Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09067


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Full Text
'-'"- .
-SJ^
ARIO XXX YI. NUMERO 116.
Per tres mezes adiantados o$000.
Por tres mczes vencidos 6j|000.
i
*
SABBiDO 19 DE MAIO DE 1866.
Pop anno adianlado .9S000.
Porte franco para o subscritor.
EXCARREGADOS DA SUBSCRIPTO' DO NORTE.
Parahiba, o Sr. Antonio Alcxandrino de Lima;
Natal, o Sr. Antonio Marques da Silva; Aracaly, o
Sr. A. de Lcmo3 Braga; Cera, o Sr. J.Jos de Ol-
Teira; Maranho, o Sr. Manoel Jos MarlnsRibei-
ro Gnimares; Piauhy,. o Sr. Joo Fernandes de
Moraes Jnior; Para, o Sr. Justino J. Ramos;
A marones, o Sr. Joronymo da Cosa.
'.viii ida uoai.uuiiLiu.').
Olinda todos os das as 9 1/2 horas do dia.
Iguarjss, Goiaaua e Parahiba as segundas
e sextas feiras.
S. Antao, Bezcrros, Bonito, Caruar, Allinhoe
Garanluins as ternas feiras.
Pao d'Alho, Naiareth, I.imoeiro, Brep, Pes-
qiicira, Ingazeira. Flores. Villa Bella, Boa-Vista
Oricury e Ex as quarlas-feiras.
Cabo, Scrinhem, Rio Formoso.Una, Barreiros.
Agua Prela, Pimenteiras e Natal quinlas feiras.
(Todos os correios parletn as 10 horas da manhn
EPHEMERIDES DO MEZ DE MAIO.
ia f-"acneiaas 4 berase 42 minutos da manha.
12 Quarto minguante as 4 horas e 57 minutos
da larde.
20 La nova as 4 horas t 27 minutos da tarde.
27 (Juarlo cresceule as 5 horas e 45 minutos da
tarde.
PREAMAR DE HOJE.
Primeiro as 4 horas e 6 minutos da manh&a.
Se;:nndo ns 3 horas e 42 minutos da tarde
PARTE OFFICIAL.
Ministerio da Cuneada.
DECRETO f. 5,548 HE 10 DE ASCO DE 1860.
D regulamenlo ao tribunal do thesouro para a
lomada decanta dos responsaveis para com a
fazenda nacional.
Altenilendo neressidade de harmnnisar as dis-
posicoes dos decretos ns. 736 de 20 de novem-
l>ro de 1850 e 870 de 22 de novembro de 1851
com as do decreto n. 2,343 do 29 de Janeiro d
8 1." Julgor coi pruneira instancia as comas
de lodas as reparlicoes, empregados. pessoas e
quaesquer oulros responsaveis que liverem ad-
ministrado, arrecadado, ou despendido dinheros
ou valores perlencentcs ao estado, ou porque Vs-
le for responsavel e esliverem sob sua guarda', <
bem ssslm dos que por oulro qualquer motivo'as
devam prestar perantc ollas na forma da legisla-
cao om vigor, soja qual for o ministerio a que
perienccrem (decrelo de 22 de novembro de 1851
arl. I., 3."].
2." Suspender os responsaveis que nao sa-
AUDINECIAS DOS TBIBUNAESDA CAPITAL.
Tribunal docommercio : segundas e quintas.
Relacao : tercas feiras e sabbados.
Fazenda: tercas, quintas o sabbados as 10 horas.
Juizo do coramercio : quintas ao meio dia.
Oilo de orphos: tercas e sextas as 10 horas
Pnmeira vara do civil: tere, o sextas ao meio di
Segunda vara do civil; quartas e sabbados
meio dia.
oo
to no regulamenlo e 26 de abril de 1032
diiposicoes om vigor.
nico. Nci.huin empregado examinar as con-
DIAS DA SEMANA.
14 Sgunda. S. Gil; Ss. Bor.ilacio eEnedino mm.
15 Terca. S. Isidoro lavrador; S. Torquato m.
16 Qn.arta s. Joo Nepomuoeno coi.ego m.
17 O'iinta. t^ Assencao do Senhor ; S. Pascoal.
18 Sexta. S. Venancio ra; S. Flix de Canialicio.
19 Sabbado. S. Pedro Celestino p. ; S. I
20 Domingo. S. Beninrdino de Sena f.
f.
Joa na paite relativa a jurisdiccao do tribunal l'suzerem prestado de conlas, ou nao entrega-
do thosouro e tliosourarias de fazenda sobre os
responsaveis para com a fazenda nacional, c dan-
do execucao ao art. 46 1. do ultimo dos citados
rem os livros e documentos do sua gestao nos
prazos marcados as Icis e rogulamenlos. ou
quando, nao havendo (acs prazos, forem inlima-
l
decretos sobre a forma do processo para o julga- aos para esse fim (decreto citado, arl. 1., g 4.
metilo das contas dos mesnms responsaveis,
recursos interpostos das decisoes das jursdcros
administrativas hei por bem decretar o 'se-
guint6 :
CAPITULO I
Da jurisdiexo do tribunal do thesouro nacio-
nal em materia de lomada de conlas.
Arl. 1." O tribunal do thesonro nacional, co-
mo tribunal administrativo para a lomada do con-
las, lena a sua sede no Rio de Janeiro, mas a sua
jurisdiccao se eslendd todo o imperio.
Art. 2." E da competencia do tribunal do Ihc-
rouro, no exercicio da jurisdiccao eontonc%sa e
disciplinar sobre os responsaveis pira com a fa-
zenda publica :
1." Julgar om nica instancia, ou por via de
i 3. Determinar a priso e soqneslro dos res-
ponsaveis que nao aprescnlarem as conlas, ou os
livros e documentos de sua gestao, no prazo que
Ibes for de novo concedido pela Ihesouraria ( de-
crelo citado, arl, 1., 4.).
S 4." Imporas mullas do arl. 36 da lci n. 628
de 17 de selembro de 1851 aos responsaveis que
nao apresentarem as contas, ou os livrns e docu-
mentos de sua gestao, nos prazos que lhos houve-
rcm sido marcados as instruccoes e ordens do
govprno ou da Ihesouraria ; podendo os mesmos
responsaveis interpor recurso para o tribunal do
thosouro ( decreto de 29 de Janeiro de 1859, arl.
5." Pitare julgar, revelia dos responsaveis,
i piimeira instancia, o debito daquelles que
recurso, na conformidade do prsenle regulamcn-; deixarem de apresenlar as conlas ou os I
to, as conlas de todas as reparlices, empregados'
e quaesquer outros responsaveis" que, singular ou
conectivamente, liverem administrado, arrecada-
do ou despendido dinheiros pblicos ou valores
pertenecaos ao estado, ou porque este for res-
ponsavel e esliverem sob sua guarda, e bem as-
sim dos que por qualquer oulro motivo as devam
prestar perante o mesmo tribunal, soja qual for
o ministerio a que perlenccrcm, na forma da le
de 15 de dezembrode 1830, art. 36 ; lei do 4 de
milubro de 1831, art. 6.. $ 3. ; lei de 8 do ou-
tubro de 1833, art. 48 ; decreto de 20 de novem-
bro do 1850, art. 2. 3., c lei n. 628 de 17 de
selembro de 1851, art. 36.
2. Julgar as conlas que para esse fim lhe
forem remedidas extraordinariamente ( decrelo
de 29 de Janeiro de 1859, art- 4., 1." ).
3." Suspender os responsaveis que nao sa-
tislizercm preslaco das contas, ou nao cntre-
garem os livros c documentos de sua geslao nos
prajos fixadps as leis o rcgulamcntos, ou quan-
do, nao havendo laes prazos. forem intimados
para esse fim ( decrelo de 20 de novembro de
18o0 art. 2 4.. e lci ii. 628 de 17 de selem-
bro de 1851, arl. 36).
4. Determinar a priso e sequestro dos res-
ponsaveis que nao apresentarem as conlas, ou os
livros o documenlos de sua gestao no prazo que
Jlies for de novo concedido pelo tribunal (decrelo
^le 20 de novembro de 1850, art. 2.. 4.).
5. Impor as mullas do arl. 36 da lei n 628
de 17 de selembro de 1851 aos responsaveis que
Jiao aprcsenlarcni as conlas ou os livros c docu-
mentos de sua geslao nos prazos que Ihes houve-
rera sido concedidos, no caso de o nao lerem fei-
to nos prescriptos as leis, regulametilos. ins-
ruceoes e ordena do governo ou do tribunal (de-
creto do 29 de Janeiro do 1859, art. 4." g 3.).
g 6." Fixar e julgar revelia dos responsaveis
o debito daquelles que deixarem de apresenlar
as contas ou os Ititi n dinumnale Ir sis pjii
to ou por yieee^xg yrw u> ? tiTBMPTn..'
los que lhesfizerem cargaTtios tormos S4Mto.
de 1 de julho de 1859 no que for applicarl, c
niais disposicoes em vigor (decrelo de 29 de Ja-
neiro de 1859 art. 4., i 2.).
7. Mandar passar qulae.ao aos thcsoiireiros,
pagadores, recebedores, almoxarifes, coulralado-
res, e a quaesquer oulros responsaveis, quando
correnles em suas contas ; julgar desembaraza-
dos os valores depositados, c exlinclas as cau-
cos de qualquer nalureza pela quilaeo dos res-
ponsaveis ; e levantar o sequestro aquelles que
declarar exonerados para com a fazenda publica
( decrelo de 20 de novembro de 1850 art. 2.,
3 5.").
. Ava'iar as provas de facto, deduzidas por
justilicaces e quaesquer oulros documenlos, da
perda ou arrebatamenlo de dinheiros pblicos
por forca maior, que forem aprese.iladas pelo res-
ponsavel, e, vista dellas, resolver o que fr de
juslica sobre o abono da somma perdida ou arre-
batada (decreto de 20 de novembro de 1850, arl.
2.; 8 6.u).
9. Advirtir as reparticocs empregados o
quaesquer responsaveis de sua dependencia ,
quando daomissoou prevaricado so nao seguir
. .ivros c
documentos de sua geslao. ou quaesquer oulras
conlas e documentos que Ibes fuerem carga, nos
lermos do decrelo de 14 de julho de 1859 r.o que
for applicavel, c mais disposicoes em vigor ( de-
crelo citado, arl. 21, 8, 2.").
6. Mandar passar quilarao aos Ihesourei-
ros, recebedores, almoxarifes, contraiadores, e a
quaesquer oulros responsaveis, quando correnles
em suas contas, julgar desembarazados os valo-
res depositados, e exlnctas as cauces de qual-
quer nalureza pela quitacao dos responsaveis ;
e levantar o sequestro aquelles quo declarar exo-
nerados para com a fazenda nacional (decrelo de
22 de novembro de 1851 arl. 1., 5."].
7." Aceitar as provas que forem apresenla-
das pelo responsavel, no caso de perda ou arre-
balamenlo de dinheiros pblicos por forca maior,
enviando-as ao tribunal do Ihesouro nacional por
intermedio do ministro da fazenda com seu pa-
recer, scni suspensao da tomada de conlas c
qualquer prnccdimenlo ulterior ( decreto citado
arl. 1.u, g 6.).
g 8." Hequisilar das autoridades e (Acciona-
rios que lhe forem subordinados, c ordenar aos
que o forem. a reinessa de quaesquer documen-
tos o informacoes que liverem por indispensa-
veis para o examo o julgamonlo das conlas ( de-
creto de 29 de Janeiro de 1859, arl. 21, g 3.).
g 9. Advirtir as reparlicoes, empregados c
quaesquer responsaveis de sua dependencia, quan-
do da opiniao ou prevaricaco se nao seguir pro-
vavclmenle prejuizo publico ou particular, nos
termos do arl. 339 do cdigo do processo cri-
minal.
10. Participar ao prosidenlo da provincia os
delictos ou erros de officio rcccnhecidos no exa-
jne c liquidac.io das contas que o responsavel
houver commettido no exercicio de suas func-
ces, sara. se fa/.er effeclivo a sua responsabilida-
de na fprma da lei (decreto citado, art. II, 4.).
Art. 8.. As dccisu.es das thesourarias de azen-
da, proferidas enw*mi conlenciosa e discipli-i
nrsDeemnle sss fesponsaveis para oom a
Tazenda nacional, lerao a autoridse-e foroa de
sentenca dos tribunaes de juslica, e serao execu-
lorias desde logo contra os mesmos
veis.
u lUSIS paites nos s,.Uinles prazos, coi.UJos da dala ae
intimazao ou publicac;ao da decisoes :
ENCARREGADOS DA SDBSCRIPCA3 NO SUL.
Alagoas. o Sr. Claudino Falcao Dias;- Babia a
Sr. Jwe Marlins Alves; Rio de JaDeir3; o Sr.
Joao Pereira Martins.
EM PERNAMRUCO.
O propietario do mimo Manoel Figuoina ds
na sua livraria praca da Independencicns.
Faria
6e8.
nos
co isecutivos excepto no caso dc\cslarem em
aliaio, o do podercm ao mesmo lempo ser loma-
da! as de diverses anuos.
Vrt. 19. Concluindo o primeiro e^ame da con-
ta, o contador a entregar a oulro esenpturario,
al a examinar do novo, e dar a sua op
peridicas em que se imprim rem os acios
Olliciaes ; e e applicavel em todas as suas partes
aos processos do lomadas do contas pendentes
do tribunal do Ihesouro e lliesoiirarias
zonda.
2. De um mez para a capital da Baha e da
provincia do Rio de Janeiro.
*" '} dous mezes para as capilaes de S.
de fa-
Art. 43. Ficam revogadas todas as disposicoes
em contrario.
L''lV" '.:,";'riV '""le l,nssa-l,>n l >"n dos cor-
pos d0 R,o Grande do Sul.-Poc ora
nao teru
enlr
dej os
senl?
recr.
I.rt. 21. Os contadores e escrdtiirarios encar-
regados de tomar e rever qualquer c.onta ficam
auunsados nao s a ouvir o respectivo respon-
savel c a oulras quaesquer pessoas, todas as
vezes que assim fr do misler para esclareci-
te ito dellas, como tambem para requisilar de
qui Iquer repartijao documentos para o mesmo
fim, por inlermcdio do director geral da lomada
proceder
. para as
provincias e capilues de Mallo-Grosso c Goyaz.
3 y recurso de revista por parle da fazen-
da nacional poder ser interposto em virlude :
1. de aviso ministerial ao conselho de estado
. ,ae represenlaco do director geral da toma-
da de contas, ou do
EXPEDIENTE no DIA 31 0F. MAiieo DE 1860.
Ac presidente da provincia das Alagoas, decla-
rando, er resposta ao sen oflieio n. 34 de 9 do
rorrente, que por falta de forca do primeira li-
ona disponifel na corle deixa de ser altendido o
ionio nu-
dec sao, declarando-se o nomo do responsavel,
a n ilureza de sua rcsjronsabilidadc, o lempo a
-Mv.- VSSTT9S.
responsa-
provavelmente prejuizo publico ou particular, nos
lermos do art. 339 do cdigo do processo cri-
minal.
g 10. Rover as contas dos responsaveis no ca-
so de interposico de recurso de revisao ; e jul-
gar de novo, excepto no caso de incompetencia,
as contas que pelo conselho de estado forera de-
volvidas, por so haver dado provimento aos re-
cursos do que trata o art. 26 do decreto n. 2,343
de 29 de fwiro de 1859, tendo-se em vista o
que houver p|o decretado pela resoluco impe-
rial.
11. Req^flar das autoridades e funeciona-
nos que nao lhe forem subordinados, c ordenar
aos que o foastn, a rcmessa de quaesquer docu-
mentos e informacoes quo liver por indispensa-
veis para o exame e julgamenlo das contas.
12. Relatar ao ministro da fazenda os delic-
tos e erros de oflieio reconhecidos no exame e li-
quidado das conlas quo os responsaveis, live-
rem commettido no exercicio de suas funecoes,
atina de se fazer eTec.tiva a sua responsabilidade
na fornada legislacao em vigor.
Art. 3o O tribunal do thesouro exerce juris-
diccao privativa e improrogavel a respeito do
julgamenlo das contas, imposicao de penas aos
responsaveis, e dos demais negocios enumerados
no arligo antecedente. As suas decisoes tero'a
auloridade e forca de senlenga dos tribunaes de
4Uca ( decreto de 29 de Janeiro de 1359, art.
Art. 4. O tribunal do Ihesouro nacional julga-
: primeiro. e.n nica instancia, as contas dos
responsaveis do municipio da corto e provincia
flo Kio de Janeiro, comprehendidas as que houve-
rem sido lomadas pelas contadorias da marinha
e aa guerra, da administracao do correio s suas
agencias, e as das agencias" brasileiras em paizes
estrangeiros ; segundo, por ria de recurso as dos
responsaveis das demais provincias do imperio
quehouverem sido tomadas pelas thesourarias d
fazenda.
nico. Ficam exceptuados da disposicao an-
tecedente os casos do art. 2., Sj 3. 0 8. em
que o tribunal do thesouro nacional funcco'nar
cin nica instancia.
Ar. 5. Todas as despezas effectuada por or-
dena de autoridade competenle, e revestidas das
solemnidades legaes, scrSo abonadas aos respon-
saveis ; e o tribunal nao poder era caso algum
imjir-lhes responsabilidade pelos pagamentos
eitos em virtude do laes ordens, ou approvados
posteriormente.
CAPITULO II.
Vas thesourarias de fazenda como jurisdieces
admxnislrattvas encarreaadas da tomada de
contas.
Art. 6. As thesourarias de fazenda teem a
sua sede as capilaes das provincias, mas a sua
jurisdiccao se exlende a lodo o territorio respec-
tivo.
Art. 7." da competencia das thesourarias de
azenda, no ejerci da jurisdiccao contenciosa e
disciplinar sobre os rosponsaveii para com a fa-
zenda publica :
necessa-
CAPITULO III.
Das atlribuicoes do presidente e secretario ; da
ordem do servir e do julgamenlo definitivo do
tribunal
Art. 9. Ao presidenta do tribunal, ou ao di-
rector geral que presidir o tribunal na sua ausen-
cia ou impedimento, compele :
1. Tromover quo o tribunal celebre regu-
larmente as suas sessoes nos dias determi-
nados.
g 2. Dirigiros trabalhos do tribunal.
g 3. Mioter a ordem na discussao e votacao,
c apurar oi-votos
4. Deliberar conjunctamente com os mera-
bros do tribunal (decreto de 20 de novembro de
1850, arl. 5., 1., arls 9e 11).
Art. 10. Compete exclusivamente ao ministro
da fazenda, como presidente do tribunal :
Assignaras quitacoes que em virtudo de
deliberaco do tribunal so passarcm aos respon-
saveis, depois de subscriptas polo director geral
da lomada de contas ( decreto de 20 de novembro
do 1850, arl. 5.. 3.].
2." Fazer expedir em seu nome c assismar
as resoluges e ordens concernenles aos nego-
cios da competencia do tribunal decreto de 20
de novembro de 1850, arl. 5., 4." e art. 11).
Art. 11. Ao official maior da secretaria de es-
lado dos negocios da fazenda, como secretario
do tribunal, compete :
1 Assistirs sessoes do tribunal.
2 Lame as actas do tribunal.
8 3. Escrever os despachos e decisoes.
g 4. Lavrar os lermos que forem
nos.
5. Dar publicidade s deliberares que fo-
rem do inleresse das partes.
6. Subscrevcr as certidoes que se extrahi-
rem dos processos e mais papis perlencentcs ao
Inbunal, a requerimcnlo dos inleressados e por
nulonsacao do presidente ( decrelo de 20 de no-
vembro de 1850, arl. 12).
Art. 12. O tribunal do thosouro nacional exer-
cer as altribuices de sua competencia, presidi-
do pelo ministro da fazenda, ou pelo director ge-
ral que na sua ausencia ou impedimento for de-
signado para- presidi-lo.
1. Haver duas sessoes em cada semana, na
segunda e quinta feira. Se algum deslcs dias
for santo ou feriado, a sesso ficar transferid
para o seguinte ; e, se esle o for tambem, ter
lugar no dia anterior, ou quando o ministro da
fazenda o determinar.
2 o A disposigo do paragrapho antecedente
poder ser alterada pelo ministro da lazenda nos
casos em que o bem do servido o exigir.
Art. 13. Para haver deliberaco do tribunal so-
bre as materias de sua competencia indispen-
savel a presenca de tres membros, sendo um del-
los o procurador fiscal do thesouro. alem da do
presidente ( decrelo do 20 do novembro de 1850
arl. 8.).
Art. 14. Os negocios cuja solugSo c da com-
petencia do tribunal serao djeididos na forma do
arl. 9. do decrelo n. 736 de 20 de novembro de
1850, observada a regra do art. 10 do mesmo de-
creto.
Art. 15. Os membros do tribunal, quando se
tratar de negocio sou, ou de seus consanguneos
ou affins al ao segundo grao por direito canni-
co, sao obrigados a dar-se do suspeitos.
Art 16. Logo que as conlas forem entregues
pelos responsaveis na directora geral da lomada
de contas, o director geral as distribuir pelas
contadorias competentes, na forma do regula-
menlo, assignando os contadores a carga em li-
vroespociai.com as declarares precisas.
Arl. 17rO contador entregar as contas ao es-
enpturario a quem competir, alienta a sua nalu-
reza, o qual tambem assignar carga em livro
particular do contador, cora as declaracoes con-
venientes.
Art. 18. O exame e revisao das contas de re-
ceita e despeza se effectuaro pelo modo prescrip-
do contas, que
ma da lei.
rt. 22. O director geral da lomada de con-
las, depois de examinada e revista aconta na
forma indicada nos rtigns antecedentes, baja
ou nao alcance, apresenlar as coritas ern tribu-
nal para que soja ordenada a cilacao do respon-
sav'l, fiadores, suas viuvas, herdeiros, tutores
ou leuradores destes, aim do allegarom o que
for a bem de seu direito, produzirem documen-
tos cconslituirem procurador na sgde do tribu-
nal e nollo escolhcrem ou declararem na so-
croiara da azenda o domicilio onde hao de ser
feil is as inlimacoes das decisoes para quaesquer
efiVilos, com expressa commiiiscao de serem
considerados reveis, o nao receberem mais iuii-
maiao algiima, nao fazendo laldeclaracao.
1. Os prazos que so conederem'aos ros-
por saveis c mais inleressados o excedern de
30 lias, comoeando a correr dsdc que a cerli-
dao da cttaco tiver entrado n; secretaria da fa-
zonia; mas podero ser proro tados. se houver
monvo ailcndivcl, al mais de 60 dias.
2." A citacao se far, nos lennos da legisla-
cao do processo civil, pelos enpregados infe-
rionsda administracao, ou po^ meio do oflieio
seguro, na forma dos regul.amnntos do correio
do imperio, segundo o exi-irerfl as cirenmstan-
cias.
Art. 23. Findos os prazos marrados aos res-
ponsaveis ou s parles interesadas "para dize-
em o quo houver a bem de sua juslica, se al-
leg.rcm alguma cousa em sua defesa, devolver-
se-bao processo com a defesa directora geral
da ornada de conlas para emilljr o seu parecer,
oepiis de ouvidos os empregados que tiverem
fum cionado no mesmo processo.
Arl- 24. EmiHido o pareces de que trata o
art';o anteceden*, o director geral da tomada
liccpnlasapresemr as contas ao tribunal para
resi lucao dfintwfa, depois de ouvido o proco
rade r fiscal do thesouro
Art. 25. Terminada a discussao das conta3 em
rib mal e'apurado o vencimenlo, lavrar-se-Ha
Ao da de Pernambuco
ccaer-sc-na a respeito delle ulieriormonle com Iher-so
os demais negocios contenciosos do conselho de
estado.
g 4." Da decisao que denegar
Governo da Provincia-
Ocio ao Exm. presdeme das Alagoas.Ten-
do de seguir uara e.i iw**i... ..? j-..^ ..
i'ro,
ns c
Bali-
to aa
por
Pe-
ana,
for-
uiodc
w tuiai'llieiro
preMdenteda relaaiodo dislricto, e Uve e.n res-
posla o olTicio o nota juntos por copia, do qual
rte -,V e-*ilad0 dos Pr'cs'<'s de presos
SmU 1>C"de",es e. decisao d.aquello
Diloao lenenic-geneial commandanlc das ar-
infonnacao de lionlem sob
mas.A vista de sua
- r .jesusea b?SS? k="^" a
nos paragraphos antecedentes.. ', ,
i 3.- loicrposio o recurso de taita. o,l^t^ ^^^^^ ^ s^
do fazenda da sel" admuusIraliVo para forneciiiiento do aro-
rahficacoesaos "eguerra, seja posto um soldado da compa-
ordem para reco- i "l,la a artlleos para iiicumbr-se da entre do-
l r.'.2> >r.. .Zv v """"""V "c nontem sot>
fin. d ,1*-sc..X h"- *!* 'tas ordens,
^l,,iUOa.d'!Pos,-, d0 pic*i.ioi,to do con-
quo liveram
a seus corpos, e naenos aos reforma.
e que esliverem sorvindo ahi nos corpos, os qu.
, deverao ser desusados delles ; e que o valor de
Arl. 31. Logo que for interposto o recurso de em 800 rs
revisao, o Inbunal do Ihesouro nacional, sobre
parecer do director gem da tomada de contas, Ao presidente da nrnvinViV ,<
te, fica arbitrado esse
e aquello em 440 rs.
2 de abril.
ados expediente daquella cooselho. OBlciou-w ao
uaes I conselho admiuislialivo.
Diloao niesn.o-Sirv.i-so V. Exc. de informar
se pela orea du ln.ha actual pode ser lalisfeiU a
equ.slcao constante do oflieio incluso do el .ota
de polica de 12 do correte sob n. 687
l.onlm'c nCS"-" En r. hODlora sob n o 1 lenho a dizer que, acabo de-
s. ''"s.ie.iciaaocliefo da divisao naval do hatee
n I.xc. designado a fortaleza do Hruin, para uel-
or la cunipnr .a sentenca de um auno de gales, a que
osle prazo ser improroga- j declarar que os
er oulras
mpo
rircumslancias
*ft 1. Aa decisoes do tribunal sobre a tomada
das montas cstabclecero silnacao do responsa-
vel, julgahdo-o quile ou era crdito, oucm de-
bito para com a Tazenda nacional, fixando neste
ulti.no casa o seu verdadeiro debito, e condem-
nanlo-o ao pagamento
2. As decisoes sero assignadas pelo mi-
nisto da fazenda, ou pclolirector geral que cs-
ttve presidindo o tribunal, e depois pelos oulros
menbros do tribunal, guardada a ordem da an-
tiguidade na forma da lei.
_g 3. As decisoes do tribunal do Ihesouro se-
rao exeqiiives a favor ou contra os responsaveis
rnente nos termos seguidles :
1. Nos dous primeiros casos de que Irata este
arti;o, slo do achar-se ojesponsavel quite
outm crdito para com #fazenda nacional!
mar dar o Inbunal passar quitacao, levantar os
eeqi estros a quo se liver procedido, o bem as-
sim dar baixa as fiangas e hypothecas, e resti-
tuir os depsitos, so nao continuar a
rencia.
sua ge-
2. Verificado o alcance, o tribunal marcar
um mazo, dentro do qual o responsavel ou seus
fiad..res, viuva, herdeiros ou inleressados en-
tren1 com a respectiva importancia e juros cor-
vel, e, lindo efle, lendo a parle deixado'dc
sentar os documenlos, nao haver mais
revisao dos conlas.
2." O recurso de revisao, jmillidff pelo tri-
bunal, suspende osefl'eilos daTfecisao anterior.
Art. 32. O recurso de revista para o conselho
de estado, na forma do decreto n. 542 de 3 de de-
zerabro de 1847, nao lem efleito suspensivo, ex-
cepto no caso do ordem expressa do ministro da
fazenda.
Arl. 33. Da decisao das thesourarias de fazen-
da em materia de lomada do conlas haver re-
curso para o tribunal do Ihesouro :
1. Voluntario, dentro do prazo de trinta dias,
contados da intimado ou publicaco das decisoes!
q*ando estas forem contrarias s" parles inieres-
sadas.
2. Noressario, ou ex-offiro, quando as deci-
soesjforem favoraveis s parles interessadas.
Ift> Os_ recursos necessarios lerao elfeilo sus-
peiw, nao podendo as thesourarias de fazenda,
,n^ d J'u,?"Bieo">i exercer as atlribuicoes d
arv 7." jo.0
f **Ds recursos voluntarios tnlerpostos pelas
plries-intercssadaa ncrterao elTeito suspensivo
salvo se ellas deposilarem a imporlami-i do al-
cance em moeda corrente, nos cofres das ihesou-
raria, ou das caixas liliaes do banco onde as
houter.
CAPITULO. V.
Art. 34. Os ministros dasvlilrentcs reparti-
coeaV logo qui>.for publicado o presente regula-
memo, marcar o prazo dentro do qual os che-
fes das contadorias e mais estacoes subordinadas
responsaiois pelos livros e documentos das con-
'a dfj dinheiros e valores do estado, deverao
aprasaMtar os mesmos livros e documentos ao in-
bun^Wo thesouro e thesourarias de fazenda
fuico. A mulla de que trata o artigo 36 da
lei numero 628 de 17 de selembro de 1851 6 ap-
plicavel aos mencionadas chefes, quando por fac-
to proprio ou orossao derem causa falla de
apresenlaco das contas dentro dos prazos le-
gaes.
Ai. 35. O presidente do tribunal do thesouro
nncafaal, havendo rocobido das reparlicoes e
mais funecionarios a quem competir as re'lacoes
dos responsaveis fazenda publica, far organi-
sr na directora geral da tomada do contas o as-
sentamento geral de que trata o arl. 10, g 10 do
decreto de 29 de Janeiro de I8i9. "
g 1." Todos os esclarecimentos necessarios pa-
ra o assentamcnlo sero exigidos por intermedio
do presidente do tribunal.
g. Todos os funccionar03 c empregados res-
ponsaveis por dinheiros pblicos
juizes leltrados ou advogadosi Uuanto a ida do mesmo grumete cara Fernn-
fe. r\imn l. <____ ". 11 f\ ff\n\n \T I?___
S tu0ar a ; guena. nos lugares onde os nao ha privativos. I PWliMeuii tilterormeote.-OfJlcIou-se ao ebe-
.i. I .", ell0.;l porcepo da gratiflcacao que ihes i fo dn divisao naval.
est marcada em quantocxercerom'as funecoes' l)l10 no n'osmo. Pode V. Exc. mandar abrir
leste carao, salvo ocaso de suspensao dos traba- "sseniamonio do praca ao rceruia Jos Teixeira
1 guerra, por motivo que Ar.i,uJo, que foi julgado apio para o servico do
cxcrcilo, romo consta do termo de Inspeccao ao-
nevo aa c.Hi ;,. .<.* \r t.., .i., if a r .
lhos dos consclhos
Qio lenha relaco com o andamento dosprocs-
i; devendo-se assim praticarcom ojuizde di-
reito da comarca daqu'ella capital, que fez o ob-
jecto do seu citado oflieio.
4
Ao presidente da provincia da Parahiba, aecu-
sando a recepcao do seu oflieio n. 35 do 19 de
marco lindo, a que acompanhou a nota dos pre-
cos porque foram contratadas as pocas de farda-
nenio uella mencionadas ; e remetiendo a ta-
bellados procos porque se pagam aqui laes pe-
cas de fardamento.alim de que por cites so re-
gulera oa que so tiver de pagu na mesma pro-
vincia, yisto serem excessivos os exigidos pelos
arrematantes. K
Ao de Pernambuco, declarando, para o fazer
aevidamenlo constar, que nao pode ser deferido
o requenmenio em que tjuileria Mana de Sena
pode perdi para su GIIfirGaldmo Lopes de Li-
ma soldado do 10* batalho de infamara, do
enme de dcsergSo que comraelteu, por isso que
j exp.rouo prazo de tres mezes marcajo no in-
dulto imperial de 7 de selembro para a apre-
senlaco dos desertores na dita provincia de-
vendo a supphcante obrigar seu lho a.apresen-
tar-se ao corpo a que pertenen para "Tiiiiia.de
pois o pordo da pena a que forcondemnado.afim
e-sef altendido se para isso houver raz-es pun-
10
Ao presidente da provincia do Piauhy, decla-
rando-lhe, para o fazer devidamenle rongta-.qu-
nao dove ter lugar o descont da farinha que de
mais receben, as pracas doonles do respectivo
meio batalho. *
12
Ao presidente do Cear, declarando que, para
se poder tomar urna resoluco definitiva acerca
das obras que carece a provincia, convm que
segundo observa o brinadeiro-direclor do archivo
miniar, sejam rcmeltidos os competentes orca-
mentos e plantas. v
Itequerimenlos do partes :
Antonio Jesuino do Oliveira Barrete, pharma-
ceutico, alteres do corpo de saude do exercilo
empregado no hospital militar da Baha, pedo!
licenca para concluir o carao medico.Indcfe-
ndo.
Manoel
nexo ao officio do V. Exc. de 15 do corrente sob
ii. ui5.
respondemos na forma da lei pata os cofres pu- prazo do dez dias,
Dlicis; e. nao o fazendo, inscripta a divida nos houvajrem tomado.
Inr.is respectivos, e exlrahida a conta corrente, g 3. As aulorid
Agostinho da Silva Morcira. capito
: de pnme.ra linha do exercilo. commandante da
. de suTposse! no TSS^^L 5er?P5l ?*** ser Prom contados daquelle em que a
sera esta remedida com copia da decisao do Iri-
bun.,1. para a sua execucao, aos procuradores
dos Icilos da fazenda por intermedio das reoar-
tico.s competentes. v
4." Os processos serao devolvidos pelo se-
cretorio do tribunal a directora geral da tomada
de cantas, para lodos os efleilos declarados nes
te ai ligo
A t. 26. as thesourarias do azenda obser-
var-5e-hao as disposicoes dos artigos antece-
demos em ludo quanlo forem applicaveis ; de-
vem o todas as deliberacoos dos inspectores ser
lomidasem junta de fazenda, na.forma do art.
1851 l "' 87 de 22 d novembro de
AH. 27. Nos casos do art. 2o, g 3o do presen-
te d -creto. as contas sero examinadas em outra
conladoria, e por outros empregados qua nao
hou' erem funccionado no processo que deu lu-
gar i decisao recorrida.
CAPITULO IV.
Dos recursos.
Ait. 28. Das decisoes definitivas do tribunal
do t icsouro sobre lomada de contas haver re-
cursa para o mesrao tribunal ou para o conse-
lho art. 26.)
Ait. 29. O recurso para o mesmo tribunal 6
de r de cilculo. omisso. duplcala de verba, e apre-
sen! igao do novos documentos (decreto alado,
arl. 26.)
f Este recurso poder ser interposto :
1. Pela parte interossada cmquanlo nao ficar
prcs.riptoo seu dircilo contra o oslado, nos ter-
mos do art Io e segunles do decreto n. 857 de
12 d i novembro de 1851.
2.' Pela fazenda publica, emquanto nao pres-
crcvjro seu direito contra o resnnnsnvpi. ,,ne
termos do art. 9o do decrelo
novembro de 1851.
i." O recurso ser apresentado pela parle
na s terciaria da fazenda, em forma de requeri-
menio. acompanhado dos documentos lc"fM| /
pelo procurador fiscal, mediante mformS de
qualr.uer repartico ou ordem do ministro da
fazer da em nomo da fazenda nacional e depois
romiltido ao director geral da tomada de coulas
para lhe dar o seguioenlo ulterior.
.1. O recurso de revisao poder ser inter-
poste fra dos prazos fizados no g l.no caso de
ser c julgamenlo da conta baseado em docu-
menlos reconhecidos com rieio de falsidade.
Ar. 30. O recurso para o conselho de estado
de revista, c s let" lugar nos casos de in-
comietencia, excesso de poder, violaco de lei.
ou prelerico do foemutas essenciaes (decrelo
de z) de Janeiro do 1-859, art. 26.)
. 1. Este recurso, peder ser, interposto pelos
responsavel. nos
n. 857 de 12 de
loridades que dercra posse a qual-
quer funecionario ou empregado de que tiata o
paragrapho antecedente, logo que a confiram,
assim o parliciparo ao presidente do tribunal.
4. Todos os esclarecimentos de que tratam
os arligos antecedentes sero renmiidos direc-
tora geral da tomada de contas pela secretaria da
fazenda para os efleilos legaes.
Art. 36. O director geral da lomada de contas
logo que lhe constar que o individuo nomeado
por algum dos ministros para qualquer emprego
se acha prestando contas, e o processo indica al-
cance provavel, assim o participar ao presiden-
te do tribunal para providenciar como for acer-j
tado.
Art. 37. Em tudo quanlo se acha especialmen-
te prevenido no presente decreto observar-se-hao
no processo administrativo, as disposicoes do pro-
cesso civil, no que forem applicaveis.
Art. 38. Se qualquer juizo ou tribunal de jus-
lica conhecer de alguma questo que deva ser
ou tenhasidq decidida polos tribunaes e jurisdie-
ces administrativas na forma dcste decrelo, as
autoridades complanles promovero inmediata-
mente o conflicto do jurisdiego, nos termos do
regulamenlo n. 124 do 5 do fevcjreiro de 1842.
nico. Os procuradores iscaes podem e dc-
vem interpor recurso para o conselho de estado,
por intermedio da secretaria de estado dos nego-
cios da fazenda, das decisoes dos presidentes de
provincias'que, nos termos da segunda parle do
artigo 26 do cilado regulamento, declararem nao
ter lugar o conflicto.
Art. 39. Os juizes e tribunaes a quem por
qualquer forma forem presentes as decisrs do
tribunal do thesouro e thesourarias de fazenda
nflo podero tomar conhecimento dellas, revoga-
las ou interpreta-las, devendo remeller, sem pre-
juizo da execucao, as duvidas que occorrerem
autoridade administrativa competente, se lhes pa-
iccerein procedentes.
Art. 40. as execuces das decisoes referidas
no artigo antecedente nao se admiltiro liquida-
Qes, ou eompensacoes o encontr feitosjudicial-
mente ; podendo os inleressados requerer au-
toridade administrativa competente o queenten-
derem a bem de seu dircilo.
Art. 41. Os valores de qualquer natureza, con-
fiados aos responsaveis, soja qual for o servico a
que se destinaren, e emquanto nao tiverem ode-
vido emprego, deverao ser integralmente conser-
vados om cofre no mesrao local; sendo-lhes
prohibido conservar no mesmo cofre cora os va-
lores perlencentes ao estado quaesquer outros de
sus propriedade particular. Se nos examas e ba-
lancias a que se proceder nos cofres forem encon-
trarlos saldos, sero estes levados receila do
estado como, renda eventual.
Art. 42> O presente decrelo ter effeilo e vigor
logo depois de publicado na corte e provincias
ao posto do inajor do eslado maior e ser conser-
vado na mesma provincia.Indeferido.
Justo de FreitasMascarenhas, alferes secretario
do 4 regiment de cavallaria, pode ser trans-
ferido para o estado maior de 2a classe.Inde-
fendo.
Luiz Antonio de Menczes Santos, 2o cadete Io
sargento da companhia fixa de cacadores da pro-
vincia de Sergipo, pede que se I li mande trau-
coranota do conselho de guerra a que respon-
den. Indeferido. v
Fortunata Thereza de Jess pede baixa do ser-
vico militar para Cesario Elpidio de Andrade.com
pragano primeiro regiment de cavallaria.In-
deferido.
Jos Francisco da Rocha Lima, soldado da com
panhia fixa de Sergipe. pede baixa.Indeferido.
Jos Valenta) da Silva, desertor do esquadro
de cavallaria da Babia, pede baixa do servico.
Indeferido.
Hermenegildo Severiano Goncalves, soldado
da companhia de artfices de Pernambuco, pede
passagem para o 4- batalho de arlilharia a o
Indeferido.
Thereza de Jess, viuva, pede baixa para seu
tilho Marcos Antonio, soldado da companhia fixa
de Sergipe.Indeferido.
Ignacia Mara da Conceigo. viuva de Antonio
Barbosa de Medciros, pedlndo baixa para seu fi-
Iho Joao Barbosa do Mcdeiros.Indeferido.
Francisco RayraundoCorreia de Faria, coronel
reformado do exercilo, acha-so servido no couse-
Iho administrativo do Para, por nomeacao do pre-
sidente da provincia, pedindo ser confirmado no
lugar que oceupa.Nao tera lugar.
Dito ao mesmo.A vista das rizes produzi-
das na informacao do inspector da Ihesouraria do
lazenda, junta por copia, nao pode ter lugar a
restituir,), que V. Exe. pedio em sous cilicios de-
i e 11 do corrente, sob ns. 508 o 527 dos desco-
tos feitos pela mesma Ihesouraria no pagamento
dos prets dos corpos desla guarnido, relativos a
secunda quiuzcna do mez de abril ultimo. En-
tretanto vou offlcinr nesla sentido ao Exm.Sr.
ministro da guerra, para que se digne de resol-
ver o que julgar mais acertado.
Dito ac. mesmo. Pelo seu oflieio de hornero
sob ii. o47, liquei nlcirado de haver no da 14 do
corrente fallecido o lenlo do 8" batalho de
mamaria Augusto Carlos de Siqueira Chaves.
Comraunicou-se ao Exm. miuislro da guerra o a
Ihesouraria de fazenda.
Dito ao mesmo.Remello por copia a V, Exc
para seu conhecimento e direceo o aviso circu-
lar, ern que o Exm. Sr. ministro da guerra revo-
gandoo de 15 de abril do anno prximo passado
acerca de abonos do gratificados aos oliciaes"
ejie conimandarem mais do urna companhia, de-
clara que essas despezas sero pagas pela llio-
sourana de fazemTa vista das contas documen-
ta latase rubricadas pelo commandante das armas
ou se o nao houver pete assistenlo do ajudant
general do exercilo, nao devendo porni exceder
a importancia das respectivas gratificacoes das
companhias, que esliverem sobo comroaiido des-
se official.Communicou-se a Ihesouraria de fa-
zenda.
Dito ao presidente da relaeo. O juiz de di-
rcilo especial do commercio denla cidade, parti-
cipou ter nomeade a Joo Vicente de Torres Ban-
deira, para exercer interinamente o cargo de cs-
crivao do seu juizo. por falleciraento do cscrivo
Francisco Ignacio de Torres Bandeira, o quecom-
mumeo a V. S. para seu conhecimento. Cora-
municou-sc aojuiz do commercio.
Dilo Ihesouraria do fazenda. Para os fins
convenientes, passo s mos de V. S. copia au-
Ihcnlica das contas documentadas das despezas
feilas no hospital militar desta guarnico duran-
te o raez de Janeiro ilo corrente anno.Commu-
nicou-se ao lente goneral commandante das
armas.
Dito ao mesmo.0 lenle general comman-
dante das armas, parlicpou-me em officio de
hontemsob n. 543, que lendo o director do hos-
pital militar concedido cm8do corrente a demis-
sao, quo pedio Jos Ernesto Vieira, do lugar do
fiel do mesmo hospital, noraeara no dia 11 para
servir esse emprego, o cidado Joo Carlos dos
Santos; o que comraunico a V. S. para seu co-
nhecimento. Communicou-so ao tenenlo gene-
ral commandante das armas.
Dito ao mesmo.Em addllamcnto ao mcu of-
ficio de 11 do corrente. lenho a declarar-lhoque.
a communicaco comida no aviso da repartico
do imperio, que o acompanhou, so refero Ihe-
souraria de tazenda da provincia da Parahiba.
Dilo ao mesrao.De conformidade com o que
me requisitou o chofe do polica em officio de 12
do corrente sobn. 690, auloriso a V. S. a man-
dar pagar ao alferes Joaquim Antonio de Moraes
vista da conta e recibos junios, a quanlia do rs.
12JJ680, dispendida nos mezes do Janeiro o feve-
reiro ltimos, cora o aluguel da casa, que servo
de quartelao destacamento de S. Rento, e com
fornecimenlo de luz para o mesmo quartel.__
Communicou-se ao chefe de polica.
Dito ao mesmoTransmillo or copia a V. S.
o aviso que rae foi expedido pelo ministerio da
guerra de 28 de abril ultimo, afim de que infor-
mando acerca da falla do pagamento das tres
companhias do 4o batalho do arlilharia a p
destacadas oo presidio de Fernando, iudiquo a
quanlia, com quo ser sufficienlo habililar-se o
almoxarife daquelle presidio, para oecorrer esso
pagamente, conforme so recommenda no citado
aviso, cumprc que V. S. me remella com a brevi-
dade possivel o resultado do exame de que foi in-
,t, ,d 'ra M.8.Sa'haes- "b0. de esquadra cumbido o chefe do seceo dessa ihesouraria Jo-
da pnme.ra companhia de cavallaria do corpo f- s Henriquo Macfiado. em vista do disposto ern
xo da Baha pede que se lho mande pagar as duas oulro aviso de 29 de fevereiro desle anno sobre a
tercas partes de seu engajamento.-No lem despeza que se est fazendo no mesmo presidio.
lugar.
Padre Joaquim Eloy de Medciros, capello al-
feres da repartico eclesistica do exercilo, pedo
que se mande cessar o descont que se lhe est
fazendo de vcncimenlos a que se julga cora di-
reito.Indeferido.
Francisco Antonio Cordeiro, desertor do 8o ba-
talho de inranlaria, pede perdo e baixa doser-
vqo.Indeferido.
Francisco de Paula FesraoTrant, Io cadete do
2 batalho de infantera, pede perdo do resto do
lempo que lhe falla para cumprir a sentenca que
4no foi imposta pelo conselho supremo militar.
Indeferido.
Jos Marcellino Barbosa, ex-praoa do exercilo
pede perdo do resto do lempo que lhe falla para
cumprir a sua.sentencs.--Nao tem lugar.
Martmho Jos Rilaeiro, alferes do corpo de
guarnico fixa de S. Paulo, pede seis mezes de
licenca de favor,Indeferido.
iqS'"0^!-Jos! Emygdio id Datainao de infantera, pede passagem pare
una. dos corpos do norte. -Indeferido.
. ioaiuim Jos da Cruz, teneote do meio \>Xa.-
Dilo ao inspector do arsenal de marinha.Nao
havendo inconveniente, mando V. S. apromptar
para serem fornecidos ao presidente das Alagoas
os objectos constantes da rclacflo junta por co-
pia, os quaes sao precisos para a capitana da-
quella provincia.Communicou-se ao Exm. pre-
sidente das Alagoas.
Dito ao commandante do corpo de policicia.
Mande V. S. dar baixa ao soldado de seu cora-
mando Pedro Alexandrino Antuncs Correa, a que
se refere o seu officio de 15 do corrente, sob n.
190, visto ter concluido o lempo de seu engaja-
mento
Dito ao capito do porto.Inteirado do cometi-
do do officio, que Vrac. me dirigi boutem, sob
n. 108, lenho a dizer em resposta que approvo o
procedimcnlo que leve, levando ao conhecimen-
to ao quartel general a materia do meu officio de
26 de abril ultimo, relativamente a inlelligencia.
que dei ao artigo 4o do decreto de 30 de junlio de
1851.
Dito ao director do arsenal de guerra.Mande
Vmc. apromptar e encaixotar as pecas de arma-
mento e eq,uipamenlo constante do pedido junto.



