Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09061


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Full Text
-
-T --1 ___________________ ______________________________________

-
1110 XXXYI. HOMBRO 110.
SEITA rEIRA II DE MA10 DE 1860.
Por ann adianlado 195000.
Forte franco para o subscritor.
ENCARREGADOS A SU
Parahiba, o S
Natal, o Sr. Antn
Sr. A. de Lem03 B
"eir; Mafanhiio, o
ro Guimares; PiouhjF%-$r'. Yoao Pendes d
Momos Jnior; Para, -j^r. Justino J-. Ramos ;
Amazonas. oV>r. Jeronymo da Costa.
'--------t' i
>r.M
RIPCAO' 00 NORTE.
an4nWe T.ima;
a Silva; Aracaty, o
r.oSr. j^Jos de oli-
orioel,-{ose Martins Rinni-
1'ARTIUA DOS CUMUhlUS.
Olinda todos os das as 9 1/2 horas do da.
Iguarass, Goiaana e Parahiba lias segundas
e sextas feiras.
S. Anto, Bezerros, Bonito, Caruar. Alnhoe
Garanhuns as tercas feiras.
To d'Alho, Nazarelh, Limoeiro, Brejo, Pes-
queira.Ingazeira. Flores. Villa Bella, Boa-Vista
Oricury e Ex nns quartas-feiros. ,
Cabo, Serinhaem, Rio Formoso.Una. Barreiros
Agua Preta, Pimenteiras c Natal quintas feiras.
(Todos os correios partem as 11) horas da manha.
PARTE qFFJCIM.
Governo da Provincia
LE N, 47",.
Arobrozio Leiloda Coliha, presidenta da pro-
vincia de Pernambuco. t.
Foco sabor a todos 08 seos oahitantes que o
assembla legislativa provincial decrelo'u, e eu
sanecionei a lei seguinte :
Artigo nico. Fica approvado o compromisso
da irtiiandade d Nossa Sen herirdo Rozario de
Alagoa Grande do Goit.
Ficam rehogadas IWu as.disposicSe* era con-
trario. .
Mani, por tanto, a todas as autoridades a
quera o conheciraento e execgoida presente
resolucao pertencer que a cumpram o facam
cumprir lao inleiramente como nella se conten.
O secretario do governo desta provino a
imprimir, publicar e correr.
Palacio do governo de Pernambuco aos 3 de
maio de 1869, trigsimo nono da independerfria
e do imperio.
Amrozio Leilo da Cun/a.;
Sellada e publicada nesla secretaria do gover-
no da provincia de Pernambuco aos3 de malo de
1860.Francisco Lucio de Castro.
Registrada a fl
ciaes.
Secretaria do governo de Pernambuco 4 de
maio de 1860.Francisco de Lemos Duarle.cs-
criplurario da qusrla seceo.
EfHEMERlDES DO MEZ.DE MAIO.
5 La :heia as 4 horas e 42 minutos da manho.
12 uaiio minguanto as 4 horas e 57 minlos
da (arde.
20 La nova as 4 horas e 27 minutos da tarde.
27 Quoi lo crescente as 5 horas e 45 minutos da
Urdo.
PREAMAR DE HOJE.
Primeiro as 9 horas e 18 minutos da manha.
Segund) as 9 horas e 42 minutos da tarde.
faca
vendo a Vnic. os papis que vioiani annexos ao
seu officio de 18 de abril ultimo, sob n. 126 acer-
ca da indemnisoco de 2.737J660 rsl provenien-
te de diversos objectos fornecidos por esse arse-
nal a diversos ministerios, lenho a dizerem res-
posta, que convm aguardar-se atesolucaodo
governo imperial a esse respeilo, conforme indi-
ca o* inspector da thesouraria de fazeuda, no offi-
cio junto por copia. T
Dito.Pode o consclho de compras havaes cf-
fecluar nos termos de seu officio de 2|4 e abril
ultimo a acquisicao dos objectos constantes da
retocoque veioannexa ao citado officiolos quaes
sao precisos para provimento do almoxatifado do
arsenal.de marinha. \
Dito.Recommendo ao consclho adminislroti-
vo quo compre para fornecimento do almexarifa-
do do arsenal de guerra, o azeile de carapato
constante do pedido junto.Communico-se
thesouraria do fazenda e ao director do arsenal
de guerra.
pilo.jmjuiz municipal do Itrejo.Pelo seu of-
HcioeSft^ abril prximo lindo fiquei inieira-
doifleOroiinsclho municipal de recurso Iesse
turma cowefuiikTosseus Iralialhos naquella data.
Dito ao^naKtor'geral da instruecao.Noolpo-
dendo ter lugar por ora o uso da atiribuico con-
cedido no art. 4"da lei provincial n. 429" Visto
do Uvro5. uc leis prorin* do estado dosrofres pblicos, que nao comportara
o menor augmento de despeza, deixa do ser Int-
lendida a pretendi da professora publica de pri-
meiras lotiras di freguezia de S. Pedro Martyr
de Olinda, D. Rosa Mara Fonscca de Albuijur-
quo. 1
Dito ao Dr. Joao Ferreira da Silva, inspeethr
dn sande da porto.Ao officio que Vmc. me di-
rigi hontcm, respondo declarando que sendo u\-
gentes os seus servicos, tenho resolvido nesta
data desanoja-lo, ofim de que continu no exer
cicio de suas funeces.
Dito.Communico ao Sr. Emmanue! Liis,
chefe da commissao astronmica c hydrogrophi-
ca, quo nesta data remello ao Dr. chefe de poli-
ca o seu officio de 28 de abril ullimo. acerca do
procedimonto dodesenhisla desta commissao Mr.
Gomaz, afim de que lomando couhecimcnlo dos
fados expostos por Smc, providencie como for
de direito
Portara.O presidente da provincia, tendo
vista a proposta apresenlada pelo major comman-
danle do Io esquadro de cavallaria da guarda
nacional do municipio do Recife, a que se refere
a informaco do respectivo commandanle supe-
rior de 30 de abril prximo lindo, sob n. 64, re-
solve nornear ofliciaes do mesmo esquadrao! os
cidadosseguinles :
1.a companhia.
Capitn, o lente da mesma Manoel Jos dn Sil-
va Guimares.
Tenenle, o alferes da 2o companhia Elias Pereira
Goncalve da Cunha.
2a companhia.
Alferes, o sargento secretario Hypolylo Jos Ro-
berto.
ADINECIAS DOS TRIBUNAES DA CAPITAL.
Tribunal docommercio: segundas e quintas.
Relacao : tercas feiras e sabbados.
Fazenda: tergas, quinfas o sabbados as 10 hora*
Juizo do commercio: qwinlas ao meio dia.
Dilo de orphos: terca e sextas as 10 horas.
Priraeira rara do civil: tercas e sextas ao meio-di
Segunda vara do civil; apartas e sabba-dos-
meio dia.
ao
A ex Inccao dos
di/linos. Ulna das medidas,
que o liberalismo ?pplaudio rom enlhusiasmo, e
que foi decretada innegavclmt nle para derrubar
o clero da posico que Ihe convinha, e lorna-lo
mendigo, ou atlrahr-lhe o despreso ou o odio
dospoios, aqnem oulrosimera mister lisonjear,
embora para mais tarde oopprimir desapiedada-
menle, produzo desde logo, c est produzindo
inda, os seus nalurnes effeilos :-a pobreza e o
vellipendio do sacerdocio, o excessivo augmento
da contribuicao imposta
urbana usarles, e aocomme
congru;
e o rice
ra de c
E?JX! i!" "'""" o consellieiru Fernanues lur.
res nao pretende prorogar a assembla, cuja ses-
ft!? 6X,pira a de obn* Pare* bem pro-
li!l,i5SW,, UlTCZ noxo drninislrador
ft. f. i,, i l?-e" que seriom embaracadas por
leis tenas previamente.
Nao possodeixar de dizer-lheque esia nolirra,
acompanhadadecommentario, lem impressio-
nado multo. Os conservadores declarara franea-
mente quo o Dr. Leao seu correligionario, at-
propnedade rural c a meia voz indicam-se as candidaturas que elle
rcio.ac o xexame da vera partwiwir, como cemmissionado especal-
os outros dizem que, embor
moderado, e nao acredilam que
que | o n.iiiisieno so prestasse a ser instrumento de
DAS DA SEMANA.
7 Segunda. S. Estanislao b. m. ; 5. Flavio.
8 Terca. Appariciio de S. Sigue! Arrhanjo.
9 Ouarla. S. Gregorio Naziamcno b. dout. da Igr,
10 Quinta. S. Antonio are. te Florenra.
11 Sexto. S. Anastacio m.; S. labio Siziso.
12 Sabbado. 9. Joanna princ.r v.
13 Domingo. Nossa Senhora do Marlvre.
; que ah aconta indislinctamenle o pobre mente para iss.
c, com grave prejuizo do amor, que deve- o conservador,
islir entre as ovelhas e o pastor, o que i o ministerio se i
na
Kxpedlente de 9 de maio.
Officio ao Exm. general commandanle das
armas. Concedendo por despacho de honlem o
praso de 15 dias para provar isenco legal ao
recrula Vcrissimo Pereira da Costa.'que mandei
presentar a V. Exc com o meu officio de 7
docorrcnle ; assim o communico a V. Exc. para
seu conhecimenlo.
Dito ao mesmo Em vista da informaco de
honlem sob n. 5l2.com que V. Exc. m apre-
sentou o requerimenlo do comprador do hospi-
tal militar, Egydio Alhayde Rodrigues, consedi
por despacho desta data os tres mezes de licen-
ca, que pedio com vencimenlos para tratar de
sua saude fra desta cidade.
Dilo ao Exm. visconde commandanle superior
da guarda nacional deste municipio.Respondo
ao officio, que V. Exc se servio dirigir-me em 7
do corrente, sob n. 69. dzendo que pode passar
a quera por lei competir, o commando superior
da guarda nacional dcslc municipio, visto ter V
Exc. de seguir para a corle a lomar assento
cmara dos senhores senadores.
Dito ao inspector da thesourarii de fazenda.
A vista do pedido junio, mande V. S. entregar
ao almoxarife do hospital militar, sob minha res-
ponsabilidade, nos termos do 12 artigo 1 do
t ao,eiw^e 7 de mai0 K 18,a. a I"01"'" de
l.UOUgoOO rs. para as despezas do mesmo hos-
pital na presente quinzona.Communicou-se ao
Vpnente general commandanle das armas.
Ditoao mesmoAo officio quo V. S. me diri-
gi em 7 do corrente, sob n. 455. respondo dc-
fesronMb7li3ac7'hTs"1efm1J"do^lw,"VhrgtrciO
decreto do 7 de maio de 1842, ate a quanlia de
4:000j$000 rs. com as medidas sanitarias que re-
solv mandar por em execucao para o Iratamen-
to das pessoas atacadas da febre amarella a bor-
do de navios surtos neste porto.
Dilo ao mesmo.Transmiti a V. S., para os
llns convenientes, diversos recibos que me re-
tnelteu o chefe da commissao astronmica e hy-
drogniphica com officio de 7 do correnle, rela-
tivos sdespesas Icitas pela mesma commissao
na sua ultima viagem ao sul da provincia.
Dito ao mesmo.A' vista da informaco do V.
S.,n. 468, de 8 do corrente, dada sobre o rc-
querimeato em que Manoel Jos Peixoto dos
Guimares, encarregado do curativo da varila
na villa da Escada, pedia o pagamento da gra-
tificarlo de um mez vencido, de 22 de marco a
22 de abril deste anno, leve hoje o mesmo rc-
querimento o seguinte despachocomo pede,
licando o supplicante dispensado da cniraisso
desde esta data.O que communico a V. S. para
seu conheciraento e execucao.
Dito ao mesmo. Com a relacjio junta, quo
Tai cobrindo os papis relalivos'ao pagamento,
que pede o commandanle do 4o balalhude ar-
lilharia a p, das despesas feitas com a mudan-
ca do mesmo batalhao para a Cidade de Olinda,
satisfaco a exigencia comida no final do seu of-
ficio de 2 do correnle, sob n. 436 ; cumpre pois
/que V. S. informe definitivamente sobre esse
pagamento.
Dilo ao mesmo.Transmiti por copia a V. S.
para seu conhecimenlo e governo, o officio que
em 2 do corrente, e sob n. 624, me dirigi o
chefe de polica, declarando acharem-se desta-
cadas no termo do Ex, disposco do respec-
tivo delegado, 12 pracasda guarda nacional.
Dilo ao mesmo.Estando nos termos legaes o
pret junto em duplcala, mande V. S. pagar a
Jos Maria Ferreira da Costa, a quanlia de
3t)6j>600rs. em queiroporlou os vencimenlos re-
lativos ao mez de abril ullimo, aos guardas na-
cionaes destacados na cidade de Nazarelh.
Dito ao mesmo.Manda V. S. pagar ao enge-
nheiro W. Martineau o que se Ihe esliver a de-
ver at esta data, dos vencimenlos, que percebe
fela reparlico do imperio e da roarinha, na
orma do seu comalo. Officiou-se para o mes-
mo effeito a IheaUfraria provincial na qualidade
de engenheiro civil ao servico da provincia.
Dito ao mesmo. De cooformidade com a sua
informaco de 7 do corrate, sob n. 458, mande
V. S. entregar ao alteros do 9. batalhao de in-
famara Xelderico Cicero de Alencar Araripo o
quanlia de 80080 para pagamento da forragem
deumabesta de bagagm na viagem que fez o
mesmo alteres da colonia militar de Pimenteiras
para osla capital.
Dilo ao inspector'* do arsenal de marinha.
Accuso recebido o officio do 1 do corrente mez,
sob n. 188, em qu V. S. coramunictido haver
comprado a diversas pessoas din*e.renles objec-
tos precisos para as obras a cargo desse arsenal,
pede o respectivo pagamento ; e em resposla
tenho a dizer que cumpre aos vendedores de
taes objectos esperar que seja autorisado o cr-
dito pedido ao governo imperial, visto nao ha-
ver quota para essa despeza, e nao ser da natu-
reza das que possio ser autoristdas pela presi-
dencia.
Dilo ao mesmo.Respondendo no officio quo
V. S. me dirigi em 7 do correnle, sob n 201
tenho a dizer que, approvando a sua deliberaco
quanto aoaluguel da baltaia que tem de con-
duztr at o lazareto da ilha do Pina as pessoas
accomraellidas da febre amarella a bordo dos
navios surtos no porlo desta cidade, nao convm
todava que o ajuste seja diario, porque pode
acontecer que em muilos nada (ac a mesma
balieira.
Cumpre, pois, que V. S, mande ajuslar essa
-embarcao o o salario dos respectivos remadores
por viageni que lizeretn.
Dito ao commandanle superior da guarda na-
cional de Nazarelh.Para ser tomada em consi-
derado a proposta que acompanhou o seu officio
de 4 deste mez, sob n. 84, faz-sc necessario quo
V. S. informe se a vaga do posto a que se refere
a mesma proposta, foi declarada por acto da pre-
sidencia.
Dito ao commandanle superior de Garanhuns.
A vista do quoinwrmou o director do arse-
nal do guerra no officio junto por copla, nao po-
de por ora ser satisfeita a requisicio eontida em
o officio de V. S. de 18 de abril prolimo findo,
sob n. 18.
Dito ao director do arsenal de guerra,Devol-
cumra a rariuhiba,
mas o tovo d'alh, a quem a revolurao tambem
quiz pe suadir, que o dizimo era o iaior dos fla-
gellosc um eslorvo insuperavcl ao desenvolvi-
incnlo la agricultura, pede agora a conservacao
do veame,_e vem protestar indirectamente co'n-
ira aabihcao impa e estulta deum tributo sua-
ve c-Hila mente proOcuo igreja e ao e3lado. '
^aojiilgariamos todava inipossivel o melhorar
sobrem; ncira a siluarao do sacerdocio, embora
coiistint asscni a priva-lo dos dizimos, so a clero
- sempre di-
rci que antes de honlem houve um janlar polti-
co, dado pelo baraodo Rio-Claro. Os convites fo-
ram leitos com a cxprcssi declaracao de sor po-
ltico ; epor esse motivo um rccoimendavel de-
putado provincial convidado com essa declaracao
recusou o convite, por que seria elle o nico nao
conservador que ah se achasse.
E, sendo jamar poltico, nelle so achou o che-
lo de polica, que os conservadores declarara fran-
je chann nacionaes
na parlt
1 Se nin
adverso; revoluco, em q'ue cidados'pociflcos"
eram extranhos s Iuta3 civis.
Anda resta boa sorama de bens, que a liberda-
e que pertencem pela maxi-
a igreja.
livessemos a intima conviccrio de que
clamarle mos no deserto, lembrariams que tn-
corporossem nesses bens o prciso numero de ins-
cripeoes cora asscnlamento na junla do crdito
publico Jara dolar convenientemente o cleio o
qil des; arte nao continuara a viver na imra'e-
diata dependencia dos povos, os quaes deveriam
desde lo 50 ser alliviados do peso dos dircitos pa-
rocluaes. com que trescntemenle os flagellam e
--Comraunicou-se ao commandanle superior do
Ron fe. r
Dita.O presidente da provincia, allendendo
M\.roA*eAf'!W'aa4e^c*oil40.rMnri*...n An-
go de delegado de polica do termo de Ingazera.
para quo fora nomeado.Comraunicou-se ao
chefe de polica
Dita.O presidente da provincia, competentes
mente aulorisado pelos Exms. ministro do im-
perio o da marinha, o por parte da provincia, ro-
solve conceder ao engenheiro William Marli-
neau tres mezes de lcenca cora vencimenlos pa-
ra ir a Europa, a contar do dia 12 do corrente.
Despachos do dia 9 de maio.
feguerimento.
142=Companhia da estrada do ferro.Infor-
me o Sr. inspector da thesouraria de fazenda,
ouvindo o da alfandega
143Egidio de Alhayde Rodrigues, comprador
do hospital militar. Passe-se portara conce-
dendo a licencia requerida.
144Francisco Jos Arantes.Espere o sup-
plicante pelo crdito que se pedio.
145Felicia Joanna.Informe o Sr. Dr. chefe
de polica.
146Joaquina Antonio de Moraes, alferes do
nono batalhao de infanlaria de linha.Informe
o Sr. inspector da thesouraria de fazenda.
147.Joo Evangelista Ribeiro.Informe o
conselho administrativo do patrimonio dos or-
phos.
148Jo5o Baplista de Souza.Informe o Sr.
inspector da thesouraria de fazenda.
149Joaquim Jos de Aguiar.Lance o sup-
plicanle mo dos recursos legaes para ser ilu-
minado da qualificacao, os qutes nao do o de
que se serve.
150 Jos Patricio de Carvalho e Silva.Es-
pere que haja crdito.
151Manoel Jos Peixoto dos Guimares.
Como pede, licando o supplicante dispensado da
commissao desde esta dala.
152=Rosa Mara Fonseca de Albuquerque, pro-
fessora publica da freguezia de S. Pedro Martyr
de Olinda.A' visla do eslado dos cofres pro-
vtnciaea nao pode ser por ora atlendida a sup-
plicante.
153Said Bine Mahomet, Messcd Bino Mo-
rac, Medud Bine Rage e Mahomet Bine Amege,
subditos rabes.Constando de officio do Exra.
presidente do Cear terem vindo os supplicanles
pages na forma do seu contrato, cumpre que es-
pecifiquen! as despezas de que tratam.
154Xilderico Cicero do Alencar Araripe.
Expede-se ordem a thesouraria de fazenda para
mandar pagar ao supplicante.
8 quan lo em quando era manifesla opposico ao
rdadeiro espirito do chrislianismo, era na dos
de
ve
governo;;, que nao i por cerlo menos damnir
ou a consideremos cora relacao ao lao instante
desenvolvimento moral e religioso do paiz, ou &
nao menor necessidade do restituir ao sacerdocio
aquella |iosicao vanlajosa, que outr'ora allingio
e que levida aquello a quem Jess Chrislo diz-
v quo vos ouvir, ouve-me
zar, des|reze-me.
o que vos despre-
O que ieixamosexharado fara um governo que
zelasse deveras as cousas religiosas, que nao
olliasse
, q
desdenhoso para o que todas as seilas
considerum de. todo o ponto momontso. O sa-
retigioes a maior veneracao ; so o iioeruiibiuu m u
recusa, < por isso Ihe indifferente, se nao folgo
que o piare teja ultrajado publicamente, que os
povos o olhcm corro a inimigo, que os expolia,
que se converla n'um instrumento de odios e de
inlermii aveis discordias que se exponha ao lu-
dibrio, j vaias e aos sarcasmos dos que alias nao
ousaraui desconsidera-lo se Ihe fosse permiltido
raanter-se naquella siluarao elevada, a que ujge
restitui-lo.
E ser sob o rgimen liberal, quo a emancipa-
do do clero se ha de realisar ? Nao acreditamos ?
{Naco.)
INTERIOR.
litante quizerem desmandar-se, forjando as ur-
nas em lavor dos candidatos conservadores lere-
mos scenas desagradaveis, porque nao vejo os li-
beraescomgeilo deresignar-se espoliacao do di-
feto do voto livre. Quando leremos autorida-
des que pela sua honestidade inspiren) confianca.
Comtudo, cumpro dar quarenlcna, aesses boa-
tos de esperanzas anachronicas. Espalhara algu-
mas que o minisierio resolveusubstituir lodosos
presidentes que sao merabros do corpo legislati-
vo, como medida geral, por nao convir deixar as
provincias eutreguos o vice-presidenles em anno
de eleicao ; pode ser uina boa medida, porm nao
posso crer de leve que o minisierio queira apro-
veitar a occasio para commissionar agentes e-
teiioraes cora o nome de presidentes.
Poitcm recebido a nomeacao do Dr. Ta-
mandar para juiz de orphaos desta capital, islo
e, bem recebido pelos homens honestos de lodos
os paninos, porque o nomeado inspira conQonca
pelo seu carcter e posicao independente, mas al-
guns que pretendiam ler esse emprego, como raais
um meio ekiloral, desabriram-se coma a no-
meacao.
berp.
(Caria particular.)
(Jornal do Commercio do Rio.)
?= a Droyifi-
deas da.corles do Lbbua, ..... u ,
otm de obafar com a forga armada o grilo da in-
dependencia, c nullificor a sdliesm presloda ao
governo brasil*. Quando clicgoo a villa da
Pornalnba, acheu-a cromada por seus habitan- '
te, que se haviam refugiado para esta piovinca I
(JO '^t'OIil.
Durante a ausencia de Fidi. Oeiras-a seu tur-'
no foi abnndo os ouvidos ao appello de toda a na- '
gao, e declarou-se tambem a favor indenen-
a'1\ q"al Pro>anMndo no dia 24 de Janeiro
de 1823. creou era-seguida um governo- tempora-
rio composto de pessoas sobre quem Fidi julaa-
va poder contar, mas qu*o abandonaran) e poz-
so em diligencia de resislir ja, rcunndo-gnle ar-
mada, j iraplorando a assislcncia e cooperor.io
dos Cearenses, que immediatomenle e de espon-
tanea deliberaco reuniram e armaram tropas a
toda a pressa e os raandaram cm auxilia dos seus
Kmaos do Piauhy de lodos os pontos da provin-
cia. O commandaole das armas informado-desics
successos na Parnahiba onde enliio se achara do
levantamento de Piraporoca favor da indepen-
dencio, e tambera da disposicao em que estava
Campo-maior de faaer o mesmo, por sugestoes-du
capitao Luiz Rodrigues Chaves, que para ahi se
dirigir desJa provincia, resolveu retroceder so-
bre Oeiras ; mas de caminho encontra as tropas
do Oeiras com os milicios cearenses conduzidas
por Chaves para Campo-maior, afim de Ihe fechar
a passagem ; o no dia 13 de marco d-lhes bata-
Iha e derrota-as completamente no lugar Geni-
papo Os fusilivos porem cnconlraram-se cora
os corpos auxiliares que vinham do Coar-, man-
dados pelo governo- temporario dir Ico ; e reuni-
ENCARREGADOS DA SDBSCRIPCOIO SL.
Alagoas, o Sr. Claudino Falcflo Dias; Baha 9
Sr.Jos Martina Aires; Ro de Janeiro-, o Sr.
Joao Pereira Martins.
EM PERNAMBUCO.
O proprietario do diario Manoel Figuciroa'd
Fana. na sua livraria praca da Independencia nr.
U 6 o.
f pL8^"'-- "8,u que n,ui, '"commodo ero-
ne?ro Pf0nnc' recorrer para o Rio de Ja-
provincias recorrer para o Rio
0 1Elmfdda f0i den.omi"ada Governo Salvador;
?.; -.dirMr,,c,po,> ? ??vcrnda "***
asma dala Iransmiindo urna copia da
sessao eada urna d'aquellas qualro
ter na
provincias.
a cPami^.m,!!!?ttCC"*50 recebe" "Imenie
!i -'S1' d0 uma 3(,S!*** Jo colleaio elei-
mrl ^U."^quel\ foi cnviad SJreUa,
para, a nata dclla, pocr delvherar u*i> Z.1
ST-^" ~ -
niinonles. os odiaos e as ordens (Te Ida
tZlAT'' Ve hav,am mt,ad0 3-a ra5n of-
f crecida pela cmara em sessao de T de fevere -
m JSr rdt:r de *oye ^c\ e
om teslemunho da sua conducta passada.
A assmbra eonstituinle, reuuida na cCrte em
Ihos no ri]fl'le"dl dorPriBcPo a seus traba-
mos no da de maio. e o Imperador abri ues-
soalmenle a sessao. Inslallad* qe fui l".0 ms
dP"fln;r K.d,aS- dVd0'Sn e,la ei" >. paidM
de um lado gruparam-se os Iiberaes. e de outr
J'lP",a]\Sl0S; q"e i" exaltando pro-
obvornmenrde-'nar'eira ? recUmaram a
obtiierara a demissao dos Anradas do niinste-
' ^^^^"I'^am tres pastas. Osseussuc-
-------gente para
a villa de Canas, na provincia do Maranho e
tendo-o oceupado, forlilicou-se nella.
llTTd? p,la ,bp"^."u wr.u.Sfa
mais virulenta : os Andradas dominavara a as-
_ A 17 do abril o comraandantc das ornas Jos l '" /, ,' ,U!v^ seus 'denlos, acha-
Pereira F.lgueiras foi nomeado por carta inme- pf^Sf. dosl'beraes. e exprobravam n-
nal commandanlo em chefe das forcas do Cear emente a marcha do novo minisierio, quo
reunidas no Piauhy, pora a pacilicac'oo do Mara-
nhoo ; e a 20 de julho parlio do Cariri em compa-
nhia de Tnsto, que o acompanhou, chegando a
Jl do mesmo mez Caxias, quo foi bloqueada ; e
Fidi, forjado no seu enlrinchfcramenlo do Morro
da Taboca, vio-so alinal obrigado a capitular.
Este successo, a presenca das tropas cearen-
ses na provincia do Maranho o o bloqucio do
porlo de S. Luiz pela divisao naval do almiran-
te Cockrane, que eslavo. 00 servico do Brasil, in-
fluirn) poderosamente pira a d'hesaoda provin-
cia causa da independencia, e para a creaco
do] uma junta de governo provisoria, que foi
eleita e empossada a 29 de outubro do 1823.
Isto posto, deu Filgueiras sua missao por aca-
bada, o vollou cora TristSo para o Cear ; mas
em vez do seguirem dircelomente para a capital
allm de reassumirom seus posto no governo pro-
visorio, encarainharam-so pelo Cariri, chegarara
ao Crato nos primeirosdias de Janeiro de 1824, e
a 20 entraran) com suas tropas no Ico, onde cons-
trangerara a respectiva cmara a oficiar do
Aracaly consultando-a sobre a idea de mudar
poroutro lado linha de lular com embaracos ad-
minis rativos insuperaveis n'aquetla poca".
esta conjunctura, D. Pedro, nao sabendo co-
mo sahir por oulro modo menos vilenlo do mo
posso era que se havia mellido, resolveu dar um
lernrel golpe de eslado. Dissolveu a Consti-
uinte e mandou-lhe intimar o decreto de dis=o-
tucao pela forca armada, que a 1-2 de novembro
cercou a casa das sesses. f-la evacuar, e pren-
deu nn sabido os Andradas, que forom desterra-
dos arbitrariamente para a Europa.
Esta medida um pouco brutal, consternou os
Iiberaes e encheu de exaltaco 03 imperialistas
O Imperador, no manifest de 16 de novembro
procurou justificar o seu modo de obrar, e a ';C
creou um conselho d'estado. com o qual elabo-
HaUia0"S"l!Ilao 3UC foi Publicada em Janeiro
de 1824. jurada no Rio de Janeiro a 25 do mar-
go pela cmara da corte, e remetlida a lodas os
cmaras do imperto para ser por ellas adoptada
o jurada pelos povos.
Os deputados Iiberaes, vollando s suas pro-
inri.ta rlanniD ,4* 4;-,^i.._- 1 ..... >,.
Ultra n nn m nnms.l i r\ nii. ....... ._:.. : +r
tfti
EXTERIOR.
Urgencia de emancipar o clero.
A independencia do clero em geral, e em par-
ticular a dos parochos, uma das condicoes es-
senciaes conveniente manutencao do elevado
carcter do sacerdocio, uma garanta indispesa-
vel ao bom rgimen das cousas ecelesiaslicas, um
obstculo .prevaricaco, ou subserviencia sem-
pre lamentaveis e funestas, porm muito mais
deploraveis naquelle, que pelo augusto ministe-
rio do aliar, que exerce, lho cumpre conservar-
se constantemente sobranceiro a qualquer ten-
dencia maligna, ou suggesto corruptora.
O padre, que mendiga o alimento quolidiano
nao pode ex)gir, mormenle n'umasociedade ele-
vada do espirito materialista, e da lepra da im-
moralidade, aquella consideraco respeitosa, sem
a qual a religio, a sociedade, e o proprio indivi-
duo assaz padecera.
A dependencia immediata nao se coaduna com
a dignidade sacerdotal, quer ella traga o ministro
sagrado & mercA do povo, quer da autordade
civil. I
Prelendem alguns envolver o sacerdocio na or-
dem do funecionalismo publico, sem que todava
ponderem aalluviode nocivas consequencias,
que brotaran) da realisaco do tal pensamento.
Nao ha duvida que o systema das congruas
nm foco de bem desagradaveis e frequentes disi-
dencias entre os povos e os respectivos pastores.
A experiencia tem demonstrado ja exhubar-inte-
mente os inconvenientes que resultan), e hao
de surgir sempre de tal maneira de prever sus-
tentacao dos parochos, que, ou hao do arrastrar
urna existencia mui penosa mingua de recursos,
ou a vechar quasi directamente as ovlhas, al-
gumas deltas fartas, mas de privaces, e de la-
grimas, com que amolecem o negro pao, que
so depos de muilas fadigas e sacriOcios podem
haver para si, e para 00 pobres filUoios,
S. PAULO.
S. Paulo, 3 1 de marco de I86O.
Depoi; da ultima que Ihe dirig lem continua-
do a assembla1 provincial oceupada em discus-
soes nao to irritantes, mas sempre esteris. A
opposico, que numerosa, declarou por um dos
seus orgios quo nada passaria, e assim lera a-
conlecido. Esle resultado muito fcil do ob-
ter-se aqui com o auxilio do defeituosissimo re-
giment. Cinco deputados habis podem iuutili-
sar uma sessao peridica inteira ; o mesmo po-
dem faz ;r fcilmente desasis ou dessele sem hndependencia.
muila habilidade. Al hoje, que o penltimo "
dia da sesse ordinario, somenlesubrsm sane-
gao tres leis, sendo umo acerca de bens do even-
to, outn creando duas reguezos, e a ultima au-
lorisanc o a venda deum terreno, sob proposta de
urna caara. E todava forara opresentados mos
de oiler la projectos, sendo olguns relativos a ne-
cessidac es de ordem elevada. A lei de xago
do orqi policial anda nao foi approvada era pri-
raeira discusso ; e nom o ser. No ha exemplo
de ler r vido debates sobre a lei que xa a forca
policial era primeira discusso ; sempre desde que
ha assembla provincial passava era primeira
discussiio silenciosamente. Este anno a oppo-
sico resolveu eslabelecer um precedente diverso
para lo nar o lempo e inutilisar a sessao.
A mi ioria, embora pequea, tem-se sustentado
firme e compacta, a muito nolavel que a oppo-
sqoo, i iferior so mente em um ou dous votos, nao
fizesse uma s conquista, e nao podesse (ornar-
se maii ra. Nos principios da sessao, o Dr. No-
bias e Darbosa da Cunha aroeacaram queem re-
vese consliluiriora cm maioria ; porm a prophe-
cia hlhou coraplelaraento.
A ra;.ao simples: a provincia v quo os con-
servadores tem predominado na assembla pro-
vincial desde 1851) at a sessao passada. Duran-
te este decennio nao ha um melhoramento por
elles iniciado em ramo algum da adminisiraco
do pro incia. As estradas continuara com 03 mea-
rnos recursos creados nos lempos anteriores. A
instrucjo publica nao tom dado um passo adian-
to. Mai em compensaco dessa falta, lem-se crea-
do mu: tos empregos, mullos dos quaes liveram
origera no patente desejo de proteger a indivi-
duos. A despeza lisa augmentou consideravel-
menle elevando-so ao triplo do que era anterior-
mente.
A' vista disto certo que nao fcil consentir
na preponderancia de homens, cujos principios
nao sao descouhecidos em administracao, e j
( Conlinuacao do n 48.)
Er qruonlo se dovom esles toctos na provincia
do Cear, oulros mais importantes anda se con-
surawavom as do sul.
O iodo porque eram-tralados os negocios do
Brasil as cortes porluguezas, e a exaltaco dos
espiflpwna populaco brBSileirs, levoram o prn-
cipe .T|adro a publicar o manifest do 1. de
agosto da lodos os ngulos do imperio a se unirem es-
treitaraente para formaren) urna massa compacto,
forte o poderoso, afim de poderem completar u
grande obra da sua independencia. Dirigio-se s
naces amigas, convidando-as igualmente a man-
dar paro o Brasil seus agentes diplomticos c as-
segurando-lhes a liberdade do commercio, e lo-
mou logo suas medidas para expellr do paiz lo-
das as tropas portuguezas que nao aoracassem a
causa americana.
Alguns disturbios occorridos em S. Paulo re-
querendo o sua presenca nesla provincia, para ahi
parti elle a 14 de agosto ; o, depois de haver
serenado os motms, tomn firmemente a resolu-
cao de declarar a independencia de uma ma-
neira clara e irrevogavel; e pois, no dia 7 de se-
lembro, nos margena do rio Ypiranga, annuindo
aos desejos da populaco brasilcira, proclamou a
independencia. A 15 do mesmo mez chegou 00
Rio de Janeiro, e se apresentou no theatro com
um loco no braco, onde se lia a divisa : Indepen-
dencia ou morte, o quo foi imitado n'um instan-
te por todo o povo.
A 21 a cmara do Ro manifeslou a intenco de
o proclamar Imperador Constitucional do Brasil,
intenco que foi realisada no dia 12 de outubro,
no campo de Santa Anna, de modo que no dia 1."
do novembro foi solemnemente coroado, e sua
dynaslia consolidada no imperio do Brasil.
A noticia desta serie de aconlecimentos veio
chegando ao Cear, onde produzio, como em to-
das as de mais partes, impresses mui diversas.
Os Portuguezes ficaram consternados, e o gover-
no, que coropunha-se delles em grande maioria,
com a chegada successiva destas participares,
nao podo dissimuhr o seu desgoslo, e at em-
pregou, como nos o veremos, todos os obstcu-
los, que cstavam 6 seu alcance sem porm decla-
rar-so ostensivamente intenso & causa do Brasil.
Os Brasileiros pelo contraro aceitaran) estas
noticias com grande jubilo e enlhusiasmo, soli-
dando a sua independencia em quosi tudas as
provincias com festejos, illuminaces, o grandes
regozjos pblicos.
A populaco do Cear adherio sem reserva aos
moviroentos da corte, e festejos pblicos succe-
deram-se quasi sem ioterrupeo nos grandes po-
voados.
O novo governo provisorio, eleito a 2 de mar-
co, era composto de homens sinceramente dedi-
cados i causa da independencia e que governa-
ram perfeilamente no sentido dasopinies geraes
da provincia.
Logo nos dias iramediatos sua installacao,
consultou a cmara da capital se devia-se esbu-
Ihar os Portuguezes dos seus empregos ; ao que
ella respondeu nao julgar esta medida legal, j
que eram considerados Brasileiros adoptivos
aquelles que se n&o haviam retirado ; o como
taes, pois, deviam ser conservados nos seus em-
vinc
as, depois da dissolugo da Consiituintejip-
ram na pnnuUco .i*-~. --.ufiveitta-
estao novados experimenlalmente no longo es- prego, com tanto que cumprissom os deveres do
paco < o dez anuos. Com os recursos acluaes das seu cargo, assim como se praticava na corte, de-
Qnancas da provincia, quasi nada pode-se fazer,
porqu 5 a quanlia iisponivel para obras publicas
orea cor cerca do duzentos conlos : e com esta
exigui somma devem melborar-se mais de du-
zcnlas leguas de estradas, mais de cem matrizes.
e mande sesenta cadas, visto que a despeza fi-
za enorme,"e absorve mais de dous tercos da
renda.
O p ojecto de lei do orcatnenlo, apreseotado e
nao d.scutido, embora exceda os recursos prova-
veis r a despeza, com ludo nao traz seno uma
vanta;em, que fazer urna parada no augmento
das dissapaces, mas nao ccrcea asraizesdo mal.
Conslt-me que a commissao, elaborando o pro-
jecto, pensou quo, alintala composicao actual
da asiembla, nu era possivel reagir francamen-
te contra o mal arraigado, e por isso conlempo-
risou em parle. Ser um bem se poder ser ap-
provalo sem grandes al te races,
A noticia dada pelo Correio Mercantil de
estar nomeado presidente desta provincia o Dr.
Polyt arpo Lopes de Leo veio influir muito na
sita.:io, porque tem sido acreditada por ser
IconQ-mada por cartas particulares. Gorro hoja
baixo das vistas do Imperador, accrescentando
que raprovava o procedimonto do governo tran-
sado que, sob sua responsabilidade, havia obra-
do violentamente contra alguns merabros de sua
corporago.
Nesie interim davam-se no Piauhy fados que
tiverara com esta provincia relacoes estrellas, e
que por isto importa nao omitlir.
Os successos de Portugal, e depois os do Rio
de Janeiro, haviam exaltado na populaco as
ideas de independencia e de emancipado, a qual a
cmara da villa da Parnahiba proclamou com
enlhusiasmo no dia 2 de novembro de 1822, de-
clarando a sua adheso ao Imperador do Brasil
D. Pedro I.
Chegou esta noticia Oeiras, capital da provin-
cia, onde domioava o major Joo Jos Fidi, Por-
tugus eminentemente pronunciado contra a in-
dependencia brasileira, o que pela influencia da
espada do soldado suffocava nos seus administra-
dos as ideas nacionaes. Este militar reuni to-
das as tropas de que pode dispor, e a 14 de no-
vembro marehou sua testa, por ordem do go-
verao provisorio de. Oeiras, creado ao sentido das
- Ors p qqe foi nomeado por ella uma commissoo
cmara do Aracaty. -- i,a ofliciaes da
Os successos da-juella expedido
tribuido enrgicamente para
pirito de Trislo as ideas bell
cada vez com mais forga a a
repblica da Equador ; e como olio nao podesse
obler da cmara do Crato um officio no mesmo
sentido, enderecou tambem um com as mesmas
ideas em seu proprio nome.
Os omissarios encarainharam-se para o Araca-
ty, onde chegaram a 28 do mesmo mez de Ja-
neiro ; porem ao approxiraarem-se, a caman of-
ficiou-lhes pedindo quo nao fizessem entrar suas
tropas na villa ; ao que assentiram ellos, deixan-
do-as foro, e entrando com pouca gente.
Sendo convocada a cmara, que se icunio a
31 de Janeiro, foram-lhe remedidos os officios
supramencionados pela commissao nomeado pa-
para este fin); e os motivos nelles coudos, an-
da foram mais reforjados pelos discursos dos
membros dclla. Ja disse que esles officios nao
iraportovara era nada menos do que abater o go-
verno existente para Ihe substituir uma rep-
blica.
Nesle lempo, sendo aquella corporagao presidi-
da pelo respectivo juiz de fora Luiz Francisco de
Paula Caralcanti do Albuquerque hornera de
muila prudencia e de grande talento, que a do-
minara pela grande consideragao em que o li-
li ha m os vereadores, resolveu que por ser o ca-
so de alta monta, convidara os povos do termo
para se reunrem no dia 7 da ferereiro, afim de
emiltir a sua opiniao sobre uma questo do ta-
manho importancia ; e durante o lempo que de-
correu al esle dia, o commandanle das armas
correu todas as casas dos ofliciaes portuguezes
chefes das ordenancas, o tomou-lhes todo o ar-
mamento recolhido em suas casas.
No dia 7 reuoio-se a cmara, mas noconcor-
rendo o povo em numero nenluns ; dando-se a
falta ou ausencia do concurso do povo para deli-
berar sobre ura negocio to importante,-como
era a mudanga na forma do governo geral do
Brasil, proposta nos supram mencianados offi-
cios ella declarou-se incompetente para lomar
por si uma resolucao ; 1." porque nao havendo
o concurso do povo, pareca este fado provar
que nao se dera liberdade e seguranga de deli-
beraco ; 2." porque a cmara acabava de rece-
ber officios do governo da capital era que man-
dava executar decretos do Imperador; circuns-
tancia esta quo provava, que as opinies dos
membros do governo, existentes na capital, nao
se acharara conformes com aquellas que eram
emiuidas pelos membros presentes e pela c-
mara do Ico ; 3." finalmente porque a provin-
cia do Cear era mui pouco influente nos nego-
cios geraes do imperio, para tomar a iniciativa
em uma questo, relativa mudanga da formado
governo existente, antes que so p'ronunciassem
outras provincias mais importantes, como bem
a de Pernambuco, da qual dependa a do Cear
a lodos os respeitos. Mandou a mesma cmara
extrahir copias da acta desta sessao as quaes fo-
ram remellidas Trislo o cmara do Ico, em
resposta a seus officios.
A 9 do mesmo mei de fevereiroj^fraram-se
para o Cear as tropas da expedas, e igual-
mente os seus chefes, afim de entraren) no ejer-
cicio das respectivas funeges ; mas esles foram
pouco salisfeitos pelo mo resultado desta sua
tentativa.
Neste mesmo dia, essa mesma cmara do Ara-
caty respondeu tambera a officios do governo,
junta aos quaes Ihe ora remetlida uma copia da
acia da sessao extraordinaria do grande conse-
lho, havido na capital 27 de Janeiro, o no qual
se linha assentado mandar proceder 4 eleigo
de uma junla auxiliadora da junla do governo
provisorio, com voto deliberativo. A'isto, a
cmara ou antes por ella o seu presidente, decla-
rou que semelhante deliberagio,^competia ao
governo nos casos que reclamasB Mdidasde
urgente necessidade, sendo alias a Ti r de uma
junta, auxiliando qutra junta com votodelibera-
tivo, uma concepeo pouco lgica e em contra-
veneno com todas as leis do paiz ; o sobre o of-
ficio, que fazia a remessa de um decreto do Im-
perador, tendente por peas i anarchia que
reinava em lodo o imperio, lembrou que a me-
dida que Ihe pareca mais apropriada para alean-
Sar o flm desojado, era o eslabelecunetilQ de
uma regencia em Pernambuco, para em nome
do Imperador goveroac as provincias do Per-
. los successos da
corte ; e as provincias de Pernambuco, Parahi-
ba, Rio-Grande do Norto e Cear, excitaran) os
iianretrs*^exjliscu
que ella fosse submeltida.
A 3 do maio foi apresenlada na cmara do
Aracaty, a qual foi do opiniao que o Imperador a
jurasse e a mandasse jurar e observar pelos po-
vos, por ser esle projecto muito liberal o a
maior prova da pureza dos seus senlimenlos, e
mais porque o estado convulso do Brasil nao
perraittia os delongos de uma nova discusso, e
tambera porque nella se achava estabelecida a
possibilidade de uma reforma depois de quatro
annos de experiencia. Esla deciso, que se t
claramente emanar do genio do presidente da
cmara o juiz de fra Luiz Francisco de Paula
Cavalcanle de Albuquerque, foi remetlida ao go-
verno da capital, que pouco gostou della, em vir-
tude das tendencias que j raoslrava claramente
para a repblica.
No Jardim o projecto foi tambem acceito ; mas
em todos as demais comarcas foi pelo contrario
rejeitado, em consequencia dos rozes cima
mencionadas, por insufflago dos Alencares, que
na provincia eram os coripheus do partido libe-
ral republicano. No Cralo parece que haviam
tendencias para adopta-la, porque, sendo o pro-
jecto apreseotado a cmara, reunida em sessao
com assislencia do povo, Pedro Jos Borburcma
postou sessenla pragas armadas era frente do
edificio, onde eslava ella funecionando, e por es-
se meio eloquente, e por esta lgica inconlradic-
tavel, resolveu os assistentes a recusarem o ju-
ramento pedido.
]Continuar-se-ha.)
PERNAMBUCO.
REVISTA DIARIA-
O espirito de associago que ha bem pouco
tempo se nao era desconhecidoentre nos, ao me-
nos se nao manifestara, hojo felixaeute vai to-
mando ligeiras proporcoes o dando fructos ranta-
josos.
O trabalho solado at certo tempo era reputa-
do em grande cousa, mas o tempo e a experien-
cia moslraram quo errado era esse pensar ; e
assim as assocages se levantam ahi a cada pas-
so c a cada canto.
Artistas de diffcrenles|classes teem hoje se asso-
ciado. uonslituindo por lal forma um futuro me-
Ihor para a arle c para si proprios ; e neste in-
tuito os nossos olfaales, que j tinham feito um
ensao improficuo, organisaram uma nova socie-
dade para se coadjuvarem reciprocamente.
A sessao magna da inaugurago deve ter lugar
ao depois d'amanha, pelas dez e meia horas, no.
palacete da ra da Prala.
Em salisfaeco ao pedido feilo na seguinlo
correspondencia,' damo-la aqui 4 publicidades
mesmo porque ella amplia a noticia que foi dada
acerca dessa oceurrencia.
A inexactdao que nos notada, devida i
informaco, que cumpre-nos observar, procede,
de fonte puiissima.
Sr. redactor da Revista Diaria.Nao exacta,
a noticia que V. S. deu em sua Revista de hon-
tem, de ter sido preso pelo delegado, do Cabo, o-
Illm. Sr. capillo Jos Pereira Tcixeira o notares
criminoso Francisco Luiz das Chagas, conhecidox
por Chico.
O Illm. Sr delegado, capilao Teixeira, cre
que nao quer, e nem precisa que se Ihe altribua
um fado, para o qual ellonao concorteu nem di-
recta ou indirectamente, anda mesmo que por
este fado podesse ser elogiado : Esse notavel
criminoso, esle seu criado, que nao foi preso
pelo Sr. delegado Teixeira, e nem to pouco por
pessoa alguna, o que eu fia, foi voluntariamen-
te apresentar-me no dia 19 de abril passado na
villa do Cabo, na sala onde funeciona o jury, por.
cima da cadea d'aqutlla villa, ao Illm. Sr. jui*
municipal supplente em exerciclo Joaquim da
Costa Soares, para ser julgado em um dos das,
que houvesse sesslo do juw, o qual principien
a funecionor naq*elle dia (1) tendo eu sidojul-
gado em sessao de 30 do mez passado pu aquello
tribunal, e por elle absolvido, pois prove a falsi-
dade das calumnias de que lancaram mo oa
mao
Bambuco, Alagoas, Parahyba,"~Kio"Grande" "do meus graluilos inimigo para me perseguitem


