Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09060


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Full Text
*~


AMO mil. RIMERO IC9
Por tres mezes adiantados 58000.
Por tres mezes vencidos 6$000.
0DIHT1 mu 10 DE MAIO DE 1860.
a
'>
Por an.?o adiantado 198000.
PoHe frant? para o subscritor.
ENCABREGADOS DA SUBSCRIPQAO' DO NORTE.
rarahiba.o Sr. Antonio Alcxandrino de Liraa;
Natal, o Sr. Antonio Marques da Silva; Aracaty, o
Sr. A. de Lemos Braga;Ceri,o Sr. J.Joscde Oli-
veira; Maranhao, o Sr. Manoel Jos Morlins Ribei-
ro Guimariies; Piauhy, o Sr. Jouo Fernandos de
Moraes Jnior; Para, o Sr. Justino J. Ramos;
Amazonas, o Sr. Joronymo da Cosa.
PAK11UA UUS CUlllItlUS.
Olinda todos os dias as 9 1/2 horas do da.
Iguarjss, Goiaaua e Paralaba Das segundas
e sextas feiras.
S. Anto, Bezerros, Bonito, Caruar, Altinhoe
Garanhuns as tercas feiras.
Pao d'Alho, Naiarelh, I.imoeiro, Brejo, Pes-
queira.lngazeira. Flores. Villa Bella. Boa-Vista,
Oricury e Ex as quarlas-feiras.
Cabo, Serinhem, Rio Formoso.Una. Barreiros.
Agua Preta, Pimenteiras e Natal quintas tetras.
(Todos os corrcios parlem as 10 horas da n>anlia.|.Segiindn
EPHEMER1DES DO MEZ DE MAIO.
5 Luaelieiaas 4 horas e 42 minutos da manha.
12 Qiiarl) minguanto as 4 horas e 57 minutos
da laido.
20 La nova as 4 horas e 27 minutos da larde.
27 Quarl> crescenle as 5 horas e 45 minutos da
larde
PREAMAR DE HOJE.
Primeiro as 8 horas e 30 minutos da manhaa.
as 8 horas e 54 minutos da tarde.
AUltNECIAS DOS TRIBUNAES DA CAPITAL.
TribiHtf *dnjmrcio : segundas e quintas,
leladjri {anpfeiras e sabbados.
Fazefia.: torebs; quintas e sabbados as 10 horas.
Juizdlo cnrdpmrcio : quintas ao meio dia.
Dito* orpbos; tercas e sextas a O horas.
Prinara "*r do civil: tercas e sextas ao- meio dia
Segdjp wra dcoivil; quartas e-sabbados ao
'o di:.- ____________________________
DAS DA SEMANA. .
7 Segunda-. S. Estanislao b. m. ; S. Flavio.
8 Terga. A-pparico de S. Miguel Archanjo.
9 Ouarta 8-. Gregorio Nazianzeno b. dout. da Igr.
10 Quinta. S. Antonio are. de Florenca.
11 Sexta. S. Anaslacio m.; S. Fabio Srzino.
12 Sabbado. S. Joanna princeza v.
13 Domingo. Nossa Senhora dos Martyre;.
PARTE OFFICiAL.
das
posta ao pedido dos palres o maruihuiros
barras e escaleresda respectiva alfandega.
A' mesma, indeferindo o reiuerimonlo em
que Manoel Marcellino Paes Brrelo pedia dis-
pensa da prisao que solTrcria se nao eslivesse oc-
rullo, e um prazo para solver o alcance de ris
Ministerio do imperio.
EXPEDIENTE 00 I1IA 6 l)E MARCO DE 1860.
3.a sccgo. Ao presidente oa provincia de
' Pernambueo, enmmunicando que (oi npprovada 14:980*983 em que so acha para com a fazenda
a sua deliberar! tomada sob urna representando nacional; quanlo prisao, porque a determinara
da junta do qnalificaco da parorhia de Goiana :
t, do declarar a esta junta que, visto nao lho
terem sido enviadas em lempo as listas dos vo-
tantes do districlo de Goianinha, deve na sua se-
gunda reunio incluir os nomes do que deixa-
ram de o ser por causa dessa falta, cumpriudo-
llic no eulanto ir rolhendo em lempo os infor-
maces que para isso forem necessarias; 2o, de
iflipdr ao respectivo juiz de paz a multa da lei;
c finalmente de expedir as necessarias oidens ao
mosmo juiz do paz, a fin de enviar a re-
ferida lista, e s autoridades policiaes para darcm
os esclarecimenlos de que a junta carecer.
Ao presidente da provincia do Ccir, o avi-
so do theor seguinle :
Tendo sido ouvida a seceo dos negocios do
imperio do conselho de estado acerca da recla-
mado da coiiipanliia de navpgaco a vapor do
Maranhao, de que V. Exc. trata em seu oflicio n.
135 de 27 de dezembro ultimo, para quo se obste
que a companhia Peruambucana faca seguir os
seus vaporesaos porlos que fie.mi no norte da
capital dessa provincia, vista do quo dispoe as
rondicoes do contrato approvado pelo decreto n.
2,197 de 26 de junho de 1858, que Ihe concedeu
os decretos de 5 de novembro de 1849 e 22 do
mesmo mez do anno de 1851, art. Io 4o, quan-
lo a moratoria, porque lho obsta o arl. 43 da
lei de 28 de oulubro de 1848 ; devendo a Ihesou-
raria proceder com toda .a promptido arreca-
daco do alcance, dando conla do resultado ao
thesouro.
21
Circular s thesouranas, ordenando quo na oc-
casio de se passarem guias a empreados que
liverem de ausenlar-se com licenga, laam logo
averbar esta circumslancia na respectiva folha de
pagamento, com a declaracao de que este lica
suspenso, e laucar na propria guia urna verba da
qnal'conste ter ella sido notada na folha, sem o
que nao se continuar a fazer o abono na reparti-
cao em que fr apresentada, visto constar no the-
souro que em alguinas thesourarias se continua
a pagar o vencimenlo de empregados ausentes
com licenga, depois 3e lhes ter passado guia, o
quo contrario doutrina da ordera n. 229 de
23 de julho de 1858.
A' thesouraria da Parahiba, declarando que
a despeza de &72$>59 feita com o pagamento dos
vencimontos da Iripolaco da escuna Lindla,
privilegio exclusivo por espago de dez anuos pa- i arribada a dita provincia, devo ser cscriplurada
ra esUibelecer a navegago regular por vapor en- j na thesouraria de Pernambueo, como despeza ef-
tre o porto de S. Luiz do Maranhao e o da ridade j lectiva, visto estar aquella escuna aoservico des-
da Fortaleza, com escala pelos porlos da Parahi- ta ultima provincia: levando-sc a mesma ilespe-
ba, Acarace Granja, ou quaesquer outro que za a movimenlo de fundos na thesouraria da Pa-
so prestem a mesma navegago ; foi a referida rahiba, como a principio se linha feito.Cora-
secgo de parecer que o sobredito privilegio se municou-se a Ihesouraria de Pernambueo.
concedeu somento para a nsvegeco entre os por- j A' thesouraria do Cear, declarando que na
tos privilegiados, e nao entro esses porlos e ou- dislribuico definitiva de crditos fura devida-
tros quaesquer ; c que por conseguinto a compa- mente contemplada a verbaThesourarias, pa-
Pernambuca, como qualquer outra, pode ; ra cujo augmento recorrer presidencia ; e ad-
nhii
lovar snas barcas de vapor aos ditos porlos pri-
vilegiados, comanlo que as faga seguir para al-
gum nao comprehcndido entre esses, ou que pa-
ra elles nocoaduza passageiros e cargas.
B lendo-se conformado S. M. o Imperaaor com
o mencionado parecer por sua imtncdiaia reso-
lugo do 3 do corrente, assim o communico a V.
Exc, para seu conhecimento e para o fuer cons-
tar a quem convier.Rcmelteram-se copias des-
re aviso aos presidentes das provincias do Mara-
nhao o Pernambueo.
- 9
virlindo-a que nao procedeu regularmente, dei-
xando esgolar-se o crdito para recorrer pre-
sidencia, em vez de dirigir-se ao thesouro em
lempo, como podia e dovia fazer, representando
e demonstrando a insufficiencla do crdito, lano
mais que nao podia ignorar quo o presc'e caso
nao est comprehendido no decreto de 7 de niuio
do 1842.
- 22
Circular s thesourarias, para remeller, com a
maior brevidade possivel, informages sobro os
seguinles quisilos: 1., qual a pral'tca seguida a
respeilo dos termos de responsabilidade pordiffe
rengas encontradas na conferencia dos raanifes-
de
3." seccao.Ao presiden te da provincia de Per-
nambueo, communicando que no corrente semes-
tre nao poden ser exlrahidns as loteras eonce- i tos de que trata o arl. 5 do regulamento n. 7
didas para auxilio das obras da matriz do Santis-
simoSacramento da Roa-Vista.
4.* secgao.Ao director da faculdade de Di-
reilo do Recife, communicando a nomeacao do
ENCARREGADOS DA SDBSCRJPgO NO SCL,
Alagoas, o Sr. Claodino Falcao Dias; Bahir, e>
9r. Jos "Marlins Aires; Rio de Janeiro, o Sr.
Joao Pereira Marlins.
EM PERNAMBUCO.
O proprielario do diario Manoel Figoeiroa d
Faria.nasua livraii praga da Independencia ns
6e8.
a o
rii
do
pro
cor/tral,
praso-^j
sembl
qual pod
lumCt
eiiniinr Jo que expega as convenientes ordeus
ara effe-tuar-se o pagamento de comedorias de
ommaml j de diviso ao chefe de diviso Joao
Mara W iiidenkolk, a contar do dia em que d'aqui
pnrlio, segundo o disposto no aviso de 19 de no-
vembro ie 18H, desconlando-se porm a quan-
lia de 50 >, que a titulo de comedorias foi paga
companhia Brasileira de Paquetes.
12." sec.ao.A' presidencia de Pernambueo, re-
edmmentando que faca constar ao inspector do
arsenal ce marinha daquella provincia que deve
prbferir um deposito publico para armazenar o
ca vao contratado com Candido Rodrigues Fer-
r ra ; e contratar com algum particular a remo-
ca ido nesmo carvao para bordo dos navios,
cao absolutamente nao possa ser feilo esse ser-
vil o pelos serventes do mesmo arsenal.
A' nesma, Iransmittindo, para informar,um
ofl.cio d inspector do arsenal de marinha, ver-
sai do soire a necessidade de augmento da con-
signaciio para as obras do melhoramento do porto
da |uella capital.
A' mesma, ordenando que remella para a
pn viuda do Rio Grande do Norle, na primeira
op lonun dade, a lancha e cscallcr mandados
coi slruir por aviso de 14 de Janeiro do anno pas-
saio.Ce mmunicou-se presidencia do Rio
Grande d j Norte e contadoria de marinha.
+- A' i residencia de Pernambueo, communi-
carkdo qu por decreto de 18 de fevereiro ulli-
md, foi nimeado Antonio Henriques de Miranda
paja serv.r no lugar de almoxarife do aisenal de
mriiiha la mesma provincia.Communicou-se
ministerio da fazenda e contadoria de ma-
na.
A'r residencia do Rio Grande do Norte,
aciiusandn a recepgao do seu offL-io de 6 de feve-
reiro pro: imo passado, a respeilo do naufragio
briguo brasileiro Helena.
6
'..'secejo.-A' presidencia do Maranhao, ap-
vando a delibcragao _que tomara de mandar
desmonta-o apparelho do pharol de Sant'Anna
para ser proveitado no provisorio, actualmente
em consttucgo.Communicou-se ao quartel-ge-
ueial de narinha e capitana do porto da corle.
Governoda Provincia
Expediente do dia 8.
Oflicio ao tenenle-general commandanle das
arrias. Pode V. Ex. mandar abrir assenlaraento
de praga aos paisanos Alexandro Florentino doJsccom a proposla do chefe de polica do 1." do
Moitee Joao Falcao Papa, que offerecendo-se vo- corrente, sob n. 611, resolve considorar vago o
uiitariameiite para o servigo do exercilo, foram lugar de subdelegado do 2. districlo da freguezia
jul'ados ; pos para isso, como consta do termo do Cabo, para o qual tinha sido nomeelo oba-
1 a charca do Limoeiro.Fizeraiu-se as
inicafees convenientes.
M bticharel Hisbello Florentino Cnrreia
Jlo.Pelo seu officio do 1. do- corrente.
^entendido de ter Vmc. naquella crata pas-
por molestia, ao siipplentc immediato o
o interino da vara do direito dessa comar-
Comrauriicou-seao presidenlo da relacao e a
ihci^urWria^a fazenda.
o 4? commandantc da companhia de- pedes-
irarat.Em resposla ao oflicio que
feio-me em 16 de abril ultimo, lenho a
rr*le, que em quanto Vmc. nao prestar
ig.rfrjftuanlid de qualro contos de ris que
eu para a organisacao da companhia dfl pe-
L'sd9B0 comarca, nao se lhe pode adianlar
|fgum.
>%< ei?enheiro Pedro de Alcntara dos
Guimarts Peixolo.Ao oflicio que Vfcc. nre di-
rigi hoijem, respondo declarando, que nerrtvum
mi a celebrar com Vmc, durante o
Jfcenga que lhe foi concedida pela as-
egislaliva desta provincia, no goso da
r Vine, entrar depois de pagar os emo-
devidos.
Dik ap conselho de compras navaes.Aulori-
s5 o conselho de compras navaes a effecluar a
compra dos objectos constantes da rcl.ico e ter-
moquevieram anuexos ao seu oflicio de 2f de
atril ultimo, urna vez que os vendedores se su-
jsitm a coddico apresentada pelo inspector da
ihesouraria de fazenda no oflicio junto por copia
de ser o pagamento satisfeilo logo que chegue o
augmentado crdito pedido ao ministerio da ma-
rinhaCommunicou-se ao inspector da thesou-
raria de fazenda.
Portara.O presidente da provincia atienden-
do ao que lhe requereu o promotor publico da
comirja do Limoeiro bacharel Jos Antonio Coc-
ino Itimalho, resolre conceder-lho um mez de
licenoa com ordeuado.
Oiia.O presidente da provincia altendendo
ao pie requereu o professor publico de instruccao
primaria da povoacao doAbreu, Joaquim'.dos San-
tos, resolve prorogar por mais sesscnla dias com
venr.imenlos a licenga, que lhe foi concedida por
portara de 8 de fevereiro ultimo para tratar de
sua aaude, deixar deixar no regencia da respec-
Irv cadeira pessoa idnea com approvaco do
delegado do districlo lillerario.
ita. O presidente da provincia conformando-
ser a Ue uiu bom irecior daquellu ramo Uu ser-
vigo.
Encontrar maisV. Exc. n'aquelle regulamen-
to como garantas ao profssoralo publico :
Concessao aos professores, logo que forem
considerados vitalicios, do adiaulament das
quantias necessaria3 para entrarem no Monte-
cure principalmente cinglr-me ao que baixou
c2m .decrel n. 1,331 de 17 de fevereiro de
1854, nao s porque o via autorisado pelas luzes
e experiencia do governo imperial, como poraoe
para mim liquida a conveniencia de harmonl-
sarmos a legislacao provincial sobra a instrucgS
iiuaiitius ihii.--?,iii,ii uura euirarom no Monte- i.,,m;,, .._ .. r--------------------. .. i""'
pi geral dos servidores do.eslado. descontan- E2&S ttE&ZX!"L2!?!l?
motivos sao tao obvios, que me parece escusatlo
gastar lempo desenvolvendeos.
Ver porlanto V. Exc, que onovo re*ilamonto
Preferencia ao filhos des professores, que hou- ZllVSlm ,en? .f- ^'"0, crrn.e 8,,no
=aom h.m cr;.i o.n>^n a m .'-}... "... C0P'a era algons arligos do da corltf, harmoni-
sandose perfeitarnenle com lystba geral do
do-sc-lhes mensalmenle no theso aro" provincial
a 5.a parle de seus vencimenlos ule pagamento
integral dos cofres pblicos.
19 de Janeiro de 1838. 2. se as obrigacoes re-
sultantes de taes termos se liquidam, e em que
pocas ; 3 quaes dessas obrigacoes se acham
por liquidar, desde quando, e quaes as causas
Br. Tsrquinio Braulio de Souza Amarante para o que lem determinado essa demora. Caso exislam
lugar de lente substituto dessa faculdade. Na obrigagoes anda por liquidjr, devem as Ihesou-
niesraa conformidade ao presidente da provin-
CM.
10
Aos gerentes da companhia Pernambu-
cana, communicando que foi approvada a pro-
posta que apreseniaram em observancia da con-
dcao primeira do contrato approvado pelo de-
creto n. 2,511 de 14 do dezembro alfitno, relati-
va i lolago, constante da tabella que se segu,
do numero de passageiros e pragas, e da quanli-
dade da carga dos vapores Iguarass e Persinun-
ga\ o oulrosim quo se impoz referida compa-
nhia a mulla de 1.000$ por nao ter sido cumpri-
da a condigo segunda do mencionado contrato.
Communi.'ou-se ao ministerio da fazenda.
Tabella que se refere o aviso supra.
Vapor Iguarass, de 694 toneladas.
Capacidade para carga........... 400 toneladas.
Passageiros de Ia tlasse.......... 60
de 2a .......... 40
Pragas, inclusive 14 do Engenho.. 88
Vapor Pcrsinunga, de 422 toneladas
Capacidade para carga........... 400 toneladas.
Tassageiros de Ia classe.......... 24
rarias ordenars alfandegas que procedam iinnie-
diatamerile competente liquidago, dando par-
te ao thesouro do resoltado quo obtiverem.No
mesmo sentido alfandega da corle.
A' presidencia do Maranhao, declarando
que, para se poder resolver sobre a approvagao
da licenga concedido provisoriamente a Antonio
Jos de Almeida Gama, feitor contereata da al-
fandega da provincia, necessario que se trans-
mita ao thesouro, alm das informages da the-
souraria e da alfandega, o requerimento da parle
cora os documentos respectivos, na forma do
arl. 3 do decreto de 15 de novembro de 18(2.
de 2a
16
25
Pragas, inclusive 9 do Engenho..
Id "^
4.a secgao.Circular aos presidentes das pro-
Ministerio da guerra.
Expediente do da 22 de marco.
Ao presidente da provincia do Para, para
expedir as precisas ordens, afim de que no res-
pectivo arsenal do guerra sejam concertados os
objectos perlencentes ao hospital regimculal do
3" batalho de artilharia a p, mencionados na
relacao que se lho transarilte.
Ao mesmo, para mandar dar baixa do ser-
vigo aos subditos portuguezes Manoel Mara da
Silva Ramos e Luiz Antonio do Oliveira Monte-
negro, que assentaram praga voluntariamente no
Io batalho do artilharia a p, comanlo que elles
vincias, remetiendo copia do extracto do oflicio | indemniscm a fazenda publica da importancia da
do marquez presidente da commissao directora
do instituto dos surdos-mudos, no qual solicita
em favor deste estabelccimento, os auxilios das
provincias do imperio pelo modo declarado do
mesmo officio.
5.a sergo. Ao presidente da provincia do
riaohy, approvando a despeza quo mandou fazer
com a compra e rcmessa de gneros alimonlicios
para serem distribuidos pelos indigentes do mu-
nicipio de S. Raymundo Nonato.Commnnicou-
se ao ministerio da fazenda.
- 15
5.a seccao. Ao presidente da provincia de
Pernambueo, approvando a despeza procedenlo
da graliflcago abonada ao medico incumbido de
tratar das pessoas offecladas de vsriola o febres
perniciosas no municipio de Cimbres.Commu-
nicou-se ao ministerio da fazenda.
Ao presidente da provincia do Cear, aecu-
sando o recebimento do officio em que commu-
nica que o medico nomeado para esludar a na-
tureza da epidemia quo grassa em S. Pedro de
Ibiapina e tratar dos indigentes della affectados,
seguir para a serra de Mcruoca o para a cidade
de Sobral, cuja populagao tem sido accommelli-
da de febres de mo carcter.
Ministerio da fazenda.
EXPEDIENTE DO DA 14 DE MARQO DE f860.
Circulir s thesourarias, declarando de confor-
midade com o viso desta data, alfandega da
corte, para que fagam constar as demais alfan-
degas que as capsulas de oleo de ligado de ba-
calho sao assemelhadas s de oleo de Ricino, e
como taes sujeilas aos direitos estabelecidos no
art, 1,174 da larifa.
- 15 -
Circular s thesourarias, transmettiodo, para
os devidos effeilos, o decrelo n. 2.549 de 14 do
corrente, regulando o concurso e provimento dos
erapregos do thesouro nacional e das thesoura-
rarias de fazenda.
dem, transmetlindo. 4ra devida exe-
cugao, o decreto n. 2.54Me 10 do corrente. dan-
do regulamento ao tribafH do thesouro para a
tomada de comas dos rfcponsaveis para com a
fazenda nacional. '
17
A' alfandega, annulando a decisao que inler-
poz recurso para o tribunal do thesouro Fran-
cisco Jos Cardoso, sobre a qualificagao de uns
appsrelhos de cozinha, visto nao ter sido aquel-
la decisao tomada de conformidade com o art
228 do regulamento 4*JJI de junho de 1836 e
decrelo de 17 de novemfcro de 1844 ; porquanto,
tendo o conferente da (Mida presentado duvida
sobre a dita qualiflcaco, nio se exigi do feitor
do despacho declaracao sobre sua idenlidade,
acrescendo fazer parta da commissao nomesda
para resolver sobredila duvida urna enlidade
desconhecida no citad decreto, como o enge-
nheiro das obras ialernas la alfandega : devende
portento haver nova qoalifleagc
A thesoararia de \ taco, Wdeferindo
o requeriinento em qoo o serventes da alfande-
ga pediam augmento da diaria que percebem.
A' thesouraria da Parahiba, communicando que
por ora nao pode ser deferido o requerimento
do patrio e remadores do escaler da alfandega,
pedndo augmento de salario.
A' de Pernambueo, do mesmo sentido, em res-
gratificaco que como voluntarios receberam.
23
Ao presidente do Para, declarando que, se-
gundo informa o ajudante-general do exercilo.
entro as baixas que se tem dado posteriormente
instituigao da reparligo a seu cargo, nao es-
t comprehendida a de soldado algum do 3o ba-
talho do artilharia a p, nem de outro qualquer
corpo, com o simples nome de Joo Jos.
Ao de Pernambueo, devolvendo oorgamen-
to da despeza necessaria para a construego das
duas prises quo se projeela fazer tro quarteldo
9o batalho de infantaria, para ser reformado
com as explicages exigidas pelo brigadeiro di-
rector do archivo militar, e declarando que, se a
dita obra fr de to urgente necessidade quo nao
possa admitlir demora em sua execugo, lica au
lorisado a mandar dar-lho comeco, participando
a esla secretaria de estado para s providenciar a
respeilo dos fundos precisos para as respectivas
obras.Por esla occasio se observa presiden-
cia que convm que os orgamentos de obras, que
remetter para serem examinados pelo archivo mi-
litar, sejam sempre acompanhados das respecti-
vas plantas, perlls c mais esclarecimenlos exigi-
dos pela circular de 9 do corrente.
- 24
Ao presidente da provincia da Baha
Illra. e Exm. Sr.Com o seu oflicio n. 48 de 14
deJnspec.o annexa ao oflicio do V. Ex. de hon-
len.sob u 501. piovidenciando V. Ex. para que
elles seja n vaccinados.
{Uto ao mesmo.4nteirado do conledo do of-
ficio qve V. Ex. me dirigi honlcm, sob n. 506,
qevie-am annexos, os que devolvo ao roajor
Joai do I.ego Barros Falco e lente Rosendo
Mor^teiro le Lima, reitero a V. Ex. a ordem, que
liontem eepedi, mandando que fosse louvado em
nome da presidencia o mencionado major.
Dito ao mesmo Pode V. Ex. mandar seguir a
seu desiii o o ajudanlo do director da colonia mi-
litar! de P meniejras.
Dito ao mesmo. Pico inteirado do contedo
do alucio que V. Ex. me dirigi em 5 do corrente,
sob n. 50, acerca dos recru las Jos Mendes da
Costa e liimio Pereira da Cosa, para que ou
possa iar ao Ero. prestdomethi .rovineMjia
Parahiba a respeilo do 1. dos mencionados re-
crutas, q le confessou ser desertor do corpo da
polica d.iquella provincia, faz-se necessario quo
V. Ex. m remelta os signaes caractersticos des-
se desertor.
Dito ao commandanle superior do Recife. A'
vista do que representou V. Ex. em oflicio de 20
del mar ultimo, sob n. 32, a que veio annexe
oujro do jommandanle do 6 batalho de infan-1
lana de guarda nacional deste municipio, de 6 do
mesmo riez, expega V Ex. suas ordens para que
seja chamado ao servigo o guarda Antonio de
Mello e Albuquerque, a que se referen os citados
officios. Communicou-se ao Dr. chefe de po-
licia.
jDilo ac chefe de polica. FLeo enteirado do
cqntedo do officio de V. S. da do corrente,
sob n. 65 e j em officio de honlem louvei o
delegado do polica do termo do Ouricury bacha-
rel Hcnri |uo Pereira de Lucena, pelo modo por
que se h iuve na deligencia, de que resuitou a
captura >le algus criminosos no assassinato do
oapilo Dimingos Alves Branco Muniz Brrelo, a
charol Joao Carneiro Leo, e nomea para o mes-
mt cargo a Candido Jos Lopes de Miranda.
Despachos do dia 8 de malo.
Requerimentos.
135.Caetano Pinto de Veras, deferido com
as instruegoea que dou a cmara municipal acer-
ca do quo representa o supplicantc.
136.Francisco Rufino Correia de Mello o ou-
tros.Informe o Sr. director das obras publi-
ca/, j
137.Heraldo Laurinto de Almeida Varejo.
Passo-se^no ha vendo inconveniente.
. 138.RenriquelJos da Silva Quintanilha.
Volle aoSr. inspector da thesouraria de fazenda
pararaafidar pagar ao supplicanto a gralilicago
de tOOJDOO menaaes que lho compelo nos lermo
do vilo do O o Wv-si-Wa com o de 22 de Janeiro de 1856, visto nJo estar
empregadoem medigode Ierras particulares.
139.Joanna Baptista Feitosa.Dirija-se ao
Sr. director do arsenal de guerra, a quem se cx-
pede ordem para a aderaisso do mesmo.
140.Maria Januaria da Conceico Guimaraes.
Como requer, sendo esto despacho aprosentado
ao Sr. director geral de instruego publica.
141.Verisimo Pereira da Cosa, recruta.
Concedo o praso de 15 das.
vessem bem servido por espago de 10 anuos para
serem admiilidos gratuitamente en um dos lu-
gares (de pensionistas do Gymna.io provincial.
Gratificagao extraordinaria, que nao exceda a
5.a parle de todos os vencimenlos doprofessor,
que se houver distinguido no insiri por mais de
15 annos do servico elTectivo, !podendo, porm,
essa gralicaco ser suspensa ao professor, que
a desmerecer por seu centporiamenlo ulterior.
Augmento da 4.a parle do ordenado do profes-
sor, que o presidenlo da provincia conservar no
magisterio pof mais do 25 annos.
Jubilago com ordenado por intciro do profes-
sor, que contar 25 annos do servigo effeclivo,
e cora o proporcional quando antes d'aquelle
praso. e contando 10 annos de servigo, se se im-
possibililar physca ou moralmente* para o ma-
gisterio.
Jubilago com lodos os encmenlos ( ordena-
do o gratitlcaces) ao professeres, que servir
por mais 10 annos alem do praso de 25, neces-
sario para a jubilago com o ordenado por in-
leiro.
Concessao de licengas aot professores at 3
mezes em cada anno com o ordenado por intet-
ro por motivo de moieslia, para se tralarem den-
tro ou fora da provincia, e com o descont da
5." parte d'aquelle praso al 6 mezes.
A vilaliciedade, concedida at a expcdlgo
d'aquelle regulamento ao professor na data de
seu provimento, era urna arma terrivel, com
que a ignorancia, calagaiia,- o mesmo iramora-
lidade de alguns professores matavam os melho-
res desejos e disposiges do presidente da pro-
vincia em bem da educago da raocidade.
E, pois, tambem determinei no precitado re-
gulamenlo, que o provimento em qualquer ca-
deira, inda em consequencia de approvaco em
concurso, s se considerasse vitalicio depois de
5 annos do elTectivo exercicio e boas scrvlgos.
E' obvio, que nos concursos, anda que consi-
gamos arredar delles o patronato ea condescen-
dencia, s se poder obter provas de aplido
Iliteraria do concurrente, e mas como nao essa
a nica qualidade, que deve ter um professor,
segue-se que de outro meio deve dispor o go-
verno para convencer-so, nao s do metho-
do o da vocago para o enino, como das quali-
lidadea moraes indispensaveis ao bom professor:
e ser exlraordinario, seoo impossivel, quo o
professor possa mostrar-so coro taos qualidades,
somente por dissimulago para obler a vilalicie-
dade, e nao por que as possua realmente, du-
rante o espago de 5 annos, sujeito urna severa
iuspecgao.
Se dentro desse praao mostrar elle, que nao
possue taes qualidades, nenhum erabarago lera
a Administraco para Kvrax a mocidade de um
mestre antea de perdigo do quo de iustcuegao
e educago, podendo demilir ivromenta o pro-
sor que atada interino,
Determinei Si nlafMla no prettlto rerulaa^.
INTERIOR.
que V. S. so refere.
T i
de fevereiro ultimo, recebi a represenlago quo o
commandanle das armas dessa provincia dirigi-
rn! os commandantes do 2o e 7o balalhes do
infantaria, ponderando que nem as sobras dos
ranchos, nem as economas licitas dos ditos cor-
pos comportavam as despezas com o fornecimen-
to d'agua aos quarleis da Palma e do Forte do S.
Podro, do Io do oulubro a 31 de dezembro do
anno prximo pretrito, cujas contas turara apo-
sentadas a V. Exc, que, deaccordo com o pare-
cer do inspector da respectiva thesouraria, man-
dou salisfazer a sua importancia companhia do
Queimado. Transmiltindo a V. Exc. a inclusa co-
pia da informago da contadoria geral da guerra1,
exar'ida sobre semclhante objeclo, resla-mo de-
clarar-lhe, conformando-me inteiramenle com a
opinio da mencionada reparligo, quo approvo o
seu procedimenlo, por nao poder o aviso do Ia
de dezembro de 1859, que V. Exc. cilou, ter ef-
feito retroactivo, mui especialmente em relago
s despezas j fe i las, comquanto adcliberago de
V. Exc. coroprchendd a despeza do mez de de-
zembro, posterior 6 dala do mesmo aviso, quo
cumpro seja inteira o fielmente cxeculado; o
bem assim que V. Exc. deve compellir o com-
mandanle do 2 batalho de infantaria a resliluir
integralmente a importancia d'agua quo o corpo
receben desde que o batalho da guarda nacio-
nal foi desaquartelado.
Deus guarde a V. Exc. Sebastio do Bego
Barros.
Ministerio da marinha.
EXPEDIENTE DO DIA 3 DE MABgO DE 1860.
2.a seceo.A' presidencia do Para, devolven-
do um processo de divida de exercicios lindos
pertencente a Antonio Firmo.Dias Cardozo, para
que a ihesouraria de fazenda da mesma provincia
o reconsidero, em vista das reflexdos feilas pela
contadoria de marinha.Communicou-se con-
tadoria de marinha.
5
A' presidencia da provincia do Maranhao, de-
Dito ac inspector da thesouraria de fazenda.
Cornmunio a V. S., para sed#conhecimento e di-
rccgo, qte o inspector do arsenal de marinha
barlicipot-me em oflicio de hontera. sob n 201,
haver ma idado apresentar ao gerente da compa-
nhia Perrarabucana a conla, na importancia de
18$I93 rus, relativa s duas canloneiras feilas
n'aquelle arsenal para as bracolas das carvoeiras
do vapor Iguarass, aflm de que a mesma cora-
fanlua fa ;a indemnisar essa thesouraria do seme-
hanle quintia.
Dito ac mesmo. Consta de participago do
commando superior da guarda nacional de Gara-
nhuns, de 18 de abril prximo Ando, sob n, 19,
quo desde 12 daquelle mesmo mez, se acham
efleclivamente destacadas, sob o commando ae
um lenle, as quarenta pragas, que se manda
ram emp egar ali no servigo do destacamento, o
que com unico a V. S. para seu conhecimenl%
Dito ao mosmo. Vislo que, segundo consta
de sua informago de 5 do corrente, sob n. 449,
nao ha inconveniente na factura dos concertoa,
de que ni-cessila o quartel do 4. batalho de ar-
tilharia i p, silo na praia de S. Francisgo na
cidade da Olinda, acabo de autorisar o director
das obras militares a mandar fazer oa menciona-
dos reparos, com os quaes se poder gastar a
quanlia < e 457#320 ris, como se v do o re-
menlo junto por copia. O que commuoico a V S.
para seu conhecimento e direego. Offkiou-te
ao director das obras militares.
Dito at mesmo. A' vista das poderosas ra-
zoes expcslas pelo inspector do arsenal de mari-
nha no officio junto por copia, autoriso a V. S. a
mandar t agar, sob mioha responsabilidade, a dea-
poza necesaria com pagamente dos vencimenlo*
dos open rios, nao s do arsenal de marinha, ma*
tambem do melhcramento do porto, al que o govern
imperial, cujo conhecimento levo nesla data
exposto, jutorise o necessario crdito pan esa*
firo. Communicou-se ao inspector do arsenal d*
marinha.
. Dito a) inspector da thesouraria provincial
Transmiti a V. S, para o flm conveniente, a
elusa re igo nominal dos Srs. deputados da
sfembla legislativa desta provincia, que com
receram i sesso ordinaria de prorogago,
o dia 1.a al 8 do corrente mez.
pito ao inspector do arsenal de guerra.
de Vmc. admitlir na companhia de apre
desse artenal, o menor Zacaras Villa-no-t
quem Ira a o seu officio de honlem, sob n. I
Dito at mesmo.Haja Vmc.de mandar
ceraocerpo de polica a padiola conste
pedido jmto do commandanle do mesmo
Coram tnicou-se ao Dr. chefe de polica.
Dito ai juiz de direito interino da com
Garanhu is.Ao seu officio de 7 de abril
rao fiado sob n. 2, respondo declarandt
nesla dala determino ao commandanle
da guarda nacional dessa comarca qu'
gas ahi destacadas faga seguir 10 para
de Corrate, onde devero flear a dis
subdelef ado Fez-se officio do que.se
Dito 8 3 bacharel Jos Antunes Coe
lho.Pi lo seu officio de 29 de abril
do fique i inteirado de ter Vmc. no
entrado ao exercicio do cargo de p
Re la torio a presentado ao exeel-
lentlKsimo Sr. Dr. Luiz Antonio
da Silva Nunes, presidente da
provincia da Parahyba do Norte'
pelo excellentissimo Sr. Dr. Am-
brosio Leltao da Cunha, no acto
de passar administraco da pro
vincia em 13 ta abril de 1S60.
[Continuafo).
INSTRUCCAO PUBLICA.
A Assembla legislativa provincial altendendo
em sua sesso do anno passado as rcflexoes, que
fu em mcu rclatorio sobre a instruego publica
da provincia, sujeilou sua discusso um pro-
jfecto autorisando a presidencia para reformar
aquelle ramo de servigo sob certas bases, que a
Assembla indicava.
Esse projecto, porm, tendo provocado larga
e renhda discusso, ameagou a provincia de fl-
ear sem as leis annuas, que cstavam dadas para
ordam do dia depois delle, o que obrigou a soc-
correr-me das boas disposiges e benevolencia,
com que aquella Assembla me honrava Indi-
cando o couseguiodo que a discusso do referida
projecto se posposesse do das leis annuaes,
que eu julgava mais urgente, tendo em conse-
quencia passado aquellas leis, e flcando addiada
a discusso do projecto da reforma da instruego
publica por so ter encerrado a sesso.
Senhor, porm, do ponsamento d'Assembla,
e altendendo a que urga fazer eu no intervallo
da sesso alguma cousa em bem da instruego
publica, a qual, principalmente a primaria, vai
no mo estado, em queadescrevi no ultimo rota-
torio, resolv scrvir-me da autonsago da lei pro*
vincial n. 6 de 4 de oulubro de 1856, je or-
ganisei um novo regulamento para aquelles ser-
vicos, expedindo-o em data de 27 do Janeiro do
correnle anno, e pondo-o logo em execugo,
como timbero me autorisava o arl. 2.a d'aqel-
la lei.
Dero aqui dar i V. Exc. urna idea do pensa-
mento, que dirigi a confecgo d'aquelle regula-
rreuto.
Tres pontos ca pitaes para a reforma deseja-
da indicara eu Assembla em meu re a torio.
locompatibilidade entre o lugar de director,
da inelrucgo publica e o de professor.
Melhorcs garantas dos professores mormento
aos da instruego primaria.
Pravo de 5 annos para pro va das habiUtacoes
prnicas e da moralidade dos professores'a Ins-
truego primaria, que, tendo |obttdo a cadeira
por va de concurso, entra va m no goso da vila-
liciedade, desde que, eram nomeados.
Concentrarlo de todo o ensino secundario no
lyco da provincia.
Indicando esses pontos em o meu predito re-
latorio demonslrei, pareee-me, a necessidade
tndeclinavel de cada urna das reformas, que el-
les encerravam, e pois, para evitar repelices
desnecessarias, lano mais quanlo me dirijo a il-
fustrada intelligencia de V. Exc, direl apenas,
qne consignei no regulamento de 27 de Janeiro
toda essa reforma.
A-setm dispoe elle no artigo 164, que o cargo
de director da instruego publica seja incompa-
tivel com o de professor de qualquer classe, sal-
i o caso de inlerinidsde, em que o presidente
-'a provincia poder encarregar da direccao do
io qualquer proteasar do Gymnasio, do qual
IraUret.
f*fco desaa excapgo obvia. Difficilmea-
te acbana o presiden te fora da rofutrlicao da ins-
,o publica quem por perneo Jcaeo, o com
eos do toda a interiHMe quizesso
de tarafe to ardua, quil dcT
terminei Si ilriTMla no predito refotei
to, que se concentrasse no Gymnasio provincial
todo o ensino secundario, extinguindo-se as 3
cadeiras de lallm. que anda restara na provin-
cia pelas rases exposlas no re; lorio.
Era natural, que garanlindo-se aos professo-
res os favores, de que hojo gosam, se fixasse
em disposiges expressas do regulameuto cer-
tas obrigagoes, quer sendo alias inherentes
naturesa do cargo, julgavam-se dellas desonera-
dos os professores ; porque nao lhes eram ex-
pressamenle impostas no antigo regulamento.
E, pois, notar tambem V. Exc, que o novo
acautelou o servigo dos inconvenientes, qoe lhe
vinliam d'aquella omissao.
Alem dos pontos da reforma, que fteam apona-
dos, encontrar V. Exc. no regulamento novissi-
rao a converso do Lyco da provincia ero uro
collegio com intrnalo e extrnalo, como era da
mente da lei citada de 4 de oulubro de 1856, com
disposiges reglamentares a respeilo do novo
instituto: bem como outras acerca do intrna-
lo de meninas, creado nesla cidade em virtude
da le provincial n. 13 de novembro de 1858,
que se regia por um regulamento, que lhe dou
meu digno antecessor, o quo julguei dever har-
monisar com as disposiges do novissimo re-
gulamento geral da instruego publica da pro-
vincia.
Pareceu-me tambem de indeclinavel necessida-
de o pro ver do remedio ao mal, que tqui reinara
da falta de providencias, que sujeitassem ins-
pecgo official o esludo particular primario e se-
cundario.
Achara por tanto V. Exc. tambem no novissi-
rao regulamento disposiges acerca desse impor-
tante assumplo.
Nao me pude dispensar de consignar no regu-
lamento em questo a autorisacao, que nelle se
conten, ao presidente da provincia para jubilar
com o ordenado proporcional a qualquer lempo,
que ti vessem de servigo aquelles professores, que
sendo vitalicios tivessero mal servido e se mos-
Irassem incapazes de continuar no magisterio
com proveito delle, podendo tambem o presiden-
te noracar, por occasio da reforma da instruego
publica, para qualquer cadeira do ensino prima-
rio e secundario, aquelles dos professores dessas
cadeiras, que, ha vendo sido jubilados seu pe-
dido ou em consequencia da exlincgo da que re-
gan), so propozessem hnje a reentrar no magis-
terio, sendo de reconhecida aplido, e leudo a
saude e robustez necessarias
No meu entender semelhante autorisacao cons-
titua urna condigo essencial da reforma da ins-
truego publica, em que muito me empenhava.
O maior mal, com que lula a instruego publi-
ca primaria nesta provincia, e bem geral no nos-
so paiz, a falta de habilitaces do todo o genero
de grande parte do pessoal, que a serve; por
isso tratando-se aqui, como agora se traa, de
reformar esse importante ramo do servigo,
visto, que nada se leria feito, se ao presidente da
provincia embaragasse a vilaliciedade, com que
ae escuda grande parte doa professores, que ne-
nhumas habilitagoes teem para o magisterio.
A necessidade, pois, de urna medida extraor-
dinaria, que lirasse o presidente daquelle emba-
razo, era evidente, e a nica compativel com a
vilaliciedade era sem duvida a que se contm no
regularaanto.
Tambem seria prejudicial ao servigo o nio po-
derem ser aprovettidos alguns professores, que,
havendo se aposentado por motivos, que os inha-
bilitassero temporariamente para o servigo mas
que tivessem cessado, ou porque suas cadeira*
fossem exlinctas, se apresentassem hoje disposlos
a reentrar no magisterio com aplido notoria para
elle, como alguns ha nesla cidade.

