Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09052


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Full Text
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me mn. hiero ioi.
I !'
P#r tres meus adianlados 5$000.
Per tres mczes vencidos 6$000.
TERCA FElte l1)E MAIO DE I860.
Por anae a^ianlao 19*000.
Ferie fraseo para < subscritor.
ENCARREGADOS DA SUBSCRIPCAO' DO NORTE.
arahiba, o Sr. Antonio Alcxandrino de Lima;
Natal, o Sr. Antonio Marques da Silva; Aracaty, o
Sr. A. de Lemos Braga; Ccr, o Sr. J.Jos de Olir
veira; Marinho, o Sr. Manoel Jos Martins Ribei-
ro Guimares; Piauhy, o Sr. Joo Fernandos de
Moraes Jnior; Tara, o Sr. Justino J. Ramos ;
Amazonas, o Sr. JiTonymn ila C"sia._________
l'AKl'ilJA i COHKKiOS.
Olinda todos os das as 9 1/2 horas do dia.
Iguarass, Goiaana e Parahiba as segundas
e sextas feiras.
S. Antao, Bezerros, Bonito, Caruar, Allinhoe
Garanhuns as tercas feiras.
Pao d'Alho, Nairelh, Limoeiro, Brojo, Pcs-
queira, Ingazeira. Flores. Villa Bella, Boa-Vista,
Oricury e Ex as quartas-feras.
Cabo, Serinhaem, Rio Formoso.Una. Barrciros.
, Agua Preta, Pimenteiras e Natal quintas feiras.
I (Todos os correios partero as 10 horas da manliaa.
PARTE OFFICIAL.
EIHEMER1DES DO MEZ DE MAIO.
5 La cheia as 4 horas e 42 minutos da manha.
12 Quario minguanlo as 4 horas e 57 minutos
da larde.
20 La nova as 4 horas e 27 mioutos da tarde.
21 Quari.o crescenle as 5 horas e 45 minutos da
larde.
PREAMAR DEHOJE.
Primeir:) a 1 hora e 42 minutos da manhaa.
Se tundo a 1 hora c 38 minutos da tarde.
govmjao da ritoviitciA.
Expediente do dia s de abril
de imo,
"Officio ao lente general, commandantc das
irmasPara que se possa resolver acerca da in-
demnisarao que V. S. solicitou no sen officio de
"3 do corrente faz-se necessano que V. Exc. de-
clare era quanlo montam os iages e clapo abo-
badas ao criminoso Jos Francisco R-imuna'o.
Dilo ao mesmo.Sirva-se V. Exc. de mandar
por em liberdade o recruta Francisco Jos Fer-
rara, visto ter provado isenco legal.
Ditc ao mesmo.Pode V. Exc. mandar abrir
asscntamenlo de praga aos recrulas Francisco
Isidoro do Naseimenle, Theotonio Jos Luiz Cam-
pello, e Manoel Isidoro dos Aojos, que furam liti-
gados apios para o servico do exercilo, como
consta do termo onnexo ao" seu officio de 26 do
Torrente sob n. 454 ; providenciando V. Exc
para que osdous ltimos sejam vaccinados.
Dito ao chefe de polica.Nao sendo possive
conservar effectivamente disposicao do dcleg-
do de polica de Olinda 6" soldado de eavallaria,
que Ihe servia de> ordenanza, recommende V. S.'
ao mesmo delegado que haja de manda -lo reti-
rar para o quarlel, podendo requisil-lo, qnando
delle tiver necessidade para as diligencias do ser-
viqo.Communicou-se ao tenente-general com-
xnandatite das arma.
Dito ao mesmo. Declarando-me a cmara
municipal do Becife, no officio junto por copia,
que existe urna postura prohibindo que os veh-
culos passem de outro modo a ponto provisoria
seno a passo, orequisitando-me a expedido das
ordens necestarias, para que se faga effecliva a
para esso fim do pessoal sufficiente de agentes
rounicipaes haja V. S. de providenciar como en-
tender conveniente no seutido da requisiro fei-
Dito ao mesmo.Pode V. S. mandar ladrilhar
o pavimento terreo da cadea do termo de Seri-
nhaem, como declara ser necessario em officio
de 26 do correnle, sob n. 591, recommendando
a maior economa nessa obra, e apresentando a
respectiva corta aOm de ser paga.
Dito thesouraria de fazenda. Allendendo as
reflexes feitas por V. S. em officio do 25 cor-
rente, sob n. 408. resolv nao so revogar o des-
pacho proferido por meu antetecessor no requer-
monto em que Gustavo Jos do Reg pedia por
aforamento ura terreno de marinha na ra da
jniao c submelter oslo negoco deciso do
fcxm. Sr. ministro da fazenda nos termos do
aviso de 18 do oulubro do anno prximo passS-
Dito mesma.Mande V. S. adianlar ao ma-
jor reformado do exercilo Antonio Dornellas Cc-
mara, que obleve permisso do goveruo imperial
para residir na provincia do Par, o sold do mez
de maio vindouro, bem como passar-lhe guia de
soccorrmenlo, providenciando V. S. lambem para
que se abone nos devidos lempos, a preslaco de
2J mensaes que este oJBcil pretende, segundo
o rcquenmenlo junto, consignar de seu sold
mesla provincia, a contar dejunho prximo vin-
douro, afun de ser entregue a seu mano Marcoli-
jio Dornellas Cmara.
Dito ao capilo do Porto.Pode Vmc. mandar
presentar ao commandanie da estacao naval,
ilim de sercm incorporados mesma staeo, os
dous recrulas, Raimundo Jos de Sanl'Aiina eFe-
ismino Gomes da .Silva, a quem se refere o seu
lucio n. 94 de 25 do corrente.
Diloao commandanie superior da guarda na-
cional da Boa-Vista.Declaro V. S., em res-
posta 00 seu officio do 22 de marco ultimo, que
compelindo a esso commando superior nos ter-
mos do art, 81 do decreto do 25 de outubro de
1850 juramenlar ao secretario geral, deve V S
designar um uffieial do respectivo eslado-maior
para layrar o termo de juramento ; providen-
ciando ao mesmo lempo para que impossado o
secretario, cuide logo em sanar as fallas, que
ola em dito officio de registro das patentes da
fficialidade dos corpos.
Dito ao juiz municipal de Pao d'Alho.Proce-
da Vmc. com todas as formalidades legaes a um
exaroe no livro da qualificago, que Ihe ser
^presentado pela cmara municipal de Pao d'A-
lho, afim de verificar-se so de dala recente ou
anliga a falla de folhas, que so nota no mencio-
nado livro, e sobre que reprsenla aquella c-
mara no officio junto por cpia.Officiou-se nes-
4e sentido cmara municipal.
Dito ao promotor interino da comarca do Bo-
nito.Em resposla ao officio que Vmc. dirigi
a esta presidencia em 15 de margo ultimo, tenho
a declarar que, devendo ser respeitados os terre-
nos contiguos emqne actualmente eslo na posse
de iqualquer individuo, ot que se proceda a
competente roedigo.embora ditos terrenos de-
pois de medidos venham a pertencer aos que ti-
verem terrenos contiguos, nao se pode exercer
ecto algura de posse sobre os que esliaerem ric-
voluto, sem que se incorra as penas do regula-
menlo de 30 de Janeiro de 1854
Dito ao director das obras publicas.Exneca
Vmc. as suas ordens, para que Um dos ege-
sheiros dessa repartigo, depois de enlender-se
com o inspector da alfandega, confeccione os
ornamentos das diversas obras que frem indica
das pelo mesmo inspector para melhorar e faci
lilar a arrecadacao e iscalisaco dos direitds
nacionaes.Officiou-se ao inspector da alfan
dega.
Dilo ao lente coronel commandanie .do ba-
laihao n. 23 da guarda nacional do municipio de
nanto Antao.Mandando nesta dala ouvir
Dr. chefe de polica acerca do ofllcto de 2
trrenle, ero que Vmc. solicita o pagamento u
sold de 13 pracas do balalhao sob seu comman-
do, que escollaran) criminoso desso municipi
para esla cidade, devofazer-lhe sentir que send
coutra a expressa disposicao do art. 22 do decre-
to numero 1354 do 6 de abril de 1854 o dirigirse
Vmc. directamente.a presidencia, dove em casos
idnticos faz-lo por intermedio do respectivo
cjmmandanle superior.
Dito ao commandanie do corpo do policia.*-
Transmiti a V. S., julgados era segunda instan-
cia, os procesaos dos soldados do corpo sob seu
commando. Luii Jos Beserra dos Santos, e Joa-
quim Velloso do Reg, para que sejam curopri-
das as"senlengasnellc proferidas.
Por esta occasio chamo a altenco de V: S
para a advertencia lancada em urna das senten-
cas sobre as irregularidades commetlidas 110 res-
pectivo processo ; e sendo esta, segundo me in-
/ormou o auditor, a quarta vez, que se d seme-
lhanle admoestaco, recommendo-lhe muilo
que se nao reproduzam mais as faltas, que as
eem motivado.
Dilo a cmara municipal do Recite.Cumprin-
do acudir ao reclamos da imprensa sempre que
orcm justos e convenientemente .manifestados
e lendo-se na ttevista Diaria do Diario de l'er-
nambuco de hojo tres captulos de aecusacao
contra os Qscaes da cmara municipal do Recife
por amor de infraeces graves das, respectivas
psteras; recommendo a mesma cmara que to-
mando aquella exposico na devida consideracao,
.exneca ae providencias, que o caso exigir
para que os ditos flscaes cumpram seus deveres,
iaaendo guardar religiosamente a posturas mu-
uicipaes tanto n'aquelles, com* nos outros
casos.
A, camara municipal da cidade do Recife cora-
prehende perfeitamente que oprimeiro'agente da
falta de conQanca com que Infelizmente ae vai
olhando para essa bella insliluicao constitucional,
previamente a inobservancia das raspetim
ao
do
do
posturas, e resultando o'ah, com todos a graves
inconvcnienles, que sempre gosa o menospreso
da le, manifest damno aos legtimos interesses
do municipio, quft^o a alta importancia nasci-
dades como a do^ecifo ; corre a essa camara
municipal o mais rigoroso dever de cuidar seria-
mente no importante assumflo da execucao das
respectivas posturas para o que encontrar sem-
pre ncsla presidencia o mais prompto e efficaz
auxilio, tornando-se por injusliflcaveis quoes-
quer fallas em que incorrer a semclhante res-
peito.
Dilo ao conselho odmfnislrativo.Recommen-
do ao conselho administrativo que, compre para
fornecimento do hospital militar, os objectos men-
cionados na inclusa relacSo.
Relaco dos objeclos de que trata o officio de
S. Exc. o Sr. ijresidenle da provincia dcsta
dala.
200 camisolas.
200 lences de brira.
5o toallias.
50 fronhas.
50 chnelos.
Officiou-se ao lente general, commandanie
das armas.
Portara.O presidente da provincia atienden-
do ao que requereu Jeronymo de Hofhnda Ca-
valcanti, guarda nacional da 2.a companhia do
1." esquadrao de cavallaria do municipio do Re-
cite resol ve conw para ir a provincia das Alagoas.Communicou-
se ao commandanie superior respectivo.
Officio ao chefe de polica.De ordem de S.
Exc. o Sr. presidente da provincia communico a
v. S. que por despacho desta dala se autorisou o
inspector da Ihesouraria provincial a mandar pa-
IqmviJ0?6 Anlonio Ferreira Vinhas, a quanlia de
aUOO, importancia de um trimestre de aluguel
da casa que serve de quarlel do destacamento da
Capunga, vencido no ullimo de marco prximo
lindo conforme V. S. solicitou em officio de 21 do
correnle sob n. 563.
Dito ao mesmo.D'ordcm de S Exc. o pres-
deme da provincia communico a" V. S. em res-
posta ao seu officio n. 590 de 26 do corrente
que nesta data se autorisou o inspector da the-
sourana provincial a mandar pagar ao capilo
birmino da Cunha Reg a importancia do aluguel
das casas que servem de quarlel as pracas de po-
lica destacadas no termo de Serinhaem e na
barra do mesmo titulo tl 31 de mareo ultimo.
Dito ao commandanie superior da guarda na-
cional do Recife. De ordem de S. Exc o Sr.
presidente da provincia passo smaos de V. Exc.
por copia a informacao que ministrou o chefe de
polica em 21 do correnle acerca dos offieios dos
commandantes dos batalhoes ns. 5 e 6 da guarda
nacional desle municipio a que se refere o de
V.Exc. de n. 48edataue 11 do corrente.
AUDINECIAS DOS fntrUJNAES DA CAPITAL.
Tribunal do commercio: sesudas ergualas.
Relaco : tersas feiras e saAlos.
Fazenda: tercas, quintas TEbados as 10 horas.
Juzo do coramenjio : quintas ao meio dia.
Rito de orphaoaf" tercas e sextas as 10 hornsv
Primeira rara do civil: tercas o sextas ao mero dia
Segunda vara do #vil; quortas e sabbados ao
meio dia.
PERNAMBUCO.
ASSEMBLEl LEGISLATIVA PROVINCIAL.
SESSO ORDINARIA EM 16 DE ABRIL.
Presidencia do Sr. \iscondt de Camaragibe.
(Concluso.)
O Sr. Ignacio de Barros : E'escusado. Sr.
presidcnle, dizer o motivo por que lomo a pa-
lavra.
O Sr. S. Lacerda : bom sempre, porque
pode ser que cu colha alguma cousa.
O Sr. Ignacio de Barros :Instigado como
acabo de s-lo pelo nobre depulado que se as-
senla minha dircila, e sobre ludo devendo ex-
pender as razoes das difiranles alleraces que
sao feitas no actual projeclo de ornamento, nao
posso esquivar-me de lomar parte na presente
discussao.
Sr. presidente, nao se trata aqu somente de
saber se existe ou nao dficit, se o dficit ou nao
presumivel, cumpre-nos tambera saber a razio
pela qual a commisso restringi certas despezas
e eslabeleceu novo syslema de arrecadacao em
certos tributos.
Nao me occuparei.pois.somenle com a questo
aventada pelo nobre deputado, da existencia ou
nao existencia do dficit.
Na feilura desse orcamenlo, senhores, a com-
misso leve em vistas nao s urna rigorosa e
jorcada economa como a destribuico dos im-
poslos a mais ampia possive, a mais juslicera,
e que sirva de fomento industria e ao trabalb*
pichoso.
Digo que a commisso teve em vistas urna ri-
gorosa e forrada economa....
O Sr. S. Lacerda :Nao foi seno or causa do
dficit. *
O Sr. Ignacio de Barros :Senhores, quando
consideramos que onosso paiz novo, que pre-
cisa de numerosas vias do communicaco,
precisa que certos trabalhos pblicos sejam re-
prehendidos c executados, de certo nao poder a
commisso deixar de ser taxada de econmica de
ir se quizer, nao
go para a scena.
O Sr. Helio Reg :Ha de
vai por chamado de ninguem.
O Sr. lgnaeiode Barros: Obras publicas, du-
1- zontos conlos de risl quanti inteirameule in-
- significante, nao s em relaco ao que se tem
gasto, nos exercicios passads, como em relaco
- s necesidades mais urgentes da provincia 1 E
qual a razo.Sr. presidente, de assim votar a com-
- misso?
Senhores, a commisso vendo que as rends
ordinarias da provincis nao podem ser taes que
cheguem para todas as despezas, no ponto em que
ellas devem serfelas Iratou de reslringi-las. To-
9 Sr. Ignacio de Barros :Pelo menos eu :
meus collegas que o dijjam, o meu voto foi este
na commisso.
(Cruznm-se diversos e numerosos apartes.)
Dizci-me, senhores, como podeiia a commisso
proceder de outro modo em tal conjunclura?
Scr-lhc-hia dado evitar essa fatalidade de go-
vernos ephemeros que nosimpossibilitam do ter-
mos con flanea segura na admnislraeo da pro-
vincia?
Lamento profundamente que para as obras pu-
blicas n'10 possamos volar urna quanlia que cor-
responda as necessidades publicas....
|lla um aparte.)
_.l disse qual a razo de meu voto, qual a ra-
zo de nao termo-nos servido dos recursos ex-
traordinarios, visto a exiquidade dos ordinarios.
De corlo, senhores, as oparocoes de crdito sao
mi ito delicadas, c tcem ellas por base a confianca
no.jgovernos.
Como ia dizendo.Sr. presidente, se por um la-
do lamento a insignificancia da quanlia votada
para obias publicas, por outro lado tambem nao
posso deixar de lamentar a quanlia enorme que
votarnos para o corpo de policia.
O Sr. Rufino dcAlmeida :Nao 6 culpa nossa.
O Sr. Ignacio de Barros : preciso chamar
a ailenco do nobre deputado para este ponto.
Se lamento esse dinheiro que se gasta com a po-
lica, nao de certo pelo motivo apreseniado
aqtii pot um dosnobres doputados que tanto fal-
lou conlra ,1 policia, nao, Sr. presidente ; pois re-
conheco a necessidade de que a policia se
mostr activa cumpridora de 'seus deveres.
Quindo ella assim se comporta digna de elo-
gios e merece lodo o apoio.
Outro, portanto, o motivo de meu voto, e
que para mim nao liquido que devamos gastar
os dinheiros da provincia com o corpo de policia
conoj tive a honra de demonstra-lo aqui'nos
anuos de 56 e57. Se esle anno anuo a semelhanle
despeza por ser a isio levado pela imperiosa ne-
cessidado de haver policia ; visto que o governo
geral anda nao se dignou de lomar a menor pro-
vioencia a este respeilo.
Um Sr. Deputado : Do mais, era materia
vencida, a commisso tinha obrigaco de votar a
verba.
O Sr. Ignacio de Barros: Julgo, Sr. pres-
der le, haver mostrado por que a commisso em
seu trabalho teve em vista una economa rigoro-
sa ti forcada.
Agora cumprc-me moatrar como vizamos tam-
bera una distribuido dos impostos mais geral e
al mais justa, e que ao mesmo lempo fomenta
o laballio pichoso e d incremento industria.
Sr. presidente, pelo acto addiccional somos
coi;demiiados quasi que exclusivamente a impor
sobre quem trabalha, nao nos sendo dado impor-
mo3 directamente sobre quem consom ; entre-
tanlo o imposto sobre o consumo aquclle que
mais se derrama sobre lodos, ao passo que o im-
posto sobre" o trabalho rcahe inmediatamente
sobre a classe laboriosa, sobre aquellos quo mais
servicos prestara sociedade. Urna imposico
exclusiv.i sobre estes importa o mesmo que ag-
meilar a afllicco ao affliclcw- P>r esta razao,
Sr. .wcf.ji!.iiit. j) commiaafl laica de procurar
um mojo d eslaUekcer u,m impost, que, cum--r
qj nto uno seya iqleiraaaenR le consumo^ cooi-f
todo _inlua mais aojn* esta* e em twoos quej
pel aciiitddrcwonalseja-naf'licit delle servir-
mo-nos : refiro-me ao liTao art 25 do orga-
mento, concebido n'cstes termos : (le)
( Ha um aparte )*
6 nobre deputado pergutita por que razo nao
triplicamos todos os mais impostos de quatro por
cento, a isto respondo-lhe, que por motivos que
sao peculiares a esses outros eslabelecimentos,
como as fabricas, serraras, e ludo mais que faz
parle de alguma industria propriamento dita.
O Sr. Mello Reg : Por que acabaram com
o imposto dos ferros velhos?
O Sr. Fenelon: Veja quanlo lem produzido
nos annos anteriores.
O Sr. Ignacio de Barros : Dizia eu, Sr. pre-
sidente, que a commisso, levada pelo principio
de :jue o imposto sobre o consumo mais ampio,
derrama-se mais sobre lodos, e nao pesa s sobre
qu(m trabalha, triplicou a imposico do 14 que
rigurosa nenie nao comprehende gneros de pri-
me ra necessidade.
Um Sr. Depulado : Eu creio que todos esses
imposto recahem mais sobre o consumidor.
I Sr. Ignacio de Barros: Nao duvido; mas
nsito a commisso noseenganou porque jus-
tamente o que ella quer; n commisso enteode
qu o imposto nao deve recahir exclusivamente
sobre quem o produz, sobre (fuera-trabalha, mas
tan-bem effectivamente sobre quem consom.
E'e certo, Sr. presidcnle, encarando-se esla
qutsto philosophicamenle, obvio que sedo
ma s nalural, que se empregue maior esforz em
traialhar do que em consumir, o governo man
prudente ser aquello que nao sobrecarregu
ma s o IrrV 'lio do que o consumo ; se tem elle
de crear n^essariamenl6 um onus, estabeleca-o
DAS DA SEMANA.
30 Segunda. S. Catharina do Sena v,; S.Peregrino.
1 Terca. S. FelippeeS. Tiago app.; S. Jeremas.
2 Quarta. S. Athanazio b. ; S. Mafalda infanta.
3 Quinta. Iuvcnco*da. Cruz; S. Rodopiaoo.
4 Sexta. S. Monica mj de S Agoslinao.
5 Sabbado. ConversSode S. Agoslinho.
6 Domingo A Milernidado de Nossa Senhora.
La-
cala
per,sacan aliviou de um por cento o algodo.
Ella assim procedeu pela razo de que, como i
tive a honra de diz-lo aqui em annos passads
a prodtuco do algodo aquella que mais alten
vai em lamcutavel de-
de um futuro grandioso,
cadencia.
fenheres, o nosso assucar inferior aos a
cares de muitos outros paizes, mas o algod
Peinambuco um dos primeiros dos mere
da Europa Nao cessare da clamar em qua
tiver assento nesta casa : ao governo compre
voijecer o mais possive semelhanle produce.
AJim disso, Sr. presidente, a commisso alten
do que agora se acha em fieulu a mim (o Sr.
cerda.)
UinSr. Deputado :Elle est calado.
O Sr. S. Lacerda :Nem sempre quem
consente.
O Sr. Ignacio de Barros : Mas esse meu de-
sojo nao poder ser salisfeito. porque nao exis-
tem na casa os documentos que foram exigidos
ha das
O Sr. Cintra :J vieram.
O Sr. Ignacio de Barros : Ainda nao os vi.
Portante Sr presidente eu .nao direi, como o
meu ntpre collega, qne o dficit provavel, se
nao como provavel todo o dficit no svstema
de arrecadacao como o nosso.
UmSr. Deputado :E' preSnmivel.
O Sr. mlgnacio de Barros : E' presumivel
como em todos os mais annos.
Um Sr. Deputado : E' mais do que pro-
vavel. v
O Sr. Ignacio de Barros: Sr. presidente
julgo qii8 tenho dito quaes foram as vistas ge-
raes da commisso, ou pelo menos as minhas na
feilura do orcamenlo actual, e que assim tenho
salisfeito ao nobre depulado que me fez tomar a
palavra.
OfSr. ff. Portella diz que, as explicarles dadas
par parlo da commisso, o convencern) ainda
mais darnecessidade de se nao proseguir na dis-
cussao do projeclo, sem que sejam fornecidos os
meios de bem apreciar cada urna desuas disposi-
roes e de saber-so o modo de har.monisar a re-
colta com a despeza (apoados) ; que felicita ao
nobre depulado, que primeiro fallou, por ter
dado lugar A que houvessem por parle de dous
memoras da commisso, explicaees que sao ne-
cessarias, e que devem ainda ser mais ampias ;
que nb Ihe parece muilo agradavel o estado
das Unancas da provincia, tanto mais quanlo o
nobre deputado, que o precede, declarou que
dous eram os meios do azer face s despezas,
ou o emprestimo, ou o augmento dos impostos
com a mais severa economa, sendo o segundo
o adoptado pela commisso: que examinando r-
pidamente algumas verbas, conhece que ao con-
tratador da estrada do norte tem-se de pagar200
contos de ris, segundo tem ouvido dizer ; que
segundo consta do rclatorio da presidencia ha um
debito para cora a caixa filial do banco do Brasil
de quanlia pouco inferior 100 contos : que alm
disso ha o pagamento fazer de dous semestres
do juro addicional da estrada de ferro ; e divi-
das de outros contratadores, que ainda nao eslo
pagas : que avista dislo nao estando presentes
os relatnos doSr. inspector da Ihesouraria e do
Sr. director das obras publicas, entende que nao
se pode e nao se deve proseguir na discussao do
projeclo, pelo que subrnetle consideracao da
assembla umrequerimento de adiamento "da dis-
cussao al que sejam remellidos taes relatnos,
seno impressos, ao menos os originaes.
Vo mesa e apoiara-se os seguintes requeri-
raentos :
Rcqueiro que soja adiada a discussao al qufx
ENCARREGADOS DA SUBSXBPCO NO SL.
Alagoas, e Sr. GUudin*FalcDias; Bahia. o
Sr./os Martins Alvet; Rio de Janeiro, o Sr.
Joo Pereita Marttas.
EM PERNAMBUCO.
O praprietario- do diario Manoel figueiroa de
Faria.nasua livraria prega da Independencia ns.
6 e 8. ^

pode exceder as ver- nJt^T^T'^3 f'nCtS. a, que *
Nojrpos- "o AdBc,E!;?.'S? mJ"i c [Ha um aparte.)
Mas se o presidente nao
bas decretadas sem abrir crditos ? 1
sivel que deixemos de approvar esse actod pre- k 1 qU* "' e (,eP"l,,do. tivesso a lem-
sidencia que firmado em loi, sea despeza or- lr!",a 1".er?r obsejuiar a essa pessoa a que
denada fr, como se snppe, urgente me ieniio referido ella pmcuroo juslilicar-se pe-
Fac;o estas obset vacos para que a commisso ?5t ^lbl'co-, como o "obre deputado j ter
as tome em consideracao e indique a providencia "'n0",11.oaera anda ver no dia que a esse
necessaria. v rc Po i Publ,cad> no Diario de I'ernambuco
de 8 de Janeiro do anno passado.
O nobre deputado nao disse cousa alguma
respeito do emprestimo que foi tambem um dos
pontos de minha interpellar;o.
O Sr Fenelon : A commisso nao teve con-
hecimenio disto.
O Sr. M. Pereira : Mas faci que estao
conhecimento de ledos.
O Sr. Fenelon : Eu nao sei.
plena-
Sr. M. Pereira : Pos euque nao estando Sfarao mesmo ",qUer **"** "* mlaha
----------------------------------- v v i|ub 11 tmv ca i J u u I.P
nesta cidade soubo que houve um emprestimo de
cem contos de ris c o relntorio do digno ins-
pector da thesouraria provincial o refere.
O Sr. Fenelon: Respondo as interpcllaces
feitas a commisso iosislindo as suas anteriores
observaces.
Encerrada a discussao e posto a votos o re-
querimento sao approvados.
Segunda discussao do
O Sr. Joo Cavakant'i : Jusliflca-o
mente essa correspondencia 1
O Sr, Mello Reg (/taphael) : Eu peco per-
missao a casa pata leruma parte desta exposico ;
UMmbkIo fadigue a na attencao ; (nao apoia-
a lennara a bondade de desculpar-me neste mo-
no : Dois ano iiii.i!,imi>i- Halloo .,-, b.1.1.. __
Esse escriplnraho. Sr. presidente, expondo ao
publico o modo porque se deu o facto em quo
elle achou-se envolvido, a que se refere o ro-
qoerimcnto do nobre depulado, e chegando ao
ponto em que narra os motivos ponue teve do
dingir-se ao Dr. Cardim. diz o seguate
Relages creadas em lempo de estucante, o
depois cultivadis na ihesouraria provincial com
o Ur. Lardim, que all servio comigo por alguns
_..__ _._..> projeclo a. 35 desle
anno que desmembra diversos engenhos do ter- 1nni ,o.VUV--T""--------1W'"," rvr oiguus
mo de Serinhaem para o da Escada ."?*', ,,ieri,m co que quando a assembla pro-
O Sr. S. Lacerda. justifica e manda a meza o 2 ?;,",anf"*J'lI'T' SP.S^, volou ? Pgmento
oate artizo substitutivo : ; e alraza,i0s 1"e enm devidos eos erapregados
que serviram naquella roparlicao' de um certo
lempo para c, cu sabendo que esse doutor acha-
de limites
Escada e
seguinte artigo substitutivo :
0 rio Sibir continuar' a servir
enlre os termos e freguezias da
Serinhaem.
Barros de Lacerda.
Ignacio Leo.
Pereira de Brito.
, Ignacio do Barros,
yerificando-se nao haver casa o Sr. presidente
designou a ordem do dia e levantou a sesso.
SESSAO ORDINARIA EM 17 DE ABRIL.
Presidencia do Sr. Visdonie de Camaragibe.
Ao meio dia, feili a chamada c achando-se
presentes osSrs. deputados, abre-sea sesso. Li-
da a acia da anterior.
EXPEDIENTE.
Um officio do secretario do governo remetien-
do o balancete da despeza provincial verificado I
no 1 semestre do exeraicic de 1859 a 1860 bem H*,de1?tras ^brancas de dinheiros, pro-
va-se preso era Caruar, par? alli Ihe escrevesse
avisando-o dadeliberaco legislativa, o me offe-
recesse para promover-lhe a cobranca do que
me perlencia desses alrazados, mediante procu-
racao sua a urna pessoa que liieindiquei
Dessa carta nao tivo resposla : roas lempo
depois havendo o Dr. pardim sido removido da
prisao de Caruar. para a casa de detencao des-
la cidade, ah raandou-me chamar para pedir-me
iijlormacoes acerca dos mesmos atrazacfos, e a
olleclividade do meu offerecimento, por isso que
a menondade do seus irmos impedia (fue elle
os consiiluissc procuradores. Sendo ainda trans-
ferida a priso do Dr. Cardim para o estado
maior do corpo de policia, ahi ttido novamente -
estado cora elle, lornou a pedir-mo que me en-
como o resumo do orcamenlo de despeza para o
anno financeiro de 1860 a 1861.
Outro do mesmo, remetiendo o bataneo e or-
camenlo da despezada camara municipal'de Olin-
da para o excercicio de 1860 a 1861 do relatorio
do estado dos negocios daquelle municipio rela-
tivo ao anno financeiro municipal de 1859 1860.
Outro do mesmo, remetiendo a copia do con-
trato feilo com a companhia lyrica do theatro de
Santa Isabel.
Outro do mesmo, remetiendo a nformaco do
director das obras publicas, coai referencia ao
requerimento do Pedro Leilo de Albuquerque.
Outro do mesmo, remetiendo os esclarecimen-
...1U, ,, u 4uC avja ouioua a oscussao sie qur>. uuiro 00 mesmo, remetiendo os esclarecimen-
cneguem os relatnos dos Srs. inspector da lhe-'\~Ws prestados pelo director das obra* publicas em-
sourana^ director das ob*|a publicas, quando observancia as delerminaces dessa assembla a
nao impressos ao menos psio^iAes. I -u se refere o officio datado de 2 do correnle
i Dr. N. Purlelra.' -
.*. .PS'SIl0 I"6.6 pe5Wtr ^kSj^S^
relatnos que
o S. R.Dr. ManocIMe PVT'ario.J..fc
O Sr. Martins Pereira : CAsur-me qne o
presidente da provincia contratara um empresti-
mo de cem contos de ris para satisfazer as ne-
cessidades da provincia ; consta-me mais que
S. Exc. tem aberlo crditos supplemenlares, por-
que as verbas voladas por esta assembla para o
exercicio corrente nao tem sido sufficientes;
ludo isto sao despezas certas com que devemos
contar e ha necessidade de vofarmos quola para
ellas, entretanto a nobre commisso deixou de
incluir no ornamento as verbas para satisfazer
esses corrpromissos da provincia, falla que liar
novos embarazos administrarlo.
A commisso de orcamenlo por certo deixou
de attendera essa necessidade, porque nao pres-
lou bastante atlengo a esse faci, do contrario
ella dava urna demonstraco de que nenhuma
confianca deposita no acluai presidente da pro-
vincia.
Eu, pois,espero que a commisso explique 03la
sua omisso, para saber o como deva proceder.
O Sr. Fenelon :-Levanto-mo, Sr. presidenle,
para responder as inierpellaces quo acabam de
ser feitas pelo nobre 1. secretario.
Permitta-mo o nobre depulado que Ihe diga
que nao acho fundada a censura que fez a com-
misso por nao haver incluido no projeclo que
apresentou a commisso a consideracao da casa
a verba necessaria para pagamento dos crditos
supplementarcs que foram abertos pelo presi-
dente da provincia; acho que a censura nao lem
cabimento pela mesma razo por mim j dada
no principio da discussao quando respond ao
nobre daputado que se achava defronte de mira,
e que agora conversa com o Sr. baro da Vera
IV e1f\ A BDam AntMn ^. I .. .^ .. ... __ Al .1 .
mo modo, sendo os crditos de que trata o nobre
deputado relativos s despezas feitas no exerci-
cio que ainda est aberto, podendo essas despe-
'. zas serem pagas com a arrecadago que deve
u.i""uu,v? w u.Buuiu e aquena que mais alten- zas serem pagas com a arrecadacao que deve
gao devena merecer desta casa, visto que sendo haver dentro do semestre que esl correndo,
de um futuro grandioso, vai em l,-immiii-..i hq_ nenhuma nrnviilpnri.i Hovi n rammic^n inn..J
o do mesmo, remaJeaa as inforaveoes
los negocios de AgaAeta.
uutre.do' mesmo, rer#t^rr5 os lforraages
acerca doV projooto n. 13 este auno, qne crea
tres roraarcis nesta p -'i.
Ouiro 00 naesrao, re.^.do as iairmaces
ministradas pelo inspector j),(i thelburarta provn-
. --------------------------x-- x. niiiiiuivat i'io-
venientes de IransacQes que havia feito, e pelas
quaes Iho portcnciam. E porque nao podesse
eu ser direclamenle nomeado procurador, por
elTeilodo rcgulamenlo da Ihesouraria, dei-lhe os
nomos de duas pessoas, que a isso se preslariam
por obsequio a mim. Depois remetteu-me o Dr,
Cardim a poMurago para o recebimenlo dos
seus alrazados, elTectuado o qual fui eu mesmo
levar-lhe o dinheiro ao quarlel de policia. Em
caminhoenconlrei felizraento o Sr. capilo Ama-
ro de Barros, que rae acompanhou at alli, oOm
de visitar o Sr. Ignacio Vicgas, quo tambem se
acnava preso. No aposento desso senhor acha-
raos o Dr. Cardim, e dalli sahindo Dz-lhe entrega
do referido dinheiro. Nessa occasio ainda o
Dr. Cardim me fallou dos outros recebimenlos,
dizendoquo hivia mandar buscar as procuraces
como so deprehende do documento n. 1.
as proximidades da soltura do Dr. Cardim
recebi dellu un totb chamado. Nao me r'-cor-
-ao togo oucom alguns dias de dem*/%pio
diriga a aaluhzer laj chaado. quando n
curou o Sr. vreentu Campello para com ~*
ssesse^ct
mou esse prudente .Witr.Ven;d.Vtolm^
sonso, pela sciencia. nroeurando Hpi n n0.. ---------I----------------- ... ^ bua>4>.a**tiUu UVIU UUII
senso, pela sciencia, procurando desta arte evi-
tar o recurso dosemprestimospor urna razo bem
simples. Nao nos podem inspirar confiarla pre-
sidencias ephemeras como essas que infelizmente
temos tido de celo lempo para c.
O Sr. Epaminondas A commisso todapen-
sou assim?
O Sr. Ignacio de Barros : Eu pelo menos es-
tou dando a razo de meu voto, pois, embora
chegassemos na commisso ao mesmo resultado,
cada um de nos poderia para ahi ser levado por
motivos difiranles.
O Sr. Fenelon:No ornamento ote divergi-
mos, e pode-se com efTeito chegar ao mesmo Ora
por diversos caminhos.
O Sr. Ignacio de Barros:Senhores, nao la-
mento s que as presidencias sejam precarias;
mas lambem que alm de precaria! nao lenham
sido sempre bem preenchidas.
O Sr. Epaminondas:A commisso ainda est
de accordo com este pensamenlo ?
O Sr Ignacio de Barros : Fui eu o primeiro
que roropeu a solidariedado absoluta da com-
misso.
O Sr.S. Lacerda : J estou arrependido de o
ter provocado.
O Sr Ignacio de Barros:O nobre depulado
quer ouvir urna discussao ampia sobra ludo.....
distancias do nosso mercado, esl irremediavoi-
mente sujeilo a onerosos transportes, e que l-
tenla a importancia da producto e o seu estado
actual, nao convem de sorte alguna onera-lo
anda iaats na exporlaco. Eis os motivps da
dr linuiro do imposto sobre o algodo.
15' especialmente para compensar o desfalque
quo posia apparecer com essa dimiuuico, que
augmentamos os impostos do 14.
Um ;Sr. Depulado: Crearam novos im-
poitos.
j) Sr. Ignacio de Barros: Sr. presidente,
e reciso tambem que digamos como que a
cocnmiso teve em vista, as alleraces feilas, o
fonento do trabalho mais pichoso. Espera ella
obier ense resultado com o que se acha disnosle
nos 88 1.. 2.. 3. e 5.. visto como fazendo com
qua a nposigo, em vez de ser ad valorem, teja
producosle
(Ha um aparte.)
Pois
os, Sr. presidenle, nao lamenlarel que na
provincia de Pernambuco s so volem duzentos
contos de ris para obras.^,
OSr. Reg Barros: Porque nao votou urna
verba maior?
O Sr. Ignacio de Barros:Como? fe os recur-
sos ordinariosda provincia o nao permillcm? Ese
por outro lado a commisso oo valeu-ae dos ex-
traordinarios, pola impoasibilidade de conanca
em governos ephemero3?
Um Sr. Deputado : A commisso toda?
. ieilamente favorece aos ,,
nuis valor, que justamente sao aquelles que ro-
dutem-ie com mais trabalho, ou pelo menos
com mais esmero. Quando tratarmos de cada
una das verbas de receita especidcadamenle,
enio nos demoraremos mais sobre esse ponto.
Resta-me, Sr. presidenle, oceupar-me com o
delicit. A' semelhanle respeilo direi que nao
posso, Como o nobre collega que se assenta de-
frente de mim, demonstrar que deixar necessa-
rit mente de existir dficit, nem que elle exista;
porque esse dficit que se receia, e que para
mim na 5 est verificado, pode deixar de existir
com a arreeadaco do segundo semestre; tanto
mnis quanlo nell que os impostos coslumft a
avultar mais, sobre ludo o imposto do sssupir,
pois, como todos sabem. a forca da safra, fiEre
lulo da presente, do dezemnro em vanto. 3
Um ir. Depulado .A safra foi poiuena *
O Sr. Ignacio de Barros : Mas os pleos
lera sido extraordinarios.
eplu-
nenhuma providencia devia a commisso tomar
nesse sentido indicado pelo nobre deputado por
que essas despezas nao constiluem propriamento
um deftfeil, urna divida j reconhecida que devesse
ser tomada em considerarlo pela commisso.
A, Esta resposla que acabo de dar que muilo
euscinla como sero todas as que eu tiver de dar
em negocios de orcamenlo, creio que satisfar
plenamente ao nobre deputado, dcixando de to-
car na iuterpellaco que fez o honrado deputado
quanlo ser possive que assim procedesse a
commisso por falta de confianca no administra-
dor da provincia, porque leudo a commisso
assim procedido pelo motivo que eu acabo de
dizer nao poda actuar em seu animo a circuns-
tancia da confianca 011 nao confianga no presi-
dente para segundo ella incluir ou deixar de in-
cluir esla verba no projeclo de orcamenlo que se
discute.
O Sr. M. Pereira : Nao estou satisfeilo com
a resposla do nobre deputado e nao esluu #alis-
feilo porque ha urna disposicao na lei do orca-
menlo regente que diz, que o presidente da pro-
vincia abrir crditos supplemenlares para oc-
correr as despezas mencionadas na lei quando as
verbas decretadas nao forem sufficientes para
essas despezas.
O presidenle Ja provincia firmado na lei abri
crditos supplemenlares porque as verbas vota-
das foram insufficientos, por conseguidle ha ne-
cessidade de autorisar-se o pagamento dessas
verbas, porque no orcamenlo as despezas eslo
determinadas e nao pode haver excesso de
verbas.
(Ha ura aparte.)
Se ns nao podemos affirmar cousa alguma, se
nos estamos argumentando hypothelicamenle.
ri|3 Jnior, professor adjunto da aula do segun-
do grao da freguezn da Boa-vista, pedindo aug-
mento de seos venciinentos. A commisso de
iajlmcgo publica.
^Jutro de Juveniano da Costa Montciro, pedindo
um subsidio de 400-5 rs. para a impresso do um
drama de produceo sua.A commisso de peti-
ces.
Outro de Jos Soares de Azevedo, professor do
Gymnasio, pedindo um anno de licenca com seus
venciraenlos para tratar de sua saud.A com-
misso de petiQes.
Entra om discussao o parecer de contas o des-
pezas provinciaes, acerca da indicaco do Sr.
Braulio.
O Sr. Mello Reg {Raphael):Sr. presidenle,
eu nao me achava pa casa nem quando na sesso
do dia 13 do passado o nobre depulado pelo cir-
culo de Olinda, apresentou um requerimento pe-
dindo infnrmaces sobre um faci occorrido na
thesouraria provincial, nem tambem quando na
sesso de 15 foi lido o requerimento do nobre de-
putado pelo circulo do Bonito, quo deu lugar a
que viessera as informaces, sobre que versa o
parecer em discussao. Se eu eslivesse na casa
nesses dias, V. Exc. comprehende bem que me
lena apressado em pedir a palavra para corres-
ponder ao duplo appello que me fazia o nobre
deputado, o qual nao salisfeito de atacar em au-
sencia un membro desta casa, que me ligado
por lagos muilo estreilos, julgou ainda dever
mencionar no seu requerimento o nome de um
hornera que serve as obras publicas, como que
para dar a entender que as prevaricaces, que as
hitas, que os desvos de dinheiro* que ha na ti.-
souraria provincial, tem por agentes ou cmpli-
ces, empreados daquella repartico, que infe-
lizmente para mim, dirijo interinamente.
O Sr. Joo Cavalcanti: Nao invoquei nada.
O Sr. Mello Reg [Raphael]:Nao me licito,
Sr. presidente, entrar nasintenges do nobre de-
putado, nem mesmo para oo asedar a discussao,
quero entrar na apreciago do seu procedimento;
devo porm observar que comparando a conles-
tura ao requerimento do nobre deputado com as
poucas palavras cora que elle julgou dever jusli-
lica-lo, acho tal desharmonia, que sou levado a
crcr, que o nobre deputado se nao foi movido
por um sentmento de odio e inimizade pessoal,
cedeu talvez a suggestes de um terceiro, e subs-
creveu a esse requerimento, sem medir bem o
valor de todas as suas consequencias.
O Sr. Joo Cavalcanti: Era necessario que
eu livesse o caraler do nobre deputado.
OSr. Mello Reg (Raphael): Nao ha pravo-
cacao bastante da parte do nobre deputado, que
me faca sahir do proposito em que estou de ser
calmo.
Aterro dos Afogados; e porque Ihe dissesse^cu
que tinha anles de fallar com o Dr. Cardim, cbm
quem pouco rae demorara, acompanhou-me o
cial acerca do requerimenf? doFrancisco CavaU 2.T, J""?,0 mfx demoraria' acompanhou-me o
canli de Albuquerque. Lampello al o porlao do quarlel de policia,
Um requerimento de Francisco Slverio de Pi me fez faTOr de MPerr durante o lempo
sJunir, professor adjuntadaa do"?. !"."!"!? raeSm0 D"-Cardim me entregar, urna
procuracao, para receber certa quanlia, que de-
vera eu dar a sua familia na ra da Gloria, vrslo
como, dizia elle, estando j absolvido pela rola-
go, s Ihe faltava para ser solt prestar fianga
por um crime de falsificaco, que Ihe haviara
imputado era S. Paulo, oque coneeguindo, tinha
sera demora de partir para o Bonito, onde nego-
cios da maior urgencia o chamavam.
Acccitei cora toda a confianca a commisso
queraecommelteu o Dr. Cardim, comando at'
com^mais outra procuracao, que elle ficou de
ir ir-me depois, e ao sahir do quarlel deixei
qut ^ Sr. Compeli l-se a procuracao, com que
eu dcscia e acabava de recebar, segundo prava o
documento n. 2.
Quando, porm, se tratou de usar dessa pro-
curacao para o recebimento do dinheiro a que
ella se referia, que nao era mais do quo a rad-
cula quanlia de 50JL o porleiro da thesouraria
provincial, descobrindo dessemelhanca entre a
assignatura da procuracao e a de documentos
antigos do mesmo individuo, que existiam na-
quella repartico, pois a divida era de exercicios
lindos, deu-me conhecimento dessa circunstan-
cia, e eu ficando com isso impressionado, fui de-
pois ter com o mesmo porleiro para que nao en-
tregasse o despacho de pagamenlo ao apresen-
tador da procuracao.
No mesmo dia em quo esse facto se dera na
thesouraria, me encontrando eu a noite com o
Sr. Dr. Aprigio Guimares, receioso, comocstava
de que a pessoa que tinha de fazer uso da pro-
curado, viesse, caso realisasse o recebimenlo, a
soffrer jlgum incomraodo sem outro interesse
que nao o desejo de servir-mo, a elle narrei o oc-
corrido.
O Sr. Dr. Aprigio deu-me a sua opinio, qne
foi entender-me com o Dr. Cardim, devolvendo- '
Ihe a procuracao, e inteirando-o do que so ha-
via passado, afim de obler delle seguranza da ..-
legitfmidade de semelhante procuracao.
Eis, Sr. presidenle, a expresso real do faci _
tal qual elle se deu. Eis agora os documentos
a que se refere essa exposico, o primeiro urna
carta do Sr. capilo Amaro de Barros Correa,
concebida nos seguintes termos ;
lllm. Sr. Joaquira Pedro Brrelo de Mello
Reg.Permita que aqui mesmo responda.
Lembro-me do que diz V. S. cm sua carta de 19
do corrente, porque verdade que eu e V. S.
estiremos no quarlel de policia cora os Srs. Ig-
nacio Manoel Viegas, e Cardim, assim como
verdade que V. S. e o mesmo Cardim em minha
presenca, depois de V. S. Ihe ter dado urna por
gao de dinheiro, que para elle levava, conver-
saram sobre o recebimento de mais dinheiro,
fallando o mesmo Cardim era documentos que
nha mandado buscar. Nao posso repetir as
c ,, '* manuauo Duscar. nao posso repetir as
Subscrcveu ao requerimento, repito sem dar paiavras da conversagao, porque nao me inieres-
lor a todas as consequencias que elle oodera s.nri,> u. ------:.*?" rr.r*-------. ____
u
\u desecara satisfazer mais ao nobre
leLem liypotheticameute devemos dar autori-
*a"po Dar que essas despejas sejam levadas em
cOTta, ha necessidade de que o acto da presiden-
cia seja approvado.
Um Sr. Deputado : Ha, mas nao no projeclo
de orgaraento.
O Sr. M. Pereira : ,Se a commisso a quem
foram presentes esses aclos da presidencia na
occasio oportuna nada fez.
Utn Sr. Deputado ;Nao occasio opporluna
agora.
O Sr. M. Pereira : E' na li da. ereomento
como se pratica na camara dos dafutados.
valor a todas as consequencias que elle poderia
produzir. No requerimento eu vejo que o nobre
deputado d como certo, como demonstrado, que
receberam-se na thesouraria provincial dinhei-
ros com procurages falsas e que quem os rece-
beu foi o individuo Correa Lima, de acedrdo com
o ex-escripturario Joaquim Pedro Brrelo de
Mello llego. No discurso do nobre deputado, po-
rm, vejo que elle nada affirma, hesita...
OSr. Joo Cavalcanti: Era o que constava
e eu quera saber a verdade.
O Sr. Mello Rtgo (Raphael): O nobre deputa-
do lera occasio de fallar, por conseguinte dei-
xe-me continuar.
No seu discurso, o nobre deputado mostra-se
vacilante, diz que um facto que se deu, que
muito impressionou o publico, e que acerca del-
le quer informages; quo se o seu pedido pode
affeclar a um membro da casa, (que elle alias j
tinha no sou requerimento, o dado como cum-
phee no recebimento) que este tiuha amigas
que podiam pedir a palavra e defendo-lo, e fi-
nalmente que a sua inlencao. era provocar urna
discussao, para remover de sobre esse membro
ausente mos juizos e inlerpretages quo podiam
iazer pengar a sua reputacio. Deixo a esse
membro o agradecer ao nobre deputado o obse-
quio que Ihe quera tazer era sua ausencia, para
occupM^e ae aulro ponto.
L quan-
rasposta.
da
sando ella, nao preslei rauita alleng&o.
lo tenho a affirmar a V. S., que d'esla
pode fazer o uso que quizer.
Eis aqui oulra carta do Sr. Vicente Licinio
Costa Campello :
Respondendo a caria de V. S. datada de
hontcm, devo dizer-lhe que estou perfeitamente
lemBrado de ter ido com V. S. ao quartel de
policia na occasio cm que falla, assim corno,
me lembro, que tetldo Qcado no porlo do mes-
mo quarlel a espera de V. S., qnando de cima
desceu, perguntando-lhe para que o Dr. Cardim
0 havia mandado chamar, T. S. roe mostrara
urna procuraran que trazia dpbrada na d8o, di-
zendo-mo que foi para promor o recebimento-
do dinheiro que ella autoris'- E tendo a mi"
nha curiosidade feilo coro curacao para ver, nem }>r isso posso lembrar^
mese nao que era elW de um professor, de cujo
norae nao tenho podido agora recordar-me. K
ludo quaoto posso responder etc. eto.
Aqu est ainda urna oulra carta do Sr. Dr.
Aprigio Guimares, que roostra que o nome des-
ee Dr. Cardim nao foi trazido por aquello escrip-
turario como um recurso de occasio, quando o
negocio foi levado ao conhecimento do governo ;
oo, nem elle procurou conservar o occorrido as
sombras do na Valerio, pois al o communicou ao*
1 seus amigos.
J -
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^ TETUDA FEIRA 1 DE MAIO DE 1860.

