Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09059


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Full Text
.1111 inri. HMEBO 108.
III
. Por tres mezes adjuntados 5$000.
Por tres mezes vencidos 6j000.
ENCARREGADOS DA SUBSCRIP5AO' DO NORTE.
Paralliba, o Sr. Antonio Alejandrino de Lima;
Natal, o Sr. Antonio Marques da Silva; Aracaly, o
Sr. A. de Lomos Braga; Cera, o Sr. J. Jos de Oli-
veira; Maranho, o Sr. Manoel Jos Martina Rbei-
ro Guimores; Piauhy, o Sr. Joo Fernandos de
Moraes Jnior; Para, o Sr. Justino J. Ramos;
Amazonas, o Sr. Jernnvmo da Cosa.
PARTIDA UUri COHilfciS.
Olinda todos os das as t) 1/2 horas do dia.
Iguarass, Goiaaua e Parahiba as segundas
e sextas feiras.
S. Antiio, Bczcrros, Bonito, Caruar, Altinhoe
Garanhuns as Ierras feiras.
Pao d'Alho, Nazareth, I.imoeiro, Brejo, Pes-
quera, Ingazeira. Flore3. Villa Bella, Boa-Vista,
Oricury e Ex as quarlas-feiras.
Cabo, Serinbaem, Rio Formoso.Una. Barreiros.
, Agua Preta, Pimenteiras c Natal quintas feiras.
' (Todos o? correios partem ns 10 horas da manlia.
QUIETA FEIRA 9 DE MAIO DEW60.
~ i r i
Por anno adiantado 19S000
Porte franco para o subscritor.
o
EPHEMERIDES DO MEZ DE MAIO. I
5 Luicheia as 4 herase 42 minutos da manhfia.
i Ojnrto minguante as 4 horas e 57 minutos
da tarde.
I.o i nova as
Quarto crescente
tarde.
4 horas < 27 minutos da taide.
as 5 horas e 45 minutos
PREAMAR DE HOJE.
Primein as 7 horas e 42 minutos da manha
Segundo as 8 horas g 6 mininos da larde.
da
PARTE OFFICIAL
Governo da i'rouii!-ii
EXPEDIENTE PO DIA 7 DE MAIO DE 1860.
Oflieio a o Exm. presidente do Rio Grande do
Sul. Firando suspensa a consgnaoslo mensal
que o alteres do quarlo batalhao de infamara do
cxercilo, Manoel Fernalides dos Sanios Franco,
consignara nesrt provincia, romo se ve da inclu-
sa guia, salisfaro o que solicitou-mo V. Exc. ero
offlcio de 16 de marro prximo lindo, a que res-
pondo.
Dito ao lenentc-general commandanto das ar-
mas.Sirva-se V. Exc. de informar sobre o que
representa no oflieio incluso o cnsul de Prtual
cm relajo a Manoel dos Santos Maquidoni,
Dito ao mesmo.Sirva-so V. Exc. de mandar
louvar, cm nome dr-sta presidencia, no major
Joaodo Reg Barros Falcao, prla pericia e deli-
cadeza com que se houve na diligencia em que
conseguio prender os cmplices no aasassinato Uo
capilo Moniz Brrelo, na villa de Ouricury.
Dito ao mesmo.Pode V. Exc. mandar abrir
assentamenios de praca aos re:rulas Jos Felippe
de Santiago, Francisco Xavier, Jos Manoel dos
Santos, Jos Ignacio de Burros, Viiissimo Percira
Ja Costa e Joo Jos Barbosa, que forarh julgados
aptos para o servico do cxercilo, como consta do
termo de inspeccao, annexo ao seu ofiicio de 5
do corrente, sol/nnmero 50U, providenciando V.
Exc. para que os Ires ltimos sejam vacunados.
Dito ao mesmo.Pode V. Exc. mandar abrir
ossonlamento de, praca no quarto batalhao de
arlilhana a p Ira paisono Manuel Jos a Silva
Leile Jnior, que, offerecendo-se voluolariaracn-
te para o servico do cxercilo, fui julgado apto pa-
ra isso, como consta do termo de inspoerao, an-
io ao offlcio de V. Exc. de 5 do correte, sob
n. 496.
Dito ao mesmo.Tendo de seguir para o pre-
sidio de Fernando o brlgue nacional Santa llosa,
az-se preciso, que V. Exc. declare se ha senten-
ciados mililaTes coro deslino aquello presidio.
Igual ao chefe de polica c juiz municipal da orl-
meira vara.
Dito ao chefe de polica.O delegado de poli-
ca do termo da Escada, Antonio Marques de llol-
landa Cavalcanli, obler licenca no sentido da
nformacao de V. S., de 2 do correte, sob nu-
mero 631, quando solicitar a respectiva portara
Dito ao mesmo.Ao offlcio do V. S. de 4 do
corrente, sob numero 631, relativamente a con-
cerlos da cadcin do termo de Cimbres, respon-
do dizendo-lhe, que por ora nao conviu fazer
obra alguma por cotila dos cofres provnciaes
vista do seu estado.
Dito ao mesmo.Srva-sc V. S. de remetler o
seu parecer acerca da necessidado do destaca-
mento, requintado pelo juiz municipal do lermo
Je Barreiros, no oflieio annexo ao de V. S de 4
do crreme, sob numero 640.
Dito ao mesmo.Affirmando-se em um com-
mumeado do tierol Pernambucano de hoje
que o subdelegado em exercicio na freguezia d
i oco da Panella, chamara sua casa os inspec-
tores de quarteiro, e Mies delerminava que at-
teslassero que varios individuos eram moradores
em seus quarleiroes, nao o sendo alias, sob pena
le responsabilidado; cumpreque V. S., tomando
conhecimenlo daquelle tacto me informe cotn o
que colher a respeito.
Dito ao barao do Guararapes, director geral
dos IndiosPode V. S., como prope em seu
officio de 4 do corrente, fazer o aforaraento da
parte do terreno da aldeia dos Indios da Escada,
que se faz precisa para a fundarlo de um povoa-
do junio segunda estaco da va frrea, que ti-
ca prxima acuella villa, urna vez que para esse
iim sejam preenchidas todas as formalidades le-
gaes.
Dito ao commandante superior de Garanhuns
Pelo offlcio de V. S. de 18 de abril prximo'
rindo, fiquei inleirado de se acharen aquerida-
das, desde 12 daquelle mez, sob o dbmmando de
um lenle, as quarenla pravas da guarda na-
cional, que se mandaram destacar por-oflieio de
2-1 de fevereiro ultimo.
Circular ao mesmo.Convindo quecessem ab-
solutamente, al segunda ordem desla presiden-
cia, todos os exerccios e revistas de qualquer
natureza, que pode estar sujeila a guarda na-
cional, nos termos do artigo 82 da lei de 19 de
selerabro de 1850, recommendo a V S., que ex-
peca cora urgencia as mais terminantes ordens
naquelle sentido, prevenindo aos commandanlcs
aos diferentes corpos sob o commando superior
fia v. S., que lhes nao relevarei qualquer infrac-
cao desla ordem, mormente se, sob pretexto de
revista ou exercicios, delerminarem qualquer
chamamenlo ou reuniao de guardas nacionses
Jora dos casos em que para isso cecebam ordem
emanada desla presidencia, ou requisicao das
autoridades locacs as hypotheses prescriplas por
jei. Igual aos commandanlcs superiores dos
municipios do Olinda e lguarass. Cabo, Pao
d Alho. Sanio Antao e Escada, Nazareth, Goian-
na, Rio Formoso, Serinhem e Barreiros, Lirooei-
ro Bonito e Caruar, Brejo e Cimbres, Garanhuns
e Buique, Villa Bella, Ingazeira e Tacarat Ou-
ricury, Cabrob e Boa-Vista.
Officio ao inspector da thesouraria de fazenda.
A vista do disposto no aviso do ministerio da
guerra, de 2 de novembro do anno prximo pas-
eado, autoriso a V. S. a mandar pagar sob minha
responsabiHdade, nos termos do 12 artigo Io do
decreto de T de maio den842, os ordenados do
pessoal da commisso astronmica e hydrcra-
phica, durante o lempo que ella funeconar nes-
a provincia, visto nao haver crdito para esse pa-
gamento, segundo consla da informaco minis-
trada por V. S. em 3 do corrente, sob n. 439.
Dito ao mesmo.Mando V. S. fazer, sob mi-
rilla rcsponsabilidade, nos termos do 8 12 do ar-
tigo Io do decreto de 7 de maio de 1842, a des-
peza necessana com o pagamento dos veeimen-
tos dos empregados do hospital militar desta
guarnico, dos das fortalezas e dos officiaes do
<-orpo de sade do exercito, al quo o governo
imperial marque o crdito preciso para esse
Cm.
Dito ao commandante da estaco naval.Pelo
offlcio que drigio-mo V. S. era 5 do correle'
neo scienle de haver designado para visitar os
nanos ancorados no porto desta cidade, ao che-
c da saudodessa estaco, Dr. Jos Luiz de Arau-
ih rt'-JPraciou-se 'hesouraria e inspector
da saude do porto.' r
Dito ao inspector do arsenal de t/)arinha.De-
LenanO8re,ga,nr.n0,vap0rP0rlu8uez. q"e amanhaa
60 espera do sul, osquatro rabes que vieramda
provincia do Cear com destino a Argel, haja V.
S. de providenciar e fazer as requisirjes quejul-
gar convenientes, nao s quanio s passagens
mas tamben ao sustento dos mesraos Arabos!
afn de seren expedidasi as ordens necessarias.
Dito ao inspector da thesouraria provincial
Mande V. 8. pagara Carlos RobertoTott, confor-
me requisilou o chefe do polica ero offlcio de 4
do cojrente, sob n. 664, a quantia de cen'lo e qua-
rente e dous mil eduzentosrs. (142t200)emque
segundo as contas juntas, importam as despezas
eilas nos mezes de oulubro do anno prximo
passado a marc.o ultimo com o suiMIo dos pre-
sos pobres da cadea de BarreirosjBCommuni-
cou-se ao chefe de polica.
Dito ao roesmo.-A' vista da coBU junla, man-
de V. S pagaraJoao Ribeiro PWoa, conforme
requisilou o chefe de pelica em officio de 4 do
corrente sob n 646, a quantia de vinle seis mil
e duzenlos rs. (26j>200) despendida nos mezes de
STAhr "1 des!,e.aD*" com o sustento dos pre-
^tPflA.eMafCa5t te Isuarass.-Communi-
A-so ao chefe de polica.
Dito ao mesmo -^De conformidade com o que
equesitou o che'.e oe polica em offlcio de 4 do
crrente, sob n.643, rccomnieiido a V. S., que
mande pagar a Crlos Roberlo Tolt a quantia de
trila mil rs. (30-8000), em que, segundo os do-
cumentos jumos, importa o aluguel de seis iuc-
zps, vencidoscm dezembro do anno prximo pas-
sado, da casa que serve de quartel do destaca-
menio do termo de Barreiros.Communicou-se
ao chefe de polica.
Dilo ao mesmo.Annuindo ao que me rique-
silou o chefe de polica em offlcio de 4 do cor-
rente, sob n. 642, recommendo a V. S., que, a
visla da conta junla, mande pagar a Carlos Ito-
berl Tott a quantia de quarenta e quatro mil du-
zenlos e oilenta ris (44&280), despendid nos me-
zes de Janeiro a marco drsie anno com o fornc-
cimenlo de luz para'a cada do termo de Bar-
reiros.Cpmmunicou-se aothefo de polica.
Dilo ao mesmo.A' vista do pedido junio,
mande V. S. entregar ao Ihosoureiro pagador da
| ropnrticao das obras publicas, por mcio de che-
i ques de um cont doris, saccados sobre a caixa
; filial do banco do Brasil nesta capital, a quantia
de quartoze conlos tresentos e setenta mil rs......
(14:3708000) para conlitiuac.ao das obras por od-
niinistraco a cargo daquefla reparligao no cor-
rente mez.Coniniuuicou-se ao director interino
I da reparlica das obras publicas.
Dito ao commandante de polica.Faca V. S.
seguir spm a menor demora para seu destino o
capitao Francisco Antonio de S Brrelo, que
se arha nomcado delegado de polica do lermo
de Ingazeira, declarando-mc o dia em ouo e'.le
i para alli partir.
Circular aes cnsules e vce-consules.Tendo
mandado abrir urna enfermara no lazareto da
ilha do Pina, em visla dos repetidos rasos de fe-
bre amarella, que se tem dado a bordo dos navios
surtos no porto desla cidade, vousolicilar ao Sr.
cnsul de..... queira empregar os seus bonsoffl-
iios para que sejam remellldos, aquella enfer-
mara, afim de serem ronvenienlemente trata-
dos, os Iripolanles dos navios de sua narao, que
por ventura forem acommetlidos do mal."
OSr. cousul nao desronhere que a natureza da
molestia impdfl a necessidade de so*removerem
os seus focos de inferco, afim de se impedir o
seu desenvolvimenlo, e espero que nesle sentido
nao dcixar o Sr. cnsul de auxiliar os bons de-
sejos deste governo.
Offlcio ao capilo do porto.Faro apresentar
> me. para ser inspeccionado, o recrula Manoel
francisco da Encarnaco.
Dilo ao director da arsenal de guerra.Mande
Vmc. fornecer reparliciio da polica 10 pares de
algemas com cadeados.Communicou-se ao che-
fe de polica.
Dilo aodircelor das obras militaresEm res-
posta ao officio que Vmc. me dirigi no Io do
crreme, acerca do pagamento da folha dos em-
pregados dessa repartico, tenho a dizer que, se-
gundo consla de informaco do inspector da the-
souraria de fazenda, de 5 do corrento, sobn. 452,
nao ha duvida acerca desse pagamento, para o
qual existe crdito.
Dito ao inspector de saude do portoInleira-
do do que me declara Vmc. em seu officio de
hoje lenho ajdizer-Jhe que approvo a nomeaco
que fez de Salsiiano Jos Cezar para Io enfer-
mero do hospital do Pina, mediante a gratifica-
cao de 4*500 rs., e de Ignacio Jos Pacheco para
escrcvcnie, u qual poder cxerccr as funecoes de
2" enfermeiro.obonando-sjJht ueste caso' acra-
liicao de 500 rls diarioAB^
Nosla dala officio ao inspector do arsenal de
marinha para mandar apresentar-1'ne quatro afri-
canos livres, afim de serem empregados no servi-
do do mesmo hospital ; e quanio ao escoler, nao
convindo que se demore o servico, ulilise-so
Vmc. do que foi ministrado pelo ars'nal de ma-
rinha, al que se providencie ulteriormente So-
bre a acquisicao de outro, que tenha as condi-
ces indicadas por VmcOflrcou-se ao inspec-
tor do arsenal de marinha.
Dito ao delegado de polica* do termo de Ou-
ricury Accusando a recepeo de seu officio de
23 de abril prximo findo, sob n. 1, louvo-o pela
intelligenciae zelo com que se houve na diligen-
cia em que conseguio capturar os criminosos a
que allude, e espero que continu a envidar todos
osesforcos.no sopara a captura dos criminosos,
que ainda nao forem presos, como para a puni-
co de lodos, como muilo convm.
Dito aos membros do conselho de recurso mu-
nicipal de Goianna.Iqleirado do contedo no
officio que Vracs. me dirigiram com data de 27
do mez nltimo, acerca do que lhes dirig em 26
do mesmo mez, sobie a marcha quo iam tendo
os Irabalhos do conselho municipal de recurso,
deque Vmcs. sao membros, relativamente a re-
clamaces, lenho a dizer-lhes : que, dasinstruc-
fcs comidas no meu predicto officio de 26 do
mez passado, litio se"pode concluir, que enten-
desse eu, como Vmcs. parecem suppor, que de-
vam ser ouvidos nos recursos processados nos
termos do decreto n. 511 de 18 de margo de 1847
peranle esse conselho oulros cidados, que nao
sejam os recorridos ou seus procuradores ; sendo
que a nica intelligencia, que pretend firmar,foi,
que para recorrer qualquer cidadao.-que entenda
fenra decisao da junla revisora o direito de al-
gum seu concidado, nao era necessario que essa
decisao Ihe dssesse directamente respeito ; de-
vendo por consequencia o conselho municipal de
recurso nao limitar sua audiencia, ou a prcslaco
d| quaesquer esclarerimeotos ou documentos
somenle ao cidadao a quem possa affeclar a de-
cisao recorrida, senao a todos quanlos tenham
ii,tentado e seguido o recurso da junta revisora
por si ou por outrem.
Releva agora previnir a Vmcs. de que o prazo
para o recurso de qualquer decisao do conselho
municipal de recurso deve ser o de dez das con-
tados da dala do cncerramento do mesmo conse-
lho ad t'nardoquedispoe o art. 3 do citado de-
creto n. 511 de 18 de marco de 1847, cujas regras
referem-se mterposigo do recurso, tanto pa-
rante a junla de reviso como perante o conselho
municipal de recurso.
Outrosim, deve o mesmo conselho mandar
juntar ao recurso das parles todos os documentos
que forem requeridos de novo, ombora nao te-
nham acompanhado o recurso da junla de re-
viso.
Portari.O presidente da provincia, attenden-
do ao que requisilou o inspector da thesouraria
provincial em officio de 5 do corrente, sob nu-
mero 454, resolve, nos termos do art. 30 da lei
provincial numero 473 de 3 de maio do anno pr-
ximo passado, abrir um crdito de quinhentose
quarenta e oilo mil ris (548*000), para satsfa-
zer-se, no corrente exercicio as despezas deqoe
traa o 3. art. 22 da citada lei. Officiou-se
thesouraria provincial.
Dita.O presidente da provincia, conforman-
do-se com a proposta do administrador da rece-
bedoria das rendas internas, a que se refere o
officio do inspector da thesouraria de fazenda de
4 do corrente, sob n. 466, resolve nomeara Gli-
cerio Pergenlino da Silva Braga para o lugar vago
do corrcio da niesma recebedoria. Communi-
cou-se ao inspector da thesouraria de fazenda.
Dita.O presidente da provincia, conforman-
do-se com a proposta do chefe de polica de 5
do corrente sob n. 649, resolve nomear supplen-
tes do subdelegado do districto da Capunga, fre-
guezia da Boavsia desta cidade, os cidados se-
8u'nt* poja ordem em que ficom declarados :
1 Amaro de Barros Correa.
ti ?emvindo Gurgel do Aaaral.
o 5Ta,l9, Menoe8 da Conha.
4 Francisco Antonio Cavaleanli.
Dita.O presidente da provincia, conforman-
do-secom a proposta do chefe de polica desta
data, sob n. 650, resolve eibnerar o capitao Joa-
quin Cardoso da Cosa do cargo o> delegado de
polica, AUDINECIAS DOS TBIBUNAE3-DA CAPITAL.
Tribunal do commercio: segundas e quintas.
Rclacao : tercas feiras e sabbado.
Fazenda : tercas, quintas e sabbados'as 10 horas.
Juzo do commercio : quintas ao meio dia.
Dito de orphaos: tercas e sextas- as 10 horas.
Primein vara do civil: tercas e sextas ao meio da
Segunda vara do civil; quartas e sabbados
meio din.
ao
i mesnij cargo o lenle Luiz Antonio Ferraz J-
nior.
Dit;.O presidente da provincia, conformn-
do-sc com a proposta do chefe de polica desta
data, sob n. 652, resolve nomear a Francisco Cur-
deiro Falcao para subdelegado de polica do lr-
modD Bonilo.
Dit i.OSr. agente da companhia brasileira
! de paquetes a vapor, mande dar passagem para
Macei, por conta do governo, a D. Alexandrina
Adelaide Brilo Almeidn, mulher do capitao Jos
! Gomes de Almeida, e bem assim a dous filhos
! menores.
Dito.O Sf. gerente da companhia pernambu-
| cana nande dar transporte para a provincia do
t Ceara no vapor lguarass, e em um dos lugares
destinados para passageiro de estado, a Antonio
I Jos Itodrigucs Vellinho.
A' mamara municipal do Bccife.Inleirado do
conleudo no officio que a cmara municipal do
Recif.'dnigio a esta presidencia em dala de 22
de foi creiro do corrente anno acerca do conflicto
de junsdiccao entre o juiz de paz em exercicio nlo
pnmciro dislnclo da freguezia de Sanio Antonio1
Cela 10 Pinto de Veras, e oprimeiro supplenle'
juran enlado pela cmara Antonio Augusto da
Fonccca, lenho a dizer, que menos bem fundada
, foi a ( ecisao da misma cmara, declarando com
pelen e para exercer aquellas funches o preduo
suppl ole com exclusao do juiz de "paz Veras.
1 Argumenta a cmara municipal do Recife so-
bre u n facto supposto,a mudanc-i de domicilio
do jii:z de paz do lerceiro anno Umbelino Gue-J
des d." Mello,mudanes que a cmara d como
laclo averiguado sem que por isso tenha procu-
1 radotcmonstra-la em sua argumenlacao, quando
alias 5 certo que segundo os principios cardeaes
de dneito exposios e demonstrados porescripto-
res d< nota nao se pode sustenlar que haja dei-
xado ) seu domicilio poltico nesta capital o diloj
Guedis de Mel|o que nella conservo o lugar de
primeiro escriturario da thesouraria do fazenda
pelo ficto de achar-se exercendo em commisso
o car; o de inspector da thesouraria das Alagoas.
C domicilio, diz Merlin, o lugar cm que
a.gueu mora.ou o em que fixa estabelecimenlo
ou co iservou sua fortuna : mas esta definido,
que so se pode applicar com jusleza ao domicilio
civil, nao a do domicilio poltico, que aquello
era qi c o cidadao lem exercido diretos polticos,
como o de votare ser volado, ele.
Mafnilot, suslcnla no seu diccionario de di-
reito i ublico e administrativo que os funciona-
rios pblicos encarregados de lugares de commis-
so cm qualquer parte, conservam domicilio po-
ltico no lugar em que anteriormente liverem
exercido funecoes polticas, a menos que dccla-
rem etpressamenle querer transferi-lo para o lu-
gar do sua nova residencia.
O domicilio poltico, diz ainda Chabrol, a-
quellc que determina o exercicio dos diretos po-
lticos. Em these o mesmo do domicilio real, mas
pode lambem estar separado deslc.
Ora se Umbelino Guedes do Mello foi eleilo
juiz ds paz nesta capital para servir no qualrien-
nio qie anda corre, se nella conserva o seu lu-
gar de Io escripturario da thesouraria de faxenda
estando apenas a mezes exercendo as Alnsoas
um ca-go declarado mesmo por lei de commisw
e Dor isso, naturalmente, eem animo de alli
maneter, claro qtie jurdicamente falla
pode izer-se que lenha elle transferido
capila para a das Alagoas o satt-4omiet poli-
tico, c consequentemente que hija no lugar fie
juiz di paz para que foi aqu eleito a vaga neces-
sana para que lenha lagar a seu'respeiWo que
aispoc o aviso de 12 de Janeiro de 1856,"a que s
soccoire a cmara municipal, islo por que a
falla f que o forca .a determinaco io geverho
que iipoz temporariamente as Alagoas fosse
supprida nao pelo supplenle eleilo nos termos do
art. DI do cdigo do processo criminal, mas por
outro uramenlado ad hoc pela predila cmara.
Devjndo por tanto considerar-se antes a falta
de Gu;dcs de Mello como temporaria, hypolhese
em qu j o citado aviso tem por subsistento o que
haran disposlo os de 1 e 19 de fevereiro e 14
de maio de 1836, segue-se que na conformidade
dessas determinaces que vao de aecrdo com o
disposlo no cdigo dopncesso compete, Caela-
no PiMo de Veras o exercicio de juiz de paz no
correr le anno por ser aquello para quo foi eleilo,
sem embargo de haver elle exercido as funecoes
no 3o em subslluiso ao referido Umbelino G*ue-
des do Mello.
lelova ainda notar que a deliberaco que a
camaia municipal do Recife acaba de lomar em
relagaD ao predito Veras est em perfilo desac-
crdo com o comportamenlo que Uvera em casos
idnticos com relaco aosjuizes de paz do 2" dis-
tricto de Santo Antonio e do S. Jos ; por quan-
to consta de documentos officiaes que Uve em
mao, que o juiz de paz eleilo para servir no 4o an-
no no 2" dislricto de Santo Antonio Feliz Fran-
cisco de Souza Magalhaes, tendo servido no 2o e
o anr os do quatriennio na falta dos eleitos por
esses annos que mudaramde domicilio, serve no
corrente por sor aquello para quofdra eleilo.sem
que a cmara tenha juramentado supplenle nea
felo observacao alguma.
Consta tambera dos preditos documentos atn
na freguezia deS. Jos servir no Io anuo na fal-
ta de Manoel Jos Teixeira Bastos o juiz de oaz
eleilo para o 2o Manoel Ferreira Accioli, que de-
pois servir no seu anno que foi o segundo sem
que tambera a cmara fizesse a menor objeccae
A cmara comprehende quanto podem "e-
cepo^s semclhantes offender rigorosa impar-
ciaiidide cora que deveni haver-se as corpora-
cOes i: funcionarios pblicos no exercicio de suas
funcQjes, porque deixem bem caracterisada ajos-
tica d .'stribuitiva a qne tem incontestavel direito
todos quanlos dependem de suas decisoes.
A' 'isla do exposto, recommendo cmara mu-
nicipal do Recife que proceda na conformidade
da aoutrina aqui exposla; mesmo porque ainda
em caso de duvida seria um excesso de atlribui-
o Sr. inspector da ihcsouiana de la-
Informe
senda
127.Glicero Pergentino da Silva Braga.
Passe porlaria nomeando o supplicanlc.
128.Ignacio Joaqoim de Souza Menezes.
Informe o Sr. inspector a thesouraria provin-
cial.
129.Padre Jos Antonio dos Santos Lessa.
Nao tem por ora lugar o querequer, visto o esta-
do dos cofres provnciaes.
130. Landelino Segismundo d'Alvarenga.
Indeferido vista das informaeoes.
131.Manoel Jos da Silva Leile Jnior.F-
cam expedidas as ordens no sentido cm
quer osuppliranle.
132D. Mara Felicia da Silva Santos Sa-
tisfaca a exigencia da conladoria exarada no ver-
so; e volle, querendo.
133.Manoel Antonio de Moraes.Informe o
Sr. inspector da thesouraria de fazenda.
134.Maria Borges Carneiro da Cunha.Fi-
cam expedidas as ordens para a admissaodo ilho
da supplicanlc no collegio dos orphaos.
DAS DA SEMANA.
7 SVgunda. S\ Estanislao b. m. ; S. Flnvio.
8 TCT<;a. Apparicao de S-. Miuel Archanjo.
9 Quarta. S. Gregorio Nazianzono b. dout. da Igr.
10 Quinta, S. Amonio are. de Frorenca.
11 Sexta. S. Anaslacio m.; S. Fabio Si'zino.
12 Sabbodo. S. Joanna princeza v.
13 Domingo. Nnssa Senhnra dos Martvras.
que re-
COMMANDO DAS ARMAS.
Quartel general do commando das
armas em Pernambuco, 8 de
maio de 1860.
ORDEM DO DIA N. 397.
O tenente general commandante das armas tem
a satisfago de dar publicidade para os fins con-
venientes, ao officio abaixo transcripto, que com
a data de hoiltem lhe foi endprecailn nol r>ro_
delicia.
lontem lhe foi enderezado pela presi-
Offlcio.
1.asecijao. Palacmdo governo de Pernam-
buco era 7 de maio do 1860. Illm. e Exm. Sr.
Sirva se V. Exc. mandar louvar emnome des-
la pres dencia, ao major Joao do Reg Barros
Falcao pola pericia e deligencia com que se
houve ia deligencia em que conseguio prender
os cumMices no assasinato do capitao Muniz Bar-
reto na villa do Ouricury.
Dcus guarde a V. Exc. Ambrosio Leilao da
Cunha,Illm. e Exm. Sr barao da Victoria, l-
enle reneral commandante das armas.
As3jnado. taro da Victoria.
Conftrme. Joaquim Fabricio de Mallos, te-
nente ajudante de ordens interino do com-
m.indo.
INTERIOR.
1
coes Ja parte da cmara o privar administraiin
ments. ao cidadao volado juiz de paz.do exerciflo
de um direito poltico que cumpre sempre resuci-
tar com o maior escrpulo.
Despachos do dia 6 de maio.
Reqmerimentos.
11!..Antonio Candido da Conceicio.Anr
ntC-^O nn niiarlol ffanar.l nni ... 1-------
nado
111.Antom Luiz do Amaral e Silva.Nao
ante por
Helatorio apresentado ao excel-
lentissimo. Sr. Dr. Luis: Antonio
la Silva Nones, presidente da
provincia da Parahyba do Aortc'
pelo execllentissimo Sr. Dr. Am-
brozio Leitao da Cunha, no acto
ie passar administra^>ao da pro
rinda em 13 da abril de 1S60.
/ (Conlinuaco).
SEGUBANCA INDIVIDUAL E DE PRO-
PRIEDADE.
Istajaes infelizraeuie anda km longo do os-
mio naturalmente devem aspirar os
os, OMflo a seguranca individual e de
opnWade doHRidao, nem heoderemos con-
KffVtaea a renocao de causas u.cr8a..-. nuo
cumulativamente concorrem para qoe tanto le-
nhSoios de lastimar na esphera daquelle impor-
tante assumplo.
serlo, porto, que alguma cousa temos feito
a tal respeito Te de esperar, que nao paremos
e mensa retrocedamos na carreira encelada de
fazer a todo o custo respeitar a vida e proprie-
dade So cidadao, como mister, que o sejam.
No relatorio que li por occasiao da abertura da
sessc da assembla legislativa desta provincia
no anao prximo passado, expuz largamente as
minhas ideas aquello respeito ; se V. Exc. me
fizer a honra de ler aquellas linhas se convencer
de quinada mais fiz enlo do-que expor verda-
des, que estao hoje na consciencia de todos.
Quei como magistrado, quer como administra-
dor de provincia, procuro sempre fazer crer, que
o criratencontra em mim o mais inexoraveJ ini-
migo, e aqui lenho armado o digno chefe de po-
lica da provincia com os meios necessarios para
fazer prender e processar os criminoso, que
confiando em proteccoes que tinham por inaca-
taveis, ie animavam apparecer em algumas lo-
calidades da provincia com a maior impavidez,
afrontando as leis do paiz e a autoridade. Tenho
dominico ou suspendido e mandado processar
as autoridades, que esquecidas de seus deveres,
a maior parle das vezes por criminosa ndifTe-
ren;a ojj demasiada bondade, deixam de acossar
os crimposos c de proccssa-los, como lhes com-
pre.
Allerilfcido a que o crirae aqui mais fre-
quenle bonlra a propriedade era o de furto
de cvalos, determinei aos promotores pblicos
das comarcas por officio de 86 de agosto do an-
no passado, que todas as vezes, quea lhes cons-
lasse,- que se havia praticado tal crime, e se con-
vencessem pelas informaeoes e averiguaces, a
que dewam proceder, que o expoliado era pes-
soa, qua por sua posi;ao humilde na sociedade
e mscircumstancias naotinha recursos para in-
tentar a competente accao contra o delnqueme,
a inicnlissem elles promotores, como orgos da
jusca publica, por se verificar enlao a hypolhese
figurada no arl. 73 do cdigo do processo cri-
minal. 3
3 Ifeito, nota-se, ao
minero daa victimas
Com jeito, nota-se, ao menos aqui, que o
maior mpaero daa victimas sao escolhidas por
aquella especie do delinquentes na classe das
pessoas, que por sua pobreza e posigao desvali-
da nao dispoem. dos necessarios recursos para
ajumar o offensor a juizo, e faze-lo punir na
Kpna da lei, sendo que semelhanle circumstan-
oi*, ao passo que acorocoava o criminoso para
a pratica do delicio, expunha o olTendido a mi-
srrima posiQo daquelle, que, tendo o seu ani-
mal como nico instrumento de trabalho, o que
iqui commum, suse reduzido a nao ler meio
algum honesto de^bsistencia.
Essa considerarlo, pois, auxiliada pela dispo-
sico citada do cdigo do processo criminal, per-
fetaroenle applicavel a meu ver a especio sujei-
la, nao poda deixar de aconselhar a providencia
ApreaJ Q"e tomei, a qual, como era de esperar, vai pro-
seme-so no quartel general para ser inspeceisH duzindo os melhores resultados, sendo certo que
nao
decreto de 7
lem lugar o que requer o supp
ser i despeza das autorisadas
de maio de 1842.
11'.Americo Jos Lima de Albuquerque
Inslr la convenientemente o seu requerimeto.
lili.Fredenco Skiner.Nao tem lugar avista
da ir formaco.
11! i.Joaquim dos Santos.Como pede, flean-
do pussoa idnea que o aubstitua.
1*.Luiz Borges de Siqueira.Declare a na-
lure2i dos gneros que forneceu.
121.Manoel Jos Peixoto dos Guimaraea
Informe o Sr. inspector da thesouraris de fa-
zendi. i
l*i-Palmeira & Bellro.Informe o Sr ios-
pectiT do arsenal de marinha.
7
121.Andr d'Abreu Porto.Informe j
inspi clor da thesouraria de fazenda.
121.Benlo Jos da Veiga.Deferido csafl
InstrucQoes que vo nesta data ao conselho
nicii al de resjao.
2J.ClaraTTaria d'Assumpao. lnf0i
cons;lho administraiiro
pitaes.
12).Francisco Antonio
do patrimonio d Corroa scaritos.
por participa^es officiaes consta, que ero algu-
mas locallidades teem-se tornado menos troqueo-
tes aquclles delictos com a simples expedic.ao da-
quella providencia.
Continuo a pensar que, ao menos por ora, os
delegados e subdelegados militares, com for;a i
sua disposicao, sao o meio mais efficaz de con-
seguir-so pelo interior resultados de alguma
importancia no que diz respeito seguranca in-
dividual e de propriedade.
Confiar no interior do paiz os cargos policiaes
pessoas, que os aceitara ou forjadamente ou
com vistas alheias causa publica, mas sempre
com consciencia da falla dos necessarios recursos
para fazerem valer suas deliberares, importa
>reveni-las, de que nada de til se espera dl-
as, expondo-se o prestigio a forja moral da
autoridade aos golpes funestos do crime e daa
paixes odenlas.
Poseo asseverar a V. Exc., que atanho
muilo seguros, havidoi no luquejo ftro__
ti vo, para pensar deste Jal, emboca cootsa-
nadof elos fauloret de tktoriat, caMores inexo-
eu la autoridade^deada qne asm fli| ni* t
dafra^uezae temer pueril,
certo ioksrsses, quanto Me
usa paquea o to \H eilcr da
ENCARREGADOS DA SBSCnlPfO NO SUL.
Alagoas, o Sr. Claudno FalcSc- Das; Baha o
Sr. Jos Marina Alves; Rio de Janeiro, o Sr.
Joao Percira Martin.
a Martina.
EM PERNAMBUCO.
O propietario do ni.,o Manoel r,geiroa do
Fana, rrasno livraria prata da Independencia ns.
16
157
31
2
26
u deshumano e criniMiosj esqueciuienlo, com"
que se deixa nos carloros mezes e annos ospro-
cessos de reos trancados as eadeas sen protec-
coes. o aeodamcnlo. com que. alias, se citda no
andamento-, anda com preterirac- das formlas
legaes, dos que diz*m respeito a criminosos apa-
dnuhados. escandalosas absolvicoes, qne suc-
cedem pasas diligencias, sao facto's.que confran-
gem o coracao da autoridade superior o de todos
aquellos, para quem a rano publica lem a da-
Vida importancia.
No entretanto, como V. Exc. sabe.a difficuldade
da cura acompanha sempre a gravidade do mal e
tiao pode ser mais grave o mal, que se reve'lla
na uidilTerenca seno proletcao do crime, que
infelizmente no inlerior de a'lgumas das nossas
provincias passa como fado corumura aos olhos
da populac?io.
Foram recolhidos caJa desla capital no an-
no de 1859 prximo passado 419 presos, o sahi-
rara 414 No ultimo de dezembro de 1858 exis-
talo 83, e a 31 do anno passado 88.Durante
esse anno o mximo do numero dos presos foi
110, e o mnimo 55.
No numero dos presos se incluem :
Criminosos................ 155
Recrutas.................. 83
Desertores................ 8
Escraros dolidos..........
Para avcriguaaes e por
motivos de pequea im-
portancia................
Entre os criminosos se contam :
-Por homicidio............ 45
Por tentativa do mesmo
crime..................... 5
Por ferimenlos e offer.sas
physicas........
Por eslellionato
Por furto..........
Por crime de roubo........ 10
Por otfensas a moral pu-
blica....................... j
Tor fuga de presos........'. 1
Por armas defezas......... 10
Por crime de injuria....... 9
Por desobediencia..........
Por estupro................
Por moeda falsa...........
Por am eacas................
Por fal3idde...............
Por crime do rapto.........
Na cada de Mamanguape foram recolhidos
naquelle periodo 200 presos. Na de Bananeiras
140. Na de Ara foram recolhidos 347 presos, e
sahiram 322. Em o ultimo de dezembro haviam
na cada 40 presos. E' este o seu mximo, o m-
nimo desceu a 13.
Na cada d'Alaga-Nova foram delidos 77 pre-
sos. Na do Pilar 89. Na de Campna-Grande
47. Seu mximo foi o numero de 13, e o mni-
mo 1. Nado Teixeira entraram 42 presos. Na
dcPombal entraram 154.
Ha actualmente as cadas da provincia 143
presos.
Foram commellidos em o anno de 1859 prxi-
mo passado:
Homicidios............... 23
Tentativas de homicidio.. 4
Ferimenlos e o (Tensas phy-
sicas...................... 35'
Fuga'oVtVem-:::::::::: 2
Crimo contra o livre exer-
cicio de podares polticos. 1
Resistencia..............: l
Damnos................... 2
81
Um dos homicidios foi praticado em um reo,
que resisti a ordem de priso contra elle expe-
dida, o tres se coosideram cascaos.
Foram commellidos em os 4 annos anteriores
ao de 1859.
185518561857-1858
Homicidios ...........
Tentativas de homici-
dio..................
Ferimenlos e otfensas
physicas............
Resistencias...........
Boubos................
Tentativas de roubo..
Aborto.................
Fugas e liradas de
presos...............
Tentativas do mesmo
crime...............
Raptos.................
Tentativas do mesmo
crime...............
Crime contra a liberda-
de individual........
Moeda falsa............
Estupros...............
Furto..................
Amcacas..............
Tumulto..............
2 18 22 27
1 9 6 2
40 38 60 32
2 . a 2
.. 6 2 2
2 2 1
1
3 11 9

2 m # 2
2 1 2
2
. .. 1 . .
,. .. . .
.. 4
i ^ A 1
. .. s . 3
80
75
1859
Foram capturados no anno de
passado 289 criminosos, sendo :
Por homicidio............ 66
Por ferimenlos e offeusas
physicas.................. 61
Por crime de roubo...... 11
Porfurto.................. 45
Por bancarrota............ 1
Por tirada e fuga de presos 8
Por moeda falsa.......... 1
Por falsidade..........___ 1
Por crime contra a liber-
dade individual........... 6
Por desobediencia........ 6
Por ameacas.............. 2
Por estupro............... 6
Por crime de rapto....... 1
Por damno................ 10
Por armas defesas........ 21
Por calumnia e injuria.. 12
Por ajuntaraento illicitoi. 1
Pordeserjao.............. 30
112 85
prximo
No quinquiennio de
18551858 foram
presos
As especies mais im-
portantes sao as se-
guimos :
Por homicidio.........
Por tentativa de homi-
cidio................
Por ferimenlos e oflen-
sas physicas........
Por crime de roubo...
Por furto......;.......
For fuga de presos
Por crime contra a li-
berdade individual.
Por deserco
289
1855185618571858
315 191 285 229
207
11
5
25
65
11
36
7
14
4
a*
20
85
16
52
15
12
16
59
54
10
30
3
f
178 87 135 169 203
9
loo
9
7
72
8
2
5
10
121