ambos.
Pondo logo em execugo, como disse, pre-
dito regulamento de 28 de Janeiro, resolv por
actos do 8 de margo do corrente anno nornear
para o cargo de director da instruccao publica
da provincia o padre Ignacio de Souza Rol ira-,
cujas luses e virtudes sao to geralmenle rece
nhecidas, que lenho por urna acquisico precio-
sa a que d'ello fez a instruego publica na pro-
vincia. Na estando porm "elle nesta capital,
resolv encarregar inteiramenle do lugar ao pro-
fessor de geometra do Lyio, Manirque Vctor
de Lima, que o acabava de servir salisfaloria-
mente, sendo delle dispeusado nos lermos do
art. 164 do regulamento.
Aposentei us termos do art. 172 do mesmo
regulamento o professor da instruego primaria
do bairro do Varadouro desta cidade Joaquim di
Silva ^ Guimaraes rerreira, o do bairro medio
Estevo Coelho de Mello, a professora de primei-
ras letras do biirro do Varnrouro D. Maris das
Neves Manoela do Mello, o profesor de Bana-
neiras Gregorio Magno Borges da Fonseca, c a
professora do Calle do Rocha Hermelinda Maria
da Conceico Souza.
Nomeei nos termos d'aquelle artigo o profes-
sor jubilado Jos Pereira da Silva Dourado para
reger a cadeira de primeiras lellras do bairro
medio desta cidade.
Classiftquei nos termos do arl. 45 do regula-
mento as escolas da provincia em 1 e 2 gto pe-
la forma, por que V. Exc. ver do qiadro, que
lhe ser apresentado.
Determiuei finalmente, que fossem postas em
concurso todas as cadeiras vagas, que eslives-
sem sendo regidas interinamente.
Aguardava mais precisas informages para fa-
zer oulras altcrages, de que me parece anda
susceptivel o pessoal de professores vitalicios,
ora existente estando disposlo a fazer empregar
a maior severidade nos exames, que lero lugar
pur occasio dos concursos, assistmdo a Indos
elles, aflm de Picar bem convencido das habilita-
goes professionaes dos que houvesso eu de
nornear.
Cont, que V. Exc. far esse servigo provin-
cia da Parahyba.
Quanto ao eslabclecimenlo do Gymnasio pro-
vincial, e melhor organisago do intrnalo do
meninas, pensava eu em obter parte de alguns
dos conventos desla cidade para nella estabelecer
o Gymnasio, e na de outro as sallas das sesses
da assembla legislativa provincial, aproveilan-
do o edificio, em que actualmente funecionam a
assembla e o Lyco para o intrnalo de mininas,
quo ftearia ahi excelentemente collocado; como
V. ExC. lera occasio de verificar.
Pora dos- eoawoatea- nao ser poaaivel eacea-
trsr casas para semelltaules eslabtelecimeotos.
Pago TOjm-pata ata V. En. possa wo sua il-
les'lrlW1 uwrtllii|tH fuafuias u asoviacte
da Parahyba o grande beneficio que lhe deve
resultar d aquelles dous estabelecimentos.
A estatistica das escolas e aulas publicas e par-
ticulares da provincia a seguinle : 54 esco-
las publicas do sexo masculino, sendo 46 do 1".
grao, e 8 do 2. com a frequenc'a total, no anno
pass'ido, de 1:846 alumnos : 14 escolas do
sexo feminino com a frequencia de 362 me-
ninas.
7 aulas no Lyco cora a frequencia n'aquelle
periodo de 93 alumnos.
3 aulas de lalim no interior com 47 alumnos.
2 aulas no intrnalo de meninas ( primeiras
lellras e geographia t historia) com 14 alumnas.
sendo 9 pensionistas, 2 mcio-pensionistas, e 3
externas.
5 escolas particulares do sexo masculino com
a frequencia do 118: alumnos 5 do sexo feminino
cora 74.
3 collegios particulares cam 129 alumnos, sen-
do um nesla capital, um na cidade d'Ara e
oulro em Cajasciras.
Os detalhes do ramo do servigo, di que acabo
de tralrar, encontrar Y. Exc. no rclatorio do
respectivo director, que ser apresentado a
V. Exc.
CULTO PUBLICO.
Conlinuam a chamar a altengo do governo
as necessidades do cuite externo na provincia,
nao me lendo permittido os exiguos recursos dos
cofres provnciacs seno supprir a Matriz desta
capital com um pallio e paramentos ricos, quo -
mandeirirde Pernambueo por occasio da visita,
com que SS. MM. II. honraram esla provin-
cia, porque os que existiaro, tendo de servir em
occasio de tanta concurrencia, e inspecgo oc-
cular, expor-nos-hiam ajusta censura d'aquellcs
que. justamente deplorara, que em geral se olhe
com lana indifferenga para as cousas da egreja.
Subsislem portante as observages, quo sobre
semelhante assumplo fiz no meu ultimo relaterio
assembla provincial, e enlcndo, que a escla-
recida attengo de V. Exc. lem do oceupar-se
seriamente nesla provincia com semelhante as-
sumplo.
SAUDE PUBLICA.
Nenhuma alterago notavel se lem dado fe-
lizmente na saude publica. .
A varila, porm, e casos equvocos da febre
amarella mo obrigaram a mandar ao interior da
provincia no principio do corrente anno um me-
dico, para soccorrer os affectados d'aquellas en-
fermidades, que por sua indigencia reclamevam
justamente o auxilio do governo, e a autorisar
algumas despesas ( pequeas ) com aquello rama
do servigo.
O provedor da ssude publica prope em seu
rclatorio, que acabo de receber, e que S. Exc.
vor, a adopgo de algumas medidas hygienicas.
que lhe parecem proficuas. Entre ellas figura
a da remocao do matadouro nestecidade do lugar
em que se acha, sendo essa razo mais urna das
que aconselham a celeridadc das obras do novo
matadouro, do qual logo tralarei.
ADMINISTRACO DA JUSTigA.
Nenhuma alterago se deu no quadro, que
sobre a administraco da jusliga apresenlei as-
sembla legislativa provincial no relatorio, que
ll por occasio de abrir a sesso do anno passa-
do, e acerca do pessoal smente hou ve a nomea-
cao de um juiz municipal para Hamanguape, de
oulro para Pombal, de um promotor para essa
comarca, e de outro para a de Souza.
FORQA PUBLICA.
'Hxistem nesta provincia a guarda nacional,.
osa meio batalho de 1.a linha do exercilo, o o.
Para que podessem, pois, ser tproveitados em
bem da instruccao publica, neceswaa-cia a auto-
risacao, que a semelhante respeilo se cont
tambem no novissimo regulamenl#.
Era, porm, obvio, que tees iritorisac.de nao
deviam constituir medida pennanenVe, seoo
transitoria na poca da reforma : e por isso con-
signei no regulamento, que ellas ce^sassStu den-
Iro do anno da date do regulara en t0, tempo un-
ciente psra fazer-se, seno ludo, ao raeaaa o es-
sencial na reforma da instruccao publics.
Passando, a organise o wvrbsiiao regalamento
da tnstenccAo nnUiea. e, tendo de caeswfter os
quameaarecit mais rjigno de aHaocJo, pro-
-j corpo policial.
Guare)* nacional.E'-me bem penoso ter 4
dar V. Exc. informages aceres dis gaarda na-
cional desls provincia ; visto como nao sei ftes~
lar seno com toda a verdade e franquean, quo
'leve sempre presidir a linguagem offlctal sem os
alarios de corteios considerasoes pesuas, por
maiores atteng&es e respetto, qne ssn mere~
cam individualmente aquelles, i avena tanho de
referir me.
Sem poder recusar com jusliga bem merecidos
louvorn s ajajMM nacionaes de dHferentes
cornos, f 0n%ioe, que anjK se prestara
de ana vonIHy'n ns vasas cem pesados saonn-
cios tJgaajsiai do snjrino, mdrmenle 0 do
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ADOI

ILEGVE
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destacamentos, em quo tt-enj estado, devo lo-
via dizer V. Etc., que a guarda naeienal ero
geral nominal nesla provincia para a causa p.u-
Hico, pela desorden, qoe reina ero sua organi-
sago, e pela com que* feito o if ko, aohtf
do com a maior desigualdade para os fu^.
As dragonas seropre muito procurad-^ bio 0
So por via de regrn, senao pelo gc^ Mprero.
cativas, que ellas conterem
Os consclhos de qualilcar,0 ^ XjMy,cta,t a
caior parle das vezes^ senao porque quanto
tiles,
t

j
WA.WO DE PBMMtiBitO QUINTA FEIRA 16 Dfc MAtO t>fc 1860,
r .pois de longos desiac-amemos, e em ge -
v .ifciio sdcriflcio o pensarero em recolher-s;
.apile I.
Alm dlsso enlcndo que o presidente da pro-
vincia devo ler sempre 6 m&o na capital forca n
guiar de confianza, quo possa mover, com a n-
ccssaria promptido, no momento m que qual-
quer emergencia o exija.
Por tao valiosos razoes determinei que semc-
Ihanles destacamentos fossem dissolvidoa dos
lugares cm que, de aocordo com o chcfo de po-
policia, me parecern) dispensareis e substituidos
maior numero de pr^as pod-erem os corpos diier
3ue contcem, lan.o aislugares de ofliciaes po- nos outros por pragns destacadas da guarda" -
ero exigir, t>>ndo qire dessas quelifkacoes sao tional, (acendo recolher i capital toda a foro
*m geral di'^csa^s^s qve por sua posicafcp- l de linha, cm excepgo da que eslava destacad i
dem disperse alimento bastante para escusarcm- j em tambal, onde iodispeosavel, pelo que jS
sar, lavruu euio a assetnblj, a meu pr, cu tu
esse acto a sentenca da perdigan 4 dUoaorno)
Picando, esl entendido, por,'conta daainft
trago da provincia o provtLifcr'r*. MO os
grandes males, resultantes de taHrclikefiao.
J v V Eu., que era as idea* esptM nao
poda eu deixar, desde que Jora autorisaie para
reformar o corpo policial da provincia; 4 con-
siderar como ponto capital da reforma andmis-
sao n aqueUa corpo das penas infligidas pelas
lejs niililarW s pravas de 1. linha com la mo-
ocoes convenientes.

PERNAMBUCO.
*e simples possiblidsdedoonus do servico.para
ser Lem por nico patrimonio o exiguo rdito deseu
rabalho di?rio. E quando por qualquer motivo
.' <5 algum valido qualitlcado, pode contar como in-
fallivcl despensa de qualquer servir de soldado ;
porque se enteiide geralmente, qtro se honroso
oa guarda nacional cingir urna espada, degra-
dante carregar trnia espingarda 1
Por oulro lado algumas twmeacdes impensa-
das teem dado tugar a que a desolem, que m
iiouco lempo V. Exc. notar por si mesmo, se te-
tiha niantide na organisaeo da guarda nacional
desla provincia.
Assim commum ver-se aqui chefes, com-
tnandantes de corpos -c otfficiaes, residentes cm
districios-diversos dos respeclivos corpos, contra
a expressa dcierniinaco da lei, c as mais come-
dunas conveniencias do sci vico, como V. Exc.
sabe.
Por-excroplo o coirrmandanle superior da co-
marco desla capital resida, quando noraeado, e
reside aioda em sea engenlio, d'aqui distante 3
leguas.
O cliefe d'eetado maior do mesmo commando
Tesidia, e reside effeclivamento em seu engenho,
distante dcsla cidade 14 leguas! O comman-
dante do 3. balalho do mesmo commando, que
lera por dislricio a freguezia rustica do I ivra-
niento, era, e- negociante c gerente cffeclivodc
sua casa de commercio na ra das Convertidas
dcsla cidado !
E devo prevenir V. Exc, de que qualqucr
dos tres distinclos ofliciaes, quem acabo de re
erir-me, mercccni-me conecito por suas excel-
lenles qnalidades e comportamenlo, tendo pres-
tado o primeiro importantes servigos causa pu-
blica ; c posto que os julgue muito dignos dos
poslos, que oceupam, enlendo, que ellos Ibes
nao poderiam ser conferidos legalmente, e tanto
bastava para que nao devessem seus nomos ser
levados no governo imperial para oceuparem taes
postos com projuizo manifeso do servico pu-
blico.
A vista disso nao se admirar V. Exc, que lhe
eu diga, que, por exemplo, o commaodosuperior
da guaida nacional desta capital, nao tem una
secretaria, como devia ler ; que, oonsequente-
oonto nao a tem nenhum dos corpos sujeitos a
vsse commando, e que, nssim, insuperaveis sao
as difQculdades, com que lula a administraran
para conseguir o que quer que seja de regular
no servico da guarda nacional, sem quo a refor-
ma soja radlea nesse ramo do servico publico,
Cilei, como exemplo, apenas fados passados
na guarda nacional desta capital; porque por
lies pnder V. Exc. ajuizar fcilmente do que
ir pelo interior da provincia.
Nao me tenha descuidado no curto espano de
minha administrarao de prever do melhor modo
de remedio grande parte dos males, que affec-
tam aquella insliluirao Alguma cousa lenbo j
dito ao governo imperial, com quem pretenda
ntendor-me mais d'espac.osobretudo, que exce-
desse s minhas atlribuicoes. Mas V. Exc. sabe,
que as reformas, o principalmente sobre ramos
do servico da importancia daquclle, sao sempre
tarofa de grande monta, e que exigera principal-
mente reflexao e lempo para conseguircm.
No en i reanlo devo dizer V. Exc, que mi-
nha opiniao, que o remedio mais prompto e elTi-
caz, seno o nico, para regular a larefa dos con-
sclhos de qualifcacao seria a adopcao da facul-
tado, que se contm nos arts. 3. o 4." do decre-
to n 2029 de 18 de novembro de 1857. o qual,
como V. Exc sabe, s<5 vigora as provincias le-
roilrophrs com os estados visinhos.
Em presenra do que acabo de expr, compre-
Jiende V. Exc. perfeitamente, que de dados es-
tatisticos muitos defectivos deve dispOr a admi-
nistraciio sobre a guarda nacional nesta provin-
cia ; no entretanto pelos que live a vista consta,
que ella secompoe :
De 7 commandos superiores assim divididos:
Capital e Alhandra.
Pilar c Mamanguape.
Campia c Ing.
Arca e Alagoa-Nova.
Independencia, Bananeiras cCuil.
S. Juao e Cabaceiras.
Pombale Souza.
talhao de arlilharia c 4 de infanlaria do servico
activo, e 1 da reserva com a forra lolal de 3,536
guardas
O do Pilar e Mamanguape contm 4 balalhoes
de infanlaria doservigo activo c2companhias da
reserva, com a fintea de 2776 guardas.
O de ArCa e Alaga-Nova contm 1 esquadrao
3e cavallaria e 3 balalhoes de infanlaria do ser-
vico activo, 2 seccoes de companhia da reserva,
com a forra lotal'de 3,283 guardas.
O de Independencia, Bananeiras c Cuit con-
ten 4 balalhoes de infanlaria do servico activo c
1 companhia da reserva, com a forra lolal de
3,581 guardas.
O de S. ,'oao e Cabaceiras contm 2 balalhoes
de infanlaria do trrico activo, e 1 companhia
de reserva, com o tola! de 1577 guardas.
O commando superior de Pomlial e Souzs, fi-
nalmente, contm 5 balalhoes de infanlaria do
servico activo, c I companhia e 2 seccoes de
companhuyla reserva.
fornHHB da guarda nacional da provincia
20.420/^
Dessa forca esl armada apenas a do !. ba-
talhao de infanlaria dcsla capital com 534 gra-
naderas e con plenle corrame, a do 8." bala-
lliocoru 134 ; o batalhao d'Area com 30 armas
seru corrame, e a do batalhao do Pombal com
40 granadeiras tambem sem corrame.
_As70 armas mencionadas cm uliimo lugar
sao do numero de 100, que me foram ltimamen-
te remetlidas da corle pelo ministerio da jos-
tica.
Soude opinio que a guarda nacional do inte-
rior nao deve estar armada, principalmente
quando no estado de desorganisago em que es-
t a dcsla provincia, no entretanto julgo indis-
pensavel, que o presidente da provincia tenha
em reserva na capital sufliciente armamento para
fazer armar os destacamentos da guarda nacio-
nal, que mandar estabelecer em differentes pon-
tos da provincia, ondejleem acontecido fazerem
os guardas o servico com espingardas de cara e
com paos!
expucem oulro lugar o permanencia de urna tor-
ca de conflanca.
tfui-me possivel com aquella providencia mot -
dar dissolver ura destacamento de 90 guardis
acionaes que havia nosta capital.
As ordens quo posteriormente expedio o go
no imperial piara conccntracao de toda a '
ei-
tyrca
de linha as capitaes, haviam sido prcvimdts
ei
por raim, peto que ica dito, otTerecendo-se-me
tao apenas a opportunidade desujeilar a esclan-
cida apreciacao de S. Exc. o Sr. ministro da
guerra, as consideracoes que j fiz sobre a na-
cessidade do destacamento do Pombal, ao menes
emquantono me era possivel, por falta del ar-
mas, armar a parle da guarda nacional daqaella
comarca, que fosse necessaria pera substituir a
forca de linha. S. Exc tndo annuido a iriinh
reqwsico promoveua remessa para aqui d ICO
armas que mo foram enviadas pelo ministerio
da juslica, como j disse ha pouco, e tendo eu
remellido para Pombal 40 daquellas armas, de-
terminei ao respectivo command.inlo supericr
que as tivesse em boa guarda, armando com e -
Jas a guarda nacional, que enlrasse era Servico
de destacamanto, d-sveudo a de primeira, linna
quealli sc-acha, unir-se como j disse. as 100
pracas do mciu batalhao, que daqui partirn) pa-
ra Piane. i
Ha pouco lempo esta va o meio batalhao com-
pleto, mas tendo marchado 50 pracas pora .
corle por ordem do governo imperitl, e estando
mais 27 add'das outros corpos no sul, e que
no entretanto sao ainda aqui consideradas como
pracas do batalhao, ficou ello assim reduzid
continuando eu, porm, a fazer activar b recru-
tamenlo, cont quo muito breve estar o bat
Iho no seu estado completo.
A frca complcla do meio batalhao de 314
pracas.
A'efTectiva c de 298 ditas.
Fallam para completar 16 ditas.
Fien entendido que na forca ellectiva se in-
cluem camarades de ofliciaes, "presos, (lenles ni
hospital, e empregados nesle e no qtiarlel,
Athd-se o corpo aquarlelado era un edifci)
nacional ageiladoa quarlel E' um predio velhj
e acnnhado, que nao comporlar fo^a superior
a do meio batalhao.
Suas pracas sao tratadas no hospital rgimen-
tal, que funecinna em edificio proprjo, contigui
ao quarlel. E' esse um predio noto especial
mente edificado para o fim a que se deslina,
mas cora defeitos de constru-cao tao palpavei,
que uo prometi longa duraeao.
Depois que tomo: conta da adminislrarar,
mandei construir ura muro de 23 bracas e 4 pal
mos de exlensfro total com 13 a 15 'palmos d
allurv pelasinuosidadc do terreno, lechando
rea do hospital por tres lados, a qunl al enl
era, muito inconveniente, servidao publica.
Essa obra trouxe visivel vanlagm aos com-
modos e disciplina interna do hospital.
O commandante e ofliciaes do meio balalhn
cumprem satisfacloritmenle scus deveres. Es-
to todos na provincia.
Corpo policiul.YLuice as auloribaces que ice
foram conferidas pela assembla provincial, en
sua ultima sosso, cm consequencia de obser-
vacies minhas exposlas no relalojrio, com qut
abri aquella sesso, encontra-se a do dar novj
organisagoao corpo policial da provincia, alte-
rando, se parecesse conveuienle, a tabella do;
r encimen toa.
Servindo-me desemelhanle autorisaco, oiga-
nisei e mandei execular o regulameulo de 24 d.
fevereiro do correle anno, porque se reg hojt
o corpo. Devo dar V. Exc urna idea dos pon-
tos capilaes da reforma que z, e das rnzoes qut
a aconselhavam.
A experiencia de dez mezes de admiuislracac
havia-njo convencido de que nao poda ser peioi
o estado do corpo policial da provincia, quanlo i
disciplina e moralidade dos sida los em geral,
npesar de conhecer quo o respectivo comnian-
danlo e alguns dos ofliciaes se poriavam bem, i
nao podiam avilar que as fullas graves que si
davam naquellc corpo se roproduzissem quas
diariamente.
Noa destacamentos do interior principalmente
fram riles lo repetidas e de lal carcter, que at
autoridades policiaes qualiiicavairi cin suas par-
les alguns dos proprios soldados dos destaca-
mentos como autores ou cumplios dos ltenla
dos contra a seguranza individual e de proprie-
dade, que por all se corr.mediato! 1
Estudando eu esso oslado de cousas, no mt
foi diflicil precisar, como causa do reprehensivel
romporlamcnlo dos soldados, a braudura da
parte penal do respectivo regulameulo, applka-
do indislinclanienle aos bous soldados, que ca-
sualmente commelliam delictos, e aos mo
quasi iucorrigiveis ( os quacs infelizmente forma-
vom a B aioria do corpo) que os commctlian-
por habito, c sem o menor dos castigos infligi-
dos pelo regulameulo.
Assim, lioha-se visto a adminiistracao na dur;
necesssidade de eslabelerer como pena mai
grave no corpo a baixa do delinqu nle !
Ao menos, sem que essa providencia produ-
sisse o menor resultado na pessoa do punido.
pensava-sc, que ella evitava o exemplo dos
mos hbitos para os soldados de comportamen-
lo regular.
Mas o que me parece liquido que a la
pena, longe de produ/.ir os efleitos naluraes, das
que o sao realmente a emenda do delinquen-
te e o exemplo proporcionaval pelo conlrarit
ao soldado, que oblivera baixa, liberdado pen;
para lancar-se sem trepemos na carreirn do cri-
me, e aos cantaradas, quo ficavatn no corpo, in-
centivos para lancarem mao dos meios, que sa-
l'iam Ihes porporcionarinm o m anibicionadt
em geral pelos nossos soldadosbaixa do ser-
vico ; islo muito naturalmente procuraran
portar-se loo mal quanlo julgas^em necessarii
para que a seu respoilo fossem jtilgadas inefli
cazos as penas do regulameulo, e indispensave
a baixa do servico I
Antes de proseguir, devo aquiifazcr alguma.;
reflexes sobre os casligos corpoiacs no noss<<
exorcilo e nos corpos policiaes, cuja organisacan
a mesma. Sem alimentar a loiipa vaidade in
querer antepor minha humilde opinio a es)
respeilo a 'aqucllas autoridades! que julgam
proveitosa a abolicao de lacs castiios; digo seo
Nao ha, porm, nesla capital armamento al-
gum em disponibilidade, chamo por isso a al-
tenco de V. Exc para esse assumplo, bem co-
. mo para a necessidade de fornecer guarda na-
cional d'Ara c do Pombal, o correiamo que lhe
falla, como disse.
Da forca da guarda nacional referida, eslao
fardadas apenas as pracas do Io batalhao de in--
fantaria desta capital, e creio, que algumas do 3o
do balalho d'Ara.
Havendo o governo imperial determinado, que
marchassem para a corle 50 pragas do meio ba-
alho de linha, e. sendo insufliciente a frca
que aqui ficou dello para os serviros da guarni-
r o e auxilio polica, resolv mandar destacar,
*ios termos do art. 87 % Io di lei de 19 de setem-
ro de 1650, 50 pracaa do Io balalho da guarda
nacional desta cidade com dous ofliciaes.
Tendo depois, como ja disse, feito marchar pa-
ra o interior da provincia 100 pracas do meio
batalhao de linha, fiz destacar 50pra'cas de guar-
das nacionacs do 3o balalho com 5 ofliciaes.
Ha, pois, nocla capital um destacamento da guar-
da nacional de 100 pracas.
Exislem lambem destacamentos de 30 pracas
m Pombal, .e de 25 era Ara.
Mio balalhic de cacadores. Ouando tomei
ata capital apenas o casco do batalhao, o qual
slava disserainado ero difTetenles destacamen-
tos pelo interior da provincia. Posto que en re-
connecesae que semelhanles destacamentos eram
imperioaaanente exigidos pelo servico da polica
na falta ataolula que bavio de orca.pronria e do
pouco quaaj^ina esperar da guarda nacional,
que alias vflK poda prestar sera gravo deiri-
xnenlo dos guardas, que se veram distrahidos de
suas aecupacea habituis, e com prejuizo 4a
jcauhada lavoura da 'provincia, reconheci lam-
bem.qjM nada havia mais prejudicial disai-
plina militar do que semelhanles destacamentos,
porque ao pao que privara os soldados da ne-
casaria inatracQao c habilns miiiUrcs, que s
poden haver no rgimen do quarlel do corpe. a
debaixo daMislas immediatas dos mmandan-
tes, habituara por la!forma lambemos flkwes
largue o commodos da vida laUana, flw P*ra
esolv, porlanto, no predito tegulamtito de
2i de fevereiro. que s pracae dvjlinirfnes do
corpo policial fossem pplicadas em geralas pe-
s de pnsao al 8 onnos, classiflcada. peta
REVISTA DIARIA-
Na greja do Terco, onde achava-se em ex-
posicao a milagrosa imagem do martyr S. Braz,
para owde ha concorrido urna grande parta da
populecao, afim do solicitar a sua intercosso
preservadora na quadra de males em que va-
mos; nessa egreja, repetimos, apezar da solem-
mdade, sem respeito occasio, teem havido dif-,
erenles furtos, de que ho sido victimas al- J.os Viclor da Silva Pimenlel.
gumas pessoas, que ho contorcido aquella pe- i Jos Filippe Ncry da Silva,
regrinogoou romaria. Tiburci Valeriano dos Santos.
Jos da Cosa Brandio Cordeiro.
Antonio Perreira de Lima Mello.
Antonio Augusto da Cmara Rodrigue Selle.
Francisco de Miranda Leal Seve.
Manool Teixeira Barell&r Jnior.
Francisco Alfonso Ferreira.
Jos Ramos da Cruz.
Dr. Adelino Antonio de Luna Freir.
E prestaram juramento sobre o vro dos San-
tos Evangelhos.
Foram recusados por parte do reo os senho-
ressrguintes:
Este tacto, nao so em altencao s ciicumstan-
forma, constante da parle ^eoaFd'aqeie "re- ci,s> como so 'uar em I"* te ido pralicado
mas que s teas eompanhas do;Por m.a,s de uoaa VCI. revela perverso do sonso
gulamento
corno houvesse urna 3.* de occasio com a de-
nommaco de companhia de disciplina, pira a
qual serao paseadas e Ua punidas, M orma
das leis miliUres, com ereepeo da petiacapi-
lal, as pracas do corpo, que reincidirero en al-
gum dos seguimos dilictos:
Deserco simples ou aggravads.
Furto ou roubo a seus camaradas, ou di di-
nheiros u cTeitos da fatenda puMka.
Insubordtnocio, ou violencias de nareza
grave.
Comportamente turbulento dentro ou fVa do
quarlel do corpo, u de destacamentos.
Ausencia sem perraisso ao toque de leco-
Iher.
Falta de respeito, ou insulto a seus sipc-
riores.
Evasao era companhia de preso entregue i sua
guarda, ou do priso em que se ache .sol-
dado.
Connivencia para fuga de preso.
Outros actos deshonrosos, que indiquera dis-
posicoes viciosos ou contrarias a naturesa.
V. Exc. nolai pelo disposlo no regulamealo,
quo a praca delin Renle s ser punida como-
ralmente tora das companhias efTeclivas do tor-
pe, e na reincidencia de algum d'aquellcs fe-
los, pelos quaes, alias, dever ser punida com
as peuas de priso, quando os commclla pela
primeira vez.
Notar mais V. Exc. que cerquei a passagem
da praca para a companhia de disciplina de to-
das as gcraitias necessarias, para quo a imposi-
?o dos castigos corporacs seja considerada,
como um recurso extremo para a disciplina do
corpo, e para a emenda das pracas, quo por
r en tura anda possam vir o prestai bons servicos Pu"denrta no sentido de declinar de si a res-
-*-------__.. iiritia.iliiliii'i.tii illk f(,.i,. J,> ...... i..i._>. ^ j ^____
moral ; revela urna alma capaz de maiores fla-
gicios. Por esta razo cuapre que alguma cou-
sa se faca no sentido de ver se poder-se-ha colher
algum dos autores dello, para que seja devida-
nienle punido.
Sabbado, pelas quatro horas da tarde, ter
lugar no prado da Piranga a terceira corrida do
Jockley Club.
A primeira partida comprehender o espaco
de mil bracas; a segunda o de quinhenlas ; e"a
terceira finalmente de setecentas.
A importancia da entrada de cada cavallo va-
na na razo da partida, que elle tem de correr,
sendo para a primeira quanlia de 608000, para a
segunda a de 30^000, a para a lerceira a de
40000.
A totalidade das quanlias produzidas pela ins-
cripto dos cavados em cada partida, constituir
o premio que deve receber o vencedor della.
Deauociam-nos a existencia de um jogo de
gallo, que tedos os domingos tem lugaj para
bandas do caminho-Novo, no qual se perdem
boas quanlias, havendo apostas de IOO9OOO, co-
mo ainda deu-se domingo passado.
Jos Flix Pereira da Burgos.
Simplicio Jos de Mello.
Americo Vespucio de Hollanda Chacn.
Claudio Firmino do Jess da Malta.
Guilhermino Budrigues Monte Lima.
Dr. Joaquim Theotonio Soares de Avcllar
Firmiano Jos Rodrigues Ferreira.
Jos Simplicio de S Esleves.
Francolino Augusto de Hollanda Chacn.
Foram recusados pelo Sr. promotor os sen!;ores
seguintes :
Dr. Constantino Rodrigues dos Santos.
Fnncisco de Paula Lima.
Joo da Cruz Mendonca.
Domingos da Silva Guirnarcs.
Antonio Joaquim de Parias Jnior.
Caetano Lenidas da Gama Duarle.
Jos da Cunha Jnior.
Antonio Jos I.copoldino Arantes.
Antonio Thcodoro dos Santos Lima.
Antonio l.uiz do Amar>l e Silva.
Dr Joaquim Barbosa Lima.
Foi o reo interrogado, e fez-se a leilura do
processo.
Finda a leilura foi concedida a palavra ao Sr.
promotor, e este pedio a condemnaco do reo no
mesma. Com pouco conseguir-sc-ha este fim.
O administrador do ceroilerio publico, no-
lugar competente desle Diario, ifma sua corres-
no mesmo corpo.
poderei estar em erro, mais estou convenci-
do, que execulada essa parle da reforma como
" proprio '
ponsabilidadc do tacto de que tratamos, c de que
se elle ora oceups. Mas parece-nos que elle
nio altingio o seu fim, nem com as recrimina-
criterio proprio da presidencia e do comroan- -ocs 1"e faz $ familias no luxo que lhes lan;a
danto do corpo policial, muito se conseguir em em rostro, nem com a publicocao do art. 28 do
bem do mesmo corpo, o qual no estado, em que j resApe^1nv,0,r,cg'lamc,"10-
so achava, nao podia por forma alguma conti*
nuar.
Alm desse ponto da refcirma oulro havia,
rebufo, que semelhanle abolicaodeichofre.com i
a querem, importara anarchisar rwr tal form i
as fileiras militares, que melhor seria acabar
logo com ellas, a nao querer-se exppr o paiz i
serias difliculdades, senao a funcslasiconsequen-
cas, i
Quem nao conhece entre nos a constituir >
orgnica das fileiras do nosso exercilo ?
Quem nao sabe das dfficuldades, com que lu i
a auloridade superior, para convencer, que >
recrutamenlo nao deve ser considerado com)
meio de punir, nem as companhias dos corpos
como ccllulas de penitenciarias .'
No rnlrelanto o^jue se observa diariamcnlj
no modo de recrular para o exercilo ? Quems)
em geral os chamados para coniribuinles do tr-
bulo chamado por muitos impropriamente d
sanguo 1
V. Exc. o sabe: sabe-o o paiz lodo, e pois
cscusado que eu o diga, porque mesmo tal -
vez o nao podesse dizer sem inconveniencia.
A propria Inglaterra, cuja primazia na civili -
saco e progresso de toda a especie nenhum pov >
poder rasoavelraento disputar, acaba derrgu-
laiissr por acto de novembro do anno proxini)
passado a applica^o dos castigos corporaes n i
exercilo inglez, eslabelecendo um syslema d>
classes, em urna das quaes continuaran) a ser
applicados aquelles castigos.
F. apegar desses cxemplos e de ser inconlro-
verso, que por via de regra a naturesa da peo i
guarda sempre proporco, quando applicada
com a educaco, hbitos, e instinctos do deln-
queme, clama-se cjilre nos pela abogip doi
cesgos corporaes no exercilo, sem, de mais,
atteiidcr-se a que as difliculdades, resultante
da expedico de cenas medidas, nao se conhr -
com nos bancos das ihcorias, seno na eschol,
pratica da vida publica, e principalmente na rs-
pinhosa trela do governar povos I
Ho admira, pois, que a assembla legislativa
dista provincia, levada pelos nrroubos, que in
tillram era certas pochas nos espiritos mai:
calmos aa ideas daliberdade, resoivesse por acti
de 4 de uutubro de 1856 a abolica dos castigo.'
corporaes, que se infligiim no corno policial dt
provincia.
Jofelizmente, porm,sem o querer, ensopen- delicio.
que chamava muito minha attenco
A mcu ver tem sido um erro o considerar-s*
entre tis os corpos policiaes como balalhoes do
exercilo, asscraelhaudo-lhes a Organisacao, como
se pora idntico fim fossem elles instituidos, re-
sultando d'ahi que o incentivo do aparato dos
corpos policiaes, levando-os militas vezes a po-
rados e formaturas de toda a especie, os distrahe
continuamente do fim proprio de sua inslituico,
embarazando por oulro lado o sen regimem in-
terno, com excesso de despesa para os thysicos
cofres piovinciaes.
Com elfeito nao sei, que utilidade real pode
um corpo policial tirar de urna musica, de um
major ou capilo mandante, de um ajudante ofli-
cial, de urna caixa de economas, de um conselho
econmico, etc.
Por isso leudo de reformar o corpo policial
desla provincia extingu o lugar de capilo man-
dante, e o conselho econmico do corpo, resol-
vendo quo o lugar de ajudante fosse servido por
um Io sargento, eque todas as compras, vendasf
e pagamentos do mesmo corpo se lizessem di-
rectamente pelo thesouro provincial, devendo
quaesquer quanlias, que dala sahirem para pa-
gamentos no corpo, e que por qualquer motivo
nao possam ter imuiediala ajiplica^o, voltarem
aoscofres do mesmo thesourol o serem ahi con-
servadas sob o Ululo de depsitos at ter a devi-
da applicaco.
Oulra necessidade geralmente sentida entre nos
a de habilitar os chefes de policio com os meios
que lhe sao indispensaveis, para poderem cum-
prir a importante e espinhosa larefa, que lhes
commellido.
Assim fazer depender do urna rcqtlisico, de
um pedido por favor da parlo do chefo.de poli-
cio, o emprego da forca policial cortamente
manter um e.-.iharaco para a auloridadei
Por isso determinei lambem po regulamento,
que o corpo policial esleja disposico \fo chele
de polica para lodosos delnericia. policiaes, de-
vendo o respectivo commandanlo entender-so
cora aquella auloridade sobre tuuo quanto disser
respeilo as deligencias ordinarias do servido da
policio, mas corresponder-se directamente com
o presidente da provincia sobre p que for relati-
vo a reguloridade do servico, e que afTectar a
economa e administrarao do mesmo corpo, nao
podendo mover forga ou praca alguma delle paro
fura da capital sem ordem do presidente.
Era conveniente tambem concentrar as ordens
da polica expedidas ao corpo, por amor de sua
uniformidode o horrtroma; e pois determinei,
que quando qualquer autoridade policial, alera
do ciiofi!, necessilar do auxilio da forca do cor-
po, a requesite ao chefe de polica, salvo o caso
de urgencia, em que qualquer demora possa pre-
judicar o bom xito da deligenci, podendo enl.'io
requisilar a forca directamente ao commandante
do corpo, ou ao officiol de estado no quarlel, os
quaes serao obligados a prestadla sob as penas
pela falla de cumprimelo de ordem- Nesse ca-
so deve a autoridade, que tiver requisitado a
forca, dar conta immediata ao chefe de polica do
emprego de forca e do Um da deligencia.
V. Exc. notar que todos as disposice3 referi-
das se achara consignadas no icgularnenlo, que
baixou com o decrelo n. 2,081 de 16 de Janeiro
de 185S, que Uve em vista paia organisar o do
corpo policial desla provincia, ainda pela conve-
niencia, que j expuz, de harmonisar a legisla-
co provincial com a geral do impeli.
Pensci, levado lambem pela idea de economa
dos cofres provinciaes e simplificar o orgnica do
corpo policial, em cxlinguir os lugares de capi-
taes, determinando que as companhias fossem
commandadas por lenles, como o sao hoje as
do corpo policial da provincia do Rio de Janeiro ;
porm demoveu-me desse proposito a considera-
co de que a presidencia precisa ter no corpo po-
licial um pessoal do ofliciaes sufliciente, do qual
lance mo em caso de necessidade, que surgem
diariamente para cargos de polica em ccrlas lo-
calidades do interior, sem detrimento do servico
do corpo. E lal oxtinco reduziria 5 ofliciaes
subalternos o pessoal da oflicialidade do mesmo
corpo, quo nao seria suficienlc.
U estado completo do corpo policial desta pro-
vincia segundo a lei vigente, de. 220 pracas.
O estado effectivo de. 126
Faltara poro completar. ... 94
Exislem nesla capilal 64 pracas, incluindo os
ofliciaes, presos edoenles e em diversos desta-
camentos 62 pracas.
V. Exc. sabe quaes as difliculdades, com que
luamos para completar a for^a dos corpos poli-
ciaes. Nao havendo aulorisafo expressa para
recrular para esses corpos, recorre-se ao chama-
do alistamento voluntario, que todos sabemos o
que sendo diflicil obterem as fileiras daquellos
corpos homens capazes, como cumpre quesejam
as pracas delles, emquanto os vencimentos forera
ao exiguos, como sao.
Entendo que por menos de mil mil e qui-
nhentos res diarios nao haver incentivo para o
aliktamento voluntario.
Entretanto o estado dos cofres provinciaes nao
comportara despezas too avultadas, e por isso me
limitei a elevar na nova tabella de vencimentos
que acorapanha o regulamento de 24 de feverei-
ro ultimo, a 700 res diarios o sold das pracas
do corpo policial.
Sendo certo que a seguranca individual e de
propriedade um inauferivel direilo dos povos
a que correlativo o dever de manle-la em toda
a sua inlegridade por parle dos poderes do es-
lado; e sendo^ instituidos pela nossa organisaco
poltica e administrativa os corpos policiaes das
provincias para garanta de to importante direi-
lo, visto, que aos poderes geraes da naco cor-
re o imprescindivel dever de olhar alternamente
para eemclhanle assumpto, que nao lisoageiro,
tomando as medidas que sua sabedoria Ibes eug-
gerir, e vindo ero auxilio das admiuistracea pro-
vinciaes com os recursos, de que carecem, para
cumprirem o tal respeito a ardua e espinhosa t-
rela que lhes commetlida.
LConlinuarse-ha.)
ERRATA.
Norelalorio da Parabyba publicado no Diario
de hontem,.pagina Ia, columna 6*, linhas 102
em vezd i#lictoslta-scdos do flagrante
grao mximo do art 257 do cdigo criminal, por
Alem de ser vedado semelbante brinquedo pe- se darem as circumstancias aggravanles dos SS 1
lo motivo de immoralidnde que nelle ha. resul- do art. 9 c 15 do mesmo cdigo,
tante do espectculo da dilareroco de dos po- O Sr. advogado deduzindo a defeza e concluio
tiros aves, accresce que o deve ser duplamente pedindo a absolvico do reo.
pelas perdas de dinheiro a que d occasio pe- Findos os debates o Sr. Dr. juiz de direilo per-
las apostas dos dous partidos. gu.ntou aojiiry se eslavo satlsfeito para julgar a
Ha postura prohibitiva disto, e importa que se causa e tendo resposla aflirmoliva resumi a ma-
saiba que ella eslende-se al o caminho Novo da I teria da aecusaro e da defeza, propondo ao jury
Soledade, fazendo-se efleciiva a commiuaco da tosqupsitos seguintes :
Io O reo Joo Ferreira da Rocha no da 10 de
selembro do anno de 1859, na'ribeira da farinha
desla cidode, opproximindo-so do almocrevo Jo-
s Mondes Lima, corlara com urna thesoura o cin-
to, e deslesaecra dinheiro?
2." O reo commelleu o fado criminoso com
fraude t
3." Oreo commelleu o facto criminoso com
sorprez ?
4o Eiistem circusratoncias allcnuanlcs a favor
do reo?
Lido os quesilos pelo Sr. Dr. juiz de dircito,
foram entregues com o processo ao conselho, sen-
do este conduzido sala secrela das conferencias
s 1 1/2 hora da tarde, d'ondo vollou as 2 horas
rcspoudr-iido oos quesitns pela maneira seqHiintc:
Ao Iosim por 7 votos.
Ao 2o e 4osim por 6 votos, c nao por igual
numero.
Ao 4"non por unanimidade.
O Sr. Dr. juiz de direilo proforio sua sentenca
condenando o reo ora dous annos c ummrzde
priso, c mulla de doze e meio por cenlo do va-
lor fuiudo e as cusa-, como iucurso no grao
medio do art 257 do cdigo criminal.
A censura do facto, que nos transmitlirara,
c consecutivamente demos publicidade, versou
sobre o lugar do deposito do cadver, que, pa-
recende. dever ser a capella, nao foram no en-
tretanto encontradas as chaves, como nos infor-
maran), para all ser collocado o corpo, nao vin-
do oo caso ser elle de prvulo ou de adulto.
Nao se tratando de explicar islo, permanece
cm peo que foi dito anteriormente.
S. Exc o Sr. presidente da provincia or-
denou.que fossem continuados as obras da casa
dedetenco, que haviam sido comprnhendidas
lambem no numero das que mandou interrom-
pca tcmporiomenle, em consequeocia do nosso
estado finoncoiro.
Fallecern! durante a semana passada 86
possoas ; sondo livres 26 homens, 16 mulhcres e
28 prvulos ; escravos 4 homens, 3 mulhcres e
9 prvulos.
Matadocro publico :
Mal3rara-so no dia 8 pora o consumo desta
cidode 82 rezos.
No dia 996 dilas.
MORTALIOADE DO DIA 9 DO CORRESTE :
Adolfo, blanco, 3 annos ; escarlatina.
Rosa, prela, snlteira 50 annos; ulcera.
Luiz, branco, 3 annos : escarlatina.
Clotilde Ignez da Silva Bastos, branca, viuva,
70 annos; erisipella.
Romoo, prelo, cscravo, 20 annos, solteiro;
bexigos.
Joo. branco, 2 annos ; an*gina.
labelccer a disposicio do art. 8. tit. 8. das pos-
luraa -de 30 de junho de 1849.Que fosse o pare-
cer remellido commisao de edificaces, para de
accordo com o engenheiro cordeador, apresenlar
o modello porque devem ser (eitas as impanadas.
Oulro do inspector da alfandega desla cidade,
pedindo mandasse a cmara pelo empregado com-
petente marcar o nivel para o calcaraenu do pa-
teo externo ja mesma alfandega, dois que tinhot
elle de mandarlo execular.Que se respondesso
ao inspector que se dirigase 4 repartirlo das
obras publicas, quem compete marcar o nive-
lamento pira o calcemcnto da cidade.
Outro do engenheiro Cordeador, informando
que o terreno i que se julga com direilo Joaquim
Goncelvcs Salgado, conforme o titulo que apr-
senla, o mesmo que fica no fundo da sua casa,
sita na ra das Cinco Ponas, mas que nao chega
f '"nhu8rnento marcado na planta em vigor, fal-
lando-lhe para isso 4 palmos.Deferio-se, con-
cedendo-se definitivamente licenca no peticiona-
rio para edificar no mesmo terreno.
Oulro do mesmo, informando ser verdade ludo
quanto allegou em sua pelico o cidado Jos
Camello do Reg Barros, respeilo do urna pe-
quea modificado fazer no alinhamento traca-
do na planta em vigor para a estrada quo vai dat
Casa Forle ao Monteiro- assim como na que var
para o Caldeireiro. commisso de edifica-
res.
Oulro do mesmo. informando sobre o requeri-
mento, cm que Antonio Moreiri Reis, pede para
acabar urnas cosas que se acham cm caixio no-
becco do Quiabo, povoaco dos Afogados, e quo
comprara ao lente ao "coronel Manuel Joaquim
do Reg e Albuquerque, dizrndo que essas casas
esto alinhadas de conformidado com a pala cm
vigor, mas a sua conslrucco est regulada por
artigos de posturas que foram revogadas.A mes-
ma commisso.
Oulro do mostr, fazendo um relalorio cir-
cunstanciado da obra do pavilho, construido-
sob a sua direceo, no lugar do Collegio, hojo
praca de Pedro II, por occasio da visita quo
Suas Mogeslades fizerom ltimamente a esta pro-
vincia, e apresentondo apeuso ao mesmo relato-
rio, um resumo das despezas feiUs com aquella
obra na.importancia de 6:848100 fallando ainda
a conla de madeira o laboado. fornecidos par
1 aulo Jos Gomes, que nao foro ainda regulada.
Inlcirada.
Oulro do procurador, pedindo cinara provi-
denciossc sobre a maneira de se arrecadar o im-
posto de 40 rs. por p de coqueiro de produccao
para negocio.Que apresentasse a base lirada das
collcclas, recolhidas, pora se por em praca o im-
posto, e se ollieiasseao fiscal da Munbeco, piro-
remctlcr cora urgencia o resto da collecla dosco-
quoirts da sua freguezia.
Oulro do fiscal de Sanio Antonio, communi-
cando que o guarda municipal Candido Jos dos
Passos acha-se bastante doenle, desde o mez pas-
sado, tendo-lhe enviado o alieslado do faculta-
tivo que o cura, o qual elle fiscal remetlia c-
mara Inteirada.
Outro do fiscal da Boa Vista, informando quo
o sino que Manuel Joaquim Fernandes de Azeve-
do dividi em ras, na Fslrada do Pombal, o
mesmo que perlence a sua mi D. Josefa Clara da
Silva.Ucsolveu-se que se salislizesse a resolu-
to da assembla provincial, relativa a pelicao-
da referida I). Josefa, iuformando-se o occorridu-
sobro o projecio que leve a cmara de desappro-
priar o mesmo silio.
Outro do mesmo, informando ser verdade quo
CUIU' till .<}l UO I UUILTO CI lllilll.ll. ..,,.-. ,' -, .--------------- ------------~ -,--
O mesmo Sr. juiz Dr. juiz de direilo declara Amonio Joaquim da Inndode possue ura lerreno
.... ...*. ... a ril.l (1.-1 A mi7.i.t.t n i riiiiiniri ......i -).\ ... \.....
que linha de ser julgado o reo preso Fernando Al-
ves de Oliveira.
Feila novo chamada aeharam-se presentes 37
senliores jurados.
Estando presente o dito reo Fernando Alvesde
Oliveira, tendo por seu defensor o Sr. Jos Eus-
taquio Ferreira e Jacobina, estudante do 4 anno
da foculdado de direilo, procedeu-so oo sorteio
do jury de senlenca, que foi composto dos se-
guintes sonhores :
Jos Flix Pereira de Burgos.
Joiio da Cruz Mondoiigo.
Dr. Antonio Jos Alvos Ferreira.
Gervasio l'rolosio Simos,
.los da Costa Brando Cordeiro.
Domingos da Silva Guimares.
D. Auna Candida do Coraco de Jess, branca, Antonio Augusto da Cmara Rodrigues Selte.
viuva, 80 anuos ; dianha."
Hospital de caridade. Exislem 63 ho-
mens e 59 mulheres, nacionacs ; 5 homens cs-
liongeiros ; lotol 127.
Na totalidade dos doentes exislem 42 alienados,
sendo 32 mulheres e 10 homens.
Foram visitados as enfermaras pelo cirurgic
Pinto s 8 horas da manha, pelo Dr. Dor-
nellas, s 8 horas e 1|4 do manha, e pelo Dr.
Firmo as 3 horas da tarde de hontem.
CHROWICft JUDICURIft.
TRIBUNAL DO COMMERCIO.
SESSO ADMINISTRATIVA EM 7 DE MAIO
DE 1860.
PRESIDENCIA DO EXM. SR. DESEMBARGADOR
SOUZA.
s 10 horas da manha, achando-se presentes
os Srs. diputados Lemos, e Bastos, o senhor
presidente deelarou aberta a sesso para mere
expediente, o designou o deputado Lemos para
servir de secretario,
DESPACHOS.
Foi prsenle a cotaco oflicial da junta de cor-
reteros, pertencento a semana finda. Archi-
vc-se.
Um requorimrnto de Candido Nunes de Mello,
Brosileiro. de 25 annos de idade, domiciado e
estabelecido nesla cidado com loja de fazendas
era grosso o o retalho, pedindo malricular-se.
Soja ouvido o Sr. desembargador fiscal.
Outro de D. Joanrin Baplisla de Azevedo Vian-
na, consenhora do hiato nacional Novo Anglica,
que passa a dcnominar-se Nicolao I, pedindo
que se focom a respeilo as necessarias annula-
ccs Na forma do parecer fiscal.
Outro de l.uiz Borges de Siqneira, salisfazendo
o despacho de 3 de fevereiro ultimo, afim de ser
recolhida acorta de registro do seu hiate Capi-
baribe, que naufragou no Rio Grande do Norte.
Fagara-se as annotages necessarias.
Outro de Joo Pires de Almeida Lopes, pe-
dindo o registro do seu controlo social, Satis-
faca o parecer fiscal.
Oulro de Manocl Alves Ferreira, pedindo o re-
gistro do contrato que junta, entre Francisco
Ricardo de Mesquila Cavalcanti e I). Anua Joa-
quina de Graja Bello. Satisfagan: o parecer
fiscal.
Nada mais houve.
SESSAO JUDICIARIA EM 7 DE MAIO DE 1860.
' PRESIDENCIA DO EXM. SR. DESE1IBARGADOR
SOUZA.
Ao mcio-dia, achando-sc presentes os senho-
res desembargadores Villares, Silva Guimares
c Guerra, e os senhores deputados Bastos e Le-
mos, o senhor presidente deelarou aberta a
sesso ; e foi lida e approvada a acta da ante-
cedente.
PASSAGENS.
Appollsnte, Mahoel Antonio Vieira ; appc-lla-
dos, os curadores fiscaes da mossa fallida de Jos
Duarle de Oliveira Reg.
DoSr. desembargador Villares ao Sr. desembar-
gador Silva Guimares.
Nada mais houve a tratar.
Bkgo Rangel,
Secretario interino.
JIRV DO REC1FE.
2a SESSAO.
Ota 9 de tnaio de 1860.
PRESIDENCIA DO SR. DR. AG0STINU0 FRMEL1N0 IiE
LEAO JNIOR, JUIZ DE DIREITO INTERINO DA SE-
CUNDA VARA CRIMINAL.
Promotor publico interino o Sr. Dr. Francisco
I.copoldino de Gusmo Lobo.
Escrivo o Sr. Joaquim Francisco de Paula Esle-
ves Clemente.
Advogado o Sr. Antonio Joaquim Fernandes de
Oliveira, estudante do 3o anno da faculdade de
direilo.
Feila a chamada s 10 horas da manha,
achararo-se presentes 39 senhores jurados.
O Sr. Dr. juiz de dircito declara aberta a ses-
so depois do toque de campanhia.
Foi dispensado do sesso o Sr tenente-coroncl
Jos Alttomo Pinlo.
Foram multados em 204 cada um dos senhores
jurados multados nos das anteriores, que nao
comparecern), e nem foram dispensados.
Foi conduzido ao ibunal para ser julgado o
reo preso Joo Ferreira da Rocha, aecusado por
en me de furto, leudo o mesmo roo por defensor
o adftgado cima mencionado.
y do senlenca oi composlo dos senhores
Claudino do Reg Lima.
Jos Ribeito Simoes.
Ionio Jos Aires Ferreira.
el do Nascimenlo Araujo.
Antonio Joaquim de Feria Jnior.
Jos da Cunha Jnior.
Claudino do Reg Lima,
Jos Viclor da Silva Pimenlel.
Jos Romos da Cruz.
E pieslorom lodos o juramento sobre o livro
dos Sontos Evangelhos.
Foram recusados por parle do reo os senho-
res :
Firmiano Jos Rodrigues Feneira.
Americo Vespucio do Hollanda Chacn.
Jos Simplicio do S Esleves.
Jos Ribciro Simos.
Dr. Joaquim Theotonio Soares de Avellar.
Caetano Lenidas da Goma Duarle.
Guilhermino Rodrigue Monto Lima.
Decio do Aquino Fonseca.
Antonio Luiz do Amoral e Silva.
Manoel Teixeira Bacellar Jnior.
Francelino Augusto de Hollanda Chacn.
Francisco de Miranda Leal Seve.
PeloSr. promotor turara recusados os seguintes
senhores:
Dr. Constantino Rodrigues dos Santos
Dr. Adelino Antonio do Luna Freir.
Antonio Jos Lcopoldino Arantes.
Antonio Ferreira Lima Mello.
Francisco AITon30 Ferreira.
Manoel do Nascimenlo Araujo.
Antonio Theodoro dos Sanios Lima.
Claudio Firmino do Jess da Malta.
Tiburcio Valeriana dos Sanios.
Cielo da Costa Compeli.
Foi o reo inlerrogado, o sendo menor foi no-
meado curador o Sr. Jacobina.
Foita a leilura foi concedida a palavra ao Sr.
promotor, e este fazcudo a aecusago, concluio
pedindo a condemnaco do reo no grao mximo
do art. 201 do Cod. Crim., por se darem as cir-
cumstancias aggravanles dos 1, C o 15 do art.
16 do mesmo cdigo.
O Sr. advogado deduzindo a defeza pedio a
absolvigoo do reo.
Findos os debates oSr. Dr. juiz do dircito per-
gunlou ao jury se eslava saiisfeilo para julgar a
causa, e tendo resposla affirmoliva resumi a ma-
teria da aecusaro e da defeza, propondo ao juey
os seguintes quesilos .
Io O reo Fcruando Alves de Oliveira, no dia
24 de j u I lio do auno de 1859, na ra da Guia des-
la cidade, Dzera em Joo Manoel Alves um ferij
monto ?
2o O ro commelleu o fado criminoso de
noite 1
3. O reo commelleu o fado criminoso com
superioridade cmarmasaoofTcndido de modo que
osle nao podia defender-se cora probabilidade
do repellir a offensa ?
4o O reo commelleu o faci criminoso com
sorprez ?
5" Exislem circumstancias atlenuantes a favor
do reo ?
6o O jury reconhecc ter o reo commellido o
fado criminoso em defeza propria "?
7o O reo para assim defender-se teve certeza
do mal que se propoz evitar ?
8o O reo paro assim defender-so teve falla ab-
soluta de outro meio menos prejudicial?
9o O reo assim defendeu-se sem que do sua
parle ou de sua fomilia houvesse provocago ou
delicio que occasionasse o conflicto ?
Lidos os quesilos pelo Sr. Dr. juiz de direilo,
e entregues com o processo no conselho, foi es-
te conduzido sala secreta das conferencias s 4
horas da tarde, d'ondo vollou as 4 172 horas
respondendo aos quesilos pela maneira seguinte:
o Ionao 'por onze votos.
Ao 2o, 3o' 4 e 5o deixou de responder por l-
carem prejudicados.
Ao 6osim por nove votos.
Ao 7* e 8sim por onze votos.
Ao 9osim por nove, votos.
O Sr. Dr. juiz de direito em vista da deciso
do jury, proferio sua sentenca absolvendo o reo
o condemnando a municipalidade as cusas, e
levantou a sesso, adiando-a para o dia seguin-
te, s 10 horas da manha.
Devem serjulgados no dia 10 do corrento os
reos presos Alfredo Sinell e Jos Francisco da
Luz.
CMARA MUNICIPAL DO RECITE.
SESSO EXTRAORDINARIA EM 16 DE ABRIL
DE 1860.
Presidencia do Sr. Reg e Albuquerque.
Presentes os Srs. Barros Reg, Oliveira Ga-
meiro e Mello, fallando sem causa participada os
mais senhores, abrio-se a sesso, e foi lida e
na ra da Amizode na Capunga, com 20 palmos
somonte de largura, e entre outros j edificados.
Concedeu-se a licenca que o peticionario re-
queren para edificar em dito terreno.
Oulro do mesmo, informando a Jovor da pro-
longo de Bernardo Jos Monteiro sobre a cons-
lrucco que pretende d'um muro, aos lados do
sua tasa na estrada de Joo de Barros.Conce-
deu-se a licenga.
Outro do contador, communicando ter sido sor-
teado para servir no prxima sesso do jury.
Que se olciasse ao presidente do tribunal, pe-
diudo-lhc dispoiisos.se este empregado.
Oulro do administrador do cemiierio, commu-
nicando tambem que se havia sido sorteado ju-
rado o guarda daquelle eelabeleciraento Jos
Francisco da Costa Lobo, e pedindo solictasso a
cmara a sua dispensa.A mesma resoluco.
Outro do solicitodor, apresenlando a conl da
despeza que tem feito com castas judiciaes do
26 de julho do auno passado at 31 de marco
desle anno. commisso do polica ( Franca'o
Rogo )
Oulro do fiscal de Jaboato, communicmdo-
que all quasi sempre se matara mensalmente pa-
ra o consumo 20 rezes.Inteirada.
Despachorom-so as petiges de Antonio Joa-
quim da Trindode, Cavalcanli & Vianna, Fernan-
des Gairoli, Fcllippo Carneiro do Olinda Compel-
i, Francisco Jos de Araujo, Joaquim Domin-
iues Pocas, Joaquim Guucalvea Salgado, Jos
Goncilves Ferreira Costa, Justino Pereira de An-
drade, Paulo Coelho da Couceico, Thoraaz Fer-
nandes da Cunha, o levanlou-s a sesso.
Eu Manoel Ferreira Accioly, secretario a es-
crevi.llego d'Albuquerque, presidente.Fran-
ca.Rogo. Oliveira.Garaeiro.
Balancete da receita e despeza da c-
mara moninicpal do Recifc no mez
de novembro de 1859.
RECEITA.
Saldo em 31 de oulubro de 1859 11:2755505
Exercicio de 1859 a 1860.
Emprestimo........
Imposto de^flferices, n. 1 ...
Imposto de cordeaces e licenca, n.
40 a 56.......' .
dem de fogo de artificio, n. 10 a 16
Imposto de eslabelecimentos do
Recife, n. 3.......
dem de ditos de Santo Antonio,
n. 2..........
dem de ditos da Boa-Vista, n. 8
Mullas pelo fiscal da freguezia do
Recite, n. 4 ..?... .
dem polo dito da freguezia de San-
io Antonio, u. 1......
dem pela delegado, n. 18 a 22 .
dem pela subdelegada dos Afoga-
dos, n. 1........
dem pelo cdigo n. 1 .
Ribeira de S. Jos, n. I .
dem da Boa-Vista, n 1 e 2 .
Cemiierio publico......
Exercicio de 1858 a 1859.
Multas pelo fiscal do Recife, n. 135
a 141......... 77SO0O
Praga da Independencia, n. 55 a 72 1:1318325
5:784#O0O
3:750J25
69S100
16J80O
4$000
4$000
2cOO
163000
6200O
104S0OO
60JJ00O
459000
125168
31S 500
9913100
DESPEZA.
Jury e cleigocs, n. 1 e 2 .
Limpeza das ras, n. 37 a 51 .
Desappropriaces, n. i .
Conservadlo do calgamento c estra-
das municipaes, n. 10 a 28 .
Matadouro publico, n. 14 a 20 .
Evcntuaes, n. 9 a 21.....
Extraordinaria aulorisada pelo go-
verno, n. 3 a 16.....
Cemiierio publico......
Saldo em 30 de novembro de 1859
approvada a acta da aotecedenle.
Foi lido o seguinto
EXPEDIENTE.
Um officio do Exea presidente da provincia
remetiendo por copia, o parecer n. 32 de 10 do
msrgo ultimo, appravacto pela assembla legisla-
tiva provincial, afim de fue a cmara Uzease jes-
23:3793800
58J520
1:063210
7009000
988H325
5818560
358J279
6:0813015
1:2033066
12:314J765
23:379j800
Cmara municipal do Recife
de 1859.O procurador, Jorge
Lopes.
5 de dezembro
Vctor Ferreira
Commimicados.
O Liberal de hoje pu
ca, era que se diz que
1
uMk
e-uuma corresponden-
o Sr. Dr. juiz municipal
de Goianna recorreu proteceo de algumas pes-
soas, para promoverem um abaixo aasignado era
sua defeza ; e o correspondente pretende quo
esse abaixo assignado nada valbe ; perqu foi
pedido, fazendo-se valer para obte-le a influen-
cia policial, bem como a dea comtaandantes dos
corpos da guarda nacional.
Esse protesto, que brevemente apparecer, foi
um aclo exponlonea das pessoas mais notaveis
da comarca, sobre as quaes nao pode exercor
coaegoa polica, e nem a guarda nacional
Figurara nelle borneas de todo* os partidos, e
sem excepeo baaieatos e mus ou menos in-
fluentes, que en l en aera m dever protestar centra
as aecusacos iafamee, que ml$*$m, despeiiado e
irritado, faas dignas ai dades de Goianna.
Quando pparecer tal aktalxe assignado todos
se convencerte ia taJsidffado que te le ao t-
berai.
Para defender-se da iroputagao, que so faz ao
Sr. Dr. Hircanode terdeQorado urna menor, bas-
ta a esse digno juiz a conidio que i se publicou
oeste Diario, a qual prova que a til Josepha 6
maior de desenove annos ; coaira semelhant*
aecusago aUeeU t facto aor tooe Maneado do
i
ilegveO