>-
M
Eis o que di* o Sr. Dr. Aprigio :
Respondendo a sua caria Jalada de %oje,
declaro que ha dous mezes e meio, pouco -mais
ou menos, V.. S. me disse harer recebicto doepr.
Gardim urna procuracao Para receber dinheiro de
um professor, e que tal procurado liaba aido
suspeita do falsa pelo porteiro da tfceeouranepre-
viDcial, pelo que V. S. a houve e guardou-a. Por
essa occasiao consultuu-me V. S. o que devia fa-
zer, e eu respondi-lhe que remettesse essa pro-
curado a quem Ih'a havia dedo, para que cor-
rease por conU da mesma pessoa a aua legilimi-
dade, ele.
avancou at, quo nao aduiitua, ncni era pussivei
que os collectorcs podessem prevaricar.
O Sr. S. de lacerda :Eu apresenlei documen-
to, logo.
O Sr. Helio /lego ( Raphael): Quando, Sr.
presiden le, se deu esse (acto muito conhecido do
coreo de polica.
V. Exc. estar Irmbrado, c,ue o Sr. inspector
motivando ura requeriraenl pera que osso no-
meada urna com minad de ihqucrilo, e isto no
intuito somonte de destruir qualquer ni impres
sio que podesse pesar sobre <> sua reporlico, no
intuito do innocenlar seus empregados, disse at
Sr. presidente, se essa exposic.o documentada nesla casa, que o que se tinha dado ora cousa
como se acaa nao prova em favor dessa pessoa pouco grave, era uro Cacto ordinario na thesoura-
qaeonobre deputado quer prejudicar, nao sei ria. Nao obstante os exames posteriores mosira-
pie outra prova posea so apresenlar para justifi- |cni que nao erara (actos ordinarios...
porque cousaj deseas
ca-la; portee cousaj deseas que se passam na
intimidade da amizade, com o descuido da con-
fianca, nsOidexom outras provas que s a preven-
cao "podo exigir. E fui anda una fortuna-para
sse ex-escripturario o ler elle encontrado ca-
sualmente -com si pessoas, com as quaes leve oc-
casio de fallar sobre esses negocios.
Assim exposto o que eccorreu, parece, Sr. pre-
sidente, quo eu devera parar aqu, se que o
nobre depulado quera somente informarlo sobre
esse fado ; porque, como todos sabem, o nego-
cio est affecto ao iulgamenlo do juizo compe-
tente.
O Sr. Joao Cavalcan :lia deis mezes que
est em concluso.
'O Sr. Mello Btgo (Raphael) :A culpa lalvez
seja desse ex-empregado, nao ?
O Sr. Joao Cavalcanti: Nao sei a razo e
para isso pedi informacoes.'
O Sr. Mello Reg (Raphael) :Posso asseverar
ao nobre deputado, nao para que elle o crea,
mas para que a casa saiba, que ncm da parte
desse ex-empregado, nem da de seus amigos se
dirigi a menor palavra ao juiz que (unecioua no
processo para que elle demore a concluso deslc,
nem para que tome outra deliberaco que nao
aquella que elle entender que deve tomar.
O Sr. Joao Cavalcanti:Tela demora uo pa-
rece.
O Sr. Mello llego [Raphael) : Nao parece,
porque ?
O Sr. Joao Cavalcanti .Demorar na conclu-
so dez mezes uns autos sobre questes lo sim-
ples-----
O Sr. Mello Reg (Raphael) :Ento por essa
razo suppe o nobre deputado que se pedio ao
juiz para demorar o julgaueuto ? Ja disse a casa
que nem a pessoa a quem o facto diz respeito pe-
dio a esse juiz de direilo cousa alguma, ncm seus
amigos, e digo bem alio para que esse juiz saiba
e possn contestar-me, para que lodos o sabam
e mecontruriem....
mente convencido da innocencia do Sr. Joaquim
Mello Reg no (acto Criminoso, que se llie quer
altribuir. (Apoiads). Ninguem por cerlo acredi-
tar que um empregado publico do carcter do
Sr. Mello lego, maochasse a sua reputacao com
a subtraeco- da quantia de 509000. (Apoia-
ds). entendo. Sr. presidente, como j urna
.vez disse, que nos nao nos reunimos nesla casa,
que aera respeito, e o h-1 para jogarmos pilfceras uns aos outros, e nem
to pouco %para Iransforniarmos este recinto em
arena de gladiadores do insultos, onde
provincial, nvueou o meu lesteruajjho sobre um
negocio de cuntas de sustent devptesos pobres
da cadei de Ouricury, que tora m "fagos pela the-
sourarii a pessoa incompetente.
O segundo, em trm aparte dado
avancon a proposico de que ao ha
sar no negocio dos referidas conlas, era Todo po-
ja a se metano da justicia.
Den relatar
re em poucus
Erni|Ju*i*(
(Ha um aparte.)
O Sr. Mello Reg (Raphael) : Quero, sehho-
res, dizer que o (aclo nao era ordinario, porque
a commisso verificou um alcance do IriuU
tantos conlos de ris.
Um Sr. DepeUado : O poder competente ab-
solveu os embregados.
O Sr. MtUo Reg [Raphael]: Nao essa a
queslo : o que cu noto c o modo porque o (aclo
(o encarado.
Quando em outra occasiao apresentou-se um
delegado do Ouricury na Inesouraria provincial
para receber diuheiros que liin eram devidos,.e
verificou, que esses diuneiros j liuhamsido rece-
bidos....
Um Sr. Deputado :Quem foi ?
O Sr. Mello Reg (Raphael): O delegado ca-
pitao Ponteado
O fiebre inspector disso a esse capilo que os-
se entender-so com o tabellio que tinha reco-
nhecido a firma do de Ouricury, que a Inesoura-
ria nada tinha com isso.
Vejo, Sr. presidente, que todo esse proceder de
nobre inspector demonstra o seu zelo pelo crdi-
to de seus empregados, a confianca que nelles
deposila ; zelo e cunliauca, alias muito justifica-
dos, tanto pelo amor que elle deve volara esses
empregados, queservindo sob sua djreeco e aju-
dando-o em seus Irabalhos concorre para a gloria
que lem adquirido naquelle cargo ; como pelo in
leresse que elle deve ler de poupar que sppare-
enm factos desses, que possaui prejudicar ao crc-
dilo da Ihesouraria.
Vejo, noriii, que apenas se tralou doegocio
que deu mutivo ao requciimcnto do nobre depu-
lado, sera l-lo verificado bem, sera ler visto a
procurado, o nobre inspector apressou-se im-
medialainciite a dar parle do o-corrido ao pre-
sento delegado de Ouri-
cury 1M l'aasos, (oi apresentada secretaria
da polis, v nda pelo crrelo, uasa conts de sus-
tento ecoravo de presos Pobras da cadeia de
Ouricuiy na importancia do 85)sW0. Essa con-
t, revestida de todas as solenidadeslegaes, co-
mo s<'j,-ma assignalura do delegado, o visto do
procurador scal, assignaturas do fornecedor, e
do carcireiro, foi examinada pela secrao de con
tadoria da secretaria da polica, que a declarou em
termo de se jedir o pagamento. *
A vista do resultado dsvexame feilo remllen-
se presidencia a conta, ficando na secretaria da
policia a segunda vi
A presidencia pss^^u turno enviou-a thesou-
4-
p.irff esl
raria provineial par^estando em termos, paga-
la ao d?lega thesoui aria ulgando as conlu^em regra, como
julgou-as a H'crelaria da poKciaf poisque nenhu-
raa del as goza do dom de advinhar, (ez o paga-
mento qu ;ra se apresenlou compelenlemeule
habilite lo para isso.
Recebendo o Sr. chefe de policia, a communi-
catjo co cstylo, de j se haver expedido ordem
Ihesouraria provincial para o pagamento, orde-
nou-me, que isto mesmo participasse ao delega-
do, o que Bx em um ofcio dirigido ao Dr.. Pas-
sos.
Passado um mez, pouco mais ou menos, res-
poudeu-me o Dr. l'assos, que nenhunia conta
havia remet ido policia, parocendo-lhe ler ha-
lieto engao do minha parle na communicacao
que lho fiz. Soppuz ter com efieilo me engaado,
e mandei vira ininha presenca a segunda va da
conla, que (cara na secretaria para verificar a
minha duvida : mas reconheci, que uo roo cn-
ganav, c qje a conla viera da delegacia de Ou-
ricury, e por intermedio da delegacia. Procurei
descubrir o enigmjda resposla do Dr. Pajssos, que
acabava de declarar, nao ter remettidoseuielhaii-
te conta, o depois de um exame as conlas, com-
binando as Jill'eientes firmas nella laucadas com
as nie: mas existentes em conlas anteriores, veri-
fiquei que b assignatura do Dr. Passos havia si-
do faliicaia, parecendo q.ue (ora copiada por al
Um Sr. Deputado .E podiam os amigos ter
pedido e o juiz nao azer causa disso.
O Sr. Mello Reg (Raphael) :E' verdade que
e nobre deputado, que ja (oi magistrado, deve
saber melliordo que eu se ha juizes que profe-
iem julgamenlps por pedidos*
Devo agora, Sr. presidcnle, oceupar-me um
pouco com urna publicaran que fez o Sr. inspec-
tor da thesouraria provincial acerca desse (acto e
em resposla ao quo se passou nesla casa. E an-
tes disso confesso a V. Exc. que nutri receios de
tratar de factos relativos a mesma Ihesouraria ;
porque nao deirei de ticar alguma cousa impres-
sionado cora o que aconteceu ao nosso collega o
Sr. Braulio.
De farto cu nao quera ser collorado as azns
do sacrificio e imolodo a inviolabilidade da Ihe-
souraria provincial, o depois votado a execra;ao
publica, como hotecra deshonesto e insensato,
recebendo por fim urna exprobracao acre por nao
ter (cito ainda todos os exames que os regulamen-
tos do corpo a que perlcnco exigem ou permit-
tem, como aconleceu com sse nosso collega. Mas
urna correspondencia que vi no Diario de hoje
me anima ura pouco, porque me az crer que o
Sr. inspector abandonou o systema de consecrar
qualquer censura ou observacao que se faca acer-
ca de sua reparlicao, como ma aecusago pes-
soal.
Realmente nada mais inconveniente do que
case systema que al se parece cora um calculo:
por quo leude a conjir esta assembls, e cmbnra-
carque ella excrca urna dassuas mais importan-
tes c bellas misses, qual a de fiscalisar o modo
porque oslis sao execuladas as repanire pu-
blicas, e conhecer como o servido ah dirigido
e execulado.
Perianto direi sempre algumas palavras com
relaco a correspondencia do Sr. Jos Pedro, e
ao procedimento que elle leve nesse negocio.
Disse o Sr. inspector era sua correspondencia,
jue o recebiracuto de dinheiro de que tenho tra-
tado iu passando desaperceoldo, e ^ue s por um
extxjseo de zelo da Ihesouraria se pode conhecer
auVf J'rma 1ue ligurava na procura<;o nao era
,e-*'tetr3.
inspector chama exeesso de zelo. Para miro os
excessos sao sempre viciosos ; os exiremos lo-
cara-se; e era ceos casos o exeesso de zelo
produz o mesmo resultado que o exeesso de de-
leixo e incuria.
Est me parecendo que neste negocio verifica-
se isto ; e se nao, note a casa oseguinte :|
Diz o nobre inspector no seu offico dirigido a
presidencia, que na occasiao em que o porteiro
descobrio dessemclhanga entre a assignatura da
pessoa que figuxava na proturaco o outras que
existan) em documentos anligos, procurou dar-
lhe logo parte, mas cora ial iiifclicidade que nao
o pode fazer porque o*Sr. inspector eslava muilu
oceupado ; e que -antes que o dito porteiro rea-
lisasse o seu intento chegou o professor e decla-
rou nao ter dado procuraci a ninguem.,
Poderia, Sr. presidente, contestar essa r ra-
fa*, mas nao o farei nesla occasiao, porque nao
me proponho a aecusar nem mesmo a censurar
ninguem.
Deploro somente que um porteiro lo zeloso,
que oceupa-se em fiscalisar os aclos dos seus su-
periores, que no exeesso de seu zelo faz o que a
le Ihe nao obrlga, que examina documentos que
chegam assuas maos depois de terem percorri-
dos todos os turos, do terem passado pela scc-
cao respectiva, pelas roaos do contador, pelas do
inspector que j tinha lanzado nelles o despacho
de pague-se que esse porleiro, digo, dos-
cobrndo vicio ou alsidade nos documentos e dan-
do assim ura ciuino era toda a reparlicao, e nao
tendo podido logo (aliar ao inspector, commet-
tesse b grande incuria de entregar os papis a
parte, e privar que a mesma thesouraria ou o jui-
ao competente podesse reconhecer e comprovar
a (alsidado da procuracao De cerlo nunca vi
um porteiro eoniecar to bem e acabar lao nial I
' triste isto, mas lalvez seja o que se chama ex-
eesso de zelo......
Um Sr. Deputado : Parece que esses docu-
mentos ainda existen) na thesouraria.
Oulro Sr. Deputado : Foram para a policia.
O Sr. Rufino de Almeida :Nao, senhor.
O Sr. Mello Reg (Raphael): para lamen-
tar, Sr. presidente, que o documento mais pre-
cioso, o documento argido de falso, que devia
figurar no processo e que poda levar os juizes
ao dcscobriraenlo da verdade ou ,1 formarera um
juizo seguro sobre a existeacia do crirae suppos-
*o, nao apparoca 1
E para lamentar quo o porteiro nao tivesse
completado a sua obra I
Quemo obligara a entregar esse documento,
desde quo elle se julgou obrigado ou autorisado a
examma-lo, o a coramunicar ae seu ebefe que el-
le era falso?
J disse, que nao quero aecusar ninguem. mas
seja-me ainda licito fazer urna ligeira observacao
sobre o procedimento que teve o Sr. inspector da
thesouraria noste negocio.
A casa sabe muito bem, sabo melliordo que
eu, qual a amizade, qual a confianca que o no-
bre inspector vota a seus empregados, qual o in-.
teresse que por ellos loma.
Aqu mesmo, entre nos. era annoe anteriores,
domos lestemunhas da manera porque elle pro-
ceda, sempre que a menor palavra se nrofcria,
que podesse, j nao digo ferr a reputacao, mas
que podesse parecer ubi a censura so precedi-
snenlo dos cus empregados; toda a vez que
H"i *o tocava na thesouraria proviacial, o nobre
inspector tornava sempre a palavra o co um ze-
lo o ardor de pai loniova su defeza, o que
alias era louvavet.
Eu mesmo, que algumas cezes motivara casas
deCczas, louvava-o do mim para mira; porque
esses empregados fldo tiuhan aqu outra voz pa-
ra defemiO-los ou islifica-los seoo o seu che-
fe, o nico apto pan^avaliar devidameule de sua
conduela. Assim quo ujaivdo eu aqu refer al-
gum (actos relativos a oIIscIom do Rio Foc-
moso, e chamei a altcaeoVQ nobre inspectorso-
*fe *""-,v- E*c. estar lembAdo, que o Sr. Jo-
s Pedro levanlou-se contra esoas auobos pola-
ws. duendo quo as cousas esminhavam regu-
larmonle, c quo na ihesouraria baria a necesa-
n fiscalisacao sobre as colletorias ; nao obstan-
te o que.sabe a casa toda o quo owsorreu. o os
lacios *ierani em abono do que eu lusa.
Quando o Sr. Laccrds fez iambcwtaui obser-
vaieg acerca da collectorin de Iguara t# no-
bre iospeclor do mesmo modo coataatou-o, e
sidento da provincia, sabeado elle que um empre-j guma Dulra. Quanto as outras assignaturas nata
gado de sua reparlicao havia mostrado interesse pude lescobrir por me (allarcm os dados necessa-
por esses papis, e pudendo chama-lo para pe- ros para uiu exame du comparar jo das firmas,
dir-rlhe eiplicaces do seu procedraculo, pelo marcadas nadita conta.
menos pa^a aquilatar, depois de ouvi-lo, at que | Dei, como me cumpria, conta do occorrido ao
ponto ess interesse poda compromelte-lo. Na- j Sr. el efe dj policia, e este desejando descubrir o
da dislo fez o Sr. inspector, que em uuiias cir- autor desse crime, officiou ao Sr. inspector da
cumslancias lo desvelado su mostrava pelos seus \ ihesouraria provincial, para que declarasse quem
empregados. Wra o rece'jedor da importancia da refciida con-
Oro, Sr. presidente, isto me faz crer, que o no- i la. C Sr. inspector respondeu, que o recebedor
bre inspector sendo, como c sabido, inimigo pes-. nao eia po.-soa 'conhecida dos empregados da sua
soal daquelle empregado, apressou-se de mais, e reparlicao, e que apreseulando-se li'galmeiitc ba-
talvez com satisfaco, na parle que deu ao pre- j bililatio para receber a importancia da cunta, foi.-
slde'nle sobre esse iiconteciuieuto, procurando as-. Ihe Cita paga, passando o competente recibo,
sim prejudicaro mesmo empregado, o tornar m Es o que se passou, sendo para notar-so, que
a sua sorle, para acontecer o que se,lem visto. at hoje ninguem appareceu, reclamando se-
Um Sr. Deputado: Nao allou no nome gunde pagamento dessa quantia, paga a vista da
dclle. conta recoi lieeiJa falsa.
O Sr. Mello Rego^Raplwel): Nao fallou no ) O ir. Braulio :J ve que nao (oi infundado
nome delle verdade.... E mesmo porissoque o meu requerimenlo.
eu disse ha pouco, que nao quera aecusar nin- O Sr. R. de Almeida:E nem eu irapugneio
guem, ncm quiz oceuparem analysar miudamen- requerimenlo do nobre deputado: mas o que
le o quo elle diz em sua correspondencia e no certo que nao se pode formar um juizo desta-
officio. voravel thesouraria pelo (aclo que acabo de nar-
Mas para mim (ora de duvida, que o inspec- rar ; e nem mesmo eu posso formar ura juizo
lor guardando silencio sobro todos os fados que definitivo acerca da falsidadc dessa conta. Pode
tenho apontado, ou apresentando-os do modo (a- j muili bem succeier que quem quer que (orneceu
voravel aos seus empregados, e apressando-se as diarias dos presos da cadeia de Ouricury. fos-
em dar parle disso, quando nao se linham feilo! se o lalsifioador da firma do delegado, para que
todas as udagaces o iiiqucri;es que nolei, tor- | as coatas nao fossem p_or elle examinadas, e glo-
na patente, ou pelo menos faz suspeitar quo as- j zadas, etc.
sim procedeu por ser inimigo desse empregado; Di. Sr. Deputado:Mas em todo o caso a llic-
faz crer que cedeu a um senlimento pouco gene- souraria nio pode ser responsavel. -
roso. Nao o censuro, poreni, porque tivesse leva- 0 Sr. Rufino d'Almeida :E muito menos a
do o negocio ao conhecimento do governo ; noto | reparlicao da polica, como disse o Sr. Martina
oau-
a-
po-
Pereira.
Un. Sr. Deputado '.Em lodo ocaso devia ter-
se instaurado o processo.
O Sr. Rufinod'Almeida';Contra quem?
O !5r. Braulio;Contra o aulor do (aclo.
O '.ir. Rufino a"Almeida :Como contra
io",pecoH'''lor dafacl- se e|le nao (oi anda descoberto,
ncresse que"! p.0?nl" das diliSencias, que para isso ha feilo a |
Tcm reinado neste-negoejo um mysterio Isl,
.6. .'JO pSSO enLendor. O ceilo que ot hoje
.inda nao appareceu quem reciamasse pelo pa-
gain yilo do sustento e curalivo dos presds da
codeia de Ouycury, no semestre, que se reere
a conla.que setdiz falsa. O cerlo quo combi-
nando essa cenia falsa, com quo anteriormente
foi apresentada na secretaria, vejo que urna foi
copiada tela outra, e que os assignaturas, com
excoaco da do delegado, sao iguacs. Quem fez
esta graca o que nao sei.
o Sr.' Braulio :A thesouraria devia saber
quem pagou.
O Sr. Rufino a]'Almeida'.Porque a thesoura-
ria devia .saber? qual o artigo do le, que deter-
min;i que a thesouraria deva conhecer a lodos as
pessaasque l vo receber dinheiro, c guardar es-
ta-suppoxr^r^n^^^ na on..p.r. lodo lempo
roohece.
somente o modo poique o fez. O Sr. Jos Pedro
da Silva cumprio o dever do funrcionario : mas
fallou io dever de cavalheiro, pudendo entretan-
to satsfazer a ambos.
Sr. presidente, nao pense a casa que mencio-
nando esses factos sobre que o nobre deputado
nda djse.ou disse somente o que podio alcnua-los,
eu procure (azer-lhe urna censura, na
trasto, ado minio louvavel esse in
elle mostra por seus subalternos ; eu tambera waue
actualmente sei o lico publica, sempre que se toca m em
dos me commigo serven), sinto-mo ine
o meu primuiMi impulso de dofendc-loie ocu-
sar crdito ao que dolles so diz de mio. Iso
cousa to natural, que ":- juera a dcscorccer.
Portanto nao se enx. ,. censurjy fo que eslou
dizendo; porqde, repilo, o que noto Srs. a
pressa que lave o nobre iuspector era dar conhe-
cimeulo ao governo do fado em queslo, quando
alias mesmo sobre aquellos de que o governo
liuho tomado conhecimento, por informabais es-
Iranhas, como aconteceu com o theserarero'do
consulado piovincial, o Sr. inspector sendo cha-
mado, e advertido pelo presidcnle, que uutcia
desconfianca acerca desse empregado mostronUfi
pugnando em acreditar no que se dizia, como o'
Sr. presidente, nao quero alongar muito esta
discuso ; o nobre deputado que me provocou
quem sabe melhor o lira para que o fez, e eu es-
pero que elie o escouho a casa ; e o que desejo
que este negocio seja discutido c esclarecido ;
vou adiante, quero que no exame a que se lera de
proceder na Ihesouraria, se verifique at que pon-
i as apparencias comprometiera ao ex-escriplura-
rio Joaquim Pedro Brrelo de Mello llego, porque
nao desojo que tal negocio pefmaneca na obscu-
ridade do silencio. So o nobre deputado leva-
do do desejo de fiscalisar o servico publico nos
repartidles producaos, eu o acompanharei; vou
inicuamente de accordo com o nobre deputado,
volarei por todos os esclarecimenlos que elle pe-
dir para desempeuhar a sua tarefa, aceitando o
nobre depulado a reciprociJade, isto faco um
paci com o nobre deputado: volarei por todos
os rcquerimenlos que elle apresenlar, votando
elle lambem per lodosos esclarecimenlos que eu
pedir. Se a nossa rasso fiscasadora e con-
vera cxerce-la em toda a sua plenitude, nao nos
limitemos thesouraria provincial, nem as obras
publicas, acerca das quaes consta-me que o nobre
deputado lera de fazer aqui muito longas e largas
observoc^es. Descaaios a todas as estacos e cor-
poraces publicas, que esto debaixo de nossa
aleada, cheguemos mesmo at as cmaras muni-
cipaes, porque lalvez ah acheraus muito que fis-
calisar.
O Sr. J. Cavatcanli: Aceito ludo quanto
quizas,
Um Sr. deputado : Esl firmado o paci.
OSr. M. Reg (Raphael) : Eu cmpromet-
tevme a volar por tudo quanto requerer o nobre
deputado, pcco-lhe tambera que vote commigo
n'aquelle que eu requerer, porque no que dsser
respeito minha reparlicao estuu prorapto a sa-
tisfacer ao nobre deputado, e desejo at que elle
exija as mais minuciosas informacoes acerca de
todo o servico que por ali corre.
Doe-rac, Sr. presidente, c acanho-me de ter de
enlrar em guestes d'esta ordem, porque real-
mente vejo que nao agradavel para qualquer
membro desta cosa vir oceupar a posico de ser
aecusado ; e comquanto o negocio nao toque a
mim directamente, diz respeito a mea irmao.
O Sr. /. Cavalcanti: Occupa urna posico
importante!1
O Sr. M. Reo (Raphael): Occupo urna po-
sico nobre, porque deendo a reputacao de um
irmao, que o nobre depuiido com vo pouco ca-
valheirtemo ataco* em usencia; desempenho
urna miesao mais nobre do que a do nobre de-
putado.
O Sr. i. Cavalcanti : O nobre deputado po-
da estar presente quando apresenlei o requeri-
aento. *
0 Sr. li. Btgo \Raphael): Nao sabia...
0 Sr. J. Cavalcanti'. Devia saber, eu mos-
trei aoSr. Dr. Rufino.
O Sr. R. a"Almeida.: E s porque me raos-
trou, elle devia saber r
O Sr. J Cavalcanti: O aobre deputado nao
jzuardou silencio.
O Sr. Mello Sge [Raphael) : Concluirei, Sr.
presidente, mandando a asesa urna emenda a
eoaclaso do parecer, ao sentido em que j me
expresad, isla para que a comraisao verifique
at q,ue ponto pode o ex-escripturaro de que se
lem trotado estar com promet ido na apreseata-
cio da procuracao argida de falsa.
Vai meza e apoia-so a seguate emenda;
O Sr. Rufino d'Almeida:6r. presidente, nao
pretenda tomar parte na presento discuseao : as
sou obligado pelos meus nebros eollegas e ami-
gos, os 3ra. Braulio a Manas Percira, a tomar a
palavra para responder-lnes.
O prime.'r, qaando justif.cava o requerimenlo
em que pedia certas iatermacoss a Ibesouraria
A thesouraria deve proceder ao exame neces-
ssriei pora verificar se as conlas eslo nos termos
lega s, se nao eslo viciadas com emendas ras
padellas, etc. etc., para que o pagamento se pos-
so fzer pessoa determinada pela presidencia
na ordem, que para isso expede ; nao lera porem
obri;;a<;&o de conhecer as firmas, dos que nessas
coritas inlervem.
U.n Sr. Depatado :As firmas estovara reco-
nhec.idas i
Oulro Sr. Depulado .Nao ha reconhecimen-
to as coritas.
O Sr. Braulio :Eu tenho reconhecido a fir-
ma do me^u delegado de circulo constanlemente.
O Sr. Rufino d'Almeida =No vejo razo para
se censurar a thesouraria por causa do pagamen-
to d)s conlas de Ouricury, e muito menos para
dizer-se, que se pode haver desar ueste negocio,
todo para o secretaria de policia, como disse
o nebre depulodo primeiro secretario, quem de-
sejo ouvir explicar esle aporte.
Snoestis os explicacoes que sobre semelhante
negocio, entend dever dar ao meu collega o Sr.
Braulio.
Tinha_feilo o proposito de nao lomar mais par-
le na dis:iissao do requerimenlo (eilo pelo no-
bro depulado o Sr. Jooo Cavalcanti, relativamen-
te a um membro desla casa o Sr. Joaquira Mello
Rega; ra.is sou (oreado a dizer ainda algumas
palavras sobre este negocio, porque para isso fui
provocada pelo nobre deputado, autor do reque-
rin-unto, em um aparte ofiensivo, que me deu, e
que entendo nao devo dcixar psssar sem a com-
pete nte icsposta.
Disse o nobro depulodo que, quando Urc mos-
tree na ante sala o requerimento, que liaba de
apresenlar casa, (o para que isto mesmo cora-
municasse ao Sr. Mello llego, e disse isto por
um modo, que nao me muito lisongeiro.
Agora tambera direi ao nobre deputado que en-
ganau-se completamente, porque nao tenho cara
de eu moco de recados, e que repellirei sempre
que for possivel os seus ditos de rno goslo.
(<:ruzam-se rauilos apartes, sussurro.)
Tem-sj dilo oesla casa por mais de urna vez
que o quo se passa na anie sala, trazido para
dfseassc, toma o nome de mexirico : pois bem,
j que o nobre deputado trouxe para aqui un
nao se
poupa a honra o probidade de pessoa alguma,
nao se respeilando a honra de um magistrado do
carcter do Sr. Dr. Pora, juiz de direilo da 1.'
vara crime desta capital, sobre o qual lancou o
nobre deputado quem respondo, o labo de
juiz que cao compro com os seus dereres,
para pagar favores a um reo quem ten de
julgar.
(Ha um aparle.)
O nobre depulado disse que o Sr. Dr. Doria
demorava na concluso por mais dez mezes o
processo de responsabilidade do Sr. Mello Reg,
para com essa demora pagar (avores, que deve ao
mesmo Sr. Mello Reg.
Que (avores sao estes: diga francamente o quo
souber, ou ento deixe-so de, sem fundamentoe
sem criterio fazer aecusaces lo graves a carac-
teres to nobres.
E' preciso nao ter conhecimento do Sr. Dr.
Doria, como magistrado,para poder dar-se credilo
s palavras impensadas do nobre deputado. (A-
poiados.)
Appcllo para o conhecimento quo todos os
temos do carcter, honradez o probidade do Sr.
Dr. Doria.
Niuguem, por ceito, poder com razo c fuo-
daraenlo dizer, que este magistrado demora na
sua concluso o processo do Sr. Mello Reg, para
desle modo pagar-lhe favores. (Apoiads, mui-
to bem.)
OSr. Marlins Pereira :Nao esporava que o
nobre depulado pedindo a palavra me provocasse
a entrar nesla discnsso, nuir.i esperei que isso
uzease em razo du um aparte meu. que segundo
pens, nao mereca a importancia que Ihe attri-
buc o nobre depulado.
Ttatava-se de censurar a thosouroria provin-
cial por pagamentos feitos a pessoas incompe-
tentes, e referio-sc nessa occasiao a um facto re-
lativo ao recebimenlo de urna conla de sustento
o ciTralivo dos presos pobres de Ouricury, quera-
se responsabilisar a ihesouraria por esse fado,
e ento eu disse quo se algum desar havia nesse
pagamento era antes para a reparlicao da policia
do que para a ihesouraria. O noru deputado
pedio-rae explicacoes respeito desta minha as-
serco e eu vou salisfaze-lo.
O nobre depulado disse que corad" secretario
da polica receben a conta do delegado, da qual
ficou na thesouraria a segunda va o que combi-
nando a assignatura do cilicio com a do delegado,
depois de ofciar este que nao havia sollicitado
tal pagamento, couheceu que havia dflercnca na
assignatura do dito delegado. O nobae depula-
do que secrclario da policia e que por conse-
guate deve estar habilitado para conhecer as
firmas dos delegados da provincia...
0 Sr. R. de Almeida : Nao o secretario
quera toma conhecimento das assignaturas, a
steco da contadura.
O Sr. S. de Lacerda : Quera deve ter coo-
heeimeolo das firmas sao os Ubellies.
O Sr. M. Pereira : Mas o oobre deputado
que secretario da policia.por cujas mos passam
lodos os officios dos delegados da produca, deve
mais ou menos conhecer as firmas desses fuuc-
cionarios.
Um Sr. Deputado : Eslo sendo mudados
a cada passo.
0 Sr. M. Pereira: .......Sendo que o Sr.
Dr. Passos j lenha sido delegado por diversas
vetee.
O Sr. R. de Almeida : Era preciso que eu
estivessp prevenido.
O Sr. M. Pereira : Chegavam a policio do-
cumentos relativos as despezas feilas com os
prezos pobres de Orcury, a repartieo da policia
officiou ao presidente pedindo o pagamento dessa
despeza, o presidente manda a thesouraria que
fizesse o pagamento se os documentos fossem
legaes, o quo cumprio o thesouraria fazer '?
L'm Sr. Deputado : Examinar so os docu-
mentos eslo legaes.
O Sr. M. Pereira : Entretanto que a secre-
taria de policia aondo vai ter toda corresponden-
cia dos delegados, nao lem conhecimento deltas,
e athesouraria, onde isto se nao d devia ter
conhecimento da assignatura do delegado? Pens
que nao, e porisso disso eu que se alguma cen-
sura era cabivcl, por certo deveria recibir antes
na repartir.odo policia do que na thesmiratin.
O Sr. R. de Almeida : L lambem exisleni
documentos archivados e do-mais quem aecusou
a thesouraria ? m
O Sr. M. Pereirof:Essesdocnmenlos linham
passado pela secretaria de policia hadara sido
remeltidos pela presidencia Ihesouraria devia
porlanlo a thesouraria proceder ao pagamento,
cumprir a ordem do presidente.
O Sr. R. de Almeida : E eu conlesto islo ?
O Sr. M. Pereira : Enlo desnecessorio era
chamar-me para a discusso para dar expli-
co^es.
Eu voto coolra a concluso do parecer e contra
o emenda do nobre deputado o Sr. Mello Reg,
porque nao couheco uacomnaisso de conlas des-
la casa poder para apreciar o grao de presurapeo
que possa ler o facto acontecido na thcsoura'ria
contra o qual se pede providencias.
A comraisso o que poder fazer verificar se
esses documentos eslo legaes se o pagamento
foi ordenado para conhecer-se se houve negli-
gencia da parle dos empregados c nesle caso re-
raeiler esses documentos a outoridode compe-
tente para proceder como fr de direilo c nao
indagar das presumpeoes que possara existir
contra quem quer que seja.
Eu ainda quando nao conhecesse o nobre dtr*
pulado a quem isso se refere, eu me vera torea-
do a acreditar quo elle nao tomn parte nesse
fado pela nica razo de estar o dito fado liga-
do o ura individuo que nao merece conceito
nenhum, para mim contra quera cuja dei denun-
cias por crimesde prevericaccTes, falsidadc ele.
O Sr. Gitirana : Quem era esse individuo?
O Sr. M. Pereira : O nobre deputado sabe
bem quem elle pois tambera foi promotor in-
terino na comarca do Bonito, e nao i<">ora quaes
os fados a que rae reiro. ^
O Sr. Gitirana : Sr. presidente, sentire
sempre quo, como agor, tiver de concorr?rcom
o meu voto para que se deneguem esclarecimen-
to, de qualquer natureza que seja a qualquer
Sr. deputado, que d'elles precise
Fazendo esla ligeira observacao j so v que
estou no proposito do votar conira o parecer da
commisso, dado sobre o requerimenlo de meu
honrado collega o Sr. Braulio
Reconheco, Sr. presidente, a necessidade de
facililarmos, n qualquer honrado membro, os
rneios de obter esclorccimcntos acerca dos nego-
cios pblicos do provincia ; mas leudo agora de
Ttar-me destes"principios, por mim seguidos,
"i-mo na necessidade de dar as razoes porque
o foco.
Entendo, Sr. presidcnle, que esta assembla
nao deve mandar commisso alguma, examinar
os factos referidos pelo nobre deputado autor o
peno. Ora, Sr. presdeme, se o recebimenlo de
que se trato, que infelizmente leve lugar, (oi im-
medialamente providenciado, parliado as medi-
das do inspector da thesouraria, ea entendo que
a assembla nao deaa^sperdicar seu lempo, to-
mando medidas, quflpm por fim providenciar
acerca daquillo sobre que j providenciaran) pes-
sOa* competentes.
Quanto ao (aclo de haver rea lamento na the-
souraria, de modo que seja misler mandar urna
commisso examina-la, eu entendo que nao ha
necessidade alguma de o fazerraos, porque tive
lambem occasiao de examinar o (acto que auto-
nsoo o meu nobre collega a assim se exprimir,
e vi que elle nao (o como conlou o honrado
membro a quem me refiro, alterando de modo a
pretender offender aqui a reputacao de um ho-
rnera, que, tendo servido como inspector da the-
souraria por muilos annos, pelos diversos presi-
dentes que lem tido a provincia, depois de ser
nomeado, lem sido conservado em seu eraprego,
lem sido sempre respeitado e acatado ; e como
deputado nesla casa, fui o primeiro a franquear
a sua repariico a qualquer exame. Direi que o
fado nao se passou como o conlou aqui o meu
nobre collega, dizendo que o relaxamento da
ihesouraria eslava em seu auge.
O Sr. Braulio : Nao disse tal.
O.Sr. Gitirana: Fallou em relaxamento da
ihesouraria.
klla um aparte.}
>u ouvi do nobre deputado a palavra relaxa-
co applicada thesouraria, querendo com islo
dcsconceiluar o seu inspector. O nobre deputa-
do disse aqu, que Milet, nao podeudo receber
os prestaces quo so Ihe deviam. dirigio-se a
Carvalho a quem rebateu-aa. e com oitferenca
de um ou dous das, depois**) tul-as rebalido,
Carvalho as tinh* recebido. Eu me record que
o nobre deputado#referio o (aclo assim, e tanto
que cu Ihe dei um aparte, dizendo que podia nao
haver dinheiro nesse dia e d'ahi a dous ou tres
haver. Este (acto, Sr. presidente, passou-se des-
ta maneira : Milet, leudo de receber suas presta-
ces, nao enconlrou dinheiro na ihesouraria, e
sem duvida nao podendo esperar, rebaleu-as a
alguera, crcio que a esse mesmo Carvalho que,
segudo disse o nobro depulado, dous ou tres
das depois as recebeu da ihesouraria.
O Sr. Braulio: Isso tudo est na corres-
pondencia.
O Sr. Gitirana : Eu nao li correspondencia
alguma, (alio do que sei. Dizia eu :*o presidente
aulorisou a thesouraria a conlrahir o empresl-
mo de cera contos de ris, e destinou melade
dessa quantia para pagamento de diversas divi-
das ; o inspector vendo que nao era suflicienle a
quantia de cincoenla contos para sorver todas as
dividas existentes, e que d'ahi deveriam nascer
embarocos, pela preferencia qu> livesse de dar a
esle ou quelle credor, apressou-se em reclamar
do presidente urna medida, que o livrasse desses
einbaracos, o enlo, como era muilo nalural e
justo, indicou que ossem precridos oquelles.
cujas dividas fossem mais antigs. Verificado o
facto, Milet era o credor mais antgo, e apezar
disto o que aconteceu? foi quo Carvalho,dirigin-
do-se thesouraria para receber os prcslocoes
de Milet, nao o pode fozer, porque rebaleu-as
como procurador do Harlliolomcu Francisco.dc
Souza, e a procuracao dada por este, que enlo
se achava era Pars, nao conlinha aulorisaco
especial para receber na Ihesouraria dinheiro
algum.
Picoa porlanlo o pagamento das prestaces de
Milet demorado, al que Bartholomeu ebegaase
de Pars, e o resultado anda foi quo lendo che-
gado Barlholomeu de Pars, e dirigindo-so .i
ihesouraria para os receber, anezar de ler pre-
fere-ncia no seu pagamento, como tinha sido de-
terminado pela presidencia, por ser a divida mais
anliga nao a pode receber, porque ao chegar j
nao exista mais a quantia destinada para esses
pogomentos, e s dous mezes depois que pode
embolsado.
Jase ve, pois, que quanto a esse facto nao ha
nada que se possa prejudicar a reputacao dessa
reparlicao ou do seu inspector, de modo que
seja preciso mandarinos urna commisso exam-
na-la.
O Sr. Braulio :O inspector pede mesmo
em sua correspondencia, que se nomc a com-
misso.
O Sr. Gitirana :Ora, lendo eu verificado por
mim raesmoa legalidade desle fado, conhecen-
do mais que o (acto sobre que follei, em primei-
ro lugar, tinha sido nicamente devido a urna
estrategia, em que cahio o inspeclor. assim co-
mo cahiria qualquer outra pessoa, notando ainda
que o procedimento desse empregado, foi o mais
regular quo possivcl exigir-se, e subendo mais
que a fulla de ceitos documentos que se diz te-
rem sido subtrahidos, esl sendo verificado con-
venientemente pelo inspector, confiando cu no
seu zelo e quo essas fallas serao reprimidas,
porque elle mais que nos lera interesse em veri-
fica-las.....
O Sr. Braulio :Nos temos mais.
O Sr. Gitirana :Entendo que uo, conciuo
dizendo que nao tem>s necessidade de mandar
urna commisso thesouraria, e eu pelo menos
me dispenso de dar o meu voto para isso, por-
que estou plenamente satisfeito com as informa-
Ccs que deu-mo o seu inspeclor e que exam-
nelos documentos cin que ellas fundovom-se, e
convenci-rae de que aquella reparlicao marcha
regularmente.
Agora, torca anda fazer urna observacao, e
que quando se trata de urna reparlicao d nego-
cios lo complicados como a thesouraria, (or-
ea quo demos o devido descont a algumas
faltas que ah se passam das de pouca impor-
tancia. Nos sabemos que o chefe daquella repar-
licao, lem empregados subalternos, e nao pode
rnuitas vezes lomar conhecimento de tudo, nem
prevenir faltas quo partaai desses empregados;
e por conseguinte nao podemos faze-lo respon-
savel por ellas.
Fozendo estas observacoes, s tenho em vista
mostrar que,, negando meu voto oos esclareci-
menlos pedidos pelo nobre depulado, se bem que
o faca com pezar, por portirem de um collega a
quem respeito e estimo, procede assim por nao
ter o mene receio deque as oceurrencias dadas
na thesouraria provincial, das quaes oceupou-se
esse meu collcga, possam trazer mal algum ao
interesse legitimo dessa reparlicao ou da pro-
vincia. ..
O Sr. Braulio :Sr. presidente, eu nao pedi
a palavra para Iralar de factos da thesouraria,
porque esses (actos j esto verificados, a casa
j deve estar sciente do que all se tem passado;
o nobre deputado j explicou que esses docu-
mentos desappareceram, ou nao se soube quem
recebeu o diuhei.o.
Um Sr. Deputado :Nao desappareceram.
O Sr. Braulio : Que (oram pagos 80I5OOO
res, sem quo se saiba quern os recebeu.
(Ha um aparte.)
O Sr. Braulio :Pois corao qua a thesou-
sara paga 851&030 ris, e oo sabe a quem ?
Um Sr. Deputado :Nem possivel.
O Sr. Braulio :Pois esse hornera nao assig-
nou o compelento hrro quando. os recebeu !
Como que o Sr. Jos Pedro diz raesrao que
nao sabe quem toi que tirou osse dinheiro? I
(Ha um oparle.)
O Sr. Braulio .Elle diz que mando* syndi-
car deste negocio[: logo o Sr. Jos Pedro andou
^ 8r. Barros : E' cousa muilo insignifican-
te, nao vale apena, mas o helo deu-se.
Um Sr. deputado 3 Pode um empregado, na
verificacao de um documento desses comraeilcr
um erro, mas o que revela isso ?
O Sr. Tktodoro :Esses (setos que se allegara,
o que provam que nao ha factos a censurar
[apoiads).
O Sr. Bravlio :-jE o (seto dos 8519 ?
O Sr. Fenelon: seolou na thesonraria competentemente autori-
sada para receber o dinheiro, tanto vindo da te-
crelaria de polica, aonde esses documentos fo-
ram ou deviam ser examinados. O que re-
vela isto? Diga-o mesmo o nobre deputado.
O Sr. Braulio : Deixo que nobre deputado
tire a concluso, deixo ao nobre depuludo achar
esses (actos muito bons, muilo convenientes ;
mais cu acho esses (actos da Ihesouraria inexpli-
caveis.
(Cruzara-se apartes.)
Essa cosa mesmo ja mandou urna commisso
thesouraria.
Um Sr. Depulado : E o resultado (oi quo
achou ludo muito bom.
O Sr. Braulio :Quem (oi o culpado 1
Um Sr. Deputado: Agora esl aecusando a
assembla provincial.
O Se. Braulio :O nobre depulado que tena
muito mois.intelligcncia do que eu, que expli-
que esses (actos, que explique como que a com-
misso toi thesouraria e achou tudo regular,
quando ella estava uo estado em que nos sabe-
mos.
O Sr. Fenelon : O que o nobre depulado con-
cluio, que os depulados eram conniventes com
a thesouraria?
O Sr. Braulio :Eu nao tiro conclusoes.
O Sr. Fenelon :O-nobre dapatado obrigado
a tirar a couclueo, sob pena de nao merecer
peso nenhum o que esl dizendo.
O Sr. Braulio .Se eu digo que foi urna com-
misso thesouraria, examinou-s, e declarou
que ludo all marchavo bem, e dentro em breve
appareceu o que appareceu oa thesouraria...
Um Sr. Depulado :O que que appareceu?
O Sr. BraiZo :Sr. presdeote, eu termino o
meu discurso, mandando a mesa um requeri-
menlo.
Um Sr. Deputado :Faz muito bem.
Vai a mesa c approva-se o seguiute requeti-
raonlo.
Requero que ao final do parecer da commis-
so accrescente-se: indagar e syndicar a respeilo
dos documentos das despezas feilas co os repa-
ros e pintura do thesouraria ; com as despe-
zas feilas com agua e tinta do professor da Vic-
toria no auno de ISi); e quem recebeu os ven-
cimentos da preslaco o eugcuheiro Milet. S.
R.Braulio.
Le-se e approvadoo seguale requerimento :
Ilequeiro o adiamenlo por vinle e qualro ho-
ras.Joao Cavalcanti.
ORDEM DO DA-
Continuaran da discusso do projecto n. 35 des-
te anuo que desmembra diversos engenhos de
Serinhem e Ipojuca para a Escada.
O Sr. N. Porella : (Daremos em oulro nu-
mero).
O Sr. Fenelon, (rz algumas consderacoes so-
bre a niaiciia.
O Sr. Mello Reg (Raphael), maneslou-sc a
favor do projecto.
O Sr. fcpaminondtis, faz algumas considera-
cm sentido favoravel ao projecto.
Tendo dado a hora o Sr. presidenta desigua a
ordem do dia e levanta a sessao.
requerimenlo sobre que versa o parecer era dis-^nenos avisado (nao apoiads) quando disse aue
PQcn nnm.,:.., .......____J _____f..._-__iln.... <. ..-... .11: '___1 '.*..... P
cassao ; primeiro porque um desses (actos esl
reconhecido por toda assembla e direi majs, por
loda a provincia ; e segundo porque quanlo aos
outros, o nobro depulado parece ter sidp mal
informado.
E' verdade Sr. presidente, que reeeberam-se
na thesouraria provincial, dinheiros com procu-
mcinco, eu contareio que enlre mira e o nobre raeoes falsas, mas verdade tambera que o (acto
deputade se passou na ante sala, com relaco ao de ter islo acontecido, oo pode de sorle alguma
req lenmento de que se trata.
Aaanlrar nesta casa vi o nobre deputado com
popel na rao, moslrando-o a alguns collegas; e
depois dirigindo-se a mim, disse :
Vos era secretorio da polica, quando se
deu na thesouraria um (acto de urna procuraro
falsa, que (oi levado ao conhecimento do chce
de aolicia ?
Siai, rcspond-lhe. E api*entando-mc um
req erirento, perguntou-me :
Vou por esto requerimento que vou sub-
mei lor consideraeo da casa ?
Nao voto, respond Ihe, porque vejo o se-
nhor o que tem em vistas, com semelhanle re-
querimerto offender ao Mello Reg, de quem
desoja lomar urna vingnga : o Sr. inimigo -
gadal do Mello Reg, por motivos cleiloraes. e
nao Ihe est bem, mesmo urn procedimen
digno, o c;uerer aproreitar-so da ausenci
para o ferr era sosftSjepHtaco ; e acre
mal?, que estava prnamenle convencido da Tn-
nooncia lo Sr. Mello Reg (apoiads), pois esla-
va ii pardo todo esta negocio, no qual j se ha-
via defen lido satisfactoriamente.
Es o que se passou ;. o reqoerimento do no
bre denotado (ei um negocio miblico : elle o nao
occnJlou i ninguem, e porlanlo n3o foi segrado,
^ue me livesse cornmunicado.
Q.ando se iratou desse requerimento dei as
raj" que fin ha para negar-! ho o meu voto,
como atada, boje negarei, porque estou inleira-
coraprometlcr ao digno inspector daquella" the-
souraria, porque esses documentos ou>procura-
;5es, com que foram recebidos esses dinheiros,
eslavam legalmente verificados, estovara reco-
nhecioos por labellies aqui da cidade, e o ins-
peclor da thesourajia nao poda recusar-se a
mandar pagar taes dinheiros. urna vez que o
procurador se apraseotava legalmente constitui-
do ; a presumpeo nesse lempo era toda legal,
o pagamento portanto devia ser feilo.
Reconhecida, pouco depois, a (alsidade desees
documentos, nos sabemos que deram-se provi-
dencias no sentido do se descubrir o falsificador, e
essas providencias, parlindo mesmo do inspector
da thesouraria, do modo alguna podem com pao-
melter o digno chefe dessa reparlicao.
O Sr. Braulio : Monos os cineoonta mil res
do padre Manoel; destes nao se syndcou.
O Sr. Gitiranna: Eu. dirigi-me i Ibesoura-
a de proposito, levado de unta dessas curiosi-
dades muito justos, para verificar tudo quanto
disse o. nobre deputado, relativamente (alta de
cuBprtmento de deveres do inspector daquella
reosrlico; examinei sobre o que fallou o meu
collega acerca dos (aclos com alguma minuciosi-
dad*, o sabi perfellamenle satisfeito e perfeita-
rneate convencido do que na thesouraria nao ha-
via relaxamento algum, pelo renos que podesse
offejrder ao seu digno inspector, e pelo contrario
coo*enci-me de que, se algumas faltas existiam,
esse empregado tratara do providencias a res-
couso
nunca se pagou all com documentos falsos.
Porlanlo Srs. nao se diga que a commisso es-
tempornea, que sem fundamento ; porque nos
todos sabemos que se deu isso (acto dos 85lj>
res, sem que se saiba quem os recebeu, e essa
um foclo quo merece ser sindicado cuidadosa-
mente.
Um Sr: depulado: O que houve (oi ura do-
cumento (alcilicado.
O Sr. Braulio : Eu sei de muila
mais.
O Sr. Gitirana : E' bou que o diga.
O Sr. "Braulio : Houverara n'um s da
cinco ou seis despachos n'um requerimento.
Vm Sr. depulado : O que prova isao ?
O Sr. Braulio: Provo que houve rauita
energa depois do recebimooto dos 851S reis,
e mo parece que por esse faca a thesouraria de-
ve ser sendicada.
Quanlo aos documentos de agua e tinta apre-
senlados peto pcefessor de Santo.Anlo, o Sr.
Jos Pedro confessou, que com effeito pagou es-
ses documentos estando errados: e nao s de-
nunclou esse (acto, corao a existencia de urna
conla minha lambem errado, igualmente foi pa-
ga, prova de que a thesouraria nao verificou
como devia.
Um Sr. deputado : E o iospeclor respon-
savel por isso ?
O Sr. Braulio: Nao estou aecusando o ins-
pector, nem quero saber quam elle seia para
mim isso queslo d nome.
Um Sr. depulado ; Tanto se
se conhecaj o erro.
0 Sr. mk
nisso.
Um Sr. deputado : Sao cousas to peque-
as jue nao pod<=m (azer carga 4 thesouraria.
O Sr. /anaci de Barros : So um elo farc-
satco.
examinou que
tulio : Agora, dapoia que se fallou
SESSAO ORDINARIA EM 18 DE ABRIL.
Presidencia do Sr. visconde de CamarigiBe:
Ao|mcio dia, feita a chamada eachando-se pr-
senle os Srs. depulados, abrio-se a sesso. I.i la
a acta anterior.
EXPEDIENTE.
Um offico do secretario do governo remetien-
do o relaioiio apreseulado pelo director das
obras publicas.
Um requerimenlo do Manoel Marques da Cosa.-
Soares representando contra a execuco dada pela
cmara muuicipai de Oliuda ao artigo da lei do
orcamenlo municipal que aulorisa o aforaraento
do pantano a Ileury Gjbson e outros.A com-
misso de orcamenlo municipal.
Outro da inuandade de Nossa Senhora do l.i-
vraraento desia cidade pedindo se Ihe conceda
preferencia na extroeco ou em parle.A commisso do petices.
Oulro de Francisco Antonio da Silva Cavalcanti
porleiro da Ihesouraria provincial pedindo seau-
torisc ao presidente da provincia para conceder-
Ihe sua aposenladoria cora todo seu ordenado.
A commisso de peiiees.
A commisso de petices attendendoao queex-
poo Jos Soares de Azevedo, professor de Imgua
nacional no Uymnasio, na pei'u-o que dirigi a
esla assembla, em que pede licenca por um anno
com todos os seus venciraentos para poder tratar
de sua sade alierada pelo longo exercicio da
vinle annos de magisterio por elle exercido no
antgo Lyceu e no Gymnasio sem que dcnlro do
todo esse terapo-livesse pedido um s dia de li-
cenca, de parecer que seja deferida a sua peti-
Co adaptando a sua a seguinte resoluco.
A assembla legislativa provincial de Pernam-
buco resolve :
Arligo nico. Fica o presidente da provincia
autorisado a conceder-a Jos Soares de Azevedo
professor de lingua nacional do Gymnasio um
anno de licenca com todos os seus venciraentos,
para tratar de sua sade onde Ihe convier.
Ficam revogadas as disposices em coolrario
Paco da assembla legislativa provincial de
Pernambuco 18 de abril de 1860.Antonio P.
Goncalves Guiraaros.Dr. Manoel do Figueiroa
Forij.
A assembla legislativa provincial de Pernam-
buco resolve :
Artigo 1. Os creadores alm do ferro do seu
uso particular, devero ferrar os animaos vacuns
e cavallaes na pesquerda. com a leltra inicial
da freguezia era que residirem, indicando a
leltra G a freguezia de Goranhuns, P a
de Popacaca e B a do S. Beato.
Arl. 2. Qualquer pessoa que conduzir gado
vaecum e cavallar para ser veodido deolro'ou
fura do municipio de Garanhuns, deber muir-
se de urna guia da autoridade policial do lugar,
c na falla desla ao dono da fazenda ou de quem
suas vezes lzer, na qual se declare o numero de
animaesepee vo ser vendidos, nome da fazen-
da e leltra da fregnezia : os infractores pagaro-
por cada cabeca a multa de 13.
Art. 3. O animal vaecum ou cavallor, que va-
gar sem dono lendo a marca da freguezia uo po-
der ser arrematado como bens de ausentes sera
que primeramente seannuncte a sua aprehenso
por editaes de qualquer autoridade do termo ou
da freguezia, durante oespaco de cincoenla das,
cfe correrem da data de sua fixaco.
Art. 4.Todo er creador de gado vacum e ca-
vallar do municipio de Goranhuns devera dar
secretada da cmara o seu nome, o de sua fazen-
da ou ribeira em que cra, e o ferro do que usa,
para ser ludo registrado em um livro competente,,
que Sslar sempre era poder do mesmo-'secreta-
rio, afim de (acuitar o descobrimento dos dones
de animaes deseonhecidos.
Art. 5.Oscamnhos, estradas e travessas de-
vero ser rocadas o desobstruidas nos mezes do
agosto at setembro de cada anno pelos respec-
tivos propietarios foreiros ou rendeiros, sob pe-
na de pagarem os infractores 53000 de mulla e
10-3000 na reincidencia, ou serem presos, por oitr>
dias os que nao poderera satisfacer a mulla.
Art. 6.As pessoas que crearcm animaes ove-
Ihuns o cabruns dentro dos lugares povoados de-
vero tc-los presos a noile sob pena de paga'rem
por cada cabeca mil ris e o duplo na reinciden-
cia, c de serem os animaes morios a chuap pelo
fiscal. ^ r
Art. 7.Fica prohibida a creaco de porcos
sollos nos lugares em que possam" corrompor oa
empestar as aguas, pena de serem morios pelo
fiscal.
Art. 8.E igualmente prohibido na freguezia
de Papacara a creaco de gado vaecum, rabrum..
ovelhum e cavallar" as trras destinadas para ai-
cultura.
Art. 9.Sao consideradas tenas proprias do
cultura as que ficam comprehendidJB entre os li-
mites da pona da serr do cavalleiro ao arruial
do barra do Brejo e subindo peto rio Parahiba
a encontrar a estrada quo vai da villa de Gara-
nhuns i pevoaco do Papacoca no lugar deno-
minado Olho d'Agna de Luiz Joo, d'ahi seguir
a linha divisoria pela referida estrada para a
mesma povo^co em direeeo a estrada da Serra
Grando ; ficando para cultura asierras do lado do
sol desta divisa.
Art. 10.Os contraventores, que crearera ga-
do as trras designadas sofTrerao a malla de
ajOOO por cada cabeca que nellas orcm encon-
tradas, e nao podendo pagar a multa serio sujei-
tos a prisao por quince dias.
Paco da assembla provincial 17 de abril de
1860.F. Raphael de Mello Rege".Theodoro
Machado T. P. da Silv.-J. ?. Machado Pcr-
tella.


