Diario de Pernambuco

MISSING IMAGE

Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09062


This item is only available as the following downloads:


Full Text
AMO XIXVI. UVERO tu.
---- i
Por tres mezes adiantados 5$OO0.\ .
Por tres mezes vencidos 6]000.\
PART
E.NCARREGADOS DA SUBSCRIPCAO' DO NORTE. I Olinda todos os d
Iguarass, Goiana
Parahiba, o Sr. AntoDio Alexandrino de Lima;
Natal, o Sr. Antonio Marques da Silva; Arocaty, o
Sr. A. de Lemo3 Braga; Cera, o Sr. J.Jos de Oli-
veira; Maranho, o Sr. Maooel Jos MorlnsRibci-
ro Guimoraes; Piauhy, o Sr. Joo Fernandos de
Aloraos Jnior; Para, o Sr. Justino J. Ramos;
Amazonas, o Sr. Jorotiymo da Cosa._________
SAUDO 12 DE MAIO DE 1860.
Pr anat adiautado 19$000.
jVwte fran para snkscriter.
UUSCOKItElUS.
as 9 1/2 horas do da.
Iguarass, Goianu e Parahiba as segundas
e sextas feiras. \
S. Anto, Bzerrosl Bonito, Caruar, Allinhoe
Garanhuns as torras feiras.
Pao d'Alho, Nazareth, Limoeiro, Brojo, Pes-
queira, Ingazeira. Flotes. Villa Bella, Boa-Vista,
Oricury e Ex as qukrlas-feiras.
Cabo, Serinhem, Rio Formoso.Una. Barreiros.
Agua Prela, Pimenteirjas e Natal quinlas feiras.
(Todos 03 correios pariera as 10 horas da manha.
EPHEUERIDES DO MEZ DE I1A10.
5 La chei i as 4 horase 42 minlos da nianha.
12 Quarto n inguanlo as 4 horas e 57 minutos
da tarde
20 La nov as 4 horas e 27 mintilos- da tarde.
27 Quarto crescente as 5 horas e 45 ninufos da
tarde.
'REAMAR DE IIOJE.
Primeiro
Segundo
!0 horas e 6 minutos da mnhaa.
0 horas 30 minuios dn larde.
PARTE OFFICIAL.
ministerio do imperio.
EXPEDIENTE 1>0 ntA 3 DE HAIir.O DE 1860.
Ao presidente do Rio Grande do Norte, nos se-
guimos leriros :
Foi ouvida a seccao dos negocios do imperio
do conselho do estado sobre o ofticio de V. Exc.
n?39 de 10 de dezembro do anno passado, om
quo consulta se un cidndo que por senloncu cm
protcsso do responsabilidadc se ocha suspenso do
cargo de subdelegado de polica, pode entretan-
to exercor o do veroador, quo lambem oceupava ;
enlendondo V. E_xc. que pode, por isso que, a
excepto eslabelecida no art. 58 do cdigo cri-
minal, as palnvras salvo sendo de clcigao pu-
pular comprehende tanto os empregos obtidos
depois da senlenca de suspensao, omquanlo du-
ram os seus effoilos, como os anteriores.
E conformando-so S. M. o Imperador, por sua
immediata resolucao de 25 de fevereiro ultimo,
orno parecer da;dila seccao exarado em consulta
do mesmo mez, manda declarara V. Exc. que, a
inlelligeneia que V. Ele. den aquellas pelavrasdo
sujeitaudo ao paganismo dos oireitos de 5 OIq a
carta imperial de ndmcaco do presidente da
provincia, vista da dermiianle disposico do
4 di tabella annexa lui de 30 de novembro de
1841, e do diversas croensdo Ihesouro ; e nao
permitlindo encontr ou dedu:co dos direilos
pagos do lugar de j iiz de direilo nem dos de
AUDINECIAS DOS TBIBUNAESDA CAPITAL.
Tribunal do coramercio : segundas e quinlas.
Relaco : tercas feiras e sabbados.
I'.i7.oniia : tercas, quintas e sabbados as 10 horas.
Juizo do commercio : quintas ao meto dia.
Dito de orphos: tercas e sextas as 10 horas.
Primeiri vara do civil: tercas emesias ao meio dia
Segunda ara do civil; quartas e sabbados ao
meio dia.
DAS DA SEMANA.
7 Segunda. S. Estanislao b. m. ; S\ Flavio.
8 Terca. Apparicao de &. Miguel Archanjo.
9 Ouarla. S. Gregorio Nazianzeno b. dotit. da Igr.
10 Quinta. S. Antonio are. de Florene.
11 Sexta. S. Anastaciom. ; S. Fabio Sizino.
12 Sabbado. S. Joanna princeza v.
13 Domingo. Nogga Sonhora Vis Martvrps.
vico-presidente da previncia do Para : q'ianto ao
primeiro, porque, na forma da decisao de 21 de
Julho de 1850. nao >lle da mesma nalureza e
rlasse do de presiden e do provincia ; quaoto ao
segundo, porque o cargo de presideole nao con-
fiado por promoco c i accesso, roas segundo as
conveniencias do se vico publico, conforme foi
declarado pela decisn 30 de 10 de agosto do
1S46 ; nao podeodo Iporlanlo ser applicavel ao
caso odisposlono artigo 15 da le n. 779 de 6 de
setembro de 1854.
Ao ministerio do imperio, para resolver sobre
a approvaco da dcsppza de2 991 g rs autorisada
pola presidencia do Ppr para reparos no palacio
do govorno ; e pondeijando a conveniencia de de-
clarar aquella presidencia que nenhuma obra
rnaisdove emprchenejer no dito palacio sem cr-
dito pedido em lempf e previameute aborto pelo
os infladores pa-
codigo criminal, nao a verdadeira, naos por-! Ihcsonro.
que. segundo o artigo 165 2 do cdigo do pro- A- i'hesouraria ( a Parahiba, ordenando, em
cesso criminal, sendo um dos offeilos da pro- resposta ao seu ofli :o de 4 do mez Rudo, que
nuncio licar o reo suspenso de todas as funcedes continu a abonar a agratifica<-o de embarque
Publicas, segue-se que a suspensao do emprega-l aos s,iaruas da altan.] ego respectiva, qiiando des-
do publico nao se limita ao exercicio das func- lacados na fortaleza do Cabedello, visto como
roes do cargo, porcujo abuso foi pronunciado, ou ,iesse serv esto e les no mesmo caso dos des-
cm virludc de pronuncia condemnado, e sim es- lacados na's barcas
londe-se a todas e quaosquer outras funecospu- C0ln os guardas da
blcas, que o mtsmo empregado exorcess ou ti- : Ser"ipe a que se rof
veste direilo de exercor, quor proviessem do no- i i0 e"siessc achovam
meaco, quer decleico popular ; como lambem trapiches do Maroi
porque j o govorno imperial lem dado ao refe-
rido artigo do cdigo criminal esta inlelligeneia,
como consta dos avisos n. 373 do 1. de dezembro
de 1S55 n. 60 de 29 de Janeiro de 18)5, 1, n.
gentes.
de viga ; o que nao seda
alfandega da provincia do
re no dito oTicio, porquan-
em Ierra empregados nos
ni c Larangeiras como a-
301 de 13 de setembro do mesmo auno, e mais
positivamente do aviso de 31 de dezembro do
1816, expedido de conformidade com a resolucao
imperial de 30 do mesmo mez, tomado sobre
consulta da sorcao dos negocios do imperio do
conselho de oslado de 29 do dito mezo anno.
Nesle sentido expedir V. Exc. suas ordons, re-
vogando a decisao que deu em data de 10 de
dezembro do anno passado.
Ao presidente da provincia do Amazonas,
declarando que o governo imperial approvou o
ocio pelo qual o mesmo presidente decidi que
os ofliciaes da guarda nacional uo esto com-
prehendidos na excepeo do Io do art. 18 da
loi regulamenlar das eeices, a qual manda in-
iocluir na lisia dos votantes os ofRciacs militares
que nao tiverem 25 annosde idade, sondo porm
mniores do 21 ; questuo j assim resoNida pelos
avisos de 27 de marco de 1817 7, c 21 de abril
de 1819. Eque nao pode oflerecer duvida a este
respeito a disposico do art. 60 da lei n. 602 de
19 de sotembio de 1S50, quo concede aos ofli-
ciaes da guarda nacional 3S> mesmas honras que
compelem aos do exorcilo, pois qae o,direilo de
volar nao urna honra, mas um direiiv/>ublico,
queso por expressa disposico da lei, pode ser
conferido.
Ao presiden^) da provincia das Alagas,
nfomz "i cons,<*r ao encarragado das obras da
'uiko a deicmtoo"pcdert"sVrr&^^^
que faz, relativo extracto de urna das lo lorias
concedidas para auxilio das mesmas obras.
-34-
3* seceo.Ao presidente da provincia do Ma-
ranho, respondendo que a materia do seu offi-
cio em que pede quo se designe o districlo elci-
toral a que devem ficar perlencendo as reguczias
de que trata, ser submellido considerado do
poder legislativo, pois que a providencia reclama-
da s pode ser tomada por lei, segundo dispe o
art. 2 do decreto n. 1,803 de 19 de agosto de
1856.Rometteu-se copia do officio ao ^secre-
tario da cmara dos Srs. deputados.
5a seccao.Ao presidenle da provincia de Per-
nambuc, remoliendo o rcquerimenlo em que
Joo Thenorio de Albuquerque pede o lugar de
Ao presidenle da
ordenando-lhe que
lem de fazer-se cor
que se projectam, ou
sidio de Fernando
respeito se possa res
A presidencia
rcmettendo-lhe as
mandn fornecer 1
tres da mesma provipcia.
Ministei io da guerra.
EXPEDIENTE DO DIA 16 DE ABRIL DE 1860.
provincia de Pernambuco,
iiande orear a dospeza que
as obras e melhoramentos
esto em andamento no pre-
e Noronha, afim de que a
ilvcr convenientemente.
da provincia do Maranho,
piolas do fardamento que se
e 4a companhias de pedes-
IMinister
o da i
DIA 7 DE
marinha.
jivrqo de 1860.
provincia do Pernambuco,
da capital da misma
1" enfermeiro do lazareto
provincia.
Ao presidente da provincia do Cear, para
informar sobro o requerimento em que Jos Ri-
beirode Campos pede por emprestimo um auxi-
lio pecuniario para montar urna fabrica de sabao.
29
4a seccao.Ao presidente da provincia do Ma-
ranho, communicando que o governo imperial
fica inleirado de nao se achar naquella provincia
o pintor Francisco Biard, que o mesmo governo
resolveu contratar para reger a cadeira de pintu-
ra histrica da academia das bellas artes.
Ao presidente da provincia do Cear, auto-
rizando o chefe da secco geolgica da commisso
cientfica para encomroendar o apparelho mag-
ntico occossorio do inslrument universal de
Slauffer, e bem assim para mandar fazer os con-
certos de que carecem os instrumentos da refe-
rida secco. Expediram-se as communicacoes
necessarias.
- ?0-
-- Ao director da faculdadetde direilo do Re-
cite, aecusando o recebimenlo do offlcio que
irompanhou a tabella da distribuico das horas
cm que devem ler lugar as aulas da mesma fa-
culdade durante o correte anno lectivo.
Ao presidente da provincia de Pernambuco,
communicando a nomcacSo do Dr. ManoelBuar-
que de Macedo Lima, para o lugar de engenhei-
ro fiscal do governo na estrada do ferro da mes-
ma provincia.Na mesma conformidade ao mi-
tiisterio da fazenda.
Ministerio da justica.
Decreto n. 2575 deWde abril de 1860.
lileva a doze o numero dos corretores geracs da
pra^a do commercio da provincia de Pernam-
buco.
EXPEDIENTE DO
A' presidencia da
remetiendo, para ti rom o con veniente destino.
os ttulos de nomoacio passados novamonte pelo
director do hospital de marinha da corte ao 1 e
i" enformeiroj c cosinheiros enfermaria da
dita provincia, visli das informaocs do inspec-
tor do arsenal.
r- 14
A presidencia daiprovincia das Alagas, en-
viando o requerimento de Manocl Joto dos San-
tos, para que infornio sobre as allegarles que elle
faz, no intuito de oaler obter liccno.a para cortar
nadeiras deconslriicao naval.
I 15 -
ilar s presidencias das provincias do Para,
Pejrrmrouco^Bjhia, SaoUGnihiir4n9_e,
que tiverem de Ve|cUeTpara
no ao servido da marinha de guerra, s poleroo
deixar as provincias um terreo, quando houver
necessidade de completar a guarnico de algum
dos navios da armada ; ficando nesta parte alte-
rada a disposico da circular de 22 do outubro
ultimo.Communicou-se ao quarlel-general.
Ao presidente/ da provincia das Alagdas.com-
munii iiiilo-lhe /haver-sc concedido um mez de
licen?a ao capiiflo de fragata Antonio Carlos Fi-
gueira de Figueiredo. capito do porto daquella
provincia.Communieou-se ao ministerio da fa-
zenda, quarte/-general c coniadoria da ma-
rinha.
27
A' presidonfeia de Pernambuco, para que, on-
vindo o inspector do respectivo arsenal de mari-
nha, informa se est vago o lugar de contrames-
tre da oflici/rin de machinas, afim de se resolver
sobre o requerimento que acompanhou o seu of-
llcio de 9 Re agosto ultimo, e cm que Manoel
Eduvigcs dh Silva, mandador da de calafates do
mesmo arsenal,pede ser nomeado para o referido
lugar. /
-28 -
A' presidencia da Carahiba, aecusando o rece-
bimenlo do ofRcio com que enviou dous exem-
plaresdoiannexos ao relatorio por elle apresen-
lado assemblca legislativa da mesma provincia
na sess ordinaria do anno prximo passado.
29
Ao presidente de Pernambuco, mandando ou-
vir o parecer do engenheiro Martineau, sobre
um rcqfuerimenio dos pescadores de Fra de
Portas.j
Ao mesmo, communicando ler sido indefe-
rido o Irequerimenlo em que Antonio Joaquim
dos Santos pedo ser admittido assocac,ao dos
praticos.
Ap presidenle do Maranho, podindo iufor-
magoes sobre o que requisita o ministerio da fa-
zenda em aviso de 20 do corrente.
Ajo presidente do Cear, pergunlando se ao
eogenl)eiro Berlhot se pode incumbir o esludo e
exame de diversas obras no Piauhy.
A' presidencia de Pernambuco, para inforf
mar se j se effectuou o cntralo que pelo avis
de 6 de selerabro ullimo so mandou fazer para
acquisicSo da coberla de ferro que tem de ser
collonada na carreira de construeco do arsenal
de marinha da mesma provincia ; devendo, no
caso affirmativo, mandar copia do mencionado
contrato.
fecharam di nlro de 24 horas
garao ltlgOOO rs. de mulla
Arl. 2. allecendo repentinamente qualquer
pessoa, o dono da casa a nao mandar enterrar,
sem primei'o participar a auloridade policial, e
criminal pa-a esta mandar examinar, sea morle
foi natural jii por efTeilo de veneno, ou aceao
violenta : sob pena de 30g000 rs. de mulla. *
Arl. 3. Cualquer pessoa, que falsificar gene-
ros exposto > a venda, nu os conservar corruptos,
alm da pi rda dos ditos gneros, pagar 8g000
rs. de mull, que ser as reincidencias elvala
a 303000 rs
Arl. 4 Pica prohibida durante o verao a la-
vagem de mupas, cincoenta passos contiguos s
fontos; das quacs para maior distancia levaran
agua as v isilhas para fazerem dilas lavagens :
sob pena di 4 dias do priso, sendo pessoa livre,
e de quatr i duzias de palmaloadas sendo es-
cravo.
Art. 5. Fioa d'ora em diaote vedada a tola e
qualquer pi ssoa o uso de banhos nos acudes e
cacimbas oslinadas ao abaslecimonto "d'agua
potavel ; sob pena de 45000 rs. de multa, e
sendo escravo 4 duzias do palmaloadas, e o du-
plo nasreir cidencias.
Art. 6. Sendo encontrados corpos de animaos
morios pehs ruasTlesla villa, e naspovoacoes do
municipio, sem constar quem sojam seus'donos,
sero de orlem dos flseaes conduzidos para lon-
go dellas ; descobrindo-se, porm, seos donos,
sero estes lexeculados pela multa de 6^000 rs.,
e pelas despesas provenicnto da remocho; islo no
coso de veiijficar-se, que ellos conservaram ditos
corpos sabendo que eslavam no estado de putre-
facto.
Arl. 7. Sao se poder malar gados pora a
venda, as villas e povoaces desle municipio,
senao cincoenta passos distantes das ras, e
matadouro, designados pelos fiscaes respectivos;
sob pena 1 e 6}000 rs. de multa e tres dias de
priso.
Arl. 8. ( fiscal do bairro respectivo assislir
a? niHlanoa :. por si ou por um vedor, que no-
niosr paro o substituir nos seus impedimentos,
fazendo o ominar as rezos, mandando lancar
fora as que encontrar com symptomas de moles-
lias; e outiosim, mandar lomar apontamento
dos ferros e signaos, e o nome de quem foram
ditas rezes c de quinze em quinze das remet-
iera um mippa de taos apontomenlos ao dele-
gado ou suh-delegado respectivo, e estes remcl-
terao semcstralmente urna copia delles para o
archivo da cmara, donde se daro cerlidocs a
quem as pi dir.
Art. 9. As rezes sero beni sangradas o nao
serao esfolidas sem que fiquem exanges ; os
infractores soffrero qualro dias de priso
Art. 10. Todos os arougucs se conservaro
fechados < esde as 6 ho'ras da larde al as 6 da
manha; sob pena de 4*000 rs de multa, que
cahir sobre a pessoa que esliver com as cha-
ves nos dis em que se commellcr a infraeco.
Art. II. Os fiscaes visitarao measalmenl e
nos dias que Ins parecer as tabernas, e man-
darodeitr fora os gneros viciados, que en-
conlrarem, condenando em 8OO0 rs., nao sq,
aos que t verem ditos gneros viciados, como
aos que nao tiverem as medidas com limpeza e
aceo.
Art. 12. Iftngttem pudera lany .. "-*
ribeiros diste municipio, animaes t M>
A I tni TV-W. ...
murta.- "' aeai; 8o pen* %.^ vutr-^
Art. 13. prohibido ossentar porleiras as ca-
cimbas destinadas para os gados beberem ; sob
pena de 3C100 de multa e 60*000 as reinci-
dencias, al>m de pagarem o prejuizo causado.
Art. 14. Pessoa nenhuma poder abrircacimbas
de beber, sem que faca urna forte cerca, sob pena
de 10*000 le multa. "
Art. 15: Do mez de agosto por diante al fin-
dar o verai, nao se poder criar porcos sollos na
villa, povoices efazendas de criar gados, desle
municipio sob pena de serem os dilos animaes
morios de )rdem dos fiscaes c arrematados para
ser seu pro lucio applicado ao sustento dos presos
pobres.
Art. 16. A3 posoas que criarem caes sollos
dentro da 'illa e povoaces deste municipio, te-
ro cuidad) de conserva-Ios amarrados, ou com
fucinheira bem justa, quo os privo de morder ;
sob pena ce 4J0O0 de mulla.
TITULO III.
Tranqi ilidade, seguranca e commodidade
publica.
Art. 1. ,'oJos os edificios arruinados, que amea-
ENCARREGADOS DA SDSCRIPQO NO SUL.
Alagoas, o Sr. Claudino Falcio Dias; Bahia, a
Sr. Jos Martins Alves; Rio de Janeiro, o Sr.
Joo Pereira Martins.
EM PERNAMRUCO.
O proprietario do mamo Monoel Figuciroa d
Faria.nasua livraria praja da Independencia ns.
6e8.
caes rev
falsidade,,
neiros n
oostr^*!!
nossim^V-l-ncialdc,
os talhos pukllcos, serao 'razidos por tora as
ras para evitar qualquer damno s pessoas quo
transilam por ellas ; os transgressores pagaro a
multa de 8*000 o 4 dias de priso
Arl. 14 Ninguera poder em horas de silencio
levantar voserias, que incommodem o socego pu-
blico, sob.pena do 8 dias de priso
Art. 15 As pessoas que proferirem palavras
obcenas ftj-mcio das ras, solTrero a pena de 8
diasdeutlo; sendo porcm escravos scisdu/.ias
de palmwBados.
TITULO 4.
Lugarti dttignadospara a agricultura ealguma
^providencias sobre ella.
Art. i, albo considerados lugares proprios para
a agry:.il.lura fleste municipio, a Serra da Carapu-
?a, priftoipiando das nascen^as do riacho do Pra-
leado em dirceco do nascenle aos Barreiros, e
d'ahi ao boqueirao do Protazio ao Manuino, a A-
gua Branca, ao serrote da Boa-Vista o d'alli a es-
tremar com trras de Pelimb, froguezia de Ala-
gda de Baixo. Ao norte pela linha quo principia
do silio Sipo ao do Banira do finado Joo Gomes,
Olho d'agua cercado, Matinha, Boa-Vista do fi-
nado Jos Alves Lagedo, Cajascira, P050 d'Anla,
Caldeiro Grande, a Serra do Pico, casa do finado
Joo Alves no Trigue Balatas, pona do Travesa
sao, que vem do Omb, e d'ahi seguindo pel-
mesmo Tra^vesso at onde lindar, e deste para c
fazenda da Piedade exclusive esta, a extremar
com a freguezia de Patios Nesles lugares s te-
ro gados com pastores. Os infractores pagaro
a multa de dous mil ris por cada cabera de ga-
do vaceum; seis mil ris por cada cabeca de ca-
vallar ; cuco mil ris por cada cabera de cabra,
ovelha e/porco que for adiado sem paslor, alm
das des/czas que os liscaes fizeiem para mandar
deilar/ilos-gados nos lugares de creaco;; salvo
lodavAo direilo aos lavradores de cobraros
prejuizts causados naslavouras pelos inesmosga-
dos, j
Arl. Nos lugares de creaco s se poder plan-
lar com coreas fortes, e nao se mallratarao os
gados, que casualmente entraren as rocas, com
liros, pancadas e cesbrabos ; sob pena de quin-
ze mil ris, alai do prejuizo que causarem os
criadores.
Art. 3. O agricultor, que achar gados dentro
de suaslsvouras, tomar duas ou mais teslemu-
nhas, e far i,-eseutar ditos gados aos fiscaes dos
respectivos dislriclos, para estes tomarem os de-
vidos aponlamentos, e coiidetnnarem aos donos
dos mesmos gados as penas estabelecidas no art.
Io deste Ululo.
TITULO 5.
Commercio, e algumat providencias relativas a
elle.
Arl. t, Ninguem poder ler loja ou taberna a-
berta na villa e povoaces deste muuicipio, sem
licenca animal da cauiara; sob pena de qualro
mil ris de mulla.
Art. 2. Todos os negociantes e taberneiros, in-
clusive os que venderem particularmente em fei-
ras, lero atTeridos animalmente suas medidas c
pesos ; sobtiena de seis mil ris de mulla.
Art. 3. lo mez de junho de cada anno os fis-
os pesos e medidas, c encontrando
ndemnaro os negociantes ou taber-
uaniia de oilo mil ris.
ccido no 3 do artigo 8 da lei pro-
de junho de 18t6, pagar seis mil
pro o larao com licein;a Uos proprielanos. ou da 3 con inln
mTfsde'muV devolul" ; 5ob ,tna de d Alferes o sargento Joao Alves Morato.
mi're,s.oe multa. Dito ao
Arl. Os propnclarios do fazendas
. de crcor
SO poderao locar ogo cm seus pastos, quando es
les nao esliverem seceos de todo para a queira
nao ser gera'. ; sob pena do trinas mil ris de
multa, a qual soffrero lambem, quando o in-
cendio invadir os terrenos olheios, sendo a quei-
ma fra do lempo proprio.
Art. 8. As cobras e ovelhas, que se croarem
dentro desla villa e povojces, sero recolhidas
era seus curraes sseis horas da tarde ; sob pena
aos donse seu3 procuradores de um mil ris
porcada cabeca ; e de pagarem as ruinas quo
ditos animaes causarem as calcadas e paredes
das casas aos seus proprietarios."
uno ao inspector da thesouraria provincial.
Com a inforinacao junta por copia, ministrada
pelo chefe de polica cm 3 do corrcnle, sob n.
M3. respondo ao ofRcio n. 113, de 27 de marco
ultimo, cora que V. S. trouxe ao meu conhec-
mento a resolucao lomada pela junta dessa the-
sourana, em scsso de 26 daquelle mez. relati-
vamente mulla a que esto sujeitos os indivi-
duos que venderem bilhetos de lolerias de ou-
tras provincias; devondo porm continuar em seu
mlelro vigor as doliberoces da presidncia a
respeito deste assumpto.
Dito ao mesmo.Communieo q V. S. para seu
conhecimento e direcgo, que. segundo constou
e aireccao, que. ..t
Ido ofRcio do 1. secretario da asserabla legisla-
Art. 9. Todo aquelleque, pegar animal caval- Uva provincial de 8 do corrente sob n 57 fui dc-
yallar. sem conscnliraenlo de seus do*os, para signado o Sr. duputado r. Manoel de Finieirta
irabalhar ser multado na quant-a de ifoz milrs. Fana, para+eceber dessa ihesourariaa quola vola-
0 sondo escravo qualro duzias de palmaloadas. | da para o expediente da secretaria da mesma os-
Arl. 10. Os fiscaes, por cada cordoaoo, que sembla. durante o lempo em me esliverem cn-
assislirem. levarao oitocenlos ris, pagos pelo cerrados os seus trabalhos
dono.d"Pdi"- ilu o mesmo.-conla de parlicipac'o do ba-
Art. 11. Os fiscaes levarao viole por centodas rharcl Jos Antonio Coelho Ramalho que 110 dia.
mullas, que arrecadarem. pagas pola cmara. 28 de abril prximo flndo. entrou elle no exer-
Mando, por tanto, a todas as autoridades a
quem o conhecimento e execucao da presente
resolucao perlonccr que a cumpram e f.iram
cumprir lo inleiramente como nella se contera.
O secretario desta provincia a faca imprimir,
publicar e correr.
Palacio do governo de Pernambuco aos 5 de
maio de 1860, trigsimo oono da independencia
c do imperio.
Ambrozio Leito da Cunha.
Sellada e publicada nesla secretaria do gover-
no da provincia de Pernambuco aos4 de maio de
1860.Francisco Lucio de Costro.
Registrada a fl do livro 5. de leis provin-
ciaos.
Secretaria do governo de Pernambuco
cicio do cargo
do Limoeiro,
communieo a V. S.
de promotor publco da comarca
para que fra nomeado.O que
para sua inlelligeneia.
Dilo ao mesmo.Communieo a V. S. para seu
: conhecimento e direcoo, que o agente fiscal da
! illuminaco a gaz participou-me, em officio de 7
do corrente, que lendo terminado, desde o mez
prximo passado, a collocagao dos canos e lam-
pones para a UlumiiiasM a gaz da povoacn dos
Afogados, comseou a mesma illuminaco" no 1.
do corrente mez, e por isso deve o praso ser con-
tado dessa dala, na conformidade da condioolS*
do respectivo contrato.
Dilo ao mesmo.A' vista da conla e docu-
5 de : montos juntos mande V. S. pagar ao agente da
isco de Leraos Duarte. es- companhia pernambucana de paquetes a
criplurario da quarta secco.
^Expediente do dia IO de maio.
"Officio ao Exm. presidenle da provincia das
Alagjs.Polo officio, que V. Exc. se servio diri-
girme em 1 do corrente, fiquei inleirado de ha-
ver V. Exc. lomado posse do cargo de presidente
dessa provincia, para o qual foi nomeado por
carta imperial de 20 de marro ullimo. Relri-
buindoa V. Exc. as suas obsequiosas expresses,
oflereco-me para c cumpriracnlo das ordens do
V. Exc. quer sojam tendentes ao servico publico
ou ao particular de V. Exc.
Dito ao lente general commandanlc das ar-
mas.Sirva-se V. Exc. de informar acerca do
vapor a
quaniia de 90*OJ0 rs em que imporlam as pas-
sagens dos criminosos e pracas constantes da re-
lacao tambera junta.
Itelacao a que se refere o oficio supra.
Passagem do criminoso de morle
1 Antonio Oclaviano de Araujo e duas
, pragas acompanhando-o por ordem de
22 de fevereiro ultimo, expedida pela
presidencia da provincia, 3 pracas a
,0*.................................. 30?000
Passagem do criminoso Jos Fran-
cisco Ouirino e duas pracas acompa-
ohando-o viudas da Parahiba por or-
dem da respectiva presidencia do 1."
de dezembro do- 1859, 3 pracas a
mas.airva-se v. exc. ue niormar acerca ao \mTS -nsivui
conteudo no incluso officio, que rae dirigi em 9 '. -1*-*- **"**"*" ** **.** *.* "SUW
do corrente o presidenle o conselho adminis- 1 xandarCag'm d"S Preso!.uc JustlSa. Ale-
"n" na-
Hei por bem, sobre consulla do tribunal do
-ceramercio da provincia de Pernambuco, decre-
tar que na praca do commercio da referida pro-
vincia haja doze corretores geraes, ficando revo-
gadas as disposices em contrario.
Joo Luslosa da Cunha Paranagu, do meu
conselho, ministro e secretario de estado dos ne-
gocios da juslica, assim o tenha entendido e faca
execotar.
-iocAl'1o?odJ0 ?io de Jan(=ro em 14 de abril de
18W), 39 da independencia e do imperio.
Com a rubrica de S. M. o Imperador. Joo
Luslosa da Cunha Paranagu.
Ministerio da fazenda.
Expediente do dii !. de marcjo.
A' thesouraria do Maranho, declarando que
por menos boa inlelligeneia da ordem 84 de
despeza de 1:175* rs. com o pagamento da ajuda
de custo dojuiz de direilo Goncalo da Silva Por-
te, como se ve do balanco do mez de outubro ul-
timo, devendo portan lo "resta belecer-se a respec-
tiva escriptursco ; visto como a citada ordem,
mandando indemnisar os cofres da thesouraria
da sobrtdita importancia pelo crdito do 4o do
art. 3 da ultima lei do ornamento, nao podia ler
outro fim senoapprovar a dita despeza por con-
ta do crdito concedido verba justioas de Ia
inslancia no citado 4.
2
A' thesouraria do Rio Grande do Norte, man-
dando abrir novo concurso para preenchimento
das vagas de pralicanle ; visio nao serem salis-
factonas os provas do ultimo a que se procedeu
na mesma reparlijao.
da JPar,a,),ba. doclarando, em resposta a
seu officio de 4 do mez flndo, que bem procedeu
Governo da Provincia
LEI N. 480.
Ambrozio Leito da Cunha, presidente da pro-
vincia de Pernambuco.
Faco saber a todos os seus habitantes que, a
assembla legislativa provincial, sob proposta
da cmara municipal da villa do Ingazeira, de-
creta as seguintes posturas :
' TITULO I
Da polica sanitaria dos templos.
Artigo 1. Todas as portas exteriores dos tem-
plos existntes no territorio deste municipio, se-
ro abertas diariamente, e assim conservados
desde as seis horas da manh al ao meio da ;
excepturonse os dias cm que, segundo os ritos
religiosos, devem todos os templos se conservar
fechados. \
Arl. 2. Dpois das oito horas da noile, ne-
nhum templo ser aberlo, seno para a admi-
nistrarlo d enfermos, para a missa da nalal e a da madru-
gada de conformidade com a constituido do
bispado ; assim como nos dios em que se cele-
braren) na semana sania os actos do misterio da
Redempco.
Art. 3. 0 enterramentos se faro das 6 horas
da manh s 8 da noile.
Art. 4. Os contraventores de qualquer das
disposices Jsuppra soffrero a multa de 10$000
rs., que se duplicar as reincidencias, urna vez
somente.
TITULO II
Da saude e commodidade publica.
Arl. 1. Nao se abriro covas para enterra-
menlos de corpos, sem que lenham decorado 12
mezes de um a outro na mesma sepultura; salvo
se or de ordem das autoridades crioiUaes; se
carem quilquer perigo, sero examinados pelos
fiscaes e daus peritos, osquaeslavraro termo do
estado em que o enconirarem ; e precisando de-
moliese, narcaro os fiscaes um prazo ao pro-
prietario para a sua demolico ; e nao o fazendo,
alera de pigar a mulla de 10J000, pagaro as
despezas, que os ditos fiscaes fizerem para de-
molico d 1 obra.
Art. 2. Dentro da villa e povoaces desle mu-
nicipio nao se vender plvora, a nao ser em
casas paro este fim too rnente destinadas e cm
distancia de cem palmos fora das ras, preceden-
do licengs da cmara, que designar os lugares
em que Jevam ser construidas ; os infractores
ficam sujeitos a 15*000 de multa, e a 305000 as
reindicidencias.
Art. 3. Fcam prohibidos dentro da villa e po-
voaces o i tiros de rouqueiras, bacamartes, es-
pingardas c granadeiras ; e s so daro as fes-
las das ig-ejas, obtendo-se primeiramenle licen-
ca das amoridades policiaes ; sob pena de 2S0OO
por cada li.ro.
Arl. 4. K prohibido sollar-se buscaps as ras
da villa e povoaces leste municipio, sem licen-
ca da auloridade policial, que designar o lugar,
em que s; soltarao 05 fogos dilos ; sob puna d
4*000 de nulta por cada fogo qne for sollo.
Art. 5. Ninguera poder queimar rogados, sem
quopriraro avsenos visinhos, o faa .aceiros
largos, de modo quo prive o incendio nos cam-
pos ; sob pena de pajar a mulla de 16*000, alem
de perda< e dmeos.
Art. 6. Aconlecendo haver algum incendio em
qualquer casa da villa ou povoaces, a primeira
pessoa que o observar mandar locar o sino pa-
rochial, I avendo-o, o na falta de qualquer igreja
mais pro) ima ; o signal ser dos badaladas e um
curto rep.que, repetido por seis vezes, com pe*,
queno ii tervallo. cujo toque aecudir o povo.
A pessoa que locar o sino, lera Igde graticoco
pago peli. dono do predio incendiado.
Arl. 7. Em lodo o caso que so observar o in-
cendio, c fiscal avisar inmediatamente as auto-
ridades joliciaes, para estas proraoverera os
meos d; ser atalhalo ; e as que se negarem a
qualquer auxilio para o dito fim, pagarao 61OO
de mulla.
Art. 8. Todo o taberoeiro ter sua taberna fe-
chada durante a noile depois do toque de silen-
cio ; sob pena de 10*000 de mulla.
Ajrt. 9. Todo o taberneiro que vender bebidas
espirituosas pessoas j embriagadas, ser mul-
tado em 11*000.
Arl. 10, Todo o taberneiro ou qualquer pessoa
qu6 con ientir cm suas casas de noile adjuntos
deprelo, ou d'outras quaesquer pessoas. em
pagodes ou bebedeiras com alaridos e vozerias,
inquietando o socego publico, ser multado em
20*000.
Art. 1.. Ninguem poder tapar, mudar ou im-
pedir ur.ia estrada geral ou um caroinho particu-
lar depo sde feilo e transitado, para abnr outro
(ainda em parte mai3 com moda), sem licenca da
cmara; sob pena de lOgOOO de multa.
Arl. 1L E prohibido azer correr eaperreiar
os gado! destinados ao talho publico ; sob pena
de 5j00i>de multa
A U13. Os gados indoaiavcis conduzidos paro
* Arl- <. Os c*iw" 1 --
ra a feira, depois de descarregados serao .*....,
dialamcnle lirados para fra do luar das ditas
feiras; sob pena de qualro mil ris de mulla, que
ser paga pelo dono do cavallo.
TITULO 6
Armamento, elegancia e regularidade exterior
dos- edificios..
Art. 1. Todas as ras, que se abrirem desta
villa e povoaces, tero a largura de oilenta pal-
mos, o as iravessas sessenta; e nenhum predio
ser construido sem licenra da cmara para esta
mandar proceder o competente arruamento c ali-
nhamcnlo ; o infractor pagara a multa de dez mil
ris, e ser obrigado a demolir a obra, se esliver
fra do arruamento.
Art. 2. Astreios das casas j edificadas, e
oiles que esliverem para o lado dos beccos, se-
ro caiados no prazo de dez mezes, lindos estes,
se duplicar a multa de quinze mil ris, que se
impor nos primeiros casos passados seis mezes.
TITULO 7.
Do empachamenlo das ras, asseio dellas, dos
caminhos e estradas.
Art. 1. Os proprietarios, ou inquilinos conser-
varo as frentes e oiles de suas casas limpas,
lirando-Ihes raensalmento lodosos matos, podras
grandes, ossos, e semanariamente todo o cisco;
sob peca de quatro mil ris de multa.
Arl. 2 Ninguera lancar as ras entulho; o
infractor pagar a mulla de qualro mil ris.
Art. 3 Os terrenos coinprehondidos nos largos
das ras, cujas casas ficarem na distancia de qua-
renta palmos, (al onde sero limpas pelos seus
proprietarios) sero mandados limpar pelos fiscaes
cusa da cmara.
Art. 4. Todas as casas terao calcadas de cinco
a seis palmos do largura, tanto as casas que
so edificaren) de novo, como as que forem re-
paradas ; sob pena de tres mil ris de multa.
Art 5. Ninguem poder deilar as frentes de
suas casas, couros, carnes o Hnguicas a seccar ;
tob pena do dez rail res de mulla. *
Art. 6." No fim do invern de cada anno os
habitantes desta villa e povoaces, faro entu-
lhar as escavaQes, que forem feitas pelas aguas,
e igualmente os proprietarios, tanta os lavrado-
res como creadores, as que forem feitas pelas
mesmas aguas em suas estradas, ou caminhos,
sendo estese aquellas rogados no fim de marco
e junho, tendo as estradas geraes quarenta pal-
mos de largura, e os caminhos vinle palmos ; sob
pena de dez mil ris.
TITULO VIII.
Disposicoes diversas.
Arl. 1.. Ficam prohibidos todos os jogos de
pirada, de qualquer denominacao que seja, e
lodos os do dados, que forem de moro azar ; os
contraventores solTrero oilo dias de priso, e
trinta as reincidencias.
Art. 2. Quinze dias depois de publicadas es-
tas posturas em cada districlo, toda e qualquer
pessoa, que nao tiver creaces de gados, grandes e
pequenoseofficios.se retirar para os lugares de
agricultura, para ser-lhe desdo j vedada a mo-
rada as ribeiras, c lugares de creaces ; salvo
aquella quo de absoluta necessidade for precisa
para o labor das fazendas, tangedor e corrector
effaclivo ; os contraventores soffrero oito dias
de priso, e trala as reincidencias, o os pro-
prietarios ou procuradores soffrero a pena de
oito mil ris.
Art. 3. Ninguem poder fazer caradas cora
ces, armas de fogo, e com quaesquer"meios as-
tuciosos, as fszcndas alheias, sem o consenli-
mento dos legilimos proprietarios ; sob pena de
oilo dias de priso, e quinze as reincidencias.
Art. 4." Pica prohibido tirar couros dos gados,
3ue se encontraren) morios, salvo so tur do seu
omtnio, e no caso contrario fazendo-o, obri-
gado a entregar a seu legitimo dono, de quem
receber tresentos e vinle ris ; sob pena de oito
dias de priso, e de pagar ao'dono o valor de ca-
da rez, cujo couro tirar.
Arl. 5." Nenhuma pessoa poder derribar ac-
Tores do angico, em lempos,que tinguir-se os.ga-
dos ; sob pena de oito dias de priso, e quatTO
mil ris de mulla, ficando salvo ao propriaVotio
haver as pordas e dainos do infractor.
Art. 6.* Nenhuma pessoa poder derribar- ma-
deiras de conslruccao, salvo as que forem. preci-
sas para se/eonslruirem quaesquer obraje sem-
tralivo para fornecimenlo do arsenal de guerra.
Dilo ao mesmo. Queira V. Exc. informar,
acerca do incluso requerimento do recruta Ma-
noel Gonc.alves de Lima.
Dito ao mesmo.Sirva-se V. Exc. de mandar
inspeccionar a Sergio Ruttniano do Reg Barros,
que so offerece para servir no exercito.
Dito ao meemo.Cora a inclusa copiada infor-
maco ministrada polo inspector da thesouraria
30b n. 4aa, emqne V. EFe.'perfe perhirssao para
alugar por duzentos mil ris annuaes urna casa
na rOa.de B'amo da cidade de Olinda para ser-
vir de secrfcarajfeenfermaria do 4 batlho de
"" l",n *n.J?r?onm pois, que V. Ek. pro-
VlUCa.v r. .
tas no quarlcl do mesmo balainao, su ... ...
porcione Oorumodos para a respectiva secretaria
e um quarto para as pracas que adoecerem.
Dito ao mesmo.Nesla dala ofticio ao Dr.che
re de polica para mandar desembarcar do hiate
Dom Amigo o sentenciado militar Jos Thom,
que veodo presidio de Fernando, por ter aca-
bado de cumprir a pena, a que foi condemnado,
e remello ao juiz municipal da 1.a vara a respec-
tiva guia para os fins convenientes : o que com-
munieo V.Exc. para seu conhecimento. Fez se
o expediento necessario.
Dilo ao Dr. chefe de polica. Sirva-se V. S.
de expedir suas ordens para que os subdelegados
dos dislriclos comprehendidos no municipio do
Recite remellara com urgencia c antes da 3.a
dominga do presente mez ao respectivo conselho
de revisan de qualificoco da guarda nacional a
relaco nominal organisada por quarleires e em
ordem alphabetica de que trata o 4. do art. 10
do decreto n. 1130 de 12 de marco de 1853, con-
forme solicilou o commandanle superior desle
municipio em officio do 7 do corrente, sobn.
70.Communicou-se ao Exra. commandanle su-
perior do Recite.
Dito ao inspector da thesouraria da fazenda.
De conformidade com a sua informaco de hon-
tem, sob n. 476, dada com referencia ao parecer
do procurador fiscal dessa theaouraria, acercado
requerimento do Io lenle da armada Francisco
Romano Sleple da Silva, auloriso V, S. a man-
dar abonar em dinheiro as races de puro que
compelem a esseofficial como commandanle da
companhia de aprendizes marinheiros desta pro-
vincia, e bem assim a seus criados.Communi-
cou-se ao inspector do arsenal de marinha.
Dito ao mesmo,Devolvendo V. S. o reque-
rimento, a que se refere a sua informaco de 8
do.correle, sob n. 475, e no qual Antonio Leite
de Pinho, official maior desta secretaria pede o
pagamento, a contar de 30 de marro a 30de abril
ultimo, dos vencimentos que Ihe compelem por
oslar servindo o lugar de secretario, tenho a di-
zer, que mande effectuar esse pagamento na for-
ma requerida, visto haver o supplicanle exercido
as funeces do secretario durante o lempo que al-
lega.
Dito ao mesmo.Para os fins convenientes,
Baptisla de Mallos c" Pedro
Rodrigues de Alcntara, acompanha-
dosde 2 prajas, por ordem do presi-
dente da Parchaba, da 1 d> J'
limo, 4 prajas a 10* rs.
Abalimento de 10 porcento..
Companhia, para manda
presidio de Perna
passo as mos de V. S. em duplcala as contas
documentadas da despeza feita com o hospital
miltal desta guarnico no mez de margo ullimo,
e bem assim, por copia, o parecer da junla mili-
tar de sade, que examiuou as ditas contas.
Dito ao mesmo.Tendo de seguir para a Eu-
ropa no primeiro vador os menores pertencentes
a companhia de aprendizes do arsenal de mari-
nha Jos Custodio Fcruandes, o Amonio Fran-
cisco Moreira de Carvalho, que em cumprimento
do aviso junio por copia, expedido pelo ministe-
rio da marinha em 18 de abril ullimo, vo esiu-
dar em Inglaterra a construeco de machinas de
vapor navaes, recommendo a V. S que avista
das inclusas folhas, que me foram apreseutadas
pelo inspector daquelle arsenal com officio de 8
do correte, sob n. 207, mande abonar, sob mi-
nha responsabilidade, a quantia de seis ceios
mil ris, que compele a esses menores como aju-
da de cusi para as despezas de viagem.Offi-
ciou-se ao inspector do arsenal de mariuha.
Dito ao commandanle superior de Villa-Bella,
Ingazeira e Tacaratu Por portara desta data
privei do posto ao tenente quartel-meslre no ba-
talho n. 33 de infantaria da guarda nacional do
municipio de Ingazeira Vicente Ferrera Lima,
por se achar comprehendida as disposicoes dos
,1 e 2 do art. 68 da lei 11. 602 de 19 de selem-
bro de 1850, e nomeei para ofliciaes do mesmo
batalho os cidados constantes da relaco junta
de conformidade cora a proposta do respectivo
tenente coronel commandanle a que se refere o
officio de V. S, de 2 de abril prximo lindo
Faca port., V. S. sentir aquello lenente-coro-
nel, que devera ler previamente representado
contra o dlsposlo para posteriormente apresen-
tar a proposta cima citada, e que dever obser-
var em casos Idnticos
Relaco a que se refere o officio cima :
Estado-maior,
Tenente quartel-mcstre o Iteres secretario Feli-
. ciano- Paulino do A marsl.
40*000
166*000
......... tO|000
Ra....... Zftjr
Dito ao director do arsenal de guerra.-Tendo
conseguido permissao dos proprietarios do brigue
I Santa llosa Candido Nunes de Mello &
m o m.ypo brigue ao
"'Vaic. dTconiralar
BltiuadQsmilita-
como dos'diiioioi.L li_-
jeclos inclusive os "iludo fUHIli (k-Cilier farinha,
que se deslinam a aquelle presidio.
Dito ao presidente e membrosdo conselho mu-
nicipal de recurso do termo de Caruar.Pelo
officio que Vmcs. roe dirigiraro em 29 de abril
ullimo, fiquei inleirado de ler o conselho muni-
cipal do recurso desso termo concluido os seus
trabalhos naquella data.
Dilo ao Dr. Joo Alfredo Correa de Oliveira.
Pelo seu officio de 9 do corrente fiquei sciente
deque por molestia deixou Vmc. de reassumir
naquella dala o exercicio do cargo de promotor
publico do termo do Recite.Communicou-se ao
inspector da thesouraria de tazenda, ao juiz de
direilo da segunda vara e ao presidenle da re-
laco.
Circular ao juiz de paz presidenle da junta de
qualificaco de volantes da freguezia do Recite.
Remeta Vmc. com urgencia c antes da ler-
ceira domioga do presente mez ao respectivo
conselho de reviso de qualificaco da guarda
nacional, as relaces organisadas por quarleires
e em ordem alphabetica de que trata o 2. do
art. 10 do decreto n. 1,130 de 12 de.marco de
1853 Igual aos juizas de paz presidentes das
juntas de qualificaco das freguezias do Santo
Antonio, S. Jos, Roa-Vista, Affogados, Poco da
Panclla, Varzea, Jaboalo, Muribeca o S. Lou-
renco da Mallo.
Dito ao bacharel Cypriano Fenclon Guedes Al-
coforado.Fico inleirado de haver Vmc, segun-
do communicou om seu officio de honlem, entra-
do no exercicio de seu emprego de procurador
fiscal da thesouraria provincial, por se terem en-
cerrado os trabalhos da assembla legislativa
desta provincia, onde se achava Vmc. com as-
senlo.
Dilo ao engenheiro Francisco Raphael de Mello-
Reg.Polo seu officio do honlem, sob n. 157
fiquai inleirado de haver Vmc. assumido o exer-
cicio do cargo de director interino da repartico
das obras publicas.
Dito ao juiz de paz do segundo districlo de Ma-
ranguape.Informe Vmc. com urgencia, sejl
foram curopridas as ordens que esta presidencia
lhe dirigi em officio de 14 de Janeiro, o reitera-
das em II e 24 de fevereiro ultimo, relativamen-
te reunio da junta qualificadora dessa fregue-
zia, declaraudo, no ca*so contrario, quaes os mo-
tivos por que nao o tem feito, como lhe foi de-
terminado.
Portara.O presidente da provincia, tendo i
vista o officio do respectivo commandanle supe-
rior de 2 de abril ultimo com referencia pro-
posta do tenenle-coronel commandanle do bata-
lho n. 33 de infantaria da guarda nacional do
municipio de Ingazeira, resolve privar a Vicenta
Ferreira Lima do posto de lenle quartel-mes-
lre do mesmo batalho por achar-sc comprehen-
dido as disposicoes dos.l. e 2." do arl. 68 da
lei n. 602 de 19 de setembro de 1850.Com-
municou-se ao commandanle superior de Taca-
ratu.
Dita.O presidente da provincia, tendo vista
a proposla apresentada pelo tenenle-coronel
commandanle do batalho n. 33 de infantaria da
guarda nacional do municipio de Ingazeira,a
que se refere a informaco do commandanle su-
perior respectivo do data de 2 de abril ultimo,
resolve, de conformidade com o art. 48 da lei n.
602 do 19 de setembro de 1850, noracar para
officiaes do mencionado batalho os cidados se-
guintes ;
Estado-maior.
Tenente quartel-meslre alteres secretario Fe-
liciano Paulino do Amaral.
3.a companhia.
AlteresO sargento Joo Alves Moratto
Expediente do secretario do governo.
Officio ao commandanle das armas.De ordem
de S. Eic. o Sr. presidente da provincia, trans-
miti a V. Exc, afim de leiera o conveniente
destino, os mappas e mais papis que dizem res-
peito so roovimenle da enfermaria do presidio
de Fernando, nos mezes de marco e abril ultimo.
Communicou-se ao commandanle do presidio
de Fernando.


