Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09056


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Full Text
na xmi.. koiero m.
Por tres nezes atetados 58000.
Por tres mezes vencidos 6j$000.

SiBBADO 5 DE MAIO DE 1860.
o adiantado 19$000.
copara o subscritor.
E.NCARREGADOS DA SUBSCRIPTO' DO NORTE.
Parahiba, o Sr. Antonio Alexandrino de Lima;
Natal, o Sr. Antonio Marques da Silva; Aracaty, o
Se. A. de Lemos Braga; Cera, o Sr. J. Jos de Oli-
veira; Maranho, o Sr. Manoel Jos Marlins Ribei-
ro Guimaraes; Piauhy, o Sr. Joo Fernandos de
Moraes Jnior; Para, o Sr. Justino J. Ramos;
Amazonas, o Sr. Joronymb da Costa.
PARTIDA DOS COKKEIOS. mururnlnm ,,-------Z-----1--------------''-------
OJinda todos os das-as 9 1/2 horas do da. EPHEMEUIDES DO MEZ DE MAIO.
Iguarass, Goiaana e Parahiba as segundas 5 La cheia as 4 horas e 42 minutos da manhia.
e sextas feiras. 12 Quarto minguante as 4 horas e 57 minutos
S. Anlao, Bezerros, Bonito, Ciruaru, Altinhoel da tarde. .
Garanhuns as tercas feiras. 20 La nova as 4 horas e 27 minutos da tarde
Pao d'Alho, Nazarelh, Limoeiro, Brejo, Pes- 27 Quarto crescenle as 5 horas e 45 minutos da
queira, Ingazeira, Flores. Villa Bella, Boa-Vista,I tarde.
Oricury e Ex as quarlas-feiras.
Cabo, Serinhem, Rio Formoso.Una. Barreiros.l
Agua Prela, Pimenteiras e Natal quintas feiras. Iprimciro
(Todos o? correios parteen as 10 horas da manlia.Segundo
PHEAMAR DEHOJE.
as 4 horas e 54 minutos da roanhaa.
as 4 horas e 30 minutos da tarde.
AUDINECIAS DOS TBIBUNAES DA CAPITAL.
Tribunal do commercio: segundas e quintas.
Relacio : tergas eiras e sabbados.
Fazenda: tafias, quintas e sobbados as 10 horas.
Juizo do commercio : quintas ao meio dia.
Dito de orphps: torgas e sextas as 10 horas.
Primeira vara do civil: tercas e sextas ao meio dia
Segunda Tara do civil; quartas e sabbados ao
meio dia.
PARTE 0FFICIAL.
Ministerio da fazenda.
DECn'ETO H. 2,567 BE 31 BAUCO DE 1860.
As gratificages e porcentagens dos empregados
das reparlig.oes da fazenda sao devidas pelo
effeclivo exercicio. -
Hei por bem, usando da allribuicao que me
conferc o art. 102 da constituirio do imperio, de-
cretar o seguinle: -
Artigo nico. As gratificares e porcentagens
dos empregados dos rcparliges do ministerio da
fazenda s sao devidas pelo effeclivo exercicio.
nos termos do art. 43 do decreto n. 2,343 de 29
de janoiro de 1859, salvos os casos de impedi-
mentos por servigo gratuito, a que os mesmos
sejam obrigados por lei ou ordem superior.
Angelo Moniz da Silva Ferraz, do meu consc-
Iho, senador do imperio, presidente do ronselho
de ministros, ministro c secretario de estado dos
negocios da fazenda o presidente do tribunal do
Ihcsouro nacional, assim o tenha entendido e fa-
ca execular.
Palacio do Rio de Janeiro cm 31 de marco de
1860,39 da independencia e do imperio. Com
a rubrica de S. M. o Imperador.Angelo Moniz
da Silva Ferraz.
Ministerio da justica
2.a seceo.Ministerio dos negocios da Justina.
Rio de Janeiro, 21 de marco de 1860.Era rs-
posla ao su oflicio de 23 de fevereiro ultimo, no
qual, communirando que o depulado desse tri-
bunal Milito Mximo de Souza houvcra pedido
domisso que Ihe foi recusada, em vista do or.
5 do cdigo commdrcial, entra corotudo cm du-
vida so, por se arhar temporariamente impedido
o referido depulado, convm dar assento effeclivo
ao prmeiro supplente, parccendo-lhe que este
fi pode ser chamado a servigo nos casos espe-
ciaes, em que o tribunal administrativo deve
achar-se completo ; tenho a declarar-lhe, para
que V. S. o faga constar ao tribunal, que S. M. o
' Imperador, a quem fiz presente o dito ofTicio,
Iiouve por bem decidir, conformando-se como
voto do consultor interino dos negocios da jusii-
ca, que cumpre ao mesmo tribunal exigir que o
depulado prove o motivo legal da sua renuncia,
impondo-lhe, no caso de que o nao faca, a pena
marcada no respectivo cdigo, e procedendo-se
em qualquerdasduashypothoses, nova eleigo,
segundo o disposlo no art. 4.
Deus guarde a V. S.Joo Lustoza da Cunha
Paranagu, Sr. presidente do tribunal do com-
mercio da edite.
Ministerio da narinlia.
AVISO DE 17 DE FEVEREIRO DE 1860.
Declara que nao lem lugar exercer um mesmo
individuo simultneamente asfunecoes de com-
missario e escrivo, e determina que em os na-
vios de pequeo porte embarquem um escrivo
de lerceira classe ou extranumerario e um fiel
de primeira..
t.m seecao.-9.io de Janeiro.Ministerio dos
negocios da marinha, em 17 de fevereiro de
1860.S. M. o Imperador, conformando-se, p6r
sua immediata resolugo de 20 de Janeiro prxi-
mo Ando, com o parecer emittido pela seccao de
guerra e marinha do conselho de estado, cm con-
sulta de 22 de dezerabro ultimo, houve por bem
determinar o seguinle :
1. Que nos navios de pequeo porte, o que
nao podem accommodar conveuientcmenle um
commissarlo e um escrivo distinctos, devero em-
barcar um escrivo de terceira classe, ou extra-
numerario na falta daquelle, cum fiel de primei-
Ta, que far as vezes de commissario.
2. Qoe devem desembarcar, afim de prestar
coDlas, os individuos que actualmente exercem
cumulativamente as funcedes de commissario e
escrivo, sendo depois empregados, como con-
vier, segundo a classe a que portencem no corpo
de officiaes de fazenda da armada ; o que com-
munico a Vmc. para sua inlelligencia c execu-
cio.
Reitero a Vmc. os protestos de minha estima e
considerarlo.Francisco Xavier Pats Brrelo.
Ao Sr. intendente da marinha interino da
corte.
GOYLRXO DA. PROVINCIA.
LEI N. 475.
Ambrozio Leito da Cunha, presidente da pro-
vincia de Pcrnambuco.
Faco saber a todus os scus habitantes que a
assembla legislativa provincial de Pernambuco,
sob proposta da cmara municipal da villa do
Bonito, decretou as seguintcs posturas :
TITULO I.
Saude publica.
Art. I. A cmara municipal ter a seu cargo
os cemiterios pblicos, que julgar convenientes
fundir, para os enterramentos dos cadveres. Os
infractoressoffreroa multa de 209000e cinco das
de priso, cujas penas recahiro contra as pes-
soas encarregadas do enterro e contra os que
derem sepultura em outro lugar que nao seja o
designado.
Art. 2.. Nao se abriro sepulturas era outros
lugares oceupados por outros cadveres seno de-
pois de dezoito mezes ; e sendo em catacumbas
ou carneiros, depois de dous annos, excepto por
ordem da autordade policial para qualquer ave-
riguaco, sob pena do artigo antecedente, contra
aquellas pessoss que tiverem a seu cargo as se-
pulturas e catacumbas. Os cadveres, porm,
aquellas pessoas que tiverem sucumbido de al-
guma epidemia ou affecco contagiosa, fkaro
sepultados mais seis mezes, alm do lempo ci-
ma prescripto.
Art. 3.a. Os cadveres sopultados as covas
sero cobertos pelo menos com seis palmos de
areia ou trra, devendo-se por em cada cova um
cadver, em espago suficiente : as pessoas que
a seu cargo tiverem as sepulturas, iotringindo as
disposigoes deste artigo, fkaro sujeitas multa
de 1U5OOO, ou priso de cinco dias.
Art. 4.. A cmara municipal designar em
'cada urna povoago numero suflicienlo de luga-
res para n'elles serem enterrados os animaes
mortos de qualquer especie e as carnes corrup-
tas. Seus dooos por esta falta seraa multados
en. 4$, e r.o pagando, soffrero 3 dias de priso,
sendo os cad.iveres enterrados custa d'elles ;
mas gnorando-se quem ellos sejam, custa da
municipalidade.
Art. 5.. Morrendo qualquer pessoa repentina-
mente o dono da casa onde ella tiver expirado,
ou quem suos vezes fizer, immediatamente parti-
cipar autordade policial mais prxima ao lu-
gar, para dar logo" as providencias, e proceder
conforme fr de direlto. Qs infractores sero
multados era lOflOOO, ou tresdias de priso, caso
nao possa pagara mulla.
Art. 6.. Nenhum cadver ser sepultado an-
tes de vinte e quatro horas, contadas do momen-
to em que a pessoa expirar,e nem mais do Irinta
seis horas depois, excepto em alguns casos que
sero determinados por perilo na materia. As
pessoas encarregadas do enterro, infringido o
resente artigo, incorrero as penas do aotece-
cnte.
Art. 7.. Os enterros dos cadveres sero fei-
a seu cargo tiverem egrejas, intringindo este ar-
tigo, sero multadas em 59000.
Art. 9., A's horas em que as ogrejas eslive-
rem abertas, os sachrisles como guarda deltas,
ou pessoas de sua coulianga, as vigiaro para
evitar qualquer desacato ou irreverencia ao sanc-
tuario, oque havendo, immedialamente partici-
pa rao autordade policial mais prxima, para
punir o delincuente, como fr de direito : as pes-
soas encarregadas da guarda das egrejas, intrin-
gindo estas disposigoes, sero multadas em 4J000,
e na falla em dous dias de priso.
Art. 10. Fica prohibido o enterramento de ca-
dveres as egrejas nos lugares que houver ce-
miterios. Os infractores soffrero a multa de
30$000.
TITULO II.
Art. 11. S podero vender remedios os phar-
maceuticos. Os infractores soffrero a multa de
208000, e na reincidencia tres dias de priso.
Arl. 12. Os ph.irmaceuticos e droguistas tero
em lugar seguro e debaixo do chaves que corasi-
go traro, as substancias venenosas, enemas
podero vender pessoa alguma particular, sob
pena de 303000 de multa e oito dias de priso, e
na reincidencia alm da multa no duplo, soffre-
ro mais quinze dias de priso.
Art. 13. Os pharmaceulicos s podero vender
as substancias venenosas com receita de faculta-
tivos ou a pesoas do reconhecida probidade, sa-
tisfazendo o seguinle : 1. registrando a roceila
em um livro rubricado pelo presidente da cma-
ra municipal, 2. declarando o nome da pessoa
ou do facultativo, do doente para quem o re-
medio, sua qualidade, proQsso e morada e a
dala da receita ; 3. o nome da prepararan,
qualidade e uso que della pretenderem fazer,
ludo sem entre lionas ou raspadellas Os in-
fractores sero multados em 309000 por qual-
quer omisso na observancia dus disposic-oes do
presente artigo.
Art. 14, Os pharmaceulicos 011 droguistas, que
venderem medicamentos corruptos ou com prin-
cipio de corrupro, que ser verificado por exa-
me competente, sero multados cm 309OX), e na
mesma pena incorrero os que venderem medi-
camentos, lo velhos que nao produzam o resul-
tado, que com ellos se tentar obter.
Art. 15. Os pharmaceulicos que substituircm
um remedio por outro, augmentarera ou dimi-
nuirem a dose debaixo de qualquer pretexto,
sem consentimenlo do felcutativo que tiver pas-
sado a receita, alm das penas cm que tiverem
incorridn pelo mal physico qued'ahi resultar, se-
ro multados em 30$000 e soffrero dous dias de
priso, e ser dobrada no caso de que o enfermo
sinta maior gravidade.
Art. 16. O pharmaceulico ser obrigado a
aprompiar qualquer remedio que Ihe fr pedido
a qualquer hora com receita de facultativo. Os in-
fractores sero multados em 20$000.
Art. 17. As receitas dos remedios que frem
para as casas dos enfermos, sero descriptas e
euardadas as vasilhas, declarando o pharmaceu-
lico, se para uso interno ou externo, e o nome
do facultativo que a passou, devendo as vasilhas
ser cobertas por meio de capsulas de chumbo ou
lacradas. Os infractores seroo multados em
109000.
Art. 18. Os facultativos nao terao parceria
com os pharmaceulicos, e nao podero indicar
botica alguma para aviar qualquor receita. Os
infractores sero multados em 30JOO0. sendo me-
lade para o denunciante.
TITULO III.
Art. 19. Todas as ras se conservaro limpas,
e os proprietarios sero obrigados a ter asfrenies
de suas casas caiadas, e egualmente os oitoes
que flearem descoberlos. Os moradores, que ti-
verem em as testadas de suas casas lixos, im-
mundicias, ou qualquer oulra cousa que possa
incommodar, causar damno ao publico, serao
multados em 2J000.
Art. 20. Ninguem lngara lixo, immundicias,
de qualquer cousa intil seno naquelles luga-
res, que frem designados pela cmara munici-
pal. Os infractores sero multados em 28000, e
sendo escravos em duas duzias de palraatoadas.
Ari.jl. Qualquer proprietario de predio urba-
no que quizerdar sahida s aguas de seus juin
lacs o far por meio de sumidouro coberto com
vallas, sendo em ras que tenham casas do ou-
tro lado. Os infractores serlo multados em
1$009.
Art. 22. Ninguem poder ratar e esquarlejar
rezes para o consumo do povo, seno no mala-
duuro publico, ou particulares com licenca da
cmara, sob pena da multa de 89OOO.
Art. 23. Quem matar alguma rez doente, pa-
gar de multa 59000.
Art. 24. Nao so poder malar rez alguma can-
gada ou corrida, seno depois de dous dias de
repouso, sob pena de 49OOO de multa e dous dias
de priso.
Art. 25. Ser sempre prohibidolalharcamode
noite ; os* agougues sero fechados s seis horas
da larde, sob pena de 29OOO de multa.
Art. 26. Os' repesadores do acougue publico
sero obrigados a repesar a carno comprada, logo
que Ihes for requerido por qualquer pessoa, e
achando falla no peso, participarao logo ao fis-
cal, estando presente, e quando nao tomaro tres
lestemuuhas e nota do infractor, para presentar
ao fiscal, com declarago dos nomes das tesle-
munhas, obrigando inmediatamente aocarnicci-
ro a preeocher a falta da carne. O repesador.
DIAS DA SEMANA.
30 Segunda. S. Catharina de Sena t.;S.Peregrino.
1 Terga. S. FelippeeS. Tiago app; S. Jeremas.
2 Quarta. S. Athanazio b. ; S. Mafalda infanta.
3'Quinta. Inveneo da S. Cruz; S. Bodopiano.
4 Sexta. S. Monica mi de S Agcslinho.
5 Sabbado. ConversSo de S. Agosiinho.
6 Domingo A Milprnidade de Nossa Senhora.
planlagos ; as pessoas que quizerem le taes
animaes, o faro dentro de cercas ou pastoradas
que nao olTendara, e as que frem encontradas as
lavouras podero ser morios pelo dono das lavou-
ras e na ra pelos scaes ou por sua ordem por es-
cripto.
Art. 33. Ninguem poder tergado vacum e ca-
vallarsolloem lerrasagricolasqueofTendaro as la-
vouras alheias, seno debaixo de cerca, ou sob
inspecgo de pastores em suas Ierras, sob pena
de serem multados em 49000 por cabeca ; e caso
enliem era algumalavoura, o dono d'ella imme
diatamenle dar parle ao fiscal para lavrar o com-
petente termo i e quando esle nao esteja
presente au nao chegue lempo, e nem possa
trazer o jado sua prosonga, chamar duas ou
tres testeinunh.is para presenciar contra as ci-
begas e lomar o signal, ferro, e o nome do do-
no, depois do que ir cora ellas casa do fiscal
para se ef'ectuar a multa, fleando o offendido
com o dir-iilo salvo do haver do infractor as per-
das e damnos pelos raeios ordinarios ; no caso
de reincidencia, haver o duplo da pena cima,
TITULO V.
Arl. 33. Todas as pessoas que venderem gene-
ros ou fazendas de qualquer natureza que sejam,
e que devem ser medidas ou pesadas, sero obri-
gados a ter lol;s as medidas e pesos ateridos den-
tro do auno, devendo essas aferices ter princi-
pio do 1." de oulubro dezembro, e ser revistas
nos mezes de abril a Junho. Os pesos dos agou-
gues porcm, sero revistos de djus em dous me-
zes, e quem n;> os aferir pagar a multa de 29OOO
rs. por qualquer urna medida ou peso que nao
estiver alerido, c 1$000 rs. por cada urna medi-
da ou peno qim nao estiver revisto. Se, porem,
as medidas ou pesos, anlcs ou depois da aferi-
go ou revisan estiverem falsificadas, pagar o
infractor a multa de 63000 por cada urna medida
oupeso falsificado; e soffrer mais, alera da mul-
ta, seis dias de priso.
Art. 31. O sferidor que aferir pesos ou medi-
das por rnais ou por menos que estiver marcado
no padro da cmara, ou nogar-se a fazer loso a
aferico que lh3 for pedida, ou deixar de a docu-
mentar, pagar a mulla de 29000.
Art. 35. O aferidnr nao far aferico alguma
que tiver accrescimo por argas ou ganchos, que
fcilmente se possam tirar, devendo semelhantes
accrescimos serem soldados e fazer-se mengo
no bilhele de aferico que pas3ar, dos pesos que
levarera lacs sidas, sob pena de mulla de rs.
I9OOO.
Art. 30. Os donos das balangas ou pesos que
as falsificarem com accrescimo, quer sejam mo-
vis ou lixos, sero multados era 10(000 ; li-
tando prohibidas as balangas de metal, sujeitas a
azinhavro : os infractores soffrero a mulla de
45000 e o duplo na reincidencia. Sendo as ba-
taneas suspensas do balco um palmo pelo me-
nos sob pona de mulla de 2J000 ao dono da ba-
langa.
Art. 37. Toda e qualquer pessoa que vender
mel, leite ou .izeile falsificado ser multado cm
49000.
Art. 38. Os padeiros sero obrigados a ter no
maior aceio e limpeza a manufactura do pao, as-
sim corno a fa'arica-lo com farinha boa e sa ; os
infractores, alem de peiderem a farinha arruina-
da, soffrero a multada 8fm*s-<~^~'>*~^~~+~^m$aria
Art. 39. A9 casas publicas e tabernas sero fe-
chadas os 9 horas da noite ; os infractores sero
multados, em iaOOO exceptuando porem, as bo-
ticas e c isas de drogas.
Art. 40. Fica prohibida a venda de agurdente
aos escravos, sem que estes apresentem bilhele
assignada por seus senhoros, que aulorisera a
venda : os infractores sero multados em rs.
5J000.
TITULO VI.
Art. 41. Fica prohibida qualquer reunio do
povo para feira nos domingos e dias santos, por
serem dias consagrados a Deus, excepluando-se
os sabbados quaudo forera dias santos, pelo cos-
tume da feira : os infractores soffrero a multa
do 49000 e quatro dias de priso.
Art. 42. Todos aquelles que trouxerem .vive-
res, fazendas seccas c molhadas, e mais objectos
para vender ras feiras, o podero fazer livre-
mente nos pernios ou lugares j assignados pela
cmara jara cada um dos ditos objectos, sem que
se misturera uns com outros, e s por delibera-
gao da raesmn cmara se podero mudar : os in-
fractores; sero multados em 49OOO. e as mesmas
penas soffrero aquelles que alacarem, vendendo
ou comprando, gneros destinados feira, antes
de chegar ao lugar destinado, fleando prohibida
a intervengo da polica sobre a Uberdade do
commercio das feiras.
Art. 43. Ninguem armar barracas dos pateos
* feiras, para nesses dias fazer quitandas ou
ENCARREGADOS DA SBSCRIPCO NO *TL.
Alagoas, o Sr. Claudino Falcfto Das; Bahia-.o
Sr. Jos Martns Alves; Rio de Janeiro, o Sr.
Joo Pereira Martina.
EM PERNAMBUCO.
O proprietario do diario Manoel Flguciroa d
Fara.nasua lirraria praga da Independencia ns
6 e 8. *,
sara passar para oulro lado ; sob pena de JfcOO
de mulla ou oito dias de priso, se nao tiver com
que pague a multa ou damno que causar a ter-
ceiro-
Art. 53. Iodo aquelle que acinlosomente to-
car ogo nos campos, quer sejam seus oh alheios,
ser multado era 109000 e quatro dias de priso,
e 110 duplo pela reincidencia, alem do damno
causado, que sero exigidos pelos nietos judiciaes
por quem tiver direito, e para tocar-se fogo era
campos pronrios de crear, ninguem poder fa-
zer sem licetica dos respectivos flseaes, sob pona
da mesraa multa ou dez dias de priso.
Art. 54. Fica prohibido soltar-so fofo de bus-
capes dos ras da villa e povoacocs, e dar tiros
noile, lob peua de multa de 29000 e priso por
24 horas. *
TITULO X.
Art. 55. Ninguem poder cortar arvoredos de
fructos ou arvores frondosas margem dos ros,
e que servem para conservago e frescuia das
aguas, os iufractores sero multados- em 63OOO
por cadq urna arvore que cortar, e dous dias de
priso, e no duplo pela reincidencia.
Art. 56. Nenhma pessoa poder botar lingu
nos ros, e menos toldar os pocos a titulo de pes-
cara, sob pena de 49000 de mulla e dous dias
de priso.
TITULO XI.
Art. 57. A cmara municipal devora ter um
cordeador, que ser o fiscal na villa e povoages
cumprir lao uieiramenie, come nella se con-
ten.
O secretario desta presidencia a fca impri-
mir, publicar e correr.
Palacio do governo da provincia de Pernarn-
buco, 30 de abril de 1860, trigsimo nono da
Independencia, e do Imperio.
L. S.
Amb-rozio Leito da Cunha.
Sellada e publicada a presente resolugo nesta
secretaria do governo aos 30 do abril. O offi-
cial maior secvtado do socreiario, .Antonio Leite
de Pinho.
Registrada a fl. do livro S^de lei provincial.
Secretaria do governo de Pernambuco 1. de
maio de 1860 Francisco de Lemos Duarte,
cscripturario da 4.a sessao.
LEI N.o 477.
Ambrosio Leito da Cunha, presidente da pro-
vincia do Pernambuco.
Faco saber a todos os seus habitantes que a as-
sembla legislativa provincial, sob propost da
cmara municipal da villa de Garanhuns, decreta
as seguintes postura :
Art. 1. Os creadores, alm do ferro do seu
uso particular, devero ferrar os animaes vaceum
e cavallares o
da fteguezia e
G a freguezia de Garanhuns,P a de Pa-
pacara c B a de. S. liento
Art. 2. Qualquer pessoa que conduzir gado
Copia.N. 11Rio de JaneiroMinisterio-
dos negocios do imperio.Rcpariieo .geral das-
trras publicas, em 21 de abril de 1860
IHdj. e Exm. Sr DeclarejL-xc. a Jos Pon-
ciano de Ara ojo e Anlonio Cofdeiro Manso, em,
soiucao ao requenraento por essa presidencia
transinittido com oflicio de 24 de Janeiro ultimo
e no qual pedem os supplieanles que se lhes en-
tregue como herdeiros de Domingos Jorge Velho-
urna sesmaria a eslo concedida em 1716 no lugar
denominado Palmares, que anda quando os sup-
plieanles sejam herdeiros do referido sesraeiro.
se acna proscripto o seu direito
Dos guarda a V. Exc.-Jooo de Almeida Pi-
rara Ftlho.Sr. presidente da provincia de Per-
nambuco.
Expediente do dia 3 de maio
de 1 *<>.
Oflicio ao commandante das armas.Fago opre-
sentar a V. Exc, para ser inspeccionado, o re-
!cruta Joo Jos de Sant'Anna.Communicou-se
] ao chefe de polica.
Dito ao mesmo.Mande V. Exc. abrir assenta-
' l rnSXffio?0 .10 bt,4,hi0.de DfaD,aria ao
a p esquerda. con. a letra inicial n i Iln i"0 d AraU,-
m que residirem. indicando a letra "i T^^f*n *"* u P resolver
acerca do pagamento que sollicila o coronel com-
mandante do 4. batalho
cora I9OOO de cordeago, e que enlenda de ar- | vaceum e cavallar para ser venJido dentro ou
chileclura, o qual perceber por qualquer cor- fra do municipio de Garanhuns, dever munir-
deacSo que fuer 2gO00 pagos por quem requerer, se de urna guia da autordade policial do lugar
afim de indicar e marcar o alinhamento dos pre- e, na falta desta, do dono da fazenia ou de quem
dios que houverem de ediicar-se no arruamen- suas vezes fizer, na qua se declare o numero de
! ras ane se houverem de animaes quo vo ser vendidos, o nome da fazen-
da e letra da freguezia : os infractores pagaro
por cada cabega a multa de 1#000.
Art. 3. O animal vaceum ou cavallar, que va-
las dasj
rs., e a
tre da ot
que assim nao praticar, pagar a multa de600O,
c o duplo na reincidencia, e o carniceiro fraudu-
lento soffrer oito dias de priso, e na reinciden-
cia, desesseis dias
Arl. 27. A cmara municipal fornecer curraes
e agougues aos criadores e marchantes, nos quaes
sero recolhidas as rezes destinadas malanga,
percebendo quarenla ris por cabega.
Art. 28. Os fisco es, todos os sabbados, e nos
das que bem lhes parecer, visitaro as boticas,
armazens, tabernas, agougues, botiquins, e qual-
quer eslabelecimento dependente de pesos c me-
didas, nao s para multar os infractores das pre-
sentes posturas, como se acha prescripto em seus
artigos, mas tambem para examinar, se taes ec-
tabelecmontos se achamcom o preciso aceio na
casa o medidas, pois que-ao contrario os mul-
tar em 29000,
TITULO IV.
Art. 29. Ninguem poder criar porcos em
quintaos dentro da cidade, menos conserv-los
por mais de oito dias, e nem to pouco dcix-los
pagar pelas ras, sob pena de serem tomades e
vendidos era leilo, e entregues a seus donos os
seus productos, depois de deduzldas as despezas;
fleando abolido o costumo de se espancar e ma-
tar os porcos a ccele, ou com qualquer instru-
mento que moleste suas carnes, devendo ao con-
traro serem pegados lago ou mo, enibora cor-
ram para seus donos, sendo estes obrigados a en-
treg-los ou pagar a mulla de 25OOO por cabega.
Aquelles porcos, porm, que correrem paraos
molos, seio mortos por qualquer instrumento e
entregues aos donos, assim coreo lhes sero en-
tregues depois de mortos os que nao frem arre-
matados, sendo todava ells obrigados a pagar as
despezas. Em todo o caso nao apparecenda seus
donos, ser o producto applicado para js presos
pobres, c nao havendo arrematante ns porcos se-
ro divididos entre as pessoas da diligencia.
Art. 30. Qualquer pessoa que nos suburbios
los das seto oras da manhaa s seto da tardeJ di cidade, povoages. ou qualquer parle do mu-
em cemiterios logo que os houver, aquellas pes/ nicipio, encontrar algum porco em sua lavoura,
- ooas quedingirem o enlerro, infringindoestaar- poder livremenle mal-lo. e logo dar parle a
tigo, sero multados em 59000.
Art. 8.. As portas e janellas internas das
egrejas c janellas exlernas se conservaro aber-
tas at ao meio dia excepto nos dios em que, se-
gundo o rito e eslylo religioso, devem os templos
coiiservarem-sc fechados. Aquellas pessoas que
seu dono para aproveit-lo, porm caso esle o
nao queira, ou te ignore quem seja, antes que.
putriflpuemo enterrar no aceiro da lavoura, sob
pena do art. 4..
Art. 31. Fica prohibida a criago de cabas e
ovelhae na Tilla e povoages e nos luga res de
das
qualquer negado, sem licenca annua da cmara,
e em lugar por ella designado devendo tapar as
cavidad.-s quu para isso Czercm, sob pena de se-
rem multados em 88000.
Art. 44. Os cavallos que conduzirem carga s
feiras, apenas descarreguera, seus dooos os faro
retirar para lora do concurso do povo, e para lu-
gar onde nao embaracen! o transito publico : os
infractores sero multados em 29OOO, ou em dous
das de priso, o fiscal assignar o lugar oude
sero recolhi Jos os cavallos.
TITULO VII.
Art. 45. Todo aquelle que atravessar os vve-
res que vierem ao mercado para com ellos fazer
monopolio e rcvend-los na mesma-feira por
ma'or freg, que o do costume, ser multado
em 309000, e soffrer alem da mulla oito dias de
priso.
TITULO VIII.
Art. 46. Os proprietarios de trras, rendeiros
ou fore ros sanio obrigados a rogar cada um as
testadas de suas comprehensoes, por onde haja
de passar algumas estradas, com tanto que se
conservera limpas, sera embaraco de malo, ra-
mos, pnos alravessados ou outro* qualquer entu-
Iho quii prive o transito publico : os infractores
sero niullados em 69OOO, e no duplo pela rein-
cidenci.i ; nos terrenos que forera devolutos ou
sem praprielaris sero abertas as estradas a cus-
ta da cmara.
Art. 47. Todo aquelle que derrubar arvore ou
mato sobre os estradas, sem que immediatamen-
te as desembarace, ser multado em 59000 e 4
dias do priso. Os proprietarios, rendeiros ou
foreiroi, sero responsaveis pelo infractor se nao
fizerea por o transito livro.
Art. 48. Ninguem poder tapar a serventa de
urna estrada, por o"nde os habitantes de um lu-
gar transitem para alguma ponte, ou outro lugar
por onle seja enligo costume transitar : o in-
fractor ser multado em lOgOOO e dous dias de
priso.
Art. 59. Todo aquelle que abrir alguma es-
trada na prorriedade alheia, sem coosenlimeolo
do seu dono, para lne (car mais perto O comi-
nho por ondn nunca foi costume se andar, ser
multado em S9OOO e a mesma multa ter aquelle
que acLnlosamente Uzer transito por traz oa pela
frente da csa alheia, alem do que soffrer qua-
tro dias de priso.
Art. 50- Mnguem poder cavar trra e tirar
areia r as estradas on as ras, sob pena de 29000
de multa e dous dias de priso.
TITULO IX.
Art. 51. Todo aquelle que deixar de acodir a
qualqi.ee incendio na cidade, ou nao mandar
Sessoa de sita casa que possa ajudar a apagar o
ugo com agua que tiver em casa, ser multado
em SjOOO, 6 na mesma pena incorrer qualquer
pessoa que, em sua casa lendo cisterna ou cacim-
ba, d o consentir que se tire agua para apagar o
incendio.
Art. 52. Nioguem poder queimar rogados ou
ras que se ..
crear, bem como regular a frente dellas confor-
me o plano adoptado pela cmara : os infracto-
res do plano soffrero, sendo o cordeador a mul-
ta de OJJOOO, o fiscal e o dono da obra a mesma
multa cada um, alera do ser o dono da obra obri-
gado a demol-la, o que ser feilo a custa desto,
quando nao for voluntariamente, soffrendo o fis-
cal a multa de 69OOO.
Art. 58. Ninguem poder edificar ou reedificar
qualquer obra de podra e cal sem licenga da c-
mara o pagar 2$000 para a cmara por cada li-
cenga nesta villa e povoages. Esta licenga con-
cedida somente depois que o fiscal informar a
respeito, para que se proceda a cordeago, reedi-
fleago ou demoligo conforme o plano, devendo
o requerimenlo, antes de sua apresonlago c-
mara, ser logo informado no verso pelo fiscal.
Quando a reedificado for na frente do edificio,
dever a mesma frente recuar, ou sahir em pro-
cura do alinhamento da ra, ficaudo o proprieta-
rio obligado a fazer ao menos a frente de tijollo.
se a casa for do taipa e situada em alguma das
nas principos desta cidade, assignadas pela c-
mara, sob pena de IO9OOO de multa, alem da de-
moligo sua custa.
Art. 59. As casas terreas, que se edificaren),
nao tero de frente menos de dezoito palmos ;
sendo de sobrado outros dezoito do primeiro an
dar, vinle do segundo, e vinte do tereciro. As
casis aro todas de cornija, lendo as portas do-
e palmjs de hura e seis de largura; e as janel-
ue forcm terreas teio as dimenses ne-
os infractores pagaro a multa de 25
nolico da obra a sua custa, e o mes-
'a 109000 de multa.
A|t. 60. As calca Jas das ras desta villa e po-
voaedos. das casas que se ediflearera e das que se
reedificaren! tero a largura de 6 palmos, e se-
ro feitas de podra ou tijollo. As calcadas que
se fizerem as casas edificadas sobre ladeiras te-
ro alinhameato acorapanhando-se sempre a la-
deira de sorle que nao flquem degros, sob pena
de IO9OOO de multa para ser collocada onde
couber.
Art. 61. As ras que nesta villa e povoages
se abrirem d'ora em diante tero a largua de oi-
tenla palmos, inclusive as calcadas, e as traves-
eas quinze palmos, sob multa de 30J0OO e demo-
ligo custa do proprietario.
Art. 62 Todas as casas dos cantos que segui-
rem para duas ras tero duas frentes, urna pa-
ra cada ra, sob multa de 2OJ000, e demoligo
da obra cusa do proprietario.
TITULO XII.
Art. 63. Todo aquelle que as ras ou lugar
publico User vozerias acompanhadas de palavras
obscenas, indecentes, e offensivas da moral pu-
blica, ser multado em 29000, e soffrer 2 dias
de priso.
Art. 64 Toda e qualquer pessoa que injuriar
com alias vozes a oulrem, ou qoe indecentemen-
te so apresentar em publico, fazendo trejeitos e
aeges indignas e escandalosas, ser multado em
29OOO e dous dias de priso.
Arl. 65 Ficam prohibidas as fargas publicas em
que se apresentem individuos ornados com insig-
nias ecclesiasticas arremedando as funeges do
sagrado ministerio : os infractores sero multa-
dos em 25'MH), e em quatro dias de priso, c
sendo captivo soffrer quatro duzias de palraa-
toadas
Art. 66. As lojas de fazendas seccas e dos ar-
tistas se conservaro abertas at .0 meio da nos
domingos e dias santos de guarda, a excepgo
de tabernas e boticas, sob pena de IO9OOO de
multa.
Art. 67. Ninguem poder conservar cSes sollos
as ras da villa e povoages sem serem acama-
dos : os infractores soffrero a mulla de 29OOO.
Disposiget geraes.
Art. 68. Ficam designados os lugares de crear
e plantarpela maneira seguinle: dapassagem
de batateiras do rio Una era linha recta Pedra
de Jos Tiernardo da Silva, do Veado Magro, nes-
la linha servir para piantago ao nascente, do
Voado-Magro serra da Jurubeba; servind j a ser-
ra de extrema al a povoago de Gravat para o
sul tambem d piantago nos lugares proprios de
criar. as catingas as cercas dos rogados tero
oilo palmos de altura, o nos lugares de planta-
ces basta que empatem somente animal caval-
lar peiado.
FicBr revogadas todas as posturas anteriores
a presente.
Mando, por tanto; a todas as autoridades a
quera o conhecimento e exocugo da presente
resolugo pertcncer que a cunapram e fagam
cumprir to inleiramente como nella se contera.
O secretario do governo desta provincia a faga
imprimir publicar e correr.
Palacio do governo de Pernambuco 30 de abril
de 1860 trigsimo nono da independencia e do
imperio.
Ambrozio Leito da Cunha.
Sellada e publicada nesta secretaria do gover-
no da provincia de Pernambuco 30 de abril de
1860.O of&cial maior servindo de secretario
Antonio Leite de Pinho.
Registrada a fl 1.* do livro 5. do leis provin-
cisos.
Secretariado governo de Pernambuco 1. de
maio de 1860.Francisco de Lemos Duarte; es-
cripturario da quarta secgo.
LEI N.M76,
Ambrozio Leito da Cunha, presidente da pro-
vinvad Pernambuco.
Fa|| saber a todos os seus habitantes que a
assermla legislativa provincial decretou, e eu
soncionei a resolugo seguinle :
Artigo nico. Ficam elevadas cathegoria de
villas*-t povoago de S, Bcntn, com a denomina-
gao de villa do mesmo nome, e a de Papacaga
com a denominago do Bom Conselho,tendo ca-
da ur,na dtllas por termo a respectiva freguezia,
derogadas as disposigoes em contrario.
Mando, portanlo, a todas as autoridades a
gar sem dono, lendo a marca da freguezia, nao
poder ser arrematado como bens de ausentes
sera que primeiramentese annuncic a sua appre-
henso por editaes de qualquer autordade do
termo ou da freguezia, d-irante o espaco de 50
dias, que correro da dala da sua aflixag,
Art. 4.e Todo o creador de gado vaceum ou
cavallar do municipio de Garanhuns dever dar
ao secretario da cmara o seu nome, o de sua
fazenda ou ribeira em que crear e o ferro de que
usa, para ser ludo registrado em um livro com-
petente que estar sempre em poder do mesmo
secretario afim de facilitar o descobrimento dos
donos de animaes desconhecidos.
Art. 5. Os camiohos, estradas e travessas de-
vero ser rogados e desobstruidos nos mezes de
agosto at selembro de cada anno pelos respec-
tivos proprietarios, foreiros ou rendeiros, sob
pena de pagarem os infractores, 5$000 res do
multa e I9000 na reincidencia ou serem presos
por oilo dias os quo nao poderem satisfazer a
multa.
Art. 6. As pessoas quo crearem animaes ove-
lhum e cabrum dentro de lugares privados, de-
vero te-Ios presos a noite. sob pena de paga-
ren por cada cabega I9OOO rise o duplo na rein-
cidencia, e de serem os animaes morios a chuco
pelo fiscal.
Art. 7." Fica prohibida a crcago de porcos
sollos nos lugares, em que possara corromper ou
impestar as aguas, pena de serem mortos pelo
Gscal.
Art. 8. E' igualmente prohibida na freguezia
de Papacaga a creaco de gado vaceum, cabrum,
ovelhum e cavallar as trras destinadas para
cultura.
Art. 9. Sao consideradas trras proprias de
cultura as que ficam comprehendidas entre os li-
mites da pona da Serra do Cavalheiro ao arraial
da barra do Brejo, e subindo pelo rio Parahyba a
encontrar a estrada que vai da villa de Gara-
nhuns povoago de Papacaga, no lugar deno-
minado Olho d'agua do Lulz Joo Dahi se-
guir a linha divisoria pela referida estrada para
a mesma povoago, era direceo a estrada da
Serra Grande, fleando para cultura as trras do
lado do sul desta diviso.
Art. 10. Os contraventores, que crearem gado
as trras designadas, soffrero a multa de 2j000
ris por cada cabega que nellas forem encontra-
das, e, nao podendo pagar a multa, sero sugei-
los priso por quinze das.
Mando, portanto, a todas autoridades, a quem
o conhecimento da referida resolugo perlencer,
que a cumprara e fagam cumprir to inteiramen-
le como nella se contera.
O secretario desta provincia a faga imprimir,
publicar e correr.
Palacio do governo da provincia de Pernambu-
co, 30 de abril de 1860, trigsimo nono da inde-
pendencia e do imper.
L. S. Ambrosio Leito da Cunha.
Sellada e publicada a presonte resolugo nesta
secretaria do governo de Pernambuco, 30 de
abril de 1860. O offlcial-maior servindo de se-
cretario, Antonio Leite de Pinho.
Registrada a fl. do livro 5." de leis provinciaes.
Secretaria do governo do Pernambuco, 1. de
maio do 1860. Francisco de Lemos Duarte, cs-
cripturario de 4.a sesso.
LEI N. 478.
Antonio Leito da Cunha, presidente da
vincia de Pernambuco.
Fago saber a todos os seus habitantes que a
assembla legislativa provincial decretou e eu
sanecionei a lei seguinle:
Artigo 1." A forga policial para o anno finan-
ceiro de 1860 a 1861 constar de ,500 pracas do
corpo de policia, e de 64 da companhia de pe-
destres, podendo ser elevada a 600 era caso de
necessidade.
Arl. 2.- O presidente da provincia organisar
e distribuir a forga do corpo de policia, como
entender mais conveniente ao servico publico.
Art. 3. Fica igualmente autorisado o presiden-
te da provincia a augmentar 100* ris diarios aos
vencimentos das pragas de pret do corpo de po-
lica, a dar aos que se quizerem engajar por es-
pago de 4 annos a gratiflcago de 1509 pagos era
prestagdes de 59 mensses, e a el'.var a 2 diarios
os vencimentos dos chefes da companhia de pe-
destres.
Art. 4.' O major do corpo de policia percebe-
r mais 15$ monsaes de gratificarlo, e O lente
secretario os mesmos vencimentos que competi-
rem aos officiaes de Qleira de igual patente.
Art. 5.' O presidente da provincia flea tam-
bem autorisado a rever os regulameolos do cor-
po de policia e da companhia de pedestres, para
melhoraraappcaco desta e conformar com a
legistagoo criminal a parte penal e a forma do
j ulgament estabelecido n'aquelle regulamenlo.
Art. 6.* O presidente da provincia poder dis-
pender cora a forga policial at a quautia de ris
288:000.
Art. 7. Sao revogadas as disposigoes em con-
trario.
Mando portanto a todas as autoridades a quem
o conhecimento e execugo da presente lei per-
lencer, que a cumpram e fagam cumprir to in-
teiramente como nella se contem.
O secretario desta provincia a faga imprimir
publicar e correr. '
Palacio do governo da provincia de Pernam-
buco, 30 de abril de 1860, trigsimo nono da in-
dependencia edo imperio.
L. S.
Ambrozio Leito da Cunha.
Sellada e publicada prsenle lei nesla secre-
taria do governo aos 30 de abril de 1860.=O of-
ficial maior servindo de secretario, Antonio Leite
de Ptnho.
pro-
de artilharia a p, no
oflicio que veio annexo ao de V. Exc. de 31 de
marco ultimo, sob n. 358, relativo s despezas
feitas com a mudanga do mesmo batalho do
quarlel da Soledade para a cidade de Olinda,
convm que aquelle coronel preste os esclsreci-
menlos exigidos pela thesouraria de fazenda no
oflicio e parecer constantes das copias juntas.
Dito a thesouraria de fazenda Comraunico a
V. S. para seu conhecimento e dircrgo, que se-
gundo constou do aviso do ministerio do imperio
de 20 de abril ultimo, foi a^iprovaiia a despeza
de cera mil reis, em que importa a gratificaco
que a presidencia mandou abonar a Manoel Jos
Peixoto Guimaraes, por ler tratado os indigentes
e os presos que foram accomniettidos pela varila
no termo da Escada.
Dito ao mesmo.Altendendo ao que mo pon-
derou o inspector do arsenal de marinha, no ofli-
cio iunto por copia, recommendo a V. S.-quenos
termos do 12 do arl. 1 do decreto de 7 de maio
de 1842, mande pagar, sob minha responsabili-
dade, visto nao haver crdito para csse fim, a
importancia das despezas muidas teiUs por
aquella repartigo no mez do margo ultimo.
Dito ao mesmo.A vista do requerimenlo jun-
io do capilo do 8. batalho de infamara, Ig-
nacio Gomos de S Queiroz, promovido por de-
creto de 2 de dezerabro do anno prximo passa-
do, mande V. S. adiantar-lhe tres mezes de sold
para a factura de seus uniformes.Communicou-
se ao commandante das armas.
Dito ao mesmo.Annuindo ao que me requisi-
tou o commandante da estac.no naval, em oflicio
de 30 de abril ultimo, recommendo a V. S. que
mande pagar, sob minha responsabilidade, nos
termos do 12 art. 1 do decreto, de 7 de maio
de 1842, nao s os vencimentos do imperial ma-
rinheiro Francisco Correia Buecra, a auoni se
mandou dar boixa por aviso de 28 de margo desto
anno, e de oulra qualquer praga que tenha de
desembarcar dos navios da armada, mas tambem
os da guarnigo dos mesmos navios, em vista das
relages opresentadas no principio de cada raez.
Communicou-se ao chefe da estago naval.
Dito ao mesmo.Constando de participago da
secretaria de estado dos negociosdajustiga.de
10 de abril prximo lindo, que, por decreto de 3
do mesmo mez, S. M o Imperador houve por
bem nomear o barharel Julio Augusto da Cunha
Guimaraes para o lugar de ofQcial-maior da se-
cretaria do tribunal do commercio desta provin-
cia ; assim o comraunico a V. S. para sua inlel-
ligencia. Commumcou-se ao tribunal do com-
mercio e ao referido bacharel.
Dilo ao inspector do arsenal de marinha.Re-
mello por copia a V. S., para sua inlelligencia e
execugo, o aviso circular expedido pelo minis-
terio da marinha em 2 de abril ultimo, declaran-
do que, nos termos do art. 23 do regulamenlo de
5 de Janeiro de 1855, nj podem ser recolhidas
ao quarlel central do corpo de imperiaes mari-
nheiros as pragas da companhia de aprendizes
desta provincia, que muito embora tenham com-
pletado a idade desasis annos, nao contarem
tres pelo menos de instruego no respectivo
quarlel.
Dito ao inspector da thesouraria provincial.
A' vista do competente certificado mande V. S.
pagar ao arrematante de quinhentas bragas de
empedraraenlo entre os marcos de dez e doze
mil bragas na estrada da Victoria, 1:730J666 im-
portancia da primeira prestago a que tem direito
por haver executado um tergo daquella obra, se-
gundo me declarou o director interino da repar-
tigo das obras publicas, em oflicio do 1 do cor-
re ule, sob n 150.Communicou-se ao director
desta repartigo
Dito ao mesmo.A vista do que informaram o
Dr. chefe de policia cm oflicio de 21 de abril
prximo lindo, sob n. 566, e o tencnte-general
commandante das armas em odiaos de 3 e 30 do
mesmo mez, sob ns. 271 e 469, acerca do reque-
rimenlo incluso, mande Vmc. pagar ao major Jos
Francisco da Silva a quantia de 106S500, impor-
tancia de diarias fornecidas desde o 1. de agosto
partidos deoesnnas, sem que primeiro faga um [r^em o conhecimento e execugo da presente
aceiro suflictenle para que as chamla nao pos- \ resoluso pertencer, que a cumpram e fagam
do anno passado a 29 de fevereiro deste anno, na
razo de 500 reis. ao preso Jos Francisco Ray-
mundo, visto ter-se reconhecido nao ser deser-
tor, e sira criminoso.Communicou-se ao Dr.
chefe de policia e ao Exm. commandante das ar-
mas.
Dito ao vigario geral do bspado. Pelo oflicio
que V. Rvm." me dirigi no 1. do correte, fl- .
quei inteirado de haver sido pronunciado sus-
pensivo ao oflicio e beneficio e a livramento or- .
dinario o Rvd. vigario da freguezia da Victoria,
Francisco Xavier dos Santos, e disso dei sciencia .
a thesouraria de fazenda.Communicou-se nesle -
sentido ao inspector da thesouraria de fazenda.
Dito ao director interino da repartigo das-
obras publicas.Tendo eu observado na visita,
que hnntcm fiz casa de detengo, o adianl*-"
ment das obras no raio do sul, o atlendondo
necessidade indeclinarel, que ha da conclusto
desse raio, pela grande agglomerago dos presos
no raio do norte, onde, demais, se desenvolva a
varila na respectiva enfermara, e s pondera-
ges, que a semelhante respeito me fizeram o Dr.
chefo de policia all e Vmc, no oflicio quo me
dirigi com data de hontem mesmo; resolv de-
terminar, que contiuuem aquelles trabalhos, que
Vmc. espera ver concluidos por lodo o mez pr-
ximo futuro, declarando assim a minha ordem de
30 de abril ultimo, e recommondando a Vmc,
que faga limitar as obras na casa de detengo,
precisamente as da concluso do raio do sul, as
q.uacs procurar fazer que se guarde a mais res-
tricta economa de dinheiro e de lempo, deven-
do cumprir-se acerca de todas as mais a minha
predita ordem.Remelteu-so copia desto oflicio
ao Dr. chefe do policia e inspector da thesoura-
ria provincial.
Dito ao engenheiro civil Jos Mamede Airas
Ferreira.Atlondendo s pouderace que Vaac.
fez em seu oflicio de hontem acerca da dei*-
gao que lotuei em 30 de abril ultimo, do ?"
suspender os servigos d. "'"d"-df fJoUi
e do norte, de quo Vmc ^X'Sf&for. aos
declarar-lhe qu.;$*Prindphdos. po-
wrvicosdos Unco os*tangos em
de',d comncuton. curj.%.r.lis.co. dix, Ihe cau-
"rim ravs prcj"'" = entendendo-se^assim que
auella dellberagao Oca assenUda
cerdo das partes contratante, visto
Registrada a 11. do livro 5e de leis provinciaes.
Secretaria do gaverno de Pernambuco 1 de '. nVofilcio a que respondo, t
de 18fl0.-/5Voiu:Mco 4 Lemos Duarte, cscrpi" I e|mo enceUr (a'clura M
rario da 4.* sooco.
i ae-
Vmc.
Hbvra
Pfwjeon-