1
9
2
134
33
2
17
27
85 42 56 46
48
51 20 53 56 79
1> 2 7 8 11
b 3 1 8 7
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1 2 1 2 1
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" * # 1 15
9 8 2 19 27
2 14 ..
129 79 118 141 191
16 4 11 8 5
2 4 6 13 10
103 39 86 112 1l5
79 54 74 80 102
ram ;.........
Delles eram :
Pblicos......
Particulares..
Polieiaes.....
Os crimes pbli-
cos sao os se-
guintes :
Resistencia.....
Fuga de presos.
Nos crimes par-
ticulares con-
tBm-sc os sc-
guintes :
Homicidios.....
Ferimenlos e o-
fensas physi-
cas...........
Furtos..........
Roubos.........
Ameaca........
Eslellionilo____
Crime contra a
liberdade in-
dividual......
Estupro........
Calumnia......
Aborto.........
Ameacas.......
Rapio!.........
Pplygama.....
Damno.........
Os crijnes poli-
ciaes foram :
Uso de armas
defezas.......
Ajunlamenlos..
Ilcitos......
Dos reos foram:
Autores........ 129
Por simples ten-
tativa........
Cumpliros......
Houvcram :
Condemnagoes .
Absolvicoes....
Tendo em visla os dados estatisticos, que aca-
bo de expor, nota-se, que entre os presos reco-
maos cadeia da capital figura a cifra de 157
para averiguaces e por motivos de pequea im-
portancia, que parecer exagerada eem as se-
guimos reflexoes.
V. Exc. sabe, que infelizmente em certos lu-
gares a polica lem feilo um uso immoderado da
taculdade de prender para averiguafes policiaes,
especie nao prevista lateralmente na nossa le-
gislado, e que por esse motivo sao diariamente
argidas as autoridapes policiaes de modo abso-
luto, por excesso de altribuices.
No enlretanto sem querer justificar abusos, e
anles condemnando-os, e'para previni-los, tendo
sempre recommendado, quer na quilidade de
presidente de provincia, quer na de chefe de po-
licia, que nunca se recolha prisao pessoa algu-
ma sem declaracao expressa da sua culpa, devo
comtudo dizer que me parece extremo opposto
ao aecusado o pretender-sc, que a accao"da po- -
lieia gyre sempre a esphera jurdica'; da qual
nao dado sahirem os juizes encarregsdos ex-
clusivamente da larefa de julgar.
E' por certo um conlrasenso tornar a polica
rosponsavel pela qmmqoilidade publica e pela
seguranca da vida, e da propriedade do cidadao,
lado, sin tteo4er a taeiaudad do sua mis-
sao, preteoder-se que em sua accao se encarece
ella na estreita rbita das formulas jurdicas, su-
jeitando i lettra o espirito das disposice legaes
que lhe teom marcado altribuices.
E' incontroverso, quo casos ka, mrmente
aquclles, que podem por. sua gravidade com- -
prometter ou envolver em seus efieitos indivi-
duos collocados em posices vantajosas naso- -
ciedade que exigiram prisoes preventivas eim-
prescendiveis, e que no entretanto a autoridade
nao possa ou nao tenha por conveniente attri-
bui-la expressamente ao crime, cuja existencia
ou ramificaco procvra rastejar alias era segredo;
e nao sei, porque nesses casos se eslranhar de-
clarar-so, que ha lugar a prisao para averigua-
Qoes policiaes.
E a nao admittir-se que tal altribuico, assim
exercida, esteja virtualmente autorisada pela le-
gislacjio, que conferio as funeges policiaes, en-
lo hade convir se, que te nao podem fazer le-
gitmenle aquellas prisoes, que a polica julgue
alias importantes; mas que lhe nao seja possi-
vel revestir previamente de todas as formulases-
criptas, que a legislago exige para a detencao
pessoal do cidadao ; embora seja inquestionavel
que casos ha, fora mesmo dos delicio, em que
esperar a autoridade pulicial, que compareca o
escrivo, que lavre mandado de priso, crique a autoridade, e que o entregue ao official
de juslica, importar dizer um grande deln-
queme vai-le : porque te nao posso prender
sem as formalidades escripias de uro mandado
de prisao, e nao estars dispeste a esperar por -
< ellas.
A' vista do exposto, e attendendo-se a quo a -
maior parte das prisoes, que allude aquella ci- .
fra, effectuaram-se por fallas leves, orne bebe--
dices, rixas, ele,, acerca^fc quaes uo houve
procossos, 6 possivcl explfl-se plausivelmcnto-
as pouess, que se fueram para areriguaces, co-
mo se declara no quadro.
V. Exc. notar mais, que na cafl^aracao, que
acabo de fazer, dos crimes commettidos, e dos
reos presos e julgados no ultimo quinquennio,
existe grande differenca parameos na cifrados
relativos ao anno de 1856.
Deve-se explicar essa differenca, nao s com a
invaso do cholera-morbos, em que muito natu-
ralmente houve alguma tregoa na perpetrago.
dos delictos, como lambem por terem havidj na-
quelle anno as eleices para cmaras munhpiaes
e para deputados e membros da assemt"
vincial, quadra em que a accao da auloi
contra as vezes serios embafacos.
Em 11 de fevereiro do corrente anno i
me o chefe de polica da provincia
pacao do delegado de polica de F|
te de primeira linha doexeraa
Alves, hoje capilo do corpo
da qual conslava, que naque!
de Souza e Pianc, vagava
dalo criminosos indiciados;
delictos de homicidio e de i
teccoes,

D'185 1859
foram submetti-
dos ad||pry os
uinlea pro-
cesaos :
US nrocesQB
Na'
1855-1856^-1857-1858-.189;
160 Tt 113
%
o-fcsswn-
Antonio,
mazo ra,
como nos
r escaa
parte nos-
Ja pelas pro-
ana audacia
liventes, ou
e que elle de-
disposicao para
fue eu para alli o-
verdaderamente
de quedispunha.-
na. Cachoeira
com que con
logravam tornar indi
aterradas as autoridades
legado, inspirado pela
cumprir as instruo
mandara, nada p
efficaz com os pon
Acrescenlava aque
do termo de Pia
de 80 criminosos,
tentativa, que fi:
Ws, e que elle o
prudencia pela diminuta
contar. _
mesmo po
nao po-
isa com indiffereea ; por
iffeito o termo de Pianc>
s elekrisava por aquello lado, e conseguinte-
,e tinha coo'iccao da imperiosa necessidado
har attoUi anta para aquella estada do
reuniao de cerca.
resistir a qualquer
oridade, para prendo
fazer sem grand im-
forca, com que devia
Semelhante participaaio, quando
desse set onsierada djpio exagerada.
tama

170 87 135- 157
rensei, pe as, na* recursos, deque cu pro-
prio, na quelidade de presidente da provincia,
podia dispar, para tomar desde lego aa serias e
peremptoriaa providencias, que exiga a necessi-
dade de manter en toda a sua iutegridae a fot*
w
ZYtvr" rr
j .i- i mt?'!! 111 v*


1
MtfttO DE PEBSATOCO.
ra moral da autondade, que nunca deixa de iff-
senlir-se das metas medidas, e tive por necesaa-
lio enlender-mo previamente foro o goterno im-
perial semelhanle respeilo. Fi-lo ; e tendu
sido armado pelo Eim. Sr. ministro da justica
com todos os recursos precisos, exped no mesmo
lia.vm que recebio aviso, qucconlinha as auto-
Tisegoee necessarias, todas as providencias, que
entend convenientes e decisivas sobre aquel le
ossumpto.
Com eTTeito lendo isso tido lugar no dia 31 de
marro ultimo, marchara no dia 4 do corrcnle
urna for<;a de 11 pravas do meio balalho de pri-
meira linha, sob u cominandode um capito com
tres subalternos e um medico, qual se devem
unir 19 pra-aaaaue eslo destacadas em rombal,
e dirigir-se aoamrmo de Pionc com instrueges
taca, que esto convencido, que depois do pas-
eio militar, que aquella torga devo dar pelos
termos de Patos, PorabaV.Souza e Piaoc com
osaecursos de que a armei, Oca rao aquelles ter-
mos no estado lisongeiro, em quo felizmente es-
lo os outrosda provincia.
Disse passeio militar porque estou convencido
que em presenca da torga de priraeira linha que
liz marchar, nao haver em nenhum daquelles
termos quem ouse offerecer a menor resistencia
torca publica, sendo antes para lemer-se, quo
pela tusa logrem os criminosos escapar a accao
da justiga.
Como V. Etc. comprehende, os effeitos dessa
providencia poderiam ser meramente transitorios
so eu nao a zesse acompanhar de oulras, que a
completaran!.
Assim delerminei, como me toi recommenda-
lo pelo governo imperial, que o cliefe do polica
da provincia se passasso quanlo antes ao lermo
importante, queojuiz de dreito, juiz munici-
pal c promotor, formado da comarca e termo res-
pectivo residissero no termo de l'ianc pelo lem-
po que julgesse necessario o chefe de polica,
<]uem recommendei tumbem que promovesse
processos de responsabilidade contra as autori-
dades que julgasse em culpa por sua connivencia
ou fronxido para coro os delinquentes.
Delerminei por Cm que, quando tivesse de re-
irar-se da deligencia a torca expedicionaria, dei-
sasse um destacamento volante de 30 proras em
Pianc s ordens do delegado respectivo.
A estas horas deve aquella forra ter entrado em
peraces ; e eslou convencido, de que se torern
secutados rigorosamente as instrueges que ex-
ced, e se moDiiveram as proviilenrias iniciadas,
tera V. Exc. o pratjpr de ver reslabclccido na-
quelles temos o imperio dalei, processados e
punidos os.delinquentes, que leem ousado zom-
bardella.
Escusado me parece enrarecer os effeitos mo-
raes, que prodjizira a ida daquclla torga nos ter-
mos referidos.
Ficaro pelo menos bem convencidos os disco-
Ios e mandes, que infestam aquelles serles, de
que a autoridade superior dispoe dos necessarios
recursos, e procede com a precisa coragem e
prnmptido para chama-Ios ao trilho 'legal, do
qual leem lido a infelicidade de desviar-Se. V.
Exc sabe que isso nao set pouco.
Nao julguei necessario nem mesmo convenien-
te fazer interessar naqucllos diligencias a guarda
nacional dos respeclivos termos.
Ouanto a torga do corpo policial esl ella Lio
reduzila, que nenhuma prnga disponivel lenho
tido tora dos pequeos destacamentos muilo ne-
cessarios, em que se acha.
Pelas instrueges, quesero apresenlados por
copia V. Exc Picara ao fado dos detalhes da
sobrcdila diligencia.
Concilio asegurando a V.Exc. que, em todas
as providencias que me fui possivei dar durante
a minho adminislrago em bem do ramo do ser-
vigo publico, de que acabo de oceupor-me, fui
fficazmento auxiliado pelo digno chefe do poli-
ca da provincia, Dr. Manoel Clementino Caroeiro
da Cunha, que poi sua inlelligencia, illuslrago,
probidade e sizudez se me fez sempre muito
reconimcndado.
iConinuar-se-ha.)
DIARIO OE PERNAMBUCO.
Ao meio dia do dia 7, reunidos 26 Srs. depu-
tados, nao havendo expediente, o Sr. Gaspar
Drummood, na assembla provincial, justifica e
manda a mesa o seguinle requerimento, que
approwd juntamente com a emenda additiva
do Se Asuza Reis :
equeiro que se pega 00 presidente da pro-
vincia :" 1. urna relago nominal de todos os
cscrivaes e labellies. ora existentes as comar-
cas da provincia ; 2." quaes os officcios por ellos
exercidos ; 3. se til e conforme a justiga e
aos interesses pblicos a diviso ora existente
dos mesmos ofTicios, e, no caso negativo, quaes
as alterages que devem ser feitas. S. U. Gos-
por Drummond. ____-------
o SuhaJi.1. s poiavras escrivoes e label-
lies pelos officios de justiga S. R. Sou-
za Reis.
O Sr. Fenelon aprsenla um parecer acerca
lo projeclo n. 34 deste auno, dando as razes
porque s elle o assignou, e dizendo que, caso
nao possa seracceilo como tal, o seja como pro-
jeclo.
Ainda tomam parte na discusso os Srs. Joa-
quim Francisco e N. Porlelto. que d as razes
porque se nao preslou assigmar o porecer feilo
pelo Sr. Fenelon.
Sao approvados, som debate, em 3. discos-
sao, os prcjeclos n. 14 e 48 deslo auno.
Passando-se discusso da emenda ofTerecida
ao projeclo do subsidio, o Sr. Epaminoudas de-
clara que vola contra ambos, por entender que
se devem poupar os cofres pblicos
O Sr. Reg Barros3 persiste em suas ideas do
da precedente, oppondo-se a emenda.
Posta a votos o-approvada ella, sendo-o egual-
mente o projeclo, assim emendado, cm 3.a dis-
cusso.
O Sr. Reg Barros, por occasio da 1.a discus-
-sao do projeclo n. 56 desle anno, pede explica-
res acerca das razoes que levaraui o seu autor
.a confecciona-lo, concluindo por mandar mesa
o seguinle requerimenlo:
Roqueiro que o projeclo seja remellido
couimisso de orde.nados para dar seu parecer
como entender r de justiga. S. R. Resto
Barros.
Verificando-se nao aver casa para volar-se
o Sr. presidente levfra a sesso, dando para
ordem do dia de hoje a continuado da antece-
dente.
Si." Se para a cubrauea u ujiajslo sobre co-
queiros do municipio de Olinda cajebroti-e con-
trato com Francisco Rufino do Araujo Cavalcauli,
bem como se a arrecadaco deste imposto toi posta
em hasta publica;
3. Que motivo leve a mencionada cmara
para receber a quanlia de 2:4009000 por adian-
tamenlo de foros do pantano de Olinda, antes de
calar o contrato de aforamenlo approvado pelo
governo ; qual a aulorisagao com que effectuou
esso adiamntenlo de rendas, e que applieagao
deu referida quanlia ;
4." Se o aforamento do mesmo pantano toi
effectuado ero hasta publica e franca licilacao,
para veriflcar-se o offerecimento das melhores
vautagens, conforme o disposto no a'rl. 29 da lci
n. 474;
5. Se toi pela cmara deliberado em ses-
so que o siiio da lha fosse incluido no dito afo-
ramento ;
6. Que destino se deu ao cont de lisque
por S. II. o Imperador toi dado no dia 3 de de-
zembro do anno prximo passado, para as obras
da bica do Rosario de Olinda ; se essa quanlia
toi recolhida ao cofre da ramata, % cm que dala
o toi, ou se est cm mo de algum vereador;
7." Qual o motivo porque al o presente
ainda nao tora ni liquidadas as cuntas do ex-pro-
curador da raesma cmara, Jos de Mello Cesar
de Andradc;
8. Que motivo leve o commandanle supe-
rior de Olinda e Iguarass para mandar prender
o capito do 9." balalho da guarda nacional,
Joo Goncalves Rodrigues Franca, estando elle
com parle de doenle '.
a 9." Qual a razo do rccrutamenlo do guarda
nacional Manoel de Souza do Rosario, pelo refe-
rido commandanle superior;
10 O que constar acerca da soltura do cor-
neta Joo Francisco do Sacramento, do referido
balalho, que toi preso para ser sujeito conse-
Iho de guerra ;
11. Se ja toi terminado o inventado do fina-
do padre Pedro, do engenho Genipapo, e a fazen-
da provincial embolsada do sello que Ihe devi-
do por essa valiosa heranga ;
i 12. Em que estado acha-so o processo de s-
cravidao intentado pelo commandanle superior
Joaquim Cavalcanti de Albuquerque, contra o i-
II10 da parda Luiza, que toi escrava de Manoel
Joaqutm de Vascoucellos.
13. Qual a quanlia porque toi justificado o
engenho Camargo de propridade do coronel Joa-
qmm Cavalcanti de Albuquerque, e recebido pela
fazenda provincial para garanti da fianca do im-
posto de 2^500 sobre cabera de gado Cosummi-
do no municipio do Recite, que toi arrematado
em 1857.
J. Mello llego.
O Sr. Joo Cavalcanti declara que vola favor
do requerimento, o que faz para molrar que
nao leme o resultado, qualquer que seja, com
a viuda das intormaces pedidas, e roga enca-
recidamente a seus coliegos volem por elle.
O Sr. Souza Reis oppoe-se ao requerimento,
quanlo cerlos pontos, poraue enlendo que esla
assembla nao pode deliberar sobre ellos, e ne-
nhuma vanlagem julga hover em pedir-sc in-
tormagoes respeilo ; e, porque urna tal exi-
gencia* deve apenas producir urna discus-
so individual e desagradavel, vola contra
elle.
O Sr. Raphael diz que, comquanto Ihe seja in-
difl'erente que o requerimento seja ou nao ap-
provado, julga dever protestar contra a propo-
sicao do precedente orador ; porque, pelo acto
addicional, s- assemblas provinciaes incumbe
velar na guarda daconslituico e dos leis ; e
desde queso d o fado de um commandanle su-
perior mandar soltar um corneta que achava-se
preso paro responder i. cooselho de guerra, ha
manifest violago da lei, e assembla cabe,
como guarda da execugo desto, nao moslror-se
indifferentc essa violago; mas que entretanto
que se o que se quer evitar occasies de discus-
ses desagradaveis.que elle, associando-sc seus
collegas,deve declarar, lodavia.que nao toi quem
creou o precedente desses requerimentos, simples
desabafos; e, que, portanlo, acompanhara a aquel-
les de seus collegosque se mostram dispostos a
volar conlro o requerimento.
Sendo posto votos, regeilado.
O Sr. presidente suspende a sesso, emquanto
a commisso respectiva vai levar os actos legis-
lativos.
A's 2 horas e 25 minutos da larde, volla ella, e
o seu relator d conlo do resultado.
O Sr. Raphael pede que seja'dado para a dis-
cusso o projeclo n 21 de 1857.
Oram respeilo os Srs. Marlins Pcrcira e
Nascimenlo Potlella, depois do que, o Sr. pre-
sidente decide que nao pode satisfazer ao pe-
dido do Sr. Raphael, por nao achar-se elle na
ordem do dia.
Lida a ocla da sesso, e opprovada, o Sr. pre-
sidente eucerra os Irabollios deste auno.
i
ARTA PEIRA 9 DE MATO DE 1860.
por e.sU assembla. Portanlo u sua rescisao po--
de sembla, ( noapoiados ) por accordo das duas
paites.
( Sr. N. Porlella: Acho esta Hieoria muMo
peiigosa, protesto contra ella.
O Sr. Mello Reg :Poia, senhores, duas patr-
ios csto autoriwdas a fazer um negocio quail-
qui r ; mlus conrordam ns condiges dell* ;
depois sobreveem ciicumstancias, e ambas con-
coidam taaibem cm desfazer esse negocio___
i) Sr. N. Forlella:Desmanchan] o negocio
as duas parles o nada mais?
O Sr. Mello Reg :Si ni.
() Sr. Laeerda:Mas supponho que' a resci
nii opprovada pela assembla, qual a consle-
quinciti?
O Sr. Mello Reg : Eu parto do principio pe
qu 3 o contrato administrativo.
O Sr. Laceada:Mas se toi approvado pela s-
scnbta ?
O Sr. Mello Reg : A assembla volou til 1-
plesmenle a quola, quando levo conherimenlo da
existencia do contrato, reconheceu a legilimida-
de delle, rccojiheceu o poder do presidente p ra
o fizer, o votou fundos: eis o quo bou ve.
Jm Sr. Depulado: A assembla fez niis,
disse que o presidente estar autorisado por il-
la, por conseguidle nao toi mero arbitrio do pre-
sidente.
O Sr. Mello Reg :O nobre depulado cstlde
aciordo comigo, o prcsiUenle eslava aulorisdo
pa 'a fazer o controto.
1) Sr. N. Porlella :Nao esta aulosisado pira
rescindir.
O Sr. Mello Reg : Desde que urna das [or-
les liriliam direito a fazer esse contrato, por ef-
fei.o de poderes ampios, lera tambera o dimito
do o rescindir. *
'Jm Sr. Depulado :O direito nao era pro| rio
da presidencia, era um direito emprestado.
i Sr. Mello Reg :Exislia o direito confoi ido
pe a assembla ao governo de fazer obras qur
por adminislrago, quer gorarromataco, ou >m-
pr>za. Assim o governo tera o poder pleno de
Addiiivu ao art. 13 uo orcamento provincial.
Com a factura de urna poatc que ligue as fre-
guezias do Agua Preta e Barreiros na altura da
villo de Agua Preta 3:0005-R. Almeida.G.
Drummond.
Depois da palavra Gymnasioaccrcscente-se
e urna ponto sobre o rio Ipojuca, no lugar em
que a estrada do sul atrravessando o mesmo rio
vem enconfrer as ras da villa ds Escada.
S. B.Dr. N. Porlella.
Ao 3. do art. 13accrescenie-seurna pon-
te sobre o riacho da Brgida, no lugar denomi-
nado Barra do Giqui, em Cabrobq, e oulra sobre
a passagem do Aracop no municipio da villa da
Boa-Vista.
S. R.F. C. Brando.L. L. de Barros e Sil-
va.Francisco Pedro da Silva.
Ao do arl. 13depois das palavrasc con-
servago das obras.diga-scsendo 2:000J para
conllnuagodos reparos do rccolhimemo doSan-
lissimo Corago de Jess de Iguarass.
S. R J. Cavalcanti d'Albuquerque.
Ao 5.0occrcscenle-8esendo l:0O0# pora a
matriz de Garanhuns.M. Silva.
Ao 5o accrescenle-sedevendo ser paga 00
vigario do Allinho a quaiitia de 800 que adia-
tou para as obras da respectiva matriz.
S. R.M. Silva.Braulio.
Ao 5o do ort. 13diga-sesendo 3:000-J pora
? nnnzdo C'l)0 2:000 Pra a de Serinhem,
l:OO0Jparaa de Salgueiro e 1:000 para a de
Ipojuca.
S. .Livino de Barros.Reg Barros.A.
Salgado Jnior.
Fica o governo autorisado a mandar fezeruma
ponte sobro o rio Una, entre as fregueziasdeUna
e barreiros, no logar que mais til r.
S. R.G. Drummond,A. Salgado Jnior..
Lourengode Bairos.Dourado.Reg Barros.
Padre Galindo.
O Sr. Theodoro da Silea.Sr. presidente, a
questo que se tcm suscitado a respeilo da res-
ciso do contrato Mamede, no raeu entender,
muilo importante ; o convra que a assembla
acerc d'ella fixe as suas vistas, para que depois
nao sobrevenham difliculdades, que nos dem
maiores trabalhos e conlrariem os n'ossas ideas.
Antes de ludo, eu declaro casa, Sr. presi-
dente, em resposta ao meu nobre collega e omi-
so o Sr. Mello llego, que discord da doulrina
por elle sustentada a respeilo do contrato Mamo-
de, quanto ao direito, que elle diz ter o presiden-
te da provincia de rescindir esse controlo, pelo
faci de o ter elfeclivamente celebrado.
Sr. presideole, desde que se prova quo, pelo
aclo addicional, s assemblas provinciaes com-
que se prova, que.
rago. as quaes se lelerem ambas vertama-
para efas** "a(' *ugfl,eDla, entrar em accordo cora a oulra parte e resciidir
o loulralo que liver fcito.
O Sr. Laeerda :Nao lem toi.
^OSr. Mello Reg: Se os uobres depul; dos
nao cOnheccm esse direito no governo, clao vo-
te 11 pela emenda.
O Sr. Laeerda :Eu nao reconheco o lode^ do
governo para isso, nem voto pela emenda d ufino.
O Sr. Mello Reg:Senhores, no estado! cm
qie se acho o cofre provincial, c continan 11 as
cousas como vo, a conlinuoco do contri lo 1 pele (ixar a despoza ; desde
in possivel; necessariamente ha de hater res- pelos ocio addicional. s ossemblas provinciaes
cUo. Eu quero que esla seja propostn e pe- j compete tambero o direito de legislnrsobre obras
dida pelo empreileiro; nao quero que a assein-j publicas ; e desde quo se prova, finalmente, que
bla com urna emenda muito inuocenle 46 pre-| nao ha lei que autorise o presideuto da proviu-
retacao aw annos anteriores. Nessa creMa, po-
rm, ha um engarro ; os espirUos ho siaarras-
trados pela impresso pfcysita prodaizida por essa
publicogao. r
Com effeite, esse incremento nao lem tido lu-
gar, o que.ainda prov-e com o seguinle mapp
dos assassinatos e tentativas dcsles nos annos de
1858 e 1859, assim cono a primeire Mtaeatre
do correnle asno com declarago do numero
dos autores desses crimes, que foram presos em
flagarnle, e nota total das prisoes resinadas em
rada urna dessas pocas, em consequencia dos di-
versos crimes commcllidos na provincia.
texto a elle vir padir indemuisago a prtvticia
Um Sr. Depulado :Quando elle pedirexirai-
innios o negocio, mas nao deixemos pissir o
theorio de que o governo lem direito de rescindir
o controlo.
ci a clTecluar contratos sobre obras publicas, a
deliberar sobre a decrel?go d'cllas sem a auto-
risoco do assembla ; claro que o presidente
da provincia, que celebrou o contrato em ques-
lo, fe-l, nu por um direito proprio que li-
0 Sr. Mello Reg: Os nobres deputaos me vesse, mas por delegago desla aeseibla, como
obrigaru a ir raois longo do que eu desejav|. Eu clTecliramei.te aconleceu.
lenho sempre receio das reclamagoes, doi pedi-
dos q-ue vcem o cslo coso, muilo moisdo oun dos
que vo ao governo; porque o que vernos 6 que
lodos as indemnisages que sao reclamadas pe- j
r; nte a assembla provincial, sao cuncedilas.
(Ha um aparte.)
O Sr. Mello Reqo:Porlanto, Sr. presidente,
n pito o que disse : o governo no meu entender,
pide com o empreileiro chegar a um accordo e
nabar com o contrato sem que posse essarjmen-
d.i do nobre depulado que s servir poro dar ar-
gumentos ao empreileiro, e pretextos pora que
elle venha reclamar indemuisagoes a esldcasa,
que o que eu mais receio. Agora o quej ver-
il.ido tambem. que o empreileiro esl cp seu
direilo pedindo a resciso do contrato.
Lih Sr. Depulado ;Pois que o pega.
0 Sr. Mello Reg :Isso que eu quero, que
elle pega e chegue a uro occordo com o governo,
a aliando-se o que est feilo.
Assevero'casaquoo'VigariodoAUlnho ven-
do eminonle a perda de su. m.iriz, por c. de
alguns estragos que o lempo Iho Ozera, procurou
logo rcpara-los ; e por isro .ajarlou de sua al-
gibe.ra, a quanlia de 800, quo^plicou a eses
reparos. Depois procurou o pagamento dessa
quanlia, que adianlara ; tero havido a respeilo
requerimcnlos seus presidencia, e informaces
da Ihesoursra, requerimentos e informaces
com que se comprova que efectivamente o viga-
rio despender a quaotia de que (rato ; mas en-
tretanto, pelo estada'de deficiencia dos cofres,
at hoje esl elle no desembolso dessa quanlia!
E' para evitar [a demora e iudemnisr o que
devido que eu pego na emenda o pagamento do
quanlia de 800$ ao vigario do Allinho ; e esporo
que ser adoptada, porque o fado real, tanto
que os nobres deputados, representantes do res-
pectivo circulo sabem d'elle.
Ainda ha oulra emenda, que cu offerego^ nao
obstante contar j com a apresenlago de oulras
idnticas.
E' a emenda que consigna se d matriz de
Garanhuns, cuja construego nao esl ainda con-
cluida, se bem que muito" adiantada, a quanlia
de um cont de ris
Devo declarar casa, para que avalie bem,
que essa matriz una das maiores do serlo,
de formas elegantes, raui bem construida ; e
que, tendo-se al agora despendido com a sua
conslrucgo mais de 70 contos de ris, apenas a
quanlia de 14 contos lem sido dada pelos cofres
provinciaes ; sendo conseguinlemcntc feila quasi
toda a obra pelo auxilio dos liis. Me parece,
pois, que mesmo de justiga que esta casa ani-
me a concluso de semelhanle templo, para o
qual lem a provincia to pouso concorrido.
Nao sei se na casa haver alguem que conhe-
ga a matriz a que me reiro ; mas assevero a
exactido do que disse
O Sr. Mello Reg [Raphael) diz, que era pri-
meiro lugar deseja, que a nobre commisso de
orramenlo Ihe d a razo porque incluio no 3."
do arl. 13 a obra do gymnasio, que devo ser feila
com o producto de loteras segundo toi determi-
nado pela assembla. O nobre orador, diz que
sabe que essa obra se acha era divida para coro
os cofres provinciaes da quanlia de 40.000*000,
porque se Ihe quiz dar andamento mais rpido e
nao se exlrahirara de preferencia as lotorias que
foram concedidas, como dispoe a lei; mas que
isso nao aulorisava a nobre commisso a consig-
nar essa obra no parographo em que a consigna,
creando para os cofres provinciaes a obrigaco de
concorrerem para essa obro e assim espera ou
que esse engao seja remediado, ou a nobre com-
misso que d as razes que aulorisaram esse seu
PrnC0e,dnrnrtn,; c tu Falleceu a professoro publica de inslrucgo
ltespondendo ao Sr. Theodoro da Silva, naques- elementar da villa de Iguarass D. Mara Cle-
lao que respeila ao contrato Mamede, o Ilustro I menlina do Figueitado, que ltimamente fura
memoro faz sentir, que elie se acha em parte de daqui removida para all, seu pedido
00 0 K r. < EZES. 5 a i 1 a S s 1 8 H 8-ss as i.. 3-2 3 8.
Fevereifo...... 7 1 2 4
Margo.......... Abril........... 4 3 4 7 1 5 5 7 2 5 8 59 7 5 .6 3 2 10 2 5 3 5 6 4 1 1 1 ~ii 4 3 1 1 2 1 3 3 3 1 2 2 3 3 4 1 2 2 1 1 3

00 Julho..........

Setembro...... Dala incerta....
u 371
Fevereiro...... Margo.......... 6 4 8 2 8 10 10 7 3 8 2 6 52 56 31 31 48 51 71 75 6 41 3 35


O '"3 ao Julho.......... Agosto......... Setembro...... Outubro........ Novcmbro...... Dezembro......
>w___^ Janeiro......... fevereiro...... Margo.......... 58 8 3 3 24 2 2 1 59 603
O JO 9 4 4 44 70 49
14 5 17 163.
A casa ha-de estar lenibrada que, quando se
discuti o contrato celebrado pelo Sr Toques, o
razo que se deu, poro justificar o procedimento
desse presidente, toi que elle lizera o contrato
poique era annos anteriores a assembla linha
autorisade o presidente do provincia a promover
a feilura de obras publicas.
UmSr. Depulado:Al se invocou o regula-
raento das obras pblicos.
OSr. Mello Reg :Eu o justifiquei com alei,
que regula as obras publicas.
O Sr. Theodoro da Silva :O nobre depula-
do diz que juslilicou o procedimento do Sr. la-
ques, com a lei que serve de rexulamenlo ro-
partiro das obras publicas ; mas essa lci, que
nasceu nesta casa, embora aulorise a presiden-
cia a emprehonder taes obras, a promover taes
contratos, o que deu toi uni delegago nosso,
restricta c inampliavel, delegago
accordojtom esse nobre depulado. que deseja de
lodo o corago, como j disse, que esse contrato
v avante, porque esl intimamente, convencido
de que elle conveniente para a provincia que
precisa de estradas, as quaes se nao torera exe- 1 cumentos importantes, qu
ruladas ogoro, cuslaro muilo mois dinheiro no olguns dos culpados no crime.
futuro, pela alca conhecida dos salarios e do
(Segundo as noticias de Ouricury, Rearara
p-esos o coronel Jos Severo Granja, Joo Brssi-
leiro Granja, Manoel Francisco de Souzi Peixe, o
Jos Velho, lendo 3ido aprehendaos alguns do-
lara a parte de-
salnos c
prego dos raaleriaes ; mas que tambera oo pode
deixar de recouhecer a rigorosa obrigaro em
que est a provincia, de satisfazer o que se deve
I ao empreileiro Mamede promplaroenle, e nem
mesmo comprehende como se queira exigir de
um individuo que contrata com a provincia o
cuinpriment'a de suas obrigages, sendo a pro-
vincia .1 primeira a fallar aos seus compromissos
e as condignas desse controlo. Assim verificada
a hypolhese de nao poder o governo fazer face s
despezos que exige a realisagao dessa empreza.
entende o Ilustre membro, que a rescisu era
urna necessdade e toi s leudo isso cm fisto,
que fallou era resciso, porque o piimeiro o
reconhecer o conveniencia e uliltdade do contra-
to, e ncsle sentido concorrer para qualquer me-
e inampliavel, delegago que se nao
1 sr n,u d,re po i. Pres, 1 ^usSSBASSU ssn
PERNAMBUCO.
ASSEMBLEft LEGISLATIVA PROVINCIAL.
SESSO ORDINARIA EM 20 DE ABRIL.
Presidencia do Sr. Visconde de Camaragibe
[Conclusau).
OSr. Rufino de Almeida pede a commisso,
que confeccionou o orgamento provincial que Ihe
d as razes de conveniencia, que leve para re-
duzir, como redimo, as verbas para as obras p-
blicos consignadas nti*arl. 13 e sils parographos.
Igualmente pede ao Sr. Raphael Mello Rogo, que
diga alguma cousa sdbrc o eslsdo das obras dos
eslradis do norte, de Pao d'Alho e de Tomando -
ro depois de ligeiras coitsidcragcs sobre es-
sos otros, em referencia ao que geralmenle se
diz em relaeo ellas; c ao grvame que trzaos
cofres pblicos a estrado arrematada pelo enge-
nhfiro Mamede, conclue mandando .'1 meso urna
emenda, autorisondo ao presidente do provincia
a rescindir o contracto feilo com o referido cuge-
nheiro se assim julgar conveniente aosinleresscs
da provincia.
\ai mesa e apoia-se a seguinle emenda:
Ao Io.Fica o presidente da provincia au-
torisado a convencioiiar com o empreileiro dos
obras dessos estradas o rescUo do controlo se
ossim julgai conveniente.S. R.Rufino de Al-
meida.
O Sr. Mello Reg [Raphael ) : Sr. presidon-
le, nao pretendo fazer urna increpago nobre
commisso do orgamento, por ter votado paro o
Honlem meio bjra depois do meio dia, pre-
sentes 26 Srs. datados, o Sr. presidente 110-
meia a commissJJaTOmposla do3 Srs. Joo Ca-
valcanti, padre Galindo e Pina, para apresentar
os actos legiajajivos a sonego, depois do quo
lido o s^uirrw^xpedienle :
Um offlcio do secretario da presidencia da
provincia, enviando um requerimento de Joo
Alfonso Rigueira, tabellio do publico, judicial e
notas de Serinhom, era que pede dispensa de
exercer os officios de escrivo do crime, ausen-
tes, capellas e residuos.
Um dito do mesmo, participando que S. Exc. o
Sr. presidento receber s 2 horas a commisso
ara apresentajao dos actos da assembla
provadas. sem dbalo, asredaeces dos
icios ns. 14, 20, 4a e 43 doste anno' e 56 de

