Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09053


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Full Text
T
nif
AMO mVI. HOMERO 102,
Por tres mezes adiantados 5$000.
Por Ires mezes vencidos 6$000.
DIARIO DE
QiHTi FEIRA 2 DE MAIO DE 1860.
Por anno ftdtaitado 19$000.
Porte frauco para o sabseritor.
ESCARREGADOS DA SUBSCRIPTO' DO NORTE.
Parahiba, o Sr. Antonio Alexandrino de Lima;
Na|al, o Sr. Antoniq Jorques da Silva; Aracaly, o
Sr. A. de Lomos Brag^ar, o Sr. i. Jtis-de Uli-
veira; Maranhao, o Sr.lanoel Jos Marlins Ribei-
co Guimares; Piauhy, o Sr. Joao Fcrnandes de
Moraes Jnior ; rara, o Sr. Justino J. llamos;
Amazonas, o Sr. J>>ronvnto ata Cnsla.
PARTIDA OS CUUKfcl.S.
Olinda todos os das as 9 1/2 horas do da.
Iguarjss, Goiaaua e Paralaba as segundas
e sextas feiras.
S. Anto, Bezerros, Bonilo, Caruar, Allinhoe
Garanhuns as tercas feiras.
Pao d'Alho, Nazarelh, moeiro, Brcjo, Pes-
queira, lngnzeira. Flores. Villa Bella, Boa-Vista,
Oricury c Ex as quarlas-feiras.
Cabo, Scrinhom, Rio Formoso.Una, Barrciros.
Agua Preta, Pimenteirss e Matal quintas feiras.
(Todns os conreios parlera as 10 horas di manha.
EPHEMERIDES DO MEZ DE MAIO.
5 la cheia as 4 horas e 42 minutos da manha.
12 Quarlo minguar.le as 4 horas e 57 minutos
da larde.
20 La nova as 4 horas e 27 minutos dMtfarde.
27 (Juarlc crescenle as 5 horas e 45 minutos da
tarde.
Priir eir
Seg ndo
PREAMAR DE HOJE.
as 2 horas e 30 minutos da manha.
as 2 horas e 6 minutos da tarde.
PARTE 0FFICIAL.
c;ovi n\o DA i'iioin\ci\.
Expediente do dia :(> de abril
de IH0.
Officio ao presidente da Parahiba.Tcnho pr-
senle a communicagao que me fez V. Exc cm 17
do correte de haver naquclla dala entrado no
exercirio do cargo de presidente dessa provincia.
Rrlribuindo a V. Exc. os seus cumplimentes,
rcsta-me assegurar-lhe que ficam igualmente os
meus servigos disposigo de V. Exc, que me
encontrar sempre prompto no cumprimenlo de
suas ordens.
Dito ao presidente da provincia do Cear.Em
addilamento ao meu officio de 26 do correnlc,
tcnho a declarar o V. Exc. que segundo me par-
ticipa o inspector do arsenal de murinha nao rie-
ran a bordo do Iguarass os qualro rabes, que
V. Exc. fez rcmcUer paraesia provincia com des-
tino a Argel, conforme se dignou eommunitnf-
me cm scu ofcio de 19 deste mcz sob n, 26.
Dilo ao commandante superior da guarda no-
cional do Rccifo.Sirva-se V. Exc. de informar
sobre o que pretende no incluso reqncrimenlo, o
olfercs da 2a companhia do 8o batallio da guar-
da nacional deste municipio, Alexandre Ferrcira
-dos Santos.
Dito ao lenle general commandante das ar-
mas.Haja V.Exc. de mandar avisara 3 officiaes
superiores p*a servir a junin qae-lwnrinw^
julgar o processo do soldado do corpo de polica,
Claudino Alves dos Santos, devendo os referidos
ollares comparecerem neste palacio no dia 7 do
crrente ao rucio dia.Ofliciou-se ao juiz de di-
reilo da 2 vara.
Dilo ao mcsmo. Fago apresenlar a V. Exc.
para ser inspeccionado, o recrula Sevcrino Jos
Dilo ao mesmo.Constando de officio da the-
souraria de fazenda de 27 do crreme, que o te-
iiente coramandanic de urna das companhas de
pedestres, Luiz Antonio Ferraz, nao entregou ao
colleclor do municipio de Tacaral al 3 do cor-
rente o saldo da quanlia de 400$ rs. que recebeu
daquclla thesouraria para occorrer ao pagamento
das despezas com o seu transporto e do das pra-
vas que o acompanharam haja V. Exc. de expe-
dir terminantes ordens para que essa entrega se
cffectue com urgencia, enviando o referido l-
ente a conta documentada das despezas que
houverfeito com aquella quantia.Officiou-se a
thesouraria de fazenda.
Dito ao mesmo.Sirva-se V. Exc. de mandar
dispensar do servico do 2o batalhao da guarda
nacional desle municipio a Francisco do Carmo
Jlibciro, emquanlo esliver empregado as obras
do cemiterio publico, como solicilou a cmara
municipal desta cidade em officio de 25 desle
mez sob n. 36.Ofliciou-se a cmara municipal
do Recife.
Dilo ao chefe de polica.Tendo o Exru. Sr.
ministro da guerra, declarado em aviso do 3 de
margo ultimo que a elape no semestre correnle
ove ser paga na razao de 440 ris diarios assim
o communico a V. S. aim de que o faga conslar
as autoridades polic'aes encarregadas do recru-
menlo. Ofliciou-se neste sentido a todos os
-commandantes superiores.
Dito ao director interino da companhia de Be-
beiibe.Para que eu possa resolver sobre o as-
sumplo do officio, que V. S. dirigi a esta pro-
cidencia em 14 do correte, sirva-se V. S. de de-
-clarar-me a quanto montar a despeza a fazer-se
com o fornecimento diario de 30 canoas d'agoa.
Dito a thesouraria de fazenda.Inteirado do
conteudo da sua informago ministrada em 28 du
corrente sob n. 422 acerca do requerimento era
que Manoel Antonio de Jess pede o pagamento
de 2:108*110 rs. tenho a dizer que pode V. S.
mandar pagar, sob minha responsabilidade nos
termos do 12 do art. 1 do decreto de 7 de niaio
de 1842, e por conta da rubrica material do mi-
nisterio da marinha soioenle a quantia de ris
1:1350600 proveniente do fornecimento de pao o
bolacha feilo pelo supplicante aos navios da ar-
mada, arsenal e enfermara de marinha durante
o mez de margo ultimo.
Dito ao mesmo.Mande V. S. passar revista de
moslra ao 2 batalhao de infantaria da guarda
nacional destacado, amanha as 8 horas do dia.
Officiou-se ao commandante superior do Re-
cife.
Dito ao inspector do arsenal de marinha.Com
a inclusa copia da informago ministrada pelo
inspector da thesouraria de fazenda respondo ao
fficiodo V. S. de 7 do corrente sob n. 170 re-
lativamente a compra de mais dous bateles offe-
rcidos por Joaquim Antonio Rodrigues para o
servico da nova barca de escavacao.
Dito ao mesmo.Inteirado pelo officio que V,
S. dirigi a esta presidencia em 19 do corrente!
sob n. 185 de haver fallecido o fiel do almoxari-
c desse arsenal, Jos Joaquim Umbelino de Mi-
randa, lenho a dizcr-lhe quo cumpre haver no-
ticia authentica do fallecimenlo.
Dito ao capito do porto.Picando inteirado
do quanto Vmc. rae communicou em seu officio
o. 97 de 27 do crtente, tenho a dizer-lhe que
pode gratificar com a quantia de 59 rs. cada um
Jos pescadores que conduztram presos 03 porlu-
guezes Jacintho Guido deSouzae Joo Fernandos
da Fonceca, que seguiam sera passaporte para as
Alagos em um bote do trafego do porto.
Dito ao commandante superior da Boa-vista.
Ao seu officio de 22 de margo ultimo relativa-
mente ao alferes da i" companhia da secgo de
reserva n. 13 do municipio do Ouricury, Virgoli-
co de HollamJa Cavalcanli, tenho a dizer-lhe que
estando fcila a nomeago c expedida a respecti-
va patente, nenhuma providencia pode dar-se ;
cumprindo aguardar o procediraento ulterior do"
nomeado para proceder-se na forma da lei, so
r necessario.
Dito ao juiz municipal do tormo do Cabo.
Devolva Vmc. com toda a urgencia e convenien-
temente cheio, como se Ihe redommendou em
circulares 14 o 31 de margo ultimo, o quadro da
5,7 hypothecaria registrado no .quinquiennio
de 1855 a 1859 aiim de serem cumpridos os avi-
sos do ministerio da justiga, da 6 e 20 daquel-
le mez.Officiou-so oesto sentido a todos osjui-
zes municipaas.
Dito ao conselho administrativo.Respondo ao
2ff'UM .C008elh administrativo dirigi a
fr 1h! P- CT* info"<*o o inspec-
tor da thesouraria de lazenda acerca da cora-
S!.? hSTk ", t?0'?" para lamento da
nunca do 8o batalhao de infanlaria.-Officou-se
ao lente general commandante das armas.
Dito ao mesmo.Autonso ao conselho admi-
nistrativo a comprar nos termos do seu recula-
monto para fornecimento da enfermara da col
na militar de Pimenteirss os medicamentos e
mais objectos-mencionados na relagao junta, me-
nos as bixas, ludano de sydenham e mercurio
doce, que devem ser fornecidos por melada da
quanlidade pedida e a salsa parrilba quo deve
ser inteira e nao conluza.Offirtou-se a thesou-
laria.
Dito ao director das obras militares. De con-
formidade com o quo informou o inspector da
thesouraria de fazenda no officio constante da co-
pia inclusa,recommendo a Vmc. que me enviero
-orgament das obras cuja factura solicita o len-
te general commandante das armas no officio
deste mez tambem por copia junta.
Dilo a cmara municipal da Recife. Para que
se possa resolver aceita do que prapoe a cmara
municipal do Recife em seu oficio de 27 de fe-
vereiro ultimo, sob n. 23, relativamente a ulili-
dade da desapropriaclo do sola da ceaVdemoli-
da da ra do Cordn!?, pertMsiote a loto Jote
Fernandos detarvalho, curnpre que a mesma ca-, men .guardadas nos seus coracoes desde 1815 u
mar informe se os recursos actuaes dos seus co-1 fugo sagrado do patriotismo e a memoria de Na-
fres podem comportara despeza, que se ter de pelel o I. S o partido democrtico Ihe fui hos-
fazer com a desapropriacao proposla, sem prejui- til ,1 porque elle errou sobre essa allianca de
zo dos servigos ordinarios. | Luiz Napoleo Bonaparte com os velhos partidos.
na. Respondo ao officio que me Essa allianga era o comeco necessario da raiss
municipal do Recito em 25 do do fuiuro imnnraitur m ... i_____...
AUDINECIAS DOS TRIBNAESDA CAPITAL.
Tribunal do commercio: segundas e quintas. *
Relago: tergas feiras e sabbados.
Fazenda: tergas, quintas e sabbados as 10 horas.
Juizo do commercio : quinlas ao meio dia.
Dito de orphos: tercas e sextas as 10 horas.
Primeirs vara do civil: tergas o sextas ao meio dia
Segunda rara do civil; qnartas e sabbados ao
meio dia.
r----------- -- -* nwri un lumsOO
ao luluro imperador, e esse erro esleve a ponto
de cavar um abysmo entre a democracia e o seu
novo chele, porquanto produzio dez nnnos de
rcacgie anle-democralica, cujo segredo se esca-
pou i muilos espirito? esclarecidos, olvidados de
que tlapoliio III contina as tradigoes do oulru
Napo.eao, esse primeito delegado da soborania
popu ar. Quando so poder encarar sem paixo a
Insto ia desles ullimos lempos causar adniira-
go o ver-se um demcrata lio liberal nao pou-
cas v ;zes comprimir a naco, que muilo ama, c
por qiiem i muilo amado, para salisfaego de
urna ni noria que o odcia ; ver-sc-h que o espi-
rito democrtico, que o proprio elemento do
imperador, so demonstra todas as vezes que ha
uma occasio pira exerecr-sc a iniciativa pes-
soal. '
Fin lmente as suas verdndeiras tendencias lio
lliues que foi julgado incapaz do servico em ins- siipcndn lodos os obstculos os velhos narlitos
KiJnm?Unei^ra0in8.* 0W"0 a"nCX0 h5 Prdidj sua incncia sobro ello, assir, co-
pL,^ n 166 -h* ? d' S C meZ" mV bre n Fnnca. e "o comeco da carpanha da
Portara.- O presidente da provincia lomando Italia j ninguem havia de pernoto entre u im-
e-n consideragao o estado pouco lsongero dos I perad ,r e a Tiago; e ultimamente as reforZ%
cofres prov.nc.aes e convindo langar mo de pro-' das Uis domarlas, o impulso dado aos grandes
wdencias que consiguam pelo menos evitar o I Irabalhos de utildade nacional trem sido pora os
crescfraento progressivo *ni que vai^ delicit com velhoi partidos no intorior Mtt aWno cx-
vrh*-&nia a thesouraria, at? que peTa adfbisi- tenor a nacionafldado italiana para ^ politices
gao de novos recursos, ou pela adopgao de me- do amigo rgimen ; bem deplessa porm tanto
d das permancn.e se equilibre a recei.a clfecli- naci, aes como es rangeiros todos serao J" a
dirigi 6 cmara municipal do Recife cm 25 do
corrente, sob n. 38, declarando que approvo a
alterago que a mesma cmara propoe na planta
du cidade em relaco ra da Soledade, e vem
indicada no desenlio, que acompanhou o citado
officio.
Dito cmara municipal do Bonito.Em vista
do que declara a cmara municipal do Bonito em
seu officio de 16 do corrente, designo o dia 20 de
maio prximo vindouro para a reunido do conse-
lho municipal de recurso, cumprindo une a c-
mara expega em lempo as ordens precisas e que
Ihe incumben na forma da lei para a rcuniu do
referido conselho.Officiou-se ao juiz municipal
do Bonito.
Dilo ao commandante do corpo de polica.
Mande V. S. dar baixa do soldado do corpo do
seu commando Pelronio Nstor de Souza.Maga-
va da provincia com a sua despeza ordinaria,
como muilo conven aos inleresses da mesma
provincia, resolvc determinar :
1.Que 86 8uspendam todas as obras feitas
por administraeo, com excepro da conservaco
ilic (-1.1... I.. -.._______.. "
sempre ligados ao granie partido da Frange. Te-
mos por conseguinle razo do dizer : Napoleo
ill c i. pruneiro artfice da democracia fran-
ceza.
Sen- entrar na exposeo dos debales despidos
* inl *roi. cMir., i ,-il..l-..r i~-. .l.:..r.^^ j. .
Siafnecess^s S^y^'^MF ^ ^ TZEUnZZ%ZS2
90 PZ **ar's.Para ma.ores despezas.! putad-s no corpo legislativo, oloicoes inspirados
-Queso add.e a realisacao das despezas' por ..,, zelo mal encendido, e que"t.iihan 4 do"
I Vltrailla t\nr Ha A>..;;lt ...i- j-._ ...
decretadas pela lei do ornamento vigente, nos
ait. 6. 9, 2, 10, 2, 15 e "18, 3o na parte re-
lativa ao llio Formoso e Nazarelh.
3-Que conlinuem por conta do Asylo de
Mendicidade todas as despezas cora o sustento dos
mendigos cargo da administraeo dos eslabele-
ciraenlos de caridade.
4.Finalmente, que fiquem por ora addiados
os servicos da estrada do Pao d'Alho e do norle
contratadas por Jos Mamede Alves Ferreira, Pi-
cando porm ello obrigado a todas as estpula-
.oe?Qd-Q co,,,rato. que assignou em 9 de abril de
de 18j8, com excepeo das que forem relativas
ao prazo da concl'uso da obra, enterrompido
por esta deliberngo.
E neste sentido se expegam as ordeus necessa-
do occasio a esto dito do imperador: Preser-
vai-m dos meus amigos tratemos da poltica
extern r, e principiemos pela qucslo italiana.
Nos das 11 o 12 de margo a Italia finalmente
se revi lou Europa, e cessou toda a discusso
sobre as opnioes reacs o tendencias dos amigos
ducados e das Romagnes. Em face de uma von-
lade cathegorca o piiramcnto exprcssJ, nada
mais t em os gabinetes a fazer ; c os soberanos
deveraocomprehender que o melhor meio de ga-
rantir a paz ao mundo consolidar as vonladcs
dasobranin popular. Nestascircumstancias so-
lemnes para a Italia o enthusinsmo tem sido in-
menso, o sclem manifestado entro o clero como
no sei i dos populaces ; prelados houveram que
se cnciminriarnm urna do scrutinioa frente dos
ria nm. ZiZTS J ",'"v-u' ""- e ene iminnaram a urna do
vnc'iTl ao drecfor ffinad.' ,CSOura1r!a ^ scus Sl "rdetes. Rivalidades lcaos, anragons"
lo l iiZro c "i JoTMirMW,c,. e mos p; rochi,1cs' """ses municipios-ludo foi
Dit ? fi n \ L,T aMamPd.e A.hes Fer^lra. esquecdo pcranle o instincto das populagoes. O
una.u preaidento do provincia, usando n oanir a ...im.j, u.t" '"V"13-
Dita.O presidento da provincia, usando da
allribuigao que Ihe confere o arl. 7 da lei de 12
do agosto do 1835, resilvc prorogar al o dia
lo de maio prximo vindouro a presente sesso da
assemblca legislativa provincial. Officiou-se i
thesouraria provincial.
Expediente do secreta rio do governo.
Officio ao tenente-geneial commandante das
armas, S. Exc. o Sr. presidente da provincia
manda declarar a V. Exc. que receben o seu offi-
cio de 27 do corrente sob n. 47, e fica inteirado
do occorrido acerca da guarda que se mandou dar
pelo 4o batalhao de arlilharia a p para a cadeia
da cidade de Olinda, e bem assim de nao poder o
o i Tu- -, T '"? Paero ram pela annexap5o ITI65 pelo reino separado
daou lie tearn,o ^ "tt",i0 ^ f0,C^* Plicia ?" Il nagnS 2,0-659 Pela^annex^o e 24, po:
daquelle termo.
Dito aojuiz dedireilodeSanlo Anto.OExm.
Sr. presidente da provincia manda declarar a V.
S. que pela leilura do seu officio de 12 desle
mez Qcou inleirado de haver V. S. exonerado a
Flix Cavalcanti de Albuquerque Mello do cargo
de escrivao interino do jury do termo de Santo
Anto, e nomeado o escrvo Belarmino dos San-
tos Bolco, para eicrcer interinamente o mesmo
cargo.
Dito cmara municipal do Recife. S. Exc. o
Sr. presidente da provincia manda communicar
cmara municipal da cidade de Olinda em res-
posta ao officio que Ihe dirigi a mesma cmara
em 26 do correnle sob n. 137, que nesla data
transmiti assembla provincial a tabella que
para esse fim veio annexa ao citado officio.
ERRATAS.
esplnl) de nacionalidade italiano nao era pois
urna v.ia quimera, como se pretenda fazer rrer
Europ ; a Ii alia as suas aspiraeoes indepen-
dencia foi alera das esperangas, que os seus ami-
gos os mais dedicados conceberara da sua pru-
dencia o do ;ieu patriotismo por longo lempo com-
primidos. Vio l julgar antes dos fados I
Na Tjscana, que era o grande foco da reaegoo,
o voto se exprimi da maneira seguinte: de
dSb,44E volantes 366.U1 se pronunciaran em fa-
vor da tnnerac&o e tWJmeiii favor de um reino
separac o; m Emilia a mnioria foi anda mais pro-
nuncia a; na provincia do Parna 53,782 vota-
ram pe!a aniiexaeSo F185 pelo reino separado-
lino 11a n.ion^c QlUl f^Q .,..!., Annn-R=n .ara __"
a-KHATAS. y. "I"""" su acnam anda mabalavolni
No officio da presidencia impresso no Diario idas *" ril Causa da Italia. sta ns
de hontem pagina primeira columna segunda, i comPreliender, porque o esiancTSrto. fra
lea-so no primeira linhaos gravesem vez de fC! 'orosoS|Jas (remulou por toda i
La JnAro ,8e,ar*do; na Prov'na do Modena
52,499 lela nnncxago e 56 pelo reino separado.
Esses v >ios unnimes provara por consequencia
que a Iialia nao quer de hoje em dlante mais di
visoes, as separages artificiaos entro as diffe-
renlcs partes do seu territorio, quer ser unida e
gozar di independencia, da dignidado e dos re-
cursos, de que s pode dspor uma grando na-
gao; o a suffragio evidentemente o ponto de
partida d'uma nova situago poltica. A Franga
procurou uma solugo diverso por condescenden-
cia par. com a Austria, e mesmo pelo desejo de
se alas ar o menos possivel das bases de Villa-
franca ; prcencheu a sua misso, mas nao se se-
gu dah que ella deva considerar o voto do an-
nexagao coma uma derrota na sua poltica e
nem se julgue a menos amcagada pela formac'ao
de um grande estado italiano;/as suas vivas
sympatlrias su acham ainda inabaavolraento pen-
Esla a soube bum
mcez nes-
por toda a parte ao
lea-se no primeira linhaos gravesem vez de I f"2 8'ur osos l,,as remulou por (oda a parte ao
gravesna segunda gera em vez de gosana ''3(1 do e*l"idarte italiano, o da cruz branca da
quartade neta em vez dea alta ; e na dcima casa Va Saboia.
por isso inustiQcaveisem v7 fio__nr ii.;,,.. Assim pois era quanto que* a 'diplomacia se
esforgaya con mais boa vontdo que successo
no desenvolvimen
; ----- w..m v ai uctiiuu
por isso njuslificaveisem vez depor injus-
lificaveis.
Depois da portara, os officios que se seguir sao em.real|sar uma modificaco
do expediente do secretario do governo.
CORRESPONDENCIA DO DIARIO DE PERNAM-
^ BUCO.
Pars 1 de abril de 1860,
, (Pat poltica.) i
A obra do imperador anda este mez deu um
passo avante: a consttuigo da nacionalidade
italiana se acha firmada d'ora em di inte, e as
populagoes francezas submettida's ao sceptro do
rei da Sardenha vo enlrar na grando familia
franceza.
E' curioso esludar-se a posigo desse goveruo.
imperial que ao mcsmo lempo to absoluto
quanlo democrtico, o que mais democrtico se
torna proporgo que se faz mais absoluto. E'
uma terdade ainda pouco conhecida no mundo__
que Napoleo III govorna pelo interesse do maior
numero, e proseguo na obra da revoluco fran-
ceza.
Nos grandiosos dias de 1789. quando a nago
leve quo defender os seus destinos contra os so-
beranos absolutos cohigados, organisou-se em
exercito, e depositou todos os seus poderes as
mos de uro chefe militar ; e Napoleo I, qual-
quer que fosse o abuso que fez do seu poder e do
seu genio, foi sempre o primeiro magistrado da
democracia franceza, reinou sempre por delega-
gao do nico soberano que nunca abdicao po-
ro. A colligaco europea triumphou por algum
lempo da Franga moderna ; porm a monarchia
de direilo divino por olla restaurada nao so man-
teve por longo lempo contra urna burguezia po-
derosa n rica, a qual esquecendo os principios de
1789, e da soberana nacional, se corou na pes-
soa de Luiz Filippe d'Orleam; o durante 18 mi-
nos administrou em seu proveito os negocios in-
teriores o exteriores, sem cuidar dos necessida-
dcs, sem se importar com os sentimentos do po-
vo. Um dia porm o povo acabou com essa oli-
garchia burgueza, que nem sempre so hourera
emptsnhado pela honra do paiz, e com esse sobe-
rano que nao reinavn nem pela graga de Deus,
nem pela volitado nacional. Nesse dia o povo,
que nao era ainda representado senao por um
partido fraco o desunido, achou a sua causa sin-
gularmente comprometiida entro os esforgos dos
lomen!i do direilo divino e as machinages dos
cneea da burguezia : era Napoleo III que ia to-
mar essa causa cutre suas moj. Isso psrece um
paradoxo, e entretanto nuitos respeitos una
realjdade. Elle appareceu, e os partidistas do
passodo o acolheran. esperando que elle resta-
belecena o pnncipjo da autoridade, confiando en
que nn-ncneria dignamente o Hirrelo, e para
logo fot acclaraado por todos esses camponezos.
lo da re'olug io italiana, a inexoravel lgica dos
tactos di'senrolava um aps oulro todos os Cos
do tecid a que se achava sobre a ,'sua passagem
Os succi ssos complicaram-se gragas essa lasti-
mada pzde VillafrtncaVqiieauopendcu no anno
passado ocurso das victcffias'Asto-sardios an-
tes que a Austria tivessesido rofellida da penn-
sula. Venezn reunida LomBrdia o ao Piemon-
le eraba gana a nssaj?efq4ao3,Auslriacos; uma
vez firmada no Wrle acausa da independer e
trs4jl6r( ade iiaciOnads, o contagio das ideas* li-
beraes ganbana poflto a'^pouco o centro e o sul
da Italia ; Roma e NSpoles. osses plidos satel-
ices da Austria, privados do todo o apoio ex-
terno ce leara fogosamente ao ascendente vic-
torioso c o movimento italiano. A paz de Villa-
franca, ceixando ainda em poder da Austria Ve-
neza e a > pracas fortes, nao pode todava sus-
pender o impulso da revolugo italiana, e nao
fez mais que modificar o seu programla. Im-
pedida na norte ella se propagou no sul, invadi
econquvtou a Toscana c as Romagnes, quer sub
metler Roma e aples e ir at & Sicilia buscar
auxilios allmdos antes de continuar no seu bo-
v.mento ifenslvo. Livre ateo Adritico a Italia
tena podido formar urna confederagao ; subraet-
tidaaindi a ameaga dos canhoes de Verona leve
que concentrar-seo restringir -se em s mesma
Neste ser lido pode-se dizer que a paz d% YU
franca fli mou as bazes da unidado italiana
O mov melo se acha hoje estabelecido 'e nao
pode chegar so nao ou a um triumpho definitivo
ouaumi des;as gloriosas derrotas, de oue as
nagoes si ergeera mais decididas e mais fortes
O inslinclo da sua conservaco levou o povo ita-
liano a a lmar a annexago da fosean a e das
Romagns elle ir avante, embora lenhi de per-
turbar c nquiolar a Europa, embora tenha de
descnnleiitar e comproraetler os seus proprios
amigos. As potencias que respeitera o principio
sagrado da nao ntervengo, e cessem de querer
impor a nsse f ovo as suas solugoes preferidas 1
No da 18 de margo leve lugar em Turim a ie-
cepcao o Bcial de M. Farini que viera trazer os
documen.os lej;aes do suffragio universal dasno-
pulagoes da Emilia. Victor Emmanu^diririo-
Ihc a segiinte resposta : ,
<; A minifeslacao da vontade nacionnT cujo
testemuntio outhentico me conduila, to nni-
versal e sspontanea que de novo confirma ple-
namente face da Europa, em terapos e condic-
goes dive *as o voto recente expresso pelas po-
pulagoes la Emilia. Esss maniiestagao insigna
confirma as prcvas de ordem, de perseveranca
de patrio ismo e de sabedoria poltica que era
lao pouecs mezes tem allrahido para esses povos
a sympal ua e i eslima de lodo o mnndo civil-
sado. A :ceilo o j voto solemne e terei gloria
era podei clnma-HBe hoje avanle meus povos
Reunindc-se monarchia constucional -da Sar-
denha, e s suas oulras provincias, nao s os es
p.-, ,.*,, .w ^m, k^ sv.:s rs-KEiss tai: s
Hornogue, queja se tmliam espoutuncameiite
separado da soberana pontifical, nao creio quo
assim se poder enfraquecer a dedicago ao che-
fe veneravel da igreja, que foi.e ser sempre vi-
vo no meu coragao. Como soberano calholico. e
como soberauo italiano, cstou proraplo para de-
fender a independencia necessaria ao seu minis-
terio supremo, slou prompto contribuir para
0 esplendor da sua corlee render homensgem
sua soberana. O parlamento vai-se reunir, re-
cebendo no seu seio o representante da Italia
central ccmiunclamenle com os do Piemonte o
da Lombardia : elle consolidar o novo reino, e
melhor firmar as bazes da prosperidad9, libcr-
dado c independencia.
Estas declarares sao em tudo conformes s
que j forara feitas por M. de Cavour e M. de
Thouvenel. Vctor Emmanuel nao podia repet-
ir os votos da Italia central: sua palavra eslava
ha muito comprometiida : elle devia cumprir a
sua promessa sob pena de commetter um suici-
dio poltico. Um decreto do mesmo dia sanecio-
nou a annexago, outro convocou para 25 de
margos eollegios eleitoraos da Emilia convida-
dos a enviaros seus representantes ao parlamen-
to de Turim.
Quanlo a Toscana conservar sua anlonoma
administrativa com uma vice-realeza confiada ao
principe do Carignan. A' 22 de marco M. Ri-
casoli foi recebido por Victor Emmanuel, que Ihe
dirigi estas palavras:
c Accede os votos dos Toscanos, o qual depois
de ter sido manifestado pela assembla, onde so
acnam os eicolhidos da Toscana, acabam de ser
unnimemente confirmados pelo suffragio popu-
j. Toscana> associando os seus destinos aos
do Piemonte, longo de renunciar a cites conti-
nua as suas gloriosas tradigoes, e antes as faz
crescer ligando-as s tradigoes dos outros esta-
dos da Italia O parlamento, onde os represen-
tantes toscanos lomaram assento no lado dos do
1 lemonle, da Lombardia e da Emilia, confrma-
la as suas leis ao principio fecundo da liberdade.
Desla sorte a Toscana gozar dos beneficios de
urna autonoma administrativa, sem abalar a
riniao das torgas e das vontades, de quo depen-
dera sobre ludo a prosperidade e a independen-
cia da patria.
No mesmo dia foram assignados em referencia
a essa provincia decretos anlogos aos que se re-
ferera a annexago c as eleiges di Emilia. M.
de Farini foi nomeado ministro do interior e o
baro Ricasoli governador interino da Toscana.
O novo Estado assim engrandecido pelas recen-
tes annexogdes lomar, segundo dizera, o nome
de Reino Itlico. as eleiges de todas as partes
queriam somente langar mo de homens polti-
cos afferrados idea da tinidoie da Italia que
as imaginagoes ardentes da pennsula vemin-
cessantemente realisada, e que formara, dizem
os correspondentes, a retaguarda da Franga, sua
irma e seu auxilio as lulas futuras ; os resul-
tados eleitoraes confirmam essas tendencias : era
Florenga foram eleitos M. M. Buancompagni, Ri-
casoli, de Cavour e Peruzzi; em Bolonha M. M
de Cavour, Berti. Pichat, Pipoli e Audinot; cm
Turim M. M. de Cavour, Ricasoli, Farini, cm
Milao M. M. de Cavour, Farini, Cataneo ; em Ge-
nova M. de^avour etc., etc. Era immensa a po-
pulagao qie de loda parte concoma urna do
scrulinio : o mesmo enlhusiasmo se vio em to-
das as cidades italianas, porque a liberdade, es-
ta nobre paixo dos povos, nao adormece jamis
nos seus iriumphoa
O.dia 2 de abril/Se acha fixado para a abertura
em Turim do novo parlamento. todos estes
successos italianos pouco conformes s prelimi-
minaresde Villa-franca a Austria tem respondido
com a resolugo de romper suas relaces com
Victor Emmanuel, cuja firmeza e moderarn se
conservara nao obstante inabalaveis. Quanto
Roma mais de uma quebra de relages diplom-
ticas se acha sm queslo.
Annunciou-so ha muito que uma excommu-
nhao seria langada sobre Vctor Emmanuel. Dis-
se-se logo depois que as ceremonias preliminares
tiveram lugar em Roma, espetando-se a execu-
go do um solemne ceremonial ressuscitado da
idade media, ceremonial que rcquecit%nma gran-
de pompa : todos os cardeaes presentes, a igre-
ja vestida de negro, a imagom de Chrislo cober-
ta com um veo, as tochas amanillas accesas e
successivaraente apagadas, grando procisso de
todas as ordens monsticas atravessando a cida-
de ao som dos cantos do Miserere. Uma tal so-
lemnidade presenciou o anno da graga do 1860!
Pundo de parte o ceremonial, foi affixado e 29
do margtf nos quatro cantos da cidade eterna, nos
.ugares*suaespra essas sdYtes de communica-
goes, n breve com dala de 26, pelo qual Pi IX
langa* a exconnunho sobre todos aquellos que
directa ou indirectamente contribuirn) para que
0 sceptro pontifical perdesse a soberana das Ro-
maagnes.
A vista dessa excoraraunho, que se nao refe-
re a alguera pessoalmente, Victor Emmanuel nao
trata de se vingar; seus povos e toda a Italia to-
maran) ease cuidado Com effeilo esse grande
acto da corte pontifical nao procede de accordo
com a nossa poca, e nao faz mais do que provo-
car entre Roma e o principio da independencia
italiana uma desharmonia. cujo alcance ninguem
pode calcular.
A Italia se acha menos commovda que a pro-
pria Franga ; ella tem procurado provar por uma
manifeslago geral que os raios do. Vaticano a
encontrara (irme e inabalavel na obra da sua in-
dependencia. O rei escollado, tranquillo o con-
fiado, calcula que mui prximamente poder
achar-so frente de 250,006 homens, e que, se
ellesuccumbir.ohi fica seu filho, ainda que mui-
lo joven, para succeder-lhe e, como elle, ser a
incarnago do principio e da independencia na-
cional.
O cardeal Antonelli remetteu tambem a sua
nota diplomtica : responden ao ministro francez
M. Thouvenel, easua reposta ondea par de in-
crivel franqueza se descobre a malicia a mais re-
quintada, cooslitue quanto ao seu essencial uro
novo manifest da poltica non possumus,O
cardeal procura demonstrar nessa pega que as
Romagnes foram impellidas ao aito da revolta
por uma potencia estrangeira, e quo por conse-
gunlo outras potencias tambem estrangeiras po-
dem intervir com as armas em favor da Santa S.
Em vez da lgica inexflexvel elle se soccorre a
pequeos sophisraas jesuticos : 4 seu ver o em-
prego da forga armada para obrigar as Romagnes
a submetter-se autoridade de Pi IX nao cons-
tituira, para bem dizer, uma intervengo estran-
geira, pois que em Roma nao se poderia consi-
derar estrangeiros o catholicos que viessem
prestar o seu auxilio ao pai commum dos fiis.
No faltam finura e habiltdade esses raciocinios;
porm elles sao pouco feitos para exercerera qual-
quer influencia sobre a disciplina europea. En-
tretanto nao se confiando s na sua diplomacia o
cardeal contina na orgnisago da sua forga ar-
mada, que ser concluida pelo general Lamori-
cire, um Francez.
Deraais o cardeal resolver pedir ou antes tor-
nar a pedir a evacuago de Roma pela guarnigo
franceza com intengao de substituir os soldados
da Franga pelos do rei de aples, em virtudo de
negociagoes concertadas entre Roma, aples e
Vienna ; a Franca, segundo ougo dizer, nenhu-
ma duvida opp.or a essa ovacuagio. Seja o que
for, o certo que acabam de ter lugar algumas
comoges em 19 de margo : Os estudantea da
universidfjde flzersm na sua igreja um Te-Deum
para celebraren ao mesmo lempo a fesladeGiu-
soppe Garibaldl e o triumpho da annex.ago. A'
tarde uma multidao immensa se transporto, pa-
ra y Corso, passoio habitual da papulago roma-
na, que com todo o socego festejara nesse dia o
1 general Garibaldl, quando 4o repente uma forga
DAS DA SEMANA.
30 Segunda. S. Catharina de Sena v.; S.Peregrno.
1 Terga. S, FelippeeS. Tiagoapp; S. Jeremas.
2 Quarta. S. Arhanazio b. ; S. Mafalda infanta.
3 Quinta. Invengao da S. Cruz; S. Rodopiaoo.
4 Sexta.-S. Mon.ica mi de S Agosliatio.
5 Sabbado. Cenversao de S. Agoslinho.
6 Domingo A Mtiernidado de Nossa Senhora.
BfKARfrEGADOS DA SOSSCJMPCO NO SUL.
Alagoas, o Sr. Claudlno Palclo Dias; Baha, o
Sr. Jos Marlins Alves;* de Janeiro, o Sr.
Joao Pereira Marlins.
EM PERNAMBUCO.
O proprielario do diario Manoel Figuciroa de
Faria, nasua lirraria praga da Independencia ns.
6e 8.
sanindo uo palacio HonMCilono se arroja sobre
os passeadores inoffensivos repellindo-os at a
praga do Povo. Os gendarmes pontificaes carre-
garain sobre elles ferindo torio e direilo com
os seus sobres ; e-os esbirros com as suas pisto-
las e punhaes. Qal foi o resultado desse acto
de autoridade ? Ei-lo : 200 passoas sahirara feri-
das e cheiae de conlusoes, 2u0foram presas, e al-
gumas desterradas.
Conlinuarse-ha.)
INTERIOR.
RIO DE JANEIRO 10 DE MARCO.
Por decretos de 3 de correnle foram removi-
dos, a pedido seu:
O juiz municipal e de orphos Antonio Tclles
ds Silva Lobo do termo de Geremoabo para o de
Itnpicur, na provincia da Babia.
O juiz municipal e de oTphoi Francisco Cae-
tano de Almeida Galeo, do termo de Itapicur,
para o de Villa-Nova da Rainha, na dila provin-
cia.
Foi nomeado o bacharel Julio Augusto da Cu-
nta Guimares para o lugar de official-maior da
secretario do tribunal do commercio da provincia
de Pernambuco.
Tiveram merg da serventa vitalicia : .
Manoel Francisco da Silva Jnior, do officio de
escrivao da 2.a vara municipal da corto, c-
lidelis dos Santos Amara!, dos officios de par-
tidor e distribuidor do termo da Barra de S. Joo
da provincia do Rio de Janeiro.
Antonio Garca da Silva Terra, dos officios de
partidor e contador do juizo municipal e de or-
phos do mesmo termo e provincia.
Carlos Jos de Mattos Vausque, do officio de es-
crivao de orphos do termo de Maragogipe, da
provincia da Baha.
Jos Martins Ferreira Sobrinho, dos officios de
contador e distribuidor do termo do Brejo, da
provincia do Maranhao.
Foi nomeado pelo governo uma commisso
composta dos Srs. teen te-general baro de Su-
ruhy, presidente ; generaes Fonseca Costa-* Po-
tydoro, Dr. Pereira da Silva e conde de Baependy,
para rever o processo da qualificaco da guarda
nacional, e propftr as reformas que "julgar conve-
nientes para remover os abusos que se do com
a m composico desta.forca.c dfficullam o precn-
chimento do e"xcertito."
15
Por decretos de 3, 10 e 11 do corrento :
Foi recondnzido o bacharel Francisco Carlos
M.-marino no lugar do juiz municipal e de orphos
do termo de Solimes, na provincia do Amazonas:
Concedeu-se ao bacharel Aristides da Rocha
Bastos a demissoque pediu do lugar de juiz mu-
nicipal e de orphos do termo do Acaraly, na
provincia do Ccr.
Foram nomeados :
O juiz de direilo Julio Cesar Berenguer de Bit -
tencourt, chefe de polica da provincia do Paran;
O juiz de direilo Jaime Carlos Leal, chefe de
polica da provincia do Rio-Grande do Norte;
O bacharel Joaquim Jacintho de Mendonca,
juiz de dircito da comarca de S. Matheus, na pro-
vincia do Espiito-Santo;
O juiz municipal Rayraundo Antonio de Carva-
lho, juiz de direilo da comarca de S. Rayraundo
Nonato, na provincia do Piauhy;
O bacharel Jos Wenceslao Marques da Cruz,
juiz muajjipa! e de orphos do termo de Porlo-
Alegre, na provinaia de S. Pedro do Rio-Grande
do Sul ;
O bacharel Joaquim Leile Ferreira de Mello,
juiz municipal e de orphos do termo de Ayu-
rouca, na provincia de Minas-Geraes;
O bacharel Belmiro Pereira da Molla, juiz mu-
nicipal e de orphos do termo do Patrocinio, na
mesma provincia ;
O bacharel Salvador Vicente Sapucaia, juiz mu-
nicipal e de orphos do termo de Gerimoabo, na
provincia da Baha;
O bacharel Joaquim Ayres de Almeida Eretas,
juiz municipal o de orphos do termo de Porto
Calvo, na provincia das Alagos;
O bacharel Miguel Joaquim de Almeida Caslro,
juiz municipal e de orphos do termo do Aracaly,
na provincia do Cear :
O capito Joo Baptista Accioli, tenente-coro-
nel commandante do batalhao de infantera n.
14 da guarda nacional da provincia das Alagos ;
O Dr. Joaquim Pedro Correa de Freitas, tenen-
le-coronel commandante do 1.a batalhao de arli-
lharia da guarda nacional da provincia do Para.
Antonio Joaquim de Sanl'Anna, tenenle-coro-
nel chefe do estado-naior do commando superior
da guarda nacional do municipio do Crato, da
provincia do Cear ;
Francisco Coelho da Fonseca, capito secretario
geral do commando superior da guarda nacional
da capital da mesma provincia.
Foram reformados:
Joo Augusto Correa, teneote-coronel com-
mandaote do 1." batalhao de arlilharia da guarda
nacional da provincia do Para, no mesmo posto ;
O capito Joaquim Antonio Pinto Lisboa, no
posto de major.
16
Por decreto de 10 do corrente foram nomeados :
1. vice-presidente do Paran, o bacharel Ju-
lio Cesar Bittencourt Berenguer; e do Rio Gran-
de do Norte, o bacharel Jaime Carlos Leal.
Por decreto de 13 foram nomeados :
Commendadir de Chrislo, Antonio Gongalves
da Silva Pinto.
Commondador da Rosa, Joo Samuel.
Officiaes da Rosa, Chrislofer Bagoto Lae e
Francisco Antonio Picot.
Cavalleiro da Rosa, W. Whocker.
Por decreto de 7 do corrente foram nomeados :
Comraendador da Rosa, Jos Betamio, vice-
cnsul no Porto.
O conselheiro Antonio Peregrino Maciel Mon-
eiro, baro de Itamaraga.
17
Por decreto de 21 de marco de 1860 foi con-
cedida viuva do conselheiro Luiz Antonio Bar-
bosa a penso annual de 1:200$0')0
Por decreto do 6 do corrente foi perdoado An-
gelo Bernardino de Moura Brilo, praga de um
dos corposdo exercito, do criroe de desergao que
commetteu, e eliminado das filenas do mesu o
exercito.
Por decreto de 14 do corrente foi concedida ao
Sr. conselheiro Pedro de Alcntara Bellegarde a
demisso que pedio do lugar de director da es-
cola central, e nomeado para o substituir o Sr.
conselheiro de estado Manoel Fetizardo do Souza
e Mello.
Foro reformados or decreto de igual data :
Capito ao 1. batalhao de arlilharia a p, Jos
Ignacio Coirabra ; capiles do 7. batalhao de in-
fantera, Manoel Benedicto da Annunciago e Jos
Caelano de Oliveira Rocha ; lenle do 1. ba-
talhao de infantaria, Joo Jos Soarea; len-
te-ajudante do 2 dito, Joao Bibiano de Csslro ;
2. tenente do 1." batalhao de arlilharia a p Jos
Manoel Eduardo de Paiva ; alferes do 1." regi-
ment de cavallaria ligeira, Wenceslao Vieira
Armond ; major aggregado arma de infanta-
ria, Manoel Jos Espindola ; capelles aggrega-
dos dita arma, Joo Xavier de Souza, Jos Es-
lacio de Lima Brando, Jos Manoel de Sonsa
Candido Francisco de Sanl'Anna Oliveira ; lene q '.
tea aggregados da arma, Jos Joaquim do Fi-
gueiredo, Pedro Joo Refugio ; alferes aaBreaa-
do dila arma, Francisco Mariinho de fcamoos
lente aggregado ao corpo de eslrH0_m.,Or d
i. classe Matheus Egydio da Si) ,ei mai0r de
Pelo-ministerio da fazenda t^j expeOWo ao ins-
pector-geral ds caiia da ar.lorli,.gio um aviso
da 11 do correte u. 6,. wSoimwmkEo para emiu
as notas de 1, 2.e-6| da nova estampa cm
subsiituicao das dilaceradas que foram aprsenla-
era
ao iroco, cujas noios vo abaixo descrilas-
Rs. IjJOOO.
As notas de 1 da 3." estampa sao mpressas
n papel broncee tinta preta ; o emblema re-
presenta o commercio descansando esquerda
sobre um fardo, e aponlandcvcom a mo direita
e pora o escudo imperial. Do lado direilo e por
iras do commercio, v-se a mastreagj de um
navio, e do esquerdo uma cornucopia.* A desie-
nacao do valor feila em caracteres brancos, e
as letras d agua sao iguaes a das olas em cir-
culagao. As senes o designadas alpliabelica-
mente principiando pela letra -A de carc-
ter itlico maisculo, e a numerago impressa. Na
tarja direita, dentro de um circulo oval, lem-se
as palavras Decreto do 1. de junho de 1833
e na esquerda v-se as armas imperiaes. No cen-
tro e por sobre as lelras microscopas designali-
vas do valor das mesraas notas ha uro carimbo-
azul representado ,por cinco espheras, onde
se l a palavra h u-m em caracteres roma-
nos maiusculos.
Rs. 2g000.
As notas de 2$ da 3. estampa -eo impressas
em papel branco e tinta preta como as de 1*
U emblema representa o symbulo da agricultu-
ra, tendo em frente aos pea um fcix* de trigo, o
Drago direito descansa sobre os joelhos e o es-
querro ampara uma eowioropfs-. As tarjas su-
perior e inferior sao ondeadas; as palavras Im-
perio do Brasil sao escritas com letras gothi-
cas. As series sao designadas alphabelicamen-
te como as de 18. a numerago impressa. No
centro e por sobre as lelras microscpicas de-
"gnativas do valor das mesmas notas ha um ca-
mbo verde, representado por cinco espheras
onde se 16 a palavra Dous em caracteres roma-
nos maisculos. As palavras Decreto do l.de
junho de 1833 que as olas de 1 estao den-
lio de um circulo oval na tarja direita, as de
9 eslao na larja esquerda. O mosmo d-se com
as armas imperiaes.
Rs. ;5000.
As notas deste valor da 3.a eslampa sao de pa-
pel o tinta iguaes s de 1 e 2J da 3." estampa.
O emblema representado por duas figuras al-
legoricas a Justiga descansando f mo direita so-
bre o escudo imperial ; a Abundancia tendo
mao direita um caduceo e esqutrda uma cor-
nucopia segura pela pona. Entre estos figuras
v-so as armas imperiaes. As palavras Im-
perio do Brasil sao feitas cora caracteres go-
ihicos. A numerago impressa, e a serie de-
designada por algorismos. As tarjas sao on-
deadas. Na tarja ao lado direilo v-se a efugio
de S. M. o Imperador, e na esquerda as armas
imperiaes. Como as notas de 1 e 2&, tem es-
tas igual csrimbo, sendo porm este edrdezar-
co, com a palavra Cinco.
19
Pelo paquete Princeza de Joineille entrado
henlem larde recebemos folhas do Montevideo
que alcangam al 12 do correnle.
Nada linha occorrido do grande importancia
naquclla capital.
Por decreto de 7 deste mez foro nomeados
oierabros da commisso Mixta Oriental anglo-
franceza por parto da Repblica os Srs. Manoel
Herrera y Obes e Jos Martin Aguirre.
A nomeago do Sr. Herrera y Obes para esse
cargo de conanca mais um facto que revela a
moderacao que o Sr. Berro tem imprimido sua
adrainistrago. O Sr. Herrera y Obes pertenbeu
sempre ao partido colorado, e os seus ltimos
actos nao desmenlem os precedentes de sua vida
poltica.
Foro nomeados igualmente para a junta con-
sultiva de commercio e fazenda, creada por de-
creto de 4 do corrente, os seguioles senhores :|
Presidente, D. Marcos V. Vaesa ; vice-presi-
denle, Dr. D. Ricardo Kughes; vogaes, D. Candi-
do Joamc, D. Florentino Castellanos, Dr. D.
Juan Romoo Gomes, D Jaime Cibils, Dr. D. Ma-
noel Herrera y Obes, D. Thomaz Tomkinson. D.
Lu Lamas. D. Pablo Doplessis, D. Joa Miguel
Martnez, D. Adolfo Vaillant, D. Luiz Terena,
Joaquim Errazquin e D. Joo B. Caparro.
O Sr. Dr. D. Bernab Caravia havia apresenta-
do s cmaras J sua renuncia de representante.
Nada porem se tinha ainda resolrido sobre se se-
ria ella ou nao aceita.
A esse respeilo diz a Repblica :
i Informam-nos que essa renuncia se funda na
incompalibilidade do cargo de camarista ( membro
do tribunal de justiga ) com o de representante.
K este um ponto do direilo constitucional
que nao foi bem definido pela nossa consttuigo.
e que ja varios casos idnticos ao do Dr. Caravia
tem o assenlado com lacios na opino.
Por nossa parte s opresenlamos esta dis-
junctiva : Se para garantir a independencia
dos tres poderes se estibeleceu que empregados
dopendentes do execulivo nao podem ser legis-
ladores, porque se ha de permittr que os raem-
bros do poder judiciario possam se-io ? A mes-
ma incompetencia ha nestes quo naquelles : nao
deve ser-se ao mesmo lempo legislador e execu-
tor da lei.
Foi nomeado chefe poltico do departamento
do Salto o major D. Dionizio Trillo.
Tinham lido lugar em Carmelo dous assassioa-
tos commetlidos um na pessoa de um subdit
francez, e outro na pessoa do capito Carrasco .
era que se aecusava de complicidade o chefe po-
ltico do lugar/
la entrar em discusso na sala dos representan-
tes un novo regulanenlo da mesma sala apre-
sentado pela commisso especial encarrcgaa de
estudar a materia.
O Sr. D. Juan V. Gir havia rejeitado a no-
meago de arbitro supplenle por parle da rep-
blica na commisso mixta. O governo porem
nao aceilou a sua renuncia, fundando-sa em que
esse cargo era de curta durago e de trabalho
eventual.
Os subditos brasileiros residentes em Taqua-
remb haviam dirigido ao chefe poltico desse de-
parlamento uma felicilago pela subida do Sr.
Berro presidencia da repblica.
A essa felicilago respondeu o chofe poltico
por ordem do governo : Que ella provava de
um modo.positivo o cordial assaotimenlo con>
que foi recebida a acertada eleigio para presi-
dente da repblica da pessoa do Sr. D. Bernardo
Berro.
A felicilago dos subditos brasileiros conce-
bida nos termos os mais honrosos. Entre os no-
mes que eslo assignados acham-se os dos Srs.
general Netlo, Rozado, Esteves da Silva, e outros.
estancieiros abastados.
De Buenos-Ayres haviam noticias em Montevi-
deo at 9 deste mez; nada porem do os jor-
naes que roerega a pena de mencionar-se, & ex-
cepgo da nota do governo argentino em respos-
ta ao protesto do goveino do Buenos-Ayres con-
tra o tralado celebrado entre a CoaiederagBo ar-
gentina e a Hespanha.
Aqui damos a integra dessa neta ;
c Paran, 30 de margo de 1860.O abaixo as-
signado, ministro do interior da Confederagao
Argentina, receben a nota que V. S. Ihe dirigi
com data de 23 do corrente e a copia certificada
dos documentos adjuntos, e de tudo deu conta
ao Eim. Sr. presdeme e ao conselho de minis-
tros.
c O governo nacional senta vivamente tanto o
passo dado por V. S. como os termos em que es-
t concebido um protesto que, segundo V. S. as-
severa, esse governo so julga com o direilo de
fazer por motivo do tratado celebrado entre o
governo de S, M. Catholica e o da Confederagao.
assignado em 9 de julho de 1859 e approvado
pela coDgresso federal.
--V
-