-z_
ni
_____________

MAMO DE PEftSAH$UCO. ,5EXTA PEIRA 11 DE MaIO DE 1860.
que sejam
adulterado
Infelizmente eslou acosiumado, a
por meus inimigos o desaffectos
qualquer fado por mim praticado, e por isso nao
flquei sorprendida quondo vi a maneira por que
a sua Revista d'onlem conloa o (acto da minha
apresentaco voluntaria ao Sr. juiz municipal da
villa do Cabo.
Finalraeiilc eslou solt, juslifiquei-me comple-
tamente no tribunal competente, confund meus
gratuitos inimi&os das calumnias que me lean-
taram, e quem de todo o meu coraco perdoo o
mal que rae fizeram, fazendo que eu andasse fo-
ragido por especo de dez meses, sem que podesse
trabalhar para poder sustentar urna numerosa
familia, de que sou sabearregado, finalmente per-
di a aquellos de meus oimieos, que. matar
parte liveram em minha perseguico, os quaes
pozerara em evolucio policial, lodo es agentes
da poticia, sopara lerem o goslinho de mev-e-
tem amarrado, o que nao conseguirn, porque
nao Iho dei este gosto.
Queira, Sr. redactor, inserir em sua Revista
Diaria estas linhas desee criado e obrigado.
A rogo de Francisco l.uiz dasChagascorrhecido
porChico. Vicente Alves Machado.
Remettem-nos a segumlc noticia, cuja
materia merece a attenco das autoridades, para
que cesse a pratica nella communlcade.
Iltm. Sr. redactor da Revista.E' multo bem
lembrada a projectada medida de nao se per-
millir a criaco de animaes, ou sejam da rara
suina ou da cabrina, as mas da cidade, era
mesmo de ares da familia dos gallinceos. Mas
para a na do Hospicrb, mrmente do Gymnasio
para diante, c paro os ouarteires adjacentes,
desnecessaria essa previdencia ; porque naquel-
las pnragens encarregam-se os raloneiros desee
ramo de polica, c vo logo confiscando os ai-
masinhos, quo por all apparecera, chegando o
seuxelo ao ponto de limparem os quintaos de
jgalliuhas e penis para maiorceio. E o mais 6
que nao ha quera Ihcs v atno I Vejam, pois,
se indicam tambern alguma providencia, que
sirva para conlcr os excesses de zelo poiicial dos
meus eJ69 uiutheres, narjunaus; 5 hoiueus cs-
trangeiros ; total 118.
Na latartdado os doentes cxislera 40 alieoedos,
sendo SI mulhetes e 9 hornens.
Foram visitadas as enfermaras pero cirurgo
Pinto s 8 horas da manhae, pelo Dr. Dor-
mitas, As 8 horas e 3|4 da manhaa, e pelo Dr.
Firmo as 3 horas da larde d CHRONICiUOICURIA.
JURY 1M KEC1FE.
2* SBSSAO.
Dio 10 de ntnio de 1860.
RESUIENCU DO SR. D. AGOSTINHO EIVMEUSeO B
LEM) JNIOR, UK DE DIREITO INTERINO BA SE-
OKM VARA CRIMINAL.
Promotor publico interino o Sr. Dr. Francisco
Leopoldino de Gusmo Lobo.
Escrivee o Sr. toaquim Franciseode Pauta Es-
leves Clemente.
Adyogado o Sr. Americo Netto de Mendo-nce.
estudairte do-5* anno da faculdade de direito.
Feria a chamada s 11 horas da manhaa,
achararo-se presentes 39 senhores jurados.
O Sr. Br. juiz de direito declara aberta a ses-
so depoisd toque de campanhia.
Foram multados em 20$ cada ura dossenhores
jurados Quitados nos das interiores, quo nao
conipareceram, e nem foram dispensados.
Fui conduzido ao tribunal para ser julgado-e
reo preso Alfredo SiuiU aecusado por crime te
edemas physicas feitas com o fim do injuriar,
leudo o mesmo reo por defensor oatlvogado eci-
ma mencionado.
No sibendo dito reo fallar a tmgua do peiz, o
Sr. Or. juiz de direito nomcou para interprete o
Sr. Joao Antonio de So tu a Hibeiro Jnior, estu-
doulo do 4 auno ds faculdadedo direito.
u jury do senlenca foi composio dos senhores
-seguidles :
Claudino do Reg Lima.
A aduiiHistracao-do Sr. facinthu Ue Mendonca
foi i m verdadeiro cancro, urna perfcila reaeco
iara a provincia;-o seos actos so revelavam
dea de rancore de-viganca, que do alto, em quo
se ai havejuigou devor exercer sobreaquelles,qv
lho nao rrem muilo affectos. Citaremos aqui
apena e oemtssao do Dr. Feij da pwmotoria
frecid*! " iiiteiciontdo, para ser substituido pelo Sr. D.
Honra, IwBieiii encanecido nos vicios, corm*
arhim bem alto documentos, que correm im-
presos em diferentes jornae de imperio; a
den isso do Br. Serfico da promotor publica
da mperairiz, e assim por diante un excessivo
minero de clamorosas injusticia, que seria
fastidioso numeral-as.
Sao estes portanlo os rehesnlismmea servidos
pre Hades pelo Sr. Jacinta de Mendonca sea
provincia, pelos quaes, assim como petas grandes
dspotas, que fez neseaengenhe, con os feste-
jos importaos, deveria ser considerado pelo go-
verno imperial na lista dos titulares do dia 1 de
marco.
(ira isto na verdee irrrserio I
quera o Sr. iaciuvhn de Mendonca
conraenda, que leve?
a Rosa ?!
Oremos, que isto remunerar os seusservicos
A. procetta* da vida, os iunuraeraveis inlor t~
ritos o dissatiorcs da huraanidade so ccntu^Q,,.
rtam ; o nosso aluna converleria-sc era u.m ver-
dacir ifei n*de Dante, o a serenidade, da mor-
I seria e deveria ser o sonho, o desojo ardenlc
da lodo; Uiemphando a apotheose de Itegesias,
fie Scrates,* Cicero, e a do insigno Docage nos
seguimos verso elegiacos:
< Dos co, oh mortc I s dadiva omnenlo,
a precioso balsamo divino,
One eerra as chagas do infeliz vvente I
la afrontar teu nome em meu lamento,
Oh mimo celestial 1 oh dom sagrado I
Entretanto, nada escapan a prerencio o prc-
caucoes do Supremo Archifeclo : elle, em sua
Infinita sabedori, todo vio, predispoz, e ordenou
de modo, que & verdade nao iallassem propugna-
dores, o inuitas vezos martyres voluntarios e ins-
pirados ; que a justica scrapre so desvcnd-issein
portos segaros do saivar.o e victoria-l
Eis quanlo perfeitamento comprchendeu o sa-
bio rei de Israel, o o que annunciou 0 recom-
raendou naquolle citado proverbio.
E nos, pois, fiis ao sen luminoso preceito,
nao hesitamos depdr quaesquer consideracoes par-
Nao Sr. coramendaJor ticulares para encarrogarmo-nos do ura sacerdocio
' honroso e sagradoqual o de crguermos do abys-
rao da hedionda calumnia duas victimas inuo-
Que roais
do -que a
prestados provinciac ao Imperante, si iuo os cenes, dous nmlyres presin. o da severa e recta dislribuicao da justica
Agora duas palavras acerca do estado actual
da provincia das Alagoas :
Ajguns espiritos irroflectidos, pertluazes
Alludimesaos Srs. Drs. Joao Antonio de Aran-
jo Freitaa Hcnriques e Joao llircano XIves Ma-
ciel, dignos juizes do direito e municipal desta
inlollerantes pretendem fazer re vi-ver all pocas | comarca de Goianna, e hydrophobicainenlo as-
Antonio Joaqun) do Parias Jnior,
taes pblicianles, como raurto deseja oPeieiire. I Antonio Ferreira de Lima Mello.
Em difTerentcs igrejas desta cidade, nomea- Jos Flix Pereira da Burgos.
damente'Terco, matriz dcste beirro de Santo An
tcnio, S. Goncalo c Rozario da Boa-Vista, achara-
se c ni exposicao as imagens de S. Brat e S. Se-
'bastiao, alfluindo esse templos grande parte
la nossa populaco no cofrer da noite, para cn-
derecar por meio desses sagrados intermedios
-suas supplicas ao con.
A anda nao desappareccu d'entre ns, e isto
j nao pequeo consol na alllieeao qtre oppri-
tne actualmente todas as familias, que-quando
nao carpom a morle de um scu memore, gemem
pela molestia do um delles.
Crcr esperar, e quera espera sempre alcanca.
O monseulior Br. Antonio Jos Coelho, len-
te jubilado da academia de Ulinda, recebeu no
4a'9, por obra das oilo horas da noite, o San-
"tisslrao Viatico, sendo ungido e sacramentado.
O seu estado aprsenla serios cuidados.
No dia 2 do corrcnle o capataz da eslacao
da praia de S.'Francisco em Olinda, dando ura
lance de rede de pescara na costa o norte do
fortinho Monte-negro, veo dentro do rede o ca-
dver de um hornera, pardo claro, representando
-35 annos de idade, vestido de calca c camisa de
ganga ou zuarte azul.
Nao foi conducido por pessoa alguma do lugar.
Presumc-se ser tripulante de una barca sueca,
fundeada no lamaro, da qual tcni sido laucados
no mar alguns nariuheiros, morios pela febre
arnarella.
No termo de Villa-Bella desta provincia,
deu-se era diss do rae/, prximo passado o se-
guinle facto :
Passando.pelo riacho de S. Domingos o crimi-
noso demorln e roubo na provincia do Cear,
lzidoro Gomes da Silva, o inspector de quarlei-
ro daquellc lugar, munido de urna ordem do de-
legado do termo, e acompanhado de nina forra, o
seguio, mas no arto de inlimar-ihe a ordem de
prisao oppoz o criminoso resistencia tal, que foi
znister rcpelli-la com a forra, do que csultou fi-
jse Victor da Silva Pimenlcl.
Manool Teixcra Bacellar Jnior.
Cielo da Cosa Campello.
Antonio Jos Leopoldino Arantes.
Manuel do Nascimenlo de Araujo.
Jos Ribeiro Sinioes.
Firmiano Jos Rodrigues Fcrreira.
Jos da Costa Brando Cordeiro.
IC prestai am juramento sobre o livro dos San-
tos Evaugelhos.
Foram recusados por parte do ro os senho-
res scguinles :
Antonio l.uiz do Amar.il o Silva.
Francisco de Miranda Leal Scve. ,
Foram recusados pelo Sr. promotor os senhores
seguintes:
Caelano Lenidas da Gama Duarle.
Dr. Constantino Rodrigues dos Santos.
Tiburcio Valeriano dos Santos.
Claudio Firmino do Jess da Malta.
Franceliuo Augusto de liollanda Chacn.
Jos Simplicio-de Sa .Esleves.
Simplicio Jos de Mello.
Francisco Alfonso l'eireira.
francisco de Paula Lima.
Antonio Theodoro dos Santos Lima.
Ficou inhibido ae servir no conselho o Sr. Ger-
vasio Protasio Simiies por ser riuio do Sr. Jos
Ribeiro Sinioes.
Foi o reo interrogado, e fez-se a loitura do
processo.
Finda a leilura foi concedida a palavra ao Sr.
promotor, e esle pedio a coodemnarao do reo no
grao mximo do ari 2 se darem as circuinstancias aggiavautes dus 4
e 15 do art. tdo"niesmo cdigo.
O Sr. advogado deduzndo a defeza concluio
pedindo a absolvico do reo.
Findos os debates o Sr. Dr juiz de direito per-
gunlou aojury se eslava satlseito para julgar a
causa e leudo resposla afnnaliva resumi a raa-
od osas e lamefrtaveis, quo o passado j as lanou
no olvido, como servinde de meios para as suas
coisecucees polilicas. E' urna lalica esta de
ruim goslo, que desejam ver a provincia votada ao ostracis-
mo podera servir-se della.
Confiamos porin muito no novo administrador
o Exm. Sr. Dr. Velloso, espirito illuslrado e jus-
li feentes joruoes do imperio, j por seu ujuo adini-
uiitralivo, como atieste a sua Ilustrada piesi-
di ncia no Espirito Santo, como pelo seu carcter,
iuieireza e rectido dos seu actos, para nao con-
sentir, que n provincia, cuja admiuistraco Ihe
foi ltimamente confiada volle ao estado de
d huje alardeara pela imprensa, procurara cou-
duzil-a.
Um Alagoano.
do Exm. barao de Muntiba, quandu ministro da
justica. qtt0 om 5" lugar diz o Sr. U. G. torsldo
expedido para ser processado o escrita Torre
Bandeira; ha nisso engao e manUesU falsi-
dade.
Engao; porque a ordem para esse processo
foi expedida pelo superior tribunal da administra-
ce do districlo, o nao^pjfRfiuetlo
aviso especial.
Falsidado ; poro, em cimprimenU do q
delerminou esse egregio "Iritiunal, foi imroedi-
tamnte instituido o compteme summario de
responsabilidado contra esse cscririo, pronun-
ciado na frraa requerida polo Dr. promotor pu-
blico da comarca, oovido em lodos os termo do
processo, e at definitivamente condemnado;
sendo que a senlenca j se acha ha muito cum-
plida. O documento sob n.
bamos de asseverar.
Kra 6. c uliirao lugar, almrjaudo o libellista
M. G.feir e immolar, por todo e qualquer mo-
do, a lepuiacjre e boa fama da sua victima, insi-
na ter esse portado-so indignamente na cidade
do Maragogipe e na da Estancia, e quo neslc ul-
timo lugar soTrra do lenle coronel Calazaes
varios golpes de instrumento afiliante I 11
Nao ha e nem pode haver calumnia mais re-
voltante, e nem maior protervia contra a con
duela illibada o o renoino do um magistrado,
que se lem Mustiado em seu paiz por serviros
importantsimos, por urna probidade inconles-
lavel, e iiitelligeucia superior, merecendo porto-
dos os lugares, em que a sotle o lem levado na
sua brilhanto carreira, as sympalhias e os res-
peios de seus concidaddos, o os mais expressi-
vos louvores das eminencias do estado c do todos
os funecionarios pblicos com quem houve de
tratar I!
Para que de urna vez par. sompre so desenga-
e esse audaz libellista, e todos quautos o assu-
lam, farcinos resumidamente o histrico da vida
publica desso dislincto magistrado, que parecem
ignorar, o Ibes daremos a lor, por ordem chrono-
res!beteetda, remellemos o leilores para esse
jornal.
Quinto ao avmttado rendimento do patrimonio
do Pilar de Goianninh, q nao lem preco cer-
to, que Ihe respondam os antecessores do actual
Dr. juiz municipal, e os demah empregados an-
tigos a\ comarca, sendo que e documento sob n.
mmuiro om sa, prava com toda a evidencia que o crul juiz
anda uenhuma coota tomou em relacao refe-
rida cafblla, como lado melhormonle m v do,
sobredito documento.
Picando, poi. destruida, t os ltimos al-
cerces, a Sebastopol do nosso Alexodre Goian-
nense, conquistador o vencedor dos mundos in-
finitos ; (orcoso Ihe afora confessar ao res-
pei lavel publico que seu proceder lem sido no
todo despeitoso, e lilho somenlo da-raiva e de-
* prova quauo ac- sep ero a que o arraslou um proeesso de injurias
orga nisado pelo Dr. Hircano em virtude de quei-
xa do subdelegado desta cidade, mtjo^Anlonio
colhido a priso falleceu, por ter sobrevindo a
.gangrena.
O juiz municipal tem instaurado o competente
processo contra o referido inspector, c escolta
que o acompanhava.
Hnnteni pela manhaa regressou nosso
porlo a crvela hilce Via mito, que eslava cru-
zando desde o dia 10 do mez ultimo.
Durante esla commissao o digno Sr. 1. lenle
Mamede Simoes da Silva, commandante daquelle
navio, leveoccosio de preslar bem uteis servi-
evou ue9 da v'g'lal,cia 1ue exerceu na costa,
prmeiros soccorrs para 7'broe $$$$?%%.
tinlia um valor de perlo de 40:00S soaifi,
,am]^m jMOnd"". UjW^^aWranF'. mal
viiflnv por liaver encalhado em Aracaj, de sorle
que nao podia vollar Baha, o mesmo dislincto
Ricial mondou promptamenle lodo o pessoal da
machina de ura navio trabalhar naquelle, de sor-
te que ludo se reparou, servico esleanlo mais
apreciado pelo commandanle do 'Goncalves Mar-
tins, porquanto na parle em que se achava nao
existiam recursos desta ordem. A imprensa de
Alagoas devidaraente elogiou o procediraenlo do
commandanle do Viamao.
Infelizmente falleceu bordo um foguista ata-
cado de typhus apresentando os primeiros symp-
tomas de febre amarclla, acompanhados do vo-
mito negro ; houve um oulro caso de febre ama-
relia, terminado favoravelmente, e outro de an-
gina.
Predominaram as febres gstricas biliosas, que
atacaram 14 pracas.
Estes factos provam o mo estado da atmos-
phera em urna extrema zona de nossa costa, e
^conselham as mais serias precam ees, c a obser-
vancia de lodos os preceilos hygienicos.
-O estrangeiro que salla om nossos cese
praias, lem logo urna primeira impressSo mui
desagradavel, que hade sempre ter grande in-
liuencia no juizo desfavoravel que exprimir
nosso respeilo.
Ainda que queira duvidor do orgao da visla,
jue Ihe aprsenla em pleno dia urna fileira d
noraens, de todas escores em urna posico inde-
corosa, sem pejo algiim, como vis anima'es sa-
tisfazerm as suas necessidades, o contacto dos
ps em objecto nsuseanle, o felido horrivel que
lhc ehega ao olfacto, o certificam da realidade.
Por honra de nossa repulaco, quando nao por
consideracoes de salubridade publica, rogamos a
quera competir que lance suas vislas -sobre a
praia de-Fera de Portas em frente casa da pj-a-
ticagam, e-sobre lodos os donrai caes em que se
nota o rnusrao espectculo, pata o terminar.
Passageiros do vapor breaileiro Persinunga
vindo de Maeei :-Dr. Jos Alexadrino Dias de
lioura. major-Sebastiao JosJi. Ferro, Jos Vir-
ginio Teueirade Araujo, Mauoel Jos de Souza
Domingos da -Silva Torres, Venancio Jas da Cos-
ta. Alexandre Vagner e sua senhora; Jos Joa-
quim da Silva.Ignacio da Silva Moroes, Dr. Fran-
cisco Aoloniodo*. Ribeiro, 1 eseravo e 1 criado,
Manoel R. Barboza, Francisco Manoel de Oliveira
J-ima, Manoel Marinho Falcao, Jos Joaquim Go-
mesdeAbreu. Antonio Diniz Moreira de Mendon-
ca, Mana Xavier de anta Ann, Joao Jos do Cu-
t ha Lages, Xnlonio Domingos de Souza, cadete
Jos Hygino Xavier da Foncoca.
Passageiros do hiale brnsileiro Bom Ami/jo,
vindo da ilha de Fernando :padre capellao Joa-
.juMn yerissimodosAnios. capilao de arliUiari
Antonio Lmz Duarle Nunes. sua eeohora e dous
menores, Americo Marinho, Pedro de Alcntara,
J?. A.Lima, Manoel Thomas dos Santos, Manoel
Baplwta Barboza, Joaquim Jt. M. de Oliveira Je-
iuina Bandeira de Mello, 4 filhos menores e i
xecem-flascido, Mar.a Caelana do Jess e 2 filhos
Mana Joaquina do Rozario, Rila Anglica daiGlo-
xia, 2 cadetes, 13 praeas do pcet e 7 sentenciados
que acabaram seu lempo.
MoitTAUDADB DO UA 10 DO CORRBNTE :
Paula, branca, 3 anno, escarialina.
Mana Melchiades da Coaceico, parda, solUira,
annos, angina.
Jos, prelo.fi roezes, angina.
Chnspiana, parda, 6 anno, escarialina.
phlysica PI*U "*-.. *, 60 aanos.
Minante-' foUfiro- 70" J nldUllof SilTfl' *>. solteiro, 35
annos, lunerculo pulmonar.
Isaac, pardo; eacrov. 5 annos, indigeetio.
Cracianna, preta, escrva, solteir*. 40 aonos,
Leenida Guilbermua do Oliveira. parda sol-
*eira, 13 anno. escarlatina.
Jos, branco, 9 mezas, inflammacao do en-
osquesilos seguintes
Io O reo Alfredo Sraell, no dia 25 de seterobro
do anno de 1859, na ra das Aguas Verdes desta
cidade, deu urna bofetada em Custodio Mauoel
Theodoro que resultou a lumefaeco e rubescen-
cia cmislanie docorpo do delicio?"
2. U reo coinnielleu o faci criminoso im-
pedido por um motivo reprovado ou frivolo?
3" O reo ceinraetleu o fado criminoso com
sorpreza ?
4 Eristem circusmtancias attenuanles a favor
do reo ?
Lido os quesRos pelo Sr. Dr. juiz de direito,
foram entregues cora o processo ao conselho, sen-
do este conducido sala secreta das conferencias
s 2J42Jio^a&vU-^e>Koirjs. '
/E Z".nao 41er dez votos.
Ao 3onao por lo votos.
Ao 4o nao por oilo votos. R,cconheceu-se
a circu insta ncia alleuuaule do 1 do ail. 18 do
cdigo criminal.
0 Sr Dr. juiz de direito em vista da decisao
do jury, proferio sua senlenca cor.deuinando o
reo era qualro mezes de prisao e mulla corres-
pdndente a duas lernas parles do lampo, e as
cusas, como curso no grao iniuirno da segun-
da parlo do art. 206 do cdigo crlmnial ; e le-
vantou a sesso, adiando-a para o dia seguin-
e, s 10 horas da nianliaa.
N5o podendo ser julgado no dia 10 d trren-
le o reo Jos Francisco da Luz, foi designado o
dia 11 do corrente para scu julgamento,\e do reo
Igoacio felicita .Muu. \
J urna vez dissemos esto anno, que approxi-
irando-se as eleicoes, o Liberal Periiambncano
p eparava-se para representar as ruesmas scenas
d) anno de 56.
Esla proposicao, alias verdadeira, irrilou sobre
nodo os revolucionarios modificados, que grila-
mm, a bom gritar, que raenliainos, calumtiiava-
u os a um partido grande, forte, unido e com-
pleto.
Pois bem : os hornens, que assim failaram, mi
n.siraram hoje a prova de nossa proposicao. Os
r !Co/ttC4oitario modificados, que nao s pejam
di declarar alto e bom som, que em tovembro
diste an,no ko de vencer as eleicoes-, ou o ccete
ha de trabalhar, deram hoje luz una nova edic-
cio, mais augmentada e correla dos communi-
cidos, que publicaran! nos mezes de agosto
dezerabro do 1856.
A Victoria, a Escada, a Gloria de Goil, a Var-
zea, Goianna, Boa-Vista e Ourictiry, foram apre-
sanlados em exposicao nesse grandecosmorama,
appi.'llidado Liberal Pernambucano. E como con-
sequencia lgica tambera foram levados ao pa-
l bulo os Srs. Ilarau do Utinga o todos os msm-
Iros de sua familia (a rodo de arrastro) o Barao
ue Muribeca, os Srs. Correia Leal, subdelegado
da Varzea, Florencio Carnciro Monteiro, o cone-
go Pinto de Campos, cuja sombra os assusla. o
padre Margal, o coronel Di mas Lopes de Siquei-
n, Pedro Pessoa de Siqueira Campos e mullos
outros.
Inventaram factos, adullcraram uniros, desco-
I rirom crimes onde os nao ha, interraram vivos,
cesentcriaram morios; emlim revolveram o pas-
sado e todas as niazellas delle, lodos os actos de
c utros, at dos correligionarios dessa louca gente,
firnni atirados seoslas dos que na aclualidade
I guram na scena poltica.
Esto no seu elemento ; e portanlo nada ha a
censprar : ao contrario deveriam ser fustigados,
so por ventura abandonassem a bandeira do seu
I artido, que tem por divisa, intrigar, insultar,
oesunir e anarchisar a familia pernambucana.
Para elles a verdade, a justica, a nnprcialida-
ie, o merilo, a virtude, sao patavrasque nao
lem significado, nada expriraem ; j eolito lo
sallados no que ha do mais sagrado para o ma-
gistrado, om um artigo impresso no Correio J/ej-
cani do Rio do Janeiro 11. 95, datado do 5 do
corrente mez de abril, sob a firmaM. G. Nunes
Machado.
Ao termos semclhanlo arligo o que mais con-
tristou-nos, foi o vernios sellado cora a firma
Nunes Machado ;porquo olla nos Irotixo a me
mnria um hroe peinainbucano de eternas sau-
dades, esse apostlo da verdade, csso symbolo
de candur c lealdado, que nunca trahio o
suuui cuiquo Iribo que sempre confessou a
honra e as virtudes do seus proprios inimigos,
chegaudo a pureza do sua alma a pontos de 01-
pr o sacrificar a mesma existencia no motlenlo
primeiro em quo sentio suspeilarem de sua fide-
lidade, da sinceridade de seus conselhos em piol
de ura partido, a quem se havia dedicado I.....
Pella esta ingenua confissao, como homena-
jee in memoria desse Ilustro Goiannista, desse
Achules dos foros o (bordados nncionaes, con-
sideraremos os tpicos da IMippica. que nos oc-J Luala, na provincia de Secoii.e
rupa. e a iremos refutando documentalracnte, ibias seubc grangear, porseuco
para serraos julgados pelo publico sensato, o al-
lendidos pelo governo imperial.
Nessa PilippicaM. G., o scu
Pinheiro de Mendonca, no qual foi conaemDado
a tres inea>s de cadeia etc. ; desespero a quo
deu incremento a ou*ifc inaudita do integeni-
mo Dr. juizjle diietojj^m,(reaisindo em res-
peitar e oTiedecer os3p*s foros e privilegios!
julgou iraprocedento-a appeltaco interposla, o
- conllrmou, por forja das proras, aquella senlenca
- couderanatoria do-juizo municipal 1 !
Feta esla confUso,Sr. M. G., que Ihe
aconselhaftros, reparar S. S.-de alguma maneira
o grave peccado social, em que lera- incorriJo,
qual o de haver, por sua louca reincidencia em
vomitar injurias e calumnias contra as autorida-
des, abusado da Graca eme Ihe foi concedida por
, S. M. I., cenverteudo em Instrumento do suas
W.,11 desregradas paixes o msquinhas vingancas .1
mais bella prerogatira do Ihrono, o maisprecioso>
altributo do poder raageslalico.
Tome juizo e creia nosbons desejos do
Inimigo das calumnias.
DOCUMENTO N. 1.
Diz Francisco Candido de Carvalho, quepercr-
ogica, os mais honrosos documentos quo se pode za quo o eaerivao Costa Leite revendo opiocesso
possuir. I crime qu? por ease juizo se procedeu requeri-
O Sr. Dr. Frenas Hcnriques estrcou a sua car- nenio do commendador Antonio Francisco Pe-
reira em 1846 no cargo de delegado de polica reir contra o capilao Felismino Francisco Fer-
supplenlo do 2. districlo da cidado da Babia, e nandes e o alteres Thoraaz Antonio Guimaraes,
logo comprovou a sua inlelligenci, nclividado o Ihe d por ceriidao verbo adverbum. o theor
zelo pelo bem publico, como allestam os dous do despachapelo* qual o Dr. juiz de direito des-
plelos sob ns. 5 o 6, do chefo de polica daqncl la comarca jurou suspeicao nessa causa por
la provincia Joao Joaquim da Silva, datados do 2' tanto
de junhoe 10 de agosto do referido anno. P. 1 V. S. Illm. Sr. Dr. juiz municipal quo
^aquello mesmo anno foi despachado para o se sirva assim mandar. E. R. M.