-**-
------Oi
P
ip
ttl
DIARIO DT, PRRNAHBVCO. SABBADO 19 DE MAIO DE 1860.
as quaes lem de seguir no dia 20 a bordo do va-
por Iguaratt com deslino companhia de pe-
destres da Villa de Tacarat.
Dito no director das obras militares.Approvo
ji deliberado que Vmc. tomou de contratar com
Jos Pereira de Alcntara do a caiadura do
quartel da companhia de arQccs, pela quantia
de 180$ ris, como Vmc. declarou ent sen officio
e honlcm, sob n. 41, que flea assiru respon-
dido.
Dito ao director das obras publicas. Devendo
correr por coala da municipalidade as despezas a
fazer-se com os reparos de que precisa as pontes
c caes da ra da Aurora, por seren essas obras
por sua natureza municipaes, recoromendo aca-
mara municipal do Recite, que mande executar
os supraditos reparos, visto que, cada da se loi-
nam elles mais urgentes, segundo me declarou o
director inlerino das obras publicas em officio de
14 do corrente, sob n. 102
Dilo ao mesmo. Concedo a autorisaco que
estcriiidade uc seus rslorcus patriticos, seuipro
renovados e sempre abalados por urna inmensa
maioria sllema ; lies Dio teem por apoiona c-
mara mais que os deputados catholicos que se
assentam na mesma.
Mas ao menos nao esl provado qne a maio-
ria actual do parlamento prussiano to hostil
nacionalidade polonesa e se%s direilos, como
era a enliga representarlo nacional. Os deputa-
dos poloneses, entretanto, alcaiicarsm fazer re-
ge itar na primeira cmara o projeclo sobre o ca-
samento civil: o projecto de le, que tinha por
lim a responsabilidade d^s ministros, dcixou de
ser urgente depois que o partido liberal est no
poder.
Fallei-vos, anda quo suscintamenle dos Ira
balhos da Sociedade agrcola leunida recente-
mente em Vienna, e dos serviros eminentes que
ella faz ao paiz. Resta-me nformar-vos dos
obstculos que suscita o governo russo ao des-
cnvolvimenlo d'esta sociodade, importante j
Vmc. pedio cm seu officio de 14 do correle, sob Pel numero c pela actividade de seus mem-
n. 16, para mandar lavrar o termo de recebi-
mento definitivo da obra da casa da barreira do
Tapacuri, e nesta dala autoriso a thesouraha pro
viudal a pagar, visla do competente certificado,
a importancia da ultima preslaco, a que lem di-
Teilo o arrematante daquella obra. Communi-
cou-sc thesouraiia provincial.
Dilo no mesmo. A' visla do que expoz Vmc.
era sua informaco de 14 do corrento. sob n. 163.
devolvo-lhe o rqiieriincnlo em que Johiy Don-
tielly pede pagamento da quantia desloaris,
proveniente de pedras que forneceu essa repa-r
tirio durante o roez de man,"o ultimo, alim de
que mande pagar essa quantia logo que houver
opportunidade.
Dilo ao juiz municipal do Rio Formoso.De-
volvo a Vmc o mappa que acompanhou o seu of-
ficio de 26 de abril prximo lindo, alim do que
preste as informadles, a que elle se refere, de
conformidade com o modelo do |quadro, que. foi
remeltido a esse juizo, com a circular de 14 de
Janeiro ultimo, de que agora se lhe enva novo
cxemplar.
Portara. 0 presidente da provincia, confor-
maiido-se com a proposla do chefe de polica
desla data, sob n. rcsolve noraear o alferes
Antonio Jos Ribeiro para o cargo de delegado
de polica do termo do Tacaral.
Dita.O Sr. agente da coniixuihia brasileira de
paquetes a vapor, mande dar transporte para a
corte, por conta do ministerio da guerra, no va-
por que se espera do norte, a 15 recrulas apura -
dos nesta provincia, que lhe sero apreseiilados
por parle de terif rite-general commandaule das
armas.Ofiicou-sc ao leuente-general comtnati-
dante das armas.
ila.O Sr. gerente da companhia Pernambu-
cana, mande transportar para a provincia das
Alagas, ao alferes Antonio Jos Ribeiro, e a duas
proras de pret, que u ncompaiiham, e bem assim
as suas bagagens c caixes conlendo objectos di'
armamento e equipamento em deslino compa-
nhia de pedestres de Tacarat,
Expediente do secretario do governo.
Officio ao Dr. Gervasio Campcllo Pires Ferrei-1
ra.S. Exc. o Sr. presidente da provincia manda I
aecusar recebido otTicio de 15 do correle, em '
que V. S co.'.immica haver passado naquella
dala ao respectivo supplenle o exercicio do cargo
dejuiz municipal e de orphaos do termo do Se-
rinliiora, por ter findado o sen qualricnnio.
Oilo ao Dr. Francisco Caldas Lios, juizde d-
reito interino da comarca do Rio Formoso.S.
Exc. o Sr. presidente da provincia manda aecu-
sar recebida a communicaco, que em 8 do cr-
reme lhe fez V. S. de haver reassumido naquella
data o exercicio interino do cargo dejuiz de di-
reito da comarca do Rio Formoso.
bros, j pela manerfci porque ella dirigida.
Hoje urna das mais importantes quesles
para a Polonha sem contradieco, a da eman-
cipaco dos aldees e da sua dotaco, questo
Lompi rado este acansino com o do auno de
1858, tetaos ero favor daquelk urna differenca de
179 aln nos.
as ailes particulares o numerle alumnos
foi de 443, sendo 238 do sexo masculino* 205
do sexo lemenino.
Temos portante que a ieaqueneia no arme pas-
sado, tai lo Has aulas publicas, como particulares
subi a ,194 alumnos de ambos os sexos.
Pelo r 'latoro do digno director da inslrucco
e mappa i que o acompanham, o quo ludo faro
appensai a esta exposicao, conheceri V. Exc. o
numero le alumnos de cada urna das cadeiras,
quaes as que se acham vagas, as localidades a
que pert ncem o a nalureza dos provimeutos dos
respeclii os professores.
Por uio quadro offerecido pelo director v-se
que desne 1854 o numero de alumnos lem aug-
mentado de anno a anno, e a exceptu das pro-
que aclre em* andamento e a proceder aos
reparos concert de indeclinavel uecessi-
dade.
No (entretanto esta provincia que conla de
existencia poltica apenas 41 annos, necessita
anda de muitos melhoramenlos materiaes para
altingir ao grao de prosperidade e engrandeci-
menlo a que parece predestinada pelos muitos
elementos de riqueza que possue e outras cir-
cumstancias (avoraveis ao seu desenvolvirucnio e
progresso.
As vas de comniuiiicorio terrestre anda se
acham quasi no estado primitivo; as estradas
sao ms e os ros carecem de boas pontes. Us
municipios cenlraes resentem-se, alm deslas
necessidades, de outras muilo peculiares e cuja
satisfago os faria progredr.
Na capital a hygiene publica ha muilo reclama
o desseca ment dos pantanos que a atrnvcssam
cer decils mais ou iiienusconsideraveis ; o que
parece inculcar um proporcional em peioramen-
lo das financas ; mas se reparar-sc qoo foi nesse
mesmo decennio que teve lagar a diviso das
rendas em genrte provincial, ver-se-ha que nao
houve diminuir ao de receita e sim augmento de
despeza.
Na demonstrarlo olferecda nao so acham in-
cluidos os valores depositados, uem mesmo as
oporaces de crdito consistentes era diuheros
tomados por cmpreslimo ao cofres dos orphaos
caada, entende ser applicavel a mesma consde-
ranao feila em relami ao assucar: entende po-
rm que o alcool nao dnve flearsujeito a impos-
to igual ao que ce consigna para a agua-ardenle,
porque um producto mais perfeilo, e maor
cusi de sua produccao.
Passando a oceupar-se dos paragraphos, que
consignara impostos sobre certos eslabeleci-
menlos, observa que d-se no provecto tamben
um vicio quanto ao sytema seguido, porque ora
o imposto eslabelendo por urna porcenlagem
quo
que pouco
avulla as cuntas de arreca-
as oulrai apresentam um numero inferior s Ala-
gOas.
Pernaiabuco apeiar de sua riqueza, populaco
e recursi s cxtraoVdinariamcnlo superiores, cun-
lava cm 1858 4,094 alumnos em 94 cadeiras de
arabos o ; sexos, e Alagas em 84 cadeiras conta-
gie j tinha preoecuppado a Polonha antes de | va 4,572 alumnos. All a instrueco piimaria rc-
sua partilha, e tuja soluco ella dcbalde pedia,a parta-si: na razo de 1 para 133 e nesta provin-
Russia, depois que este acto de espoliarlo foi; ca na di 1 para 45.
consumado. O cori o legislativs^rovincial tem sido muito
A nobreza polonesa roanifeslou pela sua so- generoso na criacode cadeiras e ua decretaco
liritude, qual o imperador fez justica, quanto | de desp izas com a instrueco publica. Quasi que
esla questo lhe dizia respelo. Pois bem, cousa a lerccia parte da receita absorvida por este
ramo d( 3erviQo.
Apraj-me reconhecer quo lodo e qualquer sa-
crificio pecuniario no inlcresse de diffundir a
eslraha I sen governo prohibir sociodade
agrcola de Varsovia oceupar-so d'elle, o s
quando o syslema de renda cm moeda foi adop-
tado pelo governo. era lugar da dotaco directa instrueco c educaco popular na maor escala
exigida pela opinio publica, que permilo-se
nicamente dos meios de applicaco do sysle-
ma escolhido pelo governo russo.
E' assim que se consulta a opinio publica
no reino da Polonha, onde a servido nao existe
vincias i o Rio de Janeiro, Bahia e Minas, todas ;e o alerro dos mangues da margem oriental da
lagoa do norte.
Precisa de ser conveniente mclhorndo o canal
da Ponla-grossa ou Levada, iraportanlissima vea
de commnnlcac.,',0 por agua entre os povoados
das margens das duas lagoas e a capital, que por
ah abastecida dos maleriaes para obras e de
muitos gneros Alimenticios.
Anda nao temos boa agua potavel nesta cid.i-
de e um encanamcnlo do qualquer dos manau-
ciaes mais prximos lorna-se preciso.
Eslas obras sao de incontestavel utiliJade ; in-
felizmente porin todas ellas importara em des-
pezas extraordinarias, as quaes a provincia nao
pode actualmente comportar.
No entretanto alguma consa j se tem Teito
acerca das duas ultimas.
Encanamenlo d'agua potavel.
A assscmblea legislativa provincial pela lei n.
347 do 22 de jiinho do anno passado havia aulo-
ha muilo, e tem-sc cuidado nos seus inleresses.
Este acto de flagrante injustica foi provocado
pelo desejo de suscitar entre os proprictarios e
os habitantes do campo um principio do dis-
cordia.
Que contraste com a" liberdade deixada a no-
breza russa, que exige no governo de Vladimir.
Que todos os Russos sejam cidados livres e
iguoes pcranle a lei ; ou no de Wologda : Que
o govemador civil Sloinski seja deposto como
indigno de suas altas funcroe.
E' no meio desles esforcos patriticos dos
Polonczts do um lado ; de todos estes obstacu-
i | rincipalmenle a felicidade moral de qual-; risado presidencia a conlrahir um cn.prestimo seu digno chelo,
paiz. Pens a semelhanle respeilo como o | de 200:000^000 rs., aGm de realisarem-se as Umbelino Gued
isla francez quando dizia ; derramai a obras do cncanainenlo d'agua polavel e da aber- ridado.
possivei, bem merecido ; porquo da educa-
go do iovo e da propagaco das luzes que de-
pende
quer
estad
iiiftruc:ao sobre a cabera do vosso povo, i este o tura de urna eslrada que ligesse esla capilal com
primeiio baplismo que vos Ihedeveis. | o lugar mais prximo era que tiver de passar a
Sinlo porm dizer a V. Exc. quo a instruccio v>a frrea que do Recito segu em direilura ao
publica nesta provincia nao lera altingido o grao .rio S Francisco.
de mel oramenlo que para desejar e nem mcs-*f O meu antecessor, ex-presidente Dr. Agosti-
mo aquello que seria de esperar dos confiantes i nho Luiz da Gama, conseguio quo o dislincto bri-
esforcoi dos poderes provincaes. gadeiro C. J. do Ncmeyer viesse no anno passado
0 relalorio do digno director da instrueco levantara planta c fazer o orcamcolo do dito
receita
daco.
Oreada para o corrente exercicio em 250:2503
rs., termo medio das tres prximamente anterio-
res, a renda geral, e calculando-se em ris
374.8899120 a despeza que a thesouraria de fa-
zenda deve fazer com os servicos da admioislra-
no geral, resulta um deOcil 114:0399120 que co-
mo os dos annos precedentes, supprido em cori-
ta do thesouro nacional.
Essa falta de equilibrio entre a receita c a des-
peza geral na provincia nao diz mal da fiscalisaco
por quanto sabido quo a thesouraria de fazenda
paga servicos prestados em outras segundo o sys-
lema econmico geral; mas se nao fosse a re-
duc;ao da tarifa das alfandegas e dos direilos de
exportaco e finalmente a cscassez dos productos
naeiouaes pela irregular! laJe das estacos, se-
guramente o thesouro nao leria necessdade de
supprir o seu cofre na provincia, apezar mesmo
da eventualidade dos servicos que nao sendo pa-
gos em outros cofres, veem aqu ter a suaremu-
neracao.
A thesouraria de fazenda, sob a directo do
o inlelligente e probo inspector
edes de Mello, marcha com regula-
to minucioso e inlcressanle que para elle'cha-
mo o Ucnco de V. Exc.
Esse fuuccionario com o zelo, de que ha dado
reitralas proras, trata largamente do assumptu,
apona as lacunas e drfeilos do nosso systeuia
los e perseguicoes a sua nacionalioVide pela I de cus no e lem lira varias medidas, cuja auopeo,
Prussia e pela lussia d" ontro, que a Gazela a meu ver, concorrero valiosamente para "rc-
dMi/gs&iirjo eleva a voz, respondendo, no nu-, mover os niales de que res"nte-so o estado ac-i e imprimir todas as nslruccoes necessarias para
encanauonio : o que esse habilissiino engenhei-
ro execulou com ailmiravel presteza, acrysolado
patriotismo e desiuleresse forado coniiiium, fa-
zendo nao s gratuitameiile todos os irabalhos
graphicos e a respectiva plaa (que lira no ga-
binete desla presidencia) como tanibem man-
JUi con.ribuico directa, ora On.lmenlede ^0^ trl^te^Z^-^rl:
objectos que por essa. nalureza produzom urna gob,e caaTde modas, etc." etc.?o passo quo
consigna 4 e 11 por ccnlo sobre os alugueis de
outros estabelecimentos.
Enlende que o 14 nao deve ser approvado
pela asserabla ; que a commisso dominada do
desejo de proporcionar populaco urna alimen-
lafao mais barata e de promover a edificaco
exemptou dos impostos as olarias, os rraazens
do cal, i|o madeiras. os-arraazens de fariuha
ele, mas eleva do 4 a 12 por cento o imposto
que pesa sobre as labernas, o que contraria as
medidas lomadas pelos poderes geraes e s pro-
prias inlenres da commisso.
Que alm da habitarlo e da alimentaco ha ou-
tra necessdade vital, que a do vestuario, e quo
a repeito desta a commisso nao preslnu a devi-
da alteiii'o; porq'uanto a elevar-ao do imposto
de 4 a 12 por cento sobre os aliigueis dos estabe-
lecimentos, cm que se vende fazenda grosso e
a relalho, muito inconveniente, porque ten-
der a encarecer as fazendas e tornrmenos fcil
a salisfaco daquella necessdade : observa anda
que o imposto de 4 por cento al hoje eslabele-
cido lera augmentado muito, porque, estando
em relaco com os tuguis, o augmento quo
estos leem lido oestes ltimos anuos lem in-
fluido para o augmento do rcndimenlo d'a-
quelle, de sorleque pde-se dizer quo tem aug-
mentado na mesma progrcsso de augmento dos
alugueis.
Tratando de
Thesouraria provincial.
As duas seccoes da contadura desla reparligo
resenlem-se da falta de alguns empregados que I
se achara impedidos por diveasos motivos. Con- ;
ced ao digno inspector Guilherme Jos daGraca
tres mozos deliccnca que solicilou para ir ao Rio
de Janeiro, para oiido seguio no da S prximo
passado.
A secretaria, apezar de ter os registros alraza-
dos desde o anuo passado, marcha regularmente
no servico do expediente diario.
Em 6 de dezembro prximo passado tomou pos-
se do lugar de thesourciro o lenente-coronel
Paulo Jnaquira Telles em subsliluico a Francis-
dando su. cuela lylhogr.phar a mesma planl. | co Ignacio'de Arauje Jateb, que foi aposentado SM SHSiUm P**' so!,re os cslallii-
estabelecimentos de oulra natu-
reza, diz que nao ha ra/.So para ser substituido,
como quer o prniceto, o imposto de 4 por cento
sobre os alugueis, pelo de 200$ rs. por casa de
cambio : que, se ha rasao para isto. o mesmo so
devia adoptar para com as casas bancarias e ou-
tras, destinadas ao mesmo genero de operaccs :
entende porm que na pora actual, em que o
estado do commcrcio nao lisongeiro e so clama
diariamente pela difficuldade das transaeces
comrneriiaes, de grande inconveniencia aug-
mero de 3 de marco, ultima carta que vos diri- tual d inslrucco e educaco primaria da pro-
gi, e nesta occasio ella acensa os Polonezes de j vincia
nao saber trabalhar nem econnmisar cousa algu- A falla de pessoal habilitado para iocumbir-se
ma, e a sociedade agrcola de Varsovia de nada do ensillo e educaco di rnocidade ser por mui-
poder fazer ao paiz. l lempo a primeira difficuldade a veucer.
Ha quasi trinla annos, que sustenta urna po-. A creaco de urna escola normal lorna-se d
Despachos to dia fltt deniaio-
190,Ambrnziu Gomes de A/.ovedo. Informe
O Sr. inspector do arsenal de marinha.
191.Antonio Dionisio de Soulo Gondim, alfe-
res do 10 balalho de infaiitaria.Espere que
haja crdito para ser atlendido,
192.Giuseppe Mariuaiigeli. Informe o Sr.
inspector da thesouraria provincial.
193. Joo Carlos Augusto da Silva. Informe
o Sr. inspector da thesouraria de fazenda.
194.Manoel Ignacio da Cosa Monlciro, ser-
vente do arsenal de guerra. Bequeira por in-
termedio ao Sr. director do arsenal de guerra.
195.Manoel 'Jacques da Silva e outros.In-
formo o Sr. inspector da thesouraria de fazenda.
EXTERIOR.
sm'.vr.vo DA POLOM.l.
fesposta Gazela a'Augsburgo.
Nosso correspondente das froflteiras da Polo-
nha nos dirigo a senuite missiva.
Fallei-vos na miriha ultima carta dos prc-
d elididos liberaos da Allemanha, que querem a
liberdade smenle pura si ; ion no hoje a assig-
nalar-vos urna nova prora d'esle liberalismo :
o governo da Prussia, que goza a reputaco
de ter arvorado o estandarte liberal na sua po-
ltica, recuza favorecer no gcam-ducado de Po-
sen o dcsenvolvimento da instiluicao do crdito
territorial em favor dos proprictarios polonezes.
Simio s suas ico.laniacocs e pedididos, elle
destrua lodas as vanlugens provenienies da anli-
ga iusliluico, para fundar urna nova, em de-
trimento dos grandes o pequeos proprielarios
polonezes, introduztudo 3 .syslcmas de crdito
mu urna contuso.
Este governo trabalha sem descanso, bem
como o da Russia, cm destruir a nacionalidade
da Polonia, e com esle lim odioso todos os mei-
os lhe sao bons.
Dcve-se temor a elle mais do que a Russia,
porque s suas luzes accrcsce ainda a astucia,
assim como urna influencia poderosa, retrogra-
da as ideias, excessivamente hostil ao catho-
lecismo e a nacionalidade polonesa.
j< A revoluciio devia innagurar urna era nova
para loda Pruesia, enlretanio nada fez a res-
peilo do gram-ducado de Posen, qucsolre hoje,
como no passado, n'aqu lio que lera de mais
charo, islo na sua nacionalidade, garantida
pelos proprios tratados. Existe sempre o mes-
mo syslema de absorpcao germnica, de ex-
cluso dos Poloneses das funcroes publicas ;
ainda os mesinos instrumentos d'esla guerra
suida contra tu lo que Polonez : o mesmo
M. Pultkammer, prosideute da regencia de Po-
sen, icou no poder, com grande escndalo de
todos.
Qucm nao se recorda da accusasao.que lhe
izera publicamente urn ministro do interior,
M. Floltwell, por um abus do poder, do qual
fora victimaumveneravcl o prelado, il. Stefano-
wiez, de que fallamos o anuo passado. Ainda
sao os mesmo MM. Noah e Niedcrsludller, que
cdulinuam a opprimir o elemento nacional po-
lonez.
A m dos agentes do governo tal, que
M. Niogulewsk, depulado pela Polonia Ber-
ln, aecusou publicamente a polica de Fosen de
ter derigi>!o aos poloneses urna proclamado in- ^.ao ue'!ir
cendiaria para comprumelielos. A aecusacu foi ""2%
feila perante a segunda cmara, a discussao foi {,
renovada, e a instancias de M. Niegolevtski or-
denou-se urna inquizicao, o um dos funciona-
rios da polica deve ser deposlo,
Mas nao contra a Polonia, que os Prus-
sanos mansfe-stam sua mi vonlade. Um jor-
nal semi-official de Posen, o Pnsener Zeilung.
preza aberlamente a crusada coulra a Franca'
sem allences que se devem aos Estados, qu I
vivera em paz.
i A commisso da segunda cama
nomeada para examinar o projeclo do governo,
relativo as novas circumscripcoes eleitoraes,
prope diminuir o numero dos represenUuUjs da
provincia de Posen, e suppriiuir o depulado
d'aquella locaiiadde, -em que a populaco pelo-
esou mais preponderante.
E' jusio observa que o governo combate O-
tas tendencias arbitrarias da maioria, a qual, de-
pois de ler decidido que nomeava para esla com-
misso Irce deputados por cada provincia, uo-
meou apenas um pela do Posen.
Nao terminara aqui, so quizesse enumerar-
vos as qiiolidianas manifeslages de boa-vonlade
da Prussia para com os Puloneees. Vos direi.
entretanto, que a guerra nao se limita aos vivos,
ella feila aos morios, c mesmo aos mais il-
lustres.
Urna ordom do governo acaba de prohibir o
servico fnebre pelo repouso da alma do genera-
lsimo poloue/. Skrzynechi, que devia ser cele-
brado a 20 de feverciro pelo areebispo, na calhe
dral de Posen.
Icmica com esle jornal sobre a Polonha, e certa-
mente nao para convence-lo que disculo; por-
que aos cegos voluntt'ios nao se pode curar. Se
o faro, somonte para rectificar os factos desfi-
gurados pela hoslilidado bem condecida desle
pretendido orjo liberal, que quer a liberdade
s para si.
A Gazela d'Augsburgo, depois de ler lanca-
do algumas llores ao patriotismo polonez e ler
incensado a bravura, a hospitalidadc, o gosto
singular c a iiitclligencia dos altivos rmalas,
defende-sc da parcialidade e injuslica, que lhes
censuramos, voltando ao seu eslribilho favorito :
Os Polonezes leera o que merecen. Da mes-
ma sorleque ha muilo lempo elles nao reconhe-
cem suas taitas, elles'.no teem tido nenhuma es-
pecie de mudanca na sua existencia, e nada
aprendern) durante um longo solfrirnjnto, e
hoje, bem como no passado, falla-lhe crfun.i.i-
ruento do edificio social, porque ellos nao sabem
trabalhar, nem ocouomisar. 0 cniulu Andr /.a-
mojski lhes disse, com muita razo, aue nisto
consista o mal que fa/.ia perecer a Polonia. Do
que servem os esforcos patriticos de alguns po-
bres Poloneses e de sua anciedade agrcola? Se-
r maior o crdito'? melhor a ailministraoao das
propiedades?
O etiihusiasmo com que applaudio-se o presi-
dente desla scciedade esl alm do seu mrito,
c nao faz algum servico ao paiz. Porvcnlura nao
passam as prop edades lodosos anuos por en-
tre as nios dos Allemaes Tal em substancia
o raciocinio da fclha allemia.
Ha em lodas estas diutritics um lom spero,
que nao se conhecia nos anlgos aitigos da Ga-
zela d'Augsburgo ; a razio 6 porque mais dilii-
cil hoje negar o grande trabaiho nacional da Po-
lonia, apesar das pesadas cadeias que lolhern
seus movimenlos.
Este trabaiho consiste precisamente na justa
apri'ciorio das fallas do passado, e nos vigorosos
esforcos para tornar impossinl sua volta.
lialii nasce esla cooperario zelosa na obra
da emanclpaco o dotaco dos aldees; este im-
pulso dado ao trabaiho agrcola e industrial ;
esla vida inlellecliial que se. propaga em todas
as .provincias polonczas ; a rigidez cada vez
maior nos coslumes, o progresso na ordem e na
economa ; militares de aldees renunciando es-
ponlaucamonlc o uso da agurdenle, apesar do
rigor do clima ; o culto pela historia o (literatu-
ra de seu paiz, a idenlidade de vistas e senli-
menlos entre os habitantes de lod'.s as parles
da Polonia, unidos pelos scnlimcnlos religiosos
c nacionaes.
Sao esles os precursores da ressurreicio que
(azem modo aos espoliadores da Polonia, os
quaes de balde csforr,am-se em estirar sua sacri-
lega mi para arrebatar e fazer esquecer sua fe !
Esta uacao lem o que merece, dizei. Esque-
cei-vos. pois, de sua existencia secular, lio rica
em poder e merecimenlo, someute inlerrompida
no fin do socolo passado por urna triplico invasio,
pela negarn do direito e da justica. Esquecei-
vos que esla espoliacao leve lugar na vespera de
sua regeneracao poltica e social, provocada pela
celebre consiiluicao de 3 de maio ? Podis ala-
car durante trinta annos, se assim queris, um
povo cujo martyrio nao sabis honrar ; mas ao
menos sede de boa-f ; defendis o principio da
independencia e da nacionalidade na Polonia :
nao infamis o passado nem o prsenle. Nao
dig.tes : para que serve o trabaiho do 3,000
meiiibros da sociedade agrcola, quando nao ha
progresso, nem crdito, nem economa. Nao li-
guis s palavras de seu presidente um sentido
que ellas nao teem; nao direi que a Polonia esla-
va destinada a perecer, nao amando o trabaiho,
nem a economa ; mas esiimiilii o zolo dos com-
patriotas para desenvolver em loda prova estas
duas qualidades essenciaes. Pazei ver, se que-
ris ser justo, o que possivei fazer cora as pe-
sadas cadeias russa e allema.
As honras feilas ao tlenlo e ao patriotismo
do digno prndenle da sociedade agrcola pare-
ce-nos exageradas ; ellas nao o sao aosolhosdos
Polonezes quo amara alem do seu paiz, todo
aquelle que o representa dignamente.
Porque razo confunds a desgranada posi-
go detim certo numero de proprielarios da pro-
Posen rom os das oulras parles da Po-
Todo aquelle que a conhece deve saber
que ella, comodissemos cima, disfruclada pe-
lo governo prussiano, que se obstina em recusar
ludo que a pode raelhorar.
A poltica prussiana d6 a maior animaco
aos Allemaes, em detrimento dos Polonezes. )a-
hi provm um grande perigo no futuro para a
provincia de Posen, apezar dos honrosos estor-
bos dos seus habitantes.
Cessai, pois, se sois um verdadeiro patriota
prus i 1 allcmo, de combater a idea do independencia da
absoluta necessdade.
Con m acabar com o empirismo a que na
maior parle est confiada a educaco c instrue-
co piimaria da provincia.
Os ctuaes professores apenas habililaram-se
por uta concursj ouexame, e por elle smente
obtiul am ttulos ou nomeaces vitalicias !
V. l'.xc. couipreiieiide pereilamoute o perigo
de COtiQar-se vitaliciamente o cnsino o educaco
da nio:idade a um individuo antes de mostrar-
so digno pela pralica adquirida no magisterio c
por unirs provas que nao deixem diivida sobre
a sua vocacio c gosto para esse sacerdocio.
Por eslas razos resolv acabar por! portara de
5 de tevereiro desle anno com os provimenlos
vitalii.ios, al que a semelhanle respeilo fussem
eslabolecidas uuvas condiyes, alm Idas exigidas
pelo i egularaeuto da instrueco primaria de 27
de jo ihiode 185^
A i islruccao smindaria esl centralisada no
lyceu desla capilal, alm das cadeiras de laitm e
Iranc 'Z das cidades de Aiagoas e Penedo.
Frcqueiilaram o lyceu o auno passado 89 alum-
nos, dos quaes apenas 17 examinaram-so no lim
do ai nu.
O nappa n. 6 que acompinha o rclalorio do
sua execuco, olTerecendo-mo cavalheirosamenle
ludo cm um folhelo nitidamenlc impresso, o qual
appenso a esle relalorio.
Levada.
Qucrendo cu nproveilar os profundos conheci-
mciitos do mesmo dislinclo engenhoiro durante
sua demora nesta capital, noineci-o para
commisso com os habis primeiro lenle da
armada Haooel Antonio Vital do Oliveira e o se-
gundo lenle de engenheiros Bernardo Pereira
do Carino, examinar a levada o propor me os
meios de melliora-la : o parecer dessa commis-
so, a planta e on;ameiilo que organisnram fo-
ram prsenles a S. M. o Imperador durante
sua feliz estada nesta cidade; e reconhecen-
do o mesmo Augusto Seuhor a conveniencia de
encelar-so quanto antes o melhorameiilu desse
iinportanle canal, dignou-se de auxiliar a obia,
nao s fzendo o donativo da quantia de 4:000$
por despacho do primeiro de agosto do anno pas-
sado.
Consulado provincial.
Esta repartirlo marcha regularmente : seus
rendimonlos uestes ltimos annos linanceiros
teem decrescdo nolavelmentc sobreludo no cr-
reme, em cojo primeiro semojlre apenas renden
em 5O.08507 em consequencia di deploravel falla
das safras de assucar c algodo.
lnpee$e* d algodo.
As Iros InspeccOes desle genero exislenles na
provincia e eubeleeidaa na capital, na cidade dj
Penedo e na villa do S. Miguel liveram de ren-
diuiento no anuo Dnanceiro p. passado apenas a
qiianlia de ris 17.213i c de despezas ris
tl:338#00.
A/esas de rendas e agencias.
As tres mezas de rendas instituidas na cipil.il,
na cidade do Penedo o na villa de S. Uiguel o
as 18 agencias eslahelecidasGsn varios pontos rio
ris. como taniboin mandando applicar para ella : prestando os servicos para que foraui creadas
D
i
ERNAMBUCO.
igual quantia que, para coadjuvar as despezas|sem inconveniente nota. el.
com a decoracao da casa que servio de paco im-
perial, foi entregue aos memoras da respectiva
commisso o que osles com giierosidade, digna
de encomios, recusaran! arccilar, implorando a
S. M. Imperial se dignassc dar lhes o destino
que approuvesse.
Sendo urna barca do escavaco objeclo indis-
pensavol para o melhoramcnto* projec'.ado ; soc-
correndo-me ainda ao presumo eobsequiosidade
do brigadeiro Niemeyer, incumbi-o de entabolar
na corte do Rio de Janeiro a respectiva compra.
'(Contina.)
ASSERIBLEA LEGISLATIVA PROVIN IAL.
SESS.VO ORDINARIA EM 34 DE ABRIL.
que lacilitam estas operaces
Observa que a adoptar-e a alteraco prnposli
pela commisso. preciso altender-se ao 17,
porque, lixando este apenas 50# rs. sobre casas do
modas. Osario estas mais favorecidas do que as
de fazendas, etc., etc., visto como, calculando-so
o aluftuel a 600JJ rs. termo medio, pagaro eslas
72$rs. se passar o augmento de 12 por cento.
Conclue observando que fra mais convenionlo
quo a commisso (ratease de augmentar e crear
impostos sobre estes estabelecimenlos, como os
que vendem plvora e armas prohibidas.
O Sr. Ignacio de Barros : (Nao rcsliluio o seu
discurso. )
Tendo dado a hora fica a discussao addiada.
O Sr. presidente designa a ordem do dia c le-
vanta a sessio.
REVISTA DIARIA-
Essas mesmas chovas que lem cabido nesles
ullimos dias. hao despertado agradareis sonsa-
cos de Mimacao no espirite j abatido da po-
pulaco que na ausencia dras, que vendo um
sol de pleno rerio, quando era a quadra do in-
vern, entrevia justificadamente una secca. o
com osla lodos os seus horrores.
Ainda que lenham com efTeilo cahido poucas
churas; anida que a copia d'agua mal haj.i mo-
Ihado a superficie do solo, vislo com ludo que o
estado atmospherico passou por alguma modtfi-
direc or da inslrucco, coniiii os notnes dos pro- autorisando-o a ajusta-la at por 9.OO08O rs.
fesso es substituios", o numero de alumnos em ou poueo niais.
cada urna das aulas, as maneiras cm que exami-
naraia-se e todo o movimealo e altcraccs ha-
vidat.
O numero diminuto de alumnos quo frequen-
tarai i as aulas de instrueco secundaria, nao
justi ica o dispendio avultado dos cofres pblicos
com a mesma inslrucco.
U lireclor da inslrucco indica alguns
tos t lembra algumas medidas no inlere^Tj de
Dos oilreios que em resposta dirigio-rae ulli-
mamoiilc aquello preslimoso engenhciro, ve-
r V. Exc. que nao foi ainda possivei fe-
cliar-se definitivo ajuste ou efectuar-se a acqui-
sico.
Bnseada do Pajussra.Oulr'ora a cnseada de-
nominadaPojusara,urna milha ao norlo da
fi- capilal, oll'orecia,um commodo e abrigado anco-
- '"i"'"" s embarcaces que demandavam o
Lida
puiados, anre-se a sessao.
a acta da anterior approvada.
EXPEDIENTE.
Presidencia do Sr. bardo da Vera-Cruz.
Ao iomo da feila a chamada o echando-se pro- caro, dando a esperar que continen) as chovas,
sontos W senhores deputados. ahrc-se a sessao. e onspquenlcnienle melhora as condices ac-
radouro
luaos quer no que respeita saude, quer sub-
sistencia publicas.
As grand.'.sagglompracps de nuvens, que lem
Lm officio do secretario do governo, rommu- s,|0 impellidas em direecio do occidente por en-
nicaodo que, para cumprimenro da deliberarlo Ir o fuzilar dos raios c a'detonaca dos trovos,
ubica para tratar da divisao dos limites autorisam esse pensar, que o de lodos, c
porto da capital, visto com
tem a necessaria seguranca
pouj ir aos cofres pblicos parte dessa desdoza
quasi improductiva.
O por elt.'ito de vicios na instiluicao I lyteu j vernosa cm que os vendavaes
ou pola proxiraidade em quo nos acharaos de quadra causara em loda a cosa
Per au,buco, o corlo quo a frequencia c sempre
isujni&eanl, c em algumas cadeiras, como as
de philosopliia e rhelorica, ella nao excedo de
um nu dous alumnos I
Hygienne publica.
En principios de outubro do anuo passado
grasou na povoacode Piranhas, ma'gem do
rio i: Francisco, a febre amarella, cora alguma
iuleiisidade, fazendo porm poucas victiman :
reqi. isicio das autoridades locaes foi contratado,
medante quantia razoavel, um medico taza tra-
tar, forneeer remedios aos enfermos indMhMes o
desvalidos. No mez de dezembro achava^P Pi-
ranhas livre daquella epidemia que foi accom-
mclier um oulro povoado visinhoo de Agua
Dra iea,onde tambera por parle do governo foi
um facultativo neomuido, medanle razoavel es-
tipendio, de tratar e dar medicamento aos doen-
tes lobres e desvallidos : o governo imperial, a
cuje conliecimenlo level essas uceurreucias, ap-
pro ou promplamcnle as despezas.
Durante o corrente. anno o eslado sanitario da
pro incia tem sido satisfatorio, e presentemente
nao consia ollcial e particularmente que grasse
molestia alguma epidmica.
Hospilaes de caridade.
Existem somonte na provincia um na capilal e
out-o na cidade do Penedo.
0 eslabelecimento do primeiro de curia
dal i.
Pelo relalorio do seu digno provedor, o eorn-
me dador Manoel da Costa Moraes, ver V, Ex'c.
que no decurso dos Ires ltimos anuos foram al-
l "ecollides 74< enfermos, sahindo Arados
052 c fallecidos 90, segundo os mappas au-
nos.
(' hospital de caridade de lfaceip ve-so em se-
rio, embaraces para poder continuar a prestar
os ierviQos humanitarios que a caridade publica
rec ama, pela deficiencia do cofre provincial,que
de Jeragu nao
nle & ostaoao i ti
reinaules nessa
estragos e sensi-
veis perdas.
A incuria e o deleito, que presidem de ordi-
nario as nossas causas, deixaram obstruir aquel-
la cnseada que hoe se ocha inulilisada.
Desojando remediar esle mal encarrsjguai ao
ex-capilo do porlo, capiio de fragata Antonio
Carlos Figucira de Figueiredo e ao major docor-
po deaiBgenheirosJoo Luiz de Araujvj Oliveira
Lobo de procedern) aos Irabalhos de sondagem
e aprcsenlarem a planta e orcamento do melho-
ramcnto : a commisso foi satisfactoriamente
desompeuhada ; mas como V. Exc. ver da ofli-
cio, planta e orcanigilo apresenlados pelo dilo
major, o melhoramonlo completo.do porlo subir
quantia de SG3:58S$600 rs. : mas se se restrin-
gir somonlo ao do es pago necessario para 8 a 9
embarcaces imprtala apenas cm l'Jl a
192:0003000 rs.
Ao conli.cirnenlo do governo imperial acabo
de submeller todos os papis concernenles a esse
imporlanlissimo melhorainento, cuja realisaco
Iraria nolavel cBgfandccimento a esla pro-
vincia.
Alfandoga e poni de desembarque. Ha
muito que se faz senlir a falla de nma ponte
que offereca fcil c seguro desembarque ueste
porto c a conslrucoio do um edificio com os
comtnodos necessarios para alfandoga, a qual
funeciona cm um antigo predio acanhado c im-
proprio.
Por aviso do ministerio da fazenda de 22 de
: jujiho de 1853 foi aulorisada essa obra : una
proposla feila pelo finado Faustino Fugara da
Silveira de vender o trapiche de sua propneda-
do, denominadoFaustinopara esse ui, nao
foi aceita pelo mesmo ministerio, que mandn
Iovantar o planta e fazer orcamento de um novo
edificio e ponte : esse projeclo foi approvado por
aviso de 25 de novembro de 18i8, a obra andou
em hasta publica ; mas nao appareceram lici-
tantes; fechada purera a hasta, apresenlaram-se
da freguezia da Var/.ea, lem designado um enge-
nheiro da reparlioao das obras publicas para fa-
zer esta divisao. Inteirada.
Oulro do mesmo, remetiendo as informares
ministradas pelo Dr. juiz de direito da comarca
de S. Anlo acerca do requerimenlo de Folix Ca-
valeanle de Albuquerque Mello e Bellarmino dos I
Sanios Rolco. A' commisso de juizo civcl e
criminal.
Um requerimnnto dos professores de Goianna,
pedindo augmento da quola marcada para paga-
mento do aluguel de casa. A' commisso de
inslrucco publica.
Outro de Innocencio da Crnz Cordeiro, arrema-
lanto do Imposto de mii ris por cabera de gado
consumido no ongue da comarca do Pao do
Alho, pedindo abale. A'commisso de orna-
mento municipal.
Oulro do bacharel Jos Mmele Aires Ferrci-
ra, conlratador das cslradas do Pao d'Alho c Na-
aare'.h, pedindo o pagamento de lodos os leos
quo eslo promptos ou a resciso do seu contra-
to. A' commisso de ornamento provincial.
L-se e voi a imprimir o seguinle parecer :
A commisso de ordenados a quein foi presen-
te a pelicao de 4os Nicacio da Silva, atienden-
do as razes que o mesmo allega, de parecer
que se adopte a seguinle resolucio :
A assembla legislativa de Pernambuco rc-
solve :
Art. 1. O professor Jos Nicacio da Silva lera
direito a qualro ceios mil :is de gralificaco,
alm de seu ordenado.
Arl. 2. Ficam revogadas as dispnsiccs em
contrario. Sala das scsses 2 de abril de 1860. '
Ignacio de Lcio, Barros de Laceria,
B approvado sem dbale o seguinle requeri-
menlo :
que o,
queira sanecionar
Requeiro que se pena informanao ao presi-
dente da provincia sobro os motivos, por que noticia, que aqu
lem tolo lugar a realisaco da illununacao da ci- exornlo a medida tomada alli.
dade do Uio-Formoso, para a qual se lem vola-
do quola ha dous anuos. S. II. Druinmund.
ORDEM DO DIA.
Contina a 2.a discussao do arl. 25 do oic.a-
mento provincial addiado da sessao anterior.
O Sr. Xascimento Portella : Continuando na
exposicao das duvidas, que lem sobre alguns
dos >j do arl. 25 do orcamento provincial, nulo
Altissimo cm sin misericordia
daudo-lhe roalidade.
Segunda-feira lem de celebrar-se, pelas 8
horas da manha, na matriz da Boa-vista, um
memento e a missa do sptimo dia pelo repouso
eterno do finado Rufino Jos Correa de Almeida.
F.nviam-nns a seguinle observado sobre ir-
reguliuidade oceurnda na va forrea, c n3 lem-
braraoa do presente que se remedie o inconve-
niente ah notado, que tatito tem de incommodo
para o publico, como de fcil para a companhia.
Sr. redactor da fevista Diaria.Com pesar
sou forjado a narrar-lhe um fado, que demons-
tra a irrogularid.ide que ora vai tendo a estrada
de ferro ; isto quero me referir ao respectivo
conductor.
No da 14 do correle lendo o vapor chegado a
eslanao dos Afogados e ha vendo recebidu inme-
diatamente os passageiros que ahi eslavam, en-
lendeu o Sr. Ileis, que logo que os passageiros
dos Afogados livessem subido para o vapor, na-
da mais rutara, do que mandar seguir o Irem
nao se lenibrando que poderiam haver passagei-
ros vindo para ahi desembarcar.
Ora todos sabem que apenas o vapor toca nes-
ta e em outras estaos, os passageiros que o
esperara, rio logo subindo e por conseguinto os
passageiros viudos nao pndem descer ao mesmo
lempo, o o que resulla ddhi que mandando o
Sr. Reis seguir o vapor logo que os passageiros
sobem, nao ha lempo para os que vem descerero,
e por isso dio mais urna viagem para ento rol-
laren ao seu destino.
Senlimos bstanle, que o Sr. Reis desenvolva
mais a sua actividade e zolo em favor da compa-
nhia, do que em commodidado do publico.
17/a prejudicado.
Recife, 18 de maio de 1860.
Di villa do Cabo nos enviada a seguinle
que sirva de
exempl
municipio resul-
dia para
Polonia, que nada tem de incompativel com a da
Allemanha, e que mantera seus inleresses e os
do equilibrio europeo, pelo mesmo fado da dis-
tanda das fronleiras da Russia do centro da Eu-
ropa.
[Le Mon.de.Caldas Jnior 1
INTERIOR.
ALAGOAS.
Belatorio com que o Exm. Sr. comfnenda-
dor Manoel Pinto de Sonza Dantas, en-
tregou a adininislracao da provincia de
Aiagoas, ao 1. vice-presidente Dr. Ro-
berto Calheiros de Mello, no dia 24 de
abril de 18GO.
(Conlinuacao.
Inslrucco publica.
O numero das cadeiras de inslrucco primaria
A Gazela fAugsburgo no numero de 24 de na provincia soba a 111, das quaes acham-se pro-
levereiro, explica esla prohibjco, dizeudo que ><<> vii.i;, ..>D.,i.. at i.iuiuuaia in
aos olhas do governo prussiano, o general Skr-
zynechi era nm revolucionario, pelo que um ter-
Dico fnebre nao podia ter lugar sem ofender
os concernencia. Esta inlerptolaco dos senli-
mcnlos religiosos e patriticos do um homom
Dessas til cadeiras 22 foiam criadas pela lei
provincial o 350 de ti de junho o anuo passa-
do De lodas as cadeiras criadas 75 perlencem
ao sexo masculino e 36 ao femenino.
_ Das 93 providas 60 perlencem ao sexo raascu-
anlo-i evolucionarlo por excelencia muilo ca- lino e33 ao femenino*
racteiislir.o para nao ser votada. 0 lolei da frequencia do anno prximo p.issa-
.ni W**"1*01?* *n provincia de Posen na do foi de 4,751, sendo 3,435 meninos e 1,316 tfe-
segunda camota nao se desanimara, apezar da' ninas.
mortuario, aos empregados
tic-.
Ksse estado de apuros veid ao meu conlieci-
menlo por officio do provedor de i0 de marco
pn xrao passado : para reraedia-lo e pagar os
err pregados c credores que nao podem admitlir
espera, mandei que a thesouraria provincial cn-
trrgasse naos i quantia do 2:194^801 rs., exis-
lei te na caixa especial de reodimenlos do mes-
mi' hospital, como tambera os 3:00i)j000 rs. que
S. H. o imperador dcixou de estnola ; Picando
po'm o hospital obrigado a repor a esmola na
caixa econmica desta cidade, onde fra depo-
sit ida, logo que receber a prestaco racticio-
na la.
iom a referida subvenco, esmola imperial
e lendimenlos, que lhe sao especialmente desti-
nados, poderia lolvez o hospital saldar todas as
su is actuaos dividas; mas continuar a ver-se
so niro em erabaranos, se nao for allviado da
dsp*7.a que faz com'o cemilerio publico, ao mo-
ni sem quanto nao receber o producto liquido
ds loteras quo obteve da assembla geral le-
giilaliva, com oqual poder formar um patri-
monio, vislo como as despezas do cemilerio so-
btm a 5:500000rs., sendo sua receita apenas
3:)DO0O0 I
Hospital de candado do Penedo.Nao me
vhram ainda s moos as informadles que exigi
acerca do andanidnio desla casa do cari-
di de.
Pelo que Uve occasio de observar durante o
lempo que eslive naqjuclla cidade, o hospital
mi rcha regularmente etem recursos para raan-
le -se.
S. M. o Imperador dixou do esmola para esse
eslabelecimento 2:0000000rs. que so acham reco-
Ihida caixa econmica dapuclla cidade, bem
como igual quantia doada pele commendador Se-
ra >ao Jos de Carvallio.
Obra publicas.
Pelo relalorio do director das pbras pu-
n css ver V. Exc. qual o andamenlo das mes-
ai is.
O estado pouco lisongeiro emqueachei o co-
fru provincial e o receio de mais aggrava-lo, inhi-
ao pliarmaceu- sado addiar a decisio para occasio mais op-
porluna, mandando no entretanto que a presi-
por cento, paga
por arroba ; a agua-ardenle, em vez de cinco
por cento 20 rs. por caada ; ao passo quo o
dencia mformasse acerca do estado do edificio mc\ pagar 7 por cento, c o algodo apenas dous
era que actualmente funeciona a alfandega, quaes por cento : que nessa alt'eracao do syslema das
os reparos e melhoramenlos mais urgentes de :------
quo precisa com o respectivo orcamento, iucluin-
do-se urna ponle provisoria, Essjs informaedes
foram transmiilidas em data de 3 ao corrente
mez.
imposices ha um vicio radical, que o da nao
unifurmidado, porque ora a commisso enlende
quo i iroposico deve ser ixa, o ora que deve
ser ad ralorem ; assim a respeilo do algodo e
do assucar, productos sujerlos mesma medida
A conslruccao da ponte de desembarque os- de quanlidadc, bem sensivel essa falla de uni-
formidade, pois a razio que ha para sujeitar es-
te a urna imposico fixa a mesma a respeilo
daqucllc ; assim lambem a respelo da agua-ar-
denle e do mel, que oslando igualmente sujeitos
mesma medida, nio ha razio para que o pri-
meiro esteja sujeito a um imposto fixo e o se-
gundo a um imposto ad valorem. Observa ain-
pecialmenle urna das necessidades mais ur-
gentes de que se rsente esta capital; em 16
de fevereiro prximo passado informei urna pe-
licao em que varios negocianlss desla praca
imploraran) a S. M. o Imperador sua cons-
Irucco.
Thesouraria de fazenda.
Com pouco mais de quarenda annos de adm-lda que a subsliluico do impost de 3 por cento
nisiracio independente de Pernambuco, a provin- ; sobre o assucar pelo de 9d por arroba, ou aug-
cia das Alagas, mostra pelo quadro seguinle o I menta, ou diminue a receita, ou au traz altera-
progresso dos meios com que ha concorrido para [ nao alguma : no primeiro caso enlende que o
fazer face s despezas geraes do estado
pocas.
1819
1822
183031
1810-41
1850-51
1856-57
1857-58
185859
185960
pocas.
1830-31
1840-41
185051
1856-57
185758
1858-59
1859-60(fsem.e)
Do quadro exposlo se
Receita.
41:1188180
93:7035016
21I.978J722
A8 983859S
16O:060377
26tl:015242
352:7i29018
323:221 j76
101.3651327
Saldo.
17:902fl030
14:98lj>417
2:48:809