i
:*-~n-
r_~aasii
ILEGIVEL
-n" r''r "iSfirVSi"
/
' >,..'.."
-~*rr;


7
'" y
tn
MATO .DE ETWaMEPCQ. QUARTA TElU S PE MAIO DE tWO.
O abaixo-assignado prescinde, Sr. noulro,
de entrar em discussoes que na aclualidade nao
produziriam beneficio algum, pois que as vanta-
gens do referido tratado nao podcra discuto-ge
entre o txecutivo nacional e o goTerno de urna
provincia argentina que forraeu e forma parle
integrante da ConfederacSo. Essa discusseo se-
ria alheia tedas asallnbuicoe do poder execu-
livo, porquo V. S. e< ibece perfeitainente a cons-
tiluico que rog a O ac.o e a maneira por-
que se celebro* iiilernaciaoaesfra
que estes sejasni is da repblica.
Sem embala, governo nacional sent tan-
to, como otlT. S Bflracigencia "que. re-
corda, romo V. 9. diz, a djSgracada desiioio da
repblica.
incont'eslivel. Sr-. liMitro, que esle des-
agridavel incidente ttata |ojido evitar-se, nao
pelos meios que V. ] indica, mas sim pelo
prompto cumprimeutMV:pvelo' de 11 de novem-
bro prximo passado, que" dava a essa profiiieij
os meios de fozer ourir-sea voz o congresse fe-
deral. Se a convengo provincial tivesse aceita-
do a constiluico federal, e essa proviucia a ti-
vesse gozado, o executvo nacional leria visto cora
prazer representantes desla importante porcao do
territorio nacional tonar parte nesle e n'outros
negocios, e essa provincia se tena comprazido
cm sujeilar-se resolucao do congresso federal.
O caminho era fcil, e dellc teriam resultado
grandes y^antagens. V. S. sabe, porcm, que a
convencao aioda nada decidi, e que ainda nao
se sabe cora certeza quando concluir os seus
trabalhos sobre o exameda constituirlo federal
Pedir que cmquanto isto se nao ha se suspenda
a marr-ffa normal do governo nacional, ose odic'm
negocios importantes, seria tima exigencia insus-
tentavel, corno nao pode escapar alta penetra-
ro desse governo.
So o govemo nacional devesse esperar que
essa provincia lene* voz no congresso para sub-
metter a este os tratados, leis e reformas que jul-
gar uteis e urgentes, leria de feclo demorado o
progresso do paiz, e isso sem termo e sem objec-
to. O pacto de novembro Oxou, como V. S.
muito bem diz, urna nova pocha de paz e do
unio para a repblica, mas nao ixeu nem poda
ixar a suspenso da vida legal da naco, melho-
ra ni en lo das suas leis, a perfeico d'e seus pac-
tos internacionaes, os ajustes emlim que na opi-
nio do governo nacional influam directa e in-
directamente no progresso da naco.
V. S. coinprehende bem que se esse tratado
oi approvado pelas autoridades constilucionaes
da confederaco porque nao o considerara one-
roso, e por lano nao poda nem devia pensar es- |
te governo que o de V. S. se julgaria 'obrigado a
protestar contra actos que este governo conside-
ra uteis e benficos.
Esle tratado foi approvado pelo execulivo, c
elevado categora do le pelo congresso, porque
Ambos os poderes como legisladores o julgaram
accitavel.
O governo nacional nunca tea pensado que
se pretenderia accusa-lo por aclos que celebra
m virlude de allribuiyes preventivas que extr-
aen c exerce, de accordo cora o constiluico ju-
rada.
O govemo nacional nao somonte espera, Sr.
ministro, que este incidente nao altere de modo
algum as boas disposices e propsitos patriti-
cos de ambos os govnios para proseguirem na
poltica do unio que forinulou o paci, como S.
S. diz, seno que abriga a convcrao de que esta
emergencia provar a esse governo mais urna
rior da guarda nacional dos municipios de Can-
lagallo e Nova Frrbufgo. da piovincia do Ro de
Joneiro, no posto de major.
Foram declarados vagos os offlcios de labellio
do publico, judicial -o notas, o eterivo do capel-
las e residuos doHermo de S. Jos, da provincia
do Santa Catharina, que exercia vitaliciamente]
David do Amoral e Silva, sendo
fo" BjfJJ cade a prestar ao dito seajetaarie a ter-
ca fjjHP* jendimenlo, segunda a respectiva lo-
Por caria imperial de 21 do correte foi nornea-
do presidente da provincia do Para o Sr. Angelo
Thomaz do Amara!.
Foram Horneados :
Sr. brigadeiro Francisco Jos Damasceno
Rosado, para commandar a fortaleza de Santa
Cruz.
O Sr coronel de engenheiros Frrderico Carnei-
ro de Campos, pura depulado interino da repar-
tico do ajudante-general.
Por decreto de 5 do mez passado foi aposenta-
do, por assim o haver pedido, o administrador
gcral do correio Jos Maria Lopes da Costa.
CORRESPONDENCIA DO DIARIO DE PERNAM-
. BUCO.
Rio de Janeiro tutele abril.
A occurrcncia que se podo actualmente con-
siderar como mais notavel no desenvolvimenlo
da nossa politice o movimento geral da impren-
sa na corte, e a discusso de quo ella s tem oc-
cupado sobre as mais graves questes da actua-
lidad, j no que respeila a assumptos de poli-
tica pura, direitos e dogmas constilucionaes, j
tambera sobre organisaco e reformas sociaes
e administrativos que affectam seriamente o bem
estar geral da naco. Como quer que seja, um
movimoiilo de interesse, que j eslavamos um
pouco desacoslumados aqui na grande cidide
comniercial do Rio de Janeiro, o qual denota
que o interesse poltico forceja c ral conseguin-
do desembaragar-se da compresso em que o
conservara os nleresses co*nmerciaes e ndus-
Iriaes que tanto avullaram ltimamente, para
reconquistar a importancia 6 predominio qun
verdadeiramente Ihc competo na marcha geral
da sociedade.
J Ihe dei noticia,as correspondencias anterio-
res, da existencia de alguns dos novos orgos da
nossa imprens.i, e da baudeira sob a qual mili-
ta v a di na crusada em que ealraram, bem como
j Me disse que cm geral cram moderados em
suas pretencoes do reforma e era sua linguagem,
acompaiihaudo tambem aquellos queja existam
na confUnca de que o miuislero se pora testa
das reformas que o paiz reclama, e cuja necessi-
dade niuguem meilior que elle reconhece, visto
ler as mos lodos os lios da adminislracao pu-
blica, e que os lia de propor e execular conve-
nientemente sem abalo para a sociedade, e ai-
endendo sempre maior ou menor urgencia de
cada urna dcllas.
Desle grupo de orgos moderados da optnio
destacase porcm infelizmente o Diario do Rio
de Janeiro, quo continua a marchar na senda
desvairada e violenta que encetou desde a sua
reapparicae, com a qual lera escandalisadoobom
senso e a dignidade do publico, e attrahido con-
tra si a indigtiaco de lodo o resto da imprensa
fluminense, que vcm-se todos os dias na neces-
sidadu de contrariar as opinies absurdas e peri-
gosas por olio a presentadas nos seus arligos de
redaeco, e de dcfener as victimas do insulto e
devo sempre dizer que, pesados es pros o os
contras, examinadas s oircwmslaneias do pait,
a marcl d do gabinete, as difflculdades de usa*
rwva organisuao, Trrdolo da legislatura qa
vai (Indar, para mim inconleslavet.quo o soi-
Bsterio ter em anteas as cmaras oapotesuffl'
cionto rara vtfefe*af.er possa r as suas med"
ofcrigado que pl%on servir ao seu paiz. Alguns
pensad jres |K-nsam assim tambem.
Odi/dehjje foi destinado para urna grande
festa ii dustrial, a fie S. N. se dgnou assislir
para animar os grandes melhoramentos mate-
rlaes ilo scu imperio. Foi boje inaugurada a
estrada de ferro do Porlo das Caixasjpara Cin-
lagallo.oo urna secgo desta estrr.da n'uma ex-
vez a necessidade de dar cumprimento ao paci I da d'lri""acao P"r elle froquontemei.to expostas,
no menor lempo .ossivel. O governo nacional *10 .dl c uu escarneo com ".">' 'njusl.ca. e
cymsmo, o que parece constituir entretanto i
principal parte do seu programma. Esie mise-
;avel#oro, que um venladeiro cartel de des-
0
nao s tem dado provas por tactos notorios do
seu proposito Arme de chegar unio pelo fiel
cumprimento do pacto, seno que lem feilo para
conseguir a harmona ludo quauto dependa das
suas attribuicdcs legaes. O cumprimento do pac-
to nao soiiici'itc repousa sobre a boa f de ambos
osgovemos, senio que conta com a garanta de
um govemo sinigo, pelo que deve V. S. persua-
dase que o pacto se cumprircom (odas as suas
consequencias.
Ao pedir a V. S. que leve esta ola ao co-
nhccirnenlo de S. Exc. o Sr. governador, o abai-
xo assignado aproveila a opporlunidade de reite-
rar a alta considerarlo que V. S. Ihe merece.
Juan Pujol.
Da confederaco s a-hamos que nos possa in-
teresar u.n artigo publicado na Confederaco de
28 de marco:
Repelido o projeelo de neutralsaco do Es-
tado Oriental, que a cmara dos deputdos sanc-
ionou o anno passado, e ao qual o senado ne-
gou sua approvaco, pode dzer-se sem hesila-
o que o Estado-Oriental se moslrou digno de
ser um povo soberano e digno da posico hon-
rosa e feliz que est lomando no mundo.
Esse tratado era urna rilada imperial s li-
berdades dessa joven repblica. O Brasil rece-
ben um
su
lados.
alio atirado aos hbitos pacficos do nosso po-
vo, urna injuria fela nossa civlisco, j se
nao contenta com improvisar redftulos captulos
do aecusaco contra os ministros o com pedir
contra ellos as ponas da lei por crirnes que s
exislein na ?ua pobre imag nacjio, elle JA vai ho-
jc muito mais longe no seu dilirio e no seu fu-
ror, ou vai pouco a pouco escorregando no pla-
no inclinado em que se collocou, e j pede san-
gue c eabecas entregues ao algoz, chegando a por
era duvda a legalidade e conveniencia do exer-
cicio do sagrado direito de perdoar o commutar
as penas que a nossa constiluico conferio com
lana sabedoria ao imperante, e que entre lodos
os poros do mundo perlence ao chefe do Esta-
do : ve-se pois que o humera r.o s raaldi-
zente.nao s malvolo e diff.iraador.lem mesnio
nslinrtos de forocidade c cannibalisrao quecum-
pre reprimir, c que vai manifestando sem o que-
rer, o que felizmente urna Iristt excepto no
carcter benvolo dos brasileiros.
Mas verdade que se ello saho corrido quan-
do apresentou coulra os ministros da fozenda,
guerra e jusllca, os estpidos captulos de ac-
eu um verdadeiro desengao, e sua astucia, soa J*SS tora que pensou fazer a sua gloria ; se"
ibtileza e seus designios ficaram desla vcz'bur- .CVe a veronha de suscitar contra o seu proce-
rAa* dimculo u contra as insolencias da sua
Este projecto n punha debaixo da eterna pu- fem a.Piaia0 8erfl' dos l.omcns de
la a imprensa, que se levanlou era
pilagem dos seus vizinhos, e divorciando o Esta-
do Oriental dos novos immediatos com quein es-
t nido pela historia e pelos inleresses de
aclualidade e de futuro, vinha submetle-lo a
urna dependencia alTror.losa.
O Brasil linha creado urna orignalidade in-
fernal e machiavelica para encadear ao povo
eriental com a pralica de um principio desco-
nhecido na historia dos pactos internacionaes.
O direito commum das naces, o uso inter-
nacional rccebido no universo, basta para a ma-
mulenco equitativa e perpetua das relaces e
necessariamenle linha que despertar ala'm a
pessima idea de pedir invectiva imperial um
principio excepcional quo devia ser applicado
6em rclribulco a um povo que tem rido e cons-
tantemente objecto das ciladas do Brasil.
Felicilamo-nos, pois, dessa derrota do impe
no e dessa victoria do dogma republicano.
Contnbuio poderosamente a lenacidade jus-
titicavel e meritoria do senador Velazco ; os re-
cursos de sua lgica c do suas demonstracoes, a
a cloquencia de sua palavra inspirada na gloria
e o interesse de sua patria.
Vamos lomando nota destes arligos da impren-
sa entreriana.
O paquete Princesa de Joinville traz dalas de
lorio Alegre al 12, e do Rio Grande ate 14 do
eorrente. Nada de interesse tinha occorrido na
provincia,
21
Concedeu-so ao Sr. conselheiro de estado Ma-
noel Felkardo de Souza e Mello demisso do lu-
gar de director geral da repartico das trras pu-
blicas.
Foram nomeados os Srs. : bacharel Joo Jos
Coulinho, administrador do correio da cdrle ; Dr.
Agostinho Marques Pcrdigo Malheiro e Dr. Er-
aieslo Ferreiro Fca^a, advogados do couselho
de estado.
O Sr. eapilo Hermeyer foi nomeado cavallei-
fo da Rosa; o Sr. capito Antonio Bodrigue
Vellozo Pimenta foi .lomeado cavallciro de Aviz
22
Por decretos de 17 e 21 do corrente :
Foi demiltido, a pedido seu, o bacharel Belnr-
fiino Eeregrino da Gama e Mello, do lugar de
fluiz municipal o de orphos do termo de Vassou-
^ daproviacia do Rio de Janeiro.
r^.l S*8ond*Iid0 ^oh-irel Jos Antonio da
nhla. i "1 "* ,Ug"r d0 *"'' municipal e de or-
phaoa doa-lermos rtunidos do Macah
o Joao.da meama provincia.
Foram nomeados
rraenie erro
~1 trsnspwte
re calculo tuvido
das pedras. Pa
te da provincia (lea au-
i companhia de Bebe-
r farlses nos Afogados,
Igaren iWftee dos bair-
e a elevacte do proco des
-JPuotia de 40 rsS. KM
Theodoro dSilva.
Approvado
a Addilivo.Fica approvada a creac&o ds ca-
deira de economa poltica do curso commercial
pernarabucano, ficando o presidente da provin-
cia autorisado* despender a quantia de 1:5008000
tensao de mais de 6 leguas at a raz da sorra, j com o professor que for nomeado.S. R.Dr. M.
Macah e Barra de
liugua-
e de
. o para
protestar contra a trislissima novidade de um
delator publico no meio dos homens da imprensa
seria de urna grande capital, mais corrido ainda
licou ltimamente quando reio pedir a execucao
de um conderanido, censurando a demora que
o poder moderador, para quem o desgranado ha-
via reconido, punha em mandar cumprir a sen-
tenca, de pena capital, e coiilestando-lhe o di-
reilo de graga, ou pretendendo por peas ou
regias ao excrcicio desle direito sagrado. Por
urna gradado muilo ualural o delator assumio
o papel do carrasco.
Entre lodos os arligos em quo lem sido extra-
nhada a audacia e cruelaade do cscriptor in-
corruplvel, e que se lem oceupado de contra-
riar os principios absurdos e anarcliicos era que
elle pretendeu basearas suas opinies a osle res-
peilo, merece ser notado cora especialidade um
publicado no Correio da Tarde, de sexl#-feira,
nao s pela doulriua sa que expende, como pela
correceo e belleza do estylo. Veremos que res-
posta Ihc d o Diario. O que haver pois du
eslraoho e admiravel que o governo so torne
objecto das iras c da difamaco do novo cscrip-
tor, e que inverle elle toda sorte de calumnias
para molestar os ministros, se elle j chegou a
pedir que a cabera de uro pobre preso coudem-
nado fosse entregue ao algoz com toda a brevida-
dade ?
Com a aproximarlo da abertura da scsso le-
gislativa vai-se fallando cora mais ininuciosida-
de e seguranca das principes reformas que o
governo ter de propor s cmaras, e para a vo-
taco das quaes queira Dos que tenhamos o
lempo necessario, pois sao sem duvida urgen-
tes. Assim, dizem quesera apresenlada a re-
forma da lei eleitoral, que ter por base o alar-
gamenlo dos circuios e o augmento da represen-
tace cm algumas provincias, leudo tambera por
fim destocar a representaco da corte do impe-
rio do da provincia do Ri de Janeiro que esle-
ve ligada at hoje ; o que ser igualmente apre-
sentado um novo projecto do lei bancada, que
ser offerecdo como emenda substitutiva so
projeelo do x-ministro Torres-Homem que se
acha no senado, e que nao entrou all ainda cm
discusso. Nao sei ao cerlo quaes sejam os pon-
tos cardeae* do novo projecto, mas consla-me
que sao conservadas algumas das disposices do
projeelo do anno passado, c modificadas outras
no sentido de dar maior lixidez ao nosso meio
circulante sem todava excitar as apprebensoes e
recelos que se manifestaran) o anno passado.
Nao sei tambera se a scsso desle auno dar
O bacharel Jos Correa de Castro juiz munici-
2! MSBST *termo ^^da -^
tu 5?b*,re,1 ioio faul do SMos Brrelo Fi-
bo 30uppleote de Io delegado de polica da
O capito Trialo da Cunha Soi-rlnho, leuenle-
oronel, commandantedo corpo 4c cavallaria n.
M da conynando superior da guarda nacional dos
municipios da Cachoeira CaMpa*a, da previn-
cu do Rio Crande do 6ul. F
Vicente de Paula Simpes Peres, ajor com-
anoante da seccao de halaiho da reserva a 19
da raesma guarda nacional.
nacido Goocalvcs Meirelles, major omman-
danle di gecco de baUlho da jesew* a. 11 da
dita guarda nacional.
O tenenie-coroo manaanle superior dos municipio* e Santa Ma-
na da Bocea do Monte c 8. Marlinao, da pcoain-
eia do Rio Grande do Bul.
O capillo Joo Niederaner Sobrinho, leoejite-
oroncl coromandanle do corpo do carallaxia n.
*' mesma guarda nacional.
O major reformado Oliverio Antonio de Atbav-
e, ajor coBiniandanle da seceo do baUlbao da
reserva n. 18 da dita guarda nacional.
O capito Joo de Ataojo Chaves JMobt, ma-
jor sjudaots do ordens do coma ando superior da
guarda nacional do municipio do S. Joo do Prin-
cipe, da provBcia do' Ceara.
Oalfc"
leenU
edrto.
0 pensumenio desla obra e a meilior parle de sua
execucao, pois foi o seu engenheiro cm chefe,
devido ao nosso illuslre patricio visconde de
Barbacena, que quiz mostrar praticamenle que
ha tambem no Brasil quem possa fazer urna boa
estrad i du ferro sem ir mendigar na Europa ou
oos Estados-Unidos engenheiros que venham
aqui z iriibar de nos c deixar-nos pessimas obras
que sao logo reformadas. O visconde fez silen-
ciosan ente a sua estrada de ferro com a maior
econo niado lempo e de dinheiro, e dizera que
Ccou i ma excillenle estrada.
Nao me occorre raais cousa alguma com que
possa imtreter a sua curiosidade, e por isso ter-
mino hoje nesle poni.
s> R:
P. S.O Correio Mercantil escreve hoje um
artigo sobre a projestada reforma eleitoral, cuja
leitura Ihe recommendo por ser talvez o Iran-
sumpto da nova lei.
T ARIO DE PERNAMBUCO.
A a.'isembla provincial oceupou-se hontem do
seguir le :
Ofiio do Exm Sr. prcsidenlo da provincia,
proroando por 5 dias os trabalhos desla assein-
bla.
I)i!i> do mesmo, enviando a tabella feita pela
camaia municipal do Oliuda, alterando o proco
das sipulluras do cemilerio da mesraa cidade
Dilo idem, enviando os documentos Cornea-
dos pola cmara municipal do Recite, acerca do
matadouro publico.
Parecer de coramisso de Justina civil e crimi-
nal deferindo favoravelnienle a pelco de Belar-
mino dos Sanios Bulco e outros, escrives da
comarca de Santo Anlo.
Dilo da de ordenados, offerecendo um projecto
elevando a 800j>000 o ordenado do bedel do
Gymnasio.
Dito da de petic.es, offerecendo um projecto
concedendo ura anno de Licenca a Manoel Fran-
cisco Coelh.
Sai. appiovados os projectos n. 37 em lerceira
e 41 em sogunda discusso, sendo regeitada a
seguidle emenda offerecida ao primeiro ;
l'icauclo tambem elevado com mais 200*000
o ordenado do medico do collegio dosorpos.
S. R.I. de Miranda
Pajsando-se continuaco da discusso do arl.
2o de orcamenlo provincial, oraram os Srs. Ila-
Kaphael, Souza Reis e Fenelou, sendo lidas ao
depo.s as seguinlcs emendas :
Requeiro o addiaraento do artigo addilivo
que autonsa a prorogaco do prazo concedido
a companhia da estrada do ferro do Recife a S.
Francisco a Tira do ser conjunctamenle discutida
cora o parecer das comraissoes de legislaco c
obras, publicas sob o raesrao assumplo.S. R.
Reg Barros.
t Regei'.ada.
Disposices geraes.
i addilivo.Sero restituidos a Thomaz Jo-
s da Silva Gusmao, Alcxandre Americo Ue Cal-
das Jrandfio, Joo dos Sanios Porto Jnior, A-
dete Antonio de Moraes e Joo Podro de Jess.
da Valla, os seus vencimentos como empregados
provinciacs pelo exercicio desles, durante o lem-
po c;ue provarem eslar no exercicio dos postos
quo oceupavarn na guarda nacional durante o,
aquartelarncnlo da mesma, visto como era per-
mitido a accuiuulaco. S. R. Marlins Pe-
reira.
< Adprovado.
Emenda addiltiva para ser collocada as
disposices geraesFica o presidente da pro-
vincia aulorisado conceder ao arrematante
Francisco CavaUanli de Albuquerque, o abale de
25 C/0, sobre o preco tolal da arremalaco que
elle fez do imposto de 2j>500 por cabeca de ga-
do vaceura que se consom nos municipios do
Recife e Goianna, relativa dila arremalaco ao
liiennio de 1857 a 1860.S. R.Epsmiiiondas
de Mello. '\
Empelada. j \,
Emenda additliva ao arl. 26.Fica o presi-
den.e da provincia aulorisado a conceder ao cora-
meiidador Antonio Joaquim de Mello a subven-
cao de 3:000$000, que lite sero entregues no pri-
nuiro semestre desla lei; paia a composico e
inipresso do quarto tomo das biographias.'e do-
cumenlos histricos da provincia, de une ja pu-
blcou os Ires lomos S. R.Gitirauna. G.
Drumond.G. Alcoforado.
Approvada.
Fica o presidente da provincia aulorisado a
conceder a companhia da estrada de ferro do Re-
cife a S. Francisco dous anuos de prorogago do
prazo lixado no contrato celebrado em Londres
com o ministro da brasil cm 3 de outubro de
1855, para a concldeo de toda a linha forrea al
o rio. l'irangi.S. r7Igdacio de Barros.C. Cin-
tra Tlitaro da Silva.
A|iTovT(ta. .>
Suliemenoa.Depoisda palavra Pirangy di-
ga-se : devendo o governo provincial de accor-
do com o geral, precisar a inlclligencia dos pon-
tos os quaes lera liavido duvida por parle da com-
panhia. S. R. Dr. N. Portella. Ignacio de
Barros.
Approvada.
Artigo addillivo as disposices geraes da lei
do ornamento provincial para o anno de. 1860 a
1861. rica o presidente da provincia aulorisado
a mandar canalisar asguas da fonle denominada
Olio d'.'.gua, na cidade do Rio Farinoso, collo-
cando-se um chafariz no lugar mais apropriado
para o abastecimento da populaco daquella-ci-
dade, podendo dispender a quantia que para se-
mullianle obra for necessana, nao excedendo es-
la a 10:000^000.S. R.Ruiino de Alrocida.
9 Nao fui approvado.
s disposices geraes A lei do orcamenlo
provincial, screscente-se : Artigo additlivo.
Fica aulorisado o presidente da provincia a con-
ceder-o abato da quinta parte do preco da arre-
malaci) do imposto de 2^500 rs. do gado ao con-
suno i o municipio Je Pao d'Alho, cuja anc-
ma'.ac j foi feita por espado do ura trieunio por
Jco Anaslacio Camello Pessoa Juuior.S. R.
Epaminondas de Mello.
Empatada.
Artigo adlivo.Fica o presidente da provin-
cia aut3risado a mandar proceder o processo ju-
dicial intentado contra o collegio do S. Vicente
d i Paula dirijida pelos irraas do caridade, consi-
diranda a despeza feita com a vinda das mesmas
como despeza aulorisada pelo art. 40 da lei n.
4)2, fu and o perlencendo a lerceira os objectos
tiasidos para o culto, e oulrosque nao forera de
c insumo.C. Alcoforado.
Approvado.
Fica o presidente ds provincia aulorisado a
fnzer cora o coronel
de Figueira.
Approvado.
Addilivo.O presidente da provincia fica au-
lorisado a aforar a Antonio Goucalvesde Moraes,
o terreno da ra do S. Miguel da povoa^ao dos
Afogados, junto a estrada nova que conduz ao
lugar dos Remedios, caso julgue convenenlo o
aforamento.S. R.Theodoro da Silva.Peroi-
ra de Balo.
Approvada.
Addilivo. Fica o presidente da provincia
aulorisado a mandar pagar a Alexandre Jos
Dorncllas s gratificaco por mais" de 12 annos de
servico, o quo lem direito pelo art. 10 da lei ge-
al de 15 de oulubrode 1827.S. R. Epaminon-
das de Mello.
Approvada.
Addilivo. Fica o presidente nutorisado a
mandar pagar ao professor jubilado Simplicio
Jos de Mello, a gratifleacao por mais de lan-
nos de servico a que lem direilo pelo art. 10 da
lei geral de 15 de outubro do 1827.S. R.Epa-
minondas de Mello.
Approvado.
Posto votos approvado o artigo ; lendo as
emendas os resultados que nellas vao indicados.
Entrando o art. 27, o Sr. N. Portella oppe-se
urna emenda do Sr. Ruiino d e A'.meida.
Dada a hora, o Sr. presidente levanta a scsso,
dando para ordem do dia de hoje :
Continuaco da lei do orcamenlo provincial ;
Terceira discus sao dos projeclos ns. 20 e 41 do
correnle anno ;
E terceira do orcamenlo municipal.
,------------o coronel Gaspar do Menezcs Vascon-
lugar a se fazer.ludo isto ; mas cerlo que se o ; cdIIos de Druraraond, devedor ao arande hosoi-
governo conseguir ao menos a decretaco deslas I il de Pedro II. a mesma convencao que com
duas leis, ter j feilo muito pelo p3iz, e desem- aquello deudor fez o hospital Portujruez de 3e-
penhado a melbor paite de scu programma ;; reCcencia. relativamente aos Icgudosdo fallecido
porquaaio nao s sao geralmetile reconhecidos Joo Vieira Urna, primitivo credor ; ou a con-
os inconvenientes da nossa aclual rogislacaoelei-:< rotar obre o pagamento da Jila divida polo
toral, pois al aqu na corte elles se fazera sen- riodo que julgar conveniente ouvindo a re'spee*
lir, como que a Uuacao econmica do paiz nao liva admieslraco.E. de Mello Braulio.-Le-
pde esperar por mais lempo a le que deve ler no de Barros. Francisco Pedro Galiudo
maior influencia em sua regeneraQo, e no desen-, Jirmo.
vol vi metilo de sua prosperidade, que se acha de ] Prejudicada.
certo modo interrosapido e diflicultado pela des- Art. addilivo em subsliluicao a emenda n.8.
organisaco em que temos vivido sobre crdito, | -Fica o preUdenle da provincia aulorisado a
circulado etc., que sero por certo o assumplo
O altere Ignayo Antonio Goncalrcs de Souza.
nenie da 31 compnaia do carpo policial'da
'ri. t
Foi reformado Canido.^rrelo da Silva ttw-
, capifM secretario %/n& a o com mando supe-
das novas disposices legislativasi que se esperara.
Estamos em vetperas daseessoes preparatorias
de&te anuo, e os aoguetos represeulanles da na-
co ainda nao comecaram a chegar Jx corte em
numero sulliciente para sa poder esperar a aber-
tura da sesso legislativa no dia 3 do maio. Creio
pois, que leremos r>e presenciar o mesmo fado
que se deu o anno passado, por nao estar ainda
reformado a tal respeito o regiment commum
das duas camaias, como foi o anno passado pro-
pos,lo pelo Sr. Yasconcellog, n'uma 'indicacao
fue.passou..no senado, e que monda que a ses-
*o imperial da abertura lenha sempre lugar
oodia 3 do maio, qualqucr que seja o numero
de tepresenUntes que ento se oche na corle, o
que acece muito de accordo com o espirito da
consiit(t|c>o.
* ^It^f^018* P^i^QS procurara indagar
se o minutan er4 o bdoo franco das cmaras,
ouse8C;n*rer9pposiso,.etl quo o obsjgue a
se. Sao podios muilo melindrosos sobre
^SAat"3}0uf6a^f WvW'to m imples, iruUitJa.do empedravento da estrada da Voloria
Cffrresponaeflte aveDluwr opjniao alguma ; mas' o^uo de ma'u o meamo gsstoe ; verificando-se
wnvencionar com o coronel Gaspar de Menezes
/asconcellos de iirummond o pagamento da di-
ida legada por Joo Vieira Lima ao grande bos-
nia! i'edrol como julgar conveniente, ouvindo
i respectiva admini*ifacao.C. Fenelon. I. de
3arron.C. Cintra
Apf rovado.
Fica o presidente t provincia autorisado a
conceder o abate da quinta parlo de imposto de
29500 rs. por cabera de gado consumido nos mu-
licipias da Victoria e sea da ao arrematan te Ma-
joel Barbosa da f lira.S. R.Reg Barro.
Regeitada.
Ao art. 26 acrcscenlc-se o aeguinte para-
graplio :
.4 conceder por mais um anno < subvenco
do ar.isto Arsenio Fortunato da Silva, im de que
posea completar seus oetudos de pintura na Eu-
ropa.S. R.Padre Gslindo,
Begailada.
l'ica o governo da proviacia aulorisado jn-
leUr i Joo Hypolilo de MeiM Lima, arre-
Pelo vopor Paran, vindo dos portos do Sul,
recebemos jornaes com as datas seguinles : Rio
de Janeiro 23, Baha 26 do passado, e Alagos
30 do correnle.
Alm do que vai transcripto n'outra parte, eis
oque de mais encontramos :
fio de Janeiro. Por decreto do 3 do passado
foi reorgansado o archivo publico do imperio,
sendo confiada sua direceo ao Dr. Antonio Pe-
reira Pinto.
Por dito.de 13 oi mandando observar o regu-
laraeuto que, em execucao do 14 do art. 29 da
lei n. 939 de 26 de setembro de 1857, estabelcce
o processo, segundo o qual, ser cofenndo o pre-
mio de 2:000o000 ris aos lavradores que apresen-
larcm 100 alqueros de trigo, de suas colheitas,
em perfoito estado.
Depois de urna gave molestia, da qual csteve
s portas da morte, S. Exc. Revra.0 o Sr. bispo
capello-mr, acha-se, 21 j livre de lodo o
perigo.
Dcrain suas demisses os Srs. : Dr. Feij, e
Alexandre Taylor, directores, e Marques de Leo,
gerente da companhia brasleira do paquetes
vapor.
Dizia-se geralmcnle : 1. que o Sr. Abilio nao
acceitra a presidencia do Piauhy ; 2." que ha-
viam sido nomeados, presidente de Minas, o Sr.
conselheiro Vicente Pires da Molts, e do Espirito
Santo, oSr. Dr. Camillo Jos Pcreira de Faro ;
3." quo ochava-so nomeado secretorio da presi-
dencia de Peruanibuco, o Sr. Dr. Ovidio do Gama
Lobo, que est oceupaudo o mesmo lugar na do
Moranho.
Bahia. No dia 26, urna hora da lorde tomn
psse da presidencia da provincia, o Exm. Sr
conselheiro Antonio da Costa Pinto.
Em urna carta escripia no Jornal da Bahia, se
lo o seguicte :
Nos Lenc,es comparecen) s esraolas de 1,600
a 1700 pessoas. A farinha est a 2j o prato ; a
do governo est o lfc880, mas nao chega.
Corro que o Mililo est em armas em Pilo
Arcado contra as autoridades, mas que estas es-
lo reunidas e fortes.
Tambem corre quo no Urub o delegado
supplente Claro Negro est sitiado no quarlel
por um Apolinanu, que de publico est armado.
O que deu origcm a isso foi, segundo dizem, ler
elle assarsinado de dia em urna das ras da villa
a ura sugeilo que se linha ido queixar delle ao
presidente por haver o mesmo morto a seu pai,
c ler o delegado querido prende-lo por ordem do
presidente.
Tudo vai muilo bem 1 O crime va-se tornan-
do cada vez mais ousado, granas frouxido do
governo.
Muilas quebras de casas do commerco se ha-
viam dado, achando-sc o commerco algum tanto
abalado em consecuencia disso.
L-se no Diario da Bahia :
o Tcndo de regressar do Reconcovo, para onde
havia ido passar alguns dias com seus pois o
Exm. o Rev. Sr. bispo eleito do Para D. Antonio
de Macedo Costa. O parodio e todo clero guezio de S. Pedro desta capital, onde reside ac-
tualmente o mesmo fcxm. c Rev. Sr. e mais al-
guns dislinclos raembros do clero bahiano, que
tivcram noticia do plano da recepgo, o foram
buscar a bordo do vapor de Cachoeira que che'
gou a esla capital as 7 horas da noite de hon-
tem tendo para esse fim prestado o Exm. Sr. in-
lendento da niarinha ura cscalcr dccenlemeute
preparado, pedido da quelles saceidoles, indo
pzualmenle o Sr. 1. lente da amado Costa
Lima c lenente-coronel Jos Lopes Pcreira de
Carvalho em uulro escaler.
Acorapanhado do clero e de muitas outras
pessoas S. Ex. Rcvm. o Sr. bispo eleito do Para
se dirigiu a igreja matriz de S. Pedro, que se
achava com grande concurso de ecclesiasticos e
seculares do todas as dasses, avultando os colle-
giaes do gymnasio Bahiano, de que lento o
mesmo hispo do Para.
Muitos foquetes e repiques de sinos annun-
ciarain a chegada de S. Ex. Revm." a igreja ma-
triz que eslava biilhanlemeute Iluminada.
S. Ex. rogos 6o parocho oceupou urna ca-
deira de honra *no presbylerio. Exposto o San-
lissimo sacramento no Ihrono, tres vigarios, o
dos Ilheus, da Ollveira e de Nasarelh paramen-
tados e muitos eccUrs'iasiicos de capas de asper-
ges" aocuparam os seus devdos^tagares, a o pa-
rodio da freguezia o Revm. m. Fonseca -Lime*
subindo ao pulpito dcraonsleeu em um breve e
elaborado Discurso o acert das nomeacoes dos
dous bispos do Para e Rio Grande do Sul, deno-
minando-as verdadeira nspiraco querem relaco
ao alio poder que nomeou, quer era relaco as
pessoas dos eleilos, quer cm relaco ao bem da
igreja, e para esse lim loroou por texto as se-
grales palavras do evangelho de S. Lucas
Designavit Dominus et misil binos ante faciera
suam.
Findo o dircurso, que foi ouvido com reli-
giosa ottengo, enloou-sc o Te-Deum era aeco
de gracas por lo propero aconlecimento. que
dore encher de nobre orgulho a toda a Babia,
donde sao naturaes os dous bispos eleilos.
Depois do Te-Deum os ecclcsiaslicos e mui-
tas outras pessoas acompanharam S. Ex. Revra.
o Sr. bispo do Para a casa de sua residencia e
todos ficaram encantados do lauta affabitidade
cora que S. Ex. a todos acolhia.
Alagos. Por portara da presidencia, foi od-
diada para 3 do prximo junho, a abertura da
assembla provincial.
No dio 15 leve lugar o baile offerecdo, ao
Exm Sr. Dr. Dantas, pelos seus amigos, qae fui
muilo concorrido.
Cinco das depois S. Exc. passou as redeas da
odrainslracao ao seu successor, embarcando ao
depois no vapor Cruzeiro do Sul.
Naufragio. Na quinia-feira depois das 9 ho-
ras da noile chegou a noticia de que nesse dia
de manha linha dado cosa nos morros deCa-
maragibe a barca ingleza Maria, vinda ds Mon-
tevdu eora um carregamenlo de la decarneiro.
A essa hora mesmo foram dadas todas as provi-
dencia*necessarias pelo Exm. Sr. vicc presiden-
te da provincia. O Sr. eapilo de polica Jos
Gabriel Pcreira Pinto sahiu cora um destacamen-
to de 15 praeas. A meia noile largou o vapor
Vitmao para o lugar do sinistro, e hontem de
manha, leve o mesmo destino o brigue de guer-
ra Xing.m
Recebemos folhas de Sergipe que akancao a
II do corrente.
O patacho, nacional Viajantt procedente da
Baha naufragara no lagamar do Sul. Salvaro-se
as vidas, e o com manda 040-400 abandonara o
navio, e Iratava de arfeeadBl salvados.
Circulavam boatos de gSajBe* desordena em
Villa-nova entre a forca do desta Mineo lo pes-
soa do povo. .
* 0 teneole-coronel Hondim a presentara a
BLE LEGISUm PR0HICIL.
pyonlrlatjir o sessao do
o corrente, pelo Sr. deputatdo
Dr. Manoel do INascteaentoMacha.
do Portella.
O Sr. M. Porlella:Sr. presidente, na sessao
paseada eu poda ler pedido a palavra e feito al-
gumas consideracoes sobre a emenda substitu-
tiva offerecida concluso do projeelo da com-
misso de 'eslatistica por diffprentes membros ;
porm o desojo que tenno de apreciar essa emen-
da e de chamar os seus autores a darem-me es-
plicaces muito ampios e muilo directas sobre a
sua utilidade, fez com que eu julgasse conve-
niente nao faze-lo ento, porque estando a hora
muito adianlada receiava oprove.tar-me da pala-
vra na occasio cm que a casa se moslrava um
pouco fatigada.
Infelizmente, Sr. presidente, o nobre depulado
com o seu requerimento de urgencia o a casa
com a acquiessencih que Ihe prestou, rae collo-
caram em posico egual a aquella em que me
achava na sessao passado, porque-actualmente
vejo-me anda as mesmas circunstancias ; acha-
se a casa lo despovoada, que c'onfesso a V
Exc. quesinto-me cora difficuldade de emitir to-
das as manos ideas o do entrar era urna discus-
so muito positiva com o nobre depulado. Nio
obstante espero que o nobre deputado se com-
prometa desde j contigo....
O Sr. S. Lacerda Nessa nao caio eu.
O Sr. N. Portella :A responder a minha ar-
gumentarlo, a refutar as razies que lenho de
aprescnlar conlra essa emenda.
O Sr. S. Lacerda:Nao caio nessa.
O Sr. N. Yoriella :Nao ca nessa o nobre de-
dulado, verdade, potque entrando na discusso
nao pode com vanlagcm refutar as razes que eu
lenho conlra essa emenda.
O Sr.S. Lacerda :Acredito nisso, mas va-
raos adianto, eu concordo com tudo quanlo qui-
zero nobre depulado, com tai lo que acabe de-
pressa o seu discurso.
O Sr. N. Portella:Sr. presidente, nao bas-
tam as circunstancias que refer e polos quaes V.
Exc. comprchende bem a difDculdadn da rainha
posico,era preciso ainda que o nobre depulado,
causador dessa situaco, me quizesse collocaran-
da em posigo mais dilDc.il, que a de restringir
ineud8ciirso aos limites que ao nobre depulado
oprouverl Mos creio o nobre deputado que eu
nao satisforci esto pedido.
O Sr. S. Lacerda :O nobre deputado parece
quo se dirige a mim, que me quer convencer,
mas eu dou-me por convencMoa prori.
O Sr. N. Porlella:Euto onobre deputodo.
deve volar contra sua entenda I
O 9T. S. La'cerda :Nao duvido, eu nao "lenho
capricho ueste negocio.
O Sr. N. Porlella:O nobre deputado, que
aprsenla urna emenda se deve suppor munido
de lodos os meios de entrar em urna discusso,
tanto mais quanlo em urna das sessoes paseadas
disse que linha conhecimentos das localidades,
entretanto o nobre deputado o mesmo que re-
cua agora da discusso, que desde j declara que
nao quer disculir 1
O Sr. S. Lacerda: Nao quero compiomet-
ler-rac.
O Sr. Fenelon: assM que querem a dis-
cusso I
O Sr. S. Lacerda:Os que querem a discusso
sao os que se reliraram hontem.
O Sr. N. Portella :Se na sessao paseada nos
tivessemos cm vista apenas evitar a volaco, o
nobre deputado sabe perfoitamenle que adianla-
da como se achava a hora, podamos prcenrhe-
lo lomando a palavra e fazer com que se nao vo-
losse. Mas jaqu o nobre depulado se moslro
too determinado a nao acceilor a minha provoca-
co, tendo elle sido o primeiro a desafia-lo com a
sita emenda, peco o permisso*a caso para apre-
ciara emenda do nobre deputado e confrontan-
do-a com a idea comida no projeelo, mostrar que
ella nao est no caso de ser adoptada, que nao
subtitue ao projeelo, de modo a eslabeleccr urna
diviso uns til do quo aquella que se conlem
no mesmo projecto.
_ Sr. presidente, entrando na presente discus-
so, coraeca por dar os parbens a mira proprio
por haver feito o nobre deputado achar-se em
condico difireme daqnclla cm que se achava
na pdmeira discusso. O nobre deputado disse
ento que nao havia queslo de limites, que a
assembla provincial marcando os limites dessas
freguezias praticaria ura aclo de precipilaco c
injuslic.a, mas o nobre depulado mesmo,domi-
nado dessa ideas, que vera aqu ofterecer urna
emenda qne nao mais duque uina divisao lau-
to menos acceitavel quanlo addislrcla e limi-
tada a una. ponto sobre que o nobre depulado en-
tendo qvat conveniente...
O Sr. S. Lacerda: o ponto em que ha
queslo.
O Sr. iY. Portella: o ponto em que ha
queslo para o nobre deputado, mas nao a
queslo para mim.
Sr. presidente, eu dizia que nao esperava que
o nobre deputado procedesse de ura modo que
me pareco coolraditorio; detlarou-se conhecedor
das localidades sob que versavo o projeelo, dis-
sc-nos que seria urna injustico, que seria um aclo
rao a assembla procurar resolver de qualquer
modo a queslo de limites cutre as dos fregue-
zias, mas depois o mesmo que reconhece a ne-
cessidade aM|ue o assembla est de resolver
queslo de limite.
O nobre depulado quo na primeiro discusso
desconheceu o necessidade de urna diviso,esla-
va na obrigaco de se raanler no seu posto, nao
offerecendo emenda alguma que tivesse por lim
urna diviso.
O Sr. S. Lacerda :Deve estar salisfeito com
essa rotilradico.
O Sr. N Portella : por isso qne principiei
felicitando-me por ter conseguido esse resultado
para mira muilo agradavel, de ji ler demovido o
nobre deputodo do proposito em que estova de
rcgeilartn-imie o projecto, de nao reconhecer a
necessidade era |que eslava a assembla detomar
urna resoluco qualqucr'acerca dos limites|dessas
fregiipzias : j nao lenho conseguido pouco, ji os
nobres depulados querem alguma cousa mais, j
se aproximara um pouco da idea couda 'no pro-
jecto, j entendem que necessario fazer-seuma
diviso ; mas niaMiterera disculir 1...
Os nobres deputadosi deixando de parle todas
as consideraces aprsentenos na dismisso.quize-
rom, permiila-se-me a expresso, mesquinhor
a queslo. # *
O Sr. Ignacio Ledo: BTla j mesquinho
por si.
O Sr. N. Portella:A commisso, Sr. presi-
dente, collocondo a queslo em um ponto mais
elevado, apreciaodo-o de um modo mais gene-
rico, mais ampio, mois comprehensivo da satis-
faco das necessidades publicas, julgou que era
conveniente proceder urna diviso entre as fre-
guezias de Serinhera e Escada; atlendeu s de-
ferentes conveniencias dos habitantes das diver-
sas localidades das freguezias de Ipojuca, Seri-
nhacm e Escoda, apreciando as distancias era que
se achavam os termos dessas freguezias; e reco-
nhcceu a necessidade em que estova de adoptar
a proposla da cmara da Escada.
O Sr. Drummond :Poi ouvida a cmara de
Serinhem ?
O Sr. N. Porlella :A :ominisso lmitou-se
a examinar lodos esses papis, e julgou ento
dever offereccr o projecto que se discute. Ah se
ve, Sr. presidente, que a commisso nao quiz
limitar-se a um ponto especial, a respeito do
qual o anno passado houve tambera urna ques-
lo proveniente de represenlaces das monda-
ees desses dous termos ; enlendeu .ono de-
via prestar allen^o a consideraces. que, com-
quante podessem pezar no animo da casa o an-
no passado, todava actualmente nao tem a me-
nor importancia.
V-sc, pois, que a commissso, aenhora destas
inormaces, tendo-lhcs prestado toda a altencao,
esteva no caso de offerecer o projeelo que se
discute ; e em seo parecer expendeu as eezes
principacs, pelas quaes nao se limilava a offe-
recer considerado da casa ura projeelo que
Pmo, pois, ao nobre deputado que uSo seia
em desistir do seu proposito enligo
(Ha um aporte.)
O Sr. N. Yorlela :As circuraetaociae sao a
mesmas : se favMc mudanca o nobre denn-
, tado coraprehendia o sentido em quo ejltamoclia
ler lido lugar ; o nobre depulado beM Kg ga
mudanca ha, da posico em eM^gor* se cha
em relaco a que d'anles occupfl te isto pro-
vai da influencia das razes que^Hno opresen-
tudo, que calaram no animo do nobre deno-
tado
Pondo de porte este incidente, i#W lu-
gar o aparte do nobre depulado, dTzia eu que
diercnte era o modo por que havi procedido a
hr^'? d?1uelle. Porque proeederara os no-
t,.-1irrC,8Haemenda- AeommisiSo leve em
confl co de jurisdiccao, etambem a ?ePresenla-
dancaraara.da Escada que devia ser lomado
em considerado ; a commkaao
j as sesse9
;?; rrpi^r81^e,u ,c- -"-
JOt^u deP"ta<,0.e,1o era um aparte me dis-
cLU i d0i raoUvos 1ue comraisso apre-
sentova em seu parecer, hariom motivos occul-
raofivol! PaM qUe >W'>< esses
Mas porque, Sr. presidente, seriara acentos
os motivos que linha a commisso para apresen-
lar o projecto ? Seria porque a commisso, nao
querendo limitar-se a resolier questOes indhi-
duaes, apresentou urna idea abrangendo a solis-
|a.;ao das necessidades publicas no que respeila
a diviso daquellas localidades Creio que ne-
nhum motivo occullo poda terdad* lugar a que
a commisso procedesse do modo por que o fez
porque ella expendeu ss suas razes, nao s no
parecer, como do que disse na discusso havida
ncsla casa. Hoje, porm, apparecendo esla emen-
da, eu, como membro da commisso, nao posso
deixordc fazer algumas pergunlas ao nobre de-
pulado que seu primeiro signalario. O nobro
deputado diz na sua emenda : (16)
Primeiro que tudo, Sr. presidente, se v dos
lermos cm que se acha concebida a emenda, que
nenhuin esclarecimento ha acerca dos limites en-
tro Serinhera e Escada,porque diz ellao rio Si-
bir continuar a ser o limite das duas fregue-
zias, doude se ve portanto que es nobres depu-
lados......L------------
I.-
It
os reconhecem que o rio Sibir tem sido sem-
pre limite das duas freguezias. Agora, pergunto-
aos nobres depulados, ser verdade que o rio Si-
bir e lem sido sempre o limite dis duas fre-
guezias e termos ? Pcqo aos nobres depulados o
especial obsequio de me responderem.
O Sr. Ignacio Leo: Eu respondo quo
sim. *
O'Sr. S. Lacerda :E cu lomarei ola.
O Sr. .V. Porlella :Se os nobres depulados
reconhecem que o rio Sibir tem srtfr sempre e
ainda o limite das duas freguezias e termos,per-
gunto, que necessidade ha de se consignarlo
cm un projecto ? Para que o rio Sibir posseanr
considerado limite das dos freguezias, preciso
que como tal lenha sido eslobelecido em urna
lei, mas qual a lei que eslabelece o ro Sibir
como limite das duas freguezias e (erraos ? Se o
nobre deputado me quizesse fazer o favor de ri-
lar essa U'l, eu ficar-lhe-hia muilo obri-
gado
Quando mesmo at hoje fosse o rio Sibir o
limile das duas freguezias, quando mesmo hou-
vesse urna le que lal determinasse, qual a ra-
zo por que nesse ponto especial se deu una
contlicto do jursdico que foi decidido pelo
tribunal superior da repartico T
J v portanlo a assembla que quando mes-
mo losse o rio Sibir considerado al hoje romo
limile das duas freguezias, quando. mesmo ti-
vesse hovido uma le pela qual esse rio fosse o
limite, algum motivo houve pelo qual opporcccs-
sem os questes que se suscitaram em annos an-
teriores e que foram trazidas ao coohccimcnlo
do assembla.
Pergunto anda ao nobre deputado, admiltindo
raesrao que por una lei seja esle o limite das
dos freguezias, que sejam muilo claros os limi-
les a respeito dos quaes apparceeram questes
nos annos anleriores, ser o rio Sibir o ponto
de limite que raois convenha ser adoptado entro-
as duas freguezias? E' isto que eu espero que os
nobres depulados digam.
Primeiro que ludo nao vejo que osleja estabe-
lecido em lei alguma que o rio Sibir seja o li-
mite das duas freguezias ; ca segundo lugar'jao
vejo que eslejara acordes autoridades e habitan-
tes dos respectivos termos,acerca desle ponto de
diviso; nao vejo ainda qual a razo por quo
sendo lio claro e positivo esse limite, como di-
zem os nobres depulados, possam ler explicarlo
os conflictos havdos em annos anteriores ; e 11-
nolmenle ainda vejo, que quando mesmo hou-
vesse essa lei, quando mesmo houvessem ra-
zos pelas quaes se explicassem aquellas con-
festaces, aindo assim restara provar que o rio
Sibir b ponto que deve ser adoptado como
limite entre as duas freguezias e termos.
Abstrahindo das demois hypolhcscs, ser o-
rio Sibir o ponto que a assembla deve adoptar
como limite das duas freguezias c termos ? Creio
que nao.
O nobre depulado que conhecedor daquellas
localidades, deve saber peifeitamente qual a ori-
gem ou nascen^a desse rio, qual a direceo que
toma nao s em terrenos da Escada, como em
terrenos de Serinhem e adjacentcs, e portanto
deve reconhecer que se nao pode admillir o
rio Sibir como limite das duas freguezias e ter-
mos.
(Ha um aporte )
O Sr. Pf. Porlella :Enlo onobre depulado
nao quer que se faca uma pergunta ?
O Sr. Reg Barros :Acho desnecessario per-
gunlar a mesraa cousa muitas vezes.
O Sr. N. Vortclla :Mas antes mesmo de os
nobres depulados apresenlarera as razes pelas
quaes considerara preferivel o rio Sibir como
limile dos lermos, o nao os terrenos dos enge-
nhos, creio queo conhecimenlo que lenho da-
quellas localidades me autorisa a considerar a
emenda do nobre deputado como nao digna do
ser approvada, porque eslabelece uma diviso
que nao lem explicacaa razoavcl.
Senhores, o no Sibir parle de umengenho do
mesmo nome. quo se acha situado na freguezia
o termo da Escada, percorre parle dos terrenos
desse engenho, dividindo-a cmVuas partes ; dahi
desee na direceo do scenle, tem depois umx
pequea volla era direceo da tinha sul, e depois
rclorcede e vem lerrmnar em Ipojuca, dividindo,
creio, que a freguezia de Ipojuca com a de Soii-
uhein : esta a direceo do rio Sibir. Ora,,
admittindo-so a emendo "do nobre deputado, veja-
se quaes sao as inconveniencias : sabido, Sr.
presidente, por todos aquellos que tem percorri-
do aquellas localidades, que a freguezia da Esca-
da -limita-se com a de Serinhem pola linha quo
se dirige ao sul, e eu chamo muilo a sltenco
dos nobres depulados para esla queslo. E sa-
bido que a Escoda limita-se com Serinhem pela
direceo sul ; ora, sabendo o nobro deputado
quo o rio Sibir nasce do engenho Sibir est si-
tuado em lerrenos perlencentes Escada, saben-
do ainda que a direceo deate rio para o nas-
cenle c que depois loma a direceo sul entre os
engenhos Jussarae Tres-braocs, temando depois
a direceo do nascente, v o nobre deputado quo
se nao pode considerar esle rio como liroilo
das freguezias.
(Ha ura aparte.)
Se o rio tivesse uma direceo para o sul, sen-
do nessa direceo tambem os limito dessas fre-
guezias, ento nao leria duvida em adherir a idea
do nobre deputado, porgue seria adoptar limites-
naturaes sempre preWiveis"; mas o rio Sibir
nao lem a direceo sul e por coneegeinto nao po-
do, elle ser considerado como limite das deas fre-
guezias.
Se o nobre depulado me assegoraase e provas
se que o rio Sibir, partindo mesmo do logar em
que parle, lomava a direceo do sul, embora ti-
ronea) de licor parte dos terrenos da Esceda
pertencendo e Seriuhaera, eu nao leria duvida
em adherir a idea.
Ainda mesmo querendo-se feeer um extorco
para compreheoder a utilidade da diviso pr-
se limilasso a um nico ponto, e comprorael-1 posta na emenda, v-se que ella traria eosao re-
leu-se alm disto a dar Todos os esclarec- j sollado immcdiio a separaeo de parle dos tor-
mentos que por ventura na discusso exigs- renos da Escada que icam muilo prximos se-
sein.
Hoje eme os nobres autores da emenda en-
lenderam dever substituir o artigo do projeelo
por outro mais limitado, parece-me que esto
na rigorosa obrigaco de dizer-nos quaes as ra-
zies que tiveram pa fazer cata subslilui-
cao ?
O Sr. Lacerda : Apoi'ido.
O Sr. N. Pnttila :Felizmente j o nobro de-
putado desisti do proposito em que estove de
neo da e-a na* reoposto, ji nao leoho*conse-
guido pooce, e v esto aiisembla quanlo frtil
em eleilos uma dtmjgiio ; perqoe. o nobre
diputado o proprio.que c inda ha pouco Dio que-
de desta freguesa e termo, para Kem perleoctr a-
Serinbem.
Um Sr. DtpMlaio : Quaes sao.
.OSr. N PorleUa : Sao os lerrenos que se
acham comprebendidos no engenho Sibii e os
do engenho Cachoeira.
(Ha ura aparte.)
Ora bem, vejara*os nobres depirtados como a
idea que propoem offensiva dos direllos dessa
freguezia : duea es nobrea depulados que que-
rem.a diviaaoda fregutna pelos limites o a lo raes,
mas basto allender para a nascenca desse rio
que em terrenoda Escaoa...
(Ha um aparte.)
t
l
-;