t
)
r
Bespachosdo dia Odenaio.
ftqnerimenlot.
155.Candido Nunes do Mello & CComo rW-
os ohjectos e sentenciado* qua so destinan o
presidio, cntendendo-se para este tim com o di-
rector do arsenal de guerra cota janla*.
s fre es e passagens.
156.-Francisco Romano Steplo da Silta./l0
tenente eommandante da componina de aprendi-
ces raarinheiros.Dinja-se thesouraria delfa-
anda, a quem se expede as convenientes ordns
no sentido om que requer. I
157.I). Isabel da Silveira e Miranda Ser*.
Informe o Sr. inspector da thesouraria de/ fa-
zenda. /
158.A mesma.Informe o Sr. inspeclojr da
thesouraria de fazenda.
59.Jeronymo Baplisla de Moracs.Informe
Sr. inspector do arsenal de marinha. '
MO.JJuiih Donneley.Informe o Sr. director
da roprtico das obras publicas. /
161. Bacharel Luis de Albuquerque Martins
Pereira, promotor publico da comarca do Bonito.
Passe-se portara concedeodo a licenca Teque-
162.Manoel Antonio de Moraes.Reqeira o .
suplicante a thesouraria de fazenda a liquii aco e
pagamento do que se Ihe dever.com o ti ulo de >
sua divida.
163.Mnnoel Gomes de Mello Brrelo.- Infor-
me o Sr. I)r. chefe de polilla.
161.Antonio Manoel Eslevo Informa o Sr.
Inspector da thesouraria do fazcoda.
COMMA.\OD.S ARMAS.
unrtel general do cominando das
armas em Pernambuco, 9 de
mato de 1800.
ORDEM DO DIA N. 398.
O tenente general eommandante das armis faz
publico, parn conhecimenlo da guarnirn, que
a presidencia exonerou. por portara de 7 leste
mez, o Sr. capilo do 8o batalho de infai taria
Joaquim Cardoso da Costa do cargo de deh ado
de polica do termo de Tacoral : o que co islou
de officio da mesma presidencia da referida Jala
Assignado. lardo da Victoria.
Conforme. Joaquim Fabricio de Mallo
nente ajudante de ordeos '---
mondo.
perseguido pelos Mecatales turtos de godo vat-
cum, langero, etc., conti ibuindo poderosamente
para a JiiiqtfHacao de sua fortuna o espantosa
mortsndade -que vai devastando as farendos de
cn-ecao desses gados, que sao objeto priarordasl
da riqueza do nosso centro; aquello caberlo de
andrajos, anda de porta em porta a esmotar um
pouco de pao para sua subsistencia I
Cfci animaos avallares pelo seu estado de
desatonto, j nao podem ir ao Curralnho para
carrcg.ir farmha, esta se est conduziodo desse
tngarque dista 14 leguasna cabeca.
O commercio est completamente parausa-
do. Os faicndeiros procura* e lonum dinheiro
a premio de 4. e meio ao mez para se abastece-
de farinha.
As noticias da villa or da Rainha conti-
nuara a ser ms A secca era anda horrive): a
populaco fugia para os mallos eoi busca de rai-
zes para allinienlaco.
N Feira da Con'eico, dtias leguas cima
da Cachoeira, j cahiram honlem bons oguacei-
ros, mas om S. Goncalo, que duas leguas ci-
ma da Feira da Conceico, aioda nao linha cho-
vido.
. tc-
uiicnuo do :oni-
INTERIOR.
Rio, 24 de abril.
Por decreto de 23 do corrcnlo fez-se merca das
honras de grandeza ao Sr. baro de NovalFri-
hurgo.
Por decretos da mesma dala foram nomeados:
Commendadores de Cliristo, os Srs. Jos jpa-
uim de Lima o Silva Subriuho e Jos Machido
Colho de Caslro.
Dignatario da llosa, o Sr. visconde de Barba-
cena.
Commendador da Rosa,.o Sr. Candido Jos Ro-
drigues Torres.
29
Foi nomeado o bacharel Luis Rumulo Peres!
de Moreno, promotor publico da comarca de Vas-
souras.
4 de maio.
Foram nomeados para o balalho do servico
activo da guarda nacional do Nitherohy:
Eslado-maior. Candido Jos de Siqueira Cam-
pello, alteres secretario
4' companhia. o lente da 3" Antonio Jos da
Malta, capitao ; o alteres da 6a Vctor Annibal de
Mallos, alferes.
6" companhia, o alteres da 4", Antonio Mar-
celino Leite, alteres.
por decreto de 21 do corenle mez foi nomea-
Jo o deserahargador Jos Mariani para membro
do conselho director da inslruccao primaria e se-
cundaria do municipio da corte
Por decreto de 14 do mez passado permitlo-se
nos membrosda sociedade Auxiliadora das Arles
Mecnicas e Liberaes o Beneticenle. estabelecida
esta corte, o uso, em actos solemnes, de urna
nicdalha dourada. collocada ao lado dreito do
peilo, pendente de una fita, cujas cores desig-
nara as diferentes classes de socios.
Por decreto de 26 foi concedida a D. Ilenrique-
ta Lsmena Nabuco e Carueiro a pensao de 6j>
arinuaes, em allonco aos servicos de seu falle-
cido mando, o conselheiro Joo Carueiro de
-Campos.
Jiocieda.deAuxiliadora da Industria Nacional
o da 1 do eorrento reunio-se o conselho ad-
ministrativo da Sociedade Auxiliadora da Indus-
tria .\.Kional,so_b a presidencia do Sr. conselhei-
conr8rouao^'xpe"diente do seguinie :
Aviso do ministerio do imperio, remetiendo o
reiueriruenlo de Antonio Joaquim Pereira da
Carvallio, em que pede qno se faca extensivo o
privilegio, que j oblevo para sua invenco de
pontes e aquedutlos uensis s^uiilmtAa^^
-S^^wm% niiMlllnlc Jcsi
permiltido depositar n ~;iivu ^uUJcro a res-
pecliva descripeo edesenho; para que a socie-
dade inlorponha o seu parecer.A' seceo de ma-
chinas c apparelhos.
Aviso do mesmo ministerio, para que a socie-
dade informe sobre o requerimeiilo em que Pe-
dro de Alcntara Lisboa, na qualida ic de procu-
rador de Bouln Frissor & C, pede em norae do
inventor Bonlin, privilegio por 15 anuos, para
ulmduzr no Brasil um apparelho para a carbo-
msaeao vegetal. A'seceo de chimica indus-
trial.
Aviso do mesmo ministerio, remetiendo o co-
nhecimento de quatro barricas coui scmeiites de
muuo embarcadas na barca Cavalitr, e igual-
mente um memorndum do conieudo de cada
barrica, acompanhado de explicares sobre o mo-
do de cultivar as diversas especies do dito milho
sobro as suas qualidades. Ao Sr. secretario
geral.
Officio do presdeme da provincia de S. Podro
pedindo algumas plantas do canna roxa c das
novas que rioram da ilha de Bourbon.Ao Sr
secretario geral.
Officio do mesmo senhor, aecusando a recepeo
de 8 barricas de trigo Gigante e Principe Alber-
to ; fazeudo varias consideraces sobre a cultura
do trigo e do outros cereaes "na provincia de S
Pedro ; descrevendo asvanlsgens que lera colbij
do da inlroduccao de urna machina para moe
trigo quo raandou vir dos Estados Unidos ; re
terando o pedido das semenles de trigo e daP
plautas do canna ; e finalmente declarando oue
essa occasio remelle urna ledra da quantia dle
llWi. sacada sobre o thesouro nacional, para paj-
arnento dos 50 exemplares do Manual, quo lile
oram enviados pela sociedade.Ao Sr, secreta-
no geral.
Carla do Sr. Dr. Manoel deliveira Fausto, p-
tlindoque o Sr.AiitoiiioJosRibero deCarvalntt
azeudeiro da provincia de Minas, seja coulerli-
plado na dislriouico dos animaes da raca sua
que a sociedade maridou .vir da Europa.A' sc-
'Sao de melhoramento das ragas animaes
"TdIARU) DE PEBiiAMBUCO.
Foi estolhido senador por Minas-ljeraes o Sr.
Manoel Teixeira e Souaa.
Por aviso da marinha de 9 de abril, se de :1a-
rou ten fundamento as duvidas suscHadas lela
capitana do porto de Pernambuco, sobre o jul-
gamento que j nao cabe s capitanSas, dos i>re-
juizos e damtios occasionados por abolroacao
Por decreto de 14:
Permittie-se nos membros da Sociadade A i-
liadora das Arles Mchameos Lbcraes e Bine-
llcent<>, estabelecida na erte. o uso, em n-ios
solemnes, de urna medslha dourada, colloc ada
do lado direilo do prito, pendente de uros iu,
cujas cores designam as differenles classe< de
socios.
Por dito de 20 :
Foi apresonlado o beneficiado Eslevo Al vea
dos Reis em ama cadeira de conego da s lla-
raaho.
Foram demiliido3, a seu pedido :
O bacharel Francisco Honorato Cidade, do lo-
gar de juiz municipal e de orphos dos temos
reunidos de S. Francisco e Porto-Belio. na pro-
vincia de Santa Cathariua;
O bacharel Francisco de Barros Lima Manta
Razo, do lugar de juiz municipal e do orphos
do lermo do Sania Luzia, na provincia de di-
nas Geraes:
O bacharel Evaristo Ferrcira da Veig.i, do lo-
gar de juiz municipal e de orphos dos lernos
reunidos de Porlo Alegre e Jaguary, ua mesma
provincia.
Foram nomeados:
O tenente-coronel chefe do estado maior do
cora mando superior da guarda nacional do n u-
nicipio de Alagoinhasda provincia da Baha, I a-
noel Pinto do Rocha, para coronel commaoda .le
superior da mesma guarda
O maje r Jos Gomes de C
da 3. companhanhia do 3." baUlho da res va
da guarda nacional do municipio da corte, pira
tenenle-coronel eommandante do mosmo lia-
talhao.
Mandou-se entrar no exercicio de scus resp ;c-
tivos poslos. de que se achavam suspensos o umuo uma inuemnisacau do excei -uel
eommandante superior da guarda nacional i os I do casa em que unccioni sua aula de inslruccao
municipios de Paraly e Angra dos Res, da p o- primara.A commiss9o de inslruccao publica*,
vincia do l^io de Janeiro. Jos Luiz Campos do | L-se c manda-so imprimir um parecer da
Amaral, c o tenenle-coronel eommandante do I comraissao di; orcimenlo e fazenda provincial
batalho n. 28 do servico activo, Manoel Jos de dando seu parecer acerca da pelieo do coronei
,;? A ... | Gaspar de Meneas Vasroncellos de ruuirnoud,
ro suspenso do exercicio do respectivo poilo cora a rr-solueao seguinte:
-WA-RTO DE PEt\KAMBCX). -- SaBSa-RO 13 PE MAJO T>E 1860.
PERNAMBUCO.
ISSMBLA LEGISLATIVA PROVINCIAL.
SESSO ORDINARIA EM 21 DE ABRIL.
Presidencia do Sr. Visconde de Camaragibr.
Ao meio dia, feila a chamada eachando-se pre-
sentes o Srs. deputados, abrio-se a sessau.
EXPEDIENTE
iperior aa mesma guarda ; Um officio do secretario do governo. partici-
m o J Jos lionies de Olivcira, comratnda ite i pando que no dia 23 do correnle 1 hora da tar-
npanhauhia do 3." batalho da im'm de lem de prestar juramento o Exm. Sr. Ambro-
sio Lefcao da Cuuha peranle esta assembla, co-
mo presidente desla provincia.Interada.
Um requerimenlo de Joaquim Antonio de Cas-
tro Nunes, professor da freguezia de S.-.Jos, pe-
dindo uma indemnisacao do excesso do aluguel
por lempo indeterminado o lenenle-coroiie.
eommandante do 3 corpo de cavallaria da gu ir-
da nacional da provincia de Pernambuco, Alv; ro
Ernesto de Carvalho Granjo.
Por dito de 23 :
Fez-so merco das honras de grandeza ao baiao '!
de Nova-l'rihiirgo.
Foram nomeados;
Cominondadorcsde Clirislo, Jos Joaquim de
Lima e Silva Sobrinho e Jos Machado Coelliodc
Castro ; \
Digniario da Rosa, visconde dn Barbacena ;
Commendador da Rusa, Candido Jbs Rod i-
gues Torres.
Por dito de 26: \
Foi cenceiida a D. Honriqueta Esraerja Nabu-
co o Carueiro a pensao de 600S annuaes, em 11-
lenco aos servicos de seu fallecido marido, o
conselheiro Joo Carnciro de Campos.
Foram nomeados:
Presidente de Minas, o Sr. conselheiro Viccnlo
Piros da Molla ;
Presdeme do Espirito Santo, o Sr. Anlpnio Al-
ves de Souza Carvalho ;
Commendador da ordem de Christo, o iSr. c>-
inego Agostitilio do3 Santos Collares ;
1 Cavalleiros de Avia, os Srs. Icnentc-^oronel
oao Manoel Menna Brrelo e prime!ro lenle
Ui'iiiiquo Antonio Baptiata.
\ Umn carta particular diz o seguinte: \
U Corre que o ministro da lxenla apresenlar
aS. M. 1. una reforma das alfaudegas, culen-
deiido lauto cora o pessoal como coni a tarifa, c
leiidopor baso a deliciencia da renda do thesou-
ro bara as despezas ; mas que S, M. responde-a
qudcomquniilo conliasso muilo na perteeo lia
obra, achava-a ioopporluna ; em vista do'qi^e o
ministro pedir sua demsso, qual tambcn 5.
M. i espondera que nao a daa sein quo tivesso n
opresentado seus relalnrios. Nao Ihe garanto a
vera cidade, mas passa como tal.
B pirita Santo.A quexa dada, contra o b;-
rao Voii-Pfiih, director da colonia Santa Lee -
pohl na, por c.riiiie de roubo, foi julgada impi -
cede ilo polo chefe de pulida l>r. Vlalium.
legislativa provino;,! jt. per.
pto os lacios dados coro um juiz municipal, e sao
laes que u nao sei, na posicio de juc aqu na
capital, qual seria o meu procedimanto, era
quero entrar no desenvolv ment d'esla ques-
lao. ludo islo para mira resulta a necessidade
absoluta e argente de uraa providencia das au-
toridades superiores da provincia.
Ha anda um faci que deve merecer especial
attenco, que 6 a alimcntaco dos prexos pe-
bres: eu jl disse, nao quero ser echo de boatos,
mas verdade que a opinio publica aa manifes-
ta moito claramente contra o fornecimenlo eito
aos prezos pobres e ao chefe de polica a quem
compele a inspeceo desles negocios, eu peco
que leve sua attenco al esso ponto....
O Sr. f. d'Almeida : Tem tomado provi-
dencias.
O Sr. S. de Lacerda : Nao tem tomado
todas.
Responda-mc o nobre depulado. quem o
fornecedor da casa de delenco t
O Sr. A.dMZmeida: e"' um empregado da
casa de detengo.
O Sr. S. de Lacerda : Basta isso.
O Sr. f. d'Almeida : E porque f
O Sr. S. de Lacerda : Sira, porque ?
p Sr. R. d'Almeiaa : Quaodo eu liver a
pslavfa respondere.
O Sr. S. de Lacerda : Enlo nao me man-
dasse fazer a pergunla senao quera responder,
USr. II. d'Almeida: Porque nao tem havi-
q,cn1 ,*e por 240 ris.
O Sr. S. de Lacerda : V-se claramente que
eu nao quero accusar.nao quero dar torea a esses
boatos, apenas, quero reconheccr a existencia
delles.
O que facto que sendo o fornecedor da casa
de detencao um empregado della, aconsequencia
, que a fisealisaco nao pode ser completa
(Apoiados.)
O Sr. A. d'Almeida : Nao contesto,
O ir. S. de Lacerda : Mas diz-mo o nobro
depulado, o fornecedor esse empregado poraue
nao houve oulro. y i
Pergunio cu. e esse empregado que vantagens
tem alem dos outros concurrentes para que faca
arredar todos os outros e s elle possa alimentar
os pro/os com 240 res?
O Sr. f. d'Almeida : Tem uma gralificacao
e a alimenlacao nao feila segundo a tabella.
O Sr. S. de Lacerda : Esta nao a questo,
o nobre deputa le nao atiende a argumentaco.
Direi, Sr. presidente, uma immoraidadc
ver-so corno fornecedor de um eslabeleeimenlo
dVVl tos desappareeam. Tivo um oulro fim foi pc-
d.r que se desse comprlmenlo lei que autora
a reforma do regulamenio da casa itoffi.
pelas anomalas que elle contera e qnVH i
foram aponlados em oulra occasio. Ei o meJ
fim. eis o meu pensaraenlo simples por maneira
tal que eu nose como deu lugar ai abre d-
pulado exigir de mim criterio para tallar nc%tl
sentido. ""
(Ma am aparte.)
O Sr. S. Lacerda : Aqui nao ha espinaos
nem flores, eu estou em terreno limpo o sabeo
nobre depulado qua eu nao aou d'aquelles que
costuraam ter posQes indefinidas.
Um Sr. Depulado : Nao mosira actualmente.
O Sr. S. Lacerda:O nobre depulado diz isto
porque nao quer attender ao que cu estou di-
zendo, e comocreio que escusado querer cjn
Sou tealemunha do modo por que este rcs"l
peito elle procedo.
(Ha un aparto.)
OSr R. de Almeida :O que se nao pode ne-
gar que esla empregado n muilo zeloso no
cumprimenlo de scus deveres, e do uma activi-
dade pouco commum.
E por quo os cheles de polica reconaecem nel-
ies lio excelentes qualidades, quasi nunca Ihe
recusara licenca para passar os domingos com
sua familia a pernoiiar (ora da casa da de-
lenco.
E nem se persuada o nobre depulado que,
quaodo elle sahe, nao fica o seu substituto legal,
u ajudante est sempre noesUbelecimenlo.quon-
oo o administrador acha-se ausente.por ser aquel-
la p legitimo substituto desle.
Apezar de oslar tora da casa
- fu|| *" aa casa de delenco, os
'>" \ ra ni mil0 i r,encia converge ni sempre pa-
tinuar a convencer ao nobre depulado, o melhor unnB.* os. della- Muitaa vezes, quando o
sentar-m<> n fnzAnHn iin n5 i..nK <>, .;.i. i, > H^nnan mimo a gosto em sua cama no Mon-
muis ~ ttajL!?!*. s-prendendo
A osscmlila
nnmbuio, resolve
AiI. nico. Fica o presidente da nroviucia
i? i i ^n"10 ntra. l uma reSposla rasoavel: pois um emorezado dn
?SSttZSS^~2XX: ^^t' categora Kofo0 por
---------------- ---.,-.. .... ,..-, u>' irnivx.v i
da rommissao de petiees acerco da prelrucode
Juveniano da Cosa Monteiro, com a resoluc'o se-
guinte :
Art. unin, Fica o presidente da provincia
aulorisado a distender, se enlender conveiiwnle
com Juveniano da Cosa Monleiro a quantia de
4'.03 para impresso do drama de eompeWco
sua Uma lula de iuteresses. )
t Sal das commissoes, 21 de abril de 1860
Dr. Manoel de Figueirda.Jos Joaquim do Re-
g Barros.
ORDEM DO DIA.
Enln em dscusso e approvado sem dbale
o projeclo ii___
Contina a segunda dscusso do art. 14 do or-
cament provincial, odiado do sesso anterior.
Art. 14. :
1." Administrador
2.* Companhia ly-
lici, vigorando a
aolorsaco da le
anterior..........
1:800-30OO
20:0008000
Ni
febn
Daliia. V assembla provincial conlininva c n
Becebemos pelo vapor ingJez Jaton, entr do
A> Rio. Baha, noticias quf aleancam : do r i-
mairo 4. e da segunda 8 do correnle. f
tis o que nelles encontramos:
Va*- f!4,,:ra o capito Dominaos Mar-
ques. Lopes Fog^,, 4.- a-pr^dooK. Jrl
Uavia sido absolvido unaniracmante pel.urv
da capital o cap.lao Esperdio Ban.sl RoVule
lroe. acensado como mandante do ass.sVna o
de um soldado, qu.ndo eommandante do pfoa-
dio de b. Barbara. v
Alinas. O eonscllwiro senador Carneio de
campos, depois de havar deixado a presidencia
t provincia, nao pode eguir para a corte a lo-
mar assenlo, por causa de molestia. \
S. Pmulo. No dia 17 do passado Umn coVita
da presideocu da provincia, a Kira. Sr. Dr. Po-
Jjwatpo Lopes de Leo. \
J4 se achava ime de pertao o Exm. e R.rm
cispo diocesano. \
L-sc na IceviUa Commerdai de Santos: \
a? '1 1 an,el>. quo com os ltimos das
*,X haviaf eonsldoravelmenta diminuido^
eU cidade mWiamenlo conlina a grassar.
porem nao de um mado assuslador.
Jr J?l*m ."a ,C*'de d* Pe. """O consta
ii 'a**?*t!Mlara.titf* apparaeido esse fla-
& PrlBC,nira a.'-rar aos habitantes se-
oln f't0..' mU' """'C-^ieule por haver ab-
ohilafala de facultativos naquello lugar. Se
Som? ,Uar' '^"V' P'P'adas
da d""/uSla,rra que.sU>f9 'orden.: chama.
*. mo podo iw t- ^ 3
s-us
em i
pro*
Ni
.lo d
cone
Ni
os p
e s
U
P
des
A
I
capital couliouavain a
am.ii til.i.
tr.ibalhos, luanlo com serios enibaraepi,
i'iisequeiica do falta de recursos dos cofn s
nciaes.
dia 3 do correnle foi collocado. na praca
o minio
bu
alnl
a 2 de julho. U ai to esievo Helio,
liirido. |
da iiiwnciii.iio procedeu-se oJeico para
slos do batalho palriulico^os acadmico,
iram pleiioo
.....""j >uu iiiuie rereira.
ijor, Jos Antonio Lopes.
la-estandarte, Emilio Anguslo Pereira Gju:-
udanle, Pedro Ribero da Trinda le.
dico, Francisco Marques do Arajo Ges.
terca Vimos honlem uma carta escripia das Un -
as' G leguas de Cacillo, datada do IB ce
a qual exirahimos o segoinic trecho:
O Sr. Mello Reg justifica o manda mesa a
seguinte emenda:
t 2 Com a subvengo para espectculos reis
O.OOOSOOO. S. R.-Mello Reg.
Additivo.Companhia dramtica 12:000?.
S. R.Martins Pereira.
1." Siippnmani-se as palavrasvigorando
aleo fim.S. H. MarliiMvPeieira.
Posta ,1 rolos npprovnlM a emenda do Sr.
apparecec casos ie Mello, s*-ndo regeitadas as doas.-o_ailigo.
Encerrada a dscusso a omondaWprovada.
Art. 15 Com o corpo
de polica o pedes-
tres .................
E appiovado.
Art. 16. Com a casa
5 !" r.mpregauos ..
2." iLxpediciilo a
* srvenles .........
. -----o ........... x> y\ii
conseguinle um pobre humera, que uo lem para
contratar o fornecimenlo da casa de delenco,
quanoo varios negociantes o nao podem (azar por
preces mas vanlajosos, nem pelo mesmo preeo
porque o faz esse homcm ?
Niio se v por conseguinle que este homcm
conta com algiima cousa ?
O Sr. R. d'Almeida. O nobre depulado nao
esta bem informado, c fornecedor nao contra-
tante.
O Sr. S. de Lacerda : O que c ento "?
Um Sr. Depulado: E' designado pelo presi-
dente para fazer o fornecimenlo ponan ter appa-
recido licitante, quando o contrato foi & praca e
por causa da immoralidade que rcsullava dsse
contrato.
O Sr. S: de Lacerda : F.u desejava que o no-
bre depulado que me d esse aparte, me exp-
casso qual a immoralidade que ha nesse con-
trato.
Um Sr. Depulado : Eu desojo muilo satis-
fazer ao nobre depulado. mas devo dizer-llie que
M so fallo e peco a palavra quando julgo conve-
288:000-5000 % MJOttJOOO
L
l:70000
2 000*"" "'"'
-----------II:-..0*000
. .-a mssa e apoia-se a segirnte emenda :
* Supprlmn-so o artigo 16. S. R. Martina
Pereira.
OSr. Rufino de Almeida:Senhor presidente,
lenho algumas refiexes a fazer sobro o artigo
em dscusso, e asfarei em poucas palavras.
No 2 do citado artigo, quando se tr.ila dos
ordenados dos empregads da casa de delenco,
consigiia-se a mesma qnanlia quo foi votada' no
orcamenlo do auno passado. Ncuhuma duvda
terla em volar por ella, so por ventura os actuaos
nienle.
O Sr. S. de Lacerda: Sr. presidente, v
v Exc. e a casa em que posico diffiVil roo col-
locou o aparto do nobre depulado. Diz o nobre
depulado que o fornecimenlo felo por um em-
pregado da casa de delenco, nao em virtudo de
contrato, mas por uma deliberadlo do presidente
porque nao poda haver contrato em vista d
immoralidade. Pirguntei eu : mas que im-
moralidudo esla ? Diz o nobre depulado
eu s fallo quando quero. A primeira rrzo
valiosa, mas nada prova anda o nobre depulado.
Nao acredila o nobre depulado que eu tiresse
por fim fazcr-lhe uma pergunla indiscreta depois
do seu aparte, nao depois que o nobre depulado
c'"rj>i^oua palavra ijnmoralidade. vque se dava
ier
sentar-me e fazendo islo nao lenho em vista '
dar uma prova de desattenco, mas porque os
peiores cegos sao a inelles que nao qoereiu ver.
O Sr. R. de Almeida :As razes apresenladas
pelo nobre depulado prroero secretario em sus-
tcnlaco da sua emenda sao improcedentes em
visla da lei provincial n. 338, que aulorisou o
presidente oa provincia a dar regularaento a ca-
sa do delenco, e marcar os vencimentos dos
seus empregads. A emenda do nobre deputa-
do nada menos importa, que a nullitlcaeo de
um acto desli assembla, convertido em le: o a
materia nella contida materia ja discutida e
vencida nesta casa, e sobjc a qual nao pode mis
o nobre depulado fallar.
O Sr. Martins Pereira :Porque ?
O Sr f. de Almeida .-Pela razo que acabo
de dar, por ser questo vencida. Tendo esta as-
setnbla. fundada no art. 10 9 do aclo addco-
nal, deliberado que cargo dos cofres provinciaes
ficasse a despeza com os empregads da casa de
delenco, claro que, em quanto esto acto nao
tor derrogado, nao se pode eliminar do orcamen-
lo provincial a verba destinada ao pagamento de
semolhanles empregads.
Nao necessilo dizer mais. para demcnslrar que
a emenda do nobre depulado nao pode ser ao-
prevada. K
Agora abusarei da atlencSo d*sta illustada as-
sembla, occopando-me de olguns pontos do
discurso do meu Ilustre collega. 0 Sr. Dr Se-
baslio Lacerda.
O nobre depulado dsse alguraa cousa sobre o
modo porque aclualmonte se faz o fornecimenlo
da alimentncao dos presos pobres da casa de de-
lenco esobre a quanlidade e qualidadedessa ali-
mentago.
As suas refiexes al ccrlo ponto sao fundadas
mas ignora a cousa do mal. A causa principa!
das irregularidades c fallas que se noiam, a di-
minua quantia de 210 rs. para alimenlacao dia-
na de um hornera sao e robusto. Nao possivcl
com lao insignificante quantia fornecei o al moco
c o jantarna quanlidade e qualidade exigidas pela
tabella, que acompanhou o regulamento da presi-
dencia sobre a alimenlacao dos presos pobres da
casa de delenco e menos anda que o forneci-
menlo seja feilo por arremataco em hasta pu-
blica.
A nngiiem convem encarregar-se do seme-
Ihaulc empreza as circumslancias octuaes do
mercado, o fornecimenlo da casa de delenco ja
foi teio por arremataco no armo de 185(': mas'
o contrato foi rescindido por que O Con tratador'
niocumprio fielmente as condiees do contrato.
Depois da resciso desse ronlrai'o houve reforma
na tabella e no regulamcnlo o novamenle foi
posto em Insta puldiea o fornecimenlo: nao hou-
ve lancador, porque a diaria nenhuma vanlagcnr
ouerecia.
OSr. presidente da provincia autorisou ao Sr.
Dr. chefe de polica, para c-entralar com um par-
ticular esse fornecimenlo, mediante uma gralifi-
cacao. Apezar de todas as deligencias nao fui pos
sivel achar esl particular. Nessa contingencia
ordenen o presidente da provincia que um em
pregado da mesma casa de delenco ii/.esse o for-
iiecimenlo. dando-se-lhe uma gralillcaco por i
esle Irabalho. Nao salisfeito
Para provar a que grao sobe a vigilancia desfo
funeconano. cm relaSao se^uranca doapfes
fado": 8Ua g" baS'a "" o "K^e
Tendo o Sr. Florencio obtido licenca para em
um sabbado pernoiiar em seu sitio no Monleiro
e leudo para la ellectivanienie partido, a meia'
noite apresenlou-se na casa de delenco reuni
as guardas, mandou abrir uraa collula*. cujo nu-
mero indicou e moslrou o lugar por sonde
a aquella hora prelendiam os presos fuai-
rem. *
Tenlava-se uma fuga serrando-se a grado da
janeila, a qual j em parte estiva cortada, occul-
larido-sc o corle com cera.
Um Sr. Depulado .Al leve o dom de ade-
vinhar !
O Sr. f. de Almeida :Nao sei se adcvnhou :
ignoro mesmo como eslande ello no Monleiro-
soube dessa teulaliva de fuga : o que sei qut
mostrou ter muila vigilancia e muiln aclivdade,
sendo que em sua ausencia deixa quem vele so-
bre a seguranca dos dolidos, e Ihe commuinque
a menor ociurrcncin.
0 Sr. Drummond :Se elle eglivesse no esta-
belecimenio uo poda ler prevenido o mal mais
cedo ?
Um Sr. Depulado :E como os presos esla-
vam munidos de. limas ?
O Sr. R. de Almeida :Os presos nao cerra-
ram a grade com limas, e sim com pequeos pe-
damos de mol.is de relogio. de que USam arman-
Jo-as em pedacos de madeira quo para isso pre-
parara : este o meio de que se serven os pre-
sos em todas as prises mesmo as policiadas
prisoes da Europa.
E se o uobre depulado estivesse no lugar do
br. rlorencio prevena que taes molas fossen
tornecidas aos presos
O Sr. Oruonnon :Agradeco-lho muto r>
i Srj f' ^'""'rido :O cargo de adminis-
trador da casa de delenco nao deshonroso.
(Apoiados.)
Nao quero roubar mais lempo casa, conclui-
rei dizeudo, quo os inimigos do Sr. Florencio
pode-lo-hao aecusjr de uulros deferios, menos
accusa-lo do mo empregado, e quindo o facam
ser-lhes-ha dilllcil a prova dessa accusa'ro.
(Apoiados, muilo bem.)
O Sr. tcnelon fjz breves considcraccs em
sustentagau do artigo do projecto.
Encerrada a dscusso e poslo a votos o art"0
approvada e regeitada a emenda.
Artigo 17. Coro a iMaawiaeao da cidade do
o.eep-,,V)lndi1' Goi,""'a. "'o Formse e auarelh.
f5l :'>< Ji.it')
0 Sr. R. d'Almeida pede explcacec & rora-
mis.ee sobre o motivo porque nao tem sido leva-
da a elleito a illuminaeo do Rio Formoso, e bem
assim qual a razo porque se nao eonsignot qno-
ta para pagamento de gralificacao ao engenheiro
fiscal da illuminaeo a gaz.
Vai mesa o api.a-so a Sfguinte emenda :
Emenda adlittiva.Inclusivo a gralificacao
com isto o actual ".J,.; -"- -" '^-inc.,siv0 a graiu.cncao
om o cdadao Gu- ^U,K, mensaes ao engenheiro fiscal da illu-
"Kio.J r,,,r,"," "*-"*""' C*uo st- oava "--iius, (iara poaer enea
__ |Vao "OS alimeuius, i.urao
MU|-i*u .... a niinr. j. "'- -
rninacao a gaz, pelo que lem servido e nos ter-
mos do or. 2 do regularaento de 22 de agosto
do auno passado.S. H.R. de Almoida. _^ -
O Sr. Ignacio de Barros manifesloiu^sb'a fa-
vor da emenda. ^
O .Sr. Theodoro da Sitpa> emenda marcando quola^para o fiscal da emnre-
/.a do gea. f
O Sr \rei>.iiiga : Pe a palavra baslan-
**tt2US*m vou lra,ar d0 ni,gocio i"e
Fenelon : O nobre depulado pedio
.. ...,, vKg'un uuLiiu. lena em voiar por ella, se por ventura os ai tu es
n l,... TI 'l" fora(l0,3 !">radores do scrlo ; vencimetilos dos empregads daquelle eslabele- !
,f ,u 'remenda. desde jane.ro que nao eho- cimento fossem os mesmos do annn passado-
r "T" :'" Uf-''S ,a. m,,,, 1U0 J Ma- mass.ooque nao acontece. O l"xm preri-
ra*l. as dos nos eslao deiiu laudo, i nonio dr* .lem,. H., ,.r. ^, r.--------.... ... .p .'] '
ii; as dos rtos eslo dciiuliando," ponto Oes
radores mais de baiso so mudarein ; o noss)
est secco at a Tapera, e tem por aqu havi-
rlfsgostoa dos vi/inhos, mis rom outros, por
(adagua; lem-se requerido ao juiz inunici-
1 para so ai rumbare ni os tanques e acude-,
".. c felizmente os despachos sao favor.ives:
Jo contrario seria raorrer, acabar com ludo; pe-
que acontece estou vendo quo os ros vio i
eccar at as nascencas.
E'umacalamidade ver a pobreza chorar j i
Ipor falla de viveros, dinheiro, e para mas con
sumicao, da propria agua quo osl quasi a desap
parecer. r
O nosso amigo.... est retirando o godo des-
de os flns do feveieiro para os geraes; de pre-
sumir que este auno o gado por aqu so acabe ;
nao possivel que hala recurso para lana cria
cao; as aguas nos Calderes eslo a findar-se ;
emiim miseria sobre miseria.
De uma carta do Sr. tenenle-coronel Jos do
-Souza Bolcllio. proprielano na villa de Maracas
dirigida um amigo seu aqui, extrahiraoso se
guinio. ao que ogoveino devo prestar toda al-
A calamidade, a terrivel collsoeni que hSii
posto estes lugares a tome e a sede nao se podr
com palavras bem descrever I Estamos na niaio
penuria! O Marac debati do presso osmagi.
dora desses dous tremendos flagellosa tomo
a sedeaprsenla um aspecto assuslador e mise
rondo Ao passo que o governo enva soccorro i
alimenticios para oulros lugares do centro,
este modo aluna as dores pungentes e terrive.
da tome, que lorturavam os habitantes daquella;
localidades, o Marac inleiramente esquecido
apezar do seu estado deplorare! Como possi
e.nVS/r0pre,arios au*-lo proverem as ne-
cessidades extremas das classes pobres, que pe-
!!^" ""P". Hoa solTrem a morlalida.
rLt& em "/'. SO o sol ardent,
re u ..o poe.ra as planlaces. se mandara vir
farinha do lugar d.slan.e por pre,;o exorbi.onle
se a agua desapparece, se os lagas seccam As-
suri nesta quadia espantosa o flagelladoia, lo-
dos solTrem. e somera horrivelmenle Se o go-
verno nao v,er em auxilio desla villa, como acu-
dido lera a outros lugares, o desfecno desla cri-
e nunca visla nao cabo nos clculos humanos s
Na villa do Camisaq e arredores os eleilo'
da secca tem ido muto sensiveis. |
A classo pobre sustenia-se de\ farinha d
raz de uma planta selvagero, e betie agua sal-
E' grtade o numero do pedintete, qt sc
gente emigrada da Bata Grande, Ang^lim, Mon-
te Alegre-, etc. \
A farinha ji se lem vendido a 3J200 a quar-
ta, e nao ha soiBcienle para o consumirlo.
-.* Pa?sam P*la '"'"a coBslantemenlo ropos de
emigrados que descera para escapareni aos es-
u-sr>* da secea acoulecendo qno muitoS, abli-
cos pela fome, Jo podem chegar ao terrooda jor-
nada, como a-pouco acontecen na villa, que duas
iPinnau ruta fi-;.u____. i
U
dente da provincia por um acto de recente data
eleva os vencimentos dos guardas.
Um Sr. Depulado :Fundado em que ?
OSr. R. de Almeida :-Certamen te que a lei
Um Sr Depulado :Que lei?
OSr- R.de Almeida :Na lei provincial que o
aulonsou a dar legulamento a casa de delenco,
e a niarcir os vencimeiitos dos seus empregads!
Ve por lano V. Exc. que se por esla assernlila
n.lo fr volada a quola necessaria, para o-paga-
mento do augmento dos ordenados dos empre-
gads da casa de delenco Ocar de nenlinm effei-
to o aclo da presidencia, beneficiando a osles
empregads, que percebeui to uicsquinhos ven-
cimentos.
OSr. Cintra :A commissaotovetsciencia des-
se augmento.
0 Sr. f. de Almeida :Nem cu eslou censu-
rando a commisso.
O Sr. ilarlins Pereira :Mas a commisso lem
em seu poder esse acto da presidencia.
O Sr. f.dt Almeida : Eulo. se era poder da
commisso exista un documento comprobatorio
desse augmento de despeza, devera ter ella aug-
mentado i quota respectiva, e se o uo ic.i pec-
cou por oramisso.
Espero porm quo esla falla ser sanada por
esla assembla, augmenlando-so a quola na ra-
zo dos vjncimenios marcados pelo presdeme da
provincia aos guardas da casa do delenco, nao
conseulindo que sejara prejudicados empregads
dignos de melhor sorlc.
Ouanlo a emenda que acaba de apresenlar o
nobre pri neiro secretario acho-a lo extravagan-
te, que rao posso dar-lhe o meu vol ; porque
nao posse comprehender, que devendo pagar-se
os vencinenlos dos empregads da casa do de-
lenco ; se deva supprimir ao orgamento provin-
cial a quola para islo destinada. "
0 Sr. Martins Pereira :Eu moslrarci.
O Sr. R. de Almeida :Bem : se o nobro de-
pulado demonstrar, como islo se pode fazer. co-
mo se poc o pagar a empregads sem se votar a
quola pan essa despeza, enlo votarei por sua
emenda. r
Em quanto porm nao apresenlar as suas ra-
zes permitlir que cooclua declarando que voto
contra ella. *
O Sr. i!, de Lacerda : Sr. presidente, direi
apenas quatro palavras sobre a casa de delenco
c sirvara ellas de pretexto contra o silencio que
lem lido f le d'esla casa, em virlude do qual se
aulorisou o presidente da provincia reformar o
regulamento da casa de detengo.
I'.u com estas palavras nao quero olTender a
adm.mslriicao, q.iero apenas clamar de novo
pela granee necessidade de uma reforma do re-
guiamenU d esse estabelecimeuio.
O regulamento aclual approvado como que
tacitamenia pela assembla provincia!, pelo fado
de marcar as quotas necessarias, deve ser refor-
a.ado quaiu que completamente, contera anoma-
las que ja foram apresenlados quando se tratou
aqu dessa malcra, e que merecem quanlo antes
foi

