Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09063


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Full Text
ANUO HXTI. HOMERO 112.
Por tres raezes adianlados 5$000.
Por tres mezes vencidos GjjOOO.
SEGUNDA FEIRA 14 BE MAIO DE 1860.
Por anno adianUtfo 9&000.
Porte fraoco para o sobscrilor.
ENCARREGADOS DA SUBSCRIPCAO' DO NORTE.
Parahiba, o Sr. Antonio Alejandrino de Lima;
_. Natal, o Sr. Antonio Marques da Silva; Aracaly, o
Sr. A. de Lemos Braga; Cera, o Sr. J.Jos de li-
veira; Maranhao, o Sr. Manoel Jos Martins Ribei-
ro Guimares; Piauliy, o Sr. Joao Fernandos de
Morios Jnior; Para, o Sr. Justino J. Ramos;
Amazonas, o Sr. Jeronymo da Cosa.
1'AKl'lUA UO^ LUllllt-IUS.
Olinda todos os das as 9 1/2 horas do da.
Iguarjss, Goianna e Parahiba as segundas
e sextas feiras.
S. Anto, Bezcrros, Bonito, Caruar, Alliuhoe
Garanhuns as Ierras feiras.
Pao d'Alho, Nazareth, Limoeiro, Brejo, Pes-
queira, Ingazeira. Flores. Villa Bella, Boa-Vista,
Oricury e Ex nas quarlas-feiras.
Cabo, Serinhaem, Rio Formoso.Una. Barreiros.
Agua Prela, Pimenteiras e Natal quintas feiras.
(Todos os correios parletn as 10 horas da manha.
AMBUCO
EPEMERIDES DO MEZ DE MAIO.
5 La1 cheia as 4 horas e 42 minutos da manha.
12 Quarlo minguante as 4 horas e 57 minutos
da lar le.
20 La n< va as 4 horas s 27 mioutos da tarde.
27 Quartc crescente as 5 horas e 45 minutos da
lardo.
PREAMAR DEHOJE.
Primeiro as 11 horas e 42 minutos da manha.
Segando as 12 horas e 6 minutos da tarde.
AUDINECIAS DOS TRIBUNAES DA CAPITAL.
Tribunal docommercio : segundas e quintas.
Retago : torgas feiras o sabbados.
Fazenda : tercas, quintas e sabbados as 10 horas.
Juizo do coramercio : quintas ao meio da.
Dito de orphos: tercas e soxta9 as 10 horas.
Primeira vara do civil: tercas c sextas ao meio da
Segunda vara do civil; qnartas c sabbados ao
meio di.
PARTE OFFICIftL
Govcrno u Provincia
LF.l N. 481.
Ambrozio Leilaoda Cunha, presidente da pro-
vincia de Pcrnomburo.
Foco saber a to Jos os seus habitantes que a
asscmbla legislativa provincial decrctou, e cu
sanecionei a le segointe :
Arl. 1. Sao concedidas as srguinics lulc-
rias :
1. Una de cenlo e Tinto contos de ris pa-
re rada urna das malrizes das freguezias de Bar-
renos, Encada, L'na.Maranguape, Nossa Senliora
do Desterro de Ilamb. S Caelano da Raposa, Ou-
ricury, Boa-Vista, (scrlo) Cabrob e Ex, bem
comoi oulra de igual quanlia para cada uir.i das
'igrojas de Nossa Senliora da Conceicao de Carua-
r, do Rosario da frpguezia de liuribcca, capella
de Santo Antonio de Bebedouro e ceniilerio da
tidade da Victoria.
2." Duas de cenlo c vinle con>sdc ris cada
urna para o convento do Carino da ridade de
Goianna, c ontras lanas de igual valor para ca-
da urna das matrizes das freguozias de Rio For-
mse, Agua-Prcla, Garanhuns, Buique, Salguei-
ros c S. Lourengo de Tijucupapo, e lamben) para
os collegios de S. Vicente de Paula dirigido pe-
las irmaas de caridade, do Bom Conselho do Ro-
cife, do mesmo nomo estubelecido em Papacaca,
eemilcrios da cidade de Goianna, do Limoeiro e
do Rio rormoso, assim como mais duss de dez
contos de ris cada urna para as obras do cemi-
terio da freguezia de S. Lourenco da .Malta, o
outras lanas do mesmo valor as igrejas de Nos-
sa Senhora do Rosario desla freguezia e do
Cabo.
3." Quatro de cento e vinle conlcs de ris
mJ i u ni a para o hospital da Misericordia da ci-
dade de Ooianna, malriz de Grvala, e para as
Associa(;6es de Soccorros Mutuos e dos Artistas
Selleiros.
Arl. 2.- Ficam revogadas as disposircs cm
contrario.
Mando, por tanto, a lodas as autoridades a
quera o conhecimeoto c execucao da prsenle
rcsolucao perlencer que a comprara e faram
cumpnr to inleiramente como nella se conten.
O secretario desla provincia a faca imprimir,
publicar e correr.
Palacio do governo dePernambuco aos 10 de
maio de 1869, trigsimo nono da independencia
c do imperio.
Ambrozio Leito da Cunha.
Sellada e publicada nesta secretaria do gover-
no da provincia dePernambuco aos 10 de maio de
1860.Francisco Lucio de Castro.
Registrada a 11 do livro 5. de leis provin-
ciaes.
Secretaria do governo de Pernambuco 11 de
maio de 1860.Francisco de Lomos Duarte.es-
cripturario da quarla seclo.
EXPEDIENTE DOniAll DE MAIO DE 1860.
Officio no lenle general commandnnle das
armas.Pelo oflcio por copia incluso, sob n. 1,
ver V. Exc. que o lente Luiz Antonio Ferraz.
commandante da companhia de pedestres da co- '
marca de Tacaral a despeito das ordens que da- j
qui levou, nao entregou na collecloria daquella 1
villa a quanlia do 4.000$ que recebera da thesou-!
raria de fazenda com semelbanlo destino, atlra
de ocrorrer-se all as despezas que fizesse a
mesma companhia, julganao-se o dito lente
aulorisado a relcr em si a mencionada quanlia,
o aprescnlar em seu lugar collecloria prels o
folbas, afim de seren recebidas como dinheiro.
Essa communicacao do collcclor achara V. Exc.
confirmada pelo mesmo lenle no officio que
me dirigi, e que na copia sob n.2, lanibcm re-
mello a V. F.xc. pedindo-rae mais dinheiros para a
mesmo companhia.
Da copia sob n. 1, ver- mais V. Exc. que gra-
ves aecussges so fazem ao tencnlo, de cslravios
da mencionada quanlia. E porque ao militar cor-
re o imprescindivcl dever de cumprir religiosa-
mente as ordens superiores, sem embargo de
quaesquer embaracos venclvcis com que se en-
contrem e esleja provado nao ter o dito lenle
oumprido o que recebra para entregar 6 collec-
toria de Tacaral logo que all chegasse a som-
ma cm queslo. resolv suspender daquello com-
mando, e recommendar a V. Exc. que o mando
rccolher preso a esta capital, afim do justificar-
se pelos roeios compelernos das graves fallas que
lhe sao imputadas. V. Exc. designar para subs-
tituir ao referido teneuto outro olicial que deve-
ra partir quanto antes, afim de nao flcar a com-
Iianhia sem commandante, em organisacao como
est.Transmitlio-sc por copia ao inspector da
t.'icsouraria de fazenda.
Dito ao mesmo.Sendo-me declarado por avi-
so do ministerio da guerra do Io do correte,
que fora approvada a deliberago que toniou es-
ta presidencia do numear o lenle reformado do
exercito Manoel Carneiro Machado Freir, para
servir interinamente o emprego de ajudante da
directora da colonia militar de Pimenteiras, as-
sim o communico a V. Exc.
Dito ao mesmo. Fago apresentar a V. Etc.
para sor inspeccionado o recrula Manoel Antonio
dos Sanios.
Dito ao mesmo.A vista da informarlo junta
por copia, que mofoi ministrada pelo inspector
da thesouraria de fazenda acerca do officio de 7
do corrente, sob n. 504, em que V. Exc. pede se-
ja abonada ao almoxarifo da fortaleza do Brum a
quanlia de 12J para as despezas da capella da
mesma fortaleza no corrente trimestre, tenho a
dizer quo cumpre esperar pelo crdito que j se
pedio, afim de que so possa effeiluar a entrega
dessa quanlia.
Dito ao mesmo.Respondo oo officio que V.
Exc. me dirigi em 3 do corrente, sob n. 483,
declarando que pode mandar regressara forja do
8." batalho do infamara que s acha estaciona-
da na villa do Bonito.
Dito ao mesmo.Passo s mos de V. Exc. pa-
seu conhecimento e direcgo a parto dada pelo
ajudante do presidio de Fernando acerca do sen-
tenciado militar Americo Severiano, que consta
ter fallecido afogado.
Dito ao mesmo.Remello por copia a V. Exc.
para seu conhecimenlo e execucao, o aviso ex-
pedido pela reparligo da guerra em 28 de abril
ultimo, mandando seguir para a provincia das
Alagoasnol vaporo brigadeiro graduado Ma-
noel Muntz Tavares c o coronel Jos Mara Ilde-
fonso Jacome da Veiga Possoa, que (orani no-
meados para servirem no conselho de guerra a
que leem de responder naquella provincia o coro-
nel Trajano Cesar Burlamaque, c o major Joao
Luiz de Araujo Olireir Lobo.
Dito ao Dr. cheo de polica Respondo ao of-
ficio que V. S. me dirigi em 10 do corrente, sob
n. 670, relativamente a obra de que precisa a
cadeia do termo de Goianna, dizendo quo con-
vm odia-la para quando os cofres provinciacs
comportaren] ssa despeza,
Dito ao desembargadnr presidente do tribunal
do commcrcio.Do confonnidado com o que foi
recommendado em aviso do ministerio da jusli-
ca do 26 de abril prximo finio, transmiti por
"^'V ., para seu conhecimenlo, o decreto
n. 2,575 de 14 do mesmo mez, pelo qual S. M. o
imperador houve por bem elevar a dozo o nu-
mero dos correctores geraes da praca do com-
mcrcio desta provincia. .
Dito ao inspector da thesouraria de fazonda.
Devolvo a V. S. os papis a que so refere a sua
informacao de hontem, sob n. 487. relativos ao
pagamento que pedeocirurgio Manoel Jos Pci-
joto dos Guimaraes, na importancia de 109S de
medicamentos fornecidos pelo pharmaceulico
Luiz Gomes do Azevedo Campos par* o trata.
mnlo das pessoas accommetiidas da vanla na
villa da F.scada, o auloriso a mandar oiTeituar es-
se pagamento, sob minha responsabilidade, nos
termos do 10 arl. Io do decreto de 7 de maio
de 1842, vislo nao haver crdito paro esse fim.
(cando V. S. na intelligencia de que desla dala
em diante nao se pagar mais remedios havidos
por aquelle cirurgio, que j foi dispensado da
commissao em que se ochava.
Dito ao mesmo.Remello por copia a V. S.
para seu conhecimenlo e direcgo o aviso expe-
dido pelo ministerio da guerra m 24 de abril ul-
timo, conimunicondohavcr sido augmentado com
mais vinle e nove contos de ris (29-0O0$0f 0) o
crdito oberlo a esla provincia para a despeza
com a repartirlo da guerra no exercicio do 1859
a 1869 distribuida na forma da tabella lambem
junto por copio.
Dilo ao mesmo.Constando de aviso do minis-
terio do imperio de 23 de abril ultimo que forom
apprnvadasas despezas que o meu antecessor
mandn fazer sob sua responsabilidade com a
sjuda do cusi ao presdeme nomeado para o Ro
Grande do Norte c com a de ida e volla aos de-
pulados por esla provincia no 4 serco da actual
legislatura : assim o communico a V. S. para seu
conhecimenlo.
Dilo ao mesmo.Em rcsposla ao seu officio de
hontem, sob n. 489, tenho a dizer que visto nao
haver credilo para pagamento do grolificocao que
por ofiico de 9 do corrente mandei abonar a Ma-
noel Jos Peixolo dos Guimaraes enearregado de
tratar os bexiguentos na villa da Escada, aulori-
so a V S. a mandar effecluar esse pagamento
sob minha responsabilidade nos lernios do 10
do art. Io do decreto de 7 Jo maio do 1842.
Dito ao mesmo.Mande V. S. pagar sob minha
responsabilidade o que se estiver a dever ao en-
genheiro Marlineau, visto nao haver credilo para
esse pagamento, segundo V. S. declarou em seu
officio de hontem sob n 488, que fica assim res-
pondido.
Dito ao mesmo.Transmiti aV.S.o incluso
prel em duplcala que me foi remeltdo pelo com-
mandante superior da guarda nacional de Pao do
Albo com oflicio de 4 do trrenle, afim de que
estando legal, mande pagar oo sargento Francis-
co Januario dcAndradea quanlia de duzentos e
oitenta coito mil o seis ceios ris (288^600
em que impo'lam os vencimenlos relativos ao
mez de abril ultimo dos guardas tucionaes desto-
cados naquella comarca. Communicou-se ao
commandante superior da guarda nacional de
Pao d'Alho.
Dito ao mesmo Sendo-me declarado por avi-
so expedido em 3 do corrente pelo ministerio da
jusliga quo do Exm. Sr. ministro da fazenda se
SolicilOU naquella dala a expedigo de ordens a
fim de ser posta nessa thesouraria a quanlia de
um conlo e duzcnlos mil ris (1:20fi0}000) pora a
ajuda de custo arbitrada oo juiz de direilo no-
meado chefe de polica do Maranhao Manoel Cle-
mentino Carneiro da Cunha : assim o communi-
co a V. S para seu conhecimenlo.
Dito ao mesmo.Constando-me do aviso do
miuisleiio du imperio de 19 de abril ullimo, que
solicilaram-sc do da fazenda as ordens necessa-
rias a essa thesouraria para mandar pagara quan-
lia de dous contos de ris (2:0003000) que me
compete como ajuda de cusi por haver sido no-
meado presdeme desta provincia : assim o com-
munico a V. S. para seu conhecimenlo.
Dito ao commandante superior da guarda na-
cional da comarco do Rio Formoso.Expeca V.
S. suas ordens para que o destacamento da guar-
da nacional existente em Barreiros seja elevado
ao numero de 25 pracas, commandadas por um
oficial.Ofliciou-se o inspector da thesouraria
de fazenda e ao Dr. chefe de polica.
Dito ao da comarca da Boa-vista.Consta de
participago da secretaria de estado dos negocios
da juslica do Io do corrente que S. M. o Impe-
rador, por decreto de 25 de abril ullimo, houve
por bem suspender do exercicio do respectivo
posto e por lempo indeterminado, o tenente-co-
ronel commandante do corpo de cavallaria n. 3
do municipio de Ouricury Alvaro Ernesto de Car-
valho Granja.O que communico a V. S. para
seu conhecimenlo e lns convenientes.
Dilo ao commandante do corpo de polica.Po-
de V. S. mandar dar baixa ao soldado do corpo
de seu comando Joao Pereira deCarvalho, que se
acha impossibilitado para o servico, conforme se
ve do alleslado que acompanhou o seu officio de
9 do corrente, sob n. 183.
Dito ao mesmo.Faga V. S. apresentar na rc-
parlico da polica, no dia 14 do corrente, qualro
pracas do corpo de seu commando. afim de cs-
coltarcm um criminoso at o termo do Limoeiro.
Officiou-se ao Dr. chefe de polica.
Dito ao inspector da thesouraria provincial.
Mando V. S. pagar oo agente da companhia per-
nambucaiia a importancia de dous mezes, dos
quatro, que j se est a dever da subvencao
cedida a mesma companhia.
Dilo ao mesmo. Accuso recebido o officio
que V. S. me dirigi em 7 do crrenle, sob n.
165, acerca dos reparos que se achara em praca
do empedramenlo da cstra da Victoria entre s
marcos de 6 a 8 mil bracas, e em resposta tenho
a dizer que a vista da informaco junta por co-
pia do director interino da reparlico das obras
publicas esto oquelles reparos comprehendidos
na excepeo da minha ordem comida em oflicio
de 30 de abril ultimo.
Dito ao mesmo. Estando nos termos legaes
os documentos juntos que me oram remellidos
pelo chefe de polica com officio de hontem, sob
n. 671, mande V. S. pagar a Jos Elias de Oli-
veira a quanlia de dous contos setecentos e vinle
e quatro mil e quinhentosris ( 2:724500 ) des-
pendida no mez de abril ultimo com o sustento
e curativo dos presos pobres da casa de detenco.
Ofliciou-se ao Dr. chefe de polica.
Dilo ao mesmo. De conformidade com o que
me requisilou o chefe de polica em officio de
hontem, sob n. 674, recommendo a V. S. que,
estando nos termos legaes a conta junta, mande
pagar a Estevo dos Anjos da Porciuncula a
quanlia de cento e desesete mil o seiscenlo ris
( 1l7g600 J despendida nos mezes de marco e
abril ltimos com o sustento dos presos pobres
da cadeia da villa do Cabo. Communicou-se
ao Dr. chefe de polica.
Dito ao director ao arsenal de guerra Trans-
miti a Vmc. para os flns convenientes os dous
couhecimentos junios dos gneros que oram en-
viados para o presidio de Fernando nos brigues
Bom Jess, e Bom amigo, ludo para orne-
cimenlo do olmoxariado daquelle presidio, as-
sim como o dos objeclos de sapataria.
Dito ao juiz de direilo da comarca do Flores.
Ao seu officio do 24 de abril prximo findo,
sob n. 8, respondo dizendo-lhe que, rom quanto
seja muito louvavel a solicitude que Vmc. mos-
tra pelo bem estar dos povos dessa comarca,
julgo todava cedo para tomar as providencias
que indica para acudir a (orne que Vmc. presu-
me apparecer se continuar a (alta de chuva
que por ahi se ola, devendo antes esperar-se
que a Providencia Divina nao permitlir que
esses povos passem porseroolhanle proracao.
Entretanto deve Vmc. comrounicar-me com
promptidao ludo quanto (or occorrendo, corto de
que os habitantes dessa comarca cncontrarao
em mim a maior solicitude para acudir a seus
males quando por ventura isso for necessario.
Dilo aowspeetor de sade do porlo.Intei-
rado do cunledo do officio que Vmc. me dirigi
bontem, tenho a dizer em resposta que empre-
guo lodos os esforcos e deligencias para que nao
se conserve no ancoradouro doenle alguna de
(ebre amarella, nem venbam para a cidado ro-
qulsilando me o que for conveniente para azer
cumprir as delerminacoes que dei a respailo.
Dilo ao director da colonia, militar de Plmen-
teias. Para dar cumplimento ao aviso do mi-
nisterio do imperio, junto por copia, expedi.lo
pela renartcao geral das Ierras publicas em 28
de abril ullimo, informe Vmc. sobre a queixa
que o iiu io Jos Joaquim do Nascimento faz da
usurparj) soffiida por parle do Domingos da
Cunha.
Dilo ao engenheiro fiscal da estrada de ferro.
Em resposta ao oflicio de Vmc de 4 do corrente,
sob n. 14, remeiio-lho copia do que me dirigi
em 8 o engenheiro Ernesto iniz Street, decla-
rando estar promplo para assislir ao exame que
se tem dn fazer nas contas da estrada de ferro
relativas as despezas feitos no semestre de agosto
a janeird ltimos, as quaes deixurom de ser por
elle examinadas.
Portarla. O presidente da provincia altcn-
dendn al) quo Ihe represento o inspector da
Ihesouraiia provincial cm officio de hontam, sob
n. 169, p'solvc nos termos do art. 30 da lei pro-
vincial 1.473 de 5 de maio do anuo prximo
passado. abrir um novo credilo na importancia
de seis centos e quinhenlos mil ris ( 6:5008000)
para as ebras da casa de deteneo no correlo
exercicio. Transmiltloso por "copia ao inspec-
tor da thesouraria provincial.
Dita. O Sr. agente da companhia braseira
de paquetes a vapor mande dar possagem para a
corte no Vapor que se espera do norie ao major
Alexandie Augusto le Frias Villar em lugar des-
tinado pira passageiros de estado.
Dita.O agente da companhia brasilero de
paquetes a vapor mande transportar para Ma-
celo, no rapor Paran, ao bacharel Joaquim Ay-
res de A meida Freilas em lugar destinado para
passogeiios de estado.
Dila.O presidente da provincia altendendo ao
que requ ;ru o promotor publico da comarca do
Bonilo, lu-idharel Luiz de Albuquerque Martins
Peieira, csolve conceder-lhe quarenta das do
liccnca com vencimenlos.
Despachos do dia 11 de maio.
Jlei/uerimentos. .
105.francisco Amonio Correa Cardoso.Nao
ha que deferir visla da informaco, podendo
o supplicanle ir reieber a quanlia a quo al-
inde.
166. onneencio Carcia Chaves.Satisfaga a
exigencia da thesouraria de fazenda c volte, que-
rendo.
167. los Polyearpo de Freitas.Prove des-
de quan lo compleluu os 12 anuos de exer-
cicio.
168.Podre Joao Jos da Cosa Bibeiro.In-
formo o Sr. inspector da thesouraria provin-
cial.
169. loo Braulio Correa e Silva, professor
publico ce primeiras lettras da freguezia do Bo-
nito. P sse portara concedendo a licenga na
forma reiuerida.
170. ilanocl Antonio Simes do Amaral, e3-
crivao ,ila recebedoria de rendas geraes.
Informe o Sr. inspector da thesouraria de fa-
zenda
171.!'almeir S Bellro.Informe o Sr. ins-
pector di thesouraria de fazenda.
172.Quintiliano Henrique da Silva Primave-
ra.Informe o Sr. inspector da thesouraria de
fazenda.
DAS DA SEMANA.
14 Sgunda. S. Gil; Ss. Bonilacio c Enedino mm.
15 Torga. S. Izidoro Uvrador; S. Torqualo m.
16 Ouarla S. Joao Nepomuceno conego m.
17 Quinta, efr Assenrao do Senhor ; S. Poscoal.
18 Sexta. S. Venancio m ; S. Flix de Comalido.
19 Sabbado. S. Pedro Celestino p ; S. Ico (.
20 Domingo. S. Bern.irdino de Sena f.
CORRESPONDENCIA DO DIARIO DE PER-
NAMBUCO.
Pars, 7 do abril de 1860.
(Continuao do n. 103)
[Ultimas noticias.)
No dia 2 de abril, Vctor Emmanoel abri cm
Turin o larlamento do seu reino engrandecido.
Depois d i se haver 'elicilado por achar-se entre
os representantes das direilos e das esperances
legitimas da nacao, declarou o sacrificio que jl-
gou dever fazer da Sabo/a e de Nice em favor da
Franca, lallou com dignidade da excommunhao,
dosses r ios espirituaes fulminados por um in-
teresse lempoial, ipresenlou a autouomia da
Toscana como umn medida necessaria, porm
moment! neo, econoluio convidando a lodos os
homens mimados do opinioes sinceras a realisa-
rem o fi n supremoA Italia dos Iialinos.
Depois da verificacao dos poderes e da organi-
sacao da i commisses, o primeiro trabalho do
parlamer lo ser a discusso sobre a sesso da
Saboya e de Nice, [deliberaco que inspira puuca
inquietar ao na Itali;.
Em Londres continuara os receios mais do que
em Turr ; nessa capital existe sempre urna agi-
tacao tal.ez provocada tanto pelo medo quanto
pelo espirito bellicoo; falla-se olli de urna reor-
ganisacn em massa de lodas .as milicias nacio-
nnes, e ca ordem dada a urna parte da (rota do
canal pa a pr-se immediatamente ao mar.
All anda ha muito quem so assusle e pense
que o imperio rancez sonha nas suas amigas
fronteira: do Bheno ; e M. Thouvenel tem diri-
gido cire llares a lodos os seus agentes diplom-
ticos na corles extrangeiras para que dissipem
essas opi rchensocs obstinadas.
A Suisia est anda firme ua sua irritarlo, e
dahi lem apparecido a eventualidade de um co'n-
gressoeuropeo para regular a questo da neutra-
lidade de Chablais e de Foucigny : nao ha porm
certeza le que assim venha a ser, tanto mais
quanto un congres;o talvez compromettesse as
potencia i mais do que ellas desejam ; e ncsle
caso preieriram queaquesto seja regulada pelos
meios diplumaticos jruinarios.
O senado francez se acha de posse de42 pe-
ticoes cm que se supplica a inlervenco desta as-
sembla am favor do poder temporal do Papa ; o
senado porm julgou completamente inopportu-
na essa intervena o. e sobre indicacao de M.
Royer passou pura e simplesmenle para ordem do
da.
Quanto a oceupaeo de Roma pelas tropas na-
politana* est anda por ser confirmada ou des-
mentida ; mas se a uamirao rauceza deve dei-
xaracidide eterna, algumas correspondencias
jnlgam [.oder affirmar que membros da grande
aristocracia legilimista da Franca, seguindo o
exemplo do general Lamoriciere, pem as suas
pessoas u os seus bens a disposigo do Papa para
defeza do seu poder temporal.
Ultime ment em quanlo a Hespanh se achava
entregue a satisfagan pelos seus recentes trium-
phos sojre os Marroquioos, se urda nas ilhas
Baleares urna compiago dirigida pelo general
Ortega, rapito general das mesmas ilhas, com o
fim de roconduzr a Madrid o conde de Monte-
molin ; i orm a conspirago bem depressa lor-
nou-sa i'umacscaMmuga malsuccedida. Apenas
desembarcou o general Ortega foi abandonado
por seus soldados, o vio-se na necessidade de
ugir paia as montan has, onde s se lem podido
agarran ous dos seis cumplices.
Espen -so com impaciencia em Berln que se
concluar i as ferias da Paschoa para que o parla-
mento contine nas suas discussoes to irritantes
nos u I linos das.
Veaez i acaba de protestar ainda urna vez, o
dirigi o seu prolesio ao corpo diplomtico ac-
credildo junto de Vctor Emmanoel.
Falla-ie em cor aullar o voto universal de
Chambei y, de Anery, e de Nice.
(Pmsle jurdica )
Dissemos na nossa ultima missiva deque ma-
neira n onsenhor Dupanloup, hispo de Urleans,
esse valunle campeiio da causa do poder lempo-
ral dos Papas, suscitara urna polmica, na qual
linha ei volvido a corajosa defesa, que lomara
sobre si, dos interessas. pontificaes a seu ver
ameagac os com os irrebatmenles de urna rio-
Ienca desabrida pouio digna do seu carcter de
hispo c de sacerdote I Ha certas formas de dis-
cusso que sservem para prejudicar as melho-
res causas, e por meio das quaes nunca se con-
segue (riumphar por muia razo que se lenha.
A redarcao do jornal oSecuto,os herdeiros
de monsenhor Rousseau, bispo de Orleans no
ten.po de Nopoleo I, julgando-sc offendidos
uns na sua dignidade, oulros na memoria do
scu prenle, repcllrom a fogosa vivacidade do
prelado contendor; e ludo islo causou em publico
um effeilo deploravcl a muitosrespeilos. J ne-
nhuma duvida havla sobre a instaurarlo de um
processo por crime de injuria ; mas o que ahi ha-
! via de notavel era que nem mesmo a absolvigo
podera jmaos (a/.er esqueccr o odioso de urna
| polmica, que comegara perante o tribunal da
opinio publica, e fora acabar perante a justig
do paiz.
Pelo inleresse de lodos a ninguem foi permil-
Jiido reproduzir os debates desse processo, e por
conseguinte nenhum alimento novo veio satisfa-
7er o agilaco dos espirilos j to crescida. Em
attengo ao carcter do aecusado foi acolhida,
em vez de urna cmara correccional do tribunal
j civil, a primcia cmara da corte imperial de Pa-
] ris, que achou-se assim organisada : na presi-
dencia o primeiro presidente Devienne : na
cadeira do ministerio publico o procurador ge-
ral Chaix d'Esl Ange, assistido dos advogados
; geraes Sapey, Moignon e Gaujal; barra do tri-
bunal os mais lustres oradores frente del-
les Berryer, As partes queixosas eram Leodey,
Louis Jourdan, Havin, Len Ple, Paxile Delord,
c La Bedalliers, lodos estes por parle do Se-
|culo ; a tiara Berln, Pierre Berln, Jean Rous-
seau, os esposos Bonnard, o conde e a condessa
Desfosss, todos herdeiros de monsenhor Bous-
seau. A primeira audiencia foi oberla a 15 de
margo s 11 horas ; ludo concorria para dar a
esso processo urna solcmnidade judiciaria ; as
notabilidades de lodos os partidos para ahi af-
fluiam, porm em jodoesse meio s urna mulher
caplava a attengo geral era a viuva Berln,
com os cabellos brancos o curvada ao peso dos
seus 83 annos. Depois das perguntas do costu-
me feilas a monsenhor Dupanloup, que so acha-
va acompanhado de seus vigarios geraes, o pri-
meiro presidente concedeu a patarra a M. Se-
nard por parle do jornal o Secuto, c depois
a M. Berryer, advogado de monsenhor Dupan-
loup, o qual em resposta ao primeiro orou desde
as 2 1(4 at as 4 horas ; depois do que foi levan-
lada a audiencia. No dia 16 M. Plocque, chefe
dos advogados de Pars, fallou por parte da viu-
va Bertin e prenles; locou a M. Dufaurc res-
ponder por parte do bispo de Orleans. No dia 17
tomou a palavra o procurador geral Chaix l'Esl
Ange que fallou por espago de tros horas, e de-
pois delle M. Dufaurc replicou por monsenhor
Dupanloup,-o qual por si mesmo apresenlou lam-
bem algumas observagoes ao tribunal ; nesle dia
a audiencia foi levantada s 4 horas, e addiada
para segunda feira 19, afim de ser pronunciada a
senlenga que queremos analysar no seu conthe-
do, porque reflecte Uclmente esse grande debate
que a m)ais de um titulo far poca nos mues
judiciae. O tribunal, quanto queixa dos re-
dartorwf do Secuto, tinha que examinar tres pon-
tos : .ojKjueixosos aecusavam monsenhor Dupan-
loup -i- : 1. por hav-los qualificado de homens
sem honra ; 2. por haver-lhes imputado a inju-
verria de ter abofado no silencio a voz dos seus
adsarios ; 3. por l-los aecusado de calumnia-
dores. Sobre 1. ponto, o tribunal considerou que
as palavras dirigidas aos redactores do Constitu-
cional : Vos tendes honra nao psreciam
indicar que o aecusado tivesse tido a intengo do
nega-Ia aos redactores do Secuto ; de quem aca-
bava de fallar, e que alem disto todo o pensa-
mento injurioso tinha sido negado na audiencia
em nomo do mesmo aecusado. Sobre o 2." pon-
to pensou o tribunal que monsenhor Dupanloup,
queixando-se da nao reprodueco da sua bro-
chura ento discutida, o fizera em termos que,
apesar da sua generalidade, nao poderiam cons-
tituir urna injuria. Filialmente sobre o 3. poni,
o tribunal, oepois de ler examinado todas as pe-
gas quo conslituem a polmica suscitada entre
os redactores do Secuto e o bispo de Orleans,
decidi que este alacado de principio polos jor-
nalistas, quer no corpo episcopal de que elle faz
parle, quer na sua propria pessda, poda sem
censura repellir com energa vilenla a violenta
aecusago, que se Ihefazia, e que seria iojustiga
manifesli o querer prevalecer-so contra elle de
algumas expresses reprehensiveis, quando qual-
quer jornal na sua publicidade instantnea ou
sem limites pode dirigir contra um cidado qual-
quer as aecusagoes as mais graves : que nao se
pode ter como culpado aquelle que dirige oflen-
sa8 em sua defeza propria; e finalmente que
monsenhor Dupanloup nao calumniou o Secuto,
e nem fez mais do que repellir os seus ataques.
Quanto queixa dos herdeiros Rousseau, o
tribunal tinha a examinar esla nova e grave
queslo Se a injuria dirigida contra memoria
de um morto conslitue um delicio previsto pela
lei penal. Antes da lei de 1819 sobre a impren-
sa, as quaes regulam a represso em materia de
injuria ou de calumnia, as imputagoes contra a
memoria de urna pessda que j nao existia, nao
eram objecto de disposigo alguma repressiva ;
e as leis de 1819, quer no seu sentido lilleral,
quer no seu espirito, nada leem adtantado a este
respeito.
Elles definem a injuria imputaco de um
faci de que resulta offensa honra de" urna pes-
soa B T es,a palavro pessoa na linguagem
do direilo repressivo nao pode designar jamis
senao urna pessoa vivafe admiltir-se que ella
pode egualmcnle designar urna pessoa queja
nao existe ullrapassar todos os limites da in-
terprctago das leis em materia criminal. O
juiz nao pode supprir aquillo que o legislador
calou ; e se a injuria dirigida memoria dos
morios para os seus paremos urna offensa mais
cruel que directa, esla offensa culpavel nem por
isse deixa de constituir um delicio de natureza
toda especial.^ para cuja represso necessaria
urna applic*go lambem especial.
Alem disto seria de mister ao legislador pre-
ver o caso em que os herdeiros de urna mesma
pessoa nio se quizessera conchavar sobre a repa-
raoao devida memoria do seu prente ; ser-
lhe-hia mais de mister conciliar os deveres da
piedade filial, as justas susceptibilidades de fa-
milia com os direilos inconlestaveis do historia-
dor que lem urna misso a preeneber no inte-
resse social de ordem mais elevada. Em face
desta lactina da lei o tribunal considerou que se
os herdeiros Rousseauxse acham offendidos pela
publicagao dos documentos relativos vida pri-
vada do seu prente, documentos que elles jul-
gavam ao abrigo do toda a publicagao no deposi-
to em que na sua contianga consentiram que li-
cassem, se os seus sentiroentos de familia se
acham altamente insultados pela discusso ao
mespso lempo odiosa e irnica sobro recordages
que elles tiuham como mu bem guardadas por
aquelle mesmo que as tem revelado, devem
lamWm reconhecer que todas essas violencias,as
quaes sao explicadas, bem que nao desculpadas,
pele eathusiasmo das paizoes polticas ou religio-
sas, nao (orm dirigidas contra elles pessoalmen-
le, que a questao sobre se a injuria dirigida
memoria de um morto se acha prevista pelas leis
(rancezat deve ter negativamente resolvida. Por-
tante o tribunal resolve : declarar a queixa dos
redactores do seculo mal fundada, e reconhecer a
sua incompetencia para tomar conhecimenlo da
queixa dos herdeiros Rousiaux. Absolve o reo,
e condemna os autores nas cusas para com o es-
tado.
Urna o*ka questao que preocupa o mundo-
judicial o procejfto OlUriet.. 130 de dezem.-
ENCARREGADOS DA SBSCRPCAO NO SUL..-
Alagoas, o SY. Clandino Falcflo-fas; Baha tp
Sr. Jos Martins Aires; Rio de fcHeiro, o Sr-
| Joo Pereira Martins.
E PERNAMBUCO.
O proprietario do-otario Manoel Fi;pr*irea de
Faria, na sua livrara-praca da Independencia ns.
6-e 8.
bro ullimo M. tinilio olluier defenda na polica
correecionol a M. Estevao Vacherot aecusado em
virlude da sua obraA Democracia.O ministe-
rio publico tinlia feilo a sua requisitoria contra o
uosso autor, c o advogado deste ultimo em ple-
na audiencia do tribunal deixra escapar da sua
bocea as seguimos palavras :
O ministerio publico lem feilo appello s pai-
xoes as mais irritantes, e isto mo, para las-
timar.
O presidente convidou-oimmcdiatamenlc a rc-
traclar-se desta expresses; mas elle o recusan-
do fazer. Coi suspenso por tres mezes do exercicio
das suas funeces como advogado. Este faci
abalou o corpo dos advogados ; pareccu-lhe que
esla condemnago nao feria s aquelle conira
quem linha sido dirigida, no que elle linha de
mais caro, sua honra, sus profiss, sua vida mo-
ral e material ; ella feria lambem todos os ad-
vogados, e era do seu dever defender a nobre
heranca que Ihes linharu legado os seus anteces-
sores, a independencia e a defeza livro dos oceu-
sailos. O conselho de ordem, com o scu chefe
frente, empregou toda sua perseveronga, toda
a sua energa em sustentar os seus direilos. A
solemnidade das audiencias, a offluencia dos ou-
vintes, o talento dos defensoies de M. Emilio 01-
livier, a presenca dos procuradores geraes que
fallaram perante o seu tribunal respectivo, tudo
indicavo que so tratava de um debate importan-
te, a cuja solugo toda a soeiedade ligiva grande
inleresse. As quesles de competencia foram re-
solvidas por senlenga da corte de Cassago de 10
de fevereiro ullimo, c a corle imperial, cmara
de apelles da polica correccional, mantida no
seu direilo de julgar, a 18 de fevereiro pronun-
cou a sua senlenga definitiva. M. Ollivier re-
queren para provrcom testemunhas que as pa-
lavras por elle pronunciadas foram inexactamen-
te reproduzidas nas pegas do julgamcnto e notas
da audiencia ; que as explicages que deu ao
tribunal, as quaes nao foram inseridas nas
mesmas pegase olas, e nem ainda em qualquer
outro processo verbal, nada lnhain de aggravan-
te ; que finalmente a requisitoria do advogado
imperial desafiara as expresses de que elle se
servio. A corte indeferio a prctengo, e confir-
mou o julgamcnto que impunha a suspenso por
tres mezes. Por parecer unnime do conseibo
d'ordem M. Emilio Olivicr appellou para a corle
de cassago desse julgamento, e espera-se talvez
boje mesmo a uliima deciso da corle suprema
sobre esta lamentavel queslo. O princial argu-
mento de que se serve elle, a recusa da corte
em admiltr a prova offerecida, e com effeilo nao
tem necessidaJe de outro argumento.
Um tribunal deappellago nao podo recusar ao
reo a faculdade de mostrar com testemunhas que
os fados, do que o aecuso nao foram commel-
tidos por elle, ou pelo menos que nao leem a
gravidode que se Ihes impula : este um pon-
to incontestavel cm direilo criminal. Acaso fo-
ram excepgo desse principio as fallas disciplina-
rias commeilidas cm audiencia? Ainda neste ca-
so trala-se de um delicio, e o advogado punido
severamente tem como qualquer outro cidado o
direilo de discutir perante o juiz superior os fac-
los porque o criminara ; o contrario seria exclui-
lodo direilo commum pela sua qualidade de ad-
vogado.
[Parte Iliteraria.)
.Nas duas ultimas quiuzenas liveraos grande
numero de pequeos novidades dramticas, co-
medias composlas de algumas secnas, mortis lo-
go ao nascer, que hoje sao vistas, amanha es-
quecidas. De que servira oceupar-se o chronis-
ja em dirigir-vos algumas palavras que levariam
bons vintc dios cm chegar at vos, sobre essas
pequeas produeges theatraes, as quaes gozara
apenas um dia de vida Felizmente para nos no
meio dessa ceifa abundante, que bem se pode di-
zer pessima colheita, encontra-se urna hastea
mais carregada de fruclos maduros, de flores e
de perfumes, gragas qual nao rollamos hoje
com as mos vazias. Octavio Feuillel, o gracio-
so escriptor de to bellos proverbios, o feliz e re-
cente autor do romance intituladoUm pobre
joveno poeta mimoso das Tulhrias, acaba de
dar ainda secna urna excellcnle comediaA
lentagao representada com admiravel effeilo no
iheatro do Vaudeville.
O mrito desla nova produego de Octavio
Feuillel elle collocou sobre os labios do Dr. Pe-
dro, uina das personagens da crise. As mu-
flieres levajn a vida a despir dos seus fructos ma-
duros ou verdes a vellia arvore que Eva encetou,
e lal o attraclivo do fructo maldito que ainda
as mais honestas nao podem resignar-se idea
de morrer sem delle saborear .. Emquanlo a mu-
lher encara o espaco dianle de si, nao se delem
nos mos pensamentos, reprime-os, e esta a
sua virtude ; roas apenas se lhe aprsenla em to-
da a clareza o termo da sua mocidade, asinquie-
lages al ento reprimidas, as curiosidades aba-
fadas se expandem impetuosamente como ao as-
pecto do cadafalso se despertara' os instinclos de
vida na alma do condemnado. Enlo a mulher
quer urna vez antes de morrer penetrar nessas
trevas, que as mais vivas paixes da existencia
mundana lhe pinlam povoadas de chimeras fas-
cinadoras, quer suspender urna dobra desse veo
que amanha ser para os seus olhos um veo
eterno : seu corago, sualcabega se exaltara ; j
nao sabe mesmo querer, s pretende o sentido
dessas palavras myslicas to sublimadas aos
seus ouvidos, assim como a natureza real dessa
potencia de que emnam as obras as mais applau-
didas e dominantes do genio, que preside invi-
zivel todas as distraeges, todas as solemni-
dades, todas as praticas do mundo em que tem
corrido a sua vida.
Dito is to, entremos no assumplo sem mais
prembulos.
A scena passa-se n'um canto da Bretanha, em
um castello vizinho ao mar, e no seio da fa-
milia do conde Gonlran de Vardes, perfeilo
cavalleiro, cacador destimido que surri pra-
zenteiro aos acasos deste mnndo. Se folgnzo
o seu genio, nao assim o da condessa de Vardes,
que pelo contrario de tudo se aborrece. A con-
dessa bella e encantadora, tanto que parece ser
irma mais vellia de Helena sua fllhs, linda jo-
ven de 16 annos, alegre e ingenua, qual a avezi-
nha que brinca junto ao seu ninho, que ainda nao
deixou. Temi 32 annos de idade, moga por con-
seguinte, j ella sent quebrar-se o doce encan-
to da sua vida domestica conira a tibieza de seu
marido. Os primeiros amores l se tinham Ido ;
ese nao eslava constantemente s," pelo menos
nao era to assidua a assistencia do conde seu
lado ; isto para ella era o mesmo que o despertar
no meio de um sonho agradavel
Gonlran de Vardes passava a vida uro tanto
leviana, mas sem remorsos nesle ponto ; julga-
va-se irreprchonsivel na sua conducta de mari-
do, e dizia que nada poda comprehender das
tristezas de sua mulher ; o procedimento da par-
le de Camilla parecia-lhe um caso pensado, visto
que elle nao o motivara ; eis pois entre o con-
de e a condessi urna desharmonia que ameaga a
felicidade de ambos, to feits para causar inreja.
Vejamos agora que pessoas rodeiam Camilla pa-
ra conjurar-lhe o perigo. Alem da sua filha He-
lena, toda entregue aos seus prazeres iuvenis,
ha sua mal o sua aogra; urna, velha louca e
presumida que sonha com as finezas que recebe-
ra n'outro lempo, e que se julga ainda na idade
de as receber ; a oulra, roegera insuportavel que
se applica sem cessar a mais ndieula e odiosa es-
pionagem. Por (elicidade ha nma oulra pessoa
Achules de Korouart: esta a creago mais ori-
ginal do drama de Octavio Feuillel.
Achules nao desses homens elizes qne bosta
apresentarera-se para logo seduzirem : desses ho-
mens a quem a n itureza ha dotado de um nao
sei que de fascinador no olhat capaz de atlrahir
as damas anlcs mesmo que ellas possam pensar
no objecto que as tem enlevado ; ao contrario el-
le e oaquelles que comqnanto dotados do- urna
alma pura e ardente, v sentimentos nubres O
delicados, e de lodas as quelidades de hornero
un" t ,,d0 C esmritue>-. apresentam no seu
loao phistco essa vulgaridad* que nao repell a
cornaca, a sympathia, a amisade, mas que -
um obstculo para o amor e para a paixo.
Entretanto existo no corar* desla i-ersona-
gemum Ihesouro de sensibilidade longamrnle
amonloado; elle abafa silenciosamente no imo
peno o logo quo o devora ; ten conscencia bas-
tante para attribuir a si proprio a sua insuflici- .
enca, o reconhecer quese as muflieres nao o
amam, e que a nalureza nao o fez pora ser ama-
, do ; condoe-se mais do que se irrita da incons-
tancia dellas ; e se solTre, soffre em silencio, sem
I qucixumes ; amo-as sem espernnca.de ser arna-
co, c sera mesmo procurar mstrar-lhes quo
merece o seu amor ; resigna-se o mais que pode
| ao seu infortunio, e muias vezes-at o mello
Duina com um prazer melancolice. Demois essa
ternura, que est longe de azedar a dosgraga de
nao ser amado, nao lendo para ondo expandir-
se, penetra toda a sua alma e a puxifiea, Uirnan-
do-o capaz dos maiores sacrificios- o dedicago
Pobre mogo Todas as muflieres uliliam-s
dos seus obsequios, o nem se quer em troca per-
mitiera-lhe antever um momento de alegra; as
matronas cncarregam-no de pequeas commis-
ses ; as mais mogas lhe peder o braco, ficam,
s por s, cora ello sem o mais pequeo receio,
e as jovens fazem-no parar no meio do um sa-
lo, de um baile para concerlar-lhe o n da gra-
vata. Elle adora em segredo a sua prima Hele-
na, que o trata simplesmenle como ni bom ra-
paz, prestando attengo s homenagens de um
futuro sem espirito chamado Seillanes ; c tudo
isto elle supporla calado e sem lastimar-se. Por
Camilla sent profundo respeito e venerago ; s
elle soube lr no fundo dessa alma angustiada,
s (lie vela incestante por ella.
N'uma manha esquecendo-se a condessa de
sua cestinha junio a urna arvore no parque, en-
conlrou ahi estes quatro versos, quo a dcixaram
pensativa :
Vou que mon exur devioe, et ne vent pas eoonaitre,
Qui sam doule ele baile, et qui souflTrcz peul~etre,
Songei a moi la soir, l'heure ou tur ees fleurs
Vuu Uitferez lomber un saurrire ou des pleura.
O here ideal das suas dolorosas versoes, ir
porsonifirar-se era alguem ? Esculai! O poela
desconhecido um bello mancebo, M. Georges
Gordon Revelyan, que passeando um dia, sem
saber onde, penelrou por urna pequea porta
qucdeixara aberla a negligencia de um criado ;
dominado por urna idea louca elle escreve o
quarteto, e depois desapparere ; mas nesse ter-
reno desconhecido eoconlra um amigoAchules
de Kerouart, o qual bem qne ignorasae a histo-
ria dos versos o faz auseniar-se, porque presen-
ta urna desgraea inminente sobre Camilla.
Mas, falalidade tre mezes depois o conde
o proprio a apresentar sua mulher M. Georges,
em quem para logo ella reconhece o seu ideal.
Achules que tinha ido Suissa para buscar de-
balde esquecer-se do scu desventurado amor,
volta ainda lempo de desviar a pobre mulher
da lentagao. Camilla mais segura de si propria
declara a M. Revelyan. que lhe t^m bastante es-
tima, e em si muila confianga, para nao tolerar
jamis urna declarago do amor da sua parfe ; o
que lhe permillia a entrada franca em sua casa
com a condigo porm de que elle se portara
como um amigo leal. Urna cousa porm lhe
consuma, e era a suspeila de que seu marido a
Irahia ; mas Achules levou a sua generosidade
at a mcntia para firma-la no seu proposito.
No terceiro acto nao querendo olla por muis
lempo expr-se ao pengo, que a ameaga, despe-
de definitivamente a M do Revelyan. que se
vai ausentar ; e neste inlerim lhe chega ao co-
nhecimenlo a certeza da falta de seu marido ;
ento a pobre mulher pende mais que nunca
pata o abysmn que a atlrahe, d ouvidos as pa-
lavras de George, est prestes a suecumbir,
quando apparecc o conde
Um duello foi logo ajustado, sendo que o ver-
dadeiro motivo ser um segredo para lodos ; se
o conde sobreviver ncar no castello com sua mu-
lher al o casamento de Helena ; se porm sue-
cumbir confia-lhe sua filha sob o juramento de
que far a sua memoria sempre respeitada como
deve ser no corago desta menina.
No quinto acto se ho decorrido tres mezes;
o conde est reslabelecido de urna ferida que re-
cebeu no brago ; porm o seu corago sangra
ainda, e nao quer perdoar, A condessa, a quem
esla calaslrophe arrancou violentamente do seu
sonho, applica-se em formar o carcter de sua
filha, e a incnlir-lhe n'alma sans e verdaderas
ideas sobro o mundo, easinaodo-lhe a maneira
melhor d nelle viver-se ; e o seu trabalho levo
to bom xito na louca cabecinha de sua filha,
que esla declara logo a seu pai haver escolhido
para esposo a esse Achules, que soube finalmen-
te apreciar. O conde e a condessa reunem os
noivos ; Camilla d seus ltimos consolhos a
Helena ; e nesta pratica deixa escapar sobre os
seus erros humildes deelarages, que sensibili-
sam o coraso de Gonlran, o qual afioal de
conlas se reconhece culpado de algumas fallas
reprehensiveis ; d lambem de sua pule algu-
mas inslrucges a Achules. Depois, quando os
noivos se afaslam para enlreterem-se do seu
amor, o marido ultrajado e a mulher arrependi-
da quo se ho conservado longo tempo mudos
em face um do oulro, porm commovidos e aba-
lados no (undo d'alma, se reconcilian] para sem-
pre. Este desfecho de um effeilo pathelico o
mais tocante. Termina mu bem a obra cha-
mada a um verdadeiro successo, mormente en-
tre as mulhejes.
(C. Jf.Siheira)
INTERIOR.
S. Parolo.
S. Paulo, 15 de abril de 1860.
Hoje espera-se aqui o novo presidente ; esl a
recepeo official promplo, conforme os eslylos.
A Providencia permita que pise o solo da Pauli-
ca com o p direilo.
As informages que ora correm sobre a inle-
gridade de carcter, a altiva imparcialidade de
que faz timbre, e de que tem dad j provas nos di-
versos empregos que lem exercido, tem desfeito
os boatos que impruden es esperancosos es paula-
ra m ; e assim as prevenges nascentes que come-
garam a apparecer, ho de exlinguir-se.
Todavia ainda na ausencia de prevenges con-
trarias, ninguem deixar de reconhecer que a ta-
re bastante ardua, especialmente no prsenle
anno.
Ainda muilos homens sensatos de todos os par-
tidos pensam que nao possivel que naja um
presidento que nao capitanie eleices, e que se
conserve na altura era que a lei o colloca. Esla
deploravel crenga, gerada por urna serie longa
de presidentes chefes de cabalas, leva-os con-
viego de receberem hostilidades encobertas do
presidente, quando este nao as favorece positiva-
mente. Esta desconfianga poder ser anniquila-
da quando o presidente com perseveranga se os-
tente noutral entre os partidos. E' de esperar-se
que o Dr. Lopes de Leo manifest na cadeira do
administrador as qualidades que o distinguem na
cadeira do juiz. Porm prevejo que ter de hi-
tar muito conira as obsesses que desde essa cor-
te o atormenlaro. Os partidos sao exigentes,
suspeitosos e implacaveis.
O Rvm. bispo acha-se muito mal dos seus