i
<-

mu
T-r


Mas nao una [>orffi do no que pode ser adop-
tado como limile natural.
Um Sr; Depulado tAntes pouco do que nada.
O Sr. N. Portillan E' verdade, como dizem
os nobres depvitadoa, que antes pouco do que na-
da, mas quando esse pouco traz resuliados des-
ventajosos, quaado esse peuco vm prejudffiar a
muitea localidades, nao deve prevalecer seme-
lhanle divisan, porque pouco para um lado e
tnuilo paro outro.
J v, portanlo, a assemb'aque a razio pela
3 t os nobre* diputados quo assignaram temen-
, nao querm tratar do justifica-la porque
querera ostabeleccr um limite natural quo nao
tem explicaban, porque esse rio s pode servir de
limite natural em urna parle das duas freguezia;,
to limitada que nao traz ventagem nenhunia ;
nao maii do que o simples desejo de dizer-se
que so adoplou o limile natural.
Um Sr. Depulado : Mas se a questo est
nesle ponto.
O Sr. A'. Portellay* Has nem porque soja as-
sim a assenibli prflwncial est addistricta a de-
terminar os limites das duas freguezias nicamen-
te nesse ponto, e quando sn apresculam outras
luuitas consideraroS, quando se encara a qucs-
tao por um lado diferente, se v que a asscm-
fclea nao devo limitara sua resolueo a um ponto
special, deve esla&clece-la de modo a satisfazer
todas as necessidadea. Nesto ponto o que se v ?
A e-se que a cmara da Escada representa pela
iiecessidado da alterago dos limites das duas
roguenas o tambera dos limites da freguezia da
Escada com Ipojyca, o cntao diz a cmara que 6
necessario que taes e laes engenhos fiquem pcr-
tencendo a Escada, porque acham-se muilo pro-
simas sede dessa freguezia e termo, e muito
distantes daquelles a quem hoje perlcncem.
Esta razo procedo, Sr. presidente, e quem co-
sliecc aquellas localidades, sabe perfeitamente
das distancias em que so achara esses engenhos
da sede da freguezia da Escada.
Um Sr. Depulado : Ncssa parte nao fui exac-
ta a sua informaco.
O Sr. N. Portilla : Diz o nobre o depulado
quo nesla parle nao foi exacta a minha informa-
do, mas cu julgo que todas as inforraacoes que
roe foram ministradas lera o cunho da exactido
tanto quanto possivel, porque sabe o nobre
depulado quo no centro da nossa provincia ha
sempre divergencia de upinioes acerva da distan-
cia entro as localidades.
Assim, Sr. presidente, espero que o nobre de-
pulado nao Tillar ao scu comproraisso ; lomar
a palavra e justificar a sua emenda, refu-
tando as razes qDe contra ella acabo de ex-
pender.
REVISTA DIARIA.
O officao enderezado cmara municipal, e
que em extracto se 16 no expediento do governo
do 28 do passado. publicado no Diario de hon-
tem, no sentido dos tactos consignados nesta nos-
sa llevista de 26 d'aquello mez, um arlo offi-
ial, que caracterisa acentuadamente a adminis-
traran, que ora dirige os supremos negocios da
cossa provincia.
Com cITeito, a auloridade superior que exhbe-
se sob traeos lo pronunciados ; que, na gesl.io do
poder que Ihe foi commellido, irradia a sua ac-
o por toda a rbita constitucional administra-
tiva desse mesmo poder, cortamente um pr-
senle ineslimavel para os seus governadus, que
ncllcvcm urna garanta, quo nelle acham um
elemento da conservadla do scus direitos.
A confianca na auloridade 6 urna condic.io da
orqa moral, quo nella devo existir ;' e a aulori-
dade que assim procedo, no pode deixarde gc-
ra-la no animo publico.
A administradlo* do Exm. Sr. Dr. Ambrozio
pois, com laes precedentes, ha do ser fecunda eni
suas manifestarles ; o a provincia bemdir o ad-
ministrador, quo a levar pelas vias do progresso
esse futuro, que lho parece reservado nos ar-
canos da Providencia.
O Exm. Sr. presidente tomando em consi-
deraco o oslado de deficiencia, cm que se acham
os cofres provinciaes, c querendo oppor um pa-
radero ao incremento progressivo do dficit quo
lia, resolveu por acto do ullimo do abril prximo
passado, quo fossem sobr'esladas todas as obras
fritas por adminislracao, excepto a conservadlo
das estradas o os reparos absolutamente ind's-
pensaveis; que se adiasse a reslisaro da illu-
minaco do Rio Formoso c Nazarelh ; que as des
pezas com mendigos sejam por conta do Asylo
do Mendicidado ; e que finalmente paralysassom-
se os snicos das estradas de Pao d'Alho e Na-
zarelh, contracladas pelo Dr. Jos Mamede.
O alvitre de S. Exc. revela um grande alcance
p tino administrativo; e nos nello nao podemos
deixar de dcEcobrir a nica providencia recla-
mada pela situncao. Com esta paralrsacao de dcs-
pezas, que por sua nalureza montm uni avul-
tado algarismo, ha de conseguir-se^p fin desoja-
do de amortsar, seno fazer desappareccr o d-
ficit actualmente existente, de maneira que cm
resultado ter-se-ha o estabelccimenlo do equi-
librio da receita com a despeza ordinaria da pro-
vincia.
Por este novo acto do S. Exc. fica ainda ma-
nifesta a jusliga com que apreciamo-lo cima.
Parece qu por escarneo aos sentimen-
tos do religiao, que bebemos com o leite da pri-
meira dado, planlou-se na porta da entrada da
sacrista da capellinha do Chora-Menino una
grande laboleta que, em campo azul o Jettras
branco-garrafacs, aprsenla ao publico o letreiro
-PADARIA 1
Era este por corlo o corollario necessario da
censura, que ha pouco fizemos profanaco feita
a urna casa do Senhor 1
Ao pao do espirito succode o do corpo.
Para actos desta natureza nao ha cornmenlos
asanles, visto quo ellos meamos sao assaz elo-
qnenles, c dizen ludo em sua produeco abor-
tiva. l
Por cdilal da cmara municipal, acha-se
publicado, que fon reslabelecido o uso das em-
panadas volantes sobre as portas, por nao haver
sido approvada a postura addicional, que abola o
ari.go 8. do tit. 8. das posturas de 30 de junho de
_ Acha-so cm concurso a cadera de instruc-
cao elementar do segundo groo do Rio Formoso,
c aberlo o prazo p^ira o processo da habilitadlo e
inscnpcao dos opposilorcs.
Por engao sahio hontem a sessao da as-
scmbla provincial addiada, em vez de proro-
gada. r
in~, For'1m recfilhidos casa de dclenco no dia
dU do abril prximo Dudo 2 homens e 3 mulhe-
res ; sendo 4 livres e 1 escravu, a saber : 1 i or-
dem da subdelegado do Recito, 1 ordem do de
Santo Antonio e 3 ordem do da Roa-Vista.
Passageiros quo vieram no vapor brasileiro
l'aran entrado do Rio do Janeiro : l)r. Jos
J.iiiz deAraujo Lima, sua senhora, 3 ilhose'5
esrravos, Dr. Joao Paulo Montciro do Andrade,
Vinalo Sergio de Mcira Mallos, Ernesto Bololho
de Andrade. sua senhora o urna criada, Jos
Bernardino VasconcellosCoimbrn, Francisco Fran-
ro, Francisco Luiz da Silv, Manoel Fernandos
Nunes, commendador Manoel Jos da Silva Nei-
va, 2 criados o t escravo, Manoel Fanlon, Fran-
cisco das Chagas 1.una, Jos Manoel Baplisla, Jo-
s Antonio do Almeida Guimaraes, Antonio B. de
Souza Barros, capito Domingos de Souza Barros
e 1 escravo, Jos Goncalvcs da Silva, dolpho
de Souza Menezes, Jos Joaquim Dias Fernandes
Jnior, l.aurindo Peregrino II. de Mello, segundo
-cadelo Silvcrio da C. Cirne, I). Ignacia Maria do
Espirito Santo, Francisco fiapozo de Medeiros,
Alexaudre Eduardo Ferreira Nobre, Joao l.uiz d
Basto Jnior, Benlo Monrorvo, africano livre, um
soldado, 2ex-pracas, sewdoum de marinha, urna
mu her, 7 cscravos a aaflujgur e 9 marinheiros
inglezes "frijrttiii. -
8e/"?m.&aro '***- nr. Ernesto A. Amo-
rim do ValWjsua senhora, 3 filhos o 2 escravos,
igcio!(osiAlvos de Souza, Francisco Brilon F.
Monfor/; Joaquim Bento Pireira e um tilho, Fi-
lippe Arondondo, Benlo de Figocirfido Terceiro
Aranfca, Anna, africana libort, 2 pracas doexer-
cito, 3 ex-dilas c urna mulhcr.
Psssagoiro8 que vieram no Imte brasileiro
Artista, entrido do Rio de Janeiro :Guilhermi-
na Mara da Conceic.io o 2 filhos menores.
Passageiros sabidos na barca brasileiro
Castro III, para o Rio de Janeiro :Belchior Jo-
s dos Rois, Manoel Jos do Figueiredo e 4 es-
cravos a entregar.
Matadouro publico :
Mataram-se no dia Io do corrente para o con-
umo desia cidade 85 rezes.
MORTALIDADS DO DIA Io DO CORUMIT :
Mariaiina Thereza de Jess, prela, solteira. 55
annos ; lyptM.
Ifenriqueta Esmina da Conceic, bfanca, casada,
32 annos; inflamm5ao.
Joaquim Jos de Macdo, tranco, casado, 35 an-
nos : bydropisia.
Vcnlora.-preU, sotUiro, 35 annos; anemia.
C**tagHStffano1 brarno, sottmro, 35 mam ;
tbre amrosla.
Anna Joaqun l.aora, brsncs, seltaica, %l an-
nos; tubrculo pulawosr.
Aiuoriio de llega, branto, lOUetro, IB
bre amarella.
Manoel, dmaco, 13
Maris, prela, 3 m
Tranquilina, brauq
Francolino, preto,
Mari Maior do Esp^H
a naos; plitystca.
HoSPltal, DK CAHIDADE. Exil
mens e 60 mulheros. nacicmaeB^^BI
trangeiros ; total 134.
Na totalidade drdoentes cxislcm 42 alienados,
sendo 32 mulheres e 10 homens.
Foram visitadas as enfermaras pelo cirurgio
Pinto s 7 1|2 horas da manhaa, o pelo Dr.
Dorncllas, s 8 horas da nwnhaa.
CHRONICAJUDICIARIA.
TRIBUNAL DI RELAQlO.
SESSAO EM 1 DE MAIO DE 1860.
PRESIDENCIA DO EXM. SR. C0NSEL1IEIR0 ERHEL1NO
DE LEAO.
As 10 horas da manha, achando-se presen-
tes os Srs. desembargadores Figueira de Mello,
Silveira, Gitirana, Bastos de OUveira, Lourenco
Santiago, Silva Gomes, e Caelano Santiago, pro-
curador dar;orda, foi aberla o seso.
Passddfc os feitos e entregues os dislribui-
do, procedeu-se aos seguintes
JULGAMENTOS
ACCH.W DE PET1C.0.
Aggravantc, Euzebio Pinto ; aggravado, o juizo.
Relator o Sr. desembargador Silveira.
Sorteados os Srs. desembargadores Louren-
co Santiago, o Figueira de Mello.
Negarara provimento.
Aggravanle, Jos Fernando da Cruz ; aggrava-
do, o juizo.
Relator o Sr. desembargador Silva Gomes.
Sorteados os Srs. desembargadores Figueira de
Mello e Lourenco Santiago.
Negaran] provimento.
HECl'RSOS CHIMES.
Recorrente, o juizo ; recorrido, Antonio da
Silva Rocha.
Relator o Sr. desembargador Silveira.
Sorteados os Srs. desembargadores'Silva Go-
mes, Bastos de Oliveira e Gitirana.
Negaram provimento.
REVISTA C1VEL.
Recorrente, Joaquim de Faria Correa c oulros ;
recorrida, Maphalda Symphorosa Brrelo de Al-
buquerque.
Nullo o processo.
DILIGENCIAS CRIMES.
Com vista ao Sr. desembargador promotor da
justica, a appellacao crime : '
Appellantc, The'ouhilo, escravo ; appellado, o
juizo
Appellanle, o*promolor ; appellado, Joaquim
Mariuho Gomes.
appellado, Alexandre^a
._ .. _____.....-
abu-
sen
>1ica,
O J ill/O
Appellanle,
Silva Pereira.
Appellanle, o juizo ;
gues Giquiri.
Appellanle, o juizo ;
cravo.
Appellanle, o juizo
Oliveira Cassiano.
Appellante, o juizo ;
de Queiroz
Appellante, o juizo ;
reir da Costa.
Appellanle, o jura ; appellado, Joao Francis-
co de Moraes
Appellante, Manoel Joaquim do Nascimento ;
appellado, o juizo. k
Appellante, o juizo ; appellado, Antonio Tho-
m Rodrigues.
Appellante, Aalouio Lucio Bezerra ; appella-
do, o juizo.* -
appellado, Pedro da Cos-
appcllado,.M*noel Rodri-
appellado, Benedicto, es-
; appeilfdo, Joaquim de
appellado, Malinas Jos.
appellado, Vicente Fer-
P''r. e asi" tazeudo a auc
PS'Wi''condemnajaft nog^^
192 do Cod. Crim.,
cias aggr vantes de
motivo reprovado-
so d<; conl|nc,
preii.
O Sr. DMflhnda,!
idi zindo a defeza i'
*> Justina.
0 Sr. Dr. Teixeir
cliei te.
Pindos os debates depois da Replica
o Sr Dr. j uiz de direito porgunfou ao jury se es-
ava salisfcilo para julfar a cBusa, e tendo respos-
a l|1"noUT* fesumio a materi*da aecusacao o
da detee, propondo ao jury os quesilos' so-
guinles: ^
Quesitos relativos ao reos Manoel dos Santos.
1 O reo Manoel dos Santos condecido por Ma-
noel Pil io dia 9 do Janeiro de 1859. no luar
Arainl em casa de Francisco Maria Pereira "de
Suuza disparou um tiro em o Portuguez Francisco
de tal, que immediatamente morreu ? '
2o O reo commetteu o facto criminoso impelli-
do p )r motivo reprovado ?
3.' O rocommelleu o facto criminoso proce-
dendocom fraude ?
4.' O reo commetteu o facto criminoso abu-
sando da conflanca nelle posta ?
5." O ro commetteu o facto criminoso com
sorp.-eza.
6." Exis:em cjrcumstancias atlenuantcs a favor
do roo ?,
Rtio Felippe Gomes de Sant'Anna.
1." O reo Felippe Gomes de Sant'Anna auxi-
liara o rc Manoel dos Santos contiendo por Ma-
noel Pit ra perpetraco da morte feita no Por-
luguoz Francisco de tal, carregando a davina
com que foi disparado o tiro que produzio a mor-
le do referido Portuguez ?
2.c O reo commetteu o fado criminoso impel-
lido por um motivo reprovado ?
3." O reo commetteu o fado criminoso, abu-
sando da confianca nelle posta ?
5." O reo commetteu o fado criminoso cora
sorpresa?
C." Exislora circunstancias allenuanles a favor
do reo. i
Litio os quesitos pelo Sr. Dr. juiz de direito,
foram por este entregues com o processo ao pre-
sider le inlerino do jury de sentenca, c foi o con-
selhc coniiuzido sala secreta das conferencias
as 7 1/2 horas da noile, d'ondo vollou as 8 horas
e 3/4 da noito respondendo aos qusitos pela
maneira seguinle :
Do reo Manoel Pit.
Aol qnesilo simpor unanimidade.-
Ao 2o simpor dez votos.
Ao 3o nopor dez votos.
Ao 4o simpor nove votos.
Ao 5o naopor oilo volos.
Ao 6o simpor unanimidade. Reconheceu a
allenuante9 do art. 18 do Cod. Crim.
Bo Feliirpe Gomes.
Ao Io qnesilo simpor nito volos.
Ao 2o naopor nove volos.
rinanto- ao qm" ou respeito
cunetuio
#MIM eppHcacao a" 8r. OTO*He
. eolia tao etupid*r, e fall
comranm, -
ao catanas em- poiheca, sempre diret algumi couaa, nao para
J*_? ^8"enlo do sMcar. se tero convencer aoSr. Dr. Affonso, porque nao tenho
Luren;o Ca- -
la *) senso
l"c"L!e. Bl*ueB c*tor em fio d'Allio Aabilm.
elbanle lor-
w
que o nosso amigo