------i. -uuus acucas a Bsua une
se ai buscor na distancia de uraa lezua est a
convocada para o 640tis e a dez lustes a carga V
' .^, esta Villa, j lem perecido tome algumas pes-
soas l\ I '
correnie *^* por falla de 7 aembTs M*emb'*a *** ajm de er-Preei mandar buscar agua po-
*U?e na dntancia de Ucs e mais leguas, -m
Nesta o:casiao tambera nao posso deixar
apesar de nao querer ser echo deaecusace. va-
gas nem qnerer defender, e nao posso deiaar do
pedir providencias para cortos fados, que esJo
no dominio do publico.
Existem como disse anomalas nesse regula-
mento da casa de delenco. que lem dado lugar
a conflictos de que nos todua sabemos par exeai-
i >.. WT^r-v ..p qiipr; di
i immoriiinij, a quc iizer uu ella se d
nao lenho remedio a dar-llie.
( Ha um nparlc. )
O Sr. S. de Lacerda : Anda repito, nao
quero tornar-me echo, nao quero dar forca aos
boatos que por ah correm, mas vejo que' elles
existem no dominio do publico, muto arraigados
e o meu fim chamar a attenco do governo so-
bre estes pontos. Ha anda um facto que merece
muila attenco, e que a moitalidade na casa
de delenco, lem sido em proporcao muilo supe-
rior ao que hara na velha cada".
O Sr. fufmo de Almeida : E' porque
maior a accomulaco dos presos.
O Sr. S. de Lacerda: Ento o nobro depu-
lado nao deu importancia palavra proporcao
por mim empregada, porque, se disse', vera que
era possivel dar-se maior numero de bitos em
razao do maior numero de presos, mas guardada
a mesma proporcao.
Este facto, se existe, ha de ter uma explcaco,
eu nao si qual ella porm emendo que o me-
dico da casa de delenco ha de da-la.
O Sr. Rufino de Almeida : Uma das causas
e a grando agglomera;o de individuos em pe-<
quenos quarlos e exislir a enfermara no centro
la prisao.
O Sr. S. de Lacerda: O medico creo que
tambera fallar na nalureza da alimenteco. To-
das essas cousas me obligaran) a opresentar-me
pediudo providencias ao presidente e ao chefe
de polica; por ora somenle o que lenho por
tim fazer, e direi anda pela terceira ou quarla
vez, nao quero dar nem tirar forca aos boatos
que por ah existem, mas sei que'elles existem
como lodos nos o sabemos, e nao tendo eu por
lira dar iiein tirar a torca delles, vem perfeitn-
niente os iiobros depulados, que a minha pos-
eao nao e nem a dos defensores nem a dos ac-
cusadores, a minha posico a que deve ler o
depulado, que tendo noticia desses tactos mais
ou menos exactos ....
O Sr. Eenelon: Devo menciona-los na casa
com cnlerio.
O Sr. S. deLacerda : O nobre depulado que
se lem lomado aqui o director das discusses,
nao soi coro que direilo poder dizer-me, q0a
eu deva apresenlar os factes com criterio.
rlpnol, dH.pulad0 meu "'a e amigo, como
depulado creio que nao lem direilo de me dizer
que eu argumento cora criterio porque en pode-
rer tambero dizer que as observaces que tenho
depu'tdo1 maiscrUetiodo 1ue ***** do nobre
O Sr. Fenelon:Nao basta dz-lo.
reza *"' S' Lacerda ;-Eslao provados pela natu-
n,?.;!?0". r"D' .COrao disse' chamar attenco do
presidente e do chefe de polica pora que exa-
minem at que poni sao exactos esses boatos e
tomem os providencias necessarias, este o meu
Um. mas o nobre depulado foi quem disse em
aparle que o contrato nao poda ler lugar pelas
inimora iriadesque u'elle se davam : e quando o
meu nobre amigo procede assim, nao pode di-
zer-me quo preciso criterio da minha parlo
porque o nobre depulado tem razo para saber
que eu nao sou daquelles que mais argumenta
com as causas duvidosas c nern lenho olereeae
em vir aqu tornar-me echo dessas aceusaces
banaes quando a minha posico nao nem a
dos defensores nem a dos aecusadores
(lia um aparto.)
OSr. S. Lacerda : Assevero que existem boa-
tos arraigados no dominio do publico que uo ei
se sao exactos ou nao
Um Sr. Depulado : Mas preciso saber que
lundamenlos teera esses boatos.
O Sr. S. Lacerda : Mas se eu nao quero dar-
lhes nem Urar-lhes forca.
n "e Sr-D'P',ta ZhiA ,'alcerda :-Q"eroque o presidenle e
0 chefe de polica examir.em qual a torca desses
bualos, qual a causa dos fados quando elles exis-
tan) e que tomem as providencias necessarias.
r lmeida :-se nobre depulado
recorresse a correspondencia que lem havido ve-
dadas6 p^ov'llencia 1uea exige tem sido
(Cruzam-se outros apartes.)
O Sr. S. Lacerda :Repito anda, nao sei se
astea lacios esiai.ni, mas o m su fim Umorax
-------------- niiMa^ wiii un \j ui.ni,ti
chefe de polica, enlcndeu-se com o cdadao Ge-
raldo Correa Lima, e pedio-lhe que visse se era
possive!, a vista da tabella dada pela presidencia
e pela diana de 240 rs. fornecer a alimenlacao
dos presos pobres, percebendo o gralificacao de
um cont de ris ennual.
O Sr. Geralifo deraonstrou na toriua dos map-
pas que olfereco coiisidero^o da casa, que era
humanamente impossivel faz'er-se o fornecimenlo
pelo preci e pela forma exigida.
Contina pois o foriiecimento a ser feito por
ii m empregado da casa de delenco, sendo q.e
fui necessano diminuir a quanlidade dos oli-
!u*LP"i podcr ci,eS;,r a quaniia de 20 ra'
^Depois de feila a rr^"-
. se nrni'iii-n"
OSr. R. de Almeida : Ainda assim nnguom
quiz fornecer ; e o fado da arremataco nao
melhorava o defeilo que hoje se nota, sto a
diminuicao da aiimenlaco, que tanto mal ha
feito os presos.
[Ha um aporte.)
O Sr. R. de Almeida .Sm, senhor. o admi-
nistrador tem constantemente reclamado provi- !
dencias, representando aos chefes de polica que i
a_(iinunuicao da alimenlacao, ea qualid.de della i
sao prejuJiciaes i saude aos dciles, sendo que I
nao possivel obrigar o fornecedor a dar ali- i
inenlos em maior quanlidade e de qualidade di-! n,''""""tos ',sPeclni>* le o
versa, alienta a caresta dos gneros alimenii- 3- Publlcas nao s obrigar
dos e exiguJade da quoU para isto desii- PnnclPalrenlo conhecimentos
nada. ULS" duslrial que os ensenheiros do
A alimenlacao compc-se exclusivorncrite de
carne secca do Rio Grande e de bacall.o. Atran-
co porm ao nobre depulado que a qualidade
destes gneros a mellior, o que por mais de
urna vez tem sido observado pelo chefe de poli-
ca, que inesperadamente tem para esle Um fei-
to visitas casa de delenco.
UmSr. Depulado: -O medico tem represen-
irado conlra essa alimenlacao.
OSr. R. de Almeida :E'.verdade : o medico
zeloso humano como lem por mais de uma
ez representado neste sentido, e o faz com justa
razao, porque nao ha homem, por mais robusto
que sejo, que resista a uma alimenlacao cons-
tante do carno salgada, o isto mesmo em
quanlidade nsulTiciente para a sua alimen-
lacao.
Esle mal s pode ser sanado com a elevaco
da diana a 40U ris Ento se poder exi-
gir uraa alimenlacao sada, conforlavel e abun-
dante.
Quanlo ao augmento da mortslidade que nolou
o nobre depulado, concordo com elle : o aug-
mento tem sido grande. Mas quo elle de-
vido ?
E' devido alimenlacao de carnes salgadas,
reclusao de 20 homens era uma cellnla construi-
da para 3, e onde apenas o ar renovado por
uma pequea abertura superior, falta do exer-
cicio, e mais que ludo atmosphera Infecciona-
da que os presos respirara, infeceo resultante
da enfermara, que esl collocada no centro das
pnsoes, e sempre oceupada por 40 e mas doen-
les de bexlgas, molestia que reina naquello casa
desde a sua inauguraran.
Contra esta ultima 'causa nao tem cessodo o
chefe de polica de pedir providencias presi-
dencia, lembrando ora a rreaeo dV uma enfer-
mara para os bexguenlos na'fortaleza do Brum
como ja era oulra era houve, e ora pedindo
construccao de um quarto ou sala no hospital de
candado, guardadas as cautelas necessarias paro
a seguranca dos doentes.
S assim se acabara eom esse foco de cons-
tante infeceo, e que tantas vidas lem ceifado na-
quella priso.
Ouanlo s observares que fez o nobre depu-
lado acerca de corlas anomalas e defeilos que se
no a no regulamento da casa de delenco e a
, rt? L'lccuyo df lei '>,,e ""torisou a reforma
du dito regulamento.: posso alirmar ao nobre
depulado que lano o presdeme da provincia,
como o chefe de polica, iralam de estudar os
meios de remediar taes defeilos e anomalas ; e
que os muitos negocios importantes, de que se
lem visto snbearregado o segundo, nao permil-
irram anda que ello dsse o seu esclare-
cido parecer sobre as reformas que convm
fazer.
J v portante o nobre doputado que, como
disse, eslou al cerro ponto de accoido com as
suas opinies.
Occupar-rno-hei agora por um pouco com o
que disse o nobre primeiro secretario, o Sr Mnr-
iins Pereira, acerca do facto de algumas vezes
dormir o administrador da casa de detencSo foro
desre eslabeleeimenlo.
Permuta o nobre depulado que Ihe diga, m,p
nao ligo este fado a importancia que se
quer dar, c nem tem havido abusos, como sup-
O Sr. Florencio vez nenhuma se demora fora
de fst.belecrmento mais tempe do que ih, per-
^ftJlr*. ^"f'xiln
mille o reeulampnin .. H ao.^ue "> Per- que acerca da illuminao publica nao ho lauta fa-
icenca do cheffl ri. ? que M,,>Ja mun'0 de ri'idado Para illudir cmitMto.como para com os
icenca o chefe de polica, autoridad* oimi. nanieuUrn. n,,a ni i. .,...___n. .n^
i,.,, j. :-> ." hd narria muniao oe
,ie diz
' O Sr. .
demsso.
O Sr. Utllo ffgo :
dlJi!?i'l-^e, a .vy- :
tiiiiia *>" noi oceupado o cargo de fiscal da
iiiuriiinacao a gaz, e era minha inlenco nao dar
palavra a esto res pe i to, nesta casa,' c de fado
nada direi acerca da emenda. I.evanlei-mc po-
rem, para protestar conlra a opinio dos nobres
diputados que suppcm que os engenheiros da
reparlicao dss obras publicas teem o dever de
se encarregar do servico da fisealisaco do gaz.
Os deveres desses engenheiros csto expressos na
le que regula essn repnriico : hessa lei nao so
traa de illuminaeo a gaz", nao s porque ella
nao podio prever um servico que nao exista
quando foi promulgada, como'tambem cal por-
que a Oscalisaco desse mesmo servico exige c-
lmenlos especiaos que os enge'nhciros das
idos a ter. Exige
s de chimica in
ramo que espe-
cial aquella repartirn, islo pontes e calcadas,
nao sao obligados a saber.
E, Sr. prssidenle, tanto a creaco de um agen-
te especial para esse servico era necessaria, que
esta casa mesmo ja o teconheceu quando appao-
vou o contrato feilo pela presidencia, era o qual
seeslabelece na condifo 22.a que o governo le-
ra um ou mais agentes Incumbidos da fisealisa-
co do machiiiismo, canalsaco, etc. etc.
( Ha um aparte. )
Que essa attribuico nao pode ser dos enge-
nheiros das obras publicas, v-se perfeitamente
no lei regulamenlarda roparlico respectiva, que
define claramente os deveres e obrigaces desses
engenheiros.
O Sr. Fenelon : No Rio de Janeiro ha repar-
tico de obras publicas ?
O Sr. Mello 4% : Ha.
O Sr. Fenelon : Esl orgnisada do modo
que esl a d'aqui ?
O Sr. Mello Reg : La at ha duas, mas nao
sei bem como sao organisadas
O Sr. Fenelon : Pois a fisealisaco da illu-
niinoe.io a gaz nao me consta que tenh'a engenhei-
ro especial.
O Sr. Mello Reg : Vejam como o nobre de-
pulado esl bem informado I Ha fiscal do gover-
no quo o Sr. conselheiro Candido Baplisla, e ha
alem disso mais dous inspectores. Hoja po-
rem, ou nao hoja, a qucslo saber se as obri-
gaces do fiscal creadas por esse regulamento de
22 de agosto sao aquellas que compelem aos en-
genheiros das obras publicas ; tanto mais quanto
deve notar-se que alem das obrigaces definidas
no artigo 1, ha anda oulras que o nobre depu-
todo nao leu, toes como a que diz respeilo oo
despacho das mineras primas e objectos que dc-
vera ser empregads no fabrico do gaz, e que nao
podem ter despacho na alfandega, livre de direi-
los, sera olteslado do engcuheiio ; obrigoco quo
o nobre depulado nao dir que compele aos en-
genheiros das obras publicas.
Um Sr. Depulado : A alfandega nao precisa
de engenheiro fiscal.
O Sr. Mello Reg : Assevcro-lhe que s des-
pacho era visla desse atlentado ; c hi at recom-
mendacesdo governo a esle respeilo.
Um Sr. Depulado : E para que islo ?
0 Sr. Mello Reg : Porque sendo taes ma-
terias inlroduzidas livres de direilo como ji disso
preciso que o fiscal diga se ellas sao ou nao ne-
cessarias, c enlo nos termas do contrato, para
evitar abusos ; visto que a alfandega nao lem
obngacao de saber quaes os objectos que exac-
tamente sao necessarios para o fabrico do gsx.
Um Sr. Depulado : A alfandega despacha
para nutras emprezas sem ler epgenheiro fiscal.
O Sr. Mello Reg : Nao aqu seno duas em-
prezas que desparhom livres de direilo, que so-
a da estrada de ferro, e a da illuminaeo a gar,
e em ambas ha um fiscal que atiesta.
Um Sr Depulado ; E a Cambronne.
O Sr. Mello Rigo : Anda nao despachou li-
rre de direiios, e quando despachar ha de ser
com aitestado da cmara municipal, ou de pre-
posto seu.
tila um aparto. )
ra indispensvel, Sr. presidente, que o gover-
no livesse um agente,mormenle para velar no for-
necimenlo feilo aos particulares que pudiam ser
losados,e Iludidas as vistas do contrato, que nessa
partpfoi bastante previdenle.se esse forneciaienlo
nao fusse fiscalisado por parte do governo ; pois
que acerca da illuminaftao publica nao ho lauta fa-
ftilii4jtn r,>.. UIuJm ---------___a_ -.___________-_.____
particulares que nao teem outra garanta senao
a da proteccio que1 o governo dere prestar-Ibes,
LA I ITTT"7TrWVL.
Jl
I
i\/r-i
L



vigiando, pelos raeios de que pode dispor, que
se Ihes nao faca pagar mais do que dofem. E ef-
ieclivamenle is se lera feito.
Vm Sr. Utpotado : E o Oscal o governo
para ver o co*surao dos particulares ?
O Sr. Mello Reg : Nao leu o regala-
monto ?
Um Sr. Depulado : t iiupossivel dar conta
de semelhante flaca lisaca.
O Sr. Mello Mego : O nobre depulado d
tatitos aparles, que realmente nao se pode sup-
porla-lo (risadas.)
Mas cha o nobre depulado extraordinario que
O governo flscaliso os form-cimentos particula-
res T Pois do contrato, repilo E a nao ser as-
aim, qual o meio do liscalisnr se a companhia eli-
ga proco maior dos particulares? Seguramente
ao governo intere3sa que a companhia nao exija
un maior preeo do que aquelle estipulado no
contrato, porque assim o estaluio.
( Ha ubi aparte. )
Ja disse que os engenheiros de ponles e caira-
das nao sao obngados a saber chimica industrial
por conseguinle, qualquer ajudante de engenhei-
ro nao pode servir para fiscal dessa empreza.
tu nao faro questao pela passagem da emenda ;
fui nomeado pelo Sr. conselheiro Manoel Fcli-
zardo, em virtuie da condico do contrato cita-
do. No momento nao fu questao pela rcmuuc-
raro do traballio que se me creava ; mas decla-
re! logo pouco depois ao Sr. Saraiva, que nao
queria servir, o que nao poda ser obrigado a is-
so sem que me remuner.tssrm. Fiz mais, pedi
ollicialroente ser exonerado, pretextando oceupa-
ces, como consta do meu relatorio do anno pas-
eado ; o Sr. Saraiva disse-me que tivesso pacien-
cia, que elle nao podia fazor engenheiros para
desempenharem aquella commissao, e que ne-
cesariamente so me havia de dar urna gratifica-
ran, porque de faci ninguem era obrigado a ser-
vir de grar.a.
Ao Sr. Saraiva seguio-se V. Exc, Sr. presi-
dente, e a V. Exc. eu naja pedi, nada disse.
Veio o Sr. Fiuza, e cin Janeiro desto anno ofi-
ciei-lhe dizendo que ou desse-me dcmisso, ou
csttpubsse-me uma gratiflcae&o na forma do re-
gulamento, que delinio os deveres do fiscal do
governo : V. Exc. respondeu-mc que estando a
assemblea a abrir-se suomclteria esse negocio so
sen conheetmento, mas em oulro officio mandou-
me continuar no exercicio dessa commissao. Tan-
to o meu officio, como a resposla do Sr. Fiuze
vieran a esta casa.
Assim faca a assemblea o que qnizer ; appro-
\e ou reseite a emenda, que isso me 6 indifle-
rente. Eis o quo tinha a dizer ; nao voltarei
a esta questao c retlro-me desde j da sala, por-
que nao devo volar. (O orador sahe do salan.)
O Sr. Gitirana : Eu pego ao nobre dopu-
tado peto f.imoero que se digne apresenlar as
nzoes juslilicativas da sua emenda em que pe-
de trinla lampeos a gaz para illurainar o distric-i
to que representa.
Um Sr. Depulado : Ja se riscou a palavra
gaz. J
O Sr. Galindo ; Apresenlando-se aqui a-
gumas emendas pedindo illuininirao para diver-
sascomarcas, entend que a minha lambem es/a-
xa no caso de ter illuminacao e por engao riuz
illuminarao a gas.
Um Sr. Depulado : Trinta lampones o
poneos para a comvea. ,'
O Sr. Galindo : Ped vintc lampedes e.;jus-
tifico a minha emenda da mesma forma parque
vi justificar a dos oulros, el les desejam illumi-
narao para suas comarcas o cu desejo para a
minha.
Postas a votos 6 npprovada con; a emenda do
Sr. Hufmo sendo regeiladas diversas marcando
quita pare illuminarao de diversos lugares da
provincia.
Dada a hora o Sr. presidente designa a ordem
do dia c levanta n sesso.
Art. 1U. u>m .4
publioo;
8 1. Coadjat g 8." Religiosos ca-
puchinho
PTAIWO PE PEMMBMCCO. SACIADO V DE IIAID DE I8fj.
*
13:0009000
84000
12:b64;000
CAPITULO IX.
Cobranca, ameadaro e fitcalisaco da$ reniat.
Arl. 20. Comalhesou-
raria provimial:
1 Emprejados. 28:034JC0O
2.* g por \ enlo da
obronra judicial 4.933000
3.a Ex pe o i en le e
asseioda asa, in-
clusi'o liara de
rcis1$60C|ao ser-
vente /.....2:000/000
Art. 21. Com/o consu-
lado provincial:
1. Lmpregados. .
S 2. Capalazia do
algodao.....
3.a Expediente e
asseio da casa. .
Art. 22. Conjiaseollec-
torias e agencias fi-
cando enj vigor a
aiflorisacp das leis
anteriores;:
1. Embregados. .
2. Expediente .
38:580$000
2:4755000
2:000g000
34:967}000
43:0558000
26:720*000
aoogooo
CAPITULO X.
Apoienladus e jubilados.
Cora os apo-
jubila-
26:9209000
Arl. 22.
sentados i c
dos: / .
1." Aposentados
g 2." Jubilados. .
/ CAPILLLO XI.
/ Divida provincial.
Arl. 23., Com a divida
provincial:
\.J Divida de exer-
cicios lindo ....
2-' Resgaledeapo-
tces que se hou-
/verem emllido. 28:1005000
/
/ CAPITULO XII.
Art. 24. Com desperas
i'eventuaes, inclusive
/ 5:000000 com o
/ contrato das impres-
/ soes provinciaes 20:000JM)00
9:080J393
18:213469
---------------27:2933861
3
--------- 28:100^000
---------------20:0005000
Jusu tilinto U i ola, Muuoet Ldupinii'iru ua Silva,
Galdino Antonio Alves Perreira, Jos Antonio
Barbosa,Joto Nogues Bican.
M TiDOLUO PUBLICO :
Malsri-se no *wll para o consumo desta
cidade-- 76 reos.
II'IBTALIDADK DO DIA 11 DO CORREKTB !
Justina, prela, eicrava, t annos, broncrte.
Joaquina, braneo, 18 annos, convulQoes.
Alva o Baplisia ie Souza, braneo, solleiro, 40
annos, ebre amarella.
Dion zia, parda, 1 nnno, convulees.
Fran :isca Maiiada Conceico, parda, soUeira,
58 ann is, erysipe!.
Pedr i, pardo 10 mezes, hephotite.
Marii Francisca das Mercs, parda, II annos,
escaria na.
Cordilla, parda, 3 annos,convulcoes.
Hospital de caridadb. Ex i stora 64 ho-
mens e 59 mulheres. nacionaes ; 5 homens os-
irangeiros ; total 128.
Na to alidade dos doentesexislem 40 alienados,
sendo 31 mulheres e 9 homens.
Foram visitadas as enfermaras pelo cirurgiao
Pinto &i 8 horas da manha, pelo Dr. Dor-
nollas, s 8 horas e 10 minutos da manha, c
pelo Dr. Firmo as 4 horas da tarde de houtem.
Falle :eu um soldado de poliuia.
i:hronica_judiciaria.
TRIBUNAL DO C0MIHERCI0.
SESSAO JL'DICIARIA EM 10DEMAIO DE 1860.
PRESIDENCIA DO EXM. SR. DESEMBABGADOR
SOUZA.
A ,', I ora depois do meio-dia, achando-se pre-
sentes osSrs. desenibargadorcs Villares, o Guer-
ra, e os senhores deputados Reg. Bastos, Le-
mos eS Iveira.o Sr. presidente declarou aberta a
sessao ; e foi lida e approvada a acta da ante-
cedente.
numnos.
Appeante, Joan Pinto Regis de Souza ; ap-
pellado Manoel Joaquim da Silva Guimares.
Foi ct nfirmada a sentenra appellada.
sulam a (uinpiiliiii ua estrada de 'Ierro, dd qul
advogado honorario o redactor chefo do Li-
beral : mas esle jornal nem urna palavra se
dignou aventurar pro ou c*r.tra aquella compa-
nhia. '
Porque assim se fcouve o Liberal 1
Porque os interosses da provincia exigio esle
sacrificio,
A sociedade, que se intitula liberal, na diffi-
cicncia de raoios pecuniarios par a sustenlaco
de -----------:-
lu q -jjui eiuiiui iepu iraiao.
Se i5o nos engaamos, porm, em nosso
jxiiz, provincia ja deve estar ao- alcance do lo-
do ase flnnvjo que tm dt dar em resultado so-
mente a elavacao da 'familiaalendoca-Caslel-
lo-Brattco, o aeu predominio exclusive- sobre
todas as ouIms familias da provincia. Dizeinos
que isio nao pode acontecer, porque parece-nos
impossivel qie esses uxesmos lisos de 1844,
virtuoso ha, por esle mundo de'iueu Deus. Alem
disto ensulta. en triga, o planta a desunia na
familia pernambocana por conta propria.
E porque assim procede?
Porque isto convom aos interesses do partido
liberal, e por conseguinte aos do povopernam-
bucano.
O juiz municipal de Sernhiem denegou pro-
viniendo um aggravo ou recurso, que u'aquel-
la villa fui em pessda o redactor ch fe interpor
do uma senlenga : incorru por isso as eras
desso reaaclor, que se dizia seu prolector e
mentor, o ci-lo na na das amarguaras. Defa-
ma-se este juiz, e entregam-se seus nimigos
cerlos aulogr.iphos de correspondencias, e com-
mudicados por elle escriptos para o Liberal, cu-
jas ideas eaporava.
ext-
E porque assim se procede?
Porque os interesses da provincia assim
gcm.v
Nao satisfeito a redacto do Liberal am as
catelmartas que diarimenle publica contra os ci-
didaos nwns conspicuos, que com ella nao com-
mungam, assalariou um pasqun, denominado.
Vapor dos Traficantes, e, como outr'ora fez no
Lmpareial, vai *ellc cscrevendo artigos infa-
mantes contra a honra de familias illustres, nao
rcspeitando nem mesmo o bello sexo, quo nada
tem que ver com a poltica
E porque assim praticam o directores de um
partido grande, forte, unido, compacto, e mora-
lizado ?
los KuMFp'erer ; appella- ..ITM tj.?Vm *e p?Jer *B5*r/ elOT*"
allida iIp n ?ao d s e Pa,llJu ao poder, o a felicidade para o
povo pernambucano,
E a vista do pouco que a cabamos de dizer lia-
dos, 05 administra Jures da massa fallida
Gandid,- Mara da Silva Lima.
Ao Sr. desembargador Villares.
(Escrivo Albuquerque.)
Nada mais houve a tratar
KUO R.tNCF.L,
Secretario interino.
SESSAO ORDINARIA EM 23 DE ABRIL;.
Presidencia do Sr. Visconde de Camaraiibe.
Ao meio dia feit3 a chamada c achando-sc pre-
sentes 29 senhores deputados, abre-se a sessao.
Lida a acta anterior approvada.
EXPEDIENTE.
Um ofiii'.'o di secretario do governo, remetien-
do artigos de posturas da cmara municipal da
Victoria. commissao de negocios da c-
mara.
Onlro do mesmo, enviando as informac.oes mi-
nistradas pela reparticao dasobras publicas, acer-
ca da prelencao de Joao Francisco do RegoMaia.
A commissao de orramento.
ORDE^I DO da. v-
Entra em 1." discusso e approvado sem de-
bate o projecto n. 27 desle auno, que eleva o
ordenado do director do collcgio dos orphos.
Contina a 2.a discusso do art. 18 do orra-
mento provincial addiada da sesso anterior.
O Sr. 1. de Almeida, pede a commissao expli-
carao sobre a diminuicao que ella fez da verba
ordinariamente consignada para o estabeleci-
tnentos de caridade, entrando esse procedimenlo,
tanto mais quanto as dispezas desles ostabeleci-
mentos ieem augmentado e ellos se acham sobro-
carrcgaJosde um grande dficit.
O Sr. Theodoro da Silva:Dirci -pouco, Sr.
presidente ; apenas levanto-me para apresenlar
uma emenda acerca do collcgio do Bom Conselho
em Papacara.
Noto que a commissao no seu muilo louvavel
zelo pelos interesses pblicos e em coiisequencia
da deficiencia do recursos com que lula a pro-
vincia no anno financeiro futuro, reduzio a quola
consignada como subvenro ao collegio do Bom
Conselho, de 4 conlos a dous. Nao censuro a
commissao e creo quo no caso d'ella a nao ter
os intormacoes que leuho a nao conhecer o col-
legio do Bom Conselho como conhero actualmen-
te, por ter oslado naquella comarca, eu sejjuria
a mesma linha de conduela que a commissao se-
gur ; mas isso parece que desde o momento em
que a casa soubcr que esse collegio construido
nicamente pelos exforgos do muilo disliiiclo c
zeloso Fr. Caelano de Messiua, (apoiados) desde
que a casa souber quo esse esiabelccimcntu,
que se tem mantiJo ate hoje alm das pequeas
subvenroes votadas por esta assemblea com os
seus recursos, ou da caridade publica, desde que
a casa souber, que actual mente em consequencia
de obras que tem sido necessario fazer para que
parlo desse edificio nao desabe, que em conse-
quencia disso, ha hoje um decil com que lula
Hquelle cstabclecimenlo desd%que a casa souber
de todas estas circumslancias, me parece que
reconhecor coinsigo a iuconvenienaia de tirar o
concurso, que al hoje tem prestado aquello col-
legio, ou meaos de diminui-lo como fez a com-
missao.
Sr. presidente, eu fui ao collcgio do Bom Con-
selho, eu exarainei com todo o escrpulo, mesmo
porque em consequencia de deliberado do go-
verno, o juiz de direilo o inspector daquelle
eslabelecimento c admirei-me, nao obstante ter
j informaces, de apreciar a ordem que all rei-
na, de apreciar o adianlamenlo dos educandos
cojo numero nao pequeo, por isso quo j
-conta o avultado numero de ccnlo e tantos me-
ninos internos.
O Sr.f. de Campos:Alm de 58 da escola
externa.
O Sr, Theodoro da Silva :J ve por tanto a
casa que nesse estado, ha algum inconveniente
em diinnuir-so esse apoio que se tem constan-
temente dado a aquelle eslabelecimento, porque
o nico que existe no centro da provincia para
n educaro de meninos e W em consequencia das
difficuldades com que luta actualmente que eu
at vi-me na necessidade indiclinavei de deter-
minar, que o fornecimento de carne para snsten-
to dos meninos so fizesse por meio das proprias
fazendas do eslabelecimento, que alias pelo pou-
co lempo de sua existencia nao teem anda avul-
tado numero de casas.
Assim, Sr. presidente, querendo que se na
Entrando em discusso o artigo 25, o-Sr. N.
Portella, inlerpella a commissao acerca das3lte-
racoes por elle feitas nos rticos de receita, in-
lorrompendo o seu discurso, por annunciar-se a
chegada do Exm. presidente nomeado para esta
provincia, que vera prestar juramento.
S. Exc. introduzido na sala cora as formali-
dades do eslylo e depois de ter sido lido pelo Sr.
1. secretario a carta imperial de nomeaeo, pres-
ta juramento, retirando-se em seguida com as
mesmas .formalidades.
Verificando-se nao havor casa,
O Sr. 'residente, designa a ordem do dia e le-
vanta a sesso.
REVISTA DIARIA-
Temos noticias de Ingazera, que chegam
28 do passado.
A secca que ameacava exterminar ludo, pois
j morria o gado carJumes, parece que ter
um paradeiro pela razo de am-mhecor o rio
nado no dia 28 referido. E' de crer que as chu-
vas fossom em grande copia, ainda que n'aquella
villa poucascahisseai, para dar essaeuchenle ; e
suppunha-sc que o Borge eslivesse alagado,
porqii9 o riacho desse lado veio cora grande
voluinc d'agua.
Acham-se, pois, mu animados os sertanejos,
de aterrados que d'antes estavam.
Mas anda assim a situagn em nada modifi-
cou-se. Os vveres que ha'via subido repentina-
mente decusto n'uma razo quadrupla do primi-
tivo, lem-sc escasseado por tal modo, que, para
a respectiva acquisi.jo, mister procural-os em
distancia de cinco e mais leguas da villa ; visto
que a secca grassa por todas as comarcas cir-
cumvisinhas, chegando al o rio de S. Francisco,
niidu tud.i aeha-io oiii, Jcjiloi j>ul uuJu. L'll
Havia-sc recomido cadeia de Plores" "> iffc
capilo Domingos com um seu filho, pronuncia-
dos como autores do homicidio do delegado Joo
do Prado.
O Dr. Borges da Fonseca achava-se alli, para;
liatar da defeza do rcfeiido capilo Domingo-.
Hontera 11 do correte liverara cometo as
raalrizes e conventos desta cidade preces, dirigi-
das aoAllissimo.para denos arredar acalamidaue
do falta de chavas, e dar-nos allivios, aos males
que ora nos flagellam sob a forma de differcnlep
moles-lias,quevo laucando a dr e o lulo noseiq
de nossas familids.
Dos, era sua misericordina Divina.se Himreie'
de nos !
Lembramos que se diminuam ou cxlingam-
se os dobres, de sinos oaquadra actual do crise,
em que crcscc a mortalidade olhos vistos.
O loque desinos em laes occasies smente
produz o eHeilo de encher os doentes de apre-
henses de morlo; que nao podeni deixar de
affeclarao seu estado mrbido.
Esta consideraco, pois, reclama a providencia
aponlada.
Kcassumio o exercicio da direcloria geral
da instrueco publica o Sr. Dr. Joaquim Pires
Machado Portella, que eslava com assento na
assemblea provincial.
A lerceira corrida do Jockey Club, que
devia ter hoje lugar, foi transferida para o dia 17
do correle.
Pessoa de lodo o criterio e consideraco
referio-nos, que, havendo sido comprada para
seu gasto uma carga de farinha, ao chegar a porta
do sobrado de sua residencia, apparecer um pe-
destre oppondo-so a que fossem descarregados os
saceos, sob pretexto de deverem ir para a ribeira.
A nenhuma razo cedeu o pedestre ; por mais
que se lhc observasso que a farinha era para o
gasto da famili.i, e nao para ser exposta venda
a retalho, elle se nao importou ; mas, logo quo o
matulo chamoii-o para um lado, e fallou-lhe,
toda a opposcao desapareceu e a farinha foi
descarregada em continente.
E'de suppr que o matulo dessc-lhe aconheccr
algum artigo de postura, que elle ignorava, mas
que dello linha intinro por natureza !
Pedimos que istoseja aveiiguado e convenien-
temente punido pelo Sr. subdelegado da Boa-vis-
ta, onde deu-se o fado.
Sendo por todos conhecida a desconvenien-
cia da condueco dos cadveres ao cemiterio ser
de ordinario guardada para a tarde, accumulan-
do-se assim todo o trabalho quasi que para uma
s hora do dia, aopasso que as outras ficam
devolulas, com deirimenio da regularidade do
servico no cemilerio; no cnlanto quasi lodosos
enlerros sao feilos a tarde, quasi todos os sahi-
mentos sao deixados para essa occasio.
N'um estado ordinario, em que a roorlalidcde
restringe-se uma meia duzia de eadaveres,seria
tolcravel essa pratica ; mas quando isto se d,
quando o obituario quotidiano marca urna cifra
de desenas, ella inconveniente por lodos os
principios, dando at lugar a nao realisar-se
algumas vezes a inhumaco no mesmo dia.
Essa siluacao exige hoje que os enlerros se-
jam divididos pelas differentes horas do dia, e
nao se agglomerem lodos para a tarde.
Hontera s 7 horas da noite, em urna casa
da ra de S. Jos quai que da-so um incendio
proveniente de umaporgo de massa que ganhou
desampare aquelle eslabelecimenlo e querendo fogo, succedendo quemar-se anda alguma rou-
.IL'KY DO BEC1FE.
:8a SESSAO.
Dia 11 de maio de 1860.
PRESIDE CA DO SR. DR. AGOSTIXHO ERMELIN'IiO E
LEVO CJIIOR, JLIZ DE DIltEITO INTERINO DA SE-
CUNDA VARA CRIMINAL.
Promotor publico interino o Sr. Dr. Francisco
Lcopokino de Gusmu Lobo.
Escri 'o o Sr. Joaquim Francisco de Paula Es-
tevesC emente.
Advojado o Sr. Joo Antonio de Souza Ribei-
ro Jnior, estudanle do 4 anuo da faculdadc de
direilo.
Feila a chamada s 11 horas da manha,
acharam-sc presentes 40 senhores jurados.
O Sr. Dr. juiz de direilo declara aberla a ses-
so depisdo loque de campanhia.
Foram multados em 20> cada um dos senhores
jurados multados nos dias anteriores, quo nao
comparnceram. e nem foram dispensados.
Foi conduzido ao tiibunal Dar serjulgado o
reo preso Ignacio Fcrreira Muniz, aecusado por
crime d eslelionata, leudo o mesmo reo por de-
fensor t advogado cima mencionado.
u jurv- do senlenca foi composto dos senhores
scguint'js :
Jos Fe ix Pereira de Burgos.
Guilhrrmino Rodrigue Monte Lima.
Jos Vijtor da Silva Pimenlel.
Aiilonic Joaquim do Parias Jnior.
Claudio Firmino do Jess da Malta.
Amonio Theodoro dos Santos Lima.
Gervasio Prolasio Simos.
Jos da Cunha Jnior.
Manoel Teixeira Bacallar Jnior.
Dr. Constantino Rodrigues dos Santos.
Jos Simplicio de S Esteves.
Joo da Cruz Mendonca.
E pre.'.laiam juramento sobre o litro dos San-
tos Evaugelhos.
Foram recusados por parlo do reo os senho-
res segu i n les:
Dr. Joai uim Theolonio Soares de Avellar
u.ci. o J. Hir.uil. LnlSuvo.
__ncisi o AtTnnso r'ecrelra.
lecio do Aquino Fonseca.
Jos da Costa Brando Cordeiro.
Antonio Jos Leopoldino Arantes.
Jos Filippe Nery da Silva.
Foram recusados pelo Sr. promotor os senhores
seguimos:
Francelino Augusto de Hollanda Chacn.
Dr. Ant inio Jos Alves Ferreira.
Dr Joaqiim Barbosa Lima.
Antonio Augusto da Cmara Rodrigues Selle.
Doming)s da Silva Guimares.
Tiburciu Valeriano dos Santos.
Firmiano Jos Rodrigues Ferreira.
.Manoel lo Nascimcnlo deAraujo.
Francisjo Jos Sil.eira.
Americo Vespucio de Hollanda Chacn.
Claudino do Reg Lima.
Ficou inhibido ae servir no conselho o Sr. Jos
Ribeiro Simes, por ser irmo do Sr. Gervasio
Prolasio Simes.
Foi o reo interrogado, e fez-so a leilura do
piocess).
Rinda a leilura foi concedida a palavra ao Sr.
proniou r, e este pedio a condemnaco do reo no
grao m; limo do arl 26ijj 4o do cod'igo criminal,
por so carem as circumslancias aggravantes dos
3 9 o 17 do art. t6 do mesmo cdigo.
O Sr. advogado deduzindo a defeza concluio
pedindo a absolvico do reo.
Filudos os debales depois de replica e treplica
o Sr. Di juiz de direilo pcrgunlou ao jury se es-
lava sal stoilo para julgar a causa e leudo respos-
la atUm ativa resumi a materia da aecusaro c
da defoia, propoiylo ao jury osquesitos seguin-
les :
lu O o Ignacio Ferreira Muniz, em dias do
mez de ulho ou agosto do anuo passado mandou
vender por seu filho um cavallo caxito o qual d-
ra furia Jo Andr de Albuquerque Maranho, e
depois de ser offerecido em venda a varias pes-
soas fon comprado por Bcrnardino Barbosa de
Moura '
B. O reo commetteu o facto criminoso im-
pellido por um motivo reprovado ?
3." O reo comratlteu o fado criminoso cora
fraude?
4o O reo commelleu o fado criminoso
deodo ijuste entre dous individuos?
5o Eiislein circusmtancias altenuanles a favor
do reo '
Lidos osquesitos pelo Sr. Dr. juiz de direilo,
e entre;ues com o processo ao conselho, foi es-
te conduzido sala secreta das conferencias s 4
horas Ja larde, il'ondo voltou as 4 \i horas
responcendo aos qiesilos pela mancira segunte:
sim poi seis votos, o nao por igual numero de
votos,
O Sr. Dr. juiz de direilo em visla da decisao
do jury, proferio sua senlenca absolvendo oreo
e condtmnando a municip alidade as cusas.
Acba ido-so ftndos os 15 dias de sesso. o Sr.
Dr. juiz de direilo propoz ao jury a prorogaco
por cinto das, depois por tres, e finalmente por
um dia, o nao passandoencerrou a sesso.
ver, quem anda conteste a nossa proposico.
O Liberal Pernambucano s tem em vistas o in-
leres3e e nem estar do povo pernirabucano ?
Nisso nao pode acreditar o
TF.
Recite, 10 do maio.
lisado. previnindo ts*im, S. Exc. Rvina un
mo resullado para o futuro.
Cidade da Victoria 8 de maio de 1860.
Os devotos do mes marianno..
Publicaees a pedido.
AI.VGOVS.
Como alagnano, que sinceramenle se interessa
pelo augmento 0 prosperidade de sua provincia,
ainda que dola ausente, nao podemos deixar d
tomar parle no grande pleito, que alli so eomecaj
i agitar com a approximjc.'iodas futuras cleicoos.
Falo-hemos como acanhamenlo natural, que nos
e proprio, mas com a fria imparcialidade de
1ui'm .....""ase envolveu na luta dos partidos po-
lticos, em que ora so acha dividida a provincia.
Duas familias, mais ou menos poderosas, tem
por dilWenles pocas, procurado dirigir, quasi
quo exclusivamente, os destinos dessa infeliz pro-
vincia. Ninguem, mais do que nos. reprova esse
exclusivismo odioso, que leude a malar as legiti-
mas aspiraces de muilos bem dos interesses
de poneos, tenham ou nao estes merecimento.
Lm 1S4, uma dsssas familias pretenden exorcer
o seu predominio em toda a provincia, como ho-
je pretende faze-lo a nutraa familia do Sr. de-
pulado Mendonca Caslello-Branco. Ento, como
agora, os nossos sentimentos tertam sido os mes-
mos: teriamos repellido o predominio exclusivo
da familiaSinimb em 1841. como, em 1860
repollimoso da familiaMendonca Caslello Bran-
eo, respeilo da qual fazemos ma honrosa ex-
copro favor do alguna de seus membros, que,
nos consta nao parlilham as mesmas ideas de
seus prenles.
Depois que foi nomeado o ministro de estado o
nosso mui digno comprovinciano, o Exm. Sr.
Cansansao do Sinimb, o Sr. depulado Mendonca
Caslello-Branco c seus dous irmaos, em seus ral-
culos de predominio, nao tem podido olhar rom
bous olhos para a alta posi^-o, em que someule
o mrito o os talentos collocaram o dislincto Ala-
goano. Esses senhores nao podein perdoar ao
seu adversario do 18i o ter-se elevado tanto,
que pode hoje influir de algum modo sobre os
destinos da provincia, quo o vio nascer. Julgam-
n'o ainda dominado dos mesmos sentimentos da-
proce-
tambem atlender ao estado dos nossos cofres, eu
mando uma emenda elevando a verba de dous
rontos de ris consignada para aquelle collegio a
trei.
Vai a mesa o apoia-se a seguinte emenda.
Era lugar de dous contos de ris para o collegio
do.Bom Conselho em Papacaca, diga-setros
conlos de ris.S. B. Theodoro da Silva.
O Sr, Ignacio de Barros, diz que como mem-
bro da commissao He orramenlo, tem apenas a
responder aos dona nobros oradores que o pre-
cederam, quo o estado de deficiencia dos cofres
pblicos, fot que obrigaram a commissao a ser
signiico das verbas para estabclecimenlos de ca-
parea na conridade e que assim se oppor a qual-
quer augmento que se proponha.
Vai a mesa e apoia-se a seguinte emenda :
em vez de 25:000$, diga-se 35:000$.S. R. R. de
Almeida.
O Sr, Fenelon, manifesla-se contra as emen-
das.
Encerrra-se a discusso e posto a votos o arti-
go, approvado com a emenda do Sr. Theodoro,
sendo regeitada a do Sr. R. de Almeida.
Sao em seguida apurovadossem debates os se-
guinte artigos.
nao pequeo susto a
pa, alm de ter provocado
milita gente.
Immediataraente a igreja do mesmo nome lo-
cou a fogo; e felizmoute nao ha a lastimar-se
sinstro nenhum.
Informam-nos que isto procedeu da graca de
um menino, que deve ser cohibido na continua-
ran dola.
" Faram recolhldos casa dedelenco, no
dia 9do corrente, 3 homens el cscravo ; sendo
1 a ordem do Dr. chefe de polica, 2 a ordem do
delegado do l. districlo e 1 a do subdelegado
da Boa-vista.
Foram recolhidos a mesma no dia 10, 9 ho-
mens o t mulher, todos livres; sendo7 ordem
do Dr. chefe de pericia, 2 a ordem do subdele-
gado de Santo Antonio e 1 a do da Boa-vista.
O vapor francez Jasson viudo dos porlos do
sul trouxe a seu bordo os seguinles passageiros :
Pellorie, Manoel Joaqnim Moreira, Antonio
Fernondes Duarle de Almeida, e dous menores
Julio e Amelia, Antonio Jos Pereira de Miran-
da, sua mulher, Joao Ferreira da Silva, Joaqnim
Antonio Das de Castro, Joo Pires de Almeida
Lopes, Jos Francisco do Azevedo sua mulher,
Francisco Jos Pereira Borges, Manoel Pontn,
Communicados
O .t eral Pernambucano s tem em vistas o
inters! e e bem estar do povo Pernambucano.
Esta proposico parecer certos malign os
uma iionia : nao a tal ; elaboram em engao
manife: lo os qne de boa f assim pensarcm.
Faclts mui recentes autorizara as palavras
que na. primeiras linhas ficam hincadas. E pa-
ra desmgano dos incrdulos, e confuzSo dos
malvolos, vamos enumerar alguns tactos, que
bem pravam a verdade de nosso enunciado.
Os ai rematantes do subsidio de 25500 por raI
beca d ; gado, consumido nos municipios do Re-
cife. Po d'Alho, e Santo Anto, pediram as-
sembl a provincial um abale de 25 por 0|0 no
valor la arrematarlo. Esle pedido originou
grande discusso, e distinctos oradores nella se
empeniaram. A discusso prolongou-se por
muilos dias, sendo que estb Diario deu noticia
disso ; mas o Liberal Pernambucano guardou
respe.to profundo silencio, al que, sabendo
que o; abates eslavam concedidos, censurou a
concesivo feita aos arrematantes Francisco Ca-
valcanii, e Joo Anastacio, nao tocando no aba-
te concedido a Manoel Barboza da Silva, sig-
natario da felidlacoao redactor em chefe,.
E poi que assim procedeu o Liberal ?
Porq ie os interesses da provincia exigan) este
procedimenlo.
a a esraa assemblea. grave3 aecusaces so Q-
... grito
ae alarma para se revocar os antigos ressenli-
menlosJios Lisos conlra a familiaSinimb, e o
partido/cabelludo, que a sustentara. E' uma mi -
"a J*^e"ia esgotada, que os actuaos domina-
doresTde Porto-C'ilvoesto explorando novamen-
te com o fin uniro de corlarem os obstculos,
que o governo pode por ventura oppor s suas
desarrazoadas pretencoes. Ninguem ahi ignora
que o Sr. Jacntho de Mendonca pretendo nao
s fazer-se a si proprio depulado, como lamben)
seu Irmo, o Sr. Manoel Joaquim.
Somos franco, e por isto nao recciamos dizer
que a revolta do 1844 foi a consequencia de uma
imposico, pela qual se quz fazer passar a pro-
vincia naquella poca. A familia Sinimb
perdeu o predominio e a influencia que enio
exercia na provincia.
Entretanto nao era possivel que o nomo do Exm.
Sr. Cansansao do Siiiiinb deixasse do vir a ful-
gurar um dia enlre as brilhanles estrellas, que
oruam o nosso hoiizonto poltico. Dolado du ta-
lentos transcendentes, possuindo em alto grao
todas ss qualidades necessarias ao rerdadeiro
hornera do estado, devia eile mais larde nssumir
a importante posico que hojo oceupa. O Exm.
Sr. Cansansao de Sinimb deve a sua elevaco
si nicamente, ao seu merecimento pessoal, o
nao influencia de sua familia, c nem aos ma-
nejos o intrigas de partidos. E' porlanto absur-
do pensar-se que ello hoje pretende restaurar es-
se predomio outr'ora por sua familia exercido na
provincia.
Pelo que temos observado, cromos, sim, que o
districlo alagnano, ministro de eslrangeiros, pre-
tendo aproveitar os mocos do merecimento da
provincia, sem dslincgo* de partidos, nem de fa-
milias. Ncslo nobre c generoso empenho deve
elle ser sustentado por lodosos Alagoanos sen-
satos, verdadeiramenlo amantes de sua provin-
cia. Nao importa que alguns ambiciosos sem
merecimento, de posso do algumas das mais im-
portantes posicoes officiaes, con. as quaes teem
sabido especular bem de seus interesses, pro-
curem fazer crer aos incautos que as ultimas no-
meacScs, partidas do Rio de Janeiro, tem sido
manejadas p*lo nosso distinelo comprovinciano,
com o fim nico de restaurar a influencia da fa-
miliaSinimb nessa provincia. Bem sabem
ellos que essa familia quasi nada lera hoje as-
pirar da poltica, achando-se, como so acha, o
seu digno chefe elevado posico maisemiuen-
le a que poda chegar um poltico no Brasil. Nao
seio as intrigas de uma provincia quo lero mais
o poder de abalar a reputaco j ganha em todo o
imperio peio dislinclo estadista alagoane. Sua
familia deve estar satisfeila, vendn-o tocar os l-
timos degros da carreira poltico-administrativa
ilo seu paiz, e nem nos podemos crer que desoja
ella reviver as pretencoes de outr'ora, suscitando
novas discordias na provincia.
Nao sao osles os receios, que dcveni hoje preoc-
cupar os nimos dos Alagoanos. O Exm. Sr. Can-
sansao do Sinimb, collocado na alta esphera, a
que o elevaram o seu merecimento e virtudes,
com a longa prlica que lem adquirido nos ne-
gocios pblicos, nao podo hoje desejar seno o
cngraiidccimcnto de sua provincia, a harmona
entre lodos os Alagoanos.
arruinara na
sustenlaco de um faslo. com que parecen* ter
deslumhrado alguns espirito? aranhados, nffeitos
a julgar os homens pelo que despenden! o nao
pelo que valem. Quaes sao, com effeia, os ou-
lros ttulos, que nos podem offereccr esses se-
nhores para justificaren! o predominio que que-
rem plantar na provincia?
Uosponda-nos a longa e estril vida parlamn-
tar de um, e a curta c apaixonadissima adminis-
trarn do oulro. Todos nos tomos leslemunhas
dessas dcmisses caprichosas cora que o Sr. Ja-
cntho do Mendonca, duranle a sua trcsloucada
adrainislraco, julgou fulminar lodos aquellos
que nao eram seus affeicoados. Todos sabem
igualmente que qualquer desses senhores nao
passa de uma verdadeira mediocridade; que ludo
podem vir a ser elles nesla nossa boa Ierra,
mas que nunca chegarao a oceupar as brilhanles
posicoes. a quo o merecimento e os talentos teem
elevado os nossos distinctos comprovincianos, os
Srs. Cansansao, Carvalho Moreira, Tavares Bas-
tos, Espiridio e oulros.
E pois, nao s applaudimos de lodo o corarao
o apoio generoso, que o Exm. Sr. Cansansao de
Sinimb est prestando aos mocos do merec-
monto da provincia, como tambem o acompa-
uhamns cora a melhor ventado em lodos os seus
nobresexforcos para inuiilisar os pbnos, que os
ignorantes e ambiciosos tramam hoje contra as
mais jusles e nobres aspiraces dos nossos com-
provincianos. Pensamos como o illuslre redactor
do Crrelo Mercantil : a provincia, que lem ti-
lhos como os Srs. Cansansao, Cirvalho Moreira,
Tavares Bastos e oulros, nao pode ser dominada
por mediocridades como os Srs. Mendonea-Castel-
io-Branco.
Um oulro meio deque se leem valido esses se-
nhores para despertaren! odios j extinclos, lem
sido a supposla liga da familiaSinimbe do
partido cabelludo com o partido liberal da pro-
vincia, que julgam elles dever ser anathematisa-
do por lodos osAlagoano3 pelo simples fado d<>
ter a sua frente o redactor do Tempo, um dos
maioros e mais decididos inimigns da familia
Metidonca-Caslellu-Branco. E' de cero al onde
podo chocar a m f e a aleivosia. Sabe-se em
toda a provincia que o partido liberal alli lem
contado semprc como seus principaes cheles al-
aguna dos mais distinctos alliados do anligo parti-
da liso. O rico proprielario Luia Collio de Cua-
nti, o tenentc-coronel Mavignier, ambos de sau-
dosa memoria, o disuslo e tlente lenenie-co-
ronel Jos Vieira do Araujo Pcixolo o oulros, nao
perlenceram por oerlo ao partidocabelludo. De-
mais, como explicar-se o apois decidido, que os
nossos distinctos patricios, Drs. Esperidio e Ca-
sado Lima, o piimciro chefe do polica da corle,
o segundo de Sergipe, tem encontrado da parle
do Exm. Sr. Cansansao de Sinimb? Nao foram
ambos elleslisosem 18if ?
Nao perlencemos ao partidoliberal; mas re-
pugna-nos essa poltica de inlolleraucia e de
odios, que alguns conservaduros raucorosos que-
rem ainda fazer prevalecer contra esse partido.
Porque razo nao ha do o governo, no estado de
Irauqoillidado e de paz, era que so acha o paiz,
ir procurar o raer lo, onde quer que elle eslej ?
as circunstancias em que se acha hoje o
Brasil, o que nos parece ronvir mais em po.ilica
o eclectismo, proclamado do alto do poder por
um dos nossos mais abalizados estadistas, e sus-
tentado na tribuna brasileira pelo disiindo ex-
presidente do Pihauhy, o Exm. Sr. I)r Diogo
Velho Cavalcanti d'Albuquerqua, joven de espe-
rancas, o um dos mais nobres caracteres da pro-
vincia da Parahiba.
Sao osles os principios que abracamos em toda
a effuso do nosso curaco. Prestamos o nosso
franco e sincero apoio ao ministerio Ferraz ; por-
que vemos quo lodos os seus estonios lendem a
aproveitar os talentos e a honeslidadc onde quer
$ue forem encontrados ; porque finalmente o
vemos romper essa barreira de ferro, que at
agora lera dividido esle vasto imperio em dous
campos iniragos, para um dos quaes teem cabido
toila n HBMaHM 'i'.fl \^** ""i-'j". tiar. ^ ou'ro
a preterico nos eatorT"
*-' *.............
Ao nosso dislinclo co
Sr. Cansansao de Sinimbi
dovoai a-ciL-lm-
lilras. Srs. Puntes & Fernandes. Dignew-sw
Vmcs. doclanr-Mie ao p desta, se a pelir por
Vracs. dirigidas ao Exm. Sr. Dr. juiz do com-
raerrio para pagamenlo de uma Idira do valor
de 4618290 rs. e publicada no Diario d&i do>
crreme mez, se entende-se comigo segundo es-
criplurario da recebedoria desta cidade, ou com
quem se deve entender, permiltindo-mo Vmc*.
fazer o uso que me convier de sua resposta. So*
com toda a consideraco do Vmcs. ai te ocioso o
obrigado
Joaquim da Costa Ribeiro.
S. C. Recife 4 de ra>io do 186J.
Illm. Sr. Jjaijuim da Costa Ribeiro.Declara-
mos que nenhuma referencia tem a nossa peli-
Cocom S S., porm sira com Joaquim da Costa
Ribeiro, outr'ora residente na villa de Santa
Cruz, provincia do Cear c boje guorada sim
morada. Somos com toda consideraco do V.
S. atlencoso c obrigado.
Puntes & Fernandes.
Era ut supra.
COIIMKRGIO.
Praga do Recife 11 de maio de 1860.
AS TRES HORAS DA TARDE.
Cotai'fcs offleiaes.
Cambio sobre Londres25 1/2 d. 9) div.
Descont de letras=15 0[0 ao anno.
Assucar bruto2^600 rs. por arroba.
George PatcheltPresidente.
ubourcq Secretario.
Alfanrtega.
Rendimenlo do (fia 1 a 10. 86:5863321
dem do dia 11.......3:2129920
89 799>-2 i l
Muvlmento da alfandesa
221
381
Volumes entrados com fazendas
com gneros
Volumes sabidos