1
MAMO D% PERWAMB13C0. -~ SEGl NDA fSSftk U-#E MxIO fjlg 1860.
sofTrimentos, na cidade do li, segundo as ulti-
mas noticias. Pop esse motivo o cabido fet pre-
ces para o seu restabeleciment. No mntenlo
tnesmo das preces, talvex, ja a cnbala para a elei-
co pos?ivel do capitular, na hypolhese de va-
cancia da s, desenvolvia-se activamente e con-
tina.
Nesle caso a cabala lai as vezes das preces que
recommenda o concilio, no caso de sede vacante,
preces que aqu nesta diocesc esloo cm desuso,
porquanto a insprrnco nao veni do Espirito San
lo, mas do oulra origem.
Os cofres provinciaes continuara exhaustos,
deraorando-se os pagamentos por ella de di-
uheiro. E' esta urna dilficuldade que s poder*
ser removida quandn na assemWa provincialpre-
dominar m espirito diverso, isto e, o da corro-
ma dos dinheiros pblicos. Pacece-me quenao
pequeo servico far o novo presidente, se poder
conseguir que se recue da senda era quefca um
decemrra tcm caminhado a provincia ; para isto
s urna vontade perseverante e enrgica,* cons-
la-meqtie a tcm.
Hoje installa-se o corrselho municipal para
conheror dos recursos das qualiiracoes. Nao sei
que espirito nelle p^valecer. Esprenlos o ve-
remos.
-20-
As noticias ultimas acerca do-estado do Exm.
tiispo apreseniam-o com mclhorassensivois.e ge-
Tam esperanzas de rcslabelecimento. A faHa
do actual prelado hoje seria um grande mal, por
4)uc, embora o bispado se ache no mesmo estado
anterior a muHos respeitos, coratudo cerlo-que
tcm feito elle um servico de grande momento
creando os seminarios cpiscopaes.que podem ser
excellentes focos de inslrucco ; nao estando
essas creacoes completas anda, duvido muito
le oulro qualquer tenha a .perseverante energa
de que este tem dado provas para, sera recurso
contando -smenle com a orca do sua vontade,
collorar esses eslabelecimentos no estado cm que
se acham.
Nos lempos acluaes, creacoes deslaordemj
assignalam na historia os servicos de um bispo.
Verdade que ha miiiio que retocar cm taes cs-
tabelecimentos, mesmo a respeito dasdoutrinas
vensilladas, mas sempre ha urna grande base que
pude ser utilmente aproveilada.
No da 15 aqui chegou o presidente, o Exm.
Sr. Dr. Polycarpo Lopes de l.co, tomou posse no
da 17, e esl em exercicio. S. Exc. tem sido
comprimenlado por lodas as pessoas gradas de
ambos os partidos. Convm expor que, excep-
ijao dos lempos desgranados em que os presiden-
tes vinham impudentcmenle para capitanear par-
tidos, talvcz nenhum oulro aqui so apresentou
provincia do Maranho ao coiisollioiio Juaquim
Vieiro da Silva e Souza.E renicltida a commis-
so de coiistituQao com urgencia.
L mi um odlcio do Sr. senador Gabriel
Mendes dos Santos, participando que por incom-
modos proprios e de familia nao pode compare-
cer no principio da sessao desle anno, o qwc
far na coniitiuac.o della, se cessarem csses mo-
tivo*.
O mesmo Sr. 3.* secretario participa qrro -o Sr.
senador Angelo Carlos Muniz lho comnrunicara
achar-se p rompi.
Nada inais havendo a tratar, o Sr. presidente
convida aos Srs. senadores para se Tcunircm no
dia 2 do mato prximo futuro, e levanta a scsso
s 11 horas e 40 minutos da manha.
TERCERA SESSAO PREPARATORIA EM 2 DE
MAIO DE 1860.
Presitencia do Sr. Manoel 'Ignacio CavalcaMi
As II horas e 20 minutos da manha o Sr. pre-
sidente abro a sessao, estando prsenles os Sis
Vatlasques, Miintz, Dantas, bar.io de Muriliba,
Souza Franco, Souza Ramos, Mafia, D. Manoel,
Souza e Mello, marquez de Itanhaem, visconde
de Abaet, visconde de itaborahy, visconde de
Sapucahy o visconde de Uruguay.
Lida a acta da anterior, approvada.
O Sr. 3o Secretario ( servindo de t ) l o se-
guiuto
EXPEDIENTE.
Um aviso do ministerio dos negocios do im-
perio, remetiendo as actas dos collegios pleito-
raes na cleico do um senador pela provincia do
Maranho, a arta da apuraeo geral o a compe-
tente lista lri|dice, as actas da cleico do elefto-
res especiacs da mesma provincia, 'bem como es
mais papis constantes da relaco inclusa. E" lu-
do remedido commisso do constituirn, e
igualaiente una rcpresenlac.o do juiz de paz do
termo do Codo sobre o fado aTirmado pelo ex-
presidcnlc da dila provincia na abertura da as-
sornbla provincial de nao ler havido cleico no
mesmo termo.
Um offlcio do Sr. senador marquez deOlinda,
participando achar-se promplo para a abertura da
assembla geral.
O mesmo Sr. 3. secretario participa que o Sr.
senador barao de Pindare. lho communicra nao
poder comparecer, por incommodos, as prinei-
ras sessoes.
O Sr. presidente diz que so. vai proceder no-
meaco da deputacjto que dove ir pedir respoito-
.amentoa S. M. o Imperador queso digne d de-
signar a dia, hora e lugar para a missa do Espi-
rito Santo, assim como a hora e lugar para a
presentes os Srs. couae fle buepeiicy. Peft-ua
Pinto,'Candido Mendes, Teixeira ionior. DelpHim
de Almeida, Alcntara Machado, Torres Iroruem,
Pava Barreto, Peixotn de Azevcdo, F. Octaviano,
foi heco e Lamego, nbre-se a sesso.
..ida a acta ia antecedente, npprovada.
3 Sr. V Secreiario, ser indo de Io di coala do
serulnte :
MFEDIEMT.
OfDcio dos Sr. deputadoa Cimba Msttos e Sil-
va Prannos, romruuntcando acharem-se promp-
lo t paro o* ir.ibaHios legislativos.lnteirada.
Adiando- na ala immediata o Sr. conselhei-
ro Sebasliao do Reg Barros, deputado reeleilo
pi lo 8o dislricto da provincia de Pernamhuco.
inlroduiido com as formalidadse do calylo, pres-
ta Juramento doma assenlo.
Sao havend mais nada a tratar-se, o Sr. pre-
sicente levanto a sessao.
O meyiuenw eral da alfandcaa, durante"
esses meamos da, f0i de 4.786 volurr.es. a sa-
ber : volume entrados com hiendas 646 ;-
ZV Sw"' ,'8,1 ;~ l0,al d08 Tnies entra-
dos, 2,227 volume saludos, com fatendas,
475 ; com gneros, 1,074 : total dos volu-
me sahido |,459.
Fallecern) durante a semana 78 pessoos
ir Junjor pede para serem no- sendo livres :20horaens,Umulheree 27parvu-
" los: escravos, 4 homens, 4 mulheres e 9 pr-
vulos.
TERCEIRA :5ESSO PREPARATORIA EM 2?
DE ABRIL.
Prestden.:a do Sr. conde de Baependy.
Ao tneio-din, feila a chaatada, o achando-se
presentes os Srs. conde do Baepeody, Pereira
Pinto, Candido Mendes, Gomes de Souza, Tei-
xeira (unior, Lima e Silva, Paula Santos, Pci-
xi lo de Azeredo, Costa Pinto, Podrera, Pa-
c eco, Torreii-Homem, Henriques, BeneviJs,
Cecilio de Castro, F. Odaviano, Alcaatara Ma-
cl ado, Sergio de Macedo o Fausto, abre-se a
scsso.
Lida a acia da antecedente, approvada.
O Sr 2 Secretario, sorvindo de 1., da coala
do seguinte
EXPEDIENTE.
OfficiodoSr. deputado CunhaFigueiredo par-
ticipando achar-se promplo para es traoalhos le-
gislativos.lnteirada.
Vem mesa, lidoe approvado o parecer dfrj
ommisso tle poderes-que manda declarar-se
nulla a eleiciio do supplente qac se fez qnando
lnica^ko do Sr. Ocputado 'ergio de Macedo
para quo seja convidado o Sr. Dr. Jusliniano
Boptisla Madurerra, deputado supplente pelo 6.
districto da provincia da Bahin.A' mesma,
O mesmo Sr secretario declara haver rece-
bido participarlo do Sr. deputado Martinho Cam-
pos de achar-se promplo para comparecer aos
trabalhos regulativos.
O Sr. "
meados dous siembros par a commisso de
con>litoico o poderes, em lugar de dous que
faltan.
O Sr. presidmte noma os Sr. Sergio de Ma-
cedo e Villela Tavares.
Vem mesa, sao lidos c approvados sem de-
late dous pareceres da commisso de poderes No dia 11, prrenchida a quinzena da lei foram
que mandara chamar a lomar assenlo os Sr de- encerrados os trabalhos da segunda sessao judi-
pulados supplenles pelo 10 dislricto de Minas- | ciara do jury desla cidade
ir?Mh\ ule Tnnar?S.""110'- e pel 6 dis- ~ Por ac, d0 g''erno imperial, sobre con-
trtelo da Bab, Baptista Madureira. sulla do tribunal do comroercio desta provincia,
waaa mats havendo a tratar, levanta-se a sea- foi elevado i doze o numero total dos corredores
geracs da nossa praca.
Entre o corpo de pedestres, segundo nos in-
forman), e at com indicacao do nome, ha um que
REVISTA DIARIA.
sao 1 hora da larde.
-.-'
SESSAO PREPARATORIA EM 2 DE MAIO.
Presidencia do Sr. conde de Baependy.
Ao meio dia, feita a chamada c achando-se
presentes os Srs. conde de Baependy, Pereira
Pinto, Candido Mendes, Salles, Lamego, Pacheco,
Miguel de Araujo, Peixoto de Azevedo, Goncal-
ves da Silva, Villela Tavares, Casimiro Ma'du-
reira. Machado, Benevidcs, Henriques, Cosa
Pinto, Teixeira Jnior, Joo Paulo, Silvino Ca-
valcaiiti, Toscano. I.uiz Carlos, Brandao, Tei-
xeira Soares. Alcntara Machado, Souza Leo,
Athayde, Lima e Silva, Pedreira, Cerqueira Li-
ma, Martinho Campos, Gomes de Souza, F. Oc-
laviano, Imeida Pereira, Paes Brrelo, Parana-
gu, Belisario, Sergio do Macedo e Torres-Ho-
mem, abre-se a sessao.
Lida a acia da antecedente, approvada.
O Sr. 2^ secretario, servindo de 1\ d conla
de u m
ses-
prVce'd'ido de Pr7eTc5eVmats"ctesagradVvVis!' l" sao imperial da abertura da assembea geral
discrelos propalavam que o Dr. Lco ra nomea- Em.seguida sao sorteado para a mesma de-
do pelo influxo de potencias oxtra-ministeriaes, P"Sa< s S S.lveua da Molla, Candido or-
e que compromellera-se para com ellas a sosten- ?'*< "'arquez de Itanhaem, Souza amos, Dan-
lar cerlas candidaturas, pelo que oscandidados 'as. Araujo Ribeiro e Nabuco.
Nada mais havendo a Iratar, o
odicio do Sr. depulado Teixeira I.eite,
S3 procedeu & de deputado pelo lercciro dislricto participando que por incommodos de saude nao
de provincia do Piauhy, pela vaga que se deu
por ler sido comeado ministre e secretario de es-
liido o respectivo deputado, consclheiro Joo
Luslosa da Cunha Paranagu.
.NSo ha ven Jo mais nada a tralar-sc, o Sr prc-
s denle levanta a scsso.
favorecidos recebiam parabens, a que correspon-
dan) com aros de solcmnidado : carias de nola-
liilidides cram mostradas pora produzr anima-
ran, e as phrases eram tae que indicavam que o
presidente era um protegido que vinha adminis-
trar a provincia anda sob o imperio dessa pro-
teceo.
As cooscqiiencias disto sao facis de prever
Estavam aqui improvisados tutores do presiden-
te r demissdes e nomearoes ja existiam in pello.
Um deputado desla provincia ultra-conservador
screveu dessa corle noticiando a nomeaco an-
tes de publicada oficialmente, e accrescntou a
seguinte plirase : Se nao 6 ptimo, bom.
Estas palavras queriam dizer muito, e por isso a
carta, que foi dirigida a um membro daassem-
bla provincial, foi mostrada na mesma assem-
Wa com desmesurado prazer, elentou esperan-
cas Ilegitimas. Era muito natural que os que
deviam ser hoslilisados pelo presidente conce-
tessem serias apprchensocs, e se dispozessem
para a lula que julgavam irremediavcl,
Pois bem, essas prevences que as intrigas dr.
corte produziram aqui, parecen) completamente
deshilas. As palavras do Dr. I.eo, cuja morali-
dade de carcter alguroas pessoas que aqui o co-
nheeem abonam com seguranca, lem produzido
o salular effeito de destruir as apprehensoes. Tem
de -larado solemnemente a lodos, que ninguem
dove contar com favores do governo para a elei-
<;o, que ser neutro e inexoravel para com os
funecionarios pblicos que nao respeitarem as
leis que garantem a liberdade de voto. A'um
commindante interino de um balalho da guarda
nacional, que foi com a respectiva ofRcialidade
compriraenla-lo, c que um dos que mais abu-
sos tcm comroellido, servindo-se da influencia \
do commando para arrancar votos aos guardas
votantes, encetando-se a conversado sobre o es-
tado da guarda nacional, recebcu resposUs dig-
nas de um alto funecionario que se respeila, e
est disposlo a mauler a dignidade da elevada
posico que oceupa Pareco que ja S. Exc. liaba
conhecimonlo de algumas phases da historia elei-
loral desla provincia, e por isso fez sentir quo o
estado mo da guarda nacional tem sua causa
muito natural no proceder dos ofliciaes pela mor
parte ; o enlo declarou que est resolvido a
nao consentir que os commandanles ahusem da
sua posico para influir na elcico, e que sus-
pender os ofciaes que tal fizerem.
Geralmente as palavras de S. Exc. lem sido
acreditadas, e (idas como a cxpresso de urna
resoluQo assentada. Ninauem deixa do confiar
nasinceridade deum homein que goza de repu-
taco de honesto, e imparcial como magistrado,
e cojos sculimenlos anda nao foram depravados
pela poltica subalterna de caracteres baixos.
Parece, pois, que o Dr. Lopes de Leo estreou
bem a sua carreira administrativa ; ao menos as
pnraeras -impresseea so-lhe favoraveis ; e os
seus precedentes sevem obriga-lo a correspon-
der expeclaco que bou be produzr, sustenlan-
do-se honesto e austero.
A asseinlila provincial fc-i convocada ex-
traordinariamente para 10 de junho. Nao posso
ajuizar da tendencia que manifestar nessa scs-
so ; mas creio que se o novo presidente perse-
verar no seu programma de imparcialidad e au-
toridade, que parece ser o que resulta do que
tem dito, nao veremos reproduzidos os patrona-
tos passado.
O novo peridico de que lhe fallci na minha
ultima, apparecer dentro em poucos dias.com o
titulo de Cruzeiro do Su, mas creio que ja nao
lera a cor com que parece devena aposentar-
se, islo de desconfianca.
Tralaro alguna amigos do conselheiro Fer-
nandesTorres de obsequia-lo com um baile no
dia 25 desle, por meio de subscripeo para a
qual tem havido concurrencia fcil.; pessoas quo
anda nao linhara sido convidadas, procuraram
espontneamente os agentes. Parece que parte
no dia 29 para essa corte : opporiunamente emit-
airei meu juizo sobre sua admiuistraco com toda
-a franqueza.
(Jornal do Commercio do Rio.)
convida os Srs. senadores para
reunir no dia seguinte, o levanta
horas e meia.
Sr. presidente
se lornarem a
a scsso s 11
QUARTA SESSAO PREPARATORIA EM 3 DE
MaIO DE 1800.
Presidencia ao Sr. Manoel Ignacio Cavalcanli
de Lacerda.
s 11 e meia horas da manha o Sr. presiden-
te abri a sessao, estando presentes os Srs.j se-
nadores Vallasques, Almcida Albuquerque, Dan-
las, bao de Muriliba, Silveira da Molla, Souza
Ramos o visconde de Albuquerque.
Lida a acta da anterior, foi approvada,
O Sr. 3. Secretario (servindo do 1.) deu con-
la do seguinte
EXPEDIENTE.
Um offlcio do 1." secretario da cmara dos de-
pulado, psrticipnndo nao so ler reunido, at a
hora do levantar-se a sessao do dia 2, numero
suTicicnte de membros da mesma cmara para a
abertura da assembla geral no dia desiguado pe-
la conslituicao.
Outro do Sr. barao de Quarahim, communican-
do nao poder por ora assistir s sessoes do sena-
do por incommodos de saude.
Um reqiienmenlo do coronel Izidoro Jansen
Pereira, submellendo consideraco do senado
um documento sobre a legalida*de do collogio
eleiloral de Caxias, na provincia do Maranho.
Foi remeltido commisso de constiloico.
O mesmo Sr. 3o secretario don parte que o Sr.
senador Joo Antonio de Miranda lhe communi-
cir achar-se promplo para os trabalhos do se-
nado.
Nada mais havendo a tratar, o Sr. presidente
convidou os Srs. senadores para so lornarem a
reunir no dia seguinte. e levanlou a sessao ils 11
horas c 40 minutos ,
QUARTA SESSAO PREPARATORIA EM 27
02 ABRIL.
Presidencia do Sr. conde de Baependy.
Ao meio-dia, feila a chamada, e achando-se
rresonle os Srs.conde do Baependy, Pereira
l'into, Candi Jo Menaes, Gomes de Souza, Tei-
i eir Jnior, Torres-llomem, Sergio de Mnce-
i o, Pacheco, Benevides, Paes Brrelo, F. Ocia-
' iauo, Lamego, Alcntara Hachado, Belisario.
i.ima e Silva e Peixolo de Azevedo, abre-se a
.csso.
Lida a acia da antecedente, apprevada.
O Sr. 2." Secretario, servindo de 1., di conla
'lo seguinte
EXPEDIENTE.
Parlicipaco do senado, communicando que,
avendo-se procedido i primen a sesseu prepa-
aloiia, reconheceu-se haver nesla corto numero
ineficiente de Srs. senadores, para abrir-se a ses-
o legislativa. lnteirada.
Outra dos Srs. deputados Tobias Rebello I.eite
Domingos Theodorode Azeredo Paiva.comtnuni-
:ando acharem-se promptos paraos trabalhos le-
nslalivos.lnteirada.
Achando-se na sala immcdiala o Sr. ronse-
heiro Joo de Almeida Pereira Filhu, depulado
eeleilo pelo lerceiro dislricto da provincia do
flio de Janeiro, inlroduzido com as formali-
Jadcs do es.ylo, presta juramento c loma as-
iento
Nao havendo mais nada a Iratar-se, o Sr. pre-
sidente declara que a seguinte sesso preparato-
ria lera lugar segunda feira.
Levanla-se a sessao.
QUINTA SESSAO PREPARATORIA EM 30 DE
ABRIL.
Presidencia do Sr. conde de Baependy.
Ao meio dia, feita a chamada, e achand-se
presentes os Srs. conde de Baependy, Pereira
pode comparecer esto anno s sessoes legisla-
tivas.lnteirada.
O Sr. presidente declara que, visto haver ape-
nas 53 Srs. deputados, e nao podendo por con-
sequencia ler lugar abertura da'assembla ge-
ral no dia 3, o Sr. f secretario far as parlici-
paees convenientes ao governo e'ao senado,
continuando entretanto as sessoes preparatorias.
Levanlou-se a scsso 1 hora da larde.
se lem tornado celebrrimo pelas expertezas e
preslidigilaces, que ha desenvolvido no seu po-
lictar.
Combinado com um homem livre, mas desses
que nao se respeilam, e que por conseguinle ser-
ven) para ludo, assenlou em arrancar diuheiro
pelo modo seguinte : Entra esso Cyrineu n'uma
taberna, manda deitar agurdente, e quando vai
a levar o copo bocea, entra enlo o policiante,
e diz para o laberneiro :
Osenhor est multado I
Porque? pergunla-lhe o pobre.
Porquo est vendendo agurdente a um es-
cravo.
N'esle entretanto o larapio que pr*parou esta
scena, tem-se poslo ao fresco com o lim visivel
de nao ser reconhecida a sua condico, e por con-
seguinle nullificaoo o trama urdido para haver
fraudulentamente diuheiro.
Ccilo o nosso prestidigitador por lano de nao
ser descoberlo o seu plano, depois de fazer algum
barulho sem barulho humanisa-se c chega ao ac-
cordo de receber certa quantia para por um veo
perpetuo sobre a Iransgrcsso das posturas muni-
cipaes.
E desla sorte vai honradamente passando o ex-
pedreiro, o ex-copilo de campo, e actualmente
pedestre : bem se diz que muilo se cusa viver
com honra.
Temos iniima convieco de que taes fados nao
lem ainda chegado ao "conhecimento da autori-
dade, e por isso assim a allerlamos.
Sabbado 12 foi celebrada no hospicio da Pc-
nha pelo reverendo prefeilo do mesmo urna mis-
8.a SESSAO PREPARATORIA EM 3 DE MAIO.
Presidencia do Sr. conde de Baependy.
Ao meio di, feita achantada e achando-se
presentes os Srs. conde de Baependy, Candido
Mendes. Salles, Brandao. Pereira Pinto, Lame-
Ko, Rodrigues Lopes. Pacheco, Miguel de Araujo, !sa cantada, com ladainha.em aeco de gracas pe-
Telxera Soares, Delllno de Almeida, Peixolo de ; lo reslabelecimcrilo do Rvm. conde bispo do Rio
Azevedo, Pereira do Salles, Goncalves da Silva, du Janeiro.
no #asado,Clha natural do Catharina Fran-
cisca de Amorim.
Umbelina, parda, rom 3 semanas do nascila, f-
lho natural de Hara Joaquina do Nascimenio.
Thomaiia, parda, eom 7 metes denascida, filba
natural, escrava.
Casemiro, pardo, com 5 mezes de nascido; filho
natural de Gerlrudes, escrava.
Danalilla, branca, com 2 annos c 9 mezes, fllha.
legitima de Joaquim Gomes Pessoa e Donatilla
Theodolinda Pessoa Montenegro.
Joaquim, branco, com 9 anno de nascido, fllho
natural de Joaquim Fernandos de Azavedo e
Cicilia Mana da Soledade, solteiros.
Joaquim, pardo com 3 mezes de nascido, fllho
natural, esrravo.
Antonio, pardo, com 1 anno de nascido, fllho lc-
g.t)mo de Joo Domingos da Cruz e Josefa
Perpetua da ConceicSo.
Mana, branca ilomou* Santos leos), com 5 an-
nos de nascida. Blha natural de Jacintho Jos-
Pavao e Emilia Candida de Medeiros.
Casaraenlos.
Joaquim Tiago-Maior com Margarida Joaquina da
Silva Machado pardos.
Manoel Cyrillo de Oliveira com Mara Olympia
de Oliveira, brancos.
Manoel Miguel do Carmo com Maria Umbelina da
Conceico, pardos.
Antonio fie Albuquerque Mello com Candida Izi-
dora do Carmo Peixolo, brancos.
Antonio Frcderico da Silva com Francisca Al ves
Conde, pardos.
Matadolro publico :
Malaram-se no dia 12 para o consumo desta
cidade 115 rezos.
MORTALIIIAOE DO DIA 12 00 C0IUIF.NTE :
Pi, prelo, escravo, 1 mez, angina.
Rita Maria, prea, solteira, 50 annos, 3poplexa.
Maria, parda, 6 mezes, felire nmarella.
Honorata, prela, escrava, 15 mezes, dentico.
Joanna, branca, 4 annos. cscarlalina.
Francisca, exposla, parda, 1 mez, loco.
Canllda da Silva de Jess Moracs, branca, casa-
da, 49 annos, apoplexia
Manoel, branco, 2 anuos, escarlatina.
Manoel, pardo; 1 hora espasmo.
Idalina Rosa da Silva, branca, 9 annos, angina.
Hospital db caridadb. Existem 66 ho-
mens e 60 mulheres, nacionaes : 5 homens es-
irangeiros ; total 131.
Na totalidade dos doenlescxislem 40 alienados
sendo 31 mulheres e 9 homens. "
Foram visitadas as enfermaras pelo rirurgiao
Piulo s 8 horas e 4 minutos da manha
Dr. nornellas s 8 horas da manha e
Firmo as 4"Jioras da tarde de houlein.
Martinho Campos, F. Octaviano, Torres-Homem,
Teixeira Jnior, Villela Tavares, Lima e Silva,
Coelho de Castro. Alhaydo, Paulo de Miranda,
Paula Sanios, Cerqueira Leite, Toscano Brrelo,
A onheslra foi dirigida pelo msico da capella
imperial Jos Marcelino da Costa, e a execuco
jo: primorosa.
O templo eslava bem preparado para o mesmo
Benevides, Casimiro Madureira, Paulino de Sou- arl. q"e foi mandado fazer pelo Sr. JoSo Rulino
?a e Snuza Leo, abic-se a sessao. i da Silva Ramos e sua Sra. D. Josefa Francisca
O Sr. 2- secreiario, servindo de 1-, den conla j l'io'o Regueira Ramos
de um ofirio do Sr. deputado Jesuino Marrondes i Assim como coslumamos censurar a omis-
de S participando que nao pode comparecer s j Sil de deveres, regozjamo-no3 quando cousigna-
sessoes legislalitas diste auno. A' commisso "'os nesta Revista o cumprimemo d'elles.
Dr.
pelo
pelo
de conslituicao e poderes.
Nada mais havendo sobre que deliberar,
vatiM-sc a sessao.
lc-
RECIFE 12 DE MAIO DF. 1860.
S 6 HORAS DA TARDE.
Retrospeeto semanal.
As noticias de frn da provincia, recebidas no
correr da semana, sao apenas as de que foi por-
tador o paquete! Juson, da companhia anglo-loso-
brasileira, procedente do Rio de Janeiro e Bahia.
Havia na corte, nlgumas noticias do Goyaz, de
Minaz ede S. Paulo.
Em Goyaz tinha fallecido o 4o vice-presidenle
Pinlo, Candido Mendes, Salles, Teixcita Jnior,, da provincia, cap o Domingos M. Lopes Fogaca
Souza Leo, Goncalves da Silva, Villela Tava- c o jury da capital havia nbsolvido unanimemen-
res, Toscano Barreto, Pacheco, Brandao, Tor-j te o capilo E. Baplisla Roquete Fres, aecusa-
CAMARA
PRIUEIRA
RIO DE JANEIRO.
ASSEMBLA ERAL LEGISUT1VI
SENADO.
TRIMEIRA SESSAO PREPARATORIA EM %1 DE
ABRIL DE 1860.
Presidencia do Sr. Manoel Ignacio CavalcaMi
de Lacerda.
As 11 horas da manha o Sr. presidente abre a
ewio, estando presentes os Srs. Vallasques, Jo-
bitn, Mafra, Souz Mello, Dia de Carvalho, Sou-
za Ramos, Baplisla de Oliveira, Dantas, Vascon-
cettee. Candido Rorges, marquez do Abramos,
marquez de Ilanhaenv, marquez de Caxias, vis-
conde de Albuquerque, visconde de Sapucahy,
viscenJe de Maran^uape o visconde de Ilabu-
rahjr.
O Sr. 3." Hoa-elario (servindo de Io) parJicip
que o Sr. visconde de Jcquiinuonha nao compa-
dece por incoo) modado.
O Sr. PretideuU diz que, constando lia ver na
trra numero uQkienle de membros para formar
casa, vai oflkiar-seoeste sentido tanto i cmara
dos deputados como ao ministro dos negocios du
imperio, pedindodia, hora o lugar cm que S. M.
o Imperador sa dignar de receber urna depula-
co eecarregada do ir pedir repcilwsamenle io
mesmo A uguslo Senlvor que so digne designar o
dia, hora o lugar para a missa do Espirito Santo,
assim como a ora o lugar para a sessao impe-
rial da abertura da aascmulaa geral.
Nada mais. havendo a tratar, o Sr. presidente
convida os Sra. senadores para so reunirem de
novo no dia 3lt desle mea, e levanta a sessao s
11 horas e 5 ruin utos.
SEGUNDA SESSAO PnBPAlUl'OSlA. EM 30 D
ABRIL DK 18>.
rrendencia V*. Manoel ifuacio CavalcaMi
de Lacerda,
As 111/2 horas da manria "Sr. presidwMe
abre s sessao-, ostsni* pris*nto o Srs. Vnslaa-
que. Candido Borges, Dantas, So usa Ramo*, Me-
ftaviSo*iz'0 Mello, marquez de Abroles, viscon-
de de Abaet e visconde de Sapucahy.
Lida a acta anteriora approvada.
O Sr. 3." Secretario (aerviodo de 1*) h5 a car-
Hpofiil'nre3' senador do imporia pela
DOS SENHORES DEPUTADOS.
SESSAO PREPARATORIA EM 25 DE
ABRIL DE I8o0.
Presidencia do Sr. Conde de Baependy.
Ao meio dia, nao comparecendo os Srs. Io el 4
secretarios, era os respectivos supplenles, o Sr.
presidente convida os Srs. 2e 3 a oceuparem
os lugares de Io e 2o, c nomeia para servirera de
3o e 4o aos Srs. Gomes de Sauza e Teixeira J-
nior.
Feita a chamada e achando-se presentes jos
Srs.: conde de Baependy, Pereira Pinlo, Candido
Mendes. Gomes de Souza,Teixeira Jnior, Peixo-
lo de Azevedo, Paula Santos, Delphino de Almej-
da, Luiz Carlos,- Alcntara Machado, Torres Ho-
mem, Sergio de Macedo, F. Octaviano, Cosa Pin-
to, Henriq-ies, Pacheco, Pedreira, Lima e Silva e
Fausto de Aguiar.
O Sr. Presidente declara aborta a sessao. 1
O Sr. 2o Secreiario (servindo de Io) le o sei-
gtiinlo :
EXPEDIENTE.
Offlcio do minislciio do imperio, remetiendo
as actas da cleiro para deputados assembla
geral legislativa', a que se proceoeu nos 3o dis-|
trido da provincia do Piauhy, no 6" e 8o da pro-
vincih de Pernarabuco e 4o da provincia do Ri01
de Janeiro, por haverem aceitado os cargos de
ministros e secretarios de estado as Srs. conse-
Iheiros Joo Luslosa da Cunha Paranagu, Fran-
cisco Xavier Paes Brrelo, Sebasliao do Reg
Barros e Joo de Almeida Pereira Filho.A' com-
misso de poderes.
Oulro do Sr. depulado Alexandre Joaquim de
Siqueira, communicando nao poder comparecer, I
por enlermo, aos trabalhos da presente sessao.
A' raesma.
Outro do Sr. depulado Luiz Antonio de Sam-
paio Vianna, communicando achnr-se prompte
para os trabalhos legislativos.lnteirada.
Oulro do Sr. deputado Salvador Correa de Si
e Benevides, communicando nao poder compa-
recer j aos trabalhos desta cmara por achar-si
anojado pelo fallecimanto de um seu cunhado.-
Manda-se desanojar.
O Sr. 2* secretario, servindo de Io, declara qon
so acham sobre a mesa e vo commisso do
poderes os diplomas do9 Srs. conselheiros Joan
Luslosa da Cunha Paranagu, Francisco Xavie*
Paes Barreto, Sebasliao do Reg Barros, c Joo
de Almeida Pereira Filho, deputados reeleitos u
Io pelo 3o dislricto da provincia do Piauhy, o 2"
e 3" pelos 6# e 8o districlos da provincia de Por -
nambuco, coi0 pelo 4o dislricto da provincia dn
Rio do Janeiro.
O mesmo Sr. secretaria declara que o Sr. d-
putado Jos Xavier Garci de Almeida lhe cora
wunicraachar-se prompto para os trabalhos le-
gislativos.lnteirada.
a/em mesa, lido, posto em discusso e ap-
pwadoo parecer da commisso de poderes, qu;
manda admittir como deputados os Srs. conse-
lheiros Joo Luslosa da Cunha Paranagu, Fran-
cisco Xavier Paes Barreto, Sebasliao do Reg >
Barros e Joo do Almeida Pereira Filho, peloi
seus respectivos disliictos.
Vem mus mesa, lida, entra cm disouss >
e approvada, a indicacao da mesma commi.-s >
para se convidar o Sr. deputado supplente Di.
Jos Machado Coelho de Castro a tomar aseenu,
visto achar-se doenie e nao comparecer aos tra-
balhos legislativos o Sr. deputado Alexandce Joi-
quim de Siqueira.
0 Sr. presidenta-declara deputado os Srs. coi -
selbeicjs Joo Luslosa da Cunha Paranagu;,
Francisco Xavier Paes Brrelo, Joto de Almcida
Pereira Filho e Sebasliao do Reg Barros.
Achando-se ua sala immcdiala osSrs. conse-
lheiro Paes Barreto e Paranagu, o bem assim i
Sr. Jesuino Lamego Costa, deputado supplenti
pela provincia de Sania Catharina, convidado a
tomar asseuto na ultima sessao per haver falle-
cido o respectivo deputado, o conselheiro Jeroo; -
C Francisco Coelho, sao introducaos-ca ia
raalidaOes do esiylo, prestara juramento e to-
mam a3Snto.
Nao havendo mais nada a tratar, o Sr. piwsi-
donle levanta a seaai 1 (2 hora depois do- mei
dw, marcando para hoje a segunda essso prepa-
ra tosa.
SBGONBA SESSAO WBRARATORIA, BM 26 DS
ABRA.
Presidentia do Sr. Conde de Baependy.
Aoaseio di, eila a caamrt c -ochando-?
res-Homerc, Joo Paulo, Paula Santos, Cosa
Pinto, Benevides, Delphino de Almeida, Garcia '
de Almeida, Alcntara Machado, Pedreira, La-
mego, P. Octaviano e Sergio de Macedo, abre-se
a sessao.
Lida a ac da antecedente, approvada.
O Sr. 2." Secretario, servindo de 1., il Conta
do seguintci
EXPEDIENTE. *,
Officio do ministerio do imperio, env' 'ndd a
acta da eleir.ode deputado a que, se pfoe'citeu
pelo qusiio dislricto da provincia' do Rio de Ja-
neiro.A archivar.
Le-se e vai commisso de poderes o diploma
do Sr. depulado supplente pelo 14." dislricto da
provincia da Balfia.
O mesmo Sr. secretario participa que o Sr.
barao de Mau lhe communicara achar-se
promplo para os trabalhos legislativos .lntei-
rada.
Leem-se as seguintes indicacoes e sao lodas re-
mcltidas commissf.o de poderes:
Do Sr. depulado Pereira Pinlo, para, na falla
do Sr. Virialo Bandeira Duarte, deputado pelo
sexto dislriclo eleitoial da provincia do Mara-
nho, charaar-se o respectivo supplente, o Sr.
Dr. Joo Mendes de Almcida.A' commisso de
poderes.
Do mesmo Sr. deputado, para que seja ad-
millido pe o segundo dislricto eleiloral da pro-
vincia do Maranho, o Sr. depulado supplente
desembargudor Joo Paulo de Miranda, vis-
to ter fallecido o respectivo depulado. A'
mesma.
Do Sr. depulado Goncalves da Silva, para quo,
na ausencia do Sr. depulado pelo dislricto elei-
loral de Camela, provincia do Para, Joo Au-
gusto Correa, soja admillido a tomar assenlo sen
supplente, o Sr. Dr. Marcos Pereira de Salles.A'
raesinn.
Do Sr. deputado Mendos de Almeida, p^ira
que sejam admittidos a tomar assenlo os Srs. de-
putados supplenles pelo lercciro dislricto eleilo-
ral da provincia do Maranho, tencnlc-coroncl
i Jos Joaquim Rodrigues, e pelo stimo da
| provincia de Mina?, Dr. Paula Fonscca, em
razo da falta dos respectivos deputados.A'
mesma.
Veen, i mesa, sao lidos e approvados sem de-
bale os seguintes pareceres da commisso de
poderes :
Mandando admillir o Sr. Manoel Teixeira Soa-
res, supliente pelo 14. dislricto eleiloral da
provincia da Bahia, visto ter fallecido o res-
pectivo deputado Dr. Francisco Luiz Antu-
nes de Campos, e j ler sido approvada a sua
eleicao.
Mandando admiuir a tomar assento o Sr.
Joo Mondes de Almeida, depulado supplente
pelo sexto dislricto da provincia do Mara-
nho.
Mandando admillir Sr. Dr. Marcos Pereira
de Salle.'!, depulado supplente j reconhecido
pelo seguido dislricto da provincia de Para.
Mandando admittir ao Sr. depulado supplente,
j juramentado pelo segundo dislricto eleiloral
da provircia do Maranho, desembargador Joo
Paulo de Miranda.
Mandando admillir aos Srs. depulados sup-
plenles pelo lerceiro dislricto eleiloral da pro-
vincia do Maranho e pelo selirao da provincia
de Minas-Geraes, tenenle-coronel Jos Joaquim
Rodrigues Lopes e Dr. Paula Fenseca.
OSr. d;pula>lo supplente Joo Paulo de Miran-
da eulra no salo e loma assenlo.
Achando-se na sala immediata os Srs. depu-
lados supplc ules Manoel Teixeira Soares, pelo
14. dwtrielo eleiloral da provincia da Babia, e
Marco Pereira de Salles, pelo segundo da pro-
vincia do Par, sao iutruduzidos com as forma-
lidades do esiylo, prestara juramento e lomara
assenlo.
Nao h.ivendo mais nada a tratar-se levanta-se
a sessao 1 hora depois do meiu-dia.
6.a SESSAO PREPA1ATOR1A EM 1.
Presidencia 4o Sr. conde do Baependy.
Ao rrmadia, feila a chamada e achaudo-e
presentes o Sra, conde de Baependy, Pereira
Piulo, Candido Mendes, Sailes, Lamego, Goncal-
ves da Silva, Pacheco, Miguel de Araojo, Cer-
queira Leile, Teiieira Soarea, Silvino Cavalcanli,
Coelho de Castro, Peixoto de Azevedo, Paes
Derrot, Torves-Hameaa, Ba4o, F. Odaviano,
Teixeira Jnior, Joo Paulo, Alcntara Machado,
Villela Tavares, Luiz Carlos, Jas Detphino, Pa-
ranagu. Sergio de Macede, Benevics, Scuz
Leo e Belisario, abre-se'o sessao.
Lida s acta da antecedente, approvada.
i O Sr. !M secretario, servindo d 1.", S conla
do seguate:
I BXPED1EBTB.
OfBoio do Sr. dagutsdo pelo 1.a Astricta da
provine de Mm-is-Geraes, Kermogane Casi-
miro de Araujo Brunswick, paiticipando nao po-
der comporeoer ao trubaihoa ojisrativos dente
anno pot doeotet-A* can>roi#io do poderes.
do como mandante do assassinato de um soldado
no presidio de Santa Barbara, de que fdra cora-
mandanlc.
Em Minas arhava-se enfermo o conselheiro se-
nador Carueiro de Campos, que deixra a presi-
dencia para ir lomar assenlo no senado.
Em S. Paulo, tinha tomado posse da presiden-
cia da provincia, no dia 17 do mez passado, o Sr.
Dr.Policarpo Lopes de Leo. O bispo daquelladio-
cese estar j livre de perigo. A febre amarilla
fazia esliogos em Sanios c cm Iguap. A as-
sembla provincial tinha sido convocada para
o dia 10 de junho.
Na ciic, depois de oito sessoes preparatorias,
empregadas em ques'.oes de ordem e chamada de
supplenles, nao tinha podido verificar-se, no dia
3 do correrite, como determina a conslituicao. a
abertura solemne da assembla geral, por falla
do sele membro9.
Tinha sido escolhido senador por Minas Ge-
raes o Sr. Manoel Teixeira do Souza.
Por decreto de 20 de abril fra suspenso do
exercicio do posto de tonente-coronel comman-
dante do 3o corpo de cavalloria da guarda nacio-
nal desla provincia, o Sr. Alvaro E. de Carvalho
Granja, indigilado como autor doassassinalo per-
petrado na pessoa do capito Muniz Barreto, de-
legado que era do teimo de Ouncury.
Tinham-sc realisado as nonioages do Sr. con-
Iheiro Vicente Pires da Motla para presidenle de
Minas Geraes, e do Sr Dr. Antonio Alvos de Sou-
za Carvarho para presidente do Espirito Sanio.
No Espirito Sanio o chote de polica Dr. Villa-
boim julgara improcedenle a queixa porcrime de
roubo dada contra o barao de Von-Pfuhi, direc-
tor di colonia Santa Leopoldina. Continuavam
a apparecer, na capital, alguns casos de febre
araarella.
Na Bahia continuavam os trabalhos da assem-
bla provincial. O estado deficiente dos cofres
da provincia era um embarajo com que lulava a
assembla.
Havia all tristissimas noticias do sertSo, onde
a populaco desesperava 6 fme e sedo. Nao
i-hovia : os rios. os lagos, e regalos estavam sec-
los ; havia grande escassez de gneros alimenti-
cios e o que apparecia vendia-so por prcros ex-
cesrives. Em algumas parles j linham morrdo
algumas pessoas fome.
Na capital continuava a grassar a febre ama-
rella, mas cora pouca inlensidode. O estado do
commercio era anda pouco animador.
Recebemos noliclas, durante a semana, de
diverso pontos do interior da provincia. A trn-
quillidadc publica nao tinha sido alterada em
parle alguma. O Si-. Dr. H. Pereira de Lucona,
delegado de Ouricury, tinha chegado quclle ter-
mo, tinha tomado posso do cargo, e proceda s
diligencias necessarias para conhecer e capturar
os autores c cmplices do assassinato do capilo
Muniz Barreto. A energa c acrividade que tem
desenvolvido o Sr Dr. Lucena justifican) plena-
mente a escolha que dclle flzeram oSr. Dr. che-
fe de polica e o governo provincial para delega-
do de polica de Ouricury, e lemos f que S. S.
ha de corresponder em ludo ao acerlo desla esco-
lha e confianza que n'etle depssilaram as duas
primeiras autoridades da provincia.
As noticias acerca de invern sao anda pouco
animadoras. as comarcas do serlo tinham l-
timamente rahido algumas chuvas; mas a al-
mosphera nao indicava ainda ter entrado defini-
tivamente o invern. As chuvas nao eram ge-
raes; cahiram em mangas*e com intervallos de
um sol abrasador.
Nos districlos de Correntes, comarca de Gara-
nhuns, de Tararal, do Cabo e da Escada foram
presos diversos criminosos.
O nico fado contra a seguranca individual,
deque livemos conhecimento dorante a semana,
foi o de ter Joaquim de Paula Montenegro dado
com um terrado, algumas cutiladas em Joo Joa-
quim de Sant'Anna, no logar Providencia, ter-
mo da villa do Cabo.
Contina a grassar n'esta cidade qnalre mo-
DE MAIO. leslias qneteem ceifado urna grande quantidade
de vidas: a angina, a escarlatina, a febre
amarella e as bexigas. Tccm-se dado tambera
mui frequenlrs casos de ataques cerebraes
Em urna populaco de 106 mil almas, como se
er aera desla cidade, a morlalidade de 80 pes-
soas por semana, como lem sido desde o prin-
cipio de' abril, corresponde mortalidade an-
nual de cinco por cento da populaco, o que
extraordinario No estado normal, a mortali-
dade rara vezes chega a 2 por cento\
Demandaran) o nossp porto, do dia 5 at
o dia 11 da frrente, 23 embarcaeoes mrcen-
les, com a lo lacio de 7,042 tonefadas Sahiram
durare os mesmo das, 17 embaresedes mer-
cantes, cora a loiaee de 4,036 toneladas. En-
trou lm disso o vapor de guerra Piamo.
Rraderam, do oa a aodi 11 do-correnle :
Mndeg8, 58 318j9rs. ; o consulado ge-
ral, 13^*119211 r. ; a recebetoria das renas ge-
raes Internas, 6:2681411 rs. ; o coniuladd pro-
nrrbr, 18:l?343irs.
Isto experimentamos agora que satisfazemos ao
pedido do Sr. fiscal do Kecife na sua declaracu
seguinte, pela qual niostra ler dado providencias
para o desappaieciraeulo do abuso sobre que tal-
amos.
Sr. rodador da Revista Diaria.O fiscal do
Recife respondo ao pedido de sua Revistado hon-
tcm, que cm data de 7 do corrento, olliciou a il-
lustristma cmara municipal, pedindo ou o aug-
mcnlo de serventes para o servido da limpeza pu-
blica de sua freguezia, ou a concesso de botar
urna carroca para com mais proraplido remover
as imniuiidices que fossoin vai ridas pelos Irabalha-
dores, fundando seu pedido na ponderosa consi-
deraco da salubridade publica, alera dodeverda
conservarn do asseio das ras.
Pela esposla j v o Sr. redactor da Revista,
que as providencias para raelhorar o estado das
ras se eslo dando, sendo que a parte que n'clla
indica de Fra de Porlas, so esl limpando desde
o dia 9, nao podendo lambem deixar em abando-
no outros lugares da freguezia que reclamara al-
lenco.
Dando Vmc. publicidade a esta minha declara-
?o em sua mesraa Revista, far-me-ha um espe-
cialissimo favor.
Oliveira Lobo.
Recife, II de malo de 1860.
Pomo9 obsequiados cora
muntcaco do Sr. Dr. Bcltio,
portante pora a filuaco mrbida
vivemos, apressamo-uos a olercce-la
racao do publico.
lllm. Sr. redactor da Revista Diaria. Co-
a seguinlo com-
a qual sendo im-
am que ora
conside-
CHROHICAJUDICIARII.
TRIBUNAL DO COMMERCIO.
SESSAO ADMINISTRATIVA EM 10 DE MAIO
DE 1860.
PRESIDENCIA DO EXJI. SR. DESEMBARGADOS
. SOUZA.
As 10 horas da manha, achando-se prsenle
os Sis. deputados Rogo, Basto, Lemos c Silveira,
o Sr. presidenle declarou aberla a sessao.
Foram lidas c approvadas as acias dasduja
antecedentes.
Leu-se o seguinte
EXPEDIENTE.
Um officio do Exm. presidente da provincia
Ambrosio l.eilo da Cunha, de 13 de abril prxi-
mo lindo, communicando ter entrado nessa dala
no exercicio do cargo de presidenle da provincia
Accuse-se a recepcao.
Outro do mesmo, de 3 do correte, cottmuni-
cando ler sido nomeado Julio Augusto da Cunha
Guimaraes para o lugar de olicial-niuior da se-
cretaria deste tribunal.Iuieirado.
DESPACUOS.
Um requerimento de D. Joanna Baplisla Aze-
vedo Vianna e Antonio do Azevedo Pereira, por
seus procuradores, curaprindo o despacho de 7
do correntc. Haja vista ao Sr. dcsembariiador
fiscal.
Oulro de Francisco Bulelho de Andrade e Vi-
cente Licinio da Costa Canipello. podindo o regis-
tro do comalo de dissolucao da sociedade que
linhara, sob a razo social de Andrade i Cumpel-
lo.Rcgislre-se.
Outro de Almeida Gomes, Alvos & Companhia,
podindo se declare qual o uso desla pracaa res-
pailo de serem seguras fazendas de lerceiro inde-
pendentede ordem.Remeltido commisso da
Associajo Commeicial para que se sirva infor-
mar.
Oulro de Eoseoia Francisca da Cosa Mondes,
pedindo o registro de seu navio Tino.Na forma
do parecer fiscal.
Outro de Firmiano Jos Rodiigues Ferreira, pe-
dindo o registre do biate Gratidao, ouli'ora Ara-
caiy, eujo registro entrega. Prestado o jura-
mento, e assignado o le mu de responsabilidade
rao a angina continua a grassar iulensamente ,,
nessa cidade do Recife, vou lcmbrarum remedio.uc 1" trata o art. 06 do cdigo.Como requer.
ido ro e Fra,,cl*co Bolelho d'Andrade e Vicen-
contia a angina, que tenho erapregado, e ouvid
dizer que outros o leem tambero com feliz xito
e o sapo turur aborto e lirados os intestinos,
applicado aberto como um emplastro sobre a
garganta.
Posso asseverar que lendo urna escrava que
nada poda engolir, c tendo-lhc mandado appli-
car o sapo garganta, ao cabo de urna hora esta
va engolmdo agua, e logo no dia seguinie esla-
va quasi livre da molestia; o feliz resultado
desla opplicaco me dizem ser geral, sera dis-
lincco de angina simplesmente inflamatoria,
de angina com prcdisposico para a gangrena ;
pelo que se collige que o sapo nao tem s a qua-
lidade emoliente, mas tambem a antisptica.
Sou, etc. Joo Antonio de Souza Beltro
de Araujo Pereira
Belta-Roca 11 de maio de 1860
Apreciando o fimlouvavel do Sr. Dr. Bellro
na communicaco que leve a bondade de fazer-
nos, e que ah deixamos estampada, agradece-
ms-lhe essa lembranca com reconheciraento.
S. Exc. o Sr. presidente da provincia, scom-
panhado do seu ajudanle de oraens, vizitou se-
gundn-fcira6 do correnle o arsenal de marinha,
onde se deraorou desde as 6 horas da manlia
at as 10, examinando.nao s lodo 0 estabeleci-
inento, mas tambem a companhia de aprendizes
menores, capitana do porto e toda a escriptura-
co qur do alraoxarifado do arsenal, qur da
capitana do porto, companhia de praticos c dos
menores.
No sabbado vizitou S. Exc. os quarteis do 8o,
9* e 10 batalhdes de linha, e o hospital militar,
examinando toda a escripturaco, ranchos, enfer-
ma ria, etc.
S. Exc. activo e intelligenle como compre-
hende perfcilamcnle que o verdadeiro adnnnis-
trador deve ver o examinar por si mesmo, todas
as vezes qoe Isso fr possivel ; o s deste mo-
do que a acc.o administrativa se moslra mais se-
gura e acertada.
Escrcvem de Goianna o seguinte :
Foi preso no Io dislricto da freguezia de To-
jucupapo Deodato Jos da Hora, por ter ferido
gravemente urna velha maior de sessenta annos.
Foi rccolhido cada desla cidade no dia 6 do
correnle.
No mesmo dia voltou para a cada, remel-
tido pelo subdelegado de Pedras de Fogo, Flix
Gomes Pereira, um dos criminosos que fugiram
no da Gde Janeiro desle anno. .
A policia, nao sei porquo, esl muito vigi-
lante : ha ronda lodas as noites, e o subdelegado
arompanha a patrulha com maior ou menor dis-
tancia, de modo que lem sido peseme a lodas
as averiguaces taitas pela me Passageiros do palhabole brasileiro Dous-lr-
mos vindo de Sania Catharina : Lourengo Jus-
tiano de Souza Lobo e 1 escravo, e Jos Das
Pereira.
Lista dos baptisados e casamemos havidos
na freguezia da Boa-Vista de 29 de abril a 12 do
correnle mez.
Antonio, crioolo, com 7 mezes do nascido, filho
natura) de Paula Francisca da Costa.
Quintilla, parda, com 3 mezes de nascida, fllha
natural de Antonia, escrava.
Ernesto, branco, nweido a 12 de novembro do
anno passado, filho legitimo do Mathias Gui-
Inerme Teceh-e Maria Luiza Teceh.
Herculano, branco, com 3 annos e meio de nas-
cido (tomou Santos leos), filho legitimo de
Serino Rodrigues da Silva Campos e Maria Je-
ronyraa de Almeida.
Carlos, branco, nascido em 10 de novembro do
aRno passado, filho legitimo do alteres Joa-
quim Jos Ramos e Leopoldina Maria da Gloria
Ramos.
Antero, crionlo, com 11 annos d nascido, fllho
natural de Manoel de Barros e Theodora da
i Sirva Neves.
Joo. pardo, com 15 mezes de naseido, fllho na-
tural de Mara da Conceicio.
Luir, crioolo, coro 8 mezes de nascido, filho na-
tural de Rufina, escra-va.
Augusto, pardo, com 1 anno de nascido, fllho le-
| gitiroo de Sebasliao Jos de Freitas e Eduvi-
1 ge Cavalcanli de- Albuquerque.
Thomaz, pardo, com S mezes de nascido, fHho
I natural, escravo.
Amaba, emula, naseidaem 23 da agosto do sa-
le Licinio da Cosa Campello, podindo o registro
do seu contrato social que ajunlam.Haja vista
ao Sr. dezembargador fiscal.
Oulro de Auguslo Jos Ferreira. e Manoel Viei-
rai Perdigo.pcdindo q registro de seu contrato.
Nao pode ser registrado sera que modifiquen) a
primeira clausula, do sorte que, sem reslric-
co, um ou ambos os socios possain fazer uso da
firma social.
Oulro de /.raorira, Fragozo, Sanios & C pedin-
do o registro de urna procuraran.Regstre-se.
Voltando o requerimeulo de Joanna Baplis-
la d'Aznvedo Viaiina. leve o seguinie despacho :
Prestado o juramento e assignado o termo de
responsabilidade.Cuino requer.
Sendo presentes os autos de rehabilitaco de
Barbosa di tima.O tribunal concedeu.
Seudo prseme 2 linos protocolos, 3 cader-
nos manuaes, urna patente de ageniede leilese
oulra de corrector, do finado corrector Ivo Edwin
Bohcrls, o tribunal procedeu ao exame dos mes-
mos livros, e achando-os regularmente escriplu-
rados.mandoulavraro auto que abaixo vai trans-
cripto, e archiva-los.
Anno do nascimenlo do Nosso Senhor Jess-
Chrislo do mil oitoceutos e sessenia, aos dez
das do mez de maio, achando-se o tribunal do
commercial de Pernarabuco reunido era sessao
ordinarn, e passando a examinar o prsenle li-
vro na contormidade do disposto no art. 13 do
regulamenion. 806 de 26 de julho de 1851,achou-o
regularmente escripturado.
Eparacouslai mandou lavrareste auto em quo
assgnou Firniino Antonio de Souza, presidenle,
Joo Ignacio de Medeiros Reg, secretario, Joo-
Pinlo de Lemes, Jos Amonio Bastos, Joaquim
Jos Silveira.
Nao havendo nada a tralar-se, o Sr. presidente-
encetrou a sessao.
TRIBUNAL DA RElAGlO.
SESSAO EM 12 DE MAIO DE 1860.
PRESIDENCIA DO EXU. SR. CONSELHEIRO ERMEL1NO
DE LEO.
As 10 horas da manha, achando-se presen-
tes oe Srs. deserabargadores Figuoira de Mello,
Silveira, Gitirana, Bastos de Oliveira, Guerra
Lourenco Santiago, e Caelano Santiago, pro-
curador da cora, faltando com causa o Sr. des-
embargador Silva Gomes, foi aberta a sessao.
Passidos os feitos e entregues os distribui-
do;, procedeu-se sos seguintes
JULGAMENTOS.
DILIGENCIAS CRISES.
Com vista ao Sr. desembargador promotor da
justica, a appellaeo ciime :
Ap'pellantc, o juizo; appellado, Manoel Igna-
cio Victorino.
DITAS CIVE1S.
Appellanle, o juizo ; appellados, Oliveira k
Irmaos. -
Ao Sr. desembargador procurador da cora.
Com vista ao Dr. curador geral as appella-
ees civeis:
Appellanle, o prelo Mercolino ; appellada, D.
Joanna Nepomucena Guedes Lins.
Assignou-se dia para julgamento das seguinte
oppellaces civeis:
Appellanle, Marcelino Ludgero da Fonseca ;
appellada, D. Marranna Dorotha Joaquina.
Appellanle, Maria Benedicta do Rosario ; ap-
pellado, Joaquim Al ves dos Reis.
DISTRIBWCES.
Ao Sr. desembargador Bastos de Oliveira, r>
recurso crime :
Recrreme, Franciseo Xavier Pessoa de Albu-
querque ; recorrido, o juizo.
O ggrivo de petcao:
Aggravaote, Luiz do Reg Barros ; aggravado,
o joiaa.
Ao Sr. desembargador Lourenco Santiago, o
aggravo de petico :
Aggravnte, Jos Theotonio da Silva Borges :
aggravado, o juizo.
Aomeo-dla encerrou-sea sessao.
DlfilO DE PEBWMIB1IC0.
Hootem fondeou em notso porto o vooor
Oyatoek, trazendo jornaes do Ria al 7, da Baha
ate-O, e de Alagoas at 18 do correle.
ITITlSTTn
T?' .'.. '' 1
* .