a em discusso a redaego da lei do
orgamento iirovincial, o Sr. Souza Reis faz con-
smtragoea 1 ica do art. 6, offerecendo urna
menda : p m lugar dedespender al a
quanlia do \ feom o pcofessor quo for no-
do margo, creio que o cofre devia apenas a o en-
pieilciro 15:810$. Ha quatro das, porm, tora 11
re cbidos qualro longos na importancia de sessm-
ta c dous contos e tantos mil ris, pelo que a l-
vida hoje chega a setenta e oilo contos di ris.
O Sr. Rufino de Almeida :Elle rae d sse qie
a o primeiro de jqlho opresenlava Iraialhoio
valor de duzeutos e tantos contos.
0 Sr. Mello Reg:Isso sao bons desejosdo
eiopreitciro, porque tambem quando ello contra-
to u a obra, nunca se persuadi que ai_ esio u>-
c tivesse execulodo e cnlicgado cinco ou sds
longos somente.
Um .*' Depulado :Mas se os cofres pov
eioes nao podem pagar o que dejLem, cmt p
a resciso prevenid este ncunvoaJpiti-.'
O Sr. Mello Reg: Pode o flaapreilciro 011-
Curdar receber em prestaces. ?
Um, Sr. Depulado :Mas esso accordo se far
a uda niesmo no fim da obra ou quando ella es-
liver mais adiantada.
O Sr. Mello Reg :Nao assim, porque co-
t o o questo ser muilo moior, e na raesma ra-
zo cresccro os sacrificios do empreileiro.
Acha o nobre depulado justo que o empreileiro
socsteja sacrificando, concluindo longos eeatre-
Sindo-ossera recebar o dinheiro que ihe t de-
vdoj
O Sr. Laeerda :Que demande a fazendo.
O Sr. Fenelon :E' cousa que cu nao espera-
vi ouyir nesla casa, porque a fazenda deve ser a
primeira a cumprir seus contratos para podei
etigir cumprimculu dos contratos que os luiros
fnzera com ella.
O Sr. Mello Reg : Sr. prosidcnle, ni meu
rilalofio desle auno eu dizia o seguinle ,dau_to
cjita desses tmbalhos dessa empresa :
0>a>preileiro por diversas vezes leinrse-me
queixdo de falta de ponluolidode nos pajarnen-
t is da ihesuuroria, disido que, importando esso
filia urna mauifesla vngao das obrigagis con-
l ahidas pela provincia, elle esl rcsolvi'do a sus-
pender os trobalhos e niesmo a abandnalo con-
trato. Em verdade, apenas recebidos 01 langos
i do mesmo contrato o prompto c intojral pa-
gamento dos seus valores.
Mas seja qual for o motivo ou dtdfeo que
rssistaao empreileiro para abandonar aWobras,
1 u rescindir o contrato, compre ter emjBla que
is pontes que elle tem de fazer ainda 11K eslo
xecutadas, e que pelo cusi de cada laa
(isicriminado o valor deltas.
Dentro do contrato tem o governo os
Portanlo, j v o nobre depulado, que o fado
de ter a lei, a que se refere, autorisado a presi-
dencia a contratar emprezas de obras publicas,
nao prova seno que a assembla quem tem o
direito proprio do effectuar taes coutralos ; que
se o cedeu toi por delegago, e por couseguinto
que o presidente nao tem" tal direilo.
O Sr. Mello Reg : Foi-lhe conferido [pela
lei.
O Sr. Theodoro da Silva :E, pois, so pelo
aclo addicional, pela proprio lei citada pelo no-
bre depulado, so moslra que o presidente cm
casos, nao procede por direilo proprio, mas
delegago desla casa : e visto que, sendo
avels, como sao as delegages, nao de-
ltas esleuder-sc alin do ponto sobre que
versam, nao pode o presidente, pelo facto de ter
celebrado o contrato, rescindi-lo em consequen-
cia do um direito administrativo, porque para a
rescisd'seria lambem preciso que houvesse au-
torisago*nossa.
Contesto oprincipioestabelecido pelo nobre de-
pulado, poro/ie d'elle pdera. provir alguns ma-
les oos inlercsses pblicos...
UmSr. Depulado : Pelos abusos, nao? 0 abu-
so nao autonsa nada.
O Sr. Theodoro da Silva -.Contesto a sua au-
toridade, nao s pelo abuso, mas tambem o so-
bretodo pelos proprios principios do direito, que
exigem a delegago expressa para a resciso de
contratos, que por delegago foram oslabeleci-
dos.
Sr. presidento, feitas estos consideraces, con-
vra lambem apreciar e os inleresses pblicos
aconselliam quo se d autonsaco para a resci-
so do contrato Mamede.
Enlendo que nao, Sr. presidente, porque me
parece acertado, me parece conveniente, que a
casa nao d pretexto ao conlralador da empreza
pora vir depois dizer, quo toi constrangido a res-
cindir o controlo, quando ollas elle o deseja;
pois com esse pretexto, com essa supposla coac-
co, elle julgor-se-ha com direito de dizer-nos -
emoreguei quanlias avultadas em Irabalhos pre-
liminares para execugo do contrato ; pela res-
ciso essas despezas toruoram-se em pura per-
da ; c por conseguintc quero e dai-me indem-
nisago, pelo damno que soffri, o pela resciso
que impuzestes I
E' para evitar isso que me parece, repito, que
gir do empreileiro a execugo do contrato.
Presisle ainda na idea que emittio quando fal-
lou pela primeira vez, do que sendo o contrato de
que se trata, um contrato administrativo, reali-
sado pelo governo em virlude de urna le que
para tal o aulorisava, a resciso. fosse ter lugar
tambem administrativamente e sera a interven-
ga o da assembla, sera nova aulorisagao, no que
alias veo grande inconveniente de irdar-se mo-
tivo a que o empreileiro possa do futuro vir pe-
dir indemuisagoes.
Concluindo, diz o illoslr; membro, quo reco-
nhecendo a ulilidade do contrato', deseja antes do
ludo que a assembla habilito o governo com
meios de fazc-lo ex
das que torern ap
prestar-lhes o seu
O Sr. Fenelon :
curso). -
O Sr. N. Porlella
lar, e espora pelaa medi-
das nesse sentido, para
restiluio o seu dis-
servigo determinado rio artigo Irezc a quanlia do sos mcios poro que nao fique a provincia
(icoda nesse ponto
101:8793566 ris; sei que a commisso era tor-
Sida a procurar um equilibrio da receila cuu o
espeza; ella nao achou na receilo seno'mil
ccnlo c trinta o seis conlospara distribuir cora o ontinuoco do contrato
despez, c nesta as verbas quo' podem soffrer res-
0 est a iniciativa ou resciso do contrato Mamede, ja-
mis deve partir desla casa,
preci-
nreju-
AssUi, Sr. presidente, minha opinio que no
slado cmque se achom as cousas nao fcil a
meadodi_
-a o professo
N5o aece
jegimenlb.
O Sr. Ra
al. visto
o, a qual ap
to provincial. ,
K' lida e e-nvl
guinte indacaciB
ndico, ape
obre augmanto
rainuigao desU,
rio, s possam sen
arcar o ordenado del:500jj
nomeado Souza Reis.
por ir de encontr ao
a elirainago da palabra
um engao dacommis-
1 assim como o orramen-
sso de polica a se-
s, o/ie versarem
de receila ou di-
aces a o go ver-
ultima discusso
la
ero
das pelas respedlvfK|ataatosoe ; au*
^es casos, serio voladW^eia maioria ord;
oainetade e mais um. Sala das sessdes,
iDaiodeieee.ignsdde Basto Brrelo!
Procede-api frfoittrra, e posto em d
"8mto 'Jfcrrimento: *
* Requar? que, pelos canaes compelen
Xiecsm asaeguintes infomaces:
JtJ*9u**'*'****** 1 dnnantis de
mtm, fm *iiuo>4a.art 4Mlei n. 800,
e nesta as rerlias quo
Iricgo, sao realmcnto as relativas a Irabalhos
pblicos.
Mas, Sr. presidente, eu desejava quo a nobre
commisso tivesse em vista, que'nos irabalhos
pblicos ha contratos, que esses controles sao
obrigalorios, e que porlanto o governo deve ser
habilitado com us mcios precisos para salisfozcr
a csses con I rotos.
Assim, pois, e ainda mois por que cu eslou
convencido, e a nobre commisso o ha de con-
cordar comigo, que nem todas as despezas vota-
das no orgamonto se realisam, me parece que so-
na conveniente augmentar a verba que os nobres
depuUdosdesIgnam para obras publicas, nao pa-
ro que se fogom novas obras, nern para que se
oppliqucm aquellas quo eslSo sendo feitas por
administragao; mas s simplcsmenle pora satis-
fazer aos deverc's resultantes dos contralos como
os das estradas do norte, Po-n'Alho e Nazarelh,
de Tarnahdar e diversos langos de estradas que
so acharo arrematadas.
Ku, portante, pedirei licenga nobre commis-
so para mandar uma emenda mesa ncsle sen-
tido. Se o governo nao ochar dinheiro, por nao
darem-se sobras em oulras verbas, nadas far ;
no coso, porm, de hover dinheiro no^ca eli
preso, sem poder solver os embaragos cm que
tem naturalmente de achar-se.
O Sr. Cintra:Poco o que tem feilo al ago-
ra, tire de urnas verbas para applicar a ou-
lras.
. O Sr. JlelCo /ijaafc-E' quando menos um cr-
dito, dentro do qua^"b governo
para com as sobr:
essas despezas ne
Dito isto, occun
'"JEN
eces 1
par-111
achara recursos
nutras verbas ir pagando
rios.
e-hei ligeiramcnte com a
mas o governo deve es-
perar que o empreileiro pcoponha a rfsciso.
lleve entrar com elle em ajuste; porque uso
lasuavel que elle exija do empreiterp oeumpri-
inenlodu contrato, sendo o primeiro ainfringi-
!o, deixand') de pagar as quanlias vencitas.
Um Sr. Depulado : Asstm como ojiwverno
omou cemeoruos ao banco, que tome azcnlos.
O Sr. MelltTRego :-o nobre dcpuiadPho me
:omprohendeu bem, eu eslou combtendo a
meinla ; nao quero que a resciso seja olTereci-
rno para pagar aquillo a que obrigado, ha-
iteroos-lo, por que o contrato pra mirar
lora, e eu desojo que elle chegue ao seu termo:
1 que nao quero votar pela emenda quo vai dar
argumento para se pedirem indemniscaoes
UmSr. Depulado :E inuito des'acreditado-
a do nosso crdito.
O Sr. Mello Reg :Digo^lfcis, que se go-
erno se vir em apuros e rm poder satisfazer
is obngages que lem conlrahido, elle est habi-
3, para manifestar lodo o meu pensamenlo, Sr.
pWsidente, direi que,uma,vezque toi eflecluoilo o
conlroto, nao convm, ainda por outros molivas,
a resciso d'elle.
O que lem feilo o empreileiro ? Tera feito os
servigos menos cuslosos, menos dispendiosos ;
ainda nao encelou os inais difficeis (apoiados)
pontos, por cxemplo, que demindera maiores
irabalhos, esses nem se querfraoicomegados. O
nobre depulado muito acertadamente declarou
slo mesmo emsea relolorio ; confessa que do
empreza Mainedu, o que est fcito a parle me-
nos importante. E uestas circumstancios, por-
gunlo eu, convir aulorisar a resciso do contra-
ta ? Convir, pelo contrario, forneecr mcios
presidencia paro que satisfar compromissos da
provincia, pora que possa exigir o cumpritnenlo
das eslipulaces do contrato, ou convir de pre-
ferencia rescindi-lo ? Eu me decido pelo primei-
ro alviire, porque creio que com elle a provincia
lucrar mais do que com a adopgo do segundo,
embora para isso seja necessario fazer um sa-
crificio, embora seja necessario, por exemplo,
conlrahir um emprestimo.
O Sr. N. Porlella :Esse contrato fundou-se
em uma lei que diziam existir, e que aulorisara
Vum emprestimo.
liado para%nlrar era ajuste e fazersossar o con- Um Sr. Depulado :E seijssira nao fosse, cs-
ralo; mas de modo qo> nao sejo gravoso paral lava claro, que os cofres provinciaes nao pode-
1 provincia ora paro os empreiteiros ; porque Hara supportoressa despez
issim como nao desojo o prejuizo da provincia, '
ambera nao devo desejar o do empreileiro.
niT?^ 1 acaos SK0 dos deputodos pk^, emenda mandada pelo nobre depulado autorisan-
8/" ,;. "V* po">."H projedos de flxagd do a reciso do contrato das estradas du nurle e
de torca policial,* dos prgamentos .provincial a "
nunicipal, e suas eMtodu, qyaodo apresenta-i
Nazaielh.
' 8r. presidente, nesta emenda eujio vejo se-
no uma vanlagem para o empreileiro, quo
dar-lhe argumentos para ello vir ptra^ anno
cditvjBemnisaees. (ApoiaR.)
que. .se traa, Sr. presidento,
feccionado pela
i, sem inloi vengo desl
opprovogo, como alguem disse ;
qual lia volou fundos, adherind,:
le, a inlcrpjelagao dada .pelo |
que o auloriaiKo a fazer contrato
O contrato perianto administrativa,_________
nado apgundo o pensamenlo de una ei, rotada
Sr. presidente, eu nao receio do ajuste quo o
joverno lenho do fazer na resciso desse con-
roto julgo que elle tem os meios necessarios
jara faze-la sem que precise de nova autorisago
lesta casa e isso ser muito mois conveniente do
le irmos dar pretexto a fazerem reclamagoes
undadesem deliberago desta assembla
OSr. Rufino d'Almeida sustenta a emenda que
iprasenlou. declarando i casa, qne nao leve em
vista favorecer o empreileiro Mamede, facili-
tando a resciso do seu contracto : e que s-
menle ofTereceu a emenda, porque esl conven-
cido da necessidade que ha, de rmar-se, o pr-
ndenle da provincia da aulorisagao proposta,
jara rescindir o contrato daquclla empreza, se
assim tor conveniente.
Combate a opkiio dos que julgam nao ser
preciso a aulorisagao da assembla para o presi-
P&1 resajHWn-o contrato feito paras reali;
la estrada (nortOg
tomo
Uwa da rflla dol.
i mesa uma emenda nesi
Vio flsa e sao apoisOas
Jas :
e,
de
desta casa,
OTSr. Theodoro da Silva :Sr. presidente, a
idea do emprestimo, de que agora irato. nao
nova, como pensam os nobres^deputados
pelo conirariaw entreva as combinages
quem realisou" cuntrato; e mesmo
quando o approvou
Disse-se cnlo, por' occasio de impugnar-se
a validado e legilimidade du contrato, que elle,
importando em grandes sommas, vinha produzir
desliarmonia nos recursos financeiros da proiAn-
cis ; que necesaria e fnfallivelmento apparece-
ria uradesiquilibrio entre a sua reccita e a des-
peza : mas a islo respondiam que semelhanle
desiquilibrio desappareccria coro o emprestimo,
que o presidente eslava autorisado a conlrahir.
Pois bem ; nos aceitamos agora aquillo que
ento se allegava pora justificar a exlemporanei-
dade do contrato ; queremos o emprestimo ; e
se porvenlura nao ha mais aulorisagao para ser
conlrahido, .damo-la de novo ; porque, o qne so-
bretodo queremos, que a provincia pague o que i
o couiralador, e tenha meios de levar ao
execuggo docontrato,
a um aparte.)
-, Theodoro da Silva: r3l>. Sr. presiden-
que pens a respeilo da empreza Mamede.
^uo estou coas a palavra, permiltir-me-ha
a que diga alguma
diz. que havendo dado
alguns apartes julga necessario dizer alguma
cousa mais para poder ser bem comprehendido :
que requerendo a poucos das o adiamento da
discusso do orgamento al que apparecessem os
relatnos do Sr. Director dis obras publicas o
do Sr. inspector da-lhesourorio, opresentou como
razo justificativa de seu requerimento o fado
de constar-lhe estar* a provincia a dever ao Sr.
Mamede quanlia nao pequea o a uecessidade
de por aquelles documentos examinarse a exa-
ctido do taes informaces para habilitar-se o
governo da provincia com 03 meios necossario a
salisfazer os compromissos conlrahido : que hoje
sorprehendeu-lhe a leilura da emenda que au-
tor! o resciso do contrato Mamede. Entende
que, havendo a assembla no auno de 1858 ap-
provado lacitamenle esse contrato, julgando-o
fundado na lei n. 296 que aulorisava um em-
prestimo de 600 contos, oque hoje cabe exami-
nar se o governo da provincia empregou esse
meio para rcalisar o pagamento : que em 58
quando elle e oulros depulodus disiom quo o con-
trato era oneroso para a provincia, o que osla
nao linha dinheiro para loalta empresa,responda-
se-! lie que ahi eslava o emprestimo autorisado
pela lei cilada, e reconhecendo. os que assim
d.siam que o juizo por ella consignado era lal
que nao daria lugar a realisagao do emprestimo
procuraram evitar esso inconveniente elevando-o
de 6 a 9 par 0|0, como foi expressamente con-
signado no art. 38 da lei do orgamento d'aquelle
onno. A vista disto entende que nao havendo
at hojo o presidente da provincia empregado o
emprestimo como meio de pagar ao contratador,
o nico meio adoptavel as circunstancias ac-
tuaes aulorisar o augmento do juro do ait. 38
do orgamento de 58 Entende porm dever
protestar contra a theoria apresenlaa do ter o
presidente do provincia o direilo de rescindir
contrato Mamede; e nesle sentido faz diversas
considerages.
O Sr. Marlins Pereira : Sr. presidente, 1ra-
tando-se da discusso do art. 13 do projeclo
do orgamento provincial, onde se marca quola
para estrada de Taraandar,cumpre-mo fazer al-
guraas observages, no sen tido do verificar o mo-
tivo que levo a directora das obras publicas,
para dar atiestado ao emprcleiro de semelhe es-
trada o habilita-lo assim n poder receber da es-
tago fiscal respediva a quanlia correspondente
aprestago a pagar pela factura do quinto lanco
dessa estrada, quando pelas informaces que
vieram da presidencia, e param em meu poder
vejo quo as obras do quinto lanco nao esla vara
acabadas, eram incompletas.
Porece-me que a directora dos obras publicas
procedeu irregularmente, visto como nao pedia
o emprcleiro qbler o altestado e hobililor-se o
receber a prestogo quando nao linha cumprido
as condiges do contrato, quando nao linha com-
pletado a factura da obra.
O director das obras publicas tera assenlo nes-
la casa e est ouvindo as observages, quo vc-
nho de fazer, e eu espero que so dignar dar as
razes quo leve para passar o altestado com
que se habilitou o emprcleiro da estrada de Ta-
mandar receber da Ihesouraria provincial o
prestacao correspondente ao valor do quinto
tonco.
Segundo inforraages qu* rae foram minis-
tradas, por pessoa que me merece muilo con-
ceito nao s por que sei do inlercsse que lem
constantemente mostrado pelos negocias pbli-
cos, como ainda por ser meu amigo do muitos
anuos, digo, pois, que as informaces que lenho
me levam a acreditar que essa estrada nao
prestar ao publico as "antagens, que eram de
esperar, que aulorisaram a factura de dita
obra.
Espero que estas observages scro tomadas
om considerago para o fim de evitar-sejiue se
paguem obras que nao estrverem terminadas.
Perde o professoralo com a morte desla senbo-
ra un dos seus dislinclos mombros, quo no exer-
cicio da cadeira do sexo feminino da freguezia do
S. Jos desla cidade sempre deu provas de zelo
C habilitarn sufllciento para 0 magisterio.
Na qnodra calamitosa sob que estamos,
quando a angina faz grande numero do victimo
nesli cidade, nao ser foro do proposito darmo
ao conliocimento do publico una receila, cuja
efUcacia garantidla por uma pessoa d6 criterio,
como o Sr. Dr. Menezes de Drummond, quo levo
a bondade de enviar-nos para lal fim.
Curnprindo-nos dizer alguma cousa sobro a
procedencia dessa receila, pedimos licenga ao re-
ferido Sr. Dr Menezes do Drummond para pu-
blicarmos a cario cora quo ocompanhou aquclU
remes, na qual salisfeita completamente essa
necessidade de nosso parte para com o publico.
Si: redactor da Revista. Quando estivo em
Serinhem cm 1855, soubo qne um hornera do
nomo Francisco Jos, velho lavrodor do engenho-
Goicana, sito naqucllc tormo, havia declarado,
depois de muitas instancias de a muzos seus, du-
rante umi gravissima enfermidadeT quo cnlo-
solTrra, a recolta do um especifico, quo elle pos-
s ii i a debaixo de grande myslerij. o cora o qual
linha podido salvar a vida do umitas pessoos, quo
em diversas pocas por olli foram atacadas do
molestia do garganta.
A curiosidade levou-nie infocmar-me me-
Ihor desse fado, e ento por intermedio de meu
primo o Sr. touente-coronol Jos Venceslao Al-
fonso Regueiro Pereiro de Rastos oblirca dita re-
rciliv que Ihe tora dictada polo dilo velho, i
quem para isso recorreu.
Como porm agora reina nesta cidade 11 m mal
de garganta, parece-me nao ser muito improflcuo-
dar conhecinienlo desse remedio, que lalvezpos-
sa ser aproveilado, so por ventura os senhores
facultativos o julgarcm digno dessa honra ; sen-
do quo ueste caso nao deixarci de regosijar-mo
muilo so assim succeder, em prol daquellesquo
sofTrercm to terrivel mal.
Com_ isso nicamente contentar-me-hei, por
que nao me cabo a gloria da invenro, e por is-
so mesmo nao poderei acccilar a do respectivo
triumpho.
Assim poiovincluso achara Vmc. acopia dessa
receila, a qual dir o uso que lhc aprouver, se
por venlura considerar quo sendo s fllha da ex-
periencia daquelle velho, deve ser lida por obra
do charlatanismo, que em nada pode aproveitar"
humanidade.
ana 4 ou 5 graos*
REVUTIt'DUBIa-
A pnblicaglo qu* nesles ltimos lempos se ha
feito dos fados criminosas occerridos em todos
a os ngulos da provincia, tem despertado appre-
- henses no espirito publico, e feilo acreditar -
cousa a roanc
te vtuaa emendas, quo oflereco i sua constoe- 'inuitos pessoas, que augseotoraai oicrimneai

KECEITA.
Vidro de anlimmonio era lorro),
Anlininronio diaphoretico.....)
Mel de abelhos................ quanlo baste.
Paca-se urna pilulo, o como esta as que forcm
necessarias.
No estado agudo da molestia ou de ataque vio-
lento, dar-sc-ha uma sangra no brago.
Devcr-sc-ha tomar metodc daquellas doses, o
ainda menos para confeccionar as pilulas, quan-
do o doenle for menino.
Honlem cncerrou a nossn assembla pro-
vincial a sua primeira sesso da actual legislatu-
ra, depois de duas prorogages do oilo das no
todo.
Esla sesso foi presidida pelo vice-presidcnle,
o Exm.Sr. baro da Vera Cruz.
Honlem a populago do bairro do Sanio
Antonio ocordou sobresaltada uma hora o um
quarto depois de rucia noile, com o loque dos si-
nos, e muito gen le slito para a ra pensando ser
togo ; mas verificou-so sej- o loque da missa do
mez Marianno, que por engao se tocou antes da
hora do cosime.
Pelo delegado do.RiaFormoso torara presos
Antonio de Siqueira, pronunciado en crime de
tentativa do morte, e os pretos Vcenlo e Jos,
escravos do lenle-coronel Jos Antonio Lopes,
como autores da morto da preta Marianna, escra-
va do mesmo lente coronel, quetoi adiada
morta cm das do mez prximo passado.
O delogadn supplente de Sanio Aolao acaba
de fazer uma diligencia nos limites do seu ter-
mo com os dos termos da Escada e Bonito, anu-
do se acoulavam varios criminosos, o conseguid'
pronder os reos de crime do morte Jos Caslcl-
liano de Sena o Thoraaz d'Aquino da Luz, c o
reo deferimentos graves, Manool Dias da Silva.
No termo de Cimbres acabam do ser reco-
ihidos cada Joo de Siqueira, conhecido por
Joo Velho, autor da morte de iros pessoas a
ronbo perpetrado no lugar do Soco, assim como
foram tambera recolhides priso Izidoro Jos
Baplista, Ignacio Francisco de Oliveira o Estcvo
Jos de Mello.
No lermo do Poique foi pelo respectivo do-
legado preso o criminoso do morte no termo do
Caruar, Manoel Antonio Espindola, quo alli ha
lempos se havia refugiado.
Foi tambero preso no termo do Brejo o cri-
minoso do morte na provincia da Parahiba Cle-
mentino l.ins, irmodo dous reos j sentenciodos
pela tentativo do assassinato em varios indivi-
duos dentro da vida do Pilar.
Foram recolhidos & cosa de delengo no
da 5 do corrcnlo 1 hornera livre e 2 escravos,
sendo : 1 crdem do subdelegado do Recito, 1
orpem do da Boa-Vista ola ordem do do 5.
Jos.
No dia>6 do mesmo 6 homens livres o 1 cscra-
vo, sendo : 4 ordem do subdelegado da Boa-
Vista e 3 ordem do de S.Jos.
No dia 7 do mesmo 6 homens e uma miulicr
sendo : lM||5, escravos 2; 4 ordem do Dr. che-
fo do polfflH; do delegado do primeiro districlo
1, do subdlfcgado do Recito 1, do da Bea-Vsla
3, do do S Jos 1.
Possageira quo voto na barca americana
Union, entrada do Philadelphia: Carilo Marta
de Oliveira.
Passageiro qne velo na barra portugueza
Progressisla, entrada de Lisboa:Manoel Anto-
nio Machado Mondes.
Passageiros que ssgnem par os portas do
norte no vapor, nacional Jfra*ti: Aalonio-
Marlins Seabra temos, duas ataas e umaescro-
va, Jas Joaqnim de Olirtini e sua lb, Jos
u.
f UTLaPO i


m .....i

diabio m mmm**.
qoaraa

Ribeiro de Gouvea, Joo Jos de Albuquerquo,
elemento de Oliveira Gomes, Joo Jos Romos de
Carvalho, Anlonio Francisco Randcia do Mello,
Oelaviono C. de Araujo Juca, Dernardino Maia
da Silva, Manoel Xavier do Siqueica, redro Or-
tiz do Caraargo, Antonio Francia)' de Oliveira,
Anlioco Aprigio Acarrachal de Almcida, Joaquim
GoncMves Chavo* FiHio, Francisco de Aguiar J-
nior, Jos Alvos Fernandes, Antonio Jacintho de
Medeiros, Manocl Pedro rio Rogo, Manoel da Paz,
Silvestre Ferreira da Cruz o dous criados, Jos
Concnlves dos Rcis e Cypriano Dias Moalciro.
MOHTALIDADE DO DU 8 DO CORRENTE !
Leonor, parda, escravo, 18 uiezcs; sarampo.
Adolpho Eustaquio dos Sontos, bronco, 7 annos ;
nazarea.
Francolina, parda, 11 mezes; angina.
Mara, branca, C dias ; espasmo
Possidonio Maximiano de Lomos, branco, sollei-
ro, 19 annos, febre amarella.
Florentina Lessa, preta, 12 annos; typho.
Flix Jos Coimbra, branco. cssado, 58 annos;
hydropisia.
Joo, branco, 13 annos ; angina.
Diontzio Tlieotonio de Vasconcellos, pardo, casa-
do, 19 annos ; angina.
Hospital dr caridade. Existem 64 ho-
mens e 60 rnulheres. nacionacs; 5 homens cs-
trongeiros ; total 129.
Na totalidade dos doenles existem 42 alienados,
sendo 32 rnulheres e 10 homens.
Foram visitadas as enfermaras pelo cirurgiao
Pinto s 7 horas da manhaa, pelo Dr. Dor-
ncllas, s 9 horas e 20 minutos da manhaa,c pelo
Dr. Firmo as 3 horas da tarde de houtem.
CHRONICA JUDICIARIA.
TRIBUNAL DARELAQlO.
SESSAO EM 8 DE MAIO DE 1860.
PRESIDENCIA DO EXM. SR. CONSELHEIRO ERHELINO
DE LEO.
As 10 horas da manhaa, achando-se presen-
tes os Srs. desernbargadores Villares, Figueira
de Mello, Silveira, Gitirana, Bastos de Oliveira,
Guerra, o Caelano Santiago, procurador da co-
rda, (all'indo rom causa os Srs. desernbargadores
Lourenco Santiago, e Silva Gomes, foi aberta a
sessao.
Passidos os feitos e entregues os distribui-
do?, procedeu-se aos seguintes
JULG AMENTOS.
No recurso crime, adiado cm sessao de 5 do
corrente em que :
Recrreme, o juizo : recorrido, Joaquim Fcr- Francisco de Miranda Leal Sove.
reir Guimaraes. | io^ Flix Pereira de Burgos.
Nogarar provimento. Manoel Teixeira Bacellar Jnior.
agcravo de pf.tic.Xo. Guilhermioo Rodrigue Mont" Lima.
Aggravantc, Manoel Dionizio" Gomes do Reg ; i Dr. Joaquim Theolonio Soares de Avellar.
O Sr. advogado Ueouzuulo a Oefeza du to e
concluio pedindo ua absolvicao.
Findos os debatea o Sr. Dr iuiz de direilo per-
gunteu ao jury ae eslava sollsfeilo para julgar a
causa c tendo resposlo effirmova resumi a ma-
teria da aeausacko o da defeza, propondo ao jury
os quesito seguintes :
1 O rorManoel Rufino Anlonio Prxedes no
dia 9 de julbo do anno de 1859, no lugar Caes
do Ramos, (erira ao subdito inglez Richard Bon-
uhalder com um instrumento corlante na parle
interna e medio do dedo pollex esquerdo ?
2. 0 reo commelteu o facto criminoso de
noite ?
3o Eiislem.circusmtancios altenuantes.a favor
do reo?
Lido os quesilos pelo Sr. Dr. juiz de direilo,
foram entregues com o processo ao conselho, sen-
do este conduzido sala "bernia das conferencias
sl hora da tarde, d'ondo vollou a 1 1/2 hora
respoodendo ao primeiro quesito nao, dot 9 vo-
tos, e deixou de responder aos oulros por esla-
rem prejudicados com a resposla dada ao pri-
meiro.
O Sr. juiz do direito em vtslada deciso do ju-
ry pro ferio sna sentenca absolvendo do reo e con-
densando a municipalidade as cusas.
O mesmo Sr. juiz Dr. juiz de direitu declara
quellnha do serjulgadoo reo preso Eslevo Jos
Pereira.
Feila nova chamada acharam-se presentes 40
senhores jurados.
Tomando assenlo o reo Eslevo Jos Pereira,
tendo por seu advogado o Sr. Joo Mara de Mo-
raes Navarro, esludanle do 4o anno da faculdade
de direito, procedeu-se ao sorteio do jury de seo-
lenca, que foi coroposto dos seguintes senhores :
Anlonio Augusto da Cmara Rodrigues Selle.
Jos da Cunha Jnior.
Jos Ribeiro Simos.
Jos Simplicio de S Esleves.
Joo da Cruz Mendonca.
Anlonio Jos Leopoldino Arantes.
.Anlonio Tlieodoro dos Sanios Lima.
Tiburcio Valeriana dos Santos.
Jos Vctor da Silva Pmenlel.
Claudino Reg Lima,
Jos da Costa Urandao Cordeiro.
Firmiano Jos Rodrigues Ferreira.
E preslarom todos o juramento sobre o liyro
dos Sanios Evangclhos.
Foram recusados por parle do reo os senho-
res :
Caelano Lenidas da Gama Duarle.
Antonio Joaquim de Foria Jnior.
Francelino Augusto de Hollando Chacn.
iuci'mmodos pniatcoa. au hhi pvwei descrevar,
apenas a cuslajmaginam-tc! Ouvindo. porem, a
voz da minha onscencia, accedendo ao chama-
do le alguna amigos vim a esta praca recorrer de
to desusada pronuncia; e pela primeira ves em
mir ha vida, com a caheca robera do cans, com
o ei pirlo combatido dos .mais desapiedadoa gol-
pes, recolhf-me urna prisao, onde por raerre
div na encontrei nos meus nobres guardas antes
am gos que suavisavam minhas penas, do que
est annos que me lolliiam a liberdade. j
Da minha prisao recorr da iniqua pronncia pa-
ra > muito Ilustrado e recto juiz de [direilo da
prineira vara desla cidade, o Exm. Sr.j Dr. Ber-
naido Machado da Cosa Doria, e enlao, dc^con-
sec tinento proprio, me certifiqnei de que nao
ser,i muitissima razo, que esse digno magistrado
.-montado na cpula dos que honro, ni a magis-
tral ira brasilcira.
Pico transcrever em'seguida presente a dou-
la sentenca de S. Exc. : c ouso implorar per-
do se par ventura essas minhas expresses fe-
rem sua inimilavcl modestia. Pois se me faz
preciso esta publicaran, alim de que I que o pu-
blio sabendo, que minha prisao nao ai resulta-
do i.e acto que podesse quebrantar raiiha reputa-
cao e conceilo, e sira fllha da fatal dade, para
nao dar-lhe o verdadeiro nome.
Cjm a publicarlo da presento e di Ilustrada
sen enea cima referida, muito obriga o, senho-
res redactores, ao de Y*. SS. etc. etc.
Manoel de Sonsa Silva erodio.
Perito de maio de 1860.
SENTENCA.
Consla destes autos, que o delegado do primei-
ro districto do termo desla ciiade, por ordem do
Dr. chefe de polica desta provincia instaurara
um processo contra Jacintho Jos do Amaral Ara-
gao pelo crime de rcduzir a escravidao pessoa l-
vre, e afinnl fora pronunciado Mannil de Souza
Silva Serodio, que nao fora indiciado ueste pro-
cesso.
A forma do processo no foro crim nal nao esl
merc e arbitrio das autoridades processaules ;
pela Ici de
degulamento.
aggravado, o juizo-
Relator o Sr. desembargador Figueira de Mello.
Sorteados os Srs. desernbargadores Gitirana,
e Silveira.
Negaram provimento.
RECURSOS CR1MES.
Recorrente, Francisco Antonio drneiro ; re-
corrido, o juizo.
Relator o Sr. desembargador Figueira de Mello.
Sorteados os Srs. desernbargadores Gitirana,
Bastos de Oliveira.
Negaram provimento.
Recorrente, Joaquim Jos Pereira Borges ; re-
corrido, o juizo.
Relator o Sr. desembargador Silveira.
Sorteados os Srs. desernbargadores Bastos de
Oliveira, Gitirana e Figueira de Mello.
Negaram provimento.
Recorrente, o juizo ; recorrido, Manocl Thom
de S>uza.
Relator o Sr. desembargado: Bastos de Oli-
veira.
Sorteados os Srs. desembargidores Silveira,
Gitirana e Figueira de Mello.
Improcedente o recurso.
Recorrente, o juizo ; recorrido, Rufino Ferrei-
ra Gorue3.
Relator o Sr. desembargador Gitirana.
Sorteados os Srs. desernbargadores Baslos de
Oliveira, Figueira de Mello e Silveira.
Improcedente.
APPELLACES CRIMES.
Appellanle, o juizo ; appellado, Tiburcio Vale-
riano da Cunha e outro.
A novo jury.
Appellanle, o promotor; appellado, Jos Mar-
tilla Ribeiro.
A novo jury.
Appellanle, o juizo ; appellados, Antonio Fran-
cisco Ribeiro e oulros.
Conflrmou-se a sentenca de daus reos, e se
roandou o torceiro a nnvo jury.
Appellantc, o juizo ; appellado, Antonio Bap-
tista.
Improcedente a appellaco.
DILIGENCIAS CRINES.
Com vista ao Sr. desembargador promotor da
juslica, a appellaco crime :
Appellante, o juizo ; appellado, Anlonio dos
Sanios Alves.
Francisco Jos Silveira.
Americo Vespucio do Hollanda Chacou.
ecio do Aquino Fonseca.
Domingos da Silva Guimaraes.
PeloSr. promotor foram recusados os seguintes
senhores:
Antonio Ferreira Lima Mello.
Claudio Firmiano de Jess da Malla.
Francisco de Paula Lima.
Antonio Luiz do Amaral o Silva.
Manuel do Nascmento Araujo.
Cielo da Cosa Canipcllo.
Simplicio Jos de Mullo.
Francisco Affonso Ferreira.
Dr. Constantino Rodrigues dos Santos
Firmino Jus Rodrigues Fencira.
Dr. Antonio Jos Alves Ferreira.
Foi o reo interrogado, o fez-sc a leitura do
processo
Finda a leitura foi concedida a palavra ao Sr. |
promulor, e este fazendo a aecusaco.
regulada pelo cdigo do processo,
3 du dezembro de 1841 e pelo seu
A Ini no seu art. 48, c o seu regulaAenio no arl.
268 determinam assim :
Quando houver mais de um indiciado deln-
queme, e as tcslemunhas inqueridos nao depo-
zerum contra um ou outro de laos indiciados, a
res >eilo do qual tenha o juiz vehementes suspei-
las, poder esle ex-ollicio inquirir irais duas ou
tre teslemunhas.somenlo a respeilc daquelle in-
diciado. Se findo o processo o juiz liver conhe-
cimcolo do que exslem um, ou rr ais crimino-
sos poder formar-lhes novo processo, emquan-
o c me nao prescrever.
m vista de lal dispo3co esl chro quo a lei
nao permute que seja envolvido em um processo
iod viduo que nao tenha sido indi liado : sendo
poi: Amaral Aragao o nico indicia lo^, no poda
Ser )dio ser comprehendido pela pronuncia, em-
bori reverlessem con ira elle as pravas do pro-
ees ;o, visto como nesle caso o remddio autoris.i-
do ida lei citada no final do art. 48 era instau-
rar novo processo. Quando mesmo desln pro-
cesso resultaron) provas contra Serodio a respeilo
do crime a que se allude, o que s|e nao mostra,
jarris seria o delegado desla cidjde o compe-
ten c paia instaurar-lhe o processd por nao ser
esti: o dislricto da culpa, nem da residencia do
reo. Este processo mostra com clareza que o
donicilio de Serodio, e a compra te venda feita
por elle do escravo que se diz ser livre, deu-se
no lerroo de Caruar, l pois p foro compe-
ten:e,para ser proressado Serodio.]
E dislricto da culpa o lugar em que foi
con meltido o delicio, ou onde rjesidir o reo ;
! art. 160 do cod. do proc. crim. ;
awarnaa.,*!
Lu
lt
aiiDinilirio ..in. r. jresiUfiile liu au ue-
viodar o menor passo par desmascarar o ca-
lumniador, porque Kara cerfo que seus botes
nao me alcancariam, porem a roaos de alguns
amigos o para convencer a aquellos que illudi-
dos acreditara na inculcada boa f do Sr. lenen-
te-coronel,mandei correr folha naquella comar-
ca, e o farei todas aa vezes quo o esmo dis-
ser aogovernoque um homtm de tal provincia
lite afirmar ser eu allicriminoioetorbulento :
elizmenle tenho recursos para eacarar estas
despezas sem ser preciso conlrahir dbitos eos
nao pwar, o menos tenho receios de ser aponta-
do pela opiniao esclarecida como assassino, or-
gulhoso rixoso e mo pagador. Aquelles que
me conhecem e que nao forero eivados de odios
mal entendidos, me foraoa devida juslica,esco-
do esle o triuropho que mais alniejo, procurarei
sempre conservar a estima dos homens justos o
moralisados. Se o Sr. lente-coronel Alvaro,
nao trtesse envolvido no myslerio o nome da
pessoa que lhe informou ser eu criminoso de
morles as Alagos, eu procurara desmascarar
a calumnia pelos .tribunaes do paiz, mas seu
mysterig sendo empregado como um salvo cou-
duclo,faz-me desistir deste recurso limitando-me
a fnzer a presente exposicao, cuja leitura recora-
mendo a meus amigos e prenles, para que ve-
nham de saber de que meios lancou-se mo pa-
ra deprimir-se minha reputarao.
Villa do Ouricury 18 de abril de 1860.
Agoslinho Correa de Mello.
Publicares a pedido.
NOVO BANCO
DE
PERIYAMBIJCO.
EM 8 DE MAIO DE 1860.
O Banco desconta na presente semana a 11 por
cento ao anno at o prazo de 4 mezes, e o 12 0/n
al o de 6 mezes,
correnles simples
prazo que se couvencionar.
c toma dioheiro em conlas
ou com juros pelo premio e
Al fundes a
Rendirnentodo dia 1 a 7
dem do
60:858|66l
d 8 ....... 6:063301
Movlmento da
Volumes entrados com azendas
* com gneros
66:4"21g862
alfandeg^a
eslari em praca nos dias 11, 12 e 14 do corrent
o aforaniento de um terreno na ra de S. Miguel
da povoaco dos Afogados, com 37 palmos de
frente e 140 de fuodo.
Paco da cmara municipal do Recife, em ses-
sao de 7 de maio de 1860.Manoel Joaquim du.
Reg e Albuqucrque. presidente.Manoel Fer-
reira Accioly, secretario.
Declara^oes.
Volumes saludos com
com
fazendas
gneros
23
52
------ 75
87
372
------459
Assim
Appellanle, Manocl Rodrigues Freir
lado, o juizo.
D1TA3 CIVEIS.
AoDr. curador geni c ao desembargador pro-
curador da cora:
. Appellante, o juizo ; oppelloda, Antonia Feli-
cia do Espirito Santo.
Assignou-se dia para julgamcnto das seguintes
appellaces civeis :
Appoilantc, Francisco Jos Regalo Braga ; ap-
pellado, Manoel Pereira Caldas.
Appellante, Claudina Marlinha do Sacramento ;
appellado, Henry Gibson.
Nao houvcrara distribulges e julgamenlos pe-
la falta dos Srs. desernbargadores Silva Gmese
Lourenco Santiago.
As 2 horas da larde cncerrou-se a sessao
pedindo a condemnaco no grao mximo do art.
201 du Cod. Crim., por se dar a circunstancia
aggravantc do 6 do art. do mesmo cdigo.
Findos os debates oSr. Dr. juiz de direilo per-
gunlou ao jury se eslava salisfeilo para julgar a
causa, e tendo resposla affirmaliva resumi a ma-
teria da aecusaco e da defeza, propondo ao jury
os seguintes quesilos .
Io O reo Eslevo Jos Pereira, no dia 25 de sc-
lembro do anno de 1859, no lugar Cabanga, desta
cidade, fez as offensas phisicas conslautes do cor-
po de delicio em Mara Jos?
3. O reo commelteu o fado criminoso com
superioridade cm sexo e forca, de maneira que a
paciente nao poder defender-se cum probabili-
dade de repellir a oflensa ?
3a Existem circumstancias allenuantes a favor
do reo ?
Lidos os quesitos^pelo Sr. Dr. juiz de direito,
c entregues com ojprocesso ao conselho, foi es-
io poniiuiin & c_aLa_f ooroia ine rnnfercncias s 3
1. 2 lio. as da tarde, d'ondc vollou as 4 horas
respondendo ao^l0 e 2o quesilos :sim por seis
votos, e nao por igual numero de votos, e ao 3
nao por unanimidade.
O Sr. Dr. juiz de direilo em vista da deciso
do jury, proferio sua sentenca absolvendo o reo
e condemnando a municipalidade as cusas, e
levantou a sessao, adiando-a para o dia seguin-
pois, achando-sc este
concluio pehs considerares exposta3
este pr
, julgo!
ocesso nullo
procedente o
appel- ,ei as 10 horas da manhaa.
Gommunicados
recurso interposlo, e sem vigor e Insubsistente a
pro luncia contra o recorrente Mar oel de Souza
Silva Serodio, a quem mando se el
dos culpados, e se passe alvar do
al rao esliver preso ; e pague as
nicipalidade.
Pecifu25 de abril de 1860.
bernardo Machado da Costa Doria.
imiuo do livro
soltura se por
cusios o mu-
o governo da
Sr. Vigilante.Nunca inspirei ao Sr. Anlonio
Augusto Novaos Vieira a dizer que eu tinha lan-
nos 4o pralica como guardalitros, e nem mes-
mo tsle seuhor consignou isto nesse seu celebre
sormo, que tanto me elogiou, dado eslampa
no Diario n 36 de 14 de fevereiro do corrente an-
no. O Sr. Novaes Vieira nao se lembra mais do
que enlao escreveu, e espero em Deus que breve
chepar o lempo em que elle, lambem aifirme ser
Vmc quem islo lhe inspirou cantando una no-
va palinodia pela razoo mui simples de que quem
faz am cesto, acha-so habilitado a fazer um cen-
to, linda mesmo nao leudo sido escrevente d'al-
gumnovo Manoel Mondes.
Hi 14 annos, pouco mais ou menos, que prin-
cd a escriplurar livros em casa de commercio ;
o is'o urna verdade d que pode o Sr. Vigi-
lante ter a prova, indagando do honrado Sr. An-
tonio Carlos Francisco da Silva, eslabelccido no
baia-o do Recife, se em 1847, quando elle leve
socedade n'um armazem de assucar na ra da
Cruz me conheceu ou nao trabalhando nos li-
vros dessa caso. O Sr. Manoel Antonio Pinto do
Silia, socio que ento foi do referido Sr. Anto-
nio Carlos poder lambem ueste ponto salisfazer
ao Sr. Vigilante. Tenho depois cscripturado
emdiversas casas de commercio e com a felici-
dato do sempre haver merecido dos cespectivos
dolos a maior estima o confianza possiveis ; o o
Sr capitoo A. Bezerro de M. Lyra, logista da
rui do Queiniado, para quem trabalho ha 8 an-
uo* siiccessivos, poder em relaco si negar ou
ou affirmar ao Sr. Vigilante o que lhe tenho di-
to Alem disto, na thesourara de fazenda desta
provincia fiz exame de theoria e pratica de es-
crpta por parljdas dob.radas e fui approvado.
Nio me importa saber em concluso se o Sr. Vi-
gianle fardo d'alem oit d'aquem mar; mas
sempre agrodeco-lhe a delicadeza, filha de sua
ba educacd, com que me tem tratado, ollere-
cndo-me a dr-lhe anda mais qualquer expli-
sobre a minha vida publica, mis pessoat-
ma vez que Smc. queir vir em minha
cisa.
M. Fonseca de Medeiros.
Descarrega boje 9 de maio.
Barca idgleza Olindabacalho.
Barca americanaUniofarinha e fazenjfas,
Birca franceza Spherefazr-ndas.
Sumaca brasileiraHorlenciadiversos generes.
Imporiayuo.
Sumaca nacional Hortensia, vinda da Baha,
consignada a Azevedo & Meodes, manfeslou o
seguinte :
1 caixao chapeos do Chyli, 2 ditos vidrilhos ;
a Antonio Lopes Rodrigues.
1 caixao ail em p, 1 fardo flor de borragens.
1 dito drogas, 3 barricas incens e mostarda, 1
barril verde fino ; a Lima Jnior &C.
30canaslras alhos ; a Jos Joaquim Dias Fer-
nandes & Filhos.
2 caixas chales bordados ; a Joo Keller & C.
210 barricas farinha de trigo, 3251 caixnhas
charutos, 33 caixoes ditos era caixnhas, 69 fardos
panno de algndo, 140 betas de passava, 49 sac-
caseaf, 41 fardos fumo, 2 laboas de amarello
vinhatico ; a ordem de diversos.
Hiale nacional Sobralense. vindo do Acarac,
consignado a Caelano Cyriaco da Costa Moreira,
manifestou o scguinle :
3755 meios de sulla ; a Manoel Goncalves da
Silva._
3195 dilos de dito, 54 massos courinhos ; a
Joo Jos de C. Moraes.
35 meio3 de sola ; a Tontos & Fernandes.
2526 ditos de dito, 6 sacca.s gamma do mandio
ca, 57 ditos farinha de dita, couros salgados, 1
saceo pemos de passoros; o Jos Rodrigues Fer-
reira.
13 saccas feijo, 6 ditas gDrama ; a Francisco
Ferreira Gomes de Mcnezes,
500 meios do sola ; a Tasso & Irmao.
50 dilos dita ; a Florencio Domingues da
Silva.
422 ditos dita ; a Jos Joaquim da Silva Maia.
41 ditos dila ; a Pereiraj& Volonle.
Brigue nacional Firma, vindo do Bio-Grande
do Sul, consignado a Teixeiri Bislos&C, mani-
festou o scguinle :
8,880 arrobas do carne de charque, 2 caixoes
bezerro, 40 couros seceos ; aos mesmos.
Consulado geral.
Rendimento dodia 1 a 7 17:4275977
dem do dia 8....... 2.048815
cco sob
mente, ur
JURY DO RECIFE.
2a SESSAO.
Dia 8 de maio de 1860.
r-RESIDENClA DO SR. DR. AGOSTISHO ERMELINDO DE
LEAO JNIOR, JUIZ DE DIREITO INTERINO DA SE-
GUNDA VARA CRIMINAL.
Promotor publico interino o Sr. Dr. Francisco
Leopoldino de GOsmo Lobo.
Escrivo o Sr. Joaquim Francisco de Paulo Este-
ves Clemente.
Advogado o Sr. Carlos Jusliniano Rodrigues,
esludanle do 5o anno da faculdade de direito.
Feita a chamada s 11 horas da manhaa,
acharam-se presentes 38 senhwes jurados.
O Sr. Dr. juiz de direilo declara aberta a ses-
sao depois do loque de campanhia.
Foram multados em 20# cada um dos senhores
jurados multados nos dias anteriores, quo nao
comparcccram, e nem foram dispensados.
Foi conduzido ao tiibunal para serjulgado o
reo preso Rufino Anlonio Prxedes, Decusado
or crime de ferimentos leves feitos na pessoa do
nglez Richar Bonnhalder, e tendo o dito ru por
defensor o advogado cima mencionado.
O jury de sentenca foi composlo dos senhores
eguintes:
Jos Ribeiro Simdes.
Claudino do Reg Lima.
Claudio Firmino do Jess da Malta.
Antonio Augusto da Cmara Rodrigues Sello.
Guilhermino Rodrigues Monte Lima.
Decio do Aquino Fonseca.
Jos Simplicio de S Esleves.
Jos Filppe Nery da Silva.
Americo Vespucio de Hollanda Chacn.
Firmiano Jos Rodrigues Ferreira.
-Jos Viclor da Silva Pmenlel.
Simplicio Jos de Mello.
K prestaram juramento, sobre o livro dos San-
tos Evangclhos. .
Forom recusados por parte do reo os senho-
res seguintes:
Manoel Teixeira Bacellar Jnior.
Francelino Augusto de HollandaChacon.
Manoel do Nascmento Araujo.
Domingos da Silva Guimaraes.
Antonio Joaquim de Parias Jnior.
Jos da Cosa Brandao Cordeiro.
Antonio Jos Leopoldino Arantes.
Foram recusados pelo Sr. promotor os senhores
seguintes:
Caelano Lenidas da GamaDaarte.
Cielo da Costa Campello.
Jos Flix Pereira da Burgos.
Frtncisco do Paula Lima.
Joo da Cruz Mendonca.
Dr. Antonio Jos Alves Ferrtpa. *
Antonio Ferreira de Lima Metro.
Dr. Constantino Rodrigues dea Santos.
Jos da Cunha Jnior.
Anlonio Thoodoro dos Sanios Lima.
Dr. Joaquim Theolonio Sonres de Avellar.
Tiburcio.Veiiano dos Santos.
Foi, o reo interrogado, e fez-so a loilura do
piocesso.
Fioda a leitura foi concedida a palavra ao Sr.
promotor, e eate pedio a condemnaco do reo no
grao naxiate do art 201 do cdigo criminal, por
dara oircomslancia oggravante do i do art.
lo do mesmo cdigo.
O Liberal Pernambucano levado do um justo
zelo pelos interesses da provincia, censura a
concesso dos abates que fez a assembla pro-
vincial aos arrematantes do imposto de 2#500 so-
bre cabeca de gido consumido nos municipios
desta cidade e de Pao d'Alho, Francisco Coval-
canti e Joo Anaslacio.
Applaudndo sinceramente as reflexoesdo Lt&e-
ra/,uo queconserne nicamente aos inconvenien-
tes dos abates; nao posso todava deixar de de-
plorar que omettisse elle o nome do Sr. Manoel
Barbosa da Silva, um dos signatarios da felicita-
gao que foi dirigida ao Sr. Dr. Feitosa no reu-
niao liberal de 29 do mez prximo pastado, que
sendo arrematante do mesmo imposto no muni-
cipio de Santo Anto, obl&ve lambem um abale,
que nao deve ser inferior a dez contos.
Fazendo o Li&eraJ extensivas as suas censuras
ao favor feito ao Sr. Barbosa, nao temos durido
em reconhecer cora elle a inconveniencia da
concesso de taes abates, quando o eslado lnan-
ceiro da provincia o mais complicado e diQicil.
7 de maio.
H.
Correspondencias.
Srs, redactores.NSo costumo despender in-
tilmente o meu temp"o, c menos emprega-lo em
dar-me eslampa com cavalleiro a que me jul-
go somenos.
A resposla devida ao Sr. c^ Antonio Augusto
Novaes Vieira, nao s pela presente como pela
antecedente correspondencia ;da-la-hei perante
os tribunaes competentes ; aos quaes ja apresen-
tei a minha queixa.
S all roe merece elle attenco, fra disto exis-
te n'uma penumbra que o nao descubro, nao obs-
tonto dar-se eslampa.
M. Fonseca de Medeiros.
Srs. redactores.Asss conhecido nesla pre-
ga, e no centro desta provincia, em que vivo ha
mais de 23 annos, nunca facto algum da minha
vida me fez corar entre os meus amigos, nem os
meus filhos e minha cara familia liveram at en-
to desgoslos da ordem dos que por folalidade
me couberam em partilha.
Negociante o morador cm Terra Nova (Panel-
las de Mirando ) e ah bem conhecido, comprei
na mclhor bou f ao Sr. Manoel Fernandos Lima,
das Alagas, um pardo seu escravo de nome
Faustino, o qutrt vend ao finado Joo Baplisla
Fonseca de Medeiros : esse escravo, ao lempo em
que se achava fgido, passou para o dominio do
Sr. Jacintho Jos do Amaral Arago, negociante
desla prara, ao qual constando estar Faustino n
trabalhar as obras da estrada de ferro vai al
abi, e captura, e traz para sju capliveiro um
pardo, que, por occosio de estar cxposlo venda
em leilo, foi rcconhccido chomor-se Jos Pas-
tor, forro, e dczerlor da armada.
Procede-se um summario contra Jacintho Ara-
go, no qual alias nao foi coro evidencia liquida-
da a idenlidade desses dous pardos.
O resultado deste summario foi sahir eu pro-
nunciado, como seductor de pessoa livre escra-
vidao, sem que alias fosse eu indiciado em tal
crime, e despronunciado Arago I Nao me pas-
cando nunca pela ment, que as autoridades do
Recife podassem processar-me: j porque sou
mdrador cm Panellas ; ja porque a phonlaalica
sedueco de JogCLPaatof? se figurava te-la cu pra-
ticado l mesm5f*8nalmente, porque estando
ahi publicamente nao nt citado para me verpro-
ceaaar; viva com f minha consciencia tran-
quilla, e em per feila quitaco, quando sou avisa-
do de que roe achava pronunciado por esse cri-
me ioallancavet I I O meu pasmo e altribulacao,
a desolacode minha presada-familia, os tormen-
tos e os sobresaltos, os despendios eicessito,-s:
AO PUBLICO,
decusadoe calumniado peranle
provincia p-lo Sr. tenenle-coronel A.~ E. de C.
G., eu sou forcado a contrariar as proposices
de neu gratuito desafecto, para qiie o mentira
nc venha de prevalecer contra minha honro c
digaidade que lano preso.
[Satural da provincia das Alagoas| morava na
vilhda Palieira dus Indios, posto nascesse na
vill i-de S. Miguel, shi procurei sempre catara,
eslima dos homens de bem, os quales me. pres-
lav.im consideraco e lodas as alleiiroes. por
causa do mou cystoma de rija.
Em 1841 apparecendo naquella provincia um
rao/imenlo poltico contra o Exm. Sr. Souza
Franco, enlo presidente da provincia
adeuirir algumas desafeicoes, e degosloso por
sin rctirei-me paro esle "termo onqc era pocas
anieriores fazia o trafico de meu negocio de fa-
zendas c compra de gados. Aqui chegando cm
de::embro de 1845, minha conducta fo sempre
me dolada pelus principios anteriormente adop-
tar os, vindo por islo de adquirir a estima de
toi os, em cujo numero enlrava o Sr tenenlc-
coionel Alvaro, que sempre Iralou-mecom mu-
la nmizade, procurando dar-me provas de ser
meu verdadeiro amigo. Casei-me e meu novo
eslado foi mais urna razo para empregar os
mi os, afim de que nunca desmerccdssc da con-
siderarlo que roe davam. Perlencendo ao par-
tid j conservador em suas fileiras prbcnrei sem-
pn nianler minho dignidade, e sola direceo
do Sr. tenente-coronel Alvaro p eslei mus
servicos ao partido poltico a que pertenco ; de-
voi ciado esto senhor do seu amigo o Rvd. vi-
galio desla freguezia, quo gualmcnle pertcnce
a este partido, achei que nao devia companhar
mais ao Sr. lencnle-coroncl, porque em rasul-
laco teria elle de reunir-se ao partirlo opposlo,
ofi n de conservar-se no posico de ciefe de urna
faeco qualquer que fosse, no intuito de guerrear
ao vigario, contra quem declarava-se inimigo
ligadal, no enlrelanlo'o Sr. tenetile-coroncl nu-
tr i esperancas de que cu nao lhe losse hoslil
na i crizis cleitoraes; fazendo porem suas pro-
po tas para officiaes da guarda nacin; l nclla in-
cli io-me para o lugar de lenle ds urna das
co nponhios de seu corpo de cavallar.a, e o fez
lauto nao s na crencha do que pudesie neulrali-
sar minha dedicaco o meu amigo vigario, como
por estar bastonle convencido de que eu era um
dospropostos digno de oceupar esle lugar, por-
que sabia elle que a patente de lenle nao me
dava mais considerado, alm da que por minha
conducta, desde pequeo, havia adquirido,sendo
cerlo que vista de oulros cu daria f>eso e con-
sideraco ao lugar para o qual me propunha, e
qiando estas nu fossem suas vistas eu tenho o
orgulho de assim o pensar. Desengaado o Sr.
teienentc-corontl de que nao podiaungir-meao
carro de suas paixoes.e vendo em rrfim urna bar-
re ira na realisaco de suas ambicaes polticas,
piocurou ferir-me, exercilando urna vinganija
piquenino, e na falla de meios tfevo o cynicq
ccragem de dizer em parte olucial ojo Exm. pre-
s lente da Drovincia.ser eu criminoso do morlea
ni provincia das .Alagos, tendo teji porte das
escoltas dos facinerosos Moraes, que infeslaram
aquella,provincia 111 Santo Dos, cm que po-
c vivemos? Como desmandam-se os homens
que alardeiam probiJode e pres(igiol Nunca
p ocederia eu desta forma contra um inimigo
It al e cavalheiro, que nao sabe tecuar ante a
calumnia e urdeduras banaes. O'Sr. tenenle-
cironel que desde longos annos dizia ser mou
a nigo, que bem informado de minha conducta
ni provincia das Alagos, estando baslanU cer-
lo de que nunca commeltl crimesjdeslinguia-me
orno cidado til a sociedade, e'hoje por um
desses phenomcoosque degrada ao bomfp pu-
blico, apresenlar-me como ossassino e uro dos
que tomsram porte nos desmandos da familia Mo-
r.ies; meio esle de apresenlar-me comoum ver-
dideiro reo do policio. Pato que estas cavila-
Ses? para que deilar pedra emlelhado alheip,
qjondosetera o de vidro? Deprimir-se a re-
19.476J792
Diversas provincias.
Rendimento do dia 1 a 7 2:868I26
dem do dia 8....... 192614 danto de ordens
Conseibo administrativo.
O conselho administrativo para fornecimento
do arsenal de guerra, cm eianpriment ao ri.
24 do regulamenio de 14 de dezemhro de 1892.
faz publico, que foram acceitas as propostas dos
senhores abaixo declarados:
Para fornecimenlo do arsenal de guerra.
Anlonio Jos Moreira Puntes 200 peiies
i couro de cobra cscolhldas a pelie a 500 rs.. 12
I pelles de couro do lustre, a pelle a 4$. 500 pB-
nas de gan^o para escripia, o cento a 800 rs.
Jos Antonio dos Sanios Coelho.161 liiO-
vodoe de baelilha branca, o covado a 400 re.
O conselho avisa aos mesmos vandedore quo
devem recolher os objectos cima declarados, na
secretaria do conselho, s 10 horas da manhaa do
dia 9do corrente mez.
Sala das sessdes do conselho administrativo,
para fornecimenlo do arsenal de guerra, 4 d*
jnaio de 1860. Francisco Joaquim Vertir Lobo,
coronel vosal secretario interino.
ss Pela directora das' obras militares desla
provincia se tero de fazer a caiagao de todo o
quartel da companhia de arliOces: as pessOas
que deste serviro se queiram encarregar, compa-
recam na referida diroaloria di w-horas da ma-
nhaa em diantc nos dias 9,10;fl do corrente
paro trataren) a respailo.
Directori.-1 das obras militares 8 do maio le
1860.O amanuense,
Joao Muuteiro de Andrade Malveira.
O novo banco de
Pernambuco repete o avi-
so que fez paca serem rc-
colhidasdesjtej as notas
de 1 o.ooo e 2o,ooo da
emissao do banco.
Esta cao naval.
De ordem do Illm. Sr. chefe de diviso Fran-
cisco Manoel Barroso, conimandanle da estago.
naval desla provincia, previno ao grumete do
corpo da armada Jos Comes das Neves, desertor
da guarniro do brguc de guerra nacional Capi~
baribe, que, para ser lomado em consideraro o
seu requerimento dirigido a Sua Mageslade o
Imperador, pedindo perdo e baixo, deve se
apresentar primeiro ao rcesmo senhor chefe, se-
gundo o despacho communiendo pelo quartel-ge-
npral de marinha, o que manda o mesmo senhor
commandanle da est ara o fazer publico em con-
sequencia da determinarn que para ieso leve.
Bordo do brigue-barca Ilamarac em Pernam-
buco, 2 de abril de 1860.1> primeiro lenle da
armada, Euzebio Jos Antunes, secretario e ajn-
Sendo o rcconhecimciito dos beneficios recebi-
ds o leslemunho visivel da gratido ; os seri-
nhenses nao poderinra jamis purificar-se da no-
dos da feia ingralido, se depois de fruirera por
espaco de quasi um anno, os bens que sempre re-
sultam de urna recia e sabia adaiinislraro d'ura
funecionario publico,nao flzcssem scienle ao mes-
mo publico o sen justo reconhecimeoto.
O Illm. Sr. capito Firmino da Cunha Reg
acaba de ser dosonerado do cargo de delegado de
polica do termo de Serinhem aonde um grande
vacuo se vai constituir.
O distinelo Sr. capito Firmino da Cunha Reg
conscio dos deveres, que lhe cmpnnha o diflicul-
loso, arriscado c Irabalhoso emprego para o qual
o governo da proviucia dignamente o cllegera
sem uro s momento trepidar anle as difficulda-
des.de to espinhosa misso, cabalmente desem-
eilhou todos ellos ; deixando ver era todos os
eas actos a inlrepidze, rctido, equidade e jus-
Av". sendo todos elles presididos pelas duas enti-
bes rouw-oicas Marte -Minerva.
Finalmente para cllllipiuvitrtiifls, e anesiar.uos
vira de i'libado proceder do Illm. Sr. capito Firmino
da Cunha Reg um s serinhcnse no hesila
sellar com a sua firma.
Serinhem, 19 de abril de 1860
Gcrvosio Campello Pires Ferreira, juiz muni-
cipal.
O alteres Manoel da Gama Romeiro Jnior.
Promotor publico Ayresde Albuquerque Gama.
O vigario Demetrio jacome de Araujo.
Delegado em exerekio Jos Candido da Silva
Braga. BL..-
~i advogado Jos JaoMNIe Araujo.
? alfere3 Hermes Jacome de Araujo.
.os Ayresde Mello Vellosonegociante.
Ir. Ignacio de Sauta Umbeliua Medeiros coad-
jutor
(laudio Jos da Co3to.
Jos Urbano Wandcrley capilo reformado e
proprielario.
.o Mauricio de Barros Wandcrleyproprielario.
francisco Serfico de Assis Vasconcellos Agri-
cultor.
3:060}740 i
Despachos de exportacao pela me-
su do consulado desta cidade n
dia 8 de maio de 1860
Liverpool=Putocho porluguez S. Jorge d'Avci-
ro, Peln Eash & G., 90 saceos assucar mas-
cavado.
Avisos martimos.
Aracaty.
Schue com muila brevidade o hiato
maro, recebe carga c passageiros
Santo A
tratar com
Rio da Prata Patacho hoUandez Sara Elisi- ?aelaS- C>raC* da SaM" Udo d Crp San"
beth, A. Irmos, 200 barricas assucar masca- lo n" 2d' Pn,ue,r a0da^
vado e 50ditas dito branco Lear G MaraDliaO.
BarcetlonaBrigue hespannol Vigilante. A. Segu com brevidade o patdabole Sobralense.
Irroaos. 36 saccas algodao. capito Ralis, recebe carga : a Iralar com Caeta-
Porlo-Brigue porluguez Harmonio. Jos da Di Cyriaco da C. M.. no la Jo do Corpo Santo d.
bilva Loyo & L., 4 barricas assucar maseavado ; J5 primeiro andar,
o 1 dita dilo branco. '
latiKoo Manocl de Souza proprielario.
Candido Manoel destroza proprielario.
Francisco Manocl de Souza Oliveiraproprielario.
Ihom Joaquim d'Oliveiraagricultor,
.Vaooel Silvestre da Silvaagricultor.
aanoel Fernandes de Albuqucrque Mello agri-
cultor.
s Manoel de Souza Oliveira proprielario.
o Manoel de Souza agricultor.
Abtonin Bandeira de Mello agricultor.
Jio Manoel de Barros Accioli proprielario.
Clpilao Francisco Luiz Wanderley agricultor.
Jos Anlonio de Figueiredo agricultor.
Btnlo Paulo Zidanes negociante.
Oescrivo de orphos Joaquim Ignacio dos Santos.
Fiancisco Frederico da Silva Pinto.
Htnrique Jos da Silva negociante.
Filippe Nunes da Silva collector.
Oescrivo do crime c civel, c labello publico
Joo Affonso Rigueiri.
O alteres Honorio Fiel dos Neves Freir nego-
ciante.
Francisco fc'eij de Melloprocurador do cmara.
Ailonio Americo de Urzedo Jnioradvogado.
Clo Francisco Antonio Bandeira de Mello Ju-
or agricultor.
Manoel da Gama Romeiro agricultor.
Patricio Jos da Costa Lima proprielario.
Pedro Alexondrino Ortiz de Camargo advogado.
Joo Florentino Cavalcanli d'Albuquerque pro-
prielario.
Antonio Vieira de Barros professor publico.
o
LisboaBrigue porluguez Confianza, diversos
carregadores, 830 saceos assucar maseavado,
50 ditos dilo branco, e 49 cascos mel.
Porto Barca porlugueza Flor da Maia, diver-
sos carregadores, 101 saccas algodao, 6 barri-
cas e 200 saceos assucar branco e 100 dilos dito
maseavado.
Pnrin Brigue porluguez Harmona, Azevedo'
Mondo., oob-^o. lim. b.anoa n 150 dilos
dilo maseavado. vunu(
Rio da Prala=:Palacho nicioaaiVingador, Aze-
vedo & Mondes, 100 barricas assucar branco.
Exportacao.
Ro da Prala, brigue dinaioarquez oAgalh, de
2,81 toneladas, conduzio o seguinio : 150 pipas
agurdenle, 30 ditas espirito, 120 saceos Tarinhs,
362 dilos mil to. 13 ditos e 13 borricos gomma,
200 borricos assucar, 67 saceos arroz do Mara-
nho, 100 ditos dito da India, 95 barricas corneli-
na, 13 caixas vinho do Porto.
Lslados Unidos, barco americano Margarctlio,
de 297 toneladas, conduzio o seguinte : 700
saceos assucar maseavado.
Liverpool, barca ingleza Sea Servente, de
311 toneladas, condnzio o seguinte : 400saceos
assucar, 100 ditos cera de carnauba.
Ilecebedoria de rendas internas
geraes de Pernambuco
Rendirnentodo dia 1 a 7 9:274^652
dem do dia 8....... 565g478
Porto.
A barca portugueza F:or da Maia, sahe jra-
, pretrriveliucTnte no dia 12 do corrente ; anda
| recebe alguma carga e passageiros, para o que
i tem bos comraodos: a iralar no escriptorio d
' Manoel Joaquim Ramos c Silva na ra da Cadeia
j do Recife n. 38, primeiro andar.
Araeafycom okchIh pa
Ass.
Segu com brevidade o hiale nacional Grati-
do, : para o reslo da carga c passageiros, o que
; lem excellenles comfnodos : a iralar no Passcio
Publico n. 11, ou com o inesire no trapiche 06
algodao.
P
ara Lisboa
9.840J130
Consulado provincial.
Rendimento do dia 1 a 7 11:862^997
dem do dia 8.......1 .-86851U6
o brigue porluguez Relmpago pretende seguir
; viagem cora a possirel brevidade : quem no mes-
I mo quizer carregar ou ir de passagem, dirija-se
i ao consignatario Thomaz de Aquino Fonseca, na
ra do Vigario n. 19, primeiro andar, ou com o
capilu na praca.
Rio de Janeiro.
I Segu com muila brevliade o palhabole Ar-
tista, capito Joaquim Jos Alves das Neves :
; para o resto da carga, Irala-se com Caelano Cy-
, riaco da C. M no lado do Corpo Santo n. 25, pri-
I nieiro andar.
13:7318103
putaco alheia s pelo prazer doj molestar-se a
um desafelo? E' na verdade upi gosto depra-
vado, tanto mais quando se tem certeza de que
o offendido nao consento que impunemente seja
maltratado.
Logo que tive certeza de have sido calumuia-
do pelo Sr. tenente-coronel Alvaro Ernesto de
C'irvalho Granja, e que sus eomnmnicaco offl-
cial havia sido inderecada ao cpmmandante su-
perior para informar a" respeilo, mandei correr
folha naquella provincia, no termo onde criei-me,
c morei, e felizmente antes de chegar alli meu
portador j o 111ra. Sr. Dr. chefe de policta ba-
v a pedido as autoridades da comarca informa-
rles a roen respeilo, e as oblendo com toda mi-
naciosidade, veio de flcar certa que*
p;ito era calumnia a parte oQicial do '
ti ^coronel.
Vieram-me as folhas corridas e de
l.s mostrado o muitos pessoas desta
vieiao Illm. Sr. commandanle aupe
orto de tanta protervia empregada conti
c5o me as quiz devolver, duende-ai tet p
Tem de retirar-se para seu batalho, segundo
o aviso do ministerio da guerra, o capilo Firmi-
no da Cunha Reg, delegado de Serinhem.
O capito Firmino excrce to espinhoso cargo
ha mais dedO mezes, e sempre com aclividade
admiravel; seus servicos prestados na delegaca
de Serinhem sao patentes e reconhecidos por
todos. Sempre vimos o capito Firmino em lutas
com os verdadeijos criminosos, aos quaes perse-
gua de dia e noile, tirando feliz resultado do
suas diligencias, e o governo imperial acaba de
dar urna prova de que tem apreciado os servicos
do digno capilo nomcando-o oQkiol daimperiol
ordem da Rosa.
Capito intelligente, activo, de maneiras arfa-
reis, distribuidor da justicia com igualdade, cum-
plidor zeloso da lei e de seus deveres, vai dei-
xar um vacuo na policia de Serinhem, que dif-
ficilmente serpreenchido.
Os homens justos, o que tivera'm occasio de se
enlenderem com o digno capito, no ejercicio da
delegada, senlero sua retirada, porque nelle en-
ontraram a garanta de seuS direitos e proprie-
dade.
Um amigo do mrito.
___________(fto ndependenle de Tamandmr).
Movimento do porto.
A'ario saludo no dia 7.
Portos do Norte vapor brasileiro Iguarass com-
mandanle 2-. lenle Joaquim Alves Moreira
Navios entrados no dia 8.
Philadelphia 39 dias barca americana Union,
de 198 toneladas capitiio W. Heard, equip.
10 cargo 1795 barricas com fariuha de trigo ;
Malheus Auslin & C.
Terra Nova 31 das, barca ingleza Olinda de
253 toneladas capilo R. Harkneso, equip. 14
carga 3075 barricas coro bacalho ; a James
trablre & C.
Lisboa 39 das, barca porlugueza Progressista.
de 249 toneladas apilo Anlonio Jos Rodri-
gue, equip. 15 carga vinho vinagre e mais
gneros ; a Texeira Bastos S. & C.
Barcelona e Malaga 37 dias do 1 pono c 23
r\ do 2-. brigue' hespanhol Themoteo capilo
Anlonio Csalo, equip. 10 carga vinho mas-
sas e mais gneros ; a Aranaga Hejo & C.
rVaoio sahido no mesmo dia.
Havana Polaca hespanhol Thomas capilo Pe-
dro Roses, carne.
a.
o.
Horas.
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e
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Atmosphera.
Direcgo.
<3)
O
a
Intensxdade.
COMMBRCIO.
Caixa filial 4o banco do B&sil
em Pfcrnambuco.
EM 8 DE MAIO DE 1860.
oro Ha semana 08 6rs
lo Pereira da Cunha e Joo da SiWa Re-
i.
A caix-4esconU letras a 11 tyo, e receto
dinheir f reaaio de 18 O/o
00 00 SS ^1 r*. Centgrado.
^ ?2 te hS leanmur.
00 00 co 00 i- 00 a- Fakrenheit
'3
-=r
ce
S I Bygrometro.
3
lei te
ola
o .
Barmetro.
O
SE
ce
ts
98
g
* P!
00 CO
0 BE
i I
o
t-
alguns nevoeiros, vento
e ai> amanhecer, rondou
A -Hite clara com
S, vero para o terral
OSCILLACO *k
Preamar as 6 h. 30 'da a;
t 0 h. t' da tardci, al
.a i* arsenal e" marinll' 8 'i
Vieons Jvaioa.
REAL C0\M1I\
Anglo-Luso-Brasileira.
Espcra-se dos portos do sul no dia 9 do cor-
rente o vapor Jason, qde deve seguir para a Eu-
ropa no mesmo dia, se cheaar de manhaa ou n
seguinte se chegar depois do meio da.
Este vapor o mais bello barco a*te jamis na-
vegou para o Brasil, tem lugar para 300 passa-
geiros da primeira classe, 300 da segunda e 400
da terceira classe, rene aos melhores com mo-
dos o maicr asseio porque perlence a urna linha
entre Inglaterra e Estados-Unidos o o luxo e
commodidade que oslenlam os vapores dessa car-
reira proverbial.
Fretado para fazer esla viagem em Jugar do
vapor Brasil, trouxe a tripolaco daquelle barco,
sendo o commandanle Richard Euslice, o mesmo
que na ultimo viagem do Rrasil, foi mimoseado
em Lisboa pelos passageiros com ma busiua d
prala fina em signal de estima e gratido pelo
bom tratamento que receberam.
Conhecedor dos goslos e coeluraes porlugue-
zes conlratou cm Lisboa, cosinheiros, criados e
criadas porluguezas, e por isso tado-promelle aos
passageiros que nelle seguirem urna passagem
commoda e agradaveL^
Os Srs. passageiros que "pagarem a passagem
de ida evoltaterao o abatimentodefOrO : a tra-
tar com os agentes Tasso Irmos.
Editaes.
!? a eaflMtft-iiueiffll 4a oMade
Riode Janeiro.
Seguir em poneos das para o Rio de Janeiro
o patacho Flor da Baha, j bem conhecido por
boa construcc,3o e marcha; o como ainda Um
praca para carga,- irftoreca-a aos preteadentes.
que se enlendarao cora Bailar s Oliveira, na ra
da Cadeia do Recife a. 72.
o Riode Janeiro
uestes olio dias o brigue nacional Da-
tew a sea bordo metade do seu carrega-
manlo ; para o resta que laeMla, trata-se con
os teas consigaalarios Azeredo 4 Mendei, 110 seu
escrtplttto o ra da Cru n. 1.
(MUTlLSDa
?



