<%BANNER%>
Diario de Pernambuco
ALL ISSUES CITATION
Full Citation
STANDARD VIEW MARC VIEW
Permanent Link: http://ufdc.ufl.edu/AA00011611/09066
 Material Information
Title: Diario de Pernambuco
Physical Description: Newspaper
Language: Portuguese
Publication Date: Friday, May 18, 1860
 Subjects
Genre: newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage: Brazil -- Pernambuco -- Recife
 Notes
Abstract: The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding: Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation: Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities: Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.
 Record Information
Source Institution: University of Florida
Holding Location: UF Latin American Collections
Rights Management: Applicable rights reserved.
Resource Identifier: aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID: AA00011611:09066

Full Text
AMO XXI7I. HOMERO 115.
Por (res mexes adiaulados SjjOOO.
Por tres mezes vencidos C3OOO.
SBITi MU, 18 BjjAIQ DE IUI
Por anno adiantado 198000
Porle franco para o subscritor.
BNCARREGADOS DA SUBSCRIPTO' DO NRTB.
Parahiba, o Sr. Antonio Atexandrino de Lima;
Natal, o Sr. Antonio Marques da Silva; Aracaly, o
Sr. A. de Lemos Braga; Cera, o Sr. J.Jos de Oli-
veira; Maranho, o Sr. Manoel Jos Martins Ribei-
ro Guimares; Piauhy, o Sr. Joao Fernandos de
Moraes Jnior; Para, o Sr. Justino J. Ramos;
Amazonas, o Sr. Joronymo da Costa.
1'AKTlUA UUS CUHUCIU.
Olinda todos os das as 9 1/2 horas do dia.
Igiiaras.su, Goiaana e Parahiba as segundas
e sextas feiras.
S. Antao, Bezerros, Bonito, Caruar, Allinhoe
Garanhuns as trras feiras.
Pao d'Alho, Nazarelh, l.imoeiro, Brejo, Pes-
queira, Ingaceira. Flores. Villa Bolla, Boa-Vista,
Oncury e Ex as quartas-feiras.
Cabo, Serinhem, Rio Formoso.Una, Barreiros.
Agua Prela, Pimenteiras e Natal quintas feiras.
(Torios o.correiosnariem as 10 horas da manhaa.
EPU MERIDES DO MEZ DE MA10.
19 ft!!,C,lie-88 4 hV"B 42mntosda manba.
da lard, gUan hr8S e 57 miaui
20 La no a as 4 horas e 27 minutos da tarde.
7 Quarlo .mcente as 5 horas e 45 minutos da
larde.
PARTE OFFICIAL.
Primein
Sestundo
PREAMAR DEHOJE.
) mi|
is 2 horas e 54 m
i s 3 horas e 18 millos da manhaa.
lirTulos
Ministerio da fazenda.
EXPEDIENTE DO DIA 4 DE ABIWL DE 1860.
A' thesouraria d o Maranho, declarando que
lugar a pr ciento de Fernando di Serra
purioes ; 6", licviica uo governo pura us
rem militares,
g 1." O estrangeiros podero ser adm
os da larde.
que lo-
illidos
matricula do primeiro 'anno o frequencia dos
cursos da escola central com permisso do go-
verno imperial.
2. Os alumnos que forem approvados em
ltiro oceuparo as aulas os primeiros lugares
a reparlico. a que se O latim, bem como a historia, geographia'e chro
" nologia, sao preparatorios necessarios para o
grao de bnrharel ou doulor.
Arl.
t)ao tern
Carneiro,
lho abone uma ajuda de euslo para as despecas
aquella provincia, visto que o requerente solici-
tara o lugar para que fii nomeado.
i Tt A deS- Pedr. participando que o tribunal
do ihesourojulgou improcedente, por nao se ve-
rilicarnenhum dos casos previstos no art. 284
do regulamenlo de 22 do juuho de 1836, a ap-
een eTao^ubdll?/!58. d tr8?a,p-er,en- "? fl0 *M^d'lrtlSolhe";
times ao suDdilo frsncec Aarle Sahrab, fela pe-
a mesa de rendas de Jaguaro.e confirmada por
va de recurso pela dila thesouraria ; o porque
ao processo da sohredila apprehenso esio an-
iiexos dous despachos sero dala do administrador
da dita mesa, e corista da certidao mandada pas-
sar pelo primeiro delles que o mesmo adminis-
se nao realisou, de serem despachados "c pagos
os direitos de consumo no din seguinte, contra
o que expressamenlc dispem os regulamenlos
lUcaes, ordena-sc a thesouraria que, odvertin-
do-o pela filia de dala nos referidos despachos,
Os alumnos, excepto as pracas de prel,
no acto da matricula em qualquer dos annos do
curso da escola central pagaro a seguinteltaxa
Se Mr official........................... lSOOO
Se Mr paisano.......................... 20(>(l
nico. A importancia das laxas ser a
c dos
gabinetes, e a acquisieo de modelos.
Arl. 9. O anuo lectivo ser de 7 a 8 meces,
nao havendo ueste lempo outros feriados afora
dos domingos, dias santos e de festa nacional.
A abertura das aulas sei feila no dia designado
no regulamenlo especial c som solemndade.
Art. 10. No fim de cada anno lectivo os alun-
nos ser.io classificados pelo conselho de instruc-
menlo que hou-
la ordein lerao pre-
cedencia as aulas e exercicios.
Art. 11. O alumno que nao livor mais de 15,
| fallas sem causa ou mais de 30 faltas justificadas,
ser habilitado pelo commondanto pira os exa-
mes ordinarios do fim do anno.
na forma do regulamenlo especial.
MAMBUCO
AUDINECIAS DOS TRIBUNAESDA CAPITAL.
Tribunal docomraercio: segundas e quintas.
Relago : tercas feiras e sabbados.
Fazenda: tercas, quintas e sabbados as 10 horas.
Juico do commercio : quintas ao mei dia.
Dito de orphos: tercas e sextas as 10 horas.
Primeira rara do civil: tercas o sextas ao-meio dia
Segunda vara do civil; quarlas e sabbados ao
roeio dia.
Arl. 2. u cwnnianiMute, o segundo comiuan-
danio, secretario e biblioihecario, scrao nbmea-
pord(creto. Os njudantes, oTicial e aina-
DIAS DA SEMANA.
14 Sgunda. S. Gil; Ss. Bonifacio c Encdino rom.
15 Terga. S. Izidoro Uvrador; S. Torqualo m.
16 Qnarla S. Joao Nepomuceno conego m.
17 Quinta. & Asserrco do Senhor ; S. Pascool
18 Sexta. S. Venancio m ; S. Flix de Cantalicio.'
19 Sat.bado. S. Pedro Celestino p. ; S. Iv0 f.
20 Domingo.. &. Bernardino de Sena f.
ENCARREGADOS DA SUBSCRIPTO NO SL -
Sr Jos Martins Alves; Rio de Janeiro o Sr
Joao Pereira Martins. -aneiro, o Sr.
EM PERNAMBLCO.
O proprielnrio do
diario Manoel FigPjroa d#
dos
A' thesouraria do Par, declarando
pode ser deferido por [sor contrario
que nao
do anno
Os que, ten-
do-se sujeilado a taes exames c sido delles ap-
provados, se mostraren) habilitados nos exerci-
- ao disposlocios praticos correspondentes, sero reput,
,0 das prelianinares da larih, o requen> ler concluido regularmente o anno.
ment em que Joaquim Freir de Almeida & C.
pedem senco de direitos de importaco por
espaco de 8 anns para 40,000 caixas abatidas
15 pipas de aceite de palma e 6,000 arrobas de
sebo coado ou graxa, materias primas da fabrica
de sabo que eslabeleceram na capital da pro-
wncia. r
ministerio da guerra.
DECRETO N 2,582 DK 21 DE ABRIL DE 1860.
Approva o regulamenlo orgnico das escolas mi-
jylla0 lmPerio< modificando o 1. de marro
de 1858.
Em virtude da autorisacao concedida pelo 8 2o
2? " V dl 'ei " 1.042" de 14 de setcmbio de
aeoa, hei por bem approvar o regulamenlo org-
nico quo com este baixa, assignado por Sebastio
do Reg Barros, do mea conselho. ministro e
secretario de estado dos negocios da guerra mo-
dificando o do Io do mar^o do 1858, qu* foi ap-
provado pelo decreto n. 2,116 da mesma data,
mesmo ministro e secretario de estado assim o
lenha entendida e faga cxecular
chos necessarios.
ftRnl8? 1800. 39 da independencia e da Imperio. Com
/tRrS.8- l>Pador.-
J. Qualquer pessoa, indopendente de fre-
quencia, mas leudo pago previamente as laxas
de matricula, poder fazer os eiames correspon-
dentes .ios diversos annos da escola central, se
previamente tiver sido approvada nos respectivos
exames de generalidades, na forma do regula-
menlo especial.......
Art. 12. Obterao o grao de bacharel e o de
doulor em scioncias maUematicas e physicas os
alumnos que. tendo completado o curso normal
na escola central, liverem salisfoito as determi-
narles do art. 7o. &2U, o as formalidades pres-
criptag no regulamenlo ospecial da rtesma es-
cola...............
..... SECC.A" III.........
Do pess.tal emp'regado na tscola.
Arl. 13 Para a regencia dos diversas cadei-
ras e aulas da escola central, bem como para a
oireccao das aulas de estudo, hav.er 11 lentes
10 repelidores, 3 professores de desenlio e 3
adjuntos.
esgrima,
iufanla-
nuense da secretaria, quarlel-mestre, instruclor
porleiro. ineslres c cirurgio, serao de nomea-
cao do mu istro da guerra. Os preparadores on
guardas d i gabinete serao de nomeacao do
commandaile, precedendo proposla do respec-
luo lente, e os continuos de simples nomeacao
do mesmo commandanle, sendo porm o nume-
ro do uns e de outros fixado no regulamenlo
CSpOClfll.
Arl. 29. Os lentes serio nomcados por de-
creto, mee lame concurso, a que podem apre-
senlar-se is repetidores e quaesquer cidadaos
bra/ileiros que tenham as hat)ilila(oes scienti-
licos necessanas. ainda que no adquiridas na
esco a, sej.-m ou nao doulores ou hachareis. Em
igualdade de merecimenlo mostrado no concur-
so, serao areferidos os repelidores. Os substi-
tutos actuai s sao considerados repetidores
Os substi utos que ainda existirem serao pro-
movidos a lentes por antiguidade.
Art. 30. Ogoverno poder contratar por lem-
po limitado, estrangeiros habis para a regencia
aLqroqmiccI.Cad,;ra- edmCSS ***Srt.
Arl. 31. )s repelidores serao nomeidos pelo
governo, si b proposla do ctnselho de inslruc-
po, proced rido concurso. Os professores, adiun-
los. mestrc! c instruclor, serao de livre nomea-
cao de gove-no.
Arl. 32. Os lentes e professores acluaes, bem
como os substituios, ou oppositores que pelos
regulament.s anteriores em direilo vitalicie-
dadedos empregos, o conservarlo. slenles
que dora en dianto foiem nomcados, quando
commelleren faltas graves contra a disciplina
militar, e jolas quaes sejam condemnadus a
mais de um anno de prisao, ou liverem irreeu-
tandade de conducta definida segundo o 82 do
artigo 9 da lei n. 648 de 18 de agosto do 1852
icam sujoil.s s disposices do mesmo para-
grapho. e
Oa professores e oppositores aciones que nao
increm adquirido direilo de vitalitiedade eo
professores j repelidores que forem depos da
data desle r.gnlamenlo nomeados
demittidos juando mal
as aulas e em salas de esludu, uucr eui exerc-
cos praticos.
Durante o qualriennio poder o programma
ser modificado, se a experiencia demonstrara
necessidade de alguma alteracao. O programma
e suas modificacoes serao impressos, e executo-
dos com approvar-ao do governo.
4." Organisar o programma das provas para o
grao de doulor e bacharel. dos exames finaes e
dos especiaes que houverem de ter lugar no de-
curso dos annos lectivos, bem como o de concur-
sos para repetidores e lenles. Igualmente lera
o conselho de instruccao de formular os pro-
grammas dos exames de preparatorios, dos de
gencralidudes para quem se nao houver, pela
matricula e frequencia regular, habilitado para
o exames ordinarios. p
5. ClassiDcar segundo o grao de aproveita-
mento e por ordem numrica os alumnos, que li-
verem concluido cada um dos annos dos cursos
da escola central
6. Facer as proposlas de lentes e repelido-
res, observadas as disposices desle
mcnlo.
7.
fu rilo! '*"'" C a 'l'l,clluri's. 1 prolcMor o l .
Arl. C8. llavera tambem meslresde eqnilncSo
nalacao. pymnastica e hippiatrica, instn clore,
das tres armas, devendo os de primeira classe le-
rem o curso completo da respecliva arma
Arl 09. Dos exercicios praliros hsver o com-
itente exame sendo este regulado no program-
ma confeccionado pelo conselho de instrucrao
Arl. /O. Os officiaes e proras de
Farm, nasoa livraria praca da Independencia ns.
nieao da corle eontinuario Tt Ka-colfmU
sid
co de 1851.
m.Hii "la"!"OS (,,le so matriculacem, depoiTdi
P rt m a"*818 nelme,rto wganico.
Art.9B.Ogove.no fixar anr.ualmentc o nn-
mero mximo de alumnos' mililares qu v?a?T
a,ricuXnC'aS d,Wl P"M P-er'2r
Art 94. Os
.lar os exames pralicos exigido pelo regnl."me, . S,S,3"^r?"" fr-em nPProvados neate ewnfe *e
tode34demarcode18ol. b aufllnencia nao corHinuarao na freaue^i cia dot
Art. 71 Alera dos lentes, professores. repel- aT.' o, r '^quencw do-
dores e adjunlos, harerao os seguinles emnre- PmA['m ?m eDSO '8'"". ceoto o de servio
em lempo de guerra, ser permiltida r
regula-
Propor ao governo c ao commandanle lu-
do quanto julgar conveniente ao progrosso do
ensino, e informar sobre ludo que r pulo go-
verno e commandanle determinado.
Arl. 49. As doliberaces do conselho de ins-
Iruccao podem ser suspensas pelo commandanle
que dar immedialamente ao governo para deci-
Arl. 14. llavera tambem mealres de
com os despa- e.1u,lac0. gymnaalica e instruclor de
na aie manobras de balalhao.
Arl. 15 Alora dos lentes, repelidores, pro-
fessores, ad>untoa, mealres e instructor, haver
os sesmntcs empregos :
1. Um commandanle, coronel ou ofTicial-g"-
. MPforlHS 8SrifnT?a iWbnibVTfo3"fei impe-
l dimenlos, seo governo nao noraear comman-
danle interino, ser subsliluido pelo segunde
commandanle, e, na falla destes, pelo lente
mais graduado ou antigo era patente.
2." Um segundo commandanle, official supe-
rior de algum dos corpos ou arma scienlilicos.
3. Ura ou mais ajudanies do commandanle
com o curso completo de algum dos corpos ou
arma scienlilicos e de palete inferior a do se-
gundo commandanle, ou mais moderna, ao qul
ficaro tambera subordinados.
Um secretario, ura official o um omanu-
4."
ense.
5."
6.
7."
8.
gabinetes,
rios.
Art. 16. O commandanle o chefe da escola
central, a quem sao subordinados os lentes e
mais empregados la escola e os alumnos. Cora-
pete-lhe impor todas as penas deste regulamen-
excepto a de expellir e suspender os alum-
de demisso ou suspensao dos lentes,
Um bibliotecario.
Um quartel-trreslre.
Um cirurgio militar.
Um porteiro, preparadores ou guardas de
e os continuos que forem necessa-
to.
nos.
reg lamento orgnico a que se refere o decre
to r. 2,582 desta data, modikicasdo 0 rec.l -
lamento n. 2,116 do 1" de marco de 1858
CAPITULO I. '
Dos esabelecimenlos de inslrucco militar.
Art. 1. A inslrucco theorica militar, e a pra-
tica correspondente, "ser dada nos seguintes es-
abelecimenlos :
1. Escola central.
2. Escola militar.
3. Escolas auxiliares da militar.
4. Esrolas regimenlaes.
Arl. 2 As escolas de que trata o arl. Io sao
sujeitas disciplina militar. Picando as duas pri-
mriras subordinadas immediatamenlo ao minia-
tro c secretario de estado dos negocios da guerra,
as escolas auxiliares ao commandanle da escola
militar, e as escolas regimenlaes aos comman-
dantes das armas, ou auloridade que suas ve-
ces fizer.
CAPITULO II.
Da escola central.
seccao i.
Organisacao da escola.
Art. 3. A escola central comprehender o
curso normal de sciencias mathematicas e phy-
sicas c o de engenharia civil abaixo especificados, professores, repetidores e adjunlos
Arl, 4. O ctfrso normal se compe de quatro Por intermedio do commandan
annos, c 6 destinado a formar especialmente en-
genheiros geographos, e em geral homens habi-
litados para qualquer applicacao scienlifica.
Art. 5. As doutrinas que fazem objeclo do
curso normal serao distribuidas da maneira se-
guinte :
1." anno.
Primeira cadeira.Algebra com applicacao s
operacoes numricas, geometra, trigonometra
reclilenea, e topographia.
Segunda cadeira. Physica cxperimenlal c
teicgraphia elctrica
Aula de desenlio topographico e de paisagem.
2. anno.
Primnira cadeira. Composicao geral de equa-
ces, principios fundamenlaes de geometra des-
cripta, geometra analytica, calculo infinitesi-
mal, mechanica, c machinas, necessarias ao or-
tilheiro.
Segunda cadeira.Chmica elementar ou inor-
gnica.
Aula de desenlio de projeccoes e de machinas
3." anno.
Primeira cadeira.Contnuacao do calculo in-
finitcsimal e da mechanica.
Segunda cadeira.Botnica o zoologa.
Aula de desenlio do archleclura e de machi-
nas.
o raontanhis-
. 4. anno.
Primeira cadeira. Trigonometra espherca,
astronoma o geodesia.
Segunda cadeira.Mineraloga c geologia.
Aula de desenho geographico, e hydrogra-
Art. 6. 0 curso de engenharia civil compoe-
se do primeiro, segundo e terceiro annos do cor-
so normal, e das doutrinas ensinadas nos seguin-
tes annos:
4. anno.
Primeira cadeira.Mecnica applc.ada scons-
truccocs, arehitectura civil.eslradas, pontes e ca-
ininhos de ferro.
Segunda cadeira. Metallurga
tica.
Aula de desenho de minas e de planos para
execucao do obras da natureca das que vo ci-
ma indicadas.
5. anno.
Cadeira nica. Mecnica applicada, arehitec-
tura hydraulica
Aula de desenlio do construcc.oes e machinas
nydraultcas.
SECCO n.
Das matriculas, lempo lectivo, exames
7 o ti e 9r^s acaaem^os.
Art. 7 Para a matricula no primeiro anno da
escola cenlal exigi-se : 1, a qualidade de cida-
dao brasileiro ; 2o, idade de 15 annos ao menos;
grammaiica da lingua nacional; 4o, verso
crreme oral e escripia da lingua franceza, e da
ingleca para os que so destinaren) ao curso de
engenharia civil e militar; 5o, as quatr pera-
roes fundamenlaes da arithmclica sobre nmeros
tiletros e decimaes, fraccoes ordiuarias e pro-
commandante ter lugar
toda a correspondencia entre o ministro da guer
ra e a escola central.
Art. 17. O segundo commandanle insepa-
ravel da escola e lugares de exercicio : lera es-
pecialmente a seu cargo a polica e economa da
escola. Se o mesmo lempo houver exercicios
em differenles lugares, os ajudanles do com-
mandante assistiro quclles em que nao eslver
presente o segundo commandanle, a quem sao
(inmediatamente subordinados os alumnos o to-
dos os empregados, excepto os lentes, repetido-
res c adjunlos.
Arl. 18. Os ajudanles coadjuvaro o segundo
commandanle, segundo asrdeos do comman-
danle, na polica e economa do eslabelecimen-
lo, e na manulenro da ordem durante os exer-
cios.
Arl. 19. O quarlel-mestre ser encarregado da
compra, guarda o dislribuicao dos objeclos ne-
cessarios escola, sendo fiscalisado pelo con-
selho econmico da mesma.
Art. 20. O cirurgio comparecer diariamente
as horas determinadas no regulamenlo especial
e sempre que fr determinado pelo comman-
danle.
Arl. 21. O secretario, auxiliado pelo official e
amanuense, far a escripturaco da escola, e
lera a seu cargo o archivo. O bbliotherari'o
responsavel pela livraria, e a ter no devido ar-
ranjo e asscio.
Arl. 22. Os lenles sao obrigados regencia
das cadeiras e a assislirem s salas de estudo e
gabinetes scienlifiros para solveren) as duvidas
que forem proposlas pelos alumnos, e questiona-
los sobre as materias anteriormeute dados, no
lempo que fr fixado no regulamenlo especial,
fcraquanlo o lente estiver presente as salas dos
csludos e gabinetes scienlilicos, fica-lhe subor-
dinado o repetidor.
Art. 23. Os repelidores coadjuvam os lentes
as salas de estudos e gabinetes scienlilicos,
onde se conservaro em quanto durar o estudo
e exercicio. Subsliluem os lenles em suas rallas
c impedimentos.
Art. 24. A aula de desenho durar pelo me-
nos duas horas, e os professores seram coadju-
vados pelos adjunlos.
Arl. 25. Os meslres e instructor dirlgiro os
respectivos exercicios conforme o regulamenlo
especial e programma da escola.
Art. 26. Os lentes e repetidores perceberao,
incluindo sold so forem mililares. os mesmos
vencimenlos, e lerao direilo s mesmas vanla-
gens quo actualmente competen) ou vierem a
competir aos lentes e substituios das faculdades
do medicina e de direilo. Aquelles lentes esubs-
titutos, porm, que actualcenle teera vencimen-
tos superiores aos das faculdades cima citadas,
continua!o a perceb-los.
Arl. 27. O commandanle, o segundo cora-
mandante, ajudanles, secretario, biblioihecario,
professores, adjuntos e mais empregados, lerao
os vencimenlos da tabella junta a este regula-
meato.
depois
podero ser
. servirem. Para que a
demiaaao pona ler lugar preciso que o profes-
sor ou repetidor seja advertido de suas faltas
pelo menos duas veces, e consultado o conse-
lho dediscnlma, que o poder ouvir de viva
voz ou por escriplo.
Art. 33. (s lentes militares nao conlarao para
a reforma ( lempo que servirem na escola,
excepto se renunciaren) a jublacao Para os
accessos cmais vonlagens militares so levar em
coma o lem;.o do magisterio. A jubiloco e re-
forma porn dos lenles mililares actualmente
existentes, l-rao lugar na forma determinada no
regulamenlo do 1. de marco de 1858
a ir,"; 34- ?'. ^"^t" Profl'Sores, oppositores e
adjunlos mil l-ires de que traa o art 92 do re-
gulamenlo di 1 de margo de 1858, serao in-
cluidos, segundo suas anliguidedes, nos qua-
droa dos corpos a que pertenceram, fleando os
olficaes que excaderom aggregados at que haia
*aga era que sejam contemplados.
Art 35. Os lentes, professores, repelidores e
reiznlnrrienio do Io do mrco oel8&e.
ktt aw s,Yoo ic.,.," em cunta para a jub-
lacao dos lentas : '
l. AsfalUsque forem dadas por servico pu-
Olico em oul os empregos ou commissoes, cora-
tanto que de Uro de 25 annos nao comprehen-
dam um espzco maior de 5 annos.
2. As fallas por molestias, justificadas pe-
ranle o comnandanle, com recurso para o go-
verno, inlerposlo dentro de 15 das, nao exec-
dendo 60 em 3 annos.
3." As que procederem de suspensao judicial,
quando a fi al o lente suspenso seja declarado
innocente.
Art. 37. E;ceptuando os casos de servico pu-
blico, gratuiu e obrigado por lei, da casa im-
perial, junto s pessoas da familia imparial, c
de commisso s scientificas, e os de causas in-
dependenles da propria vontade, os lenles s
perceberao eus vencimenlos quando exerce-
rcm o magiiieno. Tero, porera, direilo aos
ordenados qu indo fallaren) por motivo justifica-
do de molesta ; nao lhes sendo abonadas sem
esta circumslancia mais do que duas fallas
um mee As licencas aos lenles nunca
concedidas cini as gralificacoes,
estas a quera os substituir.
Art. 38. As fallas dos lenles durante o ai
lectivo e exanies podero ser justificadas logo!
que cesse o motivo que os producio, ou na per-I
manenciadelh, para receber o ordenado.
Arl. 39. As falla3 nao justificadas alm de
duasem um nez importara a perda dos vencif
montos corre; pondenles.
Arl. 40. Ai fallas do3 lenles as sesses dos
conselhos, e a quaesquer aclos e funreoes do es-
cola a que sao obrigados, serao contadas como as
que se derem na regencia das aulas.
Art. 41. Us, lentes que dcixarcm de compare-
cer para exercrem as respectivas funeces, por
espaco de Ir; meces, sem allegaren) perantfl 0
commandanle motivo que justifique a ausencia
incorrem na pena de suspensao por oulro tanto'
lempo.
Se a ausencia fr de seis mezes, so reputar
terem renunciado o magisterio, e as cadeiras se-
rao reputadas vagas. A declararlo da renuncia
vaga e suspensao ser feila por delerminaco d
governo. *
Art. 42. Olenlc nomeado, que dentro de dous
meces nao loriar posse, sem motivo justificado
perante o con mandante, perder a cadeira, sen-
do esta pena mposla pelo governo.
Arl. 43. O comparccimenio ao servico vinle
mmuloa dep.us da hora marcada contado ao
lente como fal ta.
Art. 44. Os aclos de indisciplina dos lenles se-
rao punidos segundo os regulamenlos militares
AnAA % , disPsi1<'s. dos ars- 37, 38. 391
4. 41. 42. 4.. e 44. relativas aos lentes sao ap-
pucaveis aos lepelidores, professores c mes tres
quando faltaiem aos deveres a que sao obri-
gados.
em
serao
perlcnccndo
dir o que mais acertado julgar.
Arl. 50. Os repelidores que'regerem cadeira
formorao parlo do conselho do inslrucco ; mas
nao poderao estar prsenles quando se discutir e
volar sobre as materias do art 48 n. 6.
Art. 51. O conselho econmico se compor do :
1. Commandanle da escola, como presdeme.
. Seguido coramandanle.
S. Dous lentes para isto nomeidos annual-
menle pelo governo.
K ,U^rJtel*mesl^t' n5 lendo Prm volo-
o. Ura das ajudanles servindo de thesoureiro
sera volo. '
Arl. 52. Incumbe a esto conselho administrar
os fundos da escola, verificar o estado do cofre
no m de cada mee, estabelecer os processos
mais convenientes para a flsealisacao, sujeian-
do-se, no que fr applicavel, s disposices do
regulamenlo que acompanhou o decreto 1 6i9
de 6 de oulubro de 1855
Art. 53. O conselho econmico consultar so-
bre todos os objeclos concernentes ao material
da escola.
Arl; 6'- Em quanto nao forem aquarlelados no
edificio da escola os alumnos militares, nao exis-
tir conselho econmico, o iicar perlencendo
ao commandanlo, auxiliado pelo 2. comman-
danle e ajudantc, as attribuies que perlencc-
riam ao conselho econmico.
Arl. 55. 0 conselho de disciplina se compor
do : r
1. Commarldante como presidente.
2. Segundo commandanle.
3. Um ajudanle do commanlo qoe fr mais
graduado oo, mais antigo.
"' nles militares designados pelo go-
to houver lenles mililares, o goveV-
pfficiaes para os substituir.
is*conseiho deliberar so-
gados :
i." Umcommandante.
2. Um segundo commandanle.
3. Um ou mais ajudaMes, conformo a neces-
sidade do servico.
4 Um secretario, um official e um amanuen-
se da secretaria.
5. Um biblioihecario.
6. Um quarlel meslre.
7. Dous cirurgies militares.
8. Um capelln. lu"' desPc"s cot" oda a elape e metade do-
f,w "' P0r'e,r0 e 0S co,,ti"oos que precisos 1 ,c " 8C,fda en,raoa apresenlaro roupa
fOfcm F "\ def8,ra- e, o ""'forme que fer determinado no
Aludos estes empregados sao applieaveis as r'.C8po,al- A''"P''P"a os alumnos
tricla o mcamo anno.'" ".....""*""*:
siv^JLT16-18, in.da .qado nao seja pos-
lf .q i 'ar ,mrned'<"''''nienle na escola cen-
ral os alumnos militares, o estudo das lir-es
le u lugar no edifico da mesma escola e a*
Ihi^nT eSll"m PPP"ildas- As esco as Iraba-
lliarao de manhaa e larde.
toHdL97'- Os.al."n'nos militares, quando a.iaar-
T^Tb"l^S yo'"'ibuir4para o ra'ncho
disposices relativa^ aos "da TZS7TS* "T PIel SPr r?ad" '***ZZZEZ
ts pracas de prel, emquanlo frequen-
0 bajalhao de engenheiros continuar d's'T0 pr'mer0 "n" da PSC0,a C1
lrd% m
a coadjuvar
se com-
' Coramandanle da escola militar, coraopre-
de
. gozarao
segundos sargentos, se ou-
s da
de primeiros sar-
4. Do
verno.
no desigrf
Art.
bi
central.
Art. 72
a ser aquai telado na escola mililar e
como al aqui.
Arl 73. llavera na escola militar os seguinles
v vi ISC1110 S
1. De inslrucco.
2 Econmico.
3." De disciplina.
Art. 74. O conselho de inslrucco
pora do :
1.
siden
2." Segundo commandanle.
3. Commandanle do batalhode engenheiros
4. Lentes e o professor. '",.u" H''' >n"neoiaio em qualiflcaco. Em i-ual-
5 Insiructores de primeira classe. f S l'^/ficaco preferir aquello qnC fr
Compete a esle conselho funches semelhanles f 11 comTandanle- chefe dos olum-
sdo conselho de inslrucco da escola central no.s de cada anno ao solTrer dcdu.co
Arl 75. O conselho econmico se compor do f,'jLv' C como dislincco
1. Commandanle da escola, presidente p
.. --www w*f^( 11(11." Ol," (JU
naiores nao lhes competrem. Prcquentando-
onros annos de qualquer das duas escolas da
corle perceberao as vantagens
genios.
fLL S a,UD?nos Paisanos nunca serao
aquarlelados, nem adm.tiidos s salas de esludo
?o haihT 8Sf'3Ir 80S exercicio* Pralicos o
ao traba ho dos gabinetes scienlilicos.
rhr1v Onl,,,".uoraelhorclassir.cado ser
chefe de eus condiscpulos, en.quanlo pelo seu
comportamento nao se .ornar indigno dea. 'dfo
IZil'J nS ,n2Ped,-'"os e faltas ser subsli-
luido pelo inmediato em qualiflcaco.
dado de qualificacao preferir aquell
poderao
de on-
de disciplina compo-se
Commandanle, presidente.
Segundo commandanle.
a frequ
Arl 46 O governo poder, se assim o julgar
accrlatfo, inc muir a direcgo do observatorio as-
tronmico ao lente da 1.a cadeira do 4." anno do
curso normal, ou vice-versa, mediante uma gra-
riUcagao addi iva, igual marcada para os len-
tes, ou nome; r um director especial para o ob-
servaloiio con os vencimenlos correspondentes
aos dos lenles calhedraticos. O observatorio as-
tronmico coi liua com dependencia da escola
SEC.QO IV.
Dos conselhos.
Art. 17. Ha rer na escola central os seguinles
conselhos :
1." De insIncQo.
2." Econmico.
3. De disc puna.
Art. 48. O conselho de inslrucco compoe-se
dos lentes prendidos pelo commandanle, ecora-
pelc-lhe:
1." Deliberar sobre a parle scientica da as-
cola. %
2." Propor no governo o regulamenlo especial
para a execuc io do presente regulameala orsa-
nico.
3. Organisi.r o programma quatrijmnal espe-
cificado das li oes o do emprego do lempo, quer
militares,
geiros. Da deciso do conselho sobre a susperi-
s)ao e expulso dos alumnos haver recurso ex-
Offieio pata o governo.
I Art. 57. O conselho consultar sobre os meios
mais apropriados para manter a polica geral a
prdem interna e a moralidade do estabcleci-
mento.
Art. 58. O commandanle poder, sempre que
ulgar conveniente, ouvir o conselho. quando
ouver de applicar penas que excedam repre-
lensao simples, ou impedimeuto na escola por
nais de quince dias.
SECCO v.
Das penas.
Art. 59. As penas correccionaes impostas aos
alumnos serao, conforme a gravidade das fallas
as seguinles: '
1.a Reprehenso particular.
2. Impedimento de sahir da escola por oito
dias a dous meces.
4 Prisao por un um a 15 dias, ou no dormi-
torio ou na prisao commura, que para os alum-
nos ser o estado maior do corpo escolar, ou o
dos corpos da guamicao da corle, ou em alguma
fortaleca.
5.a Suspensao temporaria da escola al dous
annos.
6. Exclusfio perpetua.
Art. 60. As penas dos nmeros um a quatro
compete ao commandanle impr; as de nme-
ros cinco e seis ao conselho de disciplina com
recurso ex-oflcio para o governo.
Arl. 61. O segundo commandanle poder re-
prehender em particular aos alumnos, e mesmo
determinar a prisao, em seu nome, por espaco
que nao exceda a 24 horas, no caso de fallas le-
ves contra a disciplina.
Art. 62. Os criracs que por sua gravidade sao
da aleada dos conselhos de guerra os dos juices
civls sero julgados por taes autoridades, remet-
tendo-lhes o commandanle os documentos res-
pectivos, e na falla delles facendo as convenien-
tes participares.
CAPITULO III.
Da escola militar.
.Art. 63. A escola militar da corte instituida
para dar aos alumnos militares sabidos da escola
central, e convenientemente habilitados, a ins-
lrucco especial s armas de infamara, cavada-
ra, artilharia, eaos corpos de engenheiros mili-
tares e do estado maior do primeira classe.
l.anno.
1.a cadeira.Topographia, taclica, eslrategia,
castamelago, fortificaco passageira, noces ele-
mentares de balstica. *
2.a cadeira.Legislaco, administrarlo e his-
toria militar, principios de direilo das gentes ap-
plicados ao uso da guerra.
Aula de desenho militar.
2." anno.
1.a cadeira.Arehitectura militar, fortificaco
permanente, ataque e defeca de pracas, historia
das campanhas c assedios memoraveis.
2.a cadeira.Artilharia, comprehendendo o es-
tudo completo de ballilica, e esludo especial das
boceas de fugo e dos projectis de guerra conhe-
cidos, pyrotechnia.
Aula de desenlio militar relativo s obras de
fortificaco e artilharia.
Art. 65. Sao preparatorios necessarios matr-
cula no Io anno da escola militar a approvaco
as materias que consffluem o Io anno da escola
central. Para a matricula do 2o anno da escola
militar, alm da approvaco do Io anno desla
escola, preciso para os alumnos que so desti-
nara. arma de artilharia a approvaco dos 2 pri-
meiros annos da escola central; para os do esta-
do-maior de 1.a classe os 3 primeiros annos ; e
para os do corpo de engenheiros militares o curso
normal. Os estrangeiros carecem de nova llcen
Qa para frequentarem os cursos militares, e sem
pre como externos.
Arl. 66. Sao applieaveis aos alumnos da escola
militar quanto frequencia. habilitaedes para
exames, e aos raemos exames as disposices. re-
lativas escola central sobre objeclos seme-
lhanles.
Art. 67. Para a regencia das. cadeiras e aulas
da escola militar, bera coma para a direcejio das
salas de oslado, e do* exercicios pralicos, ha-
-- presidente.
. .Segundo commandanle.
3." Commandanle e fiscal do batalho
genheiros.
4." Dous lenles para isto nomoados aunual-
menlo pelo governo.
5. Quarlel meslre, sem voto.
6. Um dos ajudan:es do commandanle que
servir de thesoureiro, tambem sera volo '
Compete a este conselho funecocs semehantes
as do conselho econmico da escola centra'
Art. 76. O conselho
do
1.
a.
3. Um dos ajudanles do commandanle.
4. Commandanle do batalho de cDgenheiros
Uro dos lenles, nomeado pelo governo
Arl. 77. Compele a esle conselho funeces se-
"..." d0 cOnselho de disciplina da escola
mnos da escola militar, pelas
corametterem, esli aujeiuu
'Oflesa falla e.crimes seme-
CeUlftl. -*-" m^mmrio. da ^fa
CAPITULO IV.
Das escolas militares.
Art. 79. O governo poder crear as provin-
cias, em que julgar necessarias, escolas auxilia-
res da escola militar da corle.
Art. 80. O curso das escolas auxiliares ser de
dous annos, a saber: no primeiro anno se ensi-
narao as doutrinas da primeira cadeira do 1
anno da escola central, e o desenlio respectivo
e rio segundo anno se ensinaro as doutrinas d
I. anno da escola militar. Alm deslas aulas
haver uma aula de lingua franceza.
Arl. 81. Sao exigidos para a matricula e fre-
quencia destas escolas : Io, a idade pelo menos
de 15 annos completos ; 2", licenca do ministro
da guerra ; 3o, ler o esciever crrentemente
4 a pralica das quatro operares fundamenlaes
da arilhmelica sobre inleiros e fraccoes- e para
os militares, robustec verificada pela junta de
saude.
Arl. 82. Os alumnos que forem approvados
as materias ensinadas as escolas auxiliares e
nos exercicios praticos, sero reputados ter o cur-
so das armas de iufanleria e cavallaria.
Arl. 83. Para a regencia das cadeiras e aulas
hayera 3 lenles, 2 repetidores, 1 professor e 1
adjunto. Todos estes empregados sao nomeados
por decreto, e os mais, exceptuando os continuos
cuja nomeacao pertencer aos commandanles,
compete ao ministro da guerra.
Art. 84. Haver mais um coramandanle, um
ou mais ajudanles, instructores, meslres de equi-
lago e de gymnastca, um porteiro e os conlf-
nuos quo forem precisos. O commandanle e
lentes tero vencimenlos de engpnheiro em com-
msso activa, sendo aquelle reputado chefe.
Os profesores, repelidores e adjunlos os de es-
lado-maior de Ia classe. O porteiro ser official
subalterno ou capito reformado com vencimen-
to de elape e gralificacoo addicionsl, ou Io sar-
gento que, alera dos vencimenlos corresponden-
tes, perceber a gratificac.o de 10J raensaes;
os continuos serao cabos o inferiores que, alm
de scus vencimenlos, tero a gratificoco de 6j>
meDsaes.
Arl. 85. As escolas auxiliares ficam subordi-
nadas escola militar, sera prejuico das altribui-
ces quo os presidentes de provincia exercem
sobre todos os esabelecimenlos existentes na de
sua jurisdceo.
Art. 66. commandanle chefe da escola
auxiliar em cada uma provincia, e todos os em-
pregados e alumnos lhe sao immcdiatamenle
subordinados.
Art. 87. Para cada uma das escolas o governo
determinar o modo de fiscalisarao dos fundos
do eslabelecimenlo, bem como o de sua admi-
nistrado scientifica, econmica e penal.
Arl. 88. O programma da dislribuicao do lem-
po, das materias ensinadas e dos exercicios pra-
licos ser formulado pelo conselho de inslrucco
da escola militar, e approvado pelo governo.
CAPITULO V.
Das escolas regimenlaes.
Art. 89. O governo poder organisar as esco-
las regimenlaes para formar inferiores para os
corpos, com a necessaria inslrucco, comprehen-
dendo a lcilura.calligraphia, arilhmelica, geome-
tra a duas dimenses o desenho linear.
Os professores sero officiaes ou inferiores dos
corpos, que, alm dos vencimenlos que lhes cor-
responderom, perceberao a gratiflcaco de 10 a
2C$ raensaes.
Arl. 90. O conselho de inslrucco da escola
militar apresentar, logo que for pelo governo
determinado, o programma especificado das ma-
terias que as escolas regimenlaes se leni de en-
sinar. O emprego do lempo ser organisado pelo
commandanle do corpo e approvado pelo com-
mandanle das armas, ou por quem suas vezes
tlxer.
CAPITULO VI.
Disposices geraes.
Art. 91. O governo distribuir do modo que
lhe parecer mais conveniente, pelas diversas ca-
deiras e aulas, slenles, substitutos, opposilores,
professores e adjuntos tanto da escola central!
como da militar e auxiliares.
Art. 92. A nova distrbuico das doutrinas pe-
los diversos annos das escolas so teta, execucao
em seu
usar da cs-
h-MuJJL1: S h0UVer maior numero de '"mnos
hbil,lados para serem promovidos a alferes ou
segundos lenles ero qualquer das armas ou cor-
de0|hspe.r.rit0 d que de VagM em "da u*a
dellas e delles o governo os distribuir segundo
as provas que liverem dblido.
Arl. 102. Os alumnos mililares quo liverem
approvacfles plenas em dous anuos das escolas
da capital do imperio, o obliverem nos exercicios
pralicos notas que correspondan) tambem ap-
umwaa plcn8' serao deapachados alferes a-
Art. 103. Podero passar a alferes de infanta-
na ou de cavallaria os alferes alumnos que, con-
cluido o curso deslas armas, liverem um anno
de[ exercicio eflecliyo nos respectivo, corpos a
!* do,es,aao-maior de primeira classe ea
segundos lenles de artilharia ou de engenhei-
ros, os alferes alumnos que liverem quatro annos
doi.respectivos cursos, leudo lodos as dem.is
SoS'gA'nSpel?Tl,,,ienl0 de31 d
mareo de 1851. A primeiros leoentes ou lenles
nao aero^promovidoa antea ^ coropkUx o cur-
so da respeclivaarajaou corpo, o de MlfsfJerem
ff^-S&fl^lfl .crtado jegulamenlo de 31 d
Arl. T4TO alferes Utn,n7^ir^lmMJt 4''
para completar oscursos militares das efrU',l""
ser rebaixado praca que antes linha, e reco-
Ihido ao corpo. Se, porm, houver j concluido
peto menos o curso de infamara c cavallaria uo-
dera ser na qualidade de alferes alumno remetti-
do para um dos balalhes ou regimentos onde
poder ler accesso depois de salisfitas as exi-
gencias legaes.
Arl. 105 O lempo de frequencia das escolas
ser contado como de servico effeclivo mililar
para lodos os cuellos, menos para asguarnices
e cavalgaduras, e para baixa do servico mililar
Os annos de frequencia que nao forera seguidos
de approvaco nao sero levados em conla para
efeito algum. r
Arl. 106.-Os exercicios de esgrima, gymnasti-
ca, naiacaoe equilaco, e das armas de infama-
ra, cavallaria e artilharia, e nos gabinetes scien-
lilicos, terao lugar durante o anuo lectivo. Os
oulros exercicios pralicos, porm. se execularo
no inlerva lo das ferias. Os alumnos militares da
escola central scrao para estes exercicios prati-
cosaddidos escola mililar ; os paisanos, porm
serao guiados pelos lenles. repelidores ou al-
danles da escola cenlra| que forera delermioados
pelo commandanlo. ;
Art. 107. Os lentes ou repelidores, que dirigi-
rcm exercicios pralicos, perceberao como ajuda
de cusi a gratificado de 15J mensaes. E a mes-
ma gratificado tero o commandanle e segundo
commandanle.
Art. 108. No recinto das escolas central e mi-
niar haver os laboratorios e gabinetes scienlifi-
cos necessarios, bem como uma bibliolheca.
Art. 109. Os quatro primeiros annos da escola
central formam o curso de engenheiros ueo-
graphos.
Os tres primeiros annos do curso normal e oa
dous ltimos de engenharia civil formara o curso-
do engenharia civil.
O prjmeiro anno do curso normal e o primeiro-
da escola militar, formara o curso de infanlaria e
de cavallaria.
O primeiro e segundo annos do curso normal e
os dous da escola militar formam o curso de ar-
tilharia.
O primeiro, segundo o terceiro annos do curso
normal e os dous da escola mililar formam ocur-
so do estado-maior de primeira classe.
Todo o curso normal e o da escola mililar for-
mara o curso de engenharia militar.
Art. 110 As cartas dos graos de doulor e ba-
charel bem como os ttulos de engenheiro geo-
grapho, sero passados pela escola central e as-
signados pelo commandanle e lente mais antigo-
du curso normal. Os ttulos de engenheiro civil
serao expedidos tambem pela mesma escola, as-
signando, porm. o commandanle e o lente mais
antigo do respectivo curso.
Art. 111. Os ttulos dos cursos militares sero
passados pela escola militar c assignados pelo-
coramandanle e o lente mais graduado ou raais.
antigo.
Art. 112. O governo poder ler na Europa en
estudos e viagera de inslrucco quatro officiaes
que tenham o curso de uma das armas ou d&
corpos scienlilicos, precedendo concurso e prova
de suficiencia producida perante o conselho do
inslrucco das escolas e relativa ao assumpto es-
pecial a que os candidatos liverem de applicar-
se. Alm destes officiaes o governo pooer es-
colher dous, sem dependencia de concurso e pro-
vas, urna vez que tenham os conheciraenlos scien-
lilicos cima aponlados.
Art 113. Os lentes, processores, repelidores e
mais empregados das escolas nao podero aecu-
mular oulros empregos ou commissoes de qual-
quer natureza, quando incompativels com o exer-
cicio do magisterio. Exceplua-so desta disposico
o servico militar, misses diplomticas, presi-
dencias de provincias, ministerio e corpo legis-
lativo ; e o quo dentro ou fra do imperio for re-
lativo a estudos militares ou commissoes scien-
tificas, com permisso do ministerio da guerra.
Palacio do Rio de Janeiro, em 21 de abril de
1860. Sebastio do Reg Barros.
>
ITTT ~KT\f\ W
I I
11 #i


