que nao
podendo a adminislrigao ler sido melhor, s se
tem a ogradecet-lne o extremo zelo e interesse
cora que desempenheu todo o servigo de qoo se
d)gnou enesrregar-se.
Rscriptorto a companhia do Beberibe. 16 de
ulDJ^>^,'<, Govigares da Silva.-
JesPefoIra da Cunho.-Jos Pereira Vianna.
llwn*. .A commissao Bscal desta associa- Manoel de Luna
^lo, tendo examinado os livros e mais papis re- Franci o Tenori 0.
Esta conforme,
leiro ila freguezia
de!86(.
Jos da Rocha Paranhos,
enc rregado da desinfeeso.
Primero districlo, 1 quar-
le Sanio Antonio, 19 de maio
A Sra. Luiza Senh
Jos Ribeiro Simes,
inspector.
Reta ]o das pessoas a quem distribu e que
pagaram.
rinha de Albuquerque.
ancisco da Rocha Fcio.
iniz da Silva.
A Sra losepha Ca dida de Mello.
O Sr. Luiz de Frarga Miranda.
Os Illms. Srs.:
Augusl) Xavier de Souza Fonseca.
Francisco Xavier V ieira Ligo.
Thoma:: Kessli.
Dorainj os Miguel i os Passos.
Cosnre Antonio Firlado.
A Sra. Francisca IMazida.
A Sra. Isabel Mari 1 da Conceigo.
O Sr. Slanoel de Azevedo Almeida.
O Illm. Sr. Floriai no Correa de Britto.
O Illm. Sr Jos P nlo de Magalhaes.
O Sr. Miguel Rod igues da Silva Cabral.
O Sr. Jis Pedro ajo de Miranda.
A Illm;. Sra. D. Oelmina Maria Luna de Men-
dong.i.
O Illm. Sr. Dr. Gialdino Ferreira Gomes.
A Illma. Sra. D. laria Joaquina Borges Lea'.
O Illm. Sr. Joaqu m Patricio da Costa Valentc.
OSr. Custodio Co lago Ferreira Jnior.
Os Srs. Eiras & limaos.
Relas 1 das pesso as q ue disseram ser pobres e que
dislr bu\ gratuitamente.
As S as. :
Caetant: Maria do Bom Parto.
Marcelina Maria la Conceigo.
Florinda Margarila da Costa Leite.
Francisca Plazida
Candid.i Monteiro
Florinda Maria d
Maria da Paz Por'ira.
Maria d) Rozario
Est conforme
da freguezia de
raizo.)
das Cbagas Pereira.
Conceicao.
Cardoso.
Jess.
a da Silva Loureiro.
da Annunciagio.
Jos da Rocha Paranhos,
encarregado da detinfecco.
17 quarteirao do 1 districlo
Santo Antonio (pateo do Pa-
J0S0 Luiz de Csrvalho,
inspector.
ela &o das pi ssoas a quem distribu e que
pagaram.
Os Sis. eSrts,:
Freir.
fifi LAGRIHA
a' memoria da Erna. Sra. D.
Gandida da Silva de Jess Mo-
raes. oiferedda a Ilustre fami-
lia do honrado e probo nego-
ciante desta pi ac o Illm. Sr.
Joao Jos de Carvalho Mo
raes.
J nao vive a virtuosa esposa do Illm.
Sr.. Joao Jos do Carvalho MoraosJ Da-
puis de eincoenla c tantos annos de idade,
a dia 12 do malo espirou em seus labios
irriso da vida.
odeads por seus carinhosos Clhos que
perfeitaoicnte sabem traduzir os sonti-
menlos de honra e de virlude, quo desde
a infancia lhes innoculra essa mi extre-
mosa e desvelada, desceu a campa magoa-
da de pungente saudade por estes sagrados
penhores, que para sempre deixra.
Oseu nobre consorte, cavalheiro dstinc-
lo e honrado lamenta a perda irreparavel
de urna compauheira preciosa, de urna al-
ma do candura.
Recolhida na dedicagao da familia a
Ezra." Sr." D. Candida de Moraes, era um
exeraplo de bondade e de eslima para os
seus excellentcs filhos, e para lodos aquel-
les, que liveram- a fortuna de conhecer e
apreciar os raros dotes, e os maneiras de-
licadas o afaveis de lo respeitavel se-
nhora.
Educada nos principios mais sevfiros de
religiao e de virtude, ella deixa um vacuo
mmcnso na sociedade domestica, que hon-
rava e enchia de consolagoes e de alegra.
A illustre familia do Sr. Carvalho Mo-
raes ocompanham cm sua justa dr os seus
verdadeiros amigos e prenles.
Essa alma pedosa e compassiva hoje
parlilha na eternidade o premio reseivado
dos justos.
A resignacaoos decretos de Dos seja
por tanto um conforto suave para todos
aauellos coragoes reconhecidos e amigos,
le ella penhorou de dislincgoes e estima.
Que seja nossas expressoes toscas um
signal verdadeiro e fiel da homenagem pu-
blica, que tributamos a memoria dessa he-
rona ; e urna prova de alta consideracao e
respeito a Exni." familia do Illm. Sr. Joao
Jos de Carvalho Mnrnes.
Dcscarregam hoje 23 de maio.
Barca inglezaHermionefazendas.
Brigue nglezThciisferro e carvao.
Brigue inglerInnesfaild carvao.
Brigue porluguerBoa Fdiversos gneros.
Patacho ingler Altilabacalho.
Consulado geral
349
Rendimento do dia 1 a 21.
dem do dia 22
37:4685137
1:147 j262
38.615j>399
Diversas provincias.
Rendimento do dia 1 a 21. 8:2938745
dem do dia 22....... 16J355
8:3l0l00
Despachos de exportaco pela me-
sa do consulado desta cidade n
dia Z9 de maio de I86O
HavreBarca franceza Sphere, Manoel Alvos
Guerra, 50 couros espichados.
LiverpoolBarca ingiera Olinda, Kalkman J-
nior & C, 132 saccas algodo.
Rio da Prata Patacho hollandez Willemina,
_A Irm.'ios, 200 barricas assucar branco.
LisboaBrigue portuguez Relmpago, T. de
A. Fonseca, 250 saceos assucar raascavado.
Africa=Barca portugueza Progressista, T. Bas-
tos, 3a & C 50 pipas cachaca.
Becebedoria de rendas Internas
geraes de Pernambuco
Rendimento do dia 1 a 21. 24:2983156
dem do dia 22.......1:478J792
25:77694S
Consulado provincial.
Rendimento do dia 1 a 21. 32.5073777
dem do dia 22.......1:7149878
34:222j;655
Movimento do porto.
NENIA
morte de 1). Elisa Bemvinda de Lentos
Cabral, offereciila sua iuconsolavel
familia, e particularmente ao seu
cunbadoemeu amigo, o Sr. Alexan-
dre da Silieir Lima Veneno.
Venturosos os que morrem no
terco, porque nao conheceram
senao os affagos e sorrisos ma-
ternos.
Chateaubriand.-^- tala.
Em vez de amargozo pranto
Tanja a lyra um doce canto.
Exprima o labio um sorriso ;
A virgem nao morro, anjo :
Tomando a forma d'archanjo
Foi pouzaf no Paraizo.
Se visseis o anjo loiro
Balendo as azas de oiro
Subir chorando e sorrindo ; >
Chora va um doce segredo
Do tenipo infantil e ledo
Que scismou trm sonho lindo.
Anda triste chorara
As irmaas que aqui deixava,
Da terna snai o carinho ;
' Punga ao peito a saudade
Do seu cimhado a amizade
O nrchanje innocentiuho.
E snrria... era a innocencia I
5orria a nova existencia
Que presentir n'um sonho!...
Sorrin j sem cuidados,
Que alera dos astros doirados
Vira outro mando risonho.
N etiorem I Na campa della
Prendara candida capella
De flores de larnnj
Emquanto dorme t
lroipaludo noel*
Cantar do seu loito
Eierovam na podra lisa
Um nomo bem doceEiisa I
0o os ventos brando* da tarde
YJo solelra-lo baixnho,
Despertando ao meigo anginho
Dm recordar de ssudsde.
Navios entrados no dia 22.
Amslerdam47 dias. lugre hollandez Felicitas,
do 137 toneladas, capitao M Wildecoer, equi-
pagcni 6. carga genebra, queijos o muis gene-
ros ; a Brandi a Braudis.
Richraond39 dias, patacho americano A. Dum-
bar, de 198 toneladas, capao I. K. Buck,
cquipagem 9. carga 2390 barricas com farinlia
de trigo ; a llenry Forsler & C.
Navios sahidos no mesmo dia.
Cosa d'AfricaBrigue portuguez Minerva, ca-
pilo F. P. B. Girn, carga agurdenlo e mais
gneros
Buenos-Ayres-Galiota liollandeza Lummina A-
rentina, capitao A. A. Brelond, carga assucar.
Aracatylliaic brasileiro Gratidao, capitao Pe-
dro Jos Francisco, carga varios gneros.
Rio de JaneiroBarca franceza Rahia, capitao
Rissi, carga a mosma que trouxo de Marsela.
Suspendeu do lamaro.
a. 2 B Horas.
V V V 3 c_ c co C/2 Atmotphera e s >
B ! S C/3 m D\recao. < y. H O
V & v Intensidade. 8 a :
II OS 00 ce ^-4 Centgrado. H n X O rt 9 O i B C
le 05 - Reaumur. t-c c
oo 1= OO s 00 S! Fahrenheit i
-J -^ 'v S . Hygrometr 9. CA
-i 00 o o S!3 o Barmetro
A noile nublada e de aguaceiros, vento S,"
eio para o terral e assim amanheceu.
OSC1LLACAO DA MAR.
Baixamar as 11 h. 54' da manha, altura l.Op
Preamar as 5 h. 54 da larde, altura 7.50 p.
Observatorio do arsenal de marinha 22 de maio
Je 1860 Viscas Jnior.
Editaes.
Al
De ordeaa do Sr. capitao do porto se faz pa
blico que Bea marcado o prazo de 8 dias, con
lados desta data, para tac lugar a remoco dos
navios americanos inutUisados que se acham
jgotos a barcaca de querena, para o sol d'aquelle
"gat, nas proximidades da barrete dae jangadas.
ttentro desee preso nao dr eflfectuada a r-
OC.SO, mandar faze-la a capitana por conta
das actuaos puoprietacios dos referidos navios,
isjwostas as penas da lei.
Secretaria da capitana do porte de Pernam
buco 10 do maio te 1860.-0 aeretorip,
i. P. Brrele de Mello Reg.
... .
O Dr. Anselmo Francisco Perelti, commendador
da imperial ordem da Rosa e da de Christo, e
juiz de direilo especial do commercio desta ci-
dade do Recife, capital da provincia de Per-
nambuco e seu termo, por S. M. I. e C. o Sr.
D. Pedro II, que Dos guarde, etc.
Fago saber aos que o presente edital virem, e
delle noticia liverem, em como no dia vinle e
quatro do corrente mez se ha de arrematar por
venda a quem mais der em praca publica desle
juizo, e na sala dos auditorios uro sitio, denomi-
nado Casa Caiada, cito no lugar do Rio Doce, o
qual tem urna pequea casa da petra e cal.com
urna porta no centro e duas jnellas em cada lado,
lendocem bragas de fundo,e oulras tantas de fren-
te, pouco maisou menos, contendo algunsarvnre-
dos de fiuclo avaliado em um cont e duzeutos
mil ris, pertencente a viuva o filhos de Firmino
Jos Flix da Rosa, e fdra aos mesmos penhora-
da por execuco de Jos Jacome Tasso, e nao ha-
vendo lancador que cubra o prego da avaliagao,
ser^amesma feta pelo prego da adjudicaca
com o abate da lei.
E para que chegue ao conhecimento do todos,
mendei passar editaes, que serao publicados pela
imprensa e affixados nos lugares do costume da caM de aeteDC0 desta odade, por lempo de
Dauo e passado nesla cidade do Recife de Per- um ann0' a c0?}" do *' de Julho de 186 a **
nambuco, aos 2 dias do mez de maio do anno de julho de 1861.
do nascimento de Nosso Senhor Jess Christo de As pe3soastue 8e P*f*eem a esta arrema-
1880. 39. da independencia o do imperio do u?a- cortparegam nasala das sessoes da rete-
Brasil.Eu Manoel Mana Rodrigues do Nasci- nda unl"' no diaam>,,.n<,'cado' Pel<> m,e"> da
ment eccrivo o suhsrrevi pnmnnipnipmpaii haluliladas. aue ar.niiran mo.
Anselmo Francisco Perelti.
Capitana do porto.
O Dr. Anselmo Francisco Perelti. commendador
da imperial ordem da Rose e da de Christo,
juiz de direito especial do commercio deia ci-
dade do Recife, capital da provincia do Per-
nambuco o seu termo, por S. M. Imperial, quo
Deus guarde, etc.
Fago saber, que em cumprimento da lei arria-
se era concurso um dos efflrios de esrives des-
te juizo, vago pelo fallcclmenlo do proprielario
Francisco Ignacio de Tovres Bandeira ; e mareado
o prazo de 60 das, a coolar-se da publicaco
deste, paia os concurrentes se habilitaren) na for-
ma da mesma lei.
Cidade do Recife, 19 de maio de 1860.Eu Ma-
noel Maria Rodrigues do Nascimento, escriv
o subBcrevi.
Anselm Francisco Pereti.
O Dr. Anselmo Francisco Perelti, commendador
da imperial ordem da Rosa e da de Christo, e
a"Z oirei, especial do commercio desta ci-
dade do Recife do Pernambuco e seu termo.
por S. M. o Imperador, que Dos guarde, ele
rfii-5 "?-r aS quc Prescnle ed.tal virem. e
r- ? "i ',,1erem. q,,c a requermenlo de
aberla afallencia da firma social de Lima & Mar-
tras, pela sentenga do llicor seguinle :
jJ*?'10"" ,uB,a.d0 Joaquim da Cruz Lima e
Jos Conga ves Marlms. coramerciantes estabole-
cidos cora fojasi de forrageM na ra Nov, deet.
cidade ns. 6 e 39, o socios da Arma Lima & Mar-
lms. e lendo assim esla firma cessado os seus
pgamentos, declaro-a em eslado de quebra e
Hxo o termo legal da existencia desta a contar "do
di 10 de anril prximo passado.
Nomnio curadores fiscaes aos credores Oscaes
rusel Frcres, e depositario interino o negociante
Amonio Volentimlla Silva Barroca, que consta
lamben) ser credor. E prestado telos primeiros
o juramento do estylo o pelo segundo assignado
termo de deposito, o cscrivao remetiera copia
desla sentenca ao juiz de paz competente paTa a
ipposigao de sellos, que ordeno se ponhara era
lodos os bens, livros e papis dos fallidos.
reilo o que. e publicada a sentenga nos ter-
mos dos arugos 812 do cdigo commercial e l*
doregulamcnto n. ,38 sedariio as ulteriores pro-
videncias, que os citados cdigo e regulamen't
preserevem.
Recife, 6 de maio de 1860.Anselmo Fran-
cisco Peretli.
E mais se nao conlinha e nem alguma outra
cousa, so declarava em dita senlcnga aqui trans-
cripta, e para cumplimento da mesma convoco
a todos os credores presentes dos fallidos para
comparecerera na sala dos audilorios no da 24
oo crreme mez s 10 horas da maplia, a din de
se proceder a nomeagao de depositario ou depo-
sitarios, que hao de receber o administrar provi-
soriamente a casa fallida.
E para que chegue ao conhecimealo de todos
mandei passar editaos que serao publicados pela
imprensa o affixados nos lugares designados nos
referidos arts. 129 do regulamento n. 738 c 812
do cdigo commercial
Dado e passado nesta cidade do Recife de Per-
nambuco, aos 21 das do mez de maio 1860, 39 "
da independencia e do imperio do BrasilEu
Mtnoel Mana Rodrigues do Nascimento, escrivo
o subscrcvi.
Anselmo Francisco Perelti.
O Illm. Sr. inspector da ihesoorana pro-
vincial, em cumprimento da resolugao da junla
da fazenda, manda fazer publico, que no dia 31
do corrente, se ha de arremalar, peranle a men-
cionada junla, a quera pir menos lizer, as ira-
pressoes dos trabalhos das reparlicoes provin-
ciaes, avallados em 5 0009, animalmente.
A arrematacao ser feila por lempo de um anno
a contar do 1.a de julho do crreme anuo, a 30
dejunho de 1860.
As pessoas que se propozerem a esta arreraa-
tacao comparegam na sala das sessoes da mesma
junla, no dia cima referido, pelo meio dia o
competentemente habilitadas
E para constar se mandou afxar o presente e
publicar pelo Diario.
Secretara da thesouraria provincial de Per-
nambuco, 3 de maio de 1860.O secretario, An-
tonio Ferreira da Annunciaco.
O cidado Caetano Pinto d Veras, juiz do pai
do 4." anno do 1. dislriclo da freguezia de>
Sanio Antonio do Recife, em virtude da lei
etc., ele *
Fago saber que vio ser arrematados, (indos os
das da le por quem mais der, no da 25 do cor-
rente, depois da audiencia deste juizo. na sala
de suas sessoes, s 4 horas da larde, os bens se-
guintes : um cavallo caslanho rusilio. avaliad
mBSsJ um dil prel- avalado por 70, total
1205000, penhorados os ditos bens por execuco
que move por este Jnizo Francisco Pereira Lembs
conlra seu devedor JoSo Gomes Ribeiro. i
Dado o passado neste primero districlo da
freguezia de Sanio Antonio do Recife, em 14 do
maio de t860.Eu Joaquim da Silva Reg es-
crivo que o escrev, etc. >
, Caetano Pintodc Veras: '% %
Joao Baplista de Castro e Silva, inspector da the- "
sourana de Pernambuco, por S. M. o Impera-
dor, que Dos guarde, ele.
Faco saber que. em cumprimenlo da ordem
circular do thesouro n. 32, de 12 de abril ullimo
t.end2nd>e sercm retiradas d circulagoo as notas
de 15000 da primelra estampa e as de 5*000 da
lerceira (papel branco), procede-se desde j a
subsliluicao dellas na Ihesouraria da provincia.
Em lempo conveniente se marcar e annun-
ciar oprzo, do qual principiar o descomo da
lei no valor dos notas que n3o liverem sido subs-
tituidas.
Thesouraria da fazenda de Pernambuco, 15 de
maio de 1860.
Joo Raplista de Castro e Siloa.
= De ordem do Illm. Sr. inspector da thesou-
raria de fazenda desla provincia se faz publico
que lendo sido avahada em 6 000$ a casa de so-
brado de dous andares n 29, sita ni ra da Guia,
e perlencendo 4 fazenda nacional, em virtude do
adjudicaca. urna parle desse sobrado no valor de
I:l55g482, tem esta de ir praga no dia 6 de ju-
nho prximo vindouro, as 2 horas da tarde, pe-
ranle a mesma thesouraria, para pagamento di
que ficou devendo o uado Antonio Ferreira
uarle Velloso.
Secretaria da thesouraria de fazenda de Per-
nambuco 10 do maio de 1860. O oficial maior
interino. Luiz Francisco de Simpaio e Silva.
O Illm. Sr. iospector da fazenda provincial,
em cumprimento da resolugao da junta da fazen-
da, manda fazer publico, que a arrematago do
empedramento d-i estrada da Victoria entre os
marcos de 6 a 8 mil bragas, foi tranferida para o
dia 14 do corrente aez.
E para constarse mandn aflxar o presente e
publicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Per-
nambuco 12 de maio de 1860.O secretario,
A. F. d'Annuociago.
De ordem do Illm. Sr. inspector da ihesou-
raria de fazenda desla provincia se faz publico
para conhecimento dos interessados, que uo dia*
6 de junho prximo vindouro, is 2 horas da tar-
do, tem de ser arrematada perante mesma ihe-
souraria, urna parte da rasa do sobrado de dous
andaros n. 29, sila na ra da Guia, penhorndn 5
viuva de Antonio Ferreira Duarte Velloso para
pagamento do seu alcance, sendo a paite do dito
sobrado avahada na quantia de 1;155482, que.
com o abale da qunrta parle na forma da lei, foi
adjudicada A fazenda nacional no valor de ris
8665612, pelo qual quo tem de ir praga para
pagamento do dito alcance. .
As pi-ssocs, pois, que pretenderen! licitar, de-
verao comparecer no dia e horas cima indicados
na casa da referida thesouraria.
Secretaria da thesouraria de fazenda de Pcr-
nambuce, 9 de maio de 1860.
O offfoial-maior interino,
Luix Francisco de Sampaio Silva.
O Illm. Sr. inspector da thesouraria pro-
vincial, cm cumplimento da resolucio da junla
da fazenda, manda fazer publico, que no dia 31
do corrente. peranle a mesma junta, se ha de ar-
rematar a quem por menos flzer o fornecimento
dos medicamentos e utensilios para a enfermara
da casa de delengio desta cidade, por lempo de
e competentemente habilitadas, que acharao pre-
sentes o formulario e rondigoes da arrematago.
E para constar se mandos aftxir o presente e
publicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Per-
- nambueo, 3 de Maio d<: 1860.O secretario, An-
tonio Ferreira da AMtMseiaeo.
Declaraqoes.
= Pela adtnrnisrratfio do cofreio desta pro-
,, vincia se fas publico que a agencia novamente
creada na povoagao de Grvala, se acha fu necio-
- nando. '"Administraco do correio do Pernambu.
co 19 de malo de 1890. O officist papelista,
Oliveira Lima,
I