Appellante, o juizo
ta Soares.
Appellante, o juizo
beiro Quintiliano.
Appellanle, o juizo ;
feira.
Ao 3jiao por dez votos.
Ao 4o nao pe
appellado, Alexandre Ri-
appellado, Benlo Jos Pe-
DITAS CIVEIS.
ao Dr. curador geral
as appella-
Com vista
coes civeis:
Appellanles, os libertos Delphina e Antonio ;
appellado, Jos Luiz da Silva Pina.
Assignou-se dia para julgamento das seguintes
appellacoes civeis :
Appellante, o juizo ; appellado, Jos Duarte de
Oliveira Reg.
Appellante, Joao Jos de Carvalho Santiago ;
appellado, Dr. Joao Jos Pinto Jnior.
A appellacao crime :
Appellanle, o juizo ; appellado, Francisco An-
tonio da Costa.
DISTRIBL'IQOES.
Ao Sr. desembtrrgador Figueira de Mello, as
appellacoes civeis:
Appelaote, o preto Marcolino ; appellada, D.
Joanna Nepomucena Guedcs,
O aggravo de pelicao:
Aggravante, Manoel Dionizio Gomes do Reg ;
aggravado, o juizo.
As appellacoes criines :
Appellanle, Francisco Antonio das Chagas ;
appellado, o juizo.
i Ao Sr. desembargador Silveira, as appellacoes
crimes :
Appellanle, o juizo ; appellado, Jos Ignacio
Pessoa.
Ao Senhor desembargador Gitirana, o aggravo
de petic,o :
Aggravanle, Dr. Ignacio Nery da Fonseca ; ag-
gravado, o juizo. -'Jwtfcr-
O recurso crime :
Recorrente, Joao Francisco Alves da Silva ; re-
corrido, o juizo.
Ao Sr. desembargador Bastos de Oliveira, o
recurso crime :
Recorrente, o juizo ; recorrido, Manoel Thom
de Suiza.
Ao Sr. desembargador Lourenco Santiago, o
recurso crime :
Recorrente, o juizo ; recorrido, Joaquim Fer-
reira Guimaraes.
A meia hora depois do mcio-dia encerrou-se
a sessao.
por unanimidade.
Ao 5o nso porunanimidada.
Ao 6o simpor onze votos. Reconheceu a
mcsrr.a circumstancia allenuante de numero 9 do
art. 18.
O Sr. jui;: de direito mandou que o conselho
torfTasse sala das conferencias para redigir as
respoctas, rior existir conlradicces nos 3o e 5o
quesilos do reo Manoel dos Santos, c nos 2o 3o
4o e 5o do reo Felippe Gomes,
Reralhidn o conselho sala secreta, d'ahi vol-
lou as 9 1/i! hora9 com as resposlas de novo es-
cripia';, e o Sr. Dr. juiz de direito proferio sua
senienca condemnando oreo Manoel do3 Santos
a gales perpetuas, como incurso no grao medio
do art 192 do Cod. Crim., e o reo Felippe Gomas
de Saril'Ana. a 4 annos de oriso com irabalho,
como incurso no grao minimo do art. 183 d
mesmo Cod., combinado com os arta. 5e35 Ap-
pellou na forma do art. 449 20 do Reglamen-
to de :| de.aneiro de 1842, da decisao proferida
quantt ao ro Manoel dos Santos, e levanlon a
sessao, addiindo-a para o da seguiste s 10 ho-
ras da manliaa.
RELAt'.O dos doenles tratados na enfermada
de narinha desta provincia, no mez de abril
desl anuo.
Existan.........40
Entraran).........75
.. Sonssna 115
Saniram.........gg
Pallcceu........ j
Exisiem......! 45
Somma 115
06sert;acao :
O fallecido foi de tubrculos pulmonares.
Enferman 1 de marinha de Pernambuco 30 de
abril do 1860.
Joaquim Jos Alves d'Albuquerque,
Cirurgio e director.
f niscravel que
luiz Maranhao
Ko aranzcl do Sr.
oprio Sr-
essa pretengo, o que nao seria- dad mesmo a
os que melhor esclarecessem esta queelo,
ra que nao- prevaleca a intriga de que to
itllmente quiz lancar mo.
i. ^* cosluao dirigir censuras ao juizes ou tri-
bunaes quo as suas decises sao contrarias
fiquillo quo entendo ou desejo., porque- inpeito,
i romo devo, ortribuuaes do paii, e cufio por
que nao desejariai o ISStart., T ,0P" ven,tt,'" njuslica se meHiMiealEari
rraslar coms eo tTn?. S^l''. por,"n ,,0de I COm Lcl me f,cul,a- Par tribunaes
ureeiriamosTJu cou>4anta mazella. que res, e a discusslo de meu direito
P.r!Le""3m?s ocC"Uar por hOora do Sr. Luiz Ma.- nos proprios aulos
COMMERCIO.
Praca Hftecife 1 de m\% de 1860.
|DE.
AS
mas visto que assim o querem, assim o
ranho ;
lenhara.
Eis o tpico de que fallamos :
Apezar pois da atalaia em
u povo de Pao d'Alho
que so acha a
os inimigos da
I},r,afrm/1-Ld;n P"Z "5o "cancam de machinare
",..'J0f<" c.om '"lu'to de rehabilitaress-sc
maiona
de suas
dos
sob capa-da jusliCa e lei, como se a
homens desta ierra nao conhecesse
zellas e o lima que se atiram.
Naluralmeiite lodo esse escarro qne ahi fica es-
tampado, foi Mirado casa do Sr. coronel Lou-
renco Cavalcanli 11 elle hoje o inimigo da oru
dem e da paz, 0 machinador do trapacas ou
irapasseiro de profissao '
Mas o nosso amigo foi sempre o chefe do par-
tido, que se denominava da ordom, o a ordem
quer dizer paz ; e mas foi elle sempre e ainda
considerado ncontestavclmente como o mais rico
propriclario do lugar; sempre honrado, inJepen-
dente. e s escravo. e escravo muito huiuildo de
sua palavra, que nunca mentio a ninguom. nem
engaoou, nem defraudou, nem servio-se do
allieio nem rap^issou, como oulros mullos, que
o Sr. Luiz Maranhao conheco bem de perlo.
peno-
seria sempre
'"|-nua iiuiij:,
Ora, se pens assim, como iiia dirigir censuras
ao mentissirno tribunal do commcrcio a quem
trbulo rcspeiio, e de quem digo que a repula-
cao que os membros que o compoe tcm ganho
cusa de seus valiosos servicos est cima de lu-
das as censuras que so lhes possa dirigir?
Ja v o Sr. Dr. Alfonso quo nao fui brigar com
S.S. querendo brigar com otrbunaldocommcrcio
(nao coslumo e nem desejo brisar com pessoa al-
guma); que nao quii fazer de sua pessoa tabella
para atirar ao tribunal, porque seria pequen! a
tabella para reverter sobre tamanho vulto.
Muilo so cncommodon o Sr. Dr. AfTonso por
e" dl,z,er 1e o primitivo credor o Sr. Agosli-
nho llenrique da Silva reconhocera, no acto de
me darem o compromisso a divida e hvpolheca
ue meu irmo o Sr. Bento Jos da Casta
clama : .
E" falso que o pai de mcus consltuintes e
prtmiuvo credor lenhareconliecido a divida que
liento por sua escripturo de hypoiheca, etc.
tu creio quando diversos credores se reuniam
para examinar o estado da cas.i de seu devedor
commum e que reunidos lho concedan um com-
piumisso, e nomeavam urna gerencia para func-
Desconlo de
Cambios jbre
car Capa!
no bruftSjl
Colgantes offiejaes
Cambio sobre
Rendimcnlodo
Moviiuea
Volumeseutrados
>
d. 99diT
dente,
o.
Volumessahidos com fazendas*.
. com gneros .
Descarregam hoje 2 d maio.
" Barca inglezaProspero -bacalhio.
Barca iuglezaIdadem.
------49G
Hiale americanoCaliopegelo.
Br-gue brasileiroDamodiversos gneros.
ConsutM geral.
Rendiraento dodia 1..... 3.3S3*80&
p-Jig^Spj^
este senhor
O que leve
de Oliveira.
de
lugar
hoje
do engenho Aldea;? compollidos" a acceder a elle ?
com o Sr. Carlos Jos Gomes A hypolheca do Sr. Bento Jos da Costa appa-
propneiario do engenho Ma- receu no acto de fazer-se o comDrnmisso e to-
leraba, acerca de urna deslilacao e tanque para ram mencionados
mel, existentes no mesmo engenho ? Quer aua
o twparcial, que continuemos com a lisia de ira-
passas e do velhacarias desle genero, lista infi- A hypolheca era a a a o Sr
ma. e que nao lena fin, en Pao d'Alho ? Qem Bento /os da Cosa pela^responsabilidade do
i que o lenham om amento das lellras de que era enoossante, e urna
Diversas
Reudimenlo do dia 1
provincias^
4-I3&29
no passivo da casa asletiras
que represenlavam sua importancia, e ludo foi
reconhecido pelos credores reunidos
JURY DO RECIFE.
2a SESSAO.
Dia 30 de abril de 1860._
PRESIDENCIA DO SR. Dll. AG0ST1NH0 ERMELISDO DB
LEAO Jl'NlOR, lOIZ DE lilREITO INTERINO DA SEGUNDA
VARA CRIMINAL.
Promotor publico interino o Sr. Dr. Francisco
l.eopoldino de Gusmo Lobo.
Escrivo o Sr. Joaquim Francisco de Paula Este-
ves Clemente.
Advogados o Srs. Drs. Joaquim Jos do Mi-
randa e Joao Francisco Tcixeira.
Foram multados em 20j> cada um dos senhores
jurados multados nos dias anteriores, quo nao
comparecern], e nem foram dispensados.
Foila a chamada s 11 horas da manha
acharam-se presentes 38 senhores jurados.
O Sr. presidente declara aberta a sessao de-
pois do toque decampanhia.
Foram conduzidos ao tiibunal para serem julga-
dos os reos presos Manoel dos Santos conhecido
por Pitu, e Felippe Gomes de Sant'Anna, aecu-
sados, o pnmeiro como autor da morte perpetra-
da nji pessoa do Portuguez Francisco de til, e o
segundo como cumplice.
Foram recusados pelos reos os senhores :
Francisco de Paula Lima.
Jos da Costa Brando Cordeiro.
Domingos da Silva Guimaraes.
Manoel do Nascimento Araujo.
Jos Flix Pereira e Burgos.
Jos Ramos da Cruz.
Firmiamo Jos Rodrigues Ferreira.
Dr. JosNjnim Theotonio Soares de Avellsr.
FrancehBo Augusto de Hoilanda Charo*.
Caetano Lenidas da Gama Duarte.
Pelo Sr. promotor foram recusados os senhores:
Manoel Teixeira Bacellar Jnior.
Tiburcio Valeriano dos Santos.
Alvaro Pereira de S.
Caetano da Silva Azevedo.
u jury de senten?a foi composlo dos senhores
soguinlto:
Decio de Aquino Fonseca.
Joo da Cruz Mendonca.
Claudino do Reg Lima. '
Jos Victor da Silva PiraenteU
Jos Ribeiro Simes-,
Cielo da Costa Campello.
Antonio Augusto da Cmara Rodrigues Selle.
Antonio Ferreira Lima Mello.
Simplicio Jos de Mello.
Guilhermino Rodrigues Monte Lima.
Francisco Jos Silveira.
Dr. Conslaniino Rodrigues dos Santos
E prestaran lodo* o juramisiao sobre o livro
dos Santos Evaagelbes.
Foram os reos interrogados
criminoso.
Ftv-se a leitura do-processo.
Flnda a leitura foi concedida a palavra Sr.
e neasrass o facto
REGOCIOS DE PAO D'ALHO
ni
No n isso r nlerior artigo nos compromettemos
a respoadera diversas aecusacoes que o Impar-
cial fez ao Sr. coronel Lourenco Cavalcanti; e
para que nao se nos altribua o desejo de atte-
nua-las. exliactando-as, aqu as damos por ex-
tenso copian lo todo o libcllo, que como se-
gu :
Quindo se via um Tavares, reo de polica,
Irabalhando de publico as obras da cadea da
villa. Cuando se via o famigerado quadrilheiro
da Gloria, o reo de enormes crimes, Antonio
Alves, s lardear da protceco que se diz lhe pres-
lava escandelosamente eerto orgo da justic
publica Quando se deposilaram cavallos, sem
as formalidades da lei, por maos particulares,
dndose at, segundo tambera se diz, ordem pa-
ra serem vendidos, e outros eram empregados em
carregament de assucar do engenho de certa
auloridiide 1:1
Todas essrs arguicoes seriam gravissimas, se
fossem verdf deiras, se ao menos tivessera ap-
plica^n ao Sr. coronel Lourenco Cavalcanti,
uinda que supposlamente ; mas a'simples eipo-
sico dis fados bastar para confundir o estlido
detracte r. E'a primeira de'ssas perseguieoes, ou
verdadeira aecusacao, o fado de haver jrabalha-
do as obras da cadeia o preso Tavares ou reo de
polica, como o denomina o Imparcial. E que
rcla$o tem esse fado cora o Sr. coronel Lou-
reiicoCivMciiiiti? Aqu mesmo nesla esptale
na casa do aetenco (rabalham os presos a jor-
nal, pel queja se deu urna fuga, e nem por
isso deiwran dMer ainda a mesma appIicae.o.
Ora, a ebra da cadeia de Pao d'Alho era admi-
nistrada pelo Sr. Dr. juiz de direito da comarca,
que a p 'dido do mesmo preso consenlio que 'ra-
balhassi na cita obra.
Podeiia faie-lo o Sr. Dr. juiz de direito? nin-
guom II e negar urna faculdade, de que goza
nesta capital o administrador da casa de deten-
Co ; e sabo lodo o mundo que o juiz de direito
a prin eir auloridade da comarca ; portanlo
osides"snecida a primeira arguicao como falsa,
por nao ter relia parle o Sr. coronel Lourenco
Cavalcanti, e infundada por ser um facto impec-
cavel e pralieado por autorioade competente
Ouanto jo quadrilheiro da Gloria, nao ha em
I o d A iho q icm ignore que se leve proleccao
de alguf ra foi somenle a do padre Antonio da
'lv Ca ralea Mi (j finado) prenle do subdele-
gado da Gloria, que ainda hoje exerce all esse
mesmo :argo Que parte ou que inleresse pode-
rla lernisa protejo onosso smigo, to alheio
a ludo i?lo como do que se passa no reino da
4phlain portanlo os cavallos em deposito, ven-
didos o empregados nos carregamentos de as-
sucar. Cs cavallos que existan en deposito fo-
ram entiegueii ao novo delegado, o Sr. Joaquim
Lavalcaiti de Alpuquerque. Eraprazamos ao lm-
parcxal iara que diga quem foram vendidos os
cavallos em deposito no lempo do Sr. coronel
Loureng Cavalcanti, o por quem, quem per-
lenciam antes easec cavalios, e cm que mo se
achavarc elles depositados. E" esta urna aecusa-
cao formal, porque seria um torio e um furto
peior que o do propno ladro de cavallos ; visto
que este corrora o risco deserem p;cscS ou do
levarem umliro na occasio do furlo, ao paso
queaau oridadt que tai pralicasse, fa-lo-hia ira-
punemeiite como auloridade. Se o.Impar-
nal nao corresponder ao nosso emprazamen-
lo, ser lido cono impudente calusuiiaor.
Entretanto perguntamos ao Imparcial, c lhe
pedimos encarecidamente que nos digo ; que fin
trgico I jvarain dooa cavallos, depositados em
julho ponco mais ou menos do auno prolimo
bdelegacia de PAo d'Alho, e
- sojeito preso em Ro d'A-
Pw
assim procede tem
conta de hornera honesto ? E cntao que si ifi-
cacao podem ter as palavras- tratante, vclhaco
calloleiro. etc.. etc.? Dosnos livre de seme-
Ihante peste!
Duremos aqni fazer a rectiflcagao deum facto
que citamos no nosso anterior artigo, islo qu
sob a protceco do Sr. Luiz Maranlio fdra des-
pronunciado o famoso criminoso do norte Joao
da Costa Culia. Dssemo-lo siraplesmente e
como se essa proleccao fura de momento ; agora
vera o respeilavel publico quao escandalosa se
tem tornado a influencia do Sr. Maranhao como
auloridade em Pao d'Alho. Pois bem, fora na
realidade despronunciado antes o tal Culia, e
lora Lio escandalosa a tal despronuncia, que' o
Uberal clamou contra ella, e o Sr. Dr. chefe de
polica mandou instaurar novo processo, na qual
segundo somos informados acaba de sor nova-
mente desprununciado omesmissimo Joao Culia,
como pro va do podero, e da influencia do dito'
Maranlio I Quem o quizer mais claro, pon ha
oceulos.
Sabemos que o Sr. Luiz Maranhao j deu
principia urna rede de processos que preparara
para envolver nella todas aquellas pessoas, que
podem obstar os seus desmandos, ou inulilisar
seus vastes planos de eleicoes ; ludo islo pode ser
muilo til, quem lhe encommendou o sermo
masnecessariamente Irar urna eaceo, eanuil
vilenla. Chamamos a alienco*Mo Sr. Dr. chefe
de polica para o estado daqiiclla comarca ; ins-
tamos e pcdimos-lhe que nao permilla que a
auloridade publica seja instrumentos para elei-
Qcs, e muilo menos para vingancas polticas. O
eslado de Pao d'Alho violenti'ssimo, e S. S.
seria morolincnlc responsavel pelos successos fu-
ne.-los, que se podem seguir em consequencia do
abuso de auloridade. e auloridade que lho est
subordinada.
Pra que o Sr. Dr. chefe de polica se desen-
gae de quem o Sr. Maranhao, bastar, alm
de mu tos oulros, o seguinle fado:
Existe no carloiio da subdelegada do segundo
disiriclo da freguezia de Tracunhaem, perlenceu-
te ao termo de Nazarelh, um acto de perguntas
felas ujn desertor de linha, apprchendido em
Janeiro (Jo corrente anno no dito tormo, em qde
declarou> que ba mais de um anno pouco mais
ou mf03 era residente no cugnho Aldea de
I o d'Alho, onde vivera debaixo da proleccao de
um tal Luiz Maranhao, que nao ignorava por cor-
to que elle era desertor! Eis urna das auloii-
dades mais rooralisadas de Pao d'Alho I l o que
serao as oulras? Se o Sr. Dr. chefo de polica
ignora ludo islo, cniao Deus lhe falle n'alma.
Fallaremos por ultimo neste artigo de urna d3s
mais estupendas aleivosias.de urna dessas gramo-
las degarolo com que se prelendeu enxovolhar
nao s a idade, como a posigao social do Sr. co-
ronel Lourenco Cavalcanti. O facto c de urna im-
moralidade tal, de uma'tal torpeza, que nos re-
pugna menciona-lo; mas j que assim o quize-
ram, nao lercmos outro remedio seno acompa-
nhar o chistoso imparcial. A grapola ou a alei-
vosia consiste na mulata engroradd e dengosa que
se diz escrava, lirada ou alidada Bo poder de seu
senhor pelo dito coronel para ser sua barrega
Se tal fado fosso verdadeiro haveriBnelle nos
estupenda iramoralidade como usa crime previs-
to no nosso cdigo penal, islo o de tirar um
vez por elle pagas [e pagon com o compleme
protesto), claro que a hypolheca ficou cm seu
vigor.
O Sr. Dr. Affonso aprsenla una relaro de
letlras rom nomes trocados para provar que nao
sao as mesmas de que traa o compromisso, o que
moslr que o traslado porque se guiou nao foi
Bel, es* se desse ao Irabalho de examinar nos
proprios autos se convencera do que sao as mes-
mas.
E' tal o furor do Sr. Dr. AITonso em adiar pros-
criptas tdflas as leltras que se presentaran no
concurso que at caracterisa de proscripta urna
lellra cujo endossante foi coagido a pagar por
execueao ; e o que mais foi como tal julgada
pela famosa sentenca do Cabo 1
O Sr. Dr. AfTonso me ha de permiltr dizer-lhe
que se enganou quando d a entender tereu dito
ser falla de dignidado umjuiz leigo pedir a copia
de urna senlenca : eu disse quo constara ter sido
essa senlenca aprajeenlada a un oulro juiz para
a publicar e que este por dignidado a rcpellira.
Vai muila differenc.i de pedir c aceitar. Fiz ver
que essa sentenca iiao podia ser imparcial porque
era de pessoa intercssada na causa, e o>r. Dr.
Afnnso vom justificar isto mesmo dizendo que a
pessoa quo a minslrou podia ter sido juiz na
causa e l-Ia para si. O juiz"letrado que linha
funccionado nesta causa era o juiz municipal do
Cabo, e esle nao podia ser juiz nella visto ser seu
pai um dos credores ; e tanto moslra a sua par-
liciadade que um credor que fez transferencia de
seu crdito de 5:800j| a oulrera por l:000gOO0 do
que creio mesmo que nao pagou o sello propor-
cional, foi considerado com sua divida por intei-
ro, na famosa sentenca para entrar em raleio.
Ser islo imparciaidadd ?
Se algum juiz se deu de suspeilo nesla causa
nao foi cortamente por causa dos neus pedidos
purquc eu peda^presioza o favor, as nunca in-
fraceao da le, fnem comprometimiento da dig-
nidade de juiz.
Eu nao impunha.
Nosei so por inleresse, por gratido, ou por
ler sido a victima, rae interesso por esta causa o
quo sel que me inlercsso e muilo, e nem dis-
so me envergonho; eu me envergonharia, Sr. Dr
Aironso.se fosse credor e houvesse recebido iual-
JX?...p.r.0.lef?_ de' 1"" quanlia de meu devedor nao a raencionasse
na execueao e exgisse a minha divida e todos os
seus juros inlegralorenle..Un ceg nunca mais
ceg do que aquelle que nao quer ver, nao ad-
mira por tanto que sendo eu j surdo nao lenha
querido ouvir o que o Sr. Dr. Alfonso
dizer.
Despachos; de expnrtMfco pela
sa do consulado dWta cidade a ,
dia 1 de imtiu de 1860
K'jda *rata=Polaca sarda Sl'ria, A. Irmaus.
W barricas assucar branco.
Stoekholra Brigue inglez W. Tcrsmeden S
Brolers & C, 972 couros salgados. '
PhiladclphiaBarca americana Imperado!, M.
Anstin & C, 900 saceos assucar mascavado.
Lisuoa-Brigue portuguez Constante, diversos
carregudores, 3 saceos assucar branco c 250
ditos dito mascavado.
LisboaBrigue portuguez Confianca. C. No-
gueira & C, 20 pranches de amarelio.
lorio-Barca porlugueza Flor da Mais, Manoel
Joaquim llamos o Silva, 11)0 saceos assucar
branco e 100 ditoS*dilo mascavado.
PortoBrigue portuguez llaimonia, diversos
carregadores, 10 saceos assucar mascavado,
RScouros salgados, 26 cascos mel.
Rio da Praia=i'alacho hamburguez Dsrothca
, hrnestino, Basto & Lemos, 300 barricas assu-
car branco.
Hecebeduria de readas internas
jeraes de Pernambuco
Bendimeulo do dia 1 .- 3:465$01l
Consulado
Uendnenio dadla 1 .
provincial
2:179457
me quiz
Muilo agradeco ao Sr. Dr. Affonso de Albuquer-
[ue Mello os conselhos que leve a bondade dar-
peco-lhc a permissu de nao
NOTICIAS COMMERCIAES E MARTIMAS.
Rio de Jansiro.
Cambio sobre Londres 25 1)2-90 d.
Olivas da patria 32g200.
Achara-se carga :
Para Pernambuco. o brigue Seis-Irmoi.
Chegaram, procedenles de Pcrnambneo: s,
a barra Imperalriz Vencedora, com II dias ; a
10, a barca Recife, com 12; a 11. o patacho Ti-
gre, com 1 o o patacho Cuitan, com 15 ; a
lo, a galera americana Courier, com 10; ea
22, a escuna Polaca, com 10 dias.
Sahiram, para o mesmo porto : a 15, o pata-
cho Amazonas, a 19. a sumaca hespanhola Ma-
rta Asunta, o a galera pertugoeza Castro II; e
20, o brigue lilim, e o palhabole Patriota.
Baha.
Cambio sobre Londres,
60 d. v.
Pars, 380 por fr.
Hamburgo, 715 a 720 m. b.
Lisboa 115 a 118 0|0.
Chegra all, procedente de Pernambuco, a 16.
com 1H dias do viagem, o lugre americano Fo-
resi-King.
Sahio, para Pernambuco, a 17, o patacho Fin-
gador.
25 a 25 l[8 d., 90 e
Movimento do porto.
ar
usar
passado pera.nte.
quepectmciai
lho, nai crias
Imparcl urna
aoSr. Jo. o Ansta.._
ifMrar (*e cwaltao.
W e. certo
escravo do poder de um senhor, c por consequen-
cia tamben urna calumnia, que allribuir al-
guem falsamente um facto criminoso.
- Se o facto to geralmente sabido, se lo
propalado, como diz o /inparcial, porque nao lo-
mou sobre si a responsabilidadc da sua pblica-
cao? para que revesli-locom lodos esses atavos,
com que selcobertam os calumniadores cobardes
para eviiar a sanecopenal? Se apenas quiz lau-
car o ridiculo sobro o respeilavel ancio, cuja
idade e costumes repellem semelhante aleivosia,
enlo errou o seu alvo, porque a pedra vai baler
n'oulra parle, como se deprchende do fado ver-
dadeiro, lo geralmeota sabido, que nao ha quem
ignoro em Pao d'Alho. Contaremos pois o mila-
gre sem fallar no sanio.
Um individuo, amigo c protegido do Sr. Luiz
Maranhao, e por esle nomoado ha pouco para ins-
pector de quarteiro, leve urna Olha de urna sua
escrava, e forrou-a na pa mandando lancar a
carta de liberdade no livro de notas de Nkareth
cuja comarca perlencia enlo Pao d'Alho. A
liberta foi creada em poder da ine, e por con-
sequencia do seu ex-senhor e pae, roas sabia que
era sua illu. Chegando ao eslado.de nubilidade
e morta j a me, proenrou seduzi-la e at for-
ca-laseu proprio pae, ao que ella resisti sem-
pre; mas veixada, opprimida, e torturada pelo
seductor, fugio do casa, e veio procurar o abrigo
das autoridades. O seductor enlo, esquecendo-
se deque elle mesmo a havia libertado por um
documento publico, recurreu ao estratagema de
reclama-la como sua escrava ; roas provada a li-
berdade por urna certido das notas de Nazarelh,
o juiz municipal mandou passar mandado de ma-
nutenco, e desdo enlo a liberta goza "de todos
os direitos, que lhe conferio o acto expontaneo
do seu ex-senhor e pae ; e vive era completa li-
berdade.
Se houvo escndalo, em ludo isto foi do seduc-|
ler de sua propria filha ; foi o de icar impune a-
quellc que se apresentou em juizo querendo ro-
duzir escravido pessoa livre. E porm o que
tem de" ver em todo esse proccdimenlo judicial,
em toda essa oceurrencia eminentemente immo-
I o Sr.. coronel Lourenco Cavaleanli? Sim, ha
mais urna calumnia, mais urna aleivosia, que pa-
ra o Sr. Luiz Maranhao sao oulros tantos mcios
de ferir a reputaco do humem, que elle deveria
antes respeitar, a terem um pouco risde ho-
neslidade.
Basta por hoje, e no seguinle artigo concluire-
mos a nossa tarefa com a verdadeira historia da
ultima qualificaco de Pao d'Alho, monumento
de tnoralidade, que atiesta o quanto pode a falla
de pudor e de bro em gente de certa ordem.
O justo.
Correspondencias.
q
me. mas
del es.
Sirva-se, senhores redactores, inserir estas 1-
nhas no seu Diario, com oque muilo obriaar
ao seu leitor, b
..- .. Francisco Jos da Costa.
Recife, 24 de abril de 1860.
Senkores reaaefrtt.S* o Sr. Dr. Affonso de
Albuquerque Mello em sua publicado a pedido
do Lt&ral de hoje, somonte se or.cupasse em tra-
tar-me con o urbanidad* delicadeza drf costu-
mo (e lhe agradeco), nem urna palavra diria, e
dando a cada um o que se.u, o silencio sera
minha nica respecta; mas como tesa* bondade
de emprestar-lhe intenees que nao sao otinaas
quaado di que querendo eu dirigir censuras
o menlissimo tribuoal do coasanercio engaaiei-
tit r Pedanos ao me de neme.e em Ugr deder tribunaldson-
ra o laeommodar -saercio d>sao Dr. AOona; n iaiiala g%jainrer
' !* pm rswopio da |um de raa^itnao o
Sr. Beato *ea da Geste, aajtU4ataf>4 Ma hy-
Srss redactores :Sendo um dos deveres so-
ciaes a communicaco dos pensamenlas e a
cxposicao dos verdadeiros fados, de cuja historia
se nutre a sociedade, asscntei concorrer com esle
meu contingente e me nao negar a essa til ta-
refa ; principiando por expr os aconlecimenlos
desle Bonito, onde sou morador, e em seguida
locando nos diversos ponlos da mesma comarca.
Nao levo em vista se nao a verdade, que ter o
apoio no espirito imparcial, e a prova no lesle-
munho dos meus comrcaos, sirva ou nao de
tropeco a alguem, que lambem se ten ha cn-
carregado da mesma tarefa.
Principiaram assessoes do jury nesla villa em
22 do pioximo passado mez, sob u presidencia do
Sr. Dr. juiz municipal e de direlo interino Lou-
renco Jos de Figueiredo ; foram julgados onze
criminosos, sendo quatro do morte, um de tenta-
tiva, oulro do fuga do preso, e os mais de furto
o cavallos; crime esle o nais abundante na co-
marca pela faclidade de o poderera perpetrar, e
por ser particular; cabendo a poucos a aeco da
juslica.
Observou-se a mais seria regularidado nesse
tribunal, porque bem osoiibe dirigir o seu digno
presidente, quem os Srs. jurados deram todas
as demonslrares de piedilecco e respeilo ; re-
conhecendo nello as qualidades de um magistra-
do inleiro, cujo conceilo gosa em loda a comar-
ca, recommendado pelo seu proceder de bondade,
pelo caraclerde sua juslica imparcial, e mesmo
por importantes servicos, que ao puhlico tem
prestado : um dos quaesfoi o que prestou no dia
17 do mez passado, quando Lauriudo, cabo do
destacamento de linha nesta villa, as duas para
fres horas da tarde do mesmo dia, na feira, era
urna lula como infeliz Jos Albino, o ferir'a de
morle com facada, e re^olhido solt em seu
quarlel, contando con o apoio da classo de seus
companheiros, ruga como leo, ameacando un
conflicto con o povo que apinhado se achava.
Enlo seria inevitavcl o desaguisado, se nesla oc-
casio o Sr. Dr. Figueiredo deixasso de ser o rae-
dianeiro ; mas sabendo desse inminente perigo
com presteza veio por entre o povo ao quarlel,
onde se achava ufano o ligre, ainda sdenlo de
sangue, ecom a sua preseuga inpoz a todos res-j
peito, mandou recolher o criminoso cadeia, con
o que screnaram os nimos assanhados.
Tal o effeilo que produz a acjo de un era-
pregado serio e justo. Somos informados que
assim o communicou o Sr. delegado a presiden-
cia e ao chefe de polica.
A cadeia desta villa, sendo de taipa', existe em
to mo estado, que admira ainda con ler presos ;
sua segu-anca apenas esl na guarda, e a noile
para seguranca dos presos usa-se do tronco, e
este mesmo ha pouco os mesaos presos o que
braram. Necessila-se quo S. Exc. lance sobre
isso vistas providentes.
Conla-nbs que a povoacao de Bezerros e dis-
Irictos daquclla subdelegada, esl en urna per-
feila orphandade de polica ; os empregados all
sao inernes para obraren, e por consequencia
cada um daquelles habitantes esl entregue aos
seus proprios recursos.
Somos informados que S. Exc. j receben com-
municaco mais ou menos circumslanciada nesse
sentido, e esperamos que dar as necessarias
providencias.
A cidade de Caruar esta em plena lranquilli,
dade e assiaa o sea termo.
Srs redactores, queiram Vmcs. inserir estas
linhas peles qoaes nos responsakiliaoBios, com o
que o>uito agradecer osen patricio e espeilador,
_ ^. O amigo da :*rd*c^
lami, 20 de Mlfe1MK
JVaiu'os entrados no dial.
Bio de Janeiro, 12 dias, sumara hespanhola.
ilaria Asunta de 157 toneladas, capiloJos
Iserne, equip. 11 carga 3800, quiniaes com
carne ; a Amorin 4 Irmos.
Rio de Jeneiro, 24 dias brigue brasileiro. Flu-
minense, de 268 toneladas capiio Jos Joa-
quim Beruardes, equip. 12 carga 1320o ar-
robas do carno ; a Domingos Ferreira Maja
Rio de Janeiro, 11 dias, brigue brasileiro Elisa.
de 152 toneladas, capito Antonio Francisco.
Pereira, equip. !2 cargas 7000 arrobas de car-
ne ; a Amorim & Irmos.
Rio do Janeiro 10 dios, hiaie brasileiro Artista.
de 2;j9 toneladas capito Joaqun Jos A
da3 Nevos.-equip. 11, carga caf e mais g-
neros ; a Barlholomeu Lourencco.
A'aiuo sahido no mesmo dia.
Rio do Janeiro barca brasileira, Castro III ca-
pito A. G. Torres, carga assucar e mais g-
neros : a entregar.
91 OS O. HA 5" es a. a B 1 1 Boros. 1
w -i c o c 3 c s "en en O A tmospkera. s o n P
V S Direcco. < a p > -8 a te n pj te ps
w w w n Inlensidade-.
00 00 00 ?4J Centgrado. s o s K -1 9 O - ? M O
ti) ba co HA to lo lo o * Iteaumur. r-O Ci
00 oc ce oo O 3 . | FaAretiAei n
-XI 00 1 Hygrometro. 0
-r oa O 5 en o S*3 9 Barmetro.
A noile clara com alguna nevoeiros e aguacei-
ros, vento SE, veio para o terral e assim ama-
nheceu.
oscir.nr.io da har.
Baixaraar as6 h. 30' da manha, altura 1.50 p.
Preamar 0 h. 42 da tarde, allura 6.75 p.
Observatorio do arsenal de marinha 1 de maio
de 1860 yucas Junios.
Editaes.
O Dr. Anselmo Francisco PereHi, commendador
da imperial ordem da Rosa e da de Christo, e
juiz de dreilo especial do connereo desta ci-
dade do Recife, capital da provincia de Per-
. nambuco c seu termo, por S. H. Imperial, que
Dos guarde, etc.
Fago sabor pelo presente, que rentes Si Fer-
nandes me dirgiram esta petco :
Illm. e Exm. Sr. Dr. juiz do coasmercio.Dt-
zem Pontes & Fernandes, successores do Jos
Pires de Moraes, com ni crean le eslabelecido nes-
la praga com lo]a de ferragens, que querem pro-
testar contra seus devedores Antonio Thom Ro-
drigues por iiiM letra da quanlia de 7089430.
vencida eml9.de abril de 1855, e Joaqun da
Costa Ribeirt, por urna letra de 4615290, vencida
em 26 de abril daquelle auno, obra de inler-
romper a presetpeo"; mas achando-se ossup-
plicados ausentes cm lugares nao sabidos, reque-
ren a V Exc. digne-sc adnilli-Ios a justificar a
ausencia, e sendo quanto baste o julgue por sen-
lenca, mandando lomar por termo o seu protes-
to passar cartas de edilos com o prazo de 30 dias.
para por ella serem os nesmos supplcados inti-
mados do referido protesto nos termos da lei.
Peden a V. Exc. deferimentoE R.-al.Pon-
tos 4 Fernandes. Recife 19 de abril de 1860.
E mais se nao coalnha em dita peligo, na
qual dei o seguinle despacho :
Distribuido. Justiflqoem, tomado por termo o
rotalo dos supplcados. Recife 20 de abril de
860.A. F. Peretli.
Em v'rtude desle despacho, o eserivo quo
esU subscreveu lavrou o pedido termo de pro-
testo, o qual o seguinle :
Aos 20 de ahril de 1860, nesla cidade de Re-
cife oe Pernambuco, em meu carlorio, peranto


u
'*"--
: ._;_
mm
)
tlARlIO DE miUMBfcO. QUARTA FETO* DE HAIO DI 60.
as leslenmnhas infras signadas disseram os
supplicantes PorUes & ernandes, qu,e nos termos
de sua petico relro, que llca sendo parto lio
presento, protestaran pelo seu conleudo ; de
como assim o disseram prolestaram, t o pr-
senle no qual depois do lido so firmaram om as
teslemunhas abaixo asslgnadaa.Eu Fraaeisco
Ignacio de Torres Bandeira, cscrivao o escrevi.
Pontos & Fernando. Luiz Francisca de Helio
Tavares,Joo Vicente de Torres Bandeira.
Nada mais se continha en dito termo -fle pro-
testo aqu transcripto; e tendo os suplicantes
justificado a auseneia.dosaupplicadosem 'rogares
nao sabidos, em rJ*o-"de duas tosiemunhas que
produzlram nos respectivo autos, iros mesmos
profer esta sentenca :
vista da inquirieo de lis. 3 a Ib. 4, julgo
provada a ausencia-"* sapplieados om lugares
nao sabidos : pelo qufftaando-lies se ja intimado
o protesto de fls. 2 vj pftr meio de editos passan-
do-se a respectiva caria com o prazo do 30 dias ;
pagas pelos justificantes as cusas.
Recife o de abril le 1860.Anselmo Francisco
PcretU.
Por forca desta sentenca o respectivo cscri-
vao fez passar presente pele Iheor da qual vo
ser citados os supplicados Antonio Thom Rodri-
gues e Joaquim da Costa Ribciro, por lodo ocon-
teudo da petico o termo de proteslo aqu ins-
criptos ; portanlo todas e quaesquo pessoas, p-
renles, amigos e conhecidos dos ditos supplica-
dos Ibes facara sentir que pela presento ficam
citados, ain de qne dentro do prazo do 30 dias
comparocara nesle juio para allegar o que Ihes
for a bet, sob pena de rcvolia.
E para que chegue ao conhecimento do todos
mandei passar editaes, que sero aullados nos
lugares do cosluroe, e publicados pela imprensa.
Dada c passads nesta ctdado do Recife do Per-
nimbuco, aos 28 de abril de 1860.Eu Francis-
co Ignacio de Torrea Baitdeira, cscrivao dojuizo
especial do commercio o fiz escrever.
Anselmo Francisco Perelli.
A cmara municipal desta cidade, atienden-
do que a divisao actual dosdous districlos de paz
da freguezia do Poco da Panella, nao est con-
venieulemenlo feila, resolve, de cooorraidado
com o art. 55 da le do 1. de outubro de 1828
arl. 2 do cod. do proc. e art. 4 das respectivas
inslrucces, altera-la da maneira que abaixo se
segu.
Paco da cmara municipal do Recife, em sos-
sao de 30 abril de 1860.Manuel Joaquim do
Reg e Albuqucrqiie, presidente.Manuel Fer-
reira Accioli, secretario.
Os ilistrictos da freguezi de N. S. da Saude
do Poro da Panella, ficam determinados da ma-
neira seguinte :
O primeiro dislricto comprelicndcr todo o la-
do do pocote da estrada que vai do porto do
Chacn, no rio Capibaribe, al encontrar a es-
trada do Recite, al a porta d'ngua do acuc do
Monteiro, comprehendendo todos os moradores
de ambos os lados desta estrada : e dcste ponto
segindo pela estrada do sitio do finado Antonio
l.uiz Goncalves Ferreira at encontrar a enemsi-
lhada da Guabiraba.e deslc ultimo ponto seguir
al a cncruzilhada do Macaco, onde finda a fre-
guezia.
O segundo dislricto comprehender lodo ola-
do do norte e nascenle das mencionadas estradas
menos os sitios e casas que fazcm frente para a
estrada que vai do Recife para Apipucos, desde a
casa do escrivo Joo Facundo at a porta d'agua
du acude do Monteiro.
Quem quizer vender os sobieditos -objeclos
"aprsente as su as proposla* ero carta fechada a
secretaria da conselho s 10 horas da manhaado
dia 7 de maio prximo vindouro.
Sala dassesses Oo conselho administrativo,
para fornecimento do arsenal de guerra, 30 de
abril de 1860.Bento Jote Lamenha tina, co-
ronel presidente.Francisco Joaquim Pereira
Lobo eoroihel vogal secretario interino.
= Pela subdelegada do Recife se faz publico,
que foram aprehendidos dous quartos furia-
dos. Recite 30 de abril de 1860.
Ignacio Antonio Borges.
CORREIO .
Pela administraran do correio desta provincia
se faz publico, que no dia 5 do correnle, pe,las 3
horas da tarde em ponto, fechar-se-ho as malas
que tem de conduzir o vapor cosleiro Persinun-
ga, com deslino Tamandar e provincia de
Marei.
Pela administrarlo do correio desta pro-
vincia se faz publico, que no dia 7 do correnle,
pelas 3 horas da tarde em ponto, fechar-se-ho
asmalas quo tem de conduzir o vapor cosleiro
Iguarass, cora destino s provincias do norte,
terminando na d Ceari.
Conselho administrativo.
O conselho administrativo, para forneciment j
do arsenal de guerra, tem de compraros ob-
jectos scguinles :
Para provimenlo dos armazens do arsenal
de guerra.
Peles de cabra corlidas 200; dilas de lustre 12;
pennas de ganco 500.; baelilha para saceos de
peca, covados 161 1j2.
Quem quizer vender tacs objectos aprsente
as suas propostas em carta fechada na secretaria
do conselho, s 10 horas da roanha do dia 4
de maio do correnle auno.
Sala das sessoes do conselho administrativo
para fornecimento do arsenal de guerra, 25 de
abril de 1860.Bento Jos Lamenha Lins, co-
ronel presidenteFrancisco Joaquim Pereira
Lobo, coronel vogal secretario interino.
O Illm. Sr. inspector da Ihesouraria 'pro-
vincial manda fazer publico, que do dia 2 do
crrente por dianlc pogam-se os ordenados dos
empreados provinciaes, vencidos no mez de
abril prximo lindo.
Secretaria da Ihesouraria provincial de Per-
nambuco 1. de maio de 1860.O secretario,
Antonio Ferreira d'Annunciacao.
As malas que lem da conduzir o vapor
Paran para os portos do norte, fecham-se ho
je (2) as 3 horas da lardo.
Correio geral.*
Relacao das cartas seguras, vindas do sul pela
vapor brasileiro Paran, pura os senhores abai-
xo declarados :
Alfonso de Paula de AlbuquerqueMaranho.
Antonio Ruaniuejje Gusmo.
Antonio Joaquim de Moraes e Silva.
Antonio Jos Leal Reis.
Antonio Muniz Sodr de Arago. .
Baro do l.ivramenlo.
Bernardo Antonio de Miranda.
Remando Jos Correia de S.
Carolino Francisco do Lima Santos.
Epiphanio Jos da Rocha B'.tancourt 12).
Francisco Prisco de Souza Paraizo.
Goncalo Vieira de Mello Pralo.
Jczuino Barroso le Mello.
Joaquim Augusto Feareira Jacobina.
Ir. joaquim do Espirito Santo (2).
Joaquim Antonio Alves de Cont.
Para o Aracaty.
Segu em poucs dias por jler maior.parte de
seu carT'gamonto promto, o hiato Comaraotfte,
para o't si o e passageiros trata-se na ra do Vi-
gario n. 3.
deirinha a Benia
Compnhia de ser-
vicos martimos das
niessageras imperiaes.
LINTf A DO BRASIL.
Servico do correio francez
Inauguraco do servico.
O paimetea vapor La Guienne, de forca do
500 cavallos, commandante Enout, official de
marinhi imperial, partir do Bordeaux, para b
Rio de lanciro looando em Lisboa, Sao Vicente,
Pornarr buco o Bahia
No dia 24 do correnle.
As s ludas seguintes lerao lugar de Bordeaux
a 25 de cada mez, as quaes serio effectuadns pe-
los paquetes a vapor de rodas de forca de 500
cavado i.
Navarro, commandante Vedel,
oficial de marinha impe-
rial.
Estramadure, commandante,
Trollier, official de raari-
nlia imperial.
Bearn, commandante Aubry
de la Noe, official de inari-
naa imperial.
Um aviso ulterior far conhecer a dala do co-
meco ilo servico annexo entre o Rio de Janeiro,
Monte 'ideo e Buenos-Ayres.
Par informacocs a dirigir-so ageucij ra do
Trapiche n. 11.
Para o Porto.
Segiie con loda a brevidade o brigue Esperan-
ca ; rocebe carga e passageiros : a iratar na ra
da Caileia do Recife n. 4.
trem de caainha e
ser vendWo em
do corrente s
bailes no cae
Escuna poffngueza Lice.
Sabbado 5 do correute.
PELO GENTE
PESTAA:
O referido agento competentemente aulorisado
pelo Illm. Sr. cnsul de Portugal, far leilao no
dia cima designado na porta da associacao com-
mcrcial, porconta de quem pertencer e'ao meio
dia em ponto.
DO
Casco e apparelhos da escona portuguaza Lice,
de lote de 105 toneladas e forrada de cobre no
estado em'que se acha ancorada na croa dos
Passarinhos, cuja escuna tendo arribado a este
porto em fevereiro p. p, foi aqu abandonada.
, ca metas, alalias, duplines, g-
cin as, illiciames, amtolocbias, pittos-
p^rum.rliodendrotTis, rosa, etc. etc.,
para o que o age ate cima co'Dvida a to-
das as pesso otes da horticultura,
ja Bb
a c^Bp;reoern; n1t, dia 3 d mato na
ra do (tftiiijra' ?$ A, .a' 11 horas em
ponto.
LEILAO
PELO ASENTE
DE
Leiloes.
A cmara municipal desta cidade faz pu
blico para ronhecimenlo de quem interessar que i Joaquim Jos de Abrcu.
nao tendo a assembla legislativa provincial ap- I Joo Rufino da Silva Ramos Jnior.
provado a postura addicional, que abola o art.
titulo da3 posturas de 30 de junho de 189,
que permiite o uso de empanadas volantes sobre
as portas doscstabelecimentos, acha-se portanlo
em inteiro vigor o mesmoart. 8.
Paco da cmara municipal do Recife em ses-
sao de30de abril ae 1860. Manoel Joaquim do
Rogo Albuquerquc, presidente.Manoel Ferreira
Accioli, secretario.
Dircctoria geralda instrueco
publica.
FaQo saber a quem ronvier, que lendo S. Etc.
o Sr. oresidonle da provincia por portarla de 17
do correnle, jubilado ao professor publico de
instrueco elementar do primeiro grao da cidade
Oo Rio Formoso, Antonio dos Santos Vital, acha-
se vaga aquella caleira, pelo que manda o Illm.
Sr. director geral interino fazer publico, marcan-
do o prazo de 30 dias, a contar da data desle,
para o processo de habHitacao e inscripc.o dos
oppositores, de conformidade com a lei n' 369 de
14 de maio de 1855, e inslruccoe3 de 11 de junho
de 1859.
Secretaria da instrucao publica de Pernambuco
30 de abril de. 1860.O secretario interino,
Salvador Henrique de Albuquerque
Capitana
do porto de Pernambuco 2i de abril
de 18G0 .
Do ordem superior publica-so o sogutnte, para
conhecimenlo dos navegantes.
Copia. 1.a seeeao. Palacio do governo do
Rio Grande do Norte 16 de abril de 1860.-Illm.
e Exm. Sr.Cumpre-me fazer chegar ao conhg-
ciracnio de V. Exc, para os fins convenientes,
que, segundo declarou o capilao do porto desta
provincia, a luz que serve de pharol na fortaleza
dos Santos Reis Magos, pode ser vista do convez
denm navio regular, distancia de 12 a 13 mi-
lhas, por se adiar approximadamcnle na altura
de 43 ps inglczes.
Dos guarde a V. Exc. Illm. e Exm. Sr. presi-
dente da provincia de Pernambuco. O presi-
dente, Joo Jos de Oliveira Junqueira.
Conforme=Fran(isro Lucio de Castro. No im-
pedimento do secretario, Francisco Firmioo Mon-
teiro.
Joo Baptisla Ramo?.
Joaquim Pedro de Cerqueira.
Joao da Costa Nevcs.
Jos Antonio Barbosa.
Jos Rento da Cunha Figuciredo.
Jos Fernandes de Almeida.
Jos Marciano de Campos.
Jos Thomaz de Campos Quaresma.
Jos Vieira dos Sanios.
Jos Joaquim da Cunha.
Manoel Aires Guerra.
Manoel Ignacio de Oliveira Filho.
Pedro Alexandrino do Barros Cavalcanli.
Avisos martimos.
Aracaty.
i
Segu com brevidade o bcra conhecido hiate
Sanio Amaro, recebe carga c passageiros: a
tratar com Caelano Cyriacoa C. M., no lado do
Corpo Santo n. 25, primeiro andar.
LEILAO
Farinha de trigo.
Sexta-feira 4 do corrente.
Pelo
agente
TTfiTO
No referido dia o pelas 10 horas da manha no
armazcm do Sr. Araujo, o dito agento vender
em lotes a vontide dos compradores,
150 barricas com farinha marca Harxal,
a
O referido agente far leilao por conla de
quem perlencer, lerca-feira l do maio, s 10 ho-
ras da manha oo armazcm do Sr. Annes de-
fronte da alfandega
DE
13 barris com crvilhas
10 dilas com passas.
Ra Direita b. 16