. I .-!-,-

(^
nuR% t WBVtUPVJl

PFIftlU
186*.
^
Companhia de ser-
vidos martimos des
Messageries Imperiales.
LINHA DO BRASIL.
Servico tocorreio francez
Inauguramo do servico.
O paquete a vapor la Guienne, de forra de
SOO cavallos, coramandanle Enout, official de
marinfaa imperial, partir de Bordcaux, para o
Rio de Janeiro locando em Lisboa, Sao Vicente,
Pernambuco c Bahia
No dia 24 do correnle.
As sabidas seguinles terau lugar de Bordeaux
a 25 de cada mez, as quaes scrao effecluadas pe-
los paquetes a vapor de rodas de forra de 500
cavallos.
Navarre, commandante Vedel,
official de marinha imper-
nal.
Estramadure, commandante,
Trollier* oficial de mari-
nha imperial.
Bearu, commandante Aubry
de la Noe, official de mari-
nha imperial.
Um aviso ulterior fareonheccr a data do co-
meco do servico annexo ent( o Rio de Janeiro,
Montevideo e Bucnos-Ayrcs.
Para informages a dirigir-30 agencia ra do
Trapiche n. 11.
Para %Aracaty.
Segu em poucos das por j ter maior parle de
seu carregamenlo promto, o hiate tamaragibe,
para o 'esto e passageiros trata-se na ra do Vi-
gario n. 5.
de 3:8>6#760 : ho4e quarta-teira ^ do
corren te a 11 horas ena ponto, a ra
do Imperador n. 11 C
Transferencia
DO
Leilo de predio
Para quinta-feira \fi do cor-
rente ao meio diaem ponto.
O agente Camargo fara' leilo no da
15 do corrente no seu armazemna ra
do Vigario n. 19
DO
Sobrado de 5 andares pertencentes ao
herdeiros do commendador Antonio
da Silva na ra do Vigario n. 5, de-
irontc do consulado geral ora exa-
minar o mesmo predio, ttulos e con-
diccoes de venda, os pretendentes po-
de m entender-se com o mesmo
agente.
LEILO
Quinta-feira 10 do corrente,
s 11 horas em ponto.
O agente Camargo fara' leilaoporor-
dera do Sr. Gaspar Moreira Lima, di-
rector da sociedade Tres de Julho, no
seu armazem na ra do Vigario n. 19
DE
Urna mobilia de Jacaranda', cadeiras
avulsas. apparadores, marquezas, so-
tas, mesas elsticas, guarda roupa,
toilets de Jacaranda', cu bids e ou-
tros objectos que se torna m desne-
cessario mencionar.
Vai sahir com brevidade o brigue
Confianza, por ter parte da c&rga en-
gajada, para o resto trata-se com os
consignatarios Carvalho, Nogueira & C.
ra do Vigario n. 9, primeiro andar,
ou com o capitao na praca.
Para a Bahia.
O patacho nacional Amazonas I pretende se-
guir com muila brevidado, lem parte do seu car-
regamenlo a bordo ; para o resto que lhe falla,
trata-se com os scus consignatarios Azevcdo j
Alendes, no seu escriplorio na ra da Cruz n. 1.
Para o Rio de Janeiro.
O patacho nacional Amazonas II prelende
seguir com muita brevidaae, lem parle do seu
carregamenlo prompto ; para o resto, trata-se
com os seus consignatarios Azcvedo & Mondes,
no seu escriplorio na ra da Cruz n. 1.
Para o Porto
segu al o ?a 10 do corrent6 o brigue portuguez
Harmonio, anda pode receber alguma carga :
trata-se com os seus consignatarios Azcvedo &
Mendes, no seu escriplorio na ra da Cruz n. 1.
Avisos diversos.
COMPANHIA BRASILEIRA
DE
PAOUETES (V W0R.
O vapor Oyapock, commandante o capitao te-
nenie Santa Barbara, espera-se dos portos do
sul em seguimenlo aos do norte al o dia 14 do
correnie mez.
Recebe-sc desde ja passageiros e frete de en-
comraendas e dinheiro, cengaja-sea carga que
o vapor poder conduzir sendo despachada com
anleccdencia at a vespera do dia do sua che-
gada : agencia ruado Trauiche n-40, escrip-
lorio de Thomaz de Faria.
Leiloes.
Sexta-fe ira 11 do corrente, s
11 horas em ponto.
Ao correr do nferlello.
O agente Camargo autoiisado pelo Sr. Victo-
rino Jos de Souza Travassos Jnior, far leilo
em sua casa na ruado Veras n. 15, bairro da
Boa-Vista, de seus movis consistindo em
lima mobilia de Jacaranda.
Um rico piano com excelienles vozes.
Guarda ves^dos o guarda roupa.
Toucadores cora pedra marmore, inglezes e fran-
cezes.
Mesa elstica, guarda louca e aparador.
Sotas, cadeiras para gabinetes, sala do jantar,
dito de balanco c cVe fechar.
Banqninhas, candieiros, lanternas", louca para
mesa ele.
Um elegante eabriolet com um bonito cavallo
rudado bom trotador, e lindos cavallos de
sella com todos os andares, e oulros objec-
tos que se deuam de mencionar.
Cuja sua casa aluga o nessa occasio proporcio-
na aos pretendentes examinar as coramodidades,
a qualsende de dous grandes andares e grande
solo. lem grandes salas, gabinetes e quarlos
espacosos, cocheira, boa estribara, senzala para
pretos edoas quartos cora cacimba ele, etc., ac-
recendo mais que a dita casa muilo fresca.
Haver lunch para os concurrentes.
LEILO
DE
Novis sera reserva.
Quinta-feira 10 do corrente:
O.agente Borja far leilo em seu armazem na
ra do Imperador n. 15, de diversas qualidades
de movis como camas, commodas, cadeiras,
toucadores, lavatorios etc., ele, ejnuitos outros
artigos que fora eofadonho mencionar.
Comegar sll horas do dia cima referido.
LEILO
A pessoa que honlcm foi a ra de Santa R.ita
n. 48, dar esclarecimentos sobre a perda de um
penle de tartaruga que fouperdido no dia 6 do
cVrcnio noile na igreja de N. S. do Tergo,
queira ter a bondade de dirigir-se a mesma casa
das 7 s 9 horas da manhaa, visto a pessoa com
quera se cntendeu nao saber da dita perda, ou
entao dirigir-se a esta lypographia das 9 horas
da manhaa em dianle, <|ue alm de se gratificar
generosamente se lhe licar obrigado.
Precisa-se de alguns
meninos para aprender o of-
Picio (le marcineiro : na rua de
S. Faancisco confronte a igre-
ja, armazem que tem a oici-
ua da parte de detraz.
Os artistas allaiates de Pernambuco, com-
penetrando-se de que por meio de urna associa-
c1o que poderlo nao s aperfeicoar a sua arte,
como tambern garantir um meio de subsistencia
decente e honroso seus irmaos d'arle, e s suas
familias, que ou por avanzada idade, ou por
qualquer deformidade physica se acharen) im-
possibilitados do Irabalhar ou que fallecerem na
miseria, rcuniram-se de commum accordo, e
forroaram urna associaco denominada dos
Artistas Alfaiatescojos" estatuios j se acham
approvados pelo mui digno chefe de polica o Sr.
Dr. Alencar Araripe.
Felizmente com trabalho venceram o bices,
que Mies queriam antepor alguns homens, que nao
so compenetrara da posigo, que Ihes justa-
mente devida, e cojo nico Pira perseguir a
aquellos de quem muitas vezes veem a deponjnr.
mas felimejita-*'"-"-"*' que lhes
queran! embargar o passo ao silencio, cora f e
resignarlo chegaram a por em realidade seu pen-
samento, que para elles talvez nao passasse de
um sonho, de urna chimera.
Os mesmos advertem que a.presente associa-
gao nada lem com urna "outra que so projectOjU
fundar alguns annos passados, e que nao leudo
realidade chegou-se a vender os poucos espolios
que j possuia ; admittindo-se um exclusivismo
onde somonte prodominavam os mestres, o que
era um absurdo completo ; assira pois crearam
a presente ondo observada somente a lei da
igualdade e da caridade, nica que deve predo-
minar, por se achar sanecionada na religio do
Crucificado o coaduoar-se com o progresso e ci-
vilisago do nosso paiz.
A cotnmitao abaixo assignada
dos artistas alfaiates, convida a to-
dos os seus socios e aquellas das pes-
soas que lite quizerem honrar para
a sesso magna da inauguraoaT) de sua
aisociacao que tera' lugar em o palace-
te da ra da Praia, as 10 horas e meia
da manhaa, no domingo 13.Manoel
da Vra de Farias,* Vctor Angelo Gre-
gorio, Manoel Joaquim Machado Gui-
marSes, Antonio Macario de Assis, Ma-
noel Peixoto da Paixao.
O Sr. Joo Filippe dos Sanios deixot de ser
caixeiro da casa de James Crabtree & C,. desde o
dia 1 de maio presente.
Joo Filippe aos Sanios declara que se des-
pedio da casa dos Srs. James Crablree & C, no
dia 30 de abril prximo passado.
Novidade.
Acabam de chegar n.0 ullimo paquete a este
mercado as afamadas pennas d'ago dos autores
Perny & C. que se vendem tnicamente na loja "de
miudezas da ra da Cadcia do Recito n. 5, a
proco de 2# a grosa.
-Os Srs. Jos Domingues Pereira,
APPMYACM) E \IT0BS\^
DA
E JUNTA flWRAL DE W6INB PUBLICA
ELECTRO-MAGNTICAS EPISPATICAS
Be Ricardo Kirk
Para seremapplicQ&as s partes affectadas sem
resguardo nem incommodo.
VS CHAPAS MEBINAES sao muilo conhecidas no Rio de Janeiro e era todas as provincias
oeste iuperio ha mais de 22 annos, e sao afamadas, pelas boas curas que se tem obtido as enfer-
midadt sbado escripias, o que se prova com innmeros attestados que existem de pessoas capa-
zes e c e dislinc^es.
iom estas Chap*6-blectro-iiagnet!cs episp.vsticas obtem-sc urna cura radical e infallivel
em lodosos cases de nflainmacao (canca; ou falta de respiracao), sejam internas ou externas co-
mo do flgado, botes, estomago, braco, rns, tero, peito, palpilaco de cora^o, garganta, olhos
erysiptlas, rhe*imaiismo, ataques nervoso, te, etc. Igualmente para as differentes especies de
tumores, como lobmhos, escrfulas, etc., seja qtial Mr o seu lareanho e profundeza, por meio da
suppunoao serio radicalcente extirpados,eodo o seu uso aconselhado por habis e dislinctos fa-
cultativos.
Vs encotnendas das proiincias devem ser dirigidas por escripto, lendo todo o cuidado de
azer a; necessanas explkaces.se as chafas sao para homem. sonbora ou crianca, declarando a
molcst a em que parle docorpo existe, se la cabega, pesroco, brago, coxa, perna. p, ou tronco do
corpo, declarando a circunstancia : e send ferida ou ulceras, o molde do sea tamanho em um
pedaco de papel-e a deolaragao onde existas, afim de que as chapas possam ler bom applicadas
no seu lugar. *e
Pd<;-se mandar vir de qualquer ponto do imperio do Brasil.
Consultas a todas as pessoas que a dignarem honrar com a sua confianen, em seu escrioto-
no, qu 3 se achara afcerto todos os dias, sen excepeo das 9 horas da manhaa s 2 da tarde
119 Ruado Parto ||9
PERTO DO URGO DA CARIOCA
Galera americana re-abert*
c.i.,;u umencana re-abena
Galera americana re-a berta
Galera americana re- abena
Galera americana re-aberta
Galera americana re-aber la
Grarde sorttmenlo de fszendas
Graidesortirnenio de fazendas
Graide sortimento de fazendas
Grande sortimento de fazendas
Graide sortimento de fazendas
Graide soitmenlo de fazendas.
Pede-se a atlengao das senhoras e cavaiheiros
Pede-se a altencio das senhoras e cavaiheiros
Pede-se a allencar, das senhoras e cavaheiros
Pede-se a atlengao das senhoras e cavaheiros
Pede-se a attenco das senhoras e cavaheuos
PeJ-se a allencao das senhoras e cavaheiros.
Na ua do Imperador
Na ra do Imperador
No ra do Imperador
. Na roa do Imperador
Na ra do Imperador
Na ua do Imperador.. ,
Para bellos retratos
Para bellos retratos
Para bellos retratos
Para bellos retratos
Para bellos retratos
Para bellos retratos.
Peb artista A. W. Osborn
Pelo artista A. W. Osborn
Peb artista A. W. Osborn
Pelo artista A. W. Osborn
Peb arbisto A. W. Osborn
Pelo artista A. W. Osborn.
Retratos para 39 al 30&00O
Retratos para 39 al 3090OO
Retratos para 355 at 309000
Retratos para 39 at 3O50OO