-
wamamm
**>
DUfttO DE PERNAMWJCO. ~ SAMa&O i> Dt Ma.O DE 1860/
tinuaiiu no desembolso das presiones vencidas,
por r.tlta de recursos dos cofres provinciaes.
Nesla data expego ordom direttori* das obras
publicas para qtie, mandando examinar as obras
dos leos ja concluido? e anda nJo recehidos
por nao estarc em seguimenlo do comego dos
estradas, informe a semelhante respeilo para que
eu possa resolver ulteriormente acerca do acu
podido.
thesounria provincial recommendo que o
embolse logo que for possivel da importancia
dos lances j recebidos.Expediram-so as ordena
cima referidas.
Dllo cmara municipal do Recife. Ao otTl-
cio que me dirigi a cmara municipal do Recife
err 13 de marco ultimo, sob n. 28, respondo de-,
clarando que deve por cm arrcmalago pelos1
meios do eslylo o oforamcuio do terreno que
pretende Antonio Goncalves de Moracs, na ra
de S. Miguel, na povoago dos Afogados.
Dito acamara municipal da EscadaConstan-
do do aviso do ministerio do imperio, expedido
pela reparligo geral das trras publicas, em 12
o abril ultimo, sob n. 10, que o governo impe-
rial nao pode dispar das Ierras dos indios da for-
ma solicitada pela cmara municipal 4a Escada
na sua rcprcscntaco de 12 de Janeiro ultimo,
.assim o deciaro mesma cmara cm resposta
referida representago.
Dito ao superintendente da estrada do ferro.
Remeti por copia ao Snr. superitendente da es-
trada de ferro o aviso expedido pelo ministerio
do imperio em 18 do abril prximo flndo, alim
de quo satisfaga a exigencia ncllcconlida, relati-
vamente o deruonstraco que o Sr. superinten-
dente minislrou sobre a sonitoa que se lera do
distender com a estrada do ferro al 0 ultimo de
juiho de 1862. '
Dito ao engetrheiro fiscal A illuminago ga.
Informe Vine, com o qecllie occoner acerca
da liscalisago que lemlira-o inspector da thesou-
raria de abril ultimo, que vai colnindo as cenias apre-
senladas pela compauhia de illumiiisco goc.
Portara.O presidente da provincia confor-
maudo-se com o que ex, por. o chefe de pulicin em
seuofileio do primeiro do corrcnle, sob n. 612,
resolv demiltir a Claedino Jos do Oliveira do
cargo de 3o supplente do delegado do polica do
termo de Caruar.Communicou-se ao chefe de
polica.
Dita.O.presidente da provincia conforman-
do-se com as proposhs do chefe do polica do 1
do correte, sob ns. 617 e 618, resolve conside-
rar vago o lugar de primeiro supplento do sub-
delegado do primeiro districto da freguezU da
Boa-Vista desla cidade, para o qul liulia sido
nomeado o hachare! Antonio dos Santos de Si-
queira Cavalcairli, e noma para o exorcer a Tho-
maz Antonio Maciel Monleiro, assim como no-
mea o terceiro supplente Clorindo Ferreira Clao
para segundo suppleule do inesnio subdelegado.
Cemmunicou-so ao chefo de polica.
Dita.O presidente da provincia conformndo-
se com a proposta do chefo de polica do Io do
corrcnle, sob n 610, resolve (tornear a Coriolano
Vello/o da Silveira para o cargo de primeiro sup-
plente do delegado de polica do termo de Seri-
iihacm, e o bacharcl Augusto Lemenlu l.inspa-
ra u cargo de 3" supplente. do mesino
Requerimeilos.
Antonio Benlo de Olivera como pede.
-kodio Francisco Pereira do Lyra.A'
euracao junlaA e do disposto no artigo
15Jj|^gulnmerito dos correios mande o Sr. od-
raiiSrador do do Recite entregar ao supplicante
a carta a que alludo ctfen as cautellas recommen-
dads naquolie regularoento
100.D^rnardino dos Santos.D-se, nao ha-
vendo inconveniente.
101.:Candido Nunes de Helio 4 Companhia.
Informe o Sr. director do arsenal de guerra.
(02.John Donnully. Nao pode ter lugar o
recebimento da pedra por parte do governo, po-
dendo o supplicante vende -la a quem quzcr in-
dependenlomenle da resciso do contrato.
103.Companhia da illuminaco a gaz.In-
forme o Sr. inspector da Ihesouraria de faxenda.
104 Joaquina Mura di. Conceigo.Nao tem
lugar o que requer.
105,Joaquim Dantas de OliveiraComo re-
quer.
106.MaBocl Pires Campello de Almeida.In-
formo o Sr. inspector da Ihesouraria provincial
107.tn. Manoel Buorque de Macedu Lima.
Remedido ao Sr- inpesetor da ihesouraria de fa-
zenda para mandar pagar os vencimentos a quo
tom direilo o supplicante.
108.Rila Mara de JessInforme o Sr.rns-
pector da Ihesouraria provincial.
109.Scotl H-ctt & Companhia.Informe o Sr.
inspector da Ihesouraria de fazenda.
110.Thoma* Jos da Silva Gusmo, thesou-
reiro da lliesonraria provincial.- Passe-se por.a-
ria concedendo a licenga requerida cora venci-
mentos na forma da le, devendo a mesnsa licenga
er contada -Ao dia 2 do corrcnle mez.
COMBANDO DAS AMIAS.
Quartel general do coronando las
armas em Pernambuco, 4 de
mato de I8GO.
ORDEM DO DIA N. 396.
O tcnente-general conimanJanic das armas de-
clara para os fins convenientes, que nesta data,
nos termos da imperial provrso de 11 de Janei-
ro de 1853, conlratou p.irn servir por tres annos
na msica do 8o balalhao de infanlaria, na qna-
lidade de msico de 2" classe, o paisano Mareo-
lino Barbosa dos Passos, que alem dos vencimen-
tos, que por leilhe compclircm, perceber o pre-
mio de 1505CO0 pago segundo o disposlo no ro-
senam cedidas franca, halas etcnlualida-
des nao se realisararo no momento 4a paz
c 0 imperador pensou que-, se a (ortuna dt
guerra tinha de tal sorle engrandecido o ter-
rile rio da Sardeuha, que as proporcoes do po-
der mili .ar dos dous paizes poderiara ser alte-
< radas, poda com jusliga pedir a Sardenhaas
coucesses lerritoriaes necessarias para resta-
be ecer estas proporcoes. Mas logo que o en-
< gr indccimcnto da Sardeuha limilou-se anne-
xa :ao (la Lombardia, nao existe, segundo a
opiniao do imperador, razao sufRciente para
podir i Sardeuha o sacrificio de qma parle do
ser anligo territorio ; o conde Walewski, em
coiisequcncia disso, fez-mo a declarago, que
< acabo do referir-ros.
Os preliminares de Villa-franca e mais tar-
de o tratado de Zurick dcixaram a disti buicao
< da Italia, salvo a Lombardia, tal como eslava
antes da guerra.
a Os di.Terenlcs estados deveriam, segundo os-
le tratado, formar urna confederaco purameuto
defensiva
O goerno francez nao quer nada mais do
qie a lealisacp desle plano, e,.ueste caso,nao
c lera ra:ao para pedir urna concesso territorial
an Pieinonle.
e Mus as cousas eslo completamente mudadas
e mesoio o governo da rainha fax proposices,
qio devem Irazcr um dcsles dous resultados :
011 as fopulacoes da Italia central se pronun-
ciarao'jm favor do um reino do centro, ou per-
sistirc cm querer ser annexadas Sar-
denha.
No primeiro case, o governo franoez consi-
derando que esta solacio entra no ajuste do
tratado de Zurick, nao julgar necessario preoc-
cnpar-se da immediaia seguranca da fronleira
francoa. Porm o governo francez nao poder
onsenlir na formacao de um reino de mais de
1) mil es do almas, sem lomar precauces
para a seguranca futura da Franca.
< Desta maneira elle nao tem urna idea de con-
quista e engrandecimento, urna simples ine-
iida ce precaocao.
Mas o governo francez, pedindo garantas
rara a seguranca da Fr.iuca, nio intenciona
< violar o que a Europa prensa para sua segu-
ranea. A annexaro da Saboia Branca nao
prejudica neulralidade de Chantis e d l'au-
cigny: na verdade, seria bom, segundo a opi-
niaodeslc governo que estes dislriclos ossem
definitivamente unidos Suissa.
Na couversHCo, quo segua a leilura dcsto do-
com o
gulamcnlo que baixou
do Io de maio de 1858.
As3gnado. liavao da Victoria.
Conforme. Joaquim Fabricio de Maltn, te-
Ticnle ajudanle de ordens interino do com-
mando.
delegado, jmpossivel publica-la ames.
Communicou-se ao chefo de polica. As missivas que priineramente excilaram o
Dita.Ao agente da companhia brasilera de ntercsse o a curiosidade publica, sao certamen-
paquetes a vapor, r- O Sr. agenle da companhia ie aquellas que reproduzem as esperancas e a
brasileira de paquetes a vapor mande dar irans- '
porte para a corle por conla do ministerio da
guerra, no vapor Tocanctns, os recrulas apurados
ncsla provincia, constante da reUcao uomiiial
junta por copia.
Expediente do secretario do governo.
3 de maio.
Officio ao inspector da Ihesouraria de fazenda.
S. Exc. o Sr. presidente da provincia manda
Iransmitlir a V. S, ns7 incluas ordens do llic-
souro nacional ns. 51 56, o uina sem numero
com data de 19 de abril ultimo, bein como tres
cilicios da secretaria do ministerio dos negocios
-da fazenda de 7,10 e 17 daquclle mez.
Circular aosjui/es de diieito da provincia.O
Exm. Sr. presidente da provincia manda remel-
ter a V. S. o exemplar incluso darevisaoda lisia
dos juizes de direilo pela ordem do suas auligui- sen'lacao' mais franca o c
dades al 31 de dezembro ultimo. tambera a mais amisarcl
decreto n. 2171 curaenl. lDr'1 Cowley disse ao ministro que sen-
ta que o governo francez tivesse laoa intences;
que com elFoilo o documento que acabava de un
vir 1er, nao era feilo para acalmar o receto da
Europa, e que, na opiniao do governo da rainha,
a anuexico da Saboia era urna queslao, que s
poda ser tratada peante todas as grandes po-
tencias ia Europa.
< M. ie Thouvenel disse que nao podia dar urna
re-posta delinilira sobro ujia queslao do luula
importancia, sem conhecer a voutade do impe-
LG-se no Daity News : ra,lor mas. 1"0 lord Cowley podia logo inlor-
E' sufficienlo lanrar-se um simples olhar m:[ s<;u governo quo se o governo da rainha
sobro a correspondencia ha pomo entregue S se- esl decidido a admittir que a annexacao dos es-
cretaria da cmaro, para se convencer que era i acos di I,al,a central Sardenha nao pode ter
hif;ar sem o consentimento de ludas os grandes
po.encics da Europa, o imperador aceita as mes-
EXTERIOR.
lo provavci; mas nao oslando elle ue*saaj.ondi-
c6ea, parecem-me sem fundamentos ojreceios
que se manifestara, o prematuras eMbreveu-
des. '
(Cario p&rKoular.)
Rio de Janeiro
10 de abril.
Em 21 de margo ultimo leve lugar a 27.* reu-
nio do conselho da Imperial Sociedade Amante
da Insiruccio presidida pelo Illm. Dr. De Smo-
ni ; esliveraru prsenles os Srs. Drs Viegas, Lei-
tao, Araujo e Nazareth, rnajor Virgilio, com-
meudador Lopes Googalves, Margal, Flix Mar-
tina Filho e Lima Barros.
Mandou-sc ao Sr. Dr. director das aulas o re-
querimento do Sr. Joao Mara da Sra Correia,
no qual pede a admissio de amo sua pupila po-
bre no collegio de S. Bcnto, como alun na ex-
terna.
Maudou-se entregar ao Sr. Das Moreira a
quantia de 102g500, para pagar as despezasque se
fez com a ultima reunido da assembla geral
desta sociedade.
O Sr. Dr. Nazareth pediu cemmissao res-
pectiva alguns csclerccimentos sobre a aquisico
de urna casa para funcionar o collegio de S. Pe-
dro de Alcntara ; este pedido deu lugar a al-
gumas reflexoes dos Srs. 1." secretario, Mrcale
major Fogaca, para satisfazer ao jifslo pedido
do niesrao Dr., visto ser hoje este negocio da
maior solicilude para o conselho, Sendo esta
sesso de simples expcdienle, deu-se por linda
s 8 horas da noile.
Em 28 de margo leve lugar a 28 sessao,
presidida pelo Sr. Dr. Joao Ricardo Norberto
Fcrreira; estiveram presentes os Srs. Camillo
Menezcs, Fortnalo de Oliveira, Dr. Nazareth,
Vaz Guedes, iogo Moreira, Dr. Viegas Ruy-
possulo, Abano Corde.no. Dr. Leito, major
Fogaca, Filix Marlins Filho, Dr. De-Simon, cora-
inendador Lopes Conealves, Dr. Araujo e Lima
liarros.
Depois de lido o parecer favoravel do Sr. di-
rector das aulas, mandou-so matricular como
aluinnj externa na aula do S. Benlo a orpha D
llenriqueta, pupila do Sr. Joo Maria da Silva
Correia.
O mesmo Sr. doulor parlicipou no conselho
que no dia 18 de fevereiro ultimo tinhao feilo
prova particular de adianlamento as alumnas
da aula de S. Benlo, D. Maria Carolina deSouza
Miranda, D. Francisca Carolina Vossimon, D.
ilermelioda Baptista Janxiaria da Fonseca o I).
Antonia Maria Fcrreira, as quaes foram appro-
vadas.
mas condicoes para Saboia. O principio o
mesmo >m ambos os casos, occrcscenla o mns-
promessasdo governo fiancez. A irais Vcenle I lr0> e nio se Pode "I'plcor um, sem applica-lo
tem dala de 18 de feveaeiro ; ella dirigida a ao oulro.
i Lord Cowley replicou que,
B, estando , se o realisar-sa esse poderoso auxilio, a compa-
nhia achou nes Srs. Antonio Jos Alros Soulo e
corop. o mais franco acolhimento, seudo-lhe for-
necinas por essa casa baucaris mai avalladas
quanlias, sem as quaes as obras teriam necessa-
riamente de inlcrroroper-se, com grave darono da
companhia e dos inlereesea pblicos : a commis-
sao, assentindo ao desejo manifestado no relato-
rio, e compartilhando o pcnsamenlo do direclor-
presidenle, propoe que em nome desla assembla
se dirija aquelles senhores um roto de agredici-
mentd.
A commissio, tendo procedido ao exame dos
livros e i confroolaco das coulas e diversos ba-
laucos impressos, compraz-se em poder asseve-
rar-vos que as despezas relativos aos diversos ra-
mos do servico, era que a empreza est dividida,
se acham legalsadas, e que eslo no caso de me-
recer a approvaeao da assembla, como & com-
missio propoo o.ue deliberis.
O ensaio de colonisocao tentado por conla da
companhia aprsenla urna esperanza lisongeira,
vista dos trabalhos dos colonos, e de sua quali
dade moral; mas nao isto anda sulTicienie para
formar-so um juizo seguro acerca da cstabilidade
desle ncleo de populacao, e das vantagens que
elle promette quer companhia, querao paiz ; e
assim concorda a commiseao em que se nao de-
vem fazer novos sacrificios, nem procurar aug-
mentar custa da companhia os colonos exis-
tentes, mas sim esporar que a prosperdade desle
sirva de attractivo voluntario a novos habitantes,
que venliam melhorar a sua sorle, e buscar a
prosperdade que assegura o Irabalho livre, a fer-
tildade de nossas Ierras, quando roreadas com
inlelligencia, economia e constancia por cultiva-
dores moralizados e industriosos.
Resta agora cumpriro disposto nos estatutos
definitivos, elegendo a nova directora, para o
que vos convida o director-presidente. Ao assu-
mir a plenilude dos direilos de socios, enlende a
commssao que, antes de cftecluar-sc a Iransic.io
do eslado provisorio para o definitivo, a assem-
bla deve consignar em suos actas um vol so-
lemne de reconheciment dos servicos prestados
pelo Sr. Marianno Procopio Ferreira Lage como
direclor-presdonle desta companhia, para cuja
fnndaco e dcscnvolvimcnlo tanlo cooperuu desde
1859 at hoje.
Rio de Janeiro, 13 de abril de 1860. /. P.
Dios de Carcallto.F. SaminannMilito Cor-
rea de S.
Em seguida foi eleita a directora, que ficou
composla da scguinle forma : presidente, M. P.
Ferreira Lazc. com 123
Lage, com 123 votos; secretario, Dr.
Sob proposlas do Sr. D. Nazarelh, autorisou-se ,'os Machado Coelho de Caslro, com 123 votos ;
ao thesoureiro a pagar de 150} a 2005 por coo- e caixa, Jos Joaquim Miia, com 125.
ta de maior quaiiua a cada um dos credores i Foram nomeados para o conselho fiscal 03 Srs.
desta sociedade, os Sis. Agr e Irmao e Felip- conselheiro Das de Carvalho, com 137 votos ;
pe Jos Goncalves. Joao Baptista da Fonseca, com 136; Jos Joaquim
Tendo o Sr. Vaz Guedes participado que o Sr. ae l'Vma c s''va Sobrinho, com 135 ; Joao Pires
barao do Nova Friburgo so dignara pagar" a quan-
lia de 493J740, importancia da despeza do col-
legio das orpiiaas no mez de Janeiro ultimo, o
conselho unnime volou que se nomcasse nina
commssao para que em nome da sociedade fos-
se agradecer a S. Exc. esle imprtanle beneficio
feilo as orphaas desta sociedade; pora esta coui-
miss&o foram nouieadns os Srs. Vaz Guedes e
major Virgilio Fogaca.
Devolveu admiuisiragao do collegio o reque-
riraenlo de D. Rosa Florinda de Oliveira. acom-
pauhado do ducumenlj que a mesma adminis-
iraeao ii^vu exigido, alra do dar parecer deli-
lord John Russell por lord Cowley, c reala urna Lord Cowley replicou que, para slabeteecr Uitiro. Passou a oceupar o Sr. Camillo Mene-
conversacao do nosso cmbaixador com M. de I csa Pa"Uade, era preciso que a Sardeuha fosso jxes-a cadena da presidencia a coaviio do Sr Dr
Thouvenel. sobre os argumentos do fareigu-office \ ""estado tao rico e poderoso como a Franca ; Juao nicardo, o, lomando este senhor apala'vra,
contra os reconhecidos projeclos da Franga. 1 V* a annexacao de um novo terr.lor.o l-ranea pedu no collS|no qut 0 dispollsasse por emL
M. de Tbouvene,creve lord Cowley.diz que Plorn alterar o equilibrio do podei da Europa, ,IU;llll do carg0 J direclr das aulas em con-
a objecgaode Vossa Senhora. anda que seria, e. l',e c resino nao se poda di/.er da Sardenha,' gequencia de seus incommodos de saude Teu-
i,|1aqiih^ reino lornasse se un. estado de 10 do 0 consclho auliuu,0i 0 Sr. prcldcle n0.
a 12 milhoes de habitantes. Lord Cowley per-
da Silva e Francisco Saninianu, com 122 cada um.
Iieuniraui-.se honlem era assembla geral os
accionistas da companhia Brasilea de Paquetes
de Vapor, cm numero de 2S, representando 8,535
aecoes, paraouvirem a leitura do parecer da com-
missao encarregada de examinar as cenias e o re-
lalorio aprescnlado pelo gerente da mesma com-
panhia
Ao art. t3- 2._Acresccnlo-se 2:000 para
os cemiterios das villas do Limoeiro e Bom Jar-
dim.S. B.J. MeUo Reg. Padre Gaiindo.
Regeitada.
Ao 3o do art. 13.Accrescente-se obras
do acode na cidaoo da Victoria.S. R.Dr. N.
Porlella Luiz Filippc. Ignacio de Barros.
Regeitada.
Emends ao 3 do art 13.-Em logar de r.
800J para o recolhiniento de Goiannadiga-se
1:000j.S, R. Souza Reto. J. Cavalcanli de
Albuquer.que.Alcoforado.J Alfredo.__Mello
Cavalcanli.Gliraaa. >
Regeitada.
Ao 5a do art. 13.Accrescente-sesendo
-2 OOOg para a matriz da Escada. S. R.Dr. N.
Porlella.Luiz Filippe.Ignacio de Barros.
Regeitada.
Ao art. 13 5. Sendo 1:0003 para a ma-
triz do Grvala.S. R.Guimares.
Regeilada.
Art. 13 5.Sendo um costo de ris para a
matriz de PSo d'Alho S. R A. do Souza.
Leio.Eduardo Pina.
Regeilada.
Arl. 13, 5.Sendo um cont de ris par
a matriz de S. Lourengo da Malla.S. R.A.
do Souza Leao.
Regeilada,
Aoart. 17 acrescenie-so : Sendo 25 lara-
peoes de azeile para a.cidade da Victoria. Nesla
couformidade augmenle-se o quinlilativo.S.
R.Luiz Filippe.N. Porlella.Ignacio de Bar-
ros.
Regeilada,
additivo ao or. 18 7.Um conlo de rcis
para alimentaco des disvallidos da santa casa
do misericordia da cidade do Goianna.S. R.
Souza Reis.J. Cavalcanli do Albuqucrque.
Aires Carvalho.J. Alfredo.Mello Cavalcanli.
Gilirana. >
Approvada.
O 3 do art. 20, substitua-se ;Expepienlc e
accio dJ^casa, inclusive a diaria de 1JS700 ao ser-
vente, conforme marcou o arl. 22 da lei 11 473.
S. R -J Mello Reg.
Approvada.
Ao l do art. 25.Em vez denoventa ris
por arrobadiga-setres por ceuto.
Ao I.Em vez dedondiga-setrc3.
Sopprima-se o 2 do art. 25.Dr. N. Por-
lella.
Regeilada.
Ao 1{ do art. 25.Em vez de 12 porcenlo-
diga-se : 6 por cont.
Supprima-se o g 17 do mesmo artigo.Souza
Reis.
Regeilada.
Ao art. 25 18. Vinle e cinco mil ris pe
casa de buhar.S. R.GilitTaa.
Regeitada.
substitutivo da emenda n. 21 do Sr.' Luii
Filippe.
:000iX)rs. sobre as casas que venderem
bilheles de loteras nao aulorisadarpor esta as-
sembla ; ficaudo prohibida a venda de taes bi-
lheles 'era das (asas .eollecladas, salvo sendo
nuiorisadas pelos donqs das mesmas casas, sob
pena de perda dos bilheles qqe forera oprehen-
PO
i) Sr. Hermenegildo Antonio Pinto, relator da Jidos fora destas covjtfl )S a Jienecio da fazen-
Dcspaclaos do dia l." de maio.
fiei/uerimenlos.
todava pode ser refutada ; mas, nao sei se a
a intencao de Sua Excelleuca responder s
vssas missivas.
O espago de dez das, dcixado ao governo
para redigir sua resposia, satisfaz a lodos exi-
gencias de ordinaria civilidade, e no fim deste
lempo os despacho foram publicados.
Lord John Russell envin Pars um offi-
cio, no qual diriga ao governo francez a repre-
niais solemne, porm
elle declarara que o
governo da rainha liona aprendido com o maior
pezar que se tratara de annexar a Saboia
Franca.
Se a Saboia, acrcscenla lord John Russell,
61.Andr Ferreira de Mello.Sim, nao ha- fusse annexada Franga, suppor-sc-liia no
Tendo inconveniente. j imperador a Intencao de querer antes a inar-
62.Antonia Maria do Carmo. Dirija-so ao geni esquenia do herio o os limites naturaes
Sr. director do arsenal de guerra, a quem se ex-
pede a ordem n'ecessaria. 1
63.AntonioSeverino de Souza Informe o! *
Sr. inspector da Ihesouraria de fazenda.
64.Coelano de Oliveira Mello, delegado de
polica do lermo do Rrejo.Como lequer.
Pedro Cavalcanli Uchfla.In-
ado da reparligo especial das
<>5 Francisco
ernie o Sr. dile
trras publicas.
66.Feliciano Primo de Jesus Informe a ad-
miuistragao geral dos cslabelecimenlos de cari-
dade.
67.Joo Baptista da Rocha Baixa-Lins, apre-
sente-se no quarlel-general para ser inspeccio-
nado.
68.Tennnte-coronel Jos da Silva Guimares.
Informe o Sr. director do arsenal de guerra.
69.Joaquina Ignez de Oliveira Miranda.
elle despertara assim a desconfianca da Eu-
ropa e accenderia urna Buena scinelhanlc a-
quella em que sen liosuccumbio.
. Nosso governo leve a mesma liiigungem e a
mesma franqueza com o conde de Persigny, em
l.ondies. Resulta disto que a 9 de julho lord
Cowley escrevia no foreign office
Na entrevista que tivocom M. o conde Wa-
lewski, Sua Excellencia disse-me que eu podia
dar a Vossa Senhoiia a certeza de qne o im-
perador ibandonou toda idea de annexacao da
Saboia Franca.
Ao receber sta raissiva, lord John Russell
dava ordem ao nosso cmbaixador em Paris de
declarar ao conde de Walewsti, que o governo
da rainlia apreciava altamente a resolugo que
teve Sua Mage>ladc era desapprovar de uina
maneira 1.1o formal um projeclo, que nao tra-
. 1 raeou o Sr. Albano Cordeiro, uue
gintnu alm disso se propunham, dadas cenas
cuudiges, annexar a Saboia Franca pela torga
e sem se importar de maneira alguna, com o rei
da Sardenha ou com o povo saboiano.
M. de Touvcnel apressou-se em negar seme-
llnnle iiitengao, e accrcscenlou um memorn-
dum ao papel que linha mostrado ao nosso mi-
nislro, lim de que elle ficasse convencido, que
niea inlrou no pensamento do imperador fazer
vi llene a voutade do reda Sardeuha ou as suas
pi pulaees.
A 10 de fevereiro o imperador em pessoa
repeli o mesmo a lord Cowley. File no nega-
re que em certas circunstancias e por motivos
ji'i exposlos, podia-se ter direilo de pedir urna
fi Dulcir conveniente Franga ; elloipensava
qye a voutade dos saboianos era ser retiidos
F'anca e nao compreheudia a razao por uue, se
os volos das populagoes dos ducados eran* atteu-
didos, nao era o mesmo a respeilo da Sa' a; po-
rcm desapprorpu toda e qualquer in ncoo de coran.issao que lem de se diri ir ao Wu
a:.nexar a Sabota conlranameiiie vo.lade dos. perial n so^icilar ZSSvSiiSSl
saboianos c sem ler consultado as granifes|po-
Uncias ; oulorisou lord Cowley a transmitlitfesla
cicplicago ao seu governo. '
Tal a ullima declarugo emanada do go-
v:ruo francez sobre este ossumplo.
O jlDcio de lord John Russel, no qual eslao
recapituladas as objeccoes da annexacao a Sa-
boia, ficou sem resposta. .
o tem lugar o que requera supplicante por ter zendo verdadeiras vantagr.is Franga, fez
a orphaaidade superior a legal. I na Europa um grande mal reputago do seu
70.J'.islino Eugenio Lavinere.Sim.
71.Coronel Joo Joaquim da Cunha Reg Bar-
ros.Informe o Sr. chefo da diviso naval.
72.Joanna Gcralda Nepomuccno.Nao pe-
yendo ser admtlido ^no collegio dos orphos o
elo da supplicante por exceder a dade legal, ex-
pedem-se as ordens necessarias para ser alistado
a companhia de aprendizes do arsenal de mari-
fiha, a cujo inspector deve a supplicante diri-
gir-se.
78.Joaquim Rodrigues de Almeida.Espere
que ha ja crdito.
74.T.uiz F.mygdio Rodrigues ViannaInfr-
melo Sr. director geral da instruccao publica.
75.Landelino Segismundo d'Alvatcnga.Ih-
foime o Sr. inspector da ihesouraria de fazenda,
ouvindo o ndmimslrador da recebedoria de ren-
das geracs.
76.Manoel Rodrigues Machado Lima, profes-
sor publico da cidade de Goianna.Requeira por
intermedio rio Sr. director geral de instruccao
jpoblica
77.Manoel Jos Teixeira.N5o ha vaga por
ora.
[La Presse.=Caldas Jnior.)
INTERIOR.
78.Manoel Fonseca de Medeiros.Passe-se
portara concedendo a Itoenga requerida com qua-
tro quintas panes de ordenado que percebe o
sunjHiCanle, devendo a licenga ser contada da
dalcm que deixou elle de comparecer a reparli-
go no mez prximo passado por motivo de mo-
lestia.
79.Manoel Delphino do Nascimerrto.Infor-
me o conselho adminislrativo do patrimonio dos
rphaos.
80.Pedro Velho de S Brrelo, alferes do no-
no batalho de inanlaria.informe o Sr. inspec-
tor da Ihesouraria de fazenda.
Sl.Senhorinha Maria da Conceigo.Espere
pela idade legal. r
M.Trajano Olympo da Cunha Gouveia.
Sim.
2
8J.Andr de Abren Porlo. Informe Sr
inspector do arsenal de marinha
8.Anlo Bezerra Leite, oldado do corno de
polica.Expedem-se as ordens necessarias para
a baja do supplicante.
85.Antonia Chcrubina de Azevedo.Informe teiras naturaes : os Alpes e o
'o conselho administralivo do patrimonio dos or- "
phos.
86.Anlonio Comes Pereira.-Ioforme o Sr.
Or. ebetede polica. .
87.Antonio Googalves Ac Oliveira, subdele-
gado do dislricto de Pedras de Fogo. Passe-se
portara concedondo a licenca na forma reque-
imperador. As potencias da Europa, com ef-
feilo. nao somente. ligam urna importancia
consideravel manutencao da Saboia como
possesso da Sardenlia, mas anda ellas o!ha-
riam esta tentativa de separacio da Saboii do
Piemonle, para augmentar o territorio fran-
* cez, como urna coniradico maoifesta da pcli-
llca desinteressada, que, segundo a proprla
dccUraeaodo imperador, o levoo a obrigar-se
na guerra actual
Nenhum governo terio obrado rom mais de-
cisao e com mais promplidSo, nenhum governo
teria manifestad j sua opiniao com mais clareza
do que o governo ingloz, desdo que conheceu o
funesto projecto da Franca e observou que era
explcita lambem acoiifianra do rauislro fran-
cez.
A 28 de Janeiro lord John Russell informen
a lord Cowley que havia mostrado rainha sua
missiva relativo Saboia, e que elle eslava na
circunstancia delho dictar as palavras que elle
deve ter Recusa-lhe a confianga manifestada pe-
lo goveruo francez no mez de julho, e a satisfa-
gan queexperimentou coromunicaiido-a cma-
ra dos cominnus : recusa discutir a queslao*pois
que, se nenhuma discusso devia ler tido lugar
sobre esto assumpto, islo devera ser para lodas
os potencias da Europa encarregadas de eiarpi-
na-la.
Mas, escreve elle, deseje que declaris aindi
urna vez a.M. do Thouvenel,que consideramos
nesta queslao os iir.eresses geraes da Europa
e a posigo do imperador dos Franco/es. O
imperador nao pode teresquecido os cuidados
e a anxiedade da Europa durante o estio ul-
limo, os armamentos da Prussia e dos Esladcs
ullemes, as esperanzas da revolugao eos boa-
los de aliianga offensiva e defensiva que vi-
(i nham a cada- instante inquietar c perturbar o
espirito publico.
O imperador deve recordar-so desla poca,
porque nVHa elle nos provou, que sabia sacri-
ficar a gloria e as nobres aspiraces para dar a
paz i Europa. Deve-se desejar e esperar que
as disposiges aatuaes apasiguera a tempestado
rida.
. 88. Fraocisco Jos Aranlet Informe o Sr.
inepeolorda ihesouraria de fazenda.
g9_fxeietito Skiner^aforme o Sr. inec-
*or do arsenal de marinha.
H0'"*"?*e*1'*rel Hen,'1 lo* da Silca QuinU-
rilla.informe o Sr. inspector da Ifcesonrana de
tazenda.
91.Joo.Apolonio Cavalcanli, alteres da aur-
-ta compaulua do batalho de infanlaria da guar-
da nacional de ipojuca.Ionrme e Sr. comean-
daole superior da guarda nacional do municipio
do Cabo.
92Jofiquini Pedro de Mello Homem Infor-
me o ic,4ircclor geral inierino dainslrucgo pu-
blica.
93.Jaa Jooquim Pereira do Oliveira.Infor-
me 9 boeclor da Ihesouraria de fazenda.
Alvos da Silra.Informo
I reparligo especial das
iLette *nir;pte--
^enerai.
*wp.
nos reslilua a calin i. Porm a annexacao da
Saboya seria o signal de novas borrascas. *Fron-
s naturaes : os Alpes e o Rhcno ; guer
ras longas e ronhidas ; comego de urna
ora lula da Franga conlra a Europa. Taes sao
as ideas, que se presentara ao espirito com a
noticia de urna al acquisico. Lembre-sc o
imperador das norwes palavras que prooun-
ciou eo Milao, as quaes manifesiou ideas jus-
tas e dignas do soberano de um to grande im-
perio.
I Depois4e ttr citado a parte da proclamagao
de Milo, na qual o imperador pede a confianga
da Europa, e declara que a nica recompensa
que deseja ter, a influencia moral quo vai ad-
tonoando livre
S. PAULO.
S. Paulo, 1 1 de abril de 1800.
Humera fallecen nesla cidade, depois de lon-
gos so ll'i i 111 en tos, o atieres Antonio Jos Ribeiro
da Silva, abastado capitalista e sogro do deputa-
(!o Dr. Gavioo Peixoto. Era o capitalista que mais
1. perares bancaes fazia lanas ou mais do que a
caixa ili.il. A sua morto ha de produzir alguma
perluibago na praga diuanle algum lempo.
. Pelas comrounicagocs dessa corle sabe-se
i;ue haje dah partir* o novo presidente o Dr.
Lopes de Leo, e que pretende chegar nesla a
15 do correte. A sua vinda esperada cora ver-
iladeia anxiedaade, em raziio das circuinslancias
especiaes do anuo que corre, e do eslado era que
se acha a provincia.
Desde muites anoosos conscrvadorcsleeracon-
icrvado a posse quasi exclusivas dasposigocs ofi-
ciaes: data este estado de 1819. O Dr. Saraiva,
quando presidente, uo respelou multo esse ex-
commisso, leu o parecer que mais longe publi-
camos, e que foi sujeilo a discusso.
Requcreudo um accionista que fosse addada
essa discusso al que estivesse impresso o rela-
torio, assim se vencen por unanimidad!1
cando-sc o dia de segunda-feira, 1 hora da larde,
para a prxima reuuio.
23
Da lista geral dos jui/.es de direilo do imperio,
nrganisada pelo supremo tribunal de jusliga e
publicada na sesso de 21 do corronle, aclianus
que at o fira do auno de 1859 sobe a 269 o nu-
mero total desses magistrados, sendo matricula-
dos 234, contando auiiguidade ; 18 matriculados,
sem coniarem antiguidiide por nao constar exer-
ccio, dous com certides de exercicio, mas nao
matriculados, e 15 sem matricula e sem exercicio,
porque apenas constan suas nomeaees por par-
licipacilo da Secretaria de estado dos negocios da
jusliga.
F.stao em comraissoo fra da magistratura os
Srs. conselheiros senador Cansanso, Paronagu,
Paes Brrelo, Bernardo Azambuja, Rayroundo
Fcrreira de Araujo Lima, Anlonio Marcellino Nu-
iles Gongalves, Joo Jos Ferreira de Aguiar, Ig-
nacio Francisco Silveira da Molla e Jos Anlonio
de Oliveira e Silva. (9)
Eslo avulsos os Srs. conselheiros senador Vas-
concellos, Francisco Pereira, Dulra, Domingos
Marlins de Faria, Francisco Lourenco de Freilas,
baro de Lorcna, Joo Calilas Vanos, Diocleca-
110 Augusto. Cesar do Aniaral, Ignacio Manoel
Alvares de Azevedo, Joao Chrisostomo Piulo da
Fonseca, Anlonio Jos Mnnleiro de Barros, Ur-
bano Sabino Pessoa de Mello, Joaquim Francisco
Alces Branco Mi.ni/, liando, Anlonio Joaquim
Portea Bustaroenle, Manoel Fcrnandes Vieira,
Frdticisso Libralo de Mallos, Emiliano Faguudes
Varclla, c Joao Alvos do Castro Roso. (17)
Falleccram os Srs. conselheiros senador Luiz
Antonio Barbosa, e Manoel Jos da Silva Por-
lo. (2)
Deduzidos lodos esses, cm numero de 28, dos
234 matriculados com exercio, temos que sao
206 juizes det direilo do imperio.
Por esta orcasio nTio podemos dcixar de recla-
mar do governo que mande examinar fe com
fallec
deu algumas
razoes para nao aceitar o cargo, as quaes nao
foram ulteiididas pelo conselho.
O Sr. Dr. Nazareth leu um parecer, como
relator da commssao especial nomeadu para exa-
minar c. codificar as relacocs dos consclhos pas-
tados, ao qual enviou appensos dous projecles
de resolugo para seren pelo grande conselho
declarados socios benemritos os Sis. monse
nhor Narciso da Silva Nepomuccno e coramen-
dador Felizardo Jos Tarares. Foi appro-
vado.
Entrando em discusso duas propostas dos Srs.
Drs. Leito e Joo Ricardo, sendo a do primeiro
Sr. para o reslebclccimeuto da aula de Sania
Theieza e a do segundo paro all se eslabelecer
o collegio de S. Pedro deAlcanUra, e depois
de tercm fallado sobre a materia os -Srs. Drs.
Nazareth, Leilo, Dias da Cruz, De-Simoui e
Marlins Pi.heiro.o Sr. Dr. Araujo podiu o ad-
menlo da discusso at que dsse' parecer a
erno im-
para e collegio de S.
Pedro de Alcntara.
Foro approvados socios effectivos os Srs. Drs.
Maximiano Antonio de Lemos e Dr. Hipolyto
Ewerton de Almeida,
Levanlou-so a sesso s 8 3i i.
- -
A Sociedade Auxiliadora da Industria Nacio-
nal reunio-se era assembla geral no dia 10 do
corrcnle, estando presentes os Srs. marque/, de
branles, conselheiros Mariz, Dias de Carvalho
o Lourenco Vianna, Drs. Villanova Machado,
Bernardo Azambuja, Miranda Castro, Souza Re-
g, Manoel J. de Andrade, Araujo, VogeJie,
Graciluino, Jacy Monleiro, Gustavo Miguel, Nos- i cerleza e fallecido o Sr. Manoel Jos da Suva
cenle Pinto, Americo de Barros Bezerra, por. j Porlo. como geralmente consta, lano que 11a lisia
tella, Azcredo Coutinho, Raphael Galvao e Nu- de 1838 se lne fez esla nol,n-
nes Pires, coronis Cosa Barroso A. J. de Car-
los, Albano Cordeiro, Ramos do Azevedo, Mo-
nis, Cunha Piulo, Julio do Castro, Uellegarde,
Miguel Galvao, Franga Ferreira, Azevedo, Eze-
quiel e Vieira Pinto.
O Sr. presidente dechrou que o cbjecto da
reunan, era o exame de base de novos estatu-
tos, adoptados pelo conselho administrativo, alim
de cumpiir-so o aviso do ministerio do imperio
de 23 de marco ultimo, e em seguida poz cm
discusso cada um dus arligos do projecto que
publicamos no dia 5 desle mez.
Foram approvados ; a decloracao de que a so-
ciedade se converloria em Imperial instituto
Agrcola c industrial do Rio do J aneiro, e as ba-
ses 1." 2/ e 5.a dos novos estatutos.
Tombem foi approvada a 3." com emendas dos
Srs. Couto Soares e Americo de Barros, suppri-
mindo-se as palavras fiscal e uscolisaco
ra.
adoptada segundo a emenda
do Sr. Couto Soares. no senlido de sercm desig-
nados por Sua Mageslade o Imperador, o presi-
dente o os vice-prcsideiiles do insiiluto, e os
membros da directora e do conselho, eleilos
pela assembla geral.
A 6.* base foi supprimida por proposla do
Sr. Couto Soares, e odoplou-se urna emenda de
redocgo subslutivada7." base, apresoplada pelo
mesmo senhor.
14
Renniu-se honlem a assembla geral dos accio-
nistas da companhia Unido e Industria, para ou-
vir a leilura do parecer da commssao de contas,
e iiomcor nova directora e conselho fiscal na cou-
formidade dos seus estatutos definitivos.
O Sr. conselheiro Dias de Carvalho leu o se-
guinlo parecer:
Srs. accionistas. A commssao encarregada
O supremo tribunal nao pode sem documento
ofiicial eliminar aquello nome, que contina a
figurar na lista de magistrados cm exercicio,
quando j figura na dos que o Eule Supremo
chamou s.
clusivismo. e fez alguraas nomeages de liberaes,! aZTZ^ ,1, f,
mullo poucas. o que ll,o valeu a animadverso d? *hc'^ ?a.dIfirVc,
que ate lira votara os exagerados: o conselheiro An c. "...;. "c?.u..
fasconccllos conliuuou o pcnsamenlo concilia-
dor do seu antecessor, e o mesmo fez o eonse-
heirc Fernandos Torres: Porera, apezar disso,
)s funecionarios conservadores considerados lo-
ios ni guarda nacional, na polica, na alminis-
-raco era geral, eslo para os seus adversarios
na radio de vinle para um.
E como inda ha desejos de conservar o exclu-
sivismo na polilica, pois que os que se pilgam
jlireelores'de partido cnlendem que ha sete anuos
oslamos parados, sem dar um passo na senda da
Botialiilidade ; e portante affirmando qne o mi-
jnislerio recuou das douirinas de moderago que
apregoou, assegurara que o Dr. Leao far rauitas
demissoes desses poucos liberaes que leem boje
alguma participarn na administrarlo publica.
Tocara aos limites da indiscripgo, indicando al
os nomos dessa corle que o commissionam e
insiriera ^igualmente sao aponladcs os nomos de examine* a*-contas que vos foram" apresenla-
tlidos necessarismente das pelo director presidente da tompanhia Uniao
e Industria, relativas aos annos de 1858e 1859, e
annexas ao seu relalorio de 2 de margo prximo
lindo, vem ofTerecer-vos o resultado de seu exa-
me.
No desempenho de sua larefa, tomando em
DIARIO DE PERNAMBUCO.
Reunidos 32 senhores depulados. a assembla
provincial, depois de algumas reflexoes do Sr.
Sebastio Larri da ocerca da ocla, nao havendo
expediente, approvnu, sem debate, o projecto n.
48 desle anuo, em Ia discusso.
Em seguida approvado em 31 o que concedo
1 oleras diversos estabelccimcnlos.
Passando-se segunda volago das emendas
offerecidas em a lercera do orgamento munici-
pal, sao ellas approvadas, sem debat-.
Ao depois approv.i Jo cm primeira, o de n.
14 deste auno, que manda perlcnccr, a freguezia
de Serinhem, ocngenho Amaragi d'Agua.
Entra em leiceira o orgamento provincial.
O Sr. Scbaslio Lcenla oppoe-se una emen-
da dos Srs. Luiz Felippe, Raphael o Pina, quo
aulorisa o presidente da provincia a deferir con-
venientemente, c depois do precisos exames, os
l.requeiiraeiilos do arrematantes de obras pu-
blicas.
O Sr. Raphael justifica a emenda de que au-
tor, dizendo que o que ella quer no urna inno-
vago, porque j ha exeniplo na rasa, acerca da
materia idetica, como se vena lei do orgamento
de 1856, em que se achava urna aulorisago dada |
ao governo, para attender ao arrematante da [
obra do agudo de Caruar ; concluindo por fazer
por lavor a certos interesses; e prorallem-se
emprigos cora una franqueza pueril, que entris-
tecera aos homeos sensatas se a adrainisirago
futur.i da provincia viesse avassalar-se ou antes
degradar-se tanto.
Estes boatos propalados com a mais firme se- considerarlo os tpicos mais importantes daquel-
guridade pelos directores, revelara emmBhahu- ie relatoro, entendeu a commssao que Ihe cum-
milde opiniao, urna falla de juriduiosidade mu- pra prorpr-vos em primeiro lugar que consis-
to dej>loravel. Esle inconveniente nao lena raaos neis um voto solomne de reconhecimenlo aos po-
resullados se nao viesse acompanhado de oulro deres do eslado, pelo auxilio efcaz que presta-
que o gerar urna terrivel prevengo no animo dos ram companhia, habilitando a com os meios
da.Souza Reis. 1
Approvada.
Onde se dizcincoeejfe mil ris sobre as ca-
sas de chapeosdiga-se dnzenlos mil ris sobre
mar- as casas do chapeos importados, excepto as res-
pectivas 'fabricas. Eduardo Pina.Dr. Figuci-
la.J. do Reg.
Regeilada.
Supprimam-sc as emendas que concedem aba-
le aos arrematantes do Recife, Goianna, l'o d'A-
lho, Victoria e Escada.S. R.I. Leo,
Rejeitada.
Fica concediJo a Joao Anastaco Camello-
Pessoa, irremal inte do imposto de dous mil o
quindenios sobre cada cabega de gado consumi-
do no municipio de Pao d'Alho, o abale da
qoinla parle do prego total da arrematago.S.
R.Epaminondas de Mello.
Approvada.
Fica concedido a Manoel Barbosa da Silva,,
arrematante do subsidio de"25g000 ris do ter-
mo da Victoria e Escada, o abate da quaria
parle do total da quanlia por quanlo foi arre-
maltado o mesmo subsidio..S. R.F. Gili-
rana.
Approvada.
A emenda do Sr. Mello sobre os abales do
Recife e Goianna, em vez de 25 por cenlo, diga-
se10 por cenlo.Ignacio de Barros.
Approvada.
Emenda.Se passar a commssao de obales a
Barbosa e a Anastacio, converla-se cm comms-
sao a autoiisago volada em faver de Francisco-
Cavalcanli de Albuqucrque.S. R.Epaminuii-
das de Mello. .
Retirada.
Addilivo para ser enllocado nonde convier.
Para a coiuiruccao d'uin cemilcrio na villa do
Ouricury. Livino de Barros.Francisco Pedro.
J. Cavalcanli de Albuquerque.
Rejeitada.
Addilivo paro ser collocado onde for conve-
nienteFica concedido 2.000J>000 rs. para o ce-
milcrio publico do Cabo.S. R.Reg Barros.
Rorros de Lacerdo.I. Leo.
Rt-jeilada.
Paragrapho addilivo para ser collocado era
lugar conveniente.Para as obras do convento
de Carmo de Goianna 1:0008000.S. R.radio
Gaiindo.Correa de Oliveira-
Rejeitada.
Suppriroa-sc o addilivo n. 26,do Sr. Fenc-
lon sobre o pagamento do que devem os direc-
tores do collegio de S. Vicente de Paula.
S. R.Souza Reis.
Rejeitada.
Emenda.A' emenda dos Srs. Braulio e F-
gueiroa, incluindo os professores no augmento
votado para os seus respectivos ordenados, ac-
crescente-se depois dessas palavrasprofesso-
resas seguiulesde in>lrucgo primaria.S.
R.Epaminondas de Mello.
Rejeitada.
Addilivo.Fica o presidente da provincia
aulorisado a deferir como entender de jostiga, e
depois dos precisos exames, s peliges submet-
lidas a esla assembla pelos seguiJes arrema-
tantes de obras publicas : Joo Hyppolilo do
Mera Limo, Joo Francisco do Reg Maia, Pedro
Leite de Albuqucrque c Jos Fernandes Monlei-
ro.Eduardo Pina.Mello Reg. Luiz Fi-
lippe.
Approvada.
A' emenda dos Srs. Mello Reg, Luiz Fi-
lippe e Pina, acrescentee bem assim a Vicente
Ferreira da Cosa Miranda, que conlratou o em-
borreamento da estrada do sul.Souza Reis s>
Approvada.
Artigo addilivo.Fica o presidente da pro-
vincia aulorisado a mandar pagar aos empiega-
dos do consulado provincial Francisco do Paula
e Silva, Jos Cavalcanli de Albuqucrque, Anto-
nio Joaquim de Oliveira Baduen e Luiz de Aze-
vedo Souza, a differenr.a de vencimentos quo
deixaram de perceber desde o !." de julho de
1853 al 9 de agosto de 1854.S. R.Eduardo
considerages acerca
de obras publicas.
O Sr. Ignacio do
da insufficiencia da verba
Barros, demenstrou que a
Pina.
Approvada.
< Addilivo s disposiges geraes.Aos her-
deiros de Basilio Gumes Pereira perlence toda a
perda, no caso de ler havido, nos contratos de ; importancia do sello dedujido da heranga do i-
2$500 por cabega de gado consummido no Recife nado Henriquc Poppe Giro, e deve por islo
o Goianna, nao podia do sorle alguma ser como! cessar o procedimento jjtcialronlra ellas in-
prelendcra os propugnadores do abale, con- tentado.Eduardo l'ma.J, Cavalcanli do Al-
-cluindo por mandar mesa una emenda redu- buquerque.Epaminouda* de Mello.
zindo-o a 10 por cenlo.
O Sr. N. Porlella suslo'nla a sua emendo, di-
zendo que persiste em suos ideas ocerca da in-
conveniencia do system: adoptado pelo projecto
sobre as imposiges do assucar e algodo.
0 Sr. Souza Reis explica o que disse acerca do
adversarios, isto da parcialidade que acceitou
o lomou o eerio o programraa da conciliago,
e que composla de liberaes e ex-conservudores
os qti.aea todos julgam-se sob o presso de urna
antea ca.
O ffeito natural o qne se devia esperar, dis-
quenr, lomando livre um des mais bellos paizes poreio-se para todas as eventualidades que po-
da Europa, Joxd Jobn Russell acrescenlo : j dem apparecer sob urna adrainistragao hostil-
Preiiro euppor que o imperador tratara sem- Para kso resolvoram fundar um novo peridico
pre de urna maneira conforme sua proclama- que publicarse dentro de 10 dias, porque enlen-
gao, do que pensar que elle qoer correr o risco \ dem que a lmprensa Pauhsia s, que em geral
ir a invoja ro temor da Europa, que i oceupa-se de discusso, nao satisfar a todas as
ser tamben bem difficil 4e apasiguar e dis-
-- mx^" a ,inl!Ke ordinarw da diplo-
macia. Nao ha penphrase, myslerio ou .aftacla-
gaaserta. A precisa, eiiorineac sinccri.
Ma fftrayista cora U. Thowvenel,,4 da fe-!
vereiro, lord Cowley recebeu a ce*posta oflkial du
governo francez s ropreseiitaoes da nslaiecra. anda
necessidades de, urna situago anormal, como se
descreve a que crear ovo presidente. ^
So poseo ter urna opiniao na malcri, devo
dzer que juhje,prematura esta prevengo, o
incor veniente a creagao de peridico : a razao
sirap es.
O Dr. Lopes de Leao at hoje nao esposou
Foa S xUrrbUollo'm^XP.io
suteUHCM nos aegimlM lermo. a1*0**ve,no: eslr.gou-se .inda as UiJ^^?urpado
que, nos pumo, disentido entre, a os magistratura. ,So elleVr.iSjii"eV
E' verdade
indispensaveis para levar a sua empreza at o
ponto do juiz do fra, na provincia do Minas Ge-
raes : e confii a commssao que os recursos ora
oblidos sero de lal modo aproveiladog que fi-
quera satisfeitos nao s os desejos dos accionistas,
como lambem as vistas dos poderes do eslado,
quando decrelaram o auxilio de 6.O00.0009 por
cinprestimo, e quando o realisavam sob condic-
ccs, que a commssao nao pode desconhecer que
sao to favjraveis aos interesses da empreza,
quanlo era possivel que elles ossem consultados,
do harmona com os interesses pblicos, na pre-
senga desse auxilio indispensavel conculso das
obras, que to adianladas se acham segundo as
inforraacoes colindas do j citado relalorio. Rea-
Usada a esperanga da commssao, que se funda
na promessa do digno director presidenlo, a com-
panhia se regozijar de ver aberta 00 transito
publico al o fim do correnle armo toda a linha
da estrada de Petropolis cidade do Parahybuna,
fado esta do maior alcance para o seo futuro,
porque nao s firmar o seu crdito, como ligar
as duas provincias do Rio de Janeiro e de MUus-
Geraes por ama arteria, que vai dareaua lavoura
eomaio ui.valor iacilidade no (cuMpjvte de
productos e mcrcadorias*
Approvada.
Emenda substitutiva do S& Epaminondas.
Fica o presidente da proviaU aulorisado :
primeiro, a suspender, se julgar conveniente, a
continuago das obras publicas feilas por admi-
nistraco ; segundo, o pagar aeprestaces ven-
desapparcrimento do documento qu dizia res- i cidase que se forera vencendo ios obras arre-
peilo ao pedido da suspenso do procedimento' matadas e da empreza Maraede cora apolices
judicial sobre a despeza feita com a vinda de ir- emillidas ao par os quaes vencero do_ juro
raaos de caridade. fazendo sentir casa que nao al 9 por cenlo e sero resbalados conforme as
fizera iraputago injuriosa aos signatarios daquel- forras dos cofres ; e lerceitlt. aapplicar ao mes-
la pclicao, o que apenas foi comprehendido pelo ; mo fim as dobros da receilad* 1860 a 1861.S.
Sr. Feuelon, finalisando por pedir, cm una R.Theodoro da Silva. f^
emenda, a suppresso do artigo que lhe diz res-
peilo.
O Sr. Fenelon combate o precedente orador,
leudo diversos documentos comprobatorios do
que avanga.
OSr. Souzi Rcis moslra que, com os proprios
documentos, cuja leilura (ez o Sr. Fenelon, se
acha provada a sua assergao, nao podendo Jeixar
de convir a casa na sublracgao do documento o
que se referir, o qual ben differente desses
que fui lido por aquello senhor ; porque, sendq
tal dorunienlo de selerabro de 1857. elle, e nJ)
ap do Janeiro de 1S58, devia rcferir-se_ o Sr. r\
Porlella, quando passou a adrainistragao da prp-
vincia ao Sr. Dr. Taques, vislo que leve isto lu-
gar era 14 de outubro do 1858; accrescentando
que, vendo a casa compenetrada da verdade do
quanlo lem dilo, conclua por nao querer roubar
maja o lempo.
Pesias votos s di versas emendas, que taran)
Mas, oblea a votogio seguiste:
Approvada.
Dada a hora, o Sr. pre
dando para ordem do dia
cusso dos projeclos n*jf
continuago da de noi
a sessao,
legunda dis-
Jesle auno ; o
PERNA
REVISTA DIARIA.
Honlem, pela manha, S. Etc. o Sr. presi-
xdou.te da provincia, acompanhado do seu ajudan-
le de ordens, visilou as thesourariae provincial e
de fazenda. assim como a reparligo do correio e
o arsenal de guerra.
Nestas differenles estacees publicas, S. Exc.
Iratou do indagar acerca das eperaces inhe-
rentes a cede urna deltas, como igualmente o
estado do respectivo expediente, constando-nos
icrsm