I.


que nao era essa mulher oque se iaculca, quan-
to virgmdade, antea do chegar i comarca o Dr.
.lircono.
Feritas.
A epietesnia peiMMto.
as cirtumstancias em qae noe achamos ac-
tualmente, e em oulrns idnticas, un pouco
dficil escrorer arligos par jomaos ; porm ci-
ma de todas as considera i;6es est o dever, e cum-
primo-lo dizendo duas patarras a respeilodo Ira-
lamento que se dcro seguir como mais conve-
niente molestia que boje attaca a lo grande
numero de pessoas, affeclando com maior inten-
sidade e furor aos meninos, porm ao mesmo
lempo nao respeitando idade nem sexo.
E* escusado hoje tecer elogios ao system ho-
mopathico e exaltar sua preferencia ao allopa-
ihico : o grande numero de pessoas que se lera
curado homopathicaroente, e a rapidez com que
na maiona dos casos a molestia tem cedido as pe-
queas doses, principalmente de belladona, seria
pro va mais que sulucienlc, se nao tivessemos na
pratica da medicina allopalhica a mais exuberan-
te demonstrago desta verdadena opplicagoque
quasi lodos os mdicos fazem da belladona, e al-
guns da tpecacuan/ta, sendo mormente sobre o
primeiro que se basta todo o methodo curativo
da escarlatina.
Com effeito nenhum remedio em seus effeilos
primitivos pinta melhor os symptomas e as di-
versas phases da escarlatina do quo a belladona :
u nao me reflro s experiencias de Hahnemann
nem de outros homopalhas : os mdicos allopa-
thas hoje na Europa do-se ao trabalho de expe-
rimentar os remedios no homemsdo : em alguns
desses trabalhos se encontrar a disenpeo dos
ffeitosda belladona e de outros remedios" no ho-
mem ao, e por conseguinte desnccessaiiolra-
zer baila o que leem escripto os homopalhas
quando os inimigosda homeopathia sao os pro-
prios que confirmara a verdade de sua doutrina.
A escarlatina uma molestia epidmica (dizcm
alguns que contagiosa), que ordinariamente ataca
O individuo urna so vez, affecta principalmente
os meninos, e propaga-sc lentamente.
Alguns querem que hoje esta molestia nao se
presenta em toda a sua pureza, mas sim mistu-
rada com os symptomas da purpura.
A escarlatina tcm-se desenvolvido entre dos
por diversos modos : ora vindo a angina em pri-
meiro lugar, e ora a vermelhidao da pello antes
da angina : em uns a febre tem sido muitoin-
tensa, era outros, porm, quasi nenhuma : em
uns tem sido muito benigna e, apenas os soffri-
nentos apparecem, nao tardara a desvanecer-so :
cm outros ao contrario os sofTrinienlos de toda a
especie sao gravissimos ; e, ou custam muito a
curnr-sc, ou se icrminam pela raorle ; (endo,
porm, de observar-se que poucas vezes se en-
contrar febre lo intensa e lo rebelde aos ineios
que a arte po em pratica com toda a energa pa-
ra combater, como temos visto em alguns casos
da molestia reinante.
Como a escarlatina melhor caraclerisada a
molestia que mais preoecupa actualmente a po-
pulaco, fallaremos mais particularmente della :
os .ymptomos sao os seguintes :
No primeiro periodo (em geral) apparecc febre
violenta, cora dor de garganta, dores pelo corpo,
e alguns tem tido vmitos e algum oulro symp-
toma diverso ; as vezes delirio e convulses;
porm quasi nunca symptomas catarrees, quo sao
caraclericos do sarampo.
No segundo periodo apparecem as manchas es-
carales nos bracos e mos ao principio, depois
por todo o-corp, porm raras vezes no rosto:
cm algumas pessoas em vez de manchas largas,
vem uns pegenos pontos vermelhos, como ao
sarampo, ou como se v na molestia conherida
por sangue-novo ou forra de sangue : estas
manchas tornam-se mais largas e mais intensas
de forma que cobrem todo e corpo, persislindo
a angina e a febre. Nessa occasio que se lor-
nam mais notaveis as inflammacoes dos orgaos
internos que.podcm tambem ser occasionadas
pela desapparigao sbita da exaulhrema : este
periodo dura cinco ou seis dias.
O terceiro periodo o da descamaco a qual
mais tarde : a epiderma se desprega por placas
mais ou menos largas, e era algumas pessoas es-
4e phnnomeno se repeto por mais de urna vez :
-quando principia a dcscamaco, o febre vai ce-
-dendo, e s vezes sobreven phenomeuos cri-
ticos.
Com quanto nao seja o primeiro anno quo op-
pareca a escarlatina nesla cidade, pensamos que
nunca ella atacou tao grande numero de pessoas
como agora, o menos o fez com tanta intensi-
dade.
O tratamenlo que temos seguido o seguinte :
Acnito quando a fobre muito intensa e o ca-
lor da pelle muito torio : urna colher de sopa de
duas cm duas horas (seis ou oita glbulos em
meio copo d'agua) : seno lm de um ou dous
dias nao apparecer melhora, vamos logo bella-
dona ; as dses com os mesmos inlervullos.
Se a molestia nao vem cora muito furor cede
ordinariamente com este tratamento no lm de
dous ou tres dias, e entao os symptomas amai-
nan) completamente,c lea o dor de garganta que
cedo depois a mercurio ou lachesis.
Depois destes dous remedios quasi sempre des-
apparecem lodos os symptomas de agudeza da
molestia, e fca a iutlammago da garganta que
cede quasi sempre ao mercurio, ou este alter-
nado com a belladona : oulras vezes, porm, de-
pois o acnito e belladona nao sao sufficienles
para desvanecer a febre e a vermelhidao da pelle
e a pulsatilla crapregada com grande proveito :
quando apparecem symptomas de urna febre ner-
vosa, nux vmica deve ser preferida.
Acontcceu, porm, que persislem as anginas
com inchacao das partidas, das amygdalas e das
glndulas submaxilares, escarrar frequenles, dor
laminante ao engolir, senlimenlo de secura, etc.,
cnto bnryta carbnica de grande utilidade da-
da frequenles vezes, o em alguns casos ainda
preciso recorrer a hepar sulfuris, sulphur e acido
ctrico.
Quando desde o principio a febre nao muito
intensa, c predominara symptomas gstricos ou
biliosos, aipecacuanha deve ser logo erapresada
(3dyo.). .
as pessoas muito sensiveis o quando ha gran-
de agitaco preciso tancar mi de cofcea cruda,
que acalma a violencia das cloros.
Quando a inflaramago da garganta muito
violenta e que ameaca sobrevir a gangrena, de-
ve-se recorrer a arsenicum, lachesis, c muratis
aci lum.
Quando a inflammaco das partidas omeaca
pnssar suppurago, pode-se ainda usar do mer-
curio, ou de barita, hepar sulf., cale.-carbnica,
silicia, dulcamara, rhus.
Supponho que lenho dado urna idea approxi-
mada do tratamento que mais convm na mor
parte "dos casos, e nao possivel prevenir todas as
liypolheses que apparecer possam, porque es-
ta molestia, como todos as mais epidmicas,
pode-se complicar com outros padeciraenlos e
entao os remedios podem variar aproporcao: nao
temos presuropgao de ter feito um trabalno com-
pleto, nem era possivel faze-lo cm um artigo de
jornal, e escripto pressa : apenas damos urna
idea do que com promptido cada um pode fazer,
em caso de ser atacado, ou pessoa sua.
Quanto angina simples ella cede muito fcil-
mente belladona, e, depois de combatida a agu-
deza, o mercurio, du a estes dous medicamentos
alternados : em alguns casos pode-se empregar o
arsnico e lachesis, ou mezereum, se vem algum
tunor profundo as fauces.
s pessoas que nao goslam ou nao coniam na
homeopathia, temos applicado o tratamento ollo-
patluco : a applicago de bixas na garganta, e o
vomitorio tem produzido bom resultado ; con-
junctamenle com os gargarejos emolientes ao
principio, e depois adstringentes, e quando ha
ulcoragfio na garganta a cauterisaco com o nitra-
to de prata e dissolucao.
Poucas vezes temos applicado a sangra geral
e nesses poucos casos tslvczdcvido muita gra-
Vidade, ella foi sem proveito ; nao queremos di-
zer com isso quo deva ser prescripta.
Concluiremos dizendo que evidente que nao
queremos inculcar a homeopathia como uni*o
remedio, porque tambem temos posto em pratica
o oulro syslema de tratamenlo,naquellas pessoas
que nao tem confianga ou nao querem a homeo-
pathia, e o resultado ten sido tambem favoravel,
oxccpgJo de um ou oulro, porque nao possi-
vel que lodos escapen: o que, porm, me pare-
ce poder amanear que, cafara paribus, o tra-
tamento homeopathieo tem sido mais rpido em
seus efTcitos, e que em alguna caaos tem vencido
muito maiores difficuldades.
Nao escrevo para, oa meus coHegaa, porque el-
les nSo que/em crer no $imilim similibus curan-
tur,mas tenho summo prazer em que elle vo
applicando a Untura do belladona e de acnito, e
que aellas vo tirando grande e constante resul-
tado, como se tem geralmenlo observado : apenas
desejava pedir-lhes um favor, e creditem que
com a maior sioceridade e convicio : Dimi-
nuam o mais que poderem as doses das tinturas
dessea medicamentos, porque o effeito curativo
o mesmo, e nao tem o inconveniente de deseo-
volver outros effeiloi mrbido.
^mrrr-*T.
l7
Mullo me penhoraria se atguein qu
lar algumas observagoes, baseadaa na pratfea e
observacoo. ao que Oca exposto; na certeza de
que a ludo antepomos o bem da knoMoidade.
Consultono na ra da Gloria n. S.
Dr. Loba Mosco-so.
As missoes na villa de Paje 4e
Flores.
J bem couhecidos, e apreciados sSo os rele-
vantes servigos, que a igreja e a human idade ho
prestado os Rvms. Missionarios Capuxinhos no
arduo ministerio de missionarem pelos cantos
desta provincia de Pernambuco, e das de mais
provincias do Brasil.
Elegantes templos edificados, outros reparados,
a construcao de avultados nmeros de cemiteros
e a paciGcdco de graves, o pengosas discordia
atcslam exuberantemente o zelo desses benemri-
tos apostlos da religiaodo Cruxificado. Ao pusso,
porm, que estes salutares beneficios se voo mul-
tiplicando, forcoso quo ao publico apreciador
das verdades evanglicas, o do triumpho da nos-
sa santa religiao se os manifosle, como bem os
beneficios ltimamente oblidos ne3ta freguezia.
por occasio das missoes do muito digno padre
meslre Fre Serafira de Cotona. Achando-se o
Ilvm. Sr Frei Serafim na villa de Ingozeira, a
convite meu, se digoou vir missionar nesla villa
ondo chegou no dia 24 de marco prximo passa-
do as 8 horas da manha, com grande acompa-
nhamenlo dos fiis, que anciosos o esperavam :
devendo elle, porm, tomar algum descanco de
urna viagem effectuada sob os rigores de um sol
abrazador, e das fadgas de pesados servidos, a
que acabava de prestar-se na villa de Ingazelra
declarou que principiara as santas missoes no
dia 28, dispondo entretanto, que se lizesse urna
grande latad'i alim de abrigar o povo das intem-
peries do lempo; foi promtamente obedecido.
Sim, no dia aprasado deu principio aos seus tra-
balhos, sepdo alternamente, e com a maior ron-
tade ouvido por mais de seis mil pessoas, que de
diversas parles pressurosas chegavara a escutara
Divina palavra.
Era admiravel a obediencia, o acatamento que
este numeroso povo prestava ao apostlo da re-
ligiao, que a lodos deixavasalsfeitos pela clareza
e preciso com que explicava os myslerios da
nossa santa religiao, e energa com que com-
bata o vicio.
Duraram os trabalhos da sania misso 11 dias
consecutivos, durante os quoes dedicava-se este
ministro de Jess Chrslo ao conficonario desde
as cinco horas al meio dia, coadjuvado por mais
cinco sacerdotes, pudendoassim ellevar-se a mais
de mil o numero dos reconciliados cora o Sacra-
mento da penitencia, e cucharislia ; alm de avul- i
lado numero do batisados, e casamentos que se '
eiTectuaram.
Vendo esto diguo ministro de Chrslo, que a mi-'
tu estando era reparos, precisava de taboados:
tconvidou o povo a preslar-sc a conducoderaadei-
ras, no que foi (como ero ludo mais; religiosa-
mente obedecido ; por quanto reunindo em si o
Hvm. Sr. Fre Seraliin de Calania as qualidades
de um verdadeiro apostlo da religiao, lorna-sc
credor de estima, c respeilo de todo o povo ; o
assim via-se com admiraco entrar nesta villa '
quolidianamente, grandes pesados paos de se-
dro e balsamo os hombros de centenares de ho-
mens euloando cnticos de louvores, c vivas a
Nossa Senhora da Concece, ficando toda esta
madeira reduzida a um bonito e importante la -
boado, tirados por habis serradores a escolha do
Ilvm. Sr. padre meslre a cujos trabalhos cons-
tantemente assislia.
Sao osles cm resumo os bons que aprottve a
Divina Providencia fazer-nos participantes' por
intermedio do seu digno ministro, a quem com
quanto nao saibamos agradecer, receber o Sr.
Fre Serafira, daj mos do nosso Enle Supremo
a recompensa dos seus suores, e fadgas Findou
a santa misso no dia 8 do corrente mez as 8
horas da noulo despedindo-se do povo, que com
lagrimas e solutos bem demonstrava as sauda-
des, com quo se apartava do Seu Bem-feilor.
Deve novar-se que em lanos dias de numeroza
rounio nao houve que lamenlar-se o menor de-
sacato, ludo se passou na melhor ordem e Iran-
quilidade.
Depois de 3 dias de descanso parti no da 11
as 5 horas da larde o Kvin. Sr. Frei Serafim de
Catania, desta villa para a villa Bella, sempre
acorapanhado de numerosas pessoas.
Dignem-se, Srs. redactores, dar publicidade a
estas linhas.
Villa de Paje de Flores, 12 de abil do 1860.
O vigario Pedro Mauoel da Silva Burgos.
WMiawPMifflo. -
nhado de lanrao e assaasino, nunca pretend as-
sassinar .iiiear eomigo era competidor e/O na-
atOTO. I ao, Sr. Jos Roberto do Horaea e 5lva
nunv-a flz isso potse assim procedesse seria um
monsro ii nSo homem.
Setiji'ir ou ter sido preso algumas vetees!
Mas o Sr Jos Roberto sabe que eu em rainha
mocidade ui volado a um lado poltico por
isso me f erseguiam os contrarios, assacando-mc
baldoes t que por estes tactos inventados nunca
fui punid i, o apenas fui condemnado pof urna
altercagci que Uve cora um aubdelegado oue era
o Sr. Dr. Costa Ribeiro. 7
Sr. iosii Roberto nada dero ao 9r. Man^elJoa-
quim do llego e Albuquerque, fui frentico pela
revoluco de 188, pelo que soTri muito7, ei.t a
causa dos processos que lenho sofTrido j o que
nao poaso ser ingrato como o Sr. Jos (Roberto
que seiidc mui bem tratado pelo Sr, Reg c
Albuquerque e sua Exm.4 familia tem isso des-
conhecide, e por isso me acho ao ladoTdo Sr.
Reg e Albuquerque, contra aquellos, qrW como
o Sr. Joc Roberto de Moraes e Slva,s trado
res e ingratos.
Saiba n.ais o Sr. Jos Roberlo.que leaho- aem-
pre procurado acbar-me em relaco con) os ho-
mens que tem posic.io e de probidade reconhe-
cida, e j mais procurare) achar-me cmi contacto
com aque les que nao esto aestas cobdiccoes.
Assim se :u fdra subdelegado e livesse dado um
aliestado aulrmando que alguem erai lsdro,
nunca coc este homem rae unira; entretanto
o contrario faz o Sr. Jos Roberto com Jos
Thenorio.
Onde a >rosap do Sr. Jos Roberto, porque
atira-se sebro o Sr. Manoel Joaquim, ser por-
que aquella desconhecia o seu carcter, o admit-
tio em su, casa, e ahi o Sr. Jos Roberto come-
cou aprcnler a estar em socio lade, amenisando
seus mod< s bruscos, o que jamis lograra era
sua lenda, aonde s linha por costume fallar das
pessoas que Ihe deviam ser caras.
Sr. Jos Roberto aqui (Ico na estacada espe-
rando-o. Entretanto aconselho-o que encha os
boleos desta correspondencia como fez com as
que mandou publicar e espalha-la pelas tabernas
e acougues.
Afogadcs 8 do maio de 1860.
Marcolino Ferreira da Cosa.
^g MAIO DE fS-O.
ERCIO.
Srs. redactores: Prmtla-me que ainda re-
corra ao sen conceituado Diario para dar duas
palavras sobre as novas accusacocs que na ses-
sao da assembla provincial dc*17 de obril fize-
ram-me dous Srs. depulados meus antagonistas.
Ao Sr. Braulio, que muito linha do que aecu-
sar-rae e nada disse, declaro que a sua conta de
despeza da sua aula est corregida e emendada c
ainda nao foi paga ; porlanlo inexacto o que
afllrinou S. S. nessa sesso da assembla.
Ao Sr. Mello Reg (Raphacl) respondo : Io,
que nao me arropendo do ter repcllido como o
liz, as impulacoes calumniosas c injuriosas que
me fez o Sr. Braulio ; 2o, que nao temo nenhuma
aecusngao, nem que seja liscalisada minha repor-
ticao como convier, para procurar evitar por esse
meio que S. S. enxergou, ou por outro qualquer,
que a assembla cutnpra seu dever; 3o, que n
aulorisando o procedimento que tenho tido al o
presente, a se me julgar capaz de faltar a verda-
de ao governo no exerccio de meu emprego, re-
pillo com toda forca de miuha dignidade o insul-
to que rae fez S. S., pondo em duvlda a veraci-
dade do que disso em meu oHicio sobro o fado
da procurarlo falsa ; 4o, que S S. sabe, ese nao
sabe poda saber, que essa procuraco foisomen-
le apresenlada ao porleiro de minha repartiro
para conseguir-se a entrega dos documentos que
existlam era seu poder; porlanlo fica sem a me-
nor importancia quanto disso acerca do examede
sua veracidade, e o ridiculo com que nessa occa-
sio aquilatou o cumprimenlo de meus deveres
o, que por vezes me tenho defendido dessas fu-
teis oceusaces que agora me taz sobre as defrau-
dares commellidas pelos ex-colleclores do Rio
frormoso e Iguarass, corpo de polica c o llie-
soureiro do consulado; porlanlo podo S. S. con-
tinuar a repeti-las que nao Ihe responderei ; 6o
que Ihe devolvoo fado que mcncionou com re-
ferencia ao capilo Penteado, visto que mo nao
pcrlence ; 7o, que trale de defender seu irmao
de manciro que ihe possa aproveilar e deixe de
considera-lo victima de minha inimzade, que na-
da importa para sua defesa ; 8o, finalmente Ihe
dire que antes de levar ao conheciraento do go-
verno o fado da procuraco falsa, ignorava que
esse seu irmo linha intervido pora que fosseella
apresenlada na thesouraria ; mas se o soubeise
ninguera dira que oceultando eu essa cumpci-
dade e deiando de fallar no seu norae, tonuda
assim una vinganca.
Eojoado dessa enredada, peco-lhes Srs. redac-
tores, dignera-se de Imprimir estas linhas, que
muilo obrigado lhes ficar o seu venerador e
criado
Jos Yedro da Silva.
3 de maio de 1860
Srs. redactores.Li no Liberal de 5 do cor-
rele urna correspondencia ossignada por Joa-
quim da Costa Tavares em resposta a urna mi-
nha correspondencia publicada no seu concei-
tuado Diario.
Pelo dedo se conhece o gigante, diz o adagio,
quanto mais vendo-se-Ihe o corpo todo.
O Sr. Jos Roberto de Moraes e Silva subdele-
gado dos Afogados, vendo-se batido, e querendo
responder-me, procurou e achou o sacnslo da
igreja dos Remedios, um pobre homem a quem
illudio, que assignou essa correspondencia, que
nao feila pelo Sr. Jos Roberlo, pois elle in-
capaz de escrever cousa alguma e a sua igno-
rancia so manifesta em todos os actos de sua
vida.
Ora, o Sr. Dr. Jos Roberto, estomagado eomi-
go, lanca-se sobre o Sr. tenente-coronel Manoel
Joaquim do Reg e Albnquorque, e no maior
fronezim de loucura faz urna comparaco de si
edo Sr. Manoel Joaquim, cxalla-ss por ignorar
que louvor em bocea propria vituperio.
O Sr. Jos Roberto que nenhuma figura faz,
sem luzes e sem boa posicao, nao me pode res-
Sonder e assiguar sua correspondencia I Meu
eos dal juizo a quem nao tem.
fcra que o Sr. Jos Roberlo je julga no caso de
nao se abanar a dar-me respaila ? Scri porque
eu sou filho legitimo de matrimonio, cont meus
avos paternos e maternos sera deUes me enver-
gonhar, pois em nenhum dos lados vou parar na
cacravidao Ser porque mou angro e lio niinca
encapotado o espiei por esquinas e travesas,
nunca plantei intrigas ontre nieua prenles, nun-
ca mallrarei meu pai, nunca iusultei minha mai.
nunca por causa de neroocaa puz m almoeda o
decoro de minha familia, nunca puz meu cw-
(*) Srs. redactores.Lendo na Revista Diario
de seu fontal de hoje, 4 ,do correle, a narraco
do faci qae se deu acerca d'ura cadver levado
ao cemitciio as 5 3(1 horas da tardo quo em
quanto se ireparou a catacumba para a nhuma-
co deram as seis horas deixando de ser lapada
a mesma para so fazer no da immedialo.
E do mm dever em primeiro lugar fazer pu-
blicar o a t. ^8 do regula ment do ccmilerio e
era gegum o dizer-lhes que o cadver em ques-
lao era de um anjo, quo chegando oo cerailerio
foirecolhlo sua respectiva calacumba, nao
podendo s;r esta fechada, como quera a parle
interessodi, por se estar tapando oulras Mu fo-
ram concl lidus s 6 1|2 horas da tarde : a razo
porque se dao estes fados de sempre cliegarem
os enterro i ao ccmilerio horas incompetentes,
devido ao graude luxo das familias qu.Torem re-
presentar enterros com grandes acompanha-
mentos de carros, ponto de den.orarem os ca-
dveres as egrejas e casas emquanto vollam os
mesmos cirros d'oulros enterros que primeiro
vo ao ceiiilcrio.
.yisposigo do regulamento.
Art. 28. publico ter franca entrada no ce-
mterio da i seis horas da manha s seis \a tar-
de, eso durante osle espaco ser permit
ceber cade veres etc.
Queiram, Srs. redactores, inserir estas
no seu Diario, com o que muito obrigar
leitor.
Recite, 4 de maio de 1860.
Manoel Lu; Vires.
do ro-
linhas
0 seu
Srs. Redactores: O anligo expediente de
desacreditir as autoridides que lho nao agra-
dam, usad) pelo Liberal Pernambucano sempre
que chega presidente novo, est sendo emprega-
do pelo oigo do pequeo grupo, que se ovas-
salou ao Sr. Dr. Feitosa. Todos os diosj vem o
Liberal ( p ipel) pejado de falsidados revltanles
contra pc:soas respeitaveis, que exercem com
dignidade u independencia os cargos de ique se
acham reieslidos; todos os das $c chama a al-
tenco de i Exc. o Sr. presidente da provincia
para csses apontoados do calumnias quei ah se
publicara i o Liberal.
Hojecouue a sorte das aecusacoes calumniosas
a nuraerosi o honrada familia do Sr. lente
coronel Fl irencio, administrador da casa! de dc-
tenco, ao Exm. Sr. baro de Muribeca, bo sub-
delegado ( a Varsea, ao honrado e enlejlligente
Sr. Dr. Le cena, delegado de Uuricury, ao Se,
lencnte-coronel Dimas Lopes d Siqeira, Exm.
e Rvm. Si. prelado domeslie J. Pinto Ae Cam-
pos e linil nenie ao Sr. Pedro Pessoa deis. Cam-
pos digno delegado do termo de Florosl
Basta eta relago de, nomes de peasoas, as
mais d'ellos tao conhecidas por seu carcter ho-
nesto, que dispensara qualquer justificado, para
que S. Exc. o Sr. presidente da provincia fique
bem cerlo do senlimenlo indigno qu inspira
essas lorpissimas aecusaces.
Pelo que loca ao Sr. Pedro Pessoa d S. Cam-
pos, deieg)do de polica de Flores, popso affir-
raar que c completameiilo falso -quanli diz o Li-
beral de h je. O delegado de Flores J um ho-
moin grave e circuraspeclo.que exerce qomtoda a
juslica e piudencia as atlribui^es de eu cargo,
e nao protege a malfeilores, como diz o Libe-
ral Pernai.ibucano.
Nao consta que se lenha dado no termo de
Flores os fictos criminosos, de que fajz raencao
o corresponenfe d'aquelle jornal, masa terem-sc
ellos dado -clmenle, pode o govcrnd tlcar cer-
lo de que ( delegado de Flores ha decumprir o
seu dever crendendo e processando os culpados.
O correspondente do Liberal deixabcm trans-
parecer o notivo de tantas e de lo graves ae-
cusaces felas ao delegado de Flores, Agen-
te, que ;poiad.i pelo delegado, diz elle, pro-
metie vencer a eleico. Eis ah tudo ; o
odio poltico o que inspirou ao corresponle do
Liberal a iccuzar a um dos homens mais ho-
nestos, a u na das autoridades raals jusliceiras
e bem inleicionadas da provincia.
Pode S. lixe. syndicar djs actos do delegado
de Flores, u ha de cerlificar-se do que ahi vai de
calumnioso e torpe nessas aecusaces, que se Ihe
Dzerara hojo no Liberal, e o publico suspenda o
seu juizo al que o delegado de Flores se apr-
senle a desnascarar os seus mizcravels detracto-
res, no que nao haver falla de sua parle
Rccife, 9 de maio do 1860.
Pra*a <. jerife 9 de maio fe 1860.
"WWKS HORAS DA TARDE.
<**9e oraciakw
Cambio obre Londrea-251/2 d. 90 div S
Cotacoes ofilcian no dia *de maio depo# das
tres horas da larde.
Cambios sobre Londres 25 1,2 e 25 3.4 d.
90 d|V. l
Froto de algodao para Liverpool-l/2d. por libra
e o t/io-
Feda*Ue*r P"a Li"erP00' = 12 'r d- por
George PatchettPresidente.
/>i6ourc7_Secretario.
Alfandega.
Rendimentod dia 1 a 8
dem do dia 9 .
Publica^oes a pedido.
Thomaz ce Faria, agente da corapanhia brasi-
leira de paquetes a vapor, nesla cidade, a bem
da mesma companhia, precisa que osle meretis-
simo tribunal de conformidada cora o artigo 218
do_reglamelo n. 737 de 25 de novembro de
1850, Ihe ttesle visla do documento junio,
quaes sao os usos e costuraes dos mesmos va-
pores, neste porto, quanto s descargas dos mes-
mos vapore) dos gneros que passam por fra
d'alfandega, nao tendo os conhecimentos clau-
sulaes expressas neste sentido : por quem sao
pagas as despezas das mesmas descargas das lan-
chas para ttrra, se a cusa da compauhia ou dos
consignatarios das mesmas cargas. E. R. M.
Recife, 2C de marco de 1860
A assocUi;ao commercial beneficeule informa,
que os usos e costumes de que se Irata com re-
ferencia oes vapores da companhia brasileiro
sao os de <;ue faz menean o julgamenlo dado
pelo juiz especial do coromercio e o quo igual-
mente certilicam os correctores desta praca.
Sala da a:tsociaco commercial beoeficenle em
Pernarobucc 2.) de abril de 1860.
Antonio Marques de Amorim. presidente,
Antonio Ignacio do Rogo Medeiros secretario
Julgo provado que o costume seguido pelos
vapores da companhia brasileira quanto des-
carga do gneros por fra da alfandega fazer-se
tal descarga em lanchas dos mesmoa vapores ou
por estes aligadas, vindo os conhecimentos lim-
pos e sem clausula de pagamento ; correndo por
conta da nencionada companhia a despeza da
conducao al pelindo aos recebedores dos gneros a descarga
da lancha pira Ierra.
O escrivan deixando traalado no cartorio, entre-
gue o original ao justificante, que pagar as
cusas.
Recife 20 le margo de 1860.
Anselmo Francisco p"tfti*tf
O tribuna! cooforma-ae com o julgado. e alies-
lado da praia, visto como esta a pratica sobre
o asaumpto
Tribunal nambuco, e n esso de 3 de mato dt 1960.
Xa, Reg, Limos, Boitot.
Furtat) ulbrr^uo Iiospaulot tumulto, c*-
pilo1 Antonio Csalo, com a misma carsa ouc
troma tt Babia.
(&
66:421g8
12.812J>247
79.214109
ttov Intento da alfa mi esa
Vulumes entrados com fazendas
com gneros
Volmesahidos cora fazendas
* com gneros
104
103
------207
84
199
------283
Dcsearrega hoje 10 de maio.
Barca dgleaaOlindabacalho.
Barca amencanaUniaofarnha de trigo.
Barca francezaSpherefazendas.
Sumaca brasileiraHortencia diversos generes
Barca porluguezaProgressista-idom.
Importa cao
Barca ingleza Olinda, vinda de Terra Nova
consignada a James Cablree & C, maniestou o
seantinle:
3,075 barricas bacalho ; aos mesmos.
Barca porlugueza Progressista, vinda de Lisboa
consignada, manifeslou o s-guinle :
6 pip,an' ^ barris e 15 caixas "iu'hos, 10 barris
azeite, 10 ditos chorigas, 100 ditos vwagre, 20
dilosloucinho; a Thomaz de Aquino Fonseca.
101) barris louclnho ; a Rosa & Irmo.
25 ditos e 25 ancurelas vinho, 15 barris azeite,
20 ditos loucinho-; a Amorim & Irmos.
25 barris e 20 ancoretas ; a Teixera Bastos S
tx c
10 ditos azeite de oliveira, 8 volumes podras de
cantara ; a Barroca & Medeiros
7 pipas, 65 barris e 20 ancoretas vnlios 12
barris azeite doce. 150 ditos toucinlio, 220 saceos
faro lo. 1 caixao Iivros, roupa o quinquilharias : a
Francisco S. Rabello & Filhos
100 barris viuagro Unto, 390 varas do lagedo ;
ao capitau.
20 meias pipas vinagre, 2 caixa marmelada : a
Manoel Alves Guerra.
11)0 barris loucinho, 50 ditas e 10 pipas vinho,
50 barris azeite; a Joo da Silva Reg.idas.
10 pipas e 50 barris vinho ; a Whalely Forster
7 ditas e 52 ditos dito, 10 pipas vinagre : a
Manoel Joaquim Ramos e Silva.
5 barris e 50 ancoretas vinho ; a Jo3 Antonio
da Silva Jnior,
6 barris vinho, 1 caixa carne; a Joao Lucio
Marques
3 diios chongas; a Jos Marcelino da Rosa.
dodilo3 vmlio. 100sacco3 semea ; a Jos An-
tonio da Cunha & Irmo.
70 barricas sardiuhas ; a Jos Francisco de S
Leiiao.
40 ditas chorigas, 30 ditos loucinho ; a Luiz J
da Cosa Amorim.
1 caixa chiuellas de orello ; a Francisco Anto-
nio do Reg.
1 dita dilas de dito;'a Joaquim Pereira Arantes
5 ditas ditas de dito ; a A. Augusto dos Saulos
1 dita dilas de dilo ; a Silva & Ribeiro.
20 saceos farello ; a S. P. Johnslon.
67 pegas ae cabo ; a Carvalho Nogueira & C.
12 caixoles e 12 barris figos, 1 caixote amei-
xas, t dito massa de tomates; a Marcelino Jos
ti. Fontes.
1 caixa e 5 fardos flores e raizes medicinaes; a
B. F. de Souza.
9 caixoics peixo e fructa em conserva: a Au-
gusto Pinto de Lomos.
1 caixa (livros efolhclos; a Almelda Gomes
Alves & 3.
25 sunres alpislo, 5 saceos erva doce, 169 cai-
xas passdfe! a Aranaga & Filhos.
1 caix/pinceis e objectos de botica ; a Azeve-
do 4 MJdeiros.
amorim?'"3 '**" branca* a M'1nel Marques de
29 saceos feijo ; a Joo Tavares Cordeiro.
7 caixas peixe em conserva ; a Teixeira Ba
oa o G.
1 caixa massa de tomates; a Jos Pereira
Vianna.
4 vouimcs lavatorios de ferro; a Nicolao Brunn.
a caixas ignoro ; a Oliveira & Mendes.
barSs' l P8'"0' 4 caixas 2 "ixolinhos
ignoro, 300 molhos do cebollas, 2 caixotinhos
diuhoiro : accrescimo a diversos.
Consulado^ geral.
Rendimentododia 1 a 8 19 4593742
dem do dia 9....... 2.553*283
22:013902 i
Diversas provincias.
Rendiraento do dia 1 a 8 3:060J740
dem do da 9....... 508jj268
3:569^008
i Bastos
Despachos de exportacao pela me-
sa do consulado desta cidade n .
dia 9 de maio de 1860
Barceilona Briguo hespanhol Vigilante. A.
Irmos, 157 saccas algodo.
Rio da PrataPatacho haraburguez D. Ernes-
tioe. Busto & Lemos, 50 barricas assucar mas-
cavado.
Rio da Prala Patacho hollandez Sara Elisi-
beth, A. Irmos, 160 barricas assucar branco
PortoBarca portugueza Flor da Maia, Manoel
Joaquim Ramose Silva, 60 cseosme!.
PortoBrigue portuguez Esperanga, Rarroca 4
Medeiros, 350 saceos assucar branco.
LisboaBrigue portuguez Relmpago, Manoel
M. de Amorim, 1O0 saceos assucar mascavado.
LisboaBrigue portuguez Confiaoga, diversos
carregadores, 540 saceos assucar mascavado,
490ditos e 6 barricas dito branco.
Rio da l'rata=Patacho nacionaiVingador, Aze-
vedo & Mendes. 100 barricas assucar branco e
100 ditas dilo mascavado.
Becebedoria de rendas internas
greraes de Pernambuco..
Rendimentodo dia 1 a 8 9:8401130
dem do dia 9....... 890^081
10:7305211
Consolado provincial.
Rendimento do dia 1 a 8 13:731^103
dem do dia 9.......2:6519543
163853646
Movimento do porto.
w -
O. 1*
a.
o
Q.
B
Horas.
i' i
(o =
Atmosphtra.
(*) Por et luecimento tem deixado de ser pu-
blicada a prasente correspondencia.
A redaeco.
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Vi
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Dirtccao.
Inttnsidade.
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I Centgrado.
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Reaumur.
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O
A noite clora com alguns novoeiros, vento
SE, veio para o terral e assim amanheceu.
OSClLLAgAO DA MAR.
Preamar as 7 h. 18 da manha, altura 7.25 p.
Baixamar a 1 h. 30* da tarde, altura 1.00 p.
Observatorio do arsenal de marinha 9 de maio
de 18*0. Viuu Jumiob.
Ifaviot entrmo* no dia 9.
Rio de Janeirohiato brasileiro Linio Alfredo,
capillo Francisco Jos* do Souza, carga ditor-
sos genero.
Capitana
do porto de Pernambuco 24 de abril
de 1860.
Do ordem superior publca-*e o srguJnte, para
conheciraento dos navegantes.
Copia. 1." secgo. Palacio do (toverno do
R'O Grande do Norte 16 de abril d* 180.-Illm.
e Exm. 9r.Cumprc-me ozer che;r ao eonhe-
ciraeniode V. Exc, para os flns canvententes.
que, segundo declarou o c.ipitSo do porto desta
provincia, a luz que serve de phrol ira fortaleza ,
dos Santo Reis Magos, pode ser visla convez
le nm navio regular, distancia de 12 *3 mi-
ihas, por se aehar approximadam nto na altura '
ae 4J ps inalezea.
Beos guarde a V. Exc. Illm. e Exm. Sr. presi-
aente da provincia de Pernambuco. O presi^
lente Joao Jos de Oliveira Junqueira.
Coflformc=Fram:i9co Lucio de Castro. No inv-
pedimento do secretario, Francisco Firmino Mor>-
leiro.
Peranto a cmara municipal desta cidade
estar em praca nodias 11, 12 e 14 do corrente
o atoramento de um terreno na nm de S. Miguel
da povoaeao dos Afogados, cem 37 palmos de
frente elWde fundo.
Paco da cmaro municipal do Recife, em ses-
so de 7 de maio de 1880.Manoel Joaquim do
Reg e Albuquerque, presidente.Manoel Fer-
reira Accioly. secretario.
Do ordem do Illm. Sr. inspector da thesou-
raria do fazenda desta provincia ae faz publico,
para ronhecimenlo dos interessades, que no dia
6 de junho prozimo vindotiro, s 2 horas da tar-
de, tem do ser arrematada perante i mesma the-
souraria, urna parle da casa de sobrado de dous
andares n. 29, sita na ra da Guia, penhorada &
viuva de Antonio Ferroira Ruarte Vcllozo para
pagamento do sou alcance, sondo a parte do dilo
sobrado avahada na quanlia de 1.153M82, que
com o abate da quarfa parle na forma da Ici, foi
adjudicada .i fazenda nacional no valor de reis
866361-2, pelo qual que tem de ir praca para
pagamento do dilo alcance.
As pi ssoes, pois, que pretendercm licitar, de-
verao comparecer no dia e horas cima indicados
na casa da referida thesouraria.
Secretaria da thesouraria de fazenda de Pcr-
nambuce, 9 do maio ie 1860.
O offlcial-maior interino,
Luiz Francisco de Sampaio e Silva.
. O Illm. Sr. inspector da thesouraria pro-
vincial, cm cumplimento da resolucao da junta
da fazenda, m inda fazer publico, que no dia 31 '
do crreme, peranto a mesma junta, se lia de ar- ;
remitar a quem por menos fizer o oriiecimento
dos medicamentos e utensilios para a enfermara
da casa de detengao desta cidade, por lempo de |
um anno, a contar do 1." de julho de 1860, a 30
de julho de 1861.
As pessoas que se propozerem a esla arrema-
laoao, corcparccam na sala das sesses da refe-
rida junta, no dia cima indicado, pelo meio dia
e competentemeute habilitadas, que acharo pre-
sentes o formulario e condiges da arrematagao.
E para constar se maudo afTixar o presente e
publicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Per-
nambuco, 3 de maio de 1860.O secretario, An-
tonio Ferreira da Annunciaco.
_ O Illm. Sr. inspector da thesouraria pro-
vincial, em virtude da ordem do Exm. Sr. presi-
dente da provincia, manda fazer publico, que
no dia 10 de maio prximo vindouro, se ha de
arrematar, a quem por menos fizer a obra dos
reparos dos empedramentos da estridas da Vic-
toria entre os marcos de 6 a 8 mil bragas, ava-
llada cm 6:512$.
A arremataciio ser feita na forma da lei pro-
vincial n. 313 de 4 de maio de 1854, e sob as
clausulas especiaes abaixo copiadas.
As pessoas que se quizerem propor a esta arre-
matagao tomparegam na sala dasse.sses da men-
cionada junta no dia cima indicado, pelo meio
dia, competentemente habilitadas.
F. para constar se mandou affixar o presente e
publicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Per-
nambuco, 18 de abril de 1860.O secretario, An-
onio Ferreira da Annunciaco.
Clausulas especiaes para a arremataco.
I." Os reparos dos empedramemos da estrada
da Victoria entre os marcos de 6 a 8 rail bragas,
sero fcitos de conformidade com o orgair.enlo
nesta data approvado pela directora em conse-
Iho, e submellido approvaco do Kxra. Sr. pre-
sidente da provincia, na importancia de ris
6:5129.
2.a O arrematante comegara as obras no prazo
de 15 dias, e as concluir no de 4 me7es. conta-
dos segundo o art. 31 do regulamento das obras
publicas.
3.* O empcdrameulo na importancia da arre-
matagao ser feito em tres preslares iguaes,
sendo a primeira quando liver feito um tergo da
obra; asegunda quando hou ver fe ilo dous ter-
cos, o a ultima na entrega da obra.
4.* Em ludo o mais que nao estiver especifi-
cado no orcamento e as presentes clausulas es-
peciaes, se observar o que dispo a lei n. 286.
Conforme.O secretario, Antonio Ferreira da
Annunciaco
Declarares.
RECEBEDORIA DE RENDAS.
O administrador da recebedoria do rendas in-
ternas, era cumprimenlo da circular n. 6 do mi-
nisterio da fazenda de dez de Janeiro prximo
(indo e da portara n. 76 da thesouraria de 16 do
correnla, tendo mandado inlimar no dia 21 s
companhias c sociedades que tem sido facultadas
pelo minislerio do imperio e encorporadas com
sua autorisacio, e quo nao linham pagos novos
e velhos direitos pela approvaco de seus estatu-
tos e o sello do seu capital nos prazos legaes pa-
ra que cntrassera com sua importancia e revali-
daba o para a mesma recebedoria, as quaes socie-
dades e companhias constam de urna relacao as-
signada pelo official maior uterino da secretaria
da mesma thesouraria e sao ; companhia de se-
guros martimos utilidade publica, idem da es-
trada de ferro de Pernambuco, idem pernambu-
cana de navegagao cosleira, idem de seguros
marilimos indemnisadora, idem de colonisagio
em Parnambuco, Alagoas e Parahi'oa, das quaes
somenle as duas de seguro martimo menciona-
das moslraram haver pago o sello de seu fundo
capital o os novos e velhos direitos pela appro-
vagao de seus estatuios, faz Iranscrever o art. S
inico do decreto n. 2490 de 30 de setembro
do anno prximo passado que sujeita s penas
no art. 87 do regulamento de 10 do julho de
1850 aos empregados e autoridades aminislr.tti-
das ou judiciarias que de qualquer medo reco-
vhecerem a existencia das sobreditas cempa-
nhias.
Arligo 9." Os contratos ou estatutos de socie-
dades anonymasou companhias que entrarem em
operages ou esliverem funccionanlo contra o
disposio nos arts. 295 e 296 do cdigo commercial
e por consequencia sem pagamento do sello do
seu capital, esto sujeiles a disposico do art. 31
do regulamento de 10 de julho de 1850, alem
das mais ponas em que incorrerem, na confor-
midade da legislago jid vigor.
nico. Aos empregados e autoridades ad-
ministrativas ou judiciarias que aceitarem, at-
tenderem, deferirem ou admittirem reclamacoes,
requerimentos, representsces, aceces, titules e
documentos de qualquer natureza, apresenlados
em nome de companhias sociedades anonymas,
suas caixas filiaes e agencias em laes circunstan-
cias ou de suas administrages ou de qualquer
modo reconhecerem sua existencia flearao exten-
sivas as penas do art. 87 do regulamento de 10
de julho de 1850.
Recebedoria de Pernambuco 25 de fevereiro de
1860.=J/aoe Cameiro de Souxm Laceria.
Acha-se depositado neste juizo 12 botoes de
ouro do abertura, acbados a um menino : quem
porlanlo, for seu dono, dirjase a este juizo, que
daneo os aignaea certos, Ihe ser entregue.
Subdelegada da freguezia de Sanio Antonio 7
de maio de 1860.O aubdelegado supplenle,
Antonio Bernardo Quinleiro.
O Illm. Sr. inspector desta thesouraria
manda convidar a Sra. D. Thereza Viriaaima de
Jess para comparecer Resta ihesoonrta, tuna
da receoer duas notas de 50Jj. papal, rozo, que
forana devolvidas de ihasouro.
Secretoria da thesouraria de fazenda de Per-
nni.ibueo 5 de maio de 1860. O official maior
inleuno, Luiz Francisco de Sampaio e Silva.
Conselho adininistrafito.
0 eonselho administrativo, para forneeiinent
do arsenal de guerra, tela de com arar os ob-
jectos seguintes :
Fara o 4." botalhao de vrrHhaiie a .
Panno azul, corados 10 ; tranca de la confor-
me o figurino noromente adoptado, varas 16
Fara o 8. oalalho 9." de rafantaria.
Panno cor de cinza conforme o memo flguri-
10, eevados-270 ; galo de prata com urna pul-
legida de largura, raras 118; galo de prata do
meia pollegada de largura, varas 84 Ir*.
1 ara a enfermara do Rio Grande do rforte e
para a companhia lisa da mesma.
TLoV1^*' WM ^'l*: brin> enco-
varas 553 1,2 ;. chita para eonertas, covados-SOO*
l ara o meto bsialha da provincia do Cear;
tal1 168 C*' ""* 4&' l"m d Russia' **"*
Para a colonia de Pimenleias
Altea conluza, libras 4; agua de flor de U^
rangeira libras 2 ; dita de Ubarraque, garra-
fas 4 ; dito rosada, garrafas*; aci lato de amo-
niaco, garrafas 4 ; assucar retinado, arrobas 2
acido swlphnrico, ongas-61; acida neirico, onras 6 :
acido murialico. onca 6; balsamo de cnpa'hiba'
HDras 2; balsamo de arteu-, libras 2; bichas 100*
cascas de giquililhela. librai; calamolanoa
vapor, onga 1 ; canella em p. libra I ; capsulaa
ae cupafaiba, caixaa 4 : cabecas de durmideiraa.
libras-2; cavada, libras 4 ; dqutocblocelo de mer-
oln?,^"GnJ '. Pinto le vinho, garrafas 2;
emplastro de-aieuia, libra 2; dito de aquil^
gommado, libras 4 ; dilo vigicaloria. libras 2-
mfre1CrPn,U)'e9' ''3'" 4 : eilx oral; flor de aabugueiro, libra 2; dito de-
norrngem, libras 2 ; malvas, libras 2 ; flor de
irn'c.a' ,ri*r gomma arbica em p, libras 2 1
hydnodato de petassa, libras 2 ; linhaga em
grao hbras-7 ; dita cm p, libras 4 ; ludano li-
quido de sedenham. meia libra ; losna, libra 1
niel de abeMia, garrafas 4 ; dilo rosado, garra-
la 1 ; mann em lagrimas, libras 4; raostarda-
em grao, libras2--macellas, libros!; mercurio-
doce, libra 1; magnesia de Ubenrj, vidro2i
manleiga de antemonia, oiicas'i; nctralo de pra-
la, onca 1 : oleo de ricino, garrafas 6 ; oleo do
amendoas doce, garrafas 2 ; dilo commum, gar-
ralas 4 ; pasta de naf da arabia, caixas 6; po-
mada1 alvissima, libras 2; dila mercurial, li-
bras 2 ; dita de saturno, libras 6; polpa de ta-
marindos, libras 4; pedra hume, libra 1 ; pur-
gante de Mr. Le Roy, garrafas de 3." grao 6; qui-
na em casca conluza, libras 2; salsa parrilha in-
leira. libras 4 ; sulphato do magnesia, libras 4-
sal de chumbo, libra 1 ; sulphalo de quinino'
onca 1 ; sedilites, caixos 4; sanlunina, oncas2*"
ungento rosado composto, libras 2 ; xarone ci-
tnco, gariafas 6; arrada, libra 1 ; vinagre, gac-
rafas 6 ; algodo em rama, libras 2; tintura do
nosmoscada. oncas6; tintura de arruda. oneas 6-
bacas de rame pequeas para sangra 2 ; balan-
ga com marco e granatario 1 ; copo graduado I -
pennas lapis 1 ; caivete fino de aparar pennas 1
pennas de gango 25 ; popel almasso, resma 1 ;
dito pardo, resma 1 ; linteiro e areciro, 1 par "
tumi do vidro 1 : dito de folha 1 ; jogo de medi-
das do folha de urna libra meia onca 1 ; serin-
ga de bomba 1 ; dilo de estanto 1 ; pegas de al-
godozinho 3; espirito de salamoniaco, libras 4.
Quem quizer vender laes objectos aprsente
as suas proposlas em carta fechada na secretaria
do conselho, s 10 horas da manha do dia li
do corrente mez.
Sala das sesses do conselho administrativo
para fornecimento do arsenal de guerra, 2 do
maio de 1860.liento los Lamenha Lins, co-
ronel presidente.Francisco ioaquim Pereir
Lobo, coronel vogal secretario.interino.
= Pela directora das obras militares desla
provincia se tem de fazer a caiagao de todo >
quarlel da companhia de artfices: as pessoas
quedeste serviro se queiram encarregar, compa-
recen) na referida directora das 10 horas da ma-
nha em diante nos dias 9, 10 c 11 do correte
para tratarcni a resp.ifo.
Directora das obras militares S do maio de
1860.O amanuense,
Joo Moiilciro de AnJradc Malveira.
j O novo banco de
\ Pernambuco repele o avi-
so que fez para serem re-
colindas desde j as notas
de 10.000 e 2o,ooo da
emissao do banco.
r.stai'ao naval.
De ordem do Illm. Sr. chele de divso Fran-
cisco Manoel Barroso, commandante da estacao
naval desta provincia", previno ao grumete'do
corpo da armada Jos Gome3das Neves, desertor
daguarnico do brigue de guerra nacional Capi-
baribe, que, para ser lomado em consideragao o
seu requcrimenlo dirigido a Sua Magestade o
Imperador, pedtndo perdo e baixa, deve so
apresenlar primeiro ao mesmo senhor chele, se-
gundo o despacho communicado peloquartel-ge-
neral de marinha, o que manda o mesmo senhor
commandante da estago fazer publico era con-
sequencia da delerminacao que para isso leve.
Bordo do brigue-barc Iiantaraca'em Pernam-
buco, 2 de abril de 1860.O primeiro lenle da
armada, Euzebio Jos Anlunes, secretario e aju-
dantede ordens.
Avisos martimos.
Vende-se a barcaca Goneeigo Valoroaa,
em bom estado, da lotago de 20 caixas: a tra-
tar na ra do Vigario n. 10,2. andar.
__LWnLfiDOl
Companhia de ser-
vicos martimos des
Messageries Imperiales.
LINHA DO BRASIL.
Servico do corre francez
Inauguraca do. servigo.
O paquete a vapor La Guienne, de forca de
500 cavallos, commandante Enoul, official do
marinha imperial, partir de Bordcaux, para o-
Rio de Janeiro locando em Lisboa, Sao Vicente,
Pernambuco c Babia
No dia 24 do corrente.
As sabidas seguintes tero 'ugar de Bordeaux.
a 25 de cada mez, as quaes sero effecluadas pe-
los paqueles a vapor de rodas de forga de 500
cavallos.
Navarre, commandante Vdela
official de marinha impe-
rial.
Estramadure, commandante,
Trollier, official de mari-
nha imperial.
Bearn, commandante Aubry
de la Noe, official da mari-
nha imperial.
Um aviso ulterior far conhecer a dala do co-
meco do servigo asnean entra a Rio de laneiro,
Montevideo e Buenos -Ayrea.
Para informagoea a atrigir-so i agencia ra do
Trapiche n. 11.
Para o Aracaty.
Segu em poucos dias por j ler maior par* de
seu caaragatnoula proaalo, O biaia Cmmaragibe,
paraovestoepassageitos Irala-ae na ra do Vi-
gario n. 5.
Porto.
A barca porlugueza Fior da Maia, sabe jm-
preterivelmente no tria li do corrente ; anda
i._ i'j'i