ym
Rio de Janeiro.Anda rtp tirma li'lo lugar a
abertura da sesso da auembla legislativa, por
falla de numeao de Srs. deputados.
Nada raais diga* de mencto, eaeontramos dos
jornaes, a nao seroro as sr-guintes noticias do sul
do Imperio, que se leem no Jornal do Commercio
O paquete inglel Mersey. entrado honlem,
5, dos portds do Rio da Prata, Irouxe-nos folhas
de Montevideo al 30 do passado, de Buenos-Ay-
res al 28, da Contcdcracao Argentina al 23, e
do Paraguay al 20.
As repblicas vzinhas flcovam em par
De Montevideo chega-nos urna inuundac,ao
de decretos e ue reformas.
Qunnto ao que nos toca, conflrmam-se duas
noticias dosagradaveis, que j aqui haviam chega-
do, mas ainda contusas eduvidosas: 1-, foi regei-
tado cni arabas as cmaras orientaos o tratado de-
finitivo de pazcom o Brasil, chamado de neulra-
lisaro; 2 foi adiado no senado, a pedido do
governo, o nosso tratado de permuta ltimamen-
te celebrado com aquella repblica.
C projecto de amnista apresenlado em marco
ultimo pelo governo assembla geral foi substi-
tuido por oulro no'senado, que. a seu turno, foi
mondado na cmara dos deputados, ficando por
f.m redigido nos termos segunies, para passar
ao execulivo:
Projecto de le de olvido. O senado e a c-
mara dos representantes etc.
Art. I; llavera olvido perpetuo das commoces
polticas que liveram lugar nosjwinos anteriores.
Art. 2. Os individuos que tomaram parte na-
dos no pleno gozo dos scus direitos civis c poli-
ticos.
Art. 3- Os chefos e offlciae3 do excrclo que se
ochcm no caso do artigo anterior soro reconhe-
cidos nos postos e empregos que tinham no exer-
c'o da repblica quando foram dcmitlidos.
Diz a Tribuna de Burnos-Ayres que o projecto
corno foi sanecionado pelas cmaras, inais libe-
ral do que o apresontado pelo governo. No llio
bichamos razo; quando niuito, ser mais expl-
cito.
Foi modificado pelo governo o Acerolo que di-
vida a repblica em qualro seccoes militares,
danilo-se outra organisacao ao3 departamentos.
Psla nova organisacao o commando da guarda
nacional foi separado dos chefes das seccoes mi-
litares.
Foi suprimido o cargo de general em clicfe do
exercito que exercia o Sr. general Medina. A'
ultima hora, porem, S. Exc. achava-se nomeado
interventor geral de revistas.
Foi igualmente supprimidu por desnecessaro,
diz a Repblica, o cargo de procurador-fiscal.
Poro nomeados chefes polticos : D. Jos G.
Sierra, do departamento de San Jos ; D Estanis-
lao Villuarrota, do departamento de Duvazuo ;
o coroDel D. Lucas Moreno (ex-chefo de urna das
seccoes militares), do departamento da Colonia ;
D. Jos Fragnero, do departamento de Suriano ;
D. Jos Palomoque. do departamento de Cerro
Largo; I). Gabriel Rodrigues, do departamento de
Maldonado.
Foro mais nomeados : capitao do porto, o
general Brito doPino ; c administrador geral dos
correios, o Sr. D. Pablo Olloniego.
Poro igualmente prcenchidas as commandan-
cias em chefe da guarda nacional quefiraram va-
gas pela nova organisacao que se deu s seccoes
militares. Essai nomeaces recajiiram nos Srs. te-
aienle-coronel Alvorado, tenenle-cofonel Ubal,
coronel graduado Olid, coronel graduado Bur-
.guono, coronel Dionisio Coloncl, coronel gra-
duado Bazilio Muoz, coronel graduado Aparicio,
coronel graduado Rafael Rodrigues, tencnlo-coro-
nel Laguna, coronel graduado Egana, o cidado
Emilio Rana, tenenle-eoroncl graduado Gonza-
los, e lenenle-coronel Tristao Azainbuya.
J se achava inslallada e funecionando a junta
consultiva de commercio, creada pelo novo pre-
sidente da repblica. 0 seu local era no edificio 'o
Club Nacional.
Tinha cessado osseus Irabalhos, por ordem do
governo, a commisso nomcada para a demarca-
do de limites com o Brasil.
O Sr. general Guido, enviado em misso espe-
cial do governo da Confederarlo Argentina junto
ao. da repblica, havia apresenlado em 21 do mez
passado a sua carta rcvogaloria. Os discursos tro-
cados nessa occasiao, diz a Prensa Oriental, re-
belara a cordialidadc que reina as relares dos
governos dos dous paizes o a boa dispsolo de
niarite-las na melhor intelligencia.
Nao eram porem precisas essas demonstrarles
para se provar que os dous governos eslo ua
maior entente cordiale; a rejeiciio do tratado de 2
de Janeiro e o adiamenlo do tratado de permuta
cram mais que sufiicicnles para fazC-lo acreditar,
-o para que o Sr. Guido llcasse satisfeilo com o xi-
to de sua misso.
Essa mesma entente cordeale acha-se eslampa-
da nns cartas aulographas de estylo. trocadas en-
tre os presidentes das duas repblicas a proposito
da eleico do Sr. Berro para a presidencia do Es-
tado Oriental.
O governo drigira-se assembla geral pedin-
do prorogaco por mais qualro annos do tratado
de commercio de 1836 celebrado entre a Franca
e o Estado Oriental. A legaban franceza era Mon-
tevideo recebeu em nota de 20 de marco partici-
parao desse passo amigare! do governo.
Tinha sido apresenlado mesma assembla
geral pelo ministro da fazenda o balando do anno
passado.
De Buenos-Ayres ainda nada de definitivo veio
por esle paquete a respeito dos Irabalhos da con-
vengo provincial encarregada de rever a consl-
tuico de maio. A commisso nomeada havia a-
presenlado os arligos que no seu parecer deviam
-ser reformados; mas o debate ainda coutinuava,
apezar de j ir parecendo eterno.
A eleico de governador devia ler lugar no din
1 do correnle, como marca a consliiuico do es-
tado. As probabilidades continuavam a "ser a favor
do general Mitre.
Buenos-Ayres o paiz dos absurdos; acredila-
va-se geralmenle que.se com cffeito o general
Milre fosse eleito governador, Buenos-Ayres faria
a sua incorporarlo Confederaco. Urna carta
quo esse general publicara no Nacional, a propo-
sito de ter-se espalhado que elle tinha recebido
urna carta do general Urquiza, havia creado essa
crenra.
Els aqui a integra dessa caria, que nao deixa de
ter grande-importancia, porque o general Mitre
c decididamente hoje o chefe do partido localista
de Buenos-Ayres :
Senhores edictores do Nacional. Tendo-se
dito pela iroprensa que eu tinha recebido urna
carta do general Urquiza, felicilando-me, na sup-
posico de ser eu nomeado governador do osla-
do, julgo do'meu dever declarar pusucamente
que nao recebi tal carta,
O que poda dar origem a este boato infun-
dado que ha algum lempo recebi urna carta de
pessoa muichegada ao general Urquiza, na qual
me felicitava.ero sen nome pela acertada eleigo
de mcu candidato, que era coto o Dr D Pastor
Obligado; assegurando-me que o general eslava
resolvido a fazor valer toda sua influencia para
consolidar a paz entre Buenos-Ayres o a Confe-
deraco.
Ao fazer esta decl araco nao pretendo nem
constituir-me rcsponsavel das criminarles que
com tal motivo se fazem ao general Urquiza, era
buscar directa ou indirectamente com esta dccli-
nacao oapoio moral de urna influencia eslranha
para oceupar un posto publico era raen paiz :
primeiro porque considero indigno do povo de
Buenos-Ayres ultrajar ao general a quem nao
venecu, c com quem tratou s portas da cidade ;
c segundo porque Buenos-Ayres hoje, como an-
tes de Cepeda, nao se ocha em condieces de re-
beber a influencia de ninguera no que aflecta
sua poltica, e muilo menos do general Urquiza.
Sem desconhecer que os successos tm feito
do general Urquiza o homem mais respeitavel da
repblica argentina, e qne sua conduela as ul-
timas negociaedog de paz tirara a Buenos-Ayres
o direito de vellipendia-lo, considerara faltar
lionra do meu paiz se aceitasse felicilaces es-
.tranhas, por una elevaco que depende exclusi-
vamente do voto livre de meus concidados, as-
*im como vera nessa elicaco, se o feito Uve-
ra lugar, urna garanta mais para a paz da rep-
blica argentina.Bartolom Mitre
Pora demitlido de fiscal, por.desinlelligencia
com o governo, o Sr. Dr. Rufino Elizalde, mem-
ro proemfnenle da maioria parlamentar.
Tinha sido jurada solemnemente em 10 de
abril a constituirlo da provincia de Entre-Ros,
pprovada anteriormente pelo congresso federal.
Um decreto de 4 do mesmo mez declara capi-
tal da provincia a cidade Concento do Uraguay,
Teinstallando-a no posto a que havia sido eleva-
da em setembro de 1814 peloento supremo di-
rector das Provincias Unidas.
Urna circular, passida pelo governo argentino
os governadores das provincias, pondo-os ao
faot do lado das relacoea entre,o mesmo go-
verno c o de Buenos-Ayra, revela ao mais ceg
"que nao com o Sr. Derqul ha preiidencia que
aquella provincia ha de entrar no eio da confe-
deraco as condieoes que exige.
Nao demos aqui esta circular, nem o parecer
da commisaac-Botore as reformas que Buenos-Ay-
res SftlaiMe tazer A couslilutco lo Je ral, por Mi;uei Jvaqmii (tezac, piopriwariu ou engenliu
DIARIO 0E PEUNABSCO. SEGUNDA FEIRA 14 DE MAIO DE 18*0.
causa de sua Mande exUiso.
O que, porm, preocupar na actualidado o
governo argentino cima de do era um projec-
to de expedico. de combinarlo com osgovernos
de Corrientes, Santiago, Cordova e Tucuman,
contra os Indios do Chaco.
Do Paraguay, finalmente, as noticias princi-
paes sao as seguimos:
A questo ingleza nao tinha dado um passo;
acredilava-so mesmo que eslava mona.
J se tinha all noticia da raclificaco dos Ira-
lados celebrados com os Estados Unidos.
Tinha chegado a Huroail o vapor argentino
Bermejo, de volta de sua navegaeo do rio Ber-
mejo, emprehendida ha dous anuos com o fim
de explorar o dito rio.
Havia tido lugar um ataque dos Indios do Cha-
co s guardas do potrero occidental, mas tinham
sido repellidos.
O processo levantado contra os falsificadores
da moeda Je tres pesos, de quo j demos noticia,
segua activando-se.
' Nada mais de inleresse. .
Entrou honlem o vapor Apa, da linha do
sul. Traz datas de Porto Alegre al 28 do mez
passado, do Rio Grande al o 1., ede Santa Ca-
iharinaat 3 do crrente.
Nada digno de menco linha occorrido nessas
provincias.
No Apa nao veio nenhum dos senhores depu-
tados do Rio Grande.
Bahia.K assembla provincial conlnuava
afunecionar.
Alagoas.No dia 3 do correnle preslou jura-
mento e lomou po3se da presidencia da provincia,
o Exm. Sr. Dr. Pedro Leo Vellozo.
Em quasi lodos os das decorridos apos a posse,
S. Exc. lera se oceupado da vesila das diversas
reparlicocs publicas.
Publicares a pedido.
Proteste.
Os abaixo assignndos liveram o desgoslo de
ler no Correio Mercantil de 5 do correnle urna
publicaco a pedido, assignada por M. G. Nunes
Machado, a qual, lendj por epigrapheas auto-
ridades de Goianna,em resposta ao digno cor-
respondente daquelle jornal nesla provincia,
conlm a expressao desabrida de um rancor,
cujas causas honrara aos dous juizes ntegros, in
tuliigentes e justiceiros, de quera falla o seu au-
tor com summs injustica, o com revollante au-
dacia, dizendo-so falsamente apoiado pela opi-
nio publica, que faz consistir na reproduecode
Tactos calumniosos, feita por meia duzia de ho-
mens raaos, ua imprcasa, por diversos modos, e
sob differenles pseudouvmos.
E' para que a voz do despeito injusto o doran-
cor selvtico nao continu a inculcar-se o voz
publica, que os abaixo assignados vcem protestar
contra o que se l no Correio Mercantil, e contra
ludo quauto se (era dito, c se continuar a dizer
contra os honrados juizes de direito e municipal
desia comarca.
O Sr. Dr. Joo Antonio d'Araujo Froilas Hen-
riques, confirmando aqui o alio concoito, quelhe
produziram os seus honrosos precedentes desde
o comeco de sua carreira de magistrado, c na
admiuisiraco policial de duas provincias, alheio
s intrigas locaes, esobranceiro s questes po-
lticas da comarca, lera-se manlido invariavel-
raentc na pstelo elevada de bora juiz : inexora-
vel na execuco da le, punidor do crime, bora,
afijvel, delicado, grave e honrado, j no exerci-
cio desuas funeces publicas, ej em suas rela-
coes particulares.
E d'ahi o respeito, a considcraeo, a estima e
a crescenle sympathia, que lhe consagrara os
homens bons, sera excepeo.
O Sr. Dr. J0.10 Hircano Alves Maciol, juiz novo,
nao lem um s acto, que o deshonre ; pelo con
trario a sua vida publica e particular conheci-
darnenlc pura.
Os abiixo assignados folgam de fazer-lhe um
elogio merecido, declarando que elle modela a
sua conduela pela do Ilustre magistrado, qiJe
oceupa aqui a posic,o de primeira autoridadeju-
diciaria, inferior ao seu reconhecido mereci-
mento.
Goianna, 19 de abril do 1860.
Joo Joaquira da Cunha Rogo Barros, dignatario
da imperial ordem da Rosa, commendador da
de Christo, coramandanlc superior reformado e
proprietario.
Antonio Alves Vianna, rommendador da ordem
do Chiislo, commandanto superior da guarda
nacional do municipio e proprietario.
Padre Luiz Jos de Figueiredo, proprietario dos
engenhosMussumb c Garaelleira.
Manuel Velho Brrelo, coronel reformado e pro-
prietario do engenho Boa-Vista.
Jos de S Albuquerque Mello Gadelha, supplen-
le do juiz municipal, proprietario, oflkial da
imperial ordem da Rosa, lenenle-coronel com-
mandante do balalho da guarda nacional de
Tejucupapo.
Benlo Jos Ferreira Rabello, coronel reformado
e proprielario do augenho Mcrer.
Joaquim Francisco Cavalcanli Lins, bacharel em
direito, 1. supplcntc do juiz municipal, leen
le-coronclcommandante do balalho da guarda
nacional de Itaiub, c proprietario do engenho
Po-araarcllo.
Jos Ignacio da Cunha Rabello, bacharel em di-
reito, lenenle-coronel chefe de eslado-maior,
delegado de polica e proprietario.
Amaro Gomes da Cnnha Rabello, lenenle-coro-
nel, commandanto do balalho da guarda na-
cional da cidade, proprietario dos engenhos
Tabayr o Tabira.
Bento Jos das Noves Wanderley, lenenle-coro-
nel com mandante do balalho da guarda nacional
de N. S. do O, proprielario do cngcuho Juca e
rendeiro do engenho Mariuna.
Ernesto Justiriiario da Silva Freir, lenenle-coro-
nel da guarda nacional e proprielario do enge-
nho Paraso.
Joaquira Jos Nunes da Cunha Machado, bacha-
rel engenho Po-amarello.
Bacharel Domingos Lourenco Vaz Curado, pro-
prielario do engenho Macota.
Marianno Ramos de Mendon^a, lenenle-coronel
da anliga guarda nacional, proprielario e juiz
de paz.
Antonio Perera Barroso do Moraes, bacharel em
direito e proprietario do engenho Varzea-
grande.
Serigi.
Jo iquiaa Montsiro Guedes Gond'rm, proprietario
lus engenhes Meirim e Olho d'Axua.
Pedro do Mello e Silva, proprietario do egenho
Muzumbo.
At Ionio Gucd'is Gondim, supplenlo do juiz mu-
Beipal e do delegado, proprietario dos enge-
nhos S. Schaslio e Paraguass.
Joo Alvares de Carvalho Cezar Berenguer de
Andrade, proprielario do engenho Jardim.
Antonio Corra de Oliveira Andrade, senhor do
engenho Canna-brava do Ilamb.
Ccsme Ignacio do Araujo Limo, proprietario do
engenho Gloria.
Chudino Vellozo Freir, capito da guarda ra-
cional e proprietario do engenho Vunda.
Claudino Ceznr Freir, major reformado, proprie-
tario do eazenho Salgado.
M.inoel Guedes Correa Gondim, rendeiro do en-
genho Olhc d'Agua.
Jco Chacn Cavalcanli de Albuquerque, lenle
coronel reformado, piopriolario do engenho
Barra de T urna,
r ancisco Cavalcanli de Vasroncellos Mello, pro-
prielario dos engenhos Texeira e Gerimuns.
Antonio Vicente Perera Borba, proprietario do
engenho Panorama.
Manoel Gomes Maciape, proprietario do engenho
Jurcma.
F ancisco Antonio de Souza, rendeiro doengcnbo
Poco do Capibaribe.
Honorato Olyrapio da Cunha Reg Barros, ma-
jor ojudante do ordens do commando supe-
rior, proprietario, c rendeiro do engenho Pe-
dregulho.
Valenliniano da Cunha Reg Barros, capito da
guarda nacional, proprietario e socio ua renda
do mesmo engenho Pedregulho.
J )o Tavares da Roclu, proprietario do engenho
Macaco.
Salyro-Clemonlino Coelho Calanho, morgado do
vinculo de Massaranduba.
Jeronymo Carneiro de Albuquerque Maranho,
proprielario dos engenhos Mega e Jardim.
> anuel Antonio Piuheiro, proprielario do enge-
nho Boa-Visla, de Tejucupapo.
Joaquira Cavalcanli da Cunha Vasconcellos, pro-
prietario do engenho Lagamar.
I naci Borges da Cosa Ros, rendeiro do enge-
nho Calugi.
Joo Carneiro Pereira de Souza, rendeiro do en-
genho Tabira
Silvano de Araujo Barros de Albuquerque, co-
propietario do engenho Gntiuba.
a anoel Bezcrra de Menezes, proprielario do en-
genho Set'.c Portas.
Joaquim Jos Gomes de Oliveira, proprietario
!do engenho Canna-brava, do Nossa Senhora
Ido O'.
Manoel Gongalves de Albuquerque Silva, major,
negociante, proprietario e proredor da Miseri-
cordia.
Jos Xavier da Rocha Wanderley, proprietario do
engenho Pilu-ass.
'cente Ferreira Coelho da Silva, professor jubi-
lado, capito, subdelegado de Nossa S,enliora
do O', o proprielario.
Antonio Gonnalves de Oliveira, capito, subdele-
gado de Podras do Fogo, proprietario e nego-
ciante,
(aciano Octnriano Cavalcanli da Cunha Vascon-
cellos, cor senhor do engenho Cachoeiri.
I.udgero Cavalcanli da Cunha Vascoucelos, juiz
de paz do dislricloda Lapa, e proprietario.
Manoel Vicente Ribc'ro de Souza, bacjiarcl em
direito e proprielario.
Joo Dominguesda Silva, cirurgio. I
dailiias Gomes de Souza, lenle da guarda na-
cional e proprietario.
i'Ianool Dias da Costa, lenle das cxlirlclas mi-
licias e proprielario.
Trajano da Costa Rlbero, negociante p proprie-
lario.
Manoel Xaviar Correa Lima, negociante e pro-
prielario.
Francisco de Paulu Norbcrto do Andrade, escrivo
de orphos e ausentes.
'.?enente Manoel Moreira da Costa Palsos, nego-
ciante e vareador Ja cmara municipal,
taymundo de Araujo Lima, proprietario, nego-
ciante e vereador da cmara municipal,
aitholomej Gomes de Albuquerque, capitao,
proprielario e vereador da cmara
.loo Alves Pragana, alteres de 1.a
mado e vereador da cmara munic
Vlferes Manool Assucro da PurittcacJo.
Manoel Francisco das Chagas, negociante.
?rancisco Alexandre de. Mello, proprietario e 1.
lenle do extinelo regiincuio de ca val lana.
Vntonio Pinhciro do MendonQa, proprielario, ca-
pito, cavalheiro da ordem de Chisto e subde-
legado da cidade.
Vntonio Rufino da Silva Barboza, laeeretario.do-
ramara municipal.
Vntonio Manoel de Oliveira, lente de milicias
e proprietario.
francisco de Paula Cabral, lente da guarda na-
^ cional, proprietario c negocianieJ
osme Damio da Silva, proprielario e collector
das rendrs geracs.
Francisco Jos da Silva Perera, escrivo da col-
lectora geral c agente do correio.
Manoel Baplisla Rodrigues, capilp, proprietario
e negocenle.
Seraphim Alves da Rocha Baslos, pegocianto.
Jos Cezar de Albuquerque, majpr reformado e
proprielario.
Periandro Augusto Uchda de Gusmo, nego-
ciante.
Severianno d'Assumpeo Gouvea Curado.
Antonio Joaquim Costa e Silva, negociante.
Alferes Romo Jos de Oliveira Cfilahy, proprie-
lario.
Jos Pires Vergueiro.
Alferes Joo Alves Ferreira, negociante.
Elias Jos do|Mello. alferes.
Ignacio Bezerra de S. Pedro, proprielario.
Francico Bezerra de S- Pedro, pioprielario.
Alferes Antonio Muniz da Silva, negociante.
Florencio Tarares da Silva Vasconcellos, nego-
ciante,
Joo Velho de Mondones Furtado, proprietario.
Ignacio Josa da Assiiapo, artista.
Manoel Vieira Bernardes, negociante.
Rosendo V.eira Bernardes, alteres da guarda na-
pnnnl a rtatmninnln
IvuAiiitiQlo tic AnUrae Luna, lUini.
Miguel Lins da Silra, lente da guarda nzcional
e negociinte.
Manoel LoureDc.o a gilva, lente c negoci-
ante.
Francisco Symphronio-Olympio Tarareado Mel-
lo, proprietario e agricultor.
Thomaz Antonio Guimaraes, alferes o negoc-
enle.
Francisco Delgado de Souza.
Pedro Galdino Piulo, proprielario.
Antonio Thcodoro Nunes Madureira, capataz da
eslaco de Goianna.
Joo Francisco de Carvalho, negociante de
gados.
Egidio Francisco de Paula,
ante.
Joo Nicolu Gomes da Molla,
ciante
Manoel da Conceico
emprogado publico.
Joaquim Jos Moreira do Aguiar, lenle e nego-
ciante.
Anlero Milito Gi
capito e negoci-
capilo e nego-
Pereira de Albuquerque,
maraes, negociante.
Francisco Xavier Pessoa de Albuquerque, proprie-
tario.
Antonio Ferreira de Aguiar, idem.
Antonio Ferreira de Aguiar Jnior, negoci-
ante.
Joaquim Jorgo Figueira da Silva, idem.
Galdino CardeaU da Cmara, dem.
Amonio Marinho da Silva, idem.
Paulino Antonio de Souza Pinto, idem.
Antonio Lcopoldino Pinto Lima, proprietario c
negociante.
Verssimo Xavier de Barros, proprietario e negoci-
ante.
Alferes Joo Gualberto Pereira, proprietario e ne-
gociante.
Jos Candido Seguios, proprietario.
Candido Moreira da Costa, proprietario e negoci-
ante.
Jos Estanislao Ferreira, proprietario.
Ignacio de Luyolla Souza, proprielario.
Joo Baplisla Paes Brrelo, proprietario.
Bemvenulo Pinheiro do Mondonga, alferes da
guarda nacional e proprielario.
Tenenle Luiz Jos de Miranda, negociante.
Francisco Alves de Souza, proprielario.
Jos Nunes Monteiro, escrivo do juiz de paz e
proprietario.
Ignacio do Torres Bandcin, escrivo do jury,
labellio interino de notas e escrivo do geral
e proprielario.
Folalo Elisio de G. e l.ima, agricultor.
Joo D^urado da Cunha Azevedo, agricultor.
Sebastio Carneiro da Cunha, negociante.
Jos Soares de Mello, agricultor,
Christovao de Aquino Dornellas, Idem.
Antonio Rodrigues da Silva, idem.
Manoel Barbosa da Silva, idem.
Francisco Ignacio Raposo de Mello, dem.
Capitao Jos Ignacio de Mello, proprielario.
municipal,
linha refor-
pal.
Dr. Jos Joaquim Frmino, cirurgio-mr da Jo5o Conrado Carneiro da Cunha.Vricultor.
cional e negocenle.
Antonio Domingues de Souza, negociante.
Agnelo Caelano de Medeiros Amorim, nego-
ciante.
Alferes Ccsme de Salles Cavalcanli, proprie-
tario.
Vicente Ferreira Lopes Maciel, negociante.
guarda nacional.
Bacharel Joo Juvenclo Ferreira de Aguiar, pro-
motor publico da comarca.
Honorio Fiel Sigmaringa Vaz Curado, bacharel
era direito, advogado e proprietario.
Dr. Joo Alfredo Correa de Oliveira Andrade,
membro da assembla legislativa provincial
pelo districto elcitoral de Goianna.
Dr. Belarmino Correa do Oliveira Andrade, me-
dico
Padre Manoel Marques Barbosa, proprietario.
Padre Antonio dos Santos Oliveira, proprietario.
[Padre Antonio Rufino Severiano da Cunha, viga-
ro da freguezia de N. S. do Desierro de
Padre Manoel Paulino de Souza, vigano encom- jos Trigueiro Castello Branco.
mendado da freguezia de Nossa Senhora do O js r.nm,,.. h., .., **;,-*
Padre Francisco Guncalvcs Ferreira Simoes, pro-
Anlouio Jusliniano Carneiro da Cunha, agricul-
tor.
Ignacio Brasiliano Carneiro, agricultor.
Antonio Joaquim de Albuquerque Araujo, nego-
ciante.
David Quaiesma de Araujo, agricultor.
Paulino Jos de Oliveira, negociante.
Colgalo Xavier da Silveira, agricultor.
Manoel Joaquim de Souza Mello, agricultor.
Jos Vieira da Cunha, agrculior.
Christovao Gomes Pedroza, agricultor.
Manoel Ignacio do Nascimento, arlisla.
Jos Antonio de Lima, agricultor.
Eustaquio Constancio Rcdevivo, alferes da guarda
nacional c negociante.
prieta rio.
Padre Ricardo Jos Machado, cavalleiro da ordem
de Christo c proprielario.
Padre Jos Paulino da^ilva Monleiro, professor
publico de latim, e vereador da cmara muni-
cipal.
Padre Vicente Ferreira Gjedes, proprietario do
engenho Pru.
Padre Antonio Generoso Bandeira, proprietario.
Padre Anlonio Dias da Cosa, proprielario, coad-
juctor da freguezia de Goianna.
Frei Norbcrto da Purificacao Paiva, prior do
Carmo.
Padre Joo Gomes da Silveira Marreca.
Vicente Ferreira Guedes Gondim, proprietario do
engenho Sipo Brinco.
Manoel Bento Machado, proprietario do engenho
Itapirema de Cima.
Joo Dourado Pereira d'Azevedo, proprietario do
engenho Mundo Novo.
Joo Baplisla de Vasconcellos, rendeiro do enga-
ito Jardim.
Luiz Ignacio de Andrade Lima, proprietario do
engenho Cara.
Jos Tavares Dornellas de Araujo, consenhor do
engenho Taquara.
Manoel d'Araujo Barros de Albuquerque, proprie-
lario do engenho Guliuba.
Jos Camello Pessoa de Albuquerque, senhor dos
engenhos Matary, Republicano, Rebelde, e da
proprledade Cruangy.
Anlonio Vieira de Mello, proprielario do engenho
Saboeiro.
Francisco Tavarca de Mello, proprielario do en-
genho Aco.
Luiz Francisco de Albuquerque, subdelegado de
Joo Gomes de Souza, capito e proprielario.
Leocadio Jos de Figueiredo, pharmacootico.
Francisco Tavares Pessoa da Araujo Jnior, ne-
gociante.
Joo Jos Barroso da Silva Juvenis, professor
publico de 1." letras.
Sebastio Jos da Costa Triguciro, escrivo da
collectoria provincial.
Manoel Rodrigues Machado Lima, professor pu-
blico de instrucrao elementar.
Francelino Ferreira Crespo, proprietario c phar-
maceulico.
Manoel Alves da Silva Cavalcanli, alferes de mi-
licias, negocenle e proprielario.
Jos Bento de Moura, alferes reformado e pro-
prietario.
Francisco Jos Brando, proprietario.
Joo Licio Borges, proprielario.
Americo de Modeiros Albuquerque, alferes da
guarda nacional e proprietario.
Anlonio Ribeiro Campos, proprielario.
Joo de Caldas Ribeiro Campos, proprielario.
Francisco de Paula.Borges. proprielario.
Joo Agtipino da Cunha Cavalcanli, negociante.
Joo Francisco Das de Amorim, proprielario.
Manoel Ferreira Xavier, escrivo.
Francisco Jos de Gusmo, proprietario.
Antonio Jos Goncalves de Vasconcellos, pro-
prielario
Joaquim Dias de Araujo, agricultor.
Ludgero Estanislao Uchda de Gusmo.
Antonio Domingues da Silva, escreventc jura-
mentado.
Anlonio Joaquim Monteiro, proprielario.
Thora Rodrigues Chaves, idem.
JooThenorio Pereira de Moraes, agricultor.
Manoel Antonio Homens, agricultor.
Jos Carneiro de Mesquitae Mello, negociante.
Golonninha, e proprielario do engenho Jang- Alferes Francisco Guedos do Espirito-Sapl, ne-
deira. 1 gocianle.
Luiz Camello da Veiga, agricultor.
Serafim Velho Pessoa Bezesra Cavalcanli de Al-
buquerque, agricultor.
Rozendo de Araujo de Albuquerque Mello, agri-
cultor.
Joaquim de Araujo e Albuquerque, idem.
Antonio Joaquim Alves, idera.
Jos Tavares Vieira de Mello, lenle da guarda
nacional.
Jos Severiho dos Santos Leal, artista.
Tenenle Joo Jos Pereira de Moraes, agri-
cultor.
Manoel Januario Brando.
Christovao Vieira de Mello Leilo.
Manoel Bezerra de Menezes, negociante.
Manoel Ferreira Borges, agricultor.
Jos Figueira de Mondonga, negociante.
Manoel Bezerra d'Assumpeo Jnior, juiz de paz
de Goianninha c negociante.
Manoel de Menezes Bezerra, negociante.
Joo N. Pereira de Albuquerque, agricultor.
Antonio Pessoa de Albuquerque, idem.
Demetrio Coelho da Silva Rabello, negociante.
Jos Gomes de Albuquerque Wanderley, proprie-
tario.
Tenenle Francisco Ignacio de Andrade, juiz de
paz de Nossa Senhora do O' e negociante.
Tenenle Francisco Cezar de Albuquerque, nego-
ciante.
Trajano Cezar de Albuquerque
Jos Rodrigues Marques da Silva, negociante.
Alferes Manoel de Araujo e Souza, proprie-
tario.
Alferes Henrique de Paula Ferreira Rabello, ne-
gociante
Antonio Manoel Ribeiro, proprielario.
Antonio Francisco Pereira Lima, agricultor.
Jos Alves Cavalcanli, negociante.
Francisco de Paula Ferreira Rabello, negoci-
nle.
quira Antonio da Cunha Ribeiro, negoci-
ante
oao Amancio Pereira Malla.
Alferes Francisco de Paula Pereira Rabello, no-
gocianlc.
Tenenle' Manoel Correa de Menezes, negoci-
ante.
Jos Marcellino da Costa Jnior, professor publi-
co em Nossa Senhora do O'.
Marcelino Fernandes de Almeda, negociante.
Francisco Aleixo de Siqueira, negociante.
Antonio Severino da Costa, negociante.
Joo Francelino de oliveira, negociante.
Manoel Joaquim de Jess Machado, artista.
Goncalo Jos Bezerra, arlisla.
Francisco Muniz Pereira Malta, negociante.
Tiburtino Manoel de Gouveia Menezes, agri-
cultor.
Sabino de Menezes Gouvea, agricultor.
Galdino Coelho de Moura, agricultor.
Hermino Henrique de Carvalho, agricultor.
Joo Barbosa Cordeiro, proprietario.
Manoel de Brillo Camello da Veiga, agricultor.
Jos Lopes de Lima e Silva, negociante.
Armio Gomes de Freitas, negociante.
Luiz Guedes Correa Gondim, proprietario.
Joaquim Jos da Rocha.
Leonel Garca do Amaral.
Manoel Pereira Monteiro Jnior.
Manoel Jos da Costa Cirne, negociante.
Claudino Jos de Araujo, alferes.
Jorge Francisco de Albuquerque Lins.
Manoel Antonio Fernandes Moura, capilo da
guarda nacional
Antonio Rufino Monleiro, alferes da guarda na-
cional e proprietario.
Francisco de Laccrda Cavalcanti do Albuquerque,
negociante e proprielario.
Marcolino Clemcnlno Freir, negociante.
Cyro DcoclecUno Ribeiro Pessoa, professor pu-
blico.
Antonio Correa de Oliveira Jnior, proprietario e
oflkial da guarda nacional.
Jos Teixeira Borba, lente e negociante.
Antonio Soares da Silva Beija, negociante.
Belarmino Deodalode Lima, agricultor.
Rodolpho Gomes da Silva, empregado publico.
Antanio Francisco Bezerra de Menezes, nego-
ciante.
Thomaz Alvos da Nobrega Peregrino, negociante.
Ismael Felicio da Cunha Bila, alferes e nego-
ciante.
Franklin Celestino de Mendonca, alferes.
Antonio Joaquim de Souto Lima, negociante
Luiz Lucas de Mello, capito reformado e pro-
prielario.
Andr Alvos da Fonseca Jnior, director do co-
legio de Santo Andr, em Goianna.
Marcolino Xavier Maia. lenle.
Joo Jos de Souza Gomes Jnior, negociante.
Andr Cavalcanti de Albuquerque, lenle refor-
mado.
Antonio Dantas do Reg Noronha, negociante e
proprietario.
Candido Goncalves de Oliveira, negociante.
Virginio Gomes Feitosa. alferes e negociante.
Jos Anlonio de Albuquerque Mello, negociante.
Virginio Horacio de Freilas, tenenle, negociante
e proprietario.
Luiz da Cunha do Amaral, negociante.
Manoel Joaquim de Mendonca, proprietario e ne-
gociante.
Andr Dias Curcino, proprielario.
Brasiliano Norberto da Cunha. x
Manoel do O* Fernandes, negociante.
Jos da Silva Monleiro, negocenle.
Joo Joaquim de Oliveira Aguiar.
Ignacio Ferreira Guiraares, lenle.
Christovao Vieira Leilo de Mello, proprielario c
ogricullor.
Manool da Cunha Cavalcanli, proprietario c agri-
cultor.
Francisco Alvares de Carvalho Cezar, agricultor.
Joaquim Manoel da Cunha Reg, proprietario e
agricultor.
Joo Joaquim da Cunha Reg, agricultor.
Anlonio Jos Carneiro de Mosquita, capito re-
formado e agricultor.
Joaquim Jos da Hora, capilo, e proprielario.
Jos Henrique de Mendonca, proprietario e ne-
gociante.
Paulino Velloso Freir, lente da guara na-
cional.
Jos Velloso da Silveira.
Custodio de Oliveira Gauleanti, capitie- de mili-
cias e proprietario.
Custodio de Oliveira Cavalcanli Junioj*
hjst Justino oe Azevedo.
Manoel Comes Cavalcanli, agrculior*.
Jeronymo Cavalcanti da Albuquerque, epilo e
proprielario.
Vicente Perreirada Silva, ogricullor.
Jos Joaquim Pereira Campo, proprietario.
Joio Dias Bezerra de Araujo, lente c agricul-
tor.
Joo Domingues Pereira, capilo reformado por
S. M. o Sr. D. Pedfo I, agricultor.
Manoel Gomes de Moura Coutinho, lente do
milicias o proprietario.
Joo Gomes de Moura Coutinho, proprietario.
Romaneo Gomes de Moora Coutinho, proprie-
lario
Domzio Velho Goncalves Guerra, agricultor.
Salvador Clomentino da Cosa, negociante.
Antonio Clemente de Souza e Mello, agricultor.
Francisco Vaz de Andrade Lima.
Joaquim de Mallos Alcanlilado Rochedo, escri-
vo c labellio de notas.
Joaquim Jos da Costa Lcite, labellio publico c
escrivo do geral.
Jos Rodrigues Coura, proprietario e agricultor.
Francisco Xavier do Albuquerque Mello, proprie-
tario c subdelegado do 2o districto de Tejucu-
papo.
Jos Antonio Pinheiro, proprietario.
Henrique Olympio Tavares da Rocha, proprie-
tario e agricultor.
Ernesto Braziliano da Cunha Uchda, proprietario
e agricultor.
Jos Francisco de Souza, professor publico de
Ponas de Podras ejuiz de paz.
Francisco Jos "Machado, escrivo da subdelega-
ba do Io districto de Tejucupapo.
Carlos Soares de Medeiros, proprietario e nego-
ciante.
O capito Jos Rufino Coelho Catanho.
Antonio dos Santos de Medeiros Aguiar proprie-
lario.
Domingos Martina Ribeiro, proprietario e juiz de
paz do 2o districto de Tejucupapo.
Antonio Jos Gonealves, proprietiirio.
Joo Ribeiro Campos Vasconcellos, capilo da
guarda nacional, juiz de paz e lsupplente do
subdelegado do Io districto de Tejucupapo.
Manoel Monleiro de Oliveira, tenenle da guarda
nacional e proprielario.
Luiz Mathias Bezerra de Menezes, es?rivo do
juizo do paz e da subdelegada da freguezia de
Tejucupapo.
(Est sellado e reconhecidas as firmas.)
Tendc-se encerrado o jury d'esla cidade no
dia 11 do correte, nao podamos nos abaixo as-
signados, como juizes de facas, deixar, sem fal-
larme* a ura dever sagrado, de palenlear por
meio da imprensa o nosso devido reconheci-
menlo e eterna gratidn pelo ptimo tralamen.-
to que recebemos do muilo digno Sr. juiz de di-
reito inlerino. Dr. Agostinho Ermclino de Leo
Jnior, e de reuder urna homeinnagem ao t-
lenlo e elevadas qualidades, de que dolado:
dos niesmos sentinicnlos parlilhamos a respeito
do nobre promotor publico inlerino Dr. Francis-
co Leopoldino do Gusmo Lobo, mogo bastante
intelligenle, e de maneiras affaveis o delicadas.
Prometiendo, ossim, por conliarmos na bondade e
benevolencia dos Srs. Dis. presidente do jury e
promotor publico, vamos todava pcdir-lhes des-
culpa, se por tintura as nassas ingenuaes ex-
presses, brado exoontaneo e jusio de nossas
couscicncias, forera ferir, a alta modestia de que
se arharein possuidos.
Joaquim Theotonio Soares do Avellar
Antouio Ferreira de Lima Mello.
Antonio Jos Leopoldino Arantes.
Jos Flix Pereira de Burgos.
Gervasio Prolasio Simes.
Firmiano Jos Rodrigues Ferreira.
Claudio Frmino de Jess da Malta.
Francisco Jos Silveira.
Francelino Augusto de Hollanda Chacn.
Manoel Teixeira Bacellar Jnior.
Guilhermino Rodrigues Monte Lima.
Caelano Lenidas Gama Duarte.
Claudino do Reg Lima.
Francisco AITunso Ferreira.
Anlonio Luiz do Amoral e Silva
Tiburcio Valeriano dos Santos.
Manoel do Nascimento de Araujo.
Jos Vctor da Silva Pimenlel.
Jos Ribeiro Simoes.
Jos Ramos da Cruz. .
Domingos da Silva Guimares.
Jos da Costa Brando Cordeiro.
Caelano da Silva Azcvede.
Joo da Cruz de Mendonca.
Jos Filippe Nery da Silva.
Anlonio Thcodoro dos Santos Lima.
Decio de Aquino Fonseca.
Anlonio Joaquim de Parias Jnior.
Cleto da Cosa Campello.
Francisco de Miranda Leal Seve.
Anlonio Jos Alves Ferreira.
Francisco de Paula Limn.
Adelino Antonio de Luna Freir.
Alvaro Pereira de S.
Antonio Augusto da Cmara Rodrigues Selle.
Jos Simplicio de S4 Esteves.
Simplicio Jos de Mello.
Constantino Rodrigues dos Santos.
Americo Vespucio de Hollanda Chacn.
Jos da Cunha Jnior.
Diversas provincias.
Rendimmlo do dia 1
dem do da 12
a 11.
4:253{3!8
715
4:257ja33
Despachos de exportaeo pela me-
sa do consulado deSla eidade
dial*de mato de 1860
Liverpool = Patacho porlognez S. Jorge d'A-
veiro. Patn Nash & C, 776 conros salgados.
PortoBarca porlugueza Flor da Maia, Manoel
Joaquim Ramos e Silva, i hnrrrs mel.
PortoBrigue portuguezEsperanza, Barroca &
Medeiros, 221 cascos niel.
Exportacao.
Pata ho hamburguez oroihea A Ernesvnei*,
de 158 toneladas, coiiduzio o seguinte : 1 200
barricas assucar.
Galeota hollandeza I.umina Arenline, ron-
duzio o seguate : 1,062 barricas e 50 saceos
assucar.
Reeebedoria de rendas Internas
geraes de Pernainbueo
Rendmentodo dia 1 a 11. lz\670(3!
dem do di 12.......2:8675271
15:5378710
Consulado provincial
Rendimento do dia 1 a 11.
dem do dia 12.
20 0995.119
l:258sb65
21:3583181
PIUCA DO RECITE
l!DK 11 VIO DE 1 SCO.
AS 3 HORAS DA TARDE.
Revista Semanal.
Cmbios------------Sarcon-se sobre Londres a 25
.1/1. 25 1/2 c 25 3/4 d. por 1,
sobre Paris a 380 rs. por fr..
sobre Lisboa a 112 por cenlo de
premio, e sobre Hamburgo a
720 rs. por M. B.. montando-os
saques a 120,000 libras steili-
nas. Sobre o Rio de Janeiro
eRVcluaram-se saques a 1 o 2
por cont de premio.
Algodo----------O superior rendeu-se a 7?000
por arroba, e o regular a 68lH>.
a a segunda sorle a 5&8UU por
arroba.'
Agurdenle-------Vendeu-se de 80$ a 85#000 por
pipa
Assucar O branco superior vendeu-so
de 580t) a 65jOO por arroba, a
quarta sorle de 45800 a.5?2lH\.
o somenos de 4JJ0 a 4JR0O :
macavado purgado de '38200 a
3^400, America de 2$800 a
25900, e Canal de 25500 a 2650
por arroba.
Couros- Os seceos salgados venderam-se
a 280 rs. por libra.
Arroz-------------Vendeu-se de 2SCU a 258OO por
arroba.
Azeitc doce-------dem de 2g700 a 2J800 por ga-
lo.
Bacalho--------Em atacado vendeu-se de 14J
h 14^50ti por barrica, o a rala-
lho de 15-3 a 10:01)0. Iirando
em deposito 5,500 barricas.
Balalas-----------Venderam-se de 2-5 a 2ga00 por
arroba.
Caf----------------dem de 7$000 a 7#500 por ar-
roba.
Cha----------------dem de 1$550 a I560O por li-
bra.
Carvao do pedra- dem a 20$ por tonelada.
Cerveja------------dem de 436OO a 4j800 por du-
zia de garrafas.
Carne secca- A do Bio-Grande vendeu-se de
4S a 4c800, c s do Rio da Pra-
ta de 3;500 a 4*000, ficando.
cm ser 50,000 arroba da pri-
meira c 10,000 da segunda.
Dita demendioca Vendeu-se do C5OOO a 75OOO
a sacca.
Feijao-------------dem de lg600 a 2&000 por ar-
roba.
Manteiga---------- A ingleza vendeu-se de 800 a
a 850 rs. e a franceza de 520 *
530 ris a libra.
Massas-------------Venderam-se a 5*500 por ar-
roba.
Passas-----------dem a 5*200 a caixa.
Queijos dem a 2J600 cada um.
Sabo-------------O do MeJilerranco vendeu-sc
0e250a 260 rs. a libra.
Touciuho----------Vendeu-se de 8*500 a 9^00)
por arroba.
Vinagre----------dem de 120*000 a 145*000 a
pipa.
Vinho-------------lira carregaraenlo de Barcelona
da morca Pratz engeilou
265* pela pipa, e seguio para
o sui.
Desconlos-------Foi menor a procura, mas ain-
da foram levados a caixa filial
cerca de 700 contos para serem
disconlaJos, dos quaes rebate-
ram-se 500. Os discontos va-
riaram de 11 a 24 por cento ao
auno.
Freles-------------Para o Canal do 27/6 a 30, o
para Liverpool a 12/6 pelo as-
sucar, c 1/2 pelo algodo.
DIA LAGRIMA DE SIDADE
sobre a campa da innocente Delinl-
ia, lillia legitima do Illm.Sr, Juo
Tavares Cordeiro e da Exma. Sra.
I. Hollina Tavares Cor.Ieiro.
A mortc ccifou a vida daquella que ainda flor
em bolo, apenas contando 4 auuos e 8 meze3
de idade, ja mostrava at que ponto podia
clevar-se no futuro a doce amizade de urna fllha
carinhosa e amiga extremosa. Assira a vida !
A verdadeira amizade muilo pode, mas nao res-
tiluio-lhe aquillo que de mais charo : que fa-
zer pois? Verter urna lagrima sobre a lousa
fra ... R chorar serapre eraquanto de Delmira se
lembrar.
C. A. C. L,
Recebi do Sr. Jos Joaquim da Silva Matulo,
por mo dos Srs. Guedes & Goncalves, a quantia
de setccenlos e dez mil e setecentos ris, impor-
tancia de gneros que por sua ordem lhe reraitli
para o Aracaty, e conslava de urna letra que con-
tra elle saquei em data de 4 ou 5 de janeiio des-
le correnle anno, ao praso de 6 mezes, cuja letra
depois de aceita se desencaminhou.e por ter j
recebido sua importancia licar de nenhum effei-
to caso appareqa; cm viulude do que passei re-
cibo cm duplican que s um lera vigor.
Joao Tavares Cordeiro.
Pernambuco 12 de maio de 1860.
Moviraento do porto.
Navios entrados no dia 11.
Maranho 25 dias, palhabole brasilero A'o-
vaes, de 195 toneladas, capilo Joaquim Jos
Mendos, cquipogom 11, carga farinha de man-
dioca e mais gneros; a Teixeira Baslos S
&C.
Santa Calharina-22 dias, palhabole brasileiro
Dous Irmos, de 64 toneladas, capilo Ma-
noel Jos Martins, equipagem 6, carga fariuha
de mandioca; a Martins & Irmos.
Falmoulh, Madeira e S. Vicentevapor de rc-
boquo brasileo Protecco, de 1?6 toneladas,
capilo Jos Fernandes Thomaz, equipagem 13
em lastro ; ao mesmo capilo.
Navios saludos no mesmo dia.
Rio da Prata polaca sarda Maria, capitao T.
Mazzino, carga assucar e mais gneros.
o.
0
Q.
O.
8
Horas.
- = *
COMMERCIO.
Alfandega.
Rendimento do dia 1 a 11. 89.799*241
dem do dia 12....... 5.684*322
95:483^563
Movlmento da alfandega
188
495
19
180
Voluraes entrados com fozendas
com gneros
683
= I
a
PS
v