m
M>
O novo banco de
Pcrnambuco repeteoavi-
*o que fez para serem re-
colhielas desde j as notas
de 1 otooo e 2o,ooo da
emisso do banco.
Conselho administrativo.
0 conselho administrativo, para fornecimento
lo arsenal de guerra, tcm de comprar os ohjec-
tos seguintes :
Par o 8. batalho de infantaria de linha.
1 bandeira de seda com armas imperiars ; 1
liastea para dita ; 1 capa de brim para dita ; 1
capa de oleado para dita.
Para a 2 cornpanhia de pedestres d linha.
40 grvalas de sola de lustre.
(.lucra quizer vender taes objectos aprsente
as suas propostas cm carta (echada na secretaria
do conselho, s 10 horas da manba do dia 28
do corrente mez.
Sala das sesses do conselho administrativo
para fornecimento do arsenal de guerra, 21 de
maiode 1860.Bento iosi Lamenha Litis, co-
ronel presidente.Francisco ioaquim Pereira
Lobo, coronel vogal secretario interino.
Conselho administrativo.
ara forneciment)
e comprar os ob
MARIO DE mNAMTOCQ. QUARTA FEtftA 83 PB MaTO DE 860.
O conselho administrotiv
do arsenal de guerra, tcm
jectos seguintes :
Tara os trabalhos da 1.a e 2.a classe.
Costados de amarello, duzias 4 ; travs de
qualidadf de 32 a 35 palmos 25 ; taboas de pi-
uho americano, duzias 0 ; pranches de pinho 9.
Quem quizer vender os ditos objectos apr-
sente as suas propostas cm carta fechada na
secretaria do conselho s 10 horas da manhado
dia 23 do crreme mez.
Sala dasses-soes do conselho administrativo,
para fornecimento do arsenal de guerra, 14 de
maio de 1860.Bento Jos Lamenha Lins, co-
ronel presidente.Francisco Joaquim Pereira
Lobo, coronel vogal secretario interino.
NOVO BANCO
DE
FERNAMIIUCO.
EM 22 DE MAIO DE 1800.
O Banco dcsconta na presente semana a 11 por
Conselho administrativo.
O conselho administrativo, para fornecimento
do arsenal de guerra, em cumprimonto ao art.
22 de regularaento de 14 de dezembro de 1852,
faz publico que foram aceitas as propostas dos
senhores abaixo declarados.
Para fornecimento dos armazens do arsenal
de guerra.
Prxedes da Silva Gusmao.300 caadas de
azeite de carrapato, medida nova a 19490 rs. a
caada.
Para o hospital militar.
Francisco Faustino da Silva.50 pares de chi-
nellas rasas de couro de cabra a 2$ rs. o par.
Para a enfermara do Rio Grande do Norte.
O mesmo vendedor.20 pares de chincllas ra
sas do mesmo couro a 2* o par, sob a coudiqo *
de entregar todos os 70 pares at o Bm do cor-
rente mez.
Fara o meio batalho do Cear.
Antonio Joaquim Goncalves Fraga.-.363 eslei-
rs de carnauba a 400 rs.
Para o 10. batalho do infantara.
O mesmo vendedor.211 esleirs da mesma
qualidade a 400 rs.
O conselho aviso aos mesmos vendedores, que
devem recolher os objectos comprados no dia
23 do correle, s 10 horas da manha na secre-
taria do mesmo conselho.
Sala das sesses do conselho administrativo,
para fornecimento do arsenal de guerra, 18 de
maio de 1860.Francisco Joaquim Pereira Lobo
coronel vogal secretario interino.
Por ordem do Illm. Sr. coronel direclor do
arsenal de guerra, se faz publico a quera convier,
que nos termos do aviso do ministerio da guerra
de 7 de rnar^o Ando, se tcm de mandar manu-
facturar os seguintes arligos de equipamento e
hospital.
Mochilas
Bornaes
Saceos para marmitas
Lences
Cobcrlns de chita
Camisas de brim
Colletespara alienados
Toallias pequeas para bancas
Quem quizer arrematar o fabrico de
Cear
No (a 30 < o ra.cz corrento
Sobtileuse
quem quizer
Cyriac > da G.
O hiato S;
genos; a tra
e Acarac.
segu o
palhaboto
com a carga q rarregnr, ente*da-se com Caetano
M. no lado o Corpo Santo n. t,
segn lo andar
Aracaty.
nlo Amaro, recebe carga e passa-
ar com Caetano Cyriaco da C. M.
segundo andar.
no lad j do C< rpo Santo n. 25,
*ara Lisboa
segu io dia 31 do corrente mez de maio o bri-
guc p< rtuguez Relmpago, ainda recebe algu-
" ma ca ga e p issageiros, para o que tratase com
oconsignatar o Thomaz do Aquino Fonseca, na
ra di i Vigaro n. 19, primeiro andar, ou com o
capilo na u ara.
Ceare Vcarac.
O h'm ronhecido palacho Emulado segu
lo; para carga e passageiros, trata-
lilo, ou no escriptorio de Manoel
245
521
53
40
20
40
2
60
laes arti-
gos, cotnpareca na directora do mesmo arsenal,
pelas 11 horas do dia 25 do corrento, com suas
proposlas em que declarem o menor pre?o, o
lempo em quepodem apresenlar ditos arligos, e
quacs scus adores.
Arsenal de guerra 19 de maio de 1860.
Joo Ricardo da Silva.
Amanuense.
Pela subdelegada do 1. districlo da fregue-
zia dosAfogados se faz publico, que se acha de-
positado uin cavallo ruc.o pombo. velho, sellado,
porler sido encontrado no lugar do engenho S.
ccnlo ao anno al o prazo de 4 mezes, e a 12 O/o i Paulo sem conductor : quem se julgir cora di-
st o de 6 mezes, c toma dinheiro cm conlas | rito ao niesmo, corapareca, que provando lrg.il-
correnles simples ou com juros pelo premio o i mente. Ihe ser entregue. Afogados 1 de maio
prazo que se convencionar. I de 1860.Jos Roberto de Moraes e Silva.
THEAT
DE
SANTA ISABEL.
COMPANHIA LYRICA
DE
O abaixo assignado. emprezirio da cornpanhia, faz saber a todos os seohores assignanles, que
desde a apparicao do presente annuncio at o dia 26 do frrenlo maio, se cntregaro os candes das
assignatiiras e seus competentes recibos no escriplnno do Iheat-o aos senhores que j assignaram
ou mandaram assenlar seus nomes para as 30 recitas de operas italianas ; e caso nao opparecara
ou mandem, se passaro a oulros.
Para commodidade de todos os Dilettanli. dividir-so-ha a assignatura dos camarotes em duas
series de 15 recitas cada urna, Dcando assim duplicado o numero das familias, e diminuida a des-
peza em melale.
Todos j saben) as immensas difliculdades que leve a vencer o abaixo assignado para reunir
e conduzir felizmente a esla cidade lantos arlitas de mrito, afim de satisfazer as exigencias do
intelligenle e Ilustrado publico de Ternambuco. O emprezario nao pretende fazer valor o seu
trabalho n'umaespecie de apologa, em grande numero de palavras, mas deseja smenle que saiba
que anda desla vez excedeu muito as suas obrigaces do conlralo com o governo, e que em vez de
20 artistas contratou 44, que j aqui chegaram. alm de 8 que por mal informados fugram no ins-
tante do embarque, e que zeram perder ao abaixo assignado o que Ibes linha adiantado e o importe
dp suas passagen-
Lis aqui o^'nomes dos artistas que ebegaram, os quacs quasi todos foram bem aceilos nos
pnncipacs thealros da Italia :
A Sra. JULIA BELTRAMINI, prima-dona absoluta.
O Sr. BARTOLUCCI, primeiro bartono, dem.
O Sr. SOTTOV'A, primriro baixo profundo, idem.
O Sr. L. MAR10TTI, primeiro tenor, ioem.
O Sr. F. RIGHI, primeiro baixo bulto, idem.
A Sra. Armellini, prima-dona.
A Sra. Girelli, prima-dona contrallo.
A Sra. Rosa Righi, prima-dona supplcmenlar.
O Sr. Marchetli, primeiro tenor.
Sr. Placidi, primeiro bartono supplcmenlar.
O Sr. Augusto Mariolli, primeiro baixo, idem.
O Sr. Tobas Pieri, director dos coros.
Dezoito coristas de ambos os sexos.
Oilo professsores de orcheslra.
Um regente.
Um concerlador a piano.
Um scenographo.
Um alfaiale.
Um machinista.
Um ponto copista.
TRECO DOS BILI1ETES PARA TODOS.
Camarote de 1.a ordem................................. 12gOO0
2.a ordem................................. 15|}00O
3.a ordem................................. 9jJ000
4.a ordem................................. 6$G0
Cadeiras................................................. 3g000
Pla'ea................................................... 15500
Geracs................................................... IgOOO
G. Marinanqeli, emprezario.
Avisos diversos.
rom I revida
se coi a o ca
Gonce Ivs di Silva.
/ende
lar
n.
se um sobrado de um andar silo no
a tratar na ra da Cruz
o ia Per ha n. 10 ;
15, loja.
O
Farelo
em sa-.cos muito grandes, ltimamente chegado
doPoto : v;nde-se no cscriplorio do Carvalho,
Nogocira&., na ra do Vigano n. 9, primeiro
andar.
IPM&
Rio de Janeiro
segu em p lucos dias o patacho nacional Ca-
puam, aim a pole admiltir alguraa carga, pas-
sageiiose eicravos ; a tratar com J* B. da Fon-
seca unior na ra do Vigario n. 23.
Precisase de um ofttcial de bar
beiro : na ra das Cruzes n. 35,
A 32#000 ris.
Camisas inglezas de fusio
Na ra da Madre de Dos, loja n. 36 A, ven-
dem-se verdadeiras camisa* inglezas cora peilos
de fusilo e bolcinho para relogio, punhos e col-
larinhos de esgniao de linho a 32J000 a duzia.
Peitosde esguio de linho
para camisas.
Vendem-se peilos para camisas, rauitos Onos
de esguio de linho a IfJOOO cada um : na ra d
Madre de Dos, loja n. 36 A.
No dia 25 do corrente va: praca pelo jui-
zo municipal da primeira vara desta cidade, urna
parte do engenho Socupeminha, da freguezia de
Munbera. no valor de 10:307350, tendo sotrido
o abate da 5.a parte, por nao ter achado lancador.
Segunda feira 21 do corrento perdeu urna
menina um ponteiro do ouro enliado era um tran-
celn prelo de borracha, quando ao meio dia
veio da aula, da ra do Livramento para o sobra-
do n. 25 da ra Nova de Santa Rila, fazendo tran-
sito do Livramento pela ra da Penha, largo da
nbeira ra Nova de Santa Rila : deu-se pela
falta em casa ao despir-se a menina. O pontei-
ro grande efornido, lodo lavrado do meio para
cima, tendo urna figura de Cupido junto ao aro :
roga-se a quem o tiver achado de leva lo ao re-
ferido sobrado n. 25. segundo andar, ou a loja
n. 21 da ra doQueimado, que gratica-se, alera
de muito se agradecer.
Precisa-se de um menino dol a 14 annos.
portuguez para caixeiro : na ru do nango! n 6.
Leiles.
LEILAO
J
Avisos maritimos.
Para o Assi't
segu o hiale Beberibe por j ter a maior par-
te da carga ; para o resto e passageiros, trata-se
com Luiz Rorges deCerqueira, na ruado Vigario
numero 15,
Para o Rio Grande do Sul
segu com brevidade a barca Malhildo, por ter
melado da carga prompla : quera quizer carre-
gar o resto, entenda-sc com Manoel Aires Guer-
ra, no seu escriplorio da ra do Trapiche n. 14
Biode Janeiro.
Vai seguir at o fim da semana a bem
-conhecida barca Recife, por ter o
seu carregamento promp'o, penas re-
cebe alguraa carga miuda, escravos a
fcete e passageiros, para os quaes tem
muito bons commodos: a tratar com
Manoel Francisco da Silva Carneo em
eu eseriptorio na ra do Vigario n. 17
4 indar.
Para o Rio de Janeiro com muila brevidade
vai segoir a barca nacional Imptratriz Vencedo-
ra, de primeira marcha, recebe ainda alguma
carga afrete, trata-se na rus na Cruz n. 45, es-
eriptorio da vnta Amorim 4 Filhos ou com o
capilo na praca.
Cear e Acarac
O palhabole gobralense, capita Ralis, segu
con brevidade; a tratar com Caetano Cyriaco da
C. M po lado do Corpo Sanio n, 85, primeiro
Para a Bahia.
A veleira e bem conhecida sumaca nacional
Horlencia, pretende seguir at o fim da presente
semana, lera parle de seu carregamento a bordo ,
para o resto que Ihe falta trata-so com os seu:
consignatarios Azcvedo & Mendes, no seu es-
eriptorio ra da Cruz n. 1.
frica.
A barca porluguoza Progressisla recebe al-
guma carga miuda e passageiros : trata-se com
os consignatarios Teixeira Basto, S & C, no
largo do Corpo Santo n. 6, segundo andar, ou
com o capilo na praija.
COMPANHIA BRASILEIRA
DE
PAQUETES A VAPOR.
O vapor Paran, commandanle o capito l-
ente Torrezo, espera-se dos portos do norte
em seguimenlo aos do sul at o dia 21 do cor-
rente.
Recebe-se desdeja passageiros e frele de en-
commendas e dinheiro, e engaja-se a carga que
o vapor poder conduzir sendo despachada com
antecedencia at a yespera do dia de sua che-
gada : agencia ra do Trapiche n. 40,
torio de Thomaz de Paria.
esenp-
Para
Biode Janeiro,
segu o brigua Anna Rosa, capillo Manoel Pe-
reira de S ; recebe alguma carga a frele: traa-
se com Teixeira Basto, Si & C, no largo do Cor-
po Sanio p. 9, seguido andar. .
DE
Feijo preio.
'As 11 Loras em ponto no ar-
me zem do Sr. Annes.
O age ite Camargo fara'- leilao hoje
no nrmaemdo Sr Annes defronte da
alfandeg, por conta e risco de quem
pertsnee de urna porcao desaccascom
eija > pr( to muito novo, cliegado a pon
co, is onze horas em ponto; elote a
vontade Jos compradores.
ILEILlO
Sexta-feira 25 do
s 11 horas.
DE
Mliiho e charutos.
O gente Camargo far leilao no seu armazem
na ruado Vigario u. 19, por conta e risco de
quen perl neer
DE
100 siccas :om mlho muito novo, ecento e tan-
tas caixas de charutos e lotes a vontade dos
conpradores.
LEILAO
DA
Gal.era Medford,
A 26 do corrente.
O iirepoito do agente Oliveira far leilao por
conl e risco deqnem perteucer da galera Med-
io rd, forrtda de metal, com mastros reaes, m-
came, cabrestante, bolinete, fogo, corrontcs e
ferro i, tal qual se acha ancorada no lugar ulli-
mamenlo lesignado pela capitana deste porto :
sexta-fein 25 do corrente, s 11 horas da ma-
nha, na ala da associacao commercial.
Alteo^o.
0 abaixo assignado, tend sido victima de*um
furto em sua loja da rva Nova B. t ae bilheles
que tioha cxooslos venda, e o ladro tendo inu-
lilisado, pelo meio empregaJo, umdelles, de que
apenas flearam os dous pedacos extremos, isto
, o lado do talo, e o da numeraco, que toda-
va acha-se partida, vero prevenir que eale bi-
lhete inteiro e de n 1251. como reconheceu
dos seus assenlos dos bilheles comprados, e em
lempo competente ha de ser verificado pelo res-
pectivo talo. Isto publica para que, no caso de
ser o mesmo premiado, nao appareca duvidas, e
assira fique seicntideado o Sr. Ihesoureiro das
loteras e garantido o direilo do abaixo assigua-
do.L. Delouche
SOCIEDADE 8
Instituto-Po e Litterario.f
Ib De ordem do Sr. presidente scientifiro af
X aos Srs. socios que amanha (quinta-fei- jg
1 feira) haver sesso ordinaria do conselho 1|
director, no collegio das artes, s 4 ho- X
ras da larde. Assim como scientifleo f|
que acha-se mudado o trabalho das ses- Jr
sons para as quinlas-feiras, na casa o ho- *
ra cima mencionada, ficando desla sor- *
to prejudicado o 11 do art. 31 dosnossos i|
estatutos, que diz, que as sesses ordi- x
narias do conselho serao nos domingos. 3m
Secretara do IrTstitulo Pi e Lillera- S
no aos 23 de maio de 1860. Henrique m
Mamede Lins de Almeida, primeiro se- 9
cretario interino.
O Dr. Jos dos Anjos Vieira de Amo-
rim, Miguel Bernardo Quinteiro e Antonio
Bernardo Quinteiro, convidam a lodos os
seu amigos para assislircm as exequias
que se lem de fazer hoje 23 s 4 horas da
tarde na ihreja da Conceico dos Militares
por sua presadissima filha e sobrinha Mara
Maximilla Vieira de Amorim, de idada de
15 annos.
Aviso.
O abaixo assignado, comoesludante e mora-
dor na ra Direila, pede ao Sr. redactor da fe-
vista' Diaria, que declare se a queixa publicada
em sua Revista de honlera conlra os cstudanles
da dita ra tambera o comprehende.
Manoel Francisco de Honorato.
Recife, 22 de maio de 1860.
Nao se entende com o Sr. Honorato a noticia
que demos era nossa Revista.
A redaeco.
Quem prctenler comprar um escravo carrei-
ro e canoeiro, que entende de todo o servigo de
olaria e carniceiro : dirija-se s Cinco Puntas,
casi de rancho n. 150 a fazer negocio com Theo-
tonio Pereira de Albuqucrque.
Corina Pianta, relira-se para o Ro de Ja-
neiro.
Aluga-se a loja da casa da ra do Impera-
dor n. 17, lado do caes ; a tratar no primeiro an-
dar da mesma casa
Na ra da Sensala Velha n. 106, precisa-sc
de urna ama para engoramar.
No domingo de Espirito Santo, haver dansa
de corda na Capunga Velha cm seguimenlo a eslra-! Jao Antonio do Reg para
Sr. Dr.
Leilao
O Sr. Luiz Jos da Silveira nao pode vender
sua taberna sila no Campo Verde, sem pagar o
que deve a Manoel Joaquim de Oliveira & C. de
gneros que Ibes comprou para a mesma taberna
Aluga-se um sitio com alguns arvoredos
urna casa deniro que serve para familia menos
abastada, na ra Imperial nos fundos da fabrica
de sabao, pelo commodo preco de 20#mensaes
a tratar na ra Imperial n. 5!
Pede-sc encarecidamente a todos os irmos
da irmandade doSS. Sacramento de Sanio Amo-
nio, para, no dia 3 de juoho, as 11 horas da ma-
nha, corapaiecerem no consistorio para nova
elei;ao da mesa, pois urna esraola que fazem
ao mesmo Senhor, aflm de ser bem administra-
daUm chrislo.
O abaixo assignado faz scienle ao respeita-
ve publico que ninguem faca negocio com dous
valles passados pelo abaixo assignado ao Sr. Jor-
ge Pereira Fernandos, pois o abaixo assignado lom
conlas com o mesmo Sr. Femandes. Anlouio
Fcrreira de Lima.
No dia 23 do corrente ao meio da em pon-
to, depois da audiencia do Illm. Sr. Dr. iuii mu-
nicipal da segunda vara civil, tem de ir pra-
Ca os movis pertencentes a Thomaz dos Sanios
fcslima Lessa, pelo escrivao que move Antonio
Goncalves de Azevedo : os licicitanlee que pre-
tenderen dirijaro-se sala das audiencias, s
horas cima indicadas.
= Bernardiuo de Senna Dias, IhesDurefro da
irmandade do SS. Sacramento da freguezia de S.
Pedro Martyr da cidade de Olinda. avisa aos se-
nhores irmos da mesma irmandade para com-
parecerera no dia 27 do correte mez de maio,
pelas 9 horas da manha, na igreja de S. Pedro
Apostlo, que presentemente serve de matriz,
allm de se proceder a cleico do juiz e mais em-
pregadosda dita irmandade.
Francisco Jos Leile tem autorisado ao Sr.
cobrar suas dividas
Pede-se toda attenco.
Na loja d'aguia de ouro, na ra do Cabugi n. 1
B. vendo-se ludo por preces baratissimoa para
liquidar, assim como seja :
Fitas e franjas.
Fila de velludo de todas as larguras, aberlas o
Usas, de lindos padrees.
Franjas de seda de todas as larguras e de lin-
dos gostos.
Ditas de laa e seda por preco que admira.
Ditas de linha para casaveque.
Ditas de algodo para toaHia e para cortinado.
Trancas de linho e de laa brancas e de cores.
Pentes.
Pentes de tartaruga virados e lisos.
Ditos de massa virados a imiUco de tartaruga.
Dilos lisos para atar cabello.
Ditos de desembarazar cabello.
Para bales.
Molas para fazer baldes, vendem-se a 160 rs a
vara, ou peca de 50 molhos a Oo.
Bicos.
Ricos de seda de t>das as larguras e lindos pa-
dres.
Dilos de algodo.
Leques muito finos.
Capellas brancas para noiva. *
Chapeozinhos para crianca.
Rqiiissiraos quadros para enfeile de sala, as-
sim como redomas com flores.
Assim como perfumaras muito Anas, e mais
objectos que vista do freguez far-se-ha lodo o
negocio.
Irmandade do Senhor Bom Je-
ss d8S Chagas.
Era attenco ao calamitoso estado prsenle,
quando os males chevem sobro todos sem dis-
tincco alguma, e a colera divina se manifesta
armada contra os nossos peccados, na epidemia
que tantos estragos vai fazendo entre nos, nao
podia a irmandade do Senhor Bom Jess das
Chagas denrar de recorrer misericordia divina,
que sempre se amercia dos verdadeiramcnlo ar-
rependidos E pois resolveu exp6r de hoje cm
danle adotaco dos liis a milagrosa imagern
de Senhor dos Perseguidos, abrindo as portas do
seu templo todos os das, das 6 as 9 horas da
noite ; comando desl'arle courorrer para que
quanlo aolescesse o terrvel flagello que nos de-
vasta e aniquila. Bemjamim do Carmo Lopes
escrivao.
Borzeguins inglezes, pro-
va (Tagua.
gLiges de francez
piano.
Madcmoisclle Clemence de llannetot
de Manncvillecontinua a dar lices de
francez e piano na cidade e nos arrabal-
des : na ra da Cruz u. 9, segundo andar.
LOTMU&
DA
Quarta-feira 23 do corrente
ao meio dia.
O agitite Borja autorisado pelo Illm.
. Dr. juiz de orphaos, fara' leilSo em
seu armazem na ra do Imperador n.
73 das (vidas activas do casal do talle-
cido Antonio Luiz Vieira.
I'ara' principio ao meio dia em
por to.
LEILAO
Quint-feira 24 do corrente as
11 horas em ponto.
O agonte camargo fara' leilao no seu
armazem na ra do Vigario n. 19
DE
neos giacdas vestidos, guarda roupa
com esreiho, camas, c&deiras avulqas,
lou.jas ( vidros, tres lindos cabriolis,
um bou i cavallo trotador, e na mesma
ocosiac se vender' um negro ptimo
eos nbe ro ; no mencionado dia as 11
hoias.
LEILAO
DE
1(] SO pelles de cabra.
Qiar afeira 23 do corrente,
O ag >nte Borja autorisado pelo Exm.
Sr. Dr juiz especial do commercio, fa
ra' leili o no armazem do Sr. Avila em
fraile lo trapiche do algodSo, de vinte
e uim o ollios com mil e cincoenta pel-
les de abra vindas do Aracaty, perten-
ceftes a massa fallida de Caminha Ir
mSos C,
lrin :ipara' ai 10 horas em ponto.
LEILAO
DE
pvEa
a-feira 23 do corrente.
agente Borja fara' leilao em seu ar-
maem na ra do Imperador n. 73 de
divinas obraje marcenara, como se-
jantf c ) nodas cora lampos de dedra, se-
creutriis, lavatorios, toilets, e muitas
obi-u c e gosto que serSo vendidas sem
re*!rvt de pi eco assim como urna por-
c^o de irascos para botica.
rrirjripiara' as 12 horas em ponto.
da do Lacr. nesta oraja, amigavel bu iudicialmcnle.
Fazem-se vestidos de todas as qualidades,
tanto de senhora como de menina, mais commo-
do que em oulra qualauer parlo quem quizer!
dirija-se ra de Sania Rila n. 10.
Vende-se urna casa terrea n. 68, e um ter
reno contiguo mesma, com 33 palmos do fren-
te, no becco do Quiabo, povoai;ao dos Afogados :
o tratar na ra de Sanio Amaro n. 8.
Cornpanhia do Be-
beribe.
Achando-se o Sr. director da mesma
comoanhia, impossibilitado de presidir
a sessSo que foi marcada para o dia 23
do corrente, por *kisso ica transferida
para sabbado 26 do corrente as mesmas
" As rodas correm sabbado 26 do corrente .
Jiscri ptorio da dministracao da Com-' prelerivelmenle as pessoasque encamraendaram
panhia do Beberibe 22 de maio de 1860 *
Jos Teixeira Bastos, secretario in-
terino.
A mesa regedora do Santissimo
Sacramento da Boa Vista, convida aos
seus irmos a comparecerem no dia 2"
do corrente as 10 horas d'amanhaa, pa-
ra e proceder a e le cao da nova mesa
que tem de rejer o'anno de 1860 a
1861.O escrivao G. A. Martins Pe-
reira.
Vendem-se 3 pro-
priedades,
Urna na traveseado arsenal de guer-
ra, duis na ra Augusta, todas novas e
bem concertadas: a tratar na ra do
Vigario loja n. 17.
" Corapra-se urna balanza grande
com algum tizo no Bazar Pernambuca
no da ra do Imperador.
I Madama Appolinc
Koussel, primeira coslureira da casa de S
S Madama Millocheau. lera a honra de par-
5 ticipar ao respeitavel publico, que se acha
| prompla para salisfazer a qualquer en-
g commenda concernentea sua arle, assim @
como ricos vestidos para casamento, bai-
^ le e soire, feitos a ultima moda, e ptima
9 perfeicao : as pessoas que de sen preslimo @
se quizerem ulilisar, podem dirigir-se $$
rua da Imperalriz n. 11, primeiro andar. A,
Flores de cera
em cinco lines.
O artista Jos Rcaud, recera-chegado da cor-
te, ensina a fazer llrese fruclas de cera, borda-
dos em vjdros cora laas : d licoes era casas par-
ticulares. O artista mora no hotel Francisco, na
rua do Trapiche n. 5, e ir s casas d'onde for
chamado, levando as amostras dos seus trabalhos
O Sr. Antonio Duarte Pereira, morador nos
Remedios, lem urna caria para Ihe ser entregue,
na rua Nova n. 49.
O Sr. Guilherme Carlos Monlei-o dos San-
tos queira dirigir-ae i rua Nova d. 49, a negocio
de seu interesse.
O Sr. Manoel Ferreira Escorar, ex-tenente
do corpo policial, lem urna carta vinda do Rio
Grande do Sul, na rua Nova d. 49.
O Sr. I. L. C. M. queira oestes tres dias con-
cluir o negocio quo nao ignora, ira roa Nova n.
49, do contrario ser publicado o sea nome por
exlenso.
= C. W. Cuy retira-se para a Europa.
Precisa-se de urna ama forra ou captiva :
no paleo do Terco n. 26.
M. I. Rodrigues Pereira vai a Europa.
Precisa-se alugar um sitio perlo da praca,
e que tenha casa com eapacidade para familia
na rua do Crespo, loja do Kisto.
Ama.
Precisa-se alugar urna prela para tomar conla
de 2 meninos, o que saiba coser alguma cousa ;
na rua da Cruz n. 23, sagnndo affdar.
Avisa-se a quem quizer por qualquer ne-
gocio a casa da rua do AragSo n. 10, onde exis-
te urna boa armacao de taberna com todos os
pertences, dirija-se taberna d. 8.
ra??jfia
bilheles venham os receber.
O Ihesoureiro Camillo Pires.
UU1T0S IIALTERIA
DA
PROVINCIA.
Na pra<;a da Independencia n. 40, corre sab-
bado 62 op corrente s 9 horas.
P. J. hay me.
Pechincha sem igual.
Os yerdadeiros e j muito conhocidos borze-
guins inglezes, prova d'agua, e tiradores de calos.
A !(!{ o par, dinheiro a' vista.
Leitc & Iraiao, na rua da Cadeia do Recife, lo-
ja de 4 porlas n. 48. avisam aos seus numerosos
freguezes, e ao publico em geral, que novamen-
to acabara de receber os afamados borzeguins in-
glezes, oque continan a vender a IOS o par,
dinheiro vista. o mclhor calcado que ha pa-
ra aquellas pessoas que padecem de calos, por-
que usando os nao solTrera mais.
OS JESUTAS
PERALTE A HISTORIA
FELO DOCTOR
Ovidio da Gama ^Loiio.
Ainda restara alguns exemplares desta precio-
sa obra, a 5j cada um ; na livraria ns. 6 e 8 da
praca da Independencia.
Brim trancado de linho,
todo prcio.
A mclhor fazenda neste genero que lem vinio
a esle mercado, por ser muito superior e nao
desbotar: vende-se nicamente na rua da Cadeia
do llecife n. 48, loja de Leile di lrmo.
Vende-se um negro de todo o servido, prin-
cipalmente para agricultura de que lem nimia
pralica ; a fallar com Pedro Antonio de Siqueira.
no trapiche do Qunha.
Vendem r'saccoscora fsrclo de Lisboa a
5J o sacco : nrua do Rangel n. 62, armazem.
Vende-se vinho de caj : na praca da In-
dependencia, loja do chapeos n. 16 ; urna garra-
fa por 1$, e duzia por 10$.
A 3,000 rs.
A pello de couro de lustre, que as lojas s&
vende a 4J>500, c em duzia por menos alguma
cousa : no bazar pernambucano da rua do Impe-
rador.
Por aulorisa^o de Quiriuo Joaquim Madei-
ra, vende-se a labernt n. 9, na rua da Senzala
Nova : quem a pretender, dirija-se a mesma ta-
berna, que achara com quem tratar.
Leite de cabra e de \acca.
Na casa de banhos do paleo do Carmo, vende-
se leite de cabra puro a 410 rs., e de vacca a 320,
todos os dias, das 7 horas da manha em danle.
ATTENCO.
Offerecc-se um rapaz para caixeiro de cobran-
za, o qual d fiadora sua conduca, o tem bs-
tanlo pralica : quem quizer do mesmo se ulili-
sar, deixe carta fuchada indicando a sua morada
cora as iniciaes J M C. A., na
pendencia ns. 14 e 16,
Precisa-se alugar urna escrava que saiba
cozinhar e engommar : a tratar na rua da Cruz,
armazem n. 16.
Precisa-se de urna ama para lodo o servigo
de um- casa da pouca familia : na rua das Cru-
zes n. 20.
Dinheiro a juros.
Na Iravessa dos Quartcis, anligamonte rua do
Senhor Bom Jasus das Crioulas n. 29, so dir
quem d 1:000$ a premio, em pequeas quan-
lias sobre penhores, sendo o juro razoavel.
Acha-se fgido desde o dia 16 deste mez o
escravo Marcelino, africano bastante ladino,
afecta de valente, de estatura mediana, idade,
pouco mais ou menos, de 35 annos, secco do
corpo, pernas bem Qnas, barba fina, maces sa-
lientes, levou camisa de algodo azul, caifa par-
da, chapeo de palha ; quem o pegar, leve-o no
Recife rua Dir.iita n. 106, o se for preso fra.
leve o ao engenho Arirabi em Ipojuca, quo ser
bem gratificado.
British Clerks Provident Association.
A meelingof Ihe members of the association
will be held tho day al tho British and foreigu
Library, rua do Trapiche al 4 o'cloch in Ihe af-
Icmoun Pernambuco 22 ud may 1860. Ry or-
der I. N. Sharpe, secrelary.
A pessoa que precisar de um horaem j de
idade, solteiro, que sabe 1er, escrever, o d fia-
dor a sua conducta, pira administrar qualquer
obra, pois tcm pralica de qiialquer servido ou
oulra qualquer arrumacao, annuncie para ser
procurado.
O abaixo assignado, sendo-lhe muito pre-
ciso retirar-so para a Europa no prximo mez de
junho afim de tratar do sua saude, e tendo de li-
quidar lodos os seus negocios antes da sua ani-
da, ainda pela ultima vez rrfga a todas aquellas
pessoas que Ihe eslo devendo gneros que com-
praram para scus alimentos, no sen anligo esta-
beleciroenlo da rua da Cadeia do Recife n. 25,
por favor queiram vir pagar o que devem al o
fim do corrente mez de maio, e nao o fazendo, o
mesmo annuncianle se ver conslrangido a usar
dos meios judlciaes.
Manoel Jos do Nascimento Silva.
Calherine Elisabeth Robera, viuva de Solm
E. Robera, estando a proceder o inventario pelo
juiz de orphaos desla cidade, para que a liquida-
gao de seu casal seja feila com toda a regularida-
de e legalidade possivel, afim deque possacum-
prir Oel e exactamente com os deveres de inven-
tariante tem constituido para seu bastante pro-
curador nesta cidade para dita liquidaco, exame
de contas, etc., o Sr. George B. Le* Lievre, a
quem se apresentarao todos os credores e deve-
dores do casal, afim de poder o dito procurador
verificar as respectivas contas para serem inven-
tariadas na forma da le, e passar recibo de qual-
quflT quantia que reeeber. Recife l de maio de
Vende-se.
Na rua Nova de Santa Rita,
de Ignacio Bento de Loyola,
por prego commodo, um sortimento
praca da lude- completo de taboas de amarello, louro,
sedro etc., e armarles de camas de ven-
to, bem feitas, e de boa madeira
2#500.
serrana
vende-se
a
A .120 RS.
a libra
de ptimo presunto, preprio para fiambre.
A200rs. a libra
de amendoas do casca mole muito novas.
A160 rs. a libra
de cevadinha muito boa, recentemente chegada.
A 1^500
o par de bolinas para senhora, calcado prefer vel
ao de Franca, pelo preco e a qualidade : no ba-
zar pernambucano da rua do Imperador.
ASSOCIAg
DE
Soccorros Mataose Lenta Emaocipaco
dos Captivos.
De ordem do Sr. presidente, sao convidados os
membros do conselho para sessao extraordinaria
do mesmo conselho (hoje) as 7 horas da larde.
Secretara da Associacao de Soccorros Mutuos
e Lenta Emancipacao dos Captivos 22 de maio de
1860.Albino de Jess Bandeira, 1. secretario.
Aviso aos senhores ecclesias-
ticos.
Fazem-se capas batinas, camarras, barretes
e capas viatonas : na rua da Cruz do Recife n.
44, pnmeiro andar.
. No Recife, rua d/> Amorim, lera um oficial
de bahuleiro, e tanibem concerla os velhos ; faz
colchocs e travesseiros, e toda esta obra bem
feila.Manoel Joaquim da Silva Maia.
Precisa-se de urna ama para todo o servico
de urna casa de pouca familia: no pateo de S.
Pedro n. 22.
Precisa-se de um homem solteiro, que nao
tenha familia e esteja habilitado a ensinir as
firimeiras letras : a tratar na rua do Queimado,
oja de ferrageosao p do sobrado amarello.
Ausentoit-se de casa de seu senhor o escra-
vo de nome Filismino, pardo escuro, representan-
do ter 22 annos de idade, estatura regular, pouca
barba, denles da frente arruinados, ps grandes,
e cabello crespos : quem o apprehender e levar
casa do fallecido commendador Luiz Gomes
Ferreira, no Mondego, ser generosamente re-
compensado.
Precisa-se alugar um negro captivo para o
servijo Interno e exlerno ; na padaria atraaft
, fund cao do Sr. Slarr.
141 IT-II