I
I
a

observa
Despeza.
23:216S150
78.721599
209:495*983
110:5818454
210.0318501
396:3395116
418.8653756
423:067<)97
181:67862l
Deci!.
I


21:5971856
79:971$! 24
136423*814
66:1235738
99:8355341
80:313j294
que. lendo a
renda publica vindo era progresso desde n ins-
tallagoda provincia em 1819 al 1831, bastando
sempre para occorrer s despezas do publico aer-
bkara-uie de mandar encelar alguma obras de-jv;o os seus proprios recursos, quo davam lugar
creadas, r< slringindo-me somenle durante a 1 a transportes de saldo* de unspara-oulros annos,
multa a d mi oistraci o a mandar coalinuir aojno decenDio de 1831 a 1841 comecaiu a appare-
i estado da agricultura nao permiti augmentar o
i imposto ; no segundo a deficiencia actual dos
cofres provtnciaes nao autorisa semelhanle re-
duccao ; no lerreiro caso nao ha conveniencia
i em admitlir-se a substituidlo per tornar mais
complicado o trabaiho da repartidlo arrecadado-
ra : observa que o rcndimenlo do imposto sobre
o assucar, sendo no exercicio de 1849 a 50 de
l 200 rontos, no 58 a 59 subi mais de 400 coti-
los, segundo urna tabella que lem prsenle.
A respeilo o algodo entende que a redueco
de um por cento no impasto de iros por cento,
que ate hoje lem sido estal decido, nao favorece-
r ao productor o nem concorrer para o aug-
mento da produccao, ao pjsso que traz diminui-
do das rendas provincaes : observa que, posto
que nao tenha augmentado o rendiracnlo do im-
pasto sobre o algodo, no devido diminui-
Qo da prodcelo, mas ao fado constanie de ir
o algodo da provincia para os mercados da Pa-
rahiba e Alagas pela f; cuidado do transporte,
alenla a proximidade que existo entro estes
mercados e os lugares da produccao ; e lano
que nos ornamentos anlcriores tera-se conse-
guido aulorisacao de creaco de agencias espe-
ciaos em cada urna daquells provincias.
A respeilo da substituidlo do imposto de cinco
por cenlo sobre a agua-ardenle pelo de 20 por
Da appliacao della ao nosso
I lar a icuniao do tribunal do jury no
que for convocada a respectiva sessao?
Os juizes de fado da comarca do Cabo esto
sendo cncados pelo advogado da respectiva c-
mara municipal na cobranca das multas impos-
tas pelo Dr juiz de diieito'por falta^ compare-
eimento das sessos do jury em dersos annos ;
queixam-se amargamente da camama municipal,
pordizerem elles, que nao foranV notificados, o
que sao falsas as cerldes dos otliciaes de Justi-
na ; mas esta queixa contra a cansera infunda-
da, vislo como a cmara nao lem culpa desta fal-
sidade das rertidoes (sc que a ha) urna vez que
ao juiz de direito que competo examinar laca
certidoes ; sendo que a cmara meramente ad-
ministrativa, c s faz mandar proceder a cobran-
ca pelos meios que a le lhe ordena.
Taires os Srs. juizes do fado nao se lembrem
do art. 332 do rrgulamenlo n. 120 de 31 de Ja-
neiro de 1812; e por isso pensam que nao son Jo
citados na propria pessoa nao eslo citados, po-
rm eng-.nam-se : a adroiltii-se o que pensara
os juizes de fado, enloo lodas as mullas impostas
pelo l)r juiz de direito lornar-se-hao urna burla,e
a cmara em vez de lrar lucro lera prejuizo.
Prosiga pois a cmara no cumprimento de seus
deveres ; e o juiz decida com a le na mo, que
vai tudo bem.
Informara-nos que andam uns ebrios pelos
Afogados a insultar as pessoas, j tendo sido vic-
lirra de um delles o Sr. M. Ferreira da Costa.
E' preciso que se olhe para islo, mesrao por
que esle no cmpreslimo que fez do juizo, aulori-
sa-se do nomo da autoridade, segundo a infor-
madlo que nos dada.
Os natoukuais.Segundo as ultimas partici-
paces recebidas da parte occidental do Cancaso,
loda a povoaco dos Naloukhais, que habita, em
numero de 2 mil almas pouco mais on menos,
a regio situada entre o baixo Kouban, o mar ne-
gro e os rios Nebcrdjaii e Adagoun, fez a sua
submisso ao imperador a 23 de Janeiro ullimo,.
e enlregou dezesele refens escolhidos mire as fa-
milias mais importantes.
No mesmo dia lodos os anciesnolaveis da po-
voaco e os habitantes da visinhanca do forte-
Krinsko prestaran) juramerUo de fidelidade. O
reslo das povoaces veio pouco a pouco preslac
lanbem o juraroinlo perlo dos fortes Krinsko,
Conslantiuowko e Vareniskowsko.
Ao mesmo lempo os Irabalhos c a inspeeno
f mprehendidos no territorio dos Abadzkhes ha-
via m oblido os melhores resollados O deslaca-
mcnlo expedido de Rhamkety passando pelas
suas Ierras, e visitando os ilokoschevitsys e os
Yeglieroukais, havia chegado ao forte Maikop,
d'onde avancou pelo valle de Kourdijips, o tor-
nando pralicajel a gaiganta, que separa esto
valle do rio Blaia, proseguido o seu movimcnlo
csUbelecendo camiohos, e abrindo communica-
ccs por entre urna dessa florela de grandes ar-
vores fruetiferas. N'uma exiensao de trinla e cin-

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co Versler idianie to (orto Maikop, o
Uelaia nao tnois que um continuo bosque na-
tural, habitado por uma numerosa populacho.
A 386 do Janeiro o destacamento eslobileeeu-se
entre quatre onlt (aldeas) de Abadzekhes, a
quatro ventea ajUanle do confluente do Funft.
Em pouca distancia o valle se estreita bastante,
e o camirrho 6 continua docntre barrancos profun-
dos cojas beiras sao formadas de altos rochedos.
Para poder reconhecer a parle alta deste territo-
rio, o lente general Philipsohn julgou indis-
Sensavel, deixar na retaguarda a artilharia e
agagens e avanzar somcnle com cinco batalbes
de infanlarii e alguus cavallos. Este destacamen-
to volante cftegou no dia 28 de Janeiro a Pon-
to de Pedro, o voltou no mesmo dia ao seu
acampamento.
A loc:lidade que ten o nome do Ponte de Pe-
dra uma [profunda fenda n'uma elevadissima
cadeia de rochedos, alravez dos quaes corre o Be-
laia, formando continuas cascatas. As beiras
desla fenda approximam-sc de tal maneira urna
da oulra, que se pode construir uma ponte de
niadeiradc pequea eitenso.
O destacamento depois de ter passado por todos
estes pon os voltou a 2 de fevereiro a Maikop, e
tralou do cortar oulra floresta, oflm de abrir urna
ommuni aco ntais dislincta entre Maikop e Sa-
inskaia.
Por lodos os pontos poronlo passou esto des-
tacamento os habitantes fleavam tranquillos as
suas aldeas, e se os solda.los os procuravam, elles
nao duvidavam de llies prestar lodo o ogazalho.
Na marcha do destacamento para Ponte de Podras
os Abadzekhes acompanharam as tropas em nu-
mero consideravel; os andaos commaiidados
pelo seu elete Mahomet-Amina estavam cons-
tanlemento com o destament e manlinham a or-
dem as povoacoes. S um fjnatico, pertencen
te cas i' mais baixa. que se lembrou de ati-
rardous tiros aos soldados, mas foi inmediata-
mente inorlo pelos guias..
No ola 7do corronte mez foi preso pelo sub-
delegado! do 2o districto da freguezia d'Agua
l'rela, Ermilio Peregrino David Madeira, o ex-col-
lector das, rendas geraes do municipio do Rio
Formoso, Manoel Marcellino Paes Brrelo, cuja
aplura havia sido requisilada pelo inspector da
thesourarra de fazenda, para a qual nos consta
que a policio liaba feilo todas as diligencias que
alinal deram o desojado resultado.
Pela delegacia do lermo do Bonito acaba de
ser preso Pedro Alcxandrinode Barros Lins, pro-
prielario do engeuho Calende daquello lermo,
cuja captura havia sido requisilada pelo delega-
gado do termo do Rio Formoso, porachar-se o
delinquente pronunciadocomoincurso no art. 269
do Cdigo Penal.
As iiji.is de s. jo.vo i>e iuno.A collecco
das Cominftnicaces geographicas publicada em
Allemanha consagra um artigo s ilhas S. \Joao
de Ilaro, os quaes lem sido ltimamente objecto
valle de i s 8rs- deputados liego, Basto, Lemos e Silveira,'
o Sr. presidente declarou aberta asesso.
Foi lida e approvada a acta da antecedente.
Leu-se o seguinte
DIARIO DE PERNABMUCO. SABBAfiO 19 Jbt MAIO DE 1660,
EXPE0IE5TE.
Foi presente a cotacSo official dos grecos cor-
rentes da prona, relativa semana Anda.Ar-
chive-se.
DESFACHOS.
Um requerimento de Francisco BotoUio de An-
drade.e Vicente Licinio da Costa CampeTO, vislo
pelo Sr. desembargador fiscal, pedindo o registro
do seu contrato social.Precedendo o parecer do
Sr. desembargador fiscal, accresco quo o socio
solidario deve entrar com fundo para a socie-
dade.
Outro de Luiz Borges de Cerqucira, pedindo
por ccrlidao a entrega da cariado seu hiato Ca-
pibaribe Cumo requer.
Outro de Joo Quirino de Aguilar, pedindo o
registro da procuraeo de Manoel da Silva San-
tos.Como requer.
Outro de Miguel Soares Morcira de Araujo, pe-
dindo rehabililar-se.Auloada pelo amanuense
Francolino Chacn, haja visla ao Sr. desembarga-
dor fiscal.
RESOLUC.iO.
O tribunal mandou que se annunciassem as
vagas de cinco lugares de corretor desta pra^a por
Ires vezes.
Nada mais houve.
SESSAO JUDICIARIA EM 18 DE MAIO DE 1860.
PRESIDENCIA DO EXM. SR. DESEMBARGADOR
SOUZA.
Ao meio-dia, achando-se presentes ossenho-
res dcsemb.irgadorcs Silva Guimaraes c Guer-
ra, e os senhores deputados Reg, Basto, Le-
mos e Silveira,o Sr. presidente declarou aberta a
sessao ; e foi lida e approvada a acta da ante-
cedente.
JLLCAMENTOS.
Appellanle. Joaquim Cavalcanti d'Albuqucr-
que ; oppellados, os herdeiros do Manoel Joa-
quim de Vasconcellos.
Foi confirmada a sentenca oppellada.
Nada mais houve a tratar
Ruco IUncf.l,
Secretario interino.
me liantes, Ui-ain os heroeiros pnvuuos ua Ite-
ran ja, que devolvida ao fisco, oque, a ser
vertade, seria mu engrapado.
lias, como quor queseja, o publicado traz agua
no bico, nos portanlo diremos com o poeta:
Tii ico Daaos dona /renles.!
X.
l.m observancia ao respeilavel despacho retro.
t'erliflco, que o Dr. Adlonio Jos Colho.dictou
peante mira o sea testamento, dando-me pri-
meramente uma relaco dos bons para eu escre-
ver, onesse acto que tora todo dictado pelo tes-
tador, ssc ochava junto a el|e o seu escravo de
nome Jos, que o fazia retirar para a varanda
qui ndo o mesmo Dr. tinha do fazer as suas de-
ca -acoes, estando a porta da'salla feichada, que
s oi aberla por mim duas vezes. para nella ter
ingresso sua irma D. Isabel para declarar seu
nome por inteiro, e o de diversas sobrinhas do
dito Ur. Coelho, em consequncia d'elle nao es-
tar bem a par dosnomes del/las, cuja demora foi
de momento, o eu tornava Wfeichar a porta, que
s por ultimo se abrir definitivamente quando
fon a occasio da approvacio. A factura do les-
lamento, e sua approvaco, se dera no sobrado
de um andar e soto da ruai Direita numero cin-
cocnla. E'o quanto posso certificar. Cidade
do Recite desoito de maloj de mil oitocentos e
scenla. Escrevi e assigno). Era t de verdade,
o tabelliao publico. Francisco Baplista de
Almeida.
quiaoraiS usar de raoeoiara com seus credores?
Ilisum leneatis. .
F.e,"enl o Exm. Juizjulgdor da causa bera
conhecido pelo seu saber, lino e imparcialidade
para se deixar arrastar por esses boatos, (ilhos
de lao reprovados sentiraentos, e os Caminhas
devem esUr trauquitlos, porque o Exm. Sr. Dr.
Anselmo Francisco Perctli sabe dar o seu, a
quera pertonce, e cntao esperen juslica.
{Continuarse-ha.)
m
Balancele da rcceila e despeza da c-
mara municipal do lenle no mez
dedezembro de 18o9.
RECEITA.
Saldo em 31 de novenibro do 185. 12:314^765
Exercicio de 1839 a 1860.
Imposto de mscale, ni. 50$00
dem de 80 rs. por carga de farinha,
n. I.............................. 4253250
dem de cordeages e licenca.Jn. 57
72.............................. 085320
a ..
de uma cdiitestaeao entre a Inglaterra e os Esta- i dem de 500 rs. por cabeca de gado
quo sao ainda quasi totalmente vaceum, n. 1....................
dem de capim de planta, n. 1___
dem de fogo de artificio, n.17 a 25
Imposto de cstabelecimcntos do
Recite, n. 4.......
dem do ditos da Boa-Visto, n. 9
Mera de carros de passeio, n. 241
dem de carroeas, n. 107 a 110 .
dem de outros vehculos de ctfn-
dueco, n. 83 eSf.....
Multas pelo liscal do Recite, n. 5
a 18..........
dos-Unidds, c
rcronhcoilas.
Dcscobrtas, segundo a opiniao geral'em 1592,
por JooMc Ferea, quo linlia sido envndo pelo
vice-rei do Mxico para explorara cosa noroeste
da America, e adiar a communicaijao do grande
Orcano para o Atlntico, e que penotrou primei-
ro no osfreilo, qoo hoje lem o seu nome, ellas
nao forcjrn condecidas, ao menos quanto sua
cxlensao e posicao, senao dous seculos depois,
pelas viagens de Vancouvcr, que pouca alinete
ltie prestou.
A etpedicSo americana do capilao Wilkes ape-1 I,lem pelo dito de S. Jos n. 1
nos havia comecado em 18il a explorarao deste dem pelo liscal da Boa Vista, n.
grupo, quando foi chamada para as costas do ; Mullas pelo fiscal da freguezia da
Oregon pelo naufragio de l'eacock, Varsea, n. 1 a 4.................
Em 1847 o capilao Kellet da marinha ingleza ; dem pela delegacia do i" districto,
visitou as costas do cslreito de Ferea, mas nao i n. 23 a 36.......................
eslendeu suas pesquizas senao a uma pequea dem pela subdelegaci'a de S. Jos"
parte do orchipelago. n. 4.....................
Em 1851 e 1855 os Estados-Unidos encarrega-
ram o lente J. Alden de reconhecer estas
ilhas ; e d'enlao que dalam as noticias mais
satisfactorias a respeilo deste irehipelago :
Ao sul do golpho do Georgia, diz o lente
Alden, esl um grupo de ilhas, que com seus
diflerentes canaes oceupa lo Jo o espaco entre o
continente e a illia Vancouvcr (possessao ingleza)
e do sul ao norte lem uma largura de 20 milhas Imposlo de esiabeecimentos do'le-
nglezos. Elle cobre uma superficie de 400 mi- I cite n 329
Ihas quadradas. Multas pelo fiscal' do Recite, n. 142
A oeste e a este encontram-sc dous estreitos,! a 150.......
chamados de Ilaro o fiosrio, com sufllcicn- dem pelo regulamcnto de 26
te largura, c navegaveis
I
1 Foros, n. 1
i Predio da ra da Florentina, n.
I Ribeira de S. Jos, n. 2 e 3 .
dem da Boa-Vista, n 3 a 5 .
Talhos dos acougues, n. 1 a 12. .
Predio da ra" Imperial, n. 1 .
Cemilerio publico......
Exerciciodc 1858 a 1859.
3:875&250
65&000
21J600
2000
43000
165000
213000
42000
1145000
3'J}000
303OOOI
38J400
113g000
30j000
5940
125S500
329360
7023750
4:1393410
t5$:XW
1.0109700
para quaesquer na-
TOS.
A grande rrofundidade d'agua offerece, ver-
dade, alguma dirficuldade, mas no proln-
gamelo das costas ha bons lugares para an-
corar.
Oslo das ilhas pobre, pouco frtil, c muito
secro no verao.
Em gcral ellas cslo cobertos de pinheiros do
Oregon.
Siio raros outras especies de arvores. As mais
altas montandas sao a Consfi/uico, na ilha d'r-
cas, o Lae, nn ilha dos Cyprestes, e o I.ummi,
na ilha do mesmo nome, que lera 800 metros
de altura.
A maior parte dostas ilhas abunda em caca
selvagem ; em Oreas ha grande numero de caes.
Todo o orchipelago lem a mesmo constituicao
geolgica dominando principalmente o gres Em
o I .'ninas destas ilhas cnconlra-se vestigios de
carvao de pedra. Era Oreas ha uma carnada de
10 metros de espessura.
Os documentos recentcmenle publicados pelo
almiranlado inglez lem rectificado alguns erros
consignados as cartas geographicas ; existem
muitas ilhas ao noroeste, que se consideravaiu
conlinuaco da ilha Vancouver, e na extremi-
dade sudoeste s so mencionava a ilha Satur-
no, quando ha tres distinctas, Saturno, Pender e
JUayne.
Alera disto, pde-se determinar com mais
exactido a natureza do canal intermediario
(Middle Chonuell) onde se oclu o principal porto
deste orchipelago, na ilha de S. Joo, que ao
mesmo tem;>o a maior c a nica propria para a
colonisacsio.
O briguc portuguez Boa F, vindo do Porlo,
trouxe a seu bordo os passageiros seguintes:
Maria da Gloria Silva Brrelo, Antonio Ferrei-
ra da Silva Brrelo, Antonio Jos da Silva Gui-
maraes, Domingos Alvaro Machado Marques. Do-
mingos Manoel de Abreu Leite Pereira, Joaquim
Freilas Guimaraes, Joao Antonio Ferrcira Sepul-
veda, Eduardo Augusto, Ignacio Moreira, Jos
Hachado Mendes, Joao Pires do O iveira, Manoel
Domingues da Silva Jnior, Francisco Joaquim
da Silva Pinto, Francisco Anluncs Boiro, Ma-
noel Josa da Silva Piulo, Jos Marques, Jos
Francisco, Manoel da Costa, Jos Pinto de Alraei-
da, Antonio Rodrigues de Faria, Manoel da Sil-
va Baptisla, Manoel Nunes Bairao, Manoel Anto-
nio Curvalho, Antonio Jos Ferreira,Manoel Mar-
ques
O briguo brasileiro Damao, vindo do Rio
de J.ineiro, trouxe a seu bordo o passageiro Ber-
nardo Jnior.
Mvtadouro publico :
iMatiram-se no dia 17 para o consumo desla
cidade 57 rezes.
No dia 18 do mesmo 85 ditas.
MORTALIDADE DO DA 17 DO CRREME :
Delfina, branca, 3 annos, escarlatina.
Henrique, pardo, 6 mezes, denlicao.
Jos, bronco, 4 anuos, nazarea.
Craciano, prelo, 2 annos, inflammaco nos fl-
gados.
Lino Joaquim de Santa Anna, pardo, solleiro,40
anuos, angina.
Joanna, parda, escrava, 5 mezes, diorrho.
.Jos, prelo, escravo, 14 annos, congestao cere-
bral.
Jos, bronco, 4 annos, escarlatina.
Filippa, preta, 17 dias, bexiga.
- 18 -
Apolinaria, parda, escrava, 8 annos, congestao
cerebral. :
Alonco, branco, 9 annos, escarlatina.
Joao, branco, 5 annos, eleus.
Alaria, preta, 7 mezes, hcpalile.
Luiz, pardo, 4 mezes. deniicao.
Maria, branca, 5 annos, angina.
Luiz, prelo, escravo, 4 annos, angina.
Lsmenia, parda, escrava, 4 annos, escarlatino.
Hypolilo Evangelista, pardo, solleiro, 38 annos,
syphiles.
Hospital de caridade. Existem 67 ho-
taens e 59 mulheres, nacionacs ; 5 bomens cs-
trangeiros ; total 131.
. Na totalidado dos doeotes existen 40 alienados,
sendo 31 mulheres e 9 homens.
Foram visitadas as enfermaras pelo cirurgiao
Pinto s 7 horas e 10 minutos da manha, pelo
Dr. Doradlas, s 8 horas manha.
CHRONICJDICURIA.
TRIBUNAL DO COIIERCIO.
SESSAO ADMINISTRATIVA EM 18 DE MAIO
DE 1860.
FRESIDBNCIA DO EXM. SR. DESEMBARSADOR
SOUZA.
agosto de 1851, n. 275
de
4|000
'V 703000
83000
23 9379745
DESPEZA.
Alugiicl do paco, n. 1.....
Negocios judiciaes, u. 2.....
l.impeza das ras, n. 52 a 72 .
Desappropriaces. n. 2 .
Conservadlo do calamento e estra-
das municipaes, n. 30 a 39 .
Matadouro publico, n. 21 a 27 .
Evenluaes, n. 22 a 26.....
Extraordinaria aulorisada pelo go-
verno, n. 17 a 28.....
Luzes para a casa de dotengo, n 2
Cemilerio publico......
Saldo em 30 de dezembro de 1859
I la vendo o Sr. depulado Martins Pereira. em o
dis:urso que pronunciou, na cesso de 21 de
abiil prximo passado, publicado no Diario de
hoje asseverado que na caja de Detencao se co-
bra va dos cnsules dous muris porcada dia,
poi cada extrangeiro qtie era all recolhido,
aciescenlando quo poslo nao livesse atlestado
do.' cnsules que linhara pago, podia com ludo
a trinar que esse faci liana tido lugar por mais
de uma vez, eximindo-se d^ documentar os fados
que referi por nao llie corjrcr essa obrigacao na
qui ldade de depulado, em cuja qualidad cha-
mava a atlon^o da autoridade superior para que
lae) abusos seno repotissera: e sondo eu, o
ajo Jante da casa dcDclencao cucarregado do for-
nei intento dos prezos por ordera superior, cor-
re-me a obri;a;o de fazer ver ao publico a
enixalido d'aquolla assergo, o imputacao que
o ciesino depulado quera me refiro nao capaz
de demonstrar.
I.' lamenlavel que a reputaco e a probidade
do erapregado publico cslcji a merc de uma
dedamacao que se nao apoia era proras, ou do-
cunenlos de qualquer natureza. acastelando-se
o depulado que assira procede na sun irrespon-
sobilidado para fazer arguices quo elle j mais
poi era pro*ar.
leclarando como declaro fglsa a mencionada
ifflputacjio, esupondo que nfio foi motivo frivolo
011 reproya io quo o levou ao Sr. depulado Mar-
lii Pereira lazer-rae uma arguicao inexacta
provoco, o mesmo Sr. para que dispido da irres-
poisabilidadc com que so cobrio afirme do novo
oficio pela imprensa, quejpromello demonstrar
a f, Isidalc das suas assernes: e desde j de-
ca-o que dos cnsules porestranzeicos rccMhi-
do no casa de Dencao niinca foi levado maior
qu nii 1 que a de rail ris or convenio com elles
feilo o que consta de documentos offkiaes.
I imilo-me a esta dec|araco porque prezo
cono empregado publico i rainha reputaco.
I ecife 16 de maio de 1800.
S ou Sr. Redactores seu constante leitor e
cri ido.
Jos Elias d'Olioeira.
Correspondencias.
Srs. redacforj.i.onge eslava eu da ternura ri-
ca ue um da oceupar parlo d'uma das paginas do
vosso acreditado Diari.,, com as minhas toscas
expressoes o phrases mal enllocadas.
Mas, senhores redactores, apparecem as vezes
casos que oungan ao humera, por mais recon-
centrado que seja, gahir campo em defeza da
honra c pudor do um cidado prestante, injusta-
mente abocanhado.
I-endo dojo o Liberal de Pernambuco de 9 do
correlo mez, enconlrei em uma de suas pa-
ginas a publicaco de uma carta denunciato-
ria viuda de Paje, onde enclierguei porfeita-
raente, em seus trechos, odio o ving-inca, rontra
o benemrito e virtuoso delegado PeJro Pessoa
de Siqueira Campos, que sem duvida o funda-
niontu que nella conlm, d'ura iniraigo mes-
quinho, lalvez de algum prente dos perversos,
criminosos e ladrees, quo existiam por aquello
termo, que pelo justiceiro e Ilustre delegado de
llores turara rigorosamente punidos.
Bu como conhecedor da honrado* e severidade
do dignissiuio delegado de Flores, o precedendo
com toda imparcialidade, affirmo ao E\m. Sr.
presidente desla provincia, que os tactos a pre-
sentados pelo denunciante, sao mentirosos, por
nao ler-sodaJo pela (orina aprcsculada pelo de-
nunciante.
Sera temer qualquer offensa niinha repula-
cao, peco ao Exm. Sr. presidente, que infrme-
se o respeilo, para scientilicar-se o quanto mes-
quinho e (Filio o abulre da honra do um empre-
gado de tantos snrvicos.
Escrixo por devocSo.
O Illm. Sr. Antonio Bandeii a Carneiro Leio, do
errgenho Matio-Grosso.
Escriva por devoco.
A Exma. Sfa. do Illm. Sr. Dr. Alvaro Barbalho
Uclida Cavalcanti, do cngrnho Ilha.
Thesoureiro.
O Iilm. Sr. escrivo Manoel Clemente Ribeiro
Virejao.
Procuradores.
Os Illms. Srs.:
Manoel Marques dos Saulos.
Manoel de CaVvalho de Miranda Varejo.
Ignacio Jos da Silva.
Ignacio Ferreira Coimbra. *
Mordomos.
Todos os mais devotos
rer com suasesmolas.
Juizes protectores.
Os Illms Srs. :
Tenenle-corouel Joaquim Manoel do Reg Br-
relo, do engenho Jasmim.
Major Joaquim de Souza Lco, do engenho Boa-
visla
que quizerem concor-
de dous
Costad) nho. '
Costado.....
Forro.....
Soalho.....
Varas agutinadas ,
dem quiriz .
Virnhlico pranches
custados ....
dem dem custadinho de dito
dem taboas de costado de 35
a 40 p. de c. e 21/2 a 3 de
largura.......
dem idem dito de dito uzuaes
dem idem de forro ....
dem idem soalho de dito .
dem em obras eixos de secupi-
ra para carros .....
dem idem rodas de dita para
ditas .
uma 85009
89OOO
> 2S50O
4$00O
2J240
> iS0'j
um 24*000
> 14(000
458000
lojOOO
5$00O
losooo
par lOgOOO
alqucire
Francisco Antonio de Oliveiro, do engenho Guer- Mel. ,,!.
ra oe Ipojuca. Mh .....
Dr. Jos Silvano Hermogencs de Vasconcellos n 1 j" ." '
, Villa. 1 Pedras de amolar.....Uma
O vigario, Jos Luiz Pereira de Queiroz. dem de filtrar. .
Villa do Cabo, 22 de abril de 1860. ; dem rebolos
^^1 j Piassava em molhos .
Sabo......... libra
', Salsa parrilha ..... arroba
1 Sebo em rama......
Sola ou vaqueta (raeio) uma
TaP'oca........ rrba
Unhas de boi...... cento
CDMMERCIO.
um
Praga do Rccifc 18 de maio de 1SG0.
AS TRES HORAS DA TARDE.
Ci>f,i;fns ofileiaes.
Frote de algodao jo Macei para Liverpool7/16
d. por libra e 5 0|fj
Dito de dito da Paraiba para Liverpool
por libra n 5 0(0
Descont de lelrts=13 0|0 ao anno.
George PatchettPresidente.
Dubourcq Secretario.
Il2d.
Alfaiitlejga.
.Sou de Vmc9rau,',o venerador e criado, Anto- fdc^do0''',,0^!?1' 16"
io Romualdo de Souza e Helio. em a Ula lS'
Recite, 11 de abril de 180),
ntia um paradeiro no
quando passa a exces-
400000
5OS0O0
93200'
2:0000001
1:4513106!
408S310
227J819
4:1733520
\ 53760
1:3019866
i \
ll\0O5j6U
12:^143765
23^379745
Cmara municipal do Recife
1859. OJprocurador, Jorge
Lopes.
5 do Janeiro de
Viclor Ferreira
Ainda bem que npparocen quem pela imprensa
trouxesse publicidade o negocio do testamento
do fallecido monsenhor Dr. Antonio Jos Coelho,
quo ia em cala em semolhanle foro: ainda bem,
pois que essa publicidad? muito convera aos
inleresses da fa/.enda nacional.
Mas nesse fado quem nao enxergar um de-
zejo, um lim de destocar a opiniao publica do
poni verdadeiro desse negocio ?
Esse dezejo, esse fin prcndnndo-se inverose-
melhonca das siluacdes, que all sao inventadas,
revela-se aos olhos mais myopes, e sqbresabe
ainda mais na assevcra;ao do finado monsenhor
ter vivido bem cora suas irrai'ns.
Esta asseveraco atirada assira de modo abso-
luto, falso; o que verdade, e por lodos sabi-
do, que esso preconisada amisade dava-se ape-
nas para com uma irmu, c nao para com as ou-
tras, dos quaes vivia separado, desde que esta
enviuvou.
Esta senhora foi quera inslou com seu irmao,
para que fizesso testamento, sem duvida porque
nutria esperanzas de nao ser igualada aos ou-
Iros ; e faeco d'aquelle, smento com o mon-
senhor Dr. Coelho se ochavara o tabelliao Al-
raeida e o preto Jos, o que foi testemunhado
pelas pessoas que cntrarom paro serviron de
lestemunhas ao acto da approvaco c consta da
cerlido junta.
Ninguem mais alli eslava com o referido mon-
senhor, como capciosamente inculca-se; o o'ta-
bellio Atmeida foi quera inquiri pelo nome
da irma do enfermo por seu mandado,
sendo esse tabelliao asss conhecido pessoal-
mente para nao ser designado por ttfti individuo,
excepto querendo-sc, como efeclivamenle se
quiz, impor ao publico, a quera procura-se
myslificar por tal forma.
Com a retirada das leslcmunhas, roliraram-se
todos igualmente, restondo s o familia alli.
lima consideraco occorre-nos agora, a qual
offerecemos ipiciaco do publico, quo impir-
ciol pesa os razes produzidas pro e contra
Se o enfermo recebeu o testamento, como se
diz, e mandou-o guardar por seu fiel, evidente
que eslava em lodo o seu vigor do enlcndimen-
to, em toda a lucidez intellectual, e sendo este
acto pralicado como realmente foi a vista de
lestemunhas raaiores do toda a excepeo, lesto-
munhas que sao logistas da ra direita, e nao
pessoas era duvida.
Este lado, pois, nao pode ser explorado.'
Ora, sendo feilo o testamento as oceultas, como
que saban os herdeiros, quo elle beneflciava
a um eslraoho? Dado ainda que islo se desso,
e que esse beneficiado o soubcssa.como nao pre-
vinio o respectivo desapparecimenlo.no estando
ello em casa com o fallecido monsenhor Coelho 1
Muitas pessoas ha, a quem este disse por vezes
que o seu herdeiro seria o Exm. conselheiro Eu-
zebio do Queiroz Coulinho Matoso Cmara, sen-
do portanlo obvio, que elle nao pretenda fazel-o
a suas irmas, como se Inculca.
Fecharemos estas linhas, observando, quo a
queima do testamento inter familiam induz o
espirito a ludo suspeitar fundamente ; porque
sendo ello feilo com todas as solemnidades le-
gaes, naodeva serquoimado peranlo os herdei-
ros amenie ; importa va que o fosse de modo
que nao podesse ficarera duvida un lal acto.
Todo o escrpulo curapna que uelle appare-
As l horas da manhaa, achando-se prsenles cesse, mesmo porque j se diz que, em casos se-
V. de mais! Tudo cnco
mi;ndo: a propria vrlud
so viciosa.
Fallirn Caminha & F Ihos, e quanto se tem
dit d'elles?
Arligos os mais virolentos e insultuosos, re-
chinados de criminosas injurias tem sidu publica-
do: contra aquclles senhores e pela sua lingua-
gein bordalenga e aviliaotc bem denunciara a in-
fama de carador, de quem os tem escriplo. E
com que fun? Ser a nossa nica misso trna-
lo aera saliente, a lira de que os credores d'aquel-
les fallidos nao se dexem Iludir pelas artificio-
sas fallas do seus inimigos, que s querera dis-
couceilua-los peranlo a opiniao publica, rebai-
xi ido-os e insuliando-os, entretanto que as in-
juiias sao as razos de quem nao lem raio
cono disse miuto bem um sabio oscriptor.
O negociante sensato e prudente, que tiver
anilysado aquellos arligos, lera visto que nao o
sei tim a patentcaco da verdade, c sin rnesqui-
nhis vingancas, que s podem sor alimentadas
po- uma alma perdida, e quo nao comraunga a
a (outrina do Marlyr doGolgotha.
:>im. era temoo de se tirar a mascara d'osses
amnymos, que se queriam pintar puros, e-abo-
canhar a reputogo alheia, e ser essa a nossa
nica misso, misso cerleraenlc fundada em
ju: liga, porque a fulmiuaco do h/pocrila, de
en busteiro, de ofassolhador da honra alheia. E
co isinlara os pobres presos, que esse brado de
in lignaco, que essa raisso seja curaprida por
quera esl bem a par das peripecias d trama,
que se urde contra elles e sua respeilavel fa-
milia
Vntonio Ferreira dos Santos Caminha, chote da
firma social de Caminha & Fildos, era un oncio
respeilavel pela sua numerosa familia e nobres
prjdicados; porm. nao sendo moeda de ouro,
na podia ser anwdo de todos; e cnto por cau-
sa da sua influencia o prestigio, leve inimigos.
Feliz por ter uma consciencia puro, elle se ex-
fo gavaem oppor aos botes de seus gratuitos de-
saTeclosacces meritorias, c quemis o ellcva-
vara na csiima dos sensatos.
Assira marchavam as cousas, quando oprouvo
a Providencia chama-lo a seu seio, e tira-lo a
seus filhos, prenles c amigos, e com elle aquelle
ar bonanzoso, com que a sorto tinha embullado
sua familia.
Av,iliados delutos no.^eebidos, difculdades
cuslosas de superar, e q vcmde lempo c prudencia, nbrigaram seus filhos
a [ozer ponto era suos transaeces commerciaes:
cislou-lhes, c Itera esso passo lodo toreado'por
ci curastancias imperiosas, e digara os que lesti-
muuharam seu pejar e pejo; mas o que fazer?
piincipiavam a sorver o calix das provages, e
sijeitaram-so aos azares da fortuna.
Esses fados, um a pos outro, nao foram des-
piezados por seus miseraveis inimigos, que prin-
ciaarara a enegrecer as circumslancios, avultan-
dd os prejuizos, que causarora a seus credores, e
que linham procedido com dolo, fraude, e s com
0 intuito de roubar; e nao contentes com islo
lem querido a todo transe involver seus prenles
n esta lo decontoda quebr, como cmplices.
Causa pasmo e indignaco ver o alarido, que
eses cobardes fozera de lano orejuizo. Sero
p ir ventura os Caminhas os nicos negociantes,
q te lem quebrado? Sero elles os que mais pre-
ji iso lem causado a seus credores ? Nao por
corto.
Todos reconhecem que luamos cora uma crise
nonitaria, que mullos negociantes loen se visto
toreados a suspender seus pagamentos, oquesc-
nio fosiem as conlemplacs de seus credores, a
rer parte delles loriara "parado suas operacoes,
n as a razo d'essa gritara que s vem do Ara-
c.ily, como havomos de provar, nao cerlamen-
ti o amor da juslica e da prosperidade de seus
sumelhaates, e sim desejo de iuulilisar uma fa-
n lia to importante.
E se acaso eslas calumnias.queaquisetem pro-
pilado,nao teera aquelle lim nico especial, como
ceplicar-se o procedimenlo dos inimigos de Ca-
nnha & Filhos, quando se levo do dar execuco
n cidade do Aracaty ao deprecado do Exm. Dr.
jnizdo coramercio d'esta capital?
Nao querernos rcproduzir aqui to degradantes
f. dos alli pratcados con lanta insolencia e des-
potismo, que bem se parecan aguazis do santo
olicio para nao magoar mais os coracoes dilace-
r idos dos pobres presos.
Sero pois seus ins lcitos, ou alias nao se v
que todo esse proceder se deslina a desraoralisar
i ma ferailia, anda mesmo que praliquem Hita-
rnos, lorpesa, e so cubram de lama? Depois
oual a razao por que apparecem esses infames
cscriptos anonymos, vindos do Aracaty ? Acoso
rito leem osTarainhas.outras casas commerciaes
io Recife e no Ico?
Sim l no Ico existe uma cosa importante, na
(nal so compravam quasi todos gneros, e a
f enle della se v seu socio gerente aguardando
inpassivel, e a p firme as iraposices da lei, e
Maniendo d'csi'arle seu posto de honra ; entre-
tanto de l ninguem tem vindo dizer que houve
( ulo em sua quebra, nao por nao ter desairelos,
1 orque os lem nascidos do Aracaty e ora ahi do-
niciliados, mas porque alli tem juiz formado e
i ao instrumentos pora viugancas de pai\6es.
Aqui no Recife nao consta-nos que encontras-
iem ironsacgoes.'que flzesse suspeiUr desejo de
I rejudicar aos seus credores.
Por lano s no Aracaty, no lugar era que sof-
Irem a mais vexatoria perseguirlo, aonde reco-
i.heciam ler pessoas que s procuravam uma oc-
Srs. redactores.Nao foi sem fundamento que
appareceu o artigo de redaeco do Liberal Per-
nambucano de 3 do mez correnle. sobre negocios
desta cidade. O Exm. Sr. presidente 1.1 pouco
enlrou na administrarlo Usta proviucia ; era
mister po-lo era duvida a respeilo da Victoria
cora o lim lalvez de conseguir aluma cousa au
se pretende. 4
Nos porm (coma devda vena] toinimos a 1-
oerJade do fazermos algumas observacoos sobre
o que se disse no artigo a que nos referimos.
se esses homens. que dizeis, formam o circulo
de ierro nesla cidade, uo fossera eslimados c
considerados pelos seus concilados ; de corlo
que elles nao seriara cscolhidos para oceuparera
essas posicoes em que se achara. Notai, porm
que nem a guarda nacional, era a cmara muni-
cipal, e nem osjuizados de paz lem serapre esta-
do nos mesillas pessoas, o isto tanto verdade
quanto vemos, que sendo o balalho da guarda"
nacional desla cidade composlo de oito com pa-
nillas, somonte um capilao saquarema, o lodos
os mais sao liberaas, inclusive o lente-coronel;
e islo mesmo se d a respeilo dos oUiciae3 su-
balternos com muito pequeas exeepces.
No exacta a vossa asscrso, que o Dr. juz
municipal Buarque Nozorelh tora processao, e
perseguido por levantar a voz conlra esse circu-
lo, a que chamis dominacao : porque 03 pessoas
a quera fazeis alluso, nao podiam temer e nem
receiar do Dr. Buarque mal algum relativo a
eleiecs : porque Ihe fallara as retacos, os ami-
gos, prenles e compadres, que em'crescido nu-
mero lem essas pessoas ; c mesmo a sua presi-
dencia no conselho do revista seria solada. E
nem se queira indirectamente imputar essa infa-
mia do perseguico ao rauilo honesto e alegr-
rimo Dr. juiz de direito Jos Filippo de Souza
Leo, mxime nao havendo nocessidade desse
expediente para arredar o Dr. Buarque da presi-
dencia do conselho, onde elle sena solus el unos.
Para quo dizeis que os liberaes foram excluidos
da qualilic3cao, quando se achara qualilicados
3,100 votantes ? Ser possivel que lodos estes
sejam saquaremas ? Por ce.to, que nao. E se
moa ou oulra reclamaco foi regeitada por filia
doormalidades, porque nao recorrestes dentro
^ dez dias, como se acha disposto no decreto
u. 511 ?
- Queris desculpar-vos do vosso discuido, cha-
l 7:8573854
9:8339328
127.6919182
quo a mesa parochial nao seria ento assaltada
impunemente ; os livros das actas nao seriara
dilacerados ; c nao se daara caceladas, e depois
deste grande feito, parto de loucora, uo se da-
an vivas ao nbombo das girndolas que subi-
r m ao ar.
Nao duvidamos (orno dizeis) que o Dr Bel-
Irao seja um agricultor rico ; mas o que nao Ihe
podemos conceder, essa importancia que Ihe
quaroisdar; porque de certo, que o uo lem:
ponfu'e o suo riqueza nao tem servido para be-
neficio dos Victorieuses, mas lo somente para
si : o tanto assira quanto nem ao menos d
uma joia (ainda sendo juiz) para o festejo do Ora-
go desla freguezia. O que Ihe lera atlrahido a
anlipathia dos Victorienses.
Para que fallis ainda nessa poca do dores e
do lagrimas; poca em quo foi osla cidade flage-
lada-pelo lerrvel iniraigoo cholera-morbus,
poca em que e-"se rico agricultor, espavorido,
desamparou o seu engenho, pouco distante desta
cidade, deixando os seus moradores sera soceor-
ros ; deixando a pobreza da cidade morrer a to-
mo, deixando os corpos insepultos por tres e
mais dias, quando poderia prevenir ludo islo
com a suo estada ? Agora nao fallan valenles ;
o mal j esl passado, o Dos permuta quo oile
nao volle. Ninguem aqui marreu tome; os
corpos foram sepultados ; e apenas urna ou ou-
ra vez aconteccu licarcm alguns de um para
outro dia pelo crescido numero dos morios, e tu-
do se fez sem o rico auxilio do rico agricultor.
I.ouvores ao ento presidente desta provincia o
Exm. conselheiro o Sr. Dr. Jos liento da Cunda
Figueiredo, que foi incansavel era socorrer aos
Victorienses.
Na Victoria nao existem esses mondos (como
diz o Liberal) e sim homens nascidos no lugar,
amados do povo, c a quera esses orgultosos sera
sympalhia, que confiados na su i riqueza, querem
ser obedecidos, prelendem a todo Iranse apezar
das posicoes que Ihos tem grangeado as suas ma-
neiras urbanas, civis, e o bom Iratamento dado
ao mesmo povo.
Concluiremos este, declarando oo Exm. Sr.
presidente desta provincia, que na cidade da Vic-
toria nao existem partidos, nem liberal e nem
saquarema : o que ha inveja e desejo que al-
guem lem de golgar sen mrito as posicoes. E
se existem estes partidos, apontai-nos quaes os
chefes? O Yerilas.
Publicares a pedido.
ELEIQ&O
dos devotos que hao de
festejar o Glorioso Mar-
tyr S. Sebastiao erecto
na matriz desla fregue-
zia no seguinte anno de
1861.
Juiz por eleico
O Illm. Sr. commcndadof Antonio de Paula de
Souza Leo, do engenho Mottas.
Juiz por eleico.
A Exma. Sra. do Illm. Sr. Virginio Barbosa da
Silva, do engenho Sacamb.
Juiz por devoco.
O Illm. Sr. Manoel Alves Barbosa, do engenho
Tabatinga.
Juiza por devoco.
Exma. Sra. D. Isabel Joaquina de Souza Leio,
do engenho Tob.
Escrivo por eleico.
O Illm.Sr. Umbelino de Paula Souza Leo, do
engenho Molinete.
Escrivo por eleico.
A Exma. Sra. D. Joaquina Candida de Gusmo,
do engenho Pirapam*.
lovlmento da alfandega
189
396
Volumeseutrados com fozendas
com gneros
Voluraes saludos
>
cora
con
fozendas
gneros
------ 585
83
228
311
Descarregom hoje 19 de maio.
Barca nglcuJone Carlgilcarvo.
Brigue inglezThctismercadorias.
Briguo porluuez=S. Manoel Idiversos
eros.
Consulado feral.
Rendimonto dodia 1 a 16. 32.-717*426
dem io dia 18....... 1:86050!
ge-
Vnore
Ppe
31:5639476
Diversas provincias.
Rendmenlo do da 1 a 16. .
dem do dia 18......
7:197j50
505-J718J
7:7035288
Despachos de exportacao pela me-
sa do consulado desta cidade n >
dia tS de maio de 1SSO
PhiladelphiaBarca americana Uniao, M. Aus-
tin 4 C., 811 saceos assucar mascavado.
LivespoolBarca ingleza Olinda, S. Mcllors &
C, 3) saccas algodao.
HavreBarca franceza Sphere, Tissel Freres,
500 couros salgados.
Barceilona Brigue hespanhol Vigilante. A.
Irmos. 30 saccas algodao.
Rio da Piala Patacho hollandez Willemina,
A. Irm.ios, 20') barricas assucar mascavado e
150 ditas dito branco.
Afriea=zBarci portugueza Progressista, T. Bas-
tos, 5 & C 30 pipas cachaco.
PorloBrigue portuguez lisperanca, L. Ferrei-
ra do Carino, 5 saceos assucar branco.
Porlo Barca porlugueza Flor da Maia, Manoel
Joaquim Ramos e Silva, 20 saceos assucar brin-
co, 300 couros salgados.
LisboaBrigue portuguez Relmpago, T. de
A. Fonseca, 200 saceos assucar mascavado.
Recebedoria de rendas internas
geraes de Pernambuco
Rendimentodo dia 1 a 16. 19:5995275
dem do dia 18.......1:18060
21:079J915
Consulado provincial.
Rendimenlo do dia 1 a 16.
Idera do dia 18. .
28:2595414
1.-325J655
29.585J069
Pauta dos precos dos principaes gne-
ros e produccoes nacionacs,
que se despacham pela mesa do consu-
lado na semana de
de U a 19 de maio de 1860.
Agurdenle alcool ou espirito
de agurdente ..... caada
dem cazara.......
dera de cana......
Idera genebra......
dem idem....... botija
dem licor....... caada
dem idem....... garrafa
dem restilada e do reino caada
Algodao em pluma 1.a sorte arroba
Idera idem 2.a dita ....
dem idem 3.a dita ....
Idera em caroco
Arroz pilado...... arroba
dem com casca..... alqueire
Assucar branco novo arroba
dem mascavado idem ...
Azeite de mamona .... caada
dem de niendoim e de coco.
Borracha fina...... arroba
dem grossa.......
Caf em grao bom..... arroba
dem idem restolho ....
dem idem com casca ...
dem moide.......
Carne secca........
Carvo de madeira ....
Cera de carnauba era pao
dem idem em velas. ...
Charutos bons...... cento
dem ordinarios.....
dem regala.......
Chifres........
Cocos seceos.......
Couros de boi salgados libra
dem idera seceos espichados. >
dem idem verdes.....
dem dt cabra corlidos .- um
dem de onea......
Doce de calda...... libra
dem de Goiaba
dem seceos......
Espanadores grandes. um
dem pequeos......
Esleirs de preperi .... orna
Estoupa nacional..... arroba
Farinha de araruta ....
dem de mandioca .... alqueire
Feijo......... alqueire
Fumo em foi ha bom .... arroba
dem idem ordinario ....
dem idem restolho ....
dem em rolo bom ....
dem idem ordinario. ...
Gomma polvillio.....
Ipecacanb.ua. j..... arroba
Lenha em ochas grandes cento
dem idem pequeas. ...
dem em toros......
Madeiras cedro taboas de forra, urna
| Louro pranches de 2 cuaiados um
l>u braSl.......quintal
SOJOOO
240
2)500
800
9S00O
lg!20
200
120
25$GOO
10$000
3J20O
395 2U
JJ3UO
509000
8*000
Movimento do porto.
Navios entrados no dia 17.
Terra Nova-45 dios, briguc inglez Polly, Jo
173 lonelladas, capilao A. Taylor, cquip.gera
9, carga 2,400 barricas cora bacalhio ; a Jame*
Crabtree&C.
Santos-16 dias, escuna hannoveriana Atlntico,
de 154 lonelladas, capilao G. Kopcke, equipa-
iieni 8, em lastro ; a ordera.
Rio de Janeiro8 dias, barca ingleza SeaWaee.
de 474 lonelladas, capilao Johnson Arebibalds.
equipagein 14, era lastro ; a orden. Seguio
para Macei.
Honolul-5 mezes, barca Americana Adelaide.
de 339 toneladas capito Taber. equipageni 28.
carga azeite de peixe. ; a Bornll & C. Veio re-
frescar e segu para New Bedford.
Porto33 das, brigue portuguez Boa F, de 235
toneladas, capilao Joo Pinto da Campos, equi-
pagem 15, carga vinho o mais gneros ; a
Carvalho Nuguekra & C
barios entrados no dia 18.
Rio do Janeiro21 dias, patacho brasileiro Ca-
puan, de 112 lonelladas, capilao Joo Pereira
da Cruz, equipagem 12, em lastro; a Jos B.
da Fonseca.
Rio de Janeiro17 dias, polaca hespanhola In-
dia, de 807 lonelladas. capito Juan Pl, equi-
pogem II, carga 5,000 quintaos de carne ; a
Manoel Alves Guerra.
Rio de Janeiro12 dias, barca hannoveriana Er-
nest & Crorge, 237 toneladas, capito I. 1. Lan-
ge, equipagein 9, em laslro ; a Amorim Ir-
mos.
ffavios saludos no mesmo dia.
Rio de JaneiroHiale brasileiro Artilla, capi-
to Joaquim Jos Alvea das Naves, caiga assu-
car e agurdenle.
Rio de Janeiro-Brigue brasileiro Damao, capi-
lao Manoel /os Viera, carga assucar c mais
gneros.
Porlo Brigue portuguez Harmona capitn
Francisco ilibe.ro dos Santos, carga assucar e
niel.
o.
O.
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Horas.
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Barmetro.
A noile nublada e chuvosa perto do smanhc
cer, vento variavel, raimara c assim amanhecej
0SC1LLACA0 DA M.VU.
w,m1.oi1.c.;. r-'-'f,- tUflBLlMp-
Preamar as 3 h. 6 da larde, altura T.zO p. r
Ohseivatorio do arsenal de marinha 18 de maio
de 1860 Vikgas Jnior.
700
420
500
8C0
280
960
320
800
7g000
6^000
5$000
1$750
3$200
3$500
4S800
25750
9C0
1$920
7S000
4S000
7g000
4^300
5g000
99600
5S500
2$560
9JJ0O0
3j000
2S.V00
ijooo
3gOOO
53000
4$000
285
400
180
300
105000
500
400
IjJOO
3$200
1$600
300
l$6O0
38000
3$O00
7JO00
14S000
9S000
7SO00
15$000
6SO00
3$O00
25JJO00
2$50O
1S600
12JOO0
3f0O0
OfOOO
Editaes.
O Dr. Manoel Antonio dos Passos e Silva Jnior.
juiz municipal de orphos o ausentes, sopplen-
te em exercicio do lermo de Olindo, por S. M.
I e C, quo Dos guarde, ele.
Fnco saber que por este jui/.o se ha de arre-
mator em proco publico, por venda, no dia 19
do correnle, pelas 4 horas di larde, porta da
sala das audiencias do mesmo juizo, uma casa
sita na ra de S. Joo desla cidade, a qual se
acha com porte da frente de dianic cabida c toda
a frente de detraz. sendo a dita frente de dame
e um oilo construida de pedra o cal, e ludr>
mais de laipa, com quintal em aborto, sendo o
terreuo da mesma e quintal forelro A irmandade
de Nossa Senhora do Rosario desla cidade, cuja
casa pertencenie a heranca jacente do finado
Joo de Dos, e se ha de arrematar a quem mais
der, de conformidade com o arl. 41 do decreto
n. 2433 de 15 de junho de 1859.
E para que chegue ao conheciracnto de todos
mandei passar o presente que ser affixado no
lugar publico do coslume e publicado pela im-
prensa.
Olinda 16 de maio do 1869.Eu Francisco das
Chsgas Cavalcanti Pessoa, escrivo do orphos e
ausentes o escrevi,
Manoel Antonio dos Passos e Silva Jnior.
O Dr. Anselmo Francisco Peretti, commendador
da imperial ordem da Roso c da de Christo, c
juiz de direito especial do commercio desla ci-
dade do Recite, capital da provincia de Per-
nambuco c seu lermo, por S. M. 1. c C. o Sr.
D. Pedro II, que Dos guarde, etc.
Fago saber aos que o pfesentc edital viren, o
delle noticia liverem, em como no dia vinle o
quatro do correnle mez se ha de arrematar por
venda a quem mais der em proco publica desto
juizo, e na sala dos auditorios uro sitio, denomi-
nado Casa Coiada, tilo 110 lugar do Rio Doce, o
qual tem uma pequea casa do peer c cal.com
uma porta no centro e dos j-nellasem codo lodo,
leudo cen brocas de fundo,e outras ionios de fren-
te,pouco moisou menos, conlendo algunsorvnre-
dos de fruclo avallado em um conlo e duzeutos
mil ris, perlencente a viuva c filhos de Firmino
Jos Flix da Rosa, e fra nos mesmos penhoro-
da por execuco de Jos Jocome Tasso, c nao ha-
vendo laucadur que cubra o preco da avaliaco.
ser a ntesma lua pelo prec.0 da adjudkaco
com o abate do lei.
E para quo chegue ao conhecimento do todos,
mandei passar edilaes, que serio publicados pela
imprensa c aluzados nos logares do coslume.
Daao c passado nesla cidade do Recife de Per-
nambuco, aos 2 dias do mez de maio do anno
do nascimento de Nosso Senhor Jess Christo do
1860, 39." da independencia e do imperio do
Brasil.Eu Manoel Mana Rodrigues do Nasci-
mento, escrivo o subscrevi.
Anselmojrrancisc Perelli.
O Illm Sr. inspector da ihesouraria pro-
vincial, em cumprimcnlo da resoluco da junu
da faznda, manda azer publico, que no da 31
do correuie, se ha de arrematar, perante a men-
cionada junta, a quem par menos flzer, os ra-
presses dos irabalhos das reparlico.es proviu-
eioes, avahados en 5:000$, nnualraenle.
A arroniataco ser feila por lempo de um anno
a conlar do 1. de julho do correte aano, a 30
de junho de 1860.
As pessoas que M propozerem a esta arreraa-
laro compar&cam na sala das sessoes da mesma