en
Atmotpkera.
ireceo.
Inlenndade.
>*> t t
1 00 i
i*- Ct3 ce
N. Mi
Centgrado.
u te
l-S
o
O CJ
Reaumur.
00 00 00
M W
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Fa-hrenheit
-4
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o

g gg I Hygronutro.
-A
cu
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eng
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Barmetro.
s
g
2-8
o ES
M PS

o
o
?^
ca
>
o
l
Volumessahidos
cora fazendas
cosa gneros
------199
nevoeiros e agua-
0 terral e assira
Descarregam noje 14 de maio.
Barca francezaSphereraercadorias.
Barca americansUniofarinha de trigo,;
Barca porlugueaa Progressista diversos g-
neros.
Barca inglezaOlindabacalho.
Patacho nacionalNovaeadiversos gneros.
Importaran
Brigne inglex Dante, rindo de Terra Nova,
consignado a Johnston Paler & C, manifeslom o
seguale :
2,350 barricas com bacalho ; aos mesmos.
Palacbo inglez Jomes Bull, vindo de Troon,
consignado a Seo ti Wilsou & C manifeslou o
seguinte :
965 toneladas de carvao de pedra ;_ aos mes-
aos.
Hyate nacional Dous A mijos, vindo de Sania
Calharina, consignado a Marlins & Irmos, ma-
nifestou a seguinte:
1,876, alqueires de farinha a granel; aos mes-
mos.
Consulado geral.
iendimento do Jia 1 a 11. S4:291475
[ dem do dia 12....... 53**79
A noile clara com alguns
ceiros, rento SE, *eio para
amanhoceu.
oscuucio DA UKKt.
Preamar as 10 h. 18 da manhaa, altura 6.0 p.
Baixamar a 4 h. 3u' da larde, altural.<5 p.
Observatorio do arsenal de marinha 12 de maio.
de jg60. Vibgas Jumo.
Ediiaes.
Capitana
do porto de Pernambuco 24 de abril
de 1860 .
Do ordem superior publica-se o seguiole, para
eonhecimento dos naveganlea.
Conia l/eeecao. Palacio do governo do
Rio Gande do Norte 16 de abril de 1860.-Illm.
e Exm. Sr.Cumpre-me lozer chegar ao conhe-
cimeaio de V. Exc, para os ns convenientes,
que, segundo declarou o capilo do porto desla
provincia, a luz que serve de pharol na fortaleza
dos Santoa Reis Magos,,pode ser rula do convez
de nm navio regular, i dislancia de 12 a 13 mi-
Hs, por so achar approm* 24-8S4TM-1 de 43 ns inglezes.




*^r
TI
r*>
.MAF.fO DE PERNAMBPCO. '- SJGiSDA FEIRA 14 W MMO DE i860
Dos guardo a V. Exc. Illin. e Exm. Sr. presi-
dente da provincia de Fcrnambuco. O resr-
denie, Joao Jos de Oliveira Juoqucira.
Conformc=Frand8co Lucio do Castre. N ro-
pedimenlo do secretario, Francisco Fiesta o Mon-
leiro.
Francisco de Miranda L*l Sevc, ofllcial da
imperial ordem da Rosa, trnenic coronel com-
mandante do tcrceSr batalhao da guarda nacio-
nal e presidente do consclho de qualificaco da
Tregneria da Boa-Vista, que Dees guarde ele.
raro saber que na Urceira dominga (20 do
corren lo) reuniv-se-ha no consistorio da igreja
matriz da Boa-Vista, as 10 horas da manh o
couselrra o f ualiflcacao a> reviso annual dos
fvarrta do 3" batalhao este municipio, aflu
rever as listas c lomar conhecimento dos no-
"vostiualrtirados para o dito balnlhao.
V. para constar passet o prsenle -em trae as-
signo
Cuartel do coflmando do 3. balalbo de in-
larw de guarda nacional do municipio do
fincjfe 11 do maio-de 1860.
ranci*co de M. Leal Se ce.
Joaquim Jos SiWoira, lenente-coroncl comman-
.miedo I." batalhao de .i i til hari* da guarda
nacional do -municipio do Recife, presidente do
consclho fte qualificaco da freguezia de S. Fr.
Pedro-Gnu cal ves porS. M I. cC, etc.
Faco saber a quem interessar possa, que do
ouformidade com o disposto o ait. l.-2.-
do arl. 9 do decreto n. 1,130 do 12 do marco de
t853 o iirslrucees de 25 de oulubro de 1850, se
tem de reunir, na tereeira dominga de maio, o
consclho de qualifracao para a reviso dos guar-
das nacionaes da referida freguezia, no consisto-
rio da greja matriz do Corpo Santo.
E para que chegue ao conhecimento de todos,
mandei passar odilacs que sero publicados pela
imprensa, e afixados nos lugares designados
na lei.
Dado c passado nesta cidade do Recife aos 12
de maio de 1860Joaquim Jos Silveira.
= De ordem do illm. Sr. inspector da thesou-
Taria de fazenda desta provincia se faz publico,
que lendo sido avaliada em 6 0,00$ a casa de so-
brado de dous andares n 29, sita ni ra da Guia,
c pertcncendo fazenda nacional, em vittude de
jidjudiracao. nina parte desse sobrado no valor de
l:i55$482, lem esta de ir !> praca no dia 6 de ju-
nho prximo vindouro. as 2 horas da lardo, pe-
ranle a mesraa thesourana, para pagamento do
que ficou evendo o tinado Antonio Fcrrcira
Duarlo Velloso.
Secretaria da ihosouraria de fazenda de Pcr-
xiambnco 10 dp maio de 1860. O official maior
interino, Luiz Francisco de Simpaio c Silva.
so colhidas desde j as notas
de 1 o%ooo e 2 0,000 da
emisso do banco.
Para.
Espcri-sc lodosos dias do Maranhao o bem
conheciiio hiale Lindo Paquete,, que derer re-
gressar a\ dlreitura do Par, com poucos dias
de demera neste porto, visto ler grande parte do
carregariento contralado, os senhores quequize-
rem tomar alguna praca no dito navio podero
desde j enlender-se cm os consignatarios Al-
Conselho le compras navaes.
tVndo-se de promver acquisic.o dos ob- mcidaGoms, Aires & C, ra da Cruz n. 27.
joclos do material da armada, abaixo declarados,
sob as rondicrocs de sujcitarem-se os vendedo-
res a multa de 50 por cento a favor da faienda
nao entregando os mesmos objertos na quanti-
dade e da qualidade contratadas, alm de carre-
garem com o excesso do prono to mercado, caso
o haja, por motivaren) ests tallas recorrer-sc
ahi e de serem pagos na forma do esiylo; man-
da o consclho fazer publico que tratar dessa
acquisic,ao em sessao de 18 do correte, vista
de propostas recebidas at as 11 horas da ma-
nhaa.
OBJECTOS.
Algodao em rama 4 saceos.
Breu 10 barris.
Colxcs cheios de 15 2.
Caigas de algodao azul 100.
Cadcrnaes brancos de 4, 6, 8 e 9 pollegadas 70.
Cobre novo de 20 a 22|0, 40 folhas.
Fechaduras de camarote 50.
Galos com sapatilhos. sortidos 100. -
Livros em branco de 25 a 50 folhas 100.
Mesas pequeas de amarello 12.,
Moiles Lrauros de 4, 5 c6 pollegadas 100.
Papel mala-borro 100 cadernos.
Pregos caibraes 1 barril.
Pregos de cobre para forro de 3(1 al urna pole
gaita 140 libras.
Pregos de cobre de 4 pollegadas e 3[8 no maior
grossura 560.
Serras para metal 6.
Tarracha espinardeira 1.
Travesseiro de marroqoim 3
Tinta branca de chumbo 50 latas.
Tinta branca de zinco 30 ditas.
Tinta prela 40 ditas.
Varesde cobre de 4 e 5|8, 50.
Vnroes de ferrs de 4[8, 100.
/arcan 10 arrobas.
Sala do rnnselho de compras navaes em 10 de
maio de 1860.O secretario,
AlexanJre Rodrigues dos Aojos.
Capitana do porto.
Do ordem do Sr. capilo do porto so faz pu-
blico que Pica marrado o prazo de 8 dias.
, con-
Dircctoria geral da mstruccao lds desla d:1la- Para ,or '"gra remojo dos
ii. | navios americanos inutilisados que se acham
pilbllCa. juntos a barcaca dequerena, para o sul d'aquelle
Faco saber aos interessados, que o Illm. Sr. '1"8lJr> nas proximidades da barreta das jangadas.
be dentro desse prazo nao for effectuada a re-
rnociio, mandar faze-la a capitana por conla
dos acluaes proprietarios dos referidos navios,
impostas as penas da lei.
Secretaria da capitana do porto de Pernara-
buco 10 de maio de 1860.O secretario,
J. P. Barreta de Mello Rogo.
director geral, de conformidade com o 1.* do
art lOdas instiucces de 11 de junho de 1859,
tem designada o dia 21 do corronto, pelas 10 ho-
ras da manhaa, para o exame de hahilitacao dos
opposilores s cade-iras vagas de instruccao ele-
mentar do I." tro, que sao : villas de Ilamara-
c, Salgueiro, Bufque, freguezia de Una, Taqua-
ritinga e Ltapissuma. Sao, pois, convidados a
comparecer no referido da c hora nesla reuarli-
co os que para osse fim j so acham inscriptos.
Secretaria da inslriico publica de Pernambuco
11 de maio de 1860.O secretario interino,
Salvador Honrique de Albuqucrque.
0 Illm. Sr. inspector da fazenda provincial,
da, manda fazer publico, que a arremataran do
empedramorito da estrada da Victoria entre os
marros de 6 a 8 mil bracas, foi Iranferida para o
dia Vi do correnle mez.
E para constarse mandou efTixar o presente e
publicar pelo Diario.
Secretaria da thesourana provincial de Per-
nambuco 12 de maio de 1860.O serelario,
A. F. d'Annunriaco.
De ordem do Illm. Sr. inspector da" theson-
raria de fazenda desta provincia se faz publico,
para conhecimenlo dos interessados, que no da
6 de junho prximo vindouro, s 2 horas da tar-
de, tem de ser arrematada perante mesma the-
sourana, urna parle da casa de sobrado de dous
andares II. 29, sita na ra da Guia, penhorada
viuva de Antonio Perroira Ouaite Vellozo para
pagamento do sou alcance, sendo a parte do dlo
sobrado avaliada na qiianlia de 1:155$482, que
com o abale da quarta parle na forma da lei, foi
adjudicada fazenda nacional no valor de ris
866S612, pelo qual que lem de ir praea para
pagamento do dito alcance.
As psoos, pois, que pretenderen! licitar, de-
verao comparecer no da e horas cima iudicados
na casa da referida thesouraria.
Secretaria da thesouraria de fazenda de Per-
iiambuce, 9 de maio Je 1860.
O iilficial-maior interino,
Lu: Francisco de Sampaio e Silva.
O Illm. Sr. inspector da thesouraria pro-
vincial, em cumplimento da resoluco da junta
da fazenda, manda fazer publico, que no dia 31
do crreme, perante a mesma junta, se ha de ar-
rematar a quem por menas lizer o ornecimento
dos medicamentos c utensilios para a enfermara
da casa de delencao desta cidade, por lempo de
um anno, a contar do 1." de julho de 1860, a 30
de julhode 1861.
Aspessoasque se propozerem a osla arrema-
tado, corcparccam na sala das sesses da refe-
rida junta, no da cima indicado, pelo mcio dia
c competentemente habilitadas, que acharo pre-
sentes o formulario e condjoes da arrematado.
E para constar se mandou axar o presente e
publicar pelo Diario.
Secretara da thesouraria provincial de Per-
nambuco, 3 de maio de 1860.O secretario, An-
tonio Ferreira da Annunciago.
Companhia de ser-
vicos martimos des
Messageries Imperiales.
LINUA DO BRASIL.
Servico do comi francez
Inauguraco do 'servico.
Opaqictca vapor La Guienne, de'forra de
500 cavallos, commandanle Enout, ofcil de
marinha imperial, partir de Bordeaux, para o
Rio de Jineiro tocando em Lisboa, Sao Vicente,
Pernamluco o Baha
No dia 24 do correnle.
AssaliidM seguinles terao 'ugar de Bordeaux
a 25 de cada mez, as quaesserao elTectuadas pe-
los paquetes a vapor de rodas de forca de 500
cavallos.
Nava rre, commandanle Vedel,
official de marinha impe-
rial.
Estramadure, commandante,
Trollier, official de mari-
nha imperial.
Beam, commandante Aubry
de la Noe, official de inari-
nh.i imperial.
Um aviso ulterior far conhecer a dala do co-
meco do servico annexo entre o Bio de Janeiro,
Montevico e Buonos-Ayres.
Para ii formacoes a dirigr-se agencia ra do
Trapiche n. 11.
Cear Acarac
O palh ibolr Sobralense, capilaa Ralis, segu
com bretidade; a tratar comCaetano Cyriaco da
C. M no lado do Corpo Santo n. 25, prmeiro
andar.
BASTOS
EM 8EU NOVO AR*f AZEM
NA
Tem recebido da Europa pelos ltimos navios diver-
sos objectos de gosto e moda, como sejam:
Objectos de ferro
Chapeos de seda para senhoras o enancas.
Luvas de pellica do Jouvin &C. Wn/Toc
Calcado francez para hornero. urJUda
0XS^e^.ch0meB, C0D, 8ejra Pale'ol. Vestidos de seda de lindos padree, e de bonitas
Hcos corles do colleles de velludo e gorguro !
Casemiras fins e modernas para calcas:
Grvalas de seda de differentes gosfos.
Pentes de tartaruga de segurar cabellos o que ha
de melhor.
Quadros com ma-
chinismo
A
il
M
Aysos martimos.
Para a Baha.
Sane em poucos dias o hiale Dom Amigo, de
superior marcha ; para cirga, trata-se com o ca-
pitao Percira Marinho, em tasa do Palmeira &
Bellro, largo do Corpo Santo n. 6.
Para o Porto. |
O brigue Espcranca sahir impretervelmcn-
io4.,o.8-d. '""nV SL'cSrSF Ro^" k Pafach '< do Recife boa cons rueco e marcha; o como ainda Um
praga p; ra sarga, offerece-a aos prelendentes,
que se eilenderao com Bailar & Oliveira, na ra
da Cadei i do Recife n. 72.
Riode Janeiro.
Seguir i em poucos das para o Rio de Janeiro
numero 4.
REAL COMPANHIA
Ango-Luso-Brasilcira.
Espera-se da Europa do dia 19 em dianlc o
vapor Brasil, que seguir para os portos do sul
depoisda demora do costume, para passageiros
trala-se com os agentes Tasso Irmaos.
Vende-se a barraca Conreieiio Valorosa.a
em bum estado, da lota;ao de 20 caxas : a tra-
tar na ra do Vgaro n. 10. 2. andar.
PARA 0 ARACATY
segu em poucos dias o hatc Camaragibe, por
j ler a maior parlo de sou carregamento prom-
to: para o resto c passageiros trala-se na ra
do Vigario n. 5.
Leiloes.
COMPAMIA
rEUNAHBlX.UA
DE
Consulado de Franca.
Leilo
Espelhos grandes e pequeos para salas.
Cassas finas eslampadas de goslo moderno.
Tapetes para forrar salas o urna grande variedade
de miudezas e objectos de gosto dos primeiros
fabricantes de Pars.
Objectos de ouro
Como sojam meios aderecos, rosetas, aneis, ca-
deias para relogios, btes para punhos da
camisas etc., etc.
Contendo diversas pecas em movmento
musir, objeclo proprio para sala or
muito gosto e muito delicado.
2 com
ser de
Pianos
Realejos
Oe diversos lmannos proprios para locar-se em
sales com 30 pecas como sejam : quadrilhas,
valsas, schotisch, hymno brasileiro o etc., etc.,
e entre elles alguns com figuras em movmen-
to obra du apurado goslo.
Ricas caixas de msicas com tambor, carapai-
nhias etc., contendo 12 pecas como sojam :
hymno brasileiro. quadrilhas de lanceros, ri-
golelto, schotisch, walsas, normas etc.. etc.
Todos estes objcclosse vendem por preo razoav
Do
CIMAS para urna e duas pessoas, com colxa
elstico e simples para urna pessoa.
LAVATORIOS com seus perlences do porcelana.
CABIDES para deilar toalhas ou amostras.
GUARDA COMIDAS de rame de diversos l-
mannos.
daSS0^ para c.rianas de differentes modelos.
BOMBAS para tirar agua em pocos ou cacimbas.
mais acreditado fabricante de Pars, Pleyel
* C, sao os melhores que hoje se apresenlam
no mercado, nao s pela elegancia do feilio
como pela excellenle fabricacao, notando que
estes pianos sao feilos de encommenda
clima do Brasil.
para o
Crystaes
Beccbido de Pars dos primeiros fabricantes
de ultimo gosto, como sejam :
Globos de diversos modelos.
LU1SmS de divcrsos lamanhos e felios para sa-
Candelabros com pendentes o diamantes
Lanlernas com pendentes e diamantes coloridos,
dem toda branca de diversos lamanhos e feitios.
Jarros de novos feitios para ornato de salat o
loilets e oulros muitos objectos de gosto
FOLIIIXIUS l'ABV 1860.
Estao venda na tivraria da prana da Inde-
pendencia ns. 6 e 8 as folhinhas para 1860, im-
pressas nesta typographia, dasseguntesqual-
dades :
K OLHINUA RELIGIOSA, contendo, alm do
kalendaro e regulamcnto dos direitos pa-
rochiaes, a continuaco da bibliotheca do
Crislao Brasileiro, que se compe : do lou-
vor ao santo nome de Dos, coroa dos ac-
tos de amor, hymnos ao Espirito Santo e
a N. S., a imitado do de Santo Ambrozio,
jaculatorias e commemoragao ao SS. Sa-
cramento e N. S. do Carmo, exercicio da
Via-Sacra, directorio para oracao mental,
dividido pelos dias da semana, obsequios
ao SS. coraco de Jess, saudaedes devo-
tas s chagas de Christo, oracoes a N. Se-
nhora, ao patrocinio de S. Jos e anjo da
guarda, responno pelas almas, alm de
outras oracoes. Preso 320 rs.
Declarares.
Pela adminislraoio do corre-io desla cidade se
faz publico, que as malas que tem de conduzir o
vapor Oyapock para os porles do norte, fecham-
se hoje I i as qualro horas da larde.
Coiisellio administrativo.
0 consclho administrativo, para fornecimentc
do arsenal de guerra, lera de comprar os objec-
tos seguinles :
Para a secretaria militar do commando das
armas
1 livro dos Santos Evangclhos.
Para o 10. batalhao de infantaria.
211 esleirs de palha de carnauba.
Tara o meio batalhao da provincia do Cear.
363 esleirs de palha de carnauba.
Para a companhia fixa do Rio Grande do Norte.
2 cornetas de loque com cordes, bocaes, pon-
tos c voltas; 321 pederneiras; 4 cordes para
canudos de inferiores; 1 sinele com armas; 2
aslicaes de lalo ; 1 jogo de balanga de pao com
pesos de chumbo do 2 oilavas at meia arroba ;
2 caldeiras de forro fundido para 50 praras ; 2
colheres de forro; 2 espuladeiras: 2 ps de
Ierro ; 2 garfos grandes de ferro.
Para a enfermara do Rio Grande do Norte.
20 cobertores de laa; 40 barretes ; 20 pares
de chinellas rasas ; 1 bomba para clvsteii ; 24
talheres completos ; 2 castices de lato ; 3 pa-
nellas de ferro balido de differentes lamanhos; 3
assarolas de ferro ; 1 grelha grande para 3ssar
carne; 1 dita -menor para torrar pao ; 1 garfo
grande de ferro; 1 chaleira grande ; 2ditas pe-
queas; 1 e.olher grande de ferr.
Para fornecimnto do hospital militar
oO paree do chinelas rasas.
Para provimento dosarmazens do arsenal de
guerra.
300 caadas de azeile de carrapato.
Quem quizer vender taes objectos aprsente
as suaspropostas em carta fechada nas&cretari
do conseliio, s 10 horas da manhaa do dia 18
do correnle mez.
Sala das sesses do conselho adminislravc
para ornecimento do arsenal de guerra, 11 d<
maiude 1860. tento Jote Lamenha Lins, co-
ronel presidente.Francisco Joaquim Pereirc
Lobo, coronel vogal secretario interino.
Estsiyao naval.
De ordem do Illm. Sr. chefe de diviso Fran-
ciscoManoel Barroso, commandanle da estaco
naval desla provincia, previno ao grumete do
corpo da armada Jos Gomes das Neves, desertoi
da guarnigao do bnguo de guerra nacional Capi-
baribe, que, para ser lomado em consideradlo o
seu requeriroenlo dirigido a Sua Magestade o
Imperador, pedindo perdi e baixa, deve se
apresenlar prmeiro ao mesmo senhor chefe, se-
gundo o despacho communicado peloquarte'l-ge-
noral de marinha, o que manda o mesmo senhor
commandanle da estacao fazer publico era con-
secuencia da dclcrminaco que para isso leve.
Bordo do brigue-barca Itamarac em Pernam-
buco, 2 de abril de!860.~o prmeiro teoenle di
daado o^n" ^ ~?' SeCretar *"
O nov.o banco de
Pernambuco repeteoaYi-
gacao costeira a vapor
O vapor Versinunga, commandante Lobato,
sahir para os portos do sul de sua escala no
dia 20 do correnle mez.
Recelic-se carga al o dial8-ao meio dia. Pre-
vine-se aosSrs. carregidores que nenhuraa car-
ga ser recebida a bordo sem ordem da. geren-
cia.
Para o Aracaty segu com brevidade o hiale
Duvidoso, j tem a maior parle da carga : para
o resto, trata-se com Marlins & Irmo. na ra da
Madre de Dos n. 2.
Para e Maraiiho.
O palhabole Novaes segu em poucos dias,
recebe alguma carga mluda : Irata-se com os
consignatarios Texera Basto, S& C. no largo
do Corpo Santo n. 6, segundo andar.
Para a flahia.
O hiale Bom Amigo sahe impreterivelmenle
quarla-feira, 16 do correnle, pode rereber algu-
ma carga mnda : a tratar com o rapitao Pereira
Marinho, era casa de Palmeira & Bellro, no lar-
go do Corpo Santo n. 6.
a
REAL COMPANHIA
DE
A ivquenmento de C. J. Astley &
C. e por ordem do Sr. visconde de Lt _
mont cnsul de Fraruja e em sua pre-
senca, o agente Hjppolito fara' leilao
de udi caixa marca CJA n. 7037, con-
tendo vestidos de seda com a varia que
oram avaluados a bordo do navio fran-
jcez Pei-nambuco, capitSo Corduan :
quart-feira 16 do corrente a 11 horas
emporio, no armazem dos mesmos
senhores na ra da Cadeia do Recife.
LEILAO
DE
Faiinha de trigo
SSSF.
Ter(;a-feira IS do corrente
O agente Borja autorisado
pelo Sr. Domingos Alves Ma-
theus,far leilo no armazem
n. 6 c a ra da Madre de Dos,
pertc ncente a Machado & Dan-
tas, 3 por conla e risco de
quem pertencer, de 200 bar-
ricas (oiq farinha de trigo,
que ero vendidas cm lotes
a vontade dos compradores;
ter principio as 10 horas em
ponto.
LEILAO
PELO AGENTE
ITA DE VABIEDADES, contendo o kalenda,
rio, regulamento dos direitos parochiacs.e
urna colleccao de ancdotas, ditos chisto-
sos, contos, fbulas, pensamentos moraes,
receitas diversas, quer acerca de cozinha.
quer de cultura, e preservativo de arvores
e fructos. Prego 320 rs.
M^TADI POBTA.a qual, alm Jas materias do
coslume, contm o resumo dos direitos
parochiaes. Pre o 160 rs.
Grammaticaingle-i
za de .Ollendorff.
ATTENCIO.
A casa de pasto da ra da Cruz n. 47, no nri-
meiro andar, precisa de um cozinheiro, forro ou
escravo.
ler.
Novo methodopara aprender a ,
a cscrever e a fallar ingle* em 6 mezes,'. ,rP17aNda0 %%% KZ?..^!^^
obra intetramente nova, para uso de,e.n meias libras, de superior quaUuSSe!?e L"b*
todos os estabelecimentos de instruccao, i
pblicos -e particulares. Vende-se'
praca de Pedro II (antigo largo
legio) n. 37, segundo andar.
na
do Col-
HoteldoRosa
12 Ra da Quitanda 12
Raqueles inglezes a vapor.
No dia 14 deste mez espera-se do sul o vapor
Oneida, commandante J. A. Bevis, o qual depois
da demorado coslume seguir para Soulhamp-
lon, tocando nos portos de S. Vicente e Lisboa
para passagens etc., trata-se com os agentes
Adamson, Howie & C, na ra do Trapiche nu-
mero 42.
N. B. Os embrulhos s se recebem at duas
horas antes de se fecharem as malas ou urna
hora pagando um palacao alm do respectivo
frete.
Aracaty.
Segu com m li* brevidade o hiale Santo A-
maro, recebe ca.'gac passageiros : a tratar com
Caetano Cyriaco da C. M., no lado do Corpo San-
to n. 25, primeiro a dar.
Aracaty co^ escala pelo
Assl
Segu com brevidade o hia.^c nacional Grali-
dao>, : para o resto da carga o Passageiros, o que
tem excellentes comraodos : a i. "t no Passeio
Publico n. 11, ou com o meslre n Q trapiche do
algodao.
Para Lisboa
o brigue portugueiBelampago pretend1 eguir
viagem com a possivel brevidade : quem no "><*-
rao quizer carregar ou ir de passagem, dirija"-e Ido- Maooil-l'ernandes Guedes por falla de lici
ao consignatario Thomtz de Aquino Ponseca, ni (tani'cs. lfcou transferida para terca-feir, 15 do
ra do Vigario n. 1*, primeiro andar, ou com o I corrente, epois da audiencia do juizo dos or-
copilo na pra;. J pbos.
O referido agenle faia leilo por conla e risco
de quen pertencer, terga feira 15 do corrente
slO ho as da manhaa na porta do armazem do
Sr. Ann :s deronte da alfandega
DE
20 fardes com alfizeraa.
100 rolo* com fumo vindo neste ultimo navio
do Bi i.
4 caixas com 400 latas de biscoilos vindas neste
ullim i navio de Liverpool.
44 sacens com eijao branco.
13 ditos dito rajado.
9 dilos lito mulatinho.
Vendse s era lotes a vontade dos. com-
pradores
Avisos diversos.
Una pessoa quese acha oceupada em co-
branzas deseja arrumar-se em alguma casa de
negocio |>arao mesmo flra, ou oulro qualquer trs-
balho, menos de escripia, proraelle toda aclivi-
dade e di dador a sua conducta : na ra eslreita
do Rosaiio, typographia commercial, ou na ra
dolmpei-ador, livraria acadmica, se dir quem
, ou anaiuncie.
rremata^o.
Nao tejido sido arrematadas as-dividas do fina-
I Atten Curso pratico e theorico de lingua fran-
@ ceza por urna senhora franceza, para dez @
@ mocas, segunda e quinta-feira de cada se- @>
Si mana, das 10 horas al meio dia : quem
3 quizer aproveitar pode dirigir-se a ra da #
Cruz n. 9, segundo andar. Pagamentos @
@ adiantados. &*
@@ @@ @@ @@s
Alexandre Wagner c sua senhora regres-
sam i>ara o Rio de Janeiro.
Ura estrangoro que tem longa pratca de
commcrcio, que pode dirigir a correspondencia
c negocios de urna casa commercial em qualro
linguas, que d provas de sua aptido e con-
ducta, deseja empregar-se em urna casa respei-
lavel e como lem relacoes na Europa, est ha-
bilitado para dar conhecimento de varias pravas,
caso os nao tenha a casa onde se arranjar : a
quem convier dirija-se a'livraria da praga da In-
pendencia n. 6e 8, que ser cabalmente infor-
mado.
Companhia doBe-
beribe.
Nao se tendo reunido hoje o numero
de votos presente, que exige o artigo
16 dos estatutos da companhia para
que haja sessao da assemblea geral dos
accionistas, sao estes convidados para
se reunirera no dia 17 do corrente.afim
de que se possa cumprir o que deter-
minan] os mesmos estatutos e fazer o di
videndo ; procedendo-se entao de con-
formidade com o disposto no artigo
additivoao 16. que peimitte que haja
sessao com o numero de votos presentes
Escriptorio da administracao da Com-
panhia de Beberibe 12 de maio de 1860
Jos' Tei.xeira Bastos, secretario in-
terino.
Agencia de passaporte e folha
corrida.
Claudino do Reg Lima lira passaporte para
dentro e fra do imperio, por preco commodo e
presteza : na ra da Praia n. 43, primeiro andar.
No dia 15 do corrente mez se ho de arre-
matar em prafa publica do Sr, Dr. juiz munici-
pal da primeira vara desta cidade os bens se-
guinles : ura sobrado de tres andares na ra do
Amorim do bairro do Becifc n. 41, avaliado em
12:000, eduas casas terreas na ra ao Aragao
da freguezia da Boa-Visla ns. 31 e 35. avalladas,
a primeira em 3;500D. e a segunda em 2 000,
por execucao de D Harianna Dorothea Joaquina,
como inventarame dos bens de seu Dnado pai
contra a viuva e herdeiros de Manoel Joaquim
Tereira. E a ultima praca.
Galdino Antonio Aires Ferreira. tendo re-
solvido pouco antes do seu embirque fazer urna
viagem Europa, nao leve lempo para se des-
pedir de todos os seus amigos : e pedmdo-lhes
dcsculpa offerece o seu presumo cm qualquer
parte que se achar.
Galdino Antonio Alves Ferreira, lendo de
fazer urna viagem Europa, deixa por seus pro-
curadores duranto a sua ausencia os seus irmaos
Henrique Jos Alvos Ferreira, Dr. Jos Mamede
Alves Ferreira e Dr. Antonio Jos Alves Fer-
reira.
* Prancisco Ferreira Gomes de Uenezea se-
gu para diversad partos do interior, cobranzas
do minha casa-cocnaaercial, vai autorisado ecom
poderes geraes para' resolver quaesquer du vidas.
recommendo-o benevolencia dogmeus devedo-
res. Recife, 12 de maio de 180,Joao Jos de
Gouva.
NO
Rio de Janeiro,
Este antigo e bem acreditado estabelecimcnto
naos o(Te-cce aos senhores viajantes excellentes
comraodos e um Iratamento lio bom como nos
melhores da Europa, como lanibem aos amado-
res de bilhar ricas mesas em que possamso re-
creiar nas horas vagas. O proprietario confia-
do na fama que sua casa lera sabido grangear,
tanto dos numerosos estrangeiros, como mesmo
nacionaes, que tem tdo a honra de hospedar,
espera continuar a merecer a confianca das pes-
soas que visilarem a corte do imperio".
Jos Antonio da Costa Muniz publica ao
respeitavel publico, o particularmente ao corpo
de commcrcio. que lem contratado comprar ao
Sr. Casemiro Gomes da Silva, a sua taberna sita
na ra das Cinco Tontas n. 4, livre e desembara-
zada de lodosos onus, e dbitos a que a mesma
taberna esleja obrigada al a data desle, tanto ao
trapiche, como de imposto?, ele
gar com direito a dita taberna
mesma. durante o prazo de 8 di
data vindo munido de documentos legaes ;
lindo o dito prazo, nao se attender a reclama-
coes algumas. Becife 10 de maio de 1860.
engoramar
se alugar urna escrava que saiba
na ra do Brura, armazem n. 10.
Pedc-se ao Sr. Joao Carlos Augusto de Fi-
gueiredo o favor do apparecer na ra dos Marty-
nos n. 36, para concluir o negocio aue nao i"-
nora. i o
Appareceram no engenho do Meio da Var-
zea dous burros ; quem delles for dono, pode os
mandar buscar, que dando os signaes certos, se
Ih os entregar.
= I'recisa-se alugar una ama que saba bcra
cozmhar : na ra do Rosario n. 20, segunda
andar.
Declaro para conhecimento de quem con-
vier, e para evitar duvidas futuras, que o Sr. Joa-
quim Jos de Faria Machado nao tem precuracao
ou aulorisac.ao para comprar mercaderas ou qual-
quer ou tro objeclo em meu nome, o quando o
lenha fcitono me responsabiliso por estas com-
pras, nem sou obrigado ao seu pagamento.
A. J. Miranda Leal.
A mesa regedora da irmandade
do SS. Sacramento da Boa Vista, con-
vida a todos os seus irmaos para no dia
20 do corrente pelas 10 horas da ma-
manliaa comparecerem no consistorio
da mesma, aura de compor-se urna me-
sa geral paratratarem do novo compro-
missoque ja foi apresentado pela com-
missao. nao ignorando nossos irmaos a
necessidade que temos de um compro-
0 ( misso que melhor reja a nossa irman-
c.: quem sejul- dade.pedimosque se dignem de corana-
&!2SU r" te8te T?iS tJust0- Reci-
te 12 de maio de 1860. O escrivo.
Guilhermino de Albuquerque Martins
Pere
ra.
SOCIEDADE BARCARIA
Amorim, Fragoso, Santos
Companhia.
Os senhores socios commandilarios sao con-
vidados a realisar a terceira entrada de 12 1)2
0[0 obre os seuscapilaes at o dia 16 d maio
corrente, de conformidade com o respectivo con-
trato social. Recife 1.- de maio de 1860.
Na botica da ra dos Quarles existe gran-
de porejao de vidros de onca c meia onea, cora
tinturas de acnito e belladona para corabater a
epidemia reinante.
Milho e Farello.
Farello a 4*500 rs. a sacca. milho 4S0O0 rs. em
cuia a 20 ; na taberna da estrella do larg do Pa-
raizo n. 14.
Vende-se o engenho Jos da Costa, moon-
te e corrente d'agoa, lem todas as obras de
pedra e cal. bem como a casa de morada e 20
casas da fabrica, terreno para mais de tres mil
pes e quazi todo de barro, lodo ccicado de va-
lado. Tambera se vende o engenho Tigre, nos
fundo d'aquelle oulro Jos da Costa, tendo este
mais o cercado todo timpo a caxada ; quera osl
pretender dirlja-sc ao seu proprietario Chrislo-
vo Jos Machado.
Ninguem deixa de comprar
3 moloques pessas, sendo um bom copciro, ida-
do 12 a 20 annos;4 escravas para todo o servjgo,
1 negro por 8089000 rs ; todos estes escrav'os
so vendem por commodo preeo: bem como 1
mulatinho de 18 annos de idade, offic'al deal-
faiale; na ra de A goas Verd es n 46.
O abaixo assignado relirando-se para o
centro a negocio do seu interesse, previno a
quem inlerassar possa, que (lea eucarregado dos
seus negocios nesla praija o coronel Joao Jos de
Gouva, o qual lem poderes para abrir suas car-
tas e respond-las ; esta ausencia podo ser de
30 a 40 das. Recife, 12 de maio de 1860.Fran-
cisco Ferreira Gomes de Menezes.
m&tmmm ese mtmvB&mmm
i Attencao. |
Vende-se urna canoa aborta que pega 2
1,200 lijlos: para tratar na ra de S.
Francisco n. 58, a chegar no Mundo Novo. =8j
V'endem-seborzeguins francezes para senhora
pelo baralissiino preco de 4J5<)0 e 48800 o par
para menino por JfiOO c 3$500 o par: na leja de
miudezas na ra drj Cabugo n. 4, de Manoel Joa-
qun) Dias de Castro.
O abaixo assignado tencionando
seguir para a Europa no vapor inglez
que seesperavano di 14 do corrente,
dcixou de assim fazer por ter o dito
vapor de demorarse mais alguns dias
no porto do Hio de Janeiro porseachar
em concert?, resolveu finalmente por
Iheser nrejudicial demorar-se, a seguir
no vapor da companhia Anglo Luso-
Brasileira, e poresta imprevista causa
dei\ou de despedir se pessoalmente dos
seus amigos nesta provincia o que vera,
fa/er presentemente por meio deste
ollereeendo o seu limitado prestimo era
Lisboa ou llespanha aonde tenciona de-
morar sepor algum fempo. Recife lt
de maio de 1860.Manoel Carpinteiro
da Silva.
Ao comniercio.
massa fallida
, avisam a to-
Os administradores da
de Antonio da Silva Rocha
dos os Sis. rredores para no prazo de 8
das, cortados da data deste, Ihes apre-
sentarem os seus ttulos, alim de pode-
rem cumprir o que ordena o art. 859
do cedigo do commcrcio, devendo a
apresentacao ter lugar na ra do Im-
perador n. 3, primeiro andar. Recife
14 de maio de 1860.
= Aluga-se um molequc de 19 annos. e tima
raobilia de mogno; a tratar na ra da Impera-
triz n. 4, loja.
Vende-se urna pore;o do animaes de roda,
por preco commodo : quem quizer annuncio, ou
procure entender-so na ra Bella, casa da es-
quina n. 35.
AtteDCo.
Ra do Queimado n. 19, ar-
mazem de fazendas.
Chitas francezas finas de padres miudinhos a
220 rs. o covado, cortes de riscado imitando al-
paca com 13 1(2 covados a 2, robera a chine-
za de chita muito fina a 2j>, pecas de chita de co-
res fixas, muito boa fazenda, tendo 38 covados,
a 5j80, ganga franceza para caifa e palelots a
500 rs. o covado, lencos de carobraia brancos pa-
ra algibeira a 2$ a duzia, algodao com 8 palmo
a 600 rs. a vara, um resto de algodao superior a
2^500 a pega com pequeo deleito, dem de chi-
ta Una franceza a 180 rs. o covado, chales do
merino estampados a 2R500, brim de linho de
quadrinhos a 500 rs. o covado, balos 5, len-
cos para meninos a 80 rs. cada um. sortimenlo
de meias para meninos e meninas, fil de linho
fino 1 800 rs. a rara.
Vende-se superior farinha de Santa Calha-
rina : a bordo do niate Dous Irmaos, e no ar-
mazem da ra da Madre do Dos n, 2.