com
cora
fazendas
gneros
------602
95
81
------176
Doscarrega hija 12de maio.
Barca francezaSpherefazendas.
Rrigue inglezDantebacalho.
Patacho inglezJames Hull carvo.
Barca americanaUniofarinha de tri^o.
Barca portugueza Progresista diversos g-
neros.
Consulado geral.
Rendimenlo doil 1 a 10.
dem do dia 11. ,
23:277998
I:0i3j3l7
24:^91^315
Diversas provlucias.
Rendimenlo do dia 1 a
dem do dia 11. ,
10. 4:253j31S
_s_
4:253j3I8
Exm.
nao o
licanle de nossa"^^^^^!^^^1^
exclusivamente de pessoas mais ou menos de-
pendenles do Sr. Jacinlho de Mendonca. Prosi-
ga S. Exc. na sua nobre tarefa e salve nossa cha-
va provincia desse jugo odioso $ aviltante, -que
so nos quer impr. Nao consinta de modo al-
gum que esse mocho agoureiro, que tem feito
seu pasto das bellas margena doMalignaba e
do Camaragibeva saccodir suas negras azas so-
bro, as verdes planicies, que puras o risonhas se
oslentam ainda ao longo do Macei, do Munda-
h, do Parahiba, do San-Miguel, do San-Fian-
cisco, ede oulros muilos iiileressautes rios, que
embellezame forlilisam o rico solo de nossa cha-
ra provincia. Que o eiito lgubre o pavoroso
dessa ave das trovas, propheta de ruinas e de
desgraras.se perca no espaeo abafado pelas mal-
dices dessas populacoea livres, que mal sabem
ainda o estado de servilismo e do miseria, que
se acha reduzida a intcressanlo comarca de Por-
to-Calvo, digna porcerto de melhor sorle.
Proeiga, sim, o Exm. Sr. Cansansao de Sinim-
b, era seu nobre e louvavel erapeuho, econie
que ha de ser ajudado nessa luda gloriosa por
lodos os Alagoanos honestos e sensatos, era cu-
jo numero deve contar os seus mais distinctos
adversarios de outr'ora, que, consequeules cora
os seus principios, hoje se oppoem ao predomi-
nio do uma familia, como ento se oppozcram
ao de outra.
Pela n jssa parte, fazemos um appello franco
e generoso para essa mocidade illustrada c es-
peranrosa de nossa chara provincia, empern-
nos todos em roda do nome prestigioso do nos-
so digno comprovinciano, o Exm. Sr. Cansansao
do Sinimb, e ajudemo-la, com todas as nossas
forras, nessa brilhanto cruzada, que parece er-
guer-se de lodosos ngulos do imperio, do m-
rito contra o patronato, da razo conlra a forca
bruta, do bera-geral contra o individualismo.
Proseguiremos.
Recife 11 de maio de 1860.
Um Aiagoano.
Despachos de exportaco pela me-
sa do eousulado desta cidade n
dia 11 de maio de IHlO
Rio da Prala Patacho hollandez Sara Elisi-
be'.h, A. Irmo?, 50 barricas assucar braneo.
fio da Prala=Palacho nacional Vingador, Aze-
vedo & Mendos, 50 barricas assucar braneo.
Porto Barca portugueza Flor da Maia, C. No-
gueira & C, 150 aa eos assucar braneo e 50di-
tos dito mascavado.
PortoBrigue portuguez Esperanca, Barroca &
Mederos, 1O0 saceos assucar mascavado c 50
ditos dito braneo.
Porto ss Brigue portuguez Harmona, Azevedo
iSi Meadas, 50 saceos assucar mascavado.
LisboaBrigue portuguez Conlianca, C. No-
guera r\C., 150 saceos asquear mascavado.
LisboaBrigue portuguez Constante, A. Go-
mes Alvos & C, 26 paneiros de tapioca.
Lisboa = Patacho portuguez S. Joige d'Ave-
ro, Paln Nask & C, 670 couros salgados.
Ex.portacao>
Canal, barra ingteza nProsacro, de 411 tone-
i privado absoluta ,a,,;,s. conduzio o seguinte : Z.80O saceos aa-
sucar mascavado.
Rio Grande do Sl, brigue nadonal Prinreza.
de 181 toneladas, conduzio o seguinte : 30 pi-
pas agurdente. 60 saceos e 1,311 barricas assu-
is do cidado.
provinciano, jo
remfts que
r.mascavado e braneo.
r.no, |.vcuu -
"'. .do 20 to-
neladas, conlnzto o seguinte : 30 pipas agur-
dente, 10 ditas espirito, 1,200 barricas assucar
braneo.
Hecebedoria de rendas Internas
geraes de Pernambuco
Rendimento do dia 1 a 10. 11:672^230
dem do dia 11....... 998J201
12.6703131
Consulado provincial.
Rendimenlo do dia 1
dem do dia 11. .
alO.
18:6i9516S
1:4509156
20:0999319
Cambio
d. a 90 d.
O que nos deve proocctipar, mais do que tudo,
essa nova e perniciosa influencia, que, trans-
bordando em Porto-Calvo, onde, ha muilo, se
alimenta das posiroes officiaes, parece hoje es-
tender suas vistas de conquista sobre toda a pro-
vincia. Se oml844 os Alairoanos sonberaro com-
bater a influencia, que pretendeucoagi-los no li-
vre gozo de seus direilos polticos, agora, como
ento drvem oppor-sc css'oulra influencia, que
ameacaddra erguc-se do estreito Persiimnga, e
tenia c-sicnder-so al as margen* de magesloso
S. Francisco Nao nos Iludamos. Todos esses
Correspondencias.
Srs. Redactores. Longos dias ha. que nao
Ihe envo minhas toscas cxpresses, por que bem
sei que Vmc. enlretido com os grandes rumores
dessa populosa capital era nada apreciar a mo-
notona deste canto da Ierra, porm como mul-
las vezes acontece que o homem enfastiando os
prazeres da vida procura dar alguma expansa
ao espirito, sempre quero conlar-lhe as novida-
des deste tugar.
No da 3 deste mez de maio, aqui chegou o
reverendo padre Joaquim deArago Ebla, encar-
regado por S, Exc. Rvma, para administrar inte-
rinamente a nossa freguezia, em consequencia
da suspenso do actual vigario Santos. O reve-
rendo viga lio interino pelo seu ar risonho e fa-
guero, por suas boas maneiras c civilidade com
que principia a tratar a todos, quer pobre, quer
rico, lem sympalhisado a populago e penhora-
do os coraces de seus freguezes, que eslo exul-
tando de contentes, e dahi j podemos confiar,
?ue ser um bom pastor, mu differento do lobo
aminto, do rico avarenlo, do soberbo babylonio
c do devasso sardanapalo que nos fragelava. J
a^senhoras casadas c as mocas donzellas pode-
ro sem susto ouvir a santa missa, e derramar no
confissionarioda penitencia suas lagrimas de ar-
rependiraenlo por qualquer olfeosa eommeltida
conlra os preceitos do nosso Divino Redernplor.
A mesma natureza parece Icr-so alegrado. O
NOTICIAS COMMERCIAES.
Rio de Janeiro,
sobre Londres, 25 Ii2, 25 5i8 c25 3l*
v.
Sobre Pars, 375 rs. por fr a 90 d. v.
Sobro llamburgo, 710 rs. por m. b. a 90
d. v.
Sobre Lisboa, 115 Oln visla, 114 04o 30.
ll.'l 0l();), e 112 01o a 90.
Chegarum a esse porlo, procedentes do do Per-
nambuco : 24 do passado, o brigue Encantador,
com 20 das do vagem. leudo perdido, 3 a 4 mi-
Ihas S. O do Cabo Fro, o niastro grande, o o>
maslaro de proa ; 27 o brigue Allredo, com
12, c a 28 o patacho Beberibe, com 11.
Sahiram, com deslino 6 Pernambuco : a 25 do
passado, a barca Imperatriz Voricedora ; 26 a
barca Atrevida, e o patacho Capuan; 28, o bri-
gue Seis Irmaos, tocando na Babia; 10 do.
corrente, a polaca hespanhola luda ; o a 3, a
barca hanoveriana Ernesl Acham-se carga : brigue Maria Isabel o
barca Recife.
O vapor Oyapock devia partir 7 as 10 hora i
da manha.
O vapor Oneida, 9 s 8 horas da manha;
Baha.
Cambio sobre Londres, 25 l|8 e 25 1|4 d. 6
e 90 d. v.
Sobre Paris, 380 385 por fr. ora.
Sobre llamburgo. 710 720 por m. b.
Sobre Lisboa. 118 120 01o ora.
Chegou 4 esse porto, procedente do de Per-
nambuco, 29 do passado, o palhabote Dous
Amigos.
Sahiram com destino Pernambuco : a 30, a
sumaca norteada, o a 5 do corrente, o briguu
portuguez ifinerra.
Achava-se nicamente carga, o palhabote?
Dous Amigos.
Moyimento do porto.
terrores do Diario das Alagoas, esse appello j sol qVe obrazava os nossos campos, como que
feito aos lisos de 1844 contra uma familia, cujo
nnieo crime hojo ter um dos membros assenlo
nos conselhos da corda, esse grita de degolla sol-
tado contra um pailido j extincto, tudo isto nao
passa de um estratagema, por meio do qual se
procura despertar os odios daquelles temposcon-
Ira o ministro, que lem o arrojo do so oppor aos
planos de conquista eleiloral dos Srs. Jacinlho e
Manoel Joaquim. Como lisos, que foram em
18(4, esses senhores nao podem suffrer que um
ministro, que fora cabelludo, Ihes faca a mais le-
ve opposico. Ei-los j chamando a campo seos
antigos alliados, para sustentaren) embora ideas,
que combateram em 1844, o predominio de uma
familia. Nao importa a incon^equencia, coman-
nos instngando a tanger delles lao bravia fra,
tem mitigado os seus ardores; rauils agradece-
mos a S. Exc. Rvma o Sr. bispo diocesano, o
ler-se compadecido de nossos males. Tomando
posse da admirtislraco o nosso novo vigario,
principiou na igreja matriz a celebrar as oracoas
do mez marianno, e esperamos que continu a
progrodir era seus doveres e vigiar cuidadosa-
mente a vinha do Senhor, a dar-nos pos exem-
plos de caridade -e amor a nossa santa religio,
cumprndo assim esse sanio dever seremos fe-
lizes.
E nos, confiados em S. Exc. Rvma., estaraos
descansados que nao tornar mais a as vir in-
quietar aquelle homem que tanto nos tem hosti-
o o. m o. es Q. 6. | 5 1 Horas.
V A n C CA CID 5 3 g s Direcco. < H H p
5 V 5S o Ja es o 3 Intensidad.
28.3 27.1 ^a MI O b * Centgrado. -i t* 9 O m
BE m ' b ' Reaumur.
2 8 2 -4 -4 b SS 3 \ Fahrenheit
co m -a co oo te 1 Hygromttr ).
"3 9 Barmetro i
3
co
>
->
e
m a)
gg
r*
o
I<
A
>
A noite clara com grandss noroeiros, venta
SE veio para o terral e assim amanheceu.
OSCILLACO DA HAR.
Preamar as & h. 54 da manha, altura 6.50 p.
Baixamar a 3 h. 42' da larde, altura 1.50 p.
Observatorio doarsenal demarinha 11 de malo
de 1860, VlSGAS JUMOR.


4N
A'of ios entrados no da 11.
Rio de Janeiro e Bahia 7 dina, ?>por inglez
Jason, conimandarite R. Eusluc, e segoio para
Milford Havcn, e porlos enlcrraedios.
DIARIO Dj PEMiASilBCO. SABBADO
12 DE HilO DI 1860
Cunselho le compras navaes,
Tendo-se de promover a acquisicao dos ob-j
jectos do material da armada, abaixo declarados, i
sob as condiccoes de sujeilnrem-so os vcndcdo-
UZ l .7noi.H' 3?i n,fe/ane ?<"". res a multa de 50 por cenlo a favor da fazenda
d? .Jl ln"L ?i5 -Hl"' carga cnrvao do pedra; a Scott Will- dade e d*a qualid.de contraladas. alm de corre-
garem com o cxcesso do preco no mercado, caso
10
S0D & C.
Navio sahido no mesmo dia.
Rio Grande do Sul Briguo brasileiro Princeza,
capito Jesuino Jos Soares, carga assucar.
Observoco.
Appajece ao norte o polha'bole nacional iYotoe.
Editaes.
Francisco de Miranda Leal Seve, official impeiial ordem da Rosa, tenente coronel corn-
rnandanlc do terceiro balalho da guarda nacio-
nal e presidente do conselho de qualificaco da
frrguezia da Boa-Vista, que Dos guarde etc.
Fago saber que na terceira dominga (20 da
orrente) reunir-so-ha no consistorio da igreja
matriz da Roa-Vista, as 10 horas da manh o
couselho do qualificaco de reviso annual dos
guardas do 3." balalho deste municipio, aflm
lie rever as lisias e tomar conhccimenlo dos uo-
tos qualificados para o dito balalho.
E para conslar passe o presente em que as-
signo.
Quartel do commando do 3. balalho de n-
faularia de guarda nacional do municipio do
Recife 11 de niaio de 1860.
Francisco dt II. Leal Seve.
Joaquim Jos Silveira, lenente-coronel comman-
dantedo I-' balalho de arlilharia da guarda
narional do municipio do Recife, presidente do
conselho do qualificaco da freguezia de S. Fr.
Pedro Goncalves porS. M I. eC, ele.
Fago saber" a quem inleressar possa, que de
onroruiidadc cora o disposto no ait. I.- 2.*
1853 e insirnccdes de 25 de outubro de 1850, se
tem de reunir, na terceira dominga de maio, o
conselho de qualificaco pira a reviso dos guar-
das nacionnes da rcfe'nda freguezia, no consisto-
rio da igreja malriz do Corpo Santo.
E para que chegue ao ronhecimenlo de todos,
mandei passar editaes que sero publicados pela
imprensa, e afiliados nos lugares designados
na lei.
Dado c passado nesta ridade do Recife aos 12
= De ordem do Un. Sr. inspector da thesou-
raria de fazenda desla provincia se faz publico,
brado de dous andares n 29, sita ni na da Guia,
c perleiicrndo fazenda nacional, em virlude de
adjudicaco, urna parte desse sobrado no valor de
1:l55g482, tem osla de ir praca no dia 6 Je ju-
nho prximo vndouro, as 2 horas da larde, pe-
ranle a mesma ihesouraria, para pagamento do
que lirn devendo o tinado Antonio Fcrreira
Duurte Velloso.
Secretaria da ihesouraria de fazenda de Pcr-
nambuco 10 do maio de 1860. O official maior
interino, Luiz Francisco de Sjmpaio e Silva.
Directora geral da instruccao
publica.
Faco saber aos interessados, que o Illm. Sr.
director geral, de ronforniidadc rom o 1.* do
art lOdas nstrucroes de 11 de unho de 1859,
tem designada o da 21 do crreme, polas 10 ho-
ras da mauha, para o exame do habiiitaco dos
opposilores s cadeiras vagas de inslruccao ele-
mentar do 1.- sro, que sao : villas de I a mara-
c, Salgueiro, Buique, freguezia de Una, Taqua-
riiinga e Iiapissuma. Sao, pois, convidados a
comparecer no referido dia e hora nesla reparti-
rn os que para esse fim j se acham insciiplo3.
Secretaria da inslruco publica de Pernambuco
11 do maio de 1860.O secretario interino,
Salvador Henriqu de Albuquerque.
o haja, por molivarem esta (alias recorrer-se
ahi e de seren pagos na forma do estylo; man-
da o conselho fazer publico que tratar dessa
acqmsirao 6m sesso de 18 do correnlo, vista
de proposlas receidas al as 11 horas da ma-
nlia.
OBJECTOS.
Algodo em rama 4saccos.
Breu 10 barris. ~
Colxoes cheios de l 2.
Calcas de algodo azul IDO.
Caderones brancos de 4. 6, 8 e 9 pollegadas 70.
Cobre uovo de 20 aS20. 40 folhas.
Fechaduras de camarote 50.
Gatos com sapatilhos. sonidos 100.
Livros em branco de 25 a 50 folhas 100.
Mesas pequeuas de iraarello 12.
Moites branros de 4. 5 e 6 pollegadas 100.
Papel mala-bono 100 cadernos.
Pregos caibraes 1 barril. \
Pregos de cobre para forro de 3}f al urna polc-
gada 140 libras.
Pregos de cobre de 4 pollegadas e 3|8 no maior
grussura 560.
Serras para mclal 6.
Tarrarha espngareira 1.
Travesseiro de marroquim 3
Tinta branca de chumbo 50 latas.
Tinta branca do zinco 30 ditas.
Tinta prela 40 dilas.
Vares de cobre de 4 e 5|8, 50.
Vares de ferrs de 4i, 100.
Zarco 10 arrobas.
Sala do conselho de compras navaes em 10 de
maio de 1860. secretario,
AlexanJre Rodrigues dos Adjos.
Capitana do porto.
Do ordem do Sr. capito do porto so faz pu-
blico que lica marrado o prazo de 8 das, con-
tados desla data, para ter lugar a rem>:o dos
navios americanos inulilisados que se"acham
juntos a barcaca de querena, para o sul d'oquelle I iavallos.
lugtr, as proximidades da barreta das jangadas.!
Se dentro desse prazo nao fr effecluada a re-
fooco, mandar f-ize-la a capitana por conla
dos acluaes proprielarios dos referidos navios,
mposlas as penas da lei.
Secretaria da capitana do porto de Pernara-
juco 10 do maio de 1860.O secretario,
J. P. Barrete de Mello Reg.
real mmm
\nglo-Luso-Brasileira.
Espera-se da Europa do dia 19 em dianle o
vapor Brasil, quo seguir pera os porlos do sul
depois da demora do costume, para passageiros
irata-se com os agentes Tasso Irmos.
Vende-se a barcada < Copreicfio Valorosa,*
em bom estado, da lotaco de 20 caixas a tra-
tar na ra doVigario n. 10, 2. andar
Oeclaracoes.
pe-
Correio gcral.
Belaco das cartas seguras, vindas do sul pelo
vapor portuguezJason, para os senhores abai-
io declarados :
Augusto Magno de Mello Mallos.
)r. Antonio Buarque de Gusmo.
E. Leconle.
r. Innocencio Marques de Araujo Goes Jnior.
Joaquim Antonio ile Masolhps f'.acfrn
Joaquim Jos de Abren.
Joao Jos de Carvalbo MoraeSr
Jos Gomes Fcrreira Ros.
Manoel Malhcus dos Anjos.
Raymundo Manoel Joaquim dos Sanl.os.
Ti'itmi o...... -.tti
r. usa secretaria se faz constar o registro do
papel de dissoluco da socedade que gyrava
nesta cidade do Recife, sob a firma do Andrade
C Campello, em cujo papel se eslaluio que ser
o liquidante da firma extincta o socio Francisco
Botelho de Andrade.
Secretaria do tribunal do comroercio de Per-
narnbuco 11 de maio de 1860.Dinamerico Au-
gusto do Rcgo Rangel, official-maior interino.
Conselho administrativo.
0 conselho administrativo, para fornecimento
do arsenal de guerra, tem de comprar os objec-
los seguintes :
Para a secretaria militar do commando das
armas.
1 livro dos Sanios Evangelhos.
Para o 10. balalho de infantaria.
211 esleira de palha de carnauba.
Para o meio balalho da provincia do Cear.
363 esleirs de palha de carnauba.
Para a companha ixa do Rio Grande do Norte.
2 cornetas de loque com cordoes, bocaes, pon-
tos o vollas; 321 pederneiras; 4 cordoes para
canudos do inferiores; 1 sinelo com armas ; 2
castigaos de lalo ; 1 joo de balanga de pao com
pesos de chumlio de 2 oilavas al mcia arroba ;
2 caldeiras de ferro fundido para 50 pracas ; 2
colheres de ferro ; 2 espuladeiras : 2 p"s de
ferro ; 2 garfas grandes de ferro.
Para a enfermara do Rio Grande do Norte
20 cobertores de la ; 40 barretes; 20 pares
de chinellas rasas ; 1 bomba para clvsteii 2
talheres completos; 2 caslgaes de lalo ; 3'pa-
nella3 de ferro balido de differentes tamaitos 3
cassarolas de ferro ; 1 grelha grande para assar
corno ; 1 dita menor para torrar pao ; 1 arfo
grande de ferro; 1 chalera grande ; 2 ditas
quenas; 1 colhr grande de ferro.
Para fornecimento do hospital militar
50 pares do chinelas rasas.
Para provimenlo dosarmazens do arsenal de
^^ guerra.
300 caadas de azeile de carrapalo.
Ouem quizer vender taes objectos apresentt
as suas propostas era carta fechada na secretar
do conselho. s 10 horas da raanha do dia 18
do correnle mez.
Sala das sessoes do conselho administrativt
para fornecimento do arsenal de guerra 11 di
maio de 1860.Berilo Sos Lamenha Lis, co-
ronel presidente.Francisco Joaquim Perene
Lobo, coronel vosal secretario interino.
Conselho administrativo.
O conselho administrativo, para fornecimento
do arsenal de guerra, em cumprimenlo ao art
2t do regulamento de 14 de dezeraPro de 1852
faz publico que foram acceilas as propostas dos
senhores abaixo declarados:
Para o hospital militar.
Jos Antonio dos Santos Coelho.200 camiso-
las de bnm a i;80 200 lences do 4 varas de
brim a 1|680. 128 fronhas de" brim a 380 50
toalhas de bnm de vara e quarta a 540 rs
Carneiro & lrmo.-20 rolchoes de panno de
.linho cheios de capim e 20 travesseiros da mes-
ma fazenda a 3#60J), 2 colches para operages a
35600 ; sendo os vendedores cima mencionados
obngados a enlregarem os ditos objectos com-
prados at o fim do correnle mez de maio
Para fornecimento do arsenal de guerra.
Lu Borges de Cerqueira.1 pega de lona da
Jiussia de primeira sorle com 30 varas por 40.
. Para o hospital mililar.
Joao Ignar.io Rbeiro Roma.-Nos medicamen-
tos que oram requisiudos por 680* rs., soba
condicao de enlrega-Ios na botica do mesmo hos-
pital.
O conselho avisa aos dous randedores que
devem recolher os objectos cima declarados, na
cretaria do conselho, s 10 horas da manhaa do
da 14 do correte mez.
Sala das sessoea do conselho administrativo
para fornecimento do arsenal de guerra, 11 d
maio de 1860. Francisco Joaquim Pereira Lobo
coronel vogal secretarlo interino.
~ Pof esla secretaria so faz constar que o 111ro.
Sr. Dr. Jooquiro Pires Machado Portella assumio
no;e as funegoes de director geral.
Secrelaria dainslrncgao publicada Pernamiu-
co 10 de maio de 1860.-0 secretario interino,
Saltador Hanrique de Albua,u*rque.*<
O novo banco de
Pernambuco repete o avi-
so que fez para serem re-
colhidas desde j as notas
de lo^ooo e 2o,ooo da
emisso do banco.
Estacao naval.
De ordem do Illm. Sr. chefe de divisao Fran-
cisco Manoel Barroso, commandanle da estago
naval dcsta provinria, previno ao grumete do
corpo da armada Jos Gomes das Neves.idesertoi
daguaraigo do briguo do guerra nacional Capi-
baribe, que, para ser lomado em considerago o
|seii requeriraenlo dirigido a Sua Mageslade o
Imperador, pedindo perdo e baixa, deve se
presentar primerro ao mesmo senhor chefe, se-
undo o despacho communicado peloquarlel-ge-
eral de marinha, o que manda o mesroosenhor
ommandanle da estago fazer publico ero con-
equencia da determinaco que para isso leve.
I Bordo do brigue-barc Itamarac em Pe'rnam-
bluco, 2 de abril de 1860. primeiro lente da
armada, Euzebio Jos Anlunes, secretario e aju-
danto de ordens.
THEATRO
Companhia de ser-
vicos maritiraos des
Messagertes Imperiales.
LINtIA DO BRASIL.
Servio do correio l'rancez
Inauguraco do servico.
O paquete a vapor La Gnienne, de 'forra de
)0O cavalloi, commandanle Enout, official de
nannha imperial, partir de Bordeaux, para o
\\o de Janeiro tocando em Lisboa, Sao Vicente,
?ernambuco o Bahia
No dia 24 do correnle.
As sahidts seguintes tero ugar de Bordeaux
;\ 25 de cada mez, as quaes sero effectuadas pe-
os paquetes a vapor de rodas de "torca de 500
Vavarre, commandante Vedel,
official de marinha impe-
rial.
stramadure, coinmandant
e,
de
mari-
Aubry
mari-
Trollier, official
nha imperial.
!3earn, commandante
de la TVoe, official de
nha imperial
Ura aviso ulterior far conhecer a dala do co-
neco do servico annexo entre o Rio de Janeiro,
Montevideo c Buenos-Ayres.
Para informaces a dirigir-sc agencia ra do
Trapiche n. 11.
Cear e Acarac
O palhabole Sobralense, capilo Ratis, segu
cim brevidade; a tratar com Cae.lano Cyriaco da
C. M no lado do Corpo Santo n. 25, irimeiro
andar.
REALCOMPANHIA
DE
JJfJi______
COMPAA DRAMTICA
DelinKn Stt Bnwta* do actor
... ."Vi.
Cai'valho.
1860.
DOMINGO, 14 DE MAIO DE
l As 4 1/2 horas da tarde.
Depois de tcem os Srs. professores" da orches-
Ira fina sado a sempre desejsda quadiilha
29 ou 1 onra e Gloria, subii scena pela
primeira ez nesla cidade a soberba comedia dra-
ma, prot ucgo do Sr. Jos Maa Braz Marlins,
lkaque(es inglezes a vapor.
No dia 14 Jesle mez espera-se do sul o vspor
Cnerda, commandanteJ. A. Bevis, oqual depois
di demora da costume spguir para Soulhamp-
ton, tocando nos porlos do S. Vicente e Lisboa
para passagens etc., Irata-se com as agentes
A damson, Howie & C, na ra do Trapiche nu-
nirro42. I
m n n, ^,...ii,. a......K~*Y.!4.dMM
I O /especlivo
Aracaty.
Segu com muia brevidade o hiato S.iolo a-
. miro, recebe carga o passageiros : a tralir com
Csetano Cyriaco da C. M., no lado do Corpl San-
to n. 25, primeiro andar.
intitulada^:
Abncoada Diabrura.
A scenn passa-se em Lisboa.
Em seguida o Sr. Jos de Lima Penante can-
tar, a pedido de muitas pessoas a aria do
MSCATE ITALIANO.
Depois da aria seguir-se-ha a inleressante co-
media :
/ DOUS GENIOS IGUAES
HlO Mim M&JL
Finalisari o espectculo com o duelo do
fflIRIrHa
PQBRI
Os bilheles acham-se venda no logar do cos-
tme.
POPULAR
NO
MliGESTOSO SALA O
DO
PALACETE DA RA DA PRAIA.
Sabbado 12 do corrente.
A pedidos de alguns amadores do Cassino. ha-
ver baile neslc da com toda a pompa o brilhau-
tismo, ser como sempre manlida a boa ordem e
harmona, fielmente observado o regulamento
approvado pelo Illm. Sr. Dr. chefe de polica-
sendo prohido o ingresso quem nao se apreseo-
lar vestido decentemen'e.
Entrada para damas gratis, civalheiros 29.
Principiar e terminar s horas do costume.
nura paganao
frete.
um, palacio alera do
Aracaty com escala pelo
Ass.
Segu com brevidade o hiato nacional Grali-
do, : para o resto da carga o passageiros, o que
ten excellenles comraodos: a iratar no Passeio
Pi blico n. 11, ou cora o mestre no trapiche do
al.rodao.
Para Lisboa
o irigue portuguez Relmpago pretende seguir
vi gem com a possivel brevidade : quera no mes-
rai quizer carregar ou ir de passagem, dirija-se
ao consgnala no Thomaz de Aqino Fonseca, na
rui do Vigano n. 19, primeiro andar, ou com o
capilao na praga.
B
cj
Avisos martimos.
Para.
Espera-se todos os das do Msranho o bem
conhecido hiate Lindo Paquete,, que dever re-
gressarem dlreitura do Para, com poucos dias
de demora neele porto, visto ter grande parlo do
carregamento contralado, os senhores quequize-
rem lomar algnraa praga no dito navio podem
desde j enlender-se com os consignatarios Al-
meida Gomes, Alves & C. ra a\i Cruz n. 27.
Para a Bahia.
Sahe em poneos dias o hiale Bom Amigo, de
superior marcha ; para ergs, traase com o ca-
piuo Pereira Marinho, em casa de Paltueira &
Bellrao, largo do Corpo Sanio n. 6.
Para o Porto.
ipt*riln3 *Es'cran5 Sftr4 impreterivelmen-
UltJ ,coi;renle 8Ina recebe carga e pas-
numero I" "" TUa da Cadeia do Bec,fe
Riode Janeiro.
seguir em poneos das para o Ro de Janeiro
o (alacho Flor da Bahia, j bem conhecido por
boa conslrucgao .e marcha; e como ainda tem.
priga para carga, offerece-a aos prelendenlcs.
que se entendero com Bailar 4 Oliveira, na ra
da Cadeia do Recife n. 72.
. mL
Vai ahir com brevidade o brigue
Confianza, por ter parte da carga en-
guada, para o refto tratase com os
consignatarios Carvalbo, Nogueira S C.
ruado Vigario n. 9, primeiro andar,
o: com o capito na praca.
PELO A.GENTR
SfS
__________________, Q
O referido agente far lelao por conla e risco
de quem pertencer. terga feira 15 do corrente
as l horas da manhaa na porta do armazem do
Sr. Annes defronte da alfandega
DF
20 fardos com alfizema.
100 rolos com fumo vndo neslc ullimo navio
do Rio.
4 caixas com 400 lalas de biscoitos vindas neste
ultimo navio de Liverpool.
44 saceos com feijao branco.
13 ditos dito rajado.
9 ditos dito mulatinho.
Vende-se s era lotes a vontade dos
pradores
com-
Avisos diversos.
Grammaticaingle-
za de Ollendorff.
Novo metliodn para aprender a lr,
a cscrever e a fallar inglez em 6 mezes,
obra inteiramente nova, para uso de
todos os estabelecimentos de instruccao,
pblicos e particulares. Vende-se na
praca de Pedro II (antigo largo do Col-
legio) n. 37, segundo andir.
Offerece-so nm menino para caixeiro de
qualquerestabelecimento, sein mesmo exceptuar
taberna, lem excellenles rostumes e d fiador
sua conducta: a tratar no Campo Verde, pa-
daria.
Precisa-se deum escrevenlc que. tenha boa
letra e saiba esrrevcr com correcto : na ra do
Imperador n. 17. primeiro andar!
Aluga-se a loja da casa n. 17 da ra do Im-
perador, lado do caes : a tratar na mesma casa.
Precisa-so de urna ama prela escrava para
o servico de portas dentro, que seu aluguel nao
exceda de 20$ : na ra eslreila do Rosario n. 25
Quinhdode Azevedo Machado, Brasileiro,
segu para Europa.
Troca-se urna casa com bons commodos na
ra Augusta, com ura sobrado no Racife, excep-
luando-se as ras Apollo. Cadeia, Cruz e Vigario :
a tratar na ra dos Marlyrics n 26.
HoteldoRosa
12Ra da Quitanda 12
NO
Rio de Janeiro,
Este anligo e bem acredilado eslabelccimento
nao s offe-ece aos senhores viajantes excellenles
comraodos e um Iralamento lo bom como nos
melhores da Europa, como tambem aos amado-
res de bilhar ricas mesas em que possa ni se re-
creiar as horas vagas. O proprietario confia-
do na fama que sua casa lem sabido grangear,
lano dos numerosos estrangeiros, como mesmo
nacionacs, que lem lido a honra de hospedar,
espera continuar a merecer a confianga das pes-
soas que vistarem a corle do imperio.
Jos Antonio da Cosa Muniz publica ao
respeitavel publico, e particularmente ao corpo
decommcrcio, que tem contratado comprar ao
Sr. Casemiro Gomes da Silva, a sua taberna sila
na ra das Cinco Ponas n. 1. livro e desembara-
zada de lodosos bnus, e dbitos a que a mesma
taberna esleja obrigada al a dala deste, tanto ao
trapiche, como de imposto, etc.: quem se jul-
gar com direito a dita taberna, compareca na
mesma, durante o piazo de 8 dias, a contar "desta
dala, vindo munido de documentos legaes ; e
findo o dito prazo, nao se allender a reclama-
ces algumas. Recife 10 de maio de 1660.
Aviso importante.
Tenham a maior prevencSo possivel
para que nSo sejam responsaveis por
qualquer soma de dinheiro perdida por
algum individuo, desde a menor ate a
maior idade, nem s dentro dos esta-
belecimentos como mesmo na porta
destes, para que nao paguem aquilfo
que a esperteza na poca presente tem
administrado aos esperto, isto para evi-
tar o incommodo das autoridades
iciaes por cousas epbemeras.
po-
Pedro Alexandrino de Barros Cavalcanti
do Lacerda, convida aos amigos e collegas |
do finado Possidonio Maximiano de Le-
mos a assislirem a missa da stimo dia na
matriz da Boa-Vista s 8 horas da manhaa
do dia 14 do corrente.
Irmandadedo Divino Es-
pirito Sanio.
O escrivo actual convida a todos os seus cha-
ros irmos para comparecerem no nosso consisto
Jockey club.
Nao podendo ter lugar, por molivos extraordi-
narios, as corridas annunciadaa para o dia 12 do
correnle. a commisto directora Iransferio para
o da 17. Recife. 10 de maio de 1860.
Antonio Gaspaz Pereira Jnior deixou do
sor caixeiro dos Srs. F. S. Rsbello & Filho desde
hoje. Recife, 9 de maio de 1860.
= Precisa-se de um ofcial de barbeiro : na
ra das Cruzes n. 35.
Rogase ao Illm. Sr. delegado de polica
de Iguarass, lance suas vistas sobre a Mancla,
que o furlo de cavados e bois est all e em seus
arredores, sendo um meio de vida,e os indigna-
dos nao sao desconhecidos.ainda que nao mnrent
na freguezia na semana santa furtaram dous bois
os quaes foram ochados e disse o comprador
,J,.SfC0!nprado cm uraa cocheira no Recife,
rf a 1 r*m uma bu""ha. castanha, passei-
ra gorda, com peladura em cima da anco, galo-
padoir. e com urna ferida no pescoco do lado es-
querdo proveniente de uma sang.ia a uuem tu
oferecida roga-se o favor de avisar ao seu dono
Joao Carneiro Raposo morador no tugar cima
junto so Rio Timb ou no Recife na ra No"
defronte da botica segundo andar por c"ma do
Dr. Seve, que ser gratificado.
Para pouca familia precisa-se de uma casa
prefenndo-se um pequeo sitio perto da prara-
quera Itvcr e quizer alugar annuntie por est
lolha para ser procurado.
No correr do mez de novembio do
passado neste meu engenho Paulista
anno
rio no dia 13 do coVrenle s 10 horas da raanh. Tro hornero pr ^"pe n^-rae^ por'ZjffSZl
lerceiro definidor servindo de escrivo.
SouthallMellors&C. declarara quelendo-se
desencaroinhado uma carta sua aos Srs Mellor
Soulhall & C., da Baha, conlendo uma obriga-
5/io de 6 por ccnlo ao banco da Baha, da quan-
na de 2:0004. vencida em 27 de abril p. p a fa-
vor do Sr. Manoel Marlins Rios, endossada aos
Srs. Prente Vianna & C, e por estes aos "Srs.
Mellor Soulhall & C. da Bahia, lem dado todas
as providencias para que nao seja essa obriga-
(aopaea seuo a osles ltimos senhores.
Os abaixo ossignadds declarara que endos-
saram aos Srs. Mellor Soulhall & C. da Baha
una obrigar-o de 6 por cenlo do banco da Bahia
da quanlj,a de 2:000g, vencida em 27 de abril p.
p., a favor do Sr. Manoel Marlins Rise por este
endossada a nossa ordem. Pernambnco 11 de
maio de 1860 =l'arenle Vianna C
l). Bernarda Francisca de Barros, suas
ninas e o Dr. Joao Fcrreira da Silva muito
agradecem a lados os senhores que se dig-
naram assislir no dia 8 do correle ao fu-
neral de sen presado marido, p-ii e sogro e
acQmpanharam os restos mortaes ao cemi-
leno publico. De novo comidam aos mes-
mos senhores para assislirem a missa do
stimo dia, que deve ser celebrad* na ca-
pclia do mesmo cemiterio, segunda-feira
14 do correte pelas 6 hora? e li2 da ma-
nhaa.
OS JESUTAS
PERALTE 4 HISTORIA
PELO DOl'TOa
Ovidio da Gama Lobo.
Anda restara alguns exemplares desta precio-
sa obra, a 53 cada um ; na livraria ns. 6 e 8 da
praca da Independencia.
Vende-so uma casa terrea com bastantes
commodos, sila na ra da Gloria n 1 : a Iratar
M ra do Sol, casa n. 5, junio ao sobrado, de
manhaa at as8 horas, e a larde das 4 em dianle.
Vendem-se dous caixes propros para pa-
daria, assim como uma lendedeira e uma mas-
seira, ludo em bom estado, assim como uma por-
5ao de caixes grandes de pinho que fra de fa-
zendas : ni ra Imperial n 43, padaria.
Calcado francez barato.
Na loja de Burle Jnior & Marti ns, ra
do Cabuga' n. 16.
Bolins do lustre para hornera dos me-
lhores fabricantes
Ditos de bezerro e panno
Ditos de lustre para senhora
Dilos lodos de duraque prelo sem salto
>s de selm branco para senhora
Leiles.
LEILAO
DE
trigo
Farinha de
SSSF.
Terca-fira 15 docorrente
O agente Borja autorisad
pulo Sr. Domingos Alves Ma-
theus, far leilo no armazem
n. 6 da ra da Madre de Dos,
r ei tencente a Machado & Dan-
ta, e por conla e risco de
quem pertencer, de 200 bar-
ricas com farinha d trigo,
que sero vendidas cm lotf s
a vontade des compradores;
ter principio 10 horas em
ponto.
Precisa-se de uma ama para cozinhar: na pra-
ca da Independencia n. 22.
Ama.
Offcrece-se uma ama de leite para criar : na
ruajlos Quarteis n. 17.
O Sr. Manoel Joaquim Pereira haja de fa-
zer o favor de dirigir-se na larga do Rosario
n. o, loja, para receber uma caria viuda da
Bahta.
0 Sr. Custodio Luiz Gomes queira appare-
cer na ra da Cadeia do Recife n. 4, a negocio de
seu interesse.
Offerece-so uma casa para quem quizer
mandar cozinhar particular ; quem pretender
dtrija-sc a Camboa do Carmo n. 4.
Precisa-se de um menino do 12 a lffannos
para taberna ; a tratar no becco Lirgo n. 7 ar-
mazem do farinha
U0S000 DE GRATIFICADO.
l-ugio da rasa do seu senhor no dia 4 de abrir]
p. p. o prelo de nome Flix, de na5o Mocam-
bique, idado de 35 a 40 anuos, levou calca de
brim com ramagem azul, estatura baixa, cor
fula, barba na pona do quexo, lem na testa
por cima do naiiz um calcmbinho que parece ser
signal da Ierra dello, tem os ps um pouco ape-
llidados, foi esciavo do Sr. Manoel Francisco
Uuarlc, este o vendeu ao Sr. Synphronio Olim-
pio do Queiroga a quem foi comprado no anno
prximo passado, esie lem sido pescador e raja-
dor e hojo padeiro, e por isso tem callos as
juntas dos dedos polo lado das costas das mos
em razao da maceira. j esleve fgido para ban-
das da villa do Cabo muito lempo, intlula-se
Torro, muda o nome deile para Joao, ou oulro
nome, foi pegado no Cabo por um moco do mes
rao.lugar por alcunho Quintas; domingo 8 do
crreme, esleve a tarde n'umn taberna na pas-
sagem que vira para o Remedio, e o Sr. Duarle
diz que as suas fgidas tem sido para os lugares
segumles : Caxang al o engenho Camangibe,
Uarualho, Ibura al o Cabo ; portanlo roga-se
aos capites de campo e as autoridades policiae
e qualquer pessoa que o possa encontrar oapre-
nendam eo levera a seu senhor na padaria do
pateo da Sania Cruz n. 6, quo ser generosa-
mente recompensado, e protesta contra quem o
liver acoulado em sua casa.
D-se 1:000& a premio sobre penhores de
ouro ou prata : na ruado Livramenlo n. 36, loja
de cera, se dir quem o d.
Henriqu Marques de Macedo, lendo obtdo
licenadoDr. chefe de policio, para no dia 13
di correnle representar a dansa do corda, que
principiar s 3 horas da larde, no lugar da cam-
pia em seguimento ao gazoraetro, avisa ao pu-
bli. o allm de concorrer a tal lugar e poder desta
arte ver e apreciar sua habilidade.
Irmandade do Divino Es-
pirito Santo erecta no
convento de S. Franciso.
O escrivo convida a todos os irmos a com-
parecerem domingo 13 do corrente pelas 9 horas
da manhaa, aOm de assislirem a missa, e no fim
desla proceder-se a eleic.lto da nova mesa que
tem de reger no anno de" 1850 a 61.
ltoga-se ao Sr, Manoel Goncalves
que tem nma taberna no Barro, que
queira Vmc. virao Recife aim de lin-
dar o seu negocio de muita importan-
cia, do contrario se nao vier nestes dous
dias se usara' dos meiosjudiciaes.
Boa gratifcaco.
Fugio na noile de 9 do correnle, da casa de
seu seu senhor o mulato Luiz, de idade de 17
annos. sem signal de barba ainda, cor parda, ca-
bellos chegados ao casco meios ruivose grande
altura regular, magro, e lem os ps grandes, le-
vou chapeo de palha velho, camisa branca de
k d?? ain,,a aova e ca,l'a ohos j desbotada, ene escravo andar empre-
gado'no servico de um hotel na ra das Cruzes
conduzndo comidas para ora : quem o pegar po-
de lvalo a praca da Boa-Vista.bolca do 6r. Ri-
ceiro p, que ger bem reeompensado-.
Ditos de lustre sem sillo para meninas
Sapatdes inglezes de vaqueta
Ditos do lustre cora borracha na frente
Ditos dilo dilo para meninos
Os melhores charutos da Bahia por
to baixos.
J
3>U00
5>00
5JXKK)
3^000
precos mui-
Hunder, alfaiale allemo, avisa ao publico
em geral, quo mudou-se para a ra Nova n. 69
e oceupa-se continuamente na sua arte em fazer
obras das modas seguintes : da franca, da Ingla-
terra, da Allenianha, da Hungra, etc., etc.; pois
os senhores amantes da moda encontraro todos
os mezes modas e fazendas novas para o pro-
gresso brasileiro.
Comprara-se oncas hespaoholas e da pa-
tria : no escriplorio de Tasso Irmos.
Quem tiver um sitio para arrendar que le-
nna baixa de capim e fructeiras, dirlja-se a ra
larga do Rosario n. 31, loja de calcado, que se
dir quem pretende.
Precisa-so do um porluguez para Iratar de
arvoredose horta deum sitio : a tratar na praca
da Boa-Vista, botica do Sr. Ignacio. "
Antonio Rodrigues de Almeida, Brasileiro
segu para a Europa, c leva era sua companhia
Anna Maria da Conceico.
SOCIEDADB
Instituto Pi e Litterario,
De ordem do Sr. presidente scientifico aos se-
nhores socios, que amanha (domingo) haver
sessao do conselho director era uma das salas
no collcgio das arle, as 4 horas da larde.
Henriqu Mamede Litis de Almeida.
1.- sesretario.
= O Sr. Joao Pereira Coutnho Guimares
tem uma caria na padaria da praca da Santa Cruz
n.6, para se Ihe entregar.
Jos de Azevedo Maia Jnior, subdito por-
tuguez, relira-se para fra do imperio.
Vende-se
carne de vitello, no acougue do pateo da Paraizo,
no dia domingo 12 do correnle, a 320 a libra.
Na loja do Arantes vcudem-se borzeguios
de couro de lustre com pellica para hornera a
6$ o par.
Vendera-se duas casas na roa do Ouro n
11 e9, o oulra dita na ra do Alecrira n 10.
quera as pretender, dirija-se a ra do Queiraado
n. 49, que achara com quem tratar.
Aviso aos apaixunadosda
mo de vacca.
Na ra do Hospicio n. 3. com rotlo na por-
ta, ha todos os domingos e dias santos, das 4 ho-
ras da manhaa at as 8 do dia, excellente mo
de vacca, assim como tambem se foruece para
casas particulares : na mesma casa fornece-se
comida para fra,ludo com muito asseio e promp-
tido : os pretendenles dirijam-se casa cima
mencionada.
Atteocao.
Jos Filippe Marlins participa ao respeilavel
publico que abri honiem o seu estabelecimento
de comidas, na ra eslreila do Rosario n. 27
confronte a ra das Larangeiras.
%00oci*cto Cgpogvapnica
PcttiamltucAtia.
De ordem do Sr. presidente, sao pelo presente
convidados todos os senhores socios effectivos
para que se dignem de comparecer domingo 13
do correnle, s 10 horas da manhaa, allm de ex-
traordinariamente funcciofiar a assembla geral
visto que ha negocios de summa importancia
tratar.
Secretaria da
nambucana, 9 de maio de 18ti
/. L. Domellds Cmara
_ A 1 secretario.
Precisa-se de uma ama para todo o servico
de casa de pouca familia : na ra das Cruzes n.
su, taDerna.
ii.r*Gr "*?Car0n' ,0cio *'" la casa Lelel-
lior & C. retira-se para a Europa, o deixa como
gerente da mesma o Sr. JoSo Jos do Fiuel-
que me procuram, e que
depois de saos dou-lhes roupa, dinheiro. eos
dispesso, e os que morrem os mando enterrar
fiz o raesmo cora elle, mandando-o recolher no'
hospital que tenho para curar a minha fabrica
cora duas grandes ferdas. uraa menor cima d
lornozello da perna esquerda, e a oulra na dreiu
que tomava todo corapriraenlo da canella a pri-
meira j sarou, e a segunda pouco falta para fe-
char, e neste estado de grande melhora, quando
elle retirava-se. descone ser captivo e confes-
sando-o, dcscobrio ser escravo do Sr.'jos Alves
de Olivejra, do engenho Capora. termo da villa
da Lscada : portanlo o mesmo senhor ou aleuem
por si quanto antes vira lomar coma delle, nao
me,r,cP0,n*ablM sim acontecer.. Engenho Paulisla 8 de maio do
d oaiu"n G',vaIcal,li de Albuquerque
Precisa-se de uma ama que saiba cozinhar
, e razer todo o servico de casa : na ra do Caldci-
retro, taberna u. 60.
I Manoel Francisco de Azevedo comprou para
Silvcslro Jos de Oliveira, em Maranho. eio
oiihcle n. 2137 da terceira parle da primeira lote-
ra da irmandade dj Espirito Santo na isreia do
Collegio. '
Propriedade Cslol, com duas legoas de com-
primciito e uraa de testada, situada no Cariri de
r-ors. da parte do nascente parlo cora Ierra do
Asoslinho i ereira, e do poenle com Ierra da
francisco Pereira de Bodapil. Desta proprieda-
de vendeu o Sr. capito Jos Tavares a M. Alves
da Silva mcia legoa de testada de Manoel Perei-
ra. para baixo, e uma legoa de corapriraenlo e
vera a licar de resto uma legoa de testada cm
l cijo a e meia de comprimento. Os pretendenles
dinjam-so ae engenho Paulista, a iratar com o
seu proprietario.
iTl>.r0l.rV;da0 Figueil"s. situada no lermo da
villa do Pilar, cuja propriedade as Ierras pegara
da incruztlhada que vai para a mesma villa pela
estrada da Passagem do Marlins a contestarnos
dominios com S. Miguel, para o sul contesta com
ierras da mesma villa, o as mais cruzes que so
achara para a parle do poenle, marchando da
dita incruzlhada pela estrada quo vai para a
mesma villl, toda a Ierra que se achar da parlo
esquerda da mesraa estrada que vai para dita
villa a contestar cora a do capilo Joao Leilo
que ficara da parle direila da mesraa estrada, lu-
do da mesma data. ele. Os prelendenles dirijam-
se ao engenho Paulista, a tratar cora o seu pro-
prietario. r
Perdeu-se na madrugada do dia
(i do corrente, um blnete de ouro
com camafeu, da ra da Saudade a ra
do Hospicio e matriz di Boa-Vista, e
desta seguindo pelas ras do Ara gao,
Santa Cruze Cotovello ; roga-se a quem
o achou o favor de entrega-lo na- ra
da Saudade primeira casa, vindo da
3" ".' p>"~~- Mishira qualquer de
e\fgir.
-- Os herdeiros do fallecido Jos' Eu-
genio da Silva Hamos, querendo ven-
der o engenho Camaragibe de Seri-
nbaem, que Ihecoube em partilha por
morte de seus pais, convidara a qual-
quer que se julgue pr.judicado em
seus di ir i tos cora esta venda que apr-
sente seus ttulos dentro em 15 dias,
lempo em que se pretende realisar a'
referida venda. Recife 8 de maio de
loO.
8*000
7(KI()
49000
fuer despeza se assim o
Associajo Tvpographi
ica Per-
Precsa-se de um caixeiro para segundo de
uma padaria, que saiba ler e escrever bem. e que
de nabilitacoes necessarias para preencher a fal-
la do primeiro em qualquer empedimento deste
e que tenha pratira do negocio : quem se achar
nestas circunstancias, e der fiador a sua condue-
la, pode dTrigir-sc a ra larga do Rosario n.
18, segundo andar, do manhaa at as 9 horas, a
de tarde at as 3, que achar com quem tratar.
Da-se 600SOOO a premio de 2 por cenlo ao
mez sob penhores de ouro : na loja de livros do
sr. Figueiroa so dii quem d essa quantia.
O Dr. Ignacio Firmo Favier faz publico, que
nao obstante nao achar-se ainda completamente
restablecido do grave incommodo de saude do
que fra accommetudo desde novembro do anno
pascado, lem com ludo destinado empregar afu-
mas horas em o exercicio de sua profissao. para
o que poder ser procurado das 9 horas da ma-
nliaaas 3 da larde, no palco do Carmo, sobrado
o. 9, primeiro andar ; e desta hora em diante no
Lachang. O raesjno doulor havisa a seus fre-
guozes e a Indas as pessoas que o quizerem hon-
rar, couftando-lhe seusdocnles, que lem rcorga-
nisado a sua casa de saude, sila na Passagcmda
Magdalena, entre as ponles grande e a pequea
do Chora-menino, que alera de se achar montada
convenientemente dispe de commodos para
mais de 40 doeules, segundo a cMhegoria e se-
xos, pelo mais commodo preco, que na aduali-
dade se pode Tazer. As pessoas livres rccolhidas
a enfermara pagaro a diaiia de 3g, e escravos
2j ; dando-so anda algum abalimento no caso
de que a molestia se prolongue por mais de um
mez. As pessoas que desejarero um Iralamento
dtslinclo pagarao na razo da despeza que fize-
rera. Para iratar, podem dirigir-se casa do pa-
leo do Carmo cima indicada, ou com o Sr. Jos
firmo Xavier na ailacasa.
Caixeiro.
Ofierece-se um caixeiro para escriplorio, ser-
vico de ra, (carga c descarga do navios) para o
que tem bstanle pratica : quem precisar dirja-
se ra do Scnzala Velha u 76, em carta fe-
chada.
A
dos
*" pes-
soas
cciruii.'fao al.aixo sssignada
artistas alaiau:*, omida a
os seus socio* e aquellas das
to-
que llie quizerem horrar para
a sessao magna da inauguraco de sua
atsociacao que tera' lugar em o palace-
te do Caes de Apollo.as 10 horas e meia
da manhaa, no domingo 1.3.Manoel
da Ura de Farias, Vctor Angelo Gre-
gorio, Manoel Joaquim Machado Gui-
mares, Antonio Macario de Assis, Ma-
noel Peixoto da Paixao.
Gustavo Carn, subdito francez, relira-se
para a Europa.
Aluga-se a excellente e
casa da ra da Aurora n. 26
na mesma ra n. 16 A.
Thomaz de Faria saca sobre Por-
tugal no prximo paquete : escriptorio
na ra do Trapiche n. 40.
= Quem pretender comprar um cavallo rauilo
bom lano para montana como para carro, com
muito bons andares, dirija-se a ra de Horlas
o. 4, que se dir quem vende.
-- Adroillo-se um fabricante desabao: na fa.-
J Dnca do Franca, aa ra era do Santa Rila.
com moda
a tratar
mi mi Anni
III UflMCl i