iii. ... <- .. .
W
junta, no da cima referido, pelo. meio dia
competentemente habilitad;.
E para constar se maadou afCxar o presento e
publicar pelo Diarto. .
Secretaria d thesouraria provincial de Per-
Tiambuco, 3 de mato de 1860.O secretario, A ti-
tano Ferreira da Annunciacao.
Capitana do porto.
Do ordern do Si. capitao do porto so faz pu-
blico que fica marcado o prazo de 8 dias. con-
tados desta dala, para ter lugar a remorao dos
navios americanos inulilisados que se acham
juntos a barcaca de querena, para o sul d'aquelle
lugir, as proximidades da barreta das jangadas.
Se dentro desse prazo nao fr eflecluada a re-
rooc.no, mandar fazo-la a capitana por tonta
dos adunes propietarios dos referidos navios,
impostas as penas da let.
Sccretaiia da capitana do porto e Pernara-
buco 10 de maio de 1860.O secretario,
J. P. Barrete de Helio Reg.
Joao Baplista de Castro o Silva, inspector da the-
souraria de P-ruambuco, por S. 11. o Impera-
dor, que Dos guarde, etc.
Faco saber que, em cumprimenlo da ordern
circular do thesouro n. 32, de 12 de abril ultimo,
leudo de seren retiradas da circulaco as notos
terceira (papel branco), procede-se desde j a
sobstituico dolas na thesouraria da provincia.
-Em lempo conveniente se marcar e annun-
ciar o pnzo, do qual principiar o descont da
lci no valor das notas que nao liverem sido subs-
tituidas.
Thesouraria da fazenda de Fernambuco, 15 de
maio de 1860.
Joo Baplista de Castro e Silca.
= De ordem do Illm. Sr. inspector da thesou-
raria de fazenda desta provincia se faz publico,
que tendo sido avaliada em GOOOg a casa de so-
brado de dous andaros n 29, sita ni ra da Guia,
perterreendo fazenda nacional, em virlude de
adjndioaco. urna parle desse sobrado no valor de
1:I55$482, lem osla de ir praca no dia 6 de ju-
nho prximo vindouro, as 2 horas da larde, pe-
ranre a mesma thesouraria, para pagamento do
Duarte Velloso.
Secretaria da thesouraria de fazenda de Per-
narnbuco 10 de maio de 1860. O official maior
interino, Luiz Francisco de Simpaio e Silva.
Directora geralda iustruccao
publica.
Faco saber aos interessados, que o Illm, Sr.
redor geral, de conformidade com o 1.- do
arl 10 das iistruccors de 11 de junho de 1859,
lera designada o dia 21 do correnle, pelas 10 ho-
ras du rnanha, para o exame de habililaco dos
opposilores s cadeiras vagas de instruccjio ele-
mentar do |." vtio, que sao : villas de Hamara-
c, Salgueiro, Buique, freguezia de L'na, Taqua-
rilinga c-ltapissuma. Sao, pois, convidados a
comparecer no referido dia o hora nesta reuarti-
i.ao os que para esse fim j se acham inscriptos.
Secretaria da instruco publica de Fernambuco
11 do maio de 1860.O secretario interino,
Salvador llenrique de Albuquerque.
O Illm. Sr. inspector da fazenda provincial,
cin cumprimento da resolucao di junta da fazen-
da, manda fazer publico, que a arrematacao do"
empedratnenlo d-i estrada da Victoria entre os
marcos de 6 a 8 mil bracas, foi tranferida para o
dia lf do correnle u.ez.
E para cooslarse mandou afllxar o prsenle e
publicar pelo (Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Per-
nambuco 12 de maio de 1800.O secretario,
A. F. d'Annunciacao.
- De ordern do Illm. Sr. inspector da thesou-
raria de fazenda desta provincia se faz publico,
para eonhecimenlo dos interessados, que no dia
*! de junho prximo vindouro, s 2 horas da tar-
de, lem do ser arrematada perante mesma the-
souraria, urna parle da casa de sobrado de dous
andares n. 29, sita na ra da Guia, penhorada
viuva de Antonio Ferreira Duaite Vellozopara
pagamento do scu alcance, sendo a paite do dito
sobrado avahada na quanlia do l;15JM82, que
com o abale da quarta parle na (orina da le, foi
adjudicada fa/ienda nacional no valor de ris !
SC6S612, pelo qual que lem de ir praca para I
paganicnlu do dito alcance.
As ptssoes, pois, que pretenderem licitar, dc-
verao comparecer no dia e horas cima indicados
na casa da referida thesouraria.
Secretaria da thesouraria de fazenda de l'cr-
naaibuce, 9 de maio de 1860.
O oflirial-maiur interino.
Lu: Francisco de Sampaio e Silva.
. O ll'm. Sr. inspector da thesouraria pro-
vincial, em cumplimento da resolucao da junta
da fazenda, m inda fazer publico, que no dia 31
do correnle, peranto a mesma iunla. se ha A
rematar a quem por menos fizcr o fornocimento
dos medicamentos o utensilios para a enfermara
da casa de detencao desla cidade, por lempo de
um .mino, a conla'r do 1." de julho de 1860, a 30
de julhode 1861.
As pessoasque se propozerem a esta arrema-
tado, corcparccam na sala das sesses da refe-
rida junta, no da cima indicado, pelo meio dia
conipclenteraeute habilitadas, que acharan pre-
fierr.oa n formulario < >'!"-- ----------i..*..
t. H...u cuTisnar se mandou aUixar o presente e
publicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial Se Per-
nambuco, 3 de maio de 1860.O secretario, An-
icnio Ferreira da Annunciacao.
,i
de
20 cobertores de laa ; 40 bar-> de chinellas rasas ;
talheres completos
1 bomba
; 2 cr,
pesos de chumho de i oitavas at meia arroba
2 caldeirss de ferro fundido para 50 pracas
colheres de ferro ; 2 cspuiadeiras: 2 pf^
ferro ; 2 garfos grandes de ferro.
Para a enfermara do Rio Grande 0 Norte
pares
para clvsleii ; 24
-ticaes de lalao ; 3 pa-
nellas de ferro balido -Je dfTeronles lamonhos; 3
cassarohs do ferro \ gre,ha Rrnnde para a$sar
carne; 1 Hila menor para torrar pao; 1 garfo
grande de ierro ; 1 rhalvira grande ; 2 ditas pe-
quea ; l colher grande de, ferro.
Para fornecimeTi.lo do hospital militar
50 pares do chinelas rasas.
Para provimento dos armoaens do arsenal de
guerra?
300 caadas de azeite de rarrapalo.
Quem quizer vender taes objectos aprsente
as suasproposlas era carta fechada na secretara
do conselho, s 10 horas da nianha do dia 18
do correnle mez.
Sala das sesses do conselho administrative
para fornecimenlo do arsenal de guerra, 11 de
maio de 1860.vento Jos Lamenha Lins, co-
ronel presidenteFrancisco ioaquim Pereira
Lobo, coronel vogt secretario interino.
Conselho de compras navaes,
Tcudo-se de promover a acquisicao dos ob-
jectos do material da armada, abaixo declarados,
sob as condiccoes de sujcitarem-se os vendedo-
res a mulla de 50 por cenlo a favor da fazenda
nao entregaudo os mesmos objectos na quartli-
dade c da qualidade contialadas, alm de carre-
garem com o excesso do preco no mercado, ca$o
o haja, por motivaren) ests tallas recorrer-so
ah e de serem pagos na forma do eslylo ; man-
da o conselho fazer publico que tratar dessa
acquisiQo em sessao de 18 do corrente, vista
de proposta3 recebidas at as 11 horas da rna-
nha.
OBJECTOS.
Algodo em rama 4 saceos.
Bren 10 barris.
Colxocs cheios de l 2.
Calcas de algodo azul 100.
Cadonaes brancos de 4, 6, 8 e 9 pollegadas 70.
Cobre uovo de 20 a 22|0, 40 folhas.
Fechaduraa de camarote 50.
Gatos com sapalilhos, sonidos 100.
I.ivros em branen de 25 a 50 folhas 100.
Mesas pequeas de --iruarcllo 12.
Molios brancos de 4. 5 e 6 pollegadas 1.00.
Papel mala-borrio 100 cadernos.
Pregos caibraes I barril.
Fregos de cobre para forro de 3|4 al urna
gada 140 libras.
Pregos de cobre de 5 pollegadas e 3|8 no maior
grossura 560.
Senas para meta! 6.
Tarracha espingardeira 1.
Travessciio de marroquim 3
Tinta branca de chumho 50 latas.
Tinta branca de zinco 30 ditas.
Tinta pela 40 ditas.
Vares de cobre de 4 e 5|8. 50.
Varoes de ferrs de 4|8, 100.
Zarco 10 arrobas.
Sala do conselho de compras navaes em 10 de
maio de 1860.O secretario,
AlcxanJre Rodrigues dos Anjos.
DIARIO D PfcRrUMBCO. <~ SABBAfaO V* bt MAIO DI 86.
Par.i o Rio de Janeiro cora itiuHa Wevidade
vai se ;uir a barca nacional Imperatris Vencedo-
ra, de priraeira marcha, recebe ainda alguma
carga a frete, trala-se na ra na Cruz n. 45, os-
cripto io da viuva Amrim & Filhos ou com o
capito na praca.
Aiacaly com escala pelo
Ass.
Sejuecom brevidado o hiato nacional Grati-
dao, : para o resto da carga o passageiros, o que
lem cxcellenles coraraodos : a tratar no Passeio
Publi-.o n. 11, ou coiu o mestre no trapiche do
algodio.
Para Lisboa
o brifue porluguez Relmpago pretende seguir
viage n com a possivel brevidade : quera no mes-
Vende-se a barcaca Coii'-ego Valorosa, <
cm bom estado, da lotago de 20 cairas: a tr-
tame ra do Vigario n. 10, 2."andar.
Avisos diversos.
Chegando ao conlieciment do
abaixo assignado, que alguns pa rentes
do Ii\m. e Rvtnd. Monsenhor Dr. Anto-
nio Jos Coelho, tem assnalliado ser elle
devedor do inesmo Monsenhor, declara
que nada deve, nem nunca tomou quan-
tia alguma, antes teve quereceber delle
nao pequea soma importancia de sup
primentos feitos pela cafa de Ignacio
Hat ton, do Rio de Janeiro, por ordern
de um seu prximo rjirente, quando
aquelle requeiia o lugar de lente da
Academia desta cidade. Recife, 18 de
mato de 1860.
rao q lizer carregar ou ir de passagem, dirija-se I Manosl Figueiroa de Fana
ao co isignatario Thomaz do Aquino Fonseca na _
ra di Vigario n. 19, primeiro andar, ou com-o Precisa-se de um OItcial de bar-
1 P"?8- beiro : na ra das Cruzes n. 55,
1 A rtigos para lulo. I
Chapelinas pretss o mais objectos pro-
prios de luto para hornera e senhora,ven-
de-so na ra Nova n. 45
C^ LOJA DE MARMORE.
pole-
Companhia de ser-
Ticos martimos des
Messageries Imperiales.
L1NA DO BRASIL.
Seirrico do correio francez
Inauguraco do servico.
^,'"l'!flea "P"1 Guienne, de Jorca de t
500callos. commandante Enout. onkial de do Queimado para S. Francisco, onde ainda h. o
marii.ha imperial, partir de Bordeanx, para o melhor fumo que tora viudo de Gsranhins
Rio de Janeiro locando era Lisboa, Sao Vicente,
Pern imbuco o Babia
Est justa e contratada a comprada molade
do terreno sito na ra das Aguas-Verdes, onde
I existi a casa n. 84, cora o Sr. Saluslano Augus-
to Pimenla de Souza Peres : quem se ochar com
idireito ao mesmo, annunce por este Diario
nestes 2 ou 3 dias.. Recife 18 de maio de 1860.
= Ainda est por vender so ura bom piano
i nglez de 5 1|2 oilavas, de boa construccao e op-
| limas vozes : na ra das Cruzes n. 9, ultimo so-
i brado de 2 andares.
Ra Nova, em Bruxellas (Blgica)
A DIRFCAO de e. klbyaad.
Este hotel collocado do centro de urna das capitaes imprtenles da Europa, torna-se de grande
valor paraos brasileiros e portuguezes, por seus bons commOdos e eonfortavel. Sua posico
urna das memores da cidade, por se achar nao s prximo as estaedes de caro indos de ierro da
Allemanhae Franja, como por ter a dous minutos de si, todos os theatrose divertimentos e
alera disso, os mdicos presos convidara '
No hotel hasempre pessoas especiaes, fallando o francez, allemao, flamengo, inglez e por-
uguez, para acompanhar as touristas,-qur em suas excurses na cidade, qur no reino, qur
emfim para toda a Europa, por presos que nunca excedemde8 a 10 francos (3200 45OOO )
por dia.
Durante o aspago de oito a dez raezes, ahi residiram os Exms. Srs. conselheiro Silva Fer-
rao, eseuBIhooUr. Pedro Augusto da Silva Ferrao, ( de Portugal) e os Drs. Fehppe Lopes
Netto, Manoel de Figueiroa Fana, edesembargador Pontes Visgueiro ( do Brasil, ) e mullas ou-
tras pessoas tanto de um, como de ouiro paiz.
Ro-
No dia 24 do corrente.
As sabidas seguinles lerSo 'ugar de Bordeanx 1
a 25 le cada mez, as qnaessero effecluadas pe- i
los piquetes a vapor de rodas de forca de 500
cavallos.
ga-se novainenle a quem tiver opanhado um pa-
pagaioque fugio com urna corren'e do ferro no
p, no dia 6 do corrente (domingo de rnanha
favor de leva-lo mesma casa
dar o valor do mesmo.
I)esappareceiida roa da Palma, na rnanha
do dia 16, um boi manso forado, bastante gran-
de, cor cinzento escuro, pellado, tem o cabo fe-
o
que se
Navarre, commandante Vede!, f? 5Tf 1^ZVtVo^k
THEATRO
DE
GOMPANIIIA DRAMTICA
Dcbaixo
la (lirec'fio
Carvalho.
do actor
D.
Ueclaracoes.
Conselho administrativo,
O conselho administrativo, para fornecimento
do arsenal de guerra, tem de compraros ob-
jectos seguinles :
Paraostrabalhos da 1.a c2."classe.
Costados de amarello, duzias 4 ; travs de
qualidade de 32 a 35 palmos 25 ; taboas de pi-
cho americano, duzias 0 ; pranchoes de pinho 9.
Quem quizer vender os dilos objectos apr-
sente as suas proposlas era caria fechada na
secretaria do conselho s 10 horas da maahado
dia 23 do correnle mez.
Sala das sesses do conselho administrativo
para fornecimento do arsenal de guerra 14 (
maio de 1860.Dent Jos Lamenha Lins, co-
ronel presidente.Francisco Joaquim Pereira
Lobo, coronel vogal secretario interino.
O novo banco de
Pernambuco repete o avi-
so que fez para serem re-
colhidas desde j as notas
de 10,000 e 2o,ooo da
emisso do banco.
HOVQ BANCO
DE
PEKX.tUBUCO.
EM 15 DE MAIO DE 1860.
O Banco desconla na presente semana a 11 por
cento ao anno at o prazo de 4 mezes, e a 12 0/n
al o de 6 mezes, e toma dinheiro em contas
correles simples ou com juros pelo promio c
prazo que 6e couvencionar.
CORREIO .
Pela adrainslraco do correio desta provincia
se faz publico que hoje, 19 do corrente, pelas 5
iioras da tarde em poni, fechar-se-ho as malas
4juc tem de conduzir o vapor cosleiro Persinun-
, com destioo a Taraandar e provincia do
yz. Pela administraco do correio desla pro-
vjjcU se faz publico que a agencia novamente
creada na povoaco de Grvala, se acha funecto-
nando. Administraco do correio do Pernambu-
co 19 de maio de 1S60.O officisl papelista,
Oliveira Lima.
Conseliio administrativo.
O conselho administrativo, para fornecimento
al de guerra, tem de comprar os objec-
mililar do commando das
.,. armas.
hvro dos Santos Evangclhos.
4it Fjt' 1i) ^''ho de infantaria.
211 esleirs de palha de carnauba.
felmei0i),,al^0 a P'ncia do Cear.
63 esleirs do palba de carnauba.
a companhia Dxa do Rio Grande do Norte.
Recita extraordinaria.
SABBADO, 19 DE MAIO DE 1860.
Depois que os Srs. nrofessores da orchestra li-
verem (inilisado una escolhida symphonia, su-
bir scena a comedia-drama do Sr. Jos M.
Braz Martina :
Menroaila Diabrura.
A scena passa-sc era Lisboa na aclualidade.
Depois da comedia o Sr. Penante e a Sra.
Julia cantaro o duelo do .
MEIRINHQ I POBRE
Findo o docto seguir-so-ha
dida comed! Hn c- u~J
luada :
\\FIL\11II\ 0 B\B\0
Em um dos intervalos scro executados va-
rios irabalhos de forjas, deslocaco, ele
Finalisar o espectculo com "o duelo :
0 ESTIMANTE E A LAVADEIRA.
Os nomos dos Srs. Mendos Leal Jnior e Jos
Mara Braz Martins, collocados nesle programnio,
nos ohstam de teccrmosqualquer elogio s come-
presente annuncio.
Comecar s 8 horas.
de Iliarinha me- bem compensado ha liberna
Cruz da Boa-Vistan. 3.
official
rial.
Esl.ramadure, commandante,
Trollier, official de mari-
nea imperial.
Be.irn, commandante .Aubry
de la Noe, official de mari-
iha imperial.
Un aviso ulterior far conheccr a data do co-
mea do servico annexo entre o Rio de Janeiro,
Montevideo c Bucnos-Ayres.
Para informales a dirigir-so agencia ra do
Trapiche n. 11.
Para a Baha.
A releira e bem coflecida sumaca nacional
Horiencia, pretende seguir aleo fim da presente
sem.ina, lera parle de seu carregamenlo a bordo
para o reslo que Ihe falla Ira la-so cora os seu
consignatarios Azovedo & Mendes, no seu es-
criporo ra da Cruz n. 1.
certa, ser
ra da Santa
Os procos de lodo o servigo, por dia, regulara de 10 a 12 francos (4S000 4500.)'
I\o hotel encontram-seinforraacis exactas acerca de ludo que pode precisar um eslrangeiro
Vndese. Ferros de engom-
mar econmicos
Aviso as engommadeiras.
Economa tic lempoc de despeza reuni-
da a perfeico e facilidade do *-
Guita-percha.
Artigo? para invern de. gulla-percha
ou borracha, vende-se na ra Nova ti. 45
r^ LOJA DE MARMORE.
' 1
frica.
a sempre applau-
1..-U1 jnior, iui-
A barca portngueza Progressista recebe al-
guma carga miuda e passageiros: trata-se cora
os onsignatarios Tcixcira Basto, S & C.,>no
larg) oo Corpo Santo n. 6, segundo andar, **
com o capitao na praca. .
Para oPresilio deFernandOA
Sigue o brgue Santa Rosa : quera quizer car-
rega ou ir de passagem habilite-se pela presi-,
dencia, e para contratar na ra da r.iti>ia h ax-'r
n;c. .. oo.
Cear e Acarac
= Vende-se 1 moleque peca, de dado do 9
aunos, 1 prela de 30 annos cora 2 crias, sendo 1
moleque de 5 annos e 1 molequinha de 1 1(2 an-
no, e mais outra prela de 30 annos, assim como
Acaboclinhade idade de 6 annos: a tratar na
ravessa do Carmo n. 12.
Vendem-se 2 carros e 2 bos oara o Iraba-
Iho da alfandega : quem pretender, dirija-se a
ra da Cadeia n. 50 A, loja de fazendas. '
Vendcm-se 25 cavallos de roda, novos e
son achaques : no engenho Guerra do Cabo, ou
nesta praca, loja n. 18, defronte da matriz do
Sanio Antonio.
i DMisa de Paris. 1
8 15 Ra Nova15 5
Na ra Nova de Santa Rita, serrana
de Ignacio Bento de Loyola, >ende se
por pre<;o comtnodo, uta sortimento
completo de taboas de amarello, louro, '
sedr etc., e armacoes de camas de ven-1
to, bem feitas, e de boa madeira a
2$500.
O fejao mais superior que ha, ven-
de-se na ra do Codorniz n. 18, erma-
em em frente a travess? da Madre de
Dos, por menos dinheiro que em outra
parte, alim de desocupar o armazem.
Companhia doBe-
beribe.
Nao se tendo concluido os trabalhos
encetados na sessao da assembla gral
convocada para o dia IcT do corrente, a
direccao por deliberacao da mesma con-
vida a todos os Srs. accionistas a reuni-
retn-se quarta -f eir 23 do corrente a o
meio dia, para a continuarlo dos mes-
mos traba 11 ios prescriptos pelo att. 19
dos respectivos estatutos.
lialli o.
tra-
Frederco Gauticr, cirurgiao dentista,
faz todas as operacoes da sua arte e col-
loca denles artificiaos, ludo com. a supe-
rioridade c perfeico que as pessoas en-
tendidas Ihe reconhecem.
Tem agua e pos dcnlifrcios etc.
dias do
tos seguinles
Para a secretaria
DOMINGO, 26 DE MAIO DE 1860.
s 4 1/2 horas da tarde.
Logo que os professores da orchestra termina-
ron urna escolhida symphonia, subir scena a
excellenlo comedia do Sr. Braz Martins a
Abencoaila Diabrura.
Em seguida o Sr. Penante o a Srn. D. Jcsuina
cantaro o engragado duelo :
OESTDANTE EA LAVADEIRA.
Seguir-so-ha a jocosa comedia :
VOSSE TRAZ A ROSCA ?
Em seguida a Sra. D. Julia e o Sr. Penante
cantaro a pedido de muitas pessoas, e pela ul-
tima vezoengracadoduelo :
lEEllIIDIIMBM
E rematar o cspoclaculo com farcas gyranas-
licas, pelo hbil prufessor Joo da" Silva e seus
discpulos.
O reslo dos bilheles acha-se venda no escrip-
torio do Incaico.
N. B. O ador Carvalho participa ao respeita-
vel publico, que para melhor salisfazer os seus
desejos, acaba de contratar o Sr. Joao Pereira da
Costa Lima c a actriz D. Maria Luiza.
O palhaboto Sobralcnse, capila Ralis, segu
com brevidade; a tratar com Caetano Cyriaco da
C. M no lodo do Corpo Santo n. 25, primeiro
and: ir.
Para.
E: pera-se todos os dias do Maranhq o bem
conhecido hale Lindo Paquete,, que dever re-
gressarcm dlreitura do Para, com poucos dias
de cemora ueste porto, visto ter grande parte do
carregamenlo contratado, os senhores quequize-
rem tomar alguma praca no dito navio podn
desee j cnlender-se com os consignatarios Al-
mei la Gomes, Alves & C. ra da Cruz n. 27.
Soto.
Avisos martimos.
tosroCOvoU" w0'"*^?-^66"' .^A". P"-
321
pederneras; 4 cordes p
canudos de inferiores; 1 sinele com arro..; %
Wttcaes de lalao; 1 jogo de balanca de pao com
Para o Assi*
segu o hiale Beberibe por j ter a maior par-
te da carga ; para o resto o passageiros, trata-so
com Luiz Borges de Cerqueira, na ruado Viearin
numero 15, 6
Para o Rio Grande do Sul
segu com brevidade a barca Malhilde, por'ler
melado da carga prompta : quem quizer carre-
gar o resto, enleoda-se cara Manoel Alves Guer-
ra, no seu escrtplorio da ra do Trapicho d. 14.
b ATTENCiO.
A barcaca Flor da Guia est sujeita despe-
as do seu fabrico ; e porlanto faz-se a presenil
declara?ao para que nirrguem faca negocio al-,
gura a seu respeito.
Para o Aracaty segu com brevidade o hjale
Duvidoso, j tem a maior parto da carga : para
o resto trata-se cora Marlins Irmo. na ra do
Madre de Dos n. 2.
Para e Marauho. \
O palhnbole NovaeS segu em poucos dias,
recebe alguma carga miuda : trala-se cora os
consignatarios Teixeira Basto, S & C. lio largo
do Corpo Santo d. 6, segundo andar.
Aracaty.
Segu cara mui'.'a brevidade o hiale Santo A-
maro, recebe cargue passageiros : a tratar com
CaetaDO Cyriaco da C. ai., no lado do Corpo San-
to o, 25, primeiro andar.
COMPANHIA BRASILEIRA
DE
PAOUETES A VAPOR.
O vapor Paran, commandante o capitao te-
en .e Turrezao, espera-se dos portos do norte
em ?eguimento aos do sul al o dia 21 do cor-
ren e.
R?cebe-se desde ja passageiros e fretc de en-
con raendas o dinheiro, c engaja-se a carga que
o yipor poder conduzir sendo despachada com
antecedencia at a vespera do dia de sua che-
gadi: agencia ruado Trauiche n. 40
loii) de Thomaz de Faria. '
esenp-
Para
Olio de Janeiro,
segu o brigua Anna Rosa, capillo Manoel Pe-
rein de S ; recebe alguma carga a frele: trata-
se cora Teixeira Basto, S & C, do largo do Cor-
po Santo n. 6, segundo andar.
O capitao A. A. Prceland, da galeota hol-
an< eza Lummina. Arenlina, prompta para se-
gn viagem para Montevideo, precisa tomar a
nsc i martimo a quanlia do dous contos o qui-
nhe ilos, mil ris para pagamento das despezas e
comerlos do dito navio nesle porto: os preten-
den es quorarn dirigir as suas propostas e con-
dicces ao consulado dos Pajzes-Baixos, ra do
ira uche n. 16 al segunda feira, 21 dd correnle.
ao meio da.
Cear.
O hiale Nicolao I sahe impreterivelmenle no
da 25 do corrente por ter j parle de su carga
orotnpta : para o resto trala-se com Prente
y auna & c.
mm
IWAL COMPANHIA
kglo-^uso-Brasileira.
Es)era-se da EurOpado da 19 em diaole o
8por Brasil, que seg'uir para os portos do tul
depois da demora do ct'alume, para passageiros
irata-se com os agentes Tasso Irados.
Aluga-se ura solao multo espacoso e limDo em
casa muito decente, a alguma pessoa sollcira,
por convmodo preco : para informacoes, na ra
do Codorniz n. 18, em frente a travessa da Madre
.de Dos.
Procisa-se alugar um sitio polo da praca,
e que lenha casa com cap.icidade para familia:
na ra do Crespo, loja do Xislo.
Joan Francos, francez, vai ao Rio de Ja-
neiro.
I Arrendam-se terrenos com 50 palmos de
frente e 300 de fundo, ptimos para quem quizer
formar urna habitacao com pouco dinheiro, o
I pilas vantagens que offerecom : a tratar como
propnetario. no sitio junto a igreja de Belera, da
parte do norte.
Comprase urna casa terrea ou sobrado de
um andar, sendo no bairro de Sanio Antonio, e
que esteja era hora estado : a tralar na ra de
Apollo n 41.
Os Sis. Antonio4H|uim de Carvalho e Al-
buquerque, Francisco Wles de Carvalhal Mene-
ze3 Vasconcelos, Ignacio Accioli de Almeida e
Lopes & Irmaos, querara apparecer na adminis-
trarlo do correio desta cidade afira do receberem
urnas cartas vindas da Bahia.
= Prccisa-se de una ama forra ou escrava :
na travesea do arsenal de guerra n. 9.
Fugio no dia 16 do correnle um mulalinho
por nomo Joao, idade de 14 annos. vestido com
calca de hrim pardo sem a camisa, s cora um
palelot debrim preto com quadros e cora bonet
d< p?n0 utn P"uco grande, e discalc,o, arompa-
nhado de um cachornnho preto com raalhas cor
. oe caf pela barriga : quem o pegar, dirija-se
ra Dirota n. 27, segundo andar.
Louis Etter relra-se para Europa.
Manoel Francisco de Paula, tendo justo o
contratado a taberna sila na ra do Bom Gosto,
em Sanio Amaro, peilencenle a Joaquim Soares
Carneviva ; o convida aos seus credores para, no
prazo de 3 dias, compareccrera na mesma.
Pede-so ao Sr... que se incumbi de tro-
car duas sedulas de lOg do Banco da Bahia, cujo
donolh'as deu de boa tenha a bondade de as
vir restituir quanlo antes, se que nao quer ter
0 dissabor de ver o seu norae declarado ntste
Diario.
Dcclara-se ao publico ou a quem possa in-
leressar, que o annuncio publicado no Diario
de quarlafeira, 16 do correnle, chamando o Sr.
Msuoel Gongalvcs Telles para pagar, que nao se
entende cora o Sr. Manoel Goncalves Telles que
lem liberna no mesmo lugar, e que foi caixeiro
do armazem de couros.
Na otaria do Sr. Marcelino Jos Lopes, ta
ra do Mondego, vendem-se ps grandes de so-
plas, em barris, proprios para embarque. N
mesma olaria existe urna escrava que aluga-se
para casa eslrangeira de pouca familia, sabendo
engommare cozinhoro diario.
Lembramos aosnossos amadores, anles que
se acabe de vender a variada colleccao de arbus-
tos e sementes de flores, de herialice e arvores de
fructo, a saber: maneras, pereiras, ceregeiras,
damascos, possegueiros e parreiras, que se achara
venda al o principio da semana prxima : na
ra do Cabug n. 3 A. Tudo vende-se barato, c
aeslaco propria para a plantario.
Vende-se urna prela de meia idade por prc-
50 commodo : na ra da Imperatriz n.78.
Vendem-se 3 escravas chegadas do ra hon-
lem. de idade de 13, 15 e 20 annos,2 escravos. 1
de 17 annos e outro de 20, vendem-se por pre-
cos razoaveis : pora ver, na ra do Queimado,
loja de foragens n. 35.
Perdeu-so um meio bilhele n. 3109 da ler-
ceira parlo da primeira lotera do Divino Espirito
Santo, assignado por Jos Filippe Bibeiro: por-
lanto roga*se ao Illm. Sr. ihesoureiro das lote-
ras para, no caso que saia algum premio, nao
pague senao ao abaixo assignado.
Jos Filippe Ribeiro.
Precisa-se de urna prcta torra ou captiva
para o servico de urna eaaa de pouca familia :
na ra da Imperatriz n. 1.
- Precisa-se de urna ama para cozinhar, pa-
ga-se bem agradando : na ra dos Pescadores es
1 b 3.
Os ferros de engommar econmicos do Bless
& Orake, soj lio bem conhecidos, e por lodas
as partes em que sao usados, lecm recobido um
acolho tao favoravel, que os fabricantes se limi-
laro a simplesmonte indicar aqui algumas de
suas valiosas qualidades, son mencionar os nu-
merosos louvores, que a imprensa e rauitos par-
ticulares leem dirigido aos inventores de ura tao
til, quilo importante utencilio.
As vantagens dos ferros de engoramar econ-
micos e sua iuconlestavel supoioridade sobre os
anti 1." Os ferros econmicos tendo era si o appa-
Escrintorio ra aHminUrrar-Sn rlAfWi relho 1ne os a,luei,,a e 1"e serve a conserva-Ios
wcnpwno da administrado f t.orn- sen)prft 0 gro de calor q(JC se medianta
nina ao Deberme lo de maio de I00O mu facis condiccoes, azem ganhar as engom-
pa
Jos Teixeira Bastos, secretario in-
terino.
O novo deposito do gelo
no bairro de Santo Antonio,
ra do Imperador, est aberto
todos os domingos e dias san-
tificados das 6 horas da rna-
nha s 6 da tarde para com-
modidade das pessoas que
.nestes dias costuraam partir
nos mnibus para os arrabal-
des da cidade.
*c*o ftCBCB>a9t9oci:
I Seguro cootraFogo
GOMPANIIIA
nr
1
i
i
8
I
%
%
LONDRES
AGENTES
J. Astley & Companhia.