14
Joanna, parda, 4 dias, convulsie.
Paulino
.Perreira da Luz, pardo, solleiro, 19
ano angina OMarialina. T
TT ATADOURO WJBLICO
fltwiwi dk CMUMBB..^, Existen. 64 ho
Communicados
Aimla as eondecorayues do di
de marro.
Muilo se lem dilo e escripto acerca das conde-
coracoes do dia 14 de marco. Grande o nu-
mero dos descontentes, e gravissimas sao a9
censuras o accu'saces, quanlo nos bem injus-
tas em grande parle, que alguns espiritos egos-
tas o menos reflectidos tecm procurado fazer ao
nosso governo.
Em o n.;107d'este Diario ven urna transcrip-
cao pedido n'cste sentido, onde o seu autor,
usando de urna linguagem apaixonada, se rcvella
de um modo punco decoroso, qualo de prestar
serviros a cerlos figures.
Gra'nde o alarido, que faz, por nao ter sido
considerado em o numero dos titulares o Sr.
commcndadofJacinlbo de Mendonca ; diz elle:
Por todas as provincias, quelveram a honra
da visita imperial, ura cidadao nao houve, que
gaslasse o dinheiro, que gastou o Sr. commen-
dador Jacinlho na provincias das Alagoas, som
fallarmos, nos seusservicos pessoaes.que foram,
sem duvida alguma, relevanlissimos.
Continuando diz ainda :
O Sr. commendador Jacintho Unha / & um
ibaronalo ; porque ninguem despenden tanto
como elle, nem presto untos servicos.
Vejamos, si, com effeito, o Sr. Jacintho de
Mendonca linha rirs ura baronato; si realmente
gastou mundos e fundos, e tem prestado tantos
e tn relevantes servicos, como querem alguns
dos*eus adeptos e fiis eeroidorte.
Logo que o Sr. Jacintho de Mendonca certifl-
cou-se, de que o nosso Augusto Monarcha linha
proyectado visitar a comarca de Porto Calvo, im-
meaiatamente tratou de promover urna subscrip-
cao por entre os seus habitantes, de muilos dos
quaes nao s exiga quantias previamente por
elle decretadas, como at as ioipunha.
Foi assim, que o Sr. Jacinlho de Mendonca
tirou por -seu* comrcaos urna nao pequea soni-
raa para alcatifar asna caza, pinlal-ae preparal-a
esplendidamerte, para a recepcae do Augusto
Visitante, isoeepcao esta que la'o decantada foi
por um correspondente do Otario das Alagoas
atlribnindo ludo ao Sr. Jacintho de Mendonca]
ao se lembraodo, que ella era devida, na s'u
maior parle, i enormes sacrificio da maioria dos
habitantes d'aquella comarca.
Sabemos isto por deferentes pessnas fidedignas
de Porto Calvo, o que nos merece todo criterio,
sendo nlgumas d'entre ella da amisade do Sr.
Jacinteo de MeBdonca, que, sem lerem em vistas
offendof-o, fizeram-os -toda esa narracao.
Do que viemos de dhter.j se v,qual a manei-
ra porque o Sr. Jacinlho de Mendonca preparou
e adornou a sua caza; e d'aqui ao publico dei-
xamos tirar a lloeao, que quizer, que quanlo
nos, j tiraauua que deveriamo.
Vjame Wk' si pedemos deecobrir esses
relevantwPrvios prestados pelo Sr. Jacinlho
de MenddWfca 6oa provincia Seram por ventu-
ra o grande numero de dernisses. remocoes, e
patpiantes injusticas', poreHe pralcad duran-
te o poueo lempo,"em qoe, n qualidade de 2."
vtce-presidonle; esteve adminif irando a provin-
cia procurando deste modo estndar o seu mal
entendido dominio (j so nao contentando com o
etl IMU Dor Inilnc ni inn..ln.J'.ll.
(alejados na mentira, cUoavega^ a^isfen tiflttT'que a ninguem offende, e que vicfr %a da
folicia, porque apenas repellio um inaulio, que
l'u fe; o Sr. coronel Florencio I !
E que diro a isto as pessoas (em numero de
14) quo em urna noite de luar do mez prximo
passado se viram entre cruz e a calderinha na
ponto do Cachang, quando o tnnoeeiiie Roque
i isislio com ellas, engalilhando um bello baca-
marte e empunhando urna linda facca de pona ?
0 que responderao a islo as senhoras, que fo-
rim obrigadas pelo po6re Roque passarera por
cima de bacamarlo, por elle alravessado na es-
I ada nova entre a ponto do Cachang e a bar-
raira ':
Roque innocente, c victima da perseguico da
f olida s podera ser considerado tal, por quel-
I;, aue publicamente disse na povoacao do Ca-
chang, que/foone era um bello elemento para as
eleicoes de setembro e nocembro vindouro, que o
lacamarle e facca de pona delle era mais que
sufficitnle para affaslar grande numero de vo-
tantes.
Smenle podem considerar Roque pobre vicli-
110 das perseguirdes da polica, os quo o agasa-
jara em suas casas, dara-lhc armas, dinheiro, e
c mandara avisar das diligencias da polica.
Saiba o publico que Roque ura faccinora,
ru por varas vezes lem eslado preso, e que es-
l3ndo ltimamente preso e pronunciado por cri-
ne do ferimentos, foi lirado da casa de detenco
lor aljuem da Varzea, que por elle preslou nan-
ea, e que para l o conduzio, afira de servir
ie guarda costas.
H<.je Roque mais criminoso por tentativa de
norte e uso de armas defezas.
una calumnia atroz alirada ao subdelegado
c dizer-se, que elle deu ordem para fazer fogo era
Roque, apenas o avislassera.
Por mais de uiua vez temos visto o subdelega-
do perseguir a Roque, levando elle distancia de
liro de pistolla ; sendo que por prudencia, tem o
nesmo subdelegado ordenado que se empregue
es meios para o prenderera de sorpreza, allra de
vitar urna resistencia de que elle capaz e para
s qual tem sido bastante aconselhado.
Nao concluiremos sem dizermos tambera al-.
i urnas palavras sobre o Sr. leuente-coronel Di-
nas. A casa deste Sr. foi varejada pelo Sr. Dr.
Lucena, hoje delegado de Ouricury, e nclla ape-
1 as se enconlraram algumas granadeiras (seis.) e
uncocnla cartuchos, e nao cincoenta macos, co-
no por maldade se disse no Ltoeraf-. enhutu
cocumcnlo e nenliura indicio colheu o Sr. Lce-
la, que autorisassem a priso do Sr. Diraas, co-
mo cmplice do assassinalo do infeliz capilao
Moniz Brrelo.
autor despei-
tado com o correspondente do Correio Mercan-
til desla provincia, por ter lomado a defeza de
suas innocentes victimas, formulou urna especie
de 1 i bul lo aecusatnriu composlo do 8 arligos ou
pontos, c provocou-o a responder-lhe, acredi-
tando-se iuvcucivcl nesse misero reduelo, cpre-
lendcndo, qual uutro Alexandre, conquistar os
infinitos mundos de Dcmocrilo 1 Mas, cuitado,
peideu-sc iuleiranieutc era sua fantorrico, coran
aquelle, e so o nobro correspondente do Correio
.Mercantil, por falla de iuforraacoes c docuncli-
tos, nao pode dar-lhe in continente urna resposta
adequada c decisiva, nos o farcinos de maneira
inconcussa, e o convenceremos:que nada raais
lucrou do que fazer diroilo a mesma salyra ma-
nejada por Juvcnal :
Unos Pello e Juveni
Non sullicil orbis 11
Seis sao os ponlos aecusatorios propostos S
discussao contra o Dr. juizo direito Freilas Hcn-
riques, e por consogrante cada um delles tare-
mos urna analysc e refutacao essencial.
O primeiro refere-se suspeicao, que jurou es-
se digno c illuslrado magistrado na causa crime
entre parles o commendador Antonio Francisco
Pereira, como autor, c Thomaz Antonio Guima-
res & C.a. como reos, negociantes que fura 111
nesta cidade. O libellislaM. G., no intuito de
fulmina-lo, erapresta-lhe una fonle indecorosa
pedido de amigos, o para ridicularisar os seus
fundamentos o a nlelligencia do scu autor diz :
ter elle allegado initnizade com o dito com-
mendador, porquo o nao visitava, comquanlo
houvesscm relacoes de simples cortezia I 1
O arbitrio malicioso, porin. do igual paraphra-
se s pode ser bem reconherido vista do texlo,
isto do proprio despacho invectivado, e por is-
lo o olferecemosipsis verbis ao examo o rae-
dilaco dos enleuilidos, na cerlidao abaixo, sob 11.
1. Della vero os imparciaes, quo louge do ter
sido a falta de visitas assisuada fomn oricnm .
tuEiioaviraua apenas corno efleito, o mesmo dc-
tnonstrativo o comprovalvo daquelle fundanieu-
loininiizado.0 libellisla nao so dignou exhi-
bir um documento sequr, quo possa convencer
ao publico de ter sido essa suspeicao delcrmina-
da porpedido de amigos,e como a sua pala-
vra nao baste em ignaes assumptos, o provoca-
mos mui positivamente para o fazer sob pena do
calumnia.
O segundo conlendo com a materia correi-
coes.Quo o nobro juiz de direito nao annullou
nenhuma das correices de seus honrados ante-
cessores, coraoasscveou o libellistaM. G., e
nem pelo cumprimento deltas multou a escri-
ves, convence quantum sals o documento
oftVrccido ao publico, sob n. 2. E se verdade
que, encontrando faltas puniris nos livrosde
alguns, cmquanto ao pagamento da laxa do sello,
as coiidcmnou rivalidaco, tambera faci no-
toiii e indubilavol :que, tendo ellos interposto
o recurso legal, foram nelle indeferidos, orde-
noti-so A colloctoria do municipio ai competentes
cobranzas, que foram realisadas; por conseguin-
le de duas una011 o juiz aecusado nadamais
fez do que cumprir os seus rigorosos doveres,
nao fazendo violencia aosdircilos de ninguem, ou
errou o violen ton, e noste caso deveria o libellis-
la, para ser imparcial, ostendor suas censuras ao
l-iXin. presidenlo da provincia, d'essa poca, ao
Inspector da Ihesouraria da fazenda geral e ao
respectivo ministro, aquelle por ler indeferido o
reclamo desses escrivaes, o segundo por ler as-
signado pela rivalidaco e ordenado as cobran-
cas, o o uliimo, porque em voz de mandar cassar
o provimeniocontrovertido, que Ihe foi remedi-
do, pelo contrario approvou-o, consenlindo na
sua exeenrao.
Escolha'como Ihe parecer, certo do quo na pri-
meira hypolheso llcaro perdidas no espaco as
suas ervadas saltas, e na segunda, patenle a'par-
cialidadc, e justificado o juiz pelo erro commum
de seus superiores, muilo mais habiltalos que
M, presumplivainento, no conheciraento e do-
vida intolltgcncia das leis iscaes.
Error coramunis facit jus.
O terceiro to ftil, lo miserawl mesmo.
que nao merece propriaraenle as honras de urna
seria. Sira : acaso ser um stygma de
cargo do juiz municipal o orphos dos termos i Certifique. Goianna, 24 de abril de 1860.Ilr-
reunidos da cidade da Estancia o villa do Sania cano.
o lautas sympa- Eu, cscrivo interino abaixo assignado no im-
grangear, porseucompbrtamenlo no- : pedimento do escrivo Cosa Leite :
bre, que a 11 Je novembru foi declarado um dos i Ceililico que revendo o processo irime que so
eleilores da freguezia daquella cidade, e a 8 de procedeu por esle juizo reqoerimenlo do cora-
fevorerodo anno suguinle eleilo depulado as- mendador Antonio Francisco Pereira contra Fe-
sembla provincial (como sabido.) apezar do lismlno Francisco Pernandes c o alteres Thomaz.
ser lalo ral da Rabia ; e leudo em 2f de junhu Antonio Uuimares, d'ellc consta acbar-se exa-
de lb8 reassumido o emarego do delegado do rado a folhas cenlo Irinta o seis verso e folliae-
policia mtreccu de scu thefe o Dr. Claudio cenlo Irinta e selle veiso o despacho do doulor
Manoel de Caslroos louvures constantes de scu juiz de dircilo desta coa arca tm quo jurou sus-
olllcio d itado de 27. c offerecdo sob n. 7. penso, cujo Ibeor de verbum adverbum, c da
Removido por decreto de 4 de abril de 1819, a forma e maneira seguinle:
pedido scu. pareo termo da villa de Ilaparica, Despacho.
provincia da Baha, e na occasio da coniniuni- Declaro-me em conciencia suspeilo, o'quc jti-
caeo dessa remoco, recebeu do Exm. presiden- ro, e por isso impossibilitado de tomar contie-
te de Sergipe, Dr. Zacaras de Goes e Vascon- cuneulo do prsenle recurso, e por qualquer for-
cellos, carcter mui notavel no piiz por sua se- ma interne no mesmo processo Qs motivos
veridade e inleireza, os raais pomposos elogios, que para comigo st> dao, alini de espontanea-
nao solTicialmente, como em ura alleslado es- mente fazer urna siuiilhante declaracao de sus-
ponlaneo que Ihe remetleu,alera do que lho havia peicao, eslao j, de muito lempo, no domiuio
concedido anteriormente, em um requeriraento. do publico na comarca, esupponho mesni >, quo
(Veja-se o seu officio datado de 19 de mareo de nao ha por ah alguem no lugar, que os ignore.
1819, sob 11. 8 e os dous ottcslados sob ns 9 e e funda-se, principalmente, na desafeicao ou"
10, o primeiro daquella mesma dala e o segundo "im isade, que me vola una das proprias par-
de 22 de novembro de 188.) les, e que por essa raso, anda mesmo no tem-
Ainda mais : leudo de relirar-se da freguezia po em que era aqu autoridade, deixou de mo-
da Estancia, recebeu do parocho compleme,. frequentar al hoje, estando eu n'esla comarca,
R.iyinundo do Campos e Silveira, e olficio sob n. desde o mez de outubro de mil oilo ceulo cinco-
enta e seis.
Exislindo eslas razos para se poder duvidar
" imparcialidade na decisao do proprio
11, no qual raui expressarr.enle se acha abonada
a sua conduela moral e religiosa ea sua probi-
dade de magistrado.
da minha
Agora, fazendo uina pequea aposlrephe, per- i recurso, qualquer que viesse a ser a final o
gunlainos ao celebreM. G.: possivel acre-'. meu despacho nos mesmo autos, do meu im-
ff*dd por todo o ngulos d'ella t
" {'-quesejam cales o servico de que quiz
fMr e seu endeosador, e, em verdade, outro
o o-Tema, qoe posea-ev allefados.
O Sr.. Dimas, tenentc-coronel, comroanda um
corpo da guarda nacional, e portante poda ler
em sua casa, granadeiras e cartuchos, sem que
por isso se torne criminoso.
Appellamos para os quo conhecem o Dr. Hen-
nque Pereira de Lucena. e estes que digam se o
carcter dello. prmitiia as consideracoes e con-
l3mpla$oes com criminosos, fossem e'lles paren-
t^sdodiabo, corao dizem os do Liberal Per-
ambttcano
O Sr. Dr. Lueena incorreu as furias da geDte
co toara(, porque nao quiz seguir a ceila do
Divino lustre da ra estreila do Rosario.
E para que o publico ojnize de que quilate sao
o noticias, que sobre Ouricury da o Liberal
asta dizer. que sao ellas fornecidas por um ce-
libre padre, quera moralmente se faz respon-
savel pelo assassinalo do infelia capiao Moniz
1.arreto.
Como estas, sao todas soutras noticias rcla-
tvasoutras localidades.
Basta por hoje.
Recife, 9 de maio de 1860.
W.
fiofannst *S de abril de 860.
Nao bom guardares respeilo
a pessoa do impo, para te des-
viares da verdade de juizo.
(Disse Salom. cap. 1 v. 5o)
E cerlamenle o quo seria o mundo, se nesse
t irbilnio constanle do injusiicas e miseria, em
qoe o chafurdam, nao apparecessem espirites re-
signados e inflexiveis, que de ordinario encarre-
gnra-se do apostolado da verdade e do patrocinio
di jusiica, dando do mo a possibilidade dosof-
fiimenlos, s condescendencia, o mesmo As-msis
, d >ce*rewKGe do sangue e d'aakode ? ?
ditar-se que um magistrado aviltado pelo teneu-
le-coronel Calaes fosse objecto de lanos enco-
mios, tecidos e liberalisados por caracteres ele-
vados, severos, o independentes ? 1 possivel
acredilar-se que a briosa cidade da Estancia qui-
zesse para seu eleilor, e a heroica provincia de
Sergipe para seu representante, um juiz golpea-
do e desfeileado ?! possivel acredilar-se que
o governo do imperio da Sania Cruz, afrontado
na pessoa de ura magistrado, ficasse impassivel,
e que lo enorme allentado nao houvessc feito
esi rondo, e antes passasse em silencio o inclume
isum teucalis, amice 11!\
Vamos adanle.
Havendo o Dr. Freilas estabelecido a sua resi-
d.en,omna *iU? d0 Il8P"fa no correr do anno
de 189. leve logo no seguinle de 1850 a honra
de ser, aoslO de junho. noraeado eleilor daquel-
la freguezia, corao all publico. E sendo remo-
vido em marco de 1851 para a cidade de Mara-
gogipe, da mesma provincia da Bahia, dirigio-
Ihe a cmara municipal de Ilaparica, reunida
era sesso extraordinaria, seguindo o exemplo
de seu digno presdeme, os raaiores louvores pe-
ras servicos prestados a seu municipio, e as mais
ligeiras demonstraces de uslima e agradecimen-
los, como mostrara os dous oilicios sob ns 12
e 13.
Por occasio de sua judicatura em Maragogipe
que apeas durou alguns mezes. coube-lhc a
honra de ser contemplado no numero dos dea li-
tados asserobla provincial da Bahia. Em mar-
co de !8o2, indo para a capital tomar parle nos
trabalhos legislativos da mesma asserobla leve
a coramunicaco de haver sido despachado para
o cargo de juiz de direito da villa e comarca d'A-
lalaia, na comarca de Alagoas, c havendo. co-
mo devia, levado essa corrmtinicaeo ao conhe-
ciraento da cmara municipal de. Maragogipe pa-
ra os fins convenientes, essa cmara, era data
de 27 do referido mez, rospondeu-lhe, encare-
cendo e agradecendo os seus transcendentes ser-
vicos, abonando a sua moderacao, rectido e in-
leireza, e assegurando-lhe a estima publica e a
sympalhia particular dos Maragogipanos I (Ve-
ja-se esse honroso officio, que exhibimos sob
n. 14 )
Tendo, por igual, e em razie do mesmo des-
pacho, deixado o lugar do delegado do polica,
cujo exercicio tambem accumulot em Maragogi-
pe ; o chefe de polica, D-. Andr Corsino Pinto
Chicorro da Gama, dirigio-lho o officio sob n
15, datado de 29 de abril de 1852, no qual elo-
giou-o em virtude da maneira distincta por que
se houve naquelle emprego 1
E no entanto esse o magistrado que se
diz ter-se portado indignamente em Marago-
gipe ? ? !
Muilo podera o despeito e a insensatez de um
infamia conlra alguem o ter sido a sua eorres- malll>?fado era clculos de phanlasmagorico po-
pondencia, quando chofe do polica, analysad e
ndicularisada pelos jornaes pblicos?!
Se assim fosse, mal estavam todos os presiden-
tes de provincias e os ministros do estado, cujos
rotatorios sao constantemente acoulados pela ma-
ledicencia dos partidos, pelos jornaes desmora-
lisados e apaixonados, e al analysados e ridic-
larisados no recinto da represenlaco nacional e
provincial.
Isto, pois, nao passa de perfoita puerilidade,
que revela bem alto a pobreza de senso do seu
autor; porquanto, quando no faci houvesse al-
guna cemento de realidade, elle teria sua, nacio-
nal e legitima explicaco no exallaraenlo dos
partidos, em que por vezes se tem dcslinuuido a
proinci.rds Alagoas, e a victima estara por
demais compensada cora os merecidos elogios,
que, por occasio do exercicio desse cargo, Ihe
foram liberalisados por seus superiores, pessoas
competente e habilitadas para o aquilataren).
, Quanlo seduccao, altribuida em quarto lugar
ao Dr. juiz de direito, do urna viuva septtmgena-
ria para entrar na sua fortuna ; nao so aprouve o
libellistaM. G.de indicar o seo nome, e nem
ao menos o lugar de sua residencia, para que
assim facililasse as autoridades o examc desse
clo, o a ns a defeza o refutacao de seraelhanle
embuste I
O libellista devia sabor, que as ImputacOes des-
sa erdera sao, por sua gravidade, .naturalmente
,n5rnCrrr!rneL8' e q"C n5. Pdf,ra8er recebidasse- tcu 4u.,a,e ; onae
l,if!C5,.d.e.Prov*s/ol:us,,8s,mf?.e ""- POde firmar urna boa repulaco. por*.?, esfo"^
derio
Passoa em 1853 a exercer a vara de direito
dAtalaia, e tendo sido por duas vezes nomeado
para oceupar o oroprego de chefo de polica in-
terino das Alagoas, como de feilo o exerceu
novos fiordes soube conquistar para sua gloria
renome, como demonstrara os officios dos presi-
denlesconseHieiro Jos Bento, Jos Antonio Sa-
raiva e NorbertoCalheiros.quevo sob ns. 16 17
18 e 19: '
De 1854 para 1855 foi nomeado, por seus ex-
celentes precedenles, para servir o lugar de
chefe de polica na provincia da Parahyba do
Norte, e ah lo nobro e glorioso foi o seu com-
porlamcnlo, que ao relirar-se para esta comarca
de Goianna, novos louros e agradecimentos Ihe
foram volados nao s polo presidente daquella
provincia A da Costa Pinto, como pelo minis-
tro da juslica o Exm. Sr. .os ThomazNabuco de
Araujo ; oque allestam o officio ecarta sob us
20 e 21.
Porlanto, assim descripta o comprorada de
modo irrefragavel toda vida publica do Sr Dr
Freilas Hennques, vida que o deve collocar mui-
to sobranceiro sos uivos de qualquer podengo
convenca-se o libellistaM. G., por si e seus
insignificantes sequaze : que para que se vise
desrespeilado o nome do lio illuslre magistrado
foi necessario que a sorle o arrojasse nesla trra'
onde infelizmente existe umM. Ge oulrosd
seu quilate ; onde infelizmente ninguem ainda
cenes e claras como a luz meridiana, para que
logo curasse de os exhibir, se que ambiciona-
ra ser acreditado, e nao passar por um cynico
errbusteiro, porum calumniador petulante o in-
corrigivel. Que um tal fado nunca se deu nesta
comarca, o que nem ha aqui noticia de se haver
dado em outro qualquer lugar, prova exuberan-
temente a certid. sob n. SV; e portanto, se pos-
sue o libellista M. G. proras em contrario, e nao
qner arrogar a si os foros domagister dixit, d-
xit,qual oulro l'ylhagoras, nao se canee com
jornaes, formulo sem perda de lempo urna de-
nuncia, e eompareca na barra do tribunal com-
pleme. Nos Ihe dirigimos para isso o mais de-
cidido c solemne dasaflo.
No tocante a falta de cumprinrento de un aviso
eos que fizesse, como mu. judiciosamenle disse
no anno passado o Dr. Honorio Vai Curado em
plena sesso do tribunal do jury 1.....
Aqu deixamos por um pouco o nome do Sr.
Dr. Freilas para traannos dos factos calumnio-
samente assacados ao nao menos dislincto il-
luslrado e integro Sr. Dr. Joao Hircano.
Ellos foram dous : o dellorameto phantaslico
de urna certa Josepha, maior de 19 anno e
criada do Portuguez Jos da Praga, e o inculcado
extravio das rendas do patrimonio da capaila de
Nossa Scnhora do Pilar da Goianninha
rfn^fi0.1!0 prm?i imPut8S>. j'tendo sido
menLal a vicIOHosaaenlo impugnada.no
Diario ^ Pernambuco de 15 do mex de
marco prximo passado, sito que at hojo fosse
pcriuso dever em laes circunstancias, e segundo
a minha conscencia, declinar de inlcrvir, pnr
qualquer forma, no mesmo processo ; visto im-
portar tambera a moralldade dos mesmos jul-
garaculos, c ordem publica, segundo dizem os
escriplores, que os juizes e tribnnaes, se apre-
sculem na apreciaco das causas, sempre corno
puros instruraemos das leis. o que os fados por
elles julgados. parecam ser apreciados com Io-
dos os visos e dcuiniislracocs de imparcialidade *
sena odios, o paixes, o que nao sei se, por meu
proprio ladoljpdejrjjultfrdjfre,ma.nlerugoJpr|p;
cima alud. E porque rae tenha assim dado
de suspeilo no prsenle processo, o escrivo im-
medialninciite faca passar os autos do juiz V
quera competir o seu conheciraento, na forma,
da le, citadas as parles.
Goianna 30 de noverabro de 1858.
Joao Antonio d'Araujo Freilas Hcnriques.
L nada mais se comiuha em dito despacho,
quo eu escrivo mandei passar por cerlidao dos
proprios autos, queficam em meu poder e cari-
nos aos quaes me reporto, o vai por mim escri-
vo subscripta o assigoada nesta cidade e comar-
ca de Goianna aos 24 do mez d'abril de 1860.
Subscrevie assignei. Era f de verdade.
O escrivo do geral, Joaquim de Mallos Acan-
tilado Bochedo.
DOCUMENTO N. 2
Diz Francisco Cundido de Carvalho, que preci-
za que o escrivo Bandeira, que serve as correi-
ces desse juizo, Ihe certifique, se dos lvros das
acias das n,usinas correices, oude qualquer nu-
tra parlo, consta que tenha sido por V. S. an-
nulodo, e lomado sera efieilo algum acto deter-
minado era coneico, por qualquer dos ante-
cessores de V. s e mesmo se algum dos escri-
vaes desta comarca,lo m sido por V. S. rauliado,.
por haverom cumpridoordens dadas na correi-
ces anteriores, por tanto,
Pede a V. S. lltra. Sr. Dr. juiz de direito da,
coraaica que so digna assim mandar. E. R. M-
Cerliliquo o que constar. Goianna, 24 de abril
de 1860. Frenas Uenriques.
Eu escrivo abaixo assignado no impedimento-
do escrivo Bandeira, certifico, que dos lrros
das acias das correices, ede oulro qualquer li-
vro, ou aules nao consta que pelo Dr. juiz de
direito desla comarca Joao Antonio d'Araujo.
Freilas Henriques, tenhara sido annulados, e tor-
nado sem eleito ncnbum dos actos determi-
nados em correico por qualquer de seus ante-
cessores ; assim como n consta quo algum dos
esciiyes desla comarca fosse pelo dilo Dr. juiz,
de direilo multado por haverom curaprido or-
den dadas em correices anteriores. O referi-
do verdade, de que don f.
Cidado do Goianna 30 de abril de 1860. f>
escrivo do geral, Joaquim de Mallos Acanti-
lado Rochedo.
DOCUMENTO N*.3.
Diz Francisco Candido de Carvalho, que por-
ciza que o escrivo Costa Leile Ihe certifique o se-
guinle 1. se o escrivo- Terrea Bandeira foi j ou
nao processado por seu cartoriu por enme do-
responsabilidade em virtude de'rdcui do supe-
rior tribunal da relacao do districlo : 2: se o
referido escrivo foi ou nio pronunciado no dito
precesso e at condemnado por V. S., e se o
mesmo escrivo comprio jA a pena que Ihe foi im-
posta : 3. se nos autos nao fot ouvido o Dr.
promotor publico da comarca em todos os seus
termos, ee dito escrivo julgado conforme os
pareceres do dito promotor, por tanto.
Pede a V. Sr. Illm. S. Dr. juiz de direito da co-
marca qne se digne assim mandar. E. R M.
Como pede. Goianna, 24 de abril de 1860.
Freilas Henriques.
Eu escrivo abaixo assignado, no empedimen-
to do escrivo Costa Leite, certifico quanlo ao
primeiro que silo da pelicoo upr, que o es-
crivo Ignacio de Torres Bandeira foi processado
por crime de responsabilidade-em virtude de or-
dem do superior tribunal da retaceo do desiric-
10. Quanlo ao segundo, que o referido escrivo-
orres Bandeira foi pronunciado em dilo proces-
so, e condemnado por senlenca do Dr. juiz do
direito da coman*. Jeao Antonio d'Araujo Frei-
las Uenriques a qual o mesmo (sorivo jA cum-
pno a pena que Ihe foi imposta. Quanlo ao ter-
ceiro finalmente que o Dr. promottor publico da
comarca foi ouvido em todos os termos do men-
cionado processo, e o dito escrivo julgado con-
forme os parcreresdo promotor publico. O re-
ferido verdade e cousta do auto asa quaes
rae reporto.
Cidade de Goianna 30 de abril eV 1M0. 0>
escrivo do geral, Joaquim de Maltos,AleaeUla-
do R ochedo.
DOCUMENTO N. 4w
Diz Francisco Candido de Oliveira, qoe a bem de
seu direito precisa que oe escaseas meelllies
deste termo cerlifiqtiera-sede sesmeaaaosisj cons-
ta por qualquer forme que o Dr. '-* itsniu d
AraujoFreita Henriqae, juta d*taitaesta co-
marca, tem Udo aqu algum heraac* que Iba
tenha sido deixada por alguma viua aepuago
nana, ou mesmo doaeo feila por oalre milquer
pesso, e mesmo se consta na comarca que se te-
T
smJli
i\/r-i
L




^____ _*.- -." -
Jera andado referido doulor, por tonto
.5..! IIUn- Sr Dr- uiz municipal, qie
l!2 ,M"B "<*" eerliflear.-E. R. M.
CwHflqwt. oianna,24de abril de 1W.Jffr-
cano.
Eu escrivio abalo assfgnado cerHteo, qlie do
meu cirlorionao consta por'oenhuroa forma, que
-ot)r. Joo Antonio d'Aroojo Freilas Henriques,
juiz de direilo desla corncea, tenha lido aqu he-
casca alguma, que Ihe fosie deixada por alguma
viuva septuagenaria, era mesmo doaco feita
por qualquer pessoa, nao constando igualmente
ii comarca, que se lenha isso dado em outro
qualquer lugar por ondo tem andado o referido
doulor, o que na verdade nunca ouvi fallar. A
presente passei em observancia ao detpacho re-
tro.
Cidade de Goanna, 24 de abril de 1860.
Em f de verdade, o escrvao deorphos e au-
scnlcs.-Francieco de Paula Norherlo d'Aodradc.
fcu escrvao abano assignado ferlilico pormim
c polo escrvao la^ellrao Costa Leite. em cujo im-
pedimento eslou servido, que me retiro inleira-
znente a certido supra.
Cidado de Goianna, 24 de abril de 1860.
Era f de verdade, o tabellio oescrivao do ge-
Tal. Joaqun) de Mallos Alcanlilado Rochedo.
DOCUMKNTO N. 5.
Scente de ter V. S. deixado oeftrcicio da de-
legaca do 2o distrieto por have-la reassumido o
Io supplente, tenho a salisfacao de declarar a V.
S que mui dignamente preencheu os deveres de
seu cargo, e plenamente comprovou sua aclivida-
cle, e zolo pelo bem publico.
Deus guarde a V. S.-Sccrelaria da polica da
Baha, 2 de juuho de 1816.
Sr. 2o supplenle da delegaba do 2o distruto,
Dr. Joao Antonio d'Araujo Freitas Henriques.
Joao Joaqum da Silva.
Esta conforme.O escrvao, Jo8quim de Mal-
los Alcanlilado Rochedo.
DOCUMENTO N. 6.
Communicando qu,e foi aceila a escusa, que
pedir V. S. do cargo do Io supplenlo do dele-
gado do 2o disiriclo d'esla cidade, devo agradecer
-a V. S. os exforcos, e energa, que empregou no
deserapenho de suas obrigacoes, e en prol do
bem publico.
Deus guarde a V. S.Secretaria da polica da
Baha, 10 de agosto do 1846.
Sr. Dr. Joao Antonio de Araujo Freilas Henri-
ques.Joao Joaqum da Silva.
Esl conforme.O escrvao, Joaqum de Mal-
los Alcanlilado Rochedo.
DOCUMENTO N. 7.
Illm. Sr.Ficando intellgenciado pelo ofDcio
do \. S. de 2i do correle, de ter reassumido as
uncci-s de delegado d'esso lerrao, espero que V.
S. continuar a coadjuvar-me cora as suas luzes
c patriotismo, em ludo quanto fr a bem da or-
nira-mo-daflo -eip qiatquer oulro rugar p^f^Vn^ d ) ioi do ae que veio de lao sabiamente admi- O escrvao >*er>n darovedoria
lo que mereccu a mais geral sytopa- cennquo o segoWc :
Q 1. Se a capelldo Pilar de Goianinha
. acceilar os mais firmes protestos oulro patrimonio, leu"' da propriedade
do considerado e respeito a V. S. volados por se acha encravada:
mim, em nome do corpo municipal. 9 -
-------- .')OCUEMO-T.-25.
thia.
Ouera V.
de capellas RendimeBio d dia 1 a 9 .
possue
em que
dem do dia 10.
2 So esle palrm*e> letf sido sempre arren-
1RM g e Y* s--I,aPa", 6 de marco de dado em praca, por que- lempo, e por quanto cada
ii)m c arrendamento ;
Hpnrii'.,'; u i ."S'0 An,.J0urrei,as 3." Em que data flndou-se o nll,.mo arrenda-
HeDnques, juii municipal da cidade de Marago- ment antes do aclual. e sed^uelles ou oulros
. anteriores existe algn) rendimento:
cmara municipal, Jos Nar- 4. Em que data foram presladas as ultima.
conlas antes de minha chegada e ejercicio nesla
comarca, e que applicaco tiveram os rendmeu-
(os al aquella data ;
5. Se ao lempo de minha chegada e ejercicio!
ll n/lfnii!plviiJn. ._..-li- ii
Consulado provincia I
gipe.
O presidente da
cizo de Carvalho.
Esl conforme.Oescrivao, Joaqum de Mal-
los Alcanlilado Rochedo.
DOCUMENTO N. 13.
Illm. Sr. Acaba de ser presento cmara
municipal d'esta villa o officio de V. S. de 26
de feverero prximo passado, em que faz chegar
ao seu conheclmcnlo, por intermedio da presi-
dencia d'esta mesma cmara, achar-se V. S.
removido desle termo para o de Maragogipe
Sera duvida, que desojando
progresso de V. S. na carreira
a que so ha dedicado, muito
V. S. um dos que merecesse
essa benevolencia do governo imperial mas nao
pode esla mesma cmara, que cora V. S. mui-
las vezes se houve no cargo, que honrosamente
nesle municipio oceupou dcbaixo da mais per-
fela.e constante harmonia.deixar de sensibilizar-
se pela falta do urna das primeiras, autoridades
com quera podia contar esta villa para seu pro-
gresso moral, e matetial. Esta cmara felici-
Movimentado porto.
d'esta provincia,
esla cmara lodo
da magistratura,
louva, que fosse
havia administrador naquella capella, o no caso
negativo, como foi nomeado ;
6. De quem leve ordem esle administrador
Jara receber dmheiros, e licenca para fazer obras
)a mesma capella ;
7 Perante que juiz preslou esse admioislra-
lot as respectivas conlas, ao contina na admi-
)istra^ao, e no caso negativo, que providencia se
omou quando a deixou, e a eazao porque anda
nao foi nomeado outro ;
8. Se do actual arrendamento j se venceu al-
bura lempo, se o arrematante pagou, e que des-
ano se deu este dinheiro ;
9. Finalmenle.se durante minha estada aqui
j tenho alguma conta da adminislracao dessa
i apella, e se por qualquer modo lenho' recebdo
(Igum dinheiro a ella pertencente.
Cumpra.Goanna 20 de abril de 1860.O iuz
lando-o nesla occasao, em que Ihe manifesla I municipal o provedor de capcllas, J. Hircano Al-
scus mais profundos respeilos, almeja lodo bem ,es Maciel.
de V. S., e recordar sua tambranga em qual- Eu, escriviu interino da provedoria, abaixo as-
quer que eja a-iiuacao, e mais lisongeiro fu- 8 gnado no impedimento do actual t!Scriv5o Ban-
turo, que possa aguardar osla villa. J deira, cerlflco quanto ao primeiro quesilo da pre-
Deus guarde a V. S. Itaparica em cmara" se"lo porlaria :
2 de abril de 1851. Que a capella do Pilar nao possue oulro palri-
lllm. Sr. Dr. Joao Antonio d'Araujo Freilas monio alm da propriedade de ierras um que se
llotiriques, juiz municipal da cidade do Marogo-' a:ha encravada.
gipe. Jos Narciso do Carvalho P. Luizl Quanto ao segundo quesilo:
Que esle patrimonio lem sempre sido arronda-
d) em praca publica por Iriennios, os quaes nun-
ci regularam preco cerlo, sendo sempre para me-
njs, e algumas vezes para niiis.
Quanlo ao terceiro quesilo :
Que o ullimo arrendamento anles do aclual,
flndou-se dn dezembro de 1858, existndo de ar-
rundamenlo do mesmo. em poler do corone"
Gonzaga da Luz Caraillo Ferreira de Souza
Guimares Jos Eslevo Cardozo Joao Clau-
dio dos Sanios.
Esl conforme.O escrvao, Joaqum de Mal los
canillado Rochedo.
Navio entrados no dia 10.
nnrLV*108. """"edios-) hdr8, vapor
jMm,S /e:nnun9. command^nte Manuel
Joaqum Lobalo.
Lp r'.nor 6 dias- hia,e ^eiro Dom
^n.100,79 toneladas, capilo M. i. Pereira Ma-
cafuo Pqu,pagem 7' cara las,ro' mesmo
Do cruzoCorveta a
cemmandante o 1.-
meida.
Ass-12 das, hiale
toneladas, capitao
equipagem 5. carga
queira.
L/mrpi00J~40 *? brii?ue ,nSlc,! Theli*. de WT
loiieladas. eapiiio Filippe de la Penelle. equi-
pagem 9, carga fazendas e mais gneros, a
Terra Nova-32 dias. brgne inglez Dante, de
tt> toneladas, capitao John Glass.equipaKem 12
Paft *3 barrica?com >IWo. ajShnslon
later & Cimpanhia.
Tr1fi?745ndi?8- escuna inSlez nuil, de
105 tonelladas, capilao J. Fnand. equipajrem
, carga carreo de pedra a Scoll Willon & C.
Navio sahido no mesmo dia.
.";.- P!f,acl:arahiba-Dar:a ingleza Vrotpero, ca-
P'uo F. Shavo, em laslro.
vapor brasileira Tiamop,
lenle Mamedo S. re Al-
brasileiro Beberibe, de 31
Bernardino Jos Bandeira,
sal, a Pedro B. de Si-
KECEBEUUUIA DE RUNDAS.
16:365p646 O administrador da recebedoa de rendas in-
2;263#517 ternas,wn comprimento da reularn. Odomi-
"~"~------"* nialerio da faz en da de dez de Janeiro prximo
18J I6S Ondo c da portara n. 70 da theaouraria de 16 do
E correlo, leudo mandado inliroar no dia 21 ts
companhias c sociedades que tem sido faculladas
pelo ministerio do imperio e encorporadas com
suAulorisacao, e auc rao lnham pagos novos
e velho dieitos pela ap;>rovacao de sena estatu-
tos a o sello do seu capital nos prazos legaes pa-
ra que entrassem cum sua importancia e revali-
dseno para a mesma recebedoria, as quaes socie-
dades e companhias constara de urna relacaoaa-
signada pelo official maior interino da secretaria
da mesma thesouraria e sao ; companhia de se-
guros martimos ulildade publica, idem da es-
Irada de ferro de Peroambuco, idem pernambu-
cana dj> navrgaeao cosleira, idem de seguros
martimos indemnisadora, idem de colonisaco
ero Pornambuco, Alagoas e Parahiba, das quaes
smenle as duas de seguro martimo menciona-
das moslraram haver pago o sello de seu fundo
capiral
m
malo de 1860.-wio ios Lamenha Lint co-
roal rasidentc-Fraticisco loaguim J>eW,
lobo, coronel vosal secrelario interino.
O novo banco de
Pernambuco repete o avi-
so que fez para serem re-
colhidas desde j as notas
de 1 o%ooo e 2o,ooo da
emssao do banco.
Eslnrao naval.
. De ordem do Illm. Sr. chefe de dtviso Fran-
cisco Manoel Barroso, commandarrte da est^cio-
naval desla provincia, previno ao grumete d
corpo ra armada Jos Gomes das Neves. desertor
*
S
Horas.
3
F5
Atmosphera.
Direc[o.
expressoes obsequiosas, e urbanas com que se
2 "^lgUransa P"!'11" d!s;sa cidade, merecen- dignou tralal-a nao s dar a \\s. as mais cor-
diaes prolfacas por to feliz, quanlo merecida
do sempre corresponder ao grao de conllanca, que
plenamente deposito em V. S. a quem
Deus guarde.Secretaria da polica de Sergi-
pe, 27 de junlio del8<8.
Illm. Sr. Dr. Joao Antonio d'Araujo Freitas
Jlenriques, delegado da cidade da Estancia.Clau-
dio Manoel de Castro.
Es) conforme.O escrvao, Joaqum do Mal-
tos Alcanlilado Rochedo.
DOCUMENTO N. 8.
Para sua inlelligencia e devido cumplimento
remetlo-lhe por copia o aviso de 10 de abril pr-
ximo Pind, pelo qual mo foi communicado, ler
sido Vmc. removido para o termo da villa de Ita-
parica na provincia da Bahia, por assm o haver
podido, e, depois do cumoir esse dever, cumpro
tambera urna obriga^o de juslica, assegurando-
Ihe oconceito em que o lenho," de juiz intelli-
genle, e de reconhecida probidade, por seus ac-
tos duranle o tempo, que servio nos lermos reu-
nidos dessa cidade, e da villa de Santa Luzia.
Dos guarde a V. S Palacio do governo de
Sergipe, 19 de maio do 1819.
Zacaras de Goes c Vasconcellos.Sr. Dr. Joao
Antonio d'Araujo Freilas Henriques.
Esl conforme.O escrvao, Joaqum de Mal-
los Alcanlilado Rochedo.
DOCUMENTO N. 9
Zacaras de Goese Vasconcellos, doulor em sci-
cncias sociaese jurdicas, lenle subslilulo da a-
cademia de Olinda, official ua imperial ordem da
Rosa, cavalleiro da de Chrislo e presidente da
provincia de Sergipe.
Atiesto que o bacharel Joao Antonio d'Araujo
Freitas Henriques, duranle o lempo, que servio
de juiz municipal dos termas reunidos da cidade
da Estancia, e da villa de Santa Luzla d'esla pro-
vincia ; de delegado d'aquella cidade ; c de juiz
de direilo interino da respectiva comarca, as fal-
tas o impodimenlo do elTeclivo, deu provas de
probidade, o inlelligencia, que os lornaram sem-
pre digno da conllanca do governo, e de respeito
dirquelles sobre quem exercia jurisdieco.
Palacio do governo do Sergipe, 19 de maio de
loU.
Zacaras de Goes e Vasconcellos.Eslava o
sello das armas iroperiaes.
Est conformeO escrvao, Joaqum de Mat-
tos Alcantilado Rochedo.
DOCUMENTO N. 10.
Illm. e Exm. Sr.Juo Antonio d'Araujo Frei-
tas Henriques, juiz municipal eorphaos dos tor-
mos da Estancia e Santa Luza nesla provincia,
precisa que V. Etc. se digne alieslar-lhe.se du-
rante a adminislracao de V. Exc. tem ou nao o
supplicanie salsfeo aos deveres do seu cargo;
e quanto mais V. Exc. sa dignar faze-lo com a
juslica e imparcalidade do cosame.E. R. M.
Joao Antonio d'Araujo Freilas Henriques.
Alteslo, que durante a minha adminislracao, e
mesmo interiormente, segundo as inforinaces
que lenho, e o que consta de actos ofRciaes, o
supplicanie se ha portado mui louvavelmenle no
desempinho dos deveres do seu cargo, dando
provas de inlelligencia, e probidade incontesla-
vel.
Palacio do governo de Sergipe, 22 de novera-
kro de 1848.Vasconcellos.
Esl conforme.O cscrivo, Joaqum de Mal-
tos Alcanlilado Rochedo.
DOCUMENTO N. 11.
Illm. Sr.Me foi entregue o officio de V. S.
communicando-mede sua retirada d'esta fregu-
ala, em razo de ler sido removido pelo governo
imperial para a villa de Itaparica da proviucia
da Bahia, e tambera agradecendo-mc como meu
parochiano, e comoffutoridade, que acaba de ser
d'esle municipio, toda a cooperado, que sempre
4he preslei no desempenho, e execuco dos seus
deveres.
Depois de agradecer sobre maneira a deffe-
rencia, e consideracao com que mo trata, e sem-
pre me tratou, permita que Ihe diga, que se du-
Tanle sua estada n'esta cidado, nao enconlrou em
mim, um s acto de seu desagrado, foi certamen-
lo ludo devido s boas qualidades, de que orna-
Como meu parochiano, sempre moral e religio-
so, como magistrado sempre justiceiro e probo ;
que podena V. S. achar em mira, digno do seu
xeconhecimenlo, que nao fosse um dever meu
para com V. S., ltenlos os seus principios? Res-
ta-me, e. lambem aos bons Eslancianos.o senli-
incnto de sua retirada, embora promovida por V.
. era altencaoaos tteresses de sua familia. Se-
ja muito foliz, c cont que aqui me achara, sem-
br exeoutor de suas determinaeoes; e como
cao e respeito que trbulo a V. S., e de que tan-
to se faz digno.
Deus guarde a V. S.Cidade da Estancia, 29 de
maio de 1849.
Illm. Sr. Dr. juiz municipal, Joao Antonio de
Araujo Freitas Henriques.O vigario Rayrnundo
de Campos e Silveira
Est conforme.O escrvao, Joaqum do Mal-
ios Alcanlilado Rochedo.
DOCUMENTO N. 12.
I'ln>- SrTenho. presente o officio de V. S.
e dala de 26 de feverero prximo passado, em
menlo da cmara municipal d'esla villa) haver
ido removido d'eslo termo para o de Maragogipo
desta provincia, por honra merecida de S. M. I.
Sera que possa expresaar-Ihe a eraocjio que neste
mnm.nlo vera de produzir a leilura de lio res-
peilavel officio, mal posso. o em nome da cma-
ra municipal, a que presido, abafado em meu
enlimenlo. confessar-me a V. S. penhorado por
to decididos desejos, e reiteradas manifestaces
do bem publico desle municipio, por V. S. afine-
jado, certo de que sem a menor quebra na di-
gnidode e zelo d'aquelles, que em igual exerci-
io se houvcram n'esle municipio, oi V. S. um
dos que em sua dminislracao, mui bem soube
deserupenhar suas altas fun'ccoes, e em quem es-
le municipio mui perde, pela conQanfa que em
V. S asss depositava, e muito esperara de urna
das representasoes da provincia, a.que pcrlenco.
Cumprndo, como de meu dever minha pcimei-
ra msso, posso como orgio da cmara muni-
cipal, e convencido de sous sentimentoi, com"-
liiuir-mo em nome della, agradecido a V. S.
pela urbanidade com que sempre se dirigir
na gerencia de seu melindroso cargo; e con ira -
tulando-me com V. S. por tao acertada escolto,
moilo trhelo sejalao'fdiina encelada adminis-
qc
uffli
nomeaco, como confessar, quelmui profunda-
mente scnle a retirada de um magistrado, que
conduzindo-se sempre aqui com W maior mode-
rarlo, rectidao, e intereza, grangeou a estima
publica, e a sympatha parlicularV dos Marago-
gipanos. era de oulra sorle poda ser o senli-
rnenlo desla cmara, quando ella \ndependenle
da firme convicQao que lem, do\quanto bem
admiuislrou V. S. aqu a jusligal Iransmilte
anda mais o pcnsamenlo de seusv municpes,
que unnimes isso spregoara. DigneV-se pois v!
S. receber os protestos da maior dedicado, e
estima desta cmara, que tanto para\o publico
servico, como para o particular de V.S. estar
sempre promptj, j por si, j por qudliiuer de
seus membros.
Deus guarde a V. S. Maragogipe em cmara
extraordinaria de 29 do marco de 1852. \
Illm. Sr. Dr. juiz de direilo. Joao Jinlonio
d Araujo Freilas Henriques Ignacio ^nlonio
de Souza P. Severiatio Jos Moreira Vicio-
rio Pereira Dias de Castro Joao Antonio Bal-
thazar da Silva Feliciano d'Aquino Tana-
jura Fclsmino Goncalves dos Santos. \
Esl conformo. O c'scrivao, Joaqum de Mal-
los Alcanlilado Rochedo.
DOCUMENTO N. 15
Illm. Sr. Em razao de ler sido V. SJ no-
meado juiz de direilo da comarca d'Aialyb na
proviucia d'Alagoas, foi dispensado do cargo de
delegado da cidade de Maragogipe ; cumpriodo-
me por esla occasao louvar a V. S. pela maneira
dislincla por que se houve no exercicio do em-
prego de que exonerado.
Deus guarde a V. S. Secretaria da politia
da Bahia, 29 de abril de 1852.
Illm. Sr. Dr. Joao Antonio d'Araujo Freilas
Henriques Andr Cursillo Pinto Chchorro da
Gamma.
Esl conforme. O cscrivo Joaqum de Mal-
los Alcanlilado Rochedo.
DOCUMENTO N. 16
Tendo seguido para Pernambuco a tomar au-
sento na respectiva assemblca provincial o chafe
de polica Dr. Francisco Xavier Paes Brrelo,
nomeio a Vmc. pasa o substituir, em quanlo es-1
liver elle ausente da provincia ; cumprndo,
que venha quanlo anles eutrar em exercicio
d'aquello cargo
Deus guarde a Vmc. Palacio do governo
em Macei, 2 de marco de 1853. Jos Denlo
daCunha e Figueredo." Sr. Dr. Joao Antonio
de Araujo Freitas Henriques, juiz de direilo da
comarca d'Atalya.
Esl conforme. O escrvao, Joaqum de Ma -
los Alcanlilado Rochedo.
DOCUMENTO N. 17
Muito salisfeito da maneira por que exerceu
Vmc. interinamente o cargo do chefe de polica da
provincia, lenho por conveniente assm Ih'o
communicar.
Deus guarde n Vmc. Palacio do govcrqo
em Macei 12 de dezembro de 1853. Jos
Antonio Saraiva. Sr. Joo Antonio d'Araujo
Frenas Henriques, juiz de direilo da coniarta
d 'Atalaya.
Esl conforme. Joaquim de Mallos AlcarJ-
tilado Rochedo.
DOCUMENTO N. 18
Constando pelas gazelas, que se acha demitli-
do o Dr. chefe de polica, c convindo que Vmc.
venha enlrar no exercicio d'esse lugar, assm
Ih'o ordeno, devendo estar aqui al o dia 19,
pois naturalmente a partcipa$ao official d'aquella
demisso, vira polo primeiro vapor.
Deus guarde a Vmc. Palacio do governo em
Macei 7 de feverero de 1854. Jos Antonio
Saraiva. Sr. Dr Joo Antonio d'Araujo Frei-
las Henriques, juiz de direilo da comarca d'Ala-
laya.
Esl conforme. O escrvao, Joaquim de Mal-
los Alcanlilado Rochedo.
DOCUMENTO N. 19
Inteirado de que Vmc. deixa hoje o rgimen
i polica, nao posso prescindir de louval-o
pelo zelo.moderago.e prudencia.com que desera-
penliou aquello lugar, duranle o tempo, que
interinamente o exerceu.
Deus guardo a Vmc. Palacio do governo
era Macei. 29 de abril de 1854. -Roberto
Calheiros de Mello. Sr. Dr. Joo Antonio de
Araujo Freilas Henriques, juiz de direilo da
comarca d'Atalaya.
Esl conforme. Oescrivao, Joaquim de Mal-
los Alcanlilado Rochedo
DOCUMENTO N. 20
Palacio da presidencia da Parahyba 12 de se-
tembro de 1856. Tendo V. S.
communicou, de
Ale
DOCUMENTO N.| 14
Illm. Sr. Tendo esta canJara por interme-
dio do seu presdeme, recebdo a parlicipaco,
quo V. S. se dignou fazer, deque parlindo dsta i Joao Joaquim da Cunha Rogo Barros a quanlia
ciclarle para a capital da provincia, alim de d> 60JfOO0.
lomar assenlo n'assembla do qike d>gno mera- Quanlo ao quarto quesilo :
bro, Ihe foi oflicialraente parllicipado, haver S. Que nao posso certificar a dala em que foram
M. o Imperador, nomeado jqiz de direilo da prestadas as ultimas conlas antes da chegada des-
comarca d Alalaia, provincial das Alagoas ; I le izo a esla comarca, e de entrar em exerci-
i dever, agradecendo sobro maneira us cii, porque o livro de conlas desappareccu do
carlorio, quando serva o respectivo escrvao Joao j
Jos da Cunha Menezes; pelo que, foi creado por I
esle juizo um novo livro de conlas.
Quanlo ao quinto quesilo :
Que quando esle juizo chegou nesla comarca,
n.o havit administrador na capella, ctendo-a re-
qierido Jos Cavalcanli d'Albuquerque, foi o-
ra ?ado sob ioformaco do enlao cscrivo Mene-
zes.
Quanlo ao sexto quesilo :
Que o administrador nomeado foi Jos Cavalcanli
di Albuquerquc por despacho de 5 de feverero
de 1853 do Dr. juiz municipal primeiro supplente
em exercicio Joaquim Francisco Cavalcanli Lins,
e que dito administrador recebeu a quanlia de
CJgOOO, pertencenles dita capella. que se acha-
ra em deposito no poder do major Jos Cesar de
Albuquerque.
Quanto ao stimo quesito :
jue esse administrador presin conlas em cor-
reigo do Dr. juiz de direilo desla comarca, dei-
xa ido de continuar na odministraQao por a ler
abindonado, havendo esle juizo mandado seques-
trar todos os bens do administrador, e segurar os
bens daquella capella, fazendo ludo depositar
idneamente, nao tendo este mesmo juizo al
esla dala nomeado novo administrador capella
de que se traa, por nao achar pessoa idnea
quj queira aceitar dilo emprego.
Quanto ao oilavo quesito :
Que do arrendamento do triennio correnle j se
venceu um anno, cuja importancia foi satisfeita
55
00
O
Inlensidade.
I
MI