V
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vai iTTr /rr\#*\i


-----"""rrr^
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i
Le-s e approvado seru debate o seguale re-
cjucrimento.:
Beque! que te ofllei*% governo, lem-
brando a necessidade de discriminarem os limi-
tes da freguezia da Varzea com a dos Atojados
na forma da lei o. 173 de 20 de noveubro de
1846 no ponto em que dizprincipiara do oi-
lao da casa do Gabriel Antonioa saliira es-
trada. S. R.Goncalves Guimaraes.
O Sr. Fenelon roquer urgencia p*ra ser dis-
culido de preferencia o orcamenlo provincial.
Depois de breves considerarles do nobre au-
tor do requerimento, c do honrado Sr. S. de La-
cerda a urgencia regeilada.
ORDEM DO DA.
Prosegue a segunda discusso do projeclo so-
bre hmilos das freguezias da Escada e Seri-
nhaenr.
( Continuar-se-ha. J
ulru da rriMHi, pnuindo cana da registro pa-
ra o mesmo brifoe.Seia ouvido Sr. desem-
bargador fiscal.
MARI04 P8RWAMBU03. TV^M POTA t m Htm DG 1860.
Oulro de MareelinoAncelves da Rosa, pedin-
nonwfe de caixeir
a.Registre-se.
do o registro da no
de caixeiro que ajun-
REVISTA DIARIA.
--Por portara de honlem, S. Exc. o Sr. presi-
dente da provincia addiou a sessao da assembla
provincial al o dia 5 do corrente.
Em consequencla de Jurar seguido para a
corte o Sr. Dr. Vilella Tavares. ro designado o
r. Dr. Braz Florentino para substitui-lo na di-
rectora geral da instrueco publica, durante o
impedimento do efTectivo'dircclor, o Sr, Dr. Joa-
quim Pires Machado Portella.
Honlem pela manhaa eslava a entrada da
ra de Santo Amaro n'um eslado mserabilismo
do porcan'a. Parece que *ao ha quera deva ver
sIjs cousas!
Esta localidade classca em semelhante pra-
tica, e, apesar de ludo quanlo se ha dito, nao
apparece urna s providencia, que faca desappa-
recer um abuso tao flagrante.
Do terca para quarta-feira da semana Onda,
houve lugar por obra da meia noile. urna cxplo-
*ao no lugar do Chor3 Menino, debaixo do sobra-
Oinho contiguo capellinha daquella localidade
o do lado em que reside o Sr. Antonio do Hol-
landa Arco-verde Cavalcanli.
A exploso produzio alguns estragos de certa
firavidade, logrando porrn escapar o referido
Hollanda quasi milagrosamente, sem lesao al-
guma.
O autor de semelhante crime foi ura inquilino
oo supradito Hollanda, o qual foi preso e reco-
Ihido casa de delencao no mesmo dia.
Do sabbado para'o amarillecer do domingo
ultimo, sdecumbio repentinamente o Sr. Mano'el
Atexandre Gomes de Moli, escrivao do juizo de
paz de S. Fr. Pedro Connives.
Escrevem de Goianna o srguinle :
A polica acaba de fazer duas prises muito
importantes, a de Jos Gomes c a de Jacintho Al-
ves da Silva.
O primeiro est envolvido em um processo
pela morle de Jos Malheus, e commelleu com
utro em Nossa Scnhora do O', o crime de tira-
da de presos do poder da juslica.
Esse criminoso viveu scmp're em paz, e pro-
tegido pela policia. Foi perseguido una vez pelo
x-delegado capilao Teixeira, e mudou-se para a
comarca de Nazarelh. VolUndo ha pouco, man-
Oulro de Jos Joaquina Dias Fernrndes, jun-
tando a prova exigida, da venda do brigue Elvi-
ra e a carta de registro para ser recolhida.Fa-
Cani-se as annola;cs necessarias
Outro de Jorge Jacorae Tasso, juntando o do-
cumento do naufragio do brigue Helena, como
Ihe foi exigido, e a caria de registro para ser re-
colhida.Facam-se as annolaces necessarias.
Nada mais houve.
SESSAO JDIMARIA EM 30 DE ABRIL DE 1860.
puesidexcia do exx. su. desexbargador
SO IZA.
Ao meio-dia, achando-se presentes os senho-
res deserabargadores Villares, Silva Guimaraes
e Guerra, e os senhores depulados Baslos e
Lemos, o senhor presidente declarou berta a
sessao ; e foi lida e approvada a acta da ante-
cedente.
PASSAGEXS.
Appellante, Joo Pinto Regs de Souza ; ap-
pellado, Manol Joaquim da Silva Guimaraes.
DoSr. desembargador Silva Guimaraes ao Sr.
desembargador Guerra, por strspeicao.
Appellante, o coronel Joaquim Cavalcanli d'Al-
buquerquo ; appellados, os herdeiros de Manoel
Joaquim de Vasconcellos.
Do mesrao ao mesrao.
DISTi;iBL"ICOES.
Appellante, Jos Goncalves Villaverde ;
pcllado, Joao Manoel de Almcida.
Ao Sr. desembargador Gjierra.
(Escrivao Marlins Perera.)
Appellante. Luz Rodrigues Samico ;
do. Manoel Francisco da Silva Albano.
Ao Sr. desembargador Villares.
(Escrivao Martns Perera.)
Appellante, Joao Francisco Pereirafdc Souza
appellado, Joaquim Ignacio Itbero Jnior.
Ao Sr. desembargador Silva Guimaraes.
(Escrivao Albuquerque.)
Appellante, Domingos Alves Malheus ;
lado, Antonio Luiz de Oliveira Azevedo.
Ao Sr. desembargador Guerra.
ap-
appella-
appel-
(Escrivo Albuquerque.)
Nada mais houve a tratar.
ltuo Rangf.l,
Secretario interino.
DIARIO DE PERNAMBUCO.
apre-
povoaco de Goianninlia, onde eslava.
O segundo malou na villa da Independencia
Jas Ferreira da Silva c eslava horaisiado no
engenho Cal.
A Revista Diaria de 20 do crrenle noli-
cou dous assassinatos recentes, quando somen-
te houve o do Marlinho,' cujo assassino, tendo
pratreado o crime em lugar quasi errao, ou no
qual pelo menos nno se ochavam outras pessoas
na Occasiao, fugio imraediatamente.
A polica deu sem demora as providencias
que o caso peda. Entre outras a de mandar un
soldado de polica com ofTicios para as autorida-
des de Iguarass, por sesuppor que o assassino
sendo natural de Maricota, para all houvesse se-
guido. Luiz o nome desse criminoso, conhe-
cido goralmente por Luz Maricota.
J instaurou-so o competente processo.
O oulro as3a3sinato, do que fallou a Revisla
leve lugar o anuo passado. O autor delle, Jos
Joaquim Simao, est pronunciado ; mas tendo
fgido depois de praticado o crime, nao foi an-
da capturado, apesar dos desejos e diligencias
das autoridades policiaes, que al agora nao po-
deram oblcr certeza do lugar era que elle se acha
escondido.
Foram recolhidos casa de detencao :
No dia 28 desle mez 7 liomens livres e 2 escra-
tos, sendo 1 ordem do delegado do Io distrelo,
5 a ordem do subdelegado do Recifc, 1 a ordem
do da Boa-vista, 1 a ordem do de S. Jos ca
ordem do. de Santo Amara de Jaboatao.
No dia 29, 2 horaens livres c 2 escravos, sendo
2 a ordem do delegado do Io districto e 2 a or-
dem do subdelegado do Recite.
O patacho americano A. J. W. Applegarth,
sahido pare Philadelphia, conduzio a seu bordo o
seguinte passageiro .
Jos Hypolilo. ">
O vapor nacional Persinunga, entrado- do
Ro Crande do norle, Irouxe a seu bordo o seguin-
te passage-iro :
O Exm. Sr. Dr. J. J. de O. Junquera.
O hate brasiletro Invencivel, saludo para o
Aracaly, levou a seu bordo os segunles passa-
geiros :
Jos Joaquim Pagles, Vicente Fernandos da
Silva, Jos G. Malvcira Jnior, Francisco C. de
Souza Machado e Joao Antonio Nepomoceno.
Matadouro publico :
Mataram-se no dia 29 do corrente para o con-
sumo desta cidade 93 rezes.
No dia 30 do mesmo, 92 ditas.
MORTALIDAPK DO DA 29 DO CORRERTE :
Jos, preto. 5 annos. febre belliosa.
Ermllo Joaquim de Albuquerque, branco, 20 an-
nos, febie amarella.
Waria, branca, 3 annos, escarlatina.
Manoel Alexandre Gomes de Mello, branco, ca-
sado, 75 annos, apoplexia fulminante.
Felsbertn, parda, 9 annos angina.
Tertuliana, parda, cscrava, 1 da*, espasmo.
-30-
Joanna Mara da Conceicao, branca, casada, 25
annos, tubrculo pulmonar.
Joaquina, branca, 6 annos, angina.
Jacintho Silvestre Vicente, branco, casado, 55
annos, ersipella.
Alfredo, preto, cscravo, 13 annos, angina. ^
Mara, prela, escrava, solleira, 74 annos, hydro-
pesia. '
1 Alfredo, branco, 10 das, espasmo.
Antonio Rolando, branco, solleiro, 30 annos, fe-
bre amarella.
Rita, parda, escrava, solleira, 60 annos, cmaras
de sangue.
ermana Maria dos Passos, parda, solleira, 80
annos, dearrhea.
Thmjdora Francisca do Barros, branca, solleira,
58 annos, febre perniciosa.
Arthur, branco, 2 annos, denticao.
Antonia Gomes das Neves, parda, solleira, 35 an-
nos, pleuriz.
Affonso, pardo, escravo, 2 annos, gastro iute-
rite.
Francisca, branca, 4 annos, rubro escarlatina.
Marianna, branca, 7 mezes, angina.
Jos Norberto de Guuveia, branco, soheiro, 25
annos, angina.
Manoel, preto, escravq. 8 mezes asmtico.
Felippa, prels, escrava, 6 annos angina.
Sabina, prela, escrava, 6 mezes, tubrculo pul-
monar.
Hospital de caridade. Existem 70 ho-
mens e 60 mulheres, nacionaes; 5 homens es-
trangeiros ; total 135.
Na lotalidadc dos doentes exislem 42 alienados,
sendo 32 mulheres e 10 horaens.
Foram visitadas us enfermaras pelo cirurgiao
rmlo s 8 horas e 40 da manhaa, e pelo Dr.
Cornelias, s 7 horas e 1/4 da manhaa.
CHRONICAJUDICIARIA.
TRIBUNAL DO C01MERCI0.
SESSAO ADMINISTRATIVA EM 30 DE ABRIL
DE 1860.
MIESIDENCIA DO EXk. SR. DESEMBARGADOR
SOUZA.
s 10 horas da manhaa, achando-se presentes
3 Srs. depulados Lemos, e Bastos, o senhor
presidente declarou aberta a sessao para mero
expediente, edesignou o deputado Lemos paca
servir de secretario,
EXPEDIENTE.
Foi presente a colajao oQlclal da junta de cor-
reloros, pertoccnle a semana nda. Archi-
ve-se.
Reunidos 35 Srs, depulados, a assembla pro-
vincial oceupou-se no sabbado do seguinte:
Olicio do Exm. Sr. presidente da provincia
participando que receber no dia 2 s duas ho-
ras da tarde a commsiifc cncarregada de
sentar os actos legislativos.
Requerimcnto de Sebaslio Jos da Silvo, pe-
dindo isonrao de dcimas para a sua fuudicao de
raetaes.
Dilo de Joao Hypolilo de Meira Lima, arrema-
tante de obras publicas, pedindo se autorse o
presidente da provincia, a mandar fazer a estra-
da da sorra da Russia.
Dito de Manoel Francisco Colho, professor de
laura da freguezia de S. Jos, pedindo um anuo
de hcenca com ordenado.
Sao approvados: o projeclo n. 47, que conce-
de liecncas diversos empregados pblicos, em
i discusso ; e n. 23 que concede loteras cs-
tabelecimentos pos o a associacoes, em 2*.
Havendo requerido urgencia" do projeclo que
separa o termo de Itamb do de Goianna o Sr
Souza Carvalho, o Sr. N. Portella, como m'embro
da commissao de cstatslica, dt'u os motivos por
que at o presente a commissao nao tem podido
dar seu parecer respeilo.
Passando-se aeontnuacao da discussao do arl
20 do orcamenlo provincial, oraram os"Srs. Theo-
doro da Silva, Fenelon e Poreira de Brillo.
Dada a hora levantase a sessao dando-se para
ordera do dia, a mesraa do anterior.
Nao havendo numero legal, o Sr. Io secrelario
levantou a sessao de honlem, addiaudo para hoie
as 10 horas do dia. '
Communicados
Os edicloresEduardo e Henrique Laemmert pu-
blrcaram em flus do anno passado, na capital do
imperio urna obra intituladaCommentario Le-
gislacao Brasileira sobre bens de defuntos e auseiv-
les vagos e do eventoque, por sua malcra, me-
rece a attencao de lodosos homens de letlras era
geral, e em particular dos empregados de fazen-
da, e das pessoas professionaes era legislacao e
direilo, como os advogados, os magistrados', etc.
O importante servico que cora lal publicaco,
presin10 seu autor ao nosso paz, nesta poca,
estril de produccoes desse genero, s pode apre-
ciar devdamente aquello, que como nos, tiver
percorrido urna urna lodas as folhas desse fe-
liz e mimoso flho da bera aparada penna de nos-
so eslimavel comprovinciano o Sr. Emilio Xa-
vier Sobreira de Mello, digno contador da the-
souraria de fazenda desta provincia, o um" dos
mocos mais lidos que conhecemos.
O volumcColleccao das disposices regula-
menlares do imposto do sello tambero, pro-
duccao do mesrao Sr. Emilio, o qual pelo seu
amorao estudo, e pelo desojo que nutre de ser
til ierra que o vio nascer, muito recommen-
davel se ha tornado, e muito mais anda vira
cerlamente a lornap-se, quando o paiz esliver na
posse dos oulros Irabalhos de igual, se nao raaior
merecimenlo, que S. S. lem em raenle publicar
cera a brevidade que Ihe perraittirem seus eufa-
donhos Irabalhos, e diarias oceupacoes.
Para nao prevenir o juizo do le'itor, paramos
aqui, declarando apenas, que em nosso indouto
parecer, o livro do Sr. Emilio, pelo melhodo
nelle seguido, pelos corrhecimenlos que o mesrao
Sr. raostrou possuir da materia de que se oceu-
pou, e pela pureza e castigado da phraze, urna
preciosidade jurdica, um verdadeiro espcimen
de modestia e merecimento : s urna cousa Ihe
folla ueste seculo de formalidades e do impostu-
ra, urna assigualura imponente, ou um perga-
rainho, que Ihe cobrisse o nome.
Recite 27 de abril de 1860.
r.
el e pois homem t: honra, como sopponlio, e
nao cessa de inculcar-sc, o desalo a dizera ver-
dade anda mesmo contra si 1
Nenhum motivo dei i indisposir;5o qoe me o Sr. coronel Lourenco Cavalcanti. Procure sen-
pro hirmonisar com eIletfando-lhe lodas as pro-
vas da eonsideracao ; aWlitc colpa de que S. S.
se dc:ixasse desvairar por raggestes estranhas, e
por um falso cime do influencia local, que alias
nunc Ihe disputei; porque nunca me passou pe-
lo pensaraento ser potencia eleitoral, que este
o perpetuo sonho de alguom, que nao duvdou
romjor^omigo, faltando por tal modo todas as
considerarles que a poltica e a honestidade
aconelhavara I
Que Ihe faga, porom, muito bom proveilo !
Nao paiam s nisto as aleivosias dos meus de-
tractores ; ellas vao ao ponto de so afflrmar com
a ma.3 descarada impudencia que o meu enge-
nho um foco de criminosos e desertores, do cu-
jos servidos me aproveito como justa inderanisa-
oao da prolecgo que lhes dou I Pois bem : se
slo a sim eu prsvoco aos meus desalmados
leiraclores a que aprsentela sob a sua propria
'ssignalura os nomes desses criminosos e deser-
ores, que dizera se achara homsiadosem minha
propr.edado ; e so o nao lizerera de roaneira
ranee e leal serao tidos por embisteiros sera
:onsc enca, despejados e infames 1
A prova mais evidente da falsidade de serao-
nanle assergao que, sendo o Sr. coronel Lou-
renco Cavalcanli delegado de policia desta co-
marca por lano lempo, nunca me chamou con-
as por ter em meu engenho genlesuspcita ; e se
0 sabia, e nao proviJenciou, ainda mais culpa-
no do que eu. O mesmo dilema se applica ao
ai delegado de Nazareth o Sr. Dr. Joaquim Fran-
cisco do Mello Cavalcanli; pois que so o meu en-
.enno Tosse esse foco de criminosos e deserto-
res, o Sr. Dr. Joaquim Francisco nao loria deixa-
(lo de vareja-Io, para prende-los ; e islo tanto
mais certo, quanlo sabido que o dito senhor
meu iiunigo; c nao pouparia a occasiao de to-
mar di mira urna vinganga legal. Digo meu ni-
migo porque desde a ultima eleigao para depu-
lados gerae-s, o Sr. Dr. Joaquim Francisco assen-
iou dti declarar-se meu rancoroso adversario, pe-
o fado de ter cu na freguezia do. Tracuem
ustei lado cora lodas as rainhas forras a candida-
ura do Exra. Sr. Paes Barrlo, contra a qual se
pronuncrava encarnicadamente o Sr. Dr. Joa-
quim Francisco que essa poca tinha como seu
ajudante,d'ordenso crioulo Victorino, ex senten-
ciado le lomando, e autor de enmes en Naza-
relh, como goralmente sabido por aqui !
(tuanlo supposta prolecc.io que dou Culia
Hto um laclo j de sobejo explicado por inim em
culras occasioes. _Nao julgo necessario repetir
essa h.stona tao sabida ; assim como nao desce-
rei a unalyse e refulacao de outras aecusares n-
urculaj que rae fazem os meus detractores, por-
que iso proprio delles. Entrelanlo, se os Srs.
coronel Lourenco Cavalcanli, Dr. Joaquim Fran-
cisco < Pina quizerem entrar comigo n'uma dis-
cusssao franca a respeilo dos aclos de cada um
te nos, dcixera a capa do anonymo, o se apre-
scnlem sem rebuco ; cerlos de que me acharo na
estacada ; mas se continuarem a ferir-me de em-
boscada, desdo ja lhes de. laro que o desprezo se-
ra a minha nica resposla quintas falsidades
e calumcias espalharem conlra mira ; e por tan-
1 J podara alugar as pennas que quizerem, para me
insultar e descompor. Nao lhes invejarei a
gloria. '
Recife 30 de abril de 1860.
Luiz de Albuquerque Maranhao.
Sen.'iores redactores.Como alguem eslea ain-
da na supposicao de que cu fui embolsado da im-
I orlancia de meus servcos no Hospital Portu-
guez de Beneficencia, em quanlo adrainslrei as
ebras je pedreiro que lveram lugar no referido
cstabelecimento, sou obrigado a declarar, que du-
rante o lempo que all fui empregado nenhuma
i;uantia recebi pelos servidos que presle, em vr-
tude de hav-los offerecido em favor do estabe-
locimenlo.'
Todavia nao pudo dcixar do reparar como os
encariegadosde alinhavar o rclatorio que fui pu-
lseado se esqueceram tao depressa da minha
clterla quando agora vejo aparatosamente men-
cionados os nomes de individuos, pelo simples
ficto de haverem dado ao hospital escodas velhas
canecos de barro e outros muitos objectos de
apuraco goslo.
Aproveito a opporlunidade para declarar que as
oDras minha arte nao estavam liio oxpendiosas co-
mo querora dizer, (talvez por que se trata de fa-
zer eni.rar para a caixa dos pobres as quantias
espordioadas) pois em qanto eslivo no hospital
^)rim,if Jr"ae* Pf mira sustentados ao preco
do 2g240 os mais caeos. E tendo sido nomeado
|_ara o meu lugar um compadre do Sr. Jos Jo(l-
1iurn*la osla Maia, foram por ordem desle ele-
vados" a 4W)0 por dia por que segundo dizia o
nordomo referido o hospital tinha rauilo dinhei-
ro par gastar, como alli era elje senhor de por
e dispftr, ludo foi arranjado symllcamenle pa-
ra realce de sua inUlligencia e do bom gosto.
('.rar;ai ao Sr. Maia e aos seus negocios de com-
padrescos I)
Para que iquem todos inteirados do que co-
migo se passou, que fago boje inserir estas ti-
rillas no seu bom conceituado jornal.
Sou, senhores redactores, de Vmcs. constante
laitor.
Ufanoel de Azevedo Santos.
Srs. redaelores.Rogo a Vmcs. o especial fa-
vor do declararen! pelo seu mui conceituado Dia-
mo, seo abaiioassiguado lem parlo directa ou
indirecta na correspondencia de seu Diario de
!S do cornrate, era um artigo assignado por um
eos amigos da verdade onde falla na companhia
rernainbucana.
Com sua resposla muito honrar a quera seu
constante leilor e obrigado.
Recife 30 de abril de 1860.
Antonio Silveira ilaciel Jnior.
O Sr. Antonio Silveira Maciel Jnior nao lera
(arle na correspondencia a quealluda.
Os Redaelores.
nu MlK'wiro ion vufu*. s.-.n o.iTta. S. S.
?!r r.?a,nr f "'flcacao do Salgnriro pela.de
.: 2_*onde ln<*o-c qostinwidooafmo pro-
^-do!600e tantos votantes. S. S. esto
Sal
primeiro a rec
direilo de soiscentos
S. S.com elladcs-
ra a junta de qua-
ximo
anuo ctYffi seifc comparsais qnVinca7.>m mil Vo-
lantes; postergando
e lanos cidadaos.
Quanlo asegunda,
tniio toda a aecusaci
lillcacio e no enbde
quanlo so S. S. 6 o pn
saigueiro s um lado que d ns cartas, nao po-
de^concordar comigo que esse lado nao
ra
so
1
direi falso, e soberana-
o. l'or-
onlfece
cartas,
M-o esse lnu
lem nocessi\de de fazer ressussilar morios pa
oncer a clei#o. como irtT.rina S. S., sera
lemnrar da grande incoherencia em que cahio.
Quanlo terceira,
mente f^lsoo ^ue.affirlnaS."s.''s^S.Vo"dTc'a,-
iirob, como se intitula, sabe muito bem que cs-
"iidmduos de
ses 14
que cs-
Je quem tratou foram os per-
petradores do assanlnnto mais brbaro
' ,. :-----" "'"""J ninis oaruaro c raai?
ro olantei q.i talvei tenha sido commellldo na
con. rea da Uoa-Visla. ^,bo mais quo esses in-
1 dos foram proceros era 15S, quando
aman nao so fallava em eleices, e quando lano
em Salgueiro, como em Cabrob os partidos cs-
lavjm perfeilpmenlc concillados. Portanto.j ve
o publico sensato da provincia, quo falso quo
esses individuos tivessem sido processados adro-
de para arreda-los das urnas elciloraes ; falsida-
de que se torna mais saliente quando o senhor
correspondente o primeiro a conf.-ssar efue es-
ses individuos alli erara moras nullidades poli-
Quanto finalmente iirregularidades que S. S
na acia da qualiQcar.Sj daquella fregue-
eu c.onfesso que nao me acho habilitado para
rcsponder-lhe porquo nem assisli os Irabalhos
oaquella qualificarao, e nem li a referida acta, e
or par essa razo o que cu no comeco do raen
communicado enipreguci a paia/rapela maior
~ : mas C0mlui10 permitla-me o Sr. corres-
pondente que cu duvide ainda da sua ullima
proposigao: nao s por que pela furia com que
>. >. se lancou sobro o Salgueiro, adulterando
tactos compondo-os ao seu geilo eu nao posso
descobrir em S. S. aquella imparcialidado que
deve caaaclenssrum noticiador.corao tambera por
quo, conhecendo de porto a toda C3sas pessoas
que comprtreram a junta de qualificacao do Sal-
gueiro, jamis haver quem me induza
que essas pessoas ignorassem os
nolou
zia
ia d* plvora...........
Premio de isgoidot.........
!. Interior.
Mollas...............j
Sello do pa pefiio......
Dilo dilo proporcional. .....
Imposto dos despachantes. '.'. ".
Dilo ioi iiidaoi*i de* despachantes
Emolumentos de cwlidoe......
Dilo de fetios de ttulos dos despa-
chante. .
m
3160
23l90&
43UO
6950
ta500
37*J0
36S000
2^100
Terceir soceo do consulado provincial 30 da
brilde1860.
O escripturario,
UUmos Cokles Cavalcnli de Mello.
MoYimento do ^orto.
Extraordinaria.
Produelo de impnpnjcots ....
Receila eventual.........
321:7495022
1
3|375
Rs. 32.1:7523397
as seguintes especies.
ilinheiro 3I652537
Assignados. 9:099pS6J
Depsitos.
Em balanc. no ullinio de
_ raar..........9:52J412
Eulrados no correnle mcz. 3:9115675
Sabidos
13:437jJH7
2899362
Exisleules.......
as seguintes especies.
Dinheiro .... 655JJ798
Lelras......12:491j>957
Contribuido de caridade.
Renuiraenlo ueste mez.........
Alfandega de Pernarabuco, 30 "de
lo JU.
O escriv?o.
Faustino Jos dos Santos.
Consulado geral.
Rendimento do Jia 2 a 28. 57:2743681
dem do dia 30....... 4.358327
13:147375)
7273901
abril de
61:633j003
a crer
principios os
mais comesinhos da lei reglamentar das eioi
Oueiram, Srs. redactores, inserir estas poucas
linhas no seu conceiluado.jornal pelo q.ir- muitu
agradecer o seu constante leilor e assig.iante
.,. Boa-ristano genuino
Recife, 30 de abril do 1860.
Publicares a pedido.
Um
DESPACHOS.
rcquerimenlo de Domingos Ferreira Maia,
pedindo por ceriidao o dia, mcz c anno em que
toi matriculado Lucio de Souza Machado.Pas-
sc-se.
0tro de Eesenie Francisca da Cesta tiendes,,.
itndo um alienado pare o sen brigue Eugenio chegar
"^f f^l P0*10 fiera registro, pw nao
pod-le crhter em lempo. Passe-se o Itettado
na forma #o estylo.
Correspondencias.
Srs. redactores.A indisposico gratuita e jus-
lificavel, que de certo lempo a sta parte me vo-
tara algumas individualidades desta comarca, as
reiteradas aggresses que insidiosamente me vao
fazendo pela imprensa, com o ignobil fim do me
ucsconceituarem peranto o paiz, e isto pelo sim-
ples fado de hnver eu triumphado com os meus
amigos na eleico da meza, por occasiao da ulti-
mo qualificacao, me forgam a sabir do3 meus h-
bitos de prudente reserva, nao para redarguir-
lhcs no mesmo tom de aleivosia, nem pora de-
lender^mo das vilissjmas iraputaces que me ur-
dem, porque seria desconfiar do favor publico, c
do benvolo apteco com que me honra a maio-
ria dos meus comrcaos ; mas sim para explicar
cortos fados, essencialmente adulterados nessas
publicares banaes c despeilosas. que por ahi
correm sob a assignatura do Justus.
Um destes fados a nomeago quo fiz do Sr.
Francisco da Molla Cavalcanti para inspeclRr de
quarleiro ; noraeaco que os meus detractores
estranham ecensuram. Aislo responderci, que.
nonieo o Sr. Molla inspector de quarleiro pe-
la mesraa razao porquo Sr. coronel Lourenco
Cavalcanti succesivnmenle o nomeou lenle e
capitao da guarda nacional ; chegando a sua de-
dicacao ao ponto de fazer com que o dito Sr.
Molla fosse morar em seu engenho, do qual al
desmombrou urna parte que Iho vendeu I F.ntao
era o Sr. Motta homem de bem, e s deixouHe
o ser, depois que entre elle e o Sr. coronel Lou-
renco se deu um fado que nada honra oo Sr. co-
ronel, e do qual me nao oceuparei, porque em
verdade me envergonharia de cxp-lo ao pu-
blico I
E portanto, nao lendo e Sr. Motta oulra falta,
alm da m vontado do Sr. coronel Lourenco!
nenhum motivo tinha eu de o nao nomear inspec-
tor de quarleiro, lanto mais quanlo ja havia el-
le exercido lugares de maior importancia, como
bem subdelegado, e primeiro supplenle.de dele-
gado desta comarca !
O outro fado dizerem os meus detractores,
que o motivo da minha indisposijao com o Sr.
coronel Lourenco Cavalcanli procedeu, primeiro
de nSo querer este senhor soltar .'acinlho de tal,
a pedidos inous ; segundo de nao allender tam-
ben, quando Iho ped que nao processasse meo ir-
mao, por owasio da lerrtaliva de espancamento
no reverendo padre Vicente I at onde pode
o desacamented calumnia I Appelio
para o proprio carcter d Sr. coronel Lourenco
Cavalcanli sobre estes dme fados; elle que diga
se nunca Ihe flz loes exigencias I Se o Sr. coro-
Srs redactores : = Nao exacta a noticia que
e a Itevitta de hoje, na parte que se refere o
ter eu deixado os meus pajochianos sem o pasto
espiritual, pois l existe morando na villa o pa-
cre coadjuctor Gregorio de S Brrelo, aulorisa-
e;o por mim para cura-la em minha ausencia.
Recife 28 de abril de 1860.-O vigario.
Francisco Podro da Silva.
Sus. redactores (*) Leudo na sua Revista
Diana de 28 do corrente o extracto de urna carta
ce um senhor correspondente de Cabrob, em a
e ual o seu aulor, dando parto do resultado da
eualificaco de Salgueiro, s teve por fim lancar
sua bilis conlra o actual subdelegado daquella
frognezia; nao posso deixar lia recorrer aos ca-
naes legtimos, nao s para protestar desde j
contra lodas as proposices crailtidas por S. S.
conlra o subolegado d Salgueiro, como lam-
lem rara previnir ao respeilavel publico da pro-
uncia quo guarde quarenlena ludo quanlo dis-
se S. 5 acerca da qualificacao daquella fregiie-
na, por ser pela maior parte um catalogo do ba-
naes insinuacoes que nao pode merecer o menor
(rdito.
u(1 1uaill elis3o o senhor correspondente de
Labro j acerca do Salgueiro, so resume as se-
i;uintes proposices :
1." Que o Salgueiro s darto8 eleilores. a jun-
ta de lualicagao nao poda qualificar 1512 vo-
lantes.
2.a Que no Salgueiro s ha um lado que d
cartas.
3." Que o subdelegado processou adrede qua-
lorze individuos do lado opposlo ao seu, somenle
eom o flm de arreda-los das urnas.
- F'na'racnlei 1ue no processo da qualifica-
c;So heuveram muilas irregularidades, pelas quaes
;onsitera nulla a.quallicac.ao daquella fregu-
U.
Respondcndo & estas
:orrespondenle direi:
Quanlo primeira, que o fado de dai o Sal-
gueirc somenle 8 eleilores nao ol>sla a quo se
possa qualificar alli 1512 votantes. Porque S. S.
Jove sabor que era 1844, o primeiro anno era que
se procedeu cleicao no Salgueiro, aquella fre-
juezia dou 25 eleilores ; para dar 25 eleilores,
cgulando 40 l'ogos para um, era mislcr que es-
ivessnm qualificados mais do mil volantes.
Ora, se nessa poca em que o Salgueiro corac-
i.ava i existir como freguezia j so quoliAce*a

