Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09057


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Full Text
illa XXXYI. SD1EE0 106.
l.l.
Por (res mezes adianlados 5J00O.
Por tres Diezes vencidos 6|O0.
li
**m
*-
ENCARREGADOS DA. SUBSCRIPCAO' DO NORTE.
Parahiba, o Sr. Antonio Alexandrino de Lima;
Natal, o Sr. Antonio Marques da Silva; Aracaty, o
Sr. A. de Lemo3 Braga; Cera, o Sr. J.Jos de Oli-
veira; Maranho, o Sr. Manoel Jos Marlins Ribei-
ro Guimares; Piauhy, o Sr. Joo Fernandos de
Moraes Jnior; Para, o Sr. Justino J. Ramo;
Amazona, o Sr. Joronymn da Cusa.__________
PARTIDA DOS COltlttlUS.
Olinda todos os das as 9 1/2 horas do dia.
Iguarjss. Goianna e Parahiba as segundas
e sextas feiras.
S. Anlo, Bezcrros, Bonito, Caruar, Altinhoe
Gnranhutis as tercas feiras.
Pao d'Alho, Nazareth, l.imoeiro, Brejo, Pcs-
queira, lngazeira. Flores. Villa Bella, Boa-Vista.
ricury e Ex as quarlas-feiras.
Cabo, Serinhem, Rio Formoso.Una. Barreiros,
Agua Prela, Pimenteiras e Natal quintas feiras
(Todos os correiosparlem as 10 horas da manha. Segundo
EPHEMER1DES DO MEZ DE MAJO.
5 Lua chcia as 4 horas e 42 minutos da mania
12 Qnarto minguante as 4 horas e 57 mil utos
di tarde.
20 Lua no"a as 4 horas e 27 minutos da Urde.
27 Quarto crescente as 5 horas e 45 minutos da
Urde.
SEG1DI FEIRI 7 DE 1110 DE 1860.
for anno adiantado .$#00.
Porte fraseo para o satecrirtr.
PREAMAR DEHOJE.
Primeio
\
. PARTE 0FF1CIAL*
Ministerio do imperio.
EXPEDIENTE DO DIA 20 DEMARCO DE 1860.
Ao presidente de Pernambuco, nos seguin-
Cora o oficio dessa presidencia n. 359 rie 31
de Janeiro ultimo, foi presente a S. M. o Impera-
dor outro, em que a cmara municipal da Boa-
vista submelte consideraco de V. Exc. a so-
guintc duvida :
Se nao tendo recebido dentro dos 30 dias mar-
cados pelo art. 1 12 do decreto n. 842 de 19 de
setembro de 1855 a acta do collegio eleitoral d.;
Tdcaral, e tendo, nao obstante essa demora,
procedido a apuracao dos votos para a eleico de
tira deputado provincial pelo 13 districto eleito-
ral, podia, logo que chegasse a referida acta, pro-
ceder nova apuracao, servindo de diploma aos
leilos a apuracao feita dentro daquelle prazo.
E o mesmo Augusto Senhox ha por bem man-
dar declarar, que bem decidida foi por V. Exc. a
ferida duvida, respondendo que a dita cmara
proceder regularmente : e que nao havia razao
para que, recebida aquella acta, deixasse de pro-
redera apuracao total dos votos.
Comquanto'seja acertada a deciso de V. Exc,
pois que nao justo que por taes demoras pos-
sam os que tiverem obtido votos em um collegio
eleitoral Qcar privados "dos respectivos diplomas,
cumprc que V. Exc, procedendo a rigorosas in-
dagages, mande responsabilisar os que houvc-
rem concorndo para que a mencionada acta nao
hegasse ao scu destino no prazo marcado pelo
supracitado decreto. Oque comraunico a V. Exc.
para seu conhecimeulo e para o fazer constar
aquella cmara.
Ao mesmo, para que o engenheirn fiscal da
strada de fero da mesma provincia informe
quaes os motivos porque nao communicou oppor-
tunamenle ao governo os abusos de qne trata o
relatorio do engenheiro C. B. Lanne, bem como
para que excrca a mais severa fiscalisacao as
obras da referida estrada ; e outro sim para que
laca sentir a quem convier que o governo nao
aceitar obra alguma que nao seja feita com a
maoir perfeigo e solidez.
8a seceo. Ao presidente da provincia do
ear, communicando que ja foiapprovada em
29 de fevereiro ultimo a despeza com a compra
de objectos para o palacio do governo. e bem as-
sim que flea igualmente approvada a que foi feita
com a enfermara de Jacarecanga. Na mesma
conformidade ao ministerio da fazenda.
22
Ao presidente da provincia de Pernambuco
para interpr seu parecer sobre- o requerimento
le o* habilante- da cidade 4* Goianna pe-
ine seja.abe -ofundado o rio do mgs-
v >_ .\ *
ta/fsMo a provincia.
Expediente do dia 4 de maio
d 1860.
Ofljcio aoExm. presidente das Alagoas.Passo
s niosde V. Exc, paraos convenientes exa-
mes, copia do termo des entrega dos objectos
embarcados pelo arsenal d guerra no vapor To-
cantins com destino a enfermara da guaroigo
dessa provincia.
Dito ao Exm. tenente general commandanle das
armas.Fago apresentar a V. Exc, para serem
inspeccionados, os recrutas Joo Jos Barboza,
Verissimo Pereira da Costa e Damiao Pereira da
Costa.Communicou-se ao chefe de polica.
Dito ao mesmo. Fago apresentar a V. Exc.
para serem inspeccionados os recrutas Francisco
Xavier, Jos Manoel dos Santos, Jos de Santia-
go Nuncs, Jos alendes da Costa e Jos Ignacio
de BarrosCommunicou-se ao chefe de policio.
Dito ao Dr. chefe de polica. Transmiti por
copia a V. S. o oflicio que no primeiro do cr-
tenle, e sob n. 151, me dirigi o director interi-
no das obras publicas a que vai annexa a tepre-
sentago do empreileiro da estrada provisoria de
Tamandar, afim de que V. S. d as providen-
cias que no caso couberem.Communicou-se no
director interino das obras publicas.
Dito ao mesmo.Haja V. S. do expedir suas
rdens ao delegado de polica do termo do Taca-
rat, para que preste elle os esclarecimentusexi-
gidos pelo director interino das obras publicas no
aflicto e nota juntos por copia, cerov do cusi
dosobjeclos precisos para a factura da enda da-
quelle termo.Communicou-se ao director inte-
rino das obras publicas.
Dito ao mesmo.Declaro a V. S. em resposla
ao seu oflicio de 2 do corrcnle, sob n. 628. que
approvo a deliberado que tomou o delegado do
termo do Ex do alugar urna casa pelo prego de
2j> mensaes, para servir de quartel ao respecti-
vo destacamento, por falla de commodos da que
serve all de cada.Communicou-se ao inspec-
tor da thesouraria provincial.
Dito ao inspector da thesouraria de fazenda.
Transmiti por copia a V. S., para ter a devida
xecugao. o aviso expedido pelo ministerio da
jostwa em 14 de abril prximo findo, alim de ser
por essa reparligo remettida com toda urgencia,
urna demonstrado da despeza que se faz tiesta
provincia com o senrico da visita da polica s
embarcagoes, com a descrmiuago recommenda-
da no mesmo aviso. ,
pitoaomesmo.--Em addilamcnlo o meu of-
v T e obr" u,limo' 'ransmitto por copia
a V. >. que me dirigi o Exm. presidente das
itere ni circuuistaiMflhs ex-
'ncia de servico.
js 6 horas 6 minutos da manhka.
M 6 horas e 30 minutos da tarde
Alagoas, "iBdfn(*" """ ""y* "" "' .-u-
aqueiia provincia arrecadndos tiesta a despeza
feita com o fornecimenlo dos objectos reraellidos
pelo arsenal de marinha para o concert da ca-
Vaia destinada ao servico da barra do Rio de S.
Francisco, na mesma provincia.
Dito ao mesmo.Communico a V. S. para scu
conhecimcnlo, que, segundo constou de parlic-
pac,8o da secretara do ministerio da marinha de
94 do abril ultimo, foi prorogada por tres mezes
com o respectivo sold a liecnca que on*23de
Janeiro deste anno se concedeu ao primej|o te-
nente da armada Jos Rodrigues de Sousa, para
tratar de sua saude nesta provincia.Communi-
cou-se ao chefe da diviso naval.
Dito ao mesmo, Constando-me de oflicio do
commandaule superior da guarda nacional deste
municipio d30 de abril prximo findo, sob n.
69, que cm 81 de margo ultimo foi despedido o
corneta da terceiracompanhia do 6o batalhoda
mesma guarda nacional, Francisco de Paula Ro-
sa ; assini o comraunico a V. S., afim de manda
fazer as respectivas notas. Officiou-sc ao Exm.
commandanle superior do Recite.
Dito ao chefe da divlaio n**al.Para cumpri-
mento do aviso constante de copia junta, que me
ui expedido pelo ministerio da aurinbn de 4de
abril ultimo, mande V. S. procetr aos necessa-
ros exames para se verificar, seJraesto da Cos-
ta Pinheiro, a que se refere o o Beto do quartel
general da marinha, tambem jarifo por copia,
com effeilo desertor do corpo de imperiaes ma-
rinheiros, ou se leve baixa do meuno
setembro de 1857,
Dito ao inspector do arsenal de marinha.
Transmiti a V. 8 para seu conhecimeulo, a in-
clusa copia do aviso do ministerio da marinha de
16 de abril ultimo, no qual se declara que, nos
termos do aviso de 5 de margo deste anno, g-
menle dever a presidencia admtttir carvao de
pedra om deposito particular no caso de nao ser
possivel que o governo tenha em deposito seu,
para o que, por ora, nao necessario um edifi-
cio, bastando um telheiro ou mesmo um lugar
nesse arsenal, e que quanto ao Irabalho da con-
duceo desse combuslivel poder ser feita, nos
casos ordinarios pelos Irabathadores do arsenal,
recorrendo-se a trabalumiope MtrH0 re-
corpo ero
partico, quii
Iraordinarias e _
Dito ao mesmo.Constando do aviso junto
por copia expedido pelo ministerio da marinha
em 18 do abril ultimo que Sua Magestade o Im-
perador a vista do que expoz V. S. em oflicio de
26 do fevereiro deste anno a respeito do com-
porlamenlo e applicago dos menores Jos Cus-
todio Fernandos c Antonio Francisco Moreira de
Carvalho, pertenceules acompnnhia de aprendi-
zes desse arsenal, determina que clles sejam
mandados a Inglaterra alim deestudarera a cons-
truccao de machinas de vapor navaes debaixo da
inspeccao e cuidados da legaco imperial na-
quelle reino, abonando-se a "cada um delles a
quantia de 300J como ajuda de custo para as des-
pezas da viagem e mais 22 libras sterlinas por
mez para seu sustento, vestuario, aluguel de ca-
sas, gratificaco aos respectivos mestres, compra
de liyros, ele, devendo os paes ou tutores dos
referidos menores assgnar termo, pelo qual os
obriguem a servir nos arsenaes de marinha do
imperio por espaco do dez anuos depois de con-
cluidos os seus esludos", percebendo os venci-
meiitosquc cm ditos arsenaes tecm os artfices
em idnticas circumstancias ; nssim o communi-
co a V, S, para o seu conheciinenlo e afim de
que o faca constar aos paes dos referidos me-
nores.
Dito ao mesmo.Transmiti por copia a V. S.
para seu conhecimeulo e execugao o aviso que
me dirigi o Exm. Sr: ministro da marinha em
20 de abril ultimo, declarando que para evitar
duvidas e reelamaces que no futuro possam ap-
parecer por falla da necessaria clareza no con-
trato de que se Ihe remelteu copia, celebrado por
esse arsenal com Samuel Power Johnston & C.
em virtude do aviso de 6 de setembro do anno
prximo passado, alim de raandarera vir da In-
glaterra a cobertura de ferro que ha de ser col-
locada em urna das carreiras de construeco
existente no mesmo arsenal; convm queque'de
nonhum effeilo o mencionado contrato e que se
lavre outro nos termos da minuta tambem junta
por copia,' recommendando-so que a cobertura
deve ler as dimeoses precisas para a construe-
co do maior navio que ahi se possa fazer.
Dito ao mesmo.Pelo oflicio que V. S. me di-
rigi em 2 do correnle sob n. 192, fiquei inteira-
do de haverera chegado no vapor Tocanlins os
rabes que furam remellidos pelo presidente do
Cear, e approvo a deliberagao que V S. tomou
de entregarlos a Andr de Abreu Porto para pro-
porcionar-Ihes alojamenlo e o necessario ali-
mento. Quanto n viagem seguirao elles no pri-
meiro vapor se nao houver no porto navio al-
gum que se destine directamente a Harseille.
Dito ao Dr. Joo Capislrano Bandeira da Mello,
rector.iaierino da compsnhia de BeBeribe.
Em addfiamenlo ao oflicio que irigio-rae hon-
tem, sirve-se de declarronte emquantoim-
ndrtam as des'pezas do ramal do eneanamento
jeito para o fornecimenlo d'agoa potavcl uo pa-
lacio do governo.
Dilo ao commandanle superior da comarca da
Boa-vista.Expeca V. S. suas ordens para que
destaquem no termo de Cabrob, a disposigodo
respectivo delegado de polica, vinle pragas da
guarda nacional sob seu commaodo superior.
Communicou-se ao Dr. chefe de polica e ao
Sr. inspector da thesouraria de fazenda.
Dito ao capito do porto.Remello por copia
a Vmc para seu conhecimenlo e direccao o avi-
so de 9 de abril ultimo, no qual o Exm. Sr. mi-
nistro da marinha declara que nao lem funda-
mento as duvidas suscitadas por essa capitana
sobre o julgamento que ja nao cabe as capita-
nas, dos prejuizos e damnos occasionados por
abalroacoes.
Dilo ao director do arsenal de gera.Faga
Vmc, alistar na companhia de aprendizes dessa
repartigo o menor Joaquim de Santiago apre-
sentado pelo Dr. chefe de polica.Communi-
cou-se ao Dr. chefe de polica.
Dito ao mesmo. Visto que, segnndo consta
de sua informagao de homtem, sob u. 140, nao
ha inconveniente em ser concertado nesse Arse-
nil o instrumental da muzica do 9." batalho de
Infatuara, pode Vmc. mandar fazer esses con-
certos apresentando a contnao respectivo com-
mandanle para ser satisfeita.
Dilo ao commandanle do presidio de Fernan-
do. Para que eu possa dar comprimenlo ao a-
viso do ministerio da guerra de 16deabtil ulti-
mo, faz-se necessario que Vmc mandando or-
ear a despeza que lem de fazer-se com as obras
e melhoramentos que so projectam ou esto j
em andamento nesse presidio, remetta-me esse
orcamento para ter o conviniente desliuo.
Dito ao juiz de direito da comarca de Flores
Transmiti a Vmc os dous requerimentes inclu-
sos do preso Joo Pedro de Magalhes, a im de
que providencie de forma que seja o supplicantc
snbmettido a julgamento na 1.a sesso do jury
que houver no respectivo termo, visto ser injus-
tissima a demora que ha elle soffrido na casa
de detenco, providenciando outrosim para
que sejam igualmente julgados os presos cons-
tantes da relago junta por copia, que se re-
fere o oflicio do chefe de policia de 15 de feve-
reiro ultimo, sob n. 238, que se acham em idn-
ticas circumstancias. Comniuuicou-se ao Dr.
chefe de policia.
Dito ao juiz municipal de Pao d'Alho. Em
resoosta ao oflicio que Vmc. dirigi a essa presi-
dencia em 20 de abril prximo Ando cercada
reunio do cooselho municipal de recurso der,
se municipio, tenho a declarar-Mte que mareo
seu -iilitio ae 30 de abril prximo lindo.
liqiei
ntciado de ter Vmc n'aquella data assnn ido
phaos
:ia do
An-
ca rgo
exen icio co cargo do juiz municipal e de o
do terreo da Escada. Fizeram-se as necessarias
comiaunicagoes.
Perlaria.O presidente da provincia confor-
man, lo-se oom a proposta do rhefo de poli
1. (Jo corrente sob n. 6t)9, resolve nomear
tonit Moreira de Carvalho Gondim para o w,
de subdelegado de policia dafreguezia de Aguas-
Bellas. b'izeram-se as necessarias comihuni-
cacoes.
Dila. O presidente da provincia, altenendo
ao que requereu o subdelegado do 2, districto
da feguezia do Desierro do Ilamb, Ai Ionio
Gong ilves de Oliveira, resolve conceder-lhe
mezeide 1 cenca para iras provincias da
hyba e Cear. Communicou se ao Dr. chefe de
policia.
Diti. O presidente da provincia, tendo em
vista d que requereu Thomaz Jos da Silva
mao ihesoureiro da thesouraria provincial
assim a informagao do respectivo inspeco
dala le hontem e sob n. 160, resolve con
ao mismo thesoureiro um mez de licencaj com
venc nenio?, na forma da lei, devendo a mssma
licenga ser contada de2 do corrente mez.
Ditii. O presidente da provincia, tend
vista o que requereu o 3. escripturario dafthe-
soutai la de fazenda Manoel Fonseca de Medqiros
e bem assim a informagao do respectivo inspec-
tor du 30 le abril ultimo, sob n. 432, resolve
nce ler-lhj tres mezes de licenca com as 4/5
AMBUCO
AUDINECIAS DOS TRIBUNAESDA CAPITAL.
Tribunal docomraercio: segundas e quintas.
Relago : tercas feiras e sabbados.
Fazenda: tergas, quintas e sabbados as 10 horas.
Juizo do commercio : quintas ao meio dia.
Dito de orphaos: tergas e sextas as 10 horas.
Primeira vara do civil: tergas e sextas ao meio d'n
Segunda vara do civil; quarlas e sabbados o
meio dia.
dous
*ara-
Gus
bem
r com
:eder
em
partes do ordenado que
licenc ser contada do
percebe, devendo
dia em que deixou
esa
elle
Ja-
Sr.
re-
de cuparecer repartigo no citado mefd
nanl ] or motivo de molestia.
Min slerio dos negocios da fazenda. Rio de
neiro, 19 de abril de 1860. Illm. e Exm
Conmunico a V. S. que foi indeferido o
querioiento transmiltido por V. Ex. ao Exm.lSr
ministro do imperio em viagem. no qual Atona
Joaquim do Sacramento pede que se lhe contite
a abonar o meio sold do sen finado roaridb o
capitn Joo Ricardo da Cruz Pntenla, na impor-
tancia de 63000 ris mensaes, que ra suspenso
pela oidem n.8 de 14 de fevereiro de 1858, rtao
so por que do processo da habililago da supli-
cante nao consta que o referido offical r.ontaise
zo amos de servigo, mas tambero por que) a
supplu ante tivesse direito a ser deferida, jlse
devia :onsicerar prescriplo visla do art. 2 | 8
1. do decre.o n. 857 de 12 de noverabro do 185l
e reso ugao de consulla da sesso de fazenda do
consel io d'eitado, de 12 de agosto de 1884 tb-
madatobre uuesto edentica
Dos guarde a V. Ex.Angela Mvnit da Silva
Frr!.~Sr. preaideote da provweia de Per-
_>- T
BUSO.
Despachos do dia 4 de maio.
Rcquerimenlos.
111Felicidade de S. Anna Conceigao Mos-
tr por documento aulheotico que casada cot
o sentenciado.
111 Joo Theqdoniiro da Costa Monleiro.--
Nao ha creado o lugar que requer.
113- Joaquim Baplista Feitosa. Informe
Sr. insj ector do arsenal de guerra.
114- Bachnrel Jos Antonio Coelho Ramalho,
promol ir publico do.I.imoeiro.Como requer
IiculdaesjSara se cuidar smente do tiat.alho
mais fac!, afim de que dada a resciso, fosse o
empreileiro pago do que fez na razo do prero
estipulado por braca de estrada ; o que seria de
grande prefizo para a provincia, e nolou porque
as pontes nao haviau sido feilas e que os leos
de estrada promplos eram em lugares de fcil e
pequeo traoalho; que, portanlo. quando a res-
cisao se des", se devia ter toda a attengo a que
no prego das bragas de estrada eitas se levasse
em coma essa facilidade e pouco trabalho.
O Sr. Raphael explica o modo porque entende
o contrato Mamede, e a razao porque oppoz-se na
qualidadc de director das obras publicas entre-
ga de Uncos destaesdos, como pretenden o em-
preileiro ; sendo que essa sua opinio fundada
no art, 1. do contracto ; entretanto que lendo
no expediente do governo que se trata novamen-
le da entrega de taes tangos, acredita que o em-
preileiro, que alias principio pareceu acquics-
cer a aquella opinio, nao querendo recorrer
urna queilao arbitral, como autorisa o contrato
mudou do accordo. Concluindo diz que o valor-
das ponles deve, no caso da resciso, ser descon-
tado dos langos executados, e de opinio quo,
se o governo tiver bons agentes, a provincia nao
ficar prejudicada.
Postas votos sao todas approvadas.
Tendo dado o hora, o Sr. presidente, depois de
lido o oflicio em que o Exm. Sr. presidente da
provinciaJproroga de novo a assembla at o da
18 do corrente. levanta a sesso, dando para or-
dem do dia de hoje :
Primeira discusso dos. projectos ns. 55 e
desle anno ;
Terceira dos de ns. 14 e 48 ; e
Conlinuagao da do dia antecedente.
DAS DA SEMANA.
7 Segunda. S. Estanislao b. m. ; S. Flavio.
8 Terga. Appariro de S. Miguel Archanjo.
9 Quarta. S. Gregorio Nazianzeno b. dout. da I'
10 Quinta. S. Antonio are de Florewm
11 Sexta. S. Anaslacio m.; S. Fabio Sizino.
12 Sabbado. S. Joanna princeza v.
13 Domingo. Nossa Pnhora *HlfcHvT?T*
PERNAMBUCO.
DIIRIO DE .PERNAMBUCO.
orle
todos os recursos inierportos das juntas do qua-
liiicaro das tres freguezias as que allude Vmc.
Communicou-se cmara municipal de Pao
d'Alho.
Dito ao juiz municipal de Goianna. Nao con-
vindo a nomeago de Antonio Ferreira d'Aguiar
Jnior, por Vmc. proposto em offlcio de 2 do
correnle para exercer interinamente o lugar de
escrivo do judicial e notas por falecimento do
esciivo Ignacio Torres Bandeira, pelo paren-
tesco prximo que lem com o promotor publico
dessa comarca, cumpre quo Vmc proponha
outro individuo para aquelle cargo.
Dilo ao juiz municipal e interino de direito
da comarca do Rio Formoso, bncharel Francisco
Caldas Lins. Pela leilura de seu oflicio de 2
corrente, fiquei inteirado de ler Vmc. naquella
data entrado no goso da licenca de quinze dias
que foi concedida em 24 de dezerobro ultimo.
Fizeram-se as necessarias comtnunicagdes.
Dilo a cmara municipal do Recite. Sendo
muilo prejudicial ao asseio da cidade e aocom-
modo e mesmo seguranza de seus habitantes o
estylo de andarem solta pelas ras toda a espe-
cie de animaos, como se observa actualmente nes-
ta capital, recommendo a cmara municipal do
Recife que coro a possivel brevidade formule e
me aprsenle urna postura prescrevendo aquelle
costume.
Dilo ao administrador do correio. Em vista
do que requisila-roe o Dr. juiz de direito especial
do commercio em oflicio-do 1. do corrente,
mande Vmc. entregar aos curadores fiscaes da
massa fallida de Caminha & Filhos urna carta se-
gura existente nesse correio e dirigida aos mea-
mos fallidos. Ofliciou-se ao juiz especial do
commercio.
Dilo ao superintendente da estrada de ferro.
Declaro ao Sr. superintendente da estrada de
forro, que rH ter o destino, que o mesmo Sr.
superintendente pede em sua communicaeio de
2 do correnle, o assumpto de que tratara as actas
da commissao consultiva, na lejso de23 de abril
ultimo, por copia annexas & sua citada comrau-
n i cacao.
Dito ao bncharel Laiz Aaloaio Pires. Pelo
Reut idos 32 Srs. deputados, a assembla pro
vtncial nao havendo expediente, approvou a re-
dacgo dos projectos ns. 23, 24, 35. o 41 desti
anno.
O Sr Joaquim Portella pedindo a palavra pe-
la ordim para justificar o seguinte requerimen-
to que hfcania a mesa, trata de historiar ludo
. I" Ppessou quando se achava na presiden-
cia da 'rovincia, para a viuda de lrmes de Ca-
ridade para a undago do collegio de S. Vicen-
te de Paula, e referindo-se a diversos actos
ofciaei, declara que foi seropre o seu pensa-
menlo n que est consignado no seu relatorio
de entrega da administrago da provincia ao
Exm. Sr. Taques, isto que devera correr por
conta dos cofres provinciaes a depesa com a
vinda d 10 lrmes de Caridade, Ocando as de-
mais djspezas com a manutengo do collegio
por con la dos paes das alumnas. Eis o reque-
rimento :
Requeiro que, pelos canaes competentes, se
pega o liocumenlo a que me refer em meu rela-
lorio de entrega da administraco da provincia
ao Exm Sr. laques, na parte 'relativa ao esta-
beleciro mo do collegio das irmes de caridade.
S. R Joaquim Portella.
O Sr. Eparoinonas de Mello declara que vota
contra o requerimento, por que entende que
elle nada adianlar para a discusso
O Sr. J. Portella diz que seropre foi seu pen-
samento acerca da materia que a provincia de-
via concorrer com urna certa quota parte.
Posto a votos approvado o requerimento-
O Sr. N. Portella, pede a nomeago de mera-
bros par a commissao de estatistica, e foi no-
meado i. Sr. Theodoro, que pede excusa, sen-
do eleilDS os Srs. Joaquim Mello Ileso e Fe-
nelon. ^
F api rovado em segunda dscusao o projecto
J). 4o deste anno
i rr.nlra ,> i~-'___.____._--------------
. ., r.J...u^>, ocm uunaie.
Passat do-se segunda do n. 14 deste anno,
offerecida a seguinle emenda, que approva-
da, ficando prejudicado o projecto:
Emrnda substitutiva :Fica em vigor a dis-
Sosigo do art. 6 da lei n. 85 de 4 de maio de
840.S. R.Gitirana.
Em seguida entra em 3a, o den. 20, que eleva
osubs-diD dos deputados na prxima legislatura
108001. Pepois de algumas consideragoes do
Sr. Rege Barros, approvada urna emenda re-
duzindo 5*000.
Sendo lido o projecto n. 49 de 1858, o Sr. Se-
bastio I acerda pede urgencia para serem vota-
das as ei leudas do orcamento provincial, venci-
do o que, passa-se ellas.
O Sr. >ouza Res declara que, sendo de gran-
de impo Uncin a emenda que autorisa a emisso
de apolles para pagamento das obras arremata-
das e da emprsza Mamede, e vendo que ella pas-
sou em i sessito anterior sem discusso, tem por
fim protoca-la para que a casa se convenga ou
nao da tlilidade dola, e depois de fazer breves
considet sges respeito, conclue dizendo que
vota cintra a autorisago 4a suspenso das
obras ai ministradas, por julgar desnecessaria,
visto co no o presidente da provincia j o havia
feilo ; b;m como contra opagamjoda empreza
Mamede, anda que esleta Cfcudttido da eflicacia
do meio d pagar as obres da provincia com apc-
1 ices, porque entende que a assembla nada deve
resolver sobr; aquella empreza, visto que foi
contratala sen o seu consenlimento
O Sr. rbeodoro sustenta sua emenda, comba-
teeaa ipiniio do pcecedepte orador.
dia qtw em vista das valiosas
itecessor na tribuna, est
roto a emenda, na parte
risa e pagamento das obras
!* iices, na forma porque a
erneada autorisa. Paseado diversas con3idorec5es
respeito da resciso do contrato Mamede, diz
que nao emiltir opinio alguma sobre dever ser
ou nao feita tal resciso, em visU do modo por
qneftjM pre consideroe tai contrato ; mas que
juiga ce iveainte fazer sentir easa o modo por
que os irabalho dessa empresa teea ido feitesi
pareces lo qao ee pozeram de parte todas as tUl-
SSEBBL* LEGISLATIVA PROVINCIAL.
SESSO ORDINARIA EM 18 DE ABRIL.
PreitlAa do Sr. \isconde de Camaragibe.
(Concluso)
O Sr.G. Drummond : (Nao restituio seu
discurso)
O Sr. N. Portella : Sr. presidente, o nobre
deputado que acaba de fallar, deu-roe ainda oc-
casiao de oceupar a attengo da casa ; havia eu
teito prop,osilode nao dizer mais palavra sobre
esta quesiio, a visU do procedimento que diffe-
renles membros desta casa tiveram na sejso de
sabbado; o nobre deputado, porm, mais fran-
co do qoe elles, mais genoroso taires...
O Sr. Intncio Lelo : -w Poi um proposito por
O Sr^If. Portella : m\s generoso lalvez,
deu-mMugar a que nnvaaenle oceupe a alten-
gao aagma c a que assim tenha a perst-
''a6 3E. venluru tormos derrotado na ilacao
nos canon sem duvida a victoria da.dis%issiio.
P*T('ente> na0 posso deixar de fazer algu-
mas obserjicoes sobre diversos incidentes aqui
nawoos.B'em-se aecusado os signatarios do
projecloraeiuellea.quo o sustentam, pelo tacto
ae lerem; erapregado os meios legtimos pdr* ser
elle recebido pela casa : tem-se dito que n'uma
das sessoes anteriores alguns relirarara-so para
que nao nouvesse casa ; mas essa aecusago por
mais de nma vez repecttda, tambem tem sido
por mais de ama vez distruida. Urna outra ae-
cusago tambem que esses nobres deputados
reconheceram a sua fraqueza na sesso passada,
porque nao aceitaram a discusso.
Um Sr. Deputado : Fraqueza foi dos que se
reliraram para nao votar.
. i? Sr* : Portella Enlo se disse :~pro-
tellam a discusso.
Mas, Sr. presidente, como se nos pode ac-
cusar do proposito de prolellar a discusso ? Se
quizesseraos protella-la outro seria o meio de
que teamos langado mo : quando o nobre de-
putado offereceu o seu requerimentade urgencia,
lenai soffrido de nossa parle impugnago ; mas
tos fomos os primeiros a guardar profundo si-
lencio e esperar pela votago. Nos queremos a
discusso, mas os nobre deputados que comba-
Itera o projecto e que se esmorejam pela adopeo
da emenda, queriara a penosa votago, mas* a
Votagao procedida no silencio daquelles que erara
obngados a oceupar a attengo da casa, expondo
as razoes porque apresentaram a emenda. Enlo
(irmes no nosso poslo desejavamos a votago
mas precedida da discusso ; discutimos e pro-
vocamos os nobres deputados para que usassem
da palavra urna e rauitas vezes. Vimos ento,
Sr. presidente, aquilio que poucas vezes se tem
praticado nestx casa ; vimos alguns dos nobres
deputados pedirem a palavra e cede-la quando
Ihes caba a vez de fallar : guardavam permito si-
lencio ; fallavam aocumprimento de seu dever.
g por isto que antes de entrar na apreciaco das
razes emittidas pelo nobre deputado, que aca-
ba de fallar, vejo-me na rigorosa obrigago de
fazer bem sensivel, que da parte dos signatarios
dio projecto, e daquelles que o sustentam, nao
mouveo de evitar a votago,mas apenas que pro-
Sosilo este nao tivesse lugar sem discusso, por-
ue nao comprehendera quo possa haver urna
Jotago sobre materia de faci sem que seja pre-
edida da discusso necessaria
JlftSr. eputado ; ja tinha havido.
O pn-jecio foi o resultado de dinirvntes papis
ljenos a con3iderago da commissao.
OSr. Lacerda :Foi simplesmente o resultado
da representagao fcila ltimamente pela cmara
da Escada.
O Sr. A'. Portella: Sr. presidente, V. Exc.
permittir que eu responda a esse aparte do no-
bre deputado. porque de suas palavras parece de-
duzir-se que os papis que acompanharam a re-
presentagao da cmara da Escada, nao chegaram
aqni.
(Ha um aparte )
O Sr. N. Vortclla :Nao foi por mero arbitrio
do secretario do governD como diz o nobre depu-
tado ; esses papis vieran! remellidos a casa pelo
presidente da provincia para que ella os podesse
apreciar, e resolver a questao que lhe estava af-
fecta.
J ve por tanto o nobre deputado que tinha eu
razao quando dina que o projecto da commissao
era o resultado do estudo que tinha ella feilo dos
papis sujeitos a sua consideraco e quer elles
viessem remellidos da cmara, quer por interme-
dio do secretario do governo, o certo que foram
sujeitos a commissao e que esta depois de os ler
apreciado, foi que trouxe conhecimeulo da casa
o projecto, que se discute.
Direi ainda, Sr. presidente, que se procedesse a
ultima das consideragoes feilas pelo nobre depu-
tado a quem roe refiro, enlo eu lera razo de
exigir o seu voto pelo projecto e contra a emen-
da. O nobre deputado disse que haviam questes
do limites enlre os proprielarios dos engenhos
Tres-bragos e Jussar e que da adopgao do pro-
jecto podiam resultar vanlagens a um era detri-
mento do outro.
Se se altendesse a essa circumstancia, a emen-
da substitutiva ao projecto, nao eslava no caso
de ser atacada da mesma forma? Por ventura o
projeclo, quecomprehende muilos oulros enge-
nhos, pode ser considerado salisfago de um in-
leresse pessoal, e a emenda nao o pode ser, res-
iringindo-se a devjdir as freguezias nos terrenos
desses dous engenhos?!!...
O Sr. Lacerda : o projocto c nao a emenda,
porque a emenda conservadora, nao novado-
ra como o projecto.
O Sr. N. Portella :Eu moslrarei que nao.
O nobre deputado labora em um engao, quan-
do enlende que existem quesles pendentes en-
tre os proprielarios desses dous engenhos. Pelo
exame que flz dos papis ennheci apenas que um
dos proprielarios tinha sido manutenido na posse
dos terrenos; mas o mandado de manutengo
provisorio como sera tirar era dar direilos,
nao pode ser considerado quesiio pendente de de-
cisao do poder judiciario; nao sai que eotr* es-
ses proprielarios se lenha intentado questo al-
guma perante este ou aquelle juizo eessa mesma
que existi foi decidida pela relaco que julgou
.....-Perante a jurisdigo do juiz municipal de Seri-
jo, d" ^ihaem. Nao posso portanlo comprehender que
- se diga com fundamento que existam questes
pendentes; mas quando mesmo exislissem, en-
tena* que a proceder essa considerago era toda
cotiWa a emenda e nao contra o projecto, porque
a emenda especial.como designando os limites
das duas froguezias na posico que ellas oceu-
pam entre esses dous ensenhus claro que podia
mais fcilmente dar lugar a questes para o fu-
turo, do que o projecto mais lato em suas disoo-
sigoes. r
Um Sr. Deputado:O projecto o que tem oue
e mais cautelloso.
O Sr. N. Portella :Ainda mesmo acceilando
a hypothese do nobre deputado de que o projecto
lem por fim attender a consideragoes particula-
res, anda assim o pensamento da commissao se-
ria mais cautellosa do que a emenda dos nobres
deputados no caso de ser approvada ; mas bom
que o nobre deputado seja a primeira a reconhe-
cer quo tal pensameulo nao existi, bom que o
nobre deputado reconhega que a emenda de
nalu.reza la' que se deve considerar como urna
medida relativa a lemites de duas freguezias no
que respeita a terreno de dous proprielarios que
se suppe que tero quesles futuras.
O Sr. Theodoro :J vejo que o nobre depula-
do nao coraprehende a expresso cautellosa.
O Sr. N. Portella :Parece-me que o nobre
dopu.tadoquiz dar entender que a commissao
de eslalislica quera reduzir a freguezia de Seri-
nhem a cousa nenhuma.
O Sr. Drummond : verdade.
O Sr. N. Portella:Parece que o nobre de-
putado pela exposigo que fez quiz dar a enten-
der, que todos osengenheirosque so achara con-
signados no projeclo pertencera a Serinhem.
OSr. Drummond:A maor parte delles.
O Sr. N. Portella:A commissao no projecto
separou apenas de Serinhem tres engenhos
O Sr. Drummond:Qualro alm de dous, cu-
jos nomes nao sao nomeados.
OSr. N. Portella :Sao os engenhos Jussur,
Jatoba e Minas-novas.
O Sr. Lacerda :E Morigoca e mais outro que
se est levantando?
O Sr. N. Portella :Eu dizia, Sr. presidente,
que todos os engenhos consignados no projecto
nao pertencem a freguezia de Serinhem que a-
penas dessa freguezia se tenham tirado tres en-
genhos, mas o nobre deputado lembra os enge-
ENCARREGADOS DA SUBSCRIPCO NO SUL.
Alagoas, o Sr. ^audino Falco Dias; Baha o
Sr. Jos Jrarlns Aires; Rio de Janeiro, o Sr.
Joo Pereira Marlus.
EM PERNAMBUCO.
O proprietaro do mario Manoel Figucrroa d
Faria.nasua lvreria praca da Independencia ns-*.
6 e 8.
..Portella: A dtam
Vunuh
os aut
de exi
UUIC
ciui portanlo na rigorosa obrigago
lores da emenda, de usarem da palavra.
:plicareoi a sua idea.
OSr. Lovrda: Eu expliquei, e em segun-
do lugar, aiminba emenda nada enova, o nobre
deputado ,jcr enovar que esl na rigorosa
obrigago d convencer a casa.
O Sr. Jf. \Porieilo : Senhores. ainda a in-
sistencia do mesmo proposito :Pois j nao fo-
ram por ma $ de urna vez aqui apresentadas as
razoes e fui lamentos desse projecto ? Os nobres
deputados ^xcepgo do que acaba de fallar,
tem por cei ,sa entrado na discusso do projec-
to, e comb ido as razes ero que elle se baseia ?
|r)So, os_ nol res deputados tem recuado ante a
{discusso p
rque contara com o resultado da
votago
Sr.'presid| nte, o nobre depuUdo, que acaba
de fallar prnunciando contra o projecto disse
que elle na< era o resultado do reconhecimen-
to do effecli o inleresse pnblico: mas sim o da
salisfagao < >s nteresf es particulares ; que da
adopgao do .jeclo consequencias terriveis po-
diam resui. povaaquestea podiam originar-se,
entreunto i f, coaa-emenda todas essas ques-
tes desapi otPiam, porque ella era a medida
que satisfaz 9 os interesses pblicos.
Sr. presi. e, posto que nao fosse o nobre
depuudo t atpliciio, quanto eu quizera, acer-t.
ni projecto, direi que a sua asseAdu
5?ld
u sr.
eajjaa
condei
disposte
smenti
arremat
ca da orige
gao nao foi
se do faci
eonvanieul
podia tamb
sequeocta t
satiifago c
lereaaes pr
mais (un<
idea gen
ver*
prebende
apenas 4
Mweui
tarios de
partteutau
deis om
foi laac/j.
q*el>._
.rabn.
as*- r-#**wwf ***va t|uoa aud o
dementemente demonstrada
Ktstencia do projecto julg'elle
lrr a iliacao que apresentou,
nhos que se esto levantando as Ierras ,*- *
sar. B 'watic <,! u vngi'uiiu jussara com-
prehende hoje um engenbo que se -,iiiib "Ji
--= \o o oTejupaba quo a ptyico licou pi'OUipto.
w or. Cacerda : California 1
O Sr. N. Portella : Nao sci que exisla esse
engenho California.
O Sr. Lacerda : Veja o nobre deputado co-
mo sabe da typographia da quelles lugares.
O Sr. N. Portella : Se o nobre deputado
sabe da existencia desse engenho, -semduvida
por inforraages e eu que apenas sei da exis-
tencia de tres, por isso disseque o numero dos
engenhos que passava para a Escada nao notal
que fuesse aparecer o receio que moslrou o no-
bre deputado da completa observago da fre-
guezia de Serinhem, tanto mais quanto seo
nobre deputado tivesse prestado a atlengo as
discusses passadas havia de ter reconhecido,
que do modo muilo franco me tinha compromet-
ido para com o nobre depuUdo autor tambero
de um projecto acerca de lemites das duas fre-
guezias. aprestar-lhe meu voto, embora tres en-
genhos pertenceules a Escada ficassem perten-
cendo a Serinhem : nao ha pois o desejo da
parte da commissao de fazer desaparecer a fre-
guezia de Serinhem, pelo contrario ella reco-
nhece a conveniencia de se separarem esses en-
genhos endicados no projecto pelo nobre depu-
Udo pelo Cabo.
O Sr. llego Barros : J esto separados.
O Sr. N. Portella : Eu disse que tioha
havido urna lei pela qual os habitantes de Ama-
rangi esta va m sugeitos a Escada no que respeita
pasto espiritual, em ludo mais em Serinhem;
depois a lei que creou o termo da Escada, d-
lo te quizesseimita-io, tirar a con-
mcP a emenda tem por Om nao a
interesses pblicos, mas a dos in-
ulares, e poderia faxe-lo comUnto
nlo quan.o o% projecto contm urna
" roe/jida que comprehende di-
passo que a emenda com-
eapecial, pois diz respeito
P.genhos. y
i supponho a nenhum dos signa-
i capaz de attender a interesses
[ prejuizo dos interesses pblicos,
k O Sr. N. Portella : J v o nobre depuladc-
q-iando mesmo distando tres leguas e meia, nao
licana a freguesia com duas leguas de extengo-
( ta um aparte ) '
O Sr. N. Portella : Eu concordo em que-
haja efrectivamente urna rcslricgo uo territorio-
dessa freguezia pela diviso projecladal mas &
urna fregucsia extensa, quo se nao pode consi-
derar ext.ncla pela falta desses 3 engenhos.
m Sr. Deputado : Applique isso Ecada.
Uutro Sr. Deputado : A Escada a fregue-
zia mais rica da provincia ; lem cenlo e iesesele
engenhos. ( apoiado)
( Cruso-se apartes).
O Sr. N. Portella : Sr. presidente, aqui
nao se trata de freguezia nem rica ero pobre
aqu se trata apenas, se da divisSo projeclada*
pode resultar beneficio publico. Nao duvido
que a freguezia de Serinhem tenha sofrido res-
tncoes em seu territorio por circumstancias es-
peciaes, por que nao lem a sua sede no centro-
est em ura dos limites e por essa razo que-
tem solTndo tantas circumscripces ; roas nem
por que seja assim se segu qu dada a neces-
sidade de urna diviso nao deva ser adoptada
Um Sr. Deputado : E o Escada ?
k SI' N' fortella 'E' exacto o que diz o no-
ore deputado por que infelizmente as nossa
devisoes de freguezias sao mal feilas ; a*
sedes nao se acham no centro; c assim que a Es-
cada se'resente do mesmo mal. a sua sede se-
acha num dos extremos e por isso que achan-
do-se mais prximos desta sede os terrenos de-
que trata o projecto, josto e convenientes que-
passem a fazer parle da freguezia da Escada.
( Ha um aparte I.
O Sr. N. Portella : O nobre deputado diz
que esses terrenos que se vai desmembrar esto
e quidisUntes das duas freguezias; creio que
est engaado ; sei que o nobre deputado foi joiz;
municipal de S. Anto e tambem de Serinhem
fk J con,,ecer esses lugares, mas permita que
Ine diga que esl engaado quando suppe que
os engenhos Jussar e Jatob sao equidistantes.
O Sr. Drumond : de Serinhem a Escada
sao sete leguas e esses engenhos esto no centro.
O Sr. N. Portella : E' ojtro engao do no-
bre deputado ; esses engenhos nao ficam no-
centro da certa quo vai de Serinhem a Escada ;
por tanto nao pode tirar argumento da distan-
cia em que fica urna dessas freguesias das ou-
tra para concluir que sao tres leguas e meia-
desss engenhos a Escada, pelas wormages
3ue tenho, sei que os engenhos Jussar e Jatob
isUm da Escada duas leguas meia quando
muilo e que o engenho Tres-barros flea maito
prximo da Escada.
O Sr. A'. Portella : O nobre deputado foi
ainda alm, e disse que a idacontlda na emen-
da a que devia ser volada, porque o ro Sibir
o liraile natural que tem sempre existido, e
que ainda demais reconhecido por urna deci-
s&o do governo de 17 de margo de 1833 Ora,
Sr. presidente, se houvesse essa deciso que o
nobre deputado se refere, da qual nao tenho eu
conhecimenlo o da qual al hoje se nao davia fal-
lado...
O Sr. Drumond: Eu passo ot a dizer ao
nobre deputado, que mandei imprimir por occa-
sio de haver urna questo em Serinhem.
O Sr. N. Portella: Havendo esse conflicto
o anno passado, como foi que o ttibunal da rela-
go nao tomou conhecimenlo dessa deciso do
governo ? Como foi que nem os particulares, nem
as autoridades daquelles dous termos tiveram
conhecimenlo dessa deciso e al a propria c-
mara de Serinhem ? -
( Ha um aparte.)
Eu nao quero com isso dizer, que nao seja
real a existencia dessa deciso, digo apenas,
que, se ella existe, ento desnecessaria a emen-
da dos nobres deputados, urna vez que j o po-
der competente accedeu que o rio Sibir o li-
mite das duas freguezias.
Sr. presidente, da descripgo hontem aqui por
mim feita do curso do rio Sibir, descripgo que
nao foi apreciada pelo nobro deputado. se evi-
dencia que tal rio nao pode servir de limite en-
tre as duas freguezias e termos; para esta con-
siderago eu chamo ainda a attengo dos nobres
deputados, quero que elles me expliquem como
sendo a direccao do rio Sibir tal qual eu a te-
nho por mais de urna vez descrpto, pode servir
de limite entre as duas freguezias.
Eu, Sr. presidente, tenho dito quanto bas-
tante para justificar o projecto e mostrar, que a
maneira por que tenho procedido digna de
quem se interessa pelos negocios pblicos, e
digna de quem quer que a assembla tome urna
resoluc&o conveniente : e assim nada mais direi,
aguardo-me para, na terceira discusso, fazer
ainda algumas considerares, se o nobre deputa-
do autor da emenda se dignar tomar a palavra e-
justifica-la.
Encerrada a discusso, o artigo substitutivo
approvado, ficando prejudicado o projecto.
2.a discusso do orcamento provincial.
Art. 2 Com a assem-
bla provincial:
1. Subsidio dos
mezes.
bde vinda e volta
dos deputados de
fra da cidade o
provincia .
3. Empregados
da secretaria .
4." Expediente e
asseio da casa .
5. Pu bl ic a cao
dos debates. .
-16 560aOOQ
V~
l:967J00O
4:9809000
4009000
6:7500OO
30:65700f>
E' approvado sem debate, bem cerno os arts
, 4. e 5., que dizem :
Com a secre-
3. .
Art. 3.
taria
ca :
t.
da presiden-
Empregados .
2." Espediente e
asseio da casa, in-
clusive a diaria
de rs. l$60O de
cada servente .
Art. 4.
81.
18:2408000
3:7009000
ScOOOSOOO
21:940gOOO
3:800#00O
fin lia ii 111,,..,,, ,._ _, ,, ,
m
MUTILADO
lerminou que todos os engenhos sugeitos a ju-
eu rsdicgo da freguesia fizessem parle do termo.
upe a lei posterior fez com que aquelles ter-
renos ficassem pertencendo a Escada, segue-se
que o nobre depuUdo nao tem razo quando
entende que esses engenhos pertencem a Seri-
nhem. .
Para torna bem saliente o resul .adfwjue sup-
pe ter o projecto, o nobre deaMadcrtlsee cae
a freguezia de Serinheti.^tmra-sV ao sol
e ao norte a urna legua dfe distancia da sede e
que com a diviso proposta ficaria com duas te-
guas para o poente.
O Sr. Drumond : Contesta ?
O Sr. JV. VortlU n n.iu. daaniadir d"f
- a eommiseie, petque croio que o engenho Jussar dista aanitfuaaslecuas
por fim fleadet i Monta dos da sede da fregoeaia t
I 0 Sr. Drumond : Tres Mtia,
Empregados .
z." Expediente e
asseio da casa, in-
clusive adiara
de rs. 1(600 a um
servente
Art. 5. Com o Gym-
nasio provincial :
1. Empregados e
professores .
2 Expediente .
3 Aluguel de ca-
sa, movis, ele. .
4.a Mensalidadw
a 12 alumnos po-
bres "'..
8 6.a Preparaco e
acondieranamento
dos objectos do
mnseu ....
46'80aH0O
Sr. *. Porte!/: {Nao restituio o seu dis-
curso. )
Vo A mesa e apoiara-se as seguinle* mon-
das : Ea vez de 400|4100 rs., diga-se 800.
N. Portella.
soogooo
40:400SOOO
400f000
2:500f00O
1:5009000
l:000f000
.<**