Co

.-> m'

MAM
0 DE PBKNAMBUCO. Ql UTA FEIRA M PE MAIO DE 1860.
i.n... .' .?b0.rn' retraUste americano convida ao respeitavel publico pernambucano, para
Tinwr scu estabelecimenlo de retratos pelo systema smbroiypo, com vidros dourados e se respon-
samiisa pela sua eonservacao lhmitada, como tambora encontrado um salao especial para senho-
ras e grande o variado sobrecelentcs de objectos pertenecntes a mesma arte.
mr.n. Retra,los Par? odos os Pecse ao alcance de todas as boleas de 3$ al 30g : na ra do
ioperapor n. 4, bandeua americana.
nT0h^S.i!rS8ide.Umaama para C0Iinhar. P- Precisa-sede um boleeiro que lenha pape-
ga-se bem agradando : na ra dos Pescadores ns. lela '----- ~!-
panhia do Be-
berib.
O S -. caixa da companhie (commen-
dador tf *noe' Gonoalvcs da Silva) eta'
autorizado a pagar detde hoje o 2i- ai-
videodj a razSo de 3j>i50 por acqao.
Escriptorio da com panhia 19 de mato
de 186)1Jos Teixeira Bastos, secre-
tario interino.
fr
possive
objectos ti
mo sejarr
1 e3.
Quera quizer mandar cozinhar fra, a pes-
soa ohrigando-se a mandar levar era suas casas
dirjanse ra de Hortos n. 30, sobrado.
Edwin Augustus Nottey reliu-so para a
Europa. r
Precisa-sc de urna ama de leitc de bons
costuraos e que nao tenha filho? roga-se a quem
esliver nestas circunstancias, dirigir-se a ra do
Sere defronle a casa dj Sr. Dr. Navarro.
Attenco attenco!
a Iratar era Olinda, nacocheira do Vara-
douro.
No reslaurand e caf docommcrclo preci-
sa-sc dn dous criados foros ou captivos para o
servico de copeiro.
A mesa regedora da irmanda-
de do Senhor Bom Jess das
Dores,
em S. Goncalo, scientifica a lodos os fiis devotos
que se acha exnosta a milagrosa iraagera do Se-
DsUsnd"comoPaeuhiaadrl0BbPCrla 7 d3 ^ **S* NCZaS*?* Vjalo
gioiosaSo0 fue' loSodevm "consaS a ^ g'' ^ Cm "* rimr-' *+
prosperidade desta bella associacao, sao motivos
de sobra para que nao deixera d'e comparecer a
sessao da assembla geral, convocada para o
clia }. Ua eleijao da nova directo depende o
engrandecimento, ou o estado precario em que !
se diz eslar presentemente a companhia. Sera
intcoco deofiender a modestia de pessoa alcu-
ma, lomamos a liberdade do lembrar para direc- I
tor um dos Illms. Srs. : |
Commendador Joao Pinto de l.emos.
Director Jos Mamede Alves Ferreira.
dem Joao Capislrano Bandrira de Mello.
DENTISTA FRANCEZ. t
to. Paulo C^ignoux, dentista, ra das La- Z
rangeiras 15. Na mesma casa lem agua e <*
p dcnlifico. *<
MAA .JLJLJLJUL..X. A A A AAA AA A* A AA 3
HUMUS M l 1860
Esto venda na nvraria da praca da Inde-
pendencia ns. 6 e 8 as folhinhas para 1860, im-
pressas nesta lypographia, dasseguintesquali-
dades :
demia nesta cidade ; todas as noiles estar aber-
la at as 9 horas. Bcnlo Francisco da Cunha,
escrivao.
Eduardo Alva, subdito Peruano, segu para
os porlos do sul.
Almanak da provincia.
Sahio a luz a folhinha com
o almanak da provincia para
o correneanno de
balleiras
nhoras, I
Eslados-l
i -
Attenco.
so pratico e Ihcorico de lingua fran-
)r urna senhora franceza, para dez
segunda e quinta-fe ira de cada se-
daslO horas at meio dia : quera
aproveilar pode dirigir-se a ra da
. 9, segundo andar. Pagamentos @
lados. aa
m corle de cabello e
smenlo 500 rs.
R; a da Imperatriz n. 7.
Lecom acaba de receber do Rio de Janeiro
oprimein contra-mestre da casa Augusto Clau-
dio, o un outro vindo de Paris. Esto eslabele-
cimenloiita boje as melhores condicoes que
para salisfazer as encommendas dos
n cabellos, no mais breve lempo, co-
: marrlas aLuiz XV, cadeias de rclo-
cabeca do clientes, para satisfazer os pretenden-
es, os ob
presenta
urna pess
pentear a
E'c
Boa-Vista|
sa branca
sardasc
babosa paj
assim co
para borl
va a frese
vida.
D,
o qual se vende a 800 rs. na
prac,a da Independencia livra-
ria n. 6 e 8 contendo alm do
kalendario ecclesiastico e
civil:
Noticia dos principaes esta-
dos da Europa e America com
o nome, idade etc. de seus im-
V^^SS Per*dores' reis e Presidentes.
Resumo dos impostos ge-
raes, provinciaes, municipaes
e policiaes.
Tabella dos emolumentos
parochiaes.
Empregados civis, milita-
res, ecclesiasticos, litterarios
le toda a provincia.
Associaces commerciaes,
agrcolas, industriaes, litera-
rias e particulares.
Estabelecimentosfabris, in-
dustriaes e commerciaes de
todas as qualidades como lo-
jas, vendas, acougues, enge-
nhos,etc, etc.
Serve elle de guia ao com-
merciante, agricultor, mari-
timo e emfim para todas as
classes da sociedade.
OLHINHA RELIGIOSA, contendo, slm do
kalendario e regulamentodos direitos pa-
rochiaes, a conlinuaco da bibliotheca do
Crislao Brasileiro. que se compoe : do lou-
vor ao santo nome de Dos, coroa dos ac-
or, hymnos ao Espirito Santo e
trmenlo e N. S. do Carmo, exercMo da
Via-Sacra, dircelorio para orago nrental
dividido pelos dias da semana, obsequios
ao SS. coracao de Jess, saudacoes devo-
tas s chagas de Christo, oraces a N. Se-
nhora, ao patrocinio de S. Jos e anjo da
guarda, 'respondo pelas almas, alm de
outras oraces. Prego 320 rs.
TA DE VARIEDADES, contendo o kalenda.
rio, regulamenlo dos direitos parochiaes, e
urna collecco de ancdotas, ditos chisto-
sos, coutos, fbulas, pensamentos moraes,
receilas diversas, quer acerca de cozinha,
quer de cultura, e preservativo de arvores
e fructos. Prego 320 rs.
UTA DE PORTA.a qual, alm das materias do
costume, contera o resumo dos direilo8
parochiaes. Pre o 160 rs.
Roga-se aos Srs. devedores do esiabele-
cimento do fallecido Josda Silva Pinto, o ob-
sequio de saldaren) seus dbitos na ra do Col-
legio venda n. 25 ou na ra do Queimado loja
"'' 22 Roa Nova 22.
Lotera da provincia com ga-
ranta.
Na casa cima indicada achar-se-ha sempre
um vanado sortimento de bilhetcs da lotera da
provincia a salisfarao dos compradores, que tora
um abale do 10 0i( era quantia maior de 100g
os bilnetes vendidos nesla casa sao garantido
sendo os 8 0|0, pagos logo que se extrair a lote-
ra : porisso convida-se aos amantes desle lici-
to jogo a virem cmpralos aqui, que hao de D-
car satisfeitos. '
Inteiros
Helos
12J000.
6J0O0.
A. L Deluhe.
gios, brac leles, anneis, rosetas, etc., etc., ca-
e loda a especie, para horaens e se-
va-se igualmente a cabera a moda dos
nidos, sem deixar urna s pelcula na
eclosem cabello serao feitos cm sua
se o desojaren), e acbar-se-ha sempre
a disponivel para cortar os cabellos, e
senhoras em casa particular,
egado loja de Lecomte, aterro da
n. 7, o exccllente leite virginal de ro-
para refrescar a pclle, tirar pannos>
pinhas, e igualmente o afamado oleo
a limpar e fazer crescer os cabellos>
o pos imperial de lyrio de Florenca
ejas c asperdades da pelle, conse"
jra e o avelludado da. primavera da

yiirisiiA
DA
PROVINCIA.
Terceira parle da primei-
ra do Espirito Santo.
Aos 10:000$, 5:000$ e 1:000*.
O abaixo assignado tena exposto a
venda os feus bilhete garantidos dos 8
por cento ao imposto geral ms lojas se-
guintes :
Praca da Independencia n. 4 '.
Pateo do Carmo n. 17.
Ra estreita do Rosario n. 11.
Aterro da Boa-Vista.
Ra do Crespn. 5.
Ra da Cadeiado Recie n. 66.
Precode bilhete 12J000
Meio C.S000
Quarto 3#000
Vende-se em seu escriptorio na ru
do Imperador n. 21, cm porcOes de
100$ para cima pelos seguintes precos:
Bilhete 11 000
Meio 5JI500
Quaito 2#7 iO
Cs billictes premiados de sua rubrica
sao pagos na praca da Independencia
n. 40.
P, J. Layme.
CASI UlSiVBlUSLEIRA,
2, Golden Square, Londres.
J. G. OLIVEIRAlendo augmentado, com lo-
mar a casa contigua, ampias e cxcellcnles ac-
commodaces para muito rnaior numero de hos-
pedesde novo so recommenda ao favor e lem-
branca dos seus amigos e dos Srs. viajantes que
visitera esta capital; continua a prestar-lhesseus
servicos e bons oCQcios guiando-os cm lodas as
cousas que precisem conliecimenlo pralico do
paiz, etc. ; alm do portuguez e doinglez ulla-se
na casa o hespanhole francez.
IV
9 1 I 1 fila B
Grande e novo sortimento de fazendas de todas as qua-
lidades por baratissimos pregos.
Do-se amostras com penhor.
m
des, so
tment
paca, 1
se vend
tment
de sup
Fazendas e roupa feila
POR MEDIDA.
Na lbja c armazem de Joaquim
l)drigues T. de Mello.
Ru do Queimado n. 31,
ew, iua loja de 4 povas.
Tem um completo sortimento de roupas foita3
e por n le lda a vontade dos freguezes : caigas de
casemi:a e de brim, colleles de diversas quali-
casacas de muilo* bom goslo, um sor-
e paletols de panno e de casemira, al-
tinha, riscadinhos e de brim, que ludo
por prcc.o coraraodo ; um completo sor-
lo chapeos prelosde seda para homem,
or qualidade a 10#, ditos de castor mui-
lo supdrnres a 16$, chapeos de sol de seda in-
glezesi os melhores que tem vindo ao mrcalo,
ditos frrcezes de diversas qnaldades, ditos de
rndese pequeos, cortes de vestidos de
ariados goslos para diversos precos, um
sortimento de bordados o entre-raeios,
! manguitos, tudo por preco commodo ;
jseda e la de goslo mais apurado que
panno
seda d
comple
golinha
chaly d
zas rauit
degostf
lo de fa
seria n
precos,
vende ri
a dinhe
Vt>.
perfcila
padaria
rao com
JARABE
Sirop du
DfFORGET
Este xarope est approvado p
Icomo sendo o melhor para curar
aBeccoes dos broncbos, aiaq-ies de peito, irritaroes ner
pela raantia, e outra noite sio suficientes. O ensilo ded
lempo o doente e o medico.
_____ ^Potito na ra larga do notario, botica de Bar)
tem apj. c recido a 1*180 o covado, chitas france-
) superiores de 260 al 410 rs. o covado
muilo delicados : um grande sorlimen-
ndas francezas e inglezas c alleraas que
ossivcl aqui se poder mencionar com
psevera-se aos freguezes que tudo se
iis era conla que em outra parle sendo
o.
sa-sc de 2 amassadores que cntendam
ente do fabrico de pao e bolacha : na
a ra larga do Rosario n. 18, que acha-
lucra tratar.
FUIMMCAO
O FORGET.
Ibs mais eminrntes mdicos de Paris
unslipacoes, tosse convulsa e ouiras!
sas e insomnolencbs: urna colherada
exceleote xarope satisfaz ao mesmo
etonuo Francisco de Sonta, n. 36.
DO
I!,
Ra do Brum (passando o chafariz.j)
No depoxAto desie estabelecimento sempre ba graWi ie sonimento de me-
enanismo pava os engentas Ae assucav a sabeT:
jS.d'I.VS?: moderna',de ?olPe cumprido, econmicas de combu.tivel,
cltJd!ZrlT ~nij;ub0 de madeira ,arSa. leves, lories, e ben balanc
lTrroT^^^ -- ~ W- -^adas em
Pares e b.cas para o caldo, cnvo, e porta, de ferro para as omalhas ;
rI'Z T8, J: 7 ? de "^oca, forno para cozer farinha ;
Rodela, dentada de tedo, o. Umanho. para vapor, agua, cavallo ou bo.';
Agudho^bronzes eparafuK,,. arado., eixos e'rodadora carroca., fon ga^v^ada. para purgar etc etc
ie facillimo assento
uilhes deazs
DENTES |
i ARTIFICIAE^. i
Raestreita do Rosario n. 3|
@ Fraacisco Pinto Ozorio colloca denles ar-
tificiaes pelos doussystemas VOLCAN1TE,
@ chapas de ouro ou platina, podendo ser
@ procurado na sobredila ra a qualquer @
@@@@@ @^ g@@@|
Roga-se aos Sr*s. devedores a firma social
de Leite & Gorreia em liquidado, o obsequio
de mandar saldar seus dbitos na loja da ruado
Queimado n. 10.
gg O Ur. Cosme de Sa* Fereira?
^de volt de.ua viagem in.tructi-
ti va a Europa continua no exer-
cicio de sua profissao medica.
Da* consultas em seu e.cripto-j
rio, nobairro do Recife, ra da!
Cruz n. 53, todos os dias, menoij
nos domingos, desde as'6horas|
t as 10 da manhaa, .obre o.J
seguintc. ponto* :
l'. Molestia, deolhos ;
1 Molestias de coraqSo e de!
eito ;
3'/Molestias dos orgaos da gera-l
cao, e doanus ; |
4". Praticara' toda e qualquer
opera^ao quejulgarconvenien-!
te para o restabelecimtnto do|
seus doentes.
O exame daspessoas que o con-
sultarem .era' feito indistincta-i
mente, e na ordem de suas en-
tradas ; fazendo excepcao os doen-
tesde olhos, ou aquellesque poij
motivojustoobtiverem hora mar-i
cada para este im.
A applicacao de algn, medien j
ment, indispensaveis em vario.
casos, como o do sulfato de atro-1
pina etc.) sera'feito,ou concedido!
gratuitamente. A confianza que
nelles deposita, a presteza de sua
accao, e a necessdadeprompta|3
de seuemprego; tudoquanto oF
demove em beneficio de seus!
doentes.
Lindos corles de rostidos de seda pretos
de 2 saias
Diios ditos de ditos de seda de cores
com babados
Dilos ditos de ditos de gaze prrantazia
de cores
Roroeiras de fil de seda prela bordadas
Visitas de gro*denap!es preto bordadas
com froco
Grosdenaples de cores com quadrinhos
covado
Dito liso preto e decores, covado
Seda lavrada prota e branca, covado 1} e
Dita lisa prela e de cores, com 4 palmos
de largura, propria para forros
Corles de vestido de seda de gaze trans-
parentes
Ditos de ditos de cambraia e seda, corle
Cambraiasorlandys de cores, lindos pa-
droes, vara
Manguitos de cambraia lisos e bordados
iras e ntremelos bordados
Mantas de blonde brancas e relas
Dilas de fil de linho pretas
Chales de seda de todas as cores
Lencos de cambraia de linho bordados
{Jilos de dita do algodao bordados
lanno preto e de cores de todas as qua-"
lidades, covado
Casemirasidem idem dem
Gollinhas de cambraia a
Chales de touquim brancos
Ditos de merino bordados, lisos e es-
lampados de lodas as qualidades
Enfeiles de vidrilho rancezes pretos e
de cores
Aberturas para camisa de llano e algo-
dao, brancas e de cores
Saias balo de varias qualidades
ltela roxo, covado
Chitas francezas claras e escuras, co-
vado
Cassas francezas de cores, vara
Collannhos de esguio de linho mo-
dernos
Um completo sorlimento de roupa feita
lf200
36000
1*500
10*000
16*000
1*000
i
i
1

s
900
9

8640

3*500
63000
500
280
1500
sendo casacas, sobrecasacas, paletois,
colleles, caigas de mullas qualidades
de fazendas
Chapeos fraccezes finos, forma moderna
Um sorlimento completo de grvalas de
seda de todas as qualidades
Camisas francezas, peitos de linho e de
algodao brancas e de cores
Ditas de fustao brancas c de cores
Ceroulas de linho e de algodao
Capellas brancas para noivas muilo finas
Om completo sorlimento de fazendas
para vestido, sedas, la e seda, cam-
braia e seda lapadas c transparentes,
covado
Meias cruas brancas e de cores para
meninos
Ditas de seda para menina, paT
Luvas de fio de Escocia, pardas, para
menino
Velludilho de cores, covado
Velbutina decores, covadf
Pulseiras de velludo prelas e de co-
res, o par
Ditas de seda idem idem
Um sortimento completo de lu--as de
seda bordadas, lisas, para senhoras,
homens e meninos, de todas as qua-
lidades
Cortes de col'ele de gorguro de seda
de cores
Ditos de velludo muito finos
Lencos de seda rxos pora senhora
Marquezitas ou sombrinhas de seda com
molas para senhora
Sapalinhosde merino bordados proprios
para baptisados, o par
Casinetas de cores de duas largurasmui-
to superiores, covado
Setim preto, encarnado e azul, proprio
para forros, com 4 palmos de largura,
fazenda nova covado
Setim liso de todas escores, covado
Lencos de gorguro de seda pretos
fcbOO Relcgios e obras de ouro
Cortes do casemira de cores a
m-mmmmmtem
i
8$50f
*
I
f
I
I
1
19608
3
12M
C70'
2C
3
*
2*508

1SCO0
l00
9

9
5ltt
S EAU MINERALE
NATURA LLE DE VICHY.
na botica franceza ra da Cruz n. 22.
Neste proveitoso estabclecimenlo.
-, que pelos no vos melhoramentos feitos acha-se con-ve-
Er^ommKS'^^'^ tamK,em deuorobro em vante, contratos mensaes par
Tan^s sacrffioi eCOn0miadPUbhCO de quem S ProPrietar^ esperara a rerauneracao d"
Assignatura de banhos fros para urna pessoa por mez.....1OC00O
momos, de choque ou chuviscos por mez 15*000
Nenes de canoa e banhos avulsoa aos oreos annunciados.
Aluga-se urna exccllente casa del"
ca mpo com grande sitio, na estrada da
Cata Forte, com todas as commodida-1
des para familia, cocheira, estribara,!
tanque, para banlio ete, etc,: quem
pretender a mesma dirija-te a ruada
Cruz n. 4, casa de W. O. Bieber & C,
suc cestn?..
Aluga-se a excellente e commoda
asa da ra da Aurora n. 26 : a tratar
na mesma ra 11. 16 A.
Tliomaz de 'aria saca sobre Por-
tugal no prximo paquete : escriptorio
na ra do Trapiche n. 40.
8@@@ $9 $@@@
IConsullorio central homeopatliicof
I r MMilSEBM). 1
Continua sob a mesma direcrao do Ma-
noel de Mallos Teixeira Lima, professor @
em homeopalhia. As consultas como d'an-
m es. 2