_
I HHI.I 1
Atteneo ao com-
mercio.
O abaixo asonado como membroda
firma social Oliveira & Goncalve, ten-
do de proceder a liquidaco da meima
pela mortedo socio Oliveira, convida a
todas as pessoas a quem a mesma firma
fr deredora directa ou indirectamente,
por qualquer titulo, vencido ou por
vencer, bem como pessons a quem fr
de vectora a urina de Ma noel Antonio
dos Passos 01 veira & C, ou somente
Manoel Antonio dos Passos, para que
no prazo de 8 dias apres*ntem seus
crditos afim de se poder tratar da li-
quidado e inventario do espolio do fi-
nado Manoel Antonio des Passos Oli-
veira. Recite 10 de maio de 18G0.
Manoel Antonio Gon^alves.
- Precisa-se de urna ama pera cosinhar: na
travessa do arsenal de guerra n. 9.
Or. Pamphilo Manoel Freir de Carvalho,
medico se acha no exercicio de sua pruQsso,
para o que pode ser procurado na ra da Aurora
n. 60. D consultas gratis aos pobres dos 11 s
4 da larde. Especialidades partos e molestias
do peilo.
COMPANHIA
ALUANCE
EsUbelccida era Londres
.
DUn Dfc PERNAMBUCO. SaBBADO 1-2 DE MaIO DE 1860
'S
Ra Nova, em Bruxellas (Blgica),
SOB A DIRECTO DE 15- KLRYAM.
Este hotel eolloeado no centro de urna das capitaes imporlantes da Europa, torna-sede grande
valor paraos brasileiros e portugueses, por seus bons conmodos e confortavel. Sua posico
urna das melhores da cidade, por se achar nao so prximo s estaqoes de caminhos de ferro, da
Allemanhae Franca, como por ter a dous minutos de si, todos os theatrose di vert mentes ; e,
alm disso, os mdicos precos convidam.
No hotel hasempre pessoas especiaes, fallando of-aneez, allemao, flamengo, inglez e por-
uguez, para acompanhar as touristas, qur em suas e\i urses na cidade, qur no reino, qur
emdm para toda a Europa, por presos que nunca excetemde 8 a 10 francos(39200 49000)
por da.
Durante o aspaco lie oito a dez mezes, ahi residir im os F.xms. Srs. conselhero Silva Fer-
ro, e seu filhoo Dr. Pedro Augusto da Silva Ferro, | de Portugal") e os Drs. Felippe Lopes
Netto, Manoel de Figueira Faria, edesembargador P( ntes Visgueiro ( do Brasil, ) e muitas ou-
iras pessoas tanto de un, como de outro paiz.
Os precos de todo eservico, por da, regulam de 10 a 12 francos ( 48000 4*500.)
No hotel encentra jn-seinformaedis exactas acerca de ludo que pode precisar um estrahgeiro
EM
iip ai
CAPITAL
mu.
de Vibras
esterUuas.
Sasnders Brothers & C." tem a honra de In-
formar aes Srs. negociantes, proprietarios de
lasas, e a guem raais convier, que estao plena-
mente autorisados pela dita companhia para
cffectuar seguros sobre edificios de lijlo e pe-
dra, cobertos de tclha e igualmenle sobre os
objectos que coutiverem os mesmos edificios,
quer consista em mobilia ou
qualquer qualidade.
Sirop du
nrFORGETI
JARABE IDO FORGET.
late xarope est apirovado pelos mais niinrntes mdicos de Paris,
imo sendo o methor para curai constipado:'?, l< sse convutsa e ouin-s,
affeci;oes dos bruen os, ataques de peito, irrilacAes nei vosas e insimnolencus: urna colberada
pela manha, e outra a noite sao sufficientes. O tlfcilo dtste excelente xarope satisfaz- ao mesmo
lempo o doente e o medico.
O dipotito n ra larga do Rotarlo, botica de Bar hotomco Francitco de Souza, n. 30.
Muita alteneao.
Almanak da provincia.
Sabio a luz a folkinha com
o almanak da provincia para
o correnfe anno de
-DA
PROVINCIA.
Terceira parle da primei-
ra do Espirito Santo.
Aos 10:000$, 5:000$ e 1:000$.
O abaixo assignado tem exf>osto a
venda os seus bilhetes garantidos dos 8
por cento ao imposto geral ms lojas se-
guintxs :
Praca da Independencia n. 4".
Pateo do Carmo n. 17.
Ruaestreita do Rosario n. 11.
Aterro da Boa Vista.
Ra do Crespo n. 5.
Ra da Cadeiado Recife n. 06.
-Precode bilhetc 12^000
Miio CSOOO
Qarto $000
Vende-se em seu escriptorio na ra
do Imperador n. 21, cm porcoes de
100$ para cima pelos seguintes precos:
B.lhete HsOO
Mel 5$500
Quaito 2,$7i0
Cs bilbetes premiados de sua rubrica
sao pagos na praca da Independencia
n. 40.
P. J. Layme.
Manoel Jos Leite declara a seus
devedores que nao pode continuar a
ter contemplacao como tem tido com a
maioria dos mesmos, visto como pre-
cisa reetber seus dbitos afim de poder
saptiffazer feus compromisfos, roga
pois a todos os seus devedores tenbam a
bondade de pagar seus dbitos do con-
tralto usara' dos meios judiciaes.
CASI LliSft-BlUSlEliU,
2, Golden Square, Loudres.
J. G. OLIVEIRAtendo augmentado, com lo-
minm m
Grande e novo sortimento jb fazendas de todas as qua-
lidades por baratissinios preces.
Do-se amostras compenhor.
- Joao Fernandos d<) Oliveira retira-sj para a |
Europa.
- Na boticada ra dps Quarlcis existe gran-; orTcreco-.se um rapaz para caxciro de qual-
de porrao de vidros de 115a c meta onra com ; qucr slaUeleciincnlo. o qnal d ador i sua
Unturas; de acnitoe beladona para coiubalor a ;condu-ta, c-meamo para eobr.nc. : os prelen-
emazendas d ep c?i'arei.n"nte- L. 1 ,! denles dcixcm carta fechada na praca da Inde-
- Um eslrangciro qije tem longa pralica de pendencia ns.-14 o 16. indicando a sua motada,
commcrc.o que pode d.r.g.r a correspondencia ( (,ui|hermc Pu.se! aluga a sua casa era San- mar a casa"contigua ampias e escolenles ac-
c negocios de urna casa comraerc.alem qualro to Amaro. qirasi defronte d fundido do Sr. commodacoes pira inuiioPinoior numero dehos-
Imguas que d provas de sua apl.dao e con-( siarr. com calmodos para grande familia, ou pedes-de novo" ecommYnda ao favor elem-
faTeUcora^ um collegio. asfim como vende o branca dos seus'migse dos Srs viajantes que
avele como tem rela..ocS na Europa esl ha- SPtI si io c casa defronte dacapella de Bellem, visitera esta capital continua a orestar-lhesseus
b.l.lado para dar cooheemento de vanas pracas. I lam_ ,m ..,----------. .,... US^ guiando-o" cm lodas as
reciscm conliecimento pratico do
do porlugOez e do inalez alla-se
hespenhol e francez.
Lindos corles de vestidos de seda pretoa
de 2 saias
Ditos ditos de ditoa de seda de cores
com babados
Ditos ditos de ditos de gaze phantazia
de cores
Romeiras de fil de seda preta bordadas
Visitas de grosdcnaples preto bordadas
com froco
Grosdenaples de cores com quadrinhos
covado
Dito liso preto e de cores, covado
Seda lavrada preta e branca, covado \f e
Dita lisa prela e de cores, com 4 palmos
de largura, propria para forros
Cortea de vestido de seda de gaze trans-
parentes
Ditos de ditos de cambraia e seda, corle
Cambraias orlandys de cores, lidos pa-
droes, vara
Manguitos de cambraia lisos e bordados
Tiras e entremeios bordados
Mantas de Monde brancas e pretas
Ditas de Al de linho pretas
Chales de seda de todas as cores
Lencos de cambraia de linho bordados
Ditos de dita de algodo bordados
Panno preto e de cores de todas as qua-
lidades, covado
Cnsemiras idem idem idem
Gollinhas de cambraia a
Chales de touquim brancos
Ditos de merino bordados, lisos e es-
tampados de lodas as qualidades
Enfeites de vidrilho francezes pretos e
de coies
Aberturas para camisa de liaho e algo-
do, brancas e de cores
Saias balo de varias qualidades
Tafel rdxo, covado
Chitas francezas claras e escuras, co-
vado
Cassas francezas de cores, rars
Collarinhos de esguio de linho mo-
dernos
Um completo sortimento de ronpa feita
sendo casacas, sobrecasacas, paletois,
S collcles, calcas de muitas qualidades
de fazendas 9
9 Chapeos fraccezes finos, fdrma moderna &&500
Um sortimento complclo de grvalas de
9 seda de tedas as quilidades 9
t Camisas francezas, peitos de linho e de J
algodao brancas e de cores y
9 Ditas de fusiao brancas e de corea g
Ceroulas de linho e de algodao 8
1J200 Capellas brancas para noivismuilo Gnas- 5
S Um completo sortimento de fazendas
35OOO para.vestido, sedas, la e seda, cam-
braia e seda tapadas e transparentes.
U500 covado 5
Meins cruas brancas e de cores para
104000 meninos 9
t6000 Ditas de seda para menina, par I96OO
Luvas de fio de Escocia, pardas, para
19000 menino $320
9 Velludilho de cores, covado 1}2t'0
9 Velbulina de cores, covado $700
9 Pulseiras de velludo pretas e de co-
9 res, o par 2$Oro
9 Ditas de seda idem idem 1)060
S 'Um sortimento completo de lu-as de
8900 seda bordadas, lisas, para senhoras,
homens e menines, de todas aa qua-
9 lidades 9
9 Corles de col'elc de gorguro de seda
J640 de cores 9
9 Ditos de velludo muilo finos 9
. Lenros de seda rosos para senhora SjECO
9 Marquezilas ou sonibrinhas de seda com
1 molas para senhora 9
35500 j Sapatinhos de merino bordados proprins
pora bnptisados, o par 2$"00
S tasinetas de cores de duas larguras mui-
6?O00 lo superiores, covado IjOCO
500 Setim preto, encarnado e azul, proprio
para forros, com 4 palmos de largura,
J}280' fazenda nova covado 1J600
500 Setim liso de todas escores, covado c
1 Lencos de gorguro de seda prelos |
800 Belogios e obras de ouro 9
Cortes de casemira de cores a 5JCC0
caso os nac
quem cor
pendencia
. nudo.
= Precisa-se tomar a quantia de 6009 sobre
hypotheca de um escravo: quem preieuder di-
; rija-se a ra do Vigario n. 29.
Atteneo.
i
Os senhores agraciados do dia 14 de marco p
p. que quizerera tirar seu3 litulos, honras e con-
decoracos, podera cntender-se cora Frederico
Chaves, ra da Imperatriz n. 17.
^YTYTTTTTTYr y ? ?? >YYT?"rTTT^T)
t DENTISTA FRANCEZ. 3
> Paulo Gaignoux, dentista, ra das La- ^
[ rangeiras 15. Na mesma casa tem agua e <
p dentifico. ^
>;- A A AA XS.JL O.. A iJt A X i. A XX J. X i. Por iii corle de cabello e
I risa ni en I o 500 rs.
Ra da Imperatriz n. 7.
Lecomlc acaba de receber do Rio de Janeiro
oprimeiro contra-mestre da casa Augusto Clau-
dio, c um outro rindo de Paris. Esta esfabele-
cimenlo est hoje as melhores condires que
possivel para salisfazer as encommendas dos
objectos em cabellos, no mais breve lempo, co-
mo sejam : marrafas a Luiz XV, cadeias de relo-
gios, braceletes, aunis, rselas, ele, etc., ca-
bjlleiras de toda a especie, para homens e se-
nhoras, lava-se igualmenle a cabera a moda dos
Estados-Unidos, scmdeixar urna s pelcula na
cabei;a dos clientes, para salisfazer os pretendpn-
tes, os objotlos em cabello sero fcitos cm sua
prcsenca.se o desejarem, o achar-se-ha sempre
urna pessoa disponivel para cortar os cabellos, e
pentear as senhoras em casa particular.
= Antonio Marques de Amorira faz publico,
que no da 21 docorrente foi rccolhida em seu
sitio na Ponte de UchOa urna preta velha por
nome Anna, em oslado de embriaguez o raordi-
dida por una caes. O sen estado nao permitlio
obterdella informaco alguma que indicasse se
era livre ou escrava. Tendo sido cuidadosamente
Serve elle de gUia aO COm 'ralada acha-sa quasi restablecida, mas apenas
merciante, agricultor, mari-i
EAU MINERALE
MATURALLE DE VICHY.
botica francesa ra da Cruz n.22.
o qual se vende a 800 rs. na
praca da Independencia livra-
ria n. 6 e 8 coutendo alm do
kalendario ecclesiastico e
civil:
Noticia dos principaes esta-
dos da Europa e America com
o nome, idade etc. de seus im-
peradores, reis e presidentes.
Resumo dos impostos ge-
raes, provinciaes, muuicipaes
e policia.es.
Tabella dos emolumentos
parochiaes.
Empregados civis, milita-
res, ecclesiasticos, litterarios
le toda a provincia.
Associaces commerciaes,
agrcolas, industriaes, littera-
?ias e particulares.
Estabelecimentos fabris, in-
dustriaes e commerciaes de
todas as qualidades como lo-
jas, vendas, acougues, enge-
nhos,etc, etc.
sociedade n\m\\

r\i5oi-
@@^@ &$9
.ItMi
Air orim, Fragoso, Santos |
i
as
timo e emfin para todas
classes da sociedade.
^Liges de francez
sabe dizer que pertcr.ee a urna senhora viuva,
moradora na ra do Collegio, c por isso se faz
o presente annuncio para que a pessoa a quero
perlcnca a mande buscar.
agencia tos fabricantes america-
nos Grouver & Baker.
Machinas de coser: cm casa, de SamuelP.
Johnston & C, ra da Senzala Nova n. 52.
E" ehegado loja de Lecomte, ale rio da
j Boa-Vista n. 7, o escolente leite virginal de ro-
sa branca para refrescar a pello, lirar pinuosi
sardase espinhas, e igualmenle o afamado oleo
i babosa para limpar e fazer crescer os cabellos,
i assim como pos imperial de lyrio de Florenca,
St5^SSSS^8^S^g^&^SS^SSliparafborlueJnso ^cridados Pe. conser-
Precisa-se alugar urna preta para vender va a frescura e o avelludado da primavera da
na ra : na ra do Jardim n. 22. I vida.
piano.
Mademoiselle Clemence de llannetot
de Manneville continua a dar lic.es de
francez e piano na cidade e nos rrabal-
de3 : na ra da Cruz n. 9, segundo andar.
<& Companhia.
Os senhores socios commanditarios sao con-
vidados a realisar a terceira entrada de 12 1|2
0[0 "obre os seus capitaes al o dia 16 de maio
corro le, de confo'midadc com o respectivo con-
trato ocial. Itecife 1.- de maio de 1860.
F0LIHM11S PAR 1860.
Esti o venda na livraria da praca da Inde-
pendencia ns. 6 o 8 as folhinhas para 1860, im-
presssnesla typographia, dasseguintes quali-
dades :
? OI.IIINHA RELIGIOSA, contendo, alm do
kalendario e regulamento dos direitos pa-
rochiacsj a conlinuaco da bibliotheca do
Crislao Birasileiro, que se compoe : do lou-
vor ao santo nome de Dos, coroa dos ac-
tos de s'iior, hymnos ao Espirito Santo e
a N. S., a imitacao do de Santo Ambrozio,
jaculatorias e commemora^o ao SS. Sa- -
cramento e N. S. do Carmo, exercicio da
Via-Sacra, directorio para ora^ao mental,
dividido pelos dias da semana, obsequios
ao SS. coraco de Jess, saudac.oes devo- I
tas s chagas de Christo, oraces a^N. Se-
nhora, ao patrocinio de S. Jos e anjo da
guarda, responco pelas almas, alm de
outras oraces. Freso 320 rs.
IFIIA DE VARIEDADES, contendo o kalenda-
rio, regulamento dos direitos parochiaes, e
urna colleccao de ancdotas, ditos chisto-
sos, coutos, fbulas, pensamentos moraes,
receitas diversas, quer acerca ie cozinha,
quer de cultura, e preservativo de arvores
e fructos. Prego 320 rs.
FITA DE PORTA,a qual, alm Jas materias do
costume, contera o resumo dos direitos
parochiaes. Pre o 160 rs.
DENTES
ARTIF1CIAES.
|Ruaestrcila do Rosario n. 3|
@ Francisco Pinto Ozorio colloca denles ar-
@ tificiaes pelos Joussyslcmas VOLCAN1TE,
@ chapas de ouro ou platina, podendo ser @
@ procurado na sobredita ra a qualquer @
hora. @
@t@@ @@@g@
Roga-seaos Srs. devedores a firma social
de Leite & Correia em liquulaQo, o obsequio
de mandar saldar seus dbitos na loja da ruado
Queimado n. K).
Neste proveitoso estabelecimento, que 'pelos no vos melhoraraentos feitos acha-se coEve-
otentemente montado, far-sc-hao tambem do 1* denovembro em vante, contratos mensaes para
maior commodidade e economa do publico de quem os proprietarios esperam a remuneracao itc
lautos sacrificios.
Assignatura de banhos frios para urna pessoa por mez.....10J00O
momos, de choque ou chuviscos por mez 15^000
Series de cartoes e banhos avulsos aos oreos annunciados.
U Dr. Cosme de Sa Pereira
de volts de sua viagem in&tructi-
itiva a tiuropa continua no exer-
proisso medica.
tas em seu escripto-
tirro do Recife, ra da
todos os dias, menof
|nos domingos, desde as' 6 lioiaf
!t as 10 da man aa, sobre o
seguintes pontos :
I*. Molestias deolhos ;
i*. Molestias de cora cao e de
peito ;
3'. Molestias dos orgacs da gera-|
cao, e doanus ;
4'. Praticara' toda e qualquer
operariio quejulgarconvenien-
te para o restabelccimcnto do>
seus doentes
40^000 de aluguel. (
Da-so mensi'.menle por um andar que lenlia I
conimodos para familia : na ra estrella do Ro- i
sario n. 34, primeiro andar.
D-se 25$ pelo aluguel de urna prela que
saiba comprar e cozinhar, para urna casa de pe-
quena familia : quem a tiver, pode dirigir-se a
livraria da ra do Imperador n. 21.
@S@i5jf5g@g@
SConsoltorio central horaeopalhicofl
DE ^
I
_ i
4? Continua sob a mesma direc<;ao do Ma- (g
noel de Mallos Teixeira Lima, professor @
@ cm homeepathia. As consultos como d'an- &
i' lt's- 1
i ----- S
Botica central homeopalhica 1
4 o S
| DR- SABINO 0, L PIMO 1
^ Novos medicanientoshomcopalhicos en-
J I @ viadosda Europa p^lu Dr. Sabino. ^
yj Esles medicamantos preparados espe-S
cialmcnte segundo as necessidades da ho- I
raeopaihia no Brasil, vende se pelos pre-
qos conhecidos na botica central horneo-
IPSffiMliB.
%
sultarem sera' feto ndutincta-
^mente, e na ordem de suas cn-
trsdas;fazendoexct pcoosdof n-
tes de olhos, ou aquel'esque po
motivojustoobtiverfm hora mar-
'cada para este fim.
A appcncao de algnns medica
mentos indispensnveis cm vnrio
Curso pratico e theorico de lingua fran- @ I ^casos, como O do sulfato de af ro-
cesa por urna senhora franceza, para dez @ i H| __ > ,/ ...
mocas, segunda e quinta-feira de cada se- |P,na e}c-} sera eito.ou concedide
maa, daslO horas at mcio dia : quem ]^gratuitamente. A confianra que
Atteneo.
! @ palluca, ra de Sanio Amaro (Mundo No- S
O exame das pessoas que o cen$& vo) 6- ^
quizer aproveilar pode dirigir-se a ra da #
Cre n. 9, segundo andar. Pagamentos @
adhntados.
S@ @@@@ J
Roga-se aos Srs. devedores do estabele-
cimenio do fallecido Josda Silva Pinto, o ob-
sequio desaliaren) seus dbitos na ra do Col-
legio venta n. 25 ou na ra do Queimado loja
n. 10
Furv
DO
limo i). \i,
Ra do Brum (passando o chafarte.)
No Acpo/Ato deste esiatteleeimeiito sempre lia grande sovrnenlo de me-
enauisHio para os engenlios de assuear a saber:
Machinas Je vapor modernas, de golpe cumprido, econmicas de combustivel, 3 defacillimoassento ;
Rodas d'agua de ferro com cubos de madeira largas, leves, fortes, e bem bataneadas;
Ganaos de ferro, e port .s d'agua para ditas, e serrilbas para rodas de madeira ;
Moendas inteirascom virgensmuito fortes, e convenientes ;
Mtfias moendas com rodetas motoras para agua, cavallos, oubois, acunhadas em aguilliCe deazs ;
Taixas de ferro fundido e batido, e de cobre ;
Pares e bicas para o caldo, crivos e portas de ferro para as fornalhas ;
Alambiques de ferro, moinhos de mandioca, fornos para cozer farinlia ;
Rodelas dentadas de todos os tamanbos para vapor, agua, cavallos ou bois ;
Aguilhoes, bronzes e parafusos, arados, eixos e rodas para carrosas, formas galvanizadas para purgar etc\,etc.
D. W. Bowman confia que os seus freguezes acharo tudo digno da preferencia com
que o honrara, pgla longa experiencia que elle tem do mechanisme proprio para os agricul-
tores desta provincia, e pelo facto de mandar construir pessoalmente as suas obras as
mais acreditadas fabricas da Inglaterra, para onde elle faz viagera annual para o dito fim
assim como pela coutinuaco da sua fabrica em Pernambuco, pan modificar o mechanis-
mo a yontade de cada comprador, e de fazer os concertos de que podero necessitar..
__--------------- -j--
jVnellesdeposita, a presteza de sua]
^acqao, e a necessidade prompt8J
^Je seu emprego; tudoquanto o!
^demove em beneficio de seusl
^doentes.
NOVO DEPOSITO
DE
i @@@ @ @e@@j@
Saca-se para Lisboa
Porto ellha de S. Miguel, no
escriptorio de Carvalho, No-
gueira & C, ra do Vigario n.
9, primeiro andar.
Prcisa-se de duas ama.*, umapa
ra cosinhar e outra para engommar,
dndose preferencia a escravns: a tra-
tar na ra do Imperador n. 15.
45-Rn Direita4S
De 5J000 a 6$000.
O prorrietario deste estubtlecimcnto
attendendo ao estado pouco lisongeito
da bolsa da maior parte da populacao,
e animado por um sentimento philan-
tropico em prol dos seus antigos fre-
guezes, tem a honra de olFerecei-lhes
um resto de boize^uins de bezerro e
lustre, t m muito bom estado, mediante
a retribuicao cima.
Seguro contra Fogo
OJUlA^HBA
T
5
S
LONDRES
AGENTES
C J. Astley & Companhia. |
_ _^
Vende-se I

para
Ra do Imperador, confronte
ao oito do deposito dogaz.
Borotl & C allondendo a que os senhores ron-
sumidores de gelo sao pela maior parte residen-
tes nos bairros de Santo Antonio e Boa-Vista, e
que lulariam com grande difliculdade se este es-
tabelecimento estivesse eolloeado do bairro do
Recito, poderam encontrar na na do Imperador,
confronte ao oilao do deposito do gaz, um arma-
zem com as proporcoes exigidas para deposito
desto fsmero, o qual estar aberlo concurren-
cia dos mesmos senhores, das 8 horas da ma-
nha &s 6 da tarde do dia 3 do corrente em
diante.
Precisa-se alugar urna escrav para cozi-
nhar : na run da Imperatriz o. 7, toja da bonrea.
Na ra do Vigario, casa n. 7, deseja-se fal-
lar com os segundes senhores. para negocio que
ldes interessa : sendo o Sr. FraVu-isco Jos Sii
queira Alvos de Barbosa, natural de Valenca do
Minbo ; o Sr. Antonio Carlos de Amorim, da ci-
dade do Porto, vindo para Pernambuco em 1816.
no brigue Vencedor ; e o Sr. Manoel Vieira
Neves, menor, lho do Jos Vieira Noves e de
Firmina Victoria Vieira Neves, vindo para Per-
nambuco no navio Promplid&o II, em compa-
nhia deum lio, e este dcixando o menino aqui,
se retirou para Macei : quem pois, souber, dos
indicados senhores, favor derlara-lo na casa
cima mencionada, ou na ra da Cadeia n. 20.
O abaixo assignado pelo presente declara
ao respeitavel corpodo commercio e a lodos em
geral qne nao existe nenhuma lettra sua em cir-
cularlo, e como hoja urna protestada a qual foi
acceita por pessoa de igual nome, por isso de-
clara nada dever por lettra, afim de prevenir
qualquer incidente Recife 10 de maio de 1860.
Joaquim Jos Baptxsta.
Precisa-se slugar urna ama que seja forra
ou captiva, para casa de pouca familia : na ra
da Imperatriz loja n. 14.
Altenco.
a
Os effeitos anliepidemicos, que sao produzidos
pelas fumigacoes hygienicas de Guylon de Mor-
vpou, sao effkazes, como prova a experiencia que
deltas se tem lirado ltimamente. Os vaporas
que se elevam de urna formula desta fumigacao
bastam para desinfectar um espaco de 340 ps
cbicos ; c de tO. as ntricas, assim explica Car-
mchael Smilh. O andaro que nos vecha de pre-
sente, tem ceifado muita's vidas, e convem que
(para prevenir-se o mal, antes do que cura-lo de-
pois de apparecido) as pessoas desta cidade, onde
outra qualquer parte, onde o mesmo se vai de-
senvolvondo e so lem manifestado, rerorram
botica n. 88, na ra Direila, onde se cha ven-
da quantidadedaquelle desinfectante. O Sr. Do-
mingos Itibciro da Cunha, morador na ra da
Praia n. 49, reronhecendo estar a sua rasa nfTcc-
lada desla epidemia, pois quasi todas as possoas
de sua familia haviam adoecido, recorreu ao
abaixo assignado, que subministraiido-lhe a fu-
migacao, produzio ella salulares rcsnllados : as
pessoas pois, em idnticas ciicumstancias, que
precisarem das oesinfecces, o acharo sempre
nrompto para mandar cffecluar a devida applica-
co. O mesmo tambem vende na mesma bolica
os ingredientes para conservar as casas os va-
pores do chlorure, os quacs em lodo o caso mili-
to approveittm, e previnem a invaso das epide-
mias no interior das habitaces ; assim como
de importante utilidade a sua npplicaco as fe-
ridas, u ulceras chrouicas como detergente para
preserva-las do estado de putrefaeco. A maneira
de applicar se achara na etiqueta. O proco de
-2#>00.-Jos da Rocha Prannos.
9
Arrenda s o engenho Sant'Anna, d'agua,
silo na fregnezia do Serinhem, moenle e cr-
renle : a tratar rom Sevcriano Camello Pessoa de
Siqueira Ca-alcanti, na ra de Ilorlas n. 14, ou
no mesmo cngeuho com o proprietario.
No dia 15 do corrente, pelas 11 horas do
dia, Onda a audiencia do lllm. Sr. Dr juiz de
orphaos, tem de ser arrematado por tres annosa
renda de lies rasas terreas de laipa, sitas na ra
da Venda Grande, e sele sitios com coqueiros,
(ambem tilos na Venda Grande, freguezia de Mn-
ribeca, cujas propriedades pertencem aos orphaos
Olhos do tinado Manoel da Silva Barros.
Galdino Antonio Alves Ferreira vai a Eu-
ropa.
Aluga-so um sitio na Capung Velha, com
boa casa para grande familia, tendo 3 salas, oito
quarlos, cozinha fra, quartos para feilor, e es-
triban, cacimbas cora boa agua de beber,' bom-
bas e tanque, vivoiro e banho no rio, bastantes
arvoredos e Troclas : a tratar no mesmo, ou na
ra da Crui n. 81, armniem. O sitio o do na-
Tintas de oleo.
Formas de ferro
purgar assucar.
| Estanho em barra.
I Vernz copal.
Palhihha para marci-
Vinhos finos de Moselle. |
Folhas de cobre.
Brim de vela: no arma-
zem de C J, Astley C.
Precisa-se para casa franceza de urna ame
forra ou escrava, que saiba bem engommar e co-
ser : a Iralar das 9 horas da manha s 2 da lar-
da, na na do Imperador n. 7, confronte a ordem
terceira de S. francisco.
Antonio Jos Ferreira Alves, mudou o &
# seu gbinele de consullas mediras-cirur-
gicas e operaces para a ra do Queimado @
19 n. 38, primeiro andar, aonde peder ser @i
& consultado at s 8 horas da manha e
das (s6 da larde Chamados a (oda a @
Q hora do dia o da noile, sendo os pobres $$
f Iratsdos e allendidos gratuitamcnle. pj
Penlior.
Sobre ouro e prata, em pequeas qnanlias : na
ra Augusta n. 76, das 3 horas da lirde cm
*e 22 Fu Nova 22.
Lotera da provincia com ga-
ranta.
Na casa cima indicada arhar-se-ha sempre
um variado sortimento de tilintes da lotera d.i
provincia salisfaeo dos compradores, que teri
um abite de 10 0|( em quantia maior de OOJ.
Os hilhetes vendidos nesta casa sao garantidos
sendo os 8 0(0, pagos logo que te exlrair a lote-
ra : por isso convida-se aos amantes deste lici-
to jogo a virem cmpralos aqui, que ho de fi-
car salisfeitos.
Inteiros 12|000.
Meios 6JU00.
A. L Delulie.
Aluga-se um escravo para todo o servico
bracal, e tambem para andar rom carrocaa, visto
o mesmo lor pratfca'de carreiro, e ser muito pa-
ciente para os bois : a tratar na ra Imperial n,
169, segundo andar.
Desappareceu da casa n. 9 da ra do Impe-
rador, no dia 9 do corrente, urna escrivaninba de
prata de forma oval, cercada de urna grade, o
lendo um pequeo caslical roga-se a todo aquel-
la a quem ella for ofTerecida, queira leva-la a re-
ferida casa, que ser recompensado.