Na grande fbrica de taman-
acos da ra Direita, esquina
da travessa de S. Pedro nu-
mero 16.
Ha efectivamente um grande sorliraenlo de ta-
bancos de todas as qualidades que se vendera-
tanto a retalho como em pequeas e grandes por-
Soes, mais baratos do que em oulra qualquer
Troca-se um orotorio composto da Sacra Fa-
milia emais raagens. o qual ricamente ruado,
S r M0no d0 r*r-e para fora da cidade
Rit.aOn.P,0deerirdU"r: "'-Nova do Santa
Precisa-ae de um moco que tenha a* ha-
b.l.tacoes precisas par eafiu? primeiras"liras
lZ^ Um enenh0 f^e deTta pri se *
egoas ; prefere-se um moco casado de bons cos-
tumes o de tralo fino: quera o pretender dirii
se a botica da ra Nova n. 53 plwn,Iet Q,r,Ja-
.Tr!?L0.:!? ?l d?-.m .de F.rS. lo engo-
LEILAO
Qli
mas marcas de feridas
Tres moradas de casas.
7
DE
llmaescrava.
Sexta-feira A do corrente.
O agente If^orja fara' leilo em seu ar-
maz3m por mandado do Illm. Sr. Dr.
juiz de orphaos e a requerimento de
Agotinlio Jos? dos Prazeres por si cec-
ino luto: deseus sobrinhos, da escrava
Jaciitha pertencente ao$ mesmos, a
qua i estara' no referido armazcm as 11
horas em ponto, hora em que tera'
prir cipio o leilao.
LEILAO
3'do. corente.
O agente Camargo fara' leilao no dia
3 de maio prximo as 11 horas da ma-
nha no seu armazcm da ra do Viga-
rio n. 19
DO
Sobrdode 3 andares pertencente aos
herdeiros do commendador Antonio
da Silva na ra do Vigario n. 5, de-
fronte do consulado geral, para exa-
minar o mesmo predio, ttulos e
condiccoes da venda, os pretendentes
podem entender-se com o mesmo
agente.
Avisos diversos.
Segnuda-feira 7 do corrente.
NO ARMAZEM DO AGENTE
PESTAA.
O agente Pestaa fai leilao por conla de
quem pertencer no dia cima designado e pelas-
11 horas da manbaa no seu armazem da rtm do
Vigario n. 11
DE
3 casas terreas, cada urna com 33 palmos de
frente e 70 de fundo, quintaes grandes com
porto, 3 quartos, 2 salas, cosinha fora e copia
ludo construido a lijlo e cal, novas e em ter-
reno proprio, estribara no fundo do quintal.
Sao situadas no lugar da Torre o perto do
banho.
A sua nuracraco principia de n. 1 junto a ven-
da do Sr. Caneca' a seguir.
lugio do urna casa da ra Nova n. 23, urna
arara, sendo toda azul, o peito amarello, com um
pedaco do correnle era um p : quem achou,
querendo restituir seu'dono, dirija-so a dita
asa, que ser gratificado.
Thomaz Nash retira-so com sua familia para
Europa, e rtiga a ludas as pessoas que se julga-
rem suas credoras de spresentarem suas contas
para sercm satisfeilas, no termo de 8 dias.
cife30de abril de 1860.
II.....lili !! II II ...................III
A aDaixo assiguado convida aos amigos Uo
finado Ambrozio Ezidio da Conceico para
que se dignem comparecer no dia 2 de
maio pelas 6 horas da manha, atim de as-
sislirem a missa do stimo dia que ter
lugar na igreja do Carmo do Recito.
______ Si Aluga-se um casa Ue ous anda-
res na ra da Aurora n. 26 : a tratar
Qijnta-feira
PELO
AGENTE
B
I
liode Janeiro.
Seguir em poucos dias para o Rio de Janeiro
o patacho Flor da Bahia, j bem conhecido por
boa conslrucco e marcha; o como ainda lem
praca para carga, offerece-a aos pretendentes,
que se enlendero com Bailar & Oliveira, na ra
da Cadeia do Recife n. 72.
Mll
Deciaracoes.
O novo banco de
Pernambuco repete o avi-
so que fez para seren re-
colhidas desde j as notas
de 1 o.ooo e 2o,ooo da
emisso do banco.
Conselho administrativo.
O conselho administrativo, para fornecimento
do arsenal de guerra, lom de comprar os objec-
tos seguintes :
Para provimenlo do armazem do arsenal de
guerra.
Lona da Russia para forro de padiola urna peca.
Para a companhia Rxa do Rio Grande do Norte.
2 cornetas de toque com cordes, boracs pon-
tos e vollas ; 321 pedernciras ; 4 cordoes para
canudos de inferiores : 1 siuele com armas; 2
caslicaes de lati ; 1 jogo de batanea de pao
cora pesos de chumbo de duaa oitavas at meia
roba; 2 caldeiras de ferro fundido para 50 pra-
cojheres de ferro ; 2espumadeiras ; 2 ps
Yai sahir com hrevidade o brigue
Confianza, por ter parte da carga en-
gajada, para o resto trata-se com os
consignatarios Carvalho, Nogueira Si C.
ra do Vigario n. 9, primeiro andar,
ou com o capitao na praca.
COMPANHIA
rERNAMBLCANA
i-e
ca:
de Ierro 2 garios grandes de ferro.
Para a enfermara do Rio Grande do Norte.
20 colchoes ; 2 ditos para operarles e fractu-
ras ; 20 cobertores de laa ; 40 barretes 20 tra-
vesseiros ; 20 pares de chncllas rasas ; 'l bomba
para clysteis ; 24 lalheres completos ; 2 caslicfc
de Jalao ; 3 panellas de ferro batido de difieren*
les lmannos; 3 cassarolas de dito ; 1 grelha
grande para assar carne : 1 dila menor para tor-
rar pao ; 1 gaifo grande de ferro ; 1 colher gran-
de de ferro; 1 chaleira grande ; 2 dita9 pe-
quenas.
Para o hospital militar desta provincia.
200 camisolas ; 200 lencdcs de brim ; 50 toa-
ihas; 120 fronhas|; 50 pares de chinelas.
Para a pharmaria do hospilaijnjiliiar da
guarnico.
10 arrobas de assucar refinado alvo ; 12 fras-
cosde extracto fluido do salsa parrilha ; 16 libras
de perxido do manganir ; 100 vidros pora opo-
deldoc, dos grandes; 20 frascos ao salsa de
Bristol; 1 balanca granaloria de Rovelval, lam-
po de pedra ; W libras de acido sulfrico ; 25
garrafas do sueco de groselhas ; 1 sacarrolha;
20 varis de emplastros adezivo estendido 12
rolos de encerado de Le Perdricl n. 3; 12 vidros
grandes de salsa parrilha de Sander ; 12 vidros
de-charope de diablos ; 8 onens de hydro fer-
ro cijanato de quinino ; 8 oncas de iodureto de
chumbo ; 8 vidros do ferro de quivem ; 16 cai-
xas de pastas de na fi ; 12 vidros de pos de roggi;
2 arrobas de mann ; 12 vidros oleo de moslruco.
O conselho avisa aos fornecedores, que os ob-
jectos pedidos para o hospital militar desta pro-
viocia, teem oe ser entregues na enfermarla do
mesmo hospital; e os que se pedem para a pro-
vincia do Rio Grande do Norle, serio entregues
no conselho.
Navegado cosleira a vapor
O vepor Persinunga, commandante Lobato
sabe para os porlos do sul no dia 5 do maio s
5 horas da larde, lle-ebc carga at o dia 4 ao
meia dia. Previne-so aos Srs. carregadores que
nenhuma carga ser recebidaa bordo sem bilne-
te na gerencia.
O vapor Iguarass, commandante Moreira,
sahir para os portas do norle no dia 7 de maio
as 5 horas da taide. Recebe carga para o Cear
al ao Ia, para o Aracaty no dia 2, para Maro
no dia 3, para o Rio Grande 4 e para a Paralaba
no dia 5 at ao meio dia : trata-se na gerencia no
Forle do Mallos. Previno-se aos Srs. carregado-
res que nenhuma carga ser recebida a bordo
sem bilhete ou ordeofprcviada Gerencia.
Consulado portuguez em Per-
nambuco.
Quinta-feiro 3 do correnle tem de se proceder
nesle consulado a nomeaco dos louvados para o
raleio da avaria grossa do brigue portuguez Tino,
arribado a esto porto por forca niaior ; sao por-
|#anlo convidados os iniereesados no carregamen-
lo do mesmo a romparecerem all pelas 11 horas
da roanha para o mesmo fim.
Para o Presidio de Fer-
nando.
O brigue Santa liosa, de 12 mil' arrobas, rati-
ficado e prompio de um ludo para fazer viagem
para qualquer porto, recebe carga e passageiros
para o mencionado porto, estando habilitados
com os documentos competentes por autorisaco
do governo a tratar cora os donos L. Nunes de
Mello & C.
Para o Aracaty,
segu com brevidade o hiate nacional Gratido:
para o resto da carga e passageiros, Irala-se no
Passeio Publico n. 11, ou com o capilo no tra-
piche do algodo.
Pava o iVracaty.
She al o dia 15 do corrente a barcaca Mara
Amelia, para carga trata-se com Parele Vanna
& Companhia.
Pata o \racaty.
Sahe at o dia 8 do corrente, o novo e veleiro
hiate Nicolao I, capilao Trajano AnUnes da Coa-
la, para carga e passageiros, trala-secom Prenle
Vianna & C.
Autorizado pelo Illm. SrT Dr. Jos Henriques
Fcreira, leslaraenteiro do finado fhom Alvos
de Garvollio, o referido agente vender em leilao
publico no dia cima designado e pelas 10 horas
da naoha na ra do Codorniz n. 1
Os nbjeclos existentes na venda do dito finado
que al.i sero patentes ao exame dos concur-
rentes.
LEILAO
' DE
ESCRAVOS.
Para praca e engenhos.
Sexla-feira 4 do corrente.
O agente Borja, far leilao
em seu armazem na ra do
I aperador n. 15, por manda-
do e em presenta do Illm. Sr.
Dr. juiz de or>Mos de 36 es-
crayos pertencentes ao casal
do fallecido JosClaudiuo Lei-
te, cujos escravos sao os se-
Ifiiites:
Quarta-feira 2 de maio.
PELO AGENTE
PESTAA.
O referido agente vender em leilao publico
I por conta da massa fallida de E. II. Wyalt, no
dia cima designado e pelas 10 horas da ma-
nha no armazem do Sr. Annes no largo da al-
fandega
16 barricas eom dobradicas de'cruz.
15 ditas com ferro para engommar.
20 ditas cora temos de pesos de ferro.
80 pesos grandes de ferro.
30 chapas para fogo.
10 barricas com fechaduras de porta.
1 dita cora cravos de lalo sorlidos.
1 dita com fechaduras para caixa.
1 dita cora colheres de ferro
1 dita rom dobradicas de ferro chato, parafusos
de cama, correles de ferro e correles de
lalo.
1 dita com bules de metal, casticaes do lalo,
ratoeiras de rame, sacarrolhas, escalas e es-
quadros.
2 dilas com colheres de metal e codeados.
pelo corpo alguv
consta ter-se dirigido
para bandas de Porto Calvo : raga-se as autori-
dades pohciaes que o apprehendam e o levem ao
seu senhor Austriclino de Castro S Brrelo, no
mesmo engenho.
Deseja-se fallar com o Sr. Pedro Francisco
de Oliveira, a negocio do sea mu particular
intcresse, no hotel Francisco ou na ra da Cadeia
do Recife. n. 15 loja do Bourgad.
O abaixo assignado faz siente ao respcitavel
publico, e com especialidado ao corpo do com-
mercio, que Jos Bento de Sonzn, deixou do
ser seu caixeiro do dia 30 de abril em dianle.
Recife, 1 de maio de 1860.
Francisco Alves Monteiro Jnior.
Acha-se fgido desde o dia 6 de abril pr-
ximopassado o escravo pardo do nome Roque,
alto bastante, corpo regular, tem os olhos um
pouco avermelhados, alguma falta de denles e
falla muito mansa e descaucada : quem dello
der noticia ou o prender, ser bem recompen-
sado pelo major Antonio da Silva Gusmo, mo-
rador na ra Imperial, e senhor do dito es-
escravo.
Laboratorio de ornato, figura c archi-
teclura em marmore, de Gamilto &
C.,.cae8 novo, por haz da ra do Im-
perador.
Nesle esiabelecinienlo esto venda urnas o
tmulos de todas as oimenses, pelos precos se-
guinles :
Urnas. 150$ a 600.
Tmulos 300g.
Halambcm campas, cabeceiras, lapides, pedras
; preparadas para consolos, jardinclras, mesjis
p,e_ etc., de diversos feios e lamanhos, e por diver-
sos preros ; sendo lisas, o temo a 4fig, c a Luiz
|~XV, 55, lijlos de marmore a 400 rs. ; espera-
se prximamente sacadas, umbreiras, soleiras
cordo. vergas, peiloris. lagedo, e Blmofarizes d
todos os lamanhos. Concerta-se toda^e qualquer
trabalho j feito, seja em marmore ou seja em
jaspe ou alabastro, por precos roui'o moderados.
Recebem-se todas os encommendas para obras
novas, e apromplam-se coro brevidade.
Jo3o Pires de Almeida Lopes vai a Europa
tratar de sua saude, edeixa por seus procurado-
res os senhores : em 1.- o seu socio Manoel Jos
de Miranda, em 2.- Theotoni Flix de Mello, em
3.* Joaquim Dias Fernandes. E previne aos se-
na mcsina casa com o proprietarto.
\ endo-se um escravo de mate de meia ida- nhores que lhe eslo a dever al o fim de marco
de hbil para lodo o servico : no 1. andar do passado, hajara de lhes mandar satisfazer at o
sobrado n. 6 deronle do Alem, largo da assem- dia 8 do correnle : assira como a quera dever,
mande suas contas no mesmo prazo para seren
bla provincia
_ Lava-so e engomma-se com muila perfei-
gao e mais barato que em outra qualquer parto,
como sejara carnizas e coleles a 140 res e outras
pecas que se dir o preco a quera precisar: diri-
ja-so a Camboa do Carmo n 40.
Furlaram do cercado do engenho Junqueira,
frequezia do Cabo, ao amanhecer do dia 30 de
abril, um quarlo, de meio, castanho escuro, in-
teiro, aberto do cima, cora cabellos brancos nos
vazios e na cabera : quem o apprecnder ieve-o a
ra da Moeda casa do Sr. Manoel Alves Ferreira,
que ser gratificado, ou no engenho Cachoeira
Lisa freguezia de Serinhcm.
Escravo.
Compra-se um escravo de 12 a 16 annos, es-
perto e sem vicio ncm deleito aljjiim. So livesse
principio de ourives seria preferido: quera o li-
ver e quize-lo dar alsum lempo a contento, pa-
gando-se o aluguel.caso nao seeffoctuaro negocio,
podo dirigir-so a ra Nova n. 15 1." andar. Nao
se acceita de casa de commisso.
Manoel Gomes da Cruz, pungido no ata
doloroso sentiraento, agradece cordialmcn-
lea todos os senhores que se dignaram as-
sislirao funeral de sua mui prezada con-
sorte Arminda Angelina le Oliveira Cruz,
e acompanharara os restos mortaes ao ce-
raiterio. Convida novaroenle aos mesraos
senhores para ouvirem a missa do stimo
dia que devo ser celebrada na igreja do
Espirito Santo sexta-feira 4 do correnle s
6 horas da manha.
S. Braz.
Silvestre, Angola.
.' ntonio, Fabrica.
ntonio Ribciro.
Severino.
Iiidora.
Joao, Benguclla.
Antonio, Muo.
tyriaco.
Manoel Cariry.
Dumingos.
Antonio Grande.
. os Grito.
.mlorio de Sanl'Ana.
Theolonio.
diguol.
Volonio Jos.
Vnlonio.
Cordulina.
Antonia.
Joaquina Biara.
Isabel.
Joaquina Conga.
Flurinda.
Joaquina Benguella.
Maria Angica.
Anna.
Justina.
Marianna.
Magdalena.
Felicia.
Joanna, L'baca.
Felicia, magra.
Alexandrina.
Luiza.
Catharina.
Maria Conga.
Ra da Cadeia do Recife.
DE
lima loja de chapeos.
Quarta-feira 2 de maio.
O agente Borja autorisado pelo illm.
Sr. Dr. juiz de orphaos e a requerimen-
todeD. Senhorinha Francisca Vieira,
inventariante dos bens deixados por
Antonio Luiz Vieira e tutora dos or-
phaos seus filhos.fara' leilao dos movis,
ouro e escravos, bem como das dividas,
armacao, fazendas e utensilios da loja
de chapeos da ra da Cadi do Recite
n. 46, tudo pertencente a aquello fi-
nado.
Os licitantes podero examinar os re-
feridos objectos, dirigindo-se a' men-
cionada loja no dia cima designadb.
tendo principio o leilao a's 11 horas em
ponto.
Os mencionados escravos
estaro no supradito arma-
zem das 10 Horas do dia em
(liante, tendo principio o lei-
lao s 11 horas ein ponto.
LEILAO
Engomma-so
numero 30.
PELO AGENTE
A 4 do corrente.
O preposlo do agente Oliveira, far leilao de
grande porcao de mobilia completa para salas
avulsa, de Jacaranda com lampos de pedra mar-
mor e de amarello. de objectus de sarao como
jardineiras, banqninhas para luz, dila para xs-
drez etc cortinados ricos para ponas, cama a
fran;eza de Jacaranda do ullimo gslo, relogios,
alcatifas, tapetes, quadros e espelhos, esleirs de
forro, candieiros inglezes, lavatorios, guarda ves-
tidos e guarda roupa, berro e cama para meni
O roterido agenle far leilao por conla de
quem pertencer, lerca-feira 1' de maio, ao meio
da em ponto na praca do commercio
I DB
13 velas para navios.
LEILAO
DE
'UIT
Rellosce, membro da sociedade de
horticultura de Pars, fara' leilao poi
intervencSo do agente Hyppolito da
Silva, de urna magnifica e escolhida
colleccSo de plantas fructeras e florfe-
ras cerno sejam peneras, macieiras, ce-
w.garrafaj.e^peseeaceade erj*W, 1-c*- irejeias. paeinu, damaiqueira, mlg
Em vittude da terrivel enfermidade
das gargantas que esta' assolando os ha-
bitantes desta cidade vai ser exposto a
veneraco dos deis, no meio da igreja
de N S. do Terco o martyr milagroso
S. Braz advogado das gargantas. .
Manoel Jos Leite declara a seus
devedores que nao pode continuar a
ter contemplacao como tem tido com a
maioria dos mesmos, visto como pre-
cisa receber seus dbitos alim de poder
saptisfazer seus compromissos, roga
pois a todos os seus devedores tenham a
bondade de pagar seus dbitos do con-
trario usara' dos meios judiciaes.
Ama.
Prccisa-se de urna ama para casa de urna pes-
soa s: na ra Direita n. 61.
Engommado.
i com perfeico : na ra da Paz
Criado.
Precisa-sc de um criado para homem solteiro,
servindo de 12 a 13 annos por ser pouco o ser-
vico, porro que seja fiel c deligonle : na ra
Nova n. 15, primeiro andar.
= Quem livor sedlas geraes de 5009' e de
50$, das que se esto rccolhendo com o aba t-
menlo de 20 0|0, pode-as trazer na ra do Cres-
po n. 11, que se recebem com o descorito de 15
0(0 ateo fim deste corrento mez.
Precisa-se de urna ama para comprar e co-
zinhar ; na ra do Queimado. loja n. Ai.
Um mor.o portugus, de 15 a 16 annos de
idade, com pratica de negocio, tanto de, balco
como de cobrancas, e que escreve regular, so of-
ferece para caixeiro : quem delle precisar, diii-
ja-se a ra do Queimado, loja de ferragens nu-
mero 35.
Precisa-se alugar um molequo de 8 a 10
annos de idade : no pateo da ribeira de S. Jos,
deposito n. 15.
SOCIEDADE BASCARA
Aniorim, Fragoso, Santos
Companhia.
Os senhores socios commandilarios sao con-
vidados a realisar a terceira entrada de12l|2
0)0 obre os seus capitaes at o dia 16 de maio
correnle, de conformidade com o respectivo con-
trato social. Recife 1.- de maio de 1860. -
Boga-se aquem lirou do correio urna car-
ta n. 347 vinda da Bahia, para Jos Joaquim
da Cunha Guiroaraes. fazer o favor deleral-a
mesmo aberta, na ra das Triuxeiras n. 8.
Aluga-se urna escrava moca prpria para
lodo o servico, de urna casa de familia, na ra
da Praia ri 43. segundo andar.
-- Vende-se um bonito escravo de meia idado
o bstanle robusto : na ra da Praia n. 43, pri-
meiro andar.
pagas. Recife 1 de margo de 1860.
Prccisa-se para casa franceza de urna ama
forra ou escrava, que saiba bem engommar eco-
ser : a Iratar das 9 horas da manha as 2 da lar-
de, na ra do Imperador n. 7, confronte a ordem
lerceira de S. Francisco.
= Um estrangeiro residente ha 30 annos no
Brasil, solleiro, e de idade mediana, deseja ser
empregado na administraran de um engenho do-
assucar de alguma consideraco, ou em qualquer
oulro estabelecimento ou fabrica, sendo elle bem
pratiro em lodos os ramos da agricultura de va-
rias trras, bom alambiqueiro e mestro de assu-
car, perito em riscar, levantar e executar, plan-
tas de engenhos d'agua, de vapor e de aninlaes,
ou quaesquer outros edificios ou machinismo,
fazer carainhos, ponles, medir Ierras, etc. ; ver-
sado na chiraica, guarda-livraria, clculos e es-
criplwaces administrativas, falla e escreve va-
rias linguas, e aaoc.ado de boas maneirase edu-
cageio : pede*se as pessoas qu6 desejarem com-
municar-so com.ello, de dirigir suas cartas com
a sobre-escripiaG. f..para esta typographia,
ou para a botica da ra do Cabug n. 11.
ASSOGIAgO
DE
Soccorros Mutuos e Lenta Emancipac
dos Captivos.
O primeiro secrelario, de ordem do Sr presi-
dente, manda publicar para ronheciruento dos
domis socios da mesma sociedade, que em as-
sembla geral de 29 do passado foram empossa-
do os mombros do novo conselho, depois de pro-
ceder a tod3s as formalidades que sao do estatu-
to, e este em seguida, de entre si, procedeu a
elcicao da mesa, que deu em resultado o se-
guinte :
Para presidente.
Modesto Francisco das Chagas Canabarro.
Para vicc-presidentc.
Victorino Francisco dos Sanios.
Para I.- secrelario.
Albino de Jess Bandeira.
Para 2.- secretorio.
Jos Leocadio da Silva.
Secretaria da Associacao de Soccorros Mutuos
e Lenta Emancipacao dos Csptivos 1. de maio do
1860.Albino de Jess Bandeira,
1." secretario interino.
Os abaixo assign^dos, com loja de ourives na
ra do Cabug ns, 9 e 11, confronte ao pateo da
matriz do Santo Antonio, continuadamente estao
recebendo 83 mais delicadas e modernas obras
de ouro de dilTcrcntcs e apurados gostos, tanto
para senhoras. como para horoens o meninas,
por precos mui commodos em relacao a qualida-
dc e mao d'obra, e garanlera a qualidade do ou-
ro, passando urna conta com declaraco e recibo.
Seraphun-& Irmao.
ts Vende-se urna lina grande do amarello,
que leva quasi duas pipas, propria para algum
deposito e fabrica de sabao, urna caldeirade fer-
ro grande, uns cylindros de ferro com armara
e roda de madeira, e urna prensa : na ra do
Jardim n. 56.
100 charutos por 1#600.
No deposito de ra da Cruzes n. 41, vendem-so
charutos da Bahia a lg600 a caixa.
Vende-se urna empanada com mechanismo,
inleiramenle nova, chegada ltimamente do Pa-
rs : para ver e ajustar, na a do Crespo n. 4,
loja de J. Falque.
Vende-se um bacho novo em bom estado :
na ra Pireita n 3, lerceiro andar.
Vende-se urna caftra nwilo boa leiteira o
boa criadeira, com duas crias Ja grandes, afian-
cando-se dar urna garrafa de leite. e leite rouilo
superior ao de vacca: quem pretender, dirija-so
s Cinco Ponas, defroole da estaco, deposito
o. 148, das 6 s 7 horas da manha.
MOLEQUE.
Vende-se um ptimo moleque com 13 annos,
o qual faz todo o servico de casa do pouca fami-
lia, e juntamente serve para pagem : quera pre-
tender, dinja-se ra da Cruz n. 23, segundo-
andar.
Ama.
Precisa-sc alugar urna preta que saiba lavar,
engommar e coser, paga-se bem : na ra da Cruz
n. 23, segundo andar.
Relogios patento inglez e meios rhronome-
tros por menos do que em oulra qualquer casa,
vemle-se em casa de Julio & Conrado, na ruado
Queimado n. 48.
Camas de ferro, o mais barato que ha no
mercado, de 209 a 30# nicamente em casa de
Julio.& Conrado.
Julio & Conrado participam aos seus fre-
guezes, que teem em sua casa o melhor sorti-
monio de obras feitis; assira conio encarregaro-
e d mandar fazer por medida, visto o seu raas-
tro atraate ser bem conhecido em sua arle.
H ,
I

TT
T
-.-. .




p

*
Grammaticaingle-
za de Ollendortf.
Noto metliodo pira aprender a lr,
a cicrever e a fallar inglez era G mezei,
obra inteiramente nova, para uto de
todos os esta beleci raen tos de instrucqSo,
publicas e particulares. Vende-se na
praca de Pedro II (antigo largo do Col-
legio) n. 37, segundo andir.
No dia 4 do correnle, Anda a audiencia da
primeira vara municipal desla cidade, se ha de
arrematar de venda e por exccucSo de Claudio
Dubeaux contra Miguel Goncalv'es Rodrigues
* ranea, urna propriedyie de casa terrea de porla
c-janella. cozinha fra, quintal murado e eacim-
Z\nZlla'}aem.l:0t. e sita na ra dos Acou-
guinhos. fc a pruneira praca, c o edital existe em
niao do porleiro.
Precisase de um preto que n5o
*eja muito moQO, para servicos domsti-
cos de urna casa estrangeira ; a tratar
da ra da Cruz n. 4.
Aluga-se um moleque para baler sorvete :
na ra do Imperador n. II A.
COMPANHIA
ALLIANCE
Estabeleeida em Londres
CAPITAL
CAmco miUiocs de Ultras
esterlinas.
Satandera Brothers & C." tem a honra de In-
formar aes Srs. negociantes, proprietarios de
rasas, eaguemmais convier, que estao plena-
mente autorisados pela dita companhia para
effectuar seguros sobre ediGcios de lijlo epe-
dra, cobertos de tclha e igualmente sobre os
objectos que contiverem os mesmos edificios,
quer consista em mobilia ou em fazendas de
qualquer qualidade.
Almaoab da provincia.
Sabio aluz a folhinba com
o almanak da provincia para
o correne armo de
PUMO DE PERNaMBDCO. ^-(frAttTA PF.IU 5 DE MAlO DE 1860.
Ra Nova, em Braxellas (Blgica),
SOB A DIRECCiO BE E- KERYASD-
Este nolel collocado no centro de urna das cap laes importantes da Europa, loma-sede grande
valor para os brasileiros eportuguezes, por seus boas commodos e confortavel. Sua posieo
urna das melhores da cidade, por se achar nao s prximo s estacoes de caroinbos de ferro da
Allemanha a Franca, como por ter a dous minutos de si, todos os theatrose divertimentos'- e
alm disso, os mdicos precos convidara.. '
No hotel haserapre pessoas especiaes, fallandc o francez, allemao, flamengo, inglez e por-
uguez, para acompanhar as touristas, qur era suas excursSes na cidade, qur no reino qur
emfim para toda a Europa, por presos que nunca e ccedemde 8 a 10 francos(32QO 4000 )
por dia. x '
Durante o aspaco de oito a dez mezes, ahi res dirn os Exms. Srs. conselheiro Silva Fer-
rao, e seu filho o Dr. Pedro Augusto da Silva FerraJ, ( de Porlogal) e os Drs. Fehppe Lopes
Netto, Manoel deF.gueira Faria, edeserabargador Ponies Visgueiro ( do Brasil,) e multes ou-
tras pessoas tanto de um, como de outro paiz.
Os precos de todo oservico, por dia, regulara de 10 a 12 francos ( 4000 450O.)
i>o hotel encontram-seinformacois exactas aceica de ludo que pode precisar ora eslrangiro
Aiiiunuu-se neiu tiuuue, pura ser veuuwo,
o cscravo mulato do jiome Saturnino, desappa- i
receu hontcm, 26 do abril ao meiodia ; este es- '
cravo de estalara-regular, refo cado do corpo,
tem 25 annos do idade,, pouco ruis ou menos,
falla bem.entendc alguma cousa de sapateiro, 6
cscravo do Sr Maaoa^fiMtcaiMi de Albuquer-
que, senhor do engenho Castanha Grande, na
provincia de Macei. perto do Passo de Camara-
gibc; este escravo tambero natural da mesma
provincia para os lados de Macei, c 6 de suppr
que procurasse esses lugares, ou ande mesmo
por aqui : roga-se e quem cffclle der noticia ou o
pegar, de o levar ao dito engeno Caslanha Gran-
de, so for por esses sitios pegado, e ae for nesta
provincia oentregaio a Manoel Ignacio de Oli-
veira 4 Filho, no largo do Corpo Sanio, que gra-
tificar com generosidade.
Deseja-se saber noticias do Sr. Jacques
Weyl, que veio do Havre para esta cidade em
setembrodc 1838. a bordo do navio Maihilde. :
quem liver noticias onde existe rsie senhor, lera
a bondade de communica.r no escriptorio do Ma-
noel Ignacio de Qliveira 4 Filho, no largo do
Corpo Sanio, no Recite.
'5)
Grande ejioyo so'rtimento de fazendas.de todas as qua-
__ lidades por baratissiuios precos.
Do-se arriostras com penhor.
AtteiKjo.
oqualsevende a 800 rs. na
praca da Independencia livra-
ria n. 6 e 8 contendo alm do
kalendario ecclesiastico e
civil:
Noticia dos principaes esta-
dos da Europa e America com
o nome, idade etc. de seus im-
peradores, reis e presidentes.
Resumo dos impostos ge-
raes, provinciaes, muicipaes
e policiaes.
Tabella dos emolumentos
paroebiaes.
Empregados ci\is, milita-
res, ecclesiasticos, Iliterarios
le toda a provincia.
Associaces' commerciaes,
agricolas, industriaes, litera-
rias e particulares.
Estabelecimentosfabris, in-
dustriaes e
U
jas, vendas, acougues, enge-
nhos,etc, etc.
Sirop du
ES
JARABE DO FOHGET.
aafecces dos
Esle \arope est approvaio pelos mais eminentes mdicos de
[como sendo o melnor para curar constipareis, tosse convulsa
bronchios, ataques de peito, irriucoes nervosas e somnolencias:
Pars,
e ouins,
O dsposuo na rua larga do lio.ao. botica de tartUlornto Francia de Souz*, n. 36.
nos
tuada na Soledade.: quem precisar d-
rija-se a ra da Cruz n. 4.
A' cmara de Olinda. -
Os moradores de Beberibe de B'iixo rogara a
cmara municipal de Ojiada, queira activar o
fiscal da capella filial da tesraa povoacao por
quanlo esle nao compre seu dever e nao multa
aos infractores das posluras, a elle mesmo o
pnmeiro que tem animaea sollos, para destruir
as lavouras alheias como aconteceu no dia 3 de
abril, que o morador Paula apanhou dous caval-
los na sua lavnura c lheslevou, os quacs perten-
ciam ao referido fiscal.
gTTT yTT? TTTTTTTT TTTTTT-* YTT^1>
$ DENTISTA/RANGEZ.
> Paulo Gaignoux, "IntisU, ra das La- 2
> rangeiras 15. Na mesma casa tem agua e <
p denlifico. <
Consultorio medico, ra da
Gloria n. 3.
O Dr. Lobo Moscoso continua
seus trabalhos mdicos.
Por um corle de cabello e
frisamenlo 500 rs.
Rua da Imperatriz n. 7.
Lecorate acaba de receber do Rio de Janeiro
oprimeiro contra-mestre da casa Augusto Clau-
dio, e um oulro vindo de Paris. Esta estabele-
cimenlo osla hoje as melhores condicocs que
possivel para salisfazer as encoramendas dos
objectos em cabellos, no mais breve lempo, co-
mo sajan : marrafas a Luiz XV, cadeias de relo-
gios, braceletes, anneis, rselas, etc., ele, ca-
balleras de toda a especie, para homens e se-
nhoras, lava-se igualmente a cabeca a moda dos
Eslados-Unidos, sem deixar urna s pelcula na
cabeca dos clientes, para salisfazer os pretenden-
eOmmerciaeS d^jtcs>osobJetfoscmcaDell serao feitos em sua
presenta, se o desejarem, c achar-se-lia sempre
tOdaS aS qUalldadeS COmO lO- | uma Pessoa dispoilivel para corlar os cabellos, e
pentcar as senhoras em casa particular.
= Antonio Marques de Amorim faz publico,
que no dia 21 do correnle foi rccolhida, em seu
sido na Ponle de Ucha urna preta velha por
Serve elle Ce gUia aO COm- nome Anna, em estado de embriaguez c mordi-
_-.__ .. dida por uns cues. O sen estado nao permillio
merCiante, agnCUllOr, man- !obler dell nformacao alguma que indicasse se
t- A n ^^/> i i era livre ouescrava. Tendo sido cuidadosSmenle
limO e ernllll para tOdaS aS 'ratada acha-so quasi restabelccida, mas apenas
sabe dizer que pcrter.ee a uma senhora vinvo,
moradora na rua do Collegio, e por isso se faz
o presente annuncio para que a pessoa a quera
pertenca a mande buscar.
Precia-sc de uma ama para uma pessoa :
na rua Bella n. 10.
agencia dos fabricantes america-
nos Grouver & Baker.
Machinas de coser: em casa de Samuel P.
i JoUnston & C, rua da Senzala Nova n. 52.
E'cbegado loja de Lecorate, alcrro da
Boa-Vista n. 7, o escolenle loite virginal de ro-
sa branca para refrescar a pello, tirar pannos,
sardasc espinhas, e igualmente o afamado oleo
babosa para limpar e fazer crescer os cabellos
assim como p imperial de lyrio de Florenea
para borluejas o asperidades da pelle, conser-
va a frescura e o avelludado da primavera da
vida.
Aluga-se urna baixa de capiml Umacasalde commercb estran-
grande que da'durante todo o anno, si- geira precisa de uma "sTde sobado
coca arinazem espacoso para fazendas
leocas no centro do commercio : quem
a ti ver para alugar ou vender dirija-se
em carta fechada com as iniciaes A. B.
C. ;o eicriptono deste jornal ; sendo a
casi conveniente n5o se duvida
bos luvas.
- Par o servigo da alfandega ha para se
vcnler Iresbois e dous carros : a iralar na loia
do sobraco n 4, na rua do Caldeireiro
pagar
elasses da sociedade.
Engorama-se cora asseio e promptidao
becco do Marisco n. 20.
no
\Liqoes de francez
piano.
i Madcmoiselle Clemence de Hannetot
^ de Mannevlle continua a dar licoes de
, francez e piano na cidade e nos arrabal-
des : na rua da Cruz n. 9, segundo andar.
O Sr. Honorato Jos de Olveira Figueire-
do queira annunciar sua morada ou dirigir-se
liyrariada praga da Independencia que se oreci-
a fallar-lhe r
nilllIUS PARl 1860.
Estao venda na livrari'a da praca da Inde-
pendencia ns. 6 e 8 as folhinhas para 1860, im-
pressas nesta typographia, dasseguintes cuali-
dades :
VOLHINHA RELIGIOSA, contendo, alm do
ka:endario a.regulamento dos direitos pa-
rochiaes, a conlinuacao da bibliotheca do
Crislao Brasileiro. que se compoe ; do lou-
vo ao santo nome de Dos, coroa dos ac-
tos de amor, hymnos ao Espirito Santo e
a N. S., a imitagao do de Santo Ambrozio,
jaculatorias e commemomco ao SS. Sa-
cramento e N. S. do Carmo, exercicio da
Vis-Sacra, directorio para oracao mental
dividido pelos dias da semana, obsequios
ao SS. corceo de Jess, saudaedes devo-
tas s chagas de Christo, oracoes a N. Se-
nhora, ao patrocinio de S. Jos e anjo da
guarda, responso pelas almas, alm de
outras oracoes. Preco 320 rs.
1TADE VARIEDADES, conlendo o kalenda-
rio, regulamento dos direitos parochiaes.e
uma colleego de ancdotas, ditos chisto-
sos, contos, fbulas, pensamentos moraes,
recitas diversas, quer acerca de cozinha,
quer de cuIKira, e preservativo de arvores
e fructos. Preco 320 rs.
Quera precisar de uma escrava que sabe co-
zinhar e mesmo cngommsr alguma cousa, diri-
ja-se a rua da Gloria n. 18, que achara com
quera tratar.
CASI LUSO-BRASLElitA,
2, Golden Square, Londres.
J. G. OLVEIRAtendo augmentado, com lo-
mar a casa contigua, ampias e 'exccllentcs ac-
commodagoes para muilo maior numero de hos-
pedesde novo se recommenda ao favor e lcm-
branca dos seus imigos c dos Srs. viajantes que
visilem esla capital; continua a prestar- lhes seus
servicos e bons officios gniando-os em lodas as
cousas que precisem conbecimento pralico do
paiz, etc. ; alm do porluguez e do inglez alla-se
na casa o hespanhole francez.
I DENTES
I AHB II 1C 1 va s. i
ffRuaestrcita do Rosario n. 3|
Francisco Pinto Ozorio colloca denles ar- @
fl tificiaes pelos Jous syslcmas VOLCAN1TE, ($
9 chapas de uro ou platina, podendo ser Q
$ procurado na sobredita rua a qualquer $g
$ hora. a.
@@@@@@@ @# @@e@
Roga-se aos Srs. devedores a firma social
Ida Leite & Correia em liquidado, o obsequio
de mandar saldar seus dbitos na loja da ruado
Queimado n. 10.
Na livraria n. 6 e 8 da praca da
Indepenccia, preciza-se falLr ao Sr.
Joao da Costa Maravilha.
O Dr. Cosme de Sa' Pereira
devoltadesua viagem inttructi-^
tiva a Europa continua no exer-
^|cicio de sua profissao medica.
Da' consultas em seu escripto-
rio, no bairro do Recife, rua da
Cruz n. 53, todos os dias, menos
nos domingos, desde as" 6 horas
t as 10 da manhaa, sobre os
seguintes pontos
Lindos cortes de vestidos de seda prelos
de 2 saias
Dilos ditos de ditos de seda de cores
com babados
Dlo"ditos de dilos de gaze phanlazia
de cores
Romeiras de Ci de seda prela bordadas
Visitas de grosdcnaples preto bordadas
com froco
Grosdenaples de cores com quadrinhos
covado
Dito liso preto e decores, covado
Seda jarrada prela e branca, covado 1J e
Dita lisa preta e de cores, com 4 palmos
de largura, propaia para forros
Corles de vestido de seda de gaze trans-
parentes
Ditos de dilos de cambraia c seda, corle
Cambraiasorlandys de cores, lidos pa-*
dies, vara
Manguitos de cambraia lisos e bordados
Tiras e entremeios bordados
Manas de blonde brancas e pretas
Ditas de fil de linho prelas
Chales de seda de todas as cores
Lencos de cambraia de linho bordados
Dilos de dila de algodo bordados
Panno prelo e de cores de todas as qua-
lidades, covado
Casemiras dem idem idem
Gollinhas de cambraia a
Chales de touquim brancos
Dilos de merino bordados, lisos e es-
tampados de lodas as qualidades
Enfcites de vidrilho francezes pretos e
de cores
Aberturas para camisa de linho e algo-
dao, brancas e de-cores
Saias balao de varias qualidades ,
Tael rxo, covado
Chitas franeczas claras e escuras, co-
vado
Cassas francezas de cores, "ara
Collarinhos de esguiao de linho mo-
dernos
Um completo sorlimento do. roupa feita
S
9
3
5
19200
s
3&000
19500
10*000
16J 000
cores para
para
ITA DE TORTA.a qual, alm das materias do
costume, contm o resumo dos direitos
parochiaes. Preco*I60 rs.
@;g@@@ &$$# $@@@
I Attenco.
Curso pratico e theorico de lingua fran-
ctza por uma senhora ranceza, para dez
mocas, segunda e quinta-feira de cada se-
mana, das 10 horas at raeio dia: quem
38 qi izer ,>proveilar pode dirigir-se a rua da
- Ciuz n. 9, segundo andar. Pagamentos
ai iantados.
sendo casacas, obreoacs, palctots,
collctes, cairas de muitas qualidades
de fazendas
Chepeos francezes Onos, forma moderna
Um sorlimento completo de gfaratas de
seda de todas as qualidades
Camisas francezas, peilos de ljnho e de
algodao trancas e de cores
Ditas de fustao brancas e de-*ores
Ceroulas de linho e de algodao
Capdlas brancas para noivas muilo finas
Um completo sorlimento de fazendas
para vestido, sedas, la e seda, cam-
braia e seda tapadas e transparentes,
covado
Meias cruas brancas e de
meninos
Ditas de seda para menina, par
Luvas de fio de Escocia, pardas,
lo menino
9 Velludilho de cores, covado
9 Velbutina decores, covado
Pulseiras de velludo prelas e de co-
9 res, o par
9 | Dilas de seda idem idem
S Um sorliraeoto completo de lu^as de
seda bordadas, lisas, para senioras,
homens e meninos, de todas as qua-
lidades
Cortes de collete de
de cores
Dilos de velludo muito Onos
Lencos de seda rdxos para senhora
Marquezitas ou sombrinhas de seda com
molas para senhora
Sapalinhos de merino bordados proprios
para baptisados, o par
9 Casinetas de cores de duas largurasmui-
6J-0.00! to superiores, covado
SOO.Setim preto,encarnado e azul, proprio
Para forros, coin 4 palmos de largura,
9280 fazenda nova covado
1500 ; Sotim liso de todas escores, covado
i Lencos de gorgurSo de seda pretos *
$800 | Relogios e obras de ouro
____ i Cortes de casemira de cores a
9
89500
9
I
9
f
9
9
9
S640
9
9
3J500
gorgurao de seda
19600
9320
1*200
700
2g000
l$O0O
9
9
2$500
9
25^00
15000
1S600
9

9
5JO0O
EAU MIHERALE
NATURALLE DE VICHY.
Deposilo na botica franoeza rua da Cruz n. 22.
de
- Molestias de olbos ;
, .Molestias de coraro e
peito ;
Molestias dos orgaos da gera-
cao, e do anus ;
4'. Praticara' toda e qualquer
operaqao quejulgar convenien-
te para o restabelecimento dof!
seus doentes.
O exame das pessqas que o con-
sultarem sera' feto indistincta-
mente, e na ordem de sua* en-
trs das; fazendo excep^ao os doen-
tesdeol/ios, ou aqueljesque poi
motivojustoobtiverfm bora mar-
cada para este Cm.
A applicaqjo de alguns medica
mentos indispensaveis rm varios
casos, como o do sulfato de atro-
pina etc.) sera' feto.ou concedido
gratuitamente. A confianza que
nelles deposita, a presteza de sua
aeco, e a necessidade prompta|3
de seuemprego;e tudoquantoo
demove em beneficio de seus
doentes.
niPntm!.P^f J?0;estal)e[e.c,ment. Sr^ommSa 0,far"SC"ha^ tamKfm ^ r deuoTembro em vante, contratos mensaes para
TaTs sacrificiosade e economia do PubllC0 de 1uem os proprietarios esperara a remuneraSb de
Assignaturt de banhos fros para uma pessoa por mez.....
* > momos, de choque ou chuviscos por mez
Senesde cartoes ebanhos avulsos aos creeos annunciados.
Gregorio Antffees de
ogooo
150000
Oliveira participa ao{
rcspeitavel publico, que se acha exercendo o lu-
~ar de solicitador de numero da relacao e dos au-
Ama.
, tnando-lhes que empregar lodos os exforros para
| t>em servir aos .seus conslituintes ; para' o que
poder ser procurado em sua casa, na rua da Im-
peratnz n. 86, segundo uudar. de manhaa at as
S horas, ea larde das 3 cm diante, ou em qual-
quer oulro lugar aonde possa ser encontrado lora
das mencionadas horas.
f S@@ @ @@@@@S@@
.Consultorio ccnlral homcopathicof
DE
^LflKliJi C!lLS(UWBJtt .71
Precisa-se de duas amas, uma para cozinha,
e oulra para engommado, dando-se preferencia a
escrava; a tratar na rua do Imperador n. 15.
Precisa-se alugar uma escrava ou ama for-
Roga-se aos Srs. devedores do estabele-calcado "14. p-rainz, ioja ae
52^ Enrema-se roupa com promptidao, pre-
defronteda matriz da Boa-Vista

">,
.....J) Continua sob a mesma direcro do Ma- S
noel de Mallos Teixeira Lima,' professor
cm homeopalhia. As consultas como d'an- #>
&j tes. i
i g
| Botica central liomeopalliica
#
cimento do fallecido JosdaSilva'Pinto, o ob-
sequio de saldaren seus dbitos na rua do Col-
legio venda n. 25 ou na rua do Queimado loia
n. 10. J
= Caeano Pinto de Veras faz scienle a quem
interessarque eslem exercicio da vara dojuiz
de pa'. do 4o anno, do primeiro dislricto da fre-
guezin do SS. Sacramento de Sanio. Antonio des-
la cid ide, para que foi eleito e qu despacha na
casa ce sua residencia rua de S. Francisco n 8
o era qualquer parte que for enconlrado; e qu
d au lienna as tercas e sextas-feiras as 4 Ii2
horas da larde como ja lera annunciado, na casa
publica das audiencias. Recife 29 de fevereiro
UC IoliJ.
la rui do Imperador n. 28, aluga se e ven-
de-se em grandes e pequeas porces bichas
hambiirgtiezas, e tambem cal da mais nova que
ha, pra fabrico do assucar, por prego comroodo.
eos razoaveis
n. 86.
FUNDIQAO
DO
IIID. t
Rua do Brum (passando o chafarte.)
No AepoxAto deste esta\e\eeimeiito sempre lia grande sorlimento de me-
enanismo para os engenhos de assnear a saer:
n^A^i* VaPV moJernas de olPe cumplido, econmicas de combustivel, .3 defacillimoassento
Roda, d agua de ferro com cubos de madeira largas, leves, fortes, e bem balancadas ; I1,maSSeDt '
Cannos de ferro, e port d'agua para ditas, e seminas para rodas de madeira
Moendas inteiras com virgens muito fortes, e convenientes ;
"d^?^^ cava,l0' oah>acuQhad- --^ ;
Paroes e bicall para o caldo, crivus e portas de ferro para as fornalhas ;
Alamb.qde de ferro, raomhos de mandioca, fornos para cozer farinha ;
Sh kU 6 t0d0,|l taman,O Para VaPr' a&ua' cavall0 ou *>o. ;
Aguces, bronze. e parafusos, arados, eixos e roda, para carrocas, forma, galvan.zada, para purgar etc., etc.
mionw 'Bowroan confia que os seus freguezes acharo tudo digno da oreferencia rom
Ztto^lg^ Wriendaque elle tem do mech^tomoVoft*!^^
mhi^mS^LI P i tCi *dG man(larc(>^rttir pessoalmenle* as suas obrls as
mais acreditadas fabricas da Inglaterra, para onde elle faz viagem annal Dar o dito fim
ra^XTde ZlZT* & S, 1 ffbFCa Cm PeTmbuc^"SScin me'chant:
uto a vontaae ae cada comprailor, e de fazer os concertos de que poder necessitar.
Ortelao.
Precisa-se de um ortelo que saiba
perfeitamente o seu officio, e paga se
bem : a fallar na Illia dos Ratos com o
Sr. engenbeii o Mello Reg.
Lava-se c engorama-se com perfeicao e
presteza, c por mdico preo ; no Campo Verde
principio do Corredor do Bispo. sobrado n 2
= Roga-sc ao Sr. Christovao Santiago do as-
cimento o favor de ppparecer na na dos .Marlv- I
rio, D. d6, para concluir o negocio que nao je- I
= Os abaixo assignados fazera scienle ao res-
peilavcl corpo do commercio, que dissolveraro
amigavelmente. no da 23 do passado, asocie
rn!nh,,S "oarmazem de recolhcr.no
ma social de Joaquim Carneiro Leao & c, fican-
do o socio trancisco Jos Coelho cncarregado do
activo e passivo da mesma, porra unicamenie
responsavel pelas dividas contrahidas em nome
da exmela Arma, e quo constara dos livros que
so extrahio o balango. Recife 28 de abril de le60.
Joaquim Carneiro Leo.
Francisco Jos Coelho.
= Precisa-se de uma ama secca para casa de
pouca familia : na rua do Hospicio n. 34.
Precfta-se de um caixeiro do 16 a 20 an-
nos, que entenda de taberna e d fiador a sua
conduca : na rua de Santo Amaro n. 28. taber-
na.1 Na mesma precisase de uma ama de meia
idade que seja livre e que saiba cozinhar, para
duas pessoas, e comprar smenfc! carne no acou-
gue.
NOVO DEPOSITO
DE
Do
DR. SABINO 0, L PIRIO.
Novos medicamentoshomconnthicos en-
viados da Europa pelo Dr. Sabino.
Esles medicamantos preparados espe-
cialmente segundo as necessidades da ho-
meopalhia no Brasil, vende-se pelos pro-
cos conhecidos na botica central homco-
pnibica, rua de Santo Amaro [Mundo No-
vo) n 6.
9
s
Seguro contra Fogo
COMPANHIA |
LONDRES I
AGENTES
C J. Astley & Companhia. I
Vende-se 1
-*
.para


I
Flores de cera era cinco
licoes.
O artista Jos Ricaud, rccentemenle chegado
da corle, offerece ao publico ero geral e rm par-
ticular ao bello sexo, seus lindos trabalhos de
cera e laas. D ligos em casas particulares
exposir.ao dosquadros, na rua do Cobu"i n 3 A
casa do horticultor francez.
3J1 -
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Tintas de oleo.
Formas de ferro
purgar assucar.
| Estanho em barra. j
Verniz copal. G
PalKiiiha para marci-
nehts.
I Vinhos finos de Moselle. 9
J Folhas de cobre.
^ Brimdevela: no arma-
zem de C.J. Astley & C.
C=5
w^ Ci
=
o
o.
B.