Botica central homeonalhiea '
Do r
DR. SABINO 0, L PIMO
Novos medicamcnloshomcopalhicos en-
viadosda Europa pelo Dr. Sabino.
Estes medicamentos preparados espe-
cialmente segundo as necessidades da ho-
meopalhia no Brasil, veiide-se pelos pre-
cos conhecidos na bolica central homco-
palhica, ra de Sanio Amaro (Mundo No-
vo n 6.
NOVO DEPOSITO
Ra do Imperador, confronte
ao oitao do deposito do gaz.
Borotl & C attendendo a que os senhores con-
sumidores de gelo sao pela maior parle residen-
tes nos Dairros de Santo Antonio e Boa-Visla e
que lulanam com grande difficuldade se este s-
labclecimenlo eslivesse collocado no bairro do
Recife, poderam enconlrar na ra do Imperador
confronte ao oilo do deposito do gaz. um arma-'
zem com as proporces exigidas oara deposito
destogenero, o qual estar aberlo concurren-
cia dos mesraos senhores, das 8 horas da ma-
nhaa s 6 da larde do dia 3 do correte em
diante.
Attenco.
Chegou ha poucos dias de Montevideo a barca
franceza F.garo com um bello carregamenlo
de burros e cavallos, entre os quaes se achara
mu bellas parelhas ; os prelendentes podem di-
nglr-se ao escriptorio da ra do Trapiche n. 11
para Iralar.
que o
D.W.Bowman confia que os seus fregiiezes acharo tudo diino da preferencia
com
proprio para os agricul-
^ ac^F^S/^0^ fdG mandarcon^uir pessoalmcnte as suas obras as
mais acreditadas fabricas da Inglaterra, para onde elle faz viagenTnnnual para o dito fim
lTvnn?lPla COfnu^ dft sua fabric5 em Pernambuco, para oodTficar o mechan^-'
mo a vontade de cada comprador, e de fazer os concertos de qe paloro necessit^
M
ESfiRIPTOBIO DE iDYOCACIA
^ OOS BICHAREIS
I Cicero Odn Peregrino da Silva
Aureliano Augusto P. de Carvalho.
RA DO QUEIMADO
TRIMEIRO ANDAR.
Precisa se alugar um preto para
ervicp de casa e.trangeira,4|ue nao le-
ja muitomoqo: quem os tirer dirija-w
a ra da Cruz n. 4.
"7 Aluga-.e urna baixa grande de
capim a aual da' no verSo e invern,
.ita na Soledade: o. pretendentei diri-
jam-se a ru da Cruz n. *.
Altenco.
i
Os cfTeilos antiepidemicos, que sao produzidos
pelas fumiga;ocs hygienicas de Guylon de Mor-
veau, sao efficazes, como prova a experiencia que
dolas se lem lirado ullimcmenle. Os vaporjs
que se elevam de urna formula desta fumigaro
bastam para desinfectar um espaco de 340 dOs
cbicos ; e de 10, as nilricas, assim* explica Car-
menad Smilh. O andaco que nos vecha de pr-
senle, tem ceifado muilas vidas, e convem que
(para prevcnir-sc omal.anles do que cura-lo de-
pois de apparecido) aspessoasdesla cidade, onde
ouira qualquer pane, onde o mesmo se vai de-
senvolvendo e se tem manifeslado, recorram
botica n. 88, na ra Dircita, onde se acha ven-
da quantidadedaquelle desinfectante. O Sr. Do-
mingos Ribeiro da Cunha, morador na ra da
Praia n. 49, reconhecendo eslar a sua casa afTec-
lada desla epidemia, pois quasi lodas as possoas
de sua familia haviam adoecido, recorreu ao
abaixo assignado, que subministrando-lhe a fu-
migacao, produzio ella salulares resullados : a
pessoas pois. em idenlicas circumslancias, que
precisarem das desinfeccoes, o acharo sempre
prompto para mandar eflectuar a devida applica-
cao. O mesmo lambem vende na raesma bolica
os ingredientes para conservar as casas os va-
pores do chlorure, os quaes em lodo o caso mui-
to approyeilzm, e previnem a invasSo das epide-
mias no interior das habilacdcs ; assim como
de importante ulilidade a sua applicacao as fe-
ndas, ou ulceras chronicas como detergente para
preserva-lus do estado de putrefaccao. A maneira
28nPP',car se achara na etiqueta. O prero de
2S000.Jos da Rocha Parauhos.
COMPAHIA
ALLIANCE
Estabelecida em Londres
mm u mu,
CAPITAL
Cinco ToAtttoes de Vibras
esterlinas.
Saunders Brothers & C" lem a honra de In-
formar aes Srs. negociantes, proprietarios de
sasas, e a guem mais convier, que esto plena-
meate autonsados pela dita companhia para
effectuar seguros sobre edificios de tijolo epe-
dra, cobertos de telha e igualmente sobre os
objectos que coutiverem os meamos edificios,
quer consista em mofailia ou em fazendas de
qualquer alidade. ,
45Rua Direita4S
De 5J000 a 6^000.
O proprietario dcste estabelecimento
attendendo ao estado pouco lisongeiro
da bolsa da maior parte da populacao,
e animado por um sentimento phian-
tropico em piel dos seus antros fre-
guezes, tem a honra de ollerecei -llies
um resto de borzeguins de bezerro e
lustre, tm muito bom estado, mediante
a retribuicao cima.
Anlonio Jos Ferreira Alves, niudou o 1
seugfbinele de coosullas mcdicos-r-inir- fl
fe giras c operaces para a ra do Qociroado M
1$ n. d, primeiro andar, aonde peder ser Z
tt consultado ala s 8 horas da manhaa c I
das4s6 da larde Chamados a loda a
hora do da c da noile, sendo os pobres
tratados e altendidos gratuilamcnte.
e^^ @@i
Gustavo Adolpho Naumann, como adminis-
trador de sua mnlher a viuva do finado Joao
llenrique Daya, faz scienle aos credores do mes-
rao casal que esl procedendo a inventario dos
bensdeixados pelo mesmo finado, pelojuizode
orphaos escrivao Guimaracs : quem se arhar com
direilo, deve jutilicar seus crditos pelo mesme
JUIZO-
Ferros de engom-
mar econmicos
Aviso as engommadeiras.
Economa de lempoe de despeza reuni-
da a perfeifo c facilidade do lia-
ba I lio.
Os ferros de cngowmar econmicos de Bien.
& Drake, sao j lio bfm conhecidos, c por lodas
as parles em que sao usados, lerm recobido uro
acojho lo favorave), que os fabricantes se n.i-
laro a simplesmenle indicar aqui algumas de
suas valiosas qualidades, sem mencionar os nu-
merosos louvores, que a imprensa e muilos par-
ticulares leem dirigido aos inventores de um la
til, quo importante ulencilio.
As vanlagens dos ferros de engommar econ-
micos e sua inconteslavel superioridade sobre es
anligos, se deprehendem das razes seguinles:
1. Os ferros econmicos lendo cm si o appa-
relho qne os aquenta e que serve a conserva-Ios
sempre, no grao de calor que se quer, medianle
mu facis coodici;es, fazem ganhar as engom-
madeiras o mmenso lempo que as mesmas per-
dem, servindo-se dos anligos ferros, as conti-
nuadas mudancas que sao obrigadas a fazer, na
limpeza e preparo dos mesmos, no fogareiro, e
em mil oulros accessorios inherentes ao velho
systema. A esta immensa vanlagera deve ac-
crescenlar-se que o engommado sahe mais pr-
feito, mais claro e mais lustroso.
2. Um s ferro basla para cada engomma-
deira, no entretanto que dos anligos era neces-
sario ter um certb numero.
3." A despeza de cada um desles ferros, para
iim dia do Irabalho, nunca poder exceder a
80 ris.
4. O Irabalho 6 muito mais fcil e agradavel,
podendo effectuar-se em qualquer parle sem
menor obstculo. O grave inconveniente do ex-
tremo calor produzido pelos fngareiros, sobretu-
do nos paizes quelites, dcsappareco completa-
mente.
5 O perigo de incendios e diversos outros
males, cessa com o uso dos ferros econmicos.
6. Commodidade de transporte, solidez a du-
raco do ulencilio. Muilas outras vanlagens po-
deriam ser citadas ; os fabricantes porem julgam
mais acertado, de recommendar a* pesaoas inie-
ressadas de experimentarem os ditos ferros, que
de si mesmo fallarlo mais alie, que ludo quanto
em favor dos mesmos se poderla nr:
nicos agentes em l'ernambaea Baymuitde
Orlos Leite & Irmao n. 10. ron t Imperalrii
anliga me ote Ierro da Bos-Visla.
* t
ry-rf
Vf
*ru


^ ""...'. ..' : ,<"'
l/
Alten cao
No bolequira d'aguia de ouro da ra egtreila do
Rosario n. 23, confronte a ra da Lorangeirns,
tea lodosos das papa de farinha de Maranhoe
aramia, dis 6 horas da ruauhaa em diante.
Nova casa depasto
da aguia de ouro.
Na ra estreita do Rosario n- 23 con-
fronte a ra das L?rangeiras, fornece-
e almoqo e jantar coin todo o asseio e
promptidao e mais barato do que em
oulra qualquer parte, assim como se
achara' comida prompta a qualquer
hora que e procure.
Precisa-sc de um feilor para um pequeo
silio, prefero-so um homem j de idade ; a tra-
tar na ra Direila n. C9.
Ana.
Precsa-se de urna senhora para ama de urna
Grammatica ingle-
zade Ollendorff.
Novo methodo para aprender a tr,
a cscrever e a fallar inglez em 6 mezes,
obra intei'rament nova, para uso de
todos os estabelecimentos de instrueco,
pblicos e particulares. Vende-se na
praca de Pedro II (antigo largo do Col-
legio) n. 57, segundo andir.
Na travessa da ra das Cruzes n. 2, segun-
do andar, ao pdesta typographia, tinge-se com
perfeicao de qualquer cor, e mais barate que em
oulra qualquer parte.
Precisa-se do uma ama de lcile para aca-
bar do criar, por 5 mezes ou a ainda mesmo por
pouco lempo, nao so olha prejo : na Praga da
Independencia ns. 1 e3
Os herde'iros do fallecido Jos'Eu-
genio da Silva Ramos, querendo ven-
der o engaito Camaragibi; de Seri-
nhem, que llie coabi em pirtilha por
morte de seus piis, convidan a qual-
easa de pouca familia, que seja capaz, que sirva c|uer qus *S julgie pivj u licidj em
esta venda que apre-
d Mitro em 15 dias,
pretende realisar a
11 :cifo 8 de maio de
para cozinhar e engommar dirija-se ruado Im-
perador n. 49, armazn) de madeiras.
Precisa-se do uma ama forra ou captiva,
para o Borrico de uma casa de pouca familia : a
tratar na ra do (Jueiraaio n. 6. loja de fazendas.
< Prccisa-se alugar um homem entendido
para traiar de cavallos e de um silio pequeo ;
assim como tambem precisa-so de uma perfeita
eiigommadcira elavadeira: a traiar na ruado
Crespo n. 2, segundo andar.
O Sr. Licurgo do Albuquerque Nascimenlo
jucra dirigir-se a esta typograpliia. que se pre-
cisa fallar-lhe.
seus ditritoj com
sent seus ttulos
te.npo em qae se
referida venda.
1860.
agencia dos fabricantes amerlca-
nos Grouver & Baker.
fachinas de coser: em casa de SamuelP.
Jounston & C, ra da Senzala Nova n. 52.
Lino Antonio Saraivafaz publico para conhe-
3 fejao mil superior que ha, ven-
ene se na ra do Codorniz n-18, arma-
da ese frente a travesa da Madre de
I ie >s, por menos dinhero que em outra
pa te, alim de desocupar o armazem.
Eslavo enveraosa.
>s Srs. commerciantes
dapra^a, de tora, cai-
xeiros de taberna, fe-
tores, etc., etc.
Na gran le fabrica de tamancos da na Direila,
esquina da travessa de S. Pedro n. 16, ha comi-
damente um grande e riquissimo sorliiuenlo
ynancos de todas as qualidades, que se ven-
anto o retallo como em pequeas e grandes
oes, por menos do que em outra qualquer
A
nu
di
di
pr
pir
con
Ib
eseja-se saber noticias de um certo italia- c,ment<> de quem possa inleressa, que tora justo
no Sanelli Guoatino da cidado de Parma, que
aqu chegou eml858 : quem estiver habilitado a
itisfezer este pedido, roga-se do se dirigir ao
?ice-consulado sardo nesta cidado, ra do Tra-
piche n. 15.
e contratado a compra da taberna "sita uo lugar
Campo Verde desta cidade, do propriedade de
Luiz Jos da Silveira ; por isso roga a qualquer
pessoa que se julgar cora direito a dita taberna,
de aprescnlar seus tilulos no prazo de 8 dias da
Nos abado assignados, E. A. Burle, por si dat? dest. para serem attendidos. Recite 18 de
maio de 1860.
e por parte de Eduardo F. F. Trurhon, de Taris,
e de outra Narciso M. Carnciro, declaramos que
de conformidade cora o nosso contrato social,
porcommum accordo, temos convencionado que
o socio Narciso Mara Carneiro deixa de ser socio
e por isso de pertencer a firma social desde o dia
55 do correnle mez, Continuando desta dala cm
liante a mesma, fazendo nicamente parle della
Eduardo Alejandre Burle c Eduardo Filippe Fran-
cisco Tiuchon, de Paris. Recife, 21 de maio de
1850.
E. A. Burle & Componhia.
Ama deleite.
Precisa-sc de uma ama de loite, forra ou cs-
r..Wnrtn.J t i .rPhnoidc9la Cldade. esenvao : da Cadeia do Recife n. 48
Guimaracs, tcm de ir praca, do renda por lem-
po de G anuos, o engenho ou3 Irmos, sito em
trras de Apipucos, servindo de base para a ar- a
remalaro a renda annual do 5.700*500. porque '
It "Ji"1?:?'''ern"!1"d"d0. As condices I Francisco Ignacio Tinoco de'Souza,
m^iVL\ f de/ Pra?a' achai?" ao Sr" Jos l>eira Azevedo. e
se paleles no edilal e escriptode praca era raao
Ama de leite.
Qum precisar de urna ama, levando com sigo
um filho de 2 mezes, dirija-se a ra da Roda nu-
= Prccisa-se de uma ama forra ou escrava :
na travesea do arsenal de guerra n. 9.
Precisa-se de um homem para
distribuidor deste Diario, dentro desta
cidade : na linaria n. 6 e 8 da praca'
da Independencia.
Precisa-se de uma ama que engomrae, co-
zinhe, e tome conta da casa de um homem sol-
d porteiro ; be ni como podera ser vistas no in-
vtni nio, pelo cartorio do dilo escrivao. A praca
se ciroctuar findas que sejam 3 audiencias do
mesmo juizo de orphos, at o dia 29 do correnle.
Cozinheiro e copeiro,
Vendo-se um mulalinho do 14 a 15 anuos d
idade, proprio para pagem : no pateo de S. Pe-
dro n. 16, sobrado de um andar.
Bolinhos.
Bandejas enfeiladas com diversos gostos, dos
aiflhoros bolinhos do nosso mercado, em prcao
do libias ou a relalho, que conservam-se milito,
para c-nbarque ou riagera ; assim como pudins,
pastis de nata, crome, tortas, ou outra qualquer '
pastelera para dessert : tambero preparara-so '
bolos finos para o lempo de S. Joio e S. Pedro,
das melliores qnalidades, da massa molhada e j
secca superior, ludo com o melhor acoio, eo
mais em conta do mercado : dirija-se a ra da '
Veuha n. 25 para lralar-so.
Na ra Direila
guiadas do ferro ,
agurdente.
Pipas.
n. 91, vendem-se 4 pipas ar-
proprias para deposito de
7
Manoel Morera da Cosa relira-se para a
Europa, o deixa por seus procuradores, durante
a sua ausencia, em primeiro lugar o Sr. Joo
Fernandes Prente Vianna, cm segundo ao Sr.
em terceiro
. e encarregado
de sua casa comraercial para comprare pagar, o
seu socio o Sr. Manoel Martins Carneiro.
Precisa-se de duas amas, uma pa-
ra cosinhar e outra para engommar,
dando-se preferencia a escravas: a tra-
tar na ra do Imperador n. 15.
Ao publico |
Achando-se grassando epide- 9
micamente angina e a escarlati- ff
na, oFer. cernos as mais de fami- |&j
lia o tratamento homeopathico,
contendo os symptonas das mo- f
lestias e dos medicamentos apro- i|
priados CJrn amaneirade os em- ,
pregar Assim como carteira com
os medicamentos homeopathicos
para o mal.
N. B. Medicamento especifico
e preservativo para estas afec-
cies. Em glbulos e em tintu-
ras. Pateo do Carmo n. 5, pri-
meiro andar, largo do Paraizo
n. 13, sobrado de um andar.
Florencio M.irlius da Silva Borges &. Irmao,
estabelecidos na rus Direila n. 91, avisnm ao Sr.
Lu/ Jos Marques que do dia 30 de junho vin-
douro em dianlc dcixarao de vender agurdenle
de produccao do imperio, licando isentos da col-
lecla.
Precisa-se
Precisa-se de alguns
ineuinos para aprender o of-
Qcio de marcineiro: na ra de
S. Faancisco confronte a igre-
ja arinazein que tem a offici-

qu
sen
nj;s
S,
. wu .