.^-
.*-*___**olv^-.-*.. .

l*
TABELLA dos veacinientos dos enpregados das escolas central e militar.
DIAF.iO PE PEBTi^BCCO. ! SEXTA Wltti !%DE MAIO PE 1860.
v'

EUPREGOS.
Commandanle.
2" coraraandante.
Ajudante do coramandantc.
Professor.....
Adjunto......
Secretario....
VENCIBENTO ASNUAL
Ordenado.
Gratiftcnco
de exercicio.
Oficinl......
Amanuense.
Bibliothecario.
Porlciro................
Continuos..............
Preparadores...... ....
Guardas................
Mestrc de esgrima.....
dem de equitaco.....
dem de hippiairica
Instructor de 1* classn.
dem de 2a dita.......,
1:S00SOOO
96OJ000
Vencimento
7203000
60J$O90
600*000
84O5O00
640O0l)
de repetidor.
00*000
240;O00
3603000
liiu, o piiuieiru soiu jdU e e segundo com a le
di "'.iril ulMnin.
I
OBSERVACES.
como cheCe e mais
cial de 1:200;} annuaev
Vene a gratificarlo activa de engenheiro,
o mois a graticacae especial de 720$
annuats.
Vence a gratifleaco activa de engenhei-
ro, c ruis a espocial de 360S annuaes.
SeMo ofQcial mSitar vencer a gratifica-
cao de corumrsso activa deongeiihciro.
Sendo oTiciaes militares voncero vanta-
gens d6 estado-maiorde Ia classe.
As funecoes-de bibliothecario poderlo ser
exercidas por algum dos empregaios
da escola, caso eoi que como graliftca-
go tere inetade dos vencimentos 4jue
corapelem ao bibliothecario.
luilo do ir visitar a comarca do Torio Calvo, pa.r
onde livo a hoara de acompanha-Io.
Pelas 9 horas da manhaa fundcou o vapor de-
fronte d* villa de Porto de Pedras, onde desem-
barcando S. M. o Imperador e ana comitiva, per-
correo rpidamente a villa embarcando-se ao
meio da. pa jatela, subi o no Mauguaba com
destino a vdtMtf Porto Calvo, ondecUegou pela
4 oras da larde e (o recebido com as maiores
demonstraedesde amor, respeitoe adheso.
No -lia 4 visilou as igrejas o estabelecimenlos
pblicos e lodos os lugares celebres pelas faca-
ihas praticadas pelos nossos durante a porllosa
lucia luto-balaca.
Na larde do mesmo da panto com destino i
colonia militar Leopoldina ; demorou-so porm
181Bacharel Joaqnitn Barbosa Lima.Infor-I resto do dia no engenho do commendador Ja-
Despacfaos do dia 1S de malo
176Antonio Jos P etiope. Como requer.
1 77Felicia Joanaa.Pode seguir.
178Francisco Mariano de AlDuquoraae Hallo
e o Jiros ele iteres supplentes da freguezia do Po-
Ki da Pauclla Informe a cmara aniaipal do
e :ifo.
'.79Innec^ncio Garca Chaves. Informo o
Sr/inspector da thesouraria le fazenda
P80D. Isabel da Silveira Miranda Seve. Et-
erice in.; ,.: ni ,a a suplicante os litulos de aCoramenlo dos
V ~-*K!rlT.V?11"jm'"f e,ro M"no * marinhl. CU* 9s telendo trans-
" feir c declare o proco por qe lem de fuer a
tri asfcrencia de cada um detles.
remos dalas, v-so que de auno .a anuo a pro-
vincia raelhnra neslo ramo importante do publico
servico.
Os crimes alrozes, aquellos que mala se prali-
cam onde imperam os inslinelos de sangue o
reina grande perverso moral, j nao reprodu-
zem-so era larga escala nesla provincia.
Das aforeos e vigilaneU das autoridades, da
coadjuvarao efficaz dos bou cidados, da rege-
\l ^b^h* H iul"*iie ilinha aqui exis-
:^ mCi de A,n,ei**. le exerecu in-
v? T Mr? ,W0 U a< correte.
Vieran esta capital por erdem do governo
imperial proceder a conscll.o de invest.gaco pelo
sobredito contticlo tres coronis do exercito se retiraram no dia 8 deste mez dopois de lindos
os respectivos Irak-albos.
A torca policial consta do- mappa n. 7 : o esla-
81O5C00
360j0O0
600SOOO
5003000
720g000
720a000
720JJU00
Quarlel-mcstre
Cirurgiao
Cipello.
Mostr de nalaeo............
Mestre de gymnaslica...
86^000
203000
OmSOOO
3008000
7205000
7203000
72U4000
m i e Sr. Ihesoureire das loteras.
188Joaquim dos Santos.Informo o Sr. di-
rector geral da inslrueco publica.
183 Joaquim Jos de Arevedo.Sm, sendo o
Ir insporto a cusa doaapplicaul.
181Jos Claudio.Como reqUer.
185Jos Fernandos Honteiro.informe o Sr.
iaspeclor da thesouraria provincial."
186Luiz JoscCavalcanti. Apresente-sc 110
quarlcl-.geneial para ser inspeccionado.
187Maria Joaquina da Conceico.Pode se-
g'r-
188Mara Joaquina da Conceico e dous fi-
11 os.rodera seguir.
189Sergio Rullniano do Reg Barros.Nao
tcm lugar o que requer o sappUcaole a vista da
ir formacao.
Tem de dar licoos as duas escolas.
dem.
I
(Vence gratficac,o activa de engenheiro.
Venco gralificasao de cstado-maior de
I Ia classe.
,ldern.
O que lhes competir como empregados
em corpos.
O nue vence o meslre de hypiatrica, de-
vendo o de gymnastica dar lices as
duas escolas.
INTERIOR.
neracao constante, erabora lenta, dos costamos d ,ff.3 a 4n?ppa D7 : e8la-
por meio da educacio moral e religiosa do povo,' ?* e5"U* * corp. ,6 de X9} P"?48. Wndo
e da caneza da punicao depende principalmente *$? Para *,U^ 1C,?PUl0 Acham-so
cessa?io consideravel dos ataques contra a t- ntcm a c|orao.add!dos 14 "coa que com-
Goverao da Provincia.
I M'I'.MI.M i: Uil 1>IA 15 HE MAIO DE 1800.
Ofcio ao tcuenle-gencral, comiuandanle das
armas.Faro npresenlar V. Esc, para ser
inspeccionado de saudc o paisano Luiz Jos Ca-
valcantc, que se otlerece para servir ao ejer-
cito.
Dito_ ao mesmo.Faco apresentar V. Exc.
pira ser inspeccionado recruta Joo Soares do
Suuza.Communicou-se ao Br. chefo de po-
lica.
Dito ao mesmo.Sirva-se V. Exc. de informar
sobre o que propoe no otficio incluso o director
la colonia militar de Pimenteiras.
Dito ao mesmo.Podo V. Exc. mandar abrir
ssenlamento de praca ao paisano Francisco An-
tonio do O', que ollerecendo-se voluntariamente
para o servico do ejercito, foi julgado para isso
apto romo consta do termo de inspeccao annexo
ao oicio de V. Exc. de 14 do corrente sob n.
537.
Dito ao mesmo.Pode V. Exc. mandar abrir
asseiilamenlo do praca ao recruta Manoel Anto-
nio dos Santos, que foi julgado apto para o ser-
vico do exercito, cerno consta do termo de us-
peceo, annexo ao olicio de V. Exc. de 12 do
correle sob n.j31.
Dito ao mesmo.Pode V. Exc. mandar abrir
asseutamento de praca ao recruta Joao Cornclio,
rente, sob o n. 533.
D|to ao mesmo. -Rcspondendo ae ofcio, quo
V- Exc. dirigio-me em 14 do corrente, sob n.
53.5, tenlio a dizer que fleo inteirado da nomen-
ciio, que fez V Exc. do alferes de 1. balalhao
ministerio do imperio de l do corrente. foi ap-
provada a deliberado que tomn a presidencia
de autorizar o pagamento dos vencimentos relati-
vos aos mezesdo fsvereiro e mirgo ltimos, de
Ernest Diuiz Street, na qualidade de engenheiro
fiscal da estrada de ierro, e que naquella data
solicitara-so. ao Eira, ministro da fazcuda as com-
pclenlcs ordens para que esta despeza seja leva-
da conta das soturnas distribuidas neste exer-
cicio esta provincia pora canaes, ponles e es-
tradas. \
Ditoao inspector do ateenal de marinh".Ac-
CUSando o recebimenlo do ollicio que V. S. diri-
gio-me em 14 do correiile,\ lenho a declarar -lhe
que pprovo o contrato qu fez do oscaler para o
servico da reparlicao do saade do porto, e quo
Ico sciente do mais que meVommunica no cita-
do oflicio. \
Dito ao inspector da thesouraria provincial.
A' vista das cotilas juntas manilo V. S. indemn-
sar a fazenda nacional da quanlia de 1793200,
sendo 113)200 despendida pela collccloria da Es-
cada no mez do marco ultimo e\6i>$00 pela de
Tacaral, em abril prximo lindo., com o paga-
mento das diarias abonadas aos\ presos pobres
existentes as cadeias daquell-s lernios, segundo
consta de ollicio do inspector da thesouraria de
fazenda de 11 do torrente, sob n. 49.Cornniu-
mcou-se ao inspector da thesouraria de fazenda
Dito ao mesmo.Atientas as razos expendi-
das pelo director das obras publicas no ollicio
junto por copie, mande V. S. pagar, vista do
competente certificado, a quanlia do 2:091 $666
era que importa utoa das picstacocs a que lem
direito o empreiteiro dos concerlos da ponte do
do infantaria, Antonio Jos Ribeiro, para com- I A"j. 'elaliva s obras supplomeutares da mes-
mandar interinamente a companlua de pedestres | raa i'onle, tanto mais quanlo iiio elevada a
la Comarca de Tacaral, e que nesta dala expeco i som,na a pagar-se.Coinmunicou-so ao director
as ordens necessarias no sentido de ser salisfoilo das ol>ras publicas.
o que indica V. Exc. na segunda parle do seu Di'0 ao director do arsenal de guerra.Rcmat-
cilado offico. i 'a Vmc. com urgencia na parte que Uto diz res-
Dito ao inspector da thesouraria de fazenda. I'e'1". a relacao dos Africanos livres, do que Ira-
Mande V. S. pagar sob miuKa responsabilidade,! la TWO junto por copia, expedido pelo miuis-
nos do 12, arl. do decreto de 7 de maio de ; lcrio ,la *ltS em 19 de abril prximo lindo,
1842, a importancia dos vencimentos relativos ao C'" as declaraces nulle exigidas.UlUciou-se
mez de abril ultimo dos olliciaes del." linlia, " mesmo sentido ao director do arsenal de ina-
cornelas, clarins, e tambores, empregados nos rl,ll)a, juiz dos feilos da fazenda, curador de afri-
corpos de guarda nacional deslo municipio, coos livres, e inspector da thesouraria de j-
coroo so v da folha e pret juntos.Communi- ze"da.
cou-se ao Exm. cominandanlc-superior de Re-' !)l10 oj de dircllodo llrejo.Pelo seuol-
cife. ficio do 12 do corrente, liqnei iuleirai'
Dito ao mesmo.Dovolvendo a V. S. os papis i V que vjfram annexos ao seu olfic,o do 10 do cor- Jo lre? mezes, que foi concedid
sob n. 492, relativos as despezas
!' o.iloKil.
lae.1
8. Dent, e com o
rente
co
rJmetiio de luz para o maamo quartel, lenho
a dizer que, som embargo das razos conlidas no
parecer da conladoria dessa thesouraria, mande
eTcctuar o pagamento do laes despezas, pela
improcedencia das mesmas razos, por quanlo a
principio da relroactindade, a que se soccorre a
conladoria, nao se pode referir a poca em que
foi feiti a despeza senao a do seu pagamento, de
que agora se trata. Communicou-sc ao Dr.
chefe de polica.
Dito ao mesmo.Dovolvendo aV. S. os papis
a que se refero a son informacao de 10 do corre-
te, relativos ao pagamento que pede o lenlo do
8. balalhao de infantaria Manoel Jos de Mene-
aos, da despeza le fez com acondurijo da soa
bagagem e da 6 companhia do mesmobalalho,
c com o aluguel do doas casas para sua' residen-
cia e quartel da mesma compiuhia, quando des-
tacado na villa da Ingaseira, lenho a dizer, que
mande pagar somonte a quanlia do8300ris
.proveniente das terragens das bestas de baga-
gem, e quanlo ao pagamento do aluguel das ca-
sas para quartel Ja companhia, deve ser effel na-
do quando hourer crediio para ellas.Commu-
nicou-se ao tenenle-gcneral cammante das
armas.
Dito ao mesmo.De conformidade cora o art.
28 da lei n. 514 de 28 de oulubro de 1818, e aviso
do ministerio da guerra de 10 de novembro do
mesmo anno, manJe V. S. abonar tres mezes de
sold, que no requerimento junto pede o lenle
do 9. bata'.hao de infantaria Antonio dos Santos
Paria, promovido por decreto de 2 de dezembro
ultimo. Communicou-se ao tenento-general
cornmandanle das armas.
Dito ao mesmo.Visto que, segundo consta
de so3 informacao de honlem, sob n. 470, n.io
ha crdito para pagamento das folhas dos venci-
mentos dos empregados da capitana do porto, o
auloriso a mandar pagar, nos termos de jj 12 do
art. 1." do decreto de 7 de maio de 18J2, a im-
portancia de semelhantes folfcas.
Dito ao mesmo.A' vista do que pondera o
inspector do arsenal tle mariaha em seu oicio
OTutiicipni de Ltmoriro.
fritas i "nperijj
offico de 8, Uquoi inteirado de ler Vm:. assuini-
do em 6 do correte o exercicio interino do car-
go de juiz de direHo da comarca, no impedimen-
to do respectivo proprietario.
Dito ao bacharel Lourenco Francisco de Almei-
leira-
da Calanho.felo seu ollicio de 10 liquei in
do de ler Vmc. em 6 do corrente entrado no go-
zo da licenca de um mez, que Iho foi concedida
cm6 de fevereiro ultimo.
Hii'.i ao promotor publico do Bonilo.4-Pelo seu
oflicio de 14 liquei inteirado de ler Vmc. em 12
do corrente entrado no gozo da licenca de 40 das
que lhe foi concedida por portara de II.
Dito ao cajitlao do porto.Faeo apresentar a
Vmc, para ser inspeccionado, o iecrula Jos Ro-
berto dos Sanios.
Dito ao director do arsenal de guerra Do of-
fico que me dirigi o Exm. presidente da pro-
vincia das Alagoas em 12 do corrente, consla que
foram all recebidos os objectos embarcados por
esse arsenal no vapor T-jcintin, com destino
enfermara militar da capital daqoella provincia,
sendo que eslavam. todos de conformidade com
a relacao que os acompanhou. O que comuiuui-
co a Vms para seu conlieeimenlo \
Dito ao delega lo interino das Ierras publicas.
Remello por copia a Vmc., para seu cmiioci-
mculOf o aviso do ministerio do imperio expedi-
do pela reparligao g-ral das Ierras publicaj ort 2
do corrente, declarando que S. M. o Imperador
liouve por be ni deferir o requerimento era quo
Antonio Lopes Nello, morador no lugar Tomba-
dor districto da colonia milita: de Pimenteiras
pedia 3er mantido na posse do terreno vol|a
daquellc lugar, visto ler salisfoilo os preceilus
dos arligos 5 e 6 da lei do 18 do setembro db
1850.Communicou-se ao director da colonia
militar de Pimenteiras.
Dito ao superintendente da estrada de ferro.
Rcspondendo ao oflicio que me dirigi o Sr. su-
perintendente da estrada do ferro em 7 do cr-
reme, lenho a declarar-lhc que o governo im-
perial deseja saber qual a somma empregada at
boje em eada seceao da estrada de ferro cora ga-
ranta de juros, qual a que provavelmenia so
juuto por copia, auloriso a V. S a mandar pagar ; l"r do empregar al 30 de jnuho de 186r de-
sob miuha respousabilidade, uos termos do J 12
do art. 1. do decreto do 7 de maio de 1342 a
imporlancia das despezas feilas nos mezes de
fevereiro o abril deste anno., com a lavogem do
xoapa c compra do galinhas e oulrus objectos
necessarios as dietas dos docnles da enfermara
daquelle arsenal.Ofliciou-se ao inspector do
arsenal de marinha.
Dito ao mesmo.N havendo crdito para pa-
samento da quanlia de 2IWM0 despendida com
a mu-tanca do quarto batalhao de attilharia a p
da Soledado para o quartel da praia de S. Fran-
cisco na cidado de Olinda, segundo consla de sua
.informacao .de 11 do corrente, sob n. 4i3. devol-
vo a V. S. os papis relativos a essa despeza, alm
de ser paga logo que baja qflula.Communicou-
se ao Ictiente-general commandanto das armas.
Dito ao mesmo.Inteirado do eonteudo de na
informacao de 11 da correle, sob n. 498, devol-
vo a V. S. o cequcrimenlo cm quo Francisco
Antonio Corroa Cardoso pede o pagamento de
1 483H00 importancia de 10 lonelladas de ferro
30 arrobas de pregos de cobre quo vondeu ao
arsenal de marinha, alim de que mande effecluar
csse pagamento logo que haia quota para elle.
itoao mesmo.Declaro a V. S. eaa reiposla
ao om-iui que me dirigi em 10 do corrente, sob
iumero 490, que devendo a despeza com as doze
pracas da guarda nacional destacadas no El ser
frita por conta da fazenda, eomo sito outras de
nalureza igual, a V S. cunipre providenciar co-
mo lhe parecer melhor, acerca do pagamento das
referidas pracas.
Dito ao mesmo.Remello a V. S. o incluso re-
querimento e mais papis relativos *o pagamen-
to de fretea que reclama Antonio Pedro das No-
yes, na importancia de 4:70HWOO; aQm de .jue
se procoda a liquidacao dessa dir-ida nos termos
? 5n dof ,heoro nacional do 6 de agosto
oe la*/, conforme se determina nos avisos da
reparlicao da guerra do 82 de fevereiro e 1 da
mam deste anno, Juntos psr eopia.
Dito ao mesmoCommanicoaV. S. para seu
eonoecimenlo, q*s, segundo comi de aviso do
duzindo-sena corita os i% addicionaes a cargo
ds fazenda provincial, caso tenham sido incluidos
nella.
Cora esta iutelligencia o Sr. superinlcndenle
se servir de prestar-me as informacoe3 pedidas
para serem levadas ao conheoimeolo do governo
imperial.
Dito ao colleclor das rendas geraes em Tacara-
Lu.Cumpre que Vine, indique ao alferes Anto-
nio Jos Ribeiro, commandante interino da com-
panhia de pedestres dessa comarca, as teslerau-
nhas que teem sciencia dos tactos, que Vmc. re-
fere no officio que me dirigi em 2 do c-rrento
mez com relacao ao alferes Luiz Antonio Ferraz
Junier.
Poriaria.0 presidente da provincia, atienden-
do ao que roquereu o profossor publico de ins-
trucgo primaria da freguezia do Bonito, Joao
Braulio Correa e Silva, resolve cor.ceder-llie dez
dias de licenca com ordenado.OlDciou-se ao
director da nslrucco publica,
Dila.O Sr. agente da companhia Brasileira
de paquetes a vapor mande dar transporte para a
provincia das Alagoas, por conta do ministerio da
guerra, no vapor que se espera do norte, ao Dri-
gadeiro graduado Manoel iluoiz lavaros e ao
coronel Jos Maria Ildefonso Jacome da Vetga
Pessoa de Mello.Ofliciou-se ao lenle-general
commandante das armas.
Dita.O Sr. agente da companhia Brasileira
de paquetes 4 vapor, mande dar transporte para
a provincia das Alagoae, por conta do ministerio
da guerra, no vapor que se espera do norte, a
duas pracas que acompanham o brlgadeiro Ma-
noel MunizTavares e o coronel Jos Mara Ilde-
fonso Jacome da Veiga Pessoa de Mello,OB-
ciou-so ao tenenle-gcneral commanJanle das
armas.
Expediente do teerelario do governo.
Omero ao barao de Vera Cruz.De conformi-
dade com as ordens do Exm. Sr. presidente da
provincia passo as maos do V. Exc. para os ns
convenientes, os offleios dos cidados Jos Frau-
eiseo Keo'ira e #o*o Francisco de Andrade Pal-
illo DE J\\i;itt(i,
ASSMBL4 GERAL LEGISLATIVA
SENADO.
STIMA SESSA.0 PREPARATORIA F.M 7 DE
MaIO DE 1860.
I residencia ao Sr. Manoel Ignacio CavakttKli
de Lacerda.
A's 11 1(2 horas da raanha o Sr. presidente
aario a scsso, estando preseules os Srs. Val-
l.isques, Almeida e Albuquerque e Mafra.
Lida a acia da anterior, approvada.
Nada havendo a tratar, o Sr. presidente con-
vidou os Srs. senadores para se lomaren a reu-
nir no diaseguinte, e levanlou a sesso.
OITAVA SESSA.0 PREPARATORIA EU 8 DE
MAIO DE 180.
'residencia do Sr. Manoel Ignacio Caoalcanli
de Lacerda.
Ao meio dia, o Sr. presidente abiio a se>so,
tslando ptsenles os Srs. Vallasques, e viscoude
le Abael.
Lida a acia da anterior, foi approvada.
Nada havendo a tratar, o Sr. presidonte convi-
ilouosSrs. senadores para se loruarem a reuuir
no diaseguinte c levanlou a sesso.
CMARA 00S SENHORES DEPUTADOS.
)ECIM.\ PRIMEIKA SESSAl) PREPARA I'ORIA
EM 7 DE MAIO DE 1860.
Presidencia do Sr. Conde de Bacpendij.
Ao meio-dia, fela a chamada, o adiando-se
prsenles os Srs. conde de Bacpendy, Pereira
Pinto, Candido Mendos, Salles, Maduretra, Luiz
itrios, villela lavaros, Cerqucira Leile, Poixoto
ile Azevedo, Teixeira Soares, Souza Lelo, Bene-
"ides, Alhayde, Marlinho Campos, F. Octaviarlo,
tlcaniara Machado, Belisario, Lamego, Jo-i
'aillo, Paes Itirrcto, Pinto, Guucalves da Silva,
orres-IIomem, Del,ihno do Aloieida. Pacheco,
Jergio de Macado, Teixeira Jnior, Lima c Sil -
'a, Podreira. Silvino Cavalcanl, Rodrigues Lo-
tes, o Paranagn, abre-so a sesso.
E' lida e approvada a acta da antecedente.
Nada havendo a Iratar, o Sr. presidente le-
vanta a sesso.
DECIMA SEGUNDA SESSO PREPARATORIA
EM 8 DE MAlo.
Presidencia do Sr. conde de Baependy.
Ao meio-dia, fela a chmala, e achando-se
iresenles os Srs. conde de Baependy, Pereira
'into. Candido Mendos, Salles. Casimiro Madu-
eira,Costa Pinto, Miguel de Araojo, Petxoto d>-
V/.evedo, Teixeira Soares. Toscatio Brrelo, Joo
leudes, Cerqucira Leile, Pacheco, Luiz Carlos,
llhayde, Villela Tavarcs, Pedrejia.F. Oclavia-
lo. Marlinho Campos, Silvino CaValcaiili, Teisei-
a Jnior, Candido Mondes, Paes Brrelo, Torres-
.lomem, Paulino, Honrique, Lamego, Joo l'au-
o, Paula Sanios. Alcntara Machado,VGoncalves
la Silva, Belisario, e Almeida Pereira, abre-so
a sesso.
E' lida e approvada al
' Nao havendo nada
cinlho Paes de Mcndouca, cm que foi recelado
pomposa e dignamente: all perneilou seguindo
na manhaa de 5 para a colonia onde chegou as
II horas do mesmo dia..
Examinoa minuciosamente todos os estabeleci-
menlos e obras em conslrucco, percorrendo os
arrebaldes.
Na madrugada de 6, regressou a Porto Calvo,
onde chegou a tarde, tendo-se demorado grande
parle do dia no engenho do mesmo commendador
Jacintho Paes de Mendonce,
Na manhaa de 7, sabio de Porto Calvo com di-
reccao Barra Grande, sendo saudado em lodos
os lugares por ondjaassou com as maiores de-
monstrarles de arikw e veneraco, recebendo as
mais fervorosas provas de adheso do povo que
affluio das circumv-isinhanjas para ver o saudara
seu Soberano*
as povoaces de Gamella e Barra Grande o
enlhusiasmo tocn ao zenilh. No ampio e bello
ancoradouro dcsla ultima povoago aguardara a
S. M. o Imperador o Apa em que se embarcou
pela 11 horas da maiiha em regresso capital,
onde chegou pelas 5 horas da tarde.
No dia 8 visitou S. M. o Imperador os estabele-
cimenlos de inslrueco primeira e secundaria da
capital e noule foi ao baile que Iho foi efloreci-
do no palacete da assembla legislativa provin-
cial.
No dia 9 pelas 5 horas dt manhaa SS. MM. Im-
periaes e sua comitiva embarcaran! -se no peque-
o vapor l'iraj no intuito do visitaron! os po-
voados das margeos das duas lagoas do norte da
provincia. Dirigiram-se primeramente acidado
das Alagoas (amiga capital) e dahi segnirara no
mesmo dia para a floreseenie villa do Pilar, si-
tuada ua exiremidade septentrional da lagoa
U'tnyuaba, onde pernoiiaram.
Na madrugada do dia 10 rctirarara-se do Pi-
lar e vieram visitara povoaco do Coqueiro Scc-
cona margen occidental da'lagoa do Norte de-
fronte desla capital, depois a villa do Norte e
llnalmciilo as obras da grande fabrica de lecidos
0 fundico quo se acha em conslrue^ao no lugar
denominado Ferno Velho na margem oriental
da mesma lagoa. Dahi regressaram por Ierra
capital onde chegaraiu'ao anoitecer.
S. M. o Imperador havia resolvido retirar-sc
da provincia nessa mesma noile. o com eHeilos
2 horas da madrugada segua para Sergipca es-
quadrillia imperial, deixaudo saudosas e olenas
recordacoes a lodos quaulos liveram a dita de
ver e conhecer o monarclia brasileiro e sua vir-
tuosissiraa consorte, que receberam as mais sin-
ceras e cnthusiaslicas provas de amor, respeito
e adheso em lodos os lugares que visilaram.
S. M. o Imperador em sua iucansavel activi-
dade einfatigavelsolicitude examinou lodos os
templos, igrejas, capelln, repartiiOcs, estabele-
cimenlos e obras publicas, casas de iletenco,
hospitaes, escolas primarias e secundarias, fa-
bricas o C3labeleciinentos industriaos, dando fre-
quentes exemplos de profunda veneraco reli-
gio do esiailo, acorogoaiido a inslrueco publi-
ca, animando a agricultura, Industria "e arles, fa-
lda da antecedente.
tratara. -t*fgla-t>.p
ALAGOAS. |
Velatorio com que o Exm. Sr. commenda-
dor Manoel Pinto de Souza Dantas, en-
trejou a administraco da! provincia de
no dia i de
i>. M. o Iaipera-
i.cargo do presi-
houve por bem
3 de setembro
lo com a maior
adrniuslraco e
Alagoas, ao 1. vice-presitjete Dr. Ro-
berto Calheiros de Mello,
abril di; 1800.
Illm e Exm Sr.TcnJo-mc
lor concedido a cxoueraeo do
lente desta provincia, para que
lomear-me por carta imperial d
Jo anno prximo paseado, ven
atisfac.o entregar a V. Ec. a
expor a marcha dos negocios pubjlicos.
-me summamente honroso poder referir-me
nesla occasio a um acontecimenio o mais
faustoso c feliz para esta provimiia e que iuaugu-
rou-lhe urna poca SDmpa*e memoravel.
A visita de. SS. .U.U. /ijiptriaes.
S. M. o Imperador para mellior conhecer o seu
mperio, cujos inelhorameutas mora es e mate-
riaes sao o alvo dos seus pateenaes desvelo i, de-
idio-se a visitar as seis provincias que ficam im-
mediatamcnie ao norle do Rio de Janeiro : coube
i Alagoas ser nina daquellas que linham de rece-
jera honra da visita impeiiai.
Da capital da Baha, onde7llcou S M. a Impe-
ralri/., parti o imperador para o Penedo, onde
chegou no dia 2 de outubifa do anno passadu e
seguindo d'alli no dia 16/rio vapor Piruja com
destino a cachoeira de Pai(lo Alfonso, dignou-se
visitar em caminho as villas de Porlo da Folha e
Pao d'Assucar, e os povoaces do Collegio S. Braz
e Piranhas, situadas a margem esquerda da do de
S. Francisco.
Ao amarillecer do da 20 chegou a comitiva
imperial grande cachoeira, d'onde regressou no
dia seguintc.
Por lodo3 esses lugares S. M. o I. fyi recebi-
do e saudado com eulhusiaslicas demonstra'oes
do mais pr >fundo amor e adheso : a vintur de
ver e conhecer o Monarcha brasileiro, aquelle
que faz o c rgulho, a felicidade e a honra da na-
co, encheu da maior jubilo os coraces dusseus
subditos.
! Concluida viagem cachoeira de Paulo Af-
fonso, S. M regressou Bahia na manhaa do dia
25 deoutujro, deixando resolvido o problema da
uavegabilidade do Baixo S. Fraucisco, desde a foz
al Piranhas.
Pelas 7 horas da manhaa do dia 31 de dezem-
bro do anno passado achava-se fundeadono an-
coradouro do Jaragu o vapor Apa. procedente
da Parahiba, trazendo-nos SS. KM? II. esua co-
mitiva.
Apressei-rae em ir a bordo comprimentare re-
cober as ordens do S. M. o Imperador que se.
diguou marcar s II horas do da pora seu de-
sembarque, o qual so effeituou com a melhor or-
tcm e brilhantisrao na hora marcada, vindoSS.
MM. Imperiaes a p debaixo do pallin suslcniadv
pelos voreidores da cmara municipal da capia.
desle o caes do desembarque al nova matriz,
onde pela primeira vez celobrou-se o Te-Deum
solemne em aeco de graeas pela feliz viagem de
w MH.
Em lodo o transito foram as mesmas Augustas
Pessoas saudadas com as mais fervorosas de-
mnstraseos de regosijo, amor e respeilo pelo
poo queaRura capital em mullido extraor-
dinaria.
Finda a solemnidade religiosa, recolhoram-se
SS, MM a casa preparada para servir de pago
imperial, donde assistiram a grande parada for-
mada pela guarda uacional do varios municipios
que concorreu capital para fazer as honras de-
vidas aos Augustos Visilanlea.
Terminada a parada leve lugar um mui con-
corrido cortejo, a que foram adraillidas a bei-
ar as imperiaes maos, cidados de todas as
classes. ^..
No dia 1. de Janeiro do corrente anno, se dig-
nou S. M. o Imperador recaber varias corpora-
les e pessoas quo o desejavara felictlar e cumpri-
mentar.
No dia 2 pi'.rcorreu varios pontos da capital e
seus arrebaldes. Jomando as mais minuciosasin-
formaces.
Na madrugada de 3 embarcou no Apa aoin-
zendo iraporlanles donativos para coadjuvar a
conslrucijo das obras de mor inleresse, e dei-
xando avulladas quantias de esmolas pobreza,
casas de caridade e colicortos de igrejas.
Pelo mappa n. I, ver V. Exc. o modo porque
foram distribuidos os donativos e esmolas que
inei foram confiados.
Os vinte c dous das que nesla provincia esli-
veram SS. MM Imperiaes sero de mmorredou-
ra recordaco para os alagoanos.
Entre as felicilacoes e iscriptos enderezados o
S. M o Imperador nesse feliz eusejo far espe-
cial meuco da Saudaran dirigida pelo secreta-
rio da provincia bacharel Jos A'.exnndrino Das
de Moura, que ma ollercceu por oHicio de 20 do
Janeiro do corrente anno (annexo n. 2).
Monumento de l'aula Afonso.
Para commemorar diuturnamente visita que
S. M o imperador fez cachoeira de Pauto Al-
fonso em oulubro do anno passado, quolizaram-
sc algumas pessoas distinctas no louvavcl intuito
Jo erigir-se junto a grande caladupa um monu-
mento i.ordurave|^0 ^ey^eiiheir.i civil C. de
feos para a construcijo doWonumento. Haven-
do certeza de que a obra sahiria mais perfeita,
duravcl e econmica mandando-se vir da Euro-
pa os precisos maleriaes. aceitei o generoso olfe-
recimento que me fez o baro de Jaragu de in-
cumbir-so da encommenda do marmore fino e
respectivas inscripces, segundo o desenlio do
referido Mornay, autorisando-o para isso a dispor
at a qiwnlia de 6:090i0.)0 da nossa moeda em
que orgou-se a encommenda, a qual foi logo fei-
ta, como porem as quantias subscriptas nao che-
gassom Aquella somma. tomei o arbitrio de man-
dar entregar ao mesmo baro o restante dos di-
uheiros doados pelos proprielarios da provincia
paracoarijavaeo das despezas feilas eom os fes-
tejos pblicos por occasio da visita de SS. MM.
imperiaes"
Tranquilidade publica.
A provincia goza de completa tranquilidade.
A ndole pacifica o ordeira dos Alagoanos a
excelleucia das nossas ustituiooea que do as
melhores garantas a todas as a'spiraces legiti-
mas c asseguram prompto remedio 'a todos os
males pblicos, o amor quo se lem desenvolvido
(tara o Irabalho e liuulment a doloroso expe-
riencia adquirida rm pocas quo j vo longo,
prometiera que este estado nao ser menos lison-
geiro no fuluro.
Hojo reina, nao s nesla como em todas as
provincias do imperio, a eronca de que o pro-
gresso moral e material de um povo s se obter
a sombra da paz, essa coudicco indispensavel
felicidade geral, csso caracterstico iiifallivel de
toda sociedade bem organisada.
A poltica do juslici e moderaco adoptada pe-
governo imperial e recommndada aos seus
da e a fortuna das pessoas.
Folgo de reconheeerno digno chefe de polica, ]
o honrado bacharel Manoel Jos da Silva Neiva,
todo o zelo c solicitude para o bora dosempenho .
dos deveres a seu cargo.
E como elle, outras autoridades policiaes da
provincia se teem recomm .Mida Jo pelos servicos
prestados para collocar-so em bom p a seguran-
za do vida e propriedade, essa condico pri-
mordial do lodo o progressa moral e material de
um povo.
Os mappas ministrados pela secretaria de po-
lica conformara o que venho dizendo.
Em 1857 o algarismo dos crimes corometldos
na provincia subi a 155 ; em 1858 a 122 e uo
anno ultimo a 106.
Dos crimes commeltidos no anno ultimo 2 per-
tencem classe dos pblicos, 34 dos particula-
res c 70 dos policiaes.
Os crimes de sangue foram 20, dos quaes 12 ho-
micidios, 5 fcrimenlos graves e 3 tentativas de
morle.
Foram 30 os autores dostes crimes de sangue,
27 de condico livro e 3%scravos.
Acharam-se capturados 24 e a polica trabalha
pela captura dos 6 que al hoje tcm conseguido
escapar sua aeche
Durante o anuo foram capturados 238 crimi-
nosos.
Pelo mappa n. v-so que de Janeiro do
crtente anno al esta, data foram 7 os crimes de
sangue, 3 homicidios e 4 lerimentos gravos.
Nestes qualro mezes foram capturados 39 cri-
minosos por fados pralicados neste ou em anuos
anteriores.
Todos os mais eselarecimentos V. Exc. encon-
trar as parlicipaces offciaes e existentes na
secretaria do governo e n;,s que faco juntar a es-
la exposico.
Cadeias.
A cxcepQao das casa do detenco da capital,
Penedo e Alagoas, todas as mais existentes na
provincia, alem de se acharem em ruina, nao
teem a seguranca c commodos necessarios. Mui-
to couviria que cm cada comarca se conslruisse
urna cadeia, alim de evilarcin-se os inconvenien-
tes resultantes da transferencia dos presos para a
cadeia da capital ou para as comarcas filiabas,
segundo lerabrou mui judiciosamente o meu an-
tecessor em seu relaloriu dirigido assembla
provincial no auno passado.
Julgamentos.
Durante o anno ultimo houvc na provincia 30
sosses de jury.
Furam subniellidos 180 processos em que figu-
raran 231 reos por 226 crimes e dos quaes 6 pci-
lenciam classe dos pblicos, 96 dos pancu-
la res e 124 dos policiaes.
Dos reos subniellidos a julgamento 213 eram
liomens, 18 muHieres, sendo 223 livres o 8 es-
clavos.
Erara nacionaes 228 e 3 estrangeiros.
Foram eondemnados 68 absolvidos 163.
As appellaces inlerposlas pelos juizes de di-
reilo foram 33 e pelos promotores 18, alem de
um protesto por novo julgamento.
Os crimes julgados foram perpetrados nao s
no anno ultimo como em aulerioies, a comeearV
de 1838.
Os que foram perpetrados no anno Pind e nelle
julgados foram estes :
Resistencia................................. 1
Fuga de presos............................. 1
llom iridios................................. 3
Tentativas de homicidio.................. 1
Feriinenlos graves......................... 5
Estupro.................................... 1
lisie I onalo................................. 1
Furtos...................................... 10
Damno..................................... 1
Roubo........................*............. 1
Offensas physicas leves.................... 39
Ameacas................................... 15
Armas defezas.............................. 11
poem a respectiva banda.
Pelos mencionados mappas vori V. Exc que a
diminuta forca publica estipendiada nao sudi-
ciente pira o serricc-, de maneira que fo-me
necessario continuar a empregar a guarda naci-
.----------- " **#a#a,tfiai ti kuiuu lldll-
nal no servico do destacamento, cm que ha niu-
uw r,ara.m,xi,i a pouca forca de linda o
noLdr lqUe *w**n ae ser vezatorio na actual
g?**f? 1"" P escace e caresta dos gneros
aSSSTg n l""ne,r,l BeMS*0aJe. nao convm
i 1 2n P1ucna 'a'oura os poucos bra-os
que nella se empregam. V..s representarocs
sobre esle objeclo teem ido e.tas po es? mc-
sidenria, nao lem sido possivel porm oo ro or-
no imperial attende-las pela f.( ac (orMB^r. .
nha d.sponivel e pela indispensavel i.ecessidaJo
que ha da conservacao da que se acha em outras
provincias. ""iras
. No dia 14 ultimo opresentou-se-me o novo s-
sistente nomeado por aviso de 22 de marco pr-
ximo passado, major Francisco Gomes de Fre las
o qual se acha em exercicio. *
tConti/iuarat-io.)
PERNAMBUCO.
lo
delegados as provincias, ha contribuido ellicaz-
tnento para arrefecer os odios e matar as exage-
rages com que oulr'ora debaliam-se os partidos
em quo o paiz se divida.
Esta poltica generosa c constitucional rospeita
a todas as opnes, aproveila o merceimento e
aptido, allende a todas as rcclamaces legiti-
mas, protege com igualdade a todos os direitos e
fazendo cessir as lulas esteris dos partidos, d
lugar a que as torcas e inielligencias se incli-
oein aos grandes melhorameutos moraes e male-
riaes do paiz.
Cabe-me dizer a V. Exc. que as qnalilic-ardos
dos volantes que teem de concorrer eleijo les-
te anno, deram lugar a algumas duvidas o con-
teslacoes, as quaes, sendo trazidas ao meu co-
nlieeimenlo, resolvi-as de coiil'orraidado com a
lei e com as ordens imperiaes cm vigor.
Nesta capital algumas pracas do corpo de poli-
ca e do contingente do 2. e 7. batalhao de l-
nha espaucaram-se na noite do dia 27 e na ma-
nhaa do dia 28 do Janeiro prximo lindo. Foram
submelljdas a processo e presas as indigiladas
como causadoras do conflicto, e excluidas do cor-
po de polica aquellas sobre quem recahiram
provas de culpabilidade.
Eleicao para deputados provinciacs.
Procedeu-so em toda a provincia no dia 15 de
oulubro passado eleico para os membros da
nova assemhla provincial Em todos os collc-
gios a eleico correu pacifica e regularmente,
menos no collegio de S. Miguel, sedo do quarto
districto eleitoral, onde suscitaram-se quesles
o duvidas acerca de eieilores da freguezia de
Anadia.
E realmente deploravel que em 1859 se po-
desse duvidar anda da legitimidade de eieilo-
res, cujos poderes hiviam sido verificados e re-
conhecidos pela cmara dos deputados em 1857.
O fado porem deu-se, e para previuir a con-
secuco do qualquer plano, concebido no inlo-
resso de excluir da eleico a eieilores legiti.nos,
tomei todas as providencias ao alcance da pre-
sidencia. Achava-rao enlo na cidade do Pe
nedo, d'ondo exped lodas as ordens, entre as
quaes a de ir em pessoa o digno chefe de poli-
ca assislir naquelle coJIegio o processo elei-
toral.
Todos os papis, eselarecimentos e informaces
co.'cernentes a esta eleico, eero presentes a V
Exc. para opporlunamento eucamiuha-los is-
sembla provincial na sua prxima reunio.
Seguranca individual e de prnpriedade.
O alicntados contra a seguranca de vida e de
propriedade rao em dirtinuicao.
Comparaodo-se a estilstica caminal de dlffe-
90
Os demais foram commeltidos nos annos an-
teriores, a contar de 1838 a 1858 e sao os se-
guiules :
Fugado presos............................ 4
Contra a liberdade individual.............. 7
H Tftlatlvaa de homicidio.................. 8
Polygamla................................. 1
F u ros...................................... 4
Damno..................................... 1
Roubos.................................... 5
Offensas physicas leves.................... 17
Tentativas de offensas physicas............ 5
Ameacas................................... 3
122
Fra do jury foram j.ligados, como se v do
mappa.n. 9 processos couiprehendendo 31 reos,
sendo 28 honieus, 8 raulheres, 29 brasileiros e 2
eslrangeiros.
Foram considerados autores 29 c 2 cmplices.
Foram 9 os crimes, sendo 1 por tomada de
preso em 1851, 2 do respousabilidade, commel-
tidos cm 1855 e 1658 ; 1 do bancarrota em 1858,
3 de injurias verbaes c 2 de infraeco de postu-
ras em 1859.
Dos 31 reos foram eondemnados 25 o 3 absol-
vidos.
Comparan.!n-sc estes dados cora os dos annos
de 1857 a 1858, temos o seguinte :
Em 1857 foram julgadoe 212 reos por 217 cri-
mes ; foram absolvidos 1 17 c eondemnados 65
Em 1858 foram julgados 255 reos, dos quaes 76
foram eondemnados e 179 absolvidos.
Resulta pois desla comparacao que nos 3 lti-
mos annos as condemnaijoes nao chegaram um
terco dos reos julgados I
Entregando V. Exc. estes dados, eu prescin-
do de qualquer consider.ico no intuito de mos-
trar que lodos os esforeos os mais bem combina-
nados das autoridades "para represso e punieo
do crime despedac.am-se diantc da escandalosa
impunidade que o'jury, essa instiluico que faz
0 orgulho das najos cultas, tcm e'stabelecido
como norma do seu procedimenta e em qnasi to-
das as provincias do imperio
Administrari judiciaria.
Dividc-o a provincia para a administraco ju-
diciaria em 8 comarcas comprelicndeiido 8 ter-
mos sob a jurisdieco do 10 juizes municipaes e
1 especial de orphos, hachareis formados.
Todas as comarcas acham-se prvidas lalle-
ceu nesla capital no anuo passado o juiz de di-
reilo da Imperatriz bacharel Tertuliano Antonio
Alves Paes : o nomeado para substiluilo llypo-
lyto Cassiano Pamplona anda nao se apresentoti.
Todos os lugares de promotores pblicos,
exrepco do da mesma comarca da Imperatriz,
esto preenchidos, sendo Horneados durante o
ultimo semestre do anco passado o no trimestre
do crrente o da capital, o da comarca de Ala-
goas, o da Malta Grande e da Alalaia.
Dos 11 lugares de juizes municipaes e or-
phos achava-se vago smenlo o de Porto Calvo
para onde sendo nomeado o bacharel Jos Pros-
pero Jeovnh da Silva Coroat solicitou dispensa.
Pelo mappa n. ver V. Exc. o pessoal da
administraco judiciaria.
Forca publica.
A guarda nacional da provincia compe-se de
selecommaudos superiores comprehendendo 23
balalhes do cacadores, urna companhia de ar-
tilharla ua capital, oulia de cavallaiia criada por
decreto n. 2,510 de 8 do dezembro ultimo na
freguezia de Pioca, cujos offciaes ainda nao fo-
ram nomeados por me nao ler sido remedida a
respectiva proposta e urna seceao de reserva cria-
da por decreto n. 2.S72 de 5 de marco do anno
prximo passado no municipio de Pao de Assu-
car, a qual ainda se nao acha organisada por nao
ler sido nomeado o respectivo commandante.
No mappa n. 5 ver V. Exc. o pessoal da guarda
nacional.
A forja de linha existente na provincia cossla
de 60 pracas do 2o balalhao de infantaria de li-
nha e 11 addidas, segundo o mappa n. 6 i m quo
se acharo incluidas 14o pracas da guarda nacio-
nal destacada nesta capital."
Em consequencia de um conflicto havido em
ns do mez de novembro do anno passado entre
o coronel do estado maior da 2* classe Trajano
Cezar Burlamaqne e o major do corpo de ene-
nheiros Joo Luiz de Aranjo Olivcira tobo "foi
aquelle exonerado por aviso do ministerio da
guerra de 20 de fevereiro ultimo do cargo de as-
sisteute do ajudante general nesta provincia : no-
meei para subslilui-lo, de conformidad com o
aviso do ministerio da guerra de 9 de dezembro
de 1oj7, so eapitio commandante do contingen-