~3B.
-T
queachra a llresourarja provincial tfum si t *orain
tuacao lisangtjiTa flTatoente sua escrplura- Pinto s 8
,Cao, cuja classiflcacao da jeceita despeza che-
Jjaya. a margo .prximo,passado,islo eslava era
ola, porqu o rez (Fabril subsecuente s pode
Aer dassillcado nestecorrete.
Por esta occasio uoIqu tambero S.lrc, que
limitado era pessoal, reparando a falla de umi
coci do contencioso, que desonerassn s. quorta
SeccM da conladoria do grande trabalho da' li-
quidaba da divida activa, que sobre ella pesa
actualmente, segundo o mechanismo daquclla
eslecao.
Depois dessas observaces, regressou S. Exc.
j)or obra de 1 1|2 hora da larde para palacio.
Informara-nos que para bandas dos Aoga-
dos um individuo; que nao se acha revestido de
auloridado alguma, cercou a casa de um mora-
dor dos Remedios, de nome Simplicio, e que es-
to obrindo a porta, e tratando de pr-se ao fres-
co, sobre elle fra disparado um tiro de pistola
pelo tal individuo, tiro que felizmente nao al-
cancou o fugitivo. .
Esta noticia foi-nos dada assim quasi imcom-
plela, por islo nao taremos seno subraetl-li a
apreciaco da autoridade competente, afim de
que |seja o occorrido syndicado como cumpre,
89 queja o nao fui.
- Sollicilamos a altencao da polica para essa
banda de moleques, que nao deixa de acompa-
ril.ar as msicas marciaes por entre um alarido
infernal e boas caectadas, que mutuamente se
disirbuem.
E' esta
Sr
^inarja^ro-cTTUTgirb
da maims, fe\ -
DiM}ommp^io>:*!iABBiim^m*Mo dz taso.
hora* as ma.ir.aa, e telo 4*. Dor-
nellas, as 7 horas o 5t> minles da manija.
CHRONCA JUDICIARIA.
urna usanca tradiccional, e quo re-
monta a sua origom bons annos ; mns, assim
orno cousas mais antigs teem sido desfeitas pe-
la aece do progresso, essa usanza pode sem du-
Tida alguma ser tambera destella pelo altritlo do
junco da polica, que leni em taes casos urna
torga -magntica.
Enipreguo-sc este remedio com vontale e fre-
cuencia, que ser conseguido o fim ; e ossim evi-
tar-se-ho alaridos o cateos quebradas enlre os
taes acompanhadores do msica, que parocem
querer renovar as scenas da celebre hespanha.
Na quinta feiM pela tarde seguirom, no va-
.por Tocanlins, para o sol, os Exms. Srs. presi-
dentes nomcados para Sergipe e Espirito Santo,
os Srs. Antonio Alvos de Souza Carvalho e Joao
Jos de Oliveira Junqueira Jnior.
Urna guarda de honra fez-lhe as continencias
militares no ponto do embarque, sendo Ss.Excs.
acompachados por grande numero do pessoas
de sua amizade
Hentem, S. Exc. o Sr. presidente da pro-
vincia visitou o arsenal de guerra, onde se de-
raorou cena de duas horas.
S. Exc. em sua visita nada deixou de exami-
nar : ro a directora, examinou a escriptnraco
do expediente, dos lancamentos de receila c
despezado almoxarifado, a caixa dos menores
mandando abrir o cofre para verificar a impor-
tancia existente, vista do livro-caixa. Visi-
to* igualmente o quarlel da companhia dos
apreudizes menores, onde jS se achavam for-
mados, e Ihes passou revista, indo ao depois
enfermarla, demorando-so ahi algum lempo na
indagacao das enfermidades, remedios, e vendo o
livro do receituario; seguio ao dormitorio, des-
pensa, escola, e depois de examinar o rancho,
mandou que os meninos fossem jantar.
O Sr. Dr. chefe do polica, aco.npanhado
do respectivo escrivo, fez hontem a visita da
casa de delenro, comec.ando as 10 horas da ma-
nhaa, e terminando s 3 e meia da tarde, cra-
pregando cinco horas e meia no mais minucioso
xame de todas as parles do que se cotm.de
aquelle jstabelecimenlo.
Poram recolhidos casa de detenco, no dia
3 do correnlc, 5 homens livres e 1 escravo ; sen-
do : 2 a ordem do Dr. chefe de polica ; 3 or-
dem do subdelegado de S. Antonio, e 1 do sub-
delegado da Ba-Visla.
O Kladarachalsch, jornal rfalyrico de Berlin.
publica o seguinte pasquim a respeilo da actual
siluajao poltica da Europa.
CIRCO EUBOPEU.
Hepruentaco de alta poltica acrobtica, con-
tradanra de povos e principios d'equietacuo.
FRIME1RA P\HXE.
1." Grande vo francs: o publico observar
principalmente o sallo veloz dado por cima dos
tratados e principios de justica.
2. O socialismo:: garanho, montado pelo
director Luis ; elle danca i tu a ordem e come
lia sua mao.
3." A -Hevohtcao : jmenlo sclvagcm, monla-
d
t ereni ser jirrgaow m
presos Francisco, eeeravode D.CandidaSeiihori-
nh; Vien Lassorro e Mara Jos.
" por dez minutos, sem freio pelo
atdi, cora Iice^ca do director Lux:.
ida Qaachiga, composta de cavallos
raleza e loscana, o dos habilidosos
- rraa e Modena.
>-^p. -remes engrapado. Os dous pilhagos
RussfTTe Welewski lero a honra, no entre-acto,
de divertir o publico, estabelecendo questes do
arco da velha, atiraudo notas diplomticas um
ao oulro, e esbofeleando-sc reciprocaracnlo
nesle genero* farao diversos ejercicios,, que dc-
Tem agradar muito.
SECUNDA PARTE.
1. O celebre Malabar Palmerston, conhecido
pelo homem de cavutehone, excitar a admira-
do geral por seus dilDcullosos saltos de trampo-
lim, anda nao vistos al hojo, cahindo serapre
firme sobre seus ps.
2. O jumento britannico, adestrado e monta-
do pelo direelor Luis, danga sua ordem e ter-
mina ajoelhando-so a seus ps. Anda que le-
iilia perdido ocoslume de dar couces, nao pru-
dente que os rapazes se approxmem delle.
3. Scena cmico. = A Confederando germa-
nice a Comfederacao italiana.
4. A Cavalgata de M. Gorlschakoff : este ar-
tista acompanhado de muilos tratados cambados,
e corolarios rxos. apparecer montado na Con-
ederaco germnica, e fari urna resenha geral
dos jornaes polticos.
5." A bella camarilha de Vienna. Esta dan-
sarina exceular cleganlissimos passos relrd-
grados.
6. O famoso escudeo Cavour. Executar
duplos saltos mortaes, fra do gabinete, na sua
vida particular, e vice-versa ; em quanlo execu-
4a o mais difficil dos seus saltos, contralle cin-
cuenta milhes de dividas.
terminara' o espectculo.
A cacada de Fonlainebleau. Grande quadri-
-lha no goslo de Luiz XIV.
Duas invences de nova tata, urna de M. Gar-
dincr, e outra de M. Wilson devem fazor urna
revoluco na illuminacao a gaz pela facilidade
de accender instantneamente muilas centenas
de bicos das ras publicas e das habitares par-
ticulares.
Basta para esclarecer momentneamente urna
cldade inteira : 1., collpcar conductores elec-
ttco9,_ que pariem de urna officina central era
direecio a cada districto da illuminacao ; t. mu-
rir os lampeoes de urna torneira electro-magne-
tici, que se abre e fecha pela accao da corrente
magntica.
Bastar tocar n'uma chavo da oflcina central,
para que todos os bicos se abram ; urna faisca
elctrica em contacto com o gaz aconde lodos os
-candieiros. M. Gardines accendeu 1,500 bicos
de gaz na salla do senado de Washington em
tres segundos.
J?as8ageiroi 4o vapor Tocanlim sahidos para >s
ortos do Sul: Joaquim Ferreira de Araujo,
o Jos Leile Guimaraes, 1 escravo de Slvno
G. de Barros. Dr. Antonio A. do Souza Carva-
lho e 2 criados, Cuilhe/me Augusto Ricardo, 1
escravo a entregar, Dr. Horacio Cesar; David
(preto), conego Joaquim Pito do Campos e 1 es-
cravo, Joao Jos de Oliveira Junqneira el cria-
do, I de Feurhurd, Adolfo de Souza Menezes,
Leopoldina Mara da Conceicao e 2 fllhos, Jos
Egydio de Albuquerque, i escravo de Joao Rufi-
no da Silva Ramos Jnior, Manoel F. da Silva
Carrito, sua seohora. i criada e 2 fllhos, Fabiao
Sopm, D. Amelia Carolina Figueiredo de Brito,
3 fllhos e 1 ejerava, Jos-Gonc-ilves da Stlveiro,
Joao Elias da Cunha, Alexandre Eduardo Ferrei-
ra Nobre, Francisco Custodio Sarapaio, Pinto
Coimbri. Jenrique Codd, Exm. visconde de Ca-
maragbe, Exm. visconde de Suassuoa. Dr. Joao
Jcs Ferreira de Aguiar.
Matadqcro publico :
Mataram-sc 00 dia 4 do corrente para o con-
sumo desta cidade 71 rezes.
Mortalidade oo da 3 oo correrte :
Luiz, sardo, 7 das ; espasmo.
Frederico, pardo, 5 annos ; convulses.
iolo Antonio Domingos, pardo, sollero, 20
*; phinjriico.
Hinoel Teixeira da S1la, pardo, solleiro, 45
annos; tubrculo pulmonaf.
Joao. da Cruz de Mallos, pardo, casado] 36 an-
uos ; gotta chronca.
Lucio, brapca, 2 arvnos ; hepatite.
Jos Pastor, sollero, '85 anrros ; ple,uriz.
Benedicto, preto^ ioKeiro, 4*anoi; inflam-
ma5ode intestino.
TRIBUNIL DO COflURERCIO. -
SESSO ADMINISTRATIVA EM 3 DE MAIO
DE 1860.
PRESIDENCIA DO EXM. SR. DESEHBARGABOR
SOUZA.
As 10 horas da manhaa, aohando-se presentes
os Srs. depulados Reg, Basto, Lemos eSilveira,
o Sr. presidente deelorou aberta asesso.
Forrm lidas e apptovtidas as actas das qualro
antecedentes.
Leu-se o seguinte
EXPEDlgSTE.
Uraa commwiicaQo ministerio da Justina
de 10 de abril ultimo, de ter sido nomeado por
decreto de 3 do mesmo mez, para o lug.ir de offi-
cial-maior da secretara deste tribunal o bacharcl
Julio Augusto da Cunha Guimaraes.
Um oflieio do secretario do meritssimo tribu-
nal do cqmmercio da capital do imperio deSl do
maio ultimo, acorapauhanloa relae.ao dos ne-
gociantes malriculaifos all, durante o mez de
fevereiro prximo passado.Accuse-se a recep-
cao e archivo-se.
Oulro do mesrno. de 9 de abril ultimo, aecu-
sando o que Ihe foi dirigido de parle desle tribu-
nal em22 de marco.
Outro.do secretario do tribunal do commercio
da Bahia, de 20 de abril, aecusando orebebimen-
to do que lho foi dirigido de parlo deste, em 22
de mareo.
DESPACHOS.
Um requerimento do Augusto Jos Ferreira e
Manoel Vicira Perdigan, pedindo o rogislro da
escrplura publica do seu contrato social.Vista
ao Sr. desembargndor fiscal.
Oulro de Marcelino Goncalves da Rosa, pedin-
do saber por corlido se Jos Marcelino da Rosa
ou nao matriculado.De-so.
Outro de Jos Marcelino da Rosa, pedindo o re-
gistro da procurasao de Albino Jos da Silva.
llegislre-se.
Oulro de Joo Pires de Almeda Lopes e Ma-
noel Jos de Miranda, pedindo o registro do seu
contrato social, Vista ao Sr. desembargador
fiscal.
Oulro de Jos Joarjuirn Dias Fernandes, pedin-
do porccrlido se esl recolhida a carta do re-
gistro do brigun Elvira.I)e-se-lhe.
Outro de Thomazde Hara, com informarlo da
Associacio Coramercial Ilenefloente, sobre os
usos das descargas do3 vauores da companhia
Brasileira.O tribunal conforma-sc com o jul-
gado c atiesta i j da praca, visto como este a
pratca sobre o assumpto.
Oulro de Brander a Brands, replicando do des-
pache deste tribunal de 1J de abril ultimo.Nao
tem mais que deferir.
Oulro de Jos Antonio de Almeda Guimaraes,
pedindo o registro de urna escrplura de hypothe-
ca que ajunta Registre-se.
Nada mais houvc.
SESSAO JUDICIARIA EM 3 DE MAIO DE 1860.
PRESIDENCIA DO EXH. SR. BESEMBARCAD0R
SOUZA.
Ao meie-dia, achando-se presentes os senho-
res descrabargadores Villares, Silva Guimaraes
e os senhores depulados Reg, Bastos e Le-
mos, o senhor presidente declarou aberta a
sessao ; e foi lida e approvada a acta da ante-
cedente.
DILIGENCIA.
Appcllanle, Jos Dias da Silva e sua mulher ;
appellado, Joaquim da Silva Mourao.
Vista as partes.
Appella.ite, Manoel Francisco Paredes ; appel-
lados, Tasso & Irmaos, curadores da massa fal-
lida de Novaes& C.
Vista as partes.
Appellante, Manoel Jos Ferreira de Gusmao :
appellados, os administradores da massa de No-
vaes & C.
Vista as parles.
Appellante, Theodoro B. Dubois, capito da ga-
lera Rainha do i'acifico ; appellado, Domingos
Henrique de Oliveira.
Vista as parles.
Appellante, Antonio Jos da Silva umraa-
racs ; appelladog, Antonio Annes Jacome Pires
e oulroa.
Vista s partes,
(Efcritao. atartins Po.reira.J
#ftftavos.
Agarabantes; o coronel Antonio Alves Vianna e
outros ; aggravado, o coronel Jos Pedro Vellozo
da Silveira.
Nao teve provimento.
Nada mais houve a tratar.
BecoRangel,
Secretario interino.
feo lncete da receila e despezada sa-
nar ileoutnbro de 1859.
da Boa-
*
n. 1 a
RECIITA.
Sabio em 30 de seterabro de 1859
Etercio de 1859 o 1860.
em >resti:no, n. 1......
Innosto Je cordearftes, a. I a 40*
Jden de logo de artificio, n. 1 a 9
Jde n de estabeleciraentos da fre-
g lezia do Recife n. 1 e 2 .
Ide ti de dito da freguezia de Santo
Antonio, n. 1 ,
dem de dito da freguezia
VsU, t. 1 a 7 .
Idera de carros-de passeio
210 ..........
dem de carrocas, n. 1 a 106 '. ".
dem de muiros vehculos, n. 1 a 82
Mullas pelo fiscal do Recife, n. 1
a 3 ..........
Iden pela delegacia, n. 1 a 17 .
Ide n pela subdelegada do Recife.
n- 1 e 2 B .
Me n pel.i dita de S. Jos, n. 1 a 3
Cenlcrio publico......
Exercicio de 1858 a 1859.
Ii.i| oslo lie esiabelocimentos do Re-
c fe, n. 327 a 338.....
Ide a de carros de passeio, n. 276
a 280 ... .....
Iden de Barrocas, n. 131 a 139 .
Ide n de outros vehculos, n. 107 a
Multas pelo fiscal do Recife, n. 127
a 134......, .
Ide n pelo fiscal da Boa-Vista, n.
41 e 42 ........
Ide n pelo regulamcnlo de 26 de
rosto ie 1851, n. 273 e 274 .
Ide n peb dilo do 27 de julho de
1352. n. 7 o 28 ..... .
PreJios raunicipaes, n. 5i .
Tal ios dos acougues, u. 79 o 80 .
xercio de 1857 a 1858.
PreJios raunicipaes, n. 7 '. .
Irafoslo de eslabalecimentos do
Hecife, n. 386 e 887 ... .
Ide n de oarrocas, n. 113 e 114 .
Ide n de juiros vehculos, n 106 a
1)8..........
Multas pelo regularaenlo de 26 de
agosto de 1851, n. 296 e 297 .
Iden pelo regulamemo de 27 do
j" lho de 1852, n. 33 a 37 .
Exereicio de 1856 a 1857.
Prelos niunicipacs, n. 49 .
Imiosto de vehculos de conduccao
n. 77........ .
Mullas pelo regularaenlo de 27 de
ji lho de 1852, n, 8.....
10:149J184
5:8081000
166(540
21)600
8JO00
4J000
143)00
3:874S00
636S00
492*000
48*000.
102J000
6JJ00O
7JOO0
1:0189200
69OOO
639800
.549000
48^000
91900
609900
123000
859tOO
1270250
249000
254^500
63000
123000
I85OOO
12JO00
153000
1279250
690OO
33000
23:3349721
3I9OOO
ftfeeitr de la 3tfdt-et>r. -1: IbtfrTiU
(ai
Despez* idear.
1 434A5
1:0009000
8ado. .
CAIXA m KFosrrow.
Sald em 31 de masco-
Recefa de 2 a 30 eVear. 2 7(tt#40
9439405
-\Uo'r efTeclvo sem
Despezaidem.
107:4799193
:95863
Saldo.
75:521t25
CAIXA ESPECIAL DAS ATOLICB.
Saldo em 31 de margo
p. passado .... 40:3009000
Receila de 2 a 30 do cor. 9
-----------------40t30OSO0O
Despeza dem......* h.-iooJOOO
_______
Saldo. .... 29>:200,
Communicados
o livro
senho-
DESPEZA.
Expediente e impressoes, n..l e 2
foi 1a dos; ordenados no mez de se-
li mbro, n. 1 e2......
Negocios judiciaes, n. 1 .
Lia peza Je ras, 11.1 a 36 .
Gofiscrvaeo do calganienlo, estra-
dis e concerlos pblicos, 11. 1 a 9
Malidoiro publico, n. 1 a 13 .
Evenluaes, n. 1 a 8.....
Aulorisada pelo governo (extraor-
dinaria) 1 o 2......
Luzes para as prlsoes, a. 1 .
Ceniiterio publico......1-82097
Sallo em 31 de outubro de 1859 11:2753565
2:5909519
1009000
3:9659900
4309720
2:06i3360
6583220
3539400
01344)
ia*iMiM al^MMi o .uioreMt da, c a flscalisa-m' da renda puWic, e por io
devesubsislir.
< Quanto a outra q,nestao, de podetvon n o
inspector interino revogar o despacho do inspec-
recorrer para a MjM|dencia, a
comniisaaorocerrendo no regularatmo da tbe-
sourarla o ao btso de 22 de mililitro- de 1853 ci-
tado pelo inspector interino na sua informaco
dada a esta asserabla, nada encontr de posi-
tivo. v
Considerando porm que pelo artrgo-4 do di-
to regulamenlo, o contador e procurador fiscal
sao obrigadoa a dar canta ao presidente da pro-
vincia das deeisoes tomadas pelo inspector, quan-
do entenderem qie sao contrarias bus Interesses
da fazenda, donde se deve inferir, que ao governo
esri comnieiiido apreciarao dos actos do ii.s-
pector: considerando mais que se ao inspector
interino fosse pcrmilldo revogar o despacho do
inspector effectivo, csse direilo se tornara nullo
porque voltando este inspector ao exercicio do
emprego com igual direilo restaurara o seu des-
pacho, icando d'ahi por diante a sua rcrogaco
dependente do recurso para a presidencia, como
quero regulamenlo : e que quando assim nao
Observatorio do arsenal de marraha 4 de m s o
de 1860 Vikcas Jimio*.
Editaes.