__^^J..u_
DIARIO DE PERNAMBUCO------QARTA FEIRA 23 DE MAIO DE 1860.
assim como tamancos feilosde proposito,
la a seguranza, proprios para canoiros de
rna, feitores, etc., a lj>000.
otassadaRussia
E CAL DE LISBOA.
N|o bem conhecido e acreditado deposito da
ra da Cadeia do Recife n. 12, ha para vender
potassa da Russia e da do Rio de Janeiro, nova
e,d superiorqualidade, assim como tambem
c*l nrgem em pedra: ludo nor srecos muito
rfz lavis
[jijada boneca ruada Impe-
ratriz n. 7.
'endem-se caixasde tintura para tin-
os cabellos em dez minutos, como
tanbem tingem-se na
mesma casa a
tlquer bora.
Vendem-se 25 cavallos de roda, novos e
achaques : no engenho Guerra do Cabo, ou
a praca, loja n. 18, defronle da matriz do
to Antonio.
Sndalo.
Ricas bengalas, pulceiras e leques:
vendem-se na ra da Imperatriz n. 7,
loja doLecomte.
Veude-se um carro de 4 rodas, bem cons-
truido e forte, com assento para 4 pessoas de
dentro, e um assenlo para boleeiro e criado fra,
forrado de panno fino, e tudo bem arranjado :
para (aliar, com o Sr. James Crabtree & C. n.
42, ra da Cruz.
REMEDIO INC0MPARAVEL.
UNGENTO HOLLOWAT.
Milharesde individuos de todas as nacoes po-
dem testemunhar as virtudes deste remedio in-
comparavel e provar em caso necessario, que
pelo uso que delle fizeram tem seu corpo e mem-
bros inteiramenle saos depois de haver emprega-
do intilmente oitros tratamentos. Cada pesoa
poder-se-ha convencer dessas curas maravilhosas
pela leilura dos peridicos, que lh'as relatam
lodos os dias ha muitos annos ; e a maior parte
dellas sao to sor prndente que admiran; so
mdicos mais celebres. Quanlas pessoas reco-
braram com este soberano remedio o uso de seus
bracos e pernas, depois de ter permanecido lon-
go lempo nos hospitaes, onde de viam.soffrer a
amputacol Dellas ha muitasque havendodei-
xado esses asylos de padecimentos, para senao
submetterem essa operajo dolorosa foram
curadas completamente, mediante ousodesse
preciosoremedio. Algumas das taes pessoas na
enfuso de seu reconhecimenlo declararam es
tes resultados benficos diante do lord correge-
dor e outros magistrados, am de mais aulenti.
carcm sua rmativa.
Ningue,m desesperara do estsdo de saude sa
tivesse bastante conianfa para ensaiar este re-
medio constantemente seguindo algum lempo o
men trata to que necessitasse a natureza dom&i
cujo resultado seria prova rinconlestavelmente !
Quetudocura.
O ungento he til, mats particu-
larmente nos seguintes casos.
Bilhetes,
GRANDE S0RTIHEH0
DE
NA.
e armazem
DE
de duas amas captivas ou forras para uma casa
tvlra igeira, sendo uma para cozinhar e outra pa- -
ra engommar e os mais servicos de casa : a tra- Da ta parte Ce CletraZ.
lar na Boa-Vista, alraz da caita d'agua, casa do | 0 Dr. Ignacio Firmo Favicrfaz publico, que
! nao obstante nao achar-se ainda completamente
restabelecido do grave incomraodo de saude de
Sr. BjsIos.
Na ra da Penha n. 11, precisa-se contra-
tar umeslrangeiro psra criado destes chegados que fora accommellido desde novembro do anno
ltimamente, que lenha 14 a 18 anuos, promet- pa9sa(|0 lcra com tudo destinado empregar algu-
tc se bom iralamento e boa paga. i mas horas em 0 cxercci0 ue Sua profissllo. para
-- Ouiuta-feira 24 do correnle depois da au- 0 que podpra ser procurado dns 9 horas da ma-
tiencia do Illm. Sr. Dr. juiz dos felos da fazenda nh^ia 's 3 da tarde, no pateo do Carmo, sobrado
se ha de arrematar em praca publica, quem 9 prmcir andar ; e desta hora cm diaute no
mais dor, os escravos seguales, penhorados por Cacnanga. o mesmo doulor havisa a seus fre-
execucao da mesma fazenda a Joaquim Cavalcanli I guezes e a lodas as peSsoas que o quirerem hon-
do Albuquerque, na qualidade de fiador dear Coulando-lhe seusdocnles, que tem roorga-
1m-incisco Antonio d bu Brrelo Jnior, a saber : nisado a sua casa de saudei giu na paSsagem da
1 edro, com idade que representa 30 annos, ava- ; Magdaiena entre as ponles grande e a pequea
hado em 120J ; Benedicto cora 22 annos pou- do chora-menino, que alera de se achar montada
co mais ou menos, avahado 1200J, ambos do convcnienleracnle dispe de comraodos para
semso de campo : a quera convier arrernala-los raais de iQ doenleS| segundo a thegoria e se-
c..mpareQa no lugar do coslurae s 10 horas do X0Si pelo mais coraraodo preco, que na actuali-
'"ww a t dade se pode tazer. As pessoas livres recolhidas
O abaixo assignado faz scienlc ao respcita-
vel publico que desde o dia 22 do correte dei-
xou do ser caixeiro do Sr. Joaquim Luiz dos San
tos Villavcrde
mo
q
enfermara pagaro a diaria de 3\ e escravos
23 ; dando-so ainda algum abatimenlo no caso
xe.ru uo r. Joaqun luiz oos san- de raoleslia se prolongue por mais de um
. o por esle meio agradece ao mes- me^ As pessoas que desnjsrem um lratamcnto
tsc 1 as boas maneiras e delicadeza cora dislincl H -a0 na4razao dJa decpeza que flze.
KiaSf" no-79idHQra"1- > lSSE que fl rem. Para tratar, podem dirigir-se casa do pa-
eu caixeiro. Recite21 de maio de 1860. An rm .'JT, ;,.;.a ., m c. i.x
na
Francisco Augusto de Mello.
Precisase de uma ama boa cozinheira
ra do Crespo n. 21.
Ut'sappareceu da ra Augusta, sabbido pr-
jimo passado, uma cabrinha (bicho) cora os sig-
naos seguintes : cor averniclhada, lombo preto
o os ps, clifres pequeos e wirquiados, cabello
crespo e barriguinha crescida, suspeita-se que
foifurtada por um molcque chamado Antonio, o
riual a offereceu a quem quizesse comprar, e foi
vala na direceo da Estrada Nova : quem a ap-
prehender ou der noticia, dirija-se a ra da Con-
cordia, sobrado do lado direito, onde o arma-
zem do sal, que ser recompensado.
%g t's Drs. em medicina Pruden-
f ci de Biito Cotegipe (Manoel
;^ Alves da Costa Brancante contt-
' nuam a residir na ra do Im-
na ra
jl parador n. 11B aonde podem ser
8 procurados a qualquer hora do
*| dia ou da noite para o evercicio
g da sua proilssao. Especialidad s
i| partos e molestias sypbiliticas.
^py A^jflMp *up ftw/a mgp piria aiBfl msq m^ -tfr "mt
Constando ao,abai\o assignado
Dr. Lobo Moscozo que ummiseravel
traficanteanda em nome do annun-
ciante fazendo dividas em diversas lo-
jas, declara que nao tem autorisado
nem jamis autorisara' a pessoa algu-
mi a tazer dbitos em seu nome, e por
conseguintede maneira alguma pagara'
divids contrahidat por quem quer que
seja, e declara mais que usara' dos
m iios que a le l'ie faculta contra aquel-
es que se apresentarem querendo co-
brar dividas contradiras por esta for-
ma, pois o annunciante n5o pode ver
nisso seno dolo e ma' fe, para nao usar
de outros termos. Recife 1 de maio de
1860.Or. Pedro de Athayde Lobo
Moscozo.
teo do Carmo cima indicada, ou com o Sr. Jos
Firmo Xavier na dita casa.
Desappareceu da ra da Palma, na manha
do da 16, um boi manso forado, bastante grarj-
de, cor cinzenlo escuro, pellado, tem o cabo fo-
ndo bastante, proveniente do (rabalho de carro-
ca : quem o pegar, ou der noticia certa, ser
bem recompensado na tiborna da ra da Santa
Cruz da Boa-Vista n. 3.
Fazendas e obras feitasJ
Loja
Gtes&Bastoi
amado Quehnad) n.
46, frente amarella.
Completo e grande sorlimento de cal-
jas decasemira de cores e pretas a 8J,
}$, 10 o 12>, ditos das mesmas casemi-
rasa 7$, 89 e9}, ditos de brim trancado
>ranco muito fino a 5$, 6$ e 7# dilo's de
:ores a 3$, 3J500, 4J e 5, ditos de me-
rino de cordao para luto a 5g, colleles de
:asemiras pretas, ditos do ditas de cores,
utos degorguro pretos e de cores a 5g,
6J) e 7j), ricas casacas de pannos muito fi-
nos a 33g e 40jj, sobrecasacas dos mesmos
pannos a 28. 30 c 35fl. paletots dos mes-
mos pannos a 22g e 24, paletots saceos
de casemira modelo inglez 10j>, ditos de
casemira mesclado muito fino de apura, o
goslol53 e 169, ditos sobrecasa das mesV-
mas cores a 18g e 20j(, ditos sobre de al-
paca preta fina a 7$ e 89, dil03 saceos a
49. ditos de fusto branco e de cores a 49,
49500 e 59, ditos de brim pardo muilo
superior 49500, camisas pa.-a menino de
lodos os lamanhos a 26g000 a duzia, meias
de lodos os lamanhoa para menipo e me-
nina?, palilots de todos os lamanhos e
Ojualidades pira os mesmos, colleles do
brim branco a 3J500 e 49, ricos cohetes
vIludo prelo bordado o de cores diver-
sas o por diversos procos, ricos coberto-
res de fusto archoado para cama a 69,
colarinha do linho a peer a 69500 a du-
zia, assim como temos recebido para
dentro deste estabelccimento um comple-
to sortimenlo de fazendas de gosto para
senhoras, vestimentas modernas para me-
nino e meninas de qualro a seis annos e
tudo rendemos por procos razoaveis. As-
sim como nesle eslabalecimento manda-
se apromptar cora presteza todas as qna-
lidades do obras relativo a officina de al-
faiate sendo isto com todo gosto e asseio.
Farinha de mandioca a
a 5,500 o sacco.
|Vende-se na ra da Cruz, armazem n. 26.
Vende-se um solo, no qual se acham edifi-
ca Jos 260 e tantas casas que pagara foro ao dono
di mesmo, no bairro de Santo Antonio, fregue-
zi 1 de S. Jos nesta cidade, que comprehende
ra de Sania Cecilia, pelo lado do sul, toda a
a doNogueira e Acouguinho," pelo lado do nor-
Santa Rila, S. Jos, Assumacao, e por traz
Sania Rita : os pretendentes podem eniender-
com o abaixo assignado, que dar lodos os es-
irecimentos e lhes apreseutar os ttulos e o
ro do tombo, para verem e ajustarem ; assim
mo pede aos devedores de foros das mesmas
sas, que venham solver seus dbitos em casa
1 abaixo assignado, na ra nova dos Pires nu-
cro 30.Manoel Gomes Viegas.
i
Dentista de Paris. ]
15Ra Nova15
Frederico Gautier. cirurgiao dentista,
faz todas as operaces da sua arto e col-
loca denles artificiaos, ludo com a supe-
rioridade e perfeicao que as pessoas en-
tendidas lhe recohecem.
Tem agua e pos dentifricios etc.
Sf'3*6 ^636^16 S*64^ 5iS5^^3*6H
Soto.
Aluga-se um soto muito espacoso e limpo em
casa muito decent, a alguma pessoa solteira,
por commodo preco : para informaces, na ra
do Codorniz n. 18, em frente a travessa da Madre
de Dos.
Compras.
Compra-so uma casa terrea ou sobrado de
um andar, sendo no bairro de Santo Antonio, c
que esteja em bom estado : a tratar na ra de
Apollo n 41.
Vendas.
Agua de flor de laranja.
Agua do flor de laranja de muil boa qualida-
de, pelo baratissimo preco de 500 rs. o frasco.
Sedafrxa para bordar.
Vende-se um rico sorlimento de seda frxa pa-
ra bordar a 120 rs. cada miadinha, sendo cores
mui bonitas
Vende-se uma meia mobilia do amarello
em bom estado: oa ra de Sania Thereza n. I
Alporcas.
Caimbras.
Callos.
Canceres.
Cortaduras.
Dores de cabega.
das costas.
dos membros.
Enfermidades da cutis
em geral.
Ditas do anus.
Erupces e escorbti-
cas.
Fistulasno abdomen.
Frialdade ou falta de
calor as extremida-
des.
Freiras.
Gengivas escaldadas.
Inchacoea.
Inflammaco dofigado.
Vende-se este ungento
geral de Londres n. 224, Strand, e na loja de
todos os boticarios droguistas e outras pessoas
encarregadas de sua venda em toda a America
do snl.Havana e Hespanha.
Vende-se a800 rs., cada bocetinha contm
uma instrueco em prtuguez para o modo de
fazer uso deste ungento.
O deposito geral em casa do Sr. Soum,
pharmaceutico. na ra da Crun. 22. em Per-
nambuco.
Pennas de a$o inglezaS.
Vendem-se na ra da Cadeia do Recife, loja n.
7, deGuedesA Goncalves, as verdadoiras pennas
de sqo inglezas, mandadas fabricar pelo profes-
sordecalygrapha Guilherme Sculy, pelo mdico
preco de 1*500 a caixa.
Inflammaco dabexiga.
da matriz
Lepra.
Males das pernas.
dos pellos.
de olhos.
Mordeduras de reptis.
Picadura de mosquitos.
Pulmoes.
Queimadelas.
Sarna
Supuraces ptridas.
Tinha, e'ra qualquer par-
te que seja.
Tremor de ervos.
Ulceras na bocea.
do figado.
das arliculacoes.
Veias torcidas ou noda-
das as pernas.
no estabecimento
Na ra Direila n. 61, loja de chapeos, e Ben-
(ode Barros Fej, vendem-se bilhetes da lote-
ra da provincia por conta do Sr. thesoureiro
Em casa de Southall Mellors 4 C, ruado
Trapiche n. 38, vendem-se os seguintes rticos:
Chumbo de municao sorlido.
Pregos de lodas as qualidade*.
Alvaiade.
Vinho de Shery, Porto, Hungarian em barris.
Dilo de Moselle em caixas.
Coguac em caixas de duzia e barris.
Relogios de ouro e prata, patente e chrooomc-
tros, cobertos e descobertos (bem acreditados).
Trancelins de ouro para os mesmos.
Biscoilos sortidos em latas pequeas.
FUfNDIClOLOWMOW,
Roa da Senzala fova n. 42.
Neste estabelccimento continua a haver um
comapletosortimento de moendase meias moen-
dasi para eu8enho, machinas de vapor e taixas
de ferro batido e coado. de todos os tamanhos
dar dto.
L0J4 DO VAPOR.
Grande e variado sortimenlo de cacado fran-
cez, roupa feita, miudezas finas o perfumaras
ludo por menos do que em outras parles : na lo-
ja do vapor na ra Nova n. 7.
SYSTEMA MEDICO DKII0LL0WAY.
PILULAS HOLLWOTA.
Este inestimavel especifico, composto inteira-
menle de hervas medicinaes, nao contm mercu-
rio, nem alguma outra substancia delecteria. Be-
nigno mais tenra infancia, e a compleico mais
delicada igualmente prompto c seguro para
desarreigar o mal na compleigo mais robusta ;
inteiramente innocente em suas operaces e ef-
feitos; pois busca e remove as doenca3 de qual-
quer especie egro por mais antigs e lenezes
queseam.
Entre milhares de pessoas curadas com este
remedio, muilas que j estavara as portas da
morte, preservando em seu uso : conseguiram
recobrar a saude e forras, depois de haver tenta-
do intilmente todos os outros remedios.
As mais aflictas nao devem entregar-se a de-
sesperaco ; facam um competente ensaio dos
efficazes effeitos desta assombrosa medicina, e
prestes recuperaro o beneficio da saude.
Nao se perca teropo em tomar este remedio
para qnaiquer das seguintes enfermidades :
Accidentes epilpticos. Febreto da especie.
Chapeos de castor preto
e brancos
37, vendem-se os me-
Na ruado Queimado n
Ihores chaes de castor
A nova fama.
Kua do Crespo, loja de miu-
dezas de tbes portas n. 5.
Chegou loja da nova fama um rico c com-
pleto sortimenlo de gollinhas de puro linho com
punhos, e de apurado gosto em seus desonhos,
pelo baratissimo proco de 89, ditas tambem mui
cas vindas do Porto a 29, ditas mui delicadas,
elo diminuto preco de 500 rs.
em grande sortimento para
homens, senhoras e
meninos.
ld^"d.e;"CV?S? rancezes de superior qua-
idade a 6j500.7 e 8, ditos de velludo, copa al-
ia e baixa a 7|. 9 e 10J. dilos de lonlra pretos e
m2m Ul0 3S500 5, 6. 8,10 e 12, ditos de feltro em gran-
de sortimenlo, tanto em core- como era qualida-
aes, para homens e meninos, de 2(500 a 73 di-
tos de gorgurio com aba do couro de lustre di-
tos de casemira com aba forrada de palh'a ou
sem ella a 4$. ditos de palha ingleza, copa'alta
e baixa, superiores e muito em conta, bonetes
francezes e da trra, de diversas qualidades, para
meninos, chapeos de muitas qualidades para me-
ninas de escola, chapelinascom veo para senho-
ra, muilo em conta e do melhor gosto possivel
chapeos de seda, ditos de palha amazonas, enful-
les para cabeca, luvas, chapeos de sol, e outros
muitos objectos que os senhores freguezes, vis-
la do preco e da qualidade da fazenda, nao dei-
xaro de comprar; na bem conhecida loja de
chapeos da ra Direila n. 61, de B. de C. Feij.
Alporcas.
Ampolas.
Areias(malde).
Asthma.
Clicas.
Convulses.
Debilidade ou exleruia-
co.
Debilidade ou falta de
torcas para qualquer
cousa.
Dysinteria.
Dor de garganta,
de barriga,
nos rins.
Dureza no ventre.
Enfeimidades no ventre.
Ditas no figado.
Ditas venreas.
Enxaqueca.
Herysipela.
Febre biliosas
Febreto intermtente.
Gotta.
Hemorrhoidas.
Hydropesia.
Ictericia.
Indigestoes.
Inflammacoes.
Ir r eg u aridades
menstruacSo.
Lombrigasde toda es-
pecie.
Mal de pedra.
Manchas na culis.
Obstruccao de ventre.
Phtysica ou consump-
pulmonar.
Retenco de ourina.
Bheumatismo.
Symptomas secunda-
rios
Tumores.
Tico doloroso.
Ulceras.
Venreo fmal).
I Engenho.
9 Vende-se o engenho Santa Luzia, sito na @
5 freguezia de S. Lourenco da Malla, entre fij
6 os engenhos Penedo de Baixo e Penedo de S
$ Cima : irala-se no mesmo engenho ou no tf
S engenho Mussambiquc com Felisbino de &
Carvalho Rapozo.
Relogios
Suissos.
Em casa de SchafleiUin&C, ra da Cruz n.
38. vende-se um grande e variado sortimenlo de
relogios de algibeira horisonlaes, patentes, chro-
nometros, meios chronometros,de ouro, prata
dourada efolheadosa ouro, sendo osles relcios
dos primeiros fabricantes da Suissa, que se ven-
deio por pregos razoaveis.
RELOGIOS.
Vende-se em cass de Saunders Brothers 4
C, praca do Corpo Santo, relogios do afama-
do fabricante Roskell, por precos commodos,
e tambem trancellins e cadeias para os mesmos,
deexcellenle Kosto.
Rna do Queimado n. 57.
A 305 cortesde vestidos de seda quecustaram
60; a 16j corles de vestidos de phantasia que
cuslaram 30; a 8 chapelinhas para senhora :
na ra do Queimado n. 37.
SABO
do deposito geral do Rio
com Tasso & Irmos.
de Janeiro: a tratar
t\ rtigos para lulo.
i
Chapelinas pretas e mais objectos pro-
prios de luto para homem e senhora,ven-
de-se na ra Nova n. 45
lO* LOJA DE MARMORE.
fio p do arco de Santo
Antonio,
(hegou um rico e completo sortimenlo de breos
i rendas, tanto largas como eslreilas, que se
endera por preco commodo.
Vende-so, no termo do Porto Calvo, o en-
techo Espirito Santo, novo o todo de matas, bom
il'agua, distante, do embarque uma e meia legoa,
(atninho lodo plano, o engenho tem proporedes
(ara sofrejor 2,000 pes aonualmente, tem a pe-
r as uma safra, suas obras muito bem feitas; ven-
ce a dinhero ou em troca de predios nesta pra-
(, ou mesmo com parle vista e o mais era le-
ras com garanti aqiii a contento do vendedor :
ftiem quizer, dirija-se a ra do Livramento n.
I6, a tratar com o seu proprielario Manoel Buar-
'(iie Macodo Lima.
11
Augusto k Pcrdigao,
com loja na ra da Cadeia do Recife n.
23, coafronte ao beceo Largo,
previnem aos seus freguezes. que acabam de sor-
lir seu novo estabelecimento com fazendas de
goslo, finas, e inferiores, para vender pelos pre-
eos os mais razoaveis ; as fazendas inferiores,
nao a retalho, se venderoo por um preco flxo
que ser o seu proprio custo as casas inglezas,
uma vez que sejam pagas vista.
Nesle estabelecimento se encontrar sempre
um sortimenlo completo de fazendas, e entre el-
las o seguinle :
Vestidos de seda com babadose duas saias.
Ditos de lia e seda e duas saias.
Dilos de tarlatana bordado a seda.
Manteletes pretos bordados com franja.
Taimas pretasde seda e de fil.
Polonczas do gorguro de seda prelas.
Cinturdes para senhora.
Espartilhos com molas ou clcheles.
Enfcites de vidrilho ou flores para senhora.
Vestuarios para meninos.
Saias de balo para senhora e meninas.
Chapeos para senhora e meninas.
Pentes de tartaruga dos melhores gostos.
Perfumaras de Lubin e outros fabricantes.
Cassas e organdys de cores.
Grosdonaples de cores.
Chitas escuras fnncezas e inglezas
Collas e manguitos os mais modernos.
Camisas de linho para senhora.
Ditas de algudo para menino.
Algodao de todas as qualidades.
LenQ03 de labyrinlho para presentes.
Collas de crochet pera menino.
Vestidos de fhtn azis.
Roupa feita.
Casacas e sobrecasacas de panno fino.
Paletots de casemira.
Calcas de casemira prelas e de cores.
Colleles de seda dem dem.
Dilos de fusto.
Camisas inglezas lodas de linho.
Ditas francezas do differeutes qualidades.
Malas e saceos de viagem.
Borzeguins de Melliere outros fabricantes para
homem.
Ditos para senhora.
Charutos de Havana, Baha e manilha.
Camisas de flanella
Chapeos de todas as qualidades para homem,
senhora c criancas.
Corles de vestidos brancos de blonde com ca-
pella e manta. *
Didos de vislidos brancos de seda para c
menlos
No armazem de Jos Antonio Moreira Dias
& C, na ra da Cruz n. 26. vende-se
Candieiros de lato de Lisboa.
Lazarinos e ca vinotes.
Lena larga de superior qualidide.
Linha do roris.
Missanga para rosario.
Rosarios enftados com perfeicao.
Ferros de ac para engommar.
Ferro sueco om barras.
Chumbo em lencol.
Pregos francezes e de conslrusco, de lodos os
tamanhos.
Pregos caibraes do Porto.
Chaleiras estanhadas e forradas de porcelana
ingleza.
Cartas portuguesas muito finas.
Batanea de novo modello para pesar 1,000 e
2,000 libras.
Mercurio de Lisboa.
Ferros#de lalao para engommar.
Esporas, brides e estribos de metal do principe.
Ricas foixaduras francezas para portas com
boldes de vdro
Paes de ferro de todos os lamanhos.
Ricos paliteiros e linteiros de metal pratesdos.
Linhas do carretela de 200 jardas do autor Ale-
xandre.
. Cera em velar (fe Lisboa.
Vendem-se estas plulas no estabelecimento
geral de Londres n. 224, Strand, e na loja de
todos os boticarios droguistas e outras pessoas
encarregadas de sua venda em toda a America do
Sul, Havana e Hespanha.
Vendem-se as bocelidhas a 800 rs. cada uma
dellas, contm uma instrueco em portuguez pa-
ra explicar o modo de se usar destas pilulas.
O deposito geral em casa do Sr. Soum
pharmaceutico. na ra da Cruz n. 22, em Per-
namb co.
CALCADO
Graude sorlimento.
45--Rua Direila45
Os estragadores de calcado encontra-
rao neste estabelecimento, obra supe-
rior pelos precos abaixo :
Homem.
Borzegainsaristocrticos. 9#000
Ditos (lustre e bezerro)..... 7$000
Borzeguins arranca tocos. 7#000
Ditos econmicos. CsOOO
Sapatoes de bater (lustre). 5,s'000
Senhora.
Borzeguins primeiraclasse (sal-
to de quebrar) ......5#000
Ditos todos de marin contra
calos (salto dengoso).....4^500
Borzeguins para meninas (for-
tissimos)..........Jty'OOO
Eum perfeitosortimento de todo cal-
cado e daquillo que serve para fabrca-
lo, como sala, couros, marroquins, cou-
ro de lustre, fio, fitas, sedas etc.
Bezerro francez
grande e grosso :
De 4# e 5.
Na ra Direita n.'45.
Farinha de mandioca
nos armazens de Tasso & Irmos.
Milbo
nos armazens d Tasso A Irmo*.
tachas para engenho
Fundico de ferro e bronze
Francisco Antonio Correia Cardozo,
tem um grande sortimento de
tachas de ferro fundido, assim
como se faz e concerta-se qual-
quer obra tanto de ferro fun-
dido como batido.
Em caja de N. O. Bieber & C,
successores vende-te :
Brilhantes de todas as dimensOes.
Algodaozinlio da Bahia.
Cognac em caixas de 1 duzia.
Ditas em barris.
Vinho xerez em dito.
Champagne da mui acreditada marca
Barre C.
Ferro da Suecia.
Dito nglez.
Aqo de Milo.
Lonas, brinses e brins para vella.
Attenco.
i
Vende-se a armoco da loja da ra Diraita, boa
para qualquer negocio ; serrao toda forrada e en-
vidracada : a tratar na mesma loja na ra Direita
n. 13, ou na mesma ra n. 11.
4.00 0i39lUfcO8ilOOlEBCk>CBO3R
1 Seguro contra Fogo
COMPANHIA
fil
mm
*.
cobertos e descobertos, pequeos e grandes, de
ouro patente inglez, para homem e senhora,
de um dos melhores fabricantes de Liverpool,
vindos pelo ultimo paquete inglez : emeasa de
Southall Mellors & c.
11
e variado sortimenlo de
roupas feitas
Na loja da ra Direita n. 87.
Ricos sobrecasaeo9 de panno muito fino a 25 e
28}, paletots de fusto brancos e de cores a 59,
ditos de alpaca de seda a 59, dilos sobre a 6$,
ditos de brim a 3J500 e 49- ditos de esguiao de
algodao branco a 39200, calcas de brim de linho
de cores a 29500, 3$, 39500 e 4f, dilas brancas a
29, cortesde collele de gorguro de seda a 29600
e 39, ce rou I as de bramante francezas a 18600,
ravalasde gorgurio, cha malote, selim e groz a
J, ditas de rede a 19400? chapeos francezes
a 89 e 89500. ditos de casemira a 3g800, ditos de
castor, copa baixa, a 109, chapeos deso de pan-
no, cabo de canna com astea de balea, a 29500,
por ter grande porcao, cortes de brim de algodao
a 900 rs., saias abalao a 69500, esguiao de al-
godao cora duas larguras a 400 ra colleles de
gorgurio de seda a 59, mantas de seda a 29500,
meias cruas a 29500, 39200 e*49, e outras mui-
tas fazendas de gosto que seria enfadonho men-
cionar ; a ellas, antes que se cabera. : sapa-
(os de tranca (eilos no Porto a I96OO.
3
LONDRES
AGENTES
J. Astley & Companhia.
Vende-se
para
i
Formas de ferro
purgar assucar.
Estauho em barra.
Vera i z copal.
Vinhos fino* de Moselle.
I Encbadas de ferro.
5 Brim de vela.
I Folhas de metal.
I Ferro sueco.
Ac de Trieste.
! Pregos de composico.
5 Lona ingleza : n arma-
I zem de C. J. Astley 4i G.t
Cocos italianos
de folha de /landres, muito bem acaba-
dos, podendo um durar tanto quanto
duram qualro dos nonosa 400 rs. um
e 4j uma duzia: na ra Direita n. 47,
loja de funileiro.


-"
1 '^ 'M
"'
ARMAZEM PROGRESSO
DE
-Largo da Penlia--
llanteiga perfectamente Qor a 800 rs. a libra e em barril se far mais algum abatimenlo.
Queijos muito hoyos *
a 1J700 rs. e em caxa se far mais algum abatimeut nicamente no armazem Progresa.
\meivas francezas
em latas de folha e campoteirasde vidro a 900rs., e em porcao se far algum abatimenlo s no
Trogresso.
Cartocs aeboVinuos
muito novos proprios para mimos a 500 rs., e em porgao se fnr algum batimento s no Progresso.
igos de comadre
em caixinhas elegantemente enfeitadase proprias para mimos s no Progresso ecom avista se far
um pre^o commodo.
lalas de soda
com S 1|2libras de differenles qualidadesa I96OO rs.,nicamente no armazem Progresso.
ConserYas
a 700 rs. o frasco veode-se nicamente no armazem Progresso
lio\ac\m\a ngleza
muito nova a 320 rs. a libra e barrica 4$, nicamente no Progresso.
Potes vidrados
de l a 8 libras proprias para manteiga ou outro qualquer liquido de 400 a 1#200 rs. cada um, se
no Progresso.
Cuoeo\ate f ranc ez
a 1J a libra, assim como vendom-se os seguintes gneros tudorecenteraente chegado e de superio-
res qualidades, presuntos a 480 rs. a libra, ehouriga muito nova, marmeladado mais afamado fa-
bricante de Lisboa, maga de tomate, pera secca, pa*s*3s, fructas em calda, anendons, nozes, frascos
com amendoas cobertas, confoitos, paslilhas de varias qualidades, vinagre branco Bordcaux proprio
para conservas, charutos dos melhores fabricaules de S. Flix, macas de todas as qualidades, gora-
ma muito Qoa, ervilhas francezas, champagne das mais acreditadas marcas, cervejas de ditos,
spermacetc barato, licores francezes muito finos, marrasquino de zara, azeite doce purilicado, azei
iouas muito novas, banha de porco refinado e oulros muito gneros que encontrarlo tendente a
raolhados, por isso promelem os proprielarios venderem por muito menos do que outro qualquer
ocomelera mais lambem servirem aquellas pessoas que mandarem por nutras pouco pralicas como
se viessL'io pessoalmente ; rogam tambem a lodos os sanhores de engenho e senhores lavradores
ij'i i-ira ni mandar suas encomraendas no armazem Progresso que se Ibes aflianga a boa qualidadee
o acondiciouaraento.
Veraa&cira goma de mata vana
a 400 rs. a libra, s no Progresso.
Palitos
cilhalos para denles a 200 rs. o maco com 20 macinhos, s no Progresso.
1 Ai uysoiy, perula e preto
os melhores que ha no mercado de 1&600 a 2j>50O a libra, s no Progresso.
Passas em ca vintias de 8 \iovas
as mais novas que lem vindo ao nosso mercado pelo diminutopreco dc25G0, s no Progrosso.
Macas cm caixVnnas de 8 libras
contendo 405 qualidades pevide, grodebico, eslrelinha.aletria branca e amarella e pastilhas de
maga, s no Progrosso, e com a vista se far um prego commodo.
Cttouvicas e paios
as mais novas que tem vindo ao mercado.s no Progresso, aQancando-se a boa qualidade e avista,
es far um preco commodo.
Escravos vtiuieu
Venlem-ae, troenm-se e eomprm-se escra-
vos de toda idade, e do ambos os sexos ; na ra
do I ib leradorn. 31, primeiro andar.
'Arados americanos e machinas
para lavar roupa: cm casa de S. P. Jo-
hnsti n & C. ra da Senzala n. 42.
iinho de Bordeaux.
St. i
Marg
La ros
St. Ji
St. Ji
vei
Sher
Madcj
Cogn
Cogn
Cerv
MAMO DE PERSAMBUCO. QPARTA TCffiA 99 DE MATO E 1860.
ID
Em casa de Kalkmann Irmaos&C, roa da
Cruz 1.10. enconlra-se o deposito das bem co-
nheci las marcas dos Srs. Brandenburg Frres.
e do I Srs. Oldekop Mareilhac & C, em Bor-
deau:. Tem as seguinles qualidades :
)e Brandeaburg frres.
St. Eitph.
lien.
ux.
e.
Chale au Loville.
Chite au Margaux.
>e Oldekop & Mareilhac.
lien.
lien Hdoc.
Chal au Loville.
a mesma casa ha para
der:
y ero barra.
ira em barris.
ic cm barris. qualidade fina
ic em caixas qualidade inferi*.
ia branca.
FABRICA
Tiichas e moendas
Br ga Silva 4C, tem sempre no seu deposito
da rua da Moeda n. 3 A, um grande sortimenU)
de t ichase moendas para engenho, do mullo
aeree itado fabricante Edwin Uaw : a tratar do
mesr. io deposito ou na ra do Trapiche n 44.
Pechincha.
Coila pequeo toque de avaria.
Na ra do'Queimado n. 2, loja do Preguiga,
vend;m-se pecas de algodo encorpado, largo)
com pequeo loque de avaria a 2$500 cada urna)
Aos amantes da economa
Na ra do Queimado n. 2, loja do Preguiga,
vend 2ra-se chitas de cores fixas bstanle escu-
ras,] lo baratissimo prego de 6$ a peca, e 160
covado.
Carne de vacca salgada, em barris de 200
libra i : em casa de Tasso Irmos
DE
umummk i fod o$g> bi ii?ns.
Sita ia roa Imperial n. i i 8 e 120 JDito a fabrica de sabia.
DE
Sebasa J. da Silva dirigida por Francisco Belmiro da Costa.
onSr8lo^5lnbfleciment0 ha sempre PromP108 alambiques do cobre de differentes dimences
(de wOj a 3:0003) simples e dobrados. para destilar agurdenle, aparelhos destilatorios cominos
para resillare destilar espiraos com graduagao at 40 graos (pela graduacao deSellon Cartier) dos
melhores syslemas hoje approvados e conbecidos nesta e ouras provincias do imporio, bombas
de todas as dimongoes, asperantes e de repucho tanto de cobre como de bronze e ferro, torneiras
de bronze de iodas as dimences e feilios para alambiques,'tanques etc., parafusos de bronze e
ferro para rodas d'agua,portas para fornalhas e crivos de ferro, tubos de cobre e chumbo de todas
as dimences para encmenlos, camas de ferro com armaco e sem ella, fuges de ferro potaveis e
econmicos tachas e ,achos de cobre> fundos de alambiques,., passadeicas, espumadeiras, cocos
para engenho folha de Flandres, chumbo em leneole borra, zinco em leneole barra, lsnces e
arroelias de cobre, lences de ferro a latao.ferro suecia inglez de todas as dimensdes, safras, tornos
e folies para fcrreiros etc., e oulros muitos artigos por menos preco do que em outra qualquer
parte, desempenhando-se toda e qualquer encommenda com presteza e perfeicao i conhecida
epara commodidade dosfreguezes que se dignarem honrarem-nos com a sua confianca, acha
no na ra Nova n. 37 loja de ferrageus pessoa habilitada para tomar nota das encommendas"
Relogios de ouro e prata.
Em casa deHenry Gibson, ruada Cadeia do
Recife n. 62, ha para vender um completo sorti-
mento de relogios de ouro e prata, chronome-
tros, meioschronometros e de ptente, os me-
lhores que vem a este mercado, e a pregos ra-
zoaveis.
Oleado
cores.
CONSULTORIO
Ve
po
por
de el
idera-se oleados decores os mais linos que
sivel neste genero, e de diversas larguras
ireco commodo : na ra Direila n. 61, loi
apeos de B. de B. Feij,
Ra da Senzala Novan. 42
Vende-se em casa de S. P. Jonhston & C. va-
quet is de lustre para carros, sellins esilhoesin-
glezt s, candeeiros e casticaes bronzeados, lo-
nglezas, fio de vela, chicote para carros, e
aria, arreios para carro de um e dous caval-
relogios d'ouro patente inalezes
as
mon
os.
das
loj
se a<
tos
miwm PWWKM1 (DIPIDKJDIIDIE.
3 n\JA AQLOI|jxA9CA$ADOFlfDO 3
Clnica oot ambos os syslemas.
O Dr. Lobo Hoscoso da consultas todos os dias pela manhaa e de tarde depois de 4 horas.
Contrata partidos para curar annualmente nao s para a cidade como para os engenhos ou outras
propriedades ruraes.
Os chamados devem ser dirigidos sua casa at as 10 horas da manha e em caso de ur-
gencia a outra qualquer hora do dia ou da noite sendo por escripto em que se declare o nome da
pessoa, o darua e o uumero da casa.
Nos casos que nao forem de urgencia, as pessoas residentes no bairro do Recife podero re-
metter seusbilhetes a botica do Sr. Joo SounnA C na ruada Cruz ou loja de livros do Sr. Jos
Nogueira de Souza na ra do Crespo ao p da ponte velha.
Nessa loja e na casa do annnnciaute achar-se-ha constantement e os melhores medica-
mentoshomeopathicos ja bemeonhecidos e pelos pregos seguintes:
Botica de 12 tubos grandes,..........10$000
Ditos de 24 ditos...............15g000
Ditos de 36 ai tos..............20#090
Dito de 48 ditos...............25g000
Ditos de 60 ditos...............0-5000
Tubos avulsos cada um.............1J000
Frascos de linduras.............. 2$000
Manoal de medicina homeopathica pelo Dr. Jahr traduzido
em portuguez com o diccionario dos termos de medi-
cina, cirurgia etc.. etc. ,.......208000
Medicina domestica do Dr. Hering, com diccionario. 10$000
Repertorio do Dr. Mello Moraes........ 6000
lem,
de t
?os
loja
de
Fazendasporbaixos precos
Ra do Queimado, loja
de 4 portas n. 1.
-- Verdadeiras luvas de Jovin de to-
i$ cores, ra
do Leconte.
da Imperatriz n. 7,
frucl), a
am
Lembramos ao s nossos amadores, antes que
abe de vender a variada collecco de arbus-
semenles de flores, de herialice e arvores de
saber
maneras, peroiras, ceregeiras,
seos, nosspgueiros e parreiras, que se acham
ve ida al o principio da semana prxima : na
ra lo Cabug n. 3 A. Tudo vende-se barato, e
a esiar.ao propria para a plantaran.
Vendem-se 3 escravos chegadas ae fra honr
de idade de 13, 15 e 20 annos,2 escravos. f
' anuos e outro de 20, vendem-se por pre-
azoaveis : para ver, na ra do Queimado,
le feragens n. 35.
FUNDIQAO D'AURORA.
Seus proprietarios offerecem a seus numerosos freguezes e ao publico em geral, toda e
qualquer obra manufacturada em seu reconhecido estabelecimento a saber: machinas de vapor de
todos os lmannos rodas d'agua para engenhos todas de ferro ou para cubos de madeira, moen-
das e meias moendas, tachas de ferio batido e fundido de todos os tamanhos, guindastes, guin-
chos e bombas, rodas, rodetes, aguilhes e boceas para fornalha, machinas para amassar man-
dioca e para descarocar algodo, prencas para mandioca e oleo de ricini, portes gradara, co-
mnas e moinhos de vento, arados, cultivaJoies, pontes, aldeiras e tanaues, boias, alvarengas.
tes e todas as obras de machinisrao. Executa-se qualquer obra seja qual fftr sua natureza pelos
esmhos ou moldes que para lal im forem apresontados. Recebem-se encommendas neste esta-
belecimento na ra do Brum n. 28 A e na ra do Collegiohoje do Imperador n... moradia do cai-
eiro do esUbelecimento Jos Joaquim da Costa Pereira. com quem os pretndeme se podem
^tender cara aualauer obra.
ar
i a do Queimado n. 19,
mazeiu de fazendas.
C itas francezas finas de padres miudinhos a
220
pao
za d
500
ra a
ta n
mer
qua
eos
uno
V
eos
800
dos
Atlenco.
rs. o covodo. cortes de riscado imitando al-
com 13 1|2 covados a2g, robera a chine-
chila muito fina a 2.-, pecas de chita de co-
res xas, muito boa fazenda, tendo 38 covados,
a _5 300. ganga franceza para cabja e palelots a
rs. o covado, lencos de carabraia brancos pa-
gibeira a 2j> a dnzia, algodao com 8 palmos
a 601) rs. a vara, ym resto de algodo superior 3
SfSl 0 a peca com pequeo defeito, idem de chi-
la franceza a 180 rs. o covado, chales do
n estampados a 25300, brim de linho de
rinhos a 500 rs. o covado, balos aSj, lcn-
iara meninos a 80 rs. cada um. sorlimonto
do neias para meninos e meninas, fil de linho
3 800 rs. a vara.
Attenco.
nde-se na ra Nova n. 71 junto a ponte.sac-
om milho muito novo a Lg, na taberna da
Crui de Almas em ponte de Uchoa a 5500 e cm
Api| neos a 5&500 taberna nova junto ao acougue.
" indc-se gomms de malarana verdadeira a
- Ve
8.,'e carrinhosdo mao muito bem construi-
14g: na ra Nova n. 71, junto a ponte.
Armazem de fazendas,
NA
Ra do Queimado n. 19.
Cobertas de chita, gosto chinez, muito finas, a
preco de 2fl.
Lencos de cambraia para algibeira a 28 a duzia.
Chitas francezas raiudinhas e muito finas, co-
vado (pechincha) a 240 rs.
Cortes de riscado francez imitando alpaca,
muito bonitos, tendo 13 1|2 covados, por 2#.
Lencos para menino o meninas a 80 rs. ca-
da um.
Meias cruas para menino de'lodos os lamanhos
Ditas brancas para meninas.
Chales de merino estampados a 2J500.
Alpaca preta, o covado a 320 rs.
Bales para senhora a 6J>.
Madanolao cora pequeo defeito a 3g.
Algodao monstro, 8 palmos, a vara a 600 rs.
Po<;as de chita miudinha com 38 covados por
5S80O.
Palelots de brim de cores a 3$.
Ganga franceza escura, covado a 500 rs.
Chapeos pretos o mais uno que ha no mercado
e de forma elegante.
Tapetes franjados para sala
Chapeos de sol para monina a 4$.
Madapolao fino a 6$.
Bramante de linho, vara a 2&300.
Farinha de man-
dioca
a tratar com Almeida Gomes, Alves & C.
em casca
a tratar cora Almeida Gomes, Alves & C, ra
da Cruz n. 27.
Para liquidar' *
Na loja da Aguia de Ouro na ra do Cabug
n. 1 B, caizinhascom 8 libras de superior lio
dorrato pelo baratissimo preco de ly a caixa.
Sabo
das fabricas do Rio de Janeiro : a tratar com Al-
meida Gomes, Alves & C.
Chales chinezes a
a 4^500.
Na bem conhecida loja do Pregnica, na ra do
Queimado n. 2, vendem-se ricos chales de meri-
no de modernos e lindos goslos com um pequeo
defeito de mofo a 4&500 cada um.
Gutla-percha.
A'rtigos para invern de guita-percha q
ou borracha, vende-se na ra Nova n. 45 s
t^ LOJA DE MARMORE. ||
Moleque.
Vende-se um ptimo moleque com 13 annos
de idode, bom copeiro, faz todo o.servic.0 de ca-
sa de homem solteiro ; na ra da Cruz n. 23,
segundo andar.
jnnl
ferr
de z
rnin
- Na fabrica de caldeirciro da ra Imperial,
i a fabrica de sabao, e na ra Nova, loja de
gens n. 37, ha urna grande porcao de folhas
neo, j preparada para lelhados, e pelo di-
ilo preco de 140 rs. a libra.
Plaas e flores diversas.
llorce, memoro da sociedado de horlicultu-
i Paris, estando para se retirar para a Euro-
o primeiro vapor, vender de hoje em diante
i variado sorlimenlo de plantas, flores, par-
3 fructeiras diversas, cora grande abali-
ra d
pa r
o se
reir
mee lo de precojjna ruado Cabugi'n. 3 A.
Vende-se
Relogios patentes.
Estopas.
Lonas.
Camisas inglezas.
Peitos para camisas.
Biscoutos.
Em casa de Arkwight & C, ra da
Cruz n. 61.
Pianos
A
B
D
L
C
L
por
lors
Arroz
os senliores logistat de miudezas.
eos pretos de seda,
tos brancos e pretos de algodo.
ivas pretns de torzal.
ntos elsticos.
nhas de algodao em novellos : vendem-s
precos commodos, em casa de SouthallMel-
4 C, ra do Traoiche n. 38.
Saunders Brothers 4 C. tem para vender em
seu armazem, na praca do Corpo Santo' n. 11,
alguns pianos do ultimo gosto, recentimente
chegados, dos bem conhecidos e acreditados fa-
bricantes J. Broadwood Sons de Londres, e
muito proprios para este clima.
Enfeites de vidrilho e de retroz a 49 cade
um : na ra do Queimado n.37, loja de 4 portas.
Em casa de Rabe Scbmettan &
C.rua da Cadeia n. 37, vendem-se
elegantes pianos do afamado fabrican-
te Traumann de Hamburgo.