A.o wmu sempre amado c queri-
do primo e amigo Jos Caval-
canti JLins.
Recitado no cemilerio publico
desta cidade, por occasia de
darse a sepultura o seu cada-
ver no dia 25 de abril do cor-
rente auno.
Oque venho hoje fazer na morada d'aquel-
les que descansara das lides desle mundo
engaoso?!...
Venho curaprir com o dever de prenle
e amigo que do certo muito rigoroso ;
venho prestar a minha ullima homenagem
a um primo que tanio ameil o um amigo
tanto eslimei I .. E este primo e amigo
que lano araei e que eslimei, Jos Caval-
canti Lins!...
E' elle niesmo, aquelle que nao ha
muilos das eslava cheio de vida e robusto,
e que, nom da more se lembrava. E.
hoje?!... hoje, eUlo!... Ei-lo aqui, fri
e mmnvel, para os q.ie em vao chamara
pelo seu nome! Ei-lo aqui, dorminefe o
somno da eternidad*. I... Ei-lo aqui, pres-
les a ser encerrado na^ua qliima morada!...
Loitado I ainda tao niMo, quando conla-
va apenas 33 anuos, a morle, esfa palavra
tao cruel, veio arrebala-lo do seio de seus
prenles e amigos!...
Elle que sabia cumprir fielmente os de-
veres de amigo, deixa ura grande numero-
delles, com a dr gravada no coracao o os
olhos cheios de lagrimas !
Ello que era um prente extremoso, dei-
xti lodos elles chorosos e saudosos porque
nao perderam s um prente, perderara u
bom e fiel amigo!...
A sociedade, fallando em geral, perdeu
um cidadao prestante, sera, impostura e
sera orgulho, e mais que ludo amigo da
caridade e da liberdade !...
Depois de Ireze das do amargo solTri-
menlo, Deo3 chamou-o para a sua sauta
gloria... Morreu I... Coiladol...
Porrn o qne fazer. se nao ha mais reme-
dio !! Nos que olhamos para islo com
tanta indilTerenca, mal nos lembramos, que
mais cedo ou mais tarde, o mesmo canii-
nho havemosde seguir I...
Consolerao-nos com a'santa vontade de
Dos Soou a hora falal Os seus dias
das de vida estavam preenchidos !.. Re-
signomo-nos, porque a sua alma j esl
unida com os daquelles que repousam na
pura manso dos justos....................
Porrn eu... eu que tanto o amarra, e es-
tiraava, como me consolarci? Eu, charo
primo, que neste instante venho pagar-te
o ultimo tributo, com o coracao dilacerado
pela dr c os olhos arrasados em lagrimas
como consolar-rao cora a tua morle ?...'
Ah !... muito pode a verdadeira amisade !..!
EmQm.. niio Ihe posso meisdar a vida .
que fazer?!... Chorarei era qnanto de ti
me lembrar, e rogarei a Dos, que tenha
a (ua alma na sua santa gloria.
Agora vos, amigos delle, choraf a sua
raorte e tambem rogai a Dos pela sua
alma 1 Porque eslejaes certos que perdes-
tes um verdadeiro e leal amigo.
A trra lheseja leve.
Henrique Mamede Lins de Almeida.
Diversas provincias.
Rendimento do dia 2 a 2S. .
dem do dia 30......
350;o2 i
l:63757
8.99g281
Despachos de evportacao pela me*
sa do i-onsulado desta cidade n
dia :tl de abril delSGO
Rio da Prata=Palacho hamburguez Djrolhea
Ernestino*. Iasio & Lemos, 350 barricas assu-
car raascavado.
Rio da PrataBrigue hollindez Lumina Arren-
line, Teixeira, Baslo, S & C, 407 saceos as-
sucr raascavado.
CanalEscuna hollandeza Maria Cornelia, Kal-
kmann Irraaos, 1,200 siccos assucar raasca-
vado.
PhiladelpliiaBarca americana Imperado;, M.
Auslin ti C, 3,000 saceos assucar mascavado.
LisboaBrigu.' portiiauez Uelampago, T. de A.
Fonseca, 400 saceos assucar mascavado.
Lisboa Brigue portuguez Constante, F. I.
Leal & C, 10 saceos assucar raascavado.
PortoBarca portugueza .(FUr da Maia, Manoel
Joaquim Ramos e Silva, 100 saceos assucar
branco e 100 ditos dilo raascavado.
Porto = Brigue porlugucz Harmona, Azevedo
& Mendos, 31 barris niel.
LisboaBrigue porluguez Confianea, C. No-
gueira & C., 78 lurris niel.
BarceMona Brigue hespanhol Vigilante. A.
Irmaos, 8i paos de Jacaranda.
RENDIMENTO DA MESA DO CONSULADO DE
DE
Consuladode 5 porcenlo.
Dito de 2 por cento. .
Ancoragom.....
Direilos de 15 por cento
das embarcaeoes es-
trangeiras que" passam
a nacionaes.....
Direilos de 5 por cento
na compra e venda das
ombarcaces. .
Expediente" da capalazia.
Sello fixo c proporcional.
FeiUo de titules de cai-
xeiros despachantes. .
Emolumentos de certi-
des.......
A'aw'of mirado no dimi9
Baha 7 das, barca ingleza, May Q.enne de 361
toneladas capitao White; eqn{k. M emlastro -
a J pjter & C. Segaio para Snamnah.
Aa J2n"\ !5 dM p!,,af*l lrd0 Mr**'**
de 168 toneladas capilao Jo tollo, errnip 7
C *** Ih A quin,acs com c>Tne a Geilherme
A'aoto sahidt no mermo dia.
Piula lelphla patacho americano, A. I. W. -Xa
Harana, polaca hespanholu Pronta, capitao R
VideoC,r** Parl da qU8 lrUXe Monl*
HiodaPrala brigue #inamarquez Agath*. c*-
pilao BreckvuWt, carga Mcsr. '
Liverpool por Macti Brigue inglez guntkim
capilao J. P. Fox, em lastro.
Navios entrados no dia 30.
Rio Grande do Norte, S diis, vapor brasiletro
rersenunga, commandanle Lobato.
Navios sakidos no mesmo dia.
Aracaly hiale brasileiro hieencivel, capitao Jos
Va*T da S'U*' Carsa' dllr,!re,lle
Liverpool por Macei. patacho inglez Elizabelk
Barler, capitao W. Penhaeth ; emlastro.
Marsolha, barca franceza Tkeoduce, capitao A.
Bcnoit, emlastro. v
Cu
I
* .- -
a
B
oras.
-6:6593638
55S920
2-2i9?7O0
62SOO0
5835653
565J610
834SS60
14IOO
..... 453200
---------------61:633*008
Diversas provincias.
Dizimo de diversos g-
neros do Rio Grande
do Norte....., l:219-jl99
Dito dito da Parahyba. 823J358
Dilo do algodo, assucar
e couros da dita. 1:0809020-
Dilo do assucar das Ala-
goas.......5:8713704
r
C/3
C/2
tmosphera.
Direccao.
Intensidade.



ti
Centgrado.

1..
Reawntir.
ao
-4
ce
-4

li
-a
en

Pahrenheil
oo
3
Hygromttro.
Barmetro.
o
2
2 a
a Pl
o
f
A noite clara, vento SE,
sim amanheceu.
""OSCILLACO OA MIR.
Preamar as 11 h. 51 da manhaj, altura
veio para o terral e as-
6.0
Baixaraar as/5 h. 6 da tarde, altura 1.75 p.
i .b,s1ervatoro do arsenal de marinha 30 de abril
,je t86 Viboas Jnior.
Editaes.
A cmara municipal desta cidade faz pu-
'ERN.VMBCO EM TODO O MEZ DE ABRIL" -1C0 pa? ^"becirneiilo de quera interessar que
DE 1860. naa lenao a assembla legislativa provincial ap-
provado a postura addicional, que abola o art.
Sti'.uloS d3 posturas de 30 de junho de 18S9,
que permiileo uso de empanadas volantes sobre*
as portas dosestJbeleciraeiilcj. acha-se porlanli
era inteiro vigor o mesmo arl. 8.
Pacjo da cmara municipal do Recife cm ses-
8:9915281
Depsitos.
F.m balanco no ultinij de inar^o,
Sahidos no corrente mez. .
Existentes.........
70:6275289
192;453
83064
184|394
sao de30de abril ae 1860.Manoel Joaqui- .*
Rogo AJbuquerque, presidente.||l MfWM
Aceioli, secrelario.
Directora geral da iastrucgo
publica.
Faco saber a quera convier, que tendo S. Exc.
o Sr. oresidente da provincia por portarta de 1T
do corranu, jubilado ao professor publico de
instrueco elemeular do segundo grao da cidade
do Rio Forraoso, Antonio dos Sanios Vital, acha-
se vaga aquella caleira, pelo que manda o Illm.
Sr. director geral interino fazer publico, marcan-
do o prazo de 30 dias, a contar da data deste.
para o processo de habilta;o e inscripto dos
opposilores, de conformidade com a lei n! 369 d
14 de maio de 1855, e inslruccocs do 11 de iunh
de 1359. J
Secretaria da instruco publica de Pernambuc
30de abril de 1860O secretario interino, j
Salvador Henrique de Albuquerque.
Perelli, commendador
ODr. Anselmo Francisco
i re
e
e
eor
COHMIERCIO.
proposigoes do senhor
mais de mil votantes, nao de admirar quejl
depois de 16 annos se, qualiflque 1512 votan_
Ualvo se o senhor correspondente me prorar que
lessa Spoca para c nao nasceu mais niiiguem ne
Salgueiro. E, portento, se S. S. nao mo provar
;slo, s?ja-me pormittido dizer quo nSe preciso
no fazer ressussilar os morios para se qualificar
(*) Nao duvidamos do que diz a corresponden-
cia sopra, entrelanlo podemos asseverar ao Sr.
loavttiano, que o nosso noticiador pessoa do
rjconheeida confianea, estamos cerlos provarn
0 que afflrmou em sun missiva.
A TfdtHfao.
Alfandegra.
Rendimento do dia 2 a 28. 315.t78j}107
dem 4o dia 30....... 6:570*915
321:7495022
43
Mov ment da alfandega
Volumes entrados com fazendas 19
> com gneros 24
Volumes sahidos cora fazendas 109
com gneros 233
, r 342
Descarregam hoje 1. de maio.
Br'gue brasileiroDam.iodiversos gneros.
Barca ingleza Prosperobacalho.
Barca inglezaIdaidera.
Iliate americanoCaliopegelo.
Importa cao.
Patacho uacional Vingador, vindo da Baha
manifeslou o seguinle :
24 cascos azeilc de Palma, 1 caixo snpatos,
lOcaixoes e 1 pacote com 221:100 charntos em
caixinhas : a ordem de diversos.
1 barrica com 6 arrobas e 8 libras de assucar. 1
dita com urna talha e 28 quarlinhas ; a Domingos
Antonio Peres.
RENDIMENTO DA ALFANDEGA DE PER-
NAMBUCO NO MEZ DE ABRIL DE
1880.
" mportacao.
Direilos de imporiic^a para con-
sumo ...............3t5:989090
Ditos de baldeado e raesporlacllo
para os porloa emangeiro..... 37*202
Ditos de bUdeecAo e reexperlacSo
para os porto* de imperio. 339f629
Expediente dos gneros estrangetros
nawgadospoceaJiottgen Mrredt
dtreno de eonium. ....... 4WJ015
Dito do paiz............. 1:9(89517
Dilo Hres., ,............ 588*701
ArmjxenagentdasitHrcadorii 2;0872S
Mesa do consulado de Pernambuco 30 de abril
le 1861).Pelo escrivao, o segundo escripturario
Caetano Gomes de S.
Recebedoria de rendas internas
geraes de Pernarabuco
Rendimento do dia 2 a 18. 20:097j49
dem do dia 30.......2:0863085
22:1839581
RENDIMENTO DA RECEBEDORIA DE RENDAS
INTERNAS GERAES DE PEkNAMBUCO DO
MEZ DE ABRIL, A SABER :
Rendas dos proprios nacionaes...
Foros do terrenos de marinha ..
Laudemios.......................
Siza dos bens de raiz.............
Direilos novos c velhos e de
chancellara....................
Ditos de patentes dos officiaes da
guarda nacional................
Diurna de chancellara...........
Multa por infraccoes do regula-
monto..........................
Sello do papel fixo................
Dilo do proporcional.............
Premio de depsitos pblicos..'..
Emolumentos.................
Imposto sobre lojas e casas de
dcscontos.....,......
Dilo sobro casas de movis, rou-
pas, ele. fabricados em paiz es-
trangeiro............
Dito sobre barcos do interior. .
Taxa de escravos.........
Cobranca da divida aeliva ....
Extraordinario.
Indemnisaces...........
32g50
82}846
205000
6:0918342
880*343
948J000
73;824
45J942
1:9893601)
7:42l)312
72J867
630063
747j702
160*000
4S800
3603000
2:1365358
R. M.-Ad-
petico, na-
ife 23 de abril
despacho; o
as provas quo
-189*332
218358l
Recebedoria de Pernarabuco 30 de abril de
1860.
O escrivao,
Manoel Antonio Sinwes do Amaral.
Consulado provincial.
Rendimento do dia 2 a 28. 54:625*501
dem do, dia 30.-.......1:6442597
56-2708098
RENDIMENTO DA MESADO COSLADO PRO-
VINCIAL EM O MEZ DE ABRIL DE1860.
Direilos de 3 por cento do assucar
exportado........... .
Dito idem idera do algodo expor-
tado ...............
dem idem de 5 idem dos mais
gneros exportados........
Capatazia de 320 rs. por sacca de
algodo exportado .......
Dcima dos predios urbanos .
2 por cento de meia siza de es-
cravos..............
10 porcenlo de novos e re los di-
reilos dos empregados jirovin-
ciacs...............
Imposto de 4 por cento sobre di-
versos cstabeiecimenlos.....
Sello de beran^as c legados. .
20) por cada escravo exportado
para ra da provincia.....
Emolumentos de policia ^.
Dito idera idem modas..........
Juros da decima..........
Multas por infraccQoes......
Cusas............................
Taxa'dn irrurtelo public* ...;...
da imperial ordem da Rosa e da de Christoj'
juiz de direilo especial docommercio desta
date do Recife,-capital da provincia de P^
narabuco e seu termo, por S. M. I. e C. o I
I). Pedro II, que Dos guarde, etc.
Faco saber aos que o presente edilal rir
delle noticia tiverem, em como Molla Irm54
Joao Luiz Vianna me dirigiram a pelicao do
seguinte :
Illm. e Exm. Sr. Dr. juiz do comraercio./Di-
zem Molla Irmaos, e Joao Luiz Vianna, enraraer-
ciantes desta praca, quo querem fazer ollar a
Antonio Joaquim Vinhas, tambera commecianto
e estabelecido com loja de calcado na Taajdo Li-
vramcntOT para na primeira audiencia desle juizo
rir assignar os 10 dios da lei s suas duls letras
mercantis, j vencidas e nao pagas, apagara
quanlia de 476,9735 e seus juros, opponoo no de-
cendio os embargos que tiver sob pena/de reve-
lia : como porem o supplicado abanclonassc os
seus eslabelecimentos, e se ausenlasse para lu-
gar nao sabido, roquerem os suppliqantea a V.
Exc. digne-se admilli-los a justificar A ausencia,
e sendo quanlo baste, o julgue por senlenQa
mandando passar caria edilal por S das, afim
de sor por ella citado o supplicado Jara os ter-
mos da accao, rtomeando-lhe este juiio o curador
in litera na forma de lei.
Pedem a V. Exc. deferimento.-
vogado, Joaquim Dourado.
E mais se nao continha em dita
qual doi o seguinte despacho :
Distribuida. Como requer. Recij
de 1860.A. F. Peretli.
Nada mais se continha em dil
tendo os supplicantcs produzido su
justificaran! a ausencia do supplicjado era Tugar
nao sabido, subirm os autos minha conclusa
e nellcs dvi c publiquei a senlenra seguinte :
vista da iriqutricao de lis. 9 a -l-;. 10, julgo
proyada o ausencia do justificado cm lugar nao
sabido : pelo que mando saja citado por editos
passando-se a respectiva cari, com o prazo de 30>
dias, lindo o qual, o sendo o auserric havido por
citado se Ihe nomcar curador para cora este se-
guir a causa os seus devidos termos. E paguen
os justificantes as cusas.
Recife 25 de abr de 1830.Anselmo Francisco
Porelli.
E mais se nao continha em dita sentenea, em
virtude da qual o respectivo escrivao fez passar o
presente edilal com o prazo de 30 dias, pelo theor
do qual, chamo, cito e hei por citado ao dito sup-
plicado Antonio Joaquim Vinhas, para que den-
lo do referido prazo compireja neste juizo para
allegar a sua defeza por lodo conleudo na pe-
licao cima transcripta, sob pena de proseguir a
causa seus lermos a sua rerelia ; portanlo, toda
e qualqner pessoa, prenles, amigos ou conheci-
dcs do referido supplicado o pode.rao fazer scienta
do que cima Oca dito.
E para que cheguo ao conhecimento de todos,
maridei passar editaes, que serao publicados pela
imprensa c affixidos nos lugares de coslume.
Daaa o passada nesla cidade do Recife de Per-
nambuco, aos 27 dias do mez de abril de 1860.
39. da independencia e do imperio do Brasil.
Eu Manoel Mara Rodrigues do Nascimento, es-
crivao o subscrevi.
ylnselmo Francisco Perelli.
O Dr. Anselmo Francisco Peretli. commendador
da imperial ordem da Rosa c da de Chrislo, o
juiz de direilo especial do commercio desta ci-
dade do Recife, capital da" provineja de Pce-
nnmbuco e seu termo, por S. M. Imperial, qua
Dos guarde, etc.
Faco saber aos que o presente edilal vircni, o
delle'noticia tiverem. era como Molla Irmaos mo
dirigiram a policio seguinte :
Illm. eExm. Sr Dr. juiz do commercio.Mot-
ta Irmaos, commerciantes do grosso Hato nesta .
cidade, querem fazer citar a Joaquim Alvas Lima,
estabelecido com taberna na ra de Aragao, da
rejruezia da Boa-Vista, para na primeira audten-
a desle juizo reconhecer a su.i assignatura pos-
la nos conlas juntas, e bem sastra aoBrigaco do
pagar a quaniii de 776*0*0. e que importara,
os gneros, que Ibes comprou para sortimento
56:f0rO98 'da sua taberna, so> aeaa de ha,w-se revehtr^
36:263$946
816J215
6:449*802
384JJ320
6.903S654
2:6978894
188S625
491*680
1:4109617
200*000
15*600
40(000
7

7r
T3"
^*i
.. ii i'
T*
T-


... .. ,.-,.

x_^
M)

1
- coid reconberidas a assignalura e tibrigacao
endo-lhog assignado o 10 din da le para pa-
gar ou allegar os embargos que tiver pena dero-
vclia : e porque lenha o supplicado abandonada
o seu esiabeleciroenlo, e ausenlado-se-para lu-
-gar nao sabido, requeren! a V. Eic. digne-sa-ad-
milti-los a justificar a ausencia, o sendcquinio
baste, o julgue por senlenea, mandando .pausar
carta edital por 30 dias, a fim de por ella ser. dia-
do o supplicado para os termos da aeco, lendo-
lhe dado curador in lilem na forma da lei.
Pedo a V. Exc. deferimenlo.E R. M,-^Advo-
gado, Joaquim Dourado.
Nada mais secontinha em tal petigo.tw qual
dei o despacho seguinte : .!
Distribuida. Como requer. Hecife i -de abril
de 1860 A. F. Tcrelli.
E mais se nio conlinha em dito despacho, em
irtude do qual.oi a mesma pelicae distribuida
ao escrivo deste juizo Manoel Mari odngurs
Jo Nascimcnlo; e tendo o suppl-icaflie juslifica-
do a ausencia do supplicado em lugar nao abi-
jo, Corara sellados e preparados autos, c su-
bindo a minha concluso nelles dei a sentenca
do theor seguinte :
vista da inquirico de fls. 11 a fls. 12, julge
provada a ausencia do juftifkado em lugar au
sabido .' pelo que mando seja citado por editos,
passando-se a respectiva carta cora o prazo de
un mez, o Ando este prazo, e sendo o ausente
havido por citado, ae lhe normar curador para
cora este correr o feilo os seus termos, e paguem
os justificantes as cusas.
Recito, 25 do abril de 1860.Anselmo Fran-
cisco Pcretti.
E nada mais se conlinha em dita senlenga aqui
transcripta, em virtude da qual o referido escri-
vo, que o presente stibscrever, o fez passar
coro o prazo de 30 dias, pelo theor do qual cha-
roo, cito c hei por citado ao dito supplicado Joa-
quim Alvos Lima, para que dentro do referido
prazo comparega neste juizo para allegar a sua
defeza por lodo o conleudo na petico cima Irans-
ciipta, sob pena de proseguir a causa seus ter-
mos a sua revelia; porlanto, toda e qualquer
.pesssoa, prenlos amigos ou conhecidos do refe-
rido supplicado o podero fazer sciente do que
cima fica dito.
E para que chegue ao conhecimenlo do lodos
niandei passar editaos, que sero afhados nos
lugares do cosiume, e publicados pela imprensa.
ada c passada nesta cidade do Recife de Per-
nambuco, aos 27 dias do mez de abril de 1860,
-39. da independencia c do imperio do Brasil.
Eu Manuel Mara Rodrigues do NascinicnlQ, es-
crivo o subscrevi.
Anselmo Francisco Perelti.
Capitana
j '. i
rtos de enceredu de Le Perdrlol n. 3; 12 vidros
.apandes do-salsa parrilha de Sander ; 12 vidros
de champe -ticchables; 8oncaa dchydro fer-
-ro cijanato "de quinino ; 8 ongas de iodurelo de
chumbo /vidros de ferro de quivem ; 16 cai-
tas do pastas de naff : 12 vidros de pos de roggi;
2 arrobas o> mann ; 12 vidros oleo de moslruco.
O conselho avisa aos fornecedores^que os o'h-
jectes pedidos para o hospital* raililrdcsla pro-
vincia, teero de ser entregues na enfermara do
meMiio hospital; e os que se pedem para a pro-
vincia de Rio Grande do Norte, sero entregues
no conselho.
Quem quizer vender os icbreditos objectos
aprsente ai suas proposlasem carta fechada na
secretaria do conselho s 10 horas da manha do
dia 7 de maio prximo vindouro.
Sala dassesses do conselho administrativo,
para fornecimento do arsenal de guerra, 30 de
abril de 1860.Denlo Jote Lamenha Lint, co-
ronel presidente.Francisco Joaquim Ptrtira
Lobo coronel vocal secretario interino.
= Pela subdelegacia do Recife se faz publico,
que foram apprehendidos dous quartos furia-
dos. Recife 30 de abril de 1860.
Ignacio Antonio Borges.
CORREIO .
Pela administracao do corrcio desta provincia
se faz publico, que no dia 5 do correnle, pelas 3
horas da larde em ponto, fechar-se-hao as malas
que lera de conduzr o vapor costeiro Persinun-
ga, cora deslino Tamandar e provincia de
Marei.
Pela administrado do correio desta pro-
vincia so faz publico, que no dia 7 do correte,
pelas 3 horas da tarde em ponto, lechar-se-ho
as malas que lem de conduzr o vapor costeiro
Iguarass, cora destino s provincias do norte,
terminando na do Cear.
Conselho administrativo
O conselho administrativo, para fornecimentj
do arsenal de guerra, tem de comprar os ob-
jectos seguinles :
Para provimento dos orraazens do arsenal
de Riierra.
Teles de cabra corlidas 200; dilas de lustre 12;
pennas de ganco 500 ; baelilha para saceos de
pega, covados 161 1)2.
Quem quizer vender taes objectos aprsente
as suasproposlas ornearla fechada na secretaria
do conselho, s 10 horas da manba do dia 4
de maio do correnle anno.
Sala das sessoes do conselho administrativo
para fornecimento do arsenal de guerra, 25 de
abril de 1860.liento os Lamenha Lins, co-
ronel presidente.Francisco ioaquim Pereira
Lobo, coronel vogal secretario Uterino.
MARJO PE frElWAMWW. TERCA FEIBA t DE MAIO DE igtf)
to porto de Pernambuco 24 de abril
de 1860. -
Do ordem superior publica-se o seguinte, para
conhecimenlo dos navegantes.
Copia. 1.a scego. Palacio do governo do
Rio Grande do Norte 16 de abril de 1860.-Illm.
Exm. Sr.Cumprc-me fazer chegar ao conhe-
ciraenio de V. Exc, para os fins convenientes,
que, segundo declarou o capilo do porto desla
provincia, a luz que serve de pharol na furtalezu
dos Sanios Rris Magos, pode ser vista do coovez
denm navio regular, distancia de 12 a 13 mi-
litas, por se achar approximadamento na altura
de 43 ps inglezes.
Dos guarde a V. Exc. Illm. e Ex,m. Sr. presi-
dente da provincia de Pernambuco. O presi-
dente, Jco Jos de Oliveira Junqueira.
Coiiforrae=Franiiseo Lucio de Cnslro. No im-
pedimento do secretario, Francisco Firmino Mon-
teiro.
tDamfl prefoodb seguir cora multa brevidade, to de Senhonn&T Francisca Vieira"
tem parto do seu carreeamenlo cromlo nara'. '"u,w vieira,
lata parto do .eu carregaojenlo
o resto da carga que -Iho falta.
tuiSfnmu inventariante
seos-consignatarios Azevedo 4 Meados, no
esciiptorio na ra da Cruz u. 1.
CMkTAN
seu
PERNAMBIICANA
;to cosleira a vapor
PELO AGENTE
THEATRO
DE
Declarares.
Conselho adminlstrati vo.
O conselho administrativo, para fornecimento
do arsenal de guerra, era cumprimenlo ao art.
f ** JSutomenlo de 14 dc dezembro de 1852,
taz publico, -v.g for,lal acceilas as propostas dos
senhores abaixo deciu...ts .
Para o fornecimento dos menores do arsenal de
guerra durante os mezes de malo e juuho pr-
ximos vndouros.
Manoel Antonio de Jess.Pao, a 3#460 rs. a
arroba, bolacha a 3g520 a arroba.
Joo Jos da Costa Santos.Manleiga franooeo
a 600 rs. a libra, cha hysori a lgSOO, caf em grao
a 220, azeile doce de Lisboa a 640 rs, a garrafa,
vinagre de Lisboa a 280. arroz do Maranho a 100
rs. a libra, carne verde a 240, dita secca a 200 rs.,
assocar branco ie(inr.do a 160 a libra, bacalho
a 3|5O0 a arroba, toucinho de Lisboa a 12$000,
fariuha dc mandioca da trra a 3)900 o alqueire,
li i ja mnlalinho ou preto a 7,-Hlli.
Tara o piesidiu de Fernando de Noronha.
Villaca Irroio & Aodrade 2 fomosde ferro,
tendo um 9 palmos de dimetro e outro 9 palmos
de dito, ambos por 3j0#.
O conselho avisa que foi marcado o dial0 do
mez prximo vindouro para ler comeen o forne-
cimento dos menores do arsenal de guerra, e o
dia 4 para seren recolhidos- os tornos com-
prados.
Sala das sessoes do conselho administrativo,
para fornecimento do arsenal de guerra, 27 d
abril de 1860. Francisco Joaquim ereiraLobo,
coronel vogal secretario interino.
Tribunal do cominercio
Por esta secretaria se faz publieo, que na data
infra fura competentemente registrada a escrip-
iura particular de 3ociedade que em 26 de Janei-
ro do correte anno para ter coraeco era 1 de fe-
vereiro ultimo, e findar depois de tres annos, fi-
zerara l.ourenco Cavalcanli de A'buquerque Ma-
ranho (Baro "de Atalaia) e Antonio Teixeira de
Aguiar. 'imbos cidados brasileiros, domiciliados
na provincia de Alagoas, sendo o lira social o
commercio de comprar e vender gneros, de con-
ta propria e commissoes, sob a firma de Mara-
nho e Aguiar, com o fundo capital de 30:000,
fornecido20 pelo socio Maranho e*-10 por A-
guiar,compelindo a ambos o uso da firma social.
Secretaria do tribunal do commercio de Per-
nambuco 28 de abril do 1860. Dinamerico Au-
gusto do Reg Rangel, official maior Interino.
Tribunal do commercio
Pela secretaria do do tribunal do commercio
do Pernambuco se faz publico, que na data infra
fra inscripta no competente livro de registro, a
barca nacional Atrevida, propriedade de Ma-
noel Goncalves Ferrcira Mendos.
Secretaria do tribunal do commercio de Per-
nambuco 27 de abril de 1860.Dinamerico Au-
gusto do llego Rangel, ofJJcial maior interino.
TERQA FE1RA. 1 DE MAIO DE 1860.
Senhores.Tencionamos, nos artistas dram-
ticos, dar um espectculo a beneficio do nosso
irnio d'arle Silvestre, e nesse intento nao pode-
mos dcixar de solicitar o benvolo concurso dc
um publico, que tantas vezes deu-Ihe provas de
prolecco e eslima.
Victima de urna molestia atroz, que o Iraz
preso ao leilo da rtr, sem recursos para a medi-
carn que lhe aconselhada n'uraa viagem
Europa, Silvestre vem por nosso intermedio dis-
pertar em vossos roracoes um echo decorrpaixo
para o seu estado dc morbidez.
Ainda hontem o vieis entre vos, cheio de sau-
de, dispertando-vos sensaces agradaveis, mas
lipje abrindo ura vacuo entr nos, jaz eslendido s
mos da molestia mais allictiva I
Assim a vida.
Mas nesse estado, nessa lula dos dous princi-
pios oppostos da vida e da morte, anda sobra-
Ihe ura consolo, que lho amenisa a agrura do
soffrer ; o consol de que ser acolhida a sua
supplica pelo publico pernambucano, que sem-
pre o considerou alm de sua expectacSo inesmo,
que sempre o distingui mire unios actores que
iciu pisado este palco, que tamanha sywpalhia
lhe volou, demonstrando-a por fados em diTe-
rentes vezes.
E nos, que neste momento somos o seu orgo,
que temos sobejos provas do quanto fecunda a
generosidad do povo, que cumplacenle agor-
nos ouve, repousamo3 na certeza de que a mo
da prolecco pernambucana ser exlendida soa
berelle.
Subir scena o seguinte espectculo
BENEFICIO DO ACTOR
SILVESTRE FRANCISCO MEIRB.
Depois de urna escolhida ouvertura, subir
scena a muilo applaudida comedia-drama era tres
actos :
O SEGREDO
DE
IMA FAMILIA.
dos bens deixados por
Antonio Luii Vieira e totora doi or-
phaoi seus filhos.Ura' leilao dos movis,
ouro e fscravos, bem cmo das dividas,
armacSo, fazendas e utensilios da loja
dc chapeos da ra da Cade do Recife
n. 46, tudo pertencente a aquelle fi-
nado.
Os licitantes podero examinar os re-
feridos objectos, dirigindo-ie a' men-
cionada loja no dia cima designado.
wpor Persinunga. commandanto Lobato tendo principio o leilao a's 11 horas em
sabe para os portos do sul no dia 5 do maio s i ponto, *
5 horas da tardi. Re.ebe carga al o dia 4 ao
meia dia. Previoe-se aos Srp. carregadores que
nenhuma carga ser recebidaa bordo sem bilhe
te nagerincia.^
O vapor Iguarass,- commandante Moreira,
sahir para os portas do or Lo no dia 7 de maio
as5 hora ida laido. Recebe carga para o Cear
at ao 1', para o Aracaty no dia 2, para Maco
no dia 3, para o Rio Grande 4 e para, a Parahiba
no dia 5 at ao meio dia : trala-se na gerencia no
Forte do Mattos. Previne-se aos Srs. carregado-
res que nenhuma carga ser recebida a bordo
sem bilheto ou ordem previa da Gerencia.
Consulado portuguez em Per-
nambuco.
Quinta-foira 3 do correte tem do se proceder
neste consulado a nooieaco dos louvados para o
rateio da avari a grossa do" brigue portuguez Tino,
arribado a este porto por forra maior ; sao por-
lanto convidados os interessados no carregamen-
lo do mesmo t. comparecerem all pelas 11 horas
da raanhia pa-ao mesmo fim.
Para o Presidio de Fer-
nando.
O brigie Sania J7oa. dc 12 mil arrobas, rati-
ficado e ;>rom no de um tudo para fazer viagem
para qualquer porto, recebe carga e passageirosi intPrvpnr3n
para o mencionado porto, estando habilitados
com os documentos competentes por aulorisaco
do governo a tratar cora os douos L. Nunes de
Mello & C.
TASA.
Borolt &. C. teem a honra da participar aos
seus freguezes c ao respeilavel publico em geral,
que receberam no dia ti ao correnle um novo
carregamejitn de gelo, -qual estar & venda to-
dos os dias. desde as 7 da manha al as 6 da
larde, na forma do costume, no seu novo depo-
sito de gelo, na ra do Imperador confronte ao
oilo do deposito do gaz.
NOVO DEPOSITO
DE
AUenco.
Na ra do Imperador, junto a botflr; &a lodos
os dias, as 7 horas da manbaa, letle de vacca pu-
ro, pelo prego de 400 rs. a garrafa.
Adriano & Castro declaram que Jos Cle-
mentino Bezerra de Mello deixou de ser seu caL-
xeiro, sendo substituido por Antonio Jos do Cas-
tro Guimares.
Aviso ao publico.
O roterid'i agente far leilao por conta de-
quem perlencer, ter;a-feira 1- do maio, ao meio
da em ponto na pra;a do commercio
DE
13 velas para navios.
LEILAO
DE
MfsY
Para o Aracaty,
segu coiTi brevidade o hiate nacional Gralido:
para o rcslo da carga e passageiros, trata-se no
Passeio Publico n.ll, ou cora o capilao no tra-
piche do algoJo.
Leiloes.
LEILAO
DE
O novo banco de
Pernambuco repete o avi-
so que fez para serem re-
colhidas desde j as notas
de 1 o.ooo e 2o,ooo da
emisso do banco.
Conselho administrativo.
O conselho administrativo, para fornecimento
do arsenal de guerra, tom de comprar os objec-
tos seguintes :
Para provimenlo do armazem do arsenal de
guerra.
Lona da Russia para forro de padiola urna pega.
Para a companhia fixa do Rio Grande do Norte.
2 cornetas de loque com cordes, bocaes pon-
tos e voltas ; 321 pedernciras ; 4 cordo^ para
canudos de inferiores : sinele cora armas: 2
caslicaes de lalao ; 1 jogo do balanca de pao
com pesos de chumbo de duas oitavas al meia
arroba ; 2 caldeiras de ferro fundido para 50 pra-
ca ; 2 colheres de ferro ; 2 espumadeiras ; 2 ps
de ferro 2garfos grandes de ferro.
Para a enfermara do Rio Grande do Norte.
20 colchos ; 2 ditos para operaces e fractu-
ra. ; 20 cobertores de laa 40 brreles : 20 tra-
vesseiros; 20 pares de chinellas rasas : 1 bomba
paraclysleis; 24 lalheres completos; 2 caslicaes
4le lalao ; 3 panellas de ferro balido de differeo-
tes tamanhos; 3 cassarolas de dito ; 1 grelha
apande para assar carne : 1 dita menor para tor-
rar pao; 1 garfo grande de. ferro ; 1 colher gran-
de /le ferro; 1 chaleira grande ; 2 ditas pe-
queas. r
fara o hospital mililar desla provincia, .
., 20fl ?!?01",8 200 len?des de brim ; 50 loa-
Jhas; 20 fronhaa|; 50 pares de chinelas.
.Para a pharmacia do hospitai:milita,r da
guarnic&o.
"30 arrobat de assucar refinado alvo ; 12 fras-
cos de extracta fluido de salsa Darrilha ; 16 libras
de perxido e miflganir; 100 vidros para opo-
deldoc, dos gro nde*; 20 frascos ae salsa de
ranatoria de Rovelval, im-
Terminar o espectculo
um acto :
com o vaudevillo em
Avisos martimos.
Urna escrava.
Sextfl.-feira 4 do corrente.
Oag;nte Borja fara' leilao em seu ar-
mazem por mandado do Illm. Sr. Di*,
juiz de orjdiaos e a rrquei ment de
Agostinho .los? dos Prazeres por si e co-
mo tutor d; seus sobrinhos, da escrava
Jacintha pertencente aos mesmos, a
qual estara no referido armazem as 11
horas em ponto, hora em que tera'
principio o leilao.
LEILAO i
Quinta-feira 3 do corrente-.,
PELO AGENTE
PESTAA.
.Autorisado pelo Illm. Sr. Dr. Jos Henriques
Ferreira. leslc.menteiro do finado Thom Alvos
de Carvalho, o referido agente vender era leilao
publico no dii cima designado encas 10 horas
da irnnluia tu ra do Codorniz n. f
03objeclos existentes na venda do dito finado
que al.i sero patentes ao exame dos concur-
tes. ___
Kellosce, membro da sociedade de
lorticultura de Paris, fara' leilao por
do agente Hyppolito da
Silva, de urna magnifica e escollada
colleccao de plantas fructferas e florfe-
ras como sejam per'eiras, macieiras, ce-
rejeiras, passeiras, damasqueiras, mag-
nolias, camelias, azalas, daplines, gli-
cinias, illiciames, aristolochias, pittos-
porum, rliodendroms, rosas, etc. etc.,
para o que o agente cima convida a to-
das as pessoas amantes da horticultura,
a comparecerem no dia 3 de maio na
ra do Cabuga'n. 3-A, a's 11 horas em
ponto.
Consulado de Franca.
Leilao
A requerimento dos Srs. E. A. Burle
& C e por ordem e em presenca do Sr.
cnsul de Franca e por conta e risco de
quem pertencer, o agente Hyppolito da
Silva vender' em leilao duas caixas
marca EAB&C n. 3278 e 3279, con-
tendo cada urna 192 chapeos de feltro
pardos avariados a bordo do navio fran-
cez Pernambuco, capifao Corduan :
terqa-feira 1* de maio no armazem al-
fandegado do caes d'Apollo casa do Sr.
barao do Livrament.
LEILAO
PELO AGENTE
i m t ".' por encontrar oiHro o
igual nome. f siente ao publico que de hoje era
FreiaV6 "S,g ~ ,08 Anlonio *e
Ra do Imperador,, confronte
ao oito do deposito do gaz.
Borott & G attendendo a que os senhores con-
sumidores de gelo sao pela maior parte residen-
tes nos bairros de'Santo Antonio e Boa-Vista, e
que lutariam com grande difEculdadc se este es-
tabelecimento estivesse collocado no bairro do
Recife, poderam encontrar na ra do Imperador,
confronte ao oitao do deposilo do gaz, um arma-
zem com as proporces exigidas para deposito
oeste genero, o qual estar aberto concurren-
cia dos mesmos senhores, das 8 horas da ma-
nha s 6 da tarde-do dia 3 do corrente em
diante.
Por fallado audiencias do juizo municipal
da primeira vara nao pode ter lugar no dia 27 a
arrematarlo das rendas do sobrado da ra e-
Ireita do Rosario n. 41. a qual ser opportuna-
raente anrajnciada de novo.
No dia 4 do corrente, Onda a audiencia da
pnmeira vara municipal desta cidade, se ha de
arrematar do venda e por execucao de Claudio
Dubeaux contra Miguel Goncalves Rodrigues
tronga, urna propriedide de casa terrea de porta
ejanclla, coziulia fra. quintal murado e cacim-
ba, avaliada em l:000j, e sita na ra dos Acou-
guinhos. L a primeira praca, c o edital existe em
niao do porteiro.
Urna caraj de commercio estran-
geira precita de urna caa de sobrado goVpwitoa'
com armazem espacoso para fazendas
seccas no centro do commercio : quem
a tiver para alugar ou vender dirija se
em carta fechada com as tniciaes A. B.
C ao escriptono dMe jornal ; sendo a
casa conveniente nro se duvida pagar
boasluvas.
Jos Goncalves Rosa retira-se para o Rio d
Achando-se nesta cidade, vindo do Mara-
nho, para ser vendido, o crioulo Faustino de-
sappareceu antes de hontem, 25 de abril, do lu-
gar do Giqui, para onde tinha ido a contento -
sua estatura alia, corpo regular, traz suUsas
raspadas no queixo, falla bem, tem o semblante
triste, conserva no cotovello direilo a cicatriz de
urna cutilada, intilula-se forro, trocando o uorae
| para o dc Jos da Rocha, com o qual servio no
exercito era quanto nao foi reconhecid.o, duendo
ser natural de Marn ; levou calca de algodao
cinzenla, camisa branca, chapeo de palha, e um
cobertor dc la. Dcsconfia-se que seguisse para
o norte da provincia, e quem dclle der noticia ou
o npprehender c conduzr ra da Cadeia do Re-
cife n. 38, primeiro andar, ser rocumpens.-.do
generorameute.
Attenco.
Na ra do Queimado, loja n. 8, vende-sc un
excellente casal de cachorros galgos muilo novos
e de excellento raca : vende-se por oecessitar a
pessoa retirar-se riesla provincia,
v
Superiores charutos da Babia a 3$ o cento : no
Centro Comraercial, ra da Cadeia do Recife nu-
mero 15.
Precisa-se de um prelo que nao
seja muito moco, para serviros domsti-
cos de urna casa estrangeira ; a tratar
da ra da Cruz n. 4.
Aluga-se urna baixa de capim
grande que da' durante todo o anno, si-
tuada na Soledade : quem precisar di-
nja-se ra da Cruz n. 4.
Vende-se um pequeo sortment
de copos, clices e garrafas de vidro :
em casa de Brender % Brandis & C ,
ra do Trapiche n. 1G.
V cmara de 0linda.
Os moradores de Beberibe de Baixo rogam a
cmara municipal de Olinda, queira activar o
fiscal da capella filial da mesma povoaco, por
quanto este nao cumpre seu|dcver e nao multa
aos infractores dss posturas, 9 elle mesmo o
primeiro que tem animaes sollos, para deslruir
Ceblas novas,
muito barala vista da qualidade ; nD an
oposito da ra do Vigario n. 27.
Fejo amarello
O briguo porlugupz Constante sahe im-
preterivelmente para Lisboa quinta-feira. 3 de
maio prximo : ainda recebe carga e passageiros,
para o que trata-se cora o consignatario T. de A.
Fonseca, na ra do Vigario n. 19, primeiro andar
Aracaty.
Segu com brevidade o bem conhecido hiate
Santo Amaro, recebe carga c passageiros: a
tratar cora Caetono Cyriacoda C. M., no lado do
Corpo Sanio n.25, primeiro andar.