Centgrado.
3
00
co
p
00

00
I
Reaumur.
Fahrenhet

3
I Hygrometro.
-j
o
Barmetro.
c
B
V
ts
SE
i
II
C
c
C".
>
v.
com granuss nevoeiros, vento
terral e ao amanhecer rondou
da
pe o arrematante, e se acha idneamente depo-
silida em poder do capilo An'onio Pinheiro de
Mendonca, era data dol6 do levereiro de 1859.
Quanlo ao nono quisilo finalmente :
Ouo esle juizo nenhuma conta tomou ao admi-
nistrador da capella de que se falla, e que ne-
nhum dinheiro recebeu pertencente ella.
II' o que tenho a certificar a vista do ordenado
na porlaria relro. o dos papis exislenles em
me i poder e carlorio, aos quaes me reporto, e
esta passei em cumprimenlo a mesma porlaria
Cidade de Goianna, 30 de abril de 1860.
Subscrev e assignei.em f de verdade.-.0es-1.
crito interino da provedoria do capellas, Joa-
qun do Matto3 Alcanlilado Rochedo.
COIIMIJHCIO.
Alfandega.
Rerdiraenlodo dia 1 a 9 79.214&109
Ide n do dia 10.......7.352J212
86:5865321
Slovlmento da alfandej
Vol imes entrados com fav.endas .
com gneros .
103
505
Voluraes sabidos

cora
com
fazendas
gneros
------613
74-
165
------239
A noite clara
SE, vcio para o
pelo S.
OSClLLACO OA HAR.
I reamar as 8 h. 6 da manha, altura 7 0 p
aixaraar a 2 h. 18' da tarde, altura 1.25 p.
Observatorio do arsenal de marinha 10 de maio
ue 1860. VlEGAS j,JN10H#
Editaes.
segundo me
partir brevemente para a sua
comarca de Goianna da provinca do Pernambuco
cumpre que passe o exercicio de lugar do che-
le de policia, de que foi ltimamente exonera-
do ao juiz municipal desta capital, que n'elle
se conservr al a chegada do juiz de direilo
Manoel Clemenlino Carnero da Cunha. a quem
tenho designado para substituir interinamente
a v. s. em dilo lugar. Por esta occasao devo
agradecer a V. S. a lealdade, e elficacia, com
que coadjuvou esla adminislracao, no inlenlo
de capturar os criminosos, fazer effectiva a pu-
nicao dos deudos, e manter a ordem, e alran-
quilidade da proviucia, a que mui rclevanles
servicos tem prestado a frente da repartico da
polica, que digna, e utilmente dirigi.
Deusguarde a V. S. Antonio da Costa Pin-
to e Silva. Sr. Dr. Joo Antonio de Araujo
Freitas Henriques.
Esl conforme. O escrvao, Joaquim de
Mallos Alcanlilado Rochedo.
DOCUMENTO N. 21.
Descarrega hoje 11 de maio.
Baa inglezaOlindabacalho.
B ar ;a francezaSpherefazendas.
Baria americanaUuofarnha de trigo,
Barna porlugueza Progressisla diversos ge-
n tos.
Brgue inglezDantebacalho.
Impiirtiieiio .
Brgue americano Union, viudo de Philadel-
phia, consignado a Matheus Auslin & C, mani-
festou o seguinte :
1,795 barricas farnha de trigo, 20 ditas dla de
mili o, 300 barriquinhas bolachinha, 300 saceos
mili o, 4D barris banha de porco,2 caixas dla de
dito era latas, 10 barris oleo de linhanca, 25 bar-
rlluhos pregos, 24 cadeiras de balance-, 15 far-
dos )anno de algodo, 68 caixas cha, 30 caixas
drogas, 1 dila espelhos, 10 volumes com 5 ma-
chinas e seus perlences; aos mesmos.
2C caixas relogios, 1 dila lampees, 25 ditas ba-
nha de porco ; a ordem.
1 :aixa ignora-se ; a S. P. Johnslon.
8 volumes bombas c seus perlences, 2 ditos
moiuhos e seus pertencTs ; a Aranaga & Bryan.
Consulado geral
Rendimento :1o dia 1 a 9 22:013f02i
Ideci do dia 10....... 1.264$974
23.-277j>998
Diversas provincias.
Rendimento do dia 1 a 9
Ideni do dia 10.
3:5695008
6843l
4:253J3I8
De.'.pachos de exportacao pela me-
sa do consulado desta cidade n
di a lO de maio de 1860
Stncknolm. brgue sueco Wilkelmen Tersme-
den, de 393 toneladas, conduzio o seguinte : =
5.29t. couros salgados, 2,420 saceos assucar.
Lisboa, brigue porluguez Constante, de 375
toneladas, conduzio o seguinte : 3,124 saceos
e 43 barricas assucar, 256 cascos mel, 600 meios
de se la, 200 pedras de amolar, 3 ditas de filtrar
agua, 1 caixote cora 11,115 oilavas de prala, 51
couros de cavallo, 4 barricas vidros, 1 sacca far-
nha, 1 barrica idem, 4 ditas caf. 1 dita cocos.
Buenos Ayres, brigue prussiano Urania, de
342 toneladas, conduzio o seguinle : 200 latas
agua-raz, 50 pipas agurdente, 1,950 saceos as-
sucar.
Illm. Sr. Dr. Joo Antonio d'Araujo Freitas
Henriqjies.-Rio de Janeiro, 9 de agosto do 1856.
Respondiendo a sua caria de 12 do mez antece-
dente, cabe-me a satisfacSo de dar-lho os para-
bens pela sua nomeaco, para juiz de direilo da
comarca de Gpianoa, como V. S. deiejava : e ao
meamo passo, cumpro um dever sagrado, dando-
trie louvores pelo bem que V. S. servio, proce-
aendo sempre com prudencia, energa e intelli-
gencia. Minha mulher muito so recommenda
u. Amalia, a quem aprsenlo meus respeilos, re-
novando os prolesios de estima, com que sou de
V.^.amigo obngado collaga.^/oi Tonaz No-
buco ae Araujo.
Ri'i de Janeiro, brigue nacional Eugenia, de
274 toneladas, conduzio o seguinle : =8 vo-
lumes gneros eslrangeiros, 1,500 saceos milho
2,05( ditos assucar, 356 meios de sola, 1,800
coco: com casca, 2 caixes espanadores.
|Rio ila PralaBrigue hollandez Luroioa Aners-
line, Teixeira, Baslo, S & C, 50 saceos as-
sucar branco.
Rio di Prala Patacho hollandez Sara Elsa-
beta, A. Irmos, 300 barricas assucar branco;
Aziveflo Mendes, 50 barricas assucar branco!
Lisbc aBrigue portuguez Connanja, diversos
ca regadores. 425 saceos assucar mascarado e
25 ditos dito branco.
PortoBarca porlugueza Flor da Maia, T. DI
Ales Maia, 4 barricas assucar branco
BecBbedoria de rendas Internas
geraes de Pernambuco
Rend ment do dia 1 a 9 10:730*811
dem do dia 10. .,..... 4J019
U672|230
Capitana
do porto de Pernambuco 24 de abril
de 1860 .
Do ordem superior publica-se o seguinle, para
conhecimento dos navegantes.
Copia. 1.a seceo. Palacio do (joverno do
Rio Grande do Norte 16 de abril de 1860.Illm.
e Exm. Sr.Cumprc-me fazer chegar ao conhe-
ciraeniode V. Exc, para os fins convenientes,
que, segundo declarou o capilo do porto desla
provincia, a luz que serve de pharol na fortaleza
dos Sanios Res Magos, pode ser vista do convez
de nmnavjo regular, distancia de 12 a 13 mi-
Ihas. por se ochar approximadamente na altura
le 43 ps inglezes.
Dos guarde a V. Exc. Illm. e Exm. Sr. presi-
dente da provincia de Pernambuco. O presi-
dente, Joo Jos de Olveira Junqueira.
Conforme=Erancisco Lucio de Caslro. No im-
pedimento do secretario, Francisco Firmino Mon-
leirq.
- Pcranlc a cmara municipal desla cidade
esly em pragn nos dias 11, 12 e 14 do correnle
o aoramento de um terreno na ra de S. Miguel
daipovoaco dos Afogados, com 37 palmos de
infle e 140 de fundo.
__'?.-i>_d"c-"nara municipal do Recife, em ses-
s;3-ae 7 de maio de 1860.Manoel Joaquim do
Reg e Albuquerque, presidente.Manoel Fer-
reira Accioly. secrelario.
De ordem do Illm. Sr. inspector da thesou-
raria de fazenda desla provincia se faz publico,
para conhecimento dos interessndos, que uo dia
6 de juuho prximo vindouro, s 2 horas da tar-
de, tem do ser arrematada pcranle mesma the-
souraria, urna parle da casa de sobrado de dous
andares n. 29, sila na ra da Guia, penhorada
vuva de Anlonio Ferreira Duarle Vellozo para
pagamento do seu alcance, sendo a parle do dilo
sobrado avallada na quanlia de 1:15.39-482, que
com o abate da piarla parte na forma da Ici, foi
adjudicada fazenda nacional no valor de res
8668612, pelo qual quo lem de ir praca para
pagamento do dilo alcance.
As pissoes, pois, qoc prelenderem licuar, de-
verao comparecer no dia e horas cima indicados
na casa da referida Ihesouraria.
Secretaria da Ihesouraria de fazenda de Per-
tiambuce, 9 de maio de 1860.
O ofTicial-maor interino,
Luiz Francisco de Sampaio e Silva.
. O Illm. Sr. inspector da ihesouraria pro-
vincial, cm cumprimenlo da resoluco da junla
da fazenda, manda fazer publico, que no da 31
do correnle. perante a mesma junla, se ha de ar-
rematar a quem por menos fizer o forneciment
dos medicamentos e utensilios para a enfermara
da casa de detengo desla cidade, por lempo de
um anno, a contar do 1. de julho de 1860, a 30
de julhode 1861.
As pe3soas que se propozerem a esla arrema-
tarlo, comparecam na sala das sesses da refe-
rida junla, no dia cima indicado, pelo meio dia
e compelentemeute habilitadas, que acharao pr-
senles o formulario c condicoes da arrematacao.
E para constar se mandou aQixar o prsenle e
publicar pelo Diario.
Secretaria da Ihesouraria provincial de Per-
nambuco, 3 de maio de 1860.O secretario, An-
tonio Ferreira da Annunciaco.
O Illm. Sr. .inspector da thesouraria pro-
vincial, cm virlude da ordem do Exm. Sr. presi-
dente da provincia, manda fazer publico, que
no dia 10 de maio prximo vindouro, se ha de
arrematar, a quem por menos fizer a obra dos
reparos dos empedramentos da estradas da Vic-
toria enlro oa marcos de 6 a 8 mil bracos, ava-
llada em 6:5128.
A arrematacao ser feita na forma da lei pro-
vincial n. 343 de 4 de maio de 1851, e sob as
clausulas especiaes abaixo copiadas.
As pessoas que se quizerem propor a esta arre-
matacao comparecam na'sala das sesses da men-
cionada junla no da cima indicado, pelo meio
dia, competentemente habilitadas.
E para constar se mandou affixar o presente e
publicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Per-
nambuco, 18 de abril de 1860.O secretario, An-
onio Ferreira da Annunciaco.
Clausulas especiaes para a arrematacao.
1.a Os reparos dos empedramentos da estrada
da Victoria entre os marcos de 6a 8 mil bracas,
sero fetos de conformidade com o ornamento
nesta data approvado pela directora em conse-
Iho, e submeltido approvac.ao do Exm. Sr. pre-
sidente da provincia, na importancia de ris
6:512#.
2.a O arrematante' comecar as obras no prazo
de 15 dias, e as concluir no de 4 niezes, conta-
dos segundo o art. 31 do rcgulamenlo das obras
publicas.
3.a O empedramento na importancia da arre-
matarlo ser feto em tres prestaedes iguaes,
sendo a primeira quando liver fcilo um tergo da
obra; a segunda quando hoaver feilo dous ter-
cas, o a ultima ua entrega da. obra.
4.a Era tudo o mais que nao esliver especifi-
cado no orcamento e as presentes clausulas es-
peciaes, se observar o que dispoe a lei n. 286.
Conforme.0 secretario. Antonio Ferreira da
Annunciaco
Declarat^oes.
-...o senhor chefe, gundo o despacho communicado pelo ovarlel-ce-
neral de manrrha, o qi>e manda o mesmo senkor
commandanle O* estagae fazer publico ero co-
seqnencia da delerminaco que para isso teve
Bordo do bngue-barca Ita-marac em Pernam-
buco. 2 de abril dr1860.-O primeiro tenate da
dnle de^rdet0 ** A,*M^ ^"^^ C *U-
THEATRO
BE
COHPANHIA DRAMTICA
Debaixo da direceo* do actor
Carvalho.
DOMINGO, 14 DE MAIO DE 1800.
s 4 1/2 iiohas da wr.r.i:.
1850'aos empregados e autoridades aministraii-
das ou judieiarias que do qualquer medo reco-
vhecerem a existencia das sobredtas cemoa-
nhias. v
Artigo &." Os contratos ou estatutos de socie-
dades anonymasou companhia- que entraren) en
operases-ou estiverem funccionando contra o
disposio nos-arts. 295 e 286 do cdigo commereial
e por consequvncia sem pagamento do sello do
seu capital, eslao sujeles a disposicao do art. 31
do regulamemo de 10 de julho de" tfc>50, alem
das mais penas-em que incorrerem, iki confor-
midade da legislacao 3tn vigor.
nico. Aos empregados e autoridades ad-
ministrativas ou indiciaras que aceitaren), at-
tenderem, deferircm ou admittirera reclamaeoes,
requerimentos, representasoes, acjoes, ttulos e
documentos de aualquer n'atureza, apresenlados
em nome de companhiase sociedades anonymas,
suas caixas filaes e agencias era taescircumstan-
clas ou de suas adminislr.-ic,5es ou de qualquer
modo reconhecerem soa existencia ficarao exten-
sivas as penas do art. 87 do regulamenlo de 10
de julho de 1850.
Recebedoria de Pernambuco 25 de feverero-*
1860.=J/nnoeZ Carneiro de Souza Lacerda.
Acha-se deposiiado neslc juizo 12 boloes de
ouro do abertura, achados a um menino: quem
porlanlo, for seu dono, dirija se a este juizo, que
daneo os signaes cortos, Ihe ser entregue.
Subdelegara da freguezia de Sanio Antoaio 7
de maio de 1860.O subdelegado supplente,
Antonio Bernardo Quinlei'ro.
Conselho de compras navaes.
Tendo-se de promover a acquisirao dos ob-
jeclos do material da armada, abaixo'declarados,
sob as condiccoes de sujeilarem-so os vendedo-
res a mulla de 50 por cento a favor da fazenda
nao entregando os mesmos objectos na quanli-
a?!eme,daqUaldadeC0Jnlra'adas- alm de rro-liar, a pedido de mitaVpeVsoasTa'ra do
garem com o excesso do preco no mercado, caso '
o haja, por molivarem e.slas tallas recorrer-sc
ah e de serem pagos na forma do cslylo; man-
da o conselho fazer publico que tratar dessa
acquis)Qao em sessao de 18 do correnle, vista
de proposla3 recebidas at as 11 horas da ma-
nhaa.
OBJECTOS.
Algodao em rama 4 saceos.
Breu 10 barris.
Colxoes cheios de la 2.
Calcas de algodao azul 100.
Cadernaes broncos de 4. 6, 8 c 9 pollegadas 70
Cobre uovo de 20 a 22|0, 40 folhas.
Fechaduras de camarote 50.
Galos com sapalilhos, sorlidos 100.
Livros era branco de 25 a 50 folhas 100.
Mesas pequeas de raarello 12.
Moiles branros de 4, 5 e6 pollegadas 100.
Papel mala-borro 100 cedernos.
Pregos cnibraes 1 bnnil.
Pregos de cobre para forro ce 3i4 at urna pole-
gada 140 libras.
Pregos de cobre de 4 pollegadas e 3i8 no maior
grossura 560.
Serras para metal 6.
Tarracha espingardeira 1.
Travesseiro de marroquim 3
Tinta branca de chumbo 50 latas.
Tinta branca de zinco 30 ditas.
Tinla prela 40 ditas.
Vares de cobre de 4 e 5(8, 50.
Varos de ferrs de 4i8, 100.
Zarciio 10 arrobos.
Sala do conselho de compras navaes cm 10 de
maio de 1860.O secretario,
AlexanJro Rodrigues dos Adjos.
Capitana do porto.
De ordem do Sr. capilo do porto se faz pu-
blico que llca marcado o prazo de 8 dias. con-
tados desla dala, para ler lugar a remojo dos
navios americanos inutilsidos que se achara sendo prohido o ingresso quem nao se apresen-
junios a barcaca de querena, para o sul d'aquelle ,ar vestido decentememe.
lugar, as proximidades da barreta das jangadas. | Entrada para damas gratis, cavalheiros 2J,
Principiar e terminar s hnr.-is fin m Depois de terera os Srs. professores da orebes-
Ira finalisado a sempre desejada quadrilh
29 ou Honra e Gloria, subii scena pela
primeira vez nesla cidade a soberba comedia dra-
ma, produccao do Sr. Jos Mara Braz Marlns.
rnlilulada :
Aliencoaila Diabrura.
A scena passa-se em Lisboa.
Era seguida o Sr. Jos de Lima Penante can-
pedido de muilas pessoas a aria do
MSCATE ITALIANO.
Depois da aria seguir-se-ha a inleressanle co-
media :
DOUS GENIOS IGUAES
OfiiL
Finalisar o cspcclaculo com o duelo do
W EIRIN HU i & P 0 6 R
Os bilhetes achara-se venda no lugar do cos-
lume.
CiSSI^iO POPULAR
NO
MAGESTOSO SALO
DO
PALACETE DA RIJA DA PRAIA.
Sabbado 12 do corrente.
A pedidos de alguns amadores do Cassiuo lla-
vera bailo no^in rt., CQa lnJ, porapa e brilhau-
lisnio, ser como sempre maniiSa aboa orden.
harmona, fielmente observado o regulamenlo
approvado pelo Illm. Sr. Dr. chefe de policia;
Por esta secretaria se faz constar que o 111ra;
Sr. Dr. Jouquim Pires Machado Porlella assumio
hoje as fonecoes de director geral.
Secretaria da watruccao publica de Pernambu-
co 1Q de maio de 1860 O secretario interino, j
Salvador Hanrique de Albuquerque.^para'fornecimento do arsenil desierta, 2 de
Se dentro desse prazo nao for effecluada i re-
moco, mandar fnze-la a capitana por conta
dos acluaes proprielarios dos referidos navios,
impostas as penas da lei.
Secretaria da capitana do porto de Pernam-
buco 10 de maio de 1860.O secrelario,
J. P. Barrete de Mello Reg.
Conselho administrativo.
O conselho administrativo, para fornecimento
do arsenal de guerra, tem de comprar os ob-
jectos seguidles :
Para o 4. balalhao de trlilharia a p.
Panno azul, covados 10 ; Iranca de laa confor-
me o figurino novomenle adoptado, varas 25.
Para o 8." batalho e 9." de infantaria.
Panno cor de cinza conforme o mesmo figuri-
no, covados270; galo de prala com urna pol-
legida de largura, varas 118 ; galo de prala de
meia pollcgada de largura, varas 94 1(2.
Para a enfermara do Rio Grande do Norte e
para a companhia fixi da mesma.
Brm da Russia, varas 1 t--- 1(2; brim branco,
varas 553 1(2 ; chila para coberlas, covados 200.
Para o meio balalhao da provincia do Cear.
Brim branco, varas 481 ; brim da Russia, va-
ras 168.
Para a colonia de Pimenleias.
Altea contuza, libras 4 ; agua de flor de U-
rangeira, libras 2 ; dita de l.abarraque, garra-
fas 4 : dila rosada, garrafas 6: acitalo de amo-
niaco, garrafas 4 ; assucar retinado, arrobas 2 ;
acido sulphnrico, onceas 6 ; acido netrico, onc.as6 ;
acido munalico, oncas 6; balsamo de cupahiba,
libras 2; balsamo d arecu. libras 2 ; bichas 100;
cascas de giquililhela, libras 2 ; calamolaoos a
vapor, onca'l ; canella em n j, libra 1 ; capsulas
de cupahiba, caixas 4 : cabecas de diirmideiras,
libras 2; cevada, libras 4 ; dculochlorelo de mer-
curio, onca 1 ; espirito de vinho, garrafas 2;
emplastro de sicuta, libras 2 ; dito de aquilo
gommado, libras 4; dito vigicatoria, libras 2 ;
especies peiloraes, libras 4 ; enxofre sublimado,
libra 1 ; flor de sabugueiro, libras 2; dito de
bori-agera, libras 2 ; malvas, libras 2; flor de
rnica, libras 2 ; gomma arbica cm p, libras 2 ;
hydriodato de polassa, libras 2; lnhaga em
grao, libras 7 ; dila em p, libras 4; ludano li-
quido de sedenham, meia libra ; losna, libra 1 ;
mel de abelha, garrafas 4 ; dilo rosado, garra-
fa 1; mann em lagrimas, libras 4 ; mostarda
era grao, libras 2 ; macolla?, libras 2; mercurio
doce, libra 1 ; magnesia de L'bcnry, vidros 2 ;
manleiga deanlemonia, ouc,as2; nctrato de pra-
la, onca 1 : oleo de ricino, jrralas 6 ; oleo de
amendoas doce, garrafas 2 ; Jilo commum, gar-
rafas 4 ; pasla de naf ,tfa artbia, caixas &; po-
mada alvissima, libras 2; dita mercurial, li-
bras 2 ; dila de saturno, libras 6; polpa de ta-
marindos, libras 4 ; pedra hume, libra 1 ; pur-
gante de Mr. Le Roy, garrafas de 3. grao 6; qui-
na em casca conluza, libras 2. salsa parrilba in-
leira, libras 4; sulplwto de magnesia, libras 4;
sal de chumbo, libia 1; sulphalo de quioino,
onca 1 ; sedilites, caixas 4 ; sanlunina, oncas 2 ;
ungucnlo rosado composto, libras 2 ; xarope c-
trico, garrafas 6; arruda, libra 1; vinagre, gar-
rafas 6 ; algodo em rama, libras 2; tintura de
nosmoscada, o ocas 6; tintura de arruda. oncas 6;
bacas de rame pequeas para sangra 2; batan-
ea com marca e granatario V; copo graduado 1 ;
pennas lapis i ; caivete uno de aparar peonas 1 ;
pennas do ganco 25 ; papel almasso, resma 1 ;
dito pardo, resma 1 ; tinleiro e areciro, 1 par ;
foml do vidro 1: dilo de folha 1 ; jogo de medi-
das de folha do urna libra meia onca 1 ; serin-
ga de bomba 1 ; dito de estanto 1 ; pejes do al-
godaozinhs .3; espirito de sale moniaco, libras 4.
Quem quizer vender taes objectos presente
as suas propostas em carta fechada na secretaria
do conselho, s10 horas da manha do dia 11
do correnle mez.
Sala das sesaoes do conselho administrativo
icpiar e terminar s horas do costume.
Avisos martimos.
Para.
Espera-se todos os das to Maranho o bem
conhecido hiale Lindo Paquete,, que devora re-
gressar em dlreitura do Para, com poucos dias
de demora neste porto, visto ler grande parle do
carregamento contratado, os senhores quequize-
rem lomar alguma praca no dilo navio podem
desde j enlender-se com os consignatarios Al-
mcida Gomes, Alves 4 C. ra da Cruz n. 27.
Para a Baha.
Saneera poucos dias o hiale Bom Amigo, do-
superar marcha ; para carga, Irala-se com o ca-
pilo Pereira Mannho, em casa do Palmcira &.
Bellro, largo do Corpo Sanio n. 6.
Para o Porto.
O brgue aEsporanga sahir iraprelervelmen-
le at 18 do correnle ; ainda recebe carga e pas-
sageiros : a tratar na ra da Cadeia do Recifo
numero 4.
Vonde-se a barcaca < Conreico Valorosa, em bom oslado, da lotaco de 20 caixas: a tra-
tar na ra do Vigario n. 10, 2. andar.
Companhia de ser-
vicos maritimos des
Messageries Imperiales.
L1NHA DO BRASIL.
Servico do correio francez
Inauguraco do sevvigo.
O paquete a vapor La Guienne, de forra de
500 cavaltos, commandanle Cnoul, official do
marinha imperial, partir de Bordcaux, para a
Rio de Janeiro tocaado em Lisboa, Sao Vicente,
Pernambuco o Babia
No dia 24 do corrente.
As saliida>seguinles lero lugar de Bordeaux
a 25 de cada mez, as quaessero effertuadas pe-
los paquetes a vapor de rodas de forca de 50O
carairas.
Navarre, commarulante Vede!,
official de marinha impe-
rial.
Estramadure, com mandante,
Troilier, official de mari-
na imperial.
Bearn, commandante Aubry
de la Noe, official de mari-
nha imperial.
Um aviso ulterior farconhecer a data do c-
mico do servico conexo entre o Bio de Janeiro,
Montevideo e Buenos-Ayres.
Para-inforroacdcs a airlgir-so i agencia ra do.
Trapiche n 11.