(4\
recelie algutna carga e; passageiros, para o que
tero bons commodos : a tratar no escriplorio de
Manoel Joaqumi Ramos e Silva na ra da Cadeia
do Recife n. 38, primciro andar.
IPM
o Rio de Janeiro
egue ncsles olto dias o brigue nacional Da-
mao, tem a seu bordo metade do scu carrega-
mento ; para o resto que lhe falla, trata-se com
os setrs consignatarios Azeredo & Mendes, no scu
escriptorio na ra da Cruz n. 1.
Aracaty.
'Segu com muita brcvidade o hiato Snnto A-
tnaro, recebe carga c passageiros : a tratar com
"Caetano Cyriaco da C. M., no lado do Corpo San-
to n. 25, primeiro ofldar.
Cear e Maranho.
Segu com brevidadeo paldaboleSobraIense.
capilao Ralis, recebe carga : a tratar com Caela-
no Cyriaco da C. H., no lado do Corpo Santo n.
15, primeiro andar.
Aracaty com escala pelo
Ass.
Segu com brcvidade o hiato nacional Grati-
do", : para o resto da carga c passageiros, o que
tem excellentea commodos : a tratar no Passeio
Publico n. 11, ou com o mostr no trapiche do
algodo.
Para Lisboa
o brigue porluguez Relmpago pretende seguir
viagem com a possivel brcvidade : quem no mes-
rao quizer carregar ou ir de passagem, dirija-se
ao consignatario Thomaz de Aquino Fonseca, na
ra do Vigario n. 19, primeiro andar, ou com o
capitu na praca.
Rio de Janeiro.
Segu com muita brevidade o palhabole Ar-
tista, capilao Jonquim Jos Alvcs das Nevos :
para o resto da carga, lr.il.ise com Caelano Cy-
riaco da C. M no lado do Corpo Santo n. 25, pri-
meiro andar.
Dos, perleiiceate a Machado
& Dantas e por conta e gfico
de quem pertericer d 500
barricas com fariuha de trigo,
que sero vendidas em lotes
a vontade dos compradores;
ter principio s 10 horas em
ponto.
MARIO DE PEftlVAliaCOO. -QUISTA fRIBA. l6 pg MA10 M m0
Aiigl
REAL MPANIIIA
o-Luso-Brasileira.
Espera-se dos porlos do sul no dia 9 do cor-
rente o vapor Jason, que deve seguir para a Eu-
ropa no mesmo dio, se cheear de manhaa ou no
seguinte se chegar depois do* meio dia.
Este vapor o mais bello barco que jamis na-
vegou para o Brasil, tem lugar para 300 passa-
geiros da primeira classe, 3u0 da segunda e 400
da lerceira classe, rene aos melhores commo-
dos o maior asscio porque perlencc a urna linha
entre Inglaterra e Estados-Unidos o o luxo e
com mol i J a do que oslentam os vapores dessacar-
reira proverbial.
Prelado para fazer esta viagem em lugar do
vapor Brasil, trouxe a tripolaco daquelle barco,
sendo o commandanle Richard* Euslicc, u mesmo
que na ultima viagem do Brasil, loi mimoseado
m Lisboa peloi passageiros cora urna busina de
prala fina em signal de estima e gralido pelo
bom tratamento que receberam.
Conliecedor dos gostos e costumes portiiguc-
zes conlratou em Lisboa, cosinheiros, criados e
criadas portuguezas, e por isso tudo promelte aos
passageiros que nclle seguirem urna passagem
comiuoda e agradavel
Os Srs. passageiros que pagarem a passagem
de ida evoltaterao o abalimenlode25 0i0 : a tra-
tar com os agentes Tasso Irmos.
l
Riode Janeiro.
Seguir em poucos dias para o Rio de Janeiro
patacho Flor da Babia, ja bem conhecido por
boa conslrucco e marcha ; e como ainda tem
praca para carga, ofTerecc-a aos prelendentes,
oa Cadeia do Recife n. 72.
Val sahir cora brevidade o brigue
Confianza, por ter parte da carga en-
.g.ijada, para o resto tratase com os
consignatarios Carvalho, Nogueira & C.
ruado Vigario n. 9, primeiro andar,
ou com o capitao na praca.
Para a Babia.
O patacho nacional Amazonas I pretende se-
guir com muita brcvidade, tem parle do seu car-
regamentoa bordo ; para o resto quo lhe falta,
trata-se com os seus consignatarios Azevedo &
Mendes, no seu escriptorio na ra da Cruz u. 1.
Para o Rio de Janeiro.
O patacho nacional Amazonas II pretende
aeguir com muita brevidade, lem parte do seu
carregamento prompto ; para o resto, trata-se
com os seus consignatarios Azevedo & Mendes,
no seu escriptorio na ra da Cruz n. 1.
Para o Porto
egue al o 'ia 10 do corrente o brigue portuguez
Harmona, ainda pode receber aJguma carga :
trata-se com os seus consignatarios Azevedo &
Aleudes, no seu escriplorio na ra da Cruz n. 1.
Sexta-feira 11 to corrente,,s
11 horas em ponto.
Ao correr do marlelloi
O agente Camargo autoiisado pelo Sr. Victo-
rino Jos de Souza Travassos Jnior, far leilao
em sua casa na ruado Veras n. 15, bairro da
Boa-Vista, de seus movis consistindo em
Urna mobilia de Jacaranda.
Um rico piano com excelienlcs vozes.
Guarda vestidos e guarda roupa.
Toucadores cora pedra marmore, inglezes c tran-
cazos. \
Mesa elstica, guarda louca e aparador. \
Sofas, cadeiras para gabinetes, sala de jarilar,
dito de balanco e de fechar.
Banqniuhas, candieiros, Linternas, louga para
mesa ele. .
Um elegante cabriolet cora ura bonito cavallo
rudado bom trotador, e lindos cavallos de
sella com lodos os andares, e outros objee-
tos que se deixam de mencionar.
Cuja sua casa aluga c nessa occasio proporcio-
na aos prelendentes examinar as cominoJidades,
aqualsende de dous grandes andares e grande
solo, lem grandes salas, gabinetes e quarlos
espacosos, cocheira, boa estribara, senzala para
prelos e dous quarlos cora cacimba etc., etc., ac-
crecendo mais que a dita casa muito fresca.!
llavera lunch para os concurrentes.
LEILAO
DE
Movis sern reserva.
Quiata-feira 10 do corrente.
O agente Borja far leilao em seu armazera na
ra do Imperador u. 15, de diversas qualidades
de movis como camas, commodas, cadeiras,
toucadores, lavatorios etc., etc., e mullos outros
artigos que fora enfadonho mencionar.
Comeoar s 11 horas do dia cima referido.
Transferencia
DO
Leilode predio
Para quinta-feira 10 do cor-
rente ao meio diaem ponto.
O agente Camargo fara' leilao no dia
15 do corrente no seu armazem na ra
do Vigario n. 19 /
DO
Sobrado de 5 andares pertencentes aos
herdeiros do commendador Antonio
da Silva na ra do Vigario n. 5, de-
lrontc do consulado geral nra exa-
minar o mesmo predio, titulse con-
diceles de venda, os protendentes po-
dem entender-se com o mesmo
agente.
LEILAO
Quinta-feira 10 do corrente,
s 11 horas em ponto.
O agente Camargo fara' leilao por or-
demdoSr. Gaspsr Moreira Lima, di-
rector da soeiedade Tres de Julho, no
seu armazem na ra do Vigario n. 19
DE
Urna mobilia de Jacaranda', cadeiras
avulsas. apparadores, marquezas, so-
fas, mesas elsticas, guarda roupa,
toilets de Jacaranda', cabides e ou-
tros objectos que se tornara desne-
cessario mencionar.
Avisos diversos.
= Precisa-se de um ofQcial
ra das Cruzes n. 35.
de barbeiro : na
C&MPANHIA BRASILEIRA
DE
PAQUETES A VAPOR.
0 vapor Oy&pock, commandante capitao te-
siere Santa Barbara, espera-se dos porlos do
.sul em seguinienlo aos do norle al o dia 14 do
-corresiie mez.
Recebe-se destfe ja passageiros e frele de en-
ommendas e dinhxiro, e engaja-se a carga que
o vapor podercoBduzirsendo despachada com
antecedencia at a vespera do dia de ta che-
gada : agencia ra de Trapiche n. 40, scrip-
loiio de Thomaz de Paria.
Rogase ao Illm. Sr. delegado de polica
de Iguarass, lance suas vislas sobre a Maricola,
quo o furlo de cavallos e bois est all e em seus
arredores^ sendo um meio de vida.c osindigita-
dos nao sao desconhecidos,ainda que nao mnrem
na freguezia na semana santa furtaram dous bois
os quaes foram achados e disise o comprador
tc-los comprado em urna cocheira no Recife,
agora furtaram urna burrinha, caslanha, pasjei-
ra, gorda, com peladura em cirua da anca, galo-
padeira e com urna ferida no peicogo do lado cs-
querdo proveniente de urna sangiia : a quem for
offerecida roga-se o favor de avisar ao seu dono
Joao Carneiro Raposo morador no lugar cima
junio ao Rio Timb ou no Recito na ra Nova
defronle da botica, segundo andar por cima do
Dr. Seve, que ser gratificado. \
Em audiencia do juizo do orrihos dos dias
II, 15 e 18 do corrente, tem de irla praca para
ser arrematada urna casa sita em urna das prin-
cipaes ras desta cidade, cujo escripto se acha
em mo do porleiro do mesmo juiap.
= Vcnde-se urna carroca em bom estado, a
qnal podar ser examinada na Estrada Nova, no
sitio junto a primeira bomba, o dono\ do mesmo
far a venda. \
terdeu-Wno domingo 6 do correnle ( ruile),
um pente de tartaruga, virado, moderno, demar-
ca {runde, na tgreja de N. S. do Terco : a pessoa
qun fcacbou querendo o reaiijuir dinja-se ra
de Sfela Rita n. 48, que ser generosamente' re-
coinpwsado. Tambem roga-se a qualquer pes-
soi a quem o dilo penle Mr ofterecido de o en-
caininhar a dita casa ou annunciar por este jornal.
Os artistas allaiales de Pernambuco. com-
penetrando-se de que por meio de urna associa-
ca< que podero nao s aperfeicoar a sua arle,
como tambem garantir um meso de subsistencia
decente e honroso seus irmaps d'arle, e s suas
familias, que ou por avancada idade, ou por
quilquer deformidade physia se acharem im-
posibilitados de Irabalhar ou que ailecerem na
miicria, rcuniram-se do commum accordo, e
forraaram urna associaao 'denominada dos
Ar .islas Alfaialescojos esalulos j se acham
ap trovados pelo mui digno cjiefe de poRcia o Sr.
Di. Alenrar Araripe.
Felizmente com trabalho venceratn o bices,
que lhes queriam antepor alguns homens, que nao
se compenetram da posico, que lhes justa-
ra nle devida, e cujo nico flm perseguir a
aquelles de quera muilas vezes veem a depender,
mis felizmente remetiendo a esses que lhes
queriam embargar o pssso ao silencio, com f e
re ignacao chegarara a por o|m realidade seu pen-
83 nenio, que para elles talvez nao passasse de
un sunho, de urna chimera,
Ds mesmos advertem que a presente associa-
ca> nada lem com urna 0U(tra que se projeclou
fundar alguns annos passados, e que nao lendo
re ilidade chegou-se a vender os poucos espolios
que j possuia ; admitlindo-se ura exclusivismo
onde somonte prcdominavin os mestres, o que
en um absurdo-completo ; assim pois crearam
a presente onde observada somenle a lei da
igialdade e da caridade, nica que deve predo-
m.nar, por se achar sanecionada na religio do
Crucificado e coadunar-se com o progresso e ci-
vi.sacio do nosso paiz.
A commisso abaixo assignada
dos artistas alaiates, cenvida a to-
do os seus socios e aquellas das pes-
scas que lhe quizerem hon-ar para
a sesso magna da inauguracao de sua
a ,sociacao que tera' lugar em o paluce-
t<: do Caes de Apollo.as 10 horas e meia
di manhaa. no domingo 13.Manoel
di Ora de Farias, Victor Angelo Gre-
gario, Manoel Joaquira Machado Gui-
maraes, Antonio Macario de Assis, Ma-
noel Peixoto da Paix^o.
O Sr. Juo Filippe dos Santos deixou de ser
c.uxeiro da casa de James Crabtree &. C,. desde o
d a 1 deniaio presente.
\ Joao Filippe aos Santos declara que se des-
f> -dio da casa dos Srs. James Crabtree & C, no
d a 30 de abril prximo passado,
- Os Srs. Jos Domingues Pereira,
Juviniano Jos Antunes, francisco da
Silva Queiro/, Tiburcio de Lima Pe-
reira Barbalho, Joaquim Pereira da
Costa Larangeira, queiram dirigir-se a
ra Direita loja n. 68, que se lhe qur
(aliar.
Precisa-sc de um mogo para cobranga, c
quo enlenda do escripia, c que seja de boa'ion-
ducta : a tratar na ra estreita do Rosario n. 11.
Da-se C00JOOO a premio de 2 por cenlo ao
iniez, sob penhores de ouro : na loja de livros do
Sr. Figueiroa se dir quera d essa quantia.
Compra-sc ossos em grandes e pequeas
[orces: na ra da Senzala Nova n.
Aluga-se a excedente e
casa da ruada Aurora n. 2G
na mesma ra n. 16 A.
Tlio naz de f'aria saca sobre
ttigal no prximo paquete
na ra do Trapiche n. 40.
Vende-se um cxcellenlc sitio ora,,Rcmfica.
i margem do Capibaribe, tem casa para grande
lamilia, fructeiras e algum terreno paflK planta-
cao : os prelendentes dirijam-se a ni* Real n.
..at s 9 horas da manhaa e das 3 ua larde
!m diante. ) \
Vendc-se um casa terrea na rufa de S.
lliguel freguezia dos Afogados n. 59 : rfuert a
jretender comprar dirija-se as Cinco Ponas lar-
,50 do Terco n. 21, das 6 s 9 da manhaa e a
arde das 3 por diantc.
= Quem pretender comprar um cavallo muilo
bom tanto para montana como para carro, com
muito bous andares, dirija-se a ra de Horlas
i. 4, que se dir quem vende.
Antonio Gaspaz Pereira Jnior deixou de
ser caixeiro dos Srs. F. S. Rabello & Filho desde
I ojo. Recife, 9 de maio de 1860.
Caixeiro.
0(Tercce-so um caixeiro para escriplorio, ser-
ico de ra, (carga e descarga do navios) para o
que lem bastante ortica : quem precisar dirija-
.eruado Senzala Velha n. 76. em caita fe-
chada.
Aluga-sc um'silio na Capungs"Velha, com
joa casa para grande familia, lendo 3 salas, oito
loarlos, cozinha fura, quarlos para feitor, e es-
nbaru, cacimbas com boa agua de beber, bom-
ias e tanque, viveiro o banho no rio, bastantes
irvoredos e fruclas : a tratar no mesmo, ou ha
ua da Cruz n. 21, armazem. O sitio 6 o do Ana-
da Joao Evangelista da Costa c Silva.
Vende-se a taberna n. 14 do paleo do Ter-
o, bem afreguezada o Iluminada gaz e bas-
ante surtida; vcnde-se tambem com as dividas
c quizerem : a tratar na mesma.
O Sr. Antonio Gaspar Pereira Jnior deixou
le sor caixeiro de Francisco Scverino llabello 4
Filho, desde o dia 9 do corrente.
Admille-se um fabricante desabito : na fa-
brica do Franca, na ra nova do Santa Rita.
Offercce-so mu menino para caixeiro do
qualquer eslabelccimenlo, sem mesmo exceptuar
taberna, tcm excellentes roslumes e d Cador
sua conduela: a tratar no Campo Verde, na-
dara.
Gustave Carn, socio gerente da casa Lelel-
llOr & O-* "lirn-oo na^a m .._--_ a r----------------
gerente
rodo.
Gustave Carn, subdito
psra a Europa.
Muita atten^ao.
Offereco-se um rapaz para caixeiro de qual-
quer estabclecinienlo, o qual d flador sua
conducta, o mesmo para cobranca: os prelen-
dentes deixem cana fechada na praca da Inde-
pendencia ns. II o.l6, indicando a sua morada.
30.
commoda
: a tratar
Por-
escriptorio
& C." relira-se para a Europa, e deixa como
da mesma o Sr. Joao Jos de Figuei-
francez, relira-se
em
sa
Milho e farello.
Vende-se milho a 4S o sacco em poroao 3*800 \
ii cuia 240 rs., farello a 5g o sacco ; r^a travs- {
do patoodo Paraizo n. 16, casa pintada de i
Aiioocao.
Armazem de fazendas
NA
Ra do Queimado n. 19.J
Chita franceza fina escura de padroes }
Leiioes.
JLEILO
DE
Farinha de trigo
SSSF.
Sexta-feira II do corrate
O agente Borja autorizado
pelo Sr. DomiDgos Alves Ma-
theus, far leilao no armazem
n. 6, da ra da Madre de
miudinhos pelo baratissimo preeo de 220
rs. o covado, a ellas antes que se acaben,
pois o preco e a qualidade convida a
comprar.
liOTIRl
amarello com oilao para a ra da Flor'ehlina.
O abaixo assignado como membro da firma
social Oliveira & Goncalves, lendo de proceder
liquidacao da mesma pela morle do socio Oli-
veira, convida a todas as possoas a quem a mes-
ma firma fr doedora directa ou indirectamente
por qualquer titulo, vencido ou por vencer, bem
como pessoas a quem fr devedora a firbia da Vin
Manoel Antonio dos Passos Oliveira & C *u s- a Iratar na mesma casa "* Pfa'a 48
mente Manoel Antonio dos Passos Oliveira; para Precisa-se rin nm ,,., v u
que no pra> de 8 dias apresentera seu, cre'dflo", letra ilZV&*? T^X
fim de se (derlralar da l.qu.dacao e inven- Imperador n. 17. primeiro andar? '
Aluga-se a loja da casa n. 17 da ra do Ira-
lario do espolio do finado Manoel Antonio dos
Passos Oliveira. Recife 10 de maio de 1860.
Manoel Antonio Goncalves.
Para pouca familia precisa-sede urna casa
preferndo-se ura peoueno sitio perto da praca:
uem livor e quizer augar anauncie por esta
i>iha para ser procurado.
11. Tuckniss tz cenle ao publico em ge-
ral e ao corpo do commercio em particular que
deixou de ser socio da cas.i commercial que gy-
rava sob a firma de ArkwrigM Tuckniss & C,
nest* prag, desde 31 de deze.Tibro de 1858, e
que desde enlo llcou desonerado do activo e
passivo da dila firma. Recife 3 o'e maio de 1860.
Cede-se a pessoa solteira, em urna ca-
ga muilo capaz, urna sala com duas alcovas
de frente e um solio muito espacoso, ludo pio-
lad? de novo e muito limpo, coro todas as mais
comn;odidades que se exigirem, por preco era
conta e perlo do arsenal de marinha : para in-
forroacoea na ra do Codorniz n. 18, em frente
da iravessa da Madre de Deoi.
perador, lado do caes : a tratar na mesma casa.
O Sr. Jos Affonso do Rogo Barros, que
mora no Zongu, lenha abondade de apparecer
naolariado Fundi, na ra da Gloria, que se lhe
deseja fallar a negocio de seu inleresse.
Precisa-so de urna ama! preta cscrava para
oservico de portas i dentro, que seu aluguel nio
exceda de 203 *>a ra eslreju do Rosario n. 23.
Quintido de Azevedo Hachado, Brasileiro,
segu para Europa.
Troca-se urna casa com bons commodos na
ra Augusta, com ura sobrado no Racife, excep-
tuando-so ai ras Apollo. Cadeia, Cruz e Vigario:
a tratar na ra dos Martyrios n 26.
Comprase papel para,jembrulho (Diarios) :
na padaria da ra do Rosario da Boa-Vista n. 55,
Deseja-ae fallar pessoalmenle ao 8r. Joa-
quim Jos Baplisla acerca do negocio ero que ao
m.-urao sen'uor interessa; e por isso se lhe pede
o fayorde dirigir-se ao escriplorio do Diario,
na praca da Independencia di. 6 e 8.
Galera americana re-aberta
Galera americana re-abena
Galera americana re-aberia
Galera americana re-abena
Galera americana re-aberta
Galera americana re-aberta
Grande sortimenlo de fszondas
Grande sortimen lo de fazendas
Grande sorliment de fazendas
Grande soriimenio de fazendas
Grande sortimenlo de fazendas
Grande sortimenlo de fazendas.
Pede-se a atlenco das senhoras e cavalheiros
l'ede-se a altengio das senhoras e cava Iheiros
Pede-se a aiiencao das senhoras e cavalheiros
Pede-se a atlencao das senhoras e cavalheiros
Pede-se a auenc.no das senhoras e cavalheiros
Pede-se a allengao das senhoras e cavalheiros.
Ka ra do Imperador
Na ra do Imperador
No ra do Imperador
Na ra do Imperador
Na ra do Imperador
Na ra do Imperador.
Para bellos retratos
Para bellos retratos
Para bellos retratos
Para bellos retratos
Para bellos retratos
Para bellos retratos.
Pelo artista A. W. Osborn
Pelo artista A. W. Osborn
Pelo artista A. \V. Osborn
Pelo artista A. W. Osborn
Pelo arListo A W. Osborn
Pelo artista A. W. Osborn;
Retratos para 3$ al 30$00O
Retratos para 39 at 309000
Retratos para 355 al 309000
________Retratos para 3 at 30000
Perdeu-se na madrugada do dia
6 do corrente, um alinete de ouro
com camafeu, da ra da Saudade a ra
do Hospicio e matriz di Boa-Vista, e
desta seguindo pelas ras do Aragao,
Santa Cruze Cotovello ; roga-se a quem
o achou o favor de entrega-lo na ra
da Saudade primeira casa, vindo da
ra Formosa da Boa-Vista, aonde se sa-
tisfar' qualquer despeza se assim o
exigir.
- Os herdeiros do fallecido Jos Eu-
genio da Silva Ramos, querendo ven-
der o engenho Camaragibe de Seri-
nhaem, que lhe coube em partilha por
morte de seus pais, convidan a qual-
quer que se julgue prejudicado em
seus diroitos com esta venda que apr-
sente seus ttulos dentro em 15 dias,
tempo em que se pretende realisar a
referida venda. Recife 8 de maio de
1860.
Simn Arevalo Pillacis subdito Peruano, le-
Ura se para o Par.
Jockey Club.
A coramissao directora tem marcado o dia 12
do correnle, s 4 horas da larde, para a lerceira
corrida no prado da Piranga.
A primeira corridascr de 1,000 bracas.
Entrada de cada cavallo60J>000.
A segunda ser de 500 brar.ns.
Entrada oe cada cavallo 30&000.
A lerceira ser de 700 bracas.
Entrada de cada cavallo-tOjJOOO.
O premio da primeira corrida ser a imoorlan-
cia das entradas dos cavallos, o da segunda e ler-
ceira na mesma conformidade. Os socios que
quizerem inscrever 3cus cavallos deverao diri-
gir-se as thesourciro da mesma commissao al o
dia 10, depois do qual nenhuma inscripcao ter
lugar.
Precisa-se alugar ura moleque escravo de
12 a 14 annos, para o servieo de urna casa de
pouca familia: quem quizer alugar, dirija-se
ra do Trapiche Novo, n. 18, lerceiro indar.
Na ra do Nogueira lem urna casa terrea
para se alugar com commodas para urna grande
familia: na ra do Livramonlo n. 4.
Precisa-se de urna ama forra ou captiva : no
pateo do Tergo n. 26.
Roga-se a pessoa que achou urna pulceira,
que se perdeu desde a matriz da Boa-Vista al
ao p do quartel do polica, de a entregar na
taberna do helefanle, no Hospicio, que ser
gratificado.
.= O Dr. Ignacio Firmo Favierfaz publico, que
nao obstante nao achar-se ainda completamente
restabelecido do grave incommodo de saude de
que fra accommettido desde novembro do anno
passado, lera com tudo destinado empregar algu-
mas horas em o exercicio de sua profiss&o. para
o que poder ser procurado das 9 horas da ma-
nhaa s 3 da larde, no pateo do Carmo, sobrado
n. 9, primeiro andar ; e desta hora em dianle no
Cachang. O mesmo doulor havisa a seus fre-
guezes e a todas as pessoas que o quirerem hon-
rar, cdufiando-lhe seus doenies, que lem roorga-
nisado a sua casa do saude, sita na Passagem da
Magdalena, entre as ponles grande e a pequea
do Chora-menino, que alera de so achar montada
convenientemente dispe de commodos para
mais de 40 doenlcs, segundo a cathegoria e se-
xos, pelo mais coramodo proco, que na actuali-
dade se pode Tazer. As pessoas livres rccolhidas
a enfermara pagaro a diaria de 3J, e cscravos
2j ; dando-so ainda algum abalimento no caso
de que a molestia se prolongue por mais de um
mez. As pessoas que desejarero um Iralamenlo
dislmcto pagarao nn razo da despeza que fize-
rem. Para tratar, podem dirigir-se casa do pa-
teo do Carmo cima indicada, ou com o Sr. Jos
Firmo Xavier na dila casa.
David Marlins da Silva Borges v,ii a Portu-
gal Iratar de sua saude, e deixa por seus procura-
dores durante a sua ausencia, Maximino Marlins
da Silva Borges, Jos Marlins da Silve Borges. e
Jos Antonio Braga da Silva
ARREMATACO DE DIVIDAS. *
Nos das 5, 8 c 11 do correnle tem de serera
arrematadas as dividas do finado Manoel reman-
des Guedes, na importancia de 29:045768 prin-
cipal e juros al agosto de 1856, depois da audi-
encia do Dr. juiz de orphaos ; qualquer licitante
que queira examinar a qualidade dos dbitos de-
ve procurar o es ripio em mi do porleiro dos
orphaos e ausentes Amaro Antonio de Farias.
MK a ultima praca no dia 11 s 11 horas da
mafdts, ns sala das audiencias
*-0-8r.'f.rajano Carneiro Leal deixou de ser cai-
xeiro do abaiko assignado desde o da 5 do cor-
renle. Recife 7 de maio de 1860.
Sebastiao Jos da Silva.
sido
no-
provincia
Manoel Coraillo Pires Falcio, tendo
meado pelo Exm. Sr. presidente da
thesourciro das loteras avisa ao respeitavcl pu-
blico que tendo em visla regularisar as mesmas
loteras, submetteu a approvacao do mesmo
Exm. Sr. presidente o plano que biixo vai trans-
cripto e por elle vai ser cxlrahida a lerceira par-
le da primeira lotera concedida a favor da ir-
mandade do Divino Espirito Santo da igreja do
Collegio, devendo as rodas da dila lotera impre-
ter velmenlc correr no din 26 do presente mez
no lugar do coslume, o os respectivos bilheles
se acham exposlos venda no escriptorio da thc-
sourara das referidas loteras silo na ra do Im-
perador (outr'ora do Collegio) sobrado de um an-
dar n. 2 por cima do armazem de fazendas do
Sr. Rolim, desde s 8 horas da manhaa s 6
horas da larde.
O mesmo thesourciro espera a coadjuvacao do
respcitavel publico pois com ella envidar'lodos
os esforcos quo estiverora a seu alcance para que
nao s sejam ellas exlrahidas nos dias que fo-
rem mareados, mas tambera para que tenham
grande incremento e mesmo at o de elevar pro-
porcionalmente o capital de cada urna aos dos
que sao exlrahidas na corle do Rio de Janeiio.
4000 bilheles a 10J.................. 40:000*006
20 por cenlo do beneficio........... 8.OOO9OOO
1 Premio de......... lOiOOOfiOOO
1 Dilo de............ 5:00000
1 Dilo de............ 1:000000
1 Dilo de............ 4008000
4 Ditos de 2005..... 8008000
8 Ditos de 100#..... 800JJO0O
19 Ditos de 50..... 950OOO
40 Ditos de 20$..... 8OO9OOO
1225 Ditos de 10J..... 12:2508000
1300 Premiados.
2700 Brancos.
4000 Bilheles.
The^ouraria dss loteras 12 de abril de 1860.
O thesoumro Manoel Camillo Pires Falcao.
Approvo Palacio do governo de Pernambuco
19 de abril de 1860.=Luiz Barbalho Moniz Fiuza.
Conforme.Francisco Lucio de Castro.
Thesouraria das loteri.-s 4 de maio de 1860.
Manoel Cimillo Pires Falcao.
O Dr. Antonio Agripino Xavier de Bri- sm
MUTCfiDOL
lo continua a residir na
27, segundo andar.
ra da Cruz n.
Precisa-se de alguns
meninos para aprender o of-
icio de marcineiro: naru* de
S. Faancisco confronte a igre-
ja, armazem que tem a offici-
ua da parte de detraz.
Companhia doBe-
beribe.
Sao convidados os Srs. accionistas a
se reunirem em sessSo da assembla ge-
ral ordinaria de conformidade com o
artigo 17 dos estatutos, no dia 12 do
corrente pela urna hora da tarde no
escriptorio da companhia ra do Cabu-
ga' n. 16, primeiro andar, para to-
marem conbecimento dos negocios da
companhia no semestre decorrido e
decretarem o pagamento do 24- divi-
dendo
Escriptorio da administracao da Com-
panhia de Beberibe 8 de maio de 1860.
Jos Teixeira Bastos, secretario in-
terino.
Manoel Carpinteiro da Silva, Brasileiro
adoptivo, vai a Portugal.
Precisa-sc do um caixeiro para abundo, de*
urna padana, quesaiba lere escrever bem, e que
d habilitacoes necessarias para preencher a fal-
ta do primeiro em qualquer empedimento desle,
e que lenha pralira do negocio : quem se achar
nestas circuinstancias, e der fiador a sua conduc-
ta, pode dirigir-se a ra larga do Rosario n.
18, segundo andar, de manhaa at as 9 horas, &
de tarde at as 3, qe achara com quem tratar.
= Fugio era (lns de fevereiro prximo passade>,
do lugar da Embiribeirs, onde estara trabalhan-
do. um esesavo prclo, por nome Pedro, de naci,
com os signaes seguintes : idade de 40 annos,
poiico mais, estatura regular, com falla de 1 ou
2 denles na frente da parte de cima, falla dea-
caneada o ps grossos '. este scravo foi comprado
em seterabro do anno prximo passado i Sra. D.
Joanna Mana dosPrazeus, viuva do Sr. coronel
Mauocl Francisco Lamenha Lins. que est oro
um engenho para o sul da proviocia. c suppoe-se
que dilo escravo scguio para cese lado por elle
assim o ter declarado antes de fugir. dizendo que
a vender miudezas: rogase, portante, a todas
as autondades e capitacs do campo a sua appre-
hensao, e de leva-lo a ra da Praia de Santa Bi-
ts Nova n. !7, segundo andar, que se recompen-
sar. r
Desapparecau da casa n. 9 da ra do Impe-
rador, no dia 9 do correnle, urna eacrivaninha de
prata de forma oval, cercada de urna grade, o
tendo um pequeo castical: roga-se a todo aquel-
le a quem ella for ofTerftda, queira leva-la a re-
ferida casa, que ser recompensado.
ASSOCIACO POPULAR
DE
Soccorros Mutuos.
De ordem do Sr. director sao convidados 03
membros do conselho para sessao extraordinaria
do mesmo conselho, sexta-feira 11 do corrente
as 7 horas da larde era ponto.
Secretaria da Associacao Popular de Soccorros
Mutuos 17 de maio de 1860.o 1 secretario,
Senna Ribeiro. -v '
No da 15 do corrente, pelas 11 horas1 do
da. Onda a audiencia do lllm. Sr. Dr. juiz de
orphaos, lem de ser arrematado por tres annos a
renda de tres casas terreas de laipa, sitas na ra
da Venda Grande, e sote sitios com coqueiros
lambem sitos na Venda Grande, freguezia de Mn-
ribeca, cujas propriedades perlencera aos orphaos
filhos do tinado Manoel da Silva Barros.
Compra-se um sitio de coqueiros com 1,200
ps, que tenha terreno para plantaco, e que le-
nha casa, perto da praca at 6 leguas : quem li-
ver para vender, dirija-se a ra do Crespo u. 12,
que se dir quera compra.
Perdeu-se no terea-feira una lelra da quan-
liade 1008 a ordem de Joaquim Ferreira da Cos-
ta, desde as Cinco Ponas at o paleo de S. Pe-
dro : quem achar, traga na ra Nova n. 56, que
ser recompensado.
Galdino Antonio Alves Ferreira vai a Eu-
ropa.
Precisa-so de um caixeiro que tenha alguma
pratica de taberna, de 12 al 16 annos de idade :
nos qualro cantos da Boa-Vista n. 1.
Miudezas.
Loja do Ramalho,.narua
Direita n. 83, frente
pintada de amarello.
Agulhas francezas curias e compridas a 200 rs.
a caixa, grampas a 40 rs. o maco, clcheles era
carlao a 60 rs., relroz prclo a ICO rs. a oilava,
nenies Anos para alar cabello a 120 rs., ditos do
baleia para alisar a 240 rs., ricos penles de mas-
sa virados para alar cabello a 1J400, ditos com
lavrado dourado a 2}500, galao de linho proprio
para enfeilar cazaveque a 100,120 e 160 rs. a va-
ra, franjas brancas e de cores para enfeilar casa-
veque a 120, 160 e 200 rs. a vara, boles para
punho a 240 rs. o par, ricas gollinhas prelas e de
cores feilas de conlas a 1$500 o 2$, cinturo de
borracha a 500 rs.\ ricos enfpilesde vidrilho pre-
los e de cores a 2 pretas com clcheles propria para veslido a 400
rs. a vara, meias prelas para senhora a 240 rs.,
cartas francezas finas a 240 rs. o baralho, trancas
de linho com caracol a 240 a peca, boloes lios
para calca a 240 a groza, penles para alisar com
espelho e escova a 400 rs., penles de Iravessa
para menina a 800 rs., colheres de metal prin-
cipe proprias para tirar assucar a 320 rs., oculos
de baleia muilo finos a 1000JI rs., lesouras muilo
Gnas com aro envernisado a 400 rs ditas gran-
des a 800 rs., sapalinhos de la muilo finos a 600
rs., estampas de santos e sanias a 140 rs., filas
de velludo prelas e de cores, largas, a 6i0, 800 e
l a vara, papel almaco a 29 a resma, fump para
chapeo a 160 o covado, atacadores preos para
paletot e casaca a 120 o par ; alem destes ob-
jectos encontrar o publico um completo sorti-
menlo de ludo quaulo ha de melhor no mercado,
tendente a miudeza, e por menos do que cm ou-
tra qualquer parlo ; dao-se amostras de tudo, e
tambera se manda levar era casa de familias para
assenhras escolhcrcra.
Rendas e bicos da
liba.
Ainda conlinua-sc a vender na loja do Rama-
lho, na ra Direita n. 83, os bem conhecidos bi-
cos e rendas da Ilha, pelo diminuto preco de 200-
rs. al 600 rs. a vara ; a elles, antes que se
acabem.
Ra Direita n. 71.
Mendes & Chagas vendem palelols do meia ca-
seraira preta a 10$, ditos de alpaca preta fina a
5& e 6, ditos de brimzinho de linho a 2->500, e
oulras muilas obras, tudo por precos commodos ;
assim como lomara obras por medidas a goslo
dos freguezes, afira de servircra em dias mar-
cados.
Precisa-se do um Iioraem para caixeiro :
no holequim da ra larga do Rosario n. 27.
Aluga-se um escravo para lodo o servido
bracal, e tambera para andar com carrocas, visto
o mesmo ler praifca de carreiro, e ser muilo pa-
ciente para os bois : a tratar na ra Imperial n,
169, segundo andar.
O abaixo assignado declara pelo presente,
quo no da 17 do correnle assignou a Filippe
Paes Brrelo tres letras, sendo duasde 5009 cada
urna, e outra do 300JJ, lodas a vencer em 17 de
agosto do corrente anno, e como o advogado do
dilo Paes Brrelo inslou com o abaixo assignado
para que botasseComp. declaro, pois, que as-
signei essa Comp. inadvertidamente, e por
isso fique o respcitavel publico scieule, c princi-
palmente o corpo do commercio, que lal Comp.
nao cxisle e nunca existi, ficando la o somenle
valiosa a firmado abaixo assignado e naoComp,
Rio Formoso 18 de roaio de 1860.
Leopoldo Jos Filippe Santiago.
Na ra da Penha n. 11, primeiro andar, pre-
cisa-se contratar um strangeiro para criado, que
lenha at 25 annos do idade, promelte-se bom
Iralamenlo e igual paga, agradando.
Offerece-se urna mullier recolhida para
criar, levando com sigo o filhinho, por preco ra-
zoavel : a pessoa que precisar, dirija-so a' ra
dos Quarteis n. 17. que achara com quem tratar;
adrerlindo-se que por necessdade.
Precisa-se alugar urna escravj para cozK-
nhar : na ra da Imperalriz o. 7, loja da boneca.
Na ra do Vigario, casa n. 7, deseja-se fal-
lar com os seguintes senhores. para negocio que
lhes interessa : sendo o Sr. Francisco Jos Si-
queira Alves de Barbosa, natural do Valenca do
Minho ; o Sr. Antonio Carlos de Amorim, da ci-
dade do Porlo, vindo para Pernambuco em 186,
no brigue Vencedor ; e o Sr. Manoel Vieira
Neves, menor, filho do Jos Vieira Neves e de
Firmina Victoria Vieira Neves, vindo para Per-
nambuco no navio Promplidao II, cm compa-
nhia do um lio, o este deixando o menino aqui,
se relirou para Macei : quem pois, souber, dos
indicados senhores, favor declara-lo na casa
cima mencionada, ou na ra da Cadeia n. 20.
No dia 29 de abril desappareceu da estrada
dos Afflictos um escravo de nomo Joo, estatura
c grossura regulares, cor preta, ps chatos e
grossos, e tem no dedo do meio da mao direita
urna ferida, falla desembarazado, tem andado ti-
rando cocos e dends pelo neceo do Porobal, do
Cafund, Campo Grande, Rosarinlio e Cruz de Ar-
mas, foi preso ero Goianna, e fugio na noile de 8
do maio da cidade de Olinda, deixando os con-
ductores domando : quem o apprehender, leve
ao seu senhor, do sitio confronte ao becco do Es-
pinheiro, que ser generosamente recompensado.