u

-.
WH

fS
? #fcf\f 4*3
DIARIO DE PEftAURUCO.
Era ve di* 4:ouU*)00, diga-se 3;24UU00.
Jf. Portella. |
0 Sr. Coe/no Cintro : Sr. presidente, nao
voseo, oem devo de nenhum modo acceilar a
emenda do nobre depulado, que eleva a verba;
do 2.a do artigo 5.' de 400 a 8009000 rs.. e
bem assim o que est consignado- no projecto
para mensalidades de 12 alumnos pobres. A
commissao de ornamento, quando designo es-
sas qua'nlias no projecto que so discute, nao s
leve em vista as que foram voladas nos annos
anteriores, como tambero se guiara pelo que se
havia dispendido, segunao o bataneo aprsenla-
do pela lliesouraria. Ora esta despeza fura sa-
tisleila com a quanlia de ris 2:133$000, entre-
tanto que a commissao, apesar de suas reduc-

SEGIWDA FEiR* 7 J)E MAlO T>E 1860.
---------------- .--------------
O Sr. JV. PorUUa :A respeilo itistu, seja-me
permiliido dizer nao sei porque infelicidad*
nao-ba persistencia no .governo 'em manieras
empregadbs que mostrara no ejercicio das fanc-
coes do ajenies liscaes, o zelo necessario pelo
bom andamento dos trabamos da airada. Em
lo curio espaco de lempo quantos agentes do
governo teem havido nosla estrada? Parece que
se succedem lo Tapidamente quanto se succe-
dem os presidenles da provincia.
Um Sr. [)ipulado :(Juantos leem havido?
O Sr. !f. Portella: Record-me primeiro do
Sr. Mello Reg...
O Sr. Meti riego:Eu fui empregado como
engenheiro para asdesappropriaces.
O Sr. iV. Porlella : opois veio o Sr. Verialo,
c,dea e corles, consignou no projeclo a de 2:50u$ o Sr. Manoel de Barros, o Sr. Street e agora o
quando a etTeclivamenlc despendida (ora inferior
* esta; e pois me parece que a commissao nao
poder com Justina ser laxada do escassa pelo
nobre depulado a scmelhanlc respeito.
Sr. presidente, nao possivel fallar de objec-
toscouccruenles a despeza publica, sem que co-
aso por inslinctose lance as vistas para a recei-
la da provincia ; V. Exc. e a casa sabem qual o
estado de apuro em que se achara os cofres p-
blicos, sabem que a provincia est sobrecarrega
Sr. liuarqu* de Macedo, pessoa muito disiincta,
de rnuita illuslraeo o de quem espero muito
bons servicos.
Ser para lamentar que a respeito desto haja o
mesmo quo a respeito dos outros. e que se reti-
re promptamenle em vista das dilBculdades serias
com que. ha de lular. (Apoiados.)
Eu vejo, Sr. presidente, queda parle dos agen-
tes liscaes do governo leem havido a necessaria
independencia para di;:er a verdade, c que nos
sua arrecadago lula com graves embaracos, e | neccssid)|o de medidas tendentes a evjtsr bu-
que o fm da commissao na confeceo do presen-, sos que se tem introdnzido: mas o tacto 6, que
le projecto de orcamento foi de obter de algum i as cousas marcham da mesma forma, que nenhu-
modo o necessario equilibrio entre a receita e a : ma muerda patece ler sido lomada uo sentido de
despeza, sem com ludo lancar mo do grandes (evitar e3ses ^eeilos de construeco contra os
sacnlicios, tomando sempre por poni de partida | quaes clamara os difiranles agenls em seus re-
o estado dos cofres, e assim poder habilitar a | lalorios
thesouraria a satisfacer com promplido e regula-
ridade seus crapenhos, rehabilitando seu crdito.
O Sr. ilarlins Pereira : Nao parece, por-
que augmentou os impostos.
O Sr. Coelho Cintra : Se a commissao
augmcnlou uns. diminuio alguns e illiminou ou-
tros como o nobre depulado lera occasio de ver
e de apreciar no correr da discussao.
Aysta pois deslas ligeiras considerarles me
O Sr. ello llego :J examinou as causas?
O Sr. A', l'orlella:Creio ler aimunciado no
principio de mcu dscjrso que quera fazer s-
ltenles algumas das causas exisienies...
O Sr. iello Reg :Eu s couheco un, mas
quero ouvir as que o nobre depulado enumera.
O Sr. N. Portalla:E' bom dizer.
O .Sr. Mello llego :E' o defeilo do contracto.
O Sr. N. Portella :Entendo, Sr. presidente.
Uiu Sr. )epuiado .De piuho.
O Sr. N. Portella : Site de p'nha fue s ve-
zei tem Scado exposte por muiw. tempe as
ct uvas.
O Sr. Mello llego : Tero pouca dwrecjte se
fo -era de pinho ruim, mas se forera oofMfco bom,
ni o ; o queso tem sido sobre a quBpnde do
pinho.
O Sr..N. Porttila:De pinho raa exposto as
el uvas que os nobres depulados sabeni quanto
cmicouem para deteriora-lo.
O Sr. Mello Reg :O bom pinho ryosatado
tt m una larga duraco. *
O Sr. iV. Portella -.Mas o que- verdade,
q i tem havido da parle dos engenheiros liscaes
d ivida acerca da qualidade do pinho empregado.
O Sr. Ignacio de Barro: E sobre outros ob-
j dos importantes.
O Sr. JY. Vortella :A discussao rjose encer-
r hoje, eu lerei os papis com attencao e en-
tietanlo posso desdo j pd los disposieo dos
0 abres depulados.
O Sr. Mello Reg :O nobre deplilado parece
quo nao examinou o principal que o decreto da
oncesso.
O Si: N. Porlella:O nobre depulado parece
que nao preslou attencao ao que eu disse em
1 rincir. io ?
O Sr. Mello Reg:Muilas reflexoes sao inu-
13is sem se ler o decreto.
O Sr. N. Portella :Eu nao sei sj as reflexoes
c ue tenho leilo sao ou nao enfructifras, mas pre
sumo que deltas pode-se colher alguma cousa
I roveitosa. RepHo o que j disse um* vez : nao
live lempo de lr com attencao esses papis, a-
ezdr ijisto, porem, irei prosguindo na aprecia-
5o dos faelos que me parece deverem ser con-
; nli'radiis pela assemblea.
O ouiro ponto essencial e para o qiSal preci-
so que os poderes de estado prestlm toda a at-
enu, este foi designado como ponto de es-
parece conveniente que a verba apresenlada pela Lque osla assemblea nao deve discutir contra o
commissao deve de preferencia ser adoptada pela
casa, para que a despeza lenha a devida relago
om as necessidades a satisfazer, calculada e com-
binada entre si com o credilo gcral.
( Ha um parle )
O Sr. Coelho Cintra : O nobre depulado se
contena com a verba de 80U$0U0 para o expe-
diente ?
O Sr. M. Porlella : S o servente absorve
quinhculos mil ris.
O Sr. b'entlon : Se se pagarem s os das
-uteis, nao pode rhegar a isso.
O Sr. Coelho Cintra : Esta verba, Sr. presi-
dente, est de accordo cora o quesompre se lem
volado, e me parece ser mais que muito sutll-
ciente.
O Sr.'M. Porlella : Veja o nobre depulado
que n.10 para a directora, c para o Gymnasio.
O Sr. Coelho Cintra : O Gymnasio Nao lem
serventes, e sm africanos livres quo nao vencem
salario algum, por tanto, anda insisto pela ver-
ba do projecto, e vol contra a emenda apresen-
lada pelo nobre depulado.
O Sr M. Porlella : ( Nao reslituio seu dis-
curso. )
Encerrada a discussao, o artigo posto a votos
capprovado bem como as emendas
Sao approvados sem debate os seguiutes r-
tigos :
Art. 6. Com os pro- ^
essores da escola do
com murcio..........
Art. 7. Com as aulas
de lalim, vigorando
a autorisacio das leis
anteriores :
1." rrofessores....
2. Aluguel de ca-
sa do professor de
S Jos............
3:600000
Art, 8. Com as esco-
las primaras :
8 1. l'rofessores e
adjuntos.......... 07:1378000
2." Alugueis de
casa.............. 8:50.03000
3. Movis e ex-
pediente das aulas 2:803$000
---------------78:4408<100
O Sr. Drumond : ( Nao reslituio seu dis-
curso. )
O Sr. M. Portella: ( Nao devolveu seu dis-
-curso. )
Encerrada a discussao o artigo posto a votos
capprovado.
Sao approvados sem debate os seguiutes ar-
tigos :
Art. i). Com a subven-
cao asscciaco dos
artistas.............. l:00$000 1:0008000
Art. 10. Com a biblio-
llieca :
1. Ordenado do
3:000&000 3.0003000
3.400SOOO
2003000
3-300-3000
billiolhccario..... 9003000
z? Compras de li-
vros e "expediente 2:400g000
Art. 11. Com auxilios
industriues :
1." Subvengao a
compannia Per-
nambucana....... 40:0008000
2.* Juro addiccio-
nal da primeira
seccao da estrada
de 'ferro.......... 53.3333333
-----------------93:333333
O Sr. N. Porlella Tratando-se de volar
urna quantia para o juro addiccional da estrada
de ferro, qu.iniia que importa em cincuenta
tres cotilos e tanlo, parece que a assemblea pro-
vincial deve esltuor que haja alguem que faca
-com que se incele ums discussao sobre os nego-
cios da estrada de (erro. Ja em urna das sesses
do anuo passado quando se Iralou Justa verba eu
live occasiao de encelar a discussao ; entao ha-
via um motivo muito especial que nao poda dei-
xar do ser apreciado por aquellos que lomara iu-
teresse pelos negocios publicos, dava-se o facto
contra o qual pareca protestar o publico, qual o
de achar-se inlerrompido o transito pela ponte
dos Afogidos sendo necessario que urna locomo-
tiva impeliisse o irem at a ponte, e que outra a
ennduzsse d'ahi para o Cabo, havendo o mesmo
na volla. Outros faelos ento pureciara determi-
nar a necessidatie de urna discussao nesta casa ;
nao sei se dessa discussao houve algum resulta-
do para o bom andamento dessa empreza, mas
qualquec que fosse o resultnii da onika oem
" oidevemosdc'uM ee aprecur o modo por-
tpor iSi x'nia os negocios da estrada de
ferro. verdade que outra pecana v~ ..
ver em que se eucetasse urna discussao, que
aquella era que se lera de discutir o projeclo
apresenlado pela* cwmmisses de lesislajoeor-
do pelo superintendente da mesma estrada ; mas
aletn de entender que i:o se deve confundir es-
ta discussao com aquella que me parece dever
ser aventada, entendo que nao podemos pres-
cindir de algumas coosideraces a respeito dessa
irada.
Nao tenho por fim, por tanto, fazer com que se
nao vote a f uantia designada no ornamento ; por-
que urna Bccessidade a que nos nao podemos
noupar aceitando as condicoes do contrato csla-
belecido entre a companhia e o governo, e ga-
rantindo o juro addicionai; devenios tornar effec-
tiva a nossa garanta, nada mais justo, nada
oais natural na situacao em que nos adiamos ;
mas cabe-nos examinar o modo por que se tem
procedido, nao nos trabadnos da construeco
da esu-ada, como lambem as viagens diari6.
u no principio desta sesso havia pedido que
ae fos*tm remellidos os relatnos do Sr. Lanne
c de uutros engenheiros liscaes do governo ; re-
ebi-os verdade, as devo confcssar a casa que
os trabalhos que lento tdo, me nao leem per-
miliido aprccia-los cstuda-los como desejava
roe cumpria ; todava isto uo ser motivo para
que nao julgue dever miltic algumas proposi-
es e expender a casa aqoella que me parece
qe iodispensavel que'eila saiba, uu que pro-
cure saber de um modo mais exacto.
E* sabido, Sr. presidente, que sem que esti-
vessem definitivamente coocUidos os irabalbos
da primeira saccJio da estrada de ferro, oi esta
i-ecebida e foi pago o juro desea parte pelo go-
verno geral e polo provincial; sabido anda
que essa resol^io do govejrro, sendo justificada
Eor motivos muito allundMis, que a aaaeoi-
la nao pode deiiar de pwtar tad* j atleco,
tem trn rtn i #Hia> tlr um facto, que paraimim,
nao lem explicaco, qual o-4oo*iriuaed to|
trabalhos da segunda iec^o, < M eampiea-
rem os da primeira. ConsUm*iper foioMces
de pessoas quo Um conlvecLmejitu eopoeiol da
autora, que -do-modo por ^ue se tem eilo os
conlrato; discutir em vao, porque nos nao
podemos reforma-lo; betn ou mal esl feilo;
temos ubri^aran de acetalo; compre-nos res-
peita-lo e dispormo-uqs a concorrer para que
elle seja devdamenie cumprido : eis aqui a res-
posla ao nobre deputado...
S por un incidente, Sr. presidente, me 3par-
lei do ponto que eslava apreciando os trabalhos
da primeira seceo. Essa primoira seccao foi re-
cebida provisoriamente', mas depois do recebi-
menlo provisorio o que que so lera feilo ? O que
foi que deu naluteza dillerenle aquella quo ti-
uhaiu as obras de entao? as pontes segundo in-
formacoes que lenho de pessoas, cojos conheci-
metilos respeito, nao tcera a base necessaria, nao
poderao durar muito lempo. A prova deque
ellas se resenleni desso defeito, o que nos te-
mos presenciado, ainda este auno vimos que a
ponte sobre o rio Molocolomb foi concertada.
Um Sr. Depulado : Dcixou de haver trem
doos das.
O Sr. N, Vortella :E' verdade, dcixou de ha-
ver trem dous das, e deram-se outros inconve-
nientes.
(Cruzam-se apartes.)
O Sr. JV. Portella : Eu nao quero apresenlar
esle fado como urna prova irrefragavel d3 pro-,
posii oes que avanco, isto de que as puntes .
nao sao feilas coma necessaria solidez, nao leem
a base necessaria, nao oTerecera longa duracao ;
mas quero fazer sentir, quedesle fado resulla se
nao a prova ao menos ura indicio da verdade da
proposioo.
Um Sr. Depulado : Sern s as pontos ?
O Sr. N. Portella : Deixarei de parte as
pontos, acerca das quaes parecesef exacta a mi-
li ha proposic.io, quo quando nao estoja provada,
determinada por fados que me parecem justi-
ficados pelos concerlos que se leem dado ; voja-
mos ainda sobre oulro ponto os trabalhos da es-
trada de ferro.
J live eccosio de ler nm viso do governo,
creio que do auno de 1835, do Sr. conselheiro
Pedreira, em que expressamenle se determina
que as margena da estrada hajam cercas, e
quando estas nao possam ter lugar, sojam subs-
tituidas por plantas espinliosas e altas que ve-
dem o trans.lo dos animaos.
Um Sr. Depulado :Ou valadas.
O Sr. y. Portella : Mas o que hoje vejo na
estrada 6 cousa nenhuma ; nada se lem mudado;
a siluaeo a mesma ; toni-se feitn, verdade,
iscavaciles ou raladas, mas estas mesmas W se
fueram anteriormente, com a diireronca queden-
lao (na poca do recebimenlo provisorio) r'ecor-
do-me de ter visto cerca era nSo pequea ex-
lenso, e hoje vejo apenas um arbusto de um
crescinienlo multo ilillcil, chamado grvala,
plantado mis margeos da estrada ; pateco que so
espera que a naliireza por si se modifique para
que osse arbusto de lio difTicil crescitnento che-
gue etn pouco lempo a altura tal que equivalha
a altura das cercas neoossarias. Quando no re-
gulamenlo se estabelecou a necossidade de cer-
cas ou de. veladas, quando se eslabeleceu mesmo
a necessidade de ser a estrada em alguns lugares
murada, geni duvida teve-so em vista evitar os
fados que por mais de urna vez se teem dado na
estrada, qual o do transito sbreos trilitos da es-
trada....
Um A"r. Deputado:Dando lugar a qucalguem
tenha sido victima.
Cruzam-se alguns apartes.
O Sr. N. Porlella:liu declaro que nao ve-
nho aqu fazer o papel de aecusador, venho so-
metilo dizer aquillo que entendo que necessario
que a assemblea saiba, para que o governo orien-
tado de ludo quanto lissor o do que tambemos
nobres depulados podorcm dizer a respeilo, que-
ro lomar as providencias necesoarias. Ku nac
quero dizer que alguns individuos que leem sid
esm.igados pelas locomotivas lenham sido poi
circunstancias dependentes do estado da estra-
da ; nao, sei quo o pouco cuidado dos nosso-
homens, a embriaguez mesmo lem dado tugar ;
isso; pelo que nao podem ser censurados aquel-
los que dirigcm a estrada, o mesmo a respoiU
disto seja-me permiliido dizer que nos pndemo-
nos considerar muito felizos, porque apezar de re
conhecor lodos os defeilos da estrada, apezar di
se reconhecer anda que a estrada arluatmenti
esl no mesmo estado em quo se achava uo lem
po do seu recebimeoto provisorio, todava ion
havida o transito sem que possamos lamentar a:
de6gracas que em outros paizes e mesmo no nos
so, se lem dado, como por exotnplo no llio d
Janeiro, onde os desastres que se lem dado na
lem termo de comparaco com um ou outro cas>
muilo accidental quo aqu temos tido.
/m Sr. Depulado : Neste ionio vamos me
esle poni de
que depois de
to da estrada
o governo pro-
acao as Cinco Ponas ; dizem que
islaco provisorio ; dizem ainda
er a' (.ompaohia comecudo a direc
losAfjgados para s Cinco Ponas miinha recta,
lesistio desse proposito e fez a curvp que lodos
ios presenciamos ; consta-me que
estou contra essa mudanza de pa iu.
O Sr. Mello lego :Nao pro testo u porque nao
India.
O Sr. N. Portella :O governo diss
[iie n o adhera a essa mudahea.
OS>\ Mello Reg :Mas o goverjno nao podia
leixai de adherir.
O Sr. N. Porlella : isto que eu vejo do re
sempre
O Sr. V. Porlella- Ndsle ponto vamos n,c
i r n,-.Q,;,rn elojnsT, eslou promp-
lo f.,r
COIIIU '^.. ---------
lo a fazc-lo, assim
preciso.
Dizia eu. Sr. presidente, que segando tambe n
vi no relolorio de um dos agentes fiscaes, u n
dos pontos a que se liga muita importancia i a
construeco das estradas de ferro, o lastro sob 'o
os domicilios, e a esso respeilo invoco o test -
miinho do nobre depulado, que foi engenhei o
fiscal.
O Sr. Mello Reg :Eu fui engenheiro enea -
regado das desapropriacoes.
O Sr. Brito :Tambera houve muito boascoli-
sas as desapropriacoes.
O Sr. Mello Reg :Diga o que houve.
O Sr. N. Porlella :Dizia eu, Sr. presiden e,
que me pareca ser de grande consideraran to
que respeita a seguranca e garanta das obras a
naiureza do terrena sobre que descansara osdt r-
menes, que lem um fim muito especial, qua o
da garanta da seguraba dos dormeutes, como da
solidez da estrada em si, para restabeleccr-s a
fixidade precisa Assim tem havido entre os lo-
mens praticos diversidade de opinioes acerca da
naiureza que deve ter o lastro; uns cntend< m
que a ara, outros que o barro, outros que pe Ira
uiiuda, sendo que esta ultima opiniao parece er
hoje a preferid*.
Kntrelanlo, Sr. presidente, desde o recebim. ti-
lo provisorio da estrada at rtoje, tem sido cin-
servadoo mesmo laolro sem que lenham quer do
subUtnir por oalro
aiorio do Sr. engenheiro fiscal e de uin ollicio
lo go.-erno : se nao estou engaado, parece-ine
|ue o governo declarou nesse olftco, que nao
eslava disposto a aceitar esta dire:cao e protes-
tara sempre conlra essa obra.
0 Sr. Mello Reg:Contra a obia uo, contra
a direceo.
O Sr. N. Porlella :Parece que, nao preciso
ser piofessional para conhecer que aquella direc-
co iiio conveniente,
fela um aparto).
^O Sr. N. Portella :O que verdade que a
companhia leve desejos de fazer ion que o go-
vernc concorresse para essa mudanca. o que
vordade ainda, que o pomo em que hoje est
a estaco nao definitiva e que preciso que o
governo resolva promptamenle. D zem-me que a
adopiar-se como porto definitivo de esla^o, o
actual, indispensavel mudar-se a direceo do
veaduclo, porque resente-se de urna falla muito
man:csia,qual a de chegar de repttiteos trensao
ceiilro da estaeo sem que de loi ge possam ser
percchidos pelos individuos que all se achara
Consta-me que nos paizes que lio,e posauera es-
trada de ferro, urna das cousas que'se presta
mnita attencao, que que as po ilos de estaco
sejam callocadas de modo tal, que delles so pos-
sam ivistar alguma distancia < locomotiva, o
que se nao pode obter no porto e n que hejo a
esiaejo, porque ahi precisf toda a cautella, to-
da a igilancia da parte do mach nisia, alim de
dar os avisos pan que no lado o| posto ao vea-
ducto se saiba da approxima<;o dos irens.
O Sr.' Mello Reg : Esta fali a remedeia-se
pelos; telegraphos.
O Sr. N. Portella ;:W--Quero concluir que se
nao ponto'defintvo^e ha um projecto de fa-
zer mudar a estaco /ara outro. lugar mais cen-
tral, mais prximo aocotnmercio. ^4 preciso que
desde jfco governo lance suas vis as flftraisto.
O Someti Raga :Por ora o ue JLa di engeniPTros, que se nao pode determinar o
punta. f
O Sr. N. Vortella, : Sei quo ha 'ma razo
pela qual os engenheiros se tem visti m dillt-
culdade ; e o raelhorarueulouiai ubiaVdo por-
to ; mas sei tambera que qualquer queAeja o
resultado das obras do melhoratnenlo docporlo,
elles reconhecem a necessidade da mudanea da
estaeo, e assim claro que o ponto hoje adop-
tado nao defintivo. provisorio b conseguinie-
metile o defeito quo se nula na djireccao loma-
da dos Mugados para as Cinco Puntas, pude de-
sapparecer logo que se resolva esta ponto de es-
taca).
O que verdade porem, Sr. presidente, que
a es rada de (erro da maneira porque est cons-
truida, lorna-se onerosissima pralos cofres pu-
blicos pelos immensos concerlos que exige, no
traz as vanlagons que os agricultores deviatn es-
perar d'olla, porque os transportes dos gneros
da estaco para os armazons feitos em carros so-
brecarregain o producto de urna deipeza avulia-
da de modo que a conveniencia qu|e resulta do
transporte pela va frrea, quasi qu s desapparece
com a condiiccao dos assucares da estacan para o
mercado ; e assim parece quo se devia mais
prompamente cuidar no ponto definitivo da es-
lacao.
Isto pelo que rnspeita s obrn i da primeira
seceo, no quorendo desde j apreciar as obras
da se*unda seceo, porque para isse mesera ne-
cessario fazer algum exame nos pa eis, que nos
foram remellidos pelo governo ; pr< mello faze-lo
e di-ei casa o que julgar conveliente. Dire
agora oquejulgo necessario acerca do servico
feilo na estrada de forro na primeir i seceo. Nao
sei, Sr. presjdente, se esse servio) omais re-
gular : algumas faltas pJem ser desculpadas
por circtimslancias muito especia es; mas nao
posio dcixar de chamar a attencao da assemblea
para dous pontos Houve da parte do governo
umn tabella para a cobranca das psssageus, na
qual se eslabelecia que s podero haver atten-
cao depois de certo prazo : mas a facto que
conlra a espectaliva do publico a ctirapauhia lera-
se j ligado com dreilo de reformar essa tabella,
(lia um aparte).
O Sr. N Portella :Nao sei so < a companhia
ou quera sei que o facto se deu. O nobre de-
putado sabe que eu nao te,nho conhecimento
muito especial dos negocios da direceo d
Irada de ferro, nao sei quem que dirige o:
godos'aw^i-jjjVir', ~"* "" ""* '"i-^iue. u
lanerradt govemo r:
Um Sr. Deputado ;Para mais i>v;'ra menoS".
O Sr. N. Portella : Ultlmaraatie a compa-
oli.a allcrot para mais o proco ds> passagens
para a Boa-Viagnm. A Roa-Viagenneni virtnde
da estrada de ferro ia lomando urda caita impor-
tancia ; a concurrencia para all era'c^aniuss;
Buncase suppoz quo houvesse tal colcurrencia
mas dentro de pouco lempo a cojnpithia elevou
os precos das passagens.
Um Sr. Depulado :A quanto
da ; mais de urna pessea qtreixa-se de que sei
nota grande falla nos gneros remellidos.
Um Sr. Deputado : Mesmo falla de condcelo
das eslacoes intermedias
O Sr. N.Vortella:Mais do urna pessoa tem
notado que os seus assucares remellidos pela es-
trada de ferro, soffrem urna diminuico do peso
tal como nunca soflreram cora asconduccoes or-
dinarias, nao sao bom condicionados, chegam de-
teriorados : ecom isto soffre nao s o particular,
como a companhia, e a propria provincia pela
garanta dos juros.
Ha um outro facto, que preciso que a assem-
blea provincial eque o governo geral lomem na
devida consideracao. E' sabido que a garanta
dos cofres provinciaes e geraes, de seto por
cenlo, e que por tanto o nosso interosse e do go-
verno geral est em empregar todos os raeios pa-
ra que os lucros da companhia sejam superiores a
solo por cunto ; mas se dos lucros da companhia
se lira urna verba especial para transporte do.Sr.
padre inslez nos domingos est-claro que esses
lucros ditninuiro.
O Sr. Mello Reg :Nesta parte tem loda a ra-
zo.
O Sr. N. Vortella:Nao sei como se explique
este facto.
Eu sei verdade, que a estrada de ferro de
Peruambuco proporcionalmente outras da Eu-
ropa, consomm por railha muilo menos carvo,
fado este que me asseverado po' pessoas que
conhecem dos negocios da estrada de ferro.
Um Sr. Deputado:O clima influe um pouco.
O Sr. -N. Vortella :Que o carvo com coak
gasto em muito menos porco do que em outros
paizes, mas lambem sabtmos que o carvo de pe-
dra no nosso paiz cusa muito mais.
Um Sr. Depulado :Regula vinle tres mil ris
por tonelada
O Sr. A*. Portella:Se o nobre deputado me
podesse dizer quanto gasta urna locuiuutiva era
urna viagem ao Cabo?
Um Sr Deputado .503000.
O Sr. A". Vortella:Sao por consequencia cera
mil ris etn cada viagem redonda ; essa a quan-
tia que a companhia despende lodos os dumin-
hos no transporte do Sr. padre inglez ; o que no
fim do atino faz una somma no pequea.
Um Sr. Deputado Teem viudo irens especiaos
busear fiambre.
O Sr. N. Porlella.Ser possivel que os po-
deres de Estado se torncm silenciosos avista des-
tes tactos? E'poss vil que se deixo do prestar
atlcnco a desperdicios desta naiureza, quando
delles se segu a deminuico dos lucros da com-
panhia, c couseguinlemenie mais prejuizos para
a provincia ?
(Ha ura aparto.)
O Sr. A. Porlella :Creio que nao exlranho
ao nobre deputado que por mais de urna voz tem
sahido trens d'aqui para o Cabo c do Cabo para a-
qui sem que soja as horas morcadas.
O Sr. lego liarros :At para trazer cartas
para o vapor.
O Sr. Vortella :Nao sei so a despeza foita
cora essas viageus corre por cotila do lucro da es-
trada.
O Sr. Mello Reg :Essas despezas no agra-
vara os lucros.
O Sr. JV. Porlella:Mas agravara o capital, e
toda vez que o governo garante urna quantia cer-
ta, a medida que se forera fazendo despezas sem
ura provuito mmedialo, segue-se que ha um pre-
juizo.
Seuhores, ha outros fados nao menos dignos de
apreco, como po* exetnplo falta de carros que
comporten! o numero de passageiros cujos mne-
les se vondoram e individuos que compraram bi-
Iheles de urna ordem vem-se obrigadosa virera
oulra.
O Sr. Brito:Commigo j succedeu.
O Sr. N. Portella :liu aqui termino; a hora
esl muilo adianlada, os nobre depulado honlcm
tveram ahondado de oiivir-tuc era urna discus-
sao muito longa, hoje j tenho abusado por mui-
lo lempo da sua paciencia, e por isso nao conti-
nuare! ; e guardo-me para depois que ler estes
papis emillir a tuiiha opiniao com franqueza.
(Muilo bem, muilo bem.)
Dada a hora fica a diacnsso addiada. O Sr.
presidente designa a ordem do dia o levanta a
sesso.
estrada, sem os meios coercetivos de fazer effec-
tiva a iscalisaco; mas a opiniao publica dis-
pertada pelo conhecimento dos abusas formar-
se-ha. e o go/erno e os seus scaes^pela forca
da opiniao publica, devero manter-se entao em
tima allitude lalvez mais firme.
Eu, Sr. presidente, nao venho formular aecu-
sacoes, nao venho responder faelos, porque se-
ria intil, visto como as que formulen o nobre
depulado ainda eslo sem impugnaco : se eu
tambera quizesse fazc-lo, faelos me so'brariam.
Voxee diga, diga.
O Sr. Theodoro da Silva :Limito-me apenas
a pedir alguem, quo por ventura conhega me-
Ihor que eu os negocios, a gerencia da via" frrea
que nao por attencao a mim, mas por amor do
servido publico o da provincia, diga algumas pa-
lavras, justifique a essa empreza das aecusaroes
graves, que lhe teem sido feitas ; porque lalvez
ellas nao sejam lo bem fundadas, como parecem
lalvez circunstancias especiaes, mas altendiveis
lenham concorrido para a existencia dos faelos
que foram revelados ; n'uma palavra, lalvez es-
sas accusac.es tenhara contestaeo setia e valio-
sa ; e assim como convm que a opinio publica
se forme
rasoavel
RECIPE, 5 DE MAlO DE 18*0.
S SEIS UO*8 PA URDE.
Retrospecto semanal.
Nao recebemos no correr da semana que hojo
expira, noticia alguma do velho continente ; mas
livemo-las das repblicas visinhus do Rio da
Prala e das provincias do sul do imperio pelo
paquete Paran, entrado no dia 1 do Rio de
Janeiro o portos intermedios ; o das provincias
do norte pelo vapor Tocantint, entrado do Para
e porlos da escala no dia 2 do correle.
Poucas e de mu pouca importancia foram em
geral as noticias recebidas das repblicas do
sul.
Do Paraguay nao nos constou absolutamente na-
da de inieresse.
Da confederaran Argentina a noticia de mais
momento a de ler o governo respondido por
tueio de urna nota enrgica ao protesto feilo pe
governo da provincia de Ruenos-Ayres contra o
tratado celebrado entre aquella confederaco o
o governo de S. M. Calholica. Esse documento
j esle Diario publicou em o seu numero 102do
o, sobreludo convm que ella se forme 2 do correle, paia o qual remellemos aquelles
lmoiitc e com os necossarios esclarec- de nossos leilores que tiverem fcleresse de co-
mentos. Mas baldado intento, eu creio, Sr pre-! nhece-Io.
sidente, que seular-me-hei sera que tenha o pro- Em Monte-Video, linham sido nomeados, por
"5/j* ""'ir* maisjlguem sobre osto irapor-jdecrelo.de 7 do mez passado, para membros da
commissao mixta orienlal-anglo-franceza por
parte daquella repblica os Srs. : Manuel Her-
rera y Obes e Jos Martin Aguirre. Foram lam-
bem nomeados para a junta coustilliva de com-
mercio e fazenda, croada i>or decreto de 4 do
mez passado, os Srs.: D. Marcos Vacsa, presi-
dente ; Dr D. Ricardo Kughes, vice-presidento ;
tanles negocios da empreza da estrada de ferro.
Sr presidente, confesso o caso que as vezes
como que me arrcpeiido do concurso que preslei
para quaa provincia garanlisseoiuro addicioala
de dousTTor cenlo ou de cin^Bpenlo garanti-
do pelo governo.
O Sr. Pereira de Brilo :Felizmente nao cahi
oessa.
O Sr. Lu: Felippe :Eu felizmente cahi.
O Sr. Theodoro da Siloa: Eu doclarei a casa
que as vezes como que me arrpendi desse meu
coocurso; porque, com quanto ou qnisosse que
a cusa tnestuo de alguns sacrificios a provincia
tivesse urna estrada de ferro ; com quanlo enlen-
desse que para consecuc.o della o dispendio quo
se lize.sse uo seria era pura perda ; todava, sao
lanos os sacrificios que nos lera cuslado a nossa
esirada de ferro, taesso os dispordicos que nella
teem havido, e sobre tudo lo pouc acautelados
licaram os inlcresses da provincia no respectivo
conlrato, que as vezes repito, como que rae ar-
rependo do concurso quo prestei para quo etec-
tivameulo se desse a nossa garanta de juros.
Nao censuro, porm, a esta casa, que naquelle
lempo cedeu ao nobre impulso, a nobre omula-
co de volara garanta do juro addieional...
O Sr. Pereira de Brito :Ha de concordar
D. Candido Joanico, D. Florentino Castellanos,
Dr. D. Juan Roracn Gmez, D. Jaime Cibils, Dr.
. Manoel Herrera y Obs, i). Ihomoc Toinkin-
soit, D. L. Lamas, D. P. uplessis, D. Juan Mi-
guel Martnez, D. A. Vaillant, D.. L% Terena, D.
Juaquin llrrazquin o D. Juan B. Caparro, vogaes.
O Sr. Dr. D. Bernab Caravia liorha aprsenla-
do s cmaras a sua renuncia e representante.
As cmaras porm, anda nao linham decidid
scessa renuncia devia ou nao ser aceita, f
Na provincia do Paran, as chovas eram om
tanta abundancia que linham causada grandes
estragos.
as provincias do Rio Grande do Sul e de San-
la Calharina nada havia occorrido de notavel.
Na corle conlnuava o movimento animado da
imprcusa na discussao das mais graves quesles
sudaos. Cada dia surgiam uovos orgaos da opi-
niao publica. Depois do opporecimenlo do Re-
generador, da Acluatidade e do Imperio, resur-
jo o Diario do Rio de Janeiro o appareceu utn
que houve muilo andamento.
O Sr. Theodoro da Siten :Eu justifico o pro- i novo jornal o Paiz, que pola linguagern dos qua-
cedimonto da assemblea: ella imo poda ter tido I tro primeir os parece ser orgo do partido con-
oulra conducta ; ella uo poda prever as conse- : senador.
queticas que leem havido ; ella, pelo contraro, o | Entie os despachos do que nos dou a noticia o-
quo devia fazer era atleuder a circimslaucia que ultimo paquete, sentimos a satisfacao do mendo-
so dar a concurrencia poderosa o alalissima de narodo tixm. Sr. conselhcifo Antonio Peregrino
urna empieza somelhsute a nossa. rullocaudo a Uacil Moutuiro,cojos rcenles servicos,prestados
SESSO ORDINARIA EM l DE ABRIL.
Presidencia do Sr. barao~derYera-Cruz.
Ao meio dia, foita a chamada e achando-so pre-
sentes 03 Srs. depulados, abrio-se a sesso.
JBCPBUIENTE
Ura ofiicio do secretario do governo, remeten-
do as informnces ministradas, pelo engenheiro
fiscal do gaz.A commissao de orcameulo pro-
vincial.
Um yquerirdento do coronel Gaspar de Mene-
zes Vasconcellos de Drumond, pede a assemblea
que autorise a discussao dos estabeletimcnlos de
caridade a contratar com elle sobre seu debit
com o mesmo eslabelocimenlo igual a quo j fez
cora o hospital portuguez de beneficencia.A
commissao de....
Oulro dos habitantes de S. Miguel de Barreros
pedindo preferencia quando nao de loda a lote-
ra ao monos de duas partes da 1." lotera con-
cedida a matriz de Barreros,para poderem soc-
corror as suas obras. commissao de pe-
Uqcs.
Oulro dos habitantes do Cabo pedindqj crea-
Qo de urna escola para o sexo fenrt visto
como naquelia villa se reconhece a nadasMadc
dola.A commissao deinslruco publica.
L-sce approvado o seguinlo
parece :
A commissao de negocios da cmara a quem
foi prsenle o requeriuicnlo incluso da rmaoda-
de do SS. Sacramento da freguozia de S. Jos de
Rio l'ormoso, entendo que devedilo requeriruen-
to ser remetlido a commissao de legislaco e de
poderes.
Sala das commisses, 18 de abril de 1860.G.
1. Barros.
ORDEM DO DIA.
approvado em primeira discussao sem deba-
te o projeclo n. 24 deste onno.
Entrando em segunda discussao o projeclo n.
23 que concede quatro loteras ao collego do
Bom Conselho desla cidado, depois de algu.nas
observaces dos Srs. Mello llego, Goncalves Gui-
maraes. Gilirana, Luiz Felippe, e Poriella, vo a '
mesa e soapoiadas diversas emendas, que j fo-
ram no Diario de 19 do passado.
Entrando eai discussao qurt. 11 do oren ment
provincial addiada da sessao anterior, o Sr. Dru-
mond manda a mesa um rcquerimenlo pedindo
o addiarnento da discussao por tros das, o qual
regoitado depois de breve impugnaco do Sr. Fe-
nelon.
O Sr. Theodoro da Silva :Sr. presidente,
bem notavel, pela sua farra significativa o laclo
dese.terem feilo hornera aecusacoes lo seria>.
lo gravas e ao'-ffeSmo tcrnpo f5o desapaixona-
tfas-a-gvr.-^i-j.ui xle uui4^m.pres2. importante, como
dA. Orada da_JitriL._JiO enUnloque nem um
osla nas mesmas circumstaneias daquella, alim
de quo fosse coulralada. Em vez de censuras, a
assemblea merece conseguintomente elogios, por
ler cedido a lo patritico motivo.
O Sr. Pereira de Brilo :Tem sido muito
proveitoso !
O Sr. Theodoro da Suva:Eu nao digo que
a empieza, como vai sendo aJmiaisirada, raere-
ca elogios; digo apenas, que seria muito mellior
quectu vez da lamentramos a sua m gerencia,
podossomos ler occasio de louva-la.
Sr. prosidente, todo o mal que. lamentamos
provtn do contrato, provera do que as nossos
agentes Oseaos nao podem exercer urna Iscalisa-
cao efficax. E por isso que eu disse que as pa-
lavras do nobre depulado lalvez nao prodois-
sem o lm desojado ; mas pelo ofidio moral que
devora occasior.ar, concordando para a furraaio
da opiniao publica, eu as louvo. E para que
essa opinio publica seja completa ese no des-
vair, esqero e pedirei que algeura se levante.
dofenJa a empreza da esirada de ferro e desfaca
as aecusacoes que lhe foram dirigidas.
Fallei lo smenle para evitar que n'uma quos-
to desla ordem se encerrasse a discussao leudo
apenas havido ura discurso ; e anida mais para
fazei bem uolavcl o silencio d'osla casa.
Encerrada a di|-usso e posto a votos o artigo
approvado. ^
Art. 12. Com a n/pa-
ticaodas obras pu-
blicas, vigorando a
autorisaco das leis
anteriores :
8 1. Empregados.. 3:5300CO
2. Expedienteo as-
soio da casa 19293000
na legacao do Portugal, foram premiados com o
titulo do baro de Ilamarac. Se os ttulos sao
realmente destinados a premiar os cidados que
se distinguen] pelo seu acrisolado amor da pa-
tria, e por seus serviros, tlenlos e virtudes,
tiiuguem os mereca mais do que o novo Sr. ba-
lo do llamarac, que um dos tlenlos mais
brilhatiles e cultivados do nosso paiz, e ura do3
nielhores servidores do Estado.
Corra na corte, quo o Sr. ur. Abilio Tarares
uo aceitara a no'meaco de prosidente do Piau-
hy, oque havian sido nomeados presidentes o
Rvin. cotiselheiro Vicente Pires da Molla, da pro-
vincia do Minas, c o Sr. Can.lio Jos Pereira do
Faro, da do Espirito Santo, o quo fazia presu-
mir, a respeilo desla ultima nomeaeo, nao ler
sido exacta a do Sr. Dr. Souza Carvalho para
aquella presidencia. Tambera se dizia que fora
removido o Sr. Dr. O. da Gama Lobodo lugar de
secretario da presidencia do Maranho para o
desla provincia.
Da Baha consta ter tomado posseda prosiden-
cia da provincia, no dia 2G do passado, o Exra.
Sr. conselheiro Antonio da Costa Pinto. Um cor-
respondente do Jornal da fahia refere quo no
lugar chamadoLaucosconcorrem a recober
estnolas diariamente de 1,60' a. 1,700 posso
n proco oxc<
o'tatoojjp '
.irado, ?*iin ^o-
naraJnojujSrte^nj
suppl'rUo'claro N"e-
ribue sites fados cri-
33:405|000
O Ss. N. Vortella:[No reslituio o seu dis-
curso.)
O Sr. Mello Reg [Raphael]:(Nao reslituio seu
discurso.)
OSr. Fenelon:[Nao reslituio seu discurso.)
Vo a mesa e appiovain-se as seguiutes emen-
das:
Para o pagamento do aluguel do edificio em
que fiincciona a repartteo de obras publicas......
500.Mello lego.
Additva ao or. 13.
Picando o governo autorisado a mandar pogar
a quantia de 3:lU2j que na conforinidade da le
n. 455 devida a Bento Jos Pires arrematante
do 5." lauco da estrada de ramlicaco do Cabo.
.ui: Felippe.
Com os reparos da cada da villa de Flores.
3:000.Pinio de\Campos.
Para edificado de urna cada na villa do Bo-
nito 8:0003.S. R. Girana.
Ao -. do art. 13. Com os reparos do casa da
cmara o cadajde Serinhcm 22:000$./. /. de
Souza Ledo, Reg Burro?, Barros de Lacerda.
Emenda ao g 4." do art. 13. Comprehendendo
o acudo de Ouricury e a casa que deve servir de
cadea, pjco da cmara, e quarlel.Francisco
Vedro.
Para o acude da povoacode Bcbedouro 2:000$.
S. R. Gilirana.
Artigo addilivo. Com a edifica -ao de urna casa
na cdade de Nazar.elh 6.OOO3.Mello Caoal-
cauti.
Emenda additva. Com a edificarlo do urna ca-
no termo do Buique 3:000$.Machado da
Silva, Dourado.
Art. 13 4. Accressenlc-se ao finalc daco.i-
servafjo do cali;amento da cidade do Recife.S.
R. Martins Vereira, Mello Reg.
% addilivo. Cora as estradas graphicas, sendo
de preferencia procedido ao necessario para co-
nhocor-se a utilidade da mudanca do leilo do rio
Bonito Grande, e o desaguamenlo de um dos
bracos do rio Taquara na conformdade das les
anteriores, a quanli de 6:000.S. R. JfarM
Vereita.
Verificado o3o haver casa,
O Sr. Fresideute designa a ordem do dia e le-
vanta a sesso, ,.
O Sr, N. Porlella :Nao sei Dem
ta:> a lapis ha muilo lempo que me
ve! agora ler ; mas sei que houve a
teraco de ordem tal que deu lugar M
MUintr por outro. U.iT,
Um 8r. Deputado :E demos Iracas a Dem de> g1'
nao terem feilo de lama. wo,-e
gando diz o nnbro deputado, a subsliluca< do
lastro *cltt*i-pelo de pedra, entretanto o fac o
que lem permanecido o mclno que istia em
que se leha (titea substiluigao decretada pelo
lomei no-
10 possi-
aco, e al-
o'os pas-
UafcaJto da priaiart,ar;a#,-_.estits tiaa-oati
(Cruzam-o apartes.)
O Sr. A. Porleila:J v a aWombl,,
governo prudente mente tem determinad(
?emoJtslo dam mim nao lem eplicaco.
Tfa*M
sageims d segnnda classe procut 'Vm andar
no lerceira embora a inferioric* J "illa, para
no cedercm a vontade caprici.t de quem
quer^ue tenha feilo seraelhable al ''o,
Um Sr. Depulado :Nao podi I tlo som a
approvaco do governo. '
O Sr. N; Porlella :Nao vi ado p\m do go-
verno que approvasse semelhaute d loir8eao.
O aparte do nobre deputado d-in lugar a la-
mentar que a imprensa da nosis rovincia se
nao tenha oceupado da ostrsdn de erro, como
era conveniente, e essa a razo p que eu e
o nobre depulado e inuitos ,00tro ignoramos
muilas co usas quo. al I i se passaiu
O Sr. Mello Reg :A respeito d lleracode
eu pens diversamente do >bre depu-
eu entendo que se nao devia' iminuir
preeos
.Sr.N. Porlella.: Isso
queslo saber quem'Unha o di
Sobre este ponte me parece- qoe .
que a assemblea saiba alguma c
emprezario* saibam que quando pn
sos, estes pdem ser aqu yateatead
li apreciorao do publico.
O Sr. I. de Barros,:A podo ;