*6)
Urna pcSDci que vai para a pro-
vincia de Aligos, le incumbe da co-
branza simples ou judicial de qualquer
divida, qur na capital, *qur no inte-
rior, para o que da' fiador : a' din*
gir-se a'rua da l'enlia n. 11, nestes
cinco dias.
Barroca <& Medeiros tambem sac-
cam para Portugal.
Companhia do Be-
beribe.
Sao convidados os Srs. acqionistas a
se reuoirein em sessao da assembla ge-
ral ordinaria de conformidadc com o
artigo 17 dos estatutos, no dia 12 do
corrente pela urna hora da tarde no
escripWirio da companhia ra do Cabu-
ga'n. 16, primeiro andar, para to-
maiem conhcimento dos negocios da
companhia no semeslre decorrido e
decretarem o pagamento do 24-- divi-
dendo.
Escriptorio da administrado da Com-
panliia de Beberibe 8 de maio de 1860.
Jos Teixeira Bastos, secretario in-
terino.
Precisa-se de urna ama forra ou cnpliva : i
pateo do Tergo n. 26.
p O Dr. Antonio Agrlpino Xavier de Br-'sl
" to continua a residir na ra da Cruz n. 95
27, segundo andar. ag
Precisa-se de alguns
ineuinos para aprender o of-
ficio de marcineiro: narui de
S.Faancisco confronte a igre-
ja arinazem que tena a offici-
na da parte de detraz.
Chapeos de castor preto
e brancos
87, vendem-se os me-
abaixo assignado
que unmiseravel
Na ruado Queimado n
lhores chapes de castor
Constando ao
Dr. Lobo Moscozo
traficanteanda em nome do ani
ciante azendo dividas em diversas lo-
jas, declara que nao tem autorisado
nem jamis autorisra' a pessoa algu-
mi afazer dbitos em seu nome, e por
cooseguintede maneira alguma pagara'
divids contraliidas por quem querque
scji, e declara mais que usara' dos
meios que a lei le faculta contra aquel-
es que se apresentarem querendo co-
brar dividas contrahiJas por esta for-
ma, pois o annunciante nao pode ver
nisso seno dolo e ma' fe, para nao usar
de outros termos. Recife 1 de maio de
18G0. Dr. Pedro de Athayde Lobo
Moscozo.
Flores de cera em cinco
licc#.
O artista Jos Ricaud re'centemenle chegado
di Corle, offereco ao publico em geral. e em par-
ticular ao bello sexo, scus lindos Irabalhos de ce-
ri elaas ; d licoes em casas particulares; exp-
sito dosquadros.na ra do Cabug n. 3 A, casa
do horticultor francez.
Nos Coellios, ra dos Prazercs, casa de por-
lo com 2 ledos, precisa-se do urna escrava ou
ama forra que saiba deserapenharcom fidelidade
e perfeicao o servico interno o externo do urna
casa de pcqucna'familia. Nao se olha a prego.
Precisa-se de ura caixeiro que lenha alguma
pralica do taberna, de 12 at 16 annos de idade :
us quatro cantos da Boa-Vista n. 1.
B. Tuckniss faz sr.ientc ao publico em ge-
ral o oo corpo do commercio em particular que
deixou de ser socio da casa commercial que gy-
rara sob a Grma do Arkwright Tuckniss & C,
Best* praca, desle 31 de dezembro de 1858, e
que desde entao licou desonoraJo do activo e
psssiro da dita firma. Recife 3 de maio de 1860.
= Cede-se a pessoa solleira, em urna ca-
sa rauilo capaz, urna sala com duas alcovas
do frente eum solao muito espacoso, tudo pin-
tado de novo e muitolimpo, com tolas as mais
commodidades quo se exigirem, por preco em
eonta e porto do arsenal de marinha : para in-
forir.ac.oes na ra do Codorniz n. 18, em frente
da travessa d Madre de Dos.
Compras.
Compra-se papci para embrulho (Diarios) :
r.a padaria da ra do Rosario da Boa-Vista n. 55,
Compra-se um sitio do coqueiros com 1,200
ps, que tenha terreno para plantado, e que le-
nha casa, perlo da praca at 6 ieguas : quem ti-
ver para vender, dirija-se a ra do Crespo u. t2,
que se dir quem compra.
Compra-se ossos em grandes e pequeas
pjrgoes: na ra da Scnzala Nova n. 30.
Rendas e bieos da
Ilha.
Alada conlinua-se a render na loja doRama-
llio, lia ra Direita n. 83, os bem conhecidos bi-
eos e rendas da Ilha, pelo diminuto prego de 200
rs. al 600 rs. a vara ; a elles, antes que se
acabem.
Attenco.
Vende-se na ra Nova n. 71 junto a ponte.sae-
cos com milho muito novo a 1$, na taberna da
Cruz de Almas em ponte de Uchoa a 5*500 e em
Apipucos a 5*500 taberna nova junto ao acougue.
Vende-se gomrrn de matarana verdadeira a
800 rs., e carrinhos do mo muito bera construi-
dos a Uf: na rua Nova n. 71, junto a ponte.
Na fabrica dccaldeirciro da rua Imperial,
junto a fabrica de sabao, e na rua Nova, toja de
ferragens n. 37, ha urna grande porcao de folhas
de zinco, ja preparada para lellrados, e pelo di-
minuto prego de 140 rs. a libra.
Plantas e flores diversas.
Pellorce, membro da sociedado de horticultu-
ra de Pars, estando para se retirar para a Euro-
pa no primeiro vapor, vender de hoje em diante
o seu variado sorlimenlo de plantas, flores, par-
reiras e frucleiras diversas, com grande abati-
racnto de preco : na rua do Cabug n. 3 A.
lima escrava moja.
Vende-se urna excellcnle escrava bem prenda-
da, parida de pouco e sem filho por ter morrido,
por prego muito commodo : na rua Nova n. 20.
Vende-se ura escravo, crioulo, de 21 annos
de idade, perito oflicial desapateiro, e ptimo
copeiro, sadio e sem vicio ou deleito alguna : a
tratar com o abaixo assignado, na alfandega, ou
emsua residencia na rua da Saudade, pnmeira
casa comsotaodo lado do sul.Pedro Alejandri-
no de Barros Cavalcanti de Lacerda.
Aviso aos senhures funileiros
Na loja de ferragens na rua da Cadeia do Re-
cife, de Vidal & Bastas, ha um grando sorlimen-
lo de caixas du falla a 20* cada cana, dinheiro
vista.
Fio para saceos e fogos.
Na loja de ferragens da rua da Cadeia do Re-
cifo, de Vidal & Bastos, ha um grande sorlimen-
lo desle genero por baralo prego.
Para liquidar'
Na loja da Aguia de Ouro na rua do Ci bu
n. 1 B, caixinhascom 8 libras de superior figu
torrado pelo baratissimo prego do 1* a caixa.
Chales chinezesa
a 4#500.
Na bera conhecida loja do Preguiga, na rua do
Qiicimado n. 2, vendem-so ricos chales de meri-
no de modernos e lindos gostos com um pequeo
defeito de mofo a 455C0 cada um.
Anii izcii de fazendas,
NA
Rua do Queimado n. 19.
Coberl.is de chita, gosto chinez, muito finas, a
prego de 2>. ,
Lengos de cambraia para algibeira a 2* a duzia.
Chitas francezas miudinhas e muito Unas, co-
vado (pechinchn) a 240 rs.
Corles de riscado francez imitando alpaca,
muilo bonitos, tendo 13 1|2 covados, por 28.
Longos para menino e meninas a 80 rs. ca-
da ii m.
Meiascruaspara menino de todos os tamaitos
Ditas brancas para meninas.
Chales de merino estampados a 2J500.
Alpaca preta, o covado a 320 rs.
Baldes para senhora a 6*.
Madapolo com pequeo defeito a 3.
Algodao monstro, 8 palmos, a vara a 600 rs.
Pegas de chita miudinha com 38 covados por
55800. v
Paletols de brim de corc3 a 3J.
Ganga franceza escura, covado a 503 rs.
Chapeos pretos o mais fino que ha no mercado
e de forma elegante.
Tapetes franjados para sala
Chapeos de sol para menina a 4*.
Madapolo fino a 69.
Bramante de linho, vara a 2*300.
Q IARIO PB PERSAMBUCO. SABBADO 12 Pfl MAIO Bg 1860.
e variado sormenlo de
roupas feilas
Na loja da rua Direita n.87.
R eos sobrecasacos de panno muito fleo a 25 e
28*, paletots de instilo brancos de cores a 5*,
ditos de alpaca de seda a 5*. ditos sobre a 6J,
dito i de brim a 3(500 e 4*. ditos de esguiode
algoiau branco a 3*200, caigas de brim de linho
de cjres a 2*500, 3, 3*500 e 4|, ditas brancas a
2*, i:ortes de collete de gorgurode seda a 2*600
e 3ji, ceroulas de bramante francezas a 1(600,
grvalas de gorgurao, chamalole, selirn e groz a
l&. dilis de rede a 1J400, chapos francezes
a 89 e 8*500. ditos de casemira a 3(800, ditos de
casDr, copa baixa.alO*. chapeos deso de pan-
no, jabodc canoa com astea de balea, a 2*500,
por ter grande porgo, cortes de brim de algodao
a 900 rs.,saias a balo a 6&500, esguio do al-
god io com dua.i larguras a 400 rs colletes de
gor;uro de seda a 5*, mantas de seda a 20500,
meiis cruas a 2*500, 3*200 e 4*. e outras mui-
tas lazendas de goslo que seria enfadonho men-
cioi ar ; a ellas, antes que se acabem : sapa-
los de tranga feilos no Porto a 1*600.
U!
Relogios
Suissos
Em caade Schafleillin&C, rua da Cruz n
38. vende-se ura grande e variado sortimento de
relogios de algibeira horisonlaes, patentos, chro-
nometros; meios chronometros, do ouro, prata
dourada efolhoadosa ouro, sendo osles relogios
dos primeiros fabricantes da Suissa, que se ren-
derao_por pregos razoaveis.
Vendas.
| Engenho.
@ Vende-se o engenho Santa Luzia, sito na
froguezia de S. Lourengo da Matla, entre
@ os engenhos Penedo de Baixoc Pencdo de
@ Cima : trata-so no mesmo engenho ou no
@ engenho Mussambique com Felisbino de
Carvalho Rapozo.
Augusto & Perdigo,
con loja na rua da Cadeia do Recife n.
23, confronte ao becco Largo,
previnem aos seus freguezes. queacabam de sor-
lir ieu novo eslabelecimento com fazendas de
gosto, finas, e inferiores, para vender pelos pre-
gos os mais razoaveis ; as fazendas inferiores,
nai a relalho, se venderao por um preco flxo
qu<> ser o seu proprio c.usto as casas inglezas,
urna vez que sejam pagas 4 vista.
I1 esle eslabelecimeuto se encontrar sempre
um sortimento completo de fazendas, e entre el-
las o seguinte :
"eslidos de seda cora babadose duas saias.
Ditos de lia e seda e duas saias.
Ditos do lacatana bordado a seda.
Manteletes pretos bordados com franja.
''almas pretas de seda e de fil.
Joldnezasdo gorgurao de seda pretas.
:iitures para senhora.
isp^rlilhos com molas ou clcheles.
Infeites de vidrilho ou flores para senhora.
/estuarios para meninos.
Saias de balao para senhora c meninas.
Chapeos para senhora e meninas.
l'enjes de tartaruga dos melhores gostos.
rerfumarias de Lubin e oulros fabricantes.
ijassas e org;andys de cores.
'jrosdenaples de cores.
Chitas escui as francezas e inglezas
ijollas o manguitos os mais modernos.
Camisas de linho para senhora.
Ditas de algodao para menino.
Algodao de todas as qualidades.
-engos de libyrinlho para presentes.
Ioll. de crochet ptra menino.
Vestidos de fhtn azia.
Roupa feita.
Casacas e sobrecasacos de panno fino,
'alctols de casemira.
galgas do casemira pretas e de cores.
Golletes de seda idem idem.
)itos de fuslo.
'.araisas inglezas lodas de linho.
Ditas francezas de differeules qualidades.
lalas e saceos de viagera.
Ilorzeguins de Melliereoutros fabricantes para
hornera.
)itos para senhora.
Charutos de Havana, Baha e manilha
:ami3as de flanella
Chapeos de lodas as qualidades
se inora e criiingas.
Corles do vestidos brancos de blondo co
pella e manta.
Di los do rislidos brancos do seda
menlos
Botica.
Jartholomeu Francisco de Souza, rua larga
do Rosario n. 36, rende os seguintes medica-
mi ntos :
ftob L'Affecteur.
?ilulas contra sezes.
Ditas vegetaes.
ialsaparrilta Bristol.
DitaSands.
Vermfugo inglez.
Tarop do Bosque.
Pilulas americanas (contra febres).
D iguento Ilolloway.
Pilulas do dito.
Ellixir anti-asmathico.
Vidrosde boca larga com rolhas, de 2 onca a
15,libras
Assim como tem um grande sortimenfo de pa-
P'tlpara forro de sala, o qual rende a mdico
preco
Mmmsysum $m $mmwawm
Pao de Senteio.
Acha-se randa, do molo dia em diante, em
quartase sabbados, na padaria allema, en San-
to Amaro, e na rua da IoperalrU a. t, e oo rua
da Cruz no Recife u. 5.
LOJA DO VAPOR-
Grande e rariado sortimento de calgado fran-
cez, roupa feita, miudezas finas o perfumaras,
ludo por menos do que em outras parles : na lo-
ja do rapor na rua Nora n. V.
Potassa da Russia
E CAL DE LISBOA.
No bem conhecido e acreditado deposito da
rua da Cadeia do Recife n. 12, ha para render
potassa da Russia e da do Rio de Janeiro, ora
e ae superior qualidade, assim como tambem
cal nrgem em pedra : tudo or srecos muito
razoaveis
Sndalo.
Ricas bengalas, pulceiras e leques:
vendem-se na rua da Imperatiiz n. 7,
loja do Lecomte.
Loja da boneca rua da Impe-
ratriz n. 7.
_ Vendem-se caixas de tintura para tin-
gir os cabellos em dez minutos, como
tambem tingem-se na mesma casa a
qualquer bora.
Noarmazem de Francisco L. O. Azeredo,
na rua da Madre de Dos n. 12, vendo-so farinha
ae mandioca, milho em perfeito estado, reas de
espermacete, caf do ftio e do Cear. feijao mula-
unno, farelo em barricas e saccas, tudo pelos pre-
gos os mais mdicos possiveis.
i ~a Veude"se m carro de 4 rodas, bem cons-
truido e forte, com assento para 4 pessoas de
dentro, e um assento para boleeiro e criado fra,
torrado de panno fino, e tudo bem arranjado :
para fallar, com o Sr. James Crabtree & C. n.
42, rua da Cruz.
Ferros de engom-
mar econmicos
x 8&eo'o.
Cem charutos por
i^600. '
No deposito da ni* 4a
se charutos da Babia a
en. 41,
a caixa.
rendem-
para
honom,
para
av
ca\sa-
REMEDIO INCOMPARAVEL.
UNGENTO IIOLLOWAT.
Milharesde individuos de todas as nag5es po-
dem teslemunhar as virtudes deste remedio in-
comparavel e prorar em case necessario, que,
pelo uso que delle fizeram tem seu corpo e mem-
bros inteiramente saos depois de haver emprega-
do intilmente outros tratamentos. Cada pesoa
poder-se-ha convencer dessas curas maravilhosas
pela letura dos peridicos, que lh'as relatara
todos os das ha muitosannos; e*a maior parte
dellas sao to sor prndenles que admiran: so
mdicos mais celebres. Quantas pessoas reco-
braram com este soberano remedio o uso de seu3
bracos e pernas, depois de ter permanecido lon-
go lempo nos hospitacs, onde de viam soffrer s
amputagaol Dellas ha muitasque havendo dei-
xado esses asylos de padecimentos, para senao
submelterem essa operagao dolorosa foram
curadas completamente, mediante ousodesse
preciosoremedio. Algumas das taes pessoas na
enfusao de seu recouhecimento declararan! es
tes resultados benficos diante do lord correge-
dor e outros magistrados, afim de maisaulenti.
carem sua firmativa.
Ninguem desesperara do estsdo de saude sa
ivesse bastante conflanga para ensaiar este re-
medio constantemente seguindo algum tempo o
mentratato que necessitasse a natureza domm
cujo resultado seria prora rincontestavelmente :
Quetudo cura.
O ungento he til, mais particu-
larmente nos seguintes casos.
A 8,000 rs.com todos
ospertences.
Do-se a contento para ex-
periencia por um ou dous
dias.
Vendem-se estes magnficos ferros as seguin-
tes casas:
Praga do Corpo Santo n. i.
Rua da Cadeia do Recife n. 44.
Dita da cadeia do Recife n. 49.
Rua Nora n. 8-
Rua Direita n. 135.
Dita da Madre de Dos n. 7.
Dita do Crespo n. S.
Dita daPenhan.16.
Dita do Cabug n. 1 B.
Dita Nora n. 20.
Dita do Imperador n. 20.
Dita do Queimado n. 14.
Dita Direita n. 72.
Dita da Praia n. 28.
Dita da Praia n. 46.
Dita do Lirramcnto n. 8(5.
Dita da Sania Cruz n. 3
Oiladalm eratriz n, 10, armazem de fazendas
de Raymundo Carlos Leite&Irmo, em todos
estes lugares dao-se por um ou dous dias para
experimentar-so.
Com toqoede avaria
1:800
Cortes de vestido de chita rocha fina a 1 -.800
lengos de cambraia brancos a 9:000 1:500 39
4:000 a dusia ditos com 4 palmos por cada face
de 4 e meio por 5:000 cous rara ne Arma-
ren de fazendas de Raymundo Carlos Leite <\
Irmios. roa da Imperatrii n. 10.
GRANDE ARMAZEM
DE
Alporcas.
Caimbras.
Callos.
Canceres.
Cortaduras.
Dores de cabega.
das costas.
dos membros.
Enfermidades da cutis
em geral.
Ditas do anus.
Erupgoes e escorbti-
cas.
Fstulas no abdomen.
Frialdade ou falta de
calor as extremida-
des.
Freiras.
Gengiras escaldadas.
Inchag5es.
Inflammagao doflgado.
I
Miudezas.
Loja do Ramalho, na rua
Direita n. 83, frente
pintada de amarello.
Agulhas francezas curtas e compridas a 200 rs.
n caixa, grampas a 40 rs. o mago, clcheles em
r.irlo a 60 rs., relroz preto a 100 rs. a oilava,
pentes finos para atar cabello a 120 rs., ditos de
baleia para alisar a 240 rs., ricos penies de mas-
sa virados para atar cabello a 1400, ditos com
lacrado dourado a 2#>00, galao de linho proprio
para enfeitar cazaveque a 100,120 e IttO rs. o ra-
ra, franjas brancas e de cores para enfeilar casa-
veque a 120, G'J e 200 rs. a rara, bolees para
P'inho a 24) rs. o par, ricas gollinhas pretas e de
cores feilas de contas a 1350o e 2J, cinturo de
borradla a 500 rs., ricos enfeilesde ridrilho pre-
tos e de cores a 23500, 3$ e 4| Otas brancas e
pretas com clcheles propria para vestido a 400
rs. a vara, meias pretas para senhora a 240 rs.,
cartas francezas Jias a 210 rs. o baralho. trangas
de linho com caracol a 240 a pega, boles finos
para caiga a 240 a groza, penles-jwra alisar com
cspelho e escova a 400 rs., pentes "tte travessa
para menina a 800 rs., colheres de metal prin-
cipe proprias para tirar assucar a 320 rs., oculos
do baleia muito finos a 1000J rs., tesouras rauilo
finas com aro enrernisado a 400 rs ditas gran-
des a 800 rs., sapatinhos de la muilo finos a 600
rs., estampas de santos e santas a 140 rs., fitas
de ve ludo pretas e de cores, largas, a 640,800 e
l!j a vara, papel almaga a 2$ a resma, fumo para
chapeo a 160 o covado, atacadores preos para
paletol e casaca a 126..o par ; alem desles ob-
jectos encontrar o pubTUo. um completo sorli-
menlo de ludo quantohade nielhor no mercado,
tendente a miudeza,,c phtmenos do que era ou-
tra qualquer parlo ; dac^-ae amostras de tudo, e
tambera se manda leraren} casa de familias para
assenh>ras escolherem.
Vende-se um lindo sortimento de collari-
nlios, manguitos, tiras de cassa, anagoase len-
gos bordados por pregos comraodos : em casa do
Mclls Kaiham & C. na rua da Cadeia do Recife
n. 52.
Vende-se carrao animal: na rua da Sen-
zalaNora n. 30.
Verdadeiras lutas de Jvin de to-
das as cores, rua da Imperatriz n. 7,
loja do Leconte.
Farinha de man-
dioca
a tratar com Almeida Gomes, Alves & C.
Arroz em casca
a tratar com Almeida Gomes, Alves k C. rua
da Cruz n. 27.
DA
de duas casas terreas.
Vendem-se duas casas terreas sitas na rua das
Calgadas ns. 40 e 62: a tralar na rua da Concor-
dia n. 26, armazem do sol.
5:000
a sacca da boa farinha : rende-se-no armazem dj
Francisco Luiz de Olireira Azevedo, na rua da
Madre de Dos n. 12.
5:000
a sacca de bom farello : rende-se no armazem
de Francisco Luiz de Olireira Azeredo, na rua
da Madre de Dos n. 12.
Camas de ferro
com lona.
Riquissimo sortimento do camas de ferro com
lona a imitago das camas de rento quo muito
dere agradar aos compradores por ser rauilo bo-
nito os modelos, o outras murtas qualidades para
solleiro e casado, todas de ferro, por pregos
muilo commodos : riquissimo sortimento de me-
taos de muitissiraas qualidades, sendo o seguin-
te: apparelhos para almogo e seia, ditos para
jantar, salvas de todas os tamanhos, bulles de 2
a 16 chicaras galhiteiros de todas as qualidades,
cestas para fructas, riquissimos castigaes para o
mez maano, eaperitadeiras cora pratos, e outras
mullas qualidades de obiectos que com a preien-
ga do comprador muito I he agradara: na rua No-
ra d. >0, loja do Vianna.
GR.UDE SORTIMENTO
DB
Fazendas c obras IcilasJ
HA
e ariaaxem
DE
lOja
[Ges&BastoJ
Na rua do Queiinad) n.
46, frente amarella.
Completo e grando sortimento de cal-
Ss de casemira de cores e pretas a 8J,
, 10$ e 12$, dilos das mesraas casemi-
rasa 7$, 8 e9J, ditos de brim trangado
branco n uito fino a 5$, 6$ e 7$ ditos de
cores a 3g, 3g500, 4$ e 5, ditos de me-
rino de cordo para luto a 5$, colletes do
|| casemira i pretas, ditos de ditas de cores,
| dilos dejergurao prelos e de cores a 5g,
|S 6$ e 7$, ricas casacas de pannos muilo fi-
* nos a 35 e 40$. sobrecasacas dos mesraos
ii pannos a 28$. 30 e 35$. paletots dos mes-
P mos pannos a 22jJ o 24$, paletots saceos
de casemira modelo inglez 10$, ditos de
Casemira mesclado muito fino de apurado
gosto 158 e 16$, dilos sobrecasa das mes-
raas cores a 18$ o 20jJ, ditos sobre de al-
paca prei.a fina a 7g e 8$, ditos saceos a
4$. dilos de fustao branco e de cores a 4$,
4$500e5$, ditos de brim pardo muito
superior 4$500, camisas pa^a menino de
todos os lmannos a 26S000 a duzia, meias
I do todas os tamanhoa para menino o me-
ih ninas, ptlilols de todos os tamanhos e
|E qualidades para os mesraos, colletes de
'P brim branco a 3J500 e 4$. ricos colletes
a| v Iludo preto bordado c de cores diver-
J| sas o por diversos pregos, ricos coberto-
af res de fuslo archoado para cama a 6$,
!| colarinhn de linho a peere a 6$60Oa du-
II zia, assim como temos recobido para
dentro deste eslabelecimento um comple-
to sortimento de fazendas de gosto para
senhoras, vestimentas modernas para me-
nino e meninas de quatro a seis annos e
ludo rendemos por pregos razoaveis. As-
tt sim como neste eslabalecimento manda-
se apromptar com presteza lodas as qua-
lidades de obras relativo a ofneina de al-
|| faiate sendo isto com todo gosto e asseio.
itmmtmm ;* aeres;
Inflammagao dabexiga.
da matriz
Lepra.
Males das pernas.
dos peilos.
de olhos.
Mordeduras de reptis.
Picadura de mosquitos.
Pulmocs.
Queimadelas.
Sarna
Supuracoes ptridas.
Tinha, em qualquer par-
te que seja.
Tremor de nerros.
Ulceras na bocea,
do ligado.
das articulacoes.
Veas torcidas ou noda-
das as pernas.
Vende-se este ungento no estabecimento
geral de Londres n. 224, Strand, e na loja de
todos os boticarios droguistas e outras pessoas
encarregadas de sua renda em toda a America
do snl, Harana e Hespanha.
Vende-se a800 rs., cada bocetinha contm
urna instrucgo em prtuguez para o modo de
fazer uso deste ungento.
O deposito geral em casa do Sr. Soum,
pharmaceutico. na rua da Crun. 22. em Per-
namhuco.
Pennas de a$o inglezas.
| Vendem-se na rua da Cadeia do Recife, loja n.
17, deGuedes& Gongalres, as rerdadeiras pennas
i de ago inglezas, mandadas fabricar pelo profes-
,sordocalygraphia Guilherme Sculy, pelo mdico
!; preco de 1500 a caixa.
Bezerro francez
grande e grosso :
Na rua Direita n. 45.
A 7,500 rs.
Ferros econmicos com
folese descanso.
Aterro da Boa-Vista n. 46.
Rua do Queimado, esquina para o Livramento,
loja das sete portas.
Rua da Cruz, fundos do Corpo Santo, loia de
cera n. 60.
Ceos italianos
de folha de flandres, muito bem acaba-
dos, podendo um durar tanto quanto
duram quatro dos nossosa 400 rs. um
e 4|f urna duzia : na rua Direita n. 47,
loja de funilciro.
Roupa feita.
Rua Nova n. 49, junto
a tgreja da Concego dos
Militares.
Neste armazem encontrar o publico
nm grande e rariado sortimento de rou-
pas feilas, como sejam casacas, sobreca-
sacas, gndolas, fraques, e paletots de
panno fino preto e de cores, paletots e
sobrecasacas de merino, alpaca ebomba-
zina pretos e de cores, paletols e sobre-
casacos de seda e casemira de tores, cal-
gas de casemira preta e de cores, ditas de
merino, de princeza, de brim de linho
branco e de cores, de fustao e riscados,
calcas de algodao, colletes de rclludo
preto e de cores, ditos de setim preto e
branco, dilos de gorgurao e casemira, di-
tos de fustoes e brins, fardamentos para
a guarda nacional, libres para criados,
ceroulas e camisas francezas, chapeos
grvalas, grande sortimento de roupas
para meninos de 6 a 14 annos ; n5o agra-
dando ao comprador algumas das roupas
feilas se apromptarao outras a gosto do
comprador dando-se no da conrencio-
nado.
Pianos
Bilheles,
i
cobertos e descobertos, pequeos e grandes, de
ouro patente inglez, para homem a senhora,
de um dos melhores fabricantes de Lirerpool,
rindos pelo ultimo paquete inglez : em casa de
Southsll Mellors & C.
CALCADO
Grande sortimento.
45Raa Direita*--
45
Os estragadores de calcado encontra-
nte neste estabelecimento, obra supe-
rior pelos precos abaixo :
Homem.
Borzeguinsaristocrticos. 9#000
Ditos (lustre e bezerro)..... 7,0000
Borzeguins arranca tocos. 70000
Ditos econmicos. i 6$000
SapatOes de bater (lustre). 50000
Senhora.
Borzeguins primeira classe (sal-
to de quebrar).......50000
Ditos todos de merino contra
calos f^salto dengoso).....40500
Borzeguins para meninas (for-
tissimos)..........40000
E una perfeito sortimento de todo cal-
cado e daquillo que serve para fabrca-
lo, como sala, couros, marroquins, cou-
ro de lustre,fio, fitas, tedas etc.
Na rua Direita n. 61, loja de chapeos, de Ren-
to de Barros Feij, rendem-se bilheles da lote-
ra da provincia por conla do Sr. thesoureiro.
Vende-se um bote novo por diminuto pre-
go : por delrszda rua do Imperador junio a ser-
rara de Paulo Jos Gomes.
Em casa de Soulhall Mellors & C, rua do
Trapiche n. 38, rendem-se os seguintes artigos:
Chumbo de munigao sortido.
Pregos de todas as aualidades.
Atraiade.
Vinho de Shery, Porto, Hunganan em barris.
Dlo de Moselle em caixas.
Coguac era caixas de duzia e barris.
Relogios de ouro e prata, patente e chronome-
tros, cobertos e descobertos (bem acreditados).
Trancelins de ouro para os mesmos.
Biscoitos sortidos em latas pequeas.
FrDICiOLOW-MOW,
Roa da Senzala \ova n. 42..
Neste estabelecimento continua a haver um
comapleto sortimento de moendas e meias moen-
das para enSenho, machinas do rapor e taixas
de ferro batido e coado. de todos os tamanhos
para dto.
Vendem-se lO.pro-
priedades
na rua do Dique.
3 na rua Augusta.
1 na rua de Horras.
1 na travessa do Arsenal de Guerra.
1 na travessa de S. Bom Jess dasCriou-
las, todas novas : para tratar na loja
da rua do Vigario n. 17, Recife.
SYSTEMA MEDICO DEII0LL0WAY.
PILULAS HOLLWOTA.
Este lnestimarel especifico, composto inteira-
mente de herras medicinaes, nao contm mercu-
rio, nem alguma outra substancia delecteria. Be-
nigno mais tenra infancia, e a compleigao mais
delicada igualmente prorapto o seguro para
desarreigar o mal na compleigao mais robusta
inteiramente innocente em suas operagoes e ef-
feitos; pois busca e remore as doenga3 de qual-
quer especie egro por mais antigs e enazes
que sejam.
Entre milhares de pessoas curadas com este
remedio, muitas que ja estaram as portas da
morte, preserrando em seu uso : conseguiram
recobrar a saude e torgas, depois de harer tenta-
do intilmente todos os outros remedios.
As mus afilelas nao derem entregarle a de-
sesperagao ; fagam um competente ensaio dos
efficazes effeitos desta assombrosa medicina, e
prestes recuperarao o beneficio da saude.
Nao se perca tempo em tomar este remedio
para qnaiquer das seguintes enfermidades :
Febreto da especie.
Gotta.
Hemorrhoidas.
Hydro pesia.
Ictericia.
Indigestoes.
Inflammagdes.
Ir regularidades
menstruago.
Lombrgas de toda es-
pecie.
Mal de pedra.
Manchas na cutis.
Obstrucgo de rentre.
Phtysica ou consump-
pulmonar.
Retengo de ourina.
Rheumatismo.
Symptomas secunda-
rios
Tumores.
Tico doloroso.
Ulceras.
Venreo (mal).
Saunders Brothers 4 C. tem para render em
seu armazem, na praca do Corpo Sanio n. 11,
alguns pianos do ultimo gosto, recentiraente
chegados, dos bem conhecidos e acreditados fa-
bricantes J. Broadwood ASons de Londres, e
muilo proprios para este clima.
!
em grande sortimento para
homens, senhoras e
meninos.
Vendem-se chapos francezes de superior qua-
lidade a 6j50o, 7 e 8, ditos de velludo, copa al-
ta e baixa a 7g, 9 e 10$, ditos de lonlra preto; e
de cores, muito finos a 69 e 7, ditos do chile a
8S500, 5, 6, 8,10 e 12?, dilos de feltro em gran-
de sorlimenlo, tanto em cores como era qualida-
des, para homeus e meninos, de 2&5O0 a 7j, di-
los de gorgurao com aba do couro de lustre, di-
tos de casemira coro aba forrada de palha, ou
sem ella a 4$, ditos de palha ingleza, copa alta
e baixa, superiores o muilo em conla, bonetes
francezes e da Ierra,- de diversas qualidades, para
meninos, chapeos de muitas qualidades para me-
ninas de escola, chapelinascom reo para senho-
ra, muilo em conta e do melhor goslo possivel,
chapeos de seda, dilos de palha amazonas, enfei-
les para cabega, luras, chapeos de sol, e outros
muitos objeclos que os senhores freguezes, vis-
ta do prego e da qualidado da fazenda, nio dei-
xaro de comprar; na bem conhecida loja de
chapeos da rua Direita n. 61, de B. deB. Feij.
_; Veddem-se velas de espermacete a 640 rs.
o maco de 6 velas ; na rua Direita n. 8.
Vende-se um bom cavallo de cabriolel e de
sella: na rua dos Guacarapes n. 32, junto ao
marcineiro.
Largo do Carmo.
Esquina da- rua de Hortas
numero 2.
Vende-se manteiga ingleza i 800 e a i280 a
a' ?n3 f"ncezaLB 64" "., paios os mais no-
rosa 480 a libra, chouncas a 560, fi-os a 200
rs.. massas finas para sopa a 640, "talharim e
macarrao a 400 rs., latas com 9 libras de banha
refinada a 6$, reas de espermacete a 750 soc
ecevadinha a 240 a libra, assim como tem'mul-
los mais objectos tendentes a molhados, que s6
na piesenga do comprador se venderSo por me-
nos prego do que em outra qualquer parte como
sejam. queijos chegados no ultimo rapor, mar-
melada o mais ora que ha no mercado, conser-
vas, passas, vinhos engarrafados e em pipas, de
todas as qualidades, e outros gneros que se'dei-
xam de mencionar, e que s risla do compra-
dor se dir o prego.
= Vende-se unta carroga em bom estado, a
qual podr ser examinada na Estrada Nova no
sitio junto a primeira bomba, o dono do mesmo
fara a renda.
Accidentes epilpticos.
Alporcas.
Ampolas.
Areias (malde).
Asthma.
Clicas.
Conrulses.
Debilidade ou extewia-
co.
Debilidade ou falta de
forgas para qualquer
cousa.
Dysinteria.
Dor de garganta.
de barriga,
nos rins.
Dureza no rentre.
Enfeimidades no rentre.
Ditas no figado.
Ditas renereas.
Enxaqueca.
Herysipela.
F'ebre biliosas
Febreto intermtente.
Vendem-se estas pilulas no estabelecimento
geral de Londres n. 224, Strand, e na loja de
todos os boticarios droguistas e ostras pessoas
encarregadas de sua renda em toda a America do
Sol, Harana e Hespanha.
Vendem-se as bocetidhas a 800 rs. esda urna
dellas, contm umainslrucgo em portuguez pa-
ra explicar o modo de se usar destas pilulas.
O oposito geral 6 esa casa de Sr. Soum
pharmaceutico, na rua da Cruz n. 22, em Per-
l&amb co.
RELOGIOS.
Vende-se em casa de Saunders Brothers 4
C, praca do Corpo Santo, relogios do afama-
do fabricante Roskell, por pregos commodos,
e tambem trancellins e cadeias para os mesmos,
deexcellenle Koslo.
4,000 rs.
por sacca de milho; nos acmazens de Tasso
Irmaos.
Rua do Oueiniado n. SI
A 30S cortesde restidos de seda quecustaram
60; a 163 cortes de restidos de phaulasia que
custaram30; a 8 chapelinhas para senhora:
na rua do Queimado n. 37.
Enfeites de ridrilho e de retroz a 49 cada
um : na rua do Queimado n.37, loja de 4 portas.
Em casa de Rabe Scbmetton &
C, rua da Cadeia n. 37, vendem-se
elegantes pianos do afamado fabrican-
te Traumann de Hamburgo.
SABAO
do deposito geral do Rio de Janeiro
com Tasso & Irmos.
a tratar
Farinha de mandioca
nos armazens de Tasso & Irmaos.
Milho
nos armazens de Tasso & Irmos.
Tachas para engenho
Fundico de ferro e bronze *
DB
Francisco Antonia Correia Cardozo,
tem um grande sortimento de
tachas de ferro fundido, assim
como se faz e concerta-se qual-
quer obra tanto de ferro fun-
dido como batido.


