Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09069


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Full Text
:_____-

1110 IIXVI. KDMEflO US
Por tres mezes adiantados 5JOO0.
Por tres nezes vencidos 6000.
TEBCA FEIRA 22 DE IA10 DE 186 .
Por anno adiantado .9$0&e.
Porte frauco para o subscritor,* '
HA Ni
E.VCAaREG ADOS DA SL'BSCRirCAO" DO NORTE.
Tarahiba, o Sr. Antonio Alexandrino de Lima;
Nalal o Sr. Antonio Marques da Silva; Aracaty, o
Sr. A. de Lemos Braga; Cera, o Sr. J.Jos de Oli-
veira; Maranho, o Sr. Manoel Jos Marlins Ribei-
ro Guimares; Piauhy, o Sr. Joao Fernandes de
Moracs Jnior; Par, o Sr. Justino J. Hamos;
Amazonas, o Sr. Jeronymo da Costa.
PARTIDA DOS COltilfclUS.
Olinda todos os das as 9 1/2 horas do da.
Iguarjss, Goiaana e Paralaba as segundas
e sextas feiras.
S. Anto, Bezerros, Bonito, Caruar, Allinhoe
Garanhuns nas" tercas feiras.
Pao d'Alho, Nazarelh, Limoeiro, Brcjo, Pes-
queira, lngnzeira, Flores. Villa Bella. Boa-Vista,
Oricury e Ex as quartas-feiras.
Cabo, Serinhiem, Rio Formoso.Una. Barreiros.
Agua Prela, Piraenteiras c Natal quintas feiras.
(Todos oscorreiospartem as 10 horas da manha.
EPHEMERIDES DO MEZ DE MAIO.
5 t'i cheia as 4 horas e 42 minutos da manha.
H O jarlo mingante as 4 horas e 57 minutos
d i larde.
20 Lia nova as 4 horas e 27 minutos da tarde.
27 Of arlo crescente as 5 horas e 45 minutos da
larde.
PREAMAR DEHOJE.
Prim ir3 as 6 horas e 54 minutos da manha.
Segu ido as 7 horas e 18 minutos da tarde
PARTE OFFICIaL
ADINECIAS DOS TRIBUNAES DA CAPITAL.
Tribunal docommercio: segundas e quintas.
Relago : tercas feiras e sabbados.
Fazcnda: tercas, quintas e sabbados as 10 horas.
Juizo do commercio : quintas ao meio dia.
Dito de orphos: tercas e sextas as 10 horas.
Primeirs vara do civil: tercas c sextas ao meio dia
Segunda vara do civil; quartas e sabbados ao
meio dia.
Governo da Provincia.
EmHim do di* 19 he maio
Offlcio ao Exm. general commandante das ar-
mas.Fago apresentar a V Exc. para seren
inspeccionados os mrulas Firmiuo Jos do3
Santos e Jos Dias.Communicou-se ao chefe do
polica.
Dito ao mesmo.De conformidade rom a in-
formacao qne cm 18 do corrente. sob n. 561,
minislrou V. Exc. acerca do rcquerimenlo do
soldado addido ao dcimo balalhao de infanlaria
Jos Joaquim Lucas, 510 lo V. Exc. expedir as
suasordens ^ara ser elle considerado effeclivo
oaqnelle batalhao.
[)ilo ao Exm visconde da Boa-Vista.Pelo of-
icio que V. Exc. me dirigi em 16 do corrente,
flquei inteirado de haver V. Exc. passado o cora-
mando superior da guarda nacional deslo muni-
cipio ao coronel Domingos Alfonso Ncry Fer-
reira.Communicou-se a thesouraria de fazenda.
Diio ao inspector da thesouraria do telenda.
Mande V. S. pagar a Simplicio Jos de Mello, es-
tando nos termos os documentos juntos, a im-
portancia dos vencimentos relativos ao mez de
abril uliimo dos guardas nacionaes destacados na
villa do Brojo, conforme requisilou o respec-
tivo commandante superior interino cm offl-
cio de 6 do corrente- Communicou-se a
este.
Dito ao mesmo.Transmiti por copia a V.
S., para os convenientes assenlamenios, a lili-
ceo de dous tambores engajados no 1." de abril
prximo (indo para o segundo balalhao da guarda
nacional deste municipio.Communicou-so ao
commandante superior do Recite.
Dito ao mesmo.Inteirado do conteudo doscu
offlcio de hontera, sob n. 510, tenho a dizer que,
vista do exposlo no citado offlcio. deve V. S.
mandar sobr'eslar no pagamento da gralificago
do capitao secretario geral do commando supe-
rior da guarda nacional desta capital.Officiou-
se ao commandante superior do Recite, dando
sciencia desta ordem.
Dito ao mesmo.Estando nos torraos legaes
os documentos junios, mande V. S. pagar a An-
tonio Goncalves de Azevedo, conforme rcqiiisi-
tou o commandante superior interino da guarda
nacional de Flores, a importancia dos vencimen-
tos, relativos os mezes de fovereiro e marco
deste atino, dos guardas nacionaes destacados Tm
Villa-Bella.Communicou-se ao respectivo com-
mandante superior.
Dito ao mesmo.Visto que, segundo consta
de sua informacao de honlem, sob n. 511, nao ha
inconveniente algum no pagamento que pede
Jos Joaquim Jorge da quantia do 8:800$ ris.
entregue ao almoxarife do presidio de Fernando
por Francisco de Paula Tiburcio Ferreira, auto-
riso a V. S. a mandar effeclnar esse paga-
mento.Communicou-se ao commandante do
presidio.
Dito ao commandante de polica.Pode V. S.,
do conformidad cora a sua informacao de 18 do
corrente, sob ti. 194, mandar dar baixa ao sol-
dado do corpo sob seu commando Jos Flix Ro-
drigues.
Dito ao inspector da thesouraria provincial
A' visla do competente certificado, mande V. S.
pagar a John Donnelly a quantia de 8I63OOO rs.
que, segundo o requeriracnlo juntse Ihe esl a
dever de pedras que fornecen para o calamento
desta cidado.Communicou-se ao director das
obras publicas.
Dilo ao capillo do porlo.Faco apresentar a
Vmc, para serem inspeccionados, os reerutas
Tiburtino Cyriaco, e Jos Joaquim dos Santos.
Communicou-se ao chefe de polica.
Dito ao director do arsenal de guerra.Haja
Vmc. de dar as providencias necessarias, am
de que seja transportado para o presidio de Fer-
nando no bngue Santa fosa un caixao conten-
do artigos de fardamenlo para as pracas do quar-
to balalhao de arlilharia a p all destacado, o
qual Ihe ser npresonlado por parte do comman-
dante das armas.
Dilo cmara municipal do Rio Formoso
Altendendo decses do governo imperial, e ao
resultado do exame a que por ordem desta pre-
sidencia procedeu o juiz municipal, supplenle do
Rio Formoso acerca da eleigo do vereadores e
juizes de paz feita no anno de 1856 as paro-
linas do Barreiros e Agua-Preta ; tenho a dizer
cmara municipal do Rio Formoso que sao
improcedentes as razoes allegadas em seu offlcio
de 10 de fevereiro uliimo para deixar de cumprir
o que lhe Tora determinado por esta presidencia
em offlcio de 30 de agosto do anno passado Acer-
ca daquellas eleiges, porquanto nem a filia de
seis votos que seenconlrou uo resultado da elei-
cao de vereadores pode aunullar a mestna elei-
go ; aviso de 20 de marco de 1849 l., ora
procedem as irregularidades, que diz a cmara
ter encontrado na eleigo de Agua-Prcle, que
acerca do dia em que Uvera lugar os trabalhos
eleitoraes e iolerrupco dos mesmos trabalhos
no cm que se fizerar a primoira e segunda cha-
das dos votantes ; quor acerca do fado de ter
sido presidida a eleigo pelo juiz de paz Anto-
nio Polycarpo Ciliado, avisos de 9 de setem-
bro de 1H48 e de 13 de abril de 1849 ; sendo
que, Analmente, nenhurna applicago pode ter
s eleices em questao o parecer da cmara dos
Srs. deputados, que annullou a dos elcilores de
Agua-Preta.
Determino, pois, cmara municipal do Rio
Formoso que proceda com urgencia apuracao
dos vereadores c juizes de paz eleilos nas paro-
chias de Barreiros e Agua Prela, nao so pela in-
declinavel necessidade que ha de entrarem aquel-
Jes fanceionaiios em exercicio, como porque
mesma cmara nao compete moralisar o resulta-
do de scmelhanles eleices como se declarou em
aviso de 3 de fevereiro de 1849.
Dito ao juiz municipal em exercicio no termo
do Sernhaem.Convmque s execugo que por
esse julzo encaminha Gabriel Antonio contra Ber-
nardo Jos Arantes, o em que embargante 3o o
bacharel Ignacio Joaquim de Souza Lco, siga os
seus devidos termos com a breviJade reclamada
pola boa adrainistrago da justica. O que muito
e muito lhe recommondo, assim como que com-
muoique a esta presidencia ludo quanlo res-
peito occorror.
Dito ao airector interino das obras publicas.
Para que eu possa resolver acerca do seu offlcio
de 16 do corrente mez, sob n. 164, faz-se pre-
ciso quo Vmc. informe em quanlo podero im-
portar os concerlos de quo precisa o theatro de
Santa Isabel.
ggi'orlaria.O presidente da-provincia atienden-
do ao que propoz o director da colonia militar de
Pimcnleiras em offlcio de 12 do correnle, resolve
jiomenr o ex-sargento Francisco Eduardo Renja-
mim para exercer as funecocs de escrivo da
mesraa colonia, percebeudo nao so os venci-
mentos que competom aos primeiros sargentos do
xercito, mas tambora a gratificado mcnsal de
dez mil ris, nos lormos do art. 18 do recula-
mente de 9 do maio do 1850. Fizoram-so as
comniunicaces precisas.
Dita.O presidonte da provincia atlendendo ao
que requoreu Jos Luiz Rodrigues Franca, guar-
da da segunda classe da alfaodoga desta provin-
cia, resolve conceder-lho licenca sem vencimen-
3o do decreto n. 247 de 15 de novembro de 1842.
Dita.O presidonte da provincia, conforman-
do-so com a proposla do chefe de polica de 18
do correnle, sob n. 699, resolve exonerar a Ho-
norato Honorio Riboiro Granja do cargo do, pri-
meiro supplenCc do delegado de polica do ter-
mo de Caurob. Communicou-se ao chefe de
oolicia.
Dila.O presidente da provincia conformndo-
se com a proposta do chefe do polica de 16 do
corrente, sob n. 695, rwelve nomear a Antonio
Gcraldo do Carvalho para o cargo de subdelegado
de polica do districto do Granito. Communicou-
se ao chefe de polica.
Dita.O Sr. agente da companha brasleira
de paquetes a vapor mande dar transporte para
a provincia da Baha, por conta do minislerio da
guerra, no vapor que se espera do norte, ao
desertor do 2o balalh.io.do infanlaria Manoel Go-
mes de Oliveira. Communicou-so ao general
commandante das armas.
Dita.O Sr. agente da companha Pernambu-
cana mando dar transporte para as Alngoas, no
vapor Persinunga ao soldado Manoel Perera de
Souza, camarada do alteres Antonio Jos Ribeirn,
que Sggue no mesmo vapor, devendo esta passa-
gem,Tas de que trata aportara do 16 do cor-
rete semm pastas por conta do ministerio da
goerra.
DAS DA SEMANA.
21 Sgu-nda. S. Marcos b. m.; S. Theoporapo n.
22 Terca. S. Rita de Cassia viuva; S. Quitera.
23 Odiarla S. Bazilio are. ; S. Deziderro b. m.
24 Quinto. Ss. Afra, Pelagia eSuzana mm.
25 Sexta. S\ Gregorio VII p.;S. Mara Magdalena.
"6 Sabbado. S. Felippe Nery fundador.
27 Domingo. Pascoa do Espirito Santo; S. Joao
C0IHAHD0 DAS ARMAS.
y artel general do counnimlo das
armas em Peruambuco, 18 de
maio de iHt.ll.
ORDEM DO DIA N. 401.
O tenento general commandante das armas
faz publico para conhecitnento da guarnirlo, e
devdo effeilo. o aviso circular do ministerio da
.guerra de 30 de abril prximo rindo, rovogando
o de 15 de abril do anno passado, acerca das gra-
liflcacocs a olflciaes que commandam mais d-
urna companha.
Faz igualmente publico, quo do conformidade
com as ordens da presidencia commutiicadas em
offlcio de H, nomeou no da 14, ludo deste mez,
o Sr. Iferes do 10 batalhao de infanlaria Anto-
nio Jos Ribeiro para command.ir interinamente
a segunda cmnpanhia do pedestres do termo de
Tacarat, em subsliluicao ao respectivo comman-
danle, o Sr. alferes Luiz Antonio Ferraz Jnior,
que tem de responder em conselho de investiga-
go nesla capital por abusos comruetlidos no re-
ferido commando.
Circular.Rio do Janeiro.Ministerio dos ne-
gocios da guerra, em 30 de abril de 186. Illm.
e Exm, Sr. Picando revogado o aviso circular
daladode 15 de abril do auno Ando, que manda
abonar para Jespeza de escripluraco no offlcial
commandante de mais de urna companha, grali-
cacoes correspondentes ao numero de companhias
que estiver commandando, declaro a Y. Exc. pa-
ra o fazer constar quo essas despezas serao pa-
gas pela thesouraria do fazenda, vista das coti-
las documentadas c rubricadas pelos rom mandan-
tes das armas, 00 se nao houvor, pelo assistente
do ojudanle do exercito, devendo portn exceder
a importancia das respectivas gratificados das
companhias que cstivercm sob o commando dcs-
se offlcial.
Deus guarde a V. Exc. Sebastian do Rogo
Barros.Sr. presidente da provincia de l'crnam-
b uro.
Assignado. Bardo da Victoria.
Conforme. Pedro Gomes de Oliveira, alferes
ajudante de ordens.
le 40 governo Ue Geuebra pelo vicecnsul de
Franca.
Sonbe-se depois que a 4 dejfeverciro o gover-
'" ncez se linha absolutamente manifestado
no f.t
vindicar ess.Hronteira que lhe lorna possivol urna
defeca seria da parte occidental do seu territorio,
sem a qual (Icaria a sua neutralidade forte e dia-
riamente ameacada.
nos r..esmos termos com o ministro inglez, e que I Pela sua posicao geographica as provincias de
poucnsdias depois dirigir urna deelaraco no que se trata correpondem evidentemente Suis-
mesn.o sentido ao governo sardo por via da em-isa e nao Franca.
banca la franceza em Londres. As montanhas nao teem nenhuma vertenle que
fist, 3 tactos eratn sulflciontes para iranquilli- alcances Fianca, por isso quo pelo contrario
Mr o conselho federal; para ocaso de se nao po- csses dislrictosformam a conlinuaco natural dos
so' quo, pensava que se mante- canioes de Vaud, Valais e.Genebra, e assenta o
ENCARREGADOS DA SDBSeWPpO NO SUL.
Alagoas, o Sr. Claudino FacS Dra; Babia *
Sr. Jos Marlins Alves; RU. Joao Pereira Martrns-.
EM FER.NAMBUCO-.
O proprielario do biahio Manoel Figueireaj d
Faria.nasua livraria prara da Independeneia.
6 e 8.
. pensava que
nam de preferencia a qualquer raudanraL os di-
reilos e os inleresses da Suissa, e quo o -esulla-
do se ia em seguida confirmado e garantido pe-
las patencias. Era lodo o caso, diligenejiou ob-
teras mais exactas seurancas e por scripto,
mas sem mostrar inquielaca'o. Mas qual nao foi
a sua admiracao e a sua sorpreza quando notou
nas p-oclamaeos dos governadores de Annecy
o de ilharabry do 8 e de 10 de marco, que os
povos di Saboia cram chamados a pronunciarera-
se nicamente sobre o ponto dn saber se queriam
contit uar a pertencer Sardenha 011 ser annexados
i Fra ica, e que estes importamos documentos
nao f; zem raeneo algumn di Suissa e dos seus
direilos solemnemente reconhecidos sobre as
prov icias neulralisadas,
Oonselho federal nao podia aceitar em silen-
cio uin semelhauto procedimento. Faltara gr-
veme ite aos inleresses do paizque lhe d'stao con-
fiados, se nao tivesse protestado solemnemente
contra esla maneira de proceder. Em 12 de..
warc(! foram os representantes da Suisss era Pa- i unida.
ns e ;m Turin, encarregados do fazer observar j Mas se se prescindir deste ponto do vista, e se
aos governos de Franca e da Sardenha que, se a ; se familiarisar outro com a idea de unir a sua
baboi.i era assumpto de ura ajusto, nao se podia sorle para o futuro com outra potencia, j enlao
duixai do ouvir a Suissa, eque os tratados re-1 carece de importancia estaobjeccao ao desmera-
conhecidos ate estes ltimos lempos por todas'bramento.
as potencias interessadas da Europa, eslabelcciam O territorio que forma actualmente o ducado da
entre a confederacao e a Sardenha as mais inti- Saboya, teve, como todos os estados da idade
mas retacos, precisamente no quo diz rcspeilo media, urna origem humilde ; s pouco a pouco
ab..ia, que na actualidade se traa do ceder, por conquistase successoes, que chegou ao
seu limite natural pelo lado do Oriente, nas mon-
tanhas que separam a Saboya da Suissa, e pela
parle meridional nas -ordilheiras dos Alpes, que
separara a parle do sul da Saboya do norte des-
te ducado,
O conhecimento-e a conservaQao'desta maneira
tambera urna necessidade internacional, porque
se as provinciasseplentrionaes da Saboya nao es-
lo ligadas sorle da Suissa, a importante passa-
gem do Simpln, e a do grande S. Bernardo, as-
sim como os cantes *e Vaud eGencbra cstarao
constantemente ameacados.
Quando menos se procura a annexaco de toda
a Saboya u Franca, parece existir um "motivo nas
circumslancias de que contrario ao senliraento
nacional, desmembrar ura paiz que, durante urna
longa serie de annos, formou um todo e possue
urna historia to rica,
Estas considerarles depiedade teem certamen-
te o seu valor quando se traa do separar a Sa-
boya de urna dynastia a que ha j seculos esl
EXTERIOR.
Despacho da Suissa s potencias signatarias dos
tratados de 1815, contra a annexaco da Sa-
boya.
Berna, 19 de marco de 1860.
Quando no principio do anno passado a paz da
Europa pareca seriamente amparada, e as hos-
tilidades estavam a ponto de rebentar na Italia
superior, o conselho federal suisso vio-se obri-
gado a expor com toda a franqueza de grandes
potencias a atlitude que no caso de guerra, a
confederado se propunha lomar a respeilo das
provincias saboyannas, comprehendidas na neu-
tralidade suissa, piovincias sobre as quacs a
Suissa tem direilos importantes, fundados nos
tratados europeo^ e nas estipulacoes do 29 de
mirco, 9 de junho, e 20 de novembro de 1815.
Nas re. conselho federal de 14 de marco de 1859, as gran-
des potencias apreciaran) plenamente o ponto de
vista em que a Suissa ento se collocava
BDepois de concluida a guerra, e assignada a
paz de Zurich, o conselho federal julgou dever
chamar de novo a attenco das grandes poten-
cias sobre as relacoes existentes entre a Suissa o
as provincias neulralisadas da Saboia. Naquclla
poca tinha-se em perspectiva a reunio de um
congresso que seiia encarregado de regular os
negocios da Italia, tomando por base os preli-
minares de Villa franca, onde seencontra (orrau-
lada a idea de urna federaco italiana
Na nota de 18 de novembro de 1859, o conse-
lh) federal emitlio a opiniao de quo urna vez
que nos lipstes das poloncias se toca va nas re-
tacos internacionaes da Suissa, nao poleria
nogar-se o admitlir que a confederacao tomas-
se parle. Alera disso, ter-se-hia commetlido
um ataque 6 posico internacional da Suissa,
com a formacio de urna confederarlo italiana,
entrando nessa confederacao a Sardenha com as
partes da Saboia omprehendidas na neutralida-
de suissa. Por estes motivos pedia a Suissa s
potencias para ser admittida s deliberaces do
congresso, por isso que oslas teriam por fim as
as su as relacoes cora o territorio saboiano neu-
tralisado.
Sabe-so que este congresso ficou em projoclo,
e que desde o principio do corrente anno se dis-
cute a idea de modificar o conjuncto dos Estados
da Italia Central.
A cessao da Saboia Franca era urna idea em
mmediala connexaco com a concepeo de um
grande Estado italiano formado pela annexaco
dos ducados no reino daSafdenha. Esta idea ad-
quiri urna importancia positiva pelo discurso
do throno que S. M. o Imperador dos Francezes
pronunciou no Io deste mez, na occasio da aber
(ura da sessao das cmaras francezas.
Declarou all em termos nada equvocos que
em presenta da transformarlo da Italia septen-
trional, que deu em resultado entregar a nra po-
deroso Estado a posse de todas as passagons dos
Alpes, foi do dever da Franca revindicar para
seg ranga das suas fronteiras, as varenles fran-
cezas das montanhas. O ministro dos negocios
estrangeiros tinha-se explicado no mesmo sen-
tido em urna nota que dirigi em 24 de fevoreiro
ao representante do Franca em Turin. Nosla
comraunicacao fazia o governo francez tambera
entender que, se o todo ou parto dos Estados da
Italia Central fossem annexados Sardenha, a
posso da Saboia. via a ser urna necessidade pa-
ra seguranca das fronteiras francezas. O minis-
tro tinha a tSeuevolencia de acrescentar que os
inleresses da Suissa, que a Franca desejava, co-
mo sempre, tomar em consideraco, devismfloar
a coberto. Nesta sittiacao o conselho federal nao
podia por mais lempo guardar urna espectativa
indelTerenie ; no caso dse eflecluar a annexa-
co da Saboia era do seu dever conhecer as in-
tenedes das potencias iramediatamenie interes-
sadas nas provincias neulralisadas.
Cora esle proposito, fez as indicacoesneccssa-
rias, e em presonca das palavras Iraoquillisado-
ras da Franga (ez-lhe saber que a questao da
cessao da Saboia Franca nao eslava anda em
ajuste ; mas que nesla evenlualidade, as provin-
cias de Chamblais e de Fancigny seriara cedidas a
Suissa. Estas segurangas foram dadas de viva
voz no principio de fevereiro, ii pelo encarrega-
do de negocios de Franca em Berna, j por S.
Exc. o ministro dos negocios estrangeiros co mi-
nistro suisso em Paria. Na mesma poca foi di-
rigida urna communicacao anloga ao presidente
A Suissa julga pois, ter o direito do pedir qne a
cessao das provincias neulralisadas, so realmen-
te, o 1 uti quo insustentavel, nao se cffectue
senotcora o seu concurso como parte mais prin-
cipal, ie que nao pode ter lugar sem o seu con-
sentimiento.
A Suissa espera portanto. relativamente a es-
tas pnvincias, decl'aragoes positivas que a tran-
qui.llisem, e affastem tola a inquietaco quanlo
ao recinhecimonto dos seus direilos."
Os representantes da Suissa foram alera disso
cncariegados de protestar contra o methodo de
votagi o annunciando pelos governadores, o de
pedir iue antes da votacao haja um accordo com
a Suissa, porque, se nao 3e satisflzer a este de-
sojo da confederago. se veria esla obrigada a
invocar a intervenco dos Estados que- servirara
de ga'ante aos tratados europeos. Esta notitica-
co f ?z-se sem que se oblivesse at agora urna
respo la satisfaloria. Comquaulo a Suissa conde
anda completamente nas segurangas que lhe
foram dadas no principio de fevereiro, iulga.com-
tudo, que na situago actual, c em isla ao que
succete na Saboia, tem o dever e o dlreilo de
recial lar esta deelaraco,* a nica que poder
lranqnillisa-la pelo que toca aos inleresses que
tem defender.
A bise jurdica das prelenges da Suissa tao
conhecda, e tem sido discutida debaixo de lo
diversos pontos de vista, que o conselho federal
julga poder referir-se, quanlo a islo, s suas an-
terior ,\s notas, e especialmente memoria anne-
xa sua circular de 18 de novemb/o de 1859.
memoria em que tratava a questao a fundo, e
da m;'ncira mais completa. Julga pois poder li-
mitar-se a insistir em algum dos mais importan-
tes p>nte*s.
No.tratado de paz concluido em 1564 entre
Berne e Saboia debaixo da mediaco dos estados
confe lerados, e quo foi garantido pela Franga e
Hesp nha, enconira-se urna clausula concebida
oeste1, termos :
a > enhorna das parles contratantes poder des-
ligar-ie por venda, troca, ou de qualiuer outra
maneira, das cidades, fortalezas, paiz ou subdi-
tos, a outro principe, senhor, cidade, naiz ou
coran una qualquer, afltn de que cada urna das
parle: contratantes preserve a outra de qualquer
visinl o esirangeiro, importuno e oneroso, e que
cada ima permanega intacta.
Est t clausula do> tratado de paz de 1564 foi
conlirmidaao mesmo lempo que os de mais tra-
tados pelo art. 23 do de Turin de 16 de margo
de 1816. V
O instrumento em virtude do qual S. M. el-rei
da Sardenha consentio n'uma cessao de territorio
a fave r de Geuebra, coniem a seguinte disposigo,
garan .ida pelas altas potencias a 28 de margo de
Cue a3 provincias de Chamblais e de Faucig
ni e lodo o. territorio ao norte do Ugine perten-
cendo a S. M. formassera parte da neutralidade
suisss, garantida por todas as potencias, isto .
que 3 wnpre que as potencias visinhas Suissa se
encontrassemem hostilidade aberta ou imminen-
te, as tropas de S. M. el-rei da Sardenha que se
achasiem nas ditas provincias, so relirariam e
podertam para esse fim passar por Valais, se isto
chegasse a ser necessario : que nenhuma outra
forga armada de qualquer oulra potencia poderia
estacionar-se, nem estabelecer-se all, salvo as
que ., 1 confederago suissa julgasse a proposito
siluai nesse ponto ; bem entendido que esle es-
tado le cousas nao prejudicaria emcousa alguma
a ad ninistraco daquellas provincias, onde os
agentas civs de S. M. el-rei poderiam empregar
tambora a guarda municipal para a conservaco
da orlora.a
Esti disposigo foi formalmente confirmada
pelo nrligo 92 do acto do congresso do Vionna.
P01; ultimo a declarago expedida e assignada
em P iris a 20 de novembro de 1815, annuncia-se
como se segu :
As potencias reconhecem e garantera igual-
mente a neutralidade dos pontos da Saboya de-
signadlos pelo acto do congresso de Vienna de 29
de m irgo de 1815, e pelo tratado do Pars desse
mesa o dia, como devendo gozar da neutralidade
suissa como se pertencessem a esta.
As potencias signatarias da declarago de 29
de m irgo reconhecem autnticamente pela pre-
sente acia que a neutralidade e a inviolabilidade
da Suissa e a independencia de toda a influencia
eslra igeira, eslo nos verdadeiros inleresses de
loda Europa.
O (jensameoto quo guiou as altas potencias nos-
tas etilipulages evidente este : a neutralidade
e a independencia da Suissa urna condico da
seguumga geral europea, e assim de proteger
tantofquanlo seja possivel esta neuiralidade e in-
dependencia comprehendem-se na neutralidade
algut s pontos da Saboia absolutameoto necessa-
rios 1 ara deffendor efficazmente esta neutralidade
osen a qual nao se conseguirla, senao imcom-
pleta nente, o fim desejado no interesse da Sa-
boia. Estas razoes existem hoje com a mesma
forga.
En presenga d'estes factos e dos direilos so-
lemn.miente garantidos confederago pela Euro-
pa, a Suissa pode expresaar a opiniao de que as
suas |iretengoes sobre as provincias neulraes da
Sabo} a nao sao de natureza que possam ser an-
oulacas por urna simples cessao, nem to pouco
por ima volagao popular.
Ha aqu lugar para ter em consideraco a ne-
cessidade geographica e a opportunidade poltica.
Se a 'ranea allega a sua siiuago frente a frente
de una potencia que ocoupa o norte da Italia, e
que r este caso era dever seu revindicar as ver-
tente francezas das montanhas para assegurar as
suas fronteiras, com milita mais razo fundn a
Suisia a sua reclamagio por isso que como osla-
do limitrophe das duas grandes potencias milita-
res, lera muito maior e juatificala razo em re-
uorle da Italia na primavera anterior, foi inva-
sao do terriloiio piemonlez pelo exercito aus-
traco.
O imperador Ws francezes fez marchar um
numeroso eorpo de exercito em auxilio do seu
alliado, o rei da Sardenha.
As declaracoes que S. M. I fez em dfferenles
occasies, relativamente aos seus projeclos, e ao
assumplo da guerra, deram s potencias o direito
do pensar que a guerra se emprchendia sem idea
alguma de augmento territorial para a Franga, e
que o seu fim era dar a liberdudo Italia' a
questao que a conducta da Austria havia feilo
relativamente successwdo thono de Hespartha-
ou relativamente successo do ihrono d'Austria-"
porque os acontecimenlos d'aquella poca no-
leetn applicagao alguma pratica ao actual estade-
das questao da Europa. Mas quanto ao terceiro-
tacto, a que alinde mr, Thouvunel, a ssber as-
rftsposicoes do tratado de 181 i, o governo-d\j S
M. toma a hberdade de fazer observar que a
eslipiilarocs do dito tratado nao justifitiam- de-
modo algum as pretengoes do Franca, e qie a*
consequencias das disposiges do: tratado de
!*, nao podem ser a pedido d Saboia e do
negar .0 seu tVrmo, isto aqueata'o de saber 'T&'J'JSZI ^ f 'revn? caa-
se a Austria devia conservar os seus dominios
alao pedos Alpes, ou se a Italia deia ser livre
desde o Mediterrneo at ao Adritico.
Disse mr. Thouvenel que alguns actos solem-
nes, livremenle consumados depois de urna
campanha feliz para as armas francezas fornecem
a prova Inronleslavel de que a Franca nao linha
Deve obsorvar-se pelo que loca palavr
revmdtcarao, que esta s- se podo applicar
quando se reclama urna cousa, a que se ore^
lendc ter direito.
As estipulacoes do
pouco, e como' foram
tratado do 181 i. duraram
substituidas pelo tralado
seu estado actual
A base da Saboya de hoje a provincia que
tem o nome de Maserlana.
No decurso dos seculos alargou-se at ao ponto
de comprehender territorios que agora perten-
cem confederago helvtica.
Assim como na sua origem os diversos distric-
tos que forma va m a Saboya soffreram no correr
dos lempos os ataques do principio de desmem-
brago, o canto de Vaud o baixo Valais e Geue-
bra pertcncem ha j seculos Suissa.
Outros territorios, o de Bugey e de Bresse, os-
lo na aclualidade incorporados Franga.
Segundo cima se fez notar, a propria situago
geographica da Saboya recomraenda urna diviso,
poslo que as provincias meridionaes do oilo du-
cado teem a sua vertente natural at Franca e ao
norle, e tambera naturalmente al a Suiss'a.
Mas ha outra razo nao menos importante quo
a consideraco geographica, e a propria popu-
lago. cujo bem-eslar merece primeiro que ludo
ser considerado.
Vara a oecessidados maisiranorlaniaa A* va.
par* OAoegocos uo loaosotdias, para a troca dos
frodiufls agricolas e commerciaes, em urna pa-
avra, Mra tudo os povos desta parte das pro-
vinciaslneutralisadas tem de dirigir-so quasi ex-
clusivamente Suissa, em quanlo que debaixo
destea-diversos aspectos nao suslenham relago
alguma com o resto da Saboya
A circunstancia de que mais de 11,000 cida-
dos raatiifestaram expontancamente os desejos
que teem de se encerporarem a Suissa no caso
de deverem separar-se da Sardonha, prova ple-
namenta que estes povos sabem apreciar as con-
siderages emittidas, que comprehendera quanlo
seria a sua situago, e que esperara com an-
ciedade o futuro.
Tambem se emiltio a idea de que as provin-
cias neulralisadas podiam permanecer no statu
quo, anda mesmo no caso do ser a Saboia iniei-
ra cedida Franga.
O conselho federal nao carece na verdade de
incutir esta hypothese e demonstrar a sua im-
possibilidade.
Um estado de cousas que pode ter as suas ra-
zoes a respeilo do urna patencia de segunda or-
dem, seria completamente irracional para com
urna das maiores potencias da Europa, e seria
tambem contraria dignidade de ambos os es-
lados.
Suppondo que a Saboya seja incorporada
Franga, ou esla potencia recusara reconhecer o
statu quo, ou o estado actual das cousas s te-
na no successivo para a Suissa, urna importan-
cia nacional no seu valor real.
A eslipulago da retirada eventual das tropas
francezas que n'umcaso dado oceupassem as pro-
vincias neulralisadas, qualificar-se-hia de despro-
posito.
Depois do que fica exposto, a Suissa reclama a
iutervcngo das grandes potencias em um as-
sumpto to importantee to grave para o futuro;
d este passo com loda a cooflanga que deve nos
que garantem a ordem entre as nagoes, c nos tra-
tados em que se firma o direito publico europeu.
Pode esperar tranquilla a manutengo dos di-
reilos que lhe asseguram os tratados ; pode es-
perar que, so realmente se verificar a mudanga
di ordem actual das cousase a Saboia for cedida,
se lhe conceder pela annexago das provincias
neulralisadas, poder defender, com probabilidade
de xito, a sua neutralidade e a sua independen-
cia.
E nesla esperanga pode enganar-se tanto me-
nos por isso que se nao trata de vantageos parti-
culares, mas do interesses que as grandes poten-
cias reconheceram ter urna importancia geral
para a Europa inteira, e porque a Franga conllr-
mou pela sua parte, nesles ltimos dias, a con-
servaco deslas boas disposiges para regular a
questao em um sentido que nao menos cabe os
nossos direitos e interesses.
O conselho federal suisso espera que o seu pe-
dido ser appreciado justa e imparcislmenlc, e
que nada so resolver difluitivamente sem a sua
cooperarn.
Aproveito esla ocecasio, etc.
I* Em nome do. conselho federal suisso. O presi-
dente da confederago,
F. Frey Heroce.
Respotla do governo inglex circular de mr.
Thouvenel sobre a annexaco da Saboia.
Ministerio dos negocios estrangeiros em 22 de
margo de 1860.
Lord Rustell a lord Cowley.
Remello a V. Exc. a copia de um despacho
dirigido por M. Thouvenel ao conde de Persigny,
e que este ministro mo entregou a 15 do
correte.
No seu discurso da abertura das cmaras, o
imperador dos francezes corapromelteu-se a
submelter a questao da annexago da Saboia e
condado de Niza sabedoria e equidade da Eu-
ropa. O despacho junto, cujo conteudo foi sem
duvlda objecto de comraunicagdes anlogas feitas
as outras grandes potencias, parece scripto sem
a ida de eximir-se d'aquelle compromisso.
O despacho de mr. Thouvenel explica as razoes
que raovem o governo imperial a reclamar a
cessao da Saboia o Niza Franca, e eslabelece
os principios em que se apoia o dito governo
para justicar sua reclaraago.
Scienleo governo da ratnhs, v-se obrigado a
declarar qne nem pode admitlir essas razoes
como, valiosas, nem to pouco reconhece a justija
desses principios.
Mr. Tnouvenel funda o seu arrasoado nos
aconlecimentos dos ltimos 12 mezes. O go-
verno da rainha desoja tambem passar urna r-
pida vista de olhos sobre os mesmos aconleci-
mentos.
A causa immediala da guacra que rebenlou no
quando foi arrastada pelos aconlecimenios a n-
tervir nos assuroptos da Italia. Mas accrescenla
que ainda que o governo francez nao pode dei-
xar de prever certas circumslaneias em quo o
desinteresse nao seria outra cousa mais que o
abandono da prudencia, os tratados dcVilla-franca
e de Zurich deyiam fechar completamente a
porta a esta contingencia futura.
Esta deelaraco parece explicar a seguranca
dada a V. Exc. pelo conde de Walewsky em
julho de 1850, quando o conde, interrogado por
vos acerca dos boatos de urna cessao da Saboia
era contrario da proclamago do imperador, vos
asSeguron que, se um semelhanle projecto chegou
a ser concebido, j eslava abaudonado.
O governo da rainha deve pensar, em vista do
despacho do conde de Thouvenel, que a circums-
lancia hypoihelica a que alludio o ministio, era
a conquista de Veneza pela Franga e a sua reu
nio ao Piemonte, e que nesle caso so linha pro-
jectado que aFranga reclamassa a Saboia. Mas
havendo os tratados de Villa-franca o de'/.urich
deixado o reino veneziano era poder da Austria,
foi abandonado o pensameuto de annexar a Sa-
boia Franga, como declarou mr. Walewsky,
ainda que o nao parega.
Nao obstante islo, contina mr. Thouvenel e
diz, que as combinaces na Italia Central, dife-
rentes das que o governo francez tentara intil-
mente realisar, obrigaram o dilo governo a to-
mar em consideraco o prejuizo que podiam
causar aos inleresses da Franga, os novos ajustes
da Italia. Accrescenla igualmente quo sendo a
Sardenha chamada a triplicar a sua populago
de quatro milhes de subditos, pelas suas acqui-
sices territoriaes na Italia Central, lornava-se
necessario para a seguranga da Franga, que se
lhe cedesso a Saboia, afim de licar era seu poder
a vcrtsiile do norte dos Alpes. O novo perigo
que, na opiniao do mr. Thouvenel, ameagava a
Franga, era urna invaso por parte da Saboia, s
ou como membro de urna colligaco hostil.
Mas u governo oa rainha eseja lazer observar
que seria suppor o impossivel, imaginar que
Saboia, com doze milhoes du habitantes, pen-
sasso em invadir um Estado de 36 milhes de
almas como a Franca.
A Sardenha
idea ^alguma de ^engrandecimento territorial de 1815, nao pdem ser invocadas como base de-
direito algum a reclamar por parle da Franca.
Mis o tratado de 1815 nao deu Saboia, nm o
condado de ISiz Franca.
O art. 3." do tratado "de 1814 deixava eflecti-
vamente Franga uma mu pequea parte da Sa-
boia uninedialameute contigua i> (ronleira fran-
ceza, e eslava a certa distancia do territorio dos
Alpes. r
Eis aqui o texto do dilo artigo :
No departamento de Monl-Biaoc, adquire a>
Franga a sub-perfeilura de Chambery, excep-
gao dos canles do Hospital, S. Pedro d'Albigny,
Rocelle e Montinelian ; e igualmente a subper-
fetura de Annecy, excepcao da parto do can-
lao de Taverges. situado a E. de uma linha que-
passa entre Ourechaise e Morlcns, pelo lado da
Franca, e Marlhod e Ugine, do lado opposto. o
segu depois a crista das montanhas at s fron-
teiras do canto de Thones. Esla linha, quasi
como o limite dos canles j designados, formar
por esla parte a nova fronleira.
Pelo que fica ditv resulta, que se i Franca re-
clama a Saboia c Nizza, a titulo de rtvindicaca.
isto seguindo o principio que a autorisaria a-
reclamar tudo o quen'aquella poca linha o di-
rcilo de exigir, nao pode a sua reelamago un-
dar-se no tratado de 1814, mas deve retroceder
poca do primeiro imperio francez ; e intil
fazer observar os justos roceios que deve sentir
toda a Europa ante uma reelamago, que ainda
quando limitada na sua applicago actual, sus-
ceptivel de ser ampliada com vastas c perigosas
proporges.
Etleclivamenle Mr. Thouvenel consigna a do-
claraco feita por S. M. 1. quando subi ao Ihro-
no ; a saber, que a regra dominante das suas re-
lages com a Europa seria de respeitar os trata-
dos concluidos pelos governos anleriores ao seu :
e Mr. Thouvenel declara que S. M. 1. permanece-
r sempre fiel a este principio.
A declarago a que alludio Mr. Thouvenel, na
era mais do quo o que devia esperar-se do so-
berano justo e illusirado que a fez; e a seguranca
a por mv. 1 nouvunei de que sera invrbiavei-
mento seguida, deve ser grata aos adiados da
Franga, e Iranquilisadora para toda a Europa.
Mas Mr. Thouvenel diz que o caso actual 6
urna excepgo ; quo as trocas que tiveram lugar,
ou que eslo prximas a succeder na Italia,
carecem de modificages nas disposiges territo-
riaes eslabelecidas pelos tratados existentes, e
que estas modificages de tratados nao devero
lovar-se ao cabo em detrimento da Franga.
O governo de S. M. julga [ter provado que nao
resultar prejuizo algum, nem o menor perigo
1 para a Franga, em virludo das trocas quo neste
momento se operara na Italia. Mas existe um es-
tado por cuja integridado e independencia loma
vivo interesse toda a Kuropa, e entre outras po-
tencias a Franga obrigou-se por um tratado a
respeitar e manter a sua integridade e sua inde-
pendencia ; e esse estado soffreria os mais gra-
ves prejuizos e (Icaria exposto serios pengos
com a transferencia da Saboia Franga. E' in-
til dizer que esse estado a Suissa.
Pelos traalos de Vienna de 1815, as poten-
cias da Europa, incluindo aFranga, reconhece-
ram e garaotirara a neutralidade a integridade
perpetua da Suissa;: e estipulou-se como garanta
dessa integridade, e d'essa neutralidade, que as
provincias de Chiblais e de Faucigny e loda a
parle da Sabnia unida ao norte de Odina, forma-
ran! parle da neutralidade suissa, tal como a re-
conheciam ss poloncias contratantes ; estipulou-
se tambem que om consequencia d'isso, todas as
vezes que as potencias visinhas da Suissa esii-
vessem em guerra ou houvesse entre ellas peri-
go imminenle de guerra, as tropas do rei de Sar-
denha, soberano da Saboia, que se achassem na-
quellss provincias, se relirariam, passando se
HMM necessario, por Valais, o que nenhuma for-
H'srmada de qualquer oulra potencia poderia
atravessar aquellas provincias, nem estacionar
n'ellas, excepto as tropas que a confederago hel-
vtica julgasse conveniente situar all.
E' evidente que estes ajustes relativos Suis-
sa, nos quaes lomou parle a Franca, so conclui-
rn] no interesse da seguranga da*Suissa, c para
a garanta de lodo o perigo que proviosse da
Franga ; e que seria dessa seguranga se se unis-
se a Saboia Franca, e se a potencia contra a
qual se levantou essa barreira, fleasse senhora
d'ella, que se formara para proteger a confede-
rago?
Do despacho de Mr. de Thouvenel resulta effec-
tivamente, que tomando a Franga, a Saboia, ac-
ceitaria tsmbem os compromissos que ligara o
rei da Sardenha pelo que diz respeilo i parte
neutral d'aquelle paiz ; mas a Franga nao pode
dizer com razo que a Suissa ou as potencias da
Europa poderiam considerar que esse ajuste offe-
recia integridade e neutralidade da confede-
rago suissa essa seguranca que lhedavam ases-
lipulages que ficara indicadas do tratado de
Vienna ; e o governo de S. M. sustenta que na
pertence i Franca e Sardenha occasionar um
prejuizo ao material, em virtude deum convenio
celebrado entre essas duas potencias sem o con-
sentimento dos demais estados da Europa, como
o que fazia a cessao proposta da Saboia a um,
elemento de seguranga estabelecido por um im-
portante convenio europeu em favor do leu esta-
do, cuja independencia uma questao de Inte-
resse geral.
Nao favorece pois os interesses da Europa jor-
ribar as barreiras que asseguram a neutra'dade
suissa. Deve certamonte recoshecer-so. que a
neutralidade da Blgica no extremo septentrio-
nal, e da Suissa no lado meridionnl d.a fronleira
oriental da Vttppr, to v.ntajosa p*ra ella as-
sim como pa a Europa.
A naulralMa<> ests dous estados diminuoro
a linha da fcaMpfra, ao largo d.^ qual pdem ter
lugar as haearrldades entre a Vranga e a Allema-
nha ; ao mesmo to.mpo 40e conlribue para a
seguranga de urna e outw, leudo a dar a estabi-
lidade a paz ge*,.
Mr. de Thf UVu
posta da Sdboia
naoDror1IOTeque8l
f* rer^ras melhor estabe1
com o seu nov augmento ha de
converlar-sc em uma potencia respeilavel, capaz
de alcangarum elevado grao de prosperidade, e
com a forga sufficiente para deffender-se de
qualquer outra nago italiana. Mas que a
Frailea, a primeira aolencia militar do continen-
te, com o seu vaslA compacto territorio e a sua
populago bellicos?; se veja nuuca em perigo de
ser atacada por mu visioho mais fraco, urna
previsao que uojkl na natureza das cousas.
Tambem nao faltara outras conslderaces
polticas quo tendera a demonstrar que a Sarde-
nha se inclinar em todos os lempos a manter
com a Franga as mais amigaveis relacoes.
Podemos pois prescindir absolutamente da idea
de que a Franga tenha de reclamar oulra garanta
alera da sua propria forga para deffender-se de
uma aggresso s da parle ai Saboia.
Mas mr. Thouvenel appreseula o caso de for-
mar a Saboia parte de uma colligago contra a
Franga; e que, senhora das duas vcrlentes, po-
dia desembaragar o caminho s outras potencias
para invadir o territorio francez
A isto responde o governo da rainha que nunca
se formar uma colligago contra aFranga, salvo
quando fosse motivada pela necessidade da defre-
za commum contra as aggressss desta poten-
cia. Por conseguinto depender d'ella a todo o
lempo evitar essa colligago. Nao ha uma nica
potencia na Europa que o deseje manter rela-
jees de boa amisade com a Franca, c nenhuma
d'ellas pode esperar vantagem alguma de um
rompimenlo voluntario, e nao provocado, com
um lo poderoso Eslado.
Que a Saboia possa tornar-se instrumento de
uma colligago d'esta natureza, urna probabili-
dade muito franca em presenga dos aconlecimen-
tos dos ltimos ajustes feitos oa Italia do noria o
na Italia Central.
No decurso dos ultimos**quinze annos, a Aus-
tria exercia dominio sobre o govorno sardo. IV
provavel, pois, que no caso de uma guerra entre
a Austria e a Franga, tivesse aquella deixado a
passagem livre pela Saboia s tropas austracas
dirigidas por este lado contra a Franga. Mas ha
j muito quo a Sardenha saecudio o jugo da Aus-
tria, voltando-se, nao baldadamente para a
Franga, na qual procurou amisade e apoio. Por-
tanto, a Sardenha nunca se achou como agora
menos disposta a deixar livre passagem a um
exercito inimigo que tentasse invadir a Franga.
Nao provavel em presenga do engrandeci-
mento da Sardenha, que a Austria retroceda at
ao Mincio, delxando-se aquella obrigar a dar
passagem s tropas autriacas, sem n'isso con-
sentir voluntariamente.
Devemos portanto considerar infundado o
receto de ver a Sardenha, dominadora da Saboia,
abrir passagem atravez d'aquella provincia s
tropas colligadas contra a Pranga.
Opina tambem o governo da rainha'que o ar-
gumento adduzido a favor da annexago da Sa-
boia i Franga, fundada na debilidade da fronleira
franceza d'aquelle lado.se deslrue por si mesmo
quando sobre elle se fac um exame leal.
Diz mr. Thouvenel que o pedido de cessao da
Saboia i Franga, nao devia por em cuidado po-
tencia alguma; que est baseada no justo equi-
librio das torcas, o especialmente indicada pela
natureza das cousas, que coljcou o sysiema de
deteza da Frang ao pe das vertentes occidentaes
dos Alpes.
Mas deve permittir-se ao governo de S. M.
fazer notar, que nao pode deixar de inquietar
todos os estados interessados no equilibrio das
potencias, e na conservaco da paz, o pedido de
um territorio pertencente a uma potencia visi-
nha, feito por pate de outro Estado to poderoso
como a Franca, cuja poltica, n'uma poca
passada nao muito remota, poltica de engranda-
cimento territorial, causou immeraoraveis cala-
midades para a Europa; quo essa inquietaco
nao pode diminuir polos motivos indicados,
porque a uma grande potencia militar como a
Franga tem direito para reclamar o territorio do
seu v'isinho, fundando-se na theoria eslabelecida |
por si propria de que coostitue geogiaQcame.nl'
o seu systema de deffeza, e vi lente que nn^
Estado estara ao abrigo das iggresses. -" "ura
visinho mais forte; que a forga e nao )j? um
seria d'aqui por d'ante a regra que dr uiwito
a posse territorial, e que a integr .'e.r'\"",""
pendencia -dos pequeos Estados d urffl0,
acharam constantemente compr ,_,-:,.
Mr. .Thouvenel appellou p.' r. huieri.
apoto da sua pretengo. r
em
governo de S. M.
-r i------- governo ue a. ai.
nao enconlwa ttxjy no t\arnS do que se p&saou
que a cessao pro-
o do Niza Franca.
a incompat've} com
las e mais rigorosas
direito pblico. Faz sobresahir asimilhanca
ae carcter, de idioma, e de costumes, a con-
guraco geographica e as relages commerciaes
que teem preparado e disposlo aquellas comarcas
para a sua annexago i Franga, e disse que os
Alpes deviam ser a linha de separagao entre a
Franga e Italia ; e que portento a uova fron-
leira que se propunha eatabelecer entre a Fran-
ca e o Piemonte, lera a tu* sanego na natureza
das cousas.
Esta declarago abre com effeito, vasto campo
a conjuncluras para o fu turo,e ainda que venha tm-
mediaUmente seguida da seguranga um pouco
1 a Al