Q
A Uenco. \
Armazem de fazendas \
HA l
liua do Queimado n. 19.
Chita franceza flna escura de padres (
miudinhos pelo baratissimo preco de 220 Q
rs._o covado, a ellas antes que se acabem, (,
sois o preco e a qualidade convida a <
:omprar.
Milho e farelo.
\ endel-se milho a 4 o sacco em porgo SJ800,
em cuia240 rs., farello a 5$ o sacco ; na traves-
ea lo patoo do Paroizo n. 16, casa pintada de
amirell com oilo para a ra da Florentina.
Ainda restara alguma3 fazendas para concluir
a liquidado da firma de Leite& Correia, asquees
se vendem por diminuto preco, sendo entre ou-
ras as seguintes:
Chilas de cores escuras e claras, o covado
a 160 rs.
Ditas largas, francezas, finas, a 210 e 260.
Rispados francezes de cores fizas a 200 rs.
Cassas de cores, bons padres, a 240.
Brim de linho de quadros, covado, a 160 r8.
Brim trancado branco de linho muito bom, va-
ra, a 19000.
Cortes de calca de meia casemira a 2g.
Ditos de dita de casemira de cores a 5$.
Panno prelo fino a 3 e 40.
Meias de cores, finas, para homem, duzia a
1800. v
Grvalas de seda de cores e pretas a 1$.
Meias brancas finas para senhora a 3$.
Ditas ditas muito finas a 4$.
Ditas cruas finas para homem a 4g.
Cortes de colletcsde gorgurao de seda a 2$.
Cambraia lisa fina transparente, pega, a 4J>.
Chales de laa e seda, grandes, um 2#.
Grosdenaple prelo de 1J600 a 2J>.
Seda preta larrada para vestido a !fM0 e 2g
Cortes de vestido de seda preta lavrada a 16.
Longos de chita a 100 rs.
Laa de quadros para vestido, covado, a 560.
Peitos para camisa, um,320;
Chita franceza moderna, tingindo seda, covado
a 4O0 rs.
Entremeios bordados a 200 rs.
Camisetas para senhora a 640 rs.
Ditas bordadas finas a zgEOO.
Toalli83 de linho para mesa a 2# e 49.
Camisas de meia, urna 640 rs.
Lencos de seda para pescoco de senhora a
560 rs.
Vestidos brancos bordados para baptisar crian-
cas a 5*OO0. r .
Cortes decaiga do casemira preta a 69.
fthJes do merino com franja de seda a 59.
OVes de caiga de riscado de quadros a 800 rs.
Marino verde para vestido de montara, cova-
do.,19280.
Lencos brancos de cambraia, duzia, a 29.
Com (oque de avaria
1:800
Cortes de vestido de chita rocha fina a 1:800
lencos de cambraia brancos a 2:000 2:500 39
4:000 a dusia ditos com 4 palmos por cada face
e de 4 e raeio por 5:000 cousa rara no Arma-
zem de fazendas de Raymundo Garlos Leife h
Irraaos. rus da Imperatriz n. 10.
mmtm $m GRANDE ARMAZEM
T DE
Roupa feita,
/ua Nova n. 49, junto
a igreja da Conceigao dos
Militares.
Neste armazem encontrar o publico
um grande e variado sortimento de rou-
pas feitas, como sejam casacas, sobreca-
sacas, gndolas, fraques, e palelots de
panno fino prelo e de cores, palelots e
sobrecasacas de merino, alpaca ebomba-
zina pretos e de cores, palelots e sobre-
casacos de seda e casemira de cores, cai-
gas de casemira preta e de cores, ditas de
merino, de princeza, de brim de linho
branco e de cores, de fusto e riscados,
calcas de algodao, collete3 de velludo
preto e de cores, ditos de setim preto e
branco, ditos de gorgurao e casemira, di-
tos de fustes e brins, fardaraentos para
a guarda nacional, libres para criados,
ccroulas e camisas francezas, chapeos e
, grvalas, grande sortimento de roupas
i para meninos de 6 a 14 annos ; nao agra-
| dando ao comprador algumas das roupas
| feitas se apromptaro outras a gosto do
i comprador dando-se no da convenci-
Ra Novan. 32.
Thom Lopes de Seua, dono da anliga loja que
era de sua sogra Madame Theard, neste estabele-
cimento constanlemenle recebe-se em direitura
de Franca bonssortimentos de objectos de moda,
como sejam, chapeos de velludo e de seda de
cores para senhora, ditos de palha de Italia, di-
tos de ditos amazona, chapeos pretos para lnto.
ditos de velludo e de seda de cores para meninos
e meninas, ditos para baplisados, gorras de vel-
ludo e de seda para menino, pentes de tartaruga
para senhora, ditos muito modernos com vidri-
lhos, alnetes dourados e com madreperola para
segurar enfeites de cabega, ditos pretos com vi-
drilho, ditos para segurar chapeo, tocados para
os mesmos, enfeites de cabeca de diforcntcs qua-
lidades, manteletes e capas de grosdenaples,
guarnecidas com bicos de guipure, guarnigo de
massabu para vestidos de baile, dilas de botes
para os mesmos, espartilhos de mola com carre-
leis, ditos de enfiar, c sahida de baile ou thealro. filas e franjas de se-
da de todas as qualidades, fitas de velludo bor-
dadas, cinteiros de borracha muito modernos pa-
ra senhora, botOes pretos cora borllas para ca-
saveque ; na mesma casa recebem-se Ogurinos
todos os mezes, e fazem-se vestidos da ultima
moda, vestuario para menino so baptisar, e ludo
mais quanto perlence ao toilcl de urna senhora.
Vende-se urna escrava crioula de idade de
30 annos, sabe cozinhar, lavar e engommar bem,
e cose chao : para ver e tratar, na loja do sobra-
od da ra Imperial n. 167.
Relogios.
Vende-se em casa de Johnston Pater 4 C, ra
do Vigario n. 3, um bello sortimento de relogios
de ouro, patente inglez, de um dos mais afa-
mados fabricantes de Liverpool; tambem urna
variedade de bonitos trancelins para os mesmos.
Em casa de Borott & C, ra
da Cruz do Recife n.5, ven-
de-se :
Cabriolis muito lindos.
Charutos de Havana verdadeiros.
Presuntos para fiambre.
Fumo americano de superior qualidade.
Ghampanha de primeira qualidade.
Carne de vacca em barris de superior quali-
dade. .
Oleados americanos proprios para cobrir carros.)
Carne de porco em barris muito bem acondi-
cionada.
Licores de diversas qualidades, como sejam :
o muilo afamado licor intitulado Morring Cali,
Sherry Cordial, Menl Julop, Billas, Whiskey &
ludo despachado ha poneos das.
Epara vosdizer.
Na cocheira d* Eduardo Bourgeois, na ra Na-
va n, 61, lem para se vender panno fino egal.
azul, vaquetas erandes para roberas de carros.
lanternas para ditos e para cabriolis, velas para
dilas, colleiras mestras, ditas falsas, camurgas.
esponjas, grasa preparada para cixos, e outr
para arreios, ferraduras francezas com cravos, o
muilas ouras frragena diversas pata carros :
vende-se tambem um jogo de rodas americanas
e outras para carros de passeio, fabricadas eos
Paris e promptas a serrar.
Aos marchantes.
Vende-se urna vacca propria para matar-se:
na ra de Hortssn. 126
Attenco.
Na ra da Ca'deia doRecifen.il, vendem-s
as seguinles obras : o Demonio Familiar, 29 oa
Honra e Gloria. Gabiiel e Lusbel ou os Milagrea
de Sanio Antonio, livros de sorles, etc., ele,
oulros muitos que vender-sc-hao muilo em
coola.
A4|e 4J500.
Saceos com milho novo : na ra da Cadeia d*
Recife n. 64, segundo andar.
Meias de borracha
para horaens e meninos, fazenda superior ; no
Centro Commercisl, na ra da Cadeia do Recife
n. 15, loja de Jos Leopoldo Bourgard.
Botica.
Rarlholomeu Francisco de .Souza, ra larga
do Rosario n. 36, vende os seguintes medica-
mentos :
Rob L'Afecteur.
Pilulas contra sezes.
Ditas vegetaes.
Salsaparrilha Bristol.
Dita Sands.
Vermfugo inglez.
-Tarop do Bosque.
Pilulas americanas (contra febres).
Ungento Holloway.
Pilulas do dito.
EUixir anti-asmathico.
Vidrosde boca larga com rolhas, de 2 oncas
lzlibras
Assim como tem um grande sortimenfo de pa-
pel para forro de sala, o qual vende a modicc
preco.
C.
Machinas de coser, grandes e pequeas, de dif-
ferentes autores, de um roodello inlciramente
^ novo, por preco commodo.
Salsa parrilha em frascos grandes e pequeos,
muito bem acondicionada.
Pilulas vegetaes (verdadeiras.)
Verme fuge.
Carneiros gordos.
No engenho Forno da Cal vendem-se carneiros
gordos por prego commodo.
Espirito de vinlio com M
graos.
Vonde-se espirito de vinho verdadeirocom 44
graos, chegado da Europa, as garrafas ou as ca-
andas: na ra larga do Rosario n. 36.
Albardas inglezas.
Anda ha para vender algumas albardas ingle-
zas, excellentes por sua durago, Ievesa e com-
modidade para os animaes : em casa de Ilenry
Gibson. ra da Cadeia do Recife n. 62.
fende-se superior linha de algodao, bran-
cnse d cores, em novello, para costura : cm
casa de Seuthall Mellor i C, ra dn Torres
n. 38.
Superiores chapees de manilha.
Estes excellentes chapeos que por sua qualida-
de e elerna duragao, sao preferiveis aos do Chi-
le ; existem venda nicamente em casa de
Ilenry Gibson, ra da Cadeia do Reciic n. 62, por
prego commodo.
Vende-se
linha de novello de todos os sorlirnentcs, meias
de seda inglezas de peso e mais inferiores bran-
cas e prelas, por pregos commodos : em casa de
Henry Gibson, ruada Cadeia do Recife n. 62.
Ainda existe alguns burros que se vendem
por prero con modo, os que es* forsm niudndr-s
da cothi'ira da ra da Floienlina e stlicm-se na
Boa-Vista na t0i(ina de friniro junto to Sr.
Manoel Jnaquim Carneiio Leal.
Escrayos fgidos.
AS MELHORES MINAS DE COSER
DOS
Mais afamados autores de New York
I. M. SLNCER & C.
WIIEELER & WILSON.
No novo estabelecimento vendem-se as machi-
destes dous autores mostram-se a qual-
Escravo fgido.
Na noite de 28 de abril prximo passodo fug
de casa de seu senhor um escravo de nome Hay-
mundo, idade de 18 a 0 anno3, estatura media-
na, e roforgado, bonita figura, boeca pequea, o
bons denles, falla bem, (cabra escuro) lidio do
Ico, d'onde vtio, pouco mais ou menos, a um
anno, levou com sigo alguma roupa, consisliudo
em raleas de brim trancado branco, de algodo
mesetado, camisas de madapolao, de algodo ris-
cado, jaquela de panno fino azul, grvala preta,
i-hapo de felro lino, edr clara, costuma andar
calgado, inlilula-se forro, salla muilo bem, pois
leudo sido duasvezes apprehendido, lem se eva-
dido, consta ler una amasia mulata, mulher for-
ra, com quem esleve na Boa-Vista, e anude fui
apprehendido, esleve trabalhando em Sanio .'.-
maro : quem o apprcheneer o levar ra da
Cadeia do Recife n. 20, ser recompensado
50&000 DE GBAT1FICAC10.
Fugio da casa de seu senhor no dia 4 de abril
E. p. o preto de nome Flix, de nago Mocam-
ique, idado de 35 a 40 annos, levou caiga de
biim rom raniogcm azul, estatura baixa, cor
fula, ^baiba na ponta do queixo, lera na testa
por cima do naiiz um calombinho que pnrcieser
signal da Ierra delle, lem os pes um pouco npa-
Ihelados, fui esciavo do Sr. Manoel Francisco
Duarte. este o renden ao Sr. Synpluonio Olim-
pio do Queiroga a quem foi comprado no auno
prximo passaiio, este lem sido pescador e cala-
dor enoje padeiro, e por so lem callos as
juntas dos dedos pelo lado das cosas das nios,
em rnzao da maceira, j esleve fugido para ban-
das da villa dn Cabo muito lempo, intitula-se
forro, muda o nome delle para Joo, ou outro
nome, foi pegado no Cabo por um mogo do mes-
rao lugar por alcunho Quimas ; domingo 8 do
correntc, esleve a larde n'umn taberna na ras-
sagem que vira para o Remedio, e o Sr. Duaite
diz que as suas ugidas tem sido pora os lugares
seguinles : Caxanga al o engenho Camarogibe,
Barbalho, Ibura at o Cabo ; poilanlo roga-se
aos capites de campo e as autoridades policiaca
e qualquer pessoa que o possa encontrar o apre-
hendan) eo levem a seu senhor na padaria do
paleo da Sania Cruz n. 6, que ser generosa-
mente recompensado, e protesta coutta quem a
liver acoutado em sua cosa.
Fugio no dia 7 do correnlc mez de rraio
um escravo cabra, de nome Joaquim por alcunh
Rio-prelo, de idade de 20 annos, com os seguin-
tes signaos : altura regular, cheio do corpo, sem
barba, falla-lhe dous denles na frente, ti m urna
Marmelada.
Na rus Direila n. 6. ha matroelada
640 a libra.
superior a
4,000 rs.
Ra do Codorniz n. 8'
Ve"de-se feijao amarello, saceos de 30 caias
por IOJ00O.
Milho, saceos grandes, por 4J00O.
Cera de carnauba, sebo refinado e fio
de algodSo-
Contina a vender-se, no largo da Assembla,
armazem n. 9.
Calcado francez barato.
Na loja de Burle Jnior & Martins, ra
do Cabuga' n. 16.
Bolinas de lustre para liomem dos me-
lhores fabricantes
Ditas de bezerro e panno
Dilas de lustre para senhora
Dilas lodos de duraque prelo sem sallo
para senhora
Dilas de selim branco para senhora
Ditas de lustre sem sillo para meninas
Sapaioes inglezes de vaqueta
Diios de lustre com borracha na frento
Ditos dito dilo para meninos
Os melhores charutos
to baixos.
8000
7000
4000
3000
5JO00
3j(J0O
530O
58000
3JJO0O
da Baha por pregos mu-
Rolo francez.
nico deposito desta excellente pilada, em bo-
les de libra a 2800, e meias libras a 1$4 Centro Commercial, na ra da Cadeia do Recife
n. 15, loja de Jos Leopoldo Bourgard.
Oculos
por sacca de
Irmos.
milho; nos amazens de Taiso
lnissimbs de armago de ac, para miopes : no
Centro Commercial, narua'da Cadeia do Recite
n. 15, loja de Jos Leopoldo Bourgard.
A 3,500 rs.,
com toque de avaria, vendem-se pegas de chitas
francezas rdxascoraOo covados : na ra da Ma-
dre de Dos, loja n. 36 A.
Na ra do Aragao n. 37, vendem se 2 ca-
briolis e 1 carro de i rodas.
Vende-se urna casa terrea sita na travessa
,do Alecrim ; a tratar na ra dos Martyrios n. 12.
nerosamente gratificado.
Negro fgido.
No dia 29 de abril fugio da casi ce seu senhor
o prelo de nome Clemente, estatura alia, os de-
dos da mao direila virados para dentro, una das
pernasgrossas de ferro, por ser fujao, foi compra-
do na sexhi-feira 27, na arrematego feita pelos
credores do fallido Gusmao : por i's-o roga-se as
autoriddes policiaes c a companhia do pedestres
a priso de dilo escravo, levnndo-o ra do Li-
vramenlo n. 32, ou ao Manguinho, casa de sen
proprio senhor Joao Antonio Carpinteiro da Sil-
va, quesera generosamente recompensado.
GratiGcacao de 50000.
Fugio no dia 17 do correntc mez o escravo
crioulo de nome Malheus, de idade de 20 a 25
annos, e tem os seguinles signaos : cor preta,
allura regular, espigado e reforgado do corpo,
falla descangada, mos e ps pequeos, denles
alvos, andar gingado, passo roiudo, ecom basion-
le espinhas no rosto ; levou caiga e can.isa de al-
godo de listras azues, chapeo de palha da Itil
j usado com fila preta ; esle escravo natural
deQuebrangulo, onde tem mi e irmos, e foi
perlencente o dito escravo nesle lugar aos Srs.
Cosme de Pinho Sinliago e Jos Francisco da
Cosa, negocianles neste lugar, os quses compra-
raro e deram em pagamento aos Srs. Souza, llar-
ros & C. desta praca, e estes venderam ao Sr.
Silvino Guilhermedc Barros, o qual vendeu nos
Srs. Mello & Irmo ; consta que este esrravo fu-
gio em companhia do cabra escravo, Maicolino,
de Macei : portento, pede-se as autoridades po-
liciaes e algumas pessoas particulares, quo o
capturero e levem-oa ra de Apollo n. 7, ou a
raNovan. 1, que gralificaro com a quantia
cima.
Escrava iugida:
Fugio da casa do abaixo assignado, no dia r8
do corrente, urna sua escrava da Cosa de nomo
Mara, que representa terde idade 45 annos, al-
tura e corpa regulares, cor nao muito picta, tem
bastantes cabellos brancos, costuma trazer um
panno atado roda da cabega, tendo por signal
mais saliente as mos foveiras, proveniente d
calor de figado. Esta escrava tendo sahido como
de costume, com venda de arroz, nao voltou.
mais : roga-se, portanto, ii autoridades poli-
ciaes, capites de campo e mais pessoas do povo,
a apprehensio de dita escrava, e leva-la loja
do Preguica, na ra do Queimado n. 2, an casa
de sua residencia na ra da Florentina defronte
da cocheira do Illm. Sr. tenenle coronel Sebas-
ti.0, q,ne sero generosamente recompensado.