Si) urna pucetra.
Boa-Vis!a at
a entregar na
djbe ser
buco, que
lamente
pregar algij-
t Roga-e a peaaoa
que se perdeu desde a
ao p do quartel de p
taberna do helean,
gratificado.
= O Dr. Ignacio Firmo
nao obstante nao achar-sa3
restabelecido do grave incl
que fra accommettido desde nf
pascado, tem com tudo destinarte
mas horas em o exercicio de sun proQssao, para
o q^ue poder ser procurado das. 9 horas da ma-
nhaa s 3 da larde, no pateo do Carmo., sobrado
n. 9, primeiro andar ; o desta hora em diante no
Cachang. O mesmo doutor havisa a seus fre-
guezes e a todas as pessoas que o quizerem hon-
rar, couflando-lhe seusdoentes, que lem rcora-
nisado a sua casa de^aude, sita na Passagem da
Magdalena, enlre as pontos grande o a pequea
do Chora-menino, que alera de se achar montada
convenientemente dispe de coramodos para
mais de 40 doentes, segundo a cMliegoria e se-
xos, pelo mais comraodo pre;o, que na actuali-
dade se pode Tazer. As pessoas livres recolhidas
enfermara pagarao a diaria de 3$, e cscravos
2J ; dando-so ainda algum abntimenlo no caso
de que a molestia se prolongue por mais de um
mez. As pessoas que desejarem um trataroento
distincto pagarao na razao da despeza que fize
rem. Para tratar, podem dirigir-sc casa do pa- I fin
teo do Carmo cima indicada, ou com o Sr Jos'
Firmo Xavier na dita casa.
O Sr.Trajano Carneiro Leal deixou de ser cai-
xeiro do abaixo assignado desde o da 5 do cor-
rente. Recife 7 de maio de 1860.
Sebaslio Jos da Silva.
Arrenda-se o engenho Sant'Anna, d'aeua
silo na freguezia do Serinhaem. moenle e cor'
rente : a tratar com Scveriano Camello Pessoa de
Siqueira Ca-alcanti, na ra de Hortas n. 14 ou
no mesmo engeuho com o propietario. '
Perdeu-ie na madrugada da da
6 do correte, um aloete de ouro
com tt^Hrua da Saudade a ra
do Hospjgp e matriz \ Boa-Vista, e
desta seguihdo pelas ras do Arapfio
"o3|Sailta Cruze CotOT); roga-ie a qSem
o achou o favor de ^ntreg^-lo na' rui
da Saudade primeira cata, viudo da
ra Formosa da Boa-Vista, aonde se sa-
tisfar' qualquer despeza se auitn o
exigir.
- Os herdeiros do fallecido Jos Eu-
genio da Silva Ramos, querendo ven-
der o engeuho Camaragibe de Seri-
nhaem, que lhe coube em partilha por
morte de seus pais, convidam a qual-
quer que se julgue prejudicado em
seus (Atritos com esta vfinda que apr-
sente seus ttulos dentro em 15 dias,
tetnpo em que e pretende realisar a'
referida venda. Recife 8 de maio
Precisa-se de um cnpellao que queira ajus-
tar-se por anno para celebrar em urna das igreias
nmeros '""" na rUa^ CresP- *
Qucm quizer comprar os objectos seguinles
d.rija-se a esta lypographia, na qualse dir quera
os vende : 1 lustre de bronzo para 8 luzes l
a.randellas de bronze dourado, 2 globos, 4 am-
peoes o 2 lanternas.
Hennetla Cook vai para a Inglaterra
--" Nos Coelhos, ra dos Prazeres, casa de por-
tao com 2 loocs, precisa-se de urna escrava ou
ama forra que saiba desempenharcom fldelidade
e pcrfcicao o servico interno c externo do urna
casa de pequea familia. Nao so olha a preco
Precisa-se de urna ama para o servico de
portas denlro : na ra do Collegio n. 21.
Manoel Joatifiim Moreira vii a Europa.
O Sr. Francisco da Silva Lisboa, Jovonoio
Jos Antunes, Jos Domingues Pereira, Francis-
cisco da Silva Queiroz, queiram dirigir-se ra
Direita n. 68, a negocio de seu Intercsse.
Precisa-so de um caixeiro para cobranzas
que seja activo, que lenha"boa letra, o sirva p'ar
tambem fazer cobrancas no mato, dando fiador a
sua conducta : a tratar na loia da ra da Cadeia
do Recife n. 64.
Acha-se fgido desde 19 de abril o neg'ro
do na^o, de nome Andr, de raeja.idade, e ren-
dido de uraa verilha, levou calca de brim e utt
bonelde panno ; esle negro cscravo do Sr. Luiz
Moreira de Carvalho, e eslava alugado na padaria
de Bcrnardino da Costa Campos, na Solodade, o
empeohado para descoulo de divida, andava ve'n-
dendo poein um panac : rogarse, portanto, a
quem delle tiver noticia ou o apprchendcr, o le-
vem dila padaria, ou a seu senhor na praca da
Boa-Vista.
Attenco.
O acadmico Manoel Francisco de Honorato de-
clara que nao lem commissionado pessoa alguma
para procurar 03 scus negocios ; qor issoa a pes-
soa que por engao, malicia, ou graga sem gra-
?a, lirou do correio as carta n. 172, trazids do
sul pelo vapor Paran no dial do correte,
lenha a bondade de entrega-las, erabora eslej&m,
abertas, na ra Direita n. 88, primeiro andar.
Manoel Thomaz de Oliveira relira-se para o
Rio de Janeiro.
As pessoas que mandaram Ungir obras-na
casa das Cinco Ponas n. 45, no prazo de 15 dias,
nao vindo buscar, sero vendidas para pagar-me
,dc meu trebalho.
No armazem do Sr. Joo da Cunha Noves,
io largo da alfandoga, enlregou-se a um pardo
David Martina da Silva Borges-v.ii a Portu- '0 caixas de charutos de Havana para serem en-
gal Iratardcsuasaude, e deixa por seus procura- 'regues a Jos Alves Lima na praca da Boa-Vis-
dores durante a sua ausencia, .Maximino Marlins 1la. com>> o dito pardo ainda as nao enlregasse,
da Silva Borges, Jos Marlins da Silvo Borges. e roga-se a quem as liver'recebido por engao, do
Jos Antonio Braga da Silva avisar ao mesmo Lima.
ARUEMATACO DF. DIVIDAS.
Nos dias 5, 8 c II do trrenlo tem de serem
arrematadas as dividas do finado Manoel Fernn-
des Guedes, na importancia de 29:045768 prin-
cipal e juros al agosto de 1836, depois da audi-
encia do Dr. juiz de orphaos ; q lalquer licitante
que queira examinar a qualidade dos dbitos do-
ve procurar o es ripio em mo do porteo dos
orphaos e ausentes Amaro Antonio de Farias.
Sendo a ultima praca no dia 11 s ti horas da
manhaa, na sala das audicnias.
Falco, lendo
A dinheiro ou a prazo.
Vende-sc urna linda mobilia do Jacaranda, mo-
derna, c outra de mogno em bom uso : na ra
da Iinper3triz, loja n. 4.
Vende se urna por^o de cemente do coen-
tro, em garrafas a 200 rs. : na ra da Lapa nu-
mero 13.
Vende-se uraa escrava com meia idade, que
sabo cozinhar, ensaboar e fazer o mais servido do
urna casa : na na da Cruz n. 43.
Vende-se uraa canoa nova que pega em
200 feixes'de capim : na ra Imperial n. 171.
Era casa do Rothe & Bidoulac, ra do Tra-
piche n. 18, vende-se o seguinte :
Cemento romano da marca Z.
Vinho xerez em barris e garrafas.
Dito do Porto, London Particular, em ditos c
ditas.
Agurdente cognac era barris e caixas.
Tintas sorlidisem latas de ferro.
Alvaiado de zincoo chumbo.
Chumbo em folha.
Dito em barra.
Charutos de Havana.
Pregos de cobre.
Champanha era gigos.
Marrasquino. *
Manoel Comillo
meado pelo Exm. Sr. presidente da provincia
thesoureiro das loteras avisa ao respeilavcl pu-
blico que lendo em vista regularisar as mesmas
loteras, subraetteu a approvacao do mesmo
Exm. Sr. presidente o plano que abaixo vai trans-
cripto e por elle vai ser extrahida a terceira par-
le da primeira lotera concedida a favor da ir-
mandade do Divino Espirito Sanio da igreja do
Collegio, devendo as rodas da dita loleria impre-
lerivelmenlc correr no dia 26 do presente mez,
no lugar do costume, o os respectivos bilheles
su .u iimu uijiumus a venaa ncrrscnpiono ua inc-
souraria das referidas loteras'sito na ra do Im-
perador (outr'ora do Collegio) sobrado de um an-
dar n. 2 por cima do armazem de fazendas do
Sr. Rolim, desde s 8 horas da manhaa s 6
horas da tarde.
O mesmo thesoureiro espera a coadjuvaco do J- lcmJldo gr3nd!! prazor' d contrano enlrega-
respeuavel publico pois com ella enviar lodos | K^apr.ocurador' aQm de azer 3 CobranSa
os esforcos que eslivercm a seu alcance para que iJ ,,',,:,' & Ke,
nao s sejam ellas extrahidas nos dias que fo- **" & Barbo
rem marcados, mas lambem para que tenham
grande incremento e mesmo al o de elevar pro-
Attenco.
Bandeira & Barbosa cora loja e fabrica de cha-
peos na praga da Independencia ns. 23 n 25, no-
vnmente rogara aos seus devedores o favor de
lhes mandarcra salisfazer seus dbitos, visto quo
porcionalmenle o capital do cala urna aos dos
que sSo extrahidas na corlo do ftio de Jarreiro.
4000 bilheles a 10$.................. 40.000JOOO
20 por cento do beneficio........... 8.000000
Alugam-se duas moradas de casas trros
uviniano, Jos Antunes, francisco da ^^0^^^^
DE
m^mm
%
A. requenmeap <|o curador da mam
fcllida de Pedro Jos de Mello Cdsta e
despacho do 111 m. Sr. Bt. juiz
reito especial do eommercio
Hyppolito da Silva, fara' le
vida da mesma mana na
Silva Quero, Tiburcio de Lima Pe-
reira Barbalho, Joaquim Pereira da
Costa Larangeira queiram dirigir-se a
rua Direita loja n. 68, que se lhe quer
fallar. ^
Companhia doBe-
beribe.
Sao convidados os Srs. accionistas a
se reun re ni em sessSo da assembla ge-
ral ordinaria de conformidade com o
artigo 17 dos estatutos, no dia 12 do
corrente pela urna hora da tarde no
escriptorio da companhia rua do Cabu-
ga'n. 16, primeiro andar, para to-
maren! conhe?imento dos negocios da
companhia no semestre
decreta rem o pagamento
dendo-
Escriptorio da dministracSo dajGom
panhia de Beberibe 8 de malo de 1 60.
Jos Teixeira Bastos,
terino.
lar na rua Nova n. 53.
decorrido e
do 24- divi-
secretario i-
ESCRITORIO DE ADYOCVCIA
DOS BACIIAREIS
Cicero Odn Peregrino a Silva |
e 1
Lurcliano Augusto P. de Carvalho
Na rua Direita nu-

mero 00.
de coslureiras para obra de car-
ura
moco pa cobra
fe escripia, e que ?5a de
tratar na rua eslreita do Roaari
r Manoel Cirpinteiro da Silva B:
adoptivo, vai a Portugal.
Da-se 600|000 a premio de i por cea^H
mez, sob penhorea de ouro : na loja de HvrOod
Sr. figueiroa te din quem d tm quantia. {;ao
NA
2 RUA DO QUEIMADO
g Numero 26
m PRIMEIRO ANDAR.
'recisa-se alugar um moleque escravo de
iza li annos, para o servido de uraa casa de
pouca ramilia: quem quizer alugar, dirija-se
rua di Trapiche wovo, n. 18, terceiro indar.
: para ce alugar com com modos para urna grande
amilii: nd rua do Kivramoolo n. 4.
l|reciaa-se de urna ama forra ou captiva no
pateo i'o Terco n. 2(5.
Irecisa-se de ama ama que compre e co-
zmhe ara duas.pessoa r no primeiro andar do
sobrado da rua das Agfas-Verdes.jjwio ao muro
cahidi.
O Sr. Agostinho da Silva Cuimares tero
"umaeifta-na rua do Vigario n. 17, primeiro
au'dar.
Aura.
tt'sc de Mma """ torra ou captiva
familia : na rua da
mi'* pequea 1
penrtrl: n. '/ *
L iva-se O engomma-ie cora muita pe
m rua do i?oiiro da Boa-Visla a,.
Precisa-se
regagio.
Jockey Club.
A commissao directora tera marcado o da 12
do correnle, s 4 horas da tarde, para a terceira
corrida no prado da Piranga.
A primeira corrida ser de 1,000 Dragas.
Entrada de cada cavallo6O9O0.
A segunda ser de 500 bragas.
Entrada ae cada cavallo30*000.
A terceira ser de 700 bracas.
Entrada de cada cavallo"-tOSOOO.
O premio da primeira corrida ser a importan-
cia das entradas dos cavallos, o da segunda e ter-
ceira na mesma conformidade. Os socios que
quizerem inscrever scus cavallos devero diri-
gir-se as thesoureiro da mesma commissao at o
dia 10, depois do qual nenhuma inscripgao ter
lugar.
= Antonio Maria da Silva Pereira vai ao
Cear.
Aluga-se um moleque para o servigo de
urna casa de ponca familia na rua Imperial
n. 52.
Antonio Duarte subdito Portuguez relira-se
pira o Rio de Janeiro.
Fernando Subiela, retia-se para a Europa
alractar de sua saude, e durante sua auzencia
deixa por seus bstanles procuradores em primei-
ro lugar a aeu socio Anlonio Benlo d'Arujo, em
segundo lugar Jos Pedro d'Alcantara, e em ter-
lugar a Gabriel Antonio da Castro Quintes.
gfjuga-ge um primeiro andar proprio para
a tratar na loia do mesmo n. 27.
ia Velha.
-sj de urna ama capaz para o ser-
(* do pouca familia : no paleo de
J.JB.
1 Premio de......... 10:000g000
1 Dito de............ 5:00OO00
1 Dito de............ 1:0008000
1 Dito de............ 4008000
4 Ditos de 200$..... 8008000
8 Ditos de 100$..... 8OJW0O
19 Ditos de 50#..... 95OJJ000
40 Ditos de 20$..,.. 80ft)000
1225 Ditos de 10$..... 12:250J0O0
1300 Premiados.
2700 Brancos.
4000 Bilheles.
Thesouraria das loteras 12 de abril de 1860.
O thesoureiro Manoel Gamillo Pires Falciio.
Approvo Palacio do governo de Pernambuco
19 de abril de l860.=Luiz Barbalho Moniz Fiuza.
Conforme. Francisco Lucio de Caslro.
Thesouraria das loteras 4 de maio de 1860.
Manoel Cimillo Pires Falcao.
Pao de Senteio.
Acha-se venda, do meio dia em dianle, em
quarlase sabbados, na padaria allemia, em San-
to Amaro, e na rua da Iroperatriz u. 2, e na rua
da Cruz no Recife n. 5.
Quem deixar de com-
prar ?
1 escrava, crioula, de 25 annos de idade, peri-
ta cozinheira ; 1 dita de 35 annos, insigne lava-
deira e.quiiandeira por 7009000 ; 1 dita dita por
650SOOO ; 1 escravo bom copeiro ; 1 dito para
todo o servigo, do 36 annos de idade, por 800;
1 mulalinho do 18 annos de iiade, el muleque
peca : ua rua das Aguas Verdes'n. 46.
Na rua do Vigario n. 29, vendem-se velas
do carnauba e de composirao muilo boas, assim
como cera de carnauba. a rp isma fabrica pre-
cisa-se de um moleque de 12 a 14 annos de ida-
de, para o servigo da mesma.
Vende-se superior farinha de mandioca, sabo
niassa c amarello, saceos de feijo, cera de car-
nauba, collas muilo novas, e tudo muito em con-
ta : no armazem da rua do Vigario n. 20, de Ro-
dovalho & C.
II O Dr. Antonio Agripino Xavier de Bri- ||
to contina aTesidir na rua da Cruz n. fe
27, segundo andar. |E
Relogios
Suilsos.
Era casa de Schafleillin.de Cy^rua da Cruz n.
38, vende-se um grande e variado sortimento de
relogios de algiboira horison(ai>s, patentes, chro-
nometros, meios chronbmstros, de ouro, prata
dourada e folheados a ouro, sendo estes relogios
dos primeiros fabricantes da Suissa, que se ren-
deio por pregos raioaveis. *
= Jos Dias Moreira Jun or [relira-se par*
Lisboa.
com loja e fabrica do
chapeos na prara da Independencia ns. 23 e 25,
avisam as pessoas que lhes lem dado chapeos
para concertar, tenham a bondade de os mandu
ver at o da 20 do correnle, do conlrario sero
vendidos para pagamento do concert, assim co-
mo nao se responsabilisam por alguns que esto'
em seu poder para guardar.
Fugio da casa do abaixo assignado, no dia
7 de maio, pelas 11 horas do dia, um cscravo de
nome Joaquim, por alcunha rio preto, com os
signaes seguimos : cor fula, lem o dedo mioimo
do pe direito levantado, urna cicatriz na p cs-
querda, 2 denles faltos na frente, lem marcas do
j ter sido surrado, levou caiga branca, camisa da
mesma cor, chapeo de raassa rapado : roga-se a
quera o apprchendcr, leve-o rua Nova n. 48,
que ser gratificado.
Antonio Eloy Rodrigues da Silva.
M. A- Caj & C avisara ao rcspeitavel cor-
po de eommercio desta praga,' e as pessoas que
leem conta em sua casa, que deixou de ser seu
caixeiro o Sr. Joaquim Goncalves Chaves desde
o dia 6 do correnle. Picando em seu lugar o Sr.
Joo Luiz Bastos Jnior.
= A pessoa abaixo assisna^ia, faz scicnle ao
respeilavel publico, que nao fagam negocio da
qualidade alguma com Manoel Rodrigues Cosa
acerca da parle do sitio denominado Piedade, as
Curcurauas, porque esle homem nao existe mais
em seu perfeilo juizo, nos por motivos de mo-
lestias como pelo mo habito de ver-se sempre
no eslado do miseria, pois a pessoa que com elle
fizer qualquer negocio.ver-se-ha depois embara-
cado ^ perder toda e qualquer transaego ou ne-
gocio que com elle fizer acerca desta parte do
sitio ciraa mencionado, pois sua mulher sabe
ler e cscrever, e nao assigna nenhum papel de
trato que cora este homem se fizer, pois elles
tcem fllhos e nao os quer ver em perpetua mise-
ria, c depois disto esta pequea parle heranga
que locou a abaixo assignada por legitima de sua
finada e carinhosa mai, Rosa Maria dos Prazeres,
pois o nico bem que lhe resta, que o demais,
este mo homem extraviou sem se lembrar do
seus menores e csrinhosos fllhos, quando elle
ainda moco, c que hoje j vclho com a idade de
mais de 60 annos, vive nos mesmos extravos,
sendo mais hoje obligado da miseria em quo
constantemente vive, e constando haver um ho-
mem ambicioso e illusor que o illude para esta
compra e venda, muito principalmente quando o
vi noste mo estado de fra de si cpm os princi-
pios que o publico ajuizar. e para que nao se
characm ao engao, fago esle aviso por esta fo-
lha publica, anulland todo e qualquer nego-
cio que com este se Gzer, advirto, nao consinto
que uinguem assigne por mim e a rogo, em ne-
nhura tribunal ou cartorio, nem em escriptura
publica ou particular. Recife 7 de maio de 1860.
Marianna Therezade Jess.
Aluga-se um sitio com boa casa de viven-
cia, cocheira o estribara, no lugar da Capunga
Velha : -quem pretender, dirija-se a rua do Vi-
gario n. 31, que achara com quem tratar.
Capitana
do porto de Pernambuco 24 de abril
de 1860 .
Do ordera superior publica-se o seguinte, para
conhecimento oes navegantes.
Copia. !. seceo. Palacio do ffovemo do
Rio Grande do Norte 16 de abril de 1860.-Illm.
e ixm. Sr.Cuaspre-me fazer chegar ao conhe-
cimenio de V. Ere., para os flns convenientes,
que, segundo declarou o capillo do porto desta,
provincia, a luz que aerve de pharol na fortaleza
dos Sanios Reia Magos, pode ser vista do conrea
de nm navio regular, distancia de ISr a 13 mi-
Ihas, por se achar approximadamento m altura/
de 43 ps inglezes.
Dos guarde a V. Ezc. Illm. e Exm. Sr. presi-
dente da provmeia de Pernambuco. O presi-
dente, Joao Jos de Oliveira Junqueira.
Conforme=Francisco Ldcio de .Catiro. No im-
pedimento do secretario, Francisco Fumino Moq-
1
* **
1
!..
>-.
teiro.
I MUTILADO I


Boa oasa para ulugar.
No dia 8 do corrate lem lugar a ultima praca
para a arrematado por tres nnnos das rends do
sobrado de tres andares e soto com mi'
sila na ra estrella do Rosario n. 41, com gran-
de armazem lageado de tres pojlas, gabinete em
cada ura do andares, e oulrassouilas accommo-
daeds, avallado no todo em 1:7009 por atino,
na sala das audiencias, depos de Anda a do juizo
municipal da primeira rara.
Grammacaingle-
za de Oliendorff.
Novo methodo para aprender a lr,
a escrever e a fallar inglez em 6 mezes,
obra intcirament nova, para uso de
todos os estabelecimentos de instrucc5o,
publicas e particulares. Ven de-se na
praca de Pedro 11 (antigo largo do Col
legio) n. 37, segundo andar.
. -. Precisarse de-tim prcto que nao
leja muito moro, para servicos domsti-
cos de urna casa estrangeira ; a tratar
da ra da Cruz n. 4.
DlAR DE fEnNAMBC, QAftTA Wij| 9 DE M*IO t)Klt60,
COMPANHIA
ALLIANCE
Establecida em Londres
CAPITAL
Cinco miHiocs lie \i\sras
esterlinas.
Snwnders Brothers & .* tem a honra de In-
formar es Srs. negociantes, proprietarios de
:asas, e a guem mais couvier, que estao plena-
mente autorisados pela dita companhia para
etloctuar seguros sobro edificios de lijlo e pe-
ora, cobertos detcNia e igualmente sobre os
objectos que contiverera os mesmo* edificios,
qualquer qualidade.
Almanak da provincia.
Sanio a luz a folhinha com
o almanak da provincia para
o correne anno de
Ra Nova, em Bruxellas (Blgica),
SOB A DIRECTO DE E- KUNAND.
Este hotel collocado no centro de um das capitaesirojortantes da Europa, torna-sede grande
valor para os brasileiroseportuguezes, por seus bons commodos e confortavel. Sua posicao
urna das melhores da cidaJe, por se acbar nao so prximo is estaques de caminos de ferro, da
Allemanhae Franca, como por ter a dous minutos de si, todos os theatrose divertmentos ; e,
alera disso, os mdicos presos convidam.
No hotel hasempre pessoas especiaes, fallando ofraicez, allemao, famengo, inglez e por-
uguez, para acompanhar as touristas, qur em suas excursSes na cidade, qur no reino, qur
emfim para toda a Europa, por presos que nunca exceden de 8 a 10 francos (39200 45POOO)
por da.
Durante osspaco de oito atlez mezes, ahi residirn) os Exras. Srs. conselheiro Silva Fer-
rao, eseufilhoor. Pedro Augusto da Silva Ferrao, (de Portugal) e os Drs. Felippe Lopes
Nelto, Manoel deFigueirda Faria, edesembargador Pontts Visgueiro ( do Brasil,) e muitas o-
tras pessoas tanto do ura, como de outro paiz.
Osprecos de todo osorvico, por da, regulam de 1 ) a 12 francos ( 49000 49500.)
No hotel encontrara-seinformacis exactas acerca de udoquepWe precisar nm eslrangeiro
'5)
Sirop du
vmw
JARABE DO FORGET.
Este xarope est approvado pelis mais eminentes mdicos de Pars,
como sendo o merhor para curar < onstipa^oes, losse convulsa e outrss,
atleooees dos bronchios, ataques de peito, irrilscoes nervosas e insomnolencias: urna colberada
pela manlia, e outra a noite sao sufOcieliles. O circilo dtsl. excelente xarope satisfaz ao mesnio
lempo o doenle e o medico.
O dtposito i na ra larj* do notario, botica de Btrlko'ameo Francisca de Soun, n. 36.
Aviso ao commercio.
Caixeiro.
I Um'mrco dc22onnos, chegado do Porto no
Manoel Joaquira Moreira, socio do fallecido "' bri8uell,sPer;!n?a'>: Prccisa arrumar-se cm qual-
Migucl Jos Rodrigues da Costa, cuja firma so-
o qual se vende a 800 rs. na
praca d a Independencia livra-j
ria n. 6 e 8 contendo alm do
kalendario ecclesiastico e
ot :
Noticia dos principaes esta-
dos da Europa e America com
o nome, idade etc. de seus im-
peradores, reis e presidentes.
Resumo dos impostos ge-
raes, provinciaes, municipaes
e policiaes.
Tabella dos emolumentos
parochiaes.
Empreados civrs, milita-
ras, ecclesiasticos. Iliterarios
le toda a provincia.
Associades commereiaes,
agrcolas, industriaes, littera-
rias e particulares.
Estabelecimentos fabris, in-
dustriaes e commereiaes de
todas as qualidades como lo-
jas, vendas, acougues, enge-
nhos.etc, etc.
Serve elle de guia ao com-
mereiante, agricultor, mari-
timo e emfim para todas as
classes da sociedade.
Lines de' francez e
piano.
Mademoiselle Clemence de Hannetot
de Manneville continua a dar licoes de
francez piano na cidade e nos arrabal-
des : na ra da Cruz u. 9, segundo andar.
= Na ra deMondego n. 7, freguezia da Bou-
Vista, se dir quem precisa de urna ama para um
homem solleiro, para todo o servico de portas
dentro.
Manoel Joaquim Moreira, durante a sua au-
sencia, deixa por eus baslanies procuradores os
Srs. Joio Luiz Vianna e Manoel Jos Guedes de
MagalhaeSj o na gerencia de seu cstabeleciinento
os Srs. Antonio de Azevedo Ramos e Miguel Jos
da Silva.
kia! era Miguel Jos Rodrigues da, Costa & Mo-
reira, julga nada dever tendente a extincta tima ;
mas se alguem se julsar credor, queira apresen-
lar sub conta at o da 9 do corrente para ser
pago.
Altenco.
t>
Os senliores agraciados do da 14 de marjo p.
p. que quizerero tirar scu3 ttulos, honras e'con-
decoracocs, podera crltender-se com Fredcidco
Chaves, ra da -Imperatriz n. 17.
Ama.
Na ra da Cadeia do Recife n. 25 precisa-se
do urna, livre cu escrava, quo cozinhc o en-
gomiue.
Aluga-se urna baixa de capim
grande que da' durante todo o anno, si-
tuada na Soledade : quem precisar d-
rija-se a ra da Cruz n. .
*rYTT?TVrrTYVTT*VTYrTTTYYT*T>
DENTISTA FRANCEZ.
Paulo Gaignoux, dentista, ra das La-
rangeiras 15. Na mesma casa lem agua e
p denlifico.
Por um corle de cabello e
risamenlo. 500 rs.
Ra da Imperatriz n.7.
Lecomtc acaba de receber do Rio de Janeiro
opriraeiro contra-meslre da casa Augusto Clau-
dio, o um outro vindo de Paris. Esta estabele-
cimenlo esta hoje as melhores condices que
possivcl para salisfazer as encomraondas dos
oltjcclos em cabellos, no mais breve terapo, co-
mo sejara : marrafas a Luiz XV, cadeias de relo-
gios, braceletes, anneis, rosetas, etc., etc., ca-
baliciras de toda a especie, para liomens e se-
nhoras, lava-se igualmente a cabeca a moda dos
Eslados-L'nidos',-sem deixar urna s pelcula na
cabeca dos clientes, para salisfazer os pretnden-
os, os objeelos etu cabello sero feitos em sua
preseDca.se o desejarem, c achar-se-ha sempre
urna pcesoa disponivel para corlar os cabellos, e
pentear as senhoras em casa particular.
= Antonio Marques de Ainorim faz publico,
que no da 21 do corrente foi recolhida em seu
sitio na Ponte de-Ucha urna preta velha por
nome A cu a, era estado de embriaguez.o mordi-
dida por uns caes. O seu estado nao permillio
obler delta informacao alguma que indicasse se
era livre ou escrava. "Rendo sidocuidadosametrie
tratada acha-sa quasi roslabelecida, mas apenas
sabe dizer que pertence a urna senhora viuv,
moradora na ra do Collegio, e por i&so se fa
o frsenlo annuncio para que a pessoa a quem
partenca a mande buscar.
agencia dos fabricantes america-
nos firou ver & Baker.
- Machinas de coser : "em casa de Samuel P.
Johnston & C, ra da Senzala Nova n. 52.
E' chegado. loja de Lecomte, aterro da
Roa-Vifita n. 7, o-exccllenle leilo virginal de ro-
sa branca para refrescar a pello, tirar pannosf
sardas e espinhas,. e igualmente o afamado oleo
"abosa para limpar e fazer crescer os caberlos,
assim como pa imperial de lyrio de Florencs^
para burluejas o asperidades da peHe, conser-
va a frescura o aveudado da priaavera da
vida.
quer cslabcleciracnto, escreve muito bem : quem
desea piestimo se quizer utilisar, dirija-sa ao
pateo do Para rao n. 18, taberna.
Gui hernre Pursel aluga a sua casa em San-
to Aman, quasi defronte da fundieo do Sr.
Starr, con cemmodus para grande familia, ou
raesmo para um collegio, assim como vende o
*eu sitio e -casa defronte dacapella de Belleni,
tambem :cra grandes commodos, trras de plan-
tacao e orvores do fructo : os pretenden tes diri
jam-sc a< mesmo sitio, ou i ra do Imperador
n. 2G, dt fronte da casa da relac,o.
nociedade \>am\
AmCrim, Fragoso, Santos
Companhia.
Os se ihores socios commanditarios sao con-
vidados a realisar a terecira entrada del2 1|2
0|O eobrii os seuscapitaes at o di-a 16 de maio
corrente de conformidade com o respectivo con-
trato social. Recife i.- de maio de 1860.
FO HUMUS I'AIU 1860.
Esto S venda na tivraria da praga da Inde-
pendencia ns. 6 e 8 as folhinhas para 1860, im-
pressas csta typographia, dasseguintes quali-
dades :
OLHiNIIA RELIGIOSA, contendo, alm do
kilendatio e regulamento dos direitos pa-
re chiaes, a continuacao da bibliotheca do
C -isto Brasiloiro. que se compde : do lou-
vnr ao santo nome de Dos, eoroa dos ac-
tesde s'iior, hjmnos ao Espirito Santo e
a N. S., aimitacao do de Santo Ambrozio,
jaculatorias e commemoraco ao SS. Sa-
c;amento e N. S. do Carino, exercicio da
Via-Sacra, directorio para ora^ao*mentali
d.vidido pelos dias da semana, obsequios
a) SS. coraco de Jess, saudacocs devo-
tas s chagas de Chrisla, oraces a N. Se-
nhora, ao patrocinio de S. Jos e anjo da
g jarda, responro pelas almas, alm de
o itras oraces. Preo 320 rs.
iWTA DE VARIEDADES, contendo o kalenda-
r o, regulamento dos direitos parochiaes, e
urna collecco do ancdotas, ditos chisto-
s is, contos, fbulas, pensamentos moraes,
riccitas diversas, quer acerca de cozinha,
qaer de cultura, e preservt)70 de arvores
e [rucios. 'Prego 320 rs.
"iTA J)E PORTA,a qual, alm das materias do
c )stume, coutm o resumo dos direitos
parochiaes. Pre .o 160 rs.
@@@@@ @@ @5
I AttenQo.
@ Curso pratico e Iheorico de lingua fran-
g ceza por urna-senhora franceza, para dez
$ mocis, segunda e quinta-feira de cada se-
i$ man, das 10 horas at meio dia : quera
4$ quizt r aproveilar pode dirigir-se a ra da j
@ 'Cruz n. 9, seguedo andar. Pagamentos i
v* adiantados. ,
Terceira parle da primei-
ra do Espirito Santo.
Aos 10:000$, 5:000^ e 1:000$.
O abaixo assignado tem exposto a
venda os seus bilhete garantidos dos 8
por cerito ao imposto geral mi lojas se-
guintes : fc
Prara da Independencia n. 4\ '
Pateo do Carmo n. 17.
Ra estreita do Rosario n. 11.
Aterro da Boa-Vista.
Ra do Crespo n. 5.
Ra da Cadeia do Recife n. 66.
Preqo de bilhetc 12^000
Meio C$000
Quarto 3$000
Vende-se em seu escriptorio na ru
do Imperador n. 21, cm porcOes de
100$ para cima pelos seguintes precos:
Bi Hiele 11 000
Meio 5^500
Quarto 2^7i0
Os bilhetes premiados d.e sua rubrica
sao pagos na praca da Independencia
n. 40.
P, J. La y me.
Prfo julzo de orphos, carlorio Guima'taes,
lem de ser arrematadas no dia 8 do correnle, as
dividas a-ctivas constantes de Icl'ras j vencidas
e acceitas por diversos, pertencentes aos herdei-
ros da (nada Joaquina Jeronyma de Jess.
Manoel Jos Leite declara a seus
devedores que nao pode continuar a
ter contemplacao como tem tido com a
maioria dos mesmos, visto como pre-
cisa receber seus dbitos afim de poder
saptisfazer seus compromissos, roga
pois a todos os seus devedores tenbam a
bondade de pagar seus dbitos do con-
trario usara' dos meios judiciaes.
C\S\ LlSO-BRVSLEliA,
2, Golden Square, Londres.
J. G. OLIVEIRAlendo augmentado, com to-
mar a casa contigua, ampias e excellcnlcs ac-
commodacocs para muito maior numero de hos-
pedesde novo se recommenda ao favor e lem-
Granle e novo sortimento de fazendas de todas as qua-
lidades por baratissiuios presos. '
Do-se amostras com penhor.
Lindos cortes de vestidos de seda pretos
de 2 saias
Ditos ditos de ditos de seda de cores
com babados
Ditos ditos de ditos de gaze phantazia
de cores
Romeiras de l de seda preta bordadas
Visitas de grosdcnaples preto bordadas
com troco
Grosdenaples de cores com quadrinhos
covado
Dito liso preto e de cores, covado
Seda lavrada preta e branca, covado 1$ e
Dita lisa prea e de cores, com 4 palmos
de largura, propria para forros
Cortes de vestido de seda de gaze trans-
parentes
Ditos de ditos de cambraia e seda, corte
Cambraiasorlandys de cores, lindos pa-
dres, vara
Manguitos de cambraia lisos e bordados
Tiras e entremeios bordados
Manas de blonde brancas e pretas
Oilas de fil de liuho pretas
Chales de seda de todas as cores
Lencos de cambraia de linho bordados
Ditos de dita de algodao bordados
Panno preto e de cores de todas as qua-
lidades, covado
Casemirasidem idem idem
Golliuhas de cambraia a
Chales de touquim brancos
Ditos de merino bordados, lisos e es-
tampados de lodas as qualidades
Enfeites de vidrilho franceics pretos e
de coies
Aberturas para camisa de linho e algo-
dao, brancas e de cores
Saias balio de varias qualidades
Tafel rxo, covado
Chitas francezas claras e escuras, co-
vado
Cassas francezas de cores, vara
Collarinhos de esguio de linho mo-
dernos
Um completo sortimento do ronpa feita
s
9
9
9
15200
i
3{00
ranea dos seus amigos e dos Srs. viajantes que
visiteo -esta capital; continua a prestar-lhesseus
serviecs e bous offlcios guiando-os cm todas as
cousas que precisem conhecimento pratico do
paiz, ele, alm doportuguez e doinslez ialla-se
na casa o hespanhoie frauecz.
3
1$500
109000
16J0O0
1JW00
9
9
9
9
9
8
S900
9
9
$640
9
9
3J500
sendo casacas, sobrecasacas, paletots,
colletes, calcas de muitas qualidades
de fazendas
Chapeos francezes Dnos^rma moderna
Um sortimento completo de grvalas de
seda de lodas as qualidades
Ca.misas francezas, peitos de linh*t de
algodao brancas e de cores
Ditas de fuslao brancas c de cores
Ceroulas de linho e de algodao
Capellas brancas para noivas muito finas
Um completo sortimento de fazendas
Eara vestido, sedas, 15a e seda, cam-
r '
9
89500
9
S
9
e de cores para

raa e seda lapadas e transparentes,
covado
Meias cruas brancas
meninos
Ditas de seda para menina, par
Luvas de fio de Escocia, pardas, para
menino
Vclludilho de cores, covado
Velbulina decores, covado
Pulseitas de velludo pretas e de co-
res, o par
Ditas de seda idem idem
Um sortimento completo de lu^as de
seda bordadas, lisas, pariwienhorai,
homens e mtnints, de tod# a qua-
lidades
Cortes de coDele de gorgurao de seda
de cores
Ditos de velludo muito finos
Lencos de seda roxos para senhora
Marquezilas ou sonibrinhas de sw com
molas para senhora
Sapalinhos de merino borJados proprios
para boplisados, o par
9 j Casinetas de cores de duas larguras mui-
65OOO 1 lo superiores, covado
JJ50O; Setim preto, encarnado e azul, proprio
j para forros, com 4 palmos de largura,
2S0 I azenda nova covado
1500 j Setim liso de lodas as cores covado
I Lencos de gorgurao de seda pretos
800 i Rclogios e obras de ouro
1 Cortes do casemir* de cores a
196.00
9320
1200
9700
2$000
19000
I
9
2*500
9
2JO0O
1*000
1S600
9

9
5J000
|'."--.V
EAU MINERALE
NATRALLE DE VICHY
.Deposito na botica francesa ra da Cruz n.22.
* DENTES I
ARTIFICIAES. I
uaestreita do Rosario n. 3
Francisco Pinto Ozorio enlloca dentcs ar- *
tificiaes pelos dous systcmasVOLCANITE, fg
chapas de oro ou platina, podendo ser @
!fr procurado na sobredila ra a qualquer @
Roga-se aos Srs. devedores a firma social
de Leite & Correia em liquidado, o obsequio
de mandar saldar seus delitos na loja da ruado
Queimadpn. 10.
Ur. Cosme de Sa Perera|
sde flta de sua viagem instructi-s
jtival a Europa continua noexer-
|ci,cio de sua proissao medica.
Da' consultas em seu escripto-
|rio, no bairro do Recife, ra daj
j^Cruz n. 53, todos os dias, menos{
^nos domingos, desde as'o hora;
[t as 10 da manhaa, sobre os!
seguintes pontos
Neste proveitoso estabelecimenlo, que pelos no vos melhoramentos feitos acha-se conve-
nientemente montado, far-sc-hao tambem do Io de uovembro em vaotc, contratos mensaes para
maior commodidade e economiado publico de quem os proprietarios esperam a remuneraco de
tantos sacrificios. *
Assignatura de banhosfrios para urna pessoa por mer.....10(000
> momos, de choque ou chuviscos por mez 15;000
__________Series de cartoes e banhos avulsos aos preco's annunciadoa.
| Na noite do dia 3 de maio fuilaram do pri
l h mei,r0 a9dar ^^^j^o^a n. 65, um relogio pa-
40#000 dealuguel.
l'w i a hende-lo c traie-lo dita casa, que ser Mu-
I)a-se 25g peloalugucl do urna preta que'-------------
saiba comprar e cozinhar, para urna casa de pe-
quea familia : quem a tiver, podo dirigir-sc a
hende-io o traze-lo dita casa
preta que( rosamente recompensado.
leoibos
acao e
dek
Coga-se aos Srs. devedores do estabela-
cimento do fallecido Xosda Silva Pinto, o ob-
sequio (t saldarera seus detilos na ra do Col-
legio venda n. 25 ou oa ra do Queimado loja
o. 10.
FUNDIDA
Ra do Brum (passando o chafariz.)
>% depoiito dcslc cslalic\ceimculo scmpvc lia gran le sorvimento de me-
e iiivu'ismo ^ata os engcnlios de assucar a saber:
Machinas de vapor modernas, de golpe cumppido, econmicas de combustivel, e de facillimo asiento ;
Roelas d agua de ferro com cubos de madeira largas, leves, ortes, e bem balancadas;
Caos de Ierro, e port >s d'agua para ditas, e serritbas para rodas de madeira ;
Moeodas loteirascom virgens muito fortes, e convenientes ;
Meias moenda coro rodelas motoras para agua, cavallos, oubois, acunbadas em sguilLSes deazs ;
Taiata de ferro fundido e batido, e de cobre ;
Pares ebicas para o calddcrivos e portas de ferro para s fornalhas;
AIambi<|uet de ferro, moinhos de maodioca, fomos para cozer farinha
Rodelas dentadas de lodosos tamanhos para vapor; agua, cavallos oubois';
AguilhSes, bronzes e parafusos, arado,, eixos e rodas para *fro5as, formas gal -an.zadas para purgar etc.,etc.
D.W.Bowaian confia que os seus freguezes acharotudo digno da preferencia com
que o nonram, pela longa experiencia que elle tero do mechanismo proprio para os agricul-
wres desta provincia, epelofacto de mandar construir pessoalmonte as suas obras as
ZlL redltad1as aricas da Inglaterra, para onde elle faz viagem annual para o dito fim J
^T^aa co?-lmuato da sua fabrica em Pernambuco, para modificar o mechante-"
mo a yontaae de cada comprador, e d fazr os concertos de que podero necesitar.
1*. Molestias de
1*. Molestias
peito ;
3-. Molestias dos org&os da gera-
co, e doanus ;
4*. Praticara'toda e qualquer
operacao quejulgarconvenien-
te para o restabelecimento do*
seus doentes.
O exame das pessoas que o cen-
suitarem sera' fto indistincta-
mente, e na ordem de suas en-
tradas ; fazendo excepcao os doen-
tes de olhos, ou aquellesque poi
motvojustoobtiverem hora mar-
cada para este im.
A applicacao de alguns medica
ment* indispensaveis em varios
casos, como o do sulfato de atro-
pina etc.) sera'feto.ou concedido
gratuitamente. A confianza que
nelles deposita, a presteza de sua
accao, e a necessidade prompta
de seuejBiprego; tudoquanto o
demove em beneficio de seus
doentes.
-s Laa-e e ngomma-se com perfeico ^
presteza, e por mdico prego ; no Campo Verde
principio do Corredor do Bispo, sobrado n. 2.
NOVO DEPOSITO
DE
i
Ra do Imperador, confronte
ao oito dotleposito do gaz.
Borott 4 C atlendendo a que os senhores con-
sumidores de gelo sao pola maior parte residen-
tes nos bairros de Santo Antonio e Boa-Vista e
que lulariam eom grande difficuldade se esle s-
labclecimeDlo eslivesse collocado ffo bairro do
Recife, poderam encontrar na ra do Imperador
confroute ao oito do deposito do gaz. um arma-'
zem com as proporces exigidas para deposito
oeste genero, o qual estar aberlo concurren-
cia dos mesmos senhores, das 8 horas da
nha s 6 da larde do dia 3 do
diante.
iyaria da ra do Imperador n. 21.
Consultorio central homeopalhicoff
@ de e-5
I IPUilMSBKG. 1
Continua sob a mesma direcrDo do Ma- @
@ noel de Mallos Teixeira Lima," professor @
@ em homeepathia. As consultos como d'on- i
I lC8' 1
s -----
I Botica central homcopalbica |
& Do
DR. SABIKO 0, L PIMO g
@ wovos mcdicamenloshomoopalhicos en- S
@ viadosda Europa pelo Dr. Sabino. j
@ Estes medicamontos preparados espe- ^
@ cialmente segundo as necessidades da lio- E
- meopaihia no Brasil, vende se pelos pre- ?
Qos conhecidos na botica central horneo- |>
palhtca, ra de Santo Amaro [Mundo No- i*
vo) n 6.
@@@S @@ @@@@|
Aluga-se urna casa de dous andar
res na ra da Aurora n. 26: a trata-
na mesma casa com o proprietai o.
Furtaram na noite do dia 3 para 4 do
corrente, no sitio da Piranga, do poder de Fran-
cisco Machado da Silva, morador na villa de
Garanhuns, ura quarlo russo sujo, grande, no-
vo, andador baixo, lem o olho Aqiicrdo coberlo
de urna nevoa branca e o ferro amargem C no
quarto direito : roga-se a quem apprthender o
dilo cavallo o favor de avisar nesla praca na
ruado Queimado n. 18 a Manoel Ribeiro do Car-
ralho ou naquella villa a Anlonio Baplisla de
Mello I'eixoto, que ser generosamente ersii-
llcado. "
Na ra da Cadeia do Recife n. 7, existe
urna carta para o Sr. Joo Baplista Concalves
vinda de Guiraares reino de Portugal, cuja caita
foi lirada docorreio por oulro de igual nome.
Saca-se para Lisboa
Porto e Ilha de S. Mignel, no
escriptorio de Carvalho, No-
gueira & C, ra do Vigario n.
9, prinieiro andar.
Precisa-se de duas amas, urna pa
ra cosinhar e outra para engommar,
dando-se preferencia a escravas : a tra-
tar na ra do Imperador n. 15.
Seguro conra Fogo
COMPANHIA
Miara
LONDRES
AGENTES
C J. Astley *
3
I
para |
se
Tintas de oleo.
Formas de ferro
j purgar assucar.
| Estanho em barra.
Vernz copal.
PalKiiiha para marci-
neito.
Vinhos finos de Moselle.
Folhas de cobre.
| Brimdeveia: no arma- |
zem de C. J, Astley & C. |
**ram."nrriEi r **m>m9n**mm*
Precisa-se para casa franceza de una ama
forra ou escrava, que saiba bem engommar e co-
ser : a tratar das 9 horas da manhaa s 2 da lar-
de, na ra do Imperador n. 7, confronte a ordem
lerceira de S. Francisco.
confronte a ma-
triz da Boa-Vista.
iBecebem-se bias de Hamburgo, vindas
por
Altenco.
Os efieilos antiepidemicos, quT sao proiJuzidos
pelas fumigacoes hygienicas de Cuyton do Mor-
vcau, sao effkazes, como prova a experiencia que
dellas se tem tirado ltimamente. Os vaporas
que se elevam do urna formula desta fumigado
baslam para desinfectar um esoaco de 340 pes
cbicos ; e de 10, as ntricas, assim explica Car-
mchael Smilh. O andado que nos vecha de pre-
sente, tem ceifado muitas vidas, o convem que
(para prevenir-sc o mal, antes do que cura-lo de-
pois de apparecido) as pessoas desta cidade, onde
outra qualquer parle, onde o mesmo se vai de-
senvolvendo e se tem manifestado, recorram
botica n. 88, na ra Direita, onde se acha ven-
da quanlidadedaquelle desinfectante. O Sr. Do-
mingos Ribeiro da Cunha, morador na ra da
Praia n. 49, rcconheccndo estar a sua casa nffec-
(ada desla epidemia, pois quasi todas as possoas
de sua familia haviam adoecido, recorreu ao
abaixo assignado, quo subministrando-lhe a fu-
migaco, produzio ella salulares resultados : as
pessoas pois. em idnticas circumalancias, que
precisaren) das desinfectes, o acharao ompre
promplo para mandar effectuar a devida applica-
fo. O mesmo tambem rende na mesma botica
garganta, a veneracao dos fiis que M inredietes para conservar n.is casas os va-
precisarem de seu santo auxilio Pores do ch'orure. os 1ate8 em todo o casr1--:
,, >o approvauun, e previnem a invasio das
collegio
ma-
correnle em
i
S. Braz.
Acha-se expo.to no meio da igrejade
N. S. do Terco, durante o tempo da
presente epidemia o martyr- e milagro-
so S. Braz, advogado das molestias da
O mestre de desenlio do
H. S do Bom Gonselho e da de Bem-
b ainda algumas oras vagas
ro~eu prestimo ao pu|Wco : pa
recjmentos e informaces diri-
jamife %o4 referidos collegioi.
mas no iol K das hafitagoes ; assim como
de imporU WUtlidade a sua applicacao as fe-
ridas, o Mas chronicas como detergente para
IWdoesUdodoputrefacc.ao. A maneira
de sanear se chara na diquela.' O preco de
W.JoaidaJiocha Parauhos.
- Simn A.'evslo FHacis subdito Peruaao, ae-
tira-separsoPar.
lodos os vapores da Europa, as quaes tanto s
vendem como se altigam, amola-se lodo ferro
corlante, bola-se ouvidosem armas de espoletas
s>@e @ <$#
Antonio Jos Ferrcira Alves, mudou oS
seu gtbinete de consullas medicas-cirur- fia
"* gicas e opera^oes para a ra do Queimado ft
n. 38, primeiro andar, aonde poder ser 3t
consultado at s 8 horas da manhaa c di
das4s6 da tarde Chamados a toda a Ift
hora do da o da noile, sendo os pobres 2
alados e atlendidos gratuitamente.
frecisa se alugar um preto idoso
para pequeos servicos de casa : na ra
do Codorniz n. 18.
Julio & Conrado parlicipam aos seus fre-
guezes, que leem em sua casa o mclhor sorli-
menlo de obras feilss ; assim como encarregam-
*e de mandar fazer por medida, vislo o seu mas-
tre alfaiale ser bem conhecido em sua arte.
Peiilioi*.
Sobre ouro e prata, em pequeas quaulias: na
ra Augusta n. 76, das 3 horas da Urde em.
diante.
22 Roa Nova 22.
Lotera da provincia com ga-
ranta.
Na casa cima indicada achar-se-ha sempre
um variado sortimento de bilheti da lotera da
provincia salisfaco dos comprada^Bgee lera
um abtie de 10 0i< cm quantia mttft' de 100$.
Os lteles rendidos nesla casa sao garantido
sendo os
ria: por
lo jogo
car salisfi
Meios
ogo que (o extrair a lote-
aos amantes desle lici-
los aqu, que hao de O-
19|00O.
HOOO.
A. L Deiocho.
T1LADOI
_, *
T^
"^r
iTu.ii i un i*i