J m*. m *
^
v
!*


w
n
DIARIO PE TErvAMrBCft. TEtt^A PCTrU Vi DE MAM WE 1*60.
contradictoria de que nio em virludo de ideas
do nacionaldode, nem do princinio das fronlei-
ns naluraes que se pede a cessao da Saboia e
iza, estes argumentos nao pdem dexar de in-
vocar as mais serias reflexes.
O governo de S. M. porlanto pretendo declarar
2oe nio se apresentou prora alguna para justi-
car essa cessao com as necessidades da deeza
Ja Franca, c que a dita cessao infraqueceria in-
justamente, violando os compromissos contrahi-
des pelos tratados, da raesma maneira que ha de
materialmente enfroquecer um ajuste defensivo
jue a Europa reunida cstabeleceu cora e m de
dar seguranza neulra4idade e & integridade da
Saissa. ...
A Gra Bretanha nao tem um nlersse directo
especial neste asswnplo, e as rcprcsentacoes
ue por este motivo faz, nao sao de maneira al-
guma devidas urasentimenlo pouco amigavel
para com a Franca.
O governo de S. M. est profundamente pene-
trado da convieco de quo qualquer vantagem
territorial quo a Franca possa ganhar com a pro-
jeclada annexago inspirara as domis poten-
cias poderosas da Europa.
As calamidades quo successivamente feriram
quasi todos os pontos do continento europeu du-
rante os ltimos annos do sceulo passado o os
principios do actual, esto anda prsenles na
memoria do todos; asna reapparico sena ver-
daderamente urna desgroga deploravel, e nao
deve surprender que a attengo da Europa e dos
soberanos, se Axe com inquieta solhcitude nos
acontecimenlos que interessam ao presente e ae
futuro.
V. Exc. lera este despacho a Mr. de Thouve-
ael, deixando-lhe urna copia d'elle.
J. Russel.
Da Abeille do Nord, extrahimos o seguate a
respeito da Austria :
A Austria ama as conquistas; mas para ti-
rar partido, e aproveita-las s. Nao ve agrada-
Ainuial, mtuao sobre ,i estruja u (juarauran- : ledos para o osludo a aquella especialioaue em
velmente a unio aduaneira allcma, e wunca
quiz fazer parle d'ella. Os debates que tiveram
lugar, ha dous annos a respeito da navegado do
Danubio, foram seguidos de um enrgico protes-
to da parte da Prussia, que vio claramente que a
Austria quera altribuir-se exclusivamente as van-
tagens d'esla magnifica va comraercial. Quan-
do a Austria teve necessidade da Allemanha para
chegar a realisaco dos seus planos egostas, co-
megoo a fallar cm patria allema e em inlores-
ses communs; mas quando o inleresse da Austria
deixou de reclamar o concurso dos povos alle-
mcs, ja nao havia coramunidade de patria ;
via-sc apenas a Austria proprianiente dita.
O dominio da Austro na Italia fui a origem
de incessantes lucias, as quaes a Allemanha se
deixou sempre arrastar mais longo do que que-
ra, e que Ihe no produzttam nem dinheironom
trras, nem influencia. pois evidente que os
prelendidos interessesda Allemanha a favorecer o
dominio austraco na Italia sao puramente Ilu-
sorios, e nao poderiam resistir menor analyse
critica.
a Diz-sc que a Italia cobro a Allemanha Mas
nao se diz como. A quera se nao poderia effec-
tiviinenle fazer pensar que a Allemanha se cobre
a si propria? Se nao era assim, porque que se
nao apoderaran] da Suissa que a cobre muilo
melhor?
Rasla olhar a cada da Europa para conside-
rar que a Allemanha nao pode ser ameagoda i>or
lado algum. emquanlo permanecer como est. O
que faz o p*rigo da Allemanha que, at agora,
ella se deou arrastar pela Austria para tentar
conquistas impossiveis fora dos seus limites na-
turaes.
A Allemanha nao tem mais do que lr de
novo os seus propriosannaes.e hado maravilhar-
se da quonlidado de s.ingue que tem derramado
pela rao-gloria e em proveito da Austria l
Alm disso, todos sabem que os inimigos da
Allemanha nao sao s para que a Austria volle
3 que era nos tempos do antigo imperio germ-
nico.
o Apoltica que sempre seguio o gabinete de
Vienna recorda aos povos allemaes as paginas
mais sombras da sui historia. Interrogue por-
tanto essa historia Ella vos dir que o dominio
da Austria na Italia nunca cobrio o Allema-
nha.
O proprio imperador da Austria reconheceu
esta verdade, quando dlsse que as desgranas da
Allemanha comegam sempre pela Italia.
Sabis o motivo porque ? E porque effecli-
varacnle a Italia o lado fraco da Austria : por
sso que ella presta o flanco a loos os aitaqes,
e altrahe sobre a Allemanha, loda a especie do
calamidade. E eis-aqui porque verdade quan-
do se diz que, se Allemanha tem inleresses na
Italia, para ver a Austria complelamcule ex-
pulsa d'alii.
[Jornal do Commercio, de Lisboa)
gi compe-so de urna vasta planicie coberta de
frondoso rvoredo, excedente para lavrar, e cor-
tada par um morro donde nasce o rio Culim, -
apreseniava em summa todas as proporcoes que
o podiam desejar para a'undaeo da csceia
nao ser a falta de ama casa de vivenda, c o pro
(o elevado em que -foi oreada sua errestruc-
gio, fta de proporgio com os mcios de que dis-
punhamos. Foi mesmo esta rizao de -economa
que nos determineu a effecluar a acquisii.-o do
segundo-terreno denominado Sam/myo distante
d'esla capital 8193 bracos, e communicando
com ella commoda e fcilmente, tanto pelo rio
Ail, como pelo Camiuho Grande sobre o qual
se acha situado, u'uma posigo apraiivel, 6, mar-
gem do rio Culim. Possuia este lerreno urna boa
casa de pedra o cal, rodeada de ranndas, es-
pajosa, bem construida c em bom uso, se bem
que lendo o seu madeiraracnlc estragado pelo
cupim, alera de outra cosa menor de laipa, o
coberta de palha. Ha na sitio urna pequea
baixa propria pora capinral, alm do algumas
arvoresrutiferas, sondo era geral plaina a tr-
ra'toda, ou com pequeo declive, de modo que
pude s t todo aproveiladi para a lavoura. A
coinposigo do slo arcia de cor escura, e
misturada de humus, bastante profunda hmida
e fresca.
Passou a commisso fazer compras e em-
cammen los dos objccios indispensaveis ao cs-
labelcimento. Comprou-se mobilia e utensilios
pa o servigo domestico, o encommendou-sc os
instrumentos oratorios ao cidadao Antonio Joa-
auim Lopes da Silva, quo se ochava no* Esta-
dos-Uuidos, na sua viogem de instruego de a-
griculturo pratica, c^pensos^a provincia. A
suo volla recebemos um sorlimenlo de orados de
quatro especies dfferentes todos destinados ao
planto e cultura do algodo, alm de duas ma-
chinas importantes, urna de doscarocar o al-
godo, de cylindro ( sem sorras ), premiada nos
Eslados-linidos ; a outra urna prensa db enfar-
dar o algodo, porlitil, de mecanismo simples,
e que funeciona perfectamente.
Como porm nao baslossscm estes nstrum n-
v.-.ecucao do ortigo 10 da dozembra da 1858.
Anda resta um terceiro nomear para comple-
tar o numero marcado no regutameulo; as jul-
g.imos qu6 deve ser adiada a sua numerace,
atlendendo as complienges acluaes das aancas
d.i provincia. Os fracos recursos de que se 9-
p >c nao aos permitiera aspirar elevar a escola
p -tica de prendizas agrcolas a categora de
ii stiluio agronmico, e na actualidado qualquer
c nnplioaQao poduria compromelter-lhe a exis-
tencia.
As compras, e vendas, e os forncciment03 da
eicola agrcola sao incumbidas um negoci-
aile de confiaoca d'esta commisso mediante a
c imrnisso de 4 por cento, e este systeraa sim-
ples e econmico tem dado al agora os melho-
r ?s resultados.
Logo de principio procedeu esta commisso
eustrucgoo dos edificios indispensaxeis n'um
e;tabelecimanto de9ta ordem, ou para habla-
ci o das pessoas, e dos animaes, ou para con-
srvaco dos productos da lavoura, ou eraflm
p.ra armazens de instrumentos e machinas, olli-
cinos. etc.
Ueparou-so primeiro a casa de vivenda, mu-
d. ndo-se-lhe o madeiramento, o acresceutondo-
II o mais comino ios, o loncou-so os fundamen-
tes de mus quntro edificios destinados, o pri-
meiro para estabulos, o segundo para armazens
celleiros, o terceiro para gallinheiro, c o ulli-
n o para criacao de porcos.
Dcstcs ediiic.ios s o primeiro se ocha oonclui-
d)C funecionando, o segundo est ludo armado
o coberto em parlo, mas nao terminado, os dous
u timos estao lamben por concluir porm pouco
lialialho exigem paro seu acabaraento. Sao todos
cacados do paredes de podra e cal al raeia al-
tura, sendo sustentado tocto coberto de telha por
oluinnas de podra e cal. Tem a pntiKira casa
ds comprimenlo 50 palmos e de largura 30, di-
v Jido no mcio (no sentido do comprimen!) por
urna meia parode que sustenta as nangedouras,
s -ndo um dos lados destinad.i-, e o
o Jiro para cavallos. E' esto edificio calculado pa-
ri alojar de 16 a ISanimaes, calcado de podras
cultura, para aeren vendidos na provincia pelos
procos mais baixos possircis.
Tedo o sacrificio que so Bzer para esse flm,
deve sor con lodo o direito considerado como
despesa productiva que tatoe oa cedo o augmen-
te dea productos da lavoura, e a prosperi-
dad geral, emplmente com usura retribui-
r&o.
Terminmepresentando ascontas do estabe-
lecimento cejos recorsos sao os seguintes :
O crdito de 10;89 ts. votado no le a. 500Dar
o anno de 1858 5. f
O crdito de W^OOj rs. votado na lei d. 531
para o corrente anno de 1859 60.
De 4:000f rs. diatribuidos do crdito destinado
na lei n. 500 paratjbras publicas para o corrente
anno.
Os donativos voluntarios.
As pensoes de educandos.
Os productos das vendas dos objectos pcrlcn-
centes escola.
Em quanto as despezas foram as que conslam
da conla junta.
Msranhao 20 de margo de 1860.
Luiz Miguel Quadros.
Jos Ricardo JaufTrel.
Raimundo Brito Gomes do Souza.
Jornal do Amazonas.)
PERNAMBUCO.
eros cuja cultura lencioiiavamos ensoiar, (ez-sc
nova encommenda para os Kslados-Unidos, re-
cubcu-se por intermedio da casa commercial de
viuva Jos i >rreira, Filho &. Ribeiro, outra re-
raessa de arados de melhor construcqo, da fa-
brica de R. L. Alien, de New-York, o de tres
dilferenles torcas, para 1, para 2, e pira i ani-
maos. Pela iiiesrna occasio tambera recebe-
mos algumas machinas, laes como um seraea-
dor de milho, um cortador de palha, um dc-
bulhador de milho, e um moiulio de milho.
Unas grandes oram construidas no eslabeleci-
mento debaixo da direceo do mostr de agri-
cultura pratica o funccioiiam bem. Possue alera
d'isso a osela arreios poro cavallos, e duas
cangas americanas de excelleute modello, bem
como sudicienlc proviso de machados, encha-
das largas e cstreilas, ps, fouces, &. Sendo o
numero dos arados superior s necessidades da
escola, resolvou esta commisso ceder varios
particulares, e pelo preco do custo, aquelles do
que nao precisava. Paro servicos de transpor-
tes de mtennos, ou quaesquer oulros, lveosla
commisso do comprar dous corros, e urna iga-
ril nova, que possue o esiabelemenlo.
Convencidos da necessidade de dolar a escola
de aprendizes agrcolas com urna bibliolhecj,
mandamos vir da Franca, e receberaes .9 volu-
mes de diversas obras modernas de agricultura,
entre os quaes. os que mais so recommcudain
pelo seu merecimento, e ocham-se depositadas
em casa de um dos membros d'esla commisso,
alm de alguns volumes cora quo a presenlea-
ram alguna particulares.
Para as plantaeoes foi necossario comprar se-
monles, j no pata mesmo, j mandando-as ir
ila America do Norte, e da Europa. De varios
Uvradores da illia oo do interior obleve-se se-
menles do algodo, de milho, do mandioca, de
arroz, e de cana. Dos Estados-Unidos liveraos
0 variedades dillerentes de semontes do algodo
mexicano, alm do algodo seda couhecido na
America pelo nomo de algodo dasiUias do mar.
Mais larde recebemos do mesmo paiz segunda
remessi contendo uui variado soiiunento de se-
mentes de hortalica, o de viole e tantas especies
de fejoes, favos e ervilhas.
Acha-sc exposta a venda a porco de sementcs
que exceda s necessidades do estabeleciinonto.
Para sustento dos animaos, durante os trba-
los para a plantaco n beneficio dos varios ge- o seu solo, e tem porcima,um celleiro pora de-
posito de fono. A segunda casa de 94 palmos do
c imprmenlo com 30 de largura, tem um andar
a {sobradado cm cima para deposito e conserva-
ra 10 de goneros de lavoura, deven lo ser o andar
t :rreo dividido para diversos ompregos, laes co-
no anmeos de instrumentos, ollicioa-, casis
de machinas, etc. O gallinheiro tem de compri-
1 enlo 30 palmse do largura 2), e supporta so
Ir si um pombol do 12 palmos do altura. Toro
1 possilga de comprimenlo 50 palmos, e de lar-
! ora30. Achani-so estos edificios oin linha.se-
l>arados um do outro por urna distancia de 10
palmos, doixando entre si e a rasa de vivenda
i.moruaou paleo de 15 bragas do largura.
Emquauto aos traballms que loem sido oxecuta-
1 os no esUbelecimeulo desdo a sui croicn, pos-
sainos oxpo-los abreviadamente a V. Exc
Depois de derrubado o mallo o rocada a Ierra
lida, [o-te obngado a esperar que a cessacodas
ihuvas cm agosto permiltisso o dessecaniAiilodas
I asios e folhas, para se poder lanzar fugo. Pro-
redeu-so onto ao Irabalho das coioara*, c co-
necou-se deslocsr a Ierra, arrancan lo mili por
1 n 1 aspolmeiras qne a cohriam quasi lo la, o os
troncos de aores. Sendo foiio este Irabalho
rnxadac mchalo, noj deixou de opresuntar
c illiculdades, sobretudo por causa da grande
<;uantidadc de polmeiras quo enchiam a Ierra; o
ila raridade dos trabalhadores, que gauhaado
principio o jornal de 800 res passarara depois a
anharo de 1J. A tarefa diaria do doslocamento
luido 14 biagos quodradas para cada braco. Em
seguido passou-so a aplanar o a nwella'r o ter-
lono, eiii-henj.i do novo as covas donde haviam
,-ido extirpados os troncos, c com osles obstru 11-
1I0 alguns fossos profundos que conavuui a trra
i>n varias direccoes, e quo servirn] amigamente
de camiuhos liojo abandonados.
Por mais aclividado que desso esta commissiio
i esto Irabalho preliminar de preparaco e rolca-
inento da Ierra, nao conseguio ler promptas.se-
no duas quadras erajanoiro para as plautacoes.
'oi onto cercada a poreo de torra preparada, e
os trabalhadores despedidos por oscascoarem os
neios de que despuiiha esta commisso para a
eoulinuaco doquelle servifo.
Em detembro foi largada o torra por om arado
,raudo numero 4) puxado quatro bou, 0 logo
lopois gradado. As plautacoes foram feilas em
'evereiio. exo.epgaodo algodo que foi plnta-
lo om principios de Janeiro. Aclia-so 9 alMl*
iiaulailo em um nnu.i.<.j.. j. jyj biacsa 1/^de
uadra), e em rogos disliuclos e inarcajw o Mo-
iocal imbein
1SSE1BLA LEGISLATIVA PROVINCIAL.
SESSAO ORDINARIA EM 25 DE ABRIL.
lr8i( Ao meio dio feiloa chamada e achando-sc pr-
senles 29 senhores deputados, abre-se a sesso.
Lida a acta da anterior approvada.
EXPEDIENTE.
Um officio, remetiendo os inforraacocs minis-
tradas pela Ihoso
g
se
P.
Um requerimenlo de Joo Jos Bczerra, arre-
pelo desgoito profundo de perder ires Uihos, 11 ui
aps outro, sendo accommellido por occasio de
fallecer o segundo, do man>ira que dous das de-
pois de succumbir o terceirj, deixou elle tambem
de oxislir. rt
Sabbado desembarcou a companhia lyrca
contratada pelo Sr. Marnangeli, emprezario do
IheaWo de Sonta Isabel -
O seu pessoal compoe-se ele t
una soprano absoluta, outra map
ultima contralto ; dous tenores, dous baixos, sen-
do um profundo e outro bofo; e done barytonos,
alm de rhoristas, etc etc.
O director da orchcslra o Sr. Tamborini.
Informara-nos que a priraeira reprcscnlacao
deve ter lugar no da 2 do futuro mez, eslreando
a companhia pela Norma, do maestro Bellioi,
selisfazendo-se ossim ao delectanlismo.
Temos noticias da Tillo Bella, que chegam a 2
do corrente:
A secca ia seu carainho de dissolocfl e de dif-
fieuldades, achando-se por esta razana alimenta-
cao publica allipor precos fabulosos. Ha quera
repute-a maior do que a do 1845.
A sesso judiciaria do jury do respectivo termo
que fra convocada pora o dia 14 do prximo
passado, nao leve lugar por falla do numero le-
gal de juizes de faci, prcnlendo-se a causa disto
aos effeitos da mesma secca.
De Cimbres temos dalas, que alcaucam a 12
desle.
A secca prosegue em seu rigor, indo j dando
os seus fiuctos; pois que qnem tem milho nao o
quer vender a espera do conseguir 29000 por
cuia.
Encerrou-se o jury o ^ o qual foi em comeco
presidido pelo mojor PaKaleo Jnior e conclui-
do pelo Dr. Uisbi lio.
Nesta sesso deram-se julgamentos importan-
tes, e a juslca publica foi devidamenle represn-
tala pelo seu urgam, o Dr. Cesar Oclaviano de
Olveira, que acompanhou aquelle juiz no empe-
Luiz da Silva de Gusmao, pardo, 10 innos, afo-
gado.
Francisco, preto, solteiro, 70 annos, hydropesia.
Francisco, preto, 3 annos, gaslro entente.
Antonia Leopoldina de Jess, casada, 30 annos,
tubrculo pulmonar.
Francisca, preta, escrava, solteira, 66 annos,
diarrhea.
Joo Antonio Martins Braga, branco, 9 annos,
convuledes
Maruiel, pardo, solteiio, 24 annos, bexigas.
Antonio, preto, solteiro, 60 annos, diarrhea.
Msnoel, preto, esrravo, 1 mez, angina.
Deodala, parda, 4 anuos, escarlatina,
Cypriano. preto, cscravo, solleiro, 20 annos en-
tente chrouica.
Rilta, preta, solteira, 20 annos. gastro enterite.
Antonio Chrislovo, pardo, solleiro, 15 annos,
angina.
Anlonia Tertuliana da Silva, parda, casada, 19>
annos, peritonite.
Amelia, branca, 11 mezes, convulcocs.
Joo Tavarcs Cordeiro, branco, casado, 47 annos
escarlatina.
Hospital de caridade. Exislem 66 ho-
mens e 59 mulheres, nacionacs ; 5 borneas es-
Irangeiros ; total 131.
Na totalidade dos doentes exislem 40 alienados,
sendo 31 mulheres e 9 homens.
Foram visitadas os enfermaras pelo cirurgio
Pinto s 8 horas do manha, pelo Dr. Dorncllas,
s 8 c 112 lioras da manha.
Fallecen urna raulhcr de diarrhea.
L.io ue Antonio I-ranctsco do Paula Brrelo, a que !crjme r r i""-""
"cenlo povnclaK ^ W" A* CtmS" de p.El"ram, e if-h .os ^-Vntonio Fer-
m requerimenlo de Joo Jos Bezerra. arre- Z^SLheTe sel '
malanlo do imposto municipal de quinhenlos ris i jc r i^ r'l
pprcobeca de gado na comarca de'Goianno. pe- 5of ndes or ho
muScUBaU| A Cmm,8si0 dc or^uouioi 7aoS de p'riso ;
reir, por haver dado um tiro publicamente no
propria mulrier, e sendo condemnadoa 10 mezes
olor af pelln dcsla deciso;
homicidio, que foi condemnado
os Valeucas, por crime de
roSKo oarecor'daDcoC ISaS rapU1eM, ^^^^L^X^tt
ra o parecer da commisso de orcaraeuto mu-1 solvi(Io 0 jfa Bppelou da jgeisao.
aii execuiaui, rUi r*r***w
em quanto se preparava
INTERIOR.
Ma ran lisio.
lllm. e Exm. Sr.Sendo 11 m fado reconhecido
que do melhortmonlo e reforma dos processos
da lavoura nesta provincia pende a soluco dis
mais importantes quesles sociaes que entre nos
se agitam, nao nos demoraremos em demonstrar
a poderosa influencio que pode vir exorcer so-
bre o seu futuro a inslituico da escola dos-apren-
dizes Agrcolas, creda pola lei n. 446 de 6 de
setembro do 1856, e posta em execucao polo t-x-
presidentc da provincia o Exm. Sr. Dr. Joo Lus-
tosa da Cunho Paranagu, que para esse fim ex-
pedo o regulamenlo de 10 de dezerabro de
1858.
As razos que influiram para a creocao desle
til eslabelecimenlo, muito lempo co'nhecidas
e apreciadas por lodos, nos dispensara d'aqui in-
sistir na sua exposico.
N'um paiz onde a trra sobeja, e os bracos
faltara, o problema, que imporla resolver, o'do
augmentar a energa productiva desles pelo au-
xilio das forcas brutas, e inanimadas dos ani-
maes e dos instrumentos, para assim do corto
nodo multiplicar o Irabalho de cada braco, cs-
tendendo-o a maior superficie posslvel
reno.
Ora, no acluolidade principalmente d,
truccao professional que mais corece a lavoura
da provincia para poder tentar a adopeo de 110-
vos processos de cultura ot boje inexperimen-
tados, e todos os roeios empregados para vulga-
risa-la, pondo ao alcance de todos, devem ser
objeclo da sollicilude e dos esforcos do governo.
Como conseguir entretanto este resultado sc-
no pela creago de estabclecimenlos especiaos,
taes como se usam nos paizes mais civilisados
da Europa, onde conhecdos sob os diversos ttu-
los de fazendas modelos, de [uzeadas experimn-
tate, fazendts escola, prestam i agriculla o-mais
assignalado servico?
A protecijo o educaco dos orphos pobres
custados cofres pblicos, por sis, (a experien-
cia entre nos o tem mostrado) uni idea feliz, e
fecunda em grandes coosequnncias ; mas se 00
mesmo lempo que se preenche esse objeclo, d-
8e-lh.es o-ensino de tuna arto eminentemente
til, a priraeira no nosso paiz, lineando assim os
fundamentos da reforma que exige a decadente
lavoura. ento a instiluico assume major grao
de importancia, e se eleva a altura das mais bellas
creaces que possivel conceber.
Era marco do anno de 1859 comecou esla com-
misso a funecionar e no dia 7 de abril do mes-
jno anno foi solemnemente inaugurada a vnslal-
Jagao do cstabeleeiraenlo pelo Exm. Sr. De Pa-
ranagu.
Para montar um ectabelecimenlo desla orcia
m'um paiz novo anda, onde faltam quasi todos
os recursos, liaha esta commisso de escolher e
comprar Ierras, desloca-las, e rotea-las, caas-
truir os edificios mais necessarios, mandar vir de
paizes estrangeiros os infilruroenloa aralorios, e
as machinas, coalralar mestre perito na pratica
da agricultura, admitlir.educandos para aprendi-
zes da escol, ote Al que ponto se consegua
-o resultado proposto. o que V. Exc. apteeiari
pelo que passamos expor.
Na irapossibiridade de adiar prximo i capital
erreno que reuniste em grao salisfotorio todas
8 condigoes que exige um eslabeecimenlo des-
tes, taes corno extenso sulficlente, nao s par* o
presente, como para o.futuro; s-tubridade.abun-
llios preparatorios
comprar forragom,
pastos.
E-la commisso eomprou successivamente pa-
ra o servico do eslabelecimenlo 9 bois dc carro,
e tres cavallos. Tendo porom uiorrido um boi,
e sendo quatro talhndos 110 aeouguc, por impro-
prios para cortos trabalhos. restan quslro bois,
e Ires cavallos, dos quaes a commisso pretende
substituir dous por machos, que Ihe sao prefe-
riveis pela superioridade ddorgas, facihdade do
Irabalho, e duraeoo. ManSi-se vir da Europa
um casal de porcos da rica muilo eslimada, o
ptima para a engorda de BUuhire, e bois das
rocas porluguezas Borroso ^Jirouqueza. Com
quanto nao soja objeclo e"ecial da escola a
criacao dos animaos, com ludo julgamos que a
uilioducco na provincia das rae.as de animaos
domsticos reconhecido? por su os* bous qualida-
des, e o ensino dado aos educandos do trato que
I lies convem, era um ramo da agricultura por
si s bastante importante paro nao dever ser
dospresado.
Em quanto ao pessoal do eslabelecimenlo
compe-se elle actualmente do chefe dos ira-
balhos agicolas, do professor de primeiras letras,
e de oto ducan los, dos quaes dous pensionistas,
e emfim de 7 empregados subalternos ou ser-
ventes.
Foi contratado por nos era abril de 1850 por
um anno, paro o ensino pralco de agricultura,
o cidadao francez Luiz Clinent, lavrador de
profisso, reeeotemenle ehegado esla cidade
dos Estados-Unidos, onde residir 10 anuos,
empregado nj admiuislraco do eslabeleciinen-
los ruraes da Luiziana. tacto de conhecnr a
lavoura pratica d'esse estado da unio, onde se
cultivan os mesmus gneros quo entro nos,
alm de nutras analogas que exislem entre os
ravouros de ambos os paitos, e as inormaces
que livemos de suas liabillagoos professionaes,
sobre tudo abonadas polo nos'so comprovinciano
Jos Cesar Machado, que na America o havia
condecido, foram ossconsidcraccs que nos de-
eidiram conlrala-lo poro o cargo que oceupa.
Devenios dizer que nao lera sido ot hoje enga-
ada o nossa espectaliva, e que todos os tra-
balhos de campo do eslabelecimenlo leem sido
ou executados, pola sjw propria mo, ou debaixo
de sua direceo imracdiaia polos trabalhadores
aprondizcs da escola. Vence o ordenado do
ris, alm 3630000 para sua aliraen-
ticano, e o da provincia, a mondi..
oceupa urna rea, igual, e a caima somanto dez
rogos, por falto de sement sulueiente. O reslo
la lena est dividida entre varias especies
le leguminosas ou estrangeiras ou da pro-
vincia, e milho que oceupa porto de urna quadra.
Va data em que escrovomos o aspecto dostaa va-
as plantas o mais salistalorio possivel, sobre-
;udo o algodo, lano das variedades mexicanas,
:0111o do paiz, a mandioca eo milho, cujas luci-
rs limpas, e bem guarnecidas em loda a exien-
so apreseutam a mais virosa opparencia, unida
ao mais vigoroso rrescimcto. 0 liabalho da cam-
piua eilo pele atado n. 1, puchado par um ca-
vallo, e em grande parto dirigido pelos aprendi-
ces, o nmssuavc e perfoilo quo se pode ima-
ginar. Corno Tocto inleressanlc notamos o lereni
alguns pos de algodo mexicano deiiodo copu-
lhos formados em principios de margo. A canna
plantada um pouco lardo principia 1 rebenlarre-
gularmente, e ura-i pequea porco de arroz, quo
se someoii por experiencia, nao veio bem, o que
aitribuimos suspenso fortuita das chuvas nos
oito dios quo so argirn sua planlacio, ou
facilidade demasiada com que osca a torro.
Nenlium eslrume receben a torra, a uoser a
cik.i da queiraa dos rogados.e da coivora, e o
resultante do opodrociiiiento das folhas silves-
tres Je mu los anuos.
Entretanto esla commisso se prope a man-
dar fazer experiencias sobre o eatyrego da lama
dosigiraps da agua salgada como eslrume para
o algodo, segundo se usa as ilhas da Carolina
do Sui para cultura do algodo seda.
Tambem projecta esta commisso inlroduzr
da Luiziaua urna especio do fava (a cowpea] pa-
ra servir de eslrume verde. Esla leguminosa
representa nos estadas da sui da Ame:ica 11-
gleza o mesmo papel que na agricultura euro-
pea o trovo, a luzorna, o saiifeno, o iromoco,
etc.
nlcpol acerca do pedido de abalimeto nos alu-
gueis das casos da praga da Independencia.A'
commisso de orgamouto municipal.
ORDEM OO DIA.
Entra em segunda dscusso e approvado sem
debate o projeclo n. 47 desle anno.
Contina a segunda dscusso do ortigo 25 do
orcatnento provincial, adiado da sesso anterior.
Vo mesa e opoiam-se as seguintes emen-
das :
Em vez do 203 por cada jogo de billiar, di-
ga-so 50SOO0.S. R Rufino de Almeida.
Ao artigo 25 accresceiile :Um cont dc ris
sobre as casas que rendaren bilheles de lolerias
de outras provincias."S. R.Luiz Filippe.
o Parogroplios additivos ao artigo 25 da reccila
provincial :
Oilo por cento da ronda annual dos terrenos
occopados com o planto de capira no municipio
do Recite.
163000 por coda ura carro particular de qua-
Iro rodas e eixo lixo.
OJOOO por dito dc dos rodas do. dito.
18;0J por dito dc aluguol de quatro rodas
dito.
IIJOOO por dita de duas rodas dilo.
2">3000 por cada mnibus.
6$000 por cada carroca exceptuados os veh-
culos empregados em servico agrcola.S. R.
Martins Pereira. Mello Rog.
II.Cinco mil ris por cada escravo que
sahir para fora da provincia, ficando derrogadis
as disposigos do arligo 41 7o da lei proviucial
n. 131.S. R.-R. do Almeida.
Prejudicada.
Emenda substiluliva ao 17 do art. 25 :
Em vez de 5O5OOO em que se venderem cha-
peos estrangeiros, diga-se tOOgOOO que pagarn
lodos e quaesquer oslabelecimenlos que venderem
chapeos importados menos as respectivas fabricas.
S. R.Dr. Mauoel de Figueirda.
Prejudicada.
Arligo substitutivo ao arligo da recoito :
Fica o presi lente do provincia ouloiisado pora
effAPtuar o despoza do exerccio de 1860 a 1861,
a cobrar as rendas mencionadas us pnragraphos
do artigo 37 da lei U..452. S. R. Martins Pe-
reira.
Regeitada.
Emenda ao art. 25 :
Ao 1.Era vez dc 9 por cento por arroba
diga-se 3 pot cont do assucar e algodo expor-
tado.
Supprima-so os 2 e 4.
Ao g 17. Em vez de 50 diga-so 100*000.
Dr. N. Porlella.
Regeitada.
Ao S 14.Em vez de 12 por cento diga-se
4 por cento.
( Ao .Era vez de 2 por cenlo diga-so 4
cento.i. P. M. Porlella.
Regeitada.
Ao 9.Elcve-se a mais cinco por cento o
sello de herancas e legados.M. Porlella.
Regeitada.
oddilivo ao art. 25 :
Os emolumentos que se cobram na casa de
delenco.S. .M. Pereira.
O St. Nascimento Porlella insiste as obser-
vages que fez contra o art. 23 do orgamento e
combate os argumentos apresentodos pelo Sr. Ig-
nacio de Barros no sesso anterior.
O Sr. Uacliado Porlella (nao resliluio seu dis-
curso )
O Sr Ignacio de Barros (nao resliluio seu dis-
curso.)
O Sr. Fenelon (nao resliluio seu discurso.)
Encerrada a dscusso approvado o artigo
com as emendas priraeira, segunda, lerceiro"e
quinta, prejudicada a quarla e regeitada as de
mais.
Dada a hora, o Sr. presidente designa a ordem
do dia e levanta a sesso.
por
REVISTA DIARIA-
e
2:00SO0
lago.
Desde o principio de dezemhjo do onno finia
deu-se execugo ao regulamenlo de 3 de agosto
de 1850, e se acha funecionando no eslabeleci-
menlo o professor de primeiras leltras Miguel
Beckman, incumbido ao mesmo lempo da es-
cripturarvo, o excrcendo as funeces dc ecno-
mo.
Tem de ordenado annualmenlo 700|0O0
rs., e sustentado na meza dos aprendizes agr-
colas.Foi tambem..em Io de dezembro quo
enlraram para o estaboleciraento e eorcecaram
os seus Irabolnos os aprendizes em numero de
8, dos quaes 3 maiores de 15 annos, 5 menores
Applicados aos varios trabalhos de preparaco
das trra, lavras. plan-tacoes, e tralaraeulo do
gado, ah lera elles desenvolvido suas optides
naluraes, O fazem conceber as melh'ores espe-
rances de sua boa ndole, espirito de orden ede
disciplina, para a sua educago moral o profes-
sional -Antes de 6ua entrada no estobelecimea-
. to, ochavatn-se depositados provisoriamente na
casa dos educandos artfices, desde a pocba de
suas admissocs. Os Irabalhadures alugados na
-escolo agrcola e em numero de 6 sao destina-
dos execular alguns trabalhos raais pezados, as
conduegoes e diversos outros servicos, despro-
porcionados com a idade dos prendizes, e suas
torgas,
Coutralou o digno vice-presidente da provin-
cia o Exm Dr. Jos Mara Brrelo para se de-
morar na provincia, e prestar n'ella os servicos
de sua arte ao engenheiro americano Wetson,
pela graliucacao annual do l:20O|J00 rs. (lirada
do crdito da escola agrcola.) J varios assen-
lamentos de eugenbos dc canoa leem sido eitos
dancia de agua, nalureaa desol, etc.,'forgoso
oi escolher trras a ama legua, ou pouco mais
da capital no valle do rio Culira. Nao ae ienor
t?ds do Sf2 n0,. ?/ l^ 8le habil eehe"o mechauico de bom mofeci- principios na. imp
1 se ignora
que nenhum arrobalde '
luasi
da
d S.e 'Lil* est{"ei,ddd1 "p*10 rl **&]*' *"
c um meas, os quaes nenhuma trra deixam en- -
S-I* e*fai do *r,ir P" o nosso objecloJ
compramos pou euccessivamenlfl duas trras.
tS*P ri855T89 M,- Cul'm' e excellenle qua-
!-^ k a P"^8 uma a de 52 q.adrs
4c eem bragas (medta da prwinci.1, o a segun-
da somenle 3 1/2 quadras (cerca daMri.
Cornelia nao s so fazem prados artificiaos
quo do excellenle e abundante feoo, cono tam-
bera virada era flor pela arado, o opodiecendo
debaixo da Ierra, um ptimo eslrume sobre tu-
do era paizes quentes, e para terrenos renosos,
onde essas materias vegetos enterradas con-
tribuera para enlreler a frescura e humidade do
solo. So se acrescenta que couhecido como
planta raelhoraiito da torra, que a nao cansa,
nem eufraquece, ver se ha a razo da importan-
cia quo Ihe damos, c o motivo dc a escolhermos
para servir de base a um systcma de afolhamen-
to, que por analoga deve convir a nosso paiz,
segundo julgamos.
E' tocto sabida jue a lavoura do sui do Ame-
rica ingleza, nao em prega, gerolmentc fal-
lando, outro eslrume seno este, que all
conserva indefinidamente a ferlilidade da trra.
Para sustento dos animaos do eslabelecimenlo,
j foi plantada de capim d'AngoIa urna pequea
baixa que existe junto da caso, mas como fosse
insufficiento, lambem lavrou-se o planton-se ou-
tra baixa de um silo mislico perlencenle ao pro
sidenle desta commisso Luiz Miguel Quadros,
que para uso da escola o empreslou,
Prope-sc tambem esta commisso a preparar
urna horlo que forneca a alimenioco dos edu-
candos c os exerca nesse ramo importante de
agricultura, bem como na plantago das arvoros
utois, para o que mais larde se prepara all um
pequeo vergel.
Lembramos emfim a V. Exc. a inconveniencia
de ser atravessada a Ierra da escola por urao es-
trada publica, que a corla pelo meio. e a facil-
d.de de remover semelhanlo embarogo, azendo-a
rodear por fora do eslabelecimenlo.
Taes sao os trabalhos que lera executado osla
commisso, e o estado em que se. acha o estabe-
lociwenlo de aprendizes agrcolas.
A* visla dos meios a nosso alcance, e do lem-
po decorndo eremos ter feilo bastante, se se re-
flecte que sao sempre lentos os resultados em
agricultura.^ da qual a prudencia teve ser a pri-
meiro regra.
Fundada a escola de aprendizes agrcolas, e
servicos nos seus modeslos-Je
pede para o futuro de Ihe dar
n-uuju,** que .susceptive!, e
da escola que reclaman sua ukjstie e importancia ncon-
agricola o cidadao Cae tana Canlanhede que eslu- testaveis.
diiva na Franga sciencias naluraes, e que a pe-! Nenhum meio deve o governo olvidar paro
<< -"1' v.lce-Pres|denle da provincia pos- promover a prosperidado agrcola da provincia.
li agricultura. J anleriorroenle. caln da escola pratica de -agricultura, bo
jib se-
Paronagn havia_ determinado ria ^ue se dsae acorocaam*uto s dadoeJ
o Exm. Sr. Dr.
"i*L."laf ^n1^Percebe de Vuicoucello'sque de agrrcuTtu"r7; ^uVTelcilUaaae a
fJLPf"8, da. Provinri* instruego pritica, que lio bons resultados teera
nentii dos processos
estudava em "franca
n\ (cerca d^S.OOf/bra-
IVJLTLS t9Zac,e!>'^ faostarlad.,
0 f^mSS^SS!VSh nalo -. aJI 5-^.Tfil JMa ?m d'elle9 *'*"""i eemQm *i.ae proa^-eaie direc-
v"w^nivi.w8 peto uorne 4*4*aidH.ilnul de 1 rtHWjWrs. e forana opon- lamente a importasao doi inslrumeniog de agri-
que passasio fajar a ospecialidade de seus es- produzdo para o npwfeicoa
ludos em agricultuyajParoee cada un d'elles o da,lvnura ; eemOm .jueTa
Aules deTiontem 20) S. Exc. o Sr. presi-
dente da provincia foi examinar os obras da es-
trada do norte do empreza Monede, indo acarro
at o eugeiiho Monjope do Sr. baro de Vera-
Cruz, d'onde seguio a cavnllo al a villa de Igua-
rass.
Chegando all, S. Exc. visitn o eslabelecimen-
lo dos recolhids, a motriz, a cadeia e a cosa da
cmara, examinando lula sua escripturagao. e
bem ossim o livro dos ocios da ultima revisao dos
votantes, que foi falsificada, e sobro o qual man-
dara a presidencia anteriormente proceder a um
exorne judicial. Vio tambem o lugar do amigo
cemilerio, que se acha hoje era completo aban-
dono.
Depois de ter visto e examinado naquella villa
ludo quanto pode merecer a allengo da primeiro
ouloridade da provincia, S. Exc. vollou pelas 2
horas e meio da loTde ao engenho Monjope, e 011-
do jantou depois do que seguio para esla ca-
pital.
Acompanharam a S. Exc' no exorne das obras
do estrada os engenheiros Mauede e Mello Reg,
director das obras publicas, e a Iguarass os
masaos, e o Sr. Dr. chefe de polica.
Por acto da presidencia de hontem foi de-
signado nos termos do art 73 do decreto n. 722
do 25 de oulubro de 1850, o capito da guarda
nacional Antonio Bcrnaido Quinleiro para exer-
ccros funeces de major do 3. balalhao da mes-
ma guarda nacional deste municipio.
Hontem levo lugar, na i groja matriz da Boa-
Vista, a missa fnebre pela alma do finado Rufi-
no Jes Correa de Almeida.
Grande coneurso de pessoas pejava o temlo,
d'onde suban ao Allissimo fervorosas vozes pelo
qne j nao exista, mas de quem anda permane-
ciera vivas recordages.
_~~ Acha-se procedendo a reforma da r.umera-
cao das casas da cidade, medida que ha muilo era
reclamada ; m*s nao podemos dcixor dc notar a
inconveniencia que d-sc no modo porque o es-
li faxendo.
Com efleilo, a pagar e nao rcslabelecer logo,
como vai-se pralicando, anda que seja coma
que pouco dure, disconveniente o traz engaos
e qitioroqiios mui salientes, que incommodam e
apnuqueatan. Em urna roa qualquer nao pos-
sivel lembrar-se agente da numerago, que ocha-
se xpungida, e menos andar a contar as casas
para chegar ae mundo procurado; e por isso me-
Ihoc seria que aps ainuiilisaco da anterior, fos-
so logo posta a nova numerago.
Com esta medida, ao passo qoe se satisfaz a
una necessidade, nao se torna o servico mais de-
morado e nem oneroso.
~ Fallecen hontem por arcomnetlimenlo da
epidemia reinante o Sr. J ni o Tova ees Cordeiro,
coatnercianle de euerns de-estiva.
No espago de una meia duzia de dies passou
Por folla de competente preparo dos autos, nao
foram julgados Deodalo d tal, e Joo Velho com
seus componheiros, cojo julgamento era aguar-
dado pelo publico, afim de pelos debatos vr-seo
modo porque elle se justificara.
Os creadores desle pona do provincia achar-
se satisfoitos com a explicaco dada pelo Sr. Dr.
chefe de polica acerca do crime de furto de ca-
vallos.
EXPLORACAO SCIENTIFICX DO LAGO d'aRAL. A
academia das sciencias do Sao Pelersbourgo, ho
lempo encarregou dous sabios da explorago do
logo d'Aral e as charnecas visinhas sob o" ponto"
de visla zoolgico e botanuico
Os Archivos da /tussia, publicados em Berln
do olgumas por^ciiloiidades curiosas acerco des-
so misso srienllica actualmente terminada.
M. Borschlschow esludou a flora dos campos
rodado Aral e rccolheu porto de" novecentos
excmplares, entre os quaes lia trezentas especies,
que cresccm em massa as margenado Syr-Bar-
jo. Esla flora em relaco suo exlensoo real-
mente pouco variada e mesquinha.e tem inuila
seinelhonga com as do Algerio o do norte do
Alias ; mas o resultado v-.'rdodciramente impor-
tante do misso deste botnico a descobeila,
na parte nordeste do lago Aral, de urna vegeta-
cao perfoilamento ocenica, isto de especies
numerosas, e al familias inleiras de plantas,
que perlencem exclusivamente ao solo do mar, e
que nao vivem nes lagos d'agua salgada, nem
nos lagos d'agua ddco.
Alem do inleresse botnico, esta descoberla
tem um alcance anda mais elevado sob o ponto
de vista da geographia c historia, por que ella
incerra de urna maneiro quasi indubilavel esle
tocio, a saber: que o Aral nao um lago, mas
sim o reslo de um mar primitivo. Ja se sabia que
se creava no Aral u;na especie de molluscos, que
viven no mar : mas era totalmente desconheculo
que o lago possuisse urna vegetogo propria do
ocano.
Estos dous (actos parecem decidir a favor da
que3lo sobre a origem do mar Caspio c do lago
Aral, que os ouligos consideravam como duas
grandes bahas do mar glacial. Esla qucsio, po-
rm, nao pode ser rosolvida sem quo se oble-
nham oovos esclarecimeolos, que anda se es-
peran.
Pelo que respeito a M. Sjcvesow, encarregado
da parle zoolgica, elle aprsenlo 1 igualmente
numerosos malo naos par a sciencia ; roas esle-
ve a ponto de pagar com a vida o seu zelo por
ella ; por que, hovendo-se ailaslado paro muilo
longo do seu ponto de ponido, poro melhor pro-
ceder nos seus estudo3, foi alocado por tribus
vagabundas, das quaes nao escapou seno depois
do grandes dilnculdades, lendo recebido duas
feridas,, e ficando por algum lempo em caplivei
ro. O governo, porm, deu os providencias ne-
cessarios, c pouco lempo depois pode libertar-so
e vollar salvo o S. Petersbourg.
No dia 16 do correrle foram recolhidos ca-
so de delengo 9 homens e 1 mulher. sendo 6
livrese 4 scravos, a -iabor : la ordem do Dr.
chefe do polica, 2 a ordem do subdelegado do
Recite, 3 a ordem do do Santo Antonio, 2 o or-
dem do do Boa-vista e 2 a ordjm do de S. Jos.
No dia 17, 3 homens e 1 mufner, sendo 2 livres
e 2 escravas, a saber; 1 .1 ordem do Dr. chefe de
polica, 1 a ordem do subdelegado do Rocife, 1 o
ordem do de Sanio Antonio e 1 a do de S. Jos.
No dia 18. 5 homens e 2 mulheres, sendo 6 li-
vres e 1 escravo, a saber : 5 a ordem do delega-
do do Io districto, 1 a ordem do subdelegado do
Boa-vista e 1 a do de S. Jos.
Lista dos boptisodos havidos na freguezia
de Santo Antonio do Ro:ife de 13 a 19 do cr-
rele.
Thomaz, branco, filho legilimo de Antonio Jos
da Costo Cabra! e Emilia Thereza de Jess.
Erraelindo e Manoel, simi-broncos, filhos legti-
mos de Jos do Souza Pereira o Honorata Je-
suina Mona da Conceigo
Joo, branco, filho natural de Senhoiinha Joa-
quina Camello.
Manoel. bronco, filho logilirao de Ignacio Cosme
Damio o Josepha de Meiro.
Therezo, pardo, fillia natural de Mara Francisco
da Conceigo.
Mario, bronca, filha legitima do Dr. Prudencio de
Brillo Coigipe e Mario Magdalena da Costa
Brancanti.
Francisco, pordo, liberto.
Gertrudes, parda, filha natural de Roza Maria da
Conceico.
CHR0N1CAJUDICIARU.
TRIBUNAL 00 COMMERCIO.
SESSO ADMINISTRATIVA EM 21 DE BATO
DE 1860.
PRESIDENCIA DO EXM. SI\. DESEMBARCADO
SOUZA.
As 10 horas da manha, achando-sc presentes
es senhores deputados Basto, Lemos, c Silveira,
o Sr. presidente declarou aberta a sesso.
Foi lida e approvada a acta da antecedente.
DESPACHOS.
Um requerimenlo de Sdfclhall Mellors & Com-
panhia, pediudo o registro de urna pjocuraco nuo
ajuuta ni.Rogislre-se.
Outro de Tasso Irmos e Amnrim Irmos, pc-
dindo registrar a escriplura de hypoiheca que
ojuntom.Regslre-se.
Outro de Daniel P. Wild & Companhia, pedin-
do registrar o documento que ajunlain. Regis-
tre-so.
Com visla ao Sr. desembargador fiscal, os se-
guintes requerimentos :
Um de Antonio Jos de Castro, pedindo ser
matriculado.
Outro de Bernardino de Vosroncellos e os de
Frederico Lopes Guimaroes, Francisco Jos Sil-
veira, Francisco de Minnda Leal Seve e Domin-
gos Francisco Tovorcs, pedindo a nomearo do
corretores da praga.
Outro de II. L. da C. Campello e Francisco Bo-
telho de Andrade, treplicando do despacho dcslo
tribunal de 18 do correle.
Outro de Jos Fortunato dos Santos Porto, pe-
dindo registrar o seu contrato de sociedade.
Nada mais houve.
SESSAO JUDICIARIA EM 21 DE M.UO.DE 1860.
PRESIDENCIA DO EXM. SR. DESEMBARGADOR
SOE/.A. 1
Mi pode haver sesso por nao lerem compa-
recido os Srs. desomborgddores Villares, Silva
Guimares e Guerra, e o Sr. depulado Reg.
Reco Uangi-i.,
Secretario interino.
Communicados.
Jos, crioulo, escravo de Alcxandrina Cordilla.
Seraphina, branca, filha legitima de Antonio Jos
de Abroa Ribeiro e urea Brazilina de Mello
Ribeiro.
Passogeiros, da barca franceza Bahia, vnda
de Marseille r a companhia yrica.
Passageiros, do vapor portuguez Milford Ha-
vem, vindo do Milford Havcn por Lisboa:
D. Mario Adeloido do Conceigo, Andr Branco,
Jos Bernardo Gonzalos, Josr-ph Walerman, J.
Gomar, Isooc Pophen, John Fox, Roben Guy
John Harris, Eduard Jones, Thomaz Knoght,
Enock Bally, William Forst, James Robert.
William Davis, William Dxo, Daniel Beglcy,
Cornelius Box. Charles Slodiur, Johu Gerben"''
William Harlock.
Passageiros que serjuirom no vapor Peni-
nunga paro os porlos do sui :
BoIbinaCezar de Mello, Adi Francisco da Hora e
sua senhora, Roberto Jo3 da Costa, Manoel M-
nimo Falco, Francisco Manoel de Oliveira Lima
Antonio da Fonseca e Silva, Francisco Jos Cor-
reo Marques, Joo Bapllsta do Reg, Sigisnando
Utiario Ramos. Speridio Irino de Caldas. Ig-
nacio da Silva Moraes, padre Antonio da Pureza
Vasconcelos, Joaquim da Costa e Francisco do
Silva Diogo da Cosa Das, libertos, Jss Bezerra
de Menezes, Thomaz Antonio de Siquelra, Ma-
nuel Xavier C. de Albuquerque e ura escravo,
Chrislovo Xavier Lopts e 3 criados, Antonio
Teiseira Loprs Gama, Antonio Augusto de Amo-
rim, Antonio de Souza Jnior. Manoel de Almei-
da Nogueira, Jos Virgino Teixeirade Aranjo, Oli-
veiros Francisco Salguairo, Agoslinho Ferrcira
Jnior, alteres Antonio Jos Ribeiro, uml" cde-
le e duas pragas de prel, Guilherme e George da
Molla e ura criado, John Gilly, F. F. Bornes
Francisco do Cosa Maia, Antonio Jos de Abreu'
Antonio de Azevedo Maia. '
Peasageiro da barca portogueza Flor da
Ufaia saluda para o pono : Manoel Jos Perrera
Passageiros do hiaie brasileiro Duvidoso
sohido pora o Arooaly : Vigario Francisco Pedro!
Manoel Jos Martins, Vicente Ferreira Facundo
de Castro, Joanna Joaqtin* da PaixSo e urna fi-
lha nonor. Manoel Pereira da Silva.
MontALiDADB do eil do oonram:
Os ncgoeios e Paje de Flores.
O Liberal l'ernambucaao de 9 do corrente, em
seu luror de maliizer para enredar, ou, poro' nos
servirmos da chistosa e approoriada expressao
de um corresponder desle Diario, apauhondo
lambem em suo rede de arrosto o termo de l'.i-
pe de Flores, aprsenla ao publico, por conta de
um seu correspondente, o delegado doquello
termo como um humem turbulento, facinoruso o
prolector decidido de criminosos.
Temos por ocioso fazer o elogio do Sr. leneri-
le-coronel Pedro Pessoo de Siqueira Campos, de-
legido de policio do termo de Flores. Fara quem
o condece de perto, paro os seus amigos espe-
cialmente, esse. elogio estaria sempre aquem do
alto merecimento que Ihe reconhecem, de suas
apreciaveis qualidades. Pora o publico o seu elo-
gio est foito na concisa, mas enrgico deteza
que Ihe fez ha dias um correspondente do Dia-
rio. Para o governo da provincia e para o Sr.
chefe de policio, bastar, por lodo o elogio do
Sr. lente coronel Siqueira Campos, que, do
unindo as nossas s supplicas do correspondenlo
Liberal Pernambucano, solicitemos da polica
e do governo que proceda a urna minuciosa in-
dagfgo cerca dos actos de quo acensado
o delegado de Flores pelo predilo corresponden-
te do Liberal.
Mas% dispensando o elogio do Sr. lenle co-
ronel Siqueira Campos, nao podemos todava dei-
xar de palentear ao publico o que ha de calum-
nioso e indigno naquellas aecusoges que Ihe fo-
ram feilas pelo correspondente do Liberal. Te-
mos conhccimenlo minucioso de lodos os fados
em que ossenlam as aecusagoes, e de quasi todos
elles fomos -lestemunha presencial: assim, pois.
o Sr. correspondente nao consiguir mentir sen
que ocho pessoa que Ihe v s raaos.
Primeirameute, falso que o Sr. lente co-
ronel S. Campos livesse provocado a mnima di-
viso entre os membros do sua familia, e que se
livesse constituido chefe de um dos grupos da
familia ossim dividida.
O proprio corrcspondenle do Liberal, que bom
se dexa conhecer pelo baler das orelhos, sobe
mais do que ningucm dos esforcos que fez o Sr.
teuente coronel Pedro Pessoa de' S. Campos para
terminar urna pequea desharmonio, quo come-
cava a opporocer no familia, e que o conseguio
felizmente, a despeilo do correspondente do ,-
beral, que pretenda tirar partido dessa deshar-
monia.
Que o Sr. tenente coronel Pedro Pesssoa deso-
jasse ver e conservar unida sua numerosa fami-
lia, concebe-se isso fcilmente, porque essa unio
era para ello um elemento do torco ; mas quo
livesse inleresse era divi-la, e em se tornar o
chefe de um grupo, alienando a amizade c a de-
dicago dos mais, islo s entro na cachola do
correspondente do Liberal I
Como delegado de polica, o Sr. lenle coro-
nel Pedro Pessoa acensado de deixar que os
criminosos posseiem livremente, sem os mandar
prender nem inslaurar-lhes os competentes pro-
cesos, e como prova disto, cita o correspondente,
muito acintenicnle adulterados, os toctos seguin-
tes :
1." O [acto de urna surra, dada em urna mu-
lher, por Domingos de Alhayde t outros.
Ei lugar distanto da villa cerca do tres leguas, en-
trarnm dous ou tres individuos em cosa de urna
mulher, e derom-lhe algumas chicotadas. O ma-
rido nao se ochava presente, como falsamente o
diz o correspondente, e nem a mulher soffreu
ferimenlo algum, antes te passou isto cora tanta
pressa, que a propria ofiendida nao teve lempo
do veiificar quem eram os aggressores.
Logo que a noticia desle facto chegou ao co-
nherimento do delegado por participago do ins-
pector de quarteiro, mandou proceder a exorne
e 00 corpo de delicio o iustaurou processo, sen-
do pronunciado os individuos de que falla o cor-
respondente, e nao s esses, como al um amigo
do prqprio delegado, porque urna das lestemu-
nhas Ihe tinha feilo carga incluindo-o no nume-
ro dos delinqnerites.
O crime era aiangavel: os pronunciados pres-
tarara (langa, desorle que nao havia lugar o se-
ren elles presos. Oual foi pois em ludo isto o-
crime, fallo, ou anda se qoer o erro do dele-
gado ?
2. O [acto horroroso do astassinalo de Joo
Gil.
Eis aqui o que houve. Foi encontrado no sitio
Moraboca,dentro de um extenso mlaga!, o
cadver de um homem, quasi em estado de de-
composico. Sondo disto avisado o tenente co-
ronel Pedro Pessoa dc Siqueira Campos, que en-
to era subdelegado de polica, dirigio-se elle
immediataracntc ao lugar indicado, procedeu s
vislorias e exames necessorios, de onde resultou
saber-se que o mono era o pardo Joo Gil, as-
sim como que fora assassinado, j pelas punha-
laoas que se viam' to corpo, e ja pela faca en-
songuenlada que' se encoulrou juntamente com
urnas alpacas prximo ao cadver.
No dia seguinto instaurou o subdelegado o
competente proceaso, no correr de qual vorifi-
eeu-so que a faca e as alpacas, -encontradas
ra 26 annos, gangrena
Ormidio, Mara Aos Praicres.pawki, soiteira, 16
nao, afogado.
c-nriqueta Josepha da lancetea, pard,ysoltei- junto ao morto, perteaciam ao preto Joa Paulo.
obre quem recahiam todas as suspeilas. O sub-
delegado, desojando por desde logo em seguran-
es o indigilado, deu cerco a casa do mesmo.