')
Litteratura.
Como se realisa um casamento
i
N'uma- noile de oulubro de 184... reinava
grande ogitagio no theatro de S. Carlos. De ha
milito que nao houvera aflluencia lamanha, o q
billieteiro estonteado, j nao sabia, pelavolla das
tinas horas, para onde se novia de rollar, ins-
tado, perseguido, insultado pelos que pediom ou
reclemvsni buhles.
Duas horas antes de comecar o espectculo j ] hundo.
a plala eslava chela c as dub'radigas occi.padas :j Sorpreza vollou-se 5 piaia para aquelle lado,
e aquelle borbonnho significativo, que denota a 0 segundo grito pailia do camarote da gentil
impaciencia das uiult.dues, mostrava que se la desconhecida. Esta, como mora, era levada era
passir um grande aconleciraento nos fastos thea- bracos para fora.
lebre artista, umpjiu prolongado, correu de ban-
co em banco. la entrar em sccoa.
Antes de apparecer devia a protogonista soltar
uma nota de forca, um grito modulado, por onda
os entendedores se preparavam para a avaliarcm,
antes mesmo de a tercm visto. Era a primeira
irova e em que muus das antecessoras linham
sllldo, voltaram-se pois osolhos para o sitio por
onde dcvciia entrar, como para auxiliarem os
ouvidos e roais llxarem a allengo.
Soltou-se o grito d'entre os bastidores, e um
oulro, como um echo Me respondeu defronte na
sla. Era mais agudo, mais estridente, mais na-
lu.ial. l'arecia o ultimo atranco de um mori-
MRIO DE PERNAMBCO. QjiRTA FEffiA 83 DE MATO DE 1860.
traes.
Aniiunriara-se para aquella noile a eslra de
urna cantora, que era precedida por uma repu-
tarlo europea, c de quc se conlavam fucanhas
ntimas, capozes do realisar, se as nao vcuces-
sem, com as da notavel Lola Motiles, entao fa-
vorita do rei de Baviera e thema de lodas as
cenversagoes do mundo elegante.
Assiro, todos eslavam interessados pela cele-
bre estrangeira ; e todos empenhados em ver su-
bir o panno. Os velhos e os frequentadores in-
nocentes, para verificercm se seria verdade ludo ;
quanto linham visto em Ultra redonda a res-'
peilo daquelle prodigio musical, ou para aviva-1
rom recordarles e confrontarem aquella celebri-j
dade moderna, com as antigs que linham'ou-
vido nos seus lempos, o cujas notas escolhidas,
A artista entrou em cena, mas poneos deram
pela sua entrada ; aquello incidente tinha cau-
sado tal cstranheza, que todos linham (Irado on-
dosos por lhe encontrar explicagio. O eftVilo das
primeirasseenas foi perdido, s mais larde que
o publico fez juslica cantora.
Merccia-a de veras, era das melhores, que se
ouvira nuquello theatro, e o rosto corresponda
voz. era realmente formoso.
Entretanto, o grilo, o desmaio, e a formosa des-
conhecida, roubaram nesta noile, grande parte
das conversarles dos frequentadores do theatro
de S. Carlos.
II
Margando, a gentil desconhecida da frisa de
bocea, tinha dezoilo anuos, e havia seis me-
zes, antes do coroeeo desla historia, que sa-
lhe pareca anda ler d ouvido ; os rapazes e os ; hira de todo de um dos melhores collegios da ca-
frequentadores de mais m f, para ver se o cora
valia a pena, ou se pela inspeccao do physico se
podera avaliar do moral.
Augmentara ainda mais a curiosidade hover
ello imposto, como condieao essencial da sua es-
cnptura, nao se mostrar snio na primeira noile,
leudo semprc nos cusaios cantado a meia voz e
de veo eahido.
pilil.
Filha querida e nica de pais abastados e ex-
tremosos, nao houvera prenda que parecesse de
mais, nao houvera encanto que vista dellesdes-
merecesse para lhe acrescenlarem aos que a na-
tureza lhe dispensara.
Recebera uma educacao completa, e para que
nada fallasse ao encarecimenlo daquelle verda-
Eratn pois curiosas as opini&es que corriam na deiro (hesouro, sahira do collegio lio casia e lio
platea. Uns diztam cousas incriveis da belleza e
elegancia do phonomeno theatral ; outros apos-
tavam que era velha e feia, e que para que o
rosto nao afTaslassu os espectadores, usara da-
qui'llas precaure?. A maior parte atlriboia ao
emprezario aquelle estratagema e jurava-lho pe-
a peile no caso do que nao correspondesse a
escripturada em voz e cara ao que elle lizera
correr, finalmente todos inlerrogavam, lodos .se
mechiam, lodos puchavam pelo rclogio de cinco |
em cinco minutos, e desesperavam-se com a
demora, que a sua impaciencia s Ihes origi-
nara.
Finalmente, e" tambem conlra o usp do theatro,
meia hora antes de comecar o espectculo, co-
pura, como quando do regaco materno se des-
prendera para ser entregue aos cuidados das
meslras do collegio.
Nein uma idea menos innocente, nem uma
sombra dessa corrupeio moral, quasi inevitavel
as casas de educacao, em que se reuncm mul-
tas ndoles, c muilos genios diversos viera em-
panar a candidez daquella alma anglica. Ap-
parecia no mundo, n'um mundo novo de todo
para ella, como nm desterrado em Ierra estra-
nha. Tudo a admirara, ludo lhe pareca exlra-
ordinatio.
Como o habitante das montanhas, que costil
ruado aosliuMiidos horisontose aos desauevuados
cos da sua Ierra, mal baixa as planicies, se
mocaran) os camarotes o povoar-sec as altenges sent possuido de una especial melancola, des-
da plta a airigirem-se para asearas que ap- j sos saudades da patria, a que os mdicos cha-
pareciam, dando os commenlarios sobre as re- j mam nostalgia, Margarida, as mais das vezes, ar-
cemvindas, treguas, por momentos, as conjectu-' rancava-se aquella almosphera em que era obn-
ras sobre a cantora. i gada a river, e pairara as azas da aspiragio,
Em S. Carlos a concurrencia habitual dos ca-! por osses plainos desafogados eideaes do mundo
marles nao offerece novdade aos frcquenlado- da phantasia.
res, alm da"s rarianles de trajo ; as caras sao
sempre as mesmas, as pessoas conhecidas, e a
S4ia historia conhecida de mais. Entreter pois a
aitenro comalguns escndalos vulgares, olgu-
aias historietas de loucador, conhecidas por lo-
dos, menos Aa rezes pelos mais interessados,
desliar as chrouicas intimas do dominio do pu-
blico, thema invariavcl e cosluraado das conver-
sas dos botequins, do gremio, do club ou de cer-
tas reunidos particulares, dar laes provas de
provincialismo, que o elegante mais vulgar se
nao atreve a mostrar por esta forma pouco co-
nhocimenlo dos fados da alta sociedade. Assim
depois de correr com a vista todos os camaro-
tes, ede ler, con. a facilidade do coslume, con-
cluido da presenea do certas caras e da ausencia
de outras tambem que nao costumam fallar, arru-
fes ou recoticiliares de procedencia duvidosa,
a platea dirigio-se, quasi em pezo, para uma se-
gunda frisa de bocea, onde appareco uma mu-
lher, que ninguem conhocio, o que atlrahia a
attcnro com uma furmosura e simplcidade de
trago superiores ao que de coslume se via figurar
naquelles lugares
Tcria dozoito annos, quando mulo, vesta de
bronco, e loucara-a um enfete dejasmins: lia-
das de perolas se etilreloravam com estas flores
e rom trancas abundantes do cabellos casla-
nhos oscuros, que lhe encaixilharam o rosto
de um oval perfeito e cuja pureza do linhas
desaliara o correcto cinzel de um inspirado l'hi-
dias.
Os olhos semi-velados pela rama ;.-:. 1c urnas
tartas pestaas, erravam asusto p 'la | tta, e
como em procura de algucm, que ja lhe larcla-
va : e dahi vollavam-sc com cxpressc>> uJmira-
rel de anriedade c recalo para o panno de bocea,
que pareca .rroslar impassivel com os desojos
da multido. A bocea recortava-se apenas cutre
duas faces avelludadas pela pennugem da inno-
cencia, c ruborecidas pula vermelhido do pu-
dor : e o nariz recto o lao severo como o do3
Por vezes, encontravam-na sosinha comsigo,
ou, que 6 o mesmo, cercada pelos choros encan-
tados dos seus amantes virginses, a elevar-se
>elo desojo a csses mundos dcsconhecidos do
vago scismar, com a face encostada mao, e
uma lagrima de saudade a dcslizar-lhc o ros-
to, como perola mimosa, que a iovencoo
phonlasiosa de csculptor poeta encastoasse "no
alabastro das faces de uma virgem no sepul-
cro.
Margarida fura n'outros lempos c n'outras eras
a herona sympalhica de um poema ; hoje era
uma creatura que poneos apreciavam, condera-
nada pelo sexlro fatal do sceulo a confundir-se
cm qualquer dessas pleiades ridiculas de trin-
se de seres particulares, de bas bienes de comi-
ts polticos, ou de egerias retocadas de Numas
cachelicos.
S por um pobto se lhe prenda o branco
central ao mundo, c osse sctilimeulo que a po-
bre da creanga mal se atreva a confossar a si
mesmo, esse, a mlssio do chronisla jios obriga
a confessa-lo, nem sempre cslranho s suas
horas de scismar, era o amor.
Margarida amava, e posto que esta declaraco
prosaica e veseira do todos os romances, os
despoetiso o typo, amara um primo, com quem
fora creada de pequea.
Jos do Mello, havia sido educado pelos pais
do Margarida, e reci.lhido em casa apenas or-
phao, com tanto corintio, e extremos, como se
fora filho.
Accompanhora-a em todas as brincadeirns de
crcanca, para que o ageilava uma edade, quasi
a mesma c separra-se, quando coincgarain os
estudos cada um em seu collegio, para se reuni-
rem pelas ferias e continuaren! nesses mezes os
planos e projectos de infancia.
Entretanto, a mesma afTecao modificara-se di-
rersamente conformo a nalureza e vida dos que
a senliam. Margarida no collegio, as horas de
descanco, nos momentos dos sonhos dourados
lava, naquello rosto, que s pedia" ao amor a
primeira impressio vehemente para desabro-
char.
Ninguem a conhecia nem familia com que
eslava, c por mais que so indagasse, por mais
diligencias que faziam os curiosos, s se pode
concluir que era nova no theatro e que ap-
parecia mesmo pela primeira vez cm pu-
blico.
Para excitar a curiosidade, estes esclarccimen-
tos negativos eram de mais. Em poco lempo,
todos os oculos se dirigan) para aquelle camaro-
te, c dentro em pouco as frecuentadoras mesmo,
reparando noquella evolugio, comegaram a diri-
gir para o frisa de bocea olharescm que a curio-
sidade era vencida pela emulagio e lalvez pela
inveja.
E' tal a futilidade do nosso mundo elegante,
que o apparecimenlo da formosa desconhecida
fez extraordinaria sensaco, e sem o saber annu-
viou os serenos horisontes de certas ligages, a
tres, que al enliio parecam existir acontento de
iodos ; mas que a repentina mudanca de um dos
allados para o campo desconhccido, ornearon
suspender.
Mal apparecia, j a pobre enanca conlava
muilas inimigas, e inimigas irreconciliaveis,
porque eram mulhcres, feridas no seu amor pro-
pro.
De repente o burburinho cessou ; de lodo os
na
na
101.0
de
pnj
ou
mijm, que nao precisara dos pintos dos clientes,
ledico de sala e de bastidores, procurara fa-
zci do diploma uma carta de apresentaco as
prmeiras reunioet da capital, o uma gasua para
a | orla das caizas do theatros. N'atnsa e u'ou-
trss recebia mais agrados do quo dioneiro, mas
tai ibeni n'umas e n'outras gastara mais ama-
bil dades do que scienctas. As rezes, por des-
eo :argo de consciencii e como para aulorisar a
su i situacao, uma caixa de patt Regnaull para
un defluxo phanlastiro, ou timas paslilhas de
hotcll pimenla para algum histrico caprichoso,
ni primiam carcter ao doulor e.ocredtavam-no
pea suavdade e efficacia dos seus remedios.
A >oa ronlade dos doentes concorria em grando
pate para as curas, e" o facultativo com bem
po ico trabalho recolhia as glorias, verdade seja,
as gloras soroenle.
i tambem, dziam os que o eonsultavam, dar
dii heiro a Jos do Mello, um rapaz que vive
co nnosco, que nos trata para nos obsequiar,
qu j nao faz>ida da proQssao, que nao olha para
es: as bagstellas, sera offende-lo. Escandalisi-
va se o Jos de Mello, havia de suppor, que nao
Ihi queramos Gcar agradecidos.
Jeguiudo todos a mesma opiniao, achava-se
po r conseguinto Jos de Mello considerado, co-
to um medico essencialraente obsequiador,
a uem seiia uma grosseria remuneraras visitas,
e |ue via doentes para beneficar a humanidade.
i bolsa do lio portn que pagara pelos do-
cn es.
lomo facultativo do theatro, Jos de Mello
fia deixar o seu bilhelo celebre cantora no
di seguinle ao da sua chegada, lendoo cuida-
do de declarar a psito ofllcial que oceupava.
Na semana seguinle fora convidado para jantar
en casa da mysteriosa Malibran, c conseguir
assim, ver de perlo, o roslo que lano se re-
calara !
liscreto como medico, nao dissera nem pala-
vr a semlhanto respeilo, o a cautela com que
pn curava sempre affastar a conversa d'aquelle
po ito, e mudar de assumpto, quando o interro-
ga am, obtirera-lhe fama de benerolencias re-
ce idas, que s linham por fundamento a m
lm;uae osjuizos temerarios dos frcquenlado-
re do theatro.
lepetidas rezes fallir Jos de Mello na ora
cantora, e lano dissera, lano a encarecer que
le ara os pais do Margarida a pcdirem-lhe uma
fri la para a noite da estrea.
onseguida ella, c feita a promessa prima de
fallar, esla preparara-se para a noite fatal,
i incitando a pobre cranla, a preparar-se cora
o esmero nem os altractivos de uma noile
theatro, nem a satisfcelo da vaidade que lhe
porcionaria a sua apresentaco em publico,
a elegancia do vcsiuano c os apuros da mo-
dii.a ; massomenle a idea de passar a noile com
sei primo e de lhe sadsfazer um desojo.
'ara Margarida o mundo comegava e acabara
en Jos de Mello.
is esper)ncas iam-lhe esmorecendo o especia-
cu o ia comecar, Jos do Mello nao apparecia.
Jma destas ausencias bem natural na rida
de um rapaz, lima conversa, que se prolon-
go i mais, : um amigo que se nao v ha mulo
le apo c quo nos enconlra ao vollarde uma es-
qu na, o barbeiro que tem mais freguezes e que
se demora antes de fazer a barba, ou mesmo, lao
es rava a humanidade de pequeas miserias,
un boto do collarinho que rbenla ao vestir
da camisa ; mas para uma mulher, c para uma
mi Iher que ama, esla culpa nao lem senao uma
ra< ao fatal e necessaria, o esqueciraenlo, a
(al
a de amor.
Jissim pelo menos o imaginara
ir
Margarida,
qu nido j desesperada de ver seu primo, voltou
os >lhos para o bastidor, prximo do qual devia
sal ir aprimo donna.
'Miando se preparava para ir para o camarote
da familia,! Jos de Mello recebera o seguinle
bil iele. Peco-lhe o favor de estar na caixa do
trcitro anls de eu enlror em scena. Nestas
ociasies solcmoes da minha vida, coslumo ler
un ataques nervosos, quo me deixara como
merta : se me apparecejn indicios, nao poderei
ie| reseniar, desejo, que me lome o pulso antes
de entrar cm scena, ainda que nao seja senao
pata me dar animo.
t um pedido dcstes, que fora grosseria fal-
tar Contando, que em pouco cumpriria a sua
prooessa a Margarida, Jos de Mello dirigiu-
sc para a caixa. (.loando chegou ia subir o
pat no, mal leve lempo de approximor da can-
tor
qui
der
leo
ser
noli,
loi
que j com o ouvido escuta das notas
lhe inarca.-arn a entrada, s poude esten-
-Ihe o pulso, perguntando-lho ao mesmo
po:
- Como est ? (
- Excellenle respondcu-lhe o medico,1 "* sem
ouvido da cantora, que soltava a p...neira
perfis mais puros da estatuaria grega, avul-| licra liel a esse amor que cada vez augmentara
e se engrandeca pela dedcac.o, e pelo desabro-
char daquella alma infantil ; Jos de Mello con-
servara como uma recordaco pueril, aquellos
protestos do amor, c subsliluira-os pela mais
sincera c fraternal amizade pela sua compa-
nheira dos primeiros annos.
Um e outro. se haviam coslumado idea do
casamento, planeada e auxiliada pelos pais de
Margarida ; mas esta como um deslino, como
uma consagradlo do seu amor, como a trra da
promisso para os seus planos de futuro, para as
suas aspiracoes de lernura, de expansao, e de
felicidade ; e Jos de Mello, como um accessorio
da vida social, uma prisao inevitavel, que nao
lhe repugnando, porque apreciava devens os
doles de sua prima, entenda dever, quanto po-
desse, addiar para as pocas longinquas dos qua-
renta annos, do rheumatismo, do adeus eterno
as delicias de vida de rapaz.
Era assim que Jos de Mello evilava loda a
conversa a este respeito, e responda sempre s
repelidas perguntas c instancias de sua prima :
ainda mulo cedo. Esto com a paciencia de
mulher, e com a resignaco de mulher que ama,
esperava seinre, confiada na palavra de seu
primo, e crowlr*que para o bem de ambos pro-
punha elle lao repelidas moratorias.
Havia dias que Jos de Mello desapparecera de
casa de seus los onde habitualmente a passar
mo
qui
qut
as notes c na8 deixra de contribuir para esta
lados as altenroes dingirom-se paro a scona. O j despparico empande parle, a chegada a Lisboa
eenlra regra dera o signal ca introdueco conie-
rra.
Depois de alguns compassos subiu o panno, e
ouvidos com diiculdade, e com bem pouca at-
tencao as secnas que precediam a entrada da ce-
I
1
su;
no
rev
en
*
qu
po
pn
de
FOLIIETU1
DE PARS A BADEIN.
VIAGEM DE UM ESTUDANTE E SUAS
CONSEQUENCIAS.
P. I. STAHL.
vi
Melti pela ultima vez a mao nesso baralhro ;
depois do algumos pesquizas infructferas, cn-
eonltei um objecto rolico.comprido c fro. Parc-
en-mc lao singular o "contado que o meu pr-
meiro movimento fo abandona-lo. Julguei lor
posto a moem uma serpento. Todava vollei
carga ; era um brago, mas eslava grlado e r-
gido.
Esl muilo fro, dsso eu ao conductor, es-
t singularmente fri ; receio que a pobre mu-
lher lenha Qcado abafada pelo peso do lodos cs-
ses homens.
Com um novo esforz consegu puchar o cor-
po inerlo al o abertura ; um mi de la allu-
miou-o sbitamente. Senti um verdadeiro ter-
ror. O rosto que eu tinha vista era prelo como
(arrio,
A infeliz fo asphixiada, pensei.
Ah verdade, dsso o conductor. Eu l-
nha-me esquerido de lhe dizer que era uma ne-
gra. Ella lnha lugar na rotunda, roas com medo
q.ue os Alsacianos se pozessem a gracejar com
ella, mnndei-a para o interior.
A mulher que nao so conhere, sempre bella.
Eu esperava {pego perdi a Fleurellc,) encon-
trar uma mulher bonita. Os grilos quo ella tinha
dado, (rabian) uma voz fresca, um lmbre suave,
dislincto at ni sua oraocio, e o meu desaponla-
!*) Vide o Diarto n 116.
da celebre cenj^tra, de que annunciamos a es-
treio no numero anterior.
Jos de Mello, bacharel em medicina pela uni-
versidado de Coimbra, resolver excrcer a pro-
fisso em Lisboa, como dileclante ; e como ho-
mcnlo sem duvdaera visivel, porque ocouduc-
lor, rendo o queso passara cm mim, disse :
Apczar do negra, nao feia.
VII
Nao feia!
O que pensa o leitor dos negros I
A historia est ubi para dizer-nos que as pes-
soas a quera nao se d a lberdade, acabara por
loma-la. Pens pois que fariam mulo bem em
emancipar esses negros cm qualquer parto que
se acharen), e quero crer que ainda que eu fosse
propriclario do um regiment inleiro de negros
do maior valor, seria ainda essa a minha opi-
niao. E horrivcl jjousar que se pode nascer, ri-
ver e morrer eseravo, s porque se prelo em
rez do ser branco, porque nasceu no Congo e nao
na ra Mouftitard. De certo, anda que uns fos-
sem verdes, ozues, c outros tricolores ou moli-
sados, nao seria isso razio sufTicienlo pora jus-
tificar a oppresso de uma raga para outra raca.
Mas creio todava quenada se lera feilu em
favor dos negros emquanto nao so conseguir tor-
na-Ios brancos. os meus irmoos d'Africa, s
lhes censaro o cor. Anda nao mo pude acoslu-
1 mar a ella, e creio que nao o conseguuei. Nao
I porque eu julgue que os negros tem olguma cen-
sa do menos que os brancos; pelo contrario.
Ainda quando s lvessem o pelle negra, eu
julgaria que linham incontestavelmeiile olguma
cousa mais do que us, isto essa pelle negro,
que por mais que faca, nao posso considerar se-
nao como um sobretodo qualquer. Na minha opi-
niao, um negro nao pode estar nfi; e nao me
custoso pensar que nos paizes os negros con-
Iraiam poucas dividas nos lujos dos alfoiatos. Um
negro vestido, sempre mo pareceu que tinha ol-
guma cousa superflua.
O chopeo, o palctot, a grvala, a caiga, que
nao fozcm do um Europcu qualquer senaoum
individuo problemtico, farao imraedalamenle
de um negro olguma cousa de rico, e de alegro,
que repelle toda idea occulla do miseria e depri-
vagao.
Nao ser uma cousa "singular ter Deus, que
quz que todos os homens fossem irmaos, posto
entre ellcs, por cima do almas eguacs, toda a
dflTerenga que ha enlre aS duas cores, branco o
prelo f
VIII
Aqu, algumas boas olmas, cscriptoros c pol-
ticos mo alalharo e lalvez me digam que entre
nesta occasio que Margarida dirigi os
olhbs para aquelle lado do theatro : viu seu pri-
apertando a mao de uma mulher, seu primo
lhe talara, seu primo que j nao a amava,
nao a tinha .amado nunca I
oi pelo menos o que imaginou.
o vio, Pao ouvio, nao sentio mais nada.
ida pareteu-lhe refugiar-se no coragao, pou-
spcaas dar ^im grilo e cahio desraaiada.
III
a dous das ludo lagrimas era*casa de Mar-
garida. Sepultada u'um lethargo mortal, s no
lar le estremecer do pulso se lhe notam signacs
rida; nao. falla, nao houve, parece que se des-
pei e dcsle mundo.
ai e mae esli como doudos; a sua filha, a
querida e nica filha hade-lhes morrer na
da vida, quaudo comecam a t-la comsigo,a
lerem-se naquelle espelho de suas almas, a
briarem-se dos seus raeigos affagos.
o ella Ihes falta que ser dos pobres velhos,
mais podem querer da vida, que altractivos
em ter ; que ligacoes que os alfastero do so-
lara para onde Ihes acenam os annos, para un-
os convidam as tribulacoes do mundo,
lorrem de certo cora a filha. Em roda da ca-
ma da doette leem comparecido os homens cele-
bro da cirurgia e da medicina portugueza Tet-
se lebalido queslocs de diagnostico, que f uiam
a f licidade das columnas da Gazeta Medica, c
tee n-se aventurado proposcoes dignas de sessao
sol
H
loi
re
vr.
be
nh
qu
m
a
;mne na academia das sciencias.
empo e trabalho perdido. Jos de Mello, cau-
nnocenle desla desgrana, e ignorando, como
os em cosa, a origem da doenga, teo compa-
ido a lodas as conferencias mas sem dar pala-
e sem formar opiniao. O pobre do rapaz tam-
i nao pode ser senhor de si, agora que co-
bce deveras quanto quera a piima, agora,
a apella para o casamento, como para a supre-
felicidade, agora que suppoe enloquecer, se
largarida lhe fallar.
Leiiitirau-ihe as promessas daquella creanga,
os planos que fizeram ambos, as conlas que de-
taram ao futuro, e os extremos dos primeiros an-
nos. Pensa naquelle innocente amor lio puro,
lio derolo, lao seu e lao contraste com as liga-
coes epheroerase fementidas que o hariam preoc-
cupado, e em que perder lano lempo. A idea
irremediarel da perda mais Ih'a engrandece
anda.
Depois de muilo aventurar de opinies, che-
garam os facultativos a convencer-se de que
aquelle oslado proriero de uma grande commocao
nervosa, quo um pezar muilo forte reprimido lhe
lizera suspender a regularidade das funeges vi-
laes e que se por qualquer meio podesse desaba-
far aquella grande dr, a vida vollar-lhe-hia com
(ods a energa anliga.Chorasse ella, concluir a
ultima conferencia, c eslava salva.
Mas chorar como, se parece nem dar accordo de
si, se desde que cahio de cama, nao abri os
olhos nem descerrou os beicos ?
Entretanto vai o terceiro da da doenga cami-
nhando para a tarde,.e Jos de Mello,- com o co-
rogao atormentado pelo desespero, entrou no
quarto do Margarida
Presenciou uro quadro adroiravel.
A luz duvidosa da lardo entreva como a susto
por entro as corlinas cerradas da janella, para ir
espraior-3o por enlre as cortinas do leilo sobre as
roupas da cama, e na face da doenle.
Eslava formosa, como est uma mulher novae
geniil depois de poucos dias do doeuga. Tinha a
belleza especial do solTrimenlo, a aureola encan-
tadora do padecer. Os que tecm visto uma doen-
lo assim, os que ficam muito depois de a rerem
imprcssionados com a vista, podem apreciar o
que Jos de Mello soffrora ao vero prima lio bel-
la, e ao lembrar-se de que lhe morrena.
Os que nao fazem idea do quanto onha uma
mulher com alguns dias de padecimento, que me
desculpem, nio Ihe3 descrever Margarida, (al co-
mo se apresenlra ao primo. Nem me atrevo
nem o scifaier.
Jos de Mello senlio uma dr d'alma lao forte
que pensou que era aqtif lia a ultima hora de vi-
da, correu como um louco para Margarida, deu-
Ihe um beijo de fogo na testa, e innundando-lhe
o rosto de lagrimas ardentes cahio de joelhos ao
p da cama beijando as mios da docnte e solu-
cando como uma creanga. Quera que vissem o
effeiio daqucllo beijo os que nao crecm no mag-
netismo animal ; como se de uma pilha fortissi-
ma lhe applcasscni os reophoros, eslreraeccu lo-
da, e tornou a si.
Com a vista indecisa anda, espalhou olhares
indeterminados pelo quarto, roas a voz do cora-
gao allraha-a para onde estava Jos : logo quasi,
voltou os olhos para elle, vio-o, affirmou-se
bem, affastou convulsivamente os cabellos sollos
da testa, e passou os mios pelos olhos como pa-
ra se certificar se dorma ou estava accordada,
scnlou-sc do um pulo na cama, agarrou a cabeca
do primo, altrohio-a a si com forga, soltou uin
grito e cahio n'uraa borrosa convulso.
U'ahi a pouco lempo as lagrimas de Margarida
contundiam-se com as do seu spaixonado; a
doenle estava salva.
Para Jos do Mello esta scona fra uma revela-
gao, cotnprehendeu ludo, as duvidas, as suspei-
lase o grande, amor de sua prima. Operou-se
nelle tambem uma grande melamorphose. Um
me/, depois eslava casado.
Hoje o modelo dos pais de familia, e o roais
extremoso dos maridos. Nao leve ainda nem
uma hora de arrependmento, nem um instante
de saudade por aquello viver de rapaz que lhe
pareca lio cheiode altractivos.
O seu maior prazer, o divertimenlo que mais o
encanta, a companhia do sua mulher, que lhe
oaga em thesouros de lernura e de carinho, esta
profunda dedcagao. Ao mudar de vida, ao con-
rerler-se em homem serio, mudou o mundo de
parecer a seu respeito, e a sua clnica uma das
prmeiras e das mais rendosas da capital.
s rezes, como por desvario, ou como uma rc-
cordogo, Jos de Mello oppareco nos botequins,
nos buhares ou nos theatros, onde d'anlcs passa-
va a maior parte da sua vida, mas sempre de f-
gida, consultando o relogio dodez em dez minu-
tos e retirando-so improrogavclmenla s nove
horas.
Urna vez, hade harcr dous mezes, cncontrei-o,
com grando espanto meu, na caixa de um thea-
tro. Dirigi-me para elle, dizendo-lho : Ola lu
por aqu 1
E rerdade, respondeu-me, olhando a medo
roda de si, parece mal, nao parece ? Um ho-
mem casado I Quizeram trazer-me por forca,
roas vou-me ja embora, nao digas nada a minha
mulher.
n. pagam.no.
[Archivo Universal.)
O roi-ilao de cabello.
i
Em um daquelles formosos dias de primarero,
em que o co limpo denurens, a aragem sopra
lpida e branda, as aves espanejam-se coulentes
aos roios do sol o a athmosphera respira o perfu-
me das flores, passeiava como preoecupado e afa-
digado um homem no passcio publico de Lis-
boa.
Vestido com lodo o esmero e requinte, o Sr
Andr Anlunes, irajava um bello fraque cor de
pinhao, caiga rerde escura com listas amarellas,
grarata de setim prelo com piftiohas vermelhas;
agitara uma bengala de unicornc com ponteira e
castio de ouro, e media com passos apressados
as dmensoes do passcio.
Era um homem de rinle e seis annos, gordo e
nutrido, c com poueos centmetros mais de altu-
ra do que metro e meio. Cara reflonda e cheia,
nariz pequeo, bocea que parecera desmesura-
vcl, se nio fosse escondida por um extenso bgo-
de louro, tez corada e viva, olhos pequeos e de
um azul lio claro como o do co naquello da,
cabelleira annellada e longa, pousando-lhe so-
bre a gola do fraque, eis como podo imaginar o
physico do Sr. Andr Anlunes, ainda quem nio
fr dolado de mulo frtil imaginagio. Mas quan-
to ao moral?... queslao mais difficil o a que
njo me olreverei a responder.
Conlare em breves palavras a historia do meu
hroe, e d'ahi conclua, quem tiver a paciencia de
ler, o moral delle.
Aliar Anlunes nascera em Braga e seu pae li-
nho-o destinado ao negocio.
Os paes sao s vezes a causa das desgranas dos
fllhos e o pao de Andr Anlunes ia sendo a do
seu.
Errou-lho a vocagio, contrafez-lhe o genio c
obrgou-o a entrar como caixeiro em uma lojade
ferrazens.
Creanga anda, mas ja com tendencias para
othar o mundo atravs de um prisma seductor de
poesa e idealismo, nao podia sugeilar-sea ren-
Calcula-ae em 53 milhea de francos, a di-
miouigo que soffrer o rendimento das alfande-
mas, extensas de causarem medo. Ma> que fa- '
zer, se seu pae era pobre e se. de mais, assim o
tinha entendido e decretado nos seus altos e irre-
vogaveis designios?...
Nao havia remedio seno estender os pulsos s
algemas da escraridio e abater a fronte aquella
paternal sentenga.
Andr resignou-se por flm, muito philosoph-
ca e sabiamente ao seu destino, porque Andr era
fatalista, mas pioteslou logo aproretar todos os
momentos, que lhe ficassem lrres, para dar pas-
to sba illustragio e campo ao deseiivolrimcnlo
do seu genio.
Os freguezes esperaran) impacientados, mas
AnAe nao os aviava sem ler chegado ao ponto
final no perodo da novella, que lia o saboreara ;
os pesos eram mal felos, mas da sua imaginagio
nao sahia um momcmto o hroe do romance, que
tinha enlre mios; e militas vezes no meio da
somma de uma parcella, alia como a torre dos
Clrigos, Andr sorprenda-se a rabiscar o pri-
meiro quarteto de um soneto lamentoso e triste.
Nos seus escriplos qucixava-sc do perverso fa-
do, chorara a sua desditosa sina, mas a rida con-
tinuara marlyrisadora e negra.
Um dia foi chamado casa de seu pae ; encon-
trou-o deitado e presa de uma implacarel gas-
trica.
Reunindo as poucas torgas que lhe reslaram,
o velho chamou-o junto de si, apertou-o nos
bragos, imprimio-lhc na testa um sculo, hume-
decido j do fri da morle, e disse-lhe com roz
carernosa e sumida.
Andrf meu filho... sinto-mo morrer; sio
os ltimos consclhosque vou dar-lc ; attende-os
bem e nio os esquegas nunca. Filho, procura
sempre ser um homem honrado, como eu procu-
rei se-lo na vida, embora hoje morra sem ler na-
da para le deixar. No oulro mundo recebers a
paga do que liveres feto nesle... Respeta sem-
pre os leus pairos o zela os seus interesses, que
zelars os leus. Tu, Andr, (ens j dezcDore an-
nos, nio s por (auto uma creanga ; deres saber
o que le conrem. De mais, nio tens no mundo
ninguem, que te dirija e aconselhe ; dos teus p-
renles, exisle apenas te lio Ambrozio, se que o
nio vou j encontrar no co ; esse ha trnia an-
nos que parti pare o Brasil o ha cinco annos
que nio me escreve. Nio esperes portanto senio
no leu trabalho e merecimentos... Adeus, meu
filho, e Deus se amercee da minha alma.
Andr abragou frenticamente o pae, mas a
3ua organisagao sensivel e delicada nao foi supe-
rior aquella commocio ; desmaiou. Quanto vol-
tou a si eocontrou-sc deilado em uma dasso-
brelojas da casa de seu patrio : eslava orphio!...
Nos primeiros dias Andr nio fazio senio cho-
rar ; prncipou pouco a pouco a enlregar-se
leilura outra vez, mas a principio os litros, que
escolha, eram lodos tristes como elle.
^____^^^_^^____ (Contina.)
Variedades.
O Dr. Guislain, lente do phllosopha na
unirersidade de Cand, que ltimamente mor-
reu, deixou aos hospitaes daquella cidade a quan-
lia de 50,000 francos, a sua bibliotheca ao hospi-
tal modelo do alienados, construido nos subur-
bios de Bruges, e o seu busto de marmore ci-
dade de Cand.
Uma depularo de Conebra (Suissa) offere-
ceu a sir Roberto"Peel uma taca e uma carabina
para lhe testemunhar a sua gralidao pelo iole-
resse que tomara pela independencia e neulrali-
dade da Suissa.
O prmeiro barco de rapor que servio foi
construido por Fulton, em 1807, na cidade de
Nova-\ork.
if7.1A"1Pera-,riI.da R"8*ia, riura do imperador
Nicolao e irmao do rei actual da Prussia. que,
por causa de seu mo estado desaude, estabele-
ceu a sua residencia em Niza, perdeu ltimamen-
te a rista, segundo dizem alguns jornaes estran-
geiros. *
No palacio da.duqueza d'Alba, nos Campos
Elysios de Patis, esta-se fazendo grande obra
augmenlando-se-lhe uma espagosa sala de bail
e de jantar. Dz-se que se inaugurar com um
baile de costumes que a duqueza tenciona dar
imperalriz. Parece que esta ir reslida do Dia-
na, e lerar uro restido coberto de brilhantes,
para o qual, alem dos muilos que tero, propia-
mente seus, empregar os da cora, que para es-
se fim serio dcscrarados.
O general francez Deu, que foi lao grare-
menle ferido na batalha de Solferino e que sup-
portara com tanta resignagao e coragem os ter-
rireis soffrimcnlos quo o nao abandonaran; um
s momento desde o dia daquella batalha, folie-
ce u no dia 10 do crtenle em Paris. Antes de
morrer, o general pedio quo as honras militares
lhe fossem feilas pelo regiment 74." de llnha,
que elle conduza ao combate no momento em
que foi forido por uma baila ausltiaca.
O decano dos empregados de Frange, M.
Auguste Robaud, *chefe da repartidlo das conlri-
buiges directas d'adminislragio d'Aix, morreu
no 1. do abril, com 83 annos de edade. Foi um
modelo de exactidio as suas funeges, durante
66 annos de serrico. Nunca faltou sua repar-
licao hora exacta, e nunca pedio uma licenga
A sua morte tanto para os pobres, que perderam
nelle uro grande bemfeilor, como para a cidade
d'Aix, foi um aconlecimenlodo lulo publico. O
cortejo que acompanhou o fretro ultima mo-
rada era composto de loda a populagio. mis-
sa de rquiem foi assistir o proprio arcebispo
d'Aix, que anles de proceder ob3olrcao, fez era
algumas palavras cloqueles o elogio fnebre do
finado. O maire da mesma cidade pronunciou
tambem o elogio sobre a campa deste homem de
bem.
O ministerio sardo compdo-se agora de oilo
ministros, dosquaes tres piemontezes, dous bolo-
nhezes, uro modenez, um lombardo o um tosca-
no. Os tres ministros piemontezes sio ; Cavour,
Cassnis e Vagezzi ; os dous bolonhezes, Farini
Mamiani ; o modenez, o general Fanii ; o lom-
bardo, Jacini ; e o loscano, Tora maso Corsi. Es-
te ultimo foi ltimamente nomeado ministro sem
pasta, e assegura-se quo se vai crear especial-
mente pare elle um ministerio de commercio e
de agricultura.
A commissao scientifica que o governo fran-
cez mandou ltimamente Abyssinia encontrou
aquelle paiz devastado pela guerra civil, e com
perigo pode retirar-se para Aden.
O imperador d'Ausiria promulgou um de-
creto para fomentar o cultivo do tabaco na Hun-
gra, Croacia, Transilvania, Bukorica e o B-
alo.
O abbade Huc, anligo missionaro nj China
e Thibel, e mu conhecido pelas excedentes obras
que publicou relativas a este ultimo paiz, falleceu
ltimamente em Paris.
Annunci;-se para o raez de outubro prxi-
mo a inauguradlo om Liverpool da bibliotheca
publica, costeada exclusivamente por Mr. Bro-
cow depulado que foi pelo condado de Lan-
caster.
No prximo mez lera lugar a recepgio do
padre Lacordaire na academia franceza, Mr. Gur-
zot o encarregado para responder ao discurso
do novo acadmico.
No orcaraenlo da marinha franceza figura
esle anno pela primeira v*- um crdito de 13,000
francos para piscicultura matilima, isto para
a creado artificial de pescado as c' las.
KLiiher escrere de Bilk annunciando ter
descoberlo na noite de 24 do passado um plane-
ta novo da grandeza decima primeira, e formar
o numero 58 desse grupo.
Morreu no da 1 do actual o coronel inglez
Mure, aulor da historia critica do idioma e lit-
leralura da ontiga Grecia, e um dos mais sabios
e profundos philologos do seculo actual.
No mez de julho ir a rainha de Inglaterra
a Berln pare assistir ao nasciraento do sea
neto.
Na baha de Nora-York o patrio de um
baxel assassinou a Irpolacio para roubaro bar-
co. O criminoso foi preso" na ilha de Rhodcs.
No rerio prximo rai-so. empregar as
aguas do Tamisa, para as desinfectar do mo
cheiro, o perclorureto' de ferro.
0 cande Poni, presidente da commissao
para a emancpagio do servos na Russia, decla-
rou que sio falsas as noticias publicadas sobre
Nodo Covent-ser elle inimigo daquella medida, e que apezar
celebres primas- do possuir 17,000 escravos, os perder salisfeito
MOSAICO. ,
A Gazeta de Ftenno annuncia que o principe
Leopoldo da Saxonia-Coburgo-Gotha, general do
exercito austraco, solcilou e conseguio retirar-
se do servigo militar daquelle paiz.
Os lords do almirantado iaglez deram ao
museu brilannico de Londres um volume immen-
so em folio, magnficamente impresso e cncader-
nado, que conlem os relatnos originaos dos
combales navaes em que tomou parle a rainha
daquelle paiz.
As familias protestantes dos soberanos de
alguns estados allemies tecm contribuido para
reunir fundos, afim de erigir um monumento a
Lulhero era Worms, dianle da cathedral, em cu-
jas pottas cravou Lulhero a sua ihcse conlra a
groja catholca.
No dia 23 do correntc devia celebrar-se m
Inglaterra com grande pompa o anuiversario do
nascimento do celebro poela Shakspeare.
No slio que oceupou a primeira exposigio
universal do Londres vai levantar-so uma esia-
lua equestre da rainha Victoria e seu marido
No condado de Kildare, as Ierras de Mr.
Monlraorency, enconirou-se, as minas d'um cas-
tello, um esqueleto cora uma espada de punho
dourado na tnio e ao lado uma caixa que conti-
nha mocdjs do ro Joio, uma grande cruz de ru-
bia c alguns pergaroinhos. Tudo foi remullido a
Dublin e esl em poder de Mr. Walsch, aniiqua-
rio de grandes conhecimentos.
O coronel inglez Sir Thomaz Noel Harris,
que formou parle da divfsao ingle/a em Hespa-
nha e que assistio batalha de Walerloo, falle-
ceu ltimamente. Durante o mez passado 50 of-
llciaesinglezes que tomaram parte naquella bata-
lha fallecern).
Uma joven que viva prximo do Ludlovr
morreu por untar com cebo os labios crestados
pelo rento. Pouco depois de fazer esla opera-
gao, principiaram-lhe a inchar os labios e forero
augmentando por lempo d'uma semana, at que
morreu no meio de grandes soffrimeulos. Sup-
pe-so quo o cebo continha algum substancia
renenosa, proveniente da susiVdecomposigio.
Segundo diz uro jornal de Madrid estio j
fassadas as lettras sobro Londres no valor de
50 milhes de reales, para abonar o prmeiro pa-
gamento dos 400 milhes que o goveruo marro-
quino se obriga a satisfacer llespanha.
No dia 10 do correle deviam abrir-se em
Londres os lliealros de opera
(.arden estio escripluradas os
donas Nanlier Didie, Taglaico, Leva Rapazzini, e far todos os sacrificios que exija a prosperida-
Sylvia, Miolan Carvalho, Penco o Czllag. A Gri- de do imperio
reto c o branco j nio ha tonta diflerenca, e
qu 3 a respeito disso podem fallar, porque j tem
pa sado alternativamente c mais de uma vez na
su i vida, de tima a outra dessas cores.
\. isso nao posso responder, escrevem com as
di as mios c eu com uma s, quo Dous Ihes
perdoo e os faca manetos. *
IX
JE 3ndo, lalvez eu comprehendesso essa gran-
dt divisao, essa grande opposicio, esso grande
ce airaste, o negro e o branco So capricho,
capricho consideravel c daquelles quo s um
I) us podo ter; mas entre as pclles negras c as
pdles brancas, para quo lodas essas cores inter-
mediarias ?
Na verdade, fra de um pequeo fncto que me
vi ni ao espirito, nio lhe ocho nem razio nem
pielexlo.
Todos se lembram de lerem visto em Paris, nio
st i em quo atino, uma pobre familia de pilles
vi rmelhas, que um emprchendedor mostrava por
dinhero. Eu assislia um da ;i uma dessas exhi-
bios. Uma senhora, uma crioula, vcidade,
li era a phantasia de levar comsigo a filha, lin-
d menina de sele para oilo annos, afim de lhe
ir ostrar og seloagens; c fizora-so ocompanhar
da ama de sua lilha que era una negra.
Sabes, disse ella filha, para so divertir
s ni duvida com o embarago desla, sabes como
que essa gente nio brenca como tu, nem ne-
gra como Cora?
A pequea inlerpellada lcvanlou os olhos para
co, e depois do menos do um minuto de rc-
ffexao, respondeu com voz clara :
Sei, maroie.
Esle sei porque bem pouco esperovara os
pissoosque linham ouvido a pergunla o aquella
q'ic lh'a tinha feilo, foz-mo prestar aitcngao.
Pois cutio, rcplcou a mae, dizc-me :
Creio, respondeu a menina que sao verme-
1 ios, porque sao cozidos.
E como lodos Acarara boqui-aberlos a quorc-
r>m saber como semelhanle )da podera entrar
naquella cabecinha, a boa ama, abrndo uma
lirga bocea que com um soniso do bom humor
mostrava dos oidcns de denles milagrosamente
alvos, disso :
A menina Mara viohojo de manhaa quan-
eose cozinhou a lagMo quo meu sonliortiQux.e
(o Havre.
A lagosto que entrara preta, n'agua fervendo,
nccossariamenle liuha sahido vermelho. A linda
Araerieanazinha tinha concluido quo os pellos
vermelhas nao eram outra cousa senio negros
cozidos.
Talvez livesse razio.
_ Se osla pequeo recordugio esclarece a ques-
lao dos pclles vermelhas, convenho quo tem o
defeito de deixar obscura a dos pellos negras, c
nio lhe fazer darnenhum passo para dianle.
XI
A negra que cu tinha nos bragos era ir.conlcs-
tavelmente uma linda negra ; mas cu goslo ex-
tremamente da Venus de Milo, c devo dizer que,
parlindo desse typo de bolleza nio me era pos-
"' parlilhor a esse respeito a opiniao que o
conductor pareca ter emiltido quando disso : Nio
feio.
E dahi, lalvez cu esteja em erro. A lesla da
negra era eslreita, os labios grossos, os cabellos
cncarnpinhodos como os de uma inadono do Cor-
regio que tivesse sofftido muilos incendios, as fa-
ces redondas e luientes, o nariz pareceu-rao pe-
queo, c verdade, mas alm de ser um pouco
largo, tinha as narinas prodigiosamente borlas.
Eu bem sei que os bragos que ella trazia ns,
eram muilo bonitos, que a cintura era fina dse
poder rodear com uro giiaroanapo, c que incliua-
va-se sobre o rebordo do carro como um canigo.
Mas o que querem, o pteconceilo raujlo ; esse
inventaro quo fiz nio pudo vencc-lo.
- E nem projudicou l'leurelte.
Como quer que seja, e muilo felizmente, ma-
demoiselie Zoassim me disse o conductor que
se chamara olla.Madcmoisolle Zo, nao eslava
nem mora nem ferida. O arlivre roaniniou-o, e
vi-a em pouco abrir dous olhos soberbos, dous
diamantes prclos, que junlavam ao brilho uma
ceila dogura e inlolligcncia. O prmeiro movi-
mento que fez foi levar a mi oo coraroo; ah
achou no pona dc'um cordiozinho tima pequea
medalha que beijou mulo lincemente, e depois
fe/, o signal da cruz para agradecer a Deus ter
escapado de um perigo que podia ser grande.
Nonhiini de nos, nem mesmo o podre, tinha feilo
lano ; e por isso flqiici muilo rommovido quan-
do a pobre rapariga agradoecu-me o trabalho quo
bem vira ter eu tomado por causa della. F-lo
com muita modestia, o em lio ba linguagero,
que fiquei admiradissimo. Esse fraucez branco,
si cantar s doze nuiles. Os cantores desla
companhia sao : Mario, Luchesi, Neri-Baraldi,
Gardoni, Tamberlick, Roncoui, Rossi, Zolgor ,'
Graziani, Taure e seis mais. O corpo do baile
brilhante.
No theatro de Haymarket canlarao as primas-
donnas Mara Brunetti, Alboni, Cabel, Tlicns e
algumas outras, c os artistas Belart, Mongini,
Corsi, Ginglui, Ciampi, Aldighieri e cinco mais.
No dio 7 falleceu em Madrid a marqueza do
Castellanos, irmia do duque de branles.
Lord Saint Germain fo nomeado pata acora-
panhar o principe de Gales na sua viagero ao Ca-
nad.
O general Garibaldi declaro'), por meio da
imprensa de Turin, que apocripha o proclamo-
gao que debaixo do seu nomo publicaran) lti-
mamente alguns jornaes, dirigida ao povo ita-
liano.
Diz-se em Londres quo o governo vai apre-
senlar um projeclo de le para abolir os direi-
los de transito cm todos os caminhos do Reino-
Unido.
esse francez puro, sahindo. desse rosto negro, mo
causou uma verdadeira admiragio. Teriatn as
palavras uma cor?
Os laes soldados da rotunda estavam dormin-
do. Os pobres diabos dormiam sobre a sua tris-
teza. Bem que parecessem fortes como Turcos,
o conselho de revisao, pouco favoravcl Alsacia
naquelle auno, disso-me o conductor que nio os
achara aptos para o servigo, o vollavam palria
uns lodos envergonIndos, outros, que linham es-
perado resgatar um irmio ou o campo da familia
fe quantos se linham vendido com esse fim IJ un-
iros com verdadeira pena. 0 carro era para el-
les uma boa cama ondo dcscnngovam todas as
suas miserias, c nao se Ihes dava sabir delle. To-
dava docidiram-se. O conductor contou-os como
tinha feilo tengio, c quando vio que nio faltava
nenhum chamada, que ninguem tinha morrillo,
que o corro nio tinha nenhuma fractura essen-
cial, loruou primitiva serenidade.
Falleceu era Ceuta, tres das depois de che-
gar de Tetuan.D. Francisco Sanches do Arco, dis-
lincto e anligo jornalista, ex-deputado s corles,
c director do Constitucional de Cadix. Encarre-
gou-se da diregio d'este jornal o erudito escrip-
lor D. Adolpho do Castro, governador que foi de
iluelva, com o phlanlropico fim de occorrer com
o rendimento do roesmo jornal numerosa fa-
milia do finado.
O Sr. Siqueira professor de archileclura na
ac Jimia das bellas artes e Lisboa, vi publicar
um tratado geral da sua arle, em dous volumes.
Deve ser uma obra recommendarel pelo assump-
to e pela competencia de seu autor.
O governo francez ordenen ltimamente
commissao do caminho de ferro do Mediterr-
neo que comerasse, no mais breve prazo, os tra-
balhos do caminho de ferro de Toulon a Niza.
Para se completar o tragado desle caminho eram
esperados em Niza alguns engenheiros o conduc-
tores do trabalhos.
[Commercio do Porto.)
um o
gado.
nosso charuto, o partimos a trote ras-
XII
E' uma boa demore quo vamos ter, disse
ello; mas nio seria nada se um dos senhores
quizessem montar cavollo : em uma hora chc-
goria em Saint-Disier, o d'ahi mandor-mo-hia
gente para me njudara levantar o carro.
Prsenle l disse o meu vizinho ; em nego-
cios de cavallos, son eu grande.
Disso-me nesso occasio que era capilio de ca-
vnltaria, qiic4inha onze companhos a cruz de
honra e quatro feridas. umi das quaes, a ultima,
sem sor tima enfonnidade, premaioramente o ti-
nha obrigodo o aceitar a baixa. Alm disso ora
official de fortuna, polo que tinha orgulho, e co-
libalario, eclibatario al a morle, segundo me
disse.
Ia a Strasburgo para viver dos seus rendimen-
los. Era de lodas as guarsiigcs a quo lhe deix-
ra melhores recordages.
O conductor, -cm vez do um cavallo Irouxc
dous.
Pensei, disso elle, que o senhor nao deixa-
ria o sou vizinho partir s.
Boa idea, respondeu o capilao. Se monta
lio bem ovollo como trepou as minhas cos-
tas, venha comigo, vizinho, vamos do sucia;
alen) disso o quo flearia aqui fazendo duas horas
nesla estrada ?
Ere justa a reflexao do capito. Aceilei o sen
offoreciincnlo, cneorapile-me no prmeiro ca-
vallo, elle mouAau no segundo, acce&dcmos cada