3
-
Rua do Imperador, confronte
ao oito do deposito do caz.
Borott 4 C altendendo a que os senhores con-
sumidores de gelo sao pela maior parle residen-
tes nos bairros de Santo Antonio e Boa-Visla e
que lutariam com grande difficuldadc se esle.es-
tabclecimento eslivesse collocado no bairro do
Recife, poderam encontrar na rua do Imperador
confronte ao oilao do deposito do gaz. u,m arma-
zem com as proporces exigidas para deposito
deste genero, o qual estar aberlo i concurren-
cia dos mesmos senhores, das 8 horas da ma-
nhaa s 6 da tarde do dia 3 do correnle em
diaote.
_ Offcrece-se orna senhora estrangeira sol-
leira.de boa conduela, para o service inlerno de
casa de uma pessoa solleira: a tratar no Man-
guinho rm casa lerroa de qoalro janellas e duas
port, junto a ponte do mesmo nome.
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*T *rre?,,a"se en8Rnho denominadolussa
r de SaniAnna, silo na fregueziade Ipoiuca -
esto engenho tem excellentes trras pan toda e
qualquer ordem de cultura, e com possibilidade
para safreiar em grande escala, e fica distante ao
pono de embarque- uma legua : a Iralar com o
LPK'10n0Dr;,?"ae0 N,!ry Fonceca.
da^roVinci. 'B8 Te'Iera> relr-P" '>
ho.*1'"06' osda Si,v8' estableeido com ta-
berna na roa da Senzala Nora n. 86. por achar
aSar \tlnZ \*Ta ? h0?, em- dian,e I nVua d0 Rgri '""; a Iralar na a deiFes"-
assignara Manoel Jos da Silva Filgueiras. | cadores ns. 1 e3, padaria.
Era pra^a publica do juizo dos feitos da fa-
zenda provincial se ho do arrematar, a quem
raais der, os bens seguinlps :
Um corredor com uma porla, que d enlrada
para o mesmo, na rua de S. Miguel n. 85, rom 6
palmos de frente e 1 do fundo, sem reparlimcn-
lo. em chaos foreiros. e em istadode ruina, pur
Uj-OOO, o que ludo foi penhorado a Francisca
Balbina.
Uma casa terrea na rua do Boro Costo n. 13,
com 18 palmos de frente e 50 de fundo, pequeo'
quintalera aberlo, cera chaos foreiros, por 50#.
Oulra casa na mema rua n. 21, com 18 palmos"
de frente e 50 de fundo, quintal em aberto, e em
chaos foreiros, por 50$, as quaes foram penhora-
das aos hcrdeiros de Joaquim Caetano da Luz.
Uma casa terrea em caixo, na rua deMotoco-
lomb n. 38, com 60 palmos de fundo e 20 de
largura, com quintal era aberto, per 100$, a qual
foi penhorada a Joao da Cruz.
Uma casa terrea em caixo, na roa de S Mi-
guel n. 8, com 28 palmos e 4 pollegadas de fren-
te e 71 de fundo, com 2 portas o 1 ianella de
frente, e outras lanas no fundo, e cm chaos fo-
reiros, por 400, a qual foi penhorada 3os hcrr
deiros de Manoel Gongalves Silveira.
A renda annual da olaria na rua de S. Miguel
P. 6, sobre pilates, coberta de telha, com seu
compelente forno, e um quarlo para prelos, em
bom estado, por 600$, a qual foi penhorada a Jos
Buarquede Macedo por Manoel do Souza Jardirru
Os pretendcnlcs comparcQam as 10 horas da
manhaa do dia 3 de maio, na sala das audiencias,
que ser a ulliraa praca.
Attenco.
Francisco Sanlini, italiano, mestre de piano e
canlo, tem a honra depaiticipir a esle respeita-
vei publico Pernambucano, que as pessoas quo
precisarem dos seus prestimos podero procra-
lo no deposito de pianos do Sr. i. P. Vogeley.
na rua Nova n. 27.
- Guilherme Anguslo Ricardo regressa para a
Babia.
Alugam-se pretos escravos para trabalha-
rem em canoas: quem ofc lver e quizer alugar,
annuncio ou dirija-se a taberna de Joao Jos Lo-
pes da Silva, no neceo das Barreiras. Prometie-
se pagar bem, e Iratamenlo melhor.
Precisa-se alugar um moleque para o ser-
vido inlerno de uma casa estrangeira : quem o
Hver, dirija-ae a rua do Trapiche n. 15.
Precisa-se de um menino porluguez. dsles
ltimos chegados, para caixeiro de um deposito



w

- -^-
MAR (O Bl PEftK&MBUCO. -- QUARSA FEIBA % DE MilO DE 1860,
Proessor dentista.
H.ua da Cruz numero 44.
aos eua fregueses
geral, 03 quaes j
Sociedade Balearia,
Amoriiu, Iragoso, Santts k Compankia.
Ra da Cadeia do Recife.
O publico e os socios desta cmpreza podem
D. Juan Nogosfai scieiite
c ao rcspeitavel publico era _
tem pleno conhecimeoto da perteigao e delicado- 0Dier pela pratica de contas correntes Tantagens
za do sea trabalho-, que contina no exercicio de i-.i.i.u;. />__..:.------:..:__
sua proQsso: lira denles cora a maior rapidez
po-sival a 2ca3j, sendo em casa o fra della
a 59, lirapa-os a 5J, chumba cora massa diaman-
tina a 5J. e cara prata a 3J, collocaos sobre cha-
pa do ouro a 16; sendo-*ara torada cidade qual-
quer operaco ser 0M0 que so-convencionar
SCollegio do Bom Con-*
fselho, ruado Hospi-j
co n. 19.
=uj= O director resolveu modificar o art.'dos
vi estatuios do seu collegio cm que pede
gj 10$ monsaes pelos alumnos externos, exi-
gindo d'ora em diante 20$ por quarlel.
As aulas preparatorias sao regidas por
profcssores liabilissimos e de reconhecldo
mrito. *
Atiesta do.
Uhcuraalisrao no joelho da perna direita
Eu abaixo ossignado declaro, que achando-mc
gravemente atacad j de rheumatismo no joelho da
perna direita por raais do 2 aanos, o qual me
privara do dormir, e applicando varios medica-
mentos nao fui possivnl obter mellioras algumas,
c ltimamente recorr s chapas medicinaes do
incontestaveis. Cessaria o prejulzo mi sotlrem
as pessoas qu improductivamente TOiaervam
em suas gavetas quantias, que. dadas pela forma
abaixo dcsciipta, estarn om cerlo periodo con-
sideravflmente augmentadas ; ," portaolo, em
nosso interesse e no do publico que fazemqs as
considerares seguintes :
Todo o individuo que possuir a quantia de
100$, edahi para cima, pode abrir conta corrate
com esta sociedade, depositando em seujfcafre
essa quantia, que fcar venceodo juros desde o
momento em quo for entregue at aquello em
que for retirada ; estes juros sero accumulados
ao capital no fim de cada semestre civil, para
ficarem por seu turno vencendo juros, que sero
igualmente accumulados.
A sociedade pagar sempre urna laxa de juros
de dous por cento, menos quo a laxa, por que a
ca:xa filial descantar as letras da praca.
As quantias assim depositabas em conla cor-
rele podero ser retiradas parcial ou totalmen-
te a todo momento do modo seguinte : at a
somma de 5:001)8, vista de 5 at 20 contos com
aviso aatecipado de tres das, o de 20 conlos pa-
ra mais com aviso de seis das.
As pessoas residentes nesta praga a sociedade
fornecer gratuitamente urna cadernela para
nella se fazer a escripturaco da conla, como
lambem para servir do documento s quantias
que por ella forom recebidas ; s residentes fra
remetieraannualmcnle urna copia da coala cor-
e variado sortttiieiito de
roupas eilas
Na ]oja da fu Direita n. 87.
Ricoi sobrecasacos de panno omito fleo a 25 e
28, p; lelots de fusto brancos e de cores a 58.
ditos do alpcca de seda a 58, ditos sobre a 0\
ditos de brim a 35500 e 48- ditos de esguio de
algodo branco a 38200, calcas de brim do linlio
de cores a 2-;>500, 3, 3*500"o 4g, ditas brancas a
28, corles de colle de gorgurode seda a 23600
e 3J>, ceroulas de bramante franeczas a l$GO0,
fravalasde gorguro, chamalote, setim e groz a
3. ditas do rede a 18400, chapeos francezes
a 88 e 88500. ditos de casemira a 3g800, ditos de
castor, copa baixa.alO^, chapeos deso de pan-
no, cabo de canoa com astea ue balea, a 28500,
por ler granie porcao, corles de brim de algodo
a 900 rs.,saias a b'alo 68500, esguio do al-
godo com uai larguras a 400 rs collelcs de
gorguro do seda a 58, mantas de seda a 28500,
meias cruas a 250Q, 38200 e 48, e outras mui-
tas fazendas de gosso que seria enfadonho men-
cionar ; a ellas, antes quo se acabem : sapa-
los de tranca feilos no Porto a 18600.
Fura*
Sr. Ricardo Kirk, com escriplorio na ra do Par- I re"lc Para scr conhecido o estado della.'
to n 119, c no pequeo espaco de 24 dias Qquei Delc mou0- scm despeza alguma, poupando
perfeilanieute bom. E por se'r verdade, passe o | 'craP e 'tabalho, poder qualquer pessoa guar-
presenle atteslado, o qual vai por mim assignado dar as suas economas e augmenta -las com os
para ser couhecido publicamente. Ra do Ouvi- juros que for vencendo.
dor n. 10, Rio de Janeiro.
Luir Venancio da Rocha l'tanna.
Tributo de gratido.
Inflammaco na bocea do estomago.
L'ma minha cscrava padeca ha bastante lempo
urna forle inflammaco na bocea do estomago,
acompanhada de falta dentpiraro, muito can-
sara e dores pelas costas, ludo procedido da mes-
illa inflammaco, e com muitos remedios que
tomou c applicou, nunca pode obter melhoras ;
ltimamente com as chapas medicinaes do Sr.
Ricardo Kirk, com escriplorio na ra do Parto
n. 119, tive a satisfaco de a ver perfeitamente
boa era 33 dias, pelo'quo tributo ao dito senhor
meus sinceros agsadccimenlos. Ra do Senhor
dos Passos n. 47, Hio de Janeiro.
Antonio Jos da Costa.
Reconhecida verdadeira a "assignalura supra
pelo tabellio Pedro Jos de Castro.
TRATAMENTO
SEM RESGUARDO, NEM 1NCOMMODO.
Inflammaco do estomago.
Nao posso dclxar de tributar os meus
Nao acontece o mesmo sendo o dinheiro dado
a juros a prazo fixo por letras ao portador, pois
nao sendo reformadas no vencimento deixam de
vencer juros.
Pedindo a allencao do publico para esta classe
de operacoes demonstramos quanto lhe sao pro-
ficuas, basta ter em considerado que, conser-
vando um capital depositado em conta correute
no espaco de 10 annos pelo juro do 7 por cento,
e este capital estar duplicado naquelle periodo.
Precisa-se de urna ama : no paleo do Ter-
co n. 26.
Precisa-sc de urna pessoa habilitada para
tomar conta da cozinha de urna casa eslrangeira ;
na ra Nova n. 21, loja de V. i. Germann.
Aluga-se urna crioula cora 20 annos, sadia,
e fiel, sabe engommar e cozinhar alguma cousa,
c sabe lavar: quera pretender, procure na ra da
Roda, casa terrea n. 23, das 6 as 8 horas do da,
e das 4 as 6 da tarde.
Na ra do Livraraento n. 2t. precisa-se fal-
lar cora o Sr. Francisco Jos de Sant'Anna a ne-
gocio que nao ignora.
Precisa-sede um criado que saiba cozinhar
para o servieo de urna casa de pequea familia :
Augusto k Perdigan,
devidos -
louvors s chapas medicinaes do Sr. Ricardo na rua do CresP 2. pnmeiro andar
Kirk, com escriplorio na rua do Parlo n. 119,
pois que por mcio de lo precioso remedio fiquei
curado da inflammaco do estomago, da qual pa-
deca ha mais de 10 annos, por cuja causa soffria
falta de respirando, eansaco e muito fastio ; e
nao teodo j espeanca decar melhor, acho-mc
agora perfeitamcnlo bom, depois de 40 dias di
applicaeo das ditas chapas. Por isso cumpro
com o mcu dever, fazendo a prsenle deelaraco
em signal de minha sincera gralido. Rua do
Sacco ii. 53, Rio de Janeiro.
Agoslinho Vereira Cardoso.
Reconhecida verdadeira a assignalura supra
pelo tabellio Pedro Jos do Castro.
Altencao
*
Precisa-se de urna ama livre ou escrava, que
saiba cozinhar e engommar : na rua da Cadeia
do Recite n. 25, defronle do buceo Largo.
Eu abaixo assignado declaro que comprei
a taberna sila na rua de Hurtas o. 16, ao Sr.
Francisco Jos de Rrito; eT>or isso participo ao
respeitavcl publico, ou a quem se achar com di-
reilo a mesma, so aprsenle no prazo de tres
dias, a contar da data deste. Recite 30 de abril
de 1860.Joao Alves da Cruz.
Precisa-se de 2:000$ a juros so-
- Precisa-so alugar um sobrado do dous ou bre m predio nesta cidade : quein lhe
tres andares, que seja no bairro do Santo Anlo- -__:_ annlInP;p a ,na mm-aria nnr
Lio, a tratar na praca da Independa n. 37 e 39. COrmer, annuncte a sua moiada por
esta inesma follia parapr procurado.
Joao Antonio Carpin'eiro da Sil-
va, pede aos seuscredores que lhe apr-
sentelo suas contas ate o im do corren-
| te, para serena pagas vencidas ou por
vencer. Recife 29 de abril de 1860.
praca da ludepenc
- Precisa-se alugar urna ama que saiba cosi-
nhac bem ; a tratar na rua Cabug n. 3 no segun-
do andar.
Hoteldo Rosa
12Rua da Quitanda 12
NO
Rio de Janeiro,
Este anligo e bem acreditado eslabelecimenlo
nao s offerece aos Srs. viajantes cxcellenles
cora modos e ura tratamenlo to bom como nos
mclhores da Europa, como tambera aos amado-
res de buhar, ricas mesas em que possam se re-
crearera as horas vagas. O proprielario conda-
do na fama que sua casa tem sabido grangear,
tanlo dos numerosos estrangeiros como mesmo
uacionaes, que lera tido a honra de hospedar,
espera continuar a merecer a conflanc.a das pes-
soas que vislarem a corte do imperio.
Precisa-se para urna casa de pequea fa-
milia, de urna escrnva que faca o servieo diario
e comuras, com aceo c fidelidade, paga-'se bem :
na rua dos Prazcrcs nos Coelhos, casa de porlo
com dous leoes.
Um armazem.
Transfcre-se por 3 annos o arrendamiento do
famoso armazem n. 13, na rua da Cruz no Reci-
fe : trata-se no Forle do Mallos, largo do trapi-
che do algodo n. 18.
AMA DE LE1TE.
Precisa-se de urna ama de leitc : na rua larga
do Rosario, passando a botica, a segunda loja do
niiudezis n. 40, que se dir quem precisa.
Compras.
Compram-se moedas de ouro do 10$ e 20&
na rua Nova n. 36, loja.
Umacarroca
com pipa para conduccao d'agua : corapra-se no
Forte do Mallos, armazem n. 18, confronte ao
trapiche do algodo.
Compra-se urna balanca pequea com pe-
sos, um temo de medidas de pao e ditas de folha
e mais alguns objeclos de taberna, que eslejam
cm bom estado ; qnem tner annuncie.
Compra-se una cabriolet de qua-
tro rodas, que esteja em bom estado e
tenhacoberta : na rua da Ghma n. 3.
Constante-
ment
compra-se, vende-se e Iroca-se escravos
Direita n. 66.
na rua
com loja na rua da Cadeia do Recite n.
. 23, confronte ao becco Largo,
previnem a>>s seus freguezes. que acabam de sor-
lir sei nov) eslabelecimenlo' com fazendas de
gosto, finas, e inferiores, para vender pelos pre-
cos os mais razoaveis ; as fazendas inferiores, >
nao a retalho, se venderao por um preco ixo'
que ser o seu proprio cusi as casas inglezas,
urna vez que sejam pagas vista.
Nes!.o es.abelecimento se encontrar sempre
um sortiraeoto completo de fazendas, e entre el-
las o seguinte :
Vestidos de seda com babados e duas saias.
Ditos de Lia e seda e duas saias.
Ditos de larlalana bordado a seda.'
Manteletes pretos bordados com franja.
Tainas pretas de seda e de fil.
Polonezasdc gorguro de seda prelas.
Cinlureij para senhora.
Esfarlllios com molas ou clcheles.
Enlcites de vidrilho ou flores para senhora.
Vestarns para meninos.
Saias de balo para senhora c meninas.
Chapeos para senhora e meninas.
Tentes de tartaruga dos melhoresgostos.
Perfumaras de Lubin e oulros fabricantes.
Cassas e organdys de cores.
Grosdcnaples de cores.
Chitas escuras francezas e inglezas
Go'.las o manguitos os mais modernos.
Camisas de linho para senhora.
Ditas de algodo para menino.
Algodo de todas as qualidades.
Longos de labyrinlho para presentes.
Collas d > crochet peta menino.
Vestidos de jl;.n azia.
Roupa feita.
Casacas e sobrecasacas de panno fino.
Paletols de casemira.
Calcas do casemira prelas e de cores.
Collelcs de seda idem dem.
Ditos do fusto.
Camisas inglezas lodas de linho.
Ditas frsncezas de differcules qualidades.
Malas e saceos de viagem.
Rcrzoguins de Mellier e outros fabricantes para
hornera. ^ %
Dilos pira senhora.
Charutos de Havana, Rahia e manilha.
Camisa'; de fia nella
Chapeo de lodas as qualidades para hornera,
senhora e enancas.
Cortea de vestidos brancos de blonda comea-
pella e manta.
Didos te vislidos brancos do soda pjp* casa-
mentse ,
Chapeos de castor preto
e brancos
Na ruado Queimado n. 37, vendem-se osme-
lhoies chapes de castor ^
Botica.
Bartholomeu Francisco de Sonza, rua larga
do Rosar.o n. 36, vende os seguintes medica-
mentos :
Rob L'Affecteur.
Pilulas contra sezoes.
Ditas vegetaes.
Salsapirrilha Brlstol.
Dita So nd3.
\ermilugo inglez.
J'arope do Rosque.
ululas, americanas (contra febre).
Ungento Hollway.
Plalas do dito.
Ellixir anti-asmathico.
Vdro, de boca larga com rolhas, de S oncas a
12iibra;
Assim como tem um grande sortimenfo de pa-
pel para forro de sala, o qual rende a mdico
wno.
Vende-ae tmo anw| preprio para mas-
care fazer cigarros : na ruada Cruz do Recite n.
50. priraeiro andar, caixinhas de 20 o 40 libras
a 400 rs. a libra.
Vende-se um ptimo engenho de fabricar
assucar. moenle e corrente, todo de varaeas de
massape e pal, na freguezia de Ipojuca, e ex-
cellenie produeco : quem o pretender, dirija-so
a loja de Jos Victorino de Paiva, na rua do Ca-
bug n. 2, que dar todae qualquer. informaco.
PotassadaRussia
CAL DE LISBOA.
No bem conhecido e acreditado deposito da
rua da Cadeia do Recife n. 12, ha para vender
potassa da Russia e da do Rio de Janeiro, nova
e de superior qualidade, assim como tambem
cal virgem em pedra: tudo sor urecos muito
razoaveis
Sndalo.
Ricas bengalas, p ilceiras e leques :
vendem-se na rua da Imperatriz n. 7,
loja do Lecomte.
Loja da boneca rua da Impe-
ratriz n. 7.
Vendem-se caixas de tintura para tin-
gir os cabellos em dez minutos, como
tambem lingem-se na mesma casa a
qualquer bora.
Coulinua-se a vender fazendas por Daixo gj
jg preco at mesmo por menos do seu valor.
I"'
erros de eogom-
mar econmicos
\ ssooe.
afim de liquidar cuntas : na loja de 4 portas
na rua do Queimado d. 10.
REMEDIO 1NCQMPARAVEL.
UNGENTO HOLLOWAT.
Milhares de individuos de lodas as nar.oes p9-
dem testemunhar as virtudes deste remedio in-
comparavel e provar em caso necessario, que,
pelo uso que delle zeram tem seu corpo e mem-
bros inteiramenle saos depois de haver emprega-
do intilmente outros tratamentos. Cada pesoa
poder-ge-ha convencer dessascuras maravilhosas
pela leilura dos peridicos, que lh'as relatam
todos os dias ha muitos annos ; e a maior parte
deltas sao to sor prendentes que admira,:, so
mdicos raais celebres. Quantas pessoas reco-
braram com este soberano remedio o uso de seus
bracos e pernas, depois de ter permanecido lon-
go tempo nos hospitaes, onde de viam softrer i
amputado 1 Dcllas ha muitasque havendo dei-
xado esses asylos de padecimentos, para seoo
submetterem essa operaco dolorosa foram
curadas completamente, medante ousodesse
preciosoremedio. Algumas das taes pessoas na
enfuso de seu reconhecimento declararam es
tes resultados benficos diante do lord correge-
dor e outro3 magistrados, am de maisautenti.
carem sua rmativa. *
Ninguem desesperara do estsdo de saude ss
'ivesse bastante confianca para ensaiar este re-
medio constantemente seguindo algum tempo o
meotratato que necessitasse a nalureza domi
cujo resultado seria prova rinconlestavelmente :
Quetudocura.
O ungento he til, mais particu-
larmente nos seguintes easos
A 8,000 rs.com todos
os pertences.
Do-se a contento para ex-
periencia por um ou dous
dias.
Vendem-se estes magnficos ferros as seguin-
tes casas :
Praca do Corpo Santo n. 2.
Rua da Cadeia do Recife n. 44-
Dita da cadeia do Recife n. 49.
Rua Nova n. 8.
Rua Direita n. 135.
Dita da Madre de Dos n. 7.
Dita do Crespo n. 5.
Dita daPenha n 16.
Dita do Cabug n. 1 R.
Dita Nova n. 20.
Dita do Imperador n. 20.
Dita do Queimado n. 14
Dla Direita n. 72.
Dita da Praia n. 28.
Dita da Praia n. 46.
Dita do Livraraento n. 36.
Dita da Santa Cruz n. 3
Dita dalm eralriz n, 10, armazem de fazendas
de Raymundo Carlos Lelte h Irrao, em todos
estes lugares do-sc por um ou dous dias para
experimentar-so.
Cheguem a Peehincua
Na loja do Preguica na rua do
Queimado n. 2. tem para
vender:
Chalye merino decores, ptimo nao sopara
roupoes avestidos de montaa de Sra. como para
vestuarios de meninos 360 e 400 ris o cova-
do Challes de merino estampados muiw finos pelo
deminuto preco de 2:500 C3da ora mtwselinas
modernas, bastante largas, de variados padrdes
a 260 e 280 ris o covado grvalas a fantazia.o
mais moderno possivel a 1 e 1200 cadauma, e
outras muitas fazendaa, eujos procos extraor-
dinariamente baratos, satisfaio a expectativa
do comprador.
Com (oque de arara
1:800
Cortes de vestido de chita rocha fina a 1 -.800
lencos de cambraia brancos 2:000 2:500 39
4:000 a dusia dilos com 4 palmos por cada face
ede 4 e raeio por 5:000 cousa rara no Arma-
zem de fazendas de Raymundo Carlos Lette &
Irmaos. rua da Imperatriz n. 10. "
Verdadeiras luvas de Jovin de to-
das as cores, rua da Imperatriz n. 7,
loja do Leconte.
M
Attenco.
Na rua do Imperador, junto a botica, ha lodos
osdiss, s 7 horas da manhi, leile de vacca,
puro, pelo prcro de 400 rs. a garrafa.
Vende-se mcia legoa do trra cm quadro,
na freguezia de Agua Preta, terreno todo de var-
zeas, regjdo por tres riachos bastante fortes,
margem do rio Una, c defronte da quarla estacao
da va frrea : quem pretender compra-lo, pode
dirigir-se nesta prac,a ao Sr. Herculano Deodalo
dos Santos, na rua do Cabug, e ao Sr. Antonio
Francisco Martins de Miranda, na rua da Praia,
e no Rio Formoso ao Sr. Jos Pereira Lins.
GRANDE iWHZEM
DE
15600
28000
1S80H
2o50C
2800C
Alporcas. ~
Caimbras.
Callos.
Canceres.
Cortaduras.
Dores de cabeca.
das costas.
dos merabros.
Enfermidades da cutis
em geral.
Ditas do anus.
ErupQoes e escorbti-
cas.
Fstulas no abdomen.
Frialdade ou falta de
calor as extremida-
des.
Frieiras.
Gengivas escaldadas,
Inchacoes.
Inflammaco doflgado.
Inflammaco dabexiga.
da matriz
Lepra.
Males das pernas.
dos peitos.
de olhos.
Mordeduras de reptis.
Picadura de mosquitos.
Pulmes.
Qucimadelas.
Sarna
Supuracdes ptridas.
Tinha, em qualquer par-
te que seja.
Tremor de ervos.
Ulceras na bocea.
do flgado.
das articulaces.
Veias torcidas ou noda-
das as pernas.
Para a-quaresma.
Sedas pretas lavradas. lindos desenhos
covado
Gorguro,de seda lavrado, superior em
qualidade, para vestido, covado
Grosdenajrte preto, covado
Dito largo e muito superior a 20 e
Sarja preta larga, covado
na rua do Queimado, loja de 4 portas n. 10.
Vende-se um carro de 4 rodas, bem cons-
truido e forte, com assento para 4 pessoas de
dentro, e um assento para boleeiro e criado fra,
forrado de panno uno, e tudo bem arranjado :
para fallar, com o Sr. James Crabtree & C. n.
42, rua da Cruz.
Em casa de Southall Mellors 4 C, rua do
Trapiche o. 38, vendem-se os seguiotes artigos:
Chumbo de munico sorliJo.
- Pregos de lodas a's qualidades.
Alvaiade.
Vinho de Shery, Porto, Hungarian em barris.
Dito de Moselle em caixas.
Coguac era caixas de duzia e barris.
Relogios de ouro e prata, patente e chronome-
tros, cobertos descoberloj (bem acreditados].
Trancolins de ouro para os mesmos.
Biscoitos sorlidos em latas pequeas.
{Roupa fcitaj
Rua Nova n. 49, junto
a igrcja da Conceico dos
Milita+to.
Neste armazem encontrar o publico
um grande c variado sorlimento de rou-
pas fetas, como sejam casacas, sobreca-
sacas, gndolas, fraques, e paletols de
5: panno fino preto e de cores, paletols e
* sobrecasacas de merino, alpaca e bomba-
zina pretos e de cores, paletots e sobre-
1 casacos de seda e casemira^e tores, cal-
Ug cas de casemira preta e de cores, ditas de
S merino, de princeza, de brim de linho
H branco e de cores, de fusto e riscados,
5 calcas de algodo, collele3 de velludo
i| preto e de cores, ditos de setim preto e
fj branco, ditos de gorguro e Casemira, d-
k los de fusldcs e brins, fardamentos para
6 a guarda nacional, libres para criados,
h ceroulas e camisas franeczas, chapeos e
J gravatas, grande sorlimento de roupas
|P para meainos de 6 a 14 annos ; nao agra-
mg dando aocorafrador algumas das roupas
K feitas se apromplaro outras a gosto do
5S comprador dando^se no da convenci-
Pianos
DA
Saunders Brothers & C. tem para vender em
seu armazem, na praca do Corpo Santo n. 11,
alguns pianos do ultimo gosto, recentimente
chegados, dos bem conhecidos e acreditados fa-
bricantes J. Broadwood &Sons de Londres, e
muito proprios para este clima.
moedas de ouro de 1 6,< e 20$ : na rua
da Cadeia do Recife loja n. 22.
Compram-se taboas velhas de qualquer
qualidade : na rua Nova, loja de louca defronte
da cocheira do Adolpho, se dir quem compra.
Vendas.
Nstes dias feixa-se infallivelmcnle o estabe-
lecimcnlo de retratos da rua Nova ti. 13 : as
pessoas que desejarera ficar com um fiel e per-
frito retrato approveiteni a occasiao.O photo-
grapho.f. Filela.
Carroceiros.
Precisa-se de dous horaens para trabalharem
co:n carrocas : na tnvessa do Carioca n. 11.
Precisa-se do urna ama forra ou captiva,
para cozinhar e engommar para urna s pessoa :
na rua de Borlas n. 16, primeiro andar.
Adriano & Castro declaram que Jos Cle-
Licntino Bezerra de Mello deixou de ser seu cai-
xeiro, sendo substituido por Antonio Jos de Cas-
tro Guimaraes.
Aviso ao publico.
Jos Antonio do Souza Freitae, porluguez, re-
sidente nesta cidado, por encontrar oulro o
igual nomo, faz siente ao publico que de hoje era
diante se assigoar Jos Antonio Fernandos
Freilas.
Jos Goncalves Roja relira-se para o Rio de
Janeiro.
Achando-se nesla cidade, vindo do Mara-
nho, para ser vendido, o crioulo Faustino, de-
sappareceu antes de honlem, 25 de abril, do lu-
gar do Giqui, para onde tinha ido a contento ;
sua estatura alta, corpo regular, Iraz suissas
raspadas no queixo, falla bem, tem o semblante
triste, conserva no colovcllo direito a cicatriz de
urna culilada, intitula-se forro, trocando o uome
para o do Jos da Rocha, cora o qual servio no
exercilo em quanto nao foi reconhecido, dizendo
ser natural de Marn ; levou calca de algodo
cinzenla, camisa branca, chapeo de palha, e um
cobertor de 15a. Descoofia-sc que seguisse para
o norte da provincia, equem delle der noticia ou
o apprehender c conduzir rua da Cadeia do Re-
cife n. 38. primeiro andar, ser rocompensado
gen erorara en le.
O Sr. Antonio Jos da Costa Gui-
maraes, Portuguez, natural da fregue-
zia de Santa Leocadia do termo de Gui-
maraes, queira ter a bondade de diri-
gtr-se a rua do Queimado n. 35, loja d
terragens, que se lhe desoja fallar por
incumbencia de sua familia.
= Vende-Se urna mulata de 20 e tantos annos
com urna filhinha de 3 niezes, sabe engommar
com perfeico o que se garaulc, cose, faz laby-
rinlho e cozinha, e vende-se tambera urna mulas
linba de 4 annos : quem pretendo-los, dirija-se
ao pateo do Terco n. 16.
Cocos italianos
de follia de fidndres, muito bem acaba-
dos, podendo um durar tanto quanto
duram quatrodosnossosa 400 rs. um
e 4$ urna duzia : na rua Direita n. 47,
ioja de unileiro.
Milbo e arelo.
Vende-se milho a 4# o sacco. e em cuia a 210,
(arelo a 5$500 o sacco : por baixo do sobrado n.
16, com oilo para a rua da Florentina.
Na rua do Queimadon. 33,
loja esperanca,
vende-so urna flauta de bano,guarnecida de ma-
ellechart.cora 10 chaves.systeroa Bohemio, muito
bem acabada, por 503, assim como um violao de
Jacaranda, de chaves, marchelado de madrepe-
rola, obra prima, por 509, rosarios de madrepe-
rola proprios para presente no mez prximo mez
de devoco) a 5, 6, 8 e 10$ cada um, e esto-se
acabando, graxa franceza para sapalos a 640 rs. o
pote, (especial desta loja), tinta azul e prets, in-1
gleza, inteiramente liquida, a 500 rs. o pote.pen-
nas do aro o melhor possivel, (endo a proprieda-
de de, quanto mais velha em se escrevendo, me-
lhor tica, e muitos objeclos necessarios.
Acaba de chegar do Ro de Ja
neiro alguns exemplaresdo
primeiro e segundo volume
da'Corographia.
Histrica clionologica, genalogica,
nobiliaria o poltica do imperio do Bra-
sil, peloDr. Mello Montes: rende-se a
40 o v>iume, podeudo-se vender o se-
gundo em separado : na livraria n. 6 c
8 da praca da Independencia.
e arHvazcm
DE
GRANDE SORTIHENTO
Fazendas e obras leitasJ
Ges &Basto.|
Na'rua do Queiinad) n.
46, frente amarella.
Completo e grande sortimenlo de cal-
t qss de casemira de cores c prelas a 89,
95, 109 o 12$, ditos das mesmas casemi-
g rasa 7J, 8a e9$, dilos de brim trancado
g braaco muito fino a 5$, 6$ e 7j) ditos de
f cores a 3$, 3$500, 4$ e 5, ditos de me-
ri de cordo para luto a 5J, colletes do
cas miras pretas, ditos de ditas de cores,
dilos de#>rgorao pretos e de cores a 5$,
- 65 i; 79, rica3 casacas de pannos muito li-
nos a, 35$ e itJ9, sobrecasacas dos mesmos
pamas a 28-j. 30,5 c 35g. paletols dos mes-
mos pannos a 22$ e 29, paletots saceos
de casemira modelo inglez 109, ditos de
casemira mesclado muito fino de apurado
gosto 15$ e 169. ditos sobrecasa das mes-
mas cores a 18$ e 20$, ditos sobre de al-
paca preta una a 7$ e 85, ditos saceos a
49. ditos de fusto branco e de cores a 49,
iJitOO e 53, ditos de brim pardo muito
superior 49500, camisas pa.-a menino de
lo'l is os lmannos a26$000 a duzia, meias
de todos os lamanhoa para menino e rae-
nir as, palilols de lodos os tamanhos e
quilidades para os mesmos, colletes de
brim branco a 3$500 e 49, ricos colletes
t ludo preto bordado c de cores diver-
sa: o por diversos precos, ricos coberto-
res de fusto archoado para cama a 69,
^olarinha de linho a peer a 69500 a du-
zia, assim como temos recebido para
dentro deste eslabelecimenlo um comple-
to sortimenlo de fazendas de gosto para
senhoras, vestimentas modernas para me-
nino e meninas de qualro a seis annos e
ludo vendemos por precos razoaveis. As-
sim como neste cslanolecimento manda-
se apromptar cora presteza lodas as qua-
lidades de obras relativo a offlcina de al-
faiate sendo islo com todo gosto e asseio.
Vende-se este ungento no estabecimento
geral de Londres n. 224, Strand, e na loja de
lodos os boticarios droguistas e outras pessoas
encarregadas de sua venda em toda a America
do snl, Havana e Hespanha.
Vende-se a800 rs., C3da bocetinha contm
urna instrueco em prtuguez para o modo de
fazer uso deste ungento.
O deposito geral em casa do Sr. Soum,
pharmaceufco. na rua da Crun. 22. em Per-
oambuco.
Peimas de ago-inglezas.
Vendem-se na rua da Cadeia do Recite, loja n.
7, deGuedesi Goncalves, as verdadeiras pennas
de seo inglezas. mandada fabricar pelo profes-
8ordecalygraphia Guilherme Sculy, pelo mdico
preco de 1*500 a caixa.
Bezerro francez
grande e grosso :
Na rua Direita n. 45.
cobertos e descobertos, pequeos e grandes, de
ouro patente inglez, para homem o senhora,
de um dos melhores fabricantes de Liverpool,
vindos pelo ultimo paquete inglez : em casa de
Southall Mellors 4C
CALCADO
Grande sorlimento.
45-Rua Direita45
Os estragadores de calcado encontra-
rao neste estabelecitnento, obra supe-
rior pelos precos abaixo : m
Homem.
Borzeguinsaristocrticos. ... 9f000
Ditos (lustre e bezerro).. ... 7$000
Borzeguins arranca tocos. 7$000
Ditos econmicos....... 6]jf000
Sapa toes de bater (lustre). 5#000
Senhora.
Borzeguins prmeira classe (sal-
to de quebrar).......5|000
Ditos todos de merino contra
calos (salto dengoso).....4$5O0
Borzeguins para meninas (for-
tissimos).......... 4#000
E um perfeitosorlimento de todo cal-
cado e daquillo que serve para fabrca-
lo, como sala, couros, marroquins, cou-
ro de lustre, fio, fita, sedas etc
FUNDIDO LOW-MOW,
Roa da Seozala Hoya n. 42.
Neste eslabelecimenlo continua a haver um
comapletosorlimento de moendas e meias moen-
das para euSenho, machinas de vapor e taixas
de ferro batido e coado, de todos os tamanhos
para dto.
importante.
^Rua Direita 45
Este estabelecimento quer acabar
com alguns pares de borzeguins que lhe
restam.dos famosos arranca-tocos, ci-
dadaos etc., e sem o menor defeito, re-
duzindo-os ao preco de ." 7^000
SYSTEMA MEDICO DE H0LL0WAY.
PILULAS HOLLWOYA.
Este inestimavel especifico, composto inteira-
mente de hervas medicinaes, nao contm mercu-
rio, era alguma outra substancia delecteria. Be-
nigno mais tenra infancia, e a compleico mais
delicada igualmente prompto c seguro para
desarreigar o mal na compleico mais robusta;
inteiramente innocente em suas operacoes e ef-
feitos; pois busca e remove as doenca3 de qual-
quer especie egro por mais antigs e ienazes
que sejam.
Entre milhares de pessoas curadas com este
remedio, muitas que j estavam as portas da
morte, preservando emrfeu uso: conseguiram
recobrar a saude e forras, depois de haver tenta-
do intilmente todos os outros remedios.
As mis afflictas nao devem entregar-se a de-
sesperaran ; facam um competente ensaio dos
efllcazes effeitos desta assombrosa medicina, e
prestes recuperarlo o beneficio da saude.
Nao se perca tempo em tomar este remedio
para qnaiquer das seguintes ejifermidades :
em grande sortimento para
homens, senhoras e
meninos.
Vendem-se chapeos francezes de superior qua-
lidade a 6$50o,7 e 8. ditos de velludo, copa al-
ta e baixa a 7$, 9 e 10$, ditos de lontra pretos e
de cores, muito finos a 6} e 7S, dilos do chile a
3g500, 5, 6, 8, 10 e 12, ditos de feltro em gran-
de sorlimento, tanto em cores como -em qualida-
des, para homens e meninos, de 2&500 a 7$, di-
tos de gorguro com aba do couro de lustre, di-
tos de semira com aba forrada de palha, ou
sera ella a $, dilos de palha ingleza, copa alta
e baixa, superiores e muito em conta, bonetes
francezes e da trra, de diversas qualidades, para
meninos, chapeos de moits qualidades para me-
ninas de escola, chapelinascom veo para senho-
ra, muilo em conta e do melhor gosto possivel,
chapeos de seda, dilos de palha amazonas, enfei-
les para cabeca, luvas, chapeos de sol, e outros
muitos objeclos que os senhores freguezes. vis-
ta do preco e da qualidade da fazenda, noidei-
xaro de comprar; na bem conhecida loja de
chapeos da rua Direita-n. 61, de B. deB. Feij.
Vendem-se fazendas por barato
preco e algumas por menos de seu
valor para aeabar, em peca e'a reta-
lho : na ruado Queimado loja de 4
orlas n. 10.
Accidentes epilpticos.
Alporcas.
Ampolas.
Areias(malde).
Asthma.
Clicas.
Convulsoes.
Debilidade ou exteiuia-
co.
Debilidade ou falta de
torcas para qualquer
cousa.
Dysinteria.
Dor de garganta,
de barriga,
nos rins.
Dureza no ventre.
Enfeimidades no ventre.
Ditas no figado.
Ditas venreas.
Enxaqueca.
Herysipela.
Febre biliosas
Febreto internitente.
Febreto da especie.
Gotta.
Hemorrhoidas.
Hydropesia.
Ictericia.
'indigestos.
inflammaces.
Irregularidades
menstruaco.
Lombrigasde toda es-
pecie.
Mal de pedra.
Manchas na cutis.
Obstrucco de ventre.
Phtysica ou consump-
pulmonar.
Retenco de ourina.
Rheumatismo.
Symptomas secunda-
rios
Tumores.
Tico doloroso.
1 Ulceras.
VBuereo (mal).
t^Kt poriasn. 10.
RELOGIOS.
Vende-se em casa de Saunders Brothers &
C, praca do Corpo Santo, relogios do afama-
do fabricante Roskell, por precos commodos,
e tambem trancellins e cadeias para os mesmos,
deexcellente Rosto.
4,000 rs.
! milho; no; armazens de Tasso
Rua do Queimado n. 37.
A 30$ cortesde vestidos de seda quecustaram
605; a 16-3 cortes de vestidos 4re phautasia que
custaram 303 ; a 8g chapelinhas para senhora:
na rua do Queimado n. 37.
Enfeites de vidrilho e de retroz a 49 cada
um : na rua do Queimado n.37, loja de 4 portas.
Em casa de Rabe Schmettan &
C, rua da Cadeia n. 37, vendem-se
elegantes pianos do afamado fabrican-
te Traumann de Haml
por sacca de
Irmos.
do deposito geral do Rio de
com Tasso l Irmos.
Janeiro: a tratar
Vendem-ae estas pilulas no estabelecimento
geral de Londres n.284, tSwand, e na loja de
todos os boticarios droguistas e outras pessoas
encarregadas de sua venda enUeda a America do
Sul, Havana e Hespanha.
Vendem-se asbocelidhas a 800 rs. cada ama
dellas, coa tem urna instrueco em portoguez pa-
ra explicar o modo de se osar destas pilulas.
O doposito geral om casa do Sr. Sean
pharmaceutico, na rua da Cruz a. em Per-
'nambuco.
Parinha de mandioca
nos armazens de Tasso 4 Irmos.
ilbo
nos amaten* da Tasso & Irmoa.
i
Tachas para eigenho
Fundif^o de ferro e brnze
DI
Francisco Antonio Correia Cardozo,
tem um grande sortimento de
tachas ole ferro fundido, assim
como se faz e concerta-se qual-
quer obra tanto d ferro fun-
| d ido como batida.
\