IMitadoesiaJazendo um verd___
O Sr. N. Tortella :Ha outraa
_ outro JlOOlO.
* t '9Bblor &* turad*, mTisperisavcl ae os dnrmo Jlos
fja d* alorezo tal que posesa resistir n 1 se\ wdem menos gfare qa tarabea
ao atrillo que resulla da crie da loeouulira i*sjm nas vemosqo kaiea ura|
sobre a carril, taai Iimii 4 aeo da bom. da- vapor ha-do ash, tal k*r*
omplelos, nao se podem considerar delnaiwa dea a>aaja su*, rata rotare torrenp an> qun se .|yalA,.p.oucftii dwa muda as
c fie^eipomteaeate as partaso,aaatwidas del hau ttk)9$0Jf4 sseaawnonlWMMaa. Uo .4 iiMaAevIgMt^QIideniwtwe,ora,
module nipo4n.8B canservadea. que, segundo me consta, o eVeraeoles eaaiin p>- t>J*o uxM^NfMMeJWbiMM
iffa un aparte.] dos na esUvte, lse de piadeira muilo oasm ra, modo por qoe se conduz os
1 cousa ; a
de alterar.
spensavcl
ia, que os
rem abu-
sojeito
S voz,nem um s dos nobres dpTTfifirds sa ergu{T|
para defender a essa gerencia de semelhantes
aecusacoes serias, graves e refleclidas que lhe fo-
ram feilas.
Um Sr. Depulado : Todas esto concordes.
O Sr. Theodoro da Silva :Esse facto, Sr. pre-
sidente, .pode ter urna siguificaco dupla : pode
significar desanimo, indificrenca da parle dos
meus honrados collegss, o que alias nao suppu-
nha, pelos negocios publicos; e pode tambero
significar que a administraro da estrada de for-
ro tal que talvez seja bem difcil a sua defeza.
(apoiados.)
Creio porm, Sr. presidente, que a primeira
signilicaco nao procede, isto que o silencio
dos nobres depulados s prova o seu silencio e
jamis que haja indifTcrenca de sua parle para
com a sorle de urna empresa, como a do que se
trata, pois toda a casa e a provincia conhecem
o zelo, a dedicacao dos nobres depulados, meus
illuslres collegas, por tudo quanlo conserne ao
servico publico.
Assim ter cabimento a segunda hypolncse ?
Eu me inclino a crer, Sr. presidente, que esse
silencio antes davida a difficuldade da defeza
que porveulura anda alguem quizesso fazer a ad-
ministra cao. da estrada de ferro.
Sr. presideaU, com quanto reconhoca que as
aecusacoes feilas pelo nobre deportado, meu ami-
go nao pruduziram efleilo rmediate.Tmo irarao
como consequencia directa impedir reproduco
dos desregramentos, que pdr Ventura ic lenham
dado na administrado daquella ampreza, toda-
va eu o folicito peloserwc/a'iwp^rtante que
lou a provincia eom ctnsafas que "
formulou.
Felieitero Sr, presidaMlev iaaVMaM q<
vejo que um silencia abadr tea orno que
sullocado a propria impaaoBa, qiafli sonserra
muda a respeito daeslradadetearo"
Um Sr. Depilado;E' Bais respeitavel que
o-tvinislerio.
O Sr. Mullo Reg:Eu nao vejo resultado tie-
nbua. detsaii aocusacoes.
O Sr., Theodoro daSiloa.:Nao pod*4*W~
dade,.havea uu.resultado immediato, porque o
contratolOtllabaado com, a empreta concedo-a
provine o dimito den flanaJam aesrcjM*
, ioua-
ue pres-
qirahto
SESSO ORDINa..,. ^ ljc AiiilL. *
Presidencia do Sr. Visconde de Camaragibe.
Ao meio da feila a chamada e achando-so pro
seutes os senhores depulados, abre-se a sesso
Lida a acta anterior.
EXPEDIENTE.
Um odelo do secretario do governo, remetien-
do as informacoes ministradas pela cmara mu-
nicipal do Recife, acerca da petico de Josepha
Clara da Silva, sobre a licenca negada pela c-
mara de murar seu sitio na travessa do Pombal.
A' commissao de negocios de cmaras
Um requerimento do Manoel Antonio Rodri-
gues Samico. pedindo o pagamento de seus ven-
cimenlos como agente pagador da reparticao das
obras publicas.A' commissao de peticoes.
Oulro de diversos moradores da Boa'-Viagem,
pedindo a abertura e canalisaeo do rio Jordo,
A' commissao de obras publicas.
ORDEM 00 DIA.
Enlra em pnmeita discussao e approvado
sem debate o projecto n. 24 deste aono
Coulinuacao da segunda discussao do art. 13
de orcamenlo pru*iucul
Art. 13. Com as obras :
. 1." Estrada em-
preiluda do N. do
To d'Alho a N*-
zarelh, e de Ta-
mandar
que. farinha copsetva-s
sivamente alto, Tija lam.
lo eslava em armas em
mo que um til Apulinaro
villa do Urub, aodelegadr
grao. O correspondente ali
minosos frouxido do governo.
Na capital da Baha liuliam-so dado muilas
quebrasde casas commerciaes, o que era parle
para que o coinmercio so- seolisse profundamente
abalado,
Tinha sido feila, naiioclla capital, urna recep-
tan brilhatite e solemne aoExm. e Rvm. Sr. his-
po oloito do Para, D Antonio de Macedo Costa.
De Alagoas souherso que tinha sido addiada pa-
ra o dia Io de junhoproximo a abertura da sesso
annua da assembiija legislativa provincial ; quo
os amigos do Ext. Sr. Dr. Souza Dnnias lhe ti-
nha m ofierecido um baile de despedida; que o
o Sr. Dr. Dantos doixara a presidencia no da 20-
do passado, o que se achava na adrainislracao da
provincia o Extn. Sr. vico presidente Dr. Rcber-
lo Calheiros.
Tinha naufragado, iios^irrecifs de Camaragi-
be, nas cosas daquella provincia, no di3 26 do-
me/. passado, a barca inglesa Mara, procedente
do Montevideo. Deram-se inmediatatnenle to-
das as providencias que o caso pedia, mas a bar-
ca eslava irrimissivelmenle perdida, tendo-se a-
ponas consoguido salvar a iripolacao e parte do-
carrosamente.
Da provincia do Amazonas nao ha noticia de
inieresse. O rio Amazonas, apezar das cnuvas a-
butidanlcsque linham cabido, nao crescera a pon-
to de alagar as margeos como succedeu no anuo
anterior. Os agricultores eslavam por isso muilo
animados e siilisfolos.
No Para conlnuava a estar na ordem do dia,
e a ser o assumpto ohrigado de quasi todas as
conversacoes a demissn inesperada do Exm. Sr.
Dr. Antonio Coelho de S e Albuquerque, cuja
adtiiiiiisiraco era luuvada e abencuada por am-
bos os partidos
Tinha chegado aquella provincia o naturalista
Brunet, a quera S. Exc. o Sr. S e Albuquerquo
pretenda incumbir varios exaraes e estudos bo-
tnicos o mineralgicos. Em exsmes e estudos
botnicos o Ilustrado Sr. Brunet pouco poderia
adiantar aos longos o luminosos trabalhos do-
Dr. Antonio Correa de Lacerda, que so ochara em
via de publicacio no Rio de Janeiro ; mas em
mineraloga os servicos do Sr. Brunet seriara re-
almente muilo bem aproveitados.
Na villa de Gurupa e na cidade de Macap li-
nham apparecido em circularlo muit.is sedulas-
falsas. 0 chote de polica, Dr. O. Meira, tinha
partido para aquella villa, afim de proceder all
a nma rigorosa busca para descobrir os introduc-
tores. Quatro negociantes da prsca do Para-
"~NTtinha 's7ao,inoV.?r'^#TenJuaaTS1 Crim*-
tadas........
3. Obras da casa
dedetenco, hospi-
tal Pedro U Gym-
nasio......- .
4. Reparo e con-
servaco das obras 80:OG0$QCQ
5." Obras das mo-
triles ....... 20:0008000
20l:879$566
(Ctnuar--na}
que a
deraisso do Sr S e Albuquerque a recusa que
fizera daquella presidencia o Exm. Sr. Dr. Joa-
quina Porlella, cujo merecimenlo era all devda-
menie apreciado.
No Maranho, a imprensa conlinuava a oceu-
par-se da excommunhao maior, illegal impru-
dentemente lancada om algumas pessoas da vil-
la do Brejo pelo vigario daquelle lugar.
Tinfc m-se dado na praga da capital, como nes-
la o nada Baha, algumas quebrase ltimamente
urna banrarrota fraudulenta do negociante Joo
Victoria Paria de Mattos, que apurara 80 conloa
do ris e fugra com essa quantia para Inglater-
ra deixando o seo estabeleciment, qoe se avalia
em menos de tnelade do que levou comsigo.
E' evidente que estamos pnssando por urna
lerrivel crise commercial, da qual Bao poderia
escapar a praga do Maranho, qoe lucia alias
com outras dilBculdades, quaes sejam a notavel
decadencia da agricultura, em consequencia da
falla de bracos e do syslema rolinelro all anda
mui profundamente arraigado, e a decresecnte
concurrencia de navios eatrangeiros, devida ao
mo estado da barra e porto da capital, de ondo
resultara frequentes naufragios.
la abrir-se no*dia 3 de maio a sessao annua da
assemblea legislativa provincial.
O nosso correspondente daquella provincia
emende quo fonrsisotofemodo injusto, fazendo
responsaveis pel extravio dos salvados da barca
Linda as autofWades de Alcntara, a quem in-
cumba tomar os providencias necessarias para
que tal extravio se nao dise ; mas podemos as-
soverar ao Sr. correspondenreque exactissim
quanlo dissemos no artigo a que allude. As in-
formacoes que recebemos foram de pessoas mui-
to respeitaveis, que tesiemunharam a rapi-
nagem que abertemeote te fazia, oque sabem
muito pelo miudo daa providencias que a esse
respeito se deravn. Que nes persuadir que o>
Sr. correspondente nao esl to inteirado desses
factos como nos aohamos, e que por essa razo
lhe parecem injustas as eoMuras que lhe fl-
zemos.
A impreasa da capitel ceupiva-se pouco das
ppoxi-aaroaeiyeo foaaaj Uto conretsaees par-
/
-T^A.
I.....
MUTILADO I