Camar municipal do Recife
de \859.--0 procurador, Jorge
Lopes.
5 de novembro
Vctor Ferreira
NOVO BANCO DE PERNAMBUCO.
lia lauro do Aovo Banco de Per-
naiiihueu
oim a>o< 5 aoni ae suo,
DEBITO.
Garanta d emissao.
Oei osito;.
Preces! Preces!
O poder da ora;5o nao pode ser contestado.
A o.aco inspira era todos grande confianca :
e ninguem ha, que no dia das attribulaces della
se nao record, e com ella se nao consol.
E' mister que nos dias do soffrimento publico
recorramos & esse auxilio sobrenatural, a invoca-
Co fervorosa dirigida ao Dos de Bondade e de
Clemencia.
Km compensacao do rigoroso invern, que ti-
vemos em o anno passado, ahi lemos em verto
calmoso e secco, queja passa do seu termo natu-
I e que nosamea^a com males incalculaveis.
As lavouras eslao soffrendo consideiavelmenle,
gado, d'node tiramos a inaior |arle da nossa
wbsistenoia, esl morrendo a mingua de pastos.
3 rigor da seeca ten. desenvolvido graves e ler-
iveis molestias, que vao fazendo victimas, com
jspecialidade na classe pobre, como so deprehen-
ie da morlalidado quo diariamenie augmenta.
Porque se nao decrelam oraces publicas, porque
se nao invoca o auxilio do Omnipotente, porque
aela humlldade da oraeo se nao procura abran-
dar a colera Divina?
Rogamos humildemente ao Exm. Sr. bispodio-
tesano que nos faca a esmola de decretar preces
ublicas, para que Ocus se amcrcio de nos e sus-
penda o flagello com que merecidamente estamos
sendo castigados.
Ja em idnticas circumslancias temos recorr lo
i lao salutar remedio o a MisericordiaOivina nao
e lem demorado cm vr em nosso socr.nrro.
Um Calholico.
Recife, 4 de maio.
Um voto de agradecimento.
As boas acces nao devem jamis passar era
?Ivido ; assim pois a le imperiosa dodeverque
me faz langar mao da penna para tributar o agra-
decimento maia sincero., nascido d'alma, ao Illm
Sr. Dr. Villas-boas, pela maneira com que me-
dicou urna minha til ha d idade de 3 anno?, e os
disvellos que empregou para salva-las das portas
da morle, a que eslava prxima, consoguindo
pelo seu talento e habilidade restabelece-la da
terrivel enferraidado era o curto espaco de 10
das, enferraidado que infelizmente vai grassan-
do a nossa populaco e em lao grande escala,
nao se recusando j de dia, jA de noile, a qual-
quer chamado, quando a molestia aprcsenlava
urna feico peior.
Receba, pois, o Sr. Dr. Villas-boas, estas li-
nhas como a cxpresso mais genuna, e sinto as-
sis quo'me ache collocado em to mosquinha
posirao, que nao Ihe possa demonstrar cabalmen-
te o qusuto Ihe sou gralo, mas era qualqucr par-
te que os destinos me queiram levar, pode sem-
pre contar com ura homem que Ihe devedor
de urna grandesorama, de que jamis, poder-se-
ha julgar quite.
Recife, 5 de maio de 1860.
Rosendo Ferreira da Silva.
Correspondencias.
do Jporto de Pern ara buco 24 de abril
* de 1860.
Do ordem superior publiea-se o seguinte, para
conhecimenlo dos navegantes.
Copia. 1."seceso. Palacio do governo do>
Rio Grande doNofte 16 de abril de 1860.Illm.
e Exm. Sr.Cumpre-me fazer chegar ao conhe-
cimeniode V. Exc.r para os flns convenientes,
que, segundo declarou o cpito do porto desta
provincia, a luz que serve de pbarol na fortaleza
dos Sanios Res Magos, pode ser vista do coni
de ora navio regular, i distancia de 12 a 13 mi-
mas, por ae adiar aproximadamente na altura
de 43 ps inglezes.
odesse elle proceder, por nao se pJdeVera nuiif- de!eda7r^^
Ucar, oporagoes consumadas em Tirtude do des-'
pacho quo subsliluio o primitivo, fioaria o mes-
rao inspector suj'cilo as decisws do contador, c
de peior condicao que este empregado, que no
exercicio deste emprego pode conseguir revogar
o despachos do inspector, representando contra
elles no governo, e revoga*lo ainde sera precisar
t,09,eI recurso, qualido oceupar o logar de chefe ;
considerando finalmente que ura tal direilo a 6er
concedido collocaria o inspector effeciivo na i.n-
possibihdade de defender os seus actos, por nao
serouvido, ea dura condieo de suju-itar-sc ao
jnizo do- inspector interino, como presentemente
succedeu cora quebra de sua Torca moral, e do
concelo que lera adquirido, por Ihe ser atlribui-
do por este inspector engaos e irregularidades,
qualiflcando o seu despacho de excntrico de to-
dos os direitos liscaes e contrario aos interesses
da fazenda: a commissao de parecer que o em-
pregado que substituir o inspector effectivo era
seus impedimentos nao pode revogar os despachos
deste inspector sem consenliniento do presidente
da provincia.
Sala cas commissoes, 16 de jnnho de 1858.
Jos Quintino de Castro Leo.Bentu Jos da
Costa Jnior.Siqueira Cava.canli, vencido.
COMMERCIO.
Letras depositadas .
Acces depositadas .
Joii 8 depositadas. .
Lelas ca .donadas. .
Le as descontadas. .
Letras protestadas .
Aluguel de casa.. .
Fomecimenlo. .
Bai co da Bahia S/C.
Jurjs.....
772:181971^
80:0009000
89:51510
8:3709000
5:7355280
79:590g000
2,491:6709176
4:51500
1:5759000
7:766gf85
45:6328fii
333g0i5
JURY DO RECJFE.
2a SESSAO.
Dia 4 de maio de 1860.
PRESIDENCIA DO Sa. Dll. AGOBTINHO ERMELINDO DE
LEAOJUMOR, IVIZ DE DIREITO INTERINO DA SEGUNDA
VARA CRIMINAL.
Promotor publico interino 0 Sr. Dr. Francisco
Leopoldino de Gusmao Lobo.
Escrivo o Sr. Joaquim Francisco de Paula Este-
ves Clemente.
Advogado o Sr. Dr. Joo Francisco Teixeira.
Fcila a chamada is 11 horas da manha,
acharara-se prsenles 38 senhores jurados.
O Sr. presidente declara aberta a sesso de-
pois do loque decampanhia.
Poram multados em 20* cada ura dos senhores
jurados multados nos dias anteriores, que nao
comparecern!, enem foram dispensados.
Foiconduzido so bibunal para serjulgado o
reo Jos Gomes do Nascmento, por crime de
querer reduzir a escravido o menor Francelino
o jury de sentenca foi composto dos senhores
segrales :
Claudio Firmino de Jess da Malta.
Francisco Alfonso Ferreira.
Domingos da Silva Guimaraes.
Jos da Cosa Brandao Cordeiro.
Antonio Ferreira Lima Mello.
Jos Filppe Nery da Silva.
Jos da Cunha Jnior.
Claudino do Reg Lima.
Francisco Jos Silveira.
Manoel do Nascmento Araujo.
Jos Ribeiro Simoes,
Simplicio Jos de Mello.
E prestaran! todos o juramento sobre
dos Santos Evangelhos.
Poram recusados por parte do reo os
res:
Dr. Antonio Jos Alves Ferreira.
Decio do Aquino Ponseca.
Dr. Joaquim Theotono Soares de Avellar.
Jos Flix Pereira de Burgos.
Francelino Augusto de Hollanda Chacn.
Antonio Joaquim de Parias Jnior.
Gervasio Protasio Simoes.
Caetano Lenidas da Gama Duarlo.
Dr. Constantino Rodrigues dos Santos
Dr. Adelino Antonio de Luna Preire.
Pelo Sr. promotor foram recusados os seguintes
senhores:
Antonio Jos Leopoldino Arantes.
Antonio Luiz do Amaral o Silva.
Francisco de Miranda Leal Seve.
Caetano da Silva Azevedo.
Francisco de Paula Lima.
Jos Ramos da Cruz.
Antonio Theodoro dos Santos Lima.
Araerico Vespucio de Hollanda Chacn.
Joo da Cruz Mendonga.
Tiburcio Valeriano dos Sanios.
Antonio Augusto da Cmara Rodrigues Selle.
Alvaro Pereira de S.
Cielo da Costa Campcllo.
Poi o reo interrogado, e fez-se a leilura
procosso.
Finda a leilura foi concedida a palavra ao Sr.
promotor, e este fazendo a aecusaco, conduio
cdindo a conderanaco no grio mximo do arl.
79 do Cod. Crim., combinado com o art. 34, por
se darem as circumslaucias aggravanles dos
1, 8, 9, 10 e 17 do arl.16 do raesmo cdigo.
O Sr. advogado deduzio a defeza do reo e con-
cluid pedindo sua absoltico.
Findos os debates depois da replica e treplka,
o Sr. Dr. juiz de direilo perguntou ao jury se es-
lava satisfeilo para julgar a causa, e tedo respos
la affirmadva propoz ao jury os respectivos que-
sitos, que foram por este entregues cora o proces-
so ao coiisalao, endo este condujido i sala se-
creta das conferencias is 3 I/i lloras da larde,
d'ondc voltou as 3 horas e um quario com -suas
cespoatas coofessando o facto criminoso.
') Sr. juiz de direilo m vista da decisao do-
jury proferto bus scutenca, condemnando o reo.
a,seis aanos de prisao e multa correspoadente a
Reraessas........ 76:929990(1
Despezas geraes
Caica. .
1:923}J432
410:189J607
Res. 4,077,9448408
CRDITO.
Capital.. ,.....'.
Km.sso. .......
Der ositos da direcc.80 .
Lelas por dnheiro recebido
juros
;2,Q00:O0OSOO0
l,490:0A0$00a
80:OO0g000
3:0888930
Ttulos era caucao.....103:620J898
200:792946
27:414*290
Contas cerrentes cora juros
Fui do de reserva......
Josii Antonio de Figueiredo J-
nior ......... 742734
Kni wlcs & Foster..... 5:759398!)
Barco da Bahia N/G 22:063j277
Div dendos........ 2:99000l
Saques......... 43:639g095
Descontos........ 97:491^668
Prenios de saques o remessas. 669772
Lucros e perdas...... 2749289
Ris. 4,077:9448408
Demonstracao do estado da cal xa.
Ou ro ( garanta de
eaaissioj .... 12:742000
Notis do tliesouro,
d.to......365:347000
------378:0898000
trangeiros f total 130.
Na totalidad dos doeDtes^ialeih 42 alienados,'
sendo 32 nmlheres e 10 hotaans.
do
*" HPS,'*!H M^****- ftsle, 6&^9- tr^a parle do lempo e na cusas, coros- iocuno.
Bf.v a mulhreS^ oagUa.e^j $ ^aj *s- ps.gcCo mximo do arl. J79 do Cod. ffrim. com-
binado com o or. 34 do roesm eodico, $ levan-
lou a sessao, addiando-a para o da seau.in.teis 10
fhorss da manhaa. ^*
Diti.s desle ban-)d.e
Dil.-.s da i;aixa
Brasil. .
Prata e cobre
fde 200 5:2009
1009 7:3009
50 1:3501
208 720
10j 990J
------------15:5609000
Glial do Banco do
15:5409000
1:0009607
BU. 410:189$607
De nionstrafilo da emissao.
Notas de 00l serie 83 166001
2* 2,530 506:0008
2,488
Not)sde100jl serie 242 21:2001
V 2420 -242:000
522:600
entradas por su-
bstiluijic nesle mez.
50 .
20 .
retiradas por su-
bstituicac neste-mez.
2.662
750
3,612
3,220
8,000
1,400
266:200
75:00)8
Praca 4o Recife 4 de maio de 1860.
AS TRES HORAS DA TARDE.
Cotacoos offlciaes.
Cambio sobre Londres25 3/490 djv.
George l'atchelt Presidente.
ubo urcqSecretario.
Al Pande;
Rendimento do dia 1 a 3 .
dem do dia 4 .
;a.
26:IS95433
10.2905956
36:480389
Movlmento da alfandej
Volumes entrados com fazendas .
com gneros .
Volumes sahidos
com
com
fazendas
gneros
3
12
15
103
459
------562
Resposta ao desprezivcl bisborra que mandou
"eimpjimir no Diario de 26 do corrente o oflieio
o* t, julga
tiOso,*
J?
le
Descarrega hoje 5 de msio.
Patacho brasileroArtistao resto.
Iiniiortui.au.
Barca nacional Norma, viuda do Rio-Grande
do Sul, consignada, manifeslou o seguinte :
10:084 arrobas carne de charque, 281 ditas de
sebo cm rama, 524 ditas de dito era pcs, 356
ditas do graxa era bexigas. 50 couros vacuns sec-
eos, 10 saceos cora sevada, quartollas com tai-
nhns, 400 resteas de sebollas, 25 saceos com fei-
jao ; ordem.
Consulado g;eral.
Rendimento do Jia 1 a 8 7.099c590
dem do dia 4....... 4.213380
11:3125970
Diversas provincias.
m-iidlmento do dta 1
dem do dia 4
a 3
1:3345124
511J778
1:8455902
Despachos de exporta;:"o pela me-
sa do consulado desta cidade n i
dia '1 de maio de lBO
Ro da Prata=Palacho nicionaiVingador, Aze-
vedo & Mendos, 50 pipas agurdenle.
Ro da PrataBrgue hollandez Lurana Aners-
tine, Teixeira, Baslo, Si & C, 393 barricas
assucar mascavado,
Rio da Prata Patacho hollandez Sara Elisi-
bcih, A. Irmaos, 140 barricas assucar braoco
e 200 ditas dito mascavado.
CanalEscuna hollandeza Mara Cornelia, Kal-
kmann Jnior &C, 1,400 saceos assucar mas-
cavado.
Liverpool=Patacho porluguez S. Jorge d'Avei-
roi>, P. Nash & C, 700 saceos assucar masca-
vado.
Slockholm Brgue sueco W. Tersraeden, S.
Brolers & C, Mi couros salgados, 8j0 saceos
assucar branca.
LisboaBrgue portuauezRelmpago, T. de A
Fonseca, 149 saceos assucar mascavado c 35
ditos dito branco.
Hecebeiloria de rendas internas
geraes de Pernambuco
Rendimento do dia 1 a 3 4:5218012
dem do dia 4.......1 30tff816
5:8308'28
Consulado
Rendimento do dia 1 a
dem do dia 4 .
provincial.
5:6935104
2.-222422
7:9155526
Movimento do porto.
6,600
10$ 36,020
relindas por su-
bstituirle nesle mez. 4,700
31^320
160:0008
23:000
360:200
57:000J
361:200
161:0008
132000
318 2008
Reis 1,490.0008
O guarda livros,
Francisco Joaqun Pebeira Pnrro.
1'l#Rouraria provincial.
de*0nstr\g0 do saldo existente ha caixa e8pe-
:ial d) exercicio de 1859 a 1860, bu 30
de abril de 1860.
Saldo em 31 de margo
p posando .... 44.6165476
Receita de 2 a 30 do cor. 116:436;664
---------------161:052140
Despeza Lem.
99:924520
Saldo.
tiAmm
Dft CAiAfllKXO DAS RUiS DRTA
umi.
Sako em 31 de marco,
? passdo .... 78JW5
.* .i i f..-. ...w**t
ento das contas do cx-collector do Rio For-
una Freir.
scripto do Diario de Pernambuco a. 146
ajunhode 1856)
Sso da asserabla provincial de 17 de iunho
1856.
PARECER.
A commissao composta das commissoes de
legislacao e de cont-sedespezas provnciaes exa-
minando attentamenle todos os documentos, que
acompanharam o requerimento do Sr. deputado
Jos Pedro da Silva, e oulros que o mesmo se-
nhor Ihe offereceu pa'a o fin de justificar a re-
gularidade e conveniencia de seu despacho pro-
ferido cm sesso da junla da thesouraria provin-
cial as contas do ex-collector do Rio Formoso
Luna Freir peitencenles ao exercicio de 53 i 54,
ehegou.ao conhecimento do seguinte:
, Que estas contas se aciam completa e regu-
larmente examinadas, e completo lodo o proces-
so, que para semelhantes exames est estabele-
cido, e observado na thesouraria; por quanto
disse o 2o escrpluraro da secco de conlas em
sua informaco. que verificara ter cobrado o col-
lector 8:7168842 rs., e deixado de recolner a the-
souraria apenas 470032 rs.; fez especial men-
cao das falsificaces, irregularidades e erros que
occasionarara a sublra^o da quantia de 13200
rs., incluida nesla que deixou de recolhcr-se; e
diz finalmente que o resto desta quantia que sao
278J032 rs., podia anda ser justificada m
face dos novos livros; observando desta sorle to-
das as di8posicdes do artigo 58 do regulamenlo
interno da thesouraria, relativas ao exame de con-
tas da recejla.
O priraeiro escripturario affirma em saa in-
formaco quo esle exame se fez; o contador fir-
ma-se as informaces destes dous empregados
para pedir a responsabilidad criminal do colec-
tor ; e o procurador fiscal refere-se a informaco
do contador, e lambem pede q*e se fagam effec-
tivas as disposicofis do decreto de 5 de dezembro
de 1849, o que nao leria lugar sonao cativessem
examinadas as conlas e verificado o alcance do
collector no todo ou cm parle pelo menos.
Raconaoeu tambera a commissao, que a de-
pendencia, em que flcou dos livros do exercicio
seguinte a quantia de rs. 2788032 para sua final
lqui4acao, nada importava ao julgamento das
conlas ; nao so porque em lodo lempo se podena
fazer esta liquidacao, como por ler assim prati-
cado a iheiouraria era casos semelhanles como se
V da informaco do dilo segundo escripturorio,
na qual se disse, quo se havia liquidado a quan-
tia de 86JJ680 rs. pertcncenle ao exercicio ante-
rior^ de que nao se havia tomado conhecimenlo -
e releva notar-se que a junla nesse mesmo dia,
am que julgou as conlas do que se trata reconhe-
ceu, em vista das diligencias erapregadas pelo
Sr. inspector effectivo, que nao havia mais espe-
ranzas de obler os ditos livros, e por isso resol-
veu que se responsaliilisas.se o collector pela falla
da entrega da renda do exercicio, a que perlen-
cem esses livros, servindo de base a esla respon-
sabilidade o termo medi da arrecadacao dos tres
exercicios anteriores : o que ludo consta da aclaj
da sesso da mesma junla. Portanto tambera re-
ron necee a eoramisaao, que nao se todia allegar
a espera desses livros para se completar, ou fazer
todo o exame das contas cm questao.
< Veio lambem ao conhecimento da commis-
sao que o despacho do Sr. inspector concebido
nestes termosApprovada na conforraidade da
informaco da conladorianada lem de irregular
nao foi contrario aos pareceres do contador e do
procurador fiscal, nao absolve o collector das pre-
varicacoes que commetleu e nem o senta da res-
ponsabilidade. Do artigo 64 do regulamenlo in-
terno da thesouraria v-se que esta a formula
dos despachos em casos taes, o que so podem ap-
provar exames do contas, om que se encontra-
ran) Ilegalidades ; e do oflieio que o Sr. inspec-
tor effectivo dirigi ao contador no mesmo di,
em que foram julgadas as conlas, ordcnando-lhe
quo mandasse tirar a conta do alcance do callee-
tur para ser cobrado judicialmente, flca evidente
que em virtude do dito despacho se fez eSectiva
a responsabilidad! pecuniaria do collector demo-
rando-se a criminal por so achar elle demitiido,
com ordem d* prisao por ter deixado de entre-
gar a renda do exercicio correte,
c Pac todas estas razos, e porque o Sr. ins-
pector interino com o seu despacho nada adian-
lou, e al obsloa com este despacho que se fl-
aesse logo eflectiva a responsabilidade pecaniaria
do collector, demora que muito poda eer preju -___________
dicial a (aienda, e quesera Ilimitada senaoobs- a noite dar com tgim# n^i^ipn yf-g^^R,
>an(|| as diligencias maregadaa jaelo Sr. iaapec- vejo para o terral e asura amanhecea.
tor effectivo nao riassem a .ser recolhidos os ditos osctuaCo a* ar.
livros, i commisaao de parecer, q.*o a desfa-" Baixamar as9 h. 30"' da rnaahia, attara 0.8 p
chodo Sr. insaectoraflfctjtro fai refutar, ede~ Ptemsrj*3 ta\ 0t* datarte, iafaT.O..
de Pernninbco. O presi--
denle, Jeo Jos de Oliveira Junquejta.
Confarme=Francisro Lacio de Caslro. No im-
pedimento do secretario, Francisco Piriino Mon-
leiro.
O Illm. Sr. inspector da thesouraria pro-
vincial, em cumpriraento da resolurao da junta-
da fazenda, manda fazer publico, que no da 31
do corrente, se ha de arrematar, perante a men-
cionada junta, a quern pir nicrws fizer, as im-
oresses dos trabalhos das reparticoes proviii-
ciaes, avallados era 5:000?, annualmenlc.
A arn-inaiarao ser feila por lempo de ura anno
a eontar do 1." de julho do corrente anno, a 30
de junlio de 1860.
As pfssoas que se propozerem a esta arrema-
tarlo compareQam na sal* das sessoes da mesm*
junla, no dia cima- referido, pelo meio dia e-
compelenlemente habilitadas
E para constar se mandou affixar o presente e
publicar pelo Diarto.
Secretaria da thesouraria provincial do Per-
nambuco, 3 de mai de 1860.O secretario, An-
tonio Ferreira da Annunciaco-,
. O Illm. Sr. inspector da thesouraria pro-
vinral. em cumpiin.eiilo da resoluco da junla
da fazenda, nv.nda fazer publico, que no dia 31
do carrete, perante a mesma junla, se ha de ar-
remilar a quera por menos fizer o fornecimento
dos medicamentos o utensilios para a enfermara
da casa de delenro desta cidade, por lempo de
um anno, a contar do 1. de julho de 18C0. a 30-
de julho de 1861.
As pessoas que se propozerem a esta orrema-
laro, corrparecam na sala das sessoes da refe-
rida junta, no d.a cima indicado, pelo meio da
e compelenlemeute habilitadas, que aci.arAfprc-
senles o formulario c condices da arremalaro.
E para constar se niandoii affixar o presente e
publicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Per-
nambuco, 3 de maio de 1SG0.O secretario, An-
lonio Ferreira da Annunciaco.
O Illm. Sr. inspector da tliesfurario pro-
vincial, cm viriude da ordem do Exm. Sr presi-
dente da provincia, manda fazer publico, que
no dia 10 de maio prximo vinduuro, se ha de
arrematar, a quera por menos fizer a obra dos
reparos dos enipedramei.los da estradas da Vic-
toria enlre os marcos de 6 a 8 mil bracas, ava-
hada en. 6:512g.
A arremalaro ser foita na forma da le pro-
vincial n. 343 de 4 de maio de 1854, c sob as
clausulas especiaes abaixo copiadas.
As pessoas que se quizercm propor a estaarro-
mataco toraparer,am na sala das sessoes da men-
cionada junta no dia cima indicado, pelo mei
dia, competentemente habilitadas.
E pnra constar se mandou affixar o presente a
publicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Per-
nambuco, 18 de abril de 1868.O secretario, Am-
onio Ferreira da Annunciaco.
Clausulas especiaes para a ammataco.
1.* Os reparos dos empednrnenlos da estrada
da Victoria entre os marros de 6a 8 mil bracas,
sero feilos de conformidade com o ornamento
nesla data appcovado pela dfceeloria em conse-
Iho, e subn.eU.do aoprovco do K*m. Sr.jue-
sdente da provincia, na importancia df rts
6.-513.
2.* O arrematante co:
de 15 dias, e as ronclii
dos segundo o act. 311
publicas.
3.* O empedramento
matacao ser feto cm
sendo a primeira quando tiver feilo ura teFco da
obra ; a segunda quando houver feilo dous ter-
cos, o a ultima na entrega da obra.
4." Em ludo .o mais que nao estiver especifi-
cado no orramento e as presenlesclausulas es-
peciaes, se observar o que dispda a le n. 28d.
Conforme.O secretario. Antonio Perreira da
AMinunciacao
m. conta
o das obras
na importancia da arre-
tres prestacoes iguaes.
Declarares.
Conselho administrativo.
O conselho administrativo, para fornecimento
do arsenal de guerra, tem d-e compraros ob-
jectos seguintes :
Para o 4." batalho de vlilharia a p.
Panno ezul, covados 10 ; tranca de lia confor-
me o figurinn novaraenle adoptado, varas 25.
Para o 8. batalho e 9. de infantaria.
Panno edr de cinza conforme o mes-rao flguri-
no covados 270; galo de prata rom urna pol-
legida.de largura, varas 118; galo de prata do
meia pollegada de largura, varas 94 1|2.
Para a enfermara do Rio Grande do Norte e
para a companhia tixa da mesma.
Briin da Russia, varas 164 1|2; brim branco.
varas 553 1|2 ; chita para oobertas, covados ftOO.
rara o meio batalho da provincia do Cear.
Brim branco, varas 4BI ; brim da Russia, va-
ras 168.
Para a colonia de Pimenleias
Altea conluza, libras4; agua de flor do U-
rangeira, libras 2 ; dita de Labarraque, garfa-
fas 4 ; dita rosada, garrafas 6: acilato de amo-
niaco, garrafas 4 ; assucar retinado, arrobas 2 ;
acido sulphurico, eneas 6 ; acido nelrico, oncas6
acido munaiico, oncas 6 ;' balsamo de cupal.iba,
libras 2 ; balsamo d arceu, libras 2 ; bichaslOO ;
cascas de giquitilheta, libras 2 ; cnlomolonns a
vapor, onca 1 ; canda em p, libra 1 ; capsulas-
de cupahiba, caixas-4: cabreas de durmideicas,
I libras t; cevada, linras 4 ; deulocliloreko de mer-
! curio, onca 1 ; espirito de vioho, garrafas 2 ;.
emplastro de sienta, libras 2 ; dito de aquilo
gomraado, librxs 4; dito vigicatora, libras 2 ;
especies peitoraes, libras 4 ; enxofro sublimada,
'ibra 1 ; flor de sabugueiro, libras 2; dilo de
iN'auios sahidos no dia 23 noite.
Portos do sulVapor brasilero Tocanrns, com-
n.andanle o 1.- lenle Pedro Hypolilo Du-
arte.
Natos entrados no dia 4.
Rio Grande do Sul 33 dias. brigue brasilero
Camacuait, de 185 toneladas, capilo Jos
Monteiro de Almeda, equipagem 11, carga
10,000 arrobas da carne, a Amorim de Irmaos.
Buenos-Ayres28 dias, pataiho hollandez Wel-
helnna, de 195 toneladas, capilo M. C. Brrat,
equipagem 8. cm lastro, a Amorim & Irraos. i borragem, libras 2; moWss,' libras-S;' flftr de
Pona Arenas90 das, barca dinamarqueza Fae- rnica, libras2 ; gorama arbica em p, libras 2 *
drene Mtnde, de 224 toneladas, capilo Andrs- hydrlodato de potassa, libras 8 : linhaca em
sem, equipagem 12, carga couros e mais gene-
. ros, ao capilo. Veio refrescar e seguio para
' New-York.
Melbonrne80 dias, galera americana Bell Rock,
de 780 toneladas, capilo W. H. Hasrison,
equipagem 28, carga la e mais gneros, ao
capilo. Veio refrescar c seguio para Lon-
dres.
Tahua92 dias, barca americena Francis Henri-
etta,de 487 toneladas, capiluo FrancIsD Dand.
equipagem 31. carga azeite do peixe. ao capi-
lo. Veio refrescare seguro para New Bed-
ford.
grao, libras 7 ; dita era p, libras 4 ; ludano li-
quido de sedenham, meia libra; losna, libra 1 ;
mcl de abelha, garrafas 4 ; dato rasado, garra-
fa 1 ; mann em lagrimas, libras 4 ; mostarda
era grao, libras 2 ; macellas. libras 2; mercurio
doce, libra 1 ; magnesia de Ubenry, videos 2 ;
manteiga deanlemonia, onras2; nelrato de pra-
ta, onca 1 -. oleo de ricino, garrafas 6 ; oleo de
amendoas dice, garrafas 2;. dilo commum, gar-
rafas 4 ; pasta de naf da arabia, caixas 6 ; po-
mada alvisdma, libras 2; dita mercurial. li-
bras 2 ; dita de saturno, libras 6 ; polpa de ta-
marindos, libras 4 ; pedra hume, libra 1 ; pur-
gante de Mr. Le Roy, garrafas de 3. tirio 6 : qui-
na em casca con tuza, libras 2; salsa parrilha in-
teira, libras 4; sulphato de magnesia, libras 4 ;
sal de chumbo, libra 1 ; sulphato de quinino,
anca 1 ; sediliies, caixas 4; saoluaina, oncas 2 ;
ungento rosado camposlo, libras 8 ; xaro'pe c-
trico, garrafas 6; arruda, libra 1; vinagre, gar-
rafas 6 ; algodo em rama, libras 2; tintura do
nosmoscada, ancas 6; tintura de arruda. oncas 6;
bacas de rame pequeas para sangra 2; Man-
ca eom marco e granatario 1; copo graduado t ;
pennas lapis 1; caivete fino de aparar peanas 1;
pennas de ganco 25 ; papal alrossso, resma 1 ;
dito pardo, resma 1 ; tinteiro e areeiro, 1 por ;
funil de vidru 1 -. dito de folha 1 ; jogo de medi-
das de folha de urna libra i aieia oaca 1 ; serin-
ga de bomba 1 ; dilo de esianho 1 ; pecas de al-
godoxinho 3; espirito de salaeaonuco, liaras 4.
Quem quizer vender taes objectos aprsenla
as suas propostas em carta fechada na secretaria
do conselho, s 10 horas da manba do dia 11
do crrante mex.
: Sala da aeseoes do conselho administrativo
paco. fornecimenU do arsenal de guerra, 2do
maio de 186*. Rento iosi Larutnha Lins, ao-
iraaai presidoalo.Francisco losqmm Permra
aam. sotanol rogal aecrelario interino.
Conselho administrativo
O oonselT.0 adminislralivo, para foroacimenlo
B
Ik\l ITII ATVYl


V
-w- *
*
,.-.

M)
MARIO Dfi PEkNAMBDCO.
^o.arsenal de guerra, em cumpriinenlo ao art.
11 do regulamenlo de 14 de dczemnro de 1852,
f publico, que foram acceitas as propostas dos
;senhores abaixo declarados:
' Para fornecimenlo do arsenal de guerra.
Antonio Jos Moreira Pontos 200 pelles de
reouro de cabra escoltadas a pelle a 500 rs*., 1*-
pcllcs de couro de lustre, a pelle, a 4g. 500 pen-
ses de ganco para escripia, o rePo a 800 tt.
Jos Amonio dos Santos Coelho.161 f]l co-
DB MAtO tE ifrrt.
vados de baetilha branca, o covado a 400
vjndedorM que
pelas 3 horas 4a tarde em piulo, iechar-se lio
as malas que tem de conduzir o vapor cosleiro
Iguarass, cora destino s provincias do norte,
terminapdo na do Ceari.
I
COHPANHUDRAMlTICia.
Debaixo da direcv&o do actor
Carvalho.
DOMINGO, 6 DE MAlO DE 18C0.
s 4 1/2 horas d\ tarde.
Depois que os professores da orchestra tiverem
dado Pin a urna hrilhantc symphonia. subir
scena a inlcrcssante producgo do Sr. alendes
Leal Jnior :
WFILIUDVnOBMO
Depois da comedia o Sr Penante e a Sra. D.
Julia, cantaro o duelo do
if oi i k mm
Finalisar o espectculo conr a linda comedia :
DOUS GENIOS IGUAES
il mam oib.
Os bilheles acham-sc venda no lugar do cos-
tume.
0
Avisos martimos.
Para Lisboa
o brigue porluguez Relmpago pretende seguir
viagem com a possivel brevidade : quem no raes-
mo quizer carregar ou ir de passagem, dirija-se
o consignatario Thomaz de Aquino Fonseca, na
ra do Vigario n. 19, primeiro andar, ou com o
capilo na praca.
Rio de Janeiro.
Srguc com muila brevidade o palhabote Ar-
tista, capilo Joaquim Jos Alves das Neves :
para o reslo da carga, Irala-se com Caetano Cy-
riaco da C. M no lado do Corpo Santo a. 25, pri-
meiro andar.
REAL tmSMS.
\n g lo- L uso-B rastleir a.
Espera-se dos porlos do sul no dja 9 do cor-
ronte o vapor Jason, que deve seguir para a Eu-
ropa no rnesmo dij, se chesar de manhaa ou no
seguinte se chogar depois do meio dia.
Esle vapor o mais bello barco que jamis na-
vegou para o Brasil, tem lugar para 300 passa-
geiros da pritntira classe, 300 da segunda o 400
da terceira classe, rene aos melhores commo-
dos o maior asseio porque pertence a urna linha
entre Inglaterra e Estados-Unidos o o luxo e
commodidade que ostenlam os vapores dessa car-
reira proverbial.
Frelado para azer esla viagem em lugar do
vapor Brasil, irnuxe a tripolacao daquelle barco,
sendo o commandante Richard Eustice, o mesoio
que na ultima viagem do Brasil, foi mimoseado
em Lisboa pelos passageiros com urna busina de
prata fina em signal de estima e gratido polo
bom Iratamenlo que receboram.
Conhecedor dos goslos e coslumes porluguc-
zes contralou em Lisboa, cosinheiros, criados e
criadas porluguezas, e por isso ludo promelte aos
paceagoiros qup nellc sotj'iirom umL Dassaeom
comuioda e agradavcl.
Os Srs. passageiros que pagarem a passagem
de ida evollaterao o abatimentode 25 0p0 : a tra-
tar com os ageules Tasso Irmos.
M
,rV
O consolho avisa aos mesmos v;ndedors _
devem recolher os objectos cima declarados, na
secretaria do conselho, s 10 hora^da manhaa do
dia 9 do urente mez.
Sala das sesscs do conselho administrativo,
para fo'nwcimenlo do arsenal de guerra, 4 d
maio de UJ60. Francisco Joaquim Yereira Lobo,
coronel vogal secretario interino.
Estacito naval.
Deerdem do Illm. Sr. chufe de divisao Fran-
cisco Al.mocl Barroso, commandante da esteco
navfl dcsta provincia, previno ao grumete do
cor.io da armada Jos Comeadas Neves, desertor
da guarnico do brigue de guerra nacional Capi-
l'.ribe, que, para ser lomado cm considerarlo o
seo requeriraenlo dirigido a Sua Magestade o
Imperador, pedtndo perdo e baixa, deve se
apresenlar primeiro ao mesmo senhor chefo, se-
gundo o despacho communicado peloquarlel-ge-
neral de marinha, o que manda o mesroo senhor
commandante da eslacao fazer publico era con-
. sequencia da determiuaco que para isso leve."
Bordo do brigue-barca Ilamarac em Pernam-
buco, 2 de abril de 1860.O primeiro lente da
armada. Euzebio Jos Antunes, secretario e eju-
dantc de ordens.
RECEBEDORIA DE RENDAS.
O administrador da recebedoria do rendas in-
ternas, era cumprimenlo da circular n. 6 do mi-
nisterio da fazenda de dez de Janeiro prximo
flndo e da portara n. 76 da thesouraria de 16 cfo
corrento, tendo mandado intimar no dia 21 s
companhias e sociedades que tem sido facultadas
pelo ministerio do imperio c encorporadas com
. suaaulorisaco, e que nao tinham pagos novos
velhos direilos pela approvacao de seus estatu-
tos e o sello do scu capital nos prazos legaes pa-
ra que entrassem com sua importancia e revali-
daciio para a m<-sma recebedoria, as quaes socie-
dades e coropanhias constam de urna relaco as-
. signada pelo official maior interino da secretaria
da mesma thesouraria e sao ; companhia de se-
guros marilimos utilidade publica, idem da es-
trada de ferro de Pernambuco, idem pernambu-
cana de navegacao cosleira, idem de seguro*
marilimos indemnisadora, idem de colon isaco
era Parnambuco, Alagoas e Parahiba.das quaes
somente as duas de seguro martimo menciona-
das mostraran) haver pago o sello de seu fundo
capital e os novos e velhos direilos pela appro-
vaoMrde seus estatutos, faz transcrever o art. S
nico do decreto n. 2490 de 30 de selembro
doanno prximo passado quo sujeita s penas
do art. 87 do regulamenlo de 10 de julho de
1850 aos empregados e autoridades aministrali-
vas ou judiciarias que de qualqucr medo reco-
nhecerem a existencia das sobreditas compa-
nhias.
Artigo 9. Os contratos ou estatutos de socie-
dades anonyraas ou companhias que enlrarem em
operacoes ou esliverem funecionando contra *
disposto nos arts. 295 e 296 do cdigo commercia
e por consequencia sem pagamento do sello dd"j
. sen capital, esto sujeilesa disposico do art. 31
do regulamenlo de 10 de julho de" 1850, alem
das mais penas em que incorrerem, na confor-
midade da legislacao jm vigor.
nico. Aos empregados e autoridades ad-
ministrativa; ou judiciarias que aceitaren), al-
tendercm, deferirera ou admillirem reclamares,
requerimentos, ropresentjcoes, acedes, ttulos e
documentos de qualqucr n'atureza, apresenlados
em no,me de companhias e sociedades anonyma3,
suas caixasflliaes e agencias era taescircumstan-
cias ou de suas adminislracoes ou de qualqucr
modo reconhecerem sua existencia ficarao exten-
sivas as penas do art. 87 do regulamenlo de 10
de julho de 1850.
Recebedoria de Pernambuco 25 de fevereiro de
\860.=Manoel Carneiro de Souza Laceria.
Correio geral.
Relaco das cartas seguras, vindas do norte
e das existentes ajulminislracao do correio. pa-
ra os seuiiorea abano declarados :
Alfonso de Paula do Albuqucrquc Moranho.
Dr. Antonio Bunrque de Gusmo ('2).
Autanio Jos Partir de S.
Bernardo Antonio de Miranda.
Bcrnando Jos Corrcia de S.
Caminha & Filhes.
Dario Fortuna Pessoa.
Goncalo Vieira de Mello Prado.
Joaquim Augusto Ferreira Jacobina.
Joaquim Ignacio de Miranda.
Joaquim Manoel Ribeiro Padilha.
Joaquim Pereira Arantes.
Jos Rabello Guiraares.
Raymundo V. de Moraes Reg.
Vicente Jansen Pereira.
O novo banco de
Pernambuco repete o avi-
so que fez para seren re-
colhidas desde j as notas
de 1 o.ooo e 2o,ooo da
emisso do banco.
Conseibo administrativo.
O conselho administrativo, para fornecimento
do arsenal de guerra, tem de comprar os objec-
tos seguinlcs :
Para provimento do armazem do arsenal de
guerra.
Lona da Russia para forro de padiola urna pega.
Para a companhia fixa do Rio Grande do Norte.
2 cornetas de toque com conloes, bocacs pon-
-tos e voltas ; 321 pedernciras ; 4 cordoes para
canudos de inferiores : 1 sitele com armas; 2
casticaes de lalo ; 1 jogo de balanza de pao
cora pesos de chumbo de duas oitavas at mcia
arroba ; 2 caldeiras de ferro fundido para 50 pra-
ca ; 2 eolheres de ferro ; 2 espumaderas ; 2 ps
de ferro 2 garlos grandes de. ferro.
Para a enfermara do Rio Grande do Norte.
20 colches ; 2 ditos para operacoes e fractu-
ras ; 20 cobertores de la ;' 40 brreles ; 20 tra-
vesseiros ; 20 pares de chinellas rasas ; 1 boraba
paro clysteis ; 24 lalheres completos; 2 casliaes
de lato; 3 panellas de ferro balido de dilTeren-
tcs Umanhos; 3 cassarolas de dito ; 1 grelha
grande para assar carne : 1 dita menor para lor-
"Tar p%o 1 garfo grande de ferro ; 1 colher gran-
de de texto; 1 cbaleira grande ; 2 ditas pe-
*t^ucnas.
1 Para o hospital militar desta provincia.
200 camisolas ; 200 lencOes de brim ; 50 loa-
-nag; 120 fronbaa ; 50 pares de chinelas.
Para a pharmacia do hospital militar da
guarflQo. i -T _
10 arrobaa de assucar refinado alvo; 12 tras-I [>0 (lia 24 U0 COPrP.IlP
-cosde extracto fluido de alsa parrilha ; 16 libras |\ T IKC.
de perxido de manganr ; 100 vidros para opo- s>nid%3 seguinles lerao lugar de Bordeaux
deldoc, dos grandes; 20 frascos no ga|6a Urislol; 1 batanea granaloria de Rovelval ^^.j los paquetes a vapor de rodas de forca de 500
po de pedra ; 32 libras de acido sulfrico; 25 cavallos.
garrafas de succe de grosalhas ; 1 sacarrohn
rondes de salsa parrilha de Saader ; i vidros! OIlCial (le liarinha
de eharope de diablee ; 800588 de hydro fer-
Riode Janeiro.
Seguir era poueos dias para o Rio de Janeiro
o pat choFlor da Baha, j bem conhecido por
boa c mslriic^ao -e marcha; o como anda ttra
praca para carga, offerece-a aos prelendenles,
que si eoiendero cora Bailar & Oliveira, na ra
daCaleia do Reciten. 72.
Vai Miiir com brevidade o brigue
Cjjpian^t, porter parte da carga en-
g.ija la, para o resto trata-e com os
com ignalarios Carvalho, Nogueira & C.
ra lo Vigario n. 9, primeiro andar,
ou cam o capitao na praca\
Para a Baha.
O patacho nacional Amazonas I pretende se-
guir :om muita brevidade, lera parte do seu car-
regamento a bordo ; para o resto que lhe falta,
trata-se com os seus consignatarios Azevedo&
Mendes, no seu escriplorio na ra da Cruz n. 1.
Para o Rio de Janeiro.
O patacho nacional Amazonas II prelendj
segu r com muita brevidade, tem parte do sea
carn gome ito promplo ; para o resto, trala-s
com os seusconsignatarios Azcvedo & Mondes
no S'iu escriplorio na ra da Cruz n. 1.
APPROVACiO E AUf 0RIS4(!i0
--------,____
DA.
A@Ae)EIflA-nHIPKBluAL i wktm
E!JBWA ffiNTRAL DK HWKNA PUBLICA
rtiH
(]
IPMfi
Rio de Janeiro
segu oestes olio dias o brigue nacional Da-
mo>, tem a seu bordo metade do seu carrea-
men o ; para o resto que lhe falla, Irata-se con
os seus consignatarios Azeredo & Mendes, 110 se j
escriplorio na ra da Cruz n. 1.
Para o Porto
segu) aleo Ma 10 do corrente o brigue porluguo:
Haimoiii, anda pode receber alguma carga :
trata-secom os seus consignatarios Azevcdo &
Mendes, no seu escriplorio na ra da Cruz n. 1.
Leiioes.
Transferencia
ELEGTRO-MAGNETICAS EPISPATICAS
De Ricardo Kirk
Para serem applicadas s partes affectadas sem
resguardo nem incommodo.
TOO? A wmL
AS CHAPAS MEDINAES sao muito conhocidas no Rio de Janeiro e em todas a
deste imperio ha mais de 22 unos, e sao afamadas, pelas boas curas que se tem obtido as enfer-
raidades abaixo escriptas, o que se prova com innmeros attestados que exisleni de oessoas cana-
ees e de distincc,es. r F
Com estas Chapas-electro-macseticas kpispasticas oblcm-se urna cura radical e infaUivcl
em lodosos casos de inflammaco [cansago ou falla de respiracu), sejam internas ou externas co-
mo do ligado, bofes, estomago, braco, rins, ulero, peito, palpilacao de coraran, garganta, olhos
erysipelas, rheumalismo, ataques nervosos, etc., etc. Igualmente para as differentes especies d
tumores, como lobiuhos. escrfulas, etc., seja qual fr o seu taroanho e profundeza, por meio da
suppuracao serao radicalmente extirpados, sendo o seu uso aconselhado por habis e dislinclos fa-
cultativos.
As encommendas das provincias devem ser dirigidas por cscripto, leudo todo o cuidado de
fazer as necessarias explicacoes, se as chafas sao para homem, senbora ou criaoca, declarando a
molestia em que parle do corpo existe, se na cabeca, peseoco, braco, coxa, perna, p,' ou tronco do
corpo, declarando a circumslancia : e sendo ferida ou ulceras, o molde do seu taraanho em ura
pedaco de papel e a declaraco onde exislem, a fin de que as chapas possam er bem applicadas
110 seu lugar. r
Pde-se mandar vir de qualquer ponto do imperio do Brasil.
Consultas a todas as pessoas que a dignarem honrar com a sua confianca. em scu escriplo-
rio, quo se achara aberto lodos os dias, sem excepeo das 9 horas da manhaa "s 2 da tarde.
ua do Parto ||9
40(000 dealuguel.
Da-se roensalmenle por um andar que lenha
commodos para familia : na ra estreita do Ro-
sario n. 34, primeiro ndr.
D-ae 255 Pe, luguel de ama preta quo
saiba comprar e cozinhar, para urna casa de pe-
quena familia : quem a tiver, pode dirjgr-se a
hrraria da ra do Imperador n. 21.
4viso ao commercio.
Manoel Joaquim Moreira, socio do fallecido
Miguel Jos Rodrigues da Cosa, cuja firma so-
cial era Miguel Jos Rodrigues da Costa 4 Mo-
reira, julga nada dever tendente a extincU Orna ;
mas se alguemse julgar credor. queira apresen-
pago <"a 9 d0 co"enle P"a ser
Manoel Joaquim Moreira, durante a sua air-
c nCI?Aale,i" P v 86US ba!jsnles Procuradores os
Srs. Joao Luiz Vianna e Manoel Jos Guedes do
Magalhaes, o na gerencia de seu cstabeleciment
os Srs. Antonio de Azeredo Ramos e Miguel Jo*
da Silva. "
Vende-se um boi e um carro de condcelo
tudo em bom estado : quem pretender, dirija-so
ao largo da Soledade, padaria.
Vende-se urna excedente cama de Jacaran-
da para casal, com assento de palhinha, e tam-
bem vende-se urna lina grando de amarello, pro-
pria para banho, tudo era muito bom estado, e
por precocorarnodo : na ra de Santa Rita, 'ar-
mazom n. 85.
Boa casa para alugar.
No dia 8 do corrente tem lugar a ullima praca
para a arremaia?o por Ires annos das rendas do
sobrado de tres andares e sotao com mirante
sita na ra estreila do Rosario n. 41, com gran-
de armazem lagcao de Ires portas, gabinete em
cada um dos andaros, e oulras muilas accommo-
dacoes, avaliado no todo em 1:700* por anno
na sala das audiencias, depois de lida a do juiz
municipal da primeira vara.
Na noite do dia 3 de maio furlaram do pri-
meiro andar da ra Nova n. 65, um relogio pa-
tente suisso n. 12065. com um correntio fino :
roga-sea quem for offerecido, o favor de appre-
hende-';o c traze-lo dita casa, que ser gene-
rosamente recompensado.
PERTO DO LARGO DA CARIOCA
COHPiMHi
PERNAMBICANA
DE
Navegacao cosleira a vapor
O vopor Pcrsinunga, commandante Lobalo
sahe para os porlos do sul no dia 5 de maio as
5 horas da larde. Re:ebe carga at o dia 4 ao
meia dia. Previne-se aos Srs. carregadores que
nenhuma carga ser recebida a bordo sem bilhe.
te na gerencia.
O vapor Iguarass, coramandanle Moreira,
sahir para os portas do norte ao dia 7 de maio
as 5 horas da laido. Recebe carga para o Cear
al ao Ia, para o Aracaly no dia 2, para Maco
no dia 3, para o Rio Grande 4 o para a Parahiba
no dia 5 al ao meio dia : trata-se na gerencia 110
Forte do Mallos. Previne-se aos Srs. carregado-
res que nenhuma carga ser recebida a bordo
sem bilhete ou ordem previa da Gerencia.
Para o Aracaty.
Segu cm poueos dias porjter maior parle de
seu carregamcnlo promlo, o hiate Camaragibe,
para o'esloe passageiros Irala-so na ra do Vi-
gario n. 5.
DO
Saca-se para Lisboa
Porto e Iiha de S. Miguel, no
escriptorio de Carvalho, No-
gueira & C, ra do Vigario n.
119, primeiro andar.
t Prtcisa-se de duas ama;, umapa-
,racosinliar e outra para engommar,
Pora terca-feiraS do correneidando"8e Prfferencia a escravas: a tra-
tar na ra do Imperador n. 15.
ASSOCIACAO' TYPOGRAPHICA PERNAM-
RUCANA.
Devendo ler lugar domingo 6, a missa solem-
ne em honra do glorioso Sao Joo anle-portam-
Leilo de predio
m'mnu
DA
Companhia de ser-
vicos martimos das
messageirasimperiaes.
LINA DO BRASIL.
Servico do correio franeez
Inauguraco do servico.
O paquete a vapor La Guienne, de 'forca de
j 500 cavallos, commandante Enoul, ofcil de
I marinha imperial, partir de Bordeaux, para a
I Rio de Janeiro tocando em Lisboa, Sao Yicentt,
, Pernambuco c Baha
ao meio dia em ponto.
O agente Camargo fara leilao no dia
8 do corrente no seu armazem na ra
do Vigario n. 19
DO
Sobrado de 5 andares pertencentes ao8
Jierdeiros do commendador Antonio
da Silva na ra do Vigario n. 5, de-
Ironto do consulado geral nra exa-
. minar o mesmo predio, titulse con-
diccoes de venda, os pretendentes po-
dem entender-se com o mesmo
igente.
DA ;i
Escuna portugueza Im,
Saibbado 5 do correute.
PELO AGENTE
PESTAA:
(> referido agente competentemente autorisado
pelo Illm. Sr. consulde Portugal, far eilad no
dia acirnii designado Ira porta da associacao com-
mercial, porconla de quem pertencer e'ao meio
da em ponto.
DO
Caico e apparelhoS da escuna portuguaza Lice,
( e lote de 105 toneladas e forrada de cobre no
(Stado em que se acha ancorada na croa dos
l'assarinhos, cuja escuna tendo arribado a este
porto era fevereiro p. p, foi aqu abandonada.
DE
Tres moradas de casas.
S^guada-feira 7 do corrente.
NO ARMAZEM DO AGENTE
PESTAA.
0 agnle Pestaa far leilao por conta de
qcem pertencer no dia cima designado e pelas
11 hora? da manhaa no seu armazem da ra do
V gario n. 11
DE
3 casas terreas, cada urna com 33 palmos de
frenlu e 70 de fundo, quinlaes grandes com
porto, 3quarlos, 2 salas, cosinha fora e copia
tudo construido a lijlo e cal, novas e em ter-
reno jroprio, estribara no fundo do quintal.
Sao situadas no lugar da Torre e perto do
b.inho.
Manoel Comillo Pires Falcio, lendo sido no-
meado pelo Exm. Sr. presidente da provincia
ihesoureiro das loteras avisa ao rcspeitavcl pu-
blico que leudo em vista regularisar as mesinas
loteras, subraelteu a approvacao do mesmo
Exm. Sr. presidente o plano quo abaixo vai trans-
cripto epor elle vai ser extrahida a terceira par-
te da primeira lotera concedida a favor da ir-
i mandade do Divino Espirito Sanio da igreja do
BSSCVSE 'yp8raph0S : sao con_ i Co"eg'o. devendo as rodas da dita lotera impre-
ntados todos os membros dessa Associacao. o terivelmentc correr no dia 26 do presente raez
TJill k9 S0C1*S !0,Tar,0S e corresPn- no lugar do coslume, o os respectivos bilheles
denles a se acharem s 7 1|2 horas da manhaa,! se achara exposlos venda no escriplorio da iho-
em ponto na igreja dos religiosos capuchinhos souraria das referidas loteras silo na ra do Ira-
s,i" ;.= a !perador(outr'ora do Collegio) sobrado do ura an-
Sala das commissoes d? Associacao Typogra- dar n. 2 por cima do armazem de fazendas
O abaixo assignado arrenda o seu engenho
Cidade de Paris, sito na comarca do Cabo, cora
capacidade para safrejar muitos mil pies, sendo
sua (erra de extraordinaria producto, perto da
estrada de ferro 5 legoas : a tratar no engenho
Arariba do l'iraentel com seu proprielario.
Joo Cavalcanli de Souza Leo.
Pede-se ao Sr. acadmico Antonio D. Mo-
reira de Mondonga, que lenha a bondade de ap-
parecer na loja n. 58 da ra Nova a negocio do
seu interesse.
Roga-se ao Sr. Joaquim dos Santos Azere-
do Jnior que lenha a bondade de vir restituir
a ordem que lhe dei para receber, e como de fac-
i recebou, e como al o presento nao lenha
querido entregar a quanlia recebida, ter o mes-
mo senhor o disgoslo de ser chamado polica.
Attengo.
phica Pernambucana 4 de maio de "1860."
Juvencio Aureliano da Cunha Cesar.
Franklin de Azeredo Coutinho.
Benjamn Ernesto Pereira da Silva.
ynrm
Da
armazem
8 horas
da
do
mauha s 6
ro cijanato de quinino ; 8 oncas de iodurelo de
chumbo ; 8 vidros de ferro d quivera ; 16 cai-
tas de pastas de naife ; 12 vidros de pos de roggi
2 arrobas de maun; 12 vidros oleo de mostruco.
O conselho aviu aos fomecedores, que os ob-
cclos pedidos para o hospital militar deca pro-
vincia, teem oe ser entregues na enfermara do
nesmo hospital; e os quo se pedem para a pro-
vincia do Rio Grande no conselho.
presente as suas propostas cm carta fechada na
secretaria do conselho s 10 horas da manhaa do
dia 7 de maio prximo vindouro.
' Sala dassesses do conselho administrativo
para fornecimento do arsenal de guerra, 30 de'
abril de 1860.Santo Jote Lamenha Lint, co-
ronel presidente. Francisco Joaquim Pereira
Lobo coronol vogal secretarlo interino.
CORREIO .
Pela admimstraco do co'rreio desta provincia
se faz publico, que no dia 5 do corrente, pelas 3
horas da larde em ponto, fechar-se-hao as malas
que tem de conduzir o vapor cosleiro Persinun-
ga, com destino Tamandar e provincia de
Macei.
Pela administrago do correio desta pro-
vincia je faz publico, quo no dia 7 do correte,
impe-
rial.
Estramadure, commandante,
Trollier, official de mari-
nha imperial. '.
Bearu, commandante Aubry
de la Noe, official de mari-
nha imperial.
Um aviso ulterior far conhecer a data do co-
meco do servico annexo entre o Rio de Janeiro,
Montevideo e Buenos-Ayres.
Para informales a dirigir-sc agencia ra do
Trapiche n. 11.
Para o Porto.
Segu com toda a brevidade o brigue Esperan-
za ; recebe arga e passageiros : a tratar na ra
da Cadeia do flecie n. -i.
Para o Aracaty,
segu com brevidade ohale nacional Gratido:
para o reata da carga a pasaegeros, lrala-se no
Passeio Publico n. 11, ou oom o capilo no Ira-
piche do algodio.
A su; numerario principia de n. 1 junto a ven-
d i do Sr. Caneca a seguir.
LEILAO
DE
IFaria de trigo Haxal.
PELO AGENTE
___. a
O referido gente far leilo por conta de
e.uem pertencer, lerga-leira 8 de corrente s 11
loras 'la manhaa no armazem do trapiche do
l.xm. birlo do Livramento no Forte do Matto,
confronle o armazem do Sr. Hemelerio & Irmo
DE
150 barricas com ferinha de triga marca Ho-
X8l XXX.
Avisos diversos.
Aluga-je urna casa de dou* andar
res na ra da Aurora n. 26: a trata-
ra mesma casa com o proprietario.
Antonio Domingos, snbdilo porfugez, re-
1 ra-se para o Rio de Janeiro.
-r O abaixo assignado, durante la ausencia,
ceixa por seus procuradores, em 1." o leu, socio
1 -aacico Bernardo da Cosa, em 2." o r. Ma-
o iel Rodrigues da Coala Magalhaes, e em 3. o
Sr. Joo Tavares Cordeiro.
/oio Ferreira da Silva.
PROVINCIA.
Terceira parte da primei-
ra do Espirito Santo.
Aos 10:000J, 5:000$ e 1:000$.
O abaixo assignado tem exposto a
venda os seus bilhetes garantidos dos 8
por cento ao imposto geral n;s lojas se-
guintes :
Prar^l da Independencia n. 40.
Pateo do Carmo n. 17.
Ra estreita do Rosario n. .
Aterro da Boa Vista.
Ra do Crespo n. 5.
Ra da Cadeia do Recife n. 66.
Preqo de bilhete 12000
Meio 6^000
Quarto 3^000
Vende-se em seu escriptorio na ra
do Imperador n. 21, em porees de
100$ para cima pelos seguintes preeos :
Bilhete 11 000
Meio 5^500
Quarto 2$7S0
Os bilhetes premiados de sua rubrica
sao pagos na praca da Independencia
n. 40.
P, J. Layme.
Attenco.
A
OlTorece-se ura rapaz para caixeiro de ar-
mazem. ou oulro qualquer eslabelecimento, o
qual d fiador a sua conduela ; e mesmo para
cobranca de qualqucr casa de negocio : os pre-
tendentes deixem carta fechada, com as iniciaes
J. M. na praca da Independencia n. 14 e 16, in-
dicando a sua morada.
Urna senhora viuva que tem potica familia
aluga metade da casa, em que mora a alguma
pessoa eapiz, tambem do pouca familia : a Ira-
lar na ra Augusta n. 61; na mesma casa en-
gomma-sc roupa cora perfeico.
Aluga-se para criado um moleque do 19
annos, de bonita figura, cujo procedimenlo se
assegura : a tratar na ra Direita n 36, primeiro
andar, das 10 horas por diante.
No Collegio dos orphos em Olinda, preci-
sa-so de ura cozinheiro, mediante o salario de
30&000 mensacs, casa e comida : havendo quem
a isso se quizer prestar, dirija-se ao respectivo
Ihesoureiro, Dr. Gabriel Soares Raposo da C-
mara, na ra da Aurora.
Vcndem-se dous escravos mocos, de bonita
figura, e proprios para lodo e qualquer servico :
a tratar na ra Imperial n. 64.
Vende-se um excellente cabriolet com lin-
do cavallo : na Soledade, ra de Joo Fernandes
Vieira, casa do Sr. capilao Jos Anlo de Souza
Magalhaes.
Joo Tavares Cordeiro previne ao respeila-
vel publico, que se acha desencaminhada urna
letra sacada pelo mesmo em 4 ou 5 de Janeiro do
corrente anno, 6 mezes de prazo, da quantia de
7108 rs., contra o Sr. Jos Joaquim da Silva, ma-
tulo [do Aracaty), e como se ignora se fot extra-
viada ou sublrahida, previne-se que fica de ne-
nhum effeitoporlerosaccadorrecebidoj sua im-
portancia, e passado recibo de dita quanlii nu-
lificando dita letra que nada mabJVcar valendo,
caso appareca. Pernambuco 3 de maio de 1860.
Calcado franeez.
Vendem-se borzeguins de bezerro de um pti-
mo fabricante de Paris, pelo barato preco de 83
sapates de bezerro coa elstica na fre'nle por
49, sapalos raaos de couro de lustre por 3$, 4$ e
5g ; na ra Ja Godeia n. 45, esquina da ra da
Madre de Dos.
Sr. Rolim, desde s
horas da larde.
O mesmo Ihesoureiro espera a coadjuvaco do
respeiiavel publico pois cora ella envidar" lados
oa oatnrrns que esliverem a seu alcance para que
nao s sejam ellas exlrahidas nos dias que fo-
rcm marcados, mas to bem' para que lenham
grande incremento e mesmo at o de elevar pro-
porcionalmente o capital de cada urna aos dos
quo sao exlrahidas na corte do Rio de Janeiro.
000 bilheles a 10J.................. 40.O00J00O
20 por cento do beneficio........... 8.000;j000
Ura moco bastante habilitado a oceuparo lug3r
de primeiro cxeiro do fazendas ou de escripia,
tendo pralica de 9 annos de commercio, offerece-
se para qualquer arrumaco que lhe convenha,
dcixando o prelendenle carta na redaegao deslc
jornal, cora as iniciaes I. L. B. J. com a motada
o numero para sa> procurar.
Pede-se attenco.
Dcsappareceu a 30 de abril prximo passado,
s6 horastda tarde, um cavallo caslanho escuro,
com falta do cabellos por toda frenlo da cabeca.
al$ cima dos olhos e em alguraas parles tem fe-
ndas, tudo proveniente de elle pastar amarrado
em lugar que lera urliga, o qual anda do baixo a
raeio, altura regular, um lano sarnelhudo, os ps
e maoa quasi pretos ; este cavallo eslava sellado
e eofreado : quem o liver recolhido ou delle der
noticia, dirija-se a ra do Crespo, loja de fazen-
das ti. 6, que ser generosamente grr^fteado, o
pgar-se-ho tambem as despezas d-~ "** o
alguma mais que s%tenham eilo.
Attenco
1 Premio de......... 10:008^000
5:0003000
1:0009000
4O0000
8001000
8009000
9509000
80090 !K)
Dito de............
Dito de............
Dilo de.
4 Dilos de
8 Ditos do
19 Dilos de
40 Ditos de
1225 Ditos do
2003.....
1009.....
509.....
203.....
103..... 12:2503000
1300 Premiados.
2700 Brancos.
4000 Bilhetes.
Thesouraria das loteras 12 de abril de 1860.
O Ihesoureiro Manoel Camillo Pires t'alco.
Approvo Palacio do govorno de Pernambuco
19 de abril de 1860.=Luiz Barbalho Moniz Fiuza.
Conforme.Francisco Lucio de Castro.
Thesouraria das loteras 4 de maio de 1860.
Manoel Cimillo Pires Falco.
O Dr. Jos Joaquim de Souza,
D- Carlota Ermenia da Conceicao
Leite, e o padre Jos Leite Pitia
Orligueira, cordialtnente agrade-
cen* a todos os senhores que- se
dignaran* assistir no da do
corrente ao funeral de sua mui
presada consorte e irmaa Henri-
queta Ermenia da Conceicao Sou-
za, e acompanharam os restos
mortaes ao cemiterio publico.
Convidam novamente aos mesmos
senhores para assistirem a missa do
stimo dia, que deve ser celebra-
da na capella do cemiterio segun-
da-feira 7 do corrente, as 6 horas
e meia da manhaa em ponto.
Aluga-se um excellente. rTegro de boa^nduc-
a para o servico de uiai casa, ou tambem se
vende, quera o pretender, dirija-se s Cinco
Ponas n. 82, junto a8 casas cnidas.
Explicado dearithmeti-
ca e algebra at cqua-
ces do 2.- grao.
Quera pretender aprender essas materias com
os connhecimentos precisos para o curso de ma-
themalicas ou do commercio, dinja-se ao Cor-
redor do Bispo, casi onde reside o alferes Barbo-
sa, que ah achara com quem tratar, das 6 s 8
horas da manhaa, e das 3 s 6 da larde.
PUBLICAQhO jurdica.
Cdigo do processo criminal.
Nova edicTro" anotada e consideravelmente aug-
mentada pelo Sr. Dr. Braz Florentino Henriques
de Souza. Est venda na livraria dos editores
Ouimares & Oliveira, ra do Imperador n. 20.
Chales chinezesa
a 4^500.
Na bcra conhecida loja do Preguica, na ra do
Qucimado n. 2, vendem-sc ricos chales de meri-
no de modernos e lindos goslos cora um pequeo
defeilo de mofo a 4&5C0 cada um.
_- Veddcm-se velas.de espermacele a 640 rs.
o maco de 6 velas ; na ra Direita n. 8.
Avisa-sc ao respeiiavel publico que do dia
C do corrcnle em dianle se vender leite puro do
vacca por 400 rs. a garrafa, das 7 horas at s 9
da manhaa : na porta do Sr. Barrellicr, na
da Impcratriz.
ra
O Sr. F. B. C teuha a bondade de ultimar
o negocio que lem na loja de traste tfo Pinto, na
ra Nova, na certeza' de que, se o nao flxer nea-
tea tres dias, ser chantado por esta folha pelo
seunomepor extenso.
Attenco.
Os senhores agraciados do dia 14 de mareo p
p. que quizerem tirar seus Ututos, honras e con-
decoracoes, podeni entender-se com Frederico
Chaves, ra da Imperatriz n.17.
Constando ao abaixo assignado
Dr. Lobo Moscozo que uramiseravel
traficante-anda em nome do annun-
ciante azendo dividas em diversas to-
jas, declara que nao tem autorisado
nem jamisautorsara' a pessoa algu-
ma a azer dbitos era seu nome, e por
conseguintede maneira alguma pagara'
dividas contrahidas por quem querque
seja, e declara mais que usara' dos
meios que a le lhe faculta contra aquel-
es que se apresentfrem querendo co-
brar dividas contrahidas por esta for-
ma, pois o annunciante nao pode ver
nisso senao dolo e ma' fe, para nao usar
de outros termos. Recife 1 de maio de
1860.Dr. Pedro de Athayde Lobo
Moscozo..
Anmmcio.
Precisa-se de urna ama que saiba cozinhar
comprar e lavar, livre ou eacrava : na estrada
de Joao de Barros, o priraelro sitio a direita,
passando a capella.
Preeisa-se fallar com o Sr. Jos#Goncalves
da Silva, na ra Direita n. 7, cujo senhor che-
gouno da t.- do crranle no vapor tParan.
Preciaa-se de urna ama para casa de pouca
familia: na ra do Nogueira n. 20, segundo
dar,
Curso de geometra..
O abaixo assignado admitle at o dia 15 do cor-
rente, em sua aula particular, nao s alumnos
que j lenham dado arithmetica como lambem os
que, teodo esludadoo curso de geometra, quize-
rem recorda-lo para os exsmes cm novembro : os
senhores estudanles que esliverem neatas cir-
cunstancias, oodem dirigir-se casa de sua re-
sidencia, na ra Direita n. 74. para serem matri-
culados.Antonio Egidio da Silva.
Flores de cera em cinco
lices.
Jos Iticiiid reccntemenle chegado
CAud reccntemenle
o publico em geral, e em par-
O artista
da Corte, offerece ac
licular ao bello seso, seus lindos trabalhos de ce-
ra e las ; d lices em casas particulares; expo-
sico dos quadro's.na ra do Cabugi n. 3 A, casa
do horticultor franeez.
_ Os abaixo assignados declarara ao Sr. Anto-
nio Sergio da Cruz Muniz, que nao se conforman*
com o seu annuncio feilo no Diario de honlera
em que diz que o Sr. Jos Maria Cesar do Ama-
ral Jnior deixoude^er socio da loja de fazendas
na ra do Qneimado n. 49, que gyrava sob a Ar-
ma de Muniz &Amaral, o que por causa dessa
retirada flear somcnle o dito Sr. Muniz respon-
savel pelo activo e passivo, pois os abaixo assig-
nados enlendem que em quanio existir firmada
em letra a firma dos Srs. Muniz & Amaral, esta
ambos responsavel pelo pagamento deltas. Reci-
fe 5 de maio de 1860.Southall Mellors & C.
22 Ra Nova 22.
Lotera da provincia com ga-
ranta.
Na casa cima indicada achar-se-ha sempre
um variado sortimenlo de bilhetes da lotera da
provincia satisfago dos compradores, que ter
ura abale do 10 0(( cm quanlia maior de 10J.
Os bilhetes vendidos nesta casa sao garandoa
sem os 8 (hO, pagos logo que se extrair a lote-
ra: por isso convida-se aos amantes deste lici-
to joto a virem compra-Ios aqui, que ho de fi-
car salisfeilos.
Intefros 12J00O.
Heios 6JWX).
"W"
vwmM
J MUTILADO