MttlO trfe PfiftNAMBCO. QUINTA PEIRA 10 PE MaIO DE 1860
W
Ama.
Precisa-so de urna ama forra* ou captiva para
todo servico d pequea familia : na ra da Im-
peratriz n. 74.
Lavase e engomma-se cora muita parfei-
o : na ra do Rosario da Boa-Vista n. 28.
9 S
ESCRIPTORIO DE ADYOCICU
DOS BACH.VnEIS @
Cicero Odn Peregrino da Silva i
reliano Aigisto P. de Carvalhof

J;
NA


i

i
RA DOQUEMADO
Numero 26
PRIMEIRO ANDAR.
-@f.-8
O Sr. Agostinho da Silva Gumares lem
urna carta na ra do Vigario n. 17, primeiro
andar.
Boa casa para alugar.
Nodia 8 do correte lem lugar a ultima praca
para a arrematadlo por tres nnnos das rendas do
sobrado de tres andares e solo cora mirante,
sita na ra eslrcia do Rosario n. 41, com gran-
de armazem lageaio de tres portas, gabinete cm
cada un dos andares, e oulras muitas accommo-
dages, avallado no lodo em 1:700$ por anno,
na sala das audiencias, depois de fiada a do juizo
municipal da primeira vara.
OMPMflIi
ALUANCE
Estabelecida em Londres
Kua Nova, m Bruxellas (Blgica),
i\BIIEGGiO DE E-
EM
de Ultras
mm si
CAPITAL
Gin-eo mvUiocs
esterlinas.
Sanftflcrs Brothers 4C tem a honra de In-
forma* es Srs. negociantes, proprietarios de
casas, eaguemmais convier, que estao plena-
mente autorisados pela dita companhia para
effectuar seguros sobre edificios de tijolo epe-
dra, cobertos de tclha e igualmente sobre os
objeclos que contivere.m os mesmos edificios,
quer consista em mobilia ou em fazendas de
qualquer qualidade.
Almanak da provincia.
Sahio a luz a folhinha com
o aluianak da provincia para
o correne anno de
Este hotel collocado no centro de urna das capilaes importantes da Europa, torna-se de grande
valor para os brasileiros e portugueses, por seus bons cemmodos e confortavel. Sua pos gao
urna das melbores da cidade, por se achar nao s prximo s estaques de caroinhos de ferro, da
Allemanha e Franga, como por ter a dous minulos de si, todos os iheatros e divertimentos ; e,
alm disso, os mdicos presos convidara.
No hotel hasempre pessoas especiaes, fallando olrancez, allemao, flamengo, inglez e por-
uguez, para acompanhar as touristas, qur em suas ex ursSes na cidade, qur no reino, qur
emfim para toda a Europa, por presos que nunca excedem de 8 a 10 francos(39200 49000 )
por da. A
Durante oespaco de oito a dez mezas, ahi residir jm os Ex ros. Srs. conselheiro Silva Fer-
rao, e seufilhoo Dr. Pedro Augusto da Silva Ferrao, de Portugal )4e os Drs. Felippe Lopes
Netto, Manoel deFigueira Faria, edeseranargador Puntes Yisgueiro ( do Brasil, ) e muitas ou-
tras pessoas tanto de um, como de outro paiz.
Osprecosde todo, o servico, pordia, tegulam dd 10 a 12 francos (49000 i 49500.)
No hotelencontraro-seinformacis exactas acerca de ludo que pode precisar um estrangeiro

Sirop du
DrFORGET
JARABE DO FORGET.
Este xarope esl apbrovado pelos mais pminrntes mdicos de Pars,
Icomo sendo o melhor para curar conslipacoes, tosse convulsa e oulras,
afTec^des dos bronebios, ataques de peito, irrita<;Aes nervosas e insomnolencias: tima colberada
pela manba, e outra i noite sao suficientes. O tleilo d'sle excelente xarope satisfaz ao mesmo
lempo o doente e o meJico. 1
O dsposito na ra larga do notario, botica de Bartholomeo Francisco de Souza, n. 36.
Attcncao.
110
Bandeira & Barbosa cora loja e fabrica de cha-
peos na praga da Independencia ns. 23 e 25, no-
vamenle rogara aos seus devedures o favor de
lhes mandarem satisfacer seus dbitos, visto que
j lem lido grande prazo, do contrario entrega-
rao a seu procurador, afim de fazer a
judicialmente.
= Jos Dias Moreira Jnior relira-se para
Lisboa.
Manoel Thomaz de Olircira rclira-sc para o
Rio de Janeiro.
Caixeiro.
Um moco de 22 annos, chegado do Porlo no
rigun Esperanza, precisa arrumarse era qual-
quer cstabcleciinento, escreve muilo bem : quem
de sen preslimo se quizer utilisar, dirija-sa ao
paleo do Paraizo n. 18, taberna.
uilherme Pursel aluga a sua casa em San-
to Aniaro, quasi dcfronle da fundig&o do Sr.
Starr, com commodus para grande familia, ou
mesmo para um collegio, assim como vende o
cobranza sen si to e casa defronte dacapella de Bellem,
tambem cora grandes coraraodos, trras de plan-
tado e arvores de fruclo : os pretendentcs diri
jani-sii ao mesmo sitio, ou ra do Imperador
n. 26, defronto da casa da relaro.
o qual se vende a 800 rs. na
praga da Independencia livra-
ria n. 6 e 8 contendo alm do
kalendario ecclesiastico e
civil:
Noticia dos principaes esta-
dos da Europa e America com
o nome, idade etc. de seus im-
peradores, reis e presidentes.
Resumo dos impostos ge-
raes, provinciaes, municipaes
e policiaes.
Tabella dos emolumentos
parociaes.
Empregados civis, milita-
res, ecclesiasticos, litterarios
Je toda a provincia.
Associaces commerciaes,
agricolas, industriaes, littera-
rias e particulares.
Estabelecimentos fabris, in-
dustriaes e commerciaes de
todas as qualidades como lo-
jas, vendas, acougues, enge-
nhos,etc, etc.
Serve elle de guia ao com-
merciante, agricultor, mar-
timo e emfim para todas as
classes da sociedade.
^Lices de francez e|
piano.
Maderaoiselle Clemence de Iannetot
de Manneville continua a dar ligos de
francez e piano na cidade e nos arrabal-
des : na ra da Cruz u. 9, segundo andar.
= Na ra do Mondego n. 7, freguezia da Boa-
Vista, se dir quem precisa de urna ama para um
hornera eolleiro, para lodo o servigo de portas
dentro.
Trecisa-sc de urna ama capaz para o ser-
vico de urna casa de pouca familia : no palco de
S.'Pedro n. 22.
Altenco.

Os scnbores agraciados do dia 14 de margo p.
p. que quizercra tirar seus ttulos, honras ccon-
decoraces, podera entender-so com Fredcrico
Chaves, ra da Imperatriz n. 17.
*rY y y ytt sttyt r r t yyyyyyyyt*t>
DENTISTA FRANCEZ. 3
U Paulo Gaignoux, dentista, ra das La- <
" rangeiras 15. Na mesma casa lem agua e <
p dentifico. \
Por um corle de cabello e
frisamento 500 rs.
Ra da Imperatriz n. 7.
Lccoratc acaba de receber do Rio de Janeiro
o primeiro contra-mestre da casa Augusto Clau-
dio, c um outro vindo de Pars. Esta estafeelc-
ciraeriloest hojo as melbores condiges que
possivel para salistazer as encommendas dos
objeclos em cabellos, no mais breve lempo, co-
mo sejara : marrafas al.uiz XV, cadeias de relo-
gios, braceletes, anneis, rosetas, etc., ele, ca-
balleras de toda a especie, para homens o se-
nhoras, lava-se igualmente a cabega a moda dos
Estados-Unidos, sem deixar urna s pcliculu na
caboen dos clienles, para satisfazer os prctenpen-
les, os objeclos em cabello serao feitos cm sua
presenga.sc o desejarem, e achar-se-ha semprc
una pessoa disponivel para cortar os cabellos, e
pentcar as senhoras em casa particular.
= Antonio Marques de Amorim faz publico,
que no da 21 do correle foi recolhida em seu
sitio na Ponle de Ucba urna preta velba por
nome Anna, em estado de embriaguez c mordi-
dida por uns cues. O seu estado nao permiltio
oblerdella informagao alguma que indicasse se
era livre ouescrava. Tendo sido cuidadosamente
tratada acha-sa quasi restabelecida, mas apenas
sabe dizer que pertcr.ee a urna senhora ridva,
moradora na ra do Collegio, c por isso se faz
o presente annuncio para que a pessoa a quem
pertenca a mande buscar.' 1
agencia dos fabricantes america-
nos Grouver & Baker.
Machinas de coser: em casa de Samuel P.
Johnston & C, ra da Senzala Nova n. 52.
E' chegado loja de Lecomte, aterro d^
Boa-Vista n. 7, o exccllcnle lcile virginal de rof
sa branca para refrescar a pello, tirar pannosi
sardas c espinhas, e igualmente o afamado oleo,
Dabosa para limpar e fazer crescer os cabellos,
assim como pos imperial de lyrio de Florenga,
para borluejas asperidades da pelle, conser-
va a frescura e o avelludado da primavera da
vida.
SOCIEDADE BARCARIA
Antorim, Fragoso, Santos
& Companhia.
Os senhores socios comraanditarios sao con-
vidados a realisar a lerceira entrada de 12 1)2
0i0 B-bre os seus capilaes al o dia 16 de maio
corre le, de confe-midade cora o respectivo con-
trato social. Recite 1.- de maio de 1860.
rOLUIMlAS Mi 1860.
PROVINCIA.
Terceira parle da primei-
ra do Espirito Santo.
Aos 10:000$, 5:000$ e 1:000$.
O abaixo as&ignado tem exposto a
venda os leus bilhetes garantidos dos 8
por cento ao imposto geral m.s lojas se-
guintes :
Praca da Independencia n. 4n.
Pateo do Carmo n. 17.
Kua es t re i ta do Rosario n. 11.
Aterro da Boa Vista.
Ra do Crespn. 5.
Ra d Cadeiado Recife n. 66.
Precode bilhetc 12#000
Mtio CSO
Quarto 3$000
Vende-se em seu escrip'orio na ra
do Imperador n. 21, m porcoes de
100$ para cima pelos seguintes precos :
Bilhete 11 00
Meio 5^500
Quarto 270
Os bilhetes premiados de sua rubrica
sao pagos na praca da Independencia
n. 40.
P. J. Layme.
Manoel Jos Leite declara a seus
devdores que nao pode continuar a
ter contemplacSo como tem tido com a
maioria dos mesmos, visto como pre-
cisa receber seus dbitos aim de poder
saptrfazer seus compromissos, roga
pois a todos os seus devdores tenbam a
bondade de pagar seus dbitos do con-
trario usara' dos meios judiciaes.
Gm LUSO-BRASLEIltA^
2, Golden Square, Londres.
1. G. OLIVEIRAtendo augmentado, com to-
mar a casa contigua, ampias e exccllcnles ac-
commodages para muito maior numero de hos-
pedesde novo so recommenda ao favor e lcm-
branca dos seus amigos e dos Srs. viajantes que
visitera esta capital; continua a preslar-lhesseus
servigos e bous ofDcios guiando-os cm todas as
cousas que preciscra conhecimento pratico do
paiz, ele. : alm do porluguez e doinslez iulla-se
na casa o hespanhole francez.
I DENTES S
i ARTIEICIAES. !
|Ruaestreita do Rosario n. 3
Francisco Tinto Ozorio colloca denles ar-
@ tificiaes pelos dous syslcmasVOLCANlTE, #
S chopas de ouro ou platina, podendo ser
@ procurado na sobredila ra a qualquer @
hora.
Grande e novo sortimento de fazendas de todas as qua-
lidades por baratissiuios precos.
Do-se amostras com penhor.
Lindos cortes de vestidos de seda prelos
de 2 saias
Ditos ditos de ditos de seda de cores
com babados
Ditos ditos de ditos de gaze phantazia
de cores .
Romeiras de Gl de seda preta bordadas
Visitas de grosdcnaples prelo bordadas
cora froco
Grosdenaples de cores com quadrinhos
covado
Dito liso proto e de cores, covndo
Seda lavrada preta e branca, covado 13 e
Dita lisa preta e de cores, com 4 palmos
de largura, propria para forros
Corles de vestido de seda de gaze trans-
parentes
Ditos de ditos de cambraia e seda, corle
Cambraiasorlandys de cores, lindos pa-
droes, vara
Manguitos de cambraia lisos e bordados
Tiras e enlrcmeios bordados
Manas de blonde brancas e pelas
Ditas de fll de linho pretas
Chales de seda de todas as cores
Lencos de cambraia de linho bordados
Ditos de dila de algodao bordados
Panno prcto e de cores de todas as qua-
lidades, covado
Casemirasidcm idem idem
Gollinhas de cambraia a
Chales de touquim brancos
Ditos de merino bordados, lisos e es-
tampados de (odas as qualidades
Enfeiles de vidrilho francezes pretos e
de cores
Aberturas pora camisa de llaiio e algo-
dao, brancas c de cores
Saias balo devarias qualidades
Tafel rxo, covado
Chilas francezas claras e escuras, co-
vado
Cassas francezas de cores, vara
Collarinhos de esguio de linho mo-
dernos
Um completo sorlimcnto de ronpa feita
sendo casacas, sobrecasaess, palctots,
cohetes, caigas de muilas qualidades
de fazendas *
Chapeos fraceczes finos, forma moderna 85500
Um sortimento completo de grvalas de
seda de todas as qualidades 9
Camisas francezas, peitos de linho e de J>
algodao brancas e de cores 9
Ditas de fusto brancas c*dc cores S
Ceroulas de linho e de algodao 9
Capellas brancas para noivas muilo finas $
Um completo sortimento de fazendas
Eara vestido, sedas, la e seda, cam-
raia e seda lapadas e transparentes,
covado f
Meias cruas brancas e de cores para
meninos S
Ditas de seda para menina, par 13600
Luvas de fio de Escocia, pardas, para
menino 30
Velludilho de cores, covado 1*200
Velbulina de cores, covado fr^OO
Pulseiras de velludo pretas e de co-
res, o par 2$000
Ditas de seda idem idem 100
Um sortimento completo de lu-as de
seda bordadas, lisas, para renhoras,
homens e meninus, de todas as qua-
lidades 9
Cortes de collele de gorguro de seda
decores $
Ditos de velludo muilo finos 3
Lengos de seda rfios para senhora 23500
llarquezitas ou sombrinhas de seda com
molas para senhora 9
Sapatinhos de merino bordados proprios
para baptisados, o par 2f 00
Casinetas de cores de duas largurasmui-
to superiores, covado ljOOO
Sctim prelo, encarnado e azul, proprio
para forros, com 4 palmos de largura,
fazenda nova covado lfcGOO
1500 ; Selim liso de todas as cores, covado fc
Lengos de gorguro de seda pretos t
800 i Relogios e obras de ouro
I Cortes do casemira de cores a 5000
13200
s
33000
13500
103000
161000
13000
9
9
3
9
9
8
900
3
9
$640
9
9
33500
9
63000
S50O
9280
EAU MINERALE
NATURALLE DE VICHY.
na botica francesa ra da Cruz n.22.
Roga-se aos Srs. devdores a firma social
Esli i venda na tivraria da praga da Inde- je Leite & Correia em liquidado, o obsequio
pendencia ns. 6 e 8 as folhinhas para 1860, im- de mandar saldar seus dbitos na loja da ra do
pressas ncsla
dade: :
lypographia, dasseguintesquali-
w
Queimadon. 10.
OLHINIU RELIGIOSA, contendo, alm do
kalendario e regulamento dos direilos pa-
rochiaes, a continuagao da bibliotheca do
Cristo Brasileiro, que se compoe : do lou-
vor ao santo nome de Dos, coroa dos ac-
tos de mor, hyninos ao Espirito Santo e
a N. S., a imitacao do de Santo Ambrozio,
jaculatorias e commemoragao ao SS. Sa-
cramento e N. S. do Carmo, exercicio da
Via-Sacra, directorio para oraco mental,
dividido pelos dias da semana, obsequios
ao SS. coragao de Jess, saudages devo-
tas s chagas de Christo, oragoes a N. Se-
nhora, ao patrocinio de S. Jos e anjo da
guarda, respongo pelas almas, alm de
outras oracoes. Prego 320 rs.
;TA DE VARIEDADES, contendo o kalenda-
rio, regulamento dos direilos parochiaes.e
urna collecgo de ancdotas, ditos chisto-
sos, coutos, fbulas, pensamenlos moraes,
reccitas diversas, quer acerca Je cozinha,
quer de cullura, e preservalro de arvores
e fructos. Prego 320 rs.
1F TA DE PORTA,a qual, alm das materias do
costume, contm o resumo dos direilos
parochiacs. Pre o 160 rs.
| Attenco. 1
@ Curso pra tico e theorico de lingua fran- @
@ (eza por urna senhora franceza, para dez @
iioras, segunda e quinta-feira de cada se-
9 nana, das 10 horas at meio dia : quem @
quizer aproveitar pode dirigir-se a ra da f
(ruz n. 9, segundo andar. Pagamentos @
@ diantados. C--:;
S'@ @@@ @
Roga-se aos Srs. devdores do esiabele-
cimnnto do fallecido Josda Silva Pinto, o ob-
seqtio de saldarera seus dbitos na ra do Col-
legio venda n. 25 ou na ra do Queimado loja
n. :.o.
Furs1

|1 '
Ra do Brum (passando o chafariz.)
No de^oxlo Acslc estcele cimento sempve lia grande soviimenlo de me-
cAian'ismo paTa os ciigenYios de assucav a saner:
Machinas de vapor modernas, de golpe cumprido, econmicas de combustivel, e de facillimo assento ;
Rodas d'agua de ierro com cubos de madeira largas, leves, fortes, e bem bala iradas;
Cannos de ferro, e portts d'agua para ditas, e serrilhas para rodas de madeira ;
Moendas inteiras com virgens muito tortes, e convenientes ;
Meias moendas com rodelas motoras para agua, cavallos, oubois, acunhadas tm aguillioes deazs ;
Taixas de ferro fundido e batido, e de cobre ;
Pares e bicas para o caldo, crivos e portas de ferro para as fornalhas;
Alambiques de ferro, moinhos de mandioca, fornos para cozer farinha ;
Bodetas dentadas de todos os tamanhos para vapor, agua, cavallos ou bois ;
Aguilboes, bronzes e parafusos, arados, eixos e rodas para carrocas, formas galvanizadas para purgar etc., etc.
D.W.Bowman confia que os seus fregueses acharotudo iigno da preferencia com
que o honram, pela longa experiencia que elle tem do mechanisrio proprio para os agricul-
tores desta provincia, e pelo facto de mandar construir pessoalmente as suas obras as
mais acreditadas fabricas da Inglaterra, para onde elle faz viage m annual para o dif&fim,
assim como pela continuagao da sua fabrica em Pernambuco, para modificar o mechanis-
mo a vontade de cada comprador, e de fazer os concertos de que podero necessitar.
O Or. Cosme de Sa Pereira]
sdfe volts de sua viagem injtructi-5
iva a Europa continua no exer-l
icio de sua proGssao medica.
Da' consultas em seu cscripto-
[rio, no bairro do Recife, ra daj
Cruz n. 53, todos os dias, meno.'!
nos domingos, desde as' C lioiafj
te' as 10 da manhaa, sobre o|
seguintes pontos :
I*. Molestias deolbos ;
3'i*. Molestias de coragao e de?
peito ;
3-. Molestias dos orgSos da gera-
cao, e doanus ;
4*. Praticara'toda e qualqueri
operacao quejulgarconvenien-
te para o restabelecimento do$S
seus doentes.
O exame das pessoas que o con-
sultaren! sera' feto indistincta-i
mente, e na ordem de suas en-
tradas ; fazendo excepc.ao os doen-1
tes de olhos, ou aquellesque poi
motivojustoobtiveicm hora mar-
cada para este Cm.
A applicacao dealgnns medica
mentos indispensaveis em vario*)
casos, como o do sulfato de airo-1
pina etc.) sera'feito,ou concedido
gratuitamente. A confianza que
nelles deposita, a presteza de sua j
ace.ao, e a necessidade prompta
de seuemprego; tudoquanto o
demove em beneficio de seus!
doentes.
NOVO DEPOSITO
DE
Neste proveitoso estabelecimento, que pelos no vos mcihoramentos feitos acha-se conve-
nientemente montado, far-sc-hao tambem do 1o de uovembro em vante, contratos mensaes para
maior commodidadee economiado publico de quem os proprietarios esperara a remunerago de
tantos sacrificios.
Assignaturs de banhos trios para urna pessoa por raez.....10JJ000
momos, de choque ou chuviscos por mez 15$000
Series de rartors ebanhos avulsos aos oreos annunciadoa.
{ M. A- Caj & C. avisam ao rcspeitavel cor-
, po decommercio dcsla praga, c as pc.-soas que
Da-sc mcnsalmenle por um andar que lenha jleem conla em sua casa, que deixou de ser seu
commodos para familia : na ra eslreila do Ro-| caixeiro o Sr. Joaquim Gongalves Chaves desde
sario n. 34, primeiro andar. odia 6 do correle, ficando cm seu lu^ar o Sr.
i Joo Luiz Bastos Jnior.
D-se 25g Pcl alugucl de urna preta qncU^^ y^c^BCJJaCBBCDttili>:
saiba comprar c co/.inhar, para urna casa de pe- j
quena familia : quem a livor, pode dirigir-sc a !
livraria da ra do Imperador n. "\.
40^000 doaluguel.
M1HJ
Ra do Imperador, confronte
ao oito do deposito do gaz.
Borott & C altendendo a que os senhores con-
sumidores de gelo sao pela maior parle residen-
tes nos bairros de Santo Antonio e Boa-Vista, e
que lulariam com grande difficuldade se esle es-
labclecimento estivcfsc collocado no bairro do
Recife, poderam encontrar na ra do Imperador,
confronte ao oilao do deposito do gaz, um arma-
zem com as proporgoes exigidas para deposito
deslc genero, o qual" estar aberlo a concurren-
cia dos mesmos senhores, das 8 horas da ma-
nhaa s 6 da tarde do dia 3 do correte em
diante.
As pessoas que mandaram tingir obras na
casa das Cinco Ponas n. 45, no prazo de 15 dias,
nao vindo buscar, sero vendidas para pagar-me'
de mcu trtbalho.
No armazem do Sr. Joo da Cunha Noves,
po largo da alfandega, entregou-se a um pardo
10 caixas de charutos de Havana para screm en-
tregues a Jos Alvos Lima na praga da Boa-Vis-
ta, e como o dito pardo ainda as nao enlregasse
roga-se a quem as tiver recebido por engao, d
avisar ao mesmo Lima.
Bandeira & Barbosa com loja o fabrica de
Chapeos na praga da Independencia ns. 93 e 25,
avisam as pessoas que lhes tem dado chapeos
para concertar, tenham a bondade de os mandaj
ver ateo dia 20 do corrente, do contrario serao
vendidos para pagamento do concert, assim co-
mo nao se responssbilisam por alguns que estao
em seu poder pars guardar.
Precisa-se de urna ama que compre e co-
zinhe para duas pessoa no primeiro andar do
sobrado da ra das Aguas-Verdes, junto ao muro
cabido.,
O Sr. Francisco da Silva Lisboa, Joroncio
Jos Anlunes, Jos Domingues Penira, Francis-
cisco da Silva Queiroz, queiram dirigir-se ra
Direita n, 68, a negocio de seu lntercsse.
^Consultorio central homcopalhicof!
DE I
i
o i
Continua sob a mesma direccao da Ha- @
@ noel de Maltes Teixeira I.ima, professor @
@ em homeopalhia. Ascor.sullascomo d'on- @
9j les. i
i ----- i
li Botica central homeopalliica p
Do S
| DR. SABINO 0, L Pli\IlO 1
$h Novos medicamentoshomcopathicos en- ^
^ viadosda Europa pelo Dr. Sabino. (g
^ Estes mcdicamunlos preparados espe- g,
g& cialmentc segundo as necessidades da ho- ^
@ meopathia no Brasil, vndese pelos pre- S
^ gos conhecidos na botica central horneo- a
, palhica, ra de Santo Amaro (Mundo No- ;
'o) n 6.
@ Precisa-sc de um caixeiro para cobrangas.
que seja aclivo, que lenha toa lelra, e sirva para
lambem fazer cobrancas no mato, dando fiador a
sua conducta : a tratar na loja da ra da Cadeia
do Recife n. 64.
Saca-se para Lisboa
Porto ellha do S. Miguel, no
escriptorio de Canalho, No-
gueira & C, ra do Yigario n.
9, primeiro andar.
Prccisa-se de duas ama?, urna pa-
ra cosinhar e outra para engommar,
dando-se preferencia a escravas: a tra-
tar na ra do Imperador n. 15.
Altenco.
Os effeitos anliepidemicos, que sao produzidos
pelas fumigages hygienicas de Guylon de Mor-
veau, sao efTicazes, como prova a experiencia que
dellas se lem tirado ltimamente. Os vaporas
que so elevam de uina formula dcsta fumigagao
bastam para desinfectar ura espago de 340 ps
cbicos ; c de 10, as mricas, assim explica Car-
nichael Srailh. 0 andago que nos vecha de pre-
sente, tom ceifado muitas vidas, e convem que
(para prevenir-se o mal, antes do que cura-lo de-
pois de apparccidoj as pessoas desta cidade, onde
oulra qualquer parte, onde o mesmo se vai de-
senvolvendo e se lem roanifeslado, recorram
botica n. 88, na ra Direita, onde se nena ven-
da quantidade daquelle desinfectante. O Sr. Do-
mingos Ribeiro da Cunha, morador na ra da
Praia n. 49, reconhecendo estar a sua casa nffec-
tada desla epidemia, pois quasi todas as possoas
de sua familia haviam adoecido, recorreu ao
abaixo assignado, que subminislrando-lhe a fu-
migagao, produzio ella salulares resultados : as
pessoas pois, cm idnticas circunstancias, que
precisarem das desinfeccocs, o arharo sempre
prompto para mandar eftectuar a devida applica-
cao. O mesmo tambem vende na mesma bolica
os ingredientes para conserrar as casas os va-
pores do chtorure, os quaes em todo o caso mul-
lo approveitam, e previnem < invaso das epide-
mias no interior das habitagoes ; assim como
de imprtame utilidade a sua applicagao as fo-
ndas, ou ulceras chronicas como detergente para
preserva-las do estado de pulrefaego. A maneira
de applicar se achara na etiqueta. O proco de
29000.Jos da Rocha Pararnos.
Arrenda se o engenho Sant'Anna, d'agua,
sito na freguezia do Serinhem, moenle c cr-
renle : a tratar com Scveriano Camello Pessoa de
Siqueira Cavalcanli, na ra de Dorias n. 14, ou
no mesmo engeuho com o proprietario.
Seguro contra Fogo |
I coMPinmi I
MTTSIBi
LONDRES I
AGENTES
I C J. Astley & Companhia. |
I
se
Tintas de oleo.
Formas de ferro
purgar assucar.
Estanto em barra.
para
C
6
I Verijz copal.
para marci-

i
Palhmha
neirt*.
Vinhos finorf de Moselle.
Folhas de cobre.
Brimdevela: no arma-
I zem de C. J. Astley & C.
gSBWMtMDaElIXCP ** WIi Precisa-se para casa franceza de urna ama
forra ou escrava, que saiba bem engommar e co-
ser : a tralardas 0 horas da manha s 2 da tar-
de, na ra do Imperador n. 7, confronte a ordem
lerceira de S. Francisco.
Precisa-sede um capello que queira ajus-
tarse por anno para celebrar em urna das igrejai
desta cidade : a tratar na ra do Crespo, casa
numero 8.
__ Quem quizer comprar os objeclos seguintes,
dirija-ge a esta lypographia. na qual ae dir quem
os vende : 1 lustre de bronzo para 8 luzea, 10
arandellas de bronze douraio, 8 globos, 4 lam-
pe&es e 2 linternas.
confronte a ma-
triz da Boa-Vista.
Recebem-sc bixas de Hamburgo, vindas por
todos os vapores da Europa, as quaes tanlo se
vendern como se alugam, amola-se todo ferro
cortante, bota-se ouvidosem aimasde espoletas.
mm #
Antonio Jos Ferreira Alves, mudou o
seu gbinele do consullas medicas-cirur- $$
@ gicas e operagdes para a ra do Queimado
n. 38, primeiro andar, aonde poder ser
St> consultado al s 8 horas da manhaa e
das 4 s 6 da larde Chamados a toda a @
hora do dia c da noile, sendo os pobres
tratados e altendidos gratuitamente p
@@@ @@@
Precisa se alugar um preto idoso
para pequeos serviros de casa : na ra
do Codorniz n. 18.
Julio 4 Conrado participam aos seus fre-
guezes, que leem cm sua casa o melhor sorli-
mcnto de obras feilas ; assim como encarregam-
se de mandar fazer por medida, visto o seu mos-
tr alfaialcser bem conhecido em sua arle.
Penhor.
Sobre ouro e prala, em pequeas quantias: na
ra Augusta n. 76, das 3 horas da tarde era
dianle.
22 Fu Nowi 22.
Loteria da provincia com ga-
ranta.
Na casa cima indicada achar-se-ha sempre
um variado sortimento de bilhetes da lolnria da
provincia salisfaco dos compradores, que ter
um abale do 10 0|( cm quantia maior do 10O]J.
Os bilhetes vendidos ncsla casa sao garantidos
aendo os 8 0(0, pagos logo'que se exlrair a lote-
ra: por isso convida-se aos amantes deste lici-
to jugo a virem cmpralos aqoi, que ho de fi-
fcar satisfeitos.
Inleiros 12J60O.
lleioa 61060.
A.|L Deluhe.
jMIITII