REVISTA DIARIA.
Na falla de lugares pblicos onde a pepalao
ache um refrigerio calma e urna diversas aos
cuidados do espirito, nao devemser inuiilisado
esses mesmos incompletos queahi temos, e para
onde converge urna parto da nossa populado lo-
das as noites, com o fin de refocillar-se ubvsica
emoralmeiile. *
Neste presupposto, entendemos que deve ser
reslabelecida em seu lugaralaboa, que foi arran-
cada um dos bancos da ponte da Boa-Vista i
ha algum lempo.
E' urna cousa lao insignificanle pelo lado dr>
dispendio, que esta circunstancia nao pode ser
allegada ou opposta sua execuco ; ao passo
que aquelle icsiabelecimento reali'sa um reparo
necessario. e presta urna commodidade ao publi-
co habituado quelles assentos.
Em addilamento ao que honlem dissemos,
informam-nos que em cortos beccos e ras da
Boa-Vista, que sao menos ampias, a luz distri-
buidas pelos combuslores de urna intensidad
manifestinenle inferior consignada no respec-
tivo contralo, occasionandoisioque naquellas lo-
calidades seja a illuminacao menos vivaou bu-
llante do* que o deve.
Sobre esta nutra irregularidade, instamos por
urna providencia igualmente.
No lugar competente vai nseida urna cor-
respondencia, subsrripia peto Cabelleira, que re-
vela abuso do auloridade da parle de um func-
cionario publico ; e como seja inloleravel quo
aquelle, a quem foi confiada a guarda da lei, se-
ja o proprioa infringi-la com vexaco dos gnu r-
nados, adduzimos as nossas vozes*aquelle reda-
mo, para que, procedidas as convenientes inda-
SacOes, se deom as providencias urgidas pelo ca-
so, quer exautorando-se e punindo-se a autoiida-
de exorbiladora, verificado isto, quer reslabelc-
cendo-se o seu crdito, no caso contrario.
A juslica, j o disse alguem, nao urna sacer-
dotisa de vinganca ; mas sim um anjo tutelar dos-
direitos dos cidados.
A povoago dos Afogados acha-sc aclual-
mcnle Iluminada a gz, leudo all cessado a il-
luminaco a azeite desdo o conieco do coirente
mez.
Ainda de novo foi transferida a corrida do
Jockey-Club, em coiiscquencii do mo lempo,
para quando se lixar.
O espaco que fica em frenle do edificio da
thesouraria provincial, e em projeceo ao arsenal
de guerra, vai insensivelnicnte sendo convertido
n'uma esteriueira.
Ahi se fazem despejos de lixo, com a maior
sem ceremonia; mas semelhantc estado nao de-
ve continuar, c por isto fazem os este reparo, a-
lirn de provocar urna providencia, que remo-
ra-o.
Inserindo o seguinte pedido, devemos dizer
sobre a sua materia, que a noticia a que se ello
refere, dizia respeilo a este bairro de Santo An-
tonio ; o se enlo nao declaramo-lo, foi por nao-
enlendermos dever faze-lo.
Com islo fica saiisfeito o pedido do Sr. insprjb-
lr .1. illnminica" -- " t*rro \t fteoiCo :
Sr. redactor da Revista Diaria.Nao tendo
vmc. no Viario de hojo designado o bairro em
que a illuminaco a gaz tem sido mal dirigida ro-
go-lhe o obsequio de o declarar, alim de que nao
fique o publico na duvida se ser o do Recito
que so acha sob m:nha inspeccao.
Do Vmc. {venerador e criado.* O inspector da
illuminaro a gn: no bairro do Recife.
Miguel Pessoa, criminoso de morle no ter-
mo de Goianna, decujacada se evadir, foi pre-
so no termo de Iguarass no da 10 do correlo
mez, onde andava com o supposlo nome de Ma-
noel Francisco Bemievi.
No dia 9 deste mez foi preso pelo delegado
de polica do termo do Cabo, o criminoso Jos
Fihppe de Frcitas, o remetlido para o termo do
Serinhem, onde havia sido condemnado i reve-
lia pelo jury a pena de seis mezes e meio de pri-
priso o mulla correspondente melado do
lempo.
No tormo de Santo Anto foi capturado na
noile de 5 do presente mez, Joo Vieira dos San-
tos morador no lugar Tamatacuara, o qual nes-
sa mesma noile havia ftido gravemente com di-
versas lacadas a sua mulher Antonia Maria, de-
clarando depois de preso que comroelicu o crime
por estar embrigado.
Manoel Baptisla. que no engenho Ariticum
do termo de Nazaret assassiuou com um tiro a
sua prima o mulher Maria de Santa Anno, foi cap-
turado no dia 10 do corrente mez pelo delegado
de polica do termo do Limoeiio e recolhido .
respecliva cada.
No mesmo tormo do Limoeiro foi lambeta
capturado no dia n. deste mez pelo subdelegado
do Io districto de Bom Jardim. Jnnuario Pereira
da Silva, por ler tentado matar sua mulher, fe-
iindo-a no pescoco cora urna facca de pona.
Ainda no mesmo termo do Limoeiro foi preso
no dia 5 do corrente, Manoel Jos de Carvaiho,
cerno mandante do assassiuato Jeito na pessoa do
Francisco Thom, ha 15 para 16 annos ; porcujo
crime est sendo processado.
Pela subdelegara da freguezia da Boa-Vis-
ta foi preso c recolhido casa de delein.o Flix
de Valois Caldas, conhecido por Flix Mndanha,
por ler accommeltido e dado urna cabreada no
inspector o*e quarleiro Claudio MonteirJ Cato,
com o fim de tomar-lhe um individuo que o di-
to inspector havia prendido em flagrante, couse-
guindo por esto modo a fuga do mesmo indi-
viduo.
No dia Io do corrente foi preso em flagran-
to pelo subdelegado supplente em exercicio no
districto de Correntes do termo de Garaiihuns,
Jos Lopes da Silva Lima, por ler torido gravi-
mente o porluguez Arouca, pedreiroe architeclo
da obra de urna capaila que se est edificando na-
quelle dislricto.
O delegado da termo do S Anto pratican-
do urna deligenca no lugar Trombeta do mesmo
termo, onde se achava reunida urna quadrilha de
ladros de cavallos, conseguio em resultado pren-
der o chefe da mesma quadrilha Antonio Carlos
Pessoa, e mais dous individuos, Justino de tal, o
Joao Manso, desertor, aprehendendo-lhe um cora-
boy, e varios objectos, que foram poslos em de-
posito.
Foram recolhidos casa de delencao, no
da.14 do corrente 6hornese 1 mulher, seudo 2
livres c 5 escravos, a saber : 1 ordem do dele-
gado do Io districto, 1 ordem do .subdelegado
de Santo Antonio, e 5 ordem do subdelegado do
S. Jos.
No dia 12 foram recolhidos mesma 4 homens
e I mulher, sendo 2 livres e 3 escravos, a saber :
1 or lem do Dr. chefe de polica, 3 ordem do
delegado do Io distrelo,'o 1 ordem do subde-
legado do Recito.
No dia 13 foram recolhidos 4 homens livres o
2 escravos, sendo : 1 ordem do Dr. chefe de po-
lica, 2 ordem do delegado do IoMistricto e 3
ordem do subdelegado da freguezia da Boa-
Visla.
Em 14 foram recolhidos 2 bomense 1 mulher,
livres c 1 cscravo, sendo : 1 a ordem do Dr. che-
fe de polica, 1 a ordem do delegado do 1 dis-
tricto c 2 ordem do subdelegado de San Jos.
Passageiro da barca nacional Imperalri:
Vencedora, entrada do Bio de Janeiro : Jos
Manoel Fiuza.
Passageiros da lancha nacional Feliz das
Ondas, entrada do Rio Grande do Noile :Lau-

lili iTmmni
I ii r-a*%r% #11 i


ra o Joflo Forre ra i'nnin.
io Ferrera Puntes
Alihe,
Olvei-
.,r:'jP,9888eir* do hla,e nacional Bom Amigo
sahido para o Assu : Gonoveva Rosa doParoizo
e 1 menina.
Matadouivo publico :
Malsram-se no da 16 para o consumo desla
idade106 rezos.
~ MOBTALIDADK DO DA 16 DO CORRKNTI :
Maris, branca, 2 anuos ; angina.
Joao, pardo, 4 annos ; escarlatina.
Leopoldina Mara da Cosa, 10 anuos ; escarla-
tina.
Josepha, parda, 8 mezes ; deullcao.
Candida, pnla, 6 annos ; cncci>lialito
francisco, preo, cscravo,,solleiro, 21 annos
apoplexia.
JfoUri'e0marly' branco>,oi,eir. 40 annos; in-
Delfina piola;, escrava, solleira, 45 auno*- tu-
brculo pulmonar. , w
Filomeno, branco, 6 annos ; angina
Ciea alaria de Lomos, branca, .soleira, 13 an-
nos ; escarlatina.
j0TrLa^,ara Bor8es.de Siqueira, branca, sol-
toira, di annos; angina.
Auna Nunes Ferrera Gnimarcs. branca, soltei-
ra, 32 annos; tubrculo pulmonar.
Ambrozina, branca, 5 anuos
Antonio, branco, 6 annos ; aug
Anlonio, pardo, 6 annos ; angina.
Eugenia Mara d Rosario, preta
nos ; diarrha.
Hospital de camdadk. Existem 67 ho-
n>ens e 59 mulheres. nacionacs ; 5 homens es-
Uangeiros ; total 131.
Na lotaldade dos doenles exstem 40 alienados
endo 31 mullu-res e 9 homens.
Foram visitadas as enfermaras pelo crurgio
inioas7 horas e 50 minutos da maiihaa, pelo
Vr. Dorncllas, s 7 horas e 50 minutos da ma-
nhaa.
Fallecen urna mulher de diarrha, sendo alie-
nada.
angina,
angina.
losario, preta, viuva, 60 an-
quo acom-
CMARA MUNICIPAL DO RECIPE.
SESSAO EXTRAORDINARIA EM 25 DE ABRIL
Di 1860.
Presidencia do Sr. /lego e Albuquerque.
Frsente os Srs. Franca, Reg, Olivera e Ga-
nieiro, fallando rom causa os Srs. Barros Reg
e Mello c sem ella os mcus Srs. abriu-se a ses-
KBO, e ro lida c approvada a acta d'anleccdente
ro Iwlo o segunlo :
EXPEDIENTE.
Um aviso, oxdedido pelo ministro do Imperio
communicando haver S. M. o Imperador conce-
dido por decreto de 20 do marco ultimo a dirois-
sao que pedio do cargo de presidente dosta pro-
vincia o l)r. Luiz Barbalho Muniz Fuza. o no-
meado por caita Imperial da raasma dala ao Dr
Ambrozo Li-ilo da Cuuha para sublitui-lo
Jnleirado.
una ofljco do Exra. presidente da provincia
retn-leudo por copia o ollieio que em 13 do
torrente Iho dirigir o engenhero fiscal da illu-^
minarao agaz, alim de que desse acamara as
providencias necessams, para que as carrocas e
oiitros qualquer vehculos pesados nao Iranztem
pela ponte provisoria se nao passos, para evi-
tar que se ai ruinera os canos da mesma illumi-
narao. Mandou-so official S. Exc, dizendo
que, havendo nina postura no sentido da repre-
sen tacao os agentes muuicipaos a fazerom sem-
pre observar como Ihes possivei rasa nao
cispondoi a cmara de pessoal soldenle para
poder collocar cuVclivamente urna ou duas sen-
linellas na referida ponte; afim de evitar taes
lofraccoes. rogara a S. Exc. se dignasse dar suaa
ordens no sentido de ser e.oliocada na ponte
urna soutinolla do corpo de polica, ou da com-
panhia de pedestres.
Oulro do mesmo, mandando para salsfazor
a exigencia da assembla legislativa provincial
que a cmara uiformasse com urgencia cm qne
oslado se acham as obras do maladouro publi-
co, juntando inforniaco copia do oroaueiilo
das ditas obras, da conta de quanlo se lera des-
pendido cora e las al o presente. Mandou-se
satisfazer. declarando-se que as despezas feitas
constam dos relatnos aprosenlados pela cmara
todos os anuos, c dos documentos
panliam os batneos,
Oulro do mesm, dizendo haverem (
iros da junta de qualilicacao da fregueza do
ttecife parlicioado presidencia, que o juiz do
paz do 1. destrlo Padre Jos Leile Pilla Orli-
gueira se achava irapossibilitado por molestia de
presidir a mesma junta, e que o presidente Ibes
declarara que devia'm recerrer ao juz de paz
do 2. deslriclo na ordem da votacao, para pre-
sidir a mesma qualilicac.ao. lntrado.
Outro do mesmo, communicando ler de to-
mar posse da adminislraco desta provincia o
Exm, Sr. I)r; Ambrozo Le'ilo da Cunha no da
23 do correnle, e convidando a cmara a assis-
tr a esse acto. Ioteirado.
Ou*ro do Exm. Sr. Dr. Ambrozo I.eilao da
Cunha, communicando ter entrado no da 23 do
correnle no exercicio do cargo de presidente des-
ta Provincia. Mandou-se aecuzar a recepcao,
c declarar a S. Ese. que a cmara congratulan-
do-se com a escolh'i que de sua pessoa fuera S
M. Imperial para administrar esta provincia,a-
2a votos para que a sua adminislraco osse a
mais prospera possivei em prol do progresso da
incsina provincia.
Oulro do subdelegado do 1. daslricto da fre-
gueza da Ba-Yista, communicando haver mul-
tado a Azevedo & Oliveira, com taverna na
ra dos Pires, por ter vendido agurdenle a preta
Boza, escrava de D. Mana Magdalena. Man-
dou-se aecuzar a recepcao, e oHiciarao procura-
dor para mandar arrecadar a referida mulla.
Oulros (2) do juiz de paz do prraeiro districlo
do Recite, padre Jos Leile Pilla Orligueira, no
pnmeiro declarando quo, nao pudendo continuar
lia presidencia da junta de qualilicaco daquella
freguezia, por se adiar doente, o cormunicova o
cmara pira designar oulro juiz que o subsltuis-
Se ; no segundo, conimunicando que nao julgau-
do quo sua molestia so desvanecesse lo rpida-
mente, liuha pedido designasse a cmara oulro
juiz que o subslitusse, mas achando-se cm esta-
do de melhoras, e podendo continuar no exerci-
cio de juiz de paz, linha reassumido a presidencia
da junta.lnleirada.
Oulro do padre Primo Feliciano Tavares, dizen-
do ler recebido o oicio que lhe dirigir o pres-
deme desla cmara, convidanio-o a prestar jura-
mento, na qualidade de supplenlo do juiz de paz
do prmeiro districlo da freguezia do Recfe, e
entrar era exercicio, e declarando que, em consc-
queneia de seus repetidos incommodos, nao lhe
era possivei entrar em exercicio, pelo que deixa-
va do comparecer para preslar juramento.In-
teirada.
Oulro do secretario desta cmara, communi-
cando, que por incommodo em pessoa de sua fa-
milia, nao podia comparecer a reparlico.In-
tcirado.
Outro da junta qualficadora da freguezia do
ccife, participando haver ultimado os seus tra-
lialhos hoje 25 do correnle.lnleirada.
Oulro do subdelegado supplente era exercicio
da "freguezia de Munbeca communicando lerem
oshabilanles das Curcuranas pedido o aono pas-
sado ao Dr. chele de polica,providenciasse para
quo fossem observadas as posturas, que prohi-
ben) aereadlo de gado nos lugares destinados a
planUcoes, e nao conlinuasse assm o abuso de
so soltar gado sem pastoradores por aquelles ter-
renos, que se acham retalhados em sitios, cujos
donos vivem de plantoces ; ao qe altendendo
o mesmo chefo, ordenar aquella subdelegada -
stesseobservar as mesmas posturas, em conforrai-
dade do que determinara elle subdelegado que
os creadores daquelle lugar deveriam cercar os
terrenos, e ter pastoradores para evitar que seus
gados destruissem as plantados alheias; iendo
Bidoj aprehendidos animaes de diversos mora-
dores dall, ronduzdosperaule a subdeleacia
que, depois de lavrado termo, mandou entregar
os anmaos, participando ao fiscal respectivo para
proceder contra os infractores.Posto era discus-
so, foi lido igualmente um abaxo assignado de
cerca de cem moradores da Piedade, Venda Gran-
de, Candeias, Curcuranas e Guararapes, ca que
requeriam consderasse a cmara os alagados, a
principiar da Piedade al a Barra das Jangadas,
nao compreheodidos as disposicoos do art. 16 do
til. 9 das posturas de 30 de junho de 1849, alie
gando que desde poca immemoral se pres-
tam elles a creacio de gados. E reconhecendo a
amara a veracidade do allegado deferio aos pe-
ticionarios considerando aquelles alagados pro-
pnos para semelhanle m era altengo a utilida-
de publica que d'ahi resulta o mandou offlciar ao
r chefe de polica, podindo que dsse suas or-
dens neste sentido as autoridades daquelle lugar,
igualmente ao subdelegado em resposta aoseu
Odo. r
Outro do engenheiro cordeador, informando
cerca do que lhe exigir a cmara em officio de
18 do corrento sobre as obras feitas no maladou-
ro publico lnleirada.
Outro do mesmo, remeUondo a planta, conlen-
do a reforma pedida pelo bachurel Abilio Joie
Tavares da Silva, quanlo a conservado do al-
nhamenlo actual de sua casa n 76 na ra da So-
ledade do barro da Boa-Vists.Mandou-se offl-
ciar ao Exra. presidente da proTincia, submetien-
do a planta alterada sua approvaco.
Oulro do adminislrador do cennterio publico,
pedindo requisilssse a cmara a dispensa do ser-
vico do 2. balalho de infantaria da guarda na-
contl desle municipio para opedreiro Francisco
do Carmo Hibeiro, engajado diariamente no Ira-
balho de abrir c fechar catacumbas daquelle es-
tabelecraento, por ser dfcil achar-se oulro que
se presto ao que elle se tem prestado, luda o
qualquer hora que se faz preciso.Mandou-se
eTiciar ao Exra. presidente da provincia, pedindo
a dispensa em quanlo esliver o referido Carmo
Ribeiro emprogado as obras docemilerio.
Outro do procurador, remetiendo os balancc-
les da recoita e despoza da cmara, relativo no
prmeiro semestre do correnle exercicio, decla-
rando que a demora havida na aprcsenlaco dos
referidos balanccles, fdra devida agglomeracao
de tratialhus recahidos sobre a contadoria.A'
commissao de polica (Rarala e Mello.)
Outro do Rscal do Recite, informando favora-
vclmenle a pelico de Thomaz Fernandos da Cu-
nha, que requereu para fazer una trapeira em
toda a largura da casa n. 44 da ra da Cadeia.
Defeno-se.
Outro do fiscal de S. Jos, communicando que
o resto da coberla do cano de Osgoto do sangua
do maladouro publico, em consequenca da area
que as mares teem depositado junio do mesmo
cano, acha-su superior s paredes, calando den-
tro do mesmo cano grande quantidade de arcia
que empala a cnlrada das aguas, pelo que se fa-
zia necessana a limpeza.Posto em discusso
resoheu-so que fosse dilo otllcio remellido ao
>r. vercador encarregado da obra do maladouro
para providenciar.
Outro do fiscal da Boa-Vista, informando a
peticao de Joaquim Antonio de Souza, que re-
quereu lhe dispensarte a cmara de pagar o im-
posto atrazado que se acha devendo a loja n. 1
da ra do Aragoo, que o oceupada por urna
leuda de marcineiro, e depois por urna fabrica de
violeiros, e-onde pretende agora o referido Joa-
quim Antonio de Souza oslabelecer urna taberna
declarando o fiscal sor exacto o allegado pelo pe-
ticionarlo. Deferio -sa.
mamo t* nmrnm. -> *xn vm*',* mata ^ im
i '*'"'
'eriiarubucano a
lempo ,-eriiaruuucano a ()UCU1 lliliiu lia sl,ff(1 ((,
Hibiapaba.ou no valiere Jago.ribp.no aulorisa
narnl
. a ;haraa-Ii hojo Olho da provincia do Per-
buc 3, porque esta nao comprehende presen-
icmenu so nao urna diminus parte da amiga ca-
Mas quem he que cKafnava naqe lempo Per-
naraoucano a quera nascia na erra de Hibinpaba,
ou no i ale de Jagnaribe ? Os historiadores 7 O
8,mTern,"o?- . 'M1*0 ? Tud0 *9, u"> 'l'^ao,
um ari.Uno indigno do caracler honrado since-
ro dos :icus contendores ; um porto incrivel e
\ergon loso do seu roconhecido saber ; e se os-
sira na.i, se cu sou o illudido, e usurpador
provai-oos o que dizeis, e incontinente nos ve-
ris ret atados, e curvos vossa razo
So porque a capitana do Cearera parle inte-
grante Ma capitana de Pernamb4co, ao horaem
nascido no Cear devo os escriptores na.i.ielle
lempo i haraar Pernaral.urano. por igual senao
r -.- 6? raztio
Camarao, de quem irat Berredo. mereceu desle
Jh.ra'erilrmL ttW V^^TSUtl
foar FJ?n -6 lKV>- "! habitava no
Sue 'camarVe, T^"1 ^ eencia duvidar
?.- Mal a q"fm 8C ,r!rt* i"' "a cea-
n AlT^0/6 8C ,*d-' m" <*e-so duvidar
?,.T' ;C q* '" "". irmo de
Jacauna. Jacauna babiiara no Coar: logo csse
Camarao nosceu no Cenr. Em boa con^oncia
he isto exacto, everdadeiro? S.lv hTE
novo, o que mullas vezes a debidade
dos mons annos lera suspeilado. A
transmigrago dos Indgenas
foi grande desde a iniroduccoo, e goerradosco'-
lonos portugnezes; is.o he'correDle om todos os
racoP o ser J "bstrahi"do "o esla consfde
racao o ser Jacauna residente no Cear nao
prova de ter ah nnscdo ; bem o
nao decidido. E larabem
, e cancho
disperso, e
norte do Brasi
podia ser, m3
ser um de dous
Por urai maior razao, diviao chamar Pernanibu-I irmos natural de urna" r
cano a, nasc.do na Parahiba. que tamben, era i que o outro irmo o*f iamm ,* '^ *V
parte inlegranle. e muito mais prxima, senlto dade ao facto nao lira u1oicUUr-,ft VomM\-
confinante da capUa.ua quadrupU de Peru.robu- se o fado se conlroverto if, i ??. "'or",e",e
co M:s era o contrario : os historiadores, e os vera a um dos conlendo're, en 222! Cn"
d.plom.-s do goverjw dedaravo justamente os outro. Quanlspe.0aana!. L S?nC" "
nascido.era Pern&eo natural de Pernam- \ sdera longo, an^ p'r ernoln lm p' "*"
buco, e ps nasddosWParahiba mturaet da "- > "-* -'-- -- ex.e,nP'o. ero Pernam-
Oulro do fiscal do Poco, informando a pelco
de Luiz Jos Rodrigues de Souza, que requereu
para elevar o muro de seu sitio, no Monleiro
pondo-o igual ao da fronte da respectiva casa'
dizendo o fiscal que Ihes pareca poder ser con-
cedidj a liconga requerida pelo peticionario.
Mandou-se devolver a pelico ao mesms fiscal
para precisar mas a sua nformaco.
Outro do fiscal dos Affogidos, remettendo urna
relacao das rezes moras para o consumo da sua
freguezia desde 17 de marco ultimo al 21 do
currenu> (18 rozes).Ao archivo.
Foram nuineadas novas curamisscs, que Aca-
rara assm composlas :
laude.
Rogo e Oliveira.
Polica.
Barata e Mello.
Edificaces.
Pinto eGameiro
Pclicoes.
Barros Rogo e Franca.*
Cemilerio publico.
Reg.
Maladouro publico.
Franca.
Despacharam-sc as pelcoes de Andr de 4breu
lorio, BeriiardmoJos Monleiro. Candido Perei-
ra Monleiro, Carolina Mara da Concecao, Caval-
canl. & Vianna. Domingos Jos de Santa Anua,
tphigenia Mana do Carmo Lobo, Gcncalo Alves
Tavares, Joao da Cunha Neves. Joaquim Antonio
do Souzi, Jos Rodrigues do Nascimcnto, Joa-
quim Piulo de Barros, padre Jos Leile Pilla
Orligueira, Joao Baplisla da Silva. Jos Jacinlho
liiboiro, Jos Smgoloste, Joao Hermenegildo dos
Candelas e oulros, Manoel Das da Silva Sanio
Miguel Arcl.anjo de Figueiredo. Mara orotha'
I). Mana Vcnancia, Mara da Concecao Ta
rahiba.' Vejamos dislo alguma cusa'do^nuito
que alia3 cu poderia expender.
No estrilo Lusitano eslbo mencionados Ma-
noel B irbosa, e dous soldados, todos filhos de
Pernam buco ; e Antonio Rodrigues Vidal, c An-
dr Vid il de Negreiros, nalaraei da Parahiba.
Na Gue-ra Brasilica eslo Paulo Gomes de Al-
buquerc ue, Estevo de Tavora, Antonio Bezerra
Monleir), Chrislovo Faes d'Allero, nctitraes de
Pernam buco; e Cosme de AlmeiJa, natural da
ParahUa. No lomo 2 das Diographia* deal-
guns pelas e homens illuslres da provincia de
Pernambuco eslo diversos diplomas regios de
mercs io mestre de campo Luiz Barbalho Bezer-
ra, nos IUaos ost elle declarado nourai de Per-
preto, |iie o mesmo
Pernambuco ; pa
Jeuca a Domingos
prclo, declarado larabem natural de Vtrnambu-
co ; pig. 193, el94 achain-sej dous diplomas
regios .le mercs a Antonio Pesoa Arcovcrde
Indio di naco Tabayara, e est bxpressocm am-
hos ser elle natura/ de Pernaibuco; e pa.
192 lereis a patento regia de dapilao a Malhias
Fernances, larabem Indio, e qbe servir desde
I6J2, a qual declara ser elle natural da Para-
hiba.
O Cea: era outao um pequeo presidio, o sera
nomead
nambuci-, pag. 238 esl o alvbr regio do al-
tores refirmado Anlonio Jorge da Cosa, hornera
no airar dudara natural de Coutnho, cavaieiros'da s7ii"Ui1. J"Ii,lva
ig. 219 est Calvar regio del dautes Ihes ero paas no r?.? n Q qUe
Rodrigues Crnero, hornem ^r*mV&J?^^jC2!"
buco sendo alias naturaes de oulras Provincias?
(Juamos innaos, mesmo un.lateraes nao tem ha-
vido. e ha on, Permmbuco. e as ou outras Pro-
vincias, cada um nascido era diversa, o at um
no Brasil, e outro na Europa? Desprendo no
ren. ludo islo, e mesmo concedendo que o Ca-
C^- rqU0,n, f;",,, B,:rred0- fosso natural do
Cear. esta naturalidade nao provaria. que D
Antonio Fil.ppe Camarao nasceu no Cear.
7." razo
O Rev. Senhor Thomaz Pompeo de Souza Bra-
k aM2S2*?1?*! qU o* publicando 80-
'lti1 rt"'lQ Ccar- decl,ra ler adiado
.. urali.ro de.registro das ordens Regias ornado
Vice-Re da Baha en. 1726, expedida Provcdo-
ria do Ccara, mandando abonar aos tres Indios da
sorra de H.b.apaba D. Jos de Vasconcelos D
i ilippe do Souza Castro, e D. Sebaslio Sari
iiMiipo'no. ou nei.lium vakr romo documento
luslortco, quando nao soja nolla no lodo. 131
O texlo do Lucidonoqne S. S. da cm apoio
da sua opiniio, sendo bem analysado, reverle
contra ara parecer ; por quanlo acabando um
elogio pomposo de D. Anlonio, diz : < Tan-
to que soube que os Hollandczes linham gn-
nhado s villa de Olinda, e c arrecife por for-
w de armas, e que o Gorernador Malhias de AI-
huquerquo imha planlado orraial, c eslava com
S1:0"''0- defendeAdo que o inin.lgo en
das. e irazondo eorasiao lodos os Indios uno
mhLCT S"JP'i0S eom ,odM os u ulAeU
Malhias do Albuqucque para servir a S. Magesla-
de na guo.rr3.
. Duarte de Albuquerquc as suas Memorias
decbrou positivamenio que foi no dia 16 de fe e-
;i:n^; Pel.i8.Mte hora, da manhaa .o
th.as de Albuquerque. as margens do Rio Doce
Ora como conciliar oslas duas chaces Os
Hollandezes tomaram Olinda no da 16 de feve-
S t }mas6 -h0"s da larde. Camarao au-
n i?de5le eomccime"" antes deseen com
Indios dos serloes, e se reuni a Malhias
hnquerque s 7 horas da manhaa do
b de fevereiro. Que serles
friLSlL!^,,e*?l* l,em sil"P,cs combina prr-
his.Tinfrf.C.Um '.' qU nn ,era """io o.
t;aba.h.r na suas fazondas.e'em p'ro d.o "
pno, e os vezes at para rende-lo con o^escrl
ftm.w1g-los como serventes, de mZi'l^
seus
de Al-
raesmo da
i. quVe.e-foSav,^do d'o'.cor
paro fazor cossar estos abuses que 0
tomo Vioira tanto lulou contra ot governadore,
Esta minha oxposico anda confirmada
peto mesmo padre Vieiio em sua obraVo-e*
5atirfo5-quando diz que antes da oceupoca
do Ceara pelos Hollandezes, os InJKis que dalli
partirara parasoccorrer Pernambuco-, conserva-
rara asna fe pura, e isonta do heresia, e obraram
murtas finezas do fidelidade : mas qoe depoi*
d8 ~w?' S que 8PPr,,cni foram seduzi-
n i ,ii i fr8fe?- 1,1C allcravam sua l. e su*
fidelidade aos res legtimos.
Claro est consoquei.temente quo na defi-
ciencia de gente de guerra era que so achU na-
tillas do Albnquerqoe. quando v^io di/por l -
K.d P.T ,e''r'"r0S i"vosor. chamou ta
gf,i,"l'S *.**I?es parles que eran, abran-
os Indios das dllK-rentes parles que
graas por sua jursdco : c como os do Cear erar
ec.menlo antes delle ler lugar? Aqu ha evlden- T m. "mernsos. e ao mesmo tempu ", maS
teraonte e nio p,,,^ d(J^a I doce.,, desceran, dalli larabem em maior n
do Albuquerque. que preciso na sua dala
combina com os oulros historiadores
icer Camarao do serian' "'
mu.lo tardo. De cerlo o erro nao consiste ora fa- n d-?p0
r\ A.. j -------- .vt -ni iiioiui II un
ro do que de qualquer ouira parle dacap.iani
-------........".cs logo eile r n,,am'lra 'l"1' Marlim Soares Moreno rindo
d0J-.uc!de?''l"efidescer Camarao do serian ^0:,[& em soccorrode Fe.nan.buco.
que er esles Indios deicenden-
ts de Camarao..--Mas de qual Camayo, senhr
da minha aima? Fie umpn O equisJ&.0
prearaesma lgica invencivel ^Vpon o ( ou
creio ) que ha no Cear desccnjonies de*. An-
tonio Fil.ppe Camarao : logo esto
Ceara.
nasceu no
8.a razio.
O mesmo erudito Padre patcnlea tambera a
COnviCClo que as seus trabalhos sobre o Provincia
do Ceara. a que se lera dedicado com grande ar-
Or, j, vistos que o raeudof contrario Ato^%2%J^J\*SMt "a-
nnurna prova exhibi do que niquelle lempo cha- conviccio de
mava-se Pcriiarabucano ao nacido na serra de' nornbu'co.
Ibiapaba, ou no valle de Ja^luaribe : ajunta a
. a minha
que o nosso Huroe nasceu om Per-
Nao vos serve? K porque ,a devora
ir a vessa ? As conviccoos
sim os
nifeslem qual
cisivau
nume-
lania ;
do-
mis de an-
la-,. pnmeira rafiiiifSo de Indios da-
f" 2^ hJeroe d0 S"1- mas em fa- T'* PT0' t,azindo com^ '" wld2-
ze-lo descor depois do aviso da lomada de Olin- a le"'es, que oram empregados no servia,
P^'-ivasores. e tambera era faze-lo chegar f,"3 ??""? 8Pe"a P<"'c ronduzir iguaUn,^.'
ao lio Doce com suas mulheres e filhos. *ar, m diminulo numero de eaboclos, em rarao d*
''Ifiuq"e ""wriam os Indios suas mulhe- n,f a"'e,r,r dos, 1 haviam descido para
s pa-a o campo da batalha ? Malhias I" ,1; ante* da legada d
por ventura, consentira osle
.te' n'0Aq!^.f.?''^"0/!u'd;,."e'<'>.
d.Albr.. Po7 ventun. co^eiiro^ de"i?)-
adju.ilo do boceas notis, esle embaraco sempre' / es,as 3S,"'oes que me levaram! suppo-
lata n um acampamento, e ainda mais "era fre.le n \V C".1- l"dl> <> f "'"* ment, a dedarar qo
do ...im.go ? Ks. bem claro que oslas mulheres h, h r"0 Felll'P'> Cal,Mrao Bascera Sm-C
vir reunir-sc ao oxercto :! "*",_".r.,.??.l.!,.'',,'.ueL,e lc,lP. faz3 P'^ in-
e filh
os nao podiam
ro do Cear, que
legrante da capilanade
Malhias de Albuquerque, e combaler
ZtSSg- Salu aS ",os ser es,c -sea-
O que importa porm aqu
marao com os seus Indios do
esia pro a negativa a positiva| de declararen, os dir sim os !85S3^Sjl!"'**"
hstona. ores, e o governo, niquelle lempo, aos nifeslem qual das convccet'he vT^V i q'' V'
l.lhos dt Pernambuco nalurael de PernLmbuco. ci.ira. Nao percae^ D0U o lmno i..1". '. t*
e aos fil ios da Parahiba naturaes da Parahiba;1 por-nos a conviecto de il I'. "' "f ""'
mesmo os Indios.: o ento sah.reis da llluso de | Sr. Souza Brasil 'V IU"g,Jem a o Berm.
l'iej naquelle lempo chamava-se Peinambucano
ao nasci lo na serra de Ibiapaba, ou no valle de
Jaguaribs; ou, por ouira, que nascido na pro-
vincia d. Pernambuco quer larabem dizer, ou diz
somonte nascido na prorincia do Cear.
A finura dos meus contrarios levantacapita-
na geral de Pernambuco, e capitana especial de
1 ernaml uco, composla aquella desta. da da Pa-
raluoa. i a do Rio Grande, e da do Cear. E di-
zemenloo: Natural de Pernambuco he natural do
Cear, i u natural do Rio Grande, ou natural a i
Parahiba ; mas natural do Pernambuco especial,
nao ; natural donde o dizem as proprias palavras
liatnI de Pernambuco, nao ; natural don-
de o nao dizem as palavns, sira. Speclalum ad-
missi nswm tenealisamici ?
O amor do Valeroso Lucidcno, que diz que D
Antonio Filippe Camarao havia nascirf na pro-
vincia di Pernambuco, tambera menciona ltie-
ralmente Joao Pues de Mello, natural de Per-
nambuco \ o padre SHmo de Figueiredo, natura/
fasil pode ser exacla, e verdader
e falsa ; venho pois os seus (a-
pearas ; far-lhe-hemos a autopsia
quo, e como se compem, ess
' qualficada, o conse-
No en-
ou errnea,-
daineiiios, o
e condecida; do
convieco ser.jusla'raenlo
guinlemenie adoptada, ou coiidem.iada.
irenientes, nada vezes nada, he nada
uK? 'r U'"ra fVefo do meu honrado
contrario nao se funda em oulras provas. ou do-
cumentos, as recopiladas cima.'que elle nos
den, embora tormera a sua -
a desoda de
peren,p(oria.nentoeslabeledd7pc7oldu0tor.,leSl'da
nr f "mc,rameB,o o que serlo? Designam-se
por este nomo uns terrenos allos, seceos, distan-
.ffr^'f!: C,'lue enU,, improprios para a
ndecuitara, s serve para criar gado serlo c
quo
. que
era a menor solidez, sup-
poem fantsticamente o que nao oxislio, nopr-
va, nao conclue em summa d* modo nenhuio
que o Camarao, de quem falla Berredo, seia
proprio I). Antonio F.lippc Cimaro.nem queeste
nascesse na provincia do Cear.
(rontinuarei.J
^iioiuo Joaquim de Mello.
erara desconhecidos; foram ora grando parle
deseo.crios pelos Bal.ianos, e sobreludo pelos
inteiidenlo da Casa do.Turro, que os pavaaram
o nelleeslabeleceram numerosas fazenJa du-
rante a ultima metade do XVII seculo : s eram
conhecidos naquella dala os sotlcs do Rio Gran-
*i2. ??*' T fte?nk,*'0 "'ais proxi.....
uo lilioral: logo Camarao o seus Indios desce-
ra m dos serios do /to Grande, ou daqnelles do Prestes a ser forido
ceai-a, assm como vioram muito antes da toma- 8uir " irovoada.
da de Olmda. Z(.r-se ourir ao Ion
Urna rogativa aos senhores directores
da Caita Filial do Banco do Brasil
ncsla provincia.
para lastimar a crse commercal, que ab-
renla a praea desta bella provincia '. .
Na offectiva Sluacio financoira. om que nos
adiamos, nao ha una s pessoa. quo nao trema
senao por si. ao menos pelo prente, adherenle'
amigo, ou condecido mesmo, que^c lhe anlolha
pelos raios. qvc ho de se-
que, tendo comecado a fa-
-', j estala ah sobre nossa
Bu Francisco Canuto da Boa-Vjgem, official-
maior, a escrevi no impedimento do secrolaro
Regoe Albuquerque, presidente.Rogo.Ba-
rata d'Almeida.-Barros Reg.Qliveira.Ga-
raeiro.
Balancctc da receita e despeza da c-
mara municipal do Recite no mez
de dezemhro de \ 859.
50g500
I 425#250
| 98^320
3:875$250
52s000
RECEITA.
Saldo em 31 de novembro de 185'J. 12:3143763
Lxercicio de 18">9 o 1860.
Imposto de mscate, ni. .
dem de 80 rs. por carga de fsrinha,
n. I..............................
dem de cordoacoes e licenoa.tn. 57
a 72.................;............
dem de 500 rs. por cabeca de gado
vaceum, n. 1......................
dem de capim de planta, n. 1___.
dem de fogo de artificio, n. 17 a 25
Imposto de eslabeleciinentos do
Recite, n. 4.......
dem de dlos da Boa-Vista, n. 9
dem de carros de passeio, n. 2il
Idcra de carrosas, n. 107 a 110 .
dem de outros vehculos do con-
dueco, n. 83 e8.....
Mullas pelo fiscal do Rocifc, n. 5
a 18..........
Mera pelo dito de S. Jos, n. 1. '.
dem pelo fiscal da Boa Vista, n 1
Mullas pelo fiscal da freguezia da
Varsea, n. 1 a i.................
Idcra pela dolegacia do Io districlo
n. 23 a 36........................
dem pela subdelegada de S. Jos,
n. 4..............................
Foros, n. 1......
Predio da ra da Florentina, n.l '.
Ribeira de S. Jos, n. 2 e 3 . .
dem da Boa-Vista, n 3 a 5 .
Talhos dos acougues, n. 1 a 12.- .
Predio da ra'Imperial, n.l .
Cemilerio publico......LOaTO
Exercicio de 1858 a 1859.
Imposto deestabeleciraenlos do Re-
cite, n. 329 ........
Multas polo fiscal do Recife. n. 142
a 150..........
dem pelo regulamcnto de 26 de
agosto de 1851, u. 275 .
donde se o naturaes csses outros qualro Pernain-
bucanos jue o mesmo hstpriador declaara tam-
bera nal.iraes de Pernambuco ? Para serem co-
herenles os mcus sinceros adversarios, dever-me-
hao respcmdcr : Nao sabemos.Pois nao he um
absurdo, e mais que absurdo, lomar as palavras
dos histo adores dn sentido tal, que venho ellas
a.no diz-r o que dizem ? Ora supponhamos, quo
seculos to decorrido, o que o Brasil dividido,
lera o Cear passario a sor parte integrante de
um oulrt estado nosBrasil. Se os cidados des-
si novo estado lerem em nossos escrplos ho-
diernos, porcxemplo. o nome do Illm. Sr. de-
sembargi dor Jernimo Murliniano Figuoira de
Mello, ora a decaraco de haver nascido na
provinci; do Cear, esle senhur ser conteni,
que cssa declaraco signifique apenas nascido no"
Brasil, parque o Cear ora anteriormente parte
inlegranle do total Brasil? Ser contente, quo o
Cear set a assm privado do brilho, e glorio de o
ter por seu filho ? Picar contente do se nao sa-
, bcr qual a provincia em que nasceu? Equo por
l?600 ihe deixf.rein lanas patrias, quantas as antigs
I provincias, fique sera nenhuma? Eis porque, so
23000 "s meus contendores dissercm, que nao sabem
40U' de 1" rrovincia sao naturaes Joao Paes de Mel-
16000 '- PaCfe Suno do Figueiredo, Manoel Soares
24S000 Bjrbosa, eGoncalo de Mallos Hornem, que o re-
verendo oulor do Valeroso Lucideno diz serem
larabem neluracs de Pernambuco, ou Ihes res-
ponderei : Pois eu sc, meus amigos ; sao nalu-
raes de Pernambuco ; nao dos vossos Pernam-
buco Parahiba, Pernambuco Rio-Grande
I ernaml uco Cear, mas sim de Pernambuco
Pernaii buco
42J000
114jp00
aoijooo
30300U
38>i0l)
113SOO0
30S000
5940
125g5.JO
32360
702g750
4:139^410
i5gaoo
43000
70J>000
83000
nEspiz.v.
Aluguel do paco, n. 1.....
Negocios judiciaes, n. 2.....
Limpeza das ras, n. 52 a 72 .
DesappropriaQes, n. 2 .
Conservaco do calsamento e estra-
das inunicipaes, n. 30 a 39 .
Maladouro publico, n. 21 a 27 .
Evenluaes, n. 22 a 26.....
Extraordinaria autorisada pelo go-
verno, n. 17 a 28 .....
Luzes para a casa de detcnco, n 2
Cennterio publico......I:3lff860
Saldo em 30 de dezembro de 1859
A lierncneulca nos proscreve, que no enten-
deros es:nptores, se lomem as suas palavras no
sentido ( bvio, e natural, mrmenle se do sentido
figurado resultara absurdos. Se desconhecermos
esta sabn rogra, a nossa actual palestra correr
Sobre un enigma, urna embrulhada lo extrava-
gante, e dosprezivel, que me parece difficil cs-
n0rj? Ua anal-vsosem muito riso.
Porm se me di/.: A minha intima convicrao
de\que D. Antonio Filippe Camarao nasceu'na
proH-inc; do Cear lirma-se era muilas razoes
llellar lente! Vejamos essas raoes: so ellas
forera virdadeiras e concludentes, veris quo
presto c nto a palinodia, o vos dou as mos.
_ 1 1." razo.
Existe no lermo da villa Vicosa urna familia
numerus de Caraaroes, cujos raembros cvideii-
lemerle cabocolos concordara e-n se darem por
prenles do grande cabo de guerra de seu nonio
WOWiT i qUu,aft's p.roez.a", obruu con,ra os F'araengos.'
JJ7JJ745 Mas, c ando anda por evidenciado o tal paren-
tesco, eite nao jamis prova do que o Ilus-
tro prente grande cabo de guerra nasceu no
Cear.
2:a raio.
Membtos ha daquella famiiia, que. tendo doi-
xado a I ibiapaba em demanda de oulros lugares
distantes do serlo, conservam lodavia a mesma
iradiccao, e ha mui poneos annos que raorava
desde longo lempo um destes Camares na fre-
guezia d Ico, o qual aflirmava ser descendente
do nosso hroe, e diverta seus ouvintes com
historias maravilhosas do seu prenle, no lem-
po dos F amongos.Mas que d'ahi ? A Iradiccao
do paren esco levada a oulros lugares, um lal
affirmara o ser descendente, e divertindo os ou-
vintes com historias maravilhosas do seu paren-
te guerrriro, nao prova de que o ascendente
guerreirt nascesse no Cear.
400JOOO
sosooo
93920()
2:000000
1:451106
408J310
227JJ819
4:173*520
53j>760
ll:005j611
12:3l4g765
23:937fl745
Cmara municipal do Recife 5 de Janeiro de
18o. O procurador, Jorge Vctor Ferreira
Lopes.
Communicados
No Communicado antecedente vimos o erro do
Ulm, Sr. Dr. Thbergo om oUlrmar que as capi-
tanas da Parahiba, Rio Grande o Cear ero
parles integrantes da capitana de Pernambuco,
e particularmente quanlo do Cear, que este
antes da 1624 era todo parle integrante da mesma
capitana de Pernambuco.
Supponhamos porm quo com elTeilo as tres
capitanas predilas, e mais a capitana do Per-
nambuco, ero partes integrantes daquadrupla
capitana de Pernambuco.
- *am,os nesla hypolhcse qual a argumenta-
cao de S. S., ese tem a consequoncia lgica e
verdica do ser o illustrc D. Antonio Filippe Ca-
marao nascido na provincia do Cear.
Sao estas as suas palavras :
Os autores, portanto. que escreveram duran-
te o decurso do docimo-setimo seculo, devi
considerar como Pernambucano, ou alies filho da
capitana de Pernambuco, toda a pessoa nascida
no territorio, que mais ta;de formou a provincia
do Cear. Mas o facto de cnamar-se naquelle
O iir'u honrado Contrario no presupposto er-
rneoi de que provou que o Camarao, de quera
talla Bt-rredo, nascera no Cear, passa a querer
demonsrrar, que esse Camarao he o mesmo D.
Antonio filippe Camarao. Mas anda nesta ontra
porlia teiiho o desgosto de dizer que o meu eru-
dito Contrario foi igualmente infeliz; em seu
discurso ilo ha mais do que confusoes, inven-
o-oos, e >i/;oiiseqiiencias; e ellas sao taes que iul-
nn!,P,0JE nlfslan1,e- Prm mais convenienlo
transcrevkrfielmenle todo o seu lexlo. palavra
por -paUTvra. h peco cntao aos leilores, que len-
?u2\\xV Se ih !' de,u-"0s alguma prova
pi \l' c"J'\roalldnilP J">80u ter piovado Sao
s a^ suas forraaes palavras.
esta-me agora ver se possivei estabelc-
cer af idenlidado desle Camarao, irrao de Jacau-
na, *oin o celebre D Antonio Filippe Camarao
i" S^rra da independencia de Pernam-
{Diz o Sr. commendador que. ndependenle
de U. Aulonio, houveram naquella era oulros
Umjaroes illuslres, e cita D. Diogo Pinhero Ca
marao, D Sebaslio Pinhoiro Camarao, sendo
esl filho e osoulros primo e sobrinho; mas qual
qurirum destes que se mo quoira conceder par.
nriiao de Jacauna, servir-me-ha para deduzir a
nairiodalidade coarense de toda a familio, pelo
qu,e j lenho eslbelecido a respeito do mesmo
Ja/caona^O'ianlo porm ao caplo Camarao nao
sc quera ello passa ser, senao Antonio Filippe
antes de ser baptisado cora csses nomos, e de
reteber de el-re a mere de dora ; visto como
os Judos coslumavam lrar da sua tribu um no-
me ou appellido ; o qual para nussolieroc foi o
de Camarao : c quando elles passavam a viver
entre os Porluguezes, osles Ihes davam larabem
noraes seus ; Anlonio e Filippe feram. dados por
elles a Camarao, a quera Berredo chama simples-
mente-- o lluslro Camarao ; porque apparecondo
pela primcira vez a 28 do agaslo de 1615, para
se unir <5 tropas poiluguoz.is, ainda nao linha
rocebido nomos desla naco, o erasomenle co-
nhecido poraquelle da siia.
Berredo que escreveu larabem, poslo que suc-
cintainenlc_ a guerra da independencia Pernam-
bucana, nao deixou de consultar as memoria*
contemporneas, e de nellas deparar com a al-
luviao de Camarocs que naquella guerra figura-
rara ; nao se pode ndmitlir, por lano, que um
historiador de tanto criterio lenha sido leviano a
respeito dos Caraaroes, djraodo que nos fallasse
com rainnciosidade do um dolles, a quera quali-
fica de celebre, e nao nos oriontasse devidamen-
le, afim de nao confundir-rno-lo con. o celebre
D. Antonio, do qual falla asss (1) : c islo lan
lo mais nolavel, e vem em apoio do que avanco
qnanto Berredo de ordinario desee as suas nar-
rares a paiiicularidades as vezes enfadonhas
para o leilor.
Nesla guarra da independencia figurou lam-
bem um irmao de I). Antonio por nome Jagua-
ry, que os Porluguezes chamavara Sinio Soa-
res. Esle appellido quando nao seja urna cor-
rupeo de Jaguaribe, tem pelo menos a mesma
raz, e alguma analoga, ou apparenga cora Jaca-
una ; lerabra por conseguiute o Icrritorio Cea-
rense, e anda urna presumprao a favor da mi-
nha opino. (2)
O Sr. coraraendador Mello, ainda pouco sa
lisfelo com a alluso de Ilustres Camares que
cila, e como para prevenir alguma prova queso
possa exhibir a fazer do Coar, oslabolecc, como
reserva, a possibiiidade da existencia de oulros
Indios do mesmo no.-.ie, que oflerece aos Cea-
renses era compensacao de D. Antonio, 9e lhe
quer usurpar ; mas una assergo lo gratuita tem
. O depois de ter visitado bo* onde iremos parar, e dentro em pouco*
ai aiaeas dos Indios, situadas na proiimidade llrma J niasarreditado negociante do mais
dio, einbarcou para o Marauho a 15 de a.balisado capitalista do mais solid propheia-
; no mesmo, valora tanto quanlo a do menos bem
amparado mcu.bro do nioio social, a que perten-
| 3.a rosao.
O falle-ido commendador Manoel Jos de Al-
buque-qi o exerceu muito lempo no Cear os
pnmeiro:; empregos, o afHrmou ao Illm. Sr. Dr
Thbrg ter adquirdo-a certeza de serem os Ca-
mares da serra descendentes do nosso hroe.
Concedo-lhe ludo isso ; mas ludo isso nfto pro-
va que o hroe ascendente nascesse l no Cear,
4.* razao.
E' cert.imento bem nolavel esla Iradiccao, c
de grand i importancia no caso vertente ; Iradic-
cao esta ue nao somenle exisle entre os Cama-
res da H bapaba, mas tambem entre muilas pes-
seas da povinca as mais das vezes sem conhe-
ciraentos enhuns da historia patria. Mas ira-
diccao di quo ? De descendentes Nao ella
prova de que o ascendente nasceu l por cssa
Hibiapabc, ou Jaguaribe do Cear.
5.a razoo.
O govetnador Bernardo Pereira de Berredo, in-
cangavel, loulo. e fidedigno historiador, faz men-
so d Camarao com sua gente reunido ao
conquista! or do Maranho Jeronymo de Albu-
querque, qual Camarao era irmao do Jacauna,
ese reunir a Albuquerque, tendo partido d
Rio Grande do Norte, onde se achava.Mas que
se conclue dahi Carnario habitante do Bio
Grande, Camarao irmo do chefo Jacauna, Cima-
ro reunilo a Jeronymo de Albuquerque, nao
ter nascd na provincia do Ceara D. Antonio F.
lippe Canario.
agosto.
< Continuando entretanto os Hollandezes a n-
quielar as cosas do Brasil, e constando corte
de Madrid que lara tenl.r um desembarque em
I. oriiarabuco. foi enviado para ahi Malhias de
Albuquerque na qualidade do commandaiilc em
chore, desligado deluda a dependencia do gover-
nador ceral do Estado do Brasil ; o qual sallando
no aceite a 19 de outubro do 1029. tralo.i 1"0
de reunir Torgas ; mas como as Hopas regulares
eram nsullicienles para rosistirom aos Hollande-
zes mandou vir das difiVrenles parles da capita-
na todos os Indios capazos de p^ar era armas,
aldeiou-os pcrlo do Recife, era sitios d'onde olios
podessem acudir dcjircssa.om qualquer eme
ca ; o -los instruir as evoluedes. o no
jo das armas.
Foi inconleslavelmente nesta occasio que
Camaruo deseco dos serios do Cear para perlo
do Olinda. nao depois do aviso de sua tomada;
mas sim por eommunieac&o de ser ella amoaca-
da, sendo mandado sem duvida a instancias de
Morena, por intermedio do Jacauna, ou taires a
Instancias, 0u ainda aviso do Francisco Coclho
de Larvalho m sua passagem pelo Cear.
E nao se me objecle que o autor usou do
termo serlo no sentido do interior do paix por-
que vejo nos escriploros anligos. e modernos uo
Brasil urna distineeo, e qualificae5o do terreno
lao clara ueste lermo, em opposicoo ao que e
denomina matas, que confesso*
en-
mano-
cemos ; pois que, laucadas urna e ouira nossa
tiras de papel, a quo denominara letras, e eflore-
cidas a desionlo, sero ogualmonte reoellidas.
nao porque ninas valham mais do que oulras, mas.
sin. por falhar na praca numerario que se possa
dar peto somma garantid por soinelhantes ti-
luios... Enlao o commerdo- parausar do todo ;
os ricos e os pobres vero niveladas as respecti-
vas posieoes ; os diretos fiscaos deixaro de ser
arrecadados ; como en. desordenado campo do
combato soltar-sc-ha o tremendo grito salie-
se quem. poder a uuebra ser medouha por do-
mis. r
Ura alvilro. porm, se nos anlolha como bom
asado para conjurar a lempeslade. que lo de
perlo nos ornear ; e esse aldtre consiste cm dar-
se prossa a Caxa Filial do Banco do Brasil nesta
provincia ora facilitaros desconlos, j nao dize-
raos de quaesquer lettras, que se ll.e apresenlem
como alias um principio se pralicou, mas ao me-
nos daquellas em que ligurarem no mez, que pur
si mesnios sao como que a garanta viva das tran-
saccoes, que aulorsarem, pois que symbolisam
o capital, a propriodade, e, o que mais,
a probidade incarnada ; porquanlo representan)
individuos, que anda naodeixaram de dar promp-
la e cuinprida coala dos corapromissos, urna vea
contrahidos.
. que confesso que perdera ,
complelanvenle o conceilo deum escriplor que I Tivcs|p havido cm- piincipo o escrpulo, que
anusasse lao oscandalosamenlo do tormos que agora tomamos a libertado de aconselhar. e ha-
lora uraasignificaro lo precisa, o geralnieute vendo-se deixado de da* ao crdito
seguida (5).
proporcoe
lao largas coinor anda na* ha dous me/os, por
ventura, lhe notavamos. com espanto, certo que
t cerlo que eu disse pag. 18i do n.eu nao estaamos a bracos cora, os cn.baracos. uuo
-. lomo.que alera dostamaroes que all nomeei, om principio inemotioMt ; porquanlo a'directo-
eprovavel quehouvesse outros,do mesmo appel- ria da Caix a nao leiia de recuar, como que espa-
nao, raenos celebres, 011 obscuros, de quem por vorida, ante lctlras que, representando ao lod
isio os; memorias nao fallara. E lano nao tru- con lenas, seno milhares de conlos, nao eram
q"..!. d l^?" Ve ma,s ainJa vos moslro Fran- | firmadas por um s nome, que podesse respon-
der por lo grossas sommos, c se nao vena na
necessidade de reler lacs letiras. ole que por fas-
cisco Pinhero Camarao, que ento nao declarei
pai de D. Diogo Pinhero Camarao. Ora sabe-se
bem qUe Poty, ou Puty significa camarao. No
Contrito Lusitano enconlra-se Pedro Puly, chefe
indgena, quo servia com os Hollandezes ; e o
padre Jaboato, p. 1. pag. 12, di: De
um principal chamado Tupy, que dizem
ser de quem procedo a gente toda, 011 a
maior parle dellos, com o addtaraento dos lu-
gares, o oulras circumslancias occurronies, urnas
naces tomaram os nomes de Tupvnambaz, ou-
lras de Tupynamquiz. e Pity. olro principal,
os l'olyguares, e assiia oulros muilos por todas
eslas cosas do Brasil. Porque pois nao ser
provavel haver oulros Caraaroes naquella poca?
Se porm acham osla supposico temeraria,
apnsar de agora, depois dola, eu apre.senlar-vos
mais um Camarao. nao altercaremos por isso;
con tai mais esso Francisco Pinheiro Camarao, c
fiquemos com elle quites. Nada de mais Cama-
res, por hora.
(4) De maneira. que D. Antonio Felippe Ca-
marao s podia Irazer comsigo mulheres, e fi-
ou por nefas fossem ellas trocadas pelas qusnlias,
que representavam, provocando assm, se bem
que involuntariamente, a crso cuja consequen-
ca j vamos senlindo, e que nao sabemos al
ondo nos arraslar
Vordade que nom lodos explicara doste modo-
a calamitosa aclualidade desta provincia com re-
ferencia sua posicocommercial, o voo adiar a
causa dos vexames, por que est sondo torturada
a prsca, em cortas recommendacoes, quo aballo
recebera a Gaixa Filial para diflicullar o mais pos-
sivei os desrontos, afim do que o cambio subisso
a 26 e d'est'arie sepoupasse aos cofres pblicos o>
prejuizo,. que inevitavclinentc solTreriam, se.com
cambio menos alto, fossem toreados a saccar para
a Europa para pagamento do corpo diplomtico
d'oncominendas feitas pela reparlico da marmita.
de uros da nossa divida,etc. etc. ; mas, se assin
, nao podemos deixar de amaldicoar esse cal-
culo, que velo sacrificar for'.unasscm coma re-
de
urna perda moualoria para o thesouro,
_. de roulas vira a percebe-la ero maior
os Indios suas mulheres, cliih as para f** a^da' c'0 aI,i c5l Pnra
Ihos, se doscesse do Cear ; descendo de alguma ,,ue afi.f-l
aldea das de Pernambuco, nao Para que fim iyef""al
1 escala anda, como ah esl para demonstra-la-
de maneira irrefragavel o- repentina o progressiva
diminuicao dos rcndimcnlos na altandega desta
(1) Perdo. Berredo nao escreveu, nem uc-
cintamenle, a guerra da independencia pernaro-
bucana ; e nao s nao falla assaz de D. Anlonio
Filippe Camarao, mas nada refero d'elle.
(2) Os historiadores dizem, que Simo Soaros
era lo (e nao irrao) de I). Antonio Filippe Ca-
marao. Na Parahiba tambem havia, e ha o rio
Jaguaribe (Memorias diarias do Duarte de Albu-
querque, e o Diccionario de Saint-Adolpho) e em
Pernambuco tambem ha ro denominado Jagua-
ribe, l pela praia do Mara Fannha, ao qual rio
chama o Castriato Lusitano Juguarib*, e o Fa/a-
roso Lucideno Juguaribe ; e cora o nome de Ju-
fuaribe o racncionou a cmara de Olinea era
507 na Carta de Sismara que om 17 de novem-
bro passou a Antonio de Albuquerque, na qual se
lft a nos nos enviou o dizer por sua pelico por
cscripto Anlonio de Albuquerque, morador era
esta dita villa, dizendo era ella que por bem da
doaco feta a esta villa de Olinda, e seu foral, os
salgados do rio Juguaribe al o Arrecife eram
desta cmara, etc. Veja o rclalorio do Copito
do porlo, inserto no IMario de Pernambuco de
18 do correnle obrii. Portanto nada adianlou o
meu honrado Contendor, se que nao allegou
contraproducente, com a analoga do nome Ja-
guar!, que antes linha SimooSoares, como nome
Jaguaribo, para lembrar o territorio do Cear ;
porque essa analoga lembrar tambem territo-
rio da Parahiba, o territorio de Pernambnco, e
este tao perlo de Olinda, onde, como no Cear,
rabera havia, o ha rio Jaguaribe,
o campo da balalho ? Exdoma o nobre Conten-
dor. Para o campo da batalha restricto, hy-
polhesi somenle de S. S.; o sobre o sequilo de
mulheres, efilkos, responda lhe Berred, que
narran lo a marcha da expedico conquistadora
do Maranhosob o mando do Jernimo deAlbu-
querquo, diz : En. 28 se passou mostra a lo-
dos os Indios, c quando se cnlondia, que das
dependencias da mesma Fortaleza do. flio Gran-
de se acbariam quinhentos irecheijo, so conla-
ram s duzentos o Irinla c qualro, com doze Prin-
cipies, a que tambora se havia de ajuntar o
grande Camarao, que marchava por Ierra com
menos de qoareola ; mas de mulheres, c meni-
nos j exceda no numero de tresentas pessoas,
que sao sempre os mas abunautes proimentos
desles barbaros.
provincia, e as de todos as outras onde se pro-
curou por peas ao mevimento commercial por
subia o discreciouaria reslricjao do crdito, a
que em coracco se dra descnvolvimcnto por do-
mis precipitado, e at perigoso.
A ser, porm, exacta osla verso, nem por is-
lo. o mal se nos figura irremediavel; pois que os.
senhores di rectores- da Caixa Filial podera e de-
doulor Antonio de Moros Silva, qua ahusero.
to escandalosamonlc do termosero.que nao tem
a signilicaro genrica de inlo-iior do pin, raast-
unicamente a que S. S. lhe dvo, too precisa, c-
geralmenle seguida Depois da impusicao.de.
ura ial significado exclusivo da palavra serlo
ir A seguranga absoluta com quo o senhor nao pos espanta menos afirmar S. S. que os ser-
doulor Thberge so pemntte palavra serlo a loes de Pernambuco nao erao ronhecidos en.
significacao que lhe faz conla, he cm extremo 1630 (nom em paite, ou partes?) e que nesta,
arrojada. O Fillogo Brssileiro, illustrc mestre dala so ero conbecidos os serles do BioGrnn-
da nossa lingoa, ensina que a palavra serio
significa o interior, ocoraco das trras ; op-
pom-so ao maritimo, praiag*, e costas. O serlo
loma-se por mato longe da costa. Coincido o
Historiador Brito Freir [Guerra Brasilica I. 4.
n. 338) o qual, fallando da oceupacao de Olinda
pelos Hollandeses, diz se em quanlo oceupou
aos inimigos dexarera lo profanados os tem-
plos, como saqueadas as casas, corlaraoos ea-
minhos, que correm da villa (Olinda) para o
serlo, com algumas tropas, Bcario mais do
quinze mil vidas, o nao poucas riqueaas. a seu
arbitrio. E tambem o Castrioto Luz.ita.no, des-
crevendo os Guararapes, diz Das eminencias
deltes se descobrera dilatadas, e terlcs campi-
as por grande distancia do terto que igual-
mente suspendem, e recreao, La se vai por-
tanto complelamenti perdido o conceilo do Pa-
dre Mestre Fre Manoel Calado, do general Brito
Freir, do AboiU Fre Bafael Ue Jess, e do
de, e do Ceaia ? De Pernambuco, colomsado
havia um seculo juslamento ; e do Rio Grande,
e do. Cear colonisados muito e muito depois
de Pernambuco, e por gente desle I Desejava-
nios isso mais explicado, so nao provado ; ou,
pelo monos, que so nos indicassem os Escrplos.
e monumentos que o verilko. Confio que me
torao esle grande favor ; e especialmente que a
meu urbano contendor me diga aonde lhe apraz
collocar nessa era as linhBS divisorias entro o
martimo, e o serlo de Pernambuco, ao norte,
ao sul, c 00 poente.
(6) Perdoe o collega : neg redondamente,
que do Cear viessem Indios para soccorrerem
Pernambuco contra a invasao Hollandeza, antes
desso mesma invasao. S. S. nao obieve esso
conhecimenlo por alguma revelaco sobrenatu-
ral. Com a liberdade pois de collega, c a corte-
zia de cavalleiro, o desafio a que me prore o
que diz.