&
Tres moradas de casas.
Sexta-feira 4 de maio.
Nt> ARMAZEM DO AGENTE
PESTAA.
far leilao por conla de
cima designado e pelas
do
_ a
O. referido agente far leilao por conta ,de
quem perlencer, ter;a-feira 1 do mato, s 10 ho-
ras da manha no armazem do Sr. Annes de-
fronte da alfandega.
DE
13 barris com ervilhas.
10 dilas com passas.
LEILAO

ID
DE
&
Riode Janeiro.
Seguir em poucos dias para o Rio de Janeiro
o patacho Flor da Bahia, j bem conhecido por
boa conslruccao e marcha; e como ainda tem
praca para carga, offerece-a aos pretendemos,
que se enlenderiio com Bailar & Oliveira, na ra
da Cadeia do Recife n. 72.
Para Lisboa e Porto
segu impreterivelmenlo o brigue porluguez
Harmona, lem a seu bordo dous tercos de seu
carregamenlo : para o resto, traa-6e com os
seus consignatarios Azcvedo & alendes, no seu
escriploro na ra da Cruz n. 1.
Dnslot; l balanca rsnaiona ae noveival, Um.
po de pedra ; 32 libu* de acido ulfurieo; 25
garrafas de sueco de gri'**e'nas "Mrrolha;
3 rv de emplastro? adi'* tendido; 12
.a
Vai sahir com brevidade o brigue
Coiifianca, por ter parte da carga en-
gajada, para o resto tratase com os
consignatarios Carvalho, Nogueira & C.
ruado Vigario n. 9, primeiro andar,
ou com o capitao na praca.
Para a Bahia.
O veleiro e bm conhecido patacho nacional
Amazonas pretende seguir ateo Ora do mez :
para o resto da carga que lhe falta, trala-s com
os seus consignatarios Azevedo & Mendes no
seu escriploro na ra da Cruz n. 1. '
^Parao Rio de Janeiro
0 veleiro e bem conhecido brigue nacional
O agente Pestaa
quem P'Ttem-er no di
11 horai da manha no seu armazem da ra
Vigario n. 11
DE
3 casas terreas, cada urna com 33 palmos de
frenti) e 70 de fundo, quintaes grandes cora
porto, 3 quarlos, 2 salas, cosinha fora e copia
tudo construido a lijlo ecal, novas e em ter-
reno nropro, estribara no fundo do quintal.
Sao situadas no -lugar da Torre e perto do
banho.
A suii nunieraco principia do n. 1 junto a ven-
da do Sr. Caneca a seguir.
Qiuirta-feira 2 de maio!
PELO AGENTE
PESTAA.
O refrdo agente vender em leilao publico
por cor.la da massa fallida de E. H. Wyalt, no
dia cima designado e pelas 10 horas da ma-
nha ni armazem do Sr. Annes no largo da al-
fandeg i
16 barricas eom dobradicas de'cruz. ,
15 ditas con- ferro para engommar.
20 ditas com tornos de pesos de ferro.
80 pesns grandes de ferro.
30 cha >as pura fngo.
10 harneas cora fechaduras de porta.
1 dita .ora cravos de lalo sorlidos.
1 dita :om fechaduras para caixa.
1 dita com colheres de ferro "
1 dita com dobradicas de ferro chalo, parafusos
de cima, correntes do ferro e correles de
latan.
1 dila com hules de metal, casticaes do lalo,
ratO( iras de rame, sacarrolhas, escalas e es-
quadros.
2di(as com colheres de metal e cadeadus.
serv
para se
na loja
ota
NA
Ra da Cadeia do Recife.
DE '
lima loja de chapeos.
Qucrtsi-feira 2 de maio..
O jente Borja autorisado pelo Illm. 'i?":-'JS2*?.p.". SlniiS.ou W1 e8lr,n"
S~ Igeiras, com boa agua de haber bastantes arvo-
r. O. juiz deorphao e a requenmen-J rodos de /rucias ; a iralw na ra da Cruz n. Si.
iras,
O agente Camargo fara' leilao no dia
3 de maio prximo as 11 horas da ma-
nha no seu armazem da ra do Viga-
rio n. 19
DO
Sobrado de 3 andares pertencente aos
herdeiros do commendador Antonio
da Silva na ra do Vigario n. 5, de-
fronte do consulado geral, para exa-
minar o mesmo predio, titulos e
condiccoes da venda, os pretendentes
podem entender-se com o mesmo
agente
Avisos diversos.
Advogacia.
O abaixo assignado encarrega-se na rsovincia
das Alagoas de qualquer aegao civel ou criminal,
e assim tambem de cobranga de dividas legalisa-
das por documentos : outro sira promove por in-
termedio de advogados desta praga o promplo
andamento de quaesquer causas peranie o supe-
rior tribunal da relaco. O aun uncanle ser en-
contrado das 6 as 10 horas da manha o das 4 as
7 da tarde no hotel Francisco at o dia 3 do an-
dante, dia em que se retira para a referida pro-
vincia das Alagoas. O advogado provisionado,
Jos Joaquim Carlos de Oracna
Fugio do urna casa da ra Nova n 23, urna
arara, sendo toda azu|, o peito arnarello.^com um
pedago do correnle em um p : quera achou,
querendo restituir a seu dono, dirija-se a dita
casa, que ser gratillcado.
Desappareceu em flns de novembro do au-
no passado o pardo de nome Virginio, que aqui
se achava para ser vendido, e suppdc-se que lo-
mara o earainho da villa de Saboeiro ; este es-
cravo de estatura menos que regular, magfe,
picado de bexigas, e mal encarado : quem o ap-
prchender, ou dclle der noticia na ra da Cadeia
do Recife n. 38, ser generosamente recompen-
sado.
Thoraaz Nash relira-sc com sua familia para
Europa, e roga a todas as pessoas que se julga-
rem suas credoras de spresenlarem .suas contas
para serem satisfeltas, no termo de 8 dias, Re-
cife 30 de abril de 1860.
A abaixo assignado convida aos amigos do
finado Ambrozio Ezidio da Conceicao para
que se dignem comparecer no dia 2 de
maio pelas 6 horas da manha. adra de as-
irem a missa do stimo dia que lera
ar na igreja do Carino do Recite.
Sima Mara do Espirito Santo.
gn da allandega n
vender tresbois e dous carros : a tratar
do sobrado n 4, na ra do Caldeireiro.
Compra-se ama balanca pequea com pe-
sos, um temo de medidas de pao e ditas de ulha
a mais alguna objectos de taberna, que estojara
ero bora estado ; quem tiver annuncie.
Aluga-se um bom sitio no Caminho novo
da Soladade que vai para o Mdoguinho, oom boa
em saceos de 6 alqueires, do Porto, ou 30 cuias :
vende-se muito barato para acabar : no antigo>
deposito da ra dj Vigario n. 27.
Calungas de gesso.
Chegou loja do Ramalho, na ra Distila n.
83, um grande sorlimcnlo de calungas e jarros
corp fruclas, feilos de gesso, proprios para pc
em cima de mesa, por menos do que era oulra,
qualquer parte ; a elles, antes que se acabem.
V pechincha antes que se
acabe.
Superiores cortes de chitas franeczas largas, de
cores escuras, cora lindos padroes, de 10 cova-
dos cada corte, pelo baratissirao prego de 2/500 :
nos quatro carlos da ra do Queimado, loja do
sobrado amarello n. 29, de Jos Moreira Lopes.
Attenco

Precisa-se de urna ama livro ou escrava, que-
saiba cozinhar c engommar : na ra da Cadeia
do Recife n. 25, defronlc do beceo Largo.
Eu abaixo assignado declaro que coraprci
a laberna sita na ra de Ilorlas n. 16, ao Sr.
Francisco Jos de Brilo; e por isso participo ao
as lavouras alheias como aconleceu no dia 30 de respeilavel publico, ou a quem se achar com di-
abril, que o morador Paula apanhou dous caval- i reilo a mesma, so aprsente no prazo de tres-
Ios na sua lavnura c lhes levou, os quacs perten- j dias, a contar da data deste. Recife 30 de abril
il. de 1860.Joo Alves da Cruz.
. lado roga aos capites dc Krecisa-se de 2:000A' a uros SO-
carnpo ou a qualquer pessoa que pegar a sua es- i .. .. j _., j ti
crava Francisca, de nacao, idade 4S* annos, cor i bre ?m Pred, n.CSta c,dade : bem prcla, pucha por raa perna era razo de um con'ier, annuncie a sua morada por
cravoquclemnop direilo estatura baixa foi L,^ mesma (ollia para ser procurado.
comprada ao Sr. rraucisco Jos 1 emandes Pires n _..
morador na Soledade, paga-se bem, eutregan- Joao Antonio L.arpin.eirO da hil-
do-a a seu aenhor no Afogado ra de S. Miguel "
n. 23iJoaquim Darbosa do Soura.
- Aluga-se um moleque para baler sorvete :
na ra do Imperador n. II A.
Fugio no dia 15 deslc mez urna escrava de
naco, por nome Vicencia, idade 35 annos, a
qual consta ler andado pela Boa-Visla ; roga-se
porlanto as autoridades o capiles de campo a
apprehengao da mesma,levando-a em casa de sua
senhora na ra da Madre de Dos n. 3 primeiro
andar, que se gratificar.
Oerecc-se urna senhora estrangeira sol-
leira, de boa conducta, para o servigo interno d
casa dc urna pessoa soltcira : a tratar no Mau-
guinho na casa terrea de quatro janellas e duas
portas, junto a ponte do mesmo nome.
- Agoslinho Dias Teixeira, relira-se para fora
da provincia.
Desappareceu honlem s 6 l|2heras da lar-
de da ra do Crespo, um cavallo de cor casta-
nho, altura regular, sellado e. enfrciado, lendo a
cabeca sem cabello e cora feriilas: quem o tiver
aprehendido ou delle der noticia ser gralilicado
na ra do Crespo n. 6.
Manoel Jos da Silva, eslabelerido com ta-
berna na ra da Senzala Nova n. 26, por achar
outros de nomes iguaes. de hoje em dianle se
assignar Manoel Jos da Silva Filgueiras.
Lava-se o engoinma-se com perfeico e
presteza, e por mdico prego ; rio Campo Verde,
principio do Corredor do Rispo, sobrado n. 2.
= Roga-se ao Sr. Chrislovao Santiago do Nas-
cimento o favor de epparecer na ra dos Murly-
rios n. 36, para concluir o negocio que nao ig-
nora.
ss Os abaixo assignados fazem sciente ao res-
peilavel corpo do commercio. que dissolverara
amigavelmente, no da 23 do passado, a socie-
dade que becco da Boia n. 2, e que gyrava debaixo da fir-
ma social de Joaquim Carneiro Leo & C, Pican-
do o socio Francisco Jos Coelho encarregado do
activo e passiro da mesma, porra nicamente
responsavel pelas dividas conlrahidas em nome
da exlincla firma, e que constam dos livrosque
se extranio o balango. Recife 28 de abril dc 1860.
Joaquim Carneiro Leo.
Francisco Jos Coelho.
Fugio na noile do dia 28, pelas 7 horas, a
escrava cabra alulada, dc nome Januaria, idade
22 a 25 annos, punco mais ou menos, levando
roupo de chira prela e mais outros de cor des-
bolados, e tambera de cassa chita, chales dc as-
sento branco com raraagem de cor, altura regu-
lar, cara redonda, cheia do corpo ; esta escrava
veio de Macci e foi comprada ao Sr. Ferro, na
ra do Crespo : a pessoa que a levar a praga do
Corpo Santo n. 17, loja de cabos, ser recom-
pensada.
Negro fgido.
No'dia 29 do do corrente mez de abril fugio da
casa do seu senhor o preto de nome Clemente,
estatura alta, os dedos da mao direila virados
por
va, pede aos seuscredores que lhe apr-
senteos suas contas ate o lim do corren-
te, para serem pagas vencidas ou por
vencer. Recife 29 de abril de 1860.
O Sr. Antonio Jos' da Costa Gui-
mares, Portuguez, natural da fregue-
zia de Santa Leocadia do termo de Gui-
mares, queira ter a bondade de diri-
gir-se a ra do Queimado n. 35, loja de
Ferragens, que se llie deseja fallar
incumbencia de sua familia.
Aluga-se urna crioula com 20 annos, sadia,
e fiel, sabe engommar e co/.inliar" alguma cousa,
e sabe lavar: quera pretender, procure na ra da
Roda, casa terrea n. 23, das 6 as 8 horas do dia,
e das 4 as 6 da tarde.
Na ruado Livramento n. 21, precisa-se fal-
lar cora o Sr. Francisco Jos de Sanl'Annaa ne-
gocio que nao ignora.
Precisa-se do um criado que saiba cozinhar
para o servigo de urna casa de pequea familia :
na ra do Crespo n. 2, primeiro andar.
Attenco.
Francisco Sanlini, italiano, meslre do piano c
canto, lem a honra de participar a esle respeila-
vel publico Petnambucano, que as pessoas quo
pi cisarcm dos seus prestimos podero procra-
lo no deposilo de pianos do Sr. J. P. Vogeley,
na ra Nova n. 27.
Vende-se continuadamente fariuha de man-
dioca, milho e farclo do Lisboa, era saceos gran-
des, e muil superior qualidade : na ra do Ran-
gel n. 62.
Vende-se um sitio, mcialegoa distante des-
ta cidade, com boa baixa de capim, viveiro bom
criador de peixc, cora bastantes arvoredos de
fructos todos novos, urna carroga nova, dous bois
novos : quera os pretender, dirija-so a ra do
Queimado. loja de fazendas n. 2, que achara com
quera tratar.
Vende-sc um lindo moleque de 10 a 11 an-
nos, vindo do Cear : na ra da Cruz n. 33.
Guilhecme Augusto Ricardo regressa para a
Bahia.
Alugara-sc pretos escravos para trabalha-
rem em canoas: quem os tiver e quizer alugar,
annuncic ou dirija-se a taberna de Joao Jos Lo-
pes da Silva, no becco das Barrenas. Prometie-
se pagar bem, e tralamenlo melhor.
Gregorio Anlunes de Oliveira participa ao
respeilavel publico, que se acha exerceado o lu-
gar dc solicitador de numero da relaco c dos au-
ditorios desla cidade, em virtude da provisao que
lhe foi concedida pelo merilissimo presidente do
tribunal da relago desla provincia, assim ofte-
para dentro, urna das pernas groasas. do ferro de rece og m\- a l0(g npsla qua|idado \
lfe0f',;0,Bp,ad0,,,.Seila"ie,r? ?h] "i-"" pede a prolecco do publico e panicularmenla
rematagao fe.la pelos credores do fallido Gus- 5n .. miaoa. aoiiem se recommo^* .r.c_
raao : por isso roga-se as autoridades policiaes e
a companhia ile pedestres a apprchenso do -dito
escravo, levando-o ra do Livramento n. 32. ou
ao Manguinho, na casa do seu proprio senhor,
Jofb Anlonio Garpinleiro da Silva, que sero ge-
nerosamente recompensados.
= Precisa-se de urna ama secca para casa dc
pouca familia : na ra do Hospicio n. 34.
Precisa-se de um caixeiro do 16 a 20 an-
nos, que emenda de laberna e d fiador a sua
conduca : na ra de Santo Amaro n. 28. laber-
na. Na mesma precist-se de urna ama de meia
idade que seja livro e que saiba cozinhar, para
duas pessoas, e'comprar somento carne no agoti-
gue.
Precisa-se de um menino portuguez, dstes
ltimos chegados, para caixeiro de um deposito
Va ra do Rangel n. 13 : a tratar na ra dos Pes-
cadores ns. 1 e3, padaria.
Consta quo ha alguem quo espalha por to-
dos os cantos desta cidade que o abaixo assigna-
do lem escripto em Europa alm de por emba-
razos ao Sr. Marinangcli para o engajaraenlo da
aua companhia; o abaixo assignado declara for-
malmente que semelhante boato falso, e eaae
alguem mente infamemente
Jos Mara Ramonda.
Precisa-se de urna ama ; n> pateo do Terco
numero 26.
dos seus amigos, a quem se recoramenda, afir-
mando-lhesquc empregar todos os exforgos^ara
bem servir aos seus conslituintes ; para o que
poder ser procurado em sua casa, na ra da Im-
pcralriz n. 86, segundo andar, de manha al as
9 horas, ea tarde das 3 em dinte, ou em qual-
quer outro lugar aonde possa.ser encontrado fra
das mencionadas horas.
_ Precisa-se alugar um moleque para o ser-
vigo interno de urna casa estrangeira : quem o
lver,-dirija-sc a ra do Trapiche n. 15.
Vende-se um deposilo para oleo de linha-
C3, muito commodo para 350 galdes: na ra da
Vigario n. 10, loja de pintor.
Vendem-so 40 a 50 apoliecs da companhia
do encanamento das aguas desta cidade: a tra-
tar cora Jos Francisco S Leito.
Saceos com milho
a 8#500.
Na laberna da estrella do largo do Paraizo nu-
mero 14.
Vende-se um sobrado de deus andares n.
5, ni ra da Penha, e-um de um andar no becco
do Padre n. 2 : oa pretendentes podem entender-
se com Manoel Ribeito Bastos, no Moadego nu-
mero 82.
^PT
Jll UflMCl i




PUMO PE PRKNAMBqjfl. TR(> FEIRA 1 PE MaIO t)R 1M>.
tS)
Establecida era Londres
mm$> m mu.
CAPITAL
Cine milhoes de Ultras
esterVVuas.
Saunders Brothers & C." tero a honra de in-
formar aes Srs. negociantes, proprietarios de
rasas, eaguemmais convier, que esto plena-
mente autorisados pela dita companhia para
effectuar seguros sobre edificios de lijlo epe-
dra, cobertos de telha e igualmente sobre os
objectos que coutiverem os raesmos edificios,
quer consista em mobilia ou em fazendas de
qualquer qualidade.
O hachare! Jorge Dornellus Ri-
beiro Pessoa tem o seu escriptorio de
advocada na camboa do Carrao n. 10,
primeiro andar, onde pode ser procu-
rado das 9 horas da manhaa as 2 da
tarde.
Aliiga-se urna casa de dous anda-
res na ra da Aurora n. 26 : a tratar
na racsraa casa com o proprietario.
Almanak da provincia.
Sabio a luz a folhinha com
o almanak da provincia para
o correne armo de
quetn tiver noticias onde existe este senhor, tr
a bondadc de communicar no escriplorio de Ma-
noel Ignacio de Oliveira & Filho, no largo do
Corpo Santo, no Recite.
Attenco.
Quem precisar de urna escrava que sabe co-
valor paraos brasileiros e porlugueze.% por seus bons cornmodos e confortavel. Sua posicao zinnare mcsmo cngommar alguina cousa, dri-
. ja-se a ra da Gloria n. t8, quo achara coui
Ra Nova, em Bruxellas (Blgica),
SOB A DIREfaO DE l- KLRYMD-
Este hotel collocado no centro de uraa das capilaes importantes da Europa, torna-sede grande
Acbanuo-ee neaia ciuadc, para ser venauo,
o escravo mulato de nome Saturnino, desappa-
receu hontem, 26 do abril ao meiodia ; este rs-
cravo 6 de estatura regular, retacado do corpo,
tero 25 annos do idadc, pouco ruis ou menos,
falla bem, entende alguma cousa de sapcteiro, c
escravo do Sr Manuel Cavalcanti de Albuquer-
que, senhor do engenho Castonha Grande, na
provincia de Macei, perto do l'asso de Camara-
gibc ; este escravo tambcm natural da mesma
provincia para os lados de Macei, e de suppflf
que procurasse esses lugares, ou ando mcsmo
por aqu : roga-se e quero delle der noticia ou o
pegar, de o levar ao dito engenho Caslanha Gran-
de, se for por esses sitios pegado, e se for nesla
provincia o entregarlo a Manoel Ignncio de O-
veira & Filho, no largo do Corpo Santo, que gra-
tificar com gencrosidade.
Desojase saber noticias do Sr. Jacques
Weyl, que veio do Havre para esta cidade em
B SH9A m moiasi) m
Grande e novo sortimento de fazendasle todas as qua-
iidades por baratissimos precos.
Do-se amostras com penhor.
Lindos cortes de vestidos de seda pretos
de 2 saias
Ditos ditos de ditos de seda de cores
com babados
Ditos ditos de ditos de gaze phantazia
de cores
setembro de 1858. a bordo do navio Mathilde. : Rf-meiras de 016 de seda prela bordadas
urna das rnelhores da cidade, por se achar nao s prximo asestarles de caminbos de ferro, o
Allemanhae Franca, como por lera dous minutos de si, todcs os theatrose diverlimehtos; e,
alera uisso, os mdicos presos convidam.
No hotel hasempre pessoas especiaes, fallando o francez, allemao, flamengo, inglez e por-
uguez, para acoropanhar as touristas, qur era suas excurs5es*na cidade, qur no reino, qur
emfim para toda a Europa, por precos que nunca excedemde8 a 10 francos (39200 4#000)
pordia.
Duranteo espago de oito a dez mezes, ahi residiram os E'.xm's. Srs. conselheiro Silva Fer-
ro, e seu filtro o Dr. Prfro Augusto da Silva Ferrao, ( de Por.ugal) e os Drs. Felippe Lopes
Netto, Manoel deFigueira Faria, edeserabargador Pontes Viigueiro ( do Brasil, ) e rauilas ou-
tras pessoas tanto de um, como de outro paiz.
Os precos de todo oservico, pordia, regulara de 10 a 12 francos ( 4$000 4J50O.)
Nohoitlencontrara-se informaseis exactas acerca de ludo ijue pode precisar um estrangeiro
S\ LOSO-IMSLEIRA,
2, Golden Square, Londres.
J. G. OLIVEIRAtendo augmentado, com to-
mar a casa contigua, ampias e exccllentcs ac-
commodacoes para muito maior numero de hos-
pedesde novo se recommenda ao favor e lem-
j branca dos seus amigos e dos Srs. viajantes que
o qual se vende a 800 rs. na
prac da Independencialivra-
ria n. 6 e 8 contendo alm do
kalendario' ecclesiastico e.|
civil:
Noticia dos principaes esta-
dos da Europa e America com
o nome, idade etc. de seus im-
peradores, reis e presidentes.
Resumo dos impostos geT
raes, provinciaes, municipaes
e policiaes.
Tabelia dos emolumentos
paroebiaes. >
Empregados civis, milita-
res, ecclesiasticos, litterarios
Je toda a provincia.
Associac,6es commerciaes,
agrcolas, industriaes, littera-
rias e particulares.
Estabelecimentos fabris, in-
dustriaes e commerciaes de
todas as qualidades como lo-
jas, vendas, acougues, enge-
nhos,etc, etc.
Serve elle de guia ao com-
merciante, agricultor, mar-
timo e emfim para todas as
elasses da sociedade.
Sirop du.
DrFORGET
JARABE DO FORGET.
Este xarope est aprrovado pelos mus eminentes mdicos de Pars,
jomo sendo o melhor para curar consli pagos, tosse convulsa e outras,
fleches dos bronebios, ataques de peito, irritacoes nervosas e insomnolencias: uma colberada
pela manha, e outra noite sao sufficientes. 0 tlfcito desle excelente xarope satisfaz ao mesmo
lempo o doente e o medico.
O dspotito na rua larga do Rosario, botica de Dartholomto Francisco de Souza, n. 30.
Engomma-se com asseio e promplidao
becco do Marisco n. 20.
no
Aluga se ou vcudc-se um prelo de idade,
muo proprio para alguma cocheira ou oulro
qualquer servico que nao seja muito pesado:
quetn o pretender, dirija-se a ra da Madre de
Deoen. 36, segundo andar, ou a travesea do mcs-
mo neme n. 9, que acharo com quera tratar.
Precisa-se saber noticias de Francisco de
Viveiroa da Costa Amorim : quem souber e qui-
zcr da-las, podo ontender-se na ra da Madre de
Dos n. 36, segundo andar, ou na travesea do
mcsmo ciouic n. 9.
Jos Antonio Barbosa retira-se para Portu-
gal a tratar de sua saudc.
A pessoa que annunciou por este jornal n.
97, precisar de 2:5O0 sob garanta ora predios
nesta cidade, dirija-se a ra Nova, loja n. 36.
$Li$es de francez e
piano.
** Mademoiselle Clemence de ITannetot *
t* de Mannevile continua a dar lines de e
5 francez piano na cidade e nos arrabal- !
% des : na.ra da Cruz u. 9, segundo andar. I
O Sr. Honorato Jos de Oveira Figueire-
do queira annunciar sua morada ou dirigir-se
livraria da praja da Independencia,que se preci-
a fallar-lhe
Aviso a quem interessar.
O laboratoiio de lavagem na casa de banhos
do pateo do Carmo suspende os seus trabalhos
por 15 das em consequencta de mohMtias sobre-
vindasa uma parte das trahalhadeiraY As pes-
soas que nao poderem solTrer esta deraor*, ba-
ja m de mandar buscar a sua roupa, que lhts se-
r entregue np estado em que estiver.
Precisase arrendar uma olaria que seja
margera do Camaragibe : quem tiver para este
m, dirija-se ao paleo do Carmo n 14.
Acha-se justa e tratada a taberna da casa
terrea n. 17, na ruadoSocego, no Campo Verde,'
perlenccnle a Antonio Ignacio Pcreira Rosase
sua mulher ; se algucm se julgar com direito a
mesma casa, compareca no pateo da Santa Cruz
n. 70, taberna, no prazo de 3 dia3.
jTTTTTTYTTTTTT''TTTTrr"n-YT^T>
E DENTISTA FRANCEZ. 3
r Paulo Gaignoux, dentista, ra das La- ^
>* rangeirs 15. Na mesma casa tem agua e <
^ p denlilico. *j
Consultorio medico, ra da
Gloria n. 3.
O Dr. Lobo Moscoso continua nos
seus trabalhos mdicos.
Pop um corle de cabello e
frsamento SOO rs.
Ra da Imperatriz n. 7.
Lecomte acaba de receber do Rio de Janeiro
o primeiro contra-mestre da caa Augusto Clau-
dio, c um outro vindo de Taris. Esta estabele-
cimenlocsta hoje as rnelhores condices que
possivcl para salisfazer as cncommendas dos
objectos em cabellos, nomais brevo lempo, co-
mo sejara : marrafas a Luiz XV, cadeias de relo-
gios, braceletes, anneis, rosetas, etc., etc., ca-
balleras de toda a especie, para homens e se-
nhoras, lava-se igualmente a cabega a moda dos
Estados-Unidos, sem deixar uma s pelcula na
cabeta dos clientes, para salisfazer os pretenden-
tes, os objectos em cabello serio feitos em sua
presenca.se o desejarem, c achar-se-ha sempre
urna pessoa disponivel para cortar os cabellos, e
pontear as senhoras em casa particular.
= Antonio Marques de Amorim faz publico,
que no dia 21 do correte foi rccolhida em seu
sitio na Ponte de Uchoa urna preta velha por
nome Anna, em estado de embriaguez c mordi-
dida por unscies. O seu estado nao permitlio
obtcrdella informaco alguma que indicasse se
era livre ou escrava. Tendo sido cuidadosamente
tratada acha-sa quasi restabelccida, mas apenas
sabe dizer que pcrter.ee a uma senhora viuva,
moradora na ra do Collegio, c por isso se faz
o presente annuncio para que a pessoa a quem
perten^a a mande buscar.
Precisa-sc de uma ama para uma pessoa :
na ra Bella n. 10.
agencia dos fabricantes america-
nos Grouver & Bakert
Machina- de coser: em casa de Samuel P.
Johnston C, ra da Senzala Nova n. 52.
E' chegado loja de Lecomte, aterro da
Boa-Vista n. 7, o exccllente lcile virginal de ro-
sa branca para refrescar a pello, tirar pannos,
sardas c espinhas, e igualmente o afamado oleo
babosa para limpar e fazer crescer os cabellos,
assim como pos imperial de lyrio d Florenca,
para bortuejas c asperidades da pelle, conser-
va a frescura o o avelludado da primavera da
vida.
Precisa-: e do um amassador: na padaria
da Ca punga.
ChristDvIio GuilhermeBrrkenfeld, cidadao
brasileiro, vai a Lisboa no prximo vapor.
FOLill\ll',S l'ARt 1860.
Estao venda na livraria da praca da Inde-
pendencia ns. 6 e 8 as folhinhas para 1860, im-
pressas nesta typigraphia, dasseguintcsquali-
dades :
w
visilem esta capital; continua a prestar-lhesseus
servicos c Loas ofGcios guiando-os em todas as
cousas que preciscm conhecimento pralico do
paiz, etc. : alm do porluguez e do inglez talla-se
na casa o hespauhole francez.
S DENTES |
| ARTIFICIAES. 1
|Ruaestreita do Rosario n. 3|
^ Francisco Pinto Ozorio colloca denles ar- |J
@ liliciaes pelos dous syslemas VOLCANITE,
@ chapas de ouro ou platina, podendo ser
@ procurado-na sobredita ra a qualquer
i hora. 5
@@@@ S@@ @@^,
Roga-se aos Srs. devedores a firma social
de Leite & Gorreia em liquiilac.no, o obsequio
de mandar saldar seus dbitos na loja da ruado
Quemado n. 10,
Na livraria n. C e 8 da praca da
Indepenecia, preciza-se fallar ao Sr.
Joao da Costa Maravilha.
Visitas de grosdcnaples preto bordadas
com froco
Grosdenaples de cores com quadrinhos
covado .
Dito liso prelo e de cores, covado
Seda lavrada preta e branca, covado 18 e
Dita lisa prela e de cores, com 4 palmos
de largura, propria para forros
Cortes de vestido de seda de gaze trans-
parentes
Ditos de ditos de cambraia e seda, corle
Cambraiasorlandys de cores, lidos pa-
dros, vara
Manguitos de cambraia lisos e bordados
Tiras e entremeios bordados
Mantas de blonde brancas e prelas
Ditas de fil de linho prelas
Chales de seda de todas as cores
Lencos de cambraia de linho bordados
Ditos de dila de algodo bordados
Panno preto e de cores de todas as qua-
lidades, covado
Casemiras idem idem idem
Gollinhas de cambraia a
Chales de touquim brancos *
Ditos de merino bordados, lisos e es-
tampados de todas as qualidades
Enfeites de vidrilho fraucezes pretos e
de cotes
Aberturas para camisa de linho e algo-
do, brancas c de cores
Saias balo de varias qualidades
Tafel rxo, covado
Chitas fancezas claras e escuras, co-
vado "
Cassaa francezas de cores, vara
Collarinhos de esguiao de linho mo-
dernos
Um completo sortimento de roupa feita
s .


9
t*
1S200
s
3O00
15500
103000
161000
19000

I
9
9
9
8
$900
9
9
$640
9
38500
sendo casacas, sobrecasacas, palelots,
colleles, calcas de mullas qualidades
de fazendas
Chapeos froncezes finos, forma moderna
Um sorlimenlo completo de grvalas de
seda de todas as qualidades
Camisas francezas, peilos de linho e de
algodao brancas e de cores
Ditas de fustao brancas e de cores
Ceroulas de linho e de algodao
Capellas brancas para noivas muito finas
Um completo sortimento de fazendas
para vestido, sedas, laa e seda, cam-
braia e seda lapadas e transparentes,
covado
Meias cruas brancas e de cores para
meninos
Ditas de seda para menina, par
Luvas de Go de Escocia, pardas, para
menino
Vlludilho de cores, covado
Velbuliua de cores, covado
Pulseiras de velludo prelas e de co-
res, o par
Ditas de seda idem idem
Um sortimento completo de lu-'as de
seda bordadas, lisas, para senhoras,
homens e meninos, de todas as qua-
lidades
i Corles de col'ele de gorguro de seda
j de cores
i Ditos de velludo muito finos
| Lencos de seda rxos para senhora
Mar invitas ou sombriuhas de seda com
Sapalinhos de merino bordados proprios
para baplisados, o par
9 i Casinetas de cores de duas largurasmui-
6sfl00 I lo superiores, covado
fSQOJSetim preto, encarnado e azul, proprio
para forros, com 4 palmos de largura,
fazenda nova covado
Setim liso de lodas as cores, covado
, Lencos de gorguro de seda pretos
Relogios e obras de ouro
Cortes de rasemira de cores a
52S0I
i5oo;
800'
9
8*500
9
S
9
f
9
8
9
1*600
320
1*200
9700
2S000
l$00
9
9
2J5C0
9
2$ 1S0C0
1S60O


9 *
5JC0O
OLIIIMIA, RELIGIOSA, conltdo, alm do
kalendario regulamentodos direitos pa-
rochia
Crislc
vor ao
tos de amor, hymnos ao Espirito Santo e i f_
a N. S., a iinitacao do de Santo Ambrozio, *
jaculalorias e commemoraco ao SS. Sa-
cramento c N. S. do Carmo, exercicio da
Via-S;icra, directorio para oraco mental,
dividh.o piilos dias da semana, obsequios
ao SS. coracao de Jess, saudaces devo-
tas s chagas de Chrislo, oraces a N. Se-
nhora ao patrocinio de S. Jos e anjo da
guardn, respondo pelas almas, alm de
outras oracies. Prego 320 rs.
ITA DE VARIEDADES, contendo o kalenda-
rio, regularoenlo dos direitos parochiaes, e
uma colleceo de ancdotas, ditos chisto-
sos, coulos.. fbulas, pensamenlos moraes,
reccit.s dhersas, quer acerca de cozinhaj
quer de cultura, e preservativo de arvores
e fruc! s. Prego 320 rs.
FITA DE PORTA.a qual, alm das materias do
costune, conim o resumo dos direitos
iiaroc iaes Preco 160 rs.
iHH(tti @@ @@@
{ Attenco. 1
Curso pratico 6 theorico de lingua fran- S
ceza por uma senhora franceza, para dez @
mogas, segunda e quinta-feira de cada se-
mana, das 10 horas at meio dia: quem
quizer aprbvelar pode dirigir-se a ra da
Cruz n. 9, sogundo andar. Pagamentos @
adiantad)s. i
@@@ @@@@ @@@
Roga-se aos Srs. devedores do estabele-
cimento do rallecido Jos da Silva Pinto,'o ob-
sequio de b Idarera seus dbitos na ra do Col-
legio venda n. 2. ou na ra do Queimado loja -
n. 10.
= Caeano Pinto de Veras faz scienle a quem
interessar q ic es em exercicio da vara dojuiz
de paz do 4' anno, do primeiro dislricto da fre-
guezia do S;. Sacramento de Santo Antonio des-
ta cidade, para q je foi cleilo o que despacha na
casa de sua residancia ra de S. Francisco n. 8,
e em qualquer pule quo for encontrado ; c que
d audionch as tercas e sextas-feiras as 4 1|2
horas da larde como ja tem annunciado, na casa
publica das audiencias. Recite 29 do fevereiro
de 1860.
AMA.
A pessoa i[iie annunciou querer uma ama para
cozinbar c fizer u mais trabalho de casa, dirija-
se a ra do Livramehto, loja n. 8, que ahi se Ihe
dir quem luga.
O Dv. Cosme
l'ereirajj
mmmmmmmi
EAU MINERALE
NATURALLE DE VICHY.
Deposito na botica franceza ra da Cruz n.22.
Da' consultas em seu escripto-J
^no, no bairro do Recife, ra da!
a^Cruz n. 53, todos os dias, menose
^|nos domingos, desde as" C horasf
t as 10 da manhaa, sobre osS
seguintes pontos
Molestias deolhos
Ama.
Precisa-S'i de uma ama para casa de pouca fa-
milia, que compi6 e cozinhc ; a tratar na ra da
Sania Cruz i. 76.
= Prccisise de um boleeiropara lomar conla
de um carr< : n; rua da Paz n. 44 A.
Na ru.i do Imperador n. 28, aluga se e ven-
de-se era prand.>s e pequeas porces bichas
hamburgueas, e tambem cal da mai? nova que
ha, para fal rico do assucar, por preco commodo.
FUIMHQAO
'I
DO
II,
Rua do Brum (passando o chafariz.)
^io dcpoxVto des te esVa\ie\e cimento sempre ua graud< se r timen Vo Ae me-
euanismo para os eageunos Ae assucar a saber:
Machinisde vapor modernas, de golpe cumprido, econmicas de combustivel, e defacillimoassento ;
Rodas d'agua de ferro com cubos de madeira largas, leves, fortes, e bem balancada ;
Cannos de ferro, e port. Moendas inteiras com virgens muito fortes, e convenientes ;
Meias moendas com rodelas motoras para agua, cavallos, oubois, acunhadas em agi.ilhSes deazs ;
Ta'txas de ferro fundido e batido, e de cobre
Pares e bicas para o caldo, crivos e portas de ferro para s fornalhas; i
Alambiques de ferro, moihos de mandioca, fornos para cozer farinha ; I
Rodetas dentadas de todos os tamanhos para vapor, agua, cavallos ou bois ;
Aguilhoei, bronzes e parafusos, arados, eixos e rodas para carrosas, formas galvanizadas para purgar etc., etc.
D. W.Bowman confia que osseusfreguezes acharao tudo digno da preferencia com
que o honrara, pela longa experiencia que elle tem do mechanismo proprio para os agricul-
tores desta provincia, e pelo facto de mandar construir- pessoalmeitte ascuas obras as
mais acreditadas fabricas da Inglaterra, para onde elle faz viagem a anual para o dito fim,
assim como pela continuado da sua fabrica em Pernambuco, para modificar o mechanis-
mo a vontade de-cada comprador, e de fazer os concertos de que pode rao necessitar.
. Molestias de coracao e de
peito ;
Molestias dos orgaos da gera-
95o, e do anus ;
". Praticara' toda e qualquer
operacao quejulgarconvenien-
te para "o restabelecimento dos^
seus doentes.
O exame das pessoas que o con-
|sultarem sera' feito indistincta-
imente^e na ordem de suas en-^
,tradas(',fazendoexcepc,aoosdoen.
tes,-desodos, ou aqueltesque poi
motivojustoobtiveremliora'Biar-
;-cnda para este Gtn.
A applic.icao dealguns medica
mentos indispensaveis cm varios
casos, como o do sulfato de afro-
jpina etc.) sera' feto.ou concedido
gratuitamente. A confianza que
^nelles deposita, a presteza de sua
daccSo, e a necessidadeprompta
I de seuemprego; e tudoquanto o
fdemove em beneficio de seus
doentes.
Asylo de mendicidade.
Tendo a asscciacao commercial bene-
icente de mandar publicar os nomes dos
Srs. que subscreveram para este pi es-
tabelecimento, e nao tendo alguns des-
ses senhores realisado ainda a entrada
da somma com que se dignaram subs-
crever a mesma associacao roga-lhes
queiram realar tal entra Ja ate o fim
do corrente mez, afim de que ella possa
cumprir aquelle dever.
Precisase de duas arcas, una para cozinha,
e outra paraengomraado, dando-se preferencia a
escrava; a tratar na rua do Imperador n. 15.
Joao Luiz Goncalves Ferreira invcnlarianle
do casal de seus fallecidos pais, faz scienle que
endo-se desencaminhado duas letras aceitas pe-
lo Sr coronel Antonio Pedro de S Brrelo, uma
vencida no Io de novembro prximo passado, e
a oulra a vencer no 1 de novembro do correne
anno: e da quantia de 500 cada uma, apressa-
se em fazer publico esta oceurrencia, para que
mnguem Taca transaeco com ditas lelras, que
pertencem ao casal dos pais do annunciante.
Precisa-se alugar uma escrava 011 ama for-
ra, quo compre e cozinhe para uma casa de
pouca familia : na rua da Imperatriz, loja de
calcado n. 1 f.
Antonio Fernandos Duarte Almeida, vai a
Europa.
A pessoa que precisar de uma casa na Pas-
sagera do Msnguinho, dirija-se ao Mnnguinho,
venda da calcada alta.
O Sr. R. C. P. queira ler a bondade de ir
ou mandar lirar uns penhores do ouro, na rua
do Itangel n. 8, isto no prazo de 3 dias, contan-
do da data desle, do contrario sero vendidos pa-
ra pagamento, (cando o mesmo senror cima
responsavel pelo resto que fallar.
t^-86-EMFP.ENTE AMATR1Z DA BOA VISTA-86
Rccebe-se bixas de Hamburgo viudas por lo-
dos os vapores da Europa, as quacs lano so ven-
de como so alugam, amola-se lodo o ferro corlan-
te, bota-se ouvidos em armas de espoletas.
Sy Engorama-se roupa com promplidito, pre-
Cos razoaveis : defronte da matriz da Boa-Vista
n. 86.
Jos Carneiro retira-se para o Rio de Ja-
neiro.
Ortelo.
Precisare de um ortelao que saiba
perfeitamente o seu officio, e paga se
bem : a fallar na liba dos Ratos com o
Sr. engerbeiro Mello Reg.
Gralinca-se generosamente a quera pegar o
preto Jos, que foi escravo do Sr. Dr. Lobo Hos-
coso, e vendido ao Sr. Antonio da Costa Alecrim,
o qual lem os signaes seguintes : alto, secco,
rosto descarnado, com falta de denles na frente,
e costura a a fallar serrado ; fugio no dia* 16 do
correne, do pedras de Fogo, nao conduzio roupa
nenhuma seno a do corpo, caiga azul e camisa
branca velha : quem o pegar, entregue na ci-
dade de Recito, na rua da Guia n.7.
Precisa-se de un preto quo nao seja muito
moco para servicos.domestico* da uraa casa es-
irangeira : a tratar na rua- da Crus o. 4.
Neste proveitoso estabelecimcnlo, que pelos no vos molhoramcntos feitos acha-se conve-
nientemente montado, far-se-hao tambem do 1 de novembro em vante, contratos mensaes para
maior commodidadee economa do publico de quem os proprietarios esperam a remuneracio de
Untos sacrificios.
Assignatur; de banhos fros para uma pessoa por mez.....10J00O
momos, de choque ouchuviscos por mez 15y00O
m______ Series p carines e banhos avulsos aos oreos annunciado.*.
Scott Wilson & C. inudaram o seu cscri
lorio para a rua da Cruz n. 21, primeiro andar
Precisa-sede uma escrava boa para o ser- 1
vico de uraa casa de pouc3 familia, o paga-se J
bem : na rua da Mangueira n. 11, Boa-Vista.
= Precisa-se de uma criada
P-|
Ama.
| Prerisa-sc de uma ama do leite, sem filho, para
1 acabar de criar 11 ni menino de 4 mezes, o qual
eSSoTg^rar i S ^^T^^^Z^^ ou
na rua estreita do Rosario n. 35.
c costurar, s para uma pessoa tambem porlu-
gueza : quem estiver nestas circunstancias, de-
clare sua morada para ser procurada.
onsnllorio central homeopaUicoJ
DE i
m
D
.....-jyiLJ'jj'Uo
Continua sob a mesma directo do Ma- $
noel de Maltes Teixeira Lima, professor @
em homeopathia. As consullas como d'an-
J. les.
O
i
Botica central liomeopalhica
Do Z
8DR..8ABIS0 0, L PIMO f
@ Novos medicanicnloshomeonathicos en- gjj
g viadosda Europa pelo Dr. Sabino. g
( Estes medicamontos preparados espe- S
^ cialmenle segundo as necessidades da lio- *|
E meopathia no Brasil, vende se pelos pre- '
Qos conhecidos na botica central homeo-