*6>
Atten$o.
Vende-se na roa Nova. 71 junto a DOnta.a*e~
co com milho rauito novo a -ffiff rf taben
Cruz de Almas en, ponte de Uchoa a 5500e em
Apipncos 59500 taberna nova ino ao^oiC!
Vende-se gar mi do rnatarana verdadeira a
do.LSVi*f"mn ho,de m5om'lo boro construi-
doaI : na ra Nova n. 71, junto a ponto.
in^.ri- a,deca,deirciro da ma Imperial,
}err2rnKnd "M' "Y" N'8. iS^d
do zmco, j preparada para telhados, o pelo di-
minuto prego do 140 rs. a libra.
Plaas e flores diversas.
"Pe"rc?. membro da sociedado de'horticultu-
ra de Pars, estando para se retirar para a Euro-
pa no primeiro vapor, vender de hoje em dianlc
o seu vanado eortimento de plantas, florea, par-
reiras e fructeiras diversa*, cora grande abali-
mento de preco : na ra do Cabug d. 3A\
Ima escrava mofa.
Nova casa de pasto
Aguia de Ouro.
Jos Filippe Marlios com casa de paslo na ra
eslreila do Rosario n. 23, previne a lodosos seus
amigos e freguezes, tanto desta praca como fora
aelia, que estar sompre proraplo a forneccr co-
midas com todo o asscio e a melhor boa vonlade
a aquellos que se dignaren) honra-lo com sua
conflanca.
Manoel Carpinleiro da
Silva retira-se para a Europa.
Constando ao abaixo assignado
Dr. Lobo Moscozo que uuimiseravel
traficanteanda cm norae do annun-
ciante azendo dividas em diversas to-
jas, declara que nao tem autorisado
nem jamis autorisara' a pessoa algu-
ma aazer dbitos em seu nome, e por
conseguintede maneira alguma pagara'
dividas contraliidas por quera querque
seja, e declara mais que usara* dos
meios que a lei Ihe faculta contra aquel-
es que se a presentaron querendo co-
brar dividas, contrahidas por esta for-
ma, pois o annunciante nao pode ver
nisso seno dolo e ma' fe, para nao usar
de outros termos. Recife 1 de maio de
1860.r. Pedro de Atliayde Lobo
Moscozo.
PUBLICAQAO JURDICA.
Cdigo do processo criminal.
Nova edicao motada e consideravelmcntc aug-
mentada pelo Sr. Dr. Braz Florentino Henriques
de Souza. Est venda na livraria dos editores
Guimares & Oliveira, ra do Imperador n. 20.
Curso de geometra.
O abaixo assignado admille al o dia 15 do cor-
rale, era sua aula particular, nao s alumnos
que j lenhara dado arilhmetica como tambem os
quo, leudo esludadoo curso de geometra, quizo-
rem recorda-lo para os exames em novembro : os
senhores ostudantes que eslivercra nestas cir-
cumslancias, oodem dirigir-se casa de sua re-
sidencia, na ra Direila n. 74. para serem matri-
culados. Antonio Egidio da Silva.
Flores de cera em cinco
lices.
O artista Jos Ricaud recentemente chesado n
da Corto, oirerece ao publico em geral. e em par- MKZcom umf rnro^^ V Corren,
t.cular ao bello soxo. seus lindos trabalhos de ce- o tlver faV mf.n ff TV0 p : quora
ra olas ; d licoes cm casas particulares; expo- ^ se oSa o v.lr H m?"'0 & m*Smi C"a'
Sicao dosquadros.na ra do Cabug o. 3 A, casa q P"gar "l.r do emo.
do liorliciillor francez. ( 11/ 11 W I I'M
- Hennella Cook vai para a Inglaterra. v ^""ICII U.
Nos Coelhos, ra dos frazeres, casa de por- n 1 sc um mula'mho de 14 a 15 annos, bom
Lio com 21ces, precisa-se do urna escrava ou z,nneiro e copeiro, o proprio para pagem pela
ama forra que saiba desempenharcom fidelidade boa C"'lra
e perfoico o servico interno c externo do urna
ta do pequea familia. Nao se olha a preco.
DIARIO D% MgfflAMBWO. QUISTA FtJttA 10 DE MilODg I86tf.
Vcnde-se urna oxcellenle escrava bem prenda-
da, panda de pouco e sem fllho por ter morrido
por preco muto commodo : na ra Nova n. 20
Vende-se ura escravo. crioulo, de 2t annos
de idade, perito oicial desapaleiro, e ptimo
copeiro, sadio e sem vicio ou defeilo algura : a
tratar com o abaixo assignado. na alfandega, ou
emsua residencia na ra da Saudade, pnmeira
casa com solao do lado do sul.Pedro Alexandri-
no de Barros Cavalcanti de Lacerda.
Aviso aos senhores fuoileiros
Na loja de ferragens na ra da Cadela do Re-
cife, de \idal & Bastos, ha um grande sorlimen-
vista31*33 20*cada caila- dinheiro
Fio para saceos e fogos.
rr ".H?-.?0! S?"aSns ,da ru* da Cadela do Re-
cife. de Vidal & Bistos, ha um grande sortimen-
lo deste genero por baralo preco.
Para liquidar'
Na loja da Aguia de Ouro na ra do Cabu
n. 1 B, camuas com 8 libras de superior no
torrado pelo baratissimo preco de 1 a caixa
H0Tn, ,"Se \ P'ano ing'"de512 oitavas.
de boa construccao e ptimas vozes, excellenlc
funjo de Caranhuns, o melhor que tem vindo
dalli; na ra das Cruzes, sobrado de 2 andares
n. sendo o ultimo sobrado quera vem da ra
do Queimado para S. Fnncisco, lado direito. Da
mesma casa fugio domingo 6 do corrente um pa-
Precisa-se de urna ama para o servico de
portas ddontro : na ra do Collegio n. 21.
Manoel Joaguim Moreira vai a Europa.
no paleo do S. Pedro a.'tt'ao-
Dradode um andar.
18"~n1Vie"deHSeiUra pano na rua da emperatriz n.
lo, na luja de louca.
Compras.
Chales chinezes a
a 4#500.
l.Sm^D0cdVoja d0 Pref?'". na rua do
Quemado n. 2, vendem-se ricos chales de meri-
5ESSEiaa ^=Ssr-
Compra-se urna rotula
rua larga do Rosario n. 5
em meio uso : na
Vendas.
5:000
a sacca da boa farinha : venio-se no armazem da
1-rancisco l.uiz de Oliveira Azevedo, na rua da
Madre de Dos n. 12.
5:000
a sacca de bom farelio : vcnde-se no armazem
do Francisco Luli de Oliveira Azevedo, na rua
da Madre de Dos n. 12.
LOTERA,
A' venda por conta do
thesoureiro.
Rua do Imperador no escriptorio n. 2.
Rua do Cabug loja do Sr. Jos Victorino do
, Paira.
Dita dita de miudezas do Sr. V. Montciro Rorges
Dila Nova casa de charutos do Sr. Costa.
Hita da Cruz taberna do Sr. Antonio Lopes Braga
Dita Direila loja de confeilaria do Sr. B. A. Pe-
rda Bastes.
Dita Irrga do Rosario loja de miudezas do Sr.
Monleiro Borges.
Dita da Praia armazem do Sr. Pedro Jos da
Costa.
Dita do Queimado loja dos Srs. Guimares &
Rocha.
Bita do Vigario taberna do Sr. Jordo Jos de
Oliveira.
Dila da Cadela do Recife loja de ferragens dos
Srs. Vianna & Guimares.
Traca da Independencia loja do Sr. Bellro.
Manoel Camillo Pires Falco.
Vendem-se 10 pro-
priedades
h na rua do Dique.
3 na rua Augusta.
1 na rua de flor tas.
1 na travessa do Arsenal de Guerra.
1 nd travessa de S. Bom Jess das Criou-
las, todas oras : para tratar na loja
da rua do Vigario n. 17, Recite.
Vende-se um lindo sorlimenlo de collart-
nhos. manguitos, liras de cassa, anagoas e len-
cos bordados por precos coramodos : em casa do
Mclls Kalhara & C, na rua da Cadeia do Recife
Vcnde-se carvo animal: na rua da Sen-
zalaNova n. 30.
Camas de ferro
com lona.
Biqnissimo sortimento do camas de ferro coro
lona a mitacao das camas de vento quo muilo
deve agradar aos compradores, por ser muilo bo-
m o os modelos e oulras muit,s qualidades para
solleiro e casado, todas de ferro, por oreos
muito commodos : riquissimo sortimento de me-
taos de muitissimas qualidades, sendo o seeuin-
te: apparelhos paca almoco e seia, ditos para
juntar, salvas de todas os lmannos, bulles de 2
a 16 chicaras galhileiros de todas as qualidades
cestas para fructas, riquissimos caslicaes para
mez maano, espevitadeiras cora pratos, eoolras
mullas quahdaaea de obiectos que com a presen-
va n a?SIj23o"vito* gr,,,arS: Da ruaN- de Mn< Joaquitn
Verdadeiras luvas de Jovin de to-
das as cores, rua da Imperatriz n. 7,
loja do Leconte.
Armazem de fazendas,
NA
Rua do Queimado n. 19.
Cobertas do chita, gosto chinez, muilo unas, a
preco de 2>.
I.enco3 de cambraia para algibeira a 2* a duzia.
Cmtas francezas miudinhas e muito finas, co-
vado (pechincha) a 240 rs.
Cortes de riscado francez imitando alpaca,
muilo bonitos, lendo 13 1(2 covados, por 2$.
Lencos para menino e meninas a 80 rs. ca-
da um.
Meias cruas para menino do todos os lamanhos
Ditas brancas para meninas.
Chales do merino estampados a 2S500.
Alpaca prcla, o covado a 320 rs.
Balos para senhora a 6J>.
Madapolao com pequeo defeito a 3$.
Algodao monstro, 8 palmos, a vara a 600 rs.
Pocas do chita miudiuha com 38 covados ppr
o80O.
Paletols de brim do core3 n 3J.
Ganga franceza escura, covado a 500 rs.
Chapeos pretos o mais Quo que ha no mercado
e de forma elegante.
Tapetes franjados para sala
Chapeos do sol para menina a 4f.
Madapolao fino a 6j.
Bramante do linho, vara a 2f300.
Relogios
Suissos.
Em casa de Schafieillin & C, rua da Cruz n.
38. vcnde-se ura grando e variado sortiraento de
relogios de algibeira horisonlaes, patentos, chro-
noraelros, meios chronometros, do ouro, prala
dourada efolheadosa ouro, sendo esles relogios
dos primeiros fabricantes da Suissa, que se ven-
aeao por precos razoaveis.
Em casa de Rothe & Bidoulac, rua do Tra-
piche n. 18, vende-se o seguinte :
Cemento romano da marca Z.
Vinho xcrez em barris e garrafas. I
Dito do Porto, London Particular, em dilos e
uitas.
Agurdenle cognac cm barris e cairas..
Tintas sorlidis era latas de ferro.
Alraiado de zinco e chumbo.
Chumbo em folha.
Dito em barra.
Charutos de Ilavana.
Prego* de cobre.
Champanha era gigos.
Marrasquino.
Quem deixar de com-.
prar?
1 escrava, crioula, de 25 annos de idade, peri-
ta coznheira ; 1 dita de 35 annos, insigne lava-
deira e quitandeira por 700J000 ; 1 idila dila por
650g000 ; 1 escravo bom copeiro 1 dilo para
todo o servico, de 36 annos de idade, por800>
1 mulalinho de 18 annos de idade, pl muleque
peca : na rua das Aguas Verdes n. 46.
| Engenho.
# Vende-se o engenho Santa Luzia, silo na
# freguezia do S. Lourenco da Malta, entre
% os engenhos Penedo de Baixoo Pencdo de
9 Cima : trata-se no mesmo engenho ou no
9 engenho Mussambique com Felisbino de
9 Carvalho Bapozo.
Milho no?o em taceos grandes, \
Farello de Lisboa saceos grandes. \
Arroz de casca dito dito. \
Farinha demandioca superior dito dito.
FeijSo com principio de furo a 4$.
Vende-se muito barato no armazem
r de Oliveira & C\,
rua do Codornii n. 18, em frente da
trsrvisa da Madre de Dos.
Vende-se superior farinha de mandioca, sabio
maesa e relio, saceos de feijlo, cera de ca
variado sortimento de
ronpasAkas
Ni loja da rua Direita n. 87.
Ricos sobrecasacos de panno mallo fleo a 25
28J paletols de fusto brancos e de cores a 59,
ditos de alpaca de seda a 5, ditos sobre a 6$,
d lo de bnm a 3*500 c 4> dilos de esguiodo
algedao branco a 3J200, calcas de brim do linho
de cores 2#50O 3$ 3500 o 4f, ditas brancas a
I,, orles de collete de gorguriode seda a 2600
e 3,, ceroulas. de bramante fraDcezas a 1S6O0,
?5" hV?a "or*1ri. chamalole. selim e groz a
gR*a?^de 1,40' chaPfiOS ranceies
a 88 e 89500. ditos de casemira a 3SS00, ditos de
casDr copabaixa.alO, chapeos deso de pan-
no, ;aoode canna com astea de balea, 2500
? Qftr grand Prc5. "'es de brim de algodao
a 903 rs., satas a balao a 6*500, esguiSo de al-
god o coro duas larguras a 400 rs colletes de
gorp urao do seda a 5. mantas do seda a 25500,
nema cruas a 2500. 3#200 e 4, e oulras mul-
las fizendas de goslo que seria enfadonho men-
cin ir ; a ellas antes quo se acabem ; sapa-
los ce tranca fetlos no Porto a I96OO.
Pao de Senteio.
,.ih.,",e lueJnda' d0 meo dia em ante, em
quartase .abbados, napadatia alleraaa, em San-
d. rSE':. Dnt.frua d.a Ia>Peratrl1 8. e na rua
aa Gru no Bectfe n. 5.
dnT.m!!! d- Vig3r0 ? "' vendem-se *elas
ao carnauba e de composicao muilo boas, assira
corno cera de carnauba. Na mesma fabrica pre-
cisa-se de um moleque de 12 a 14 annos do ida-
de, para o servico da mesma.
L0J4 DO VAPOR.
Grande e variado sortiraento de calcado fran-
cez, roupa feta, miudezas finas c perfumaras,
ludo por menos do que em oulras parles : na lo-
ja do vapor na rua Nova n. 7.
Potassa da Russia
E CAL DE LISBOA.
No bem conhecido e acreditado deposito da
rua da Cadeia do Becife n. 12, ha para vender
potassa da Russia e da do Rio de Janeiro, nova
e de superior qualidade, assim como tambem
cat virgem em pedra : tudo sor precos muito
razoave
Sndalo.
Ricas bengalas, pulceiras e leques :
vendem-se na rua da Imperatriz n. 7,
loja do Lecomte.
Loja da boneca rua da Impe-
ratriz n. 7.
Vendem-se caixas de tintura para tin-
gir os cabellos em dez'minutos, como
tambem tingemse na mesma casa a
qualuer bora.
No armazem de Francisco L. O. Azevedo,
na rua da Madre de Dos n. 12, vende-so farinha
goslo:n7as%Tn7oUri^r^vCrHlazenldas de e mandioc. milho em perfeiio estado, velas de
eos < s mais' ?az?a^ V. LlV&1 ?0* pre" f."*Pm/cie. caf do Rio e do Cearfi. feijao mula-
nad .,, retaiho m 7dPri nnfndas lnfeornes' lloh. lo era barricas e saccas, tudo pelos prc-
que.sera's^ pVS-So K mJ'ZX ?S "-'" mdC0S PS9ve9-
lugusto & Perdigo,
com loja na rua da Cadeia do Recife n.
23, confronte ao becco Largo,
prevmem aos seus freguezes. que acabara de sor-
novo estabelecimento com fazendas de
4tten e de excelUnu^. nT.?lg8 mu,to D0 Haub. eo,,M rauit0 novas, e ludo muito emTon-i
utna vez que sejam pagas vista.
Neste estabelecimento se encontrar sempre
um sorlimenlo completo de fazendas, e entre el-
las o seguinte :
Vestidos de seda com babados e duas saias.
Uros de laa e seda e duas saias.
Di os do larlalana bordado a seda.
Manteletes pretos bordados com franja.
taimas prelas de seda e de fil.
Polonozas do gorguro de seda prelas.
Oiiituroes para senhora.
Esparlilhos com molas ou clcheles.
Enfeites de vidrilho ou flores para senhora.
vestuarios para meninos.
Saias de balao para senhora e meninas.
Chapeos para senhora e meninas.
rentes de tartaruga dos melhoresgostos.
rezumaras de Lubin o outros fabricantes.
Caisas e organdys de cores.
Gr >sdcnaples de cores.
Chitas escuras francezas e inglezas
Collas o manguitos os mais modernos.
Ca nisas de linhj par* senhors.
Di as de algodao para menino.
Al.godo de todas as qualidades.
Lencos de labyrinlho para presentes!.
Collas de crochet pera menino.
Vtslidos de rhe.n azia.
Roupa feita.
Ca lacas e sobrecasacas de panno fino.
Puletots de casemira.
Ca cas de casemira prelas e de cores
Co .leles de seda idera idem.
Di os de fuslo.
Ca nisas inglezas todas de linho.
unas francezas de differeutes qualidades.
Malas e saceos de viagem.
Borzeguins de Mellier e outros fabricaktes para
Dilos para senhora.
Chuutos de Havana, Baha e mani
Canisas de flanella
Chpeos de lodas as qualidades para hornera
senhjra e crianzas. T
CorU 3 do vestidos brancos de blonde comlua-
po la e manta. /
Didoi de vislidos brancos do seda paro -la-
mi nlos.
Chapeos de castor preto '
e brancos
Na rua do Queimado n. 37, vendem-se os me-
tnort s chaces de castor
Botica.
Bartholomeu Francisco de Souza, rua larga
do R )sario n. 36, vende os seguintes medica-
mentos i
Rob L'Affecleur.
Pilulas contra sezes.
Dilas vegetaes.
Sa saparrilha Bristol.
DiuSands.
Vermfugo inglez.
Jarope do Bosque.
Pilulas americanas (contra febres]
Ungiento Holloway.
Pilulas do dito.
Ellixir anli-asmathico.
Viilrosde boca larga com rolhas, de S onca's a
lzliliras x
As lira como tem um grande sortimento de pa-
pel para forro de sala, o qual vende a mdico
prec >
REMEDIO INC0MPARAVEL.
UNGENTO HOLLOWAY.
Militares de individuos de todas as nacoes po-
dem testemunhar as virtudes deste remedio in-
comparavel e provar em caso necessario, que
pelo uso que delle fizeram tem seu corpo e mem-
bros inteiramenle saos depois de haver emprega-
do intilmente outros tratamentos. Cada pesoa
poder-se-ha convencer dessas curas maravilhosas
pela leilura dos peridicos, quo Ih'as relatam
todos os dias ha muitos annos ; e a maior parte
dellas sao to sor prendentes que admiran: so
mdicos mais celebres. Quantas pessoas reco-
braram com este soberano remedio o uso de seus
bracos e pernas, depois de ter permanecido lon-
go tempo nos hospitaes, onde de viam soffrer a
amputacol Dellas ha muitasque havendo dei-
xado esses asylos de padecimentos, para senao
submetterem essa operagao dolorosa foram
curadas completamente, mediante ousodesse
preciosoremedio. Algumas das taes pessoas na
enfuso de seu reconhecimento declararam es
tes resultados benficos diante do lord correge-
dor e outros magistrados, afim de maisaulenti.
carem sua firmativa.
Ninguem desesperara do estsdo de saude so
'ivesse bastante confianga para ensaiar este re-
medio constantemente seguindo algum tempo o
mentratatoquenecessitassea natureza dornti
cujo resultado seria prova rinconlestavelmente :
Que tudocura.
O uugiiento he til, mais particu-
larmente nos seguintes casos
Inflaramacao dabexiga.
da matriz
Lepra.
Males das pernas.
dos peitos.
de othos.
Mordeduras de reptis.
Picadura de mosquitos.
Pulmes.
Queimadelas.
Sarna.
Supurac.oes ptridas.
Tinha, em qualquer par-
te que seja.
Tremor de ervos.
Ulceras na bocea.
do ligado.
dasarticulagoes.
Veias torcidas ou noda-
das as pernas.
no estahecimento
GRANDE SORTIMENTO
DE
IPazendase obras feitasJ
HA.
luoja e armazem
DE
Gcs&Basto.i
Na rua do Queiinad > n.
46, frente amarella.
Completo e grando sortimento de cal-
(as de casemira de cores e prelas a 8,
t Jt, 10j o 12#, ditos das mesmas caserai-
[asa7J,8e9S, ditos do brim trancado
Iranco muito fino a 5$, 6J e 7& dilo's de
(ores a 3$, 3g500, 4$ e 5, ditos de me-
rm de cordo para luto a 5fl. colleles do
casemiraspretas, ditos de #tas do cores,
cilos de gorguro pretos e de cores a b$,
*&e 7}>, ricas casacas de pannos muilo fi-
los a 35Jj e 403,'sobrecasacas dos mesmos
I annos a 28. 30$ e 35g, paletols dos mes-
mos pannos a 22$ e 24. paletols saceos
t e casemira modelo inglez 10, ditos de
casemira mesclado muilo fino de apurado
i oslol5g e 16, dilos sobrecasa das mes-
Das cores a 18g e 20g, dilos sobre de al-
raca prsta fina a 7g e 8J, ditos saceos a
4J>, ditos de fuetao branco e de cores a 4JJ,
I9500e5j, dilos de brim pardo muit
upenor 49500, camisas pa.-a menino de
l3dos os lamanhos a 26g000a duzia, meias
ce todos os lamanhoa para menino o me-
1 inas, palitols de todos os lamanhos e
cualidades para os mesmos, colletes de
b-im branco a 3g500 e 4. ricos colletes
v iludo preto bordado e de cores diver-
sas e por diversos precos, ricos coberto-
r:s de fustao archoado para cama a 6
colarinha de linho a peer a 6^500 a du-
zia, assim como temos recebido para
centro deste estabelecimento um comple-
to sortimento de fazendas de goslo para
s tnhoras, vestimentas modernas para me-
nino e meninas de qualro a seis annos a
tildo vendemos por precos razoaveis. As-
! s m como nesle eslabalecimenlo manda-
! i apromplar com presteza todas as qna-
i dades de obraa relativo a offteina de al-
[ (iate sendo isto com todo goslo e asseio.
IMKCnsn 9KSK eKSK38*SKl
Alporcas.
Caimbras.
Callos.
Canceres.
Cortaduras. *
Uores de cabeca.
das costas.
dos membros.
Enfermidades da cutis
em geral.
Ditas do anus.
Erupges e escorbti-
cas.
Fstulas no abdomen.
Frialdade ou falta de
calor as extremida-
des.
Frieiras.
Gengivas escaldadas.
Inchacoes.
Inflammcto doflgado.
Vende-se este ungento
geral de Londres n. 224, Strand, e na loja de
todos os boticarios droguistas e outras pessoas
encarregadas de sua venda em toda a America
do snl, Havana e Hespanha.
Vende-se a800 rs., cada bocetinha contm
urna instruccao em prtuguez para o modo de
fazer uso deste ungento.
O deposito geral em casa do Sr. Soum,
pharmaceutico, na rua da Crun. 22, em Per-
oambuco.
Pennas de ago inglezas.
Vendem-se na rua da Cadeia do Becife, loja n.
7, dcGuedesA Goncalves, as verdadeiras pennas
de seo inglezas. mandadas fabricar pelo profes-
sordecalygraphia Guilherme Sculy. pelo mdico
preco de 1500 a caixa.
Bezerro francez
grande e grosso;
Na rua Direita n. 45.
JIOB:
cobertos e descobertos, pequeos e grandes, de
ouro patente inglez, para homem e senhora,
de um dos melhores fabricantes de Liverpool,
vindospelo ultimo paquete inglez : em casa de
Southall Mellors & C*
CALCADO
Grande sortimento.
45--Rua Direita45
Os estragadores de calcado encontra-
r5o neste estabelecimento, obra supe-
rior pelos presos abaixo :
Homem.
Borzeguins aristocrtico. 9000
Ditos (lustre e bezerro)..... 7<(000
Borzeguins arranca tocos. 7|000
Ditos econmicos. ...;. 6^000
SapatOes de bater (lustre). 5|(000
Senhora.
Borzeguins primeiraclasse (sal-
to de quebrar).......5J000
Ditos todos de marin contra
calos (salto dengoso).....4jJ500
Borzeguins para meninas (for-
tissimos)..........4^000
E um perfeitosortimento de todo cal-
cado e daquillo que serve para fabrca-
lo, como sala, couros, marroquins, cou-
ro de lustre, fio, fitas, sedas etc.
Ferros de engom-
mar econmicos
A 8,000 rs.com todos
os pertences.
Do-se a contento para ex-
periencia por um oudous
dias.
Vendem-se estes magnficos ferros as seguin-
tes casas:
Praca do Corpo Santo n. 2.
Ba da Cadeia do Becife n. 44.
Dita da cadeia do Becife n. 49.
Rua Nova n. 8.
Rua Direila n. 135.
Dita da Madre de Dos n. 7.
Dita do Crespo n. 5.
Dita daPenha n 16.
Dita do Cabug n. 1 B.
Dita Nova n. 20.
Dita do Imperador n. 20.
Dita do Queimado n. 14.
Dita Direita n. 73.
Dita da Praia n. 28.
Dita da Praia n. 46.
Dita do Livramcnto n. 36.
Dita da Sania Cruz n. 3
Dita daIm eratriz n, 10, armazem de fazendas
deRaymundo Carlos Lelle & Irmo, em todos
esles lugares dao-se por um ou dous dias oara
expenmentar-se. v
A 7,500 rs.
Ferros econmicas com
Toles e descanso.
Aterro da Boa-Vista n. 46.
Rua do Queimado, esquina para o Livramento
loja das sete portas.
Rua da Cruz, fundos do Corpo Sanio, loja de
cera n. 60.
e,T Ynde'se doce de caj' secco muito bom a
oto a libra : na rua Direila n. 72.
Cocos italianos
de folha de flandres, muito bem acaba-
dos, podendo um durar tanto quanto
duram quatrodos nossos 400 rs. um
e 4$ urna duzia : na rua Direita n. 47,
loja de funileiro.
Vende-se um carro do 4 rodas, bem cons-
truido e forte, com assento para 4 pessoas de
dentro, e um assento para boleeiro e criado fra
forrado de panno uno, e tudo bem arranjado :
para fallar, com o Sr. James Crabtree & C. n
42, rua da Cruz.
Era casa de Southall Mellors & C, rua do
Trapiche n. 38, vendem-se os seguintes artigos:
Chumbo de municao sortido.
Pregos de lodas as qualidades.
Alvaiade.
Vinho de Shery, Porto, Hungarian em barris.
Dlo de Moscllc em caixas.
Coguac em caixas de duzia e barris.
Relogios de ouro e prata, patente e chronome-
tros, cobertos e descobertos (bem acreditados)
Trancelins de ouro para os mesmos.
Biscoitos sortidos em latas pequeas.
DA
MNDICiO LOW-MOW,
Itaa da Senzala Nova n. 42.
Neste estabelecimento continua a haver um
comapletosortimento de moendas e meias moen-
das para en3enho, machinas de vapor e taixas
de trro batido e coado. de todos os tamanhos
para dto.
importante.
45 Rua Direita 45
Este estabelecimento quer acabar
com alguns pares de borzeguins que lhe
restam, dos famosos arranca-tocos, ci-
dadaosetc, esem o menor defeito, re-
duzindo-os ao preco de 7#000
SYSTEMA MEDICO DEII0LL0WAY.
PILULAS HOLLWOYA.
Este inestimavel especifico, compocto Inteira-
mente de hervas medicinaos, nao contm mercu-
rio, nem alguma outra substancia delecteria. Be-
nigno mais tenra infancia, e a compleicao mais
delicada igualmente prompto o seguro para
desarreigar o mal na compleicao mais robusta;
inteiramenle innocente em suas operaces e ef-
feitos; pois busca e remove as doencaa de qual-
quer especie e grao por mais antigs e enazes
quesejam.
Entre milhares de pessoas curadas com este
remedio, muitas que j estavam as portas da
morte, preservando emseu uso: conseguiram
recobrar a saude e torcas, dopois de haver tenta-
do intilmente todos os outros remedios.
As mis afllictas nao devem entregar-se a de-
sesperado ; facam um competente ensaio dos
efflcazes effeitos desta assombrosa medicina, e
prestes recuperaro o beneficio da saude.
Nao se perca tempo em tomar este remedio
para qnaiquer das seguintes enfermidades :
Accidentes epilpticos.
Alporcas.
Ampolas.
Areias(malde).
Asthma.
Clicas.
Convulses.
Debilidade ou extenua-
co.
Debilidade ou falta de
torcas para qualquer
cousa.
Dysinteria.
Dor de garganta,
de barriga,
nos rins.
Dureea no ventre.
Enfermidades no ventre.
Ditas no figado.
Ditas venreas.
Enxaqueca.
Herysipela.
Pebre biliosas.
Febreto da especie.
Gotta.
Hemorrhoidas.
Hydropesia.
Ictericia.
Indigestoes.
Inflammacdes.
Irregularidades
menstruacao.
Lombrigasd'e toda es-
pecie.
Mal de pedra.
Manchas na cutis.
Obstruccao de ventre.
Phtysica ou consump-
pulmonar.
Retenco de ourioa.
Rbeumatismo.
Symptomas secunda-
rios
Tumores.
Tico doloroso.
Ulceras.
Venreo (mal).
Febreto internitente.
Vendem-se estas pilulas no estabelecimento
geral de Londres n. 224, cStraad, e na loja de
todos os boticarios droguisttis e outras pessoas
encarregadas de sua venda em toda a America do
Sul, Havana e Hespanha.
Vendem-M asbocetidhas a 800 rs. cada ama
dellas, conten ama instraccjio em portuguez pa-
ra explicar o modo de se asar dealas pilulaa.
O daposito geral 4 em casa do Sr. Soum
pharmaceutico, na rua da Cruz a. ft, em Per-
namb co,
(em cfearutoT por
lftfOO.
Kijfaeposto da rua das Ci*uzes n. 41. feudem-
e oHMitos da BaMa a i$0b' a caita.
Cora loque de avaria
1:300
Cortes de vestido do Alta r*t m a 1:9^
lencos de cambraia brancos a :000 2:500]39
4:000 a dusia ditos com 4 palmos por cada/face
de 4 mato por 5.-OQO coaaa rara no Aijma-
ra de fazendas de RaynioDOo Carlos"
Irmaos. ma da Imperatrrn. 10.
CHANDE ARIAZEM
DE
[Roupa feita.
Rua Nbva n. 49, junto
aigregada ConceiQao dos
Militares.
.. "t.e/rmazeenconl"ra o publico
um grande e variado sortimento do rou-
pas tenas, como sejam casacas, sobreca-
2 H"do1"- ff"?es. e paletots de
panno nao preto e de cores, paletots e
sobrecasacas de merino, alpaca ebomba-
zina pretos e de cores, paletots e sobre-
casacos de seda e casemira de cores cai-
gas de casemira preta e de cores, ditas de
merino, de princeza, de brim de linho
branco e de cores, de fustao e riscados
: nS *Le 8,g(>d50' C0llete3 d* velludo
ledH-IC0?',lif0Sde selni PH e
ifl hw .-S de KorgurSo e casemira, di-
tos de fustoes e brins, fardamenlos ara
a guarda nacional, libres para criado,,
ceroulas e camisas francezas, chapeos e
grvalas, grande sortiraento do rouDas
para meninos de 6 a 14 annos ; nao agra-
dando ao comprador algumas das roupas
, tenas se apromptarao oulras a goslo do
; comprador dando-se no da eonvencio-
'^aiMIHIk^lMIMIBeiMKK
Pianos
Saunders Brothers & C. tem para vender em
seu armazem, na praca do Corpo Sanio n. 11
alguns pianos do ultimo gosto. recentimente'
chegados. dos bem conhecidos e acreditados fa-
bricantes J. Broadwood ASons de Londres e
muilo proprios para este clima.
em grande sortimento para
honiens, senhoras e
meninos.
Vendem-se chapos francezes de superior qna-
idade o 6j500,7 e 8. dilos de velludo, copa al-
ia e baixa a 7J, 9 o 10$, ditos de lontra pretos e
2*2* ?ulo-noJ-a ** e 7- dits do chile a
3S500, 5, 6, 8.10 e 12, dilos de feltro em gran-
de sorlimenlo, tanto em cores como era qualida-
des, para homens e meninos, de 25)500 a 7 di-
tos de gorguro com aba do couro de lustre di-
tos de casemira com aba forrada de palh'a, ou
sera ella a 4$. dilos de palha ingleza, copa alta
e baixa, superiores e muito em conta, bonetes
francezes e da trra, de diversas qualidades, para
meninos, chapeos de muitas qualidades para me-
ninas de escola, chspelinascom veo para senho-
ra, muito em conta e do melhor gosto possivel
chapeos de seda, ditos de palha amazonas, enfei-
tes para cabega, luvas, chapeos de sol, e outros
muitos objeclosque os senhores freguezes vis-
ta do prego e da qualidade da fazenda, nao dei-
xarao de comprar; na bem conhecida loja de
chapeos da rua Direila n. 61, de B. deB. Feij.
Calcado francez.
Vendem-se borzeguins de bezerro de um pti-
mo fabricante de Paris, pelo baralo preco de 8
gapalees de bezerro com elstica na frento por
4i), sa patos rasos de couro de lustre por 3J, 4S e
5g : na rua da Cadeia n. 45, esquina da rua da
Madre de Dos.
Veddem-se velas de espermaceto a 640 rs.
o maco de 6 velas ; na rua Direita n. 8.
Vendem-se na rua da Cadeia do Becife n.
04, os seguintes cscravos : 1 moleque de idado
11 annos, 1 preta de 30 annos, 1 dita da mesma
idade com 1 filho de 5 annos e oulro de 1 anno
e 1 caboeja de idade de 6 annos, pouco mais ou
menos.
Vende-se a quarta parlo do sobrado de 2
andares na rua da Lapa n. 6, lera ura ptimo ar-
mazem de recolher : quem pretender, pirija-se
a rua do Cotovello n. 39, que ahi achara com
quem tralar.
Vende-se um bom cavallo de cabriolel e de
sella : na rua dos Guacarapes n. 32, juuto ao
rnarcineiro.
Vende-se urna cabra com duas crias j
grandes, e afiancando-se dar urna garrafa de lei-
te de boa qualidade : quem pretender, dirjase
as Cinco Ponas, defronte da eslaco, deposito
n. 148.
RELOGIOS.
Vende-se em cass de Saunders Brothers 4
C., praca do Corpo Santo, relogios do afama-
do fabricante Boskell, por precos commodos,
e tambem trancellins e cadeias para oa mesmos
deexcellente gosto.
4,000 rs.
por sacca de milho; nos armazens de Tasso
Irmaos.
Rua do Oueimado n. 37.
A 308 cortesde vestidos de seda que custaram
60; a 16j> cortes de vestidos de phaulasia que
custaram30; a 8 chapelinhas para senhora:
na rua do Queimado n. 37.
Enfeites de vidrilho e de retroz a 4 cada
um : na rua do Queimado n.37, loja de 4 portas.
Em casa de Rabe Scbmettan &
C, rua da Cadeia n. 37, vendem-se
elegantes pianos do afamado fabrican-
te Traumann de Hamburgo.
SARAO
do deposito geral do Rio de Janeiro : a tratar
com Tasso a. Irmaos.
Farinha de mandioca
nos armazens de Tasso & Irmaos.
Milho
nos armazens da Tasao & Irmaos.
Tachas para engenho
Fundico de ferro e bronze
DS
Francisco Antonio Correit Cardozo,
tem um grande sortimento de
tachas de ferro fundido, assim
como se faz e concerta-se qual*
quer obra tanto de ferro fun-
dido como batido.
MUTILADO L