para
Vende-se
Formas de ferro
purgar assucar.
Estanho em barra.
Verniz copal.
Vinhos finua de Moselle.
Enchadas de ferro.
Brim de vela.
Folhas de metal.
Ferro sueco
Ac de Trieste.
Pregos de composico.
Lona in&rleza : no arma-
3 zem de C.J. Astley & C.
jnainifiajfjari>
para
desta
praca
Precisa-se de um homem
distribuidor deste iario, dentro
cidade : na livi at ia n. 6 e 8 da
da Independencia.
Pede se a um morador da ra
das Cruzes. que manda pilar milito ou
arroz das \ horas da madrugada em
diante, que tenha piedade dos seus vi-
sir ho; que se acham a dormir a esta
hora.
Borzeguins inglezes.
Amansa calos.
Chegados do novo, pelo proco do coslume ; na
loja do-vapor, na ra Nova n. 7.
_ Precisa-sede urna ama que engomme, co-
zinhe, e tome conta da casa de um homem sol-
leiro j idoso : na leja de Leite & Irmo, na ra
da Cadeia do Recife n. 48.
Aos marchantes.
Vende-se urna vscca propria para matar-se :
na ra de Hortas n. 126.
Arrematacao de dividas.
A arremalar;o das dividas do finado Manoel
Femandes Guedes, ficou para hoje 18 depois da
audiencia do juizo dos orphaos.
= Pergunta-se, ser do regulamento do ce-
railerio, obrigsdos os denos dos eslabelecimentos
de carros fnebres, a mandar conduzir par,o
cemitorio os estrangeiros que fallecenr cm hos-
pitaes particulares ?
Vende-se urna preta de meia idade por
prejo commodo : na ruojda Imperatriz n. 78.
madeiras o mmenso lempo que as mesmas per-
dem,servindo-se dos antigos ferros, as conti-
nuadas mudancasque sao obrigadas a fazer, na
limpeza e rreparo dos raesmos, no fogarciro, e
era mil oulros accessorios inherentes ao velho
syslona. A esta iiuraensa vantagera deve ac-
crescentar-se-que o engommado sahe mais per-
feito, mais claro c mais lustroso.
2." Um s ferro basta para cada engomma-
deira, no entretanto que dos anligos era neces-
sario ler um certo numero.
3." A despeza de cada um desles ferros, para
um da do irabalho, nunca podera exceder a
80 ris.
4. O Irabalho 6 muito mais fcil e agradavel,
podendo eltccluar-se em qualquer parle sem a
menor obstculo. O grave inconveniente do ex-
tremo calor produzido pelos fogareiros, sobrelu-
do nos paizes quenles, de3appareco completa-
mente.
5 O perign de incendios e divenos oulros
-j males, cessa com o uso dos ferros econmicos.
6_. Commodidade de transporte, solidez a du-
rago do utencilio. Muitas oulras vanlagens po-
deriam ser citadas ; os fabricantes porem julgant
mais acerlado.de recommendar as pessoas inte
ressadas de cxperimcnlarem os ditos ferros, quo
de si mesmo fullarao mais alto, que tudo quanto
em favor dos mesmos se podria dizer.
nicos agentes em Pernambuco Raymundo-
Carlos Leite antgauente aterro da Boj-Vista.
PARA 0 ARACATY
6! segu em poucos dias o hiale Camaragibe, por
i j ler a maior parte de scu carregamenlo prom-
io: para o reslo e passageiros trala-se na rua-
do Vigario n. 5.
No dia 18 do correnle mez se ho de arre-
matar em praca publica do Sr. Dr. juiz munici-
pal da primeira vara desta cidade os bens se-
guinles : um sobrado de tres andares na ra do
Amorim do bairro do Recife n. 41, avahado em
l:U0#, e duas casas terreas na ra ao Arago
da fregueza da Boa-Vista ns. 31 e 35 avaliadas,
a primeira em 3;50#, e a segunda em 2 000,
por execuio de D. Mananta Oorolhea Joaquina,
como inventarianlo dos bens de seu finado pai
contra a viuva e herdeiros de Manoel Joaquina-
Tereira. E-a ultima praca.
BAltATISSIMO.
Diccionarios franeczes de Fonreco, c Roque-
te, ditos da lingua porlugueza, selectas france-
zas e inglezas, ritual romano de differenlcs en-
caderoacoes e gostos, livros de direito, e muilos
oulros objectos que ao comprador se OMsIrar&o;
na ra do Imperador detrontc de S. Francisco.
= Vende-se una prela moca que cozinha, la-
va eengorama pcifeilainenle :" na ra Nova 11 u-
11100 55.
=s Do engenho Frexcirns, na provincia das A-
lagoas, fugio em procura de Garanhuns a Moxo-
t, um escravo cabra de nome Joao, com os sig-
naos seguintes : cabellos pegados, corpo secco 0-
espigado. um ou dous lobinhos alraz da orelha,
falla lato, um pouco pacholla, e tem in.ii em Ma-
CSfiSflXit xot" : os apprehendedores levsm-no dito enge-
nho Frexeiras, na comarca de Macei, ou nesta
fraca ao Dr. Antonio Buarque de Gusmo, na
assagem da Magdalena.
i Attenefto.
i| Vende-se urna canoa aborta que pega
M*" 1.200 lijlos : para tratar na ra de S.
Francisco 11. 58, a chegar no Mundo Novo.
Desappareceu na noile do dia 3 para 4 do-
corrente, do engeuho Uchoa, ura quarlo com os
sigoaes seguiotes : castanho, de meio, capado,
magro, pescoco fino, ponas compridas, de roda,
pelo que tem o signal no peito : quem o pegar,
ou der noticia exacta delle, poder ir ao engenho-
cima mencionado que ser gratificado.
Altenco
O abaixo assignado, na qualidade de propie-
tario da raetade do engenho Pituass da comar-
ca dcGoianni, por si e oulros consenhores do-
mesmo engenho, fazem publico, que sendo edi-
ficado o dito engenho em urna propriedade de-
nominada=M6co, a qual comprchendo a campi-
a da gia, e tanoleiros dos cajuaes, cujas Ierras
foram compradas aos herdeiros de Estevo Jos
Carneirode Lacerda, estando parte destas trras-
na posso do engenho Itapirema do Meio ; e co-
mo consta ao abaixo assignado tiue se est tra-
tando de vender ou permutar esto engenho, por
esta razo fazem publico os annuncianles a quem
convicr possa, que estao determinados a reven-
dicaren lodos os terrenos que pertcncem a refe-
rida propriedade pelos meios legaes : e para que
ninguem se chame a ignorancia, faz o presente
aviso, que servir de protesto. Recite 14 de maio
de 1860.P. C.


._____ I ,1 ... I ,,
-%r
'ijj. iiw iW
i
DIARIO DE rEBNAMBCO. SABBADO > DE MAIO DE 1860

ui' p'.hil0rn' rfl"lisl americano convida ao rcspcilavel publico pernambucano
vtadu. y, oc.'.k i ,fl",,blB americano convida ao rcspcilavel publico pernf
Vihilifnoifiabelei',menlo. de retratos pelosystema smbrorypo, com vidros dourad
samiisa pela sua conservado illimilada, como lambem enconiraro um salao especi
ras c grande c variado sobrecelentcs deohj-ctos pertencentes a mesma arte.
m^^T&^^J^^^^^^^^^^^^M 30g: na ra do
para
os e se respqn-
especial para senho-
iHilho e Trelo.
Prelo a 4$50O. milho a 4$ o sacco. e cm eqia
aZ4Urs. :na taberna da estrella, largo do Pa-
"JoiillMAS IMR4 1860.
Estao venda na iivraria da praca da Inde-
pendencia ns. 6 e 8 as olhinhas para 1860, im-
pressas nesla typographia, dasseguintesquali-
dades :
*OLHINHA RELIGIOSA, contendo, alm do
kalendario e regulamento dos direilos pa-
rochiaes, a continuaco da bibliolheca do
Cristo Brasilciro, que se compe: do lou-
vor ao santo nome de Dos, coroa dos ac-
or, hyrunos ao F.spirilo Sanio e
f N. S., a iraitacao do de Santo Ambrozio,
jaculatorias e commemoracao ao SS. Sa-
cramento e N. S. do Carmo, exercicio da
Via-Sacra, directorio para oracao mental
dividido pelos dias da semana, obsequios
ao SS. coracao de Jess, saudac6cs~~dev~-
tas s cbagas de Cliristo, orajes a N. Se-
nhora, ao patrocinio de S. Jos e anjo da
guarda, responco pelas"almas, alm de
outras oraces. Prego 320 rs.
IPTA DE VARIEDADES, contendo o kalenda
rio, regulament) dos direitosparochiaes.e
urna colleccao c ancdotas, dilos chisto-
sos, coutos, fabiilas, pensamentos moraes,
receitas diversas, quer acerca de cozinha,
quer de cullurp, c preservativo de arvores
I Attenco. 1
# Curso pralico e theorico de lingua fran- <$
{~| ceza por urna senhora franceza, para dez @
@ mocas, segundae quiita-feira de cada se- @
mana, das 10 horas al meio da : quem
quizer aproveilar pode dirigir-se a ra da m
Cruz n. 9, segundo andar. Pagamentos &
@ adiantados. |j
S@ @@ @@@ @@?|
Agencia de passaporte e folha
corrida.
Claudino do Reg Lima tira passaporlc para
dentro e (ora do imperio, ror prero commodo e
presleza : na ra da Praia n. 43, pr'imeiro andar.
Aliiiiiiilt da provincia.
Sahio a luz a folhinha com
oalmanak da provincia para
o correneanno (te
mm&
Jockey clui).
Nao podundo ler lugar, por motivos extraordi-
narios, as rorridas annunciadas para o dia 12 do
correnle, i commissiio direclora transferio para
o dia 17. I ecifo. 10 do maio de 1860.
Os socio:, que quizerem ioscrever seus caval-
los deverj dirigir-sc ao thesoureiro da raes-
ma eorami.s.io al o dia 15 as 2 horas da tarde,
depois do i|ual nenhuma inscripcao ter lugar ';
assim com i roga-so de mandaren) buscar suas
entradas a o mesmo dia.
DENTISTA FRANCEZ. 3
> Paulo Gaignoux, dentista, ra das La- ^
rangeir is 15. Na mesma casa tem agua e
p den: ideo. <
^AAAjUjLUJlAIllIAJL AAAIAAAAA^
Capella de Nossa Senhora da
Concei$o da estrada de
Joo de Barros.
A mesa.lireclora di sociedade dos devotos
desla capel a, nao podendo ser-lhe indifterente
a calamitosa qudra, na qual as epidemias rei-
nantes vao ceifando tantas vidas, lendo exposto
vencracan dos fiis a veneranda imagem de
sua angust protectora, resol ve lambem apre-
sentar a m raculosa imagem do Senhor S. Braz,
advogado contra os males da garganta. Assim
convida a lodos os fiis que venham receber a
bencfio que a santa igreja determina seja feita
sob a intenessao de tao glorioso sonto; cuja se-
r feita pcijmui digno membro da mesa rege-
dorao Rvrcd. padre mestre Lourenco de Albu-
queLoyoIa, que espontneamente' olTereceu-se
para este l.m. As referidas imagens cstarao
expostas a cneracao dos fiis de hoio (16 do
correte) at que o Omnipotente se digno amcr-
ciar de nos. O secretario, Luiz Francisco de
Paula Ramos.
Nova casa de pasto
v da aguia de ouro.
\ Na ra estreita do Rosario n. 23 con-
fitante a ra das Larangeiras, fornece-
se\alrxfoco e jantar cora todo o assr^io e
promptidaoe mais burato do que cm
oufra qualquer parte, assim como se
achara' comida prompta a qualquer
hora que se procure.
Manoe. Maia da Silva, vendo no Diario de
Vernambucc d 14 do correnle, o annuncio dos
nenltaros d( finado Jos Eugenio da Silva Ra-
mos,em que se convida a qualquer qup sejulgue
prejudicado cm seus direilos com a venda do
eiigcnho Caiaaragibe dcSerinhacm, perlencento
ao mesmo fliado, para que aprsenle seus ttu-
los dentro do 15 dias, vem pelo presente declarar
1'JS ^e_rodor do mcsmo hundo da quanlia de
6565275, ale ti dos respectivos juros, e isso como
herdeiro do ;eu finado irraao Joaquim Maia da!
Silva que en credor do mesmo fallecido Jos
Eugenio de maior quanlia, e porlanlo protesta
m al lificiacs pelos dous syslbmasVLCANT,
Joaquim da Silva Castro a fazer qualquer refor- chapas de ouro ou platina, podendo ser
PROVINCIA.
Terceira parte da primei-
ra do Espirito Santo.
Aos 10:000$, 5:000$ e 1:000$.
O abaixo assignado tem exposto a
venda os seus bilhetes garantidos dos 8
por cento ao imposto geral nss lojas se-
guintes :
Praca da Independencia n. W.
Pateo do Carmo n. 17.
Ra estreita do Rosario n. 11.
Aterro da Boa Vista.
Ra do Crespo n. 5.
Ra da Cadeiado Recife n. 66.
Precode bilhetc 12^000
Meio 6.5000
Quarto 3^000
Vende-se em seu escriptorio na ru
do Imperador n. 21, cm porcoes de
100 para cima pelos seguintes precos :
Biihete HjsOOU
Meio 5#500
Quarto 2jjr7i0
Cs bilhetes premiados de sua rubrica
sao pagos na praca da Independencia
n. 40.
P. J. Layme.
CASI LIISO-BIUSLEIKA,
Golden Squarc, Londres.
J. C. OLIVEIRAlendo augmentado, com to-
mar a casa contigua, ampias e exccllcnles ac-
commodacoes para rauilo maior numero de hos-
pedesde novo se recommenda ao favor e lom-
branca dos seus amigos c dosSrs. viajantes que
visitem esta capital; continua a preslar-lhesseus
serviros e bons ofcios guiando-os cm todas as
cousas que precisen) conhecimento pralico do
paiz. ele. : alm doportuguez e doinglez ialla-se
na casa o hesnanhole francez.
I DENTES I
1 ART1V1CIAES. j
@Rua estreita do Rosario n. 3
usar do seu Jireito era lempo 'competente,"scii- .?r?n do que desdn j declara que nao aulorisou
2.
'51
Bina pina d
Grande e novo sortimento de fazendas de todas as nua-
lidades por baratissiinos precos.
Do-se amostras com penhor.
Lindos cortes de vestidos de seda prelos
de 2 sai as
Dilos dilos de ditos de seaa de cores
rom babados
Dilos ditos de ditos de gaze phantazia
de cores
Romeiras de fil de seda preta bordadas
Visitas de grosdcnaples prelo bordadas
com froco
Grosdenaples de cores com quadrinhos
covado
Dito liso prelo e de cores, covado
Seda lavrada preta e branca, covado lj e
Dita lisa preta e de cores, com 4 palmos
.de largura, propria para forros
Cortes de vestido de seda de gaze trans-
parentes
Dilos de ditos de cambraia e seda, corle
u-imbraiasorlandys de cores, lidos pa-
dioes, vara
Manguitos de cambraia lisos e bordados
liras e enlremeios bordados
Mantas de blondo brancas e pretas
Ditas de fil de linho pretas
Chales de seda de todas as cores
Lenco* de cambraia de linho bordados
[Jilos de dita do algodao bordados
Panno prelo c de cores de todas as qua-
lidades, covado
Casemiras idem idem idem
Gollinhas de cambraia a
Chales de touquim brancos
Dilos de merino bordados, lisos e es-
lampados de lodas asqualidades
Lnfeiles de vidrilho francezes prelos e
de cores
Aberturas para camisa de li:iho e a!go-
dao, brancas e de cores
Sai as balo de varias qualidades
ltela rxo, covado
Chitas francezas claras e escuras, co-
vado '
Cassas francezas de cores, vari
Collannhos de dsguio de linho mo-
dernos
Um completo sorlimento de roupa feita
s
c
9
9
9
15200
S
39OOO
19500
W9000
16J0O0
1000
. 9
9
9
9
9
s
$900
9
9
$640

9
sendo casacas, sobrecasacas, palelofs,
colletes, calcas de muitas qualidades
de fazendas
Chapeos francezes Dnos, forma moderna
Lm sorlimento completo de grvalas de
seda de todas as qualidades
Camisas francezas, peitos de linho e de
algodao brancas e de cores
Ollas de fusiao brancas c de cores
teroulas de linho e de algodao
Capellas brancas para noivasmuilo finas
tm complelo sorlimento de fazendas
para vestido, sedas, laa e seda, cam-
braia e seda lapadas e transparentes
covado '
Meins cruas brancas e de cores para
meninos
Ditas de seda para menina, par
Luvas de fio de Escocia, pardas, para
menino
Velludilho de cores, covado
Velbulina decores, covado
Tulseiras de velludo pretas e de co-
res, o par
I Ditas de seda idem idem
I Um sortimento completo de lu-*as de
seda bordadas, lisas, para enhoras,
homens e menines, de todas as qua-
lidades
Corles de collcte de gorgurao de seda
de cores
Dilos de velludo muilo finos
Lenros de seda rxos para senhora
Marquezitas ou sombrinhas de seda com
molas para senhora
355OO I Sapalinhosde merino bordados proprios
para baplisados, o par
* Casinelas de cores de duas largurasmui-
6;000 1 lo superiores, covado
S500 Selim prelo, encarnado e azul, proprio
c i Para forros. rom palmos de largura,
^p [ fazenda nova covado
1500 Selim liso de todas as cores, covado
.cnn krnS.s de 6org"rao de seda pretos
$600 ; Belogios e obras de ouro
____ Corles do casemira de cores a
AU MINERALE
9
6550
9
S
9
S
9
s
9
18600
9320
192C0
9700
2$C*
UC06
9
*
9
2{C0O
9
ES^OO
180CO
IfflW
9
>
9
51C0O
NATURALLE DE VICHY.
Deposito na bolica franceza
ra da Cruz n. 22.
e fructos. Pr
WlTA DE PORTA
ico 320 rs.
.! qual, alm das materias do
costuras, conlm o resumo dos direitos
parochiaes. Pre o 160 rs,
Roga-ss aos Srs. devedores do estabele-
cimento do fallecido Josda Silva Pinto, o ob- -
sequo de saldaren) sdus dbitos na ra do Col-
legio venda n. 25 ou ha ra do Queiraado loja
Vendem-se cylindros americanos
paratrabalha'r maleas com rocLs, den-
tadas je sobreceleptes, muito maneiras
para o trabalbo : ria ra da Senzala Ve-
lha n. 9i. *
Deseja-se saber onde existe o Sr.
Pedro Francisco deOliveira.que em ju-
lhodo anno p. p. estar no K10 de Ja-
neiro : na ra da Cadeia do Recife n.
15, loja do Bourgard.
Cigarros
de Bota Fogo, palba de milho, havana,
Para' e hespanhoes em grandes e pe-
queas porcoes : no centro commercial
ruada Cadeiado Recife n 15, loja de
Jos Leopoldo Bourgard.
Carros fnebres.
No estabelecimento de carros fne-
bres do pateo do Paraizo casa n. 10, de
Jos Pinto de Magaldaes, existe alemde
um carro fun-bre de columnas e cpu-
la com 7cioroes, lia um outro acabado
o qual se vende a 800 rs. na
praca da Independencia livra-
ria n. 6 e 8 contendo alm do
kalendario ecclesiastico e
civil:
Noticia dos principaes esta-
dos da Europa e America com
o nome, idade etc. de seus im-
peradores, reis e presidentes.
Resumo dos impostos ge-
raes, provinciaes, municipaes
e policiaes.
Tabella dos emolumentos
parochiaes.
Empregados civis, milita-
res, ecclesiasticos, litterarios
ie toda a provincia.
Associaces commerciaes,
agrcolas, industriaes, Ilitera-
rias e particulares.
Estabelecimentos fabris, in-
dustriaes e commerciaes de
todas as qualidades como lo-
jas, vendas, acougues, enge-
nhos.etc, etc.
Serve elle de guia ao com-
merciante, agricultor, mari-
ma as lellns provenientes das transaccoes ha-
vidas enlre -cu finado irrno e o fallecido Jos
Eugenio. I ecife 15 de maio de 1860.
Por um corle de cabello c
frisamenlo 500 rs.
Ra da Iinperatriz n. 7.
Lecomte acaba de receber do Rio de Janeiro
oprimeiro centra-mestre da casa Augusto Clau-
dio, o um oulro vindo de Paris. Esta estabele-
cimento esta hoje as mclhores corjdices que
possivel paia salisfazcr as cncomhiendas dos
objectosera cabellos, no mais breve lempo, co-
mo sejara : marrafas aLgiz XV, cadelas de relo-
gios, braceletes, anneis, rosetas, etc., etc., ca-
balleras de Oda a especie, para hohiens e se-
nhoras, lava-se igualmente a cabera a moda dos
Estados-Unid >s, scmdeixar urna s pelcula na
cabeca dos clientes, para salisfazcr os pretenden-
tes, os objeclC'S era cabello scrao feitos cm sua
prescnca.se o desejarcra, o achar-se-ha sempre
urna pessoa d sponivel para corlar os cabellos, e
pentear as senhoras em casa particular.
E' chegado loja de Lecomte, aterro da
Boa-Vista n. ", o exccllenle lcile virginal de ro-
sa branca par. refrescar a pello, tirar pannos-
sardase espinias, e igualmente o afamado oleo
babosa para I mpar c fazer crescer os cabellosi
assim como pos imperial de lyrio de Florenca
para borluejas c asperidades da pelle, conser-
va a frescura e 6 avelludado da primavera da
vida.
denovoparaanjosou donzellas, tam-;^1110 6 emfilU para todas as
se encarrega de qualquer enterro, for-
necendo-se carros de passeio, cera, babi-
tos de todas as qualidades, msica, ar-
marles, a contento dos nteressados,
Comprase um cavallo preto, cal
cadoede frente aberta, que sirva para
carro: no pateo do Paraizo n. 10.
procurado na sobredila ra"a qualquer @
hora. *
Roga-se aos Srs. devedores a firma social
Je Leite & Correia em liquidacjao, o obsequio
de mandar saldar seus dbitos na loja da ruado
Queimadon. 10,
O Ur. Losme de Sa
Pereirsg
^|de volt desua viagem instructi-
^tiva a uropa continua no exer-
cicio de sua proissao medica.
Da' consultas em seu escripto-
rio, no bairro do Recife, ra da
Cruz n- 53, todos os dias, meno*
nos domingos, desde as'6 horas
J|t as 10 da ..manhaa, sobre of
S seguintes pontos :
1*. Molestias deolhos
1*. nplestias de corac/ao e de
3*. Molestias dos orgaos da gera-
cao, e doanus ;
-". Praticara' toda e qualquer
Micdea de francez S
| piano. I
5g MaderaDiselle Cleraence de Hannelot ^
m de Mannc\ille continua a dar licoes de m
g francez e >iano na cidade c nos arrabal- 2
fa Jes : na n a da Cruz n. 9, segundo andar, m
J. i-ronli vai para osul do imperio.
Precisa-sa do urna mulher MUucza para
coser, ongomniar, e tora^r a sfuWd gover-
no de urna esa de familia portugueza ; quem
estiver neslas circumstancias, diriia-se a impren
sa des^c jornal por caria fechada com as iniciaos
S. C. T.
,k~ P.reci*'S3 de 8:0003 a juros sobre hvpo-
predio de duplicado valor : quem
a ra das
o achara
' e um predio de duplicado valor
os tivere quiz.r dalos, pode dirigir-se a
Laiangeiras n 15, primeiro andar, que
com quem Ira ar.
Sirop du
mi
A
JARABE DO FOUGET.
Este xarope est
_______Icomo sendo"o melhor a cura?en8 mm:nt* medicos de Parto,
affeccoesdos bronch.os, aiaq-.es de peito "rilnSe f en P?0M' l?S*e- C"VUlsa e oulrs
pela manha, e outra noite sao sufQcienies O lfritn a "'somnolencias: urna colherad
lempo o doenie e o medico. buIUC|enies. o (WH deste exc.-lenie xarope satisfaz ao mesmo
O potito i na ra larga do losario, botica de Bartholomco Franduo
de Souza, n. 36.
FUHDIQAO
DO
I.
Ra do Brum (passando ochafariz.)
Ko depozito deste cstaYieleeimento sempre lia grande sortimenlo de
eliausmo para os engenhos de assncar a salier: orumeiklo de
me-
achina de rapor modernas de golpe cumprido, econmicas de combustivel
- madeira largas, leves, fortes, e bem balaceadas ;
Rodas d'agua de ferro com cuW de EiiT^ j^"S ?K tlf' ^ Cllm -***
Cannos de ferro, e port ,s d'agua para ditas, e serrilhas paraSs de madei
Moendas .nte.ra, com v.rgens muito ortes, c conveniente, ;
Meias moendas com rodetas motoras nara terna Mju l > ,
T.xa. de ferro tundido e batido, de cobro acun,,ada! W*l*m deaz, ;
Aa'mbio^T Ca'd'?'">' e PrU* defe"' P fornalha.;
Asuilboe., brooze e parafu,o, aradot.TJ"rodi^A, "r '' ,
D W Rm ^ ? Orna8 6a1""'"-1" P"a purgar etc., etc.
*od^^^^^^^ digno da preferencia com
tore, desta provincia, fpeloK d Zn t Zf. mechams0 ProI-o para os agricul-
assim como peta conlaadto disua fabrica^ em p!, "6 ff V,agem annual P o dito m,
mo a vootade de cada com^^^
operacao quejulgarconven'ien- f'
te para o restabelecimcnto do;
seus doentes.
O exame daspessoas que o cen-j
K^sultarem sera' feito indistincta-:
jmente, e na ordem de suas en-
^ tradas; fazendo excepcao os doen- j
"1 tes de olhos, ou aquellesque poij
Jmotivojustoobtiverem hora mar-;
'cada para este fim.
A applicacao dealguns medies
jtnentos indispensaveis em vario?
^|casos, como o do sulfato de airo-
^pina etc.) sera'feito.ou concedido^
^gratuitamente. A conianca quem
^nelles deposita, a presteza 'de su
\^accao, e a necessidade prompta |!
!<|deseuemprego;tudoquantoo[
^demove era beneficio de seusl
^doentes.
3!v;^5??irrs
nientemen(e,Pni;TfH0SOr('S,ab0!e-ciraent0' 1ue P01"8 n0 ros melhoramentos
m?l^i montado, far-se-hao tambera do de novembro cm vante.
feitos acha-se con ve-
SSdee ecooom-d^ubiS de W^o^o^Ur^^^^Z^^Z
Assignatur. de banhosfrios para urna pessoa por mez.....lOgOOO
_ mornos.de choque ouchuviscos por mez lbjOOO
____________^"ps a carines e.banhos avulsos aos oreos annunciadoi
*es7JZT',c* \ l>ireita4S
Domingo 20 do trrenle, s 9 horas da raa-' 1>C 5^000 ,1 6$000.
SnfaS. STSfiSr11 d CnSClh drCC- WJ^ d* fbclecncnto
J. L. Dornellas Cmara, laltendendo ao estado pouco lifcngciiO
da bolsa da maior parte da populaco,
Io sccrclaiio.
= O abai
:'" ss'gnado passou sua residencia
tn infi, e I*narass. e por este, dispede-sc
nn 11 S PCSS?S com ^uem lera amizade, por-
2n,l ,8Ua r,P'da T'ag0m n5 Pd(! faZCr P'-'S-
villi nar^ Ulr Sira' ^ue alli se ;,cha >- lita
cornnPPr, HQCm *nit lodos os scus freguezes,
como era de seu cosime.
Ignacio Gomes Porlo.
^LoDsullorio central liomeopatliico|
f _Sibdw. S
tonlinua sob a mesma direccao do Ma- l
noe de Mallos Teixdra i.,ma; professor I
em homeopallna. As consultas como d'an-

Botica ccnlral liomcopathica |
IDR. SABINO T L PIMO. |
Novos medicamentoshomeopathicos en- et
@ viadosda Europa pelo Dr. Sabino,
i mcdicamonlos preparados
:essidades da ho-
meopaihia no Brasil, vndese pelos prc-
S-1 les.
cialmenle segundo as necessidades da !
@ meopaihia no Brasil, ven
eos conhecidos na botica cenlral honieo-
palhica, ra de Sanio Amaro
vo) n 6.
(Mundo No-

*iH
#(
NOVO DEPOSITO
DE
Ra do Imperador, confronte
ao oito do deposito do gaz.
norolt & C allendendo a que os senhorescon-
sumidores de gelo sao pela maior parte residen-
tes nos bairros de Santo Antonio e Boa-Visla e
que lulanam com grande dilTiculdadc se esle s-
labelecimenlo estivesso collocado no bairro do
Recife, poderam encontrar na ra do Imperador
confronlo ao oiiao do deposilodo gaz. um arma-'
zern com as proporces exigidas para deposito
deste genero, o qual estar aberlo concurren-
cia dos mesmos senhores, das 8 horas da ma-
nha s 6 da tarde do dia 3 do correnle
diante.
em
- Guilherme Pursel aluga a sua casa em San-
io Amro, quasi defronte da fundiCao do Sr.
Slarr, com commodos para grande familia, ou
mesmo para um collegio, assim como vende o
seu silio e casa defronle da capella de Bellem
ambem com gandes commodos, Ierras de nlan-
lacaoenrvores de fructo: os prelcndentes diri
jam-seao mesmo silio. ou i ra do Imperador
n. 26. dt-rronte da casa da relaco.
ESCRIPTORIO DE ADVOGAGUS
j DS BACI1ARE1S **
| Cicero Odn Peregrino da Silva |

gAnreliano Augusto P. de Carvallo.
RA O QUEMADO
PRIMEIRO ANDAR.
9
Altencao.
e
Os cfreilos antiepidemicos. que sao produzidos
pelas fumigacoes hygienicus de Guylon de Mor-
veau, sao cfllcazes, como prova a experiencia que
deltas se lem lirado ltimamente. Os vaporas
que se elevem de urna formula desla fumi"acao
baslam para desinfeclar um espaco de 3-O pd
cbicos ; o de 10. as nilricas, assim explica Car-
nichael Smith. O andaco que nos vecha de pr-
senle, tem ceifado muas vidas, c convem que
(para prevenir-so omal.anles do que cura-lo de-
pois de apparecido) as pessoasdesla cidade, onde
outraqualquer parte, onde o mesmo se vai dc-
senyolvendo e se lem manifestado, recorram
ootica n. 88, na ra ireila, onde se acha ven-
da quanlidade daquelle desinfectante. O Sr. Do-
mingos Ribeiro a Cunha, morador na rita da
I ra n. 49, rcconheccndo oslar a sua casa anec-
iada desla epidemia, pois quasi lodas as possoas
ae sua familia haviam adoecido, recorreu ao
abaixo assignado, que subminislrando-lhe a fu-
migarao, produzo ella salutares resollados : as
pessoas pois. em idnticas circumslancias, que
precisaren! das desinfecces, o acharo sempre
prompto para mandar elTecluar a devida appiica-
;ao. O mesmo lambem vende na mesma bolica
o ingredienles para conservar nas casas os va-
pores do chlorure, os quacs em lodo o caso mui-
to approveil,-m. e previnem a invasao das epide-
mias no interior das habilaedes ; assim romo
de importante utilidade a sua applicagao nas fo-
ndas, ou ulceras chronicas como detergente para
, preserva-las do estado de pulrefaccao. A maneira
SiSri "Jachara na diquela. O preco de
2000.-Jose da Rocha I'aranhos.
m
-- Precisa se alugar um preto para
servicp de casa estrangeir, que nao se-
ja muito moqo: quem os ti ver diriia-se
a ra da Cruz n. 4.
-r Aluga-se urna baixa grande de
capim a qual da* no ver5o e invern,
sitanaSoledade: os pretendente diri-
jam-se a ru da Cruz n. *.
COMPA1HIA
ALLIANCE
Estabelecida cm Londres
IMfJfi) 6)1 mu.
CAPITAL
Cinco mVIVkocs le Untas
esterlinas.
S, .\e'JSm ne?oc,ant.es- P'oprieUrios de
^; guem raais convier, que esU,o plena-
men e autonsados pela dita companhia para
effectuar seguros sobre edificios de lijlo Ipe-
autorisados pela dita
:ciuar seguros sol
w.C0bert0" del?,ha igualmente"'soire Va
objectos que contiverem os mesmos edificios,
quer consista em mobilia ou em fazendas d
J qualqueiv adade.
c animado por um sentimento philsn-
tropico em prol dos seus antigos fre-
gueses, tem a Loma de ollerecei-lhcs
um resto de boizeguins de bezerro e
lustre, em muito bom estado, mediante
a retribuicSo cima.
PUBLCACAO JURDICA
Do debelo e do delinqtiente.
m#mz Da aaaif) umetoaib
PELO SR. DOCTOR
Braz Florentino Hcnriques de Souza,
Lente da Faculdade de Dircito
Acha-se nos prelos da lypographia universal.
c brevemente sahir luz esla interessanle pu-
Diicarao, para a qual se receben) assignatuias
raza o de 3$ por cada cxemplar, nas livrarias de
Guimarues i Ohveira, ra do Imperador n 20
e de Nogueira de Souza & C, ra do Crespo jun-
io ao arco de Santo Antonio. As pessoas que
iiveifm lido a licao sobre a reincidencia publica-
da pelo mesmo aulor, econhecerem a importan-
cia dos arligos 2." e 3. do nosso cdigo criminal,
poderao julgar do meiito das licoes que agora an-
nunciamos, elaboradas sobre o mesmo plano da
pnmeira, e conlendo a explicaco desenvolvida
dos citados arligos do cdigo "com seus para-
graphos.
Augusto Muniz Machado, subdilo porluguez,
relira-sc para as provincias do sul.
Amonio Jos Ferreira Alvos, niudou o m
@ seu ge bnele "o consullas medicas-rirur- @
gicas e operatoes para a ra doOueimado @
$} n. 38, primeiro andar, aonde peder ser @
consuiado al s 8 horas da monbaa c {* -
das4s6 da larde Chamados a toda a
hora do dia c da noile, sendo os pobres
Iratidos o atlendidos gratuitamente S
22 Fu Nova 22.
Lotera da provincia com ga-
ranta.
Na casa cima indicada achar-se-ha sempre
um \ariado sorlimento de bilhetes da lotera da
provincia salisfa^o dos compradores, que Ici
uro abite de 10 0|( em quanlia maior de 100$.
Os bilhetes vendidos nesla casa sao garantidos*
sendo os 8 0[0, pagos logo que c extrair a lote-
ra : por isso convida-se aos amantes desle lici-
to jugo a virem compra los aqui, que hao de -
car salisfeilos.
Inteiros 12J0f0.
Meios 6gL00.
A. L Deluhe.
^(testado da cura.
Rheuniatismo no joelho da perna
direita.
Eu abaxo assignado declaro que achando-mc
gravenienle allacado de rheumalismo no joe-
lho da perna direila, por mais de dous annos, o
qual me privava de dormir, e applicando varios
medicamentos nao foi pcssivel obler melhoras
algumas. recorr as CHAPAS MEDICINAESdo Sr.
Ricardo Kirk, escriplurio na ra do Parto n 119*
e no esoaco de 24 dias fiquei peaeilamenle bomr
por ser verdade passei o presente, o qual vai uor
mi ni assignado. v
Ra do Ouvidor n. 10, Rio de Janeiro.
Luiz Venancio da Rocha Vianna.
Aluga-se urna exceilente casa de
campo com grande sitio, na estrada da
Casa Forte, com todas as commodida-
des para familia, cocheira, estribara,
tanques para bando ete etc,: quena
pretender a mesma dirija-se a ra da
Cruz n. 4, casa de (i. O. Bieber & C,
successores.
O abaixo assignado faz setenio ao respeila-
vel publico, que deixou do ser caixeiro dos Srs.
Raymur.do de Carlos Leite 4 Irmao, desde o dia
16 do corrente, e aprovea a occasio para agra-
decer aos mesmos Srs. o bom tratamenlo que
leve durante o tempo que eslcve em sua casa."
Recife 16 de maio de 1860.
Antonio Machado dos Santo.