* palhica, rua de S3nto Amaro (Mundo No- S
vo)n6. S
@@@ @ @e@g@@
Flores de cera em cinco
lices.
O artista Jos Ricaud, recenlemenle chegado
da corle, ofTerece ao publico era geral e em par-
ticular ao bello sexo, seus lindos trabalhos de
cera o laas. D lices cm casas particulares :
exposicao dosquadros, r.a rua do Cobug n. 3 A,
casa do horticultor francez.
Bernardo Felice Gaetano Canlclli, subdito
italiano, retira-se para Europa.
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= Aluga-se uma baixa de capira, grande, que
d durante lodo o anno, situado na Soledade:
quem precisar, dirija-se a rua da Cruz n. 4.
= Antonio Jos Biptisla e sua mulher Maria
Rila, subditos porluguezes, relram-sc para (ora
do imperio.
= O abaixo assgnado participa ao respeilavel
publico,que atea data desle nada deve a pessoa
alguma, e por isso qualquer letra ou conla que
apparecer conlra elle falsa. Rio Formoso 25
de abril de 1860.Jos Francisco A. Machado.
Arrenda-se o engenho denominado Jussa;
r de Sanl'Anni, silo na freguezia de Ipojuca -
este engenho tem excellenles trras par toda e
qualquer ordem de cultura, e com possibilidade
para safrejar em grsnde escala, e flc.i distante ao
porlo de embarquo uma legua: a Iralar com o
seu proprielaxio o Dr. Ignacio Nery da Fonceca.
|M .*a.*isjni(iac3>cCj.itJ5'
0 Seguro contra Fogo |
I COllPAMniA i
iMTBSl
! LONDRES i
AGENTES I*
3 C J. Astley & Companhia. i
I
Vende-se
1
i
para *
Tintas de oleo.
Formas de ferro
purgar assucar.
Estanho em barra.
Vemiz copal.
Palhinha para marci-
neibo.
Vinhos finos de Moselle.
Folhas de cobre.
I Brimdevela: no arma-
zem de C. J. Astley & C. J
i
I
Per de u
se
na noitc de 25 do correne um alfinelc de pedras
finas, feilio do cesliuha ; quem o tiver adiado,
querendo restituir, queira leva-lo a rua Direita
n. 10, que se Ihe dar seu mporle.
Km praca publica do juizo dos feilos da fa-
zenda provincial se hiio de arrematar, a quera
mais der, os bens seguintes :
Um corredor com uma porla, que d entrada
para o mesmo, na rua de S. Miguel n. 85, com 6
palmos de frente e 14 de fundo, sem repartimen-
lo, em chaos foreiros, e em estado de ruina, por
14$000, o que ludo foi penhorado a francisca
Balbina.
Uma casa terrea r.a rua do Bora Gosto n. 19,
com 18 palmos de frente e 50 de fundo, pequeo
quintalera aberlo, eem chaos foreiros, por 50>.
Oulra casa na mesma rua n. 21, com 18 palmos
de frenle e 50 de fundo, quintal em aberto, e era
chaos foreiros, por 50#, as quaes foram penhora-
das aos herdeiros de Joaquim Caelano da Luz
Uma casa lerrea em caixao, na rua de Moloco-
lomb n. 38, com 60 palmos de fundo e 20 do
largura, com quintal era aberlo, per lOOjJ, a qual
foi penhorada a Joao da Cruz.
Uma rasa terrea em caixao, na rua de S Mi-
guel n. 8, com 28 palmos e 4 pollegadas de fren-
te e 71 de fundo, com 2 portas c 1 janella do
frente, e outras" lanas no fundo, -e em chaos fo-
reiros, por 400$. a qual foi penhorada aos her-
deiros de Manoel Goncdves Silveira.
A renda annual da olaria na rua deS. Miguel
n. 6, sobre pilares, coberla do tejhs, cora seu
competente forno, c um quarlo para pretos, em
bora estado, por 600$, a qual foi penhorada a Jos
Btaarquede Macedo por Manoel de Souza Jardim.
Os prelendcntcs compare^am as W horas da
manhaa do dia 3 de raaio, na sala das audiencias,
que ser a ultima praca.
Aluga-se uma "eccrava parda que serve
bem uma casa de familia, cozinha o sabe a rua
para fazer as compras: quera precisar, dirija-se
a Iravcssa do Carmo, sobrado n. 2 a lado da
rua do Fogo.
= Antonio Fernandas Duarle Almeida vai a
Europa, e deixa por teus bastantes procuradores,
seu mano e socio o Sr. Francisco Fernandes Du-
arle, o 2. os Srs. Antonio Jos Pires & C, e o
3. o Sr. Joaquim Jos Gomes de Souza.
' Precisa-se de uma ama para cozinhar o
comprar j| tta casa de pouca familia : na
rua Direita n. W, loja.
= Precisa-* o*fc m caixeiro para lomaT conla
de unja taberna por balanceo, e di flanea a sua
conducta na rua da Lingoela n. 10 se diz queaa
quer.
TT


*V
-



i
w
Prolessor dentista.
Ru,a da Ctol numero 44.
D. Juan Nogus faz scieute aos seus freguezes
e ao rospc'uavel publico em geral, os quaes j
tera pleQO conhcciraento da perfeicao e delicade-
za do seu trabalho, quo contina oo exerefcio de
sua profisso: tira denles cotn a maior rapidez
possivel i2}ea3H, sendo em casa e tora della
5j, lirapa-os a 5j>, chumba com massa diaman-
tina a 5g. e com prala a 3j>, colloca-os sobre cha-
pa de ouro a 16$, sendo para (ora da cidade qual-
quer operacao.ser o preco que se convencional.
t? ata,*&*,~" -a~ MM 'sme,*SA ^3S2.aWi**
**3of S'aiWCTraSOT ww omv ero CSV otiW ?Tt! V ^
ICollegio doBom Con-F
selho, ra do Hbspi-j
ci n. 19.
0 diroctor resolveu modificar o art. dos
estatutos do seu collegio em qu- pede
10J monsaes pelos alumnos externos, exi-
g) gindo d'ora em dianleSOJpor quartel.
;5> As aulas preparatorias sao regidas por
g professores habilissimos e de reconhecido
3f mrito.
Attestado.
Rheumalismo no joelho da perna direita
Eu abaixo assigiiado declaro, que achando-mc
gravemente atacado de rheumalismo no joelho da
pcrna direila por raais de 2 asnos, o qual me
privava do dormir, e applicando varios medica-
mentos nao foi possivel obter melhoras algumas,
e ltimamente recorr s chapas medicinaes do
Sr. Ricardo Kirk, com escriptorio na ra do Par-
ro n 119, c no pequeo espaco de 24 dias Dquei
perfeitamenle bora. E por ser verdade, passe o
presente attestado, o qual vai por mim assignado
para sor conhecido publicamente. Ra do Ouvi-
dor n. 10, Rio de Janeiro.
Luis Venancio da Rocha Vianna.
Tributo de gratido.
Inflaramarao ni bocea do estomago.
Urna minha escrava padeca ha bastante lempo
urna {orle inflammar.ao na bocea do estomago,
acompanhada de falla de respirarlo, muo can-
saco e dores pelas cosas, tudo pro'cedido da raes-
jua inflammar.ao, e com muilos remedios que
tomou e applicou, nunca pode obter melhoras ;
nliimamente com as chapas medicinaes do Sr.
Ricardo Kirk, com escriptorio na ra do Parto
11. 119, lite a salisfacao de a ver perfeitamente
boa era 33 dias, pelo que tributo ao dito senhor
mous sinceros agradeciraenlos. Ra do Senhor
dos Passos n. 47, Ro de Janeiro.
intonio Jos da Costa.
Reconhecida verd3deira a assignalura supra
pelo tabelliao Pedro Jos de Castro.
TRATAMIENTO
SEU RESGUARDO, NEM INCOMMODO.
Iiiflammaco do estomago.
Nao posso deixar de tributar os meus devidos
louvores l chapas medicinaes do Sr. Ricardo
Kirk, com escriptorio na ra do Parlo n. 119,
pois que por meio de lao precioso remedio fiquei
curado da inflammarao do estomago, da qual pa-
deca ha maia de 10 annos, por cuja causa soffria
falta de respirando, cansaco e muito fastio ; e
nao tendo j espetanca de Picar melhor, acho-me
agora perfeitamente bom, depois de 40 das da
appcaro das ditas chapas. Por isso cumpro
com o meu dever, fazendo a prsenle declaracao
em signal de minha sincera gratido. Rua'do
Sacco n. 53, Jlio de Janeiro.
Agoslinho Yereira Carioso.
Reconhecida verdadeira a assignalura supra
pelo tabelliao Pedro Jos de Castro.
Precisa-so alugar um sobrado de dous ou
tres andares, que seja no bairro de Sanio Anto-
nio, a Iralar na praca da Independa n. 37 e 39.
. Precisa-se alugar urna ama que saiba cosi-
nliar bem ; a tratar na ra Cabug n. 3 no segun-
do audar.
Hotel do Rosa
12Ra da Quitauda 12
NO
Rio de Janeiro,
Este anligo e bem acreditado eslabelccimenlo
nao s ollerece aos Srs. viajantes excellenles
coraraodos e um tratamenlo tao bom como nos
melhores da Europa, como tambera aos amado-
res de bilhar, ricas mesas em quo possam se rc-
crearom as horas vagas. O propnelario confia-
do na fama que sua casa lem sabido grangear,
tanlo dos numerosos estrangeiros como mesmo
nacionaes, que tera lido a honra de hospedar,
espera continuar a merecer a conQanca das pes-
soas que visilarera a corte do imperio!
Precisa-se para urna casa de pequea fa-
milia, de urna escrava que faca o servico diario
e comoras, com aceioc fideliiiade, paga-se bem :
na ra dos Prazeres nos Coelhos, casa de porto
com dous leSes.
Os abaixo assgrudos declaram ao corpo do
commercio que dissolveram a sociedade que li-
nha cora o Sr. Manoel Marques de Abren no es-
tabelecimonlo da ra da Cruz n. 15, sob a firma
de Abreu & Carvalho, ficando o socio Carvalho
cora o dito estabelecraento c admillin Jo para
seu socio o Sr. Vicente Ferreira Pinto, ficando
d'ora em dianle gyrando na firma de Pinto &
Carvalho. O mesmo declara que dito cstabeleci-
mcnlo nada deve, porm se alguem se julgarcre-
dor da exlincla firma de Abrcu & Carvalho, apre-
senlc-se no praso de 3 dias a contar da dala des-
te, depois nao se admitle reclamarlo alguraa.
Recite 26 de abril de 1860. Vicente Ferreira
Pinto.=Jos Antonio de Carvalho Jnior.
Um ariuazem.
Transfere-se por 3 annos o arrendamento do
famoso armazem n. 13, na ra da Cruz no Reci-
te : trata-se no Furto do Mallos, largo do trapi-
che do algodon. 18.
. OITercce-se um caixeiro com bastante pra-
tica de pharmacia, para a praca ou para o mato :
quera precisar, dirija-se a rua'da Itnperotiiz nu-
mero 13.
AMA DE LEITE.
Precisa-se de urna ama de leile : na ra larga
di Rosario, passando a botica, a segunda loja de
miudezas n. 40, que se dir quera precisa.
Ama.
Precisa-se de urna ama forra ou captiva para
coznhar para urna puquena familia : na ra lar-
ga do Rosario, passando a botica, a seguida loja
demiudezan.40, que se dir quem precisa.
Sociedade Saneara,
Amorta, Fragoso, Santos k Comianhia.
Ra da Cadeia do Recife.
O publico e os socios desta empreza podem
oble* pela pratica de conlfs correles vantagens
inconlestaveis. Cessaria o prejuizo que solrom
as pessoas que improductivamente conservam
em suas gavetas quantias, que. dadas pela forma
abaixo descripta, estarlo em certo periodo con-
jSiderawmento augmentadas ; ,'porlanlo, em
Knosso interesse eTi) do publico que fazemosas
consideracoes seguintes :
* Todo o individuo que possuir a quanlia de
100>, e dahi para cima, pode abrir conla corrente
cora esta sociedade, depositando em seu cofre
essa quanlia, que ficar yencendo juros desde o
momento em quo for entregue at aquelle em
que for retirada ; esles juros serao accumulados
ao capital no fin de cada semestre civil, para
ficifrem por seu turno vencendo juros, que sero
igualmente accumulados.
A sociedade pagar scrapre urna raza de juros
de dous por cento, menos que a laxa, por que a
ca'xa filial descantar as letras da praga.
As quantias assira depositadas em conla cor-
rele poderao ser retiradas parcial ou totalmen-
te a todo momento do modo seguinle : at a
somma de 5:O0OJ, vista de 5 at 20 contos com
aviso antecipado de tres das, e de 20 cotilos pa-
ra raais com aviso de seis dias.
As pessoas residentes nesta praca a sociedade
forneccr gratuitamente urna caderneta para
nella se fazer a escripluracao da conta, como
tambera para servir de documento s quantias
que por ella forem recebidas; s residentes fr?
remetiera annualmente urna copia da conla cor-
rente para ser conhecido o estado della.
Deste modo, sem espeza alguma, poupando
terapo e trabalho, poder qualquer pessoa guar-
dar as suas economas e augmenta-las com os
juros que for vencendo.
Nao acontece o mesmo sendo o dinheiro dado
a juros a prazo fixo por letras ao portador, pois
nao sendo reformadas no vencimento deixara de
vencer juros.
Pedindo a allengao do publico para esta classe
de operarles demonstramos quanto lhe sao pro-
ficuas, basta ier em considerado que, conser-
vando um capital depositado em conla corrente
no espaco de 10 annos pelo juro de 7 por cento,
e este capital estar duplicado naquelle periodo.
Precisa-se do urna ama-: no pateo do Ter-
co n. 26.
Precisa-se de urna pessoa habilitada para
I tomar cotila da cozinha de urna casa eslrangeira ;
na ra Nova n. 21, loja. de F. J. Germano.
DlijO PEmiEMJCO. r Tttq tBU^UJp DE 60.
Compras.
Mil
e variado sorlimenlo de
roupas feitas
a loja da ra Direita n. 87.
R.cos sobrecasacos de panno muito fico a 25 e
28J, paletots de fustao brancos e de cores a 5$,
dito.j de alpaca de seda a 5, ditos sobre a 6J,
dito.! de bnm a 3J500 e 4j. ditos de esgurao de
algodao branco a 38200, calcas de brim do linho
de cores a 2$500, 3g, 35O0 e 4g, ditas brancas a
2, corles de collete de gorguro de seda a 2C00
e 3)>, ceroulas de bramante francezas a i$600,
grvalas de gorguro, chamalote, selira o groz a
18. ditas de rede a 1400, chapeos francezes
a 8J e 8#500, ditos de casemira a 3J800. ditos de
castor, copa baixa, alOJ, chapeos de sol de pan-
no, cabo de canna com astea de balea, a 2J500,
por ter grande porcao, cortes de brim de algodao
a 900 rs.,saias a balo a 63500, esguio de al-
god.fo com doas larguras a 400 rs colletes de
gorguro de seda a 5$, manas de seda a 29500,
mehs cruas a 2*500, 3#200 e 4#, e oulras mili-
tas azendas de goslo que seria enfadonho men-
cionar ; a ellas, antes quo se cabera : sapa-
tos de tranca feilos no Porlo a 1&600.

Corapram-se moedas de ouro de 10#e 2ftJ .
na ra Nova n. 36, loja.
Urna carroca
com pipa para conducro d'agua : compra-se no
Forte do Mallos, armazem n. 18, confronfe ao
trapiche do algodao.
Compra-so urna escrava propria para ama
de leile, e se tiver cria compra-se tambem : querr
tiver, dirija-se a ra das Cruzcs n. 41, loja.
Compra-se um cabriolet de qua-
tro rodas, que esieja em bom estado <
tenhacoberta : na ra da Gloria n. 3
Constante-
mente
compra-se, rende-se e troca-se escravos : na ra
Direila n. 6G.
e@Mi>M
moedas de ouro de 1 6,^ e 20$ : na ra
da Cadeia do Recife loja n."22.
Compramse taboas velhas de qualque:
qualidade : na ra Nova, loja de loufa defronto
da cocheira do Adolpho, se dir q.uem compra.
Vendas.
4uguslo k Perdigo,
coca loja na ra da Cadeia do Recife n.
23, coulronte ao becco Largo,
previnem aos seus freguezes. que acabam de sor-
tir-seu novo eslabelccimenlo com fazendas de
goslo, finas, o inferiores, para vender pelos pre-
cos ds mais razoaveis ; a.s fazendas inferiores,
nao a rclalho, se venderoo por um preco fixo
que ser o seu proprio custo as casas io'glezas,
urna vez que sejam pagas vista.
Nesle eslabelecimento se encontrar sempre
um sorlimenlo completo de fazendas, o entre el-
las o seguinte :
Vestidos de seda com baba Jo? e duas saias.
Ditos de la e seda e duas saias.
Ditos de tarlatana bordado a seda.
Manteletes pretos bordados com franja.
Taimas prelas de seda e de fil.
Polonezasdo gorguro de seda prelas.
Cintures para senhora.
L'spartlhos com molas ou clcheles.
Enfeites de vidrilho ou flores pera senhora.
Vestuarios para meninos.
Siias de balo para senhora e meninas.
C tpeos para senhora e meniuas.
Paes de tartaruga dos melhores gostos.
Perfumaras de Lubin o outros fabricantes.
Cissas e organdys de cores.
Grosdcnaples de cores.
C nas escuras francezas e inglezas
Gollas e manguitos os mais modernos.
Cimisas de linho para senhora.
Ditas de algodao para menino.
Algodao de todas as qualidades.
I.cnc.03 de labyrinlho para presentes.
Gollas de crochel pete menino.
Vestidos de rhtn azia.
Roupa feita.
Casacas e sobrecasacas de panno fino.
Paletots de casemira.
Caigas do casemira pretas e de cores.
Colletes de seda idem idem.
Ditos de f.iiao.
Camisas inglezas todas de linho.
Ditas francezas de diferentes qualidades.
Malas e saceos de viagem.
Borzeguins de Mellicr e oulros fabricantes para
horiem.
Ditos para senhora.
Charutos de Havana, Baha e manilha.
Camisas de flanella
Chapeos de todas as qualidades para hornera,
senhora e enancas.
Coitos de vestidos brancos de blonde com ca-
pella c manta.
Didos de vislidos brancos" de seda (para casa-
ncnlos.
Chapeos de castor pfeto,
e brancos *
Na ra do Queimado n, 37, Tendem-se os me-
lhores chapes de castor
Nesles dias feixa-se infallivelracnle o estabe-
lecimcnlo de retratos da ra Nova n. 18 : as
pessoas que desejarera ficar com m fiel e per-
eilo relalo approveilem a o^casio.O pholo-
grapho, F. Filela.
Francisco Mamede de Alnieida e Manoel
Barretu Cavalcacli Lins, pungidos do mais
doloroso stjatimento agradecer cordial-
mente a todos os Srs. que se dignarara as-
sislr ao funeral do seu mui prezado primo,
amigo e irmao Jos Cavalcanti Lins, e
acorapanharam os reslos morlaes do mes-
mo al o cemitero publico. Ao mesmo
lempo convidam aosmesmossonhores para
ouvirem a missa do stimo da, que deve
ser celebrada na capella do cemilerio no
dia 1- de maio, s 7 horas.da manhaa.
Carroceiros.
Precisa-se do dous homens para trdnlharom
cora carrogas : na lrivessadoCrioe n "11
Preersa-sede urna ama forfc u"captiva,
para eoznhsr e engommarcar* urna s pessoa
na ra de Horlas o. 16, priawiro *ndar
Vonde-se urna mulata de 20 e lanos annos
com urna filhinha do 3 ruezes, sabe engommar
com perreicao o que se garante, coso, faz laby-
rinlho c cozinha, e vende-se tambera urna mula-
linba de 4 annos : quem pretcnde-los, dirija-se
ao pateo do Terco n. 16.
CALQADO
Grande sortimento.
45-Ra Direilav-43
Os estragadores de calcado encontra-
rao neste estabelecraento, obra supe-
rior pelos precos abaixo :
Homem.
Borzegainsaristocrticos. 9'000
Ditos (lustre e bezerro)..... 7$000
Borzeguins arranca tocos. 7#000
Ditos econmicos. 6^00(>
Sapatoes de bater (lustre). 5#000
Senhora.
Borzeguins primeira classe (sal-
to de quebrar)........5$000
Ditos todos de marin contra
calos (salto dengoso).....4j}50<)
Borzeguins para meninas (for-
tissiraos)..........4poi)
Eum perfeito sortimento de todo Cal-
cado e daquillo que serve para fabrca-
lo, como sala, couros, marroquins, cou-
ro de lustre, fio, fitas, sedas etc.
Milho e trelo.
Vende-se milho a 4s o sacco, e em cuia a 240,
Trelo a jSdOO o sacco? por baixo do sobrado n.
Ib, com oitao para a na da Florentina.
Vende-se urna carroca e um boi
novo ja feto ao servido destapraca, mui
to bom e conhecido: na ra da* matri:-.
da Boa Vista n. 13.
\aruado0ueiffladoH.33,
loja esperanca,
vende-se urna flauta de ebano.guarnecfda de roa-
ellechart.com 10 chares.syslema Bohemio, muito
bem acabada, por 508, assim como um violao d
Jacaranda, de chaves, marchelado de madrepe-
rla, obra prima, por 50, rosarios de madrepe-
rla proprios para presente no mez prximo rae:
de devocao) a 5, 6, 8 e lOg cada um, e estao-sn
acabando, graxa franceza para sapatos a 640 rs. o
bote, (especial desla loja). Unta azul epreta, in-
gleza, inteiramente liquida, a 500 rs. o pole, peo-
nas de ac o melhor possivel, tendo a proprieda-
de de, quanto*mais velha em se escrevendo, me-
lhor flea, e muilos objectos necessarios.
Acaba de chegar do Rio de Ja
neiro alguns ejemplares do
primeiro e segundo volume
da Corographia.
Histrica chonologica, genealgica,
nobiliaria e poltica do imperiodo Bra-
sil, peloDr. Mello Moraes : Tende-te il
4| o ?ume, podendo-se vender o se-
gundo em separado : na livraria n. 6
8 da praca da Independencia.
Farad americano.
Vende-se fumo americano proprio para mas-"1
care fazer cigarros : na ruada Cruz do Recife n.
50. primeiro andar, caixinhas de SO e 40 libras
a 400 rs. a libra.
Vende-se um ptimo engenho de fabricar
assucar. moente e corrente, todo de.varzeas de
raassap e pal, na freguezia de Ipojuca, de ex-
cellente produccao : quem o pretender, dirija-se
a loja de Jos Victorino de Paiva, na ra do Ca-
bug n. 2, que dar toda e qualquer informaco.
Na cidade do Rio Formoso vende-se 3 pro-
priedade denominadaQuinaJ casa de ne-
gocio ha muito, c deve offerecer muita vanla-
gem por ficar no pateo da fcira : os preteodentes
podem dirigirse ao proprietario do engenho Es-
trella, ou aqui no Recife, na ra do Rosario da
Boa-Visla,casa n. 32.
Potassatla Russia
E CAL DE LISBOA.
No bem conhecido e acreditado deposito da
ra da Cadeia do Recife n. 12, ha para vender
potassa da Russia e da do Rio de Janeiro, nova
e de superior qualidade, assim como tambem
cal virgem em pedra: tudo sor Breos muito
razoaveis
Sndalo.
Ricas bengalas, pulceiras e leques :
vendem-se narua da Imperatriz n. 7,
loja do Lecomte.
Loja da boneca ra da Inipe-"
ratriz n. 7.
Vendem-se caixas de tintura para tin-
gir os cabellos em dez minutos, como
tambem lingem-se na mesma casa" a
qualquer bora.
m <-oniinua-se a vender fazendas por baixo
g preco at mesmo por menos do seu valor,
B aflm de liquidar contas : na loja de 4 portas
|| na ra do Queimado n. 10.
REMEDIO INC0MPARAVEL.
UNGENTO IIOLLOWAT.
Milharesde individuos de lodasas nac&es p9-
dem lestemunhar as virtudes deste remedio in-
comparavel e provar em caso necessario, que,
pelo uso que delle fizeram tem seu corpo e mem-
bros inteiramente saos depois de haver emprega-
do intilmente oulros tratamenlos. Cada pesoa
poder-se-ha convencer dessas curas maravilhosas
pela leitura dos peridicos, que lh'as relalam
lodos os dias ha muilos annos ; e a maior parte
dellas sao 13o sor prendentes que admiran: so
mdicos mais celebres. Quanlas pessoas reco-
braram com este soberano remedio o uso de seus
bracos e pernas, depois de ter permanecido lon-
go lempo nos hospitaes, onde de viam soffrer a
amputaco! Dellas ha muitasque navendo dei-
xado esses asylos de padecimcnlos, para senao
submetterem essa operajo dolorosa foram
curadas completamente, mediante ousodesse
preciosoremedio. Algumas das taes pessoas na
enfuso de sou recouhecimento declararam es
Ferps j&e engom-
mar econmicos
A s$ooo.
tti
m
Botica.
Bartholomeu Francisco de Souza, ra larga
do Rosario n. 36, vende os seguintes medica-
mentos :
Bob L'Affecteur.
Pjlulas contra sezoes.
Ditas vegetaes.
Sasaparrilha Bristol.
Cita Sands.
Vermfugo inglez.
Jarope p Rosque.
Pilulaslbericanas [contra febres).
Ungento Hblloway,
Pillas do dito.
Ellixir anli-asmathico.
Vidrosde boca larga comrolhas, de
121ibras.
tes resultados benficos diante do lord correge-
dor e outros magistrados, am de maisaulenti.
carem suafirmativa.
Ninguem desesperara do estsdo do saude sa
'ivesse bastante confianca para ensaiar este re-
medio constantemente seguindo algum tempo o
mentratatoque necessitasse a nalureza do mai
cujo resultado sera prova rinconlesjarelmente :
Quetudocura.
O nngaenlo he til, mais particu-
larmente nos seguintes casos
A 8,000 rs. com todos
os pertences.
Do-se a contento para ex-
periencia por um oudous
dias.
Vendem-se esles magnficos ferros as seguin-
tes casas:
Praga do Corpo Sanio n. 2.
Ba da Cadeia do Becife n. 44.
Dita da cadeia do Recite n. 49.
Ra Nova n. 8.
Ra Direita n. 135.
Dita da Madre "e Dos n. 7.
Dita do Crespo n. 5.
Dita daPenha n 16.
Dita do Cabug n. 1 B.
Dita Nova n. 20.
Dita do Imperador n. 20.
Dita "do Queimado n. 14,
Dita Direila n. 72.
Dita da Praia n. 28.
Dita da Praia n. 46.
Dila do Livramcnto n. 36.
Dila da Santa Cruz n. 3
Diladalm eratriz n, 10, armazem de fazendas
de Raymundo Carlos Leite & Irmo, em lodos
estes lugares do-se por um ou dous dias para
cxperimentar-se.
Attenco.
Na ra do Imperador, junto a botica, ha todos
os das, s 7 horas da manhaa, leite de vacca,
puro, pelo proco de 400 rs. a garrafa.
' Vende-se urna barcaca quasi nova, que
carrega de2ft a 28 caixas : n'a ra Imperial ao p
do chafarirv. 34.
Vende-se meia legoa de trra em quadro,
na freguezia de Agua Prela, terreno lodo de var-
z.eas, regado por tres riachos bastante fortes,
margem do rio Una, odefronloda quarta estarao
da va frrea : quem pretender compra-lo, pode
dingir-se nesta praca ao Sr. Herculano Deodato
dos Santos, na ra do Cabug, e ao Sr. Antonio
Francisco Marlns de Miranda, narua da Praia,
e no Rio Formoso ao Sr. Jos Pereira Lins.
Para a quaresma.
Sedas pretas lavradas. lindos desenhos
covado
Gorguro de seda lavrado, superior em
qualidaae, para vestido, covado
Grosdenaple preto, covado
Dito largo e muito superior a 2j> e
Sarja preta larga, covado
narua do Queimado, loja de 4 portas n. 10.
Vende-se uto carro de 4 rodas, bem cons-
truido e forte, com ssento para 4 pessoas de
dentro, e um assento para boleeiro e criado fra,
forrado de panno fino, e tudo bem arranjado :
para fallar, com o Sr. James Crabtree & C. n.
42, ra da Cruz.
Em casa de Southall Mellors & C, ra do
Trapiche n. 38, vendem-se os seguintes artigos:
Chumbo de munido sorlido.
Pregos de todas as cualidades.
Alvaiade.
barris.
Na loja do Preguca na ru*do
Queimado n. 2. tem para
vender:
Chaly e merino de coks, ptimo nao s para
roupoes evesiidos de montara de Sr. eos* para
vestuarios de meninos 360 e 400 rh o cova-
do Challes de merino estampados muito finos pelo
deminuto prego de 2:500 cada um musselinas
modernas, bstanle largas, de vanados padres
a 260 e 280 ris o covado grava tas a fantazia.o
mais moderno posvel a 1 e 1200 cadauma, e
outras muitas fazendas, cujos precos extraor-
dinariamente baratos, stisfaro expectativa
do comprador.
Com loque de avaria
a 1:800
Cortes de. vestido de chita rocha fina a 1:800
lencos de cambraia brancos a 2:000 2:500 3*
4:000 a dusia ditos com 4 palmos por cada face
e de 4 e meio por 8;000 cousa rara no Arma-
zem de fazendas de Baymundo Carlos Lerte &
Irmaos. ra da Imperatriz n. 10.
Verdadeiras luvas de Jovin de to-
das as cores, ra da Imperatriz n. 1,
loja do Leconte.
CB.WDE AIMIAZEH
DE
1S600
23000
1S8O0
2j50C
2500C
Alporcas.
Caimbras.
Callos.
Canceres.
Cortaduras.
Dores de cabeca.
das costas.
dos membros.
Enfermedades da cutis
emgral.
Ditas do anus.
Erupces e escorbti-
cas.
Fstulas no abdomen.
Frialdade ou falta de
calor as extremida-
des.
Frieiras.
Gingivas escaldadas.
Inchages.
onjas a Inflammacjio dofigado.
Inlammacao dabexiga.
da matriz
Lepra.
Males das pernas.
dos peitos.
de ulhus.
Mordeduras de reptis.
Picadura de mosquitos.
Pulmes. '
Qucimadelas.
Sarna
Supuraces ptridas.
Tinha, em qualquer par-
te que seja.
Tremor de ervos.
Ulceras na bocea.
do figado.
das articularles.
Veias torcidas ou noda-
pre;o-
yzmm%$sm mzmi $m$my!w$&
KA.
e avmaicm
DE
de ac inglezas, mandadas fabricar pelo profes-
sordecalygraphia Guilherme Sculy, pelo mdico
preco de 1500 a caixa.
Bezerro francez
grande e grosso :
Na ra Direita n. 45.
hidisiiid
das as pernas.
Assim como tem um grande sortimento de pa-j Vende-se este ungento no estabecimento
forro de sala, o qual vende a mdico geral de Londres n. 224, Strand,> e na loja de
I todos os boticarios droguistas e outras pessoas
| encarregadas de sua venda em toda a America
do snl, Havana e Hespanha.
Vende-se a800 rs., cada bocetinha conlm
urna instrueco em prtuguez para o modo de
fazer uso deste ungento.
O deposito geral em casa do Sr. Soum,
Bill SORTIMENTO fi t"ZT'"">- "*"" Cr"- '
DE
'Fazendas e obras leilasj
iGes&BastoJ
Narua do. Queimad) n.
46, frente amarella.
Completo e grande sortimento de cal-
cas de casemira de cores e pretas a 83,
9#, 10# e 123, ditos das mesmas casemi-
rasa 7J, 8 e9$, ditos de brim transado
branco muito fino a 5jJ, 6$ e 7 dilos de
cores a 3$, 3jJ500, 4$ e 5, ditos de me-
rino de cordao pata lulo a 5g, colleles de
casemiras pretas, ditos de ditas de cores,
dilos de gorguro pretos e de cores a 5$,
6# e 7}, ricas casacas de pannos muilo D-
nos a 35j!e 40#, sobrecasacas dos mesmos
pannos a 28}. 30j e 35jJ, paletots dos mes-
mos pannos a 22jJ e 24*. paletols saceos
de casemira modelo inglez 10#, ditos de
casemira mesclado muito fino de apurado
goslo 15J e 16, dilos sobrecasa das mes-
mas cores a 18g o 20jJ, dilos sobre de al-
paca prota fina a 7g e 8J, ditos saceos a
49. ditos de fustao branco e de cores a 4j>,
4>500e5>, ditos de brim pardo muilo
superior 4j>500, camisas pa.-e menino de
todos os tanranhos a 26^008 a duzia, meas
de lodos os tamanhoa para menino c me-
ninas, palilols de todos os lmannos e
qualidades para os mesmos, colleles de
brim branco a 3J500 e 45, ricos colletes
vjlludo preto bordado e de cores diver-
sas e por diversos procos, ricos coberto-
res de fustao archoado para cama *, 69,
colarinha de linho a peere a 6*500 a du-
zia, assim como temos recebido para
dentro deste eslabelecimento um comple-
to sortimento de fazondas de goslo para
senhoras, vestimentas modernas para me-
nino e meninas de quatro a seis annos e
tudo vendemos por procos razoaveis'. As-i,
sim como nesle eslabalecimento manda-
se apromptar com presteza todas as qua-
lidades de obras relativo a. officina de al-
faialevsendo isio com todo .goslo e usseio.
M9l99ie8l9 fiKSK WHHstSsH)
|Roupa feita.;
Ra Nova n. 49, junto
a tgreja da Conceigo dos\
Militares.
Neste armazem encontrar o publico '
um grande e variado sortimento de rou-
pas feitas, como sejam casacas, sobreca-
sacas, gndolas, fraques, e paletots de
panno fino preto e de cores,, paletots e ,
sobrecasacas de merino, alpaca e bomba- '
zinaprclos e de cores, palelots e sobre- !
casacos de seda e casemira de cores, cal- j
cas de casemira prela e de cores, dilasde
merina, de princeza, de brim de linho
branco e do cores, de fustao e riscados,
calcas de algodao, collete3 de velludo
prelo e de cores, ditos de setim preto e.
branco, dilos de jjorgurao e casemira, di-
los de fustes e brins, fardamentos para
a guarda nacional, libres para criados,
ceroulas e camisas francezas, chapeos e
grvalas, grande sortimento de roupas
para meninos de 6 a 14 annos ; nao agra-
dando ao comprador algumas das roupas
feitas se aproniplarao oulras agosto do
comprador dando-se no da convenci-
nado.
Pianos
cobertos e descobertos, pequeos e grandes, de
ouro patente inglez, para homem o senhora,
de um dos melhores fabricantes de Liverpool,
vindos pelo ultimo naquete inglez : em casa do
Southall Mellors <%.'
XAROPE
DO
Anda conlinua-se a veneer o verdadeiro, o
verdadero, e afiaoca-se ser do proprio autor :
na blica de Jos da Cruz Santos, na. ra Nova
numero 53.
Milho muito barato,
em saceos grandes: vende-se no armazem de
Travasso Jnior & C, na ra do Amorim.
. Vende-so urna muala com urna linda cria
e com bastante leite, boa cozinheira e engomma-
doira, e um bonito preto muito moco e, robusto,
e mau urna raobilia completa do ultimo gosto :
na ra Nova, n. 52,- priraero andar.
Cocos italianos
defolha deflandrei.nmfto bem acaba-
dos, podendo um durar tanto quanto, ^ oaoioe*> usar deeUspiluUu.
duram quatro do. noW_a 400 h. um 0 ^^ ^ %r. 8
e 4f ame duea : na ra Direita n. 47,
loja de unitetro.
Vinho de Shery, Porlo, Hungarian em
Dito de Moscllc em caixas.
Coguac em caixas de duzia e barris.
Reogios de ouro e prata, patente e chrooorao-
tros, cobertos e descobertos (bem acreditados).
Trancelins de ouro para os mesmos.
Biscoilos sortidos em latas pequeas.
MURCIA.
FLNDIClOLOW MOW,
Roa da Senzala IVova n. 42.
Neste estabelecimento continua a haver um
comapletosortimento de moendas emeiasmoen-
das para euSenho, machinas de vapor e taixas
de ferro batido e coado. de todos os tamanhos
para dto.
importante.
45 Ra Direita 45
Este estabelecimento quer acabar
com alguns pares de borzeguins que lhe
restam,dos famosos arranca-tocos, ci-
dadaos etc., e sem o menor defeito, re-
duzindo-os ao preco de 7#000
SYSTEMA MEDICO DEnOLLOWAY.
PILULAS HOLLWOYA.
Este inestimavel especifico, composto inteira-
mente de hervas mediiinaeSj nao conlm mercu-
rio, nem alguma outra substancia deK\teria. Be-
nigno mais tenra infancia, eacomple^cao mais
delicada igualmente prompto c seguro para
desarreigar o mal na compleico mais robusta;
inteiramente innocente em suas operagoes e ef-
feitos; pois busca e remove as doenca3 de qual-
quer especie egro por mais antigs e ienazes
quesejam.
Enlre milhares de pessoas curadas com este
remedio, muitas que j estavam as portas da
morte, preservando em seu uso: conseguiram
recobrar a saude e toreas, depois de haver tenta-
do intilmente todos os outros remedios.
As mais afflictas nao devem entregar-se ade-
sesperac&o ; facam um competente ensaio dos
efllcazes efTeitos desta assombrosa medicina, e
prestes recuperaro o beneficio da saude.
Nao se perca tempo em tomar este remedio
para qnaiquer das seguintes enfermidades :
Accidentes epilpticos.
Alporcas.
Saunders Brothers & C. tem para vender em
seu armazem, na praca do Corpo Santo n. 11
alguns pianos do ulimo gosto, recentiment
chegados, dos bem conhecidos e acreditados fa-
bricantes J. Broadwood &Sons de Londres e
muito proprios para este clima.
I
em grande sortimento para
hbmens, senhoras e
meninos.
fegyfr ?uTo,Sn,,*.e 7r ditos do chHe a
3*500, 5, 6, 8,10 e 12, dilos de feltro em gran-
de sortimento, tanlo em cores como era qualida-
des, para homens e meninos, de 2*500 a 7fi di-
tos de gorguro com aba do couro de lustre' di-
los de casemira com aba forrada de palha, ou
sem ella a 4g, ditos de palha ingleza, copa alia
e baixa, superiores e muilo em conla, bonetes
francezes e da trra, de diversas qualidades, para
meninos, chapeos de muitas qualidades para me-
ninas de escola, chapelinascom veo para senho-
ra, muilo em conta e do melhor gosto possivel
chapeos de seda, ditos de palha amazonas, enfei-
les para cabeca, luvas, chapeos de sol, e'oulros
muilos objectos que os senhores freguezes, vis-
la do prec.0 e da qualidade da fazenda, nao dei-
xaro de comprar; na bem conhecida loja de
chapeos da ra Direila n. 61, de B. de B. Feij.
Ampolas.
Areias (malde].
Asthma.
Clicas.
Convulses.
Debilidade ou exleruia-
co.
Debilidade ou falta de
torcas para qualquer
cousa.
Dysinteria.
Dor de garganta. -
de barriga,
nos rins.
Dureza no venlre.
Enfeimidades no ventre.
Ditas no figado.
Ditas1 venreas.
Enxaqueca.
Herysipela.
Pebre biliosas
Febreto internitente.
Febreto da especie.
Gotta.
Hemorrh odas.
Hydropesia.
Ictericia.
Indigestes. *
(nflammace?.
Ir r eg ularidades
menstruacSo.
Lombrigasde toda es-
pecie.
Mal de pedra.
Manchas na culis.
Obstrucco de ventre.
Phtysica ou consbmp-
pulmonar.
Retenjo de oupna.
Rheumalismo.
Symptomas secunda-
rios
Tumores.
Tico doloroso.
Ulceras.
Veneres [mal).
Vendem-ee estas pilulas no estabelecimento
geral de Londres n. 224, Slrand, e na loja de
todos os boticarios droguistas e oulras pessoas
eacairegadas de sua venia em toda a America do
Sul, Havana e Hespanha.
Vendem-se asbocetidhas a 800 rs. cada urna
dellas, contem urna instrueco em portuguez pa-
pharmaceutico, na ra da Cruz n.
Bambuco.
Soum
emPer-
Vendem-se fazandas por barato"
preco e algumas por menos de seu
valor para acabar, em peca e a reta-
lho : na ra do Queimado" loja
portas n. 10.
de 4
RELOGIOS.
Vende-se em casa de Saunders Brothers 4
C, praca do Corpo Santo, reogios do afama-
do fabricante Roskell, por presos commodos,
e tambem trancellins e cadeias para os mesmos,
deexcellenle Kosto.
4,000 rs.
por sacca de milho; nos armazens de Tasso
Irmaos.
Ra do Oueimado n. 7.
60; a 16 cortes de vestidos de phautasia que
custaram 30; a 8$ chapelinhas para senhora:
na ra do Queimado n. 37.
Enfeites de vidrilho e de retroz a 4 cada
um : narua do Queimado n.37, loja de4 portas.
Em casa de Rabe Schmettan &
C, ra da Cadeia n. 37, vendem-se
elegantes pianos do afamado fabrican-
te Traumann deHatnburgo.
S4BA0
do deposito geral do Rio
com Tasso & Irmaos.
de Janeiro: a tratar
Farialia de mandioca
Tasso & Irn
ilbo
nos armazens de Tasso & Irmaos.
nos armazens da Tasso 4 Irmaos.
Tachas para engenho
Fundico de ferro e bronze
DB
Francisco Antonio Correia CardoEO,
tem um grande sortimento de
tachas de ferro fundido, assim
como se faz e concerta-se qual-
quer obra tanto de ferro fun?-
dido como batido.
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dimit umid
-largo da Penha
Manteiga perfectamente flor a 800 rs. a libra o em birril se far mais algum abatimento.
* Queijos muito novos
a 1S700 rs. e em caixa se far mais algum abatimento nicamente no armazem Progresso.
Ameixas francezas
em latas de folha e campoteirasde vidro a 900rs., e em porc.5o se far algum abatimento s no
Progresso. -
Cartocs de bolinnos
muilo novos proprios para mimos a 500 rs., e em porro se far algum abatimento s no Progresso.
Figos de comadre
era caixinhas elegantemente enfeitadase proprias para miraos s no ftogresso e cora.avista se far
um preco commodo.
Latas de soda
com 2 1(2libras de difforenles qualidadesa 1JJ600 rs., nicamente no armazem Progresso.
Conservas
a 700 rs. o frasco vende-se nicamente no armazem Progresso.
Bolacninna ingleza
muito nova a 320 rs. a libra e barrica 4$, nicamente no Progresso.
Potes vidvados
no Pro8re'braS pr0praS para manteiSa ou outro qualquer liquido de 400 a ffe200 rs. cada um, se
CAiocolate francez
?r1s8millH;ioS?QC.0ra, ven^m"se os seguinics gneros tudorcecnteraente chegado e desuperio-
l,riP?n.Jl u,KPreSun,0SJa 48 a lbra. chounra muito nova, marmcladado mais afamado fa-
rm Inl I' maa t0-316' Per.a,secca. Pas.c". ruclas em calda, amendoas. i.ozes, frascos
ni I! Crla,8' confeKos, paslilhas de vanas quahdades, vinagre branco Bordeaux proprio
mmmtn nn, cl,".Ul08rd0S radl'0,CS [abricanles de S- Feli*. maQ de todas as qualidades, gora-
nPrmirPi-hV,,"."'^M fr3,ncezas- champagne das mais acreditadas marcas, cervejas de ditas.
inu mniA u "*8 rancezes mmt0 nos' marrasquino de zara, azeile doce purificado, azei
",? rauo novas, banhadeporco refinado e outros muilo gneros quo enconlraro tendente a
moinauos,por sso promelem os proprietarios venderem por muilo menos Jo que outro qualquer
prometem mais tambem servirem aquellas pessoas que mandarem poroulras pouco pralicas como
so uessera pessoalmcnle ; rogam tanibem a lodos os sonhores de engenho e seurores lavradores
queiram mandar suas encommendas no armazem Progresso que se Ihes ffianra a boa qualidadee
o acondicionamcnto. *
Vcrdadeiva goma de matavana
a 400 rs. a libra, s no Progresso.
Palitos
tilhaios para denles a 200 rs. o maco cm 20 macinho. s no Progresso.
\ Cha \\yson, pevula e nreto
o melbores que ha no mercado de 1;;600 a 25500 a libra, s no Progresso.
Passas em caixinhas de 8 lili vas
as raais novas que tem vindo ao nosso mercado pelo diminuto prero de 2S5G0, s no Progrosso.
Macas em caixinhas de 8 libras
'ontendo 405 qualidades pevide. graodebico, eslrelinlia, aletria branca e amarella c pastilhas de
"aja, s no Progrosso, e com a vista se far um prec,o commodo.
Chouricas e palos
as ais novas que tem vindo ao mercado.s no Progresso, aGancando-se a boa qualidade e a vista
se fara um preco commodo. ^
iMfatDtMtMajBBUCO. TEftqi, TORA t PEttO PE- iSIfc,
Em cusa ae astaa*. Lenes
ra do Trapiche n, 17, veii-
de-e:
Chimbo em lencol.
Can dos de dito.
Cabo di! lin 10 fhglez.
.Selins pjten te ^lez com todo os per-
tencet.
Papel d Panel las de ierro.
Baldes cezirico.
Livros ein branco inglez.
Gadeiras genovezas.
Licores finos em garrafas de crystal.
Enxofre em caixas de 3 arrobas.
Alvaiade de Veneza.
Cordoallia para apparelbosde navios.
Chapeos de pal ha de Italia smgelo*.
Vassourss geno vezas.
Drogas i ivemas.
Banheiros de marmore.
Talhas d J barro vi diado.
Engenho.
i
ARCHIVO UNIVERSAL.
REVISTA HEBDOMADARIA
COLLABOBADO
PELOS SUS.
DV^i?.n- daC4osta 7a- F-^ CastilhoAntonio Gil-Alexandre Herculano A. G. Ramos- A-
Guimaracs-Augusto de Lima-AnloniodeOliveira Marreca-Alves Branco-A P LooeTde Men-
ttraTrira T^^
j. rearo ae bouzaJ. S. daSilva FerrazJos de Torres__J X DIRIGIDO
A. P. de Gamita-
ron
-Garlos Jos Barreiros.
Rodrigo PagaiiiDo.
I. P. Silveira da Molla
O archivo universal comeca com o terceiro volume o segundo anno da sua existencia con-
segupois vencer urna das maiores difficuldades com que os jornaes Iliterarios de Porlueai teera
de ludir, e venceu com honra, satisfazendo cora a raaior ponlualidade todos os comproniissos
um periodo extremamente pengoso para as publicaces dcsla natureza.
Incelando o seu segundo anno, como nao altera o systoma seguido at agora, o archivo uni-
versal nao aprsenla prograrama novo; hoje como no principio appella para o futuro- cora a dif-
m hl-5 ep er .la.,nbein in.T0Car emseu ab0D o passado. que j conta ; as sympathias que
tem obtido, os bons escriptos que tem apresenlado, e a regularidade da sua publicado. Para os
que conhecern a allnbulada existencia do.jornalismo porluguez, para os que sabem qua'nt-is descoii-
ian?ase necessano desvanecer, quantas suspeilas aflastar. quantos erabaracos romover para con-
dagdUe.rUma 81 ga: cslpairocimoumaerande conquista e um bom agouro de prosperi-
Rcgislra-o o archivo mais como um incentivo, do que como urna gloria, mais como urna aa.
peranca, do que como urna victoria. A aniraaco que receieu obriga-o% contiou r como .5 ho?e
rarsrsre empenho' ,oda,a soiiciiude e ^ ? sssToiSti
Destinado a resumir todas as semanas o movimento iornalistico e a offerecer aos leiiorM enn
juntamente com a revista do que mais notavel houver occorrido na politiea la"cicod n" indus
tria ou as artes alguns artigos originaos sobre quaesquer destes askuraptos est period'cS pufi:
^Sannente t?d8S "S ,e,?aS feiras em fo'ha do 16 paginas era hotTm^ij^^nSo^l
do lodos os semestres um volume de 420 paginas com ndice o fronlespicio competen les
Assigna-se era Pernambuco. ra Nova n. 8, nica agencia. vuuimueiues.
CONSULTORIO
DO *
Dr. P. A. Lobo Hoscoso,
UtUNMl! fillTSIIl IPEIRIUD!.
S RA DA LORIA, CASADOFVMDlO 3
Clnica po ambos os systemas.
meUerlenSJrr^r01"6? de ur,^.ncla' as V'* residentes no bairrodo Recife poderao re-
Moieira dP si^,'6S a ^^ ^ Joao Sounn & C. na ruada Cruz ou loja de livros do Sr. Joa
ogueira de Souza na na do Crespo ao p da ponte velha.-'
^.k!!0^ na "8a do annnncante achar-se-ha constantement e os melhores medica-
entoshomecpathieos ja em conhecidos e pelos precos seguintes memoro memea-
SuoTdeV'di^03.^11'63: : : ; ;......;ajg
uno de 48 ditos........... 25811(1(1
Ditos de 60 ditos. S
Tubos avulsos cada um. .......... 18000
Frasops de tinctura. ........ 8000
Manoal de medicina homeopathic plo Dr.' Ja'hr 'trdnzid ^^
em porluguez com o diccionario dos termos de medi-
cina, cirurgia etc.. etc. 20*000
nfS^me^tCaJdn D.r.- HeriV, co'm'dic'cio'nario: i '. 10*000
Repertorio do Dr. Mello Moraes......... e|o00
casa ha para
Vcnde-ss o engenho S. Jo de Bom Jar'im
fregueziace N. S. da Luz, com bons terrenos,
moenle e corrento e com boas obras, quasi prom-
pto para se moer com agoa, faz-se todo e qual-
quer negocio, dando vista qualquer quanlia ;
os pretndanles dirijam-se ao mesmo engenho
ou ao cngeiho Penedo de baixo, na freguezia de
S. Lourenco da Malta.
^scravos Ytndu.
Vendem se, Irocam-so e compram-se escra-
vos de tod i idacle, c do ambos os sexos ; na ra
do Impera lorn 21, priraeiro andar.
Arados americanos e machinas
pata lav ir roupa: em casa de S. P. Jo-
hnston i C. ra da Senzala n. 42.
Vinho de BoFdeaux.
Em casa de Kalkmann Irmaos&C, ra da
Cruz n. 10. encontra-se o deposito das bera co-
nhecidas marcas dos Srs. Brandenbure Frres
e dos Srs. OId.*kop Mareilhac & C, em Bor-
deaux. Tem as seguintes qualidades :
De Hraodeaburer frres
St. Estph
St. Julicn.
Margaux.
La rose.
Chateau L Chteau M; rgau:t.
De Oldekop & Mareilhac.
St. Julien.
St. Julien Mdoc.
Chateau Loville.
Na mesma
vender:
Sherry em barrsr
Madcira em barris.'
Cognac em barri:s. qualidade fina.
Cognac em caixas qualidade inferior.
Cerveja branca.
Tachas e moendas
Ir Ja-, ,:"l?xls Para engenho, do muito
acreditado abncante Edwin Maw : a tratar no
mesmo deposito ou na ra do Trapiche n 44.
Pechincha.
Com pequeo toque de avaria.
Na ra do Queimado n. 2, loja do Preguica
vendera-se pecas de algodao encorpado, lar^o'
com pequero loque de avaria a2$500 cada urna"
Aos araantes da economa
nn/ dC P"eiad0 n- 2, loja do Preguica,
vendem-se hilas de cores fixas bastante escu-
rsS o ov d "8 SS'm pre- de 6 a PeCa- e 160
Carne de vacca salgada, em barris de 200
libras : em casa .ie Tasso Irmos.
imu iiii
Vende-se cebla sola por baratissimo preco-
no armazemda rua do Amorim n. 46.
a~7 Vende~se urna negrinha com 8 annos de
idade : na rua Imperial n. 59.
= Vende-se ura carro de conduzir gneros e
um boi mar so e hora -para o servico, por preco
muito era conta : na rua Nova n. 48
Oleado tle
)E
Sita na roa hiperiaitf. i i 8 e 120 joeto a fabrica de sabiio
RE
Scbastio J. da Silva dirigida por Francisco Belmiro da Costa
fd*snVoi{nMeltmI5ent0K'eTpre PromPlo,s alambiques de cobre de d.fferenies dimences
(de 300 a 3.000J simples edobrados. para destilar agurdente, aparelhos destilatorios contin"
^Thore teS ho'ia'Jnr?r' T grad'"C^ 3' 40 gros (peIa eraduaSa0 ae Sello" CarUer Sos
melhores systemas hojfl approvados e conhecidos nesta e outras provincias do iniDsrio bombas
de todas as dimences asperanles ede repucho tanto de cobre como de bronze e 7ePrro torneas
de bronzedeodas asdimengese feitios para alambiques, Tanques ele. para fu sos de bonze e
"frnllaLrea Gramaticaingie-
za de Ollendorff.
NofO methodopar prender a lr,
a eterever ea fallar hrrf em 6 mezes,
obrat*Leiramente ofll, para ufo de
todo os estabeleciment de mtruccao,
publicas e particulares. Vende-se na
praca de Pedro II (antigo largo do Col-
"-' !*egio) n. 57, segundo andar.