iUI T'll
____
J
II
a^T%/r-i L


- I .
III II
I -II I .
(V
DIARIO DE PERNAMBUCO. SEXTA PEIBA 11 DE MAIO DB >*60
Cear e Acarac
O palhabolo Sobrnlense, capila Ralis, scguc
com brevidade; a tratar comCaelano Cyriaco da
C. M no lado do Corpo Santo n. 25, primciro
andar.
Leles.
LEILO
trigo
DE
REALCOMPAMILV
DE
Paquetes inglezes a vapor.
Nodia 14 desle mcz espera-sedo sul o vapor
Oneida, command.mle J. A. Bevis, o qual depois
da demora do coslume seguir para Southamp-
ton, tocando nos portos de S. Vicente e Lisboa
para passagens etc., trata-se com os agentes
Adamsbn, Ilowie & C, na ra do Trapiche nu-
mero 42.
N. B. Os embrulhos s se recebem at duas
horas antes de se [echarem as malas ou uina
hora pagando um pataco alm do respectivo
frete.
IPM
o Rio de Janeiro
segu nestes oito dias o brigue nacional Da-
mo, tcm a scu bordo metade do seu carrega-
mento ; para o resto que Ihc falla, trata-se com
os scus consignatarios Azevedo & Mondes, no scu
cscriplorio na ra da Cruz n. 1.
Aracaty.
Segu com rouita brevidade o hiato Sanio A-
maro, recebe carga c passageiros : a tratar com
Caclano Cyriaco da C. M., no lado do Corpo San-
to n. 25, primciro andar.
Cear c Maranho.
Segu com brevidade o paldabole Sobralense.
capillo Ralis, recebe carga : a tratar com Caela-
ni Cyriaco da C. M., no lado do Corpo Santo n.
15, primciro andar.
Aracaly cora escala pelo
Ass.
Segu com brevidade o hiate nacional Grali-
dao, : para o resto da carga e passageiros, o que
tem exrellentes commodos : a tralar no Passeio
Publico n. 11, ou com o meslre no trapiche do
algodo.
Para Lisboa
o brigue porlugucz Relmpago pretende seguir
viagem com a possivel brevidade : quero no mes-
mo quizer carregar ou ir de passagem, dirija-se
ao consignatario Thomaz de Aquino Fooseca, na
rua do Vigario n. 19, primciro andar, ou com o
capilo na praca.
Rio de Janeiro.
Segu com muila brevidade o palhabotc fr-
usta, capito Joaquini Jos Alves das Nevos :
para o resto da carga, Irala-se com Caelano Cy-
riaco da C- M no lado do Corpo Santo n. 25, pri-
mciro andar.
Farinha de
SSSF.
Sexta-feira 11 do corrente
O agente Borja autorisado
peloSr. Domingos Alves Ma-
theus, far leilo no aruiazem
. 6, da i na da Madre de
Dos, perten( ente a Machado
& Dantas, e por conta e risco
de quem pertencer de 200
barricas com farinha de trigo,
que sero vendidas em lotes
a vontade dos compradores ;
ter principio s 10 horas em
ponto.
KEAL C01PARHU
Anglo-Luso-Brasileira.
Sexta-feira 11 do corrente, s
11 horas em ponto.
4o correr do marlcllo.
O agente Camargo autorisado pelo Sr. Victo-
rino Jos de Souza TravassosJnior, (ara lcilo
em sua casa na ruado Veras n. 15, bairro da
Roa-Vista, de seus movis cousistindo em
Urna mobilia de Jacaranda.
Um rico piano com excelienles vozes.
Guarda vestidos e guarda roupa.
Toucadores com pedra marmore, inglezes e fran-
cezes.
Mesa elstica, suarda lonca e aparador.
Solas, cadeiras para gabinetes, sala de janlar,
dilo de balanco c de fechar.
Banqninhas, candieiros, lanleroas, lou^a para
mesa ele.
Um elegante cabriolel com ura bonito cavallo
rudado bom trotador, e lindos cavallos de
sella com todos os andares, e oulros objec-
tos que se deixam de mencionar.
Cuja sua casa aluga e nessa occasio proporcio-
na aos prelendentes examinar as commodidades,
a qual sende de dous grandes andares e grande
solo. lera grandes salas, gabinetes e quartos
espacosos, cocheira, boa estribara, senzala para
prelos e dous quartos com cacimba etc., etc., ac-
crecendo maisquea dita casa 6 muilo fresca,
llavera lunch para os concurrentes.
Avisos diversos.
= Precisa-se de ura official de barbeiro : na
ra das Cruzes n. 35.
Rogase ao lllra. Sr. delegado de polica
de Iguarnss, lance suas vistas sobre a Maricola,
que o furto de cavallos e bois est all e em seus
arredores, sendo um meio de vida.e os indigna-
dos nao sao desconhecidos.aiuda que nao mnrem
na freguezia na semana santa furtaram'dous bois
os quacs foram achados e disse o comprador
tc-los comprado era urna cocheira no Recife,
agora furtaram urna burrinha, caslanha, passei-
Grammaticaingle-
za de Uendorff.
Nova methodopsra aprender a lr,
a cscrevtr e a fallar in^le/. em 6 mezes,
obra inti iramente nova, para uso de
todos o <;stabetecimcntos de instrucrao,
pblicos e particulares. Vende-se na
praca de Pedro 11 (antigo largo do Col-
legio) n. 37, segundo andir.
Os ai listas allaiales de l'ernambuco, com-
penelrando-se de que por meio de urna associa-
q9o 6 que podero nao s aperfeicoar a sua arte,
como lam em garantir um meio "de subsistencia
decenle e onroso seus irmaos d'arle, e s suas
familias, iue ou por avanzada idade, ou por
qualquer defonnidade physica se acliarem im-
possibililalos de trabalhar ou que fallecerem na
miseria, rcuniram-se de commura accordo, e
forraaram urna associaco denominada dos-
Artistas Alfaialescojos estatutos j se acham
approvados peio mui digno cliefe de polica o Sr.
Dr. Alee: r Araripe.
Felizmente cora trabalho venceram o bices,
que Ihes q leriam antepor alguns homens, que nao
se cornpi' iciram da posicao, que lhes justa-
mente deuda, e cujo nico im perseguir a
aquellos de quem muitas vezes vcem a depender,
mas feliz nenie remetiendo esses que Ibes
queriara embargar o passo ao silencio, coro f e
resignarn chegarara a por era realidade seu pen-
samenl, que para elles lalvez nao passasse de
um sonho, de urna chimera.
Os mesmos advertem que a prsenle associa-
o nada lera com urna outra que se projectou
undar ilguns annos passados, o que nao leudo
realidade chegou-se a vender os poucos espolios
que j possuia ; admitlindo-se ura exclusivismo
onde somonte predominavara os meslres, o que
era um bsurdo completo; assim pois crearam
a presen e onde observada somenle a le da
igualdad* e da caridade, nica que deve predo-
minar, por se achar sanecionada ua religio do
Crucificado e coaduoar-se cora o progresso e ci-
vilisacao do nosso paiz.
A. commisiao abaixo assignada
dos artistas iilaiates, envida a to-
dos os seus socios e aquellas das pes-
soas que lhe quizerem homar para
asessao magna da inauguracao de sua
aisociaro que tera' lugar ern o palace-
te do Ces de Apollo,as 10 horas e meia
damarhaa, no domingo 13.Manoel
da lira de Farias, Victor Angelo Gre-
gorio, Manuel Joaquim Machado (ni-
maraes, Antonio Macario de Assis, Ma-
noel Pt ixoto da Paixao.
mm
O Sr. Joo Filippe dos Santos deixou de ser
caixeiro la casa de James Crabtree & C,. desde o
dia 1 de naio presente.
Joo Filippe aos Sanios declara que se des-
pedio di casa dos Srs. James Crablree & C, no
dia 30 de abril prximo passado,
Ai Ionio Gaspaz Pereira Jnior deixou de
ser caix ;iro dos Srs. F. S. Rabello & Filho desde
boje. R ;cife, 9 de raaio de 1860.
Oflurece-so ura menino para caixeiro de
I qualque eslabelccimenlo, sem mesmo exceptnar
taberna, tem excellenles rostumes o d fiador
I sua conduela: a tralar no Campo Verde, pa-
daria.
Gustavo Carn, socio gerenle da casa Lelcl-
1 licr & C retira-se para a Europa, e deixa corno
gerente da mesma o Sr. Joo Jos de Figuci-
rodo.
Gistave Carn, subdilo francez, rclira-se
pira a Europa
Muitaatten^o.
Offcrccc-se um rapaz para caixeiro de
quer csiabclecimenlo, o qual d lia'dor
qual-
sua
ra, gorda, com peladura em cima da anca, galo- conduela, c mesmo para cobranca : os prcten-
Galeria americana re-aberta
Galera americana re-abena
Galera americana re-aberta
Galera americana re-abena
Galera americana recatarla
Galera americana re-aber la
Grande sorlimento Je fazenrlas
Grande soriimenio de fazendas
Grande sorlimento de fazendas
Grande sorlimenlo de fazendas
Grande sorlimento de fazendas
Grande sorlimenlo de fazendas.
Pede-se a altencao das senhoras e cavalheiros
Pede-se a altencao das senhoras e cava lheiros
Pede-se a altencao das senhoras ecavalheiros
Pede-se a altencao das senhoras e cavalheiros
Pede-se a attenc,ao das senhoras e cavalheiros
Pede-se a altencao das senhoras e cavalheiros.
Na ra do Imperador
Na ra do Imperador
No ra do Imperador
Na ra do Imperador
Na ra do Imperador
Na ra do Imperador.
Para bellos retratos
Para bellos retratos
Para bellos retratos
Para bellos retratos
Para bellos retratos
Para bellos retratos.
Pelo artista A. W. Osborn
Pelo artista A. W. Osborn
Pelo artista A. W. Osborn
Pelo artista A. W. Osborn
Pelo arbisto A. W. Osborn
Pelo artista A. W. Osborn;
Retratos para 35 al 30&00O
Retratos para 39 at 309000
Retratos para 33 al 30*000
Retratos para 3$ al 309000
ha inspeceo de saude na casa da secretara do
coraroando superior da guarda nacional desle mu-
nicipio, s 11 ho'as da manhi.=0 secretario,.
Pirmino Jote de Oliveira.
Um* pessoa que vai para a pro-
vincia de Al'-igoss, se incumbe da ce-
branca simples ou judicial de qualquer
divida, qur na capital, (quer no inte-
rior, para o que da' fiador : a* diri-
gir-te a* ra cu Penlia n. 11, uestes
cinco das.
Barroca & Medeiros tambera sac-
cam para Portugal.
45Ra Dirtita4S
De 5#000 a 6#000.
O propietario deste estabelecimento
attendendo ao estado pouco lifongeiro
da bolsa da maior parte da populacao,
e animado por um sentimento philan-
tropico era prol dos seus antigos fre-
guezes, tem a honra de oTerecei-lhes
um resto de borzeguins de bezerro e
lustre, em multo bom estado, mediante
a retribuicao cima.
Attehco ao com-
mercio.
O abaixo assignado*como membroda
firma social Ohveira & Goncalves, ten-
do de proceder a liquidara o da mesma
pela morte do socio Oliveira, convida a
todas as pessoas a quem a mesma firma
fr de redora directa ou indirectamente,
por qualq'ier titulo, vencido ou por
vencer, bem como pessoas a quem fr
devedora a firma de Manoel Antonio
dos Passos Oliveira & C., ou somente
Manoel Antonio dos Passos, para que
no prazo de 8 dias apresntem seus
crditos a im de se poder tratar da li-
quidaejio e inventario do espolio do fi-
nado Manoel Antonio dos Passos Oli-
veira. Recile 10 de maio de 18C0.
Manoel Antonio Goncalves.
Precisa-se de urna ama para cosinhar : n-a
travessa do arsenal de guerra n. 9.
Dr. Pamphilo Manoel Frero de Carvalho,
medico se ada no exercicio de sua profisso,
para o que pode ser procurado na ra da Aurora
n. 60. D consultas gratis aos pobres das 11 s
4 da larde. Especialidades partos e '.molestias
do peito.
Precisa-se alugar urna preta para vender
na ra : na ra do Jardim n. 22.
Espera-so dos portos do sul no dia 9 do cor-
rete o vapor Jason, que deve seguir para a Eu-
ropa no mesmo da, se chegar de manha ou no
seguinle se chegar depois do meio dia.
Este vapdr o mais bello barco que jamis na-
vegou para o Brasil, tera lugar para 300 passa-
geiros da primeira classe, 300 da segunda e 400
da terceira classe, rene aos melhores commo-
dos o maicr asscio porque pertence a urna linha
entre Inglaterra e Estados-Unidos c o luxo e
commodidade que ostentara os vapores dessacar-
reira proverbial.
Pretado oara azer osla vina" ,uar ao
vapor Brasil, trouxe a tripolacao daquelle barco,
sendo o commandanle Richard Eusticc, o mesmo
que na ultima viagem do Brasil, foi mimoseado
em Lisboa pelos passageiros com urna busna de
prata fina em signal de estima e gratidao pelo
bom tratamento que receberam.
Conhecedor dos goslos e coslumes porluguc-
zes conlralou era Lisboa, cosinheiros, criados e
criadas porluguezas, e por isso ludo prometle aos
passageiros que nelle seguirem urna passagem
comuioda e agradavel.
Os Srs. passageiros que pagarera a passagem
de ida evoltalero o abalmenlode250|0 : a tra-
tar cora os ageutes Tasso Irmaos.
padeira e com nina (crida no pesclo do lado cs-
querdo proveniente de urna sanga : a quera for
ofterecida roga-se o favor de avisar ao seu dono
Joo Carneiro Raposo morador no lugar cima
junto ao Rio Timb ou no Recife na ra Nova
defronte da botica, segundo andar por cima do
Dr. Seve, que ser gratificado.
Km audiencia do juizo do orphos dos dias
It, 15 e 18 do corrente, tem de ir a prora para
ser arrematada uraa casa sila em urna das prin-
dentcs ilcixcra carta fechada na praca da Inde-
pendencia ns. 14 o 16, indicando a sua morada.
Piecisa-se de um escrevenlc que tenha boa
letra e saiba cscrever com correccao : na ra do
Imperador n. 17, primeiro andar!
Al uga-sc a loja da casa n. 17 da ra dt> Im-
perador, lado do caes : a tratar na mesma4|asa.
= O Sr. Jos Alfonso do Rogo Barros, que
mora ns Zongu, lenha bondade de apparecer
c se lhe
. "as P""- na olaria do Fundao, na ra da Gloria, qu
cipacs ras desta c.dade, cujo escr.plo se acha degeja ,,, a negocio de scu lllcre9S'c4
em mao do porleiro do mesmo juizo.
Para pouca familia, precisa-se de urna casa
prefenndo-se um pequeo slio perto ifji frojo.
,,,.<-,o liver e quizer alugar annunce por esta
folha para ser procurado. \
Propriedado Cstol, com duas legoas decom-
primenio e urna de testada, situada no Cariri de
Fra, da parte do nascente parle com Ierra de
P-ecisa-so de uraa ama prein enerara ara
oservico ile podas a dentro, que seu alugirel iVao
exceda de 203 : n rua eslreita do Rosario n. 25.
Q linlidodo Azevedo Machado, Brasileiro,
segu [ara Europa.
T oca-se urna casa com bons commodos na
rua Au justa, cora ura sobrado no Racife, excep-
B
^
Riodc Janeiro.
Seguir em poucos dias para o Rio de Janeiro
o patacho Flor da Bahia, j bem conhecido por
boa conslruccoo e marcha; e como ainda Itm
praca para carga, oflercce-a aos prelendenles,
que se entendero com Rallar & Oliveira, na rua
da Cadeia do Recife n. 72.
Vai sabir com brevidade o brigue
Confianza, por ter parte da carga en-
gajada, para o resto trata-se com os
consignatarios Carvalho, Nogueira & C.
ruado Vigario n. 9, primeiro andar,
ou com o capitao na praca.
Para a Bahia.
O patacho nacional -Amazonas I pretende se-
jjuir com muita brevidade, tem parte do seu car-
regamento a bordo ; para o resto que lhe falta,
trata-se com os seus consignatarios Azevedo &
lleudes, no seu escriptoro na rua da Cruz n. 1.
Para o Rio de Janeiro.
O patacho naeional Amazonas II pretende
Di-guir cam muila brevidade, tem parle do seu
carregamenlo prompto : para o resto, trata-se
cm os seus consignatarios Azevedo & Mendes,
no ceu.escnxtlorio na rua da Cruz a. 1.
Para o Porto
segu at o *ia JO do corrente o brigue porluguez
linrmoikia, anda pode receber alguma cwga :
trata-se com os seus consignatarios Azevedo &
wendes. o seu escriptoro na rua da Cruz n, 1'
COMPANHIA BRASIL EIRA
DE
PAQUETES A VAPOR.
O vapor Oyapock, commandante o capito l-
enle Sania Barbara, espera-se dos portos do
sul em saguimenio aps do norte at o dia 14 do
correnie roez.
Recebe-se desde ja paisageiros e rele de en-
comraendaa e dinheiro, c engaja-se a carga que
o vapor poder conducir sendo despachada com
antecedencia al a vespera do dia de sua che-
gada : agencia rua do Trapiche o. 40, escrip-
loj-io de Tboroaz de Paria.
... tuando seas ras Apollo. Codeia, Cruz e Vigario:
AKOtinho Pereira e do poento com tetra de a lrala, na rua lios'Martyrios n 26.
Francisco Pereira de Bodapil. Desta propheda-
de vendeu o Sr. capito Jos lavares a M. Alves
da Silva nn-ia legoa de testada de Manoel Perei-
ra, para baixo, e urna legoa de coraprimcnlo, e
vem a licor de resto urna legoa de testad* eom
legoa e meia de comprimento. Os prelendenles
dirijam-so ae engenho Paulista, a tratar com o
seu proprietario. \
Propriedado Figueirs, situada no termo da
villa do Pillar, cuja propriedade as trras pgate
da incruzilhada que vai para a mesma villa pera
estrada da Passagem do Marlios a contestarnos,
dominios com S. Miguel, para o sul contesta com
Ierras da mesma villa, c as raais cruzes que se
acham para a parle do poente, marchando da
dita incruzilhada pela estrada que vai para a
mesma villa, toda a (erra que se achar da parte
esquerda da mesraa estrada quo vai para dita
villa a contestar com a do capito Joo Leito
que ficaai da parte direita da mesma estrada, lu-
do da mesma dala, ele. Os prclendeutes dirijam-
se ao engenho Paulista, a tralar com o seu pro-
prietario.
Acha se fgido o mualo Henrlque, com os
signacs segrales : idade de 17 a 18 tunos, com
urna cicatriz era urna orelha, gagueja um pouco
quando falla apressado ; eslo escravo veio do Re-
cife como criado, era dias do mez psssado, e de-
sapparcecu quando ia de volta para casa ; quera
o apprehender, leve-o ao engenho Pindobal da
comarca de Pao d'Alho,- ou rua da Cadeia do
Reciten. CO, primeiro andar, a Joaquim Caval-
canli de Albuquerquc Mello Filho, que ser re-
compensado.
Jos Antonio da Cosa Muniz publica ao
respeitavel publico, e particularmente ao corpo
de coraraercio, que lem contratado comprar ao
Sr. Casemiro Gomes da Silva, a sua taberna sita
na rua das Cinco Ponas n. 4. livre e desembara-
zada de lodosos onus, e dbitos a que a mesma
taberna esleja obrigada al a dala deste, tanto ao
trapiche, como de imposto.', etc. : quem se jul-
gar com direito a dita taberna, comprela na
mesma, durante o prazo de 8 dias, a contar desta
data, vindo munido de documentos legaes ; o
findo o dito prazo, nao se allender a reclaraa-
coes algumas. Recife 10 de maio de 1860.
Ensato Philosopbico Pernambucano.
Os senhores socios do Ensaio Philosophico sao
convidados a comparecerem rio dia sabbado, 12
do corrente, na casa n. 65, na rua Nova, alira de
Iratar-se da publicacao do peridico.
Secretaria do Ensaio Philosophico 9 de maio de
1S60.01."secretario, Flix Lima.
Ama.
na pra-
tia
Preeisa-se de urna ama para eozinhar
ca da ^dependencia n. .
Ama.
Offerece-se urna ama de leile para criar
ra dos Quarteis n. 17.
= O Sr. Manoel Joaquim Pereira haja de fa-
zer o favor do dirigir-se rua larga do Rosario
n. 28, loja, para receber urna carta virida da
Bahia.
O Sr. Custodio Luiz Gomes queira appare-
cer na rua da Cadeia do Recife n. 4, a negocio de
scu iiereate.
BHheles,
Na rua Direita o. 61, loja de chapeos, de Den-
lo de Barros Feij, vendem-ce bilhetes da lote-
ra da provincia por conla do Sr. Ihesoureiro.
Vonde-se um bote novo por diminuto pre-
so : por detraz da rua do Imperador 'Uilo a ser-
rana do Paulo Jos Gomes.
Cernalo.
Superior cteenlo romano em barricas ; ren-
de-se a 7$, em caes de Prenle Mianna & C-, rua
da Cadeia n. 57.
MoteldoRosa
12 Rua da Quitanda 12
NO
Rio de Janeiro,
Este anligo c bem acreditado estabelecimento
os oe-ece aos senhores viajantes excellcntes
cOmmodos e um iralaraenlo tao bora como nos
melho es da Europa, como tambera aos amado-
res ue bilhar ricas mesas em que possam se re-
creiar as horas vagas. O proprietario conda-
do na fama que sua casa tcm sabido grangear,
lantoi dos numerosos estrangeiros, como mesmo
nacionacs, que lem lido a honra de hospedar,
espera continuar a merecer a confianca das pes-
soas q ic vislarem a corle do imperio!
Na madrugada do dia 6 do correle mez e
anno lugio um preto escravo de nomo Renedicto
Barroso, que assira se intitula ; tem os signae3
seguirles : baixo. muilo secco do corpo, barbado,
lora 2 denles da frente de cima podres, fulo da
cor, cmellas Tinas, ps muilo pequeos, costuma
a embreagar-se, e quando est assira muilo
alegre c ri-se muito, tera 30 annos de idade,
pouco mais ou menos, orelhas muito pequeas,
levou cal$a prela, camisa de raadapolo, chapeo
de pa'ha amarella, j velho, na rua Imperial o
tratara por inspector, e dentro do Recito por la-
gartixa : roga-se aos capites de campo, pedes-
tres c juntamente a polica, que o apprchendam
elevem fu Imperial, casa n. 140, ou rua de
Santa Tbereza, casa do D. rsula Capitulina da
Silva, que dir quem seu senhor, e se grati-
ficar.
Tinta preta para escrever
A runca asss louvada tinta preta para escre-
ver, contina a estar ^nda era garrafas, raeas
garra 'as e boies : na rua do Imperador defronto
de S. Francisco.
Baratissimo.
Diccionarios francezes de Fonseca e Roquete,
ditos da lingua portugueza, selectas (tancezas e
inglesas, Ritual romano de difTerentes incader-
nacons e goslos, livros de direito, e mui tos oulros
objeitos que ao comprador se mostraro: na rua
do Imperador defronledeS. Francisco.
r No correr do mez do novembro do anno
pass; do nesle raeu engenho Paulista appareceu
um I oraem preto pedindo-rae por esmola para o
mandar curar, e como coslumo receber por cari-
dade todos os infelizes que rao procuram, e que
depois de saos dou-lhes roupa, dinheiro. o os
dispisso, e os que morrem os mando cnlerrar,
fizo mesmo com elle, mandando-o recolher no
hospital que leoho para curar a minha fabrica,
coa duas grandes feridas, uraa menor cima do
torfliizello da perha esquerda, ea outra na direita
que omava lodo comprimento da canda, a pri-
men- j sarou, e a segunda pouco falta para fe-
char, nesle estado de grande melhora, quando
elle rMirava-se, desconliei ser captivo, e confes-
sandn-o, descobrio ser escravo do Sr. Jos Alves
de O iveira, do engenho Caipora, termo da villa
da Eicada; porlanto o mesmo senhor ou alguera
por si quanls antes vira lomar conta delle, nao
me risponsabilisando pela fuga, se por acaso as-
sim < cooteccr. Engenho Paulista 8 de maio de
1860.Joaquim Civalcanti de Albuquerque.
Precisa-se de una ama que saiba eozinhar
e fazur todo o servico de casa : na rua do Caldei-
reiro taberna n. 60.
Manoel Francisco de Azevedo coruprou para
Silvilro Jos de Oliveira, em Maranho, meio
biiheia n. 2137 da terceira parta da primeira lote-
ra di irvnDdade ds Espirito Sanio na igreja do
Collfijro.
Perdeu-se na madrugada do dia
6 do* corrente, um alirete de ouro
com cama leu, da rua da Saudade a rua
do Hospicio e matriz d\ Boa-Vista, e
desta seguindo pelas ras do Aragao,
Santa Cruze Cotovello ; roga-se a quem
o achou o favor de entrega-lo na rua
fia Saudade primeira casa, viudo da
rua Formosa a Boa-Vista, aonde se sa-
tisfar' qualquer despeza se assim o
exigir.
Os herdeiros do tallecido Jos Eu-
genio da Silva Ramos, querendo ven-
der o engenho Cmara gibe de Seri-
nhaem, que lhe coube em partilha por
morte de seus pais, convidara, a qual-
quer que se j ulgue prejudicado em
seus dircitos com esta venda que apr-
sente seus titulos dentro em 15 dias,
tempo em que $e pretende realisar a
referida venda. Recite 8 de maio de
1860.
IOTEBI
Sabo
Precisa-sede um caixeiro para segundo, de
urna padaria, que saiba ler e escrever bem, e que
d habilitaces necessarias para preencher a fal-
ta do primeiro em qualquer erapedimento deste,
e que tenha pratica do negocio : quem se achar
nestas circunstancias, e der fiador a sua conduc-
ta, pode dirigir-se a rua larga do Rosario n.
18, segundo andar, de manha at as 9 horas, e
de tarde at as 3, que achara cora quem tratar.
Da-se 600g000 a premio de 2 porcenlo ao
raez, sob penhores de ouro : na loja de livros do
Sr. Figueiroa se dir quem d essa quanlia.
- Aluga-se a excellente e commoda
casa da rua da Aurora n. 2G : "a tratar
na mesma rua n. 16 A.
Thomaz de 'aria saca sobce Por-
tugal no prximo paquete : escriptoro
na rua do Trapiche n. 40.
= Quem pretender comprar um cavallo muilo
bom tanto para montana como para carro, com
muilo bons andares, dirija-se a rua de Hortas
n. 4, que se dir quem vende.
Adrailtc-se um fabricante desabSo : na fa-
brica do Franca, na rua nova do Santa Rila.
_= O Dr. Ignacio Firnjo Favicrfaz publico*, que
nao obstante nao achar-se ainda completamente
restabelecido do grave incomraodo de saude de
que fra accoramettido desde novembro do anno
passado, tora com ludo destinado erapregar algu-
mas horas em o exercicio de sua profisso. para
o que poder'ser procurado das 9 horas da ma-
nha s 3 da tarde, no pateo do Carmo, sobrado
n. 9, primeiro andar ; e desla hora cm dianle no
Cachang. O mesmo doulor havisa a seus fre-
guezes e a todas as pessoas que o quizerem hon-
rar, coufiando-lhe seusdocnles, que lem rcorga-
nisado a sua casa de saude, sita na Passagem da
Magdalena, entre as pontes grande e a pequea
do Chora-menino, que alem de se achar montada
convenientemente dispoe de commodos para
raais de 40 doenles, segundo a cMhegoria e se-
xos, pelo raais comraodo proco, que na acluali-
dade se pode fazer. As pessoas lvres rccolhidas
enfermara pagaro a diaria de 3j, e cscravos
2j ; dando-so ainda algum abalimento no caso
de que a molestia se prolongue por mais de um
mez. As pessoas que desojaren! um Iratamcnto
dislincto pagaro na razo da despeza que fize-
rem. Para tratar, podem dirigir-so casa do pa-
teo do Carino cima indicada, ou cora o Sr. Jos
Firmo Xavier na dita casa.
ARREMATACO DE DIVIDAS.
Nos dias 5, 8 c 11 do corrente tem de serem
arrematadas as dividas do finado Manoel Fernn-
des Guedes, na importancia de 29:045s768 prin-
cipal e juros al agosto de 1856, depois da audi-
encia do Dr. juiz de orphos ; qualquer licitante
que queira examinar a qualidade dos dbitos de-
ve procurar o es ripio em mo do porteiro dos
orphos e ausentes Amaro Antonio do Farias.
Sendo_ a ultima praca no dia 11 s II horas da
manha, na sala das audiencias.
Q
Manoel Coraillo Pires Falco, lendo sido no-
meado pelo Exm. Sr. presidente da provincia
Ihesoureiro das loteras avisa ao respeitavel pu-
blico que leudo cm vista regularisar as mesmas
loteras, subraelleu a approvaco do mesmo
Exm. Sr. presidente o plano que abaixo vai trans-
cripto epor elle vai ser extrahiila a terceira par-
le da primeira lotera concedida a favor da ir-
mandado do Divino Espirito Santo da igreja do
Coltegio, devendo as rodas (la dita lotera impre-
tervelmenlc correr no dia 26 do presente raez,
no lugar do costume, o os respectivos bilhetes
se achara expostos venda no escriplorio da tlio-
so n ra ria das referidas loteras silo na rua do Im-
perador (oulr'ora do Collegio) sobrado de ura an-
dar n. 2 por cima do arraazem de fazendas do
Sr. Rolim, desde s 8 horas da manha s 6
horas da tarde.
O mesmo Ihesoureiro espera a coadjuvaco do
respeitavel publico pois com ella envidar todos
os esforcos que estivercm a seu alcance para que
nao s sejara ellas exlrahidas nos dias que fo-
rera marcados, mas tambero para que tenham
grande incremento e mesmo al o de elevar pro-
porcionalmenlc o capital de cada urna aos dos
que sao extrahidas na corte do Rio de Janeiro.
ftf -***- iff^ -\ff
4000bilheles a 10}.................. 40.000OOG
20 por cento do beneficio........... 8.OGO5OOO
Caixeiro.
Offerece-so um caixeiro para cscriplorio, ser-
vico de rua, (carga e descarga de navios) para o
que tcm bstanlo pralica : quem precisar dirija-
so rua do Sonzala Velha n. 76, em carta fe-
chada.
Aluga-so um sitio na CapungijVelha, cora
boa casa para grande familia, tendo 3 salas, oilo
quartos, cozinha fra, quartos para feitor, e es-
Irjbaria, cacimbas com boa agua de beber, bom-
bas e tanque, vivorro o banho no rio, bastantes
arvoredos e fruclas: a tratar no mesmo, ou na
rua da Cruz n. 21, armazem. O ilio o do Dna-
i Joo Evangelista da Costa o Silva.
1 Premio de......... 10:000gO0O
1 Dilo de............ 5:OOH3(000
1 Dilode............ 1:0003>000
1 Dito de............ 4O0SO0O
4 Dilosde 2003..... 800^000
8 Ditos de 100J..... 80C3W0O
19-Ditos de 50jJ..... 9503KKM)
40 Ditos do 20S..... 80OHO0O
1225 Ditos de 10$..... 12:250000
1300 Premiados.
2700 Rrancos.
4000 Bilhetes.
Therouraria das loteras 12 d abril de 1860.
O thesourtiro Manoel Camillo Pires Falco.
Approvo Palacio do governo de Pernambuco
19 de abril del860.=Luiz BrbalhoMonizFiuza.
Conforme.Francisco Lucio de Castro.
Thesouraria das loteras 4 de maio de 1860.
Manoel Cimillo Pires Falco.
*" wtEwffcBwCTBV eiU8 winwc/lSW ejfrtm em. nv^rji^ijii
3fe O Dr. Antonio Agrlpino Xavier do Bri- 3i
* lo continua a residir na rua da Cruz u. ?c
sfc 27, segundo andar. *j
-|9E flWOTnioCT6n*OB C/AV OW ot%IFA MWp
Precisa-se de alguns
meninos para aprender o of-
icio de marcineiro: na rua de
S. Faancisco confronte a igre-
ja armazem que tem a offici-
na da parte de detraz.
Compaiihia doBe-
beribe.
Sao convidados os Srs. accionistas a
se reiiDrem em sessao da assemblea ge-
ral ordinaria de conformidade com o
.artigo 17 dos estatutos, no dia 12 do
corrente pela urna hora .da tarde no
escriptoro da companba rua do Cabu-
ga' n. 16, primeiro andar, para to-
marem conhecimento dos negocios da
companhia no semestre decorrido e
decretaren o pagamento do 24" divi-
dendo-
Escriptoro da administra cao daCom-
panhia de Beberibe 8 de maio de 1860.
Jot Teixeira Bastos, secretario in-
terino.
Precisa-se de tuna ama forra ou captiva : no
pateo do Terso n. 26.
das fabricas do Rio de Janeiro : a tratar cora Al-
meida Gomes, Alves & C.
Farinha de man-
dioca
a tratar com Almeida Gomes, Alves & C.
Arroz em casca
a tralar com Almeida Gomes, Alves & C, rua
da Cruzn. 27.
KM
de duas casas terreas.
Vcndem-sc duas casas terreas sitas na rua das
Calcadas ns. 40 c 62 : a tratar na rua da Concor-
dia n. 26, armazem do sol.
O abaixo assignado pelo presente declara
ao respeitavel corpo do commercio e a todos cm
geral qne nao existe nenhuraa lellra sua em cir-
cularlo, e como haja uraa protestada a qual foi
acceita por pessoa de igual ame, por isso de-
clara nada dever por lellra, afim de prevenir
qualquer incidente. Recife 10 de maio de 1860.
Joaquim Jos Baplisla.
Precisa-se alugar urna ama que seja forra
ou captiva, para casa de pouca familia : na rua
da Imperalriz loja o. 14.
Moleque fgido.
Desde segunda-feira passada que desappareceu-
o molecote Louren^o, crioulo, do serlo do Cea-
r, mais est ha muito tompo nesla praga, re-
presenta ter 18 a 20 annos, c tem os signaes se-
grales : urna marca ao ferida anliga que Dareca
queimadura junta de urna das fontcs, ps gran-
des, andar passo largo c de vagar, estatura bar-
ia ecabeca achatada, levou camisa de chita ou
branca, caiga de panno, chfpo do Chyli, este
moleque coslumava a carregar assucar na rua do
Apollo : quem o pegar queira leva-lo rua do
Trapiche n.40, que se gratificar.
Joo Fernandes de Oliveira retira-s3 para a
Europa.
Na botica da rua dos Quarleis existe gran-
de poro de vidros de onga e meia onca, com
tinturas de acnito e belladona para combater a
epidemia reinante.
Um eslrangciro que tcm longa pralica de
commercio, que pode dirigir a correspondencia
e negocios de urna casa cohmercial era qualro
linguas, que d provas de sua aplido e con-
ducta, deseja empregar-sc em urna casa respei-
tavel e como lem relaroes na Europa, est ha-
bilitado para dar couhecimento de varias pravas,
caso os nao tenha a casa onde se arranjar : a
quem convier dirija-se a llvraria da praca da In-
pendencia n. 6 o 8, que ser cabalmente infor-
mado.
= Precisa-se tomar a quanlia de 6008 sobre
hypoiheca de um escravo: quera pretender di-
rija-se a rua do Vigario n. 29.
Nodia 6 do corrente s 8 horas da noite-,
perdeu-se urna pulseira de ouro da rua Augusta
at a rua da Concordia : quem a achou queira
entregar a sua dona na rua da Concordia n. 26,
que ser recompensado.
i3miamhucatiA.
De ordem do Sr. presidente, sao pelo presente
convidados todos os senhores socios effectivos
para que se dignem de comparecer domingo 13
do corrente, s 10 horas da manha, aflm de ex-
traordinariamente funecionar a assemblea geral,
visto que ha negocios de summa importancia a
tratar.
Secretaria da Associaco Typographica Per-
nambucana, 9 de maio de 1860.
/. L. Dorntllat Cmara,
Io secretario.
Porante olllm. Sr.juiz.de paz da freguezia
do S. Jos, era a porta da casa de sua residencia
na rua do Santa Rita, se ha de arrematar, hojo
11 do corrente, 8caixascom sabio massa a 49OO
cada uraa, i sacco com caf, contendo 4 e meia
arrobas a 5000 a arroba, 2 sacco com arroz pi-
lado por 8jjt000. A hora da arremataco s 9
da manha.
Precisa-se de urna ama para lodo o crvijo
de casa de pouca familia : na rua das Cruzes o.
20, taberna.
Jockey club.
Nao podendo ter lugar, por motivos extraordi-
narios, as corridas annunciadas para o dia 12 do
corrente, a commisso directora transferio pan
o dia 17. Recife. 10 de maio do 1860.
Perdeu-se do paleo do collegio at a rua da
Cruz no Recife, dous enfeiles de relogio, sendo-
urna guia o um cachorro, ambos de ouro, sobre
duas cornalinas encarnadas: quem os liver echa-
do o quizer entrega-Ios ao sen verdadeiro dono,
noder faze-lo na lypographia desle jornal, ou
entio anoonciar sua morada. Picar-se-lhe-ba
muito agradecido.
= O abaixo assignado coraprou o meio bilhele
da lotera da provincia n 2120, que corre no dia
26 de maio, de sociedade com o Cazuza Gordo,
negociante do Aracaty.

CP
*!*1
W.'
',T'"/.
JMiiTii snni


r
p'-
-TiWT
-
-T
*
PUMO PE PERNAMBUCO. SEXTA FE1RA II PE MAlO DE 1860.
- Os Srs. Jos Domingue Pereira,
Juviniano Joi Antunes, Francisco da
Silva Queiro*, ^fcurcio de Lima Pe-
retra Barbalho, Joaquim Pereira da
Costa Latangeira, queiram dirigir-se a
ra Direita loja p. 68, que se llie quer
fallar.
Precisa-se de um moco para cobranza, e
3uo enlenda de escripia, o que seja de boa ton-
uda : a tratar na ra estrella do Rosario n. 11.
1 ESCRIPTORIO DE ADYOCACU |
DOS BACII.UIF.1S
2 Cicero Odn Peregrino da Silva
f Aureliano Angosto P. de Carvalhof
OfilOTEL
#
NA
RA DO QUEIMADO
Numero 26
PRIMEIRO ANDAR.
i
COMPA\HIJl
ALLIANCE
Estabelecida em Londres
El
t8P 6)
CAPITAL
Cinco miluocs
s
de lipras
esterlinas.
Saunders Brothers 4 C* tem a honra de In-
formar aes Srs. negociantes, propietarios de
casas, e a guem raais convier, que esto plena-
mente autorisados pela dita companhia para
effectuar seguros sobre edificios de lijlo e pen-
dra, cobertos de telha e igualmente sobre os
objectos que coutiverem os mesmos edificios,
quer consista em mobilia ou em fazendas de
qualquer qualidade.
Almanak da provincia.
Sahio a luz a folhinha com
o almanak da provincia para
o correneanno de
Ra Nova, em BraxeUas (Blgica),
SOB A DIRECTO DE E- U1VAND-
Este hotel collocado no centro de urna das capitaes imr.orlantes da Europa, lorna-se de grande
valor paraos brasileiros e portuguezes, por seus bons comimdos e eonfortavel. Sua posijao
urna das melhores da cidade, por se achar nao s prximo i estacSes de caminhos de ferro, da
Allemanha a Franca, como portera dous minutos de si, lodosos theatrose divertimentos ; e,
alm disso, os mdicos presos convidam.
No hotel hasempre pessoas especiaes, fallando ofraniez, allemao, flamengo, inglez e por-
uguez, para acompanhar as tourislas, qur em suas excursoes na cidade, qur no reino, qur
emfim para toda a Europa, por precos que nunca exceden le 8 a 10 francos (39200 49000 )
por dia.
Durante o aspaco de oito a dez mezes, ahi residiram es Exms. Srs. conselheiro Silva Fer-
rao, e seufilhoo Dr. Pedro Augustoda Silva Ferrao, ( de Portugal) e os Drs. Felippe Lopes
Netto, Manoel deFigueira Faria, edesembargador Pontei Visgueiro ( do Brasil, ) e mullas ou-
tras pessoas tanto de um, como de oulro paiz.
Os precos de todo oservico, por dia, regulara de 10 a 12 francos ( 4&000 i 4*500.)
No hotel encontram-se informacis exaclas acerca de tudo que pode precisar um eslrangeiro
Sipop du
DrFORGET
JARABE DO FORGET.
Este xarope est approvado pelos mas eminentes mdicos de Pars,
orno sendo o melhor para curar coaatipacoes, losse convulsa e ouiras,
aueccues dos bronchios, ataques de peito, irritacAes nervosis e insomnolencias: urna collierada
peta manhj, e outra i notte sao sufCcienies. O elidi desie -xcelcnle xarope satisfaz ao mesino
lempo o doente e o medico. r
O dtposilo i na ra larga do notario, botica de Bartholo neo Franciua de Souza, n. 36.
o qual se vende a 800 rs. na
praca da Independencia livra-
ria n. 6 e 8 contendo alm do
kalendario ecclesiastico e
civil:
Noticia dos principaes esta-
dos da Europa e America com
o nome, idade etc. de seus im-
peradores, reis e presidentes.
Resumo dos impostos ge-
raes, provinciaes, municipaes
e policiaes.
Tabella dos emolumentos
parochiaes.
Empregados civis, milita-
res, ecclesiasticos, litterarios
Je toda a provincia.
Associaces commerciaes,
agrcolas, industriaes, Ilitera-
rias e particulares.
Estabelecimentos fabris, in-
dustriaes e commerciaes de
todas as qualidades como lo-
jas, vendas, acougues, enge-
nhos,etc, etc.
Serve elle de guia ao com-
raerciante, agricultor, mar-
timo e emfim para todas as
classes da sociedade.
Lices de francez
piano.
Mademoiselle Clemence de Hannetol
de Monneville continuo a dar lices de
francez e piano na cidade e nos arrabal-
des : na ra da Cruz n. 9, segundo andar.
Attencao.
Bandeira & Barbosa com loja e fabrica de cha-
peos na praca da Independencia us. 23 e 25, no-
vamenle rogara aos seus devedores o favor de
lhes mandarem salisfazer seus dbitos, visto que
j tem tido gr3iide prazo, do contrario entrega-
j rao a sen procurador, afim de fazer a cobrnca
| judicialmente.
I = Jos Dias Moreira Jnior relira-se para
Lisboa.
Manoel Thoraaz de Oliveira retira-se para o
Rio de Janeiro.
Precisa-se de urna ama capaz para o ser-
vico de urna casa de pouca familia : no paleo de
S. Pedro n. 22.
Altenco.
Os senhores agraciados do dia 14 de margo p
p. que quizerem tirar seu3 ttulos, honras e con-
decoracocs, podera cnlender-se com Fredcrico
Chaves, ra da Imperatriz n. 17.
DENTISTA FRANCEZ. g
Paulo Gaignoux, dentista, ra das La- 3
rangeiras 15. Na mesma casa tem agua e -<
p dcntilico. "<
Por um corte de cabello e
Irisamenlo $00 rs.
Ra da Imperatriz n. 7.
Lecomto acaba de receber do Rio de Janeiro
o primeiro contra-meslre da casa Augusto Clau-
dio, c um oulro vindo de Paris. Esla eslabelc-
cimenloest boje as melhores coniroes que
possivel para salisfazer as cncommen Jas dos
objectos em cabellos, no mais breve lempo, co-
mo sejam : marrlas a Luiz XV, cadeias de relo-
gios, braceletes, armis, rosetas, etc., etc., ca-
balleras de toda a especie, para homens o se-
nhoras, lava-se igualmente a cabera a modal dos
Estados-Unidos, sem deixar urna s pelieulu na
cabeca dos clientes, para salisfazer os pretenden-
les, os objectos em cabello sarao feitos em sua
presenca.se o desojaren), c achar-se-ha sempre
urna pessoa disponivel para cortar os cabellos, e
pentcar as senhoras em casa particular.
= Antonio Marques de Amorim faz publico,
que no dia 21 docorrente foi rccolhida em seu
sitio na Ponte de Ucha urna preta velh por
nome Anna, em estado de embriaguez c mdrdi-
dida por unsces. O sen estado, nao permiltio
obtcrdclla informacao alguma que indicasse se
era livro ou escrava. Tendo sido cuidadosamente
tratada acha-sa quasi reslabelccida, mas apenas
sabe dizer que pcrter.ee a urna senhora vivo,
moradora na ra do Collegio, c por isso se; faz
o presente annuncio para que a pessoa a quem
perteni;a a mande buscar.
L
Ira lo socio-..
agencia dos fabricantes amerl
nos Grouver & Baker.
Machinas de coser: em casa de Samuel P.
Johnston & C, ra da Scnzala Nova n. 52. f
Precisa-selde um hornera para caixeiro : E1 chegado loja de Lccomte, aterro da
no holequtm da ra larga do Rosario n. 27. r>n, visin n 7 o nnniii i -. Vi
-Na ra da Penha n. 11. primeiro andar, pre-1 Bo*-V,8,a "' 7- ccllcnle leile virginal de ro-
cisa-so contratar um eslrangeiro para criado, que | sa a f3" rcfrescar a pello, tirar pannos,
tenha al 25 annos do idade, proraelte-se bom i sardaso ospinhas, e igualmente o afamado oleo
traiamoirto eigual paga, agradando. babosa para limpar e fazer cresccr os cabellos
cri7r,,Src^^ lyrio de bC
zoavel : a pessoaque precisar, dirija-so a' ra para borlueJas c asperidades da pello, conser-
dos Quarteis n. 17. que achara com quem tratar;
adverliudo-sc que por necessidade.
va a frescura e
vida.
o avelludado da primavera da
Caixeiro.
Um moco de 22 annos, chegado do Porto no
brigue Esperance, precisa arrumar se em qual-
quer eslabolecimento, escreve muito bem : quem
de seu prestimo se quizer utilisar, dirija-sa ao
pateo do 1 ara izo n. 18, taberna.
Guill erme Pursel aluga a sua casa em San-
to Amaro, quasi defronte da fundicao do Sr.
Starr, com commodos para grande familia, ou
mesmo para um collegio, assim como vende o
seu sitio e casa defronte da capella de Bellem,
lambem ce ni grandes commodos, Ierras do plan-
taca o earvores do fructo : os pretcndenlcs diri
jani-se ao mesmo sitio, ou o ra do Imperador
n. 26. defnnte da casa da relaco.
SOCIEDADE BASCARA
Amorim, Fragoso, Santos
Companhia.
Os sniores socios commandilarios sao con-
vidados a realisar a terceira entrada del2 1|2
0i0 sobre correnle, ce conformidade com o respectivo con-
Recife 1.- de maio de 1860.
F0LMNII4S PAR 1860.
Esto "enda no ivroria da praca da Inde-
pendencia ns. 6 e 8 as folhinhos para 1860, im-
pressas ne.ta typographia, dasseguintes quali-
dades :
DA
PROVINCIA.
Terceira parl da primei-
ra do Espirito Santo.
Aos 10:000$, 5:000$ e 1:000$.
O abaixo assignado tem exposto a
venda os eus bilhetes garantidos dos 8
por cento ao imposto geral ms lojas se-
guintes :
Prara da independencia n. 4<\
Pateo do Carmo n. 17.
Ra estreita do Rosario n. 11.
Aterro da Boa-Vista.
Ra do Crespo n. 5.
Ra da Cadeiado Recife n. 06.
Prego de biiliete 12#000
Meio G000
Quarto 5^000
Vende-se em seu escriptorio na ra
do Imperador n. 21, cm porcoes de
100$ para cima pelos seguintes precos:
Billiete lljlOOO
Meio 5500
Quavto 2^750
Os bilhetes premiados de sua rubrica
sao pagos na praqa da Independencia
n. 40.
P, J. Layme.
Manoel Jos Leite declara a seus
devedores que nao pode continuar a
ter contemplacao como tem tido com a
maioria dos mesmos, visto como pre-
cisa receber seus dbitos afim de poder
saptisfazer seus compromissos, roga
pois a todos os seus devedores tenha m a
bondade de pagar seus dbitos do con-
trario usara' dos meios judiciaes.
CASA LIJSft-BRASLElA,
2, Golden Square, Londres.
J. G. OLIVEIRAleudo augmentado, com to-
mar a coso contigua, ampios e encllenles ac-
commodagoes para muito maior numero de hos-
pedesde novo se recommenda ao favor e lem-
branca dos seus amigos c dos Srs. viajantes que
.visitera esta capital; continua a prestar-lhesseus
servicos e bons oQicins guiando-os em lodas as
cousas que precisem conheciraento prolico do
paiz, ele. : alm do portuguez e do inalez ialla-se
na casa o hespanhole francez.
@@@@@@ @@@ I DENTES I
ARTIFICIAOS, i
|Ruaestreita do Rosario n. 3
@ Francisco Pinlo Ozoriocolloca denles ar-
tificiaes pelos dous syslemasVOLCANITE,
@ chapas de ouro ou platina, podendo ser
procurado na sobredita ra a qualquer
hora.
@@@@@@i
Roga-soaos Srs. devedores a firma social
de Leile & Correia em )iquida;o, o obsequio
de mandar saldar seus dbitos na loja da ruado
Queimadon. 10,
'5)
m wa si piiiasi m
Grande e novo sortimento de fazendas de todas as qua-
lidades por baratissimos precos.
Do^se amostras com penhor.
Lindos cortes de vestidos de seda pretos
de 2 saias
Ditos dilos de ditos de seda de cores
com bobodos
Ditos dilos de ditos de gaze phantazia
de cores
Romciras de fil de seda preta bordadas
Visitas de grosdenaples preto bordadas
com froco
Grosdenaples de cores com quadiinhos
covado
Dito liso prelo e de cores, covado
Seda lavrada preta e branca, covado lg e
Dita lisa prela e de cores, com 4 palmos
de largura, propria para forros
Corles de vestido de seda de gaze trans-
parentes
Ditos de ditos de cambraia e seda, corte
Carabraiasorlandys de cores, lidos pa-
dres, vara
Manguitos de cambraia lisos e borlados
Tiras e entremeios bordados
Mantas de llonde broncas e pretas
Dilas de Ci de linho pretas
Chales de seda de todas as cores
Loncos de cambraia de linho bordados
Ditos de dita de algodao bordados
Panno prelo e de cores de todas as qua-
lidades, covado
Casemiras idem idem idem
Collalbas de cambraia a
Chales de touquim brancos
Dilos de merino bordados, lisos e es-
tampados de todas as qualidade
Eufeiles de vidrilho fraucezes pretos e
de cores
Aberturas para camisa de linho e algo-
dao, brancas e de cores
Saias balo de varias qualidades
Tafcl rxo, covado
Chitas francezas claros e escuro-i, co-
vodo
Cflssos francezas de cores, vara
Collarinhos de esguiao de linho mo-
dernos
Um completo sortimento de ronpn feita
s
I
1200
|
3#)00
1500
sendo casacas, sobrecasacas, paletots,
colletes, caifas de muilas qualidades
de fazendas
Chapeos fraccezes finos, forma moderna
L'm sortimento completo de grvalas de
seda de todas as qualidades
Camisas francezas, peitos de linho e de
algodao brancas e de cores
Ditas de fu9tao brancas e de cores
Ceroulas de linho c de algodao
Capcllas brancas para noivas muito finas
Um completo sortimento de fazendas
para vestido, sedas, 15a e seda, cam-
cores para
raa e seda lapadas e transparentes,
covado
Meias cruas brancas e de
lOOOO meninos
16;000 Ditas de seda para menina, par
Luvas de fio de Escocia, pardas, para
16000 menino
0 Vclludilho de cores, covado
8 Velbutina de cores, covado
9 Pulseiras de velludo prelas e de co-
0 res, o par
0 Ditas de seda idem idem
S Um sortimento completo de lu-'as de
g900 seda bordadas, lisas, para tenhoras,
homens e menines, de todas as aua-
0 lidades
0 Corles de collele de gorguro de seda
J640 de cores
0 : Ditos de velludo muito finos
Lencos de seda rdxos para senbora
0 Marquezitos ou sombrinhas de seda com
molas poro senhora
3$500 I Sapatinhos de merino bordados proprios
para baptisados, o par
0 i Casinetas de core*de duas largrasmui-
6?000 j lo superiores, covado
500jSclm preto, encarnado e azul, proprio
para forros, com 4 palmos de largura,
$280 I fazenda nova covado
500 Selim liso de todas as cores. covado
I Lencos de gorguro de seda pretos
800 Relogios e obras de ouro
Corles de casemira de cores a
*Mmmm&mmm-M-mmmmmmm-
EAU MINERALE
0
80500
0
I
0