i I IT-II
. J. ''
. I '


^p*
Attenco ao com-
merclo.
O abaixo assignado como membroda
firma social Oliveira & Goncalves, ten-
do de proceder a liquidacao da mesma
pela mortedo socio Oliveira, convida a
todas as pessoas a quem a mesma firma
fr de redora directa ou indirectamente,
por qualquer titulo, vencido ou por
vencer, bm como pessoas a quem fr
devedora a firma de Manoel Antonio
dos Passos 01 veira i C, ou somente
Manoel Antonio dos Passos, para que
no prazo de 8 dias apresntem seus
crditos afim de se poder tratar da 1-
(jidarao e inventario do espolio do fi-
nado Manoel Antonio dos Passos Oli-
veira. ReciielOdemaio.de 1800__
Manoel Antonio Goncalves.
Precisa-se de urna ama para cosinhar : na
travessa do arsenal de guerra n. 9.
Dr. Paraphilo Manoel Freir de Carvalho,
medico se acha no exercicio de sua proflsslo,
para o que pode ser procurado na ra da Aurora
n. 60. D consultas gratis aos pobres das 11 s
4 da tardo. Especialidades partos e molestias
do peito.
COIIPMHIA
ALLIANCE
Estabelecida em Londres
i/iep m mu.
CAPITAL
Cineo milhocs de libras
esterlinas.
Saunders Brothers & C* tem a honra de In-
formar aes Srs. negociantes, proprietaros de
rasas, e a guem mais convier, que estao plena-
mente autorisados pela dita companhia para
ffectuar seguros sobre edificios de lijlo epe-
dra, cobertos de tclha e igualmente sobre os
objectos que coutiverem osmesmos edificios,
quer consista em mobilia ou emfazendas d
qualquer qualidade.
Almanak da provincia.
Sahio a luz a folhinha com
o alinanak da provincia para
o correneanno de
*>
o qual se vende a 800 rs. na
praea da Independencia livra-
ria n. 6 e 8 contendo alm do
kalendario ecclesiastico e
civil:
Noticia dos principaes esta-
dos da Europa e America com
o nome, idade etc. de seus im-
peradores, reis e presidentes.
Resumo dos impostos ge-
raes, provinciaes, municipaes
e policiaes.
Tabella dos emolumentos
t^arocliiaes.
Empregados civis, milita-
DURIO DE PEBNAMBCCO. SEGUNDA FEIBA 14 DE MAlO DE 1860.
Galera americana re-aberta
Galera americana re-abena
Galera americana re-aberta
Galera americana re-abena
Galera americana re-abrirta
Galera americana re-aberia
Grande sorliminto de fazendas
Grandesoriiim mo de fazendas
Grande sorliminto de fazendas
Grande sorlim inlo de fazendas
. Grande sortimenlo de fazendas
Grande sortimenlo de fazendas.
Pede-se a atiencao das senhoras e cavalheiros
Pede-se a attenco das senhoras e cavalheiros
Pede-sea attenco das senhoras e cavalheiros
Pede-se a atlenjo das senhoras e cavalheiros
Pede-se a attenco das senhoras e cavalheiros
Pede-sea attenco das senhoras e cavalheiros.
Na ra do Imperador
Na ra do Imjerador
No ra do Imparador
Na ra do Imperador
Na ra do Imperador
Na ra dolmpirador
Para bellos retratos
Para helios retratos
Para bellos retratos
Para bellos retratos
Para bellos retratos
Para bellos retratos.
Pelo artista A. W. Osborn
Pelo artista A. W. Osborn
Pelo artista A. vV. Osborn
Pelo artista A. W. Osborn
Pelo arbisto A W. Osborn
Pelo artista A. W. Osborn.
Ttetratos para 39 at 30$000
Retratos para 39 at 309000
Retratos para 39 al 309000
Retratos para 39 at 309000
DA
PROVINCIA.
Terceira parte da primei-
ra do Espirito Santo.
Aos 10:000$, 5:000$ e 1:000$.
O abaixo assignado tem exposto a
venda os seus bilhetes garautidos dos 8
por cento ao imposto geral ms lojas se-
guintes :
Praca da Independencia n. 40.
Pateo do Carmo n. 17.
Ra estreita do Rosario n. 11.
Aterro da Roa Vista.
Ra do Crespo n. 5.
Ra da Cadeia do Recife n. 66.
Preqode bilhetc 12000
Meio C$000
Quarto 3$000
Vende-se em seu escriptorio na ra
do Imperador n. 21, em porcoes de
100$ para cima pelos seguintes prec,os:
Bilhete llsOOO
Meio 5J500
Quarto aj(7 SO
Os bilhetes premiados de sua rubrica
sao pagos na praca da Independencia
n. 40.
P. J. Layme.
CAS.V LISO-IIR.VSIIKA,
2, Golden Square, Londres.
i. G. OLIVEtRAlendo augmentado, com to-
mar a casa contigua, ampias e excellenles ac-
commodacoes para muito maior numero de hos-
pedesde novo se recommenda ao favor e lem-
branca dos seus amigos e dos Srs. viajantes que
visitera esta capital; continuas prestar-lhesseus
servicos e bous officios guiando-os cm todas as
cousas que preciscm conhecimento pratico do
paiz, etc. : alm do portuguez e do inglez alla-se
na casa o hesnanbole franecz.
DENTtt
ARTIFICIES.
|Rua estreita do Rosario n. 3|
@ Francisco Pinto Ozoriocolloca denles ar-
@ tiliciaes pelos Joussyslcmas VOLCAN1TE,
@ chapas de ouro ou platina, podendo ser
procurado na sobredita ra a qualquer
hora. s-
@@@@@@ @g@@@@@@
Roga-se aos Srs. devedores a firma social
de Leite & Gorreia em liquidacao, o obsequio
de mandar saldar seus dbitos na loja da ruado
Queiraado n. 1().
Sirop du
DrFORGETI
JARABE DO ORGET.
Este xarope est aprrovado pe >s mais eminentes mdicos de Paris,
-------jmo sendo o melhor para curar onstipa;oes, tesse convulsa e outrai,
afleccoes dos broncbos, ataques de peito, irritacoes nervosas e insomnolencias: urna colherada
pela mantia, e outra noile sao sufficienies. O tlfrito destt excelente xarope satisfaz ao mesmo
tempo o doente e o medico.
O dsposilo na rua larga do notario, botica de Darlho, orneo Francisco de Souza, n. 36.
sso se faz
a pessoa a quem
= Antonio Marques de Amorim Taz publico,
que no da 21 docorrcnle foi rccolhida em seu
sitio na Ponte de Uchoa urna prela vclha por
nome Anna, em estado de embriaguez c mordi-
dida por unsces. O seu estado no permittio
oblerdella informacao alguma que indicasse se
era livre ou escrava. Tendo sido cuidadosamente
-P? PrtHf cw^icaiaam/US, illieimiu sabe dizer que perter.ee a urna senhora viuva,
moradora na ra do Collegio, e por
o presente annuncio para que
pertenra a mande buscar.
Jockey club.
Nao podendo ler lugar, por motivos extraordi-
narios, as corridas annunciadas para i> dia 12 do
correnlc, a commisso directora (r.insferio para
o dia 17. Recife. 10 do maio de 1860.
Os socios que quizerem inscrever seus caval-
los devcro dirigir-se ao Ihesourciro da mes-
ma commisso al o dia 15 s 2 horas da tarde,
depois do qual nenhuma inscripto lera lugar ;
assim como roga-so de mandaren) buscar suas
entradas al o mesmo dia.
Precisa-se alugar um sitio que sejn bom,
e que tenha bastantes aroredos de fructos, casa
para morar, c que seu aluguel nao soja muito
alio, e era longe da prara ; quem o tiver an-
nuncie.
Jos Francisco de Azevedo e sua senhora,
pela rapidez de sua viagem a Lisboa nao lhcs foi
' possivcl despedir-se de todas as pessoas de sua
amizide o que fazero pelo presente.
*rTTTY? ?TYTT? ?T *?TYTTTTTTT*?>
DENTISTA FRANCEZ.
m
le toda a provincia.
Associaces coramerciaes,
agrcolas, industriaes, Ilitera-
rias e particulares.
Estabelecimentos fabris, in-!
todas as qualidades como lo-
jas, vendas, acougues, enge-
nhos,etc, etc.
Serve elle de guia ao com-
merciante, agricultor, mari-
timo e emfim para todas as
classes da sociedade.
Por mu corle de cabello e
frisan
enlo 500 rs.
Lices de francez
piano.
SJ Mademoiselle Cleraence de Hannetot
a| de Manneville continua a dar licoes de
gg francez h piano na cidade e nos rrabal-
^} des : na ra da Cruz n. 9, segundo andar.
Precisa-se alugar una prela para vender
na ra : na ra do Jardim n. 22.
W --..w. ..n.,k..
! k Paulo Gaignoux, dentista, ra das La- Z
>* rangeiras 15. Na mesma casa tem agua e -<
p denlifico. *<
Attenco.
Os senhores agraciados do dia 14 de marjo p
p. que quizerem tirar seus ttulos, honras e con-
decorares, podera cnlender-se cora Frederico
Chaves, ra da Imperatriz n.17.
Rua di Imperatriz n. 7.
Lecom o acabr de receber do Rio de Janeiro
oprimeir) contri-mestre da casa Augusto Clau-
dio, cumoutro indo de Paris. Esta estabele-
cimentoesl hojje as melhores condi^es que
possivel para salisfazer as encommendas dos
objectos cm cabellos, no mais breve lempo* co-
mo sejara : marrafas a Luiz XV, cadeias de relo-
gios, brac?letes, anneis, rosetas, etc., etc., ca-
bdlleiras de toda a especie, para homens e se-
nhoras, ltva-se igualmente a cabega a moda dos
Eslados-l nidos, scmdeixar urna s pelcula na
cabeca dos clientes, para satisfazer os pretenden-
tes, os ob celos era cabello sero feilos em sua
prescnca.se o dosojarera, c achar-se-ha sempre
urna pessia dispDnivel para corlar os cabellos, e
pentcar a i senhoras em casa particular.
E'c legado loja de Lecomte, alcrro da
Boa-Vista n. 7, o excellenle leite virginal de ro-
sa branca para refrescar a pello, tirar pannos,
sardasc e-pinhas, e igualmente o afamado oleo
babosa para limpar e fazer crescer os cabellos,
assim como pos imperial de lyrio de Florenja,
para borluejas e asperidades da pello, conser-
va a frescura e o avelludado da primavera da
vida.
Jo( Fernandes de Oliveira relira-sa para a
Europa.
floja-se aos Srs. devedores do estabele-
cimento (o fallecido Josda Silva Pinto, o ob-
sequio de saldaren seus dbitos na rua do Col-
legio venda n. 25 ou na rua do Queiraado loia
n. 10. J
l'ereirui
5j O Dr. Cosme de Sa'
gde volt de sua viageminstructi-^
ftiva a turopa continua no exer-
Icicio de sua proisso medica.
Da' consultas em seu escripto-
Jno, no batrro do Recife, rua da
Cruz n, 53, todos os dias, menot
"Jnos domingos, desde as 6 Lora*
t as 10 da manhaa, sobre o
seguintes pontos :
1-. Molestias deolhos
1*. Molestias de cora rao e de
jteitp ;
S*.Molestias dos orgaos da gera-
jab, e doanus ;
54 Praticara' toda e qualquer
operarao quejulgar convenien
te para o restabelecimentc do>
seus doentes.
O exame das pessoas que o con
|sultarem sera' feito indistincta-
jmente, e na ordem de suas en-
11 ra das; fazendo excepqao os doe n
m m& m mMm m
Grande e novo sortimento de fazendas de todas as qua-
lidades por baralissimos precos.
Do-se amostras com penhor.
Lindos corles de vestidos de seda pretos
de 2 aaias "
Ditos ditos de ditos de seda de cores
com babados
Ditos ditos de ditos de gaze phanlazia
de cores
Romeiras de 016 de seda prela bordadas
Visitas de grosdcnaples preto bordadas
coro froco
Grosdenaples de cores com quadrinhos
covado
Dito liso preto e de cores, covado
Seda lavrada preta e branca, covado 18 e
Dita lisa preta e de cores, com 4 palmos
de largura, propria para forros
Corles de vestido de seda de gaze trans-
parentes
Ditos de ditos de cambraia e seda, corte
Cambrsiasorlaudys de cores, lindos pa-
dioos, vara
Manguitos de cambraia lisos e bordados
Tiras e entremeios bordados
Mantas de blonde brancas e pretas
Ditas de 016 de linho prelas
Chales de seda de todas as cores
Loncos de cambraia de linho bordadoa
Ditos de dita do algodao bordados
Panno preto e de cores de todas as qua-
lidades, covado
Casemirasidcm idem idera
Gollinhas de cambraia a
Chales de touquim brancos
Ditos de merino bordados, lisos e es-
tampados de (odas as qualidades
Enfeiles de vidrilho francezes pretos e
de cores
Abejluras para camisa de linho e algo-
dao, brancas e de cores
Saias balao de varias qualidades
Tafel rxo, covado
Chitas francezas claras e escuras, co-
vado
Cassas francezas de cores, vars
Collariuhos de esguio de linho mo-
dernos
Um completo sortimento de roupa feita
sendo casacas, sobrecasacas, paletofs,
colletes, caifas de muitas qualidades
de fazendas 9
Chapos fraccezes Anos, forma moderna S9GOO
Um sortimento completo de grvalas de
seda de todas as qualidades 9
Camisas_francezas, peilos de linho e de $
algodao trancase de cores 9
Dilas de fusto brancas e de cores
Ceroulas de linho e de algodao $
Capellas brancas para noivas muito Tinas $
Um completo sortimento de fazendas
para vestido, sedas, laa e seda, cam-
braia e seda lapadas e transparentes,
covado *
Meias cruas brancas e de coies para
. meninos y
Ditas de seda para menina, par l;a6(H)
Luvas de 0o de Escocia, pardas, para
menino 9350
Velludilho de core*, covado lj2f!0
Velbulina de cores, covado j>7QO
Pulseiras de velludo prelas e de co-
res, o par MOM
uitas de seda idem idem lOU
Um sortimenlo completo de lu-'as de
seda bordadas, lisas, para senhoras,
homens e meninos, de todas as qua-
lidades
Cortes de col'ele de gorguro de seda
de cores
Dilos de velludo muito finos #.
Lencos de seda rxos para senhora 2J&G0
M8rauezitas ou sombrinhas de seda com
molas para senhora y
Sapalinhos de merino bordados proprios
para bnplisados, o par S^OO
Casinetas de cores de duas largurasmui-
I to superiores, covado IgOOO
iSetim preto, encarnado e azul, proprio
para forros, com 4 palmos de largura,
I fazenda nova covado l600
Srtim liso de todas as cores covado 9
Lencos de gorguro de seda pretos
800 Belogios e obras de ouro y
Cortes de casemira de cores a 5C0o
8
9
9
I92OO
39000
19500
109000
161000
19000
9
9
9
9
9
S
S900
9

{640
9
9
3g500
9
65000
$500
9280
500
mtmmmmmmm-m-mmmmmm
% EAU WIINERALE
NATURALLE DE VICHY.
Deposito na botica franceza rua da Cruz n.22.
DE BAHO
nierft.mit.t.e<.PJ"OY!iti,SOrestabeLe-dmentw 1ue Pelos no vos melhoramentos feilos acha-se con ve-
1 o^lSf0' for-se-hao lambem do 1 de novembro em vante, contratos mensaes para
Tanteos sa^Sos nmia pullC0 de quCm os ProPelario3 esperara a remuneraao de
Assignatur de banhos fros para urna pessoa por mez.....10J00O
momos, de choque ou chuviscos por mez 15;UU0
Senes de cartoea e banhos avulsos aos Drecos annunciados.
45-Rua Direila-45
De 5^000 a 6^000.
O profrietario dcste estabilecimento
attendendo ao estado pouco liongeiro
da bolsa da maior parte da populacao,
e animado por um sentimento philan-
tropico em prol dos seus antigos fre-
guezes, tema honra de olFerecei-llies
um resto de borzeguins de bezerro e
lustre, a retribuieao cima.
J5Jb >lHEaCSJ3tCEC2CI'*;
I Seguro conlra Fogo |
COMPAMDIA I
40^000 de aluguel.
Da-sc mcnsilmenlc por um andar que tenha j
commodos para familia: na rua estreita do Ro- \
g sario n. 34, primeiro andar.
Da-se 25g pelo aluguel de urna preta que
sa)ba comprar c cozinhar, para urna casa de pe-
quea familia : quem a tiver, pode dirigir-se a
livraria da rua do Imperador n. SI.
8@@@ 99
^Consultorio central homeopalhicot
DE
p Continua sob a mesma direccao da Ma-
noel de Mallos Teixeira Lima, prufessor
em homeopathia. As consullas como d'an-
& les.
i ___ -\
I Botica central liomcopalhica
Do
. I R- SABIKO 0, L PIMO
tes de olhos, ou aquellcf oue TJOitS @ No\os medicamentoshomcopalhicos en- (
5 : @ viadosda Europa pelo Dr. Sabino.
@ Estes medicamantos preparados espe-,
cialmente segundo as necessidades da ho- ,
motivojustoobtiverem hora mar-
cada para este im.
A appliciqao de alguns medies S
mentos indispensaveis em vario.'
casos, como o do sulfato de ali o
pina etc.) sera' fetto.ou concedidt
^gratuitamente. A confianza que
^nelles deposita, a presteza "de sua
^accSo, e a necessidadeprompta
^de seuemprego; e tudoquanto o
demove em beneficio de seus
doentes.
NOVO DEPOSITO
DE
FUI\
Rua do Brum (passando o chafariz.)
No &eoziio deste estabelecimeuto sempre lia grande sovmeuto de me-
enanismo para os engennos de assuear a saber:
Machinas de vapor modernas de golpe cumprido, econmicas de combustivel, e dfacillimoassento :
Rodas d agua de ferro com cubos de madeira largas, leves, fortes, e bem balancadas;
Lannos de ferro, e portis d'agua para ditas, e serrilhas para rodas de madeira ;
Moendas mteirascom virgens muito fortes, e convenientes ;
Motas noeadac com rodelas motoras para agua, cavallos, ou bois, acunhadas em ag lhOes deazs :
Taixa de ferro fundido e batido, e de cobre
Pares ebicas para o caldo, crivos e portas de ferro para s fornalhas ;
Alambres de ferro, mo.nho. de mandioca, fornos para cozer farinha ;
Rodetes dentadas de todos os lmannos para vapor, agua, cavallos ou bois ;
Agudhoes, bropzes e parafusos, arados, eixos e roda, paracarro^a^ formas galvan.zada, para purgar etc.,etc.
D.W.BowmancoQfiaqueosgeusfreguezes acharo tudo digno da preferencia com
que o honram, pelalonga experiencia que elle ten, do mecha nismo propriopara^Z^aLricuT-
tore.desteprovinfe e pelo facto de mandar construir pessoalmente a^suas obrfs as
mais acreditadas fabricas da Inglaterra, para onde elle faz viagem animal para o dto fim
assim como pela continuaco da sua fabrica em Pernambuco, para modificar o mechani'
mo a vontade de cada comprador, e de fazer os concert* de quii poderlo necessit^
Rua do Imperador, confronte
ao oito do deposito dogaz.
Borolt & C attendendo a que os senhores con-
sumidores de geloso pela maior parle residen-
tes nos bairros de Santo Antonio e Boa-Vista e
que lulanam com grande difliculdado se este s-
labelenmento eslivesse collocado no bairro do
Recite, poderam encontrar na rua do Imperador,
confronte ao oilao do deposito do gaz, um arma-'
zem com as proporces exigidas para deposito
deste genero, o qual estar aberto concurren-
cia dos mesmos senhores, das 8 horas da ma-
nha s 6 da larde do dia 3 do corrente era
diante.
Precisa-se alugar urna cscravj para cozi-
nhar : na ruada Imperatriz n. 7, loja da boneca.
Precisase alugar urna ama que seia forra
ou captiva, para casa de pouca familia : na rua
da Imperatriz loja n. 14.
Desappareceu da casa n. 9 da rua do Impe-
rador, no dia 9 do corrente, urna escrivaninha de
prata de forma oval, cercada de urna grade, e
tendo um pequeo castiga! roga-se a lodo aquel-
lo a quem ella for offerecida, queira leva-la a re-
ferida casa, que ser recompensado.
Attenco.
IfJos Filippe Marlins participa ao respeilavel
publico que abri honlem o seu eslabelcciraento
de comidas, na rua estreita do Rosario n. 27
confronte a rua das Larangeiras.
Cuilherme Pursel aluga a sua casa em San-
to Amarro, quasi defronte da fundicoo do Sr
Slarr, com commodus para grande familia, ou
mesmo para um collegio, assim como vende o
seu sitio e casa defroute da capella de Bellem
lambem com grandes commodos, Ierras do plan-
tado e arvores de fruclo : os pretendentes diri
jam-se ao mesmo sitio, ou rua do Imperador
n. 26. defronte da casa da relaco.
Ama.
Offerece-se urna ama de leite para criar na
rua dos Quarteis n. 17.
= OSr. Manoel Joaquim Pereira haja de fa-
zer o favor de Mrigir-se roa larga do Rosario
n. 28, Joja, para receber um arla rinda da
Baha.
meopathia no Brasil, vende-se pelos pre- a
v eos conhecidos na botica central horneo- S
;@ pnlhtca. rua de Santo Amaro (Mundo No-
1 $ vo) n 6. I
@s@g@ mmm oeoefaeao
Saca-se para Lisboa
Porto'ellha de S. Miguel, no
escriptorio de Carvalho, No-
gueira & C, rua do Vigario n.
9, primeiro andar.
Pr ra cosinhar e outra para engommar,
dndose preferencia a escravas: a tra-
tar na rua do Imperador n. 15.
Altenco.
Os effeitos antiepidemicos, que sao produ/idos
pelas fumigares hygienicas de Guylon de Mor-
veau, sao efazes, como prova a experiencia que
dellas se tem lirado ltimamente. Os vaporus
que se elevam deuma formula desla umigaro
baslam para deswfcctar um espago de 340 ps
cbicos ; e de tO, as ntricas, assim explica Car-
nichael Smilh. O andaco que nos vecha de pre-
seule, tem ceifado muita's vidas, e convem que
(para prevenirse o mal, antes do que cura-lo de-
pois de apparecido) as pessoas desla cidode, onde
outra qualquer parte, onde o mesmo se va de-
senvolvendo e se trm manifestado, recorram a
botica n. 88, na rua Dircita, onde se acha ven-
da quanlidadedaquelle desinfctame. O Sr. Do-
mingos Ribciro da Cunha, morador na rua da
Praia n. 49, reconhecendo estar a sua casa afTec-
lada desla epidemia, pois quasi todas as possoas
de sua familia haviam adoecido, recorreu ao
abaixo assignado, que subministrando-lhe a fu-
migacao, produzio ella salutares resultados : as
pessoas pois. em idnticas circunstancias, que
precisarem das desinfecces, o acharo sempre
.prompto para mandar effecluar a devida applica-
jao. O mesmo tambem vende na mesma botica
os ingredientes para conservar as casas os va-
pores do chlorure, os quaes em lodo o caso mui-
to approveiUm, e previnem a invaso das epide-
mias no interior das habilaces ; assim como
de importante utilidade a sua applicago as fo-
ndas, ou ulceras chronicas como delergente para
preserva-las do estado de putrefacto. A maneira
de applcar se achara na etiqueta. O preco de
2{f000.-Jos da Rocha Paraohos.
. Arrenda se o engenho Sanl'Anna, d'sgua,
silo na fregnezki do Serinhaem, moenle o cor-
rente : a tratar com Scveriano Camello Pessoa de
Siqueira Ca-alcanti, na rua de Ilorlas d. 14, ou
no mrsmo engeuho com o proprielario.
No dia 15 docorrcnle. pelas 11 horas do
da, Onda a audiencia do lllm. Sr. Dr. uiz de
orphSos, tem de ser arrematado por tres annos a
renda de tres casas terreas de taipa, sitas na rua
da Venda Grande, e sete sitios com coqueiros
lambem silos na Venda Grande, freguezia de Mn-
nbeca, cujas propriedades pertencemaosorphaos
filhos do finado Manoel-da Silva Barros.
Aluga-so um sitio na Capungj V'elha, com
boa casa para grande familia, tendo 3 salas oilo
q'iartos, cozinha fra. quartos. para feilor. e es-
tribara, cacimbas cora boa agua de beber, bom-
bas e tanque, viveiro e banho no rio, bastantes
^:Hre.dr0SefraCa,,a8: '"'no mesmo. ou na
rua da Cruz n. 21-rmazem. O sitio o do Ona-
do Joao Evangelisla da Costa e Silva.
O Sr. Custodio Luiz Gomes queira appare-
cer na rua do Cadeia do Recife n. 4, a negocio de
seu nleresse. "
LONDRES
AGENTES
J. Astley & Companhia.
I
I
3
Vende-se
Tintas de oleo.
Formas de ferro
purgar assuear.
Estanho em barra.
0 "
I
I
para
Vernz copal.
Palhihha para marci-
neiit.
Vinhos finos de Moselle.
Folhas de cobre.
Brim de vela: no arma-
zem de C. J. Astley & C. |
Precisa-se para casa franceza de urna ama
forra ou escrava, que saiba bem engommar e co-
ser : a tratar das 9 horas da manha s 2 da lar-
de, na rua do Imperador n. 7, confronte a ordem
lerceira de S. Francisco.
8 @ IMMftHi
@ Antonio Jos Ferreira Alvrs, mudou o @
seu gfbinete de consullas medicas-cirur- @
@ gicas e operaes para a rua doQueimado %
@ n. 38, primeiro andar, aonde poder ser @
consultado al As 8 horas da manhaa e @
@ das 4 s C da tarde Chamados a loda a
# hora do dia o da noile, sendo os pobres @)
@ tratados e attendidos gratuitamente. --5
Penhor
Sobre ouroe prata, em pequeas quanlias: na
rua Augusta n. 76, das 3 horas da larde cm
diante.
22 Fu Nova 22.
Lotera da provincia com ga-
ranta.
Na casa acimn indicada achar-se-ha sempre
um >anado sortimenlo de bilhetes da lotera da
proviMa salisfaro dos compradores, que leri
um abale de 10 M cm quantia maior de 100fi.
Us bilhetes vendidos nesla casa sao garmiidos
sendo os 8 0i0, pagos logo que te exlrair a lote-
ra : porisso convida-se aos menles deste lici-
to jogo a virem cmpralos aqui, que hao de fi-
car salisfeitos-
Inttiros 12|OCO.
Meios 6S0O0.
A. L Deluhe.
Bogase ao Sr, Manoel Goncalves
que tem nma taberna do Barro, que
3ueira Vmc vir ao Recife afim de fin-
ar o seu negocio de muita importan-
cia, do contrario se nao vier nestes dous
dias se usara' dos meios judiciaes.
Offerece-se urna casa para quem quizer
mandar cozinhar particular ; quem pretender,
dirija-se a Camboa do Carmo n, 4.


v)
MAfihO DE PEBHAMgU6Q. 6BGBWA FEffi M PE MAH) DE IQQfl.
Aluga-se a excellente e commoda
casa da ra da Aurora a. 2G : a tratar
na metala ra n. 16 A.
To tsxt de Faria sac^sobre Por-
tugal'no prximo paquete : escriptorio
na ra-do Trapiche n. 40.
Urna pessoa que vai para a pro-
vincia de Aligoas, se incumbe da' co-
branza simples ou judicial de qualquer
divida, qur na capital, 'qur no inte-
rior, para o que da' fiador : a' diri-
girle a'ra da Penha n.. 11, nestes
cinco dias.
Barroca & Medeiros tambem sac-
cam para Portugal.
O Dr. Antonio Agrlpino Xavier de Bri-
lo continua a residir na ra da Cruz n.
27, segundo andar.
aMHflMMiiMMBemfl
Precisa-se de alguns
ineainos para aprender o of-
ficio de marcineiro: na mi de
S. Faancisco confronte a igre-
ja aruiazein que tem a offici-
na da parte de detraz.
Chapeos de castor preto
e brancos
Na ruado Queimado n. 37, vendem-se os me-
lhores chapes de castor
Constando ao abaixo assignado
Dr. Lobo Moseozo que uinmiseravel
traficanteanda em nome do annun-
ciante fazendo dividas em diversas lo-
jas, declara que nao tem autorisado
nem jamis autorisara' a pessoa algu-
ma a fazer dbitos era seu nome, e por
conseguintede maneira alguraa pagara'
divids contrahidas por quem querque
sej, e declara raais que usara' dos
xai'xos que a lei l'ie faculta contra aquel-
es que se apresentarem querendo co-
brar dividas contrahiJas por esta for-
ma, pois o a mu nciante nao pode ver
nisso seno dolo -e ma' fe', para nao usar
de outros termos. Recife 1 de maio de
1880. Dr. Pedro de Athayde Lobo
Moseozo.
Flores de cera em cqco
ces.
O artista Jos Ricaud recenlemenle chegado
da Corto, offerecc ao pn 1)1 ieo em geral. e em par-
ticular ao bello sexo, seus lindo3 trabalhos de ce-
ra nias ; d liroes era casas particulares; exp-
sito dosquadrns.na ra do Cabug n. 3 A, casa
do horticultor fraucez.
Nos Coelhos, ra dos Prazeres, casa de por-
tao cora 21ooes, procisa-se do urna escrava ou I
ama forra que saiba desempenharcom Qdelidnde j
e perfoicio o servir.o interno e externo do um j
casa de pequea familia. Nao so olha a preco.
= Cede-se a pessoa solleira, em umaca-'
sa muilo capaz, urna sala com duas alcovas \
de frento e um sotan muilo espacoso, ludo pin- i
tado de novo e muilo limpo, com to*as as mais
comraodidades quo se exigirem, por prego em
conta e perlo do arsenal de marinha : para in-
formales na ra do Codorniz n. 18, em frente
da travessa d Madre de Dos.
Perdeu-se na madrugada do da
G do corrente, um aluete de ouro
com catnafeu, da ra da Saudade a ra
do Hospicio e matriz d\ Boa-Vista, e
desta seguindo pelas ras do Aragao,
Santa Cruze Cotovello ; roga-se a quem
o acliou o favor de entregi-lo na ra
ta Saudade primeira casa, vinio da
ra Formosa da Boa-Vista, aonde se sa-
tisfar' qualquer despeza se assim o
exigir.
Da-so OOOJOOO a premio de 2 porcenlo ao
iuoz, sob penhores de ouro : na loja de livros do
8r. Figueiroa se dir quem d essa quanlia.
= O Dr. Ignacio Firmo Favierfaz publico, que
nao obstante nao achar-se ainda completamente
restablecido do grave incommodo de saude de
que fra accommcliido desde novembro do anno
passado, lera com ludo destinado erapregar algu-
mas horas em o exercicio de sua profissao, para
e que poder ser procurado das 9 horas da ma-
nhaa &S 3 da tarde, no palco do Carmo, sobrado
n. 9, primeiro andar ; e desta hora em diante no
Cachang. O mesmo doutor harisa a seus fre-
guezes e a (odas as pessoas que o quizerem hon-
rar, coufiando-lhc seusdoentcs, que lom reorga-
nisado a sua casa de saude, sita na Passagem da
Mjgdalcna, entre as ponles grande e a pequea
du Chora-mcnio, que alem de se achar montada
convenientemente dispde de comniodos para
mais de 40 docntes, segundo a cMliegoria e se-
xos, pelo mais commodo prego, que Da acluali-
dade se po le fazer. As pessoas livres recolhidas
4 enfermara pagarao a diaria de 3, e cscravos
2j ; dando-so ainda algum abalimento no caso
de que a molestia se prolongue por mais de um
Wez. As pessoas que desojaren) um tratamento
dislincto pagarao na razio da despeza que fize-
rem. Para tratar, podem dirigir-so casa do pa-
teo do Carmo cima indicada, ou com o Sr. Jos
Firmo Xavier na dita casa.
Us Iierdeiros do tallecido Jos Eu-
genio da Silva Ramos, querendo Ten-
der o engenlio Cara ara gibe de Seri-
nhaem, que lite coube em partitha por
morte de seas pais, convidara a qual-
quer que se julgiie prejudicado em
sew d'uritos com esta venda que apr-
sente seus ttulos dentro em 15 dias,
tempo em que se pretende realisar a
referida venda. Recife 8 de maio de
1860.