liculares diztn-
terceiro, quarlo a quii circ
tuaes.representsnjes; nada ibiade
positivo a respeito da candidatura o priineiro o
sexlo circulo, e dina vagamente que pelo se-
gundo se a presentara o Sr. Dr. Alejandro J-s
de Viveiros irmo do fallecido barao de S.
Bento.
No Piauhy, na villV do Jeroroinha linha-se
Gravado urna lula desesperada entre o Sr J. F.
do Miranda e o coronel Antonio Ribeiro Soires.
aquelle elegndjiade polica oeste juiz municipal
supplrrte. O CT: Miranda influencia no par-
tido liberal o o Sr. coronel Soaros o chefo e_a
maior influencia do partirte conservador. Sao
os preludios da campatoh eleitral que se appro-
xima. _
No Cear nao 'trata sonao de cleices; elei-
juies de paz, eloifw^ de deputados geraes.
t)uem sabe do ardor "co gocios polticos pode fazer idea do estado de fer-
rarntaco'pm que se arham os espirilos.
Ha um bom numero de pretondes senatoria,
rio scearenses, roas at ilhos de oulras pro-
vincias, e aos qnaes Cear ad deve Entre os
pretendcntes auparen? nomes rauito distinctos c
lecommendaveis
Constara que havla grande desinlelligencia en-
tre o presidente aaquella provincia e alguns mem-
bros da commissoscientitica, por causa de ter si-
do preso ura criado de umdelles.que traziaumfa-
c.inde malo, e estar sendo processado por isso.
Tinha-se ultimado no Ico o processo instaurado
por motivo do tiro dado no Dr. JosThomaz Ar-
naud, e fora pronunciado um individuo quo sea
chava implicado n'esse crimo.
A provincia do Rio Grande do florn gozva da
mais completa tranquillidade. O Exm. Sr, Dr.
Junqueira conseguir conciliar por tal forma os
interosses dos partidos, que ha esperanca de que
a elcicao geral corra plcidamente.
O Exm. Sr. Dr. Jos Benlo tirilla sido ali muito
liem recebido, e osperara-se geral.-.iente de sua
inlelligencia errtica administrativa que Caria um
bom governo.
Tinham j cabido algunas ebuvas em diversos
pontos da provincia, cumo na do Cear; mas el-
las ainda se nao tinham tornado geraes.
N i Parahyba o calor era intenso pela falta ab-
soluta de chuvas as comarcas do lilloral. No
serto tinham cahido alguns chuveiros, que ani-
mavam muito os crialores. A febre amarella j
tinha diminuido de inlensidado na capital Os
gneros alimenticios conservavara-se por precos
razoaveis, menos a carne que sustentara-se a
240 e a 320 rs. a libra.
A admiuistraccao do Exra.Sr. Dr. Silva Nunes
ia agradando a ambos os partidos em que se di-
vide a provincia.
Do interior de nossa provincia pouca3 noticias
temos recebido durante a semana.
Em geral coolinuam as queixas por falta de
invern; mas as comarcas do serto consta-nos
qiiutem n'esles ltimos das chuvido abundante-
mente e que. o pasto se tem sustentado verde.
Felizmente nao temos que registrar nenhum al-
ternado contra a segu ranea pess tal ou de proprie-
dade, e antes as consta tgrem sido capturados
em Goyanni dois criminosos: Jo3 Gomes, as-
sassino de Jos Malheus c cmplice em enme de
tirada de presos do poder da Justina na freguezia
de N. Sra. do O', e Jaciullio Alvos da Silva, assas-
sino de Jos Ferreira da Silva, na villa da Inde-
pendencia.
Em consequencb de se achar com assento
na assembla pravincial oSr. Dr. Joaquim Portel-
la, director geral da insluccao publica, e do se
ter retirado pira a curte, a tomar assento na as-
sembla geral. o Sr. Dr. Jeronymo Vilella.qtie exer-
cia interinamente aquelle cargo, passou elle a ser
exercido pelo Sr. Dr. Braz Florentino Hcnriques
de Sou/.a. .
Partirm para a corte, no vapor Tncantins,
a tomar assento na assembla gera!, o Exm. Sr.
senador viscondede Suassuna, que ha dozo anuos
nao lomava porte nos trabalhos do senado, e os
Exius. Srs. deputados conselbeiros visconde de
Camaragibe, prelado domestico de S. S. J. Pin-
to de Campos e Dr. J. J. Ferreira de Aguiar.
l'arliram igualmente no mesmo vapor os Exms
Srs. J. J. de Oliveira Junqueira o A. A. de Souzn
Carvallio, e o Sr. Dr. P. Camello Pesso. OSr.
Junqueira vai a lahia, para d'alu embarcar para
Sergipe; o Sr. Souza Carvalho segu para o
Kio de Janeiro, para d'ahi embarcar para o Espi-
rito Santo; e o Sr. Camello Pessoa lica em Ala-
goas, do onde chele de polica.
Durante a semana S. Exc. o Sr. presidente
* provincia tem visitado advreos cslabelecimen-
tos e repartieres publicas, mostrando-so interes-
sado era co-hecer o estado dos negocios c as nc-
cessiJades do servidos pblieo.
O lempo lem estado climatrico. O inv-
ito lem-se demorado ; o calor lera silo abrazad
Tcnt-se desenvolvido. eanHmscqucnn< ia d'is
urna epidemia de febre cltRn atina e de angina,
que vai desuando a populaco. Alem d'isso
iem-se repetido os casos do apoplexas fulmi-
nantes, congestes cerebraes e outras molestias,
que se derivara mais ou menos das mismas cau-
sas. A raortalidade, ha dias dosta parte, lem to-
ma 5'y>r0porc5es avulladas e formidaveis.
O foro ccclesiaslico oflareec-nos tambera,
esta semana a sua noridadezinha: Foi pronnn
ciado pelo Revm. Sr. vigario geral padre Dr.
A. da Cunha Figueircdo o vigario de Santo An-
to Francisco Xavier dos Santos, sujeito
suspensao vramenlo pelos criraes de que
acensado e pelos quaes se lhe tinha instaurado
o competente processo. Louvcces ao Revra. Sr.
padre Dr. Figueiredo por esse\cto de S. S. re-
clamado pela conscienca publi:a, em rujo tribu-
nal ja se acha desde muito julgado o Sr. vigario
Sanios
Trabalhou, durante a semana, o jury do
Recite. O trabalhos tem corrido regularmente,
e o tribunal tem-se manifestado benvolo como
costuma a ser.
A assembla provincial, alem de certas re-
solucoes, de interesse puramente particular, e
de oulras medidas de menos momento, adianlou
a discusso do orcamouto provincial e do muni-
cipal Prorogada"at o dia de hoje, e nao lendo
concluido esles trabalhos mais idispensaveis,
oi novamente prorogada por tres dias.
A assembla provincial fez este anno alguns
servicos importantes a provincia. O augmento
da orc.a policial'era urna necesstdade urgentissi-
ina, desde muito reclamada. A auctorisacao dada
O presidente da provincia para contractar cora a
companhia do Beberibc a eollocac.ao de chafamos
nos Afogados, em Santo Amaro, etc., ora outra-ne-
cessidade urgente.
Demandaram o nosso porto, do dia 28 do
mez passado at o dia 4 do correte, 20 embarca-
coes mercaules com a lotacao de 6001 toneladas.
Sahiram, durante os mesnios dias, 16 erabarca-
ces mercantes, com a lotacao de 4:715 tonela-
das.
Renderam, nos m'esmos dias cima indica-
dos ; a alfandega. 40:875;()26 reis ; o consu-
lado geral, 16:0193057 reis ; a recebedoria das
rendas geraes in|*rnas, 9:0735216 reis ; o con-
sulcdo pruvinuJL9:9330fc reis.
O moviaawfp geral da alfnudega, nos dias
-cima designados, foi de 4:762 voluntes, a saber:
totumes entrados com fazendas. 85 ;com g-
neros, 1:173 : total dos voluntes entrados, 1:258 :
votumes sabidos cora fazendas, 1:046 ; com
gneros, 2:458 : total dos volumessahidos, 3:504.
10 devam
lho, a poi, etc.?
g por urna medida salvadora da
o, e reclama que a junta de saude
d signaos de que lhe nao indift rente, ocon-
selhando fia povo aual o traiamentcr proprio das
molestias reinantes com carcter epidomico.
Foi prorogada at o dia 8 do crreme a ac-
tual sesso da assembla provincial.
__ a digresso quo S. Exc. fez na sexta lelra
passada por algumas repartices publicas, e de
que demos noticia, deixamos de comprehender a
directora da inslrucco publica por ignorarmos a
ida de S. Exc. a essa estar.o ; o que agora che-
gou-nos ao conhecimento.
AhioExm. Sr. presidente nao omittio as ob-
servoi;oes que entao lhe occorreram sobre o es-|
lado da Mistruccao publica em geral, examinando,
em seguida o que concerna particularmente ao
expediente da respectiva secretaria, cujo arranjo
o boa organtsacan satisflzeram-lhe a espoctaliva,
segundo nosreferem.
No dia 3 do corrente foi dado luz nesta
cidade o peridico denominado o Sergipano, que
sob as feices de poltico. Iliterario e noticioso,
loma por "norte em sua vida no joroal3mo alen-
lar a provincia de que deriva o norae que adop-
to"- .
E' escripto por mocos ilhos da provincia de
Sergipe, que cstudam "em nossa faculdade ; e o
flm que levam em vista um esiorco generoso,
que nao pode deixar de ser fecundo em effeitos
de utilidade para a trra cujos interesses vem
advogar na imprensa.
Fazcmos votos pela sua permanencia no jor-
nalismo e consequentn consocucao do lim da sua
Creadlo; assim como saudnmo-lo pelo seu des-
ponlar nessa vida, que acaba de encelar
Sabbado falleced o corrector geral Ino
Edwin Roberts, ficando por conseguinto vago csse
lugar, que bem seria preenchido sendo para elle
nomcado o preposto do fallecido, cuja pratica e
cabal desempenho desenvolvido no respectivo
exercicio sao um antecedente a sti favor.
Dirgem-nos a seguinle carrespondencia,
para cuja materia sulicitaraos a altenjao das au-
toridades corapetentes:
Sr. redactor da RevistaLouvo bem o afn
cnni que Vine, diariamente se. oceupa desse ala-
gado era lempo de tanta secca, que vai por essas
1 uas do Recite, inclusive a ra Nova Esta ra
Nova classica em intracedes de posturas : o se
Vmc. soubesse que nella se do correcQes des-
humanas em escravos, como sefam dentadas,
unliadas, garfadas, pauladas, apetos de garganta,
tainos, cabecas quebradas, ponlaps, e outras
mil galantes sevicias ; julgaria tambem ser con-
veniente que a polica estivesse de orelha redon-
da c alerta sobre certas casinbat-, no entretanto
que O Sr. fiscal nnxugava a ra dos banhos nu-
lurnos, que vem do muitas bicas. Falle nislo,
meu charo senhor......falle. Sou.otc.
Forain recolhidos casa de detenco, no
dia 4 do corrente, 5 homens e 2 mulheres. sen-!
do : 6 livres o 1 escravo, a saber: a ordera do
Dr. chele de polica 3, a ordem do subdelegado j
dcS. Jos 3, a a do subdelegado da Boa-Vista 1.
O patacho brastleiro Barro, viudo do Rio
Grande do Sul, Irouxe a seu bordo o passa-
gero
Antonio G. de. Miranda.
O luate. brasileiro Exhalao, sahdo para o
Aracaty, conduzio a seu bordo o;, seguintes passa-
gelros :
Jos Antonio Correa, Antonio Riyraundo Paes
de Lima e Joanna M. Francelina.
O brlgue brasileiro Eugenia, sabido para o
Rio de Janeiro, conduzio a seu bordo a passa-
geira
Cecelia do Amor Divino.
A barca americana Imperador, sabida para
l'hila ielphia, conduzio a seu bDrdo os seguidles
p..ssageiros ;
Alberto T. Damon e sTia familia.
O vapor brasileiro Versinti.nga, sahi lo para
os porlos do sul, conduzio a seu bordo os se-
guintes passogelros :
Joao Jiis da Costa I.ages, sua seuhora, sua
gra c urna criada, Jos Mara de Azevedo Ju-
luior, Dr. Jos do U. Reg Barros, sua sen hora e
1 ura lillio menor, Manoel Faustino do Rogo Bar-
! ros, urna criada e dous criados, Antonio Jos de
Siqueira c Silva, Francisco- Antonio B. de Mello,
Gustavo Dubois e sua senhora, Jos Joaquim de
Oliveira, M. Barbozade Mendonr.a eduas cria-
Idas, Miguel,Joaquim Figueircdo Pernambuco, Jo-
s Amonio do Al nacida Guimaraes, Jo Joaquim
G. do Abroo, Antonio M. de A. Campos e 2 me-
nores.
Matadoltio publico :
Mataram-se no dia 4 do corrente para o con-
sumo desta cidade 71 rezes. %.
MORTAMUADE DO DIA 5 DO CORRESTB :
Antonio, simi-branco, 20 mezes ; espasmo.
Manoel Pacheco de Rezende, branco, casado, 26
anuos ; angina, jr *
Joaquim lim'i4ncs F(Crteiia Lima, branco 7
anuos escarlrrha.
Maria, branca, 15 metes ; espasmo.
Manoel Antunes, branco, solletro, 25 anuos ; tu-
brculo pulmonar.
Joaquina Maria da Conceico, parda, viuva, 98
aunos ; erysipela.
Maria, preta, solteira, 28 annos; hydropesia.
[vita, parda, 4 anuos ; escarlatina. \
Maria, parda, 7 annos ; conseslio cerebral.
Luiz Jos Francisco, branco, sollciro, 25 annos ;
diarrha.
Izabel Maria Ferreira, viuva, 75 annos ; gangre-
na branca.
Hospital de caridade. Existem 66 ho-
mens e 60 mulheres. nacionaes ; 5 homens cs-
irangeiros ; lo:al 131.
Na totalidado dos dueotes existem 42 alienados,
sendo 32 mulheres e 10 homens.
Foram visitadas as enfermaras pelo cirurgio
Pinto s 8 horas da manhia, pelo Dr. Dor-
nellas, is 7 horas e meia da manhaa, e pelo Dr.
Firmo as 4 horas da larde de houlem.
Falleceu um de diarrha.
ApuelUiuii-, (plaiijcl frmicwoo aStfva ; ppt-
lado-, o tu izo.
Appellahle, e joito-; appellado; Vicente ter-\
reir Gomes da Silva.
Appellanlt, o jntn pellado, 9t*/*8to- Jo-
s Bezerra.
Appellanti o jnhWffp'pcIudo.Tliaoel Anto-
nio de Andr ido.
Assignou- e dia para julgamento das segantea
appellaces crimes i
Appeflnnti, o promotor; oppellado, Joe ar
lins Ribeiro.
Appellante, ojuizo ; appellado, Tiburcio Vale-
riano da Cosa.
A appellaco civil:
Appellanto, Joo Dias-Caelano Araujo Pereira ;
appellado, Antonio Barbosa.
DISTRIBCICOES.
Ao Sr. < esem'iargador Figueira de Mello, o
recurso crii je :
Recrreme, Francisco Antonio Carneiro ; re-
corrido, o j izo.
As ap lellaciies crimes :
Appellan e, o'jiizo ; appellado, Antonio dos
Santos Alvs.
Ao Sr. desembargador Silveira,
crimo :
Recrreme, Jorquim Jos Pereira Borges ; re-
corrido, ojuizo.
A appellaco civel :
Appellan e, Antonio Joaquim Goncalvcs Gui-
maraes ; appellailo, o juizo.
Ao Sr. desembargador Gilirana, os recursos;
crimes :
Recorrcnle, o juizo ; recorrido, Rufino Ferrei-
ra Gomes.
As a pellac.es crimes :
Appellai te, o juizo ; appellado, Manoel Ro-
drigues Fr -ir.
Assipcllardcs civeis :
Appellai te, ojuizo ; appellada, Antonia Fel
cia do Esp rito Santo.
Ao Sr. ilesembargador Lourenco Santiago,
appellacjiu civel:
Appelante, Joao Marinho Falcao Sicuptra
appellado, Antonio Gomes Marinho.
Ao Sr. desembargador Silva Gomes, <
curso crime :
Recrreme, ojuizo; recorrido, Manoel R J-
drigues Brrelo.
As oapcllacoes crimes :
Appella lie, o juizo ; apuellado, Argemiro M
des da Cn z Guiroarcs. '
As 3 ho as da larde encerrou-se a sesso
(-
> f >|IU..1H 0 ti"
Conslanr'- iodriffiey'dea Baatus.
ncisco de Miranda Leal Seve.'
do Naseivacnto de Araujo.
Joa*F,lix Pereira de Burgos.
Jos Ramos da Chn.
Foram reeusodos-pela Sr. promotor os senhores
aeguinles:
Dr Adelino Antonio-de Lana Freir-.
Francisco de Paula Liwa.
Antonio Ferreira de Lima e Mello.
Claudino do Reg Lima,
loso da Cunha Jnior.
Antonio Theodoro dos Santos Lima.
Ficou inhibido de servir no conselho o Sr. Jos
Ribeiro Simoes, por ser irino do Sr. Gervasio
Protasio Siraes.'
Foi o reo interrogado, e (ez-se a leilura do
processo.
Fioda a leitura foi concedida a palavra ao Sr.
promotor, e esle pedio a condemnaco do reo no
grao medio do arl. 22 do cdigo crimiual.
O Sr. advogado resumindo a defeza pedio a
absolvico do reo.
Finds os debates depois de replica e treplica,
o'Sr. juiz de direito perguntou ar> jury se eslava
salisfeito para julgar a causa, e leudo resposta
aflirmaliva, resumi a materia da aecusaco e da
defesa, propondo ao jury os quesitos segulntes :
1." O reo Francisco, escravo de Candida Senho-
rinha Vieira Lassere, no- dia 6 de selembro do
anno de 1859, no paleo da ribeira de S. Jos des-
ta cidadii fez no pardo Jos Pereira um, feri-
menio ?
2. Existem circumslancias altenuantcs a favor
do reo ?
Lidos os quesitos pelo Sr. juiz de direito foram
entregues cum o processo ao conseibo sendo este
conduzdo sala secreta das conferencias s 4
horas e um quarto, a'onde vollou s 4 e meia
horas, respondendo ao primeiro quesilo, nao, por
onze votos, e deixou de responder ao segundo,
por estar prejud^ido com a resposta dada ao
primeiro. wK
O Sr. juiz de d lo em vista da decisao do
jury proferio sua -ten^a absolvendo o reo e
coudemnando a me cipalidade as ciislas : le-
vanlou a sesso, add'iando-a para o da 7 do cr-
reme s ip horas da manhaa.
Deveiu ser julgados no dia 7 do corrente os
reos presos Gmalo Borges da Fonseca e Filippe
Marques dos Prazeres.
, Lluud Urig.i.- puriugaez ubIUu^.j., Jmm A.
I S. de Azevedo, 42 cascos rocl.
"PortoBarca portug**" Flor da Maiaiv, diver-
sos carregadores, 6 .burricasissucar branco.
PbrtoBrigue oolugue z Esperanca., Joo M.
de Amaral, 6-cascos i.
Stockiwlm Btiguo anee o W. Tersmeden>, S.
Broters & C, 20f> sacco* '><' branco.
Uecetodoria e re Ufes Internas
Editaes.
geraes 4e Porn ambnco
Rendimeal^do
dem do>^PI S
dia % a 4
5:8308
1-37J14S
7:lC7g976
Consolado provIncL&l^
Rendimento do dia 1 a 4 .
Capitana
lo ti
de lit
wSP^perior pjfci
de Pernambuco 24 de abril
de iitO .
perinr
en'E'dos na
orla
""ira-se o srgulnte, ftr
nies.
a. 1J seecao. Palacio do (roverno do
rande drfNorte 16 de abril de 1860. IlInK
e Exm. Sr.Cumpre-me fazer chegar ao ronhe-
c.iraeniode V. Exc, para os fins convenientes,
que, segundo declarou o capitfto do porto desta
dem do dia &
9:6385353
PIUCA DO RECIFE
5 DE MAIO DE 1860.
AS 3 HORASDA TARDE.
Revista Semanal.
Cmbios------------
-9153526 .
1 "223827 provincia, a luz que serve de pbarol.na fnnaleza
' dos Sanios Res Magos, pode ser vista do conves
de nm navio regular, distancia de 12 a 13 mi-
Ihas. por se achar approximadamenlo na altura
de 43psinslezes.
Dos guarde a V. Exc. Illrn. e Exm. Sr. presi-
dente da provmcia de Pernamfcuco. O presi-
dente, Joo Jos de Oliveira Junqueira.
Conforme=rFrani isco Lucio de Castro. Nc
pedimento do secretario, Francisco Firroin
teiro.
Algodo -
Assucar -
Saccou-se sobre. Londres a 25
1/4, 25 1/2 e 25 3/4 d. porj.
38l) rs. por fr. sobre Pars, 720
rs. por !4. B. sobre Hamburgo,
e 110 % de premio sobre Lis-
boa ; e sobre o Rio de Janeiro
del a 3 ''j. de discoulo.
O superior vendeu-se a 7?200
por arroba, e 6 regular a 7j>000.
O branco vendeu-se de 4;60u
o 5S6U0 por arroba o smenos
JU1RY DO ItECIFE
2'1 SESSO.
Dic 5 de maio de 1860.
PRESIDENCIA 1)0 SR. Dll. ACOSTINI10 ERMELI^DO E
LEAO JUM( R, JUIZ DE DIREITO INTERINO DA SEGC DA
VARA CRIMINAL.
Promotor publico interino o Sr. Dr. Franc
Leopoldino de Gusmao Lobo.
Escrivao a Sr. Joaquim Francisco de Paula Ele-
ves Clemente.
Advocado 0 Sr. Dr. Joao Francisco Teixeir
tiaa,
seo
ERRATA.
Na sessc do jury de 4 de maio de 1860, em
que foi julgado o reo Jos Gomes do Nascimento,
foi recusado o Sr. Francisco de Miranda Leal Se-
ve, por parle da defesa.-e nao pela justica, como
por ensao sabio publicado..
Agurdenle- -
Couros----------
Azeitc doce- -
Bacalho-
Caf-------------
Cha -'----------
Carne secca-------
sor-
: 1
ssoV
o livro
senho-
blte.
CHR0N1CAJUDICIAR1A.
REVISTA DIARIA.
O estado sanitario da provincia, ecom especia-
lidade desta capital, a&ha-se sob condicoes pou-
<-o vanlajosas, proroettendo chegar um ponto
inteir menle desconveniente.
A febre escarlatina e a angina vao ceifando as
vidas, nao i sardina, mas s claras ; porque a
mortalidade q>.'atui nao passava diariamente
de 5 a 6 pessoas, tem lomado proporges ater-
radoras e montado ao algarismo de 21 : de ma-
ncira que o obituario da seman pretrita apona
igual ao de lempo de
a classe pobre a que
porque, a ella que
ente alcancam os gol-
com cffeito o que se ha
'tanto nao nos consta que a
sse reunido para combinar
18 eHlcazf s para fazer ces?ar
um numero
plena
Nesl
ruis e
pes da1
dado,
junta de sai
asseour nos
aquellas eneimidades, fazendo-os em seguida
pubcarpcla imprensa, com o lim de chegar ao
chtenlo do que nao liver recursos o trala-
meri ^Hkleve ser empregado, quando acom-
mellido do mal.
& importa muito, por
cueasuabmrl Ba de conveniente traa-
la meAto temocca3 ido a morte de muitos in-
dividoos^que, lgn*#tw, tem vanado delle, se-
*unio S'symplonraa prtrqoe se apresenta a mo-
leso, quando a ausa a mesma.
Aim de que nao basta-saber o que ha a fazer
i preciso anda quo isto seja ef-
,rf rwnptido; mas amo faz-lo um
jmtomo, a, pebre oniata a qem allecem os
OBI
v TRIBUNAL DA REUC&O.
SESSO EM 5 DE MAIO DE 1860.
PRESIDENCIA DO EXM. SR. CONSELHEIRO ERUELINO
- DELEO.
s 10 horas da manhaa, achando-sc presen-
tes os Srs. desembargadores Figueira de Mello,
Silveira, Gilirana, Basl03 do Oliveira, Lourenco
Santiago, Silva Gomes, e Caelano Santiago, pro-
curador da cora, foi aberta a sesso.
Passidos os feitos e entregues os distribui-
dos, procedeu-se aos seguinles
JULGAMENTOS.
ACGRAVO DE INSTRC1IENT0.
Aggravanle, Joaquina Maria do Carmo; oggra-
vado, o juizo.
Relator o Sr. desembargador Silveira.
Sorteados os Srs. desembargadores Silva Go-
mes, e Bastos de Oliveira.
Ncgararn provimento.
AUGRAV DE PET1CAO.
Aggravanle, Dr. Ignacio Nery da Fonseca ; ag-
gravado, o juizo.
Relator o Sr. desembargador Gilirana.
Sorteados os Srs. desembargadores Silveira e
Bastos de Oliveira.
Negaram provimento.
RECURSOS CRWES.
Recrreme, Joao Francisco Alves da Silva ; re-
corrido, o juizo.
Relator o Sr. desembargador Gitirana.
Sorteados os Srs. desembargadores Louren-
co Santiago, Figueira de Mello e Baslos de Oli-
veira.
Nao tomaram conhecime-.ito.
Recrreme, o juizo : recorrido, Joaquim Fer-
reira Guimaraes.
Relator o Sr. desembargador Lourenco San-
tiago.
Sorteados os Srs. desembargadores Bastos de
Oliveira, Figueira de Mello e Silveira.
Ficou adiado.
APPELLACES CRIMES.
Appellante, Luiz Jos Correia de S ; appella-
do, o juizo
Reformada a sentenca.
Appellante, o juizo ; appellado, Manoel Joa-
quim de Lyra.
A novo jury.
Appellante, ojuizo ; appellado, Francisco An-
tonio Cabral.
Confirmada a sentenr.a.
Appellante, Augusto Vieira da Cunha ; appel-
lado, o juiz de direito.
Conlirmaram a sentcnra.
APPBLLACOBS CITIS.
Appellante, acamara municipal; appellado,
Antonio Jos de Ok-.veira Braga.
Confirmaram a sentenea.
DiLisescus ennus.
Com yista ao Sr. desembargador promotor da
justiea, aappellaoocrirae:
Appellanie, Francisco
appellado, ojuizo.
AppaUante, vjaxm.;
Pessoa.
Feita chamada s 11 horas da man
acharam-so prsenles 35 senhores jurados.
OSr Dr. juiz de direito sorleou de mais 1
para com iletar o numero de 48 o sahiram
leados O: SenhoroS.
Thomaz i e Aquino Fonseca Jnior.
Francisc Jos da Silva Araujo.
LaunaiTc Jos le Barros.
Joao Auf uslo de Vasconcellos Leito.
Francisc Tavares Casado Lima.
Antonio ?iulo de Araujo.
Manoel de Oliveira Correa Lima.
Antonio Liria de Miranda Ser.
Jos Simplicio de S Esteres.
Tenente-coronel Jos Antonio tPinlo. *
Antonio Luiz Viraos.
Antonio Ricari o do Reg.
Fedro Mximo das Merces.
O Sr. Dr. juiz de direito mandou proceder as
necessaras notificacoes. [
Concluido o sorleio, comparocendo o Sr. iura-
po Manoel do Nascimento de Araujo. e fazeqido o
numero de 35 jurados, o Sr. Dr. juiz de direito
declara aberta i sesso e proceden ao julgamento
da r Mr ra Jos, lendo esta por seu dafansor o
mesmo r. advogado.
Forarr mullidos era 205 cada ura dos senhores
jurados mullidos nos dias interiores, que nao
comparecern:, e nem foram dispensados.
U jury de suilenca fui composto dos senhores
seguinlis :
Gervasio Protasio Simoes.
Jos da Costa Brando Cordeiro.
Jos da Cunha Jnior.
Jos V'iiior da Silva Pimentol.
Antonio Joaquim de Paria Jnior.
detaiio da Silva Azevedo.
Claudio Firmino do Jess da Malta.
Joo da Cruz. Mondonga.
Claudin i do Rogo Lima*. ~~ -
Manoel do Nascimento Araujo.
Dr. Con itanr o Rodrigues dos Santos
Guilhermino Rodrigue Monte Lima.
E prestaran) todos o juramento sobre
dos Sar tos Evangclhos.
Foram recisados por parte da r os
res :
Manoel Teixcira Basellar Jnior.
Dr. Adelino Antonio de Luna Freire.
France ino Augusto de Dolanla Chacn
Anloni i Aogislo da Cmara Rodrigues S
Firmiauo Jos Rodrigues Ferreira.
Anloni i Jos Leopoldino Arantes.
Anierico Ves sucio deHoilauda Chacn.
Antonio Theodoro dos Santos Lima.
Jos Rimse a Cruz.
Francisco Alonso Ferreira.
Pelo Sr. prmotor turara recusados os sieguinles
senhores:
Tiburc n Valeriano dos Sanios.
Fnncisco de faula Lima,
r. Antonio Jos Alves Ferreira.
Antonio Ferreira Lima Mello.
Simplicio Jos de Mello.
Jos Flix Pereira de Burgos.
Foi a r interrogada, c fez-se a le n
processo.
Fin.la a leilura foi concedida a palavra ao Sr.
proraclor, e esle fazendo a aecusaco, concluio
pedindo a cundemnacao no grao mximo do arl.
181 de Cod. Crim., por sejdar a circumslbncia ag-
gravanle do 1 do arl 16 do mesmo CDdigo.
O Sr. advogado deduzio a defeza da r e con-
cluio pedindo sua absolvico.
Findos os debates depois da replica c treplica,
o Sr. i)r. jiiu de direito perguntou ao jury se es-
lava salisfeito para julgar a causa, e tenlorespos
la aflirmaliva resumi a materia da aecusaco e
da defeza, propondo ao jury os seguintes que-
sitos ..
Io A r Karia Jos no dia 24 de jull
delS>8, na roa da Guia desta cidade,
uma;arrafa em Antonio Piulo da Costk, lhe fue-
ra mu ferimento?
2." A r commetteu o facto criminoso
noile ?
3o Existem circumstaucias altenuanles a favor
da r ?
4o O jury reconhece ter a r commeltido o fac-
i cr minoso em defeza propria?
5o A r para assim deender-se teje falta ab-
soluta de outro meio menos piejudici il 1
7o A r assim defendeu-so sem que de
sua parto, ou da parte de sua pessea hou7esse
pror jco^o ou delicio que occasiouasse o con-
flictc ?
Lidos os quesitos pelo Sr. Dr. juiz de direito,
e cnxegues com o processo no conselho, foi es-
te ccnduzido sala secreta das conlerencias a 1
1/2 h horai da larde, d'ondc rollou as 2 1/2 ho-
ras respondendo a todos os quesitos :sim por
unai imidade.
Srs. redactores.=J tinha abandonado o offi-
cio de sen correspondente, pelo asco que as
cousas deste termo me vo inspirando ; mas ura
faci novo e estupendo, que aqui se d, faz com
q-e rolle ao poslo. Esle facto, nao outro se-
nao o da falsiticaco que se descobrio no livro
da qualiQcacao desta freguezia, revestido das
seguidles circumstancias.
Terminada a qualilicaco, recolheu o juiz
de paz o livro respectivo a cmara municipal,
depois de ter a junta de qualilleaco feilo as re-
messas das copias docnslurae a secretaria do
gorerno. Apenas recolhido o livro a cmara, o
presidente desta, que segundo se diz, da par-
Ciatidade vencida na organ:sac,.o da junta de
que se trata, fez rcmessa do lfcvro ao juiz muni-
cipal, tambem pertencenle e chefe da raesraa
parciatiJade, sendo que esta remessa fra feita
10 ou 12 dias antes da reuniao do conselho
municipal!
O juiz municipal depois de ter em si o livro,
suscl-ou de repente urna historia da falsificarlo
chamando teslemuohas e dando disso conta a
presidencia; mas sem devolver o livro a cmara
e ficaudo pelo contrario, com elle era seu poder.
Esta descooerta de faUilicacao no livro da
qualilicaco, deu-se justamente na occasio em
que chegnva da corle a approvaco da qualilica-
co, cuja anulaco requereu a parcialidade ven-
cida e isto para nolar-se!
Reunido e conselho municipal, um dos mem-
bros delle, o Sr. Amaral lomando o livro para
examinar as falsificaces, que so dezia existir,
encontrn apenas urnas emendas na numeraco
dos qualificados, um borrao nocorpo do livro,
e dous nomes emendados.
Hoje, porra, irata-se do exarae judicial que a
presidenaia mandou proceder, e appaaecem di-
versas erend-is com tinta de oulra cor, nonios
de 358U0 a 432U0. mascavado
purgado de 3gl00 a 39300, Ame-
rica de 2s7l)l> a 2&1H), e Canal
de 2*500 a 5650 por arroba, li-
cando muito por vender das
duas ultimas quali lades.
Vendeu-se a D030U0 por pipa.
Os seceos salgados venderam-se
de 285 a 290 rs. por libra.
Arroz-------------Regularam de 23601) a 3?000 por
arrulla conforme i qnnlidade.
Vendeu-se a 2f800 por galo. |
Em atacado rendeu-se a 159
o.a rolalho de 165 a l^O^O, ti-
rando boje em deposito 2,800
barricas.
Batatas- Ycnderani-se a 1?600 por ar-
roba.
dem a 7g000 por arroba.
dem a l^OO por libra.
A do Rio-Grande do Sul ven-
deu-se de 4o500 a 5$0Q0, e a i
do Rio da Piala de 3;50ll a reis
4J500 ; licando em ser 50,000 ,
arrobas da prmoira e 30.00U da
segunda.
Carvo de pedra- Vi-ndcu-se a 20g000 por lonc-i
lada.
Cervpja-----------dem a-36OO porduziade gar-
rafas.
Farinha de trigo- O mercado ficou boje de pusse
de 25,3'0* barricas, sendo
O Illm. Sr. inspector da Ihesonraria
viocial, em cumprimT-nlo da resoluro da junta
da fazenda, manda fazer publico, que no da 31
do correle, se ha de arrematar, peranle a men-
cionada junta, a quem psr menos lizer, os iro-
oressoes dos trabalhos das reparlices provin-
ciaes, avallados em 5:0009, animalmente.
A arrematante ser feita por lempo de um anno
a contar do 1." de julho do crreme anno, a 30
de junho de 1860.
As pessoas que se propozerem a esta arrenaa-
lacao comparecam na sala das sessoes da mesma
junta, no dia cima referido, pelo meio dia e
competentemente habilitadas
E para constar se mandou affixar o presente e
publicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Per-
nambuco, 3 de maio de 1860.O secretario, Jn-
tonin Ferreira da Amiuncianio.
O Illm. Sr. inspector da ihesoutaria pro-
vincial, eui cumiiiiineiito da rcsoluco da juniu
da fa/.eud, livinda fazer publico, que no Oa 31
do corrente. pente a mesma junta, se ha de ar-
rematar a quera por menas fizer o fornecimenio
dos medicamentos c utensilios para a enfermara
da casa de detenco d'Sla cidade, por lempo de
um anuo, a contar do 1." de julho de 1860, a 30
de julho de 186l\
As pessoas que \e propojerem a esta arrema-
lm;o, corxparecaiVia sala iLjs sessoes da refe-
rida junta, no da acuna indicado, pelo meio dia
e competentemente bobililadas, que ncharo pr-
senles o formulario e condicoes da arrcmalaro.
E para enlistar se mandou alTixar o presente e
publicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Per-
nambuco, 3 de maio de IStiO.0 secretario, An-
tonio Ferreira da Aununciaco.
O Illm. Sr. inspector da lliesnuraria pro-
vincial, em vinude da orden do Exm. Sr presi-
dente da provincia, manda fazer publico, que
no dia 10 de maio prximo viudooro, se ha de
arrematar, a quem por ltenos Dzer a obra dos
10.200 de nicli.-r.l.nl. 10 600 a fa empedranier,los da estradas da Vic-
ll ,t I l'lilclll i fllll lili l'h I 1 II il.li n i-i i < ______
do
emendados do mesmo modo!
ndo-se esse facto, ver-se-ha que a
composla somente de urna parciali-
tc;ouou livremente, nao tinha neces-
tsilicar a qualicac.o, que podia fa-
seu agrado.
._lsilicaco. como altribuir-se ella a
aqueles que s itnham interesse em fazc-la re-
gularmeuie, c nao aos que contra ella represen-
taran!, que quizeram auulla-la, e at meacaram
com grupo ue cact-tislasa junta que a fazia?
Que razo ha para attribuir-se essa falciflca-
co antes ao juiz de paz do que ao juiz munici-
pal, de connivencia com o presidente da cmara
que por tantos dias estiveram de posse do livro
da qualilicaco ?
Para esse facto, de um escndalo manifest,
justo que o Exm Sr. presidente da provincia
volle a sua aitenro ; e ainda mais para o exa-
me judicial, em que se declara que diversas let-
tras escreveram no livro, quando tal cousa nao
ha, quando S. Exc. com seus propriosolhos po-
de verificar o contrario.
A moralidade publica exige urna providencia
severa sobre este facto.
Afinal organisou-se a junta de quaificaco
de Itamarac, no da 27 do mez prximo lindo,
lendo vencido completamente urna das parciali-
dades a que eslo ligados os amigos do baro da
Vera Cruz, nao obstante a outra ter a sua frente
dous dos snus importantes chefes.
Isto prova que a causa do candidato desles,
apezar dos me'osque se empregam, nao vai com
bom vento.
O nosso padre conhecido velho, permanece
solicito no empenho de apalpar barrigas. Dos
o ajude em sua santa obra.
Esse beato sacerdote se nao a flor dos padres
de Iguarass, de certo o padre flor.
At outra vez.
Iguarass 2'de maio de 1860.
de Trieste, 4,300 de Philadei-
phta e 200 de New-Orleans, I
tendo-se vendido de 17.^100 a !
19J000 da primeira. 1Sj> a 22I
da segunda, 14<30O0 a IBfSOO
da terceira, c SJOOO da ul-
tima.
Dita de mendioca Vendeu-se de 65OOO a 6J500
a sacca.
Feijao-------------dem de 1$2S0 a 2G0O por ar-
roba.
Gencbra-----------dem de 2G0 a 270 rs. por bo-
tija.
Louca--------------A ingloza vende J-se a 2.0 por
cento de premio sobre a fac-
tura.
Manteiga A franreza negnciou-se de 520
a 530 rs. por libra, e a ingloza
a 850 rs. por libra, licando em
ser secca de 1,01)0 barris.
Massas-------------Venderam-sc a 6J0OO por ar-
roba.
Oleo delinhaca- dem a 2300 por galo.
Queijos------- Os flamcngos, venderam-se a
2J260.
Toucinho----------Vendeu-se a 8S700 por arroba.
Vinagre----------dem a 125}000 a pipa.
Vinbo-------------Os de Lisboa tinto de28t);000 a j
38200 a pipa.
Velas-------------As stearinas venderam-se a
600 rs. a libra.
Desconlos-------A falta de dinheiro ainda c sen-
sivel na nossa praca : mais de
mil e duzentds cotilos i'm rcls
em lettras fora t aprcseiXladas
para descont, porm somonte
o foram quiihenlos coritos,
por nao poder elle dispr de
maior somma. Os pagamentos
efeeluam-se com difllculdade,
por quanto na ha com que
realisa-los. Sendo a safra do
assucar diminuta, e estando a
terminar, senir-se grande em-
baraco para ei'iectuar OS paga-
mentos que se vencem de mo-
^0 que o dia O dos mezes em
que ellos sao mais avultados ;
sao consideradas calamitosas, e
prognosticam-se [silencias. Os
rebates de letlias variam de 11
a 24 por cento ao anno.
Freles-------------Do lastro para Liverpool a 10
e para o Canal, do algodo a
7/10.
loria entre oa marcos ele 6 a 8 mil bracas, ava-
hada em 6:5128. \
A arrematarn ser foila na forma da lei pro-
vincial n. 348 de 4 de liait^de 1651, e sob as
clausulas espeeiaes abnixoVepiadas.
As pessoas que se quizerein propor a estaarre-
raataco comparecam na sola das sessoes da men-
cionada junta no dia cima indicado, pelo meio
dia, competentemente habilitadas.
E para constar se mandou allixar o preseBte o
publicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Per-
nambuco. 18 de abril de 1860.O secretario, An-
oiii" Ferreira da Aniunuiaco.
C/ai. 1.* Os reparos dos empedramenlos da estrada
da Victoria entre os marcos do 6a 8 mil bracas,
sero eitos de conformidade com o orcamenlo
nesla data approvado p' la directora em conse-
lho, e subint'iiido approvaco do Exm. Sr. pre-
sidente da provincia, na importancia de res
6:5129-
2.* 1) arrematante roniecar as obras no prazo
de 15 dias. e as concluir o i1' 4 mezes, conta-
dos segundo o arl. 31 do ariamente das obraa
publicas.
3. O empedramento na importancia da arre-
inataco sei [ello em tres prestare-es iguaes,
sendo a primeira quando livor feilo um terco da
obra ; a segunda quando lnuiver feilo dous ter-
cos, e a ultima na entrena da obra.
4.a Em ludo o mais que nao esliver especifi-
cado 110 orcamento e as presentes clausulas es-
peeiaes, se'observar o que dispe a lei n. 286.
Conforme.O secretario. Antonio Ferreira da
Atiuuriciaco
Dec!arae>es.
FsfoYimento do porto.
o do anno
atirou com
de
Navio, entrados no dia 5.
COMMERCIO.
Praca Holiecife 5 de maio de 1860.
* AS TRES HORAS DA TARDE.
Ci>r.ii;fuvs ofilviaes.
Cambia sobre Londres251/2 d. 90 dir.
Descomo de letras=ll OO ao anno.
George FatchettPresidente.
ubourcqSecretario.
Altandega.
Rendimento do dia 1 a 4 36:480*389
dem do dia 5.......16:501978a
52:9823177
Movlmento da alfande;
Volnmes entrados com fazendas .
com gneros .
Rio Granda do Sul 20 dias, patacho brasileiro
Barros, de 261 toneladas, capitn Jos Joaquim
Soares, equipagem 12, carga 10,000 arrobas de
carne a Baltar Oliveira.
Santa Catharina50 dias, barca americana Liver-
pool, de 306 toneladas, eapi'o C. D. Daram-
port, equipagem 23, carga azeite de peixe ao
capito. Veio refrescar e seg lio para a. pesca.
libas Falkland34 dias, barca inglesa Sun fise,
de 250 toneladas, capito Albert M. Mollor,
equipagem 11, carga couros e mais gneros ao
capito. Veio refrescar eseg'do para Londres.
Bahia12 dias, patacho sueco Telegraph, de 170
tonelladas, capito E. A. Hagglenden, equipa-
gem 9 carga caf e couros, a ordem. Arribou
a esle porto por ter fallecido 4 tripulantes du-
rante a viagera el lente porto de febre ama-
relia, seu deslino era Gibraltir.
Navio sahido no mesmo dia.
Aracaty Hiate brasileiro E.:kalaro, C3pilao
Antonio Manoel Alfonso, carga varios gneros.
Rio de JaneiroBrigue brasileiro Eugenia, capi-
to Manoel J. de Mello, carga assucar.
LisboaRrigue portuguez Consienta, capito Au-
gusto C. dos Res, carga assucar.
PhiladelphiaBarca americana Imperador, capi-
to W M. Cubbard, carga assucar.
Rio de Janeiro Barca franceza Alfredo Clair,
capito A. Braussir. carga vinho.
Porlos do Sulvapor brasileiro Persinunga, com-
mantfante Lobato.
O Illm. Sr. inspector desta thesouraria
manda convidar a Sr. D. There/a Viriss^ma de
Jess para comparecer tiesta ihesourarla, nfim
de receber duas notas do 50$. papel rxo, que
foram devolvidas do thesouro.
' Secretaria da thesouraria de fazendj
nambuco 5 de maio de 1360. o
interino, Luiz Francisco de Sam
lnspevao ** arsenal d
Faz-se publico que a commi
examinando na forma determinada no'
lo biixalocom o decreto n. 132i
ciscos, machinas, caldeiras, apparelho
coes, amarras e ancoras dos vapores
Iguarass da Companhia Penja
navegaro costaira, achou lodos t
em estado regular.
Inspecco do arsenal de marinha
buco em '3 de maio de 1860 O inspejet
F.liziario Antonio dosJSa
Conselho adminstraivo.
O conselho administrativo, para fetrnecimenti
do arsenal de guerra, tem de compraros ob-
jectos seguinles :
Para o 4. baialho de irlilhariaj a p.
Panno azul, corados 10 ; tranca de: la confor-
me o figurino novamente adoptado, va ras 25.
Para o 8. Datalho e 9. de infartara.
Panno c6r de cinta conforme o mesmo figuri-
no, eovados270; galo de prata ron} urna pol-
legida de largura, varas 118; galo dfi prata do
meia pollegada de largura, varas94 1(2.
Para a enlerruaria do Rio Grande do Norte e
para a companhia fixa da mesma.
Brini da Russia, varas 164 1(2; bnm branco.
varas 553 1|2; chita para cobertas, c ova dos 200.
l'ara o meio batalho 0a provincia do Cear.
Brim branco, varas 481 ; brim da Russia, va-
ras 168.
Para a colonia de Pimenleias
Altea contuza, libns 4 ; agua de flor de la-
rangeira, libras 2 ; dita de Labarraque, garra-
fas 4 ; dita rosada, garrafas 6; acitato de amo-
niaco, garrafas 4 ; assucar retinado, arrobas 2 ;
" as6;
Antonio das Chagas ;
appellado, Jos Ignacio
O Sr. Di. juiz dodirertoem vista da decisao do
jury proferio sua sentenca absolvendo a r, e cou-
demnando a mnnicipalidade as cuitas.
O mesmo Sr. Dr. juiz de direito declara que ti-
nha de sei julgado o reo Francisco, que foi es-
cravo de II.. Candida Senhnriuha V'uira Laserre.
Feita nova chamada dos jurados, acham-se pre-
sentes 36 senhores jurados foi aberta sesso lo-
mando asnento o reo Francisco, lendo por defen-
sor Miguel Jos de Alraeidade Pernambuco Filho
estudante do 5o anno da faculdade de direito.
O jury ele sentenca foi com posto dos senhores
seguinles :
Gervasio Protasio Simoes.
Claudio Firmiano de Jess da Matljo.
Tibnicio Valeriana dos Santos.
Firmiano Jos Rodrigues Ferreira
Jos; Filippe Nery da Silva.
Josi da Cusa Brando Cordeiro.
Antonio Joaquim de Parias Jnior
Guilhermino Rodrigues Monte Lima.
JosS Victcr da Silva Pimenlel.
Dr. Antonio Jos Alves Ferreira.
Amonio Jos Leopoldino Arantes
Antonio Augusto da Cmara Rodjrigues Selle.
i; presturam juramento sobre o livro dos San-
tos Evanpelhos.
Foram recusados por parte dos reos os senho-
res seguinles:
ManwA-Vcira Bacellar Jnior.
Doiflttr Silva Guimaraes.
Volumes sahidos com fazendas
i com gneros
Consulado
Rendimento do dia 1 a 4 .
dem do dia 5
gera!.
150
481
------631
11:312*970
2.774S022
O)
o.
Horas.
r s- B I
14:0869992
Diversas provincias,
Rendimento do dia 1 a 4 v, .
dem do dia 5 .
1:8458902
560187
2:4066089
M
s
3
5
C
A
CA
V.
PJ
Atn.otphtra.
Dirtccao.
ss
Inlensidade.
lirilii
fihra2 ;
Despachos de exportacao pela me-
sa do consulado desta cidade n ,
dia 6 de maio de 10
CanalEscuna hullandeza Mara Cornelia, Kal-
kmann Jnior & C, 20 saceos assucar mas-
carado.
LtrerpoolBarca ingleza Prospero. Johnston,
Pater & C, 1,000 saceos assucar ma6cavado.
Lir>rpool=Paucho portuguez S. Jorge d'Avei-
ro, P. Nash & C, 467 saccas algodo, 707
couros salgados.
Uto da Prata=t'alacho hamburgnex Dorothea
Ernestine, Basto & Leraos, 900 barricas assu-
car raneo.
Rio da Prata=Patacho nicionaicViagador, Aze-
vedo & tiendes, 40 pipas aguardeote.
ce

-1
Centgrado.
8
ti.

Rec.umur.
2 S 2 g
FaAren/iet
o &
Hy grometro.
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a-.

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Barmetro.
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V.
A noile clara com alguns nevoeiros, vente SE,
reio para o terral e assim amanheceu.
OSClLLACjio Di. HAR.
Baixamar as 10 h. 18' da mar.hla, altura 0.5 p.
Preamar as 4 h. 30 da lard.o, *lUm.8
Obserratorio de arstaiaLTle
del8tt.
acido sulphnrico, oncas 6 ; acido netricp,j
acido murtalico, oncas 6 ; b.lsamo de
libras 2: balsamo de arcn, libras 2 ;*i
cascas de giquitilheta, libras 2; calfl
vapor, onca 1 ; canella em p. libra 1
de cupahiba, raizas \ : cabecas de d
libras 2; cevada, libras 4 ; dcutorhloi
curio, onca 1 ; espirito de vinho,
emplastro* de sienta, libras 2 ; dito
gummado, libras 4 : dito vigicatoria,
especies peiloraes, libras 4 ; enxofre sublimado,
libra 1 ; flor de sabugueiro, libras 2 ; dito de
borragem, libras 2 ; malvas, libras 2 ; flf de
rnica, libras 2; gommo arbica em p, libras 2 ;
hvdriodalo de potassa, libras 2 : linhaca em
grao, libras 7 ; dita em p6, libras 4 ; ludano li-
quido de sedenham, meia libra ; losna, libra
mol de abelha, garrafas 4 ; dito rosat
fa 1; mann em lagrimas, libras 4 ;'
em grao, libras 2 ; macellas, librase
doce, libra 1 ; magnesia do UbenrjT, '^tes 2 ;
manteiga de anlemonia, orneas 2 ; nc-traloTo'pra-
la, enea 1: oleo de ricino, garrafas 6; oleo de
amend'oas doce, garrafas 2 ; dilo commum, gar-
rafas 4 ; pasla de naf da arabia, caixas 6; po-
mada alvissima, libras 2; dita mercurial, li-
bras 2 ; dita de saturno, libras 6 ; palpa de ta-
marindos, libras 4 ; pedra hume, libra 1 : pur-
gante de Mr. Le Roy, garrafas de 3." ura0 *
na em casca contuza, libras 2; salsa pai
leira, libras 4 ; sulphato de mon!
sal de chumbo, libra 1 ;"!{!?.
onca 1 ; sediiiies. caixaaj; ?
ungento rosado coa Jtj^,. vinagre, gar-
trico, g'rtffMH,6cJPSouu UDras : '"'"" fc
rafas 6,j 'ji'^gi .ourade arruda. onsas6 ,
2 : *
**rf
S*Siueas para sangra 2; b
efrwtarto V> copo gtadOa*
balan-
o I
u i, c*oiree Snfle aoaterpeMill^
Hai iTif~irri7\-i


peitnas du argoZO
tlilo pardo, resma 1
funil de vidro 1 : dilo de folha 1
papel nmtiso, reama
tinleiro e a
r

reeiro, 1 par ;
i jogo de medi-
cas de ollia do urna libra, a de boorbtl ; qito d fcslahho 1 ; pec.asdcal-
ajodaozinto 8 ( espiritle salamonacat, libras i-
Que auas jrtopostasem carta fehada nlecratatia
lo conselho, alw horas dllianlaa do diav.ll
do crreme tuez. .
-Sala, dusesses do eonselho SfeinitLralrfci
para foroecimento do arsenal .de guerra 2 de
maiode 1860.Vento Jos Lamenha Lint co-
ronel presidenteFrancisco Joaquim Pereira
Lobo, coronel vogal secretario interino.
Conselho administrativo.
O eonselho administrativo, para fornecimento
do arsenal de guerra, em cumprimenlo ao art.
22 do regulamento de 14 de dezemoro de 1852
?Djfou2e.b.r ^zehas as pr8posias <*
A-nio^ sera receida a
couro de cabra escolhidas a TeTle a*M l. t wlhele <"*** previa da Gerencia,
piles de couro de lustre, a pille a 4* 500 en
de ganco para escripia, o rento a 800 r8P
Antonio dos Santos Coelho.-161 1,2 co-
de baetilha bronca, n m.Hn XA :'z co
que se entender cen ttiUat & uiiveira n. 'ra a w ''"' -J~~
da Cadeia do Recite o. 72. "". n, r*a 8 do corrente
C0MPAMU PEMUMBUCANA
DB
Navegacao costeira vapor
as 5 horas da ta.de. Recebe carga para o C o'
at ao 1, para o Aracaly no dte 2.para M ,cao
nodia5aPeraorSOGrnde4epar a Pa"'ba
at ao meio da : trata-se na gerenc i no
Previne-se( aos Srs. carrogjdo-
' da a b irdo
--------jp
Para o Aracaty.
Segu em poucosdias porjler maior parle de
u corregamonto proroto, o hiale Camaragibe,
trata-se na ra do Vi-
Forte do Mallos,
res que nenhuma
se
paro o 'esto e passageiros
gario n. 5.
branca, o covado a 400 rs
nr ':avls ??s sesmos vandedores que
Conselho administrativo.
doOa5s0ennSaehH,laJlminiSl.^aliv0 Para fornecimento
Para provimento do armazem do arsenal
t i guerra.
Por,0"0 ^USSL" paa frro de Padiola uma Pe
Pora a companhia fixa do Rio Grande do Norte
tos e0fvn,Tis .deai?qUeHrm Crd?- w.e. p$:
de ferro 2 garfos grandes de ferro
MLf tWi d0 Ri0 Gro"de d0 Norte.
.,!? %nlch?es,: dll,,s Pa operaces e fraclu-
ep?n.?m rPS I8 fLa ; 4 'le; 20 ira-
ntrf,:i V'-20 a.res de *""PM rasas ; 1 bomba
delaS efn; '"'"^completo,; 2 cas.icaes
?' ,," 'i Pa"ellas de ferro balido de differen-
cs tamanhos; 3 cassarolas de dilo- 1 zrelho wt
m"d5opair1 "?" C"T i 1,dilarapnor lor-:^ava*re, commandante Vedel,
rar pao i garfo grande de frrro ; 1 colher eran-1 rt^'.l i i
Judas ro: chaleira 6rande: di,asi-! rlcial dt marinha impe-
Parao hospital militar desta provincia. L, F
iua?Sn&Xff^iiK50^-iEstramadure, commandante,
Trollier, official de mari-
nha imperial.
Bearn, commandante Aubry
de la Noe, official de mari-
nha imperial.
Um aviso ulterior far ennhecer a dala do c< -
meco do servico onnexo entre o Rio de Janer i
Monievido e Buenos-Ayres. '
Para informales a dirigir-sc agencia ra ( o
Trapiche n. 11.
Para o Porto.
Segu com loda a brevidade o brigue Esperan-
za recebe carga c passageiros : a tratar na ra
da Oadea do Itecife n. 4.
Companhiadesej--
vicos martimos des
Messageries Imperiaels.
LINlIA DO BRASIL.
Servico do correio francez
Inauguraco do servico.
O paquete o vapor La Guienne, de "forro de
500 cavallos, commondanle Enout, officiol de
i marinha imperial, partir de Bordcam, para o
Rio de Janeiro tocando em Lisboa, Sao Vicente
Pernaoibuco c Bohia '
No dia 24 do corrente.
As saliidis seguintes tero lugar de Bordea ux
a 25 de cada mez. as quaesserao eTeduadas i e-
los paquetes o vapor de rodas de forca de 00
cavallos.
do Vigano n?4!^4
DO
Sobrad de 3 andares pertencente aos
herdeiros do commendador Antonio
da Silva na ra do Vigario n. 5, de-
tronte do consulado geral nara exa-
minar o naestno predio, ttulos e con-
diccSes de venda, os pretendeotes po-
dem entender-se com o mesmo
agente.
tilias
DE
Tres moradas de casas.
Segunda-feira i do corrente.
NO ARMAZEM DO AGENTE
PESTAA.
O agente Pestaa far leilao por conl,
Vigaro iranhaanTarmazem da rua do
DE
3 casas terreas, cada urna com 33 nalmos de
frente e 70 de fundo. uintaes grandes com
ludo construido a lijlo .cal. novas e em ter-
reno propno. estribaria noT do do quintal.
biabo lug" ''' or,c e Per, d0
d.1^|"u" """sracao princirii ,e n. 1 junto a ven-
da do Sr. Caneca a seguir.
Avisos diversos.
. 50 pares de ..,
lora o pliarmocia do hospital militar da
,. guarnico.
JO arrobas de assucar refinado alvo ; 12 fras-
cosde extracto fluido de salsa parrilha ; 16 libras
dolTXld d ",8aDI : 10 vidros para op"
Srs,-l?ra',deS: 2 .""08 "ePsaIsaPde
0HSIOI 1 bdlanca granalona du Kovelval. lam-
po de pv.dra ; 32 libras de acido sulfrico 25
0 V, 1 '0CWJ dP gr0Slhns ; J o ha :
WM de empUsiroa ade/.ivo estendido- 12
rolos de encerado ^e Le Perdriel n. 3; \ vidros
grandes de salsa parrilha do Sander \ v
decharope de chables ; 8 onras de hvdrc' er
IKSZ' afd qUn"t: 8 on'8S dc iouroto de
thu,|)0 8 vidros de feno de quivem ; 16 cai-
2 M.,PaS aS dC n'1!T ; 12 viJros dc P'-s de rogg
2 arrobas de mann ; 12 vidros oleo de moslrur'
Jess l.eite, o
41, para nego-
O eonselho
e moslruco.
avisa aos fornecedores. aue os n'h-
ectos pedidos paro o hospital mili.ar deslo prS-
vinc.o, teem oe ser entregues na enfermara do
mesmo hospal; eosquese pedem pa r
Gra,,dt d Nor,c'setau "ire-
aDr)eseen.<.qaU.Z"'r Vendpr os Sf>bfedilos objeclos
aprtsente as suas propostas em carta fechada na
S 7'fndoco"splh" I '-oras da manhaodo
oa /de maio prximo vindouro.
ala dassesses do conselho adminislralivo
de 1860.-fe>io Jos Lamenha Lins co-
ronel presidcnte.-Fraeico Joaquim Pertra
Lobo corotiel vogal secretario nterin?
Tii o f,1 m-SlrB!ao d0 Correio desta P>-o-
n nbc1JquCno dia7 d0 torrente,
as f,i J d" laJrde em Pnl. cchar-ae-hai
as malas que teto de conduzir o vapor cosleiro
SSSSSa*' C? deslin as P^incias don
terminando na do Caar. '
paro
abril
Avisos martimos.
Vai saliir com
Confianza, porter
KVQ
brevidade o brigue
parte da carga en-
guada, para o resto trata-se com os
consignatarios Carvalho, Nogueira ruado Vigario n. 9, primeiro andar,
ou com o capitao na praca.
Para
a Babia.
O palacho nacional Amazonas I pretende se
a-*-
Porto.
A barco portugueza F:or da Maia, sahe ira-
Se'Sr;?, dii 12 d frente ;a,!l
recebe .iguma cargo e passageiros, para o que
ManoXnTmS : a lra,ar o'eSPcriptorioqde
Aracaly com escala pelo
- Ass.
em ec?nl.n? i"** Passaseiros. o que
Sfekon 11 V,Omraodos: a '"1" noPasseio
K^"- ou com o '"estre uo trapiche, do
tara Lisboa
T.^r,rl"g"ez"In|''"nP;,S0 Pretende seguir
2SSK P0SS1VCl brcvidade: quera nomes-
ogufter carregar ou ir do passagem, dirija-sc
cailofp'rV,". Pr,me'r0 a"dar> UCOmt)
Rio de Jaoeiro.
lisraPUcaC0Zmj^la revdade Palhabole Ar-
r,. .: ,^P. m Jo1u,m Jos Alves das Neves
Pte?o da'rVQ "i'8?1 l:al"-Se com Cael.no ct:
m1?otSorMn0,ad0doCorPSanto"-25.Pri-
Para o Rio de Janeiro.
O patacho nacional Amazonas II pretende
seguir com muita brevidade. tem parte do seu
carregamenlo prompto : para o reslo, trato-se
cora os seusconsignalarios Azevedo & Mendes
no seu escnplorio na rua da Cruz n. 1.
Roga-seao Sr. Jas Fiel de
faorde vir a rua das Cruzes n.
no de seu interesse.
<-, 77 ^S-se pela segunda vez ao Sr. Jooo Mi-
r ,! V'eira Berarde' Para *b a '"a das
Ciuzes n. 41, paro o que nab ignora.
dervinfJl3 1"P,eralr 75. ha paro ven-
e m l,,u ^H d0-sen! madeira. alicante
Sr? n" Che8ad0 uU,n>>enl0 da Europa e
per prero commodo. '
nfm,.VC,lde;SVm Sili. emich5os proprios,.com
E L, de;Krai' iarios voredos de
fructo boa aguado beber:'na estrado que voi
da Cosa F0rle par? 0 Arraia| a |M|-r naqlab(r J
t'Anua ere ra Caboclo, em San-
Aluga-se urna casa de dous andar
re na rua da Aurora n. 26 : a trata-
na mesma casa com o <)ropretano.
O abaixo assignado, duVanle sua ausencia
SriS Sp"S Pro,curadres, em 1." o seu socio
rcc.sco Bernardo da Cosii, em 2. o Sr. Ma-
noel Rodrigues da Costa MaJalhies. e em 3." o
r. Joao Tavores Cordeiro.
Joao Ferrfcira da Silva.
No Collegio djjs orphosjem Olindo, preci-
SSn Um coz,nheiro. med onte o salario de
JO.,,000 mensaes, casa e comida : havendo quera
a isso se quizer preslor, dirij^-se ao respectivo
lhesoure.ro, Dr. Gabriel Soarts Raposo da Co-
mara, na ruada Aurora.
-- Arrena-so o engenho Saila Anna d'agua,
cite na fregueziade Serinhaem|Bioente o crran-
le : a tratar aom Scverin- Cabello Pessoa de
SiqjeiraCovalcante na rua de Borlas n. 14 ou no
raesmo engenhos com propriet^rio. '
Furtaram no noite do dia 3 para 4 do
corrente, no sitio da Piranga, dp poder de Fran-
CISCO Machado da Silva, morador na v,||a de
Garonhuns, ura quarlo russo sujo, grande no-
vo, andodor ba.xo, lera o olho tsquerdo co'berlo
de urna nevoa branca e o
quarto direito : roga-se a
dito cavallo o favor ae avisar
rua do Queimado n. 18 a Manoe
ulul u na1"ella villa a Antonio Baplislo de
Mello l'eixolo, que ser
Qcado.
ferro! araargem C no
quem; apprehender o
nesla prara na
Ribeiro d Car-
generu
smenle grali-
vo
Por mais denso que seia o
moceslia pretenda envolver.a map ben
gratidao e o verdadeiro reconheciraent
desse mesino veo ressenlem-se db su
influencia. Assim eu, nao s no citado
f
i ~ i
que a
nie, a
travs
etica
perfei-
o Rio de Janeiro
segu uestes oito dias o brigue nacional I)a-
mao, tem a seu bordo mnlade do seu carga-
mento ; para o resto que lhe falla, trata-se con-
os seus consignatarios Azevedo & Mendes, no seu
escnplono na rua da Cruz n. 1.
Para o Porto
segu at o *ia 10 do corrente o brigue porluguez
Harmonio, anda pode receber alguma carga :
trata-secom os seus consignatarios Azevedo &
ues, no seu escriptorio na rua da Cruz n. 1
REAL fiOMPANIIIA
4flglo-Luso-Brasileira.
Leiloes.
LEILAO
DE
OVEL
Terca-feira 8 do corrente.
ta soude, como anda no leilo dc ininha #rifermi-
dade,sent e sinlo ainda o bilsalmo vfificante
que sobre mira e minha familia diffunde a Van-
dosa mao do meu prestimoso amigo o Illm Sr
Jos Rayraundo da Nalividade Saldanha.cuias ex-
cellentes quolidodcssoo bem conhlecidas e Apre-
ciados por lodosos que tem tido o dita de ocom-
municor. O reconhecimento que trasborda era
raint.a alma reclama de mim um testeraunho
que o caractense. e se bem que minha balbu-
canle voz seja insufficiente para manifesla-lo tal
qual todava espero que o magnanimidade do
illm. f>r. Saldanha aceitar como Sinceras e ver-
daderas as expressoes naseidas de um coraco
verdadeirarnenie agradecido.
Aracaly 22 de abril de 1860.
Beno Candido Dotelho de A zecedo.
Na rua da Cadeia do Rccife n. 7 existe
uraa carta para o Sr. Joao Boptisla Gonc.lves.
?!'?//.GrtU'maraes reino de Portugal, cuja corta
loi tirada do correio por outro de igual nome.
SOS (le gralilicacao.
CoiitiDua a estar fgida a cabra Josepha, de ida-
leat annos pouco mais ou menos, altura reu-
ar, marcas de panno pela cara, falta de denles
toranzellos enchados, andar eslrupiado. esl "es*
ZZ'^c510 em 3 de novemro do auno passado,
desconha-se que esteja acoulada em alguma ca-l
sa ou servindo de ama, lera dous filhos nesla pra-
', .'mUm S"" "mC Dorai8a9. ''berta, e outro de
hZU a8 h?S' eSCraTI! de ura n>or para as
bandjs de Apipucos. alguem j a lera visto, por-
tanto protesto-se centro quem a tiverem sua casa
assim como d-se 5U a quem a trouxera sua sel
nhora na Soledad estrada de Joao Fernandes
Vieiri ou dr noticia certa s
No dia 8 do corrente mez de malo se ho de
orreraotor em proca publica do Sr Dr. aj mu-
mcipil da pnmeira vara desla cidado os bens se-
guintes : ura sobrado de 3 andares da
Vmorim do bairro do Recife n.
41,
rePera"Se drS POrlOS d0 Sul "O dia
oof no mr Tn" que deve seuir P" > Eu-
seainrseScraheedalr3,,r ^T* ** manhaa ou ""
F! l. g r dP's do roeio dia.
^w wSo Snsil'S barC o urasii, tem lugar para 3O oasa-
dftfe ra^ch^e3 ?'***< 3 da SP"unda *
S!|?ffloslenlam os vapores dessa c!
Prelado p^ra fazer esta viagem em luear do
vapor Brasil, trouxe a tripolaclo daquel teborco
sendo o commandante Richard Euslice, o mesmo'
eraLlVoan;a.nVage,ndoBra8U- foi 2S2
r^tffin.^0* Pafsa8"res cora urna busina de
.pratafinaemsignal oe estima e gratidao ocio
bomtratamentoquereceberam. P
nhecedor dos gostos e coslumes porlueuo-
Uatou em Lisboa, cosinheiros, criados e
guezas e por isso tudo prometteaos
"aegrXil SegUrem ""^ Pa8Sagem
tax moa agentes TVssoIrS.0
O agente Borja fara' leilao em seu
armazeua porconta e ordem do Sr. Pil-
cla Bruno, de diversos objecios degos-
to, como sejam camas de raaaeira e fer-
ro, secretarias, toilets, toucadores, qua-' :0ll0. >taSim doTra-ao'd
dros, tmagens.peitos para camisas, pe-! Snem S? ".* 31hC 33' ava,iadas
dacosdecoraletcetc., e muitos ou iSSSn^fiLLii^^
tros objectos e obras de marcineiria au-
na mesma occasiao sero vendidos
reserva de preco. Dar'
i 1 horas em ponto.
qu
sem
principio as
pai
Joaquim
LILAO
DE
Farinha de trigo Haxal.
PELO AGENTE
por conla
de