Il II
^ btABIO DE jBfflAMBEflL ==, QfJMfti PEftl 16 pj MaIQ DE t5S0
Em casa de Basto i Lemos
-largo da Penha-
MantefcaperrV.tomente Qor a 800 rs. a librs e em barril se far mais algum abalimenlo.
*$ue\jos umiU no vos
a 1J700 rs. e n cjtfxa se far mais alguna abalimenlo nicamente no armazem Progresso.
A.n\eixas fraueezas
ProlSi8 flha ^""P0^1".8^ ^ro a 900rs..e emporio se far algam abalimenlo s no
Carti.cs de boUnYvos
muito novos proprios para mimos a 500 rs.,,e em porcao se far algum abalimenlo s no Progresso.
Figos de comadre
m^h--e,egV,lM,ei,le enfeila<,aso proprias par mimos s no Progresso ecom S visla se far
lalas de soda
com 2 1|S libras de differontes qualidades a 1600 rs.,nicamente no armazem Progresso.
Conservas
a 700 rs. o frasco rende-s* nicamente no armazem Progresso
Holacnnua ingleza i
muito nova a 320 rs. a libra e barrica 45, nicamente no Progresso.
Potes vidrados
de la 8 libras proprias para mantfga-ou outro qualquer liquido de 400
Cuocolate franecz
resoaaHdadMSl!l-?mi0*eB2!l"M ".^uin^sgneros ludo recentemente chegade e de superioL
brfcan^SdP r.i.SreMnlV f80 2- ,,bra ch9Una mu nova> m"ne!.-.dadcY ms afamado fe*
""--"i'.1!0"*' maSa de l.ma1e, pera secca, pasas. fructas em calda, amendorrs. nozes, frascos
a l$20O rs. da um, se
para "iseS r ".' c^lio'' Pallh? *" qualidades. vinagre tranco Bordean* proprtb
mmu il fin.\Jl,TS ,d0S melhor fabrcenles de S. Flix. nK.i de todas as qualidades, gem-
spermaccleoara(n'S? f"ncezas. <*a'?[>aif><> das mais acreditadas marcos, cervejas de ditas,
ii..,c .;i llcoresfrancezcs muito finos, marrasquino do zara, a
as. banha de porco refinado e oulros muito gneros
zcite doce purificado, aze
que encootraro tendente a
il V "au"a porco [cunau-o e o
Somcem Bffil?- S ProPri*ios venderem pT muito menos do que outro rualquer
s viessem m.!^, b'ZBemrem."q,,SHw P^soas que mrodarem por cutres pouco praticas como
queiram"manda '^VZknZiV*1"" lO0'* "**" de e"ge*o e seuhores aradores
o acondidwamcnto! e8COmmendas -^mazera Progressole se Ihes amanea a boa qualidade e
V^adciva go^ft matarana
a 4U0 rs. a libra, sorra Progresso.
Palitos
cilhaios para denles a 200 rs. o moco com 20 mocinhos, s no Progresso.
Cha Itysoii, nerula e preto
os molhores que he no mercado de 1S600 a 2*500 a libra, s no Progresso.
Passas as mais novas que lem vindo ao tiosso merca-do pelo diminuto proco de 2g560, s no Trogrosso.
Macas en\ cavinkas de 8 libras
contando 405 qualidades pevide, grao de luco, estrelrnha, alelria branca e amarella c paslilhas de
maja, s no Prcgrosso, e coma vista se far um prego commodo.
C\\ouricas e palos
es mais novas cae tem vindo-ae mercado.so noProgresso, aiaocflnris-se a boa quoKdade e a vista
"x ara um preco commodo. i '
ARCHIVO UNIVERSAL
REVISTA HEBDOMADARIA
COLLArBORADO
\ rites srs.
D Antonio Costa -air. de Castitho-Ant-oi.io Gil-Alexacdra Herculano -A. G. Ramos A-
dn^f 7AugUSB,/? :*-Anomo de Otiveira Harnea-** Branco-A. P. LopefJSen-
donca-A. Xavier, Rodrigues Cordcire-CarlesJos Caldeira-E. Pinto da SilvaeCunha-F Gomes
-teS de So lh?d5if"U;nMr~,?,,2 d/ ^stilbo-olio MaximodeOliveiraPimca el
r;. ?r.ld2^0U"7"-f- ff'TiT^0"* dC J0Tre9~J- x S. da Motia-Leandro *oa da
Lei*-Luiz Joed da Ccafca-L. A. ReoeWe da Silva-Paulo Uifinti Ei.iT.il u
as aMrcira Lapes.
DIRIGIDO
POR
CosaLuiz Filippe
Julio FerrazVateatrm 4os
** dc Cwlji J4scfSarrepes.-C F. Silvciro da
drigo Paganito.
O archivo universa camela com o terceire volume o segando anno da soa existencia t
dg!,M.Pr0,ScVenCer """"^ ma0reS ^ifficulda* com que oajoroaes lilterarie? de Portul. Sm
d,lnfv7eV.enCeuC0m:h,,n.ri, ***wfendooom a raaior ponlualidade toos os comofomS
um periodo extrmamele perigoso para as poblicaccs desta atoroza. comprois*os,
Incelando o seu segundo anno, coownao.alter o systema- seguido atogoro. o arcmvIo tan-
"que conheeora a allriowlada exislenci dojornaWscio portugee ,pati
n "nfrS,f,n,e^HS,n01*?0-1"***ospeiUa affastar, qu*iHs
seguir umanda mais Ursa: este iir que tem presentado, e a rcguloridade da sua.publicacao. Paraos
isa os quesabem quantas doscon-
..^embaracos romover, para con-
maisUcga; este Urocioio e urna grande conquista o um om agouro de pweperi-
Destinado a
juntamente com
ma do TrapichjB n. 17, ven-
de-se:
Chumbo em leaqol.
Catinos de dito.
Cabos de linho inglez.
lelins patente iflglez cora todos os per*
tences.
l'apel de imprimir.
l'pnellas de ferro.
laldes de zinco.
l.ivrosem branco inglez.
(ladeiras getiovezas.
Licores finos em garrafasde crystal.
Fnxofre em caixas de 3 arrobas.
Alvaiade de Veneza.
Cordoallia para apparelhos de navios.
Chapeos de palha de Italia singelos.
\'assouras geno vetas.
Eroga$ diversas.
Ganheiros de marmore.
1 albas de barro vidrado.
Escraros venda.
Vendem-se, trocam-se e compram-se escra-
vis de toda idade, e dc ambos os sexos; no na
di Imperador n. 21, primeiro andar.
Arados americanos e machinas
para kvarrouparcm casa de S P. Jo-
hnrton di C. ra da Senzala h. 42.
Vioho de Bordeaux.
"Em casa de Ka^kmann IrmasC., ra do
'C"uz n. 10. encoElra-se o deposi*o das bem cc-
B ecidas marcas dos Srs. Brasdenburg Frres
e dos Srs. ackop Mareilhac & C., em Bor-
ditauz. Tem as seguintes qualidades :
De BrandeHburg frres.
Si. Estph.
Si. Julicn,
M rgaux.
L.irose.
Clilcao 1-oville.
Clleau Mrgame.
I>c Oldekop A Mareilhac.
St. JcHen.
St. Jilien Mdoc.
Clateau Loville.
Na mesiiia casa Iva para
vsnder:
Sterry em barris.
Mi deira em barris,
Gcgnac em barris. Cognac em caixas qwlidade inferior.
Cerveja branca.
Tachas e moendas
d1li;fga?i1.Va?C- em mpre-no seu deposito
Je rtU,arfi.'^ 3 A> Um r,nde sortimento
.-!f h"? m?8adas Para eogenho, do multo
acieditado fabricante Edwin'-lfaw : a tratar
mesmo deposito ou na ra doTrapiche
(7)
mmumi i imam si n?is.
SIU na na Imperial n. 118 e 120 jonlo a fabrica de sabo.
DE
Sebastiio J. da Siba dirigida por Francisco Belmiro da Costa
fde80toVVen8rta!!,*CIIien,Oi',u"e?pre Pro?Plos mbiques de cobre de diffcrentes'dimencoes
(ae hjo a .000$ simples e dobrados, para destilar agurdenle aDarelhns doii,i, .*
os rao-
pregos ra-
Peehiodia.
u 44.
no
Com peqaeno toque de avaria,
fa ra doQueimado n.5, loja do rrogaica
ve dem-so pegas de algodo -enorp.do, largo
con pequew toque de avaria-a 2J500 cada roa
A os amantes da economa
P a ra do<(ueimado n. :2, loja do Presuka
rs o covdo S'm0 Pr dC GS a P*a''* l0
l,h,aCaCBe',d* V8Cca 8a,Kk' em barcia-*e 100
libias : omcasa de Tasso-Iimos
Oleado de
cores.
V>n4m.fie oleados decores os mais (iaoe.aue
p( ssivel.tK.ste genero, e*j diversas UrW4S.
Srch^KeTdtV' FeiX DreUa Q-'*1' teja
Rua da Senzala Nova n. 42
Vsndo-se em casa de S. P. Jonhston & C. va-
que :as de lustre para carros.-oellins e silbos in-
giezes, oandeeiros e casoaes bronzeadog. lo-
nas bracas, fio de vela, eticte para carros, e
nioi una arreos para carro de um e dous cval-
os, e relogios d'ouro patente imezes.
Camas de ferro, o mais barato que ha no
Tuli^Ve20^a30*unicaniflOle e ^a de
Jum&Cenrado.
_ .Vende-se urna
200 exes do capim :
Relogios de ouro e prata.
Eio-casa de Henry Gibwn, rua da Cadeia do
uecite n. 62, ha para vender um completo sorli-
metito de relogios de ouro e prala, thronome-
ros, meios chronomotros o de peiete,
ihores que vera a esto mercado, o a
eoaveis.
37 Rua do Qnemado 37
Loja de 4 |K>rtas.
Chegeu a este estabolecmento um completo
sortimento de obras feitas, como aejam : pale-
lots do panno fino de 16$ ot 28$, sobrecoiacas
de panno fine preto e do cores muito saperiores
a 35j>, um completo scrtimenlo de pafetots de
risoadlrllio-fc brim pardo e brancos, do braman-
te, que se vendem por proco commodo, cerou-
ls de Helio de diversos tamaitos, camisas
francezos de linho o de panninho do 2$ at 5g
oada urna, chapeosfrancezes para komem a 8$,
ditos muito superitres a 10, ditos avelludados]
copa nHa a 13#, ditos copa baa a 10$, cha-
peos de feltro poja homem e*, 5 o at 7$
cada em, ditos do seda e de patha enfeitados pa-
ra m;ninas a lf, ditos de palha para senhora a
12S, chapelinhas de velludo ricamente onfeita-
dasa 25S, ditas de palha do Helia muito ftaasa
25f, cortes do-vestido de s*a-cm carto do 40g
at 150J, ditos de phanlasro-de 169 at 35S000,
gcllinhas do cambraia de t>-ot 5. manguitos
do I5500 at 5, organdys-escuras e cloras a
^00 rs. a vara, cassas franeozas muito superiores
e padroes ovos a 720 avara, casemirasde cor-
les para colletes, paletotso calcas de 8J500 at
45 o covado, panno fino preto e de cores-de 2$500
al IOS o ovado, cortos de colletedo velludo
muito superiores a9 o125, ditos do orguro1
e de fasta o brancos do 00res, tildo .por preeo:
barato, atoalhado de algodo a 1S280 a vara
cortes de casemirasde-cores de 5 alfl&.grosde-
naptosda cores eprotos de l#60Ot tfMO-e
cova^-espartilhospara senhora a 5, cooiroc
de ceooira ricamente bordados ft) cada um
len^es^e cambraia de^liho bordados para -s-
nhora-a 9 e 12 cada mem,-fazenda mwito-superior, do tt al 2% a
duna, casemiras decores para cooiro, covado a
25400, barege do seda para vestidos, covado a
14Q0, um completo ortiraento do colletestie
gorg-urao, casemira,>reta lisa o bordada, o de
lustao de cores, os-qoaes se vedem porbasato
preoo, velludo de eres a 7 o ovado, paraos
ja-cimademesa a 10 cada m. merino 1-
o proprio,|aFa paletots abietes ajj800
vado, bandos .para armacao de cabello a
imm, saceos de tapete e de marrapim para via-
m, e um graodeaortimeuto de lacas e malas
ae. pregara, quotwk se venda vontade dos
freguezes, e outaas muitas fazeodas que a
posaivel aqui meneionar, pormeoma vista .3S
comcradoresse mostraro
encommendas.
Largo do Carmo.
Esquinada ruadeHortas
numero 2.
,,.Ven^_sf manteiga inglcza a 800 e a l2g0 a
libra, dita franeeza a 64 rs., paios os mais no-
vos a 480 a libra, ehouricas a 560. figos a 200
rs.. massas finas para sopa a 640, lalharim e
macarrao a 400 rs., latas com 9 libras de banha
refinada a 65. velas de espermacete a 720, sag
ccevadinha a 240 a libra, assim como tem mui-
tos mais'olijeclos tendentes a molhados, que s
na piesenca do comprador se venderio'por me-
nos preco do que em outra qualquer parle, como
sejam. queijos chegndos no ultimo vapor, mar-
melada a mais nova que ha no mercado, conser-
vas, passas, vinhos engarrafados e eni pipas, da
todas as qualidades, e oulros gneros que se doi-
xam de mencionar, e que 60 visla do compra-
dor se dir o preco.
Relogios patento inglez e meios chronomc-
tros pormenos do que rm oulra qualquer eas,.
vende-se em casa de Julio & Conrado, na ruado-
Queimado n. 48.
Relogios.
Vendc-seem casa de Johnston Paler & C, rua
do Vigario n. 3, um bello sorlimenlo de relogios
de ouro, palente inglez, de um dos mais afa-
mados fabricantes de Liverpool; tambem urna
vanedade de bonitos trancelins para os mesmos.
Em casa de Borott & C, rua
da Cruz do Recife n.5, ven-
de-se:
Cabriolis muito lindos.
Charutos do Havana verdadeiros.
Tresuntos para fiambre.
Fumo americano de superior qualidade.
Gnampanha de primeirt qualidade.
Carne do vacca em barris de superior quali-
Oleados americanos proprios para cobrir carros
_ carne de porco em barris muito bem acondi-
cionada.
Licores de diversas qurlidades, como seiam
omittlo afamado licor intitulado Morring Cali.
feherry Cordial, Menl Julop, Bilters, Whiskey &
L., luda despachado ha poucos dias.
Machinas de coser, grandes c pequeas, de dif-
ferontes autores, de um modello inteirameule
novo, por preco commodo.
Salsa parrilha em frascos grandes C pequeos
muslo bem acondicionada.
IMlulas vegetaes (verdadeiras.)
Verme fuge.
Carneiros gordos.
ffo engenho Pomo da Cal vendem-se carneiros
gordos por preco commodo.
Espirito de vioho com 44
graos.
Vande-se espirito do virrho verdadeirocom 44
(rros, chegadoda Europa, as garrafas ou as ca-
andas: na rua larca do Rosario n. 36
Vendem-se dous escravos mocos, de bonila
figura, e proprios para lodo c qualquer servico :
a tratar na roa imperial n. 64.
IVende-seS
Relogios patentes.
Estopas.
Lonas.
Camisas inglezas.
Peitos para camisas.
Biscoutos.
Em casa de Arkwight & C. rua da
Cruz n. 61.
KSM-J-K-attlIK
Aossenhores logittag de miudezas.
Bicos prelos de seda,
Ditos brancos e prelos de algodo.
Luvas pretas de lorcal.
Cintos elsticos.
Linhas de algodo em novellos : vendrm-rs
por presos commodos, em casa de SoulhallMel-
lors & C, rua do Trapiche n. 38.
r'ende-se superiorlinha de algodo, bran-
cas do cores, em novello, para costura : em
casa de Seuthall Mellori C, rua do Torres
n. 38.
Adinheiioou a prazo.
Vende-se urna linda mobilia de jacarando, mo-
derna, c outra de mopno rm fcom uo : na na
da Imperatriz, loja n. 4.
Vende se urna porrao de cemente dc cecn-
tro, em garrafas a 2C0 rs. : na rua da Lapa nu-
mero 13.
Vende-se urna cscrava com meia idade, que
sabe cozinhar, ensaboar c fazer o mais servico do
urna casa : na rua da Ciuz n. 43.
canoa nova que pega em
na rua Imperial n. t7d.
a"eVSudo'uP K" T^010 orna,8tico a otTerecer aos leitorea. enn-
a revista do que mais notavel houver occorr do na politica, na-ecieocia na ta-
tofcASTs^fr!6 assFmJmm w* este piodicS p r
A^igna^-em RS^i^J^^^^T^^ competentes.
CONSULTORIO
DO
lir. P. A iobo Mofseoso,
* RIJA DA^OHIA,CAADOFUIIDAd3 3
Clnica no ambos os sistemas.
propriedades ruraes. uaiiuenve ao so para a eidade oamo para os engenhos ou tras
t^FS^^L^S^ "i*- -a caso do r-
pessoa, o darua e o uumero da casa P eecn9u> m 1e **> deolare o nomo da
metter setJbXranbot?ca1ott^ bairrer do Recife podero ro.
Kogueira do Souza na rua do Crespo ao P da ifi"velha "" U l0ja ** h *"'
Botica de 12 tubos grandes, inunnri
Ditos de 24 ditos. ... .........JKX?
vroa do Sr. Jos
e os i"aehars mdica-
Ditos de 36 ditos.
Dito de 48 ditos.
Ditos de 60 ditos. .
Tubos avulsos cada um.
Fraseos de linduras....... ......
Manoal de medicina homeopathica" pe"lo Dr.' Jahr 'trduzid
em portaguez com o diccionario dos termos de medi-
u^- 54rur8ia etc-etc. ,
155000
205090
255000
0j000
15000
25000
20000
105000
65000
IPara acato.
Re baiar da rua do Impe-
rador, defroftte do de-
posito do gaz.
Fnsunlos.para fiambre, a libra a 460 rs.
de o a "Jfcharulos e Pwfeitos, em caixinha
160Xse.llnle eevadDha P"a opa.-a libra a
Arr endoas de casca mole muito nova, a libra
8 *uu rs.
Mai:arro,a libra a 200 rs.
Faiinha do reino para bolos..a libra a.60 rs
Ext cliente core>a franeeza, aduzia a 4*500'
finos de caf e outrosoxlraclosTagar-
nuile boa em garrafas intoirasa
Os abaiio assignados, com loja de ourives na
I rua do Catraga ns, 9-e 11, confronte ao pateo da
motril de Santo Antonio, continuadamente eslao
recobendo as mais delicadas e modernas obras
de ouro de difieren les e apurados gostos, lano
para senhoras. oomo para honiens c meninas,
por preces n>ui commodos em relacao a qualida-
de e mao d'obra, e gorantcm a qualidade do ou-
ro, passando oosla com declaracao e recibo.
Ser.tphim & Lrmao.
MiUio e arelo.
Vende-semillio a 4 o sacco, e em cuia a 240.
trelo a 555OO o sacco : por bixo do sobrado n
16, com ortao para a rua da Florentina.
-. Vendo-se por-3503 um cabriole!de 4 rodas
coberlo, em 4>om oslado : r.a rua Nova n. 22. '
Alliardas inglezas.
Ainda ha para vender algumas albardas ingle-
zas, excellontes persua duracao, levsa e com-
modidade para os animaes : em casa do Heorv
Gibson, roa da Cadeia do Rocife n. 62.
Escravos fgidos.
a I9OOO.
muito forte,
a garrafa
ts.
raa a 1g600.
Champanha
Bitii em meias garrafas
Vinagre branco francez
a 320 rs.
Bol as para senhora, o par a 1
Exilenles csparlilhos a 4JJ500.
10geS red0mas Ctm airo e flo. o para
Lata de soda com 2 1(2 libras de discenles
qualidades a 19200. -
Ditas do 8 libras a 2500.
Francos cora paslilhas a lj}000.
Dilcs maiores a 2.
FUNDIDO AURORA.
beUdmentonaruadBrumn 9^ apreaonlados. Recei?om-6e oncominfli_________7.
e
e
madeira, moen-
es, guin-
amassar man-
vttoiat para gualquar obra.
ielrodo
^oolwteenw iSJiif i e D/ ru' d^ui ""je do toperdom
encommendas neste esla-
moradia do cai-
pxatendantai m podom
Plaas de flores.
a^ss^sas.'ss:
J TaPr 1" se espera do i0 resolveu
vende sua grande eoleceo de pC as ceto
fZ tem ndido .- na raa do Cabug n!3 A. g0fa
Attenco.
Figueirodo & Irmo. eom loja da fazn ruada Cadeia do Recife n. 50 A, S"
guintei fazendas. pur baratos precoi *
Cam sas de linho. finas, duzia a 50
Ditat do fuslo, finas, duzia a 30*7
Grar 1 tas eslreilas a 600 rs ^
22ooaote de paDD0 ao com golla ^e vel,u i
rhnBeHC0,1^es de v,el,ud0 br Lhaptos de seda para homem a 8
Dilos ie feltro, copa alta a 55. \
Ditos le dito, finos, copa baixa a 4*
deC80ffiad1sT.eS2lg ^ *'>.
d alimad08 de ldu M core*com "C0Ta-
Ditos ile cassa proprio para balito a 3*500
5 d?iiDh, PaorO" miadosTeom 12
covado* 1 108500. z
fortes de chitag rancezas com 10 covados a
Chitas (loas inglezas, covado a 180 rs.
Chales de marin bordados a 6(500
Ditos staooptdos a 6|500.
Ditos 1 sos a 45.
Camisas Dgbas.
Pregas largas.
Goes & Bastos.
Mi:de Qiieimadn. 46,frente 4a loja
amarella.
Acaba de chegar .na bem conheoida loja de
Ooes AiBastos, um grande sorlimenlo das muilo
desojadas e verdadeiras camisas inglezas, com
peito de linho e pregas largas, j bem conbeci-
dos pelos freguezes oeste estabeleoimenlo, as
quaes camisas ha muilo se eslava esperando, e
por ter^rande porco, emos deliberado, para
roclhor agradarmos os .freguezes, vende-las ocio
diminuto prSo de 365 P<* duzia. V
Fazeadasporbaixos preeos
Rua do yueimado^ loja
de 4 portas n. 10.
Superiores clwpeos de manilha.
! Estes excelienles chapeos que por sua qualida-
de e eterna duracao, sao proferivois aos do Chi-
le ,; exialem venda unicamenle em casa de
Henry ibson, rua da Cadeia do Recife n. 62, por
preco commodo.
Vende-se
linha ds novello de lodos os sorlimentos, meias
de seda inglezas de peso e mais inferiores bran-
cas o pretas, por pregos commodos : cm casa de
Henry Gibson, rua da Cadeia do Recife n. 62
Ainda reslam algumas fazendas para concluir
a hquidacao da firma de LeiteACorreia, asquaes
se vendem por diminuto preco, sendo entre ou-
iras as seguidlos:
Chitas de coros oscuras e claras, o covado
a 160 rs.
Bitas largas, fraooezas, finas, a 240 o 260.
Riscad08 franceses de cores fixas a 200 rs.
Cassas de cores, bous padroes, a 240.
Brim de linho de quadros, covado, a 160 rs.
Brim trancado branco de linho muito bom. va-
ra, a 11000.
Corles de calja de meia casemiraa 2#.
Ditos do dita de csjemira de cores a 5.
Panno prolo fino a 38 e 49.
Meias do cores, (loas, para homem, duzia a
Graraias de seda de cores e pretas a 1J.
Meia brancas finas para senhora a 35.
Ditas ditas muito finas a 4g.
Ditas eruas finas para homem a 45.
Cortes do colletes de gorguro de seda a 2.
Cambraia lisa fina transparente, peca, a 4j>.
Chales de la e seda, grandes, um 2$.
Grosdenaple preto de 15600 a 20.
Seda prela tarrada para vestido a l|6O0 c 25
Corles de vestido de seda preta lavrada a I69
Lencos de chita a 100 ra.
La dequadros para vestido, covado, a 560.
Peitos para camisa, um, 820..
Chita franeeza moderna, lingindo soda, corado
400 rs.
Entremeios bordados a 200 rs.
Camisetas para senhora a 640 rs.
Ditas bordadas finas a SJSOO.
Toalhas de linho para mesa a 2j> e 4$.
Camisas de meia, urna 640rs.
Lencos do seda para pescoco do senhora a
5oO rs. -
ye,l2o! Cortos de calca da casemira preto a 6.
Chales do merm com franja de seda a 5.
Cortes de calca de riscadode quadros a 800 ra.
do lis) P"' Te,lid d* mon,ariB. JflT-
No dia 20 de abril prximo passado fugio
do engenho Santa Cruz, sila na freguezia da Es-
cada, um escravo crioulo de nome Amonio, de
idade 25 aunos, altura regular, bonila Dgnra, has-
lanle barba, o qua.1 foi comprado a Domingos da
Cosa Marlins em 1857 ; roga-se a quem o ap-
prehender de leva-lo a seu senhor Joaquira
Theodoro do Reg Barros, no engenho Murissoca,
ou a seu correspondente nesla praca, Gabriel An-
tonio de Caslro Quinlaes, que recompensar ge-
nerosamente, e lambem esta encarregado de ven-
de-lo, se assim coovier.
Escravo fgido.
Na noile de 28 de abril prximo passado fii"io
decasa de seu senhor o escravo de nome Ray-
mundo, idade de 18 a20annos, estatura mediana
e reforcado, bonita figura, bocea pequea e bous
denles, falla bem, (c-jbrn escuro) filho do Ico
d'onde reto-, pouco mais ou menos, a um anno'
sanio de caiga brenca de brim Irangado e camisa
de madapolo, chapeo de feltro, e calcado: quem
o apprehender e levar rua da Cadeia do Recife
n. 20, ser recompensado
Na terca-feira do correnle fugio a preta
Joanna, cnoula, idade de 40 annos. pouco mais
ou menos, com os signnes seguintes : altura re-
gular, psdeerysipela, um mais grosso do que o
outro, disdenlada na frente, rosto redondo e pe-
queo, e muilo fallante : quem a pegar, leve-a
casa de sua senhora, na rua do Cotovell'o jun-
to a casa n. 57, que ser recompensado.
Acha-se fgido desde 19 de abril o negro
de naci, de nome Andr, de meia idade, o ren-
dido do urna verilha, lerou calca de brim e um
bonel de panno ; este negro escravo do Sr Luiz
Moreira de Carvalho, e eslava alugado na padaria
de Bernardino da Cosa Campos, na Soledade o
empenhado para descont de divida, andava ven-
dendo pao em um panac : roga-se, porlanto a
quem delle liver noticia ou o apprehender o le-
Boa-V dl'a Pada"a' 0U a ,eu senho'' "a pr'a da
Fugio da casa do abaixo assignado, no dia
/ de maio, pelas 11 horas do dia, um escravo de
nome Joaquim, por alcunha rio preto, com os
signaos segrales : cor fula, tem o dedo mnimo
dopedireilo levantado, urna cicatriz na p es-
querda, 2 denles faltos na frente, tem marcas de
j tersido surrado, levou calca branca, camisa da
raesma cor, chapeo de massa" rapado : roga-se a
quem o apprehender, leve-o rua Nova 11 48
que ser gratificado. '
Antonio Eloy Rodrigues da Silva.
SOS de gralifieacio,
AS MELH0RES MAIKAS DE COSER
DOS
Mai afamados autores de ew York
I. M. SINCER & C.
E
WHEELER & WTLSON.
Nonavoestabelecimenlo vendem-se as machi-
"fl'd"1 ""'o^s moslram-se a qual-
STd ?d,a ou da noile e 'esponsabilisamo-
noe (Jorsua boa qualidade e seguranCa no arma
rmio^/uTd'fi dC R7muD"o Ca5riosDLeaitr
aS.'ft7J.Visto'6"1"2 10' 'ai***
oas
640 a Hbra0'"'4* "' 6> ha ma,IDeIada superior a
Marmelada.
Direiis n. 6. ha mairaelada s
Ceblas novas.
muilo barata visla da qualidade dd i
eposilo da rua do Vigario a. 27.
Feijo amarello
no anli-
em saceos de6alqueires, do Porto, ou 30 cuias
vende-se muito barato para acabar
deposito da rua da Vigario n. 27.
no
enligo
riiJ. "t rc n""iadament, farin de man-
dioca, railho e farelo do Lisboa, em saceos eran-
'n. 62 8PCr0r qUaUdade : na rua' Ra"
= Na rua da Imperatriz n. 7i ha nara ven
der v.nho engarrafado, sendo madeira alicante"
e malvazia, chegado ultimamento da uroTa e
por preco commodo. *op e
Cera de carnauba, sebo refinado e fio
de algodo.
-rmenfn.Vender-8e' D ,arg0 da Asse'>la,
Vovidade.
Continua a estar fgida a cabra Josepha, dc ida-
oe5U annos pouco mais ou menos, altura reeu-
ar, marcas de panno pela cara, falta de denles
lornozellos enchados, andar estrupiado, esla es-
crava fugio em 30 de novembro do anno passado
desconfla-se que esieja acoulada em alguma ca-
sa ou servindo de ama, tem dous filhos nesla pra-
ca, urna por nomo Domingas, liberta, e outro de
nome Matheos. escravo de um senhor para as
bandas de Apipucos, alguem j a tem visto, por-
lanto protesia-se conira quem a liver em sua caa
assim como da-se 50 a quem a trouxera sua se-
nhora na Soledade estrada de Joao Fcrnandes
> eira ou der noticia certa
Gratiicacao de 50^000.
Fugio no dia 17 do correnle raez o escravo
crioulo de nome Malheus, de idade dc 0 a 25
annos, o tem os seguintes signaos : cor prela
altura regular, espigado e reforcado do corpoi
falla descansada, mos e ps pequeos, denles
alvos, andargingado, passo miudo, ecom bastan-
te esprahas no roslo ; levou caiga e samisa de al-
godo de lislras azues, chapeo de palha da Itilia
j usado com fita prela; este escravo natural
de Quebrangulo, onde lem mai e irmaos e foi
pertenrente o dilo escravo neste lugar aos Sr
Cosme dc Pinho Sinliago e Jos Francisco d"a
Costa, negociantes neste lugar, os quaes compra-
raro ederam em pagamento aos Srs. Souza, Bar-
ros & C. desta praca, e estes venderam ao Sr
SrsTeKhie,mdC B8^[0S, qUal vendeu ao*
/?'* ?* i COnsta *lue e8le escravo fu-
gio era companhia do cabra escravo, Marcolino
fieiSf*16 !, P0,lanl0' P^e-se as autoridades poJ
Iic.aes o algumas pessoas particulares, quo o
caplurem e levem-oa rua de Apollo n. 7, ou a
rua vova n. 1, que gratificaro com a quanlia
cima. ^
Acha-sc fgido desde o dia 6 de abril pr-
ximo passado o escravo pardo de nome Roque,
alto bastante, corno regular, lem os olhos um
nouco avermelhados, alguma falla de denles e
falla muilo mansa e descariada : quem doli
der noticia ou o prender, ser bem recompen-
sado pelo major Antonio da Silva Gusroao, mo-
rador na rua Imperial, e senhor do dilo cs-
escravo.
Acaba 1
meroado
de chegar no ultimo paquete a este
s afamadas peanas d'aco dos aotores
1, i. Lr7* u"5ue e Tondem nicamente na loja de
Lencos branco de cambraia, duzia, a 2#. JSSuA SL U ^ *' "
^
IMUTILADOI
Escrava gida.
Fugio da casa do abaixo assignado, no dia 18
do correte, urna sua escrava da Costa de nome
Mara, que representa ter de idade 45 annos, al-
tura e corpo regulares, cAr nao muilo pela, tem
bastantes cabellos brancos, cosluma trazer um
panno atado roda da cabeca, tendo por signal
mais saliente as maca foveiras, proveniente de
calor de ligado. Esta escrava tendo sabido como
de costume, com renda de arrox, nao rollou
mais : roga-se, porlanto, i autoridades poli-
jaaaes, capites de campo e mais pessoas do povo,
r TBipprebensao de dito escrara, e lera-la loja
do Preguica, na rua do Queimado n. 2, on casa
de sua residencia na rua da Florentina dcfronle
da coeberra *) Ithn. Sr. tenente coronel Sebas-
Uio, 9,ne sero generosamente recompensados.
ji '..'. ? .\9%\j>Tr~wmr'm