O charolo era excollonte e o cavallo- tinha o
passo melhor do que eu esperava. Se o lempo
nao era de ouro, pelo menos era de prala ; o la.
estava muilo bonita.
Trotando pcls estrada fora, o meu ponsamealo
reportoo-see porque nio ? seria melhor qie
pensasse no gotdanchudo padre e no seu relo-
gio?o meu pensaracnlo rcporlou-sc negra do
interior.
Como diabo se achara assim a pobre rapariga
sozinha na estrada de Strasburgo? dizia eu co-
migo. Que acontecimenlo arrancou-o ao seo sollo
para lraae-la s nnssas novos? Nao seria ella
mais feliz nos suas saranas, cora negros- seus
egnaes ? Que medo deve ler Peris, que a Ierra
om que sem duvida se tem menos habik de ser
negro?
Houve apenas uma cria$eo, eonlinuara, eu nos
meus pensamentos. E' um artigo de 16. Mas en-
lio deque cor oram Adi e Eva?
Se oram brancos. porque razio ha negros ; por-
que razio somos bronces?
Dar-se-ha acoso que lenhamos embranquecid?
e que os negros loniam-so lomado assim ?
Mas se se pode ficar prelo, tambem se podofi-
ror branco, como eolio quo" familias de negros
irazidas Europa ha soclos tenham conservado
obstinadamente a sua cor?
Ou lerao os homens brotado como as axvores ;
aqui broncos, alli pretos, o roais longo- verme-
lhos ?
A relgiao respondo que nao, a scicncia hesita,
a phtloAiphio nio respondo cousa nenhuma.
Quantos mysleiios era que o espirito so perde !
Em summo, disse o capilao, cujas ideas li-
nham sem duvida acompanhado as minhas re-
porlando-sc i diligencia, em summa, ha sempro
mais differenga entro um pedago d'asno e um
homem de espirito do que ontre um negro e nm
branco, e eu nunca quebrei a cabeca cm procu-
rar a razio disso.
Esta concliisao pareceu-rao commoda, e poz.
flm s minhas reflexcs.
[Continuar-se-ha.)
' i t I I n>
PERN. TYP. DE M. F. DE FARU. 186G


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