r*4>
\cm qiianlo antes representar quem quer que,
com scmclhanles rocommendacocs, tofslal pre-
sente I lies fez, acerca de seus funestos efletos,
iracar-lhe com vivas coros o quadro das desgra-
nas, do que temos sido victimas, e das que anda
em maior escala alii nos ameacam. para que.sci-
enles dos horriveis males que nos aflligem, cui-
den de remove-los, quanlo antes, aquelles que
os promovern), involuntariamente, lalvez. ,
tste procedimento, que nada ser difficulloso
os senhores directores, cobri-los-ha de gluiia, e
torna-los-ha dignos das heneaos de milhares de
familias, que ahi teem comprometido o scu futu-
ro, e trar a todos a comieco de que elles se
interessam seriamente pclasorleda prac,a de que
alias fazem parle.
Nos, pois, esperemos que Ss. S." adopte tal
linha de conducta, ou que a deixarem de swrver-
dadeiros os boatos a que por ultimo nos referi-
mos, rocorram ao expediente que antes ltaes lem-
brimos, e que nao lhc conferir monas diroilo
stima publica, e por conseguinlc benemeren-
cia, do qoe o oulro.
Fol por isto qne a Ss. S."nos dirigimos ao en-
ela-rmos as consideraeoes, que suspendemos
aqui, "para conlinuarmos n'ontra occasio se as-
sim nos parecer conveniente.
L.
Correspondencias.
Senhores redactares.Um faci assaz escanda-
loso se den nesta freguezia de Sao Jos que re-
vela o carcter violento c caprichoso do actu.il
subdelegado Jos Antonio Pinlo, e para que nao
passe desapercebido o trazemos para o dominio
qucni cumpre vellar osdiroitos do cidado liquem
inleirados da maneira escandalosa por que pro-
cede a polica desta freguezia.
O fado o scguimc :
Tom aquello sjbjelogado urna escrnva que
apoiada pelo seu senhor, nao so excessivarnen-
te insolente e malcriada, como lem o mo eos-
tumo, segundo dizem, de filar quanlo'pode haver
em seu profOitO contra a vonlade de seu dono ;
coslumava apanhar cavacos noarmazem da casa
do negociante Manuel Jos Dantas que mora nes-
ta freguezia, e como sombra dos cavacos desap-
parecessem pedacos de taboas c oulros objeclos,
ordenou Dantas a seus cscravos que nao concen-
tissem alli pessoa nlguma apanhar cavacos : isio
posto apparecendo alli a preta no da II do cor-
relo para ter lenha sein lhc cufiar dinheiro,
oi-lho intimado por urn dos escravos do Dantas
que se rolirnsse ; us a negra que c do subdele-
gado nenhum caso fez, c conlinuou a apanhar os
cavacos, islo obrigou ao preto a despoja-los inti-
mando-lhe novamenic que se retinase : foi isto
bstanlo para que a preta do subdelegado arden-
do cin raiva vociferasse contra o prelo empre-
ando palabras obscenas c injuriosas, o que deu
lugar ao subdito suisso Jaques Planta, que so
ochava no conflicto fazo-a retirar lomando-lhe
das mos um machado com que se havia armado
conlra o prelo : vendo assim a prola malogrado
o seu desojo rclirou-se, jurando que ja Ihe darla
a resposta.
Urna hora dopois, pouco mais ou menos, appa-
receu o subdelegado em pessoa com toda sua
forca policial, e sem atlern-fiu e respeito a pessoa
alguma evadi a propriedado do Sr. Dantas man-
dando agarrar ao prelo que seacha era servico de
scu senhor, c como reo de alto crime o fez "con-
ducir a casa de deteut;o no mcio de urna escol-
ta, nao obstante as reflexoes que lhe fuera a Sro
do Sr. Dantas de nao haver o seu escravo com-
mellido crime algum, e nao poder por aquella
forma evadir o subdelegado a sua propiicdade III
incrivel, senhores redaclores, qne dentro de
una cidade como a uossa, appareca urna aulori-
dade que abuse lano de sua posico para calcar
a ps os direitos mais sagrados do cidadao so-
mente por que quer a torca ter lenha de graca.
En mosmo o n.io acreditara, se do livesso sido
testemunha oceular, e comlgo muila genio ; por
que o facto foi publico ; mas o que so deve es-
perar do soldado traidor e rebelde dos lutuosos
das 15 e 1G de abril du 1832 II Do celebro rom-
mandante de Femando, onde deu pasto ao seu
genio desptico e maligno 1 Talvcz estea per-
suadido que a poca a mesma... A honiens to
conhecidos no paiz se nao deve confiar cargos
desta ordem, sojam pois ellos os responsaves.
Consta-nos que o Sr. Dantas deu ou perlende
dar qucixa conlra este subdelegado por abuso do
uloridade, prendando fora dos casos determina-
dos na le, o nudo fez o papel de juiz e parle ao
mesmo lempo.
Deus queira que assim seja a ver se o lionicm
loma juizo.
Queiram, senhores redactores, publicar estas
linhas que niuilo obrigaro
O cabeleira.
62 bariisvinho ; a Jos Antonio da Cunba
lrmo .
50 caixotcs sebo cm paes c em telas; a jSo
Jos Rodrigues Mondes.
1 barril poios, 1 dito vfnho a P'.ancisco Jo5o
de nirros.
1 caixo ferragens ; a Jos -ur, rjns,
1 barril azoitonas; a Jos j0'quim de Lima.
1 caixoo queijos ; a /.nton0 j0aquim Vaz do
Miranda.
1 embrnlho goavdanaPoB, 3 latas salpices ; a
Mannel de 01ivr;,ra M jimjor.
100 saceos eijo, 10 caixes pomada, 1 fardo
capachos, 2, raixotes penles, rebique o botos ;
a Antonio Lopes Rodriqucg.
1 caixo carne : a Francisco Jos de Mello.
1 dito linha ; a Pinlo de Souza & Itairao.
1 dito sapatos o botos ; a Manoel Joaqim de
Oliveira & C.
2 ombruihos lamparines ; a Antonio Lopes
Braga. .
1 ancoreta carne de porco, 2 caixoes santuario
e imagem, 1 dito raizes de flores ; a Joo Pereira
Montinho.
3 caixes fin de vela, 2 barris presuntos ; a Al-
enla G. Alvos & C.
1 caixo peixe : a Manoel Jos Fonseca.
23 gigns louca. 79 vazos. figuras e globos de
louca, 4,000 lijollos delimpar faccas, 6 copos de
vidro. 1 caixo salpices ; a Francisco Guedes de
Araujo.
2 raixss palitos c coxios, 108 cadeiras de pao
de oleo : a ordem.
1 hah roupa ; a Joo Pinto da Costa.
1 lata salpices, 1 caixa velas : a Bernardo
Francisco do Azevedo Campos.
1 canastra rolhas ; a Palmeira & Beltro.
4 ciixas linha e panno de linho ; Antonio Luiz
de Olivoira Aievedo.
1 embrulho livros ; a Joo Jos de Carvalho
Moros.
1 caixao retratos ; a Manoel Joaquim Sevo.
1 fardo presuntos, 1 gaolla canario ; a Jos
Moroira Lopes.
1 caixo presuntos : a Joo dos Sanios Coelho.
2 viveiros, 26 gaiollas o 1 canga diversos pas-
saros ; a Jos Fernandos Paquete.
1 caixa de tolda imagen*. 1 embrulho laman-
eos: a Joaquim Ferreira Brandan.
17 gaiollas, 2 viveiros e 1 gaiollo passaros di-
versos, | sacco camizollas ; a Joo Joaquim de
Oliveira.
Barca nacin! Recife, vindo do Bio do Janeiro,
consignado a Manoel Francisco da Silva Carrico,
manifeslou o seguinle :
58 saceos caf, 136 rollos fumo, 1 caixo ra-
p. I dilo ch, 10 barricas farinha, 100 pipas va -
tas, 4ancorelas azoitonas, 1 caixa chocolate, 250
moias barricas vazias, 5 caixes marraelada ; a
ordem de diversos.
Consulado gcral.
Rendimento do,lia 1 a 15. 30:781*5-24
dem do dia 16....... 1:9325902
DIARIO DE PERNAMBPCO. r StijTA FfettU 18 DE MaIO t>g i860.
Editaes.
Diversas provincias.
Rendimento do dia 1 a 15. 6:34*339
dem do dia 1G....... 849?-2l1
(l Dr. Anselmo Francisco Perelli. commendador
da imperial ordem da Rosa o da de Christo, e
juiz do direilo especial do comraercio desta ci-
dade do Becife, capital da provincia de Per-
nambuco e seu termo, por S. H. I c C. o Sr.
D. Pedro II, que Dos guarde, etc.
Paco saber aos que o prsenle edilal rirero, e
lelle noticia tivorein, em como no dia vinle o
ualro do correnle mez so ha de arrematar por
'enda a quem mais der era praqa publica desle
uizo, e na sola dos auditorios um sitio, denoini-
lado Casa Caiada, cito no lugar do Rio Doce, o
lual lem urna pequea casa do pedra c cal.com
ima porta no centro e duasj-nellss em cada lado,
endoccm bragas de fundo,e oulras tantas de fren-
.e,pouco mais ou menos, conlendo algunsarvorc-
Jos de frucio avuliado em um cont e duzeulos
mil ris. pertncente a viuva o fllhos de Firmino
Jos Flix da Rosa, e fra aos mesmos penhora-
da por execuco de Jos Jacoino Tasso, c nao ha-
vendo lancador que cubro o prego da avaliaco,
ser a mesma futa pelo prego da adjudicacao
cm o abato da le.
E para que chegue ao conhecimenlo do todos,
mxndei passar editaos, que sero publicados pela
imprensa c affixxdos dos lugares do costme.
Daao e passado nesta cidade do Recife de Per-
nambuco, aos 2 diss do mez de maio do anno
do nascimenlo de Nosso Senhor Jess Christo de
1860, 39. da independencia o do imperio do
Brasil.Eu Manoel Mana Rodrigues do Nasci-
menlo, escrivao o subscrevi.
Anselmo Francisca Perelli.
O Illm. Sr. inspector da thesouraria pro-
vincial, em cumprimonto da resoluco da junta
da fazenda, manda fazer publico, que no dia 31
do correnle, se ha de arrematar, peranto a men-
cionada junta, a quem pnr menos fizer, as ira-
presses dos Irabalhos das reparliccs provin-
ciaes, avallados em 5 000$, annualnienle.
A arremalaco ser feila por lempo do um anno
a contar do 1." de ju 1 lio do correnle anno, a 30
de junho de 1860.
As pessoas que se propozerem a esta arrema-
lago comparecam na sala das sesses da mesma
junta, no dia cima referido, pelo meio dia e
competentemente habilitadas.
E para constar se mandou afiliar o presente e
publicar polo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Per-
nambuco, 3 de man de 1860.O secretario, An-
tonio Ferreira da Annunciaro.
Capitana do porto.
De ordem do Si. capilo do porlo so faz pu-
blico que (lea marcado o prazo de 8 das*, con-
tados desla data, para ter lugar a remogo dos
navios americanos inuilisados que se acham
junios a barcaca de querena, para o sul d'aquclle
lugtr, as proximidades da barreta das jangadas.
I Se dentro desse prazo nao fr elfecluada a re-
I mogo, mandar faze-la a capitana por corita
32:7179426 dos acluaes propietarios dos referidos navios,
363 esleirs de palha de carnatiOa.
Para a companhia flxa do Bio Grande do Norte.
2 cornetas de toque com cordes, bncaes, pon-
tos e voltas; 321 pederneiras: 4 cordes para
canudos de inferiores; 1 sinete com armas; 2
castigaos de.^io ; 1 jogo de balahga de pao com
pesos de chombo de 2 oilavas at meia arroba ;
2 caldeiras de forro fundido para 50 pragas ; 2
colheres de ferro ; 2 esputadeiras: 2 ps de
ferro; 2 garfos grandes de ferro.
Para a enfermara do Bio Grande do Norte.
20 cobertores de la ; 40 barretes; 20 pares
de chinellas rasas ; 1 bomba para clvsteii ; 24
tnlhores completos ; 2 castigaos de lato ; 3 pa-
ncllas do ferro batido de differcnles (amanhos; 3
cassarolas de ferro ; 1 grelha grande para assar
carne; 1 dila menor para torrar pao ; 1 garfo
grande de ferro ; 1 chaleira grande ; 2 ditas pe-
quenas ; 1 colher grande de ferro. >
Para fornreimento do hospital militar
50 pares do chinelas rasas.
Para provimentodosarmazens do arsenal de
guerra.
300 caadas de azeilc de carrapato.
Quem quizer vender taes objectos aprsente
as suas propostas emcarlafechada na secretan*
do conselho, s 10 horas da raanha do dia 18
do correnle mez.
Sala das sesses do conselho administrativo
para fornecimento do arsenal de guerra, 11 de
maio de 1860.Bento Jos Lamenha Lins, co-
ronel presidenteFrancisco Joaquim Pereiro
Lobo, coronel vogal secretario interino.
O novo baneo de
i^MM^
7:1975.'0
Despachos de exportaco pela me-
sa do consulado desta cidade n -
dia IGile maio de 18GO
LirespnolBarca ingloza Olinda, S. Mellors &
C. 265 saccas algodo ; Johnston Pater & C, ue lj?
1.000 saceos assucar masca vado
PhiladelphiaBarca americana Unio, M. Aus-
lin c\- C., 1,889 saceos assucar maseavado.
Costa d' A fricaRrigiie pnrtiiguez Minervr, D.
A. Hatheus, 50 pipas agurdente.
PortoBiigun portugnez Esperanca, Barroca di
Modeiros. 450 sarcos assucar maseavado:
LisboaBrigue portuguez Relmpagos., T. de
A. Fonseca, 100 saceos assucar branco e 80 di-
tos dito maseavado.
Da 16
LiverpoolBarca ingleza Olinda, James Crab-
(ree& C, 245 saccas algodao.
HavreCarca franceza Spohr, Tisset Freres,
700 couros salgados.
PartoBrigue portuguez Esperanca, Barroca
& Modeiros, 100 saceos assucar branco, 150 di-
(os dito maseavado, e 130 meios de sola.
Bio da PrataPatacho hollandoz Wlemina, A
Irmos, 250 barricas assucar branco e 100 di-
tas dito maseavado.
Cosfa d'AfricaBrizne portuguez Minerva, D.
Alvos Matheus, 150 latas assucar branco, 40
pipas e 50 barris agurdente.
Rio Grande do SulBirca nacional Thereza,
Bn1tar5 Oliveira, 200 barricas assucar branco.
BabiaSumaca Hortencia, Braga & Antunes,
373 saceos millo.
Recebedoria de rendas Interna*
geraes de Pernambuco
Rendimento do dia 1 a 15. 17:729946
dem do dia 16.......1:869J329
Publieacoes a pedido.
Receb do Sr. Jos Joaquim da Silva Matulo,
por mo dos Srs Guedes & Gongalves quautia
de solo ceios e dez mil e sele ceios ris, impor-
tancia de gneros .que por sua ordem lhe romett
para o Aracaly, e constava de urna letra que con-
tra elle saque! em data de 4 ou 5 de Janeiro desle
correnle anno, ao prazo do 6 rnezes, o cuja letra
dopois de aceila se desencarninhou, e por ter j
recebdo sua importancia, ficar de nenhum ef-
feito caso appareca. Em virtude do que passei
recibo em duplcala, que s um lera vigor.
Pernambucol2 de maio do 1860.Joo lavares
Cordeiro.
Rs. 710U700.
19:5993275
Consulado provincial-
Rendimento do dia 1 a 15. 26.517051
dem do dia 16.......1:742536:
impostas as ponas da le.
Secretaria da capitana do porlo de Pernam-
buco 10 de maio de 1860.O secretario,
J. P. Barreta de Mello Rogo.
Joo Baptsla de Castro e Silva, inspector da the-
souraria de Pernambuco, por S. M. o Impera-
dor, que Dos guarde, ele.
Faco saber que, em cumprimento da ordem
circular do Ihesouro o. 3j!, de 12 de abril ultimo,
lendo de serem retiradas da circulago as notas
de lOOO da primelra estampa e as do 5f000 da
ra (papel branco), procede-sp desde j a
subslituico dolas na thesouraria da provincia.
Em lempo conveniente se marcar e annun-
ciar o prazo, do qual principiar o descont da
loi no valor das olas que nao livercm sido subs-
tituidas. \
Thesouraria da fazenda de PernambiAco, 15 de
maio de 1860. \
y<>o Baplista de Castro e SlV'o.
= De ordem do Illm. Sr. inspector da thesou-
raria do fazenda desla provincia se faz piublico,
que lendo sido avahada em 6000$ a casa?de so-
brado do dous andares n 29, sita na ra da Guia,
e perlencendo fazenda nacional, em viritude de
adjudicago, urna parte desse sobrado no. Valor de
1:155$482, tem esta de ir praga no di 6 de ju-
nho prximo vindouro, as 2 horas da (tarde, pe-
ranle a mesma thesouraria, para pagamento do
quo ficou devendo o tinado Anlono Ferreira
Uuarto Velloso. I
Secretaria da thesouraria de fazenVa de Per-
nambuco 10 de maio de 1860. O olufcial maior
interino, Luiz Francisco de Sjmpaio Blva.
novo
Pernambuco repete o avi-
so que fez para serem re-
colindas desde j as notas
de lo.ooo e 2o,ooo da
emisso do banco.
Ccmselho de compras navaes.
Tendo-so de promover a acquisico dos ob-
jeclos do material da armada, abaixo declarados,
sob as condieces de sujeilarem-se os vendedo-
res a mulla de 50 por cenlo a favor da fazenda
nao entregando os mesmos objectos na quanti-
dade e da qualidade contratadas, alm de carre-
garem com o excesso do prego no mercado, caso
o haja, por motivarem esls laltas recorrerse
ah e de serem pagos na forma do eslylo; man-
da o conselho fazer publico que tratar dessa
acquisigo em sosso de 18 do correnle, vista
de proponas recebidas at as 11 horas da ma-
nlia.
OBJECTOS.
Algodo em rama 4 saceos.
Breu 10 barris.
Colxos cheios de l 2.
Calcas de algodo azul 100.
Cadernaes broncos de 4, 6, 8 e 9 pollegadas 70.
Cobre uovo de 20 a 22|0,40 folbas.
Fechaduras de camarote 50.
Galos com sapalilhos, sortidos 100.
Livros era branco de 25 a 50 folhas 100.
Mesas pequeas do amarello 12.
Moites brancos de 4, 5 e 6 pollegadas 100.
Papel mata-borrao 100 cadernos.
Pregos caibraos I barril.
Pregos de cobre para forro de 3|4 al urna polo-
gada 140 libras.
Pregos de cobre de pollegadas e 3[8 no maior
grossura 560.
Scrras para metal 6.
Tarracha espingardeira 1.
Travesseiro de marroquim 3
Tinta branca de chumbo 50 latas.
Tinta branca do zinco 30 ditas.
Tinta preta 40 ditas.
Vares de cobre de 4 e 5|8, 50.
Vnres de ferrs de 4p3, 100.
Zarco 10 arrobas.
Sala do conselho de compras navaes em 10 de
maio de 1860.O secretario,
AlcxanJre Rodrigues dos Aojos.
REAL COMPVM1IV
Anglo-Luso-Brasileira.
Espera-se da Europa do dia 19 em dianle o
vapor Brasil, quo seguir para os porlos do sul
dopois da demora do costume, para passageiros
irata-se com os agentes Tasso Uranos.
Vende-so a barcaca Conrcigo Valorosa,
em bom oslado, da lotago de 20 caixas : a tra-
tar na ra do Vigario n. 10, 2. andar.
PARA 0 AR.VC.iTY
segu em poucos das o hiate Camaragibe, por
j ter a maior parto de scu carregamenlo prom-
lo: para o resto e passageiros trata-se na ra
do Vigario n. 5.
Para o Presidio de Fernando.
Segu o brigue Santa Rosa : quem quizer car-
regar ou ir de passagem habilite-se pela presi-
dencia, e para contratar na ra daCadeia do Re-
cife n. 60.
Cear e Acarac
O palhabole Sobralen.se, capilo Ratis, segu
com brevdade ; a tratar cora Caetano Cyriaco da
C. M no lado do Corpo Santo n. 25, jrimeiro
andar.
Para.
Espera-se lodosos das do Maranho o bem
conhecido hiate Lindo Paquett,, que devora re-
gressarcra dlrcitura do Par, cora poucos das
de demora neste porto, visto ter grande parte do
carregamenlo contratado, os senhores que quize-
rem tomar alguma prac.a no dito, navio podem
desde j entender-so com os consignatarios Al-
meida Gomes, Alves & C. ra da Cruz n. 27.
COMPANHIA BRASILEIRA
DE
Directora geralda instruccao
publica. \
Faco saber aos inleressados, que o Hita. Sr.
redor geral, de coriformidpde cora o y do
art 10 das nstriicges de 11 de junho de/1859,
lem designada o da 21 dgjforrenle, pelas W ho-
ras da mauha, para o exime #e hahilitagp dos
28:259J>414
COllMEBCtO.
Caixa filial do banco do Brasil
em Pernambuco.
EM 15 DE MAIO DE 1860.
Directores da semana os Srs. :
Francisco Joo de Barros e Joo da Silva Re-
gadas.
A caixa descont letras a 11 0/q, c recebe
dinheiro ao premio de 10 O/o.
PAQUETES \ ViVPDU.
O vapor Paran, commandanle o capilo l-
ente Torrezo, espera-se dos portos do norte
em seguimento aos do sul at o dia 21 do cor-
renle.
Recebe-se desde ja passageiros e fretc de en-
commendas e dinheiro, c engaja-se a carga que
o vapor poder conduzr sendo despachada com
antecedencia at a vespera do dia de sua che-
gada : agencia ra do Trapiche n. 40, escrip-
loiio do Thomaz de Faria.
Muita attenco.
OITerece-se um rapaz portuguez para caixeiro
de qualquer taberna, o qual tem bastante prali-
ca : quem se quizer otilisar do sen presumo, ar>-
nuncie por esta folha, indicando a sua morada
para ser procurado.
ikvnamhucaua.
Domingo, 20 do correnle, s 9 horas da ma-
nhaa.haver sessao ordinaria do conselho direc-
tor, no lugar do costume.
J. L. Dorncllas Cmara,
1 Vndese
| Para liquidar
restos de facturas.
A-10,000 e 2.0,000.
Cortes de vestidos de la e seda de
saias a Imperatriz.
A- 1,000.
O par de luvas] depellica de|Jouvn pa-
ra homem e senhora de todas as cores.
iY 0,000.
Cada um chapeo francez de seda prelo
de goslo americano.
A 5,000.
Cada corte de caseraira de cor do gosto
moderno e de pura la.
\ 0,000.
A duzia de lealhas de puro linho.
A 5,000 e 10,000.
Tara senhorasricos adornos para cabe-
oa, lodos esles adornos sao guarnecidos
de ricas flores, Olas e bco de blonde.
A 5,000.
Cadaum chapeo de palhnha de Italia
todos enfeilados para senhoras.
E oulias muitns fazendas finas e de
goslo como sejam cortes do vestidos
brancos do setim bordado o fil de blon- I
de, ditos de sedo de todas as qualidades, '
camisas de cambraieta do linho para se-
nhora, penleadores de cambraia borda-
dos da escocia, basquins de velludo pre-
| lo c de cores e de grosdenaples, colchas
de damasco de seda etc.
Na ra do Crespo loja amarella n, 4,
de Antonio Francisco l'erelra.
Mal
ira
lio de Janeiro,
Avisos martimos.
Aluga-se urna excellente casa de
campo cora grande sitio, na estrada da
Casa Forte, com todas as commodida-
des para familia, cocheira, estribario,
tanques para banho ete., ele,: iiutm
pretender mesma dirija-se a ruada
Cruz n. 4, casa de A. O. Bieber & C,
successores.
ES1IITOI0 DE ADVOCACIAl
DOS BICHAREIS
Cicero Odn Peregrino da Silva m
segu o brigua Anna Rosa, capilo Manoel Pe-
reira de Sa ; recebe alguma carga a frele : traa-
se com Teixeira Basto, S & C, no largo do Cor-
po Santo n. 6, segundo andar.
O capilo A. A. Preeland, da galeota hol-S e 2
landeza Lumtnina Arentina, prompta para se- SInni-lianO AbMI P di ParvilllO 5
guir viagem para Montevideo, precisa lomar a \% ,'"*xnv J*ufeuW W t.dr>dllltf.
risco martimo a quanlia de dous contos e qui- !i ^ =
RA DO QUEIMADO Q>
nhenlos mil ris para pagamento das despozas e
concerlos do dito navio neste porlo : os pretcn-
Para o Aracaly segu com brovidade o hiale denles queiram dirigir as suas proposlas e con-
Alfandega.
Rendimento do dia 1 a 15. .108.891*758
dem do dia 16....... 8:966a096
H7:857g85i
Hevlmento da alCande^a
Yolumes entrados com tazendas .
com gneros .
135
505
VBlumessaliidos cora
com
fazendas
gneros
122
246
6!0
368
ge-
Descarregam hoje 18 de maio.
Brigue inglezThclisfazendas.
Basca inglezaJane Cargillcarvo.
Barca porlugueza Progressista lagedo.
Brigue porluguez=S. Manoel Idiversos
.eros.
Barca brasileiraRecifepipas rasLas.
Iniporlaeo.
Brigue portuguez S. Manoel I, vindo do Por-
to, consignado a Manoel Joaquim Ramos e Silva,
manifeslou o seguinte:
150 canaslras alhos : aos consignalarioa.
60 caixas vinho ; a Ferreira 11 caixes machados, fechaduras, brides, pi-
cadeiraa, penles, linha, ele.; a Thomaz Fernan-
dos da Cunha.
4 barris vinho, 3 dilos presuntos e salpices a
Marcelino J. G. da Fonlo.
3 caixas pentes, conlas, imagem o manga de
widro; a Albino Jos da Silva.
100 caixas inbo ; a Domingos Ferreira Maia.
1 caixao obras de prata ; a lloreira A Duarte.
4 barris presunto, 1 caixa palitos, 168 cadeiras
de pao oleo o d^ mogno, 1 sof ; a Joaquim
Vieira de Barros.
1 caixa palitos ; a Silva & Sanios.
24 macetas d pao; a Francisco dos Santos
Marcdo,
1 caixa penles; a Francisco Alvos do Pinho.
Movimento do porto.
Navios entrados no dia 16.
Rio de Janeiro20 das, barca brasileira Impe-
ralris Vencedora, de 343 toneladas, capilc
Augusto C. do S Pereira, equipagem 13, en
lastro ; a viuva de Amoriin & Pulios.
Parahiba4 das, brigue brasileiro Rocha, de 251
toneladas, capilo Francisco de Souza Velho
equipagem 11, carga algodo; a Azevedo \
Mendos. Vcio receber ordens e seguio para n
Rio de Janeiro.
Monle-Vido21 das, barca franceza Fgaro, di
228 toneladas, capilo Leslic, equipagem 11,
carga 50 cavallos e mullas; a ftsset Prerj
& C
Rio dn Janeiro15 dias, barca ingleza mogene
de 492 toneladas, capilo William Willianes,
equipagem 13, em lastro; a ordem.
Rio de Janoiro10 dias, barca suelea Malhilde,
do 330 toneladas, capilo P. L. Fiero, equipa
gem 13, em lastro; a ordem. Seguio para S.
Thomaz.
Rio Grande do Norle 9 dias, lancea brasileri
Feliz das Ondas, de 29 toneladas, capilo Tor-
alo Jos do Nascimenlo, equipagem 3, carg
assucar ; o Joo da Cunha Magalhos
Ro Grande do Norte8 dias, lancha brasileiri
'for do lio Grande, do 42 toneladas, capit >
Miguel A. da Costa, equipagem 5, csrga assu-
car; a Joo da Cunha Magalhes.
Talcahuano48 dias, barca americana ifassachu. -
sele, de 356 toneladas, capilo Green, equipa-
gem 25, carga azeile do peixe ; a Henry Fors-
ler & C. Veio refrescar e segu para New Bed-
ford.
Navios sahidos no mesmo dia.
Bahapatacho brasileiro Amazona I, capilo
Vicente Ferreira, carga varios genjros.
Asshiate brasieiro Bom Amigo, capilo Manoel
Jos Pereira Marnho, em lastro.
Rio da Pratapatacho hamburguez Dorothea Er-
nestina, capilo P. C. Moller, carga assucar.
Gibraltarpatacho sueco Telegraph, capilo I*.
A. Hagglenden, carga a mesma que trouie ca
Bahia.
Rio da Pratapatacho brasileiro Vingador, c -
pilo Marlinho F. do Sauza, carga assucar e -
guardenle.
o.
7
a.
* =
? I
a I
oppositores s cadeiras vagas) d" instrucc^d ele-
mentar do !. aro, que sao j villas de ltamara-
c, Salguero, Buique, freguezia de Una, TaVjua-
ritinga e llapissuma. Sao,I pois, convidados a
comparecer no referido dia e hora nesla reoprti-
co os que para esse fim j so acham inscriptos.
Secretaria da instruyo piiblca do Pernambuco
11 do maio de 1860.O secretario interino, \
Salvador Henriqut de Albuquerquer
O Illm. Sr. inspector da fazenda provincial,
em cumprimento da resolucHo da junla da fazen-
da, manda fazer publico, que a arrematarlo do
empodramenlo da estrada d.i Victoria entre] os
marcos de 6 a 8 mil bracas,! foi tranferida paa o
dio 14 do correnle o ez. /
E para constarse mandn affixar o presente e
publicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial dn Per-
nambuco 12 de maio de 1860.O seretario,
A. F. d'Annuaciac.o.
De ordem do Illm. Sil. inspector da thesou-
raria de fazenda desla provincia se faz publico,
para conhecimenlo dos interessados, que no dia.
6 de junho prximo vindouro, s 2 horas da tar-
do, tom do ser arrematada peranto mesma the-
souraria, urna parte da casa do sobrado de dous
andares n. 29, sila na ra da Guia, peuhorada
viuva do Antonio Perreira Duarle Veltozo para
pagamento do seu alcance, sendo a parle do dilo
sobrado avahada na quanlia de 1;155$482, que
com o abate da quarta parle na forma da loi. foi
adjudicada A fazenda nacional no valor de res
866SC12, polo qual quo tem de r praca para
pagamento do dito alcance.
As pessoes, pois, quo pretenderen! licitar, de-
voro comparecer no dia e horas cima indicados
na casa da referida Ibosouraria.
Socrelaria da thesouraria de fazenda de Per-
uambuce, 9 de Biaio do 1860.
{O offlcial-maior interino,
Luis francisco de Sampaio e Silva.
_ O Illm. Sr. inspector da thesouraria pro-
vincial, em cumprimento da resoluco da junla
da fazenda, manda fazer publico, que no da 3J
do correte, perante a mesma junla, se ha de ar*
rematar a quem por monos izer o fornecimento
dos medicamentos e utensilios para a enfermara
da casa de deleneo desla cidade, por lempo de
um anno, a contar do 1. de julho de 1860, a 30
de julhode 1861.
As pe3soas que se propozerem a esta arrema-
laco, comparecam na sala das sesses da refe-
rida junta, no da cima indicado, pelo meio dia
c compotentemeule habilitadas, auo acharo pre-
sentes o formulario e condi^es da arremalaco.
E para conslar se mandou aCQxar o prsenle e
publicar pelo Diario.
Secretara da thesouraria provincial de Per-
nambuco, 3 de maio do 1860.O secretario, An-
tonto Ferreira da Annunciaro.
Duvidoso, j lem a maior parte da carga : para
o resto, trata-se com Marlins & lrmo. na ra do
Madre de Dos n. 2.
Para e Mariiho.
O palhabole Novaes segu em poucos dias,
recebe alguma carga mluda : trata-se cora os
consignatarios Teixeira Basto, S & C. no largo
do Corpo Sanio n. 6, segundo andar.
Aracaty.
Segu com muila brevidade o hiato Sanio A-
maro, recebe carga c passageiros : a tratar com
Caetano Cyriaco da C. M., no lado do Corpo San-
to n. 25, prmeiro andar.
Aracaly com escala pelo
Ass.
Segu com brevdade o hiato nacional Grati-
do, : para o resto da carga c passageiros. o que
tem excellcntes comraodos : a. tratar no Passeo
Publico n. 11, ou cora" o mestre no trapiche do
algodo.
Para Lisboa
o brigue portuguez Relmpago pretende seguir
viagem com a possivel brevdade : quera no mes-
rao quizer carregar ou ir de passagem, dirija-se
ao consignatario Thomaz de Aquiio Fonseca, na
ra do Vigario n. 19, prmeiro andar, ou com o
capilo na praca.
Horas.
3
H
W
Atmosphera.
Direcfo.
90
09
Intensidade.
I
A uoite nublada e chuvosa, vento S, e assim
amanheceu.
oscilZ Afiio DA MAn.
Baixamar as 7 h. 18 da raanhia, altura 1.75 p
Preamar a 1 h. 30 da Jardo, altura 6.75 p.
Observatorio do arsenal de marinha 16 de mao
de 1800. Yjuus Jvhiok.
dices o consulado dos Paizes-Baxos, ra do
Trapiche n. 16 al segunda feira, 21 do correnle,
ao meio dia.