m f
as
,iriniinwi,-t
ir i nirin- ir
Grammaticaingle-
zad Ollendorff.
Noto methodo para aprender a lr,
a escreter e a fallar inglez em 8 mezes,
obra integramente nova, para uso d
todos os estabelecimentos de instruccjio,
publicas e particulares. Vende-se na
praca de Pedro II (antigo largo do Col-
legio) n. 37, segundo andar.
Precisa-se de um prclo que nao
leja muito moco, para servicos domsti-
cos de urna casa estrangeira ; a tratar
da ra da Cruz n. 4.
COMPANHIA
ALLIANCE
Estabclccida cm Londres
EM 1
wmm m im.
CAPITAL
CAneo mVWioes de liaras
estevUuas.
S&unders Brothers & C." lem a honn de In-
formar aes Srs. negociantes, proprieiarios de
:*sas, e a gu mente autorsados pela dita companhia para
effectuar seguros sobre edificios e lijlo epe-
dra, cobertos de tena e igualmente sobre os
objectos que coutiverem osteesmos edificios,
quer consista em mobilia ov em fazendas de
qualq-aer qualidade.
ilmanak da provincia.
Sabio a luz a folhinha com
o aluianak ^ia provincia para
o corrate auno de
PUMO PE PBtNAM]CO. StfeBADO 5 ftfe MAIQ DE 1860.
'*)
a
Ra Nova, em Bruxellas (Blgica),
SOB A DIRECCiO DE h KERVAND.
Este hotel enllocado no centro de urna des cspiaes importantes da Europa, toma-se de grande
Valor paraos brasileiros e portuguezes, por seus bons commodos e confortavel. Sua posicao
um das raelhores da cidade, por se achat nao s prximo s estafes de caminos de ferro, da
AHemanhao Franca, como por tera dous minutos de :>, todos os Uroatros e divertimectos ; o,
alm disso, os mdicos presos convidara.
iNo hotel haserapre pessoas espeoiees, fallando ofrancez, allemao, flamengo, inglez e por-
uguei, paraacompanhar as touristas, qur em suas exc^ses na tidade, qur no reino, qur
emfim para toda a Europa, por pregos que nunca exceder de 8 a
por dia.
Na larde do da i do cartete, perdw-se des-
de a ra da Iroperatriz. ra do Sol, cocheira de
Eustaquio Gomas e dahi at a Capunga, sitio do
coronel Gouteia, orna cartetfa pequea, verde,
conlndo 60em sedulas de 10g, um recibo pas-
sado por Prancisco Tibureio de Soaza' Nevos a
Plinio Augusto Cavalcanti, da quaolia de 200$ e
urna lettra assigoada.por Plinio Augusto Caval-
cauli e reforjada por Diogo Velho Cavalcanli de
A'buquerque da quanlia de 2:6409 aocoronel Joa-
quira Cavalcanli de Albuqucrquo senhor do en-
genho Paulista, passada no mez de julho do an-
no passadoe j veucid: qucin achar dita car-
tcira e entregar na ra do Queimado n. 27, loja
do coronel Gouvcia receber os 60$ existentes na
mesma.
Aluga-se urna casa terrea em freole ao
pharol em Pora de Portas ; a tratar no becco do
Campello n. 4.
Pelo julzo de orphos, carlorio Cuimarrs,
tem de ser arrematadas no dia 8 do trrenle, as
dividas activas constantes de lel'ras j vencidas
e acceilas por diversos, perlencentes aos herdei-
ros da finada Joaquina Jcronyma de Jess.
Na botica de Joo da Conceioao Bravo &
G. precisa-se de eaixeiro.
Manoel Jos Leite declara a seus
devedores que nao pode continuar a
ter contemplacao como tem tido com a
maioria dos mesmos, visto como pre-
cisa receber seus dbitos aim de poder
10frarcos(32QO 4000)!aptisfazer seus compromissos, roga
I pois a todos os seus devedores tenham a
Grande e novo sortimeto de fazendas de todas as qua-
lidades por baratissimos presos.
iDo-se amostras com penhor.
so
rao, e seufillioo l)r. Pedro Augusto da Silva Ferrao, ( de Portugal) e os Drs. Felippe Lopes
Netto, Manoel deFigueirda Faria, edeserab&rgador Po nes Visgueiro ( do Brasil,) e muilas ou-
tras pessoas tanto de um, cono de outro paiz.
Osprecosde todo oservico, por dia, regulam de 10 a 12 francos (49000 a 49500.)
INo hoi-ilencontram-seinforraagois exactas acerca (e tudoque pode precisar nm estrangeiro
Durante o espado de oito a dez mezes, ahi residirt os Exms. Srs. conselheiro Silva Fer- bondade de pagar seus dbitos do con-
trario usara' dos meios j udiciaes.
Engommado.
Engomma-se com perfeico : na ra da Paz
numero 30.
Furlaram do cercado do engeuhoJunqueira,
frequezta do Cabo, ao amarillecer do dia 30 de
abril, um quarlo, de meio, castanho escuro, in-
teiro, aberib de cima, cora cabellos brancos nos
vazios e na cabera : quem o apprecnder leve-o a
ra da Moeda casa do Sr. Manoel Alves Ferreira,
que ser gratificado, ou no engenho Cachoeira
Lisa freguezia de Serinhaem.
Q{&soc\&cho ETgpogtraphica
{ktmamhucatiA.
Sirop du
urFORGET
JARABE IDO FORGET.
Este xarope esta approvado pelos riis eminentes mdicos de Pars,
orno sendo o mclhor para curar conslipacoes, tosse convulsa e outras,
aflec$es dos broDCbios, ataques de peito, irm-rSes nervosas e insomnolencus: urna colberada
pela manlia, e outra noite so sufncieules. O elicito deste excelente xarope satisfax ao mesmo
lempo o doerite e o medico.
O dsposlto tf na ra larga do Koifrio, botica ic Dartholomio Francisco de Souza, n. 36.
o qual se vende a 800 rs. na
proga da Independencia livra-
ria n. 6 e 8 contendo alm do
kalendario eoclesiaslico e
civil:
Noticia dos principaes esta-
dosxla Europa Amrica com
o nome, idade etc. de seus im- i
Aluga-se urna baixa de capim. rrecisn-se de umaaraa forra ou cscrava:
grande que da' durante todo o anno si-'; r+tSfiS? S'Soou Carvalho n5o po-
tuada na Soledade : quem precisar di- | dendo visiler os seus amigos antes de partir pa-
nja-se a ra da Cruz n. 4.
O abaixo assignado, preso na casa de doten-
rao dcsla cidde, declara que proprictario de
urna casa depedra e cal, em Agua Prcta, junio a
casa do capkao Bezerra Maciol, cuja casa se acha
livre e desembaracada de venda ou hypoiheca al-
guma : quem se j'ulgarcom direito a mesma de-
clare por este Diario ; e declara mais que s deve
nesta cidade ao Sr. Firmo Candido da Silveira'
Jnior e ao Sr. Jos Teixeira Loitao, os quaes
sero pagos de ludo quanto devo, logo que tenha
a felicidade de ver-me li'.re dos trabalhos que
ra o Rio de Janeiro, pedo-lhes desculpa e oTe-
rece-l es o seu diminuto prestimo.
(uilherme Pursel aluga a sua casaem San-
io Amaro, quasi defronle da fundico do Sr.
Slarr, com commodus para grande familia, ou
mesmo para um collegio, assim como vende o
seu ai:io e casa defronle da capaila de Bellem,
larabem com grandes coramodos, trras de plan-
lacao 3 arvores de [rucio : os pretondentcs diri
j i [i i -s ao mesmo sitio, ou ra do Imperador
n. 26, defroitc da casa da relarao.
=: Quem tiver sedulas geroes de 500 e de
nhores-esperar-me. Jtecifc 2 de maio de 1860.
Francisco Anlonio das Chapas.
aeradores, res e presidentes.!*: DENTISTA FRANCEZ.
al hoje me perseguem. querendo os mesmos se- !??'1^L%1,f nseft eslA,roe^lhend0 COm A a.b8l-
1 mente de 20 0|0, pode-as trazer na ra do Cres-
po n. 11, que se recebem com o descont de 15
0^0 aleo fim deste correntemez.
Resumo dos impostos ge-
iraes, provinciaes, mgnieipaes
e policiaes.
Tabella tos emolumentos
parochiaes.
Empregados civis, milita-
res, eedesiasticos, litterarios
Je toda a provincia.
Assn^>aces commero,iaes,
nf1,f" industriaes, lifecra-
iculares.V^' \
ELuiel^oiments fabris, in-
dustriaes e commerciaes de
todas as qualidades como lo-
jas, vendas, acougues, enge-
nhos,etc, etc.
Serve-elle de guia ao com-
merciante, agricultor, mar-
timo e eiafiui para todas as
classes da sociedade.
QLiqoes de francez e
piano.
* Mademoiselle Clemence de Hannetct ?
a| de Maseville continua a dar lices de |
^ francez piane na cidade e nos arrabal- i
|g des : na ra da Cruz n. 9, segundo andar, i
DENTISTA FRANCEZ.
fy Paulo Gaigncu, dentista, ra das La- 5
> rangeiras 15. Na mesma casa tem agua e *<
. p denliiico. JJ
>;-4-AllAA-S__A1:1.Aj14 kXi.i.i.'Cf'i SlAK
O abaixo assignado participa ao respeitavel
publico, que do dia 2 do correnle em diante dei-
xou de ser eaixeiro do Sr. Francisco Jos da Costa
Ribeiro ; e agradece ao mesmo senhor o bom
tralamenlo e delicadeza que durante o lempo em
que esleve em sua casa recebera. Secife 2 de
mx-.io de 1860.Jos Soares do Aniaral.
Por um torle frisaHtfnto 560 rs.
Ra dalmperatriz n.7.
Lecomle acaba de receber do Rio de Janeiro
oprimeiro contra-mestre da casa Augusto Clau-
dio, c um outro vindo de Taris. Esla estabele-
cimenloesla hoje as melhores condiciies que
possivel para salisfazer as encommeudas -dos
objectos em cabellos, no mais breve lempo, co-
mo srjara : marraas a-I.uiz XV, cadeias de [elo-
gios, braceletes, anoeis, rosetas, etc., ele, ca-
balleras de loda a specie, para homens e se-
nhoras, lava-se igualmente a cabera a moda dos
Estados-Unidos, sem deixar urna s pccula na
cabeca dos clientes, para salislazcr os pretenden-
lea,- os objectosem tabello scrao eitos era sua
preseoca.se o des}arera, e achar-se-ha sempre
urna pessoa disponivel para cortar os cabellos, e
pontear as senhoras em casa particular.
= Anlonio Marques de Amorim faz publico,
que no da 21 do correnle foi recolhida em seu
sitio a Ponto de L'chOa urna prela vclha por
nome Aona, cm estado de embriaguez e mordi-
dida por uns caes. O seu estado nao permitlio
oblerdella iutormaco alguma que indicasse se
era livre -ou escrava. Tendo sido cuidadosamente
tratada aclia-sa quasi reslabelecida, mas apenas
sabe dizer que pertentc a urna sonhora viuva,
moradora na ra do Collegio, e por isso se faz
o presante annuncio para que a pessoa a quem
SOCIEDADE BAMARIA
Amorim, Fragoso, Santos
Companhia.
Os senhores socios commandilarios sao con-
vidados a tealisar a terceira entrada del21|2
0(0 sobre o.s seus capitaes at o dia 16 de maio
correnle, do conformidade com o respectivo con-
trato social. Recite 1.- de maio de 1860.
I'OLHIMIVS IMRi 1860.
Esli venda na livraria da praca da Inde-
pend ncia ns. 6 e 8 as folhinhas para 1860, im-
pressis nesta typographia, dasseguintes quali-
dades. :
De ordem do Sr. presidente, sao pelo presente
convidados todos os senhores socios effeclivos
para que se dignem de comparecer domingo 6
do correnle, s 10 horas da miuihaa, aim de ex-
traordinariamente funecionar a assembln geral,
visto que ha nogocios de summa importaucia a
tratar.
Secretaria da Associaco Typographica Per-
nnmbucdna, 2 de maio de 1860.
/. L. Dornellat Cmara,
Io secretario.
Deseja-so saber nolicias do Sr. Jacques
Weyl, que veio do Havro para esta cidade era
selembrode 188. a bordo do navio Mathilde. :
quem tiver noticias onde existe este senhor, lera
a bondade de communicar no escriptorio de Ma-
noel Ignacio de Oiiveira & Filho, no largo do
Corpo Santo, oo Recife.
CASA LISO-BSASLEIIA,
2, Golden Square, Londres.
J. C. OLIVEIRAtendo augmentado, com lo-
mar a casa contigua, ampias e excellentcs ac-
commodacoes para muilo maior numero de hos-
pedesde novo se recommenda ao favor e lera-
branca dos seus amigos e dos Srs. viajantes que
visitera esta capital; continua a prestar-lhesseus
serviros e bons utiicins guiando-os cm todas as
cousas que preciscm conhecimento pratico do
paiz, etc. : alm do portuguez e do inglez falla-se
na casa o hespanholeTraucez.
Lindos corles de vestidos de seda prelos
de 2 saias
Ditos ditos de ditos de seda de cores
com babados
Ditos ditos de ditos de gaze phanlazia
de cores
Romeiras de fil de seda prela bordadas
'visitas de grosdcoaples prc-to bordadas
coro froco
Grosdenaples de cores com quadrinhos
covado
Dito liso prelo e de cores, covado
Seda lavrada prela e branca, covado 1J e
Dita lisa preta e de cores, com 4 palmos
de largura, propria para forros
Cortes de vestido de seda de gaze trans-
parentes
Ditos de ditos de cambraia e seda, corle *
Cambraiasorlandys de cores, lindos pa-
dres, vara
Manguitos de cambraia lisos e bordados
Tiras e ntremelos bordados
Mantas de blonde brancas e pretis
Ditas de fil de linho pretas
Chales de seda de todas as cores
Lencos de cambraia de linho bordados
Ditos de dila de algodao bordados
Panno prelo e de cores de todas as qua-
lidades, covado
Casemirasidcm idem dem
Gollinhas de cambraia a
Chales de touquim brancos
Dilos de merino bordados, lisos e es-
tampados de todas as qualidades
Enfeiles de vidrilho francezes pretos e
de cores
Aberluras para camisa de li:iho e algo-
dao, brancas e de cores
Saias balao de varias qualidades
Tafet rxo, covado
Chitas francezas claras e escuras, co-
vado
Cassas francezas de cores, var3
Collarinhos de esguiao de linho mo-
dernos m
Ura completo sortimeto de runpa feita
sendo casacas, sobrecasocas, palctots,
colletes, calcas de muitas qualidades
de fazendas
Chapeos francezes finos, forma moderna
Um sortimeto completo de grvalas de
seda de todas as qualidades
Camisas francezas, peilos de linho e de
algodao brancas e de cores
Ditas de fusto brancas c de corea
Ceroulas de linho e de algodao
Capellas brancas para noivas muito finas
Um completo sortimeto de fazendas
para vestido, sedas, lia e seda, cam-
braia e seda tapadas e transparentes,
covado
Meias cruas brancas e de cores para
meninos
Ditas de seda para menina, par
Luvas de fio de Escocia, pardas, para
menino
Velluditho de cores, covado
Velbulina decores, covado
Pulseiras de velludo pretas e de co-
res, o par
Ditas de seda idem idem
Um sortimeto completo de lu-as de
seda bordadas, lisas, para senhoras,
homens e meninos, de todas as qua-
lidades
Corles de col'cle de gorguro de seda
de cores
Ditos de velludo muito finos
Lenros de seda rxos para senhora
Marquezitas ou spmbrinhas de seda com
molas para senhora
3J500 Sapalinhos de merino borJados proprios
para baptisados, o par
5
1

f
19200
8
35OOO
1*500
10*000
16)000
19000

9
I

9
8
S900
9
9
640
9
9
6f000
g500
9280
500
Casinetas de cores de duas larguras mui-
to superiores, covado
Sctim preto, encarnado e azul, proprio
para forros, com 4 palmos de largura,
fazenda nova covado
Sctim liso de todas as cores covado
I Lencos de gorguro de seda prelos
$800 i Relogios e obras de uro
l Corles do casemira de cores a
9
89500
9
8
9
S
9
I
9
19600
9320
1*200
J>700
2S0OO
1}000
9
9
9
29SCO
9
JffCO
IfOCO
18600
I
9
5JC00
EAU MINERALE
NATURALLE DE VICHY.
Deposito na botica franceza ra da Cruz n. 22.
w!
Nesle proveitoso estabelccimento, que pelos no vos melhoramentos feitos acha-se conve-
nientemente montado, far-se-ho lambem do Io de novembro em vante, contratos mensaes para
maior commodidade e economa do publico de quem os proprielarios esperam a remuneraco de
tantos sacrificios.
Assignaturj de banhos fros para urna pessoa por raer.....10J000
momos, de choque ou chuviscos por mez 15*000
Series de cartoes e. banhos avulsos aos Drecos annunciados.
Precisase de 2:000$ a juros so-j
bre um predio nesta cidade : quem lhe
convier, annuncie a sua morada por
## @@ esta mesma (ollia para ser procurado.
33
Hoje, depois da audiencia da pnmeira vara perlera a-mande buscar.
municipal se fca de arrematar de venda, a quem
mais der, a casa terrea, sita na-ra dosAcougui-
nhos, cora 2 salas, 2 quarlo6, cozinha fra, e
quintal murado, avalwda em 1:0009, por execu-
o do Claudio Oebeux contra Miguel Goncelves
Rodrigues Franca. a ultima praca.
O Sr. Antoaio.de Oiiveira Mcndonca facao
favor de appareccr :loja n. 58 da .ra Nova, pa-
ra negocio de seu inleresse.
D, Joo Nogaioe Ricau rctira-se para a Eu-
ropa.
Joo Ferreira da Silva vai a Portugal.
joo Ferreira da Silva durapteeua ausen-
cia deixaencarregado de todos os seu-s negocios
o seu socio Francisco Bernardo da Costa, em que
Oca autorisado a fazer todas as compras neces-
sarias para seu estabclccimcnlo, e os pagamentos
Precisa-se de urna ama para urna pessoa
na ra Bella n. 10.
agenciados fabricantes america-
nos Grouver & Baker.
Machinas de coser: eai casa de Samuel P.
Johnston & C., ra da Seezala Nova n. 52.
E' chegado loja de Lecomte, aterro da
Boa-Vista n. .7, o excelleDle leite virginal de ro-
sa branca para refrescar a pello, tirar .pannos,
sardas o espinhas, e igualmente o afamada oleo
babosa para limpa-r e fazer creecer os cabellos,
assim como pos imperial de lyrio de Flosen;a,
para borlueja c asperidades da pello, conser-
va a frescura e o avelludado da nrimavera da
vida.
D
O.HINHA RELIGIOSA, contendo, alm do
kaleadario e regulamento dos direitos pa-
rochiaes, a continuaco da bibliolheca do
Crislo Brasileiro que s compoe : do lou-
vor 10 santo nome de Dos, coroa dos ac-_
tos ce sm-or, hymnos ao Espirito Santo e
a N. S., a imitacao do de Santo Ambrozio,
jaculatorias e commemora^o ao SS. Sa-
cramento e N. S. do Carmo, 9iercicio da
Va-Sacra, directorio para oraco mental
dividido pelos dias da semana, obsequios
ao SS. curarlo de Jess, saudacoes devo-
tas s chagas de Christo, oraces a N. Se-
nhora, ao patrocinio de S. Jos e anjo da
guarda, respooco pelas almas, alm de
outras oraces. Prejo 320 rs.
JTA DE VARIEDADES, contendo o kalenda-
rio, regulamento dos direitos parochiaes, e
urna coUecco de ancdotas, dilos chisto-
sos, contos, fbulas, pensamentos moraes,
receilas diversas, quer acerca Je cozinha)
quer de cultura, e preserval)70 de arvores
e fructos. rreco 320 es.
: TA DE PORTA,a qual, alm Jas materias do
cosi.ume, contera o resumo dos direitos
parochiaes. Prego ICO rs.
DENTES i
AJtTIFICIAES. i
Ruaestreita do Rosario n. 3
FrAcisco Pinto Ozorio colloca denles ar- iifiur%s pelos doussyslcmasYOLCANlTE, @
clifrias deouro ou platina, podendo ser
tocurado na sobredita ra a qualquer @
W ora. a*
Roga-se aos Srs. devedores a firma social
de Leite & Gorreia em liquidacao, o obsequio
de mam'ar saldar seus dbitos na loja da ruado
Queimadon. 10.
11
Attenco.
^,. *i* Francisco Sanlinii i(ali8no mestre de nnoo
^LonSllIlOriO Central llOIIieopalllICOp canto, tem a honra de participar a este rrspcila-
' I vel publico Pernambucano, que as pessoas que
DE
O r. Cosme de Sa' Pereiraj
de volta de sua viagem instructi-p
tiva a luropa continua no exer-
jeicio de sua prossao medica.
Da' consultas em seu escripto-!
jrio, no bairro do Recife, ra da
Cruz n. 53, todos os das, meno*f
nos domingos, desde as1 6 Loras]
!t as 10 da manLaa, sobre oss
1 seguintes pontos
Continua sob a mesma direccio do Ma-
noel do Mattos Teixeira Lima, professor
em homeepalhia. As consultas como d'an-
Ics.
I Botica central bomeopalhica f
Do
1DR. SABINO 0, L PIIMIO- g
^ Novos mcdicamentoshomcopnihicos en- Z
q viadosda Europa pelo Dr. Sabino. m
@ Estes medicamontos preparados espe- g*
^ calmenle segundo as necessidades da ho- f->
@ meopathia no Brasil, vende-se pelos pre- *
t$ eos conhecidos na botica central horneo- A
a palluca, ra de Santo Amaro [MuDdo No- S
H o) n 6. I
I Attenco. i
Curso pratico e theorico de lingua fran-
@ ceza por urna senhora franceza, para dez @
@ mocas, segunda e quinta-feira de cada se- @
19 mana, das 10 horas at meio dia : quera
Cruz n. 9, segundo andar. Pagamentos @
Q aJiantidos. ^
@@i @@@@@ @@@
Ro{;a-se aos Srs. devedores do estabele-
cimento do fallecido Josda Silva Pinto, o ob-
sequio de saldaren) seus dbitos na ra do Gol-
legic venda n. 25 ou na ra do Queimado loja
n. 10.
Molestias deolLos
de
coracao e
de
i-
FWDMJAO
DO
III0.1.
*- Ra do Bruna (passando o chafariz.)
No de\>oUo deste esiabeleeimenlo sempre Via gra nde^sorVimeiilo de me-
cUauismo para os engenVios de assuear a saber:
Machinas de vapor modernas, de golpe cumprido, econmicas de combustivel, e defacillirao assento ;
Rodas d'agua de ierro com cubos de madeira largar,Hees, fortes, e bem balar cada;
Cannos de ferro, e pprtis d'agua para ditas, e serrilhwpara rodas de madein ;
Moendas inteiras com virgens muito fortes, e convenientes ;
Meias moendas com rodetasmotoras para agua, cavallos, oubois, acunhadas en aguilliOes deazs ;
Taixas de ferro fundido e batido, e de cobre ;
Pares e bicas para o caldo, crivos e portas de ferro para as fornalLas; 1
Alambiques de ferro, moinhos de mandioca, fprnos para cozer farinba ;
Rodetas dentadas de todos os tamanhos para vapor, agua, cavallos ou bois ,
AguilhOes, bronzes e parafusos, arados, eixos e rodas para carrosas, formas galvanizadas para purgar*etc, etc.
D.W.Bowman confia que os seus freguezes a cha rao tudo digno da preferencia com
que o honram, pela longa experiencia ue elle tem do mechanismo proprio para os agricul-
tores desta provincia, epelofacto desmandar construir pessoalmente as suas obras as
mais acreditadas fabricas da Inglaterra, para onde elle faz viagem anmial para o dito fim,
assim como pela continuacq da sua fabrica em Pernambuco, para modificar o mechanis-
nfo a vontade de cada comprador, e de fazer os concertos deque podero necessitar.
1 Molestias
peito ;
Molestias dos orgaos da gera-
cao, e doanus ;
Praticara' toda e qualquer
operacao quejulgarconvenien-
te para o restabelecimento dos
seus doentes.
O exame das pessoas que o cen-
sultarem sera' feto indistincta-
mente, e na ordem de suas en-
trs das; fazendo excepcSo os doen-
tes de ollios, ou aquellesque poi
motivojustoobtiverf m Lora mar-
cada para este Cm.
A appcaqao de alguns medica
mentos indispensaveis em vario?
casos, como o do sulfato de airo-
pina etc.) sera' feto.ou concedido
gratuitamente. A confianza que
nelles deposita, a presteza de su
accao, e a necessidade prompta
de seu emprego; tudo quanto o
demove em beneficio de seus
doentes.
Ortelo.
Precisa-se de um ortelo que saiba
perfeitamente o seu oflicio, e paga se
bem : a fallarna flia dos Ratos com o
Sr. engenheiro Mello Reg.
Lava-se e engorama-se com perfeico e
presteza, e por mdico preco : no Campo Verde,
principio do Corredor do Bispo, sobrado n. 2.
NOVO DEPOSITO
DE
Um moco suffieienlomenle habilitado offo-
rece-sc a ensinaras primeiras lettras e francez,
nao somonte a traduzir como a fallar e escrever
e prefere a ensinar e em alguraas casas particu-
lares e mesmo em sua residencia ou cntao em
algum engenho, pois pode dar fiador a sua con-
duclff, e as pessoas que de sen diminuto presu-
mo se quizerem utilisar dirijam-sc a ra da Vi-
raro n. 25, pois acharo com quem tratar.
Fiancisco Jos da Costa Ribeiro, faz ver ao
respeitavel publico que Jos Soares do Amaral,
deixou de ser seu eaixeiro do dia 2 do correnle'
em dianle.
Preciso-se de urna ama de leite para aca-
bar de criar um menino que j lem 7 mezes e
que tenha bom leite : no Recife ra da Cruz nu-
mero 31.
Aluga-se um sitio com boa casa de vvenda,
cocheira e estribara, no lugar da Capunga Ve
Iha quem prelender dirija-so a ra do Vigario
n. 31, primeiro andar, que achara com quem
tratar.
B. Juckniss faz sciente ao publico em ge-
ral o ao corpo do comraercio em particular que
deixou de ser socio da casa commcrcial que gy-
rava sob a firma de Aikwnght luckniss & C.
nesla praca e que desde enlao flcou desonerado
de todo activo e passivo da dila firma Juckniss,
desde 31 de dezembro de 1&59. Recife 3 de maio
de 1860.
Na ra deHorlas n. 128 reside urna senho-
ra que so propoe a
casamenlos e para ana
dssas qualidades, a fazer finalmente loda obra
tendente a costura, a qual iroiueltc limpeza c
coramodidade em preco.
Aluga-se o segundo andar do sbrado da
ra das Cruzes n. 35 por cima do barbeiro: a
Iralar na praga da Independencia n. 34, loja de
chapeos.
Confraria
precisarcni dos seus prestimos poderao prc
lo no deposito de pianos do Sr. J. P. Vo
na ra Nova n. 27.
rocura-
eley,
ICBSJDCS$?
Seguro coatia Fogo
COMPANHIA

LONDRES
AGENTES
J. Astley & Companhia.
Vende-se
para
Tintas de oleo.
Formas de ferro
purgar assucar.
I Estanho em barra.
Verniz copal.
I Palhinha para marci-
neirt.
Vinhos finos de Moselle.
Folhas de cobre.
Brimdevela: no arma-
3
zemde C. J, Astley & C. i
Precisa-se de um menino porluguez. distes
ltimos chegados, para eaixeiro de um deposito
na ra do Rangcl n. 13 : a tratar na ra dos Pes-
cadores ns. 1 e3, padaria.
Precisa-se para casa franceza de urna ama
forra ou escrava, que saiba bem engommar e co-
ser : a tratar das 9 horas da manhaa s 2 da lar-
fazer vestidos para bailes!' fe' D.a r"a [? Imperador 0.7, conronle a ordem
alquer fim, a bordar de lo- ,erceira de S- Irancisco.
Ra do Imperador, confronte
ao oito do deposito dogaz.
Borott & C atlendendo a que os senhore con-
sumidores de gelo sao pela maior parte residen-
tes nos. bairros de Santo Antonio e Boa-Visla, e
que lulariam com grande difficuldade se este es-
tabelecimento eslivesse eollacado no bairro do
Recife, poderam encontrar na ra do Imperador,
confronte ao oilo d deposito do gaz, um arma-
zem com as proporces exigidas para deposito
deste genero, o qual estar aberlo concurren-
cia dos mesmos senhores, das 8 horas da ma-
nhaa s 0 da tarde do dia 8 do correnle em
diante.
Veneravel Sania Rita de
Cassia.
Tendo no dia 6 do correnle de proceder-fe a
eleicoda masa que tem de reger do 1860 a 1861
a nossa confraria. como delermina o rompro-
misso, couvido aos charissimos irmosa compa-
recerem naquello dia s 8 horas da manhaa.
Consistorio da confraria de Ssnta Rila de Cas-
sia 3 de maio de 1860.=:O esenvo,
A. R. Pinheiro.
Hotel do Rosa
12 Ra
da Quitanda 12
NO
confronte a ma-
triz da Boa-Vista.
Recebem-se bixas de Hamburgo, vindas por
lodos os vapores da Europa, as quaes lano so
vendem como se alugam, amola-se lodo ferro
cortante, bola-se>ouvidosem aimasde espoleas.
S#^f fWJi ^ #
W Antonio Jos Ferreira Alves, raudou o
seugbinete de consullas medicas-cirur- Q
gicas e operaces para a ra do Queimado
0 n. 38, primeiro andar, aonde poder ser @
A consultado at s 8 horas da manhaa c
das4s6 da tarde Chamados a loda a @
hora do dia o da noile, sendo os pobres
0 tratados e allendidos gratuitamente.
Rio de Janeiro,
Este antigo e bem acreditado esiabeleeimenlo
nao s ofierece aos Srs. viajantes excellenies
commodos e um tralamenlo tao bom como nos
melhores da Europa, como tambera aos amado-
res de bilhar, ricas mesas em que possam se re-
crearen! as horas vagas. O propnetario confia-
do na fama que sua casa tem sabido grangaar,
tanto dos numerosos estrangeiros como mesmo
nacionaes, que lem lido a horra de hospedar,
espera continuar a merecer a conflanja das pes-
soas que Titilaren) a corle do imperio.
Precisa se alugar um preto idoso
para pequeos servicos de casa : na ra
do Codorniz n. 18,
Ama.
Precisa-se alugar urna prela que saiba lavar,
engommar e coser, paga-se bem : na ra da Cruz
n. 23. segundo andar.
Julio & Conrado parlicipam aos seus fre-
guezes, que teem em sua casa o melhor sorti-
meto de obras feitas; assim como encarregam-
e de mandar fazer por medida, vislo o seu map-
ire alfaialeser bem conhecido em sua arte
Alifa-sr a casa lerrea na ra dos Guarara-
pes n. tem Fra d Portas, reedificada de novo
e pintada, com commodos para familia : para
Iralar, na ra da Cruz n. 35, loja.
Precisa-se de urna ama que saiba cozinhar
e fazer todo o servico de cea ; na ra do Caldei-
reiro, taberna n. 60.
= Lav-a 8e ? engomma-se roupa, tanto de se-
nhora eomo de hottj*, c(m todo o asseo c
promptidao : na rJrVelha n. 4
i mi mi nr


i*.
161
DIARIO OB PERHAMBUCO.
1---......
ADQSWE MAK) DE 1860.
Nsles dias feixa-se infallivelmento o estabe-
iecimonlo de retratos da ra Nova n. 18 : as
pessoas que descjarera finar com um fiel e per-
feito retrato npproveilem a occasi&o.O pholo-
grapho, F. Filela.
Attenco.