^







tf!
MARIO DE PERNAMBUCO. SABBADO 19 DE MAIO DE 1860.
Aluga-se o primeiro andar do sobrado da
ra do Vigario n. 22 : a tratar na travessa da
Madre de Dos n. 21.
O abaiio assignado pelo presente declara
ao respcitavcl corpo do commercio o a todos eni
geral, que nao existe nenhuma lettra, sua era
circulago, ecomo haja urna protestada a qual
foi acceila por pessoa de igual rime, por isso
declara nada dever por lettra adra de prevenir
qualquer incidenta. Recife 10 de maio de 1860.
oaquim JoteBaplista.
Aluga-se urna das melhores casas no C-
xang, cora baslaules comraodos: a tratar na
ra ila Paz n. 4*. _________
Joao Jos de Carvalho Moraes, Glhos e
genro agradecem cordialmente a todas
aquellas pessoas que se dignaran assislir
aos ltimos suffragios do sua sempro cho-
rada esposa e ruai 1). Candida da Silva de
Jess Moraes.
I
Precisa-se de dua$ ama?, urna pa-
ra cosinhar e outra para engommar,
dando-se preferencia a escravas: a tra-
tar.na ra do Imperador n. 15.
Prccisa-se para casa franceza de urna ama
forra ou escrava, que saiba bem engommar eco-
ser : a tratar das 9 horas da manha s 2 da tar-
de, na ra do Imperador n. 7, confronte a ordem
terecira do S. francisco.
William Noake, vai a Inglaterra.
Ao publico
Achando-se grassando epid-
micamente angina e a escarlati-
3l na, oller.cemos as niis de fami-
^g lia o tratamento liomeopathico,
* contendo os symptomas das mo-
gg- lestias e dos medicamentos apro-
q priados CJm a maneirade os era-
H pregar Assim como carteira com
^ os medicamentos homeopathicos
fpara o mal.
N. B. Medicamento especifico
p e preservativo para- estas alfec-
m roes. Em glbulo e em tmtu-
S* ra?. Pateo do Carran. 5, pri-
g meiro andar, largo do Paraizo
af n. 1 5, sobrado de iim andar.
F0PVMI
r
ngJKQ
Na ra do Vigario n.27 se dir quem precisa
de um humem du nieia idade.
No restaurand c caf do commercio preti-
sa-se de. dous criados foros ou captivos para o
servico do copeiro.
Urna pessoa habilitada, que tem de seguir
para as partes do sul e centro desla provincia, a
- -'Ma ra do Pitar n. 82, cobrado,
precisa-se de nma ama pora cosinhar,
livre ou escrava, podendo dormir ora
se assim contratar se.
Ao publico.
Ficou transferida para o dia 18 do corrente a
arremarsrao das tres casas pertencentea ao casal
defallecido Manoel Joaquim Pereira, annuncia-
das no Diario n. 112, cujas casas sao: um
excellente sobrado de tres andares, edificado em
chaos proprios, era urna excellente ra coromer-
cial desta cidade por fjrjuntoaalfandega, ua ra
do Amorim n. 41, com duas frentes, leudo bom
armazem e excellenles commodos para grande
familia, em o qual de presente mora o Sr. Fran-
cisco Guedes de Araujo ; e duas casas terreas do
bafrro da Boa-Vista, na ra do Arago ns. 31 c
35, tambem com excellenles commodos, e excel-
' lente morada por seren frescas e boas, cujas ea-
' sas sao Torearas.
Na ra do Livramento n. 9, precisa-se de
urna mulher de rneia idade para fazer algum ser-
viro de portas dentro, prefenndo-se eslran-
geira.
Na travessa da ra das Cruzcs n. 2, segun-
do andar, ao p desla typographia, linge-se com
perfeicao de qualquer cor, e tnais barato que em
outra qualquer parte.
Aluga-se urna casa terrea no lugar daBai-
xa Verde, com duas salas grandes, cinco quartos,
cozinhafra, quintal murado.com cacimba e boa
agua : a tratar na Baixa Vorde, sitio do Arantes,
ou na praca da Iedependencia, loja ns. 13 e 15.
Ama de leite.
Precisa-se de urna ama de leilo de bons eos-
turnes, e que tenha abundancia de leite, para
criar urna enanca de um mez : roga-se a quem
eslivor neslascirV.umslancias, dirigir-se a ra lar-
ga do, Rosario, passando a botica, a segunda loja
de miudezis, que se dir quem precisa.
Aluga-se urna escrava para o servico in-
terno e exierno do qualquer casa do familia ;
quem precisar, dirija-se a ra Imperial n.169,
segundo andar.
CONVITE
Ao Sr. Primenio Duarte Siboiro, convida-so a
comparecer na residencia de Joao Francisco An-
tunos na ra da Cruz n. 12, para negocio que Ihc
diz respeito, ou indicar sua morada e residencia
para ser procurado. *
Muita altenco.
o
Offerece-se um rapaz portuguez para caixeiro
de qualquer taberna, o qual tem bastante prali-
ca : quem se quizer utilisar do sen presumo, an-
I nuncie por esta folha, indicando a sua morada,
para aer procurado.
= Quem quizer urna ama para cozinhar, diri-
ja-so ra de Hurtas ti. 30, que achara com
quem tratar.
r~recisa-se atugar um prolo escravo nao
seado maito moco, que seja fiel o activo, para
una casa eslrangeira : a tratar lUfia da Gruz
n. 4.
Vendas.
A mesa regedora da irmandade
do SS. Sacramento da Boa Vista, con-
vida a todos os seus irmaos para no dia
tratar do seus negoeios. propdc-sc a fazer cobran-[ 20 do corrente pelas 10 horas da ma-
cas, e di fiador : quem de sen presumo se qui-__ -
zer utilisar, dirija-se a ra Direila n. 76, que ,nanhaa comparecern no consistorio
da tnesma,aim de com por-se urna me-
achara cora quem tratar.
's Drs. em medicina Prulen- $
ci de Brito Cotegipe e Manoel gg
Alves da Costa Brancante conti- *
nuam a residir na ra do Im- ^
perador n. 11 B aonde podem ser =2>.
<. procurados a qualiiuer hora do 5a
va ',. i
^ ata ou da noite para o ejercicio &
8 da sua prolissao. Especialidad >s ||
M partos e molestias sypliiliticas. S
mmm
m

xVlugt-sc a excellente e
casa da ra da
commoda
26 : a tratar
Aurora n.
na mesma ra n. 1G A.
Tho uaz de Varia saca sobre
Por-
sa geral paratratarem do novo compro
i misso que ja toi apresentado pela com-
! raissao. nao ignorando no3Sos irmaos a
i necessidade que temos de um compro-
\ misso que mellior reja a nissa irman-
'dade.pedimosque se dignem de compa-
recer a este convite taojustp. Reci-
te 12 de maio de 1860. O cscrivao,
Guilhermno de Albucruerque Martins
Pereira.
Precisa-se alugar urna escrava que saiba
engommar : na ra do Brum, armazem n. 10.
Manoel Cavalcanli Brrelo Lins, cncarre-
gado da liquidac da casa de seu fallecido irmo
Jos Cavalcanli Lins, roga a todas as pessoas
que se julgarem credores do dito seu fallecido
irmao o favor dn aprosentarera suas conlas den-
tro do praso de 8 dias.
Canarios do Porto
ro lito cantadores por prec,o commodo : na ta-
berna da estrella no largo do Paraizo n. 14.
Estaco envernosa.
Aos Srs. commerciantes
da praca, de fra, cai-
xeiros de taberna, fei-
tores, etc., etc.
Na grande fabrica de tamancos da ra Direila,
esquina da travessa de S. Pedro n. 16, ha conti-
n ladamente um grande e riquissimo sortimenlo
de lamancos de todas as qualtdades, que se ven-
de tanto a rclalho como em pequeas e grandes
perenes, por menus do que em outra quilquer
parte ; assim como tamancos feitosde proposito,
com toda a seguranca, proprios para caixeiros de
13 lerna, feitores, etc., a I3OOO.
Na ra das Cruzes n. 21, vende-se milho
superior a 320 rs. a cuia.
PotassadaRussia
E CAX DE LISBOA.
No bem conhe.cido e acreditado deposito da
ra da Cadeia do Recife n. 12, ha para vender
pe tassa da Russia e da do Rio de Janeiro, nova
e le superior qualidade, assim como tambem
cal virgem era pedra: tudo or precos muito
razoaveis
Loja da boneca ra da Itnpe-
ratriz n. 7.
Vendem-se caixas de tintura para tin-
gir os cabellos em dez minutos, como
tambem tingem-se na mesma casa a
qialquer hora.
iJlbil
Augusto k Perdgao,
ccm loja na ra da Cadeia do Recife n.
23, confronte ao becco Largo,
prsvinem aos seus freguezes. queacabam de sor-
Ur seu novo eslabelcoimeoto com fazendas de
goslo, finas, e inferiores, para vender pelos pre-
sos os mais razoaveis ; as fazendas inferiores,
nao a relalho, se venderao por um preco fixo
qte ser o seu proprio custo as casas inglezas,
una vez que sejam pagas a vista.
Veste estabeleciraento se encontrar sempre
uia sortimenlo completo de fazendas, e entre el-
la? o soguiute
tu nf r. .<;_.. ___ Precisa-se do urna amado leile para aca-
10 prximo paquete : esenptono bardo criar, por 5 mezes ou a ainda raesmo por
na Praca da
na ra do Trapiche n. 40.
Prccisa-se de
meninos para aprender o of-
iicio de marcineiro: narui de
alguns
ponco lempo, nao so olha prejo :
Independencia ns. 1 e3 | .
Ainda est para alugar o V andar do 30-
brado da ra das Cruzes n. 35 ; a tratar na
Praca da Independencia n. 3. loja do chapeos.
Quem perdeu nma cdula de IOjJOOO rs.,
S dando os signaes da mesma, c o lugar onde a
. raailClSC) COIltrOnte aigre- perdeu, lhe ser entregue: na ra Dircira n
na ra
7, se dir quem a achou.
Na rus de Hartas, sobrado n.30, ha quem
se encarreguc de fazer comidas para casas par-
ticulares, mandando-se levara casa dos pretcn-
dentes.
ja armazem que tem a offici-
11 a da parte de detraz.
Constando ao abai&o assignado
Di'. Lobo Moscozo que ummiseravel
traficanteanda em nome do annun-L
ciante fazendo dividas era diversas lo-'.Pela cura completa deumaforteinflam-
j;s, declara que nao tem autorisado
Tributo deeratidao.
marao na bocea do estomago.
nem jamis autoris.ua' a pessoa algu-
m.\ aiazer dbitos era seu nome, e por
conseguintede maneira alguma pagara'
divids contrahidas por quem quer que
seja, e declara mais que usara' dos
maios que a lei l'ie faculta contra aquel-
es que se apresentarem querendo co-
brar dividas contrahidas por esta for-
ma, pois o annunciante nao pode ver
n'sso senao dolo e raa' fe, para nao usar
de outros termos. Recife 1 de maio de
1860.Dr. Pedro de Atliayde Lobo
Moscozo.
Flores de cera em cinco
licoes.
O artista Jos Ricaud recentemonte chegado Aluga-se uma grande ca
da Corte, offerece ao publico em geral. e em par- ^."L"1? cellcnle cocheira :
ticulai ao bello sexo, seus lindos trabalhus de ce-
ra elaas ; d licoes em casas particulares; expo-
siao dosquadros.na ra do Cabug n. 3 A, casa
do horticultor franecz.
Da-se 6008000 a premio de 2 por cenlo ao
mez, sob penhoros de ouro : na lnja de livros do
Sr. Figueiroa so dir quem d essa quanlia.
=: O Dr. Ignacio Firmo Pavinr faz publico, que
nao obstante nao achar-se ainda completamente
restab-lecido do grave incommodo de saude de
que fra accommellido desde novembro do anno
pas*>ado, lom com tudo destinado empregar a I gil-
mas horas em o exercicio de sua prolissao, para
o i[uq poder ser procurado das 9 horas da ma-
nhaa s 3 da tarde, no paleo do Carmo, sobrado
n. 9, primeiro andar ; e desta hora em dianle no
Cachang. 0 mesrao doutor havisa a seus fre-
guezes e a lodas as pessoas que o quizerem hon-
rar, coufiando-lhe seusdoentes, que tem roorga-
nisndn a sua casa de saude, sita na Passagcm da
Magdalena, entra as pontes grande c a pequea
do Chora-menino, que alem de se achar montada
convenientemente dispon de commodos para
mais de 40 doentcs, segundo a ctilhegoria c se-
xos, pelo mais commodo preco, que na actuali-
dade se pode fazer. As pessoas livres recolhidas
enfermara pagaro a diaria de 3J, e cscravos
2? ; dando-so ainda algum abatimenlo no caso
de que a molestia se prolongue por mais de um
mez. As pessoas que desejarem um tratamento
disiinclo pagaro na razio da despeza que fize-
rera. Para tratar, podem dirigir-se casa do pa-
teo do Carino acirn indicada, ou com o Sr. Jos
Firmo Xavier na dita casa.
J Hunder. alfaiate allemo, avisa ao publico
em geral, que mudou-se para a ra Nova n. 69,
e oceupa-se continuamente na sua arte em fazer
obras das modas seguintes : da franca, da Ingla-
terra, da Allemanha, da Hungra, etc., etc.; pois
os senhores amantes da moda cncontrarao todos
os rue/.r-s modas e fazendas novas para o pro-
gresso brasileiro.
Urna miuha escrava padeca ha bastante tempo
de urna forte inflammaco na bocea do esto-
mago, acompanhada de falta da respirarlo,
muito cansac.o e dores polas costas, tudo proce-
dido da mesma inflammaco e com muilos re-
medios que tomou oapuli'cou nunca pode obter
mellioras ; ltimamente com a applicaco das
CHAPAS MEDICINAES do Rr. Ricardo Kirk. cs-
criptorio ra do Parto n. 119, live a satisfaco de
a ver pcrfcitanicntc boa em 33 dias pelo que tri-
buto ao dito senhor nicus sinceros agradeci-
racnlos.
Ra do Senhor dos Passo3n. 47, Rio do Ja-
neiro.
Antonio Jos da Costa.
Reconhecida verdadeira a assignalura supra
pelo tabelliao Pedro Jos de Castro.
Aluga-se o sobrado de um andar sito na
ra Velha n. li)6, na esquina que volta para o
pateo da Santa Cruz : quemo pretender dirija-se
a ra Direila n. 91, primeiro andar.
casa cm Jaboalo,
os pretendentes
dinjam-S' casa a tratar com o Sr. Joo Fran-
cisco de Albuquerque Mello.
Vestidos de seda com babadose duas saias.
Ditos de la e seda e duas saias.
Diios do larlatana bordado a seda,
amelles prelos bordados com franja.
ratinas prctas de seda e de fil.
Polonezasdo gorguro de seda pretas.
Cinluroes para senhora.
Espartilhos cora molas ou colchetes.
Knleitcs do vidrilho ou flores para senhora.
> estuarios para meninos.
>aias de balao para senhora o meninas.
Uiapeos para senhora e meninas.
Pentes de tartaruga dos melhores gostos.
rerlumanas de Lubin e outros fabricantes.
Cassas o organdys de cores.
Grosdonaplcs de cores. X
Chitas escuras fraucezas e iriilezas f
Collas e manguitos os mais moderno.
Camisas de linha para senhora.
Ditas de algodo para menino.
Algodo de todas as qualidades.
Lencos de labyrinlho para pjresenles.
Collas de crochet pera menino.
Vestidos de rhan azia.
Roupa feita.
Casacas e sobrecasacas de panno fino.
Paletols de casemira.
Caigas de casemira pretas e de cores.
Colletcs de seda idera idemi.
Ditos de fusto.
Camisas inglezas todas de linho.
Dilasfrancezas de difTereutles qualidades.
Malas e saceos de viagemJ
Borzcguins de Mellic-t e oullros fabricantes para
hornera.
Ditos para senhora.
Charutos de Havana, Baha e manilha.
Camisas de flanella
Chapeos de lodas as qualidades para homem,
senhora e enancas.
Corles do vestidos brancos de blonde com ca-
pella
e variado sortimenlo de
roupas feilas
Na loja da ra Direita n. 87.
Ricos sobrecaaacos de panno muito fleo a 25 e
289, paletols de fusto brancos e de cores a 59,
ditos de alpaca de seda a 5, ditos sobre a 63,
ditos de bnm a 3g500 e 49. ditos de esguio de
algodo branco a 3&200, calcos de brim de liuho
de cores a 29500, 3$, 39500e 4J. dilas brancas a
29, corles de collele de gorguro de seda a 29600
e 39, ceroulas do bramanto fraocezas a 1$600,
grvalas de gorguro, chamalote, setim e groz a
15. ails de rede a 1900, chapeos franerzes
a 89 e 89500. ditos de casemira a 3$800, ditos de
castor, copa baixa,al09, chapeos deso de pan-
no, cabo de canoa com astea de balea, a 29500,
por ler grande porco, corles de brim de algodo
a 900 rs., saias a balo a 69500, esguio de al-
godo com duas larguras a 400 rs colletcs de
gorguro do seda a 59. mantas e seda a 29500,
meias cruas a 2500, 39200 e 49, e outras mui-
las fazendas de goslo que seria enfadonho men-
cionar ; a ellas, antes quo se acabera : sapa-
los de tranca feitos 110 Porto a I96OO.
Sndalo.
Ricas bengalas, pulceiras e leques :
vendem-se na ra da Imperatriz n. 7,
loja doLecomte.
Veude-se um carro de 4 rodas, bem cons-
truido e forte, com assento para 4 pessoas de
dentro, e um assento para boleeiro e criado fra,
forrado de panno fino, e tudo bem arranjado :
para fallar, com o Sr. James Crabtree & C. n.
42, ra da Cruz.
REMEDIO INCOMPARAVEL.
UNGENTO IIOLLOWAY.
Milharesde individuos de todas as naces po-
dem lestcmunhar as virtudes deste remedio in-
comparavel e provar em caso necessario, qye
pelo uso que delle fizeram tem seu corpo e mem-
bros inteiramente saos depois de haver emprega-
do intilmente outros tratamentos. Cada pesoa
poder-se-ha convencer dessas curas maravilhosas
pela leilura dos peridicos, quo lh'as relatam
todos os dias ha muitos annos; e a maior parte
dellas sao to sor prendentes que admiran; so
mdicos mois celebres. Quantas pessoas reco-
braram com este soberano remedio o uso de seus
bracos e pernas, depois de ter permanecido lon-
go tempo nos hospitaes, onde de viam soflrer a
amputago! Dellas ha muitasque havendodei-
xado esses asylos de padecimentos, para seno
submetlerem essa operaco dolorosa foram
curadas completamente, mediante ousodesse
preciosoremedio. Alguraas das taes pessoas na
enfuso de seu reconhecimento declararam es
tes resultados benficos diante do lord correge-
dor e outros magistrados, am de maisautenti.
carem sua firmatira.
Ninguem desesperara do cslsdo de saude sa
'ivesse bastante conanca para ensaiar este re-
medio constantemente seguindo algum tempo o
mentratato que necessitasse a natureza do mai.
cujo resultado seria prova rinconlestavelmente :
Que tudo cura.
O unsacnto be til, mais particu-
larmente nos seguintes casos.
. Bieber 4C,
-*- Em casa de N.
successores vende-te
Brilhantes de todas as dimentoes.
AlgodSozinho da Bahia.
Cognac em caixas de 1 duzia.
Ditas em barris.
Vinho xerez em dito.
Champagne da mu acreditada marca
Barre C.
Ferro da Suecia.
Dito inglez.
Ac de Milo.
Lonas, brinsoes e brins para vella.
Vende-se
Para liquidar
restos de facturas.
\ 10,000 c ^LO.OOO.
Cortes de vestidos de l e seda de 2
saias a Imperatriz.
\ 1.000.
O par de luvas depellica de Jouvin pa-
ra homem e senhora de todas as cores.
Al 0,000.
Cada um chapeo francez de seda preto |
degosto americano.
A 5,000.
Cada corte de casemira de cor da costo
moderno e de pura li
\ 0,000.
A duzia de lealhas de puro linho
A 5,000 e 10,000.
Para senhoras ricos adornos para cabe-
ra, lodos estes adornos sao guarnecidos
1, de ricas flores, filas e bico de blonde
i A 5,000.
gg Cadaum chapeo de palhinha de Italia
^| E outias muitas fazendas finas e de
9 gosto como sejam cortes de vestidos
H brancos do setim bordado o fil de blon-
|| de, ditos do seda de todas as qualidades
camisas de cambraiela do linho para se- ^
^ nhora, perneadores le rambraia borda- q
^ dos da escocia, basquins de velludo pre- 2
*p lo c de cores c de grosdenaples, colchas h
|g de damasco de seda ele 9|
B Ha ra do Crespo loja araarella n, 4, S
og> de Antonio Francisco Pereira
Cocos italianos
de folha de flandres, muito bem acaba
dos, podendo um durar tanto quanto
duram quatrodosnossosa 400 rs. um
e 4$ urna duzia : na ra Direita n. 47;
loja de funileiro.
Chapeos de caslor preto
ebrancos
Na rnado Queimado n. 37/vendem-se os me-
lhores chaces de castor.
Com toque de avaria
1:800
Cortes de vestido de chita rocha fina a 1:800
lencos de cambra a brancos a 2:000 2:500 39
4:000 a dusia ditos com 4 palmos por cada face
o de 4 e raeio por 5:000 cousa rara no Arma-
iem de fazendas de Raymundo Carlos Leite <%
Irmaos. ra da Imperatri* n. 10.
GRANDE AI1AZEI
DK
[Roupa Mtai
Ra Nova n. 49, junto
a igreja da Conceico dos
Militares.
Neste armazem encontrar o publico
um grande o variado sortimenlo de rou-
pas feitas, como sejam casacas, sobreca-
sacas, gndolas, fraques, e paletots de
panno fino preto e de cores, paletols e
sobrecasacas de merino, alpaca ebomba-
zina pretos e de cores, paletols e sobre-
casacos de seda e casemira de cores, cal-
Cas de casemira preta e de cores, ditas de
merino, de princeza, de brim de linho
branco e de cores, de fusto e riscados,
; calcas de algodo, collete3 de velludo
i preto e de cores, ditos de selim preto e
brauco, ditos de gorguro e casemira, d-
tos de fustes e brins, fardamentos para
a guarda nacional, libres para criados,
ceroulas e camisas franeczas, chapeos e
grvalas, grande sortimenlo de roupas
para meninos de 6 a 14 annos ; nao agra-
dando ao comprador algumas das roupas
feitas se apromplaro outras agosto do
sg comprador dando-se no da convencio-
2f) nado.
Pianos
Saunders Brothers & C. tem para vender em
seu armazem, na praca do Corpo Santo n. 11,
lguns pianos do ultimo gosto, recentimente
chegados, dos bem conhecidos e acreditados fa-
bricantes J. Broadwood ASons de Londres, e
muito proprios para este clima.
Bilhctes,
w
Alporcas.
Caimbras.
Callos.
Canceres.
Cortaduras.
Oores de cabega.
das costas.
dos membros.
Bnfermidades da cutis
em geral.
Ditas do anus.
Erupcoes e escorbti-
cas.
Fistulasno abdomen.'
Frialdade ou falta de
calor as extremida-
des.
Frieiras.
Gengivas escaldadas.
Inchae,5es.
Inflammaco doflgado.
Vende-se este
Inflammaco dabexiga.
da matriz
Lepra.
Hales das pernas.
dos peitos.
de olhos.
Mordeduras de reptis.
Picadura de mosquitos.
Pulmdes. '
Queimadelas.
Sarna
Supuracoes ptridas.
Tinha, em qualquer par-
te que seja.
Tremor de ervos.
Ulceras na bocea.
do figado.
das articulaces.
Veas torcidas ou noda-
das as pernas.
ungento no estabecimento
geral de Londres n. 224, Strand, e na loja de
todos os boticarios droguistas e outras pessoas
encarregadas de sua venda em toda a America
do snl, Havana e Hespanha.
Vende-se a800 rs., cada bocetsnha contm
urna lnstrucco em prtuguez para o modo de
fazer uso deste ungento.
O deposito geral em casa do Sr. Soum,
pharmaceutico, na ra da Crun. 22. em Per-
nambuco.
e manta. _
l,'dmenfoe3VisUdosbrancos de soda para casa" Pinnas de &%o inglezas.
Aviso aos apaixonados da
maa&e vacca.
Na ra do Hospicio n. 3, com rotlo na por-
ta, ha todos os.domingos o dias sanios, das 4 ho-
ras da manhaa at as 8 do dia, excellente mo
de vacca, assim Como tambem se fornece para
casas particulares : na mesma casa fornece-se
couda para fra.tudo com muito asseio epromo-
tidao: os pretendentes dirijam-se casa cima
mencionada.
Grammaticaingle-
za de OliendoriT.
Novo methodo para aprender a lr,
a cscrever e a fallar inglez em 6 mezes,
obra inteiramente nova, para uso de
todos os estabelecimentos de instruccao,
pblicos e particulares. Vende-se na
praca de Pedro II (antigo largo do Col-
legio) n. 57, segundo andir.
Os berdeiros do fallecido Jos'Eu-
genio da Silva Ramos, querendo ven-
der o engenho Camaragibe de Seri-
nliaem, que lhe coube eai partilba por
morte de seus pais, convidara a qual-
quer que se julgue prejuJicado em
seus dircitos com esta venda que apr-
sente seus ttulos dentro eoa 15 dias,
tempo em que se pretende realisar a
referida veada. Recife 8 de maio de
1860.
agencia dos fabricantes america-
nos Grouver & Baker*
Machinas de coser: em casa de SamuelP.
Joanston & C, ra da Senzala Nova n. 52.
Nossa Senhora da Pie-
dade.
Acha-se exposla na igreja de Santa Rita de
Cassia, duraute o tempo da presente calamidade,
a Virgem Santissima com seu piedoso fllho.
veneraco dos fleis que precisarem de sua pie-
dade.
D. Mara das Dores Raymunda do Gu, viu-
va de Jacinlho Silvestre Vicente, estando proce-
dendo inventario dos bens de aeu casal peto joi-
zo de orphos. cscrivao Brito, pede aos senhores
credores do fallecido seu marido, que quanto an-
tes apresentem suas conlas para serem declara-
das no mesmo inventario.
GRANDE SORTIJIENTO
DE
HA.
e armazem
DE
Ifazendase obras feitas.!
IGes &Basto.i
Na ra do Queimad) n.
46, frente amarella.
Completo e grande sortimenlo de cal-
cas de casemira de cores e pretas a 89,
9tf, 10J e 125, ditos das mesmas casemi-
rasa 73, 8 e9g, ditos do brim transado
branco muito fino a 5$, 6g e 7. ditos de
cores a 3$, 3$500, 4g e 5, ditos do me-
rino de cordo para luto a 5g, colleles de
casemiras pretas, ditos do dilas de cores,
ditos de gorguro pretos e de cores a 5g,
6& o 7#, ricas casacas de pannos muito li-
nos a 35$ e 400, sobrecasacas dos mesmos
pannos a 28. 'OS e 35$. paletots dos mes-
mos pannos a 22g e 24, paletots saceos
de casemira modelo inglez lOtf, ditos de
casemira mesclado muito fino de apurado
goslo 15J e 16$, ditos sobrocasa das mes-
mas cores a 18g e 20$, ditos sobre de al-
paca preta fina a 7J e 8j>, dil03 saceos a
48. ditos de fusto branco e de cores a 4#,
4500 e 5>, ditos de brim pardo muito
superior 4J500, camisas pa.-a menino de
lodos os lamanhos a26$000a duzia, meias
de lodos os tamanhoa para menino o me-
ninas, pa4ilols de lodos os tamanhos e
qualidades psra os mesmos, coltetes de
brim branco a 3$500 c 4$. ricos colletcs
vlludo preto bordado c de cores diver-
sas o por diversos precos, ricos coberto-
res de fusto archoado para cama a 6$,
colarinha de linho a peer a 6j500 a du-
zia, assim como temos recebido pafa
dentro deste estabelecimenlo um comple-
to sortimenlo de fazendas de goslo para
senhoras, vestimentas modernas para me-
nino e meninas de qualro a seis annos e
ludo vendemos por procos razoaveis. As-
sim como nesle eslabalecimento manda-
se apromptar com presteza todas as qua-
lidades de obras relativo a oflkina de al-
9t faiale sendo islo com todo gosto e asseio.
Vendem-s
7, de Guedes
de 350 inglezas, mandadas fabricar pelo profes-
sordccalygraphia Giiilhcrmc Sculy, pelo mdico
preco de !500 a caixa.
Bezerro francez
grande e grosso :
De 49 e 59.
Na ra Direita n. 45.
KM
cobertos e descobertos, pequeos e grandes, de
ouro patente inglez, para homem o senhora,
de um dos melhores fabricantes de Liverpool,
vindospelo ultimo paquete inglez : emeasa de
Southa Mellors & C*
Milho e Farello.
Farello a 4&500 rs. a sacca, milho 4JOO0 rs. em
cuia a 240 ; na taberna da estrella do largo do Pa-
raizo n. 14.
CALCADO
Grande sortimento.
45-Ra Direila45
Os estragadores de calcado encontra-
rlo neste estabelecimento, obra supe-
rior pelos precos abaixo :
Homem.
Borzeguinsaristocrticos. 9#000
Ditos (lustre e bezerro).....7$000
Borzeguins arranca tocos. 7^000
Ditos econmicos. i .
SapatOes de bater (lustre). .
Senhora.
Borzeguins primeira classe (sal-
to de quebrar)....... 5jf000
Ditos todos de merino contra
calos (salto dengoso).....*#500
Borzeguins para meninas (for
tissimos)..........4#000
Eum perfeitosortimento de todo cal-
cado e daqullo que serve para fabrca-
lo, como sala, couros, marroquins, cou-
ro de lustre, fio, fitas, sedas etc.
Na ra Direita n. 61, loja de chapeos, de Den-
lo de Barros Fej, vendem-se nilhetes da lote-
ra da provincia por conla do Sr. thesoureiro.
Era casa de Southa'l Mellors & C, ruado
Trapiche n. 38, vendem-se os seguintes artigos
Chumbo de munico sortido.
Pregosdo lodas as qualidades.
Alvaiade.
Vinho de Shery, Porto, Himgarian em barris.
Dito de Moselle em caixas.
Coguac em caixas de cuzia e barris.
Relogios de ouro e pr.Ha, patente echronomc-
tros, cobertos e descobertos (bem acreditados).
Trancelins de ouro para os mesmos.
Biscoitos sorlidos em latas pequeas.
AGENCIA
FUNDIfOLOW-MOW,
Ra da Senzala IVova n. 42.
Neste estabelecimento continua a haver um
comapletosortimento de moendas e meias moen-
daspara euSenho, mac linas de vapor e taitas
de ierro batido e coado. de todos os tamanhos
dar dto.
Altenco.
Vendem-se 3 negrinhas de 10 a 11 annos. op-
u!* 43ra se educarem. 1 mulalinhoda mesma
idade, 1 oulro proprio para pagem com 16 an-
nos, l negra para mucamba cora 14 annos, 1
negro com JO annos e 1 negro de idade : na ra
do Queimado n. 27, loja de Joo Jos de Gou-
L0J4 DO VAPOR.
Grande e variado sortimento de calcado fran-
cez, roupa feita, miudex.as finas c perfumaras
ludo por menos do que em outras parles : na lo-
ja do vapor na ra Nova n. 7.
Vende-se superior farinha do Sania Calha-
rina : a bordo do hiate : mazem da ra da Madre do Dos n. S
SYSTEMA MEDICO DE IIOLLOWAY.
PILULAS HOLLWOYA.
Este Inestimavel especifico, composto Inteira-
mente de hervas mediciaacs, nao contm mercu-
rio, nem alguma outra substancia delecteria. Be-
nigno mais tenra infancia, e a compleico mais
delicada igualmente prompto c seguro para
desarreigar o mal na compleico mais robusta ;
inteiramente innocente em suas operares e ef-
feitos; pois busca e remore as doencas de qual-
quer especio egro por mais antigs e enazes
queseam.
Entre milhares de pessoas curadas com este
remedio, muitas que ja estavam as portas da
morte, preservando em seu uso : conseguiram
recobrar a saude e forca?, depois de haver tenta-
do intilmente todos os outros remedios.
As mis afilelas nao devem entregar-se a de-
sesperado ; facam um competente ensaio dos
efficazes effeitos desta assombrosa medicina, e
prestes recuperaro o beneficio da saude.
Nao se perca tempo em tomar este remedio
para qnaiquer das seguintes enfermidades :
em grande sortimento para
homens, senhoras e
meninos.
Vendem-se chapos francezes de superior qua-
lidade a 6$50fj, 7 e 8, ditos de velludo, copa al-
ta e baixa a 7g, 9 e lOg, ditos de lontra pretos e
de cores, muito finos a 6 e 73, ditos do chile a
3g500, 5, 6, 8, 10 e 12, ditos de fellro em gran-
de sortimento, tanto em cores como em qualida-
des, para homeus e meninos, de 23500 a 7$, di-
tos de gorguro com aba do couro de lustre, di-
tos de casemira com aba forrada de palha, ou
sem ella a 4g, ditos de palha ingleza, copa alta
e baixa, superiores e muito em conla, bonetes
francezes e da trra, de diversas qualidades, para
meninos, chapeos de muitas qualidades para me-
ninas de escola, chapelinas com veo para senho-
ra, muito em conta e do melhor goslo possivel,
chapeos de seda, ditos de palha amazonas, enfei-
(es para caneca, luraa, chapeos de sol, e outros
muitos objeelos que os senhores freguezes, vis-
ta do preco e da qualidade da fazenda, nao dei-
xaro de comprar; na bem conhecida loja de
chapeos da ra Direila n. 61, de B. deB. Fej.
I Engenho. f
SJ Vende-se o engenho Santa Luzia, silo na
@ freguezia de S. Lourenco da Malta, enlre S
os ongenhos Penedo de Baixoe Penedo de @i
* Cima : trata-se no mesmo engenho ou no
jj engenho Mussambiquc com Felisbioo de >
" Carvalho Rapozo. a
S^
6'$000
5$000
Accidentes epilpticos.
Alporcas.
Ampolas.
Areias(malde).
Asthma.
Clicas.
Convulses.
Debilidade ou exteruia-
co.
Debilidade ou falta de
torcas para qualquer
cousa.
Dysinteria.
Dor de garganta,
de barriga,
nos rins.
Dureza noTentre.
Enfeimidades no ventre.
Dilas no figado.
Ditas venreas.
Enxaqueca.
Herysipela.
Febre biliosas
Febreto internitento.
Febreto da especie.
Gotta.
Hemorrhoidaa.
Hydro pesia.
Ictericia.
Indigestes.
Inflammacoes.
Ir r eg u aridades
menstruaco.
Lombrigasd'e toda es-
pecie.
Mal de pedra.
Manchas na cutis.
ObstrucQo de ventre.
Phtysica ou consump-
pulmonar.
Retenco de ourina.
Rheumatismo.
Symptomas secunda-
rios
Tumores.
Tico doloroso.
Ulceras.
c Venreo (mal).
Relogios
Suissos.
Em casa de Schafleillin&C, ra da Cruz n.
38, vende-se um grande e variado sortimento de
relogios de algibeira horisontaes, patentes, chro-
nroetros, meios chronometros, de ouro, prata
dourada efolheadosa ouro, sendo estes relogios
dos prmoiros fnbricaiilesda Suissa, que se ven-
derao por precos razoaveis.
RELOGIOS.
Vende-se em casa de Saunders Brothers 4
C, praca do Corpo Santo, relogios do afama-
do fabricante Roskell, por precos commodos,
e tambem trancellins e cadeias para oa mesmos,
de excellente gosto.
4,000 rs.
por sacca de milho; nos arma2
Irmaos.
la do Queimado n
A 30 cortes de vestidos de seda que custaram
603; a 16 cortes de vestidos de phautasia que
custaram 303; a 8g chapelinhas para senhora:
na ra do Queimado n. 37.
Enfeites de vidrilho e de retroz a 43 cada
um : na ra do Queimado n.37, loja de 4 portas.
Em casa de Rabe Scbmettan &
C, ra da Cadeia n. 37, vendem-se
elegantes pianos do afamado fabrican-
te Traumann deHamburgo.
nos armazens de Tasso
Vendem-se estas plalas no estabelecimento
geral de Londres n. 224, Strand, e na loja de
todos os boticarios droguistas e outras pessoas
encarregadas de sua venda em toda a America do
Sul, Havana e Hespanha.
Vendem-se asbocelidhas a 800 rs. cada ama
dellas, contm urna instruccao em portuguez pa-
ra explicar o modo de se usar destas pilulas.
O dsposito geral em casa do Sr. Soum
pharmaceutico. na raa da Crui a. 12, em Per-
namb co.
SABAO
do deposito geral do Rio
com Tasso & Irmaos.
de Janeiro: a tratar
Farinha de mandioca
nos armazens de Tasso A Irmaos.
Milito
nos armazens da Tasto & Irmaos.
Tachas para engenho
Fundico de ferro e bronze
DB
Fraacisc Antonio Correia Cardozo,
tem um grande sortimento de
tachas de ferro fundido, assim
como se faz e concerta-se qual-
quer obra tanto de ferro fun-
dido como batido.
*