liSS! 2jS?n 8acon,r0u. como soube que eile
r:Ju,da4laur?8h;ba- acui -torfdade, reqnisi-
irnos legacs e Jo5o
l WM0 corrou 8eu* lu
I! 0l.pr??unc",d: masno tonTsido possi-
Iiu au'or,dad< de Plane o pronde-lo, por ser
ce vagabundo sem residencia xa em parte al-
guma. '
O que mais poderia fazer nesle caso, o Sr. te-
menta coronel Pedro Pessoa de Siqueira Campos?
Que Joo Paulo passeio impunemente, como
diz o aleivoso correspondente do Liberal, no raeio
desses a quera chama sanguinarios, 6 urna falsi-
dade contra a qu.il protesta toda a gente de Flo-
res, pois nao ha quera ignore que Joo Paulo
anda vagando pelo termo de Pianc. Essa "ente
do quem falla o correspondente lo pouroS3n-
guni.ria quo. conhecendo muito bem o corres-
pondente do Liberal, solTre todava que eslea
lie a assassinar a sua reputado.
vfetoria^10 damorie do raP:inho. filho de
Ei-lo relatado com todas as particularidades.
O rapazmho, filho do Victoria e Manoel Fran-
jeo, o pnmeiro de 13 e o segundo de cerca de
3/annos eram dous amigos intimse insepara-
vcis. um da. lendo Mnnoel Francisco sahido de
casa cm companhia do outros. o filho de Victo-
ria foi a casj daquelle buscar a espingarda do
mesmo e sahio com ella para a casa. Manoel
francisco algum lempo depois ouviodar Jim tiro
o disseaos companheiros que oquelle tiro era de
sua espingarda, e para certillcar-se disso roltou
com elles para casa, onde soube que o filho de
Victoria linha ido caca cora sua arma. Nesle
inierim chega o rapazinho com- a arma ao hora-
oro. Manoel Francisco, semprc no intuito de ve-
r se de feto o tiro que ouvjra linha sido de
sua espingarda, pergunlou ao iilho de Victoria se
nina matado alguma cousa.
Cao, aujuraram errus u croncaa pengosas. deitrs"-
laram vicios abominareis, e esqueceram odios e
revaldales, se nao tamben deiuram entrever
fjmptanlados em seus nimos o temer da Dou, e
respeiio s autoridades, o amor do prximo e ou-
tros elementos de felicdade interna e externa.
Ao despedir-se no da 26 do Iramenso poro
que o ij*va, o reverendo misionario aprovei-
4*ra em seu eloquenie discurso, a-
nalogo, Hiampio, tratar da calamitosa secca
que val muido, e prometi assolar os serles
dcsta provincia ; e doserevendo com as mais vi-
vas cores lodos os horrores de que capaz este
fragnllo. concluio por implorar a Jess Christo
cuja sagrada imagem linha as maos sua clesacn-
cia, e misericordia para o aflicto e desolado povo
que o ouvia, e de que ia separar-se talvez para
sempre. Fui um dos qnadros mais patheticos
destes religiosos exercicios, e todos es olhos hu-
medecern) a vista de urna scena tao tocante, que
a todos affectava intimamente.
Com esla breve noticia, cuja publicidade pe-
dimos aos senhores redactores, nao lemos outro
proposito seno o de concorremos cora o nosso
fraco contingente para a maior Honra e gloria de
Deus, Iriumpho da santa religiao e crodilo do
scus ministros.
O vigariev
. Manoel Lope* Rodrigues da Barros.
Villa Bella, 30 de abril de 1860.
Hoja quo completa o selimo dia do passa-
mento de Rufino Correa de Almeida e que a sua
in:onsolavel familia lera de assislir a missa que
pelo repouso eterno de sua alma deve ser dita na
reja matriz da Boa Vate, de que era comoaro-
chiano o finado. parece"nc
Df ARTO' PE MTOtitlWCO. TOCA FWrt n PE \?m m t^
que era comparo
os ser o dia azado para
amarga-
Nada. Ihe rspoudeu esse rindo-se : perdi o
tiro. L dizendo islo depoz a arma do lugar cm
quo a euconlrou.
Manoel Francisco lauca mo dola, leva-a ao
rosto aponlando-aao rapazinho, e fazendo a rir-
se, movimento do a querer disparjr: e quando
o filho de Victoria Ihe quer advertir de que nao
tmha adrado coma arma, j muito larde por
que Manoel francisco, crendo sinceramente que
a arma eslava descarregada, j por que ouvira o
slrondo de um tiro, e j por que o proprio me-
nino dissera ter dado um liro, tcm desparado a
spmgarda e eslendido morto o seu ami^o
A scena que se seguio a islo comprohende-se
mclhor do que so pode descrever. Todos fica-
ram fulminados. Manoel Francisco atira-se so-
fcre o cadver de seu amigo, e chorou
mente o seu falal engao.
Os amigos do Manoel Francisco e do morto
que assislir.ra a essedeploravel successo, os p-
renles do rapazinho e oralmente todos os que
fallara deste fado referem-no assim, e muguen)
anda, a nao ser o correspondente do Litera/ se
embrou de altribuir a Manoel Francisco o pro-
posito de assassinar ao seu inlimo ami"o
Nao obstante as circumslancis justificativas
deste fado o Sr. delegado de pulida inslaurou
processo contra Manoel Francisco, pronunciou-o
eo lem procurado capturar; mas esto vive fora-
gido.e consta ale quo os proprios prenles do
rapazinho morlo por elle, o tem occultado s di-
ligencias da polica. O delegada fez a este res-
peito o que Ihe cumpria e o que podia fazer
4. O fado da briga dos filhos de Fructuoso,
em Baixa- Verde.
O que huuve foi o segunle. Os fillios de Fruc-
tuoso desavem-so com os filhos de Joo Jos
brigam todos uns com os oulros e espancam-se'
O subdelegado proeessa-os a lodos, que em se-
guida prestan) Banca; e porque um delles Jos
fructuoso, era inspector do quarteirao, foi i'mine-
aiatamenie dcniittido daquelle cargo.
O embusteiro correspondente do Liberal ouc
asscnlou fallar em ludo a verdade, tem todava
o despejo de dizer, que Jos Fructuoso foi no-
meado inspector de quarteirao depois da bria '
a por aqu multa gente, que sabe perfeita-
rnuile da marcha dos negocios de Paje. que nao
pode tolerar que se falle a verdade cora lano
^".1? i,''0.' C q" 80brc lud0 nao Pde soifror
que se maltrato a pessoas do carcter e das Dua-
lidades do honradsimo Sr. subdelegado de poli-
c,a Francisco Xavier Marlins, a quem o corres-
pondente se embrou al de dar mais vinle an-
nosdoid.de; do Sr. capilao Antonio Lopes de
biq-.eira, do Sr capilao Joao Baplisla de Alhay-
ae e de outras pessoas respeilaveis daquelles lu-
gares. Pessoas destas nao podem deixar de ca-
Iiir do desagrado o iucorror nas ira. do corres-
pondente do Liberal, que um ente muito abjecto
c de pessimos precedentes.
O correspondente do Li>>eral leva o snu arrojo
a ponto de chamar a atienro de S. Exc. o Sr.
presidente da provincia o d'o Illm. Sr. Dr. chefo
de polica para as calumnias com que encheu a
sua correspondencia. Pois bem, tambem nos
instamos para que 3. Ere. c o Sr. Dr. chefo do
polica se dgnem lomar ola dos embustes de
tal correspondencia, para mandar tomar conhe-
ciiiiento de ludo. f. isso o quo maisconvm ao
digno delegado de polica do lermo de Flores u
aos seus amigos, para que fique por urna
desmascarado o seu indigno detractor.
Aeleicap !.... cis o duende, quo mortifica o
correspondente do Liberal; es ah a causal dessa
serie do calumnias, com que pretende guerrear
os seus adversarios. Dos se amercie delle, fa-
zendo-lhc comprehender, que este genero de
guerra poltica nao est mais no gosto, nem as
condicoes da poca. Aos proprios liberaes cor-
datos e sizudos fazemos a justic do acreditar,
quo regeilam, como altamente inmoral e repug-
nante, semelhanle taclca de campanha eleilo-
ral. O inleresse, que os partidos vo lomando
no processo da qualilicaco, urna prova de que
todos se vaodeixando possuir da idea do que
a cleicao depende da forja numrica dos volos,
das opinioes, e nao desses meios cavilosos e in-
dignos, de que tanto se usou c abusou em ou-
tras pocas, c de que o correspondente do Libe-
ral parece lor ainda saudades.
_ ., J.R.deS.B.
Recife, 15 do maio de 1850.
armos ao publico nina ligeira noticia do que el-
le foi, como pai de familia e cidado.
Qualquer que fosse o sentimento que a este nos
ligasse. durante a sua vida, qualquer quo seja aiu-
aa o amor e a veneragao que votemos as suas
cinzas, manos por u.n impulso de amizade, do
que por um dever da piedade e religiao que os
vivos consagran) s virtudes dos morios, que nos
propomns dar ao publico o rpido esboco que era-
prehendemos.
Rufino Jos Correa de Almeida, filho
de Jos Confia Barboza e D. Rosa Mara
ceicao, nasccu aos 20 de noveuibro de
o goveiuo encoiurou-ocoiisljiieinuiile no seu la-
do, fiel e denodadamente expond a sua vida.
Como c dadao aos momentos em que a philan-
tropia a candade sao a lei imperiosa da socie-
dada, a n estSo ainda recenta os servicos qua
prestou durante a epidimia do cholera, do anno
de ls, em que todos o vimos- ineansavel em
socoorrt r os eofermos. applicando por suas pro-
prias m ios medicamentos comprados a sua cusa.
fJuraite asua longa e martyrisadora eofermi-
daee, fti visitado a mindo por seus innmeros
f? i' f por muil8s Pessoas gradas desla capi-
tal. Todos o acharam sempre resignado, e com
essa f i!o verdadeim clirislao, que era, concilian-
do-se Cira quantossuppunha- terom delle algum
motivo (lequcixa ou inimizast, exhonando con-
tinuamente aos filhos a qucWnca abandonassem
o camm io da virlude, que rftt o sen.
Eis, d to de modo incompleto e tosco, quera
foi Rufii o Correa de Almeida. o pai de familia, o
fonccionano publico, o cidado. que passando
vida eterna lega apenas a sua familia algons
bens, conos quaes poder ella manler-se par-
camente por algum lempo.
Do hornera, porm, que pode descer-se ao t-
mulo cota laes ttulos, transmitlindo-se aos filho
um nomo quo a posteridide ha de abencoar. de-
ve-sedaerque fui tao feliz neste mundo quanto
se pode; lo.
Recife 21 de maio de 1860.
Correspondencias.
egilimo
da Con-
1799, na
fregueza de Marapic, da provincia do Rio de Ja-
neiro.,*Eram seus avs paternos Joaquim Jos
Rangel e D. Hara da Puiificaca, naluraes da
mesma provincia ; e maternos Manoel Rodrigues
o I). Rila aria da Conccicao, naluraes do Por-
tugal.
Vicissitudes da vida humana, unidas a neces-
sidade de procurar urna posico e um futuro
obrgaram-no a deixar o lar domestico nos 16
annos, quando apenas havia concluido a educa-
cao que era possivel receber no regaco da fami-
i i o?c(,gando a esU Provincia os 19 de marco
uc 1816. procurou empregar-se em urna casa de
commercio, a que dedicou-so por algum lerapo
ale que passou a orcupar o emprego publico que
Ihe foi confiado dous annos depois.
Casando em 21 de maio de 1821 cora D, Hen-
riqucra Sophia iro.filha do coronel Jos do Mal
los Girao, enviuvou a 3 de dezenbro de 1827 e
pasjnu a segundas nupcias cm 10 do maio do 'an-
uo seguinte cora D. Mara Anglica da Silva, filha
de Andr Alvos da Silva. Do prmero consorcio
nao Ihe ficaram filhos ; do segundo porera leve
nove, dos quaes exislem sele, a sabor ;
Dr. Rufino Augusto d'Almeida, actual secreta-
rio da repartieao da policia, Belmiro Augusto de
Almeida, amanuense da Ihesouraria provincial
I). Candida Maria d'Almeida, Augusto Rufino d'Al-
meida. negociante. I). Herminia Candida d'Almei-
da, e Jos e Elias menores.
A excepeo destes, que sao demasiadamen-
te juvens, lodos os outros lera recebido urna edu-
cacao conveniente e desvelada ; e de toda a gen-
te que conhecia o finado sabido o esmero com
que procurara, quer com a palavra, quer com o
PAJEU' DE FLORES 2 DE MAIO DE 1860.
Termo da Villa-Bella.
Em toilos os lugares ha sempre um correspon-
dente, c qual a razio d'aqui nao haver tambem
um ou nais? N'estas circunstancias aqui me
acho arvrrado em correspondente, nao como pre-
enchedor deste honroso quo importante cargo,
mas corro noticiador, que sabe exactamente
cumprir i:ora o rigoroso dever de palentcar os
fados, e dar Cesar o que de Cesar.
O Rvm missionario Pr. Seraphim por aqu es-
leve cxpl cando-nos 9 das o santo Evangelho. O
povo que affiuio foi lano, que lendo o Rvm mis-
sionario naudado fazer una latada, os agglomera-
dos nao cabiam na mesma ; c assim cada da da
misso cuncorria mais genle, tendo todos urna
verdadeira contricao, pelo quo pareceu. o dia
da snhida do muito Rcverendissimo, o acompa-
nliamenlc foi geral, deixando-nos um vacuo com
sua ausercia. Calculou-se o poro em mais de
14 rail peisoas, entre homens, raulheres e meni-
nos.Vi Vmc, portanlo, como palavra de
Deus foi tanta gente obedecer.
Consta-ios que o mesmo reverendissimo diri-
gira-se para as partes do Puente.
Esle termo vai indo regular.
Segunde nos communicaram, o nosso promo-
tor acho-s? prestes a entrar no vapor, e seguir
para Tacaral para onde foi removido, e o d'a-
quellelugir para esta comarca: segundo tam-
ben) nos informaran), o nosso promotor futuro
um bello moco, e bstanle activo. Deus o traga
paz e i alvamento, e que venha morar na s-
de da comarca.
Foi convocada para o dia 14 prximo a sesso
judiciaria leste termo : pelo que mo parece, nao
se apresentar um juiz de fado, em razao da
grande secca, que dez mil vezes maior do que
a de 45; Deus nos acuda cora a sua diviua mise-
ricordia e o governo tnnbcm.
Os geni ros alimenticios acham-se por preros
excessivos : carne de gado e de sevado 690')
rs. arrobi, farioha I600 cuia ; feijo
2>00 dito ; arroz 1>600 dito; miiho 400 rs.
dito ; rapa luras 16j[ e 18# rs. um ceulo.
Termo de Flores.
Nao ffendendo a susceptibilidade de pessda
alguma, esle termo nao vai bem : as autoridades
policiaes ruarcham regularmente, mas o conlra-
tm *r- -}'M* aau" ^'ado lendo
.^vf h! rt* ?,d,* ,ndependent.. precisa d-ser
, 2ZSFdoc**lrcer ua proflssan com o-Sr.
Dr Freita, Sr. Dr. Hircanoou quaesqner oulros
MffU^* S" j"im? Porventura ha!
^J^CI>*M mei1cna para esses-senho-
w?,S^""h,m? A'quevem a um
f," t gr,w para mt "M q"e sejam
' .? *,m n- ^ Prt'il'1s R Hircano? Que pre-
cisao tem elles de se hurailharcro a esses dous
ITXZlll Sr- Ca<<** S. Antonio ,,ao-
encherga que essas assignaturas foram esponta-
neas o que Delta figurara muitassummidades da
^.tt.Ii*Rro?rielrioi, peatoas que ne-
Ihaue pruvanip- unas
me ladroeirns
lem mo as suayina-
De nada aieram ainda as amacas, que par-
ICll .irmanl n -^l__ ____
licolarmenle o pelos jomaos so lzeram," as cal-
lumniase asmjariasqiio porsoteo muito dig-
no Dr. promotor publico cuspiram um mizera-
vei sujo mancommunado com-un torbilhas in-
lame e desprcsivel. que esquocido do azurrague,
ZTZJ "a-.V!l,a de A**u- lem-*> cclebri-
triL i "P"al. procurando al marcar repu-
tacOes bera fundadas, e respeitadas I
m g'ria P0ii lod"s VIes"qoe con-
correram pa^ q,ie a moralidadc puhlira fosse
*esofronlada.Te a justira triumphaWl Zl
Rendimanto dyjjhs t a 19.
dem do dia *|. .
eral.
35:83fl31>
l:637j81S
ssm ^Masm*
dX'm.he0S,|r;PM"/ fiA *'0 80U1)C 0nesr" a*';'*." decidirr'aCques-
tao como a sua consciencia dii.iv. i !%
Como consentir qi;
o, i da corte desconhecedor
cousas e dos homens da comarca de Goianni I gloria aos
impreste aos actuaes juizes de dreito e
37:48I37
Wts
Rendrnwnto do dia 1 .
dem do dia 21. .
provincias.
consciencia ditava-!
Srs. Drs. juiz de direilo e promoloi
cipal eplheios .ie"'.e]fe "talvVT convenlm r! %'^ZzE? ^"^ peran,e as to"*" e
S almas enregeladas em vicios ou ignorancia
vis manejos queso empregaram para ludobur-
ira, que souberam sustentar a dignidade de
dos magistrados, dando assim mais
hour
urna
consentiriam que passassem desapercebidas tao
vis e torpes impuiaces.
O abalxo assignado de novo desafia ao Sr. Cae-
lano de A. Antonio que Ihe aprsenle e prove
as suas humildades, os seus criraes e os favores
recebidos das autoridades para receber um so-
lemuo desmentido.
Depois de insultar pelo modo porque fica visto, p
a todos os subscreventes detallado prolesto, o ceiro dentadas dr ? ?m "" 8ob.ra-
Sr Caelano deS. Antonio derrama cora esue- \ na senda hnni, "i ,,n.s iobo?- proaaigam
ei.lid.de o seu negro fe. contra o Sr'^mm^n- SeSo e.^re HSSSX**- "*""'
prova robustissiraa da justiQa, honradez eimpar-
ciaiiaade que os carecteriza.
Que importa Jo Tempo e a sucia de desmoraJi-
saaos, que venaese corrompidos, so prolegem e
seu
prosigan)
dador Antonio Aires Vianna, o o menino Alfre-
do 11 Oh protervia das protervias! Em que pec-
ca o Sr. commendador Vianna mimoseando a
pessoas que Ine sao afeetas? E' por ventura
prohibido enviar alguma galantaria alguem *
o sao por todos os
respeitados como
.loniens sensatos e honrados.
e onM.rPC t nUpCa I.0'6 Ser an,ia hun".
!Pm .*?"rimJ?? sesbraveja-ao quando v aU
,I.inipho, da J',,slia o moralidad* publica"
Tem o Sr. .eaSSo GSZ5*S1S arra, K urania'^e.fira^^r.n t*25 6 ?
cadores dalh ? o abaixo assignado
ream repulacoes
conceiUiadas.
7J8H498
357ja4T
_8:293745>
Pcspaehoa sa do cmtsirlado desla cldade m
dia *t de naaio de 1860
r rc7,?,arca france'a Sphere, Joao Keller &
t-, 167 couros salgados; Tissel Freres, 750>
couros salgados.
Barcellona--Rrigoe hespanhol Vigilantes. A.
Irmaos. 50 surcas algodao.
Rio da Prata ^Patacho hollandei Willemma
a irmaos. 300 barrieas assucar branco e I5ft
ditas dito mascovado.
Afriia=Barci portugueza tfrogressisla, T. Bas-
tos, & C ,50 pipas agurdenle
Lisboa-Bngue ponuguez Relmpago. T de
.*."/0"8!.CaJ 2l)0.sa" asawcar mascavado.
Barroca
^arraioas agoardento.
Reeebeduria de roadlas internas
geraes de Pernambuc
Rendimentodo da 1 a 19. 23 095*912
di 21.......1:2U2f214
24:298l5S
dem do
Consulado provincial
Rendimento do dia 1 a 19.
dem do dia 21. "
30:666J767
l:841c01O
coflS !* n,nii- Z^! "22f5?J*? ^nscienca. mas segundo
vez
compa-
Por toda a parte sao conhecidos e apregoados
os prodigiosos effeilo das santas misses. Os bens
que ella lem operado na ierra da Sania Cruz,
desde o seu descobrimenlo al os nossos das,
sao lanos c tao inestimaveis, quer cm relacSo a'
ordem moral, quer material e polilica, quo o
rna)s obstinado sceptico toreada a reconhece-
los e confessa-los.
Pernambuco, onde residen) alguns misiona-
rios da ordem dos capuchinhos, urna das pro-
vincias que, mais lem testeinunhado esses effei-
tos, c em maior escala tem colhido os Benficos
tructos da piedade e dedicaco destes incansa-
veis lidadores do evangelho. Ninguera ignora o
que foi Papacaca, e o que hoje Bom Conselho.
assim como eslo ainda na memoria de todos os
relevantes servcos por elles prestados em Goian-
iia, ISaza-elh, Pao d'Alho, Limceiro, Victoria,
tscada, Brejo, Paje e oulros pontos da provin-
cia. r
Quando todos proclaraam estas inleressanles
verdades, nao seremos nos, quo temos especial
wissao de propaga-las, que as olvidaremos tanto
mais quanto a experiencia nostemeoovencido de
que em lodo o lugar e occasio, em quo estes
varos apostlicos se fazem ouvir, enconlram
sempre em nossa populacao as melhorcs dispo-
Bicoes, para consoguiretn felizes resultados. Sus-
tentando com a erudiejo, que Ihes propria, e
rom a autoridade de seu sanio ministerio, a egual-
flade dos homens perante Deus, todo? sem difto-
Tenca de sexo, edade, qualidade e condicao se
ihes submettem ao mesmo tempo, dando 'copia
de sua oulidade e o .Uencia. Se niaiidam sao
obedecidos, se exigem sao salisfeitos, se orde-
nam religiosamente curaprda sua vonlade. E'
admiravel, debaixo deslo poni de vista, o mira-
culoso effeito de nossa sania religiao, e a pode-
rosa influencia do seus dignos ministros.
Agora mesmo acaba de dar testemunho destas
ventadas importante misso, pregada nesta vil-
la, porespaco de 9 das, peranle mais de quator-
ze mil pessoas, pelo muito reverendo missiona-
rio fr. Serafim de Calania, a quem xiesla occa-
sio nao so agradecemos o zelo e dedicac,ao, com
'que procurou arraigar no animo de nossos paro-
hianos os mais puros e religiosos seutimentos,
se nao tambera felicitamos pelos bons resultados
que, de seus iocessantes esforcos, obleve em prol
da religiao e da sociedae.
Tocando inesperadamente nesta villa no dia 12
do corren le, resolvido a eiercer aesla fieguezia
sua misso apostlica o reverendo missionario
designou o dia 18 para comeco de seu interessan-
te trabalho, e no entretanto tratamos de expedir
avisos aos povos dos diversos pontos da fregue-
sa, que acodadamente concorreram de todas as
partes a ouvi-lo.
Era todo periodo da misso, que effecliramen-
tc cumecou no dia 18 & findou a 26 a divisa pala-
vra, foi ouvida com religiosa alieocao, e pareceu
calar no espirito e coraeo dos fiis, que nao so
procuraram o gremio da egreja, solieitaram os
ontos Sacramentos, ostentaran) grande coraoun-
xemplo infundir-lhes no espirito os urcceilotda f' se ol)se va no primeiro empregado da caval-
raoral e da religiao '
Inconlestaveimenlo era o que charaa-se um
bom pai, como era tambem um bom esposo
Ao nosso juizo que por ser d'um eslranho, po-
de parecer incompetente e mal seguro, ajumara-
mos o de sua inconsolavel familia, de sua espo-
sa o seus filhos, se nos fura licito cortar o curso
ligiliraode suas lagrimas, perturbar seno agra-
var asua justa dor, para faze-los fallar era um
fado nlimo, sobro o qual nao tem o publico o di-
reilo do inlerroga-los.
Se como hornera privado deixou Rufino Cor-
rea d Almeida um noine a que so deve ligar res-
peilo e estima ; como funccionario publico exer-
rendo cargos em que seus servicos erara vola-
dos a patria, acharis ainda o cidado benemri-
to, o patrila desinteressado que servia ao seu
paiz com urna abnegado de que deu constantes
provas. j como olTUial da guarda nacional era
sua creaco, j como sub-prefeito, juiz de paz sub-
delegado, ele.
Entrando na vida publica em 1818, poca em
que foi nomeado terceiro official da reparlico do
Lastro (lugar quo oceupou al o anno de 1833,
em que foi dissolvida essa reparlico ) oceupou
successivamente os seguidles cargos, qua men-
cionaremos em sua ordem chronologica :
Foi nomeado lenle quartel mostr da pri-
meira legio da guarda nacional em 1831. na
creago desla ; e em 1832 foi tambera escollado
para segundo commandante de urna das
nhias de municipaes permanentes.
Km 1833 foi eleito juiz de paz do seguudo ds-
trido da Ircguezia da Boa Vista.
Em 9 de dezembro da 1834 foi nomeado offi-
cial da secretaria da assembla provincial, u era
12 de abril de 1836 elevado a official maior lu-
gar de que foi disliluido em 1846, quando a ver-
tigem dos partidos nesta provincia caraclerisava
urna [Miase de nossa historia poltica, em que
nao nosso empenho tocar......
Rufino Gorra d'Almeida, carcter de que falla
SI de Miranda, hornera de urna s f, de um
s parecer supporlou resignado essa demisso,
calmo e tranquillo, com a consciencia de nao ter
fallado aos seus deveres, al o anno do 1849. em
que foi restituido ao mesmo emprego, o qual'con-
tinuou a exercer sem interrupeo, deixando-o
agora vago.
No mesmo anno. de 1836 foi nomoado sub-prc-
feto da freguezia da Boa-Vista, no exercicio de
cujo cargo servio por espaco de 8 mezes, no fim
dos quaes pedio e obteve demisso.
Ainda nesse anno foi nomeado administrador
do contrato do imposto de 2J00O por caneca de
gado vaceum consumido nos municipios do Re-
cifo c Olinda, lugar que servio al 1844, poca
em que o mesmo contrato passou a outros arre-
matantes.
As tradicoes quo havia deixado na policia, fi-
zeram com que no annoseguintc fosse novamen-
ic chamado a exercer o cargo de sub-prefeito da
mesraa freguezia, cm quo continuou a prestar os
bous servicos que escusamos mencionar.
Sendo nomeado escrivo das loteras concedi-
das para as obras da matriz da Boa Vista, o foi
igualmente para as das obras da greja de Nossa
Senhora do Rosario da mesma freguezia. A ma-
neira porque de3empenhou esses dous cargos,
nao o diremos nos, digara-no as respectivas ir-
mandades.
Eleito juiz de paz do segundo districlo da Boa-
visla, no anno de 1842, conlinuou a se-Io al o
qualriennio correnle, sendo igualmente oleitor
de parochia nesse periodo.
A exoneraco de que cima fallamos, obrgan-
do-o a retrahir-se a vida privada, levou-o em
1847, a procurar ser provisionado solliciador de
causas nos juizos civeis e relaco desla cidade,
lugar que alcangou e excrceu com honradez nun-
ca posta em duvida durante o resto de sua vida,
e emquanto Ihe permitliram as torcas, para ad-
quirir recursos honestos e sufficicnte's ao bera es-
tar do sua familia, objecto de sua sollicitude
constante.
Fm 1350 foi ainda nomeado pelo finado mar-
quez de Paran subdelegado da freguezia citada,
lugar que servio at fevereiro do 1853. Naquell
mesmo anno (2 de dezembro de 1850) foi conde-
corado com o habito da Rosa, como prova do
apreso com que seus servigos foram tidos polo
governo do paiz, prova fraca, verdade, compa-
rativamente con a que se tem dado a oulros em
inferiores circuinstancias!......
Mas, a abnegaco, que era um dos dotes de su.
alma, unida ao inleresse que tomava pelas cou-
sas publicas, dclerminaram-no ainda a aceitar o
mesmo lugar de subdelegado, para que fora no-
meado em 1857, o que exercera at abril de 1859.
poca em quo foi lancado ao leito de dores, da
que nao mais levanlou-se, victima de urna gravo
enfermidade da espinha dorsal, quo roubou do
mais enrgico e aturado tretameoto, quo a scien-
cia c os cuidados de urna familia extremosa po-
dum suggerir. Foi reconbecido quo o mal lev
sua ongem na falta de cautela que tinha. expon-
de-se a toda a hora do dia. ou da noile ao rigof
die estacoes, por amor do serrico publico, n
exercicio daquelle ultimo cargo. "
Como agente policial prestou sempre relevan-
tos servidos, execoluu diligencias importantes a.
arriscadas ; e as difterentes cmmoces politl-
cai porque lera passadoesta oro vincia, Uesile 1817,
ana. c ou.ros mais.
Tambem se agita n'e3te termo urna outra ques-
tao, que a da capella de N. Senhora do Rosa-
rio; o vig.rio dizque a Senhora do Rosario nao
lem cipelli, os irmaos do Rosario di/.em que o
vigario nc lem groja malriz ; e assim um diz,
outro desd z, o certo quo exislem aqui dous
partidos ; de sorte que d'um e d'outro lado s
tem faltado irem s vas de fado. Dizcm-me que
o reverend i vigario nao tem razao, oulros porm
affirmam e contrario ; e assim nao sei, o cerlo
quevo ao juizo de capellas, g
O capitn Domingos e um filho acham-se re-
colhidos cadea desla villa para responderem no
termo da I gazcira.
Ainda nao lemos juizes municipaes supplenles,
n'ealo tcilll .
Consta-n is que fra nomeado subdelegado des-
la villa o c dado Antonio Francisco Xareir.
Baixa-Verde.
Esla bell.i povoacp vai indo bem de emprego-
dos policas ( mas nao de chuvas): all nada
mais existe de lavoi ras.
Os gonerjs alimenticios acham-se por precos
nao pequen os; carne de gado o a de sevado
6J00 rs. arroba : 'arinha 1JJ600 cuia: feijo
19600 dito arroz 1J280 dito ; milho 400 rs. di-
to ; rapadu/as 16jOU|Jum ecuto, c nao apparecc.
Villa de lngazeira.
Esle tem p marcha progressivamente era pes-
simo estade (segundo nos consta ), c a fonle pri-
mordial foi a visita do lenenle-coronel Joo do
Prado : poli que me parece, deve o governo lan-
carsuas vis as para esla localidade.
Alguraas chuvas ha dado por oslas cabeceiras,
masera poicos rugares.
Osgencris alimenticios n'esta pequea villa
exislem en pouca quantidade: a abundancia
maior n; s povoac,6es do S. Jos e Afogados.
Ninguem mais tem morrido at o presente do
bizouro que rile.
Adeus : ilo'u por concluida a minha missiva, e
peco a Vn es., Srs. Redaclores, queuam dar a
devida pub cidade a estas ligeiras e toscas lindas
escriptas pressa, pois muito obrigado ficar o
seu respeiU dor e criado.
i O Mosquito.
P. S. Tambem se diz que em Flores houve
ama missc : calculou-so o povo em mais de 16
mil pcssa!.
Esla miss.va deve causar espanto muita gen-
te e ha o de altribuir differentes pessoas : e para
que nao ajuizem mal de pessoa alguma, direi on-
de moro: procurem-me as pelles, que me en-
contraro nao na do Demonio.
Protesto proseguir com missivas
foge do solver os seus dbitos?" O' Sr. Cae-
tano de Santo Xntonio, nem lano cynismo IV
nha lermo l
p le ser
bom. Desconfi de si proprio^ o e
done esla sociedade de corruptores e conompi-
dos. porque se Vmc. continuar nella.ou fica ruin)
aomoos oulros. ou perde-se ; e pena que um
espirito tao elevado viva no meio do enes to
abjectos, em risco do ser corrompido. Receie-se
que o Sr. commendador Vianna dirija contra
vmc os seusrecursos do corrupc.loporque
se. elle o lizer Vmc. nao resiste, fica ento humi
fuaimo seroo e prompto para ludo.
O menino Klfredo vai empregandn quanto Ihe
vem a cacholla para ser depntado II O Sr. Dr.
Alfredo nao era menino quando protega ao Sr.
caetano de 6. Antonio em pretencoes que llie
duiam respeito ; hoje aue esl conjurada a tom-
pestadeja elle representa de menino e de loucu I
B bem que assim se succeda para nao acquecei
a spide que o tem de picar. Que horrendo cii-
rae querer o Sr. Dr. Alfredo ser deputado Mas
como nao ha de ser assim, se esle senlior leve a
ousadia de propor-sc ura i candidatura na c-
mara quatneiiBl sem ouvir e pedir licenca ao
>r. caelano de S. Antonio, probidade encarna-
da, iivre poressencia, poderoso sem igual, so-
berboe altivo como Pedro Lem no meio de
suas riquezas? O alnixo assignado lembra ao
ir Caetano de S. Antonio que se record da
tabula do sapo com o" boi, que querendo igualar
a este no lamanho.tanlo inchou at-que eslourou
Ladaura de nsdeve gyrar na esphera em que
scacna collocado, porque o sahir della antes do
lempo pode produzir algum choque falal.
Terminarei affii mando que nem o Sr..Caetano
ae i, Antonio nem os Ss. Drs juizes de direilo e
municipal, nem qualquer outro por mais pode-
roso que seja me arrancara urna assignatura mi-
nha contra minha convieco, salvo so me eolio
cassera cm lugar ermo tirando-me toda delibe-
rarlo. Nesle caso cedera a forca brula ; mas
restar-rae-ia sempre meio de dizer-me logo que
mo visse Evre de coaeco. Deste parecer cuido
que serarflodos os subscreventes do fallado pro-
lre iraduzir, mas una obra digna de oatdis-
lincto magisirado. e que desmascarou o podan-
~~t J._,