0
10600
0320
10200
0700
2g000
10000
0
50ECO
0
SJPOO
10000
1J60D
0
>
0
5JCC9
NATURALLE DE VICHY.
na botica franceza ra da Cruz n.22.
DE BAIH0
ASSOCIACO POPULAR
KOLHINIA RELIGIOSA, contendo, alm do
kalendario e regulamento dos direitos pa-
rochiaes, a continuacoo da bibliotheca do
Cris ao Brasileiro. que se compe : do lou-
vor ao santo nome de Dos, coroo dos ac- ''
tost amor, hyrnnos ao Espirito Santo e 11
a N. S., a imita^ao do de Santo Ambrozio,
jaculatorias e commemoraclo ao SS. Sa-
crn.cuto e N. S. do Carmo, exercicio da
Vio-Socra, directorio para oracao mental,
dividido pelos dias da semana, obsequios
ao SS. corago de Jess, saudaedes devo-
tas is chagas de Chrislo, oracoes a N. Se-
nho:a, ao patrocinio de S. Jos e anjo da
guaida, rcsponQO pelas almas, alm de
outras oraces. Prcfio320rs.
OlTA Dli VARIEDADES, contendo o kalenda-
rio, regulamento dos direitos parochiaes, e
ume collecco de ancdotas, ditos chisto-
sos, coutos, fbulas, pensamenlos moraes,
reccitas diversas, quer acerca de cozinha,
quer de cultura, e preservali/o de arvores
e inicios. Prego 320 rs.
TAD PORTA.a qual, alm das materias do
costime, contorno resumo dos direitos
parochiaes. Pre o 160 rs.
@@@ @ @@ @@@@
I Attencao. |
Curso prolico e theorico de lingua fran-
ceza por urna senhora franceza, para dez
mogas, segunda e quiuta-feira de cada se-
mana, caslO horas at meio dia: quem
quizer sproveilar pode dirigir-se a ra da '%
Cruz n. 9, segundo andar. Pagamentos
adiantalos. SJ.
@@@@@ ##
Rogi-se aos Srs. devedores do estabele-
cimento do fallecido Josda Silva Pinto, o ob-
sequio desaldarem seus dbitos na ra do Col-
legio venda n. 25 ou na ra do Queiraado loja
n. 10.
O r. Cosme
de volta de sua
de
_ S$SL
Sa* Pereira
instructi-s
aduropa continua noexer-S5
tlV
ct de sua proissuo medica.
Ta' consuitas em seu escripto-j
Srilnobairro do Recife, ra da
Cuz n. 53, todos os dias, meno>
nos domingos, desde as' 6 Loras
t as 10 da manhaa, sobre os
seguintes pontos
DE
1
1
Mplestis deolhos
o*
FUND
, Molestias de coracao e de
peito ;
Molestias dos orgaos da gera-
cao, e doanus ;
4'. Praticara'toda e qualquer
operacao quejulgarconvenien-
te para o restabelecimento do?
seus doentes.
O exame das pessoas que o con
sultarem sera' feito indistincta-
mente, e na ordem de sas en-
tradas ; fazendo excepcao os doen-
tes de olhos, ou aquellesque po
raotivojustoobtiverem hora mar-
cada para este fim.
A applicacao de alguns medica
mentos indispensaveis em varios
casos, como o do sulfato de atro-
pina etc.) sera' feto.ou concediflo
gratuitamente. A conianca que
nelles deposita, a presteza de sua
acqao, e a necessidade prompta
[de seuemprego;tudoquantoo
demove era beneficio de seus
doentes.
NOVO DEPOSITO
UE
Neste proveitoso estabelecimento, que pelos no vos melhoramcntos feitos acha-se conve-
nientemente montado, far-se-ho tambem do Io de uovembro em vaote, contratos mensaes para
maior commodidade e economa do publico de quem os propietarios esperam a remuneracao de
tantos sacrificios.
Assignatur de banhos frios para urna pessoa por raez.....lOgOOO
> momos, de choque ou chuviscos por mez 150000
SBries dn rartoes e banhos avulsos aos oreos annunciadns.
40#000 dealuguel. |~
Da-sc menslmentc por um andar que tenha |
commodos para familia : na ra estreita do Ro-i
ario n. 34, primeiro andar.
Da-sc 25g pelo alugucl de urna preta que
saiba comprar e eozinhar, para tima casa de pe-
quea familia : quem a tiver, pode dirigir-se a
livraria da ra do Imperador n. 21.
g@@ @ @@
|Consnltorio central honieopathico|

limw TI '
i
MBHABEWO.
_ o
Coniinua sob a mesma direccoo do Ma-
noel de Motlos Teixeira Lima, professor
em homeopalhia. As consultas como d"
D les.
an-
S
i

i
Botica central liomeopalliiea
Do
lt- SABINO 0, L PIMO.,
Novos mcdicamentoshomeopalhicos cu- ^
viadosda Europa pelo Dr. Sabino.
Estes medicamontos preparados espe- 2
cialmcnte segundo as necessidades da ho- ^
mcopaihia no Brasil, vende-se pelos pre-
?os couhecidos na botica central bonico- %
pathica, ra de Santo Amaro (Mundo No--2
vo) n 6.
m Ra do Brum (passando o chafariz.)
^io de^oxVio deste esiabeleeinieiito sempre lia grande sortimento de me-
enanismo nara os engenhos de assnear a saoer:
Machinas de vapor modernas, de golpe cumprido, econmicas de combustivel, e defaeillimoassento ;
Rodas d agua de ierro com cubos de madeira largas, leves, fortes, e bem balancadau;
Lannos de Trro, e port.s d'agua para ditas, e serrilhas para rodas de madeira ;
Moendas inteiras com virgens muito fortes, e convenientes ;
Metas moendas com rodelas motoras para agua, cavallos, oubois, acunhadas m agitilhSe deazs :
Taixas de ferro fundido e batido, e de cobre
Pares ebicas para o caldo, crivos e portas de'ferro para s oroalliai;
Alambiques de ferro, moinhos de mandioca, fornos para cozer farinha ;
Rodelas dentadas de todos os taraanhos para vapor, agua, cavallos oubois ;
Agu.lhoes, bronzes e paraiusos, arados, eixos e rodas para carrosas, formas galvanizada, para purgar etc., etc.
^art?;y*B0WT?C0fique.0SSeilsfre^iezes acharo tudo digno da preferencia com
IH.^r"1' p.eIa.lon&a experiencia que elle tem do mechanismo proprio para os agricul-
m /Ji^1^ .ePelofacto de mandar construir pessoalmente as suas obras as
TIL i fab'lcas da Inglaterra, para onde elle faz viagem annual para o dito fim,
^f^f?a co?tmua&0 da sua fabrica em Pernambuco, para modificar o mechanis-
mo a vontade de cada comprador, e de fazer os concertos de que podero necessitar.
ma-
corrente em
Ra do Imperador, confronte
ao oito do deposito dogaz.
Borott & C altendendo a que os senhores con-
sumidores de geloso pela maior parlo residen-
tes nos bairros de Santo Antonio e Boa-Vista e
que lulariam com grande difficuldadc se este es-
tabelecimento estivesse collocado no bairro do
Recife, poderam encontrar na ra do Imperador
confronte ao oito do deposito do gaz. um arma-
zem com as proporcoes- exigidas para deposito
dcste genero, o quai estar aborto concurren-
cia dos mesmos senhores, das 8 horas da
nha s 6 da tarde do dia 3 do
diante.
As pessoas que mandaram lingir obras na
casa das Cbco Ponas n. 45, no prazo de 15 dias
nao vindo buscar, sero vendidas para nagar-m
de mcu Irbalho. v ^
Bandeira & Barbosa com luja c fabrica do
cbapeos na praca da Independencia ns. 23 e 25
avisam as pessoas que lhes tem dado chapeos
para concertar, tenham a bondade de os mandaj
ver al o da 20 do correnle, do contrario serao
vendidos para pagomento do concert, assim co-
mo nao se responsabilisam por alguns que esto
era seu poder para guardar.
Precisa-se alugar urna oscrava para eozi-
nhar : na ra da Imperatriz n. 7, loja da boneca.
Na ra do Vigario, casa n. 7. deseja-se fal-
ar com os seguintes senhores. para negocio que
Ibes inleresaa: sondo o Sr. Francisco JosSi-
queira Alves de Barbosa, natural de Valenca do
Hinho ; o Sr. Antonio Carlos de Amorim. d*a ci-
dade do Porto, vindo para Pernambuco em 18S6
no briguo Vencedor ; e o Sr. Manoel Vieir
Neves, menor, filho do Jos Vieira Neves e de
Firmina Victoria Vieira Neves, vindo para Per-
nambuco no navio Proroplido II, em compa-
nhia de um lio, e este deixando o menino aqui
se retirou para Uicei : quem pois, souber, dos
indicados senhores, favor declara-lo na casa
cima wenejopada, ou na ra da Cadela d. 20.
Trecisa-so de um caixeiro para cobranzas
que seja activo, que tenha boa letra, c sirvo para
i lambem fazer cobrancas no malo, dando fiador a
l sua conducta : a tratar na loja da ra do Cadeio
do Recife n. (i .
Saca-se*para Lisboa
Porto e Una de S. Miguel, no
escriptorio de Carvalho, No-
gueira & C, ra do Vigario n.
9, primeiro andar.
Prfctsa-se de duas ama?, urna pa-
ra cosinliar e outra para engommar,
dando-se preferencia a eseravas: a tra-
tar na ra do Imperador n. 15.
Altenco.
Os effeitos ontiepidemicos, que sao produzidos
pelas fumigaces hygienieas de Guylon do Mor-
veau, sao efDtazes, como prova a experiencia que
dellas se tem tirado ltimamente. Os vaporas
que se elevam de urna formula desla fumigacao
bastara para desinfectar um esparo de 340 pCs
cbicos ; c de 10, as ntricas, assim" explica Car-
nichael Sraith. O andaco que nos Techa de pre-
sente, tem ceifado muitas vidas,* e convem que
(para prevenir-sc o mal, antes do que cura-lo de-
pois de apparecido) as pessoas desla cidade, onde
outra qualquer parte, onde o mesmo se vai de-
senvolvendo e se tem manifestado, recorram
botica n. 88, na ra Direita, onde se acha ven-
daiquantidade daquelle desinfectante. O Sr. Do-
mingos Ribeiro da Cunha, morador na ra da
Praia n. 49, reconhecendo estar a sua casa afec-
lada desla epidemia, pois quasi lodas as possoas
de sua familia haviam adoecido, recorreu ao
abaixo assignado, que subministrando-lhe a fu-
migacao, produzio ella salulares resullados : as
pessoas pois. em idnticas circunstancias, que
preetsarem das desinfectos, o acharo sempre
promplo para mandar effectuar a devida applica-
cao. O mesmo tambem vende na mesmo botico
os ingredientes pora conservar as casas os va-
pores do chlorure, os quaes em todo o caso mui-
to opproveilam, e previnem 3 invaso das epide-
mias no interior das habilaces ; assim como
de importante utilidade a sua .-ipplicaco as fc-
ridos, ou ulceras chronicas como detergente para
preserva-las do estado de putrefacto. A maneira
de applicar so ochar na etiqueta. O preco de
2*000.Jos da Rocha Paraohos.
Soccorros Mutuos.
De ordem do Sr. director sao convidados os
membros do ronselbo para scsso exlroordinaria
do mesmo consclho, sexta-feira 11 do correte,
as 7 horas da tarde em ponto.
Secretaria da Associaco Popular de Soccorros
Mutuos 17 de maio de 1860.-o 1. secretario.
Senna Ribeiro.
j&CSU r*Ttr*lif1i I Seguro conlraFogo |
I cojiiPAJiniA
iBIIDIBTll
I LONDRES i
AGENTES S
C J. Astley & Companhia. i
i Vende-se
Tintas de oleo.
i Formas de ferro
g purgar assucar.
Estanho em barra.
0 Verniz copal.
1 PalKinha para marci-
neiFt.
Vinhos finos de Moselle. I
Folhas de cobre.
Brimdevela: no arma-
zem de C. J, Astley & C.
saaMrMMM cr*'s
Precisa-se para casa franceza de urna ama
forra ou escrava, que saiba bem engommar e co-
ser : a tratar das 9 horas da manhaa s 2 da tar-
de, na ra do Imperador n. 7, confronte a ordem
terceira de S. francisco.
&&< Antonio Jos Ferreira Alves, niudou o
seu gfbinete do consultas medicas-cirur- @
gicas e operares para a ra doQueimaiio @
n. 38, primeiro andar, aonde poder ser @i
consultado at s 8 horas da manhaa c
das 4 s 6 da tordo Chamados a toda a jp
hora do dia c da noile, sendo os pobres @
tratados e altendidos gratuitamente. s,
para
Arrendase o engenho Sant'Anna, d'agua,
silo na freguezia de Scrinhem, moenle o cr-
renle : a tratar com Severiano Camello Pessoa de
Siqueira Ca-alcanli, na ra de Horlas n. 14, ou
no mesmo engeuho com o proprielario.
No dia 15 do correnle, pelas 11 horas do
dia, Anda a audiencia do lllm. Sr. Dr. juiz de
orphaos, tem de ser arrematado por tres annos a
renda de tres casas terreas de laipa, sitas na ra
da Venda Grande, e sele sitios com coqueiros
lambem utos na Venda Grande, freguezia de Mn-
ribeca cujas propriedades perlencem aos orphaos
fllho do finado Manoel da Silva Barros.
Galdino Antonio Alves Ferreira vai a Eu-
ropa. ,
Precisa-se alugar um preto idoso
para pequeos servicos de caa : na ra
do Codorniz n. 18.
Peulior,
Sobre ouro e prata, em pequeas quantias : na
ra Augusta n. 76, das 3 horas da tarde em
diante.
22 Pa Nova 22.
Loteria da provincia com ga-
ranta.
Na casa cima indicada achar-se-ha sempre
um variado sortimento de bilhetes da loleria da
provincia satis.icao dos compradores, que lera
um abale de 10 0|( cm quanlia maior do 100$.
Os bilhetes vendidos nesla casa sao garantidos
sendo os 8 0i0, pagos logo que se extrair a lote-
ra : porisso convida-se aos amantes desle lici-
I lo jogo a virem compra-Ios aqui, que ho de fi-
car satisfeilos.
Inteiros 12JO0O.
Meios 6JOO0.
A.J.L Deluhe.
Aluga-se um escravo para todo o servico
bracal, e tambem para andar com carrocas, visto
o mesmo ler pratfca decarreiro, e ser muito pa-
ciente para os bois : a tratar na ra Imperial n.
169, segundo andar.
.. T P.e^u*8e no 'erca-foira um letra da quan-
lia de 100S a ordem de Joaquim Ferreira da Cos-
ta, desde as Cinco Pontos al o pateo de S. Pe-
dro : quem achar, traga na ra Nova n. 56, que
sera recompensado.
l!!l t>
*m


\l
KA11P0 DE PEMAMEUCO. ~ SESTA PgfKA'fj D HAfc> DI f88.
Constaudo ao abaixo assignado
Dr. Lobo Moscozo que ummtseravel
traficanteanda em nome do annun-
eiante fazendo dividas em diversas to-
jas, destara que n&o tem autorisado
nena jamis autorisara' a pessoa algu-
uia a tazer dbitos em scu nome, e por
conseguate de maneira ajguma pagara'
dividas contralii<];:s por quem querque
seja, e declara mais que usara' dos
meios que a lei lie faculta contra aquel-
les que se apresentarera querendo co-
brar dividas contraliidas por esta for-
ma, pois o annunciante nao pode ver
nisso seno dolo e ma' fe, para nao usar
de outros termos. Recife l de maio de
1860. Dr. Pedro de Athayde Lobo
Moscozo.
PUBUCAQftO JURDICA.
Cdigo do processo criminal.
Nova edico anotada e consideravelmenlo aug-
mentada pelo Sr. l)r. Rraz Florentino Henriques
de Souza. Est a venda na livraria dos editores
Cuimaraes & Oliveira, ra do Imperador n. 20.
Curso de geometra.
O abaixo assignado admittc at o dia 15 do cor-
rete, em sua aula particular, nao s alumnos
que j lenham dado orithmctica como tambem os
que, tendo estudadoo curso de geomolria, quizo-
rera recordarlo para os eximes em novembro : os
seahorcs estudanles que estiverera nestas cir-
cumstanuia3, uodem dirigir-se casa de sua re-
sidencia, na ra Dimita n. 74. para serem matri-
culados.Antonio EgiJio da Silva.
Flores de cera em cinco
licoes.
O artista Jos Ricaud reccnlemenle chegado
da Corle, otTerece ao publico em geral. e em par-
ticular ao bello sexo, seus lindos trabalhos de ce-
ra e laas ; d licoes em casas particulares; ezpo-
sico dosquadros.na ra do Cabug o. 3 A, casa
do' horticultor francez.
Nos Coelhos, ra dos Prazeres, casa de por-
lo com 2 leoes, precisa-se de urna escrava ou
ama forra que saiba deserapenhar com fidelidade
e perfeico o servido interno c externo do urna
casa do pequea familia. Nao se ollia a preco.
Precisa-so de um caixeiro que lenha alguina
pratica de taberna, do 12 al 16 anuos de idade :
nos qualro cantos da Boa-Vista n. 1.
B. Tuckniss fez scienle no publico em ge-
ral e ao corpo do commercio em particular que
dcixou de ser socio da ceas commorcial que gy-
rava sob a firma de Arkwrigbt Tuckniss & C.,
nesU praca, desde 31 de dezembro de 1858, e
que desde ento iicou desonerado do activo e
psssivo da dita firma. Rccifc 3 de maio de 1860.
= Cede-se a pessoa solteira, em urna ca-
sa muilo capaz, urna sala com duas alcovas
de frente e um solo muilo espacoso, ludo pin-
tado de novo e muito limito, com todas as m3is
commodidades que se exigircm, por preco em
conla e perlo do arsenal do mannha : para in-
formacoesna ra do Codorniz n. 18, em frente
da Iravessa d Madre de Deus.
Compras.
Comprase papel para embrulho (Diarios
r.a padaria da ra do Rosario da Boa-Vista n. 55,
Compra-se um sitio rte coqueiros com 1,200 U
ps, que tenha terreno para plantacao, e que le-
nha casa, perlo da praga at 6 leguas : quem ti-
ver para vender, dirija-se a ra Uo Crespo u. 12,
que se dir quera compra.
Compra-se ossos em grandes c pequeas
p .i _0 -s: na ra da Seuzala Nova n. 30.
Rendas e bicos da
Ilha.
Anda continua-se a vender na loja do Rama-
lho, na ra Direita n. 83, os bem conhecidos bi-
cos e rendas da Ilha, pelo diminuto preco de 200
rs. at 600 rs. a vara ; a elles, antes qae se
acabem.
Ra Direita n. 71.
Mendes & Chagas vendem paletots do meia ca-
semira preta a IOS, dilos de alpaca preta fina a
53 e 6, ditos de brimzinho do lioho a 29500. o
oulras inuilas obras, ludo por precos commodos ;
assim como lomam obras por medidas a goslo
dos freguezes, afim de servirern em dias mat-
eados, i
Attenco.
*
Vende-se na ra Nova n. 71 junto a ponte,sac-
eos cora millio muilo novo a 5JJ, na taberna da
Cruz de Almas em ponte de Uchoa a 59500 e em
Apipucos a 59500 taberna nova junto ao ac,ougueJ
Vende-se gomma do matarana verdadeira a
800 rs., e carrinhosde mi muilo bem construi-
dos a 14g : na ra Nova n. 71, junto a ponte.
Na fabrica decaldeirciro da ra Imperial,
junto a fabrica de sabo, e na ra Nova, loja de
ferragens n. 37, ha urna grande porc&o de folhas
de zinco, ja preparada para telhados, o pelo di-
minuto preco do 140 is. a libra.
Plantas e flores diversas.
Pellorce, merabro da sociedade de horticultu-
ra de Pars, estando para se retirar para a Euro-
pa no primeiro vapor, vender de hoje em diante
o seu variado sortimento de plantas, flores, par-
reiras e fructeiras diversas, com grande abali-
ineoto do preco : na ra do Cabug n. 3 A.
lima escrava mofa.
Vcnde-seuma cxcellcnte escrava bem prenda-
da, parida de pouco e sem filho por ter raorrido,
por prego muilo commodo : na ra Nova n. 20.
Vende-se um escravo, crioulo, de 21 annos
de idade, perito oQicial desapateiro, e ptimo
copciro, sadio e sem vicio ou defeilo algum : a
tratar com o abaixo assignado, na alfandega, ou
emsua residencia na ra da Saudade, primeira
casa com sotao do lado do sul.Pedro Alciandri-
no de Barros Cavalcanti de Lacerda.
Aviso aos senhores fuaileiros
Na loja de ferragens na ra da Cadeia do Re-
cife, de Vidal A Bastos, ha um grande sortimen-
to de caixasde folha a 20# cada caixa, dinheiro
vista.
Fio para saceos e fogos.
Na loja do ferragens da ra da Cadeia do Re-
cife, de Vidal & Bisios, ha um grande sortimen-
to desle genero por barato prego.
Para liquidar'
Na loja da Aguia de Ouro na ra do Cabn
n. 1 B, caixinhascom 8 libras de superior f
torrado pelo baratissimo preco de 19 acaixa.
Chales chmezes a
a 4#500.
Na bem conhecida loja do Preguica, na ra do
ucimado n. 2, vendem-sc ricos chales de meri-
no de modernos e lindos gostos com um pequeo
defeilo de mofo a 4;5J0 cada um.
- -----

t variado sortimento de
roupas feitas
Na loja da ra Direita n. 87.
(lieos sobrecasacos de panno muilo fleo a 25 e
28), paletots de fusto brancos e do cores a 59.
di os de alpaca de seda a 5J>, dilos sobre a 6g,
dilos de brim a 3j50 e 4). ditos de esguiode
alf odio branco a 3)200, caigas de brim de linho
de cores a 25500, 3$. 3*500 e 43, ditas brancas a
29 corles de collete de 'gorguro de seda a 23G00
e i$, ceroulas de bramante francezas a 1(600,
fr.ivalasde gorguro, chamalote, setim e groz a
3 ditas de rede a 19400, chapeos francezes
a 9 e 89500. ditos de casemira a 38800, ditos de
ca itor, copa baixa, a 109, chapeos de sol de pan-
no, cabo de cerina com astea do balda, a 29500,
por ter grand porcao, corles de brim de algodiio
aOO rs.,sia; a balao a 69500, esguio de al-
godo com duas larguras a 400 rs colleles de
gorguro do seda a 59, mantas de seda a 29500,
m lias cruas a 29500, 39200 e 49, e oulras raui-
ta i fazendas de gosto que seria enfadonho men-
cionar ; a ellas, antes quo so acabem : spa-
lo 1 de tranca feitos no Porto a I96OO.
Augusto i Perdigo,
com loja ni ra da Cadeia do Recife n.
23, coafronte ao beceo Largo,
pievinem aos seus freguezes. queacabam de sor-
Pao deSenteio. i
Acha-se venda, do meio dia em diante, era
quartase sabbados, na padaria allemaa, era San-
to Amaro, e na ra da Imperatriz u. S, e na ra
da Crnz no Recife n. 5.
Na ra do Vigario n. 29, vendem-w velas
do carnauba e de composigao muilo boas, assim
corno cera de carnauba. Na mesraa fabrica pre-
cisa-se de um moleque de 12 a 14 annos de ida-
de, para o servigo da mesma.
* LOJA DO VAPOR-
Grande e variado eorlimento de calcado fran-
cez, roupa feita, miudezas finas c perfumaras,
ludo por menos do que em oulras partes : na* lo-
ja do vapor na ra Nova n. 7.
Potassa da Russia
E CAL DE LISBOA.
No bem conhecido e acreditado deposito da
ra da Cadeia do Recife n. 12, ha para tender
potassa da Russia e da do Rio de Janeiro, nova
e de superior qualidade, assim como tambem
cal virgem em pedra: ludo or nrecos muito
razoaveis
Sndalo.
Ricas bengalas, pulceiras e leques:
vendem-se na ra da Imperatriz n. 7,
l'jj'a do Lecomte.
Loja da boneca ra da Impe-
ratriz n, 7.
m Vendem-se caixasde tintura para tin-
gir os cabellos em dez minutos, como
tambem tingem-se na mesma casa a
qualauer bora.
No armazera de Francisco L. O. Azevedo,
na ra da Madre de Dos n. 12, vende-sc farinha
Ferros de engom-
mar econmicos
A 8$000.
ti seu novo estabelecimento com fazendas de de mandioca, milho em perfeilo estado, velas de
Vendas.
5:000
a sacca da boa farinha : vende-se no armazera da
Francisco Luiz de Oliveira Azevedo, na ra da
Madre de Dos n. 12.
5:000
a sacca do bom farell : vende-se no armazera
de Francisco Luiz de Oliveira Azevedo, na ra
da Madre de Doos o. 12.
Miudezas.
Loj
Vet-dadeiras luvas de Jovin de to-
das as cores, ra da Imperatriz n. 7,
loja do Leconte.
Annazem de fazendas,
NA
Ra do Queimado n. 19.
Coberlas do chita, goslo chinez, muito finas, a
proco de 2$.
Lencos de cambraia para algibeira a 29 a duzia.
Chitas francezas miudinhas e muilo finas, co-
vado (pechincha) a 210 rs.
Cortes de riscado francez imitando alpaca,
muilo bonitos, tendo 13 1|2 covado*, por 29.
Loncos para menino e meninas a 80 rs. ca-
da um.
Meias cruas pora menino do todos os lamanhos
Ditas brancas para meninas.
Chalesdo merino estampidos a 2J500.
Alpaca preta, o cova lo a 320 rs.
P.ales para senhora a 69.
Madapolao com pequeo defeilo a 3.
Algodo monstro, 8 palmos, a vira a 600 rs.
Pegas de chita miudiuha com 38 covaios por
098OO.
Paletots de brim de cores a 3$. \
Ganga franceza escura, novado a 500 rs.
Chapeos pretos o mais fino que r^a no mercado
e de forma elegante.
Tapetes franjados para sala
Chapeos de sol para menina a 49
Madapolao fino n 6).
Rramante do linho, vara a 2J300.
ge sto, finas, o inferiores, para vender pelos pre-
ces os mais razoaveis ; as fazendas inferiores,
ni o a retalho, se venderao por um prego fixo
qi e ser o seu proprio custo as casas inglezas,
uina vez que sejam pagas vista.
Nesle estabelecimeulo se encontrar sempre
uiq sortimento completo de fazendas, e entre el-
la o seguinle :
Vestidos de seda com babadose duas saias.
Ditos de la e seda e duas saias.
Dilos do tarlalana bordado a seda.
Manteletes pretos bordados com franja.
Taimas prctas de seda e de fil.
Polonezasde gorguro de seda pretas.
Cinluroes para senhora.
Espartilhos com molas ou clcheles.
Enfeites de vidrilho ou flores para senhora.
Vestuarios para meninos.
Saias de balio para senhora c meninas.
Chapeos para senhora e meninas.
Pentes de tartaruga dos melhores gostos.
Perfumaras de Lubin e outros fabricantes.
Cassas e organdys de cores.
Grosdcnaples de cores.
Chitas escuras francezas e inglezas
Gollas e manguitos os mais modernos.
Camisas de linho para senhora.
Ditas de algodo para menino.
Algodo de todas as qualidades.
Lencos de labyriotho para presentes.
Gollas de crochel ptra menino.
Vestidos de rhn azia.
Roupa feita.
Casacas e sobrocasacas de panno fino.
Paletols de casemira.
Calcas de casemira pretas e de cores.
Colletcs de seda idem idem.
Ditos de fusto.
Camisas inglezas todas de linho.
Ditas francezas de differeules qualidades.
Malas e saceos de viagem.
Borzcguins de Mellier e outros fabricantes para
jomera.
Dilos para senhora.
Charutos de Havana, Bahia e manilha.
Camisas .le ftanella
Chapeos de todas as qualidades para homem,
enhora c crianzas. .
jorlos de vestidos braucos de blondo com ca-
pella e manta. *
Odos do vislidos brancos do seda pa^ casa-
menlos
Chapeos de caslor pretf
e brancos
Na ra do Queimado n. 37, vendem-se os me-
nores chapes de castor
espermaci'te, caf do Rio e do Cear, feijao mula-
linho, farelo em barricas e saccas, ludo pelos pro-
cos os mais mdicos possiveis.
REMEDIO INCOMPARAVEL.
UNGENTO HOLLOWAY.
Milhares de individuos de todas as na^Oes po-
dem lestemunhar as virtudes deste remedio in-
comparavel e provar em caso necessario, que,
pelo uso que delle fizeram tem scu corpo e mem-
bros inteiramente saos depois de haver emprega-
do intilmente outros tratamenlos. Cada pesoa
poder-se-ha convencer dessas curas maravilhosas
pela leitura dos peridicos, que lh'as relatam
todos os dias ha muitos annos ; e a maior parte
dellas sao to sor prndenles que admiran; so
mdicos mais celebres. Quanlas pessoas reco-
braran! com este soberano remedio o uso de seus
bracos e pernas, depois de ter permanecido lon-
go tempo nos hospitaes, onde de viam soffrer a
amputacaol Dellas ha muilasque havendo dei-
xado esses asylos de padecimentos, para seno
submetterem essa operaco dolorosa foram
curadas completamente, mediante ousodesse
preciosoremedio. Algumas das taes pessoas na
eafuso de seu recouhecimento declararam es
tes resultados benficos diante do lord correge-
dor e outros magistrados, afim de maisautenti.
carem sua firmativa.
Ninguem desesperara do estsdo de saude sa
'ivesse bastante confianza para ensaiar este re-
medio constantemente seguindo algum tempo o
mentratato que necessitasse a natureza dom&i
cujo resultado seria prova rinconlestavelmente ;
Que ludo cura.
O ungento he til, mais particu-
larmente nos seguintes casos,
Alporcas.
Caimbras.
A 8,000 rs. com todos
os pertences.
Do-se a contento para ex-
periencia por um ou dous
dias.
Vendem-se estes magnficos ferros as seguin-
tes casas:
Praga do Corpo Santo n. 2.
ua da Cadeia do Becife n. 44.
Dita da cadeia do Recife n. 49.
Ra Nova n. 8-
Ra Direita n. 135.
Hita da Madre de Dos n. 7.
Dita do Crespo n. 5.
Dita daPenhan 16.
DUa do Cabug n. 1 B.
Dita Nova n. 20.
Dita do Imperador n. 20.
Dita do Queimado n. 14,
Dita Direita n. 72.
Dita da Praia n. 28.
Dita da Praia n. 46.
Dita do Livramento n. 36.
Dita da Santa Cruz n. 3
Dita da Ira eratriz n, 10, arraazem de fazendas
de Baymundo Carlos Leite & Irrao, era lodos
estes lugares do-se por um ou dous dias para
experimentar-se.
Cem charutos por
1*600.
No deposito da ra das Cruzes n.'41, vendem-
se charutos da Bahia a 15000 caixa.
Com toque de a varia
1:800
Cortes de vestido de chita rocha fina a 1:800
lencos de cambraia brancos a 2:000 2:500 355
4:000 a dusia ditos com 4 palmos por cada face
de 4 e meio por 5:000 cousa rara no Arma-
zera de fazendas de Raymando Carlos Leite &
IrrnSos. roa da Tniperatriz n. 10.
U\NDE 4KH4ZEM
DE
Botica.
Relogios
Suissos.
Em casa de Schafleillin&C, ra da'
38. vendo-se um grande e variado sortiinento de
jado Ramalho, na ra
Direita n. 83, frente
pintada de amarello.
Agnlhas francezas curiase compridas a200 rs.
a caixa, grampas a 40 rs. o mago, clcheles em
cario a 60 rs., relroz preto a 100 rs. a oitava,
penles finos para alar cabello a 120 rs., dilos de
balcia para alisar a 240 rs., ricos pentes de mas-
sa virados para atar cabello a 1$400, ditos com
lavrado dourado a 2J500, galao de linho proprio
para enfeilar cazaveque a 100,120 e 160 rs. a va-
ra, franjas brancas e de cores para enfeilar casa- relogios de algibeira horisonlaes, patentes, chro-
nomelros, meios chronometros, do ouroV praia
dourada cfolhoadosa ouro, sendo osles relogios
dos primeiros fabricantes da Saissa, que sb ven-
deio por precos razoaveis. \
Em casa'de Rothe & Bidoulac, ra do Tra-
piche n. 18, vende-se o seguinte : \
Cemento romano da marca Z. \
Vinho xcrez em barris e garrafas. \
Diio do Porto, London Particular, em ditos e
ditas.
Agurdente cognac em barris e calzas. \
Tintas sortidisem latas de ferro.
Alvaiado de zincoechumbo.
Chumbo em folha.
Dito em barra.
Charutos de Havana.
Prego de cobre.
Champanha em gigos.
Marrasquino.
veque a 120, 16J e 200 rs. a vara, boles para
puiiho a 240 rs. o par, ricas gollinbas preas e de
cores feitas de contas a lftoO o 2$, cinturo de
borracha a 500 re., ricos enfeites de vidrilho pre-
tos o de cores a 23500, 3$ o 4, filas brancas e
pretas com clcheles propria para vestido a 400
rs. a vara, meias pretas para senhora a 240 rs.,
cartas francezas finas a 210 rs. o baralho. trancas
de linho com caracol a 210 a pega, boles finos
para caiga a 240 a groza, pentes para alisar com
espelho e escova a 400 rs., pentes de Iravessa
para menina a 800 rs., eolheres de metal prin-
cipe proprias para tirar assucar a 320 rs., oculos
de balcia muilo finos a 1000$ rs., lesouras muilo
finas com aro envernisado a 400 rs ditas gran-
des a 800 rs., sapatinhos de la muito finos a 600
rs., eslampas de sanios e santas a 140 rs., filas
de velludo pidas e de cores, largas, a 610, 800 e
18 a vara, papel almaco a 2J> a resma, fumo para
chapeo a 160 o covndo, atacadores preos para
paleto! e casaca a 120 o par ; alem dcsles ob-
jectos encontrar o publico um completo sorti-
mento do ludo quanto ha de melhor no mercado,
tendente a miudoza, e por menos do que em ca-
ira qualquer parlo ; dao-se amostras de tudo, e
tambera se manda levar em casa de familias para
assenhras escolhercm.
Vende-se um lindo sortimento de collari-
nlios, manguitos, tiras de cassa, anagoas elen-
cos bordados por precos commodos : em casa do
Mclls Kalham & C, na ra da Cadeia do Recife
n. 52.
Vende-se carvo animal: na ra da Sen-
zalaNova n. 30.
Camas de ferro
com lona.
Riquisim sortimento de camas de ferro com
lona a \imitacao das camas de vento quo muito
deve agradar aos compradores por ser muito bo-
nito os modelos, o oulras muilss qualidades para
solleiro e casado, todas de ferro, por precos
muilo commodos : riquissimo sortimento de me-
taos de muitissimas qualidades, sendo o seguin-
te ; apparelhos para almoco e seia, ditos para
jantar, salvas de todas os tamanhos, bulles de 2
a 16 chicaras galhiteiros de todas as qualidades,
eestss para fruclas, riquissiroos caslicaes para o
mez mariano, espevitadeiras com pralos, oulras
mullas qualidades deobiectos que com a presen-
ca do comprador muito lne agradar: na ra No-
va n. 20, loja do VUnna.
Attecjo.
Na ra do Quelmadt/->loja n. 8, vende-se uro
encllente casal de cachorros galgos muilo novos
e de excellenle raga: vende-se por necessitar a
pessoa retirar-se desta provincia.
Bartholomeu Francisco de Souza, ra larga
lo Rosario n. 36, vende os seguintes medica-
nentos:
Rob L'Affecteur.
Pilulas contra sezes.
Ditas vegetaes.
Salsaparrilha Bristol.
Dita Sants.
Vermfugo inglez.
Jarope do Bosque.
Pilulas americanas (contra febreaj.
Ungento Holloway.
Pilula3do dito. *
Ellixir anti-asmathico.
Vidrosde boca larga com rolhas, de 2 oncas a
13 libras.
Assim como tem um grande sortimenfo de pa-
pel para forro de sala, o qual vende a mdico
preco
Callos.
Canceres
Cortaduras.
Dores de cabera.
das costas.
dos membros.
Enfermidades da cutis
em geral.
Ditas do anus.
Erupg5es e escorbti-
cas.
Fstulas no abdomen.
Frialdade ou falta de
calor as extremida-
des.
Frieiras.
Gengivas escaldadas.
Inchaces.
Inflammaco do ligado.
HA.
e avmaiem
DE
Quem deixar de com-
prar
9
1 escrava, crioula, de 25 anno3 de idade, peri-
ta coznheira ; 1 dita de 35 annos, insigne lava-
deira e quiandcira por 700J0O0 ; 1 dita dita poi
650JOOO ; 1 escravo bom copeiro ; 1 dito par
todo o servico, de 36 anuos de idade, por800#
1 mulalinho de 18 annos de idade, el mulequt
pega : na ra das Aguas Verdes n. 46.
Engenho. |
Vende-se o engenho Santa Luzia,sito na 1>
freguezia de S. Lourengo da Malta, entre Ji
os engenhos Penedo de Baixoe Peuedo de dj >
Cima : trata-se no mesmo engenho ou no i)
engenho Mussambique com Felisbino de j)
Carvalho Rapozo.
Milho novo em saceos grandes,
Farello de Lisboa saceos grandes.
Arroz de casca dito dito.
Farinha de mandioca superior dito dte.
Feijao com principio de furo a &$.
Vende-se muito barato no armazem
de Manoel Joaquina de Oliveira & C ,
ra do Codorniz n. 18, em frente dt
travesa da Madre de Dos.
Vende-se superior farinha de mandioca, sabio
massa e amarello, saceos de feijao, cera de ca -
nauba, collas muito novas, e tudo muito emeou-
ta : no armazem da ra do Vigario n. 20, de &< -
dovalho & G.
GRANDE SORTMENTO
DE
Fazendas e obras feitasj
IGes&BastoJ
amado Queiinad) n.
46, frente amarella.
Completo e grande sortimento decai-
gas de casemira de cores e pretas a 8$,
99,109 e 12J, dilos das mesmas casemi-
ras a ", 89 e9$, ditos do brim trangado
branco muito fino a b$, 6$ e 79 dilos de
cores a 3j|, 3g500, 4$ e 59, ditos de me-
rino de cordo para lulo a 5$, colleles de
casera iras pretas, ditos de ditas de cores,
dilos ie gorguro pretos e de cores a 5$,
69 e 79, ricas casacas de pannos muito fi-
nos a 35$ e 409. sobrecasacas dos meamos
pannos a 289.30.J e 35g. paletots dos mes-
mos pannos a 22g e 249, paletots saceos
de casemira modelo inglez 109, ditos de
casemira m esciad o muito fino de apurado
gosto 158 e 169. ditos sobrecasa das mes-
mas cores a 18g e 20j, dilos sobre de al-
paca preta fina a 7JJ e 89, ditos saceos a
49. ditos de fusto branco e de cores a 49,
49500 e 59, ditos de brim pardo muito
superior 49500, camisas pa,-a menino de
todos os lamanhos a 26g00 a duzia, meias
de todos os tamanhoa para menino o me-
ninas, palilols de todos os lamanhos e
qualidades psra os mesmos, colleles de
brim branco a 38500 e 49. ricos colletes
v iludo preto bordado e de cores diver-
sas o por diversos precos, ricos coberto-
res de fusto archoado para cama a 69,
colarinha de linho a peer a 69500 a du-
zia, assim como temos recebido para
dentro desle estabelecimento um comple-
to sortimento de fazendas de gosto para
senhoras, vestimentas modernas para me-
nino e meninas de qualro a seis annot 6
Uido vendemos por precos razoaveis. As-
sim como neste eslabalecimenlo manda-
se apromplar com presteza.todas as qua-
lidades dfi obras relativo a officina de *1-
faiaki aendo islo com lodo goslo e asseio.
Inflammaco dabexiga.
da matriz
Lepra.
Males das pernas.
dos peitos.
de olhos.
Mordeduras de reptis.
Picadura de mosquitos.
Pulmes.
Queimadelas.
Sarna
Supuraces ptridas.
Tinha, em qualquer par-
te que seja.
Tremor de ervos.
Ulceras na bocea,
do figado.
das articulages.
Veias torcidas ou noda-
das as pernas.
Vende-se este ungento no estabecimento
geral de Londres n. 224, Strand, e na loja de
todos os boticarios droguistas e outras pessoas
encarregadas de sua venda em toda a America
do snl, Havana e Hespanha.
Vende-se a800 rs., cada bocetinha contm
urna instruego em prtuguez para o modo de
fazer uso deste ungento.
O deposito geral em casa do Sr. Soum,
pharmaceutico, na ra da Crun. 22. em Per-
nambuco.
Pennas de a$o inglezas.
Vendem-se na ra da Cadeia do Recife, loja n.
7, deGuedesi Gongalves, as verdadeiras pennas
de ago inglezas. mandadas fabricar pelo profes-
sordecalygraphia Guilherme Sculy, pelo mdico
preco de 19500 a caixa.
Bezerro francez
grande e grosso:
Na ra Direita n. 45.
GJDM:
cobertos e dcscoberlos, pequeos e grandes, de
ouro patente inglez, para homem 9 senhora,
de um dos melhores fabricantes de Liverpool,
vindos pelo ultimo paquete inglez: em casa de
Southall Mellors & C*
CALCADO
Grande sorlimento.
45Ra Direita--45
Os estragadores de calcado encontra-
rao neste estabelecimento, obra supe-
rior pelos precos abaixo :
Homem.
Borzegains aristocrticos. 9#000
Ditos (lustre e bezerro)..... 70000
Borzeguins arranca tocos. 7^000
Ditos econmicos. ...;.. C$000
Sapa toes de bater (lustre). 5000
Senhora.
Borzeguins primeira classe (sal-
to de quebrar).......50000
Ditos todos de marin contra
calos (salto dengoso).....4J500
Borzeguins para meninas (for-
tissimos)..........4|000
E um perfeito sortimento de todo cal-
cado e daquillo que serve para fabrca-
lo, como sala, couros, marroquins, cou-
ro de lustre, fio, fitas, tedas etc.
A 7,500 rs.
Ferros econmicos com
folese descanso.
Aterro da Boa-Vista n. 46.
Ra do Queimado, esquina para o Livramento,
loja das sete portas.
Ra da Cruz, fundos do Corpo Santo, loja de
ceran. 60.
Vende-se doce de caj' secco muito bom a
6 io a libra : na ra Direita n. 72.
Cocos italianos
de folha de flandres, muito bem acaba-
dos, podendo um durar tanto quanto
duram quatrodos nossos 400 rs. um
e 4|f urna duzia : na ra Direita n. 47,
loja de funileiro.
Vende-se um carro de 4 rodas, bem cons-
truido e forte, com assento para 4 pessoas de
dentro, e um assento para boleeiro e criado fra,
forrado de panno fino, e tudo bem arranjado :
para fallar, com o Sr. James Crabtree & C. n.
42, ra da Cruz.
Em casa de Southall Mellors & C, ra do
Trapiche n. 38, vendem-se os seguintes arligos:
Chumbo de municao sorlido.
Pregos de todas as qualidades.
Alvaiade.
Vinho de Shery, Porto, Hungarian em barris.
Dito de Moselle em caixas.
Coguac em caixas de duzia e barris.
Relogios de ouro e prata, patente e chronome-
tros, cobertos e descobertos (bem acreditados].
Trancelins de ouro para os mesmos.
Biscoitos sonidos em tatas pequeas.
FINDICIO LOW IIOW,
Roa da Scnzala Nova o. 42.
Neste estabelecimento continua a haver um
comapletosortimento de moendas e meiasmoen-
das para euSenho, machinas de vapor e taixas
de ferro batido e coado. de todos os tamanhos
para dto.
Vendem-se 10 pro-
priedades
4 na ra do Dique.
5 na ra Augusta.
1 naiua dellortas.
na travessa do Arsenal de Guerra.
1 na travessa de S. Bom Jess dasCriou-
las, todas novas : para tratar na loja
da ra do Vigario n. 17, Recife.
SYSTEMA MEDICO DE1I0LL0WAY.
PILULAS HOLLWOYA.
Este inestimavel especifico, compocto inteira-
mente de hervas medicinaes, nao contm mercu-
rio, nein algum a outra substancia delecteria. Be-
nigno mais tenra infancia, e acompleico mais
delicada igualmente prompto o seguro para
desarreigar o mal na complei^ao mais robusta ;
inteiramente innocente em suas operac,oes e ef-
feitos; pois busca e remove as doenca3 de qual-
quer especie egro por mais antigs e enazes
que sejam.
Entre milhares de pessoas curadas com este
remedio, muitas que j& estavam as portas da
morte, preservando em seu uso : conseguirn:
recobrar a saude e forcas, depois de haver tenta-
do intilmente todos os outros remedios.
As mis adietas nao devem entregar-se a de-
sesperarlo ; facam um competente ensaio dos
eflicazes effeitos desta assombrosa medicina, e
prestes recuperaro o beneficio da saude.
Nao se perca tempo em tomar este remedio
para qnaiquer das seguintes enfermidades :
Roupa feita.!
Ra Nova n. 49, junto
aigrejada ConceiQdo dos
Militares.
Neste armazem encontrar o publico
um grande e variado sortimento de rou-
pas feitas, como sejam casacas, sobreca-
sacas, gndolas, fraques, e paletots de
panno fino preto e de cores, paletols e
sobrecasacas de merino, alpaca ebomba-
zina pretos e de cores, paletots e sobre-
casacos de seda e casemira de cores, cai-
xasde casemira preta e de cores, ditas de
merino, de princeza, de brim de linho
branco e de cores, de fusto e riscados,
calcas de algodo, colletes de velludo
preto e de cores, ditos de setim preto e
branco, ditos de gorguro e casemira, di-
los de fustoes e brins, fardamentos para
a guarda nacional, libres para criados,
ceroulas e camisas francezas, chapeos e
grvalas, grande sortimento de roupas
para meninos de 6 a 14 annos ; nao agra-
dando aocorapmdor algumas das roupas
feitas se apromptaro outras a gosto do
comprador dando-se no da convencio-
; nado. *j
Pianos
Saunders Brothers & C. tem para vender em
seu armazem, na praca do Corpo Santo n. 11,
alguns pianos do ultimo gosto, recentimenle
chegados, dos bem conhecidos e acreditados fa-
bricantes i. Broadwood Sons de Londres, e
muilo proprios para este clima.
em grande sortiuiento para
homens, senhoras e
meninos.
Vendem-se chapos francezes de superior qua-
lidade a 6S50n, 7 e 8*. dilos de velludo, copa al-
ta e baixa a 7g, 9 e 10$, ditos da lonlra pretos e
de cores, muito finos a 69 e 79, dilos do chile a
3$500, 5, 6, 8,10 e 12$, dilos de feltro em gran-
de sortimento, tanto em cores romo em qualida-
des, para homens e meninos, de 2$5O0 a 7$, di-
tos de gorguro com aba do couro de lustre, di-
tos de casemira com aba forrada de palha, ou
sem ella a 4g, ditos de palha ingleza, copa alta
e baixa, superiores e muilo em conta, bonetes
francezes e da trra, de diversas qualidades, para
meninos, chapeos de muitas qualidades para me-
ninas de escola, chapelinascom veo para senho-
ra, muilo em conla e do melhor goslo possivel,
chapeos de seda, ditos de palha amazonas, enfei-
tes para cabera, luvas, chapeos de sol, e outros
muitos objeclos que os senhores freguezes, vis-
ta do prego e da qualidade da fazenda, nSo dei-
xarao de comprar; na bem conhecida loja de
chapeos da ra Direita n. 61 de B. de B. Feij.
_: Veddem-.e velas do espermacetc a 640 rs.
o maco de 6 velas ; na ra Direita n. 8.
Vende-se um bora cavallo de rabriolcl e de
sella: na ra dos Guacarapes n. 32, juuto ao
ruarcineiro.
Largo do Carmo.
Esquinada ra de Hortas
numero 2.
Vende-se manteiga ingleza a 800 e a 1*260 a
libra, dita franceza a 640 rs., paios os mais no-
vos a 480 a libra, chouricas a 560, figos a 200
rs., massas finas para sopa a 640, talharim e
macarro a 400 rs., latas com 9 libras de banha
refinada a 6}. velas de espermacele a 720, 6ag
ecevadinha a 2W)a libra, assim como tem'mui-
tos mais objeclos tendentes a molhados, que s
na piesengo do comprador se venderao por me-
nos prego do que em outra qualquer parte, como
sejam. queijos chegados no ultimo vapor,' mar-
melada a mais nova que ha no mercado, conser-
vas, passas, vinhos engarrafados e em pipas, de
todas as qualidades, e outros gneros que se'dei-
xam de'mencionar, e que s vista do compra-
dor se dir o preco.
= Vende-se una carroga em bom estado, a
qual poder ser examinada na Estrada Nova, no
sitio junto a primeira bomba, o dono do mesmo
far a venda.
Accidentes epilpticos.
Alporcas.
Ampolas.
Areias (nialde).
Asthma.
Clicas.
Convulses.
Debilidade ou exteruia-
co.
Debilidade ou falta de
forcas para qualquer
cousa.
Dysinteria.
Dor de garganta,
de barriga,
no 8 rins.
Dureza noventre.
Enfei mida des no ventre.
Ditas no figado.
Ditas venreas.
Enxaqueca.
Herysipela.
Febre biliosas
Febreto internitente.
Febreto da especie.
Gotta.
Hemorrhidas.
Hydropesia.
Ictericia.
Indigesteg.
Inflammaces.
Ir reg uardades
menstruago.
Lombrigasde toda es-
pecie.
Mal de pedra.
Manchas na cutis.
Obstruccao de ventre.
Phtysica ou consump-
pulmonar.
Retenco de ourina.
Rheumatismo.
Symptomas secunda-
rios
Tumores.
Tico doloroso.
Ulceras.
Venreo (mal).
RELOGIOS.
Vende-se em casa de Saunders Brothers 4
C, praca do Corpo Santo, relogios do afama-
do fabricante Roskell, por pregos commodos,
e tambem trancellins e cadeias para os mesmos,
de excellenle gosto.
por sacca de
Irmos.
milho; nos armazens de Tasso
4,000 rs.
i milho; nos armazem
Ba do Queimado n. 37.
A SOS cortes de vestidos de seda quecustaram
609; a I69 cortes de vestidos de phaulasia que
custaram 309; 8$ chapelinhas para senhora:
na ra do Queimado n. 37.
Enfeites de vidrilho e de retroz a 49 cada
um : na ra do Queimado n.37, loja de 4 portas.
Em casa de Rabe Scbmettan- &
C, ra da Cadeia n. 37, vendem-se
elegantes pianos do afamado fabrican-
te Traumann de Hamburgo.
SABAO
Vendem-se estas pilulas no estabelecimento
geral de Londres n. 824, Strand, e na loja de
todos os boticarios droguistas e outras pessoas
encarregadas de sua renda em toda a America do
Sul, Havana e Hespanha.
Vendem-se asbocetidhas a 800 rs. cada ma
dellas, coutem urna inslruccao em portuguez pa-
ra explicar o modo de se usar destas pilulas.
O deposita geni i em casa do Sr. Soum1
pharmaceutico. na ra da Cruz n. M, em Per-
ntmb eo.
do deposito geral do Rio de Janeiro: a tratar
com Tasso & Irmios.
Farinha de mandioca
nos armazens de Tasso & Irmiof.
Milho
nos armazens de Tasso i. Irmios.
Taas para engenho
Fundico de ferro e bronze
.a*
Franeisco Antonio Correia Cardezo,
tem um grande sortimento de
tachas de ferro fundido, assim
como se faz e concerta-se qual-
quer abra tanto de ferro fun-
dido como batido.
-i mi iTTT~7rr\ri L.