Precisa-Be de urna ama que saiba cozinhar
e fazer lodo o servico de casa : na ra do Caldei-
reiro, taberna n. 6.
Propriedade Calle, com duas legoas decom-
primcnlo e urna de testada, situada no Cariri de
Fra, da parle do nascento parte com Ierra de
Agoslinho Pereira, e do poenle com Ierra de
Francisco Pereira de Bodapila. Desta proprieda-
de vendeu o Sr. capitSo Jos Tavares a M. Alvos
da Silva meia logoa de testada de Manoel Perei-
ra, para baixo, e urna legoa de comprimenlo, e
vem a ficar de resto urna legoa de testada com
legoa e meia de comprimenlo. Os pretcn lentes
dirijam-so ae engenho Paulisla, a tratar com o
seu proprielario.
Propriedade Figueirs, situada no termo da
villa do Pillar, cuja propriedade as Ierras pegam
da incriminada que vai para a raesma villa pela
estrada da Passagem do Martins a contestar nos
dominios com S. Miguel, paraosul contesta com
Ierras da mesma villa, e as mais cruzas que se
achara para a parle do poenle, marchando da
dita incruzilhada pela estrada quo vai para a
mesma villa, toda a Ierra que se achar da parle
esquerda da mesma estrada quo vai para dita
villa a contestar com a do capilo Joo Leilao
que (icam da parle direilada mesma estrada, lu-
do da mesma dala, etc. Os pretendenles dirijam-
se ao engenho Paulisla, a tratar com o seu pro-
pietario.
agencia dos fabricantes america-
nos Grouver & Baker
Machinas de coser: em casa de SamuelP.
Johnston Si C, ra da Senzala Nova n. 52.
No correr do mez de novembio do anno
passado neste raeu engenho Paulisla appareceu
um homem preto pedindo-me por esmola para o
mandar curar, e como coslumo receber por cari-
dade todos os infelizes que mo procuram, e que
depois de saos dou-lhcs roupa, dinheiro, e os
dispesso, e os que morrem os mando enterrar,
fizo mesmo com elle, roandando-o recolher no
hospital que tonho para curar a minha fabrica,
com duas grandes feridas, urna menor cima do
lornozello da perna esquerda, ea oulra na dircila
que tomava todo comprimenlo da canrlla, a pri-
meira j sarou, e a segunda pouro falta para fe-
char, e neste estado de grande melhora, quando
ellerelirava-se, desconliei ser captivo, e confes-
saodo-o, dcscobrio ser escravo do Sr. Jos Alvos
de Oliveira, do engenho Caipora, termo da villa
da Escada : porlanlo o mesmo senhor ou alguem
por si quanlo antes vira tomar coma delle, nao
me responsabilisando pela fuga, se por acaso as-
sim acontecer. Engenho Paulisla 8 de maio de
1860.Joaquim Civalcanli de Albuquerque.
e variado sortmento de
7^ roupas feilas
Pa loja dama Direita n.87.
Ricos sobnicasacos de panno multo leo a 25 e
23$, paletois de fuslao brancos e de cores a 59,
ditos de alpaca de seda a 59, dilos sobre a 6g,
ditos de bnm a 3J500 c 49. dilos de esguiaode
algodao branco a 39200, calcas de brim de linho
de cores a 29500, 3$, 39500 e 41, ditas brancas a
2j, cortes de collete de gorgurlode seda a 29600
e 39, ceroulas de bramante francezas a 1J6O0,
?-avalas de gorguro, chamalote, setim e groz a
}. ditas de rede a 19400, chapeos francezes
a 89 e 89500. ditos de casemira a 3$800, ditos de
cislor, copa baixa,al09, chapeos desold pan-
no, cabo de canna com astea de balea, a 2500,
por ter grande porcao, cortes de brim de algodo
a 900 rs.,saias a balo a 69500, esgufao- de al-
godao com duas larguras a 400 rs colleles de
orguro de seda a 5. mantas de seda a 29500,
ueias cruas a 29500, 39200 e 49, e oulras mul-
tas fazendas de goslo que sera enfadonho men-
cionar ; a ellas, antes que so acabem : sapa-
os de tranca feitos no Porto a 19600.
Pao deSnteio.
Acha-se venda, do meio dia em dianle, en
quartase sabbados, napadaiia allemaa, em San-
io Amaro, e na ra da Imperatriz ti. 2, e na rna
da Cruz no Recife n. 5.
LOJA DO VAPOR-
Grande e variado sorlimento de calcado fran-
cez, roupa feita, miudezas Anas e perfumaras
tudo por menos do que em outras parles : na lo-
ja do vapor na ra Nova n. 7.
Potassa da Russia
E CAL DE LISBOA.
No bem conhecido e acreditado deposito da
ra da Cadeia do Recife n. 12, ha para vender
potassa da Russia e da do Rio de Janeiro, nova
e de superior qualidade, assim como tambem
cal virgem em pedra: tudo sor urccos muito
razoaveis
Sndalo.
Ricas bengalas, pulceiras e leques :
vendem-se na ra da Imperatriz n. 7,
loja do Lecomte.
Ferros de engom-
mar econmicos
A SgOOO.
Compras.
e pequeas
30.
Compra-so ossos em grandes
porches: na ra da Senzala Nova n.
Compram-se oncas hespanholas c da pa-
tria : no escriptorio de Tasso Irmaos.
Vendas.
Tedro Alejandrino de Barros Cavalcanti
do Lacerda. convida aos amigos e collegas |
do Tinado Possidonio Maximiano de Lo-
mos a assislirem a missa do stimo dia na
matriz da Boa-Vista s 8 horas da manhaa
do dia 14 do corrente.
obriga-
Soulhall Meliors&C. ec.Iaram queleno-se
dosencaminhado urna carta sua aos Srs Mellor
Soulhall & C, da Bahia, conlendo urna obriga-
cao de 6 por conlo ao banco da Bahia, da quan-
lia de 2:000), vencida em 27 de abril p. p a fa-
vor do Sr. Manoel Martins Kios, endossada aos
Srs. Prente Vianna & C, o por estes aos Srs.
Mellor Soulhall & C da Bahia, tem dado todas
as providencias para que nao seja essi
ci paja senao a osles ltimos seuhores.
=3 Os abaixo ossignad Js declaram que endos-
saram aos Srs. Hallar Sj.ithill & C. da Baha,
una obriga^o de 6 por cenlo do banco da B.ihia
di quanlia da 2:0OJ\ vencida em 27 de abril p.
p., a favor do Sr. Manoel Martins Rios e por este
endossada a nossa ordeni. Pernambnco 11 de
maio de 1860 =Parenle Vianna & C.
J Hunder, alfaiate allemo, avisa ao publico
em gnral, quo mudou-se para a ra Nova n. 69,
e oceupa-se continuamente na sua arle em fazer
obras das modas seguinles : da franca, da Ingla-
terra, da Allemanha, da Hungra, ele., etc.; pois
os senhoresamantes da moda encontrarlo lodos
os me/.es modas e fazendas novas pira o pro-
gresad brasileiro.
Quem tiver um sitio para arrendar que te-
nha baixa de capim o fructeiras, dirlja-se a ra
larga do Rosario n. 3, loja do calcado, que >e
dir quem pretende.
Precisa-so do um porluguez para tratar de
arvoredose horta deum sitio : a tratar na praca
da Boa-Vista, bolica do Sr. Ignacio.
Antonio Rodrigues de Almeida, Brasileiro,
segu para a Europa, o leva era sua companhia
Arma Mara da Conceico.
Jos do Azevedo Maia Jnior, subdilo*or-
tuguez, rclira-se para fra do imperio.
Aviso aos apaixonados da
mao de vacca.
Na ra do Hospicio n. 3, com rollo na por-
ta, ha lodos os domingos o das santos, das 4 ho-
ras da manhaa at as 8 do dia, excedente mao
de vacca, assim como tambero se fornece para
casas particulares : na mesma casa fornece-se
comida para fra,tudo com muilo asseio epromp-
lidSo : os pretendentes dirijam-se casa cima
mencionada.
Precisa-se da um menino de 12a 16 annos
. para taberna ; a tratar no becco Lugo n. 7, ar-
mazem de fnrinha
D-se 1:0009 a premio solwa senhores de
ouro ou f rala : na ra de Livramenlo n. 36, loja
de era, se dir quem o d. '
Para liquidar'
Na loja da Aguia de Ouro na ra do Ca bu
n. 1 B, caixinhascom 8 libras de superior figo
torrado pelo baratissimo prego de 19 acaixa.
Chales chinezes a
a 4$500.
Na bem conhecida loja do Preguica, na ra do
Queimado n. 2, vendem-se ricos chales de meri-
no do modernos e lindos gostos com um pequeo
deleito de mofo a 4s5C0 cada um.
Animen) de fazendas,
NA
Ra do Queimado n. 19.
Cobcrlas de chila, gosto chinez, muito finas, a
proco de 29.
Lencos de cambraia para algibeira a 2# a duzia.
Chitas francezas miudinhas e muilo finas, co-
vado (pechincha) a 240 rs.
Corles de riscado francez imitando alpaca,
muito bonitos, tendo 13 1|2 covados, por 2}.
Lencos para menino c meninas a 80 rs. ca-
da um.
Meias cruas para menino de todos os tamaitos
Dilas brancas para meninas.
Chales de merino estampados a 2j$500.
Alpaca prcta, o covado a 320 rs.
Balos para senhora a 6}.
Madapolao com pequeo deleito a3.
Algodao monstro, 8 palmos, a vara a 600 rs.
Pegas de chila miudiuha com 38 covados poi
53800.
Palelotsde brim de cores a 3j.
Ganga francoza escura, covado a 500 rst
Chapeos pretos o mais fino que ha no mercadi
e de forma elegante.
Tapetes franjados para sala
Chapeos de sol para monina a 4#.
Madapolao fino a Gj.
Bramante do linho, vara a 2J300.
: Veddem-se velas de espermaceto a 640 rs
o maco de 6 velas ; na ra Diroita n. 8.
Farinha de man
dioca
a tratar com Almeida Gomes, Alves & Gl
Arroz em qjsca i
a tralar com Almeida Gomes, Alves & iC., na
da Cruz n. 27.
FAZEPAS BlRiTAS
Augusto & Perdiguo,
com loja na ra da Cadeia do Recite n.
23, confronte ao becco Largo,
prevlnem aos seus freguezes. que acabam de sor-
tir seu novo eslabelecimenlo com fazendas de
goslo, finas, o inferiores, para vender pelos pre-
qos os mais razoaveis ; as fazendas inferiores,
nao a retalho, se venderao por um preco fixo
que ser o seu proprio cusi as casas ioglezas,
urna vez que sejam pagas vista.
Nesle eslabelecimenlo se encontrar sempre
um sortimenlo completo de fazendas, e entre el-
las o seguinte :
Vestidos de seda com babadose dua saias.
Ditos de la e seda e duas saias.
Dilos de larlatana bordado aseda.
Manteletes pretosfcordadns com franja.
Taimas prelas de seda e de fil.
Polonezasde gorguro de seda pretas.
Cinluro: para senhora.
Espartilhos com molas ou colchetes.
Enfeites de vidrilho ou flores para senhora.
Vestuarios para meninos.
Saias de balo para senhora e meninas.
Chapeos para senhora e meninas.
Pentes de tartaruga dos melhores gostos.
Perfumaras de Lubin e outros fabricantes.
Cassas e organdys de cores.
Grosdcnaplcs de cores.
Chitas escuras francezas e inglezas
Collas e manguitos os mais modernos.
Camisas de linio para senhora.
Ditas de algodo para menino.
Algodao de todas as qualidades.
Lencos de labyrintho para prsenles.
Collas di; crochel pira menino.
Vestidos de rhtn azia.
Roupa feita.
Casacas e sobrecasacas de panno fino.
Paletois de casemira.
Calcas do casemira pretas e de cores.
Colleles de seda dem idem.
Ditos de fusto.
Camisas inglezas todas de linho.
Ditas francezas de diflereules qualidades.
Malas e saceos de viagem.
Borzeguins de Melliere outros fabricantes para
hornera.
Dilos para senhora.
Charutos de Havana, Bahia e manilha.
Camisas de flanella
Chapeos de todas as qualidades par? Vomem,
senhora e criancas. *
Cortes do vestidos brancos de blondo com ca-
pella e nanta.
Didos de vislidos brancos de seda para casa-
menlos
Loja da boneca ra da Impe-
ratriz n. 7.
Vendem-se caixas de tintura para tin-
gir os cabellos em dez minutos, como
tambem tingem se na mesma casa a
qualquer bora.
Noarmazem de Francisco L. O. Azevedo,
na ra da Madre de Dos n. 12, vende-so farinha
ae mandioca, milho en perfeilo estado, velas de
espermacete, caf do Rio e do Cear. feijo mula-
unno, Trelo em barricas e saccas, ludo pelos pre-
gos os raais mdicos possiveis.
T Vende-se um carro de 4 rodas, bem cons-
truido e forte, com assento para 4 pessoas de
dentro, e um assento para boleeiro e criado fra,
forrado de panno fino, e tudo bem arranjado :
para fallar, com o Sr. James Crabtree & C. n.
42, ra da Cruz.
REMEDIO INCOMPARAVEL.
UNGENTO HOLLOWAY.
Milharesde individuos de lodasas nacoes po-
dem testemunhar as virtudes deste remedio in-
comparavcl e provar em caso necessario, que,
pelo uso que delle fizeram tem seu corpo e mem-
bros inteiramenle saos depois de haver emprega-
do intilmente outros tratamentos. Cada pesoa
poder-se-ha convencer dessascuras maravilhosas
pela leitura dos peridicos, que lh'as relatam
lodos os dias ha muitos annos ; e a maior parte
dellas sao to sor prndenles qu admiran; 60
mdicos mais celebres. Quantas pessoas reco-
brarara com este soberano remedio o uso de seus
bracos e pernas, depois de ler permanecido lon-
go tempo nos hospitaes, onde de viam soffrer i
amputagaol Dellas ha muitasque havendo dei-
xado esses asylos de padecimentos, para seno
submetterem essa operago dolorosa foram
curadas completamente, mediante ousodesse
preciosoremedio. Algumas das taes pessoas na
enfuso de seu recouhecimento declararam es
les resultados benficos diante do lord correge-
dor e outros magistrados, afim de maisautenti.
carem sua firmativa.
Ninguem desesperara do estsdo de saude sa
livesse bastante confianca para ensaiar este re-
medio constantemente seguindo algum tempo o
mentratato que necessitasse a natureza domai
cujo resultado seria prova rincontestavelmente :
Que tudo cura.
O augaento he til, mais particu-
lar silente nos seguintes casos.
A 8,000 rs. com todos
os pertences.
Oo-se a contento para ex-
periencia por um ou dous
dias.
Cem charutos por
160.
No deposito dama das Crzes n. 41, vendem-
se charutos da Bahia a 1J600 a'caixa.
Com loque de avaria
1:800
Cortes de vestido da chita rocha fias a 1:800
lengos de cambraia' brancos a 2:000 9:500 39
4:000 a dusi ditos con 4 palmos por cada face
de 4 e mero por 5:000 cousa rara no Arma-
sen) de fazendas de Kaymundo Garlos Leite 4
Irmaos. rus da Imperatriz n. 10.
GRANDE AM\ZE1I
DE
Botica.
Vendem-se estes magnficos ferros as seguin-
les casas :
Praga do Corpo Santo n. 2.
Ba da Cadeia do Recife n. 44.
Dita da cadeia do Recife n. 49.
Ra Nova n. 8.
Ra Direila n. 135.
Dita da Madre de Dos n. 7.
Dita do Crespo n. 5.
Dita da Penha n 16.
Dita do Cabug n. 1 B.
Dita Nova n. 20.
Dita do Imperador n. SO.
Dita do Queimado n. 14,
Dita Direita n. 72.
Dita da Praia n. 28.
Dita da Praia n. 46.
Dita do Livramcnto n. 36.
Dita da Santa Cruz n. 3
Dita da Im eratriz n, 10, armazem de fazendas
de Raymundo Carlos Lelte & Irmo, era todos
estes lugares do-se por um ou dous dias para
experimenlar-se.
A 7,500 rs.
Ferros econmicos coi
Toles e descanso.
Aterro da Boa-Vista n. 46.
Ra do Queimado, esquina para o Livramcnto,
loja das sele portas.
Ra da Cruz, fundos do Corpo Sanio, loja de
cera n. 60.
Cocos italianos
de folha de flanJres, muito bem acaba-
dos, podendo um durar tanto quanto
duram qua tro dos nossosa 400 rs. um
e 4$ urna duzia : na ra Direita n. 47,
loja de unileiro.
Roupa feita.]
Ra Nova n. 49, junto
a tgreja da Conceigo dos
Militares.
Neste armazem encontrar o publico
um grande e variado sorlimento de rou-
pas leitas, como sejam casacas, sobreca-
sacas, gndolas, fraques, e paletois de
panno fino preto e de cores, paletois e
sobrecasacas de merino, alpaca ebomba-
zina pretos e de cores, paletots e sobre-
casacos de seda e casemira de cores, cal-
gas de casemira preta e de cores, ditas de
merino, de princeza, de brim de linho
branco e de cores, de fusilo e riscados,
calcas de algodao, collete3 de velludo
Ereto e de cores, dilos de selim prelo e
raneo, ditos de gorgurSo e casemira, di-
tos de fustoes e brins, frdamentos para
a guarda nacional, libres para criados,
ceroulas e camisas francezas, chapeos e
grvalas, grande sorlimqnlo de roupas
para meninos de 6 a 14 annos ; nao agra-
dando ao comprador algumas das roupas
feitasse apromptaro oulras agosto do |g
comprador dando-se no da convenci- **
nado. Ig
Pianos
Saunders Brothers & C. tem para vender em
seu armazem, na praca do Corpo Santo n. 11,
alguns pianos do ultimo gosto, recentimente
chegados, dos bem conhecidos e acreditados fa-
bricantes J. Broadwood ASons de Londres, e
muito proprios para este clima.
Bilhetes,
Barlholomeu Francisco de Souza, ra larga
do Rosario n. 36, vende os seguintes medica-
mentos :
Rob L'Affecteur.
Pilulas contra sezoes.
Ditas vegetaes.
Salsaparrilha Bristol.
DilaSands.
Vermfugo inglez.
.Tarop do Bosque.
Pilulas americanas (contra febres).
Ungento Holloway.
Pilula3do dito.
Ellirr anli-asmathico.
Vidrosde boca larga com rolhas, de 2 oncas a
12Iibras
Assim tomo tem um grande soriimenfo de pa-
pel para forro de sata, o qual veude a mdico
preco
ana
de duas casas terreas.
Vendem-se duas casas terreas sitas na ra das
Calcadas ns. 40 e 62 : a tratar na ra da Concor-
dia n. 26, armazem do sol.
5:000
a sacca da boa farinha : vende-se no armazem da
Francisco Luiz de Oliveira Azevedo, na ra ila
Madre de Dos n. 12.
5:000
a sacca de bom farelio : vende-se no armazem
de Francisco Luiz de Oliveira Azevedo, na ma
da Madre de Dos n. 12.
Camas de ferro
com lona.
Riquissimo sorlimento do camas de forro co n
lona a imitacao das camas de vento quo muilo
deve agradar aos compradores por ser muito bil-
nilo os modelos, c entras muflas qualidades pala
so I lei ro e casado, todas de ferro, por preces
muito commodos : riquissimo sorlimento de inf-
laos de muitissiraas qualidades, sendo o seguii -
te: apparelhos para al moco e seia, 'ditos pana
jantar, salvas de todas os lmannos, bulles de 2
a 16 chicaras Ralltiieiros de todas as qualidade,
cestas para fructas, riquissimos castteaes para o
mez mariaoo, espevitadeiras contratos, oarr is
rouilas qualidades deobleclos que com a presen -
ca do comprador muito lhe agradar!: na roa N< -
va i. 20, loja do Vianna.
Alporcas.
Caimbras.
Callos.
Canceres.
Cortaduras.
Dores de cabeca.
das costas.
dos membros.
Enfermidades da cutis
em geral.
Ditas do anus.
Erupces e escorbti-
cas.
Fstulas no abdomen.
Fraldade ou falta de
calor as extremida-
des.
Frieiras.
Gengivas escaldabas.
Inchaces.
Inffammacao doflgado.
Vende-se este
GRANDE S0RTIMENT0
DX
HA
e armazem
DE
Fazendas c obras feilas.!
lu.oja
IGes&BastoJ
Na ra do Queiuiad > n.
46, frente amarella.
Completo e grande sorlimento de cal-
Sas de casemira de cores e pretas a 8S,
i, 10$ e 123, ditos das mesmas casemi-
rasa 7j, 8>e9$, ditos do brim trancado
branco muito fino a 5$, 6$ e 7# ditos de
core a 3g, 3$500, 4j} e 5, ditos de me-
rino de cordo para luto a.5$, colleles de
case.uiras pretas, ditos do ditas de, cores,
dilos de gorguro pretos e de cores a 5$,
6# e 7$, ricas casacas de pannosnuito li-
nos a 33 e 40j>. sobrecasacas dos mesmos
pannos a 28j. 30j e 35g. paletots dos mes-
mos pannos a 22$ e 24, paletots saceos
de casemira modelo inglez 10#, ditos de
casemira mesclado muito fino de apurado
goslo 15$ e 16. dilos sobrecasa das mes-
mas cores a 18 e 20g, ditos sobre de al-
paca prcta Una a 7 e 8>, ditos saceos a
4. ditos de fuslao branco e de cores a 4,
4^500 e 5, dilos de brim pardo muito
superior 4500, camisas pa.-a menino de
todo; os lmannos a-26$000a duzia, meias
de todas os tamanhoa para menino o me-
ninas, palitols de lodos os lamanhos e
qualidades para os mesmos, colleles de
brim branco a 3$500 e 4. ricos colletcs
vjiludo preto bordado c de cores diver-
sas e por diversos procos, ricos coberto-
res de fuslao archoadu para cama a 69,
colarinha de linho a peer a 69500 a du-
zia, assim como temos recebido para
dentro deste eslabelecimenlo um comple-
to sortimenlo de fazendas de gosto para
senioras, vestimentas modernas para me-
nino e meninas de qualro a seis annos e
tudo vendemos por preeos razoaveis. As-
sim como nesle eslabalecimento manda-
se apromptar com presteza todas as qua-
lidades de obras relativo a ofneina de el-
isia t a sendo islo com todo gosto e asseio.
Inflaramacao dabexiga.
da matriz
Lepra.
Males das pernas.
dos peitos.
de olhos.
Mordeduras de reptis.
Picadura de mosquitos.
P alindes.
Queimadelas.
Sarna
Supurares ptridas.
Tinha, em qualquer par-
te que seja.
Tremor de ervos.
Ulceras na bocea.
do gado.
das articulaces.
Veias torcidas ou noda-
das as pernas.
ungento no estabecimento
geral de Londres n. 224, Strand, e na loja de
todos os boticarios droguistas e outras pessoas
encarregadas de sua venda em toda a America
do snl, Havana e Hespanha.
Vende-se a800 rs., cada bocelinha contm
urna lnstrucco em prtuguez para o modo de
fazer uso deste ungento.
O deposito geral em casa do Sr. Soum,
pharmaceutico, na ra da Crun. 22. em Per-
nambuco.
Pennas de a$o inglezas.
Vendem-se na ra da Cadeia do Recife, loja n.
7, deGuedes& Goncalves, as verdadeiras pennas
de ac inglezas, mandadas fabricar pelo profes-
sordecalygraphia Guilherme Sculy, pelo mdico
preco do 1500 a cana.
Bezerro francez
grande e grosso :
Na ra Direita n. 45.
UDM
cobertos e descobertos, pequeos e grandes, de
ouro patente inglez, para homem e senhora,
de um dos melhores fabricantes de Liverpool,
vindos pelo ultimo paquete inglez: em casa de
Soulhall Mellors & C.
CALCADO
Grande sortimento.
4S-Ra Direila*45
Os estragadores de calcado encontr-
rao neste estabelecimento, obra supe-
rior pelos prepos abaixo :
Homem.
Borzeguins aristocrticos. 9'000
Ditos (lustre e bezerro)..... 7$000
Borzeguins arranca tocos. 7j(000
Ditos econmicos. ...... 6?000
Sapatdes de bater (lustre). 5^000
Senhora.
Borzeguins primeira classe (sal-
to de quebrar).......5J000
Ditos todos de marin contra
calos (salto dengoso).....4j|500
Borzeguias para meninas (for-
tisiimos)..........40000
E um perfeito sorti ment de todo cal-
cado e daquillo que serve para fabrca-
lo, como sala, couros, marroquins, cou-
ro de lustre, fio, fitas, sedas ele
Na ma Direila n. 61, loja de chapeos, de Den-
t de Barros Feij, vendem-se bilhetes da lote-
ra da provincia por conta do Sr. ihcsoureiro.
. Vende-se ura bote novo por diminuto pre-
go : por detraz da ra do Imperador junto a ser-
rara de Paulo Jos Gomes.
Era casa de Soulhall Mellors & C, ra do
Trapiche n. 38, vendem-se os seguintes artigos:
Chumbado munico sorlido.
Pregos de todas as qualidades.
Alvaiade.
Vinho de Shery, Porto, flungarian em barris.
Dito de Mosclle em caixas.
Coguac em caixas de duzia e barris.
Relogios de ouro e prata, patente echronome-
tros, coberlos e descobertos (bem acreditados).
Trancelins de ouro para os mesmos.
Biscoilos sorlidos em latas pequeas.
iVGISiNCIX
FUNDICiOLOW MOW,
Rna da Senzala Nova n. 42.
Neste eslabelecimenlo continua a haver um
comapletosorlimento de moondas e meiasmoen-
das para enSenho, machinas de vapor e taixas
de ferro batido e coado. de todos os taannos
para dto.
Y7endem-sel0pro-
priedades
4 na ra do Dique.
3 na ra Augusta.
i narua deHortas.
I na travessa do Arsenal de Guerra.
1 na travessa de S. Bom Jess dasCriou-
las, todas novas : para tratar na loja
da ra do Vigario n. 17, Recife.
SYSTEMA MEDICO DE1I0LL0WAY.
PILULAS HOLLWOTA.
Este Inestimavel especifico, compocto inteira-
menle de hervas medicinaes, nao contm mercu-
rio, nem alguma outra substancia delecteria. Be-
nigno mais tenra infancia, e a compleicao mais
delicada igualmente prompto c seguro para
desarreigar o mal na compleicao mais robusta ;
inteiramente innocente em suas operaces e ef-
feitos; pois busca e remove as doenca3 de qual-
quer especie e grao por mais antigs e enazes
que sejam.
Entre manares de pessoas curadas com este
remedio, muilas que j estavam as portas da
morte, preservando em seu uso: conseguiram
recobrar a saude e forcas, depois de haver tenta-
do intilmente todos os outros remedios.
As mis afllictas nao devem entregar-se a de-
sesperacao ; facam um competente ensaio dos
efficazes efTeitos desta assombrosa medicina, e
prestes recuperarlo o beneficio da saude.
Nao se perca tempo em tomar este remedio
para qnaiquer das seguintes enfermidades :
em grande sortimento para
homens, senhoras e
meninos.
Vendem-se chapos francezes de superior qua-
lidade a 6J500.7 e 8, ditos de velludo, copa al-
ia e baixa a 7, 9 e 10jj, dilos de lonlra pretos e
de cores, muito finos a 69 e 79, ditos do chile a
3g500, 5, 6, 8.10 e 1&&, dilos de feltro em gran-
de sorlimento, lanto em cores como era qualida-
des, para homens e meninos, de 2$500 a 7J, di-
tos de gorguro com aba do couro de lustre, di-
tos de casemira cora aba forrada de palha, ou
sera ella a 4$, ditos de palha ingleza, copa alta
e baixa, superiores e muilo em conla, bonetes
francezes e da Ierra, de diversas qualidades, para
meninos, chapeos de muilas qualidades para me-
ninas de escola, chapelinascom veo para senho-
ra, muito em conta e do melhor gosto possivcl,
chapeos de seda, ditos de palha amazonas, enfei-
tes para cabeca, luvas, chapeos de sol, e outros
muitos objectosque os senhores freguezes, vis-
ta do prero e da qualidade da fazenda, nao dei-
xaro de comprar; na bem conhecida loja de
chapeos da rus Direila n. 61, de B. deB. Feij.
Accidentes epilpticos.
Alporcas.
Ampolas.
Areias(malde).
Asthma.
Clicas.
Convulses.
Debilidade ou exteaua-
co.
Debilidade o a falta de
forcas para qualquer
cousa.
Dy sinteria.
Dor de garganta,
de barriga,
nos rins.
Dureza no ventre. _
Enfermidades no vntre.
Ditas no figado. .
Ditas venreas.
Enxaqueca.
Herysipela.
Pebre biliosas
Febreto internitente.
Febreto da especie.
Getta.
Hemorrhoidas.
Hydropesia.
Ictericia.
Indigestos.
Inflammacoes.
Irregularidades
menstruarao.
Lombrigasde toda es-
pecie.
Mal de pedra.
Manchas na cutis.
pbstrucco deventre.
Phtysica ou consump-
pulmonar.
Retencao de ourina.
Bheumatismo.
Symptomas secunda-
rios
Tumores.
Tico doloroso.
Ulceras.
Venreo fmal).

Engenho.

Vende-se o engenho Santa Luzia, sito na
froguezia de S. Lourenro da Malla, entre
@ os engenhos Penedo de Baixo c Penedo de @i
Cima : trata-se no mesmo engenho ou no dj)
@ engenho Mussambique com Felisbino de )
Carvalho Bapozo.
Vende-so um bom cavallo de cabriolct e de
sella: na ra dos Cuacarapes n.' 32, junio ao
marcineiro.
Relogios
Suissos
Era casa de Schafleillin &C, ra da Cruz n.
38. vende-seum grande e variado sortimenlo de
relogios de algibeira horisonlaes*, patentes, chro-
noraetros, meios chronometros, dn ouro, prata
dourada efolheadosa ouro, sendo estes relogios
dos primeiros fabricantes da Sui3sa, que se ven-
derao por preeos razoaveis.
RELOGIOS.
Vende-se em casa de Saunders Brothers &
C, praca do Corpo Santo, relogios do afama-
do fabricante Roskell, por preeos commodos,
e tambem trancellins e cadeias para os mesmos,
de escolenlo eosto.
por sacca de
IrmoS.
milho; nos armazens de Tasso
Vendem-se estas pilulas no estabelecimento
geral de Londres n.M4, tStrand, e na loja de
todos os boticarios droguistas e outras pessoas
enearregadas de sua venda em toda a America do
Sal, Havana e Hespanha.
Vendem-se as bocetidha* a 800 rs. cada urna
dellas, conten ama instruccao em portugus pa-
ra explicar o modo de se usar deatas pilulas.
O doposito eral em easa do Sr. Soum
pharmaceutico, na roa da Crux n. M, em PesvJ
namb co.
4,000 rs.
i milho; nos armazem
Ra do Oueimado n. 37.
A 30 cortes de vestidos de seda quecustaram
60$; a 163 cortes de vestidos de phautasia que
custaram 309; a 8S chapelinhas para senhora:
na ra do Queimado n. 37.
Enfeites de vidrilho e de retroz a 49 cada
um : narua do Queimado n.37, loja de4 portas.
Em casa de Babe Scbmettan &
C, ra da Cadeia n. 37, vendem-se
elegantes pianos do afamado fabrican-
te Traumann deHamburgo.
SABAO
do deposito geral do Rio de Janeiro
com Tasso Sl Irmaos.
a tratar
Farinha de mandioca
Tasso Si Irm
Milho
nos armazens de Tasso & Irmaos.
nos armazens da Tasso & Irmaos.
Tachas para engenho
Fundico de ferro e bronze
Dt
Francisco Antonio Correr Cantazo,
tem um grande sortimento de
tachas de tmto fundido, assim
como se faz e concer ta-se qual-
quer obra tanto de ferro fun-
dido como batido.
Y-
ITTT~JTTruL