i m.ivff.n,^vp '"
DIARIO DE PERNAMBUCO. SABBADO
ARMAZEM PROGRESSO
DE
largo da Penha-
Manteiga perfectamente flor a 800 rs. a libra e em buril se ar mais algum abatimenlo.
Queijos muito ovos
1$700 rs. e cm cana se far mais algum abatimutounicamcnle no armazem Progresso.
P?oareflssode flha CaD,Potcirasde vldro a 900 rs e em porgao se far algum abalimento s no
Cavtocs del>o\inuos
muxto novos proprios para mimos a 500 rs., e era porcaosear algum abatimentos no Progresso.
Figos de comadre
umCpre!;o wSmmodol.emente Cnfei,adase Pr0Prias Pa,a mnoss no Progresso ecora avista se far
L eom 2 1|2 libras de differonles qualidadesa 1600 rs.,nicamente no armazem Progresso.
Conservas
a 700 rs. o frasco vendo-se nicamente no armazem Progresso
Bolacuinua ingleza
muito ora a 320'fb. a libra e barrica 4$. nicamente no Progresso.
Potes vidrados
toP?oresbsTPr0PraSpararaanlegaouOulrO'lualquerli^ a lf200 rs. cada um.se
Cuocolate f vanee/,
mVJKui*!L!?! ?cnJ"M os seguintes gneros ludorecenlemente chegado c desnperio-
l.r cante dI Uh?T V i80 "r a llbra ch0U"a rn," nova- "melada do mais afamado fa-
rnm mi.ndn I' lr0Tle pera secca, pas3s, fruclas em calda, amendoas. nozes, frascos
.?. am0n_J.0.asco.bertas. conteitos, paslilhas do varias qualidades, vinagre branco Bordean,! proprio
om-
itas,
azei
ente a
promelern mais tambero servirem aquellas pessoas que mandaren) porouTras'pouco pralicas como
se viessera pessoalmente ; rogam tambera a lodos os sanhores de engenho e senliores lavradoies
quuiram mariuarsuas eacommendas no armazem Progresso que se Ibes affianea a boa qualidadee
o acondicioriaracnlo.
Verdadcira goma de matar ana
a 400 rs. a libra, s no Progresso.
Palitos
cilhaJos para dentes a 200 rs. o maco cdoi 20 macinhos. s no Progresso.
Cha nyson, neru\a e nvelo
os melhores que ha no mercado de I36OO a 2$500 a libra, s no Progresso.
Passas em caxinnas de fc ultras
as mais novas que lem vindo ao nosso mercado pelo diminuto prego de2J5G0, s no Progrosso.
Macas em caixinhas de & libras
contendo 403 qualidades pevide, grao de bico, eslrelinha, alclria branca e amarella e paslilhas de
maga, s no Progrosso, e com a vista se far um prego commodo.
GYiouvicas e naios
Mfa" "0Vas que tem vI?d0 ao mcrcado'so no Progresso, afiancando-se a boa qualidade e a vista,
es tara um preco commodo.
escra-
na ra
casa ha para
consultor:
E
3
PAMIIa S IPIBRJUDIDIE.
, GASA DO FUJIDO 3
Clnica por ambos os systemas.
Escravos vtnda.
Venderi-se, trocam-se e compram-se
vos de tola idade, e de ambos os sexos ;
do Imperidorn 21, primeiro andar.
Arados americano 1 e machinas
pata bff'arroupa: cm casa de S. P. Jo-
hnston & C. ra da Senzala n. 42.
Vinho de Bordeaux.
Em casi de, Knlkmarra lrmos&C, rna da
Cruz n. 1). ncontra-se o deposito das bem co-
nbecidas narcas dos Srs. BraDdenburg Frres.
e dos Sis. Oldckop Mareilhac C, em Bor-
deaux. ''em as seguintes qualidades :
De Brandea'burff frres.
St. Eslph.
St. Julici .
Margaux.
Larose.
Chteau .aoville.
Cbaleau llargaux.
De Oldekop <& Mareilhac.
St. Julien.
St. Julien Mdoc.
Chateau ..oville.
Na mesma
vender:
Sherry en barris.
Madeira ern barris.
Cognac cm barris. qualidade Tina
Cognac eio caixas qualidade inferior.
Cerveja branca.
Tachas e moendas
Braga jilva 4 C, tem sempre no seu deposito
da ra da,Mocda n. 3 A, um grande sortimento
de iacha-ie moendas para engenho, do multo
acreditad) fabricante Edwin Mavr : a tratar no
mesmo d psito ou na ra do Trapiche u 44.
Pechincha.
Com tequeno toque de alaria.
Na ra do Queimado n. 2, loja do Preguica,
vendero-s* pegas de algodao encorpado, largo,
com pequeo toque de avaria a 2J50 cada urna.
Aos amantes da economa
Na ra lo Queimado n. 2, loja do Preguica,
vendem-se chitas de cores xas bastante escu-
ras, pelo baralissimo preco de tifi a peca, e 160
rs. o covdo. 1
Carne de vacca salgada, em barris de 200
titiras : e:n casa deTasso Irmaos
Oleado de
18DE MAIQ DE 1860.
FABRICA
(7)
gLffiItlIA
DE
mmms)
61 II7AIS.
Sita na roa Imperial b. i 18 e i 20 junto a fabrica de sabo.
DE
Scbastio Jvda Silva dirigida por Franciseo Belmiro da Costa
de Flandres, chumbo cm lengol
econmicos, tachas
para engenho, folha
, espuraadeiras, cocos
e perfeicao
tornos
qualquer
j conhecida
,..,...,... ^oi. i. ^,=asr=rr: jssu^-
cores.
*endcm-se oleados decores os mais finos que
e possivel neste genero, e de diversas larguras
por preco commodo : na ra Direila n. 61
de chapeo i de B. de B. Feij,
loja
horas,
outras
Contraa n'rSl0SC0S0d consultas todos pela manhaa ede tarddepois de 4
Xrieladcu" ?rCUtar"nUal"enle n"a SPara aCdade Cm Pa" Snho. o
m,mJ^!!!lS. dCyT 8eJ d"8idosJ sua casa ^ as 10 horas da manhaa e em caso de nr-
fpco, n iaq,Ualquer h0ra i dia ou da n01lc seud0 Pr esc"Pl em qe se declare o nome da
pessoa, o uarua e o numero da casa.
meUoT^VJhL' nw're? dce ug?nca- as Poas residentes no bairrodo Recife poderao re-
&C. na ruada Cruz ou loja de livros do Sr.\ Jos
e os melhores medica-
Hogueira de Souza na ra do Crespo ao p da ponte velha.
--i "essa toja ena casa do annnnciante achar-se-ha constantement
mentoshomeopathicos ja bem conhecidos e pelos precos seguintes :
Botica de 12 tubos grandes, IflCftnn
Ditos de 24 ditos, ..........
Ditos de 36 ditos. ....
. .. Dito de 48 ditos. .......
Ditos de 60 ditos......'.'.'.'.'.'..''
Tubos avulsos cada um.....
Frascos de linduras......'...*""
Manoal de medicina homeopathica plobr.' Jahr 'trduzid'o
em portuguez com o diccionario dos termos de medi-
cina, cirurgia etc.. etc. ...... 20J4O0O
Mediana domestica do Dr. Hering, com diccionario! '. '. 10W00
Repertorio do Dr. Mello Moraes. 6S0OO
15S000
20S090
25S00O
O.jOOO
lgOOO
2S000
Ra da Senzala Nova n. 42
Vende-.ieemcasade S. P. Jonhston & C. va-
quetas de ustre para carros, sellins iesilhes in-
gtezes, ca ideeiros o casticaes brotzeados, lo-
nas inglesas, flo de vela, chicote paira carros, e
montana, arreos para carro de um dous cval-
os, e relogios d'ouro patente inalekes
Vet-dadeiras luvas de Jovin de to:
das as cores, ra da Imperatriz n. 7,*
loja do Recont.
Venie-se um lindo sortimento de collnri-
nnos. manguitos, liras de cassa, anagoaselen-
os oordados por precos commodos : em casa do
Mella Kat um & C, na ra da Cadeia do Recife
n. 52.
Tinta preta para escrever.
A nunca assaz louvada tinta preta para escre-
ver, contirua a estar a venda em garrafas, meias
ditas o bo oes; na ra do Imperador, defronle
de S. Francisco.
ATTENiJO.
Vende-si saccascom farello de Lisboa a 5000
rs. a sacca ; na ra do Rangel n. 62.
Aenco.
Ra do Queimado n. 19, ar
ir azem de fazendas.
Chitas fiancezss finas de padroes miudinhos a
2u rs. o corado, cortes de riscado imitando al-
paca com l3 1|2covadosa2S, cpberla a chine-
za de chilamuilo fina a 2, pec^s de chita de co-
rl n8' ':,ulto(boa fazonda, lendo 38 covados,
a 54800, gmga franceza para cajea e paletols a
iki rs o c >vado, lencos de carobraia brancos pa-
ra nlgiber i a 2# a dnzia, algodao com 8 palmos
L-nn1"*- a var8' um rest0 de 'godao superior a
9oOO a pe;a cora pequeo defi'ito. idem de chi-
ta Tina frai ceza a 180 rs. o corado, chales de
merino estampados a 2500, brim de linho de
quadnnho! a 500 rs. o covado. balos a 5, len-
cos para meninos a 80 rs cada um. sortimento
de meias para meninos e meninas, ni6.de linho
fino a 800 rs. a vara. *
Seus proprietarios offerecem a seus numerosos freguezes e ao publico em neral
uer obra manufacturada em sp rsMni,^ ...v.i^J___....r.v e.? 8eraii
toda
th^^amShmi,end,fS' UCaS de ^err? balid0 e UDdid0 de todos os lmannos indasles
doca e nalioZtl'J^T-' 'guilh6ei1 e bocCas Para fornalba. machinas pa^a
Ll f L decaro?ar algodao, pren?as para mandioca e oleo de ncini
" o.J?cTA0k d/Mto arados. cultvaJoies.pontes, -aldeiras
smo. Execula-se qualq
mi o n,mr?,P/aSerlau3- sem-se encommendas neste esta-
*^u o1a.d0n^!;ie.8l0.h0je d0 aperador n... moradia do cai-
madeira, moen-
guin-
amassar man-
s7duVob;^^^
es>nhos ou moldes que para tal lin, forem apresentados. Recabea^ pelS
beleciraenlo na ra do Brum n. 28 A e na ra do Collegio hof daS
xeiro do estabelecimento Jos Joaquim da Costa Pereira com
amenaer para aualaunr obra.
quem os pretendentes se podem
Armazem de fazendas,
NA
Ra do Queimado n. 19.
Cobcrtus de chita, gosto chinez, muilo Onas, a
prono de 2$.
Lengos de cambraia para algibeira a 2J a duzia.
Untas francozas raiudinhas e muilo finas, co-
rado (pechincha) a 240 rs.
Cortes de riscado francez imitando alpaca
muito bonitos, tendo 13 1|2 covados, por 25. '
Loncos para menino e meninas a 80 rs. ca-
da um.
Meias cruas para menino de todos os lmannos
Ditas brancas para meninas.
Chales de merino estampados a 2*500
Alpaca preta, o covado a 320 rs.
Balos para senhora a 6.
Madapolao com pequeo defeilo a 3$.
Algodao monstro. 8 palmos, a vara a 600 rs.
5800S U miudiuha com 38 covados por
Paletols de brim de cores a 3J.
Ganga franceza escura, covado a 500 rs.
Chapeos pretos o mais fino que ha no mercado
de forma elegante.
Tapetes franjados para sala
Chapeos do sol para menina a 4.
Madapolao fino a 6>.
Bramante do linho, vara a 2300.
Farinha de man-
dioca
a tratar com Almeida Gomes, Alves & C.
Arroz em casca
a tratar com Almeida Gomes, Alves 4 C. ra
da Cruz n. 27.
Para liquidar
Na loja da Aguia de Ouro na ra do Cabug
n. 1 B, caixmhascom 8 libras de superior o
torrado pelo baralissimo prejo do 18 a caixa.
Attencao.
Vcnde-se um escaler novo com 4 remos de
aia, de patente, e um bote novo, proprio para
lodo servico, e por commodo preco : a traler na
ra do Cordoniz 11. 6.
Vendo-so a taberna n. 14 do paleo do Ter-
co, bem afreguezada e Iluminada gaz e bas-
tante surtida; vende-so tambem com as dividas
so quizcrem : a tratar na mesma
fro7iVf?inn"^eVm^crrcnocom 10 Pa^os de
frente e 300 de fundo." na Ponte de Ucba. es-
trada que vera da Torre para o porto quo alra-
vossa para SanlAnna: quem quizer, dirija-se a
aliar com a pessoa, na escela em frente da re-
la de S. Jos do Manguinho. g
Cemento.
Superior cemento romano em barricas ; vens
a."cadaei?n?57.Ca" ^ FateDle ManDa & rU'
Sabo
das fabricas do Rio de Janeiro : a tratar com Al-
meida Gomes, Alves & C.
Chales chinezesa
a 4#500.
Na bem conhecida loja do Preguica, na ra do
Queimado n. 2, vendem-se ricos chales de meri-
no de modernos e lindos goslos cora um pequeo
defeilo de mofo a 4&5C0 cada um.
Ca vallo.
Vende-se um cavallo rfldado, grande e bonita
tigura muilo proprio para cabriole!; quem o
pretender, pode dirigir-so a praca da Indepen-
dencia n, 34, loja de chapeos
Attencao.
Vende-s) na ra Nova n. 71 junto 3 ponle.sac-
cos com m Iho muilo novo a Ejl, na taberna da
truzdoAItuas cm ponlede Uchoai 5850O e em
Apipucos a. 58500 taberna nova untoao acougue.
anTT Vcn<,,-S'; Komma de maiarana verdadeira a
800 rs. e cirnnhos do mao muito bem construi-
dos a 14g: na ra Nova n. 71, janto a ponte.
Na, famca decaldeireiro da ra Imperial,
junto a fab ion1 de sabao, e na nih Nova, Iota de
Terragens n. 37. ha urna grande porcSo de folhas
fisin: iTr.r.iifif2'c pcl di-
Plaotes e flores diversas.
Pellorce, membroda sociedade de horticultu-
ra de I ans estando para se retirar para a Euro-
pa nopnmoiro.vapor. vender dehoje em dianle
o seu varalo sortimento de plantas, flores, par-
reiras e frccleiras diversas, cora grande abali-
inonlo do preco : na ra do Cabug n 3 A
Relogios de ouro e prata.
Em casa deHenry Gibgon, ra da Cadeia do
Recife n. 62, ha para vender um completo sorli-
menlo de relogios de obro e prata, chrqnome-
tros. meioschronometros e de ptente, os me-
lhores que vem a este mercado, e a precos ra-
zoaveis.
37 Ruado Queimado37
Loja de 4 portas.
Chegou a este estabelecimento um completo
sortimento de obras feitas, como sejam : pale-
tols de panno fino de 16J at 28J, sobrecasacas
de panno fino prelo e de cores muito superiores
a 358, um completo sortimento de paletots de
riscadinho de brim pardo e brancos, de braman-
te, que se vendem por preco commodo, ccrou-
las de linho de diversos tamanhos, camisas
francezas de linho e de panninho de 2$ at 5$
cada urna, chapeos francezes para homem a 88,
ditos muito superiores a 10, ditos avelludados,
copa alta a 138, ditos copa baixa a 10$, cha-
peos de feltro para homenf* de 48. 58 e al 78
cada um, ditos do seda e de palha enfeitados pa-
ra meninas a 10, ditos de palha para senhora a
12g, chapelinhas de velludo ricamente enfeita-
dasa 25fl, ditas de palha de Italia muito finas a
25<, cortes de vestido de seda cm cartao de 40$
at 150$, dilos de phantasia de 16* al 35000,
gollinhas de cambraia de 13 at 53. manguitos
de lg500 at 5, organdys escuras e claras a
800 rs. a vara, cassas francezas muiloawpcriores
e padroes novos a 720 a vara.casemirasde cor-
tes para colletes, paletots e calcas de 38500 at
Ag o covado, panno fino prelo e de cores de 28500
al 10$ o covado, cortes de colletede velludo
muilo superiores a8e 12S, ditos de gorgurao
e de fustao brancos de cores, tudo por preco
barato, atoalhado de algodao a 18280 a vara,
cortes de casemiras de cores de 5 at 98, grosde-
naples de cores e pretos de 18600 at 38200 o
covado, esparlilhos para senhora a 6$. coeiros
de casemira ricamente bordados a 12 cada um
lencos de cambraia de linho bordados para se-
nhora a 9e 12 cada um, ditos lisos
mera, fazenda muito superior, de 12
duzia, casemiras de cores para coeiro,
2J400, barege de seda para vestidos,
18400, um completo sortimento de colletes de
gorgurao, casemira prela lisa e bordada, e de
fustao de cores, os quaes se vendem por barato
prego, velludo de cores a 7 o covado, pannos
para cima je mesa a 108 cada um, merino al-
cochoado Aprio para paletots e colletes a 2800
o covado./bandos para armacao de cabello a
18500, saceos de tapete e de marroquim para via-
gem.eum grande sortimento de macas e malas
de pregara, que tudo se vende vontade dos
freguezes, e outras muilas fazendas que nao
possivel aqui mencionar, porm com a vista dos
compradores se mostrarao
5SINETES PARA MARCAR ROUPA^X
~ RA DA IMPERATRIZ 2 2 )J
para ho-
at 20 a
covado a
covado a i
Relogios.
Vcnde-se em casa de Johnston Pater & C, ra
do Vigano n. 3, um bello sortimento de relogios
de ouro, patente inglez, de um dos mais afa-
mados fabricantes de Liverpool ; tambem urna
vanedade de bonitos trancclins para os mesmos.
Em casa de Borott & C, ra
da Cruz do Recife n.5, ven-
de-se :
Cabriolis muito lindos.
Charutos de Havana verdadeiros.
Presuntos para fiambre.
Fumo americano de superior qualidade.
Ghampanha de primeira qualidade.
Carne de vacca cm barris de superior quali-
dade.
Oleados americanos proprios para cobrir carros
Carne de porco cm barris muilo bem acondi-
cionada.
Licores de diversas qualidades, como sejam :
o rauilo afamado licor intitulado Morring Cali,
Sherry Cordial, Mcnl Julop, Bittcrs, Whiskey &
C, ludo despachado ha poucos dias.
Machinas de coser, grandes c pequeas, de dif-
.-rentes autores, de um niodcllo inlciramenle
novo, por preco commodo.
Salsa parriiha em frascos grandes e pequeos,
muito bem acondicionada.
Pilulas vegelaes (verdadeiras.)
Verme fuge.
Carneiros gordos.
No engenho Forno da Cal vendem-se carneiros
gordos por preco commodo.
E para vos dizer.
Na cocheira dduKdo Bourgeois. na ra No-
va n, 61, lem para se vender panno fino eiralao
uul, vaquetas arandes para roberas de carros*,
lanlernas para dilos-e para cabriolis, velas para
dilas. colleiras mestras. ditas falsas, camurras.
esponja, graxa preparada para ciios. e outro
para arreos, ferraduras francezas com cravos e
mullas outras ferragens diversas para carros -
vende-se tambem um jogo de rodas americanas
c oulras para carros de passeio, fabricadas
Paris e promptas a serrar.
KOVAGIiM TIIEORICA E PRATICA
em
DOS
Juizcs municipaes e de
orphaos.
r.^2 1 ChegBr d R'de JnnPr0 eSla '"'C-
eob". $ vende-se na Livraria econmica
ao p do arco de Santo Antonio.
. INJECTION BROU.
rhI.y,8Wfne ',nfallivel Prcervaliva as gonor-
rh3 recentes ou chronias. Em
tratamenlo, muilas vezes mais
zes mais tarde, sem dr
inlciramenle a molestia
lodas essas
hiba
seis dias do
cedo, raras ve-
alguma, desapparece
sem precisar ictorrer a
composicocs, cuja base sao a copa-
cubebas, remedios nao s peiinoso
como nojentos : vcnde-se a 5000 rs. o frasco*
na praga da Independencia n. 22.
Botica.
Espirio de vinho eom M
graos.
Bartholomeu Francisco de Souza, ra larca
memo""011'36, Yede 8 seuinles medica-
Rob L'Affecteur.
Pilulas contra sezoes.
Dilas vegelaes.
Salsaparrilha Bristol.
Dita Sands.
Vermfugo inglez.
.Tarop do Bosque.
Pilulas americanas (contra febreil
Ungento Holloway.
Pilulas do dito.
EUixir anti-asmathico
iai;de b0"larga comro,has' de s 0D"
xJKSS'S'j? "T grande orimenfo de pa-
pel para forro de sala, o qual vende a mdico
Ainda existe alguns burros que se vendem
por prero commodo. os quacs foram mudados
da cocheira da ra da Florentina e aiham-sena
uoa->ista naoOicina de ferreiro junio o Sr
Manoel Joaquirn Cnrneiro Leal.
Escra\os fgidos.
Vande-se espirito de vinho verdadeirocom 44
ros, chegado da Europa, as garrafas ou as ca-
andas: na ra larga do Rosario n. 36.
Albardas inglezas.
Ainda ha para vender algumas albardas ingle-
zas, excellenles por sua durarlo, levesa e com-
modidade para os animaes : cm casa de Henry
Gibson. ra da Cadeia do Recife n. 62.
Vende-se superior linha de algodao, bran-
cos e do cores, em novello, par costura: em
casa de Scuthall MellorA C. ra do Torres
n. 38.
Superiores chapeos de manillia.
Esles excellenles chapeos que por sua qualida-
de e eterna duracao, sao preferiveis aos do Chi-
le ; exL-tem 4 venda nicamente em casa de
Henry Gibson, ra da Cadeia do Recie n.
prejo commodo.
Escravo fgido.
62, por
Vende-se
linha de novello de todos os sortimenles, meias
de seda inglezas de peso e mais inferiores bran-
cas c pretas, por precos commodos em casa de
Henry Gibson, ra da Cadeia do Recife n. 62.
Vende-se rap grosso. meiogrosso, fino, Pau-
lo Cordeiro, Lisboa, princeza Rocha : na ra
larga do Bosario passando a botica a segunda
loja de roiudezasn. 40. Este rap vende-se tan-
to a oitava como em libra, lodo elle- muilo
fresco chegado pelo ultimo vapor.
Relo {ios patentes.
Estocas.
Loara.
Cam sas inglezas.
Peilos para camisas.
Bisciutos.
Em Cruz n. 61.
I
Aos sen iores Legistas de miudezas.
Bicos prei.os de seda,
Ditos braijcos e pretos de algodao.
Luvas paltas de torcal.
Cintos eli slicos.
BLinhas dfl algodao em novellos : vendsm-sa
por precos :oromodos. em casa de SouthallMel-
tors 4 C, na do Trapichen. 38.
I Attencao. j |
| Armazem de fazendas i
?? NA
|Rua do Queimado n. 19.f
m Chila ranceza fina escura de padroes Sb
m miudinhos pelo baralissimo preco de 220 A
9 rs. o covado. a ellas anles que se acabem, S
W pois o eco e a qualidade convida a &
# compra i. f g
Milho e farello.
Vende-se milho a 48 o sacco em porco 3800
em cuia24C rs., farello a 5$ o sacco ; na traves-
sa do paloo do Paraizo n. 16, casa pintada de
omarello com oilao para a ra da Florentina.
Camisas D^Iezas.
Pregas largas.
Goes ( Bastos.
Ra do Queimado d. 46, frente da loja
amarella.
Acaba de chegar na bem conhecida loja de
Goes 4 Bastos, um grande sortimento das muilo
desojadas e verdadeiras camisas inglezas, com
pello de linho e pregas largas, j bem conheci-
das pelos freguezes deste eslabelecimenlo, ai
quaes camisas ha muilo se eslava esperando, e
por ter grande porcao, temos deliberado, para
melhor agradarmos os freguezes, vende-las pelo
diminuto preco de 36fl por duzia.
Fazendas porteos precos
Ra do Queimado, loja
de 4 portas n. 1.
Ainda restam alguraa3 fazendas para concluir
a liquidagao da firma de Leilei Correia, asquses
se vendem por diminuto preco, sendo entre ou-
tras as seguintes:
Chitas de cores escuras e claras, o covado
al60rs.
Ditas largas, francezas, finas, a 240 e 260.
Riscados francezes de cores fixas a 200 rs.
Cassas de cores, bons padroes, a 240.
Brim de linho de quadros, covado, a 160 rs.
Brim trancado branco de linho muito bom. va-
ra, a 1JKJ00.
Cortos de calca de meia casemira a 2g.
Dilos de dila de casemira de cores a 59.
Panno preto fino a 3j> e 4.
Meias de cores, finas, para homem, duzia a
18800.
Grvalas de seda de cores e pretas a 1#.
Meias brancas finas para senhora a 3S.
Dilas ditas muito finas a 4g.
Ditas cruas finas para homem a 4fl.
Cortes de collelesde gorgurao de seda a 2ft.
Cambraia lisa fina transparente, peca, a 4>.
Chales de la e seda, grandes, um 2J.
Grosdenaple preto de 1S600 a 2#.
Seda prela lavrada para vestido a 1*600 e 2S
Corles de vestido de seda preta lavrad* 16
Lencos de chita a 100 rs.
La de quadros para vestido, covado, a 560.
Peitospara camisa, um,S20.
Chila franceza moderna, fingindo seda, covado
a 400 rs.
ntremelos bordados a 200 rs.
Camisetas para senhora a 640 rs.
Ditas bordadas finas a 2g500.
Toslhas de linho para mesa a 2 e 4J.
Camisas de meia, urna 640 rs.
Lencos de seda para pescoco de senhora a
560 rs.
Vestidos brancos bordados paca baptisar crian-
gas a 5000. v
Cortes de calca do casemira preta a 6.
Chales de merino com franja de seda a 5.
Cortes de caiga de riscado de quadros a 800 rs.
Merino verde para vestido de monlaria, cova-
do, 1*280.
Lencos brancos de cambraia, duzia, a 2#.
York
AS MELHORES JW1UKAS DE COSER
DOS
Mais afamados autores de New
I. M. SINCER & c.
WHEELER & WILSON.
oa,raZeSJabclecment0 v"lem-se machi-
m,erhn,S/rs au,oros raostram-se a q
n!n^ Jla U.da noi,e e "sponsabilisa
mPfl fJL0? 1uHali^de e seguranga :no arma-
rm D4dns, de Rayn>undo Carlos Leite
irmao, ra da Imperatriz n. 10
aterro da Boa-Vista.
Na noilc de 28 de abril prximo passado fugio
de casa do seu senhor um escravo de nome Ray-
mundo, idade de 18 a 20 annos, estatura media-
na, e roforcado, bnnia figura, bocea pequea, e
u>ns denles, falla bem, (.abra escuro) filho do
Ico, donde vrio, pouco mais ou menos, a um
auno, levou com sigo alguma roupa, consislindo
em raleas de brim trancado branco, de algodao
mesclado, camisas de madapolao, de algodao ris-
cado, Jamela de panno fino azul, grvala prela,
chapeo de feilio lino, cor clara, cosluma andar
calcado, mlitula-se forro, salla muo bem, pois
tendo sido duas vezes apprehendido, tem so eva-
dido, consta ter urna amasia mulata, mtilher for-
ra, com quem esleve na Boa-Vista, e aonde foi
apprehendido, esteve Irabalhando em Sanio A-
maro : quem o appreheneer e levar a ra da
Cadeia do Becifc n. 20, sera recompensado
,. S0SC00 DE (BATIFICUO.
lugio da rasa de seu senhor no oia 4 de abril
p. p. o prelo do nome t'elix, de naeao Moeam-
luquc, idade de 35 a 40 anuos, levuu calis de
tuim eom ramagem azul, estatura baixa* cor
tula, baiba na ponta do queixo, tem na tesla
por cima do naiiz um calombinho que parece ser
Mgnal da Ierra delle. Km os ps um pouco apa-
iluiados, fui esciavo do Sr. Manoel Francisco
Duarle este o rendeu ao Sr. Synphronio Olim-
pio do Queiroga a quem foi comprado no anno
prximo passado, este lem sido poseedor e cala-
dor enoje padeiro. e por isso lem callos as
juntas dos dedos polo Indo das cosas das mao?
cm razao da niaceirn, j esteve fgido para ban-
das da villa do Cabo muito lempo, inlitula-se
lorro, muda o nome doile para Jobo, ou outro
nome, foi pegado no Cabo porum mogo do mes-
mo lugar poralcunl.o Quimas; domingo 8 do
crreme, esleve a larde n'umn taberna na pas-
sagem que vira para o Bemedio, e o Sr. Duarle
diz que as suas fgidas lem sido para os lugares
seguintes : Caxang al o engenho CamarogiLe,
Barbalho, Ibura ateo Cabo; poitanlo rogado
aos capiiaos de campo c as autoridades policiaos
p qualquer pessoa que o possa encontrar o apro-
hendam o o levom a seu senhor na padaria do
paleo da Sania Cruz n. 6, quo ser generosa-
mente recompensado, e protesta coulra quem o
tivcr acoulado em sua casa.
Fugio no dia 7 do rorrente mez de maio
umesrravo cabra, de nome Joaquim por alcunho
ido-prelo, de idade de 20 annos, enmossoguin-
ics signaos: aliura regular, eheio do corno, sem
barba, falla-lhe dous denles na frenlo, lem una
cicainz na p.1 esquerda, tora o dedo mnimo do
pe direiio levantado, lem marcas de ter sido sur-
| rado ; desoonfla-so 1er seguido para o serlao do
qual- Pa"fu de F,,0,cs' 'ondc e natural : quem o ap-
mo- lirt'llf,1(le'' lcc-o ra Nova n. 48, que ser gc-
nerosamonle gratificado.
&
anlanicnle
Mermelada.
640a Hbr"0"" 6* ha n,aiffiel^a superior i
Rna do Codorniz n. 81
POMOOOO* ej5 amarcl10' Saccos de 30 caas
Milho saccos grandes, por 45000.
^era ce carnauba, tebo refinado
SOS de graicacao,
Continua a estar fgida a cabra Josepha, de ida-
de 50 annos pouco mais ou menos, altura regu-
ar, marcas de panno pela cara, falla de denles,
tornozcllps enchados, andar estrupiado, osla es-
crava fugio era 30 de Janeiro do auno passado
desconfia-se que estoja acoulada ora alguma ca-
sa ou semndodc ama, tem dous filhos nesla pra-
ga, urna por nome Domingas, liberta, o outro do
nome Matheos, escravo de um senhor para as
bandas de Apipucos, slguem j a tem visto, por-
tanioprotesta-se contra quem o livor cm sua caa
[assim comodse 50jj a quem a Irouxera sua se-
f]0 nbora na Soledade estrada de Joo Fernandos
de algodao. i Vleira ou df r noticia rcrla
a vender-se.' no largo da Assemblca,' Gratiicacao de 50,$000.
Fugio no dia 17 do crreme mez o escravo
cnoulo de nome Mallicus, de idade de 20 a 25
annos, e tem os seguimos signaos : cor prela,
aliura regular, espigado e reforcado do corpo,
falla descancada, mos e ps pequeos, denles
alvos, andar gingado, passo miudo, e com bastan-
te espinhas no rosto ; levou caiga e camisa do al-
godao de hstras azues, chapeo de palha da ltilia
j usado com fila prela; este escravo natural
deO'icbrangulo, onde lem mai e irmaos, e foi
pertencentc o dito escravo neste lugar aos Sr-
Cosme de Pinho Sintiago e Jos Francisco da
Costa, negociamos neste lugar, os quaes compra-
33000 rarae derara em pagamento aos Srs. Souza. Bar-
5'<00is c- dosta praca, e estes venderam ao Sr.
Contina
armazem n. 9.
Calcado francez barato.
Na loja de Burle Jnior & Martin*, ra
do Cabug' n. 16.
Botinas do lustre para homem dos me-
lhores fabricantes
Ditas de bezerro e panno
Ditas de luslre para senhora
Ditas lodos de duraque prelo sem salto
para- senhora
Dilas de selim branco para senhora
Ditas de luslre sem sillo para meninas
hapaloes inglezes de vaqueta
Ditos de luslre com borracha na frenle 5*000
irnos dito dilo para meninos 3flO0O
us melhores charutos da Bahia por pregos mui-
800O
7#0fl(>
4?)000
39000
5S0O0
OS JESUTAS
FEBAME A IIISTOR'.A
PELO DOITOR
Ovidio da Gama Lo\o.
Ainda restam alguns exemplares desla precio-
sa obra, a 5$ cada um ; na livraria ns. 6 e 8 da
praca da Independencia.
Attencdo I
2.1ndc".e Ulla canoa aberta que pe3a A
g 1,200 lijlos : para tratar na ra de S i
Francisco n 58, a chegar no Mundo Novo. S
!f5Sf ttfrWa1
vende-se 20 libras de pennasde passaro.pro-
pnas para Iravosseiros: na ra do Queimado,
loja de ferragem n. 14. j
Silvino Guilherrre de Barros, o qual vendeu aos
Srs. Mello & Irmo ; consta que este escravo fu-
gio em companhia do cabra escraVo, Mnicolino,
de Macei portanlo, pede-se as autoridades po-
liciaos e .Igurnas pessoas particulares, que o
caplurem e levem-oa ra de Apollo n. 7, cu a
ra Nova n. 1, que gralicaro com a quanlia
cima.
Escravaiugida.
Fugio da casa do abaixo assignado, no dia 18
do correte, urna sua escrava da Costa de nome
Marta, que representa ter de idade 45 annos, al-
tura e corpo regulares, cor nao muito pieta, tem
bastantes cabellos brancos, cosluma trazT um
panno atado roda da cabega, tendo por signal
mais saliente a3 mos foveiras, proveniente de
calor de ligado. Esta escrava tendo sabido como
de costume, com venda de arroz, nao voliou
mais : roga-se, portanlo, s autoridades poli-
ciaes, capilaes de campo e mais pessoas do povo,
a apprehenso de dila escrava, e leva-la loja
do Preguiga, na ra do Queimado n 2, ou casa
do sua residencia na ra da Florentina defronte
da cocheira do Illm. Sr. tenente coronel Scbas-
tio, ijqc sero generosamente recompensados.