O referido agente far leilao
quera pertencer, ler?a-leira 8 do corrente s 1
rraazera do trapiche do
Forte do Mallo,
Seguir (
o palacho*___
horas da manhaa no
Exm. baroo do Livramento n
confronte o armazem do Sr. Hemeterio & Irmio'
150 barricas com farinha de trigo marca Ho-
xal XXX.
Transferencia
DO
i dfss parSV^iye Janeiro
kBahia, j bem co^fc^o por
; e como oinr^ffera
ce- aos preleodente,
Leilao de predio
Para terga-feiraS do corrente
ao meio dia 'em ponto.
rua do
avaliado em
a
- -- u.uiuiu.13 a
ouug e a segunda em 2-0k
execucao de D. Marianna Dorolhea Joiquk
mo invenlariante dos bens de seu fallecido
contra a viuva e herdeiros de Manoe
Pereira. t' a ultima proca.
Attenco.
r:,|0oanan!X^as1SS'!ad0declaraa0 P,,bl'Co em ge-
ral e em particular aos seus amigos, que nao
commetlera Iroco do botolhao 4 de ar ilhara ero
que servia com geral estima dc seu digno com
mandante, dos olciaes e de todas as praca. ao
Rvd Sr copellao dePiauhy Frei David* d Nali-
vidade dei.Nosso Senhora, como se deprehende
do aviso do ministerio do guerra de 20 de abril
p. p., publicado em ordem do dia do quartel ee
ueral desla provincia em '1 do andante, tanto as-
sim que, considerando sua remoco urna espe-
cie dc degredo, posto que nao fosseesa a inten-
500 do Boveriio, j pedir sua demissao. Nao
obsto.ite protesta contra quem promoveu dita
troca sem o seu consenlimento.
Padre Antonio de Mello Albuquerqe.
Os Srs, Maia Mendes & C. queiram appa-e-
cer no ruada Cadeia n*l, a negocio de seu in-
it,rc8iiS.
Ama.
deNum,,Uavda0Cadea d0 Recife D'25 Precisa-se
omine*. U escrava> 1ue coz'Dho en-
Alugam-se duas moradas de casas u
receotemenle acabadas, adianto da fabrica de so-
bao com,fundos para o caminho de ferro : a tra-
tar na rua Nova n. 53.
Aluga-se um moleque para o servico de
ia casa de ponca familia na rua Imperial
E ADTOIHSApf
DA
MAIMPKfeDAL i 0||;'isi||g|A
E JUMA MmUL DE HV6IENE PUBLICA
ELECTRO-MAGNTICAS EPISPATICAS
De Ricardo Kirfe
Paraseremapplicadas asparles afectadas
resguardo nem incommodo
TOVA lOILtt
TM'Wf juros,
cid ale, pro-
o. 85, que
sem
e era todas as provincias
desle imSpeCrte\P.ALMisEdlN^VnosT- Cf"heC;daS no Rio de **>
midadesaba.xo escripta,% qe^'.i"0 "a,,a. Pla "oas curas que se lera obtido a
zes e de distinecoes q 6 prova com camena attcsiados que existen! de pessoas capaI
em todososecao.Cd^ epispasticas obtem-se urna cura radical e infallivel
rao do ligado, bofes, esterna^; braco r^Jjr^V^1^^' seJa,n i,llereas ou externas co
erysipelas. rheuma.israo, alaquei irosos e 1? ^' P^'18^" de coracao. gargante ohos"
tumores, como lobinhos. escrfulas? ele se i. Mr ^T0U> ?"ra "^renles^especies de
supuro serooradicalmenteextirWdo;.^^^^^
rao^HSSS^
corpo. declarndola trcum.lnci f '.ed fc"dTn.PT050' bra?' ?"' Perna- P ou onrodn
Pedazo de .pe, ea declara^ 0^^^^^ **SS*.J!
Pode-se mandar vir de qualquer ponto do
Juera
dafldfpor^
er na roa d.,
Iba diri quem'
todos os m&ffffin^" e
:^arwar. ^ a&-
Francaea Rodrigues Carioso de Barros.
- V* abaixoMBn.doi queceriam
o ma.s santo g'ratidao, Ie
em nome de seu odlega^ gestre Fran-
cisco de Metra, deixalMTde agradecer a
seus .rmos d'arte triiixilio que lhe roa-
nifestaram, prestan^e^ratuitameote
a representar erd a noitrf'de seu benefi-
cio, e tamtan ao Sr. regente da or-
chestra o Sr. Quetrog* e a seus compa-
iros. e a todos aquelles aue de sua
**^
no
que se achar aberto todos os dias, s^Z^^Z^^h -.-escripto-
iraperio do Brasil.
I, era seu e*
s 2 da tarde.
,^^ rr.. uiunnaa 4s 2 da tarde.
Il) Ruado Parto ||9
PERTO DO LARGO DA CARIOCJ
parte contribuirm para que o espect-
culo fosse o menos dispendioso possivel,
c tgualmente ao generoso publico per-
nambucano pela decid.da proteceoque
lhe votaram, e agora como sempre ,e
conessam agradecidos, e Ihes olFere-
cem seus fracos p limitados recursos em
qualquer parte que o destino os condu-
zam. Rec.fe de maio de.i860.Isabel
Mana Nunes de OKver,*Vicente Pon-
te. de Oliveira, Antonio Jos Duarte
Loimbra.

Na fabrica de caldeireiro da rua Imperial
junte a ebnc de sabao, e na rua Nova. lojTd
ferragens n 37, ha urna grande porcao de folhas
de zmeo, j preparada p^ra lelhados', e pelo di-
minuto preco de 140 rs. a libra. F
Vilfi N.! !?id MondeS n-1. freguezia da Boa-
Visla, se dir quem precisa de uraa ama para um
dentro" eiro' para lodo servi de portes
.nrn.rUa AugUStaa,u"a-seurn Primeiro andar
com muilos commodos, muito fresco, todo caia-
do e pintado cora goslo : quera pretender diri-
ja-se a esta typographia. "
Penhor.
Sobre ouro e prata, ero pequeas quanlias: na
diant "' S 3 b0ras da Urde em
Na rua larga do Rosario n. 25, ha 60 caitas
com v.iiho do Porto, com urna duzia cada uma
sendo duque-1834-fino, sabido honlem da aU
So^'goS6 V6Qder Pr 16 dUZa' C a
Cem charutos por
1#600. &
No deposito da ru das Cruz.es n. 41, vondem-
se charutos da Baha a 18600 a caixa.
Cera de carnauba, sebo rfenado e fio
de algodao.
armaz'e'm na9:endCr-Se' D larg0 da Assembla.
ATTENCiO.
>ende-se urna casa terrea bem construida, na
cidodede Goiaiina, rua alraz do Rosario : quera
pre ender, dirjase o contratar com Joaquim Jor-
ge F.gueira da Silva, na mesma cidade, rua do
aeio, que fara todo o negocio, sendo possivel.
>ende-se uma canoa nova que pega em200
tenes de capim : na rua Imperial n!l71.
Veadem-se duascarrocas, uma para'caval-
0 e oulra para boi, um carro do 4 rodas de tra-
balnar na alfandega, tudo em bom estado: quem
pretender dinja-se a rua Imperial, armazem de
couros do Sr. Manoel Joaquim Ferreirn Esteves
que acharao com quem tratar, a qualquer her
do da *
Galera americana re-aberta
Galena americana re-aberja
Galera americana re-aberta
Galera americana re-aberta
Galera americana re-aberta
Galera americana re-aberta.
Grande sorlimento de fazendas
Grandesorlimen 10 de fazendas
Grande sorlimento de fazendas
Grande sorlimento de fazendas
Grande sorlimento de fazendas
Grande sorlimento de fazendas.
Fede-se a atlencao das senhoras e cavallieros
Pede-se a altengao das senhoras e cava Iheros
Pede-se a attenco das sonhoras e cavalheiros
Pedo-se a attenco das senhoras e cavalheiros
Pede-se a attengao das senhoras e cavalheiros
Pede-se a attenco das seuhoras e cavalheiros.
JNa rua do Imperador
Na rua do Imperador
No rua do Imperador
Na rua do Imperador
Na rua do Imperador
n ,, Na rua do Imperador.
Para bellos retratos
Para bellos retratos
Para bellos retratos
Para bellos retratos
Para bellos retratos
Para bellos retratos.
Pelo artista A. W. Osborr,
Pelo ariisla A. W. Osborn
Pelo artista A. W. Osborn
Pelo artista A. W. Osborn
Pelo arbisto A. W. Osborn
Pelo artista A. W. Osborn.
Ketratos para 3 at 305OOO
Retratos para 3 at 308000
Retratos para 35> al 30#000
Retratos para 3 al 309000
e fardo
S. Braz.
que
Ac.ia-se exposto no meio da igreja de
N. S. do Terco, durante o tempo da
presente epidemia o martyr e milagro-
so S. Braz, advogado das molestias da
garganta, a veneracao dos fiis
preetsarem de seu santo auxilio.
O mestre de desenlio do collegio
de N. S do Bom Conselho e do de Bem-
fica, tendo ainda algumas horas vagas
offereoe o seu prestmo ao publico : pa
ra esclarecmentos e informaqoes diri-
jam-se aos referidos collegios.
n. 52.
Antonio Duarte subdito Porluguez retira-se
para o Bio de Janeiro.
Fernando Subiela, retira-se para a Eurooa
. tractar de sm saude, e durante-sua auzenc.a
lena por seus bstente procuradores em primei-
o lugjr a seu socio Antonio Bentj d'iruio em
O ajen*Ctmargo fara' leilao no d*i'ffi?wMff? d/Atoaur. ."SC
W~. -ukj lugar a uabnel Antonio d* r..im a.,oi..
ESCRIPTORIO DE aDVOCACIA
DOS BACHAIIEIS ^
Cicero Odn Peregrino da Silva g
0
orehano Angosto P. de Carvalhog
na Ce
RUA DO QUEIMADO
Numero 26
PRIMEIRO ANDAR.
Na rua Direita nu-
vv
mero oo.
de coslureiras para obra de car-
^T
Gabriel Antenio da Castr Quinles.
Attenco.
Na rua do Quelmado, 4oja n. 8, vende-se ura
excellente casal de cachorros galgos muito novoa
c* de excellente raca : rende-se por oecessitar a
passoa reiirar-se desta provincia.
Manoel Joaquim Morelra segu
?por para a Europa.
iro
Precisa-se
regagao.
Terja-feira 8 do corrente na porta da casa
do Sr. juiz de paz do freguezia de S. Jos na rua
de Sanie Rila, lera de ser arrematado 8 caixas
comsabo moco a 4ja cnua, urna sacca com
arroz pilado por 8J. 1 dita com caf contendo 4
arrobas e meia a 53 a arroba.
=: Compra-sa un diccionario inglez em bom
estodo : na rua do Oueimadn n. 39.
Attenco.
Compra-seuma casinha terrea coro quintal,
no burro do Recife ou de Santo Antouio cui
preeoseja mdico: dirijam-se a rua da Cadeia
do Recife n. 40.
Jockey Club.
A coramisso directora lem marcado o dia 12
do corrente, s 4 horas da larde, para a terceira
corrida no prado da Piranga.
A primeira corrida ser de t.000 bracas
Entrada de cada cavallo 60000.
A segunda ser de 500 bracas.
Entrada ae cada cavallo30*000.
A terceira ser de 700 bracas.
Entrada de cada cavallo40^000.
O premio da primeira .corrida ser a imoorten-
, ca das entradas dos cavallos, o da segunda e ter-
ceira na mesma conformiflade. Os socios que
quizerem inscrever seus cavallos devero diri-
girse as thesourciro da mesma commisso al o
dia 10, depoisdo qual nenhuma inscripeo ter
lugar.
=s Antenio Maa da Silva Pereira vai ao
Cea r.
Vende-se um excellente cavallo bom anda-
dor e com arreos em bom estado
rua Nora n. 53.
haceos com milho
a |000.
Na taberna da estrellado largo do Paraizo nu-
til tro 14*
Vendem-se as casas seguintes: um sobrado
no largo do matriz dos Afogados, edificado de
novo, de um andar e sotao n. 86 ; oulra casa ter-
rea rio mesmo largo n. 15; outra na rua do Mo-
tocotembu 11. 36. edificada do novo, defronle da
estaCao; oulra na roa de S. Mignel n. 16: os
Attenco.
Figueiredo & lrra.io, com loja de fazendas na
ruada Cadeia do Recife n. 50 A, participa aos
amigos do barato, que esio quelmando as se-
guintes fazendas, por baratos procos :
Camisas de linho, ina3. duzia a 50.
Ditas de fuslo, finas, duzia a 30
Grvalas eslroilas a COO rs.
22*000 ^ d Pan" fln Cm gUa de velludo a
Cortes de colletes de velludo bordados a 6.
Chapeos de seda para hotnem a 8.
Ditos de fellro, copa alta a 5g.
Ditos de dilo, finos, copa baixa a 4.
Corles de vestidos de chaly cora 27 covados.
de 3babadosa 20*.
a Dils ondiados de todas as cores com 12 cova-
dos a 8S500.
Dilos de cassa proprio para balo a 3J500.
Corles de Iazinha, padroes miudos, com 12
covados a 10500.
2400leS de ChUaS fraucczas com 10 covados a
Chitas finas inglezas, covado a 180 rs.
Chales de merm bordados a 6*500.
Ditos estampados a 6*500.
Dilos lisos a i*.
Armazem de fazendas,
NA
Rua do Queimadon. 19.
Cohortes de chita, gosto chinez, muilo finas, a
preco de 2*.
I.encos do eambraia para algibeira a 2* a duzia.
cunas francezas roiudinhas e muito finas, co-
vado (pechincha) a 20 rs.
Cortes de riscado francez imitando alpaca,
muito bonitos, tendo 13 1|2 covados, por 2.
Lencos para menino e meninas a 80 rs. ca-
da um.
Meias cruas para menino de lodos os tamanhos
Ditas brancas para meninas.
Chates de merino estampados a 2$500.
Alpaca prcta, o covado a 320 rs.
Raloes para senhora a (ty.
Madapolo com pequeo deleito a 3.
Algodao monstro, 8 palmos, a Tara a 600 rs.
Pecas de chita miudinha com *38 covados por
5JS800. ^/
Paletots de brim de cores a 3f.
Ganga franceza escura, covadua 500 rs.
Chapeos pretos o mais fino que ha no mercado
e de forma elegante.
Tapetes franjados para
Chapeos de sol para meoi
Madapolo fino a 6*.
Bramante de linho, vara a
Um riqus
bote
Vende-se um bote
tendentes ao mesmo,
barcaco estrangeira i
cozinha n, 33, na Boi
Mesa
apparelhos
para_quaquor em-
a da Concei-
para trinta peieoas.
I rua da Cmtti&i da Bot-Vijia ^ D,a na
^~.....






Gramniaticaingle-
za c Ifendorff.
Novo metliodopara aprender a lr,
a'escrevw e afallar inglez ero 6 mezes,
qbra inteiramenu nova, para uso de
todos o$ estabelecimentos de instruccSo,
publicare particulares. Vende-se na
praca de Pedm U (ango largo do Col-
Iegio>n. 37, si|||Mo and P^ a-s^jdeum preto que nao
seja mu rndco.para servicos domesti-
co de urna "a| estrangeira ; a tratar
da ra da Cru* n. 4>.
COHPWIIIA
ALLIAUCE
Estabeleeida em Londres
mm u mu.
CAPITAL
Cinco mVI Vio es de libras
esterlinas.
Saunders Brothers & C." tem a honra de In-
formar aes Sr*. negociantes, proprietarios de
casas, e a guem ruis convier, que esto plena-
mente autonsado8 pela dita companhia para
eflectuar seguros sebre edificios de tijolo epe-
dra, cobertos de tena e igualmente sobre os
objectos que coutivere os mesmos ediQcios,
Tar consisU em mobilia ou em fazendas de
qualquer qualidade.
Alnianak da provincia.
Sahio a luz a folhinha com
o altnaaak da provincia para
o correne anno de
Ra Nova, em Breadlas (Blgica),
SOB A DIREC DE E-
uso
Este hotel collocado no centro*de urna das capitaes importantes da Europa, torna-sede grande
valor para os brasileiros eportuguezes, por seus bons commodos e confortavel. Sua posicao
urna das memores da cidade, por se achar nao s proxino s estac,5es de caroinhos de ferro, da
Allemanhae Franja, como por ter a dous minutos de si, todos os theatros e divertimenws ; e,
alm disso, os mdicos precos convidara.
No hotel basenipre pessoas especiaes, fallando o francez, allemao, flamengo, inglez e por-
uguez, para acompanhar as touristas, qur em suas excurses na cidade, qur no reino, qur
emfim para toda a Europa, por precos que nunca excedem do 8 a 10 francos (39200 49000 )
por da.
Durante o espaco de oito a dez mezes, ahi residirn) os Exms. Srs. conselheiro Silva Fer-
rao, e seufiihoo r. Pedro Augusto da Silva Ferrao, ( de Portugal) e os Drs. Felippe Lopes
Netlo, Manoel deFigueira Faria, edesembargador Pontes Visgueiro ( do Brasil,) e muitas ou-
tras pessoas tanto de um, como de outro paiz.
Os precos de todo oservico, por da, regulam de 10 a 12 francos ( 49000 4500.)
fto hotel encontram-se informac5is exactas acerca de tudoque pode precisar um eslrangeiro
Sipop du
nrFORGET
JARABE DO FORGET.
Este xarope est approvad pelos mais eminentes mdicos de Pars,
_:omo sendo o melnor para curir coustipacoes, tosse convulsa e ouiras.
nefa mfnt n^ ?S> Uq?e* d ""10' '"'*** nervosas e ..somnolencias: urna colherada
^mPoTd^enuToameroe.SaOSUreC,enleS- "*"' relente xarope satisfaz ao mesmo
O atpoiUo na ra larga 1I0 Rosario, botica de la'thotomco Francisco de Sonta, n. 36.
Attenco.
OQercce-se um rapaz para caixeiro de ar-
mazem, ou outro qualquer cstabelecimenlo, o
e mesmo para
qual d fiador a sua conduela
cobranca de qualquer casa de negocio : os pre- Cuilherme Pursel aluza a
tendentes deixem carta fechada, com as iniciaos | lo Amaro, quasi defronle da
J. M. iih praca Ja Independencia n. 14 e 16, in- Starr, com commodos para er
dicandn a sua morada.
Orna senhora viuva que tem pouca ramilia
aluga mrlude da casa em que
pessoa capiz, tambem de pouc
lar r.a ra Augusta n. 61; na mesma casa en-
gomma-so roupa com perfeicao.
Aluga-se para criado m moleque de 19
anuos, de bonita figura, cujo procedimenlo se
o qual se vende a 800 rs. na
praca da Independencia livra-
ria n. 6 e 8 contendo alm do
kaleadario ecclesiastico e
civil:
Noticia dos principaes esta-
dos da Europa e America'com
n nnm.x !JJ ^* ,i_____ I assegura : a tratar na ra Direita o 36, primeiro
o nome,idade etc. de seusn-andar,j
peradores, reis e presidentes.
Resumo dos impostos ge-
raes, provinciaes, municipaes
e poli ci aes.
Tabella dos emolumentos
parochiaes.
Empregados civis, .milita-
res, eclesisticos, litterarios
Je toda a provincia.
Associacoes commerciaes,
agrcolas, industriaes, litera-
rias e particulares. "'
Estabelecimntos fabril, in
dustriaes e commerciaes d
todas as qualidades como le-
jas, vendas, acougues, enge-
nhos,etc, etc.
Serve elle de guia ao com-
mercia timo e emfim para todas as
classes i
Ligoes de francez
piano.
** Mademoiselle Clemenoe de Hannelot
g| de Maniieville continua a dar licoes de
3 francez piano na cidade e nos arnrbal-
des : na Tua da Cruz u. 9, eegundo andar.
das 10 lloras por (Jianle.
Antonio Domingos, snbdito portuguez, re-
lira-se para o Rio de Janeiro.
Aluga-se urna baixa de capitn
grande que da' durante todo o anno, si-
tuada na Soledade : quem precisar i-
rija-se a ra da Cruz n. 4.
xxrmnrt rrrrrrrr t rYTTT-rrTTtfT)
DENTISTA FRANCEZ. 2
> Paulo Gaignoux, dentista, ra das La- 3
> rangeiros 15. Na mesma casa tem agua e <
J^ p dentillco. *<
X ^A AiJ. AAAAAAAA X. XXJU.. Ai. tMY A.i>
Por um corte de cabello e
frsameoto 500 rs.
Ra da Imperatriz n. 7.
Lecomte acaba de receber do Rio de Janeiro
primeiro contra-meslre da casa Augusto Clau-
io.c um outro vindo deJDaiis. Esto estabele-
cimenlostl hoje as melhores condi^oes que
possivel para salisfazer as encommendas dos
objectosm cabellos, no mais bwve lempo, co-
mo seja ni : marraas a Luiz XV, cadeias de relo-
gios, braceletes, anneis, rosetas, etc., etc., ca-
balleiras de toda a especie, para bonicos e se-
nhoras, lava-se igualmente a cabega a moda dos
Estados-Unidos, sem deixar urna s pelieula na
caboca dos clientes, para salisazer os pretenden-
es, os objectos em cabello sera feitos em sua
presenca, se o desejarem, e achar-se-ha sempre
urna pessoa disponivel para cortar os cabellos, e
! pentear as senhoras em casa particular.
= Antonio Marques de Amorim faz puWico,
que no da 21 docorrente foi recolhida em 6eu
sitio na Ponte de tlcha urna preta velha por
nome Amia, em estado de embriaguez c mofdi-
dida por cus caes. U seu estado nao permittio
oblerdella informacao alguma que indicasse se
era livre ou escrava. Tendo sido cuidadosamente
tratada acha-sa quasi restabelccida, mas apenas
sabe dizer que pertcnce a urna senhora viuva,
moradora na ra do Collegio, e por isso se taz
o presente annuncio para que a pessoa a quem
Prccisn-so de urna ama forra ou escrava :
no pateo do Terco n. 26.
Anlonio Alves de Souza Carvalho n".o po-
dendo visitar os seus amigos anles de partir pa-
ra o JTio de Janeiro, pede-llies desculpa c ofle-
recc-llies o seu diminuto presumo.
a sua casa em San-
fundiro do Sr.
para grande familia, ou
mesmo para um collegio, assira como vende o
! seu si io e casa defronle da capella de Bellem
n que mora a alguma lamb m com grandes commodos, Ierras de plan-
pouca familia: a ira- lacao j arvores do fructo : os prelcndentes diri
jam-w ao mesmo sitio, ou ra do Imperador
n. 26, defronle da casa da relacao.
I) Sr. F. B. C. tenlia a bo'ndade de ultimar
o negocio que tem na loja de traste do Piulo, na
ra Nova, na certeza de que, se o nao fizer nes-
tes tresdias, ser chamado por esta fulha pelo
seu nome per extenso.
PROVINCIA.
Terceira parle da primei-
ra do Espirito Santo.
Aos 10:000$, 5:000$ e 1:000$.
O abaixo assignado tem exposto a
venda os seus bilhetes garantidos dos 8
por cento ao imposto geral mi lojas se-
guintes :
Praca da Independencia n. 40.
Pateo doCarmo n. 17.
Ra etreita do Rosario n. 11.
Aterro da Boa Vista.
Ra do Crespo n. 5.
Ra da Cadeiado Recife n. f6. '
Prende bilhetc 12^000
Meio 6j000
Quarto 5$000
Vende-se em teu escriptorio na ra
do Imperador n. 21, cm porcoes de
100$ para cima pelos seguintes precos :
IMhete 11/jOOO
Meio 5JF500
Quarto 2.^7 0
Cs bilhetes premiados de sua rubrica
sao pagos na praca da Independencia
Grande e' novo sortimenty de fajeadas e todt&s-S
lidades por baratissinios precos.
Do-se amostras com penhor.

n.
40.
S0C1EDADE BARCARIA
Amorim, Fragoso, Santos
< Companhia.
Os senhores socios commanditarios sao con-
vidados a realisar a terceira entrada de 12 ^2
0i0 obre os seuscapilaes at o dia 16 de maio
correr te, dt conformidade com o respectivo con-
trato social. Recife 1.- de maio de 1860.
P. J. Layme.
Pelo juizo de orphos, cartorio Guimarars,
tem de ser arrematadas no dia 8 do corronte. as
dividas activas constantes de lelras j vencidas
o acceilas por diversos'perlenccntes aos herdei-
ros da finada Joaquina Jeronyma de Jess.
Manoel Jos Leite declara a seus
devedores que nao pode continuar a
ter contemplacao como tem tido com a
maioria dos mesmos, visto como pre-
cisa receber seus dbitos aim de poder
saptisfazer seus compromissos, roga
pois a todos os seus devedores tenham a
bondade de pagar seus dbitos do con-1
trario usara' dos meios judiciaes.
Engommado.
Engomma-se com perfeicao : na ra da Paz
numero 30.
Desoja-se saber noticias do Sr. Jaoques
Wtyl, que veio do Havre para esta cidade em
selembrodc 1838. a bordo do navio Malhilde. :
quem tiver noticias onde exisle este senhor, lera
a bondade de comraunicar no escriptorio de Ma-
noel Ignacio de Oliveira & Filho, no largo do
Corpo Santo, no Recife.
CASA LISO-BRASLEIRA,
2, Golden Square, Londres.
J. G. OLIVEIRAtendo augmentado, com to-
mar a casa contigua, ampias e exccllentes ac-
commodacoes para muito maior numero de hos-
Eedesdn novo se recommenda ao favor elem-
ranca dos seus amigos e dos Srs. viajantes que
visitem esta capital; continua a prestar- lhes seus
serviros e bons ofcins guiando-os em todas as
Lindos corles de vestidos de seda prelos
de 2 saias
Ditos ditos de ditos de seda de cores
com babados
Ditos ditos de ditos de gaze phantazia
de cores
Romeiras de fil de seda preta bordadas
Visitas de grosdcnaples prelo bordadas
com froco
Grosdenaples de cores com quadrinhos
xovado
Dito liso preto e de cores, covado
Seda lavrada preta e branca, covado 13 e
Dita lisa preta e de cores, com 4 palmos
. de largura, propria para forros
Corles de veslido de seda de gaze trans-
parentes
Ditos de dilos de cambraia e seda, corle
Canibrsiasorlandys de cores, lindos pa-
dres, vara
Manguitos de cambraia lisos e bordados
Tiras e enlremeios bordados
Mamas de blonde brancas e pretas
Ditas de fil de linho pretas
Chales de seda de todas as cores
Lencos de cambraia de linho bordados
Dilos de dita do algodao bordados
Panno preto e de cores de todas as qua-
lidades, covado
Casemirasidcm idem dem
Gollinhas de cambraia a
Chales de touquim brancos
Dilos de merino bordados, lisos e es-
tampados de todas as qualidades
Enfeites de vidrilho rancezes pretos e
de cores
Aberturas para camisa de liaho e algo-
dao, brancas e de cores
Saias balao de varias qualidades
Tafel rxo, covado
Chitas francezas claras e escuras, co-
vado
Cassas francezas de cores, vera
Collarinhos de esguiao de liDho mo-
dernos
Um completo sortimento de roupa feila
I
5

9
1200
8
3000
1500
10*000
16 000
18000
9
9
I
I
9
S
S900
9
9
$640
9
sendo casacas, sobrecasacas, paletots,
colletcs, calcas de muitas qualidades
de fazendas _
Chapeos fraccezesfinos, forma moderna
Um sortimento completo de grvalas de
seda de todas as qualidades 9
Camisas francezas, peilos de linho edtM |
Igodo brancas e de cores y
Ditas de fusto brancas e de cores
Ceroulas de linho e de algodo
Capellas brancas para noivas muito finar"
Um completo sorlimenlo de fazendas
Eara veslido, sedas, 15a e seda, cam-
raia e seda lapadas e transparentes,
covado
Meias cruas brancas e de cores para
meninos
Dilasde seda para menina, par
Luvas de fio de Escocia, pardas, para
menino
Velludilho de cores, covado
Velbutina decores, covado
Pulseiras de velludo prelas e de co-
res, o par
Ditas de seda idem idem
Um sortimento completo de lu-'as de
seda bordadas, lisas, para tenhoras,
homens e meninos, de todas as qua-
lidades
Cortes de col'ele de gorguro de seda
de cores
Dilos de velludo muito finos
Lencos de seda rxos para senbora
Marquezilas ou sombrinhas de seda com
molas para senhora
3!500 j Sapalinhos de merino bordados proprios
para baptisados, o par
9 i Casinetas de cores de duas largurasmui-
65000 j lo superiores, covado
500 i Selim prelo, encarnado e azul, proprio
para forros, rom 4 palmos de largura,
280| fazenda nova covado 18600
{500 I Selim liso de todas as cores, covado 9
Lencos de gorguro de seda pretos }
J800 1 Relogios e obras de ouro 9
i Cortes de casemira de cores a 58000
I
89500
j
s
s
9
1*600
9320
18200
#700
2$cno
1.9000
9
9
2*500
9
SS"00.
19000-
S EAU MINERALE
NATURALLE DE VICHY
Deposito na botica franceza ra da Cruz n. 22.
gtHHHB-IBJHHHII
3
JooTavares Cordiro previne ao respeila-
vel publico, que se acha deseocarainhada urna
lolra sacada peto mesme em 4 ou 5 de Janeiro do .
corr-ente anno. 16 mezes de prazo, da quantia de!perteDSa a mande buscar.
710* rs., contw o Sr. Jos Joaquim da Silva, ma-
lulo (do Aracaty). e como se ignora se fui extra-
viada ou sublrahida, previne-se que fica de ne-
nhura effeiloporlero8aceadorrecebidojsua im-
porlMcia, e passado recibo de dita quanli* ul-
lificaado dita letra que nada mais ficar valeR^o,
caso apareca. Peraambucu 3 de maio de 1860.
S. Joo Nogaioe Ritau retira-se para a Eu-
ropa.
Joo Ferreira da Silva vai a Portugal.
Joao Ferreira da Silva durante sua ausen-
cia deixa encarregado de todos os seus negocios
o seu socio Francisco Bernardo da Cosa, em que
ag^enela dos fabricantes america-
nos Grouver & Baker.
Machinas de coser: em casa de Samuel P.
Jobnston & C, ra da Senzala Nova n. 52.
E' chegado loja de Leccrmte, aterro da
Boa-Vista n. 7, o excellente leite virginal de ro-
sa branca para refrescar a pclle, tirar pinos,
sardas c espinhas, e igualmente o afamado oleo
babosa para limpar e fazer crescer os cabellos,
assim como pos imperial de lyrio de Florenca,
nw autorisado a fazer todas as compras neces- para bortueJas e peridades da pelle, conser-
6afias para seu estabelecimento, eos pagamentos i va a frescura e o avelludado da primavera da
do eosiume. | vida
m
|Ruaestreita do Rosario n. 3
$$ Fjrincisco Pinto Ozorio colloca denles ar-
i tifiiaes pelos Jous syslcmas VOLCANITE, sjf
}: ebrias de ouro ou platina, podendo ser $
_P5%radq na sobredila ra a qualquer
sga-se aos Srs. devedores a firma social
l 11) l OPA |Ciisas que precisem conhecimento pralico do
lll\> i All loUU. pau, etc. ;_ alm do portuguez e do inslez ialla-se
Esti.o venda na livraria da praca da Inde-
pendencia ns.fi e 8 as olhinhas para 1860, im-
press s aes'.a typographia, dasseguintes quali-
dades :
K OtHINDA RELIGIOSA, contendo, alm do
kalendario e regulamento dos direitos pa-
rochiaes, a continuaclo da bibliotheca do
Crisliio Brasilciro, que se compe : do lou-
vor ao santo nome de Dos, coroa dosac-
tos de trnor, liymnos ao Espirito Sanio-?
a N. S., a imitagao do de Santo Ambrozio,
jaculatorias e commemoracao ao SS. Sa-
cramento e N. S. do Caraio, exercicio da
Via-Sacra, directorio para oraco mental,
dividido pelos dias da semana, obsequios
ao SS. oora^ao de Jess, saudaces devo-
tas 3 chagas de Christo, oraces a N. Se-
nhora, ao patrocinio de S. Jos e anjo da
guarda, respooco pelas almas, alm de
outras oraces. Prego 320 rs.
ITA DE VARIEDADES, contendo o kalenda-
rio, regulamento dos direitos parochiaes, e
urna collecco de ancdotas, ditos chisto-
sos, contos, fbulas, pensamentos moraes,
receii.as diversas, quer acerca de cozinha,
quer de cultura, epreservaliro de arvores
e fructos. Prego 320 rs.
Neste proveitoso estabelecimento, que pelos no vos mclhoramentos feitos acha-se conve-
nientemente montado, far-se-hao tambem do 1 de uovembro em vante, contratos mensaes para
Tantos Mmfidldadee economiado Pubco de quem os proprietarios esperam a remunerado de
Assignatur de banhosfrios para urna pessoa por raez.....10J000
> momos, de choque ou chuviscos por mez 15a900
________Senes de c.artoes e banhos avulsos aos precos annunciado*.
rrecisa-se de 2:000$ a juros so-J
bre um predio nesta cidade : quem llie>
convier, annuncie a sua morada por
esta mesma (oilia para ser procurado.
Attenco.
na casa o hespanhole francez.
DENTES SliF'Tnl ancisco San.ini. italiano, mestre ,
41 T'W7War IlVfi gUnSUHOnO CCntl'al homCOpalllICOg canto, tem a honra de parliciPrra este respe"a-
@ i-Jim Jl MJarM^4jlA.jl!ja> | de f+ velpublicoPemambucano, que as pessoas quo
Se Leile & Correia em liquidacio, o obsequio
e mandar saldar seus dbitos na loja da ruado
Queimado n. 10.
JJr. Cosme de Sa' Perira
te volt de sua viagem instructi-
Ktiva a uropa continua no exer-
jeicio de sua profissao medica.
Da' consultas em seu escripto-
rio, no bairro do Recife, ra da
Cruz n. 53, todos os dias, menoi
nos domingos, desde as" 6 horas
t as 10 da manhaa, sobre o
seguintes pontos
IFfffiMlIBW.
Continua sob a mesma tirecco do Ma- ffi
noel de Mattos Teixeira Lima, professor
em homeopalhia. As consultas como d'an- @
fti les. t Z
Botica central homcopalrica 1
Do f
DR. SABINO 0, L PliXHO |
Novos medicamentoshomeopalhicos en-
viadosda Europa pelo Dr. Sabino.
Estes medicamantns preparados espe- S
cialmcnte segundlas necessidades da ho- ^
meopathia no Brasil, vende se pelos pre-
eos conhecidos na botica central horneo- 2*
pathtea, ra de Sonto Am-"" ''- '-
vo) n 6.
imaro [Mundo No-
precisarem dos seus prestimos podero procra-
lo no deposito de pianos do Sr. J. P. Vofcelcv
na ra Nova n. 27.
Seguro contra Fogo
COliPAMHIA

DA DE PORTA.a qual, alm das materias do
costume, contm o resumo dos direitos
parochiaes. Preco 160 rs.
s'@@;g>@ @@@ @@@
| Attenco. |
Curso pratico e theorico de lingua fran-
ceza por urna senhora franceza, para dez
mocas, segunda e quinta-feira de cada se-
mana, daslO horas at meio dia: quem
quizer aproveilar pode dirigir-se a ra da
Cruz n. 9, segundo andar. Pagamentos
adiintados. *
S@?5 @@ @
Roga-se aos Srs. devedores do estabele-
cimenio do "allecido Josda Silva Pinto, o ob-
sequie desaldarem seusdebilos na ra do Col-
legio vanda n. 25 ou na ra do Queimado Iota
n. 10.
1
Molestias deolhos
FUNDICIAO
DO
0....
Ra do Brum (passando o chafariz.)
io depoiito deste estabelecimento sempre lia grande sortimento de me-
enanismo para os engenhos de assnear a saber:
Ftgpr moderna, de golpe cumprido, econmicas de cmbustivel, .; de facillimo assento
Pferro com cubo* de madeira largas, leves, fortes, e bem balancadas;
Wb, eport.s d'agua para ditas, e serrilhas para rodas de madeira'
ras com virgens muito fortes, e convenientes ;
* com rodelas motoras para agua, cavallos, oubois, acunbadas em aguilboes deazfis ;
erro tundido e batido, e de cobre
i para o caldo, crivos e portas de'ferro para as fornalhas
a cozer arinha ; '
cavallos ou bois
rau WIUU> en vos e portas de ierro para as
im-p, moinhos de mandioca, fornos para
WrtK todos os tamanhos para vapor, agua c
AguilhOes, br
D.W.
que o h or;
lores desta
mais acn
assi
moa
e paraiuso, arado, etxos e rodas para carrosas, formas galvaniizadas para purgar etc..-etc.
confia que os seus freguezes acharaotudo digno da preferencia com
kI>ga experiencia que elle tem do mechanismo proprio para os agricul-
e pelo faci de mandar construir pessoaln lente as suas obras as
Molestias de coracao e de?
peito ;
. Molestias dos orgaos da gera-
cao, e do antis ;
'. Praticara'toda e qualquer!
operacSo quejulgarconvenien-
te para o restabelecimento dof i
seus doentes.
O exame das pessoas que o cen-1
Jsultarem sera' feto indistncta-
mente, e na ordem de suas en- i
i tra das; fazendo excepcao os doen-1
jtesdeolhos.ou aquel!es que poi
jmotivojustoobtiverfm hora mar-i
jgeada para este fim.
A applicaco dealguns medica!
jmentos indispensaveis em variof!
caso", como o do sulfato de atro-j
pina etc.) sera'feito.ou concedido
^gratuitamente. A confianza que!
Jnelles deposita, a presteza de sua ]
|ac<;ao, e a necessidade promptaj
de seu emprego; tudoquanto o|
2demove em beneficio de
doentes.
seus
Ortelo.
Precisa-se de um ortelo que saiba
f erfeitamente o seu officio, e paga se
tem : a fallar na Ilha dos Ratos com o
Sr. engenheiro Mello Reg.
Lava-se e engomma-se com perfeicao e
presteza, e por mdico prego : no Campo Verde,
principio do CofPe^o^djkjlispo. sobrado n. 2.
NOVO DEPOSITO
DE
Francisco Jos da Costa Ribeiro, faz ver ao
rcspeilavel publico que Jus Soares de Amaral
deixou de ser seu caixeiro do dia 2 do crreme
em diante.
Precisn-se de urna ama de leite para aca-
bar de criar um menino que j tem 7 mezes e
que tenha bom leile : no Recito ra da Cruz nu-
mero 31.
Aluga-se um sitio com boa casa de vivenda,
cocheira c eslribaria, no lugar da Capunga Ve'
i lha quem prelender dirija-sc a ra do Vigario
n. 31, primeiro andar, que achara com quem
tratar.
B. Tuckoss faz scienle ao publico em ge-
ral e ao corpo do commercio em particular que
deixou de ser socio da casa conmercial que gy-
rava sob a firma de Arkwnght Tuckoss & C.
nesta praga c que desde entao ficou desonerado
de todo activo e passivo da dita firma Tuckoss
desde 31 de dezembro de 1659. Recife 3 e maio
de 1860.
Na ra doHortas n. 128 reside urna senho-
ra que se propoe a fazer vestidos para bailes,
casamenlos e para qualquer fim, a bordar de to-
das as qualidades, a fazer finalmente loda obra
tendente a costura, a qual promette limpeza e
commodidade em preco.
Aluga-se o segundo andar do sbrado da
ra das Cruzes n. 35 por cima do barbeiro : a
tratar na praca da Independencia n. 34, loja de
chapeos.
I Aluga-se urna casa terrea em frente ao
pharol em Fora de Portas : a tratar no becco do I
Campello n. 4.
Hotel do Rosa
12 Ra da Quitanda 12
NO
LONDRES
AGENTES
G J. Astley & Companhia.
f------
3
Vende-se
Tintas de oleo.
Formas de ferro
purgar assucar.
Estanho em barra.
Verniz copal.
Palhiriha para marci
neifft.
Vinhos finos de Moselle.
Folhas de cobre.
| Brimdevela: no arma-
1 zemde C. J. Astley A C.
cniiaMnckoo> fnnnnow
Annuncio.
Precisa-se de urna ama que saiba ^cozinhar,
comprar e lavar, livre ou escrava : na estrada
de Joo de Barros, o primeiro sitio a direita,
passando a capella.
Preeisa-se fallar com o Sr Jos Goncalves
da Silva, na ra Direita n. 7. cujo senhor die-
go u no dia t.- do correle no vapor Paran^..
Precisa-se para casa franceza de urna ama
forra ou escrava, que saiba bem engommar e co-
ser : a tralardas 9 horas da manhaa s 2 da lar-,
de, na ra do Imperador n. 7, confronte a ordem
terceira de S. Francisco.
s

fabricas da Inglaterra, para onde elle faz viagem ani para o dito fim,
itinMip da sua fabrica em Pernambuco, para riM Scar o me
Str, e de fazer os concertos de que poderaWecessitar.
Ra do Imperador, confronte
ao oito do deposito dogaz.
Bortt C attendendo a que os senhores con-
sumidores de geloso pela maior parte residen-
tes nos bairros de Santo Antonio e Boa-Visla, e
que Iutariam com grande difflcoldadc se este es-
labolecimeDlo estivesse collocado no bairro do
Recife, poderam encontrar na ra do Imperador
confronte ao oitao do deposito do gaz, um arma-
zetn com as proporces exigidas para deposito
IPoh dete Kenero, o q.alesUr aberto concurren-
O mecnams- ca dos mesmos senhores, das inoras d* nhfia
diante.
-^~
s 6 da tarde do dia
8 h.
correte em
Bio de Janeiro.
Este anligo e bem acreditado eslabelecimenlo
nao s offerece aos Srs. viajantes excellenles
commodos e um tratamenlo tao bom como nos
melhores da Europa, como tambem aos amado-
res de buhar, ricas mesas em que possam se re-
crearen! as horas vagas. O propnelario confia-
do na fama que sua casa tem sabido grongear,
tanto dos numerosos estrangeiroa como mesmo
nacionaes, que tem tido a honra de hospedar,
espera conlinuar a merecer a confianca das pes-
je visitaren! a corte do imperio.
ac-se para Lisboa
Porto e Ilh^Tle S. Miguel, no
escriptorio de Carvalho, No-
gueira & C, ra do Vigario n.
19, primeiro andar.
Precisa-se de duas ama?, urna pa*
ra cosinhar e outra para engommar,
dando-se preferencia a escravas: a tra-
tar na ra do Imperador n. 15.
Attenco.
confronte a ma-
triz da Boa-Vista.
Recebem-se bixas de Hnraburgo, vindas por
todos os vapores da Europa, as quaes tanto so
vendem como se alugam, amola-se lodo fer,
cortante, bola-se ouvidosem armas de cspol
$ @
5 Antonio Jos Ferreira Alves, mudo
@ seu g;bnete do consullas medicas-ciBiljrj
gicas e operaces para a ra doQueiJredo
j$ n. 38, primeiro andar, sonde poder^ser I
ft consultado at s 8 horas da roanhfa e
das4s6 da larde Chamados a IjJda a A
hora do dia o da noile, sendo os/pobres
# tratados e aliendidos graluitamo^le. ti
& @
Precisase alugar unj^preto idoso
para pequeos servicos de casa : na ra
do Codorniz n. 18,
*i

ia.
qufi-iba lavar, '
na ra da Cruz
Os senhores agraciados do dia 14 df
p. que qherem tirarseu3 ttulos, h
decoracocs, podera entender-ae ci
Chaves, ra da Imperatriz o. 17.
Precisa-se alugaa^una P'*
engommar ecosjr; paga-*
n. 23, segund>ran'iar.
Juliojfwinrado participan! aos seas fre-
guezes aire teem em sua casa o melhor sorti-
menioJre obras feils ; assim como enesrregam-
/fnandir fazer por medida, visto o seu mes-
.Ifaiate ser bem eonhecido em sua arle
wj Aluga-se a casa terrea na ra dos Guaran-
es n. 14. em Fra de Portas, reedificada de novo
Bericole pintada, com commodos para familia
tratar, na ra da Cruz n. 35, loja.
i*n- I
para


fre*
^annun-
rsas lo-
cutor isa do
<\ pessoa algu-
>tos era seu norae, e por
consqgomte de maneira alguma pagara'
divicjtai contrahidas por quem quer que
seja, "-e declara mais que usara' dos
m-ioMjue a lei lhe faculta contra aquel-
es que se apresenlarem querendo co-
brar'dividas contrahidas por esta for-
ma, pois o annuncante nao pode ver
jisso tenSo dolo e raa' fe, para nao usar
de outros termos. Recife 1 de maiode
18G0. Dr. Pedro de Athayde Lobo
Motaozo.
Frecisa-se de urna ama para casa de pouca
tomilia: na ra do Nogueira n. 20, segundo
andar.