^





\6<
Nova casa de pasto
Aguia de Ouro.
Jos Filippe Martina com casa de pasto na ra
cstreila do Rosario o. 13, previne a lodos os seus
migos e freguezes, Unto desta praca como (ora
celia, que estar sempre proraplo a fomecer co-
midas com todo o asscio c a melhor boa vontade
.a muelles que se diguarem honra-Io com sua
contian^a.
Manoel Carpinleiro da
Silva retira-se para a Europa.
Constando ao abaixo assignado
Dr. Lobo Moscozo que ummUeravel
traficanteanda em norae do annun-
ciante azendo dividas em diversas to-
jas, declara que nao tem autorisado
nem jamis autorisara' a pessoa algu-
ina a f azer dbitos em seu nome, e por
conseguinte de raaneira alguma pagara'
divids contradidas por quem querque
saja, e declama mais que usara' dos
meios que a lei lbe faculta contra aquel-
es que se a presentaren! querendo co-
brar dividas contraliidas por esta for-
ma, pois o annunciante nao pode ver
nisso seno dolo e ma' fe, para nao usar
de outros termos. Hecife 1 de maio de
1860.Dr. Pedro de Athayde Lobo
Moscozo.
PUBLICAQAO JURDICA.
Codigp do processo criminal.
Nova edicj^anolnda e considcravelmenle aug-
mentada penTSr, i)r. Braz Florentino Henriques
de Souza. Est venda na livraria dos editores
Guimares & Oliveira, ra do Imperador n. 29.
Curso de geometra.
O abaixo assignado admitlealo dia 15 do cr-
reme, era sua aula particular, nao s alumnos
que ja lenham dado arithmetica como tambem os
que, tendo estudadoo curso de geometra, quizo-
rcm recorda-lo para os eximes em novembro : os
senhores estudanles que cstiverem nestas cir-
cunstancias, podem dirigir-se casa de sua re-
sidencia, na ra Dimita n. 74. para serem matri-
culados.Antonio Egidio da Silva.
Flores de cera em cinco
lices.
O artista Jos Ricaud reccnlemente cliegado
da Corte, olTerece ao publico em geral, e em par-
ticular ao bello sexo, seus lindos trabalhos de ce-
ra e laas ; d licoos em casas particulares; expo-
Sicao dosquadros.na ra du Cabug n. 3 A, casa
do horticultor franecz.
DIARIO DE PERSA]
Compras.
Compra-seum diccionario inglez, em bom
estado, que seja dos grandes: traga na livraria
do Sr. Pigueiroa para se ajuslar.
Compra-so urna rotula em mcio uso: na
ra larga do Rosario n. 5
Compra-sc ossos era grandes e pequeas
ponyes: na ra da Senzala Nova n. 30.
= Compra-sa um diccionario inglez em bom
estado : na ra do Queimado n. 39.
Atteneo.
Compra-sc urna casinha terrea cora quintal,
no biino do Recito ou de Santo* Antouio, cujo
prono soja mdico : dirijam-se a ra -da Cadeia
do Recife n. 40.
Vendas.
5:000
a sacca da boa farinha : vende-seno arraazem da
francisco Luu de Oliveira Azevedo, na ra da
adro de Dos n. 12.
5:000
a sacca de bom farello : vonde-se no armazem
de Irancisco Luiz de Oliveira Azevedo, na ra
da Madre de Doos n. 12.
Attenco.
Vende-se na ro Nora n; 71 junto a poirta. me-
cos cora tmlho muito novo a tf, na tabert i da
Cruz do Almas era ponte de Uchoaa 5*500- e era
Apipucos a 5^500 taberna nova Junto ao acou -ue
aiT Vende"se goman do matarana verdadeira a
800 rs.. e oarnnhos do mo muito bem construi-
dos a 14$ : na ra Nova n. 71, junto a pona,
, Na fabrica de caldeirciro-da ra Impeial,
junio a fabrica de sabo, e na roa Nova, loli de
ferragens n. 37, ha urna grande porcao de fo has
de zinco, j preparada pan telhados, e pelo di-
minuto prego de 140 is. a libra.
Plantas e flores diversas.
Pellorce. membro da sociedade do horticu tu-
ra de Pars, estando para se retirar para a Ei ro-
pa no primeiro vapor, vender de hoje era di nte
o seu variado sortimenlo de plaas, flores, >ar-
reiras e fructeiras diversa*, com grande abjti-
mento de prego : na ra do Cabug n. 3 A.
Bina escrava mofa.
Vende-se urna excellente escrava bem pret da-
da, paridade pouco e sem fllho por ter morr.do
por prego muito commodo : na ra Nova n. 2o!
Vende-se um escravo, crioulo, de 2i arnos
de idade, perito oflicial desapateiro, eopt.mo
copeiro, sadio e sem vicio ou defeito algum a
tratar com o abaixo assignado. na alfandega, ou
emsua residencia na ra da Saudade, primjia
casa com solo do lado do sul.Pedro Alejandri-
no de Barros Cavalcanti de Lacerda.
Aviso aos senhores funileiros
Na loja de ferragens na ra da Cadeia do Re-
cife, de Vidal & Raslas, ha um grande sorlinea-
to de canas du folha a 20 cada caixa, dinruiro
vista.
Fio para saceos e fogos.
Na toja de ferragens da ra da Cadeia do Re-
cite do Vidal & Bistos, ha um grande sortin en-
lo deste genero por barato preco.
Para liquidar
Na loja da Aguia de. Ouro na ra do Cabug
n. 1 n, camnhascom 8 libras de superior Qgo
torrado pelo baratissimo prego do lj acaixa
Vende-se 1 piano inglez do 5 12 oitavas,
de boa construccao e ptimas vozes, excelente
fumo de Garanhuns. o melhor que lera vindo
dalii; na ra das Cruzes, sobrado de 2 andares
n. sendo o ultimo sobrado quera vera da ra
do Queimado para S. Fnncisco, lado direilo Da
mesma casa fugio domingo 6 do corrente um pa-
pagaio cora urna correte de ferro no p : q om
o liver, far muilo favor leva-Io mesma casa,
que se pagar o valor do mesmo.
Cozinhciro,
Vende-se um raulalinho de 14 a 15 annos, bom
coznheiro e copeiro, e proprio para pagem pela
| su" b0a flg(lra no paleo d(J s Pedro Q h
1 brado de um andar.
iq~ vfn.de;se,u,n piano na ra da Imperatr z n.
lo, na loja de loura.
Chales chinezes a
a 4#500.
n,.rl?J)eHmC0DahcCdaloja d0 Preg'?a. na ra do
Queimado n. 2, vendem-se ricos chales de Dieri-
rfffmi r0S e H."os gos,os cora um Pe1 'en
defeito de mofo a 4)>50 cada um.
Verdadeiras luvas de Jovin de to-
das as cores, ra da Imperatriz n. 7
loja do Leconte.
Vd ATTENjIO.
>ende-se urna casa terrea '
X). -, UTA FHlai, &g MAK> DE 1860.
Fumo americano.
Vende-a fumo americano proprio para mas-
car e fazer cigarros : na ra da Cruz do Recite n.
ou primeiro andar, caiiinhas de 20 e 40 libras
a 400 rs. a libra.
. LOJA DO VAPOR.
Grande e variado aortimento de calcado fran-
cez, roupa feta, miudezas Dnas o perfumaras
PotassadaRussia
Na loja di rirth&ireita n. 87.
Ricos subrecasacos do panno muilo fleo a 25 e
28, palelots de fuslao brancos e de cores a 5,
ditos de alpaca de seda a 5, ditos sobre a 6J,
ditos de bnm a 3$500 e 4. ditos de esguiao de
algodao branco a 32O0, calcas de-brim de linho
de cores a 29500, 3g, 39500 e 4J, ditas brancas a
LOTERA,
A venda por conta do
thesoureiro.
Ra do Imperador no cscriplorio n. 2.
Ra do Cabug loja do Sr. Jos Victorino de
Paira.
Dita dita de miudezas do Sr. V. Monteiro Borge3
Dita Nova casa de charutos do Sr. Costa.
Dita da Cruz taberna do Sr. Antonio Lopes Rraga.
Hila Direila loja de confeitaria do Sr. B. A. Pe-
rcira Bastos.
Dita Irrga do Rosario loja de miudezas do Sr.
Monteiro Borges.
Dila da Praia armazem do Sr. Pedro Jos da
Costa.
Dita do Queimado loja dos Srs. Guimares &
Rocha.
Dita do Vigario taberna do Sr. Jordo Jos de
Oliveira.
Dita da Cadeia do Rocife loja de ferragens dos
srs. Vianna 4 Guimares.
Traga da Independencia loja do Sr. Rellro.
Manoel Camillo Pire Falco.
Vendem-se 10 pro-
priedades
-- na ra do Dique.
5 na ra Augusta.
1 na ra deHortas.
1 na travessa do Arsenal de Guerra.
1 na travessa de S. Bom Jess dasCriou-
las, todas novas : para tratar na loja
da ra do Vigario n. 17, Recie.
Vende-ge um lindo sortimenlo de collari-
nnos, mangudos, tiras de cassa. anagoas e len-
Mella Kalham & C, na ra da Cadeia do Recife
JJ. O,
Vende-se carvao. animal: na ra da Sen-
zala Nora n. 30.
Camas de ferro
com lona;
Riquissimo sortimenlo do camas de ferro com
ru!ta. """"50 "as camas de vento quo muito
n?in ntmAri"* com<,radores por ser muilo bo-
? ul\ i ?3k e oulras rauitas qualidades para
solleiro e casado, todas de ferro, por precos
niu.tocommodos : riquissimo sorliraeSto de me-
taes de muU.ss.raas qualidades, sendo o segin-
te:apparelhos par. almoco e seia, ditos para
W^3'1 dea?d" *nanhoa bulles de I
a 16 chicaras gaMiiteiros do^todas as qualidades
cestas para fructas, nquissimos caslicaes para
mez mariaoe, espevitadeiras cera pratos, eoutras
renas qualidjp**,oblectos que com a presen-
il do eonjpwiWip nuito Ihe agradar: na ra No-
va n. ao, loja de Vianna.
Al
. bem construid.!, na
cid. Je de Goianna, ra alraz do Rosario : cuera
pretender, dima-se a contratar com Joaquim Jor-
ge tigu-ira da Silva, na raesma cidade, ra do
Meio que far todo o negocio, sendo possiv'il.
iT vfBdenl-se duascarrocas, urna para c val-
i e ouira para boi, um carro do 4 rodas de 1ra-
balhar na artandega, tudo em bom estado : t uem
pretender, dirija-so a ra Imperial, armaze n de
couros do Sr. Manoel Joaquim Ferreira Estives,
dodia 0m q"em lralar' 3 1ual'ler horn
Saceos com inillio e fardo
a 4$000.
Na laberna da estrella do largo do Paraizo nu-
mero 14.
Vendem-se as casasseguinles: um sotrado
no largo da matriz dos Afogados. cdicacode
novo, de um andar e sotao n. 86 ; outra casi ter-
rea no mesmo largo n. 15; outra na ra de Mo-
locolomb n. 36, edincada do novo, dcfronlo da
estacao ; outra na ra de S. Miguel n. 16 : os
prelendentes, dirijam-se aos Afogados,'no -nes-
mo sobrado n. 36, que acharao com quera liatar.
/irniazem de fazendas,
NA
Ra do Queimado n. 19
Cobertas de chita, gosto chinez, muilo fkas, a
proco de 2>. '
Lencos de cambraia para algibeira a 29 a c uzia.
Chitas francezas miudinhas e muito flna. co-
vado (pechincha) a 240 rs.
Cortes de riscado fraocez imitando al jaca,
muito bonito, tendo 13 1(2 covados, por 2.
Lencos para menino e meninas a 80 n. ca-
da um.
Meiascruaspara menino de lodos os lamuihos
Ditas brancas para meninas.
Chales de merino eslampados a 2S500.
Alpaca prela, o covado a 320 rs.
Baldes para senhora a 6J.
Madanolo com pequeo defeito a 33.
Algodao monslro, 8 palmos, a vara a 600 rs.
5S800aS dcchita miudiuha com 38 covados por
Paletotsde brim de cores a 3J.
Ganga franceza escura, covado a 500 rs.
Chapeos pretos o mais fino que ha no mercado
e de forma elegante.
Tapetes franjados para sala
Chapeos de sol para menina a 49.
Madapolao fino a 69.
Bramante do linho, vara a 29300.
Um riquissimo
bote
Na ra do QnelmwL
excellente casal de i:,ierro
e de eicellehleraca rn^ WM \
p33soa retirar-se desta ptjrtacaT
-se um
DOTOS
icessitar a
)VJend."S9 ura bole com 'odos os apparalhos
tendentes ao mesrao, proprio para qualquai em-
E2 rSfBSi^a?na rua da Concei"
Mesa de jantar
para trinta pessoas.
Vende-se urna rica mesa de jantar que admitte
JO pessoas, de amarello, muilo em conta na
rua da ConceicSo da Boa-Vista n. 33.
e variado sorlimeiilo de
9999W9W9mW99mmm9
Engenho. 1
t Vende-se o engenho Santa Luzia, sito la
freguezia de S. Lourenco da Matla, enire
9 os engenhos Penedo de Baixoe Penedo le
# Cima : trata-se no mesmo engenho ou 10
engenho Mussambique com Felisbino de
Carvalho Rapozo.
dito.
Milho novo em saceos grandes,
Farello de Lisboa saceos grandes.
Arrea de casca dito dito.
Fflnna de mandioca superioralito
FejSocom principio de furo iv|.
Vencte-e muito barato no artmezem
de Hanol Joaquim de Oliaeira C,
rua do Codorniz n. 18, m frente da
travessa da Madre de Beoi.
gravaliisde gorgurao, chamalote,;setim e groz
%, o^n0 I.ede a 1*00' chapos francezes
a 89 e 8J500. ditos de caseraira a 3800, ditos de
castor, copa baixa.alO, chapeo deso de pan-
no, cabo de canna com astea de liala, a-S$50O,
por ter grande porcao, coates de Srim de algodao
a 900 rs.,saias abalo a 63500. esguiao de al-
godao cora dua larguras a 400 rs colletcs de
gorgurao de seda a 55, mantas de seda a 25500,
meias cruas a 2*500, 3*200 e ,49. le outras mui-
tas fazendas de gosto que seria eofadonho men-
cionar ; a ellas, antea quo se acabem : sapa-
los de tranca feilos no Porto a 1$600.
Ferros de engonv
mar econmicos

AO&AAA
Augusto & Perdigao,
com loja na rua da Cadeia do Recie n.
23, confronte ao becco Largo,
previnem aos seus freguezes. que acabam de sor-
tirseu novo estabeleciraento com fazendas de
gosto, Unas, o inferiores, para vender pelos pre-
gos os mais razoaveis ; as fazendas inferiores,
nao a relalho, se venderao por um prego fixo
que ser o seu proprio cusi as casas inglezas,
uuia vez que sejam pagas visla.
Nesle estabelecimento se encontrar sempre
um sortimenlo completo de fazendas, e entre el-
las o seguinle :
Vestidos de seda com babados e duas saias.
Ditos de laa e seda e duas saias.
Ditos de larlatana bordado a seda.
Manteletes pretos bordados com franja.
Taimas pretas de seda o de fil.
Polonezas de gorgurao de seda pretas.
Cmtures para senhora.
Espartilhos com molas ou clcheles.
Enfeites de vidrilho ou flores para senhora.
Vestuarios para meninos.
Saias de balo para senhora e meninas.
Chapeos para senhora e meninas.
Pentes de tartaruga dos melhoresgoslos.
Perfumaras de Lubin e outros fabricantes.
Cassas e organdys de cores.
Grosdenaplcs de cores.
Chitas escuras francezas e inglesas
Collas e manguitos os mais modernos.
Camisas de linda para senhora.f
Ditas de algodao para menino.
AlgDdao de todas as qualidades.
Longos de l3byriotho para pres;ntes.
Collas de crochet psra menino
Vestidos de rhtn azis.
Roupa feite..
Casacas e sobrecasacas d panno fino.
Palelols de casemira.
Caigas de casemira pretas e de cores.
Colletcs de seda idem idem.
Ditos de fuslao.
Camisas inglezas todas de linhr.
Ditas francezas de differoutes qualidades.
Malas e saceos de viagera.
Borzeguins de Melliere outros
hornera.
Ditos para senhora.
Charutos de Havana, Baha e pianilha.
Camisas de flanella
Chapeos de todas as qualidades para homem,
senhora c criangas.
Corles de vestidos brancos de
pella e manta.
Didos de vislidos brancos de seda tfara casa-
montos r
Chapeos de casto^ prsto
e brancos ,
Na rua do Queimado n. 37, vedem-se os me-
Ihores chaes de castor
Botica.
Bartholomeu Francisco de Souza, rua larga
do Rosario n. 36, vende os seguintes medica-
mentos :
Rob L'Affecteur.
Pitillas contra ugkea.
Ditas vegetae*. i
Salsaparrilha -pristo
DitaSands.
o.
fabricantes para
bloqde com ca-
f
E CAL DE LISBOA.
ru,a.bpmc?n^ecid0-e editado deposito da
nS Ae^ d0 Recife n- 12> h Pa tender
poiassa da Russia e da do Rio de Janeiro, noya
rt sruPerior qualidade, assim como tambem
razolvgeni em Ped": tud0 BOr BreW" muit0
Sndalo.
Ricas bengalas, pulceiras e leques :
vendem-se na rua da Imperatriz n. 7,
loja do-Lecomte.
Loja da boneca rua da Impe-
ratriz n. 7.
Vendem-se caixas de tintura para tin-
gir os cabellos em dez minutos, como
tambem tingem-se na mesma casa a
qualquer bora.
No armazem de Francisco L. O. Azevedo,
na rua da Madre de Dos n. 12, vende-so farinha
ue mandioca, milho eai perfeilo eslado. velas de
esnermacete. caf do Rio e do Cear, feijao mula-
tinho, farelo em barricas e saecas, ludo pelos pre-
gos os mais mdicos possiveis.
REMEDIO INCOMPARAVEL.
UNGENTO HOLLOWAY.
Milhares de individuos de todas as nagOes po-
dem testemunhar as virtudes deste remedio in-
comparavel e provar em caso necessario, qu
pelo uso que delle fizeram tem seu corpoe mem-
bros inteiramente saos depois de haver emprega-
do intilmente outros trataracntos. Cada pesoa
poder-se-ha convencer dessas curas maravilhosas
pela lcitura dos peridicos, que lh'as relatam
lodos os dias ha muitos annos ; e a maior parte
dellas sao tao sor prndenles que admiran: so
mdicos mais celebres. Quantas pessoas reco-
braram com este soberano remedio o uso de seus
bracos eternas, depois de ter permanecido lon-
go lempo nos hospitacs, onde de viara soffrer a
amputacol Dellas ha muitasque havendo dei-
xado esses asylos de padecimentos, para seno
submetterem i essa operago dolorosa foram
curadas completamente, mediante ousodesse
preciosoremedio. Algumas das taes pessoas na
enfusao de seu reconhecimento dcclararam es
tes resultados benficos diante do lord correge-
dor e outros magistrados, aflm de mais aulenti.
carem sua firmativa.
Ninguem desesperara do estsdo de saude sa
Uvesse bastante confianga para ensaiar este re-
medio constantemenle seguindo algum tempo o
mentratato que necessitasse a natureza do mu
cujo resultado seria prova rincontestavelmente
Quetudocura.
O ungento he til, mais particu-
larmente nos seguintes casos.
Alporcas.
Caimbras.
Callos.
A 8,000 rs.com todos
os pertences.
Do-se a contento para ex-
periencia pop um oudous
dias.
Vendem-se estes magnficos ferros as seguin-
les casas:
Praga do Corpo Santo n. .
Ba da Cadeia do Recife n. 44.
Dita da cadeia do Recife n. 49.
ua Nova n. 8.
Rua Direita n. 135.
Dita da Madre de Dos n. 7.
Dila do Crespo n. 5.
Dita daPenhan.16.
Dita do Cabug n. 1 B.
Dita Nova n. 20.
Dita do Imperador n. 20.
Dita do-Queimado n. 14.
Dita Direita n. 73.
Dila da Praia n. 28.
Dila da Praia n. 46.
Dita do Livramento n. 36.
Dita da Santa Cruz n. 3
Dila,da Im eralriz n 10, armazem de fazendas
de Raymundo Carlos Lelle&Irmao, em todos
esles lugares dao-se por um ou dous dias
expermentar-se.
Di.
Vermfugo inglez.
Jarope do Bosque.
Pilulas americanas (contra febres).
Ungento Holloway,
Pilulas do dito.
Ellizir anti-asmathico.
Vidrosde boca-larga com rolhas, de 2 oncas a
lzlibras. ^
para
Cem charutos por
106OO.
Hito da rua das Crozes n. 41. tndil-
se cMrtitM da Bahia 1|600 a caita. ^ra^,n
Com loque de avaria
1:800
Cortes de vestido de chita rocha fina ti 800
lencos de cambraia brancos a 2:000 1:500 35
4:000 a dusia ditos com 4 palmos por eada face
de 4 e meto por 5:000 cousa rara no Arma-
zem de fazendas .de Raymundo Carlos teile 4
IrmSos. roa da Imperatriz n. 10.
GRANDE ARMAZEM
DE
A 7,500 rs.
Ferros econmicos com
toles e descanso.
Aterro da Boa-Visla n. 46.
;l!Ui^05!ueim!"lo es1uina Para o Livramento,
do Corpo Santo, loja de
bom a
loja das sete portas.
Rua da Cruz, landos
cera n. 60.
Canceres.
Cortaduras.
Dores de cabega.
das costas.
dos membros.
Enfermidades da cutis
em geral.
Ditas fio anus.
Erupces e escorbti-
cas.
Fstulas no abdomen.
Frialdade ,ou falta de
calor as extremida-
des.
Frieiras.
Gengivas escaldadas.
InchaQoes.
InflammaQo doflgado.
Vende-se este
Inflammaco dabexiga.
da matriz
Lepra.
Males daspernas.
dos peitos.
de olhos.
Mordeduras de reptis.
Picadura de mosquitos.
Pulmes.
Queimadelas.
Sarna.
Supuraces ptridas.
Tinha, em qualquer par-
te que seja.
Tremor de ervos.
Ulceras na bocea.
do ligado.
das articulace.s.
Veias torcidas ou noda-
das as pernas.
ungento no estabecimento
geral de Londres n. 224, Strand. e na loja de
todos os boticarios droguistas e outras pessoas
encarrgadas^xle sua venda em toda a America
do. snl, Havana e Ilespanha.
Vende-se a800 rs., cada bocetinha contm
Vende-se doce de caj' secco muilo
6O a libra : na rua Direila n. 72.
Cocos italianos
de folha de fljndi-es, muito bem acaba
dos, podendo um durar tanto quanto
duram qualro dos rumosa 400 r$. ura
e 4$ urna duzia : na rua Direita n. 47,
loja de unileiro.
Vende-se um carro de 4 rodas, bem cons-
truido e forte, com assento para 4 pessoas de
dentro, e um assento para boleeiro e criado fra,
forrado de panno fino, e tudo bem arranjado !
para fallar, com o Sr. James Crabtree &. C. n.
42, rua da Cruz.
Era casa de Southall Mollors 4 C, ruado
Trapiche n. 38, vendem-se os seguintes artigos:
Chumbo de municao sortido.
Pregos de todas a's qualidades.
Alvaiade.
Vinho de Shery, Porto, Hungarian em barris.
Dito de Mosclle em caixas.
Coguac em caixas de duzia e barris.
Relogios de ouro e prata, patente echronomo-
tros, cobertos e descobertos (bem acreditados).
Trancelins de ouro'para os mesmos.
Biscoilos sorlidos em latas pequeas.
AGENCIA.
FUNDIC10L0W-H0W,
Rua da Senzala Ptova n. 42.
Neste estabelecimento continua a haver um
comapletosortiraento de moendas e meias moen-
dasi para enBenho, machinas de vapor e taixas
de ferro balido e coado. de todos os tamanhos
para dto.
jRoupa feitaj
Rua Nova n. 49, junto
aigrejada Conceigo dos
Militares.
Neste armazem encontrar o publico
um grande o variado sortimenlo de rou-
pas fetas, como sejam casacas, sobreca-
sacas, gndolas, fraques, e palelots de
panno fino prelo e de cores, palelots e
sobrecasacas de merino, alpaca e bomba-
zina pretos e de cores, palelots e sobre-
casacos de seda e casemira de cores, cal-
gas de casemira preta e de cores, dilasde
merm, de princeza, de brim de linho
branC0 e de cores, de fuslao e riscados,
nrLS. a a,8da. colletcs de velludo
prelo e de cores, ditos de setim prelo e
fnlEV d'.l-S dewg0rgur5 e casemira. di!
.?h U8toe-8 e ^rins' far|lmeDtos para
a guarda nacional, libres para criados
cerou as e camisas franceza",. chapeos e
grvalas, grande sortimenlo d rounaa
para meninos de 6 a 14 annos ; nao agra-
dando ao comprador algumas das roupas
fcilasse apromptarao oulras a gosto do
comprador daudo-se no da convenci-
> nado. 3
Pianos
Saunders Brothers & C. tem para Tender em
seu armazem, na praca do Corpo Santo n 11
alguns pianos do ulUmo gosto. recenlienle'
chegados, dos bem conhecidos e acreditados fa-
bricantes J. Hroadwood 4Sons de Londres e
muito proprios para este clima. *
Assim como tem um grande sortimenfo de pa- uma instrueco em prtuguez para o modo de
pe para forro de sala, o qual veude a mdico '
preco.
GRANDE SORTMEMO
DK
IFazendase obras feitasj
HA '
liOja earmaiem
DE.
Ges&Basto.
Na rua-do Queiuiad) n.
46, frente amarella.
Completo e grando sortimenlo de cal-
Sas de casemira de cores e pretas a 8J,
t, 10* e 12$, ditos das mesmas casemi-
ras a 7jJ, 8J e9g. ditos do brim trancado
branco muito fino a 5g, 6$ e 7j ditos de
cores a 3$, 3$5O0, 4$ e 5, ditos de me-
rino de cordao para luto a 5g. colleles de
casemiras pretas, ditos de ditas de cores,
ditos de gorgurao pretos e de cores a 5J,
6# e 7j, ricas casacas de pannos muito fi-
nos a 35)|e 403. sobrecasacas dos mesmos
pannos a 28. 30* e 35g. paletots dos mes-
mos pannos a 22$ e'24, paletots saceos
de casemira modelo inglez 10, ditos de
casemir^mesclado muito fino de apurado
gosto 15$ e 16. dilos sobrecasa das mes-
mas cores a 18jj e 20J, ditos sobre de al-
paca preta fina a 7je 8J, ditos saceos a
f*. ditos de fustao branco e de cores a 4,
49500 e 5J, ditos de brim pardo muito
superior 4&500, camisas pai menino de
todos os tamanhos a 26J000 a duzia, meias
de todos os tamanhoa para menino e me-
ninas, palitols da lodos os tamanhos e
qualidades para os mesmos, colletes de
brim branco a 3J500 e 4. ricos colleles
valludo prelo bordado e de cores diver-
.sas o por diversos precos, ricos coberto-
res de fuslao archoado para cama a 6J,
colarinha de linho a peere a 6&500 a du-
zia, assim como temos recebido para
dentro desle estabelecimento um comple- ',
to sortimenlo de fazendas de goslo para '
senhoras, festimentas modernas para me-
nino e meninas de qualro a seis annos
tudo vendemos por precos razoaveis. As- '
sim como neste estabelecimento manda-1
se aproropUr cora presteza todas as qua-
lidades dflbfM relativo a officioa de l-
faiate seamsto com lodo goslo e asseio.
fazr uso deste ungento.
O deposito geral em casa do Sr. Soum,
pharmaceutico, na rua da Crun. 22. em Per-
nambuco.
Pennas de ac inglezas.
Vendem-se na rua da Cadeia do Recife, loja n.
7, deGuedes4 Gongalves, as verdadeiras pennas
de ico inglezas, mandadas fabricar pelo profes-
sordecalygraphia Guilherme Sculy, pelo mdico
preco de 1500 a caixa.
Bezerro francez
grande e grosso :
Na rua Direita n. 45.
cobertos e descobertos, pequeos e grandes, de
ouro patente inglez, para homem e senhora,
de um dos melhores fabricantes de Liverpool,
vindospelo ultimo paquete inglez : em casa de
Southall Mellors 4 C.
CALCADO
Graude sortimento.
45-Rua Direita-43
Os estragadores de calqado encontra-
rao neste estabelecimento, obra supe-
rior pelos precos abaixo :
Homem.
Borzegains aristocrticos. 9&000
Ditos (lustre e bezerro).....7#000
Borzeguins arranca tocos. 7#000
Ditos econmicos.
SapatSes de bater (lustre). '. '.
Senhora.
Borzeguins primeira classe (sal-
to de quebrar)....... 5^000
Ditos todos de merino contra
cajos (salto dengoso).....4,$500
Boregumspara meninas (for-
tWmos)..........^ooo
uaa perfeito sortimento de todo cal-
daquillo que serve para fabrca-
lo, como sala, couros, marroquins, cou-
to de lustre, fio, fitas, sedal etc.
importante.
45Rua Direila 45
Este estabelecimento quer acabar
com aJguns pares de borzeguins que lhe
restam.dos famosos arranca-tocos, ci-
dadaosetc, e sem o menor defeito, re-
duzindo-os ao preqo de 7^000
SYSTEM MEDICO DE HOLLOWAY.
PILULAS HOLLWOTA.
Este Inestimavel especifico, composlo inteira-
mente de hervas medicinaes, nao contm mercu-
rio, nem alguma outra substancia delecteria. Be-
nigno mais tenra infancia, eacompleico mais
delicada igualmente prompto c seguro para
desarreigar o mal na compleigo mais robusta;
inteiramente innocente em suas operacoes e ef-
feitos; pois busca e remove as doenca3 de*qual-
,quer especie e grao por mais antigs e enazes
que sejam.
Entre milhares de pessoas curadas com este
remedio, muitas que j estavam as portas da
morte, preservando em seu uso : conseguiram
recobrar a saude e forjas, depois de haver tenta-
do intilmente todos os outros remedios.
As mis afflictas nao devem entregar-se a de-
sesperaco ; facam um competente ensaio dos
efficazes effeitos desta assombrosa medicina e
prestes recuperaro o beneficio da saude.
Nao se perca tempo em tomar este remedio
para qnaiquer das seguintes enfermidades :
Accidentes epilpticos.
Alporcas.
6$000
5#000
Ampolas.
Areias(malde).
Asthma.
Clicas.
Convulses.
Debilidade ou extenaia-
cao.
Debilidade ou falta de
foreas para qualquer
cousa.
Dysinleria.
Dor de garganta,
debarriga,
nos rins.
Dureza no venir.;.
Enfei mida des no ventre.
Ditas no figado.
Ditas venreas.
Enxaqueca.
Herysipela.
Pebre bilibsaa.
Febreto inlernitcnte.
Febreto da especie.
Gotta.
Hemorrhoidaa.
Hydropesia.
Ictericia.
Indigestes.
Inflammacoes.
Ir r eg-u laridades
menstruajo.
Lombrigasde toda es-
pecie.
Mal depedra.
Manchas na cutis.
Obstruccao de ventre.
Phtysica ou consump-
' pulmonar.
Retenco de ourina.
Rheumatismo.
Symptomas secunda-
rios .
Tumores.
Tico doloroso.
Ulceras.
Venreo (mal).
em grande sortimento para
homens, senhoras e
meninos.
Vendem-se chapos francezes de superior qua-
lidade a 6j50o. 7 e 8. ditos de velludo, copa al-
ta e baixa a 7g, 9 e 10$, ditos de lontra pretos e
de cores, muito finos a 69 e 7, ditos do chile a
3S500, 5, 6, 8,10 e 12, ditos de feltro em gran-
de sortimento, tanto em cores como era qualida-
des, para homens e meninos, de 2j500 a 79, di-
tos de gorgurao com aba do couro de lustre, di-
tos de casemira com aba forrada de palha, ou
seni ella a 4g, ditos de palha ingleza, copa alta
e baixa, superiores e muilo em conta, bonetes
francezes e da trra, de diversas qualidades, para
meninos, chapeos de muitas qualidades para me-
ninas de escola, chapelinascom veo para senho-
ra, muilo em conta e do melhor goslo possivel,
chapeos de seda, dilos de palha amazonas, enfei-
tes para cabeca, luvas, chapeos de sol, e outros
muitos objectosque os senhores freguezes, vis-
la do prego e da qualidade da fazenda, nao dei-
xaro de comprar; na bem conhecida loja de
chapeos da rua Direila d. 61, de B. deB. Fejj.
Calcado francez.
Vendem-se borzeguins de bezerro de um pti-
mo fabricante de Paris, pelo barato preco de 8S
sapa toes de bezerro com elstica na fre'nle por
4J>, sapalos rasos de couro de lustre por 3JI 4/1 o
5J : na rua da Gadeia n. 45, esquina da'rua da
Madre de Dos.
- Veddem-se velas de espermacele a 640 rs.
o maco de 6 velas ; na rua Direita n. 8.
Vcndem-se na rua da Cadeia do Recife n.
54, os seguintes cscravos : 1 moleque de idado
11 annos, 1i prela de 30 annos, 1 dila da mesma
idade com 1 filho de 5 anos e outro de 1 anoo
e 1 cabocla de idade de 6 annos, pouco mais ou
menos.
Vende-se a quarta parle do sobrado de 2
andares na rua da Lapa n. 6, (em ym ptimo ar-
mazem de recolher : quem pretender, pirija-ae
a rua do Cetovello n. 39, que ahi achara com
quem tratar.
Vende-se um bom cavallo de cabriol! e de
sella: na rua dos Guacarapes n. 32, junto ao
marcinciro.
. Vende-se urna cabra com duas crias i
grandes, eafiancando-se.dar urna garrafa de lei-
te de boa qualidade : quem pretender, dirija-se
Cinco Ponas, defronle da estajeo, deposito
n. 148.
RELOGIOS.
Vende-se em casa de Saunders Brothers &.
C, praga do Corpo Santo, relogios do afama-
do fabricante Roskell, por precos commodos,
e tambem trancellins e cadeias para oa mesmos,
de excellente eosto.
por sacca de
Irmos.
nos aimazens de Tasso
4,000 rs.
! milho; nos aimazeni
Rua do Queimado n. 37.
A S0 cortesde vestidos de seda quecustaram
60; a 16j cortes de vestidos de phaulasia oue
custaram30; a 88 chapelinhas para senhora:
na rua do Queimado n.'37.
. Enfeites de vidrilho e de retroz a 4 cada
um : na rua do Queimado n.37, loja de 4 portas.
Em casa de Rabe Sclimettan &
C, rua da Cadeia n. 37, vendem-se
elegantes pianos do afamado fabrican-
te Traumann deHamburgo.
SABO
do deposito geral do Rio
com Tasso & Irmos.
de Janeiro: a tratar
Vendem-se estas pilulas no estabelecimento
geral de Londres n. 224, cStrand, e na loja de
todos os boticarios droguistas e outras pessoas
encarregadas de sua venda em toda a America do
Sul, Havana e Hespanha.
Veadem-se asbecatidhas a 800 rs. cada ama
dellas, coa tem u ma inslrucco em portuguez pa-
ra explicar o modo de se usar destas pilulas.
O deposito feral em casa do Sr. Soum
pharmaceulico. na rua da Crax a. 22, em Ptr-
sassb co.
Farinha de mandioca
nos armazens de Tasso & Irmios.
Milho
noa armazens da Tasso & Irmios.
Taehas para engenho
Fundico de ferro e bronze
Francisca Antoiio Correr Cardozo,
tem um grande sortimento de
tacnas de ferro fundido, assim
como se faz e concer t a-se qual-
quer obra tanto de ferro fon-
jdido como batido.