Os efieilos antiepidemicos, que sao produzidos
pelas umignces hygienicas de Guylon de Mor-
rean, sao eflkazes, como prova a experiencia que
deltas se tem tirado ltimamente. Os vaporjs
que se elevara de urna formula desta fumigaco
bastam para desinfectar um espnco de 3 pes
cbicos ; c de 1U, as ntricas, assiiri explica Car-
mchael Smilh. O andaco que nos vecha de pre-
sente, tem ccifado muitas vidas, o convem que
(para prevenir-se o mal, antes do que cura-lo de-
pois de apparccidoj aspessoasdesta cidade, onde
outra qualquer parte, onde o mesmo se vai de-
senvolvendo e so tem manifestado, recorram
botica n. 88, na ra Dircita, onde se aclia ven-
da quanlidadedaquclle desinfectante. O Sr. Do-
mingos Ribeiro da Cutiha, morador na ra da
Praia n. 49, rcconheccndo oslar asua casa nffec-
tada desta epidemia, pois quasi todas as possoas
de sua familia haviam adoecido, recorreu ao
abaixo assignado, que subministrando-lhe a fu-
migaeo, prudu/.ip ella salulares resultados : as
pessoas pois, era idnticas circumstancias, que
precisarem das dcsinfeccoes, o arharo sempre
prompto para mandar ellecluar a devida appliea-
co. O mesmo lambem vende na mesma botica
s ingredientes para conservar as casas 03 va-
pores do clilorure, os quaes em lodo o caso mui-
to approveilam, e previnem a invasao das epide-
mias no interior das linbilacocs ; assim como
de importante utilidade a sua applicacao as fe-
xidas, ou ulceras chronicas como detrgeme para
preserva-las do estado de putrefacto. A maneira
le applicar se achara na etiqueta. O preco de
2#0t).Jos da Rocha Parauhos.
Alga-se um bom sitio no camlnho novo
da Soledade, que vai para o Mmguinho, cora boa
casa o com commodos para familia, ou pessoa
eslrangeira, com bna agua de beber, e bastantes
arvoredos de fruclo ; a tratar na ra da Cruz nu-
mero 21.
Attenco.
11
e varalo sorlimenlo de
roupas reilas
Na loja da ra Direita n. 87.
Ricos sobrecasacos de panno multo fleo a 25 e
288, paletots de fuslo brincos e de cores a 5$,
ditos de alpaca de seda a 59, ditos sobre a 6J,
ditos de bnm a 3$50 e 4. ditos de esguio de
algodo branco a 39200, calcas de brim de linho
de cores a 20500, 3$, 350Q e 4j, ditas brancas a
5, corles de collete de gorguro de seda a 2&60C
e 3$, ceroulas de bramanlo fraacezas a 1(600
grvalas de gorguro, chamalole, setim e groz-a
1, ditas de rede a lpiOO, chapeos franceze;
a 89 e 80500, ditos de casemira a 3S800, ditos di
castor, cepa baixa, a 109, chapeos de sol de pan-
no, cabo de canoa com astea de balea, a 29500,
por ter grande porcao, corles de brim de algodc
a 900 rs.,saias a balao a 69500, esguio de al-
godo com duas larguras a 400 rs colletcs de
gorguro de seda a 5j, mantas do seda a 29500,
uicias cruas a 29500, 39200 e 49, e oulras mui-
lasfazAdas de goslo que seria enfadonho men-
cionar ; a ellas, antes que so acabem : sapa-
tos de transa feitos no Porto a I96OO.
Fumo americano.
Vende-se lomo americano proprio para mas-
car e fazer cigarros : na roa da Cruz do Reciten.
50. prmeiroandar, caiiiohaa de 20 e 40 libras
a 4(0 rs. a libra.
Escravo.
bonito, mnito re-
lem lie habilida-
rua Nova n. 22,
a do Sr. Delouche, relojoeiro.
O abaixo assignado, novamente roga a todas
aquellas pessoas que ainda lhe csto devendo de
gneros comprados em seu anligo estabelecimen-
10 da ra da Ccdcia do Rccifc n. 25, defionle do
Laceo Largo, que venham pagar quanto antes,
porque o arinuucianio leudo de so retirar para
ra se lhe faz preciso liquidar suas conlas.
ManoelJos do Nascimenlo c Silva.
Jrmandade de Nossa Senhora do Livra-
ment.
Tor delibcraco da mesa actual, de novo con-
vido a todos os irmos a comparecerem no con-
sistorio da mesma irniaudade no domingo 6 do
eorrenle, pelas 10 horas dodia, afimde reunidos
em mesa geral, se dar principio a discusso do
novo compromisso, e bem assim se lomar nma
delibaraco sobre os ossos dos nossos irmaos fal-
lecidos que se tem lirado das catacumbas que se
eslo demoluido na mesma groja, e ouiros ne-
gocios de alguraa importancia Consistorio 2 de
maio de 1860.O secretario,
Domingos Jos Ribeiro Gouvim.
Sobre ouro e prala, com juros razoaveis : no
segundo sobrado de um andar, dos qualro que
tem quasi no fim da ra Augusta.
Achando-so nosla cidade, vindo do Mara-
nho, para ser vendido, o crioulo Faustino, de-
sappareceu antes de honlem, 25 de.abril, do lu-
gar do Giqui, para onde linha ido a contento ;
sua estatura alta, corpo regular, traz suissas
raspadas no queixo, falla bem, tem o semblante
triste, conserva no colovollo direilo a cicatriz de
urna culilada, intitula-so forro, trocando o nomo
para o do Jos d* Rocha, com o qual servio no
exercito em quanto nao foi reconhecido, duendo
ser natural de Marn ; leou caiga de algodo
cinzonla, camisa branca, chapeo de palha, o um
cobertor de la. Dcsconfia-se que seguisse para
o norle da provincia, e quem dclle der noticia ou
o apprchcnder c conduzir ra da Cadeia do Re-
eife n. 38, primeiro andar, ser rocompensado
gcneroramenle.
O Sr. Antonio Jos da Costa Gui-
maraes, Portuguez, natural da fregu-
zia de Sinta Leocadia do termo de Gui-
maraes, queira ter a bondade de diri-
gir-se a ra do Queimado n. 55, loja de
ierragens, que se lhe deseja fallar por
incumbencia de sua familia.
Precisa-se de urna pessoa habilitada par
tomar conta da cozinha de urna casa eslrangeira ;
na roa Nova n. 21, loja de F. J. Germann.
4uguslo & Pcrdigao,
com loja na ra da Cadeia do Recite n.
23, confronte ao becco Largo,
previnem aos seus freguezes. que acabam de sor-
lir seu novo estabelecimento com fazendas de
gosto, finas, o inferiores, para vender pelos pre- ]
eos os mais razoaveis; as fazendas inferiores,
nao a retalho, se vendero por um preco fixo
que ser o seu proprio custo as casas inglezas
urna vez que sejam pagas 4 vista.
Neste eslabclecimenlo se encontrar semprn
um sorlimenlo completo de fazendas, e entre el-
las o seguinte :
Vestidos de seda cora babadosc duas saias.
Ditos de la e seifa o duas saias.
Ditos de larlalana bordado a seda.
Manteletes pretos bordados com franja.
Taimas prelas de seda e de fil.
Polonezasdc gorguro de seda prelas.
Cinluroes para senhora.
Espartilhos com molas ou clcheles.
Enfeiles do vidrilho ou flores para senhora.
Vestuarios para meninos.
Saias de balo para senhora e meninas.
Chapeos para senhora e meninas.
Penles de tartaruga dos melhoresgostos.
Perfumaras de Lubin e oulros fabricantes.
Cassas e organdys de cores.
Grosdenaplcs de cores.
Chilas escuras francezas e inglezas
Gollas e manguitos os mais modernos.
Camisas de linha para senhora.
Ditas de algodo para menino.
Algodo de todas as qnalidades.
Lencos de labyrintho para presentes.
Gollas de crochel peie menino.
Vestidos de rhtn azia.
Roupa feita.
Casacas e sobrecasacas de panno fino.
Paletots de casemira.
Calcas do casemira prelas e de cores.
Colletcs de seda ideo idenk
Ditos de fuslo.
Camisas inglezas lodas de linho.
Ditasfrancezas de differenles qualidades.
Malas e saceos de viagem.
Dorzeguins de Mellier e oulros fabricantes pan
hornera.
Ditos para senhora.
Charutos de Havana, Bahia e manilha.
Camisas de flanella
Chapeos de todas as qualidades para hornera,
senhora e crianzas.
Corles de vestidos brancos de b'.onde com ca-
pella e manta.
Didos de vistidos brancos de seda para casa-
montos
Chapeos de castor preto
e trancos
Na ra do Queimado n, 37, vendem-se os me-
lhores charos de castor
Vende-se um preto mogo,
forgado do corpo e possanie ;
de |iara qualquer servido : na
na loj
Potassa da ftussia
E CAL DE LISBOA.
No bem conhecido e acreditado deposito da
ra da Cadeia do Recite n. 12, ha para vender
potasas da Russia e da do Rio de Janeiro, nova
e do superior qualidade, assim como tambem
cal firgem em pedra : tudo cor j>recos muito
razoaveis
Sndalo.
Ricas bengalas, palceiras e loques:
vendem-se na ra da Imperatriz n. 7,
loja do Lecomte.
Loja da boneca ra da Impe-
ratriz n. 7.
Vendem-se caixa* de tintura para t'm-
gir os cabellos em dez minutos, como
tarabem tingem-se na mesma casa a
qualquer bora.
5 Coulinua-se a vender fazendas por baiio @
g preco at mesmo por menos do seu valor, %
~ afim de liquidar conlas : na loja de 4 portas
3 r>a ra do Queimado n. 10.
Ferros de engom-
mar econmicos
A 8J8000.
A 8,000 rs. com todos
os pertences.
Do-se .a contento para ex-
periencia por um oudous
dias.
REMEDIO INCOMPARAVEL.
UNGENTO HOLLOWAY.
Milhares de individuos de todas as nacoes po-
den testemunhar as virtudes dcste remedio in-
coniparavel e provar em caso necessario, que,
pelo uso que delle fizeram tem seu corpo e mem-
bros inteiramente saos depois de haver emprega-
do intilmente outros tratamentos. Cada pesoa
poc,er-se-ha convencer dessascuras maravilhosas
pela leitura dos peridicos, que lh'as relatam
lodos os dias ha muitos annos ; e a maior parte
del las sao to sor prendentes que admiran: so
mdicos mais celebres. Quantas pessoas reco-
braram com este soberano remedio o uso de seus
bracos e pernas, depois de ter permanecido lon-
go lempo nos hospitaes, onde de viam soffrer 1
amputago I Dellas ha muitas que havendo dei-
xac o esses asylos de padecimentos, para seno
submetterem essa operacao dolorosa foram
curadas completamente, mediante ousodesse
preciosoremedio. Alguraas das taes pessoas na
enuso de seu recouhecimento declararam es
tes resultados benficos diante do lord correge-
dor e oulros magistrados, afim de mais autenli.
carem sua firmativa.
Ninguem desesperara do estsdo de saude sa
'ivesse bastante confianca para ensaiar este re-
medio constantemente seguindo algum lempo o
menlralato que necessitasse a natureza domti
cujo resultado seria prova rincontestavelmente :
Qus tudo cura.
O ungento be til, mais particu-
larmente nos seguintes casos.
Alporcas.
Caambras.
Vendem-se estes magnficos ferros as seguin-
tes casas:
Pra^a do Corpo Santo n. 2.
Ra da Cadeia do Recite n. 44.
Dila da cadeia do Recife n. 49.
Ra Nova n. 8.
Ra Direita n. 185.
Dita da Madre de Dos n. 7.
Dita do Crespo n. 5.
Dita da Peo ha n 16.
Dita do Cabug n. 1 8.
Dita Nova n. 20.
Dita do Imperador n. 20.
Dila do Queimado n. 14,
Dila Dircita n. 72.
Dita da Traia n. 28.
Dila da Praia n. 46/
Dita do Livramcnto n. 36.
Dita da Santa Cruz n. 3
Dita dalm eratriz n, 10, armazem de fazendas
de Raymundo Carlos Leile & Irmao, em lodos
estes lugares do-se por um ou dous dias para
experimenlar-se.
Na ra de QueiiBaoii.33/
loja esperanza.
vende-se um flauta de bano,guarnecida de ma-
ellechart.com 10 chaves,systema Bohemio, muo
bem acabada, por 50$, assim como um violao de
Jacaranda, de chaves, marehelado de madrepe-
rola.obra prima, por 509, rosarios de madrepe-
rolapropriospara presente no mez prximo inez
de devoco) a 5, 6, 8 e 10g cada um, e eslao-se
acabando, grasa frauceza para sapatos a 640 rs. o
pote, (especial desta loja), tinta azul e prel3, in-
gleza, inteiramente liquida, a 500 rs. o pote.pen-
nasde ac o melhor possivd, teodoa proprieda-
de de, quanto mais velha em se escrevendo, me-
lhor fica, e rnuitr.s objeelos necessarios.
Vendem-se na ra de Santa Thereza, casa
n. 7, 6 cabras de leile, dando cada urna ligela e
meia por da, sendo 3 com cabrito e 3 sem ellos.
Com (oque de avaria
1:800
Corles de vestido de chita rocha fina a 1:800
lencos de cambraia brancos a 2:000 2:500 35
4:000 a dusia ditos com 4 palmos por cada face
e de 4 e meto por 5:000 cousa rara no Arma-
zem de fazendas de Raymundo Carlos Leite Irmaos. roa da Imperatriz n. 10.
-*- Verdadeiras luvas de Jovin de to-
das as cores, ra da Imperatriz n. 7,
loja do Leconte.
mm
na ra
GB4NDE AMAZEM
DE
Botica.
Compras.
Compra-sa ovos em grandes e pequeas
porcoes : na ra da Senzala Nova n. 30.
Urna carroca
eom pipa para couduccao d'agua : compra-se no
Forte do Mallos, armzem n. 13, confronte ao
trapiche do algodo.
Escravo.
Compra-se um escravo do 12 a 16 annos. es-
perto e sem vicio nem deleito algum. Se tivesse
principio de ourives seria preterido: quem o ti-
ver e quire-lo dar algum lempo a contento, pa-
gando-se o aluguel.caso noseffecluaro negocio,
podo dirigir-se a ra Nova n. 15 1." andar. Nao
se acceita de casa de commisso.
Rarlholomeu Francisco de Souza, rualarg
do Rosario n. 36, vende os seguintes medica-
mentos :
Rob L'Affecteur.
Pilulas contra sezoes.
Ditas vegetaes.
Salsaparrilha Bristol.
DitaSands.
Vermfugo inglez.
Xarope do Bosque.
Pilulas americanas (contra febres).
Ungento Holloway.
Pilula3do dito.
Elliiir anli-asmathico.
Vidrosde boca larga com rolhas, de 2 oncas a
lzlibras
Assim como tem um grande sortimenfo de p -
pe para forro de sala, o qual veude a mdico
preco.
%.mw$%!im mm mm^mn
Callos.
Canceres.
Cortaduras.
Dores de cabeca.
das costas.
dos membros.
Enormidades da cutis
m geral.
Ditas do anus.
Eriipr5es e escorbti-
cas.
Fstulas no abdomen.
Frialdade ou falta de
calor as extremida-
des.
Frieiras.
Geagiras escaldadas.
Inchaces.
rnllammapao doflgado.
Vende-se este
B
%
GR4NDE S0RTIS1ENT0
DX
Vendas.
Os abaixo assignidos, com loja de ourives na
ra do Cabug ns,9 e 11, confronte ao pateo.da
matriz de Santo Antonio, continuadamente estilo
recebendo as mais delicadas e modernas obras
de ouro de differenles e apurados goslos, lento
para senboras, como para homens e meninas,
por precos mu commodos em relacao a qualida-
de e maod'obra, e garanlem o qualidade do ou-
ro, passando urna conta com declaraco e recibo.
Seraphim & Irraio.
= Vende-se urna mulata de 20 e Untos annos
eomuma Qlbinha do 3 me^es, sabe engoramar
eom porreicao o quo se garaule, cose, faz laby-
rintho c cozinha, e vende-se tambem urna mula-
tinba de 4 annos : quem prelende-los, dirija-se
ao paleo do Terjo n. 16.
Cocos italianos
de folha de flandres, muito bem acaba-
dos, podendo um durar tanto quanto
duram quatro dos notaosa 400 1*8. um
e 4$ urna duzia : na ra Direita n. 47,
toja de unileiro.
Milbo e farelo.
Vende-se milho a 4 o sacco, e em cuia a 210,
farelo a 5S500 o sacco : por baizo do sobrada n.
16, com oilao para a rua da Florentioa.
Vende-se por 3500 um eabriolel de 4 rodas,
coberto, era bom estado : na rua Nova n. 22.
Vende-se carvo animal: b r.uaJi.Seoza-
la Nova n. 80.
Na rua lanza do Rosario n 25, i caixaa
eom vinho do Porto, com urna duzia ef& urna,
ndo duque-1884e flno^ gfthido hoOtera da
alfandega para se vender por 16> a duzia e 1|500
garrafa. j,,
Cera de <5ftraiuba.
Vende-ae de muito boa qualidade : na rua da
Cadeia do Recife, priniro 'andar.^i. 28.
HA
e aTmaxem
DE
[Fazendas e obras feitasj
IGes &Basto.j
Na ruado Queimad) n.
46, frente amarella.
Completo e grande sorlimenlo de cal- 1
cas de casemira de cores e prelas a 8, e
99, 109 e 129, ditos das mesmas casemi- |
rasa 7j, 8 e98. ditos de brim trancado j
branco muito fino a 5$, 6ft e 7j ditos de 4
cores a 3$, 3S500, 4JJ e 5, ditos de me- S
ri de cordo para luto a 5$, colletes de I
casemiras prelas, ditos de ditas de cores,
dilos de gorguro pretos e de cores a 5,' <
69 e 70, ricas casacas de pannos muito (i- |
nos a 35$ e 409, sobrecasacas dos mesmos '
pannos a 28j>. 30$ e 35g. paletots dos mes-
mos pannos a 2$ e 249. paletots saceos
de casemira modelo inglez 108, ditas de
casemira mesclado muito fino de apurado
goslo 15$ e 169, dilos sobrecasa das mes-
mas cores a 18$ e 20$, dilos sobre de al-
paca pr<;ta fina a 7J e 89, ditos saceos a
49. dilos de fusto branco e de cores a 49,
49500 e 59, ditos de brim pardo muito
superior 49500, camisas pa.-a menino de
todos os lmannos a 26g000 a duzia, meias
do todas os tamanhoa para menino e me-
ninas, palitots de todos os tamanhos e
qualidades pira os mesmos, colletes de
brim branco a 3|500 e 49. ricos colletcs
villudo preto bordado c de cores diver-
sas e por diversos precos, ricos coberto-
res de fuslo archoado para cama a 69,
colarinha de linho a peere a 69500 a du-
zia, assim como temos recebido para
dentro desle estabelecimento um comple-
to sorlimenlo de fazendas de goslo para
senhoras, vestimentas raodermspara rae-
ino e menina* de quatro a seis annos e
1 tudo vendemos por oreos razoaveis. Aa-
1 sim como oeste estabelecimento manda-
|.se apromptar cosa presteza todas as qua-
I lidades da obras relativo a fllcioa de al-
(aiale sendo isto com todo goslo e asm.
MHWMHW 9N9K 9H1111101
Inflammaca dabeziga.
da matriz
Lepra.
Males daaepe tas.
dos pellos
de olhos.
Mordeduras de Huptta.
Picadura de mosquitos.
Pulmoes. j
Queimadelas.
Sarna
Supuracdes ptridas.
Tin ha, em qualquer par-
te que seja.
Tremor de ervos.
Ulceras na bocea,
do ligado.
das articulaces.
Veias torcidas ou noda-
das as pernas.
ungento no estabecmento
geral de Londres n. 224, Strand, e na loja de
todos os boticarios droguistas e outras pessoas
encarregadas de sua venda em toda a America
do snl, Havana e Hespanha.
Vende-se a800 rs., cada bocelinha contm
urna lnstrucco em prtuguez para o modo de
fazer uso deste ungento.
O deposito geral em casa do Sr] Soum,
phirmaceutico. na rua da Crun. 22, em Per-
nambuco. ,.
Peanas de ac inglezas.
Vendem-se na rua da Cadeia do Recife, loja n.
7, deGuedes& Goncalves, as verdadcirasipennas
de seo inglezas, mandadas fabricar pelo profes-
sor de calygraphia Guilherme Sculy, pelo mdico
preco de 19500 a caixa.
Bezerro francez
grande e grosso:
Na rua Direita n. 45.
Attenco.
Na rua do Imperador, junio a bolica, ha todos
os dias, s 7 horas da manha, leile de vacca,
puro, pelo preco de 400 rs. a garrafa.
Vende-se meia legoa de Ierra em quadro,
na freguezia de Agua Preta, terreno todo de var-
zeas, regado por tres riachos bastante fortes,
margem do rio Una, e defronte da quarla estacao
da va frrea : quera pretender compra-lo. pode
dirigir-se nesta praca ao Sr. Herculano Deodato
dos Santos, na rua do Cabug, e ao Sr. Antonio
Francisco Marlins de Miranda, na rua da Praia,
e no Rio Formoso ao Sr. Jos Pcreira Lins.
Veudo-se por muito menos do seu valor
um escravo pardo, que representa ter 40 annos
de idade, o qual acha-se recolhido casa de de-
tencao por ter fgido : quem o pretender, diri-
ja-se a rua da Cruz n. 62, terceiro andar, junto
ao Sr. Fortunato, ou & mesma casa de detenco
ao Sr. Leoncio, chaveiro da mesma.
Saceos cera milho a 49, dilos com farelo a
49 : na taberna da estrella, largo do Paraizo nu-
mero 14.
Vende-se um cerro de 4 rodas, bem cons-
truido e forte, com assento para 4 pessoas de
dentro, e um assenlo para boleeiro e criado fra,
ferrado de panno fino, e ludo bem arranjado :
para fallar, com o Sr. James Crabtree & C. n.
42, rua da Cruz.
Em casa de Soulhall Mellors 4C ruado
Trapiche n. 38, vendem-se os seguintes artigos:
Chumbo de munico sortido.
Pregos de todas as qualidades.
Alvaiade.
Vinho de Shery, Porto, Hungarian em barris.
Dilo de Moselle em caixas.
Coguac em caixas de duzia e barris.
Reoslos de ouro e prala, patente echronome-
tros, coberlos e descoberlos (bem acreditados).
Trancelins de ouro para os mesmos.
Biscoitos sortidos em latas pequeas.
DA
FlNDIClO LOWMOW,
Roa da Senzala rtova n. 42.
Neste estabelecimento continua a haver um
comapletosortimentode moendas e meias moen-
das para eu9enho, machinas de vapor e taixas
de ferro balido e coado, de todos os tamanhos
para dto.
Roupa feita.
Rua Nova n. 49, junto
a igreja da Conccigo' dos
Militares.
Neste armazem encontrar o publico
um grande e variado sorlimenlo de rou-
pas feilas, como sejam casacas, sobreca-
sacas, gndolas, fraques, e paletots de
panno uo preto e de cores, paletots e
sobrecasacas de merino, alpaca e bomba-
zina pretos e de cores, paletots e sobre-
casacos de seda e casemira de cores, cal-
cas de casemira preta e de cores, dilasde
merino, de princeza, de brim de linho
branco e de cores, de fusto e riscodos,
calcas de algodo, collele3 de velludo
preto e de cores, dilos de setim prelo e
branco, ditos de gorguro e casemira, di-
tos de fustes e brins, fardamentos para
a guarda nacional, libres para criados,
ceroulas e camisas francezas, chapeos e
grvalas, grande sorlimenlo do roupas
para meninos de 6 a 14 annos ; nao agra-
dando ao comprador algumas das roupas
feilas se apromplaro outras a gosto do 3|
comprador dando-se no da convenci- 5>
nado. *
Pianos
Saunders Brothers & C. tem para vender em
eu armazem, na praca do Corpo Santo n. 11,
alguns pianos do ultimo gosto, recentimenle
chegadoe, dos bem conbecidos e acreditados fa-
bricantes J. Broadwood &Sons de Londres, e
muito proprios para este clima.
imm
cobertoa e descobertos, pequeos e grandes, de
ouro patente inglez, para homem a aenhora,
de um dos melhores fabricantes de Liverpool,
viudos pelo ultimo paquete inglez-: emeasa de
Southafi Mellors C.* [
CALCADO
Grande sortimento.
45Rua Direita45
Os estragadores de calcado encontra-
r5o neste estabelecimento, obraj supe-
rior pelos precos abaixo :
Homem.
Borzegainsaristocrticos. .
Ditos (lustre e bezerro).....
BoiiKguins arranca tocos. .
Ditos econmicos.......
SaoatSes de bater (lustre). .
Senhora.
Borreguinsprimeiraclasse (sal-
lo de quebrar) ......
Dilos todos de merino contra
calos (salto dengoso).....
Borzegums para meninas (fbr-
l:issimos)..........
E um perfeitosortimentodetoio cal-
cado e (taquillo que serve para fabrca-
lo, COTOO sala,ouros, marroquins, cou-i
ro de lustre, fi, titas, sedas etc.
9000
7$000
70000
6$000
50000
5|000
4^500
4^000
importante.
45 Rua Direita 45
Este estabelecimento quer acabar
com alguns pares de borzeguins que lhe
restara, dos famosos arranca-tocos, ci-
dadaos etc., e sem o menor defeito, re-
duzindo-os ao preco de 7^000
SYSTEMA MEDICO DE H0LL0WAY.
PILULAS HOLLWOYA.
Este Inestlmavel especifico, composto inteira-
mente de hervas medicinaes, nao contm mercu-
rio, nem alguma outra substancia delecteria. Be-
nigno mais tenra infancia, e a compleico mais
delicada igualmente prompto e seguro para
desarreigar o mal na compleico mais robusta ;
inteiramente innocente em suas operacoes e ef-
feitos; pois busca e remove as doencas de qual-
quer especie egro por mais antigs e ienazes
que sejam.
Entre milhares de pessoas* curadas com este
remedio, muitas que j estavam as portas da
morte, preservando emseu uso: conseguiram
recobrar a saude e forcas, depois de haver tenta-
do intilmente todos os outros remedios.
As mis afflictas nao devem entregar-se a de-
sesperaco ; facam um competente ensaio dos
efficazes effeitos desta assombrosa medicina, e
prestes recuperaro o benecio da saude.
Nao se perca tempo em tomar este remedio
para qnaiquer das seguintes7 enfermidadea :
Accidentes epilpticos.
Alporcas.
Ampolas.
Areias(malde).
Asthma.
Clicas.
Convulses.
Debilidade ou extenua-
cao.
Debilidade ou falta de
forcas para qualquer
cousa.
Dysinteria.
Dor de garganta.
de barriga,
nos rins.
Dureza no venare.
Enfeimidades o ventre.
Ditas no figado.
Ditas venreas.
Emaqueca.
Herysipela.
Pebre biliosas
Febreto internitente.
Febreto da especie.
Gotta.
Hemorrhoidaa.
Hydropesia.
Ictericia.
Indigestos.
Inflammaces.
Irregularidades
menstuaco.
Lombrigasde toda es-
pecie.
Mal de pedra.
Manchas na cutis.
Obstrucco de ventre.
Phtysica ou consump-
pulmonar.
Retencao de ourina.
Rheumatismo.
Symptomas secunda-
rios
Tumores.
Tico doloroso.
Ulceras.
Venreo (mal).
em grande sortimento para
homens, senhoras e
meninos.
Vendem-se chapos francezes de superior qua-
lidade a 6$50fj,7 e 8, dilos de velludo, copa al-
ta e baixa a 7$, 9 o lOg, dilos de lontra pretos e
de cores, muito finos a 6* e 7j>, ditos do chile a
3S500, 5, 6, 8,10 e 12, ditos de fellro em gran-
de sorlimenlo, lano em,cores como era qualida-
des, para homens e meninos, de 25O0 a 7$, di-
tos de gorgurSo com aba de couro de lustre, di-
los de casemira cora aba forrada de palha, ou
sera ella e4g, dilos de pallia ingleza, copa alia
e baixa, superiores e muito em conta, bonetes
francezes e da Ierra, de diversas qualidades, para
meninos, chapeos de muitas qualidades para me-
ninas de escola, chapelinascom veo para senho-
ra, muito em conta e do melhor gosto possivel,
chapeos de seda, dilos de palha amazonas, enfei-
les para cabeca, luvas, chapeos de sol, e oulros
muitos objeelos que os senhores freguezes, vis-
ta do prego e da qualidade da fazenda, nao dei-
xaro de comprar; na bem conhecida loja de
chapeos da rua Direita n. 61, de B. deB. Feii
BKB-SISBl-rai
Vendem-se fazandas por barato
preco e algumas por menos de seu
valor para acabar, em pega e a reta-
lho : na ruado Queimado loja de 4
portas n. 10.
A7,000 rs.
Ferros woDBibs cora
Mese descanso.
Aterro da Boa-Vista n. 4"6.
Rua do Queimado, esquina para o Livramealo
loja das sete portas.
Rua da Cruz, fundos do Corpo Sanio, roja da
cera n. 60.
Para acender luz do gaz.
Rolos de cera crystalisada era pacoles
bem acondicionados a 500 rs. cada um
do Imperador defronle de S. Francisco
e^a^'na'rra '$?% "^ bwn
Taberna da estrella.
Largo do Paraizo d. 14.
Vende-se maoleiga inglez a 800 rs. a libra
dila franceza a 600 rs cr, hysson a 1$800, caf
a 280 rs., loucmho a 360, arroz do Maranhao a
120, chouricas a 600 rs., talharim a 320, aletria
a 400 rs., doce de goiaba fino a 1J120 o" caixo
doce de frucias a 800 rs. a lata, milho a 240 a'
cuia, dilo alpisla a 200 rs. a libra, tinta de escre-
ver a 240 rs. meia garrafa, espermacele a 640 a
libra.
AiioFafaina
Na rua do Crecpo, loja de
miudezasde tres portas
numero 5,
Grande c variado sorlimenlo de roiudezas, tan-
to para praga como para o malo.'e Indo por me-
nos preco do que em outra qualquer parte, para
as senhoras do bora e barato : ricas caixas para
costura, de diversos tamanhos, obra de apurado
goslo, pelo dimiuulo prego de 10$, 15, 20, 25,
30 o 40; cada urna, caizas de metal com ps de'
arroz, o melhor possivel, a i$, ditas muilo boni-
tas com amendoas, confeilo, etc.. a 2J, ditas com
6 macinhos de grampos, de diversos tamanhos e
lorneedas a 500 rs., ricas gollinhas de linho, o
melhor que lem vindo ao mercado, a 2{J e 2*500,
novas filas de cascarrilha para enfeiles de vesti-
do, pretos e de coros, a 2$, 2&500, 3 e 4 a peca,
ricos pentes de tartaruga lisos e virados, por di-
minuto preco, e oulros mullissimos objeelos para
senhora, e por barato prego, para apurar dinhei-
ro, como bem, franjas do linho, galSo de linho,
boloes de vidro e linho para casavequesa 320 rs.
a duzia, trancinha de linho para casaveques a
320 o covado, e oulros mais objeelos que dona-
se de annunciar para nao se tornar muilo ex-
tenso.
Para homem.
Ricas bengalas de massa a imitacao de unicor-
ne, as melhores que tero vindo, e muilo delica-
das, a 10 cad/a urna, ricas cadeias de ouro com
pedras, obra,de gosto, c pelo barato preco de 15,
20 e 30. ridos correntoes para rclogioi obra de
goslo, pelo/barato preco de 25 a 30.mcias muito
fin.s de fii> de Escocia, brancas, a 800 rs. o por,
e 8J a d/zia, ditas de cores tambem muilo finas
e bonitas cores a 640 rs. o par, e 7 a duzia, ri-
cas eselo vas para cabello, cabo de baleia e muilo
delicadas a 31 rada urna, baralhos francezes com
beiras dourlBas, caixinhas com duas duzias, a
1600, -icas minias de relroz para grvala com
ricos alfinetes a 48, e outros muitos objeelos para
a rapaAcada do bom goslo, e barato preco : na
rua do JCrespo, loja de miudezas de tres porlas
numera 5.
A mil reis o cento.
s com estalo para sortes de Santo Anto-
Joao e S. Pedro al o eento. pois quem
ao deixar de comprar pelo preco e boni-
eis: na rua do Crespo, loja de miudezas
porlas n 5.
Para mase
Pentes de">baleia para atar
zia, ditos-de oTsi^re paro alisai4 4 ditos
de dito para niar\a a500- a ul[t, pmada
de llollanda muilo i^o 280 rs. a dbziai bara-
iymnCezes """'O Anos a 400 rs. o baralho, e
a4500 a duzia, ditos porluguezes muilo finos a
240 o baralbo, e fi500 a duzia, tesouras finas
para costura a 1$ a duzia, caivetes finos para
peonas a 2j o duzia, e outros objeelos para mas-
calcs e boceteiras, que se vende por todo preco :
na rua do Crespo, loja de miudezas de tres por-
tas n. 5.
RELOGIOS.
Vende-se em casa de Saunders Brothers &
C, praca do Corpo Santo, relogios do afama-
do fabricante Roskell, por precos commodos,
e tambem trancellins e cadeias ara oa mesmos,
deexcellente Kosto.
por sacca de
Irmaos.
4000 rs.
milho; nos armazens de Tasso
37.
Rua do Queimado n.
A 80 cortesde vestidos de seda quecustaram
60; a 16 cortes de vestidos de phaulasia que
custaram 80; a 8S chapelinhas para senhora:
na rua do Queimado n. 37.
Enfeites de vidrilho e de retroz a 4 cada
um : na rua do Queimado n.37, loja de 4 portas.
Em casa de Rabe Scbmettan &
C, rua da Cadeia n. 37, vendem-se
elegantes pianos do afamado fabrican-
te Traumann de Hamburgo.
SABO
do deposito geral do Rio
com Tasso & Irmoa.
de Janeiro: a tratar
Facas, garios e co-
lheres.
Facas e garios com 2 boloes, muilo finas, a 7
a duzia, ditas muito finas, cabo de viado, a 4 a
duzia, dilas ditas, cabos oulovados, a 3500 a du-
zia, capachos compridos e redondos para portas
e salas a 640 rs. cada um, colheres de melal para
sopa, muito finas, dilas do dilo para dita mais
inferior, ditas de dilo para cha muito finas, e ou-
tras qualidades muito mais baratas : na rua do
Crespo, loja de miudezas de tres porlas n. 5.
Escravos.
Vende-se urna escrava muala muito nova e
robusta : na rua da cadeia do Recife, primeiro
andar, n. 28.
Courinhos de cabra c de be-
zerro.
Vendem-se e de boa qualidade : na rua da
Cadeia do Recife, primeiro andar, n. 28.
Yelas de cera de carnauba.
Vendem-se por preco commodo e vontade
dos compradores : na rua da Cadeia do Recife,
primeiro andar, n. 28.
Toalhas e ricos lencos de la-
byriotho.
Vendem-se na rua da Cadeia do Rccie, pri-
meiro andas, n. 28.
Refinaco de assu-
car doMonteiro.
Continua-sc a vender assucar chryslslisado de
superior qualidade da acreditada retinara do
Monleiro, pelo preco de 7 a arroba ; os com-
pradores de mais do urna aruba dirijam-se rua
do Caes do Apollo, e a relavtio nos depsitos da
rua das Larangeiras n. 15 e praca da Boa-Visla
6L0J41f0 V4P0R.
Grande e variado sortimento de calcado fran-
cez, roupa feila, miudezas finas o perfumaras
ludo por menos do que em outras parles : na lo-
ja do vapor na rua Nova n. 7.
Vendem-se estas pilulas no estabelecimento
geral de Londres n. 2S4, Strand, e na loja de
todos os boticarios droguistas e outras pessoas
encarregadas de toa venda esa toda a Aaierica do
al, Havana e Hespanha.
Vendem-ae asbocedhas a 800 rs. cada ama
dellas, coatejn urna inslruccAo en portugus pa-
ra explicar o modo da m usar lalas pilulas.
O deposito geral as cata do Sr. Soum
pbarmaceutico. na rua da Cruz o. M, em Per-
naoabuco.
Farinha de mandioca
nos armazens de Tasan 4 Irmaos.
Milbo
nos armazens da Taaao 4 Irmaos.
Tachas para engenho
Fundio de ferro e bronze
u
Francisco Antonio Corroa. Cardozo,
tem um grande sortimento de
lachas de ferro fundiQ, assim
como se faz e concertarse qual-
quer obra tanto da ferro fun-
dido como batido.
te
Engenho.