i

i
Cear.
O hiato Nicolao I saho impreterivelmcnle no
dia 25 do correnle por ter j parle de sua carga
prompta : para o reslo, trata-se com Prenle
Vianna & C.
N. 6,
PRMEIRO ANDAR.
# mh mmni
Leiles.
LEILAO
DE
Declaraces.
Conselho administrativo.
O conselho administrativo, para fornecimenti
do arsenal de guerra, tem de comprar os ob-
jectos scguinles :
Para os Irabalhos da 1." e2." classe.
Costados de amarello, duzias 4 ; travs de
qualidadf do 32 a 35 palmos 25 ; taboas de pi-
nho americano, duzias 0; pranches de pinho 9.
Quem quizer vender os ditos objeclos apr-
sente as suas proposlas em carta techada na
secretaria do conselho s 10 bofas da manhado
dia 23 do correnle mez.
Sala das sesses do conselho, administrativo,
para fornecimento do arsenal de guerra, 14 de
maio de 1860.Bento Jos Lamenha Lint, co-
ronel presidente.Francisco joaquim Pereira
Lobo coronel vogal secretario interino.
Conselho administrativo.
0 conselho administrativo, para fornecimento
do arsenal de guerra, tem de comprar os objec-
los seguiof.es: :
Para a secretaria militar do eommando das
armas 1
1 livro dos Sanios Evangclhos.
Para o 10." Datalho de infantera.
211 esleirs de palha de carnauba,
f ara o meio balalho da prorincia do Cear.
jCompanhia de ser-
vicos martimos des
Messageres Imperiales.
LINHA DO BRASIL.
Servico do correio francez
Inauguraco do servico.
O paquete a vapor La Guienne, de forca de
500 cavallos, commandanle Enout, olTicil de
marinha imperial, partir de Bordeaux, para o
Rio de Janeiro locando em Lisboa, Sao Vicente,
Pernambuco o Bahia
iNo dia 24 do correnle.
As sahidas seguntes tero 'ugar de Bordeaux
a 25 de cada mez, as quaes sero effecluadas pe-
los paquetes a vapor de rodas de forca de 500
cavallos.
Na v arre, comraandante Vedel,
official de marinha impe-
rial.
Estramadure, commandante,
Trollier, official de mari-
nha imperial.
Bearn, commandanle Aubry
de la Noe, official de mari-
nha imperial.
Um aviso ulterior far conhecer a dala do co-
meco do servico annexo entre o Rio de Janeiro,
Montevideo e Buenos-Ayres.
Para informacocs a dirigir-so ageucis ra do
Trapiche n. 11.
Para a Bahia.
A re eir e bem conhecida sumaca nacional
Hortencia, pretende seguir al o fim da presente
semana, tero parle de seu carregamenlo a bordo :
para o resto que lhc falta trala-se com os seu
consignalarias Azevedo & Mendes, no seu es-
criptorio ra da f.ruz n. 1.
Urna pallara.
NA
Una das Liaran ge iras.
Se\ta-feira 18 dacorrente.
O agente Borja honrado com a aulhorisorao
do Exm. Sr. Dr. juiz especial do coramercio, a
requerimenlo dos depositarios dos bens quo cons-
liluem a massa fallida de Hamos & C, far lei-
lo na ra das Larangeras n. 28 de toJososper-
tences da padaria que fora d'aqnclla fuma, com-
prehendendo una porefto do barricas de farinha
de trigo, ealguns movis em muito bom estado.
Principiar s 11 horas do dia.
Avisos diversos.
fi ccisa-se de um oTic.ial de bar-
beiro; na rua das Cni7.es n. 35,
No dia 18 do correnle mez se ho de arre-
matar em praca publica do Sr. Dr. juiz munici-
| pal da prmeira vara desla cidade os bens se-
guntes ; um sobrado de Ircs andares na rua do
Amorim do bairro do Recife n. 41, avahado em
12:000#, e duas casas torreas na rua no Arago
da freguezia da Boa-Vista ns. 31 e 35, avaliadas,
a primeira em 3;500ft. e a segunda em 2 000,
por execuco'de D.Mrianna Durolhea Joaquina,
como inventarame" dos bens de seu finado pai
contra a viuva hrdeiros de Manoel Joaquim
Pereira. a ultima praca.
PUBLICAQSO JURDICA
Dodelicto e do delinquente.
fcBffoa
frica.
A barca porluguoza Progressista recebe al-
guma carga miuda e passageiros : trata-se com
os consignatarios Teixeira Basto, S & C, no
largo ao Corpo Sanio n. 6, segundo andar, ou
com o capilo na praga.
q>2 pau&HNi (MininiAa.
PELO SR, DOCTOR
Braz Florentino leni-iquis de Souza,
Lente da Faculdade de Direito.
Acha-se nos prelos da typographia universal,
o brevemente sahir luz esta interessanlc pu-
blicaco, para a qual se rocehem asignaturas
ra/o de 3 por cada exemplar, as livraras de
Guimares t Oliveira, rua do Imperador n. 20,
e deNogueira de Souza & C, ruado Crespo jun-
to ao arco de Santo Antonio. As pessoas que
liverem lido a lico sobre a reincidencia publica-
da pelo mesmo autor, econhecerem a importan-
cia dos arligos 2. c 3." do nosso cdigo criminal,
poderojulgar do mrito das licoes que agora an-
nunciamos, elaboradas sobre o mesmo plano da
primeira, e conlendo a explicaeo desenvolvida
dos citados arligos do cdigo com seus para-
graphos.
Arrematado de dividas.
A arrematado das dividas do finado Manoel
Fernandes Guedes, fice u para hoje 18 depou da
audiencia do juizo dos orphos.
= Pergunta-se, ser do regulamenlo do ce-
milerio, obrigados os donos dos estabelecimentos
de carros fnebres, a mandar conduzir para o
cemitorio os estrangeiros que fallecem em hos-
pitaes particulares? *
- Augusto Muniz Machado, subdito portuguez,
relira-se para as provincias do sul.
Aos marchantes.
* Vende-se urna vac."* propria para matar-se :
na rua de Hortas n. 126.
Precisase alagar um preto para
servido de casa estrangeira, que n3o se-
ja muito moco: quem os tiver dirija-se
a rua da Cruz n. 4.
Aluga-se urna baixa grande de
capim a qual da' no verao e invern,
sita na Soledade: os pretendentes diri-
jam-se a rua da Cruz n. i-.
Em cafa de N. O. Bieber & C,
successores vende-fe :
Brilhantes de todas as dimensoes.
Algodaozinho da Bahia.
Cognac em caixas de 1 duzia.
Ditas em barris.
Vinho xerezem dito.
Champagne da mui acreditada marca
Barre & C.
Ferro da Suecia.
Dito inglez. .
Ac de Mil fio.
Lonas, brinsiiese brins para vella.
Canarios do Porto
muito cantadores por preco commodo : na ta-
berna da estrella no largo do Paraizo n. 14.
Eslacao envernosa.
Aos Srs. commerciantes
da praca, de fra, cai-
xeiros de taberna, fei-
tores, etc., etc.
Na grande fabrica de tamancos da rua Direita,
esquina da Iravessa de S. Pedro n. 16, ha conti-
nuadamente um grande e riquissimo sorlimenlo
de tamancos de todas as qualidades, que se ven-
de tanto a rctalha como em pequeas e grandes
porces, por menos do que em outra quilquer
parte ; assim como tamancos feilosde proposito,
rom toda a seguranza, proprios para caixeiros de
taberna, fetoros, ele, a 1000.
Na rua das Cruzcs n. 21, vende-se milh.
superior a 320 rs. a cuia.
E para vos dizer.
Na cocheira d Eduirdo Bourgeos, na rua No-
va n, 61, lem para se vender panno fino egalo
azul, vaquetas erandes para cobertas de carros,
lanlernas para dilos e para cabriolis, velas para
dilas, colloiras mestras. ditas falsas, camurcas,
esponjas, graxa preparada para eixos, e outro
para arreios, ferraduras francezas cora cravos, e
militas oulros ferragens diversas pata carros :
vende-se lantbem um jogo de rodas americanas
e oulras para carros de passeo, fabricadas em
Pars e promptas a serrar.
O abaixo assignado faz scicnte ao respeila-
vel publico, que deixou do ser caixeiro dos Srs.
Rayraundo de Carlos Leile & lrmo, desde o dia
16 do corrento, e aproveila a occasio para agra-
decer aos mesmos Srs. o bom tralamenlo que
leve durante o lempo que esleve em sua casa.
Recife 16 de maio de 1860.
tntonto Machado dos Santos.
NOVA GUIA THEORICA E PRATICA
DOS
Juizes municipaes e de
orphos.
Acaba de chegar do Rio de Janeiro esta inte-
ressante obra, e vende-se na Livraria econmica
ao p do arco de Santo Antonio.
= abaixo assignado passou sua residencia
para a villa do Ignarass, e por este, dspede-se
de todas as pessoas com quem tem amizade, por-
que pela sua rpida viagem nao pode fazer pes-
soalmenle : outro sim, que alli se acha na dita
villa para bem servir a todos os seus freguezes,
como era de seu costume.
, Ignacio Gomes Porlo.
pechincha.
Na rua das Aguas-Verdes n. 104, vandem-se
eetalo* para sortea a 60 rs. a duzia.

.... ^


- -V5-1_'^H?T
DIARIO DE PERNAMBUCO. SEXTA PEIRA 18 DE MAlO DE 1860.
TM
A. N. Osborn, retratista americano convida ao respcitavel publico pernambucano, para
visitar seu estabelccimenlo de retratos pelo systema ambrotypo, com vidros dourados e se respon-
sabilisa pelasua conservacao illimilada, como tambe ni encontrarao un saluo especial para senho-
ras e grande o variado sobrecelenics de objectos pertencentes a inestna arte.
He tratos para todos os pregse ao alcance de tudas as boleas de J at 30$ : na ra do
mperapor n. 4, bandeira americana.
fflillio c fardo.
Farclo a 43500* milho a 43 o sacco, e em coia
a 240 rs. : na taberna da estrella, largo do Pa-
ra izo n. 14.
FOLUIMIVS PAR 1860.
Esto venda na livraria da praca da Inde-
pendencia ns. 6 e 8 as folhinhas para 1860, im-
pressas ncsla typographia, dasseguintesquali-
dades :
FoLIIINHA RELIGIOSA, contendo, alero do
kalendario e regulamcntodos direitos pa-
rochiaes, a continuacao da bibliotheca do
Crislo Brasilcro, que se compe : do lou-
vor ao santo nome de Dos, coroa dos ac-
or, hymnos ao Espirito Santo e
a N. S., a imitaeao do de Santo Ambrozio,
jaculatorias e commcraoraco ao SS. Sa-
cramento e N. S. do Carino, exercicio da
Via-Sacra, directorio para oracao mental
dividido pelos dias da semana, obsequios
ao SS. coracao de Jess, saudacoes devo-
tas s chagas de Chrislo, oracoes a N. Se-
nhora, ao patrocinio de S. Jos e anjo da
guarda, responco pelas almas, alm de
outras oracoes. Prego 320 rs.
IlTA DE VARIEDADES, contendo o kalenda
rio, regulamento dos direitos paroch'iaes.e
urna collecgao de ancdotas, ditos chisto-
sos, cotilos, tabulas, pcnsamenlos moraes,
receitas diversas, quer acerca Je cozinha,
quer de cultura, e preservativo de arvores
e fructos. Prego 320 rs.
1 Altenco.
Curso pratico e Iheorico de lingua fran- @
@ ceza por urna senhora (ranceza, pora dez @
@ mogas, segunda e quinta-feirs de cada se-
mana, das 10 horas ot meio dia : quem
@ quizer aproveilar pode dirigir-se a ra da *
@ Cruz n. 9, segundo andar. Pagamentos A
adiantados.
s^@S@@t(
C
<*

Agencia de passaporle e folha
corrida.
Claudino do Reg Lima lira passaporle para
dentro c fra do imperio, por preco commodo e
presteza : na ra da Praia n. 43, pimeiro andar.
Almanali da provincia.
Sahio a luz a folhinha com
o almauak da provincia para
o correte anno de
Jockey club.
Nao pedendo ter lugar, por motivos extraordi-
narios, a i corridas annunciadns para o dia 12 do
correntc, a commissao directora transferio para
o dia 17. Recifc. 10 de maio de 1860.
Os sbc os que quizeicm inscreicr seas carel-
ios deyciio dirigir-so so Ihesoureiro da mes-
ma eomnissao at o dia 15 s 2 horas da tarde,
depois dn qual nenhuma inscripgao lera lugar ;
assim como roga-so de mandaren) buscar suas
entrada; aleo mesmo dia.
tfTTYTTTTTTTYTTTYTYTTTTTTTTAT^
DENTISTA FRANCEZ. 3
> Patio Gaignoux, dentista, ra das La- m
r rang iras 15. Na mesura casa lem agua e <*
p dmlifico. *
| Capel la de Nossa Seuhora da
Conceicao da estrada de
Joo de Barros.
A mesa directora di sociedade dos devotos
deslaca lella, nao podendo ser-Ihe inditTerente
a calam tosa quadra, na qual as epidemias rei-
nantes )o ceifando tantas vidas, lendo cxposlo
venerarn dos fiis a veneranda imagem de
sua augusta protectora, resolve tamben) apre-
sentar a miraculosa imagem do Senhor S. Rraz,
advogado contra os males da garganta. Assim
convida a todos os fiis que venham receber a
beneiio t ue a santa greja determina seja feila
sob a in ercesso de tao glorioso sonto; cuja se-
r feita* icio mui digno membro da mesa rege-
dora o Bvmd. padre meslre Lourenco de Al bu-
que I.oy >l,i, que cxpnnlancamente'offereceu-se
paraesl) fim. As referidas imagens estarci
exposta a veneraran, dos fiis de boje (16 do
corronle) at que o Omnipotente se digno amcr-
ciar de i s. O secretario, Luiz francisco de
Paula Ramos.
Nova casa de pasto
da aguia de ouro. \
Na ra estreita do Rosario n. 23 con-
fronte a ra das Larangeiras, fornece-
se almoco e jantar cora todo o asseio e
promptidoe raais barato do que cm
outra qualquer parte, assim como se
achara' comida prompta a qualquer
hora qae se procure.
M.noel Maia da Silva, vendo no Diario de
Perno>n 'meo d 14 do corrente, o annnncio dos
herdeir s do finado Jos Eugenio da Silva Ra-
mos,em que se convida a qualquer que sejulgue
prejuditado em seus direitos com a venda do
engenhi Camaragibe de Scriuhiicm, perlencenle
ao mesi o fina Jo, para que aprsente seus tilu-
los dentro de 15 dias, vem pelo prsenle declarar
que credor do mesmo finado da quanlia' de
656J275 alem dos respectivos juros, e isso como
herdeirc do seu tinado irmo Joaquim Maia da
Silva que era credor do mesmo fallecido Jos
Eugenio de maior quanlia, c portanto protesta
usar do seu direito em lempo competente, sen-
do quetesde j declira que nao aulorisou a
Joaqun da Silva Castro a fazer qualquer refor-
moTsana
DA
PROVINCIA.
Terceira parle da primei-
ra do Espirito Santo.
Aos 10:000$, 5:000$ e 1:000$.
O abaixo assignado tem exposto a
venda os seus bilhetes garantidos dos 8
por cento ao imposto geral ms lojas se-
guintes :
Prac,a da Independencia n. 40.
Pateo do Carmo n. 17.
ftua estreita do Rosario n. 11.
Aterro da Boa-Vista.
Ra do Crespo n. 5.
Ra da Cadeiado Recife n. 66.
Preco de bilhetc 12^000
Meio G.S0
Quarto 3000
Vende-se em seu escriptorio na ru
do Imperador n. 21, cm porcoes de
100$ para cima pelos seguintes precos :
Bilhcte II '000
Meio 5#500
Quatto 2jT0
Os bilhetes premiados de sua rubrica
sao pagos na praca da Independencia
n. 40.
P, J. Laytne.
CASA LllSft-BRASLElRA,
2, Golden Square, Londres.
J. G. OLIVEIRAtendo augmentado, com to-
mar a casa contigua, ampias e encllenles ac-
commodaoes para muito maior numero de hos-
pedesde novo se recommenda ao favor e lcm-
branc.a dos seus amigos c dosSrs. viajantes que
visitera esta capital; continua a prestar-lhesseus
serviros e bons ofltcins guiando-os cm todas as
cousas que preciscm conhecimenlo pratico do
paiz, etc. : alm do portuguez e do inglez ialla-se
na casa o hesnanhole frauecz.
sis es@g
S DENTES |
| ARTIJFICIAES. S
fRuaestreila do Rosario n. 3@
@ Francisco Pinlo Ozorio colloca dentes ar- j~
@ tificiacs pelos doussyslcmas VOLCAN1TE,
@ chapas de ouro ou platina, podendo ser
ma as ellras provenientes das transat-coesTa- \ Procurallo na sobredila ra a qualquer
vidas ei tre seu finado irmo e o fallecido Jos _0J.i
m sis m pMa m
Grande e novo sortimento de fazendas de todas as qua-
lidades por baratissiuios precos.
Do-se amostras com penhor.
de seda de cores
Lindos corles de vestidos de seda pretos
de 2 saias
Ditos ditos de ditos
com babados
Ditos ditos de ditos de gaze phantazia
de cores
Romeiras de fil de seda preta bordadas
Visitas do grosdcnaples pelo bordadas
com froco
Grosdenaples de cores com quadrinhos
covado
Dito liso preto e decores, covado
Seda lavrada preta e branca, covado lj e
Dita lisa prela e de cores, com 4 palmos
de largura, propria para forros
Cortes de vestido de seda de gaze trans-
parentes
Ditos de ditos de cambraia e seda, corte
Cambraiasorlandys de cores, lindos pa-
dies. Tara
Manguitos de cambraia lisos e bordados
Tiras e entremeios bordados
Mantas de blonde brancas e pretas
Ditas de fil de linho preas
Chales de seda de todas as cores
Longos de cambraia de linho boidados
Ditos de dita do algodo bordados
Panno preto e de cores de todas as qua-
lidadcs, covado
Casemiras idem idem idem
Gollinhas de cambraia a
Chales de touquim brancos
Ditos de merino bordados, lisos e es-
tampados de todas as qualidades
Enfeites de vidrilho francezes pretos e
de cotes
Aberturas para camisa de lkiho e algo-
do, brancas e de cores
Saias balo de varias qualidades
Tafeta rxo, covado
Chitas francezas claras e escuras, co-
vado
Cassas francezas de cores, vara
Collariuhos de esguiao de linho mo-
dernos
Um completo sortimento de ronpa feita
0
1^200
I
3O00
1&500
105000
161000
isooo

9
9
9
9
S
$300
9
9
640
9
9
sendo casacas, sobrecasacas, paletots,
colletes, cairas de muilas qualidades
de fazendas
Chapeos fraccezes Dnos, forma moderna
L'nj sortimento completo de grvalas de
seda de todas as qualidades
Camisas francezas, peitos de linho e de
algodao bramase de cores
Ditas de fusto brancas e de cores
Ceroulas de linho e de algodao
Capellas brancas para noivas muito finas
Um completo sorlimento de fazendas
para vestido, sedas, 15a e seda, cam-
braia e seda lapadas e transparentes,
covado
Meias cruas brancas e de cores para
meninos
Ditas de seda para menina, par
Luvas de lio de Escocia, pardas, para
menino
Vclludilho de cores, covado
Nelbuiina decoies, covado
Pulseiras de velludo prelas e de co-
res, o par
Ditas de seda idem idem
Um sortimento completo de lu--as de
seda bordadas, lisas, para tenhoras,
homens e meninos, de todas as qua-
lidades
Corles de collete de gorguro de seda
de cores
Ditos de velludo muito finos
Leos de seda rxos para senhora
Marqut-zitas ou sombrinhas de seda com
molas para senhora
35500 Sapatinhos de merino bordados proprios
para baptisados, o par
8 ; Casinetas de cores de duas largurasmui-
65000 '[ to superiores, covado
$500 Setini pelo, encarnado e azul, proprio
para forros, rom 4 palmos de largura,
52801 fazenda nova covado
1500 Srlim liso de todas as cores covado
; Leos de gorguro de seda pretos
800 ; Relogios c obras de ouro
; Corles de rsenme de cores a
9
855OC
9
I
9
I
9
I
9
19609
$320
1520
570
?S006
iscoe
9
9
25500
9
ijcoo
1|60
9
I
9
5JC0O
ITA DE PORTA.a qual, alm das materias do
costume, contera o resumo dos direito*
Darochiaes. Pre o 160 rs.
Roga-se aos Srs. devedores do estabele-
cimento do fallecido Jos da Silva Pinto, o ob-
sequio desaldarem seus dbitos na ra do Col-
legio venda n. 25 ou na ra do QueimaJo loja
n. 10.
Vendem-se cylindros americanos
paratrabalhar mac>s com rodas, den-
tadas je sobrecelentes, muito maneiras
para o trabalho : na ra da Senzala Ve-
lhan. 9i.
Dcs!'ja-se"saber onde existe o Sr.
Pedro Francisco deOliveira, que em u-
1 lio do anno p. p esta va no Rio de Ja-
neiro : na ra da Cadeia do Recie n.
15, loja do Rourgard.
Cigarros
deBotaFogo, palha de millio, ha vana,
Para' e hespanlioes cm grandes e pe
quenas porcoes : no centro commercial
ra da Cadeia do Uecie n. 15, loja de
Jos Leopoldo Bourgard.
Carros fnebres.
No estabelecimento de carros fne-
bres do pateo do Paraizo casa n. 10, de
Jos Pinto de Magalhaes, existe alem de
um carro funebi-e de columnas e cpu-
la com 7c(toroes, ha um outro acabado
de novo para anjos ou donzellas, tara-
bemde columnas e cpula ricamente
ornado, fjrrado de seda. Tambem ahi
se encarrega de qualquer enterro, for-
necendo-se carros depasseio, cera, hbi-
tos de todas as qualidade;, msica, ar-
inacoes, a contento dos interessados,
Compra se um cavallo preto, cal-
cado e de frente aberta, que sirva para
carro: no pateo do Parai.o n. 10.
o qual se vende a 800 rs. na
praca da Independencia livra-
ria n. 6 e 8 contendo alm do
kalendario ecclesiastico e
civil:
Noticia dos principaes esta-
dos da Europa e America com
o nome, idade etc. de seus im-
peradores, reis e presidentes.
Resumo dos impostos ge-
raes, provinciaes, municipaes
e policiaes.
Tabella dos emolumentos
paroebiaes.
Empreados civis, -milita-
res, ecclesiasticos, litterarios
le toda a provincia.
Associaces eommerciaes,
agrcolas, industriaes, littera-
' rias e particulares.
Estabelecimentos fabris, in-
dustriaes e eommerciaes de
todas as qualidades como lo-
jas, vendas, agougues, enge-
nhos,etc, etc.
Serve elle de guia ao com-
merciante, agricultor, mar-
timo e emfim para todas as
classes da sociedade.
Eugenio. Recite 15 de maio do 1860.
Por um corle de cabello e
frisamenlo 500 rs.
Rua da Imperatriz n. 7.
Lecorc te acaba de receber do Rio de Janeiro
oprimeio contra-meslre da casa Augusto Clau-
dio, c un outro vindo de Paris. Esta estabele-
cimento esta hoje as melhores condices que
possivd para satisfazer as encoramendas dos
objectos em cabellos, no mais breve lempo, co-
mo sejam : marrafas a Luiz XV, cadeias de relo-
gios, braceletes, anneis, rselas, etc., etc., ca-
balleras de loda a especie, para homens e se-
nhoras, ava-se igualmente a cabega a moda dos
Estados-Unidos, sem dcixar urna s pelcula na
cabeca dos clientes, para satisfazer os pretenden-
ies, oso miedos era cabello scrao feitos cm sua
presenea.se o desejarem, e achar-se-ha sempre
una pesioa disponivel para cortar os cabellos, e
pentear is senhoras em casa particular.
E' ohegado loja de Lecomte, aterro da
Roa-Vista n. 7, o exccllenle leile virginal de
sabrancipara refrescar a pellc, tirar'pan,
sardasc ;spinhas, e igualmente o afamado
babosa pa Hmpar c fazer crescer o cab
assim como pos imperial de lyrio de #iorenr;a
para bor.uejas o asperidades da pelle, conser-
va a frescura e o avelludado da primavera da.
Livoes de francez eg
piano. %
$ Madcmoiselle Clemence de Hannetot
| de Manneville continua a dar licoes de ^
franicz e piano na cidade e nos arrabal- Si
| des : na rua da Cruz n. 9, segundo andar, m
Roga-se aos Srs. devedores a firma social
de Leile & Correia em liquidado, o obsequio
de mandar saldar seus dbitos na loja da ruado
Queimado n. 10.
63 -?r
Sa Pereiro?
ritma
Ur. Cosme de
jde volt de sua viagem instructi-
jtiva auropa continua noexer-
cicio de sua prossao medica.
Da' consuitas em seu escripto-j
^rio, no bairro do Repife, rua da|
^Cruz n. 53, todos os dias, menos!
jnos domingos-, desde as' Choras?
it as 10 da manhaa, sobre Of{
seguintes pontos
SS K t'J
Neste proveitoso estabelecimento, que pelos no vos mclhoramentos feitos acha-se conve-
nientemente montado, far-sc-hao tambera do Io do uovembro era vanle, contratos mensaes paro
maior commodidadee economiado publico de quem os proprictarios esperam a remuneracuo de
lOfOOQ
15;00O
Molestias deolhos
tantos sacrificios.
Assignatur de banhosfrios para urna pessoa por mez.....
momos, de choque ou chuviscos por mez
__________ Saries da cariosa e banhos avulsos aos oreos annunciado.
O abaixo assignado, pela grande ispifez dej~
sua viagem para Europa, nao pode jcssealn cute (
despedir-se daquallaspessoas e,ue ncMa (idade
lhe consagrara amiade, motivo porque o faz por I
meio da imprenta, oflerecendo na cidade de Lis- I
boa (onde pretende fixar sua residencia) seus li-i
mitados prestimos. Igualmente faz scientc ai
seus devedores que os seus bastante? prorurado- (attendendo ao estado pouco lisongeiio
!S ^lJftt,iiI,,i8,,,,2,M!f, *'!* N^W ,a maior pai te da pcpulacao.
co de liveira & 1-ilbo, aos quaes poderao sals-
fazer seus dbitos Recite 14 de maio de 1860.
45-Rna Direila-45
De 5#000 aC^OOO.
O propietario dcsle cstabilecimcnto
1C. M(
i peil
3f. Mo
de coracao e dej
para o sui ao impe
Prtcisa-se de urna mulher porliigucza para
coser, ergommar, e lomar a seu cargo o gover-
no do una casa de familia portugueza ; quem
cstiver nnstas circumstannias, dirija-se a impren
sa desle jornal por carta fochada com as iniciaos
S. C. T.
Prccisi-se de 8:000,? n juros sobre hypo-
theca de um predio de duplicado valor : quera
os tiver'quizer dalos, pode dirigir-so a rua das
Larangeiras n i5, primeiro andar, que achara
cora quem tratar. a
Sipop du
DrFORGET
JARABE I>0 FOltSET.
Este xarope esl aprrovado pilos mais eminentes mdicos de Paris,
?e%oTd^nVelroamero.Sa0 "*"* ^*" 'iMSTS^^JSm
O dtposito na rua larga do totano, botica de Barthomto Francisco de Souza, n. 36.
Molestias
lito ;
Molestias dos orgaos da gera-
cao, e doanus ;
. Praticara' toda e qualquei
operaco quejulgarconvenien-
te para ojestabelecimento dos
seu&fjjjj^es.
O examedaspesfoasque o cen-
karem sera' feto indistincta-
jmente, e na ordem de suas en-
; trsdas; fazendo exceptu os doen-
Stesde olhos, ou aquellesque poi
"motivojustoobtiverem hora mar-
(cada para este fim.
A applicacao de alguns medies ^C meopaihia "o Brasil, vendo se pelos pre-
mentos ndis'pensaveis cm Wro|J ^^l^Z^'^t 8
casos, como o do sulfato de atro- EC o) n 6. g
pina etc.) sera'feto.ou concedidogC I @S S@g@S@@C@@
Joiio Francisco Yexeira Marques.
^Consullorio central liomcopalhicj;
1 MEIMlBintC). 1
@ Continua sob a mesma direccao do Ma- (g
noel de Mallos Teixeira I.ima* professor
em homecpalhia. As consullas como d'an- %
& les. 2

| Botica central homcopalhica j
i Do
i DR. SABiKO 0, L PIMO !
Novos medicamenloliomeopatliicos en- &
viadosda Europa pelo Dr. Sabino.
Estes medicamontos preparados espe-w
cialmcnle segundo as necessidades da lio- t
c animado por um stntimcnto piulan-
trpico em piol dos seus antigos fre-
guezes, tem a honra de cHerecd-IIies
um resto de boi seguios de bezerro e
lustre, i m muito bom estado, mediante
a rttribuicao cima.

^gratuitamente. A confianza que!
"fuelles deposita, a presteza de sua i
laccao, e a necessidade prompta j
%dc seuemprego; tudoquanto o
^demove em beneficio de seus
Sdoentes.
NOVO DEPOSITO
DE
Altenco.