-> ,r





III II .~"
D%iMO DE PERNAMBUCO. gUARTA FBHU 9 PE MAIO DE 1860.
--Largo da Penha-
Manteiga perfectamente flor a 800 rs. a libra e em barril se far mais algum abatimento.
Qaeijosmuito i\o\os
a 1J700 rs. e em caixa se far mais algum abatimento nicamente no armazem Progresso.
iVmeixas francezas
em latas de folha e campoteirasde vidro a 900rs., e em porcao se far algum abatimento s no
Progresso. r
Cartoes de bo\ii\\ios
rrruito novos proprios para mimos a 500 rs., e era porgse far algum abatimento s no Progresso.
Figos de comadre
era caixinhas elegantemente enfeitadasc proprias para mimos s no Trogresso ecom avista se far
um preco commodo.
lalas de soda
cora 2 1|2 libras de differcnlcs qualidadesa 19600 rs., nicamente no armazem Progresso.
Conservas
a 700 rs. o frasco rendo-se nicamente no armazem Progresso
UoVac\\Vn\ia inglexa
muito ora a 320 rs. a libra e barrica i$, nicamente no Progresso.
Potes vidrados
de 1 a 8 libras proprias para manteiga ou outro qualquer liquido de 400 a 1S200 rs. cada um, se
no Progresso.
Chocolate rancez
a 1J a libra, assim como vendem-se os soguntes gneros ludo recenteracnle chegado e de superio-
res qualidades, presuntos a 480 rs. a libra, chourica muito nova, marincladado mais afamado fa-
bricante de Lisboa, maga de tomate, pera secca, passss, fruclas em calda, amendoas, nozes, frascos
com amendoas cobertas, conidios, paslilhas de varias qualidades, vinagre branco Bordcaux proprio
para conservas, charutos dos melhorcs fabricantes de S. Flix, magas de todas as qualidades, gQm-
rqa muito una, ervilhas francezas, champagne das mais acreditadas manas, cervejas de ditas,
spermacete barato, licores franceses muito finos, marrasquino de zara, azeite doce purificado, azei
10l,a^ muil novas, banha de porco refinado e oulros muito gneros que encoolraro tendente a
molnados, por isso promelcm os proprietarios venderem por muito menos do que outro qualquer
prometem mais tambem servirem aquellas pessoas que mandarem poroulras pouco pralicas como
so viessem pessoalracnle ; rogam tambem a lodos os sonhores de engenho e senhores lavradoies
queiram mandarsuas encommendas no armazem Progresso que se Ihes aflanca a boa qualidadee
o acondicionamento.
Verdadcira goma de matarana
a 400 rs. a libra, s no Progresso.
Palitos
cilhalos para dentes a 200 rs. o maro cim 20 raacinho. s no Progresso.
Cn hyson, pernla e preto
os melhores que ha no mercado de I96OO a 29500 a libra, s no Progresso.
Passas em calxlnnas de 8 libras
as mais novas que tem vindo ao nosso mercado pelo diminuto proco de2j}560, s no Progrosso.
Macas em caixinhas de 8 libras
contendo 405 qualidades pevide, grao do bico, cslrelinha.alclria branca e amarella e paslilhas de
maga, s no Progrosso, e com a vista se far um piejo commodo.
Chonricas e palos
a? mais novas que tem vindo ao mercado.s no Progresso, afiancando-se a boa qualidade e a vista,
se far ura preco commodo.
ARCHIVO UNIVERSAL.
REVISTA HEBDOMADARIA
COLLABORADO
pelos sus.
D. Antonio da Costa -A. F. de CastilhoAntonio GilAlexandre erculano A. G. Ramo A-
Guimaraes-Augusto de Lima-Antonio de Oliveira Marreca-Alres Branco-A. P. Lopes de Men-
donca-A. Xavier Rodrigues Cordciro-Carlos Jos Caldeira-E. Pinto da Silva e Cunha-F. Gomes
de Amor.ra-F. M.Bordallo-J. A.deFrcitas Oliveira-J. A Maia-J. A. Marques-J. deAndrade
Corvo-J da Costa Cascaes-J. Dan.el Collaco-J. E. de Magalhaes Coulnho- J. G. Lobato Pires -
r'nlihflffc h, 7" i'* d,a ^r?Qa- Junior,-J- Juli0 de Oliveira Pinto- Jos Maria Latino
CoelhoJos da Silva Uendes Leal Jnior-Julio de Caslilho-Julio Mximo de Oliveira Pimentel
rw.d,r0- d|.?oux"TJ.-.S- daS,lva Pcrraz-Jos de Torres-J. X. S. da Molta-Leandro Jos da
Cosla-Luiz Pihppe Leite-Luiz Jos da Cunha-L. A. Rebello da Silva-Paulo Midosi-Ricardo
Julio FerrazValentim Jos da Silveira Lopes.
DIRIGIDO
POR
A. P. de CarfenCarlos Jos Barrciros.I. P. Silveira da Molla
Rodrigo Pagamno.
con-
O archivo universal comega com o terceiro volumo o segundo anno da sua existencia;
seguio pois vencer urna das maiores dilTiculdades com que os jornaes Iliterarios de Portugal leem
de luctr, e venceu com honra, satisfazendo tora a maior ponlualidade lodos os compromissos
ura periodo extremamente perigoso para as publicacos desla nalureza.
Incclando o seu segundo anno, como nao altera o systema seguido al agora, o archivo uni-
versal nao aprsenla prograrama novo; hoje como no principio appella para o futuro; com a dif-
ferenga porm de poder tambem invocar em seu abono o passado, que ja conla ; as sympathias que
temobtido, osbons esenptos que tem apresenlado, e a rcgularidade da sua publcacao. Para os
que conhecem a attribulada existencia do jornalismo porluguez, para os que sabem qua'ntis descon-
liangase necessano desvanecer, quantas suspeitas affaslar, quantos erabaracos romover para con-
seguir urna vida mais larga; esl* tirocinio urna grande conquista e um bom agouro de prosperi-
Regislra-o o archivo mais como um incentivo, do que como urna gloria, mais como urna es-
peranza, do que como urna victoria. A animaco que recebeu obriga-o a continuar como at hoje
empregando todos osesforgose empenho, loda a solicilude e desvello para se conservar digno dos
seus intuitos e da sua poca.
Destinado a resumir todas as semanas o moviraento jornalistico e a* offerecer aos leitores. con-
ru en, ?m i6"' que mais notavel houver occor"d "a poltica, na scicncia, na indus-
? ",8arles'a,funs arl'gus ongmaes sobre quaesquer destes assumptos, este peridico publica-
seregularmente todas as tercas feras em folha de 16paginas em bom papel e lypo, completan-
do lodos os semestres ura volurae de 420 paginas com ndice e frontespicio competentes.
Assigna-se era Pernambuco, ra Nova n. 8, uuica agencia.
Em casa de Basto & Lemos
ra do Trapiche^. 17, ven-
de-se :
Chumbe em lenqol.
Carino*de dito.
Cabos d 2 linho nglez.
Selins ptente in;lez com todos os
tencei.
Papel d imprimir.
Panel las de ferro.
Baldes Livrosem branco i nglez.
Cadeirai genovezas.
Licores linos em garrafa* de crystat.
Enxote em caixas de 3 arrobas.
Alvaiadc de Veneza.
Cordoallia para apparellios de navios.
Chapeos de palha de Italia siogelot.
Vassourj.s genovezas.
Drogas i vera*.
Banheiros de mar more.
Talhas de barro vidrado.
Escravos a venda.
Venden:-se, trocam-se e compram-se
vos de loe a idade, e de ambos os sexos;
dolmper.dorn 21, primeiro andar.
Arados americanos e ma
para la\ar roupa : em casa de S.
Iinston Si C. ra da Senzala n.
Viaho de Bordeaujx.
Era casi de Kalkmann Irmiios & C, ra da
Cruz n. 1C. enconlre-se o deposito das bero co-
nhecidas loarcas dos Srs. Brandenburg Frres.
e dos Sr. Oldekop Mareilhac & C, epi Bor-
dean!. Tem as seguintes qualidades :
De Brandenburg frres.
St. Estph. '
SI. Julicn.
Margaux.
Larose.
Chleau 1 oville.
Chleau J argaux.
De Oldekop fe Mareilhac.
St, Julien.
St. Julien Mdoc.
Chateau Loville.
Na mesma casa ha para
vender:
Sherry en barris.
Madcira e n barris.
Cognac em barris. qualidade fina.
Cognac em caixas qualidade inferior.
Cerveia bianca.
Tachas e moendas
BragaS Iva &C, tem sempre no seu deposito
da ra da Moeda n. 3 A, um grande Sortimenlo
do tacha e moendas para engenho, do muito
acreditad( fabricante Edwin Maw : a tratar no
mesmo d< psito ou na ra do Trapich n 44.
Pechinch.
Com pequeo toque deavaria.
Na ra do Queimado n. 2, loja do Preguica,
vendera-s) pegas de algodao encornado, largo,
com pequeo loque de avaria a2S500 cada urna.
Aos amantes da economa
Na na ilo Queimado n. 2, loja do Preguica,
vendem-si! chitas de cores fixas bastante escu-
ras, pelo Laratissimo preco de 6S a peca, e 160
rs. o covado. T
Carn; de vacca salgada, em barris de 200
UDras : em casa de Tasso Irmaos
OJlcado de
cores.
Vanjcm-se oleados decores os mais finos que
i possivel nesle genero, e e diversas larguras,
por prego commodo : na ra Direila n. 61, loja
Je chapeo i de B. de B. Feij,
Ra da Senzala Nova n. 42
FABRICA
DE
fiMMmmk i mmm unnn.
Sita na roa Imperial n. 1 i8 e \ 20 junto a fabrica de saba.
DE
Seba&tiie J. da Silva dirigida par Francisco Belmiro da Costa.
i a 7nn*S.lq.toftf^CTnt0 "v.se?pre P10??*?,8 ambiques de cobre de differenles dimencoes
[de S00# a d.UOU) simples e dobrados, para destilar agurdenle, aparelhos destilatorios contino
para resinar e desalar espirilos com graduago at 40 graos (pela graduaco deSellon Cartier) dos
melhores syslemas hoje approvados e conhecidos nesta e oulras provincias do imparto bombas
de todas as dimengoes, asperantes e de repucho tanto de cobre como de bronze e forro lorneiras
de bronze J*eiodas as dimencoes e feitos para alambiques, tanques etc., parafusos de bronze e
ferro para.rpdas d agua.portas para fornalhas erivos de ferro, tubos de cobre e chumbo de todas
as dnencoes pwa encmenlos, camas de ierro com ormagao e sem ella, fuges de forro potaveis e
n^X'^nhJ^Cf.lS.iri1fBh.0Seof0bLC,UKnd0Sd,e aIn,mb1ues, passadeicas, espumadeiras. cocos
para^ngenho folha de Flandres, ehumbo em lengole barra, zinco era lencol e barra, lsnces e
arllaLr, r-5re! leDC.CS de fe,ro 3 lala.err0 su.ccia in8'" de todas as dimlnsoes, safras, tornos
e folies para ferreiroa etc. e outros muitos arlrgos por menos preco do que em oulra qualquer
parte, desempenhando-se toda e qualquer encommenda com presteza e perteico j conhecida
e para commodfcade dos freguezes que se dignarem honrarem-nos com a sua confianca. acha-
rioja de ferragens pessoa habilitada para tomar nota das encommendas.
Relogios.
Vende-seem casa de Johnston Pater & C, ra
do Vigario n. 3, um bello sortimenlo de relogios
de ouro, patente inglez, de um dos mais afa-
mados fabricantes de Liverpool ; iambcm urna
variedade de bonitos Irancelins para os mesmos.
Em casa de Borott A C, ra
da Cruz do Recite n.5, ven-
de-se :
Cabriolis muito lindos.
Charutos de Havana verdadeiros.
Presuntos para fiambre.
Fumo americano de superior qualidade.
Ghampanha deprimeira qualidade.
Carne de vacca em barris de superior quali-
dade.
Oleados americanos proprios para cobrir carros
Carne de porco em barris muito bem acondi-
cionada.
Licores de diversas qualidades, como sojam :
o muito afamado licor intitulado Morring Cali,
Sherry Cordial, llent Julop, Bilters, Whiskey &
C, ludo despachado ha poucos dias.
Machinas de coser, grandes c pequeas, de dif-
ferenles autores, de um modella inleiramenle
novo, por prego commodo.
Salsa parrilha era frascos grandes c pequeos,
muito bem acondicionada.
Pilulas vegelaes (verdadeiras.)
Verme fuge.
Carneiros gordos.
No engenho Forno da Cal vendem-se carneiros
gordos por preco commodo.
Espirito de vinlio com 44
graos.
Vande-se espirito de vinho verdad piro com 44
graos, chegado da Europa, as garrafas ou as ca-
anda: na ra larca do Bosario n. 86
Vendem-se dous escravos mocos, de bonita
figura, e proprios para todo c qualquer servico :
a tratar na ra Imperial n. 64.
CONSULTORIO
DO
Dr. P A. Lobo Hoscoso,
ISMfii PJETKIDE011OVIMIIDI.
3 RA DA GLORIA, CASADO FUVBO 3
Clnica poT ambos os syslemas.
flnntrau I-? Moscoso d c00811" todos os dias pela manha ede tarde depois de 4 horas
oJSdaPdes ruraes "^ annuaImente nao s Para a cidade como Pa" engenhos ou nutras
np;. S i qualquer hora do da ou da noite sendo por escripto em que se declare o nome da
pessoa, o darua e o numero da casa. H ffl,
m.t k'S! ?Ue n/.orem de urgencia, as pessoas residentes no bairrodo Recife poderlo re-
S.T.'""? d botlSa d0 Sr- Joao Sounndt C. na ruada Cruzou a loja de Irnos do Sr. Jos
Nogueira de Souzna ra do Crespo ao p da ponte velha.
,.IueSSalo^a^na:asa do annnnciante achar-se-ha constantement eos melhores medica-
menioshomeopalhicos ja bem conhecidos e pelos precos seguintes:
Botica de 12 tubos grandes........ 10I0OO
Ditos *e 24 ditos............ I5S0OO
Ditos de 36 ditos............. 20090
Dito de 48 ditos........... 950000
Ditos de 60 ditos............'.'.'. itaOOO
Tubos avulsos eada um.........'.'.'.' 1*000
Frascos de tincturas........,....." 31000
Manoal de medicina homeopalhica pelo Dr. Jahr traduzido
em portuguez com o diccionario dos termos de medi-
m-* 'irurgiaetc"etc .......... 20
lS2^!Tertic?kd5 Dr- Herin8. eom diccionario. iq
Repertorio do Dr. Mello Moraes........ S
DAURORA.
Seus proprietarios olEterecem
qualquer obra manufaetoHfettB sei
todos os tamanbos, rodaa d'ag
das e meias moendas, tachas 1
chos e bombas, roda. roAet.
dioca e para descaroar algodfr;
mnas e moinhos.de rento, ara
tes e todas as '
seus numerosos freguezes e ao publico em geral, toda c
onecido estabelecimento a saber: machinas de Tapor de
-nos'todas de ferro ou para cubos de madeira, moen-
! e fundido de lodos os tamanhos, guindastes, guin-
| boceas para ornalha machinas para amassar man-
aes s para mandioca e oleo de ricini oortn omdsrU rn-
M. lultyaJoies, ponas, .*ldeiras e uufi bSu &K
obras de machinismo. Eiecuta-se qualquer obra seja qual dr aua^Mtraa^flo*
hS352.? moldes que para UlQo foreBl presentados Recebem-se eDcaaoeX neae m a!
l^totlZL^Tt-,*8 A.e na r" d0 Co8ohoie do Imperadorn?.! oradU do^iil
Vende-e em casa de S. P. Jonhston & C. va-
quetas de lustre para carros, sellins esilhdes in-
glezes, caodeeiros e casticaes bronzeados, lo-
nas ingle:.as, fio de-vela, chicote para carros, e
montara, arreios para carro de um e dous cval-
os, e relceios d'ouro patente inslezesi
Cam is de ferro, o mais barato qu ha no
mercado, le 20 a 30 nicamente em asa de
Julio & Conrado.
Na iua Nova n. 35, vende-se faijinha de
mandioca a dinheiro vista, pelo baratissimo
preco de !.600.
Para acabar.
No bazar da ra do Inlipe-
raior, defronte do|de-
posito do gaz.
Fresuntos para fiambre, a libra a 400 rsl
Ex"1,e'tes charutos e perfeilos, em ciaixinha
06 UU A [|J,
Excelleite cevadinha para sopa, a libra a
IbO rs.
Amendiiasde casca mole muito nova, a libra
a 200 rs. I
Macarno.a libra a 200rs.
Farinhc do reino para bolos, a libra a 60 rs.
Exccile ite cerveja franceza, a duzia a 4J>500.
Licores finos de caf e outros extractos, a nar-
ra a a lg(O0. 1 8
Champ nha muito boa em garrafas inleirasa
Dita en meias garrafas a 1&00O. &
Vinagn branco francez muito forte, a garrafa
a 320 rs. T
Bolinas para senhora, o par a 1^600 ik.
Excelleiles espartilhos a 4J500.
Lindas redomas com jarro e flores, o par a
IUJ5UO.
Latas de soda com 2 1[2 libras do dlfferentes
qualidades a 1J2Q0.
Ditas d 18 libras a 29500.
Frascos com paslilhas a I3OOO.
Ditos n aiores a 2|.
t
Mantas de flores,
Mr. Pellore, membro da sociedade d horticul-
tura de Pars, retirando-se para a Europa no pr-
ximo vapor quo se espera do Rio: resolveu
vender sua grande colecgo de plantas, cento
por cenlc menos dos seus precos que at azora
tem vendido : na ra do Cabug n.'3|A.
Atten^o.
Figueiiedo & Irrao, com loja de fazendas na
ruada Cadea do Recife n. 50 A, parcipa aos
amigos di barato, que esio quelmando as se-
guintes f) zendas, por baratos precos :
Camisa 1 de linho, finas, duzia a 50a
Ditas d i fusto, finas, duzia a 30$.
Gravat.s estrellas a 600 rs.
Paletot 1 de panno fino com golla de velluda a
229000.
Cortes de collees de velludo bordados a 6.
Chapeos de seda para hornera a 8j>.
Djlos de feltro. copa alta a 5$.
Ditos de dilo, finos, copa baixa a 49
Cortes He vestidos de chaly com 27 covados
desbabados a 20.
Ditos 01 diados de lodas as cores com 11 coja-
dos a 895(0.
Ditos de cassa proprio para balo a 39500.
Cortes de Iazinba, padres miudos, cola
covado*a 109500.
Cortes da chitas francezas com 10
29400.
Chitas finas iaglezas, covado a 1801
Chales < e merino bordados a 6&500.
Ditos ei lampados a 8(500.
Ditos lieos a 4f. 9
Relogios de ouro e prata.
Emcasa deHeniy Gibion, ruada Cadeia do
Recife n. 62, ha para vender ura completo sorti-
menlo de relogios de ouro e prata, chronome-
Iros, meioschronomelros e de ptenle, os me-
lhores que vem a esle mercado, e a precos ra-
zoaveis.
37 Ruado Queimado37
Loja de 4 portas.
Chegou a este estabelecimento ura completo
sortimenlo de obras feitas, como sejam : pale-
lola de panno fino de 16$ at 28J, sbrecasaca3
de panno fino preto e de cores muite superiores
a 359, um completo sorlimento de psletots de
riscadinho de brim pardo e brancos, de braman-
te, que se vendem por preco commodo, cerou-
las de linho de diversos tamanhos, camisas
francezas de linho e de panninho de 2$' at 5g
cada urna, chapeos raneezes para homem a 89,
ditos muito superiores a 109, ditos avelludados,
copa alta a 139, ditos copa baixa a IOS* cha-
peos de feltro para homem de 49. 59 e at 79
cada um, ditos de seda e de palha enfeitados pa-
ra meninas a 109, ditos de palha para senhora a
12$, chapelinhas de velludo ricamente enfeita-
dasa 25$, ditas de palha de Italia muito finas a
25$, cortes de vestido de seda em carto de 40$
at 150$, ditos de phautasia de 169 at 35$000,
gollinhas de cambraia de 19 al 59, manguitos
de 1$500 at 59, organdys escuras e claras a
800 rs. a vara, cassas francezas muito superiores
e padrees novos a 720 a vara, casemiras de cor-
les para colletes, paletolse calcas de 3j}500 at
4$ o covado, panno fino preto e de cores de 29500
al 10$ o covado, cortes de colletede velludo
muito superiores a9e 12$, ditos de gorguro
e de fustao brancos de cores, tudo por preco
barato, atoalhado de algodao a 1&280 a vara,
cortes de casemiras de cores de 5 al 99, grosde-
naples de cores e pretos- de I96OO at 39200 o
covado, espartilhos para senhora a 6$, coeiros
de casemira ricamente bordados a 129 cada um,
lencos de cambraia de linho bordados para se-
nhora a 9 e 129 cada um, ditos lisos para ho-
mem, fazenda muito superior, de 12 at 209 a
duzia, casemiris decores para coeiro, covado a
2$400, barege de seda para vestidos, covado a
19400, um completo sortimenlo de colletes de
gorguro, casemira prela lisa e bordada, e de
fustao de cores, os quaes se vendem por barato
prego, velludo de cores a 79 o covado, pannos
para cimaf-de mesa a 109 cada um, merin al-
cochoado roprio para palelots e colletes a 298OO
o covado. i bandos para armacao de cabello a
19500, sacos de tapete e de marroquim jiara via-
gem, eunV grande sortimenlo de macas e malas
de pregara, que ludo se vende vontade dos
freguezes, e outras muilas fazendas que nao
possivel aqui mencionar, porm com a vista dos
compradores se mostraro
Largo do Carmo.
Esquinada ruadeHortas
numero %
Vende-se manteiga ingleza a 800 e a 19280 a
libra, dita franceza a 4i rs., paios os mais no-
vosa 480 a libra, chouricag a 560. figos a 20O
rs.. massas finas para sopa a 640, lalharim e
macarrao a 400 rs., latas eom 9 libras de banha
refinada a 6$, velas de espermacete a 720, sagi
e cevadinha a 240 a libra, assim como lem'mui-
los mais objectos tendentes a molhados, que s6
na piesenca do comprador se vende rao por me-
nos prego do quo em oulra qualquer parle, como
sejam. queijos chegados no ultimo vapor, mar-
melada a mais nova que ha no mercado, conser-
vas, passas, vinhos engarrafados e em pipas, de
todas as qualidades, e outros gneros que se dei-
xam de mencionar, e que s a visla do compra-
dor se dir o prego.
Belogios patente inglez e meios chronome-
tros por menos do que em oulra qualquer casa,
vende-se em casa de Julio 4 Conrado, na ra do
Queimado n. 48.
Vcnde-seg
Relogios patentes.
Estopas.
Lonas.
Camisas inglezas.
Peitos para camisas.
Biscoutos.
Em casa
Cruz
de Arkwight C
n. 61. *
Aos senhores logitl
Bcos pretos de seda,
ilos brancos e pretos de algd
Luvas pretos de torga 1
Cintos elsticos.
Linhas de algodao em novellos : vendem-?o
por pregos commodos, em casa de Seulhall Mel-
lors & C, ra do Trapiche n. 38.
Vende-se superior liriha de algodao, brac-
ese do cores, em novello, para costura : em
casa de Seuthall MellorA C, ra dn Torres
n. lo.
Escravos fgidos.
Camisas inglezas.
Pregas largas.
Goes Ra do Queimado n. 46, frente da loja
amarella.
Acaba de chegar na bem conheeida loja de
loes & Ba3tos, um grande sorlimento das muito
desojadas e verdadeiras camisas inglezas, com
peilo de linho e pregas largas, j bem conheci-
das pelos freguezes deste estabelecimento, as
quaes camisas ha muito se eslava esperando, e
por ter grande porcao, temos deliberado, para
mclhor agradarmos os freguezes, vende-las pelo
diminuto preco de 36$ por duzia.
Fazendas por kixos precos
Ra do Queimado, loja
de4porlasn. 10.
Os abaizo assignados, com loja de ourives na
ra do Cabug ns, 9 e 11, confronte ao paleo da
matriz de Santo Antonio, continuadamente eslo
recebendo as mais delicadas e modernas obras
de ouro de dincrenlos e apurados gostos, tanto
para senhoras, como para homer.s o meninas,
por pregos mui commodos em relicao a qualida-
de e maod'obrn, e garaulem a qualidade do ou-
ro, passando urna cunta com dcclarago e recibo.
Seraphim U Irmo.
Milho e trelo.
Vende-se milho a 49 o sacco, e em cuia a 210,
farelo a 5$500 o sacco : por baixo do sobrado n.
16, com oitao para a rua da Florentina.
Vende-se por 3509 um cabriolet de 4 rodas,
coberto, em bom estado : na rua Nova n. 22.
Albardas inglezas.
Ainda ha para vender algumas albardas ingle-
zas, excellenles por sua durago, levesa e com-
modidade para os animaes : em casa de Ilenry
Gibson, rua da Cadeia do Becife n. 62.
Superiores chapeos de manilha.
Estes excellenles chapeos que por sua qualida-
de e eterna duragao, sao prefcriveis aos do Chi-
. le ; exUtem venda nicamente em casa de
| Ilenry ibsoo, rua da Cadeia do Recite n. 62, por
i prego commodo.
Vende-se
linha de novello de todos os sorlimentos, meias
de seda inglezas de peso e mais inferiores bran-
cas o pretas, por pregos commodos : cm casa de
Henry Gibson, rua da Cadeia do Recife n. 62.
Ainda restam algumas fazendas para concluir
a liquidagio da firma de Leile \ Cog-eia, as quaes
so vendem por diminuto prego, sendo entre ou-
tras as seguintes: t
Chitas de cores escuras e claras, o covado
al60rs.
Ditas largas, francezas, finas, a 140 e 260.
Biscados francezesde cores flxas a 200 rs.
Cassas de cores, bons padres, a 240.
Brim de linho de quadros, covado, a 160 rs.
Brim trancado branco de linho muito bom, va-
ra, a 19000.
Corles de caiga de meia casemira 28.
Ditos de dita de casemira de cores a 59.
Panno preto fino a 39 e 49.
Meias de cores, finas, para homem, duzia a
19800.
Grvalas de seda de cores c pretas a 19.
Meias brancas finas para senhora a 3f.
Ditas ditas muito finas a 4$.
Ditas cruas finas para homem a 4$.
Cortes de colletes de gorguro de seda 29.
Cambraia lisa fina transparente, peca, 49.
Chales de la e seda, grandes, um 29.
Grosdenaple preto de 1$600 a 29.
Seda prela tarrada para vestido a l9600e 2$
Cortes de vestido de seda prela lavrada a 169
Lengns de chita a 100 rs.
La de quadros para vestido, covado, a 560.
Peitos para camisa, um, 320.
Chita franceza moderna, fingindo seda, covado
a 400 rs.
Entremeios bordados a 200 rs.
Camisetas para senhora a 640 rs.
Ditas bordadas finas a 2$5O0.
Toalhas de linho para mesa a 29 49.
Camisas de meia, urna 640 rs.
. Lencos de seda para pescoco de senhora a
*60 rs.
_feslidos brancos bordados para baptisar crian-
I 5as a 5000.
covadoi-f 1 Cortes de caiga de casemira prela a 69
. .gn Chales de merino, com franja de seda a 5.
rs. Corles de caiga de rucado de quadrm*.8O0 rs
i Merm verde para velido de mofl ft.cON-
Lengoi brancos de cambraia, duzia, a 2|.
AS MELORES MAHINAS DE COSER
DOS
Mais afamados autores de New York
I. M. SINCER E
WHEELER & WLSON.
No novo estabelecimento vendem-se as machi-
nas destes dous autores mostram-se a qual-
quer hora do da ou da noite e responsabilisamo-
nos por sua boa qualidade e seguranga :no arma-
zem_ de fazendas de Raymuodo Carlos Leile
irmao, rua da Iraperalriz
aterro da Boa-Vista.
n. 10, antigamenfe
Marmelacla.
1 rua Direila n. 6. ha marmelada s
1 libra.
Ceblas novas.
muito barata i viaja da qualidade ; hd
eposilo da rua do Vigario n. 27.
Feijo amarello
superior a
no and-
era saceos de 6 alqueires, do Porto, ou 30 cuias :
vende-se muilo barato para acabar : no amigo
deposito da rua do Vigario n. 27.
Vende-so continuadamente firinha de man-
dioca, milho e farelo de Lisboa, em saceos gran-
des, e muito superior qualidade : na rua do Ran-
gel n. 62.
= Na rua da Iraperalriz u. 75, ha para ven-
der vinho engarrafado, sendo madeira, alicante
e malvazia, chegado ltimamente d* Europa o
por prego commodo.
= Veude-se um sitio em chaos prtprios, com
Eequena casa de morada, varios arwedos de
uclo, boa agua de beber: na estrada que vai
da Casa Porte para o Arraal: a tratar na laberna
doSr. Manoel da Costa Pereira Caboclo, em San-
t Asina.
Vende-a um exeellente cavallo bom anda-
f! NoTnJtt!0' em bm e8l9d : a lra,ar na
Cera de carnauba, sebo retinado e fio
de*lgodao.
armazcm.VeDder"*e''110 larg Atte"M,
No dia 20 de abril prximo passado fugio
do engenho Santa Cruz, sita na freguezia da Es-
cada, um escravo crioulo de nome Antonio, do
idade 25 annos, altura regular, bonita fignra, bas-
tante barba, o qual foi compra Jo a Domingos da
Costa Martins em 1857 ; roga-sc a quem o ap-
prehender de leva-lo a seu senhor Joaquira
Theodoro do Reg Barros, no engenho Mdfssocb,
ou a seu correspondente neata praga, Gabriel An-
tonio de Castro Qnintaes, nue recompensar ge-
nerosamente, e tambem est encarregado de veu-
de-lo, se assim couvier.
Escravo fgido.
Na noite de 28 de abril prximo passado fugio
de casa de seu senhor o escravo de nome Roy-
mundo, idade de 18 a 20annos, estatura mediana
e reforgado, bonita figura, bocea pequea e bons
dentes, falla bem, (obra escuro) filho do Ico,
d'onde vcio, pouco mais ou menos, a um anno,
sahio de calca brenca de brim trancado e camisa
de madapolo, chapeo de feltro, e calcado: quem
o apprehendcr e levar i rua da Cadeia do Recife
n. 20, ser recompensado
Na lerga-feira I.* do correte fugio a preta
Joanna, croula, idade de 40 annos, pouco mais
ou menos, com os signaes seguintes : altura re-
gular, psdecrysipela. um mais grosso do que o
outro, disdenlada na frente, rosto redondo e pe-
queo, e muito fillauto : quera a pegar, leve-a
casa de sua senhora, na rua do Cotovello, jun-
to a casa n. 57, que ser recompensado.
Achando-se ncslo cidade, para ser vendido,
o escravo mulato de nome Saturnino, desappa-
receu honlem, 26 de abril ao meiodia ; este es-
cravo de estatura regular, refoigado do corpo,
tem 25 annos do idade, pouco mais ou menos,
falla bem, entende olgutna cousa de snpateiro, c
escravo do Sr Manoel Cavalcanti de Albuquer-
que, senhor do engenho Castanha Grande, na
provincia de Macei, perlo do Passo de Camara-
gibe 1 esle escravo tambem natural da mesma
provincia para os lados de Macei, e de suppor
que procurasse esses lugares, ou ande mesmo
por aqui : roga-se e quem delle der noticia ou o
pegar, de o levar 10 dito engenho Castanha Gran-
de, sefor por esses sitios pegado, e se for nesla
provincia o enlregaro-a Manoel Ignacio de Oli-
veira & Filho, no largo do Corpo Santo, que gra-
tificar rom generosidade.
SOS de graflcacao.
Continua a estar fgida a cabra Josepha, de ida-
de 50 annos pouco mais ou menos, altura regu-
lar, marcas de panno pela cara, falta de denles,
lornnzellos enchados, andar eslrupiado, esta es-
crava fugio em 30 de novembro do anno passado,
desconfia-se que esteja acoulada em alguma ca-
sa ou servindo de ama, tem dous filhos nesla pra-
ga, urna por nome Domingas, liberta, e outro do
nomo Matheos, escravo de um senhor para as
bandas de Apipucos, alguem j a lem visto, por-
lanto protesla-se contra quem a liverem sua casa,
assim como d-sc 509 a quem a trouxera sua se-
nhora na Soledadc estrada de Joo Fernandes
Vieira ou der noticia cerla
Gratiicacao de 50$000.
Fugio no dia 17 do corrente mez o escravo
crioulo de nome Mathcus, do idade de i0 a 25
annos, e lem os seguintes signaes : cr preta,
altura regular, espigado e reforgado do corpo,
falla descansado, mos e ps pequeos, denles
alvos, andar gingado, passo miudo, ecom bastan-
te espionas no rosto ; levou caiga e camisa de al-
godao de lislras azues, chapeo de palha da Ii-ilia
j usado com fila preta; esle escravo natural
de Qucbrangulo, onde tem mi e irmaos, e foi
perlencente o dilo escravo nesle lugar aos Srs.
Cosme de Pinho Santiago e Jos Francisco da
Costa, negociantes nesle lugar, os quaes compra-
raro ederam em pagamento aos Srs. Souza, Bar-
ros & C. desla praga, e estes venderam ao Sr.
Silvino Guilherme de Barros, o qual vendeu aos
Srs. Mello & Irmao ; consta que este escravo fu-
gio em coropanhia do cabra escravo, Mnrcolino,
de Macei : portanlo, pede-se as autoridades po-
liciaes o algumas pessoas particulares, quo o
caplurem e levem-o a rua de Apollo n. 7, ou a
rua Nova n. 1, que gratificaiao com a quantia
cima.
Acha-se fgido desde o dia 6 de abrfl pr-
ximo passado o escravo pardo de nome Roque,
alto bastante, corpo regular, tem os olhos um
pouco averroelhados, alguma falla de denles c
falla muilo mansa e deacangada : quem delle
der noticia ou o prender, ser bem recompen-
sado pelo major Antonio da Silva Gusmao, mo-
rador na rua Imperial, e seuhor do dito es-
escravo. 4
Fugio do engenho Pogo, da Irf guezia da
Luz, em principio de marco deste anno, o preto
Ignacio, cujos signaes sao os seguintes : idado
30 annos. pouco mais ou menos, allura regular,
cheio do corpo, cara chola, faltam-lne alguns
dentes da frente, barbado, olhos pequeos,
quaodo falla balbuca por>tal modo que parece
gago : n'uma das mos falla-lhe um pedago do
dedo anullar. E'e negro foi comprado ao Sr.
tenente-coronel l,mas. irmo do Sr. conego Pin-
to de Campos : pede-se a captura do referido
negro, e a entrega delle a seu senhor no enge-
nho supra, ou ao Sr. Manuel Antonio Gongalve?,
no Recife, rua do Cabug n. 3, de quom receber
o anresentante urna jjratificaco generosa
Escrava fgida:
Fugio da casa do abaixo assignado, no dia 18
do correnle, urna sua escrava da Costa de nome
Mara, que representa ter de idade 45 annos, al-
lura e corpo regulares, cor nao muito pela, ten*
bastantes cabellos brancos, cosluana Irazer um
panno atado roda da cabega, tendo por signa)
mais-salienle as maos foveiras, proTenient do
calor de figado. Esta escrava tendo bido como
de costume, com venda de arrear,, nao voltou
mais : roga-se, portento, autoridades poli-
ais pessoas do povo,
{iva, e leva-la a loja
eimado n. 2, ou i casa
na rua da Florentina defronto
dacocheira do Illm. Sr. lente coronel Sebas-
lio, g,ne serio generosamente recompensados.
ciaes, capile*
a apprehc.
do Preguiga,
de sua reside:
.
-