acadmico
ne ten ha a bordada de ap-
rna Notb. a negocio de
ti A RJO DE PERHAMBUCO. SE
10 DE 1B0.
DA
WDiwa
Mano
neaao
Vinillo Pires Falco, lendo sido nq-
pi'lo Exm. Sr. presidente da provincia
l'ncsureiro das loteras avisa ao respetlavcl pu-
blico que leudo ora vista regularisar as mesmas
loteras, snbmclleii a approvaro do raesmo
Exm. Sr. presidente o plano que abaixo vai trans-
cripto e por elle vai ser extrahida a lerceira par-
le da primeira lotera concedida a favor da ir-
inandade do Divino Espirito Santo da igreja do
Collegio, devendo as rodas da dita lotera impre-
lerivelincnlc correr no da 26 do presente mez,
no lugar do costume, o os respectivos billietes
su acharn exposlos venda no escriplorio da the-
SOUrara das referidas loteras silo na ra do Im-
perador (outr'ora do Collegio) sobrado de um an-
dar n. 2 por cima do nrmizem de f.izcndas do
Sr. Rolim, desde s 8 horas da mauha s 6
horas da larde.
O raesmo thesoureiro espera a coadjuvaeao do
rer, dorante t4Bfn atf-
gencio, deixal KBX|Untes procuradores os
Srs. Joao Luix Y>a KaHlooel Jos Guedes de
Magalhos, e na gerencia de seu estabelecitn|nlo
os Srs. Antonio de Azvedo Ramos e Miguel Jos
da Silva.
Boa casa para alugar.
Nodia 8 do correte lera lugar a ultima praca
para a arrematarlo por ires anuos das rendas do
sobrado de tres andares e sotao coro mirante,
Ma na na eslrcita do Rosario n. 41, rom gran-
de armazem lageao de tres portas, gabinete em
cada um dos andares, e oulras muitas accommo-
daces, avaliadn no lodo em 1:7005 por anno,
na sala das audiencias, depots de Onda a do juizo
municipal da primeira vara.
Na noitedo dia 3 de raaio furlaram do pri-
meiro andar da ra Nova n. 65, 'um relogio pa-
tente suisso n. 12065, com um correntio lino
roga-se a quem for ofereeido, o favor de apprc-
hende-'.o e Iraze-lo dita casa, que ser geue
rosamente recompensado.
/i0$000 de aluguel.
Da-se mensilmenle por um andar que tenha
commodos para familia : na ra estreila do Ro-
sario n. 34, primeiro andar.
D-se 25g pelo aluguel de urna preta que
saiba comprar e cozinliar, para urna casa de pe-
quena familia : quem a livor, pode dirigir-se a
-livraria da ra do Imperador n. 21.
t sortimenlo de
nmpas feilas

Na loja da ra Direita n. 87.
Risos sobrecasneos de panno muito fleo a 25 e
289, paletols de fostao brancos e de cores a 5,
dito: de alpaca de seda a 5$, ditos sobre a 6JJ,
dito: de brim a 3JJ500 e 4$. ditos de esguiao de
algolo branco a 39200, calcas de brim de linjho
de ores a 2$500, 3S, 39500 e 4g, ditas brancas a
29, < orles de collele de gorgurode seda a 29600
e 3;, ceroulas de bramante francezas a 1$600,
grvalas de gorguro, chamalole, selim e groz a
1$. dilas de rede a 19400, chapos franceses
a 89 e 89500, dilosde casemira a 3g800, ditos de
casi ir, copa baixa, a 109, chapeos de sol de p in-
no, ;abode canoa com astea de balea, a 29500,
por ler grande porco, cortes de brim de algo io
a 900 rs.. saias a b'alo a 69500, esguiao de al-
god 10 com duas larguras a 400 rs colletcs de
gori;urao de seda a 59, mantas de seda a29500,
mehs cruas a 29500, 39200 e 49. e outra gui-
tas Uzeadas de gosto que seria enfadonho mpn-
cior ar ; a ellas, antes quo so acabem : sajpa-
los de Iranga feitos no Porto a I96OO.
Fumo americano.
Ferros mar eco6micos
A 8SOOO.
4viso ao commercio.
Manoel Joaquim Moreira, socio do fallecido
Miguel Jos Rodrigues da Costa, cuja firma so-
cial era Miguel Jos Rodrigues da Costa & Mo-
reira, julga nada dever tendente a extincta fima;
mas se alguem se julgar credor, quera apresen-
tarsua conta at o dia 9 do correle para ser
pago.
Altencao.
i
Os effeilos anliepidemicos, quo sao produzidos
pelas fumigares hygienicas de Guylon de Mor-
veau, sao elli1.a7.e3, como prova a experiencia que
dellas se lem tirado ltimamente. Os vaporas
que se elevam de nina formula desta fumigacao
Tespciiavel publico pois co"m ella envid ir "lodos .bastara para desinfectar tira espaco de 3(0 ps
I
08 esforcos que estiverom a son alcan.e para que
nao s sejara ellas exlrahidas nos das que fo-
rom marrados, mas lambem para que lenham
grande incremento e mesmoat o de elevar pro-
porcionalmente o capital de cada urna aos dos
quo sao exlrahidas na corle do Rio de Janeiro.
Augusto k Perdigad,
cudeos ; c de 10, as nitriras, assim explica Car-
nirhael Smilh. O .indago que nos vecha de pre-
sente, tem ceifado muitas vidas, e couvem que
[para prevenir-se o mal, antes do que cura-lo de-
pois de apparecido) as pessoas desta cidade, onde
outra qualqucr parte, onde o mesmo se vai de-
senvolvendo e se lem manifestado, recorram
botica n. 88, na ra Direila, onde se acha ven-
^da quanlidade daquelle. desinfectante. O Sr. Do-
^ (s- mingos Ribeiro da Cunha, morador na roa da
**^ N**^ ^^\s*^ ^%s**^ ^\Ji j l'raia n. 49, reconhecendo oslar a sua casa aToc-
4000 billetes a 10j.................. 40.0009000; tada desta epidemia, pois quasi todas as possoas
20 por cenlo do beuelicio........... 8 OliOalMW de sua familia haviam adoecido, recorreu ao
abaixo assignado, que subininistrando-lhe a fu-
Sempre
tro el-
lias.
1 Premio de......... 10:0005000
1 Dito de............ 5:(i0l)s0i)U
1 Dito de..........A 1:0(103000
1 Dito Ue............ 4OISO00
4 Dilosde 200$..... 8080
8 Ditos de 1003..... 81109009
19 Ditos de 503..... 9503000
40 Dilos de 20$..... 8OO3OO
3225 Dilosde 10J..... 12:250099
1300 Premiados.
2709 Brancos.
4000 Bilhelcs.
Thewuraria d^s loteras 12 de abril de 1860.
O Ihesoucriro Manoel Cimillo Pires Falco.
Approvo Palacio do governo de Pernambuco
TJ de abril de l869.=Luiz Barbalho Muniz Fiuza.
Conformo.Francisco Lucio de Castro.
Tbesouraria das loteras 4 de maio de 1830.
Manoel Cimillo Pires Falco.
O abaixo assignado arrenda o seu engenho
Cidade de l'aris, sito na comarca do Cali, com
capacidade paia sifrejar muitos mil paes, sendo
sua terraja extraordinaria produeco, perlo da
estrada ao ferro 5 leguas: a tratar" no engenho
Arariba do Pimentel com pii proprietario.
Joio Cavalcanli de Souza Leo.
migacao, produzio ella saluUres resultados : as
pessoas pois, em idnticas circumslancias, que
precisarem das tiesinfeccoes, o acharo sompre
prompto para mandar cITeciuar a devida applica-
sao. O mesmo tambem vende na mesma botica
us ingredientes para conservar as casas os va-
pores do clilorure, os quaes ern todo o caso mui-
to approveiUm, cprcvinem a invasao aas epide-
mias no interior das liabitacbes ; assim como
de importante ulilidade a sua applicaco as fc-
ridas, ou ulceras chrouicas como detergente para
preserva-las do estado de putrefacto. A maneira
de applicar so achar na etiqueta. O preco de
2390.Jos da Rocha Parauhos.
as.
Btos.
atites.
Altencao.
Attcncao.
Ura moco bastante habilitado a oceuparo lugar
de primeiro ciix"iro do fazendas.ou de escripia,
tendo pralira de 9 anuos de commercio, oirercje-
se para qualqucr arrumaeao que lhe ccnvenha,
deixamf o prelendente carta na redaccao doste
jornal, com as niciaes I. L. R. J. com a moiada
o numero para se procurar.
Altencao
o
Aluga-se um escolente negro de boa conduc-
ta para o servico de urna casa, ou tambem se
vende: quem o pretender, dirija-se as Cinco
l'ontas n. 82, junto as casas cahidas.
O abaixo assignado, novamente roga a todas
aquellas pessoas qun anda lhe csto devendo do
gneros comprados em sen aniigo estabelecimen-
to da ra da Cedis do Recife n. 23, defronte do
1 hecco Largo, que venham pagar quanto antes,
porque o annuncante lendo de se retirar para
fra se lhe faz preciso liquidar suas conlas.
Manoel Jos do Nascimcnto c Silva.
Achando-se nesta cidade, vindo do Mara-
nho, para ser vend lo, o crioulo Fauslino.de-
sapparceu antes na honlem, 25 do abril, do lu-
gar do Giqui, para onde linha ido a contento ;
sua estatura alta, corpo regular, Iraz suissas
raspadas no queixo, filia bem, tem o semblante
triste, conserva no cotove'.lo direito a cicatriz de
urna entilada, intilula-se forro, trocando o nomo
para o de Jos da Rocha, cora o qual servio no
exercilo era quanto nao foi reconhecido, dizendo
ser natural de Marn ; leou calca de algodo
cinzcnla, camisa branca, chapeo de palha, e um
cobertor de laa. Desconfia-se que seguisse para
o norte da provincia, equem delle der noticia ou
o apprehender e conduzir ra da Cadeia do Re-
cife n. 38. primeiro andar, ser rocompensado
generoramente.
Precisa-se de urna pessoa habilitada pare
tomar conta da cozinha de urna casa eslrangeira ;
na na Nova n. 21, loja de F. J. Germann.
con loja na ra da Cadeia do Recife n
23, confronte ao becco Largo,-
previnem aos seus freguezes. queacabam d sor-
lir seu novo esUbelccimento com fazendas de
gosto, Qnas, c inferiores, para vender pelos pre-
cos os mais razoaveis ; as fazendas inferiores,
nao a retalho, se venderao por um preco fi*o
qun ser o seu proprio cusfo as casas inglezas,
urna vez que sejara pagas vista.
Tlesle eslabeleciraento se encontrar
un. sortimenlo completo de fazendas, e e
las o seguinte :
' "estidos de seda com babados e duas s
Ditos de la e seda e duas saias.
.)ilos de tarlatana bordado a seda.
Manteletes pretos bordados com franj
Calinas pretas de seda e de fil.
Polonezasde gorguro de seda pretas
3inluroes para senhora.
Kspartilhos com molas ou colchetes.
Knfeitcs de vidrlho ou flores para senhora.
Vestuarios para meninos.
Saias de balao para senhora e menin
Chapeos para senhora e meninas.
l'entes de tartaruga dos melhoresgo
Perfumaras de Lubin e outros fabn
Cassas e organdys de cores.
Grosdcnaplesde cores.
Chitas escuras franezas e inglezas
Hullas e manguitos os mais mojemos.
Camisas de linho para senhora.
Ditas de algodo para menino.
Algodo de todas as'qnalidades.
Longos de labyrinlho para presente
Collas de crochel prta menino.
Vestidos de rlin azia.
Roupa feita.
Casacas e sobrecasacas de panno fino.
Paletols de casemira.
Caigas de casemira pretas e de corles.
Colletcs de seda idem idem.
Ditos de fusio.
Camisas inglezas todas de linho
Ditas francezas de differctites qual
Malas e saceos de viagera.
Borzeguins de Melliere outros fab icanles para
hornera.
Ditos para senhora.
Charutos de Havana, Baha e niaflilha.
Camisas de flanella
Chapeos de todas as-quslidades
senhora e criancas.
(orlos de vestidos brancos de blondo com ca-
pella e manta.
Didos do vislidos brancos do seda
montos
Chapeos de caslor plret
e brancos
Na ra do Queimado n. 37, vende^n-
Ihores chaces de castor
Vende-so fumo americano proprio para mas-
car e fazer cigarros : na ra da Cruz do Recife n.
50. primeiro andar, caixinhas de 20 e 40 libras
a 400 rs. a libra.
L0J4 DO VAPOR-
Grande e variado sorllmento de calcado tran-
ce/, roupa feila, miudezas finas c perfumaras,
ludo por menos do que em outras parles : na lo-
ja do vapor na ra Nova n. 7.
Potassa da Russia
E GAL DE LISBOA.
No bem conhecido e acreditado deposito da
ra da Cadeia do Recife n. 12, ha para vender
potassa da Russia e da do Rio de Janeiro, nova
e de superior qualidade, assim como tambem
cal virgem em pedra: tudo xor Breos muito
razoaveis
Sndalo.
Ricas bengalas, pulceiras e legues :
vendem-se narua da Imperatriz n. 7,
loja do Lecomte.
Loja da boneca* ra da Impe-
ratriz n. 7.
Vendem-se caixas de tintura para tin-
gir os cabellos em dez minutos, como
tambem tingemse na mesma casa a
qualquer bora.
& ifnnnAP f-iinnit id i .. 1- hmvi\ "A
loJ^H
vende-se urna flauta 4 bano,guarnecida de ma-
ellechart.com 10 chaves,syslema Bohemio, muito
bem acabada, por 50, aasiot-eoa um violao de
Jacaranda, de cnjives, marcinttAav d-madrepe-
rola.obra prima, por 50jk fasa** dt jnadrepe-
Conlioua-se a vender fazendas por baixo
^ preco at mesmo por menos do seu valor,
g, afim de liquidar conlas : na loja de 4 portas ~
5^ na ra do Queimado n. 10.
REMEDIO 1NC0MPARAVEL.
UNGENTO HOLLOWAY.
Milhares de individuos de todas as nacoes p9-
dom testemunhar as virtudes deste remedio in-
comparavel e provar em caso necessario, que,
pelo uso que delle fizeram tem seu corpo e mem-
bros inteiramente saos depois de haver emprega-
do intilmente outros tratamentos. Cada pesoa
poder-se-ha convencer dessascuras maravilhosas
pela leitura dos peridicos, que lh'as relatam
rodos os das ha muitos annos ; a maior parte
dellas sao to sor prendentes que admiran: so
mdicos mais celebres. Quantas pessoas reco-
braram com esle soberano remedio o uso de seus
bracos e pernas, depois de ler permanecido lon-
go tempo nos hospitaes, onde de viam soffrer a
ampulaco I Dellas ha muitas que havendo dei-
xado esses asylos de padecimentos, para seno
submetterem essa operaco dolorosa foram
A 8,000 rs. com todos
os pertences.
Do-se a contento para ex-
periencia por um ou dous
dias.
Vendem-se estes magnficos ferros as seguin-
les casas:
Praca do Corpo Santo n. 2.
Ra" da Cadeia do Recife n. 44.
Dila da cadeia do Recife n. 49.
Ra Nova n. 8.
Ra Direita n. 135.
Dita da Madre de Dos n. 7."
Dila doCrespo n. 5.
Dita da Penha n 16.
Dita do Cabug n. 1 B.
Dita Nova n. 20.
Dita do Imperador n. 20.
Dita do Queimado n. 14,
Dila Direita n. 72.
Dita da Prais n. 28.
Dila da Praia n. 46.
Dita do Livramcnto n. 36.
Dita da Santa Cruz n. 3
Dita da Im eratriz n. 10, armazem de fazendas
de Raymundo Carlos Leite&Irroo, em lodos
estes lugares do-se por um ou dous dias para
experimentar-so.
prximo mez
e esio-se
*. o
et>, in-
^^*pen-
tendo a prtprieda-
escrevendo, me-
nos.
na ra da
rola proprios para presen1
de devora o) a 5, 6, 8'e"
acabando, graxa frsuc
pote, (especial desta 1
gleza, inteiramente liq
as de ac o melhorpasi
de de, quanlo mais velha et
Ihorfica, e muitos obj
Cera de
Vende-se de muitobls qoalidade :
Cadeia do Recife,jgfl|pro Com toque de avaria
41:800
Cortes de vestido de chita rocha fina a 1:800
lencos de cambraia brancos a 2:000 2:500 35
4:000 a dusia ditos com 4 palmos po ead face
ede 4 e meio por 5:000 cousa rara no Arma-
zem de fazendas de Raymundo Carlos Leite Irmaos. roa da Imperaariz n. 10.
Verdadeiras luvat de ovin de to-
das as cores, ra
loja do Leconte.
>eratnz n. 7,
A 7,000 rs.
Ferros econmicos com
toles e descanso.
Aterro da Boa-Vista n. 46.
Ra do Queimado, esquina para o Livramcnto,
loja das seie portas.
Ra da Cruz, fundos do Corpo Santo, loja de
cera n. 60.
Vende-se doce de caj' secco muito bom a
6f0 a libra : na ra Direila n. 72.
Cocos italianos
de folba de flandres, muito bem acaba-
dos, podendo um durar tanto quanto
curadas completamente, mediante o uso dessel duram quatrodos nossosa 400 rs. um
Botica.
Explicado dcarithrncti-
cae algebra at equa-
coes do 2/ grao.
Quem pretender aprender cssas materias com
S connhecimentos precisos para o curso de ma-
hejnalicas ou do commrcio, dirija-se ao Cor-
redor do Hispo, casa onde reside o alteres Barbo-
sa, que ahi achara com quem tratar, das 6 s 8
horas da manha, e das s 6 da tarde.
PUBLICAQAO JURDICA.
Codirjo do processo criminal.
Nova edico anotada e considcravelmeule aug-
mentada pelo Sr. I)r. Braz Florenlino Ileiiriques
de Souza. Est venda na livraria dos editores
(Juimaraes & Olivcira, ra do Imperador n. 2.
Chales t hinezesa
a 4#500.
Na bem conhecida loja do Pregui^a, na ra do
Queimado n. 2, vendem-se ricos chales de meri-
no de modernos e lindos gostos cora ura pequeo
dsfeito de mofo a 4c5D0 cada um.
Curso de geometra.
O abaixo assignado ailmilte at o dia 15 do cor-
rente, era sua aula particular, nao s alumnos
que j tenham dado arilhmetica como lambem os
que, tendo esludadoo curso le geometra, quizo-
rem recorda-lo para os eximes em novembro : os
senhores esludanles que estiverem netas cir-
cumslancias, uodem dirigir-se casa de sua re-
sidencia, na ra Direita n. 74. para serein matri-
culados.Antonio Egidio da Silva.

Flores de cera em cinco
Jices.
O artista Jos fticaud recenlemonte chegado
da Corte, offerecc ao publico em geral. e em par-
ticular ao bello sexo, seus lindos Irabalhos de ce-
ra e lias ; d licoes em casas particulares; expo-
sieao dos quadros.na ra do Cabug u. 3 A, cusa
do horticultor francez.
Os abijxo assisnados declaram ao Sr. Anto-
nio Sergio d-'a Cruz funis, que nao seconformam
ra o seu annuncto feito no Diario de hontera
ue dizque o Sr. Jos Mara Cesar do Ama-
lafTSftmr^leixoudfser sucio da loja de fazendas
naruailo Queimado n. 49, que gyrava sob a fir-
mi'de siuoiz (St Amaral, o que por causa dessa
irursda war somonte o dito Sr. Muniz respon-
savel pplofcclivoe passivo, pois os abaixo assg-
nados enlVidcm que em quanlo existir firmada
enr*lelra alarma dos Srs. Muniz & Aoiaral, eslao
ambos respftnsavel pelo pagamento dellas. Reci-
te 5 de maio al86u.Southall Mellors & C.
22 fea Nova 22.
Lotera 'ua prN^acia com ga-
rant
Na casa acimn indicada aerfarse-ha seropre
m variado sortimenlo de bilh provincia A salisfat^ao dos compradAtes, que ter
nm able do 10 0|l em quantia maioK1^0 tOOJ.
Os bilheles vendidos nesl- casa sao g^ranHdos
aende os8 0(0, pagos logo que c extrair\'"1
ria: porisso cenvida-se aos amantes deste
lo jugo a virem compra-Ios aqai, que hSo de
ar salisfe"-"-
Compra-so ovos em grandes e pequeas
porces: na ra da Senzala Nova n. 30.
Imacarroca
com pipa para condueco d'agua : compra-so no
Forte do Mallos, armazem n. 18, conronfe ao
trapiche do algodo.
Escravo.
Compra-se um escravo de 12 a 16 annos, es-
perto e sem vicio nem defetlo algum. Se livesse
principio de ourives Seria preferido : quem o li-
ver e quize-lo dar algum tempo a conteni, pa-
gando-se o aluguel,caso uitoseeffectuaro negocio,
pode dirigir-se a ra Nova n. 15 1. andar. Nao
se acceita de casa de commisso.
Vendas,
Escravos.
Vende-se urna escrava muala remito nova e
robusta : na ra da cadeia do Recife, primeiro
andar, n. 28.
Courinhos de cabra e de be-
zerro.
Vendem-se e de boa qualidade : na ra da
Cadeia do Recife, primeiro andar, n. 28.
Velas de cera de carnauba.
Vendem-se por preco commodo e vontade
dos compradores : na "ra da Cadeia do Recife,
primeiro andar, n. 28.
Toalhas e ricos lencos de la-
byrinlho.
Vendem-se na ra da Cadeia do Recite, pri-
meiro. andar, n. 28.
Vende-se carvo animal: na roa da Senza-
la Nova n. 3Q.
I Engenho,
@ Vende-so o engenho Santa Luzia, silo na g
$ freguezia de S. Lourenco da Malta, entre $
os eogenhos Penedo de Baixoc Penedo de
4gl Cima : Irata-se no mesmo engenho ou.n
engenho Mussambi^ue com Felisbnoyde
$$ Carvalho Rapozo.
Rartholomeu Francisco de Souzki, ra larga
c o Rosario n. 36, vende os seguintes medica-
mentos :
Rob L'Affecteur.
Pilulas contra sezes.
Ditas vegetaes.
Salsaparrilha Bristol.
Dila Sands.
Vermfugo inglez.
Jarope do Bosque.
Pilulas americanas (contra febres
Ungento Holloway.
'ilulasdo dito.
Ellixir anli-asmathico.
Vidrosde boca larga com rolhas,
I21ibras
Assim como tem um grande son
pe para forro de sala, o qual ve
preco-
41
dades.
preciosoremedio. Algumas das taes pessoas na
enfuso de seu reconhecimento declararam es
tes resultados benficos dkuite do lord correge-
dor e outros magistrados, afim de mais autenli.
carcm sua firmativa.
Ninguem desesperara do eslsdo de saude sa
'ivesse bastante confianca para ensaiar este re-
medio constantemente seguindo algum tempo o
mentratalo que necessitasse a natureza domu
cujo resultado sea prova rinconleslavelmente :
Quetudocura.
O ungento he til, mais partieu-
Iarsuente nos sesutntes casos.
ara homem,
\
para \casa-
i-.ps me-
de 2 oncas a
menfo de pa-
iide a mdico
Alporcas.
Caimbras.
Callos.
Canceres.
Cortaduras.
Dores de cabega.
das costas..
uos membros.
Enfermidadus da cutis
em geral.
Ditas do anus.
Erupc6es e escorbti-
cas.
Fstulas no abdomen.
Frialdade ou falta de
calor as extremida-
des.
Frieiras.
Gengivas escTaadas.
Inchacoes
Inflam'maco doflgado.
Inflammago dabexiga.
da matriz
Lepra.
Males das pernas.
dos peitos.
de olhos.
Mordeduras de reptis.
Picadura de mosquitos.
Pulmcs.
Queimadelas.
Sarna
Supuracoes ptridas.
Tinha, em qualquer par-
te que seja.
Tremor de ervos.
Ulceras na bocea,
do figado.
das arliculaces.
Veas torcidas ou noda-
das as pernas.
e 4$ urna duzia : na ra Direita n. 47,
loja de funileiro.
Vende-se um carro de 4 rodas, bem cons-
truido e forte, com assento para 4 pessoas de
dentro, e um assento para boleeiro e criado fra,
forrado de panno fino, e tudo bem arranjado :
para fallar, com o Sr. James Crabtree & C. n.
42, ra da Cruz.
Era casa de Southall Mellors & C, ra do
Trapiche n. 38, vendem-se os seguintes artigos:
Chumbo de munico sorlido.
Pregos de todas as quididades.
Alvaiade.
Vinho de Shery, Porto, Hunganan era barris.
Dito de Moselle em ctiixas.
Coguac em caixas de duzia e barris.
Reogios de ouro e prata, patente e chronome-
tros, cobertos e descobertos (bem acreditados).
Trancolins de ouro pera os mesmos.
Biscoilos sortidos em latas pequeas.
Roupa feitaj
Ra Nova n. 49, junto
a igreja da Conceigo dos \
Militares.
Neste armazem encontrar o publico i
um grande o variado sortimento de rou- !
pas feitas, como sejam casacas, sobreca- !
sacas, gndolas, fraques, e paletols de '
panno lino prelo e de cores, paletols e
sobrecasacas de merino, alpaca ebomba-
zina pretos e de cores, paletols e sobre-
casacos de seda e casemira de cores, cal-
gas de casemira prela e de cores, ditas de
merino, de princeza, de brim de linho
! branco e de cores, de fusto e riscados,
calcas de algodo, colleles da velludo
prcto e de cores, dilos de selim'jpreto e
branco, dilos de gorguro e casemira, di-
los de fustoes e bros, fardamentos para
a guarda nacional, libres para criados,
cerollas e camisas francezas, chapeos e
grvalas, grande sortimenlo de roupas '
para meninos de 6 a 14 annos ; nao agra-
dando ao comprador algumas das roupas
feilas se apromptaro outras a gosto do
comprador daudo-se no da convencio-
nado.
em
11.
Saunders Brothers & C. tem para vender
seu armazem, na praca do Corpo Santo n.
alguns pianos do ujtirao gosto, recentimenle
chegado, dos bem conhecidos e acreditados fa-
bricantes J. Broadwood &Sons de Londres, e.
muito proprios para este clima.
GH.WDE SORTMErfO
DB
IFazendase obras leitasJ
HA.
e atmai
DE
Vende-se este ungento no estabecimento
geral de Londres n. 224, Strand. e na loja de
todos os boticarios droguistas e outras pessoas
encarregadas de sua venda em toda a America
do snl, Havana e Hespanha.
Vende-se a800 rs., C3da bocetinha contm
urna lnstrucco em prtuguez para o modo de
fazer uso deste ungento.
O deposito geral em casa do Sr. Soum,
pharmaceutico. na ra da Crun. 22. em Per-
nambuco.
Permas de ac inglezas.
Vendem-se na ra da Cadeia do Recite, loja n.
7, de Guedes & Gongalves, as verdadeiras pennas
de ac inglezas, mandadas fabricar pelo profes-
sordecalygraphia Guilherme Sculy, pelo mdico
preco de 1500 a caixa.
Bezerro francez
.V
_ Eiros
Jleios
12J000.
6JUO0.
A. L. Deluche.
Milito novo ena saceos grandes
Farelio de Lisboa saceos grandes.
Arrot de casca dito dito.
Parinha demandioca superior dito dito,
F>jao com principio de furo a 4#.
Vende-se muito barato no armazer;
noel Joaquim de Oliveira
Codorniz n. 18, em
dre de Dos.
Ges&Bastoj
Narua do Queimad.) n.
46, frente amarella.
Completo e grande sortimento de cal-
cas de casemira de cores e pretas a 8-j,
')), 109 e 12$, ditos das mesmas casemi-
rasa 7$, 8je9S, dilos de brim trangado
branco muito fino a 5g, 6$ e7$ dilos de
cores a 3$, 3$500, 4$ e 59, ditos de me-
rino de cordo para luto a 58, colleles de
casemiras pretas, ditos do dilas de cores,
dilos de gorguro pretos e de cores a 5$,
69 e 79, ricas casacas de pannos muito li-
nos a 35$ e 409. sobrecasacas idos mesmos
pannos a 283.30.{ e 35$. paletols dos mes-
mos pannos a 22g e 24, palj^ots saceos
de casemira modelo inglez 109, ditos de
casemira mesclado muito fino de apurado
goslo 15$ o 16*. dilos sobrecasa das raes-
\ mas cores a 18g e 202v-flips atfbre de al-
paca prota finaj*7,f89, Jilos saceos a
1 49. ditos d^foslo-branco e de cores a 49,
49500>f, ditos de brim ardo muito
> superior 49500, camisas pa.-a menino de
i todos os lmannos a 26S00U a duzia, meias
[ de lodos os lamanhoa para menino e me-
1 ninas, palilols de todos os lmannos e
, qualidades psra os mesmos, cotletes de
brim branco a 3j}500 e 49. ricos colletcs
vjiludo prelo bordado e de ores diver-
sas e por diversos pregos, njcos coberto-
res de fusio ar.choado para cama a 69,
colarinha de linho a peer a 69500adu-
zia, assim como temos rejecbido para
dentro deste estabelecimento um comple-
to sortimenlo de fazendas de gosto para
senhoras, vestimentas modernas para me-
nio e meninas de qualro a seis annos* e
tudo vendemos por pregos razoaveis. As-
sim como neste eslabalecimenlo manda-
se apromptar com presteza todas as qua-
lidades de obras relativo^a qflljfna de al-
' lasseiq
grande
Na ra Direita
e grosso
n. 45.
cobertos e descobertos, pequeos e grandes, de
ouro patente inglez, para homem o senhora,
de um dos melhores fabricantes de Liverpool,
vindos pelo ultimo paquete inglez : em casa de
Southall Mellors & C*
CALCADO
Grande sortimento.
4oRa Direila45
Os estragadores de calcado encontra-
rao ne*t estabelecimento, obra supe-
rior pelos presos abaixo :
Homem.
Borzegjins aristocrticos. 9#000
Ditos (lustre e bezerro)..... 7$000
Borzeguins arranca tocos. 7^000
Ditos econmicos....... 6#000
Sapatoes de bater (lustre). 5#000
Senhora.
Borzeguins primeira classe (sal-
to de quebrar) ......50000
Ditos todos de merino contra
calos (salto dengoso).....4#500
Borzeguins para meninas (for-
tissimos)...... 40000
E um perfeitosortimentojBftpdo cal-
cado e daqulllo que .Mmt ||fcbrica-
h|| como tala, courosH Km, cou-
ro de lustre;v, fitu, (MUi; "^
O ITir AHAl
?INDI(1\0L0W-M0W,
Ra t a Senzala Nova n. 42.
Neste estabelecimento continua a haver um
coma pie lo sortimento de moendas e meias moen-
das para enSenho, machinas de vapor e taitas
de ferro balido e coado. de lodos os tamanhos
para dto.
(gmn
importante.
45 Ra Direita 45
Este estabelecimento quer acabar
com alguns pares de borzeguins que lhe
restara, dos famosos arranca-tocos, ci-
dadaos etc., e sem o menor defeitu, re-
duzin.do-os ao preco de 7^000
SYSTEM MEDICO DE II0LL0WAY.
PILULAS HOLLWOTA.
Este inestimavel especifico, composlo inteira-
mente de hervas medicinaes, nao contm mercu-
rio, nem alguma outra substancia delecteria. Be-
nigno mais tenra infancia, e a compleiro mais
delicada igualmente prompto c seguro para
desarreigar o mal na compleico mais robusta;
inteiramente innocente em suas operacoes e ef-
feitos; pois busca e remove as doenga3 de qual-
quer especie e grao por mais antigs e enazes
quesejam.
Entre milhares de pessoas curadas com este
remedio, muitas que -j estavam as portas da
morte, preservando em seu uso : conseguiram
recobrar a saude e torgas, depois de haver tenta-
do intilmente todos os outros remedios.
As mis afflictas nao devem entregar-se a de-
sesperaco ; facam um competente ensaio dos
efilcazes effeitos desta assombrosa medicina, e
prestes recuperaro o beneficio da saude.
Nao se perca tempo em tomar este remedio
para qnaiquer das seguintes enfermidades :
Febreto da especie.
Gotta.
Hemorrh odas.
Hydropesia.
Ictericia.
Indigestes.
Inflammacoes.
Irregularidades
menstruacao.
Lombrigas de toda es-
pecie.
Mal de pedra..
Manchas na cutis.
Obstrucco de ventre.
Phtysica ou consump-
pulmonar.
Retengao de ourina.
Rheumatismo.
Symptomas secunda-
rios
Tumores.
Tico doloroso.
Ulceras.
Venreo (mal).
em graade sortimento para
. homens, senhoras e
meamos.
Vendem-se chapos francezes de superior qua-
lidade a 650fj, 7 e 8, dilos de velludo, copa al-
ia e baixa a 7g, 9 e 10& dilos de lontSa pretos e
de cores, muito finos a 69 e 79, ditos do chile a
33500, 5, 6, 8,10 e 129, ditos de feltro em gran-
de sortimenlo, tanto em cores como era qualida-
des, para homens meninos, de 29500 a 78, di-
tos de gorguro com atia do couro de lustre, di-
tos de casemira com aba forrada de palha, ou
sem ella a 4$. dilos de palha ingleza, copa alta
e baixa, superiores e muito em conta, bonetes
francezes e da ierra, de diversas qtfalidadcs, para
meninos, chapeos de mulawiualidades para me-
ninas de escola, chapclinas com veo para senho-
ra, muito em conta e do melhor 'gosto poseivel,
chapeos de seda, dilos de palha amazonas, enfei-
les para caliera, luvas, chapeos de sol, e outros
muitos objeclos que os senhores freguezes, vis-
ta do preco e da qualidade da fazenda, nao dei-
xaro de" comprar; na bem conhecida loja de
chapeos da ra Direita n. 61, d^ B.deB. Feij.
Vendem-se fazand -por barato
preco e algumas por menos de seu
valor para acabar, em pega e a re.ia-
lho : na ruado Queimado loja de 4
portas n. 10.
Accidentes epilpticos.
Alporcas.
Ampolas.
Areias (malde).
Asthma.
Clicas.
ConvulsSes.
Debilidade ou exteruia-
co.
Debilidade ou falta de
torgas para qualquer
cousa.
Dy sin tea.
Dor de garganta.
de barriga.
nos rins.'
Dureza no ventre.
Enfeiraidades no ventre.
Ditas no figado.
Ditas venreas.
Enxaqueca.
Herysipela.
Febre biliosas
Febreto internitente.
Vendem-se estas pilulas no estabelecimento
geral de Londres n. 25:4, Strand, e na loja de
todos os boticarios droguistas e outras pessoas
encarregadas de sua venda em toda a America do
Sul, Havana e Hespanha.
Vendem-se asbocclidhas a 800 rs. cada urna
deUas, coatem urna isstruccao eo pertuguez pa-
ra explicar o modo d-; se usar deslas pilulas.
O daaosito geral en casa do Sr. Soura
pharmaceutico, na roa da Crui a. tt, wn Per-
maobaco.
RELOGiOS.
Vende-se em casa de Saunders Brothers &
C, praga do Corpo Santo, reogios do afama-
do fabricante .Roskell, por grecos commodos,
e tambem trancellins e cadfeNu) para os meamos,
deexceUente gosto.
4,000 rs.
por sacca de milho; nos armazens d Tasso
Irmos.
Una do Queimado n. 51,
A 308 cortesde vestidos de seda que distaram
609; a I6s cortes de vestidos de phautasia que
custaram 309 ; a 8$ chapelinhas para senhora:
na ra do Queimado n. 37.
Enfeites de vidrilho e de retroz a 48 cada
um : narua do Queimado n.37, loja de4 portas.
Em casa de Babe Scbmettan &
C, ra da Cadeia n. 57, vendem-se
elegantes pianos do afamado fabrican-
te Tramann de Hamburgo.
SABO
do deposito geral do Rio de
com Tasso & Irmos.
Janeiro: a tratar
Farioha dfeBan4ioca
nos armazens de Tasso j
Mi
nos armazens da Tasso i
Tacnas
Fundic
-%}
V'.'.i
___


"/'