-Largo da Penha-
Manteig. peritamente flor 800 rs. a libra e em barril se ar mais algum batimento.
ia7nft Quijos limito novos
a 1J700 rs. e em caixa se far mais algum abalimcuto nicamente no armazem Progresso.
Ameixas fvaucezas
Pregrsso 6 caP0teir8de vidro a 900 rs., e em porco se far algum abalimenlo s no
Carloes deboUnnos
muilo novos proprios para mimos a 500 rs., e em porgosefar algum abatimentos no Progresso.
Figos de comadre
tmCpa!oso^mmodol.ement0 enfeil,daso Pr0Prias Para mimo9s6 n0 P'ognwo ecom avista sefar
lalas de soda
com 2 l|t hbras de diflerenlcs qualidades a 1600 rs., nicamente no armazem Progresso.
Conservas
a 700 rs. o frasco rondse nicamente no armazem Progresso
ttolacniiua- ingleza
muito ora a 320 rs. a libra c barrica 4g, nicamente no Progresso.
Potes vidrados
no Progresso." pr0priaspara manteSa ou "lr0llualqu liquido de 400 a 1*200 rs. cada um.se
Chocolate francez
rVsVul&M*'1" Cm. von^m-se os seguintcs gneros tudorecenteraenlc chegado cldesnperio-
brfcole; UrtH T^V. ff ,,bra' chUra mu,il0 D0Va' "ncladdoma8 afamado fa-
cama mVnl,,, h' <* e iomate' pt'ra ,sccca- pas SrawnsevalT f' WSb Pha de v.ri.aqu.ld.dea. vinagre braneo Borde,,' P roprio
n mu ioaVrvh.?* f f mchorc abncantea de S. Falta, macas de todas as qualidades, gom-
SerTacetet das ma,s .""editadas marcas. ceneja* de ditas.
omm milo nV T raficezcs "l"'10 fin0Sl ralno de zara, azeile doce purificado, azei
molhados 7:^n^D''^d0l>rco refinado eoutros muilo gneros que encontrado tendente a
Komelem miif".Pimelem.M propietarios venderem por muito menos do que eutro qualquer
vTesam m^V*" t'qU?U" Pcsf ^ que mandarem poroulras pouco pralias como
Tueiram m,mHra "le '' MgamAlambem a *'>" ** engenho e senhores lvradoics
o idiekmmenlo eQC0Mmcndas u0 arawsem Progresso que se Ifaes affianca a boa qulidadee
Verdadeira goma de malarana
a 400 rs. a libra, s no Progresso.
Palitos
cilhaies para denles a 200 rs. o maco esm 20 macinhos. s no Progresso.
Cii Uysoa, perilla e preto
os melhores que ha o mercado do 18600 a 2500 a libra, s no Progresso.
Passas em caixmlias de 8 libras
a mais novas que tora vindo ao nosso mercado pelo diminuto proco de 2$560, s no Progrosso.
Macas em caixinuas de $ libras
ma^^ n!!V,',!!idades ^^^^^ e amareita o paslilhas de
maja, s no Progrosso, e com a vista se far um prego commodo.
Oiouticas e paios
* IViZTr^commoC ** DM!rcada'9 no p'S'esso, af.ancando-se a boa qualidade e a Vtata.
MARIO DE PHRHAMIUCO. SEMA FEHU
ARCHIVO UNIVERSAL
REVISTA HEBDOMADARIA *
COLLAB0RADO
PELOS SKS.
V^SJ8<0StaT\' P-.^ Castilho-Antonio Gil-AIexandre ITcrculano A G Ramos- A.
dnarafsrAVSs'o de Lima-A Ionio de Olivera Marreca-Alves Bronco-A P Lopes de Men-
donca-A. Xavier RodriguesCordciro-Carlos JosCaldeira-E. Pinto daSitaae'&inha F cmo.
aunaioflaO
A.P,4eCar\alli-
POR
-Carlos Jos Barreiros.1. P. Silveira da Motta
Rodrigo Pagaaino.
O archivo universa! comega cem o terceiro volunte o segundo anno da sua existencia ; con-
seguio pois vencer urna das maiores difficuldades com que os jomaes litterarios de Portugal teero
do ludir, e venceu com honra, satisfazendo com a maior ponlualidade todos os compromissos,
um periodo extremamente perigeso para as publicaces dcsta nalureza.
Incetande o sou segundo auno, -como nao altera o syslcma seguido al agora, o archivo uni-
versal nao aprsenla prograrama novo ; hoje como no principio appella para o futuro ; com a dif-
ferenca porm de poder lambem invocar em seu abono o passado, que j conta ; as sympalhias que
tcmoblido, osbons escriptos que em apresenlado, e a regularidade da sua publicaco. Para os
liancas necessario desvanecer, quantas suspeitas affoslar, quantos embaracos romover, para con-
seguir urna vida mais larga; csl* tirocinio urna grande conquista o um bom agouro de prosDeri-
dade. r r
Registra-e o archivo mais como um incentivo, do que como urna gloria, mais como urna es-
peranza, do que como urna victoria. A aniraaco que recebeu obriga-o a continuar como at hoje,
empregando todos osesforcos e empenho, toda a soltcilude e desveilo para se conservar digno dos
scus intuitos e aa sua poca.
Destinado a resumir todas as semanas o movimeoto jornalistico e a offerecer aosleitores con-
juntamente com a revista do que mais notavel houver occorrido na poltica, na scicncia, na indus-
tria ou as artes, alguns arligos onginaes sobre quaesquer destes assumptos, este peridico publica-
se regularmente todas as tercas feiras em folha de 1C paginas era bom papel e typo. completan-
do lodos es semestres um volume de 420 paginas com ndice c frontespicio competentes.
Assigaa-se em Pcrnambuco, a ra Nova n. 8, uuica agencia.
CONSULTORIO
DO
ftr. P. A. lobo Hoseosof
(DIPIUUDIDI.
3 UA DA GLORIA, CASADO Fl YDO 3
Clnica por ambos os systemas.
- OPgyl-obo Moscosod consultas todos os das pela manhaa ede tarde depois de 4 horas
W^^tS^mU"*mal*lAo'69n'1 acidad como para osengLhos ou ouras
Os chamados 'devem ser dirigidos sua casa at as 10 horas da manhaa e em caso de ur
iiI C?-?k ',,ue nl,'ore? doe u!ncia. Pessoas residentes no bairrodo Recife poderao re-
N^u/ir. h! (!lheleS d h0ii? r Sr- Joao Sounn & C. na ruada Cruz ou 6 loja de livrosdo Sr! Jos
Nogueira de Souza na ra do Crespo ao p da ponte velha.
m JhSlloiau* Da Caa d an"n.n1cia''e achar-se-ha onstantement e os melhores medica-
mentoshomeopathicos ja bem conhecidos e pelos precos seguintes :
Botica de 12 tubos grandes, ....,..".-.. 100OO
Ditos de 24 ditost............, 15S0OO
Ditos de 36 ditos........... [ \ \ 20S090
Dito de 48 ditos.......... Snon
Ditos de 60 ditos............i ; 2o$00
Tubos avulsos cada um............ IgOOO
Frascos de tincturas........,....".* 28000
Manoal de medicina homeopathica pelo Dr. Jahr traduzid'o
em portuguez com o diccionario dos termos de medi-
enuarurgi.eic.etc.. ,........ 208000
R!SriTentlCd,'! Dr- He ring, com diccionario. 10S0O0
Repertorio do Dr. Mello Moraes......... 6g000
FUNDICAO DAURORA.
em geral, toda e
machinas de vapor de
Seu proprietarioe oflerecem a seus numerosos freguezes e ao nublico
ffifuei* m*aufactuda em sea reconhecido estabelecimento a saber: m
todos os tamanhos radas d'agua para eogenhos todas de ferro- ou para cubos "mad^fra "mom-
%'f om.e,a8 moendaa. tachas de ferro balido e fundido de lodo, os lmannos euindasles Tunl
oLe ZldiSS^afeta--8guilh58 e boccas ra orTlha- K-S S.ES-
mn a nf^ ^ 8dao, prencas para mandioca e oleo de rieini, portos adaria co-
ranas emoinhos de vento, arados, cullivaJoies, ponles, -aldeiras e tanaues" boiaiT alvaVensV
tes e todas as obras de machinisrao. Eiecuta-se qualqJer obra soja J?3 S sua natu ezl Sflos
es'nbos ou moldos que para tal flm forem apresentados Recebem-se encommenLa neat esta
belecimealo na ra do Brum n. 28 A e na ra do Collegio hoie do Imperta l'dUdo'
E m 3asa de Basto & Leaos
rail do Trapiche n. 17, ven-
de -se :
Chuiuboem lenccl.
Can nos de dito.
Cabos de linho inglez.
Selin$ i)atentenglez com todos 01 per-
tencis.
Papel t e imprimir.
Panel la i de ierro.
Baldes dezinco.
Lirrosm branco inglez.
Cadeins genovezas.
Licores finos em garrafasde crystal.
Enxor.: em caixas de 3 arrobas.
Alvaiade de Veneza.
Cordoalha para apparelhosde navios.
Chapeo i de palha de Italia singelos.
Vasioui as genovezas.
Drogas Jiverras.
Banheiios de marmore.
Talhas de barro vidrado.
Escravos vtnda.
Vcndeii-se, trocam-so e comprsm-se
vos de toia idade, e de ambos os sexos
do Imperador n 21, primeiro andar.
Arados americanos e machinas
para la mr roupa : em casa de S. P. Jo-
hnston & C. ra da Senzala n. 42.
Vinho de Bordeaux.
Emcasi de Kalkmnnn Irmioa&C, ra da
Cruz n. 1). encontra-se o deposito das bem co-
nhecidas marcas dos Srs. BrandenburK Frres
e dos Sr5. Oldekop Mareilhac & C, em Bor-
deaux. 1 em a3 seguintes qualidades :
De Braadeaburg frres.
St. Estpi.
St. Julicr.
Margaux.
Larose.
Chteau I aoville.
Chteau Blargaux.
De Oldekop & Mareilhac.
St. Julien.
St. Julier Mdoc.
Chteau I oville.
Na
escra-
na ra
para
mesma casa ha
vender:
Sherry em barris.
Madeira e-n barris.
Cognac eci barris. qualidade fina
Cognac era caixas qualidade inferior.
Ccrveja blanca.
Tachas e moendas
Braga IS Iva & c. lem sempre no seu deposito
riUifclCda "^ 3 A> "m grande sortimenlo
JJ et moeDdas Pa engenho, do mutto
acreditadc fabricante Edwin Maw : a tratar do
nlesmo deposito ou na ra do Trapiche n 44.
\ Pechincha.
Cm Peclueno toque de avaria.
NJ ra do Queimado n. 2, loja do Pfoeuica
comfe"8" PG?aS tfe ,odao enc'orpado So!
com pe,u, no loque de avaha 2S50O cada ma.
Aos a mants da economa
Najrua o Queimado n. 2, loja do Prcuica
mS.'m'" de CrCS xas bstanle cscu:
rs o^v.lo! PPeS de 6* a ^a- 160
BtaJfe ^ vacca saigada. em barris de 200
- en casa de Tasso Irmaos
Relogios de ouro e prata.
Em casa de Henry Gibson, ruada Cadeia do
Rexifp n. 62, ha para vender um completo sorli-
menlo de relogios de ouro e prata, chronomc-
tros, meioschronomaros e de plenle, os mo-
lhore3 que vem a este mercado, e a precos ra-
zoaveis.
37 Ruado Queimado37
Loja de 4 portas.
de
DE
ummmmk i mmm m uns.
Sita na rna Imperial 1.1 i 8 e 120 jonto a fabrica de sabao
DE
n^SS'.** J da Silva drWa PW Francisco Belmiro da Costa.
wmmmmm
arroellas de cobre, lengeadeferra lato,ferro 8ucda1n2lzd taH,. ?. i C ? barr?' Un56eS e
e folies para ferreiros etc., e outros muitosa?K^ lornos
parle,desempenhando-se toda e qualquer encommePnd.on'nre^VnfoVUl? qal^Sr
e para commodiaade dos freguezes que se dignarem honraremPn mm Perte,Cao J* conhecida
rao na ru. Nova n. 37 loja Se ferr^geus pesloa "^^^^M^^^S^
Relogios.
Vendc-seem casa de Johnston Paler 4 C, ra
do Vigano n. 3, um bello sortimcnlo de relogios
de ouro, patente inglez. de um dos mais afa-
mados abncantes de Liverpool; lambem urna
vanedade de bonitos trancelins para os mesmos.
Em casa de Borott & C, ra
da Cruz do Recife n.5, ven-
de-se :
Cabriolis muito lindos.
Charutos de Havana verdadeiros.
Presuntos para fiambre.
Fumo americano de superior qualidade.
Ghampanha de primeira qualidade.
Carne de vacca em barris de superior quali-
Oleados americanos proprios para cobrir carros
Carne de porco em barris muito bem acondi-
cionada.
Licores de diversas qualidades, como sejam :
o muito afamado licor intitulado Morring Cali,
isnerry Cordial, Menl Julop, Bitlers, Whiskey &
C., ludo despachado ha poucos dias.
Machinas de coser, grandes c pequeas, de dif-
ferenles autores, de um raodello inleiromeiiie
novo, por preo commodo.
Salsa parriiha em frascos grandes 0 pequeos,
minio bem acondicionada.
Pilulas vegetaes (verdadeiras.)
Verme fuge.
Carneiros gordos.
No engenho Horno da Cal vendem-se carneiros
gordos por preco commodo.
Espirito de vinho com M
graos.
Vonde-se espirito de vinho verdadeirocom 44
graos, chegado da Europa, as garrafas ou as ca-
sonas: na ra larca do Rosario n. 3
Vendem-se dous escravos moros, de bonita
figura, e proprios para lodo o qualquer servico :
a tratar na ra. Imperial n. 64.
Adinhreiroou a prazo.
Vende-se urna linda molilia de Jacaranda, mo-
derna, e outra de mogne era bom uso : na ra
da Imperatriz. loja n. 4.
Chegou a-cste estabelecimento
sortimento de obras feitas, como
cores.
possivet WM*|pftM *r cores os mais finos qoe
por preco :ommodo : na ra Direila n.'oi idfc.
de chapeos de B. de B. Feij, '
Ra da&enzala Nova n. 42
Vende-se em caso de S. P. Jonhston & C. va-
quetas de lustre para carros, sellins esilhes in-
glezes, ca deeiros e casticaes bronzeados lo-
nas inglez is, o de vela, chicote para carros, e
montara, irreos para carro de um e dous cval-
os, e relogios d'ouro patenteinjilezes.
Para acabar,
No bazar da ra do Impe-
rador, defronte do de-
posito do gaz.
Fresuntos para fiambre, a libra a 400 rs.
h E.x"l,eJl8 charutos e perfeilos, em caixinha
Excellen e cevadinha para sopa, a libra a
i ou rs.
Amendois de casca mole muito nova, a libra
3 iKi rs.
Macaurao.a libra a 200rs.
Farinjia lo reino para bolos, a libra a 60 re.
Exccllenie cerveja franceza, a duzia a 4#50O.
Licores nos de caf o outros extractos, agar-
rtu & i^oCU*
Champar ha muito boa em garrafas inleiras a
Dita em ueias garrafas a ljJOOO.
Vinagre branco francez muito forte, a garrafa
a o2U rs*
Botinas para senhora, o par a l600rs.
Excellen es esparlilhos a 4500.
logooo"8 r'domas com jarro e flores' P" a
Latas de soda cora 2 ] libras de diflerenles
qualidades a lJ)20O.
Ditas de i libras a 2500.
Frascos :om pastilhas a JOOO.
Ditos maiores a 2$.
Plantas de flores.
Mr. PpH(,re, membro da sociedade de horticul-
tura de Pa s, relirando-se para a Europa no pr-
ximo vaper que ae espera do Rio. resolveu
vender su i grande eoleceo de plantas, cenlo
por cento nenos dos seus precos que at azora
tem vendido : na ra do Cabug n. 3 A.
Vend-so a taberna n. 14 do pateo do Ter-
co, bem a(-eguciada o Iluminada gaz e bas-
tante sorlic a ; vende-se lambom com as dividas
se quizerem : a tratar na mesma.
s@#a $# ea& @@ as?
Attenco.
Amazem de fazendas
um completo
sejam : pale-
tots de panno fino de 16$ at 28$, sobrecasacas
de panno fino preto e de cores muito superiores
a 35jJ, um completo sorlimento de palelots de
riscadinho de brim pardo e brancos, de braman-
te, que se vendem por prego commodo, cerou-
las de linho de diversos tamanhos, camisas
francezas de linho o de panninho do 2$ at 5J
cada urna, chapeos francezes para homema 89,
ditos muilo superiores a 10, ditos avelludados,'
copa alia a 13, ditos copa baixa a 10$, cha-
peos de feltro pora homem de 4&. 59 e at 7#
cada um, ditos de seda e de palha eneitados pa-
ra meninas o 10, ditos de palha para senhora a
I2#, chapelinhas de velludo ricamente enfeita-
dasa 255, ditas de palha de Italia muito finesa
25g, cortes de vestido de seda em cartao de 40g
at 150g, ditos de phautasia de 16* at 861000,
goll.nhas de cambraia de 1 at 5. manguitos
snn 5*' or6andys escuras e claras a
00 rs. a vara, cassas francezas muilo superiores
e padrees novos a 720 a vara, casemiras de cor-
tes para colletes, paletotse calcas de 3500 at
45o covado, panno fino preto e decores de 2JJ500
al 10$ o corado, cortes de colletede velludo
muito superiores a9e 12$, ditos de go-guro
e de fustao brancos de cores, tudo por preco
barato, atoalhado de algodo a 1$280 a vara
cortes de casemiras de cores de 5 at 9, grosde-
naples de cores e pretos de 1*600 at 3200 o
covado, esparlilhos para senhora a 6$, coeiros
de casemua ricamente bordados a 12 cada um
lencos de cambraia de linho bordados para se-
nhora a 9e 12 cada um. ditos lisos para ho-
rnera, fazenda muito superior, de 12 al 20 a
2*400 CaSOmr,1S decore>para coeiro, covado
1400,'
%"*" pre,a lisa e bordada, e d
rustao de cores, os quaes se vendem por barato
prego, velludo decores a 7 o covado. pannos
para cima.de mesa a 10 cada ura. merino al-
o proprio para palelots e colletes a 2800
.SSmtf-juuyi. armacao de cabello a
fc.ude sorlimento de macas e malas
de preglria, que tudo se vende vontade dos
freguezes, e outras muilas fazendas que nao
possrvel aqui mencionar, porm com a vista dos
compradores se mostrarao
'StNETES PARA HAR&\R nOUPA'
2 2 RA DA EMPERATRIZ 2 !
Vende-sel
Relogios patentes.
Estopas.
Lonas.
Camisas inglezas.
Peilos para camisas.
Bisco utos.
Em casa de Arkwight i C, ra da
Cruz n. 61.
Aos senhores logistas de miudtzas.
Bicos pretos de seda,
Ditos brancos e pretos de algodao.
Luvas pretas de torzal.
Cintos elsticos.
Linhas de algodSo em novellos .- vendem-sa
por precos commodos, em casa de SouthallMel-
lors & C, ra do Traniche n. 38.
Vende-se superior linha de algodao, bran-
cese do cores, em novello, para costura : em
casa de Seuthall Mellor* C. ra do Torres
n. b.
Vende se urna porcao de cemente de roen-
ro, em garrafas a 2ti0 rs. : na fu da Lapa nu-
ni ero lo,
cai" Vpnd.e_3e ""a escrava rom meia idade, que
sebo cozmhar. ensoboar o fazer o mais strvico do
urna casa .- na ra da Cruz n. 43.
Escravos fgidos.
Os abaixo assignados, com loja de ourives na
barege de seda pa'ra vestidos' cl'vld) l ruado Cabug ns 9 e 11, confronte ao pateo da
um ramni.i ., *\maltls de Sanl Antonio, continuadamente eslao
1 completo sorlimento de colletes de! recebendo as mais delicadas e modernas obras
de ouro de diTerentes e apurados gostos, tanto
para senhoras, como para homens o meninas,
por precos niui commodos em relacao a qualida-
de e maod'obra, e garaiilem a qualidade do ou-
ro, passando un>a conta com declaraco e recibo.
^ Seraphim & i'rraao.
Mil no e trelo.
j0Vende-se milho a 4 o sacco. e em nrii >*M
Vende-se'por 350J ui c'flFoiei'o 4 rodas,
coberto, em bom estado : na ra Nova n. 22.
Albardas inglezas.
Anda ha para vender algumas albardas ingle-
zas, excellentcs por sua duracao, levesa e com-
modidade para os animaes : em casa de Henry
Gibson, ra da Cadeia do Recife n. 62.
Superiores chapeos de manilha.
Estes excellentcs chapeos que por sua qualida-
de e eterna duraro, sao preferiveis aos do Chi-
le ; exUtem venda nicamente em casa de

NA
SRua do Queimado n. 19.
Chita franceza fina escura de padrees
ji miudin ios pelo baralissimo preco de 220 Sk
V rs. o co -ado, a ellas antes que se acabem S
pois o prejo e a qualidade convida A
& comprar. S
a aa@s m 9&m9QZ
Vend -se a taberna da ra da Praia n. 48.
a tratar na nesma casa.
Milho e farello.
Vende-s milho a 4 o sacco em porcao 3800
em cuia 240 rs., farello a 5$ o sacco ; na traves-
sa do patoc do Paraizo n. 16, casa piolada de
amarello com oilo para a ra de Florentina.
Vende -a) um excellenle sitio em Berofica
a margemdaCapibaribe, tem casa para grande
familia, fru:leiraa e algum terreno para planta-
cao : os pre endent dirijam-se a ra Real n.
i. at s 9 lioras da manhaa e das 3 da tarde
em dianle.
Camisas inglezas.
Pregas largas.
Goes ( Bastos.
Roa do Qoeimado n. 46, frente da loja
amarella.
Acaba de chegar na bem conhecida loja de
Goes & Bastos, um grande sorlimento das muilo
desejadas e verdadeiras camisas ingleses, com
peilo de linho e pregas largas, j bem conheci-
das pelos freguezes deste estabelecimento, as
quaes camisas ha muito se eslava esperando, e
por ter grande porcao, temos deliberado, para
melhor agradarmos os freguezes, vende-las pelo
diminuto prego de 36$ por duzia.
Fazendas por baixos precos
Ra do Queimado, loja
de 4 portas n. 10.
Ainda restara algumas fazendas para concluir
a liquidacao da firma de Leite& Correia, asquses
se vendem por diminuto preco, sendo entre ou-
tras as sguinteB:
Chitas de cores escuras e claras, o covado
a 160 rs.
Ditas largas, francezas, finas, a 240 e 260.
Riscados francezes de cores fixas a 200 rs.
Cassas de cores, bons padroes, a 240.
Brim deliaho de quadros, covado, a 160 rs.
Brim trancado branco de linho muito bom. va-
ra, a 1000.
Cortes de calca de meia casemira a 2g.
Ditos de dita de casemira de cores a 5.
Panno preto fino a 3 o 4.
Meias de cores, finas, para homem. duzia a
U800.
Grvalas de seda de cores e pretas a 1.
Meias brancas finas para senhora a 3.
Ditas ditas muito finas a 4g.
Ditas cruas finas para homem a 4ff.
Cortes de colletes de gorgurao de seda a 2.
Cambraia lisa fina transparente, peca, a 4.
Chales de laa e seda, grandes, um 2.
Grosdenaple preto de 1J600 a 2.
Seda preta lavrada para vestido a 1600 e 2
Corles de vestido de seda preta lavrada a 16
Lenjos de chita a 100 rs.
La de quadros para vestido, covado, a 560.
Peitos para camisa, um, 320.
Chita franceza moderna, fingindo seda, covado
a 400 rs.
ntremelos bordados a 200 rs.
Camisetas para senhora a 6-10 rs.
Ditas bordadas finas a 2g500.
Toalhas de linho para mesa a 2 e 4.
Camisas de meia, urna 640 rs.
Lencos de seda para pescoQo de senhora a
560 rs.
Vesld2LbranC0$ borda gas a 5000.
Cortes de caiga do casemira preta a 6.
Chales do merino cora franja de seda a 5.
Corles de caiga de riscado de quadros a 800 rs
HenrVGibrenrru^cEdo ReV^n."^" I ^^P^esconto dedivid., andava ven!
prego commodo.
do, 1280.
Lengog brancos de cambraia, duzia, a 2.
r^D7p7e" dn casa 9 da rua dl> fmpe-
bm?, h r13 ""ente, urna escrivaninha de
prala de forma cval, cercad, de urna grade o
endo um pequeo casUcal roga-se a todo .qu, 1-
le a quera ella for ollerecida, queira leva-la a re-
ferida casa, que ser recompensado.
i Hr.in d'a 29 de at'ri' esappareceu da estrada
dos Afilelos um escravo de nomo Joao, estatura
e grossura regulares, cr prela, ps chatos o
grossos.etem no dedodomeio da mao direila
urna ferida, falla desembargado, lem andado ti-
rando reos e dendOs pelo becco do Pombal, do
La rundo. Campo Grande, Rosarinho e Cruz de Ar-
mas, oi preso em Goianna. e fugio na noile de 8
de raaio da cidade de Olind, deixando os ron-
ouclores dorn.mdo : quera o apprehendur, leve
ao seu senhor, no sitio confronte ao becco do Es-
pinheiro, queser.1 generosamente recompensado
i T gl? *? Ir.'s.de fevereiro prximo passado.
do lugar da Embmbeira, onoe eslava trabalhan-
do. um esesavo prelo, pornome Pedro, de naco
tom os signaes seguintes : idade de 40 ano'
pouco mais, estatua regular, com falla de 1 ou
denles na frente da parte de cima, falla des-
cancada c ps grossos Ue^te sriavo fui comprado
em setembro do anno prximo passado Sra D
Joanna Mana dosPrazercs, viuva do Sr. coronel
Manoel Francisco I.amenha Lins, que esl era
um engenho para osul da provincia, e suppoe-so
que dito escravo soguio para esse lado por ello
assun o ler declarado antes de fugir, dizendo que
ia vender roiudezas : roga-se, porlanlo, a todas
as autoridades e capilacs de campo a sua apnre-
hensao, e de leva-lo a rua da Praia de Sania Hi-
la ISova n. 37, segundo andar, que se recompen-
No dia 20 de abril prximo passado fugio
do engenho Santa Cruz, sita na fieguczia da Es-
cada, um escravo crioulo de nomo Amonio, do
idade 25 aunos, altura regular, bonita llgnra, bas-
tante barba, o qual o\ comprado a Domingos da
Costa Martins em 1857 ; roga-se a quem o ap-
prehender de leva-lo a seu senhor Joaquim
TheodorodoRego Barros, no engenho Murissora,
ou a seu correspondente nesla praca, Gabriel An-
tonio de Caslro Quinlaes, que recompensar ge-
nerosamente, e lambem est encarregado de ven-
de-lo, se assim convier.
Escravo fgido.
Na noile de 28 do abril prximo passado fugio
de casa de seu senhor o escravo de nomo Hay-
mundo, idade de 18 a20annos, estatura mediana
e reforcado, bonita figura, Locca pequea e bous
denles, falla bem, (cjbr escuro) filho do Ico
onde vcio, pouco mais ou menos, a um anno'
saino de caiga brenca de brim trancado e camisa
de madapolao, chapeo de feltro, e calcado: quem
o apprehender e levar rua da Cadeia do Recife
Joanna, crio'ula, ida"dc 'de -iu annos, pouco mais
eu menos, cora os signaes seguimos : altura re-
gular, psdeerytipela, um mais grosso do que o
outro, disdenlada na frente, rosto redondo e pe-
queo, e muito fallante-quemo pegar, leve-a
casa de sua senhora, na ra do Coto vello jun-
to a casa n. 57, qoe ser recompensado.
Acha-se fgido desde 19 de abril o negro
de nagSo, de nome Andr, de meia idade, o ren-
dido de urna venlha, levou ealga de brim e ura
bonet de panno ; este negro escravo do Sr. Luiz
Moreira de Carvalho, e estava alugado na padaria
de Bernardino da Costa Campos, na Soled.de e
Vende-se
linha de novello de todos os sorlimenlcs, meias
de seda inglezas de peso e mais inferiores bran-
cas e pretas, por pregos commodos : cm casa de
Henry Gibson, rua da Cadeia do Recife n. 62.
AS MELHORES MAIIINAS DE COSER
DOS
Mais afamados autores de New York
I. M. SINGER & C.
WHEELER & WILSON.
Jo novo estabelecimento vendem-se as machi-
nas destes dous autores mostram-se a qual-
quer hora do da ou da noile e respons.abilisamo-
nos por sua boa qualidade e seguranga :no arma-
zem de fazendas de Raymundo Carlos Leite &
S' Bo.-aVisU.PeralrZ D- 10' -*
Marmelada.
640* TVb DreU "' 6* ha mannelada suPenur a
."~ Vende-se urna casa terrea na rua de S.
Miguel freguezia dos Afogados n. 59 : quem a
pretender comprar dirija-se as Cinco Pont.s lar-
go do Tergo n. 24. das 6 s 9 da manhaa e a
tarde das 3 por diante.
Feijo amarello
em saceos de 6 alqueires, do Porto, ou 30 cuias:
vende-se muito barato para acabar : no anligo
deposito da rua do Vigano n. 27.
Vende-so continuadamente farinha de man-
dioca, milho e farelo do Lisboa, em saceos gran-
des, e muilo superior qualidade : na rua do Ran-
gel n. 62.
= Na rua da Imperatriz n. 75, ha para ven-
der vinho engarrafado, sendo madeira, alicante
e malvazia, chegado ltimamente da Europa e
por prego commodo.
Cera de carnauba, sebo refinado e fio
de algodao.
Contina a vender-se, no largo da Assembla,
armazem n. 9.
Novidade.
Acaban de chegar no ultimo paquete a este
mercado as afamadas pennas d'ago dos autores
~-_-- i------...V- uo 4uuu.ua a ouu rs. mertauu as aiarnauas peonas d ac.0 dos aulnrca
^eJ&T8rdepara a^o e montana, cova- Pemy&c.que se vendara nicamente naToU de
miudezas da rua da Cadeia
prego de 2 a grosa.
do Recife n. 5, a
dendo pao em um panar : roga-se, porlanto, a
quem delle liver noticia ou o apprehender, o le-
vem dila padaria, ou a seu senhor na prara da
Boa-Vista. *
Fugio da caga do abaixo assignado, no dia
7 de maio, pelas 11 horas do da, um escravo de
nome Joaquim, por alcunhe rio preto, com os
| signaes seguintes : cor fula, tem o dedo mnimo
| do p direito levantado, urna cicatriz na p cs-
j querda, 2 denles faltos no frente, tem marcas de
j ler sido surrado, levou caiga branca, camisa da
mesma cor, chapeo de raassa rapado : roga-se a
quem o apprehender, leve-e ru Nova n. 48,
que ser gratificado.
Antonio E|oy Rodrigues da Silva.
SOS de gratilicacao.
Continua a estar fgida a cabra Josepha, de ida-
de 50 annos pouco mais ou menos, altura regu-
lar, marcas de panno pela cara, falta de denles,
lornozellos enchados, andar eslrupiado, e3la es-
crava fugio em 30 de Janeiro do anno passado
desconfia-se que esleja acoutada em alguma ca-
sa ou servindo de ama, tem dous filhos nesla pra-
ca, urna por nomo Domjngas, liberta, e outro de
nome Malheos, escravo de um senhor para as
bandas de Apipucos, alguem j a lem vislo, por-
lanto protestase conlra quero a liver em sua casa,
assim como d-se 50 a quem a Irouxera sua se-
nhora na Soledado estrada de Joao Pernandes
Vieira ou der noticia certa
Gratificacao de 50/jf000.
Fugio no dia 17 do crreme mez o escravo
crioulo de nome Malheus, de idade de i0 a 25
annos, e tem os seguintes signaes : cor preta,
altura regular, espigado e reforcado do corpo,
falla descansada, mos e ps pequeos, denles
alvos, andargingado, passomiudo, ecom bastan-
te espinhas no rosto ; levou caiga e camisa de al-
godao de listras azues, chapeo de palha da Iulia
j usado com fita prela; este escravo natural
de Quebrangulo, onde tem mai e irmaos, e foi
perlencente o dito escravo nesle lugar aos Srs.
Cosme de Pinho Sinliago o Jos Francisco da
Costa, negociantes neste lugar, os quaes compra-
ram e dersm em pagamento aos Srs. Souza, Bar-
ros 4 c. desta praga, e esles venderara ao Sr.
Silvino Guilherme de Barros, o qual vendeu aos
Srs. Mello & Irmo ; consta que este escravo fu-
gio em corapanhia do cabra escravo, Harcolino,
le Macen : portanlo, pede-se as autoridades po-
liciaca o algumas pessoas particulares, quo o
caplurem e Tevem-o a rua de Apollo n. 7, ou a
rua Nova n.l, que gratificarlo com a quantia
cima.
Escrava fgida:
Fugio da casa do abaixo assignado, no dia 18
do corrente, urna sua escrava da Costa de nome
Moa, que representa ter de idade 45 annos, al-
tura e corpo regulares, cor nao muito pieta, tem
bastantes cabellos brancos, costuma trazer um
panno atado 4 roda da cabega, lendo por signal
mais saliente as maos foveiras, proveniente de
calor de figado. Esta escrava tendo sahido como
de costume, com venda de arroz, nao voltou
mais : roga-se, portanlo, s autoridades poli-
ciaes, capilaes de campo emais pessoas do povo,
a apprehenso de dita escrava, e leva-la loja
do Preguiga, na rua do Queimado n. 2, ou casa
de sua residencia na rua da Florentina defronte
da cocheira do Ulm. Sr. tenente coronel Sebas-
tiao, qne serio generosamente recompensados.