*:immJ..
DIABIO DE PERNAMBUCD. QUBTA FEIRA 2 DE MATO DE 1&60.
-largo da Penlia--
Manteiga peritamente flor a 800 rs. a libra c em barril se far mais algum abalimento.
Queijos muilo no y os
a 1J700 rs. e em caixa se far mais algum abalimento nicamente no armazem Progrefco.
rTogresso? ^^ CamPolcira* Ca\*tefcs de boUnnos
muito novos proprios para mimos a 500 rs., e em porgo se tara algum abalimento s no Progresso.
Figos de comadre
umCpareohcommodo!emCnte efeilada6c proPrias Para mimos s no Trogresso e cora avista se far
Latas de soda
com 2 1|2libras de differcutes qualidadesa 1600 rs., nicamente no armazem Trogresso. '
Conservas
a 700 rs. o frasco vendo-se nicamente no armazem Progresso
KoYae\\u\\ia inglcza
muito nova a 320 rs. a libra e barrica 4$, nicamente no Progresso.
Potes vidvados
no Pr UbraS proprias para man'eiga ou outro qualquer liquido de 400 a 1J200 rs. cada um, se
Chocolate rancez
f. s milria'iaSSira como vendom-se os seguintes gneros ludo recentemente chegadff c de superio-
hririni h r;S'i.pi'esunlos a 48 rs" a 'i"1 chouriC;> ">uito nova, marineladado mais ahmsdofa-
r^ nmn i a> mas8 de lomate. Pcra sccca. pas=ss, fruclas em calda, amendoas, nozes, frascos
t.u.n amenuoascobertas, confeitos, pastilhas de varias qunlidades, vinagre branco Bordeaux proprio
para conservas, charutos dos melhores fabricantes de S. Flix, magas de todas as qualidades, gora-
ma muiio una, ervilhas francezas, champagne eras mais acreditadas marcas, cervejas de ditas,
spermacetc baralo, licores fraocezes muilo finos, marrasquino de zara, azeite doce purificado, azei'
'0"?,s ult0 "ovas, banha deporco refinado e outros muilo gneros que encontrtro tendente a
moinauos, por isso-promelem os proprielarios venderem por muilo menos do que autro qualquer
promclem mais lambem servirem aquellas pessoas que mandaren) poroutras pouco praticas como
se viessem pessoalmcnte ; rogam tambera a lodos os sonhores de engenho e seuhores lavradores
queiram mandarsuas encommendas no armazem Progresso que se Ibes aflianca a boa cualidad? o
o acondiciouamento. H
Vcrdadcra goma de malavana
a 400 rs. a libra, s no Prog*esso.
Palitos
cilhaJos para dentes a 200 rs. o maco CDm 20 macinhoi. s no Progresso.
Cha \\yson, perula c urdo
os melhores que ha no mercado de U600 a 250O a libra, s no Progresso.
Passas em caixiuuas de 8 libras
as mais novas que tem vindo ao nosso mercado pelo diminuto prego de 2J560, s no Frogrosso.
Maeas em eaixin\u\s de 8 'ultras
contendo 405 qualidades pevide, grodebico, cslrelinha.alelria branca e amarella c pastilhas de"
maja, s no Pwgrosso, e com a vtsta se f3ra um prego commodo.
Cuouricas c pavos
as mais novas que lera vindo ao mercado.s no Progresso, afiaocando-se a boa qualidade e a visla
se ,ara um prego commodo. *
ARCHIVO IMVERSAL.
REVISTA HEBDOMADARIA
,om todos
os per-
Em casa de Basto & Lemos
ma lo Trapiche n. 17, ven-
de-se :
rChurxibocm lenctl.
Catiros di>'dit
Cabes de lii
Selics patente ing
te ices.
Paptl de imprimir.
Pendas de ferro.
Baldes de zinco.
Livrtseta branco inglez.
Ca deiras geno vezas.
Licores fiaos em garrafas de crystal.
Enxore t:m caixas de 3 arrobas.
Alvaiade de Veneza.
Cordoalba para apparelhosde navios.
Chapeos de palha de Italia singelos.
Vassoura* genovezas.
Drogas diversas. .
Banlieiros de marmore.
Tallias dt: barro vidrado.
Engenho.
escra-
na ra
Vende-so o engenho S. Jos de Bom Jar'ira,
regu?zia de N. S. da Luz, com bons terrenos,
moentee correnlo e com boas obras, quasi prom-
pto para se moer com agoa, faz-se todo e qual-
quer negocio, dando vista qualquer quantia ;
os pretendiles dirijam-se ao mesmo engenho,
cu ao engenho Pencdo de baixo, na freguezia de
S. Lourenco da Malla.
Escruvos venda.
Vendem-se, trocam-se e compram-se
vos de tod idade. e de ambos os sexos :
do Iuiperacorn 21, primeiro andar.
Arados americanos e machinas
para lavrirroupa: em casa de S. P. Jo-
hnston & C. ra da Senzala n. 42.
Vinho de Bordeaux.
Era casa de Kalkmann lrmaos* C
Cruz n. 10. encontra-se o deposito das''
ecidas marcas dos Srs. Brandenbi
J dos Srs. Oldekop Mareilhac & C. em
DE
mmmm 19mm$k m mnu.
Sita na ra Imperial n. 118 e 120 jauto a fabrica de sabo
DE
Sebastio J. da Silva dirigida por Francisco Belmiro da Costa
(de
para
deaux.
Bor-
COLLABBADO
PELOS SRS.
D Antonio da Costa -A F. de Castilho-Antonio Gil-Alexandre Herculano A G Ramo*
A
A. P. Lopes de Men-
Gomes
Andrade
Pires
ra Latino
ouVa JM%ndH-^f^ Jnior',uli d* Caslilho-Julio Maxirao de Oliveira Piraentel
da Silveira Lopes.
DIRIGIDO
POR
A. P. de CaminoCarlos Jos Barrciros.I. F. Silveira da Molta
Rodrigo Paganino.
se^
de ludir, e
um periodo extremamente perigso para as pubiieagdes'dcsTa natreza".
o o seu segundo auno, como nao altera o
con-
O archivo universal omega cono terceiro volume o segundo anno da sua existencia
uiopois vencer urna das maiores dillculdades com que os jornaes Iliterarios de Portugai leei
venceu com honra, satisfazendo cora a maior pontualidade lodos os compromissos
ItremamenlR nenernsn n.ira as nnh i-n. h.i. .._____ .npiuujjsaUs,
rarama novo; hoje corao no pScplo '^t LTJo?%Z 2
Sm IiiSa ?i>0der 'a!nbem 'n.VOcar em seu ab0D0 P"sd0. ue J co"a i sympalhias que
m k 08bonf.cnP'0'' ? em apresentado, e a rcgularidade da sua publicaco. Para os
que conhecem a aUnbulada exislenc do ornalismo porluguez, para os que sabem quanl.s descon-
JS? fmnec^sar' de?ranecer- 1uanla? ?sPeit nfIstar.DqUanlos embaraces romover.Lra con-
seguir urna vida mais larga; tirocinio urna grande conquista e um bom agouro aePprosperi-
pera^afd'oVueVo^uraa^to^r 7S^*^^#Z^ <
Destinado
junlamen
tria ou as
se regula
d- ^t^rr'T ^ \01-^ 420 pagi^Tora rndee e f?ontSSeKSap cie.1
Assigna-se era Pcrnambuco, ra Nova n. 8, nica agencia. Mwpeiinies.
-i-________
CONSULTORIO
DO
P. P. A. Lobo Hoscoso,
3 RA DA GLORIA, CASADO FUNDJLO 3
Clnica pot ambos os systemas.
080 dS consultas todos os dias pela manhaa e de tarde depois de 4 horas.
ou outras
as 10 horas da manba e em caso de ur-
SJfadWS.ff' CUrar aDnualmn^ *o s para <
Os chamados devem ser dirigidos sua casa at
Rr^ri^orjissiiis-da ** *> -**** -e da
iWoMS^o^
j Crespo ao p d
oja e na casa do annnnciante ahar-se-ha constantement
metter
Nogueira ^"iS^^o'Sifrii^l^ ^'^ l0dde ^'*X**
-^31^^-^*^^ constantement e oa melhores medica-
i ja bem conhecldos e pelos precoa seguintes :
Botica de 12 tubos grandes, iri
Ditoade24 ditos .........
DMtade 36 ai tos.
Dito'de 48 ditos.
Ditos de 60 ditos. .
Tubos avulsos cada u
Frascos de tincturas. .
/ri nnmedicina hmeopathica pelo Dr.' Jahr traduzido
caa ciruja2 "t"* dccionario dos term09 e medi~
um.
iras.
000
sgooo
20090
2-55OOO
0000
15000
25000
209000
105000
65000
D'AURORA.
R^ogios de euro e prata.
Em casa dcHenry Gibson, ra da Cadeia do
Recife d. 62, ha para vender um completo sorli-
mcnloderelogios de ouro e prata, chronomc-
Iros, meioschronomciros e de peiente, os me-
lhores que vem a esle mercado, e a precos ra-
zoaveis.
37 RuadoQiieimado37
Loja de 4 portas.
Chegou a este estabolecimento ura completo
sortimento de obras feitas, como sejara : pale-
lots de panno fino de 165 at 28J, sobrecasacas
de panno fino preto e do cores muilo superiores
a 35& um completo sortimento de paletots de
riscadinho de brim pardo e brancos, de braman-
te, que se vendem por preco commodo, cerou-
; beraco-!fa!nde UlJ,01. diveos'lamanhos, caraisas
nhccidas marcas dos Srs. Brandenburs Frrp-s ilrancezas de '"ho e de panninho de 2fi at 5S
" cada urna, chapeos franeezes para hornera a &
ditos muiio superiores a 10, ditos avelludados,'
copa alta a 13, ditos copa baixa a 105, cha-
peos de eltro para homem de 4. 5eat 7
cada um, ditos de seda e de palha enfeitados pa-
ra meninas a 10, dftos de palha para senhora a
125, chapelinhas de velludo ricamente endita-
das a 255, ditas de pJlha de Italia muilo finas a
255, cortes de vestido de seda em cartao de 40g
at 1505, ditos de phaulasia de 16JS al 35S000,
gollinhas de cambraia de 13 at 5. manguitos
de I55OO at 5, organdys escuras e claras a
800 rs. a vara, cansas francezas muilo superiores
e padres novos a 720 a vara, casemiras de cor-
les para colletes, paletolse calcas de 3$500 at
45 o covado, panno fino preto e de cores de 2&500
at 105 o covado, corles de collele de vellu do
muilo superiores a9e 125, ditos de gorguro
e de fusto brancos de cores, tudo por preco
barato, atoalhado de algodao a 1&280 a vara,
cortes de casemiras de cores de 5 at 9#, grosde-
tem sempre no seu deposito Ili,P1es de cores e pretos de 1600 at 3200 o
covado, esparlilhos para senhora a 65, coeiros
de casemira ricamente bordados a 12 cada um
lencos de cambraia de Iinho bordados para se-
nhora a 9 e 12* cada um, ditos lisos para ho-
mem, fazenda muito superior, de^2 at 20 a
duzia, casemiras de cores para coeiro, covado a
2S0O, barege de seda para vestidos, covado a
I94OO, um completo sortimento de colletes de
fZ!"^0' casemira Pre,a >isa e bordada, e de
lustao de cores, os quaes se vendem por barato
preco, /velludo de cores a 7 o covado, pannos
para cima de mesa a 10 cada um. merino al-
cochoajo proprio para paletots e colletes a 2800
o covado. bandos para armacao de cabello a
l5tO, saceos de tapete e de marroquim para via-
jera, eum grande sortimento de macas e malas
de pregara, que tudo se vende vontade dos
fteguezea, e outras muilas fazendas que nao
oes
os
melhores 8ys,eraas hoje appmados e"conhecidos 577-0^ proveas Yo'taSrio'Xi.S
de todas as d.mencoes asperanles ede repucho tanto de cobre coo de bronze e ierro loreiraa
6 9e VdA' 8S """encoese feitios para alambiques, tanques ele. parafusos d'o brSnze e
ferro pararodas d'agua.por as para fornalhas e crivos de fero. tubos de cobre e chumbo de todas
as diraencoesparaencaraentos camas de ferro com armado e em ella .Ss de ferrVnolaveis l
econmicos lachas e tachos de cobre, fundos de alambiques, passadeicasT escumadoir^ rr,rn!
Tem as seguinles qualidades':
SI. EM^hBraildenbUrS frreS<
t. Julien.
Marga ux.
Larose.
Chleau Loville.
Chteau M.'irgaux.
De Oldekop & Mareilhac.
St, Jtlien.
St. Jilien Udoc.
Chateau LOville.
Na mesma casa ha para
vender:
Sherry em barr.
Madeira en barris.
Cognac ejn barris. qualidade fina.
Cognac em caixas qualidade inferior.
Cerveja branca. #
Tachas e moendas
Braga Silva & 8a,
HA riu'l.h!*'0eda ni 3 A' um rande sortimento
eJ?a" rendas Para engenho, do multo
m trfab"cante Edwin Maw : a tratar no
mesmo deposito ou na ra do Trapiche n 44.
Pechincha.
Com pequeo toque de a-varia.
Na ra do Queimado n. 2, loja do Precuica
vendera-se pecas le algodo encorpado larg"'
cora pequeuo loque do avaria a 2#&lJO cada urna.
Aos amantes da economa
Na ra do Queimado n. 2, loja do Predica
vendera-se chita, de cores DxaSJ bstanle S:
ras, pelo baratissimo preco de 65 a peca, e 160
rs. o covado.
...~~ Carne de vacca salgada, em
libras : em casa de Tasso Irroos.
harria de SO0
a sua confianza, acha-
tomar nota das encommendas.
Relogios.
Vende-seem casa de Johnston Pater & C, ra
oo Vigano n. 3, um bello sorliraonlo de rclogior
de ouro, patente inglez, de um dos mais afa-
mados fabricantes de Liverpool; tambera urna
vanedade de^bouilos trancelins para os mesmos.
Em casa de Borott & C, ra
da Cruz do Recife n.5, ven-
de-se:
Cabriolis muito lindos.
Charutos de Havana verdadeiros.
Presuntos para fiambre.
Fumo americano de superior qualidade.
Ghampanha de primeira qualidade.
Carne de vacca em barris de superior quali-
dade.
Oleados americanos proprios para cobrir carros
Carne de porco em barris rr.uito bem acondi-
cionada.
Licores de diversas qualidades, como sejam
o muilo afamado licor intilukido Morring Cali
Sherry Cordial, Mcnt Julop, Bitters, Whiskey
C, ludo despachado ha poucos dias.
Machinas de coser, grandes e pequeas, de dif-
ferentes autores, do um modello inicuamente
novo, por preco commodo.
Salsa parrilha era frascos grandes e.. pequeuos,
muito bem acondicionada.
Pilulas vegelacs (verdadeiras.)
Verme fuge.
prego :
& C,
B1^?^^ ffSvtoda
todo* es tamanhos, rodaa d'airua para enaenhos todas dfm saber: machinas de vapor
dase meias moendas. tachalTS KSdo^e fundido def todoU ^ ?" d* "ade,r"' men"
fodo.-.s taraanho^^odM'dTguTpm who^todM^iS?^*-' ab = niachin.s.de ,
,kJ "eias moendas, Uchaa de ferro batido e fundide
SK7A ba8t roda8' rodete*. aguilh5ea e boceas pa
t.. U descaro5ar algodao,' prencas para mandi
ti^SJS^l*!*'to. /. ulirv.Joiea. po,
fcieM^. =^5^TS!r^^ SSSsriSaS SS:
de
tamanhos
. machinas
e oleo de ricini, portees gradara, co-
machinas para
i ricini, portee
pontea, *aldeiraa e tanauea, boiaa", alvarengaa.
ambos ou moWos'oe'o ;Tare.Cr!^..qHnJqUn'kKf* M,a ^l for 8U pilos
fcotowaUffi w.4o tSEV'ia"i ~"JLp/?e??i2. wf b/"?_'e ocommendae neate eaU-
ir 4o *UbMm2ttlS^*&?M&lS^' '"H"*'- o4i. do eai-
eaUad* pai wl^foln ,H mmn mu
Veiide-se cebla sola por baratissirm
armazem da ra do Amorim n. 46
Oleado de
cores.
Vendem-se oleados decores os mais finos que
possivcl ueste genero, e de diversas larguras
por preco commodo : na ra Direita n. 6i; loia
de chapeos de B. de B. Feij, J
Ra da Senzala Nova n. 42
Vende-se em casa de S. P. Jonhston 4 C. va-
quetas de lustre para carros, sellins e silhes in-
giezes, car.deeiros e casticaes bronzeados lo-
nas uigleziis, o de vela, chicote para carros e
montana, irreos para carro deipe dous cval-
os, e reloi;ios d'ouro patenteinalezes.
Vende-se -
o engenho Aremun sito na freguezia da Esta-
da, no limie do Cabo, arredado um quarto de
legua da eslrada de ferro, com bastantes maltas
virgens, edificado de nov e todo demarcado a
iraiarno mesmo engenho com o proprietario.
ESCRAVOS VENDA.
Vendem-se 12 cscravos. na ruado Imperador
n 21, terceiro andar, sendo 3 negras engomma-
nS ? JttU,*-ta m,u,t01b'>nt''. 4 negros mocos
para iodo erv.go. 1 moleaue de 13 annos, 1 mu-
lalinode lOannos. 1 mfllatinha de 12 annos
YraTcYb!! de U annS vendem-se b's
Vende-$e um pequeo ortimento
de copos, clice e garrafas de vidro :
em casa de Brender i Brandis
ra do Trapiche n. 16.
GELO.
Bo.-olt & C. tcem a honra de participar
seus freguizcse ao respeitavel publico em eral
que receberam no dia 25 do corrente um nov
carrezame-ilo de gelo. o qual estar venda to-
dos os das desde as 7.da manhaa al as 6 da
lardo, na forma do coslume, no seu.novo depo-
Vta%ffeJ" na.rU/ d ImPerad<>r confronte ao
oilao do d ?posilo do gaz.
u7.iLendl'seKUmui-io' eI*->Wa distante des-
cri^rdei'-,,m.bo:>ba'decapim. viveiro bom
fr"!? 1' pe,X' COra baslan'es arvoredos de
fruclos todas novos. urna carroga nova, dous bois
novos : qcem os pretender, dirija-se a ra do
SuUeerr0tara?rJade a"DdaS "' 2> ^Ue "^har com
Vende-se um lindo moleque de 10 a 11 an-
nos, vindo do Cear : na ra da Cruz n 33
o,"l !?nd>se u? oePsil<> Para oleo de linha-
vwfi^,c;'mmodo Para 350 aloes: ^ ra do
vigano n. .0, loja de pintor.
Vend.jm-so 40 a 50 apoliecs da companhia
Saceos com milho
a 8$500.
mw SJerM da e3lrelIa d0 lar* d0 Paraizo nu-
rendfi-n um sobrado de dous andares n.
5, na ra da Penha. e um de um andar no becco
do Padre n. 2: osi pretendemos podem entender-
se cora Manoel Ribeuo Baatoa, no Hondero nu-
ni ero *
a ra Nova n. 35, vende-ao farinha de
aos
possivel aqui mencionar, porm com a vista dos
compradores ae mostraro
Catangas de gesso.
Chegou loja do Ramalho, na ra Direila n.
fcd, um grande sorlimenlo de calungas e jarros
cora [rucias, feitos de gesso, proprios para por
em cima de mesa, por menos do que em oulra
qualquer parte ; a elles, antes que seacabem.
Camisas ioglezas.
Pregas largas.
Goes Ra do Queimado d. 46, frente da loja
amarella.
Acaba de chegar na bem conhecida loja de
Goes a Baslos, om grande sortimento das muilo
desojadas e verdadeiras camisas inglezas, com
peilo de linho e pregas largas, j bem conheci-
das pelos freguezes deste estabelecimento, as
quaes camisas ha muilo se eslava esperando, e
por ler grande porco, lemos deliberado, para
mclhor agradarmos os freguezes, vende-las pelo
diminuto preco de 36J por duzia.
Fazendas porbaixos presos
Ra do Queimado, loja
de 4 portas n. 10.
Ainda restara algumas fazendas para conclirh-
a liquidacao da firma de Leite& Correia, aaquses
se vendem por diminuto preco, sendo entre ou-
tras as seguintes:
Chitas de cores escuras e claras, o covado
a 160 rs.
Ditas largas, francezas, finas, a 240 e 260.
Biscados franeezes de cores fixas a 200 rs.
Cassas de cores, bons padres, a 240.
Brim de linho de quadros, covado, a 160 rs.
Brim trancado branco de linho muito bom. va-
ra, a 1JW00.
Cortes de calca de meia casemira a 2g.
Dilos de dita de casemira de cores a5?}.
Panno preto fino a 3 e 4#.
Meias de cores, finas, para homem, duzia a
1#800.
Grvalade seda de cores-% pastas al|.
Meias brancas finas para senhora a 3g.
Dilas ditas muito finas a 4.
Ditas cruas finas para homem a 4J.
Cortes de colletes de gorguro de seda a 2$'.
Cambraia lisa fina transparente, peca, a 4^.
Chales de laa e seda, grandes, um 2$.
Grosdenaple preto de 1(600 a 2.
Seda prela lavrada para vestido a 1JJ600 e 2fi
Corles de vestido de seda preta lavrada a 16
Lencos de chita a 100 rs.
La de quadros para vestido, covado, a 560.
Peitos para camisa, um, 220.
Chita franceza moderna, fingindo seda, covado
Entremeios bordados a 200 re.
Camisetas para senhora a 640 rs.
Ditas bordadas finas a SgSOO.
Toalhas de linho para mesa a 2 e 4.
Camisas de meia, urna 640 rs.
Lencos de soda para pescoco de senhora a
ooo ra.
Ve8edJLbr,ncos bord Qas & 5^000. i
Corles decalca do casemira preU a 61.
Chales de merm com franja de seda a 5.
Corteado calca de riseado de quadros a 800 rs.
a Ima ere paTa do de aonlaria, ova-
oo, 1920U. t
Lengos brancoa de cambraia, duzia, a-2#.
-- Vende-se urna negrinha de 15 a 16 annos,
sabendo coser, cozinhar e en seminar : no Man-
guiflbo, em frente do sitio do Sr. Accioty.
Carneiros gordos.
No engenho Forno da Cal vendem-se carneiros
gordos por preco commodo.
Espirito de vinho com 44
graos.
Vande-se espirito de vinho verdadeirocom 44
(tros, chegado da Europa, as garrafas ou as ca-
andaa: na ra larga do Rosario n. 36
NOVO DEPOSITO
DE
mam m ram.
lina da Imperatriz n. 78
Neslc eslabelecimento recebeu-se ltimamen-
te, em direilura da Europa, um grande sorti-
mento de camas de ferro fundido e balido, e de
lodas as qualidades, e dos mais lindos modelos,
lanto de urna como duas pessoas, com armaces
o sem ellas, ditas para meninos cora varandas e
sem ellas, e berro de ferro, que ludo se vender
por pre^o commodo, tanto a relalho como em
porelD.
Albardas inglezas.
Ainda ha para vender algumas albardas ingle-
zas, excellentes por sua durarlo, levesa e com-
modidade para os animaes : era casa de Henry
Gibson, ra da Cadeia do Recife n. 62.
Superiores chapeos Estes excellentes chapeos que por sua qualida-
de e eterna duraran, sao preferiveis aos do Chi-
le ; existera venda unicamcnle em casa de
Henry Gibson, ra da Cadeia do Recife n. 62, por
proco commodo.
Vend-se
linha de novello de todos os sortimcnles, malas
i de Seda inglezas de peso e mais inferiores bran-
I cas e prelas, por procos commodos : em casa de
Henry Gibson, ra da Cadeia do Recife n. 62.
Vendem-se bonitos burros
do que se lera vendido, para ver q l
cheira da ra da Floicnlina, que fot do
coronel Sebasiieo.
o por menos prero
ver e_lra(ar nn c-
lencnle
Tintara dejaracry do|
Para,


9
Esla Untura (ao conhecida hoje no Ta-
@ ra e que lio grandrs elTeitos tem prestado
f| a humanidade. Acha-ao hoje venda na
botica do largo do Carmo.por te-la recebido
do Para, tsia tintara faz 0 recomraenda-
@ da nos ataques de asthma aguda ou chro-
nica, suppressoo da meostruacao ou falla
$ della, dores syphilitieas, defluxoes com f-
feccao do peilo, na*hiolestias de pclle. -.
as mordeduras de cobras e outros ani- 2
^ maes venenos etc.
N. B.^ada vidro aeompanha um im- 2
@ presso com as molestias e a raancira de
9 tomar.
sem igual
Corles de chita franceza larga para vestido a
9 o corle : na loja do sobrado amarello, nos
qualro cintos da ruado Queimado n. 29, de Jos
Mana Lopes.
NETKS PARA MARCAR ROl'PA^
' "A DA 1MPKRATRK 22 |
Pechincha para acabar.
iAnendem"se ,5azinhas de cores rrara arabir a
OU rs. o covado : na loja do sobrado amarello,
nos qualro cantos da ra do Queimado n. 29, de
Jos Maria Lopes.
Marmelada.
,Na u Direila n. 6, ho matmelada
640 a libra.
superior a
lemle-se
Relogios patentes.
Estopas.
Lonas.
Camisas inglezas.
Peitos para camisas.
Biscoutos.
Em casa de Arkwight & C ra da
Cruz n. 61.

AS HELHORES NAinNAS DE COSER
DOS
Mais afamados autores de New York
I. M. SINCERA C.
E
WHEELER & WILSON.
No novo eslabelecimento vendera-se as machi-
Iti k esJdous aulores mostram-se a qual-
quer hora do da ou da noite e responsabilisamo-
nos por sua boa qualidade e seguranca :no arma-
zem de fazendas de Raymundo Carlos Leite &
lrmao, ra da Iraperalriz n. 10. antigamente
aterro da Boa-Vista.
aje Na loja do Arantes vende-se borzeguins pa-
ra homem a 59 o par, ditos para senhora a 2
di los para meninos e meninas a 1, sapales Je
bezerro, ditos de lustre a 3$, meios borzeguins
para homem a 3, ditos para menino a3j,
Attencp.
Na ra do Queimado, loja n. 8."vende-se um
excellente casal de cachorros galgos muito novos
e de excellente raca : vende-se oor necessilar a
pessoa retirar-se esla provincia.
v
Aos senhores logistas de miudezas.
Ricos prelos de seda,
Ditos brancos e pretos de algodo.
Luvas prelas de torga 1.
Cintos elsticos.
Linhas de algodao em novellos : vendem-so
por precos commodos, em casa de Soulhall Mel-
lors Sl C, ra do Trapiche n. 38.
I Engenho. |
Vende-se o engenho Sania Luzia.silo na
freguezia de Sr Lourenco da Malla, entre @
os engenhos Penedo d Baixo e Pcnedo de
Cima : trata-sc no mesmo engenho ou no &
g> engenho Mussambique com Felisbino de 6
O Carvalho Rapozo. ^
Cera de carnauba, sebo n finado e fio
de algodo.
Contina a vender-se no largo da Assembla
armazem n. 9. '
Vende-se superior linha de algodao, bran-
cas e do cores, em novello, para costura : em
ca de Seuthall Mellor & C, ra do Torres
o. 38.
Escravos fgidos.
Desappareceu era fins de noverabro do an-
no passado o pardo de nomc Virginio, que aqui
se achava para ser vendido, e suppc-se que lo-
mara o capinho da villa de Saboeiro ; esle c-
cravo de estatura menos que regular, magro
picado de bexigas, e mal encarado : quem o ap-
prchender, ou delle demolida na ra da Cadeia
do Refsje n. 38, ser generosamente recompen-
sado. '
Fugio no dia 15 dcste mez urna escrava do
nagao, por nome Vicencia. idade 35 annos, a
qual consla ler andado pela Boa-Vista ; roga-se
porlanto as autoridades o capites de campo a
apprehengaoda mesma,levando-a em casa de sua
senhora na ra da Madre de Dos n. 3
andar, que se gratificar.
Fugio na oite do dia
n. 3 primeiro
Superiores charutos da Baha a 3$ ocento : no
Centro Commercial, ra da Cadeia do Recife nu-
mero 15.
Ceblas novas.
muito barata visla da qualidade ; no i
eposito da ra do Vigario a. 27.
Feijo amarello
no anli-
em saceos de 6 alqueires, do Porto, ou 30 euiaa:
vende-ae muito barato para acabar : no
deposito da ra da Vigario n. 27.
enligo
4 pechincha antes que se
acabe.-
Superiores cortes de chitas franceza largas de
cores escurns.com lindos padrees, de 10 co'va-
doscada corte, pelo baratissimerpreco de 2/500
nos qualro cantos da ra do Qtwimado. loia do
sobrado amarello a, 29, de Jos Moreira Lopes.
Vende-so conlinuadamente farinha deman-
djooa, mtiho e trelo do Lisboa, em saceos gran-
g 1* ^Ult0 Perionpnilidade : na ra do Ran-
. pelas 7 horas, a
{scrava cabra alulada, de nome Januaria, idade
22 a 25 annos, pouco mais ou menos, levando
roupao de chita prela. e mais outros de cor des-
botados, e tambera de cassa chita, chiles de as-
senlo branco com ramagem de cor, altura regu-
lar, cara redonda, cheia do corpo; esla escrava
veio de Macci e foi comprada ao Sr. Ferrao, na
ra do Crespo : a pessoa que a letar a prac do
Corpo Sanio w. 17, loja do cabos, ser recom-
pensada.
Negro fgido.
No dia 29 do do corrente mez de abril fugio da
casa do seu senhor o preto de nome Clemente
estatura alta, os dedos da mi direita virados
para dentro, urna das pernas grosaas, do ferro de
ser fujo. foi comprado na sexta-feira(27) na ar-
rematagao feita pelos credores do fallido Gus-
mo : por isso roga-se as autoridades policiaes e
a companhia de pedestres a apprchensao do dito
escravo. levando-oruado Livramenlo n. 32, ou
ao Manguinho, na casa do seu proprio senhor
Joo Antonio Carpinteiro da Silva, que scrao ge-
nerosamente recompensados.
Fugio do engenho Poco, da freguezia da
Luz, em principio de margo deste anno. o nrdo
Ignacio, cujos signaes sao os seguintes : dado
dO annos. pouco mais ou menos, altura regular,
cheio do corpo, cara chala, fallam-lne alguns
dentes da frente, barbado, olhos pequeos,
quaodo falla balbuca por tal modo que parece
gago : n'uma das mos falla-lhe um pedago do
dedo anullar. Este negro foi comprado ao Sr.
lenenle-coronel Diraas, irmao do Sr. conego Pin-
to de Campos : pede-se a captura do referido
negro, e a entrega delle a seu senhor no enge-
nho supra, ou ao Sr. Manoel Antonio Gongalves
no Recife, ra do Cabug n. 3. de quem receber
o apreseutante urna graticagao generosa.
Escrava fgida.
Fugio da casa do abaixo assignado, no -dia 18
do crranle, urna sua escrava d Coala de nome
Maria, que representa terde idade 46 annos, al-
tura e corpo regulares, cor nao muito pieU,' tem
bastantes cabellos brancos, cosluma trazer ura
panno atado i roda da cabeca, tendo por signal
mais saliente as mos foveiras, proveniente de
calor de flgado. Esta escrava tendo sahido como
de costume, com venda de arroz, nao voltou
mais : rogn-se, portanto, s autoridades poli-
ciaes, capites de campo e mais pessoas do povo,
a apprehenaio de dita escrava, e leva-la loja
do Preguiga, na ra do Queimado n. 2, ou casa
de sea residencia na ra da Florentina defrente
dawcbeira do IHm. Sr. lente -coronel Sebas
lo, o,ne serao generosamente recompensados.
fl-SDOl