T
DE
t mis mili
-largo ila Penha-
Manteigaperfeitamente flor a 800 rs. a libra e era barril se far mais algum abalimento.
Queijos multo uo\os
t rs. e em caixa se far mais algom abatimeuto nicamente no armazem Progresso.
Amelxas fraueexas
pToeMsode flha 6 campoteirasde vdr0 a 900rs., e era porgao se far algum abalimento s no
Cartes de uollnnos
muito novos proprios para mimos a 500 rs., e em porgosefar algum abalimento s no Progresso.
Figos de comadre
era caixinhas elegantemente enfeitadase proprias para miraos s no Progresso ecom avista safara
um preco commodo.
"Latas de soda
cora 2 1|2 libras de differentes qualidadesa I36OO rs.,nicamente no armazem Progresso.
Conservas
a 700 rs. o frasco vende-se nicamente no armazem Progresso
Bolaeliinlia ingleza
muito nova a 320 rs. a libra e barrica 4g, unidamente no Progresso.
Potes vldvados
de t a 8 libras proprias para manleiga ou outro qualquer liquido de 400 a 1S200 rs. cada um. se
no Progresso.
CAiocolate rancci
a lj a libra, assim como vendem-se os seguintes gneros ludorecentemente chegado c de superio-
res qualidades presuntos a 480 rs. a libra, chourica muito nova, marraeladado mais afamado fa-
Dricaole de Lisboa, maja de tomate, pera secca, pasas, fructas em calda, atnendoas. nozes, frascos
com amendoascobertas, confeitos, pastilhss do varias qualidades, vinagre branco Bordean* proprio
para conservas, charutos dos melhores fabricantes de S. Flix, magas de todas as qualidades, gora-
ma muito fina, ervillias francezas, champagne das mais acreditadas manas, cervejas de ditas,
spermacetc barato, licores francezes muito finos, marrasquino de zara, azeite doce purificado, azei
louas muito novas, banha de porco refinado e oulros rnuilo gneros que encontrarao tendente a
molnados, por isso prometem os proprietarios venderem por muito menos do que outro qualquer
proraelera mais tambem servirem aquellas pessoas que mandarem poroutras pouco pralicas como
se viessera pessoalmente ; rogam tambem a lodos os sonhores de cngcuho e senhores lavradores
queirara mandar suas encommendas no armazem Progresso que se lhes alianca a boa qualidadee
o acondicionamento.
Verdadcira goma de matarana
a 400 rs. a libra, s no Progresso.
Palitos
cilhaios para dentes a 200 rs. o maco cjm 20 raacinhos. s no Progresso.
;*s Cha uyson, perula e preto
os melhores que ha no mercado de I56OO a 2#500 a libra, s no Progresso.
Passas em calxmhas de 8 libras
as mais novas que tem vindo ao nosso mercado pelo diminuto prego de 2$560, s no Progrosso.
Macas em calxlnlias de 8 libras
contendo 405 qualidades pevide, grodenico, esirelinha.alclria branca e amarella e pastilbas de
maga, s no Progrosso, e com a vista se far un prego commodo.
Cttouvlcas c palos
os mais novas que tem vindo ao .mercado,s no Progresso, afianrando-se a boa qualidade e a vista,
safar um prego commodo.
_____DURIO PE PBMUMMIgK rtJjBSqWDA FBlrU 7 DE MAlQ && 1860.
*_________________ u ._- j-........'...---------------
Em casa de
S A
Basto IM
nii d Trapiche b. 17 yi
de-se:
Chuiohoem lenccl.
Cannoj de dito.
Cabos de linho inglez.
Selins patente inglez com todos os per-
te nces.
Papel de imprimir.
Panell;is de Ierro.
Baldes dezinco.
Livrosem branco inglez.
Cadeiris geno vezas.
Licores nos em garrafasdecrystl.
Enxoe em caixas de 5 arrobas.
Alvaiade de Veneza.
Cordoalha para apparelhos de navios.
Chapeos de paiha de Italia singelos.
Vassouras genovezas.
Droga? diversas.
Banhe ros de marmore.
Talhas de barro vidrado.
Escravos venda.
Vend< m-se, trocam-se c compram-se
vos de toda idade, e do ambos os sexos ;
do Imperador n. 21, primeiro andar.
Arados umeiicunoB o machinas
para lavar roupa: em casa de S. P Jo-
hnston & C. ra da Senzala n. 42.
escra-
taa ra
nhecida;
e dos
deaux.
para
REVISTA HEBDOMADARIA
COLLABOBADO
PELOS SUS.
_D. Antonio da Costa A. F. de Castilho-r-Antonio GilAlexandre Ilcrculano A. G. Bamos-
t GuimaresAugusto de LimaAmonio de Oliveira MarrecaAlves BrancoA. P. Lopes de Men-
dongaA. Xavier Rodrigues CordeiroCarlos Jos CaldeiraE. Pinto da Silva e CunhaF. Gomes
de Am,nmP. MaBordallo J. A.deFreitas OliveiraJ. A MaiaJ. A. MarquesJ. deAndrade
f CorvoJ. da Costa Cascaes-J. Daniel CollacoJ.E. de MagalhesCoulinhoJ.G. Lobato Pires -
J.Ji. da Cunha.RiyaraJ. J. da Graca JniorJ. Julio de Oliveira Pinto Jos Hara Latino
CoelhoJos da Silva Hendes Leal JniorJulio de CislilhoJulio Mximo de Oliveira Pirnentel
J. Pedro de SouzaJ. S. daSilva FerrazJos de TorresJ. X. S. da MollaLeandro Jos da
CostaLuiz Fihppe LeiteLuiz Jos daltunhaL. A. Rebello da SilvaPaulo MidosiRicardo
Julio FerrazValentim Jos da SilveiraMLopes. .
DIRIGIDO
POR
A. P. de CarvalhoCarlos Jos Barreiros.I. F. Silveira da llolta
Rodrigo Paganino.
O archivo universal comeca com o terceiro rolme o segundo anno da sua existencia ; con-
seguio pois vencer urna das maiores difflculdades com que os jornaes Iliterarios de Portugal teem
de ludir e. venceu com honra, satisfazendo com a raaior LOntualidade todos os compromissos,
um periodo extremamente perigoso para as publicares desta natureza.
Incelando o seu segundo auno, como nao altera o systcma seguido at agora, o archivo uni-
versal nao aprsenla prograrama novo; hoje como no principio appella para o futuro; com a dif-
ferenga porm de poder tambera invocar emseu abono o passado, que j conla ; as sympalhias que
tem oblido, os bons escriptos que tem apresenlado, e a regularidade da sua publicaco. Para os
que conhecem a atlribulada existencia do jornalismo porlugiiez. para os que sabem qua'ntis descon-
fianzas necessario dewauecer^ quaotas suspeilas affaslar, quanios embaracos romover, para con-
seguir urna vida mais larga; este tirocinio urna grande conquista e um bom agouro de orosoeri-
dade. o r r
Rcgistra-o o archivo mais como um incentivo, do que como urna gloria, mais como urna es-
peranga, do que como urna victoria. A animago que recebeu obriga-o a continuar como at hoje
empregando todos osesforcos e empenho, toda a solicitude e desvello para se conservar digno dos
seus intuitos e da sua poca.
Destinado a resumir lodas as semanas o raovimento jornalistico e a offerecer aos leitores con-
juntamente com a revista do que mais notavel houver occorrido na poltica, na sciencia na indus-
tria ou as artes, alguns artigos originaes sobre quaesquer destes assumptos, este peridico publica-
se regularmente todas as tercas feiras em folha de 16 paginas em bom papel e typo, completan-
do.todos os semestres um volume de 420 paginas com ndice o fronlespicio competentes
Assigna-se em Pernambuco, ra Nova n. 8, nica agencia.
Yinlio de Borileaui.
Era casa de Kalkmann Irmaos & C, ra da
Cruz n. 10. encontrase o deposito das be ra co-
nhecida.'; marcas dos Srs. Brandenburg 1'reres.
rs. Oldekop Mareilhac & C, em Bor-
Tem as seguintes qualidades :
Do Brandeaburg frres.
St. EsWph.
St. Jultm.
Margau):.
Larose.
Chteau Loville.
Chleau Margaux.
De Oldokop & Mareilha^.
St. Julien.
St. Julien Mdoc.
Chateau Loville.
Na mesma. casa ha
vender:
Sherry (m barris.
Madcira em barris.
Cognac um barris. qualidade fina.
Cognac um caixas qualidade inferior.
Ccrveja branca. .
Tachas e moendas
Braga Silva & C, tem sempre no seu di ;posito
da ra c a Moeda n. 3 A, um grande sort ment
de tachise moeedas para engenho, do multo
acredita :lo fabricante Edwin Maw : a intar no
mesmo eposito ou na ra do Trapiche n 44.
Pechinch.
Com pequeo toque de avkria.
Na ru; do Queimc-do n. 2, loia doPieguica,
vendera- se pecas de algodo encorpadoj largo,
com pequeo toque de avaria a 2$500 cada urna.
Aos amantes da economa
Na rn.i do Queimado n. 2, loia do P^eguica,
vendem -se chitas de cores fixas bastante escu-
ras, pek baratissimo
rs. o corado.
~" Cae de vacca salgada, em
libras : em casa de Tasso Irmaos
-T-
(7)
DE
Sita na raa Imperial d. 118 c i 20 junto a fabrica de salmo.
DE
* Sebastio J. da Silva dirigida por Francisco Belmiro da Costa.
Mp Sftftta Vfmne,.1mmienl0 Ve?pre PromP!0,s ^ambiques de cobre de diHerentes dimencoes
(de d a d.ooj simples e dobrados. para destilar agurdenle, aparelhos deslilatorios comino
para resillar e destilar espintos com graduacao at 40 gcos (pela graduaco de Sellon Cartier) dos
?eSuV,sySaemaS-hojejlPProvadose.conhecilo3nesla e oiitras provindas do impario^ bombas
t nfonze de^rtafaeaSa?Spera-nleS efdrePucho "}"' de cbrecomo de bronze e ferio, lorne.ras
lr^nZHLa8d imensoes e temos para alambiques, tanques etc., parafusos de bronze e
/niLnr.! d agUa,p0r Paraor5alhas eenvos de ferro, tubos de cobre e chumbo de todas
as dimencoes para encmenlos, camasde ferro com armacao e sem ella, fugocs de ferro potaveis e
econmicos tachas e tachos de cobre, fundos de alambiques, passadeicas csouinadriras r".n*
Pa" Kf 'h,h1 de/land/es- cl?umb encole barra zinco era lenQoTrba^
"fnl Jr,Z '*> len56esdeferro8lato,ferro suecia inglez de lodas e.s imhnsbJ,"vas! lovLl
Al*ZlTTt0Z elC": troi mullos Ugos por menos prego do que era oatra qualquer
desempenhando-se toda e qualquer encommenda com presteza e perfeigao j conhecida
e
parte
eA3ll "mNmdjaade dosfreguezes qne-se dignaren, honrarera-nos cora a sua coi.fianca, ha-
rto na ra Nova n. 37 loja de ferrageus pessoa habilitada para tomar nota das encommendas.
prego de 6j a peci. e 160
bart de 200
Oleado
cores.
de
Relogios de ouro e prata.
Em casa de Henry Gibson, ra da Cadeia do
Recife n. 62, ha para vender um completo sorti-
montnde relogios de ouro o piala, rhronomc-
Iros, meiosrhronomelros e de peiente, os me-
lhores que vem a este mercado, e a precos ra-
zoaveis.
37 Ruado Queimado37
Loja de 4 portas.
Chegou a este estabelecimento um completo
sortimento de obras feitas, como sejara : pale-
lots de panno fino de 16jJ at 28^, sobrecasacas
de panno fino preto e de cores-muito superiores
a 35?, um completo sortimento de paletots de
riscadinho de bnm pardo e brancos, de braman-
te, que se vendem por preco commodo, cerou-
las de linho de diversos tamanhos, camisas
francezas de linho e de panninho de 2$ at 5$
cada urna, chapeos francezes para homema 8,
ditos muito superiores a 10, ditos avelludados,
copa alta a 13, ditos copa baixa a 10$, cha-
peos de feltre para homem de 4, 5 e at 7
cada um, ditos de seda e de palha eufeitados pa-
ra meninas a 10, ditos de palha para senhora a
123, chapelinhas de velludo ricamente enfeita-
dasa 25$, ditas de palha de Italia muito finas a
25$, cortes de vestido de seda em cartao de 40$
at 150$, ditos de phautasia de 16 at 35$000,
gollinhas de cambraia de 1 al 5. manguitos
de lgOO al 5, organdys escuras e cloras a
800 rs. a vara, cassas francezas muito superiores
e padres novos a 720 avara, casemisasde cor-
les para colletes, paletots e caigas de 3500 at
4$ o covado, panno fino preto e de cores de 2500
at 10$ o covado, cortes de collete de vellu do
muito superiores a9e 12$, ditos de gorguro
e de fusto brancos de cores, tudo por prego
barato, atoalhado de algodo a 1280 a vara,
corles de casemiras de cores de 5 at 9, grosde1
noples de cores e pretos de 1600 at 3200 o
covado, espartilhos para senhora a 6$, coeiros
de casemira ricamente bordados a 12 cada um,
lengosde cambraia de linho bordados para se-
nhora a 9 e 12 cada um, ditos Usos para ho-
rnera, fazenda muito superior, de 12 at 20 a
duzia, casemiras de cores para coeiro, covado
Relogios.
Vende-se em casa de Johnston Pater & C, ra
do Vigano n. 3, um bello sortimonto de relogios
mXif 1P,0e. de um dos mais afa-
mados fabricantes de Liverpool; tambera urna
vanedade de bonilos trancelins para os mesmos.
Em casa de Boro^t & C, ra
da Cruz do Recife n.5, ven-
de-se:
Cabriolis muito lindos.
Charutos de Havana verdadeiros.
Presuntos para fiambre.
Fumo americano dr> superior qualidade.
Ghampanha de priir.eira qualidade.
Carne de vacca em barris de superior quali-
dade.
Oleados americanos proprios para cobrir carros
Carne de porco em barris muito bem acondi-
cionada.
Licores de diversas qualidades, como sejam :
o muito afamado licor intitulado Morring Cali,
Sherry Cordial, Ment Julop, Biliers. Whiskey &
C, ludo despachado ha puucosdias.
Cateado francez.
Vendem-se borzeguins de bezerro de um pti-
mo fabricante de Pars, pelo barato prego de 8.
sapaloes de bez>rro com elstica na frente por
4, sapalos raaos de couro de lustre por 3$, 4$ e
5$ : nn ra da.Gadeia n. 45, esquina da ra da
Madre de Dos.
Vende-se urna exccllente cama de Jacaran-
da para casal, com assenlo de palhinha, e tam-
bem vende-se urna lina grande de amarello, pro-
pria para banho, tudo em muito bom estado, e
por prego commodo : na ra de Santa Rila, ar-
mazem 11. 85.
: Veddem-se velas de espermacelc a 640 r?.
o maco de 6 velas ; na ra Direila n. 8.
Vende-se um exccllente cabrio'et com lin-
do cavallo : na Soledade. ra de Joo Fernandos
Vieira, rasa do Sr. capilao Jos Anlo de Souza
Magalhes.
Ceblas
a 700 rs, o cento.
Em roilheirosa 7, mantelga franceza a CCOrs.
a libra, dita ingleza a 800 rs., btalas a 80 rs. :
na travessa das Cruzes n. 6.
Largo do Carmo.
Esquinada ruadeHortas
numero 2.
Vende-se manleiga ingleza a 800 e a 1^280 a
* in ,rce2a, 6*'r8- Paios os maia no-
tosa 480a hura, chouricas a 560. D:os a 200
rs.. massas finas para sopa a 640,- lalharim e
macarrao a 400 is., lalas com 9 libras de banha
retinada a C$. velas de espermacele a 720, sa"
ecevadinha a 240 a libra, assim como tem mul-
los mais objeclos tendentes a molhados, que s
na piesenca do comprador se vendero por me-
nos prego do que em outra qualquer parle, como
sejam. queijos chegados no ultimo vapor, mar-
melada a mais nova que ha no mercado, couse---
vas, passas, vinhos engarrafados e em pipas, r"e
lodas as qualidades, e oulros gneros que so dei-
xara de mencionar, e que s vista do compra-
dor se Oir o prego.
Vendem-se 3 caixes ptoprios para depo-
sitar bolacha era prdaria : na ra Imperial n.
43, padaria.
MOLEQUE.
Vende-se um ptimo moleque com 1S annosr
o qual faz todo o servigo de casa de pouca fami-
lia, e juntamente serve para pagem
.achinas de" coser. grandes_e pequeas, de dif- .endcC^se H^ CrSzT ^se^co
andar.
Relogios palenlc inglez e meios chronome-
tros por menos do que era outra qualquer casa,
vende-se em casa de Julio & Conrado, na ra do
Queimado n. 48.
ferentes autores, de um modelo inteiramenle
novo, por prego commodo.
Salsa parrilha em frascos grandes e pequeos,
muito bem acondicionada.
Pilulas vegetaes (verdadeiras.)
Verme fuge.
Carneiros gordos.
No engenho Forno da Cal vendem-se carneiros
gordos por prego commodo.
Espirito de vinho com M
graos.
Vande-se espirito de vinho verdadeirocom 44
irros, chegado da Europa, as garrafas ouas ca-
andas: na ra larita do Rosario n. 36
Vendem-se dous escravos mogos, de bonila
figura, e proprios para todo e qualquer servico :
a tratar na ra Imperial n. 64.
e-se
Os abaixo assignados, com loja de ourives na
2!40u lar .u .,. -------.a V rua doCabug ns,9 e 11, confronte ao paleo da
4>4U, b,,rege de seda para vestidos, eovado a moiri, de Santo An
Relogios patentes.
Estopas.
Lonas.
Camisas inglezas.
Peitosparaoamisas,
Riscoutos.
Em casa de Arkwight & C., rua da
Cruz n. 61.
CONSULTORIO
DO
Di% P. A. Lobo Hoscoso,
MKIUUIWL
3 RUA DA GLORIA, CAS 1 DO FUXDlO 3
Cliniea por ambos os systemas.
^ 4. ? Dt- Mho Moscoso dS consultas todos os das pela manhaa e de tarde depois de 4 horas 2000. '
Contrata partidos para curar annualmente nao s para a cidade como para os engenhos ou outras r Dita n
propnedades ruraes. '
Os chamados devem ser dirigidos sua casa at as 10 horas da manhaa e em caso de ur-
gencia a outra qualquer hora do da ou da noite sendo por escripto em que se declare o nome da
pessoa, o darua e o numero da casa.
Nos casos que nao forem de urgencia, as pessoas residentes no bairro do Recife podero re-
metter seus bilnetes a botica do Sr. Joo Sounn& c. na ruada Gruzou loia de livros doSr. Jos
Nogueira de Souza na rua do Crespo ao p da ponte velha.
Nessa loja e na casa do annnnciante achar-se-ha constantement e os melhores medica-
Bentoshomeopathicos ja bem conhecidos e pelos pregos seguintes:
Botica de 12 tubos grandes...........OSOOO
S!i08 ^ 24 ditos...............15g000
Ditos de 36 ditos..............20J090
Dito de 48 ditos...............25S000
Ditos de 60 ditos...............O9OOO
Tubos avulsos cada um...........'. IfiOOO
Fraseos de linduras..............2fi000
Manoal de medicina homeopathica pelo Dr. Jahr traduzido
era portuguez com o diccionario dos termos de medi-
cina, cirurgia etc.. etc. ,........208000
Medicina domestica do Dr. Hering, com diccionario. 10J000
Repertorio do Dr. Mello Moraes........ 68000
^endem-se oleados decores os mais anos que
possiv>l nesle genero, e de diversas arguras,
por pre;o commodo : na rua Direila n. 61. loia
de chapaos de B. de R. Feij,
Rua da Senzala Nova h. 42
Vendo-seemcasade S. P. Jonhston 4 C. va-
quetas c e lustre para carros, sellins esi hes in-
glezes, randeeiros e castigaes bronze. dos, lo-
nas ing czas, fio de vela, chicote para arros, e
montana, arreios para carro de um e doms cval-
os, e n-logios d'ouro patente inalezesi.
Canas de ferro, omais barato qu ha no
mercado. de 20 a 303 nicamente em casa de
Julio & Conrado.
Vende-se um pequeo sortimento
de copas, clices e garrafas de vidro :
em caja de Brender % Brandls & C ,
rua do Trapiche n. 16.
Na rua Nova n. 35, vende-se farinha de
mandioi a a dinheiro vista, pelo baratissimo
preco d 58600.
Para acabar
No bazar da rua do [ape-
rador, defronte do de-
posito do gaz.
Fresu ritos para fiambre, a libra a 400
Excel entes charutos e pcrfeilos, em
de 100 ii 1.
, Excelente cevadinha para sopa, a libra a
ICO rs.
muito novi
1*400, um completo sorlimento de colletes de
gorguragf, casemira preta lisa e bordada, e de
tno, > cores, os quaes se vendem por barato
'udo decores a78 o covado," pannos
^ de mesa a 10* cada um, merino al-
coch^,, proprio para paletots e colletes a 2*800
o coyado. bandos para armagao de cabello a
18500, saceos de tapete e de marroquim para via-
gem.eum grande sortimento de macas e malas
de pregara, que tudo se vende vontade dos
freguezes, e outras muitas fazendas que nao
possivel aqu mencionar, porm com a vista dos
conjuradores se moslrarao
Amerdoasde casca mole
a 2 lo rs.
Maca rao, a libra a 200 rs.
Farinlia do reino para bolos, a libra
Exceilenle cerveja franceza, a duzia
LicorM finos de caf e outros extractas,
rafa a 1J600.
Champanha muito boa em garrafas
rs.
caixinha
D'aURORA.
Sons proprietarios offerecem a seus numerosos freguezes e ao publico era geral, toda e
makmerobca manufacturada eni seu reconhecido estabelecimento a sabor: machinas de vapor de
toa m tamanhos, rodas d'agua para engenho todas de> ferro ou-para cubos de madeira, jnoen-
9 "OSltmi^Zzt9'lfl<;lia Qe ert(> hatido e fundido de todoa oa.Umanhos, guindastes, guin-
*das, rodetes, aguilhoes e boceas para fornalha, awchinas para amassat man-
dioca e para des acocar algodo, prengas para mandioca e oleo de ricini, portees gradara, co-
iWrta..MUov arado, cultivaJoies, pontea, aldoiraa e tanaues, boiaa, alvarengas
tea e todas ai Masde achinismo. ExecuU*se qualquer obra aoja qual.fc sua natureza pelos
es>nriOft*aiMMMMiftpiratal fim foremapresenlados. Reoebem-ae encommendas nesle esU-
hyl^.^gAUF"! ."-^A e do Colla0he *-tap*r. aoradia do cai-
S'ff* mSS! ^** teOMUPwwra, ce iw. M pwteadeote. h pode
a garrafa
rs.
o par a
m meios garrafas a 18000.
Vinaj-re branco francez muito forte,
a 320 rs.
Bolinas para senhora, o par a 18600
Excellenles espartilhos a 4*500. *
Linds redomas com jarro e flores
10S0OO.
Latas de soda com 2 li2 libras de differentes
qualidades a 18200.
Dilas de 8 libras a 28500.
Frs Ditos maiores a 2*.
Rua Direila n. 16.
Na grande fabrica de tamari-
ces da rua Direita, esquina
da. travessa de S. Pedro nu-
mero 16.
a libra
60 rs.
4*500.
agar-
inleiras a
Ha e lectivamente um grande sortimento de la-
mancoi de todas as qualidades que se vetidem
lano a elalho como em pequeas e grandes por-
gues, mais baratos*1 do que em outra qualquer
parte. T
Nf rua larga do Rosario n. 25, ha 60 caixas
com vinho do Porto, com urna duzia cada urna
sendo duque1834e fino, saludo honiera da
alfandet;a para se vender por 16* a duzia e 1S5O0
a garra! i.
Camisas inglezas.
Pregas largas.
Goes (& Bastos.
Roa do Queimado n. 46, frente da loja
amarella.
Acaba de chegar na bem conhecida loja de
Goes & Bastos, um grande sortimento das muito
desojadas e verdadeiras camisas inglezas, coro
peilo de linho e pregas largas, j bem conheci-
das pelos freguezes deste estabelecimento, as
quaes camisas ha muito se eslava esperando, e
por ter grande porcao, temos deliberado, para
melhor agradarmos os freguezes, vende-las pelo
diminuto prego de 36$ por duzia.
Fazendasporbaivos precos
Rua do Queimado, loja
de 4 portas n. 10.
Anda restara algum as fazendas para concluir
a liquidlo da firma de Litc Coneia, as quaes
se vendem por diminuto prego, sendo entre ou-
tras as seguintes;
Chitas de cores escuras o claras, o covado
al60rs.
Ditas largas, francezas, finas, a 240 e 260.
Biscados francezes de cores fixas a 200 rs.
Cassas de cores, bons padres, a 240.
Brim de linho de quadros, covado, a 160 rs.
Brim trancado branco de linho muito bom. ta-
ra, a 1*000.
Corles de caiga de meia casemira a 2jg.
Ditos de dita de casemira de cores a 5*.
Panno preto fino a 3* e 4*.
Meias de cores, finas, para homem. duzia a
18800.
Grvalas de seda de cores e pretas a 1*.
Meias brancas finas para senhora a 3g.
Dilas ditas muito finas a 4$.
Ditas cruas finas para homem a 4$.
Cortes de colletes de gorguro de seda a 2*.
Cambrffia lisa fina transparente, peca, a 4*.
Chales de la e seda, grandes, um 2*.
Grosdenaple preto de 1J600 a 2*.
Seda preta lavrada para, vestido a 186O0 e 2$
Corles de vestido de seda rela lavrada a 16*.
Lencos de chila a 100 rs.
Lia de quadros para vestido, corado, a 560.
Peitaf para camisa, um, 320.
Chitaf ranceza moderna, ngindo seda, corado
Antonio, continuadamente esto
recebendo as mais delicadas e modernas obras
de ouro de ditTerentes e apurados gostos, lano
para senhoras, como para homens e meninas,
por pregos mu commodos era relacao a qualida-
de e maod'obra, e garaulera a qualidade do ou-
ro, passando urna cunta com deelaraco e recibo.
Seraphim & Unan.
Milho e lardo.
Vende-se milho a 4* o sacco, e em cuia a 210,
farelo a 5g500 o sacco : por baixo do sobrado n.
16, com oito para a rua da Florentina.
Vende-se por 3508 um cabriole! de 4 rodas,
coberlo, em bom eslado : na rua Nova n. 22.
Albardas inglezas.
Ainda ha para vender algumas albardas ingle-
zas, excellenles por sua duragao, levesa e com-
modidade para os animaos : em casa de Henry
Gibson, rua da Cadeia do Becife n. 62.
Superiores chapees de manillia.
Estes excellenles chapeos que por sua qualida-
I de e eterna durago, sao preferiveis aos do Chi-
I le ; exiatem venda nicamente em casa de
{ Henry Gibson, rua da Cadeia do Becite n. 62, por
prego commodo.
Venile-se
linha de novello de todos ossortimcnlcs, meias
de seda inglezas de peso e mais inferiores bran-
cas e pretas, por precos commocos : em casa de
Henry Gibson, rua da' Cadeia do Becife n. 62.
Aos senhores logistas de miudezas.
Bicos pretos de seda.
Ditos brancos e prclos de algodo.
Luvas pretas de torga 1.
Cintos elsticos.
Linbas de algodo em novellos : vendem-sc
por precos commodos, em casa de Soulhall Mel-
lors & C, rua do Trapiche n. 38.
Vende-se superior linha de algodo, bran-
cese do cores, em novello, para costura : era
casa de Seuthall Mellor & C. rua do Torres
n. 38.
Escravos fgidos.
Plantas
*
400 rs.
Entremeios bordados a 200 rs.
Camisetas para senhora a 840 rs.
Dilas bordadas finas a 28500.
Toalhas de linho para mesa a 2* e 4*.
Camisas 4eeia, urna 640rs.
1-engoMJ {ka para pescoso de senhora a
i Vestidas jjincoa bordados para naptisar crian-
gas a 5O0n.
Cories;dplca o casemira preta a 6.
Chales^t mada con fraoja de seda a 5*.
Corlea, 0e caifa de riaesdode quadros a 800 rs.
? "22Slw><*- **do 4o moniaria. ota-
do, wp
tem veidido : na rua do Cabug o. 3 A.
Mr. Pellore, membro da Scedade Ht horticul-
tura de Pars, retirando-te para a Europa no pr-
ximo apor que se espera do Rio, reaolveu ,
vender sua grande celecco de pl.nl-, centp an^bridef^*J!i*
por cenlo menos dos seu^co, JoTS g.$; ^TSf&Bfl#%!HP?
rua do Hospicio n. 21.
AS MELHORES MARINAS DE COSER
DOS
Mais afamados autores de New York
I. M. S1NCER & C.
E
WHEELER & WFLSON.
No novo estabelecimento vendem-se as machi-
nas destes dous autores moslram-se a qual-
quer hora do da ou da noile e responsabilisamo-
nos por sua boa qualidade e seguranga :no arma-
de Raymundo Carlos Leite
zem de fazendas
Irmo, rua da Imperariz
aterro da Boa-Vista.
n. 10, anliganente
Marmelada.
,.,a u,a Diteila n. 6. ha mermelada superior a
640 a libra.
Veede-se na travessa da rua Bella n. 4,
urna mulata de idade de 25 anuos, que lavo, en-
gomroae cozinha com perfeigao : quem preten-
der, dirija-se casa indicada, ou rua Nova nu-
mero 56.
Ceblas novas,
muito barata visla da qualidade ; n3 enli-
go deposito da rua do Vigario n. 27.
Feijo amarello
em saceos de 6 alqueires, do Porto, ou 30 cuas :
vende-se muito barato para acabar : no antigo
deposito da rua do Vigario n. 27.
a antes que se
Kruas largas, de
5<*
Jos
dos cada corle
nos quatro ca
obrado amarello
i, Vesde-se conlinaadaraente far
diocs, milho e farelo de Lisboa, en1
dea, o muito saperior oaalidada: na rafe
gel n. 62.
wra-
Achando-se nesla cidade, para ser vendido,
o escravo mulato de nome Saturnino, desappa-
receu hontem, 26 de abril ao meiodia ; este es-
cravo 6 de estatura regular, refoigado do corpo,
lera 25 anuos de idado, pouco mais ou menos,
falla bem, cnlende alguma cousa de sapateiro,
escravo do Sr Manoel Cavalcanli de Albuquer-
que, senhor do engenho Caslanha Grande, na
provincia de Macei, perto do Passo de Camara-
gibe ; esle escravo tambera natural da mesma
provincia para os lados de Macei, e de suppr
que procurasse esses lugares, ou ande mesmo
por aqu : roga-se e quem dellc der noticia ou o
pegar, de o levar ao dilo engenho Caslanha Gran-
de, se for por esses sitios pegado, e se for nesla
provincia oentregaro a Manoel Ignacio de Oli-
veira & Filho, no largo do Corpo Sanio, que gra-
tificar rom generosidade.
Desappareceu em flns de novembro do an-
no passado o pardo de nome Virginio, que aqui
se achava para ser vendido, e suppoe-se que lo-
mara o caminho da villa de Saboeiro ; esle es-
cravo de estatura menos que regular, magro,
picado de bexigas, e mal encarado : quem o ap-
prehender, ou delle der noticia na rua da Cadeia
do Becife n. 38, ser generosamente recompen-
sado.
Gratificacao de 50^000.
Fugio no dia 17 do crreme mez o escravo
crioulo de nome Malheus, de idade de 20 o 25
annos, e tem os seguintes signaos : cor preta,
altura regular, espigado e reforgado do corpo,
falla descangada, ruaos e ps pequeos, denles
alvos, andar gingado, passo miudo, e com bstan-
le espinhas no rosto ; levou caiga e camisa de al-
godo de listras azues, chapeo de palha da ltilia
j usado com fita prela; este escravo natural
de Quebrangulo, onde tem mi e irmaos, c foi
periencenle o dilo escravo nesle lugar aos Srs.
Cosme de Pinho Santiago c Jos Francisco da
Costa, negociantes nesle lugar, os quaes compra-
ran) e deram cm pagamento aos Srs. Souza, Bar-
ros & C. desta praga, e estes venderam ao Sr.
Silvino Guilherme'dc Barros, o qual vendeu aos
Srs. Mello & Irmo ; consta que este escravo fu-
gio em companhia do cabra escravo, Marcolino,
de Macei' por lano, pede-se as autoridades po-
liciaes o algumas pessoas particulares, que o
caplurem e levem-o a rua de Apollo n. 7, ou a
ruj Nova n. 1, que gratiQcaro com a quantia
cima.
Acha-se fgido desde o dia 6 de abril pr-
ximo passado o escravo pardo de nome Boque,
alio bastante, corpo regular, tem os olhos um
pouco avermelhados, alguma falla de denles e
falla muito mausa e descangada : quem doli
der noticia ou o prender, ser bem recompen-
sado pelo major Antonio da Silva Gusmo, mo-
rador na rua Imperial, e senhor do dilo es-
escravo.
Fugio do engenho Pogo, da freguezia da
Luz, em principio de margo desle anno, o preto
Ignacio, cujos signaes sao os seguintes : idado
30 annos. pouco mais ou menos, altura regular,
cheio do corpo, cara chala, fallam-lne alguns
dentes da frente, barbado, olhos pequeos,
quaodo falla balbuca por tal modo que pareco
gago : n'uma das mos falta-lhe um pedaco do
dedo snullar. Este negro foi comprado ao Sr.
tenente-coronel Dimos, irmo do Sr. conego Pin-
to de Campos : pede-se a captura do referido
negro, e a entrega dellc a seu senhor no enge-
nho supra, ou ao Sr. Manoel Antonio Gongslves,
no Becife, rua do Cabug n. 3, de quem recebera
o aoresenlanle urna gralificaco generosa.
Escrava tgida:
Fugio da casa do abaixo assigttdo, no da 18
do corrente, urna sua escrava da Cosa de nomo
Mara, que representa ter de idade 45 annos, al-
tura e corpo regulares, cor nao muito pieta, tem
bastantes cabellos brancos, costuma trazer um
panno atado roda da cabega, tendo por signal
mais saliente as raaos foveiras, proveniente de
calor de figado. Esta esefava leudo sahido como
de costme, com venda de atroz, nao vollou
maia^Aga-se, portanto, is autoridades poli-
ciaca, capitaes da campo e mais pessoas do povo,
a appiehenso de dita escrava, e iera-la loja
do Preguiga, na-rua do Queimado n. 8, ou casa
de sua residencia na rua d Florenlina defronte
deeoeheiw do Ulm. Sr. taaeste coronel Sebas-
tio, que serio generosamante recompensados.
I 141
i