'^^
(*)
DIARIO DE PERNAMBUCO. SEXTA FEIRA fl DE MA D lO.
^
Variedades.
O TUR OU A CABRA Du CAUCASO.
da que, pela muior parle, ou pelo oltaclo, ou pelo
ouvido esses aniniaes sao prevenidos, e fogcm
antes que ella chegue.
Um refluxo lemivel tambem o que se obser-
va na barra do rioTsien-Tong. O Dr. Macgowan
faz desle phenomeno uma pintura interesssnte
na memoria enviada reol sociedade asitica.
Entre as trincheiras e o rio, que esta a uma
milha de distancia, existen) bairros, ,que se es-
0 ultimo numero do Archiv fur hunde von
/tussland publica un fado, que muito dere in-
te essar aos quo esludam a historia natural.
Existe actualmente em Skamcnskaja, nao longe
de Petcikof, na propriedade do grao-duque Ni-
colao Nicolojewilsch, um tur vivo. O tur ou ca- jlendera muilas milha8 Pel,s praias. A' aproxi-
bra do Caucaso ( eapra caucsica ) vivo ainda ma* do vg. mullidoo reunia-se as rocas,
nao tinha sido visto na Europa, o por esta razo 1uo fazem um anSu, '"lo com o Tsien-Taug,
que este fado se torna recommendavel. mas & uma ccrla distancia. Eu eslava no ter-
m jornal ollemo faz a respeito desle animal S d. Trt-Wayt, (templo das tre3 vagas) d'on-
a desciipco seguinto:
Esto animal notavel, muito estimado n'outro
lempo pelos cacadores, e anligameulo raais nu-
meroso do que lioje, acha-se no rumo de al-
guraas das vcrlente3 da cadeiadoCaucaso.no
Kasbeck, porcxemplo, e na Ossetia. O tur, as-
sim chamado pelos Russos, junta forma geral
das cabras, barba e coniguraco do crneo
das ovelhas, o systema de armas propriode mui-
las especies de carneiros, o desle modo parece
operar a trans ceo entre os carneiros e os bodes
selva gens.
de poda observar loda a scena. Tudo ficou sus-
penso, lodos deixaram as suas oceupaces,
cessou a descarga dos navios que n'um momen-
to foram abandonados, e baslou um instante para
lomar solitaria a cidade n.sis laboriosa da Asia.
No centro do rio ancoravam barcos'de todos os
lamanhos. Em pouco lempoa prororoca onnun-
ciou a sua chegada pelo apparecimenlo no rio de
uma cinta branca, ]ue tomava loda a sua largu-
ra. Scu cslrondo, que os Chinas comparam ao
do trovo foi aquieiar os marinheiros. A vaga
avancava com una velocidade de 35 milhas por
hora, e pareca um muro de alabastro, ou anlcs
O celebro viajante GuldcnsUct fo o prmeiro, uma cataracta de 4 a 5 milhas de comprlmenlo
que descreveu, e desenhou as Memorias da'., e 30 ps d'altura. Poucos segundos depois ella
Academia de S. Pelersburgo este animal, que el- chegava vanguarda dos navios, que esperavam
ledenominou cabra caucasiana; mas sua des- a sua approximaco.
cripeo nao foi completa; principalmente na i Conhccedor da barra do Ganges, onde os a-
parte relativa cobega, de maneira que nao se vioscorrem grande risco, Uve serios receios pela
poda fazer uma idea exacta sobre sua forma ex- vida das cquipogens. Quando o muro fluctuan-
terior. Outro sabio, que depois a descreveu, I te chegou, cstnvam todos silenciosos, alenlos
deu-lhe o nome de cabra de Pallas. conservar a proa em face da vaga, que pareca
O museu da academia recebeu pouco depjis | querer cnguli-los. Todas as embarcacoes passa-
um casal destes quadrupedes cora o scu vello de rara sem perigo por cima da monlanha d'agua.
invern, e era seguida a pelle de um tur cora a
15a de vero, o que permittio que se podesse
descrever inais circumstancadaineuto as suas
propriedades.
Parece que a caca do tur 6 difUcilima, e que
a carne to saborosa como suceulenta.
Finalmente M. MoriU mandou de i'i filis aca-
demia un tur gelado, cujo esqueleto adorna ho-
je, como uma rardade, o muscu de S. Pelers-
burgo. Este eslabclcciraento alm disto o ni-
co da Europa, bem como o de Moscow, que pos-
se, segundo parece, um par de lurs empa-
liados.
Eis algumas notas estalsticas sobre a ex-
tcnsao das cidades e coramunas da Blgica :
O reino comprehende 2:9(2:559 heclarcs.
A cidade de Chimay *a maior localdade da
Blgica em extensao territorial; ella conta
12:692 hectrea ; seguera-se depois as commu-
nas de Mol, que comprehende 11:432 nctares ;
Gheel. 10:853 ; Lommel, 10:573 ; Turnhout,
10:415; Bricht o S. Leouard, cada uma, 8:867,
Gunck, 8:774 ; Membeck, 7:103 ; Liermeux,
6,633; Calmpthoouih, 6:308; Stavelot, 5:580;
Arendonck, 5:660 heclarcs.
A comrauna mais pequea do pas Hodi-
monl, que tem 18 heclarcs de extensao, e conta
3.000 habitantes. Segnc-se a cidade de Gemap-
pe, que tem 56 heclarcs; Warguignies e Grand-
Looz. que contam 58 ; Enghen, 64 ; Rinche 78,
Blankcmberghe, 86 hectares.
O especlaculo era assaz receioso, quando a vaga
tinha passado por baixo de melado da flotilha,
que eslava no rio, uns estavam quietos sobre a
agua pcrleilamcnlc tranquilla, em quanto que
oulros, no mcio do um espantoso tumulto, sal-
tavam como ligeiros salmoes sobre aquella cas-
cata. Esta scena magestosa nao durou porm
seno poucos momentos. A vaga anda corren
diminuindo de forrea c velocidade, e acabou im-
perceptivel u ma distancia, que os Chinas cal-
culara de 80 milhas. Meia hora depois a povoo-
go tinha vo liado aos scus trabalhos ; as mulhe-
res cas crianzas apanhavara os objcclos que a
vaga tinha arremecado s ras ainda coberlas de
espuma, e o canal eslava lodocheio de lodo.
O VAPOR ArPLICADO A AGRICULTURA
4 Revista Agrcola de Inglaterra publica cm
resumo a discussao, queoecupou uma longa ses-
sao da sociedade das Arles era Londres, discussao
emlque tomaram parle os principaes tavraaores
da Inglaterra.
Tratava-se de resolver a importante questo de
fixan o prego das tres forcas geralmenle empregs.
das lia agricultura : a do vapor, do cavallo, c do
hornera.
JUia muito lempo que os economistas inglezes
Possiiem este respeito uraa grande quanlidade
de clculos resultantes de experiencias directas e
feitaseom o maior escrpulo Foi, segundo es-
tes dalos, que M. Morln cslabeleceu que sempre
que selpde empregar o vapor, isto em todas
as opciaces agrcolas, que exigem grande uni-
formidado de trabalho e forca consideravel, laes
Este phenomeno, produzdo nos rios pelo em- como allavoura, o cusi real de cada cavallo va-
pendiesos, que os das forjas vivas. Cumpre po-
rn admitlir que essas circunstancias, que timi-
larr. o emprego de uma forra puramente media-
na devem desapparecer diante de cerlos roe-
(ho amentos, cobo o nivellamento das superficies,
o i profuudamenlo das carnadas productivas, a
elininaro das pedras, o augmento e a regulari-
sari o das Ierras a preparar.
Cunsegunlc;nente, segundo M. Morln, os tra-
ba!, ios agrcolas'feitcs a vapor, nao;s sao essen-
cial mente econmicos, mas ainda*;eu emprego
em substiluico s forras animadas, ser um re-
sul ado definitivo do progresso agrcola.
Ha mesma sesso examinou-so egualmente se
iiilroducco do vapor as granjas, e sua appli-
coco maior parte dos trabalhos, teria por effe
lo, como alguem tema, diminuir o numero de
opi rarios at aqui uecessarios para as operaces
da lavoura. A questao foi logo resolvida por M-
Morln no sentido negativo ; e explico, assim
pela experiencia, como pelo raciocinio, qual a
consequencia do emprego do vapor na agricultura,
qu nao era oulra se nao multiplicar o emprego
c necessidade da mo d'obra. Era apota da sua
these, elle cilou rauitas propriedades, onde a in-
troiucco das machinas leve por effeilo o aug-
mento do pessoal, fazendo notar que esso aug-
mcnlo est na razio directa da somrea do traba-
lhc feilo a vapor. Todas as propriedades agr-
colas, que empregom as machinas a vapor, em
egualdade de circunstancias, oceupam mais op-
ranos do que aquellas que usam das forcas vivas
A razo desta anomala apparente que se a
ad >pco do vapor restringe os servidos, que se I
ex giam dos animaes. a perfeico do processo
agicola por meio de motores mechanicos, e os
se is productos muito mais avanlajadoS7"Biullipl-
Ca m as operaces, que dependem da intelligencia.
O lomera nao participa do trabalho do boi ou do
ca.-allo, mas, ao mesmo lempo, a esphera das
oc:upacoes, mais em harmona com o scu destino
e ua naturezo, se torna muito maior o muito
mus consideravel. Este fado egual ao que se
viu pela applicogo do vapor industria fabril.
Alm disto, ha ainda oulra considerago a que
nao c possivel deixar do atlender. A inlroducco
das machinas liberta o homem de trabalhos gros.
se.ros e peniveis, que apenas exigem o desenvol-
v nenio da forca physica, e eleva a condico do
or erario, fazendo-lhe sentir a sua dignidade, e a
necessidade da instruccao. O horaem nao ser
mais uma machina, mas o director do oulra, cuja
aiplicacao exigir mais desenvolvimento espiri-
ti al, e ha loda a razo de esperar que os pro-
gi essos da machina rural exercero a mais benc-
fi-a influencia sobre as formas, os costumes, e a
ir telligencia da populacho dos campos.
geiro italiano, que lo rain recolhidos pela laucha
do navio de registro.
Os gritos de desesperarlo dos desgranados que
linham fleado a bordo annunciavam que o vapor
ia submergir-se : tenlou-se soccorre-los, porque
o navio submergio-se sem dar lempo a nada, e
s se viam entao cinco pessoas agarradas pona
dos mastros, implorando soccorro com gritos af-
fliclivos.
Tres capiles do porto de Bastin, metlendo-rse
n'uma barca, conseguiram, arriscando a sua vida,
salvar da morle os cinco infelizes nufragos.
Entro as victimas conlam-se o capilo, o seu
immedialo, o mestre da tripolacao, dous padros,
qualro mulherese cinco creancas.
O vapor tinha a bordo 84 passogeiros, dos quaes
perecern) 54.
As victimas potenciara, pela maior parte, a
uma companhia dramtica, procedente de Floren-
ca e Liorne, que ia dar tepresenlaccs nos thea-
tros de Ajaecio e Basta.
Treze horaensda IripolaQo.incluindo opillo,
que embarcaram n'uma lancha do navio, morre-
ram porque o mar quebrou a frgil embarcaco
contra os rochedos.
Ja appareceram 32 cadveres.
Como se nao pode salvar nada do navio, igno-
ra-se o nome dos desgracados que pereceram
neste tcrrivcl naufragio.
O REFLUXO.
bale de suas aguas com as da mar endiente, c
geralmentc reconhecido pelo nome de prororoca,
6 ordinariamente observado no Sena em Quille-
becuf; no Severn, era Cayenne, no Bordogne ele.
Mas de lodos os reluxos os mais notaveis sao os
quo se manifestara na bahia do Fundy, entrada
do .amazonas, e na embocadura do Ganges.
Na poca das mares vivas, diz la Conclamine,
respeito da prororoca de Cayenne, ouve-se
um ou duas leguas de distancia, um esii-norin
!<.> ni un. au upimiiuay.0 estrondo augmenta,
e cm pouco lempo observa-se um promontorio
d'agua de 12 a 15 ps d'altura, depois outro, em
seguida outw), e mutas vezes ainda o quarlo :
seguindo-se de perlo, oceupat toda a largura do
caoal ; esta vaga avanca com uma prodigiosa ra-
pidez, arrasa ou quobra na sua marcha tudo o
que lhe resiste, desarraiga e leva as arvores mais
encorpadas, e por onde passa deixa a praia to
limpa como se tivesse sido varrida.
Na bahia de Fundy a vaga sobe at 60 ps de
altura. Conla-se que muilas vezes ella arranca
excede de 28 cntimos por hora. Na$
condices, o custo real do trabalho de
alio vivo de 50 cntimos, e o do ho-
10 francos, lendo em conta, bem enten-
jirca desenvolvida e o effeilo oblido.
possivel n'um breve esboco citar os lon-
nuciosos clculos, que servem de base *
e3sas aj reciacoes, c basta dizer que ellas tem si-
por nao
mesmas
cada cn\
mem de
dido, af
Nao
gos o m
do adra
"uujtflIS
Moslr
ttidas como to prximas da verdade,
uo uma(.'omnn.;.T""!,"",os materias nn-
claramente que, em boas
mar,
,;a
u-se, pois, claramente que, em
condices, o emprego do vapor.como forca mo-
tora qaasi duplicadamente mais econmica que
a dos carallos, e que nao ha termo de compara-
cao entre o trabalho do homem e o do vapor
applicadl lavoura.
E' verdade que o emprego do vapor nem sem-
pre possivel, ainda quando o trabalho nao seja
se nao o c\a lavra. A pouca extensao dos campos
a irregulafcidade de sua forma, os obstculos na-
mirar sem
turaes ouiarticiaes semeados n'elles, ou se op-
gancos e porcos bravos, que csto na praa, e que \ P6em com ,,clamenle ao uso dos engenhos mo-
no tem o lempo necessaro para escapar ; ain- vidos. & va.or' lornam scus servicos mais dis-
FOLHETMl
UMA N01TE HORRIVEL
pon
CLEMENCIA ROBERT.
Urna mullier que se enfastia.
re o mesmo cume de monlanha relec-
tir-se serrprc na mesma ogua azul.
Enla
do sul,
Em urna linda casa de campo das cercanas da
pequea cidade de Nantua, os donos da casa, em
uma tarde de vero, estavsm reunidos em uma
sala do andar terreo cujas portas de vidrac.a se
abriam para o jardim.
O sol, ao descarobar no horisonle, reflectia te-
pidos e obliquos raios sobre as moutas de relva
que rodeavam a casa ; o vento, nessas paragens
abrigadas por alias morrtanhas, s eleva um mur-
murio continuo por entre as folhas; o canto dos
viveiros de passaros era attenuado por moulas de
llores, e uma lenda de algod desenrolada sobre
o poial moderava anda o que poda haver de
muito vivo na luz e no ar do exterior, de que s
se recebia uma suave emanaro.
Tudo era to pacifico como confortavel nessa
encantadora residencia ; e se havia alli algum
deleito era a especie de somnolencia que causa-
va esse excesso de tranquillidade c bem estar.
Havia mulo que rcinava silencio entre os
membros da familia quando, a Sra Lafontdisse
ao marido :
necessarto que cndireile hoje o relogio,
Sr. Laforet.
E, quasi ao mesmo lempo, Frederico, o lilho
da casa, dirigi em meia voz prima junto de
quem eslava sentado, do outro lado da sala, no
To de urna janella :
Porque ris assim com esse modo zombetei-
ro, Albertina ? Nao vejo nadade ridiculo no que
minha m disse.
Pelo contraro,'respondeu a moca, endirei-
tar o relogio, uma cousa de, que vale bem a
pena a gente occupar-sel ... o nico grande
acontecimento da casa.....a nica cousa que nao
succedeu honlem e que nao deve succeder ama-,
Jiha. /
E porisso quo voc cassa.... /
Qual.... Eu era capaz at de dizer quen
ha nada mais seno, porque este relogio o red
lugar; regult toda a nossa existencia. Se llie
agrada dar oilo horas, todos sahem dos quarlos :
ao meio dia leva invariavelmenle o jantar para a
mesa ; sseis horas, manda-nos dar um passeuo,
cas oilo horas faz-nos voltar para ceiar.... Pa-
rece que aquelle mostrador nos dirige como to-
ecos, r
Frederico deu alguns passos pela sala, e rol-
lando para ao p da prima disse-lho um p^uco
bruscamente.
Pois lea, trabalhe, e nao se enfastiar.
L Irabalhar, trabalho eu ; ha duas Horas
que eslou dormiudo com esta tapecaria.
Pois passeie, v lomar ar.
Oh I fique tranquillo, s seis horas lave-
mos de ir infallivelraentc, margena do lago, ad-
o quera voc que se mudasse o curso
q le se pozesse o lago s svessas, que
mechesse as montanhas s para dislrahir uma
menina d< collegio___
Men na de collegio I Parece que ha ja um
anno que nao sou ; bem posso pedir-lhe o
nome.
Frederico lornou a sentar-se no tomble ao
p da prima e disse-lhe com lom mais grave.
Vocfc muito feliz, Albertina, o esso todo
o mal. JBm falta dos pais que perdeu, meu pai
lera-a rodeado de cuididos ; minha mai juntou-
Ihe toda sua ternura. Deitaram-a no melhor
collegio de Lyo, afim de que a nslruccao e os
talentos fossem toda a vida um beneficio seu. Na
volla, reeebom-a em um interior em qtfe nenhu-
raa doQuta, bem estar e afeiceslhe faltara.
E, anda mais, depois de3tinam-me insigne da disso.
PORMENORES.
Uma carta de Basta (Corsega), de 23 de feve-
ruiro, d os seguintes pormenores do naufragio
do paquete Luiza :
O paquelo Luisa, da companhia Valery,
rini mandad j pelo capilo Pozzo de Borgo, fui a
pique, esta noite, entrada do porto, com 58 pas-
sigeiros e 26 Iripolanles.
meia lnra sobre a meia noite, o paquete
Luiza appareceu entrada do porto, e o piloto
esperava-ocom as amarras.
O capilo, receiando, sem duvida, aproxmr-
sj muito do novo caes, julgou prudente virar de
bordo e transpor a passagem pelo lado oeste. O
mar era muito, e, ou fosse porque a obscuridade
da noite lhe nao deixou ver o perigo, ou porque a
machina nao podesse vencer a forca da corrente,
o navio foi arrastado sobre os rochedos do anligo
ces, e abri agua, que o encheu logo.
Gritos de afflicco e terror partram logo de
bordo do navio, onde ludo era confuso e desor-
t'em.
O capito perdeu o animo e tenlou suicidar-se
com um Uro na cabega.
Os que sabiam nadar lancaraai-^y
i/MMvjuu'ineodas vagas pelos emprcga<^ias>an{-
tirios, que foram os primeiros que accudwim.
Os marinheiros do navio de registro def oulros
(rganisarara meios de salvaco.
Accenderam-se fogueiras de todas as partes,
cuja luz allumiava uma das secnas mais alterra-
i oras.
Alguns nufragos, lulando com o furor das va-
;as, com a energa da desesperaco, erara arras-
lados ao longe pela ressaca, sem poderem agar-
lar as cordas que so lhes lancavam.
Uraa das lanchas do vapor, carregada do passa-
reiros, virou-se, c s escaparam dous homens,
iuc se agarraram quilha ; o piloto e ura passa-
qu a pouco entra Manette cora a bandeja c vem
me chamar para fazer o cha I
Sua prediivo realisou-se no mesmo instante.
E a moca levantou-se para obedecer voz de
seu lio. Frederico sahio da sala batendo com o
p e operlando de impaciencia a testa. Com des-
pcto muito violento para poder occulta-lo, foi
passear pelas alleas do jardim, exhallando a bi-
lis sobre as pobres giestas e jasmins que machu-
enva com a ma'is ardente colera que o amor pode
causar,.* s voltou a sentar-se a meza do cha
quando pode mostrar aos pas um rosti mais se-
reno.
A collaco eslava quos terminada. Madama
Laforet olhava para o lado do seu quarlo de dor-
mir, o que sisnificava que ia por o chale o o cha-
peo para dar o passeio a' borda do lago ; Alber-
tina bocejava ; Frederico franzia o sobr'olho ,
madama Laforet tomava sua pitada sera ver na-
GRANDES OBRAS NA INDIA INGLEZA.
Os Inglezes, livres do pesado fardo da guerra,
emprehenderam na India uma outra campanha
q"c lhes hade custar mais dinheiro do que a in-
stirreiro, mas que ser mais proficua. a gran-
de campanha industrial que seprosegue ci lo-
dos os pontos daquelle paiz, o as enormes som-
mas que a Inglaterra tem agora a desembolsar
sero para ella uma fonle do incalculaveis bene-
ficios.
Grande numero de operarios acham-sc.aclual-
mcnlc oceupados em sulcar o Iodoslo de vias
frreas. Trabalha-se activamente as provincias
de Bengala e Pandjab, nos reinos de Oude e
Sindhya, as presidencias de Madrasta c Bom-
bain, c dentro em pouco poder ser atravessado
em Wagn! este paiz do 200 milhocs de almas,
desde Moultam at ao golpho de Bengala, desde
Calcula al Bombaim.
Os capiles empenhados nestas empreza e ga-
rantidos pelo governo elevam-se j a 40 milhes
de libras slerlinas (180,000 conlos de res), som-
ma enorme, attendendo-se ao preco da mo d'o-
bra no imperio indio-brilannico.
Com a mesma actividadese proseguem as gran-
des obras de irrigaco e canalisa^o nos dslric-
tos algodocirosdo Dekhan.
PROGRESSO.
Um despacho recebido em Londres, no escrp-
torioda companhia do lelegrapho do mar verrae-
lho, annuncia nos seguinles termos o acabamen-
to da tinha elctrica entre a India e Alexandria.
O cabo sub-mariuho foi, felizmente, inmer-
gido. Alexandria (Egypto) comraunica telegra-
phicamentc com a capital das possesses indianas
de S M. britannca.
Agora, para que ura telegramma seja instan-
tneamente transmittido de Londres a Bombaim,
s resta preencher a lacuna entre Malla c Ale-
xandria.
APOSTA NOTAVEL.
No sabbado.dizo Crrelo de Lyon, um homem
de feio aspecto, sujo c apparentemente miscra-
vel, foi encontrado por alguns transentes es-
tendido nocaminho. Deram-lho um pao de qua-
si dous arralis e um pedaco de carne, que para
elle foi, por assim dizer um bocado Era tal a
sua soffreguido, que eugolio um meio franco
que uma dama pz sobre o pao.
Este homem, agradecendo s pessoas que
soccorriara. disse-lhcs que nao_^rSo'ftOO'Vran-'
3i'/nfielifi%?fi""m Marsclha, onde resida, se com-
prometiera a ir a p a Lyon, vestido muito po-
bremente, sem um cntimo na algibeira. sem co-
mer nem beber, sem parn em nenhuma estala-
gem ; mas que, quando chegra ao p da gare do
caminho de ferro, as forcas o abandonaran! de
lodo, justamente no momento em que acabava de
ganhar a aposta.
a Marselha e operar uo seu vestuario uma coniple-
ta transformarlo.
6 SERRALHO DO SULTAO.
Alguns jornaes, dando noticia de um capricho
que leve o sullao de esposar umaescrava, parece
que consideram o fado [como extraordinario no
serralho do gran-turco.
Uma cousa que parece ignorar toda a Europa,
diz Mr. Ponjoulat. que todos os harens da Tur-
qua s3o nicamente povoados deescravas circas-
sianss, georgianas, rabes e mingrelanas. No
serralho do gran-senhor nao ha uraa s mullier
que nao fosse comprada. O sullao nao casa nun-
ca com mulheres escolladas as familias musul-
manas do scu imperio, qualquer que seja a im-
portancia destas familias.
urna das leis fundamentaes do estado. Os
Turcos chamaran) algumas v6zes ao sullao o filho
da escrara, nao por despreso, mas porque as
maes dos sullocs sao sempre escravas; o quo nao
humiliaco n'uma sociedade onde a mulher
contada por nada. O uso dos sulles, uso con-
vertido em lei do estado.de nocontrahir allian-
ca com as familias musulmanas, repousa sobre
dous motivos; o prmeiro que o padischah (im-
perador) esl muilo cima dos seus vassallos pa-
ra se unir a ellos pelos tacos do casamenlo ; o se-
gundo molivo que taes unies poderiam origi-
nar cm volta do imperador influencias, ambicies
o rivalidades perigosas para o throno : o sultao
previnc-as, lmpede-ss.no pensamenlo dolegs-
lodor, nao recebendo no seu harem seno jovens
donzellas, cujos paes dcscorihecidos eslo longe
e bem longe da sede do imperio.
No palacio, o gran-senhor est nicamente
cercado deescravos, homens ou mulheres.
Nao ha um s ente lvre ao servico da sua pes-
soa, na sua casa.
o papel branco elle tracou caricleres e desenlio,
com orna solucio acida de aulphato da quinino,
a vista nio poda nada deslinguir dessrt tragos, e
para ehegar a deslinguir as letlru e o desenhos
ora preciso Iluminar a folha do papel com uma
,uz florescenle, a luz elctrica, por ezemplo, j-
zendo-a passar atravez de um vidro rxo, conve-
nientemente escolhido. M. Gladstone collocou a
folha de papel branco cm frente de uma cmara
escura.
A vista nada absolutamente percebia sobre o
espelho do vidro fosco posto no foco ; lirou-se o
espelho, e subslituiu-se-lhe uma chapa collodio.
nada ; pouco lempo depois, procedeu-sc com a
chapa como se procede com as chapas photogra_
phicas; e nao foi pequea a sorpreza quando se
descobriu uma imsgem clara dos caracteres e de-
senhos.
Mais activos quo os raios partidos do papel lirn-
po, os florescentes emittidos pelo sulphalo de
quinino tinham feito apparecer ama imagem des-
linda. Repelida a experiencia com uma soluco
diluida de clorophyllo, leve o mesmo resultado-
Para preparar a solucao floresecnte de chloro-
phyllo, M. Gladstone lomou algumas folhas de
cha j servido, c que nao conservavam parte al-
'ima colorante, e infundlu-as em alcool por ai-
Sumas horas. Elle obteve depois uraa soluco
apenas colorida, e quasi invisivel estendda no
papel, o comtudo esla solugo tero a qualidade
florescenle no mais alto grao. M. Gladstone as-
segura que sua experiencia pode ser infinitamente
variada ; c cm lugar do se obter uma imagem de
ura papel invisivel, pode-se preparar o papel co_
lorido, e a imagem pliolographica ser o inverso
da imagem oplica.
O despotismo oriental goslou sempre de se ro-
dear de escravos; os vassallos que prefere sao os
que manda vir de longo, que nao tem raizes no
paiz, nem adheso, nem vinculo ; que nao tem
outra causa a defender seno a sua, nem outro
habito seno o de lhe obedecer.
UMA IMP UENSA EM GROELAND1A.
A imprens a tornou-se nos nossos dns uma
verdadeira necessidade; por isso que ella esl
de tal modo espalhada que se acha estabelecida
n.io s as ilhas da Polynesia, como as gctadas
planicies da Siberia, assim nos paizes habitados
por negros, como nos prados dos Indios da Ame-
rica.
Ha alguns annos que um jornal foi impresso
no tronco de uma arvore gigante da California ;
us a invenco de Gutlemberg anda nao linha
pendrado as regies do polo do norle. Este es-
tado nao poda durar muito.
Os Geographxsc Mittheilumgen, dizem final-
mente que foi recen tmente estabelecida sssini
uma imprensa, como uma lithographia na colo-
nia de Godlhab. ao sul da Groelandia, e um
jornal c o prmeiro producto sahido dessa im-
prensa.
E' uma rardade que merece ser assignalada,
em razo de sua apparico nesse paiz situado no
polo rctico, e cujos limites geographicos anda
nao csto determinados.
A publicaco de que se trata, e a qual se inli-
officiacs elevou na Prussia de 46 milhes de : tula Kalaalit Okalluktuallat, uma collego de
NOVA RECEITA.
Dous mdicos ltimamente chegados das ilhas
orientaes, os Drs. Martin Horigbergor e Hallcur,
que se achavam, na adualidade, em Doberean,
indicam o segunle remedio como qu asi infallvel
para a cura do cholera-morbus:
Langa-se um drachma do raspa de quassia den -
tro de uma garrafa de alcool, que se lapa herrac-
camente e se expe ao sol durante um ou dous
dias. Faz-se uma inciso no braco com uma
lanceta e inlrodiiz-se nelta algumas goltas desta
infuso. O ultimo destes mdicos assevera nao
ter perdido em Calcuta mais que 25 doentes em
3,000 a que assislia.
[Comcrmcio do Porto.)
rRonuccAo mineral na prussia.
Esta^Mucco, cujo valor total, segundo dado-'
la ^u
aes W *
Ura dos assislenles, que nao acreditava-o, con-
duzio o singular personagem a casa de um nego-
ciante de Lyon, que, por aviso que linha recebi-
do de um dos seus correspondentes de Marselha,
que foro o quo fizera a estravogante oposlo, deu
ao que a ganhra o dinheiro preciso para voltor
halers em 1847, a 53 milhes era 1852, a 110 era
t856, a 114 em 1857, o a 116 milhes do Ihalers
/ 435 milhes de francos ) era 1858, como se vil,
iem mais que dohrado nos quatro annos decor-
ados desde 1852 a 1856, poca desde a qual o
seu progresso tem ofrouxado, poslo que so man-
'enha em menos escalla.
A progresso tem sido : quanlo ao carvo de
Podra de 19:145:461 lonelladas em 1847, a......
25-788-288 em 1852, e a 44;288;456 lonelladas em
1858, no valor de 21:783 274 Ihalers ; quanto ao
V4W:i05Vff:76l:346 c a 15:556:289 Iu.h-^'
no valor de 2.160:502 thalers ; pelo que respeila
ao ferro em bruto de 2:065:116 a 2:736:647 e o
6:252:126 lonelladas no valor de 13 358:432 tha-
lers ; o ferro em barra tem subido do 3:68r:052 a
3:574:580, e a 5:333:750 tonelladaa, valendo......
18:855.784 thalers; o ac na mesma proporcao
de 117:569 a 243:922, e a 440:952 lonelladas ele.
etc. Da coraparaco das qnantidades com os va-
lores da produeco era 18j8 pde-se tambem cal-
cular o preco medio, que teve desde 1852 uma
consideravel alta.
PHOTOGRAPHIA DO INVISIVEL.
L-se no Cosmos : M. Gladstone o aulo
de uma experiencia sobremaneira curiosa. Sobre
honra del casar com o meu primo.
Coifr que entao voc bem para lastimar 1
Como Ijnem uma nuvem na vida I___nunca
cuidados, nunca tormentos, nunca uma lagrima I
isso na jcalidade muito duro 1___
Da corto, senhor, ha lagrimas que nao sao
nem del pena nem de prazer....
Mps que vem s palpcbras quando se bo-
ceja, nao ? lagrimas de aborrecimento....
bem lisongeiro o quo voc est dizendo I
Erederco, eu nunca o vi com esso tom
brutal, .
yiem a voc cora esse tom insupportavel....
talyez o vendaval, que est araescando.que lhe
influ* nos ervos?
/Nao nem a chuva era o bom lempo que
fazem bem ao meu humor, senhor ; seja o que
fdr/no quero que mo fallem assim.
j- Psrece-me que quem comegou foi voc.
_f- Nao voc zanga-se, massa-se porque eu
digo-lhe qne a vida que se passa aqui muitc
montona.
j vida que voss passa possivel.
| Parece-me que a que nos todos passa
trios.
I Nao, falle por si ; eu, Albertina, acho quu
hij muitos aconleciracntos na minha vida.
' E como os olhos da moca o interrogavam, ell:
spondeu com acento profundo :
Sim ; quando se ama ; os dias sao sempn
erturbadose cheios de emoces___Quando lh>
grada estar alegre, graciosa, quando eu a veja
apenas sorrir, como por exemplo, quando voc
tirou do seudedoesto annel para ra'o dar (e mo.;-
trava um annel de ouro esmaltado com cabellos
oh 1 ento uma festa para mim I todos os pra-
zeres me rdeam, loda a (erra se Ilumina I
Quando voce est como hoje zombeleira, moi-
daz, secca, o inferno.... Pens em ir-me err-
bora d'aqui ; em deixa-la aborrecendo-se von-
lade, em deixar tudo___ Sim, ha dessesmomen-
tos de raiva em que lenho pensado vinte vezes
era abandonar o.meu paiz, a minha familia, pa-
ra nunca mais lhe ver___ Voc bem v que mei s
dias esto longe de serem montonos, mademo -
selle, porque eslo submellidcVaos seus capr-
chos !
Albertina ia responder com mais docura ; j
seus olhos brilharam e la estender a mo Fr<-
derico.
Infelizmente nesse momento o relogio deu he -
ras, e o espirito ligeiro da moca voou para ouli o
lado.
Qualro horas! disse ella. Aposto em como d'i.
Nesse momento annuncou Manette o nome
muito desconhecdo do Sr. Malvoisier.
Junlou a esse nome os informaces dadas pelo
visitante ; o Sr. Malvoisier acabava do comprar
uma proprledado a um quarlo de legua o na
sua qualidade do vizinho do campo, pedia o fa-
vor do se apresentar familia Laforet.
Frederico olhou para a prima para annunciar-
Iho que chegava ao menos uma distraego nova,
mas o rosto sbitamente alegre de Albertina sn-
nunciava j que assim o julgava.
Durante isso entrara o Sr. Malvoisier.
Era um horaem de seus Irinta annos, bem fei-
lo, bem Irajodo, do boas manciras, de rosto
agradavel e distinclo. Poderia nolar-se somen-
te quo sua tez, naturalmente paluda, eslava mui-
to queimada para um habitante da cidade que
chegra ha pouco ao campo.
Albertina deu-lhe cha ; cssa visita livrava-a do
um passeio a hora Qxa, do um passar costu-
ra eir o.
A conversa nao entangueceu. Havia a cnu-
mais interessassem a nossa Alberlino, disse M
Laforet.
Como ? perguntou o estranho.
E porque minha sobrinha, meu querido vi-
zinho d licenga que chame assim ?
Malvoisier inclinou-sc.
Minha sobrinha tem um gosto todo parti-
cular pelas facanhas dos aventurciros, pelos ata-
ques nocturnos cm pintura,___ Leu toda a his-
lora dospiraase /libusteiros,e vi-a muilo com-
movida ao 1er os seus eombates do Ierra o de
mar.
o que fazem as pessoas embotadas a res-
peito do tudo quanto ha do bom e bello, disse
Frederico com tom amargo ; -lhes necessarto ir
procurar emoces novas nos quadros do vicio e
do crime.
Tu nao sabes o que dizes, interrompeu ma-
dama Laforet ; simplesmente porque Albertina
gosta das historias de ladics.
Sim disse a moca ; mas infelizmente j
nao os ha !
O que disse o lio. E entre nos nao lo-
mos.... o famoso Bartol 1
A esse nome, o eilranho fez um roovimenlo
que nao fo reparado.
Um bello ladro I disse Albertina com um
momo de desdem ; uma especio de camponio ,
queso lornou cacador furtivo 1
Sim, disse Laforet, mas cacador que s gos-
ta de caga fina I Cacador quo s com dous dos
seus fez parar a diligencia de Genebra, matou
ura quo resista e roubou os oulros.
J ouvi fallar disso, disso o exlranho com
negligencia.
Oh I disse Laforet, aqui hade o senhor ou-
vir faltar de Bartol todos os dias. um hornera
extraordinario. Comegou por ir caga das rapo-
sas o das lontras, cm que abundara as nossas
monlauhas: depois tomou sob suas ordens um
certo numero do vados e malvados ; organisou
a cagada furtiva em ponto grande, e fez sem pa-
gar dircito nenhum, o commercio mais forte de
merar todas as vantagens de que goza o Rugey,
onde M. de Malvoisier dizia ir morar. Fallavam
das (rutas do lago, do mosteiro dos benedictinos,
no qual, no seculo nono, Carlos-o-calvo foi en-
terrado : das Bagos de algodo, das manufactu-
ras das topetaras, do grande commercio das pe-
les ; depois ainda das trutas quo valiam bem a
pena do lornar-se a faltar nellas. M. de Laforet
sabia o peso das mais gordos que se pescavam
cada anno.
Durante essa longa conversa circulava o cha.
M. do Malvoisier repetia-o muilas vezes. Poder-
se-hia adevinhar que era com a esperanga de to-
car na mo de Albertina tomando a chicara que
ella lhe davn, so se observasse o olhar que elle
deitava e que conservava muito lempo filo sobre
a moga.
Mas quem poderia ve-lo ? Frederico, como
nunca tinha visto um mancebo ao p da mulher
que ama va nao tinha aprendido a scrciumenlo ,
M. de Laforet nada leriam suspeilado mesmo
quando se livessem passado mais cousaS ; Alber-
tina senta como quo um fluido ardente cahir
desse olhar, mas sem conhecer ao cerlo a natu-
reza dessa impresso e o seu perigo.
No fim do sero, a dona da casa perguntou ao
Sr. Malvoisier se nao trazia alguma noticia re-
cente do Lyo, cidade na qual ella conhecia mu-
la gente, porque l tinha ido muitas vezes quan-
do sua sobrinha eslava no collegio.
Alt I lalve.2 fossem noticias da estrada que
rada da cidade de Nantua.... nao direi o nome
da familia. Ahi parece que um desses senti.nen-
tos sbitos, apaixonados, que nascem do ura s
olhar, despertou no coraco do avenlureiro e da
Dlha mais moca da casa. Chegou a ponto que
dizem, noite. Bartol, s no campo com aquel-
la a quem darei somonte o nome de Adclia, ou-
sou dirigir-lhe esta linguagem audaz'; Adelia,
eu sou Bartol o salteador ; mas nao importa, eu te
amo ; tu me pertences, porque tambem me amas:
segue-me.
E depois"? e depois ? perguntou viraraenle
Albertina.
Ah respondeu com negligencia Malvoisier
psssando a mo peta testa, depois, nada soube,
ou esqueci o fim dessa aventura.
Mas cmfira, nao partram juntos? perguntou
a Sra. Laforet.
Nao sei.
Nada mais sabe ?
Nada mais.
Pois pena !
Nao ha nada a saber, disse bruscamente
Frederico, porque isso um cont no ar.... e
mesmo dos mais ridiculos.
O movimento do mancebo quo se levantara ao
dizer essas palavras, fez pensar a todos que era
a hora da retirada.
O Sr. Malvoisier levantou-se pedindo ao dono
da caso permisso de voltor a gozar de sua vizi-
nhanga o que lhe foi concedido, e retirou-se.
E cousa singular ; apezar da visivel inclinacao
desse estranho por Albertina, e do ardente amor
que Frederico lhe tinha, essa visita e o pensa-
menlo de v-la renovar-sc nao causatam des-
confiangas ao mancebo. Seu coraco ainda esla-
va innocente de ciume. E depois linha muilo
que fazer em combaler o genio de Albertina, para
lhe darcm cuidado outras cousas.
A moga tambem pouco perturbada ficra com
ossuccessos dessa noite; linha quasiadevnhado
a impresso que produzira em M. Malvoisier, roas
sem sentir toda a emogoo que de ordinario faz
pellos. Parece que quer agora augmentar os ne- nascer uma paixo inspirada, e era muito para
C i \ ii i i ..- ii lunln 1 Ln ran liiniina n/ilfia Actr gocios e juntar-lhe os ataques pelas estradas
Com tudo isso, dizem que a sua fortuna enorme
Pois servir-lhe-ha pjra faze-lo rodar e en-
forcar, disso Frederico, porque gracas justica
divina todos esses hroes de estrada ocabsm
assim
Nao dijem torabem, disse Malvoisier batan-
eando-se na cadeira, que esse ladro tem espiri-
to, boas manciras, que al certo ponto podem
engaar ?
O quo I exclamou madama Laforet ; isso
muito singular; pessoas que o tem visto dizem
que um homem notavel___Tem bello parecer,
boas raaneiras. Deus sabe onde os oprendeu.
Sim, respondeu o vizinho do campo, Isso
lembra-me uma historia que ouvi contar a seu
respeito, eque teve lugar nos montanhas do Bu-
gey que elle agora est explorando.
Conte-nos isso disserara ao mesmo lempo
as dos senhoras.
muilo pouca couso foi un. amor na
sua vida.
Ura amor___do salteador Bartol! excla-
mou Albertina.
Oh I conte-nos essa historia! insisti a
lia.
Pois bem, respondeu o Sr. Malvoisier, dizem
que gragas a esse bello parecer, a essas manciras
seductoras de que faltava madama Laforet, elle
le linha. iatroduzio no seto ole urna familia hoq
-
legendas escripias e impressas pelos indgenas
era lingua groenlandez3 com a tradigo dinomar-
queza, umaduzia de gravuras desenhadas e gra-
vadas em pao, egualmente por um indgena, o
oilo cances nacionaes com as palavras c a mu-
sica acompanham o texto e compem uma obra
to interessante como original.
So este livro admira peta nitidez da execugo e
pelas gravuras de que est ornado, nao admiram
menos os primeiros ensatas da impresso lytho-
6'apMca; porque sao feitos sem o auxilio a
um nraltan /. .- k'^mso, e quasi
que fot preciso alguma invengo para chegra
um resultado to feliz.
As folhas que seus autores dirigirara ao jornal
j-allemo, sao lilhographias coloridas, represen-
tando a colonia de Godthab.
E' proverbial a memoria local que tem osGron-
landezes, e os cacadores que no veriio per-
correm o interior do piiz at onde lhes perrait-
tem os gelos eternos, do uraa prova do seu ta-
lento reproduzindo sobro ura papel a configura-
do do paiz, que elles teem visitado. Conseguin-
temente a lopographia da colonia esl feita com
a mais perfeila fidelidade, apresentando o aspec-
to daquclla regio gelada to exacto como per-
feilo.
temer que esse pensamenlo nao fosse muito po-
deroso para romper a monotona de sua exis-
tencia.
Todas as pessoas da rasa recolheram-se aos
seus quartos. Madama Laforet recommcndou a
cada uma que cuidasse em fechar bem as persia-
nas, porque o lempo estavo mo e se houvesse
graniso poderia quebrar os vidros.
Albertina oceupava um lindo quarlo contiguo
sala, e por consegninte no andar terreo
Poz a velo sobre o loucodor; e a luz, reflecti-
da no espelho, fez surgir lodos os elegantes e de-
licados aprestos que ccrcam a hora de deitar.
Eram os frascos de essencia dispostos para per-
fumar a agua contida cm um grande vaso de
cryslal, a tonca, o penteador de cambrata, guar-
necido de valenciana, postas nos ps da cama, o
travesseiro maciocora renda egual, olengol fino
*obre a coberta de seda azul, as cortinas de cassa,
que sombreiam a cama com os seus bordados, e
que, sem fecha-la, rotibam-a luz.
Albertina abri depois a janella para obedecer
a ordem de madama Laforet. O horisonle esla-
va com efTeilo, de ura azul muilo sombro e rc-
tampogos continuos illuniinavam o cume das
montanhas. Pora respirar o pouco fresco que ha-
via no ar, a moga ficou encostada sobre a ba-
laustrada, lnguida pelo peso da athmosphera,
pelos penetrantes aromas das plantas, e. pensan-
do cm besi pouca coosas.
Nao coslumava tratar muito das flores do jar-
dim ; mas no enlanto havia ento uma anglica
to bonia e to perfumada, que a moga pensou
que uma noite de chuva daria cabo da propria
flor. Teve a idea de Iraze-la para casa, c deu
treguas sua coslumada preguiga para ir bus-
ca-la
Alrarcssou a sata, desceu o poial, alravessou o
jardim para ir ao canteiro em que estara a an-
glica.
Quando ia-sc aproximando do muro que sepa-
rava o jardim do campo, ouvio da parte de for-
ra os sons do uma flauta de uma meloda e do-
cura encantadoras; para seus ouvidos ocostu-
mados al ento s aos pfanos dos pastores, essa
msica era deliciosa. Na solido da noite pare-
ca ir alli inspirar o sentimento da harmona e
dar-lhe o modelo aos habitantes do valle.
Albertina esleve ouvindo por algum lempo,
aproxiraando-se do muro para melhor destiaguir-
Ihe as modulagcs. O som melodioso muduu do
lugar; Albertina acompanhou-o ; os sons foram
pouco c pouco costeando o muro do lado de fra;
e Albertina acompanhando-os do lado de dentro.
A msica mysleriosa ia na frente c arraslava
brandamente comsigo a moga.
Arabos tinham chegado a uma pequea porta
do clara-boia que se abra no muro.
Alli um ruido secco, estridente, succedeu as
notas harraoniosas. Era a fechadura que soltara
e a porta que se abria.
Ao mesmo lempo uma mo armada de tuna
forca extraordinaria, apertou o braro de Alber-
tina.
A moga deu um grito e ficou gelada de medo.
Na sombra todava poda rctonhecer perfoita-
menta aquelle quo a segurara. Era o Sr. Mal-
voisier. Mas a sua emogo nem por isso dimi-
nuta : a lamino fra do (error acabava de pene-
trar em seu seio e nao sabia mais.
Todava, nao quiz mostrar-se assuslada ; pen-
sou no oppellido de menina de collegio que lhe
davam como rtnsura, e fez tenco do nao dar
lugar a que zombasse um estrangeiro do seu me
do pueril.
Senhor, disso ella, com tora imperioso, o
que signiGca esta regresso singular nossa casa
e esta maneira do obrar!
Albertina, disse elle, eu sou Bartol, o sal-
teador; mas nao importa, ou le amo; tu mo
pertences, por que tambem rae amas ; acompa-
nha-mc.
O Senhor est doudof o que quer diier essa
historia ?
Essa historia agora a verdadeira. A ti
pertence, Albertina, tragar-lhe o fim, se quizeres
ligar-te A aorta de um avenlureiro, de um ban-
dido, mas de um hornero que te adora; vem. Se
resistires, eu te constrangerei.
A moga alirava-se para traz, torca-se, para
poder arrancar o braco daquelle estojo imroovel.
Deu'gritos horriveit. Uma furiosa tufada de
vento que fez com que todas as arvores do vallo
rumalhassera, cobrio-lhe a voz.
Bartol fez um signal. Dous hoams agarra-
rom Alberberlino, atatam-lhe ura Irago na boc-
ea e aliraram-a dentro de um carro que alli es-
lava.
Bartol subi depois delta. Og cavallos part-
ram a galope.
[Continuar-tS'ha-]
PERN. TYP. DE M. P. DEFAMA. W>
i

MIITII AIYVI.
ni rr=\/ci .


Full Text
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