ores.
FUNDIQAO
IT3", Amiah0u de 7ent. ados, culuvaJoie, pontea, -'aldeiras e Unuea' I^Sm
bote, e todas as obras de machiniamo. Ewcuta-se qualquer obra seia qual r sua ntirlz. ffi
&L8 .a mMSA 1u.eparala^Jm ^m presentado. Recetem-.e encoraLendas ertS 2i2?
tSXlSStlS^mJ^ln r/a do Collegiohoio do lnw^n.?JR%:
Vendem-se oleados decores os mais finos que
possivel neste genero, e de diversas larguras
-eh.7.%^d./F.A DrelU 61> l0ja
Rua da Senzala Nova n. 42
Vende-se em c^sa de S. P. Jonhston 4 C. va-
quetas de lustre para carros, sellins e silhes in-
giezes, candeeiros e casticaes bronzeados, lo-
nas inglesas, fio de vela, chicote para carros, e
montana ai reos para carro de um e dous cval-
os, e relogns d'ouro patente inalezes.
Vende-se
o engenho A remun silo na freguezia da Esca-
oa.no limite do Cabo, arredado um uarto de
legua da estiada de (erro, com bastantes maltas
virgens, edificado de novo e tod% demarcad!' a
tratar no mesmo engenho com o proprietario.
ESCFIAVOS A VENDA.
Vendem-se 12 escravos. na ruado Imperador
n. 21, terceiro andar, sendo 3 negras engomma-
deiras.l mulata muilo bonita, 4 negros mocos
para todo servico, 1 moleque de 13 annos, 1 mV
latinhodelOannos, 1 mulatinha de 12 annos
e 1 negnnhi de 14 annos vendem-se baratos
para acabar.
Ai
Loja dQ Ramalho.
Rua Direitan. 83.
Agulhas francesas curtas e compridas a 200 rs
a caixa. grarapas a 40 rs. o maco, clchelos era
carlao a 60 rs., jrampas em caixinha a 80 rs
relroz preto e a/.ul ferrete a 100 rs. a oitava'
penles para atar cabello a 120 rs., penles de ba-
lea para alisir a 5:40, rico3 penles de massa vi-
tados para alar cubello a 1JJ500, dilos com o la-
vradodouraloa 2g50O, galo de linho proprio
para cnfeilai casaveque a 100, 120 e 160 rs. a
vara, franja le linho brancas e de cores a 120
160 e 200 rs. a vara, botoes para punho a 240 rs'
o par, ricas gollinhas de cuntas pretase de cores'
felas de coi tas, a 1J500 e 2, sinturocs de bor-
rochaa 500 rs., bicos prelos de seda muilo finos
a 160. 240, !I20 e 500 rs. a vara, ricos cnfcites tte
vidnlho pre'ose de cores a 2&500, 3 e 4. oecas
de renda fina a 600,700 e 800 rs., fila brahea e
prela com ncheles proptla para vestidos a 400
rs. a vara, ineias prolas para senhora a 240 o
par, cartas francezas a 240 o barelho, luvas de
relroz com palma de vidrilho a 1&600, tranca de
linho com ctracol a 240 a peca, enfiadores bran-
cos para cspirlilhc a 100 rs., dllosprelos de seda
a 160 rs., bo.oes muito finos para calca a 240
groza. caljaeiras de bfalo a 640, pentes de
alisar com oipelhoe escova a 500 rs., superiores
bicos e rend. s da llha, del dedo al 1 palmo, a
200 rs. at 6'10 rs. a vara, pentes de travessa pa-
ra meninos i 800 rs, colheres de metal do prin-
cipe para lirir assicar a 400 rs., oculos de balea
muito finos ii lj, tesouras muito (loas com o aro
envernisado a 500 rs., ditas grandes proprias pa-
ra corlar vestido 11#, obreias proprias para as
namoradas a 200 rs. a caixa; alera destes objec-
tos, enconlrar o publ^o.utn completo sortimen-
to de ludo quaole haUpelbor no mercado, ten-
denle a raiudezss, e por menos do que em ou-
tra qualquer parte ; dio-se amostras de ludo,
tambem se manda levar os objectos em casa de
familia para >< sechoras estolherem,
Relogios de ouro e prata.
Em casa de Henry Gibson, rua da Cadeia do
Recife n. 62, ha para vender um completo sorti-
mento de relogios de ouro e prala, chronoinc-
Iros, raeios chronometros e de ptente, os me-
lhores que vem a este mercado, e a precos ra-
zoaveis.
37 Rua do Queimado 37
Loja de 4 portas.
Chegou a este estabelecimento um completo
sortimento de obras eitas, como sejam : pale-
lots de panno fino de 16$ at 28$, sobrecasacas
de panno fino preto e de cores muito superiores
a 35>, um completo sortimento de palelots de
riscad.inh.0 de brim pardo e brancos, de br-aman-
te, que se vendem por preco commodo, ccrou-
las de linho de diversos tamanhos, camisas
francezas de linho o de panninho de 2$ at 5$
cada urna, chapeos francezes para homem a 8#,
ditos muito superiores a 10#, ditos avclluda,dosi
copa alta a 13#, ditos copa baia a 10J, cha-
peos de feltro para homem de 4*. 5 e at 7$
cada um, ditos de seda e de palha enfeilados pa-
ra meninas 10, ditos de palha para senhora a
12$, chapelinhas de velludo ricamente enfeita-
dasa 25g. ditas de palha de Italia muilo finas a
25#, cortes de vestido de seda em cartao de 40g
at 150g, ditos de phautasia de 169 al 35S000,
gollinhas de cambraia de 1 at 5, manguitos
de 1g500 at 5$, organdys escuras e claras a
800 rs. a vara, cassas francezas muito superiores
e padroes novos a 720 a vara, casemiras de cor-
les para colletes, paletotse caigas de 3&500 at
4$ o covado, panno fino preto e de cores de 2$500
at IOS o covado, cortes de collete de vellu do
muitosuperiorcsa9e 123, dilos de gorguro
e de fustao brancos de cores, tudo por preco
barato, atoalhado de algodo a 1280 a vara,
corles de casemiras de cores de 5 at 9, grosde-
naples de cores e pretos de 1I&600 at 3*200 o
covado, espartilhos para senhora* 6g, coeiros
de casemira ricamente bordados a 12 cada um,
lencos de cambraia de linho bordados para se-
nhora a 9 e 12f cada um, ditos lisos para ho-
mem, fazenda muito superior, de 12 at 20$ a
duza, casemiras decores para coeiro, covado a
2S40O, barege de seda para vestidos, covado a
l400, um completo sortimento de colleles de
ful*1*0' cascmira Pre,a usa e bordada, e de
fustao de cores, os quaes se vendem por barato
preco, velludo decores a 7 o covado, pannos
para cima de mesa a 10 cada um, merino al-
cochoado ppVio para palelots e colletes a 2300
?Cr,Lad0' band6s para anasSo de cabello a
i50O, saceos de tapete e de marroquim para via-
gem, eum grande sortimento de macas e malas
de pregara, que ludo se vende vontade dos
treguezes, e outras muilas fazendas que nao
possivel aqui mencionar, pormeom a vista dos
conjuradores se mostraro
Relogios.
Vende-se em casa de Johnston Pater & C, rua
de ouro, patente inglez, de um dos mais afa-
mados fabricantes de Liverpool ; tarabem urna
vanedade de bonitos trancelins para os mesmos.
Em casa de Borott & C, rua
da Cruz do Recife n.5, ven-
de-se:
Cabriolis muito lindos.
Charutos de Havana verdadeiros.
Presuntos para fiambre.
Fumo americano de superior qualidade.
Ghampanha deprimeira qualidade.
Carne de vacca em barris de superior auali-
dade. "
Oleados americanos proprios para cobrir carros
Carne de porco em barris muito bem acondi-
cionada.
Licores de diversas qualidades, como sejam :
o muito afamado licor intitulado Morring Cali
Sherry Cordial, Menl Julop, Bitters, Whiskey &
C, ludo despachado ha poucosdjas.
Machinas de coser, grandes c pequeas, de dif-
ferentes autores, de um modi!llo inteiramente
novo, por prego commodo.
Salsa parrilha em frascos grandes e pequeos,
muito bem acondicionada.
Pilulas vegetaes (verdadeiras.)
Verme fuge.
Carneiros gordos.
No engenho Forno da Cal vendem-se carneiros
gordos por preco commodo.
Espirito de vinho com 44
graos.
Vonde-se espirito de vinho verdadeirocom 44
gros, chegado da Europa, as garrafas ou as ca-
andas: na jua larga do Rosario n. 36
NOVO DEPOSITO
DE
(eum m raM,
11 ua da Impcratriz i. 75
Neste estabelecimento recebeu-se ltimamen-
te, em direitura da Europa, um grande sorti-
mento de camas de ferro fundido e balido, e de
todas as qualidades, e dos mais lindos modelos,
lanto de urna como duas pessoas, com ai maces
e sem ellas, ditas para meninos com vnrandas e
sem ellas, eberco de ferro, que ludo se vender
por preQO commodo, lano a relallio como em
porrao.
Albardas inglezas.
Ainda ha para vender algumas albardas ingle-
zas, encllenles por sua' duracao, levesa e com-
modidade para os animaes : em casa de Henry
Gibson, rajada Cadeia do Recife n. 62.
Superiores chapees de manilha.
Estes excellentes chapeos que por sua qualida-
de e eterna duraQo, sao preferiveis aos do Chi-
le ; existem venda nicamente em casa de
Vendcra-setoBHosburros e por menos preco
do que se lela vendido, para ver o tratar na co-
cheira da rua da Floiealina, que foi do lenle
coronel Sebastiao.
Vende-se um ptimo piano novo e de mui-
lo boas vozes, tambera se troca por urna esciava
de raeia idade: na rua da Impcratriz. loia de
calcado n. 14.
Jiolura de paracary dos
Para,
i
Esla tintura lao conhecida hoje no Pa- J*
r e que (o grandes effeilos tem preslado S
a humanidade. Acha-so hoje venda na S
@ boiicado largo do Carmo.por te-la recebido s*
H oo Para. Esta tintura faz se recommenda- &
da nos ataques de aslhma aguda ou chro- )
nica, siipprcsso da menslipoc.ao ou falla ^
della, dores syphililiras, defluxes com *f. 1
& fecrao do peilo, as molestias do pelle, 2
as mordeduras de cobres e outros ani- ^
maes venenozos ele. W
) N. B. Cada vidro acompanha um im- ^
@ presso com as molestias e a maneira de S*
tomar. W
@@ @@@-@@ @ -s@9
.dSUH(SIE
sem igual
Cortes de chita franceza larga para vestido a
Z o corte : na loja do sobrado amarello, nos
qualro cantos da ruado Queimado n. 29, de Jos
Mana Lopes.
Vende-se no Corredor do Bispo, sitio junio
a robuca de ferreiro, um boi manco e gordo tiro-
prio para carroea.
NETF.S PARA MARCAR ROUPA'
. ~ yendem-se ps de larangeiras de umbigo e le' existem venda nicamente em casa de
aatiuna, ditos de sapoli, de fructa-pao, de li- Henry Gibson, rua da Cadeia do Recife n. 62, por
m"o para cercas, de caf e de outras muilas qua- PrcC commodo.
fifr!: ?.. ** TOM siiio da finta de
Joao Carroll.
= Vendem-se saceos com milho, pelo dimi-
nuto prego de 4 porcada urna : na rua da Ma-
dre de Dos, armazem n. 10.
Camisas a$w
Pregas largas.
Goes Rua do Queimado n. 46, frente da loja
amarella.
Acaba de chegar na bem conhecida loja de
Goes a Bastos, 11 ra grande sortimento das muilo
desojadas e verdadeiras camisas iaglezas, com
peilo de linho e pregas largas, j bem conheci-
das pelos freguezes desle eslabelecimenlo, as
quaes arrisas ha muilo se eslava esperando, e
por ter grande porco, lemos deliberado, para
melhor agradarmos os freguezes, vende-las pelo
diminuto preco de 36J por duzia.
Fazendas porbaixos precos
Rua do Queimado, loja
de 4 portas n. 10.
Ainda reslam algumas fazendas para concluir
a liquidacao da firma de Leilei Correia, as quaes
so vendem por diminuto preco, sendo entre ou-
tras as seguintes:
Chitas de cores escuras e claras, o covado
a 160 rs.
Ditas largas, francezas, finas, a 240 e 260.
Riscados francezes de cores fixas a 200 rs.
Cassas de cores, bons padres, a 240.
Brim de linho de quadros, covado, a 160 rs.
Brim trancado branco de linho muito bom, va-
ra, a IJJOOO.
Corles do caiga de meia casemira a 2J.
Ditos de dita de casemira de cores a 5J>.
Panno preto fino a 3$ o 4$.
Meias de cores, finas, para hornera, duzia a
I800.
Grvalas de seda de cores e prelas a lj.
Meias brancas finas para senhora a 3$.
Ditas ditas muilo finas a 4.
Ditas cruas finas para homem a 4$.
Cortes de colleles de gorguro de seda a 2JJ.
Cambraia lisa fina transparente, peca, a 4.
Chales de 15a e seda, grandes, um 2#.
Grosdenaple preto de 1$600 a 2.
Seda prela lav rada para vestido a 1#600 e 2$
Cortes de vestido de seda prcta lavrada a 16a
Lengos de chita a 100 rs.
La ^e quadros para vestido, covado, a 560.
Peitos para camisa, um, 320.
Chita franceza moderna, Ungindo seda, covado
a 400 rs.
Entremeios bordados a 200 rs.
Camisetas para senhora a 640 rs.
Ditas bordadas finas a 2JJ500.
Toalha3 de linho para mesa a 2 e 4J.
Camisas de meia, urna 640 rs.
Lencos de seda para pescoco de senhora a
560 rs.
Vestidos brancos bordados para baptisar crian-
gas a 5000.
Cortes de caiga do casemira preta a 65.
Chales do merino com franja de seda a 5a.
Cortes de calca de riscado de quadros a 800 rs.
Merino verde para vestido de montara, cova-
do, 1J280.
Lencos brancos de cambraia, duzia, a 2J.
Vend-se urna negrinha de 15 a 16 annos,
sabendo coser, cozinhar e engommar: no Han-
guinho, em frente do sitio do Sr. Accioly.
Vendem-se todos os accessorios para esta-
belecer-se urna grande padaria. sendo cylindro,
machina de trabalhnr com cavallo. masseira, ten-
dedeira, taboas, ps, bilhas, toalhas, etc., ludo
novo; vende-se a prazo : a Iratar no largo do
Terco n. 32, sobrado.
Vende-se
linha de novello de todos os sorlimentcs, meias
de seda higlezas de peso e mais inferiores bran-
cas e pretas, por preros commodos : em casa de
Henry Gibson, rua da Cadeia do Recife n. 62.
AS MElnORES MAIIIXAS DE COSER
DOS
Mais afamados autores de New York
I. M. SINCER & C.
E
WHEELER & WLSON.
Nonovoeslabelecimento vendem-se as machi-
nas destes dous autores mostram-se a qual-
quer hora do dia ou da noile e responsabilisamo-
nos por sua boa qualidade e seguranza :no arma-
zem de fazendas de Raymundo Carlos Leite &
Irmo rua da Imperalriz n. 10, antigameute
aterro da Boa-Vista.
= Na loja do Arantes vende-se borzeguins pa-
ra hornera a 53 o par, ditos para senhora a B
ditos para meninos e meninas a 1, sapaloes Jo
bezerro, ditos de lustre a 3g, meios borzeguins
para homem a 3, dilos para menino a 3a.
Vende-so urn bom piano : na mado Colle-
gio n. 25. primeiro andar.
Vende-se continuadamente farinha de man-
dioca, milho e farelo de Lisboa, em saceos gran-
? e 5Lull suPenor qualidade : na rua do Ran-
gel n. 62.
Havana
Legtimos charutos de Havana marca Londres
a 12J o cento : no Centro Coramercial rua da
Cadeia do Recife 11. 15, loja de Jos Leopoldo
Bourgard.
Cigarros
de superior fumo do Para : no Centro Commer-
cial rua da Cadeia do Recife n. 15, loja de Jos
Leopoldo Bourgard.
.Vendem-se dous escravos, um cabra e ou-
tro rrioulo, ambos de bonita figura, sadio's e
proprios para lodo o servico, tanto de campo
como de casa, ou oulro que se queira, o primei-
ro representa ter 26 annos do idade, e trabalha
bem de enxada, pelo que ptimo para esse ser-
vico por ter dedicago a elle ; o outro represen-
a ter 16 annos de idade, oficial funeiro, e
tambem trabalha em servio de campo : quera
os quizcr comprar ambos ou separados, pode
ira'.Xtf".*1 ?' Cf d8S 6 h0ras da ma"naa a
10, e das da tarde at a noile
- Na rua do Imperador, taberna do Campos.'
ha para vender e alugar, em pequeas e grandes
poroes, bichas hamburguezas chegadas em to-
dos os rapores.
... ROUPA a
A DA EMPERATRIZ 22 |
Pechincha para acabar.
Vendem-se lazinhas do cores para arabsr a
-UUts. o covado : na loja do sobrado amarello
nos qualro cantos da rua do Queimado n. 29. de
Jos Mana Lopes.
Uvas
andes a 1$ a li
.o Rosario n. 11, .
Marmelada.
muito doces e grandes a 1$ a libra : no deposito
aa rua estrena do Rosario n. 11, ao p do becco.
rma ?la Direila n- 6- ha Diairaelada
640 a libra.
Na rua Nova n. 35, vende-se
mandioca a dinheiro a vista, pelo
prero de 556OO.
superior a
farinha de
baratissimo
Yenile-Ke
Relogios patentes.
Estopas.
Lonas.
Camisas inglezas.
Peitos para camisas.
Biscoutos.
Emcasa de Arkwight & C, rua-da
Cruz n. 61.
mmmm-m-Mmww
Aos senhores logistas de mudf zas.
Bicos pretos de seda,
Ditos brancos e prelos da algodo.
Luvas pretas de torgal.
Cintos elsticos.
Linhas de algodo em novellos : vendem-'o
por precos commodos, era casa de SoulballMei-
lors & C, rua do Trapiche n. 38.

Engenho.
; rrnV,eDd?"S? oenfenh0 San,a Luzia. sJ'o na
freguezia do S. Lourenco da Matl. entre S
I nm0,ng7h,0S Pened0 de Baixoe Pend ^ 1
m Cima : trata-se no mesmo engenho ou no Z
i VSla? "ussaml>ique com Felisbino de I
gf Carvalho Rapozo. L
#m#
Cera de carnauba, stbo refinado e fio
de algodao.
arraa"1emn.a9:endCr-Se D larg da A*>embla.
r7-VHende"SeSUperiorlinha de algodao, bran-
CBse do cores, em novello. para costura em
casabe Seuthall Mellori'c ru,Cd!""rrS
Escravos fgidos.
Fugio do engenho Poco, da freguezia da
Luz. em principio de margo de^le anno, o prelo
Ignacio, cujos signaes sao os seguintes : idado
1. anns- Puco mais ou menos, altura regular
cheio do corpo, cara chala, fallam-lne alguns
ei dafrenle. barbado, olhos pequeo*
quando falla balbuca por tal modo qoe parece*
gago: n urna das mos falta-lhe um pedaco^lo
dedo anullar. Este negro foi comprado a^Sr
tenenle-coronel Dimas. irmao do Sr. conego Pin-
to de Campos : pede-se a captura do referido
negro, e a entrega dellc a se. senhor no enge-
nho supra, ou ao Sr. Manoel Antonio Goncabe*
no Recife rua do Cabug n. 3. de quera Ser
o opresenlanle urna gratificago gcacrw
AttenQo.
J& da rUJl Direi!,'i D- 6 um cabr e nome
*u,que Z?er fi!h0 cidad0 d Goianna,
?nA?. q.ue*i" 0,ist. "ao se sabe se dar.
lonou oulro destino, ura pouco alto e reforca-
do, fulo e lera de idade 60 e lanos annos, falla
oem e e bastante esperto, e um pouco adulador-
quem o preder e o levar a casa de seu se-
nhor, receber a gratificacao de 50 livre de des-
Escrava fgida:
Fugio da casa do abaixo assignado,no dia 18
do correle, irma sua escrava da Costa de nome
Mana, que representa ter de idade 45 annos, al-
tura corpo regulares, cor nao muito pela, tem
bastantes cabellos brancos, postuma trazer um
panno atado i roda da cabeca, tendo por signal
mais saliente as maos foveiras, proveniente de
calor de flgado. Esla escrava tendo sahido como
de eostume, com venda de arroz, nao volloa
mais : roga-s*. portento, autoridades poli-
ciaes, cepilles de campe e mais pessoas do povo,
a apprehenso de dita escrava, e leva-la loja
do Preguica, m rua do Queimado o. 2, on i casa
de sua residencia na roa da Florentina 4efronte
dacocheira do Hlm. Sr. tenente coronel Sebas-
tiao, une serao generosamente recompensados.


X
^
V-8
-*wr

W
Li literatura.
Odvsscas Algeriauas.
A COSDE8S* HEGRA.
Quando eu pissava pela pequea cidade afri-
fana de Guelma, situada entre B6nc e Ccnslan-
tina, dous personogetis erom o" vivo teficto do
todas as conferase. 86 se Irtava m>s.gostos
Iiiiurioso, da riquezfe belleza da condessa de
Lucenais .e das aventuras amorosas (fe Gcorges
Kerouard,
Glories Kerouard era um perfeito Don Juan :
vo c chrio de afoileza, elle cncantava piimeirH
vista ; e se'ejuotsrmos eslas bellezas physicas
um espirito Ilustrado, urna immensa dislineco
de mauciras, comprehfnder-se-ha que Georges
Kerouard era feliz nas cidades da Algeria, onde
o rorsco o a imoglnac,ov tao prximos} do sol,
com facilidide se inflammam e cnlhusiasmam.
O on Juan de Guelma devia a urna de suas
aventuras amorosas a perd de seu posto de ca-
pilao do caladores d'Africa. Esftiylo de guarni-
co em Philippeville, tinha caplivado o coraco
d'uma bella Italiana, cujo marido, accerrimo jo-
gador, por muito lempo se conservava afaslado
do sua familia.
O capilo inlroduzio-se em casa de Francisca
dislargado com trajes rabes. Este disfarce
muiiu bello, muilo bizarro. Nao m porque ra-
zo... Ah I que diabo leu alguma *ez claramen-
te no espirito d'um marido ou no coraco d'uma
mulher? Quem adivinhou esse mysierio vivo,
esse csphinge roseo Vamos, nao aprofundemos
mullo philosophicamente a situago. Tenhamos
boa esperanca. Depois d'araanha, a lula ; de-
pois d'amanha, dia de cmbale, e dia daxtetp-
ria.talvez! ^%:
Me recebeu o covile ofRcial da condea-
ges apressou-se em fazer-lhe a honra.
ire upado dos ps cabera, e sem-
pre desejojp deTconliecer os movis, que tinham
radarosTucmais a mudar de atlilude, a dis-
nsartatas grasas e amabilidades
MARIO DE PEBNAMBUCO. TERCA FE11U l DB Uk6 t>E J.
lcvj
pe
para com
bello, bem feto, de physionomia tranca, olho *4- ajle,'-* o maldib,*' proscripto da vespera. to
hai
.eslranhamentc acariciado no dia seguinte. O due-
lista e o carador de animaes fcrgzcs, com seu
golpe d'olho, com seu amor do perigo, apresen-
lava um adversario lao valenle, tao experimen-
tado como elle.
O soire da condessa foi, como sempre, bri-
lhantissimo. Todas as notabilidades da cidade
eslavara presentes, e nada era mais piltoresco
do que essa rcunio de convidados curopeus,
mouros e judeus, confundindo as casacas prelas
com os burnous de fina la branca, e com as ves-
tes dos hussards.
Mouriscas dansarinas. vestidas de gazc e ouro,
faziam succeder suas trepidacoes apaixonadas s
quadrilhas compaseadas dos curopeus, e em bre-
ve os salos da condessa de Lucenais offereciam
pnmeira vez foi-lhe bem ; mis na segunda o ma- o quadro mais agradavel, o mais animado dos
rido reconheceu o capilao. Elle dissimulou sua coslumes do oriente e do occidente. E de certo.
colera, dcixou sabir o falso rabe, e vingou-se os convidados, mais embarazados do que Pris,
em sua mulher, quem fez enlrar era um con-
venio de Philippeville.
nao podiam saber que belleza dessem a palma :
europea graciosa, judia de grandes ollios de
O capilao, indignado, roubou durante a noile ] gazella, de perfil puro como urna bblica Nucmi,
Francisca e occullou-a borda do mar, quatro ou mourisca voluptuosa e lnguida,
tiros do espingarda de Philippeville. Esla aven- Georges Kerouard leve em parlo as honras do
tura foi um escndalo para o convento e para a
soire. Elle eslava egualmcnte bem em um baile,
cidade; o procurador interven), o travou-so o em um campo de batallia ou no meio das flores-
confliclo enlre a autondado civil e a autoridade las d'Africa. A condessa do Lucenais pareceu
militar: finalmeule, o general, forjado a proce- arrebatada de seu espirito c graga. Ella o cn-
dor com rigor, chamou o capilao de caladores du2o fra dos saldes um pirque Iluminado i
d Afnca, e disse-lhe claramente que devia optar! giorno. Tomando urna alameda um pouco som-
in continente entre a profisso de soldado e o bria.tracada alravez d'uma expessa malta, a con-
papel de don Juan; era urna palavra exigia do dessa, apoiando-se coqucllemcnie sobre o brage
capilao a entrega immediata da esposa roubada i do antigo capilao de cacadores, Ihe disse :
sen marido.
Georges Kerouard replicou ao general que an-
tes de ser soldado orgulliava-se de ser cavolhei-
ro, e que nunca abandonara i urna mulher co-
lera d'um marido ultrajado. A' eslas palavras
puchou pelo sabr para enlrcga-lo ao general,'
que o aceilou sem ousor censurar esta altivez de '
carcter, esla nobreza d'alma.
Georges Kerouard deixou Philippeville e rcli- I
rou-se ao oasis d'EI-Kantaro. ondeperdeu aquella nhora condessa,'porm permitlir-me-heis r
que Ihe saenficou a reputarlo c a vida, e quem rcsponder-vosseno'quando fallordesseriamente
dera todas as provas possiveis de dedicoco. | Se lenho representado a comedia do contenta
Foi entao que elle veio habitar a cidade de monto em vessos saloes. sabis melhor do qii"
Guelma, onde a sua reputado o havia precedido ; ninguem quantp est longe de meu coraco est i
foi bem recebido, principalmente pelo sexo femi-j alegra fingida. Puz urna mascara ao rosto ; >
nio, encantado de saber que anda havia homens, sinlo que a tenhaes lomado por minha physio
cojo amor nao recuava ante sacrificio algum ;' nomia real. Minha natureza, msis maldot3di
Na verdade, Sr. Kerouard, sou-vos infini-
tamente obrigado por lerdes trazdo minha fes-
la vosso enlhusiasmo, vosso espirito e jovial hu-
mor, que parecis ter communicado todos os
mpus convidados. Nunca tive urna fesla to bri-
lhante, e mereccis-me um serio resenlimenlo
por lerles-vos ausentado um anno inteiro de
meus saloes.
Rcpiehendeis mui acrimoniosamente, se-
em urna pahvra, Georges Kerouard era o re de
Guelma, como a condessa de Lucenais era a rai-
nli.i.
Mas a condessa de Lucenais devia sua impor-
tancia, menos aos mritos moraes, do que opu-
lencia e belleza. Como urna patricia da anliga
Roma, tinha escravas, chaouchs, e negras. Seus uiulhcrcs
soirres erara o encanto da cidade de Guelma. duzia aqu
Eram bem sabidas
aelvogem Se au tendea cavallo disponivel, es- ohe posi
colhsreis um e minhas estribaras.
Tenho o aleo. Amanha, tirei bater oaaa
porta, madama. Peco-vos pcrmisso para reii-
rar-me': lenho apenas urna hora para dormir,
ella me neceaaaria
- Relirai-voa, Georges Do doas hotaa. A
cati muito vaneada... eu pao me deitarei.
At amanhaa, senhora cowJessa. Georges
inclnou-se elocou com os labiosos rseos ddon
da condessa, quem conduziu ao baile ; depois
desnppareceu.
Georgea Kerouard dormlu do Ul modo, apezar
verdade
.minha ainico. tu leda qucrtdi
'"car ajama vida como estou prompto a da-
* va. Flcai pois persuadida de que eu poa?
> nfldelidade, sem Tallar verdade de
ImentQ-aagrado, guardar o culto da mor-
i iva... duas bellas almas irmas I
creio, Georges, necessito err-vos,
udamenle a condessa, satisfeila da
rrun^WtaWWorgcs. IbraUa vem atrazde na
e nao ignoraes que elle unidos espioesde meu
marido, como Ahmed maef criado o mais d
dicado. Esla manha M de Lucenais 6rdenou-1
Ihe que meacompanhasse, cante urna ordem tao