Os effeilos antiepidemicos, quo tao producidos
pelas fumigaees hygienicas de Guyton de Mor-
vcau, sao eflitazes, como prova a experiencia que
deltas se lem litado ltimamente. Os vaporua
que se elevara de una foimula derla fumigacio
bastam para desinfectar um epaco de 3-0 pos
cbicos c de 10, as nilriras, assim explica Car-
nuliael Smilh. O andaeo que nos veeha de pre-
sente, tem ccifado muilas vidas, e convem que
para prevenir-sc o mal, antes de que rura-lo de-
pois de apparecido) as pessoas desta cidade, onde
outra qualquer pane, onde o mesmo se vai de-
senyolvendo c se lem manifesiado, rerorram
bolica n. 88, na rua Ditcita, i.ndc se aiha ven-
da quantidade doquelle desinfectante. O Sr. Do-
mingos Ribeiro da Cunha, morador na rua da
Praia n. -9, reconhecendo eslar a sua casa nffec-
Seguro cofllra Fogo
COJMPAMHIA
i LONDRES
g AGENTES
d J. Astley <& Compaiihia. I
m 5
Yende-se 1
i
i


para |
FUN
Rua do Imperador, coofrontc 'iada deslfa e!'.idcmi8-. v 9oai,odas us pomm
.. Je ^'""u-v/ ,je sua familia baviam adoccido, ren.rreu ao
ao oilao do deposito do gaz.
DO
I. \l
me-
Rua do Brum (passando o chafariz.)
No Aepozito deste esta\>c\ccVmeivto sempre lia grande sortimento de
enanismo para os engennos de assnear a saner:
Machinas de vapor modernas, de golpe cumprido, econmicas de combustivel, e defacillimoaMento ;
Kodas d agua de ierro cora cubos de madeira largas, leves, fortes, e bem balanca das ;
Gnnos de trro, e port.s d'agua para ditas, e serrilhas para rodas de madeira*
Moendas inteiras com virgens muito fortes, e convenientes ; '
Meia. moendas com rodelas motoras para agua, cavallos, oubois, acunhadas em ; guilhoes deazs ;
Taixas de ferro fundido e batido, e de cobre ;
Pares ebicas para o caldo, crivos e portas de'ferro para s fornalhas ;
Alambiques de ferro, moinhos de mandioca, fornos para cozer farinha
Rodelas dentadas de todos os tamaitos para vapor, agua, cavallos ou bois'"
Agu.lhoes, bronzes e parafusos, arados, eixos e rodas para carrocas, formas galvantzadas para purgar etc., etc.
ort?'W,BWa!ai;conriaqueosseusfreSuezes acharo tudo digno da preferencia com
?A^!?ram' p.ela.,on8a experiencia que elle tem do mechanismo proprio para os agricul-
Z ate^2TtL'e Pt ^ i'6 mandar COttStrUr Pessoalmente' as suas obrLTas
SS i fab"cag da Inglaterra, para onde elle faz viagem annual para o dito fim
TT.Z^ co"im&<> ** sua fbrica em Pernambuco, para modificar o mechani?-*
mo a vontade de cada comprador, e de fazer os concert* de que poderlo necessitar.
Borolt & C atlendendo a que os senhorescon-
sumidores de gelo sao pela maior parto residen-
tes nos bairros.de Santo Antonio e Boa-Visla, e
que lulariam com grande difficuidade se este s-
labclecimenlo estivesse collocado no bairto do
Recife, poderam encontrar na rua do Imperador,
confronte ao oilo do deposilo do gaz, um arma-'
zem com as proporroes exigidas para deposito
deste genero, o qual estar aberlo concurren-
cia dos mesmos senhores, das 8 horas da ma-
nilla s 6 da tarde do dia 3 do corrente em
diante. *
Guilherme Pursel aluga a sua casa em San-
io Amaro, quasi defronte da fundiciio do Sr.
Starr, com commodus para grande familia, ou
xnesmo para um collegio, assim como vende o
gpu sitio e casa defronie da capella de Bellem,
Umbem com grandes commodos, Ierras de plan-
U?o e artores do fructo : os prelendentes
abaixo assignado, que subminislrando-lhe a fu-
migacao, produzio ella salutares resultados : as
pessoas puis, em fflenticas circumslaiuids, que
precisaren) das desinfeccoes, o arhato sempre
prompto para mandar eltecliiar a devida applica-
cao. O mesmo tambern vende na mesma botica
os ingredientes para conservar as casas os va-
pores do chlorure, os quaes em todo o raso mui-
to approveiUm, o previnem i invas.io das epide-
mias no interior das habita;6es : assim como
de importante ulilidade a sua applicacao as fe-
ridas, ou ulceras ehroniras como detergente para
preserva-las do estado de putrefarcao. A maneira
de applicar se achara na etiqueta." O prero de
2XI0O.-Jos da Rocha Parai.hos.
Um estrangeiro que lem longa protico de
commercio, que pode dirigir a correspondencia
c negocios de urna casa comrtercial em qualro
linguas, quo di nrovas de sua iiplidao e con-
duela, deseja empreg lavel e como lem reloces na Europa, esl ha
Tintas de oleo.
Formas de ferro
purgar assucar.
Estanbo em barra.
Veriz copal,
i Palhiiiha para mi
heiit.
% Vinbos finos de Moselle!"' J-
Folbas de cobre.
@ Brimdevela: no arma-
zem de C. J. Astley A C.
I
Precisa-se do urna ama forra ou carava,
para ennmmsr c cozinhar : na rua da Alegra
numero 38.
Antonio Jos Ferreira Alves, mudou o tf
seu g< bnele do consultas medicas-cirur-
gicas c operaces para a rua do Queimado dj$
i n. 38, primeiro andar, aonde poderl ser @
@ consultado at s 8 horas da manhaa c ($
U da;4s6 da larde Chamados a loda a @
hora do dia o da noile, sendo os pobres
;f tratados e allendidos graluilamenle. f
22 Fu Nova 21
iam-se ao mesmo sitio, ou & rua do
V S6, defronte da casa da relaco.
o " H'V". | lave e como lem relacoes na Europa, esl ha-
enies fliri bililado para dar conhecimenlo do varias pra cas,
imperador caso os nao tenha a rasa onde se arranjar': a
ompanhia doBe-
beribe.
Nao se tendo reunido hoje o numero
: votos presentes, que exige o artigo
^ 6 dos estatutos da companhia para
rque haja sessao da assemble'a geral dos
accionistas, sao estes convidados para
sereunirem no dia 18 do corrente.aim
de que se possa cumprir o que deter-
roinara os mesmos estatutos e fazer o di-
videndo ; proceden do-se entao de con-
formidade com o disposto no artigo
additivoao 16. que peimitte que haja
sesso com o numero de votos presen tes.
Escriptorio da administrado da Com-
panhia de Beberibe 12 de maio de 1860
Jos Teixeira Bastos, secretario in-
terino.
quem convicr dirija-se a livraiia da praca da In-
pendencia n. 6e 8, que ser cabalmente infor-
mado.
COMPANHIA
ALLIANC
Estabelecida em Londres
iArj m mu,
CAPITAL
Cinco m\\oes de libras
esterVinas.'
Saunders Brothers & C." tem a honra de n-
rormar aes Srs. negociantes, proprietarios de
lasas, e a gera mais convier, que estao plena-
mente autorisados pela dita companhia para
efcetuar seguros sobre edificios de lijlo epe-
dra, cobertos de tena e igualmente sobre os
objectos que contiverem os mesmos edificios,
quer consista em mobilia ou em fazendos de
Sualqueiv "alidade.
Lotera da provincia com ga-
ranta.
Na casa cima indicada achar-se-ha sempro
um variado sortimento de bilhttes da lotera da
provincia satisfacao dos compradores, que ter
um abale de 10 0|(" em quanlia maior de 100$.
Os bilhetes vendidos nesta casa sao garantidos
sendo os 8 0t0, pagos logo que >c extrair a lote-
ra: por isso convidase aos amantes deste lici-
to jugo a virem cmpralos aqui, que hao de fi-
car satisfeitos.
Inleiros 12ffJ00.
Meios 6C00.
A. L. Deluhe.
4ltesladodacura.
Rheumalismo no joelho da peni*
direila.
Eu abaixo assignado declaro que achando-nre
gravemente allacado de rheumalismo no joe-
lho da perna direila, por mais. de dous annos, o
qual me privara de dormir, e applicando vnrios
medicamentos nao foi pcssivel nbtor melhuras
algumas. recorr as CHAPAS MEDICINAESdo Sr;
Ricardo Kiik. escriptorio njrtua do.Parlo n. 119,
e no esoaco de 24 das fiquei perfeittmeute bom ;
por serverdade passei o presente, o qual va por
mim assignado.
Rua do Ouvidor n. 10, Rio de Janeiro.
Luiz Venancio da Rocha Viinna.
-,
--
JTl
>i i
rrzr


l6,
Aluga-se o prioieiro andar do sobrado da
ru do Vigarion. 22: a halar na travessa da
Uadro de Dos n. 21.
0 abaixo assignado pelo presente declara
ao respcitavcl corpo do commercio c a todos em
geral, que nao existe nnrnima leltra, sua ero
circulando, ecoroo haja urna protestada a qual
fo acceila por pessoa de igual norae, por isso
declara nada dever por lettra adra de prevenir
qualquer incidente. Recife 10 de maio de 1860.
loaquim Jos Baplista.
Aluga-se uma das melhores casas no Ca-
xang, cora bstanles comraodos : a tratar na
ra da Paz n. 48. __________^^^^^^
Joao Jos de Carvalho Muraos, filhos o
genro agradecem cordialmente a todas
aquellas pessoas que se dignaran assistir
aos ltimos sufragios do sua semprc cho-
rada esposa e nii D. Candida da Silva de
Jess Moracs.
Prccisa-se de duas ama;, uma pa-
ra cosinhar e outra para engommar,
dndose preferencia a escravas: a tra-
tar na ra do Imperador n. 15.
Prccisa-se para casa franceza de uma ama
forra ou escrava, que saiba bem engommar e co-
ser : a tratar das 9 horas da manhaa s 2 da lar-
do, na ra do Imperador n. 7, confronte a ordem
terceira de S. Francisco.
William Noake, vai a Inglaterra.
Ao publico
Acliando-se grassando epide- S
micamente angina e a escarlati- ff
na, olFervcemos as mais de fami- ||
lia o tratamento horneopathico, \
contendo os symptomas das mo- j|
lestias e dos medicamentos apro- |j
priado cjm a maneirade os em- <,
pregar Assim camo carteira com W>
os medicamentos homeopathicos le
para o mal. 8
N. B. Medicamento especifico 5
e preservativo para estas affec- jff
cues. m ghbulos e em tintu-
ra. Pateo do Carmo n. 5, pri-
meiro andar, largo do Paraizo
n. i 3, sobrado de um andar.
Na ra do Vgaro n.27 se"dir quera precisa
do um humem de racia idado.
No reslaurand e caf do commercio preri-
sa-sc de dous criados foros ou captivos para o
serviro do copeiro.
Urna pessoa h ibililada, que lem de seguir
para as partes do sul c centro desla provnola, a
tratar do scus negocios, prope-sc a fazer cobran-
cas, e l fiador: quem de seu prcslimo se qui-
zeruljlisar, dirija-se a ra Dircita n. 76, quo
adiar com quera tratar.
?$ Os Drs. em medicina Pruden- 8
t ci de Brito Cotegipe cManoel S
_ Alves da Costa Brancante conti-
S imam a residir na ra do Im- H
'fe peradorn. 11 B aondepodem ser ???
8 P;'ocul"ddos a qual juer hora do j
y di a ou da noitepara o ejercicio M
$g da sua proisso. Especialidades ||
|| partos e molestias syphiliticas. $>
8MgiBie emiNReK $wm
a ra do Pilar n. 2, obrado,
precisare de nma ama para cosinhar,
livre ou escrava, podendo dormir (ora
se assim contratar se.
Ao publico.
Ficou transferida para o dia 18 do corrente a
arreraalaQao das tres casas pcrlencenteS ao casal
do fallecido Manoel Joaquim Pereira, ennuncia-
das no Diario n. 112, cujas casas sao: um
excellenle sobrado de tres andares, edificado em
chaos proprios, em uma excedente ra commer-
cial destacidade por ser junto aalfnndega.ua ra
do Amorim n. 41, cora duas frentes, tendo bom
armasen) e excedentes commodos para grande
familia, om o qual de presente mora o Sr. Fran-
cisco Guedes de Araujo ; e duas casas terreas no
bafrro da Boa-Vista, na roa do Ara gao ns. 31 e
35, tambera cora excedentes commodos, e excel-
lenle morada por serem frescas e boas, cujas ca-
sas sao foreiras.
Na ra do Livramenlo n. 9, precisa-se de
uma mulher de meia idade para fazer algum ser-
vico de portas denlro, prefenndo-se cstran-
geira.
Na travessa da ra das Cruzcs n. 2, segun-
do andar, ao pdesta typographia, tinge-se com
.perfeico de qualquer idr, e mais barato que em
outra qualquer parte.
Aluga-se uma casa terrea no lugar daBai-
xa Verde, com duas salas grandes, cinco quartos,
cozinha fra, quintal murado, cora cacimba e boa
agua : a tratar na Baixa Vorde, sitio do Arantes,
ou na praca da Iedependencia, loja ns. 13 e 15.
Ama de leite.
Precisa-se de uma ama de leite do bons cos-
lumes, 6 que tenha abundancia de leite, para
criar uma crianza de ura mez : roga-so a quem
estivornestas circunstancias, dirigir-se a ra lar-
ga do Rosario, passando a botica, a segunda loja
de miudezas, que se dir quera precisa.
DIARIO DE PERIUMBPCO, SEXTA FPRA 18 pg MAH) D* 1860.

commoda
: a tratar
Aluga-se a excelleute e
Cit da ruada Aurora n. 2G
na mesma ra n. 16 A.
Tlio oaz de Paria saca sobre Por-
tugal no prximo paquete : escriptorio
ha ra do Trapiche n. 40.
Prccisa-se de alguns
meninos para aprender o of-
fieio de marcineiro: naru* de
S.Faancisco confronte a igre-
ja armazem que tem a offici-
na da parte de detraz.
Constando ao abaixo assignado
Di*. Lobo Moscozo que ummiseravel
traficanteanda em nome do annun-
eiaote fazendo dividas em diversas lo-
js, declara que nao tem autorisado
njm jamis autorisara' a pessoa aPgu-
ma aiazer dbitos em seu nome, e por
conseguate de maneira alguma pagara'
divids contratadas por quem quer que
sej, e declara mais que usara' dos
miios que a le lhe faculta contra aquel-
es que se apresentarem querendo co-
brar dividas contrahidas por esta for-
ma, pois o annunciante nao pode ver
no seno dulo e ma' fe, para nao usar
de outros termos. Recife 1 de maio de
SOO.-*0c. Pedro de Athayde Lobo
Moscozo.
Fiores de cera em cinco
licoes.
O artista Jos Ricaud recenlemenle chegado
ai tone, olTerecc ao publico era geral. e em par-
ticular ao bello sexo, seus lindos trabadlos do ce-
ra e laas ; d licoes em casas particulares; exp-
sito dosquadros.na ra do Cabug n. 3 A casa
do horticultor francez.
Da-se COOgOOO a premio de 2 por cenlo ao
mez, sob penhores de ouro : na loja de livros do
sr. Figueiroa se dir quem d essa quanlia.
= O Dr. Ignacio Firmo Faviertas publico, que
nao obstante nao achar-sc anda completamente
restablecido do grave incomraodo de saude de
que fra accommeltido desde novembro do anno
passado, lera com ludo destinado empregar algu-
ma* horas em o exercicio de sua profissho, para
0 1"e poder ser procurado das 9 horas da ma-
nnaa a da larde, no pateo do Carmo, sobrado
n. J, pruneirn andar ; o desla hora em diante no
tachangS. O mesmo doutor havisa a seus fre-
gueses eii todas as pessoas que o quizerem hon-
rar coufiando-lhe seusdoenlcs, que lem reor^a-
Bisado a sua casa de saude, sita na Passagemdn
Magdalena, entro as ponlcs grande e a pequea
do Chora-menino, que alera de so achar montada
convenientemente dispe de commodos para
mais do 40 doeutes, segundo a cathegoria e se-
xos, pelo mais comraodo preco, que na actuali-
za le se pode razer. As pessoas livres recolhidas
enfermara pagarao adiara de 3, e escravos
i ; dando-so anda algum abatimento no caso
oe que a molestia se prolongue por mais de um
mes. As pessoas que desojaren) um trataraenlo
flistincto pagaro na razao da despeza que fize-
rem i ara tratar, podem dirigir-se casa do pa-
f. J v,r^"C,l?. indicad. ou cora o Sr. Jos
firmo Xavier na dita casa
,^~L "ru,or- aUj'iale allemao, avisa ao publico
era geral, que mudou-se para a ra Nova n. 69,
e oceupa-se continuamente na sua arle em fazer
obras das modas segrales : da franca, da Ingla-
terra, da Allemanha. da Hungra, etc., ele nois
os senhores amantes da moda encontrado 'lodos
os mezes modas e fazendas novas para o nm.
gresso brasileiro. v
Aviso aos apaixonadosda
mo de vacca.
Na ra do Hospicio n. 3, com rollo na por-
ta ha lodos os domingos o das santos, das 4 ho-
Z da,TaDhaa al asia dla. excedente m.io
de vacca ass.m como tamben se fornece para
tasas particulares : na mesma casa fornece-se
comida para fra.ludo com muito asseio e promp
meaci:ona3daPrC,endeDleS ^- -73?.
Alten cao
o
O abaixo assignado, na qualidado de proprie-
tario da melade do engenho Pituass da comar-
ca deGoianna, por si e outros consenhores do
mesmo engenho, fazem publico, que sendo odi-
ficado o dito engenho em urna propriedade de-
nominada=;Mco, a qual comprchonde a campi-
a da gia, e laooleiros doscajuacs, cujas Ierras
foram compradas aos herdeiros de Estevao Jos
Carneiro de Lacerda, estando parle destas Ierras
na posse do engenho Itapirema do Meio ; o co-
mo consla ao abaixo assignado que se est tra-
tando de vender ou permutar esio engenho, por
esta razao fazem publico os annunciantes a quem
convierpossa, que eslo determinados a reven-
dicarem todos os terrenos que pertoucem a refe-
rida propriedade pelos meios legaes : e para que
ninguem se chame a ignorancia, faz o presente
aviso, que servir de proUsto. Recife 14 de maio
de 1860.-P. C.
_ = Quem quizer uma ama para cornhar, diri-
ja-so ra do Hurlas n. 30, quo achara com
quem tratar.
A mesa regedora da irmandade
doSS. Sacramento da Boa Vista, con-
vida a todos os seus irmaos para no dia
20 do corrente pelas 10 horas da ma-
manhaa comparecerem no consistorio
da mesma, alim de compor-seuma me-
sa geral paratratarem do novo compro-
missoque ja oi apresentado pela com-
missao. nao ignorando nossos irmaos a
necessidade que temos de um compro-
misso que melhor reja a nissa raan-
dade.pedimosque se dignem de corapa
recer a este convite tao justo. Reci-
fe 12 di maio de 1860------O cscrv5o,
Guilhermino de Albuquerque Martins
Pereira.
Precisa-se alugar uma escrava que saiba
engommar : na ra do Brum, armazem n. 10.
Manoel Cavalcanli Brrelo Lins, encarre-
gadoda liquidaco da casado seu fallecido irmao
Jos Cavalcanli Lins, roga a todas as pessoas
que se julga/era credores do dilo seu fallecido
irmao o favor de apresentarem suas conlas den-
lro do praso de 8 das.
Precisa-sede uraa amado leite para aca-
bar de criar, por 5 mezes ou a anda mesmo por
pouco tempo. nao se odia prejo : na Praca da
Independencia ns. 1 e3
Anda est para alugar o 2o andar do so-
brado da ra das Cruzes n. 35 ; a tratar na
Praca da Independencia n. 34, loja de chapeos.
Quem perdeu nma cdula de lOjJOOO rs-,
dando os signaes da mesma, c o lugar onde a
perdeu, lhe ser entregue : na ra Dircira n
i ?, se dir quem aachou.
Na rus de Horlas, sobrado n.30, ha quem
se encarreguc de fazer comidas para casas par-
ticulares, mandando-se levar a casa dos prelcn-
dentes.
Trbulo degratido.
Pela cura completa de uma forte inflam-
maco na bocea do estomago.
Uma minha escrava padeca ha bastante tempo
do una forte inflammacao na bocea do esto-
mago, acompanhada de falla da respiracao,
muito cansaco e dures pelas costas, ludo proce-
dido da mesma infiamirac.io e com muitos re-
medios que tomou capplicou nunca pode oblcr
medraras; ltimamente com i a applicacao das
CHAPAS MEDICINAKS do sr. icardo Kirk, cs-
cnplono ra do Parto n. 119, tfive a satisfacao de
a ver pcrfeilamcnte boa em 33 dias pelo que tri-
buto ao dito senhor mcus sinceros agraded-
raenlos.
Ra do Senhor dos Passosnl 47, Ro do Ja-
neiro. \
Anlonio Jos da Costa.
Reconhecida verdadeira a assignatura supra
pelo tabelliao Pedro Jos de Castro.
Aluga-se o sobrado de um tendar silo na
ra Vclhan. 106, na esquina que, volta para o
pateo da Santa Cruz : quemo pretender diria-se
a ra Direila n. 91, primeiro andar.
Aluga-se uma grande casa era Jaboato,
com uma excedente cocheira : os pretendentes
dinjara-se casa a iratar com o Sr. Joao Fran-
cisco de Albuquerque Mello.
GrammaticAingle-
za de Ollendorff.
d
Novo metliodo para aprender a lr,
a escrever e a fallar inglez em 6 mezes,
obra inteiramente nova, para uso de
todos os estabelecimentos de instruccao,
pblicos e particulares. Vende-se na
praca de Pedro II (antigo largo do Col-
legio) n. 57, segundo andir. \
- Os herdeiros do fallecido Jos Eu-
genio da Silva Ramos, querendo, ven-
der o engenho Cimaragibe de Seri-
nhaem, quelhecoube em partilha por
morte deseus pais, convidam a qual-
quer que se juague prejulicado em
seus dircitoj com esta venda que apr-
sente seus titulos dentro em 15 dias,
tempo em que se pretende realisar a
referida venda. Ricife 8 de maio de
1860.
agenciados fabricantes amerlca-
nos Groaver & Baker.
Machinas de coser: em casa de SamuelP.
Joanston & C, ra da Senzala Nova n. 52.
Nossa Senhora da Pie-
dade.
Acha-se exposla na igreja de Saola Rita de
t,assia, duraute o lempo da presente calamidade,
a virgem Santissima com seu piedoso Odio,
venerado dos fiis que precisaren! do sua pie-
."LIi'.5.ra i*? Dores Raymunda do Gu, riu-
Ut %l , S,W/slfe Vicente, estando proce-
dendo inventario dos bens de seu casal pelo jui-,
zo de orphaos esenvao Brito, pede aos senhores
credores do fallecido seu marido, que quanto an-
tes apresentem suas conlas para serem declara-
das no mesmo inventario.
CONVITE
Ao Sr. rrimenio Duarte Sibeiro, convida-se a
comparecer na residencia de Joao Francisco An-
Ijnos na ruada Crtw m 12, para negocio quo lhe
ciz respeito, ou indicar sua morada e residencia
jara ser procurado.
Aluga-se uma escrava para o servico in-
terno e cuerno de qualquer casa de familia;
cuem precisar,. dirija-se a ra Imperial n. 169,
-egundoanar.
Precisa-se alugar ura prclo escravo nao
sendo muilo moco, que sej fiel e activo, para
i ma casa eslrangeira : a tratar na ra daGruz
4,
ii. 4. 289, paletots de fusto branc
Desapparcceu na noile do dia 3 para 4 do dilos de alpaca de seda a 5J
corrente, do engenho Uchoa, ura quarlo com os d'ls de b"m a 3S500 e 4#.
s gnaes seguinles : caslanho, de meio capado, algodao branco a 3J200, cale
nia?rn npsrnrn finn nanoa nn_..:j__' a .,i, de cores a Ssftfl 'A a:iraa mencionado que ser gratificado.
Compras.
Corapram-se effectivamente meias garrafas
que fossem do champanha e azeile doce, por to-
do o prego : ua ra larga do Rosario a. 36, bo-
t.ca.
Vendas.
Vende-se urna pretade meia idade por
precoeomniodo : na raa da Imperatriz n. 78.
PotassadaRussia
E GAL DE LISBOA.
',N^ be conhecido e acreditado deposito da
na da Cadeia do Recife n. 12, ha para vender
p uassa da Russia e da do Rio de Janeiro, nova
e ae superior qualidade, assim como tambem
UH virgem em pedra: tudo or Drecos muito
r zoaveis
toja da boneca ra da Impe-
ratriz n. 7.
Vendem-se caixas de tintura para tin-
g r os cabellos em dez minutos, como
tmbem lingemse na mesma casa a
qjalquer bora.
FAZEiXDAS B1R1TAS
Augusto k Perdigao,
om loja na ra da Cadeia do Recife n.
23, confronte ao becco Largo,
p evinem aos seus freguezs. queacabam de sor-
ii-seu novo estabelccimento com fazendas de
o 'Sio, Unas, e inferiores, para vender pelos pre-
ces os mais razoaveis ; as fazendas inferiores,
oioaretalho. se venderaopor um preco fixo
q ie ser o seu proprio cusi as"casas inglezas,
u na vez que sejara pagas fista.
esle estabelecimenlo se encontrar sempre
u a sorlimento completo de fazendas, e entre el-
las o segrate : "
Vestidos de seda com babados'e duas saas.
U os de laa e seda e duas Saas.
irnos do tarlatana bordado a seda.
Minleleles pretos bordados com franja.
Taimas pretas de seda e de fll.
rolonozasde gorguro de seda preas.
Unluroes para senhora.
tspartilhoscora molas ou clcheles.
tnfeiics de vdrilho ou flqres para senhora.
vestuarios para meninos.
saas de balo para senhora o meninas.
uiapeos para senhora e meninas.
I entes de tartaruga dos melhores goslos.
lenumanasde Lubin e oulros fabricantes.
Cjssas e organdys de cores.
brosdenaplcs de cores. 1
Chitas escurasfr^ncezas e inglezas
ooitas e manguitos os mais modernos. .
tamisas de linha para senhora. i
Ditas de algodao para menino.
Algodao de todas as qualidhdes.
Lencos de labyrinlho para presentes.
Uodas de crochel prra menioo.
Vestidos de rhn azis.
Roupa feta.
Casacas e sobrecasacas de panno fino. .
t alelots de casemira.
Calcas de casemira prelas e de cores.
Colletes de seda idem idem.
Ditos de fuslo.
Camisas inglezas lodas de lnho.
unas francezas de difTereules qualidades.
Malas e saceos de viagem.
Borzcguins de Mellcr e oulros fabricantes para
Ditos para senhora.
Charutos de Havana, Bahia e manilha.
tamisas de flanella
5(nh!5,eOSdelodas as qualidades para hornera,
sinnora e crianzas.
Curtes de vestidos brancos
mentos
e variado sortimenio de
roupas feilas
Na loja da ra Direita n. 87,
Ricos sobrecasacos de panno muilo fino a 25 e
289, paletots de fusta? brancos e de cores a 5$,
a 59, ditos sobre a 6j]
dilos de esguiaodo
voiCas de brim de linho
magro, pescogo fino, pernas corapridas, de roda, de cores a 2500, 3S. 3j>500 e 4J. ditas brancas a
pelo que tem osignal no peito : quera o pegar, 9, corles de collete de gorguro de seda a 26O0
ouder nolicia exacta delle, poder ir ao engenho e d9. ceroulas de bramante francezas a 1600
grvalas de gorgorao, chamalote. setim e groz
% aLnf Te'1e a 1*400- chapeos francezes
a (Si e 89500. dilosde casemira a 3J800, ditos de
castor, copa baia.alO, chapeos deso de pan-
no, cabo de canna com aslea de balea, a 2*500
P nrJer 8rande Porcao, cortes de brim de algod
a ano rs.. saas a balao a 6J500, esguiao de al-
godao com duaa larguras a 400 rs colletes de
gorguro de seda a 5. manas de seda a250,
meias cruas a 2$500, 3#200 e 4#, e outras raui-
las fazendas de gosio que seria enfadonho men-
cionar ; a ellas, antes quo se acabem : sapa-
los de tranca felos no Porto a 1JJ60Q.
Sndalo.
Ricas bengalas, palceiras e leques :
vendem-se na ra da Imperatriz u. 7,
loja doLecomte.
Veude-se um carro de 4 rodas, bem cons-
truido e forte, com assento para 4 pessoas de
denlro, e um assento para boleeiro e criado fra,
lorrado de panno fino, e tudo bem arranjado :
para tallar, com o Sr. James Crabtree 4 C. n.
*, ra da Cruz.
REMEDIO INCOMPARAVEL.
UNGENTO HOLLOWAY.
Milharesde individuos de todas as nacoes po-
dem testemunhar as virtudes desle remedio in-
comparavel e provar em caso necessario, que,
pelo uso que delle izerara tem seu corpo e mem-
bros inteiramente saos depois de haver eraprega-
do intilmente outros trataraentos. Cada pesoa
poder-se-ha convencer dessas curas maravilhosas
pela leilura 'dos peridicos, que lh'as relatam
todos os dias ha muitos annos ; e a maior parte
dellas sao to sor prendentes que admiran; so
mdicos mais celebres. Quanlas pessoas reco-
braran) com este soberano remedio o uso de seu8
bracos e pernas, depois de ter permanecido lon-
go lempo nos hospilaes, onde de viam soffrer a
amputacao! Dellas ha muitasque havendo dei-
xado esses asylos de padecimentos, para seno
submetterem essa operajo dolorosa foram
curadas completamente, mediante ousodesse
preciosoremedio. Algumas das taes pessoas na
enfusao de seu reconhecimento declararam es
tes resultados benficos diante do lord correge-
dor e outros magistrados, afim de maisautenti.
carem sua firmaliva.
Ninguem desesperara do estsdo de saude sa
livesse bastante confianza para ensaiar este re-
medio constantemente seguindo algum tempo o
mentratatoquenecessitassea natureza domas,
cujo resultado seria prova rincontestavelmente :
Que ludo cura.
O unuento he til, mais particu-
larmente nos seguintes casos
Alporcas.
Caimbras.
Callos.
Canceres.
Cortaduras.
Dores de cabeca.
das costas.
dos membros.
Enfermidades da cutis
em geral.
Ditas do anus.
Erupdes e escorbti-
cas.
Fstulas no abdomen.
Frialdade ou falla de
calor as extremida-
des.
Frieiras.
Gengivas escaldadas.
inchaces
Inflammacao doflgado.
Inflammacao dabeiiga.
da matriz
Lepra.
Males das pernas.
dos peitos.
de olhos.
Mordeduras de reptis.
Picadura de mosquitos.
Pulmes.
Queimadelas.
Sarna
Supuraces ptridas.
Tinha, em qualquer par-
te que seja.
Tremor de ervos.
Ulceras na bocea.
do ligado.
das articularles.
Veas torcidas ou noda-
das naspernaar.
Vende-se este ungento no estabecimento
geral de Londres n. 224, Strand. e na loja de
todos os boticarios droguistas e outras pessoas
encarregadas de sua venda em toda a America
do snl, Havana e Hespanha.
Vende-se a800 rs., cada boceinha contm
uma instruccao em prtuguez para o modo de
fazer uso deste ungento.
O deposito geral em casa do Sr. Soum,
pharmaceutico. na ra da Crun. 22. em Por-
nambuc.o.
peda e manta:........' de b'ond^om ca
para casa- Peiinas de ago inglezas.
Vendem-se na ra da Cadeia do Recife, loja n
S GRANDE SORTMENTO
l DE
iiFazendas e obrasfeitasj
i*
luoja c arvnaiem
f DE
pes&Basoj
I Na ruido Queimad) n.
46, frente amarella.
[5 Completo e grande sorlimento de cal-
I? S'13 de casemira decores e pretas jk 8,
f j 9j), 103 o 128, ditos das mesmas casemi-
C rasa7S, 8e9J. ditos do brim trancado
Rs branco muito fino a 5g. 6$ e 7 ditos de
1} cores a 3j, 3S500, 4$ e 5, ditos de me-
t rrao de cordo para luto a 5$, colletes de
h casemiras pretas, ditos do ditas do cores,
C 2ilos_deB.orf?url Prelos o de cores a 5$,
fea 05 e 7j>, ricas casacas de pannos muilo fi-
i\ nps a 35g e 40j. sobrecasacas dos mesmos
11 pannos a 28). 30j e 35J, paletots dos mes-
f, mos pannos a 22g e 24. paletots saceos
I: de casemira modelo inglez 10, ditos de
r, casemira mesclado muito fino de apurado
l\ gostol5$ e 16. ditossobrecasa das mes-
K, mas cores a 18$ e 20$, dilos sobre de al-
J; paca praa fina a 7g e 8*. dilo3 saceos a
K! 1 -nnloscc,e fusta branco e de cores a 4,
J,4J500e5j), ditos de brim* pardo muilo
|| superior 4500, camisas pa.-a menino de
1) todos os lamanhos a 26S00U a duzia, meias
yj de todas os lamanhoa para menino e me-
1) ninas, palilots de lodos os lamanhos o
j- qualidades psra os mesmos, colletes de
brim branco a 3^500 e 4. ricos colletes
v Iludo preto bordado e de cores diver-
sas e por diversos prcQos, ricos coberto-
res de fuslo archoado para cama a 6S
colarinha de linho a peer a 6*500 a du-
zia, assim como temos recobido para
denlro desle eslabelecimento um comple-
to sorlimento de fazendas de gosto para
senhoras, vestimentas modernas para me-
nino e meninas de quatro a seis annos e
ludo vendemos por precos razoaveis. As-
sim como neste eslabalecimenlo manda-
se apromplar com presteza todas as qua-
lidades de obras relativo a officina de al-
faiale sendo isto com lodo gosto e asseio.
_ ------- - wti uu uaujia m\j Aleone, luja 11.
I, de Guedes & Goncalves, as verdadeiras pennas
de ac inglezas. mandadas fabricar pelo profes-
^sordecalygraphia Gnilherme Sculy, pelo mdico
preco de 19500 a caUa.
Bezerro francez
grande e grosso :
De4#.e5#.
a ra Direita m 45.
SI WD.
cobertos e descobertos, pequeos e grandes, de
! ouro patente inglez, para homem 8 sennora,
de um dos melhores fabricantes de Liverpool,
tftharMenors7cTetengleZ: ^^ d*
Milho e Farello.
FJ,lf\aJm. rus- a sacca- milh0 40 w- em
cuia a 240 ; na taberna da estrella do largo do Pa-
raizo n. 14.
CALCADO
Grande sorlimento.-
4d--Rua Direita*45
Os estragadores de calcado encontra-
jo neste estabelecimento, obra supe-
rior pelos precos abaixo :
Homem.
orzegjins aristocrticos. 9^000
Ditos (lustre e bezerro)..... 7$000
Borzeguins arranca tocos. 70000
Ditos econmicos. . . 6#000
SapatOes de bater (lustre). 5#000
Senhora.
Borzeguins primeira classe (sal-
to de quebrar) ....... 50000
Ditos todos de merino contra
calos [salto dengoso).....40500
Borzeguins para meninas (for-
tissimos). .........40000
Eum perfeitosortiment de todo cal-
cado e daquillo que serve para fabrca-
lo, como sala, couros, marroquins, cou-
ro de lustre, fio, fitas, sedas etc.
Ferros de .engom-
mar econmicos
A 8gOOO.
A 8,000 rs.com todos
os pertences.
Oo-se a contento para ex-
periencia por um ou dous
dias.
tercaas"1"36 esles m,8nifico* e'">* as seguin-
Praca do Corpo Santo n. 2.
Ra da Cadeia do Recife n. 44.
pila da cadeia do Recife n. 49.
Ra Nova n. 8.
Ra Direita n. 135.
Dita da Madre de Dos n. 7.
Dita do Crespo n. 5.
I>'ta daPenha n 16.
Dita do Cabug n. 1 B.
Dit Nova n. 20.
Dila do Imperador n. 20.
Hila do Queimado n. 14
Dita Direita n. 72.
Dita da Praia 11. 28.
Dita da Praia n. 46.
Dita do Livramenlo n. 36.
Dila da Santa Cruz n. 3
D.tadalm eralriz n 10, armazem de fazendas
esfesuL^r^"103 Le,,Al"n5. em lodo
exSmS-se0"80 Pr Um U dUS dias Pa
Cocos italianos
de folha de flandres, muito bem acaba-
dos, podendo um durar tanto quanto
duram quatro dos nossosa 400 rs. um
e 40 uma duzia : na ra Direita n. 47,
loja de funileiro.
Billioles,
Na ra Direila n. 61, loja de chapeos, de Den-
lo de Barros Fej, vendem-so bilhetes da lote-
ra da provincia por conla do Sr. thesoureiro
Era casa de Southall Mellors 4 C, ruado
Trapiche n. 38, vendem-se os seguintes arligos:
Chumbo de municao sortido.
Pregosde todas as qualidades.
Alvaiade.
Vinho de Shery, Porto, Hungarian em barris.
Dilo de Moselle em caixas.
Coguac em caixas de duzia e barris.
Relogios de ouro e prala, patente e chronorao-
tros, cobertos e descobertos (bem acreditados]
Trancelins de ouro para 41 mesmos.
Biscoilos sortidos em latas pequeas.
niNDICAOLOWrlOW,
Ra da Senzala Ifova n. 42.
Neste estabelecimento continua a haver um
comapletosortimento de moendase meias moen-
das para euSenho, machinas de vapor e taixas
de ferro batido o coado. de todos os lamanhos
oara dto.
Alten^o.
Vendem-se 3 negrinhas do 10 a 11 annos, op-
Hf ?a",8ecducaeBI' mulalinho da mesma
idade, 1 outro proprio para pagem cora 16 an-
nos, 1 negra para mucamba cora 14 annos 1
dogn!?m ^ ' f l nesro de idade : na rua
do^Queimado n. 27, loja de Joao Jos de Gou-
g LOJA DO VAPOR.
Grande e vanado sorlimento da calcado fran-
^nrn"pafe"a,,milldezas nas o peffumarias,
ludo por menos do que em outras parles : na lo-
ja do vapor na rua Nova n. 7.
SO!
ttenco.
1 iDd" "i* "m Canos aberla *I"e Pga S
1.200 lijlos: para tratar na rua de $ w
Francisco n. 58, a chegar no Mundo Novo' |
a mmsmwsws m$ mmemsmm
Vende-se superior farinha de Santa Calha-
rina : a bordo do hiale Dous Irmaos, e no ar-
mazem da rua da Madre do Dos n. 2
SISTEMA MEDICO DE HOLLOWAY.
PILULAS IIOLLWOYA.
Este Inestimavel especiGco, coraposto inteira-
mente de hervas raedicinaes, nao contm mercu-
rio, era alguma outra substancia delecteria. Be-
nigno a mais tenra infancia, e a compleico mais
delicada igualmente prompto c seguro para
desarreigar o mal na compleico mais robusta ;
inteiramente innocente em suas operaces e ef-
feitos; pois busca e remove as doencaa de qual-
quer especie e grao por mais antigs e enazes
que seam.
Enlre milhares de pessoas curadas com este
remedio, muitas que j estavam as portas da
morte, preservando emseu uso: conseguiram
recobrar a saude e torcas, depois de haver tenta-
do intilmente todos os outros remedios.
As mais afflictas nao devem entregar-se a de-
sesperado ; facam um competente ensaio dos
efficazes effeitos desta assombrosa medicina, e
prestes recuperaro o beneficio da saude.
Nao se perca tempo em tomar este remedio
para qnaiquer das seguintes enfermidades
Chapeos de castor preto
. e brancos
Na ruado Queimado n. 87, vendem-se os me-
mores chases de castor
Com toque de avaria
1:800
Corles de vestido de chita rocha fina a 1:800
lencos de cambrsia brancos 2:000 2:500 3
4:000 a dusia dilos com 4 palmos por cada face
de 4 e meio por 5:000 cousa rara no Arma-
em de fazendas de Raymundo Carlos Leite k
irmaos. rua da Imperatriz n. 10.
*mem aesie mm mm msmn
GRANDE ARMAZEM 8
DE
[Roupa fcitaj
Rua Nova n. 49, junto
a igreja da Conceigo dos
Militares.
. Neste armazem encontrar o publico
um grande e variado sorlimento de rou-
pas feilas, como sejam casacas, sobreca-
sacas, gndolas, fraques, e paletots de
panno liuopreto e de cores, paletols e
sobrecasacas de merino, alpaca e bomba-
zma pretos e de cores, paletols e sobre-
casacos de seda e casemira de cores, cal-
cas de casemira prela e de cores, ditas de
merm, de princeza, de brim de linho
branco e de cores, de fustao e riscados,
cairas de algodao, colletes de velludo
preto e de cores, ditos de setim preto e
branco, ditos de gorguro e casemira, di-
los de fustoes e brins, fardpraentos para
a guarda nacional, libres para criados,
ceroulas e camisas francezas, chapeos
grvalas, grande sorlimento de roupas
para meninos de 6 a 14 anuos ; nao agra-
dando ao comprador algumas das roupas
feilas se apromptarao outras a gosto do
comprador dando-se no da convenci-
Pianos
Saunders Brothers & C. tem para vender em
seu armazem, na praca do Corpo Santo n t
&L''TS,.d0 ul,irao Sst0- recenlimenle*
chegados, dos bem conhecidos e acreditados fa-
bricantes J. Broadwood ASons de Londres e
muito proprios para este clima.
r
IJL
em grande sortimento para
houiens, senhoras e
meninos.
Vendem-se chapos francezes de superior qua-
idade a 650o. 7 e 8, ditos de velludo, copa al-
ta e baixa a 7g, 9 e.lOfl. dilos de lontra preto e
ae cores, muito finos a 6 e 7, ditos do chile a
38500. 5, 6. 8. 10 e 12, ditos de fel.ro em gran!
de sorlimento, tanto em cores como era qualida-
des, para homens e meninos, de 2500 a 7g di-
tos de gorguro com aba de couro de lustre', di-
los de casemira com aba forrada de palh'a, ou
sera ella a Ai, ditos de palha ingleza, copa alia
e baixa, superiores e muito em conla, bonetes
francezes eda trra, de diversas qualidades, para
meninos, chapeos de muitas qualidades para me-
ninas de escola, chapelinasrom veo para senho-
ra, muilo em conla e do melhor goslo possivel
chapeos de seda, ditos de palha amazonas, enfei-
tes para cabeca, luvas, chapeos de sol, e outros
muitos objeclosque os senhores.freguezes, vis-
ta do preco e da qualidade da fazenda, nao dei-
xaro de comprar; na bem conhecida loU de
chapeos da rua Direila n. 61, de B. de B. Feij.
@3
Engenho.
@ Vende-se o engenho Santa Luzia,silo na %
freguezia do S. Lourenco da Malla, entre
S os engenhos Penedo de Baixoc Penedo de S
@ Cima : Irata-se no mesmo engenho ou no i?)
engenho Mussambique com Felisbino de %
S Carvalho Rapuzo. Z
fttTttirtffttttttm Relogios
Suissos.
Em casa de Schaflellin & C, rua da Cruz n.
38 vende-se uro grande e variado sortimento de
relogios de algibeira horsonlaes, patentes chro-
nometros, meras chronometros, de ouro prata
dourada efolheadosa ouro, sendo estes relogios
dospnmeiros fabricantes da Suissa, que se vea-
oerao por precos razoaveis.
RELOGIOS.
Vende-se em casa de Saunders Brothers 4
C, praca do Corpo Sonto, relogios do afama-
do fabricante Roskell, por precos commodos,
e tambem trancellins e cadeias para os mesmos]
deexcellente eosto.
por sacca de
Irmaos.
milho; nos armazens de Tasso
Accidentes epilpticos
Alporcas.
A iplas.
Areias (mal de).
Asthma.
Clicas.
Conyulses.
Debilidade ^ou extewia-
co.
Debilidade ou falta de
forcas para qualquer
cousa.
Dy sin tea.
Dor de garganta,
de barriga,
nos rins.
Dureza no ventre.
Enfermidades no ventre.
Ditas no figado.
Ditas venreas.
Enxaqueca.
Herysipela.
Pebre biliosas
Febreto intermtente.
Febreto da especie.
Gotta.
Hemorrhoidas.
Hydropesia.
Ictericia.
Indigestoes.
Tnflamraacoe.
Irregularidades
menstruaco.
Lombrigasde toda es-
pecie.
Mal de pedra.
Manchas na cuta.
Obstrucco de ventre.
Phtysica ou consump-
pulmonar.
Retengo de ourina.
Rheumatismo.
Symptomas secunda-
rios
Tumores.
Tico doloroso.
Ulceras
4,000 rs.
i milho; nos armazem
Sua do Queioiado n. 37.
A 30* cortes de vestidos de seda quecustaram
60; a 16 cortes de vestidos de phautasia que
custarara 30; a 8J chapelinhas para senhora:
na rua do Queimado n. 37.
Enfeites de vdrilho e de retroz a 4 cada
um : na rua do Queimado n.37, loja de 4 portas.
Em casa de Rabe Scbmettan 4
C, rua da Cadeia n. 37, vendem-se
elegantes pianos do afamado fabrican-
te Traumann deHamburgo.
SABA
do deposito geral do Rio *
com Tasso & Irmaos.
Janeiro: a tratar
Farinha de mandioca
nos armazens de Tasso 4 Irmioa.
1
Venreo (mal).
Vendem-se estas pilulas no estabelecimento
geral de Londres n. 224, Strand, e na loja de
todos os boticarios droguistas e outras pessoas
encarregadas de sua venda em toda a America do
Sul, Havana e Hespanha.
Veadem-se asbocelidhas a 800 rs. cada urna
dellas, contera uma instruccao emportuguez pa-
ra explicar o modo de se usar destas pilulas.
O doposito geral em casa do Sr. Soum
pharmaceulico. na rua da Cruz a. II, em Per-
namb co.
nos armazens da Taaao & Irmaos.
Tachas para engenho
Fundico de ferro e bronze
Francisco Antonio Corrcia Cartazo,
tem m grande sortimento de
tachas de ferro fundido, assim
como se faz e concerta-se qual-
quer obra tanto de ferro fun-
dido-como batido.
%

\
m

:_.'..':