TT
"^-
W
MARIO DE PBRNAMBUCO. QARTA FEIftA a fcfi MAtO DE 1880.
Litteratura.
Odysseas Algerinas-
A CONDESSA NEGRA.
(Conclusao.)
A fcsla fo bruscamente interrompida. Bou-sar,
sem perder cabera, chamou suas mulheres; Ge-
orges iflirotose, um cnxome de moukeret cer-
"cou i madama de Luce riis. Ellas desacorxela-
ratn a amaiona ; mas deram gritos por nao po-
derem alrouxar um esparlilho .que cncoiitrarom,
um vcrdadeirQ n gordio e mi) myslero para el-
las. Goorges furioso aflaslou-as,. arrebenlou o
esparlilho ja condessa, que pode rjttpirat desem-
raradamonlc, depois relirou-se de novo, fazendo
signal as mulheres rabes que vollassem a cui-
dar c vestir madama de Lucenais. As mouke-
res abanaran) a condessa, cercaram-na de cuida-
dos ; e madama de Lucenais, lornamdo si,
pergunlou o que linha acontecido.
Esfaes muilo fatigada, diz Georges evitando
responder pergunta eila, para entrar esta tarde
cm Guelma
Morta ou viva, absolutamente necessario
que cu entre, retrucou n condessa. Handai tra-
7er Isabella, cu vol-o pero, quero partir.
Os rabes do aduar tMvam petrificados, cnao
compreheudam nada do que se tiuha passado,
nao tendo visto nunca suas multares se acharem
incomraoJddas. O caid smente na* eslavo mui-
lo inquieto dcste pequeo acontecimento, por
que tinha frcqucnlado as nervosas europeas e sa-
bia a (acilidode cora que ellos desmaiam. Fi
nalnienle, elle linha comprehendido a verdadeiro
causa do ataque de ervos da condessa, que,
um pouco desfigurada, com o rosto paludo, es
olhos afTogados cm languidez, eslava ma3 bella
do que nunca.
Chegou a vez de sentir Georges a paixo que
liavia insperado. Montou-se cm Salan com niui-
to mu humor e dcixou com pesar o aduar dos
lemelas.
A volta foi triste. Em frica nao ha aurora
nem crepsculo ; as sombros involvem brusca-
mente a Ierra do mesmo modo que os primeiros
raios do sol a Iluminara c abrazara. Os cha-
caes, esses officiaes sinislros da noite africana,
granniam passagom da caravana. Georges,
Ahmed o lbrahim vigiavara de perlo Isabella, que
podia, com um passo falso, fazer rolar a condes-
sa em urna quebrada. Por cumulo de males a
la e as estrellas cobriram-se de repente de nu-
vens, iinptlhdas pelo vento sul, polo smoun.
Era opposico s noiles habituaos d'Africa, que
sao luminosas o quasi glaciaes, o lempo lornuu-
sc negro e asphyxionie. A' custo podia respi-
ra r-Bg, e quatro passos em f-cnle nada so po-
dia dostinguir. A'cada instante a caravana cor-
ra o risco de perder-se, ou decohir em alguma
quebrada.
Madama, diz Georges com resolucao u con-
dessa, vos nao entrareis n'uma noiledeslas em
Guelma. Vamos ler herdade de Pablo, que
vosso "azendeiro c lhc pediremos hospitalidade.
Mas ao menos, objecin a condessa, convi-
ria que M. de Lucenais fnsse prevenido, afim de
que tiiio allribu- minha ausencia motivos que
nao scriam naturaes. Nao poderia lbrahim ir a
Guelma?
lbrahim, que linha ouvido a proposico de ma-
dama de Lucenais fez arengar seu cavailo.
Nao, condessa, diz Georges com vivacidade ;
6 intil que vosso marido saiba onde passaes es-
ta noite. Naturalmente lhc occorrer ao espirito
que vos nao podeslc viajar nesle lempo de siroc-
co. Alem de que estats fatigada, desfallecida, e
chegareis docnle Guelma, se escapasseis lodos
os accidentes.
A condessa cedeu ao raciocinio de Gcurges, e a
coravana chegou porta d'uiua casa cercada de
muros como urna verdodeira fortaleza. Era una
herdade solada de toda a habiloco, de que era
fjzendciro o hespanhol Pablo, criador de gados,
rendeiro de Lucenais. Ahmed e lbrahim tinham
batido repetidas pancadas porta ; os caes so-
monte respondiera com ameacadores ladros : fi-
nalmenle urna voz rudo pergunlou quem eslava
ah. Ao nome da condessa de Lucenais, a porta
abrio-sc immediatamente Pedida a hospitalida-
de, Pablo responden que s tinha um quarto dis-
ponivel, e que nao ousava offerecer M. Georges
Kerouard um selleiro por cima das estribaras.
Georges acceitou o selleiro, c lbrahim, que, como
todos os rabes, linha sem duvida alguma repu-
gnancia em dormir n'uma casa, pedio para irpas-
sar a noite em seu aduar, visinho da herdade ; a
condessa nao achou nisso inconveniente algum, e
lbrahim relirou-sc ; mas em *ez de tomar o ca-
miuho de seu aduar, lomou galope, apezar da
escurido da noile, a estrada de Guelma.
Foram precisas infinitas precaugoes para que
os hospedes do hespanhol alravessassem um vasto
lerreiro, cntulliado de centenas de bois deitados,
que nao se eucommodavam seno mugindo ru-
do voz de Pablo.
O anligo capilao de caradores conduzio al a
cmara madama de Lucenais, recommendou-a ao
fiel Ahmed, e deixou-o abracando-a com um olhar
que nao era cortamente um adeus.
Estando o celleiro na oulra exlremdade do e-
dificio, Georges leve de atravessar o lerreiro, se-
t-se
ma
guindo Pable, que, com urna lanterna na uio,
fazia levantar os bois atlestando o mau humor,
que Ihes causava o acrem encommodados em seu
somno, por lerriveis mugidos.
Malmcnle Georges arremeeou-se vestido como
eslava sobre a cama de lona, leilo habitual d'um
moco da herdade, Pablo.desappareeeu levando a
lanterna.
Duas horas se passarnm A argola da portada
herdade soou'; madama de Lucenais, que nao
dorma mais do que Georges, julgou que seria al-
gum moco da herdade que entrava alguma
viagem ; oseaos ladraram ; os bois mugirara an-
da, depois o silencio restabelcceu-se. Meia noi-
le sooikdo relogio da herdade, envolvida em tre-
vas ,e silencio. Mas o que liavia de engranado,
apezar da calma apparente d herdade, era que
ninguem ah dorma, e Georges menos do que to-
dos.
Victima da ema^ao a mais violenta, ergui-
do leilo como se tivesse sido movido por^i
mola c exclomou:
A paixo mo asphixia nesle selleiro 1 Ella
vive alli, alguns passos de mira ; parece que
ougo-lhe a doce respirarlo; e deixana eu esca-
par esta admiravel oito de simoun .que inspira
ardores o causa trevas 1 As negras noiles d'Africa
me conhecCm e me so propicias 1
O anligo capilao de caladores lomou seu longo
punhal kabylo csahio do selleiro. O lerre"iro da
herdade eslava mergulhado n'ama escurido pro-
funda ; o ceu eslava negro, e somonte no fundo
do horisonlc um clarao vermelbo ensanguentava
a nuyem. O a rarefeilo cscaldava os pulmoes, e
respirava-se vapores : era urna leirivcl noite de
sirocco. Os bois affiguraram-se Georges raossos
confusas, mais difficeis de romper que um ejerci-
to nimigo.
O Don Juan africano nao dcsconhecia a difTi-
culdade de atravessar esle lerreiro sem encora-
niodar os bois e sem dispertar os caes: porm
leria morrido de vergonha ao pensamento nico
de recuar ante obstculos maleriacs d'esla guisi
que o seporavom do quarto da condessa. Elle
poz-se portanlo obra com affoiteza.
Georges passou sem inconveniente os primei-
ros bois, deitados; por desgraga, chegado ao mcio
do lerreiro, vio-se forrado a apartar com os pos
e com as mos os bois, quo dormiam era pd, a-
poiados c conchegados uds aos oulros. Os ani-
maos so amotinaran! bstanle, e os cues de guar-
da, leslcmunhasdesle rebolico,*ouiecaram a la-
drar, avanoaram ao lugar do lerreiro, onde se
roanifeslava a perturbaco, e o primeiro que sen-
lio Georges, sallou-lhe ao peilo : era um enor-
me molosso. Mas apenas loeou com os denles o
peilo de Georges, quando esle inlroduzio-lhe no
venlre at o cabo seu lotigo punhal kabylo. O
molosso cahio inorlo.
Georges avancou resolutamente apezar dos la-
dros dos ontros dous caes. O ofiicial que linha
experimentado o tacto viperino da panthera fe-
rda, que linha sentido a forte respirago do leo,
nao poda temer os molossos. Apenas diriga a
Venus urna supplica, e era que os ladros dos caes
nao dispertassem a gente da herdade.
Desgragadamenle os dous componheiros do mo-
losso, espantados de sua sortc trgica, balian cm
dretirada diante elle, ladrando horrivelractte.
Entrelanto Georges tinha empreado esforgos
sobrehumanos para atravessar com preslezaas
niassas de carue, que se lhc oppunham passa-
gem. Faltavam-lhc apenas alguns passos para
rhegar ao fim, quando de repente se abro aporta
do quarto do rendeiro ; e um homcm appareceu,
munido d'uma lanterna, que poz em Ierra, c
d'uma espingarda. Fez logo pontana em Geor-
ges ; o tiro parle, e a baila sybilou ao ouvido do
anligo capilao, que,ao fraco clarao da lanterna
e ao fogo do tiro, creu rcronhecer o conde de
Lucenais.
Foro de si, Georges precipitou-se contra o as-
sassino ; mas os obstculos eram insuperaveis.
A detonarao linha cspalhado o susto, o pnico
naiegiao dos bois, que se hvravam saltos fu-
riosos, dando chifradas (orto o a direilo.
Apezar de toda a razao, apezar de toda a evi-
dencia do perigo, Georges quiz absolutamente
sahir deste circulo infernal, para agarrar o as-
sassino, o conde de Lucenais, que depois de seu
otlcnlado tinha entrado em casa e corra j sem
duvida pela estrada de Guelma
Em seu louco ardor de vinganca, Georges lau-
cn se de encontr os ponas d'um touro fu-
rioso : foi arremessado alguns metros de dis-
tancia, e cahiu contuso, com as entranhas de
fi'ira, ao p da soleira do quarto da condessa.
Ahmed ouviu os gemidos do capilao,abriu a por-
ta, chamou cm seu socorro madama de Lucenais,
que appareceu de roupao branco.
Georges Georges 1 exclamou ella com um
acecnto de desespero mal o vio por Ierra.
Sim, sou eu, condessa, diz Georges, fa-
zendo um intil esforgo para levantar-se. Es-
queci-me honlem de dar-vos boas-noutes, que-
ra reparar o meu erro...
. Georges I ferido assassinado I
Por vosso marido. Sua alma de assassino
incarnou-se em um touro furioso, que me ferio
com as ponas I
E' um delirio 1 urna allucinaco do odio I
Georges. que dizeis 1 Meu marido... um as-
sassino ?...
Yosso marido fez fogo sobro mim.
Nao I ni I So aliraram.foi o rendeiro Pa-
blo. M. de Lucenais est em Guelma. Nao me
desesperis, Georges 1
Amanh, madama, tercia parte na cama
d'um assassino... (ao verdade como vou morrer I
Moirer aqui i cm urna mundo estribara ?
Poi que? nao I Christo nao nnsceu nella?
Adeu.', condessa.. Eu tos amei bastante,
ide I A leus domos bellos Mohos de Meskou-
soj sabio* pedo-so citar
quem se deve a creacao
nao quero que
linot no iso p queno castello no tundo dos bos-
ques !...
Assoribrasda morfc desciam sobre o rosto
paludo e soberbo, reprehendendo a agona do
anligo cipitc do caladores d'Africa. A condes-
sa de Lucecais ajoelhou-se, laneou-se sobre o
corpo de Georges, e chegand* seusouviJos
os labios murmufou :
Nao morro, Georges I Eu
morras... Eu te amo I
Georges desfallecido nao pode responder ; mas
um sorriso de felindade rocou por seus labios.
Elle fez um signal e chamou Salan. Trouxeram-
lhe o inlelligdnte e corajoso cavallo rabe, quo
o tinha levado sobre os campos de balalha.
Salan, vendo seu senhor deitado, cnsanguenta-
do, comprehendou quo desta vez elle eslava
vencido. Os olhos de Satn cobriram-se de tris-
teza ; elle prz um joelho em trra e lambeu o
sanguede Goorges, que abracou com transpor-
te a ca!)ec,a de seu cavallo; depois o.affastou
docemeute sentindo que chegava) a extrema ago-
na. Georges: expirou entre os bracos da con-
dessa e de Ahmed^
Vestida com seu roupao ensinguenlado, a
condessa foi baler fftrla do hcspanhll, e pe-
d u-lhe con la da morte de Georges, ao que Pa-
blo responden que com elfeito ou vira os caes la-
draren!, como aconteca quasi todas* as noiles ;
mas que nenhum tiro linha sido dado no lerrei-
ro. A conde.-sa tinha sem duvida soohado : elle
nao sab a o que ella quera dizer.
Madama di: Lucenais vestio-se pressa e par-
lio da 1 erdade do Pablo : entrando em sua casa
achou .eu marido profundamente adormecido.
Quando lhe fez saber da morte de Georges Ke-
rouard, M. de Lucenais deu signaes de violen-
ta trisieza. Entao a condessa duvidou se um
liro tin la sico dado na herdade, so Gorges ti-
nha sido o ludibrio d'uma allucinacao. A con-
dessa nenhum indicio tinha para dissipar as du-
vidas, nem urna luz para liral-a do labyrintho
tenebroso, no qual se perda seu pensamento :
era-lhe irauossivcl adevinharque lbrahim tinha
vindo informar M. Lucenais da presenca de
Georges na herdado; que M. de Lucenais e
lbrahim tinham corrido inmediatamente her-
dade do hesp-mhol Pablo, amigo dedicado do
conde. Ainda mesmo que ella tvesse adevi-
nhado todos estes movimentos, toda esta cri-
minosa estrategia, favorecida por umanoile es-
cura, como leria ella adquirido a prova do fado,
visto romo a ausencia de lbrahim e'do conde
era perfeitamente estabelecida, visto-como M
do Luzenais tinha realmente passado.a noite
cm G-.elma e lbrahim em sou aduar 1
Alem dist) todas as investigares ferias con-
cluirn! poi' formar a conviccao do Georges
Kerouard, endo comraetlido a imprtMeocia de
atravessar, de noite, um lerreiro chcio de bois,
linha sido n orlo d'uma cintrada.
o cavalleiro de Hossi, a
- do mothodo scientillco
applicado m esludo das catacumbas, eo primei-
ro capitulo de* gloriosa historia e vordadeira da
egreja softredora, historia que esmeca j a des-
prender-sodas legendas, oque ainda um di se
pora a abrigo do sceplecismo.
O seculo XVIII nos legou bstanlos ruinas. Ho-
je porm a duvida historie?-tfrrurajjsQao satisfa-
zem lo poiicd^s.espiritos qnlo a flccao. Exis-
liram seguramente homens vfndos do Oliente 4
Roma que professavam urna f differente da re-
ligio ofiicial, que nao soffriam parlilha cora os
deuses, reclamavom todo o lugar no Panlheon,
sobre os vasos de vidro que so julgam o pnncipal
indicio (do marlrrio) ; maso respeilo quo trbu-
lo a Ssnta S, ei congregacio dos ritos, me obri-
ga a calar aqulllo que lalvez fosse muilo til de-
clarar. A segunda dicao da sua fsmosa caria
sobre o culto dos Santos ignorado! appareceu
em 1705, seto annos depois da primera edicSo
porm se ochava singularmente modificada. '
Depois ninguem*fj f oceupou scientificamente
das catacumbas atflxomego deste seculo; qun-
do M. de Agincourt copiou alguns objectos, que
haviam escapado attencao do Bosio.
Finalmente o padre Marchi, da companhia de
, Jess, cncelou novameute", e de urna maneira
pregavam a egualdade, o perdao das olensas, a acliva, o esludo das catacumbas : no se limitou
lo e o amor, amcacavam abalar as ba- a obserH|6cs archeologicas, nao se contentou so-
se3 sociaes chamando os eseravos lberdade e s,
recompensas celestes ; o corno esse heroico apos-
tolado afroutava a morte, o at mesmo procura-
va, foi perseguido desde o seu coraeco por um
ero, um Domiciaoo, e lambem, o que ainda
mais grave, por Trajano e Marco Aurelio, que nao
eram homens crueis.'nem sanguinarios..
Foi entao quo o marlyrio tornou-se mais glo,-
rioso, nj polo capricho de um tyranno, mas pe-
la conjuraco universal de urna sociedado amen-
tada persoguindo com todas as forcas o principio
nteressado na sua propria salvacao. Foi entao
que os chrislaos so rctiraram para esses vastos
subterrneos, nao para siiblrahirem-se aosuppli-
cio, mas para nelles sepulturera os seus a ortos,
e para ah celebrirem os seus myslerios. Sao
fados eslos quo ninguem pode contostar. Porm
como refer-los com todas as suas particularida-
des? Ondo ir buscar o fio conductor desse dda-
lo do sepulturas sem ordera, e sem nexo? Onde
descobrir a historia vordadeira dessa sociedade
soffredora ? As Declaraces dos marlyres ho
consignado essns lulas gforiosas da f o da libcr-
dade contra urna sociedade em decadencia, que
ellas deviam renovar ; o papa Gelasio, porm,
achou que as Declarare* dos marlyres nao eram
mais que um terido de fbulas, e prohibi a sua
ment em fornecer ao mundo dos sabios, e his-
toria religiosa a monographia da calacumba dej
Sania Ignez ; gencrolisou algumas das suas ob-
servacoes na sua bella c excellente obra, que in-
felizmente uao pode, concluir, da Architeclura
delle calacombe. Ellodestinguio as areieiras, ou
carreros de pozzolana, exploradas pela industria
romana desde a poca das primeiras civilisiQocs
italianas at nossos das, das galeras cavadas na
pedra pelos chrislaos, as quacs s eram destina-
das para a sepultura dos seus morios e para a ce-
lebrarlo dos seus myslerios.
Esto verdade, consignada ltimamente nos tra-
balhos de M. do Rossi com mais clareza ainda,
mostra que os prmeiros chrislaos, successores
dos Apostlos, constituan! apenas urna pobre fa-
milia sem bens nem possesses, que so refugiava
nos carris immensos de Roma subterrnea para
escapar furia dos seus perseguidores. No firo
do primeiro seculo os chrislaos coolavam ja no
seu numero homens ricos, membros da familia
dos Cesares, como Flavo Clemente e Domililla.
Estes despresavam os seus thcsouros,devidiam-no
entre lodos; mas como muio'posuiam, c ter-
reno em que nbriara as suas galeras ero sempre
propriea de sua. Essas galeras eram feitas
sua cusa e para sen uso ; rnalas com simpl-
curiosas sobre as lnscripcdcs christaas em gera!,
e particularmente sobre os momumenlos chris-
laos da frica. A outra mais importante porque
relata ocasionalmente urna pane das excava-
coas que se tem feito na calacumba deS. Callisto,
o refere os principaes resoltados; porem o ob-
jecto verdadeiro desta segunda caria 6 urna dis-
serlacao sobre o peine ixdts.
M. de Rossi rasga o veo mysterioso e symbo-
lico que encobria aos olhos profanos o sentido
das primeiras ceremonias christaas. Elle diz-nos
que pinturas dessa calacumba v-se figurar o
peixe, a principio sendo pescado, depois esten-
dido sobre urna mesa, e Dnalmenle figurando
n urna outra mesa maior de cnvolla com muitos
paos (2).
leilura as egrojas, porque, dizia elle : couteem cdado, porque ludo era simples nessa rcligao do
muilas cousas falsas e opucriphas quia sunl dogma primitivo, que se escapava do coracao
multa falsa et apocryha. Esse documento, por
longo lempo respeitado, e hojo condemnad pe-
lo tcstcmunho, que foi encontrado, do um hispo
de Roma do seculo V, nao nos pode mais servir
de prova ; resta-nos pois somonte recoithecido a
existencia da catacumba, o alguns testemunhos
cscriptus, ainda que muilo raros, dos quaes mais
adianto fallaremos. Ora a calacumba so acha en-
volvida em tal obscuridado que nao para qual-
quer penetrar no seu conhccimcnlo, nem sub-
molleros seus elementos a uuia certa ordem c
sysiema. Figurc-se um corredor tortuoso e ex-
tenso de galeras cora a altura do seis ou oilo ps,
cim a largura nicamente siilTicieulo para dar
passagein a una possoa, guarnecidas dos lados
do sepulturas cavadas horizonlalmcnlo na podra;
mais do duzenlas 1-guas foram assm penetrada*
habitadas e santificadas por muitos milhoes de
chrislaos f De espado em espado cnconlram-se
cryptasou eapellas quadradas," alastradas tam-
bem de tmulos, as quaes, depois quo a egreja
chegou ao seu estado de paz, foram ahumadas
por lucernarios, especio de pocos do luz. Eis-
aqui em poneos palavras b aspecto uniforme, mo-
ntono, desse inmenso necropole, ondo se vecm
com o impulso enthusiastico do amor, anles de
ser discutida pelos padres de um concilio ; ludo
fallavs alma ; por toda a parte eslava a imagem
da morle. porque a morte pesara sobre elles co-
mo urna orneaba constante da colera contra essa
sociedade que se agilava abaixo do solo ja bas-
tante minado da antiga Roma.
No era signat te pobreza essa tocante simpli-
cidade dos herdeiros dos apostlos ; era indicio
evidente de desapego s cousas deste mundo.
No so vao sobre os tmulos pomposas inscrip-
edc9: osbisposde Roma nao usavam de faustos
na sua vida, nem depois da sua morte eram elles
ostentados. Lia-se ao claro de urna tocha so-
bre urna lage de marmore :
CORNELIUS MARTYR,
Ep {iscopus)
Cornelio Mortyr, bispo. E riada mais !
Era o tmulo do papa S. Cornelio. N'uma oulra
sepultura lia-se : Tu vives com Deus e n'ou-
Ira lambem: Que Christo te receba.
Urna segunda observaban importante so nota
no traballi& do padre Mareli, e vem a ser: que
a sepultura dos prmeiros chrislaos se assenie-
lhava de Christo
no Sanlo-Sepuk'hro de Jeru-
Entreunto a condessa nao poda chegar evi- o.nda multas- sepulturas intactas, onde se cncon- i Ja,em Prosegllindo e divulgando csso sysiema
dencia seu coracao resista sempre contra sua | Iram aqu o acola algumas pmluros dedecoracao, I dc tradiccSo a0 interrompido, o sabio anliqua-
pcla maior parle,posteriores Constantino. Po.s j rio do cof, io romano des'cobr'e nas ^
foi nesse mysterioso labyrintho qoe M. du Rossi'
descobrio urna, rola certa o methodica, foi nessas
trovas sagrada que elle fez brilhar uina luz s-
bita depois do dezoilo seculos de silencio e do
olvido. I
Nao longo de indicar-so o inventaro dos Ira-
balhos daquelles- q,uo o precodoram. Um s ho-
rnera, antes delle,deu-se a um estudo *crio so-
bro as catacumbas-, j vai sao para mais dc 200
annns ; esso homem fui Basle, qua pnssara trinla
e cinco anuos da sua vida a percorrer essas som-
bras 'galeras, esquadrinhando as puiura\ as
inscripeoes, o os particularidades maiscsseiiciaos,
sem iilii deduzir urna obseriaj^o goral, sera
mesmo conseguir formar um sysiema coi lo. Pu-
blcou em um Uvro observaqoes ovni preciosas,
anda hojo, pela sua escrupulosa boa f, o pela
immensidade de indagacoes a quo so cnlregou.
Esta obra a famosa llama, soblerranea, que
foi traduzida em latini por Aringht; Bollari ac-
cresc*nlou-lho sabios oramentarios'.e finalmen-
te Uoldetti a complelou com um rico supplemcu-
lo; nenhum delles porm era archeologo.
Foi em fins do seculo XVII, muilo depois da
morte de Bosio, que o Ilustre benedictino Dom
Mabllon veio ajtomo, e laslimou amargamente
a negligencia com que se prosegua nesso estu-
do la o fecundo para a historia da egreja primili-
um profundo alcance philosbphico, naopasiara doH r* = allou, da n" m.rti,r.. ..,,. ..co^,..'emNiL!5Tr.i?."T v.?dos os tmulos dos marlyres, usando daquella
liberdade que caracterisa o sabio- honesto, c o
historiador dedicado verdade ; e lestemunhou
o desgosto do que se ochava possuido, na sua car-
la sobre o culto dos santos ignorados. Bem
poderia eu, escrevia Dom Mabillon n'uma oulra
carta (I), dizer muilas cousas sobre as palmas, e
razao, e ella ouvia sempro a voz do Georges
resoar-lhe aos ouvidos. Ella so separou sem
escndalo e d'um commura accordo de M. de
Lucencis qne, tendo vendido suas propriedades
algerianas, vivo hojeera Hcspanha com seu
amigo o rendeiro Pablo e com seu fiel criado
lbrahim.
A cendessa de Lucenais fixou sua residencia
cm Nke, onde a denominara a Condessa Negra
por qi.e uaodcixa o luto c no assisle diver-
timenlo algum. Todos os annos, no da do To-
dos oj Sanios, ella alravessa a fronleira, que
separa o Phmontc do deparlamento do Var, pa-
ra ora- sobre o tmulo do anligo capito de ca-
ladores d'Africa, interrado no cemilerio desua
aldcia natal. A condessa negra no deixa um
cofrezinho d'ebano este precioso cofrezinho con-
tera c roupao ensanguentado, que ella trazia
quaudo receheu o ultimo beijo dos labios mori-
bundos de Jeorges Kerouard.
Bemamix Gastineau
Presse. S. Fimo.
lOLMIUI
HISTORIA DE UMKOLLINA.
As catacumbas de Roma.
M. dk Rossi.
Ainda so ignora muilo na Franca que a Italia
conta homens imminentemenlo sabios, nao des-
sas scienciis especulativas que, sob o pretexto dc
um profundo alcance philosophico, nao pasSara do
mediocres o' vagas asserqoes, sem iawij^ttTtigr
a resultados satisfactorios, sem jamis presentar
um 1; do pitico o aproveilavel. Sepoi* que a
critica hisloriei esclareceu os espintos, tornan-
do-os mais exigentes, depois que a si*usi~ priori codeu o lugar scioncia dos factos> pde-
se dizer qic surgiram na Allcmanha, na Franca
o na Italia verdadeiros sabios, inloiramonle dados
ind jgaco da verdade, os quacs, ainda que dif-
ficeis de"sisfazer, trabalhain todavia por erguer
e lomar doravel o edificio da historia, passada a
pocii dos erros e das experiencias. fronte des-
roR .
MERY.
M
vi :
(Conlinuao.)
Era a hora da dislribuico dos jornaes do Fran-
ca o Inglaterra. Os criados do caf espalhavam
sobre as mesas as folhas ainda hmidas John
Lively pegou na primera que appareceu, c por
um acaso era para elle a mais interessante, por-
que vinha do condado. Essa folha era Liverpool
/terete. Percorreu-a negligentemente c no ar-
tigo Railaay leu a noticia srguintc :
Acalw-se de descobrir no railuay da
reunio dos caminhos do Manchester, urna
mina de carvo do pedra em urna collina per-
tencente ao Sr. John Lively. Essa descebe ra
too importante pelos serviros que pode fazer
localidade, porque abastecer os comboys, co-
mo todas as outras, devidas ao acaso. O rail-
way passar pelo corle formado da collina. Ava-
lia-se essa propriedade era cem mil libras ester-
linas.
John Lively conservoju todo o sangue fro ; de-
pois dessa leilura, deitoo os olhos em lomo de
si, para verseo jornal lhe fra mandado por al-
gum gracejador ; releu o artigo, j^xaminqp a da-
ta ; o folha era da vespera. ^
Se um milagfc, disso elle, chega muilo a
proposito ; mas nao nos regosijemos ; vamos ver
agora o que dir o tal Coppezas. Sua chegada
e propostss bem concordam com o que diz esle
jornal; se desta vez me engaar, nunca mais fa-
ro conjecturas na minha vida I
No Dm de Jleoeitt' Street e deboixo da prime-
ra arcada do Qmtdranv, cncontrou Coppezas, e
compoz um rosto tranquillo.
Entao, Sir Lively, disse Coppezas, j fez as
suas reflexes?
J.
Acceila as quinhentas libras?
Nao. Sr. Coppezas.
Entao est ludo acabado entro nos?
Se est ludo acabado com o senhor, reco-
mecarci com outro.
Julga que outro qualquer ser mais gene-
roso que eu?
lulgo que sim.
E cm quanlo avalia entao a sua proprie-
dade?
Avalio pelo que val.
o que val ?
Cento e cincoenta mil libras esterlinas.
Umi grande gargalhada de Coppezas abalou as
abobadas lo Quadrant.
John Lively crusou os bracos e esperou o fim
da gargalhada.
J acabou de rir, Sr. Coppezas ?
Ainda no; deixe-me tornar a principiar,
Sir Lively.
Principie ... e agora leia este artigo do Li-
verpool Reviere e v v-lo no caf de Veicy.......
Ah I nao ri mais, Sir Coppezas!.....
Escule,'Sir Lively ; cedo ou lardeo senhor
saberia essa noticia, c somos mui delicados para
querermos especular com umaaorpreza. Eu que-
ra somenle cmpcnha-lo, per um adianlamento,
a tratar com a sociedade, afim de termnennos
por um preco razoavel, depois de urna avaliacao
[) Vide o Diart-j o, W.
feila por peritos. Creio que o senhor nao se fia-
r na avaliacao do jornal.
No, mas creio que minha collina vale
m>is de quinhentas libras.
Sir Lively, prometta-nos que s far nego-
cio comnosco, o pela nvaliaco dos seus e dos
nossos peritos eu dou-lhc ja mil libras ester-
linas.
Oh desla vez aeccito.
Amanha assignarcraos o contracto. Aqui
lem a minha carteira ; relia achara mil libras,
de que lera a bondade dc me dar um recibozinho
pro formula.
De mi'tto boa vonlade; reconheco sempre
ter recebido o que me dao.
A que horas nos tornaremos a ver ama-
nha ?
Saio de Londres nesle momento, c me en-
contrar amanha, pelas dez taras da inanha,
no Leo Vermelho, em Wycorabe.
Muilo bem, apertemos a mo, Sir Lively.
Dc lodo o meu coracao. Adeus.
VII
Ao Cheap-sidel grilou Lively a um cochei-
ro de Hay Markct, e abri o armario do cabrio-
lcl Patent safely o agschou-sc all, aportando a
carteira ao coracao.
A ventura que cahe como o raio alorda como
o desgrana ; a felicidade mesmo admira mais,
porque o sabio nunca conta com ella. Urna for-
tuna inesperada nao d ao coracao repentino x-
tasis, como o julgara os infelizes quo esperara ;
suspende as funceoos do espirito, e communica
urna especie dc inquielaclo; parece que essa
conversao sbita do destino occulla um laco, e
que se vai sahir do alio da roda no lodazal em
que se vegelava.
Corro desonhoem sonho, dizia comsigo Li-
vely, mas creio que o ultimo bello. Creio lam-
bem que tudo o que me rodeia no dorme, e
que vejo jierfeilamente os objectos, a luz do sol
nos sonhos nunca ha sol. Eu poderia bem estar
perfeitamente accordado, ainda que no tenha
dormido a noilo passada .... O meu cabriole! cor-
ro como o vento......se eu estivesse doman-
do, elle me-acordara. All est Sommersel-
House, alli est Santa Mara.....Alli est S.
Clemente, coro sua torro rendada.... Temple
Bar..... Alli est a oulra egreja de S. Duns-
ton..... Alli est a egreja de S. Marlinho dc
Ludgate-Street.....Alli est S. Paulo, negro na
cabeca e branco nos ps ....... Nunca houve so-
nho to exaclo : ludo est no seu lugar, logo
I no estou dorroindo ....... Alli esl a quina dc
Posl-Of^ce, onde domingo deixei aquella adora-
vel mulher...... Alli est Cheap-side ........ Oh I
estou acordado I sou rico 1 sou feliz 1 Perdao,
meu Deus I duvideil Deus salva a Irlanda Co-
chero, para ao p da egreja de Bown..
, Deu a ultima cora ao cocheiro e correu a
Wile Horse. Por emocoes assim graduadas, ti-
nha chegado ao apogeo da alegra. Londres per-
tcncia-lhe.
Meu amigo, disse elle, onde se acham se-
ges dc posta j piomplas?
Para alugar ? disse o estalajadeiro.
Sim.
Em lodos livery ttablet...... Em casa do
Sr. Cross, em Wycombe Street, so excellentes,
ou em casa de Newman, em fegenl' s Street.
Qual o proco da posta ?
Schiling c mel por milha, e tres pences
por milha nos Post Bayt.'
. Qarei o duplo....... Ah 1 se o bom Patntk
nao liresse*vendido os cavados.
Fui eu quem comptou os cavallos de
Patrick*
Fesle tfr? onde esli elles? j os tornaste
a vender? i,
= J tot *ende-los. Tinha-os corapra-
(1) Obrasposlkumas, l. 1, pag. 344, e 345, ci-
tadas por M. Edmond le Braut, nosso sabio epi-
Jraphisla, autor das Interipges Chrislaos da Ga-
a, na sua curiosa brochura sobre o Vaso de
sangue.
Capcllas da catacurnbaerdadeiras egrejas primi-
tivas, onde se cnconlram, n'um espaco aportado :
i a banca do sacrificio ou altar cncobrndo os
ossos dc um marlyr, mas distinelo dos outros t-
mulos ; 2o o lu-gar do bispo, o do elero, e o dos-
simples liis. Em sumnia o padre Morclci segn
a iransceo desde a ciypta das catacumbas al a
baslica tal qual foi edificada depois quo surgi
a paz da enrejo. Essas idos, que todavia podem
ser discutidas nos suas minuciosidades, so de
um valor iuconteslavel ; pelo niervos tee.n o m-
rito dc chamar a alinalo para fados dignos do
mais serio interesse Ao padre Marehi cabe por
conseguinle a gloria da primera iniciativa no
proseguimento desses trabalhos.
Deixarenios de mencionar aqui a publicaro
importante de M. Perret, feila cusa do gover-
no fnuce/, em virtudc de um rotatorio- mui ri-
la v e 1 e do voto da assemblca legislativa. O artis-
ta encarroado dos desenlise dotadu de raro ta-
lento ; recordar aqui o nome de M. Savinien Pe-
til o mesmo que mencionar o mais feliz con-
fundo do sentraenlo religioso e da mais pura
execucao manual ; porem, nao querendo emillr
um jiiizo sobre essa obra que no d urna solu-
cao scientica a essas questes difficeis, e cuja fi-
delidode de reprodcelo no irreprehensivol na
opinio cornmum, apressamo-nos e-m chegar ao
verdadeiro creador da sciencia.
Ainda nao lem sido vulgarizados de urna ma-
ueira satisfactoria os resultados obtidos por M.
de Rossi, e o todo do seu sysiema Aquellos que
respeilo teem tallado nao lhe deram ainda o valor
devdo.
Quanlo elle nada tem publicado, ou tem pu-
blicado muito pouca cousa ; pelo menos na Fran-
ca s dous srkigosseus appareceram cscriptus em
laiim, em forma dc cartas dirigidas ao benedic-
tino D. Pitra, e publicadas Spicilegium de So-
lcsroe.
Urna dessas carias encerra parliculuridades
M. de Rossi publicou em aples no Bolelim
archeologico de M. Minervni um artigo intitula-
do : UlxUdade do meihodo geographico no alu-
do das tnsenpr.au christaas.
excepco desses tres arligos nenhom oulro
trabalho seu tem sido publicado. Quatro pessoas
que com elle vsilaram as catacumbas lora-se oc-
cupado a seu respeilo mais ou menos: Sua Emi-
nencia o carde! Wiseman inlroduzio algumas
circumstancias, devidas naturalmeulc s explica--
cocs de M. de Rossi, no seu romanse de Fabiokt;
M. do Lenormant lhe dedicou um artigo no Cor'"
respndeme ; uro autor anonymo. porm segu-
ramento conhecido dos leilores Tynes, publicou
um artigo na Revista de Edimburgo, traduzidc
ao^depois cm francez na Revista oritannica de
1859 ; finalmente nos, n'um rotatorio que diri-
gimos ao ministro da inslrucco publica (ante-
riormente s duas publcacoes que mencionamos),
relatamos os trabalhos d M. de Rossi no ponto
cm que se ochavara ao tempo da nossa emissao
scienlifica na Italia no anno de 1856 (3); e de-
pois de nossa recente viagem cm 18o8 accres-
centamos, sobre as ultimas descoberlas do sabio
archeologo romano, urna not, que foi lida na
academia das irrscripe,es e bellas letras a 20 de
outubro ultimo (4).
II
Ainda muito joven, j M. de Rossi percorria a
antiga Roma, decifrando e. explicando as inscrip-
eoes, familiarisado com antignidado profana co-
mo hojeo com Roma subterrnea S-uas pri-
meiras produccoes foram arligos publicados pela
mor parte nos/tnnaese Boletn* desse famoso Ins-
tituto creado cm 1829, e cujos trabalhos go*am na
poca actual de minha autoridarfo nos sciencias
epgraphicas e archeologicas. As felizes e satias
interpretaroes de SI. de Rossi no tardaram mui-
to a ir figurar nessa collocacao a par dos traba-
lhos de Borghesi, de Mommsen, d'lfenscn e de
Geihrard. A sua maravilhosa sagaeidade concor-
ria para fortificar a sua sciencia sobretudo no
estudo ainda novo das- inscripeoes cursivas; e a
sua admiravel expliOcao da nvocaeo aphrodi-
sioca da va latina deu a entender o que se devia
esperar do joven sabio.
Quando elle comecou a oceupar-se das cata-
cumbas, j se ochava estabelecida a sua reputa-
cao dc cpigraphista no qne toca s- entiguidades
profanas.
O collcgio romano, soberbo por poesuir a pa-
ternidade scienlifica do emminenle anliquario,
no cessou de anima-lo eo seu zelo. De longo
ou de porto o podro Marchi linha sempre os
olhos sobre esse Ilustre discpulo, aqjiem elle
legava a contnuarao dos seus trabalhos nas ca-
tacumbas. O- papa nomeou um commissao de
archcologia sagrada, sob a presidencia de sua
eminencia o cardcol Patrlzzi,. composta de anti-
quarios de mais autoridade, dos quaes basta
citar o proprio padre Marchi, c o commendador
Pietro Ercole Visconti; mas- o cuidado destes
I sabios se limitou a outros estudos-; M-. da-Rossi,
I polo contrario,, emprtgou da i sua actividade no estudo da Catacumbas o que
todava no o impedio de fazer parle com M. M.
Mommsen e Heneen desee triumviralo de epi-
graphistas, a quem o rei da Prussia encarro-
gr-i de reunir os elementos do famoso Corpus
universale insoriptionum latinar um, cuja, pri-
mera eda fra concebida pela Franca sob a
inspiracoo do Utustre Bartholomeu Borghsi,
de Saint-Marn, porm cuja execucao a Aile-
manha tora a honra de realisar.
(CoiUinu ar-se het.)
co dj Wycombe na porlinhola, com um criado
de li-ir ; mela hora para preparar tudo. Aqni
eslat maii vinte libras para as primeiras despe-
zas. i cinco libras do gratificaco para ti.....
Di pois de ter dado estas ordens, Lively deu
um pulo s de Wite-Horse egreja catholica ;
prostrou-se em a nave e orou defronte da capel-
la...... Erguendo os olhos vio umquadro velho,
representando um bispo com a aureola dos san-
tos ; em baixo do quadro lia -se : Santo Alba-
no, bispo e marlyr da egreja da Inglaterra.
Grande Santo 1 exclamou Lively, glorioso
irmiio dc Thomaz que foi assassinado nos dc-
grcs de Canterbury, fuste tu que iutercedesle
por mim peranle Deus ; o leu nome seja aben-
coado.1
E depcis cincoenta libras no mealheiro da ca-
pel a.
Devo-as ao homem, disse elle, e pago-as ao
santo.
Isla va tudo promplo em Wile-Horse; cavallos,
segs, po siilliao, criado, picador. Lively saltou a
sege exclamando:
A Wycombe I estrada de Uxbridge 1 toda
a brida I
A seg> alravessou Londres n'um relance; os
cavallos de Patrick, ageis como hypogrphos, cal-
cavam a estrada conhecida, e farejando no ar o
senhor, deixavam a cada pulo, geiras dc Ierra a-
traz de si. Londres essa cidade que se eternisa e
su perpdna em balrros, em quintas, cm jardins,
e irranra lodos os dias prados do campo, Londres
tinha einlira expirado nos limites da sua vtnbico;
dit-se-liia que os cavallos lancavam epigrammas
ao caminho d ferro que se fazia na estrada du
li-mn;ham. Davam onze horas na egreja de
U:.brid;;e, e essa deliciosa cidade poderia passar
ars olhos de Lively por um bairro de Londres, lio
rpidamente havia sido devorado o espaco inter-
mediarol Ver Uxbridge, e alcanga-la com os
seus dezeseis ps, foi negocio de um instante pa-
ra os cavallos de Patrick ; do repente os intt-lli-
gcntes animaos rncharam em quatuor, o para-
ra m na ponte, como se a ponte tvesse cinco ar-
cos de man. Vinha dc Uxbridge um homem ; era
Pitrick.
Os meus cavallos exclamou elle com ac-
entu de desespero, e fez um movimeuto para
precipilar-so no rio.
Sou eu 1 Patrick, exclamou Lively.
A esise grito o cocheiro pulou sobre o parapei-
l > e d > parapeiio para o eslecho dcscoberto ;
ICO sentar, Sir Lively, cora os meus caval-
los!
Com os leus cavallos I comprei-os I so teus,
re novo l .
'.sto um milagre, Sir Livoly 1
m milagre de Deas 1
Cousa nenhuma.
Mas todavia inspeciona?
Se inspeccionasse, nao seria inspector. Re-
cebem duzenlas libras e vao papa-las em Lon-
dres. Agrada-le o offlcio ?
E os meus cavallos?
Iro viver como cidadaos honestos, retira-
dos do commercio, coraprar-lhes-hei uro pradb
em Wimore ; pastaram noite e dia e verao pas-
sar os wagons.
Como arranja estas cousas. Sir Lively... Dei-
xe-me mira-lo bem... Quem dira 1 Est bonito,
como o tilho mais velho de um lord I... Ora ve-
jara como a riqueza muda um homeml... O Sr.
Lively est com seis ps de altura 1
Patrick, conheces aquellos dous chopos
que formara um W alera, na extremidade da es-
tro la?
Sao chopos como os oulros.
No, Patrick, a inicial de Wycombe
no ar.
Arrbente os mous cavallos I grilou Pa-
trick. .
Ainda trazes as cem libras.
Que duvida I Esto aqui no peito, e selladas
com meus bentinhos l
Euiao o tal Sr. Igoglhein um cao?
Nao insulte os caes, Sir Lively 1 Mandei
propr cem libras ao demonio do credor, cem
libras I os dous tercos da divida 1 e o bigorrilhas
recusou I
Misera vel I hade ter tudo hoje e de quebra
a vergonha 1 Alli est Wycombe I
Estou s suas ordens, milord Lively.
Leva estas cento c cincoenta libras a leu ir-
mao ; fsr favores com pouca despez. Vai es-
perar-me no Leo Vermelho; quero ir ao sitio a
cavallo.
Nunca a paisagem, desenhada pela mao de Deus
nesse campo, havia parecido to bella a Lively.
Que obstculo podia elle agora receiar? A Provi-
dencia tracava-lhe um caminho de flores. Seu
pensamento tinha cores- to azues-e serenas co-
mo o horisonte. Senta urna sausfao.au deliciosa,
linha festa no coracao.
As visinhancas do sitio estovara silenciosas e
desertas. Apeou-se com inquieiac.au ; essa tran-
quillidade assustara-o. Nao se admirou do achar
a porla fechada, porque presumi, que no estado
dos seus negocios, a Sra. O'Kliogham havia sus-
pendido as suas liberalidades.
Lid grito penetrante que parti do interior da
casa deleve-o ante a grade do jardim. De re-
pente a porta abrio-se, e um homem que lho era
desconhecido sabio fazendo um gesto de a-
meaca.
Senhora, disse o desconhecido, cora a mao
na magancta da porta, jaque a cousa assim, es-
(2) Esse petara symbolico representa o Christo,
e para nielhor entender-se, se-deve decoaspor a
palavra ixds no seguinle acrstico :
Ivdore....... Jesu
Xpioros.... Christo
Ocor........ Filtade
los........ Deus
Earyp...... Salvador.
(3) Archivo? das misses scnMifieas htlera-
rias, til. VIII, 1859, pag. 17 a 4 ; Revista das
assoeiaces sciinti/icas, fevereno de 1858.
(?) Essa nota, e a nossa memoria sobre a ler-
ceira viagem, foram publicadas no tHarigeral
da instrueco publica de 8 de Janeiro.
Oh! Sir Lively, meo irmo no meu ir- ta tarde hade ser presa emSurrey JaiL
mao; recusou as cincoenta libras; dentro de urna'
hora i moca do sitio... Hade ser necessario tor-
nar a v*nder os cavallos.
Nao, nao, Patrick ; estou rico, sou um lord,
Deus leitou de proposito para mim urna mina de
carvo de pedra na minha collina. Tcnho mi-
lhoes... O Lancashire meu I A Wycombe 1 a
Wycombe I grilou elle ao poslilho e mais de- far-lhe-ha bem, porque parecc-me que o
disse
feroz
o lal Igoghlein, nao tem duvida,
comsigo Lively. E agarrou no brago do
credor.
Senhor, disse-lhe, na jaula de Surrey s se
prendera animaes ferozes. V a Wycombe, o es-
talajadeiro Thomaz Heiler lhe pagar ; tome o
meu cavallo, ser reembolsado mais cedo, isso
senhor
pressa do que nunca!
Enlo, Patrick, ests immovel como ama esta-
tua ; olhas-me com olhos vidrados I EntSo o quo
queros, eu tenho chegado ao limito da desgraca,
era necessario urna mudenca I
0 senhor lem milhoes, Sir Lively?
Sim, meu amigo, ves que nem por isso sou
orgulhoso... A industria urna bella cousa, no
ochai? *
urna cousa admiravel, Sir Lively.
E enlo, os caminhos de ferro, o que me
dizes ? Como conduzem um homem fortuna 1
L isso verdade, vivara os caminhos de
do por compMmcia, por amlzade, por.............-ferro I
Bem I bem I vinte libras de lucro e d-m'osi Hei de fazer com que te nomeem inspector
depressa, depressa I a carrusgm*de posta, os I do caminho.
qualro carelios de P.iifck: o meu carttllo bran-1 E o que quo fi o inspector f
esl um tanto animado.
Quem o senhor? disse Igoghlein.
Que lhe importa? J que lhe confio o meu
cavallo, para ir receber o seu dluheiro, o que ar-
risca em licor com elle?
E' meu pai que chegou ? disse urna voz que
vinha dc dentro de casa.
Nao, minha senhora, no seu pai, disse
Lively entrando de chapeo na mao e olhos bat-
ios ; um dos seus irmaos de Irlanda, o mais
indigno, porm o mais dedicado ; Sir John Li-
vely, Qlho de Arthur O'Tolley, que foi proscripto
e condemnedo por causa de rebellio.. .
O filho dc Arthur O'Tolley, exclamou a mo-
ga do sitio, o filho de um dos rartyres da nossa
Irlanda! Ohl seja bem vindo.
I -w Jurel s$ tornar a tomar o nome 4 meu, pai
peranle o aliar de Sao Palrick, no da em que
me casar com urna mulher catholica, porque es-
t escriplo nos livro3 santos que a rara dos jus-
tos ser abencoada,
Mas foi o senhor, Sir Lively, que vi domin-
go na egreja de Londres !
Eu orava pela senhora e por mim,
E que inspiracoo o conduzio equi ta me-
mento cm que esle infame.., '
Sempre chega a proposito quem camina
com Deus... Minha senhora, ignoro os usos do
mundo, desculpe-me portar to se fallo o obro ao
inverso de um homem de sociedade. Venho aqui,
como Eliezer margem do poro, trazer-lhe um
collar e um annel de casamento. O homem que
laneou os olhos para a senhora Irandez, calho-
lico, rico, e ama-a tomo se ama no co.
A bella Irlandeza olhou fixsmente para John
Lively, com os olhos cheios de lagrimas ; e o
mancebo, de p, com os o'.hos baixos, esperovo
urna rcsposla, sem impaciencia e resignado.
Sou viuva ha tres annos, disse ella com so-
lucos na voz, e posso dispor da minhamSo, Sir
John Lively; mas consogrei minha existencia a
meu pae ; as desgracas da Irlanda lem alterado
de tal forma a sua razao e sade, que s sua filha
pode dar-lhe conso\peocs e scrvi-lo. Cessarei
de ser sua filha se me "casar.
No, minha senhora, disse Lively vivamen-
te, seu pao lera mais um filho.
Sir Lively, ou^a-me... Vivemos'emum
lempo de perseguici que me permitle deixar
cm esquecimenlo algumas das conveniencias so-
ciaes ; basla alm disso que o senhor seja um
bom e terroroso catholico, e filho de um confas-,
sor da nossa f, para que eu o olhe, j como um
conhecido anligo, como um irmo. Por outro
lado, o senhor se opresentou a mim too nobre-
mente, o seu rosto me-inspira tanta coefianca,
que julgo dever fallar-lhc a linguagem m urna
irmaa. Poucos dias, ha tres metes a esta parte,
se lera passodo, sem que eu me assustc, recitan-
do a minha oracao nocturna, do meu isolaroento
e da minha frsqueza. Defendo meu pae e nin-
guem me defende. Ha tres mezes que estou ex-
posta ao insulto do viandante como o chopo da
estrada. Ainda a poucoi.. oh I no me atrevo a
acabar... um infame... propoz-me rasgar a mi-
nha divida... e a que preco III
Como, minha senhor j, pois aquello misera-
vel...
Ouga, ouca, Sir Lively, Deus mandou o se-
nhor em meu seccorro... o infame poz as mos
sobre miro 1 Deteve-se ao ouvir o ruido dos seus
passos ..
Lively fechou a mo direita e mordeu-a com
um arquejar sordo.
Sir Lively, nada de ideas de vinganca, ore
por elle...
E se fosse o tnico 1 Mas ha alli um caslello
que abriga enles abominaveis; souberam que cu
era victima da desgraca, lizeram-me offereci-
menlos impos... Sir Lively, vendi hontem o
meu ultimo vestido, a minha ultima joia.
Lively eslava lavado em lagrimas.
E trouxe para o sitio urna bocea pura que
poda orar. Sir John Lively, meir irraao, quer
ser meu protector ?
Lively fez um esforgo para fallar.
Seu protector... minha senhora, seu pro-
lector? m> *
Aceite esse titulo, Sir J.ivly, que um da
se npplaudir de le-lo recebido.
Lively eslendeu a mao sobro,_a cabera da bella
Irlandeza.
Minha senhora, diese elle, dorrnirei s es-
trellas no limiar do sua casa.
D-me a sua mao, Sir Lively. O senhor
um digno Irandez,
Perniitla-me, minha senhora, que lhe faca
urna pergunta que julgo muilo natural. J que
tantas veres esleve expusla, nesle deserto, aos
insultos dos horaens, porque nao se refugiqq nas
cida Eu esperava por essa pergunta c vou res-
pondcr-lhe com tanto que nao sejamoe interrum-
pidos pelos meirinhos daquelle infame.
Minha senhora, elle est pago.
Quem o pago? O senhor, Sir Lively ?
Minha senhora... eu...
O senhor no sabe mentir; foi o senhor
meamo... Ao menos nao tenho vergonha disso...
Sir Lively, o senhor salvou-mo mais do que a
honran salvou a vida de meu pai. E' agora quo
devo responder 4 sua pergunta. Ouca, um se-
gredo que s confio ao senhor. No dia 21 de
morco passado, eu e met pae iamos de Londres,
Chesier, emsege de posta. Tinhamos vendido
os ltimos restos da nossa fortuna. Meo pae es-
tova para morrer. Dava meia noite em Wycorotai
quondo passamos por defronte deste sitio. Eu
dorma ; meu pae acordou-me apeitando-roe con-
vulsivamente a mao A' luz da nossas lantet-
nas, vi-o paludo como um cadver; acabsva.de
hincar sangue. JuUjue do meu terror. Miaa
filha, disse-me elle, I enro sede ; ulna gola d'agua
fresca sal-a-mo a vida. Desei para a cstaada ;
olhci nas trevas c s descobri urna planicie im-
mensa c sem habilacoes. Oh 1 exclame!, a mi-
nha vida por um pouco d'agua 1 e cahindo de
joelhos fiz um voto Nossa Senhora das. Seto
Dores ; jure-lhe que, se salvasse meu. pe, de
dar de beber aos quo teem sede, e de receber
alli, durante todo o vero em trajes de festa, os
pobres que sao os amigos de Deus.
Lively cahio aos ps da Irlandeza.
*
9 Ouca, Sir Lively ; nao sei se a Virgem en-
viou-rae um anjo ; mas passou uro siaiante, tra-
zendo ao ciato urna borracha cheia d'agua, que
harta filado na fonte de Wycombe; meu pae be-
ben nella a vida e o viajante appareceu. No
da seguinle, comprei esto l< 'O, mandei edi-
ficar esta casa, vest o vestido lean bonito quo
linha, e comecei a minha obla de misericordia.
Que me importavam as zombarias se eu sabia
que Deus eslava contente covigo. Ah oimeus
recursos cxgotarem-se ; cu tinha presumido mul-
lo da minha pobre riqueza. Succombi, a meia
caminho do mu voto. Deus me perdear I
E ergueu os olhos aa co. Lively xecuou de
respeito; julgou vet um anjo quo remontaba
para Deus. ...
Diga, Sir Lively, er que na aunha poeico
to singular urna mulher pode pensar no casa-
mento?
Nao, minha senhora, tem um rot cum-
prir e deve curapri-Io al o fim. lnlefii de mim,
se lancasse urna palavra profana, urna idea mun-
dana na sua santa raisso. Sir John Lively ser
o seu segundo anjo da guarda, retar sobre a
senhora, com os olhos aberlos, com a mo_er-
guida, com a oragao nos labios e no cntago ;
nunca, nos tres mezes que se v8o seguir, e3o
perturbar com um s olhar a aerenidade do seu
asylo ; John Lively faz esse TUto e une-o aoseu.
Continu, santa mulher, a dar orna gotta d'agua,
o um sorriso aos que s< Ibes pergun-
tar seu nome e o nomo do w
Depois, tirando a rnrtein glbeira, disse :
J que me confiou o seu H". permita
que eu me associe s suas boa obras, aqoi lem
para os pobres.
. E poz a carteira em tima denma mes*.
Acceilo-a, disse a bella Irlandeza commovi-
da a ponto de chorar, aceilo-s de meu irmo ca-
tholico e de meu noivo peranle Deus.
Sir John Lively curaprio o seu juramento e a
bella viuva cumprio o seu voto. Tres meics
depois, os sinos de Dublin repieavam coro toda a
forca. Celebrara-sc o casamento do milionario
John Lively com a pobre Irlandeza do sitio. Deus
linha feito um milagre c a Irlanda esperou.
tOk
PERN. TYP. DE M. F. DEFARIA. -
laVKi-U't-Uj?
mT^^mmm
'V' -r-



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