Publicares a pedido.
Goiarina I 5 tle maio de 1860.
O abaixo assignado tendo silo um dos que as-
signaram i m prolcsio promovido na comarca
de Goianna afim do defender a honradez e pro-
bidade dos inlegerrimos Drs. juiz de direilo Joo
Antonio de Araojo Freilas Henrique e juiz mu-
nicipal Jo > Hircano Alves Maciel contra torpes
invectivas os mesmos lanc.ados em ura dos jor-
naes di coite por M. G Nunes Machado, nao po-
de furtar-s ao dever de repellir com todas as
forca os insultos, que a elle e a todos os assig-
nautes do referido prole3lo atirou no Liberal
Pernambuiano de 10 do correnle o Sr. Caetano
de S. Anti u'o.
Diz o Sr.Caetano de S. Antonio que, os que
assignaram o protesto foram uns por imposicao
e ameacas da policia ; outros a troco da degra-
dantes favores das autoridades; e o restante por
serem servs humillissimos interessados na con-
servaco d^quellas autoridades I I I E' preciso
ser muito ihleugmatico para ouvir sem indig-
nado propj3icoes to defamantes e insultantes I
O Sr. Caetino de S. Antonio, que lera tomado
tanto o pei oaviliar essas autoridades, nao se
peija de enrolver na sua ira sanhuda tresenlas e
tantas pessias da comarca, que subscreveram o
protesto em questo? Julga o abaixo assignado
lo sobrec rregado de crimes, quo se submelia
imposicos e ameacas da polica? Desafio que
me os pro' e. O Sr. Dr. Jos Ignacio da Cunha
Rabello, adual delegado de policia, bem co-
nhecido na comarca, sua rigidez de carcter nao
Ihe permit e deseer i taes infamias. O Sr. Dr.
promotor i ublico Joo Juvencio, moco novato e
de muitas bem prendadas esperaor.a9 jamis se
prestara a manejos de semelhanle ordena. Qual
6 pois a |ielicia das ameagas o imposices?
Quem dos assignantes submeltor-se-ia a tanta
baixeza ? ser bom que o Sr. Caetano de S. An-
ionio nao r'era os de mais homens por si em
tudo.
A' troca le dagradantaa favores das autorida-
des] Tend o abaixo assignado a proilssao de
medico, qu-i favores pode exigir das autorida-
des? S;e for para servir ao Sr. Caelano da
S. Antoio, que talvez estej. mais no caso de os
merecer. Somo homens, ellas muito poderao
servir ao at aixo assignado, porque os horneas de-
pendera uns dos oulros ; mas, como autorida-
des, anda ao precisou de favores e presume
continuar n pasear sem elles, qualquer que seja
sua na tu rea, degradante ou nao.
Por sirtm aarvoa humlissimns interauodoa
na oonsert ico dallas i l Parece que o Sr. Cas-
iano dt S. Antonio uSo^cooserva a cabera oqJe
O MEZ DE MARA.
Assislndo nos ao mez de Maria, que solcm-
n.sa-se na greja de S. Sebastio dos padres Ca-
puchinhos, nao pode o nosso coraco deixar de
palpitar a visla do respeito o da santa devoco
dos concurrentes, que tao dignamente acorapa,
nnam o muito reverendo e resoetavl Sr Fr
Caelano nessa devoco, lo eonherid. e de en-
comios tao colmada nos oulros paze.i calholico*
e que no nosso. soba especial proteceo da mes-
ma bonhora, jazia no esquecimcnlo. 'Reaniman-
do assim esse airelo a Maria Santissima, a Sr
Fr. Caetano uni o seu nomo ao brilhanlismo da
mesma devoran, e por (al credor de todo o
elogio sincero que um coracao bem formado po-
de manifestar. Grande foi a nossa satisfaco ou-
yindo a predica que em to boa opporlu'nidade
fez o reverendo Fr, Caelano, e aluda tiremos
occasioo do ver o quau conveniente e lgica a
sua dojitrina, apresenlando-a ao mesmo lempo
desse lugar sagrado, o pulpito, ao alcance de
todo o eniendimenlo.
O nomo doSr. Fr. Caetano nao ainda muito
conhecido no Rio de Janeiro; breve, porm, se-
r elle conhecido por quanlos sua devoco
coroparecerem, e ento ser aqui tao preza'do
como era Pernambuco, onde o nome de Fr. Cae-
tano popular e repetido por todos com res-
peito c sympalhia.
Convidarnos os Srs. pais de familia a assisti-
rem a esses actos de amor, respeito e vencrar-o
nossa boa Mai Mana Santissima, e nao fazenios
mais que o dever de um filho de Maria o de um
brasileiro calholico, amigo das praticas da vir-
ude e que desoja ver pelo seu paiz espalhada
lao bella e sublime devoco.
No dia 31 do maio se celebrar urna missa na
mesma greja, pelas 8 horas, applicada as pes-
soas que tiverem frequenlado esta devoco.
(Correio Mercantil'.]
a opinio dos'consultantes.
Macci. Io de maio de 1860.
O imparcial.
Copia da sentcnca quo no processo contra Manoel
Joaquim da Silva Leo den o Dr. juiz de direi-
lo desla comarca Matheus Casado de Araujo
Lima Arnaud, por appellaco que inlerpoz o
or. promotor publico* Francisco Jos Meira.
Vistos etc. Provado esl dos autos pelo plena-
riodas losteroiinhas, documentos annexos, o pe-
la propria conlissao do recorrido do fls. e lis
que elle exportara 21 saceos com assucar porteo-
entes a Antonio Nelto da Costa Machado sem pre-
via autorisacaosua. Pelo que provado tambora
est, que ne.ste caso seden precisamente a alhea-
rao de cousa alheia, como propria. enme defini-
do no art. 274 & Io do codito criminal. R posto
que allegue o recorrido em suas raides de II*. e
tls., que o aclo, que praticava nenhuma crimina-
lidade envolv-c, por haver procedido em boa f
publicamente, e no intuito de acantellar orejona
e de salisfazera requsiro, quo Ihe era folla pela
alfandega, e capitana do porto do barraco em
que foram provisoriamente deposilados aquellos
21 saceos, o muilos oulros do diversos danos sob
a guarda do recorrido, mediante contrato rom a
mesma alfandega, nao consta dos autos, que pro-
earaeae o recorrido scientillca-los pelo meio mais
proprio, seguro o usado, islo pela imprensa,
que laes erara seos apuros, que se va obligado a
dispor desses .asneares, que Ihe foram confia-
dos, se dentro d'um prizo razoavel ( que devia
tuar.) nao viessem providenciar em ordem que
fosso o referido barraco desoecupado, conien-
lando-se cora oSC aviso, que diz fizera por inler-
medio dos Irapicheiros do Pilar, raeio pouco se-
guro e cffiraz ; e alm dislo nao provado dos au-
tos, porque nem um crdito e peso mere:em os
doeiimenios do fls. o fls. pelo modo porquo cons-
ta dos mesmos autos, foram elles oblidos.
Assim pois nao poda o recorrido deixar e per-
f2r?.r.vS?in..'.) recurso a ut>i meio fraudulento pa-
prie ; este meio consista na extraco da lista dos
21 saceos, deposilados sob sua guarda, lista, que
cm outro qualquer deposito ou trapiche somente
sena dada a quem apresenlasse os recibos dos
mesmos saceos, que djria estar em mo de An-
tonio Nelto, ou de sM, correspondente, conse-
guido o recorrido djst'.rle o competente des-
pacho para a exporldo dos dilos 21 sacro?, des-
pacho, que certamen Ihe sena recusado, se na
losse o artificio fraumilento, de que se servio por
illudir a ba f do consulado, e despachar como
proprios gneros alheios. E quando mesmo se
nao desse o emprego d'esse artificio fraudulento,
cuja existencia de primeira inlenco, bastara
n esle caso a alheaco d* cousa alheia, como pro-
pria em conformidade do que se acha proscripto
no art. 264 Io do citado cdigo criminal para
allirmar-se, que o recorrido commetteu o crime
de estellionato ; e nem jurdicamente fallando,
se pode dizer, quo obra sem frau le, dolo o de
boa f aquelle quo sem previa autorisaco de le-
gitimo dono alheio e dspoe de objecto's alheios,
como se seus proprios foram.
Nao pode aproveitar ao recorrido n'esle caso a
consideraco de deposilario para ser accionado
commercialraenle ; o muito monos a circunstan-
cia de haver indemnisado ao referido Antonio
Nelto da importancia dosaaus 21 Warcos de assu-
car, por quanlo nem podo o recurrido charaar-se
administrador de trapiche, segundo o que se acha
prescripto uo cdigo commercial para quo goze
das prerogalivas, que Ihe sao conferidas;
32.5073777
Pauta dos precos dos principacs gne-
ros c produeces nacionaes,
que se despacham pela mesa do consu-
lado na semana de
de 21 a 26 de maio de 1860.
Agurdente alcool ou espirito
de agurdente.....caada
dem caxaea.......
dem de cana......
dem genebra......
dem idem.......botija
dem licor.......caada
dem idera.......garrafa
caada
arroba


arroba
alqueire
arroba

caada

arroba

arroba






Resposta que nao ofrende a quem pergunla, visto
que deseja saber.
Respondendo as perguntas feitas na Nova Era
(peridico de 19 do correnle) diremos ao pergun-
tador, que nao consta ao delegado do Cabo o di-
gno capilao Teixeira; que no seu termo durante
a sua estada n'elle o engenheiro Panislon mal-
tratasse brasileiro algum, e nem to pouco requi-
sitasse priso alguma de brasileiro, excepto a de
dous ladroes, que roubaram a um inglez, sendo
que estes dous nao erara nacionaes, mais siiu
estrangeiros, os quaes foram pronunciados.
Que o delegado o capilao Teixeira nao sabe, e
nem lera noticia de lei alguma patria que man-
de prender e pracessar a pessoa alguma por ma-
tar um carado de sua propriedade. que se acha-
ra inulilisado ; sendo quo pede ao doudo per-
gunlador, que tenha a bondade de citar a lei, em
quo so funda n'esle caso para julgar crime.
Que finalmente o capilfto delegado sabe cum-
prir com os seus deveres ; mas o que nao sabe e
nem quer. vingar paixoes d'aquelles, que cla-
man) cuntra os inglezcs por nao os admitlir na
antiga chuchadoira...Fica assim respondido.
Mais um triumpho para a causa ala
justica.
Finalmente trimphou a justiga c a moralidade
publica I Acaba de ser prvido pelo juiz de d-
reito desta coraatca o Sr. Dr. Matheus Cazado
de Araujo Lima Arnaud,.e recurso que da es-
quepativa e sempre metaorarel sentonca de des-
pronuncia dojuu municipal a Sr. Dr', Aurelio
Ferreira Espiuhlra, iat^rpozo promotor publi-
co desla capital o Sr. Dr. Francisco Jos Meira ;
sendo assim pronunciado como estellionatario, o
por coosequeocia no ariigp 264 do cdigo erimi-
nil o aegociantedlinoel Joaquim da Silva Leo,
geralnrenlftconliBim petawMnha Bexiga -
A justica o a moralidalRBblica sempre tri-
uraph. dos seus mimigo.f >o aaleram'do na-
da a immensa e escandalosa proteceo prodiga-
lisada em favor desse reo por diversas autorida-
des, nd.m a tal entanf urna perfeiU copia de si. De nada raleo a pro-
teceo de tantos figures sjusdam furfuris ; de
nada r.leu o ouro que orgulhosamente arroton,
e arrota ainda o estellionatario Bexiga, que ha
inais tempo devia de ter passado por urna #bdj,q-
05
um
>
r-- o-------1 i..... v-......--.., e nem v
o falo da indemnisaco influe por forma alguma v araa aguilhadas.....
na esseucia do fado |>ralicado pelo recorrido, cu. Ida^i qu i riz .
ja criminalidade e contina a ser a mesma co-
mo se indemnisaco nao houvera conforme
principios da legislaco criminal vigente.
Por tanto, e o mais dos autos provendo o re-
curso a folha por seus jurdicos fundamentos pa-
ra reyogar, como revogo o despacho de despro-
uuncia a folhas, muido que subsista o do pro-
nuncia a folha proferido pela subdelegada de Ja-
ragu contra o recorrido; cumpriudo por bem
da justica que na formaeo da culpa cada juiz se
limito a esphera de suas allribuicoes que Ihe
trae.ado no art. 141 do cdigo criminal, nao po-
dendo ir alm do que ah se acha preceiluado,
entrando na apreciacao de circumslancias quo
possa por renlura aggrar.r, attenuar ou mesmo
justificar os dolidos, .precia.-n, que s compete
no foro criminal os jurados e aos juizes quejul-
gam definilivalnente.
Advirio ao escrivo, que se em ramea do re-
curso, c outros quaesquer encontrar phrazes, ou
expressoes ofteasivas qualquer autoridade em
razo de seu officio, devolva os autos parte, ou
a seu advogado para que os cancellc era ordem
que laes offensas seno possam lr, e s depois
far concluzes.
Pague as cusas o recorrido.
Mace, 25 de abril de 1860.
(Assignado).Matheus Cazado de Araujo Lima
Arnaud.
Praca do Recife 21 de maio de 18 AS TRES HORAS DA TARDE.
Cotacoes offlciaes.
Frote de algodao da Parahiba para Liverpool__
7/16 d. e 5 0|0 por libra.
tieorge PatchettVnsiienle.
ubourcq Secretario.
Alfandega.
Rendimentodo dia 1 a 10. .
dem do dia 21......
129:8925223
24:3119266
154.203489
Movlnaento da alfandega
Volumes entrados com (azendas 290
eom gneros 657
Volumes sahidos
>
com fazendas
com gneros
947
133
119
------257
Descarreg.m hoje 22 de maio.
Patacho iagleaAttilabacalho.
Barca iogleaHermione'fazendas.
BriguG raglezThetisidem.
Dtigae tagleaIsabelacarvio.
Bngue iaglealoaasail-trilho de ierro
iBriguaportuguezBou Fdireraaii aaeaa |
dem restilada e do reino
Algodo em pluma 1. sorte .
Idera idem 2." dita ....
dem idem 3.a dita ,
dem em caroeo .....
Arroz pilado......
dem com casca.....
Assucar branco novo .
dem mascavado idem .
Azeile de mamona ....
dem de mendoim e de efleo.
Borracha fina......
dem grossa.......
Caf em grao bom.....
dem idem restolho ....
dem idem com casca .
dem moide.......
Carne secca.......
Carvo de madeira ....
Ceta de carnauba em pao .
dem idem em velas.....
Charutos bons......cento
dem ordinarios.....
Idera regala.......
Chfres........
Cocos seceos.......
Couros de boi salgados .
dem idem seceos espichados.
dem idem verdes.....
dem de cabra corlidos ,
dem de onca......
Dore de calda......
dem de Coiaba .....
dem seceos......
Espanadores grandes. .
Idem pequeos......
Esteras de preperi ....
Estoupa nacional.....
Fariuha de ararula ....
dem de mandioca ....
Feijo.........
Fumo em folha bom ....
dem idera ordinario ....
dem idem restolho ....
dem era rolo bom ....
dem idem ordinario. .
Gomma polvilho.....
Ipecacanhua.......
Lenha em achas grandes .
dem idem pequeas. .
dem em toros. .....
Madeiras cedro taboas de forro.
Louro pranches de 2 cusalos
Costadinho. ........
Costado........
Forro .........
Soalho........




libra


um
>
libra


um

urna
arroba

alqueire
alqueire
arroba



arroba
cento
>

urna
um
urna



70
420
500
80o
28f>
960
320
800
7$0
000
5S00O
1S750
3j|200
33600
4S90O
2&750
910
1(920
7$000
4gOUO
7$00O
4J500
5S00O
9(600
5S500
2j$560
9J00O
300(>
2S50O
IgOCO
3fiC0O
5$00
43OOO
285
40O
18i>
300
IO3OOO
500
400
1S00O
3j|200
i*60e
300
i $600
3$000
3j|C0
7g000
14300o
93000
73000
15S00O
Vmhtico prauchoes de dous
custados ........
Idem idem custadinho de dito
Idem taboas de costado de 35
a 40 p. de c. e 21/2 a 3 de
largura.......
dem idem dito- de dito uzuaes
dem idem de- forro ....
dem idem soalho de dito .
dem em obras eixos deaeeapi-
ra para carros.....
Idera idem rodas de dita para
ditas ........
Mel. ... .....
Milho.........
Pedras. de amolar. urna
dem de filtrar. .
dem rebolos .
Piassava em mlhos
Sabo.........libra'
Salsa porrilha .....arroba
Sebo em rama......
Sola ou vaqueta (meio) urna
Tapioca........arrba
Unhas de boi......cento
Vinagre........pipe
Pao brasil ,......quintal
33000
253000
23000
1$600
12fjO0O
33OOO
93OOO
830OO
8$00O
23500
43000
232IO
13600
243000
I43OOO
453OOO
I63OO
55000
103000
par 103000
>
caada
alqueire

um
30500O
240
2550O
800
95000
13120
200
120
255OOO
103000
33200
39520
530O
5O9OOO
8ft00O
Movimento do porto.
Navios entrados no dia 20.
Rio Grande do Sul12 dias, patacho brasileiro
Novo Lima, de 151 toneladas, capito Lins An-
tonio da Silva, quipagom 9, carga 7,000 arro-
bas de carne ; a Amorim Irmaos,
Rio Grande do Sul15 dias, barca braseira Cle-
tnentina, de268 toneladas, capilao Jos Tviles.
de Meuezes, equipageiu 14. carga 11,986 arto-,
bis de carne; a Carvalho Nogueira & c.
Aracaly10 dias. hiale brasileiro Invencivel, do
35 toneladas, capillo Jos Joaquim A. da Sil-
va, equipagem 6, carga cera de carnauba e mais
gneros; ao mesmo cepitao.
Caidiir45 das, tingue inglez Isabella, de 204
toneladas, capilao F. Howvell, equipagem 9,
carga carvo de pedra ; a Scoll Willson & C.
Liverpool47 dias, brigue inglez Lendisfarne, do
284 toneladas, capilao I. Meller, equipagem 12,
carga fazendas ; a Rostros Roober & C
Terr. Nova89 dias, patacho inglez tala, do
\Z"n toneladas, c.pilo P. Shilly, equiu.i
10, carga 1.767 b.rricas com bacalho ; alohn-
ton Paler 4 C,


v^
"*

JJ'U
i-t: ?'", '
^
- r-^a&*
r#
MAM DE FERNAMBriCO, TERCA FfltU PE MAIO -W \9M.
New Zealanil 6 das, galera americio Itanbln,
do 399 toneladas, capitfto James H. WiUie, o-
quipagem 27, carga axeile do ocixe-; ao capi-
to. Veio refrescar e segu para New Bed-
ford.
Navios tahidos no mesmo dia.
Ilio Grande do Sulbarca brasiterra theresa I,
capillo i. Hypoiilo do Canto, carga varios g-
neros.
Portos do Sulvapor nacional Persinunga, com-
mandanle M. I. Lobato.
Vatios entrados no dia -21.
Rio de Janeiro14 das, polaca hespanhola Ma-
fia Isabel, de 267 toneladas, capilo Pedro
tarda, equipagem 14, carga 4,500 quintaes Je
carne; a Aranaga Hijo & C.
Cabo da Boa Esperanca3i) das, barca ingleza
Persian de 3i4 toneladas, capilo John Tre-
wavas, en (astro ; a ordem. Seguio para Pa-
rahiba.
Navios sahi&vs no mesmo dia.
Tortobarca portugaea Flor da Maio, capilo
Antonio RiViro I opes, carga assucar.
Aracatyhiato brasileiro Dueidoso. capilo Joa-
quim Antonio de Figueredo, carga varios g-
neros.
o ti 5 O s-5 Horas.
*e V 2 3 c c cu____ en Aimospkera.
3 *? Direoeo. ^s 1 1 > 1
w V 23 Intensidade. 1
r3 ^ -> MI 00 O OS ! Centgrado. 00 3 X O H 5S O
-1 MI da Cd Reaumur.
OD 00 00 00 o Si. | Fahrenhevt
JOS O 91 s ^1 M> -4 o Hygromttro.
-4 o ~1 -I be | Barmetro 1 .
c
a
v.
rs
<
i!
o 86
M re
il
C
r
c
c
A noile clara esm grandes nevueiros, vento
SE, ,-cio para o terral e assim amanheceu.
OSCILLACO DA HAR.
Daixamar as 11 h. 18' da mantisa, altura 0.80 p
Preamar as 5 h. 18' da larde, sltura 7.75 p.
Observatorio do arsenal de marinha 21 de maio
Editaes.
Jtao Bapiwta de Gastro e Silva, inspector da ihe-
souraria de Pernambuco, por S. M. o Impera-
dor, qiw eos guarde, etc.
Paco saber que, em cusnprinvenlo da ordem
circular do thesouro o. 32, de 12 de abril ultimo,
tendo de serem retiradas da circulaco as notas
de lflWO da primelTa estampa e as de 53000 da
lerceira (papel braneo), procede-se desde j a
sutetiluicao dellas na thesouraria da provincia.
Em tempo conveniente se marcar e annun-
ciara o prazo, di qual principiar o descont da
lei no valor .das notas que nao liverem sido subs-
tituidas.
Thesouraria da fazenda de Pern|mbuco, 15 de
maio de 1950.
Joo Baplista de Castro e Siloa.
= De ordem do lllm. Sr. inspector da ihcson-
raria de fazenda desla provincia se faz publico,
que tetido sido avallada em 6 000$ a casa de so-
brado de dous andares n 29, sita na ra da Guia.
e pertencendo a fazenda nacional, em virtude de
adjudiraco, urna partedesse sobrado no valor de
t: 1555482, tem esta de ir a praca no dia 6 de ju-
nho prximo vndonro. as 2 horas da tarde, pe-
rmle a mesma thesouraria, para pagamento do
que ficou oeveudo o Uado Antonio Fcrrelra
Duarte Velloso.
Secretaria da thesouraria de fazenda de Pcr-
nambuco 10 de maio de 1860. O oVTicial maior
interino, Luiz Francisco de Siropaio e Silva.
Directora geralda mstrucco
publica.
Paco saber aos interessados, que o lllm Sr.
redor geral, de conformidade com o 1.* do
art 10 das rastrucedes de 11 de junho de 1859,
tem designada o dia 21 do corrente, pelas 10 ho-
ras da inana, para o exame de habilitadlo dos
opposilorcs s cadeiras vagas de inslruccao ele-
mentar do l.- ro, que sao : viHas de liamara-
c, Satgueiro, Buique, freguezia de Una, Taqua-
ritinga -e Itapiatama. Sao, pois, convidados a
comparecer no refrido dia c hora nesta reuarti-
co os que para esse fin j so acham inscriptos.
Secretaria da inslruco publica de Pernambuco
11 de maio de 1860.O secretario interino,
Salvador Henrique de Alhuquengue.
O lllm. Sr. inspector da fazenda provincial,
em ciunprimento da resoluco da junta da fazen-
da, manda fazer publico, que a arrematacao do
empi'dramenlo di estrada da Victoria entre os
marcos de 6 a 8 mil bracas, foi Iranferida para o
dia 24 do corrente u-ez.
E para constarse maiidou sixar o presente e
publicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Per-
nambuco 12 de nuio de 1860.O scretario,
A. F. d'Annunciaco.
Trlbenal #u com\aerci<>.
Pela secretaria do tribunal jo commcrcio do
Pernambuco se faz publico, que a vaga de cin-
co lagares de corretorea 'geraes desla prac,a,
sendo quatre-Mllimamente creados pelo geverno
imperial, era peltf falleimenlo do serventua-
rio Ivo Eihrin Robera. Os preleodentea devem
apicseritar seus requerinjontos na referida aecro-
tar.a, instruidos com os documentos exigidos pe-
lo irt. 39 do cdigo do coinmerrio.
'iecrctaria do tribunal do rommercio de Per-
nambuco 19 de maio de 1860.
Dinamerico Augusto do Reg Rangel,
Otficisl maior interino.
LEILAO
Quinta-feira 24 do corrente as
11 horas em ponto.
O agente amargo fara' leilao no seu
armazem na ra do Vigario n. 19
neos guardas vestidoi, guarda roupa
Por ordem do lllm. Sr. coronel director do|COni espelho, camas, cadeiras avulqas,
inde
um bom cavalo trotador, e na mesma
aneoal de guerra, so faz publico a quera convier. i lou^as e vidroi&tres lindos cabriolets,
O I)r. Anselmo Francisco P-erelti, commendador
da imperial ordem da Rosa e da dc'Chrislo, c
jniz do dircUo especial do conimercio desla ci-
ilade do Rccifc,.capital da provincia de Per-
De ordem do lllm. Sr. inspector da thesou-
raria de fazenda desla provincia se faz publico,
[ para conhf cimento dos interessados, que no dia
o de junho prximo vindouro, s 2 horas da tar-
I do, lem do ser arrematada perante mesma the-
souraria, urna parte da rasa de sobrado de dous
ambu_C0 c,sou.lei"mo' Pr S- M- I,nPcr,al- "u andares n. 29, sita na roa da Guia, penhorada
viuva de Anlonio PerreiA Duarle Vellozo para
pagamento do seu alcance, sendo a paite do dilo
sobrado avallada na quana de 1:15)$482, que
ciiiii o abate da quarta parte na forma da lei, foi
nacional no valor de ris
que tem de ir praea para
Deus guarde, etc.
Paco saber, que em cumplimento da lei adia-
se em concurso um dos oflicing de cs'rives des-
te juizo, vago pelo faliccimenlo do propietario
Francisco Ignacio de Torres Bandeira ; c marcado
o prazo de 60 dios, a contar-sc da publicago
desle, pflia os concurrentes se habilitaren) na for-
ma da mesma lei.
Cidade doKecife, 19 de maio de 1860. Eu Ma-
noel Mara Rodrigues do Nascimenlo, escrivao
o subscrevi.
Anselm Francisco Pereli.
que nos termos do aviso do ministerio da guerra
de 7 de marco Ando, so lem de mandar manu-
facturar os seguinles arligos de equipamenlo e
hospital.
Mochilas 215
Bornaes 521
Saceos para marmitas 53
I.encoes 40
Coberlas de chila 20
Camisas de brim 40
Colletes para alienados 2
Toalhas pequeas para bancas 60
Quem quizer arrcmalar o fabrico de taes arti-
gis, compareca na directora do mesmo arsenal,
p< las 11 horas do dia 25 do corrente, com suas
piopostasem que declarem o menor preco, o
tempo em que podem apresentar ditos arligos, e
q'iaes seus fiadores.
Arsenal de guerra 19 de maio de 1860.
Joo Ricardo da Silva
Amanuense.
^mmm*M^mmmmm^^
Avisos martimos.
I'ara o Presidio de Fernando.
Segu o brigue Santa Rosa : quem quizer car-
r :gar ou ir de passagem habilite-se pela presi-
dencia, e para contratar na ra daCadeia do Re-
c fe n. 60.
Para o Ass
s >guc o hiate Beberibe por j ter a maior par-
t da carga ; para o resto e passageiros, trata-se
cim Luiz Rorges de Cerqueira, na ruado Vigario
numero 15,
Para o Rio Grande do Sul
s^gue com breviiade a barca Malhilde, por ter
nt-lado da carga prompta : quem quizer carre-
jar o resto, enlenda-se cjm Manocl Aires Gucr-
ri, no seu escriptorio da ra do Trapiche n. 14.
ATTENCiO.
A barrara Flor da Guia est sujeita desp'e-
zas do seu fabrico ; eporlanlo faz-se a presente
teclaraco para que ningucm faca negocio al-
um a seu respeito.
P3J
A 3,500 rs.,
com loque de avaria, vendem-sc pec.as de chitas
francezas rxascom 35 corados : na ra da Ma-
dre de Dos, loja n 36 A.
Na ra do Ara'go n. 37, rendem se S ca-
briolis e 1 carro de i rodas.
Vende-se urna casa te-rea sita a. travesa
do Alecrim ; a tratar na ra dos Martynos n. 12.
Ama.
Precisa-se alagar urna prota para tomar conta
de 2 meninos, o que saiba coser alguma cousa ;
na ra da Cruz n. 23, sagnndo andar.
Avsa-se a quem quizer por qualquer ne-
gocio a casa da ra do Arago n. 10, onj* exis-
n,v,a,5ft i te urna boa armaco de tabern cora lodosos
occas So se vende, a u m negro ptimo I perleaces, dirija-se a taberna n. 8
cosinheiro; no mencionado da as II
horas.
adjudicada A fazenda
860*612. pelo qual 6
Ktl/VVV
so que fez para ~
Dr. Anselmo Francisco Peretli, coniinendadnr
da imperial ordem da Rosa e da de Chr*lo, e
juiz de dircilo especial do commcrcio desla ci-
dade do Rctife de Pernambuco e seu termo,
por S. M. o Imperador, que eos guarde, etc.
Faco saber aos que o presente edital vircm, e
elle noticia liverero, que a requerimento de
Caucantias & Daliooreq e Tissel Freres, se acba
aberla a fallencia da tirina social de Lima & Mar-
tn*, pela sentenca do llieor scguinle :
Tendo-se ausentado Joaquim da Cruz Lima e
JosGonc.aives Marlins, comraercianles estabole-
idos com lojas de ferragens na ra Nova desta
cidade ns. 6 o 39, e socios da firma Lima & Mar-
lins, e tendo assim esta firma cessado os seus
pagamentos, derlaro-a era estado de quebra, c
lixo o termo legal da existencia desla a contar do
dia 10 de aoril prximo passado.
Nomeio curadores fiscaes aos credores flscaes
Ttsaet Freres, e depositario interino o negociante
Anlonio Valenlm da Silva Barroca, que consta
tambora ser credor. E prestado pelos primeiros
o juramento do ostylo e pelo segundo assignado
termo de deposito, o escrivao remetiera copia
aesia senicnija ao jm/ nn paz enmppwnio para a
apposico de sellos, que ordeno se ponhara em
todos os bens, lvros e papis dos lallidos.
Feto o que, e publicada a sentenca nos ter-
mos dos anigos 812 do coligo commercial e 129
lo rcgiilamenlo n. 738 se daro as ulteriores pro-
videncias, que os citados cdigo e regulamenlo
jirescrevera.
Recife, 6 de maio de 1800.Anselmo Fran-
cisco Perell-
E mais se nao continha e nem alguma oulra
cousa, so deelarava em dila sentenca aqu trans- Q 1 Q 000
cripta, e para cumprimenlo da mesma convoco
a todos os credores presentes dos fallidos para
comparcccrera na sala dos auditorios no dia 24
do corrente mez s 10 horas da manha, aiim de
se proceder a nomeaco de depositario ou depo-
sitarios, que ho de receber o administrar provi-
soriamente a casa fallida.
E para que chegue ao conhecimenlo de todos
znandei passar editaes que scro publicados pela
imprensa e afiliados nos lugares designados nos
referidos arts. 129 do regulamenlo n. 738 e 812 I
do cdigo commercial
Dado e passsdo nesta cidade do Recife de Per-
nambuco, aos 21 dias do mez de maio 1860, 39. ;
da independencia e do imperio do ltrasil.Eu
Minoel Mana Rodrigues do Nascimenlo, escrivao ',"'
oubscrcvi.
Anselmo Francisco Perelti.
O Dr. Anselmo Francisco Perelti, commendador
da imperial ordem da Rosa c da de Chrislo, e
juiz de direilo especial do commcrcio desta ci-
dade do Recife, capital da provincia do Per?
nambuco e seu termo, por S. M. 1. c C. o Sr.
D. Pedro II, que Dos guarde, etc.
Fago saber aos que o presente edital virem, e
delle noticia liverem, em como no dia vale e
quatro do correnle mez se ha de arrematar por
venda a quem mais der era praga publica deslc
juizo, e na sala dos auditorios um sitio, denomi-
nado Casa Caiada, cilo no lugar do Rio Doce, o
qual lera urna pequea casa do petra o cal.com
tima porla no centro eduasj-nellosem cada lado,
pagamento do dilo alcance.
As pi ssoes, pois, que pretenderen) licitar, de-
vero comparecer no dia e horas cima indicados
na casa da referida lliesourarin.
Secrelaiia da thesouraria de fazenda de Per-
iiambuce, 9 de maio de 1860.
O olficial-maior interino,
Luiz Francisco deSampaio e Silva.
O lllm. Sr. inspector da thesouraria pro-
vincial, em cumprimenlo da resoluco da junta
da fazenda, manda fazer publico, que no dia 31
do crreme, peranle a mesma junta, se ha de ar-
rematar a quem por menos lizer o fomecimento
dos medicamentos e utensilios para a enfermara
da casa de delengo desta cidade, por tempo de
um anno, a contar do 1. de julho de 1860, a 30
de julliode 1861.
Aspessoasque se propozerem a esta arrema-
tacao, corrparecam na sala das sesses da refe-
rida junta, no da cima indicado, pelo meio. da
e competentemente habilitabas, que acharo pre-
sentes o formulario e condicoes da arrematacao.
E para constar se mando aflixar o presente e
publicar pelo Diario.
Secretara da thesouraria provincial de Per-
nambuco, 3 de maio de 1860.O secretario, An-
tonio Ferreira da Annunciaco.
Riode Janeiro
Vai seguir at o fim da semina a bem
conliccida barca Recife, por ter o
eu carregamento promp'o, apenas re-
cebe alguma carga miuda, escravos a
'rete e passageiros, para os quaes tem
ninfo bons commodos: a tratar com
ifanoel Francisco da Sjlva Carrico em
teu escriptorio na ra do Vigario n. 17
l" andar.
JfeSfev
J*
Na escadinha da alfandega
DE
Feijo preto.
O agente Camargo fara' leilao boje na
escad nba d'alfandega de urna poredo
de saccas com eijSo preto muito novo,
desembarcado ltimamente.
As 11 horas em ponto.
LEILAO
DE
10S0 pelles de cabra.
Quarta feira 23 do corrente,
O agente Borja autorisado pelo Exin.
Sr. Dr. juiz especial do commcrcio, fa-
ra' leilao no armazem do Sr. Avila em
frente do trapiche do algodao, de vinte
e um molhos com mil e cincoenta pe
les de cabra viudas do Aracaty, perten-
centes a massa fallida de Gaminha li-
maos & G,
Principiara' as 10 horas em ponto.
LEILAO
DE
MOVIS.
Quarta-feira 23 do corrente.
O agente Borja fara' leilao em seu ar-
mazem na ra do Imperador n. 75 de
diversas obras de marcenaria, como se-
jam cmodas com tampos dededra, se-
cretarias, lavatorios, toilets, e muitas
obras de gosto que serao vendidas sem
reserva de pieco assim como urna por-
co de frascos para botica.
Principiara' as 12 horas em ponto.
Aviso.
pode vender
sem pagar o
O Sr. Luiz Jos da Slvera nao
sua taberna silamo Campo Verde,
que deve a Manoel Joaquim de Oliveira & C, de
gneros que Ihes comprou para a mesma taberna.
Aluga-se um sitio com alguns arvoredos, e
urna casa dentro que serve para familia menos
abastada, na ra Imperial nos fundos da fabrica
de aabo, pelo comraodo preco de 20-Smonsaes :
a tratar na ra Imperial n. 5.
Precisa-se de 2 araass;adores que entendam
perfelamenle do fabricg e pao e bolacha : na
padaria da ra larga do Rosario n. 18, que acha-
ro com quem tratar.
Pede-se encarecidamente a lodos os irmos
da irmandade doSS. Sacramento de Santo Anto-
nio, para, no dia 3 de junho, as 11 horas da ma-
nha, compiiecercm no consistorio para nova
eleico da mesa, pois 6 una esmola que fazem
ao mesmo Scnhor, aiim de ser bem administra-
da.Um chrislo.
Hoje, em audiencia do juizo de orphos to-
. .- -, i
- a:- < .- .. ...
- Nr -: .: -/,
. <. g f ': te"
.' ,' -M '" :.: v t, i u
S> i' : t -, --t '.. .
fi-l 't .
I
v : .: ,.. ,a. ti r*.
i} '