DIARIO DE PBBWAMBUCO. SEGOTDA, FBIBA 14 DE MATO DE 1860.
DE
imite mmkm
-largo da Penha-
Manteiga perfectamente flor a 800 rs. a libra e em barril se far mais algnm abatimento.
QueVjos minio i\o\os
a 1J700 rs. e em caixa se far mais algum'abatimeuto nicamente no armazem Progresso.
\meixas Vraucexas
em latas de folha e campoteirasde vidro a 900rs., e em porgo se far algnm abatimento s no
CaTtocs de toolinlios
muito novos proprios para mimos a 500 rs., e em porgo se far algum abatimento s no Progresso.
Figos de e ornad ve
em caixinhas elegantemente enfeiladaso proprias para mimos s no Progresso ecom avista se far
um prego commodo.
Iva tas de soda
cora 2 1(2libras de difTerontes qualidades a 1$600 rs.,nicamente no armazem Progresso.
Conservas
700 rs. o frasco vende-se nicamente no armazem Progresso
IV>Yae\mi\ia ingieza
muito nova a 320 rs. a libra o barrica 4S, nicamente no Progresso.
Potes vidrados
de 1la 8 libras proprias para manteiga ou oulro qualquer liquido de 400 a 1S200 rs. cada um.se
no Progresso.
CYioeoVate f vancez
a 1$ a libra, assini como vendom-se os soguinics gneros ludo recentemente chegado c de superio-
res qualidades, presuntos a 480 rs. a libra, chourica muito nova, marineladado mais afamado fa-
bricante de Lisboa, mai;a de tomate, pora secca, pa"sss, fructas em calda, amendoas, nozes, frascos
con amendoas cobertas, conteitos, pastilhas de varias qualidades, vinagre branco Bordcaux proprio
para conservas, charutos dos melhores fabricantes de S. Flix, magas de todas as qualidades, gora-
ma muito fina, ervilhas francezas, champagne das mais acreditadas manas, cervejas de ditas,
spermacete barato, licores francezes muito finos, marrasquino de zara, nzeile doce purificado, azci
,0,,.a|f mu't0 novas, banha de porco refinado e outros muito gneros quo cncontroro tendente a
molhados, por isso prometem os proprietarios vendorem por muito menos do que oulro qualquer
promelem mais tambera servirem aquellas pessoas que mandarem poroutras pouco praticas como
se viessem pessoalmenle ; rogam tambera a lodos os sanhores de engenho e seuliores lavradores
q-ueiram mandar suas encommendas no armazem Progresso que se Ihes afanga a boa qualidadec
o acondicionamento.
Ver da de iva goma de mata vana
a 400 rs. a libra, s no Progresso.
Palitos
cilhalos para denles a 200 rs. o maco cjm 20 raacinhos, s no Progresso.
Ca Uvson, nevnia e nveto
os melhores que ha no mercado de 1600 a 2$50O a Iibra7s no Progresso.
Passas em caivinlias de H Ulnas
as mais novas que tom vindo ao nosso mercado pelo diminuto proco de 2J560, s no rrogrosso.
Macas em caixinlias de 8 libras
contondo 405 qualidades pevide, grao de bico, eslrelinha, nlctria branca e amarella e pastilhas de
maja, s no Progrosso, e com a vista se far um prego commodo.
Cnonvicas c aVos
as mais novas que tem vindo ao mercado,s no Progresso, afiangando-se a boa qualidade e a vista,
se far um proco commodo.
ARCHIVO UNIVERSAL.
REVISTA HEBDOMADARIA
COLLABOBADO
PELOS SRS.
D. Antonio da Costa A. F. de.CastilhoAntonio GilAlexandre Herculano A. G. Ramos A.
GuimaraesAugusto de LimaAntonio deOliveira MarrecaAlvcs BrancoA. P. Lopes de Men-
Escravosvtna.
VenJem-se, trocam-se c compram-se escra-
vos de toda idade, e do ambos os sexos ; na ra
do Imperador n 21, primeiroandar.
Arados americanos e machinas
pata lavar roupa: em casa de S. P. Jo-
hnston & G. ra da Sensata n. 42.
Vinho de Bordeaux.
Em casa de Kalkmann lrmos&C, rna da
Cruz ii. 10 encontra-se o deposito das bem co-
nheci.las- marcas dos Srs. Brandenburg Frres.
e dos Srs. Oldekop Mareilhac 4 C., em Bor-
deaux Tem as seguintes qualidades :
De Brandenburg frres.
St. Elph.
St. Julien.
Margaux.
La ros-).
Chale iu Loville.
Chute iu Margaux.
De Oldekop & Mareilhac.
St. Julien.
SI. Julien Mdoc.
Chateiu Loville.
R' niesma casa ha para
vender:
Sherrv em barris.
Madoira em barris.
Cognjc em barris. qualidade fina
Cognac em caixas qualidade inferior.
Cerve.a branca.
7)
DE
_ Sita na rna Imperial i. i 18 e 120 jnnta a fabrica de sabo.
DE
Scbastio J. da Silva dirigida por Francisco Belmiro da Costa.
ia~ fmn*8leoer2,ln^fl*cun,en, emP prompios alambiques de cobre de differentes dimences
(de dU8 a :00Uo) simples e dobrados, para destilar agurdenle, aparelhos destilatorios cominos
para resillare destilar espintos com graduado at 40 graos (pela graduacao de Sellon Cartier) dos
melhores systemas hoje approvados e conhecidos nesta e outras provincias do imparto, bombas
de todas as dimengoes, asperantes e de repucho tanto de cobre como de bronze e ferro, torneiras
de bronze de odas as dimengoes e fetios para alambiques, tanques etc., parafusos de bronze e
ferro para rodas d agua.porlas para fornalhas e crivos de ferro, tubos de cobre e chumbo de todas
'^miA0eS,pa;a encomtnl0^ mas de ferro cora armaco e sera ella, fuges de ferro potaveis e
^rpZenhn f^VrRl0SaeC0brKe,fUKnd0Sd1e ala,rab1s, passadeicos? espumadeiras, cocos
^iffii^ u.*'1^^ ChxTb< em lenc 2 fK.r wSSiVn. .* dettferr.' lalao'fe,rro 8u.ecia in8' de lodas as dimenses, safras, tornos
6 f ,i hLI CT? elC-: a oulr8 m^tosartigos por menos prego do que em outra qualquer
P" ri ?L ^"W0?6 rt0d* G qUalqUer /ncommenda com presteza e perfeico j conhe^ida
VIna Z..,d dw ?"-re5Ue,rB9 ^ d,gnarem, honrarem-nos com a sua confianza, acha-
ro na roa Nova n. 37 loja de ferragens pessoa habilitad para tomar nota das encommendas.
Cemento.
Superior cernelo romano era barricas ; vent
de-se a 7, en casa de Farenle Mianna &, C, ru-
da Cadeia n.
em c
.ltf.
Sbo
Tachas e moendas
Braja Silva & (',., tem sempre no seu deposito
da rui da Mcela n. 3 A, um grande sortiraento
de trchas e moeedas para engenho, do multo
acred tado fabricante Edwin Maw : a tratar do
mesa o deposito ou na ra do Trapiche n 44.
Pechincha.
Cora pequeo toque de a\aria.
Na ra do Queiraado n. 2, loja do Preguica,
vend m-se pegas do algodao encorpado, largo,
com i equeno loque de averia a 2g50 cada urna.
Aos amantes da economa
Na ra do Qucimado n. 2, loja do Preguiga,
vende m-se chitas de cores fixas bastante escu-
ras, p-lo baratissimo prego de 68 a pega, e 160
rs. o ovado.
'jarne de vneca salgada^ em barris de 200
libras : em casa de Tasso rmeos
Oleado de
cores.
Vendem-se oleados decores os mais finos que
e posiivel ncsle genero, e de diversas larguras,
por preco commodo : na rna Direita n. 61, loja
de chi peos de B. de B. Feij,
RuadaSenzaIaNovan.42
Relogios de ouro e prata.
Em casa deHenry Gibson, ruada Cadeia do
Recite n. 62, ha para vender um completo sorti-
mejilo de relogios de ouro e prata, chronome-
tros, meioschronomeiros e de ptente, os rao-
Ihores que vem a este mercado, e a precos ra-
zoaveis.
37 Ruado Queimado37
Loja de 4 portas.
Chegoo a este estabelecimento um completo
sortimento de obras feitas, como sejara : pale-
lots de panno fino de 16$ at 28$, sobrecasacas
de panno fino preto e de cores muito superiores
a 35#, um completo sortimento de palelots de
riscadinho de bnm pardo e brancos, de braman-
te, que ge vendem por prego commodo, cerou-
las de linho de diversos tamanhos, camisas
francezas de linho o de panninho de 2$ at 5fi
cada urna, chapeos francezes para homem a 8$,
ditos muito superiores a 10$, ditos avelludados,
copa alta a 13, ditos copa baixa a 10$, cha-
peos de feltro pora homem de 4, 53 e at 7
cada um, ditos de seda e de palh enfeitados pa-
ra meninas a 10, ditos de palha para senhora a
12$, chapelinhas de velludo ricamenle enfeita-
das a 25, dilas de palha de Italia muito finas a
25S, cortes de vestido de seda em carto de 40g
at 150S, ditos de phaulasia de 16 at 35S0OO,
gollinhas de cambraia de 1 at 5*. manguitos
de 1S500 at 5&, organdys escuras e claras a
800 rs. a vara, cassas francezas muito superiores
e padres novos a 720 a vara, casemiras de cor-
les para colletes, palelots e caigas de 3500 at
Ver de-se em casa de S. P. Jonhston & C. va- ] 4S covado, panno fino preto e de cores de 2500
SieV-V vS1'? para carr?' seUlns esilhesin-jatlOfio covado, cortes de collclede velludo
gieze.', candeeiros e castigaos bronzeados, lo- muitonnorinmo q ia/i j-. j
as ii glezas, fio de vela, chicote para carros, e I mu'lsuPriores a 9 e 12$, ditos de gorgurao
monUria, arreios paja carro de um e dous caval- ae lus'ao brancos de cores, ludo por prego
os. e relogios d'ouro patonteinalezcs. j barato, atoalhado de algodao a 1280 a vara
daria \tldJ^TJ0US "'i508, p/priOS para pa" l Crtes de casems de cores de 5 at 9, grosde-
oana, assim como urna lendedeira e urna mas- n0Dies dp nrpa ,.. 4yi_ ,,-'"
se.ra, ludo em bom estado, assim como urna por- "pl*8 e cores epretos de l60O at 3200 o
cao dr caixors grandes de pinho que fra de fa- covaao. espartilhospara senhora a 6$, coeiros
zenda i ni ra Imperial n 43, padaria. |de casemira ricamente bordados a 12& cada um
deTo.o'^ese8^ ^^J^SSl ^^! carabraia de linho bordados para Se:
6J o | ar.
Vendem-se duas casas
1 et. o oulra dita na
com pellica para homem a
ra
na ra do Ouro n:
do Alecrim n. 10
donga-A. Xarter Rodrigues Cordeiro-Carlos Jos Caldeira-E. Pinto da Silva e'Cunha-F. Gomes quera as pretender, dirija-se a ra do Queimado'
deAmonmF. M.Bordallo i. A. de Freitas Oliveirai. A MaiaJ. A. MarquesJ. deAndrade
CorvoJ. da Costa CascaesJ. Daniel CollagoJ. E. de Magalhaes Coulinho J. G. Lobato Pires
J. II. da Cunha RivaraJ. J. da Graga Jnior1. Julio de Oliveira PintoJos Marta Latino
CoelhoJos da Silva Mendes L6al JniorJulio de CaslhoJulio Mximo de Oliveira Piraentel
i. Pedro de SouzaJ. S. daSilva FerrazJos de TorresJ. X. S. da MollaLeandro Jos da
CostaLuiz Pilippe LeitcLuiz Jos da CunhaL.. A. Rebello da SilvaPaulo MidosiRicardo
Julio FerrazValentim Jos da Silveira LopeS-
DIBIGIDO
A. P. de Gamillo-
POR
-Carlos Jos Barreiros.1. P. Silveira daMotta
Paganino.
Rodrigo
n. 49, que achara com quera tratar.
Verdadeiras luvas de Jovin de to-
das a core, ra da Imperatriz n. 7,
loja do Leconte.
'ende-se um lindo sortiraento de collari-
nhos, manguitos, liras de cassa, anagoaaelen-
gos bordados por pregos commodos : em cosa do
Mclls Katham & C, na ra da Cadeia do Recite
n. 52.
'"ende-se carvo animal
zal fr ova n. 30.
Relogios.
Vende-se em casa de Johnston Pater 4 C, ra
do Vigario n. 3, um bello sortimento de relogios
de ouro, patente inglez, de um dos mais afa-
mados fabricantes de Liverpool ; lambem urna
variedade de bonitos trancelins para os mesmos.
Em casa de Borott & C, ra
da Cruz do Recife n.5, ven-
de-se: .
Cabriolis muito lindos.
Charutos de Havana verdadeiros.
Presuntos para fiambre.
Fumo americano de superior qualidade.
Ghampanha de primeira qualidade.
Carne de vacca em barris de superior quali-
dade.
Oleados americanos proprios para cobrir carros
Carne de porco em barris muito bem acondi-
cionada.
Licores de diversas qualidades, como sejam :
O muito afamado licor intitulado Murria Cali, <
Sherry Cordial, Menl Julop, Bitlers, Whiskcy & !
C, ludo despachado ha poucos dias.
Machinas de coser, grandes e pequeas, de dif-
ferentes aulores, de un roodello inleiraineule I
novo, por prego commodo.
Salsa parrilha cm frascos grandes e pequeos, I
muito bem acondicionada.
Pilulas vegetacs (verdadeiras.)
Verme fuge.
das fabricas do Rio de Janeiro : a tratar com Al-
meida,Gomes, Alves & C.
mwmm-m-mmmm
ieuile-el
Relogios patentes.
Eslopas.
Lonas.
Camisas inglezas.
Peitos para camisas.
Biscoutos.
Em casa de Arkwighl & C, ra da
Cruzn. 61.
fiSM-K-MKl
Aossenhores logistas de miudizai.
Bicos prctos de seda,
Ditos brancos e prelos de algodao.
Luvas pretas de torgal.
Cintos elsticos.
Linhas de algodao cm novellos : vendem-sa
por pregos commodos, em casa de SoulhallMel-
lors & C, ra do Trauirhe n. 38.
Escravos fgidos.
con-
os compromissos,
O archivo lnivbrsal comega com o terceiro volume o segundo anno da sua existencia ;
eguio pois vencer urna das malores diftlculdaies com que osjornaes Iliterarios de Portugal tecm
do luctir e venceu cora hoWra, satisfazendo cora a maior ponlualidade lodos
um periodo extremamente perigoso para as publicacoos desta nalureza.
Incelando o seu segundo anno, como nao altera o syslcma seguido al agora, o archivo uni-
versal nao aprsenla programma novo; hoje como no principio appella para o futuro; com a dif-
ferenga porm de poder lambem invocar em seu abono o passado, que j conta ; assympalhias que
tem obtido, os bons escriptos que lem apresenlado, e a rcgularidade da sua publicaco. Para os
que conhecein a atlribulada existencia do jornalismo porluguez, para os que sabem quantas descon-
fiancas necessario desvanecer, quantas suspeitas afastar, quantos embaracos romover, para con-
seguir urna vida mais larga; osle tirocinio urna grande conquista e um bom agouro de prosperi-
dade. r r
Regislra-o o archivo mais como um incentivo, do que como urna gloria, mais como urna es-
peranza, do que como urna victoria. A animngao que recebeu obriga-o a continuar como al hoje
empregando todos ososorgos e empenho, toda a solicitude e desvello para se conservar digno dos
seu* intuitos e da sua poca.
Destinado a resumir todas as semanas o movimento jornalistico e a offerecer aos leitores, con-
juntamente com a revista do que mais notavel houver occorrido na poltica, na sciencia, na indus-
tria ou as artes, alguns artigos originaes sobre quaesquer destes assumptos, este peridico publica-
se regularmente todas as tergas feiras em folha do 16 paginas em bom papel e lypo. completan-
do todos os semestres um volume de 420 paginas com ndice o frontespicio competentes.
A66igna-se em Pernambuco, a ra Nova n. 8, nica agencia.
na ra da Sen-
CONSULTORIO
DO
Pf. P. A. Lofto Hoseoso
3 MITA DAGLOMIA9CASADOFUND0 3
Clnica ttot ambos os systemas.
rtrPn nwrJi? M6cosod consultas todos os dias pela manha ede Urdedepois de 4 horas.
Wri$i!^*'""inU^$al0a6t*n acidadecomP"^engeiAos ou outras
^u^"1^? d&7tm Sef djri8ido sua casa at^ I horas da manha e em caso de ur-
gencia a oulra qualquer hora do da ou da traite sendo por escripto em que se declare o nome da
pessoa, o darua eo numero da casa. r ww
Nos casos que nao forem de urgencia, as pessoas residentes no bairro do Recife poderlo re-
metter seus bilhetes a boca do Sr. Joao Sounn& C. na ruada Cruzou i loja de livros doSr. Jos
ogueira de Souza na ra do Crespo ao p da ponte velha.
Nessa loja e na casa do annnnciante achar-se-ha constantement e os melhores modica-
lEentosnomeopathicos ja bem conhecidos e pelos precos seguintes:
Botica de 12 tubos grandes, ..."......r 10)1000
Ditos de 24 dito...............15J000
Ditos de 36 ditos............. 20S090
* de 48 ditos...............25S0O0
j en .a.**__ -'^^^
Dito
Ditos de 60 ditos.
Tubos avulsos cada um..........'.'.!
Frascos de linduras. *..... ....."**
Manoal de medicina homeopatliica pelo Dr.' Ja'hr traduzido
em portuguez com o diccionario dos termos de medi-
cina, cirurgia etc.. etc. ,........
Rni^^T6^.*10 ** Heng. m diccionario. .
Repitono do Dr. Melle Moraes.......
0000
15000
28000
209000
108000
68000
D
Seus propietarios oJTereeem a seus numerosos freguezes e ao publico em geral. toda e
Mlquer obra manufacturada era seu reeonhecid esubelecimento a saber: machinas de vapor de
"h. ^ k eD i8' taC,a8 d* *erro bad0 e'ud,d0 d tdos oi tamanhos, guindastes, guin-
* ^ m' "*" r0dfSB' auill>es e boceas para fornalba, machinas para amassai maD-
.! f^T"^" 4l?***' pren?" P4" "wadioca oleo de ricini, portes Sltfari*, S-
S2^il..hw deavent0' a.'ad08. culuV.Joaes.ponles. -aldeiras e tanaues, boias, alvaVengas.
J5.i?l '* "^imi. Exaeuta-se qualquer obra seja qual r sua nalureza pilos
es>nhosou moldes queparatalDm foremapresentados. Recebem-se encommendas neste esta-
beleciraeirto na ruado Brum n. 28 A e na ra do Collegiohoje do Imperador ... "idU do cal-
% lima escrava mofa.
Ver de-se urna excellenle escrava bem prenda-
da, parida de pouco e sem (lho por ter morrido,
por p ego muito commodo : na ra Nova n. 20.
Vende-se um escravo, crioulo, de 2 annos
deidde, perito ofllcial desapateiro, e ptimo
copeiio, sadio e sem vicio ou defeilo nlgum : a
tratar com o abaxo assignado, na alfandega, ou
emsui residencia na ra da Saudade, primeira
casa (omsolodo lado do sul.Pedro Alcxandri-
no d Barros Cavalconti de Lacerda.
A vi so aos senhores fuoileiros
_ Na toja de ferragens na ra da Cadeia do Be-
cife, ce Vidal Abastos, ha um grande sortimen-
lp de .raixas de folha a 20 cada caixa, dinheiro
a visl i.
Fio para saceos e fogos.
Na loja de ferragens da ra da Cadeia do Re-
cife, ce Vidal 4 Bastos, ha um grande sortimen-
to des le genero por barato prego.
Attenco.
Verde-se na ra Nova n. 71 junto a ponte.sac-
cos cera milho muito novo a &8. taberna da
CruzdeAlmasem ponte de choa a 5500 e em
Apipucos a 5j>500 taberna nova junto ao agougue.
~" "ende-se gommi de malarana verdadeira a
800 rs., e carrinhos do raao muito bem construi-
dos a 14g : "? ra Nova n. 71, junto a ponte.
Na fabrica decaldeireiro da ra Imperial
junto a fabrica o> sabao, e na ra Nova, lola de
ferrsgDS n. 37, ha urna grande porgao de folhas
do zinco, j preparada para telhados, e pelo di-
minu) prego de 140 is. a libra.
Plantas e llores diversas.
Pelbrco, membroda sociedade de horticultu-
ra de Pars, estando para se retirar para a Euro-
pa no primeiro vapor, vender de hoje em dianle
o seu variado sorlimento de plaas, (lores, par-
reiras e fructeiras diversas, coro grande abali-
mentc de prego : na ra do Cabug n. 3 A.
Plantas de flores,
Mr. Pellore, membro da sociedade de horticul-
tura de Pars, relrando-se para a Europa no pr-
ximo vapor quo se espera do Rio, resolveu
vende- 6ua grande colecgo de plantas, cenlo
por ce nto menos dos seus pregos que ot agora
tem vndido : na ra do Cabug n. 3 A.
''endn-so a taberna u. 14 do paleo doTer-
go, bem areguezada e Iluminada gaz e bas-
tante forlda; vende-se lambem com as dividas
se quierem : a Iratar na mesma.
ltenlo.
Armazem de fazendas $
Rita do Queimado n. 19.1
9 (hita franceza fina escura de padres A
H miidinhos pelo baratissimo prego de 220 @
# rs. i covado, a ellas antes que se acabera, $$
pois o prego e a qualidade convida a S&
conprar. g
S#8 @@ @@@
Milho e farello.
Vence-se milho a H o sacco em porgo 3jt800,
em cui.i240 rs., farello a 58 o sacco ; na traves-
$m do piloodo Paraso n. 16, casa pintada de
amarelh eom oitao para a ra da Florentina.
Vi nde-e um excellenle sitio em Bonifica,
a marg< ra do Capibatibe, lem casa para grande
familia, fructairas e algum terreno para planta-
cao: os pretndanles dirijm-se a ra Real n.
]. al a i 9 horas da maahaa e das 3 da tarde
em diante.
nhora a 9 e 12 cada um, ditos lisos para ho-
mem, fazenda muito superior, de 12 at 20JJ a
duzia, casemiras de cores para coeiro, covado a
2g400, barege de seda para vestidos, covado a
1400, um completo sortimento de colletes de
gorgurao, casemira preta lisa e bordada, e de
luslao de cores, os quaes se vendem por barato
prego, velludo decores a 7 o covado, pannos
para c^raa de mesa a 10 cada um, merino al-
coehaao- proprio para palelots e colletes a 2800
o colado, bandos para armago de cabello a
1*500, saceos de (apele e de marroquim para via-
gem, eum grande sortimento de macas e malas
de pregari, que ludo se vende vontade dos
freguezes, e outras muitas fazendas que nao
possivel aqui mencionar, porm com a vista dos
compradores se mostrarSo
SiNETES PARA MARCAR ROUPA
2 2 RA DA IMPERATRIZ 2 2
r 505000 DE GRATIFICADO.
rugi da rasa de seu senhor no oa 4 tle abril
p. p. o preto de nome Flix, de nagao Mocam-
hique, idade de 35 a 40 annos, levou caiga de
brira com ramngom azul, estatura baixa* cor
fula, barba na pona do quexo, lem na tcsla
por cima do naiiz um calombnho que parece ser
signal da Ierra dellc, lem os ps um pouco apa-
Inelados, fui esclavo do Sr. Manuel Francisco
Duarlo, esle o vendeu ao Sr. Synphronio Olim-
pio de Queiroga a quem foi comprado no auno
prximo passado, esle lem sido pescador e raja-
dor enoje padeiro, e por isso lem rollos as
juntas dos dedos pelo lado das costas das raaos,
em rulo da maceira, j csteve fgido para ban-
das da villa do Cabo muito lempo, intitula e
forro, muda o nome dellc para Joao. ou oulro
I nome, foi pegado no Cabo por um mogo do mes-
nio lugar por nlcunho Quimas ; domingo 8 do
corrente, esteve a tarde n'umn taberna na pas-
sagera que vira para o Remedio, e o Sr. Duarte
diz que as suas fgidas tem sido para os lugares
segninles : Cnxang al o engenho Comarigibc.
Barbalho, Ibura al o Cabo ; pmtanlo rogase
aos capiles de campo e as autoridades poliriaes
e qualquer pessoa que o possa encontrar o apre-
hendan) eo levera a seu senhor na padaria do
pateo da Santa Cruz n. 6. que ser generosa-
mente recompensado, e protesta conlia quera o
tiver acoutado em sua casa.
Boa giatificacao.
Fugio na noile de 9 do correle, da casa de
seu seu senhor o mublo Luiz, de idade de 17
annos, sem signal de barba anda, cor parda, ca-
bellos chegados ao casco meios ruivos c grandes,
altura regular, magro, e lem os ps grandes, le-
vou chapeo de palha velho, camisa branca de
algodao anda nova e calca de enfiar de quadri-
nhos j desbotada, esse eseravo andava empre-
gado no servigo de um hotel na ra das Cruzes
conduzndo comidas para fora : quem o popar po-
de leva-lo a praga da lloa-Vista.bolica do Sr. Ri-
beiro n. 22, que ser bem recompensado.
No da 20 de abril prximo passado fugio
do engenho Santa Cruz, sita na freguezia da Es-
cada, um escravo crioulo de nomo Amonio, do
idade 25 annos, allura regular, bonita lifznra, has-
(ante barba, o qual foi comprado a Domingos da
Cosa Mailins em 1857 ; roga-se a quem o ap-
prehender de leva-lo a seu senhor Jooquira
Theodoro do Reg Barros, no engenho Murissora,
ou a seu correspondente nesta praca, Gabriel An-
tonio de Caslro Quintaes, que recompensar ge-
nerosamente, e lambem est encarregodo de ven-
de-lo, so assim couvicr.
Escravo fgido.
Na noitc de 28 de abril prximo passado fngio
do casa do seu senhor o escravo de nome Ray-
mundo, idade de 18 a20annos, estatura mediana
e reforgado, bonito figura, bocea pequea e bons
denles, falla bem, (c^brn escuro) (lho do lct>,
d'onde veio, pouco mais ou menos, a um anno,
sabia de caiga branca de bnm trancado e camisa
Camisas inglezas.
Pregas largas.
Goes Ra do Queimado n. 46, frente da loja
a niarcl la.
Acaba de chegar na bem conhecida loja de
Goes A Bastos, um grande sortiraento das muito
desejadas e verdadeiras comisas inglezas, com
peilo de lmho e pregas largas, j bem conheci-
das pelos freguezes deste estabelecimento, as
quaes camisas ha muito se estava esperando, e
por ter grande porgo, temos deliberado, para
mclhor agradarmos os freguezes, vende-las pelo
diminuto prego de 36$ por duzia.
Fazendas por baixos precos
Ra do Queimado, loja
de 4 portas n. 10.
Ainda restara alguraa3 fazendas para concluir
a liquidogo do firma de Leile& Correia, asquees
se vendem por diminuto prego, sendo entre ou-
tras as seguintes:
Chitas de cores escuras e claras, o covado
a 160 rs.
Ditas largas, francezas, finas, a 240 e 260.
Biscados francezes de cores fixas a 200 rs.
Cassas de cores, bons padres, a 240.
Brim de linho de quadros, covado, a 160 rs.
Brim trancado branco de linho muito bom, va-
ra, a 13000.
Cortes de caiga de meia casemira a 2,?.
Ditos de dita de casemira de cores a 5$.
Panno prelo fino a 39 e 4$.
Meias de cores, finas, pora homem. duzia a
1800.
Gravatas de seda de cores e pretas a 10.
Meias brancas finas para senhora a 3.
[litas ditas muito Qnas a 4J.
Ditas cruas finas para hornera a 4(.
Cortes de colletes de gorgurao de seda a 2$.
Cambraia lisa fina transparente, peca, a 40.
Chales de la e seda, grandes, um 2j>.
Grosdenaple preto de 1(600 a 2j>.
Seda preta lavrada para vestido a l$6O0 c 2g
Cortes de vestido de seda preta lavrada a 16$.
Lengos de chita a 100 rs.
Laa de quadros para vestido, covado, a 560.
Peitos para camisa, um, 320.
Chita franceza moderna, fingindo seda, covado
a 400 rs.
ntremelos bordados a 200 rs.
Camisetas para senhora a 640 rs.
Dilas bordadas finas a 2$5O0.
Toalhas de linho para mesa a 2# e 4#.
Camisas de meia, urna 640 rs.
Lengos de seda para pescoco de senhora. a
560 rs.
Vestidos brancos bardados para baptisar crian-
cas a 50QO. *
Corles de caiga do casemira preta a 6$.
Chales de merino com franja de seda a 53.
Cortes de caiga de riscado de quadros a SCO rs.
! Merino verde para vestido de montarte, covs-
do, 1*280.
Lingos brincos de cambraia, duzia, a 2L
Carneiros gordos.
No engenho Forno da Cal vendem-se carneiros
gordos por prego commodo.
Espirito de vinho com 44
graos.
Vonde-se espirito de vinho verdadeirocom 44
(trns, chegado da Europa, as garrafas ou as ca-
andas: na ra larga do Rosario n. 36.
Albardas inglezas.
Anda ha para vender algumas albardas ingle-
zas, excellenles por sua durago, levesa e cum-
modidade para os animaes : em casa de Ilenry
Gibson. ra da Cadeia do Recife n. 62.
/ende-se superior linha de algodao, bran-
cas e do cores, em novello, para costura : em
casa de Seuthall ellur & C, ra do Torres
a. 38.
Superiores chapees de manilha.
Estes excellentes chapeos que por sua qualida-
de c eterna durarlo, sao preferiveis aos do Chi-
le ; exUlera venda nicamente em casa de
Henry tibson, ra do Cadeia do Recie n. 62, por
prego commodo.
Vende-se
linha de novello de todos, os sorlimenlcs, meias, .
de seda inglezas de peso e mais inferiores bran- I de """apoloo, chapeo de fellro, ecalgado: quem
cas o pretas, por pregos commodos rm casa de aPfrehender e levar ra da Cadeia do Recife
1 n. 20, ser recompensado
Acha se fgido o mualo Henrique, com os
signaos seguintes : idade de 17 a 18 nnos, com
urna cicatriz em urna orelha, gagueja um pouco
quondo falla apressado ; esle escravo veio do Re-
cife como criado, em dios do mez ptssado, e de-
sappareccu quondo io do vollo para rosa; quem
o apprehender, leve-o ao engenho Pindobal da
comarca de Pao d'Alho. ou ra da Cadeia do
Recife n. 60, primeiro andar, a Joaqun Caval-
canti de Albuquerquc Mello Filho, que ser re-
compensado.
Moleque fgido.
Desde segunda-feira passoda que desappareceu
o molecote Lourengo, crioulo, do sertao do Cea-
r, mais est ha muito lempo nesta praga, re-
presenta ter 18 a 20 annos, e tem os signaes se-
guintes : urna marco ae ferido anligo que nerece
queimadura junla de una das fonles, p<*s gran-
des, andar passo largo e de vagar, estatura bai-
xa ecabeca achalada, levou esmisa de chita ou
branca, caiga de panno, chpo do Chyli, esle
moleque costumava a carregar sssucar na ra do
Apollo : quem o pegar queira leva-lo rna do
Trapiche n.40, que se gratificar.
SOS de gralificacao.
Henry Gibson, ra da Cadeia do Recife n. 62.
AS MELHORES MAHINAS DE COSER
DOS
Mais afmalos autores de New York
I. M SINCER & C.
WHEELER A WLSON.
n,.0?esiabelecimen, **DdeiD-se as machi-
nas destes dous autores moslram-se a qual-
quer hora do da ou da noile e responsabilsamo-
iPHr8;,a l)0' 1uali,lale e seguranga :no arma-
zem de fazendas de Raymundo Carlos Leile &
itearro,darUBoa-aVisI,TPeralr2 10' anlSameUle
Marmelada.
i Direita n. 6. ha matmelada s
ra.
Feijo amarello
superior a
em saceos de6alqueires, do Porlo, ou 30 cuias :
vende-se muilo barato para acabar : no anligo
deposito da ra d3 Vigario n. 27.
e fio
Cera de carnauba, ebo refinado
de algodao.
Contina a vender-se, no largo da Assembla,
armazem n. 9.
Novidade.
88000
Acabam de chegar no ultimo* paqnete a este
mercado as afamadas peonas d'aco dos aulores
Ferny & C. que se vendem tnicamente na loja de
miudezas da ra da Cadeia do Recife n. 5, a
prego de 2$ a grosa.
Calcado francez barato.
Na loja de Burle Jnior & Martins, ra
do Cabug' n. 16.
Botins de lustre para homem dos me-
lhores fabricantes
Dilos de bezerro e panno
Ditos de lustre para senhora
Ditos lodos de duraquo prelo sem salto
para senhora 3y000
Ditos de seiim branco para senhora 58000
Ditos de lustre sem sillo para meninas 3sO0
Sapales inglezes de vaqueta 5yii00
Ditos de lustre cora borracha na frente &9O0O
Ditos dito dito para meninos 38000
Os melhores charutos da Bahia por precos mui-
to baixos.
OS JESUTAS
PERAME V HISTORIA
PELO DOIITOR
Ovidio da Gama l^obt.
J Anda restara alguns exemplares desta precio-
sa obra, a 5$ cada um ; na Hvraria ns. 6 e 8 da
Draga da Independencia.
I Vende-se una casa terrea com bstanles
fommodos, sita na ra da Gloria n 1 : a tratar
pa ra do Sol, casa n. 5, junto ao sobrado, de
manha al as 8 horas, e a larde d 4 em danhr.
Continua a estar fgida a cabra Josepha, de ida-
de 50 annos pouco mais ou menos, altura regu-
lar, marcas de panno pela cara, falla de denles,
lornozellos enchados, andar eslrupiado, esta es-
crava fugio em 30 de Janeiro do anno passado,
desconfia-se que estoja acoutada em alguma ca-
sa ou servindode ama, lera dousfilhos nesla pra-
ca, urna por nomo Domingas, liberta, e oulro do
nome Matheos, escravo de um senhor pora ai
bandas de Apipuros, alguem j a lera visto, por-
lanto protesta-se contra quemativerem sua casa,
assim como d-se 50)) a quem a trouxera sua se-
nhora na Soledade estrada de Juo Fernandes
Vieira ou der noticia cerla
GratiGcacSo de 50#000.
Fugio no da 17 do crreme mez o escravo
crioulo de nome Malheus, de idade de 0 a 25
onnos, e lem os seguintes signaos : cor prelD,
allura regular, espigado e reforgado do corpo,
falla descansada, maos e ps pequeos, denles
alvos, andar gingodo, passo roudo, ecom bstan-
lo espinhas no roslo; levou caiga e comisa de al-
godao de lstras azues, chapeo de palha da llilia
j usado com fita prela; este escravo natural
deQuehrangulo, onde tem mi e irmaos, e foi
periencente o dito escravo nesle lugar aos Srs.
Cusrae de Pinho Smliago e Jos Francisco da
Costa, negociantes neste lugar, os quaes compra-
ran) e der8m em pagamento aos Srs. Souza, Bar-
ros & C. desta praga, e estes venderam no Sr.
Silvino Guilherme de Barros, o qual vendeu aos
Srs. Mello & Irmo ; consta que esle esrravo fu-
gio era corapanhia do cabra escravo, Mnirolino,
de Macei porlanto, pede-se as autoridades po-
jliciaeso *lgnmas pessoas particulares, quo o
*nnn i C8Plurem e levem-o a ra de Apollo n. 7, ou a
4ffuuu ruaNova n. 1, que gratiflearo com a quanlia
cimo.
Escrava lugida.
Fugio da casa do abaixo assignado, no dis 18
do correte, urna sua escrava da Costa de nome
Mara, qne representa ter de idade 45 annos, al-
tura e corpo regulares, edr nao muito pela, tem
bastantes cabellos brancos, costuma traz-T um
panno atado roda da cabega, tendo por signal
mais saliente as roaos foveiras, proveniente de
calor de ligado. Esta escrava tendo sahiuo como
de costume, com venda de arroz, nao voltou
mais : roga-se, portanto, s autoridades poli
ciaes, capiles de campo e mais pessoas do povo,
a apprehenso de dita escrava, e leva-la loja
de Preguica, na ra do Queiraado o 2, ou casa
de sua residencia na ra da Florentina defronte
da cocheira do 111 m. Sr. lente coronel Sebas-
tio, g,ne serao generosamente recompensadlos.