(8)
EIARIO
Litteratura.
Conferencias de Xotre Dame*
PRIMEIRA.
(Covcluto).
III
Senhores, eis a lerceira e a illinin relscao effi-
caz. que liga o sociedade domestica sociedade
fondes at aqui
luo turco v sunwuaue, baniiouisuu loiiu e su*.
Tmente todos os amores do nesso coragio, as*
sim como (odas as atlracges do mundo.
Da mesraa maneira que ha un legitimo amor
proprio, que se calendo no amor da familia, o
amor da familia se eslende no amor da patria, e
o amor da patria no amor da humanidarje : co-
dea magnilica que desee de Deus pola crea1
fortifica todos os nossos amores unindo-ot
como sou centro crin mu ni
Enganaram-se, pois, aquellos que so
da ruina das fa
Sobre os fragmentos do que legitimo es,
s una rouso podo criar raizes ; e a batbari
tria defende-e protege a familia, anda mais di- So a familia fosse anniquilada, ou somonte, se o
7or se que a familia qutm protege e defende a amor da familia momsse nos corogocs, 'esta
patria, porque o amor da familia, tal como Deus morte nasceria un patriotismo sclvagom o dodi-
o colloi-ou.no coracao do homrm e ser sem- codo deslruicao : passaria na humanidade co-
pre, a mais invcncivel torga da sociedade acom- i ni o um monslro destruidor, dcixando atraz de si
J mais raro
ftfoatu.
publica, 'fondos at aqui visto que a segunda ,
loni na primeira seu principio e modelo ; aceres- um patriotismo brotando da ruina
cinto que n'esta est sua maior forca e seu mais
solido baluarte. Se verdade dizer'-se que a pa-
meltida pelo exterior ou atacada no interior.
A primeira cousa necessaria aos homens, para
ser a forca e a defeza da patria, se nao ae en-
gao, ligarse a patria, nolai bom, como a vida
liga-se alguma cousa, por um ponto vivo. Se
entre a miolia vida e a minha patria nao ha um
as cousas santas devastadas, e as populares rau-
das diantc das ruinas!
A razio porque todo patriotismo que nao nos-
ce do coracao do homem, um patriotismo fal-
so ; mas um patriotismo exagerado, violento, fa-
ntico, quasi sompre cruel I ah! esta patria,
ponto de contacto, se nao me liga a ella por al- 1UC pretendem exaltar sobro os fragmentos da fa-
guma rail, por alguma fibria de mim mesmo,! milia, da propriedade, da rcligio, nos a conhe-
nunca serci para a patria urna forca ou urna de- cornos: esta diviudade lgubre, quo lem por
feza. Em urna palavra, o que conslluo a maior sacerdote um carrasco, por altar um cadafatso,
forca da sociedade, o sincero amor da patria, Pr adorarlo o terror, c por sacrificio a carnifi-
o patriotismo. cia 1
Trala-se, pois. de saber qual este ponto prin-! Deix.ii este patriotismo feroz, que nao a glo-
cipal, e, se posso dizer, este lago sensivel, pelo "'a ou a defeza, porcm a vergonha o o flagelloda
mili l\ li\lli(ltli l-fl Pn .t ... ...... *__! > -.l-l- t
qual o homem liga-se urna cousa lo cheia de
docura e de seduego que se chana patria. Como
vem e se desenvolve as almas, com o amor da
patria verdadoiro, o patriotismo ? A patria : este
nomo tem tanta fascinado, que, quando sa,
despcrla echos em lodosos coraces.
Donde nasce este encanto sem'cgual? O que
que amamos no fundo da realidade expressa por
esta palavra ? Ser as aguas dos tontos ? a ver-
dura dos prados? aseara dos; campos? o solo
calcado pelos nossos primeiros passos? ou o cu
aberlo s nossas primeiras vistas ?
Sem duvida, senhores, as condicSes physicas
do lugar, que nos vio nascer tem para nosso co-
rago encantos, que nao contesto ; encanto dos
valles, planicies e monlanhas ; encantos das
aguas, das 3ores e das sombras; encantos do ar,
do sol e da la ; todas estas cousas se unem e
contunden na mistura suave das realidades o das
illuses, que compem para nos a patria.
Mas, manifest que no fundo de ludo sto ha
urna cou3a que tudo explica ; urna realidade mais
poderosa do que as mais encantadoras illuses ;
j disseraos quem era esta cousa, a familia : o
que explica a royjlcriosa seduccao da patria, o
que o seu nomo mesmo encerra, a paternidade :
A paternidade entra to profundamente na idea
da patria, que Ihe d o seu nome : Terra patria !
O que islo quer dizer? Nao ser a Ierra dos anle-
passados, o lugar em que se leve um pai ? E enlo
para que se procurar u'outra parle a palavra d'es-
le myslerio ?
E' manifest que lodos os encantos que a patria
nos oflerece, mesmo os de sua superficie, sao
profundos reflexos de cousas, que foram lo se
ducloras nos nossos primeiros dias, que ficamos
anda contentes encontrando o seu vestigio.
Se o ar da patria lem para o rueu coracao o
quer que seja de doce, que n'etla sent, como
urna flor na sua primeira manha, seu sopro mais
puro. So esta heranca. por mais moJesla que
seja, vale para mim o universo, porque ella
inleira do meu pai, e por toda parle encontr um
signal d'elle. Se a belleza d'osle rio augmenta
para mim a medida que d'elle me afaslo, e se
meu corago cncontra sempren'elle um atlractivo
que se fortifica pela distancia, ah por que na
sua margem, nos bragos de minha mai, conheci
suas caricias e vi os scus sorrisos.
Sim, em todas as iraagens que a patria de longe
me enva, em todas as lembrancas, cujo perfume
guarda, reconhooo alguma cousa" de paternidade e
de paternidade; eu nao sei o que me diz ao co-
racao que este amor que me volta para este lado,
e anda o amor da familia, mas o amor da familia
esplhando-se sobre tudo que se liga ella ; o
amor da familia engrandecido e tornado o onor
da patria.
Nesla rcvclacio do coracao cu sinto e compre-
hendo ao mesmo lempo que a vida da patria a
perpetua continuado da vida da familia, e amo
a minha patria da mesma maneira quo amei a
meu pae ; o segundo amor a natural dilataco
do primeiro.
Admiro-me do que leiiam fcilo do seu cora-
cao e de sua razio aquellos homens, que quize-
ram azer crer que o culio da familia diminua o
culto da patria, sob pretexto de quo elle encerra
o coracao em umaesphera muito cstreita.
Espalhar menos perfume a flor, por ser uni-
da a aquelle lugar da lena, d'onde ella lira sua
vida e belleza?
O amor da patria, como todo o amor, s existe
com a condigno de lorum centro, eus, quedeu
IOjLHKTIM
A MARQUEZA. (*)
POR
GEORGE SAND.
IV
sociedade. Ah se queris ler um patriotismo
sincero, doce e forte ao mosrao lempo, capaz do
proteger e Ilustrar a patria, fazei que elle nasca
do lar por estas duas fontosque conslilucm urna:
do coracao do pae e do mae; o qual patriotismo
desenvolvido na familia, como na sua natural
athmospheia, cresce o eleva-so para defeza da
patria, a quem se prende a amar omondo-se ao
pae. Porque a familia urna patria na patria ;
a patria das recordaces, a patria das esperan-
gas, a patria das alfeces, a patria do Cora-
gao.
Sim, porisso, por este lago sympathico, que
ella conqiiislou o seu pimeiro amor, que elle se
sent encadeado patria, associado ssuas des-
grogos como s suas prosperidades, s suas glo-
rias como s suas humilhages: por isso que
elle se sent dedicado com toda sua riqueza, tor-
ga e coragem protecg e defeza da patria :
por isso emflm quo lodo homem bem educado
lorna-se para ella um escudo; um soldadora
guerra e um soldado na paz I___
Assim, a familia liga o homem sua patria por
profundas raizes, quenada poden quebrar, nem
a perseguido, nem o exilio, nem a barbari-
dade.
Desla maneira ella prepara sociedade defen-\
sores vcrdadoiramenle devotados, porque oslas
palavras :Murrerpela patria nao sao palavras
uanaes, que se fazem ouvir nos tumultos, mas
um grito espontaneo da vida, que rosa na Ierra
natal; grito generoso dos rerdadeiros hroes,
que defondom e morrem por ella, porque ellos
aprenderam amar ea defender at a morte es-
tas duas cousas santas, quo se ama com a patria:
os altares e os lares I
bem notavel, com effeito, que esta paxo de
morrer pela patria, se traduza em todas as linguas
por eslas celebres palavras: Pro aris el focis.
Si eslas duas cousas eminentemente patriti-
cas accresrenlardos os bergos e os tmulos, onde
guarda-se no amor e na dor o culto dosantepas-
sados, tendes ludo que prende o homem i socie-
dade.
Tirae com effeilo o lar, os altares, o bergo e os
tmulos, que restar para ligar o homem patria
e consagrar-se em sua defeza ? Nada.
A patria perde todo o seu poder, perdendo lo-
dos os seus encantos; olla nao mais que urna
fra abslracgo, incapaz de crear a dedicagao e sus-
citar defensores
Desgragada da sociedade em que todos os dias
se multiplican! aspopulages sem lares defen-
der, bergos proteger, tmulos honrar.
Se j desherdadas de todas estas santas e pa-
triticas cousas, ellas nao conservaren os alta-
res, perante os quaes se prostrem ; sim, eu o re-
pito, desgragada da sociedade I
No dia das grandes crises ella nao encontrar
defensores; ser passar no vento das revoluges
os soldados do egosmo alistados pela revolla ;
nao encontrar estas legies heroicas, que tira-
rara da paternidade a paixo de dar sua vida pa-
ra proteger a Ierra, que os vio nascer; e ella a-
prender o que nao fazer da familia a fonle do
patriotismo, e do lar o baluarte da patria I
N'isto est tatvez a mais lerrivel anteara sobre
esta grande cidade, em que se forjam. em certas
horas os raios, que agitam a Europa : o augmen-
to cada vez mais terrivel dos homens sem fami-
lia.
Tendes contado, n'esta populaco immensa,
quantos lares permanentes se encontrara, onde a
familia possa subir al a terceira gerago? Senho-
res, queris
Dizcm que ato os
Na< um trocedilho de paTavras, que fago so-
bre musas desgrasas ; seria bastarte cruel; um
prognastieoao&reoa deslinos do minha patria
que ai ge meu corceo! Eu procuro saber oque
deve ornar-se do coracao a Franga,- centro da
L!S2 'f' '*e ?e$e com a<" da familia
ar, a mais Orme deeza da patrio?
a que nao teth lar. quasi iempre um
m pernoto; elle se sent s. c fcilmente
a sociedade, a quem aecusa o seu isolal
enl >. Nada o liga a patria ; nao se imporla com
opas ;odo ou o futuro, pora elle s existe o dia
quepassa. U
Se Infeliz, ello julga sentir a mao cruel de
urna sociedade, que o opprime. e seu coracao en-
che-se de colera contra ella. E desde enlao to-
da su,, torga, se a tem todo sou genio, se o tem,
nao mais para a sociedade um escudo promul
a coDii-Ia, urna arma prompta a feri-la
Pelo contrario, o homem de ramilla liga-se a so-
ciedac e, que o protege, por mil cadeias podero-
sas; por seus paes, mulher e filhos, por seus t-
mulos bercos e altares, por seu presente, passa-
do e futuro, ello liga-se sobretuto i ella por este
lar pnteclor, que abriga toda sua familia.
Em p entre seus tmulos to sagrados c ber-
gos lao charos, enlre o lar, onde amou seu pal c
o aliar, onde adora seu Deus, elle espera, cora a
arma ao brago, a dedicagao no coracao e a altivez
no roto, ludo que ameaga.
Se suecumbe na lucia, deitado no limiar do
lar. elle morre feliz por fazer do seu cadver
um ultimo baluarte patria; e sobre as ruinas
tenas pelos barbaros, escreve com seu sangue es-
la veidade, que minha palavra desejava roder
gravar em vossos almas : a familia a fon te e o
mode o. alm d'isso. toda torga da sociedade
e o mais firme baluarte da patria.
Le Monde.Calda Jnior.)
QBINTA EBtRA 10 8 MAOJ)E
Ipsns? a ralo. ooraueos,m rffe\
<
Variedades.
A marqueza inlerrompeu-se, levantou-se, toi
-abrir um cofre de marchetaria com mao segura,
delle tirou urna carta muito machucada, que mal
se poda ler. Ei-la :
Minha se.nhora,
Estou moralmente certo que esta carta s
lho inspirar desprezo ; lalvez V. Exc. nem se
quer a ache digna da sua colera. Mas que im-
porla ao homem que cahe em um abysmo urna
pedra de mais ou de menos no fundo ? V. Exc.
me considerar como um louco e oo se engaa-
r I Pois bem talvez me lastime em segredo,
porque nao pode duvidar da minha sinceridade.
Por mais humilde que a piedade a tenha tornado,
comprehender lalvez n exlensao do meu deses-
pero ; V. Exc. j deVe saber que seus olhos po-
dem passar nale bem.
Pois bem! digo, se eu obtiver de V Eic. se
quer um ponsamento de compaixao, se esta noi-
te, a essa hora, que lao vidamente chamo, a
cssa hora cm que todas as noites comeeo a viver,
eu ver nos suas feiges urna leve expresso de
compaixao, pnrlirei monos infeliz; levarei de
Franga urna recordagao que talvez me d a torga
de viver cm outro paiz e de ahi continuar a mi-
nha penosa e ingrata carreira.
Mas V. Exc. j o deve saber ; impossivel
que a minha perturbagao, o meu enthusiasmo, os
meus gritos de colera e de desespero nao me ha-
jam trahido vinte vezes em scena. V. Exc. nao
pude accender todos esses togos sem de algn
modo ler consciencia do que fazia. Ah I brincou
talvez como o tigre com a prez-a, fez dos meus
tormentos e da minha loucura o seu diverti-
mento I
Ohl nao, muita prosuropgo. Nao, minha
senhora, nao cteio ; V. Exc. nunca pensou nis-
so. t sensivel aos versos do grande Corneille,
identifica-so com as nobres paixes da tragedia,
eis tudo. E eu, insensato, ousei crer que s a
minha voz despertava algunas vezes as suas sym-
pathias, que o meu coracao tinha um echo no seu,
que havfa entre a senhera e eu, alguma cousa
mais do que entre mim e o publico. Oh I era
urna loucura insigne, mas bem suave, bem doce !
Deixe-m'a, minha senhora, que lhe importa ? Re-
ceia que eu possa ir gabar-me delta? Com que
direito poderia eu faze-lo, e que titulo teria para
ser acreditado sobre minha palavra ? Quando
muito, expor-me-hia i mota das pessoas sensa-
tas. Deixei-ne essa convieco, que acolho tremen-
do, e que sozinha me deu mais felicidide do que
o pozar que me ton causado a severidade,
do publico para conigo. Deixei-me abengoa-
la, agradecer-lhe do joelhos essa sensibilidade
que descobri cm sui alma, e que alma nenhuma
me conceden, e essas lagrimas que lhe vi derra-
mar pelas minhas desgragas de thealro, e que
muitas vezea levaran as minhas inspirages al o
delirio ; esses olhares tmidos, que, ao menos
julguei-o, procuraran consolar-mc dafrieza do
auditorio.
Oh I porque razio nasceu entre as grandezas
e o fausto, o porque nao passo eu de um pobre
artista sem gloria e sera nome 1 Porque nao le-
nho o favor do publico e a. riqueza de um finan-
ceiro, para trotar por um nome, por um dosses
ttulos que at hoje lenho desprezado, e que me
pcrmiliiriam lalvez aspirar a V. Exc. Outr'ora
eu prefeiia a dialincgiodo talento aqualquer ou-
tra ; eu perguntava de que servia ser cavalheiro
ou marquez, sendo-st tolo, fatuo, e insolente ;
odiava o orgulho dos grandes, e ulgava-ne
muito vingado dos seus desdens e me elevava
cima dclles pelo meu genio.
Chimeras, decepgcs minhas torgas trahirara
a minha ambicio insensata. Fiquei obscuro ; flz
anda peior, frisei o triumpho e deixei-a escapar.
Julgava sentir-me grande e atiraram-me no p ;
imagina va locar o sublime ; condemnarara-me
ao ridiculo. O destino apoderou-sc de mim com
os meus sonhos arrojados e minha alma audaz,
e despedagou-me como um conigo. Sou um ho-
mem bem infeliz I
Mas a maior das minhas loucuras, toi terlan-
gado os meus olhares alm desse tablado que
traga entre mim e a sociedade urna linhainven-
civel. E' para mim o circulo de Popilio. Quiz
ultrapassa-lo I Ousei, eu cmico, ter olhos e er-
gue-los para urna mulher formosa 1 para urna
mulher to moga, to nobre, lo amante e de lo
elevada posigo porque V. Exc. ludo isso, que
eu sei.
O mundo aecusa-a de friesa e de devogo
Aluminio.
O (luminio, um metal mais abundante na
nalur?za ou polo menos superficie da trra do
que renhura dos oulros metaes que nos prestara
os st rucos mais importantes, laes como sao o
trro, o cobre, o estanho, o zinco e a prala O
aluminio faz parle das argilas, do barro, odas
trras argilosas quo conslituem carnadas e dep-
sitos nexgotaveis as formages apolgicas sedi-
mentares.
Ao genio perspicaz do immortal Lavoisier nao
havia escapado quo os radicaesda alumina o das
ierras em geral deviam ser corpos melallicos.
Davy abri o caminho para o descobrimento des-
les moiss com as suas bellas experiencias sobre
a red jegao dos olkalis. A lista dos metaes cres-
ceu noste seculo lo rpidamente, como nestes
ultim js lempos temos visto crescer a lista dos
planetas do systema solar : porm as trras foram
as qu3 mais lempo esisliram s tentativas dos
himcos, tendemos separagao e solamenlo dos
jetaos nellas comidos.
Finalmente em 1827 Wohler, celebre chimico
allcmao, pode separar o aluminio do seu chloru-
relo; mas o corpo que elle obtevo nao passa de
ser ii n p metallico do duvidosa pureza, que nao
poda revelar-nos as suas inleressantes proprie-
dade. Todava nflo se podo negar que Wohler
foi o primeiro que isolou este meta!.
Eir. 1851 Mr. Deville, querendo verificar o
equivalente chimico do aluminio, repeli e aper-
feigocu os molhodos do chimico allemo ; obieve
quaniidades mais avulladas do novo metal em
obsolito oslado de pureza, e entrevio logo a nos-
sibilidadede fazer a sua extracgoUm grando es-
cala, sera condigoes laes que a industria o podes-
so ul Usar. Para realsar o seu pebsamento care-
ca urna poderosa coadjuvago, e vivendo feliz-
nenl. en ura paiz Ilustrado cujo governo tem f
o sciencia, nao lhe falleceu auxilio efficaz; o
impe ador Nopoleo III poz sua disposigo to-
dos oj meios pecuniarios para levar acabo as ex-
periencias, e dentro era pouco lempo Mr. Deville
adquiri, e lodos nos, a conviego de que havia
creado a metallurgia do aluminio, e de que este
mela brevemenlo entrara no servico da socieda-
de,, que do seu emprcgocolher vantagens de su-
bido /alor.
Efectivamente na exposigio de Pars todos
uarn entrada da Rotunda do Panorama, os
brilhnnles specimens do aluminio embarra e en
obra, para se convencerem de que esta nova con-
quisl i da clumica era urna realidade preciosa,
viam-se all, alera das barras do aluminio, tiras,
alneres, laminas e al o machiniamo de uro re-
logio lodo fabricado com este metal. *
O .iluminio branco e quasi lao brilhant o-
mo a prala, maleavel e dctil como ella, lile-
ve quasi como o vidio, por quo a sua densndade
api as egual a duas vezes e meia a densidade
da ai;ua. E duro, elstico e sonoro mais do que
l*) Vide Diario o. 107.
exagerada, s eu a julgo e a conhego. Um s dos
seus sotsos, umas das suas lagrimas, baslaram
para desmentir os fbulas estpidas que um ca-
valleiro de Breteleu me disse a seu respailo.
Mas que destino tambem o seu l Que fala-
lidade singular pesa sobre V. Exc, assim como
sobre mim, para quo no seio de urna sociedade
tao brilhante, e que se diz to Ilustrada, V.Exc.
nao tenha achado para lhe fazer jusiiga, seno o
corago de um pobre cmico? Pois bem I nada
me tirar csse ponsamento triste e consolador,
que se tivessomos nascido no mesmo de grao da
sociedade, V. Exc. nao me poderia escapar, fos-
se m quaes fossem os meus rivaoav'tbsse qual fosse
a minha mediociidade. -
a V. Exc. havia de render-sc a urna verdade,
quo ha em mim alguma cousa maioB do que
suas fortunas e seus ttulos, o poder de Qompre-
hende-la e de ama-la.
a Lelio.'b
Esta carta, continuon a marqueza, angular
para o lempo em que toi escripia, pareceu-me,
apezar do algumas velleidades fe declamagao ra-
ciniana que ha no principio, lio forte e verda-
deira, achci nella um senlimenlo de paixap lio
noy e to ousado, que fiquei completamente per-
turbada.
O resto de orgulho, quo combata ern mim
desappareceu. Eu teria dado todos os meus dias
por urna hora de seraelhante amor.
Nao lhe conlarei as minhas anciedades. as mi-
nhas phantasiu.',, os meus terrores ; cu mesma
nao Ibes poderia achar o Qo e a lgago.
Respond, segundo me record, estas poucas
palavras :
Nao o acenso, I.elio, aecuso o destino ; nao
o lastimo somonte, lastimo-rae lambem. Por ne-
nhuma razio de orgulho. de prudencia ou de af-
feciacao, desejaria tirar-lhe a consolago de jul-
gar que p o distingu. Guarde-a, porque a
nica cousa que tenho para ofTerecer-lhe. Nio
posso conselir em ve-lo.
No dia seguinle, recebi urna carta que li pres-
sa e que mal tive tempo de alirar ao fogo para
occulta-la a larricux, que surprendeu a le-la.
Era pouco mais ou menos concebida nestes
termos :
Minha senhora,
E' necessario que eu lhe falle, ou que morra.
Urna vez, urna vez s, urna hora, se quizer. O
que receia de urna entrevista, pois queso fia na
miuha honra e na minha discripgio 1 Eu conhe-
go quera V. Exc.; sei a austeridade des seus
costumes, conhego a sua devogo, conhego mes-
mo os seus, sentimentos pelo visconde de Lar-
rieux. 0
Nao sou to tolo que espere de v.|Exc. mais
do que urna palavra de compaixao ; mas ne-
cessario que ella caia dos seus labios sobre mim.
E'necessario que meu coragio a recolha e leve
consigo, ou enlo que se parta.
I.EL10.
Direi em gloria minha, porque (oda a confian-
ga noble o corajosa gloriosa no perigo, que
nem por um instante receci ser zombada pof ura
impudente libertino. Acredilei religiosamente
na humilde sinceridade de Lelio. Alm disso eu
tinha confianga as minhas torgas ; resolv v-lo.
Esquecera completamente o seu rosto es-
tragado, seu mao lotn, seu ar commum; s. coi
a prala, porque o som qaTemuie, quando se per-
cule orna barra suspensa desle melal, s com-
paravel ao do cryaal. O ar nao lho altera nem
o Drilno nem a apparencia ; as emanaces sul-
phuro3as, que enegrecem a prata, deixara-o in-
clume. Os cidos, a nao ser o acido chlo-
rhyddnco, nao o alacam fcilmente. Funde-se
urna temperatura pouco inferior aquella a que
se funde a prala, e todas estas qualidades o tor-
nam eminentemente proprio pora a fabricaco
dos auxilios usuaes, e al Para fabricar ou reves-
tir os vasos om que se preparam os alimentos.
Liga-se bem com os outrus metaes pincipal-
mente com o cob'c. cestas ligas sao brancas,
Driihanles, levos e duras. A sua liga cora um d-
cimo do cobro tem a propriedade de receber bel-
lo polimento ; com um quarlo do mesmo melal
forma liga tao dura como o bronze e que resiste
a oegao da lima.
A vista de todas estas propriedades parece qne
o novo metal vae ser rival da prala, quesucces-
sivamcnte se lorna lio cara cora o progresso da
civilisagao, e substiluindo-a em rauilos dos scus
emproeos, deixar della grande quanlidado dis-
ponivel para aquelles usos em que indispen-
savel. r
.^nhum dos melaes descobertos, depois que a
suencia registra cuidadosamente os fados, se
prestou mais fcilmente ao servigo da commu-
nidade do quo o aluminio, e esle um cxemplo
Bem claro das tendencias da sciencia moderna.
Aosdescobnmentos dos sabios segue-sc immc-
diatamenle a questo econmica, islo a queslo
de servigo e ulilidade. Mr. Devilte respondeu a
essa queslao e demonslrou nao s iheoricamente,
mas quasi pralicamente a possibilidade de obler
o aluminio por prego extremamente mdico c
comparavelao dos melaes usuaes. A parte prin-
cipal do problema econmico est rcsolvida.
Compro agora industria assegurar esta nova
conquista, o a industria nao se tem descuidado
neste ponto.
Transcreverei aqui as proprias cxpresses de
Mr. Deville perante a academia das Sciencias de
Pars na communicagao que fez do resultado das
suas investigagoes sobre o cusi de produeco do
aluminio.
O problema da fabrirago econmica do alu-
nr.nio da natureza daquelles que a industria,
de um da ou de oulro, deve resolver satisfacto-
riamente, porque os materiaes que servem para
a sua produego, usando anda mesmo dos pro-
cessos actuaos, sao lodos de baixo prego. As-
sim, thcoricamonle, para obler dous equivalentes
ou vinte e oilo kilogrammas de aluminio, ne-
cessario :
-3 equivalentes de cliloro
(108 kilogrammas a 60
fr. os 100 kilogram-
mas (1)......
1 equivalente de alumi-
na (52 kilogrammas a
30 fr. os 100 kilogram-
mas (2)......
3 equivalentes de carbo-
nato de soda (159 kilo-
grammas a 40 fr. os
100 kilogrammas). .
2 equivalentesdealumi-
nlo, ou 8 kilogram-
mas.......
O que eleva a 4 francos 15 Ccntimos o prego
das materias necc3sarias produego de 1 kilo-
gramma de aluminio.
E todava, ha apenas um anno o sodio, que
era pouco coohocido dos chimicos, e se venda
por 1,000 francos o kilogramma, e o chlorureto
de aluminio, que, cora o sodio, ura dos produc-
tos intermediarios desta fabricaco, e que era
urna cunosidade do laboratorio dicil de obler,
teriam produzido o aluminio pelo prego de 20,000
francos pelo menos o kilogramma.
Mas a historia dos progressos da industria,
principalmente nestes ltimos anno?, demonstra
claramente que os problemas cuja solugo depen-
de da economa na rao d'obra.e da inveugio dos
apparelhos sem pro se resolver, comanlo que as
materias primarias sejam communs e por baixo
preco.
Citaroi como exemplo o acido sulphurico, o
acido slcarico. c principalmente o sulphurelo de
carboneo, que hoje so obleem no commercio por
insignificante prego. Espero que ser o mesmo
relativamente ao aluminio, cujos mincraes, que
sao principalmente a argila o os kaulinos, con-
teem perlo de um quarto do seu peso de metal,
e sao incomparavelmente mais communs do que
os minnos de ferro, e cujos agentes acluaes de
produego, o acido chlorhydrico e o carbonato de
soda, sao productos industriaes que nao esperam
64 fr. 80 c.
15 fr. 60 c.
63 fr. 60 c.
141 fr. 00 c.
(1) C'esl le prix du revienl du chlore l'usine
ele Javel.
(2) C'cst le prix auquel a l acol e i l'exposi-
lion de Portugal l'alumine exlraitc du kaoln au
moyen de l'acide chlorhydriquc, d'apis les ren-
seignemenls queje dois l'obligeance do Mr. de
Oliveira Pimentel.
nhec.a delle o prestigio do genio, o seu estylo e o
seu mor.
Respondi-lhe:
Ye-lo-hei ; procure um lugar seguro ; mas
nao nspere do mim o que pede. Tenho f no se-
nhorcomo tenho em Deus. Se procura engaar-
me i uro miseravel, e cu nao o lemoria.
Desposta. A sua confianga salva-lo-
hia do maior malvado. V, Exc ver que
Lelic nio ndigo della. O duque de... lem tido
a bondade de propor-me muitas vezes a sua ca-
sinhn da ra de Valois ; o que teria eu feito del-
la ? Ha Ires annos que na trra s existe para
mim urna mulher. Digne-so estar na entrevista
depcis da comedia.
Soguiran-se as indicagdes do lugar.
Rucebi esse bilhcle s quatro horas. Toda essa
neg( ciacao se passara no espago do ura dia. Eu
empregara esse dia era percorrer os meus apo-
senus como pessoa privada de razio ; eu linha
febrj. Essa rapidez de aconteriraentos e deci-
ses, contrarias i cinco annos de resoluces, le-
var; -me como em um sonho ; e quando lomei o
ulii.no partido, quando vi qne me linha obrigado
e que nao poda mais recuar, cahi acabrunhada
sobre a miuha oltomana, mal respirando o vendo
todi o quarto gyrando dcbaixo dos meus ps.
F quei seriamente cncommodada ; toi necessa-
rio mandar chamar um medico que me songrou.
Pro ibi aos meus criados dizerem urna palavra a
resreito da minha indisposigo ; tema as impor-
tunidades desses dadores de conselho c nao queria
que roe impedissem de sabir & noite. Esperando
a h ira ,deitei-me e fechei a minha porta ot a M.
de Larricux.
A sangra tnha-me alliviado phisicamente en-
trar uecendo-me. Cahi em grande proslrago de
espirito; todas as minhas illuses voaram coma
excitago da febre. Rcadquiri a razio e a memo-
ria ; lembrei-me da terrivel dccepgio do bote-
quim, do miseravel porte de Lelio ; preparei-me
a carar da minha loucura, o. a cahir do alto das
mi has chimeras em urna inspida e iznobil rca-
lidide.
Nio poda comprehender como eu me tinha
decidido a trocar essa ternura heroica e roma-
nera pelo desgusto quo me espera va, e pela ver-
go iha que envenenava todas as minhas recorda-
gos. Tive entio um pozar, um pezar mortal do
que tinha feito; chore as minhas illuses, a mi-
nha vida de amor, e o futuro de satisfago purac
inima que ia derrubar.
Chorei principalmente Lelio, que vendo a per-
der para sempre. e que tanta lelicidadc Uvera em
aria-lo cinco annos, e que dentro em algumas
horas nio poderla mais amar.
Pezarosa, eslorci com torca os bracos ; a mi-
nha sangra reabrio-se, o 'sangue correu com
abundancia ; mal tive tempo de chamar a mi-
li ia criada, que roe achou desmaiada na cama.
Umsomno profundo o pesado, contra o qual em
vio lutei, apossou-se de mim. Naosonhei, nao
sofTri, estivo como mora durante algumas horas.
Quando abrios olhos, o meu quarto eslava escu-
ro, o meu palacio solitario; a minha criada dor-
ma em una cadeira ao p da minha cama. Fi-
quei poralgum tempo em um estado deeulorpe-
c monto e de fraqueza, que nao me per minia
urna recordagio, uro pensanento. Do repente
voltou ne a memoria ; inquir se a hora e o dia
ca entrevista linham-se passado, e se dormir
i ma hora ou um seculo, se era dia ou noite, se
minha falta de palavra nao havia morto Lelio,
i mfim se ainda era lempo.
Procuiei erguer-me, mas as minhas torgas re-
cisaro-sea isso ; lulei alguns instantes como em
um pesadello. roQm reun toda a minha von-
tade e chamei-a era soccorro dosneus nenbros
latigados. Pulei ao chao, entr'obri^as cortinas s
i brilhar ala sobre as errores do meu jardim ;
corr ao relogio, marcavadez horas. Dinji-roea
i iada, sacudi-a e acordei-a em sobresalto:
Quinelte, em que dia estamos?
Ella saltou da cadeira querendo fugir, porque
ne julgou em delirio ; retive-a e tranquillisei a,
toubo enlo quo apenasdormira iret horas. Agra-
dec a Deus. Pedi urna sege. Quinetle olhou-
me pasmada. EmQm|convenceu-*e de qne eu nao
delirava, trtnsmitiio a minha ordem e prepatou-
se para vestir-me.
Vest a roupa mais simples e mais casia ; nao
senao entregos mais numerosos "Es
rages, e mai do que ellas a animagiol
bioilluslre, Mr. .Humas, cujos conselh*^.
toem sido para min de grando auxlioTme ha-
viam ja induzdo a retobar estas questes ea es-
esluda-las, como theorico, no meu laboratorio
quando me foi pcrmiliido walisar os meus en-
aaios, em grande escala, na fabrica de Jtrel
Depois de quatro mezes.de trabalhos em
grande, escala emprehendidos nem responsabl
dade da minha parle, e por ecnsegunte com a
tranquilidade e ropouso de espirito, que muitas
vezes nao tem o industrial, sem me preoccupTr
com as despezasjjjpportadas por S. M. o impe-
rador, cuja generotade me baria deixado toda
a lattitude, animado todos os dias por um ho-
mem de sencia distinti, M. Fav, ajudante de
ordena do imperador, e professor na escola po-
lytochnica, creio ler feito trancar a questo eco-
nmica, e vou dar-vos conta do poni ora que a
deixei na data de 29 de junho de 1855. poca
em qup as minhas operaces foram interrompi-
das. r
O sodio, fabricado com os crystaos de soda
seceos, por um excellente operario, custou-me a
9 francos 25 cntimos o kilogramma; nao com-
prehendendo neste prego seno os jornoes do
operario, as materias primaras, as relortas de
ferro, e o combustivel. A conia foi eslabelecida
sobre dous dias de trabalho, durante os quaes en
vigiei constantemente a operaciio. Fabrique em
Javel de 150 a 200 kilogrammas desolido.
O chlorureto do oluminto preparado por
meio da alumina e do alcalro calcinados obt-
ve-o pelo prego de 2 francos 50 cntimos a 3
francos o kilogramma.
E' verdade que a alumina empregada linha
sido fabricada com o alumcn ammoniacal,
prova de prussialo, e custava ella mesmo 2 frail-
ela) cntimos o kilogramma, oque preco
exorbitante. Devo tambem dizer que os meis
clculos baseam-se sobro os lendimcntos mais
vantajosos que me foram torneados por appare-
lhos muito defleluosos, nos quaes a perda do
chlorureto de aluminio se iranifestava pouco
depois de aquecido o apparelho, e prncpalmen-
te sobre experiencias feitas em vasos de grande-
za media. Fabriquei de 500 a 600 kilogrammas
de chlorureto de aluminio
Pelo quo respoita ao proprio alumiaion
faltou-me o lempo para fazer na minha oflicia
experiencias regulares para fixar-lhe o custo d
produego. Mas devo dizer que enlao oslo preco
era consideravel em relago do chlorureto do
a uminio e do sodio, e ainda com maior. razio
attendendo aos pregos das materias-prima-
rias. Com efieito sem contar a moh # de
una operago muito complicada, queS^a e
destrua nos seus cadinhos, pdr eaMa. de urna
pessima disposicao dos tornos e apparelhos os
Ires quartos do sodio ou do aluminio reduzdo
.i8480iAei.,iUe cada kilo8ramma de aluminio exiga
ata 10 kilogrammas do sodio para a sua pre-
para.;ao. *"
Complicaces coromerciaes que compromette-
ram a fabrica de Javel, em quo mr. Deville ua
as suas experiencias, lizeram suspender renenli-
namonte os seus Irabalkos. relativamente a pro-
duego econmica do metal, quando havia ape-
nas quinze das que eltos tinham coraegado
tsles trabalhos conlinuaram depois no labora-
torio de investigagoes da escola normal, c ahi
prcsencici algumas vezes as experiencias feitas
pormrs. Monn e Debray, e pude convencor-me
Jt que eslava bem prxima a solucao econmica
do problema.
A operago fazia-se all em cadinho de argila
aquecido n ura simples torno de reverbero. As
materias empregadas:
Chlorureto do sodio e aluminio. .
Sal marinho............
Fluorureto de calcio. ...'.'''
So^io..............de 75 a
metal oblido regularmente
era
primeiro
400 graos
200
200
80
- um boto
metal ico pesando 20 grammas, c urna porgao do
grenalha pesando 5 grammas. o que corresponde
a um kilogramma de aluminio por cada 3 de
sodio. A theoria d exactamente 1 do
para 2 e meio do segundo.
A industria particular comecou as suas tenta-
tivas. Em Rouen formou se ma sociedade para
a exploragao industrial do aluminio, oslrabalhos
sao dirigidos por um discpulo de mr. Deville e
a noticia quedelles d mr. Girardin prometle-nos
um feliz resultado. Ura dos directores desta
cidade escreveu-rae, ha j bastante lempo, pro-
pondo-me o fornecimento de urna porco avulla-
da de alumina, semelhante que eslava na nossa
exposigao em Pars, e que mr. Deville lhe havia
recommendado cerno excellente para a exlracco
aluminio ; como osla alumina ponencia ao
sr. S. B. d'Almeida, que se achava em Pars,
dmgi-o ao mesmo senhor, ao qual deve lambem
caber, seja dito de passagem, una parte da glo-
ria por haver concorrido para a resolueo deste
importante problema da reduegao do'prego do
novo metal. A sua alumina, que toi tao justa-
mente .preciada por mr. Deville. era provenien-
te, creio eu, das pegmalites do Porto.
Mr. H. lose, chimico prussuno omito conhe-
ndo no mundo scientiflco, teve a Mis idea do
indicar a subslituigo do chlorureto artificial do
alunrthrl pelo de um mineral que actualmente so
ex ala, oque
famiido*eom o sodhl tambero.com extrema
facffdade, o alamfnio. Esto mineral a cryolite,
que se compoe de um fluorelo duplo de aluminio
ede sodio.
A' vista das tentativas dc'lar^^feens illus-
ires pela sciencia, "da animjttMKsa pelos o-
.nToibir.'""^09' c "I industriaes
iniclligeiites. nao poderrfos PH -de que es
hkWa0C,,Ce1biJss Pela PPiS&o do alumi-
nio, hoo Seern breve torWVarna poderosa
*
J. M. DE Otirt^MA UMBRTEL.
LA4H
realidade.
A. -. fabricaco
tJapIsjera antigamer/te ama
mnlanica, e quasi es-
industria Jpteiramt
tranha lnrnica. Antes da revolugaolraeozo"
a Inglaterra tinha o monopolio d'esta indnstrie
alimenlado e sustentado, pelo precilo deposit
da grapbile natural de Ciimrferland, a mais fina
de quantas se conhecemr ^Woqueio continen-
tal privou repenlimanle a franga dos lapis ingle-*
zes, e o governo da repblica appellou para u
industria nacnal, afim de excitar a irirengao
de algum piMucto arttficUl quesopprisse aquella
Fot MHSo que Cont irrvonlou os
falta.
eus
lapis'artificiaes, quo-successivaraonte so aperfei-
goaram, concorrendo poderosamente para esle
aperfoigoamento es conselhos e indieacoes de
mr. Thonard^.-
Os Inglozes-faBriOram os lapis cortanto sim-
plesmonte oTniriecal da Onagraphle em longos
parillelopipedos,- que se encaixavam depois nos
cylirtdrosde rria.deira', como ainda hojesefaz. A
bondado do ptduclo dependa pois do bom mi-
neral que ellefs possufam. Os lapis artificiaos
obteem-se hoje em Franga, na Prussia e om toda
a parte misturando com a argila pura o p do
quolquer gtaphitc ou outra materia crame mi-
neral, conforme a cor que se desoja obter, redu-
r'" JL Dllslura Pasla finissima, calcinando-3
forte?frje,nte para lhe dar consistencia; pulvcri-
sarrdo novamenle o producto, e humedecondo-o
com agua suflkienle para reduzir novamenle a
pasta, que se molda em prishias ou em cylndro
os quaes depois de soceos sao novamenle calci-
nados, e depois collocados nos entafhes dos cy-
rtauiros de pao, onde se iixam por meio de
colla.
puz nos cabellos ornato nenhum ; recusei pintar-
me com carmim. Eu queria antes do tudo ins-
pirar a Lelio estima e respeito, que me eram
mais preciosos do que o seu amor. Entretanto
Uve um sentimento de prazer quando Quinelte,
admirada do que me passava pelo espirito, disse-
me, olhando-meda cabega aos ps :
Nao sei, minha senhora, como isso, V. Exc.
est coro um simples vestido branco sem cauda e
sem anquinhas ; est docnte e muilo paluda ;
nem se quer quiz por as moscas ; e no entonto
juro que nunca a vi to formosa como esta noite,
lastimo os homens que a olharem I
Julgas enlo que eu sou muito severo Qui-
netle ?
Ah I senhora marqueza, pego todos os dias
ao co de ser como a senhora ; mas at aqui...
Ora vamos, ingenua, da-me o meu mante-
lete e o meu regalo.
A meia noile eslava eu na casa da ra Valois.
Ia coberla cuidadosamente com oveu. Urna es-
pecio do criado veio receber-me ; era o nico
habitante visivol dessa my9leriosa morada. Con-
duzo-roe palos desvos de um jardira sombro at
um pavilho sepultado na sombra e no silencio.
Depois do ler posto no vestbulo a lanterna de
seda verde, abrio-me a porta de um aposento
obscuro e profundo, moslrou-me com gesto-res-
peiloso e com ar imnassivel, o raio de luz quo vi-
nha do fundo, e disse-me em voz baixa, como se
recelara despertar chos adormecidos :
A senhora est s, ainda nio veio ninguem.
V. Exc. achara na sala do verio urna campatnha,
qual respouderei se livor necessidade de-algu-
ma cousa.
E desappareceu como por encanto, fechando a
porta sobre miro.
Tive um modo horrivel ; receiei ter cabido em
urna cilada. Chamei-o. Apparcceu lego ; seu
parecer solemnemente estpido ttanquillisou-me.
1 orgunlel-lhe que horas eram ; eu sabia muito
bem porque esse caminho flzera com que o meu
relogio ri-pelisse dez vezes.
"~; E' n>eia noite, respondeu elle sem erguer
os olhos para raim. Vi que era um homem per-
rcitamcnto instruido dos deveres de seu cargo.
DeciJi-mo a ir at o saloo de esli, e convenci-
me da injustica dos meus recetes vendo todas
as portas que davam paw o jardm, fechadas s
pelos reposteiros de seda pintados i oriental.
Era delicioso esse boudoir, que afinal de contas
nao passava de um salao de msica, o mais ho-
nesto que possivel. As paredes eram de estu-
que branco como nev, os quadros dos espelhos
de prata massiga ; instrumentos do msica, de
urna riqueza extraordinaria, estarara espalhados
sobre os movis de veludo branco com balotas
de peroras. Toda a luz rinha de cima, oeculla
por folhas de alabastro, que formavam como
que um teclo rotunda. Poderia tomar-se essa
clandade branda e suave pela da la. Examinei
com curosidode, com inleresse esse etiro. ao
qual as minhas recordaces nada nodiam compa-
rar Era e foi a nica vez na minha vida que
puz o p em urna cazinha particular ; mas quer
nao fosse esse o aposento destinado, a servir de
templo acs galantes mysterios que ahi so cele-
bravam, quer Lelio tivesse feito dosapparecer
todos os objectos que podem offotder a minha
usa e fazer-me soffrer pela minha situacao, esse
lugar nao jusiificava as repugnancias queaoon-
irar eu sentir. S urna estatua do marmore
bronco ornara-lhe o meio ; era amiga, e repre-
sentava Iris cora um veo, pondo um deJ nos
labios. Os espelhos que nos rcflecliam a ella e a
mim pallidas e vestidas de branco, e ambas cas-
tamente cobertas. (aziam-roe illusao a poni que
foi necessario morer-me paro distinguir a sua
forma da minha.
De repente esse silencio triste, assustador e de-
licioso ao mesmo lempo, toi inlerrompido ; a
porta do fundo abrio-so e fechou-se ; passaos li-
geiros fueraro eslalar brandamente o soalho.
Cahi sobre urna poltrona, mais morta do que vi-
ra, ia rer Lelio de perto, tora dolheatro. Fechei
os olhos, e disse-lho interiormente adeus antes
de torna-Ios abrir.
Mas qual foi a minha sorpreza I Lelio era bello
como os anjos ; nio tivera tempo de tirar a rcu-
pa do theatro, era o mais elegante que eu lhe
linha Tislo. O cprpq delgado e flexirel. eslava,
O methodo sempre o mesmo,f>ore'm.im fucto
nieirameiile novo nesla industria foi revelado
na exposigao de Parz, e merece ser anu men-
cionado.
O deposito de graphile de Cumbcrlond omea-
gava extinguir-so, e dava j senos cuidados- aos
productores de lapis. Mr Rrokedone imaginou
enlao oproveitor op da graphile comprimindo-o
no vacuo para formar pedros arlficiaes que po-
dessem corlar se pela serra em parallelopipe-
dos; mas a quantidate dejpdequc se poda
dispor era limitada, e osle meio nao passou de
ser um expediente temporario. Foi ueste ponto
que achimica interveio, pondo disposgo do
fabricantes de lapis uro meio de utilisar asplom-
baginas e graphiies grosseiras, como sio as de
Coylio, e fazendo passar para o seu dominio a
arle de fabricar os lapis. Mr. Brodie imognou
o meio, ou proresso a que me refiro, e o jury da
10.a classe piosenciou a experiencia em que ella
te funda, edeu pleno leslemunho do seu valor.
Eis-aqui a experiencia: Toma-se o p grossoi-
ro dequalquer graphile, mistura-se com 1 1/4 do
seu peso do chlorato de potassa; dilue-se depois
loda a mistura n'uma quanlidade de acido sul-
phurico egual aodobro do peso de graphile, e
aquecc-se a banho-maria al que os vapores do
acido hypo-chloroso cessom de evolver-se. La-
va-se enlao a massa com agua, deixa-se secear, o
calcina-se em cadinho temperatura rubra :
monifesla-se entio um phenoroeno singular; a
graphile augmenta consideravelmentn iJe volu-
me, entumece a ponto de sair para tora do ca-
dinho, desaggrega-se e fica reduzida a p im-
palpavel. Nesle estado pode comprimir-so for-
lemonle no vacuo, e formar as pedras artificiaos
de graphile par serem swbmettidos ao preeesso
mechanico j indicado,
. M. OE 0L1VKIRX PHIF.MEt.
( Arehivo Urtivenml. )
aperlado em um gibo hespanhol de selim bran-
co. Os lagos do hombro edaliga {eram de fita cor
do cereta ; urna copa curta, da mesma cor, es-
lava langada sobre os hombros. Tinha urna
enorme golinha de ponto de Inglaterra, cabellos
curtos o sem polvilho ; um gorro com plumas
brancas balancava-se sobre sua fronte, em que
bnlhava urna rosa do brilhantes. Era nesse trago
que elle acabava de representar de D. Joao no
Couvidadode Pedra. Nunca eu o vira lio bello,
tao mogo, lio potico, como nesse momento. Ve-
lasques proslar-sc-hra anle aquelle modelo.
Elle aioelrtou-se. Nao pude impedir-me de es-
tender-lhe a mao. Pareca lo tmido e lo sub-
misso Um homem apaixonado a ponto de ficar
tmido diante de urna mulher, era cousa lo rara
naquello tempo I e um homem de 35 annos, um
cmico I
Nao importa ; pareceu-me. e parece-me ainda
que eslava em todo o frescor da adolescencia.
Dcbaixo dessa roupa, pareca um pagem de cor-
le ; sua fronte tinha loda a pureza, seo eoraco
agitado lodo o ardor de un primeiro amor. Pe-
gou-me as mos e cobrio-a de beijos devorado-
ros. Enlo fiquei louca ; puxei-lhe a cabeca para
os meus joelhos; afaguei sua fronte adente,
seus cabellos rudes e negros, seu pescogo mo-
reno, que se perda na alvura da gollinha, e Le-
lio nao se otoilou a nada. Todos os scus trans-
portes roncenlraram -se no seu corago ; c.omo-
gou a chorar como urna mulher. Fiquei inundado
pelos seus solugos.
Ohl confesso-lhe qne misturei os meus com
delicias. Forcei-o a levantar a cabega e a olhar
para mim. Como era bello, grande Deus 1 Que
bnlho e ternura que haviam era seus olhos !
Cora sua alma verdadeira a ardente emprestav
encantos at aos defeilos do seu rosto, o aos ul-
trages das vigilias e dos annos 1 Oh I o poder
dalm-i I quem nio coroprehendo os seus mila-
resUnCa a*nou- vendo rugas prematuras em
sua bella fronte, languidez em seu sorriso, pat-
hdez em seus labios, eu estera enternecida;
preeisava chorar sobre os pezares, os desgoslos
e os trabalhos de sua vida. Idenlificava-mecom.
iodos os sous pezares, mesmo. aos do seu to*go
amor sem esperance por mim. e s tinha urna
vontado, de reparar o mal que tinha feito.
Meu charo lelio. meu grando Rodrigo,
meu bello D. Joo 1 disse-lho eu no meu des-
vario.
Seus olharesqueimaram-me. Fallou-e, cor>-
lou-me todas as phrses, todos os progressos do
sen amor ; disso-rae como, de um hysiryao de
costumes relaxados, eu flzera dello um homem
ardente rivaz, como eu o havia crerado a seus
propnos olhos, como eu lhe linha restituido a
coragem e as illuses da mocidade; disse-me
que dara lodosos dias que lhe restaran a viver
por uma hora passa da em meus braco, mas quo
saeteara essa hora e todos o dias ao receio
de offcnder-roe. Nunca eloqoeneia alguma mais
penetrante cdmmovou o corago de una mulher
nunca o terno Racne fez fallar o amor com
tanta conviego, com essa poesa e essa torga.
Tudo o que a paixo pode inspirar de delicado
e grave, de suave e impetuoso, suas palavras,
suavoz, seus olhos, suas caricias e ana submie-
sao m o disseram. Ah \ enganar-so elle ? repre-
sentara a comedia ?
Creio que nio, exclarnei eu olhando para a
marqueza. Ella pareca remogar fallando ; e des-
pojarse dos seus cera annos, como a fada Urge-
le. Eu nao sei quero disse que o corago de uma
mulher nio tem rugas.
Ouca o Bra, disse-me ella. Dosvairada, per-
dida por tuda quanto ello me dizia, deitei os
meus bracos em torno dele, estremec, locando
o selim do seu gibio, ou respirando o perfume
dos seus cabellos. Fiquei com a cabega inteira-
mente perdida. Tudo. que eu ignorava, ludo o
quo me julgava ioxapaz de sentir, revolou-se-
mo ; mas o abalo toi muilo violento e desroalei.
Elle chamou-me a mim por promploi soccor-
ro. Achei-o a meus ps, mais Unido, mais con-
movido do que nunca.
Tenha piedada de mim, disse elle, mte-
me, ponha-ma para tora. ,. e estar mais pat-
udo mais acabronhado do queeu.
Mas todas estas revolu^&sa nervosas quo eu
Wlira ro curso (Je a di* tao tempestuoso pos-
sam-rae passar rpidamente de uma dispoeigio
a outra. Esse rpido raio de uma existencia aova
linha empalidecido ; meu sangue se acal-
mara : as delicadezas do veroSadeiro amo* ven-
ceram.
Ouca, Lelio, disse-lhe eu, nao o desprezo
que me arranca aos seus transportes. Pode ser
que eu tenha toda as susceptibilidades que des-
de a infancia no inoculam, eque se tornara pa-
ra nos como qu* uma segunda natureza ; ms
nio aqui que eu me poderia l'embrar deltas.'
porque a minha proprra natureza acaba de ser
transformada em outra que roe- era desconheeida.
So me ama, ajuda-roe a rcsistir-lhe. Deise-me
levar daqui a satisfago deliciosa do s6 te-lo
amado com o eoragio. Talvez, se eu nao per ion-
cesse a-ninguem, me entregasse a voss com
alegra I mas soiba que l.arrieux profanou-me ;
saiba- que arrasrada pela horrivel necessidade do
fazer como todos, supportci as caricia de um
homem a quem nunca amei; saiba que des-
gosto qmesenli por lato extingui em mim a iraa-
ginirao ao pomo que eu o odiara agorase ainda
a pouco tivesse- suecumbide. Ah I' ni iagamos
essa terrivel experiencia l Oque puro em meu
coragio e em minha memoria. Separemo-nos
para sempre, e levemos daq.uium futuro de pen-
samemos rissnhos e de recordagoes adoradas.
Jmoo, Lelio, q/ie ama-lo-hei ate mearer. Sinto
<4ue os gelos da odade nao osfinguirio essa
chamma ardento. Juro lambem nao- perlencer a
oulro homem depois de lhe ter resistido. Esse
esforro nio me ser diffic e pode ciei-me.
Lelio prostrou-se-roe aos pe:. noo me implo-
ren, nao me fez censuras ;: disse-nte que nao ti-
nha esperado toda a felieidede qu* en lhe dava o
que elle- nio linha o direito de eaigir mais. En-
tretanto ae despedir-me 0- se* aba tmenlo ea.
omogao- de sua voz, ssuslaraas-me. Perguo'.ci-
Ihe se nao pensara em. mim com ventura, se os
xtasis dessa noite nao espoiharam encanto:-so-
bro eus dias, so suas penas passadas e futuras
nao se adogariam todas as vezes que as inva-
casse. Reanimou-se patajuitar e promellaz ludo
o que cu quiz. Cahio de bmmo a meus ps o boxi-
jou-me a Ombra do. vestido com enthusiasmo.
Senli quo cambateave'; fca-lhe uro signal o- ello
sabio. A sege u eu mandara chamar, chegou,
O intendente autmata dessa morada clandestina
bateu tres pancadas de tora para adverlir-me..
Lelio alirou-se 4 porta com desprezo ; pareca
um espectro. Enlo eu sahi, repelando o brau-
damente, como elle quera seguir-me, raos.-
irei-lho ama. cadeira no meio do sali, em baixa
da estatua do Iris. Elle sentou-se. Um soirso
apaixonado' vagueou-lhe aos lasios, sene olhoo
expargiram em ultimo raio de reconhecimeeto a
de amor. Era ainda bello, mogo, ainda. grande
de Hespanha. Dados lguns. passos e quasi a
porde-lo para sempre. rolteWme e deitei-lhe um
ulttmoolhar. O desespera linha-a alquebrado.
Tomare-s velho, decomposto, horrivel, Sea
corpo parecia^paralysade. Seus labios "contrat-
dos lentaram um sorriso desralrado. Seus olkvoa
estavtm vidrados o embalados; nio era mais
seno Lelio, a sombre de um amante e de um
principe.
A marqueza feVma pausa, depois, com um
sorriso sombro e decompondo-so como uma rui-
na que se desmorona, disse:
Desde esse momento, nunca mais ouvi fallar
delle.
A marqueza fez nova pausa mais longa gue a
primeira ; mas com essa terrivel forja d'alma
que do o effeito de longos annos, o amor obs-
tinado, ou a esperanca prxima da morte, ella
lornou-se alegre e disse-me sorrindo :
Enlio, acredita agora ua virlude do seculo
dezoito ?
Micha senhora, replique! 00, nio tenho de-
sejos de duvidar; entretanto, se eslivesse menos
commovido, eu lhe dizia taires que fez mulle
bem em sangrar-se naquclle dia.
IlUeraveis homens 1 disse a marqueza,
nada comprohendeis da historia do co-
Fin.
MU'- TVP. D H. P. DEFAhU- UM
s
i
^
*


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