> V
*
GRANDE SORTIHEMO
DE
Fazendas e roupa feita
POR MEDIDA.
Na loja e armazem de Joaquim
Rodrigues T. de Mello.
l\ua do Qucimatlo n W7,
em sua loja de 4 portas.
Tem um completo sortiracnlo de roupas feta3
e por medido a vontade dos freguezes : calcas de
raseraira e de brim, colletes de diversas quali-
des, sobrecasacas do muito bom gosto, um sor-
limenlo de paletols de panno e de casemira, al-
paca, lazinha, riscadinhos e de brim, que ludo
se vende por preco comraodo ; um completo sor-
llmenlo de chapeos pretos de seda para hornera,
de superior qualidadea IttJ, ditos de castor mui-
to superiores a 16$, chapeos de sol de seda in-
glezes dos melhores que tem vindo ao mercado,
dilosfrancezes de diversas qnalidades, ditos (fe
r logara ultima praca da casa annnndada" ir^Z^J"^*"' co;.lcsdc "'1* le
este jornal nos dias 9 e lfl do corrente : os con- i ?",J""",?"*. *?'l2' ar2 d,,VerS0S preos' um
completo sortimento de bordados e entre-meios,
goliuhase manguitos, ludo por proco comraodo ;
cnaly-de seda e la de gesto mais apurado quo
crrenles comparecam s horas do costume.
O abaixo assignado f;iz sciente ao respeita-
vel publico que ninguem faca negocio cora dous
Arrematado de dividas.
Picou transferida para hoje terQa-feira 22 do
correnle a arrematacao da? dividas do finado Ma-
noel Fernandes Gucdes, depois da audiencia do
juizo de orphos.
No dia 21 do corrente ao meio dia em pon- .
to, depois da audiencia do lllm Sr. Dr. juiz mu- .lJda.ae' PrPno Para pagem :
serta impossivel aqui so poder mencionar cora
precos, assevera-se aos freguezes que ludo se
vende mais em conta que em outra parle sendo
a dinheiro.
nicipat da segunda vara civil, lem de ir pra-
ca os movis pertencentes a Thomaz dos Santos
Rstima Lessa, pelo escrivao que move Antonio
Gonralves de Azeve'do : os licicitantee que. pre-
lenderem dirijim-se sala das audiencias, s
horas cima indicadas.
- Quita-feira21 do corrente. depois da au-
diencia do nim. Sr. Dr. juiz dos feitos da fazenda
se lia de arrematar era praca publica, quem
mais dar, os escravos seguinles, penhorados por
cxccuco da mesma fazenda a Joaq-iira Cavalcanli .los l.".c,s Para o.'empo de S.
de Albuquerque, na qualidade de fiador de Idas melhore? qnalidades, da
lulo com o
o mercado : i
i tratar-so.
Pipas.
llp.Hiricnp.e
as notas
2o,ooo da
O novo banco de
Pernambuco lpete o avi-
L^erem re-
colhidas desdef
e

emisso do banco.
rr Pela adminisiraco do corrcio desla pro-
vincia se faz publico que a agencia novamcnle
creada na povoaco de Grvala, se acha funecio-
naudo. Adminislraco do correio de Pernambu-
co 19 de maio de 1860.O oflichl papelista,
Oliveira Lima.
Conseibo administrativo.
0 consclho adiinistralivo, para fomecimento
do arsenal de guetra. tem de comprar os objec-
tos seguinles :
Para o 8." baialho de infamara de linha.
1 bandeira de seda com armas imperiaes ; 1
para dita ; 1 cap* de brim para dita ; 1
capa de oleado para di tal
Para a 2 companhia de pedestres de linha.
40 grvalas do solo de lustre.
Quem quizer vender taes objectos aprsente
as suas propostas era carta fechada na secretaria
do conselho, s 10 horas da manha do dia 28
do corrente mez.
Sala das sesses do conselho administrativo
para fomecimento do arsenal de guerra, 21 de
maio de 1860. Beiio Jos Lamenha Lins, co-
ronel presidente.Francisco ioaquim Pereira
Lobo, coronel vogal secretario interino.
Conselho administrativo.
O conselho administrativo, para fomecimento
do arsenal de
Para o Rio de Janeiro com muita brevjdade
/ai seguir barca nacional Imperalriz Vencedo-
-a, de primeira marcha, recebe ainda alguma
?arga a frete, trala-se na ra na Cruz q. 45, cs-
:riptorio da viuva Amorim & Filhos oto ootn o
capilo na praca. )
Para a Dahia.
A veleira e bem conliccida sumaca nacional
Horlencia, pretende seguir aleo flm da presente
semana, tem parte de seu carregamento a bordo ,
para o resto que Ihe falta Irata-se com os seu:
consignatarios Azevedo & Mondes, no seu es-
criptorio ra da Cruz n.l.
Avisos diversos.
frica.
A barca jwrluguoza Progressista recebe al-
guma carga-miada e passageiros : trata-se cora
os consignatarios Teixcira Basto, S & C, no
largo ao Corpo Santo n. 6, segundo andar, ou
cora o capilo na praca.
Cear e Acarac
O palhabote Sobralense, capla Ratis, segu
com brevidade; a tratar comCaelano Cyriaco da
C. M no lado do Corpo Santo n. 25, orimeiro
andar.
guerra, tem de comprar os ob-
lendo cem bracas d fund,e outras lanas de fren-! Jeclos seguinles :
le.pouco maisou menos, contendo algunsarvore- Plra os lraba"'os da 1. e 2.a classe.
m ris. pertencentea viuva e.filhos de Finnino
Jos Flix da Rosa, e lora aos mesmos penhora-
da por execuco de Jos Jacome Tasso, e nao ha-
vendo langador que cubra o prego da avaliaco,
ser a mesma futa pelo preco da adjudicaco
cora o abate da lei.
E para que chegue ao conhecimenlo do todos,
nendei passar editaes, que sero publicados pela
imprensa c ailados nos lugares do coslume.
Dado c passado neslacidade do Recife de Per-
nambuco, aos 2 diss do mez de maio do anno
do nascimenlo de Nosso Senhor Jess Christo do
S860, 39." da independencia e do imperio do
Brasil.Eu Manoel Mana Rodrigues do Nasci-
menlo, escrivao o subscrevi.
Anselmo Francisco Perelti.
O lllm. Sr. inspector da thesouraria pro-
vincial, em cumprimenlo da resoluco da junta
4a fazenda, manda fazer publico, que no dia 31
. do crtenle, .se ha de arrematar, perante a men-
v ionada junla, a quem por menos fizer, as ira-
.pressoes dos Irabaihos das rCparticoes provin-
\. A arrematacao ser #ita por lempo de um anno
a miar do 1." de julbo do corrente anno, a 30
de junho de 1860.
As pessoas que se propozerem a esta arrema-
tacao comparecam na saja das sesses da sesma
junta, no dia cima referido, pelo meio dia e
competentemente habilitadas
pira constar se mandou aifjxar o presento e
publicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria pravincial de Per-
namboco, 3 de maio de 1860.O secretario, An-
tonio Ferreira da Annuneiacdo.
Capitana do porto.
Do orden do Sr. capito do porto so faz pu-
blico que fUa mateado o prazo de 8 dias, con-
tados devta data, para ter lugar a rembeo dos
navios amonnos inutilisados que se acham
juntos a baredea de qoerena, para o sul d'aquelle
luger, as proximidades da barreta das jangadas.
Se dentro desse prazo nao fr effectuada a re-
mocao, mandar faze-la a capitana por conta
dos actuaes proprietarioi dos referios naios,
impostas as penas da le.
Secretaria da capitana do porto de Pernal-
buco 10 de maio d* 1860.- secretario
J. BuneW Mallo aigo.
Costados de amarello, duzias 4 ; travs de
qiialidadt de 32 a 35 palmos 25 ; laboas de pi-
nho americano, duzias 0; pranchoes de pinho 9.
Quem quizer vender os ditos objectos apr-
sente as suas propostas em carta fechada na
secretaria do conselho s 10 horas da manha do
dia 23 do correle mez.
Sala das sesses do consclho administrativo,
para fomecimento do arsenal de guerra, 14 de
maio de 1860.Denlo Jos Lamenha Lins, co-
ronel presidente. Francisco Joaquim Pereira
Lobo coronel vostal secretario interino.
Conselho administrativo.
O conselho administrativo, para fomecimento
do arsenal de guerra, em cumprimenlo ao art.
22 do regulamenlo de 14 de dezembro de 1832,
faz publico que foram aceitas as proposlas dos
senhores abaixo declarados.
Para fomecimento dos arraazens do arsenal
de guerra.
Prxedes da Silva Gusmo.300 caadas de
sjteite de carrapato, medida nova a l$i90 ts.
caada.
Para o hospital militar.
Francisco Faustino da Silva.50 pares de chi-
nellas rasas de couro de cabra n 2# rs. o par.
Para a enfermara do Rio Grande do Norte.
O mesmo vendedor.20 pares de chinellas ra-
sas do mesmo couro a 28 o par, sob o coudicn
de entregar todos os 70.pares al o lim do cor-
rete mez.
Fara o meio balalho do Cear.
Antonio Joaquim Goncalves Fraga.363 eslei-
rs do carnauba a 400 rs*. -
Para o 10." balalho do infamara.
O mesmo vendedor.211 esleirs da mesan
qualidade a 400 rs.
O eooselho aviso aos mesmos vendedores, qu >
deve recolher os objectos comprados no di i
23 do correle, s 10 horas da manha na secre
laria do mesmo conselho.
Sala das sesses do conselho administrativo,
para fornecimejilo do arsenal de guerra, 18 du
maio de 1860.Francisco Joaquim Pereira Lo >
eoronel vogal secretario interino.
Pola directora geral da inslruccao publici
se declara aos senhores npposilores sadeirai
vagas do inslruccao primaria, que o exame pan
veriicacao de capacidade para o magisterio, fie;
transferido do dia 21 para 82 do crrante, as 1(
horas da fflaohU.
COMPANHIA BRASILEIRA
DE
PAQUETES A VAPOR.
O vapor Paras, commandantc o capito l-
ente Torrezo, espera-se dos portos do norle
em seguimenloaos do sul at o dia 21 do cor-
rente.
Recebe-se desdeja passageiros e frele de en-
commendas e dinheiro, c engaja-se a carga que
o vapor poder conduzir sendo despachada com
antecedencia at a vespera do dia de sua che-
gada : agencia ra do Trapiche n. 40, escrip-
torio de Thomaz de Faria.
Para
Precisa-se de um oficial de bar-
beifo : na ra das Cruzes n. 35,
Flores de cera
em cinco lines.
O artista Jos Ricaud, recem-chegado da cor-
le, ensina a fazer flores c fruclas de cera, borda-
dos em vidros com laas : d ces em casas par-
ticulares. O artista mora no hotel Francisco, na
ra do Trapiche n. 5, e ir s casas d'onde for
chamado, levando as amostras dos seus trabalhos
O Sr. Antonio Duarle Pereira, morador nos
Remedios, tem urna carta para lhe ser cntrcue
na ra Nova n. 49. '
O Sr. Guilherme Carlos Montero dos San-
ios queira dingir-se ra Nova n. 49, a negocio
de seu interesse.
O Sr. Manoel Fcrrelra Escovar, cx-tenenle
do corpo policial, tem urna caria vinda do Rio
Grande do Sul, na roa Nova n. 49.
~0Sr- i- L- C. M. queira nesles tres dias con-
cluir o negocio quo nao ignora, na ra Nova n.
49. do contrario ser publicado o seu nome por
extenso.
= C. W. Guy relira-se para a Europa.
Precisa-sede urna ama forra ou captiva :
no paleo do Terco n. 26.
M. I. Rodrigues Pereira vai a Europa.
Precisa-se alugar um silio perlo da praca,
e que tenha casa com capacidade para familia '
na ra do Crespo, loja do Xisto.
Joan Francois, francez, vai ao Rio de Ja-
neiro.
Francisco Antonio d S Brrelo Jnior, a saber :
Pedro, com idade que representa 30 annos, ava-
hado em 1-ztOj ; Bencdicto.com 22 anuos, pou-
co mais ou menos, avalia lo l'20), ambos do
servico de campo : a quem convier arremala-los
comparec no lugar do coslume s 10 horas do
dia indicado.
Pelo juizo de orphos desta cidade, escrivao
Guimares, tem de ir praca, do renda por lem-
po de 6 anuos, o engenho Dous Irmos, silo em
ierras de Apipucos, servio lo de base para a ar-
rematacao a renda anuual de 5.700J500. porque
se acha actualmente arrendado As condicoes
com que vai a dita propriedado praca, acham-
se patentes no edital e escripto de pra'ci em mo
do porteiro ; bem como podem ser vistas no in-
ventario, pelo cartorio do dito escrivao. A praca
se efecluar Andas que sejam 3 audiencias do
mesmo juizo de orphos, al o da 29 do corrente.
Ama.
Precisa-se do urna senhora para ama de urna
casa de pouca familia, que soja capaz, que sirva
Cozinheiro e copeiro,
Vendo-se um mulalinho de l a 15 anno3 do
ade, proprio para pagem : no pateo de S. Pe-
dro n. 16, sobrado de um andar.
Bolinhos,
Bandejas enfeiladas com diversos goslos, dos
melhores bolinhos do nosso mercado, era porco
de libras ou a rctalho, que conservam-se miiito
para e-nbarque ou viagem ; assim como pudins,
pastis de nata, crome, tortas, ou oulra qualquer
pastelera para desserl : la ni bem preparam-so
Joo e S. Pedro,
massa raolhada e
secca superior, tu lo com o melhor aceio, e o
raais era conta do mercado : dirija-se a ra da
Pcuha n 25 para tralar-so.
Na ra Direita
quiadas de ferro ,
agurdenle.
n. 91, vendem-so 4 pipas ar-
proprias para deposito de
Aviso.
Florencio Martins da Silva Borges & Irrao,
estabelecidos na ra Direita n. 91, avisam so Sr.
Luiz Jos Marques que do dia 30 de junho vin-
douro em diante deixaro de vender agurdenlo
de producc.o do imperio, licando isentos da col-
lecta.
Francisco Jos Leile lem autorisado ao Sr.
Joo Amonio do Rogo para cobrar suas dividas
tiesta praca, amigavcl ou judicialmente.
Precisa-se
de duas amas captivas ou forras pa ra urna casa
estrangeira, sendo urna para cozinha re outra pa-
psri Mixinhar e engommar dirija-se ruado Ira-: ra engommar e os mais serviros de casa
Rio de Janeiro,
j segu o brigua Anna Rosa, capilo Manoel Pe-
reira deS ; recebe alguma carga a frete: trata-
se com Teixeira Basto, S &C, uo larga do Cor-
po Santo n. 6, segundo andar.
o Rio de Janeiro
segu era poucos dias o patacho nacional Ca-
puarn, ainda poJe admillir alguma carga, pas-
sageiros e escravos ; a tratar com J- B. da Fon-
seca Jnior, na ra do Vigario n. 23.
Leiles.
Leilao
rreate
Quarta-feira 23,
aon*io
O agente Borja autorisado pelo lllm.
Sr. Dr. juiz de orpblos, fara'leilao em
seu armazem na ra do Imperador n.
73 das dividas activas do casal do tal'e-
cido Antonio Luiz Vieira."
Dar' principio ao meio da em
ponto.
Companhia do Be-
beribe,
O Sr. caixa da companhia (commen-
dador; Manoel Goncalves da Silva) esta'
autorisado a pagar desde hoje o 2V- di-
videndo a razSo de 3#150 por accao.
Escriptorio da companhia 19 d maio
de 1860.-Jos Teixeira Bastos, secre-
tario interino.
= Bernardiuo de Senna Dias. thesourefro da
irmandade do SS. Sacramento da freguezia de S
Pedro Martyr da cidade do Olinda. avisa aos se-
nhores irmos da mesma irmandad* para com-
parecerem no dia 27 do corrente mez de maio,
pelas 9 horas da manha, na igreja de S. Pedro
Apostlo, que presentemente serve de matriz,
aflra de se proceder a eleico do juiz e mais em-
apregadosda dita irmandade.
Ra Novan. 32.
Thora Lopes de Sena, dono da amiga loja que
era desuasogra Madarac Theard, neste esiabele-
cimento conslantemenlo recebe-se em direitura
do Franca bons sorlimentos de objectos de moda,
como sejam, chapeos de velludo e de seda de
cores para senhora, ditos do palha de Italia, di-
tos de ditos amazona, chapeos pretos para Into,
ditos de velludo e de seda de cores .para meninos
e meninas, ditos para baptisados, gorras de vel-
ludo e de seda para menino, pentes de tartaruga
para senhora, ditos muito modernos com vidri-
lhos, alQneles dourados e com madreperola para
segurar enfeites de cabeca, ditos pretos com vi-
drilho, ditos para segurar chapeo, locados para
os mesmos, enfeites de cabera de difTercntcsqia-
lidades, manteletes e capas de grosdenaples,
guarnecidas com bicos de guipure, guarnicode
massabu para vestidos de baile, ditas de botoes
para os mesmos, espartilhos de mola com carre-
leis, ditos de enfiar, capucho Maria Stuard para
sahida de baile ou thealro. filas e franjas de se-
da de todas as qualidades, filas de velludo bor-
dadas, cinteiros de borracha muito modernos pa-
. la senhora, botOes pretos com borlotas para ca-
saveque ; na mesma casa recebem-se flgurinos
lodos os mezes, e fazem-se vestidos da ultima
. moda, vestuario para menino so baptisar, e ludo
mais quanto perlence ao loilcl de ama senhora.
perador n. 49, armazem de madoiras.
Preci>a-se do urna ama forra ou captiva,
para o servico de urna casa de pouca familia : a
tratar na roa do Queiraado n. 6. loja de fazendas
Precisa-se alugar um homem entendido
para tratar do cavados a de um silio pequeo ;
assim como tambem preoisa-se de urna perfeita
engommadeira elavadeira: a tratar na ruado
Crespn. 2, segundo andar.
O Sr. Licurgo de Albuquerque Nascimenlo
queira dirigir-se a esla typographia, que se pre-
cisa fallar-lhe.
Deseja-se saber noticias do um cerlo italia-
no Sanelli Guoatino da cidade de Parma, que
aqu chegou em 1858 : quem esliver habilitado a
silisfa/.er este pedido, roga-se do se dirigir ao
vice-consnlado sardo nesta cidade, ra do Tra-
piche n, 15.
Nos abaixo assignado3, E. A. Burle, por si
e por parte de Eduardo F. P. Truchon, de Paris.
e de outra Narciso M. Carnciro, declaramos que
de conformidade cora o nosso contrato social,
por commum accordo, temos convencionado que
o socio Narciso Maria Carneiro dcixa de ser socio
e por isso de perlencer a firma social desde o dia
15 do corrente mez, Continuando desla data em
dianle a mesma, fa/.endo nicamente parle dola
Eduardo Alexandre Burle c Eduardo Filippo Fran-
cisco Tiuclion, de Paris. Recife, 21 do maio de
1860.
E. A. Burle & Companhia.
Ama de lei te.
Precisa-se de urna ama de leile, forra ou cs-
crava: na ra do Padre Floriano n. 49.
Negro fgido.
No da 29 de abril fugio da casa de seu senhor
o prelo de nome Clemente, estatura alia, os de-"
dos da mo direita virados para dentro, urna das
pernasgrossas de ferro, por ser fujao, foi compra-
do na sexla-feira 27. na arrematacao feila pelos
credores do fallido Gusmo : por i"s-o roga-so as
auloriddes policiaes c a companhia do pedestres
a priso de dito escravo, levando-o ra do Li-
vramento n. 32, ou ao Manguinho, casa de seu
proprio senhor Joo Anlonio Carpinteiro da Sil-
va, quesera generosamente recompensado.
LOTIBII
a tra-
casa do
Moleque.
Vende-se um ptimo moleque com 13 annos
de idode, bom copeiro, faz todo o servico de ca-
a de homem aolteiro ; na ra da Cruz n. 23,
segundo andar.
Vende-se urna escrava crioula de idade de
30 annos, sabe cozinhar, lavar e engommar bem,
cose chao : para er e tratar, na loja do sobra-
do da rus Imporial n. WJ,
As rodas correra sabbado 26 do correnle im-
prcterivelmenle as pessoas que encommendaram
bilheles venham os receber.
O thesdureiro Camillo Pires.
I)1)\I1T0S DA UfEttlA
PROVINCIA.
Na praca da Independencia n. 40, corre f ab-
bado 26 do correnle s 9 horas.
P. J. Lnyme.
lar na Boa-Vista, alraz da caixa d'agua,
Sr. Baslos.
Na ra da Penha n. 11. precisa-so contra-
tar umestrangeiro psra criado, destes cliegados
ltimamente, que tenha 14 a 18 annos, promet-
i-se bom iratamcnlo e boa paga.
Santa Rita de Cassia.
A vencravel contraria de S3iila Rita de Cassia,
nao podendo, por motivos imprevistos, solemni-
sar o dia de sua padroeira a 22 do correnle (hoje)
com aquella pompa que cosluma, resolveu trans-
ferir o dia de sua (esla. o qual ser annunciado
pelo jornal, havendo porm naquelle dia raissa
cantada e a noite ladainha ; a mesma imagfm
estar exposla hoja venerjeo dos fiis, e per-
manecer durante a calamitosa quadra epidmica
a da Senhora Ja Picdade, queja ha das se acha.
0 abaixo assignado faz sciente ao respeita-
vel publico que desde o da -22 do corrente dei-
xou de ser caixeiro do Sr. Joaquim Luiz dos San-
ios Vlllaverde, e por este meio agradece ao mes-
mo senhor as boas raaueiras o delicadea com
que se dignou Irata-lo durante o lempo que foi
seu caixeiro Recife 21 de maio do 1860.
Francisco Augusto de Mello.
Precisa-se de uina a na loa coziul.eira : na
ra do Crespo n. 21.
esappareceu da ra Augusta, sabbado pr-
ximo passado, urna cabrinha (bicho) com os sig-
naos seguinles : cor avermclhada, lombo preto
o os ps. cliifrus pequeos o arquiado*. cabello
crespo e barriguiuha croscida, suspeita-se quo
foi fu riada por um moleque chamado Anlonio, o
qual a oflWeceu a quem qutzesse comprar, e foi
vista na dreccoda Estrada Nova : quem a ap-
prehender ou der noticia, dirija-se a ra da Con-
cordia, sobrado do lado direilo, onde o rma-
zem do sal, quo ser recompensado.
Attcncao.

Na ra da Cadeia doRccifen.il, vendem-so
as seguinles obras : o Demonio Familiar, 29 ou
Honra e Gloria,Gabiiel o Lusbel ou os Milagros
de Santo Anlonio. livros de sorles, ele ote, o
outros rauilos que vender-se-hao muito em*
coota.
AA$e 4#500.
Saceos cora railho novo : na ra da Cadeia do
Recife n. Gf, segundo andar.
Meias de borracha
para homens e meninos, fazenda superior; no
Centro Commercial, na ra da Cadeia do Recife
n. 15, loja de Jos Le opoldo Bourgard.
Rol&o francez.
nico deposito desta excellente pilada, em bo-
les de libra a 23800, e meias libras a l$OO : no
Centro Commercial, na ra da Cadeia do Recife
n. 15, loja de Jos Leopoldo Bourgard.
Oculos
D. Maria Angeles da Silva e Almeida,
Rufino Augusto de Almeida. Bclmiro Au-
gusto de Almeida e Augusto Rufino de Al-
meida por meio do presente cordialmonte
agradecer a todos os amigos que se digna-
ran) assistir aos ltimos suffragios feitos
por alma de seu marido e pai Rufino Jos
Correia de Almeida (qur no dia em que
foi elle sepultado, qur na stimo da) e
tomaram parle em suas dores. Especial-
mente agradecam ao dedicado e preslimoso
amigo o Sr. capilo Antonio Bernardo
Qulnieiro, os obsequios e servicos que lhes
prestou em lo amargurada ocsasio.
Igualmente peder desculpa as pessoas a
quem dedicara amizade, e que deixiramdo
ser convidadas on nao liveram participa-
gao desse acontecimeoto.
finissiraos de armaco de ago, para miopes : no
Centro Commercial, na ra da Cadeia do Recito
n. 15, loja de Jos Leopoldo Bourgard.
Atten^o
No botequim d'aguia de ouro da ra eslreila do
Rosario n. 23, confronte a ra das Larangeiras,
tei lodos os dias papa de farinha de Maranho e
araruta, das 6 horas da manha em dianle.^
Nova casa de pasto
.da aguia de ouro.
Na ra estreita do Rosario n. 23 con-
fronte a ra das Larangeiras, lornece-
se almoco e jantar com todo o asseio e
promptidao e mais barato do que em
outra qualquer parte, assim como se
achara' comida prompta a qualquer
hora que te procure.
Precisa-ae de um feilor para um pequeo
sitio, prefere-se um homem j de idade ; a tra-
larnruDirUan.#9. .
Jll
l\


m

PUMO DE PEBJSAMBUCO. TERCA FEIRA 22 DE MAIO DE 1880.
vi.ii. N- Osborn, retratista americano convida ao respcitavel publico pernambucano, para
wsuar seu estabelecimento de retratos pelo syslema ambrolypo, com vidros dourados e se respon-
samnsa pela sua cooservacao llimilada, como lambem encontrarlo usn-B*!*especial para senbo-
ras e grande e vanado sobrcceicnles de objeclos perfencenles a mesma arle.
,nn,. Jtetral.os Par? !OJos,os presse ao alcanco de todas as boleas dff 3fi at 30g : na ra do
mperapor n. 4, bandeira americana.
Eduardo Alva, subdito remano, segu para
os portos do sul.
Precisa-se de urna ama para cozinhar, pa-
ga-se bem agradando : ua ra dos Pescadores os.
1 6 9i
Quem quizer mandar cozinhar fra, a pes-
soa obrigando-se a mandar levar em suas casas
dirija-se ra de Hortos n. 30. sobrado.
Edwin Auguslus Notley reliri-so para a
Europa.
Precisa-se de urna ama de leilo de bons
costumese que nao tenha illio? roga-se a quem
estiver nesias circunstancias, dirigir-se a ra do
Seve defronte a casa dj Sr. Dr. Navarro.
Atiendo atteneo!
O inlcrcsse pecuniario de cada'um dos accio-
nistas da companhia de Beberibe, c mais ainda a
gloriosa aiTeicao que lodos devem consagrar
prosperidade desla bella associacao, sao motivos
do sobra para que nao deixera de comparecer a
sessao da assembla geral, convocada para o
da 3. Da eleicao da nova direccao depende o
engrandecimento, ou o estado precario em que
se diz estar presentemente a compxnhia. Sem
inlenQao de olfender a modestia de pessoa algu-
ma, lomamos a liberdade de lembrar para direc-
tor um dos lllms. Srs. :
CommendadV >>o Pinto de Lemos.
Director Jos Maraede Alves Perreira.
dem Joo Capislraoo Bandeira de Mello.
Diilho e Trelo.
Prelo a 4g50O, milho a 4$ o sacco, e cm cuia
a 240 rs. : na taberna da estrella, largo do Pa-
raizo n. 14.
.FOLIIIMI.IS PAR l 1860.
Esto venda na vraria da praca da Inde-
pendencia ns. 6 e 8 as folhinhas para 1860, im-
pressas nesla typographia* dasseguintesquali-
dades :
OLHINHA RELIGIOSA, contendo, alm do
kalendario e regulamentodos direitos pa-
rochiaes, a conlinuaco da bibliotheca do
Crislao Brasileiro, que se compe: do lou-
vor ao santo nome de Dos, coroa dos ac-
or, hymnos ao Espirito Santo e
a N. S., a imitacao do de Santo Ambrozio,
jaculatorias e pnmmpmnmjo ao SS. Sa-
cramento e N. S. do Carmo, exercicio da
Via-Sacra, directorio para orac,o mental
dividido pelos dias da semana, obsequios
ao SS. corarlo de Jcsus, saudaces devo-
tas s chagas de Chrislo, oracoes a N. Se-
nhora, ao patrocinio de S. Jos e anjo da
guarda, responco pelas almas, alm de
outras oraces. rreco 320 rs.
ITA DE VARIEDADES, contendo o kalenda
rio, regulamento dos direitos parochiaes.e
urna collecro de ancdotas, ditos chisto-
sos, contos, fbulas, pensamentos moraes,
receilas diversas, quer acerca de cozinha
quer de cuitara, e preservativo de arvores
e fructos. Preco 320 r.
ITA DE PORTA.a qual, alm das materias do
costume, contm o resumo dos direitos
parochiaes- Pre o 160 rs.
Roga-se aos Srs. devedores do estabele-
cimento do fallecido Josda Silva Pinto, o ob-
sequio de saldaren seus dbitos na ra do Col-
iegio venda n. 25 ou na ra do Queimado luja
a. 10.
Uesejase saber onde existe o Sr.
Pedro Francisco deOliveira.que era u-
lliodo anno p. p estava no Uto de Ja-
neiro : na ra da Cadeia do Recie n.
15, loja do Bourgard.
Age acia de passaporte e folha
corrida.
Claudino do lego Lima lira passaporte para
dentro e lora do imperio, por preco commodo e
presteza : na ra da Praia n. 43, primeiro andar.
I Alten Curso pratico e theorico de lingua fran- @
ceza por urna senhofa franceza, pata dez @
mocas, segunda e quinta-feira de cada se- @
jg mana, das 10 horas al roeio dia : quem
Q quizer aproveitar pode dirigir-se a ra da '&
$ Cruz n. 9, segundo andar. Pagamentos
adiantados. 2
Almanak da provincia.
Sahio a luz a folhinha com
o almanak da provincia para
o correneanno de
D
Cigai
tiros
de Bota Fogo, palha de milho, havana,
Para' e liespanhoes em grandes e pe-
quenas porcoes : no centro commercial
ruada Cadeia do Recie n. 15, loja de
Jos Leopoldo Bourgard.
o qual se vende a 800 rs. na
praca da Independencia livra-
ria n. 6 e 8 contendo alm do
kalendario ecclesiastico e
civil:
Noticia dos principaes esta-
dos da Europa e America com
o nome, idade etc. de seus im-
peradores, reis e presidentes.
Resumo dos- impostos ge-
raes, provinciaes, municipaes
e policiaes.
Tabella dos emolumentos
parochiaes.
Empregados civis, milita-
res, ecclesiasticos, litterarios
le toda a provincia.
Associaces coramerciaes,
agrcolas, industriaes, Ilitera-
rias e particulares.
Estabelecimentos fabris, in-
dustriaes e commerciaes de
todas as qualidades como lo-
jas, vendas, acougues, enge-
nhos,etc, etc.
Serve elle de guia ao com-
merciante, agricultor, mar-
timo e emfiui para todas as
classes da sociedade.
A mesa regedora da nmaiida-
de doSenhor Bom Jess das
Dore,
em S. G incalo, scienlifica a todos os fiis devotos
que se a:ha exposta a milagrosa imagera do Se-
nhor Bo n Jo^us dos Pobres AMicios, na groja do
Collfglo.-durante o tempe em que graasar a epi-
demia n >sla cidade ; todas as goiles estar ber-
ta at as 9 horas. Bciilo Francisco da Cunha,
escrivao.
Irmandade do Senhor Bom Je-
ss das Chagas.
Em a .Lencho ao calamitoso gstado presente,
qusndo os males cliovem sobre todos sem dis-
linccao ilguma, e a colora divina se manifesla
armada :onlra os nossos peccados. na epidemia
que tantos estragos vai fazendo entre nos, nao
podia a irmandade do Senhor Bom Jess das
Chagas ileixar de recorrer misericordia divina,
que sempre se amercia dos verdaderamente ar-
rependi os. E pois resolveu expdr de hoja em
diante adoraco dos liis a milagrosa imugera
de Senhor dos Perseguidos, abrindo as portas do
seu templo todos os dias, das 6 as 9 horas da
noite ; contando desl'arte cotirorrcr para que
quanlo ntes cesse o lerrivet flagello que nos de-
vasta e aniquila. Bemjamim do Carmo Lopes,
escrivao.
^yrT"?YTTTTTYTTys'TTTrTrTT'?'TT<
E DENTISTA FRANCEZ. 3
> Paulo Gaignoux, dentista, ra das La- <
> rang :iras 15. Na mesma casa lem agua e <<
p dintifleo. v *
^i-AAl AAAi.14 ii. i AJ. 1.1 AA lAAi-li.^
Cape la oVNossa Seohora da
Conceico -da estrada de
Joo de Barros.
A mesa directora da sociedade dos devotos
desta capella, nao podendo scr-lhe indifferenle
a calamitosa quadra, na qual as epidemias rei-
nantes van ceifando tantas vidas, temi expnslo
veneraban dos neis a veneranda imagem de
sua augusta protectora, resolve tambem apre-
sentar a miraculosa imagem do Senhor S. Braz,
advogad) contra as males da garganta. Assim
convida a todos os fiis que vcoham receber a
ben;5o c ue a santa igreja determina seja feila
sob a in ercesso de to glorioso sonto; cuja se-
r feila >cto mui digno membro da mesa rege-
dora o Bvmd. padtc mestre Lourenro de Albu-
qucLoyila. que expnntaneameule offereceu-se
para est tim. As referidas imagens cs'arao
expos(a a venerarn dos fiis de hofe (16 do
correntr) at que i Omnipotente se digno amer-
ciarders. O secretario, Luiz Francisco de
Paula 11: mus.
42 Ra Nova 22.
mm&m
PROVINCIA.
Terceira parle da primea-
ra do Espirito Santo.
Aos 10:000$, 5:000$ e 1:000$.
O abaixo assignado. tem exposto a
venda os seus bilhetes. garantidos dos 8
por cento ao imposto geral twj lojas se-
guintes :
Praqa da Independencia n. 40.
Pateo dd Carmo n. 17.
Ra estreita do Rosario n. 11.
Aterro da Boa-Vista.
Ra do Crespo n. 5.
Ra da Cadeia do Recie n. 66.
Preco de bilhetc 120000
Meio G.sOOO
Quarto 3000
Vende-se em leu escriptorio na ru
do Imperador n. 21, em porcoes de
100$ para cima pelos seguintes preoos:
Bilhete llsOOO
Meio 5^500
Quaito 2$7'0
Os bilhetes premiados de sua rubrica
sao pagos na praqa da Independencia
n. 40.
P, J. Layme.
CASA LISft-BlUSLEIKA,
2, Golden Square, Londres.
J. G. OLIVEIRAlendo augmentado, com to-
mar a casa contigua, ampias e exccllentcs ac-
commodaces para muilo raaior numero de hos-
pedesde. novo se recommenda ao favor e lem-
branca dos seus amigos c dos Srs. viajantes que
visitem esta capital; continua a prestar-lhcsseus
servicos e bons officins guiando-os cm todas as
que precisem conhecimento pratico do
alm do portuguez e do inglez ialla-se
Grande e novo sortimento de fazendas de todas as qi a-
HdaUes por baratissinios precos.-
Do-se amostras com penhor.
cores
cousas
paiz, etc.
na casa o hespenhole fraucez.
i
i
DENTES i
ARTIFICIAD I, i
Lindos corles de vestidos de seda pretos
de 2 saias
Ditos ditos de ditos de seda do
com babados
Dilos ditos de ditos de gaze pfaanlazia
de cores
Romeiras de fil de seda preta bordadas
Yisitas de grosdcnaples preto bordadas
com froto
Grosdenaples de cores com quadrinhos
covado
Dito liso preto e de cores, covado
Seda lavrada preta e branca, covado lj e
Dita lisa preta e de cores, com 4 palmos
de largura, propria para forros
Corles de vestido de seda de gaze trans-
parentes
Ditos de ditos de cambraia e seda, corte
Oambraiasorlandys de cores, lindos pa-
droes, vara
Manguitos de cambraia lisos e bordados
i iras e eutremeios bordados
Mantas de Monde brancas e prelas
Ditas de l de linho prelas
Chales de seda de todas as cores
Lencos de cambraia de linho bordados
Olios de dita de algodao bordados
Panno preto c de cores de todas as qua-
lidades, covado
Casemirasidcm idem idera
Gollinhas de cambraia a
Chales de louquim brancos
Ditos de merino bordados, lisos e es-
tampados de todas as qualidades
Enfeiles de vidrilho francezes pretos e
de cores
Aberturas para camisa de linho e algo-
dao, brancas e de cores
Sajas balao de varias qualidades
Tafel rxo, covado
Chitas francezas claras e escuras, co-
vado
Cassas francezas de cores, vara
Collarinhos de esguio de linho mo-
dernos
Um completo sortimento de roupa feila
sendo casacas, sobrecasacas, paletots,
colleles, caigas de muitas qualidades
de fazendas
Chapeos francezes finos, forma moderna
Lm sorlimenlo completo de grvalas de
seda de todas as qualidades
Camisas francezas, peitos de linho e de
algodao trancase de cores
Ditas de fustao brancas e de cores
Ceroulas de linho e de algodao
Capellas brancas para noivasmuito finas
Lm completo sortimento de fazendas
para vestido, sedas, laa e seda, cam-
braia e seda lapadas e transparentes
covado '
Meias cruas brancas e de cores para
mecios
J^Ditasde seda para menina, par
Luvas de fio de Escocia, pardas, para
_ menino
Velludilho de cores, covado
Velbutina decores, covado
Pulseiras de velludo prelas e de co-
res, o par
] Ditas de seda idem idem
Um sortimento completo de lu-as de
seda bordadas, lisas, para tenhoras,
horaens e menines, de todas as qua-
lidades.
Corles de coDcle de gorgurao de seda
de cores
Dilos de velludo muilo finos
Lencos de seda rxos para senhora
M8rquezilas ou sombrinhas de seda com
molas para senhora
3$500 J Sapatinhosde merino bordados proprios
: jara bapiisados, o par
I Casinetas de cores de duas largurasmui-
6?ono I lo superiores, covado
$500:Setim preto, encarnado e azul, proprio
i Para forros, com 4 palmos de largura,
2S0 | fazenda nova covado
500 j Selim liso de todas escores, covado
- -fns de gorgurao de seda prelos
SfeOO I elogios c obras de ouro
Corles de casemira de cores a
f
9
I
9
9
19200
I
39000
19500
109000
16*000
19000
9
9
9
9
9
S
900
9
9
$640
9
9
695C0
9
I
9
f
9
|Ruaestreita do Rosario n. 3
Francisco Pinto OzOrio colloca denles ar-
Roga-se aos Srs. devedores a firma social
de Leile & Correia em liquidacao, o obsequio
de mandar saldar seus dbitos na loja da ruado
Queimado n. 10.
Lotera da provincia com ga-
ranta.
Na crsa cima indicada ochar-se-ha sempre
um vari do sorlimenlo de bilhetes da lotera da |@ tificiaes pelos dous syslcmas VOLCAN1TE,
provinci i satisfacao dos compradores, que lera chapas de ouro ou platina, podendo ser
um abela de 10 0(t em quaulia maior de 1008. procurado na sobredita ra a qualquer
Osbilhe.es vendidos nesla casa sao garantidos ll0ra-
sondo o 8 0i0, pagos logo que te exlrair a lote- | @@
na: poi isso convida-se aos amantes deste lici-
to jugo ,i virem cmpralos aqui, que hao de fi-
car sals feilos.
Inleiros 12J0C0.
. Meios 6gt00.
A. L. Deluhe.
Por um corte de cabello e
lismenlo aOO rs.
Ba da Imperatriz n. 7.
Leconitc acaba de receber do Rio de.Janeiro
oprimeip) contra-meslre da casa Augusto Clau-
dio, e u;n oulro vindo de Paris. Esta estabele-
cimenloesta hojo as melhores condicoes que
possiv ;1 para satisfazer as encornmendas dos
objeclos em cabellos,wio mais breve lempo, co-
mo seja n : marrafas a Luiz XV, cadeias de relo-
gios, brt cleles, anneis, rosetas, etc.relc-.ca-:
ballena: de toda a especie, para homens o sc-
nhoras, lava-se igualmente a cabega a moda dos
Estados Unidos, sem deixar urna s pelcula na!
cabeca t os clientes, para satisfazer os pretenden-!
es, os cbjectosem cabello serao feilos cm sua j
presenr, i, se o desejarem, c achar-se-ha sempre!
urna po.'soa disponivel para cortar os cabellos, e
pentear as senhoras em casa particular.
E' chegado loja de Lecomte, aterro da
Boa-Vis.a n. 7, o exccllenle leile virginal de ro-
sa branca para refrescar a pelle, tirar pannos-
sardasc espinhas, e igualmente o afamado oleo
babosa rara limpar e fazer crescer os cabellos
assim ct mo pos imperial de lyrio de Florenca
para boituejas o asperidades da pello, conser-
va a frescura e o avelludado da primavera da
*Lttoes de francez e%
EAU MINERALE
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51CC0
NATURA I LE DE VICHY.
na botica franceza ra da Cruz n.22.
piano. a
2 S'ademoiselle Clemence de Ilannelot 8
de Mannevillecontinua a dar lines de S
j fran:cz ^ piano na cidade e nos arrabal- K
J| des : na ra da Cruz 11. 9, segundo andar
Pnicisa-n do 8:000S 1 juros sobre hypo-
theca de um predio de duplicado valor : quem
os tiver quizer dalos, pode dirigir-se a ra das
Larange ras n 15, primeiro andar, que achara
com qui m tratar.
Sirop du
crFORGT
JARABE IiO FOKGET.
0moeSen,loPo mih,Pp,OVado P';los raais """'< mdicos de Par,
lempo qdoenie e o medico. pub. u meiio oeste excelente xarope satisfaz ao mesmo
auee^Ms dos bronetnos,
O dpo,Uo na ra larga do Rotarlo, botica de Dartholomeo Franehco
de Souza, n. 36.
r. Cosme de Sa* l'e re rs)
de volt? de sua viagem instructi-
itiva a liuropa continua no exer-
cicio de sua prossao medica.
Da' consultas em seu escripto-j
^rio, no bairro do Recife, ra daj
(Cruz n. 53, todos os dias, meno>)
nos domingos, desde as"'6 hora
t as 10 da manhaa, sobre osS
seguites pontos :
1*. Molestias deolhos ;
i 1-.. -Molestias de cora rao e de?
_ JpeLto ;
3r. Molestias dos igaos da gera-
qo, e do antis ;
|4'. Praticara'toda e qualquer!
operacao quejulgarconvenien-'
te para o restabelccimcnto dof
seus doentes.
O exarae das pessoas que o con- i
sultarem sera' feto indistincta- \
} mente, e na ordem de suas en-
i trs das; fazendo excepcao os doen- i
)tesde ollios, ou aquellesque poii
jmotivojustoobtiverem bora mar-i
|jcada para este fim.
A applicacao dealguns medies j
jmentos indispensaveis em vario
(casos, como o do sulfato de airo-1
(pina etc.) sera' feito,ou conced de
gratuitamente. A confianza que!
|nelles deposita, a presteza de sua [
jaccao, e a necessidadepromptaj
de seu emprego; e tudoquanto oj
demove era beneficio de seus i
doentes.
NOVO DEPOSITO
DE
couve-
a
Neste proveitoso estabelecimento, que pelos no vos melhoramcntos feilos arha-sA
maror'?oemtrnnnn0rfntaHd0' **** ^J d *' dc n0ven:br0 "S. 5n~.to?S. p.
Taaoscs0amXSadeeer0n0miadpubUc0 dequem P"Prieari08 esperam a remunerajao de
Assignalurj de banhos fros para urna pessoa por raez.....10000
momos, de choque ou chuviscos por mez l-joOO
__________senes de eartoM < banhos avulsos ao oreos annunciado*.
Aluga-se urna excedente casa de) Tfi |i "TT, T JZZ
campo com grande sitio, na estrada da! ^O" ilHtl IP'Pl II---4.1
Casa Forte, com todas as commodida- ,,UW
des para familia, cocheira, estriban,! De 5^000 a G^000.
tanques para banho ete, et<\ : quem
pretender a mesma dirjase a ruada
Cruz n. 4, casa de W. O. Bieber & C,
successor = O abaixo nssigrftdo passou sua residencia
para a villa de Ignarass, e por esle, disnede-se
ue todas as pessoas com quem lem amzade. por-
que pela sua rpida viagem nao pode fazer pes-
soatmerile : outro sim, que all se arba na dita
vina para bem servir a lodos es seus freguezes,
como era de seu cosiume.
Ignacio Comes Porto.
^Consultorio central liomcopalhicog
raMmn
i
FUNDICAO
DO
[II D. II,
Ra do Brum (passando o chafariz.)
.*. N Aei?oxUo deste estabelecimento sempre na grande sortimento de me-
enanismo nara os engennos de assncat a saber:
11,1 1. y nag, ae golpe .uu cguuuanuu ue
Rodas d agua de ferro com cubo, le madei largas, leves, fortes, e bem bala
Cjqqo de ferro, e port.s d'aeua nar AU. ~ Z'lU. i-------il. "__.",
cumprido, econmicas de combustivel, e defacillimoassento :
deira largas, leves, fortes, e bem balanca Jas;
lua do Imperador, confronte
ao oilao do deposito dogaz.
.Borott & C atlendendo a que os senhores con-
sumidores de gelo sao pela maior parte residen-
tes nos bairros de Santo Antonio e Boa-Visla e
que lulariam com grande diliculdade se esle s-
labclecimenlo estiiesse collocado no bairro do
Itecie, poderam encontrar na ra do Imperador
conroule ao oilao do deposito do gaz, um arma-'
zem com as proporces exigidas para deposito
deslc genero, o qual estar aberto concurren-
cia dos mesmos senhores, das 8 horas da ma-
nhaa s 6 da larde do dia 3 do correte em
diante.
Attenco.
Chegou ha poucos dias de Montevideo a barca
franceza Fgaro, com um bello carregamento
mufSZs^eln1 i' ?'", SHqUaeS 8chsm rdaS''U ^J^^^'^mVi^^^^t,
nirir-M 00 Sntonn H. preieDde",es P?* di- Preserva-las do estado dc putrefacto. A maneir.
a Ira ar P "0 dS r8 d Trap,che n' t^"?' SABC^ na eli -----.U j u u o
Continua sob a mesma direccao do Ma-
noel de Mallos Teixeira Lima," professor
<$ em nomeopalhia. As consullas como d'an-
& les.
____
Botica cenlral homeopathica
;$ Do
I DR- SABINO 0, L PIMO-
i@ ovos mcdicamenloshomeopalhicos en-
@ viadosda Europa pelo Dr. Sabino.
(g, Lslcs medicamanlos preparados espe-
@ cialmenle segundo as necessidades da ho-
@ mcopathia no Brasil, vende-se pelos pre-
ig cs conhecidos na botica cenlral homco-
A palluca ra de Sanio Amaro [Mundo No-
v) "6- 1 g
@ @g #t5
Altenco.
Os elTeilos anliepidemcos, que sao produzidoi
pelas fum.gacocs hygienicas de Cuylon ae Mor-
veau, sao eflkazes, como prova a experiencia que
deltas se tem tirado ltimamente. Os vaporas
que se elevara de urna formula desla fumigaco
Daslam para desinfeclor um esparo dc 'A0 f*
cbicos ; c de 10, as nilricas, assim explica f.arl
mchael Smilh O andaco que nos vecha de pre-
sente, (em reifado muas vidas, e convem que
(para prevenir-se o mal, antes do que cura-lo de-
pois de apparecido) as pessoas desla cidade. onde
outra qualquer parle, onde o mesmo se vai de-
senyolvendo e se trm manifeslado, rerorram
Dotica n. 88, na ra Diflsita, onde se acha ven-
da quantidadedaquelle desinfectante. O Sr. Do-
mingos Ribeiro da Cunha, morador na ra da
i TV' 49reron,l<'ecndo estar a sua casa nllcc-
lada desla epidemia, pois quasi lodas as possoa*
ae sua familia haviam adoecido. rerorreu ao
abaixo assignado. que subminislrando-lhe a fu-
migado, produzio ella ahilares resultados : a*
pessoas pois. em idnticas circumslancias, que
precisarem das desinfectes, o acharao sempr*
prompto para mandar efTecluar a devida applira-
jao. O mesmo tambem vende na mesma botica
os ingredientes para conservar as casas os va-
pores do chlorure, os quaes em todo o caso mui-
lo approyerttm, e previnem a invasao rJasepide-
inias no interior das habilaces ; assim romo
de importante utilidade a sua" applicacao as fe-
O proj-rietario deste estabelecimento
attendendo ao estado pouco lcrgeiio
da bolsa da maior parte da populacao,
e animado por um senlimenlo phikn-
tropico em prol dos seus ant'-gos fre-
guezes, tem a Loma de- ciTerecei-flics
um resto de borzeguins de bezerro e
lustre, (m muito bom estado, mediante
a rctribuicao cima.
t^WH&'ftt** ^@@@@
Anlonio Jos Ferrcira Alvrs, n:udou Z
W seu g^Dlrlctc de consultas rccdicas-cirur- fe
gicas c operaroes para a ra do Queimado 3
g n. ti, primeiro andar, aonde rodera --cr S&
m consultado al s 8 horas da manhaa e
das 4 as C da larde Chamados a loda a fifi
hora do da c da noite, sendo os pobres S
tratados e atlendidos gratuitamente. j
*
Gustavo Adolpho Naumann, como adrninis-
Irador do sua mulher a viuva do finado Ji-ao
Henrique Daya, faz scienle aos credores do rres-
rno casal que csli procedendo a inventario dos
nens deixados pelo mesmo tinado, pelo juizode
orphaos escrivo Guimaraes : quem se adiar com
uireito, deve juitiiiear seus crditos pelo memo
Ferros de engom-
mar econmicos
Aviso asengommadeiras.
Economa dc lempoe "c despeza reniii-
daapcrfcico c facidadc do ti-a-
halho.
ES1RIPT08IO DE ADYOCAClll
DOS BACHARE1S *
Cicero Odn Peregrino da Silva I
e %
rAnreliano Anpsto P. de Carvalho.
Pares ebicas para o caldo, crivos e porta de ferro para sfornalbas;
RUADOpUElMADO
< AlfDAB.
para
Aimilhr-. i. "a,ann,0 P^a vapor, agua, cavallos ou bou :
TI u Tta.*-. ex0! rapara carro9, UrL. salada, par. purga, etc.,.*
,UeoLram!pettonafi3erirdanfe charotudo digno da preferencia com
tore,desla v^^VJS^M^X^^^ mecham9I? Proprpai!*oSagricul-
maU acredtadasTbricaP8daInkterrrna^^^^^^^^ aa suas abras M9
mo a vontade de cada comprador, e de fazer os concertos de ^Z^ZtiZ j ?^ZZ**~ dri
T pcwa se PTm j>ret
servido de ci*ert^uageira, que nao se-
ja muito moco: -quein os tiver dirija-se
a ra da Cruz n. 4.
- Aluga-ae' urna baixa grande de
capim a qual da' bo verSo
2S00O.Jos da Bocha Parauhos.
COMPAtfHIA
ALLIANCE
Eslabelecida em Londres
iif|fi) m mu.
CAPITAL
Cinco miWvovs de libras
esterlinas.
Paunders Brothers & C. tem a honra deln-
"/e8SrS- ne?ciantes, proprietarios de
11 guem mais convier, cjue estao plena-
men e autonsados pela dita companhik para
efectuar seguros sobre edificios de tijolo e pe-
dra cobertos de telha e igualmente "sobre "os
oDjectos que cojitiverem os mesmos edificios,
quer consista em mobilia ou tm fazendas de
J qualquer .'^Jjdade.' .
Os ferros de engommar efonomicos de Bles
& rake, sao ja lio bem conhecidos, e por ledas
as parles em que sao usados, lecm rccnbido t ni
acolho trio favoravel, que os aLricanlea se lin i-
lario a simplesmente indicar aqui algumas dc
suos valiosas qualidades, sem mencionar os nu-
merosos louvores, que a imprensa e muitos par-
ticulares lean dirigido aos inveniores de um (ao-
til, quao iraportatile-nleiicilio.
As vanlsgens dos ferros de engommar econ-
micos esua incontestavel superioridade sobro rs
antigos, se deprehendem das razes seguinles
1. Os ferros econmicos leudo em si o appa-
relho qne os aquenla e que serve a conserva-Ios
sempre, no grao de calor que se quer, mediante
mu facas condiccoes, fezem ganhar as engom-
madeiras o mroenso lempo que as mesmas per-
den, servindo-se dos antigos ferros, as conti-
nuadas mudangas que sao obrigadas a fazer, na
limpeza e preparo dos rotemos, no fogareiro, e
em mil oulros accessorios inherentes ao vel'ho
syslema. A esta immensa vantagera deve ac-
crescenlar-se que o engommado sahe mais per-
feilo, mais claro e mais lustroso. *
2. Un s ferro basla para cada engomma-
deira, noenirelanlo que dos amigos era neces-
sario ler um certo numero.
3. A despeza de cada um desles ferros, para
um da do trabalho, nunca poder exceder a
80 ris. I
44. O trabalho 6 muilo mais fcil e agradavel,
podendo effecluar-se em qualquer parle sem o
menor obstculo. O grave inconveniente do ex-
tremo calor produzdo pelos fogareiros, soBretu-
do nos paizes quentes, desapparece completa-
mente.
5 O perigo de incendios e diversos outros
males, cessa com o uso dos ferros econmicos.
6. Commodidade de transporte, solide^ i -
rajao do utencilio. Militas oulra -'
de'riam r citadas ; os fa>^
mais acertado, de rec1
ressadaa de expeH
de si rsesmo fa''
em favor dos
nicos a
Carlos Lci
aoiigamr