W
MARIO DE PEBNAMBCO. SEGUNDA FE1RA H DE MAl DE 80.
Litteratura.
estatuas, essas Imltam-so o$ Rumanos servido
deltas, quando Tora o cerco de Aladeo, como
projeclis contra os arbaros. Depois da invben-
So da plvora, complelaram-so ns forliflcaces
a Mole de Adriano. I.evanlaram Ihe muralhas,
guarnercram as de arlilharia, cavaram-lho fos-
aos, eslabelecerom ponles levadizas ; a planicie
adjacente, que se prolonga para o oeslc. atraz da
forlalczo, foi cercada por truralha continua. O
nome de muitos Papas est, ligado s recordaces
do castello de Sanl'AngeJo.
Foi all que Joo II esleve preso, que Bento IV
0 Castello de Sant'Angele.
Record oes da mocidade de utn prisioneiro
poltico.
(Continua [o).
Em quanto Seraphina se retirava pura o con-
rento ile S. Si'veslretn capite, para casa'de urna
das suas prenlas, fui preso, una noite, que me .
re,-Una por dous esbirros disfamados,que aocla-! ff! strangulndo, quei Joae MV morreu Je fume ,
rao dcumalantornasiirda deram-me a ler urna I l01 al" que pregono MI foi buscar refugio quan-
ordem do accessor do govcruo. E determinara, que se apoderassem da minha pes-; "xar"lro 'I procurou salvar-se, que Clemente
soa c me depositassem na prisao do palacio A/a- *" sc cscondeu, quando foi do saque do con-
dame. Muitos gentes mais sobrevieram c cer- deslavel de Bourlioii, podendo cscapar-so eom
ceram-me de modo, que toda a resistencia se me "m disfarce, que lhearranjou Benvenulu Cellmi
tornou irnpossivcl. Utn suor fri me veiobanhar i O'ilros porsomigeus lambem deram importancia
a fronte, um pasamento violento e lernvel rae' nis,ori" o este sombro castello. Ah foi enfor-
apertou o coraro ; n'um momento vi passar pe- c Crescendo, o predecessor de Rienzi; Ar-
los olhos o amargor, os pezares, as dolorosaspe-l n!,'do dc Rresco ah esteve preso; Cesar florgia
ripeciaa, que mcreservava um futuro fatalmente lt^u- uma longl d,!U"cao Carlos de Bour-
ituvilavel. Prorurei todava mostrar-me lran-jDon 'ol mor' defronte deslo castello por um tiro
qnillo. Seguido pelos mcus dous esbirros diri- 'jue partir do campanario do Santo Espirito;
'Chrtslina, rainlta da Suecia. assestou dahi a sua
arlilharia contra a tii//a Meiici, hoje academia
gi-mepraQa de Sanio Apolinaria, atravessei
o circo agonal c em dous minutos dirigi-me ao
palacio do governo. J era
fui recebido por outros agentes
me levaram para.urna pequea
pora um segundo pateo do palacio, e quasi em
frente da casa do cmbaixador russo. Achei urna
cima de campanha, urna mesa, ditas caieiras e
a Imitarn de Jess Christo. Pergunlaram-me
se precisara de alguma cousa, e como respondes-
so que nao, fetharam-nie a porta edeixaram-me
su com nieus pensamentos, islo s com os tor-
mentos, e os tristes pliantasmas, que fazem sem-
pre i'oinpanhia a um pobre prisioneiro, Da pr-
uieira noite da sua delenro.
II"
Os meus amigos, a minha familia c Seraphina
ficararn una semana sem ouvirem fallar em mim.
de sorle que me comeravim a chorar a raorte. O
K"verno decidio-so por flm a romper o silencio a
ilion respeilo e a tonfessar a minha prisao por
motivos politicos. Padec uns vinle dias naqucl-
la especie de calabouco para onde me linham
mandado primeiro. No ha torturas, que sccom-
parem s que padec no palacio /Hdame : nial
sustentado, em tn cama, sem lume, na forra do
invern, sem luz de noite, sem livros, eslava
alora disso mcltido no segredo mais absoluto ;
m is a Jor pliysica nao era nada em compararlo
da dor moral. Queixava-me amargamente co-
ntigo das imprudencias, que me linham levado
aquello estado, amaldiroava o passado, arrecea-
va-nie do futuro :
Frelcriq
urna uiiiKi-iuc ov e ,, ---#- ---------1
esperado, porque i fran"*a das. "ellas artes : Miguel Angelo deilou
ds superiores, que >a1ue>le. recinto o pnmeiro fogo de vistas de que
i celia aue deitava na "0,"'la. finalmente servio de prisao no cele-
' hrft Prifrlinct ri\ IT,n-\ n*<.n,.Wn M ....-..I .L_~ .
iquo memor flebam, raeluensque fuluri.
Depois de muitos mezes de espera, comeeoit o
processo. Toda a gente sabe que c.n Ruma as
mstrucroes Jurar um lempo infinito ; mas co-
mo na prcrencao que pesava sobre mim (Qliaco
n'uma sociedade secreta), confossei ludo, excep-
8o do nome dos mcus cmplices, e como decla-
re i perlencido Joven Italia, caminhou o mcu
processo muilo depressa. Foi-rae necessario,
todava, soffrer iulermioaveis interrogatorios.
O jui/. Ji>. inslrucco ( giudice processante ) era
um hornera de cincoenla a sessenla annos, de
urna etalura e corpulencia bastante a van taja-
das. U-avade um traje, que era um meio termo
entre o vestuario de ines're escola, c as vestes
do sacerdote ; entretanto nao me ser possivel
descrevc-Io tem, porque nunca live occasiao de
ver o individuo que o traja va, seno quando sen-
tado pro tribunal c escondido alraz de urna me-
za enorme. A pliysionomia assaz repcela, mas
al!o(iga barba muito aguda, asmaxillas erara em ngulos
preeminentes, as macaas do rosto sabidas e o I
bre Caglioslro. lima passagem secreta, obra dos
Borgas, rene o castello de Sanl'Kiigelo aos
quartos do soberano pontfice no Vaticano.
No principio da primavera fui transferido para
a minha nova prisao, para aquelle \clho tmulo
que devia agora tambera sepultar dez anuos da
minha existencia : linha vinle e cinco annos ape-
nas ; ped liecnca, quando entrei para cscrev, r
minha familia, aos meus a migos, e aquella de
quera fora separado por um modo tira cruel,
Castellano (governador da praca) conredeu-me
esta licenca, com a condico deque lomara co-
nhecimento da minha correspondencia. Sujei
tei-me e coraecei a escrever cartas sera fira a to-
da a gente. Recolhido, ao principio, n'uma cel-
ia hmida c iriste, alcancei depois um quaito
mais commodo. Os amigos de minha familia j
me linham reconmendado ao governador, c aos
principaes empregaJosdc eslabelerimento (1). A
minha inoc:idadc, a minha posico, asubinissao
das niinhas maneiras, nao lardarui a attrahir-me
as sympalhias de lodos. E, apresso-rae a dize-
lo, a miaba prisao no castello de Sanl'Augelo na-
da tinliacommuin cora os horrores de Spielbeig.
que todos conhecem pelas rcvelanoes de Silvio
Pellico. Era tratado com algumas'alterares, s
vezes mesmo com una certa benevolencia. No
fira de alguns mezes coraecei a wslumar-nie ao
meu novo genero de vida. Tinha regulado as
minhas oceuparoes ; a lcilura, o passeio. a cor-
respondencia, alguraas vezes a conversa I com os
oulros presos, oceupavara-me as horas Ido da.
0 passeio, principalmente, tinha para mim attra-
tivos especiars, gracas ao magnifico panorama,
que se desenrola diaulc do castello de Sanl'Au-
gelo
Do cume, onde ha urna especie de platafor-
ma, de-scobre-se a cidade toda cortada pelo T-
bre ; direita o Vaticano, defronte e a esquer-
daoCollyseu. o Pantheon, o Capitolio, por de-
Iri/. da cilaJe toda a campia remanal Tivoli,
Frasca ti, os Appeninos, e esas mil paisagens tao
ariislicameiile empolciradas nos altos, ou tao gra-
ciosamente aninliadas nas encostas das collinas
suburbanas.
Nos dias das grandes solemnidades religiosas
trocava de bura grado a minha cmara, por urna
deslas celias abenas no ponto mais alto Ja forta-
leza, ao p de urna capclla baptizada cora o nome
significativo de Sanctus Michael nter] nubes.
Nao me canea va entao de contemplar a turba va-
riegada, que apertava contra as muralhas do cas-
obl* o qual eu tinha -declarado, que nao dava
o n enor passo. Onde se aprsenla va, a sua mo-
ndado e a sua belleza chamavarn a silencio, a
seu! nome apenas pronunciado lhe concihava o
reS|>eilo o a eslima das pessoas a que se diri-
ga:. Entretanto s alcancou algunas promessas
insignlicantes. que nao liveram efTeito algum.
Qu z entao dirigir-se directamente ao papa e
ob er una audiencia delle ; mas a sua suppli-
ca foi indeferida. Tres annos -se passaram as-
sin em esfurcos inuleis, que SerapMna me oc-
cultou para rae nao desanimar.
Jira meu visinho de qunrlo o alsario mais h-
bil que lalvcz lem existido. Hornera instruido,
inlelligentc, laborioso o soffredor. Alberti ti-
nh i lodas as qualidades boas da sua rn profi-
so- Havia muitos annos que ero falsario. Ti-
nha realisato sommas considerareis, por meio.
de iresupposlos raanuscriptos raros, que venda
prii cipalmcntc aos eslrangeiros. Tinha esluda-
do ias bibliolhecas publicas c nos fae limites os
diffjrenlcs gneros de escripia proprios nos gran-
des homens da litteralura italiana, principal-
rae ite Danto, Pelrarcha, o Tasso e apenas con-
segua apanhar completamente a physonomia
pailicular, que apresentam os aulojraphos destes
grandes escriptores, applicava-se a transcreve-
los, e dava-os como copias feilas por elle mes-
mu, e depois encontradas era alfarrabio ou Icilo.
E9 a tentativa, que lhe havia lido bom xito
tima o animado a proseguir. Foi mais longe.
Qu z imitar o estylo de alguns sudores celebres,
principalmente de Pelrarcha e Tasso. Com este
inl lito procurou as antigs edices de alguns
claisicos latinos e acrcscenlou-lhe notas mar-
gen!, que fez passar como escripias pelo proprio
pu iho de Peirarcha. Conseguiu tambera for-
r.a de esludo, e gragas a urna inconteslMel capa-
cidade, a imitar perfeitaraeule a prosa de T.n-o.
era soraente a forma, que lograra arreme-
ta,
bom
Eu sabia,
Mj
que, com grande risco seu, por
dinheiro, conceder j a um outro preso
o favor que solicitara. Fiz-lhe a proposta. Re-
pell.do pnmeiro, consegu depois fazer-me ou-
^n,,r.0npi,f:Uie u?l" ('U8u,ia' mas o manhoso
iraficanle fez ouvidos de mercador. Emlim
nha familia e generosidade de Seraphina. con-
segu juntar urna contasinha redonda, e tractor
cora o meu carcereiro. Duas vezes por mez foi-
mo permitlido sabir noile da prisao por urna
porta secreta e com um disfarce. A minha au-
sencia poda durar s qualro ou cinco horas c
eu conipromcllia-me sob palavra a nao exceder
estes limiies.
Tudo eslava combinado, quando Gregorio se
lenibrou de me impor nova e rauita onerosa
condico. Quiz por forga um refens, que lhe res-
ondease pela minha pessoi. O meu Giulio of-
ereceu-se generosamente o a subsliluicao leve
lugar. O carcereiro, farto de oiro, e completa-
mente tranquillo, mostrou-se bem disposto para
o resta. r r
A idea de ir gosar alguma liberdade reslituiu-
me o socego e quasi que a saude. O mez de
maio coraegava hvia pouco. O sol sorria n'um
ceu desafogado. As gieslas, as madre-silvas e
JS yolelas erabalsamavam as campias em ro-
da do castello. Havia no aro que quer que era
de animacao, urna especio do perfume calido e
cnebnante, que excilava a cabera e o corajao.
O momento desejado chegou po'r (ira; abriram-
me as portas. Apalpei-me lodo ; deileia correr,
aspire; o ar e depois delive-me tornei depois
a respirar, a correr sem saber para onde, para
me convencer, de que nao era sonho o estado
coi que me acliaa. Acudi-me de repente
lerabraga Seraphina. e estremec pensando em
que a la ver c fallar-lhe do nosso amor. Quando
cheguei a casa della, lancamo-nos nos bracos
nariz adornado por urna magnifica verruga; res-
to da physonomia ao mesmo lempo vcrmelho e
verde, bilioso e sanguneo, dcnolava um carador
muilo propenso a irrilar-se. Urna cabelleira ver-
nielha, danrava sobre um crneo luzdio, desnu-
dado, cheio de bossas. A sorpreza augmenlava,
quando o bom do magistrado, abra urna enorme
bocea desdentada para interrogar o preso. As
immensas queixadas funecionando. como se per-
lenccsscm a um esqueleto ou a um aulhomato,
parecan! movidas por molas. A voz linham de
mais a mais artes de correr pronunciando urna
s patarra, todos os tons da escalla musical. Co-
niecava em falsete e acabava em serpenlao de ca-
thedral. Tal era o ente, extraordinario c cmi-
co, com quem cu linha que tratar peridica-
mente, duas re es por semana, ecomo nao poda
deixar de sorrir-nie s inlerpcllacocs absurdas,
que rae diriga, tornava-se o meu inquisidor
niiilas vezes mais terrirel o mais encarnizado
ras suas perseguidos, dragando mesmo a man-
dar registrar no processo verbal os meus vizinhos
sediciosos. Emquanto durou este processo esti-
vo em segredo rigoroso, sendo-me pormitlido
somonte corresponder-me com meus prenles e
amigos, paseando sempre as cartas polas vistas
do governador. Malava-me pensar era Seraphi-
na, e senlia-me feliz e desgranado, ao mesmo
tempo, por saber que eslava inabalavclmentc rc-
solvida a ser-me fiel. Este sacrificio causava-me
um desespero acompanhado do adtniracao, que
uo dcxava de ter seus encantos.
Fiquei como que fulminado quando me deram
a saber a minha condemua^ao. Faziara-mc es-
tar dez annos recluso n'uma fortaleza. Era a
norte precedida por um longo martyrio. A mi-
nha familia toda ficou cunslernada ; Seraphina
cabio doenle e esleve quasi a morrer. E eu tre-
aoh com a idea de ser preso fora de Roma, no
castello de Ancona em Civita Castelhana. Suppl-
quei, fiz immensos pedidos, os mcus amigos met-
teram por empnnho altos personagens ; e por fira
oblive como grando favor a autorisac,ao para re-
ceber o castigo mesmo em Roma e no castello de
Sanl'Anglo
O castello de Sant'Angclo est situado na mar-
ge m esquerda do Tibre, dianle do urna das mais
bellas ponles de marmoro da cidade. Sabe-sc
que foi levantado em honra de Adriano, e que lhe
servio de tmulo. por isso que lhe chamam
ainda Mole d'Adriano [Moles Adrianna). O edi-
ficio tinha a forma do pyramide cnica, o rodea-
va-o um circulo immenso coraposto por colum-
nas e estatuas, que se altcmavam. Tinha no cu-
me urna enorme pinha de bronze, que ainda ho-
je se conserva no museo do Vaticano, e na qual,
segundo se dzia estovara encerradas as cintas
de Adriano. Na edade media os Papas mudaram
pouco a pouco a disposico deslo mausoleo. Pri-
varam-iio das columnas, e com o bronze dos ca-
piteis fundiram percas d'arlilharia. Emquanto s
tollo, e experimentovn una especie de alegra
melanclica, comparando esle niovimonlo lon-
ginquo com o socego profuudo do mcu retiro
aerio.
Apezar destes momentos de dslrar.ao, eslava
acabrunhado pelo tedio e pelo desespero. Nao
rae poda conformar com a idea decsiar separa-
do de Seraphina, nao sabia que expediente havia
e eropregar para a ver.
Eis o que se iraaginou.
Tinha em Roma urna lia, cuja filha era pouco
mais ou menos da estatura do Seraphina. Meu
pae, aulorisado pelo titulo de prente, pedio para
me visitar com ellas, o que lhe foi concedido, nao
sem diffieuldade.
Entretanto muitos visitas semelhantes se suc-
cederam, c gracas a algumas proteccoes, minha
lia o minha prima couseguiram visilar-rae de
quinze era quinze dias.
O rosto fcilmente se advinha. Seraphina
substiluiu minha prima, e por conseguinle, duas
vezes por mez poda passar alguns instantes em
companhia da minha l;a e da minha noira.
Pouco a pouco os ompregados da fortaleza cos-
lumaram-so a prcseriea deslas duas mulheres.
O governador concedeu-me at permissao para
que me acompanh.issem a capella do castello,
onde liveram lugares reservados. A nossa mu-
tua paixao redobrou em ardor; mas apesar da
violencia do meu cnlhusiasmo, forara sempre
castos os nossos colloquos. Uina vez s, opro-
veitando da ausencia momentnea de minha ta,
dei um beijo era Seraphina autos della se me
poder oppr. No dia seguinte recebi urna carta
della em que me dizia : Quizesle vencer Car-
los, aproximaste Torca es leus labios aos meus,
abuzaste da tua forja e da minha fraqueza.
Agora se por desgraca nao devosse ser la, se o
destino nos separasse ainda e para sempre, ter-
mo-hias morto por las miras, ter-me-hias vola-
do em vida a morle. O leu odio Valeria entao
mais para mim do que o leu amor Desde
este momento nao me atrev a tocar em Seraphi-
na. Entretanto ia-nos passando a mocidade ;
mas se por algumas vezes descorocoava nSo
aconteca nunca o mesmo a minha animosa
noiva. A sua resoluqao augmcnlava com os obs-
tculos. O quanto ella fez para conseguir a mi-
nha liberdade-nao fcil de contar. Forte com
as um do outro e neste eslreitar febril, nesta pr-
a- turbceo de dois coraces nsaciareis nao pode-
mos conter as lagrimas. Dentro em pouco e pela
uinha extrema exaclidao, Gregorio deixou-me
ter algumas sahidas exlraordianaras, passando
assim a noite fura duas vezes por semana ; por
tira o carcereiro resolveu-se a confiar-me a cha-
hir, tendo eu cuidado de rccolher sera falla an-
tes do romper da manhaa. Urna noite, quando
depois de ler evitado as tres ou qualro sent-
nenas que estavam no caminho, rae dispunha
a recolner-mc minha celia, ,passei pelo p da
porta do corredor que rene o castello de San-
i Angelo ao Vaticano. Esta porta nao eslava fe-
chada, empurrei-a aode leve e cedeu '
a fe
curiosidade levou-me a ir mais"adTan1e, prosegu!
resolvido a cerlificar-rae se o corredor, por urna I
para o quarlo da cama do
da ; eram os seutmeotos, os pensamentos, os
en os, e mesmo al cortos neologismos que ap
libara admiravelinenie. Invenlou por este modo
una correspondencia amorosa completa enire
Lonor d'Esle o o seu desgranado adorador.
Ccmpoz alm disso sonetos e poesas, entre os
qi aes urna odeaoafamado salteador Sciarra que
luha salvo a vida a Tasso. O hbil falsario! resinha da porta filVa,"po7oude"'cuVliimar"aVsa"-
ccnseguiu, cora o auxilio destes manuscriplos,y
aiocryphos, engaar os sabios mais dislinclos
d Italia, al quo por fira foi comprometlido
p(r um desgranado Silio Itlico manuscriplo,
qi c apresentra como pertencente a Pelrarcha,
e ;omo lendo notos raargera do poeta. A idea
dista alsificaco era por estrerao engenhosa.
S;be-se que Pelrarcha iralou no seu bello poc.na
D: frica das duas priraeiras guerras pnicas e
qt.e Silio Itlico lambem canlou a segunda
guerra de Carlhago. Ora parlindo de semelhan-
le fado podia-se fcilmente presumir, que o
poeto italiano tinha commentado, seno copiado,
o que, antos delto, tratara do mesmo assuuipto.
Ele calculo nao loria ftlhado, se nao houvesse
u n erro de alguns attnus. Com effeito o poeta
hspanhol no^foi achado seno alguns annos
P
d
A
dTn.r.T.V uu""' "a- tscondt-mo ahi. rn iuulo depo
Albcr.l era hornera de trato muilo agradavel. passar um hornera com urna lanterna, e alraz
t sua conversacao variada, os modos linos, a delle oulro erabrulhado n'uma grande coa Re-
tnag.uaao vivissima c um carcter, que pie- conheci-os ; era o Papa precedido pelo seu cria-
toffi&2"22! aVr' 711"*:0 r"' d dc co"lia"a. Gaetonno. O meu Si'" o meu
A imitasSo convertera-se-lhe era idea l.xa e; perseguidor, eslava na minha presenca e quasi
taduzu-so de urna raane.ra curiosa, nas rea- no meu poder. Tive que empregar um esforc
sobrehumano para llcar senhor de mira, ms
este esforco e a violencia da comraogao trouxe-
ratn comsigo era breve, urna reaegao violenta,
taht por Ierra desmaiado e foi a frescura da ma-
racos amigos e ale de Se- ; nhaa. que rae fez tornar a mim. Era lempo
aphiua. Propoz-mo um da um plano corople- de recolher ao meu quarlo : felizmente
la de documentos falsificados, por meio dos
i uaes us podenamos salvar, por que desdo o
mandada de sullura, at ao passaporte, ludo
lhe pareca fcil de imitar. Reproduza prnri-
aalmenle coic una exaclidao iticrivel os sellos e
narcos das repartieres. Um compasso alguns
apis, urna penna e tinta lho baslavam para
txercer a sua liberdade.
Dous
porta falsa deitava
Papa.
Mal dera uns cera passos ouvi alraz de mim !
um hgeiro ruido, depois o ranger de uns gonzos
e de uns ferrolhos. Voltei-me e vi quo urna luz'
se approxiraava de mira. Nao sabendo
pensasse desla apparQao apprcssei
con
de urna
c.3os que exisliram entre nos. Dera-lhe parto
cus meus segredos tolos, conseguiu por isso cn-
(nar-mo alguraas vezes. mas sempre era cousas
rmilo innoceules fabricando caitas cm nome dos
i icus prenles, dos
personagens mais, bastante mysleriosos,
'Stavara lambem presos no castello deSanl An-
{elo. Um delles, quo nao posso nomear, per-
encia a urna familia de principes, e eslava prezo
lor motivos, que nunca pode saber ao corlo
[uaes eram. O outro era o Abbade Domingo
Vlbo, de Genova, cujo processo fez tanta bulla
ira Italia. Entretanto ia-se-me deteriorando
travemenle a saude ; o aborrecimenlo, o pesar,
ama especie de nostalgia linham lomado conla
le raun. A idea de ter corapromeltido-o futuro
le Seraphina perseguia-se com urna insistencia
al, que rae causara alguma perlurba/ioulo es-
pirito. Tornei entao urna resoluco dol#rosa ;
{uiz sacrificar a minha felicidad da'mtnha
uoiva. Escrevi-lho para lhe pedir que me dei-
xasse e que dsse a sua aiTeico a alguera que
mais a mcrecesse. A fortuna", a belleza o os
lotes do espirito e do corado garanliara-lhe
ura prospero futuro ; pelo contrario, obsiinan-
to-se em participar da minha sorle, nao espe-
rara, no lira de alguns annos, senao um in-
feliz, alquebrado pela tlor e incapaz de lhe dar
a felicidade quo mereca. Seraphina enven-
me era resposla urna lacnica caria, em qual
depois de amargas reprchences, me dizia que
nao consentira jamis em abandonar-mc e que
s lho eu faltasse, so retirara para ura con-
vento.
III.
O carcereiro que eslava especialmente encar-
roado de nos vigiar, deixava-se com muita fa-
cilidade commover pelo agradavel sora daquelle
metal, em que falla o Fgaro" de Rossini. A sua
physonomia c traje de urna orginalidade burles-
ca nao so me hara de apagar nunca jda memo-
ria. Baxo, sapudo, e corcunda, trazia na cabe-
ra urasofideudo velludo negro sempre banda.
Tinha urna roupeta de riscas largas rerlicaes,
encarnadas e verdes. As calcas ju3tas entravam
por dentro dos cannos das bolas. Este reslua-
virtudeecora a saniuade da sua causa, aoesar ri.> Posl que estravagante, ficava a perder de
n-n.n J_ -____' j VJCli niurato ai\ >... n____- ^us...u
mesrao da opposirao de muitos dos seus pren-
les, arriscou-se a apresentar-se aos meus juizes,
ao governador e s autoridades de Roma. De-
tou-se aos ps do cardeM secretario d'estado,
querendo por forja conseguir ura perdao para
visto quando se reparava na expresso extraor-
dinaria do rosto crivado de bexigas. Urna boc-
ea de xaroco, um nariz de papagaio, urnas
suissas de aza de corvo, concorriam para lhe
dar um aa especial: e depois uns olhos de la-
gosta cosida, urna cara que pareca de esponja,
e um traje de vllele do espadas faziam cora
\ a i-a ,. um lidio uu *dneu
eLi?TS^ que se parecesse mais c
elevar-se a duas rail pessoas; alm dos con- senlida por algum pi
de
J- | v<^.> VUII"
demnados, de varias cathegoras. muitos empre-
gados civis e urna guarnicao bastante numerosa
residem nesta fortaleza.
FOLUETIM
ORIGINAL DO DIARIO DE PERNAMBUCO.
a caFteira.
12 DE MAIO DE 1860.
Dlas palavbas de iktrodixcao A presente
OCADRA CONSIDF.RAC.ES k PROPOSITO.A C0N-
PUHC> em Deis, e o valor das preces.
*
E sob a presso do mais profundo constrangi-
nicnto, e com o espirito preoecupado em ideas
mortificadoras e afflictvas, que pegamos hoje da
penni, e vamos preencher a nossa larefa.
No momento de tribulaco c de lenazes cuida-
dos ; quando a alma padece, e quasi verga ao
peso das provacoes, porque ordinariamente pas-
samos neste mundo, difficillmo, para nao dizer
impossivcl, descer consideraces, que pedem
calma, repouso e tranquilidade.
_ A phase de dr e de ludo, que vai correndo
tao accclerada n'csla provincia, especialmente
n'esta bella capital, lera, sem duvida, feito der-
ramar lagrimas da mais pungente saudade a mais
de um pal, de um esposo, a mais de urna fami-
lia consternada o oppressa de amargura.
Nos verdadenao temos soffrdo at hoje
esses golpes extremos, que j tem ceifado lanas
vidas preciosas, e que tanto hao concorrido para
o quasi deslenlo da populacao d'esta cidade.
Mas urna familia inteira, tongada no leilo da
onfermidade, um quadro sobejamente aterrador
para nos, que lhe comprehendemos os soffrimeo-
tos, e que nos sentimos ferido, por ludo isso, no
mais intimo do coraco.
Em tal caso, o Irabalho, a que estamos obriga-
do, ainda mais arduo e pesado se torna para
nos; por que nao ha assumplo que se nossa
tractar de um modo conveniente, nem objecto
que se offerega, Busceplirel de examc, & conlem-
plagao do espirito.
Que se ha de langar ao papei, em horas como
esta, quando a consternado geral, e quando
um s pensament domina todas as classes da
sociedade. abysmadas, mais ou menos, na dr e
no deslenlo f
Esse pensamenlo, profundo e grave, por si mos-
rao se explica ; traduz se uas expressoes que se
levantara do meto das turbas, aterradas e attuni-
tas; revolve-se pesado na mente de todos; e o
nico lenitivo que se lhe pode encontrar esl na
esperanza e nas inspiracoes da crenca religiosa.
Commentar ura pensaraento d'esla ordera, na
quadra que varaos atravessando, sera o mesmo
que repetir, em phrase deficiente, o que todos es-
to sentindo, o que se observa, lalvez, no espec-
tculo constante de lodos os dias.
Nao o taremos nos ; porque em tal caso o nosso
escripto rcsvalaria necessariamente para o mcu-
logio ; e rudeza de penna vera reunir-se, foi
cerlo, o sombro das Uetas e da forma.
* *
Aquelle que, subtraindo-se um pouco s sce-
nas ordinarias da vida, e ao tumulto das oceupa-
roes dianas, vai procurar 'nos segredos da Pro-
videncia a razo principal dos lo varios aconte
ciraentos, que agitam o mundo, nao de ranei
ra alguma um estlido de que se deva ter com -
miseraco, ou um rente supersticioso ques:
baja sacrificado dc todo s ioucuras do fana -
lismo.
Nao I
A phlosophia, se a podemos comprehonder
como urna sciencia til, se a podemos concebe r
em sua tealidadc para o espirito, nao dere ficar
adslricla estril contemplarlo das lels naluraes,
e apreciado mctaphysica dos principios e dos
setes.
Longo de nos, chrislos pela crenea e aindi
mais pela convieco, cssa phlosophia simples-
mente especulativa, mas sempre material, qui,
parando no exame dos phenomeuos, e no eslud>
perfunclorio do mil systemas abstractos, rem .,
lerantar por ultimo o orado desesperador da in-
credulidade e do indifferentismo.
Alheus, se os ha, nao sao tonto esses que fin -
gera negar a existencia do Ente,Supremo, quanta
aquelles que, dominados pelo mais desarrasoado
de todos os orgulhos, fecham olhos e cerram ou-
vidos marcha e ao destino da bumanidade, por
que nao a querem rcr, nao lites apraz obserra
la, seguindo as leis de um plano providencial.
O povo que se alimenta de amor e de f ; i
poro que se enuobrece antes com a heranca tra-
dicional dos principios religiosos, do que na ra
ntssima accumula&o do thesoiros de reconditt
sciencia (que muitas rezes um veneno corro-
sivo para a propria sociedade I), lem a sua scieif-
cia maravilhosa, lem igualmente a sua phloso-
phia privilegiada e cspecialissima, que nao corte
por algum pintor de phantasia, do que
com urna creatura verdadeira. Era desle. hornera
que precisara obter, a Iroco de dinheiro. algu-
mas horas de liberdade por mez ou por sema-
o menor risco de ser subjugada pelos caprichos
de paixes ignobeis.
A esse quasi instincto do poro,.que a lingua-
gem commum denomina f, o que os falsos ra-
ciocinadores chamariara, porventura, urna cre-
dulidaae insensata, deve-se hoja em dia, o so
tem devido sempre, os mais benficos e impor-
tantes resultados.
Com esse principio de sublime inspiracao re-
ligiosa as populaces reaniraam-se, conforlam-
se e Iriumpharn constante mente dos miihares de
perigos que as cercam ; e quando urna serie de
successos fataes lhes ehega a dissipar, urna por
urna, lodas as esperanzas, lodos os gozos da vi-
da, achara-n'as ellas de novo no *em numero
de consideraces piedosas, que essas mesmas
inspiracoes fomenUm, suscitara o desenvolvem
com tanto proveilo.
O povo, pois, queconslituc a maioria, ou, dis-
seran.os antes, a lolaldade do genero humano,
lem a sua philosophia, que a philosophia do
bom senso, da esperance e dos consolos espiri-
luaes : e raro ser o dia em que ella se lhe des-
pert estril no corarao e no espirito.
* *
Era quanto o pensador livre, fascinado pelo
apparato phosphorecente do hypolheses e de
theorias vaporosas, lanr.a-se.com o pensamenlo,
na rariedade immensa de ideas, para apannnr,
n'csse mar de incertezas, urna scluQao aos se-
gredos do mundo, aos mysteriosda rida ; o pen-
sador, affeito s impresses e aos sentimenlos
d'alm, curva-se ante o throno de Deus, en'esse
amplexosuare da razio com a f, que se lho fi-
gura urna necessidade eminente, depara com a
luz, que lambem o termo s suas difficuldades
e tropecos.
Esse sentir quasi intimo; esse impulso pode-
roso da crenca e da piedade; cssa scenlclha
d'araor vivido e esperaiiQoso, quo se dilata na-
tural no espirito de todos, para quem a religiao
nao urna palavra mentirosa, um sonho ou um
mytho ; desenvolvem-se mats activos,mais enr-
gicos e mais fervorosos no meio daquellas popu-
laces, que,desde o comeco de sua existencia na
trra, se. acham mais 'ntmameute abracadas
com o syrabolo precioso da redempeao.
A Cruz, que representa o progresso, porque
reprsenla a rehabitilaco moral da especie hu-
mana ; a Cruz, que regeuerou a familia, que re-
constitu", a sociedade, que eslendeu a mesma
le de fraiernisacao e de harmona commum,
desde o Oriento al o Occidente ; a Cruz que lio
bella resplende ahi, na fachada dos templos
... -------------a entra-
da do corredor eslava fechada, do meu lado s
cora dois ferrolhos e urna barra dc ferro, de sor-
le que pude abrir a porta com facilidade. Giu-
lio eslava inquieto pela minha demora, mas o
guarda nao tinha dado por sirailhante cousa. A-
pcrlei a no do meu amigo, que se retirou em
seguida. Aquelle encontr com o soberano pon-
liitce em tal lugar c a tal hora, provinha do pro-
cesso do abbade Domingos Abbo, processo que
eslava correndo no castello de Sant'Angelo. O
interrogatorio do preso linha lugar de noile. e'
era para lhe assislir secretamente, que Gregorio |
AVI, ia, algumas vezes, do Vaticauo ao castello,!
passando pelo corredor onde o encontrei. Reco-
nhecido como criminoso de assassinato, Domin- I
gos Abbo foi, poucos dias depois, condemnado!
a pena ultima e erecutado no castello mesmo
Ura domingo, Seraphina e minha lia linham '
vmdo capella do castello ; estovara ahi reuni-
dos a maior parte dos ompregados e dos presos.
No fim da missa, na occasiao da benco, deixei o
mcu lugar o dando a raa a Seraphina. fui ajoe-
Inar, cora ella, dianle do altar-mr. Ahi era alia
voz, profer as palavras seguntes :
Sr. cura, esta a minha esposa, e Seraphina
disse lambem depois : Sr. cura, ese o meu ma-
rido. Levantei-me entao, e vollando-me para o
publico prosegu: Senhores, sedo leslemunhas
da nossa unio legitima e publicamente conUa-
hida. Toda a gente leu nos Desposados de Man-
son um projecto de casamento semelhante ten-
tado por Lucia c Renzo, mas que so fruslou por
causa dos reccios de D. Abbondio. Julga-se,
lalvez, que este modo de ioterpelrar o sptimo
sacramento, urna invencao de romancista, e quo
na realidade estas unios por sorpreza nao sao
por modo algum toleradas em Italia. Mas desen-
ganem-se. Em Roma principalmente, onde nao
existe o contrato civil, e onde se sustenta a dou-
trfiia provavel (para me servir da expresso dos
casuistas), que no casamento sao os proprios con-
trarenles os nicos ministros; c que o cura nao
deve intervir seno para dar a, ben5.n0 nupcial:
em Roma, digo, oscasaraentos clandestinos sao
bastante communs. Os esposos incorrem na ex-
rommurihao lata! senlentim, mas a sua unio era
por isso deixa de ser legitima
Urna confusaoincxprirarelsurcedeu ao espan-
to causado ao principio pelo nosso comporlaraen-
to. O oflieial de servido, furioso, mandou imrae-
dialamenle ler contigo um guarda para me vi-
giar, e para se apoderar da minha pessoa. Cha-
mada presenca do governador, Seraphina snp-
porlou com a maior coragem as suas ameacas e
ecriminaces. A alttude daquella donzella que
dava ura lao bello exemplo de constancia o dedi-
cajo produzo urna feliz impresso no espirito
de alguns altos funecionarios do governo. O pro-
prio Papa se commoveu. A nossa aventura do
castello de Sant'Angelo e os passos que dava Se-
raphina, comegaram a espalhjir-se no publico.
Toda a ctdaoe se appaixonou pela joven herona
desle romance, que linha comecado na capella de
urna prisao, o que continuara no palacio dos
membros do sacro collegio. A mocidade roma-
na, principalmente, preoecupou-ae muito com
este negocio. Nao se fallara n'outra cousa nos
sales de Roma. Fizeram sonetos em honra de
Seraphina e por toda a parto, onde se apresen*
lava, era receida com signaes de admiracao e
de respeilo. Entretanto a polica comerou a in-
quietar-so com tanto motim. Fizeram acreditar
ao governador da cidadella, que os estudanles
rae queriani tirar de l para fra viva forca, e
lu por conseguinle mcltido em segredo mais ri-
goroso. Dobraram as guardas, deram novas se-
ntas e conlrasenhas guarnicao, fizeram prisoes,
emquanto que, fechado na minha celia, ignorava
alisolulamenle o quo se passava. A minha sau-
de ressentio-se, porm, desle redobrar do severi-
dade. Coraecei a escarnir sangue e depois de
muitos rogos, consegu ser passado para a enfer-
i,kCier0 e, as ordens religiosas pela sua parle
1'*5 en.lrar,ra "a questao ; mas s debaixo do
centradas ; lodos entretanto concordaran! cm que
rular- ?omK?V0, 8Prcsenln ciliares. Combinavam na validado do casamento '
iXSaSSP* S "n!e1u"cias prov.ves es:
tova tentar um ultimo e supremo esforco oro-1
curar o Papa e obter desle soberano 0 que os
seus representan les recusaran, Com taraanha
obstinacfo. Dcmais Gregorio XVI conhecto per-
leilamento as nossascircumslancas. Seraphina
que antes do nosso casamento j recebera um
recuse formal, nao desanmou ; pedio urna nova
audiencia ao Santo Padre. Digo audiencia, posto
quo a palavra seja impropria. O Papa nao con-
cedo nunca audiencia a mulheres. Smente
quando est resolvido a escular-lhe as supplicas'
o que em extremo raro, deixa que se aproxi-
mem delle hora do passeio nos jardins do Va-
ticano ou do Q11trin.1I. E' por conseguinle mais
um encontr de certo modo fortuito, do que urna
recepeo combinada. Procuraram-se a prolccio-
lores rauito elevados para se obter esta especie
de entrevista no meio da ra. O eardeal princi-
pe Mximo, que conhecto a familia de Seraphina,
foi instado para que tomasse debaixo da sua pro-
lecca a nossa causa, e oblivesse pobre esposa
unta occasiao favorarcl.
Proraelleu rauito, mas fez-nos perder um lem-
po precioso com inlerminavcis addiamenlos, que-
rendo talvez mostrar por estas demoras eternas,
que era na realidade descendente do Fabio M-
ximo Cuntaclor (temporisador) a cuja proceden-
cia em linha recta elle pretenda. Os oscenden-
tes desle nobre padre, para prurarem raelhor a
sua origem de seculos, imaginaram adoptar um
brasao fallante : pegadas em campo azul, que s-
mulassem as numerosas marchas e contramarchas
do general romano, que por este meio caneara.
Annibal e salvara a patria. Fosse por que tone
sua eminencia entendeu que nao devia empregar
aquello vigor e celerdade que nos eram inds-
pensaveis, e livemos que renunciar sua pro-
tecrao.
Por esle lempo Gregorio XVI parti para Cas-
tel Gandolfo, sua residenria habitual de oulono.
Um relmpago de esperanraatravessou o espirito
da minha infatigavel procuradora. Sera perder
tempo foi com sua mae part Albano, pequea ci-
dade situada prximo da residencia papal. Ape-
nas se installou prxima do castello pontificio,
Seraphina cuidou s era cstudar os hbitos do
Papa e mal flxou o seu plano, procurou segu-lo
desde logo.
Era n'uma bella larde de oulono. O Papa linha
percorrido durante o da todas as pequeas aldeas
circuravisinhas. e em lodas fora recebido cora
um enthusiastico acolhimenlo. Em Albano lodas
as ras, por onde devia passar, linham sido jun-
cadas de flores, dispostas com a arle que preside
a unta infiorala, como so diz cm Italia. Procu-
ra-so urna quantdado immensa de flores de
qiiaesquer especies, desfolham-se em grandes
agaales, cada utn dos quaes recebe urna cor.
Por meio de algumas liras de cartao, e de alguns
crculos de raadeira, lavra-so na ra, era cima da
calcada, um mosaico de flores e de verdura, a que
se d alguns centmetros de espessura. Cora-
pera-sc lambem arabescos de diversas nalure-
zas no meio dos quaes se leern as prmeiras le-
tras dos principes ou soberanos, a quera se tribu-
ta aquella homenagero. Quando a infiorala
est prompto, a circulacao prohibida por um
momento, pois que s o Papa e o seu cortejo
toem direilo de lhe desarranjar a elegtnle syme-
tria. Assim se celebrara era Albano chegada
do pontfice, acompanhado pelo ex-rei de Portu-
gal, D. Miguel do Braganca.
A' tarde o Papa passeava a p pela villa (casa
do campo com quinta) Barberini, situada s por-
tas de Caslel Gandolfo ; o seu tortejo seguia-o a
urna grande distancia, segundo as ordens que
dera.
chrislos, como emblema de gloriosos triumphas,
, por si s, a iniciadora dessa philosophia su-
blime, desconhecida pelo materialista, pelo scep
tico, eainda maispelos mesmos que mais se
prezara de racionalistas.
* *
Que significareis vos com estas palavras ?
pergunlar-nos-ha, talvez, algum dos menos cu-
riosos das coisas sertas, e que alias se desmanda
era cogitaces arriscadas, por cada baga tolla vul-
garsima, por cada nihilidade da vida 1...
A resposla vl'-a-ho peremptoria, tl'-a-ho
decisiva, se consultaren! por momentos o que so
passa no coraco de todos, o que lodos sentem,
nas mais perigosas conjuncturas.
O crentedissemol'-o j, o verdadeiro pen-
sador, nao se detera na superficie dos acornea-
ra en los o dos toctos.
Ha para elle urna sciencia mais alta, que seu
espirito percorre vido, e que lhe falla sem eoui-
vocos, porque docu que ella desee em torren-
tes de inspiracoes benficas.
Nas horas do aperto e da iribularao geral,quan-
do os mil systemas philosophicos. e os mil the-
soiros de" sciencia mundana, se fecham, ridos e
improductivos, s necessidades do espirito e do
coraco, que fonte se lites patenla abundante e
salutfera, a nao ser a fonlc suprema das con-
solarles e das do^uras religiosas ?
Ao ver o desarranjo dasleis physicas, odesequi-
lbrio dos elementos, a quasi confuso dos prin-
cipios naturaes, na luda obstinada dos males
que affligem o genero humano, que dir o sim-
ples philosopho, o naturalista, o gelogo, o as-
trnomo, o hornera que s pensa nas causos pr-
ximas e visiveis do lautos successos aterrado-
res?...
Dir : eis um resultado inmediato das
mesmas leis naturaes : eis tima conseqttencia da
agglomeracao de muitas influencias perniciosas,
de muitos germens de rorrupqo, que infeccio-
nara e deteriorara as torcas vilaes, e que vem
a produzir, por ultimo, urna serie ininterrumpi-
da de enfermidades e de molestias fataes.
E assim a sciencia profana, quo alias tem re-
cursos valiosos, confiando nicamente em si
raesma, explica, um a uro, os rouitissimos e mu
variados flagellos que por ahi se derramara, le-
vando por luda parlo a assolacao e o terror I E
assim explicara os philosophus.que se conlentam
com a sciencia superficial das theorias impres-
cnpiivtis e absoluta, os lao diversos phenome-
nos, quo em certas pocas se apresentam com
todos o caractoros de um tormento, de um cas-
Proseguia lentamente por urna ra rauito es-
trella, ladeada de banquetas espessas. cortadas
de intervallo a iniervallo por uns nichos de ver-
dura, onde havia bancos e estatuas. A ra ler-
minava era ura lerra$o em meia laranja, ornada
de vasos e repuchos, d'onde se gosava um pano-
rama magnifico. O Papa chegra aquella espe-
cie de plala-frma, quando urna mulher, vestida
do negro, e com um comprido veo cobrindo-lhe
a cabeca, se levanlou do um banco de pedra, on-
de eslava sentada e correu a deitar-se-lhc aos
ps. O relho sorprendido parou. Muilo tmido
pornalureza quiz rollar para traz. Seraphina,
vendo que desle momento dependiam o meu fu-
turo e a nossa felicidade. foi a primeira a nter-
romper o silencio, e o mais breve possivel, mas
com apreciavel coramocao, fez-lhe conhecer
aquello fim por quo dra aquello passo c pro-
nunciou o meu nome A' osla revelacao o pon-
tfice tornou-se lvido de clera e pronunciando
sempre, no seu dialecto veneziano, alguraas pala-
vras itiinlelligiveis, por ura moviutento sacudido
procurou desembaraear-se da importuna reque-
rente. Esla afastou o reo e chorando agarrou
vivamente a Gmbria da estola do pontfice. A
siluaro era critica. A pobre mulher vencida
por tontos choques desmaiou : Gregorio XVI,
assentado, amparou-a c sentou-a n'um banco.
De repente appareceu o cortejo do Papa. A pla-
la-frma da villa Barberini oiTereceu entao ura
espectculo curioso. O successor de S. Pedro
linha nos bracos urna esposa virgem ao p de
urna estatua de Jpiter, a quem a egreja de que
elle era chefe derrubra os altares, e sobre as
ruinas de urna cidade de Domiciano cujo Ihrono
oceupava. Neste momento o sol no poente man-
dara por entro as banquetas de verdura um raio
derradeiro sobre esto grupo extraordinario, e il-
luminava ao mesmo lempo a velhice e a belleza,
a persontficacao do cetb.10 e herona da Dde-
lidade conjugal! O encio aolcmne qwgnsrdi-
vam os espectadores desl. scen. s era inler-
rompido pelos solucos da joven, que implorara
o soberano pon .Qce era nome da relig.o de quo
era representante, de lhe restituir o esposo, que
esta religto lhe obrigar. a seguir, a amate o
reclamar.
Dous dias depois desle aconlecimcnto, fui cha-
mado presenca do governador do castello de
Sant'Angelo. Aiinunriuu-me primeiro, que mo
tiravam do segredo ; depois e em seguida a um
longo prembulo a respeilo da clemencia inexgo-
tavel de sua santidade e da enormidade das mi-
nhas faltas fez-me saber, que nao devia esperar
ura perdao completo do meu castigo; mas que.
se o qutzesse, poderia trocar pelo desterro os
cinco annos de reclusao, que rae restavaro. Pe-
di quarenla e oilo horas para refleclir. O car-
cereiro Gregorio, quando deixei o governador,
entregou-mc tima carta de Seraphina em quo
me conlava o que succedera e em que me acon-
selhava que acceitasse qualquer commutacao de
castigo, fosse ella qual fosse. Hesitora entre-
tanto. O desterro perpetuo em lugar dos cinco
annos de prisao, era mais augmento de castigo
do que perdao, lembrou-me todava, que talvez
me afastassem arbitrariamente, depois mesmo
dos cinco annos, de Roma e dos estados pontifi-
cios, como medida dc seguranza publica. Ac-
ceilei pois. No da seguinte as portas do castel-
lo de Sant'Angelo abriram-se para mo restituir a
liberdade Separe-me dos meus companheiros
de infortunio com as lagrimas no9 olhos. Espe-
rava-me a minha familia, corr a ter com ella,
seraphina, formosa como urna virgem do Ra- .
pnael, linha-se preparado com urna certa ele-
gancia, de que j se linha esquecido durante o
meu capttveiro. Urna rosa nos seus lindos ca-
bellos negros fazia realcar maravtlhosamenle a
sua physonomia paluda e expressira. Lancci-
me nos seus bracos, c ueste momento solemne
Miueci-me das angustias do priseneiru e das
apprenensocs do proscripto.
Concediara-me tres dias para os preparatiros
aa partida e para me afastar da cidade. Empre-
guet este curio espaco de tempo em percorrer
Roma e seus suburbios, em rever os fugares a
que se prenda urna parle de mira mesrao. Sen-
il a necessidade de levar gravada nos olhos co-
mo no coraro, a lemljraiiQa querida daquella
campia de Roma, onde linha decorrido a minha
primeira mocidade. Fui depois com Seraphina
i>i7/a Barberini ; moslrou-me o logar, onde
esperara o pontfice na passagem. Estes pas-
seios erara para mim tanto dc saude como de re-
reio. Resptrava quanto os pulmes me deixa-
vam, saboreara com urna ineffavel voluptuosida-
de a inapreciavel ventura dc ser livro e de ser
amado. A febre abandonou-me era pouco, re-
cupere algum vigor; sent a seiva da mocidade
refluir-me nas veas entorpecidas, quasi que era
feliz.
Antes do deixar as collinas albanezas, quize-
mos lambem visitar o monte Cari, um dos mais
elevados ciinos dos Apeninos. Situado seis ou
oilo leguas a lcsle de Roma, o monte Cari ainda
conserva ruinas de um amigo templo dedicado a
Jpiter Ferelrio. Era nesto sanctuario celebre,
que os generaes romanos iam offercecr os des-
pojos dos vencidos. O caminho, muito pitlores-
co e rauito accidentado, ladeado pelas podras
miliares, cora as seguinles iniciacs V. N. ( oa
numinis). Antes do nascer do sol, subinus ao
ponto culminante da montanha.
Nao procurei descrever esto panorama sem
egual, esta immensa curva, quo nos cercava por
todos os lados sem que os nossos olhos lhe po-
dessom oliingir os limites. Purilicada peto cle-
varao do logar, refrescada pela brisa da manhaa,
e por urna chura de Iroroada, que cahira dous
dias antes, a atmosphera eslava lmpida el
transparente. Urna columna postada dan o
de nos tinha a seguinte inscripeo cm italiano :
Quem quer que tu sejas, se pensas que o homem
pode n'alguma parte e por alguns instantes ser
feliz, para e contempla. Que quadro, na ver-
dade, que era aquelle I
A' direita e esquerda os dous mares, o adria-
tico e o mediterrneo lmitovam o horisonle
Viatn-seao longo algumas vetos que navegavant
em ditlereiiies direcQes Dianle de us eslcn-
dia-so a provincia de Terracina,mais longe o
reino de aples e os Abbruzzos as cordilheiras
dos Appeninos, que desenhavam do co a sua pro-
jeccao dentcada. Roma moslrava-se ao oeste e
entre os seus edificios distinguia-se perfetamen-
le o anjo de bronze, que domina o castello de
Sanl'Angelo, meu triste domicilio de ha pouco.
Os nossos olhos vaguearam muito tempo pela
campia de Roma, suicida pelo Tibre, limitada a
oeste pelas praiasde Neptuno, ao nascente pelas
collinas suburbanas. O cabo Circeium apparecia
nos lins do nosso horisonle, do todo opposio ci-
dade eterna.
Toda esla immensdao de terreno eslava se-
meada de aldeas, de casas decampo, de quintas,
de tmulos, de ruinas, de innmeros regatos e
cscalas. A nossa vista alcanjava at Vellelri,
e al planicie, onde Marcello fez suspender a
marcha de Annibal^iroximo de Rocca di Papa.
Cinco ou seis lagos"e urna transparencia crysta-
lina, rcflecliam, dando-lhes cora esla seguuda
vsla encantos infinitos.
Picamos em xtasi dianle desle espectculo
mgico; abrangenrhs com urna visto de olhos os
restos lodos da antiga grandeza latina e as obras
d'arte mais notareis da Roma moderna. O sol,
que acabava de nascer, dava um aspecto novo
campia. Fazia sobresabir mclhor as ditTerentes
graduadles de cor da vegelacao, cavara as mais
pequeas sinuosidades dos ralles, das colinas,
da3 grutas o dos rochedos que nos ccrcavara, tor-
nando-os mais evidentes oscaslellos mais peque-
nos, as aldeas mais modestas, as torres mais so-
litarias, que onevoeiro nos esconder al enlo.
Pouco a pouco com o dia nasceu o zumbido das
povoaces ; os Unidos dos chocalhos, as flaulas
dos pastores, os barregos das cabras, os mugidos
dos touros, aniraaram a belleza muda da scena,
que conlemplavamos. Pensando em quo era tal-
vez a ultima occasiao era que assistia a esle su-
blime expeelaeulo, vieram-me as lagrimas aos
olhos e senti o coraco transbordando tristezas e
saudades. Adeus formosa ierra da minha vi-
da I Adeus, Italia querida, fatnlmenle vola-
da escravido. porque le amei rauito, que
tenho agora que me separar de ti! Que as nos-
sas desgracas sejam urna expiacao ao menos, o
que o futuro le leve em conla tontas lagrimas rcr-
tidas, tfjsto sangue derramado pelos leus ftlhos
para le obter a liberdade e a regencra^o..
_____________________l Continuar-se-ha.)
ligo, do urna punico imposto pela Proridencia I
Nao desapproramos, nao regetamos o que ,
em toes casos, fruclo das experiencias esclareci-
das de muitos homens prorectos na sciencia ;
mas temos para nos que os phenoraenos. que
obedecem desenvoluco de causas e de princi-
pios naturaes, obedecem, por islo mesmo, le
fundamental, que,parlindo de Deus, se ha mani-
festado sempre no crescer e no progredir das ge-
rares e do raun-Jo.
inexcrulaveis sao os juizosdo Omnipotente I
diz-se e repete-se todos os dias :e nos, que
leaos urna crenca religiosa, alen de urna cren-
ca scienlilica ; nos que somos educados na te,
antes da abrirmos o olhos ra/.io philosophi-
ca ; podemos e devemoscomprehender que mui-
tas vezes esses males lo intensos, que se nos
deparara na vida, bem longe de aecusarem a ira-
previdencia do fatalismo, demonstram a accao di-
recta de urna Providencia que julga e que a
fonte suprema de toda justiea.
Ousaremos dizer, por esle motivo, que Deus
a propria origen do mal ? Nunca E nestas
inconseqoencias que a philosophia humana se
perde, que a sciencia mundana se desvair !
O mal, se o houveramos de comprehender era
toda a sua extenso, como um principio absolu-
to, nunca o poderamos conceber apenas com a
theoria do racionalismo philosophico.
Ha n'essas regios nuveus espessas que nos
encobrera a verdvde, e que todas as combina-
Qes raeiaphyscas estaro sempre longo de escla-
recer e dissipar..
Aquelles que, destituidos do f, consideran)
mu naturaes as calamidades publicas, as pestes,
os flagellos de toda a especie, porque passa a
bumanidade, nao leem a pureza de coraro pre-
cisa para poderem roconherer que, se ludo isso
um mal, nao o tonto material quanto moral-
mente encarado. E quejido venbam a compenc-
trar-se da existencia do fado, como perturbador
da harmona geral dos seres, e da orgatiisacao
physica, o vo tc.ferir a influxos eslranhos, a cau-
saet por vezes remotas e desparaladas.
Se lhes succedo subir com a idea at Dous,
para culparera-n'o temerarios 1 daquillo
que elles chamara um maf jerof; e entao, ou se
perdem no manicheismo, que a dote mais ele-
vnda do alheiemo racionalista, ou se lancam nos
horrores da escolapantheislica, ultimo reducto do
fatalismo philosophico.

Nao assim nos, nao assim o poro catholico,
nao assim a maioria do genero humano.
A Cruz o sanclelrao augusto, o syrabolo da
paz e da esperanca para lodos, que ainda teera
a felicidade de crer nas grandezas e na belleza
inextinguivel da religiao.
Em horas de amargura, ha ahi para os renles
um balsamo restaurador da rida, urna foute inex-
hausta de consolaces espirituraes e celestes, um
antidoto efficacssimo contra os tormentos e as
dores do coraco.
Se essas ho'ras rem sempre criticas e summa-
mente mortificadoras, a philosophia catholka, a
sciencia da f c da esperanza, alvorsecenha aus-
piciosa para os que a cultivara de veras, amaina-
ntes o rigor das provas ; e ao fim do ludo, a mi-
sericordia divina bateja-osde perto, anda, no lei-
lo da enfermidade, anda nos estertores indefini-
ves da morle. \*
Bem baja a religiao que nos faz levantar os
olhos para um horisonle mais largo e esplendi-
do, onde a bonanca desenha-so to pura e gra-
ciosa 1 Bem hnjam os ospiritos saos, que se ali-,
meutam n'esse fogo sacrosancto das inspiracoes.
religiosas!
Abra-lhes a Egreja urna porto franca ; e l, a.
luz serena e magestosa do sanctuario, elevemrso
a Deus as harmonas singelas ardenles de-mi-
ihares de coraces oppressos, que sao outros. tan-
tos tributos de veneracao e de amor quee quo
lhes pode ser propicio
J so lhes abrem ellas, na crise assusladora
que vamos percorrendo ; e bom ser que s pre-
ces, quoa Egreja consagra em to olorosas con-
juncturas, unam-se as lagrimas de axrepcndi-
meato, e as oblaces candidas da mais fervorosa
devoco de parte de todos.
L cm cima o auxilio da Providencia vela por
nos c, neste incessante atropello, que agi-
ta as populaces, e lhes crava lo fundo no co-
raco os espinhos do martyrio e da angustia, a
esperanca e a f, a oraco e a penitencia.

Como folhelinista, seremos nos o uniro a pros-
crever aquillo mesmo que a razo e a necessi-
dade imperiosamente estao dizendo a todos
Ser o nosso escripto menos proprio, menos
cabido na presente quadra?
Nn o entendemos.
Filhas da convieco, as nossasconsideraces
bao do aprazer a mfls do um crente, a mais de
um pensador consciencioso ; e Deus sabe que
fallamos da abundancia Taima.
T. B.
PERN. TYP, DE M. F. DEfARIA. 18C0
ITT
K-.iB '


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