Vende-se o engenho Santa Luzia, sito na
freguezia de S. Lourenco da Malta, entre
os engenhos Penedo de Baixoc Penedo de >
Cima : trata-se no mesmo engenho ou no &
engenho Mussambique com Felisbino de U
Carvalho Raposo. #
Milbo novo em saceos grandes,
Farello de Lisboa saceos grandes.
Arroz de casca dito dito.
Farinha demandioca superior dito dito.
Feijao oorn principio de furo a k9-
Veode-se muito trato o armasem
de Hanoel Joaquim de Oliveira & C ,
rua do Codorniz n. 18, em frente da
travesa da Madre de Dooi.
(MUTILADO!


mr
#^IWJUrll
1?
----- .....--.,____....._--------^ ._.;______' v^:^-'
-Largo da Penha-
Manteiga perfectamente flor a 800 rs. a libra e em bwril se far mais algum abatimento. "
Que'ijos wuito hoyos
a 1S700 rs. e em cana se far mais algum abalimeuto nicamente no armazem Progresso.
A.meVxas francezas
pTorsso? Olha C Campolcirasde *""> a 900rs., e cm porgo se far algum abatimento 80 no
CaTtocs de bolhiAios
multo novos proprios para mimos a 500 rs., e era porcao se far algum abatimenlos no Progresso.
Figos de comadre
umCpareohcommodolemCnle enfeiladafi0 ProPrias Para mimos s no Progresso e com viste se far
Latas de soda
com 2 i|jlibras do differcnlcs qualidadesa 1&600 rs., nicamente no armazem Progresso.
Conservas
a 700 rs. o frasco veode-se nicamente no armazem Progresso S?
1&o\ac\\li\\\a ingVeza*
muito nova a 320 rs. a libra e barrica 4$, unbamenle no Progresso.
Potes Yidrados
no p* 8 lib"s ProPriasPara manteiga ou oulro qualquer liquido de 400 a 1*200 rs. cada um, se
C\iocolate fraucez
J&S.iuS^!*" como vcn br?Mni h i Pres,mtS m rs- a ,ib". chourica muilo nova, marmelada do mais afamado fa-
:' "e,f-lsba maade lmate, pera secca, pascas, fnictas em calda, amendoas, nozes, frascos
ni n.. cobertas, confeitos. pastilhas do varias qualidades, vinagre branco Bordean propro
mamTfr 3' charutos dos melhores fabricantes de S. Flix, macas de todas as qualidades, gora-
snprmipoil?*' e,r i- franceza. champagne das mais acreditadas manas, cerveias de ditas,
iaui -I: 1,cores frar>cezes muito finos, marrasquino de zara, azcile doce purificado, azei
mMKi no.vas. oanha de porco refinado e oulros muilo gneros que encontraro tendente a
luoinauos.por >sso promelem os proprielarios venderem por muito menos do que oulro qualquer
promeiem mais tambern servirem aquellas pessoas que mandarcm poroulras pouoo pralicas como
se wessera pessoalinente ; rogam tambera a lodos os sdiihores de engenho e seuhores lavradores
qjeiram mandarsuas encommendas no armazem Progresso que se lhes aflianra a boa aualidadee
o ocondiaouamcnto. *
Verdadcira goma de matarana
a 400 rs. a libra, s no Progresso.
Palitos
cilliaios para denles a 200 rs. o maco com 20 macinhot. s no Progresso.
Cu \\yson, peruia e preto
os melhores que ha no mercado de lc600 a 2j>500 a libra, s no Progresso.
Passas cm caixinlias de 8 libras
as mais novas que tero vindo ao nosso mercado pelo diminuto proco de 2$560, s no Progrosso.
Macas cm caixinlias de 8 libras
contondo 405 qualidades pevide, grao de bico, eslrelinha.alctria branca e amarella o pastilhas de
masa, s no Progrosso, e com a vista se far um prego commodo.
Cuouri^as c palos
"S!* "VaS que lera I?P ao mercad.so no Progresso, afiangando-se a boa qualidade e a visla.
se iara um proco commodo.
UNIVERSAL
REVISTA HEBDOMADARIA
COLLABOBADO
PELOS SRS.
D',,m."* J" CSta 7a." F;.de Caslilho-Anlo.no Gil-Alexandre Hcrculano A. G. Ramos- A-
&. r"f8TA"gu0^? L,ma-Antunio deOliveira Marreca-Alves Branco-A. P Lopes de Men"
donca-A. Xavier BodnguesCordeiro-CarlosJos Caldeira-E. Pinto da Silva eC.inhiP PnLl
ArVrrF'> BordaUo-'- A-de OHvcira-J. a Maia-J. A Marques-5 d~e ndrde
o-J. daCos/a e,-J. Daniel Collaco-J. E. de Hagalh.es Coulinho- JG. Lobato Pires -
Tu- L ra V?Q*- Jun\?I~J-, Jli0 de 01lveira Knto- Jos Maria Latino
Uva des Leal jnior-Julio de Caslilho-Julio Mximo de Oliveira Pimentel
*7m > .a FAC?aZ~S& de Forre?~J- S. da Molla-Leandro Jos da
i i7aLuJ* ?f -a C,unha-L- A- Rebell da Silva-Paulo Midosi-Ricardo
Mim Jos da Suveira Lopes.
DmiGIBQ
POR
~'vo-
1
A. P. de CarvalhoCarlos Jos.Barreiros.I. F. Sveira da Motta
Pagaiino.
Rodrigo
O archivo unitbrsal comer com o terceiro volume o.segundo anno da sua existencia : con-
seguio pois vencer urna das maiores difficuldadcs com que os jornaes litterarios de Portugal teera
do ludir, e venceu com honra, satts(izendo cora a maior pontualidade lodos os compromissos
um periodo extremamente perigoso para "jos publicaces desla natureza.
fncetando o seu segundo auno, como So altera o systcma seguido at agora, o archivo uni-
versal nao aprsenla programma novo; 'i/tye como no principio appella para o futuro- cora a dif-
ferenga porm de poder tambern invocar emseu abono o passado. que j conta ; as sym'palhias que
tomobtido, osbons esenptos que lem apresen,lado, e a rcgularidade da sua publicaco Paraos
que conhecora a alinbulada existenci do jornalfjsmo portugus,.para -os que sabem nuantis descoii-
li angas e necessano desvanecer, quaotas suspeilis affaslar, quantos embaracos romover para con-
MMir urna vida mais larga; csia tirocinio um
Regislra-o o archivo mais como um incenlko, do que como urna gloria, mais como urna es-
perance, do que como urna victoria. A aniraaSfc que recebeu obriKa-o a continuar como al hoio
empregando iodos osesforcos e empenho, loda alsolicilude e destello para se conservar digno-dos
scus intuitos e da sua poca. / "e""
Destinado a resumir todas as sema'nas o moliraento jornalistico e a offeree%r aos leitores con-
juntamente com a revista do que mais nolavel Mpuver occorrido na poltica, na sciencia na indus-
1" !naS "r ?S"1alfnM allf?S fr,?inaes sofbre #aes1uer dtes assumplos, esle peridico publica-
S ifiDt6 ? S er.?aS te.'raf,nm fo"'f^ 16 paginas em bom pap'el e lypo. completan-
do lodos os semestres um volume de 420 pagms cora ndice c frontespicio competentes
Assigna-se era Pernambuco, a ra Nova ni. 8, nica agencia.
CONSULTORIO
DO
Dff. P. A. Kobo Hoscoso,
3 RA DA GLORIA, CACADO n\l> AO 3
Cliuica por ambos os systemas.
mnlrau nI;H^^SCOSOd consultas todos os das pela manha ede tarde depois de 4 horas
K;SSJa;o"?MW"nu^e,,to,,IOip,,ra adade como para osengLhos o Suras
Os chamados devem ser dirigidos- sua casa at as 10 horas da manha e em caso de ur
Nogueira de Souza na ra do Crespo ao p da ponte velha.
pntoKinnor a "I3 d a,nn,ciante char-se-ha constantement e os melhores medica-
mentoshomeopathicos ja bem conhecidos e pelos presos seguintes:
Botica de 12 tubos grandes,..........10&000
Ditos de 24 ditos. ,_ 158000
^Meg^...............25S000
Ditos de 60 ditos...............OaOOO
Tubos avulsos cada um........ 1COOO
Frascos de linduras........,...*.'" 2jj000
Manoal de medicina hoiaeopathica pelo Dr. Jahr traducido
em portuguez com o diccionario dos termos de medi-
?f2S^<2imenlc.d Dr- Herin. com d.cionario. 10fl000
Repertorio do Dr. Helio Moraes. 6J000
FUNDIQAO D'AURORA.
Seus propnetanos offerecem a seus numerosos freguezes e ao Dublieo em bm-hI tndn o
crualquer obra manufacturada em seu reconhecido estabelf cimento a^sKr macSna^de Vanor de
todos os lmannos rodas d'agua para engenhos todas de ferro ou par cuboj"de mideira Zp
dase meias moendas, tachaste ferro balido e fundido de todos os lmannos uSdlM ^nln"
chos e bombas, rodas, rodeijf, aguilhes e boceas para fornalha, machinas ara t n"
dioca e para desedrocar algodo, arencas para mandioca e oleo d"i"5iportoes Sadaria S"
r.aL?.Ln.h0KS 1e/enl. "/os, cuUTjJoias. pontea, taldeiras e Uno'uirboias^w.wnw."
tes e todas as obras de machinisrao. Exectita-se qualquer obra sa qual f aa atarMa SfuS
^s-nhos ou moldo. qUQ para tal Qm forem apresentados.4 RecebemX eacoramendas eatS S?
rnCTnl? ^,rUa d ?c-mt28 A, na ru" d0 Colchle do Imperador B..mor.d?aa0c
MA?BIO DE PBRtfaMftDCQ. K
Em Qascle Basto &Lemos
ra do Trapiche n. 17, Tn-
dse:
Chao,'. >o em len^ol^
Carino jde dito.
Cabos de linho inglez.
Selia patate inglez com todos os per-
temes.
Papel de imprimir.
P^nellas de ferro..
Baldes dezineo.
Livros em branco inglez.
Gadeiras gimovezas. *
Licore s finos em garrafasde crystal.
linxolre em caixas de 3 arrobas.
Alvaia Je de Veneza.
Cordo Iba para apparelhosde navio!
Chapeos de palha de Italia singelos.
Vassouras genovezas.
Drogas i versas.
Banheiros ce marmore.
Talhas de bdrro vidrdo.
Escravos venda.
Vendem-se, trocam-se "e corapram-se eicra-
vos de t ida idade, e do ambos os sexos ; na ra
do Imperador n 21, primeiro andar.
i irados americanos e machinas
para U.varroupa: em casa de S. PJ Jo-
hnston & C. ra da Senzala n. 42.
Vinlio de Jordeaux
Era ca:;a de Kalkmann lrm3os&G.,
Cruz n. 1.0. enconlro-se o deposito das be
nhecidas marcas dos Srs. Brandenburg F
e dos Srs. Oldekop Mareilhac & C, em
deaux. Tem as seguintes qualidades :
De Brandenburg freres
St. Esli'h.
St. Julie i.
Margaux
Larose.
ChAlcau Lovile.
Chteau Uargaux.
De Oldekop & Mareilhacj.
St. Julien.
St. Julien Mdac.
Chateau Lcoviile.
SABBAW) 8 B* 1IAIO BE' 1WO.
ra
o
da
co-
res.
Bor-
ara
Na mesma casa ha
vender :
Sherry era bar;-is.
Madcira en barris.
Cognac em barris. qualidade fina.
Cognac e n canias qualidade inferior.
Cerveja tranca.
Tachas e moendas
Bragai Silva c, lem sempre no seu deposito
da ra s Moeca n. 3 A, um grande sortimenlo
J/i asem'?endas para engenho, do multo
acreditad 3 fabricante Edwin Maw : a tra.ar no
mesmo djposilo ou na ra do Traoiche a
Pechincha.
44.
guica,
largo,
a urna.
Com pequeo toque de avaria
Na ra do Cueimado n. 2, loia do Pr
vendem-e pecis de algodao;encorpado,
cora pequeo toque de avaria a2J500 cad t
Aos mants da economa
5 nia d0 ?.';einiado n- 2, loja do Pr guica,
vendem-fe chitas de cores fixas bastanllescu-
rs oPcov doaUiSm PreS de 6 a pei*t e 160
iih0Ca" e de 'acca tl8ad". em barris de 200
libras : en casa delassolrmaos
de
eores.
>endcm-se oleados decores os mais C
possivcl neste genero, e de diversas 1
por preco corarBodo : na ra Direila n.
de chapeos de B. de B. Feij,
nos que
arguras,
loja
61
Ra da Senzala Nova el 42
Vende-?eemcasade S. P. Jonhston C. va-
quetas de lustre para carros, sellins e silhes in-
gtezes, candeeiros e casligaes bronzeados lo-
nas inglesas, fio de vela, chicote para carros, e
montana, arreos para carro de um e dous cval-
os, e reloios d'ouro patente injrlezes.
Camas de ferro, o mais barato que ha no
morcado de 203 a 30> nicamente em casa de
Julio & Ccnrtdo.
Vende-$e um pequeo sortrnento
de copos, clices e garrafas de vidro :
em casa de Brender % Brandis & C ,
ra do Trapiche n. 16.
Vende-se um lindo moleque de 10 11 an-
uos, vindo do Cear : na ra da Cruz n. J3.
Na ra Nova n. 35, vende-se fari|nha de
mandioca a dmheiro visla. pelo bartissimo
preco de 58600.
Para acabar.
No bazar da ra do Impe-
rador, defronte do
psito do gaz.
de-
libra a
a libra
UO rs.
4&500.
agar-
par a
dillerenles
Fresuntcs para fiambre, a libra a 400 rs
E"e"etescharutos e perfeitos, em (aixinha
u6 1UU fl 12pa
Excelleute cevadinha para sopa, a
160 rs.
Amendois de casca mole muilo nova.
a 300 rs.
Macarro.a libra a 200 rs.
Farinha do reino para bolos, a libra a
Exceilenle cerneja franceza, a duzia a
Licores linos de caf e outros extractos
rafa a Ig6(i0.
Champanha muito boa em garrafas ii)leirasa
Dita em meias garrafas a lJfOOO.
" 3 o2U rs.
Bolinas lara s?nhora, o par a 1#600 rs
Excellcnlcs e3parlilhos a 4#500.
Lindas r domos com jarro e flores.
ogooo. .
Latas de soda com 2 1|2 libras de
qualidades a 1821)0.
Ditas de 3 libras a 2$500.
Frascos com pastilhas a lflOOO.
Ditos mriores i 2JS.
Rua Direila n. U
9
Na grande fabrica de taban-
cos da rua Direita, esquina
da travessa de S. Pedrc nu-
mero 16. *
Ha effeclivameiite um grande sortimenlo de ta-
raancos de todas as qualidades que so vendem
tanto a retalho como em pequeas e grandes por-
ces, mais baratos do que em outra qualquer
parle. ,
. T". vend(:-se urna empanada com mechanismo,
inteiramenle nova, chegada ullimamente de Pa-
rs : paca ver e ajostor, na rua do Crespo n. 4,
loja de J. Filqq*.
Plailas de flores.
. Mr-pe]lore, membro da sociedade de hprlicul-
lura de Pars, retirando-se para a Europa no pr-
ximo vapoi que se espera do Rio, resolveo
vender sua grande eoleeso de plantas, cento
por cento ir ;nos dos seus precos que al agora
tem rendido : na rua do Cabug n. 3 A.
(1)
DE
GAtKDECEABOA I (fil|lQ) El ig?g|#
Sita na rna Imperial n. i 18 e 120 junto a fabrica de sabo.
DE
Sebastio J. da Silva dirigida por Francisco Belmiro da Cosa
Neste estabelecimento ha sempre prompios alambiques de cobre de ditrerentes'dimonrp.
(de 3009 a 3:000$) simples e dobrados. para destilar agurdenle, aparelhos destilatorio> ?oiTtio
para resillar e destilar espintos cora graduar^ao at 40 graos (pela graduacao deSellon Cartier) do
melhores systemas hoje approvados e conhecidos nesta e outras provincias do imperio bombas
de todas as dimencoes, asperanles e de repucho tanto de cobre como de bronze e ferro 'tomeins
de bronze de odas as dimenQdesefeitios para alambiques, tanques etc., parafusos d'e bronze e
ferro- para rodas d agua,portas parafornalhas ecrivos de ferro, tubos de cobre e chumbo de todas
as dimencoes para encmenlos, camas de ferro com armacao e sem ella, fuges de ferro Dotaveii p
econmicos tachas e lachos de cobre, fundos de alambiques, passadeicas, espnmadeiras cocos
para engenho. folha de Flandres, chumbo em lencol e barra, zinco em lencol e barra ls'nres l
arroellas de cobre, lenC6es de ferroo lato.ferro succia inglez de todas as ditnnsoes safra-, lomos
e folies para ferraros etc., e outros muitos artigos por menos preco do que em outra 'ualaer
parte, desempenhando-se toda e qualquer encommenda com presteza e perfeico i conh^i.i
epara commodiflade dos freguezes que se dignarem honrarem-nos com a sua confianca arhi
rao na rua Nova n. J loja de ferragens pessoa habilitada para tomar nota das encoJ6endas
Relogios de ouro e.pratft.
Em casa de lenry Gibson, ruada Cadcia do
Recite n. 62, ha para vender um completo sorti-
menlo de relogios de ouro e prata, chronomc-
iros, meios chronoineiros e de ptente, os me-
lhores que vem a esle mercado, e a precos ra-
zoavcis.
37 Rua do Qucimado 37
Loja de 4 portas.
Chegou a este estabelecimento um completo
sortimento de obras fitas, como sejam : pale-
lots de panno fino de 16g at 28J, sobrecasacas
de panno fino preto e de cores muito superiores
a 359, um completo sorlimento de paletots de
nscadinho de bnm pardo e broncos, de braman-
te, que se vendem por prego commodo, cerou-
las de linho de diversos tamanhos, camisas
francezas de linho e de panninho de 2$ at 5g
cada urna, chapeos francezes para homema 89,
ditos muito superiores a 109, ditos avelludados,
copa alta a 139, ditos copa baixa a 10$, cha-
peos de fellro para hornera de 49. 59 e at 79
cadaum, ditos de seda ede palha enfeilados pa-
ra meninas a 109, ditos de palha para senhora a
12J, chapelinhas de velludo ricamente enfeita-
dasa 25g, ditas de palha de Italia muito finas a
25g, corles de vestido de seda em cario de 40g
at 150J, ditos de phantasia de 169 at 35SOOO,
gollinhs de cambraia de 19 at 59. manguitos
de 1S500 al 59, organdys escuras e claras a
800 rs. a vara, cassas francezas muito superiores
e padres novos a 720 avara, casemirasde cor-
les para colletes, paletots e caigas de 39500 al
4g o covado, panno Dno preto e de cores de 29500
at 10g o covado, cortes decolletede velludo
muilo superiores a9e 12g, ditos de gorgurao
e de fustSo brancos de cores, tudo por prego
baraio, atoalhado de algodo a 19280 a vara,
corles de casemiras de cores de 5 at 99, grosde-
naples de cores e pretos de I96OO at 39200 o
covado, esparlilhospara senhora a 6$, coeiros
de casemira ricamente bordados a 129 cada um,
lencos de cambraia de linho bordados para se-
nhora a 9 e 129 cada um, ditos lisos para ho-
rnera, fazenda muito superior, de 12 at 209 a
duzia, casemiras de cores para coeiro, covado a
2S0O, barege de seda para vestidos, covado a
19400, um completo sorlimento de colletes de
gorguro, casemira preta lisa e bordada, e de
lusiau decores, os quaes se vendem por barato
prego, velWo decores a 79 o covado. pannos
para cimaife mesa 109 cada um, merino al-
cochoadojfoprio para paletots e colletes a 298OO
o covadoMands para armago de cabello a
00, sfecos de tapete e de marroquim para va-
de pregara, que tudo se vende vontade dos
freguezes, e outras muilas fazendas que nao
possivel aqui mencionar, porm com a visla dos
compradores se mostrarao
' S.'NETES PARA MARCAR ROUPA*
2 2 ItA DA MPERATRIZ 2 2
Camisas inglezas.
Pregas largas.
Goes Rua do Qoeimado n. 46, frente da loja
amarella.
Acaba de chegor na bem conhecida loia de
Goes & Bastos, um grande sortimenlo das muito
desojadas o verdadeiras camisas inglezas, coro
peilo de linho e pregas largas, j bem conheci-
das pelos freguezes deste estabelecimento, as
quaes camisas ha muilo se eslava esperando, e
por ter grande porcao, temos deliberado, para
melhor agradarmos os freguezes, vende-las pelo
diminuto prego de 365 P* duzia.
Fazendas porbaixos precos
Rua do Queimado, loja
de 4 portas n. 10.
Anda restam algumas fazendas para concluir
a liquidago da firma de Leite A Correia, as quies
se vendem por diminuto prego, sendo tntre ou-
tras as seguintes:
Chitas de cores escuras e claras, o covado
a 160 rs.
Ditas largas, francezas, finas, a 240 e 260.
Riscados francezes de cores fixas a 200 rs.
Cassas de cores, bons padres, a 240.
Brim de linho dequadros, covado, a-160 rs.
Brim trancado branco de linho muito bom. va-
ra, a 19000.
Corles de caiga de meia casemira a 2jJ.
Ditos de dita de casemira de cores a 59.
Panno preto fino a 39 e 49.
Meias de cores, finas, para homete. duzia a
1800.
Grvalas de seda de cores e pretas a 19.
Meias brancas finas para senhora a 35.
Ditas ditas muilo finas a 4g.
Ditas cruas finas para hornera a i$.
Cortes de colletes de gorguro de seda a 29.
Cambraia lisa fina transparente, peca, a 49.
Chales de la e seda, grandes, um 29.
Grosdenaple preto de 1J600 a 29.
Seda preta lavrada para vestido a I96OO e 2JJ
Cortes de vestido de seda preta lavrada a 169
Lencos de chita a 100 rs.
La de quadros para vestido, covado, a 560.
Peitos para camisa, um, 320.
Chita franceza moderna, ngindo seda, covado
a 400 rs. ^
Entremeios bordados a 200rs.
Camisetas para senhora a 640 rs.
Ditas bordados finas a 28500.
Toilhas de linho para mesa a 29 e 4.
Camisas de meia, urna 640 rs.
Lengos de soda para pescoco de senhora a
560 rs.
Vestidos brancos 1 bordados para baplisar crian-
gas a 59000.
Cortes de caiga de casemira preta a 69.
Chales do merino com franja de seda a 59.
Cortes de caiga de riscado de quadros a 800 rs
a Mf rSSiVerde P"ra Te9lido de monla. cova-
Lengos brancos de cambraia, duzia, a 29.
Vende-se un cabriolet novo o moderno
cora os seus arreos, por preco commodo: na
rua do Hospicio n. 21.
Relogios.
Vende-se em casa de Johnston Pater A C, rua
do Yigario n. 3, um bello sortimenlo de relogio'
de ouro patente inglez, de um dos mais afa-
mados fabricantes de Liverpool ; tambera urna
vanedade de bonitos trancelins para os mesmos.
Em casa de Borott & C, rua
da Cruz do Recife n.5, ven-
. de-se:
Cabriolis muito lindos.
Charutos de Havana verdadeiros.
Presuntos para fiambre.
Fumo americano de superior qualidade.
Ghampanha de primeira qualidade.
Carne de vacca em barris de superior quali-
dade. '
Oleados americanos proprios para cobrir carros
Carne de porco em barris muilo bem acondi-
cionada.
Licores de diversas qualidades, como sejam :
o muilo afamado licor intitulado Morring Cali
Sherry Cordial, Uenl Julop, Billers, Whiskey A
C, tudo despachado ha poucosdias.
Machinas de coser, grandes e pequeas, de dif-
ferenles autores, de um raodellolnleirameiile
novo, por prego commodo.
Salsa parrilha em frascos grandes e pequeos
muito bem acondicionada.
Pilulas vegelaes (verdadeiras.)
Verme fuge.
Carneiros gordos.
No engenho Forno da Cal vendera-se carneiros
gordos por preco commodo.
Espirito de viiilio com \\
graos.
Vande-se espirito de vinho verdadeirocom 44
graos, chegado da Europa, as garrafas ou as ca-
andas: na rua larga do Rosario n. 36.
NOVO DEPOSITO
DE
do
Rna da Impcratriz n. 75
Neste estabelecimento recebeu-se ultimamen
te, em direitura da Europa, um grande sorli
ment de camas de ferro fundido e batido, e d_
todas as qualidades, e dos mais lindos modelos,
lanto de urna como duas pessoas, com armares
e sem eilas, ditas para meninos com varandas e
sem ellas, e berc.o de ferro, que tudo se vender
por preco commodo, tanto a retalho como em
porcao.
Albardas inglezas.
Anda ha para vender algumas albardas ingle-
zas, excellenles por sua durago, levesa
Ceblas
_ 1,a70 rs; oceuto.
a lh?,MHi,!,-r'0V 7* "taiga franceza a 00 re.
s&JSrffss:^8? s- 8o-
Largo do Carmo*
Esquina da rua de Hortas
numero 2.
ih!.en^~S^manleii''a '"'"a a 800 e a 19280 a
S;4Mia,nCe"u Cl"rS- P0ii,s 0!"n^ no-
vos a 480 a libra, chounns a 560. llgos -a 21*
m'.V.,I'a-Ssas }2?a para sPa 64. telharim e
SdaVfirr?,,a,aSCOm 91ibras deba"h
retinada a-68, volas de espermocete a 720 ac
fn/m^i"" .2i0a ,,hmS como tcm mui-
nanTeL0Hi03,endpnlRS a raolhail. ^ <
,P'eri"% 'l0 comP" nos preco do q.io em outra qualquer parte como
sejara que.joa chegados no ultimo vapor mar-
melada a mais nova que ha no mercado! conser-
vas passas. yinhos engarrafados e em pipas, de
lodosas qualidades. e oulros gneros quese dei-
iara de mencionar, e que s a visla do compra-
dor se dir o prego.
c,i7 .V^"d,era"se* 3 rahoM Proprios para depo-
suar bolacha em prdaria : na rua Imperial o.
4o, padana. r
vr MOLEQUE.
\endc-seum.opiimo moleque com 13 annos.
o qual Taz todo o servico de casa de pouca fami-
iae juntamente servo para p.gem : quera pre-
tender, dirjase rua da Cruz n. 23, secundo
UDU3I*.
Relogios patente inglez e meios chronome-
iros por menos do que em oulra qualquer casa
vende-se em casa de Julio & Conrado, na rua de
Queimado n. 48.
Relogios patentes.
Estopas.
Lonas.
Camisas inglezas.
Peitos para camisas.
Biscoutos.
Em casa de Arkwight & C., rua da
Cruz n. 61.
Aossenhores logistas de miudizas.
Bicos pretos de seda,
Ditos brancos c pretos de algodo.
Luvas pretas de torgal.
Cintos elsticos.
Linhas de algodo em novellos : vendrm-sa
por pregos commodos, em casa de Southall Mel-
lors & C, rua do Trapiche n. 38.
Vende-se superior linha de algodo, bran-
cese do cores, em novello, para costura : em
casa de Seuthall Mellor 4 C. rua do Torre*
n. 38.
Escravos fgidos.
-----------x gt*a i** -- r-- -j-vi <-.^m com-
gem.^um grande sortimeuto de macas e malas m?dldade para os ammaes : em casa de Henry
de rfri. ... i..a-----j. ,_____. Gibson,.rua da Cadeia do Recife n. 62.
Superiores chapeos de manilba.
Estesexcellentes chapeos que por sua qualida-
de e eterna durago, sao preferiveis aos do Chi-
le ; exstem venda nicamente em casa de
Henry Gibson, rua da Cadcia do Recife n. 62, por
prego commodo.
m
linha de novello de todos os sortimenlcs, meias
de seda inglezas de peso e mais inferiores bran-
cas e pretas, por pregos commodos : em casa de
Henry Gibson, rua da Cadeia do Recife n. 62.
AS MELHORES XAHINS DE COSER
DOS
Mais afamados autores de New York
I. M. SINCER & C.
WHEELER & WILSON.
No novo esiabeleciroento vendem-se as machi-
nas dcstes dous autores mostram-se a qual-
quer ora do da ou da noite e responsabilisamo-
nos por sua boa qualidade e seguranoa :no arma-
zem de fazendas de Raymundo Carlos Leite &
Irmao, rua da Iraperatriz n. 10, ulicamente
aterro da Boa-Vista.
Marmelada.
superior a
Na rua Direita n. 6, ha maimelada
640 a libra.
Attenco,
Na rua do Queimado, loja n. 8, vende-se um
exceilenle casal de cachorros galgos muilo novos
e de excellento raca ; vende-se por oecessilar a
pessoa relirar-se desla provincia.
Veede-se na travessa da rua Bella n. 4,
urna mulata de idade de 25 annos, que lava, en-
gomma e cozinha com perfeigSo : quera preten-
der, dirija-se a casa indicada] ou rua Nova nu-
mero 56.
do anti-
Ceblas novas.
E muito barata visla da qualidade ; nD
go deposito da rua do Vigario n. 27.
Feijo amarello
em saceos de 6 alqueires, do Porto, ou 30 cuias :
vende-se muilo barato para acabar : no antigo
deposito da rua do Vigario n. 27.
A pechincha antes que se
acabe.
Superiores cortes de chitas francezas largas, de
cores escurns.com lindos padrSs, de 10 cova-
dos cada corte, pel bartissimo pre^o de 2/500 :
nos quatro cantos da rua do Queimado, loia do
.sobrado amarello n. 29, de Jos Moreira Lopes.
Vende-se continuadamente farinha de man-
dioca, milho "farel do Lisboa, emsccos gran-
des, e muilo soprior a,ualidade : nartia do Ran-
gel n. 62.
i MUTILADO!-
Achando-se nesla cidade, para ser vendido,
o cscravo mualo de nome Saturnino, desappa-
reecu honleni, 2Gdc abril ao meiodia ; esle cs-
cravo de estatura regular, refoicado do corpo,
lera 25 annos de idade, pouco mais ou menos,
falla bem, enlende alguma cousa de sapateiro,
escravo do Sr Manuel Cavalcanli de Albuquer-
que, senhor do engenho Castanha Grande, na
provincia de Macei, perlo do Passo de Camara-
gibe; esle escravo lambem natural da mesma
provincia para os lados de Macei, e de suppr
que procuraste esses lugares, ou ande mesmo
por aqui : roga-se e quem delle der noticia ou o
pegar, de o levar ao dito engenho Castanha Gran-
de, se for por esses sitios pegado, e se for nesta
provincia oentregaro a Manoel Ignacio de Oli-
veira & Filho, no largo do Corpo Santo, que gra-
tificar com gencrosidade.
Dcsapparereu em fins de novembro do an-
no passado o pardo de nomo Virginio, que aqui
se achava para ser vendido, e suppe-se que lo-
mara o caminho da villa de Saboeiro ; este es-
cravo 6 de estatura menos que regular, magro,
picado de bexigas, e mal encarado : quem o ap-
prehender, ou delle der noticia na rua da Cadeia
do Recife n. 38, ser generosamente recompen-
sado.
Escravo fgido.
Na noite de 28 de abril prximo passado fugio
de casa de seu senhor um escravo de nome Bay-
mundo, bonita figura, falla b^m (cabra escuro] (
filho do Ico, d'onde veio, pouco mais ou menos,
a um anno, sahio de caiga branca do brim tran-
cado e camisa de madapolo, chapeo de fellro e
calcado : quera o apprehender e levar a rua da
Cadeia do Bccife u. 20, ser recompensado.
Graticacao de 50#000.
Fugio no dia 17 do crreme mez o escravo
crioulo de nome Marheus, de idade do 0 a 25
annos, e lom os seguintes signacs : cor prels,
altura regular, espigado e reforcado do corpo.
falla descancada, mos e ps pequeos, denles
alvos, andar gingado, passo miudo, e com bstan-
le espinhas no rosto ; levou caiga e camisa de al-
godo de lislras azues, chapeo de palha da Itilia
j usado com Illa prcla; esle escravo natural
de Quebrangulo, onde tem mi e irmaos, e foi
pertencente o dilo escravo neslc lugar aos Srs.
Cosme de Pinho Sinliago e Jos Francisco da
Costa, negociantes neslc lugar, os quaes compra-
rara e derara em pagamento aos Srs. Souza, Bar-
ros & C. desla praca, e esles venderam ao Sr.
Silvino Guilheru'e de Barros, o qual vendeu-aos
Srs. Mello & Irmo; consta que este escravo fu-
gio em coropanhia do cabra escravo, Marcelino,
de Macei : poitanto, pede-se as autoridades po-
liciaes o lgumas pessoas particulares, que o
capturera e levem-o a rua de Apollo n. 7, ou a
rua Nova n. 1, que gratificaro com a quantU
cima.
Fugio em dias do mez de margo do enge-
nho Cachoeira Lisa, freguezia de Serinhaem, o
preto de nome Fidelis. com os signaos seguintes:
altura regular, cheio do corpo, idade de 40 a|nnos,
cor fula, barba feixada, leudo pelo corpo algu-
mas marcas de feridas ; consta ter-se dirigido
para bandas de Porto Calvo : roga-se as autori-
dades policiaca que o apprehendam e o levem ao
seu senhor Auslriclino de Castro S Brrelo1, no
mesmo engenho.
Acha-se fgido desde o dia 6 de abril pr-
ximo passado o escravo pardo de nome Boque,
alto bastante, corpo regular, tem os olhos uta
pouco averraelhados, alguma falla de denles e
falla muilo mansa e descancada : quem oyilo
der noticia ou o prender, ser bem recompen-
sado pelo major Antonio da Silva Gusmo, mo-
rador na rua Imperial, e senhor do dito es-
escravo.
Fugio do engenho Pogo, da freguezia da
Luz, em principio de margo deste anno, o preto
Ignacio, cujos signaes sao os seguinles : idade
30 annos. pouco mais ou menos, altura regtilar,
cheio do corpo, cara chata, faltam-lne alguns
denles da frente, barbado, olhos pequeos,
quaodo falla balbuca por ts4 modo que parece
gago : n'uma das mos falta-lhe um pedaco d.
dedo anullar. Este negro foi comprado ao Sr.
tenenle-coronel Dimas, irmo do Sr. conego Pin-
to de Campos : pede-se a captura do referido
negro, e a entrega delle a seu senhor no enge-
nho supra, ou ao Sr. Manoel Antonio Goncalves,
no Recife, rua do Cabug n. 3, de quem receber
o apresentaule urna gratificac&o generosa
Escrava iugida:
Fugio da casa do abaixo assignado, no dia W
do correte, urna sua escrava da Costa de nomo
Hara, que representa ter de idade 45 annos, al-
tura e corpo regulares, cor nao muito pieta, tea
bastantes cabellos brancos, cosluma trazer um
panno atado roda da cabega, tendo por signa!
mais saliente as mos foveiras, proveniente da
calor de ligado. Esta escrava tendo sahido como
de costume, 1 U venda de arroz, nao voltou
mais : roga-mnirtanto, s autoridades poli-
ciaes, capites do campo e mais pessoas do povo,
a apprchen&o do dita escrava, e leva-la loj*
do Preguga, na rua do Queimado n. J, ou casa
de sua residencia na rua da Florentina defronte
da cocheira do lUm. Sr. lente coronel Sebas-
tio, qne sero generosamente reeompeasodoa.