"
*x
w
DIARIO DE PEBNAMBDCO. SABBADO 19 DE MAIO DE 1860.
Agricultura.
MACHINAS.
{ Coutinuaco. )
Mas nao s nos trabalhos do engcnheiro e
nianufuclor que o Iromem chama eni >eu auxilio
esta torca do vapor, de que so apropriou ; para
lodo o trabalho que, considerado isoladamenle,
requeira pouca forra, uias cuja ''xocuro dcva re- raco
peiir-se setn lermo, c raistor nave "
nada osla immeusa repelicao; o
ciaes o nao cunsenum que, mullo |-elo coii-
trnrio, ha de ser empregado em cevar dilTrn nles
ramos de induslria ver-se-ha que as macl inns
creara novos capitaes, consagrados produrcao,
podem ministrar emprego a muilos bracos.
Se se notar que o uso das machinas d or gem
a variados mistores e trabalhos de conslrucio e
reparo, ao corte de madeiras c extracoao de nie-
laos de que sao fabricadas, a urna extensa n ine-
do caivao de pedra que nutre os ido idas
resultar
a propoicio-j por vapor, resultar que pela odopron tra-
ainda nesle mente desle instrumento productivo, aiiidi sem
caso o vapor que a ministra. O niesmo braco contar os cffeilos ulteriores e os principara icne-
Ce gigante que torce, juntos, os ios dos cabos'. Ocios delle, se abre um vasto campo a difl'cr;nles
mais pesados, molamorphosea a lia do algodoei- ; industriosos.
ro ri'um lio lao delicado como esses frouxeis li- Se se observar que a populacao europea do m-
geiros que volleiam no ar. Dcil mao que ac-| Pfrio brilannico monta a quoi 28 milhes d i ha-
tua ao seu poder irrcsislivcl, o vapor lula com hilantes, ver-se-ha que urna populacao cinc i ve-
o mar o a tempestado, e marcha liiumphante por. zos maior, e toda ella setn exceptuar um in-
entie obstculos e peiigos invenciveis pelos un- dividuo orrupada em tare fas puramente roo-
tigos oielhodos de navegaeno ; ou n'um syslcma
mais regular de acejio, fabrica a tela dos vus,
cujo uso pode um da supprimir, e com scus de-
dos de fada entrelace as malhas dessas redes de-
licadissimas, destinadas para servir de adorno e-
lcganlc ao bello sexo
As machinas sao o fundamento e o principio
a industria imitativa.
Sao numeroso? os ramos desta industria que
consiste em formar um modelo o mais perfeito
que possa ser; e a perfeicao do modelo esl em
ajusla-lo e conforma-lo de modo que as copias
Ihe correspondan! exactamente, e que permuta
tirar o maior numero dellas com o menor dis-
pendio de lempo c trabalho ; no que, em ultima
analysc, se resumem todas as vanlagens econ-
micas.
A industria imitativa comprcliende a arle de
imprimir; de gravar em cobre, ac, estanho,
pao, metaos preciosos, o tomo ; de estampar
em algodao, oleado, porcelana ele.; de lithugra-
pliar; de fundir em metaos, gesso, e cera ; de
iiiuldaro lijlo, aardoea, o pao, a tartaruga, o
vidro, a louca, o couro, os metaos, e o papel. Em
todas estas arles de iniilaoo e n'outras piepara-
se um plano, um lypo, um original, urna fima,
urna matriz, um modelo, ou um padrao, por onde
se cxliahem fcilmente, c com maior nitidez
muitas copias, traslados, estampas, ou cxerapla-
res de um objeclo ; poupaudo por um lado a re-
petirn dos feitios. c pelo outro ganhando-se no
primor c esmero dos producios, que de ordinario
saliera mais bem obrados do um molde lixo.e uni-
forme que das mos do artista.
O emprego das machinas serve muitas vezes
do evitar o desperdicio das materias primos, como
se observa as tinturaras, e as fabricas de vi-
dro, o dostllaoo. as lypograpliias o uso dos
lulos cylindiics clsticos, em lugar das bailas de
couio scmi-espliciicas com que se tingeos, as
formas, poupa urna patrio de linta asss consi-
deravel. Tal Oopreslimo da mecbanica que al
d valor ao mais vil refugo das materias primas,
riiigando a fazer piussialo de |>otassa dos cascos
dos cavados c oulros animaes.
Qual aquella terceira mao ou soxlo sentido
que algumas vezes se imagina, c se desoja para
vencer difieuldades, alias iusuperaveis, no fabri-
co de cerlos producios, c pioseguimenlo de cer-
tos resultados ? Quem corrige a lesao orgnica
do ceg, do aleijado, e do paralylico ? Que po-
der misterioso e compadecido esse que associa
aos trabalhos e lucros da industria oslas tristes
victimas dalalalidade ? Qual novo estalo o que
mede a riqueza das naces pela energa c multi-
plicidade das forras inanimadas que empregam ;
a estatura e a grandeza dos povos pelo numero e
vigor das inielligoncias, e nao pelo dos bracos ?
Terguntai-o s machinas.
O alicate ou tenaz, em que se melle c aporta
nuaes, ainda seria insufficiente a suppriros [unc-
ios do novo mechanismo, as fabricas inslezas
zenuas, e fobiicas ; o
pedreiras, c pantanos; e
Ru
meulo das minas,
suprimento das ler-' sao das machinas
ras regadas, moinhos, lavanderas, e povoaces
escacas de agua, ou privadas dolas boa ; e lio
preferrivel pelo singelo a barateza, pela econo-
ma do costeio, pela ulilidade dos resultados,
pela eflicacia e duraco, s machinas bydrauli-
cas at aqui usadas.
Se a precdeme expoajcio do presumo das
machinas nao fr bastante a convencer alguns
dos nossos leilores, osles pedimos supponharo
as sociedades humanas dossotorridas do auxi-
lio mechanico do vento, da agua, do vaper, dos
animaes, de todas as leis physicas, de todas as
forras naturaesque podem supprir anossa, e dos
instrumentos os mais singlos do trabalhador, c
que nos digam o quo seriam o commercio e a
industria, rcduzidos a ler por agente nico o
braco do hornera ? Figurem-se bem essa situa-
cao das sociedades, profundem todas as de urna
privacao lo completa, o depois imaginem mo-
do de substituir as machinas, e, sem ellas, ai-
ra
peas a industria.
INao quer (parece) a suppres-
mas que casta de paliativos
propoe o illuslre escriptor ? O primelro, e o
mais impottanto em seu entender, esclarecer
a opimao ; o segundo, nao contjpuar a dar fo-
mento as mvencoes novas ; o lercciro, desviar
das emprezas da induslria oa grandes captaes.
Aconselha pois que se nao concedam patenles
de invencao, nem premios de nenhuma-gasta s
desroberlas.
Aconselha aos soberanos que nao recompen-
depoi oo eslabeleudo, le/, obrai e passar alem
do duplo a laxa dos salarios o a dos lucros. Na
poca subsequente engetava-o, porque dab por
diante as rendas dos difierentes produelores nesle
ramo de industria ileram baixa, e eonsideravel.
Mas essas sao as faces inalleraveisquo appare-
cem nos aperfeicoamentos mechanicos. De ordi-
nario muilo lucratiros, no principio, para aquel-
los que os empregam ; proporco quo se vo
generahsondo, c qi.e seus ganhos'vao chamando
competencia numerosos bracos e capitaes
do algodao ; funrges que segundo j mestra- i cancar as commodidades inquestionaveis que
mos, escusam o trabalho d 141,800.000 pes-soas. nos provm do seu uso. A humanidade se Ins
Se reflectirmos que esta-do vapor, e oulros ap' representara em tamaita nueza e desamparo,
pliracocs do poder mechanico evilam o desbarato
de moilo esforro physlco, o emancipara das fadi-
gas maleriaes grande numero de homens, diixan-
do
rao, acharemos que a rlistrucco, s scienci'is, as
doscoberlas, e o adianlamenlo moral da socieda-
1 do na Inglaterra devem muilo ao sorvico da; for-
ras rootnzrs ; c que na pro'gressao da'eslalislca
! lilieraria daquelle paiz figurara as machinas como
1 elemento dos mais allcridijveis.
Se nni.irmos que as sacras d'algodao que a In-
glaterra imporlou em 1816 montaram al3('.O00,
le que esla importaco tem ido era tal crescimen-
' lo que em 1838 chegou a 1,238 000 sacca eo
! anno passado a 1,275:729 se ovaliarmos o ca-
I pila), o numero de operarios, as machinas ile va-
. por, e os teares trchameos empenhados nesle
fabrico se eslimarmos quaulos \narinh ;ros.
que nao recuar de horror : porfiarSo em clculos
e indagacoes, sem encontrar equivalente ao po-
der mechanico. Se das regies da imaginario
o a sua intclligoncia dlsponivcl para a medita- descerem ao campo da historia, vero suas ap-
prehensoe3 conrmadas pelos tactos. Para alm
dos terapos em que se inventou a charra, o. fa-
brico do azeile c do pao, a arle de liar c lecer,
a de minorar, c de affeicosr os metoes, a moe-
da, a escripia, a navegado, hao de apalpar Ir-
vas, e na propria dala destas descobertas encon-
traraosorabras, incerteza, ignorancia,e tanta quea
barbaridade da poca lhes ser manifestada nao pe-
las noticias historias ; iicla falla dellas. Mas se
desses lempos incerlos passem aos histricos ;
medida que forem alravessando a correnlc
dos annos, e examinando os effeilos da deseo-
hera do imn, dos aqueduclos, dos faies, das
bombas, dos relogios d'agua, da calcetara, da
sogoiros, carreloiros, linlureiros, negociantes, i vidraria, dos moinhos de vento, do uso do car-
mercadores de retalho, e machinislns se acham vo de pedra, da bussola,\do papel de trapos,
' das Ultras de cambio, da impreusa, das carro-
cas, dos oculos de ver ao longe, do mierosco-
oceupados, cada um conforme o sen misliT, no
commercio do algodaose consideramos que
os estofos desle genero sao hoje 6,7 c alen de 7
vezes mais baratos quo em 1791; quo esta bara-
teza facilita ao pobie prover-se abundante nenie
"de roupa branca ; que a enorme quanlul,-- lo de
algodao em bruto, que se roenufactura em ngla-
lerra, Jom dado um impulso extraordinario'a lo-
voura e commercio dos paizcs que o agriou lam ;
que o pedido de lo inlinra quanlidade dt pro-
ducios desla plaa presupoe a crearo de "litros
producios e valores para Irocar por aquellos
apreciaremos, sem difftculdade, a infloencii: eco-
nmica das doscoberlas de llargraves, Aikvvrighl,
Luiz Paulo e Crnmplon Dous pequenos;pares
de cylindros collocados de modo que heliseam
urna mecha de algodao, como se foram dedis hu-
manos; mas sem necessidade de revesar'-se
que fiara, em logar de um s, centenas de !los
em vez de uin fio desigual um que o nao | ca-
pazes de graduar com a maior pontualidlde as
dille-rentes grossuras do que.se pretende,, o do
obier, no esparo de 2 horas, pela ac^iio fle um
s individuo, muilos arralis de algodao fiado,
em lugar de urna on duaaoncasdelle, que eob-
linhaoi pelo processo velho o niesmo esp.'oo de
lempo siio origeni dos resultados, verdaJeira-
menlc assombrosos, quclicam descriptos, e i'uma
revulucao industrial de quo nao ha exomp o nos
anones do mundo commerciante.
Alm dos aperfeicoamentos successivos 10 fa-
brico do algodao, dos quaes o vapor nao e itrava
como agente, veio depois este novo agent: ace-
lerar espontneamente a facilidade naque le fa-
brico, e n'outras manufacturas ; nos moinhos, na
srm com meres-horforfks osijegociantes do-; lal a somma de productos, provenientes"desta
nos ue.fabricas, para que-estes se nao preciptem
cum seus capilaos n'uiua carreira de conlin'gen-
cias e perigps proprios e alheios. "
Aconselha a suppressao de todoos privilegios
fiscaes annex^s alia opulencia, e que o milho
eslerlinl) que representa o capital de mil familias
pague menos ao fisco do que o mlhao eslerlino
quo conslituc o de urna s.
Aconselha, como remedio da concenlrago im-
moderada da propriedade, a parlilha egual das
herainas entre.lilhos e filhas.
Aconselha emfira, que se assignem limites &
accao dos capitaes ficticios, e ao eslabelecimenlo
das commundias, sociedades anonymas e bancos.
reunao do esforecs, que-vcm a exceder muilo a
procura que se fazia dos mesmos producios pelo
prece amigo. Enlao forzoso que esse preco
abala, c que com (lie descam tambera salarios e
lucros. *
Assim sucredeu com a nova manufactura do al-
godao. Masquando a renda dos productores des-
le grande artigo cr mmercial entrou a declinar,
ja a colheila dos lucros havia sido raui ampia, e
os capitaes. que dahi se amontoarara, enormes ;
j osles se linhara disseminado por muitas em-
prezas e convocado arena da industria grande
multidao de bracos ; j os productos das fabricas
. de algodao tinhm conquistado a muitas provin-
com urna volla de par'afuso "o objeclo que se'pre- n,a*g*"Oi no transito por trra, c nos ca reos
tende affeicoar, faz as vezes de terceira mao. Como meio de transporte de homens e me cado-
As differenlcs machinas, proprias para com
ellas trabalhaiem os que so acham privados da
vista, de algum membro, ou movimculo em al-
go ma parle docorpo, sao urna repararo caridosa
s desgraras da humanidade.
Eis a resenha, posto quesuccinla, das variadas
pplicaces do poder mechanico. Sondo lao ex-
tensas, os scus beneficios devem ser immensos.
As machinas economisam bracos, lempo e traba-
lho ; com esla economa diminuem os gastos de
produceao ; diminuindo os gastos de produrco,
barateara os productos, ampliam a fortunados
consumidores; ampliando a fortuna dos consu-
midores, franqueam-Ihes mais mcios de salisfa-
zer as suas necessidades, ou de augmentar, em-
pregando reproductivamente esse acrescimo do
riqueza, a j adquirida ; franqueando mais mcios
aos consumidores, augmentara por ultimo, a ri-
queza geral; pois sendo todos os homens consu-
midores, nao ha um s que nao tenha quinho
no beneficio. Augmenlando a riqueza geral,
crescerao desejos de gozar, o consummo, a po-
pulacao, certa coropanherra da prosperidade, o
trabalho, socio o inseparavel da produeco, e o
emprego dos bracos, instrumentos que o traba-
lho e ainda o das machinas nao dispensa.
As machinas supprom o que falla sfaculdades do
homem para execular certas larefas que demon-
dam grande forca o que falta aos seus mem-
bros ou aos seus sentidos, deteriorados pela na-
tureza ou o acaso, para apta-lo, nao obstante esse
deleito, a subsistir do cxcrcicio da industria.
Nisto se cifrara as vanlagens econmicas das ma-
chinas.
Quero poder contradizer a sua ulilidade desde
as mais maneiras al s raais complicadas, e do
marlello do carpinleiro aleo auloraalodo vapor?1
Um bosquejo das conveniencias que comsigo Ira-
tea as do fabrico do algodao demonstrar me-
llior o que, no geral, temos escrpto do proveito
de todas.
O numero dos trabalhadores, actualmente cm-
pregados as manufacturas do algodao inglezas,
sao 1,200000. Estes 1,200 000 homens fazem
hoje naquellas manufacturas um trabalho para o
qual ha 66 annos poca em que ainda se nao
linham invernado as novas machinas de fiar o
algodao seriam, por urna estimativa rasoavel,
Decenarios M milhes de Irabalhadorcs. Se se
deduzirem destes Hi milhes de Irabalhadores
r>s 1,200:000 que l exislcm, resultar que a Ingla-
terra econoraisa, com a introducan daquellas
machinas, os salarios de 141,800:000 individuos.
So se calcular a 18 S por anno o jornal de cida
operario, achar-sc-ha que a Inglaterra poupa an-
imalmente, por esse meio, 2,552,400:000 Sf
rueos 127,620:000 Sf viudo a ficar liquida urna
economa de 2,424:780 Sf.
Se se advertir que estas 2,421:780 < animal-
mente poupadas equivalcm a um grosso capital
quo esto nao ha de ficar inactivo nos cofresdos
capitalistas, como os Ihesouros dos antigns ; por-
que os costumes modernos, e os cslylos commer-
FOJLHETUI
DE PARS 4 BADN.
rias, as locomotivos, governadas pelo vapo", sao
preferiveis ao modo de conduccao antcriorxciite
conseguido, c as adoptadas em franca e ,lngla-
tcira, mais velozes que a carreira de Cr milla,
podem andar dez e mais milhas por hora Irans-
porlando, em cada sege da sua Irella, j.ar.i cima
de 14 passageiros, e, pouco mais ou monis, dez
mil arralis de peso: proporcionam transl> mais
expedito, menos dispendioso que os das s.'ges e
carros communs, e ogualmente seguro ; an nies-
mo lempo que o seu atlrilo c menos damrosos
estradas do que o piso dos cavallos. A'esta? van-
lagens accrescc a do escusarejn o emprego dos
cavallos, epor conseguinte asiorragens, e subs-
lancias de que elles se sustentara ; deixan Jo as-
sim desempedidos para a subsistencia dos h mens
os terrenos que serviam para a dos animis. E
j nao fallamos da economa do lempo, que aos
individuos o paizes, que o repulam um valor,
olTerece esta maneira do viajar. ;
Tela mesilla razo de ulilidade que lio para
substituir as machinas s forras animaes. i e de-
vem substituir machinas mus perfeitas s que o
nao sao tanto. Ora machina mais perhita
aquella, segunda observa Say que chega ao
seu fin por o caminho mais simples c urlo ;
com menos friceoes e perda de forca ; de:male-
riaes mais solidos c menos cuslusos ; menos ex-
posla a desmanchos, e de mais fcil concorto.
Ha alguns anuos que se inlraduziu em Portu-
gal urna machina de tirar e elevar a agua, muilo
menos complicada c dispendiosa que as bembas,
e oras a faxa hyraulica, invencao oc um
portuguez, o Sr. Luiz Antonio Monteiro, igeno-
ralisada j na Inglaterra adoptada na l'n'uca, e
ltimamente, na Hespanha, cora tanta 'o cena-
ran e proveito que esperamos vcl-a, mu breve,
acolhidicm toda parte.
A faxa hydraulua ( cngimo-nos quasi i dcs-
cripgo quo fez o proprio inventor ) coro >oc-se
de urna cinta simples, de la lisa, suspens.iu'um
tambor, ou cylindro quea faz circular, eqie esl
collocada sobre unja armacao na altura a iiie se
quer elevar a agua, com um chapeu, ou caizo
em cima. Nesle caixao se recolhe a atua, e
dello conduzida ao tanque sera disperdi :o. A
faxa passa por baxo de oulro cylindro menor
que, maneira do cylindro ou tambor su >erior,
gira sobre o seu eixo. e esl a-corla dis ancis,
lixo e sotoposto ksupcrieie da agua. Pisla a
faxa ou cinta era movimento pelo tambor de
cima, adquire tal rapidez e velocidadc, que traz
adherida a s urna columna de agua na ra'co de
V1AGEM DE UM ESTUDANTE E
CONSEUQENCIAS.
SUAS
50
da de largura que livor a cinta, a qua' deve
sempre ser proporcionada profundidade quan-
lidade do liquido que so deseja tirar, e a forca
motriz que se Ihe aggrcga ; e esla forca motriz
pode ser a do homem, dos animaes, do [vento,
da agua, do vapor, oq qualquer utra. 'Assim
da combinoco simplissiraa da lei da a'traco
com a da velocidade nasccu esla machina lo
prestiraosa no serviro |das casapartcula es, ta-
pio, do telescopio de reflexo, do mechanismo
de Arkwrighi, do telcgrapho, da lylhographia,
dos barcos de vapor, das estradas de ferro, dos
pocos arlezianos, e de tantas maravilhas, pos-
teriores urnas s outras, uue nascerara da incu-
bacao laboriosa dos seculos vero o horison
le econmico dilalar-sea cada passo que derem,
a cada novo invento que regUtarem ; c a cada
conquista successiva da intelligencia sobre a
materia; das machinas sobre a forra bruta, ve-
ro medrar sensivelroente a riquezae a condico
das naces. Depois considereni um paiz em dif-
ferenlcs pocas; quando pobre de torcas mo-
trizes, quando abundante dellas ; co'raparem
difierentes paizes na mesma poca, e al no
niesmo anno, e no proprio da de hoje, acharo
egual resultado : franca, mingoada de recur-
sos no lempo que Ihe fallay.am as machinas,
rica o prospera agora que ,lhe nao fallara :
Portugal e a Polonia jazendo em pobreza por
empregsrem mui poucas forjas mchameos nos
seus trabalhos induslriaes ; era quanlo oulros
paizes llorcscera por tirar dellas lodo o proveito
possivcl.
Confessaraos qie estas razes, por grande que
sejara, nao salisfazero a lodos. Graves queixu-
mes o objecces se levanlam, ainda agora, con-
tra a uttlidade das machinas. Nao os dissimu-
la romos.
Destes qucxumc3 o mais profundo, o mais clo-
quente cengenhoso interprete ainda hoje, Sis-
mondi. Tinha escripto que lodas as vezes que a
produeco baslava plenamente ao consumo, toda
a descoberla na machina ou as arles era urna
calamidade ; porque nao accresccnlava aos gozos
do consumido! senao satifaz-los por preco mais
oarato, em quanlo suprima a propria vida dos
productores.
Respondeu-se-lhe que as necessidades das na*
ces erara urna quanlidade Dxa, como elle sup-
punha erradamente: que nossos avs nao nsavam
de carnizas, melase oulras cousas que repulamos
hoje mui necessarias : que nossos netos faro
nso de algumas de que nos nao formamos a me-
nor idea : que a medida da producrao nao poda
comportar um limite certo e determinado; porque
a populago, c por conseguinte o consumo dos
productos, tendia a crescer ; que anda quando a
populacao nao augmenlasse, poderia sem embar-
go disso consumir muito mais do que consuma,
porque coro os productos addcionaes, que as ma-
chinas geram, os consumidores pudiam comprar
novos productos que lhes augmentassem os go-
zos e, oceupassem aquellos bracoswue ellas dei-
xam sem emprego. *
Tinha dcscripto com cores medoiWias os effei-
los da roulliplicaco das machinas ; attrbuindo
s mais productivas a destruirlo dos capitaes em
pregados as" menos perfeifas, e a ninas e oulras
a drainuico no rdito do copitalistano lucro
do emprezariono salario o numero dos Iraba-
lhadorese no consumo de lodos.
Pergunlaram-lhe se elle poda negar um fado
inconlestavel que era obra das machinaso de-
senvolvimcnto progressivo da prosperidade geral,
c o accrescimo das commodidades postas oo al-
cance dos individuos menos favorecidos da fortu-
na ? Observaram-lhe que a condico das clas-
ses que vivero do trabalho manual, sobreleva ho-
je, e muito, ao que fura antes da descoberta dos
grandes motores da induslria modernaque os
obreiros, e ainda os raais mal retribuidos, parli-
cipavam indirectamente dos bens da civilisar.no
gyravamem ras mais aceiadas, e Iluminadas
vesliam-se por precos mais commodosmora-
vara em casas mais bem reparadas recebiam
gratuita a educaQo elementar viajavam com
mais commodidade e economa que seus pais ; e
lodos os dias se va chegar a riqueza, ou pelo me-
nos a abundancia a classes numerosas que nunca
a leriam parlilhado, a nao ser o aperfeicoamento
da mechamca.
Pediram-lh, sobreludo, indicasse remedio aos
moles quelamenlava, e apontasse os instrumen-
to capaz do substituir as machinas, e dissipar os
seus inconvenientes, sem privar a humanidade
dos seus beneficios.
Como rephcou o autor dosocos vrincipios
crKer^ oon^oTet' T "' "TVT I ~&^^*^C^Mo'**-
es, no pomo de que se trata, confundera I ces. muito activas, em lodos os ramos do com-
Sao fados sabidos que
mente a decadencia nos ta-
ponante fabrico. Sisroondi deixou-
os no esqueciroento. Passou em silencio o aug-
mento de populacao, o das classes dos operarios
que seu consequente, e a baixa no preco da
mao de obra que assim anda vinculada ao acres-
cimo dosmeiosde subsistencia, como o effeiio
causa, eda mesma maueira, que este acrescimo,
satellitc fidehssimo das machinas, as segu sem-
pre na sud derroto. Desconsiderou a influen-
cia da extrema baraleza, e que por seu beneficio
se vestem por precos muilo mais mdicos os con-
sumidores de algodao, donde a esles provm
economas que corresponden! na sua somma to-
tal exlroco, que immensa, de mercadera
lao procurada. Ailenlou smenle para o mlhao
de rocas abandonadas. Chorou lagrimas elo-
quentes sobre a sorte das fiandeiras desempre-
gadas. a costura, do bordado, e de certa espe-
cie de trabalhos as proprias fabricas de algodao,
dos quaes cabe boa parte s pessoas do sexo,
nao deu f. Nem exergou aquella planta predes-
tinada ministrando emprego a milhes de novos
sempre questesesscncialmenle destnelas; quan-! mercio de Inglaterra
n?n Wm s.raaJll"nas S. males originados, contrapesara sobejarai
nao dellas. senao de urna viciosa dislribuico da cros desle imoortantp f
propriedade. da faculdade illimitada de cr'ear os
capitaes a que chamara ficticios, ou da desigual-
de.da reparlicao dos tributos.
E ant-economicaa lei que regula as herancas?
Faltara garantas conlra os inconvenientcs*aos
bancos, edas sociedades commerciaes anonymas.
sera responsabilidade pessoal ou collediva ?
injusta e defeiluosa a base do imposto ? Appii-
quem-se remedios ou paliativos. Mas era que fi-
guram aqui as machinas, se esl n'oulra parle a
sede do mal ?
Separadas assim as questoes, reslatn as pro-
videncias de que ueste lugar podemos ojuizar,
por serem as nicas que leera rclaco com o nos-
so assumplo : a obclico das patentes, o a dos
premios, e das mercs honoificas concedidas aos
inventores.
Extinguir as patenles seria loucura. Seria des-
pojar o inventor da sua propriedade legitima ;
instituir a communidade dos bens sob os auspi-
cios mais desfavoraveis : Herir de morlc o engo-
lillo o o talento da invencao, roubando-lhe o es-
timulo mais enrgico : "mutilar a intelligencia
humana, c defraudar asociedade dos seus bene-
ficios.
Seria o mesmo que conceder geralmenlc a lo-
dos a prrroisso do reimprimir um livro, ou re-
prosenlar um drama, sem consenlimenin c ajuste
previo com o autor. Seria como se a lodo o fli-
busleiro litterario se dsse carta de corso conlra
as gavetas, eos raanuscriptos do hornera estudio-
so.Supprimir os premise as mercsnos pai-
zes adianlados na produeco, em manufacturas,
em commercio e capitaesseria arbitrio para dei-
xar prudencia n oulros, onde as c.rcumslan- que se a baraleza dos productos das primeiras
cas fossem diversas, sena arriscado e prejud- hostil renda do capitalista, do fabricante e do
operario, os economas que importa urna sup-
trabalhadores. poslos em lida continua desde que
ella se da torra do seu nascimento ot que a
mctlcm na tortura das machinas, desde que a li-
ramdas machinas, elaborada e transformada, al
que chega m5o do consumidor creando em
lodos os scus transes induslriaes infinidades de
oceupaces, e atlrahindo a ellas bracos c bracos,
ao passo que so eslende a rea do seu consumo.
111
Se os males que Sismondi altribue s machinas
de fiar algodao, e a lodas ero geral, sao verda-
deros, temos de pronunciar tambero as econo-
mas como res que sao do mesmo delicio ; por
cial tirar industria nascenle uro tal incentivo.
a 80 arralis por minuto, por cada pi llega.-, de fconomia Poltica a Say, Manqui', e oulros
- escrplores que assim o combaliam ? Cora os
seusEsludos de Economa poltica ;obra on-
de confessa ingenuamente a irnpossiblidade de
offerecer senao paliativos mui desproporcionados
a males tao extremos.
Nunca (accrescenta elle) fallei de prohibir
soja as invences, seja as machinas, c apezar de
ver cora magoa repellir de toda a parle o traba-
lho humano, nunca iuvoquei leis quo pozessem
P. I. STAHL.
Quando alguem sent desejos de viajar, um
dos bons argumentos que se pode dar a si, e
sos oulros, ainda quando esses oulros sejara o
jai, a rai, o filho, a mulher ou a amante que
sedeve deixar, que a ausencia, sendo a pedra
de toque do amor, o completa, c que toda a nter-
rupeo Ihe proveitosa. Nunca mo aparlei de
alguem ou do alguma cousa sera tornar a v-la
com affeicao nova ou pelo menos com ares disso.
A ausencia lorna-me o uso da casa mais suave,
disso um antigo. Palavra encantadora de que
todos devem lembrar-se quando viajara.
Para julgar bem de um quadro necessario
mais de urna vez voltar-lhe as costas. Para bem
julgarmos dos commodos de casa, necessario
sahir delta. Para saberroos por que militares de
ios estamos presos nossa ierra natal, neces-
sario que os possamos julgar quebrados e para
sempre Do mesmo modo as pessoas que nunca
se separaran) nao sabem verdaderamente se se
amam. Se nao lendes forca para vos adorardes
de Paris a Pekin, quem pode responder pela se-
guranza dos vossos amores?
Dizem que os ausentes nunca tem razo.Sim,
sem duvida, nao tem razo; nao lera razo de
femerem sempre, de desconfiaren! do poder das
recordaces, de ulgarcm que a ausencia con-
tra elles e que a presenca real e a verdadeira
presenca. Esquecer alguem que est presente,
ioncebe-so ; concebe-so mesmo que muitas ve-
zes procuremos faz-lo; mas esquecer o ausente,
Pouco confiado na efiieacia dos alvilres que of-
ferece, Sismondi quiten, sendo praticavel, extin-
guir as machinas ; mas por mcios suaves, por
urna especie de enthanasia. Accommelle-o a af-
feceo do atavismo : volla olhos de saudade pa-
ra os lempos dos oprendizados, das materias, dos
gremios, dos regulamenlos : encanlara-no a or-
ganisaco econmica da edade media, a concur-
rencia limitada e cscrava das formalidades, o tra-
balho cncommendado, osolllcios sem oCflcinas, a
accao do hornera preferida das potencias me-
chonicas, a supposta egualdade na reparlicao das
riquezas, a lo gabada prosperidade dos amigos
industriosos, a produeco sem superabundancia,
e os mercados sem pejaroento.
Mas reconhece o perico, a impossibilidade de
retrograda at esse estado ; aspirando apenas a
moderar o industrialismo no arrebatado do seu
movimento.
E quasi temeraria a justa com uro dos roaiores
homens que as scienrias moraes contam enlre os
seus cultores, difficil escapar s sedceles de
lalento lo prestigioso, e philantropia lo since-
ra como a sua : por isso niesmo ha mais conta-
gio em scus erros, c maior necessidade de arros-
n-los.
So este grand,e espirito fosse razoavcl as opi-
nies e theorias como comedido nos expedien-
tes praticos, que suggere : bem eslava. Mas que
critico to apaixonado I que diacorrer lao para-
doxo I que apreciacao tao inexacta e lo parcial
dos fados 1 que phrenesi contra as machinas, as
do algodao sobre todas I tudo se Ihe representa
mo as ultimas. Se alcancam a compra do al-
godao por preco mais baixo, perde plantador
americano urna parto de sua renda, e o desgra-
nado do cultivador negro peiora em comida e tra-
lamcntov Se conseguem irabalhar mais barato,
s obrigando os capitalistas a conteniar-se com
raeuor rdito, os mercadores e fabricantes com
menos lucro, e os Irabalhadores, ja lo infelizes,
cora menos salario. Se logran estender o mer-
cado dos tecidos de algodao, fazendo-os penetrar
na Turqua, Persia e frica, com detrimento do
pequeo numero das manufacturas, e sobreludo
da induslria domesticados povos que lhes abrera
as portas ; e focando as mulheres a depr a ro-
ca, como ha moilo -fizeram as inglezas.
Nesta argumenlaco de Sismondi a parle mais
original aquella em que julga as machinas prc-
judiciaes cultura do algodao, por consumirera
muilo mais algodao do que antes dellas I Como
se alguem dissera daronosa ao commercio a aber-
tura de um novo mercado, por dar sabida a maior
quanlidade do mercaduras I
O autor considera as machinas ruinosas por
conseguirem Irabalhar mais barato. Mas se a
sua prUcipol vantagem nao fosse a barateza com
a perfeicao no fabrico, qual poderia ser ? Traba-
Ihando pelo preco anterior i sua inlroduccao, se-
riara imitis. Trabalhando por mais, seriara no-
civas. Trahalhaudo por menos, sao proveitosas ;
o s por isso. A nica circunstancia, porque po-
dem ser preferiveis aos amigos melhodos indus-
lriaes a baraleza no trabalho e na produeco ;
c por essa circunstancia, sempre inseparavel da
sua aerao econmica, que Sismondi as regeiti !
Se fossem constantemente acompanhadas de
um augmento na renda do capitalista, do fabri-
cante, o do operario, do crer cessassem as re-
pugnancias e objecQes do autor, visto que esles
se fundam simplesmenle em que a baraleza re-
sultado das machinas, canse diminuieo na mes-
ma renda. Nesse caso Sismondi adoptara o no-
vo mechanismo das fabricas de algodao na pri-
meira poca do seu estabelccimento porque
faca, averiguado que nos priraeiros dez annos
pressao no consumo dos productos, nao podem
ser menos adversas quclles tres productores.
Se o invento de Arkwright acabou com as rocas
e a industria das fiandeiras, os capitaes cora que
foram levantadas as novas fabricas do algodao
nao concorreram menos para a extineco d'aquel-
la industria; pois se certo quo o novo mecha-
queza : abturdo. Na economa das naces. quer
dizer que todas ellas esli prosperas, ou locaram
o ap.ee doelicidede : f^buh. N'um paiz em par-
ticular, quer dizer que nao ha entre os seus ha-
bitantes um nico indigente; nao te $abe denen-
hum neitas circunstancias. A superabundancia
urna liccao.
Sobeja a subsistencia populacao? A historia
raoslra-nos, pelo contrario, a populacao repri-
mindose era raaitos paizes por falla de subsis-
tencia ; ou emigrando para melhorar de fortuna
Em diversas partes da India expoe-se ou vendem-
se as c.reancas a quem a penuria de seus poes
nao pcrmilte sustentar; e at a dificuldade de
manieran. Iralamento conveniente introduzio a-
li, nartlasses elevadas, a pralica de tirar a vida
s filhas, apenas nascero. A irrup^ao dos bar-
baros sobre o imperio romano no principio do sc-
culo IV foi devida miugua que experimenta-
vam no meio dos seus bosques e remedaos, onde
a maior parte se alimentavam da caca e da crea-
codo gado; modo de vida que, segundo ola
Robenson, requer extensos tratos de Ierra para
poucos individuos. A Europa enva para a Ame-
rica o excedenle dos homens que nao pode assa-
lariar. En. Inglaterra eslo passando dos distric-
tosagricoraa para os fabrs grande numero de
Irabalhadores, por encontrar nos ltimos o em-
prego que lhes falla absolutamente nos primei-
ros.E era Bao poucos paizes predomina o celibato
era razo da escacez de recursos para subsistir.
Ha milhares d'estes exemplos: da subsistencia
ou da produeco refreada por superabundar po-
pulacao nao deparamos um nico, nem antigo,
nem moderno. Devemos, peis, concluir que a su-
perabundancia no mercado universal urna lic-
cao ; porque nem ha no mundo excesso geral de
producios de loda a casta para os que Irabalhara :
e caso houvesse, teriamos alcancado aquella rara
felicidade, em que ningucm sofreria privaroes.
Nos mercados parciaes lambem nao encontramos
superabundancia. Na Inglaterra, por exemplo,
vemos umita riqueza d'um lado, e umita pobreza
do oulro; d'uma parte produclores que produ-
zom muitoou por si ou por insirunieiiios seus,
e da oulro productores que produzora muilo
pouco ; d'um lado proprietarios, capitalistas o
emprezarios cora lucros muilo avullados, e do
oulro Irabalhadores com salarios lenuissimos, de
sorte quea demasa com que uns produzem nao
absoluta, senao relativa raesquiihez da pro-
dueco de oulros, e o sobejo nao procede da so-
ciedade geral, seno da penuria do maior nume-
ro. Este estado de cousas denota escacez, e nao
superabundancia; que importa duas ideas, ou
djias situares econmicas que se excluem mu-
tuamente, quer no mercado geral do mundo, quer
no mercado local de um paiz.
Quando em feverciro desle auno do 1842se de-
bata na cmara dos communs a questao dos ce-
reaes, o ministro Pell tambera lancava em culpa
s machinas, e imprudencia dos fabricantes, a
eslognac.o dos productos, e a opilaco do mer-
cado. Lord John Russel demonslrava-lhe que o
mal proviuha dos leis que reslringiom o commer-
cio externo ; e o deputodo Milner Gibson, ana-
lisando os effeitos d ellas, as dos ceieaes sobro
ludo, avivava o ridiculo de estar acensando as
machinas c os fabricantes da estagnaco dos ar-
tefactos ao mesmo, passo que a faculdade de os
trocar por trigoestangeiro era limitada pelos direi-
tos, excessivos de entrada que esle pagava, e que
os Irabalhadores inglezes dispendiam no excesso
do preco do pao, muito mais coro por esse mo-
tivo, a parle do seu salario, que, se assim nao
nismo deu baixa s rocas, lambem o quo esse fosse, deslinariam compra do artigos fabris.
mechanismo nao funecionana por si era qual-
quer eslabeleciinento sem o auxilio doscapilaes.
A exploraco do um terreno inculto pode ser
damnosa ao propiietario de outro terreno j cul-
tivado, mas menos ferlil; porque um rival
que se levanta, um novo concurrente que vera
disputar-lho o mercado, um instrumento de pro-
ducrao agrenla mais perfeito que o outro. A su-
perioridade de um artista cap'az de ganhar n'um
dia o que oulro, menos destro, ganha em dous,
enlao contraria aos inlcressesd'este, como urna
machina capaz do tecer em 24 horas 50 varas de
panno de linho contraria industria anterior,
hbil smenle a tecer em dobrado lempo o mes-
mo numero de varas. Cuido que nao ha dille-
renca nos casos que apontei, e que se polas ra-
zes de Sismondi convem reprimir as machinas,
lambem convera reprimir a accuranlacao dos ca-
0 mesmo phenomano, que, segundo Milner
Gibson, em Inglaterra devido s leis dos cereaes
e nao imprudencii dos fabricantes, pode, em
outro paiz, ser devido a ella: pois os fabricantes
podem ignorar a exlnso, encrgia, e duracao das
necessidades do mercado onde tem de transpor-
tar os seus productos, e al onde chegam os
meios daquelles que tem de lh'os consumniir, e
nesta ignorancia produziiem mais do que lhes
convem. Um paiz pode, com urna medida que
eslime favoravel aos seus niteresses, prohibir ou
quasi prohibir a entrada de certas mercadoiias
eslrsngeiras, fazendo-as refluir para os armazeus
daquelle ondem foram fabricadas (como hoje es-
t succedendo s inglezas repellidas pela legisla-
cao fiscal de oulras naces). Urna guerra enlre
dous povos, que d'antes coniraerciavam, pode
suspender as relaccs mercanlis entre arabos, pa-
pitaes, a exploraco das Ierras mais feraces que i ralisando os productos que se permulavam neste
AS I 'l tnln,*!1., A I. i l.i 1 i4.i1a n n...n..:> .... I'rnuvnl|.ln minli*. An >.n.n nn .4 .. ........! ..
as j exploradas, a habilidade e proficiencia dos
artistas mais adianlados que os oulros. O arra-
soado do economista semelha o peusamonto de
Caligulasemellia-o na tendencia ; nao na in-
lencao : supprimir a riqueza, equivale a deca-
pitar a humanidade.
Dirio que Sismondi nem altribue i industria,
nem s invences fabris, seno indirectamente,
as calamidades por elle aponladas ; mas i dous
flagellos, a dous monslros oriundos de Inglater-
ra, que ainda nao tem nomo proprio em nenhu-
ma lingua conhecida, seno na iogleza, e se cha-
mara toovertrade (sobrecommerciar) c lo over-
sell (subvender). Ao primeiro que leva o com-
mercio a ponto excessivo, produz ou importa
sem proporco com as necessidades dos consu-
midores, ou peja os mercados. Ao segundo, que,
no intuito de obier consumo c sahida s merca-
dorias, as cede por preco mais vil que qualquer
outro productor, arruinando-o, expulsando-o dos
commercio. A quebra de una casa de negocio
pode, arrastrando na sua ruina a difierentes fa-
bricas, laucar de improviso na circularlo tanta
copia de artefactos dellas que obstrua o mercado,
ou malbarala-los de modo que cause perda seu-
sivel a eslabelocimenlos anlogos. Eis aqui co-
mo os desarranjos, de que com tanta leveza se
aecussm exclusivamente as machinas, podem ler
a rau era outra parte.
J muito a proposito odvertio Flores Estradas
que as flucluaces commerciaes com tanta fre-
quencia experimentadas pela maior parte das na-
ces tem sido sempre resultado de reslricco no
commercio qu de decadencia da industria; nao,
da maior facilidade de produzir as mercadorias
e que a Inglaterra, a riaco de mais aperoicoa-
menlo as suas machinas, nao lem padecido tan-
tas vicissiludes no pedido de seus pannos, slgo-
des-, e quinquilhanas pelo eslrangeiro, como na
procura de seus vinhos, sedas, las, e seda tem
mercados, o conlentando-se de o conseguir com soflndo Hespanha, que a que nos dous ltimos
1 seculos menos progressos lera feito as arles e
scicncins mechanicas. E neste mez de julho
esquecer esse ente impalpavcl e commodo que
nao resiste, que nao combate, que nao jecupa
lugar, que sabe estar, a vontade do meu cora-
co, em loda a parteo em parle nenhum i, que
me apparecc e desapparece quando eu quero e
me convem ; oh ausente como podes julgar
isso possivcl I Nao sentes que a minha ricorda-
Qo de compridos bracos te abraca de urna a
outra extremidade do mundo ? Pazes-mc falta,
s talvez o meu desejo, e julgas-te esqi ecido !
Vai-te tambera e versvers se de loige se
esquecc I
II
A vonlade de julgar se os exames de diraito se-
riam mais facis de fazer ero Strasburgo lo quo
em Paris, a necessidado de ver cora o meus
olhos se o Bheno era mais largo do que > Sena,
a ambicio de descubrir o ogradavel paiz de Ba-
dn, a presenca de mais dinheiro do que costu-
ma haver na magra algibcira de um eslucanle, a
liberdado de que, infelizmente goza todr o orfc
pho, a sede da novidado, o aborrecimtnlo de
uro bem estar material que eu nada Qzcia para
merecer o amor do peior, sem duvida, tais eram
na realidade os motivos variados que me linham
feilo tomar, aos primeiros dias do mez toe ju-
nho de 18......, um lugar no coup das arrua-
gens Lalilte, qse passeiam, nesses lempos idos,
o trajelo dHParis a Strasburgo. En cnlo
urna verdades^ viagem de tres dias e le duas
nuiles.
Flereulte......
(Tranquillisa-te, leitor, digo-te o nomo da po-
bre Fleurclte, mas nao t'a apresentarei J
Flcurelie, pois, no momento supremo ca sepa-
rago, dcbalde se pendurra ao meu pescoco,
gritando al ao subir para a diligencia :
Nao partas, Pedro, meu querido Ped a ; nao
deixes a la Flenrettc, que nunca foi li o feliz
como com o seu Pedrinho ; o que ser dclla sem
li I Qualquer outra provanca, meu querido Pe-
dro ; mas nao essa de urna*ausencia lio dura...
Fica, fica. f
Abracando Fleurellc, eu linha-lhe bebido as
lagrimas amargas c o demonio das viagens nos
tinha separado.
f O Sr. o ultimo no parro, disseri-rne o
conductor rom sua voz sacudida, fechando a por-
linhola sobre mim.
Urna palavra, s urna palavra nais, Sr.
conductor exelamou Fleurclte era lagrmas.
Ora vamos avic-sc I replicou o c inductor
impacientado e enternecido.
Eu me inclinara pelo vidro que ficra aberto
e Fleuretle pozera-se na pontinha dos ps para
poder fallar-me ao ouvido ;
Pedro, me dissers ella com voz extraordi-
nariamente commovida, jura que me sers fiel
durante essa longa ausencia I
Eu tinha apenas viute annos! Ser na realida-
de o bello lempo em que se confunde o que agita
o corceo com o que oenche ? Eu araava Fleu-
rclte, a perola do bairro latino. Mas tinha um
horror precoce acs serrones. Essa Odelidade de
um trimestre, talvez de dous, nunca me viera ao
pensamenlo que eu podesse faltar a ella, mas
lambem nao pensara, em promell-la. Todavia
deliberar, hesitar sob o olhar cheio de angustia
de dous olhos rasos d'agua, fra um crime. Por
outro lado, os cavallos escavavam o chao, o chi-
cote do poslilhSo cstalava, o conductor pragueja-
va; cu lambem praguejo.
Obrigado, dissej-rae Florelle levando aos la-
bios um ramalhete de vilelas que tinha tirado
do seio, e da-m'o, anda quente dos _seus
beijos.
Beija-o, dis"8e ella e guarda-o, guarda-o.
O ruido argentino de urna voz fresca dspu-
lou a primazia por Um instante ao barulho da
ra. Trocamos um ultimo signal de despedida
e a s*ge partiu cornlmigo.
Fi assim que sahi de Pars, deixando made-
moiselle Fleuretle, mais do quo o meu coroco,
a minha palavra.
Fcavi-me della |o ramalheteznho.
Molti-mc no me)i canto sem nem ao menos
olhar para ver que1 companhia de viagem me de-
ra o ocaso e ahtprirueira docura da viagem
beijei na sombra, chorando um pouco, a recorda-
rlo perfumada da minha naraorada. Perfume c
rerordario nao serio urna c a mesma cousa ?
Quando anoilccjfu, nao tendo mais medo que
rae vissem os olhus vermelhos de lagrimas, de-
cidi-mc a verpasiarem na sombra as arvores da
estrada. Esse espectculo philosophico oceupou-
me por muito lempo, saboreei a cruel felicidade
de eslar s, e lembro-mc que foi com reflexes
anlogas s que romegaram esla historia que
procurei engaar os minhas saudades e justificar
aos meus olhos minha partida.
A quanlo lempo durava a minha medilaco
o que nao sei disso ; o que sei que comecada
cora os olhos abarlos, linha continuado com os
olhos fechados e que della me distrahiu um so-
bresalto que me pareccu extraordinario.
diminuieo nos lucros proprios, e ainda mesmo
com perda. Mas o certo que parecendo por
vezes vqgar para difierentes regies, o celebre
economista vera sempre a descahir sobre esta pa-
ragem das machinas.
Que tem ellas com os paixes humanas, e os
desvarios do espirito mercantil? Ho do proscrc-
ver-se, porque assim talvez acabe o furor de com-
merciar, a sofreguido no vender, o excesso no
produzir, e o enfurte dos mercados? necearnos
quo por virlude desla lgica inexoravel venha
ainda a decepar-se a mo direila a todos os ho-
mens. visto que lem sido instrumento de urna
multidao de crimes; e que o mais precioso dos
que est correndo, em conferencia que liveram
os delegados da associaco contra os leis dos ce-
reaes com o ministro Peel, se verjjicou quo a cri-
ze desgranada por que est passando Inglaterra
nao tem abrangido smenle aos districlos fabris:
antes pesado com assaz severidade, sobre os com-
merciaes ; e sido lalve* mais afllictiva para a-
quella classe de industriosos como sapateiros,
alfaiates, e costureiras, que se nao serven, de
machinas; quero dizer (e assim provavelmeutco
entendern!, posto que o nao disseram, os dele-
gados a que me rero)aquellas machinas com-
raetaes, pela ulilidade do seu servico, e a cxteti- plicadas o dispendiosas, que pelo seu preco, e os
sao quasi infinita das suas applicaceso ferro capitaes que requeco seu tralo, nao podem ser
se condemne a um jazigo cierno as enlranhas do postas era aclividade seno por numero de indi
nosso globo, em expiaco de haver immolado mi-: viduos comparativamente pequeo ; em quanlo
Ihes de victimas ao impeto da vinganca e da \ os instrumentos mui simples, com que Irabalhara.
guerra.Entremos um pouco mais no amago da no seu ollk o os operarios que apontei, nao sao,
questo. i pela baraleza d'ellos. superiores s posses dos
Aquellos monslros insulanos' sobrecommer- mesmos operarios. Era abono desta mesma ob-
ciar, subvender, sobreproduzirexprimem es- i servaco esl o discurso do lord Brogham, cima
scncialmenle urna s idea, um s fadosupera- cilado, quando nota que o acoilc que flagella In-
bundancia. A superabundancia significa um ex- | glaterra, tem ferido por egual nao s os ramos de
cesso. as suas causas primarias quer dizer: re-
dundancia de engenho, redundancia de talento,
redundancia de facilidades de invencao e produe-
co, redundancia de capitaes, redundancia de ri-
industria que, como o algodio, se ajudam de
muitas forjas motrizes ; seno os que, como a
la, fazem uso muilo menos lato d'ellas.
( Coninuar-se-Ao I.
Famoso balando I pensei eu com os meus
botos.
E' provavel que cu livesse pensado, em voz al-
ta porque minha voz achou echo.
Famoso com effeito o famozissirao I disse
ao meu lado um sujeito que apesar dos meus es-
treos scrap'rc encontrava quando trata va de nao
querer o meu centro de gravidade muito desar-
ratyado pelo abalo.
;onjeava-roe de t-lo conseguido e prepara-
va-me para realar o fio dos meus pensamentos
quando a voz do meu companheiro de viagem
de novo se fez ouvir.
Com os diabos, vizinho Olhe que o Sr.
est me abalando I Como se orranja 1 Vejam s !
Sentado no meu hombro. Est damuado ? So-
mos s dous no coup 1 Por mais gordo que eu
seja, ha sempre lugar no banco !
Conductor I gritava ao mesmo lempo cora
um accento de tenor que me commoveu, oulra
voz, de urna menina que eslava sem duvida em
algum dos oulros comparliroeulos do carro, con-
ductor o que ha, em nome do col diga-me,
onde estamos?
A senhora esl vendo, respondeu o con-
ductor, estamos por Ierra.
IV
Preso a polidez. E seiem lugar em alguma par-
to, de certo urna viagem entre pessoas, que,
nao se conliecendo.nenhuma rszo lem pora recu-
saren) a troca dessa moeda vulgar. Confesso toda-
va que a soliciludecom quo procurei verificar a
oxactido do fado enunciado pelo conductor fez-
me deixar de responder, como devora, obser-
vado, alias muilo justa do meu vizinho.
Eslavamos por Ierra com effeito.
A diligencia linha virado no meio da estnila
real. L
Julgando que lornava-se inulil ficar all fe-
chado for mais lempo, aproveilei a occasio para
reparar as minhas faltas para cora o meu vizinho
c pedir-lhe o mais polidamcnle que pude a per-
nusso de passar-lhc por cima do corpo ainda
urna vez, promettendo-lheem compensaco aju-
da-lo a sahir da caixa, apenas cu me visao da par-
le de fra.
Concedcu-me cora muito bom modo o favonjque
eu solicilava, c o negocio arranjou-so depressa.
Apezar da gordura, o sujeito era gil o n'um ins-
tante eslava como eu do lado de fra.
Depois de se ler sacudido um pouco para res-
tituir ao seu trajo a corrccqo quo perder na bal-
burila da queda, subi para urna porco de po-
dras quo havia de uro lado da estrada ;" dahi, co-
mo do alio do um observatorio, com os bracos
cruzados como urna estatua celebre, poz-s a
contemplar com ar do satisfcelo, muito pouco
dissimulado talvez, a diligencia eslendida a nos-
sos ps.
Devodizolo; essa diligencia com as duas ro-
das no ar, urna pequea e oulra graude, que as-
sim parccinn a dous topes de grandeza ogu.il que i
se livesse posto as fuios como ornamento, li-
nha o quer que era de to simples, queso pode-
ria juiar que olla se linha deitado assim nmito
por sua vontade, em urna hora de voluptuosa pie-'
guija e nao que linha cahido violentamente. Des-
cangava sobre o lado dircilo sero se mecher; os
cavallos eslavara tarabem muito quietos, como i
animaes a quem todo o descanco aproveita oque
nao quebram a cabrea procura dos efieilos c das
causas. A noitc eslava soberba, a la banhava a
Ierra coro a sua las mais pura, a estrada desen-
rolava-se diante de nos como urna comprida fita
de prala, o ar eslava agradavcl, e a tranquillida-
de era lo completa que nao se podia pensar em
mal ante esse graude corpo adormecido.
E por isso nao fiquei muilo admirado que a
primeira palavra do meu vizinho do coup, quan- '
do despertou do sua contcmplacoo, fosse esta :
Nunca virei, senhor, a primeira voz, c co-
mo nao quebrei membro nenhum, noosinlo mui-
lo o que succedeu. Quem viaja deve ver ludo.
Tem razo, disse-lhe cu a rir. Varaos a ver,
o quo se passa ro interior e na rolundi. Tcnho |
reccio de que lodos uo se tenhain safado tao
bem como nos. Aquella senhora que gritava sin-'
da agora c que nao grita mais, oque mo diz?
Ora qual! disse elle, mulher que nao grita
est mora !
Procurei com os olhos o conductor. Eslava no
meio dos cavallos a levantar o poslilhoo que com
a cara roetiida na arta pareca desmaiado.
Joao gritoa^llc ; Joo, lem alguma
cousa?
Joo esfregou os olhos, abri os bracos o a
bocea e bocejou.
Bespondc, animal! bradou o conduclor sa-
cudindo-o.
Ora meu Deus respondeu Joao. Isto urna
caipora 1 O melhor lugar da estrada, o nico cm
que ha dez annos podia que sirvo, dormir dcsas-
sombrado I
Joo nada i ha.
Tranquillisado sobre esse ponto, sub ao car-
|
ro, abr com muilo cusi a portinhola do inte-
rior, e procurei, com o favor da lu, ver oque
ah se passava. Eslava tudo escuro. O silencio
que continuava a reinar nesse buraco sombro
parecia-me inexplicavcl. Entrevia vagamente
tiraros, pernas, roaos que pareciatn agitar-sc as
trevas; mas issq era lo lento, to confuso, que
tire lentaces de crer que va urna ninhada do
phantasmas.
J assististe, querido leitor, obertura de uro
cesto cheio de lagoslas meio moras? l'ois se nao
assisliste, eu osinlo pelos viajantes do interior,
porque quando os vi veo-me isso lembranca, e
quando melli os bracos pela portinhola tive medo
de encontrar palas em vez de mos.
O interior contnha seis pessoas. A primeira,
que com o auxilio do conduclor o de meu vizi-
nho consegu tirar, era um sujeilinho velho quo
pedio-nos o pozessemos em poucas palavras ao
fado do occorrido.
Eu eslava dormindo profundamente, disse-
nos elle, o sonhava que...
Pouco me imporlava ouvir a historia do sen
sonrio ; senlei-o ao pdc urna ma-ieira c apenas
o linha posto all tornou oulra vez a ferrar no
serano.
Depois disso veio oulro sujeito, e depois disso,
lercciro ; e foram-se succedendo, voio um quinto
que era um padre, padreco gordo, florido; o
sangue pesado dessa seraphica crealura ainda
dormira na soutana do sarja so o conduclor nao
o tivesse olirado um pouco bruscamento parauru
lado da estrada. Comquanto ainda eslivesso meio
dormindo, vi-o levantar com certa precipilaco
urna pona da solana o tirar das calcas ubi relo-
gio que fez. dar horas.
Que horas sao?
Nao sei, lepondcu-mo elle. Tirei-o para
saber se nao teria soffrido alguma ovara. Mas
espere, vou fazer cora que elle do horas porque
de ropclif.o.
Eram duas horas da madrugada ; cslavaruos
enlre Vilry e Sainl-Disier.
Ah I disse-mc o meu vizinho, e a senhora
que gritava?
Talvez estoja na rotunda, disse cu.
Nao, disse o conduclor, li s vo sde sol-
dadosharemos de conia-los.
(Con/nor-#-fto).
PERN. TYP. DE F. DSFARIA. 1900
lmm
-m^m


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