v.
mm
lf
MARIO DE PERNAMBUCO. TERCA FF.IRA 25 DE MATO D 1860.
Ana de leite.
Qura precisar de una ama, levando com sigo
um filho do 2 mezes, dirija-sc a tua da Roda nu-
mero 4.
Arrendarn-se terrenos com 50 palmos de
frente e 300 de fundo, eplimos para <|uem quizer
formar urna habitacio com pouco dinheiro, o
pMas vantagens que" offerecem : a tratar com o
proprietario. no sitio junto a igreja de Bclem, da
parte do norte.
Os Srs. Antonio Joaquim de Carvalho e Al-
buquerque, Francisco Telles de Carvalhal Mene-
zcs Vasconcelos, Ignacio Accioli de Almeida e
Lopes & Irmos, queiram apparccer na adranis-
traeo do corrcio desta cidade afim de receberem
urnas cartas viudas da Baha.
= Prccsa-se de urna ama forra ou escrava :
na travesea do arsenal de guerra o. 9.
Fugio no dia 16 do corrente um mulatinho
ponime Joao, idade de 14 annos. vestido com
calca de brim pardo sem a camisa, s com um
paletot de brim prelo com quadros e com bonet
de panno um pouco grande, e discalco, acoropa-
n'iado de um cacliorrinho preto com malhas eflr
de caf pela barriga : quem o pegar, dirija-se
ra Dircila n. -21, sogundo andar.
Louia Etter rctira-se para Europa
Manuel Francisco de Paula, leudo justo c
contratado a taberna sita na ra do Bora Gosto,
cm Santo Amaro, peitencente a Joaquim Soarcs
Carne vi va.; e convida aos scuscredores para, no
prazo de 3 dias, comparecerem na mesraa
rrecisa-se de una prcln forra ou captiva
para o servico de urna, casa de pouca familia :
na ra da Iiperatriz n. 1.
Companhia doBe-
beribe.
Nao se tendo concluido os traballios
encelados na sessao da assembla geal
convocada para o dia 18 do corrente, a
direccao por deliberaco da raesma con-
vida a todos os Srs. accionistas a reuni-
coi-se quarta-feira 23 do corrente ao
mi'io diu, para a couttnuaco dos mes-
mos trabalhos presenptos pelo ait. 19
dos respectivos estatutos.
Escriptorio da administrarlo daCom-
pjnhia do Beberibe 18 de mato de 1860
Jjs Teixeira Bastos, secretario in-
terino.
Precisa-se de um hornera para
distribuidor deste Diario, dentro desta
cidade : na livraria n. 6 e 8 da prac,a
da Independencia,
Precisa-sede urna ama que engomme, co-
zinlie, c tome cunta da casa de um homem sol-
teiro j'i idoso : na leja de Leite & lrroao, na ra
da Cadeia do Iiccifc n. 48
Manuel Moreira da Costa retira-se para a
Europa, c deixa por seus procuradores, durante
n sim ausencia, em primeiro lugar o Sr. Joao
Fernandea Prenle Vianna, cm segundo ao Sr.
Francisco Ignacio Tinoco de Souza, em terceiro
ao Sr. Jos Pereira de Azcvedo, o encarregado
de sua casa commercial para comprare pagar, o
seu socio o Sr. Manocl Martins Carneiro.
Pr-cisa-se de duas amas, umapa-
va osnhar e outra para engommar,
dndose preferencia a escravas: a tra-
tar na ra do Imperador n. 15.
1
Ao publico
Acliando-se grassando epide-
micamenle angina e a escarlati-
na, olleivcemos as mais de fami-
SE lia o tratamento bomeopathico,
f conten do os sympto as das mo-
II lestiat e dos medicamentos apro-
J priados cim a maneirade o$em-
<0* pregar .\ssiui como carteira com
M os medicamentos homeopathicos
"para o mal.
N. B. Medicamento especifico
e preservativo para estas affec-
efies. Em glbulos e em tintu-
ras. Pateo do Carmo n. 5fc pri-
meiro andar, largo do Paraizo
n. 13, sobrado de um andar.
M
- No reslaurand e caf do commcrco preci-
sa-se de dous criados foros ou captivos para o
servico de copeiro.
m 0$ Drs. em medicina Pruden-
cio de Brito Cotegipe eManoel
Alvesda Costa Brancante conti-
reidir na ra do Im-
Grammatica i ngle-
za de Ollendorff.
Novo methodo para aprender a' lr,
a cscrever e a fallar inglez em 6 mezes,
obra inteiramente nova, para uso de
todos 08 estabelecirnentos de instruccao,
pblicos e particulares. Vende-se na
praca de Pedro 11 (antigo largo do Col-
legio) n. 57, segundo andir.
Na travessa da roa das Cruzcs n. 2, segun-
do andar, ao p desta lypographia, linge-se com
perfeico de qualquer tr, e mais barato que em
outra qualquer parte.
Ama de leite.
Precisa-se de urna ama de leite de bons cos-
lumcs, e que lenha abundancia de leite, para
criar uma,crianca de um mez : roga-se a quem
eslivornestascircumslancias, dirigir-se a ra lar-
ga do Rosario, passando a botica, a segunda loja
de miudezas, que se dir quem precisa.
Precisa-se do urna ama de leite para aca-
bar de criar, por 5 mezes ou a anda raesino por
pouco lempo, nao so olha pre;o : na Praca da
Independencia ns. 1 c3
|J* Os berdeiros do fallecido Jos Eu-
genio da Silva Ramos, querendo ven-
der o engenho Giraaragibe de Seri-
nhaem, que llie coab; em partillia por
morte de seus piis, convidam a qual-
quer que se juljie pr^julicido em
seus dirritos com esta venda que apr-
sente seus ttulos dentro em 15 dias,
te rapo em que se pretende realisar a
referida venda. Ricife8 de maio de
1860.
agencia dos fabricantes america-
nos Grouver & Baker.
Machinas de coser: em casa de SamuelP.
Johnston & C, ra da Senzala Nova n. 52.
Manoel Rolemberges de Magalhaes Ba3to
avisa aos habitantes da villa da liscada. que eslo
todos os dias expostos venda os bilheles, mcios
e quartos da loteria da provincia, em sua casa
na ra di Matriz. Bilhete inlero11J000
Lino Antonio Saraivafaz publico para conhe-
cimenlo de quem possa inleressar, que tem justo
e contralado a compra da taberna sita no lugar
Campo Verde desta cidade, de propriedado do
Luiz Jos da Silveira ; por isso roga a qualquer
pessoa que se julgar com direilo a dita taberna,
de apresenlar seus ttulos no prazo de 8 dias da
data deste, para sorem alienarlos. Rocife 18 de
maio de 1860.
Precisa-sede um boleeiro que lenha pape-
leta : a tratar em Olinda, nacocheira do Vara-
douro.
Jl_____
O fejao mais superior que ha, ven-
d j-e na ra do Codorniz n-18, srma-
umem frente a travessa da Madre de
D jos, por menos dinheiro que em outra
ptrte, afira de desocupar o armazem.
Na olaria do Sr. Marcelino Jos Lopes, na
rail do Mondego, vendem-se ps grandes de sa-
po as, em barra, proprios para embarque. Na
m< sma olaria existe urna escrava que aluga-se
pa a casa estnngeira de pouca familia, sabendo
en jornalare cozinharo diario.
Eslavo envernosa.
[Aos Srs. commerciantes
da praca, de tora, cai-
xeiros de tabernaj fei-
tores, etc., etc.
Na grande fabrica de tamancos da ra Dircila,
esquina da travessa de S. Pedro n. 16, ha conti-
nuadamente um grande e riquissimo sortimento
de tamancos de lodas as qualidades, que se ven-
de tanto a retalho como em pequeas e grandes
poi'Qoes, por menos do que em outra qmlquer
parle ; assim como lamancos feitos de proposito,
com toda a segurarla, proprios para caixeiros de
latorna, feitoros, etc., a IjOOO.
PotassadaRussia
E GAL DE LISBOA.
No bem conhecido e acreditado deposito da
rut da Cadeia do Recife n. 12, ha para vender
polassa da Russia e da do Rio de Janeiro, nova
e t e superior qualidade, assim como tambera
cal virgem em pedra: ludo or urecos muito
ra; oaveis
Loja da boneca ra da Impe-
ratriz n. 7.
Vendem-se caixas de tintura para tin-
gir os cabellos em dez minutos, como
tambem tingemse na mesraa casa a
qualquer bora.
Compras.
Compra se urna casa terrea ou sobrado de
um andar, sendo no bairro de Santo Antonio, c
que estoja cm bom estado : a tratar na ra de
Apollo n 41.
Vendas.
1
Vcnde-sc, no termo do Porlo Calvo, o en-
genho Espirito Sanio, novo c todo de malas, bom
d'agua, distante do embarque uras e meia legoa,
caminlio todo plano, o engenho tem propon,'6es
para safrejar 2,01)0 pues annualmenle, tem a pe-
nas urna safra, suas obras muito bem feilas; ven-
de a dinheiro ou em Iroca de predios nesta pra-
ca, ou mesmo com parle vista e o mai3 em le-
tras com garanta aqu a conlento do vendedor :
quem quizer, dirija-so a ra do Livramento n.
26, a tratar com o seu proprietario Manoel Buar-
que Macedo Lima.
Arligos para luto.
/Ti
< I
$
c*
nuam a residir na ra
2 peradorn. 11B aonde podem ser
g procurados a qualquer hora do
S da ou da noite para o ejercicio
da sua prolissao. Especialidad s
Wi partos e molcitias syphilittcas.
alguns
luga-se a excelleute e commoda
asa da ra da Aurora n. 26 : a tratar
na mesma ra n. 16 A.
Tho naz de Para saca sobre Por-
tugal no prximo paquete : escriptorio
na ra do Trapiche n. 40.
Precisa-se de
meninos para aprender o of-
iicio de marciueiro: narui de
S. Faancisco confronte a igre-
ja armazem que tem a oici-
na da parte de detraz.
Constando ao baixo assignado
Dr. Lobo Moscozo que ummiseravel
tralicanteanda em nome do annun-
ciante fazendo dividas em diversas lo-
jas, declara que nao tem autorisado
nem jamis autorisara' a p?ssoa algu-
ma a laier dbitos em seu nome, e por
conspguintede maneira alguma pagara'
divids contrahidas por quera quer que
seja, e declara mais*que usara' dos
mjios que a lei l'ie faculta contra aquel-
es que se a presentaren! querendo co-
brar dividas contrahidas por esta for-
ma, pois o annunciante nao pode ver
nisso seno dolo e ma' f, para nao usar
d outros termos. Recife 1 de maio de
1860.r. Pedro de Athayde Lobo
Moscozo.
O Dr. Ignacio Firmo Favier faz publico, que
na i ob^tnnle nao achar-se ainda completamente
. stahelecido do grave incommodo do saude de
que fora accommettido desde novembro do anno
pasado,tem com ludo desuado empregar algu-
nias horas era o exercicio de sua prolissao, para
o que po'1er4 ser procurado das 9 horas da ma-
nha s 3 da larde, ao pateo do Carmo, sobrado
n. 9, primairo andar ; e desta hora em diante no
Cachang. O mesmo doutor havisa a seus fre-
guezps e a todas as pessoas que o quizerem hon-
rar, couflando-lhe seusdoenles, que tem roorga-
nisado a sua casa de saude, sita na Passagem da
Magdalena, entre as pontes grande e a pequea
do Chora-menino, que alem de se echar montada
convenientemente dispe de commodos para
mais de 40 doentes, segundo a cathegoria e se-
ns. pelo mais coramodo prego, que na actuali-
' > fazer. As pessoas Hvres recolhidas
" ""'- a diaria de 35, e osera vos
- abatimenlo no caso
' por mais de um
im tratamento
que flze-
sa do pa-
Sr. Jos
Chapelinas pretas c mais objoclos pro-
prios de luto para homem e scnhora.ven-
de-sc na ra Nova n. 45
fc^ LOJA DE MARMORE. S
= Anda est por vender se um bom piano
inglez de 5 1|2 oitavas, de boa construeco e p-
timas vozes: na ra das Cruzes n. 9, ultimo so-
brado de 2 andares, lado direilo, quem vai da ra
do Queimado para S. Francisco, onde ainda ha o
melhor fumo que lera vindo de Garanhuns. Ro-
ga-se novamente i quem tiver apanhado um pa-
pagaio que fugio com urna corren'e do ferro no
p, no dia 6 do crreme (domina) de manhaa) o
favor de leva-lo mesma casa cima, que ae
dar o valor do mesmo.
No armazem de Jos Antonio Moreira Dias
& C, na ra da Cruz n. 26. vende-so :
Candieiros de lato de Lisboi.
Lazarinos e clavinolea.
Lona larga de superior qualidide.
l.inlia do roris.
Missanga para rosario.
Rosarios enriados com pcrfeic&o.
Ferros de ac para engommar.
Ferro sueco" em barras.
Chumbo cm lencol.
Pregos francezes e de construicao, de lodos os
lmannos.
Tregos caibraes do Porto.
Chaleiras eslanhadas e forradas de porcelana
ingleza.
Cartas porluguezas muito finas.
Balanza de novo modello para pesar 1,000 e
2,000 libras.
Mercurio de Lisboa.
Ferros de lato para engommar.
F.sporas, brdese estribos de metal do principe.
Ricas [oixaduras franeczas para portas com
boles de vidro
Paes de ferro de lodos os lamanhos.
Ricos paliteiros c lioteiros de metal praleados.
Linhas de carreteis de 200 jardas do autor Ale-
jandre.
Cera cm velas de Lisboa.
Augusto & Perdigo,
com loja na ra da Cadeia do Recife n.
23, confronte ao becco Largo,
previnem aos seus freguezes. que acabara de sor-
lii seu novo estabelecimento com fazendas de
gesto, finas, o inferiores, para vender pelos pre-
sos os mais razoaveis ; as fazendas inferiores,
oioarclalho, so vendero por um preco fixo
qi e ser o seu proprio cusi as casas inglezas,
utia vez que sejam pagas vista.
Veste estabelecimento se encontrar sempre
uci sorlimenlo completo de fazendas, e entre el-
la:: o seguinlo :
Vestidos de seda com babadose duas saias.
Sitos de la e seda e duas saias.
Silos do tarlalana bordado a seda.
ilantcleles pretos bordados com franja.
Taimas prcias de seda o de fil.
Polonezas de gurguro de seda pretas.
^inluroes para senhora.*
-sparlilhos com molas ou clcheles.
Snfcites de vidrilho ou flores para senhora.
vestuarios para meninos.
>aias de balo para senhora e meninas.
chapeos para senhora e moninas.
Penles de tartaruga dos melhoresgostos.
Perfumaras de Lubin c outros fabricantes.
^assas e organdys de cores. ,
jrosdcnaplcs de cores. / n
ahitas escuras francezas e inglezas \
Solas c manguitos os mais modernos.
tamisas de linha para senhora.
Ditas de algodo para menino.
VlgodSo de todas as qualidades.
Lencos de labyrintho para presentes.
Jollas de crochet ptr menino.
Vestidos de rhtn azia.
Roupa feita.
Casacas e sobrecasaeas de panno fino.
ralelots de casemlra.
Saldas de casemira pretas e de cores.
Colletcs daaedi idem dem.
Ditos de fuslo.
Camisas ingleza todas de linho.
Ditasfrancezas de diflereules qualidades.
Malas e saceos de viagem.
Borzcguins de Melliere outros fabricantes para
h< mera.
Ditos para senhora.
Charutos de Havana, Baha e manilha.
Camisas de flanella
Chapeos de todas as qualidades para homem,
senhora e crianzas.
Curies de vestidos brancos de blonda com ca-
pella e manta.
D dos de vislidos brancos de seda para casa-
mentos
e variado sorlimenlo de
roupas feilas
Na loja dama Direita n. 87.
Ricos sobrecasacos de panno muito fleo a 25 e
28J, palelots de fuslo brancos e de cores a 50,
ditos de alpaca de seda a 59, ditos sobre a 6g,
ditos de brim a 34500 e 4. ditos de esguiodc
algodo branco n 3200, calcas de brim de linho
de cores a 2J500, 3g, 39500'e 4J, ditas brancas a
29, cortes de collete de gorgurode seda a 2*600
e 39, ceroulas de bramante francezas a 1S6O0,
grvalas de gorguro, chamalote, setim e groz a
Ig. ditas de rede a I9OO, chapos francezes
a 8# e 89500. ditos de casemira a 3J800, ditos de
castor, copa baixa, a 109, chapeos deso de pan-
no, cabo de canna com astea de balea, a 29500,
por ter grande porcao, cortes de brim de algodo
a 900 rs., saias a balo a 69500, esguio de al-
godo com duas larguras a 400 rs colletes de
gorguro do seda a 59, mantas fio seda a 2*500,
meas croas a 2*500, 39200 e 49, e outras mui-
tas fazendas de gosto que seria enfadonho men-
cionar ; a ellas, antes que se acabem ; sapa-
los de tranca feitos no Porto a I96OO.
Sndalo.
Ricas bengalas, pulceiras e leques :
vendem-se na ra da Imperatriz n. 7,
loja doLecomte.
Veude-se um carro de 4 rodas, bem cons-
truido e forte, cora assento para 4 pessoas de
dentro, e um assento para boleeiro e criado fra,
forrado de panno fino, e tudo bem arranjado :
para fallar, com o Sr. James Crabtree t C. n.
42, ra da Cruz.
REMEDIO INCOMPARAVEL.
UNGENTO HOLLOWAY.
Milharesde individuos de todas as nacoes po-
dem testeraunharas virtudes deste remedio in-
comparavel e provar em caso necessario, que
pelo uso que delle fizeram tem seu corpo c mem-
bros inteiramenle saos depos de haver emprega-
do intilmente outros tratamentos. Cada pesoa
poder-sc-ha convencer dessascuras maravilhosas
pela lcilura dos peridicos, que lh'as rclatam
todos os dias lia muitos annos ; e a maior parte
dellas sao to sor prndenles que admirare so
mdicos mais celebres. Quanlas pessoas reco-
braran! com este soberano remedio o uso de seus
bracos e pernas, depois de ter permanecido Ion"
go tempo nos hospitaes, onde de viam soffrer s
araputacol Dellas ha muitasque havendodei-
xado esses asylos de padecimentos, para seno
submetterem essa operaco dolorosa foram
curadas completamente, mediante ousodesse
preciosoreraedio. Algumas das taes pessoas na
enfuso de seu recouhecimenlo declararam es
tes resultados benficos diante do lord correge-
dor e outros magistrados, afim de maisaulenti.
carem sua firmativa.
Ninguem desesperara do estsdo de saude so
'ivesse bastante confianca para ensaiar este re-
medio constantemente seguindo algum tempo o
mentratato que necessitasse a natureza dom&i,
cujo resultado seria prova rincontestavelmente :
Que tudocura.
O utiKuento he til, mais particu-
larmente nos seguintes casos
U. Btebev 4(.,
->- Em casa de N.
successores vende-te
Brilhantes de todas as dimensOe.
AlgodSozinho da Babia.
Cognac em caixas de 1 duzia.
Ditas em barr.
Vinho xerez em dito.
Champagne da mui acreditada marca
Barre t C.
Ferro da Suecia.
Dito inglez.
Ac de Milito. .
Lonas, brinsoes e brint para vella.
Attenco.
Vende-se' a armario da loja da ra Diraita, boa
para qualquer negocio ; sendo toda forrada e en-
vdraejada : a tratar na mesma loja na ra Direita
n. 13, ou na mesma ra n. 11.
Vende-se.
Na ra Nova de Santa Rita, serrarial
de Ignacio Bento de Loyola, vende-se
por preco commodo, um sortimento
completo de taboas de amarello, louro,
sedro etc., e armaqQes de camas de ven-
to, bem feitas, e de boa madeira a
2$500.
*iaiikj ffi3L>010iOTillsl'3iSlattfltJ)Ci>'*'
Chapeos de castor preto
e brancos
Na roa do Queimado n. 87, vendem-se os
Ihores chapes de castor.
me-
:800
face
1-
Seguro contra Fogo
COMPAJXT1IIA
LONDRES |
AGENTES
J. Astley & Companhia.
para
I
I
3
Alporcas.
Caimbra3.
Callos.
Canceres.
Cortaduras.
Dores de cabera.
das costas.
dos rnembros.
Enfermidades da cutis
emgeral.
Ditas do anua.
Erupcdes e escorbti-
cas.
Fstulas no abdomen.
Frialdade ou falta de
calor as extremida-
des.
Fneiras.
pengiras escaldadas.
Inchagoes.
Inflammaco doflgado.
Vende-se
Inflammaco dabexiga.
da matriz
Lepra.
Males das pernas.
dos peitos.
de olhos.
Mordeduras de reptis.
Picadura de mosquitos,
Pulmdes.
Qucimadelas.
Sarna
Supurares ptridas.
Tinha, em qualquer par-
te que seja.
Tremor de ervos.
Ulceras na bocea.
do ligado.
dasarliculagoe.s.
Veas torcidas ou noda-
GR.VXDE SORTIMENTO
DE
Fariiiha de mandioca a
a 5,500 o sacco.
Vende-se na ra da Cruz, armazem n. 26.
Vende-se um solo, no qual se achara edifi-
cados 260 e tantas casas (fue pagam do mesmo, no bairro de Santo Antonio, fregue-
zia de S. Jos nesta cidade, que comprohende
a ra de Sania Cecilia, pelo lado do sol, toda a
ra do Nogueira e Acouguinho, pelo lado do nor-
te, Santa Rila, S. Jos, Assumpr;o, e por traz
de Santa Rila : os pretendentes podem entender-
se com o abaixo assignado, que dar lodos os es-
clarecimenlos e Ihes apresentar os ttulos e o
lyrro do lombo, para verem e ajuslarem ; assim
como pede aos devedores de foros das mesraas
casas, que vrnham solver seus dbitos em casa
do abaixo assignado, na roa nova dos Pires nu-
mero 30.Manoel Gomes Viegas.
A nova fama.
Ra do Crespo, loja de miu-
dezas de ti>es portas n. 5.
Chegou (i loja da nova fama um rico c com-
pleto sorlimenlo de gollinhas de puro linho cora
punhos, e de apurado goslo em seus desenhos,
pelo baratissimo proco de 85, ditas lambem mu
ricas viudas do Porto a 23, ditas mui delicadas,
pelo diminuto proco de 500 re.
Sedafrxa para bordar.
Vende-se um rico sortimento de seda frdxa pa-
ra bordar a 120 rs. cada miadinha, sendo cores
mui bonitas.
Agua de flor de laranja.
Agua do flor de laranja de muil boa qualida-
de, pelo baralissmo prego de 500 rs. o frasco.
mwM]
ao p do arco de Santo
Antonio,
chegou um rico e completo sorlimenlo de bicoa
e rendas, tanto largas como estrellas, que se
vendem por p rc^o corrimodo.
KA.
e armazem
DE
I
fazendas e obras feitas,
i luoja
jGes&Bastoj
! Na ruido Queitnad) n.
46, frente a mar ella.
I Completo e grande sortimento deca-1
cas de casemira de cores e pretas a 8J>,
% 9 j, 103 e 12o, ditos das mesmas casemi-
| ras a 7 j, 8a e 93, ditos do brim trancado
| branco muito fino a 5$, 6$ e 79 ditos de
| cores a 3$, 3S500, 4$ e 5, ditos de. mc-
E ri de cordo para luto a 5$, coltets de
S casemiras pretas, ditos do ditas do cores,
ditos de gorguro pretos e de cores a 5$.
63 e 7j), ricas casacas de pannos muito fi-
" nos a 35$ e 408. sobrecasaeas dos mesmos
I pannos a 28$. 30.) e 35j. palelots dos mes-
% mos pannos a 22$ e 243, palelots saceos
I de casemira modelo inglez 103, ditos de
p casemira mesclado muilo fino de apurado
I gasto 153 e 169, ditos sobrecasa das mes-
mas cores a 18$ e 20$, ditos sobre de al-
I paca preta fina a 7$ e 89, ditos saceos a
43. ditos de fuslo branco e de cores a 49,
49500 e 59, ditos de brim pardo muo
superior 49500, camisas pn.-a menino de
lodos os lamanhos a26$00Oa dazia, meios
i de todos os lamanhoa para menino c rae-
> ninas, palilots de lodoa os tamanhos e
\ qualidades para os mesmos, clleles de
1 brim branco a 3$500 e 49. ricos Colletes
viludo prclo bordada c de cpres diver-
sas o por diverso* orNjos, 1 Rberlo-
colarinha de linhafl ^Hfdu-
zia, assim comav \ para
1 dentro desle-esUbeU pample-
i to sortimenta^e fzendtj Elo para
1 senhoras, TestimentatlJHH Kara rae-
} nio e meninas de quatro M bonos e
tudo vendemos por precoan S- As_
sim como ncsle esubaleciaaenl l~ manda-
Sae apromplar cora presteaAolft as qua-
lidades de obras relativo a oficina de al-
faiaie sendo islo com todo goslo u asseio.
das as pernas.
este ungento no estabecimento
geralde Londres n. 224, Strand, e na loja de
todos os boticarios droguistas e outras pessoas
encarregadas de sua venda em toda a America
do snl, Havana e Hespanha.
Vende-se a800 rs., cada bocetinha contm
urna instruccao em prtuguez para o modo de
fazer uso deste ungento.
O deposito geral em casa do Sr. Soum,
pharmaceutico, na ra da Crun. *t. em Per-
nambuco.
Pennas de a$o inglezas.
Vendem-se na ra da Cadeia do Recife, loja n.
7, deGuedes& Goncalves, as verdadeiras pennas
de ac inglezas, mandadas fabricar pelo profes-
sordecalygraphia Guilherme Sculy, pelo mdico
preco de 19500 a caia.
Bezerro francez
grande e grosso :
De 49 c 5.
Na ra Direita n.'45.
Vende-se
Fmvhs de ferro
purgar assucar.
Estanho em barra.
Vernz copal.
I Vinhos flno de Moselle.
Enchadasde ferro.
I Brim de vela.
I Folhas de metal.
Ferro sueco.
I Ac de Trieste.
1 Pregos de composigao.
Lona ingleza: no arma-
| zem de C.J. Astley & (
Cocos italianos
de folha de flanJres, muito bem acaba-
dos, podendo um durar tanto quarito
duram quatro dos nossosa 400 rs. um
e 4$ urna duzia : na ra Direita n. 47,
loja de unileiro.
Bilheles.
Na ra tJreila n. 61, loja de chapeos, de Den-
lo de Barros Feij, vendom-se bilheles da lote-
ria da provincia por conta do Sr. thesoureiro.
Era casa de Southall Mellors & C, ra do
Trapiche n. 38, vendem-se os seguiDtes artigos :
Chumbo de muni^ao sortido.
Pregos de lodas as aualidades.
Alvaiade.
Vinho de Shery, Porto, Hungarian era barris.
Dito de Moselle em caixas.
Coguac em caixas de duzia e barris.
Relogios de ouro e prala, patente echronomn-
tros, coberlos e descobertos (bem acreditados).
Trancelins de ouro para os mesmos.
Biscoitos sortidos em latas pequeas.
Com toque de avaria
1:800
Cortes de vestido de chita rocha fina a 1:
lencos de cambraia brancos a 2:000 2:500
4:000 a dusia ditos com 4 palmos por cada 1
e de 4 e meio por 5:000 cousa rara no Arma
sera de fazendas de Raymundo Carlos Leite
Irroaos. ru da Imperatriz n. 10.
ies asis mm mm emm*
GURDI ARMAZEM
DB
[Roupa feita.
Ra Nova n. 49, junto
a igreja da Conceigo dos
Militares.
Neste armazem encontrar o publico
um grande o variado sortimento de rou-
pas feitas, como sejam casacas, sobreca-
saeas, gndolas, fraques, e palelots de
panno fino preto e de cores, palelots e
sobrecasaeas de merino, alpaca e bomba-
lina pretos e de cores, palelots e sobre-
casacos de seda e casemira de tores, cal-
asde casemira preta e de cores, ditas de
i merino, de princeza, de brim de linho
\ branco e de cores, de fusto e piscados, '
> cairas de algodo, colletes de velludo !
! preto e de cores, ditos de selim preto e
j branco, ditos de gorguro e casemira, di- I
los de fustes e brins, fardamenlos para ]
a guarda nacional, libres para criados, '
ceroulas e camisas francezas, chapeos e
grvalas, grande sorlimenlo de roupas
para meninos de 6 a 14 annos ; nao agra-
dando ao comprador algumas das roupas
feitas se apromplaro outras a gosto do
comprador daodo-se no da convencio-
nado.
3XSiS-'5iS$wSfS!&&3^iS5iS-{iSlt
Pianos
Saunders Brothers & C. tera para vender em
seu armazem, na praca do Corpo Santo n. 11,
alguns pianos do ultimo gosto, recentimente
chegados, dos bem conhecidos e acreditados fa-
bricantes J. Droadwood ASons de Londres, e
muito proprios para este clima.
DA
L:
USIBICiO LOW-HOW,
Rda da Senzala tova n. 42.
Neste estabelecimento continua a haver um
comapletosortimento de moendas e meias moen-
das para eu9enho, machinas de vapor e taixus
de ferro batido e coado. de todos os tamanhos
dar dto.
LOJVDOWPOU.
Grande e variado sortimento de calcado fran-
cez, roupa feita, miudezas unas o perfumaras,
ludo por menas do que em outras partes : na lo-
ja do vapor na ra Nova n. 7.
SYSTEM A MEDICO DE HOLLOWAY.
PILULAS HOLLWOYA.
Este rnestimavel especifico, composto Inteira-
menle de hervas medicinaos, nao contm mercu-
rio, nem alguma outra substancia delecteria. Be-
nigno mais tenra infancia, e a compleico mais
delicada igualmente frompto c seguro para
desarreigar o mal na compleico mais robusta ;
injeiramente innocente em suas operagoes e ef-
feitos; pois busca e remove as doenca3 de qual-
quer especie e grao por mais antigs e enazes
queseam.
Entre milhares de pessoas curadas eorn este
remedio, muitas que j estavam as portas da
morte, preservando emseu uso: conseguram
recobrar a saude e torcas, depois de haver tenta-
do intilmente todos os c utros remedios.
As mis afflicU nao devem entregarle a de-
sesperarlo ; facaa um competente ensaio dos
efficazes effeitos desta assombrosa medicina, e
prestes recuperaro o beneficio da saude.
Nao se perca tempo em tomar este remedio
para qnaiquer das seguintes enfermidades
em grande sortimento para
homens, seohoras e
meninos.
Vendem-se chapos francezes de superior qua-
lidade a650o,7 e 8, ditos de velludo, copa al-
ta e baixa a 7j>, 9 e lOg, ditos de lontra pretos e
de cores, muilo finos a 63 e 7{>, ditos do chile a
3$500, 5, 6, 8,10 e 12$, ditos de feltro em gran-
de sorlimenlo, tanto em cores como era qualida-
des, para homens e meninos, de 2#500 a 7g, di-
tos de gorguro com aba de couro de lustre, di-
tos de casemira cora aba forrada de palha, ou
sem ella a 4$, ditos de palha ingleza, copa alta
e baixa, superiores c muito em conta, bonetes
francezes c da Ierra, de diversas qualidades, para
meninos, chapeos de muitas qualidades para me-
ninas de escola, chapelinas com veo para senho-
ra, muito em conta e do melhor goslo possive!,
chapeos de soda, dlos de palha amazonas, enfei-
les para cabeca, luvas, chapeos de sol, e outros
muitos objeclosque os senhores freguezes, vis-
ta do proco e da qualidade da fazenda, nao dei-
xarSo de comprar ; na bem conhecida Toja de
chapeos da ra Dircila n. 61, de B. deB. Feij.
I Engenho. f
Vende-se o engenho Santa Luzia.silo na
@ freguezia de S. Lourenco da Malla, entre
os engenhos Penedo de Baixoe Penedo de ii
& Cima : trata-so no mesmo engenho ou no gt
@ engenho Mussambique com Felisbino de g>
Carvalho Bapozo.
s@
Relogios
Suissos.
Em casa de Schaflelln 4C, ra da Cruz n.
38, vende-se uro grande e variado sortimento de
relogios de algibeira horisontaes, patentes, chro-
nomelros, meios chronometros, de ouro, prata
dourada efolheadosa ouro,sendo estes relogios
dos prirrleiros fabricantes da Suissa, que se ven-
deio por precos razoaveis.
Vende-se em casa de Saunders Brothers &
C, praca do Corpo Santo, relogios do afama-
do fabricante Roskell, por precos commodo^,
e tambem trancnllins e cadeias para os mesfios,
deexccliente costo.
(i
Accidentes epilpticos.
Alporcas.
A iplas.
Areias(malde).
Asthma.
Clicas. _
Convulses.
Debilidade ou exteaua-
co.
Debilidade ou falta de
forjas para qualquer
cousa.
Dy sin tea.
Dor de garganta.
de barriga.
nos rins.
Dureza no ventre.
Enfeimidades no ventre.
Ditas ongado.
Ditas venreas.
Enxaqueca.
Herysipela.
Pebre biliosas.
Febreto internitente.
l
cobertos e descobertos, pequeos e grandes, de
ouro patente inglez, para homem o senhora,
de um dos melhores fabricantes de Liverpool,
vindospelo ultimo paquete inglez : emeasa do
Southall Mellors & C*
Vendem-se 25 cavallos de roda, novos e
sem achaques : no engenho Guerra do Qabo, ou
nesta praca, loja n. 18, defronle da matriz de
Santo Antonio.
CALCADO
Grande sortimento.
45Ra Direita45
Os estragadores de calcado encontra-
rao neste estabelecimento, obra supe-
rior pelos precos abaixo :
Homem.
Borzegainsaristocrticos. 9,s000
Ditos (lustre e bezerro)..... 7$000
Borzeguins arranca tocos. 7$000
Ditos econmicos. i 6<000
iSapatOes de bater Rustre). 5$000
Senhora.
Borzeguins primelra elasse (sal-
to de quebrar).......5jj000
Ditos todos de merino contra
calos (salto dengoso).....4500
Borzeguins para meninas (for-
tissimos)..........40000
E um perfeitosortimento de todo cal-
cado e daquillo que serve aara fabrica-
, como sala .couros, marrBquins, cou- Uhamaceutico, M rut da Crt ir. **, em Per-
ro de lustre, fio, fitas, sedas etc.
por sacca de
Irmos.
nilho; nos armazens de Tasso
Febreto da especie.
Gotta.
Hemorrhoidas.
Hydropesia.
Ictericia.
Indigestes.
Inflammare?.
Ir reg ularidades
menstruaco.
Lombrigasde toda es-
pecie.
Mal de pedra.
Manchas na culis.
Obstrucgo de ventre.
Phtysica ou consump-
pulmonar.
Retencao de ourina.
Rheumalismo.
Symptomas secunda-
rios
Tumores.
Tico doloroso.
Ulceras.
Venreo (mal).
4,000 rs.
i nfilho; nos armazen;
la do Oneimado ne 57.
A 80 cortes de vestidos de seda que custaram
60; a 16tf cortes de vestidos de phautasia que
custaram 30j>; a 8J chapelinhas para senhora:
na ra do Queimado n. 37.
Enfeites de vidrilho e de retroz a 49 cada
um : na ra do Oueimado n.37, loja de 4 portas.
Em casa de Rabe Scbmettan &
C, ra da Cadeia n. 37, vendem-se
elegantes pianos do afamado fabrican-
te Traumann deHamburgp.
SABAO

do deposito geral do Rio
com Tasso & Irmos.
de Janeiro: a tratar
Farinha de mandioca
Tasso 4 Irm
Millio
nos armazens de Tasso & Irmos.
nos armazens da Tasso & Irmos.
Vendem-se estas pilulas no estabelecimento
geral de Londres n. 224, Strand, e na loja de
todos os- boticarios droguistas e outras pessoas
encarregadas de sua venda en toda a America do
Sul, Havana e Hespanha.
Veudem-se asbocelidhas a 800 a. cada urna
dellas, con tem urna instruccao em portuguez pa-
ra explicar o modo de se usar destas pilulas.
O daposito geral 6 em casa do Sr. Soum
namb co.
Tacbas para engenho
Fundico de ferro e bronze
DB
Franeiftco Antew Correia Cardozo,
tem um grande sortimento de
tachas de ferro fundido, assim
como se faz e concerta-se qual-
quer obra tanto de ferro fun-
dido como batido.