DIARIO DE PteWMBim- SBB,P. f OB JAK> DI 1860.
--Largo da Fenliit-
Manleigapcrfe.lamente flor a 800 rs. a libra e em buril ic far mais algum abatimento.
Quecos mullo novos
a 1J700 rs. e em caua se tara mais algum abalimeulo nicamente no armazem Progresso.
iVmcvxas fran.cez.as
P?!.arJe flha e camPleisde vidro a 900rs., e m porgao se far algum abalimento s no
Cartocs dcboUnitos
muito novos proprios para mimos a 500 rs., e em porgo se far algum abalimento s no Progresso.
Figos Ac comadre
em caixmhas elegantemente enfeitadase proprias para miraos s no Trogresso ecora avista sear
um prego commodo.
lalas de soda
com 2 1|2libras de difiranles qualidadesa 1&600 rs., nicamente no armazem Progresso.
Conservas
a 700 rs. o frasco vndese nicamente no armazem Progresso
Bo\ac\im\ia inglcza
muito nova a 320 rs. a libra o barrica 4$, nicamente no Progresso.
' Potes \Adrados
de la 8 libras proprias para raanteiga ou oulro qualquer liquido de 400 a 1*200 rs. cada um, se
Cliocolalc francez
a 13 a libra, assim como vendem-se os seguintes eneros ludo recenlemenle chegado e de superio-
res quaiHades. presuntos a 480 rs. a libra, chourica muilo nova, marineladado inais afamado fa-
Dncanie de Lisboa, maga de lmate, pera secca, passs, fruclas em calda, aroendoas, nozes, frascos
com amendoascoerlas, confeilos, pastilhas de variasqualidades, vinagre branco Bordcaux proprio
para conservas, charutos dos melhores fabricantes de S. Flix, magas de todas as qualidades, gora-
ma muilo tina, ervilhas francezas, champagne das mais acreditadas marcas, cervejas de ditas,
spermaceto barato, licores francezes muito finos, marrasquino de zara, azeite doce purificado, azei
lonas minio novos, banha de porco refinado e oulros muilo gneros que cncootrariio tendentes
moihados, por isso prometem os propietarios venderem por muilo menos do que outro qualquer
proraolern mais tambem servirem aquellas pessoas que mandaren) poroulras pouno pralicas como
se viessem pessoalmcnle ; rogam tambem a todos os sonhores de engenho e seuhores lavradores
quetram mandarsuas encommendas no armazem Progresso que se Ibes afflanca a boa qualidadec
o acondicionamento. *
Ycrdadeira goma de malar ana
a 400 rs. a libra, s no Progresso.
Palitos
cilhaJos para dentes a 200 rs. o maco cam 20 macinhoi, s no Progresso.
C\i Yiyson, peruia e preto
os melhores que ha no mercado de 1&600 a 23500 a libra, s no Progresso.
Passas em caixinuas de 8 libras
as mais novas qne tem vindo ao nosso mercado pelo diminuto prego de 2j560, s no Progrosso.
Masas em eaixinYias de 8 libras
contondo 405 qualidades pevide, grite de bico, cstrelinha, alelria branca e amarella e pastilhas de
maja, s no Progrosso, e com a vista se far um prego commodo.
Cuouricas c palos
as mais novas que tera vindo ao mercado.s no Progresso, aancando-se a boa qualidade e a visla
se lar um preco commodo.
REVISTA HEBDOMADARIA
COIXABORADO
PELOS SUS.
D. Antonio da Costa -A F de Caslilho-Antonio Gil-Alexandre Herculano A. G. Ramos- A-
&.ar"*"7AVSus'o de Lima-Antonio de Oliveira Marreca-Alves Branco-A. P. Lopes de Men-
t TrTsL *% RRdHgNeS c?rd;>irt0-^.r'os Jos Caldeira-E. Pinto da Silva e Cunha-F. Gomes
deAmorim-F. M. Bordallo-J. A.de Freitas Oliveira-J. A Maia-J. A. Marques-J deAndrade
T^'r- daK na Cascap,s-/- PanieI Collaco-J. E. de Magalhes Coutinho-J. G. Lobato Pires -
^^^^^ZLA:^^?^^^:^0.^ 9'iveir. Piulo-Jos Maria Latino
i ente]
Jos da
-Ricardo
DIRIGIDO
POR
A. P. de CarvalhoCarlos Jas Barrenos.
Rodrigo Pagajino.
1. F. Silveira da Molla
de
O archivo universal comeca com o lerceiro volumo o segundo anno da sua existencia ; con-
ales com que osjornaes Iliterarios de Portugal teem
todos os compromissos,
al agora, o archivo mi-
uctir, e venceu com honra, salisfozendo com a maior pbntualidade
um periodo extremamente perigoso para as publicares dcsla natureza.
Inselando o seu segundo auno, como nao aller o systema seguido
ffpnAnapr!!,ent? P"""" nov: hJe cnmn "o principioppella para o futuro; com a dif-
m obliga "2 ti a!nbem ,n;0C8r Cm SeU nbono passad0- ^"e "n,a ns ympathias que
S'b, .?,J.fT't0S >"c 'em apresenlado. e a regularidade da sua publicarn. Para os
fi nra. J,"B, ,slc"C" do jornalismo porluguez, para os que sabem quantas descon-
3? Tano desvanecer, quanlas suspeitas affaslar. quontos embaraces romover. para con-
dlle. ma'S ga; CSl" lirocini uma grande conquista e um Ion agouro de prosperi-
^xssrsse en,penho'ioda a soiici,uae e dtsve,1 *"> sssrj
leitores, con-
na indus-
icopublica-
_ .. ..,, .^.,a-< cm iuiii.1 uu 10 paginas em bom papel e Ivoo enmaletan-
^L0Veme8,r" Ura vlu,ne de 420 pagioas com ind^cee fronlespicio compKes P
xssigna-se em Pernambuco, ra Nova n. 8, uuica agencia. tumpeiemes.
CONSULTORIO
DO
i a. !Lft Moscos,
3 RA BAGLOMA, CASADO FUNDI 3
Clnica por ambos os sys temas.
mffd.Vaii0-.8?^........' JSBffi
Ditosde 36 ditos..... ........ JxgJJ
D lo de 48 ditos. .* gJS
Ditos de 60 ditos..... offift
Tubos vulsos cada um. ..... ffl
Frascos de linduras............... ISo
Tm n^edCna komeoptihica pelo Dr. Ja'hr "traduzid'o *
cin. ^rP" c.om diccionario dos termos de medi-
Medicma'dafca6! ^0 V ^ 203WO
fiepertoriorDr%elloVae.,ng:C?m.dl,:C10.nar0: 1 "fm
FUNDICAO DAURORA.
la e
ira, co-
ivarengas.
leiro do esUbelecimento JosJom^ da CostpSr? S u.?Prad0r.n-7 mor'dia do cai"
entender para qualquer obra! luun da Co*u Perftua' com *uea 9 preteodeateg te podem
En casa de asto la do Trapiche n. 17, ven-
Chu uboem IdqcI.
Camos de dito.
Cabos de linho innlez.
Sclii.s patent; inglez com todos os per-
te nces.
Papi;l de imprimir.
Per Alas de Ierro.
Baldes de zinco.
Livrasem branco inglez.
Cadtiras genovezas.
Lico 'es finos em garrafaide crystal.
Enxore em caixas de 3 arrobas.
Alvaiade de >'eneza.
Corcoalha para apparelhosde navios.
Chapeos de palha de Italia singelos.
Vas auras gecovezas.
DrOjjas tiveras.
Ban eiros de marmore.
Tallias de barro vidrado.
Escra\os venda.
Vendem-se, trocam-se e compram-se escra-
vos d3 toda idade, e de ambos os sexos ; na ra
do Inperadorn 21, primeiro andar.
Arados americanos e machinas
pars lavarroupa: em casa de S. P. Jo-
hnston & C. ra da Senzala n. 42.
n.
' Vinho de Bordeaux.
Em C3sa de Kalkmann lrmaosrlC, ra da
Cruz n. 10. enconlra-se o deposito das bem co-
nhecidas marcas dos Srs. Brandcnburg Frres
e do Srs. Oldekop Mareilhac 4 C, em Bor-
deau::. Tem as seguintes qualidades :
DeBrandenburg frres.
SI. Eslph.
St. Julien.
Margiux.
La rose.
Chllcau Loville.
Chilleau Margaip .
I>e Oldekop & Mareilhac.
St. Ji lien.
St.; Ji lien Mdoc.
Chattau Loville.
fa mesina casa ha para
verder:
Sheny em barris.
Madera em barris.
Cogn.ic em barris. qualidade fin
Cogn.ic em caixas qualidade inferior.
Cervcia branca.
Tachas e moendas
Braga Silva &C, tem sempre no seu deposito
da ru i da Hocda n. 3 A, um grande sortimeuto
.!. ? Me, m?ecdas para engenho, do multo
acred lado fabricante Edwin Maw : a tralar no
mesa o deposito ou na ra do Trapiche n 44.
Pechincha.
Con pequeo toque de avaria.
i do Queimado n. 2, loja do Preguica,
^
IT>
FABRICA
DE
SiU na ra Imperial n. i 181 i 20 junio a fabrica de sabo.
DE
Sebastio J. da Silva dirigida por Francisco Belmiro da Cosa
Msnn*S,qef2!nMl",n,enl0,a.9empre PromP,os alambiques de cobre de drenles",
(de 300 a 3:000*) simples e dobrados.para destilar agurdenle, aparelhos desliUtorl.
KL?hLar f de,taL'r.e'piril0" COm "d-acao at 40gros (pela graduacao de Sel on C
?.e ^r.e.8.8ysi.ema8.h0Je PProvados e conhecidos nesta e nutras provincias do
nipono,
ier) dos
bombas
Cemento.
Superior cernelo remano ero barricas ; vene
de-se a 7, em cata de rarenle llianna & C, ru-
da Cadeia n. 57.
Tinta prcta para escrever
A nunra astas louvada tinta prela para escre-
ver, conlina a estar venda em garrafas, ni (as
garrafas e boies: na ra do Imperador defronlo
de S. Francisco.
Baratissimo.
Diccionarios francezes de Fonseca e Roquete,
ditos da lingua porlugueza, selectas francezas e
inglezas, Ritual romano de differentes incader-
nacoes e goslos, livros de direito, c mnilos oulros
objet-los que ao comprador se moslrarao : na ra
do Imperador defronic de S. Francisco.
A* 'k^8 as d'P^O". speranlea e de repucho tanto de cobre com bron
d/J=^^^
Relogios de ouro e prata.
Em casa de Henry Gibson, ra da Cadeia do
Recite n. 62, ha para vender um completo sorli-
menlo de relogios de ouro e prata, chronome-
Iros, meiosrhronomeiros e de peiente, os mo-
!hore3 que vem a este mercado, e a precos ra-
zoavcis.
37 Ba do Queimado 37
Loja de 4 portas.
Chegou a este estabelecimento um completo
sorlimento de obras feilas, como sejara : pale-
lots de panno uno de 16J at 28g, sobrecasacas
de panno Ono preto e de cores rauito superiores
a 35#, um completo sorlhnento de palelots de
riscadinho de bnm pardo e brancos, de braman-
te, que se vendem por preco commodo, cerou-
las de linho de diversos lmannos, camisas
francezas de linho o de panninho de 2$ at 5$
cada urna, chapeos francezes para homem a 8,
ditos muilo superiores a 10, ditos avelludados,
copa alta a 13, ditos copa baixa a 10$, cha-
peos de feltro para homem de 4. 5eat 7
cada um, ditos de seda e do palha eufeitados pa-
ra meninas a 10, ditos de palha para senhora a
12J, chapelinhas de velludo ricamente enfeita-
dasa 25J, ditas de palha de Italia muito unas a
25$, cortes de vestido de seda em cartao de 40g
at 150g, ditos de phantasia de 16 at 35S000,
gollinhas de cambraia de 1 at 5, manguitos
de 1)5500 at 5, organdys escuras e claras a
800 rs. a vara, cassas francezas muito superiores
e padroes novos a 720 a vara, casemiras de cor-
les para colletes, palelots e caigas de 3}500 at
4$ o covado, panno fino preto e decores de 2&500
al 10$ o covado, cortes decollle de velludo
muilo superiores a 9 e 12$, ditos de
i e de fuslao brancos de cores, tudo
barato, atoalhado de algodao
vcnd(m-sepe?asde algodao encorpado, largo,; cortes de casemiras de cores de 5 at 9 trosde-
com 1 equeno loque de avaria a 2fi5O cada uma. naples de cores e preto, 'de 1600 al 8200 o
AO> amanteS (la eCOnOmia ^ovad. esPartilhosPara senhoraa6$. coeiros
de casemira ricamente bordados a 12 cada um,
lenjosde cambraia de linho bordados para se-
nhora a 9 e 124 cada um, ditos lisos para ho-
mem, fazenda muito superior, de 12 at 20 a
duzia,casemiras decores para coeiro, covado a
2$400, baregede seda para vestidos, covado a
15400, um completo sortiroenlo de colletes de
gorgurao, casemira prela lisa e bordada, e de
lusiao decores, os quaes se vendem por barato
preco, velludo decores a 7 o covado, pannos
para cidia de mesa a 10 cada um, merino al-
cochjgk proprio para palelots e colletes a 2800
i^nrf baad6* Pr rmafao de cabello a
l50p, saceos de tapete e de marroquim para via-
gem'eum grande sortimeuto de macas e malas
de pregara, que ludo se vende i vonlade dos
fteguezes. e outras minia* fazendas que nao
possivel aqui mencionar, porm com a vista dos
compradores se moslrarao
ferro para rodas d'agua.portas para fornalhas ecrivos de ferro tubos rl 'r'nhr o"7k.T.X. ZZT2, c
as dimenedes para encmenlos, camas de ferro com armacao Vm riU e chumbo de todas
econmicos tachas e tachos de cobre, fundos de alob'ques DMMdeic,8 mS/0- PUTei" *
para engenho, folha de Flandres. chumbo cm lencol e barra zinrn Pm l/nont h adeir,S' C*0C08
arroellas de cobre, lenccs de ferro a lato,ferro sued m "ez e todas a, Jf,npnSL. f* Un?6eS e
e folies para ferreiros etc., e oulros multes artigo ,Po? mCn0^ ntocnd^T*'*,**" l?rnos
parte, desempenhando-se toda e qualquer enconWnda wS\^ez X!rfZ'T-! qU?]qa?
e para commodidade dos freguezes que se dignarem honrara Si' Perteica0 ftJ* conhecida
mo nan. Nova n. 37 loja le ferr^gens pesloa ^S^^^St^
Relogios.
Vende-seem casa de Johnston Pater 4 C, ra
do V.gano n 3. um bello sortimenlo de relogio
de ouro patente inglez, de um dos mais afa-
mados fabricantes de Liverpool ; tambem uma
vanedade de bonitos Irancelins para os mesmos.
Emcasa de Borott &C, ra
da Cruz do Recife n.5, ven-
de-se :
Cabriolis muito lindos.
Charutos de Havana verdadeiros.
Presuntos para fiambre.
Fumo americano de superior qualidade.
Ohampanha de primeira qualidade.
Carne de vacca em barris de superior quali-
Oleados americanos proprios para cobrir carros
Carne de porco em barris muilo bm acondi-
cionada.
Licores de diversas qualidades, como sejam -
o muilo afamado licor intitulado Morria; Cali'
Sherry Cordial, Menl Julop, Billcrs, Whiskey &
C., ludo despachado ha poucos dias.
Machinas de coser, grandes c pequea?, de dif-
ferentes autores, de um modcllo inteirameule
novo, por preco commodo.
Salsa parriiha era frascos grandes e pequeos
muito bem acondicionada.
Pilulas vegelacs (verdadeiras.)
Verme fuge.
gorgurao
por preco
1S280 a vara
Na ma do Queimado n. 2, loja do Preeuica,
vendr m-se chitas de cores fixas bastaule escu-
ras, p -lo baralissimo preco de 6$ a peca, e 160
rs. o :ovado.
ilarne de vacca salgada, em barris de 200
Iteras : em casa de Tasso Irmoa
enJem-se oleados decores os mais finos que
possivel nesie genero, e de dTersas larguras,
por p-ero commodo : na roa Direila n. 61, loja
de chi peos de B. de B. Fej,
Ru a da Senzala Nova n. 42
L6f Aa "?e em casa de S- P- Jonhston & C". va-
queta i de lustre para carros, sellins e silhoes in-
gieze.candeeiros e casticaes bronzeados, lo-
nas ii glezas, Do de vela, chicote para carros, e
montana arreos para carro de um e dous caval-
e relogios d'ouro patente inalezes.
Para acabar
No bazar da ra do Impe-
rador, defronte do de-
posito do gaz.
Fre untos para fiambre, a libra a 400 rs.
delW aeSCbarUlS eperfel0S' em caixinha
Excc lente cevadinha
160 rs.
Carneiros gordos.
No engenho Forno da Cal vendem-se carneiros
gordos por preco commodo.
Espirito de vinho com M
graos.
Vande-se espirito de vinho verdadeirocom 44
trina, chegado da Europa, as garrafas ou as ca-
andas: na ra larca do Rosario n. 36
Amtndoasdo casca mole
a 390 is.
para sopa, a libra a
muilo nova, a libra
Marirr3o,a libra a 200 rs.
Fari ha do reino para bolos, a libra a 60 r.
Exct tiente cerveja franceza, a duzia a 4500.
fa1Ca lfifiOO 8 dC Caf UlrS ex,raclos. a 8'-
muito boa em garrafas inleirasa
a garrafa
rara a !$600.
Chai pauha
BOGO.
Dila em meias garrafas a l00O.
vinagre branco francez muito forte
a 320 rs.
Botiiias para senhora, o par a l600rs.
Excelenles ejpartilhos a 4500.
IOsoo'8 redon,a8 com Jarro e nres, o par a
qua?^ddr.U20om 2 1,f ,braS dC dfferenles
Ditas de 8 libras a 2500.
Frusc os com paslilhas a 1&00O.
Ditos maiores a 2.
Plantas de llores.
LS 2 re' m,?mbro d sociedade de horlicul-
5m v.Pan"' re,,raDdo-9e para a Europa no pr-
ximo apor quo se espera do Rio. resolveu
t ,sua rand coleccao de plantas, cen.o
fm lo-mpnos d08 seus precw que at agora
tem vendido : na ra do Cab.ig n. 3 A.
i "~L Vndp-se taberna n. 14 do paleo do Ter-
co, ber. afreguezada o illuminada gaz e bs-
tanles, rlida ; vende-se tambem com as dividas
se quiz.'iem : a tratar na mesma.

| Aitenco.
S) Armazem de fazendas I
NA.
Rui do Queimado n. 19.1
Cl ila franceza fina escura de padroes &
miu linhos pelo baratissimo pre^o de 220
rs. o coado. a ellas antes que s'e acabem ja
pois o prego e a qualidade convida a
com irar.
Camisas Dglezas.
Pregas largas.
Goes ( Bastos.
Ra do Queimado n. 46, Imite da loja
amarella.
Acaba de chegar na bem conhecida loja de
Goes 4 Bastos, um grande sorlimento das muito
desejadas e verdadeiras camisas inglezas, com
peilo de linho e pregas largas, j bem conheci-
das pelos freguezes deste eslabelecimenlo, as
quaes camisas ha muilo se eslava esperando e
por ter grande porcao, lemos deliberado, para
nelhor agradamos os freguezes, vende-las pelo
diminuto prego de 36$ por duzia.
Fazendas porbaixos precos
Ra do Queimado, loja
de 4 portas n. 10.
Os abaixo assignodos. com loja do ourives na
ra do Cabiiga ns, 9 e 11, confronte ao palco da
matriz de Santo Antonio, continuadamente eslao
recebendo as mais delicadas e modernas obras
de ouro dedifferenles e apurados gostos, tanto
para sen horas, como para homens o meninas,
por presos mui commodos em rclacao a qualida-
de e maod'obra, e garanten) a qualidade do mi-
ro, passando uma cunta com declararan e recibo.
Seraphira & Irmao.
Vende-se por 350 um cabriolet de 4 rodas
coberto, em bom estado : na ra Nova n. 22.
Albardas inglezas.
Ainda ha para vender olgumas albardas ingle-
zas, excellenles por sua durario, levesa o com-
modidade para os animaes : em casa de
Gibson. ra da Cadeia do Recife n. 62.
Vende-se superior linha de algodao, bran-
cas e do cores, em novello, para costura : em
casa de Seutball MellorA C. ra dn Torres
n. 38
Vende so uma porgo de cemente do coen-
tro, em garrafas a 200 rs. : na ra da Lapa nu-
mero 13.
Superiores chapeos de inanilha.
Estes excellenles chapeos que por sua qualida-
. de e eterna durar;ao, sao preferiveis aos do Chi-
le ; exi.-lera venda nicamente em casa de
Henry Gibson, ra da Cadeia do Recc n. 62, por
> pre^o commodo.
Henry
Veide-se a taberna da ra da Praia rT.ls'
a tratar na mesma caa.
Milho e farello.
Vende-se milho a 4 o sacco em porcao 3J800.
em cuia 240 rs., farello a 5$ o sacco ; na traves-
a do pa loo do Paraizo n. 16, casa pintada de
amarello com oilao para a ra da Florentina.
Ver de-se um excellente sitio cm Bemflca,
a margeridoCapibaribc, tem casa para grande
familia, riicteirvs eslgum terreno para planta-
cao: os pretenden lea dirijam-se a ra Real n.
1. ate s 9 horas da manha e das 3 da tarde
em dianle.
Ainda restam algumas fazendas para concluir
a liquidado da firma de Leile Correia, asquses
se vendem por diminuto prego, sendo entre ou-
tras as seguintes:
Chitas de cores escaras e claras, o covado
al60rs.
Ditas largas, francezas, finas, a 240 e 260.
Biscados francezes de coreas fixas a 200 rs.
Cassas de cores, bons padroes, a 240.
Brim de linho de quadros, covado, a 160 rs.
Brim trancado branco de linho muito bom. va-
ra, a 1000. '
Cortes de caiga de meia casemira a 2g.
Ditos de dila de casemira de cores a 5.
Panno preto fino a 3 c 4.
Meias de cores, finas, para homem, duzia a
1 800.
Gravatas de seda de cores e pretas a 1.
Meias brancas finas para senhora a 3.
Ditas ditas muito finas a 45.
Ditas cruas finas para homem a 4$.
Cortes de colletes de gorgurao de seda a 2.
Cambraia lisa fina transparente, peca a 4
Chales de laa e seda, grandes, um 2
Grosdenaple preto de 1J600 a 2.
Seda prela lavrada para vestido a 1600 e 2g
Corles de vestido de seda prela lavrada a 16
Lencos de chita a 100 rs.
Laa de quadros para vestido, covado, a 560
Peitos para camisa, um, 320.
(hila franceza moderna, tlng'indo seda, covado
a 400 rs.
Entremetes bordados a OO r.
Camisetas para senhora a 640 rs
Ditas bordadas finas a 2$50O.
Toalhas de linho para mesa a 2 e 4.
Camisas de meia, orna 640 rs.
Lencos de seda para pescoco de senhora a
560 rs.
Ve8ldS*J,ranC08 'wdados para baptisar crian-
gas a 59000. *
Corles de caiga do casemira preta a 6.
Chale do merino com franja de seda a 5.
Corles de caiga de riscado de quadros a 800 rs
a M?onaftVerde Para ?eslid0 de mn^a. cova-
Lengos brancos de cambraia, duzia, a 2J.
@-se
linha de novello de lodos os sorlimenlcs, meias
de seda inglezas de peso e mais inferiores bran-
cas e pretas, por precos commodos cm casa de
Henry Gibson, ra da Cadeia do Recife n. 62.
AS MELHORES HAHINAS DE COSER
DOS
Mais afamados autores de New York
I. M. SINCER & C.
WHEELER & WLSON.
No novo eslabelecimenlo vendem-se as machi-
auer heS 8 h dHUS aut0reS "ostrara-so a qual-
?mPS.Sr"aJ ? 1ua,lldJ?dee seguranga :no arma-
rmaderf"en/dasT de Raymundo Carlos Leile 4
1SS di Boa-ViSIlTPeralriZ 10- aDlgamete
Marmelada.
Rtn* ? Direila D- 6- ha maimelada
640 a libra.
Sabo
das Tabricas do Rio de Janeiro :
meida Gomes, AUes 4 C.
a tratar com Al-
I
WHHBL_.
ende-se
Relogios patentes.
Estopas.
Lonas.
Camisas inglezas.
Peitos para camisas.
Biscoutos.
Emcasa de Arkwight 4 C, ruada
Cruz n. 61.
Aossenliores logistas de miudtza.
Bicos prelos de seda,
Ditos brancos c prctos de algodao.
Luvas pretas de torgal.
Cintos elsticos.
Linhas de algodao em novellos : vondrni-50
por pregos commodos, em casa de SouthallMel-
lors 4 C. ma do Trauirhe n. 38.
WIIIBIU
Escravos fugidos.
superior a
Vende-se uma casa terrea na ra de S.
Miguel reguezia dos Afogados n. 59 : quem a
Pre'eD0,er comprar dirija-se as Cinco Ponas lar-
go do Terco n. 24. das 6 s 9 da manhaa e a
larde das 3 por diante.
Feijo amarello
em saceos de 6 alqueires, do Porto, ou 30 cuias :
vende-se muito barato para acabar : no anlie
deposito da ra di> Vigario n. 27.
Vende-so conlinuadaroente farinha de man-
dioca, milho e Trelo de Lisboa, em saceos gran-
des, e muito superior qualidade : na ra do Ran-
B*ii n. o2,
= Na ra da Imperatriz n. 75, ha para ven-
der vinho engarrafado, sendo madeira, alicante
e malvazia, chegado ltimamente da Europa e
por prego commodo.
Cera de carnauba, ebo reflnado e
de algodao.
Conlina a vender-se, no largo da Assembla,
a ~.m" de abril desappareceu da eslrada
dos Afilelos um esrravo de nomo Joao, estatura
e grossura regulares, cor prela. pes chatos c
grossos. elem 110 dedo do n.eio da mi direila
urna renda,folla desembargado, lera andado ti-
rando cocos e dends pelo becco do Pombal, do
Cafundo. Campo Grande, Rosarinho e Cruz de Ar-
mas, fui preso em Goiar.na, c fugio na noiic de 8
de maio da cidade de Olinda, dcixando os con-
dutlores dormindo : quem o apprelander, leve
ao seu senhor, no silio confronte ao boceo do Es-
pinheiro, quesera generosarocnle recompensado.
Fugio em fins de feverciro prximo passado
do lugar da Embiiibeira, onae eslava trabalhan--
do. um esrsavo preto, por nome Pedro, de r.acao
com os signaes seguintes idade de 40 anos'
poiico mais. estatua regular, com falla do 1 o
2 denles na frente da parte de cima, falla dcs-
cancada e ps grossos e.-le scravo fui comprado
em setembro do anno prximo patsado Sra. D.
Joanna Maria dosPrazerrs, viina do Sr. coronel
Manoel Fiancisro Lamenha l.ins. que esl em
um engenho para osul da proviacia, e suppc-se
que dito escravo seguio para csse lado por ello
assim o ler declarado antes de fugir, dizendo que
a vender miudezas: rogase. porUnlo, a todas
as autoridades e capiles de cimpo a sua appre-
hensao, e deleva-To a ra da Praia de Sania Ri-
H Nova o. S7, segundo andar, que se recomtdi-
sar.
No dia 50 de abril prximo passado fugio
do engenho Sania Cruz, sita na freguezia da Es-
cada, um escravo crioulo de nome Amonio, do
idade 25 annos, altuia regular, bonila fipnra, bs-
tanle barba, o qual foi comprajo a Domingos da
Cosa Martins em 1857 ; roga-se a quem o ap-
prehender de leva-lo a seu senhor Joaqoira
Thcodoro do Ri'go Barros, no engenho Murissocs,
ou a seu correspondente nesta praga, Gabriel An-
tonio de Casiro Quintaos, que recompensar gc-
nerosamenle. e tambem esl enrarrrgndo de ven-
de-lo, se assim convicr.
Escravo fgido.
Na noile. de 28 de abril prximo passado fugio
de casa de seu senhor o escravo de nomo Ray-
mundo, idade de 18 a20annos, estatura mediana
e reforgado. bonita figura, bocea pequea e bons
denles, falla btra, (cibr escuro) 6 filbo do Ir
d onde veio, puuco mais ou menos, a um anno'
sabio de caiga brenca de bnm Irangado c canii-
de madapolao, chapeo de feltro, ecalgado: quem
0 al'I'renoi'der e levar ra da Cadeia do Recife
n. 20, ser recompensado
Acha se fgido q mulato Henrique, com os
signaos seguintes : idade de 17 a 18 unos cora
uma cicatriz era uma orelha. gagueja um pouro
quando Talla apressado ; este escravo veio do Re-
cife como criado, em dias do raez pissado, e de-
sappareceu quando ia de volla para rasa ; quem
o apprehender, leve-o ao engenho Pindbal da
comarca de Pao d'Alho, ou a ra da Cadeia do
Recifen.CO, primeiro andar, a Joaquim C.t\al-
canti de Albuquerquc Mello Filho, que serA re-
compensado.
Moleque fgido.
Desde segunda-teira passada que desappareceu
o molecole Lourengo, crioulo. do serlo du Cea-
r, mais esl ha muilo lempo nesta praga, re-
presenta ter 18 a 20 annos, e lera os signaes se-
guintes : uma marca ac terida miga que na rece
queimadura junta de uma das ronles, pes gran-
des, andar passo largo e de vagar, estatura bai-
la, e cabera achalada, levou camisa de chita ou
branca, caiga de panno, chpo do Chyli, oslo
moleque costumava a carregar assucar na ra do
Apollo : quem o pegar queira leva-lo ra do
Trapiche 11. 40, que se gratificar.
SOS de graliOcacao.
Continua a estar fgida a cabra Josepha, de ida-
de 50 annos pouco mais ou menos, llura regu-
lar, marcas de panno pela cara, falta de denles,
lurnozellos enchados, andar estrupiado, e3ta es-
crava fugio era 30 de Janeiro do auno passado
desconfia-se. que esteja acoulada em alguma ca-
sa ou servindode ama, tem donsfilhos nesla pra-
ga, uma por nomo Domingas, liberta, e oulro de
nome Matheos, escravo de um senhor para as
bandas de Apipucos. tlguera j a tem visto, por-
tante protesta-se contra quem a livcrem sua casa
assim como d-se 50J> a quera a trouxera sua se-
nhora na Soledade eslrada de Joao Fernandos
Vieira ou der noticia certa
Gratificacao de 50^,000.
Fugio no dia 17 do crreme mez o escravo
crioulo do nome Uatheus, de idade de 0 a 5:5
anuos, e tem os seguintes signaes : cor prelj
altura regular, espigado e reforrado do corp|
falla descangada, mos e ps pequeos, denlos
alvos, andargingado, passo miudu, ecora bstan-
le espinhas no roste ; levou caiga e camisa de ai-
todo de listras azues, chapeo de palha da It-ilia
j usado com fila prela; este escravo natural
deQiiebrangulo, onde tem n.i .p irmaos e fui
pertencente o dito escravo ncsle lugar aos Sr<
Cosme de Pinho Sinliago e Jos Francisco da
Cosa, negociantes nesle lugar, os quaes compra-
ran) e deram em pagamento aos Srs. Souza, Bar-
ros 4 C. desta praga, e esles venderam ao Sr.
Silvino Guilherme de Barros, o qual vendeu aos
Srs. Mello 4 Irmo ; consta que este escravo fu-
gio em companhia do cabra escravo, Maicolino,
de Macei portento, pede-se as autoridades po-
liciaes e lgumas pessoas particulares, quo o
caplurem e levem-o a ra de Apollo n. 7, ou a
ra Novan. 1, que gratificaro com a quanlia
cima.
fio
armazem n. 9.
Novidade.
Acabara de chegar no ultimo paqnete a este
PernvA r t"S" Pnu. ''dora,.lores
mi I.T'aq 8 f!ndMn ,,D1"mente na loja de
?'"":ez"& rua da Cadeia do Recife n.J5. a
prego de 2# a gros.
Escrava iugida.
Fugio da casa do abaixo assignado, no dia 18
do correnle, uma sua escrava da Costa de nome
Maria, que representa ter de idade 45 annos, al-
tura e corpo regulares, cor nao muilo prela, tesn
bastantes cabellos brancos, costuma trazer um
panno atado roda da cabega, tendo porsignal
mais saliente ai mos foveiras, proveniente do
calor de Qgado. Esta escrava tendo saludo como
de costume, com venda de arroz, nao voltou
mais : roga-se, portante, s autoridades poli-
ciaca, capitaes de campo e mais pessoas do povo,
a apprehcnsao de dila escrava, e leva-la loja
do Preguica, na rua do Queimado n 2, ou casa
de sua residencia na rua la Florentina defronle
daeocheira do Uta. Sr. lenle coronel Sebas-
o, qne sero generosamente recompensados.