DIARIO DE PERNAMBUCO. SEXTA PEIRA I8T>E MATO DE 1860.
DE
--Largo ila Penlia-
Manteiga perfectamente flor a 800 rs. a librs e em birril se far mais algum abalimento.
Quejosnuio hoyos
a 1J70O te. e em caixa se ar mais algum abalimento nicamente no armazera Progresso.
Ymeixas fraacexas
em tatas de folha e campoteirasde vidro a 900rs., e em porco se far algum abalimento s no
Progresso.
Catlocs &e boUnluis
muilo novos proprios para mimos a 500 rs., e em porgosefar algum abalimentos no Progresso.
Figos de comadre
era caixinhas elegantemente enfeitadaso proprias para mimos s no Trogresso ecom avista se far
um prego commodo.
lalas de soda
cora 2 1|2 libras de differcnlcs qualidades a 1&600 rs.,nicamente no armazcm Progresso.
Conservas
a 700 rs. o frasco vende-se nicamente no armazem Progresso
Rolachinha ingleza
muito nova a 320 rs. a libra c barrica 4J, unisamente no Progresso.
Votes vidrados
de 1 a 8 libras proprias para manteiga ou outro qualquer liquido de 400 a 15200 rs. cada um, se
no Progresso.
Chocolate francez
a 1$ a libra, assim como vendem-se os seguintes gneros ludo recentemente chegado c de superio-
res qualMades. presuntos a 480 rs. a libra, chourica muilo nova, mermelada do mais afamado fa-
bricante de Lisboa, magade tomate, pera secca, pascas, fructas em calda, amendoas, nozes, frascos
com ameniloas cuberas, conteilos, pastilhas de varias qualidades, vinagre branco Bordeaux proprio
para conservas, cliarulos dos melhores fabricantes de S. Flix, macas de lodasas qualidades, gom-
ma muilo fina, ervilhas francezas, champagne das mais acreditadas marcas, cervejas de ditas,
spermacelo barato, licores francezes muilo tinos, marrasquino de zara, azeile doce purificado, azei
ionas muilo novas, banha de porco refinado e outros muilo gneros que encoolraro tendente
niolhados, por isso promelem os propietarios venderem por muilo menos Jo que outro qualquer
promclern mais lambem servirem aquellas pessoas que mandaren! poroutras pouco pralicJs como
se viessein pessoalmenle ; rogam tnmbem a lodos os sonhoresde engenho e senhores lavradoies
queiram mandarsuas encommendas no armazem Progresso que se Ihes afilanca a boa qualidadee
o acoiidicioriaoiunto.
Vcvdadcira goma de matavana
a 400 rs. a libra, s no Progresso.
Palitos
cilhalos para denles a 200 rs. o moro cjm 20 raacinho, s no Progresso.
CU ttyson, perula c preto
os melhores que ha no mercado de 18600 a 25500 a libra, s no Progresso.
Passas em calxmlias de 8 libras
as mais novas que lem vindo ao nosso mercado pelo diminuto proco de2560, s no Frogrosso.
Macas em. caixAnuas de 8 iioras
contendo 405 qualidades pevide, grao de bico, eslrelinha.alelria branca e amarella c pastilhas de
maga, s no Progrosso, e com a vista se far um prego commodo.
Clvouricas c paios
a? mais novas que tera vindo ao mercado,s no Progresso, afiangando-se a boa qualidade e a vista,
es far um prego commodo.
Escravos vtnda.
Vendrm-se, trocam-se e compram-se escra-
vos de leda idade, e de ambos os sexos ; na ra
do Imperador n. 21, primeiro andar.
'Arados americanos e machinas
pata lirarroupa: cm casa de S. P. Jo-
hnstoi & C. ra da Senzala n. 42.
\ iolio de Bordeaux.
Era c isa de Kalkmann Irmos&C, ra da
Cruz n. 10. encoulra-se o deposita! das bem co-
nhecid.s marcas dos Srs. Brandehburg Freres.
e dos Srs. Oldekop Mareilhac deaux. Tem as seguinles qualidades :
De Brandeaburg frres.
St. Eslph.
St.Unlicn.
Margaux.
La rose..
Chaleafi Loville.
Chulean Margaux.
De Oldekop & Mareilhac.
St. Jul en.
St. Jul en Medoc.
Chatea j Loville.
Na mesma casa ha para
vender:
Sherrj em barris.
Madcia em barris.
Cognac em barris. qualidade fina
Cognac em caixas qualidade inferior.
Cervei branca.
Tachase moendas
Braf a Silva & C, tem sempre no seu deposito
da ra da Mceda n. 3 A, um grande sortimento
de tai hase moendas para engenho, do multo
acredi ado fabricante Edwin Maw : a tratat no
mesm > deposito ou na ra do Trapiche a 44.
Pechincha.
Codi pequeo toque de alaria.
Na ua do Queimado n. 2, loja do Preguica,
vendem-se pegas de algodo encorpado, largo,
com pequeo loque de avaria a 2(500 cada urna.
Aos amantes da economa
Na ra do Queimado n. 2, loja do Preguiga,
vendeim-se chitas de cores fixas bastante escu-
ras, pilo baratissimo prego de 6g a pega, e 160
rs. o :ovado.
(7)
DE
Sita na ra Imperial n. H 8 e i 20 junta a fabrica de sabao.
DE
Sebastia i. da Silva dirigida por Francisco Bel miro da Costa.
,a onn*Sloen\el*cira,en,0aL8Cmpre P^P108 alambiques de cobre de differentcs dimengoes
[de duu a j:uum simples e (labrados, para destilar agurdenle, aparelhos destilatorios continos
para resillar e destilar cspintos com graduago at 40 graos (pela graduacao deSellon Cartier) dos
melhores syslemas hoje opprovados e conhecidos nesta e outras provincias do imparto, bombas
de todas as dimengoes, esperantes e de repucho tanto de cobre como de bronze e ferro, tornciras
de bronze de odas as dimengoes e felios para alambiques, tanques etc., parafusos de bromee
ferro para rodas d agua.portas para fornalhas e crivos de ierro, tubos de cobre e chumbo de todas
as dimengoes para encmenlos, camas de ferro com armago e sem ella, fugoes de ferro potaveis e
econmicos lachas e lachos de cobre, fundos de alambiques, passadeicas, espumadeiras, cocos
para engenho, folha de Flandres, chumbo em lencole barra, zinco era lengol e barra, lsnces e
arroellas de cobre, lengcs de ferro a latao.ferro suecia inglez de todas as dimenses, safras, tornos
6 .1 hL k r eC-J outros muitos artigos por menos prego do que em oulra qualquer
parle, desempenhando-se toda e qualquer encommenda com presteza e perfcico j cuuhecida
epara coramodidade dos freguezes que se d.gnarem honrarem-nos com a sua confianga, acha-
rao na ra Nova n. 37 loja de erragens pessoa habilitada para tomar nota das encomiendas.
CONSULTORIO
oseoso.
Carne de vacca salgada, em barris de 200 fl ajla
libras : em casa de Tasso Irmaos
Oleado de
ores.
Vei dem-se oleados decores os mais finos que
pos vel nesle genero, e de diversas larguras,
por irego commodS : na ra Direila n. 61, loja
de ch ipeos de B. de B. Feij,
Ra da Senzala Nova n. 42
Ve:ide-se em casa de S. P. Jonhston 4 C. va-
queta s de lustre para carros, sellins e silhes in-
glezes, candeeiros e casticaes bronzeados, lo-
nas inglezas, lio de vela, chicote para carros, e
monlaria, arreios para carro de um e dous cval-
os, e relogios d'ouro patente inulezes
Verdadeiras luvas de Jovin de to-
das; g cores, ra da Imperatriz n. 7,
lojafdo Leconte.
Vende-se um lindo sortiraenlo de collari-
nhos manguitos, tiras de cassa, anagoas elen-
cos bardados por pregos commodos : em cosa de
Mcll Kalham & C, na ra da Cadeia do Recife
n. SS!.
3 MUJA &AGL Clnica por ambos os systemas.
O Dr. Lobo Moscoso d consultas todos os dias pela manha ede tarde depois de 4 horas.
Contrata partidos para curar annualmente nao s para a cidade como para os engenhos ou outras
propnedades ruraes.
Os chamados devem ser dirigidos sua casa at as 10 horas da manha e em caso de ur-
gencia a outra qualquer hora do dia ou da noite sendo por escriplo em que se declare o nomo da
pessoa, o darua e o uumero da casa.
Nos casos que nao forem de urgencia, as pessoas residentes no bairrodo Recife poderao re-
metter seus bilhetes a botica do Sr. Joo Sounn & C. na ruada Cruz ou loja de livros do Sr. Jos
Nogueira de Souza na ra do Crespo ao p da ponte velha.
Nessa loja e na casa do annnnciaute achar-se-ha constantement e os melhores medica-
mentoshomeopathicos ja bem conhecidos e pelos precos seguintes:
Botica de 12 tubos grandes, ...".......10$000
Ditos de 24 ditos...............158000
Ditos de 36 ditos..............2OjO0O
Dito de 48 ditos...............25S000
Ditos de 60 ditos...............0000
Tubosavulsos cada um.............IgOOO
Frascos de linduras........,.....2g000
lanoal de medicina homeopathica pelo Dr. Jahr traduzido
em portuguez com o diccionario dos termos de medi-
cina, cirurgia etc.. ele............ 20O0O
Medicina domestica do Dr. He ring, com diccionario. lOJOOO
Repertorio do Dr. Mello Moraes......... 6JJ0OO
Tinta prela para escrever.
A nunca assaz louvada tinta preta para escre-
ver. :onlinuaa estar a venda em garrafas, meias
ditaso huies; na ra do
do S Francisco.
j ATTEISgO.
v{ndc-se saccascom farello de Lisboa a 50000
rs. a sacca ; na ra do Rangel n. 62.
Relogios de ouro e prata.
Em casa de Henry Gibson, ra da Cadeia do
Recite n. 62, ha para vender um completo sorti-
mento de relogios de ouro e prata, chronome-
tros, meiosfhronometros e de ptente, os me-
lhores que vem a este mercado, e*a pregos ra-
zoaveis.
37 Ba do Queimado 37
Loja de 4 portas.
Chegou a este estabelecimento um completo
sortimento de obras feitas, como sejam : pale-
lots de panno fino de 16$ at 28g, sobrecasacas
de panno uno prelo e de cores muito superiores
a 355, um completo sortimento de palelots de
riscadinho de brim pardo e brancos, de braman-
te, que se vendem por prego commodo, cerou-
las de linho de diversos tamanhos, camisas
francezas de linho e de panninho de 2$ at 5j
cada urna, chapeos francezes para homem a 8#,
ditos muito superiores a 10$, ditos avclludados,
13$, dilos copa baixa a 10J, cha-
peos de feltro para homem de 4, 5$eat 7
cada um, ditos de seda e de palha eufeitados pa-
ra meninas a 10, ditos de palha para senhora a
12$, chapelinhas de velludo ricamente endita-
das a 25$, ditas de palha de Italia muito finas a
25$, cortes de vestido de seda em carto de 40$
at 150$, ditos de phautasia de 169 at 35$000,
gollinhas de cambraia de 19 at 5*. manguitos
de 1$500 at 5#, organdys escuras e claras a
800 rs. a vara, cassas francezas muito superiores
e padres novos a 720 a vara, casemiras de cor-
les para colletcs, palelots e caigas de 3&500 at
4$ o corado, panno fino preto e decores de 2$500
at 10$ o covado, corles de colletede velludo
muito superiores a 9 e 12$, dilos de gorgurao
e de fusto brancos de cores, tudo por prego
barato, atoalhado de algodo a 12S0 a vara,
cortes de casemiras de cores dt at 9#, grosde-
naples de cores e pretos de 1JJ600 at 3&200 o
covado, esparlilhos para senhora a 6$, coeiros
de casemira ricamente bordados a 12# cada um,
lengos de cambraia de linho bordados para se-
nhora a 9 e 12$ cada um, ditos lisos para ho-
mem, fazenda muito superior, de 12 al 20) a
duzia, casemiras de cores para coeiro, covado a I
2$400, barege de seda para vestidos, covado a i
1JM00,
Relogios.
Vende-se em casa de Johnston Palcr A C, ra
do Vigario n. 3, um bello sortimento de relogios
de ouro, patente inglez, de um dos mais afa-
mados fabricantes de Liverpool ; tambem urna
variedade de bonitos trancelins para os mesmos.
Em casa de Borott & C, ra
da Cruz do Recife n.5, ven-
de-se:
Cabriolis muilo lindos.
Charutos de Havana verdadeiros.
Presuntos para fiambre.
Fumo americano de superior qualidade.
Ghampanha de primeira qualidade.
Carne de vacca cm barris de superior quali-
dade.
Oleados americanos proprios para cobrir carros
Carne de porco em barris muito bem acondi-
cionada.
Licores de diversas qualidades, como sejam :
o muilo afamado licor intitulado Morring Cali,
Sherry Cordial. Mcnl Julop, Bilters, Whiskey &
C, tudo despachado ha poneos dias.
Machinas de coser, grandes e pequeas, de dif-
ferentcs autores, de um modello inleirameute
novo, por prego commodo.
Salsa parrilha em frascos grandes c pequeos,
muito bem acondicionada.
Pilulas vegetaes (verdadeiras.)
Verme fuge.
INJKCTION BROU.
Hygiene infallivel e preservativa as gonor-
rha3 recentes ou chrunirag. Em seis dias de
Iratamenlo, minias vetes mais cedo, raras vn-
zes mais Urdo, sem t alguma, desapparece
inleiramente a molestia sem precisar recorrer a
todas essas composicocs, cuja baso sao a copa-
niba e cubebas, remedios nao s peiigosos,
como nojenlos : vende-se a 5$00O rs. o frasco
na praga da Independencia n. 22
BARATISSIMO.
Diccionarios francezes de Fonceca, e Roque-
te, ditos da lingua portuguesa, selectas tranee-
zas eiuglczas, ritual romano de diferentes eo-
cadernates e gustos, livros de direito, e mullos
oulros objectos que ao comprador se mosirarao;
na ra do Imperador delruntc de S. Francisco.
Milho e firelo.
Farelo a 4&5O0 o sacio, milho a 48, em cuia a
240 rr. : na taberna da estrella do largo do Pa-
raizo n. 14.
= Vende-se una prela moca que cozinha, la-
va e engomma pereiuineule : ua ra Nova nu-
mero 55.
Botica.
Bartholomeu Francisco de Souza, ra larga
do Rosario n. 36, vende os seguintes medica-
mentos :
Rob L'Affecteur.
Pilulas contra sezoes.
Ditas vegetaes.
Salsaparrilha Bristol.
DitaSands.
Vermfugo inglez.
Xarope do Bosque.
Pilulas americanas (contra febreil.
Ungento Holloway,
Pilulas do dito.
Ellixir anti-asmathico.
12Ubra!de bCa Urga Cm r0lhaS, d6 D':'S *
Assimcomo tem um grande sortimento de pa-
pel para forro de sala, o qual vende a mdico
prego.
Anda existe alguns burros que s vendem
por preco commodo. os quaes forana mmladcs
da coeheira da ra da Florentina e aiham-se na
Boa-Visla na ofcina de ferreiro junio to Sr.
Manoel Joaquina Carneiro Leal.
Escravos fgidos.
FUNDIQAO D'AURORA.
Seus proprietarios ofTerecem a seus numerosos freguezes e ao publico em geral, toda e
qualquer obra manufacturada era seu reconhecido estabelecimento a saber: machinas de vapor de
todos os tamanhos rodas d'agua para engenhos todas de ferro ou para cubos de madeira, moen-
das e meias moendas, tacnas de ferro batido e fundido de todos os tamanhos, guindastes, guin-
chos e bombas, rodas, rodetes, aguilhes e boceas para fornalha, machinas para amassar man-
ioca e para descarocar algodao, prengas para mandioca e oleo de ncini, portes gradara, co-
ranas e moinhos de vento, arados, cultivaJores, pontes, aldeiras e tanaues, boias. alvaregas
tes e todas as obras de machinismo. Executa-se qualquer obra soja qual fr sua nalureza pelos
OTHthos ou moldes que para tal fim torera apresenlados. Recebem-se encommendas neste esla-
beleciraenlo na ra do Brum n. 28 A e na ra do Collegiohoje do Imperador o... moradia do cai-
eiro do estabelecimento Jos Joaquim da Cost Pereira. com quem os oretendentes se podem
ntender oara oualijuer obra.
Armazem de tandas,
NA
Ra do Queimado n. 19.
Cobcrtas do chita, goslo chinez, muito finas, a
preco de 2J.
Lengos de cambraia para algibeira a 2jJ a duzia.
Chita francezas miudinhas e muito finas, co-
rado (pechincha) a 20 rs.
Cortes de riscado francez imil.indo alpaca,
muilo bonitos, tendo 13 1|2 covados, por 2>.
Lengos para menino o meninas a 80 rs. ca-
da um.
Meias cruas para menino de todos os lmannos
Ditas brancas para meninas.
Chales de merino eslampados a 2$500.
Alpaea prela, o covado a 320 rs.
Baloes para senhora a 6$.
MaJapolao cora pequeo defeito a 3$.
Algodao raonslro, 8 palmos, a vara a 600 rs.
CJX?S dechila miudiuha com 38 covados por
Palelots de brim de core3 a 3$.
Ganga franceza escura, covado a 500 rs.
Chapeos pretos o mais fino que ha no mercado
e de forma elegante.
Tapetes franjados para sala .
Chapeos de sol para menina a 4$.
Madapolo fino a 6j.
Bramante de linho,. vara a 2J300.*
Farinha de man-
dioca
a tratar com Almeido Gomes, Alves &. C.
Arroz em casca
a tratar com Almeda Gomes. Alves & C. ra
da Cruz n. 27.
Para liquidar*
-Na loja da A'guia de Ouro na ra do Cabug
n. 1 B, eaijinhas com 8 libras de superior o
torrado pelo baralissimo prego de if a caixa.
Attengao.
Vende-se um escaler novo com 4 remos de
faia, de patente, e um bote novo, proprio para
todo servieo, c por commodo prego : a traler na
ruado Cordoniz n. 6.
Vende-c a taberna n. 14 do paleo do Ter-
go, bem afreguozada e Iluminada & gaz e bas-
tante sorlida ; vende-se lambem com as dividas
se quizerom : a tratar na mesma.
Vende-se um terreno cora 100 palmos de
frente e 300 de fundo, na Pente do Ucha, es-
trada que vem da Torre para o porto quo alra-
vessa para Sanl'Anna : quem quizer, dirija-se a
fallar com a pessoa, na escela em frente da igre-
ja de S. Jos do Manguinho.
Cemento.
Superior cemento romano em barricas ; vens
de-se a 7#, em casa de Farenle Mianna & C, ru-
da Cadeia n. 57.
Sabo
das fabricas do Rio de Janeiro : a tratar com Al-
raeida Gomes, Alves & C.
Chales chinezes a
a 4^500.
Na bem conhecida loja do Preguiga, na ra do
Queimado . 2, vendem-se ricos chales de meri-
no de modernos e lindos gostos com um pequeo
defeito de mofo a 4c5C0 cada um.
Ca vallo.
Vende-se um cavallo rudado, grande e bonita
figura, muito proprio para cabriole!: quem o
pretender, pode dirigir-se a praga da Indepen-
dencia n. 31, loja de chapeos
Attencao.
NF.TES PARA MAItCAR ROUPA
UA DA EMPERATRIZ 2 2
um completo sortimento de colletesde
Irapefador, d fronte Sor6urao, casemira prela lisa e bordada, e de
fuslau de cores, os quaes se vendem por barato
prego; velludo de cores a 7 o covado, pannos
para cima de mesa a 10 cada um, merino al-
cocMoado proprio para palelots e colletes a 28800
oteado, bandos para armago de cabello a
15;00, saceos de tapete e de marroquim para via-
gem, eum grande sortimento de macas e malas
Ra do Queimado n. 19, ar -ide Pre8aria. 1UC ,ud0 so vende vontade dos
freguezes, e outras muitas fazendas que nao
*., possivel aqui mencionar, porm com a vista dos
wn rSS"8 u,u a p-dr5,es .rai.u1din1hos,a comnradoressemostrarao
2U rs. o corado, cortes de riscado imitando al-
pac com 13 1|2 covados a2g, coberla a chine-
za di ch i la ni ni lo fina a 2$, pegas de chita de co-
res Ixas, muilo boa fazenda, tendo 38 covados,
a 5; 800, ganga franceza para caiga e palelots a
500 rs. o covado, lencos de cambraia brancos pa-
ra f Igibeira a 2jJ a duzia, algodao com 8 palmos
a 6(0 rs. a vara, um resto de algodao superior a
2j>5 10 a peca cora pequeo defeito, idem de chi-
ta, f na franceza a 180 rs. o covado, chales de
racim estampados a 2500, brim de linho de
qalrinhos a 500 rs. o covado, balees a 5JJ, lon-
gos para meninos a 80 rs cada um. sortimento
de^neias para meninos e meninas, fil de linho
fine a 800 rs. a vara.
Attencao.
Vende-se na ra Nova n. 71 junto a ponle.sac-
cos tora milho muito novo a 5$, na taberna da
Cruflde Almas em ponle de choa a 5&500 e em
Apipucos a 5500 taberna nova junto ao agougue.
- Vende-se gommj de malarana verdadeira a
800-rs.. e caninhosde mao muito bem conslrui-
dos/a 14g : na ra Nova n. 71, junio a ponle.
-- Na fabrica decoldeirciro da ra Imperial,
jun o a fabrica de sabao, e na ra Nova, loja de
lenagens n. 37, ha urna grimde porgfto de folhas
do ::inco, ja preparada para telhados, c pelo di-
mu uto prego de 140 is. a libra.
Plantas e llores diversas.
Tellorce, mombrodn sociedade de horticultu-
ra pa io primeiro vapor, vender de hoje em diante
o S'iu varia.do sortimento de plantas, flores, par-
reias e fructeiras diversas, cora grande abali-
ine-rtq do preco : na ra do Cabug n. 3 A.
Carneiros gordos.
No engenho Forno da Cal vendem-se carneiroS
gordos por prego commodo.
Espirito de vindo com M
graos.
Vonde-se espirito de vinho verdadeirocom 44
graos, chegado da Europa, as garrafas ou as ca-
sadas: na ra larga do Rosario d. 36.
Albardas nglezas.
Anda ha para vender nlgumas albardas ingle-
zas.cxcellenles por sua duragao, levesa e com-
modidade para os animaes : era casa de Henry
Gibson. ra da Cadeia do Recife n. 62.
Vende-se superior linha de algodo, bran-
cas e do cores, em novello, para costura : em
casa de Scuthall Wellor& C, ra do Torres
n. 38.
Superiores chapeos de manilha.
Estes encllenles chapeos que por sua qualida-
de e elerna duragao, sao preferiveis aos do Chi-
le ; exUtera venda unicanenle cm casa de
Henry Gibson. ra da Cadeia do Recie n. 62, por
prego commodo.
I
e-se
Relogios patentes.
Estopas.
Lonas.
Camisas inglezas.
Peitos para camisas.
Biscoutos.
Em casa de Arkwight & C, ra da
Cruz n. 61.
-sHMH
.aos senhores logistas de miudezas.
I icos pretos de seda,
I itos brancos e pretos de algodo.
Iuvas pretas de torgal.
Cintos elsticos.
Rflinhas de algodao em novellos : vendem-sa
poi pregos commodos, em casa de SoulhallMel-
lor i & C, ra do Trauiche n. 38.
Attencao.
Armazem de fazendas @
NA
Vende-se rap erosso, meiogrosso, fino, Pau-
lo Cordeiro, Lisboa, princeza Rocha: na ra
larga do Rosario passando a botica a segunda
loja de miudezas n. 40. Este rap vende-se lan-
o a oitava como em libras, todo elle muito
fresco chegado pelo ultimo vapor.
f^Elua do Queimado n. 19.1
Chita franceza fina escura de padroes
miudinhos pelo baratissimo prego de 220
I rs. o covado, a ellas antes que se acabem, jg
tpois o prego e a qualidade convida a @
comprar. a
Milho e farello.
"ende-se milho a 4* o sacco era porgo 3S800,
em cuia 240 rs., farello a 5J o sacco ; na traves-
sa do paluodo Paraizo n. .16, casa pinjada de
affarello comoilo para a ra da Florentina.
-se
linha de novello de todos os sorlimcnlcs, meias
de seda inglezas de peso e mais inferiores bran-
cas e pretas, por pregos commodos cm casa de
Henry Gibson, ra da' Cadeia do Recife n. 62.-
Camisas inglezas.
Pregas largas.
Goes ( Bastos.
Ra do Qeiinado n. 46, frente da loja
amarella.
^ Acaba de chegar na bem conhecida loja de
Goes & Ba3tos, um grande sortimento das muito
desejadas e verdadeiras camisas inglezas, com
peilo de linho e pregas largas, j bem conheci-
das pelos freguezes deste estabelecimento, as
qoaes camisas ha muito se eslava esperando, e
por ter grande porgao, temos deliberado, para
melhor agradarmos os freguezes, vende-las pelo
diminuto prego de 36J por duzia.
Fazcodas por baixos precos
Ra do Queimado, loja
de4porlasn. 10.
Anda restara alguma3 fazendas para concluir
a liquidagao da firma de Lele & Correia, as quaes
se vendem por diminuto prego, sendo entre ou-
tras as seguintes:
Chitas de cores escuras e claras, o covado
al60rs.
Dilaslargas, francezas, finas, a 240 e 260.
Siseados francezes de cores fixas a 200 rs.
Cassas de cores, bons padres, a 240.
Brim de linho de quadros, covado, a 160 rs.
Brim Irangado branco de linho muilo bom, va-
ra, a 18000.
Cortes do caiga de meia casemira a 2J.
Ditos de dita de casemira de cores a 5#.
Panno prelo fino a 3# e 4#.
Meias do cores, finas, para homem. duzia a
18800.
Grvalas de seda de cores e pretas a 1#.
Meias brancas finas para senhora a 3.
Dilas ditas muito finas a 4$.
Ditas cruas finas para homem a 4#.
Cortes de collelesde gorguro de seda a 2.
Cambraia Usa fina transparente, pega, a 4$.
Chales de laa e seda, grandes, um 2#.
Grosdcnaple preto de 1S600 a 2#.
Seda prela latrada para vestido a 18600 e 2$
Cortes de vestido de seda preta lavrada a 16a
Lengos de chita a 100 rs.
Laa de quadros para vestido, covado, a 560.
Peitos para camisa, um, 320.
Chita franceza moderna, Ungindo seda, covado
a 400 rs.
ntremelos bordados a 200 rs.
Camisetas para senhora a 640 rs.
Dilas bordadas finas a 2g500.
Toalha3 de linho para mesa a 2 e 4jf.
Camisas de meia, urna 640 rs.
Lengos de seda para pescogo de senhora a
560 rs.
Vestidos brancos bordados para baptisar crian-
gas a 5a000.
Corles decaiga do casemira preta a 6.
Chales de merino com franja de seda a 58.
Cortes de caiga de riscado de quadros a 800 rs.
Merino verde para vestido de monlaria, cova-
do. 18280.
Lengos brancos de cambraia, duzia, a 2$.
AS MELHORES HA1IIKAS DE COSER
DOS
Mais afamados autores de New York
I. M. SLNCER & C.
E
WHEELEK & WILSON.
Nonovoeslabelecimento vendera-se as machi-
nas dcstes dous autores mostram-se a qual-
quer hora do da ou da noite e responsabilisamo-
nos por sua boa qualidade e seguranga :no arma-
zem de fazendas de Raymundo Carlos Leite &
Irmao, ra da Imperatriz n. 10. auliganiente
aterro da Boa-Vista.
Do engenho Frexeins, na provincia das A~
lagoas, fugio em procura de Garanhuns a Mnxo-
t, um escravo cabra de nome Joao, com os sig-
naos seguintes : cabellos pegados, corpo secro o
espigado, um ou dous lobinhos alraz da orelhn,
falla lato, um pouco pacholla, c lem mai em Ifa-
xot: os apprehendedores levsm-no dilo enge-
nho Frexeiras, na comarca de Macei, ou nesta
praga ao Dr. Antonio Buarque de Gusmao, na
Passagcm da Magdalena.
Escravo fgido.
Na noite de 8 de abril prximo passado fugio
de casa de seu senhor um escravo de nome Hay-
mundo, dade de 18 a 20 annos, estatura media-
na, e roforgado, bwiili figura, bocea pequea, o
bons denles, falla bem, (caba escuro) lilho do
Ico, d'onde veio, ponto mais ou menos, a um
anno, levou com sigo alguma roupa, consislindo
em raleas de brim trancado bramo, de algodao
mesciado, r.imisasde madapolo, de algodao ris-
cado, jaqueta de panno fino azul, grvala prela,
chapeo de feilro lino, cor clara, costuma andar
calgado. iolilula-se forro, salla muito bem, pois
leudo sido duasvezes apprehendido, lem se eva-
dido, consta ter urna amasia mulata, mulher for-
ra, com quem esleve na Boa-Visla, e nondo foi
apprehendido, esleve Irabalhando em Sanio A-
maro : quem o apprcheneer e levar a ra da
Cadeia do Recife n. 20, sera recompensado
SOSeOO DE GIUTIFICMA0.
1ugio da casa de seu senhor no oin 4 de aliil
p. p. o prelo de nome Flix, de nago Mozam-
bique, idade de 35 a 40 annos. levou calca de
brim com raningem Mu, estatura baixa, cor
lula, baiba na puna do queixo, lem na testa
por cima do naiiz um calitUibiiibo que parece ser
signal da Ierra delle, lem os ps um pouco apa-
Ihclados, fui esciavo do Sr. Manoel Francisco
Duarle, este o vendeu ao Sr. Synphionio lim-
pio de Queiroga a quem foi comprado no auno
prximo passado, este lem sido pescador e cala-
dor e hoje padeiro, e por isso lem callos as
juntas dos dedos pelo lado das cusas das maos,
em razao da maceira, j esleve fgido para ban-
das da villa do Cabo muito lempo, intitula-se
Torro, muda o nome delle para Joao. ou oulro
nome, foi pegado no Cabo porum moco do mes-
mo lugar por alcunho Quintas; domingo 8 do
correnle, csteve alarde n'umn taberna na pas-
sagem que vira para o Remedio, c o Sr. Duarte
diz que as sitas fgidas tem sido para os lugares
seguinles: Caxang al o engenho Camar-igibe,
Karbalho, Ibura aleo Cabo ; poitanlo roga-se
aos capiles de campo c as autoridades pi.liciaes
e qualquer pessoa que o possa encontrar o apre-
hendan! eo levem a seu senhor na padaria do
paleo da Santa Cruz n. 6, que ser generosa-
nwnte recompensado, e protesta contra quem o
tiver acoutado em sua casa.
Fugio no dia 7 do correnle mez de mnio
um escravo cabra, de nome Joaquim por alcunho
Rio-prelo, de idade de 20 annos, enm os seguin-
les signaos : aUura regular, iheio do corpo, sem
barba, falla-lhe dous denles na frente, lem urna
cicatriz na p esquerda, lem o dedo mnimo do
p direilo levantado, lera marcas de ter sido sur-
raijo; desronfia-se ter seguido para o sertao do
Pajf de Flores, d'onde natural : quem o np-
prehender leve-o ra Nova n. 48, que sera ge-
nerosamente gratificado.
superior a
Marmelada.
Na ra Direila n. 6. ha marmelada s
640 a libra.
Ra do Codorniz n. 8'
Vende-se feijo amarello, saceos de 30 caas,
por I0$00<).
Milho, saceos grandes, por 48000.
Cera ce carnauba, sebo retinado e fio
de algodao.
Contina a vender-se, no largo da Assemblo,
armazem n. 9.
Calcado francez barato.
Na loja de Burle Jnior & Martins, ra
do Cabug' n. .16.
Bolinas de lustre para hornera dos me-
lhores fabricantes 8*000
Ditas de bezerro e panno 700()
Dilas de lustre para senhora 4000
Ditas todos de duraque preto sem salto
para senhora 35000
Dilas de selim branco par senhora 5j000
Dilas de lustre sem sillo para meninas 3cl)00
S8paloes inglezes de vaqueta 5000
Ditos de lustre com borracha na frente 55000
Ditos dito dlo para meninos 35000
Os melhores charutos da Bahia por precos mui-
to baixos.
OS JESUTAS
PERAME A HISTORIA
PELO DOCTOR
Ovidio da Gama lto\>o.
Ainda restara alguns exemplares desta precio-
sa obra, a 54 cada um ; na livraria ns. 6 e 8 da
praga da Independencia.
i Attencao

Vende-se urna canoa aberta que pega 2
^ 1,200 lijlos ; para tratar na ra de S. d
m Francisco n 58, a chegar no Mundo Novo. S
vende-6e 20 libras de peonas de passaro.pro-
prias para travesseiros; na ra do Queimado,
loja de ferragem d. 14.
SOS de graliliraco,
Continua a estar fgida a cabra Josepha, de ida-
de 50 annos pouco mais ou menos, altura regu-
lar, marcas de panno pela cara, falla de denles,
(ornnzellos enrhados, andar estrupiado, esla es-
crava fugio era 30 de Janeiro do aono passado,
desconfia-sc que esleja acoulada em alguma ca-
sa ou servindo de ama, lem donsfilhos nesta pra-
ga, urna por nome Domingas, liberta, e outro de
nome Malheos, escravo de um senhor para as
bandas de Apipuros, nlguem j a tem visto, por-
lano protesla-se contra qucmaiiverem sua rasa,
assim como da-se 505 a quem a Irouxera sua se-
nhora na Soledade estrada de Joo Fernondcs
Vieira ou de r nolicia cerla
Gratificacao de 50,s000.
Fugio no dia 17 do correnle mez o escravo
crioulo de nome Malhcus, de idade de 0 a 25
annos, c lem os seguinles signacs : cr prela,
altura regular, espigado e reforgado do corpo,
falla descansada, mos e ps pequeos, denles
alvos, andar gingado, passo miudo, ecom tasian-
le espinhos no rosto ; levou caiga e camisa de al-
godo de listras azues, chapeo de palha da ltilia
j usado com lila preta ; este escravo natural
de Qucbrangulo, onde tem mi e irmos, e foi
pertenccnle o dito escravo neste lugar B06 Srs.
I Cosme de Pnho Sinlago o Jos Francisco da
j Cosa, negocianles neste lugar, os quaes rompra-
rara e derara em pagamento aos Srs. Suuza, liar-
ros & C. desta praga, e esles venderam ao Sr.
Silvino Guilherrre de Barros, o qual vendeu aos
Srs. Mello & Irmo ; consta que este escravo fu-
gio em companhia do cabra escravo, Maicolino,
de Macei : porlanto, pede-se as autoridades po-
liciaes o :lgnmas pessoas particulares, que o
capturem e Tevem-o a ra de Apollo n. 7, ou a
ra Nova n.l, que gratificaiao com a quantia
cima.
Escravalugida:
Fugio da casa do abaixo assignado, no da 18
do correnle, urna sua cscrava da Costa de nome
Maria, que representa ter de idade 45 annos, al-
tura e corpo regulares, cor nao muilo pela, tem
bastantes cabellos brancos, costuma trazar um
panno atado i roda da cabega, tendo por signal
mais saliente as mos foveiras, proveniente de
calor de figado. Esta escrava tendo sahido como
de costume, com venda de arroz, nao volloa
mais : roga-se, portanto, s autoridades poli-
ciaes, capites de campo e mais pessoas do povo,
a apprchcnso do dita escrava, e leva-la loja
do Preguiga, na ra do Queimado n 2, ou casa
de sua residencia na ra da Florentina dcfronle
da coeheira do Illm. Sr. tenente coronel Sebas-
tiao, qne serao generosamente recompensados.