.'.!'
^

DIABIO PE PBRWAMBqO. TCBCA fEHU 3t PB BATO BE 1860.
--Largo da Pentaa
Manteiga peritamente flor a 800 rs. a libra e em buril se far mais algum abalimento.
Queijos muito hoyos
a 15700 rs. e em caixa se lar mais algum abalimento nicamente no armazem Progresso.
A.u\evx.as traueexas
Proresw?6 flh* campoleirade vldro a OOOrs., e em porgo se far algum abalimento s no
Cartocs de \jo\i\\\os
muito novos proprios para mimos a 500 rs., e em porcaosefar algum abatimentos no Progresso.
Figos de comadre
em caixinhas elegantemente enfeitadaso proprias para mimos s no Progresso ecom avista se far
um prego commodo.
li&tas de soda
com i 1|2 libras de difteronles qualidadesa 1600 rs.,nicamente no armazcm Progresso.
Conservas
700 rs. o frasco vndese nicamente no armazem Progresso
Holac\iui\ia ingleza
muito nova a 320 rs. a libra e barrica 4$, nicamente no Progresso.
Potes vidrados
de la 8 libras proprias para manteiga ou outro qualquer liquido de 400 a 134200 rs. cada um.se
no Progresso.
Chocolate francez
a lg a libra, assim como vendom-se os sfguinlesgneros tudorecentemente chegado c de superio-
res qu a lid a des, presuntos a 480 rs. a libra, chourica muilo nova, marmeladado mais afamado fa-
bricante de Lisboa, maga de tomate, pera secca, pase3s, inicias em calda, amendoas, nozes, frascos
com amendoas cobortas, confeilos, pastillias de varias qualidades, vinagre branco Bordean* proprio
para conservas, charutos dos melhores fabricantes de S. Flix, magas de todas as qualidades, gom-
ma muito Una, ervilhas francezas, champagne das mais acreditadas marcas, cervejas de ditas,
spermacetc barato, licores francezes muito finos, marrasquino de zara,' azeile doce purificado, azei
lonas muilo novas, banha de porco refinado e outros muilo gneros que encontrarao tendente a
molhados. por isso prometcm os propietarios venderem por muilo menos do que eutro qualquer
promelem mais tambero servirem aquellas pessoas que mandarem poroutras pouco praticas como
se viessem pessoalmente ; rogam tambera a todos os sanhores de engenho e seuhores lavradores
queiram mandar suas encommendas no armazem Progresso que se Ihcs aflianga a boa qualidadee
o acondicionamcnto.
Verdadeira goma de mala van a
a 400 rs. a libra, s no Progresso.
Palitos
cilhalos para denles a 200 rs. o maco cita 20 raacinhoi, s no Progresso.
Cha hyson, peruia c preto 1
os melhores que ha no mercado de 1J600 a 23)500 a libra, s no Progresso. <-
Passas em caixinhas de 8 Ulnas
as mais novas que lera vindo ao nosso mercado pelo diminuto proco de 2J560, s no Progrosso.
Macus em eaixinias de H libras
contondo 405 qualidades pevide, grao de bico, eslrelinha, alelria branca e amarella e paslilhas de
maca, s no Progrosso, e com a vista se far um prego commodo.
Chouricas e paios
a>- mais novas que tem vindo ao mercado.s no Progresso, afiancando-se a boa qualidade e a vista,
es far um proco commodo.
CONSULTORIO
DO m
. .. fcoli Moscos,
BISIDIKBI IPMTriSIlM) S miiJffilL
* RIJA AG.ORIA9A^AOFUIVAO 3
Clnica por ambos os systemas.
? Dr' r?*0 Moscoso a& consultas todos os dias pela manha e de tarde depois de 4 horas,
contrata partidos para curar anuualmente nao s para a cidade como para os enaenhos ou outras
propnedades ruraes.
Os chamados devqm ser dirigidos sua casa at as 10 horas da manha e em ca30 de ur-
gencia a outra qualquer hora do dia ou da noite sendo por escripto em que se declare o nome da
pessoa, o darua e o uumero da casa.
Nos casos que nao forem de urgencia, as pessoas residentes ao bairrodo Recife podero re-
metler seus bilhetes a botica do Sr. Joao Sounnt C. na ruada Cruz ou loiade livros doSr. Jos
Hogueira de Souza na ra do Crespo ao p da ponte velha.
Nessa loja e na casa do annnnciante achar-se-ha constantement e os melhores medica-
mentoshomeopathicos ja bera conliecidos e pelos precos seguinles:
Botica de 12 tubos grandes...........103000
Ditos de 24 ditos. ..............15JJ000
Ditos de 36 ditos..............20-409
Dito de 48 ditos..............' '. 25SO0O
Ditos de 60 ditos. .............OsOO
Tubos avulsos cada um............ IgOU
Frascos de tincturas........,".".*."."." fiOOO
Manoal de medicina homeopathica pelo br." Jahr traduzido
em portuguez com o diccionario dos termos de medi-
cina, cirurgia etc.. etc. ,.......' 20*000
Medicina domestica do Dr. Hering, com diccionario. 10J0OO
Repertorio do Dr. Mello Moraes....... 6(000
Escravos vtiia.
Vedem-se, troeam-se e compram-se escra-
vos di toda idade, e do ambos os sexos; ni ra
do Imperadora. 21, primeiro andar.
Arados americanos e machinas
para lavarroupa: em casa de S. P. Jo-
hnston & C. ra da Senzala n. 43.
Vinho de Bordeaux.
Em casa de Kalkmann Irmos&C, ra daj
Cruz 1 10. encontra-se o deposito das be m co-
nfenlas marcas dos Srs. Brandenburg Frres.
e doi Srs. Oldekop Mareilhac 4 C, em Bur-
deaux. Tem as seguinles qualidades :
De Brandeaburg frres.
St. Etph.
St. Jt;licn.
Marg ux.
La ros 3.
Chale 3u Loville.
Chute iu Marga ni.
Ee Oldekop & Mareilhac.
St, Julien.
St. Julien Mdoc.
Chale iu Loville.
Na mesma casa ha
vender:
Sherr7 em barris.
Madera em barris.
Cognac em barris. qualidade fina
Cognac em caixas qualidade inferior.
Cerve. a branca.
para
Tachas e moendas
Braza Silva & C, tem sempre no seu deposito
da ra da Moeda n. 3 A, um grande sortimento
de tachase moeedas para engeoho, do muito
acred lado fabricante Edwin Maw : a tratar do
mesmo deposito ou na ra do Trapiche a 44.
Pechincha.
Coni pequeo toque de avaria.
Na ra do Queimado n. 2, loja do Preguica,
vende n-sp peras de algodio encorpado, largo,
com p jqueno loque de avaria a 2J500 cada urna.
Aos amantes da economa
Na 1 ua do Queimado n. 2, loja do Preguiga,
vende n-se chilas de cores fixas bastaule escu-
ras, pi lo baralissimo prego de 6fl a peca, e 160
rs. o 'Ovado.
C arne de vacca salgada, em barris de 200
libras : em casa de Tasso Irmaoa
Oleado de
cores.
Ven lem-se oleados decores os mais flnos^iue
poss vel nesle genero, e de diversas larguras,
por pieco commodo : na ra Direila n. 61, loja
de cha peos de B. de B. Feij,
Ra daSenzala Nova n. 42
Ven le-se em casa de S. P. Jonhston 4 C. va-
quetas de lustre para carros, sellins esilhoes in-
glezes candeeiros e caslicaes bronzeados, lo-
nas nilezas, fio de vela, chicote para carros, e
monta ia, arreios para carro de um e dous cval-
os, e elogios d'ouro patente inalezes
Verdadeiras luvas de Jovin de to-
das a? cores, ra da Imperatriz n. 7,
loja co Leconte.
lembraroos aosnossos amadores, antes que
se acabe de vender a variada collecQo de arbus-
tos e s ementes de flores, de herialice e arvores de
inicio, a saber: maneras, pereiras, ccregeiras,
damascos, possogueiros e parreiras, que se acharo
a venda al o principio da semana prxima : na
ra do Cabug n. 3 A. Tudo vende-se baralo, e
aestacio propria para a plantaco.
Vende-se urna preta de meia idade por pro-
co commodo : na ra da Imperalriz n. 78.
Vndem-se 3 escravas c liega das flo fra hon-
iin. di idade de 13, 15 e 20 annos,2 escravos. 1
de 17 tinos e outro de 20, vendera-se por pre-
cos razoaveis : para ver, na ra do Queimado,
loja de feragens n. 35.
FABRICA
(i)
dHfi)IC86C
DE *l
fWm$l SI Mf18.
de sato.
SiU aa rna Imperialn. \\8 e i20 junto a fabrica
DE
Sebastia J.da Siha dirigida par Francisco Belmiro da Casta.
m. inn* -erSlft lCIIDient0 Ve?pre Prompl?,8 a,arab1es de cobre de diirerenies dimencoes
L.r runfia simples edobrados. para destilar agurdente, aparelhos destilatorios cominos
P luirlo1^ff deslllr.espmtos com graduado at 40 graos (pela graduaco deSellon Cartier dos
Kf SS2s systemas hojeapprovadoseconhecidosnesu e outras provincias do imparto, bomb
hr d'roencoes, asperantes o do repuefio tanto de cobre como de bronze e ferro, tornetras
de bronze dei todas as dimencoes e fettios para alambiques, tanques etc., parafusos de bronze e
?dLPeanc6efi narBUa,P0?8 *"* ^T^ "*V0S de fero. tubos de coffie chumbo de toda!
as dimencoes para encmenlos camas de ferro com armacao e sem ella, fuses de ferro notaveis e
econmicos lachas e tachos de cobre, fundos de alambiques, pTssadeicas c^umadeiras co'o'
para engenho folha de Flandres. chumbo em lencole borra, zince era lencole Tarr^^ ls'nres e
:"oU spaCfc r^Vo?etSdVeZr^L,fe,rr0 ^ D,eZe lod" ^SLU^Sj^So
Relogios de ouro e prata.
Em casa deHenry Gibson, ruada Cadeia do
Recife n. 62, ha para vender ara completo sorli-
menlo de relogios de ouro e prata, chroaome-
Iros, meioschronomeiros o de ptenle, os me-
lhores que vem a este mercado, e a precos ra-
zoaveis.
37 Ruado Queimado37
Loja de 4 portas.
Chegou a este estabelecimento um completo
sortimento de obras feitas, como sejam : pale-
lols de panno flno de 16$ at 28$, sobrecasacas
de panno flno preto e de cores muito superiores
a 35#, um completo sortimento de paletots de
riscadinho de brim pardo e brancos, de braman-
te, que se vendem por preco commodo, cerou-
las de linho de diversos tamanhos, camisas
francezas de linho e de panninhp de 2$ at 5$
cada urna, chapeos francezes para homema 8,
dilos muito superiores a 10, ditos avelludados,
copa alta a 13, ditos copa baixa a 10$, cha-
peos de eltro para homem de 4. 5$ e at 7
cada um, ditos de seda e de palha eufeitados pa-
ra meninas a 10, ditos de palha para senhora a
12$, chapelinhas de velludo ricamenle enfeita-
dasa 25$, dilas de palha de Italia muito finas a
25$, corles de vestido de seda em cartao de 40$
at 150$, ditos de phautasia de 16 al 35$000,
gollinhas de cambraia de 1 at 5, manguitos
de 1$500 at 5, organdys escuras e claras a
800 rs. a vara, cassas francezas muito superiores
e padroes novos a 720 a vara, casemirasde cor-
les para colletes, paletots e calcas de 3#500 at
4$ o covado, panno fino preto e de cores de 2500
al 10$ o covado, corles de colletede velludo
muito superiores a9e 12$, ditos de gorguro
e de uslo brancos de cores, tudo por preco
baralo, atoalhado deolgodao a 1&280 a vara,
cortes de casemiras de cores de 5 at 9, grosde-
RelogioSo
para vos dizer.
Na cocheira d Eduardo Bourgeois, na ra No-
va n, 61, tem para.se vender panoo fine e galo
azul, vaquetas rondes para roberas de tarros,
laniernas para ditos e para cabriolis, velas para
dilas, collciras meatras, ditas falsas, cemorcas,
esponjas, graxa preparad* para eixos, e ouiro
para arreios, ferraduras francezas com cravos, e
muilas oulras ferragens diversas pata carros :
vende-se larabem um jogo de rodas americanas
e oulras para carros de passeio, fabricadas em
Paris e promptas a serrar.
N0VAGIM THE0RICA E P1UTICA
DOS
Aenc-o.
ar
FUNDIQAO D'AURORA.
Seus propnetanos offerecem a seus numerosos freguezes, e ao publico em a-eral, toda e
qualquer obra manufacturada em seu reconhecido estabelecimeilto a saber: machinas de vapor de
todos os tamanhos rodas d agua para engenhos todas de ferro ou para cubos de madeira, moen-
das e metas moendas, lachas de ferro batido e fundido de todos os tamanhos, guindastes ruio-
SwA -?' r rdete/- auilh5es e bocca8 P" fomalha. machinas para amassr man-
dioca e para descarocar algodao, prendas para mandioca e oleo de ricini, portes eradsria co-
ronas e moinhos de vento, arados, culttvaJoies, pontes, aldeiras e tanaues, boias, alvaregas
tes e todas as obras de machimsrao. Executa-se qualquer obra seja qual for sua natureza pelos
es>Dhos ou moldes que para tal flm forem apresentados. Recebem-se encommendas neste esta-
belecimento na ra do Brum n. 28 A e na ra do Collegiohoie do Imperador n... moradia do cai-
xeirodoestabelecimentoJoseJoaquimdaCostaPereira.com quem os pretendentes se nodem
otender oara aualauer obra. "
Anuazem de l'azendas,
NA
Ra do Queimado n. 19.
Cobertas de chita, gosto chinez, muilo finas, a
pre$o de 2.
Lflncos de cambraia para algibeira a 2 a duzia.
Chilas francezas raiudinhas e muilo finas, co-
vado (pechincha) a 240 rs.
Cortes do riscado francez imitando alpaca,
muito bonitos, tendo 13 Ii2 covados, por 2.
Lencos para menino o meninas a 80 rs. ca-
da um.
Meiascruaspara menino de lodos os tamanhos
Ditas brancas para meninas.
Chales de merino estampados a 25500.
Alpaca preta, o covado a 320 rs.
Bales para senhora a 6. ,
Madapolo com pequeo defeito a 3$.
Algodao monstro, 8 palmos, a vara a 600 rs.
Pecas de chita miudiuha com 38 covados por
0 Paletots de brim de cores a 3$.
Ganga franceza oscura, covado a 500 rs.
Chapeos pretos o mais fino que ha no mercado
o de forma elegante.
Tapetes franjados para sala
Chapeos de sol para menina a 4j.
Madapolo fino a 6#.
Bramaote de linho, vara a 2300.
Farinha de man-
dioca
a tratar com Almeida Gomes, Alves C.
Arroz em casca
a tratar com Almeida Gomes, Alves & C, r
Aencao.
Vende-se um escaler novo com 4 remos de
faja, de palente, e ura bote novo, proprio para
todo servico, e por commodo preco : a traler na
ruado Cordoniz n. 6.
Vende-se um terreno cora 1QO palmos de
frente e 300 de fundo, na Pente de Ucha, es-
trada que vem da Torre para o porto que alra-
vessa para Sant'Anna : quem quizer, dirija-se a
fallar com a pessoa, na escela em frente da igre-
ja de S. Jos do Manguihho.
Cemento.
Superior cernelo romano ora barricas; vene
de-se a 7, era casa do Prente Mianua & C, ru-
da Cadeia n. 57.
Sabo
das fabricas do Rio de Janeiro : a Iralor com Al-
meida Gomes, Alves & C.
Chales chinezesa
a 4^500.
Na bem coohocida loja do Preguija, na ra do
Queimado n. 2, vendem-se ricos chales de meri-
no de modernos e lidos gostos com um pequeo
deleito de mofo a 45C0 cada ura.
da Cruzo. 27.
ua
Para liquidar*
Na loja da Aguia^e Ouro na ra do Cabug
B. I t, aisinhascom 8 libras de superior fio
porralo pelo baralissimo prego de lf a caixa.
Guita-percha.
Artigo? para invern de gutta-percha
ou borracha, vende-se na ra Nova n. 45
? LOJA DE MARMORE.
'ujj yG Bi5 ufljtf
rr Vende-se 1 moleque peca, de dYde de 9
aunos, 1 preta de 30 annos com 2 crias, sendo 1
moleque de 5 snnps e 1 molequinha de 11(2 an-
no, e mais outra preta de 30 anoos, assim como
1 caboclinha de idade de 6 anuos : a tratar na
travessa do Carrao n. 12.
Vendem-se 2 cerros e 2 boia oara o traba-
lho da alfandega : quem pretender, dirija-se a
ra da Cadeia n. 50 A, loja de fazendas.
|lua do Queimado n. 19,
\ mazem de fazendas.
. Chit.is francezas finas de padroes miudinhos a
220 rs. o corado, corles de riscado imitando al-
paca ora 13 1|2 covados a 2$, robera a chine-
za de chita muilo fina a 2, pecas de chita de co-
res ftxas, muilo boa fazenda, tendo 38 covados,
2J*'800' S,nnSa franceza para calca e paletots a
500 rs. o covado, lencos de cambraia brancos pa-
raJu.gll'eira a ** a d"zia> a|gdao com 8 palmos
a 600 ni. a vara, um reslo de algodao superior a
250O peca com pequeo defeito, idem de chi-
ta fina franceza a 180 rs. o corado, chales de
merm estampados a 2500, brim de linho de
quadnnhos a 500 rs. o covado, balos a 5, len-
cos paia meninos a 80 rs cada um. sorlimenlo
de mens para meninos e meninas, fil de linho
fino j 1100 rs. a vara.
Attenco.
Vence-se na ra Nova n. 71 junto a ponle.sac-
cosconmilho muito novo a L$, na taberna da
Cruz de Almas em ponte de Uchoa a 5&500 e em
Apipuc. >s a 5ft500 taberna nova junto ao acougue
a" V,n(lo_s? gomma de malarana verdadeira a
ouo rs.. e carnnhosdo mao muito bera construi-
dos al ,$: na ra Nova n. 71, junto a ponle.
T ,fab.riea decaldeireiro da ra Imperial,
junio a fabrica de sabao, e na ra Nova, lula de
terragei s n. 37, ha urna grande porcao de folhas
de zinct, j preparada para telhados, c pelo di-
minuto prego de 140 rs. a libra..
Plantas e llores diversas.
Pellor:e, membro da sociedado de horticultu-
ra de P ns, estando para se retirar para a Euro-
pa no primeiro vapor, vender de hoje em diante
o seu viado sorlimenlo de plaas, flores, par-
reiras e frucleiras diversas, cora grande abali-
mento de preco : na ra do Cabug n. 3 A
jipH-S-MHi
ende -se
Rslogios patentes.
KHopas.
Lonas.
f. imisas inglezas.
P sitos para camisas.
Biscoutos.
Em casa de Arkwigh & C, ra da
Crux n. 61. _
!(--&
Aossjnhore logitas de miudezai.
Bicos Trelos de seda.
Ditos brancos e pretos de algodao.
Luvas pretas de lorcal.
Cintos elsticos.
JLinhaft de algodao em novellos ; vendem-sa
por preQAs commodos, em casa de SoulhallMel-
lors &. C, ra.do Trapiche n. 38.
\ AUenco.
t Armazem de fazendas
NA
tRua do Queimado n. 19.1
t Cha franceza fina escura de padrea
t miudi hos pelo baralissimo preco de 220
t rs. o covado. a ellas antes que seacabem,
\ pois o prego e a qualidade convida a
comp ar.
de loGOOat 3j>200 o
naples de crese pretos
covado, esparlilhos para senhora a 6$. coeiros
de casemira ricamente bordados a 12 cada um,
lencos de cambraia de linho bordados para se-
nhora a 9 e 12J cada um, dilos lisos para ho-
mem, fazenda muito superior, de 12 at 20$ a
duzia,casemiras decores para coeiro, covado a
2$40O, barege de seda para vestidos, covado a
1400, um completo sortimento de colletes de
gorgoreo, casemira prela lisa e bordada, e de
lustao de cores, ea quaes se vendem por barato
pregone Iludo decores a 7 o covado, pannos
para, Aa de mesa a 10 cada um, merino al-
cochdjno proprio para paletots e colletes a 2800
i>C.n*Ad0' baDds Para maco de cabello a
19500, saceos de tapete e de marroquim para via-
gem.eum grande sortimento de macas e malas
de pregara, que tudo se vende vontade dos
freguezei, e outras muitas fazendas que nao
possivel aqui mencionar, porm com a vista dos
compradores se mostraro
'S1NETES PAP.A MARCAR ROUP?
2 2 RA DA IMPERATRE 2 2
Camisas inglezas.
Pregas largas.
Goes < Bastos.
Veode-seem casa de Johnston Pater 4 C, ra
do Vigario n. 3, um bello sortimento de relogioe
de ouro, patente inglez, de um dos mais afa-
mados fabricantes de Liverpool; lambem urna i
variedade de bonitos Irancelins para os mesmos.
Em casa de Borott 4 C, ra
da Cruz do Recife n.5, ven-
de-se:
Cabriolis muito lindos.
Charutos de Iiavana verdadeiros.
Presuntos para fiambre.
Fumo americano4e superior qualidade.
Ghampanha de primeira qualidade.
Carne de vacca em barris de superior -quali-
dade.
Oleados americanos proprios para cobrir carros
Carne de porco em barris muito bem acondi-
cionada.
Licores de diversas qualidades, como sejam :
o muilo afamado licor intitulado Morring Cali,
Sherry Cordial, llenl Julop, Bilters, Whiskey &
C, tudo despachado ha poucosdias.
Machinas de coser, grandes e pequeas, de dif-
ferenles autores, do um modello inleiramenle
novo, por prego commodo.
Salsa parrilha cm frascos grandes e pequeos,
muito bem acondicionada.
Pilulas vegetacs (verdadeiras.J
Verme fuge.
Cameiros gordos.
No engenho Forno da Cal vendem-se carneiros
gordos por prego commodo.
Espirito de vinlio com M
graos.
Vande-se espirito de vinho verdadeiroCom AA
fjrSos, chegado da Europa, as garrafas ou as ca-
andas: na ra larga do Rosario n. 36.
Albardas inglezas.
Ainda ha para vender alguiras albardas ingle-
zas, excellenlcs por sua duragio, levesa e com-
modidade para os animaes : em casa de Ilenry
Gibson. ra da Cadeia do Recife n. 62.
Vende-se superior linha de algodao, bran-
cse do cores, em noj-ello, para costura : em
casa de Setthall MellorA C, ra do Torres
n. 38.
Superiores chapeos de manillia.
Eslesexcellenlcs chapeos que por sua qualida-
de e eterna duragao, sao prefcriveis aos do Chi-
le ; exUtem venda unirn.enle em casa de
Ilenry Gibson, ra da Cadeia do Recife ri. 62, por
prego commodo.
Wemle-se
linha de novello de todos os sorlimentcs, mrias
de seda inglezas de peso e ma:s inferiores bran-
cas c pretas, por precos commodos em casa de
Henry Gibson, ra da Cadeia do Recife n. 62.
Juizes municipaes e de
orphaos.
Acaba de chegar de Rio de Janeiro esla inle-
ressanle obra, e vende-se na Livraria econmica
ao p do arco de Santo Antonio.
INJF.CTION BROU.
flygiene infallivel e preservativa as gonor-
rha3 rcenles ou chruniras. Em seis di3 ^
Iralamenlo, muilas vexes mais cedo, raras ve-
zes mais larde, sem dr alguma, desappatece
inleiramenle a molestia sem precisar teiorrer a
todas essas composic.ops, coja base sao a topa-
hiba e cubebas, remedios nao s peiinosos,
como nojcnlos : vende-se a 5J000 rs. o bit ce
na praga da Independencia n. 22.
Botica.
Bartholomeu Francisco de Souza, ra larga
{do Rosario n. 36, vende os seguintes medica-
mentos :
Bob L'Affecteur.
Pilulas contra sezoes.
Ditas vegetacs.
Salsaparrilha Bristol.
DitaSands.
Vermfugo inglez.
jarope do Bosque.
Pilulas americanas (contra febres).
Ungento Holloway.
Pilulas do dito.
Ellixir anli-asmalhico.
Vidrosde boca larga com rolhas, de 2 ongas a
ztioras.
Assim como tem um grande sortimenfo de pa-
pel para forro de sala, o qual vende a mdico
preco.
Ainda existe alguns burros que se vendem
por prego commodo. os quaes foram mudadrs
da cocheira da ra da Florentina e atham-se na
Boa-Vista nsofficina do ferreiro junio o Sr.
Manoel Joaquim Carneiro Leal.
Escravos fgidos.
Milho e farello.
Vende- se milho a -i* o^acco em porgo 3J800,
em cuia 40 rs., farello a 5$ o gacco ; na traves-
sa do pal oo do Pa raizo n. 16, casa pintada de
amareno com oilo para a ra da Florentina.
Roa do Queimado d. 46, frente da loja
amarella.
Acaba de chegar na bem conhecida loja de
Goes 4 Ba3tos, um grande sorlimf nlo das muito
desejadas e verdadeiras camisas inglezas, com
pello de linho e pregas largas, j bem conheci-
das pelos freguezes deste estabelecimento. as
quaes camisas ha muilo se eslava esperando e
por ter grande porco, (eraos deliberado, para
melhor afradarmos os freguezes, vende-las pelo
diminuto prego de 36$ por duzia.
Fazendas por bai.vos precos
Ra do yueimado, loja
de 4 portas n. 1.
Ainda restara algumas fazendas para concluir
aliquidagao da flrraadeLeile* Correia, esques
so vendem por diminuto prego, sendo entre ou-*
tras as seguinles:
Chilas de cores escuras e claras, o covado
al60rs.
Ditas largas, francezas, Anas, a 240 e 260.
Biscados francezes de cores flxas a 200 rs.
Cassas de cores, bons padroes, a 240.
Brim de linho de quadros, covado, a 160 rs.
Brim Miagado branco de linho muilo bom, va-
ra, a laow;
Cortes de caiga de meia casemira a 2$.
Ditos de dita de casemira de cores a 5*.
m Panno preto flno a 3# e 4$.
Meias de cores, finas, para homem, duzia a
I38OO.
Grvalas de seda de cores e pretas a 1$.
Meias brancas Anas para senhora a 3$. .
Ditas dilas muito Anas a 4$.
Ditas cruas finas para homem a 4$.
Cortes de colletes de gorguro de seda a 2J.
Cambraia lisa fina transparente, peca, a 4jJI.
Chales de laa e seda, grandes, ura 2a.
Grosdenaple preto de 1J60O a 2JL
Seda preta lavrada para vestido a 1JJ600 e 2$
Cortes de vestido de seda preta lavrada a 16
Lengos de chita a 100 rs.
Laa de quadros para vestido, covado, a 560.
Peitos para camisa, um, 320.
Chita franc a moderna, ngindo seda, covado
4uU rs
^"irs.
lOrs.
ntreme
Cmi
Ditas
Toalhas
Camisas
Lengos
560 rs.
Vestidos
. AS MELHORES MAHIMS DE COSER
DOS
Mais afamados autores de New York
I. M. SINCER A C.
WHEELER & WLSON.
na,0rj,l68JabeIeciment0 TPn(iero-se as machi-
m.rK 2"s autores mostram-se a qual-
"n adl ou da noite e responsabilisamo-
1 de fazendas de Baymundo Carlos Leite &
zera
Irmao, ra da Imperafriz
aterro da Boa-Visla
n. 10, anligameute
Marmelada.
Rm* TU Direila D" 6- ha almelada
o40a libra.
superior a
Ra do Codorniz n. 8'
saceos de 30 caias,
e fio
8000
7SO0O
49000
3000
5*000
38000
5G00
5*000
39000
a 2$ e 4.
rs.
pescog* t senhora a
los pan b'aptisar erian-
imira preta a 6#.
_Jm franja de seda a 5.
Cortes de caiga it rucado de quadros a 800 rs
, M?Loverde P*T' '"do de monUria, cova-
do, lj280.
Lenjos brancos de cambraia, duzia, a ?#.
Cortes de _
Chales de ro
V'.nln;se fe*a amarello,
por I0J00O.
Milho saceos grandes, por 4*000.
t-era de carnauba, sebo refinado
de algodao.
armazem n.a9:eD,1Cr'8e' ]^ da Assembla,
Calcado francez barato.
Na loja de Burle Jnior & Martins, ra
do Cabug'n. 16.
iLd? >lu8lre f*ara homem .los me-
mores fabricantes
Dilas de bezerro e panno
n! ,jlu"? para Dhora
uilas todos de duraque prelo sem sallo
para senhora
S|J" dc ?e,im franco para senhora
ilas de lustre sem sillo para meninas
Sapaioes inglezes de vaqueta
u os de-lustre com borracha na frente
Dilos dito dito para meninos
to baxM* charulos da Bahia 'or P^egos'mu'I
OS JESUTAS
PERAKTE A HISTORIA
PELO DOCTOR
Ovidio da Gama l^oljo.
Aistda restara alguns exemplares desta precio-
sa obra, a 5 rada um ; na livraria ns. 6 e 8 da
praga da Independencia.
Bwzegains inglezcse
Amansa calos.
Aos marchantes.
na^rHom;n' 126 PrPr' "-taM- :
Escravo fgido.
Na noile de 28 de abril prximo passndo fugio
de casa de seu senhor um escravo de none Itiy-
mundo, idade de 18 a 20 annos, eslalura media-
na, e roforcodo, bonita figura, bocca pequea, e
bons denles, falla bem, (cabra escuro) ilho do
Ico, d'ondc veio, pouco mais ou menos, a um
anno, levou com sigo alguma roupa, consislindo
em raleas de brim trancado branco, de algodao
mcsclado, camisas de n'adapolo, de algodao ris-
cado, jaqueta de panno fino azul, grvala preta,
chapeo de feilro lino, cor clara, cosluma andar
calgado. inlilula-se forro, salla muilo bem, pois
lindo sido duasvezes apprehendido, lem se eva-
dido, consta ter una amasia mulata, mnlher fer-
r, com quem esteve na Boa-Vista, e annde oi
apprehendido. esteve Irabalhando em Sanio A-
maro : quem o apnreheneer e levar ra da
Cadeia do Recife n. 20, ser recompensado
. 50S000 DE GPATIFICACAO.
rugi da rasa de sen senhor no oa 4 de abril
p. p. o prelo de nome Feliz, de nagao Mocain-
bique, idado de 35 a 40 annos, levou raiga de
brim com ramagem azul, estatura baixa*. car
fula, baiba na ponta do queixo, lem na testa
por cima do naiiz um csli.mbinho que parece .er
signal da Ierra delle, lem os ps um pouco ape-
llidados, foi esciavo do Sr. Manoel Francisco
Duarte, esle o vendeu ao Sr..Synphronio Olim-
pio de Queiroga a quem foi comprado no anuo
proxirm passaiio. esle lem sido pescador e cala-
dor e hoje padeiro, e por isso lem rallos as
juntas dos dedos pelo lado das costas das maos
em razao da maceira, j esleve fgido para ban-
das da villa do Cabo muilu lempo, intitula-se
forro, muda o nome delle para Joao, ou ouiro
nome, foi pegado no Cabo porum mogo do mes-
mo lugar por alcunho guineas; domingo 8 do
correntc. esleve a larde n'umn taberna na pas-
sagem que vira paia o Remedio, e o Sr. Duarle
diz que as suas fgidos tem sido para os hipares
seguinles : Caxang al o engenho Camarogibe,
arbalho, Ibura at* Cabo ; portanlo roga-se
aos capiles de campo e as autoridades poliriaes
e qualquer pessoa que o possa enconlrar o apre-
hendan! eo levera a seu senhor na padaria do
paleo da Santa Cruz n. 6. que ser generosa-
mente recompensado, e protesta conlra quem o
liver acoulado em sua casa.
Fugio no dia 7 do correntc mez de maio
um escravo cabra, de nome Joaquim por alcunho
Rio-preto, de idade de 20 annos, com os seguin-
les signaes : allura regular, cheio do corpo, sem
barba, falla-Ihe dous denles na frente, lem una
cicainz na pa esqnerda, tem o dedo minimo do
pe dircito levantado, tem marcas de le sido sur-
rado ; desconf.a-se ler seguido para o serlao do
Pajeu de Flotes, d'onde natural : quem o ap-
prehender leve-o ra Noa n. 48, que ser Ge-
nerosamente gratificado.
SOS de gratificado,
Continua a estar fgida a cabra Josepho, de ida-
de 50 annos pouco mais ou menos, allura regu-
lar, marcas de panno pela cara, falta de denles,
lomozellos enchados, andar eslrupiado, esla es-
crava fugio em 30 de Janeiro do anno pnssado,
desconlia-scque esleja acoulada em alguma ca-
sa ou servindo de ama, tem dous filhos nests pra-
ga, urna por nome Domingas, liberta, e outro de
nome Matheos, escravo de um senhor para as
bandas de Apipucos, alguem j a tem visto, | or-
lanlo protesla-se conlra quem a tiverem sua casa,
assim como d-se 50J> a quem a trouxera sua se-
nhora na Soledadc estrada de Joao Fetnandes
> eira ou dir noticia certa
Gratificacao de 50#000.
Fugio no dia 17 do crreme mez o escravo
crioulo do nome Ifalheus, de idade do 20 a 25
annos, e tem os seguinles signaos : cor prela,
altura regular, espigado e reforgado do corpo,
falla descangada, maos e ps pequeos, denles
alvos, andar gingado, passo miudo, ecom bstan-
le espinhas no roslo ; levou caiga e can.isa de al-
godao de listras azues, chapeo de palha da Itilia
Ia usado eom fila prela; esle escravo natural
deQuebrangulo, onde tem mi e irmSos, e foi
perlencente o dito escravo nesle lugar aos Sr?.
Cosme de Pinho Santiago e Jos Francisco da
Costa, negociantes neste lugar, os quaes compra-
ran) ederam em pagamento aos Srs. Souza, Bar-
ros & C. desta praga, e esles venderam ao Sr.
Silvino Gniiherrre de Barros, o qual vendeu aos
Srs. Mello & Irmao ; consta que esle escravo fu-
gio em componhia do cabra escravo, Maicolino,
de Macei t portanlo, pede-se as autoridades po-
liciaca o sicomas pessoas particulares, que o
capturem e levem-o a ra de Apollo n. 7, ou a
ra Novan. 1, que gralificaro com a quantia
cima.
Escrava tugida;
Fugio da casa do abaixo assignado, no dia 18
do correte, urna sua escrava da Costa de nome
Maria, que representa ter de idade 46 annos, al-
tura e corpo regulares, cor no muito pete, tem
bastantes cabellos brancos, cosluma trazer um
panno atado roda da cobega, tendo por signal
mais saliente a mos foveiras, proveniente de
calor de ligado. Esta escrava tendo sshido como
de costume, com venda de arroz, nao voltou
mais : rog-ss portanlo, s autoridades poli-
ciae, capitSes de campo e mais pessoas do povo,
a-spprebensao de dita escrava, e leva-la S loja
do Preguica, na ra do Queimado n. 2, oo casa
de sua residencia ra de Florentina deiront*
da cocheira do Illm. Sr. tenente coronel Sebas-
tian, qne serio generosamente recompenssd^'s