1 "" ''
(8)
\
Li itera tura.
Paga-me minha
Scenas da vida de provincia.
A Derradeira,.
(Continuaca.)
vfT *
~~ wh '9meu DOm *clhor, commetti um erro.
Tive a simplicidade de amar esse monstro.
Rolando.
Tinha-mc promcllido... Ah I eu deveria
deteslM-lo..
Neslo caso, minha rica senhora, ou nao
sois lgica, ou desejais que eu o male.
Vcu explicar-vos...
E isso justamente o que quero.
O capilo me tinha jurado desposar-me.
Nao sei como dizer-vo-lo...... Nao suu s no
mando.
Ah muito bem.
Comprohendeis ?
Pouco mais ou menos. mister que Ro-
lando viva por urna razo maior.
- tao j est muilo fri meu respeito. mas da-
me urna penso por causa .. pela razo que j
sabis. Morto elle, o que queris que seja eilo
de nos ?
Poderla responder-vos que me d isso mui-
lo pouco cuidado. Mas quero compadecer-me
de vos, e procurar um meio de remediar o in-
conveniente que me relatis. Nao fcil ao ca-
pitofazer um testamento e deixar-vos o capital
da renda que vos d ? Desculpai-me se me ex-
primo como um banqueiro ; estivo com um nao
ha muito lempo. Achais pralicavel o meu expe-
diente ?
E excellenle, mas impossivel.
Porque ?
Rolando no lem fortuna,
renda sobre seus vencimenlos.
E quanto monta ella ?
trozenlos e sessenta e cinco francos.
Um franco por dia.
Se eu fosse s, o fructo de meu trabalho
bastara para mim. Ah meu charo senhor,
urna mi que vos implora. Seiu duvida nao ha-
vieis de querer reduzir-rac mendicidade. Urna
pequea palavra de desculpa Rolando, isto nao
vos ser cusloso.
Nunca, maderaoiselle Quincllc, nunca I
Enlo, meu charo senhor, impedirei este
duello de um outro modo. Irei au lugar marca-
do, cobrire o capilo com o meu corpo...
E tambera o cobrircis de ridiculo; eis ludo
o que ganhareis com islo.
Farei melbor, advertirei a polica.
Ab!
Eu direi que foslcs vos que a previnisles.
Que tendes a responder ?
Nada 1 Nao vos posso dissimular como es-
tou contristado pela cruel nocessidado em que
me acho de vos mandar pdr no andar da ra.
Como vos parecer I Mas reflecti sobre o es-
cndalo Todo o quarleiro ser logo desperta-
do, sem contar o coramissario e a gendarmera.
Mademoisello Quinctle reassumio o ar ampa-
rador que traria quando entrou no crculo. OH
vero entrevio para o seu primero negocio mil
contra-golpes desagradaveis. Urna idea triura-
phanle lhe veio om auxilio, e elle apressou em
segu-la aflm do sahir do embaraco.
O capilo, disse elle, vos d urna penso de
trezentos e sessenta e cinco francos ?
Sim.
Nao queris perdo-la, muilo natural. Mas
so eu vo-la garanlisse, se eu arredondasse a som-
ma offerecendo-vos urna renda annual de qua-
trocenlos francos no caso de que o capilo nao
sobrovivesso ao nosso encontr?
Estis gracejando1?
Nao, failo serio.
Garantirieis-me urna renda, senhor Ber-
taud, mim que nada sou vosso respeito?
Sim, cora a condujo de que dcixaricis
balcrmo-nos Iranquillamenle
Ah Rolando merece que eu acceile. E' lo
mal comportado.
Um cavalheiro vos teria desposado.
Elle deu como pretexto que eu nao tinha o
doto, e que os regulamcnlos do exerciio se op-
pocra___Mas quando se tem vontade faz-se urna
sublileza. Um amigo teria emprestado vinle mil
francos, a sorama necessario pira figurar no con-
trato. Te-la-hiamos restituido depois do casa-
mento. assim que fazem qirasi todos os nossos
Mas foi-
Um charuto t
Obrigado. Vais balcr-te nfio me prefi-
niste I
Para te nao affiigir.
lato nio de amizade. Se eu nao livesse
sabido o negocio por acaso, irias entrevista sen
me apartares a mo.
Pobre Leonardo 1 Tens a physionomia toda
transtornada. Juro, palavra de honra, que estis
com urna lagrima no canto do olho.
Oh nao. Vais bater-to I isto pode succeder
lodo o mundo. Comprehendo tua posigio, sou
j um hornera presentemente. Mas tu demias
me ter lomado por tcslemunha. J tens todas
duas?
Sim.
Nao pensaste em mim. Parere-mc todava
quo minha presenta no lugar ajustado te teria
sido propicia. E depois em caso de accidente le
havia de vingar.
Es muito mogo.
Tenho dezoito anno3. Ah! se podesse ba-
ter-mc em tou lugar.
Pois peosas n'isso ?
Se foros ferido terei um pezar mortal. Poste
sempre lo bom para mim 1 E uada posso fazer
para retribuir-te 1___ Nadal
Ests louco, meu charo Leonardo ?
Ls feliz, passas urna vida encantadora, e
tu que te has deexprao perigo! Porque nao me
possivcl afTronla-lo em leu lugar? Nada tenho
lamentar; nao deixaria um vacuo no mundo,
e te prestara um semeo.
Agradego-le muilo isto. Estou cerlo que te
havia de encontrar se tiresse necessidade de li.
Mas infelizmente nunca isto sucediera.
Talvez. .
Ah se fosse verdade porque emfm lede-
vo ludo. Quem me ajudou i terminar mvnh xiu
cago quando uuuei orphaoV Qnem me sustenten
durante o meu anuo de supra-numerari em ca-
sa de ireu palro? Tu, sempre tu!
Leonardo, estis me incommodande Alera
d'isso tenho urna censura fazer-te : ningwera te
v mais.
Nao sabes 03 motivos ? Tu frequontas- as
pessoas ricas, tens familiaridade eom marqnezea,
e gente do grande torn___
Parias como eu-.
Com dinheiro, sim, mas noe possuo.
Eu l'o dara.
Nao faltava seno isto. J aceitei quanto
era necessario ; mas nao sera bello continuoc
agora que posso dispensar. Se eu pnssuisse for-
tuna saberte gozar della como quatqucr outro-,
me divertira e nunca te havia de deixar. Mas
nada tenho, 6 mister trabalhar.
Mas nao isto razo para seres- orgulhose
contigo. Ainda ha pouco lempo me recusaste___
mas boje me balo em duello ; 6 urna solcmnida
de, e em sua honra quero te offerecer esle bilhe-
lo de mil francos.
Oliveiro tirou de sua algibeira urna carteira.
Fecha isto. disse vivamente Leonardo.
Toma, Em dez minutos posso ter perdido oc-
ganho outro tanto ni bn:a. Para mim nao
cousa alguma.
E para mim muito. Estou muito bem.
Com mil o duzentos francos por anno !
Nem mais era menos. Cento e oincoenta
para pagar casa, trezentos para me vestir, cin-
coenta para calcado e rou-pa lavada ;. ludo isto
faz mil e cem francos. Restam-me ainda cero
francos para meu tabaco, rneus divertimenlos,
e minhas despezns imprevistas. Sempre tenho
algum dinheiro para emprestar aos amigos. Meu
palro falla de augmentar meus venei-menlos, e
eu dou vollas ao milo para saber o que
farei de meu dinheiro. Serei forjado a p-lo -
juro. Capitalista, eu I Ha de ser engragado. Mas-
estou tagarellando, e estes senhores te esperan.
Deixa-los esperar. Prestaste-me ura ser-
vido vindo conversar cc-migo. Estou massado-
com ojogo.
Como, aquillo te encommoda.
Eu quereria ver-te all jogar cartas dez-si-
to horas consecutivas.
Quem le obriga ?
Ninguem. E por islo justamente que-o
fago.
Eu suppunha que te divertas prodigiosa-
mente. Passar as noites ao jogo f eis um prazer
que nao est ao alcance de lodo o mundo. Quan-
do algumas vezes eu e um amigo jogamos urna
partida de piquet, que jogo ioleressantA 1 Quan-
do temos a quinta, quatorze, eo ponto, bello
ver a cara daquelle que nao tem seno urna ter-
ca nos nove. Oh I sou ferrado, defendo-me.
DIARIO DE PBBrUMBUCO. SEGUflDA FE1RA 7 Q MAK) DE *860.
! '' i
vioiento. s gntos : Quem tem fome f se tl-
(tovej^llisse boixioho .
nvenientemenle e segundo os eos- perspectiva de urna lo bella
olliciacs, sem o que nunca se casanam
me impossivel chamar Rolando razo. Esta re-) Mas quando do dez horas, vou medeitar, por-
cusa inquiela-mc acerca do futuro ; pagar-me-ha
sempre elle minha penso?
E' pouco provavel.
Emquanto vos
Vou-mo obrigar porescripto.
Sobre papel sellado ?
Sim ; sempre o ha aqu.
Oliveiro conduzio mademoiselle Quinelte para
a sala de letura cuto deserta, e redigiosua de-
claraco.
Tonia, disse elle quando acabou, nao lomis
o cuidado de me agradecer.
Interrompeu os protestos de reconhecimenlo
de mademoisello Quinelte e despedio-a brusca-
mente.
VIII.
A partida de jogo um pouco tria depois da par-
tida de Oliveiro, recoraecou com um novo ardor
-logo que voltou o manteve-se calorosa alospri-
meiros claros do da. Berlaud senlio enlo urna
fadga excessiva e suas palpcbras pesadas fizeram
esforco para se nao fecharem. Mas elle resisti
valerosamente esle raqueamento da natureza,
e ninguem notou-o.
Pela terceira vez um criado veio previni-lo de
que o procuravam.
Ainda?
E' o primo do senhor: o senhor Leonardo
Berlaud.
Ah quo entre 1 dais licenga. senhores?
Nao era cosime deixar entrar no circulo pes-
soas que nao fossem assignanles, mas tima to-
lerancia tacita impeda que os regulamentos sub-
sistissem nesse dia para Oliveiro em toda a sua
jntegridade. Somonte todos consideraram como
intruso um joven pequeo, fraco, muito modes-
tamente vestido, que so apresentou enlo com
um arde enilado. O original nt pona dos de-
dos, Oliveiro nao se lembrou que tinha diante de
si um prenlo pobre e fez seu primo o mais
cordeal accolhimento.
Ah I lu 1 disse elle erguendo cora vivaci-
dade, e dando suas cartas ao senhor de Nogaret
para segurar.
Leonardo, que apenas ous>vn levantar osolhos
nesta companhia numerosa e escolhida, a flor do
departamento, tomou seu primo pelo brago e con-
duzio-o ao vo de tima jonclla :
Vais te bater 1
Sim. Queres uro copo epunch ?
Obri
que no dia seguinte... V. muitas vezes, cre-lo-has
tu ? pens nisso dormindo, sonho que dou um
capole em meu adversario, e que elle paga um
franco cincoenta cntimos de golodices
Nao vens, Oliveiro ? pergunlou um ju-
gador.
Em um instante.
Ah 1 estou te demorando.
Fica.
Urna ultima palavra : deixa-me assislir ao
teu duello. Tenho presontimenlo de que ludo
ir bem ; mas cmfim quereria estar l.
Mas teu patrio ?
Essa boa I por urna vez 1
E depois smente as teslemunhas devem
estar presentes.
Pois bem, nao me mostrarei. Olharei de
longe. Se islo nao le contraria.
Pelo contrario, me dars prazer.
Algumas pessoas se aproximaran).
Sabes o lugar di entrevista? acrescentou
Oliveiro.
Sim, respondeu Leonardo.
O primo ir al l ? pergunlou alguem.
Ah I ah 1 disse um senhor gordo, do sem-
blante rlsonho, concebo que islo inleressa ao pe
queno. Urna falta de destreza arranjaria bem
seus negocios. Elle farejs a heranga. Vos ha-
via de substituir no circulo, meu charo Oli-
veiro.
Esle ia responder eslas palavras, quando vio
seu primo empallidecere vacillar.
Oliveiro o susleve, mas esta fraqueza sbita foi
de curia durario.
Eu nao linha pensado n'isso, disse Leonar-
do com urna voz entrecortada Eu nao tinha pen-
sado n'isto, juro-te.
Ah eu o creio.
Como provar-t'o?... Adeus! meu lugarno
aqui. Nao deveria ter vindo. Adeus.
Leonardo 1
Adeus.
O mogo ausentou-se levando urna [crida pro-
funda em seu coracao brando o leal.
Sois um grande imbcil, disse Oliveiro ao
gordo senhor.
Pois que queris 1 vosso primo ridiculo.
Nao se pode conversar poltica no circulo ; onde
iremos parar se for prohibido gracejar ?
IX
Durante esle lempo preparava-se nm novo mo
nb m feito ouvir. As respostaa fllrmativas ob-
tivi raro urna immensa maioria. e em consequen- turnes inlroduzidos, reconciliando-re com o se-1
cia foram dadas as ordens. Orgariisou-se um al- nhr capillo Rolando.
mo;oque se proloogou um pouco mais do que De muito boa vontade, respondeu Berlaud.
ter a sido preciso. Adanlou-se para o capilo que supportva sem
--. Senhores, disse Oliveiro, comegai o queijo proferir um queixume os agudos soffrimentos
ser i mim ; mister que cu roa deixe. causados pela terida.
Os convivas se levantaran) em massa. Senhor, disse Oliveiro, peco-vos desculpa
-- Iremos todos, clamaran) clles, todos. Pr me ter embaracado hontem com um negocio
-- Permitti quo v s. Dara apparencias de em que n devia intervir
marchar frente de um exercitOL e este duello Senhor, respondeu Rolando erguendo-se
tonara as proporgoes de urna guerra civil, o um pouco, peco-vos desculpa por ler fallado hon-
qu nao deve ser. Rogo-vosqye fiqueis aqui ; tem com urna sensuravcl Tivacidade.
meu desejo partir s com minhas duas teste- A honra eslsatisfeila, aperlai-vos as mos,
munhas. senhores.
-- Todava -nos impossivel comer como do Os dous adversarios obedecetam e saudaram-
cos ame em quanlo liverdes a espada na ma. se- O senhor de Negaret, Oliveiro Leonaido e
- Enlo, bebei. um oulro mogo parlirara na carruagera de Ber-
-- Tornar-nos-heroos encontrar aqu, disseo lad. O capilo cuja ferida pareca perigosa, foi
Sr. de Nogaret. Sao quasi nove horas. O lem- collocado com infinitas precauges na outra car-
po rge. Vamos, Oliveiro, vinde. ruagem ; a que o tinha trazidocom as duas les-
T>dos passaram para dianle dos dous, e o Sr. temunba.
de "logare! fez que Berlaud engolisse s escond- X
das um grande vaso cheiode caf preto. sem as- Em todo ocaminho grupos numerosos eslava m
Uta*. Esta bebida dea-lbe um > perfeila loei- portador. Wa pota do circulo perante o qual era
dez de ideas. mister forgosamenic passar para ir casa deOli-
A segunda testemunha Juntou-se ellos, stibi- vero, urna m-assa compacta Te assignanles esla-
ram 6 urna carroagem (fue eslava esperando, o~ "a estacionara. Viram de longe ir se approxinran-
ram priroeira mente casa? de Oliveiro prate- do a carruagera, A sorpreza fotgeral quando viram
roai as espadas e fizeram ceotkizii-se ao lugar d* Leonardo ensanguentado, e souberam que se ii-
entievista. nba balido.
A'sua chegada um espectculo inesperado os Em algumas paiarras^Oliveiro' relalou todos os
ene leu de admirago e espanto. Ao p de urna acntenmenos.
arvore sobres herva e o musgo htimidos Leonar- Dous mdicos sahram da mwltidao e apressa-
do jazia sem raovimento. Tinha o |ieito ferido por ram-se ir examinar o ferido.
um golpe de espada. Dous jovens aioelhados Que imprudencia, disserarrr elles-, eonduzir
junta-d'ell* estrm:Tam o sangue qo sahia d dcio mov este infe mogo 1
fciiira. Na vamos para a-minha cas*.
A alguma distairia o capilo Koland enchu- Alravessar aiuda urna parte docidode O
gav; sa espada com um lengo. Dous ofQeiaes, abalo- fr tno mal terrivel vosso primo. Fazei-o
dous d'esscs honwns que levam ao semblante o condaair para o circulo.
refl versivain com Rolando. Um fa:ia>censuras, o A humaoidade antes-dfe ludo. 9ou commis-
outr o morda o bigocre e pareca reprimir seu sario, eiom sobre mim a-responsabilidade.
mar humor. Os dous mdicos tiohara-uma excettente razo
O iveiro precipitou-se para seu primo. para faeerera aceitar sua proposta : apoderaram-
Ferido 1 disse elle-, baleu-sejl se depressa da-cura c lhe davam um>echo im-
Sim.... esperavai... apresent|ando-me ate menso collocasdo-a no cenlto mesmo da puWi-
de ti.... cidade. Leonardo foi pois transportado- para os
Mas eisme aqui '.'sou eu que-me levo quarto*do circuto, e accommodado em um pt-
baitr. queno quarto muito decente sobre a cama-
Senhor.disse um dosofficiaes aoST. delfe- criado principal, que foi procurar com modo ero
gartt, o capito Rolando-eslava aqui as-nove ho- oulra parte. O perigo que corri o ferido-fi Sa-
ras- nonos eineo minutos-: Acharos o-Sr. Lfo biamenle exonerado ; porm, depois de swis ori-
uart o Berlaud acompanhade- de duas testemu- meiros cuidados, os mdicos declararam qoe seu
nha i. Allegou- que seu primo nao tinha o-direit curalivo-tinha tido um resultado alera da sspec-
de i iterpor-se neste negocio, que islo dizia res- taliva, e que respondan) pela cura. Leonardo,
peit > elle s; que a roulh'er offeodida-hontem- com effeito, sentia- apenas um> pouco de bbre :
(se todava houve oflensa) era- sua [amante, eque sua feridapouco profunda eslava-disposla 1 fe-
no cedera, a ninguem. o direilo de- deten- char-se; seu sangue, novo c puro s quera- to-
de- a. mar se curso ordinario. A victoria de seu-pri-
- Mas isto- nao verdade, exclfmou Oliveiro-, mo alliviava-o mais do que todos- os ungentos
que esculava a explicago, esta mlher... possiveie.
-- Nao a eouhrego, interrroropeu Leonardo; -.__h._______. ..______ .......-*- ------
maf cala-te... teu duello est- acabado. Um v*l,h^ ""Tel-e-lwmem domado, seere-
. luUCHUca.Mvuu. lanogeral do maire;offereceu-9e coro urna graca
Oh 1 tiao;.Tao eomegar. Eizeinja-te, fi-ti-um encantadora para ir instruir o prefeito do occor-
crc.mga, H-qwe nunca pegaste earj urna espada f d0l assim como ocoronel do regimnto e o pro-
-- sias pslnvras sao uraa censara. eurador imperial. Bales tres funecionarios. cu-
-- B merecida. Tanto peto* se vos e dasagra- vida a causa, foran* de parecer qae osdous duel-
da'f. I _, tos tendo sido exeerrtados com amis perfeita
Cliveiro eslava furioso, cr de si. Fuetam- fealdade, e preferivel minorar osseus resulta-
Ihc comprettender a insisterrcia di Leouardo, a dus. Emconsequensia, e capilo fteando pao-
Mlidadeapparentedosuas mees. Representa- Mria srnp,esmer.te pordoente. Pedir-se-hia sua
rao Ohveira que Rolando tmha 1 pr.uci?ic-re- :aldanca de8de qnmi estado de sade o per-
jmt ido o combate, que tinha-sido acieoto e sof- jniUisSfi. Qd!int0 4 Leonardo Berlaod; dir-se hia
frecor mas-que emm levado- ao>ltimo rscurso que s uAa recebMe urna arranhadaca insignifi.
se t.nha vmlo-oa uecesstdadedonao recuar eanle. m<> se faria-ncm exame, nem processe-,
- Alem dtsso, accrescentou, ojjrelho oacral nem julgamento. Ere meihor isto do que crear
que pareca tao bravo como conciliador, mu. o am movo. de discordiw e onimosidade entre os
sanj.e tem sido ja derramado-, poriurna bagatel- B10cos da.eldade e auarwisao.
la. Espero quo os dous adversario* se estendam. oliveiro nao desacero* seu primo um s mfc
as naos. I nulo. Ababos se torna-ram os hroes da aven-
- Fazeis-o vosso deverde testebunha,. res- tura. O-quarto do doer,.e nunca-eslava va-
m deu Oliveiro ; mim cumpre-e agoraspen^- sio- Tod a9 differecasdli {orluna d9 poUUca|
nr DO neo-e vulgar meu primo. Jlootenteu s oe CflSta eposicao ni,ilawm.g0 em- twn mesmo
nliaom motivo muito ftil para irie bate; hoje enthusiasmo. 'Leanardo- recebeu ui visita de
ten 10 dous, dos-quaes um muito gtave. tome- seu patralv neRocrantc honrado, que lhe conce-
ceriios, rogo-vos^ deu, perntecincoenla teslemunhas. urna licenca
I avia nstas palavras um tal accenlo de firme- de um m. podendo ser renovado-no caso de
z-a, doresolugao, que nenhuma objeegao apao- necessidade, e sem descont de venefaoentos.
re?lf' .. .. ... Sonoente, acerescentou baixinhoodhrno ho-
C fondo-tem necessidade de ser reconduzdo, mem.CTiia.gandeza-d'alma nao excloiao cuidado
dia..e-0-ieohor de Nogarat ;. sao-lhe-Ue mister rasoave deseus interesses, em veaxkTTOS aug-
cuiladosimmedtatos. E, no estado em que elle mentar ..ordanadooste ano, eu s o augmenta-
esu a menor... j rei no aooo vindowo.
(T.-veiro-comosc tivesse adevmhado o-peasa- ^
ment de seu primo inclinou-sc para elle* O belo procedeeda joen foi altamente admi-
- Desejaes licar ? rado. Pessoas qu# o- ai conhecrem achavam
Sim, quero veri quero ver I rspon em manda rea ditas vezes por dia saber
na do entesando os membros para esgu -'ias, fazendo-se inscrever.. Acommo-
lasle enrgico esforro devoniade foi ; nada foi tao vehemente e universal,
pe os dous amigos de Leonardo os quaes aa- que o-Sfi.de Nogaret' esqueceu as cartas e icoe
rain nos bragos c o pozeram em p.i todo o.dia no qparto. ferido, junto de Oliveiro
rlediram as espadas, cobriram-naacem.um len- sem lhe propor-jogaretn urna partida,
go Oliveiro e Rolando temaram dada um umo Quando chegou a notte Leonardo supplicou.a
ao acaso. As testemuuhaa se aiTastar-ara un pou- seu primo que fosse tomar algum repouso.
co ; um dos offlciaes griloa cora urna, voz so- Ha nao sei quaoto lempo que ti nao dor-
leone: mes
_ Ide. Bofe, que verdade, e eu mesmo nao o sei.
Jliveiro saudou. Seu semblante-, fatigado pe- Mas quem o poderia em semelhantes circumstan-
la vigilias e ardente calera um instante oles, ciae-? Eu soria oulliroo doshomons some.dtver-
noo exprimi mais do que urna coragem calma, tisse em dormir.;, demais nao o poderia.
e ara sangue fri insVieravel perante o perigo. Accrescentou. quo tenciouava velar junto de
Paludo como um espectro, Leonardo- se tinha Leonardo,
erguido perante aquello que acaba va de feri-lo. -Eu vou. dormir, disse este.
O capilo senlio-se perturbado vendi esta appa- Tanto melher. E se dispertares,estarei aqu
ri :o vingadora. Elle suppoz que estara cucom- para ter cuidado de ti.
modado pela presenga de Leooard. Voltou io- E.eu nao vosdeixarei, disse o.Sr. do No-
sc nsivelmente, obri^ando Oliveiro ai segu-lo, o gpret.
lego em lugar de ter o ferido em fac,-. Rolando o- Pela*, dez horas da noile, um-segundo eurativo
tf ve atraz de si. Mas o que enfraquecia o capi- leve tkn maravilhoso resultado. Leonardo foi
lio snimou Berlaud ; seu primo pareca exhor- autorisado k tomar um caldo, urna aza de frango
ti -lo com sua atlitude e setas olhares. EntroUn- o um calix do vinho de Bordeas.
_ ti., embora fosse bravo, Oliveiro nojesUva hab- Ns o curaremos perfeilamonte, disseram os
liado taes jogos, e fatigou-se com, seu proprtt mdicos, mas h de ser com muilo trabalho.
vagar. A salta de esgrima em que se exerea dlB D*pois da refeico, o doente ficou muilo rego-
tfmpos em lempos, s o tinha imperfeilauentej zijado. Conversava, ria-se e pareci, o mais fe-
uerrido para um combate verdadeiro. A emo-*|lz dos homens.
o ia-se apoderando delle insensivelmeaite de-1
aixo de sua apparente tranquilidade. Se nao
cabo logo com isso disse elle comsigo eslou per-
cudo. O capilo san duvida aguardava este ins-
tante critico de desfallecimenlo e desanimaco,
idas Oliveiro noodeixou avaugar, e, aproveilau-
i'o-se de ter a espada de seu adversario se affas-'
tado por espaco de meio segundo, alvangou com
. espada em "frente. O golpe deu em cheio no
teito, e o capilo cahio. A lula tinha durado
{uinze minutos.
Oliveiro alirou sua arma. O senhor de Noga-
et, livre finalmente de suas angustias terriveis,
precipitou-se nos bragos de seu amigo. Leonar-
do deu um grito de prazer e triumpno.
Agora cuidemos do ti, disse Oliveiro. Vas
para a minha casa e msndarei chamar um cirur-
gio.
Oh! nao ser nada, dase Leonardo que de-
vora va seu primo com osolhos. Como le bales-
te bem 1
o senhor de Noga- garet, cujas teiges rsdiatim fie prazer ele a
oile.
i
FOLETOl
A MARQEZA. (*)
lo e secreto, onde ia por urna passagem escusa.
Essas loucuras que eu fazia por um homem com
quem nunca tinha travado nem um olhar, tinham
para mim todo o attralivo do myslerio e toda a
=
J que persists em absoluta raste perma-
necer junio de mim, disse elle, jogai, islo vos
dislrahir.
A offerla era muito tenladoia. Todava os
dous amigos s a acceitaram meia noile, e de-
pois de urna nova instancia doLeooardo.
Foram trazidss urna mesa e carias
Deveis estar extenuado, disse Oliveiro ; cs-
colhamos um jogo fcil e que nao oceupe muilo
a imaginaco : o bnccarct.se quizerdes?
Seja 1 E' prohibido ^oga-lo no circulo^ mas
nos, por assim dizer, nao estamos no circulo,
estamos em um quarto particular.
Primeramente Leonardo interessou-se muilo
na partida. Depois, pouco a pouco, a fedig*, o
sangue perdido, as erooroos sentidas, entorpece-
rn) seus sentidos em um somno profundo. Suas
palpebras se fechara, em quanto um- sorriso de
felicidade errava ainda em seus labios-.
Dorme I diese uiiveiro.
Nao fagamos ruido, respondeu o Sr. de No-
deliciosa que se apussara de mim quando ouvia
o tambor soar a hora. Depois dessp lempo, vis-
sicitudes de fortuna me obrigaram a julgar-me
muito feliz em urna casinha de Marais. Pois bem'
illuso da felicidade. Quando soava a hora da nso tenho saudade nenhuma do meu rico pala-
comedia no enorme relogio do meu salo, eu sen- ci, do meu nobre bnirro, e de meu esplendor
POR
GEORGE SAND.
ni
(Continuago.]
O que lhe direi ? Foi com efleito um encanto
langado sobre mim. Esse homem que andava,
que fallava, e obrava sem melhodo e sem preten-
ce, quo solugava tanto cora o corago como
om a voz, que se esquecia de si para identificar-
se com a paixo ; esse homem a quem a alma
pareca gastar e enfraquecer, e de quem s um
olhar conlnha lodo o amor que eu de balde pro-
curara no mundo, exerceu sobre mim um poder
verdaderamente elctrico ; esse homem qoe nao
tinha nascido-em spu lempo de gloria e de sym-
pathias, que^u tinha a mira para comprehende-
lo e caminhar com elle, foi, durante cinco an-
nos, meu re. minha vida, meu amor.
Eu nao poda mais viver sem ve-lo ; elle go-
vernava-me, dominava-me. Para mim nao era
um homem ; mas eu entenda isso de modo di-
verso do de madama de Ferreres jMra muilo
mais ; era urna potencia moral, um senhor inte-
lectual, cuja alma amoldava a minha sea bel
prazer. Em. pouco fai-me impossivel oceultaras
impressas ^Hu recebia delle. Abandonei o
meu camarote di comedia franceza para nao tra-
hir-me. Fingt ter-me tornado devom,: B ir
noile, orar as grejas. Em vez de fazer isso, eu
vestia-me de grisette, e ia meller-rae- por enlre
o puvo para ouvi-1o e conleqpla-lo vontade.
Emfira, comprei um dos empregados do theatro,
e tire em um canto do scenario um lugar eatrei-
(*) Vide Glorio o. 104.
lia violentas palpitages. Procurava tranquilli-
sar-me, emquanto me preparavam o carro ; ca-
miohava cora agilago, e se Larrieux estava ao
pede mim, tratava-o mal para dispedi-lo ; afas-
lavalambem com infinita arle os outros impor-
tunos.
Todo o espirito que me deu essa paixo de
theatro incrivel. Foi-me necessaria muita dis-
simulago e finura para occulta-la durante cince
annos Larrieux, que era o mais ciumento dos
homens, e a todos os mos que me rodeavam.
E' necessario dizer-lhe que antes de combate-
la, eu entregava-me a ella, com avidez, com de-
licias. Se era to pura 1 E porque teria eu cora
do? Dava-me urna vida nova; eounciava-mo
cmfim em ludo quanto eu tinha desejado conhe -
cer e sentir ; at cerlo ponto essa paixo torna -
va-me mlher.
Eu era feliz, era orgulhosa por me sentir tre-
mer, desfallecer. A primeira vez qne urna vio-
lenta palpitago veio despertar o meu ocoraca
inerte, tive tanto orgulho como urna me ao pri
meiro mo vi ment do filho em seu seio. Torne-
me amada, zombeleira, maligna, de humor des
igual.
O bom Larrieux observou que a devogo dava-
me singulares caprichos. as sociedades acht -
vamque cada vez ficava mais formosa, que ls
meus olhos negros.seavelludavam*.q*meu son-
riso tinha pcnsamenlo, que u Ip^os observe -
goes sobre ludo otOMK Hs^HES 2""
ge do qoe ----------
as hon
cento,
qie
Diana >-
cora ha p< u.
, en < s-
a Ain la
parece leotiT^t^-^eufoc^iio
Depois de olguns Matantes, -este oltimo, que
fazia banca, dirige a Oliveiro a |f rguota de cos-
tume :
Queris roubar cartas "
Roubo, disse o moco.
O Sr. de Nogaret deu-lhe um dez.
Ganhoi, diz elle, sete I
Oliveiro conservava ainda as carias na mi ;
o vclho voltou-as brandamente para ver o ponto.
Como disse elle, tendes nove Peds urna
carta tendo novel
Olhou para seu adversario com urna real stu-
pefocgo. Ento notou quo Oliveiro tinha odor-
mecido.
O Sr. de Nogaret alirou-se para traz com um
ar terrielmcnte contrariado. Mas o silencio pro-
longado que se fez, e um ultimo esforgo de von-
tade dispertaran) Berlaud.
Dai-me cartas, murmurou elle.
Mas, homem, tendes nove. Estis dor-
mindo.
Estou fatigado. Concedei-me um quarto de
hora. Jogai per mim.
Jogar por vos I E' possivel? De que modo
o julgais possivel ?
Desta vez Oliveiro nao respondeu mais.
Quer que eu jogue por elle, disse comsigo
o Sr. de Nogaret ; com efleito. porque nof Pe-
garei minhas carias com urna mo c as suas com
a outra. Elle far banca e cu contarei os pontos.
Se elle liver nove, eu pago. Se eu tiver nove
deito as cartas e elle que me paga. Mas quan-
do toraarraos cartas? Ah ser muito simples.
Concordemos que leremos ambos o ponto cinco
Para tirar quairo, elle e eu lomaremos sempre
urna carta embaixo do baralho embora, eu tenha
visio seu jogo. D'este mode poderemos ambos
ganhar.
Assim o senhor de Nogaret Uudiiv a diflicul-
dad.
No seguinte dia pela mauha, s orto horas,
quando- os dois mediens viera visitar o doen-
le, ficuram extraordinariamente sorprendidos
por eucontrarem e veiho jogando s ao lado dos
dois primo adormecidos.
O'que estis fazendo ? disse um dos dou-
tores,
Oh I noda. Urna brincadera'. pliveiro ti-
nha somno. Nao quiz desperta-lo. Bslou fazen-
do urna experiencia. J dia ?
Ba muito lempo. Ras raislerdeixardes-
cangar o-doente. Como ello dorme ainda, vol-
laremos logo.
Os dois-aoutores depois de se terem consulta-
do, rcliroram-se.
Quasi ao mesmo lempo Oliveiro mexeu-se.
Como faz fri I disse elle abnndo- osolhos.
E' verdade. Agora que percebo e j mui-
to tarde : esqueei-me de dttar lenha no fgo.
S cuide de nossa parlida.
Oh Pis tendes jogao todo esletemp-?
E' exacto, fferco quatorze mil fraacosi A
fortuna chepa donnindo-se, eomo vedes.
Ah S um gracejo.
Nao, nao 6 gacjo
Mas eu nao quero acceitar vosso di-nrreiro
entendis?
Mas eslou cerlo-de que tambera nohaveis
de querer moleslar-me. Digc-vos que perco
quatorze mil franco; 'serio. Se tivesso ga-
nho teria recebdo meu ganho-sem escrpulo.
Confiaos- muito era mim, nao assim ? Perdi-
comegando,- tentei rehaver o perdide, e isto-le-
vou-me muito longe:
Enlo-vou dar-vos urna indemnisaco ago-
r mesmo.
Obrigado. E'mister ir-me embora. Mi-
nhas ferias-eslo aeabadas. E depois, nao me
sinto muito bem esta mauLa.
Sabis qne j fozem tres coites......
Oh 1 no-isio* Cela aqui. Eslou eom-
fri. Vosso primo desperla. At-avista. Ve-
rei se posso voltar um instante heje.
O senhor de Nogaret apertou a mo dorr-
veiro e sabio. Venceu depressa a distancia at
estalagem onde tinha deixado seo cavallo, pa-
gou a despeza, montou cavallo e voltou para
sua casa.
XI.
Como estaes pallido disso Eugenia abra-
gando seu-pae.
Estos.um pono fatigado, vou-me deilar.
Tinheis muita. necessidado de vos expor
des urna doenga,. disse a senhora de Nogaielj
E a herdede de Arbrire est veudida.
Nao.
Quanto orTereoekr por ella ?-
Nada.
Nada !
Quero dizer, un prego desrasoavel.
Ento nao coneluistes ?
No(
Como ajuizado bmpreheser viajento
longos o to penosas, sem ter pelo menos tinta
apparenoia-do resultado I Teri*is praticado com
mais juizo fleando aqui, esperando urna ollera
seria.
E' verdade.
Mas sempre recusis eseutar-me ; nao fa-.
zeis aenhum caso do que eu digo.
Confiero quo errei.
Finalmente j concordis-: sempre al-
guma coisa. A'proposito, nao sabis ? Passaram-
se bailas-aventuras durante vossa ausencia. To-
da a. cidade estove em rumor. Javos faltona
d'isso ?
Nao.
E anda muito recente. Os dois seahores
Bertaud bateram-se.
Ah!
Um com um lente, o oulro com um aju-
dnnte maior. Os dois militares roorrtram, mas
guardarse segredo. Foi por um negocio de.....
Eugenia vae buscar meu longo no salo. Foi
por um negocio de mulheres.* Parece que urna
d'essas infvlizes, comp ha tantas, entrelinha re-
lages.intimas (com o lenle, o ajudante e os
dois Bertaud. O pequeo. Oliveiro irritou-se,
nao por causa de seu primo.... essa gente tem
costumes-l........ mas por causa dos militares.
Outros prelendera que toi o tenente quem es-
candalisou-se, e alirou- um cntaro cheio na
cara de um dos Bertaud. Bem vedes que nao
tive informages exactas. O que nao se dizn'es-
te mundo? Afllrmanom-me que tinheis sido
urna das teslemunhas..
Ah!
Eis comtudo a consequencia de urna detes-
tavel repuUgo canoa vossa. Julgae se acredU
tei as pessoas que fozem correr semelhantes boav
los. Vos, lestemunba em um duellu 1 Era s.
o que faltava.
Teria sido difcil.
Impossivel. A'menos que......
Que ?
Nada. Nao vos julga capaz- de serneUtaote
infamia
Eugenia, achaslc meu leago ?
;o, maman. :
io rae admira porque est em minha al-
gibeira.
Queris almocar ?
Obrigado.
J com es tes t
Nio tenho fome.
' Nio estis doente t
Nao.
Estas muito pald^charo pae.
Nao nada, mintuflllha.
Estalstiritando. Dlfai-vos ; vem, Eugenia.
A senhora de Nogaret sabio e voltou am ins-
tante depois com um ar furioso.
O cavallo nao esl enlameado, disse ella.
-- Ah 1
Depois do caminho que antea ; que de
suppor que lenha andado,
Quando part, eslava gelanoV,
Mas hoje degela como hontem. Ah I se vos-
so cavallo podesse fallar I
Dir-vos-hia que caminho muilo bem.
Caminho talvez com a eabega para nao sv-
j,ar os ps I Ah I tomae tente, senhor; nio me
lludais. Mas que tendes ? estaes tremendo
De trio.
Queris que se aqunte a cama ?
Nao. Por favor dcixae-me.
A senhora de Nogaret affstou-se murroar an-
do : E tenha-se allengo com semelhante ho-
rnero 1 Eis como agradecido.
O senhor de Nogaret leve um muito viole uto
accesso de feUre. e nao se pode lovantar no dio
seguinte, nem dois das depoia.
O que ha de pensar Oliveiro ? dizia elfe
muitas vezes comsigo.
Oito dias se passaram, durante os quaes a in-
quielago de Bertaud augmeolava prodigiosemen-
te. Suas preoecupaces respeito de sew primo
Unham desapparecido A ferida de Leonardo s
necessilava de algoos cuidados insigniQcanles.
Oliveiro nao pode afugentar urna cruel appre-
henso, pensando ero seu- veiho amigo, lamentan-
do-sede que elle tinha- partido um pouco eneora-
modado. Mas como ter noticia* suas ? O senhor
de Nogaret, homem o cois afiavel e eonhecido-V
lodo o circulo, nao recebia mngaem em sua casa.
Sua casa era, granas ao humor ioslleravel, ra
uro pouco triste de sua raulher, d urna solido-
quasi: absoluta. Oliveiro nunca ttoha posto n'ella-
os seus- ps. Emtira no dcimo dia depois de*
duello, Berlaud recebeu um peques voluroe si-^
neladoque um creado lhe tfrouxe da- parte do se-
nhor de Nogaret. Esse embralho contkiha a som-
ma perdida no jogo e uro- bilhete*osm conce-
bido :
Meu-amigo.
Esou doente, e -me impojsive conservar
por muito lempo a-e-speranca-de poder sahir em
breve. Vinde.pois,me ver, dor-me-h'eis- ra-oito pra-
zer. Nao tenhais mido.
Todo vosso.
Nogaret..
Oliveiro foi immeOiatamente; Sha entrada fez
sensago entre os creados. Todos se conooitaram
para saberem o que lhe deriara nespoder. A se-
nhora do Nogaret foi logo prevemda o apressou-se
em correr. Oliveiro su a- visto -deseobrio-se cora
0 semblante o mais respettoso, e dirigi-Uve um
d'esses o'hares alia veis e lernos oonique elle cos-
lumava a;oderar-sc das-pessas,' asmo se as ti-
vesse envolvido em urna rede invitivel.
Senhor, disse ella, meu marido estSmnilo
doente. Neo podis v-lo.-
Oliveiro moslrou-lhe o bilhete que lhe-tfnha
sido enderecado. A ultima phraserritoa muito a
senhora de Nogaret*
O quo quer dizer meu marido^ disse-ella,
eom eslas palavras : Nao tenhais mMo ? Nao
se pode olligir d'ahi qne a casa vigiada- por
drages? Eu de nenhum modo teneion'e- te-te-se-
parado da pessoas. Vinde, senhor, vou levae-vos
aonde esl-o-senhor Nogoaet,- pois que tal o seu
desejo.
E ella accrescentou mentalmente:.
Sao amigos 1 E' um-cousa Inteiramente ri-
dicula. Mas esla bella amisade nao- capaz de
altrahir as bencos do co sobre- meu mando.
Deus o' piioe A esta hora
Conduzido Oliveiro ao qearto do doente, a se-
nhora de Nogaret fez entra* o visitante, e retirou-
se com um ar solemne e enfadado, mes- sm ar-
ticular cousa alguma de desagradare];
Berlaud' caminhoo sobre a pona-dos-ps. O
quarto estava quasi inteiramente no-escuro-. Cor-
tinas dobradas interceptavam s luz. O *?,per-
maneceu nm instante o lrrnt*r antee- de se' po-
der dirigir n-'esta penumbra toda silencieso.
Pouco o pouco seus olhos distinguirn! os ob-
jectos, e apreximou-se do leito. O senhor de No-
g-'iret rebousava. Sua bella physionomiaulgurava
como uAi clario brando e sereno. Urna-placidez
radiante dava sua phvBienomia um exaresso
magnifica- de felicidade e resignaco. Alguma
cousa de grande, de vehemente, de- si acero se
lia em seu semblante. Oliveiro o-contempla va
1 com um reeolhimento pie-.. Depois- ptto dtesliu-
guir urna mlher sjoelhada ao p da.cama-, meia
oceulta polas-dobras daooortiaas.
E' aulha do senhor de Nogaret, disse elle
comsigo.
Ficou immovel, nao-ousando mexer>-se-, expe-
rimentando, com a faeilidade de irapreseo que
lhe era propria, a influencia do que vio, A atli-
tude de Eugenia o im-ressionou dotorosamente ;
ella i mi rea va el a rara erle o estado- do enfermo.
Por um Biovimento instinctivo OBvjro-ajoelhou-
se lentamente, com muita branduray poodo-se
assim accorde com os senlimentes-o tonaores que
agilavam a moga. Havia muilo lempo, que elle-
nao orara. Entretanto as oracos- aasandidas no .
collegto dirigido por sacerdotes noa.ua! tinha.
sido educado, acudirsm em multidoo & seos la-.
bios, sem que um intervallo de qaatro annos,
passades em esforros para esquece-las, livessa
podido apagar uma.s palavra de soa memoria
ou do seu corago. Um instante depois Eugenia-
de u por sua presene e ergueu-se vivamente, ea^-
enligando os olhos-banhados- de- lagrimas. Ella.
de u um pequeo grito de espante e sorpresa,
corou exlraordinariamente e-den alguna pasaos
para relirar-se sem pronunciar orna palavra. Oli-
veiro e ella s se conheciam-do vista.
Senhora.... disse ello om voz baixa.
Hila parou.
Se sou eu que vos fago sahir, accresaentou
elle, hesitando um pouco,.vou relirar-me.
I
Ohl nao... respondeu ella, meu pai- Scar
oontente por vrr-vos ; fica, senhor.
Mas vos?... Se rae eedeis o logar, o-senhor
vosso pai nao me poderiilevar Om bem.
Eu voltasoi. Minha mii ignora que- estou
aqui. Ella nao. me quer deixar milito lempo junto
de meu pai, porque sua doenga.....Ahf qu* im-
porta o perigo Nao aoovem qoe me p,ai esteja
s. Mas j que estis aqui.....
Eugenia faz ainda um movimiento lera, sahir.
Ha muito lempo que o senhor do- Nogaret
nao se levante ? disse Oliveiro.
I Continuo-f-hm. 1
passado, seno porque elles tinham objeclos que
me recordaran) esse lempo de amor e de so-
naos. Salvei do desastre alguns movis que da-
lam dessa poca, e que olho com a raesma eroo-
go como se fosse soar a hora, e como se as pa-
las dos meus cavallos batessem no colgada. Ob !
meu filho, nao ames nunca assim, porque
urna tempestade que s amaina coq a raortc !
Ento eu parti, viva e ligeira, moca e feliz I
Comegava a apreciar ludo quanto se compunha a
minha vida, o luxo, a mocidade e o belleza. A
felicidade se revelava a mim por todos os senti-
dos, por lodos os poros. Brandamente inclinada
no fundo da minha carruagem, com os ps nos ta-
petes, eu via meu rosto brilhonle e enfoHado re-
petir-se no espelho encaixilhado de ouro que fi-
cava defronte d6 mim.
O trajar das mulheres, de que depois tanto se
lem motejado, era ento de urna riqueza e de
um explendor extraordinarios: usado corngosto,
e castigado em suas exageroges, dava 4 belleza
urna nobreza e urna graca voluptuosa de que as
pinturas nao lhe podem dar idea. Com todo esse
petrecho de plumas, sedas e flores, i urna mnlher
eraJfcgsda a todos 03 movimentos urna especie
de nbidao. Vi algumas muito alvas, que quan-
do estovam polvilhadas e vestidas de branco, ar-
rastando a loriga cauda de moire e balangando as
plumas da eabega, podiam aam hyperbole, ser
comparado & cysnes.
Com efleito. apezar do qne diz Bosscau, nos,
com essss enormes pregas de setim, essa profu-
so de mussullnas o fotos que occol'avam corpi-,
nho frgil, como as peaas bceultam a rob, pa-
reciomos mais passaros do que vespas ; com es-- que
mos com a precaugo desdenhosa de umi pas-
lorinha margem de um regato.
Na poca de quo lhe fallo. rnwor.Tva-su a usar
de polvlhn louro, que dava aos cavallos urna cor
agradavel e escura. Essa maneira de atlenuar
a cor mais pronunciada dos cabellos dava no ros-
to urna dogura e aos olhos um brilho extraordi-
nario. A testa, inteiramente descoberta, perda-
se as pollidas nuangos desses cabellas de con-
vengio ; pareca mais" larga, mais puta ; e todas
as mulheres tinham ar nobre. Aos rigados que
nunca foram graciosos, na minha opinio, haviam
succedido os penteados baixos, osanncisatirados
Eara traz, e cahindo sobre o pescogo e sobre os
ombros. Eu sahia ora com um vestido escara-
le guarnecido, ora com urna tnica de setim
branco, bordado de pe'le de tigre, algumas vezes
com um trage completo de damasco cor de tirio
com laminas do prata, o plumas brancas postas
sobre perolas. Era assim que ia fazer algomas
visitas espera da hora da segunda pega ; por-
que Lelio nunca representava na primeira.
Eu fazia sensago nos sales, e quando subs
paro a minha carruagem, olhava com complacen-
cia para a mlher que amava o Lelio e que podia
fazer-se amar por elle. Al enlao o nico pra-
zer que eu achava em ser bella, era urna benig-
na vinganca contra essas mulheres que tinham
urdido to horriveis tramas contra mim. Mas
desde o momento em que o araei, comecei o go-
zar da minha belleza. Eu s tinha isso para offe-
recer a Lelio em compensado de todos os trium-
phos que lhe negavam em Pars, e eu diverta-
me era imaginar o orgulbo desse pobre cmico
lio pateado, tao dcsconhecido, to desprezado,
no dia em que soubesse que a marquezo de R...
lhe tinha volado o aeu culto.
De ntoJkJI i era s sonhos rsonhos e fu-
^^Bresullados, todos os pro-
veaos o MJC minha posigo. Desde
I" tomavom um corpo. e
sos grandes azas de renda que pendiam dos bra-
gos. com essas vivas cores que matisavsra nossos
vestidos, as nonas fitas a podras preciosas ; e
quando linhamos os nossos pnsinhos em lindas
pela
Stencia de um projecto
qualquer de amor, ou abafava-o corajosamente,
e todo o orgulho da condigo relomava seusdi-
rettos sobre -mibha alma, tilho-me admirado?
}Eu rhcexpucari toso d'aqul a pouco. Delxe-me
chinellos de tetones, entio que VtofruVh-gnreate 1 pcrcoTrer o mOOlo "encRtrto^o QOI roinhss recor-
pareclamo mear tocw W--eM"'wB!RltTt-T*s?w.
As olo boros, ia apear-me na pequea egreja
dos carmelitas, perto do Luxemburgo; despedir
a minha carruagem. e lln&ia que i* aMalir a.
conferencias religiosas que all haviam aquella
hora; mas eu apenas atrav.essava a egreja e o
jardim ; sahia por outra ra. la procurar na sua
mansarda urna costureira de nome Ploreucia,
que me era dedicada, l'echava-me noseu quar-
to, e punha com alegra sobre a cama della to-
dos os meus enfeites para vestir a casaca prela
quadtada, a espada di bainha de curo e a ca-
belleira symetrica de um joven provisor de col-
legto aspirante tonsura. Alta como eu era,
morena e de olhos inoffensivos, eu ficava exacta-
mente um padreco que se esconde para ir ao
theatro Florencia, que julgava que eu tinha
urna intriga verdadeira, ra comigo das minhas
raetarmopheses, e confesso que nao as teria to-
mado pora ir embrogar-medeprozer e de amor,
como todas essas loucas que tinham ceias clan-
deslinas em casas particulares.
Suba a um cario e ia esconder-me no meu ca-
raarotizinho no theatro. Ah enlo cessavam as
minhas palpitages, os meus terrores, as minhas
alegras e as minhas impaciencias. Uro reeolhi-
mento profundo uposf ava-se de lodos as mi-
nhas (acuidades e eu ficava como qoe absorta at
o ersuer do panno, como i espera de urna gran-
de solemnidade.
Como o abulre aponha um perdiz em seu vGo
magntico, como o conserva arquejante e immo-
vel no circulo mgico que traga por sobre ella, a
alma de Lelio, sua grande alma de trgico e de
poeta, envolva todas as minhas faculdades e en-
lorpecia-me de admirago. Eu esculava, com
as mos conlrahdas nos joelhos, com o queixo
encostado ao velludo de Utrecht do camarote,
com a fronte banhada de suor. Retinha a minha
resprago, amaldigoata a claridade fatigante das
luzes, que deixava os meus olhos seceos e arden-
tes, filos em todos os seus gestos e passos Eu
quizera apanhar a menor palpitago de seu seio,
a menor ruga da sua fronte. Suos emogoes fin-
gidas, suas desgragas de theatro, penetravaro-me
como cousas reaes. Ku nao sabia mais distin-
guir o erro da verdade. Lelio nio eiislia mais
Fura mim ; era Rodrlco, era Bujaiet, ero Hyppo-
ito. En odiar os sew inimi|os, trema pelos
seus perigos : suas dores me faaiaa derramar
ondas de lagrimas; sua morte a naneara-m"B gri-
tos que eu era forgado a abafaraaorosado no ton-
co. Nos outros actos eu cahia desfallecida-no
fundo do camarote; alli ficava como morto,.at
quo o retornello me anuunciassa oerguer do pan-
no. Kola o eo ressucitava, toiaa va-me forte e ar-.
denle, para admirar, pora sentir, pora ehorar.-.
Que de frescor, que pressa,. que mocidado que
havin no tolcnto desse hemoui \ Ero nosessao
quo- toda aquella gerago fosse de gelo gara, nio
cahir-lhc aos ps.
E todava, ainda que eHo ferisse todas, as ideas
recebidas, ainda que lae fosse impossivel; a fazer-
se ao goslo desse publico estpido, ainda que es-
eandalisasse as mulheres pelo seu porle, ainda
que offeodesse os horneas por destrozar as suas
tolas exigencias, ell-e tinha momentos de poder
sublimo, e de faseinacao irresistivel. em que en-
volva esse puWico- ingrato em seu olhar e em
sua palavra, como na palma da mo, e o forgava
a applaudir e a estremecer, las era raro, por-
que nao se muda sbitamente o espirito de em
secuto; mas quando isso aconteca os applansos
eram frenticos; pareca que subjugados pelo
seu genio, os Parisienses qaizessem reparar to-
das as suas injusticas. Eu, que julgava antes
que esse homem tinha por instantes um poder
sobrenatural, eque seus mais amargos detracto-
res seutiam-se arraslados a faze-lo triurophar
apeior seu. Na verdade, nesses momentos a co-
media franceza pareca delirante, e ao sahir lo-
dos so olhavam admirados de ter applaudido Le-
lio. Eu enlio enlregava-rae a minha emogo ;
gritara, chorara, dizia-lho o nomo cora patxio,
chamava-o com loucura. minha froea voz perda-
se felizmente na grande tempestade que bramia
em torno de mim.
Ouiras vezes, paleavam-o em situages em
que elle me pareci sublime,,'eu deixava o es-
pectculo com roiva. Essas fias eram os mais
perigooos poro mim. Ttuaa violentas tentacoes
de ir procura-lo, chorar enm cito, amaldgoar o
secuto, e consola-lo oeratmdo-rhe o meu en-
thusiasmo e meu amor. *
(Coinwar-a-*a.)
PERN.TT. \fl I. r.-MPrnUl. 18W

iaMav^.


Full Text
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