<&)
Litleratura.
Slltuscnhores, alcm
a socicdade dumcslica

Sce Das da vidade provincia.
A Derradeira.
(Conrluso.)
XV.
Um anno depois, duas pessoas eslavam senta-
das cm um pequeo saino, junio um fogo vivo
c claro. L'roa dolas desenvolva,' com urna sa-
gaiidade profunda c uraa rara felieidade de ex-
presso planos, projectos, iu.vencdes, uiclhora-
fnentos fazer ein tima grande empreza indus-
trial A outra pessoa esculara, mullas vezes in-
trometlendo na conversaco urna palavra justa e
sensata. Na parle do ra, os mil ruidos de unta
fabrica iani-se cxlinguindo um um. Nao se
ouvia seno tres rodas gigantescas que regular-
mente giravam eni um cstabeleeimento visinho,
ao impulso d'agua de um rio. Eram oilo horas.
Tresenios obreiros acabavsm de deixar seus tra-
balhos c tornavam procurar suas casas con-
versando ou cantando. Ncm um so. cousa rara,
dizia mdl de seus chefes. Pareciam felzes e lo-
dos os semblantes linham essa serenidade altiva
(pie 6 o indicio de urna tarefa lealmenle preen-
chida. Em breve um lerceiro appareceu no sa-
lo onde se achavam as dnjs pessoas.
_ Meu charo Oliveiro, disse o recem-chegado,
o inventario est definitivamenje acabado. Te-
mos trinla c dous mil francos de ganho pelos
nossosseis primeiros mezes.
E' ti que devo islo, Leonardo.
Vamos! Quizestc le oceupar, associamo-nos;
ganho mais do que tu. eu que nao possuia nada.
Os uegocios progridem. Occupamos as pessoas
do paiz; islo d pao todo o mundo, e nos
ouro. Cada um tem scu provelto.
Mesmo os pobres. Ters leu dizimo para
elles, Eugenia.
Cont com issa.
Leonardo Berlaud esfregou um instante a ore-
lha.
Meu primo, disse ello, tu trabalhas de mais ;
islo n,o contraria. Eu anles quercria trabalhar
para li.
O que me dizes tu ?
llcceio que te enfades e lamentes tua exis-
tencia passada.
Pergunla Eugenia o que pensa.
Meu charo Leonardo, disse esta, 6 iropossi-
vol que Oliveiro se enfade. Elle nao vos.commu-
iica, como o faz comigo, ludo o que souha de
bello e de grande.
OU bem o vejo pelos resultados oblidos.
Quando um homem tem laes ideas, fortifi-
ca-as pelo esludo, fecunda-as rffcla rcflexao, uli-
lisa-as pela pratica; nao lhe perguntois se feliz.
Suas obras responden) por sua felieidade.
Mas tu nao vas mais ao circulo de...
Cala-te, Leonardo. Quando pens no tempo
que \ perd...
Nao jogas mais.
Meu charo, respondeu Oliveiro gravemente,
joguei a minlia ultima partida com o Sr. de Po-
garet, larobem foi a sua ultima. Foiinlcrrompida
pela morle ; jurei que nunca mais lorna-la-hia
comecar.
O bom Sr. de Nogarct! tu o eslimavas
muilo.
Sim. E ainda hoje s urna pessoa pode mi-
norar um pouco meu pezar de o liavcr perdido.
Ah e qual 6 esta pessoa?
Como sou animal! disse Leonardo; ainda
pergunto qual ?
Depois, passado um oslante, accrescenlou,
sempre esfregando a orelha :
Trinla e dous mil francos de renda! lenho
desojo de me casar.
Hyppolito Aldeval.
[Revista Conlemporane a.G. l'imenlel.
da soeiedade publica ha
alcm da patria ha a fami-
lia. A primeira est i&o intimamente ligada
segunda, que o progresso e a decadencia de urna
indispensavclmenle o progresso e a decadencia
de oulro.
No nosso excesso de lulas poliliras, .do Ibeo-
rias sociaes e de utopias humanitaria?, despre-
samos a familia: esquecemos que o progres-
so da soredade nao urna coostrueco humana
ou urna obra do genio, mas una orvorc plantada
pela mo de Deus, cujas raizes eslao onde foi
nosso berco, e cuja seiva lirada d'ondc brolou
nossa propria vida, do cralo dos nossos paes.
A familia, diz um celebre publicista de nossa
poca, a segunda alma do humanidade; os
legisladores a tem esquecido ; s .cuidam dos
individuos e das naroes; omillem a familia, fon-
te nica das populacoes fortes e puras, sanciua-
rio das iradicjoes e dos costuros em que se
o fortalecen) todas as virtudes sociaes.
Eis aqui, senhores, porque me proponho a tra-
tar directamente da familia em suas retacos com
o progresso social. Esla materia, '
DtaBlO D PgftNAH?im QAftTA fEttU 0 t>t MAtO DE f8|0.
calma e duce proteceo da^sa, onde a patria
se fecunda c se educa.
Porn o genio revolucionad ro comprehen-
de as.-irr o destino espectivo it (amiliaf|e dos
estados ; elle sonha, como se*lo sen mais bello
tnumph i, urna invasao indefuda da soeiedade
publica a soeiedade domestin
Segundo seu modo de pensar rnente ao es-
tado cor ipele o dircilo e a fun ) de educara
mocidade. -Elle nao se contea como vos, cm
amare espeitar ef eslade^H principio e
ao seu lim ; para ello o esud ; e o ado-
ra. Pn slrado por trra diante uadivind.adc,
elle sac ifica-lhe, com todos os moa direilos, o
pensom.-nlo, a alma e o corar;! lo vessos filhos :
e ainda hoje nao cora pedindo que se faga da
vossa l'berdade de crear, nm novo holocausto
esle id ilo, sob pretexto de glorificar a patria e
humilh. r a familia.
Has, senhores, nao lenhaisftiedo ; es'.e mo
genio n 10 triumphar ; disto estou bastante con-
vencido
Nao, nao lanzareis tossos filhos aodeus Moloch
sobre' Tosiga corseos.
e a
. mpoilante pe- da revo uc,6o : eu o juro _
as sympalhias de lodos, offerece-ir.e a occasiao, Tudo v >s diz que s a vos pcrtanealfdircil
nuio rara talvez nos assumplos d'esta cadeira,: poder d crear, e de fazer 4 vosia aemelhaca o
de poder fenr com o mesmo golpe as inteliigen- vida proveniente de vos ; todo vos diz que. #c ha
cas e os coracoes E>le pnmeiro discurso ser urna ed icaeo que eleve a humandade, t f, po-
a natural Iransigao das ultimas conferencias para,! tcniida e quem a d. e que, notase de "eslar
as d este anno. i ella imiiossibilitada de, preenrher esta fuoccao,
1 roponho-me a mostrar as intimas rebees que s ell i pcrlence o direito inaenavcl de eco-
?",?. i IfA*?.?!!:.8.de;.es_,abe,e"ndo 3U. a !Iher- P'r0 S"ppri-la, dedicares digna della.
A na ureza, a razo c a'historia* proclamara
aqu, om o chrislianisroo, qi)e s com esla enn-
dico o progresso do mundo podo marchar. '
Seguramente, senhores, nao contestamos a im-
porlamia relativa da aeco das sociedades publi-
meira origina a segunda A soeiedade domesli- cas sotre a formaco da ida, e aperfeicoamento
i soeiedade; ella encerraa gera- | da hunianidade ; mas, lembremo-nos que nellas
s ha um elemento secundario -do verdadeiro
segunda lem na primeira seu principio, modelo e
forca. ^
I
O que primeiramente moslra a influencia de-
cisiva da familia sobre a soeiedade, oque a pri-
t'oniV reacias de IV'otre Dame.
PRIMEIRA.
Senhores.Jess Christo, restaurador da or-
den) c autor do verdadeiro progresso, nao se con-
tenlnu em crear o progresso moral com suas di-
vinas reaeces contra a concupiscencia, causa de
todas as desgracas; elle imprimi na humanda-
de lodos os grandes elementos do progresso so-
cial e elevou-a sobre estas tres columnas sagra-
das: a liberdade christa, a egualdade chiistna c
a fiaternidade christa. E, para sustentar o edi-
ficio e dar-lhe ao mesmo lempo grandeza, forca
e belleza, deu-lhcpor base urna cousa eminente-
mente christa c eminentemente social, a autori-
dade. Rcalisou no mundo chrislo qualro yol-
bolos do sua auloridade divina, que transforma-
ram a vida social, transformando as condicoesdo
poder e da obediencia : a auloridade paterna, a
auloridade. sacerdotal, a auloridade real, c como
abreviarlo e complemento de todas as nutras, a
auloridade pontifical.
A auloridade pontifical a mais alia paterni-
dade, o mais alto sacerdocio, a mais alia realeza;
cm urna palavra, a mais alta personificacao da
auloridade sobre a Ierra : auloridade que ha mais
de dous mil aonos, e ainda hoje, lo grande,
que tudo quanto a ella se refere tem o singular
privilegio de dizer respeito lodo o mundo ; que
suas dores como suas alegras, suas desgracas
como seus (riumphoscstremeccm profundamente
a humanidade inleira.
Tal senhores, o resumo das conferencias do
anno passado. Teria Dous me assignalado c mar-
cado a hora para em alta voz proclamar estes
principios eternamente conservadores e progres-
8ivos? Talvez.
Como querque seja, estas verdades, que sao o
ponto de apoio c a mola do progresso das socie-
des, eu as pronuncici com urna calma liberdade
que respeitasleis, por que ella nascia de Deus e
de vos. Deixo palavra este privilegio de liber-
dade sania, que faz parte do seu imperio e digni-
dade.
A predica christa imita o genio da navegaeo
moderna. Sem importar-se com o venlo, que so-
pra, ella adianta-se a travez do alio mar dos er-
ro- e das paixes humanas; e eu, sobre eslas va-
gas constantemente mutivcis, prosigo na minha
tranquilla viagem, temendo somente nao chegar
depressa como desejo ao porto sempre desojado,
ao porlo da vossa salvago.
Engano-mc, senhores, urna outra cousa me
reten), c eu devo dizc-la, porque ella nasce de
vos. Temo que, sob o imperio das preocupaces
dcsle lempo, sejaes tentado a enxergar as mi-
rillas palavras o que chaman) alluso. Julgo de-
ver declarar-vos que desprso estes meios. Quan-
do a consciencia me faz proclamar urna verdade
"til ou necessaria, eu a digo nao com allnso,
porra em seus termos proprios c sem temer
ninguem. E, quando islo declaro, talvez tenha
o direito de ser acreditado ; porque, nos oito an-
nos que lenho a palavra aqui creio ler dado
provas de alguma s)nceridade.
Depois de ter mostrado em Je3us Christo o au-
tor do progresso social, este anno, pela ordem
natural das cousas, somos levados a tratar de um
assumpto ; que nao poderiamos omitir sem dei-
"xar urna sensivel lacuna.
Ha urna inslituico que a base necessaria e o
natural sustentculo de lodo progresso social;
Tima inslituico de mo de mestre, porque ella
obra do proprio Deus; urna insliluic.o fundamen-
tal no sentido mais lalo d'esta palavra, porque
nao se pode locar jitlla sem abalar de alio bai-
xo o edificio, cuja divina archiletura admiramos:
a santa e imn)ortal inslituico da familia.
cao, a formaco, a Iradico da vida social, c alem
d'esle trplice titulo, mi ingenua o sempre fe-
cunda da mcsnia patria.
Os historiadores e geographos procuran! com
una ardenle curiosidade os mysleriosos lugares
d'ondo nascem com se*us affluentes os rios que
banham a ierra. Ha tambem para nos um gran-
de interesse cm procurar dequefonte nasce o rio
das geracoes humanas, que traz era seu curso a
prosperidade dos povos, a civilsaco dos seculos,
e a magnificencia da ordem e do progresso so-
cial. Qual ser a fonle da vida social, e quem
conhecer o segredo de sua gerago? Senhores,
ha duas cousas que nao podem ser ura mysterio
para o homem ; o lugar d'esta fonle e. o seu per-
petuo c universal manancial. O rio da vida so-
cial nasce no lar domestico; a fonle viva da pa-
tria c a familia, fonle nunca exhaurida, porque
constantemente se cnche por canaes profundados
pela mo de Deus, profundidade esla que est
tora do alcance humano.
Ora,senhores, observai, as aguas,q ue os tos
contem em seu leito, nao sao dislinclas daquel-
las que sahetn de suas ftiles. Sei perfeitamen-
te que eslas aguas, por mais puras que sejam em
sua origem, podem allerar-sc no seu curso e trans-
formar-se quando se misturara com as dos gran-
des rios; porem cm regra gera!, a agua dos rios
nao mais pura do que as dos seus afiluenles,
era as d'esles mais do que as de sua fonle. As-
sim a vida, nascida da familia, pode alleraf-se e
altern-se muilo na torrente do seculo que rola
com lana impureza ; porm nunca mais bella
na socicdade do que na familia.
Suppondes um momento a patria composta de
familias pervertidas pela inlelligencia, corrompi-
das pelo coraco e despresiveis pelo sanguc;
qualquer que seja a superioridade das vossas leis,
o genio das vossas invencocs e a sabedoria das
vossas instituiocs, tendes nccessariamenlo urna
soeiedade misciavel e prompla servio e a de-
gradaco. Mulliplicae a corrupeo pela corrup-
co, o vicio pelo vicio: estes seres, j perverti-
dos saliindo da familia, lornam-se celerados en-
trando na soeiedade ; tendes urna soeiedade era
decadencia, porque tendes urna humanidade bar-
bara.
Pelo contrario, supponde na humanidade con-
tempornea familias, que continuamente derra-
mam na soeiedade, com as geracoes sabidas
dellas, doutrinas sem erros, roslumes sem de-
pravaco e um sanguepuro de loda a corrupcf.o :
parles sadias nao consliluiro urna massa corrup-
ta : o resultado ser urna humanidade grande c
forte pela intelligencia, grando e forte pelo co-
raco, grande e forte pelo sangue, grande e
forle por eslas tres Torcas principaes : intelec-
tual, moral c physica.
E, se suppondes que um laco commum rene
a diversidade e muliiplicidadedeslas familias, e
que para govcrna-las existem somenle leis e ro-
mens de urna perfeico vulgar, digo que, ftiesmo
exceptuando os progressos e aperfeicoamentos
que a humanidade executa pelo genio da scien-
cia, da poltica c da industria, lendes urna soeie-
dade, que se engrandece e progrede no sentido
lalo desta palavra.
O rio da vida social prosegue seu magestoso
curso levando dianlc de si lmpidas ondas, que
vertcm seus affluentes ; e, se amontoar rolando
em seu leito qualquer cousa que o turve e altere,
elle se renova e purifica na pureza que provm
de sua fonle. Assim se pinta cm urna viva" ima-
gen), como em um puro espelho, urna verdade
elementar e muilo esquecida que encerra o futu-
ro do mundo: saber, que a soeiedade domestica
est para a soeiedade publica assim como as fon-
tes esto para os nos, e que a vida, encontra-se
de ordinario na patria, pouco mais ou menos
como ella sabio da familia.
A familia, com cffeito, mais ainda que a ge-
racao da vida humana, ella a sua formaco. A
vida humada, como tudo creado, lem a razo do
seu desenvovimcnto no mesmo principio que a
faz existir.
todas estas subsiaucines heiargas legadas loda
posteridade, herdeiras do todas as paternidades.
II
Acabis de ver, senhores, o que determina em
pnmeiro lugar a influencia natural da socicdade
domestica sobre a soeiedade publica: ella a ri-
da quo nasce pela geraco, que se desenrolve pe-
la educacao, que se transmiti pela tradigo, ello
c, sob esta trplice relaco, o que cliamei socic-
dadeprincipio, a me fecunda da patria.
Mas a socicdade domestica mais quo o prin-
cipa da soeiedade publica; o seu mais perfer-
to exemplar. Nao procurarei aqui seduzlr o pen-
samento pela imsginaca; nao vos moslraiei,
como lypo da soeiedade publica, o idyllio so-
cial cantado pelos reformadores. Nao presumo
que seja lo fcil realisar a ordem publica o
ideal da familia com loda a sua fraternidade, lo-
da sua belleza e lodos os seus encantos.
Temo ura pouco as encantadoras illusoes, as
quaes urna philosophia delirante ha pouco lempo
embalara as crdulas geracoes, moslrando-lhe no
futuro o parazo sempre fugitivo da grande fami-
lia humana ; tanta promessa no nosso seculo,
sob o nomo de repblica social c fraternal.
A familia a familia ; o a soeiedade a soeie-
dade : a segunda ser sempre profundamente
dislincta da primeira ; mas lambem a primeira
fiesr sempre sendo o typo da segunda: a soeie-
dade nunca se tornar a familia, mas sua perfei-
?o consistir era approximar-so della o maisque
for possivel. A familia, acabamos de ver, 6 o
principio da sccicdadc, e na ordem das cousas a
perfeico consiste em approximar-scdoseu prin-
cipio.
_A familia tem una eonslluico que oshomens
nao podem mudar, poique ella c obra de l)ei)3.
l'odcrei dzer-vos que assim como D
eus fez o pri-
tambein sua
E' a familia quem produz a vdi, a familia
quem a desenvolve; da mesma maneira que ella
d nascimf nlo, d tambem a educacao, e, com
o ser, a elevacao do ser.
Em vo procurar-se-hia fra da familia urna
formaco da vida, da qual ella lem o segredo.
Na ordem natural ha urna instituidora providen-
cial da vida humana, a familia. A familia
urna soeiedade cicadora. Para este fim sublime
ella a nica habilitada, porque a nica legi-
tima.
As inslituiedes sociaes mais salulares e mais
progressivas sao aquellas, que mais protegem
esla fecunda funceo da familia, c confiscam em
proveilo ao menos dos estados estas torgas nati-
vas, que.a Providencia deu soeiedade domesti-
ca para preparar lenta, mas seguramente, o ver-
dadeiro progresso da vida social. E' que a fami-
lia, armada do direito e poder de crear, urna
obra divina ; e as inslituicoes humanas somente
sao boas quando secundan) as creaces de Deus.
Os estados nao sao, no plano da Providencia, os
instituidores da vida ; elles sao seus defensores.
A familia a soeiedade creadora das geracoes,
o estado a soeiedade organisada, que protege a
familia ; elle cobre com sua forra o que a fami-
lia cobre com seu amor.
Tal o ponto harmonioso onde estas duas so-
ciedades se encontrara e se unem para acelerar
seu mutuo progresso : a patria abrigando sob scu
escudo a soguranca e a liberdade da familia ; ai
familia educando' sob seu lecto a geraco, que
medra para a honra e defeza da patria.
Certamenle, senhoies, esle papel dos estados
ainda muito bello ; c as maisillustres conquistas
i nao egualam, para o progresso do mundo, i esta
progre.-so dos povos.
O se.rredo do progresso nao esl no ruido das
lulas, elle esj no interior e no silencio da Tida
domestica ; nao esl as mos dos res, as raaos
dos legisladores ou as mos dos conquistadores.
Onde oslar pois O'paes, me?, esc.utaile
sympalhicaroento respondan) vossas almas i urna
alavrc, que engrandece aos vossos olhos vossa
unc^i na humanidade; ah o supremo segredo
da forn aco e do progresso da vida humana est
em vosas%lmas, nos vossos coracoes, na vossa
f, no vossa amor; est, em um palavra, ua
accao lombinada c no concurso harmonioso des-
la ped rosa soberana e deste mioislerio'devota-
do, qu i vos foi concedido pela Providencia para
o engrindecimenlo da vida social pela vacio
da vdi domestica.
Assim a famila a formaco e a elevacao da
vida, :omo a sua geraco ; tambero a sua
tradlci o ; e principalmente sob este titulo que
ellt a instiluigo principio da soeiedade
puBlici e a causa eflicienlo do progresso social.
A tndico e o progresso nao sao duas cousas
contra liclorias. O progresso nao o statu quo
ni m i. immobihdadc; mas elle nao consiste
tamben) na novidade. Tudo que novo ncm
sempro progressivo.
JO piogesso se nutre e vive da subslancia das
cousas antigs : ou melhor elle a florescencia
smprjnova.e seja-ma pernii nido dizer,a j u vento
de pe H-tu a do que nao podeenvelhccer.O progres-
so, fal ando em linguagem vulgar, um capital
d ; vabr accumulado pelo tempo, e que as gera-
cies .ransmulera as geracoes ; sao os seculos
enriqi ecidos pelos seculos ; as sociedades her-
deiras das sociedades.
A t adicao pois, a essencia do progresso.
lor ueio d'ella que se formara, as grandes
nras que do a procedencia a humanidade,
por meio d'ella que se mantera as inslituicoes,
que ti ansmitlem suasgrandesas e perpetuam suas
gloria).
0 que seriamos se nao guardassemos no nosso
prese.ite o patrimonio do nosso passado ; e se
0 passado sempre repelldo e maldito nao fosse
aarattido a honra de entrar no presente O
que s tornaiia o mesmo progresso se renovan-
Ojo-se continuamente, pariisse a cada momento
a cad'ia de suas pruprias tradic.5es Nao seria
mais o engrandecimenlo, porm o desraembra-
nient) ; nao seria a continuado do ser c o
deservolvimeto da vida, seria a perpetua se-
1 araco e a continuarlo da raorte. Devorara a
cada passo seus proprios filhos ; que digo elle
83 devorara a st mesmo, e a humanidade, di-
vidid tem fragmentos, cora a idea do progresso
perd ria o verdadeiro sentido da grandesa.
Po quo o que nos d a signiflcaco de gran-
desa e progresso a iradico, fra d'ella quasi
que encontris grandesas egostas ; soberbas
persr nalidades que, semelhanles aos agitadores
dji a Higa plebe, se gloriara de ruio ter antepas-
sadoi, como para melhor estabelecer\ que nada
herd indo, tudo o que tem devldo a 9 mesmo.
Grindesa pueril e manifestamente falsa, por-
quario o hornero, que com mais rgulho se
chama filho de suas obras, experimenta a in-
veucivel necessidade de deixar aos seus filhos
ulna heranca, um nome. urna gloria nao rece-
bida de seus paes : tanto sentimos qu a tradi-
cao i cm toda parte um elemento de progresso,
pois que ella d ao presente os grandesas do pss-
sade e lega ao futuro as grandesas do presente.
[ Sonhores, se queris dar ao corpo social a
llerilude da vida, c a vida o vo para o verda-
ein progresso, dmillindo todas as transforma-
re:, que faz iBy.'iempo, preciso guardar as
ds, os costumes e as inslituicoes ; o fio con-
duc.or das legitimas tradices.
| Cra, senhores, o que conserva a Iradico na
Sunanidade com a familia a religio. A tra-
ic; o entra na idea de familia : da mesma ma-
riei a que a Iradico progresso, a familia
Iradico.
1 l. vida, que sahe do lar domestico c se espa-
Sha na patria nao urna onda isolada, que se
|u< lira, passa e morre, una onda que constan-
temente caminha atravez das edades.
l.sla vida essencialmentc tradicional, ella
depende ao mesmo tempo do passado,que precede,
do futuro, que a succede, e do prsenle, em
q'u floresce.
Tal a siluaco do homem na familia : collo-
ca lo entre os anlepasaados, dos quaes descende,
e a posteridade, que provem d'elle, um annel
da cada da iradico. que cstende a vida no es-
pago : pois a familia a propria Iradico da
vi la, da qual a formaco e origem.
De cada tecto domestico,em que Providencia
alriga debaixo de seus olharesia soeiedade san-
ta, que se chama familia, trertradcocs pertuam,
no centro em que se desenrolve, a vida social :
a Iridelo das doutrinas, que alimenta a vida
irtellectoal; a Iradico dos costumes, que ali-
e enta a vida moral e a Iradico do singue,quo
a imenta a ttda physica.
A familia, qualquer que seja. necessariamente
esta trplice iradico : tradico do doutrinas
verdaderas ou falsas, iradico de bons ou de mos
costumes, tradico de sangue puro ou de sangue
iupuro.
Como quer que seja na tradico proveniente
ila propriedade, do patrimonio material e a da
lieranca accidental est a inevilavcl heranca ;
tolla esl o patrimonio essencial, que os filhos
ruardam por toda sua vida, islo as doutrinas,
js costumes e o sangue.
Toda a vida intelleclual da soeiedade, toda a
vida moral e loda a vida physica, cmlim toda a
vida da, patria corapor-se-ha necessariamente do
meiro humera sua iraagem, fez
semelhaiica a primeira soeiedade.
A familia, coniQ Deus a couslituio, tem um
imniulavel modele as Iros pessoas divinas, que
constiuem na unidade de sua substancia urna so-
eiedade eterna.
Nao entraremos nestes profundos mysterios,
porque pao nos praponios & mostrar directamen-
te a soeiedade divina, typo da soeiedade domes-
tica, mas sim a esta soeiedade, typo da socicdade-
publica.
A eonslluico da familia simples como ludo
que sublime : ella se compon de parles ligadas
harmoniosamenlc: o pae, a me,-o filho; islo ,
no poni de vista da soeiedade domestica, ura
rei, ura ministro e um subdito; urna auloridade,
urna submisso e um ministerio; cis-aqui nestas
tres paites caracteres gravados pela mo de Deus,
que sao o modelo do loda soeiedade, urna aulo-
ridade que nao esl sujeila a diseusso um mi-
nisterio dedicado e urna submisso aflocluosa.
A familia assim constituida o
loda socicdade bem organisada ; a mais bella
abreviarlo do dircilo social; a escola popular
da grande poltica ; a obra prima dosgovernos
o das sociedades.
Todo organismo social, apezar da' multiplicida-
de de suas molas, devo sempre abranger esles
tres elementos simples: o homem auloridade, o
homem ministro, o homem subdito; o para que
eslas tres molas da organisaco social se uara e
funecioncm era harmona, necossarlo que con-
servera os caracteres que acabamos de assignalar
nos elementos da eonslluico da familia.
preciso, primeiro que ludo, pan-a que a so-
eiedade seja perfeiki, ou ao menos progressiva,
que a auloridade della nao estoja sujeila a dis-
eusso.
Nao estabeleco aqui a necessidade da aulori-
dade ; j a estabeloci o anno passado ; assigna-
Io um atlributo necessario a toda auloridade so-
cial, como dissomos-, nao c urna forca material,
urna forca moral qwc tem seu penlo de apoio
as almas c que mesmo desarmada reina no im-
perio do direito.
Ora, a primeira condiro da autoridad assim
concebida, para proenclier sua funecao, c mesmo
para exislir, estar fra da diseusso-. A diseus-
so sobre a auloridade una arma que a mala.
Ella cessa de exislir porque a disculem. Sua for-
ca maierial pode ainda se fazer senlir e em aJ-
gum lompo lornar-se vigorosa, mae- sua forja
moral esl ferida de morle ; ella pode ainda ser
para o subdito ura poder que o curve, mas nao
um poder, dianlc do qual elle se incline.
Todos os homens sentem esla verdade conser-
vadora ; mas, todo aquello que tem em suas
mos o lerao dos povos-, tem revelacoes muilo
mais luminosas.
Eis-aqui porque todos os governos-, quando
quere-m fazei-se aceitar nao s' como-um poder,
mas ainda como urna auloridade, concordara era
proscrever a diseusso- do principio- quo os faz
exislir : lanlo) invnecvvel a convicco-unaiiime do
que urna auloridade discutida urna- auloridade
perdida ; e que ser contestada, para ella,
morrer.
Pela ordem das cousas, de ordinario ella nao
morre s. As autoridades credas por Deus na
Ierra para o governo dos homens. de bom ou
mo grado, se tocam ese ligara : ellas lem afli-
nidades secretas e conjuncGoes- occuHas, porisso
que sao destinadas beilhantes solidariedades
Asseraelham-se s grandes arvores- das florestas
plantadas no mesmo solo, cujas raizes se encon-
trara e se entrelacam sobre a,trra.
No ordem moral, tambem, ba um eslreito vin-
culo, onde as raizes de todas as autoridades se
da auloridade, que couslilue a ordem e a gran-
deza das sociedades.
O segundo elemento de qualquer octedade,
qua funceona com harmona, a obediencia af-
fectuota.
Esle fcil e perfeilo accordo entre a autoridaBe
e a obediencia lem um segredo efflcaz ; este se-
gredo nao o medo ou o servilismo, o amor;
o amor e quem faz submetlei-se ao mandado,
fazendo amar pessoa que raand i.
Tal a arte suprema de gorernar ; porque, o
que importa eslabilidade das sotiedades e fe-
lieidade dos povos nao a inslituico de poderes
que se tema, masque se ame.
Que importa urna ordem in icclinavcl, um
sceplro temido, se os coracoes se oppoem
A submisso duravel e segura nao urna for-
ca que se deixa curvar, mas que se curva. Sub-
ditos, nao somos rodas de urna machina, somos
seres livres que vivem em harmona.
Em urna palavra, senhores, fazer amar a aulo-
ridade e a si mesmo, fazendo reinar com sigo a
juslica e a verdade, o malor segredo que tem a
desrobrir aquelles, que decidem do destino das
naces.
Ora, este segredo que primeira vista parece
lo simples e lo fcil a descobrir, muitas vezes
escapa aos poderosos ; e o proprio genio nao
suflicicnle resolver.
Fazer com que a affcico e o amor se encon-
trem com o poder e a auloridade, foi seropre um
grande embarace
Mas, por maior que seja a dfficnldado de obter
a afleico com a submisso, o S3 fazer amar fa-
zendo-se obedecer, 6 necessaria a ella chegar-se
por lodos os raeios consagrados pela juslica : por-
que a affeieo no governo dos ,iovos ua cou-
sa, que se nao pode substituir.
A primeira guarda de honra e segoranca dos
poderes, que durara e fazem a fc'.icidade das na-
ces, a guarda real do amor e da fidelidade.
Deus creou esta guarda sagrada para a realeza
domestica. Da mesma maneira que o pac lem
no seu nome a honra, e na sua alma o instnclo
do poder, o filho, ainda nao contaminado pelo
mal, cncontra no seu coraco o amor nativo
desla auloridade : elle a obedece sem mesmo re-
eeber ordens : sabe ama-la, sem nunca ter apren-
dido : auloridade esta na qual elle nao cuida
disculir, e faz de sua submirso generosa e es-
ponranea a gloria domestica, que a honra dos
filhos nobrese bem educados.
Deus oceultou na nalureza do pae e do filho o
mysterio desta harmoniosa correspondencia : di-
reito evidente de mandar, de um lado, necessi-
dade generosa de obedecer, de outro, e este di-
reito e esta necessidade vo enconlrarseu muluo
exemplar de j accordo no seio do amor, que une em si a obe-
diencia c a auloridade.
Eis aqui o ideal da soeiedade bem organisada :
a nossa perfeico esl em nos- aproximarmos o
mais que fr possivel della, e reaUsarcom a au-
loridade indisculivcl c a obediencia o que traz,
i familia como patria, a ordena,, a harmona e
o progresso, quero dizer urq, ministerio dedicado.
Com effeito, eis o que completa- a divina insli-
tuico da familia. Para offerecer vida social o
lypo raais perfeilo e mais encantador ao mesmo
lempo, Deus collocou nj centro da familia, entre
a auloridade e a obediencia, o mais doce e o mais
poderoso mediador, a dedicocc ; entre o pae e o
filho elle collocou a me ; a mo, cuja irtcompara-
vel funceo mostraremos separadamente : a* me,
que pertence ao mesmo lempo ao pae c ao filho,
auloridade a que deve sujeltar-se, e ae-subdito
a q-.ie deve servir, oque encontra no seu eoraco,
tanto para um como para oulro, fontes de icx-
haurivel dedicaco.
A me, itmsiro no governo domestico, dedi-
cada- auloridade, da qual orgn, dedicada ao
mesmo tempo ao subdito, faz sahir dcslas- duas
dedicacocs fontes do forra, de harmona e de fe-
cundidad'-.
~j
Variedades.
-
OS ECaOS DA ALTA KABTLIA*
Urna coi* btiracio do barao de H. Aucapilai-
ne, iose ida na feout e Magazin dt Zoologie of-
~~ seguimos obsorvsQes a respeito da cor
"os pretosa alta Kabylia.
badic, conhecido por suas vlagens no
dirigi urna caria a M. de Gualrefa-
que trata de um fado antropolgico -
muilo curioso ; e vem a ser a influencia do as-
iento exclusivamente animal sobre a cor do
" O sabio viajan le francez expe que ao sul da
Nubia, os negros, que nao se alimentara"senao
de carne tem uroa tez muito mais clarado que as
oulras tribus, cujo rgimen exclusivamente ve-
getal.
A leitura dessa coramunicaco excitoor ama
observado anloga a respeilo dos negro d* Ka-
bylia. ?
A carne na Kabyllia excessivaraenle eara ;
e um alimento de luxo, que o Berber nao pode
usar lodos os das.
Mas os negros, que sao todos carniceiros.susten-
lam-se constantemente dos restosdas rezes, qn
esfollam, c vendem nos mercados ; sua vida
como aquellos, de que falla M. d'Abbadic, pas-
sada no meio do sangue dos animaos e enlre as
exhalares dos seus despojos ; elles lera a tez
muilo clara, com quanto, conserven), homens e
mulheres, os cabellos escarapiohados e tactos os
caracteres das rafas do Havussa.
At agora era islo phenomeno atlriboMo
mistura do sangue kabyla e ao fri do paiz ; mas
em Tamda-El-Biat, e entre o BeoM-Bijennirt
sabido, que os negros nao se casam com outras
racas, ainda que sejam considerados na soeieda-
de kabyla, essencialmente demaeratica, como ci-
dados eguaes aos oulros.
Este facto ainda pode fcilmente ser explicado
por una dogeneraco do sangue provenirme da
continua allianca dos individuos da mesma- raca,
entreunto as observar-oes de M. de Abbadic me-
recen) toda a altenso, porque tambem n5o pode
deixar de influir sobre o sangue a alimcrttavo
constante da carne, acompanhada do trato con-
tinuo dos aniraaes, que mtame preparara.
Em todo o casa esla urna questo intcressnn-
te sob o ponto de visla anthropologico, e
merece ser esluda cja cora rcflexao.
que
ESTATISTICA DA IMPRENSA AMERI8ATA.
O Daily Express tira diariamenle 26.080-
exemplares : Journal du Commeree 8,500 ;'
Courricr and Enquirera 2,000 ; Daily Times
1)6,000 ; Semi Weekly Times 8.000 ; Wce-
b!y Times. 18.000 ; a t>aily Herald 90.IW0 ;
Weekly Herald 15,000 ; Daily Sun 70,080;
New-York Sedgir 160,000 ; Franck Lesle
Paper 60,000'.; Sonday Times 40,000 ; Cour-
rier des Esletos Unis 1,800 ; Echo del llalla
1,500; Commercial Advertisser 1,500 ; Daily
Tribune 39,000 ; Semi Weekly Tribune22.000
Weecly Tribune212,000 ; Weecly Day Book
26,000 ; Weekly Atlas 50,000 ; Weekly Mer-
cury 100,000 ; ttacper's Weekly 75,000 ;
Home Journal 16,000 ; Crnica (hespa-
nhola)500; Courrier (semanal/ 9,000 ; novo
jornaes allcmes 56,000.
Mais de 400,000 ejemplares por da, e quatro
mflhes, pouco raais ou menos por semana.
Assim so completa e se aperteiga o lypo-inal-
leravel do toda soeiedade bem constituida : o po-
der que se muda em dedicaco, o passa, para
chegar ao subdito, pelo intermediario do amor.
Sim, senhores, para que todas as molas da so-
eiedade se movam com forca e suavdado junta-
mente, para que a atHoridade nao deslrua a obe-
diencia, para que esta nao amaldicoe aquella,
necessario que haja a dedicaco -como ministro
entre urna c outra. Entendo aqui por ministro,
todo-orgo da auloridade posto servico do sub
dito, qualquer que seia o grao hyerarchico-da
funec.o ; e digo que para allingir seu fim, o per-
feitoaccordo entre a auloridade e a obediencia.
preciso quo haja, entre urna e outra, exemplo
da me, um mediador dedicado cgualmenle a
ambas. O egosmo, senhores, 6 a contradieo
as palavras, a desordem jas causas, m
um sentido mais verdico que o vulgar desra- pa-
lavra, o ministerio abatido ; a tuncrao vultada
contra seu destino ; a poder pralicando despo-
tismos involuntarios-; o subdito ressentindo-se
immerecidamenledo poder, a paz'compromelii-
da e a soeiedade ameacada !
Ha doze annos, durante aquelles das lo cheios
de ardor e do agitaco, em que todas as ideas,
boas e ms, foram admiltdus honra de fallar
no forum, eu me record de ter ouvido soar em
raeus ou\ idos urna palavra, que ferira ao mesmo
tempo o meu coraco e o meu pensamento : Se
enlacam e se prendera, myslcriosamentc. afira de nao querem ver na soeiedade revoluces sera fim
prestar mutuamente auxilio, quando todas ellas
se acham firmes, e de communicar suas mutuas
comraocot-s, quando urna dellas vem a ser per-
turbada.
Nao escapa a nieguen) que, neslecaso, o apoio
ou a agitacojlem por medida as autoridades que
os abalara ou os consolidan).
Eis-aqui, senhores, digamos de passagem, o
maior perigo dos tempos modernos ; os autori-
dades, cada vez mais. sao discutidas. A diseus-
so da autoridado, genio da revoluco ; ,
para bem dizer, a propria revoluco ; ella corre
o mundo levando a diseusso toda auloridade
respeitada pelos homens c firmada pelos seculos ;
e, quando toda asuloridade, mesmo a de Deus,
for sujeila diseusso, a revoluco estar con-
sumada c nao havei auloridade.
Est bem entre tantas autoridades, cujas rai-
zes sao cortadas pela diseusso, semelhanlo-ao
machado que faz cahir.o grande carvalho, nao lla-
vera urna aceita como o lypo da auloridade indis-
culivel
Sim, senhores, esta auloridade, excluida da
diseusso pelo instnclo dos povos, existe ainda
enlre nos ; esta autoridade est na familia. Esla
realeza domestica, cuja dignidade o direilos mos-
Irei em um discurso especial, perataneccu como
a mais incouteslavel das autoridades.
Certamenle, como veremos, a revoluco sub-
metteu-a ; trabalhou por diminuir os seus direi-
uos e prerogalivas ; nao ousbu, entretanto, discu-
1 Vi-la ; como que por um resto de pudor, parcecu
respeitar ainda esta ultima corda ; se nella lo-
caste, cnlo a reveluco reinara na familia e a
soeiedade nao subsistira.
Mas a Providencia amparoa esta realeza, e a
fidelidade dos povos nao a desamparou ; porque
ella tinha por defeza os
FOiLHETOl
MIGINUL DO DIARIO DE PERNJMBUCO.
nSEHHl IlRffti-.
XV"

Sumario Decadencia do pessoal e do mate-
rial de nossa marinha de guerra.Causas que
a originaram e que a alimentan:.Medidas
salvadoras e urgentemente exigidas pela si*
tuacio.Fallcciraenlo do Sr. chefe de diviso
graduado Joo Baptisla de Souza.O aviso do
ministerio da marinha de 18 do abril ul-
timo.
A's vezes esmorecemos quando pensamos na
marcha actual de nossa soeiedade, na educacao
tjue bebe a geraco que se levanta oos exeraplos
que lhe lega a geraco que se enfraquece, e ve-
mos que forcosamente os esforcos que emprc-
gamos em eu favor lero de ser esteris 1 E
acha com affeito materia para total desanimo,
quem encarar com rcflexao para a siluaco, que
bem desonha urna crise violenta, na qual ho de
eoffrer todas as classes, para a qual nos precipi-
tamos, impelhdos com incrivel velocidade, de
ro, por sobre esla multidu de homens que go-
vernam successivamenle, ou que se julgam
com jos suprema adroinistraco do paiz.
Effeilos ha bem desastrosos, que nao se se-
guem logo s causas que os produziram, pelo
que se pretende negar a ligaroque os prende ;
e assim, com urna fatal imprevidencia, vamos
todos os dias cavando o horrivel abysmo queja
nos espera, dando provas de um descuido que
faz pasmar e hesitarlo cm concluir, se este
procedimento filho da ignorancia, ou de
urna cega conflanca as torcas vilaes do
paiz.
Ainda recentemenlc deploramos a brutal ej
vaslaco do nossos bosques, como prejudicial
marinha directamente, e nociva saude publica
indirectamente. .
Os fados esto juslificando os nossos argu-
mentos. J nao se conhece o clima do Brasil,
alias to benigno ; as eslaces apresentam-st
com urna irregularidade que faz o desespero do
agricultor, a ruina do commercianle, da qual re-
sulta a miseria publica. Eis nos em lula com a
secca o cem o seu fnebre cortejo de moleslia.'
epidmicas, como a febre amarella. angina etc.,
que vo ceifando preciosas vidas.
Mas tdadeiramenle o segando motivo qu >
nos perajr: abusamos largamente desta nalurezi
privilegiada, sem nos lmbrarmos de que tudo
canea e tem um termo.
Vede esles caes que se eslo elevando psra
embellezamcnto da cidade e melhoramento d >
rio, reprai para suas rampas, onde nao se poda
desembarcar sem nojo ; o que denuncia isto, si-
mais ntimos e mais no-
bres instinctos ; esta palernidade, que traz em si
mesma o brlho do seu dircilo, a signiflcaco do
seu poder e a incontestavel auloridade do seu im- elles sero sua forca e defeza.
perio, fica para sempre sendo o lypo inalleravel
preciso dar ao poder dedicaco sem limites.
Nao se pode dizer mais.
O que deve desnguir, cora effeito, em prmei-
ro lugar o hornera ministro, orgo do poder e
servo dos subditos, nao o genio, a dedicaco;
porque s a dedicaco, polo accordo da aulori-
dade c da obediencia, pode reproducir na soeie-
dade alguma parlo da belleza, da felieidade e da
suavdadeda familia I
Assim, senhores, a socicdade domestica, com
seus tres elementos constitutivos, o pae, a me e
o filho, a autoridade, a dedicaco e a obediencia
ficar sempre sendo o lypo raais puro e mais
perfeilo da viia social.
Quanto mai* as- sociedades se approximem e
realisero, a exeraplo da familia, a auloridade in-
dscutivel, a obediencia affrctuosa e o ministerio
dedicado, mais ellas sao perfeitas.
E reciprocamente, quanto mais a familia fiel a
lei, aperfeicoa e harmonisa cm si os tres ele-
mentos de sua vida, mais ella prepara para o fu-
turo geracoes bem educadas e sociedades pro-
gressivas.
A familia assim constituida o noviciado da
soeiedade; o lyrocinio da vida, que cresce no
lar, para so desenvolver na pratic, conservan-
do o carcter do sen nascimento, o sello de sua
origem e oreflexo de seu ideal.
A vida da familia, com cffeito, imprime nos
meninos, tornados depois filhos da patria um si-
gui, que os deslingue e urna gloria que os Ilus-
tra, mixto de respeito, obediencia e amor, com o
quer que seja de perfeico que a religio pe no
Tundo das cousas santas ; nada mais fcil haver
em governar do que estas racas bem educadas,
que sem difliculdade fazem na soeiedade publi-
ca o que fi/eram na soeiedade domestica : amar,
obedecer e respeitar I Verdadeiros filhos da pa-
tria, porque sao filhos generosos da familia, se-
ro mais que a gloria e a honra da soeiedade.
cm commercio lucrativo.Urna carta de New
York diz o seguintc :
Um chipper de 800 tonelladas-, perfeitamente .
armado e equipado, commandado por um capito
natural de l'ranca, mas actualmente noturalisado
na America, parti ha pouco lempo-de New York.
Seu deslino nao um mysterio par ninguem.
Comprado por conta de uma, casa de-Havana,
com fundos que esle capito j seiro nestas ex-
pedices, foi pessoalmenta procurar, este navio
dirige-se a ilha de Cuba pars receber suas ulti-
mas instruyos, algemas e cadeias, depois ir
pelo Ocano, e segundo o tempos e as circuns-
tancias, aproximar-se-ha costa occidental da
frica, u ao canal de Mozambique para- procu-
rar infelizes cscravos esperados pelos hespanhoes
de Cuba.
um magnfico negocio: o navio lem a-oapa-
cidade, para que se possa amontoar no-scu po-
ro mais de dous mil africanos, o segundo to-
das as probabilidades, a raortalidade nao deve
exceder de 10 por cenlo. K por tanto,, fcil de
calcular quaes as vanlagens que devem resultar
dessa carga de carne humana. O capito espra
resultados lao proficuos, que elle consta- quitar-
se com todos os seus credores; e suas dividas
sommam a bagatclla de cem mil dollars. sen-
lmenlo do honesto tem baixado tanto na- soeie-
dade commercial de New. Yoik, mala cosmopoli-
ta que americano, que se tratam as operaces nc-
greiras, como especulares muito regulares. Os
capitaes affluem em abundancia para laes espe-
d lacees, e sao acompanhados pelos votos dos
accionarios e credoaes interessados, por isso que
a fortuna protege sempre aos homens de sarco e
corda, de energa e audacia, que nao recuara
diante do perigo, nem lio pouco do crime.
Alera disso nao ser muita timidez acreditar na
realidade dosses pongos
Os jornaes de Harn contavam ha bem pouco-.
lempo feliz viagem de um marinheiro que ja
tinha feita 86 do mesmo genero, c sempre a sal-
vamento ; e o capito que parti do New York,
ja por duas vezes foi condemnado morle, mas.
isso nao deve assustar.
No decurso do anno anterior foram apresados
tres navios nogreiros, e se o procesao ainda nao
est concluindo, a menos os capitese as equi
pagens j/i eslao livres e nada lem a recejar.
Um navio suspeilo que tinha o pavilho has-
panholfpi capturado no golpho Mxico, e levado
a Key-West ; como ja havia desembarcado a
carga, pode contar com a impunidade.
Mas que sortc espera a barca Orion* capito
Morgan, capturado na costa d'Africa pelo vapor
inglez Pluton, e entregue ao vapor americano
Myslic t Ella tinha a scu bordo raais de mil
africanos no momento em que foi visitad e apre-
sado. O crime flagrante por isso o capito
foi posto a ferros em Santa Helena a requisi^j
do cnsul dos Estados-Unidos. O Orion es-
perado qualquer da era New Yock. e o processo
qne deve inslaurar-se perante o tribunal supri-
mo e federal, deve fornecer occasiao para s*r ap-
plicada, sem circumstanciss. aUeauauts, as pe-
nas impostas aos negreicos pela legislare ame-,
ricana, al agora perfeia- lo'trs morta.
sorle que s pederemos parar nesla infernal car-
icira. coudos por urna alatflftca de grandiosas' nao a oossa relaxado Por ventura valerfa a
proporces, movida por mos Hercleas, ala van- pena gaslar-se lanos contos do ris para cre ir
e mos que nao descorlinamos, por maisque .novos focos deinfeceo ercorrei nossas praius
alonguemos os olhos com a energa do desespe- e reparai o espectculo hediondo que ella prj-
sentara Se a amarga lieo que a experiencia
nos prepara, nio nos livesse de custar mil lagri-
mas, nao produzisse desastres imponderaveis, a
chamaramos de todo o corae.no ; porque s de-
pois della poderemos chegar aos tempos que so-
nhamos, em que se atienda aos verdadeiros in-
leresscs do paiz, se estude cem reflexo as suas
neeessidades ; em que o mando caiba ao mais
hbil, ao mais exercitado, c nao seja um apaua-
gio de classes ou familias : emque aedade seja,
como deve ser, urna presumpeo a favor do in-
dividuo, e nao se desconsidero os longos e pas-
sados servicos que a geraco actual parece des-
conhecer, talvez para se furtar a pagar a divida
de gralido quo ellos criaram. Betemporados
cnlo os nossos caracteres na desgraca, robuste-
cido o nosso patriotismo, veremos surgir urna
raca destinada a elevar este solo 6 posico que
lhe assignalou s Providencia, que nunca attin-
giremos, navegando no rumo opposlo pelo qual
nos dirighnos, que conduz ao escolho.
Qual nova Cassaodra vemo-nos obrigados s
prophelisar males -, e o fazemos triste, e com o
coraco comprimido ; porque nao vemos um ho-
mem s capaz de salvar-nos hoje I
Com tudo, continuamos nossa misso : algum
dia as ideas quo agora seroeamos por eslas pa-
ginas hio de brotar Ticosas, merecero as honfaj
da adopto, e ho de concorrer para o adiai
ment da patria, e com isso ficaremos mui
pagos das horas que hoie consumimos na
e estuaos.
Depois de havermos indicado as provid
(Conlinuar-st-lta)
falla dellas, vamos entrar agora na importante
questo da organisaco dessa esquadra da ma-
neira mais econmica e mais vantajosa ao servi-
do, islo vamos procurar resolver um dos pro-
blemas raaisdifficeis da adrainistraco da mari-
nhe, nao sera acanhamento.
Firmaremos nossos passos as pegadas dos po-
vos que ho estudado com mais aproveitaroento
esla materia ; altenderemos s nossas circuras-
tancias especiaes, s exigencias de nossa posi-
Co geographica, ao carcter dos povos estra-
nhos que sao nossos circumvisinhos ; e emfim
nossa siluaco domestica, convencido de que,
calculando com todos estes elementos, temos to-
das as probabilidades de acertar.
Mas antes disso (anearemos urna visla retros-
pectiva sobre os tempos passados, para deduzir
qual a origem da marinha de guerra ou militar
entre as naces extinctag, o qual a sua influen-
cia nos destinos dellas e na civilsaco do
mundo.
Este objeclo far o assumpto da nossa seguinte
resenta.
ESTATIST1CA.
Por um documento, parlamentar publicac ora
Londres, segundo diz o C.labe, mostra-sejqtie no
decurso do anno de 1853, importou a recita. das
alfandegjs inglesan no qne toca aos direilos do
vinlio, em 1:812,137 libras sterlinas, (lo. ae
perlence ao direito. dos figos em 29,362. bras. e
quanto ao tabaco soramaram os direilos 5:552,018
libras sterlinas. No anno precedente j4 os di-
reitos desle genero linham ebegado a sbmrna de
5:432,115 libras sterlinas.
laes circumslancas, que as irmandades religio-
sas se incumbirn) de sua inhumaco I
Dous otlicioes generaes descera ao tmulo den-
tro de um rae/., necessitando do um bolo para
scrcm levados ao seu ultimojazigo I
Ha fado mais eloquenles do que esle psra pro-
var a imperiosa conveniencia a se remunerar
aos bravos da armada, de sorte que elles nao
Icnhamdo corar, lembrando-se de que no fim da
vida, toda consummida em servir ao estado, se
acharo reduzidos triste condico do raisera-
vel mendigo, cujo cadver se expe candade
publica
Que influencia nociva nao exercem estes casos
sobre o pessoal que sobrevive
Que deshonra nao reflecte para a naco
Pense bem o Sr. ministro da marinha nestas
duas lices to prxima, para aproveitor a qua-
dra em que estamos, alim de pagar a divida do
gralido ede juslica contratada pelo paiz para
urna de suas classes mais dedicada* e irteis, e | horr
luario, alugucl de casas etc., dsndo os pas
ou tutores assignar termo, pelo qual os obri-
guera a servir nos arsenaes de warinh. do im-
perio poiespaco do dez annos depois de con-
cluidos os seus estudos, peroabando os venci-
menios, que em ditos arsenae leen os arliikes
em idnticas circumslancas.
A simples exposico desta. medida, em com-
mcBtario slgura, basta paca formar o sen elo-
gio.
O alto alcance que descortinamos nella a os'faz
dirigir ao Sr. ministro da marinha os mais en-
tusisticos emboraa.
Ella vai ter urna influencia inaudita na edu-
cacao do nossa mocidade ; porque lhe abre um
novo horisonle farinoso de esperane, urna nova
cirreira honrosa e lucrativa, qne arredar das
faeuldades do direito um pessoal que avulla so-
bremanoira, o qu j hojo om embanco para
l o estado, a quo em breve acri um pesadello
Ainda honlem, por assim dizer, referimos nes-
gas columnas o fallecimenlo* do Sr. chefe de es-
uadra Pedro Ferreira d'Oliveira, que mdrreu
_ pobre, embera carregado de servicos honro-
s, que foi necessario que o seu enterro fosse
por meio de urna subscripto, c j hoje te-
ja que lamentar outro facto egual I
tk Sr. chefe de diviso Joo Baptisla de Souza,
que se ifTem tomar para a conserroco das raa* capito do porlo de Santos, conhecido na ar-
ias nacianaes, afim de termos as madeiras de aada e estimado pela sua dedicaco s familias
consta rao do que haremos de carecer no fu- Mus cmorad3 morlo3, de quera ucrkan.0i m.ais
turo HP* nossa esquadra, e evitarmos asde^^^
gradarem consequcncias que podem resultar da'
formar para si a in veja re reputacao do ministro
reconslruetor de nossa marinha, que e tb an-
niquilando.
* 9
Por aviso de 18 de abril ultimo, expedido polo
ministerio da marinha, sedeterminod, vista do
comportamento e applicaco dos menores ^os
Custodio Fernondes 'Antonio Francisco Moreira
de Carvalho, pertencemes 6 companhia de apren-
dizes do arsenal de marinha desla provincia, qqe
sejam elles mandados & Inglaterra, afim de es-!
tudar a eonstrucco de machinas de vaoor na-
vaes, debaixo da inspeccio e cuidados da lega-
gao imperial naquelle reino, abonando-sc a cada
um delles a quanlia de 9009 como ojuda de
vefprocurador, para adinlar habllitacoeslcusto para os despezas da viagem e mais ft li-
ePio, ele, morreu paquella capital ero I bros esterlinas por mez para seu sustento, re-
vel
em que apravei-
dos eroprefo pu-
l-lo, pr
blicos.
Sao providencias d ala ordem qne a soeiedade
reelama ; as daspei *> eHs originam sao
creadoras devanl inealeflaveii para a na-
co, que assiaM I urna nova via de pro-
gresso, e val t> a sua emancpagao do
eat*S_
ovens Pernambuca.-
> confiancanel-
em vala dos prc-
- que manifestaran).
Desejamos-mea^propicia viagem, e que vol-
tem patria dispostos s pagar cosa dedicaco a
divi,da sagrada que cootrahem. B. A.
PERN; WP. D* H. F. DBfABlA, fa '
?Jl ''


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