W
DIARIO DE PERNAMBUCO. SEXTA FE1RA 18 DE MAIO DE fS60.
L i Itera tura.
be us povos na eslo anda adaptados pan
ama perfeila libeidade poltica, pelo menos o
esiao para conhecer o discutir os seus inleresses
pnneipaes.
Nao procurando entrar as particularidades
mais comezinhas das jombiiiacocs que variam
segundo a grao de adiantamento das inlelligen-
cias, diremos que em Vicua se pode constituir
urna represenUco bastante para que a naco in-
tervenha eflica/.menle na gerencia das suas Inun-
da commisslo dos hontens de confinara, prova o cas e na discusso das suas leis. Militas cousas
A Austria depois do evngresso de
Pars.
ni
Dos tres partidos que acabamos de notar, o go-
verno austraco esluda aindao primeiro. Porm
a experiencia que acaba de obier na Instituirlo
desejo que ello lem de promulgar lcis conimii-
naea, qui salisfacam, e ao mesmo lempo mostra j
i inctDCMil desse meio para abrandar o descon-
lenlamenlo publico. Quunlo ao segundo partido
a restaurarlo dos privilegios especiaos cada raca e
a reconstituidlo das nacionalidades, est elle de
acrordo com a preloncao altamenle signicnda
ela Hungra, com as esperances secretas da Go-
icio, do Tyrol, eda propria Cioar3. E na rea-
lidade inuilo lia que dizer em abono desse s/ste-
iiio, que tilia du impeiio austraco urna confede-
rarlo do estados, go/ando, sob a proleceoo da
Allcmanha, de urna vida interior dille re ule, com
inleresses exteriores communs. lnvoca-sc para
apoiar essa opiniao, que hoje parece prevalecer,
as recordarnos do passado, a f devids aos mais
solemnes compromissos, a posiflo geographica
da Austria, monarchia com duas faces, para bem
dizer. cuja misso no passado_foi defender o Oc-
cidente contra o Oriente, cuja" missao no futuro
ser% lalvez de liga-Ios, que participa ao mesmo
tempo dos grandes estados europeos e do imperio
turco quasi asitico, e que 6 lielmcnle represen-
tada pela aguia de duas cabecas umi, virada para
oeste, e oulra para leste, a" quaI se eleva sobre
as suas armas. O imperio federativo tcm por si
nao somentc as prelenceslcaos e aslrodicces,
como tamben) a inaior propriedade para manler
a influencia aristocrtica, e toda a nobreza aus-
traco, a qual se bem comprchendej os seus ver-
dadeiros inleresses, dever desojar que o seu
reslabelecimenlo se opere poresse meio: porcm,
tem contra si a polilica governamenial dos lti-
mos oito anuos, o andamento que levain as cou-
sas, o exemplo dos oulros estados, e as necessida-
des naturaes dos povos.
Por mais que se lenha a dizer da legalidade,
eu dos resultados da obra do principe Schwar-
zomberg. mister encara-la como um desses
fados que, urna vez consuramados, prendem a
aeco do govcino, porque ellos trazem coinsigo o
cundo do seu tempo. A Austria nao pode, por
exemplo, ceder Hungra as suas financas, o seu
exercito, as suas linlias doanarias e "os scusim-
poslos particulares; seria preciso que fosse devi-
tli.Jo c reduzido o orramcnlo do imperio, oque
ro pode ser; seria preciso que os regimenios
hngaros, os quaes trazem a bandeira austraca,
e servem em todas as parles do territorio, fos-
sem nicamente|aquarlellados na Hungra, oque
causara serios perigos. O fado se acha nao so
eonsiiuimado, como tambem as condires dos
estados europeos, quando todas as torcas se cen-
tralisam, quando as nares at aqui em atraso
buscara comprimir-so cada vez mais, e tornar
calironles e unnimes n'um s pensamento to-
das as suas provincias, a Russia por meio dos
seus Irabnlhos interiores, a Italia por seus mu-
vimonlos populares, a Allcmanha por suas aspi-
raees anda indecisas, quando fin alien le pode-
rosos esforcos lalvez necessarios para urna trans-,
formarlo polilica e para urna nova diviso lerri-
toriol, o governo austraco nao pode lio fcil-
mente renunciar a um syslema que colloca en-
tre suas mos os recursos militares e linanceiros
de lio vasto imperio. Seria isso desarmar-sc
por sua propria vontade, seria abdicar. Se al-
guem considerar sobre as verdadeiras necessida-
des das populacoes, reconhecer as vantagens que
tem a unidade governamenial para satisfaze-las.
Os progressos da indasiria, do cominercio, do
consummo, o augmento dos mcios dceomtnuni-
eac&o de toda a especie, a diminuirlo dessas
despezas, que bem se podem chamar gastos go-
mes de um povo, a mclhor ordem da juslica, da
legislado, lodos estes bens, se ni fallar j dos
diroilos polticos, serlo mais bem garantidos s
populacoes por um governo central e natural-
ment imparcial do que por lodas essas autorida-
des locaes que fallan), rerdade, a mesma lin-
guagem c que sao da mesma rara dos seus su-
bordinados, mas que scio escoliadas da classe
d'uma aristocracia sem iniciativa, se que nao
orcm invadidas do espirito revolucionario.
Sirva a Hungra de exemplo, ella que de
todas as provincias aquella, cuja independencia
pode ser reivindicada por motivos os mais se-
rios.
A Hungra de 1860 nao se parece com o que
foi em 1848 ; entre essas duas dalas exislc a
abolilo dos diroilos tendaos.
No'movimento hngaro actual a nobreza tem
maior parle ; 6 s da sua influencia que se
traa ; c s essa influencia renasccr da res-
tauraban da anlga ordem de cousas". O des-
conlentamento popular nasce de tres prejui-
7ns : a proscripcao da lingua nacional, aques-
to religiosa, c a m disposQlo dos impostos.
Pode-se satisfazer esses Ires inleresses sem
sor preciso reslabolcccr independente o reino da
Hungra, o digo mais, scriam olios mais bem
satistoitos sem esse reslabelecimenlo. Ha s urna
cousa, c vem a serque se o governo austraco
nao quer, e lalvez com rano, vollar inleira-
moule obra dos ltimos annos, pelo menos
de mislcr que a desenvolva e a torne fecunda e
proveitosa unirersalidade dos seus sub-
ditos.
Dos Ires mcios indicados, o lerceiro o que
aprsenla um carcter de urgencia e de evidente
opporlunidade. Em lugar de estabelecer dietas
em cada urna dascapilaes das provincias, deve
ser antes convocada em Vienna urna vordadaira
rcpresonlacao nacional. Assim o livro assenli-
mento dospovos firmar a unan. Asscgurar aos
inleresses locaes urna reprcsenlaco efficaz, con-
ceder aos cidadaos do imperio austraco urna
parle na geslo dos seus inleresses, o nico
meio de applicar ao mal do imperio o reme-
dio que s depende de um estreo supremo e
commum.
Trovemos j o que se nos obstar contra a
transformarlo da monarchia absoluta austraca
em eslado representativo ; e fomos os primeiros
i aprcsenlar a apalhia dos espiraos, a ausencia
da vida inlelleclual, que se faziam nolaveis, ha
pouco lempo auda, na capital do imperio. Nao
importa.
lo^uirnu
UIYIA NOITE HORRIVEL
se podem utilmente aproveilar entre os direitos
polilicos dos Estados-Unidos c a pnsir.lo actual
do subdito austraco ; ha entre esses "dous ex-
tremos, a differenca que exsle daquelle a
quem nada falla para aquello que nada pos-
sue.
Demonstrando que necessaro manler a uni-
dade governamenial da Austria urlificando-a pc-
* Mberdade poltica, nao queremos com islo pre-
tender que as liberdades provineiaes j muilo
estendidas nao possam ser concedidas essas
antigs divisos territoriaes que triem constitui-
do tantas nacionalidades disiindas.
O governo, para estabelecer a unidade, julgou
que nf.o poderia tomar mclhor expediente do
que imitar o nosso sysloma de rentralisaeao ad-
ministrativa ; espalhou por todo o imperio um
pessoal muitas vezes cslranho aos co$tumes, e
linguagcm usados as localidades submeindas
nao uma legislarlo, porm a urna arpilraricda-
de rommnm.
Era islo amonloar um mal sobre outro. N'um
paiz de grandes propriedades, em que os amigos
potentados tocm conservado urna influencia pre-
ponderante, em que o governo central pode por
conseguirle encontrar em cada canto do\lerrito-
ro homens capazos de exercei urna acra o til c
de administrar por assim dizer gratuitamente os
inleresses locaes, neressario no poni do vista
poltico c til, no ponto de vista econmico, en-
tregar as mos desses homens a delegando do
poder publico, c conceder s localidades mul-
la independencia na gerencia dos seus inle-
resses.
Essa liberdade provincial, que nao podedizer-
sofderaqo, satisfara as legitimas necessida-
des das raras, a quem nao possvel perraillir-
se urna completa nacionalizado ; ella nada loria
de perigosa para a tranquillidade interior o ma-
ntilenclo da unidade governamenial, lendo por
ponto de mira a liberdade polilica,
N'uma palavra as conressos provineiaes, res-
tringidas seus justos limites, prodoziriam feli-
zes resultados, se, alm das asscmblas locaes,
eleilas para deliberar sobre cerlos inleresses pro-
prios, houvosse una representarlo geral reves-
tida do direilo de velar sobre "os interessejs de
lodo o imperio.
Tal a nosso ver a snlucjio nocessaria dessa
queslao sobre a organisacjio interior da Austria,
queslo que tem suscitado vivas anriedades. A'
osle respoilo apenas somos o echo dos espirites
recios e honestos, dos homens os mais sincera-
mente dedicados monarchia austraca, de todos
esses conservadores liberaos que ambicionam os
melhuramentos praticos, e cujns prejuizos ,c es-
porancas foram j exposlos polo aulor de um tra-
balho que j tive occasio de aqui citar.
Porm, se graves motivos de ordem c de pro-
gresso tornam desejavol a mudanra de um rgi-
men interior, cujas modificitroes'mais pequeas
introduzdas pouco pouco h alguns mezos hao
disperlado os vicios sem corrigi-los radicalmente,
a siluacao financeira exige imperiosamente que
se proceda sem mais demora orna reforma com-
pleta. Toucas palavras baslarao para demons-
ira-lo.
A divida austraca monta ao capital de 6,512
milhes de francos; e a parte dessa divida locan-
te ao Pemonle, em conseqnenria d cesso da
Lombardia, a lomar anda 200 ou 300 milhes
superior a 6,00() milhes. A divida da Franca
nao anda de 9,000 milhes. O pagamento dos
juros da divida da Austria reclamava em 188,
sobre um orcamenlo de 780 milhes do francos,
240 milhes, pouco mais ou menos o Ierro. No
mesmo anuo o serviro da divida na Franca mon-
lava a 310 milhes sobre um orramcnlo de des-
pezas ordinarias do mais de 1,800 milhes.
O governo austraco devedor ao banco de
Vienna de 850 milhes ; ao menor abalo esse es-
tabelncimento, j lao pouco til ao commcrcio,
cahir sem esperanra de restaurarlo. O banco
da Franca apenas credor do estado de 45 mi-
lhes, lem urna vida independente, e garante ao
commercio seras vanlagens.
Os impostos directos e indreclos na Austria
lem crescido nos annos de 1859 e 1860 de tal ma-
neira que produzem annualmente 40 milhes de
florins de mais, o quo vem a ser o stimo das
receitas ordinarias de 1858, j elevadas a 240 mi-
lhes.
Na Franca somente angmcnlou o dizimo da
guerra. Finalmente ao pisso que o ultimo em-
prestimo austraco nao pode ser negociado em
Londres, por todos sabida n facilidade com que
nos recorremos ao nosso crdito. A' vista de se-
melhanle quadro pergeniamos nos Nao pare-
cem derisorios os mcios at aqu empregados
para rehabilitar o crdito auslriaco, c que se re-
duzem a tres, a saber :
1. Pagamento em dinheiro dos juros de espe-
cies melallicas;
2. Reducco problemtica do 38 milhes de
florins sobre o orramento do exercilo, e dimi-
nuirlo de cerlo numero de empregados civis ;
3 o Promulgaco da patente imperial sobro a
amortisacao da divida, e nomeaco de urna com-
misso encarregada de verificar a siluacao?
Quanto esperanca de isentar os credores do
estado da laxa do quinto sobre os juros semes-
traes nada ha de cerlo anda esse respailo.
A imprensa de Vienna nao ha duvida que mui-
to tcm fallado de um memorial apresentado ao
imperador Francisco Jos, no qual o ministro
das financas expe, como j o fez em 1855, o
plano que julga mais proprio c adequado para o
mclhoramento da siluacao presente.
O barao de Itruck lem dado provas do rara sa-
gacidade e louvavcl firmeza ; nenhum estadista
parece mais apio as crcumslancias actuaos para
desempenhar as funecocs de conselheiro ; porm
cousas ha que excedem as fi)rc.as humanas, e a
experiencia mais consummada nao saber descu-
brir um lerceiro partido naqiiillo onde someulo
se apresenlam dous partidos a seguir.
O governo austraco tem quO reparar ao mes-
rao lempo o dficit do passado,\ o do prsenlo, e
odel.cit ioevitavel ao futuro. O passado, aim e
oulns encargos enormes, lhe legnu o curso tor-
eado do papel moeda. E' tal esso embaraco quo
urna gota mais far trasbordar a agua de que se
ach o Taso ebeio. Um novo empreslimo a
banjo precepilaria o curso do papel, que perde
j 3! por ccnlo, quasi urna laxa equivalente
ruini.
A biixa do papel coincidindo com as novas nc-
cess:dades, islo , cora emissoes mais fortes, re-
duii ia o governo ao eslado de banca rota ; o
pagamento em papel dos juros das especies me-
talli :as j por si nao conslituo urna banca rota?
Ou is cifrasextrahidas dos documentos officiaes
sao errneas, ou esses dous successos, inminen-
tes < urante a guerra da Italia, se produziro ne-
cessiriamente, a menos que se descuerara outros
recursos at aqu desconhecidos.
Pnde-se enniar como um recurso efficaz a ele-
varlo dos impostos? A Gazela de Absburgo
apn seniou em data de 10 de outubro de 1859
um luadro em que confrontava os impostos da
Piu! sia, da Austria, da Inglaterra e da Franca,
avaliados era thalers ; e desla confroiilago re-
sulltu em favor da Austria urna difTerenca bas-
tante grande, principalmente era relaro Fran-
ca, :uja populaco egual sua, e cujo territo-
rio i menos vasto, o O producto dos imposlos,
accrescenla essa Gazela, se eleva 171 milhes
do l alers para a Austria, e a 377 milhes para a
Franca. Do total de 171 milhes para a Austria
pro'm 109 milhes dos imposlos indirectos, e
62 nilhues dos imposlos territoriaes, sobre casas,
patentes, etc.; de total de 377 milhes para a
Fra ira. 255 milhes provm dos primeiros impos-
tes,! e 122 dos segundos.
Fizendo-se a proporco por cada individuo,
ven o cidado austraco assim como prussiano
3 p gar 4 talhers, o francez 10, e o inglcz 17.
A j ilgar-se pelo que mostrara estas cifras, leste-
mu hara mais patriotismo do que exaclido da
parte do escriptor allemo (5] parece que na Aus-
duvida recorrer elle novas comuinaces e ex-
iracces de loteras, ele, dando a faeuldade de
receber-se em paganrenlo antigs obrigacoes, e
reservando para os subscriptores as vanlagens de
descont e os beneficios do agio.
Grecas esses engodos, em que o banco de
wnn 8e deixa sempre cahir, lalvez o governo
obteoba um pequeo empreslimo por meio de
ttulos, cujo preco em lodo o caso nao chegar
a 70 francos. Um verdadeiro empreslimo lao
importante que tj governo liquide a sua divida
para cora o banco, o este possa rehaver os pa-
gamentos cm nume-aro, to importante que
chegue para saldar o dficit de 1859, c os de
um ou dous annos futuros, cujo total por consc-
guinle nao poderia ser menor de 500 milhes de
nonnse//eco?, islo , 1,250 milhes de Trancos,
um empreslimo desla ordem, digo qual seria a'
potencia linanceira que ousasse garantir muilo
cima de 60 francos ? Realmente fallando, as
lioancas da Austria nao valera mais que as fi-
nanzas de Hespanha, e aquella deve resignar-se
a pagar mais caro que esta a depreciacao do seu
crdito.
Porm, dir-me-ho, muilo duro contrahir
um empreslimo sob condicQes to usurarias, e
urna voz que mistir renunciar ao concurso dos
empresladores estrang^iros, recorra-se aos con-
inbuinles I Com efelo, da mesma forma que
as companhias de vas frreas chamam de pre-
ferencia os seus accionistas para subscreverem
obrigacoes por um prero prejudicial socieda-
do e vantajoso, ao que parece, par os empres-
ladores, o governo auslriaco pode apellar para
a dedicaco e zelo bem entendido dos cidadaos,
descontando em seu proveito os melhoramenlos
do fuluro. E' a esla ultima solucao que, nos-
so ver, deve o governo recorrer com proveito e
com dignidade.
O imperador da Austria melindroso de sua
cora, e lem orgulho om possul-la ; porque lam-
consciencia da misso que sua casa
ca, grucas habiinUde dos estajistas a s re-
cordacoes d posi;io que oceupou na Europa, a
A usina pode dar um desmentido aos prophetas
que dos qualro cantos do horizonte annunciam a
sua queda prxima ; porem fora de duvida que
a sua rganisacao interior exige urna reforma,
que suas populacoes se agitara, e que a chag
das financas se acha desmedidamente aborta. Em
tal caso nao se deve hesitar na adopeo de medi-
das heroicas, compro marchar deodada-ncnle
para as reformas. Hoje qunlquor indeciso
prejudicial ; o despotismo lem dalo trueles bem
amargos ; o imperador Francisco Jos deve apro-
veil3r-se da licao dos ltimos successos. e dotar
o seu paiz de libcrdaJus polticas, cuja necessi-
dade a aristocracia ser a prrneira a reconhecer,
e proteger o seu desenvolviinento Para recon-
quistar na Allcmanha a influencia que a Prussia
Ihdispula, para defender-se contra a malqtte-
renca sorda da Russia, para vingar as recentes
derrotas, e rehaver no Oriente o papel que a sor-
le lhe reserva, s resla ao joven herdeiro dos
Habsburgos trocar o seu poder enfraquecido de
imperador absoluto pela auloridade regenerada
de soberano constitucional.
BA1LLF.CX DE M\niSY.
[Revista dos Dous Mundos.=Silceira.)
Agricultura.
bem tem
tria os imposlos sao menos pesados, e por con- destinada a preoncher na defeza dos r
segiinleha razao para^ma elevaro de laxas e conservadores. Reuni
demndas. Na realidad^ porm assim nao . pois sas
que a quota doimpos to deve medir-sc na razo
das forcas do contribuinle.
Ora os recursos territoriaes e industriaos exis-
tentes hoje na Austria aggravam sobre maneira o
peso dos seus impostos. Entretanto deve elle es-
perar algum mclhoramento ? No nosso pensar
nao.
As forcas produclivas da Auslria sao immensas.
A I ungria, por exemplo, cujos habitantes nao
podem pagar o imposlo, e que teem mesmo cffe-
recido salda-lo nesses ltimos annos, em papel
por causa da falla de moeda tnetallica e da dilli-
cuMade das transaeces, a Hungra, digo, pode-
ria ser o celleiro da* nielade da Europa ; suas ri-
quezas miuciras sao grandes ; a companhia fran-
co-austraca, que possue, como loaos sabem, vas-
las propriedades territoriaes, corneja agora a ex-
po ar grandes minas de carvo de pedra iguaes
s irinrpaos que possuimos. As provincias vi-
snlias do Danubio possuem muitos melaes e fio -
res jas inex8olaveis. O que preciso para ulili-
sanse de todos estes recursos ? lempo e capital.
Diz a un hbil e excedente engenheiro, o qual
conhece a Auslria fundo, que scriam necessa-
roi cincoenla annos de paz para elevar esle vas-
to mperio ao nivel finaiiceiro e industrial dos
povos mais adianlados ; e a paz muilo incerti.
r a falta dos bens que s no futuro pode a Aus
trie adquirir, o governo encontrar de momento
um.a garanta para offerecer aos seus credores?
Nn ha muitos das que o orgo mais acreditado
da mprensa inglezao Times, lhe den um con-
sel io singular: Depois de ter vendido a Lom-
bardia, porque razao nao alienava tambero Venc-
za, c mesmo a Hungra ? Porque n*o cedalas
populacoes descontentes a sua independencia
peso de ouro ? Dest'arlc nao ha duvida que o
goierno saldara as suas obriga^es para com os
seus credores, porm dexaria por outro lado de
ler subditos.
luividamos rri****Ito quesejam essas as proprieda-
des quo o estado pretendo alienar ; quanto
sob o seu sreplro diver-
racas, cujo imperio no coraro da Europa
deyB prestar ao Occidente urna defeza natural,
e iniciadores para o Oriente. Digamos anda
urna vez quo sem a Austria, servindo de um
vinculo comraum inconleslavel, nao ha equili-
brio possivM na Europa. A missao que o fulu-
ro reserva essa potencia, o lugar quo ella lem
oceupado e anda hoje oceupa na Allemanha, seu
engrandecimenlo possvel, merecem segura-
mente alguns sacrificios : os povos e os sobera-
nos nao lentaro por ella um novo exforro?
Sim, elles podem e devem fazer ; raas coni a
ondico ae que os povos doverao ler consci-
encia da sua obra, e os seus extorcos setam vo-
Os seus costuraos, t>s seus habilos.as i **??, jTCi
:. c .o.. .,=;. .s^ k:___'...! sobre ludo se o vento
MACHINAS.
Os animaos nascem com corlas necessidades
quo se nao augmentara, c com cerlo estimulo
pura procurar mcios d
aperfeicoa.
suas propenses, os seus desejos sao hoje os que
eram na infancia dos lempos. O inslinclo d'al-
guns loca no maravilhoso; mas foi serapre o que i
hade continuar a ser na successo indefinida dos
seculos. O c8o, o elephanle, o caslor, a abelha i
do documento de una sagacidade admiravel,
mas estacionara ; e se n'algum destes alguma
voz se apura ella pela mao da arte, esse um
accidente posliro, sempre prestes a apagar-se,
apenas desassistido do desvelo do homem, sen
verdadeiro autor. O quadrupede discrimina, sem
experiencia e sem ensino, na immensa variodade
das hervas do campo, as venenosas das sauda-
veis. o torpedo despede descargas de electr-
ridade sobre os inimigos que o perseguem, por
simples movimento machinal de defeza, no-
tando as indagarnos scientificas que doscobriram
a pilha de Volla. Ao tigre que accomette sem-
pre a su,a presa, rompendo-lhe a espinha dorsal,
ninguera deu ligos de analomia ; revelou-lhe a
coniram, se eommunicam, e se saudam. Eata-
belece urna feira universal de todas as merca-
dorias. Leva Portugal a Inglaterra, e transpor-
ta Inglaterra a Portugal. Naluralisa toda* as '
produeces exticas. Faz brotar o algo*tiro,
e o cafeseiro em Leeds e Manchester, e a ar-
vore fabril da Europa na patria do algodao, a
do caf. Nivela as distancias, e os climas, os
productos, os povos* as ideas, as civitisaces,
os coslumes pela engenhosa iransplant'aeao
do commercio, nao pelo calor artificial das es-
tufas. Resultados admiraveis E ainda o ven-
'o um motor que, por si, nao cusa nada ;
mas as machinas movidas por elle, ou navios
ou moinhos, eslo sujeilas as frequentes folgas
c interrupces desle agenle.
Segne-se outro a agua que precipitada
era torrente, pela nalureza ou pela industria,
iaz girar a m das azenhas, e os aparelhos de
serrar roadciras ou podra. E' um dos motores
mais usados as manubcluras mas nao inlei-
ramento gratuito como o vento. As correles
d agua custara caras as planicies e lugares onde
ha muita vida e acllvidade industrial c arris-
cara as fabricas, como enlre nOs succede a d'Abe-
Iheira, a ferias que sao consecuencia inevitavel
das seccas no vero, e do gelo as temperaturas
fras.
Vem pois o vapor.que resulta da-agua impresso
nada pelo fogo, o da presso atmospherica, o se
pode applicar s machinas era todos os procos-
sos da industria, em todos os lempos, em lodas
as estacos, em loos os lugares, e era qual-
quer gru, maior ou menor, que soja preciso.
Estas vanlagens nao se encrotam nos oulros
satisfaze-las que se nao mol.ore.s de D? * /aliamos. No mar a nave-
1 vela incerla, muitas vezes vagarosa,
6 calmo. Em Ierra acon-
tece o mesmo : e est calculado que os moinhos
de vento jazem no ocio duas tercas parles do
anno. A ogua funecionando como principio me-
chauico olferece os mesmos inconvenientes.
Mas o enlrelenimenlo das machinas de vapor
dispendioso, principalmente se eslo a muita
distancia das minas'de carvo de pedra donde
se alimcnlam
Estes tres agentes naturaes que representan! ?
forcatorga que o homem associa sua por meio
das machinas forra que recolho nellos ; por-
que (repare-se muilo insto) as machinas nao a
criarasao o seu vehculo, o seu conductor, o
seu receptculoaproveitam-naIransmitem-na
distrbuom-nae modilicam-na para que, o-
brando sobre os objeclos, os voliem em uiilida-
de nossa.
unanos. Basta de obscuridade, de silencio, i nalureza que era decisivo o assallo aquello pon- j
de vonladc absoluta, de caprichos soberanos. l0 culminante da vilalidade animal
Tera-se rauilas vezes fallado da monarchia toda | Ao revez das especies inferiores o homem'
paternal dos imperadores da Auslria ; a infau- I nascb com desejos sem limite, com necessidades
cia dos seus povos tem sido laygn, cumpre cha- que se multiplican) e engrandecen) sem termo,
aqcellas de urna oulra nalureza, de que elle
desnaria mais voluntariamente, como sejam
surs vas frreas, as suas minas, e as grandes
propriedades que possue era cada ponto do terr-
tor o, ou tem ja alienado aquellas, para que
acrou um negocio vantajoso, ou cnlo a expo-
riencia lhe tcm mostrado, como no tratado par-
ticular com o banco, que nao esse um recurso
lao dispouivel.
1 ur mais que se tenha fallado dos projectos do
baro de Bruck relativamente aos bens nacionaes.
anda que paraca rosolvida a vendados dominios
da cora hngara (6), e o banco de Vienna dese-
je instante ter em suas maos essas garantas ter-
nluriaes, de que al o presente nao tem elle, po-
dic o fazer uso, todava nao presumivel qifc es-
sa altenacao dos bens nacionaes possa oper. -se
cora tanta presteza, e sobre ura preco to eleva-
do para occor^er de presente s necessidades,
mrmenle se fr exigido dos compradores, como
de suppr, o pagamento era dinheiro de con-
tado.
Por conseguinlc, urna vez que o governo aus-
tri co nao pode nem vender to grande numero
de propriedades, nem vend-las immediatamen-
le para pagar as suas dividas, dver usar do um
do; meios que lhe restara o empreslimo ou a
cor tribuico : ser pois preciso que encontr
qu'tm empreste ou quem conlribua. Convem Ba-
bel em primeiro lugar sob que laxa conseguir
ell; o empreslimo, e de quera ? As especies me-
tal cas descerara ltimamente a 63 franco%; o flo-
rini de 2 fr. e 50 cntimos tem baixado al fr. e
83 cntimos.
)epois das recentes experiencias, depois de
un emprego do lempo de paz to infructfero,
poler o governo emitlir no eslrangeiro um em-
pr.slimo consideravel em numerario muilo cima
de 60 francos por 5 francos do juro, perda de
canbio, e descont de pagamentos feitos ? Sem
pon
CLEMENCIA ROBERT.
IV
A segunda imite.
O dialogo que olla ouvira do longo linda ces-
sado. Rartol eslava sentado a urna mezinha re-
donda, sobre a qual eslava servido um almoro.
Pozera sobre ella o charuto que ainda eslava ac-
ceso, e balanrando-so na cadena cantava una
aria doDomin noir. Em frente; eslava umdos
seus companheiros, aquolle, que, quando ha-
ran parlido, liona tomado lugar no carro, cujo
rosto Albertina nunca linha visto, e cuja voz
ainda nao ouvira. Esse homem, sempre mascara-
do, em p, e com a mo encostada a um tronco
d'arvore, eslava immovel, cm alllude de quem
medita. Um pouco mais longo, fuma\\a o lerceiro
bandido, tranquillamcnte sentado no chao.
Albertina olhou o escutou ainda alguns ins-
tantes altenlamcntc, depois sahio e fui fechar-so
no seu quarto. \
Ah, cabio de joelhos, o orou com indkzivel fer-
Raou emfim o dia, e o da, esse bemaventu-
rado protector, que em todos os liomisphcrios
livra os entes traeos o ameacados dos otlaques
dos assassinos.
Logo que fot clareando, cessou o ruido na por-
to de Albertina. A infeliz mo^a pensou que os
donos da taberna nao tinham tido lempo para
deilarem ao chao o tabique e matarem-a, e que
assim o perigo pelo menos eslava suspenso.
Deixando-so enlao vencer pelo cansaco quo a
acabrunhava, Inclinou a cabeca sobre o encost
da cadeira de palha e adormecen.
Dava meio dia, c o sol abrazava cora seus
raios o cirao dos magestosos montes, quando Al-
bertina, acordou, deslumhrada pela luz, cheia de
mil recordaces, alquebrada por aconlecimenlos
peiores que'o peior sonho, porm moralraenle
um pouco mais firme polo doscanco que tomara.
Dosrou, nao achou ningucm na grande sala da
estahgcm da Rapaza fina, c sahio da casa, tan-
to para respirar o ar delicioso quo succedera
troyoada da noilo, como para saberse lhe de-
xariam dar alguns passos pelo campo cm liber-
dade.
Enlrou por um caminho que ia ter a um claro
que havia no bosque. Apenas linha dado alguns
passos nessa direceo, ouvio fallar a pouca dis-
tancia, e camnhou para o lugar donde parliam
as vosea. Era do claro, onde oslavnm reunidos os
tres bandidos.
Albertina, oceultando-sc atraz das arvores, po-
de deilar os olhos para acslreita stila de relva.
Esse" lugar eslava era urna meia obscuridade,
em que se misluravam admiravelmente as som-
bras graciosas dos altos golhos o da luz dourada.
As folhas, anda que inuundadas de chura, li-
nham o brilho das pedias preciosas, e lurbilhes
e palhetasdeouro brncavam ncs3as palmas mo-
vis, as altas plaas do solo, ora lodo o bos-
quo agitado por um vento embalsamado.
' CJ Vide o Diario a lia.
5) No orcamenlo de 1857 os imposlos directos
c indirectos foram comprehendidos para a Aus-
trii em 627 milhes e meio de francos, isto, 16
fr. e 50 cent, por habitante, e para a Franca era
l,!i21 milhes, islo , 42 fr. por habitante."
,6) O caslello do Vnjda-Huniad na Transylva-
nii, a anlga residencia dos res Joao e Mathias,
acibam de ser vendidos com muito desprazer das
pcpuloces ; c urna sociedade industrial, que
ac iba do ser fundada em Cronstadt prope-se a
le.antar nesses lugares grandes fornos.
ma-los existencia viril. Deixe-se que per-
ten;a oulras eras o procedimento do gover-
no imperial, cujas vonlades mais importantes
se manifestara por patentes, notas ou simples
cartas. No secuto presento a naro quer ser
consultada, invocada, obedecida. As necessidades
acluaes exigem que ella conlribua com o seu
ouro, que se esgota para depositar nos ps do
throno o pouco dinheiro quo pode ser arreca-
dado no fundo das provincias ; porm em troca
desse ultimo escudo necessafio d-se-lhe tam-
bera garantas contra novas prodigalidades me-
didas arruinadoras, expedientes extemporneas.
A comroisso do exarae da divida, composta de
7 membros, dos quaes qualro sao nomeados
pelos directores do banco nacional, c banquei-
ros de Vienna, nao lora correspondido misso
de que se acha encarroado, era necessida-
de que tcm os contribuimos de ver esclarec los
seus proprios inleresses; perigoso agarrar-
se a esse meios derisorios na presenca deeguaes
embaracos.
Fallamos somente de embarceos; por ventura
nao ha tambem perigos ? A paz de Zurich lem
por acaso assegnrado Austria bastante repouso
para que elle se oceupe somente em liquidar as
dividas passadas ? Estabelecer esta queslo, cuja
discusso nos levara lalvez muito longo, o mes-
rao que resolve-la no sentido o maisfavoravel s
medidas que temos indicado. Se com etfeilo o
governo imperial lem novos o maiores sacrificios
que impor a seus povos, se depois de haver exi-
gido dolles contribuices pecuniarias lem tambem
necessidade do seu sangue para novas lulas, ap-
presse-se era dar-lhe3 urna satisfaro ssuas jus-
tas queixas, convoque-os, o perraitla-lhcs, por
meio da livre discusso dos seus interesses, e
das suas rcsolucpes legislativas, tomar parte na
rcspoiisaliilidade: dos seccossos, de que leuham de
depender a sorte da patria.
Nao queremos concluir este trabalho por urna
compararlo que lalvez nao fosse iuleiramente
exacta; porcm nao podemos dispensar-nos de
apresentar urna pequea confrontarlo entre o
estado actual interior da Austria e u da Fran-;a
antes de 1789. A desordera financeira nao s
a mesma, mas ainda maior ; a divida publica na
Auslria attinge proporces muito mais vastas
que na anliga Franca ; e orna bancarola occa-
sionaria ruinas muilo mais profundas na fortuna
(nobiliaria do paiz. Quanto aos expedientes II-
nanceiaos, as disposices sao idnticas, mais ade-
quadas para aggravar em vez de fechar a chaga,
mais aptas para augmentar do que para arredar
o mal, mais facis de enganar-se sobre as con-
sequencas de meios precarios, e de contentar-
se com esperanzas Ilusorias. Verdade que na
Austria nao existem esses rancores inveterados
de classes, esses privilegios legaes,. cuja queda
entre nos acarretou a exploso de odios sclvaaens,
causa de lio profundos sotTrimentns ; mas a
Austria encerra em seu seio nacionalidades di-
versas, racas em outro tempo inimigas, cujos dis-
sentimenlos podem reviver. Por meio do abso-
lutismo nunca ella pode extinguir essas recorda-
ces amargas e irritantes. Tente-o fazer agora
por meio da liberdade. A occasio solemne ;
n hora pode-se dizer quesoou. Nao cousa im-
possivel que esse edificio assim abalado se sus-
tente anda por algum tempo sobro sua base se-
cular ; a Allcmanha nao o paiz de scenas arre-
batadas, mas tambem nao de fcil olvido; a
prolongaco das lulas religiosas, e a persistencia
das nacionalidades ainda as mais pequeas o
provam sobejamente. Por muito lempo ainda,
gragas dedicaco da nobreza, o sua influen-
Aproceilam-na, dando ao vento, agua, e ao
vapor a direceo vanlajosa que viraos tos exem-
plos.
Transmitlem-na pela roldana, o martillo, o
machado, a cunha, a alavanca, e outros instru-
mentos.
Estes instrumentos sao vehculos da nossa for-
com inlelligeiicia ( nao 'iri'sTindo'VsuscuVive i ". nroPtia 1** elles avantajam. A roldana trans-
de grande desenvolviinento, co,n f.iculdades de ,nme-a. accelerando-a ; c est averiguado que,
observarlo, com inclinarlo irresislivcl para os' O's.l,onu<> convenientemente esta pequea raa-
nielhoranieutos e progresso. com capacidade de C "'* pJe ,,m hora"> 1ue lpn,1 de subir urna
modificar a nalureza externa em seu uso e pro-
veito. As maaneas to profundas por elle es-
tampadas na face da ierra, o cunti da sua pes-
soalidade com que est sellado o mundo exte-
rilor, o contrasto da vida cvilisada com a sel
vagem, os prodigios da industria, os monumen-
tos das arles, sero porveniura obra de seus
traeos orgos, e asss debis de forcas physicas,
ou lestemuuho indelevel
doso pregao da sua superordade inlelleclual ? \
Guiado pelo discurso Iracou modo de auxiliar-sc
dos elementos e das les do universo, eempre-
hendeu e acabou o que era vo ousaria anido
nicamente ao esforco do seu braco. E como
houve esse auxilio ? "Por meio das machinas.
Machinas, ferraraonla, uleiisis, instrumentos,
nao differem na essencia : uns e outros nao sao
seno raeios de tornar prestadlos s nossas ue-
escada carregodo do lenha ou madeira, em vez
dessa operaclo penosa levantara carga al cima
por fia da roldana, e fazer n'um dia a larefa de
qualro pessoas que levem o mesmo peso s cos-
tas, anda que o carreguera o menos costosamen-
te possvel.
O martollo transrailte-a, Je habilila-nos jim-
lamento a tirar parlido de urna le phvsirao
do seu genio, e estron- \ choTc' *" corpos-quando pregamos um prego.
U machado Iransmitte-a no aclo de radiar le-
nha, que nos seria impossivcl sem o uso deste
instrumento.
A cunha iransmille-a com menor perda que o
machado; e sendo, por isso, menor a resistencia
que o peso e volume da lenha pode oppr cu-
nha, a oporago mais fcil com esla, do que
com o outro.
A alavanca Iransmitle-a, movendo massas e-
cessidades as potencias naturaes. A enxada r / ": e,ou,ros manaes, que a nossa
um instrumento ou machina simples: o orado:'ra1"eza. desajudada deste instrumcnio nunca
machina mais complicada; ambos fazera o: ft"s,'S"lr!a ?b.alar- l*>ntndo um fulcro, ou pon-
to de apoio junio ao corpo de que se intenta des-
tocar, e metiendo por baixo a exlremidade mais
delgada da alavanca, carrega-se na oulra exlre-
midade com esforco, que basla ser egual a urna
tenue fracciunculado peso do corpo para elle se
mover. Desla orma se communica alavanca a
energa do braco do homem, tanto mais poderosa
quanto maior " a pona superior da mesma ala-
vanca.
Deslribuem-na, no aclo de dar corda a um re-
logio. A forca assim repartida, dura 24horas, unta
semana, ou mais, segundo a qualidade do relo-
gio. A destribuico faz-se por meio das rodas, e
oulras pecas que compem o mechanismo ; o mo-
tor a mo do homem ; o trabalho do meio mi-
nuto.
As machinas servem de executsr trabalhos
m, e ou-
grosseiras as
naos.
Em lodas as nossas grandes "fabricas (diz
Babbage) se vem frequenles applicaces do po-
der jlo vapor a domar resistencias, que se nao po-
deriam vencer senao com despezas enormes, se
se empregasse a forra dos seres animados. As-
_ sim o vapor se adapta a torcer juntos os fios dos
e corpos disaeplinadas sedefendem as naces i maiores cabos, a marlellar, laminar, cortar gros-
pela das naces livres contra as que o nao sao sos perar.os de ferro em bruto, c esgo'ar minas ;
se conservan) os melhoramenlos sociaes a des- i operacoes que todas exigem esforcos"physicos e-
peito do espirito de invasio e barbardade norrae's, e sustentados por muilo lempo. Ha tam-
nao havomos de concluir que tambera pela as- bem expedientes de outra nalureza para o caso
sociocao das nossas aculdades as nalureza, ao em que ao mesmo lempo necessario quo a for-
venlo, a agua, ao fogo, e s leis physicas seope
raesrao ollicio, a dcssmilhanc,a nu est seno
na cujeada. A lima, o escopro, o marlello sao
as maos do artista o que o machiusmo com-
plicad%no interior das fabricas. Pelo que pode-
mos estabelecer que s se rilo hao de considerar
machinas os bracos, maos, e em geral todas as
oulras parles do corpo humano cora que modi-
ficamos ou podemos modificar utilmente a ma-
teria, sem auxilio de instrumentos cslranhos ao
nosso individuo ; e quo qoanlis vezes nos oju-
darnos desses instrumentos, de fado nos ser-
viraos do machinasislo empregamos meios
e turcas que nao sao nossas, seno alineas.
O grande principio do progresso humanitario,
do lodos o mais fructfero, que lem resolvido
boa parle das quesles sociaes, e est destinado
a resolver muitas ainda pendentes, , quanto a
comprehenso chega a olcanca-lo, mesmo qil0 | ^c demandara forca superior do home
noa chama a utilisar os agentes da nalureza, quo i ?" pnra CUJa dellcadc" ao rau,l 6!
aqu eslo sendo assumplo das nossas indagaces.
Observando us que pela associadio das ideas se
amplifica a memoria pela dos homens se for-
mara e civilisam os povospela dos capitaes
se organisara as emprezas da industria pela
dos individuos, reunidos para um fim poltico,
se logram as grandes reformas pela das tropas
vor.
O quo se disse nessa oracao, os impulsos d'al-
ma da mo;a, as consolarles que lhe re^spondo-
ram, ludo isso ficou um segredo entre o co e
ella. \
Mas quando Albertina levantou-sc eslava intei-
ramenlc mudada ; o movimento rpido do seus
olhos, a mobilidade de seu rosto, poderiam indi-
car que affluia-lho ao espirito urna mullidlo de
pensamientos, mas 411c nao lhe causavam ne-
nhuma agitaco dolorosa. Anles de descer, ella
arranjou -se com lodo o cuidado.
Vollando para a sala, enconlrou ah o eslala-
jadeiro, sua familia e os viajantes ; e fingi que
sabia do sen quarlo pela primeira vez.
Depois da ievolur.no que so operara em Alber-
tina, ludo mudou de face a seus olhos. Achou
que o pae Bertnnd e a mulher tinham cara de
bons, c mesmo tanto do seu goslo que nao senlio
os anrrf>is c o relogio quo Ibes linha dado por m
do. O proprio filho da casa, o latago ruivo, nao
lhe fez mdo. as espadas e armas nao vio mais
do que instrumentos aratorios.
Albertina chegou-so graciosamente para o cho-
te dos bandidos, eslendeu-lhe a mo, cdisse-lhe
quo eslava prompla a almocar com elle, se a is-
so a convdasse.
Bartol ficou maravilhado
Sabc-sn que elle j linha almorzado, mas era de
o durarlo muilo fina paca recusar o pedido de Al-
bertina ; repeli com ella o almoco, e grabas ao
seu appctite de salteador de estrada, fez-lhe mui-
ta honra.
Quando se ergueram da mesa, disse-lho a mo-
ca com ar porfeilamenle natural:
Sr. Bartol, o dia j vai bem adianlado ; se
lhe agradasse acaba-lo nesto lugar, eu desojara
bem ver alguns sitios, que me pareceram muilo
piltorescos.
Madomoisclle, respondou Bartol, cada vez
mais sorprendido, mas imitando o diapaso da
ci.is, sor-lhe ngradavel ; mas, neste momento o
sea desejo lano mais fcil de satisfazer, quan-
to o accidente que hontcm solTrcu o carro, im-
pcssibilila-o de servir, e necessario esperar al
ai lanilla, que quando esl concertado.
Entlo pedir-lhc-hci a liberdade de passeiar
snzinha o rosto do dia ; voltarei aqui ao enrale-
cer; e amanha promelto estar prompla para
acompanha-lo.
quanto basla. As disposices com quo a
vijo de gozar do pouco prazer que podo offerecer
a viagem, egradara-mo infinitamente.... Mas
cenfesso quo ao mesmo lempo causara-me algu-
ma sorpreza.
Comprehendo.
Essa mudanca sbita....
A causa dola, Sr. Bartol, para mira to
inportanle dize-la, como para o sonhor conhe-
ci-la. Para essa explicarlo q\iero ter com o se-
n or um momento de conversa. Esloja, esla noi-
It, s oito horas, em um lugar descoberlo, que
hi a vinle passos daqui, e l irei ter. Pe{0-lhe
q ic leve os seus companheiros; desejo que esto-
jan! presentes nesse momento de alta importan-
rain os grandes milagres da industria A As-
sociaco o primeiro germen do adianlamenlo
da nossa especie ; o ou procure alliar-se ao seu
similbanle, ou aos agentes naturaes, nessa ai-
Manga busca o hornera urna cousa muito simples
forca. Como, e por quantos modos lh'a em-
presto a nalureza ? Eis-aqui o problema das
machinas. Tenlemo lo.
Que motor o do navio que cresa os mares?
o vento. Qual a machina que recolhe esse
motor? as velas. Que quaulidade de movimen-
to imprimen) as velas ao navio ? urna quauli-
dade precisamente egual a porcao de ar que ellas
rocebera, o a nalureza empresta de seu fundo
inexhaurivel. E quaes sao as vanlagens da
navegaco ? Encurta os longes. Lanca soDre
os abysmosdo ocano urna ponte movedica onde
os cidadaos de todas as naces passara, se en-
ea seja consideravel e concentre a suo accao era
pequeo espaco; como succede na prensa hy-
draulica de Bramah, que pode, com o trabalho
de um s homem, produzr urna presso egual
de 1:500 alhraospheras ; cora urna machina desla
especie j se quebrou um cylindro concavo de
ferro forjado.de ires pollegadas de grossura. Ou-
tro exemplo se offerece no fabrico das caldeiras
de vapor. As folhas de lata, de que sao feilas,
devem estar unidas com cncaixes to aperlados
quanto fr possvel, o que se conseguc, aquecen-
do, at llcarcm era braza, os pregos ou cravos
aules de os metler. Deste modo pregara-se as
duas folhas de lata ; e depois os cravos conlra-
hem-se cora o resfriamento, e aperlam-nas roa
contra a oulra com forca que nao lem outros li-
mites que a lenacidade do metal de que sao fa-
bricados.
[Con(inar-se-ha).
ca, o que far poca na nossa vida.
As suas ordens serlo fielmente execuladas,
d sse Bartol inclinando-se.
Albertina sahio, e caminhou pelo campo, como
linha annunciado ; nessa excurslo, s se mos-
liou occupa.la, de observar os mais bellos aspec-
tos das raoiiianhas, os pontos de vista mais no-
liveis.
Vio que o miis silencioso dos. companheiros
do Bartol seguia-a de longc, passo a passo, pro-
c.irando esconder-sc aos seus olhos, mas sem
ronca perde-la de vista. Mas como ainda no li-
rha determinado para esse dia nenhum projecto
ce fuga, foi indifferenle essa vigilancia.
O sol abaixou no horizonte.
Quando Albertina, A hora indicada, dirigio-se
rara o claro do bosque, em que pela manhaa li-
1 ha visto Bartol, e quo era o lugar designado
por ella para a entrevista da noite, o chele dos
bandidos e os seus companheiros j l estavam.
Asombra comeijava a invadir o bosque, dou-
ndo nos cimos pelo sol no poenle. A altura ma-
geslosa das arvores, a Iranquillidado do or, em
que nem urna sfolha so agilava, o silencio uni-
versal davam alguma cousa de magestoso a esse
raliro de folhagem, e urna especie de solcmnida-
1 e scena que all se ia pissir.
Bartol eslava de p, encostado um galho, os
dous companheiros um pouco para Iras, com os
l-racos cruzados; sua atlilude, o olhar curioso
cae tinham filo na entrada do claro, exprimiam
Umbem a importancia misturada de inquiolaco
1 ue ligavam a entrevista annunciada pela ma-
1 ha.
Quando Albertina chegou, icaram todos por al-
mona, eslimaria muilo em lodas as circumslan- uns momcnlos em silencio; depois a moca disse
com voz muilo coinraovida, mas coja agilaclo tr-
mula era dominada pela sua firmeza de rosoluco .
Bartol, o que lenho a dizer-lhc sahe tanto
das regras communs da vida, que fui ohrigada a
despir-me dellas para faier-lhe esta importante
conlisslo. Quiz fazor-lho conhecer o meu pensa-
mento, logo quo por mira fosse conhecido, equz
que as minhas palavras fossem ou vidas pelos seus
dous companheiros mais ntimos para dar mais
forca ao empenho que vou tomar.
Paree um instante e contiuuou:
O sonhor foi inspirado dizendo-me: Alber-
tina, tu me perlences, porque tambem me amas.
Apezar de singular e fatal, esse amor exislc. En-
lrou em minha alma, como esses raios, que sem
serem precedidos de nenhum signal de tempes-
lade, abrazam a nalureza. Eu nao linha nascido
sera duvida para a existencia simples e as emo-
coes doces quo aserie 1110 linha dado; era-mo I
necessaria una felicidadc mais aguada, aindi qqe |
livesse de ser paga com crueis soTrimenlos. E
tive hora razio em dizer que poresse senimen-
lo eu lhe pertencia. Sinto-mn ligada ao sonhor
mais duque se as leis nos unissem. Sinlo que a
minha vida inseparavol da sua, que d'ori cm
dianle parlilharei, voluntariamente e sem quena-
da dah me possa afastar, as suas viagens erran-
tes, os seus das de fadiga, suas noilts de perigo,
toda essa existencia vagabunda, quo so passa
muitas yezes no deserto em que nao ha casa que
nos abrigue, parlilharei todas as condQes ex-
tremas da sorle quo livor, ainda que sejam os re-
vezes de um destino contra a lei; ainda que se-
ja o escndalo de um processo, cujo pensamento
s, faz estremecer, ainda que soja a priso mais
profunda, ainda que soja o cadafalsu em que se
morre duas vezes deixando urna memoria mal-
dita I.... Eu o snto, Bartol; o que ha de singu-
lar e fatal, eu o sinlo I.... Eis-ahi oque linha
para dzer-lhe.
Depois dessas palavras, Albertina, quer por
que o sen carador habitual readquirisso os seus
direitos, quer quo treraesse por esse exresso do
audacia, que acabiva do manifestar, quer quizes-
so deixar Bartol entregue sua adiniraco e
sua felicidadc, Albertina sahio precipitadamente
do claro.
A impresso que nhi deixou nao foi todava a
que se poderia pensar. Os Ires homens iramo-
veis, mudos, pareciam cheio3 do pasmo.
Albertina vullou ao seu quarto. Tornou a ver
esse interior repeliente sem indiferenga. Sempre
[orifica, livre dos seus terrores recentes, sorrio
smbrando-se dos ralos que lano modo lhe ti-
nham foito roen le a porta, o representando lio
bem o seu papel do assassinos emboscados era
urna eslalagem solada.
Mas apezar de toda a sua forja d'alma de fresca
data, a moca nao so doltou nessa norte. Encos-
lou-se janclla, e inclinou a cabera sobre os ; sorpreza
pmpanos de vinha que a occullavam. baixa.
Ao cabo de alguns momentos, vio una forma
sombra e movedica passar por ura atalho que se
desenhava no primeiro plano do horizonte, e vol-
lar. Adoviuhou ncllo ura dos companheiros do
Bartol, apezar de occullo pela mascara o pelo ca-
pote.
Era muilo simples que o chefe dos bandidos,
sera duvida acampado era alguma rocha da raon-
lanha, fizesse montar guarda ao p do lugar era
que passava a noite. Tudo era pois muilo natu-
ral na presenta desse homem, menos a agitarlo
do seu andar ora rpido e ora demorado. Esse
desvirio dos passos era (al, que o viam algumas
vezes suspenso em nm ciino escarpado, algumas
vezes agitando os juncos, e sempre muilo mais
longo do seu poste do que o exiga o seu de-
ver
O homem mascando passou assim toda a noile
a vagar pelas montanhas; Albertina, era vo-lo
medir esses caminhos selvagens. Nem ura era
nem outro so cansn.
No dia seguinte, ao amanheccr eslava ludo
proraplo para a partida.
Albertina, Bartol o um dos homens sainara da
eslalagom. O estaUjldeiro, a mulher, o toda a
sua fra familia, depois do lorcm acompauhado
al o pateo os viajantes, reliravara-se de barrete
na rolo, como phantasinas, que depois de. (erein
assuslado tanto a pobre meca, voltavara para o
seu antro.
O carro esperava distante alguns passos em um
atalho que ia tomar a estrada do Lyao em Geno-
bra. Bartol collocou-se na portinhola, dispondo-
sc a dar a ralo a Albertina ; ura dos sous foi pe-
gar na bride do cavallo ; esperaran) algun mi-
nutos pelo segundo.
excopc.au desses viajantes, o caminho eslava
interamente solitario.
O companheiro do Bartol que eslave demora-
do, chegou precipitadamente; pez um papel do-
brado na mo de Albertina, o fez um movimento
para relirar-so lio dopressa como linha viudo.
Espere! disse Albertina.
E o tom da moca era lio imperioso, que elle fi-
cou pregado no seu lugar.
Albertina, em vez de subir para o carro, rcti-
rou-sc um passo, e levantando a cabera replicou
com voz to segura como o olhar,
E' lempo que islo acabe. Voc, homem
mascarado, nio um bandido da quadrilha do
celebre salteador; voce o meu primo Froderico
Laforcl; e prtanlo tire a mascara. O senhor,
conlinuou ella, nlo Bartal, o aventureiro, ola-
dro do estrada ; o senhor o M. Cano*ille, subs-
tituto do procurador do re, no tribunal regio de
Lyo.
i Os dou3 mancebos Uuhim dado um grita de
Froderico couservava-se de cabeca
pergun-
E o lerceiro quo esteve na bolea?
lee Albertina.
E' simplesmcntc o meu criado, respondeu
inclinando-se o Sr. Canoville,
' Mas como sabe voc I balbucTou Frode-
rico.
Ah 1 senhor, para se dsfarcar melhor devia
ler tirado do dedo o annel.
E moslrava-o annel de ouro csiaa,llado quo lhe
linha dado.
E' verdade I disse Froderico. Mas, Canovil-
le, meu amigo......a quem voc nunca vio?
Pois voc nao me linha diloque o seu ami-
go substituto gostava 3empre de cantara grande
arta doDomin noir, e que dava sempre em
falso a lorceira nota ?
Ah I lu dissesle isso, Froderico ? perguntou
Canoville mnrdendoo bigode.
Pois bem, ouvi-o cantar, disse Albertina.
Mas, voc Frederico, nao lem vergonha, conli-
nuou ella cruzando os bracos, de me fazer passar
una noite honivel com modo de precipicios, de
soldados o de assassinos? E o Sr. Cinovllo, ma-
gistrado de S. M. Lu XVIII de fingir-se um das.
mais aboiniuaveis reos de polica?
Nao lenho vergonha neuhuraa, madpmni-
selle Albertina, disse o mancebo, por que desem-
penhel lio bem o papel que V. Exc. mesmo sa
enganou.
Ah disse Froderico, se cu lho Ca passa*
11 ni a noite horrivel....
Eu lh'a paguei bem 1 acabou Albertina. E*
o que eu quera. Sem duvida, voc rjo foi mui-
to feliz a noile passada correndo pelas monla-
nhas !---- Ah o seu testamento I disse ella des-
dobrando o papel---- dcixava-me todos os bens
o a matar-se linha razio. Nao era muito pa-
ra o mal que me fez.
Esperlo menos, Albertina, disse Frederi-
co com tom mais. grave, que nao desdenhar mais
a habilacao pacifica de seus pareles, para deso-
jar fra urna exislenrin mais agitada J lem
rauilas aglares o aventuras I
E eu. espero com raais razio, Frederico,
que voc licar curado.de dar ms lires urna
mulher, qti'indo livor visto que ella sabo bem pa-
gar-lh'as; c que o Sr. Canoville, accresceaiou
ella voltando-se para o mancebo, e fallando com
maisdocura, ficar curado do se julgar amado,
adorado, por alguns olharcs e em alguns instan-
tes.
Mas voc nao respondo 1 disse Frederico
com mais forra.
A moja dirigi-so para o carro e disse a (ir:
Nao.... mas volteraos, Nanlua.
FIM.
"PERN. TXP. DE M. F. DEFAIUA. 18.80
>=-
i