11
T
I


'(O
Variedades.
DUQUE D.V TERCEIRA.
O Sr. duque da Terceira, fallecido a 26 de abril
do trrenle s 7 horas e tres quartos da noite,
linlia nascido a 18 de marco de 1792.
Era 7 conde e 1. marquez de Villa-Flor, 1.
duque da Terceira com honras de preme, 9.
eopeiro-mr, eslnbeiro-mr, geolil-homem da
cunara de S. H., par do reino, conselheiro de
estado, marechal do exercilo (desde 15 de agosto
de 1833). presidente do supremo conselho dejus-
tiga militar, 1. ajudante do catupo de El-Ilei,
governador da Torre de S. Vicente de Belcm,
ministro plenipotenciario honorario, gran-cruz
das ordens da Torre Espada, Aviz e Conceicao, e
comnieudador da de Chrislo, condecorado cora a
mrdalha porlugueza de Victoria, Orlhez e Tou-
lquse, c das 6 campaniles da guerra peninsular ;
gran-cruz das ordens hespanholas de S. Fernan-
do e Carlos III, da de Leopoldo da Blgica ; da
da Legtio de Honra de Franca; da do Leo dos
Paizes Baixos ; da de Leopoldo da Austria, da da
Agoia Vermrlha da Prussia, da de S. Januario
de aples; da de S. Mauricio o S. Lzaro, da
Sardenha ; e da de Ernesto Pi de Saxe-Cobur-
go-Golha.
Casou pela primeira vez a 5 de agosto de 1811,
eom I). Mara Jos do Llvramenio c Mello, sua
prima, que nasceu a 17 de oulubro de 1793, ?
ief*
A principio frequentavo as socicmaael e' gosia-
va dos bailes ; porm os roslos descoberto e
hombros ns o iireommodjm inuila, cessou
por isso de fazer visitas.. K
Quando o convida m para alguJ#\iVsta, per-
gunta ordinariamente c l irto mulhares, c com
a resposla aflirmativa recusa o cdfcriUt.
Esta resolugaoA (tascada na atfloridade dos
scus livros sarrtajj .
::
DIARIO fl& PEBNAMBUCO. TEtCK FEIRA i3 DE MAIO DE -1860.
O TODEB TEB$RAL
Alguna autores, e entre cllel
morreu a 20 do jullio de 1819, lilha dos prim
I.uca, vera principal e rois prvavel origcm
do domjni(J temporal do papado no partido que
certos povos tomayam de,se-dar.voluntariamn-
le ao Papa (toluritaria dtdilione ), para -se col -
locarcra ao abrig das invasoes e dos ataques,
contra os quaes nao eram suQicicnlcraento pro-
tegidos pelo imperador, que resida no OrierUe,
e da soberana do qoal dependan).
Porm, seja qual fr a origera, (ora de du-
vida que, desde o sceulo IX, possuem um domi-
nio temporal, cuja importancia e extenso va-
riaran! segundo as pocas e a sorte das lutas
travadas contra os imperadores, e mais larde con-
tra o feudalismo italiano.
Fo sq em 1512, depois de longas e fortunas
diversas que o Pjipa Julio II tomou pelas ar-
mas s poderosas familias que as domtnavam as
cidades da Romana, e especialmente Bolonha,
que, tomtudo, conservou um senado e privile-
gios particulares.
Fo em 1597, depois da morte de Alfonso de
- Pormenores.
1 m urna cwresponpencu de Amposta de 18,
q*v publjcou a Iberia, lentos o aeguinte :
(, Hootem presencie! o conselho- de guerra,
no qaal D. -Jaime Ortega se apresnlou, eom.
iito valor e at certo ponto com ar insultante,
que o seu rosto mostrasse a mato leve mu-
da ica.
l'ez um discurso bem elaborado,'presentando
erx seguida, por escripto, |a protesto, que leu
PArA. ^err vqz muilo clara, o qfli
o cardeal de | pe o consclho.
m
ilie fo admillldo
ros marqueir-a de Sabugos.-, e segundaib a 23 Esl 0 iapa demente VIII reuniu o du-
de abril de 1821 com D. Marta AnnaLuiza Pit> CJ(jo ^ FerraraFaos Eslados p0nlUC03.
omena de Mondonga, sua prima, dama da oidem
de Santa Isabel, c da de Mara Luiza de Hespa-
nha, que nasceu a 5 de dezembro de 1808, fitha
dos primeiros marquezes de Loul, e irma du
aclual marquez deste titulo.
PEQA MONSTflO.
Fundio-se ltimamente em Pitlsburg. diz o
Comi dos Eslados-Unidos, urna peca monstro,
cujo modelo fo dado por um capilao do exercilo
americano. Esta peca pesa 48,000 libras ; o seu
calibre de 15 polegadas de dimetro: a peca os d ,
propiamente dita, lem um comprimenlo de 13 H x *dpll_ns pL.,-,.^ i DPi
p,e9 polegadas, sem contar urna mnssa de me-\JS* SE^AHPS! LiS
de louglude dddicionada
As tres Legajos de Bolonha, Ferrara e Ro-
mana foram cedidas repblica franceza pelo
trtalo de Tolenlno, entre Pi VI e o general
Bonaparte. O tratado de Leobon deu-as Aus-
tria. Incorporadas na repblica cisalpina pelo
tratado de Campo-Forrau, entra rara mais tar-
de no reino da Italia e oram restuidas Santa
S pelo congresso de Vienna.
Do mesmo modo que as l.egacoes, os Esta-
dos de Parma c Placcncia perleuceram Sania
S, em 1512, no puntilleado do Papa Julio II,
tal do 25 polegadas de louglude dddicionada
colatra, viudo assitn a ler a pera o comprimento
de 14 ps e raeio. Tcm 4 ps de dimetro na
colatra e 28 polegadas e nove decimos na bocea.
Esta peca do calibre maior de que ha noticia ;
pode laucar urna bala que pese 421 libras a una
distancia de 6 roilhas, c com toda a ccrleza de
paularla a urna distancia de 4 militas.
E' a primeira peca fundida descmclliante gros-
gura.
A' vista disto, a nossa celebre peca chamada
Paulo Cordeiro tica a perder de vista I v
QUI-PR0-QUO GALANTE.
N~o rio Helpenos, suburbios de Avesncs, appa-
receu o cadver d'um homom.que um individuo,
chamado Payen, reconheceu, dizendo ser seu cu-
nliado, chamado Petil, que mercadejava em pcl-
les de coelho e tinha desapparecido ha cousa de
seis semanas.
Em consequencia dcste rcconhecimciito, e da
confrmacao judiciaria, o cadver foi levado para
o liospital de Avesncs e conduzido para o cemi-
terio, pondo-so o nouie do Sr. Pelit no registro
dos bitos.
Porm qual nao f"i a sorpreza dos conhecdos
de Petil quando, passados das, o cnconlraram
as ras de Avesnes, bera vivo, como d'antes, e
sem a menor apparencia de quem rnltava do ou-
tro mundo I
Verficou-se, porlanlo, que Petil no tinha
morrido, apesar do reconheciraento do seu ca-
dver por seu cuchado, que fez as despezas do
enterro.
O que icou sendo mysterio foi a idenlidade do
nuirlo, cuja scmelhanga cora Petil levou o cu-
nliado deste a encatregar-sc do enterro.
03 ESCRAVOS BRANCOS DE INGLATERRA
Aprcsenlou-sc no parlamento inglez. diz a Ga-
zeta dos llospilaes, urna le para fazer cessar o
mal que soilrem os que, com razo, sao chama-
dos os escravos braucos de Inglaterra. O inque-
rilo confirma, especialmente as ofTicinas dos
blanqueadores c linturciros, que os rapazes sao
obrigados a trabalhar trinla c seis horas, e mes-
mo tres das, sem se deilar, conccdendo-se-lhcs
s unta hora de descanso. Em consequencia
disto cahem n'uma somnolencia, que o conlra-
mcslre dissipa (urca de barulho ou por meio do
terror.
Os fabricantes allegarara que por fim a este
estado de cousas seria causar a sua ruina, porm
respoodcrsm-lhes que gual motivo foi sempre
invocado contra (odas as medidas que a humani-
dade reclama. Tinha-se por certo que a reforma
ser decretada.
A POCA DE ESPADAS.
i'inha j chegado a Genova a espada de honra
que os Romanos offerecem ao rei da Sardenha,
que urna primorosa obra d'arle. No punho lem
* legendaRoma aViclor Emmanuel IIem 1859,
o na folha : Primeiro soldado da independencia
italiana.
O custo desla espada superior a 2,000 escu-
dos romanos, somnia oblida por meio d'uma subs-
cripto que conta para mais de 1,400 subscrip-
tores.
o Iralado
de 12 de oulubro de 1515, para serum reunidos
ao Milanesado.
Restituidos soberania-do Papa por occastao
da paz concluida era loSO? entre Carlos V. e
Clemente VII, foram novamente separados d'el-
la, em 1545, pelo Papa Paulo III, e assim fi-
carara.
iste protesto fundava-se em que elle nao de-
vi; ser j'ulgado por um conselho ordinario,'mas
sin por um conselho de generaes.
I'ambcmse fundava o ex-general em urna lei
qun.diz que lodo o ru preso pela autorilade
citl deve ser julgado pelos Iribuuaes ordinarios
e i o pela tribunal militar.
i) presidente do cnnelho refutou os seu argu-
ini utos e raandou lr o decreto pelo qual a ra-
nhi ordenou que fosse julgado por um conselho
ordinario.
Unlao Ortega, tornou-se furioso; levanlou-se
da cadeira voluntariamente, e, opanhando a capa
qu s lhe tinha cahido, dlsse :
<: Senhores, j que me nao deixam fallar,
nen defcndtr, reliro-me.
.'ronunciou estas palavras quasi gritando e
d'i na maneira differente d'aquella por que ti-
nha principiado o seu discurso, no qual, entre
ou iras 'cousas, dizia :
i Nao julguem V. que eu venho aqui suppli-
ca -, nem que a minha alma me cahisso aos ps ;
es .ou resol vid o a sofTrer, ven lia o que vier.
E em seguida, dirigindo-se ao Gscal, acres-
ce ilou que as primeiras declaracoes se lite
tinha promeltido ser julgado por um conselho
d( generaes. o que agora so via julgado por um
conselho que o nao suppunha competente pata
julgal-o.
Finalmente, e3leve com urna animosidade in-
civel.
Com egual dala cscrevem ao mesmo jornal de
Tnrtosa o seguinle :
Honlem, s 6 e meia da lardo, notificaran)
a senlenca a D. Jaime Ortega e o levarsin para
o oratorio. Ouviu-a com tima firmeza que nao
fa:il descrevor, continuando com elta at agora
(II da manha). cm que eu me retiro da sua
piesenca.
A noite passada Picaram com o ex-general al-
guns dos seus prenles para o consolar, porm
to commoyidos estavam, que ello que leve de
o;, consolar com palavras, que revelavam a for-
Jool. do Castelta ; JoSo XXII (t;lo a 134
a Luis da Batiera ; Alexandre^VI (1492 a T503)
a Canoa VIH de Franca, por invaso dos esla-
dos pontieios;Julio II (1503 a 1513) a Luiz
XII de Franca, polo mesma causa; Clemente
VH (1523 a 15 >4) por divorcio Ilegitimo e he-
resia- a Henriqne VIII de Inglaterra Sixto V.
(1585 a 1590) a Hcorique IV de Franca, por apos-
tasia, porm lendo o principo abjurado, levan-
tou-se-lhe a excommunhao ; Pi VII. final-
mente, excommungou Napoleao I, por se ler a-
pod.erado de Roma nos fins do seculo
sado.
pas-
l'MA TOL1CE POR OUTRA.
Par.eco que as crinolinas eslo seriamente
ameacadas de perder a voga, para dar lugar a
urna nova moda A moda nao renuncia a urna
lolice seno para cahir n'oulra. Em Pariz ini-
cia -se um uso que parece querer fixar-se d'um
modo definitivosao os coieiies de ouro. Oouro
taz furor entro as nossas elegantes. Usara-se
estofos de ouro, fitas do ouro, veos de ouro,
cintos de ouro. luvas o meias bordadas a ouro, e
al flores de ouro.
Al aqui os ladros conlentavam-se de roubar
as jjias s damas, d'ora avante roubarao as
damas.
ca, resotveu fazer-se ceg, e para chegar ao seu
fim lanQiva piladas de tabaco nosolhos. Apezar
da sua vpotade de cegar, s alcancou urna forle
opthalmia, porm fingi que nao va, e persisti
nesta empreza durante tres annos, engandoos .
guardase mesmo os seus compatriotas prisionei- .dado archeologia.
ros com biig
Um dia annunciaram-lhe que o commissario
do governo acabava de chegar com a lista dos
prisioneiros que iam ser mandados para Franja.
O commissario apresenlou-se efectivamente e
leu os nomes dos prisioneiros que iam ser poslos
era liberdade. O prisioneiro cm queslo icou
aterrado nao otivindo pronunciar o seu.
A lisia fo collocada sobro a mesa, e o fingido
ceg lancaudo-lhe os olhos vio nella o sen nonio
mal escripto. Perdeu logo a cabeca, e fez notar
a causa ao commissario.
Enlao nao s lu ceg como inculcas t lhe
disse aquello.
O desgranado apsnhado assim em flagrante,
coittessou ludo, dizendo que ha tres annos re-
presenta va o papel de ceg para lomar a ver o seu
paiz.
O commissario commove i-se, e lhe disse :
Ja que o leu nomo est na lista, eu nao o
riscarei : parte, pois compraste com bstanle aof-
friraentos o direiio de vallar tua patria.
dos e cuidadosamente estudados, de muilo pro-
reilo seriam para as scencias e para a historia o
geographa ; mas as minas de Cclobriga esli em
Portugal, onde poueo ou nenhum apreco se lem
Os que d'ora avante forea ler o gosto de ver
Selobal, leem mais um objecto de recrcio, alra-
vessando o Sado, o indo venerar no sitio da
Troia esses venerandos restos da grandeza ro-
mana.
DIGRESSAO TEMERARIA.
O condado de Venaissn c a cidade de Avgnon ; Moza de seu espirito. Confessou-se e cora gran-
foram cedidos, em 1274 e 1318. .ios Papas Gre-
gorio X e Clemente VI, por Carlos de Anjou e
por Joanna, raiulta de aples e condessa de
Provenca ; e lirados Sania S, no lempo de
Luiz XIV, por urna docisao ao parlamento de
Provenca de 26 de julho de 1663, e restituidos
no anno seguinle, depois do tratado de Pisa.
Luiz XV reloraou-os por cartas patentes do
1. de junho de 17G3 e os resliluiu por oulras
carias de 10 de abril de 1774.
Um decreto da asserabla conslilunle de 14 de
setembro de 1791 os reuniu definitivamente
Franca.
d resignaco, depois de testar e regular alguns
ingocios de familia. Era frente da eternidade
nio desanimou um s segundo, perseverando no
v ilor com que se apresnlou no conselho, pc-
r.iiile o qual formulon um protesto sobre a in-
c impelencia do tribupal que o julgava e os vicios
do processo.
Entre as phrases mais notaveis que prontinciou,
merece especial raenco a do que elle nao ia
disputar a sua vida, que a tinha em pequea
onta.
Nao lenho duvda que arrostar os ullmos
momentos cora animo sereno, e se nao cura-
NECROLOGIO.
Falleceu ltimamente em Pariz a condessa de
Chalot. viuva do grande trgico francez Taima
(Francisco Jos), fallecido era 1826.
Taima nasceu em Pariz em 1763 e era Qlho
do um denlista, prolsso quo lambem exerceu
por espaco do 18 mezes, dedicando-se depois
ao Ihealro, em que fez a sua estreia era 1787,
no papel de Sede, no Mahomet. Foi o regene-
rador da arle thealral.
Fallava o inglez cora perfeico e por vezes re-
presentou em Londres n'esi'a lingua. Napoleao
I esltmava-o muilo e o admittia na sus intimi-
dado, chegando a pagar-lhe, dr.as vezes pelo
menos, todas as suas dividas. Taima tinha sido
um revolucionario ardonte.
NOVO RIO.
O Kcco do Pacfico de 20 de fevereiro d a
seguinle noticia de um novo rio que se desco-
bru ltimamente :
Segundo diziam de L'Arizone, nos ltimos
dias de Janeiro,descobriu-se um rio, como meta-
de do Gtla, e cuja existencia nao consUva em
nenhum mappa eonliecido.
A urna companhia americana, organisada com
o fim ile castigir os excossos dos selvagons, se
deve lao til dcscoberla. Achavam-so em mar-
cha, havia qualro das, com direceo ao nordes-
te, quando avistaram uro ro para clles desco-
nhecido. As suas aguas sao claras e exceilentes
e o seu curso rpido. Scguiu a sua diroccao a
companhia n'uma distancia de setenta milhs, e
alli encontrou cslabelecimenlos de selvagens e
muilos ludios cora quem iravou um combate.
Sao curiosos os seguales pormenores relativos
urna atrevida digresso, feita alravcz de um paiz
nevado por vanos viandantes, entre os quaes se
ochavara Mn. Turner, de Long-Town ; Modal,
de Bear Valley ; Beardsloy d'Ivo-Semle Valley
e ouiros lambem bstanlo conhecdos. Entu-
siasmados, resolveram abandonar as minas de
Mono-Loke durante a esiaco do invern, e em-
prehenderam no dia 5 de novembro ultimo a
marcha alravcz da Serra-Nevado.
O tr.it ido de Tolentino confirmou a renuncia-mandar a forca que ha de levar a cabo a execu-
do Papa Po VI a todos os seus direitus sobro
Avgnon e condado de Vcnaissin, cuja posse
foi de novo garantida Franca pelo tratado de
1814.
PIIYSIONOMIA DE JESS CHRISTO.
Joigamos inleressante o seguinle documento
histrico, escripto porum do pro-consules ro-
manos, comtcmporaneo do Ilomem Deus :
Publio [.enluto ao senado romano, saude.
N'esles lempos appareceu, e vive agora en-
tre nos, um homem de singular virlude, a quem
os seus discpulos charaam lilho de Deus. Cura
os enfermos e resuscila os morios. E' homem
bem feito, digno de ser visto, e com tal rosto,
que por elle os que o encaram o podem amar c
temer.
O cabello, de cor d'avel bem madera, liso al
s orolhasedasorelhas alaos hombros umpoMco
annellado o espalhtdo em raideixas. Usa-o divi-
dido ao meio da cabera, cada inelade para seu
lado, segundo o costme nazareno. A testa pla-
na e serena ; a carj lisa, sem ruga, nem macu-
la, aformoseada por urna cor medianamente mo-
rena. O nariz bem feilo, a barba cheia, da cor
do cabello, nao coniprida, e aberla pelo meio
O seu olher senecro e grave, eos olhos garcos
com varias pintas o claros.
E'.lerrivel quando reprehende, araavcl quando
falla, alegre quando admoesla, conservando sem-
pre o seu ar grave. .
Ninguem o viu anda rir, mas sim chorar mul-
las vezes. E' bem apessoado, direilo de corpo,
e com lies bracos e maos, que deleilam a vista.
Falla pouco, modesto, e, finalmeute, lao for-
moso quando o pode ser um homem. Chama-
se Jess, Dlho de Mara.
ORDENS ITALIANAS.
co. como desejuva, ser por obedecer prohi-
iioao, que, segundo soube, lhe fez o conl'essor
Os ltimos momentos d'este desventurado sao
l'isles, o mostram um alto exemplo para os que
se ensoberbecen] cora as alias posices, pois s
se viu acorapanhado de Ires ou qualro pessoas,
i uo tal vez em sua vida pubiiea menos o tives-
lera ncommodadoe adulado.
Concluo dizendo a V. que Ortega desejava j a
npproximacao do momento fatal, julgando que se
Icmorava demasiado.
A Correspondencia de Hespanha de 22 rece-
lida hoje acerca da exocucao de Ortega diz o se-
guinle :
Orloga sahiu do caslello de S. Joo s 3 da
arde, para o sitio chamado Remolinos, a p,
:ora passo firme, com grande serenidade c sera
iffectaco. Entrn no quadrado, olhou em volta
lo si, lirou o relogo e dsso com voz clara e so-
lera : Vo dar tres horas.
Em seguida foi collocar-se no cenlro e per-
gunlou se tinha do estar de p ou de joelhos, ao
loe se lho respondeu que era melhor ajoelhir-
se com um joclho. Poz o joellto dreito em Ier-
ra, depois de por um lengo dobaixo delle, e de
tirar do bolso um oulro lenco branca, que deu
ao commandante da escolta, pcdindo-lhe que
lhe vendasso os olhos.
Feito islo, Ortega, cora voz forle c sonora, de
as vozes de preparar, aponiar. Acto continuo
rezou o credo com a mesma voz forte,*' antes de
chegar ao meio tinha deixado de exi r o des-
granado protogonisla d'aquolle funcbrfcespecla-
culo.
QOutro peridico diz que sahiu para o lugar da
execuco a p, vestido de cosaca prela, com a
cruz de S. Thiago ao peilo, leudo recusado urna
carruagem quo lhe offereceram. Quiz comraan-
dar a escolla, que havia de fuzila-la, porm nao
lhe foi permiltdo : lao pouco se lhe consentiu
PROGRESSO.
O Times diz que, segundo um novo arranjo
concluido entre o governo francez c a confede-
racao germnica, a vagem de Pariz a Vienna
se verificar d'ora vante, pelo caminho de
ferro, em trinla e seis horas. Al agora gasta-
va m-se 72 horas.
A ditancia de Pariz e Stullgard (capital do
Wurtemberg) ser vencida em dezeseis horas,
de Stullgard a Munich (capital da Bavicra) em
oilo horas c de Munich a Vienna em dozo horas.
AccreJila-so que d'aqui a dous annos o va-
gem de Pariz o S. Pelersburgo se far cm tres
dias. Agora leva sote dias.
LEGAQO FRANCEZA NA TOSCANA.
A Franca rctirou de Florenca o pessoal da sua
legaco, que foi supprimiia pela annexacao do
gran-ducado ao Piemontc. A legacao franceza
em Florenga exista desde 1429. O primeiro re-
presentante da Frange na Toscana fo mandado
por Carlos III, no lempo de Cosme do Mediis.
POR ISSO OS ARES ANDAM TURVOS.
M. Bono, astrnomo hollando/., annuncia para
o iloz de agosto prximo a apparico do famoso
cometa de Carlos Quinto.
O IMN O CAUCASO.
Schamyl voltou o Moscow para visitar o prin-
cipe Bariantiusky.
As damas eslao encantadas de Schamyl, adrai-
rani-no, adontn-no, sera pensar que lie tem
ama opinio leda sua acerca das mulhcres ; que
censura os seus trages, o seu rosto e os seus
hombros descobertos, achando todo o seu ves-
tuario muilo immoral.
Schamyl censura os vestidos decolados, pela
razio de que os eolios e os hombros descobertos
lhe parecem urna provocacao.
Tambera acha muito inconveniente a casaca
dos homens.
Elle manifosta Iraucamenle as suas sympalhias
e antpathias.
Gosla muito da msica. Quando Mr. Rou-
nowki lhe fez presente de um realejo, flcou con-
tentissimo.
Acha muito prazer Das sortcs de prestigiaco.
A melamorphosc de urna moeda cmbrulhada
n'ura lonco, n'um penacho de pennas, o diverlio
por tal modo, que confessa lhe lembra at no
meio das suas oracoes.
Apesar disto, ten Jo descoberto o engao d'uma
sorte, que o prestigiador fazia com urna caixade
fundo falso, disse-lhu que se fosse no Caucaso o
mandara enforcar.
Um lagoslim que o imn vio pela primeira vez
em Kalonga excilou a sua aversao.
Nunca vi um animal to repugnante, disse
elle, tem a forma que imagino do diabo.
IOLHI7IIJ1
ORIGINAL DO DIARIO DE PERNJ.MBUCO-
lo pouco
As ordens de cavalleria dos eslados aggregados' que morresse sem venda nos olhos. Porm em
Sardenha serao supprimidas ou conservadas do consideracoo cruz que levava ao peilo, dispa-
tnodo seguinle : raram-lhe qs tiros pela frente Al aos ltimos
Em Toscana haver a ordem do Sanio Este-* momentos mostrou grande rerenidade e firmeza,
rao, creada por Cosme 1. em 1562 e se sup- acompanhadas da maior reltgiosidado
priment as ordens de metilo de S. Jos e a da
Cruz Branca, fundadas por Fernando III em
1807 el814. O mesmo acontecer sde S. Jor-
ge o S. Luiz de Lucca ( fundadas em 1833 e
1836 ), a de S. Luiz de Parma 11836) o a de
Aguia d'Este de Molona (1855). Os que pre-
sentemente lenham algumas d'eslas condeco-
rarles podero usar das insignias durante a sua
vida, a nao ser que prefiram trocal-as pelas das
ordens saldas de S. Mauricio eS. Lzaro. A or-
dem de Constantino de Parma, que foi institui-
da no anno de 313 e reslabelecda por Isaac
Commenus em 1190, nao se supprime.
O VOO DOS PASSAROS.
Os falces e muitosoulros passaros, voam com
urna velocidade de 150 milhas por hora. Um pa-
to bravo com a de 90 milhas. Sir George Cay-
ley computa o vo do corvo em 25 milhas por
hora.Spallanzario achou que o vdo da andori- !
nho de 92 roilhas, pouco mais ou menos, por
hora. Um falco, que perlencia a Henriquc IV,
fugio de Fouteneblcau. e 24 horas depois foi en- '
conlrado cm Malla, distancia de nao menos de
1,530 e velocidade igual a 57 milhas
CONVENTO DE MAFRA.
^Contava D. Joo V seis annos do casado sem ler
prole, e convidado Fr. Antonio de S Jos poro
deprecar ao co esta merco, respondeu : Elle
ter Albos se quzer.
O rei havia desatendido antes a sollicitarao,
que lhe fra feila, de edificar em Mafra um con-
venio de mendicantes, e agora Fr. Antonio do S.
Jos, decifrando a amphibologia das suas pala-
vras sobro a obtenco do co de fillios para o re,
declarou que Deus lh*os daii., fazendo elle e a
rainha o voto a Deus de fumd*em um convento
em Mafra.
O voto foi feilo e cumprlo-sc.
Quando, diz o chronisla em, 1711 Fr. Anto-
nio de S. Jos morreu, ja a rainha dava manifes-
tas provas de concepto ; e efectivamente nesse
anno deu luz a infanta D. Mara Barbara.
Documentos da poca ministran o seguinle a
respeito desta obra monumental :
A traga do edificio foi dada pelo italiano Jooo
Frederico Ludovci. Lancsu-sc-lhe a .primeira
pedra era 17 de novembro de 1717. Passados
trezc annos, eslava conclu.da a maior parlo da
sua fabrica, sendo sagrado o templo a 22 de ou-
lubro de 1730.
O pessoal empregado em 2 de mao de 1731
era este :
Soldados de infantara, inclusive os officaes,
5,510.
Ditos de cavallaria. inclusive os officaes 614.
Canteiros, presentes e ausentes 3,907.
Carpiteiros, presntese ausentes 1,167.
Enlalhadores, presentes e ausentes 54.
Tornciros 2.
Tanoeiros4.
Serradores 29.
Selleiros2.
Vidraceiros6
Alveneos. presentes c ausentes 2,359.
Paisanos trabalhadores 1,347.
Carpiteiros de seges 20.
Apontadores 20.
Mariolas 314.
Ao todo 15,475 individuos.
O corpo da egreja, desde a porta al a capella-
mr, tcm 277 palmos ; 21 a largura do cruzeiro
e 56 a do corpo da egreja. Desde o pavimento da
egreja al abobada, coutam-se 101 palmos ; e
desde o mesmo pavimento atea maior altura do
zimborio 181.
As torres, desde o chao at cruz da grimpa,
lem 314 palmos e meio. A grimpa 33. O gallo
de cobre da mesma grimpa 3 palmos c meio de
alto, 10 c um oilavo de largo, e pesa 10 arrobas.
O varo de ferro, que eolia as pegas que serven)
de peanha ao globo de cobre, dentro do qual est
collocado o Santo Lenho com a sua authentica,
pesa 51 arrobas e 6 airaleis. Pesa o globo 4 ar-
robas e 13 arralis ; o forro de chumbo 11 arro-
bas e 11 arralis, e o seu dimetro de 4 palmos
o 3 quartas.
Emfim, epilogando : O varo de ferro e mais
pegas de bronzes uelle cufiadas, globo, gallo e
cruz, lem 226 arrobas o 15 arralis. Isto se ca-
lendo cada turre.
Tem cada torre 51 sinos tangidos por carri-
Ihocs ; mas com estes completam as duas torres
114, porque lem mais 12. O sino maior pesa 80
arroba-, e tem de dimetro 11 palmos e meio.
A Gazeta de Mariposa s peridico da Cali-
fornia, d conta de to atrevida digresso nos se-
guimos termos:
Antes de chegar ao cimo daquella monta-
nha, virara-so na oecessidade de atravessar as
espagosas carnadas de nev, que o oceultavam de
todo: depois de perigos muilo graves, conse-
guirn) passar ao oulro lado, principiando a des-
cer pela vertente opposla.
Os obstculos augmentavam sem cessar, o op-
punham-se sua passagem com tanta frequencia
o en numero lo consideravel, que Ihcs foi ne-
cessario 18 dias para percorrer a dislancia que
meJeia desde o alio da seira at aos maoanciaes
do valle ac Ivo-Semile.
DuraBte seis das necessitaram de provisoes.
o nos cinco anteriores viram-se j obrigados a
econoraiss-las, comendo urna so vez por dia.
Quando estavam fatigados, dorraiatu sobre o
glo.-
Ao chegar a Iv-Semile linha acabado de nevar,
porm a fome e a fadga eram j de dia para dia
intoleraves. Felizmente cnconlraram alguns
ps de milho e com elle poderam alimentar-so
al sua chegada a Bull Creek, no caminho de
Coulterville.
Os viandantes chegatam extenuados e quasi
moribundos. A 5 gelaram-lhes os pes, a ponto
de julgar-so necessario fazer-se-lhes a amputa-
So. A' medida que o fri lites gelava os ps,
escalcavam-se e marchavam nicamente com as
meias, afira de por era jogo as articulaces. Ao
descer da montanha esliveram a ponto de perder
o guia, que desappareceu momentneamente
n'um abysmo coberio de nev ; depois de muilos
esforgos conseguirn! que o guia se apoderasse
d'uma exlremidado das capas, arranjadas para
este Am.
O infeliz guia, que se tinha agarrado a urna ro-
cha, sem o que loria cahido a urna profundidade
de muilos railhares de ps, pode salvar-so su-
bindo pelas capas, como se fossera cordas.
Esta pequea caravana 'soffrcu cruelmente na
digresso, podendo considerar-se como um ver-
dadeiro milagre, que tivesse chegado ao fim da
sua viagem sem dcixar aps de si algumas vic-
timas.
(Commercio do Porlo.)
DESCOBERTA L'TIL
O professor Leberl, medico de Zurich, desco-
briu ltimamente,.diz a Gazeta dos liospilaes,
um novo remedio para a cura do rheumatisme
articular .agudo, cm pregando para isso, corr
grande xito, o sueco do limo. Comer poi
120 grammas por dia, dadas s colheres, en
agua assucarada, e eleva a dse a 180 e al ;
200. A melhora manifesla-se depois de tres ot
qualro dias, e oito dias depois o allivio sensi
vel, c, salvo algumas repetices leves e pouco
frequentcs, a opnvalesccnca nao larda a eslobe
cer-so.
A cura definitiva no fim de tres semanas. (
calor e a frequencia do pulso diminucm rpida
mente, e s continua o suor por algum temo
anda. Ha poneos osos rebeldes.
O sueco do limo IcnMpbre o nitro vanta-
gsm d'uma administraran mais agradavel, o so-
bre o sulphato do quinino o da economa e di
inocuidade.
EXCOMMUNHES PONTIFICIAS.
De um jornal estrangeiro extrahimos a se-
guinle curiosa noticia das excommunhes fulmi-
nadas pelo Vaticano contra varios principes,
rcis e imperadores :
O paro Joo XII (916 a 945) excommungou
o imperador Olhon ; Gregorio V (996 a 999)
a Roberto, rei da Franca, por matrimonio Ile-
gitimo ; Len IX (1049 a 1051) a Miguel
Corolario, palriarcha de Constantinopla; Ni-
colao II (1058 a 1061) a Geraldo, conde de Gal-
llzia; Gregorio Vil (1075 a 1085) a Henri-
qne IV, imperador da Allemanha, por ler inva-
dido os estados pontificios ; UrbanoII ("1088
a 1099) a Filippe I de Franga, por adulterio ;
Paschoal II 11099 a 1118) a Henrique V, impe-
rador da Allemanha ; Innocemio II (1130 o
1143) a Rogerio, rei da Sicilh, por ler apoiado
oanl-papa Andelo;Celestino II (1143 a 1141)
a Alfonso do Castella, por matrimonio Ilegitimo
com tima filha do rei de Portugal; Alexandre
II (1159 a 1185) e Frederico Barha-Roxa, impo-
radorda Allemanha;Celestino IV (1241 a 1243)
ao imperador Henrique IV pela iujusta priso
de Ricardo, Corago de Leo ; Innoceucio
III (1198 a 1216) a Filippe Augusto do Franga
por adulterio, eao imperador da Allemanha por
se negar a reintegrar n santa s na posse dos
estados que foram da celebre condessa Mathil-
do ; Gregorio IX (1227 a 1241) ao imperador
Frederico II; Innocencio IV (1243 a 1254) ao
mesmo imperador;Bonifacio VIII (1294 a 131)3)
a Filippe, o forraoso, de Franga. por desobedi-
encia santa s;Urbano IV (1378 a 1379) a D.
suppondo que o falco nucca parasse; mas como
eslas aves nunca voam de noite, o seu vo foi
egual a 75 milhas por hora.
Pode ajuizar-se a facilidade com que elles ef-
fectuam as suas extensas emigrages quando se
calcular que o vento fresco apenas percorre 30 a
40 milhas por hora 1
O PRINCIPADO DE MONACO.
Annuncid-se que a Franga acaba de fazer ac-
quisigo do principado de Monaco. possivel
quo ulteriormente se abram negociages para
chegar a esso resultado, porm acreditamos que
por em quanto nao liveram lugar.
O principado de Monaco tem urna superficie de
130 kilmetros quadrados e urna populago de
perto de 8,000 habitantes. A sua capital, Mona-
co, construida sobre um rochedo ao p do Me-
diterrneo, a 12 kilmetros de Niza. Tem mais
duas cidades, que sao Mentn c Rochebrune.
Este principado foi considerado apanago para
a familia Grinaldi, de origem genoveza, e com a
extiucgo dos membros desla familia os seus di-
rcitos passaram aos duques de Valentinois, que
ainda hojeo poisuem.
Em 1641 foi collocado soba protecgo da Fran-
ca, cujo protectorado foi substituido ha quarctita
e cinco onnos pelo da Sardenha, que administra
directamente as cidades de Mentn e de Roche-
brune.
O GENERAL ORTEGA.
Urna correspondencia de Madrid, dirigida ao
Mcssager de Bayonne conlm os seguintes
por hora,' pormenores sobro os antecedentes do general Or-
tega
O general Ortega de.'ccnde de urna das fami-
lias mais dislinctas c mais honradas do Arago.
Servio no exercilo ot oblero poslo de lente,
pedindo ento baixa para casar com urna joven
nobre e muito rica.
Viveu ento a vida domestica na sua Ierra na-
tal, conservando-se eslrnho a lodas as lutas po-
lticas ; porm o sen espirito inquieto e ardenle
o levou a lomar parte na revolugo de 1843 con-
tra a regencia de Espartero.
A junta popular de Saragoga o encarregou da
organisago de algumas torgas e o nomeou coro-
nel, posto que o governo lhe confirmou depois ;
c, passados alguns anuos, foi promovido a ge-
neral.
Durante o ultimo gabinete do duque de Va-
lencia ( Narvaez), esteve muilos mezes preso
por abuso de autoridade, que comraetteu como
capito-general das Canarias.
Foi a esta priso que se allribue a sua entrada
na colligaco liberal, circumslancia que lhe va-
len a nomeago do capito-general das Baleares.
E' um dos generaes mais uovos do exercilo
hespanhol.
Era bastante influente na sua trra natal e foi
niuitas vezes eleito deputado.
A CARTEIIU.
riaveis no completo desenvolvimento do mundo
moral.
19 DE MAIO DE 1860.
i.o estado esi que os aciuhos. llu dor e
iba saudade.
h. as grandes cr1ses para o espirito e para o
coracao.
LACONISMO MARROQUINO.
O principe marroqoino Muley-el-Abbas annun-
ciou ao seu exercilo a paz do seguinle modo :
A paz cora a Hespanha esl feita. O Mouro
que causar daino aos Hespanhes ser dogo-
lado.
UM SOLDADO DO GRANDE EXERCITO.
Falleceu ltimamente no hotel dos invlidos
era Pars um velho soldado do irr perio cuja exis-
tencia foi muito singular.
Cahindo prisioneiro foi levado para Inglaterra
onde soube que se mandavara para seu paiz os
prisioneiros invalidse incuraveis.
Atormentado pelo desejo de regressar Frau-
Mal pensavamos nos, quando escreviamos o
flhelim da semana passada, que um golpe tre-
mendo nos via ferirno mais intimo d'alma, o
que se nos preparava urna situacodolroslssima,
era meio das tribulagoes que ja nos tocavam de
perto 1....
Levantando os olhos para Deus, aopensarmos
na crise que ja se tem mostrado lo assoladora e
eruel, conforlaya-nos a doce esperanga de que
essa calamidade vera a desapparecer em breve,
o agradecamos Providencia o haver-nos pre-
servado de mais agros -dissabores e desgostos, o
haver-nos poupado e a nossa familia de qual-
%ur ventualidade funesto 1
iBE, entretanto, no mesmo dia, era queestas nos-
sas palavras de intima crenga e de intima con-
Vicgo eram lidas por todos, como transumpto dos
nossos sinceros senlimentos ; passavamos nos
por urna dor das mais pungentes e agudas,
perdamos um irmo escolenle, e nelle um ami-
go dedicado e fidelissimo 1
To certo fue os decretos de cima, superio-
res, por sua propria natureza, a lodas as previ-
ses humanas, encerrara os maiores segredo3
de toda a nossa vida, e Aum-se como leis inra
Lancadono leito da enfermidade, aquello no-
so irmo pareca promelter um rcslabelecimenio
prompto e iraraediato, alientos os syiuplomas ce
melhora que so lhe divlsavam lo distinclos e
lisongeiros.
A solicitude anciosa de loda a familia que o
cercava, nessa siluago melindrosa ; os suaves
disvelos de me e os altelos extremos depas,
que, nessas occasiocs do maior interesse, ia n
unir-se, por um lago de eslreita harmona, co ti
a amizade purissima de irmos ; achavam nesta
luz do fogueira esperanga urna quasi ccmpci-
sago as provas lentas do soflmenlo moni,
e essa esperanga era para todos nos urna felici-
dade....
A hora, porm, eslava marcada, era chegado o
termo aquella existencia preciosa ; o'quando es a
hora soou solemne, comecou, para aquello irm io
e amigo raro, a eternidade e a vida d'alenM -
raulo.
Aconleeimento funesto que nos faz vergar io
peso do untador inexprimivel I Golpe fatalsi-
mo que cortou pela raz, a urna familia inteia,
um dos seus mais apreciaveis caracteres, um dos
seus mais prestrnosos membros 1
Era a 1 hora da larde, pouco mats ou menos, do
dia 14 do corrento.
Ento essa exislencia, que tantos ttulos te r-
naram summamente estimavel, deslisaya-se lm-
pida e fuga rpida para Deus, no meio de la-
grimas lenles que rebentavam de muios.
olhos, e que sjbiam de muilos corages amarg i-
rados.
Era o esvaecer de urna vida que nao se min-
chara no lodagal dos crimes, que nio se ha1'
deturpado no egosmo malcrialisador do secu
que nao lombava precipitado para a dsgridaiko
moral.
Era o termo imposto a ttinta annos de exis-
tencia, mas a trinla annos que se haviam pasudo
na trra com todo o perfumo da probidade, com
lodo o incanto de qualidades recommondavcii e
verdaderamente altracttvas.
Era o fio que se quebrava no mundo a um
juvenlude esperangosa, mas quo,por isso mesmo,
nao se ia perder no labyrinlho itiextricavel
de paixes ignobeis ou de senlimentos repul-
sivos.
Nao I O irmo, o amigo, cuja morte lamenta-
mos hoje. e haremos de lamentar sempre, nao
era um desses homens, cuja passagem na Ierra
quasi desapercebida, ou por dentis com-
mum.
Como homem, elle nao tinha a cooscienea
esmagada sob o peso dos r mniMl, era fal-
lara jamis ao cumprimento da scus de-
veres. -
Como cidsdo, curvava-se respeiloso danlo da
le, que, bem longo de ser um flagcllo para elle,
figurava-se-lhc sempre urna necesstdade na vida
social, uratypo supremo, um principio eminen-
temente veneravol.
Como funecionario publico, sabia elle mais do
qoe ninguem combinar a estrela observancia das
obrigages com a mais rgida sisudeza, com a
mais apurada moralidade e a mais clara intelli-
gencia. Dstincto por suas naturios qualidades,
ainda mais o era, lalvez, pelo amo,: e pelo zelo
que empregava no desempenho de seu cargo, o
que lhe mereceu a geral eslima de superiores,* a
de' todos com quem eslava em relago. Ai activi-
dade do homem publico reunia-sc ti affabilidade
inexcedivel do tracto, a delicadeza das manoiras
e a gravidado sympalhici do seu proprio ca-
rcter. \
Que lhe fallava para ser um homem do bem ?
Nada, por certo. O homem, o-fWado, o func-
Os paes que sobreviven) a to inestimavel c
Erezado Alho bem o ronheciam, e sabem que
llamos a rerdade, ante a sepultura do ir-
mo.
E como irmo, o que era elle? e o que era el-
le, como amigo? Urna norma vivo, um modelo
singular e excedente, um exemplo admiravel, e
tanto mais raro hoje, quanlo certo que a n-
differenga da poca, trasbordando da sociedade,
j vai por vezes inlroduzir-se pezada no recinto
da familia
Quem o conheceu de perto, nao nos acoimar
do parcialidade, ao levantarraos esle brado de
amizade fraterna; e lodos a urna s voz (cre-
mol-'o pamente) ho de reconhecer que elle era
um amigo, na mais ampia significago da pala-
vra.
ARCHEOLOGIA.
No dia 15 de margo passado, as ruinas de Ce-
lobriga ( defronte de Selubal) achoram-se as se-
guintes anligualhas romanas cinco moedas de
ouro do imperador Honorio e lo perfeitas e bem
conservadas, como se livessem hoje sahido da
oflicina, onde se cunt.iram ; um annel de ouro
liso, com urna pedra azul, no qual eslo gravadas
duas espadas ; um coi dao com duas cabacinhas
de ouro, cm cada urna das quaes est lavrada
urna cabeca de leo : o cordo achou-sc partido
em duas melados, de cada urna das quaes pende
urna das cabacinhas, e um brinco de ouro, gran-
de, mas partido, conlendo ainda urna pedra ver-
de, e duas perolas finas.
O sitio da Troia, onde se dcscobrem aquellas
ruinas, mina de antiquarios, e fonle perenne
de preciosos monumentos, que, quandofprocura-
Tragamos a necrologa para tantos, que ah
leem passado em sua ultima viagem pela trra ;
e havemos de calar-nos, na hora suprema da
angustia. Unte o cadver do nosso especial ami-
go, U'oquelle que nos mereca tanto? !
SutTocarcmos a dr, que nos Iraspassa n'cstc
momento, e nem diremos o ultimo adeut aquello
que nao veremos mais u'esto mundo ? 1
Nao I a rcligio lem suas leis ; a natureza tem
suas inspragos espontaneas ; e a. amizade nao
iode esquivar-so a est-is inspirages e a essas
eis................................................
Os UBOUSSCS. Estes habitantes de Boni
( ilha celebres ) sugeita a Hollanda, dividi-
dos em cinco nagos, fallando cada urna sua lin-
gua differente. Os Mangkassers, sao altos, for-
tes, bem fettos, e menos escuros que a maior
parte dos Malaos, e nao tom o rosto quadrado
o ossudo. Assiralham-so mais aos Carolinos
e aos Tongas, e se nao fosse o uso do achatar
o nariz, o que quasi geral entre os Malaos
suas feices rivalisariam com as das mais bellas
tribus d Polynesia. C-oralmente gostam do tra-
balho, e educara os Alhos de urna maneira, que
faz lerabrar os Espartanos.
Ellos os cram sem fachas, -nem roupas, dam-
Ihes um banho diario, e os esfregara cora azeite
de coco para os lomar flexiveis e lestos. Na
edade de cinco annos sao os meninos manda-
dos para casa de um estranho, afim de nao se
acoslumarem s caricias maternas. Aos setc
annos vo para a escola, cuio mestre de ordi-
nario um sacerdote rausulmano, que os educa
com bastante severidade ; quando chegam a eda-
de de desesseis annos, limm-lhes os denles.
As Alhas Acam em casa, e suas mes lomam
cuidado da sua educago. as elasses abasta-
das ha muilas mulheres, que sabem ler e es-
crever, cousa raro na Oceania, assim como em
todo o oriente. Os Albos, logo que sahem da
escola, vo aprender um officio, por exemplo,
de ourives, marcineiro, serralhero ele. As me-
ninas a prendem a tecer seda ealgodo.
Os habitantes de Clebes sao pouco fanticos ;
alegres, vivos, bravos, resignados, algum a cousa
vingalivos, c pouco siuceros, sao com ludo Aeis
ao sentimento da amisade. As mulheres sao
gcralmente aceiadas, bom feilas, soffrivelracnte
bellas, modestas, castas, constantes e doceis.
Os homens sao bons cavalheiros, e cagara sempre
a cavollo, que clles montara em osso servindo-
se de um roau freio. Sao melhores cagadores
e pescadores que os Malaos ; sustenta m-se or-
dinariamente de sag arroz, carne cozda e as-
sada ; e principalmente de peixe e frucla. Usam
de espingarda, alm de outras armas proprias do
paiz, e servem-se soffrivelmente da pega d'arti-
Iheria.
As casas dos Clebes sao geralmenle feilas de
madeiras, e sao bem adornadas, comem duas
ve/.os no dia, e no intorrallo da comida, usam
de bebidas espirituosas, fumam, tomam cha,
caf e chocolate. Seu trage civil, e mais que
ludo o militar muilo similhante ao dos ftfa-
laios, como estes lambem fazem a barba, mas
conservsm os cabellos da cabega com todo o
cuidado, cobrem-se ou com um barrete bordado,
ou cora urna cinta de seda enrolada na cabega
em forma de turbante. Banham-se duas vezes
no dia, comem no chao, onde cstendem estei-
ras e toalhas, e nao usam de talheres, assim
como lodos os orientaos, A excepgo ds Chinas.
II
cionarb, nao deixou aira* ) Alho, o irtnao, o
Ninguem j comprob* melhor, ninguem,
porventura, j comprehaj ps perfeitamen
te essa JU|de religi* do fpor A'ta(> essa pni'
UsMkMflRtmc, que, mato do que todas as
philosophas da torra, filta, com tanta ternura,
ao corago de pae e de me.
Ninguemjue o saibamo|Iotou mais longe
esse affeclo entranhavcl, que a linguagem con -
vencional da sociedade do mundo ainda nao
fjftde substituir, nem poder jamis representar
n'oulros termos, n'outro culto intimo, n'outro ce-
remonial externo.....
Ao menos, a dr que sentimos, pela perda da
pessoa que nos to chara, alllvam-n'a de so-
bra as doces recordages do sua inalleravel pro-
bidade, c a convcg profunda cm que estamos
de que sua alma subi para o seio de Deus.
A familia que o pranta oncontra ahi um leni-
tivo s dores agudissimas e tenazes, que um mo-
mento de eterna separago veio tornar quasi n-
sugporlaveis....
Nada mais! o silencio e a solido do tmulo
que podyrn abafar um cadver, nao poderiam
nunca sopitar no corago urna saudade, e a lem-
branga de urna vida preciossima.
As lagrimas quo vertemos sobos o jazgo. cm
que elle se encerra, sahem-nos sinceras do inti-
mo d'alma; e nos que Acaraos mergulhado na
amargura e na tribulago, aps um golpe d'es-
tes, sabemos quanto valo a amizade fraterna, e
quanto, alm disto, convem respeitar os decretos
da Providencia.
E quando nos havemos associsdo ja a tantos
soffrimentos e a lautas magoas ; quando j nos
havemos unido a tantos amigos, no lamento que
dirigem a, seus Ilustres Anadns; po lera alguem
censurar-nos, porque o nosso pranlo vai cair so-
bre, a sepultura do nosso predilecto irmo ?
Por hoje o nosso escripto, mais de um carc-
ter pessoal, nao pode deixar de reflectir um pen-
samiento profundo, um sentimento vehemente e
intenso. Aquelles para quem escrevemos sabem
que as grandes crises ntoraes o espirito pende
naturalmente para comideracoes do indesculpa-
vel parlicularidade ; e a lei geral que em se-
melhanles casos nao so cscreve, a nao ser urna
pagina de dr, um poema de indeAnivel utariy-
rio, um como hymno fnebre, rtpassado de ter-
nura e de melancholia extrema.
que as affeiges do corago pedem sempre
um desabafo, urna traduego solemne; e nos
grandes crises-por que passa o espirito e o cora-
go, tmpossivel Axar-lhes outra qualquer nor-
ma a seguir.
O esenptor, ao ensaiar-se para dzer o que
pensa e o que sent, em occasies taes, nem po-
de sublrair-se naluinza que o chama ao cum-
primento de um daver imperioso, nem hade A-
car indiflcrenle s cousderagoes que o preoecu-
pam de lodo.
Se as calamidades se desatan) era torrentes de-
vastadoras; se as tribulagoes percorrem, na sua
marcha, um espago quasi intorminavel; se as
horas do aperto e da magoa vem impretertveis e
violentas; ha em lulo isso um padecer lento,
mas grave, um sofTror indefinivol e immenao, que
mais punge, quo raait atormenta, quo maiscons-
terna, do que todas a dores physicas.
E o escriptor {{uo t. homem, e que nao rece-
bou da nalurifza nem um corago de pedra, nem
uraa alma do gelo, hade collocar-ae no meio do
caminho da. yida, apalhico e insensirel, aq rer
desfilaren) por dianle d'elle as turbas afilelas, os
milhares de seus semelhautcs que choiam, e
quo sao victimas da pena o da saudado ? !
E hade elle, solidario com todos que partilham
da mesma existencia, quo arrastrara o mesmo ju-
go, e que se entregara mesmo peregrinaco diu-
lurna, langar para longo de si tantas imagens
sombras, tantos quadros luctuosos, lanas sce-
nas dolornsissimas? 1
E hade elle, memoro de urna familia, quo urna
grande fatalidade contristara e afAigira, inscrever
no livro de suas recordages antes ivpalavra rucre
e espera da indiffereng, do que a expresso ele-
giaca e plangonto da saudade e do amor io.-
limo? I
>


As crises moraes traduiem-se, por vezee, as
lameolagese as lagrimas, que nem sempre ex-
cluent uin conforto sslutifero., ou a idea dj um
consolo snperior.
Mas esse a religo, a nica a forrvacel-'o, a
proporcional-'o beneAca ao espirito e ao cora-
go.
Mos csso a picda>, a sabedoria da cruz,
a influencia myslerioca da graga divina, que
nol-'o pode trazer As horas amargas da prora e
do marlyrio.
Ilojo mais do que nunca fssas ideas devem ser
procuradas, abrogadas, comprebondidas.
Hoje mais. Ao quo nunca ; porque a quadra,
por dentis, asustadora, est a reclamar de parle
de todos a. mais completa rcsignago, a maior
paciencia, e, sobretodo, a mais ardente esperan-
ga no Seahor do paz e de bondade.
* *
Nos o fazemos de lodo o corago; o para nos,
que lanto soremos no preseuto crise, essa reli-
gio, esses consolos quo ella produz, e essas sua-
vidades que ella derrama as ulceras d'alma,
valeiu mais do que toda a phihtophia profana,
valom mais do que ludo.
Nada mais diremos....
Urna lagrima sobro a sepultura do nosso ir-
mo....
T. B.
PERN. -TTP. DE M. F. DEFARLAV 1800
\.
i i ji i^nr


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