*\
(8)
DIARIO 08 PERN,
Li Itera tura.
Scenas da vida de provincia.
A Derradtira.
II
[ Continvaco.)
Mandai os meirinhos i minha
Boa noitc.
caso
Queris que eu pague esta bagalella ? Per-
gunlou o Sr. de Nogarel Bcrland.
Esl gracejando ? A qnonlo lempo nao 6
pcrmillido conlrabir mais dividas ? Cenlo e trin-
(o e nove fichas a cinco francos, fazem... elle o
sabe mclhor do que en. Por ventura nio valho
cu cento e Irinta e note fichas?
Estamos sus, Oliveiro. E' miseria. A.'meia
hora depois de meia noilo nao reala mais oin-
guemjio circulo E com ludo estamos no mez
de Janeiro!
Pois bem. vamos deilar-nos.
Que bella lembranga Tenho tres dias de
folga.
Tres dias?
Minha mulher me suppe em viagem.
O Sr. de Nogarel poz-sc a rir como urna crian-
ga contando una travessura.
Suppunha, continuou ello, encontrar aqui
um bouillolle ou um icart. Honlem e antes de
honlem fui obrigado a dexar no mais bello mo-
mento. Minha mulher mo teria mando procu-
rar. E hoje quo po>so passar a noite, ninguem I
Vos deverieis fazer-mo companhia.
Teria muilo prazer n'isso, mas estou cahin-
do do somao. A noite passada nao echei os
ollios.
Fcastes aqui ?
Nao. Nao podia
Vos vos suicidareis, meu amigo. Emm
nao quero reter-vos. Eu sei que estaes impa-
ciente por ros irdes. Boa noilo.
E vos ?
Ku maniarei ver urna coberta, e me esten-
derei sobre um canap.
Mas assira flcareis encommodado.
Ficareicommodamente. Nao vos inquietis
por meu respeito. Vinde amanhia de manha,
bem cedo. Teremos o dia iuleiro por nosso, sem
contar a noite.
Estou afilelo por vos deixar deste modo.
lile, meu amigo, estis fatigado.
O Sr. do Nogarel acompanhou Oliveiro at a
ntc-camara, ajudiu-oa vestir seu paletot, c se-
pararan)-se. Mas lendo descido ala a ra, o mo-
co deu um salto para traz e rtou :
Quo fri terrivol I Eu fico.
E tornou a subir nao tendo coragem de aban-
donar scu velho amigo.
III
Germano, queremos cciar ; quero offerecer
urna ccia ao Sr. Beriaud, disse o Sr. de Nogaret,
que so conteve para nao saltar ao pesceco de
Oliveiro. Entretanto, da me cartas.
Mru charo, eu vou dormir, objielou Oli-
Tciro. Se nao vos encommoda, joguemos bi-
Ih a r.
Como quizerdes. Germano, accende as lam-
padas.
Furam concordadas as entradas c a partida
r.irni rini principio cora urna certa freir. O
Sr. de Nogaret eslava lio contente por ler um
companheiro, quo pesar de seu bom senso jo-
gava rindo-se, gracejando, e dando a seu adver-
sario pontos soborbos. Este pouco aproveita-
va-se. Pumava conscienciosamcntc um charu-
to apagado, e sua cabera pesada fazia muito es-
torco para se conservar firme sobre os hombros.
Todava a partida finalmente animou-se. Os
dous adversarios excitaran! seu amor proprio, e,
como duus cavallos de raga, combaieram va-
lentemente, indo as vezes eguacs, de oulras
\ezes excedendo um ao outro e disputando o
terreno palmo a palmo.
Pouco depois foi posta a ceia. Compunha-so
ella principalmente de um guisado de gallinha,
de um pastel de lebre e perdigotos trios no gelo.
Oliveiro era dotado de um appelile raro o do
Sr. de Nogaret nao ficava tambera muito dis-
tante. Comcram e beberam s mil maravilhas.
Esle vinho me parece insulso, disse o mogo.
Se nos o podessemos substituir por cognaol
Eu nunca o bebo.
Ah verdade. Vos sois sobrio como um
padre que procura um dote para se constituir
tabclliao.
E dou-rno ptimamente com isso.
Ola 1 mister aquentar a vida. Germano I
Advirlo-vos de que me retiro se tomardes
cognac em lugar d'csie exrellontc borgonha.
Queris pois fazer como todo o mundo ?
Sim, se todo o mundo faz bem. Eu apos-
tara urna cousa, meu amigo, que julgais que
as pessoasque passam a vida regalada cstao em
lima embriaguez perpetua?
Sem duvida. Eu li, ha seis semanas, em
um dia em que eslava doenle, a historia de um
grande Senhor inglez que nunca deixou de estar
embriagado durante auno c meio. O Regente,
nosso famoso Regente, se embriagava regular-
mente lodas as noiles.
Sao excepcoes. Com o espirito e juizo
que tendes nao se ullrapassa cerlos limites.
Dizei o que ^juiserdes ; ha especialidades
que elevam o hornera cimo do vulgo. Lcnt-
brais-vos do coronel do regiment que acaba
de passar por aqui 1 Este offical coma cento e
quarenta e quatro duzias de ostras no almogo,
depois da manobra Eram-lhe trazidas dentro
de um carrinho de bracos Muitas vezes o sen-
tinella admirado apreseu^u a orina quando
ellas chegavam. Fezeram-ro apostas, vendo esta
prodigiosa quanlidade de inimigos contra os
quaes o valcnle orucial tinha de lular braco a
braco, pergunlavam com'anxiedade de que parte
{icaria a victoria, da parle das ostras ou del le.
Era celebre o homem em lodo o departamento.
Um malhematico que eslava de passagem em
nosso cidade, demorou-se n'ella oile dias mais
a fin de calcular, pela edade do coronel, quan-
tos crustceos tinha elle servido de tmulo.
O resultado foi prodigioso. Eis o que um
homem I
Nao morreu elle de indigestlo 1
Que importa I Seu nome llcou immortal.
Estaes fallando muito ides v-os escandecer.
Dara muito dinheiro para ve-lo. O vinho
nao lem nenhura imperio sobre mim. Em um
jantnr que deomos ltimamente, bebemos entro
qualro...
Nao vos gabeis, meu bom amigo, estamos
sos.
Quer isto dizer que tendes receio de ficar
humilhado, de cogfcssar que nao lendes a mi-
nha torca. Mas coravosco, com as pessoas paci-
ficas que frequenlam esle circulo eu ficarei toda
a minha vida um pobre diabo sem gloria, sem
repuiaco, sem especialidade. Acreditarieis que
eu nunca me bat em duello ?
E onde est a necessidade de vos balerdes?
Como I pois nao achaes ridiculo que na
minha edade eu nao lenha (ido pelo menos urna
quesio de honra ? Dzei-me entio que pague
minhas dividas, que acabe com as minhas amantes
o que v confessar-me.
Eu nunca me enganei ; tendes dividas por
oslenlacao.
E vos, nunca vos batcstes ?
Sim. trez vezes.
Tres vezes I Germano, cognac I
Nao chamis. Retiro-me si insists.
Pois bem, conlae-rae vossos duellos.
De bom grado.
Se eu nao adormecer porque realmente
"interessante.
Eu cometo. Em 1815...
Dous homens coberlos de capotes cor de
trra carainhavam silenciosamente...
Oliveiro
Perdi. Mas 1815 urna opaca lo lon-
go de nos. Eu nao era nascido era mesmo
esperado.
Eu o creio ; vosso pae era anda menino.
Eu nao sou mais moco, meu amigo. Ora, em
1815, eu acabava de perder minha primeira mu-
lher, e andava triste.
Eis o mais bello elogio que se pode fazer
do casamento. Agora estis mais triste ?
Nao, isio nao do mesmo modo. Mas se
me inlerrompeis...
Nao digo mais palavra.
Os alliados eslavura era Franca e isto me
desespera va. Resolv appareccr em Pars e ex-
terminar alguns d'elles para me distrair.
Para vos dislrairdes 1 Ah 1 deixae-me di-
zer urna palavra : Sr. de Nogaret, sois gran-
de como o departamento. d
No dia de minha chegada fui Torloni,
vi entrar um uniforme vermelho e puz-me
rir olhando-o. Oh I oh|Lf*se o inglez, zom-
fcnis de mim. E'-me impossivel faer de outro
modo, replique! cu, estou pimplo ar-yos
urna satisfaglo Elle acceitou. 'no dia segua-
te pela manha estavamos no bosque de Bolo-
nha, elle com suas testemunhas, o eu com as
minhas, o o matei.
A' espada ?
Est visto. Era mister raoslrar essa gan-
te que sabamos manejar esta arou. Quando <*-
se homem cabio, un fumo me pauou petos
olhus e nada mais. Um de menos! Excla-
mei eu. Eslava ebrio da minha viclotia, ediri-
gindo-me s testemunhas de meu adversario-
Aconselhse aos de vossa naci, lhes disse eu.
quo nunca se apresentem em Franca seno co-
mo amigos. Quando se vem como inimigos, nio
se sae mais. Minhas testemunhas estremece-
rn) suppondo que esle gracejo muito inoppor-
tuno devesse occasonar-me um segundo duello.
Mas os dous Inglczes estenderaro-me a mo ;
sem duvida nao rae linham comprehendido.
Bravo 1 vosso ensaio fui um lance de mes-
tre, como disso Cornclio. Depois ?
Fui Torloni, mas dcsla vez cseolhi um
outro uniforme e enderessei-me um Aus-
traco Sejamos jusl.o, elle nao se fez rogar. O
negocio foi logo concluido, e morreo como
bravo.
Dous de menos I Ah 1 se eu tivesse vivido
nesse lempo!
Terieis feilo como eu.
; Oh 1 im. A' vossa saude I Queris me con-
sentir que vos abrace ?
Bom eis o enternecimenlo j vos domi-
nando. Se continuardes a beber tanto champag-
ne, daqui a ura instante estaris chorando pelas
desgracas da Franca.
Nao lenhais receio. Vosso terceiro en-
contr?
Fui Torloni.
Anda ?
Sore.
A fallar a verdade e sem vos offender, len-
des muito pouca varedade cm vossas expbsi-
ces. i _m
A verdade, amigo, nao lera necessidade do
cobrr-sc cora o monto da fbula. Percebi um
ofcial prusso, fui-rae sentar na mesa em que
elle eslava, e alirei ao chao, como um objecto
indecente, seu sabr que elle tinha posto junto
de si. Rapaz, disse eu, tira isto da sala. Ou-
vi alguma cousa queme pareceu um horrivclju-
ramento Os Prussos sao malcriados, Oliveiro, e
o negocio se arranjou.
Como?
Isto foi marcada a entrevista Preparei
a mo e matei o oftlcial com a raaior facilidade.
Depois rcflecli que s me tinha oceupado dos
Inglezes, dos Austracos e dos Prussos, e que os
Russqs poderiam ficar ciosos. Isto nao era justo,
nao assim, Oliveiro ?
Evidentemente.
Eu os reuna muito bem todos em um
mesmo _araor para nao dar provas a cada
um.
Fostes pois casa de Torloni ?
A' casa do ninguem.
Mas recapitulemos. S me promeltestes
Ires duellos, eeis-nos j nj quarto. Vedes que
nao tenho bebido muilo, e a menos que se nao
tenham ellos multiplicado...,
Esperai pois. Dirigi-mc a ura joven offi-
cal russo, mas to bello, liio polido, lo ama-
vel, que sent alguns remorsos. E bravo, o ca-
valleiresco, e fallando froncez como nos nao o
fallamos sempre I Erasurama fazia pena matar
um moco lo aperfeigoado. Eu imaginava, con-
versando com elle, estar em face de um com-
patriota. J que precis, vos direi que depois
da provocac.au elle me convidou a almfar. Eu
Ihe retribu sua pulidez o convidei-o a jantar.
Estavamos os melhores amigos do mundo. No
*
Eara o tmulo, o outro comecavn a vida. Mas am-
os possiiiam um corago ardenle, generoso, ac-
cessivcl ti lodas as impresses, o era osle o pon-
to mrcalo onde estas duas existencias so com-
binavaro. Quando por acaso fzia-sc alguns gra-
cejas ao senhor de Nogaret, Oliveiro Bertaud to-
ma va a palavra e o defenda to] calorosamente
como so se tratasso de seu pae. O veUio.sem sa-
be! d'isto, retribua seu amigo mesmo srrvi-
co. As numerosas loucuras de Oliveiro, suas r-
va dados, sua negligencia em pagar a dividas
Ihi: suscitavam mil ataques quando eslava ausen-
te. O senhor de Nogaret os rebatii todos com vi-
va :idade e firmeza. Obrigava os talladores cal-
loiem-se. Por isso nao ousavam mais dizer urna
palavra contra algum dos dous amigos em pre-
senta do outro. E como um oo outro eslava sem-
pre no circulo, cscapavam assim i todas as con-
versacoes virulentas que sao o principal passa-
lempo de urna reunio numerosa.
Pelas 7 horas da manha, Olive ro, quo se ti-
nha sentado para descancar um pouco durante
urna serio de seu adversario, adormeceu profun-
damente. O senhor do Nogaret nao o desportou.
Collocou-se junto delle e poz-se a considtra-lo
do mindo. Os criados vieran varrer; o velho os
raandou embora fazcndo-lhes signal para que nao
pe lurbansem o somno do Beriaud. Finalmente
as nove horas alguns acoquinados fizeram irrup-
ciu na sala de buhar Apezar de ludo o quo po-
do dizer o senhor do Njgaret esses acostumados
ac.inr.im divertido sacudir Oliveiro e despcrla-lo
err sobresalto.
O intrpido nao podeaguentar
Dorme com as armas na mo
Vejamos, Nogaret, proponho-vos urna par-
tida.
Vou deixar-vos por algum lempo, disse Oli-
veiro. Nove horas tenho de ir um lugar in-
dispensa'-elmenle.
Esperai que vos pague.
Eulo ou ganhei?
Sora duvida.
Fallaremos mais larde
Nao, nao, as dividas de jogo ievem ser li-
qu dadas iromodialamenfe. Sabia que tinha de
vir ao circulo, e trouxe dinheiro.
O senhor de Nogarel coolou mil e novecontos
fr: neos o deu-os Oliveiro.
Com os diabosl disse um assistente, ento
n>jogaveis por cascas de nozes Berland, tu
ni > osquoceste que anda temos jo pequea
conta ?
Sim, sim.... Nao tenho tempo. Promelti
um relogio de ouro de repetico com cadon. J
sao tres reze3 que tenho gaste quinheotes fran-
cos cora isto ; j ha mais lempo deveria e ler
comprado estes objectos. Promelti tarabem um
uniforme completo do sultana para o baile mas-
carado de segunda-(oir vindoura. Precseme
disseram, de um collar de pecas de ouro turcas.
J chegaram, mas para ni'asentregaren) pedirain
peras francezas; multo natural, lio mais j rc-
celii avis j honlem de quo minhas c lixas de flo-
res cheg.- riam hojo do manha pelo carainho de
ferro. Sao para a senhora....
Ah I bom I
Justamente. Ella d um bai'e. Nao iref,
m;s indspensavcl mandar um ramnlhete. Sao
flores frescas. Vicram em arca, com rauita pres-
tis. As cinco caixns pesam mil e! cem kilos.
Havcr muitas camelias, lilazes braheo, o rclva
paia enfeitar a escoda e o salo. F.' mister que cu
mfllar tu-
iagem
do jardil eirozinho que as traz.... custar-mc-ha
lucio mil c duzentos mil e quinheilos francos.
Quanto nrOa farao della o quequizerem. Po-la-
ho na praca, porque est precisando. Adetis.
~ Esli louco, disse alguem depois de ler sa-
ltillo Oliveiro.
Desejo-vos quo flqueis louco como elle o
est. Nao louco quem lera volitado.
Ell'i to arruinar.
E' urna desgrana que vos nao sucediera,
po'que nao dais um cntimo aos desgranados,
sem propalardes vossa goncrosidadq'no jornal.
Vamos, pae Nogaret, sabe-sis que vosso
frco estimar Beriaud. Eu nao fallo mal delle,
nrtt MBUCtf. IABBAPO S Dfi Mki 5 16*6.
da seguinte no momento de sahir para ir en-
trevista concordada, dous sujeitos condecorados veja o empregado que veio para dcsemmal;
vieram visilar-me. Sua Mageslade Luiz XVIII do.-Mil o cem kilos de porte, as floies, a vi
sabe, me disse um delles, dos vossos duellos nu-
merosos contra os officiaes de diderenles nacoes
com os quaes elle est em paz. Esses duellos e
muitos oulros, desperlaram a attenco das po-
tencias. O imperador Alexandre se queixa. O
re deu sua palavra de os fazer cessar. Ellos sao
para Sua Mageslade urna fonle de d'scontenla-
mentos e um augmento de embarazos. em
seu nome que nos vos pedimos, quo nao sejais
mais um justo objecto de censuras. Eu procu-
rei pedir permisso para ir trovar um novo due-'
lo. Os enviad os de Luiz XVIII furam inexora-
veis. Tudo o que pude obter foi ir dar conta
juntamente com elles das ordena de Sua Mages-
lade ao ofBr.ial russo. Eu sinlo, me disse.elle,
nao poder medir minha espada com a vossa,
urna honra de que tera de orgulhar-me. Apar-
temo-nos as mos, visto que o imperador Ale-
xandre e o rei Luiz exigem qua sejamos amigos.
Se algum dia, o que todava nao desejo, nos en-
conlrarmos em um campo de balalha, tor-
naremos a comecar nossa partida interrom-
pida.
E eis como o vosso quarto duello nio tere
effeiio, nao assim ?
Ah 1 verdade.
Restam-nos ainda Ires em quanto eu....
Nos temos a terminar um A's armas 1
O Sr. de Nogaret despejou seu copo e er-
gueu-se cora a jovial presteza de um jo-
ven.
E o caf ? disse Oliveiro.
Toma-lo-hemos na sala do bilhar. Vinde.
Oliveiro deixou a mesa cora alguma diulcul-
dade. Tinha a cabera pesada e as pernas pouco
solidas.
Todava tenho bastante desejo de dormir,
murmurou elle.
Accendeu um charuto e acompanhou o Sr. de
Nogaret.
Estis parecendo fatigado, disse esle.
Ah 1 nao. Duas noiles em claro nao sao
nada. Pelo contraro, divertir-se quando os
outros dormem dormem ; viver duplamente.
Mas eu estou triste.
Ah !
Com vosco posso fallar livremente.
Conlai-me vossas afflicoes tomando caf.
Oliveiro guardou silencio por um instante.
Em minha edade, disse elle bruscamente,
vergonhoso nio ter urna opiniao poltica. Que-
rerla adoptar urna. Todas tcm seu lado bom,
mas lambom lem seu lado mo. Aconse-
Ihai-me.
IV
O Sr. de Nogaret cncarou fixamenle o moco,
quesoube conservar admiravetmente seu serio.
Mas este serio nio Iludi o velho, e elle respon-
deu com um lom seceo ;
Meu charo amigo, nao vos ptgunlo vos-
sos segredos, mas peco-vos que nio zombeis de
mim.
Tendes mnila razio, e rogo-vosque esque-
jis meu louco gracejo. Eu sinlo, j que pre-
ciso vo-lo coufcdsar, o que senteis depois de
lerdes perdido vossa primeira mulher.
Estis aborrecido ?
Nao, presentemente.
Em geral ?
que elle me
Sim. Cora todos os nossos camarades do
circulo, pareco negligente, brincalho, preguico-
so. Deixa-los crer o que quizerem : nio roe im-
porto cora sua approvacio. Eu sei que elles se
oceuparao muito mais de mim so me eScapar
alguma louca extravagancia do quo se exccular
um acto de alta virlude. Pelo que nao me in-
commodo com elles. Mas todava este desejo que
tenho de soprepuja-los no jogo, na mesa e em
oulras occasies, me prova que ha em mim ve-
leidade, de adquirir urna superioridade qual-
quer. E' isto urna prctenco mal cabida, prelu-
dio de urna ambicio mais nobre ? Nao posso
ainda saber. Vagamente entrevejo dous alvos
na minha vida : a gloria e a felicidade. A glora
o que eu preferira a ludo Sacricar-lhe-hia
meu repouso, minha fortuna e mais anda. Mas
onde encontra-la? Tenho eO os dotes necessa-
rios para conqustala e prende-la minha fron-
te como urna aurola? Nao o supponho Resta
a felicidade. Onde esl ella occulla ? qurl a
poslco social que a encerr em si ? qual a
creatura humana que pode dizer seguramente :
Vem, eu t'adarei ? Estas ideas me enlciam. Se-
ra mister que urna larefa ulil ou gloriosa, me
oceupasse e prendesso todo inteiro, de modo que
me nao dexasse mais lugar s perplexidadcs,
duvida. Seria mister que urna mulher reinasse
sobre minha vida e que seu amor fosse para
mim urna relgio. Entio eu seria forte porque I
seriamos dous Todos os ruidos do mundo, scus
ntetos, suas admirocoes, suas raesquinhas fra-
quezas vinam expirar "a nossos ps e recuariam,
despedazados pela iropassibilidade de nossa ven-
tura. Mas, perdao, meu amigo, eu vos estou im-
portunando.
Podis supp6-lo? "
O que ha de bom sobro a torra? o vinho, o
jogo, as mulheres. pelo menoj o quo nos af-
firmam lodas as opcras-comicas'Bebamos.
Vos me julgais mal: j vindes como
enthusiasmo de reserva O verdadeiro Oliv
paienieava, e o falso so aprossa em occulta-lo
debaixo de urna capa de banalidades. Parece que
nao rae estimis, amigo, porque s mo julgais
digno de escular trivialidades; nao assim?
i. Joguemos. Nao ha nada -mais ridiculo de
iquelle qwfafflige os oulros com os scussof-
ntos. Op me falla? Nada. Moco, rico
indepandenie, minha posico lnvejada. Sou (
mais feliz dos homens. J joguei. E' vossa ti
O senhor de Nogaret nio insisti; continuou <
partida, considerando algumos vezes Olivoiro con.\
uni olhar cheie.de ternura. AaffoicSo reciproca
dettesdoui hovanira singular. Um ja penda
pelo contrario. Costo desse rapaz po
d prazer.
Acredto-vos. E' esse ura pra er que nio
vos cus) nada.
Oliveiro nao tardou era voltir.
J almocasles ? perguntou o se ihor de No-
garet, que se apressou em desemba agar-se dos
importunos.
Nao. Eu vinha com inlenco de vos encon-
trar aqui. E vos? i
Eu vos esperava. Facamo-nos servir.
Pertence-mc agora convidar-vo#, minha
vez. A pequea mademoiselle Slellajf..
De quem me ides fallar? Eu so oae do fa-
milia. ,
E' o mesmo. Stella urna artista,y a arte
purifica tudo. Fez-rae hoje urna peca... de ar-
re benlar de riso. Eu Ihe repliquei cantando urna
cstropho; foi expediento della. Representa sta
noite. Sua colera amea^ava prolongar-se.ve para
acalmara bella enraivecida, promelti ir jantar
cem ella. Irei s5 horas; serei Uvr6 6 ; en-
cantador. Estaremos tranquillos emquanto ella
colber eis palmas e bravos de ura publico enlhu-
siasta___ou idolatra como dizera osj madrigacs.
Estis muilo contente hoje.
Sim, porque ella me previnio que osta noi-
te tinha de car horrivelmonle fatigada. Repre-
senta em seis popas. Total: quatorze actos.
F'jliz publico 1 I
Doixa-lo-homos dvertir-se, eoncordais?
Nio perturbaremos seu prazer c tlcaremos aqui.
Estamos concordes.
proposito, devo-vos urna desforra. Nu bi-
l iar, aa vicissiludcs nao sao certas. So prefers,
depois do almojo, jogaremos cera i arliias do
Darle. Convm-vos?
Perfuitamenle.
Teremos o tempo preciso antes (le jantar.
s cinco horas j linham jogado duzenlas e
cncoeuta partidas. Oliveiro perda dous mil c
seiscenlos francos.
Meu charo anvgo, disse olio, estou affliclo.
Nao vos posso pagar aqui inmediatamente. Mas
sabis que comvosco nio pratico como cora os
culros. Antes de ir jantar, passarei em casa de
raeu banqueiro. Tenho do tomar alguns milha-
les de trancos.
Mas o que me ganhasles hojo de manha,
c nde est ?
Nao rao resta mais um cntimo.
-Jal
Irei fazer urna visita meu bau lueiro.
Mo mo comprehendeis. Se insisto por
imzaele, e autn de que nao vades casa do vosso
laoquoiro.
Deixai-me obrar como raeaprouver, eu do-
ro salisfazer o meu dover para com oseo. At
lOgO.
i i
Nao ide, ouvs ? Hojo de noilb tornareis
S ganhar. >
Est bom 1
Oliveiro sanio, e o senhor do Nogaret dispoz-so
.i jantnr tristemente s.
Tenham bastante cuidado com o meucaval-
lo, disse suspirando.
Seu jantar pareceu-lhe longo. Penson cm sua
nulhcr, comeu pouco, o quasi leve remorsos
pensando era que sem duvida n'aquelle momento
a senhora de Nogarel, ralbara com stla fllha Eu-
genia, que nao poda consolar-se ol lando a sou
pae um desses temos olhares, nos quaes elle
adevinhava lanas cousas. E depoin o descon-
lentamenlo sordo que se apodera daspessoas es-
quocidas de seus deveres, comecou aassenhore-
ar-se do Sr. de Nogaret.
Estou em meu poslo, disse el e comsigo.
nesle circulo do ociosos, de jogadores, onde ve-
nho por fraude? Janlo s ; bem Caito. Deve-
ria estar em minha casa entre minha mulher e
mioh) filha. servido por creados.respeitosos, aos
quaes. deveria dar oexemplo das virtudes domes-
ticas. Nasci eu paraseraelhanle existencia? Bom I
eis-mo com tendencias para a mortal com esle
bom Oliveiio. Ello pode modiflear-jse, raelho-
ra'-sc, mais eu nao o posso raaisj Nao teria
mais tempo. Morrcrei na impenitenria final.
Dirn de Eugenia : a fillia de um jugador.
Como cheguei este ponto ? A fraqujeza de meu
carcter e o enfado me impclliram, c lambem o
desespero de me ter casado to esliipidanente.
\Ua\ santo tera desgosto, horror de morar na
Ha m que habita minha mulher. 'Nao cul-
pa si o, nio Ihe quero mal por isso. IA nalureza
a fez como era sempre se tira a sorle gran-
de na lotera Mas tu, minha nina, que nao s
culpada de nada, eque sofftps o castigo inflingido
aos peccados de outrem, pego-te perdao, leu ve-
lho pae pensa muitas vezes em ti, em leus dias
montonos, em leu futuro duvidoso, e este sorri-
so lo indulgente, to bom, lo paciento com que
tu o accolhes sempre para elle a mats terrivcl
das exprobragoes.
O velho levou o copo machinalmente eos la-
bios, roas urna lagrima cabio dentro, e mislurou
d amargura a cousolagio que nelle esperara en-
contrar,
V
Durante esle tempo, Oliveiro eorreu i casa de
seu banqutiro, esperou muilo lempo sales de po-

def fllar-lh, pedio-lhe cinco mil francos e se-
fiuio pelo carotnho da casa de mademoiselle Stel-
a, joren actriz que conhecia perfeilamente a
arle de follar com orna voz muito proprio em um
Eapel, em um outro de presentar-se com um
ello brago, com urna perna bem feita em um
terceiro, com um eolio solTrirel em um quarto ;
em summa, bello talento econmico e que sa-
bia obrar.
A noitc eslara calliginosa. As ras mal allu-
raiadas, estavam em urna obscuridade misturada
de nevoa muito fra. Essas trevas dupliecs, lao
espessas em urna hora pouco adiantada pareciera
favorecer aos piocuradorcs de aventuras. Oli-
veiro caminhava de pressa. De repente, dirai-
nuio os passos para escutar urna allorcago mui-
to singular junio a urna fonte.
Urna mulher de urna forma graciosa e parecen-
do ser urna trabalhadera, acabava de tirar agua.
Foi agarrar seu cntaro e fazia esforco para o le-
vantar sem encommodo esem molh'ar-se, quan-
do ura offical, um capillo segurou-o galante-
mente.
I'ermiiii-me que vos ajude, disse elle; eu
sou cavalleiro francez.
As sombras da noite, que animavam o galante,
fizeram medo mulher. Ella puchou o cntaro
vivamente para si emquanto o official o relinha.
Mas nesle debate, o infeliz cntaro cahio sobre a
borda da fonle, depois sobre a cabera, e despe-
dacou-se.
A nova Rebecca deu um grito, emquanto o of-
ficial se desculpava o raelhor que poda, rindo-se
lodavia do accidente. '
Nao vos enlrstecais, senhora, disse Olivei-
ro, que foi chegando ;"eu vos comprare! um ou-
tro cntaro.
O primeiro morimenlo docapitao foi evadir-se
avistando gente. Mas as palavras de Oliveiro
que ouvio dislinclamenle, oirritaram.
Que tendes vos com o que vai por c ? dis-
se elle.
Quero reparar vossa falta.
Vos sois sem duvida um dos jovens burgue-
zes da cidade ?
Tenho esta hoijra.
Deverieis aprender vossa cusa o nio vos
imporlardes com o que ves nao diz respeito.
Quem me dara esta ligio ?
Eu I
Vejamos um pouco eomo vos terieis de ha-
ver ocse negocio.
O capito adiantou-se p*ra Oliveiro. A moga
precipilou-se entre elle ; Oliveiro a repellro bran-
damente.
Senhor, disse elle, prevejo que havia de
ter pouco prazer em conversar com vosco.
Vamos acabar com isto, e dizei-rae o vosso
nome.
O capito- Rolando.
um nome illustre nos ornaos da cavalla-
ria. Vejo com pezar que ello sea hoje to poos-
tludo
lleira '
Eu me chame Oliveiro Beriaud, joven bur-
guez da cidade, como lo espirituosamente odis-
sestes.
Est bem. Ver-nos-hemos env campo. Man-
dai vosshs lesleraurthas. Seja o passeio amanho
de manha.
Oliveiro saudou' c- capito e proseguioseu ca-
rainho. Mas a moga que tinha so conservado !>
parle, se aproximou e lho disse :
Eu vos conhego-, Sr.Beriaud, o vos agradego
por terdes lomado meu ponido. Mas promellei-
rae ainda um favor : virdes me at parte do re-
sultado do combate.
Toda a cidade, minha bella, ves poder ins-
truir respeito, responden Oliveiro com um fin-
giraento de orgulho, que foi deslustrar scu bello
proceder.
Elle affastou-se e olhou para o relogio. Eram
seis horas menos dez minutos. O mogo se apres-
sou era vollar ao circulo.
J de volla! disse com alegra o-Sr. do No-
garet.
Bato-mc em duello amanha domanha.
Bnles-vos?
Te bates 1
Vai se baler L..
Em um instante Oliveiro eslava cercado. Con-
tou o negocio.
Todos o comprimentacam, e approvaram e Ihe
fizeram testa.
Este duello urna parliculardade insignifi-
cante, disse" Bertaud-, renflo^ue se papel artil-
tava subilarnenle ; o pcior t quo anda nao
jantei.
Mas vossa entrevista r
Ah l verdad. Nao me lembrava mais
de tal.
Eu vos suppuoha janlando, seno ler-vos-
hia esperado.
era .ao menos'tive tempo de senlar-me
mesa. Part s cinco- horas e cinco minutos ; a
visita meu banqueiro demorou-mc quarenta
minutos.
Ah sempre fostes, apezar,!.
Minha altercogao durou dez- minutos, o que
perfaz um total de cincoenta e cinco. S resta-
vam-mo dea minutos para jantar com Stella. E'
muilo pouco. Nao gusto de andar s uarreiras...
como um pardal.
O dito pareceu delicioso. Foi repelido- em
todo o circulo e obleve as honras, da noite. As
graves circumstancias presentes Ihe de rana ura
sabor especial, um chiste comparavel com um
rasgo espirituoso improvisado por um condemna-
do subndo o cadafalso.
Oliveiro sentou-se mesv no mei%4eAmaa ga-
lera avila de aproveilar suas meiioreajfthjvros
Estavam excessivamenle admirados de e rereni
lio calmo.
As pessoas sensatas fizeram esta obseryagio
cheia de sagacidade :
Vai-se bater amnala, e esl comendo 1
Em um momento de pausa esla admiragio
excitada por um sloicisrao to romano, o Sr. de
Nogaret se offereceu para ser urna das testemu-
nhas de Oliveiro.
E o podis ? disse esle. Vos estis aqui ura
pouco por contrabando. Meu negocio far ruido
e a Sr." de Nogaret indubilavelmenle saber que
fostes minha lestemunna, omquaato ella vos sup-
punha em Arabrires.
Oh I nao vos d isso cuidado. Minha mu-
lher vive muito retirada e nao ve pessoa alguma.
Se Ihe contaren) o aconlecimenlo. ser smenle
depois de acabado, e eu me desculpa rei com al-
guma persuaso. Urna de mais ou de menos,
nao faz importancia sobre o numero. Nao vo3
abandonaroi em urna cireumstancia tio sera.
Obrigado. Quem devo convidar para ir con-
voseo ?
Um homem sizudo, e que conhega perfeila-
mente os usos do duelo.
Esse hornera foi logo encontrado.
Ajuntou-se ao Sr. de Nogarel para entender-
se cora as testemunhas do capillo Rolando. O
encontr foi ixalo para o dia seguinte pelas, no-
ve horas da manha, em um bosque visinlio per -
tencente coroa.
Desde quo soubo destas disposgocs, Oliveiro
organisou urna banca de jogo, e maoifestou sua
iniengo de nella passar a noite. Muilas objeegoes
foram suscitadas este respeito.
Aconselharam Oliveiro que exercilasse a mo
jogaodo espada urna hora ou duas ;
Que depois fosse descancar ;
Depois redigisse seu testamento.
Um velho muito recommeritavel por seus sen-
tmenlos religiosos, pedio-lhe forleiuente que fi-
zesse as pazes com sua consciencia.
Ja as flz ha muilo tempo, respondeu Oli-
veiro
E persisti em sua resoluca. Enlao numero-
sos jogadores apresentarara-se, compelindo na
honra de serem seus parceiros na partida. Fo-
ram admittidos e inscritos cada um por sua vez.
Urna derogago especial aos estatutos do circulo,
foi proposla e adoptada cm favor de Oliveiro. El-
le obleve a faculdade de permanecer constante-
mente na partida, ainda que tivesse de perder
urna ou muitas vezes. Em retribuigo esta pro-
posta lisonjeira, votada por acclamagao. o com
enthusiasmo, o mogo roandou vir ura pune/ gi-
gantesco, dividido em duas porgoes : melade
permanente rif>alla de refrescos, c oulra metade
circulando eirtMdos os quartos de hora ao redor
das mestaJelflq.
TihhTPb lguraa cousa de tocante como o ul-
timo banquete dos Girondinos. Mas a pequea
testa improvisad por Oliveiro eha urna ranla-
gem sobre o banquete histrico : 6 que depois
della s um homem eslava exposlo morrer, e
que esle homem mostrara mais tranquilidade de
espirito, humor mais prazeoteiro do que lodos os
Pelas onza hora m criAlo- trouxu Ao carta
enderegada ao serrtar RerU ..Era fia dama
lenr-io, cheio de deferencia.
Eis-aqui a carta:
Que sei eu? Ides baler-ros ? Meu coraT
Cao se despedaga, minha cabega, tfesvaria. E
yerdadeir esta inisira noticio. T Okl Tiptle, q;uq-
... .
ro vr-vos I Meu marido pergunlou-rie quo
eu tinha, aetive ponte de trahir-me. Para que
ninguem reparasse em minha j lagrimas foi mis-
ter fechar-roe do quarto. Eserero-vos, a pri-
meira vez mas nio tenho mais receio de compro-
metler-me; lenho temor de perder-vos, eis tudo.
As flores que me mandasles clero eu ir deposita-
las sobre vossa campa ? Produziram um effeilo
maravilhoso. A mulher do prefeilo nao eslava
salisfeila. Nao me admira I Ella ridiculamen-
te mesquinha em seus toiries. O que que di-
go ? Nao estou em mim. Minhs fronte so abra-
za ; tenho febre. Todos os homens dcixam o
meu baile para vos'irem ver no circulo. urna
desergo geral. Vinde, pois, sois o hroe do dia.
Explicai. Esperei eu este momento para amar-
vos?
Oliveiro volveu a pagina. A segundo eslava
cheia de una escriplura lina e muito miuda, o a
terceira lambem. Deitou a carlo-na otgibcira.
A quem compete dar cartas ? disse elle. E
continuou na partida.
Ein redor da mesa de jogo os grupos se sacce-
diam. Quando linham visto Oliveiro alguns ins-
tantes, retiravam-se discretamente para dar lugar
ontros. A noticia do duello j tinha feito a
volta da cidade. Todos os asignantes do circu-
lo, mesmo os quo s iam elles raramente, appa-
receram nessa noilo. Os mogos que estavam no
Iheatro abandonaram-no para procuraren! alter-
cagoes. Logo a orcheslra flcou vasia, o prosce-
nio foi abandonado. Era um cerlo momento da
representagao, o papel tao on modo de mademoi-
selle Stella lornou-se terrivolmente fro. Ella
olhava para toda parte, pareca preocupada e nio
se importava mais com sua parte. Chegou
ponto de dizer : O meu pae, bem o vedes, abra-
co vossos joelhos! e licoujlMJ|HUamenle sen-
tada. Em oulra occasiio, deva alirar-se so-
bie o corago desse mesmo pae, que Ihe estendi*
os bragos perdoando-lhe, e sahio repentinamente
da scena.julgando ler avistado Oliveiro no basti-
dor. O pae licou dous minutos com os bragos
abertos o foi obrigado i fecha-Ios vazios. Isto
nao causou prazer ao verdadeiro publico que co-
mecou a murmurar. Alem disao mademoiselle
Slela encorreu em urna multa de deae francos, a
descontar de seus vencimentos.
No fim do espectculo ella veslio-se pressa
com seu vestido ordinario e eorreu ao circulo.
Tinha sabido a historia do duello pelo medico
contiatado no Iheatro, e mac-Jou dizer h Olivei-
ro que Ihe fosse fallar.
Dizei que nao estou aqu, respondeu elle. -
Ella foi a casa delle e soube que nao tinlia ain-
da entrado.
Ah I pensou. ella, nio quer ver-rae. Como
hei de fazer?
Voltou para o circulo, deu der francos um
bom homem que accuraulav^ as funegoes de por-
teiro, raras ero provincia, com seu estado de en-
lalhador, e occuUou-sc em um canto a espera.
VI
A mullidlo nao diminua cm redw de Oliveiro.
A insacia-vel curosidade de que era elle objecto'
suslenlavo-o e impedia-lhe que tivesse desejo de
dormir. Cenlo e cincoenla bolelhas- de rhum e
sessenla bules de cha, linham sido ja convertidos
era punch.Estes tactos lem sja eloquenca. Con-
lava-se em- voz baixa o/je os creados se tinhara
vislo na necessidade do ir despertar um tendero
para comprarem cont evini e cinco kilos de
assucar.
Repito-vos, dizia- um assignanle que Ber-
taud passar a noite banca.
Tera fito muito mal, respondeu outro. Com
o punch que elle bebe nao poder ter-se em p
amanhaa?
Ha de ser desagraJavel para os mogos da
cidade.
Eu, quo aqui vos estou fallando, eslive
ponto de ter um duello...
E alera'disso ha tres-noiles que doo se dei-
la. Elle mesmo confessoo-o.
Trez ? Nove, meu amigo, tta cousag- que
Bertaud nio pode dizer, man que eu sei perfeila-
mente...
De mais, islo para elle- o mesrooi Tem
um temperamento solido. Picareis at amanhe-
eer?
Nao ha nada que me- foga fallar. Este-puno/
bom.
Um pouco-forte.
Bertaud sabe fazer bem as cousas, e eu me
entristecera se elle fosse orlo.
Eu tambera. E todava.seria islo melhor
para elle do que perecer sobre palha.
Ah I e suppondes ?...
Urna desordem iniraaginavel. revoltante.
Queris um outro copo de punen?'
De bom grado.
Pelas tres- horas da manha, o porteiro subi e
disse ao ouvido de Oliveiro :
Senhor, ha em baix o urna moga que persiste
em vos esperar. Ella chora ; islo me affllge e
me i m pede de dormir.
L vou, respondeu Oliveiro.
Pedio um amigo que que jogasse por elle e
desceu. porteiro conservou-so discretamente
parte.
finalmente! exelamou mademoiselle-Stolla.
E para indemnisar-se de ter esquecido tangar-se
nos bragos-de seu pae, pnecipilou-se nos-de Oli-
veiro.
Obrigadopor la boa araisade, disse elle ;
me das agora urna prova. vindo ver-me-, e da-me
isso muito prazer. Mas-nio deremos lamentar-
mo-nos.
Oh 1. riveras 1 viveras para mim.
Esperemo-lo.
Ah.1 sou muilo desgranada.
Abundantes lagrimas regaram o semblante da
moca, levando era sua queda a cor d que ello se
tinha imperfeiiamenie limpado.
Vejamos, Stella, sejamos rasoav-eis. Se fr
morlo nao exijo que sejaes fiel minha memo-
ria e que me laraedfes perfeitamefile. Se nao
fr morlo continuare! teu amigo como d'anl'es.
De quelquer modo nio deves aSfUgk-te desle
modo.
Nao me affiijo. Meus preparativos eslo
feilos.
Que preparativos? Ura alqueire de carvo?
Nio reprsenlo nenhum drama.
o que lambem ia dUcr-le.
Parlo esla manha sera prerinir o meu d-
reiior. Minha carrera est intetiompida.
Explica-te.
Se nio suecumbires. e o leu adversario fi-
car somente ferido, sers obrigado fugir, o a te
oceultares pelo menos por algum lempo. Ests
perdido para mira. Ah! tudo est acabado.
Acalma-te Tuas lagrimas me magoam ;
e depois, faz tanto fri!...
Eu te amo, Oliveiro. Ah 1 amo-te de toda
a minha alma. Quando cheguei aqui no princi-
pio da eslacao fui festejada, adulada, procurada.
Era muito natural.
Obrigado, meu amigo. Ah 1 s bom, tu sim,
s bom e generoso. Essas homenagens, essas
loroso. Nao Uve ralor para l'o recusar, mas tera
compaixao de minha confusio. Deisa-me ausen-
tar. Adeus... adeoa!
Repera, Stella. Nio me lembrava mais d'esle
pequeo negocio. Era mister recerdar-me.
Ah I ante morrer.
Quantos vestuarios deres?
Dezoito ; que sio os do meu repertorio. Um
de escrava russa, tres de camponeza, um de Hes-
panhola, um do Milaneza...
E montara somma de?...
Dous mil francos. Assignei um bilhete de
clareza que se vence amanhaa. Bone homens 1 ti-
verara confianga em mim.
E tiveram razio. Nos nao doremos entreter
ceremonias, Stella, e eu sou teu amigo. Permil-
te-me que te offerega esses dous mil francos.
Um roio de prazer fulgente como o sol, aps a
chuva, illurainou os lindos olhos de madomoisel-
la Stella.
. Aceito, disse ella, mas com urna eondigio;
viras l roesrao trazer-m'os.
Oh I impossivel. Ei-los aqui. Fui hoje i
casa de meu banqueiro receber meus rendimen-
los. Toma.
Stella col loco u no sei o os dous pedacos de pa-
pel, e apertaudo cordialmenle a mi de Oli-
veiro :
Nao vas fazer lotices, disse ella, nao vas dti-
xar-lc de matarem. Toma cuidado.
Delxa estar.
s um excellente rapaz, e seria desastroso
("que lesoeeedessc alguma desgraca. Este dinhei-
ro que me das, teus concidadaos poderiam eensu-
rar-le dizeotto que s ura imbcil. Nio vis ga-
liar-tes, amigo, e er antes o que 0 teu corago te
disser. Tirando-mede urna pessiata circumslan-
cia fizeste urna boa aegio. Eu nehr aou mais* do
que urna actriz, e tenho por alga'nt tempfi me les-
cuidado de minhas oragoes. Mas vou enderessar
um3 Deus, e como elle nSofaz disrincres en-
tre suas creaturas, roe ouvir.
A moga estara realmente commovido. Cami-
rrUou rpidamente na ra, e desappareceu Ira-
vez das sombras da noite. Oliveiro sabiVqwe Stel-
la morava muitoperlo ; esperou um instante to-
ra, acompanhou-a com os olhos, e, depois-de lee
ouvido fechar com eslroirdo urna porta i alguma
distancia, tornou subir para os aoles do cir-
culo-.
VII
Durante sua ausencia urna pequea coneprra-
gio tii>ha sido urdida. O senhor de Nogaret* l
bem -figuraya nella'; foi elle quem apresentou o
primeira idea, pelo que tornou una physlosomie:
de diplmala quando Oliveiro entrou.
Comcga agora o-capitulo das lamentarles,
disse ura assistente Bertaud; j onchugastes-
muilas lagrimas? -
Oh I esl acabado. Eulo nao se josa mas^f
Os jogadores olharam uns para os outros, mas-
ninguem oirsou prendera campainha da re volta.
O que sendo- notado pelo senhor de Nogaret, to-
rnou este a palavra e ineumbio-se d'essa misso
diffkil.
Cessamos com effeilo, diese elle, c vamos
lodos descangar.
Vamos I nio creio urna palavra do que es-,
taes dizendo, quanto a vos principalmente.
Meu caro Bertaud, disse entio um desasado
que, suppondo-se muito hbil-, pensou que o ne-
gocio nao poda-ser concluido- sem a sua inler-
vencao, em tua posigo o repouso indspensa-
vcl. Vemos com pezar que compromettes a sor-
le do dia de amanbia. petelo dermio naves-
pera da balalha do AuslerliU. Se nao queres te
retirar por motu proprio, partiremos todos, e se-
rs ento forrado dormir durante qualro ou
cinco horas.
Sim, senhor 1 grilou a galera.
Ah tralaes de abandonar-mo.
Oliveiro ogarrou asmaos dosenhoi de Nogarel,
e acrescenlou com muita seriedade:
Tu- quoque!
Em vosso proreito reflecti...
Pois bem, senhores, sois livres. Quanto
mim para desenfadar esperand ae nove horas,
vou-nte emborrachare
E dizendo isto Oliveiro apodereu-se de um
i m meneo copo no qual um creado derrama va o
licor para d'clle encher os outros eopos. Sus-
pendeu-o altura dos labios, e repellindo com
a oulra mao os que tenia vara oppor-se seu in-
tento :
A vossa saude, senhores, claraou elle cem
urna voz- estrondosa ;.ebea n^ile-1
Um murmurio de saii- rcorreu o va*'*
aalio do circulo. T fie -etr
por verem este mogo andi
to, inaudito, modo ,an'
enguliam. de um so" trago
at a vizeira.. Somente, o-Si
anlou-se e segurou com aut.
Oliv/ro.
'Desgragado, disse o -4lhov ests a
honrando. ^ '
E accrescentou em rocalla.
riquemos, Senbores.
Sim, fiquemas lodos, gsitaram os outros
com um impulso espontaneo.
S entio o brago- de Oliveiro abaxou-se o
depoz o copo meio bebido.
Recomecemos nossa. parlklo, disse elle com
urna voz-sorda, cahiado- pesadatmente sobre sua .
cadeira.
perdido, disse consigo o Sr. de No-
adorages, esses otTerecimenlos brilhantes tuda
regoilei, tudo calquei aos ps. Tinba-le vislo.
Sera li, talvez tivesse podido aceitar.. Porque
sou s, s no mundo. Bem entendido,, diga as-
sim porque nio tenho ero conta os comediantes
com que.sou forgada i viver. Eu tinha necessi-
dade do croar, durante minha estada nesta cida-
de, urna affego, relages agradaveis, um irmao,
amigo, urna familia. Tu fosles, ludo isso para
comigo. Eu era feliz. Oh sita, meu Dous. mui-
to feliz. Mas esta felicidade ideal e pura nio po-
dia durar. Von perd-la perdendo-le. Fallais-
uie dos oulros homens ; urna irrisao amarga.
Despreso-os, odeio-os. Elles nio te vio aocal-
canhar, meu Oliveiro. Embora me offoreces-
sem... o que nio me ofTereceram, estou certa...
Mas nio, muilo tarde. Nio ha mais esperanca,
ai de mira I Cupmra-sc o meu deslino 1
Chara Stella, receio que fiques indefluxada.
Se passassemos loso ao desenlace ?
O dcsenlaco eque parto.
Mas porque esla idea Bxa?
Oh 1 nio me interrogues.
Ento, boa noite.
Sem duvida nio culpa tua, ja esqueces-
les...
O que ?
Ser mister dixer-te tudo?
Falla. E nio chora ; o porteiro nos est
escutando.
Pois bem... Oh I nao, nio, ousarei nunca.
Vejamos, nio sejas creanga.
Tenho dividas, meu amigo. Eis superada
a grande difficuldade. Comprehendeis que
misier que eu parta. Fugir como urna ladra
Chegando aqui nio possuia um s vestuario. MU
nha guarda roupa acabava de ser incendiada.
urna fatal historia, Oliveira.
Nao ouvido. Promelte-me contar-ra'a a
primeira vea que nos virmos.
Eu l'o juro. O director quiz contratar-mo
apezar de minha nudez. Suppoz que moga e
bella;como sou... Quo digo ? Nio foi isto an-
da tudo. Persuadi-lhe que liuha recebido urna
pequea heranca, e que comprara vestuarios so-
berbns. Tu mesmo me pertfadstes quo os en-
commendasse rendo quc< tinha precisao delles, e
me asseveravas ao meinio tempo... Ah 1 perdi,
meu amigo, exiges. qiirrac^Q doste segretjo dor
Esl
garel.
0\ireiro^ com effe-ito nao ria mais nada eni
tinha mais torga para proferir urna patarra.
Tudo gyrava em rod# tKcHe. Estara com. as
cartas e as baralho-va indtfenidamenle, sora sa-
ber o que eslava fazendo. Nesle momento urna,
mulher invadi os saldes do jogo pezar-dos-
creados se esforgarem por delS-la.
Sr. Bertaud? gtilo ella com um tora.
penetrante, ondo est elle.
Esta diverso inesperada reanimou Oliveiro.
Conscguio levanlai-se mesmo com iigejrea, a
respondeu com urna certa dignidade *.
Sou eu.
Ah' o Senhor quem quer mataco capi-
llo Rolando ?
Sim.
Eu vo-lo. prohibo, mogo. Impedir esta
cataslrophe orraneando-vos os olhos. E para
comegar, v teeebendo!
Urna bofetada vigorosamente spplica trondosa acompanhou o fim da phrase.
Deixac, deixae, disse Oliveiro lodaturdi-
do aos que queriam agarrar este, fues*. A se-
nhora comee a muito bem ; vejamos corno hade
acabar.
Os criados linham
fura a moga.
Nao sabis, diziam ellos, qu* A prohibido
entrar aqui ?
Que tenho eu con, a. vossa prohibigo ?
Teuho que fallar ao Senhor. e a*i do fallar-lae.
Pelo modo porque-*, Senbasra a compreaen-
de, conservago nao poderia ser longa, respon-
corrido. e quemm deitar
den Oliveiro, que esta avealura ia desemborra-
chando pouco a pouco. CftDllnuae, Se-ahora,
eslou vossas ordsns.
Aproxmou-se d'ella e apresentou-lhG.a onlra
face. Todos se pozerara a rir. A moca pare-
ceu ficar ura pouco perturbada.
Vossas ruaos, nao vos bastam mais ? az-.
crescentou Oliveiro. Queris um chapeo de
sol ; um par de thesouras ou om torso perfuran-
lo para me fcrx ? Tomao a arma que vos apeo'i-
ver, Senhora, e fazei-me o obsequio de vos. nao
irritardes.
Desejaria conversar comvosco em parcu-
lar, disse a dama perturbad e aquietada, por
esis ira zombaria.
- Em particaUr 1 heide vt'tsgar-me da bofeta-
da previno-vos de antemao.
* Oh 1 nio tenho recelo.
. Nem eu tambem.
Explique-se ella aqui mesmo I disseram al-
guns asstenles ,'i quem esta sceo* eompraza.
Conhego-a rauto bem, disse alguem, ma-
demoiselle Quinelle.
- Sim, sou a Quinelle. E que mais! Nao es-
tou fallando com vosco.
Vinde, disse Oliveiro.
Elle conduzio-a para urna snle-camara, e of-
ferecendo-lbe o brago :
Caxninhatts, ella, nao sou menina.
.Falla mu o ponco para se-lo, respondeu
engranda rugis Oliveiro.
gis entrado, Oliveiro fechou a porta.
I disse ella quando estireram sos,
vejo quJMtSelhfltpedir-vos do que ameagar.
Eu :Iambem o creio, mademoiselle Qui-
nelle. i
Paraseis-me ura bom diabo ; haveis de ajui-
zar da ranina posigao.
E ella ... interessante?
Oh 1 nio zombeis de mim.
Deus me defenda. Cbeguemos questo,
O capito vosso^rraio ?
Vos bem sabis que elle,o nao ,
Vosso marido ?
Ainda menos.
Vosso futuro ?
(ConKniMH'-ss-Aa)
PERN. ~ TYPi V M F. DBFARU. 1W
,


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