ravam em
hibla qu
da pelas
estrellas e
maestro da orcheslra tinha o
i panthras, que rugam e ur-
ikoutiue ; mas tato nao iB-
aala de baile, decor-
roslas, iilumiaada pelas
la.
das appftfienses que nao poda fugir, que era formal u nao 'pudeid'iVe'r:a'lbrahim qu fcasse
ja alto da e arnda nao tinha aberto os olhos. em casa.
do que a vossa, nao sabe laucar o sarcasmo di)
e3quccimento sobre o pastado.
Ingrato I que nao leva era conta um anno de
martyrio conjugal, um auno de lutta com valor
sustentada por elle s. Sim, senhor, quando me
julgaveis esquecida, coquetle, maneira dessas
sem alma, sem carcter, eu intro-
o inferno ; lodos os dias vos defenda
as despezas, que ella fasia altiva e obslinadamenle conlra um marido vinga-
para nlliviar duas tristezas : 3 cidade de Guel- I livo, e no momenlo em que cheguei a expelir-lhe
ma, e seu hypocondriaco marido, anligo legili-' do espirilo toda a nuvem, toda a suspeita, re-
mista, que, leudo enrgicamente lutado em Fran- compensais-me com vossa ironia.quasi com vossa
ca, transportara suas decepgoes e mysantropia ao
fundo das solidos africanas.
Havia urna mancha no sol Dizia-se que a con-
dessa gostava muito de Guelma, quando o conde
eslava em sua casa de campo de La Seralia, e da
Seralia quando seu marido eslava em Guelma.
Mas as negras e chaouchs da condessa eram lao
injuria.
Que me dizeis, senhora? Em que noile es-
lava eu mergulhado Que livestes esle heros-
mo Mas por que nao me fizestes secretamene
saber as tullas de vossa alma, o valor ds vosso
coracao ?
M. de Lucenais cerca-me de espides, vos c
aiudas que^suasaccocs secretas nao transpiravam sabis; eu me teria perdido. Em risco de incoi-
rer era vossas futes censuras de indifferenca. era
alera, e a malignidade publica era reduzida ao l
cont, invenQo. Foi por isso que nunca se
pode descobrir a causa real do rompimenlo de
Georges Kerouard com a familia Lucenais.
No lempo das boas relacoes, todas as vezes
que Georges parlia de Guelma para dar a caca ao
leiio e panthera as florestas de Souk-Arras,
va-so, algumas horas depois, urna bella amazo-
na, arompanhada do seus chaouchs, seguir a
mesma direccao. Era tal a sympalhia por Geor-
ges em Guelma, que os habitantes Iremiam por
nao ve-lo vollar da caca aos animaes ferozes ;
assim sua enlrada era Iriumphanle quando trazia,
com a pello, o cadver d'um leao ou d'uma pan-
tera. Havia nesse din diverlimcnlo na cidade e
soire na casa da condessa do Lucenais.
N'um bello dia Georges parti para a cagada
dos kos, sem que a amazonacostumada se apre
scnlasse ; e vollou carregado de despojos opi-
mos. A condessa nao deu festa alguma. Esta
mysleriosa separaqo de Georges e da condessa
sem motivos plausiveis ou apparenlcs durou um
anno. Finalmente a tibieza do amizade rompeu-
se tao singularmente como sa linha formado.
Gcorges devia procurar os Lucenais para urna
obra de caridade, cuja direccao lhc fra confiada,
e foi, com extrema sorpreza"sua. admiravelmente
rcecbdo. Pareceram encantados de lorna-lo a
ver, c, bom ou mo grado, foi preciso que se era-
peuhasse sobre palavra a comparecer ao prximo
soire da condessa.
O que significara todos esses sorrisos, to-
dos esses convites de baile ? perguntou stmes-
mo muito anciosamente o anligo capilao de cara-
dores d'Africa, dcixando os Lucenais. E' por ven-
tura o l;ino d'uma coquetle, a emboscada d'um
marido, ou urna sympalhia to irresistivel, que
lanca no olvido os aggravos dopassado? lsto
risco de ser pos vr despresada, de ser esquecida,
eu guardei o segredo absoluto. Cheguei meu
fim : ganhei vossa causa junto de meu marido.
Crde-la realmente ganha, condessa ? Simo
todas as difficuldades do muudo, cu o confess),
em admillir a converso de M. de Lucenais Vos
recordarei eu como elle se porlou comnosoo?
Advenido pelos espios de vossa casa de que nos
cagramos na floresta da Medjorda, elle nos sor-
prendeu no momento de nosso repouso de caga,
lentou assassinar-me c cobrio-vos de injuries.
Fra de mim, entreguei-lhe as mos urna es-
pingarda, e intimei em nome da honra que ne
dsse urna salisfarao sobre o praprio terreno, qje
elle manchara cum suas injurias. O miseravel, o
covarde arremessou a espingarda e retirou-sc
murmurando palavras de vinganga. Eis o-que se
passou, madama. Vos confessareis que seria pre-
ciso um milagre para que M. de Lucenais osque-
cesse todas eslas scenas. Alias preciso crer em
milagres, por isso que acho-.me aqupem casa de
M. de Lucenais I
Vos susptilaes, Georges, de minha perspi-
cacia, leudo suspeilado de meu amor. Pois bem 1
eu confundir-vos-hei sobre ambos os pontos ; vou
dar-vos a prova convincente de que na resta a
mais ligeira sombra de lenibranra do M. de Lu-
cenais. Eu expressei-lhe o desejo do que me
acompanhasseis em urna excurso s Therinas de
HammamMcsWoutine, e elle pareceu cheio de
satisfecho. Agora, Georges, recusareis ser n eu
cavallero?
Dai-me vossas ordens, madama.
Pois bem 1 amanha, ao alvorecer, e; tai
prompta : nao vos oceupcis de provises; eu B0-
viarei adianto urna mua p meus crtaouc/ts^ue
levarSo nossa subsistencia de jornada nesse paiz
Mas um dos chaouchs da condessa, o discreto
Ahmed, acordou-o em sobresalto balendo porta.
A senhora condessa vos espera, senhor Gcor-
ges I bradou-lhc elle.
Ah s lu, Ahmed, murraurou o antigo ca-
pilao de casaflores meio adormecido. Maldito
somno pesado I Eu me levanto, e em um quaito
de hora estarei em casa da senhora condessa.
Queris que eu va sellar vosso cavallo, se-
nhor Georges? porpoz o engenhoso Ahmed.
Tcns razio. Em quanlo vou feslir-me, sella
Satnn. Vai.
Em um abrir e fechar d'olhos o capilao ves-
tiu-se. Muniu-se de suas bailas cnicas de ponas
d'ac,o, de sua carabina Devisme, com que matara
panthras e lees, sahiu, montou cavallo e
apresentou-se em casa de madama de Lucenais,
a ^iial achou prompta, esperando impacientemen-
te o obediente cavallero.
A condessa eslava bella de arrebatar cem seu
vestido de amazona cor de perola; seus abundan-
tes cabellos negros erara graciosamente presos
por um chapu de fantasa de forma redonda, co-
rosilo d'uma maguiica penna de abestruz, que
Ihe moldurava a rail maravilhas o roslo; sua fi-
na nao cnluvada pareca curvar-se ao peso das
joias.
Vendo-a to resplendenle de belleza, Georges,
don Juan em ludo, licou um tanto offuscado;
lembrou-se da floresta da Medjerda ; balbuciou
alguma escusa banal respeilo do mal alinhava-
do de seu traje ; e a condessa encantada de haver
proijuzdo seu efleilo ordinario, pediu Georges
o soccorro de sua mo para montar sobre sua
egoi Isabella, que contrastava com o pello inlei-
raraenle negro de Salan.
Isabella e Salan, altivos de seu fardo, entrega-
ram-ge urna coquetle fantasa as ras de Guel-
ma, e nao tomaram o passo regular seno na es-
trada do Hnmraam-Meskouline. Os chaouchs Ah-
med c Ibrahira, montados cm muas, seguiam a
Georges e a condessa. Ao passar a pequea ca-
ravana, os habitantes de Guelma repeliam com
alegra:
Emfira I eslo reconciliados 1
Os primeiros momelos da viagem foram fros,
corfo lodos os comeos possiveis, cora cxcepgao
todava do comeco do dia cm frica, que r-
denie desde seu raio primeiro.
Fazia urna dessas radiosas raanhas, que dis-
pertan) alegremente o homem da lclhargia da
noile, do ao coraco a chamma, communicam
aos olhos e o espirito a viva luz de urna natu-
reza embriagada de sol. O rio de la Seybouse
rolava suas scnlilanles aguas alravez dos tufos
de eloendros. Almvessando o Seybouse vo,
engrossado pelas chuvas, Isabella tropecou de
encontr a urna pedra, ajoelhou-sc e quas langa
n'agua sua bella scnhora ; mas Georges por uro
rpido movimenlo desceu do cavallo e recebeu a
condessa, a qual levou nos musculosos bracos
oulra raargem, lulando contra a correle," que
an-carava cada instante arrebatadlo cora mada-
ma de Lucenais.
Nossa viagem coraer.a mal, diz a condessa,
tornada si dosuslo.
Ura pouco d'agua em vosso vestido, s o
que haa sentir, madama.
Mas vos, Georges. para virdes cm meu soc-
corro, vos molhastc al o peilo.
Basta urna hora de sol, e nada mais appa-
reoeri.
l'ozeram-se de novo sobre ossellins, e conti-
nuaran) a marcha ; Georges na frente, a condes-
sa atraz dclle, Ahmed e Ibrahm seguiudo sem-
pro o cavallero e a amazona alguma distan-
cia .
Como ochefe da caravana gnardava um silen-
cio obstinado, a condessa nao pode deixar do fa-
zer-lhe censuras.
Nao vos fazia to pensativo em viagem,
chasqueou ella.
Nao gosto de fallar nos cemiterios, onde
preciso escular, replicou Georges gravemente.
N io sabis, madama, que nossos cavallos pisam
sobre tumbas. Aqui, perto de Mejez-Amar, ues-
te doloroso retiro de Constantina ideixamos qui-
ndenios seiscenlos bravos, que se sacrificaran)
salvaro do exordio. Envolvidos de nuvens de
rabes, ellns resisliram ale o ultimo, e nos po-
demos continuar nossa sanguinolenta marcha at
Done. Os morios passam depressa : muito ligei-
ramenteso esquecidos.
Esla censura nao vos poderia quadrar, Geor-
g<'s, por isso que nao esqueccis nem os morios
n ou) as morios.
Ouereis recordar-me a Italiana Francisca,
a mora do deserto ; ella est enterrada em meu
coraco e eu nao posso esquece-ta. Ha seis an-
uos cu passava com ella por este eaminho, diri-
gia-me Constantina e djahi parti para o oasis
de El-Kantara.
Entao acabaveis de sacrificar vossa posico,
vosso futuro militar por essa mulher, que ta'nlo
vos possuio o coracao, que anda vos oceupa lan-
o o espirito.
Cjai-vos, condessa, nao obedocei mesqui-
rhos iiBWlsos ; (nao censurai-nie ter eu cumpri-
do meu oever, ter sacrificado a um a marlyr mi-
IOLDETDI
HISTORIA DE UMA COLLINA.
Oh I exclamou Lively, meu Deus 1 d-me
ur instante ; ha um justo em Goaorrha ; o
cahir e nao quero morrer com
vai
Vosso marido, madama, representou conti-
go a comedia da reconciliago : eu vo-lo dizia
honlcm.jjenhuma franqueza, nenhuma polidez
pode vir dessa alma baixa e tortuosa ; elle nao
um Olhello, ura Cassio ; e eu prefiro mil vezes a
coragera impetuosa e rudes assaltos do leo s
cobardas ferozes da panthera agachada em um
ramo sorprendendosempre seu iuimigo.
Georges, se eu podesse um s instante ad-
millir a exactido de vossa horrivel comparagao,
eujps respondera que cstaes habituado em vos
sastacadas a fruslar as perfidias da panthera. p
que tendes a lemer da hypocrisia, das astucias
lelinasnue injuslamente, como pens, empresta-
res Ir. de Lucenais.
Eu nao temo cousa alguma do ninguem,
madama.. Minha vida tem-se passado era pro-
curar a morle, que rae lem sempre fgido como
urna miragera, nos campos de balalha, nos oca-
sos de minhas aventuras de guornigo, em miuha
lulas conlra o animal feroz das florestas da
frica.
Por que fallaes de morle, Georges. quando
Deus nos concede a graga de reunirmo-nos de-
pois de um anno deseparago ?
E a condessa em um delicioso abandono da
paixao.collocou a mao sobre o argo do sellim
de Salan Gcorges lomou essa mo e a chegou
aos labios ardenles.
Nao vos importaes mais com Ibrahim, com
o olho do marido I Ihe disse madama de Lu-
cenais.
Esla observagSo lancou gelo sobre o ardor de
Gcorges, que logo abandonou a mo da condessa,
murmurando;
Sim, o mo olho como dizera os Arabos.
Reina o silencio. O cavallero e a amazona
entregues inteiramente s vivas emoges de seus
coraces e embriaguez, que lites causava a na-
lureza africana cora seu co escandeccntc, seus
profundos horlsonies, suas infinitas perspectivas,
suas montanhs gigantescas cncaracolando-se
urnas sobre as ouiras, apresentaudo os verde
oasis no fundo das quebradas, como ninhos de
pombos bravos as fraldas dos abyamos, com seus
seductores contrastes de rudeza c de graga, de
energa selvagera o de ternura. Tudo, al as
ruinas romanas, semeadassobre oslo da frica,
conlribue para dar este ndmiravel paiz um as-
pecto de grandeza.
O Salan deJTeorges tendo feito resoar os cas-
cos sobre os fustes das columnas e dos capiteis,
que estavam cabidos em meio do eaminho, fez
desperla-lo de sua mudez c exclamar :
Se estas ruinas podessem fallar, quanlas
cousas grandiosas revelariam 1 quanlas heroicas
lulas conlariain 1 E coratudonem mesmo Saina-
do deixou-nos o nome desla cidade romana,
que, a julgar pelo numero de seus tmulos e ar-
cos de triumpho, de ve ter sido urna cidade irapor-
lanle.
Assim sedesvanecem as glorias deste mundo,
relrucou ironicamenle a condessa ; assim desap-
parece o brilho dos hroes ua sombra da posteri-
dade. Nao porm a historia delles-, que eu sera
curiosa era perguntar ao passado dcs-ta cidade ;
a dos amantes confundidos no p destas ruinas,
que consograran) i vida ura senlimento menos
fugitivo, menos ftil que a gloria ; clles s desa-
liam o esquecimento e o nada, e lendo bem pas-
sado os dias na Ierra amando, amara anda no
cu.
Eu adoro, condessa, vossa maneira do en-
tender historia romana. De mais, por mais es-
Irauha que ella parega, nao est em desatcordo
com a historia' A voluptuosa monda-de romana
vnha deleitar-se nas (hermas de Hamraam-Mes-
koutine, como lestemu-nham estes vasios tanques
que vemos em frento e em que ella nadava i seu
commodo; noentanto que os directores de nos-
sas Ihermas adoptaran) boje os banheiros estric-
tos. Esla differenga, bem que insignificante era
apparencia, mostra perfetamente, quanlo mim,
o genio dos lempos antigos e dos modernos.
A trodiego medicinal, assim como a-tradieco
amante, nao foi abandonada. Como os- soldados
romanos, nossos soldados vecm ccalrisar as fori-
dasnestasquentes aguas^ de urna eficacia raa-
rnvilhosa, e pretexto de rheumatisraos imagi-
narios, de fantsticas duros, os habitantes o as
habitantes, dfi Constantino, de Philippev-ille, do
Bna e de Guelrae, procurara aqui a liierdade da
solidao, o socego dos bosques, da quebradas
sombriasyda fonte pura wmorejanlo sobre os
granitos. Quanlos romances africanos, condes-
sa, affogam-se nas Ihermas de Hammam Ueskou-
lne 1 Nobrcs damas, transformadas pelo amor,
habitara a cabana, como simples mu-lheros ara-
bes, e preferem-na s suas suspeilosas moradas
das cidades.
Eu vim cicatrizar no hospital militar de liara-
mam-Meskoutne um guipo de yalagon.com que
linhani-me gratificado os Marroquinos. Todas a
lardosos pretendidos invlidos civis dos dousse-
xos roniam-se na (rento do hospital, e diver-
liam-so da maneira a mais engenhosa, inventan-
do brinquedos innocentes, ou improvisando bai-
les campestres acompanhados por urna nica ra-
bees.
As dez horas oa militares entraran), os paisa-
,telir*am-so suas cabanaa,,ou omprehen-
K um passeio aentlmental ao 'darlo di la
PB-temcr de cahir nosdentcs do animal toroz; tao
lavo o amor I Tomo por tcsleraunha, cundes-
, a todos os cacdores a todos os amantes da
provincia de Constantina, que viorem buscar nes-
te oasis lao intelligenlemenle cseolhido pelos
Romanos, nestas Ihermas, neslas montanhas de
cumes elevados, neslas florestas de carvalhos, no
ar callido desla atliuiosiliera, ncsles horizontes
inundo!, nestescos profundos, cm toda esta na-
tureza cxuberanlo e pittoresca, a plciiitudc do
amor e da liberdade 1
Senhor Georges, disse a condessa fra ante o
enlhusiasmo do o (Tidal ou que alguma parle de son
discurso a tenha fondo, ou antes ella sinta o te-
sar, cegados da viubos de Champagne, e que, en-
trado em sua tehda, beba agua pura amo dro-
medario; um xcellearte earUio a levar mil vezes
vantagero ao da Moliera, au faz ostenalvamento
suas cine* sopplicae por da, acibeanlia com pro-
fundas reverencias os conquistadores de seu paiz,
dobra os impostos que a Franca Ihe pede, afir
do guardar melade para ai, faz auar os homens do
sus trian comoum baroda edade-raedi, aujei-'
la-os a cultivar suas (erras, a trabalhar seus cam-
pos d'algodao, adora piadosamente Mahomed c
Allah, despojando os Musulmanos, e tirando sua
fortuna de Cliristo c dos chrrstlos I Mas perguai-
lai aos rabes opprimidos da Algeria o que elles
pensam de seus cheiks, de seus cais, o de seus
caids minoLTuros I
A philppca do Georges fez sallar a fasca da
pedra ; uro raio de odio illumiuou os olhos do
caid Dou-Sard ; mas como todos os seusorrc-
igionarios, que nunca traduzem a colera por pa-
lavras, elle conservou-se mudo e sombro.
Ora boa 1 boa 1 suspirou madama de
ns. en reconhecia vosso odio aos rabes.

do
bes
ras
FOR
MERY.
{ Con!ntiKio. j
Sim, preciso ir a Drury Lae esta noile !...
O que dira o bom Saint Alban ? Esse homem
pode salvar-me 1 Sim, interessa-se por mira ;
rico; abrir-me-hei com elle ; o que sao duzen-
las libras pora um banqueiro ? A que horas se
abre Drury Lae ?
As sele horas, creio ou. Tem enlo espe-
rancas no Sr. Saint Alban ?
Muia esperanca.
Tanto melhor 1
hV um millionario da cit... E' necessario
que a Providencia faga alguma cousa por
mim 1
Seria justo.
E tardio..... Estou determinado, descobri-
lei ludo a Saiut-Alban. Nao ha nada que acal-
me o singue como lomar-se urna resoluno :
respiro, renasgo 1
A' hora do espectculo, Lively reuni alguns
restos espalhados da sua pequea fortuna, urna
libra e alguns schellings o lomou o eaminho de
Drury Lae.
O Irlaodez nao preslou altengo nenhoma a
esse theatro magnifico lodo forrado de escarate,
todo deslumbrante de luzes e de collares de bri-
lhante, (con surdo msica, ao canto, aos ap-
plausos eso procurava Sainl Alban ; fazia abrir
lodosos camarotes, suba, descia, lornava a su-
bir orquejando, paludo, convulsivo, nao podendo
encontrar a sua esperanca, s encontrando des-
conhecidos alegres, especies de echos ambulan-
tes que repeliam os estribillos do Ihealro. Le-
vado pela roulldo do enlr'acto, gyrou em tor-
no da balaustrada circular da escoda, e enlrou
nosalocom toda a ardenlc mocidade quo vi-
nha dos vomitorios. (1) All recuou desuslo, de
sorpreza, de pudor, de admiradlo. Julgou-se
transportado sala do fcslim de Ballhazar, tal
eomo Mirlinn i sonhou ; julgon ver sahirem dos
tmulos todas as corlezaas da'Bubylonia ; iraa-
ginou que ia comegar urna dessas orgias devo-
rad oras cm que o insulto da trra provocava o
raio do co. Cem mulheres, era todo o esplen-
dor cynico da belleza, vestidas como rainhas era
seus thronos, enfeitsdas com os despojos das
duas Indias, com a chamma nos olhos, o encar-
nado nas faces, o impudor na fronte, o sorriso
nos labios, iam, vinham, senlavam-se, levanla-
vam-sc cora eslremecimentos de selim e de
velludo, levando aps ellas, diante dellas, no
meio delias, ondas de mancebos ebrios e louros,
victimas devoradas por esse turbilho vivo de
cabellos louros, de roslos frescos, de bragos n,
de pedreras, deseda, de perfumes 1
(*) Viue o Diarxu n..97
il) Assim se chamaran) as sabidas dos tbea-
tios romanos.
fogo do co
elles I
E lirgou-seligeiramenle para a escadariabian
ca e pallida como selim, com os olhos fechados
para nada mais ver. No peryslilo, parou dinte
da estatua de Shakspcare e disso :
E foi para esto povo, Williara, que criiste
Ophclia I
Chegando oo Strand, Lively fez a si mesmo es-
la pergunla :
O que vira de lser ao Drury Lae ?
Davam dez horas em Santa Mara.
= Ah Saint Alban I disse ello Sim, lem-
bro-me. Varaos ao club de Scrates que ello ha
de estar l.
Subi a escada do club e abri a porta. Urna
vela s illuminava essa sala que eslava deserta.
Um criado eslava a dormir. ,
Lively acordou-o.
Meu amigo, disse-lhe, o Sr. Saiul Alban,
vira esta noile?
Saint Alban ? disse o criado abrindo os
olhos ; nao o conheco.
Aquello senhor que esta manha jogou o
whyst aqui ?
J disse que nao o conheco.
E conhece os outros banqueiros?
Nao, a primeira vez que os vejo.
Aqui nao o club de Scrates t
Nao. Aqui nao ha Scrates.
Sabbado nao esliveram aqui cncoenta e
sele banqueiros- meia hora depois do meio
dia ?
Sabbado nao veio c ninguem.
Mas isto aqui nao um club ....
= E' um club room para turnar. ..
Sabe que eu perdi esla manha cem libras
aqui 1
Sim, eu o reconhego; acerca do senhor os:
taes senhores me dissram que me pnzesse
janella para advcrli-los quando o vissi che-
gar. .
E na minha ausencia o que faziam 1
Riam, canlavam, hum os jornaes. ..
E nao jogavam ?
Nao. Pegaiam nas cartas quando o enhor
chegou.
Eslou roubado I Nao ha mais esperar ga,
Baleu na testa c sabio.
VI
Era a hera em que Londres est cheia de-luz
e de Irevas, escudo iromenso, quarleado d; arela
e de ouro. As trevos cahem do co edelm-se
dos tclhados das cosas baixas ; a luz sebe dos
calcadas e para nos telhados John Lively, pallido
como um defunto galvanisado mislurou-seoa
turbilho dos phanlosnias que descia silenciosa-
mente aos bosaues do parque. Em l'ortla \d Vhi-
ce, o sol hydrogeneo de mil raios, que cimbrar-
quece a columna do duque de York, como un
planeta, deilou os seus raios alegres sobie esse
bando de sombras errantes ; "essas trisle som-
bras descerara a escodarla babylouica de Car lien
House, pastando ante a seminlo que protege
as orgias tranquillas e mudas do jardn) regio.
John Lively. nas alleas do parque, moven-se vi-
vamente, como para livrar-se de um sonl o hor-
rivel, viva de duas existencias ; urna acabru-
nbava-o em sua realidade desesperadora ; outra
era cheia do quadros incoherentes de si-nho ou
de loucura.
A' luc do gaz espalhada debaixo das arvores
e que pareca coada airares de um crep cor de

mor de deixar-se levar, vosso lyrsmo vosarrasla ps Kpm't
a sonhsr felicidades iraposstveis; mas os romn- SL Os ArabeA q"8 8U '
ees encurtam o eaminho Ahi ten Jos; sem pen-
sarinos na exleuso da jornada, es-nos chega-
dos.
Com efleilo, as columnas, do vapor que se er-
guan) das fontcs cm ebullico, annunciavam a
proximidade das Ihermas. Isabella e Salan faziam
Unir um solo rido, minado pelos volces subter-
rneos. As aguas quemes, jorrando, forraavar
urna mullido de pequeas cones, que a imagi-
nago dos rabes assemelha tribus infies pe-
trificadas e familias incestuosas fulminadas de
thofre pela colera celeste : cm seu curso, ellas
depem o cnxofrc e o calcario, de que eslo im-
pregnados, e formara degrozuhos brjncos c
amarellos, o depois, rumorejando, vo perder-se
no meio dos campos de algodoe eloendros. Nas
cal^Jeins naturacs das ihermas do Meskoulino,
nas quaes a agua sobe cem graos de calor, os
soldados feridos preparavam suas pancllas e co-
zinhavam ovos; as senhoras, envolvidas em lon-
gos burnous bronco!, leudo lomado banho. entra-
vam em suas cabanas" os cagadons partiara em
expedigo, e os cnfrmiiiros cstaviru carregados
do garrafas d'aguas forreas, enchidas nas abun-
dantes fnules dos arredures.
Rcinava em Meskoutine urna vida activa c agra-
davel. Comludo a chegada da condessa de Luce-
nais causou sensago. A enfermeira-mor do hos-
pital recebeu-a, offereceu-lho aposentos, e a
criada da enfermeirn conduzio-a ao banheiro c
oflercccu-lhe a roupa du banho.
Ncste inlerim Georges fez urna pequea excur-
so ; explorou em vo a cova do leo, a monti-
nha do leo, e s onconlrou urna panthera o ura
tigre, que matn e trouxeV Meskouline.
|- A condessa, rcfocilloda pelo banho. desejou
continuara viagem. AlTrontando o calor siillo-
canle, os vaporCs ardenles do sirocco, que fluc-
tuavan no cspac.o, ella quiz ir casa do caid de
Meskouline, quo muilas vezes assislira seus
soiros de Guelma.
Acanvana serapro seguida pelo olho do mari-
do, pelo inflexivel lbrahiin, ganhou a montanhi;
e logo apparecerain as pardaceutas cabanas da
tribu dos lloradas. Malmenle o caid Bou-Sor
vio ou antes adevinhou que era a eondessa, fez
signal aos rabes de svu aduar, os quaes se pre-
cipilaram em frente da caravana, mis segurando
o cavallo de George9, outros curvando o dorso
pora receber o p da condessa. Um segundo sig-
nal do caid foi o signal d'uma verdadeira malan-
ga de carncros c gatlnhas, a quo os rabes cor-
laran) as caberas, metieran! em -espetos, c assa-
ram em fogueiras accesos cm pleno ar. Eram os
preparativo da difla, palavra que comprehende
todas as obrigocoes da hospitalidado musul-
mina.
Madama de Lucenais e Georges t'pnham}enlrado
na leuda do caid, e eslovam sentados em alme-
ladas, que, bom ou mo- grado, fra preciso ac-
coilardo caid. Este e seus dous filhos cslavam
sentados com as pernas cncruzaJas em tapetes.
Kou-Sar dirigo-se primeiro condessa, tratan-
do-a por lu, segundo o costume rabe :
Tu me tinh.is promettidovr visitar o aduar
de leu amigo, diz Bou-Sar; ou leagradego.cou-
dessa; s urna christi de- palavra.
Todas as chrislas parecem-sc comigo, diz
rindo-so madama de Lucenais.
Amo-as todas enlo. como amo ti, relru-
cou o caid.
Sem divida ; mis as christaas nao sero
jamis tentados a amarum rabe, queda-seu co-
racao cinco ou seis mulheres.
Tu bem sabes, condessa, que s se ama
urna. Mas que seria do mim se eu nao livesso
quatro mulheros? Quem me-ira buscar agua
ionio? Quem Iccer-mu-liia o burnous Y Luir as
quatro mulheres do musulmano ha sempre tres
escravas.
Pobres crcalurasl isto faz-mo lembrar que
eu trouxc algumas bugiarias para ellas, alguns
lecidosdo sedo. Dizo Ahmed que os tire de
minha djebira- e quo os entregue tuos mulhe-
res; ao "mesmo lempo ello (raz-nos-ha os vi-
veres.
Como P vens casa d'um caid e tr-azes v-
veres! Tu os recambiars ou ficaromos mal.
Mas debamos ao menos lomar vinho.
Ten amigo nao tem per ventura vinho de
Bnrdcaux era suas adegas ? Como receberia eu
oTkisos francezes em minha tenda, se nao tives-
se vinho? Mwhomcd, quo prohibi o vinho aos
renles, noo lhus prohibi ofTerec-lo seus hos-
pedes.
Muito bem ; s um caid civilizado.
Por Deus-I' excNraou o anligo sapilo de
cagadores, um fulgaso, que com os spohisparli-
Iha quando vem Guelma doe fes'ins do Baltha-
\iolota, John Lively descobrio, cm loftio.de si,
u.m mundo novo, sem forma e sem nome; lodos
os esqueletos inglezes da proslituigo tenebrosa
desfilavam diante delle moslrando-lhe rostos
horrendos sobre os quaes o sorriso do officio fa-
ina cstreitar um resto do epiderme como perga-
minho velho.
Nuvens de farrspos corriam debaixo das arvo-
es e pareciam algumas vezes tomar formas de
mulheres, como as nuvens phantaslicas do co
era um crepsculo de tempestado, murmurios
guttures, suspiros dos sepulcros, liuiam no ar ;
nao so ouvia nem c ruido dos passos, nem ruido
de vozes ; esses entes dcslisavam comcappari-
coes sobre a arda das alleas ; perlenciain a um
sexo desconhecido, o todava do pallido reflcxo
do gaz, via-sc, por intervallos, brilhar um rnslo
encantador, envolto ero androjos, como urna ro-
sa que desabrochen cm una leia de aranha. Na-
da d mtisexacta idea dos lugares profundos,
aos quaes todas as religioes condemuam os ol-
mas penadas. Era o Elyseu s margeos do Le-
thes, ou os Limbos dos enrislos morios antes
do baplismo. Alravez. da cortina das arvores,
veem-se scinlillar as ondas rnrugadas do grande
lago, como ura rio do inferno pagao, e do oulro
lado, os olhos se detm sobre as coluranadas
Ihebanas de Carllon Terrace, o palacio sera
rei.
John Lively sollou o grito do Hamlel em pre-
senga do phantasma. A' esse grito correu um/io-
l'ceman eameagou o Irhndez com priso se
conjnuasso o papel de Hambet. A palavra pri-
so. pouco usada cm seus sonhos, chamou o
mancebo s realidades da vida largou-se pela
escadaria cima e sabio de Saint James para ir
onde Deus o conduzis^se. Passou debaixo da abo-
bada sombra do velho palacio, no momento era
que dava meia noile o relogioque tocou a ago-
na de Carlos I defronle de Wite-Hall. O Irlands
corra em Parlamienl House como Oresles per-^
seguido pelas furias ; e sempre, e era toda a par-
te, encontrara esse turbilho de almas loucas,
lenho
__ntadores. Vede como
elles nos recebem ; o o ctanlo esta gento
que lalhaslo golpes de sabro sem piedade,
niexoravel capilao de"cagadores; que fizestes
victima das razzias espoliadoras e que arruinas-
tes. ,
Sao encantadores o recebem-nos bom, eon-
dessa. precsameat porque os lalhamos golpes
de sabr.
Os gritos de alegra das moukerei, que se ocha-
vara cm um roparlimento vzinho, eslabelerido
por meio de um tpele vcrticalmenlo csicndido,
corlaram muito proposito a conversa.
Oh l I Bou-Sor, ouves tu ? diz a condessa.
Tuas mulheres esto encantadas de meus pre-
sentes.
Conheces bem as mulheres, conden, res-
pondeu o caid. A dilTa est prompta, acrescenlou
elle : queres servir-te sob a tenda ou fra?
A condessa que j tioha esvasiado um frasco
d essencia para neulralisar o cheiro de leite qua-
lhado da-tendi, respondeu que quera sabir. Ells
licou encantada do quadro que se Ihe offereeh aos
olhos, sob as vastas ramagens das alfarrobeiras :
eslavara estendidos tpeles, que eram circumda-
d urna grinaljja animada de lodos os Ara-
do aduar ; e por detraz das alfarroBei-
cslavam agrupadas,. cobertas com veos-,
as moukeres, que cora a oppanco da condess
e de Georges, tocaram "seus estridentes sgarits..
Os rabes ergueram-se. eabrirara alas para dei-
xar passar Georges e a condessa sobre os ta-
petes.
Enlo Irouxerom um carneiro inteiro, que fu-
mesava em um grande pralo de madeira, fran-
gos temperados, e o cuscus cheio d'ovos e uvas
cozdas. A condessa tinha um prato e urna co-
Iher de pu arabos novos. Ella ru-se do bora
eoragao vendo esta singular haixella. O caid o
os rabes, que rro comiara por que fozer a
maror injura ao hospede parlilhar do seu eoraer
e nao consagrar toda a attenco em salisfazel-o,
ssemelhavam-se mortaes assistindo aos ban-
queies ambreodos dos deuzes do Otyntpo.-'e pro-
curando ler em seu semblantes a satisfac&o.t
Que lal est o cuscus f perguntou o ed
madama de Lucenais.
Delicioso. Os que se fazem om minha caza
nao se comparara com este.
V, replicou o caid com erguirte, no ha
na Algeria urna mulher, qne fac o cuscus con
Lella Kadjoun, assim eu pague'i por ella drus
rril francos, ser contar os presentes do casa-
mento.!

E' mais barata que nossa cozinheirasv que
pedem- mil francos por anno, dra Georges.
Neste momelo quatro Mouriscas, vestidas do
gaze, lancoram-se do grupo da* milhares sobre
um tapeto, onde se-entregaran) toitaa as fanla-
ziaa apaixonadas d* doea rabe : combales
simulados, mulheres-infies feridas pelo yatagn,
sestas voluptuosas no fundo das quebradas o amo-
rosos passatempos no oasis do deserto. Os m-
sicos acorapanharam eslas scenas-, batendo repe-
lidas pancadas na pelle sonora do derbouka. Ma-
dama de Lucenais anda que estivesse habitua-
da s dancas mouriscas, pareceu eslar vivamente
impresionada, e Georges, que aobservava, vio-
lhe o seio palpitar c agitar-so como vagas ondu-
losas que so succedem- rpidamente.
Quant'a razo linheis, Georges, diz a condessa
com voz commovida,' de exclamor quo o parai-
zo do amor eslava aqui I' Ar' a delicia (fos
anjos est vida pnlrarclial no meio dos bosques,
longe d"as intrigis e das esteris ogitaces do
mundo I
Nao, condessa-, anda nao aqui Despen*-
soi-me de desenrolar-vos os intrigas, os roubo-,
os vicios, os crimes, os miserias e os mesqui-
nhos sentimentos d'esles pastores rabes,.candi-
dos somonte em apparencia, que vos tanto amis.
O homem, nascdo-da mulher, neeessariamen-
le, mo, quer seja- pastor, agricultor, industrio-
so, quer seja parsita-civilisado. E'nas bordas
do mor ou nn fundo das florestas quo eu quere-
rla ver edificar-se-nosso pequeo castalio, que
eu quera viver e- morrer sob vossos olhos cheios
de chora mas como o- sol que nos abrasa com seus
raios derradeiros.
A condessa suflboada pea emogo- nao pode
responder sena collocando a mao no de Geor-
ges ; mas a paixo crescia eada vez mais, o su-
bio -Ihe ao coraco- como una mir irresistivel.
suecumbindo & emoco ella cahiu sobre-o tpele
victima d'uma crise nervosa.
(Continnar^se-ha:)

t
/
!
Vivo 1 vivo t exclamou Palrick.
Vivo I disse Lively; sim, vivo como um
cadver que caminha.
E que resuscilar 1 disse Patrick
comigo cem libras ; perlencem-lhe.
Cera libras, Patrick. O qucfizeslo posa ad-
quir-las ?
Vendihontem os meus cavallos.
Lively aperlou Palrick ao peilo.
Fallam-nos cncoenta Libras, Patries..
Meu irmo no-las adiaolar ; o Sr. Igogl-
hein ser pago antes do relo dia.
Sim l pois bem, corre a Wycora.be, loma
acece deGoldtn Cross; i i vra essa mulher, prin-
cipalmente nao falles de mim ; que ignoro a ori-
gen) da beneficio.
Esl entendido.
Estou tua espera em Londres ; as horas,
serlo seculos; %)as depois desses seculos, a tran-
quillidade e talvcz a ventura.
Urna idea I sirLively quero ir verCoppezas
era Sltaford ; tomor-lhe-hei diah'eiro empresta-
do ; fallar-lhe-hei com enlhusiasmo dos rami-
nhos de ferro, elle ser raeu amigo e eu delle
Obrigar-rac-hei a trabalhar para osscuspaBla-
nos durante ura anno.
Bem Patrick ; vai, parle, seguo as tuas
boas inspirages e adeus. Antes de ludo, falla
cora leu irrao em Wycombe, e salva essa mu-
lher da prso.
Al amanha, sir Lively.
Urna esperonga vaga de felicidado tranquillisa o
homem mais desesperado. Nas terrivoia circuns-
tancias da vida, ludo se lorna labaa de salva-
rao ; a gente alira-se a elle, respira um momen-
to ; o menor raio um sol.
A's oito horas, Lively foi chamado pelo seu
nome, no vestbulo de Whitt llorst.
O eslalajadeiro vnha subindo a escada e
disse :
mr- Sr. Lively, aquelle sujeilo que hontem
veio procura-lo duas vezes, esl ahi. Quer fal-
la r-lhc ?
Vou descer, disse Lively. So foro lal Saint
Alban, disse elle a meia voz, que vem reclamar
as suas cncoenta libras, aliro-o ao chao com um
socco e pego depois perdo a Deus.
Nao era Saint Alban, era Coppeazs.
Ah I Sir Lively, disso Coppezas estendendo
para elle as mos, pergunlo pelo senhor a todos
os chos de Londres. Onde diabo se meite ? In-
dicaram-me o seu domicilio, em Wycombe, e
venho fazer-lhe de passagem, urna visitinha.
muiu bondade.Sr. Coppezas, disso Lively
framente.
D'aquia pouco sao novo horas ; quer acei-
tar una chicara de chocolate, cm casa de Vercy,
em Regenl's Street ?
k' Acompanha-Io-hei, Sr. Coppezas.
Nunca tomou chocolate em casa de Vercy ?
Ainda tem muito

essas procisses de phantasmas, essas grnaldas
de andrajos, esses ros de prostilugo ftida que
transformara as noiles de Londres em noites do
Erebo ou do Tenare. Subi para Claring Cross,
e os sonhos ainda o acompanhavam ; cncarniga-
vara-se a seus passos ; rodeiavam-no com suas
imagens phantaslicas. O gaz alegre lhes predi-
galisava a luz. O quarlo crescente da la favo-
recia-os como faria ao amor ; soberbos pala-
cios, jardins frescos e recolnidos serviam de qua-
dro scenas to incriveis, e honravam essa mi-
seria com a visinhanga de sua opulencia. John
Lively por vezes demorado na larga calcada
resplandescente de gaz, e absorto era urna raedi-
togo que o tornara louco, julgava-se transpor-
tado a oulro planeta, c va gyrar a trra na pro-
funde/a dos cos. A alma, que reslilue a razo
s imognages delirantes," lho resltuiu lam-IAquillo muito bom ; o nico caf de Londres,
bem oscrueis cuidados da vespera ; reliraram-se
os sonhos anle as priraeiras nuvens douradas
pela aurora% e Lively desperlou cora a realidade
de sua desgragac do seu nada.
Subi lentamente as tuas que vSo ter ao
Cleapside ; s um hornera eslava em p nossa
ra mmensa, ero que o gaz se apagava em res-
peilo aurora. Esse homem era Palrick
O cocheiro irlandez velava sobre Whalerloo-
Bridge para prevenir um suicidio ; ao amadheccr,
linha voltado para a cit com o desespero n'al-
ma. Dous gritos do alegra retumbaran) na
ra solitaria. Os doue amigos se liobara abra.-* 1 Lively, que o senhor nao tenha. urna geira de
5do. I trra vegetal dcssQ la,d.o, porque yendc-lc-djln
como una mina do ouro....
amor sua pequea cabana?
Ainda, Sr. Coppezas I
Ura antro de Laporao-.um wrgha-m de Mingo.
Emfira, nao importa, o sen-hor gusta della. Se
nao gostasse eu Ih'a pagana por vinte libras. A
fallar a verdade, nao vale dez schillings.
Costo della e quero conserva-la.
Conserve, c-anserve. Ora diga-rae, o que
faz era Londres, Sr Lively ? Dverte-se ? Vai
ao iLealro ? Frequenfa os clubs ? J jontou no
club da Reforma ? .-VIti ira-la-se a gente vela che
libra. L vi O'Conikell, o raez passado ; come
que um regalo. Sabe que cada Irlandez d
por semana um peuny O'Connelle, o quelite
conslilue um rendimento de 4,000bragas por mez.
Hein 1 Se nos tivesseraos essa forlu asilo,nao ca-
varamos a Ierra... A tal sua collina dura como
bronze. Os operarios desesperara com ella. E'
ferro, bronze. Erafim, haveraos de levar ao
cabo a erapreza... E o que far o senhor dos dous
pedagos de collina que he restara?
Nao sei ; em lugar de urna collina, o se-
nhor tem duas ; passar como o colosso de Rho-
des, cora um p em cada pedagu.
Patosa rei.
Com os nossos pantanos, faltar-nos-ha a
Ierra ; um paiz de planicie ; precisamos de
(erra para seccar os pantanos... Ah 1 Uve urna
idea j... Ceda-nos essas duas nielados de col-
lina.
Para que quer que eu lh'as ceda ?
Oh meu Deus, se quer, pode ficar com
ellas ; e demais, o que eu Ihe dara por ellas,
lalvez nao valesse a pena que m'as cedesse.
Equanlo me dara, Sr- Coppezas?
Diabo I isso nao se improvisa assim I... Nao
estou preparado para o pedido... Ora, quanlo po-
dero valer aquellos dous montculos de casca-
lbo ? Nada, nada pela palavra... Esl bom, dou-
lhe trinta libras.
E' muito pouco.
Olhe que trinta libras cada melade fazem a
conlinha de sessenu libras 1
E' muito pouco.
Ora... fagamos um negocinho; entremos
em casa de Vercy ; tomaremos chocolate... e
olhe, all esl a janella de mademoiselle Giisi.
Vitn dilato in ciel e luna.
V pensando... quer montaiga fresea ?
raanlciga de Hampstead, de Crickleoold', ds Bhgh-
galo, manteiga fin?'
Muito obrigado... J pense*... e o a mi-
nha respqsto, Sr. Coppezas. Hontem, econtrei
um individuo que me falln absolutamente como -
o senhor ; dir-se-hia que era seukmo-. Hon-
tem, eu fui... engaado... desculpe o-termo :
o senhor falla-me de mademoiselle Gjisi, dos Pu-
ritanos, de King's Theatre, e no-sai que mais ;
isso. tora-nao. prevenido ; desdo- hontem estou.
velho ; tenho vinle e quatro- horas de experien-
cia... e- isso muito para um tnowtanhez da Ir-
landa..., o senhor dcstro,. Sr. Coppezas, mas.
lem infelcidade de chegar depois do Sr. Saint
Alba...
Quem esse Saint Alban, Sir Lively ?
Um. su jeito que me ganhou cem libra, no
whist.
Isso nada tem d commum comigo*., eu
nunca jogo... Dizia pois o senhor...
Dizia que. fallar francamente, a sua- pro-
posta me pareca suspeita. Creio que a- sua vi-
sita occuita um fim que existe. Tenho de certo necessido.de de di-
nheiro, mas recuso-as suas cem libras.
Sir Lively, julga por acaso qu descobri al-
guma mina de ouro na sua collina?
Nao julgo nada ; estou prevenido; em to-,
da a parle su vejo Sainl Alban.
Coma conhece pouco os borneas, Sir Li-
vely !
Oh l sim, verdade, co-nheco-os muitp.
pouco. ,
*
Moslrar-lhc-hei mademoiselle Grisi, que rega to-
das os raanhas _as suas flores, na janella, era
frente de Vercy." O senhor gosta do talento da
Grisi? Frequcnla King't Theatre ? J ouvio a
Grisi cantando :
Son eryin vtrrosa ,
In veste de Spot*.
nos Puritanos, l. Purani ? Ora varaos, venha
comigo. A proposilojirnos ptimamente com
a collina. O pantanolPfiquasi secco. Tcremos
uma milba do terreno secco. E' para sentir, Sir
Hoje hei de leva-I o por (orea aos Puritanas.
E que duelo de patente aquelle,
Suoni fa tromba inlrtpido !
E o romance,
Lasciale mi morir I
A Grisi de arrebatar... all est a sua janella,
as flores... Ah 1 verdade, quero aprc-senta-lo a
Rubini ; ouvir como elle canta :
Non parlar di hi ch'adoro
Di valor non me spoiiar.
E enlo Tambudni.oh I
Del togno beato I
O Sr. nervoso, Sir Lively ? a msica irrta-
me os ervos I Enlo. como acha o chololate ?
Desculpe-me, ia esquecendo, ah cstavamos fal-
lando da sua collina !... dou-lho cera libras pela
ua collina e pelos dous pedagos... uma lou-
cura 1 mas que quer, o chocolate azoa-me a ca-
beca. I cera libras 1 enlo o que me Ui ?
Estou pen.ia.odo..
> E' mogo, reformarn o seu juizo. Convanha
todava que uma conducta irracionavel descon-
fiar'de um homem qu aderece cem libias e
troca de cousa nenhuma. Sir Lively, queco fa-
zer uma experiencia a eoragao humano. Qver
o senhor aceitar dozentas libras ?
Nao.
Tresentas?
Nao.
Isso o que se chama loucura.
Lively poz cabega nas mos.
Senhor Coppezas, o senhor offerece-me
muito par que eu aceite.,
E se cu quizer fazer a sua felicidade, me
impedir? Mas enlo em que seculo vivemos
nos ? Nao ha mais culto par a philanlropia I
Nao se pode mais fazer um obsequio sem se ser
suspeilo aos olhos do obsequiado I Sir Lively...
no Ihe dou seno-uma palavra, roas depois dessa
palavra,reliro-me e deixo~o entregue aos seus re-
morsos. A nossa sociedade precisa da seu ter-
reno ; a nossa sociedade milionaria ; nao quer
deixar no seu eaminho nenhura proprietario pre-
judicodo, nenhum agricultor esbulhado. Compre-
hende ? Ella quer quo o rai/way corra no meio
das honraos do Lancashire. O meu ultimo do
qunhentas libras. Aceita ?
Pego-lhe uma hora de reflexio.
Tome cuidado que eu lambem nio rcflicla o.
volte as cem.
Onde me espera, Sr. Coppezas ?
No Ouarfrant,
Eu fleo em cas* do Vercy.
Coppezas sanio.
(Coni*ar-8-n.)
PER.N. Tte. Vi'-t DEFARIA. q^860


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