w
PUMO DE PElNAMBli^. ^ SABBDO 12 DEJAt DE .g0.
Litteratura.
O Castello de Sanl'Angele.
liecordaroes da mocidade de om prioneiro
poltico.
Islo nao cont como dizia Diderol de una
das suas historias ; sao recardarrs verdadeiras
Uue erime era o meu? Quu razos luiho^o go-
verno romano para sujeitar o modo de viver de
um esludanle rapaz a urna vigilancia lio rigoro-
sa ? J o disse ; aecusaram-me de tcrduvidado
em publico de certos milagrea ; mas para se
comprehender bem quanlo as minhas patarras
eram imprudentes e perigosas, preciso remon
tarnio-nos poca em que se passa esta histo-
ria. '
da vida de rapaz em Roma, sob'o pontificado de la":nrdaaVilr?!r^l?f i" ,in"Ur- uma ,a'
vin'___________:._. a______ i la suroa enlre as aspiracocs libcraes de uma par-
te da mocidade romana, e a poltica puerilmente
desconfiada do governo pontificio.*
Emquanlo estudava direito linha-me ligado in-
timamente cora alguna da Romana de coracio
ardente e do imaginario viva. Tinhanios o mes-
mo gosto em litteratura. Murciados daquellc
orgulho e confianza que sao apanagio da saudc e
da mocidade, cutravamos no mundo, com a ca-j
cabeca alta, descontentes do presente, mas
fortes com o futuro. A nossa vida agitavara-na,
ou pensameolos generosos ou uma dissipacao
mundana.
Lerantavamo-nos tarde, almocavaraos, appa-
reciamos na sapunza (uuiversdde), depois ia-
mos pastar algumas horas sala d'asmas. Lia-
mos jornaes ou obras de philosophia e de histo-
ria. A' noite, depois de jantar, inmos ao liea-
tro. Depois do espectculo, que acaba, como
todos sabem muito tarde em Italia cearamos ni
casa de pasto, e se a noite eslava bonita, em
Roma as noites sao quasi sempre magnificas,
percorramos a cidade, amos ao Forum e sobre as
ruinas da cidade anliga invocavamos recordaces
inimorlaes. Dirigiamo-nos algnn)83 vezes para
o Collyseo, e alli proporcionavamos o curioso e
sublime prazer do 6ubir por aquellas gloriosas
ruinas, com archoles accesos, cujo clario aver-
melhado se via apparecer e desapparecer succes-
sivamente, delraz das columnas mutiladas, por
entre os pedestaes arruinados, os arcos recober-
los por musgo secular e plantas parsitas, que
adornara hoje o que a anliguidadc nos reservn
mais bello, e o que o universo aprsenla mais
grandioso.
Oulras vezes tratavamos de seguir as turbas de
artistas ambulantes, que percorriam a cidade im-
provisando serenatas debaixo das janellqs das
formosuras ou das cantoras em voga. Embriaga-
vamo-nos assim do harmouia, de amor o de
poesa ; e respiravamos o ar puro sempre tem-
perado c odorfero, daquella Ierra, patria classi-
ca das arles, inpiraoao eterna do bello.
Baria um dos rous amigos por quem eu li-
nha particular simpalhia. Chamava-se Raphael.
Era um espirito placido e profundo, da inaxim
simplicidad'! para as cousas da vida ; e de uma
aptidao maravilhosa para os estudos positivos.
Uma certa communidade de qualidados boas e
ms nosjiinln allrahido reciprocamente. Giulio,
o meu oo.lro amigo de quem ja f.illei, era con-
juntamente com Raphael, companheiro insepara-
vel dos prazeres, conlidenle obrigado dos pensa-
mento?. Giulio difteria absolutamente de Raphael
era poeta, e scismador : e era mais anante ;
mais expansivo, mais sensivel do que qualquer
de ns.
Foi entre estes dous amigos que passei as ho-
ras mais agradareis, e mais aproreiladas da mo-
cidade. lima ou duas rezos por semana reuni-
ramo-nos para 1er em commura as publieares
mais recentes, que se nao podiam obler em lio-
rna senio a cusi de uiuito dinheiro e grave pe-
figo.
Foi assim que lemos as obras de Giobcrti l'Ar-
naldo de Urescia de Niecolini, os ullimos espiri-
tas de Lamenais. Giulio desempenhou um papel
importante no lempo da repblica romana ; Ra-
phael 6 hoje um dos advocados mais disliuctos
do foro romano.
Na poca a que me reportara estas recordaces.
eslava em Roma ludo cheio dos milagros opera-
do Cinci, e expressavam-se a ests
respeito, uns cora niuita reserva e hypocrisia,
ouiros com muita fraqueza e lberdade. Comniet-
l a grande imprudencia de expender a minha
opiniao por uma maneira irnica no Caf oco c
na Sapienza.
As minhas palavras registradas pelos espios
provocaram pira o meu comportamenlo e opi-
iiioes, uma devassa mysleriosa. em consequon-
cia da qual leve lugu a risita domiciliara a que
Nardoni proceden. Estes milagros, consequencia
de tantas entogos, proriobam todava de uma
causa por extremo vulgar na Iiala.
No da do S. Pedro, correu boato em Roma de
que a imagem de uma madona (virgem ) posta
em um nicho, prximo praca dos judeus, e
exactamente na pequea ra do arco dos Cenci,
operava milagres, e attrahia grande concurrecia.
j Um pedreiro, que para ahi se encaminhta em
muletas linha ouvido uma voz mysleriosa,
que dssra : deila-as fura, e de repente come-
gra a andar direilo e sem dfftculdade alguraa.
Um ceg linha recuperado a vista de repente, e
a turba a eco m pan bar*-o em procisso para cosa
com cnticos c lochas. Roma era pezo acudi
cutio a adorar a madona. Comecaram por ado-
rar o nicho e o relabulo da Virgra, cercando-o
com profuso de flores, de vasos, e de lochas.
ao quarto da eu mesmo^l fui instigado pela cu-
riosidade. Foi-me impossivel ao principio, ver
Gregorio XVI, e por essa mesma razo, quo pe
dimos venia para nao nomear o hroe de3ta his-j
loria. Se com o auxilio das suas rcvelnces po-!
demos reunir as paginas que se vo 1er, se nos'
consideramos por conseguidlo autorisados para j
substituir o autor desla historia, a elle todava
que cunipre dar a palavra.
Era no comeeo do invern do anno de 184... O
lempo a presen i'ra-se carregado por lodo o da,
e a chura linha cabido a torrentes do co italia-
no. Recolhi-mc a casa, via del Orso, pela mea
noito e encontrei o meu amigo Giulio ja deilado.
Descontente comgo, descontente com todose com
tudo que me rodeava, cnlregara-me a um sent -
niento, ou para meihor diier, a ura presentimen-
lo penoso c melanclico Abti, como de cost-
me, alguns liyros e comecei a (olhcar machinal-
to. Tinha longe d'all o pensamenlo, ou ames
auasi que nao pensava. Em pouco o somnn
succedeu-sc ao tedio, deitei-me e adormec
loco.
Entretanto nao fora ni largas ns horas de repon-
so, disperlou-mc, rapilo, ura ruido surdo que
sent porta. Escule, c nao pouco admirado
de oorir o ringer de uma chave que prelendiam
inlroduzir na fechadura, iraaginei uma tentativa
de roubo, c accorJci Giulio gritando : Quem est
ah ? Uma voz respondeu-me : La (orza (o que
entre nos corresdonde polica.)
Em vez de me tranqniflisar, esta resposta aug-
monlou a minha inquietado. Levante!- me e
eorri a espieitar pelo buraco da chave. Vi pri-
meiro um personagem vestido paisana, baixo,
sapudo, c de fegocs sinistras. Reconheci-o log;
era Nardoni, que se lornou mais larde lio nota-
vel nos fados da polica romana. Vinha acom-
panhado por dous carabineiros, um dosquaes '.ra-
zia uma lanlerna de furla-fogo, e o outro um
molho de chaves Nardoni, com um modoscc-
co, mas civil, dirigio-mc a palavra. Temos que
Cumplir uma penosa missao, disse-mc. Toma-;
ram-sc todas as precauces, al as mais minu- |
tiesas, para que qualquer"resistencia da sua par-i
le so torno intil. Podem abrir a porla sem ro- j
ceo, que nao viemos pan os prender, as suas
pessoas hio de ser respeiladas.
Percebi logo, que se tratara de uma visita do-
miciliaria. Giulio, que ouvia ludo, tinha-se le-
vantado. Depois de arcender um candieiro, tra-
loo de esconder a toda a pressa, algumas obras,
que faziam parle da nossa modesta bibliolheca ;
emqoanto, para Ihedar lempo, eu finga que pro-
corara a chave da porta, que prelendia ter per-
d; lo. Os bomensda polica comcrpvam a impa-
rienlar-se o a f.izer molim ; nao tire outro re-
medio seno dar-lhc entrada. Nardoni dirigi-
se immediatameutc minha secretaria, e os dous
carabineiros seguidos por outios dous esbirros,
entraran] a revolver a minha guarda roupa, as
nossas mallas, as nossas gavetas, c lodo^ os can-
tos, onde se podesse esconder algoma cousa.
Apossarnm-sc da nossa correspondencia, dos nos-
sos papis todos, c dos livios, agarraram-rae as
obras prohibidas em Roma, que linharaos, e que
era as de Bolla, Machiavel, Bentham, Joo Jac-
ques Rousseau,entretanto ueste numero a Histo-
ria dos de: anuos de l.uiz Blanc, que hava tres
das, cu tinha alcanzado.
Um livro, que pedera compromeller mais.
passou felizmente desapercebido ; era as Ruinas
de Votney ; cahira alraz da mesa da cabeccira, c "i',,
nao foi descoberlo.
Depoif de terem agarrado estes objeclos, e
alm delles um par de pistolas, a que deilaram a
mi, os senhores inquisidores resolveram ret- '
rar-30. Prolestei, contra aquella apprehcnsao,
apresenlando uma licenca em regra, que me per-'
nnllia comprar, ler e guardar, para meu uso, lo-1
dos os livros, mesmo os prohiBidos, cujos ttulos;
so nao achasser mencionados na respectiva auto-
risacio. (I) Nardoni respondeu que nao fazia
miis do que obedecer asrdeos Superiores, e re-
tirou-se era seguida, acompanhado pelos seus
acolylos, que levavam a tomadia.
Aguns das depois, receb uma carta do advo-
gado fiscal, que intiman para comparecer no p i-
laeio.aW governo nuovo. Nao estranhei a iuli-
macio e nao fallei. Alli, em presenca do juiz de
ltmlruccao, solTri um interrogatorio, que durou
qualro horas. Percebi, que tinham compulsado
e lido altenlamenle os meus papis, a minha cor-
respondencia, e at mesmo folheado os meus l-
rrua.e brochuras. Pediram-me explicaQcs in-
terminaveis sobre alguns cscriptos, absolutamen-
te inolTensivos, mas cuja forma eslranha devia
de cerlo excitar suspeitas n'um inquisidor poli-
tico. O magislrado pareca principalmente ligar
Importancia especial una salyra.que eu cora-
pozera contra a celebre dancarina Cerrito ; de
crer que a imaginasse uro symbolo Passou-sc
em seguida aos livros
san a oe uma Doces pavorosamente tfesdeniada :
Maiia Sanlisma rogliamo la grazia I Viva!
Ilai ia Viva Marta / E a multidao delirante
resrondia-llie com o grito mil rezes repetido de:
Viv Hara I
A cada lado do altar improvisado hariam pos
lo uma meza, N'uma viaro-se os ex-voto (pro-
mes las ) offerecidos i Virgem ; na outra uma
grarde quantidade de muletas, o instrumentos
orlhapedicos, que haviam preleucido, segundo
sed zia, as pestoas curadas milagrosamente.
A> p de outra meza eslava um penitente
com um regs ti o abcrlo para receber as < sino-
las :m dinheiro, e para assenlar os nomes e
qualidades dos individuos que prelendiam torera
dad) lugar a um milagro. Para completar o
nun ero deslcs honrados c pieosos funeconaros,
uns vintc rapazes de aspecto sinislro, com uma
caixi de folha na mo, furaram por toda a par-
te, |ied;ndo para a Virgem, multando os crdu-
los, e escarnecendo dos agracia'dos. Os ladroes
de (rofisso am-se entregando sem perigo i sua
indi siria.
Furraou-se um grupo em roda de uma rapari-
ga que estar sentada n'um marco. Cheguei-
me para ao p. Olha, disseram-me, uma
mullera quem a Virgem acaba de fa/.er rai-
lagrn p. Dirigindo-me para ella, pcrguntei-lhe
se acibara -cori effeito de receber ura favor do
cu .' E' rerdado que sim, meu senhor, res-
pont eu cora um modo scmi-burlesco scmi-lris-
te.* Deque molestia padeca? Eracxa e
linhi uma para ysia do lado esquerdo. E ago-
ra?Agora estou curada, apesar de anda ler
o p esquerdo assim a modo adormecido.
A|ipellei para a experiencia, e percebi que ti-
nha durida de se levantar, e que reparava para
a minha obsiinacao em nao a perder de vista. Fi-
nalmente, nao tenho outro remedio fez um ex-
torco heroico c entrou a andar ; incessu paluU...
Um navio acoitado pela tormenta esaecudido
por :ontrarios ventos nao solfreria sobresaltos
to 'iolentos, como aquelles de que era victima
a desgranada visionaria ; e entretanto os especia-
don s desla secna incrivel corran! apoz ella,
clamando : mlagre, c apontando-a aos que ac-
cudiam.
E .la orgia ao divino foi perturbada repentina-
mente por uma agitaco violenta. Enlraram o
. -..?-'.
noS que fossem, eslavam menos vigiados; no en-
Irodo o licencia de costumes encobria o arrojo
das ideas ; porque os proletarios da Italia central
eslo profundamente desrooralisados. Conside-
rara a moral como um traste de luxo, a que os
seus raeios Ihes nao permiltem chegar, e que
estS exclusivamente, reservado para as classes
mais elevadas da sociedade. Como reem a gran-
de e insuperavel linha de demarcado, que os se-
para do clero, da nobreza c da burguezia opulen-
ta, nao se consideran) adslriclos (a titulo de com-
pensacao quasi) severidade de principios, que
ouvem pregar as egrejas. Por isso as classes
inferiores do povo, como os transteverini, os fto
garini, os minenti, os monlegirni, apresentam-
se sem rebuco, e por systema, muito corrompi-
dos. r
Gregorio XVI que oceupava cnlo o Ihrono
pontificio tinha passado toda a sua vida n'uma
'i e.con^l)Ca muito pouco o mundo. As suas
obras theologicas^tinham-no elevado primeiro a
cardeal, depois Unham-no paramentado com a
purpura de S. Pedro. Achou-sede repente n'uma
vida diflerenle dos seus hbitos e de que nao ti-
nha menor conhecimento. Mauro Cppellar le-
vou para o Ihrono pontificio as qualidades boas
e ms do claustro ; mas as virtudes de ura frade
nao sao as de um Papa.
A modestia, a humildade, a parcimonia, o
amor do apartamento o da solidao. nao conveem
de modo algum aos soberanos. Filho de um car-
voeiro, educado como um trapista, Gregorio XVI
ficou sendo frade cora a liara. O predecessorde
Fio IX foi, pos, como soberano temporal, uma
creatura sui genenis, sem energa, sem experien-
cia, meticuloso, recheado de ideas falsas em ad-
niinislracao, era poltica, em commercio, em
bellas-arlcs, c at em sciencia. Qualquer mu-
danca Ihc mettia modo, qualquer idea mais ele-
vada o espavoria. A commodidade material dos
seus subditos era para elle uma cousa secundaria,
pelo menos, senao uma superfluidade. Quilquer
projeelo concebido com estas vistas, era a seus
ulhos uma innovacao lirada ao carbonarismo, ao
diabo, ao inferno. A outros respeilos, porm,
nao desJenhava melhorar materialmente a sorte
de seus vassallos; em lempo algum leve o povo
romano tantos hosplaes. tantos cslabelecimentos
de beneficencia
. mas faltavam-lhe instiiuicoes
ouvr-se gritos agudos ; o povo comegou a fugir de commercio c de industria, faltavam-lhe a pro-
meio de uma confusao inexprmivel. Refu- u-c^ao e os incitamentos quo n'oulros paizes da
giei me u uma casa visnha, subi a escada e da
jane lia que deilava para a ra descobri a causa
daquelle terror pnico ; havia fogo no altar, um
principio de incendio linha-se declarado na ca-
pelli. Era provavclmenle o grande numero de
velas accezaa, que tinha pegado fogo nos pan-
nos o cassas com que linham ornado prodiga-
raerle o painel da Virgem da moda. Entao uma
nov scena toda burlesca se mo apresentou.
Duz nas ou Iresenlos cegos ( todos os cegos de
Roma e seus suburbios tinham rindo com es-
pcr> urjas de milagro), ajoclhados em. circulo
rod do aliar, psalmodiavam era voz finhosa.
Nao sabendo que pensar da bulla, da confusao,
dos gritros de desespero que ouviam era redor, e
j iuper exctalos pelas condiccoes estranhas da
sua situacao, levanlaram-se d repente apossa-
dos de ura temor instinclivo, agarraiara nos ca-
jadi s, s roaos arabas e comecaram a fazer sa-
rilh). K' impossivel descrever alucia, que se
travou entre estes desgranados.
l'm caba herrando como ceg, outro queren-
do ugir bata de encontr s paredes ou trope-
Qava nos bancos. Alguns a que chegarara os
brandoes accesos que cahiam do aliar, j se
imiginaram no meio do inferno e davam urros
diaaolicos. A velha pylhouisa, que ihes servia
de interprete celeste procurava debaldo sabir
dat uelle marulho Cossada pelos cajadus dos
seus protegidos substitua as invocaQoes Virgem
poi imprecaces furiosas. Na forca daquella
sanzalla grutesca, a multidao reparu em que o
incindio se nao communicra ao vizamento do
aro, e a ra eocheu-se do novo. Pncuraram
separar os conibatenles grilando-lhes que nao
liana nem diabo, nem inferno. Foi trabalho
ser o conseguir que parassem cornos bordes.
aos livros prohibidos, e apezar de cousa niguma t5o compacta era a muliidao, e lao
uma seguida apresentacao da licenca, c das mi-
nli.-s enrgicas reclamaroes, ficaram-mc cora
Europa se proporcion.ivara s arles o os officios.
N'uma palavra, as leis de economa social eram
desconhecidas em Roma tanto na pralica, como
em theoria. Tolerante para as cousas indiferen-
tes ou duvidosas, um governo como aquelle, era
duro, intratare!, cruel mesmo, e quasi injusto
em poltica. Era o senlimenlo do derer, que fa-
zia com que o Papa Gregorio XVI procedesse
desla forma ; suppunha-se obrigado a governar
os homens como tinha go-ernado os frades, sem
appellacao. sem garantas, com uma infallibil-
dade suprema. A severidade nelle, senao era
por conseguinle nem cfeilo de ambicio, ncra
queslio.de poltica, era simplesmenle uma ques-
lo de conscicncia. Considcrava-se obrigado,
pelo inleresse mesmo da sociedade, a comportar-
se assim com toda a g^nte ssm distnccao algu-
ma. Os infractores vulgares das leis protectoras
da propriednde, da honra e da vida dos cidadios
podiam encontrar anda alguma indulgencia em
Gregorio XVI; aquelles, porm, que se atreviam
a conspirar conlra a sua administraco commel-
liam un crme irrcmissivel, cujo castigo deveria
ser eterno. Embora se sugetisse pena, em-
bora dsse inequivo .as provas de arrependimento,
ludo era intil, o qtie fura culpado, mesmo de-
pois de cumprida a snntenca, era lido como uma
crealura pergosa. Um peccado original de nova
especie converta o pobre condemnado em parid
poltico incapaz para sempre de rehabililasao.
Um ministro, frade anligo tambem, secundava
poderosamente na sua obra o cenobita coroado ;
era o cardeal Lambuschni. Tinha-seachado em
Pars, como nuncio apostlico em 1830, e tinha
assistido nos dias gloriosos. Este espectculo
produzira na alma do diplmala italiano uma ira-
pressio profunda, e desde essa occasiao volou um
Tinha havido milagro, eram cegos, agora tinham odio violento a ludo que era liberal, a ludo que
licodo surdos. Pacificado o tumulto maodou-se era francez. Tinha para os negocios uma aptidao
todos.
Em summa, para contar ludo, inlerrogaram-me
a respeito do modo como eu linha fallado de cer-
tos milagres que linha havido ltimamente na
cidade de Roma. Admoestaram-me severamen-
te, c levantaran! a sesso dando-me nova repre-
hensio, era que se me dizia que a polica e o go-
verno me traziam de ollto, do que eu j comeca-
va a desconfiar.
Julgava que j tudo estara acabado, quando
n'uma certa mauhaa receb um oQicio com o sello
da polica. Abri-o tremendo; intimavam-mc que
me drigisse a ura convento onde estara recluso
porsele dias. Sabendo que este castigo era muito
uzual em Roma para os rapazes da boa sociedade,
sujeitei-me logo delerminacao do accessor do
governo. Relirei-mc para Sanio Eusebio, onde
pratquei o que se chama exerciciosespiriluaes de
Sanio Ignacio. Podc-se avahar desto meio de
conversacao pelo effeito que em miro produzo.
Ao sabir do convenio, depois de oito dias de so-
lido, de silencio, de jejuns. de rezas e de
seniioes, a sociedade pareceu-me uma ins-
tiluico louca, absurda c inconcebivel. Pas-
mara ao ver como anda baria homens que tra-
tassem de negocios, que cuidassem da familia ou
que procurassera dar satisfago a sentimeutos ou
a inleresses. Eslve, pos, para retroceder e tor-
nar-me a sepultar para sempre no convento de
Santo F.uscbo.
Voltei porm s minhas oceupaces habituaes ;
mas urna rearco violenta se succedeu esles
dias de recluso claustral, e entreguei-me mais
cedo do quo punca vida de prazares e de do-
va-sidio, de que parlicipava, naquelle lempo,
quasi loda a mocidade romana.
FOjLIISETOI
apressuradamente se enipurravam uns aos outros
para se aproximarem da capellinha, e para se
moslrarem bem, como se tralassem de fazer cor-
te a um soberano da Ierra. Tendo conseguido
por lira subir a uma cadeira que arranjei, pode
dominar daquella posico mais elevada o poro-
leu fanalisado, e observar desahogadamente o
que se passava ao redor de mim.
Vi ao p da capaila uma massa compacta e tur-
bulenta de cxos, cegos, o epilecticos, de en-
fermos de todas as especies c de lodasas condic-
coes sociacs. Havia tambem rapazes e rapari-
gas, os quaes gritando e chorando, pediam um
cerlo milagre com grande copia de gestos econ-
torscs.
No meio desta barafunda, urna raulher de es-
tatura athlelica, de perfeita saude, mas loda des-
grenhada. empoleirra-se n'uma especie de cs-
cabcllo que lhc servia de trpode. Assim col-
locada, superior multidao e servindo-lhe de
interprete c de sacerdotza, exelamava de lempos
a lempos com uma voz ronca e estridente que
(1) Reproduzo, como documento, o texto des-
ta licenca : Auclorilatc SS. i). N. Gregorii PP.
XVI nobis commissa, liccat F .. (sivera sunl ex-
psita), atleutis lilleris teslimonialibus, et quoad
vixerit, legere ac retiere sub custodia lamen no
ad aliornm raanus pervneanl, libios prohibitos do
juri cvili, cannico, nilurali, geutium el merca-
lorio. Itera grararaaliGO*; rhetoricos, poticos,
plilosophicos, malhemalicos, aslronomcos. el
histricos profanos, exceplis operbus Dupuis,
Volney Reghelini, Pigault-Lebrun, Poller, Ben-
tham, J. A. DuUuIre, Fles et courtisaues de la
Greco No vello, del Casti, el alus operbus de obs-
curas et contra religionem ex professo traclanli-
bus. In buorura fidem el.
vir das tabernas visnhas mezzi o fojlietle em
abindancia. Ao medo seguiu-se uma alegra
ruilosa: a embriaguez mais lorpo. asconver-1
sas niais obscenas succederara-se as supplicas
e > iiivocaQes.
I or fim o governo comerou a cuidar nestas sce-
oas populares, que se repelan! muito. Tumou-
90 una decsao que da parle de uraa adminis-
tra :o theocratca exiga uma cena energa.
O lainel da Virgem foi tirado d'all de noile,
e lansfcrido sem pompa para a egreja ibais pro-
xiria, Santa fiara del Pianto. O poVo enca-
minhou-se em massa para aquella eg mas
luilo se passou cm ordera e com decenc% Ne
lio!ve mais gritos, era inspirados, nem con-
toisdes, nem milagrea. Os devotos mais exalta-
dos continuaran! a frequentar a capella anliga.
Al l passavam l a noite. No lugar em que es-
tivera o quadro da madona pregaram um regis-
lo.inho da Virgem, dianle do qual os renles
proseguidos conservavam uraa modesta lam-
pa ia. Eu mesmo'vi mu i los individuos aproxi-
ra< rem-se com respeito do sitio onde estivera o
quadro raspar com facas, com pregos, com as
ur has boccadinhos de calida, recolherem o p,
que cahia do muro raspado e levar o fruclo
da [uelle piedoso roubo, como uma reliquia, ou
antes como un amulelto. Houvc um momento
em que o fanatismo se infiammou outra ve.
quasi de repente. Correu boato do que o tal
resisto j tambem fazia milagre por sua conlaz
O Papa ento mandou fechar a capella do arco
des Cenci, e por uraa guarda do carabineiros
porta. Assim acabou a comedia.
Roma leve sempre urna physionomia especial,
ireciso habitar algum lempo nesla cidade para
Ih! couhecer o verdadeiro espirito. Antes de
pontificado do Pi IX, nao era raro ouvir os Ro-
manos expressarera-se cora a mxima liberdade
uas materias mais delicadas de poltica e de reli-
gio. Nos lugares pblicos, nos cafs, as reu-
n es de rapazes, dsculiam-se pontos, por mais
es3uhosos que fossem, c<>m uma independencia
absoluta: mas esta liberdade, que linha por fun-
damento uma tolerancia calculada, era al cerlo
ponto negativa e ccsava quando se iralava de
eccio. Desgranado daquelle que se lembrasse
de juntar o facto palavra, pralica, iheuria.
O governo usava cutio de umaseverJade exces-
si' a, cruel, iraplacavel
UMA NOITE HORRIVEL.
roR
tal, que lhe valeu ser considerado pelo illustre
Rossi, como uma das mais fortes cabecas polti-
cas da poca. Gregorio XVI e o scu ministro, vi-
nham a ter o mesmo comportamenlo, por dous
senlmentos differentes. Um tinha por conviccao
racional ; o outro fazia proceder do receio, ra-
zoes justificativas desla opiniao. Ura temia a
vinganca de Deus, o outro a do povo.
Entretanto a mocidade romana mergulhada
n'uma lelhargia obngaloria, para assim dizer,
perda o senlimenlo dos inslinclos nobres, e dei-
xava-se fatalmente arrestar pelos hbitos de uma
vida frouxa e ociosa. Os galanteios, os bons bo-
cados, o o Ihealro absorviam o espirito de loda
a populacan. Eram muito raros os que se oceu-
pavam nao direi j da sciencia poltica ; mas da
arle c da litteratura ao menos. O caf Nodo no
Corso, era nessa poca, o ponto de reuniao cos-
tumada da mocidade liberal de Roma. Esta es-
pecie de club era muito vigiado ; a conversa mais
simples era relatada a monsignor, o governador,
e quando alguma palavra criminosa era proferida
por alguma pessoa conhecida pela sua resoluco,
a polica tdmava immediatamente as suas dispo-
sicoes para nao deixar proceder o patriota que
fura lio prompo em fallar. A mocidade roma-
na tambera sabia que vigilancia pesava sobre
ella, e muitas vazes apauhava o inimigo nos pro-
prios lacos. Lcmbrt-me a esle respeito uma
ancdota muito engrapada. Estavamos um dia
reunidos n'um pequeo circulo, roda da mesma
mesa, fallrndo era poltica, cm historia, e em lit-
leratura n'uma das vastas salas do caf Novo. Vi-
mos no vio de uma janclU uma figura suspeita,
que nos observava. Um dos nossos, rapaz de es-
pirito, dsseem vozbaixa : a Vou livra-losdelle
Levantou-se, fingi que procurava um jornal,
deu algumas vollas e foi por fim sentar-se ao la-
do do indiscreto personagem. a Deixe-os comgo,
disse-lhe ao ouvido j apauhei estes eslouvados
todos ; mas um de nos que est aqui de mais,
comecam a reparar. Deixe-os comigo, respondo
por elles. O bora do heleguim, esteve pelos au-
tos, c bateu era retirada. Uma stlva de applau-
sos acolheu, depois que elle sabio, a presenta de
espirito do nosso camarado. .
No meio desla existencia lao irregular, enlre-
gavarao-nos com um fogo desordenado.s aven-
turas amorosas. At esse lempo nao tinha amado
inda ; algumas relacoes do esludanle linham-
Uma carta, um artigo de peridico, uma assig- me. prendido a silencio por poucolempo, e sem
saram-se bastales das, duiJn,e os sempre no pensamenlo. por flffl Comecei fl sentir
quanlo me cuslara nao a rer. Um Jomingo na
egreja (ero Roma os amores naseeo q>-'*si sem-
pre na egreja) pareceu-me recooece-la. Apro-
ximei-me, na ella com effeito. Acompanhada
por sua mi, assistia ao sagrado oflicio, com ama
lal modestia que me sensibilisou. Esquecendo-
roe do que me rodeaba, enlrcguei-me a uma con-
templaco exlactica, quando de repente ergueu a
cabeca. Os nossoa olhos cnconlraram-se,.enc-
briou-mc o seu olhar, amara.
Cumpria conhece-la e fazer com que roe co-
nhecesso tambem. A egreja em que a encon-
trara era um convento de religiosas, S. Sil-
vestre in capite. E por isso quando me prepara-
va as seguir passei pela grande conliariedadc de
ver entrar no locutorio as duas pessoas, por
quem mo interessava lano. Esperel de balde
al quasi noile, porta da egreja ; liie de ir pa-
ra casa sem as tornar a ver, e recolhi n'ura es-
tado deplorarel de colera e de tristeza. Por al-
gumas semanas, tratei de me cstontear com os
prazeres o folias do mundo; baldado trabalho.
A imagem da que amava me por3eguia por loda
a parte. Entrei a procura-la. Vagueava pelas
ras ao acaso, pelos passeios mais frequentados
de Roma, por lodas as reunidos publicas ; ia ao
ihealro, ao circo, e nao deixava principalmente
de ir todos os domingos egreja de S. Silves-
tre in capite.
Um domingo de primavera, n'uma bella ma-
nhaa ; depois de ter explorado em lodo o sen-
tido o monte Pincio, o passeio mais bello de Ro-
ma e talvez de todo o mundo,recolhi-me cidade
caneado, descontente e aborrecido. Passei pela
praca do Tritio e depois de ter vollado direita,
no largo das Qualro-Fontes, drigi-me para o
Quiriiial. Nem o luxo dos passeantes c dos trens,
nem os trajes elegantes das mulheres me pren-
dan! a atlencao Comer va a cahir o dia, e o sol
irradiando fogo, ia occullar os raios dourados
airaz dos pinheiros e cyprestesdo monte Mario.
Sem saber para onde me deveria dirigir, entrei
levado por uma voz interior, na egreja da Sa-
cramntale, que faz esquina pata a praca do
UonteCavallo. Erguem-se defronte o palacio
do Papa, as duas magnificas estatuas monumen-
laes que representam uma Castor, outra Pollux
domando um cavallo. A egreja tcnuemenlc es-
clarecida eslava toda armada. Uns cnticos que
tinham o que quer que era de celeste e profun-
damente tocante ouviam-se delraz da grade de
ferro, que se ncha aos lados do allar-mr. Eram
as vozes das adoradoras perpetuas do Sanlissimo
Sacramento, religiosas, que tecm como preceito
conservar sempre exposlo veneracao dos liis,
o symbolo mais elevado da relgi'io catlioliea.
Aproxime-rae do sitio dondo parliara aquellas
vozes realmente anglicas,, e ahi, no meio da
multidao, ajoelhei, dirigindo a Deus a supplca
mas ardenle, que al entio lhe tinha feilo. Co-
piosas lagrimas me banhavam as faces, c a voz
da inspiracio parlndo-me da alma sahia-mo dos
labios. Ped a Deus que se compadecesse da mi-
nha dor, que me dsse a conhecer a sua vonlade,
que mo dsse forras para vencer aquella especie
de proslraeio em que mo achava. Na mesmo
u.omi'nto vi urna folha branca voltear nos ares,
e resvalar ao cahir pelo genuflexorio mais pr-
ximo. Era um registro, que chira do livro de
res i de uma senhora elegantemente vestida, qne
ajoelhra perto de mim, e que eslava de cosas
voltadus. Apressci-me a apanhar o registro,
para restituir lal senhora, que se rollara para
o pedir. Era a quo eu procurava havia lauto
lempo.
Reconheceu-mc ou antes reconhecemo-nos
mutuamente. Eslive quasi retirando a mo e
guardando o precioso registro, que occasionra
um encontr lio singular, mas a minha linda vi-
snha admiron-sc desta reticencia, e eu sujcilei-
nie entrega. A santidad' do lugar, a solcmni-
dade do momento commoveram-mc : disfarcei a
minha emoco e fing que continuava a resar.
Este contact, posto que indirecto com a que eu
amara, como que me dispertou de um profundo
somno. Levantei-me e recolhi-me para o fundo
da egreja. Alli esperei, sera me tornar nolavel,
que ella se decidisse a recolher para casa.
Nao esperei muito lempo. Dallia poco vi pas-
sar por dianle de mim a turba que alulhava a
egreja e reconheci-a acompanhada pela mi.
Nao sei se novamenle se apercebeu da minha
presenta, porque eslava escondido com a som-
bra de um pilar ; mas pelo inslinclo da mulher,
vollou-se, e cora o pretexto de fazer uma genu-
flexao, vi-a percorrer com ura derradeiro olhar o
recinto da egreja
Dista vez pode segui-la at a sua habitario.
Era uma casa de bella apparencia, na ra da
Cruz, entre a praca de Hespanha e a praca de
S Carlos,
descancei
tagemas, consegu primeiro ve-la do perto tro-
car depoia algumas patarras com ella. Final-
mente gragas nlerrenco de seu irmio, artista
distinclo c um dos melhores discpulos do cele-
bro esculplor dinamarquez Thorwaldsen, fui ad-
miilido em sua casa. Comprehende-se que as-
sim aceito pela familia, devia dar a conhecer as
minhas intenres, e que o meu amor reio a ser
correspondido.
Entretanto a exaltacSo das minhas ideas poli-
ticas seniiu-se da exaltaco dos meus amores.
Commelli innmeras imprudencias, que cada:vez
mais me tornaram nolavel aos olhos da polica.
Arrestado pelos meus amigos conlinuei a fren-
qucnlar assiduamentc aos Ihealros. Assisti
cstrcia de madama Rislori, cuja reputaco s
muito maU tarde devia atravessar os Alpes. N3o
deixei nunca mais de tomar parle em qualquer
solemnidad* musical ou dramtica. Uma noite
dirigi-me em companhia dos meus inseparaveis
collegas de esludo e de folgares, ao theatro Vallo,
onde Fabri doria declamar algoroas poesas
classicas entre oulras o canlo de Danle a respei-
to do conde Ugolino. A platea loda lhe presta'
va a maior allcnco apesar de saberem lodos de
cor os versos, que Fabri recitava. Quando o ar-
tista chegou passagem em que trata do arce-
bispo Rogero, que o immortal gibelino volou s
penas eternas do inferno, reparei cm qoe a cen-
sura supprimira a palavra arcivescovo [arcebispo)
neste verso:
E questi 6 l'arcivescoro Ruggeri
E que se dizia em scena :
E questi l'Ubaldiui (2) Ruggeri.
Irritado por uma semelhanle mulilaco, t por
uma profanacao, que me pareca realmente sa-
crilega, do meu logar gritei ao actor com toda a
forra dos pulmes ;
E questi l'arcivescovo Ruggeri!'
Accenluei.de proposito a paiavra arcicescovo.
Toda o pla*la levanlou-se cnlo e applaudiu
cora frenes a minha audacia, repelindo o verso
de Dante, lal como elle se acha no original.
Houve escndalo completo. Emquanlo so fazia
uma especie de ovario e se suspenda a repre-
sentacio, inlrrveio a polica. Fui preso, ma9
sollarara-me logo, depois de pergunlarem pelo
meu nome e impellido.
Fui ia mediatamente a casa de Seraphina. pi
linha ouvido fallar na minha eslroioce e recebeu-
me toda trmula. Desapravou muito o meu com-
portamenlo esupplicou-rae, comas lagrimas nos
olhos, que fosse de futuro mais prudente Pro- .
inclli-lh'o sem saber se teria torcas para cu ni prir
com a minha palavra. Conlra "as minhas apre-
henses, a justca nio me procurou. Este com-
portamenlo eslava de accordo com o syslema en-
lo seguido, que consista em dar largas, quanlo
mais possvel, aos rapazes. que se mettiam em
poltica, com uma certa liberdade, nao receas-
seni compromelter-se. cada vez mais, de sorle
que faculiassem aos inquisidores o ensebo para
descarregar golpe mais cerlero.
Esle incidente, que provinha das susceptibili-
dades da censura romana, obriga-me a dizer al-
guma cousa a proposito da vigilancia exercida
pelo governo clerical sobre as produccoesdo es-
pirito. A liberdade de imprensa nio" existe cm
Roma, toda a gente o sabe, ese por desgraca al-
guera precisa recorrer publicidade, nao ha es-
pecie alguma de vexames e de difliculdades que
se lhe nao opponham antes de obler da aucieri-
dade o desgranado imprimatur. Mesmo as obras
mais inofensivas, cuja crcularao e impressio
se permitiera as outras cidades dos Estados
Romanos, sio implacavclmenle rejeitadas pela
censura, se se pretende publical-as com a data
de Roma.
Nao raro pois ver artigos publicados com op-
provaco em Bolonha, em Ferrara, cm Ancona,
cm Ravenna, serem sujeilos anda a uma ora
castraco (. o lermo empregado ) havendo as-
sim no mesmo governo dois pesos e duas medi-
das, uma censura da sensura. A vigilancia exer-
cida no theatro anda mais severa. A impres-
sio mesmo da parte musical sujeila sensura,
e para fazer representar um simples libretto de
opera preciso soffrer tres revises, duas de-
pois para a poder imprimir, o que faz ao todo
cinco revisos successivas. Apesar dcsles rigo-
res a circulado e o comroejcio de livros pro-
hibidos coutinuam em Roma em larga escala.
A polica fecha os olhos s obras importadas,
principalmente quaudo sao escripias em lingua
estrangeira. Nao raro venderem-se em hasta
publica, c sempre sob a inspeccao do governo
as obras mais anli-religiosas e "obscenas. Esta
apparente contradiccao cxpltca-se : o gorerno
so com immensas difficuldsdes que poderia
impedir a inlroduccio de livros estrangeiros ; c
emquanlo censura, to exigente em Roma,
tambera ha uma causa justificativa : um lirro
ao p do Corso Desde ento nio publicado na capilal do calhoticismo, com a ap-
rois em quanto nao descobii o nome | provaco do soberano ecclesiastico ou de repre-
n. tura de publicacio suspeita, a posse de um li-
rio prohibido, filiaco n'uma sociedade secreta,
eiam logo crimes de estado, procurados c perse-
guidos draconianamente A liberdade da palavra
ainda assim circunscrevia-sc a cerlos e determi-
na dos sitios, em certos c determinadas pocas.
Em Bolanha, por exeraplo, a polica era sempre
asss tolerante ; em Roma os estrangeiros, Italia-
CLEMENCIA ROBERT.
II
X \agem.
O carro caminhava rpidamente pela estrada
fazendo as rodas grande estrepito nos seixinhos
que a cskavam.
Albertina distingua vagamente os objeclos cm
torno de si. A seu lado, no fundo do carro, es-
lava sentado o seu raptor; no banquinho de dian-
tc eslava um dos homens que ajudra o rapto, a
moca presumi que o segundo devia ir na bolea.
A equpagem segua o caminlio de Gcnebra, de-
sigual, escarpado, entre moutanhas.
A infeliz moca, em indsivel terror, senlia-se
innundada desso suor fro quo precede os des-
niaios ; mas, parecia-lhe que no estado de aba-
tmenlo cm que se achava, ainda eslava mais ex-
posla, e fazia lodos os esforcos para superar csse
enfraquecimenlo das suas (acuidades; crispava
os membroscom violencia para reanimar o san-
gue.
No fim de mea hora de viagem tiraram-lhe o
lenco que lhc lapava a bocea.
No mesmo instante ella alirou-se .porlinhola
e soullou gritos agudissimos chamando por soc-
corro.
Procure ser mais razoavel, Albertina, disse
Barlol. Bem devo pensar que se a podessom ou-
vir, eu nao lhc teria restituido o uso da voz, e
que assim est se cansando de balde.
Isso era lio provavel, quo depois de alguns no-
vos esforcos inuleis, Albertina dcixou-se cahir no
eu lugar.
Sao dez horas, accrescentou o seu compa-
H Vide o x9iarto n. 110.
uheiro de viagem ; o effmpo est inleiramcnie
deserto, e proravelmenle al raeia noite s se
encontrar gente quando passar a deligeocia de
Genebra. *
Sim, o'senhor sabe perfeilamenle a hora em
que passa a deligencia d Genebra, disse Alber-
tina cora lora mordaz.
Depois olhou para elle, julgando t-lo fulmi-
nado com essa apostrophe, mas nio o vio mudar
de physionomia, antes pelo contrario julgou di-
visar-lhe nos labios pacifico sorriso.
A situaco da pobre moja era horrivcl: via-se
entregue a esse bandido cm um lugar retirado,
selvagcm, era que nao via habitario alguma que
lhe podesse dar esperanzas. De mais, o seu rap-
tor linha toda a noite por sua para subtrahir-sc
s pesquizas que seus paes lizessem paraencon-
tra-la.
Ura companheiro de Barlol, eslava alli, mas-
carado e embrulhado em um capote que o en-
volva inicuamente. Outro ia na bolea. O ban-
dido escolhera sem duvida os dous mais bravos
da sua quadrilha para commeller o crme, aquel-
les sem duvida que com elle tinham feilo parar
a diligencia de Genebra. Assim eram dous ho-
mens que linham merlo um viajante e roubado
dous. Cumpre confessar que na presenca desses
homens nada havia que podesse inspirar con-
Qan(a.
Ao chefe dos bandidos nao linha ella esperan-
za de commover, porque, alcm do horrivcl amor
que concebera por ella, a sua propria scguranc.a
irapedia-o, depois do rapto commetlido, de res-
tituir a liberdade sua victima.
Com esses pensamenlos, Albertina derramara
torrente de lagrimas ; chamava os seus dignos
protectores*; esteudeu os bracos para essa que-
rida habilace das margensdo lago, para esse pa-
raizo perdido, perdido talvez para sempre.
Entretanto a trovoada que de ha muito se pre-
parava, rebentou com toda a forja. Essas cora-
mocoes do rao, que causara um abalo penoso no
estado ordinario da vida, feriara Albertina com
mortal violencia.
Uma noite espessa a envolva ; por instantes os
relmpagos desenhavam na Ierra largos espacos
de uraa alvura lvida, semeados dos pontos ne-
gros dos pinheiros, e que linham sido o aspecto
de um campo luaebre. O trovo, cujas detona-
deixarem vestigios duradouros. N'uma casa, em
que me achei accidentalmente, encontrei uma
rapariga, que me produzio uma profunda im-
pressio. Nao direi que me scul immediatamen-
te apaixonado ; mas, ao ve-la, experiraentei urna
emogo desconhecida, e o meu coracao pulsou
cm extraordinaria violencia. Ignorava o nome,
a familia e a condico daquella rapariga. Pas-
e a condico da familia que habilava na ra da sentante scu,
Cruz. Gracas a algumas pecas d'ouro. talismn ; Qau official.
infallivel em Roma, soubc depressa o que dese-
java sahpr. Seraphina era filha de ura oflicial
francez, que quando o exerciio republiconiPpsc-
sra Italia tinha ficado de guarnirao em Roma
e tinha sido ajudante do campo* do general
Gharopionnet e depois do general corso Cernovi.
Esle oflicial viu a mi do Seraphina e ficou per-
dido de amores por ella ; o seu pedido em casa-
mento foi rejeitado, porque a sua namorada per-
lencia uraa familia rca o do uraa nobreza il-
luslre, em quanlo que elle nao tinha outra ri-
queza senio a sua espada, nem outra nobreza
senao o seu coracao. Todava o amor do official
francez correspondido pela formoza Italiana aca-
bou por vencer estas difliculdades. Os acasos
da guerra obrigaram o feliz espozo a deixar a
Italia central para seguir osen regiment. Urnas
vezes acompanhado por sua mulher, oulras
abandonado por ella, quando as necessidades do
servico o exigiam, o commandanlo C... reuniu-
se por fim em Hespanha Victorino Clelia. Al-
guns mezes depois, deu-lho esta uma filha que
tomou o nome de Seraphina. Pela queda do im
peno, o anligo ajudante de ordens, promovido a
lente coronel, abandonou o exercito e veio
viver para Roma com sua esposa ; mas a sua fe-
licidade domestica nao foi de muita duraco,
porque pouco depois morrfu das consequencias
de uma molestia que adquirir na guerra.
Seraphina, Hespanhola pelo nascimento, filha
de francez e de romana, linha em si o que quer
que era deslas tres nalurezas. Dotada de uma
imaginario ardente de meridional, altiva c zelosa
do seu nome e da sua virlude, como uma nobre
castelhana, linha ao mesmo lempo, e quasi mu
grado seu uma imperceptivel porco de garri-
dice francez.- Habitara alguns lempos em Fran-
ca, de que conhecia os gostos, os usos, os detei-
ins, e sobretudo a lingua, que fallava como Pari-
siense, em quanlo que pronunciava o italiano
com a facilidddc c a suave harmona de uraa
Siennense.
ci es eram to violentas na montaoha, pareca a
Cda instante laucar a mortc sobre a cabeca dos
h >mpns; as arvors eslalavam debaixo do fluido ;
o solo lodo trema.
A esses eslrondos de um co em fogo, procura-
o os junto a nos uraa pessoa amada, fizemos um
n.oviraeulo instinclivo para aquelle que nos
mais charo no mundo, para nos refugiarmosem
8)U seio, ou morrerinos com elle. Mas quando
a pobre Albertina se vollava maquinalmenlc pa-
r o seu companheifo de viagem, enconlrava o
inimigo mais cruel era um acelerado que a sua
cibcca roca va I
Entio mostrava-se porlinhola, porque assim
esiava fora de algum modo.
Em frente da encolada eram profundidade tene-
brosas, em que o vento e a chova, bramindo cm
despenhadeiros selvagens, balendo em rochas
agudas, esp'ilhavaiu como que vozes lamenlaveis
c gemidos lgubres em loda a exlensao. O fnn-
i o negro era soleado de fogo ; dos pceos de gra-
i ito feridos pelo raio, resallavam scentelhas de
logo I o ferro das rodas lira fogo dos rochedos.
I'arecia nessa terrivel viagem que se caminha-
a para o inferno 1
E quando Albertina lornava a cahir sentada
nesse carro maldito, nesse lugar de supplicio.seu
error ainda era maior.
Barlol continuava silencioso, de bracos crusa-
(ios, no seu lugar. O seu compinheiro, meio
ileitado sobre o assento dorma pacificamente co-
no se tudo eslivesse no estado mais natural do
Dundo.
No meio do desespero quo sua siluaco nclla
zcra nascer, houve anda lugar no seio de Al-
tertina pare outro terror lodo material___o ins-
linclo da conservado to forte I ella leve me-
llo de cahir era algum abysmo.
Havia alguns momentos que o carro dar ba-
ancos enormes ; a caixa estalava, o ferro rangia,
.is rodas pareciam oscillar.
A estrada nossas paragens suspensa no de-
clive das montanhas, e atlrada de um lado e ou-
ro pelo escarpamenlo do terreno, vira brusca-
nenie, sobe cm linha ardua, e desee em declive
precipitado.
A luz dos relmpagos mostrara essas horriveis
asperezas do solo. De uro lado flearara despe-
nhadeiros cheios de espanos, desceqdo em pop-
las do rochedo at abysraos de qne nao se via o
fundo. Do outro lado, ficava-uma monlanha a
pique, cuja massa, pareca querer alrar os vian-
dmtes nessse baralhro.
E os balaucos tornavam-se mais violentos....
augraenlava o ranger dos ferros.... Albertina ou-
via o estalo do chicote, que, excitando os caval-
los, fazia-os pulat sobro os precipicios.
A cada movimento mais forle, o terror venca,
e ella dava um grito agudo.
A viagem ia continuando assim.
Einfim pnrcceu infeliz mora que a trovoada
ia abrandando, e que a estrada lornava-sc menos
ardua ; crusou as mi os sobre o coracao. cujas
pulsacos a incoramodavam, e seu seio anciou
em um suspiro de allivio
Maiesse suspiro nao devia acabar.
Ouvio-se um estalo horrivel ; leve lugar um
abalo terrivel como se o carro se abysmas3e na
trra Albertina senlio um choque violento e
julgou-sc adrada no esparo....
Depois nio se soube mis o que se passou.
Tornando a s, senlio-se eslendida sobre a rel-
va espessa, e estendendo os bracos com um mo-
vimento instinclivo como para agradecer a Deus,
enlr'abrindo os labios para balbucior uma oraco,
reeonheceu quo ainda vivia,
Levantou-se. Em torno della os objeclos de-
senharam-se na transparencia do ar em um per-
fil negro. Eram de um lado um grande carva-
Iho, que deixava cahir sobre sua cabeca as golas
das suas folhas; do outro, Barlol, era p c im-
I movel, em freule de dous bandidos, que acaba-
vara de levantar o carro ; ludo isso apparecen-
do-lhc como sombras silenciosas.
O pensamenlo do aproveitar esse momento pa-
ra fugir apresentou-se rpidamente ao pensa-
menlo de Albertina ; mas, por mais insensata que
fosse essa esperanca, Barlol, como se a vira ger-
minar no cerebro da moca, poz-lhc flra agarran-
do-a pelo braco com essa forca irresislivel que ja
tinha mostrado na grade do jardim.
Fez um slgnal aos sequazes, que pegaram na
bride dos carallos, e fueram avanzar o carro pa-
ra a estrada ; elle quera sem duvida saherse el-
la eslava em estado de continuar a vigem.
Durante algum lempo o carro caminhou deva-
garnho por urna descida; Bartol seguala e Al-
bertina ia a seu lado,
A' forca de constancia, e de engenhosos estra-
Mas o chefe dos bandidos parou com um mo-
vimento sbito : assobiou d>vagarinho ; seus
sequazes deixaram os cavados e dirigiram-se para
elle.
Bartol esteudeu a mo para o horisonte ; os
dous homens da quadrilha responderam com um
signal affirmativo. Entio, com um movimento
mais vivo, elle uidicou o carro.
Em um instante, os dous bandidos, olhando
para a esquerda do caminlio ; acharam um desfi-
ladero aberto as mentanhas e cheio de malo.
Ciuduziram para alli o carro, abrindo uma passa-
gem por enlre os galhos que se tornaram a em-
maranhar apenas olla passou. Depois todos
tres arrastando a sua prsioneira, turara tambem
tomar lugar nesse retiro.
Albertina nao comprehendia absolutamente na-
da do que se passava.
Do lugar em que eslavam escondidos os tres
bandidos, descobriam ainda o horizonte alravez
de uraa cortina de folhas. Os relmpagos, como
quasi sempre acontece no fim das trovoadas, tor-
narara-sc mais repelidos, mais lmpidos, c a ex-
tenan se descobria mais perfeitamenlc.
Bartol linha os olhos as profundidades da es-
trada. Entre elle e um dos seus quo al ento
conduzia o carro ostabeleceu-se esle collo-
quio ;
Olha agora, disse Bartol, j os vs brilhar
luz dos relmpagos ?
Sim, responden o segundo bandido. Um,
dous, tres, qualro, cindo. seis. Seis canos de es-
pingarda.
E n3 te.nos munices 1
Hum 1 alguns caiiuchos, e uma caixa de
plvora ruim.
E armas ?
Pistolas alli na caixa do cario.
S ?
S, capao.
Com a breca 1 Assim nao se pode atacar....
Deixemos-los passar.
E3tio-se aproximando j se vem dslinc-
tamente Sao gendarmes a cavallo de Jura....
segunda companhia....
Albertina cstrcmeccu, fez uma exclamaeo vi-
ra e com um movimento de crianza, bateu pal-
mas de alegra.
Geudarraesl disse illa com transporte.
de certa maneira orna pubica-
Ora tudo o que emana de ama ins-
liluico, que lem por divisa. Pora do mim
nao na salvac,o ; fora de mim nao ha verdado
rteve spt irrprehensivel.
Depois do incidente do Valle fui mais reser-
vado ; mas nao me durou muito o juizo. Bra-
co de mais para resistir s seduccocs dos meus-
amigos, apaixonado de mais para me oceupar
de estudos serios, voltei doidice anliga. Um
esludanle corso cnsinou-nos a Marstlltesa | o co-
nheciinenlo da lingua franceza geral entro os
rapazes das escola ). e quasi lodos as noiles, de-
pois do theatro, faziamos a eslroinice de ir con-
tar em coro debaivo das janellas dos cardeaec
mas ou porque nos nao ouvissem ; ou porqu<
nos nao enlendessem, esta auforronada, apesa
de repelida passou ao principio despercebida.
O meu casamento com Josephtoa deva-se ce-
lebrar apenas tivesse concluido o curso e fose
feilo adyogado. Esludanle do quarto anno (n
Roma nao se admitte ninguem no foro sem er
f exames. Deilci-me resolutamente ao trabalho e
gracas as conferencias, quo tinhamos organisalo
enlre os esludanlej, eslive era pouco lempo a'lo
para affronlar a terrivel prova. O meu arogo.
Raphael auxiliou-me poderosamente com os cus
consclhos e as suas luzes ; fui pois, no fim de
coplas, doulorado in nlroque jure. Os meu.'de-
sejos iam pois realisar-se, e a idea de unir' mi-
nha sorte a de Seraphina tornava-mc dotdo do
felicidade. Comecaram os preparatorios ro ca-
samento. Seraphina quiz concentrar-se eprohi-
bio-mo que a fosse visitar por alguns dios ; pos-
to que isenla de beatice, quiz pedir nligao a
forca c vii ludes nceessarias para a sua mudanca
de estado. Esta separaco momentnea, a que
me preslei, um pouco a meu pozar, devia des-
graeadamente prolongarse alcm de lodas as
nossas previsoes.
(Continuor-se-ha).
[i) Ubaldini era o appelldo de uma familia
do srcebspo.
Pode a senhora dizer-rae, pergunlou-lhe
framente Bartol, o que acha de agradavcl neste
encontr ?
Estou salva 1 disse a moca erguendo os
olhos ao co.
Per;a antes a Deus, disse Bartol, que esses
agentes da forca publica nio nos vejara. A se-
nhora havia de ser presa comnosco e soffreria
mais.
Eu presa quando disser que me rapta-
ra m I
Ora historias I todas as nossas mulheres
dizem isso. canlisa velha.
As suas mulhere* I repeli ella com ura
accenlo de indignaco indzivel.
Sun, para nao partilharcm o processo___
mas ninguem acredita ; a labia nao pega.
Maso Sr. o dir.... que sabe bem que isso
verdado..-.. o senhor est ahi para atiesta-la I
Eu pois nao rapto de menor 1 cousa
gravo J tenho muita culpa no cartorio, nao
quero mais essa carga.
tser possvel ouvir-se semelhanles cousas!
Eu fleo louca 1
Pelo contrario, isso deve {azor com que a
senhora se cale Elles aproximam-se.... ou-
ve-se j o passo dos ca vatios___se o menor rui-
do nos revelar, amauha estaremos todos na pri-
sio de Genebra.
Eu, presa 1
E no segredo sem poder reclamar a pro-
Iccgao de ninguem, al que nos apparcc,amos no
tribunal.
Albertina, vctima de um terror sem nome,
deixou-sc cahir fra, moribunda no chao.
Distingua-segada rez mala o passo des caral-
los que rolumbavam pesados o regulares na es-
irada ; junla'a-sc-lhe um linido de ferro.... Os
gendarmes eram superiores ; seis contra tres ho-
mens mal armados Se um sopro annunciasse
a presenca dos bandidos, elles seriara presos. Al-
berlina v'a-se ligada cadeia com elles, em uma
priso infecta, depois comparecen lo ante un tri-
bunal, e um publico, vido de escndalos, mor-
rn Jo com o horrivel supplicio da vergonha.
Soffreu mai3 nesse momenlo do que era toda
essa noito horrivcl.
___________________(Con(>nuar-si-fta. )
PERNTTYP.DEM. F. DEFARIA. 1SW
aVJi i^n a r\r\ i


Full Text
xml version 1.0 encoding UTF-8
REPORT xmlns http:www.fcla.edudlsmddaitss xmlns:xsi http:www.w3.org2001XMLSchema-instance xsi:schemaLocation http:www.fcla.edudlsmddaitssdaitssReport.xsd
INGEST IEID E2V1T5A9A_16QDQF INGEST_TIME 2013-04-30T23:00:24Z PACKAGE AA00011611_09062
AGREEMENT_INFO ACCOUNT UF PROJECT UFDC
FILES