Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09051


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Full Text
v^
-
ARIO IXXYI. HUMERO IOO.
Por tres mezes adiaitados 5|000.
Por tres mezei vencidos 6$000.
SEGUIDA FEIEA 30 DE ABRIL DE 1860.
Por anuo adiantado 19$000.
Porte franco para o subscritor.
ERNAMBUCO
PARTIDA USCKREt. EPHElEKlDES 1)U MtZ UE AB1UL"---------
ENCARREG A DOS DA SUBSCRIPCACV DO NORTE. 1 Olinda todos os das as 9 1/2 hor; s do da. I 5 La hei i as 5 horas e 40 minutos da tarde.
Iguarass, Goianna e Paralaba as segundas 12 Quarto niioguanto as 11 horas e 13 minutos
e sextas feiras. da tarde.
S. Anto, Bezerros, Bonito, Caruar, Altinhoe[21 La nov as 3 horas e 26 minutos da nia-
Garanhuns as tergas feiras. nha.
Pao d'Alho, Nazarelh, Limoeiro, Brejo, Pe!-|28 Quarto cresceute as 3 horas e 16 minutos da
queira, lngazeira, Flores, Villa Bella, Boa-Vista,I Urde.
Parahiba, o Sr. Antonio Alexandrino de Lima;
Natal, o Sr. Antonio Marques da Silva; Aracaly, o
Sr. A.dc;Lemoa Braga; Cera,o Sr. J.Jos de Oli-
veira^Hahao, o Sr. Manjeljost M^lms^ibei-
ro Guimarcs; Piauhy, tfjffflffl^ftOlf"^ ***
Moraes Jnior; Parra, o Sr.vJuiJ*\.J. rCosos
Amazonas, o Sr. Jeronymo da Cdtta.
Oricury e Ex as quarlas-feiras.
Cabo, Serinhem, Rio Formoso.Una. Barreiros.
Agua Preta, Pimenteiras e Natal quintas feiras.
(Todos os correios partem as 10 horas da manhaa.
PRLAMAR DEHOJE.
PrimoifS aos 54 minutos da manhaa.
Segundo a;s 30 minutos da tarde.
AUDINECIAS DOS TBIBUNAES DA CAPITAL.
Tribunal do comraercio : segundas e quintas.
Relago : tergat feiras e sabbados.
Fazenda: tergas, quintas e sabbados as 10 horas.
Juizo do commercio : quintas ao meio dia.
Dilo de orphos:" tercas e sextas as 10 horas.
Primeira vara do eivil: tercas e sextas o meio dia
Segunda vara do civil; quartas e sabbados ao
meio dia.
DAS DA SEMANA.
30 Segunda. S. Catharinade Sena v.; S.Peregrino.
1 Terga. S. FclippeeS. Tiago app.; S. Jeremas.
2 Quarto. S. Athanazio b. ; S. Mafalda infanta.
3 Quinta. Iuvcnco da S. Cruz; S. Rodopiano.
4 Sexta. S. lionica mi de S Agostinho.
5 Sabbado. Convcrso de S. Agostinho.
6 Domingo A M'ilernidado de Nossa Senhora.
f ARTE 0FFICIAL.
(oveb\o DV PllOVI\CI\.
Expediente da dia 8 de abril
de 180O.
Officio ao Exm. presidente da Parahiba.A'
vista do officio de V. Exc. de numero 49 e data
viado ao thesouro dossa provincia, no primeiro
vapor procedente do sul, o saldo que existir em
cofre perlencente mesma thesouraria.
Dito ao Exm general commandante das armis.
Sirva-se V. Exc. do informar acerca do incluso
requorimento do capito reformado do exercito,
Joao Francisco do Rogo Barros.
Dilo ao presidente da relago.Transmiti a
V. S., para seu conhccimenlo, um cxemplar do
aviso expedido pelo ministerio da Justina em 20
de marco prximo Ondo, recommendan lo n fiel
observancia do aviso do 1." de outubro de 87
annexo ao de 20 de abril de 1819 cora retoco"
posse de inlcressados, que se apresenlam fu'nd,-
408 era parlilhas, conlralo3, transaeces ou c-ur
tros instrumentos celebrados em pai'z eslrjngei-
ro, no intuito do preterirem-se as disposices
concernentes aos bens de dcfunclos e ausentes,
ou de evitar-se o inventario judicial dos bens
para pagamenlo da decima de heranras e lega-
dos, na forma dos regulamentns fiscaes.Igual
a lodosos juizes de direito e municipaesda pro-
vincia.
Dilo ao inspector da thesouraria de fazenda.
Autorisando nesta data o consclho administrati-
vo a comprar para a pharmacia do hospital mili-
lar os medicamentos mencionados no pedido
Constante da copia junta, assim o communico a
V. S. para seu conhccimenlo.
Dilo ao mesmo.Remella V. S. ao thesouro
provincial da Parahiba, no primeiro vapor que
passar para o norte, o saldo que houver no co-
fre dessa thesouraria, perlencenle ao mesmo
thesouro.Communicou-se ao Exm. presidente
Dilo ao inspector do arsenal de marinha.
Ilaja V. S. de dar as providencias necessarias.
atira de que seja satisfeilo o que exige o inspec-
tor da thesouraria de fazenda no officio. por co-
pia junto, a que vaiannexa a rcprescnlago da
conladoria datada de 24 do crtente.ODiciou-se
k thesouraria de fazenda.
Circular ao juiz municipal da primeira vara.
Transmillo a Vmc, para ler a tfvi ja exocu-
fevereiro ultimo, regulando o modo por que se
ha de fazer a substiluicao do porlciro dos audi-
torios nos juizos, em que esle officio nao esteja
vitaliciamente prvido. Iguues a todos os jui-
zes municipaes da provincia.
Officio ao consclho administrativo para forne-
cimenlo do arsenal de guerra,"Autoriso o con-
selho administrativo a comprar, nos termos do
seu regulamento, os medicamentos e mais ob-
jeclos mencionados no pedido junio.Coromu-
nicou-se ao Exm. general commandante das ar-
mas e thesouraria de fazeada.
Piloso engenheiro Osear''da''estrada d*ferro.
oae vmc. iraiisieiii u acu i^.ipi.no r.a u
casa em que reside, como propoz no seu officio
n. 9 de 26 do crrente.
Portara.O Sr. agente da companhia de pa-
quetes a vapor faja transportar no vapor que se
espera do norle, uracaixo com os objeclos men-
cionados na relago junta que o director do ar-
senal de guerra tem de remoller pira as Ala-
goas. Communicou-se ao director do arsenal de
guerra.
Expediente do secretario do governo.
27 de abril de 1860.
Officio ao Exm. general commandante das ar-
mas.De ordem do S. Exc. o Sr. presidente da
provincia communico a V. Exc, que em 12des-
to mez proferio-se no requerimento do capello
do hospital militar, Fr. Antonio de Sania Rosa,
sobre que versa a informaco por copia inclusa,
o despacho do theor seguinle :Remeltido ao
Sr. inspector da thesouraria de fazenda para
mandar pagar, urna vez quo o supplicanlo prove
cora atteslado do director do hospital militar ler
curaprido assuas ordens, ou que seja contem-
plados naj folhas mensaes daquelle eslabeleci-
mento.
Dito ao chefe do polica.De ordem da S.
Exc. o Sr. presidente da provincia communico a
V. S. que, por despacho dcsla data, autorisou-
sc o inspector da thesouraria provincial a man-
dar pagar a quanlia de 353000 ris, em que im-
nortou e aluguel da casa, que serve da quartel
ao destacamento da freguezia do Pogo, vencido
do 1. de outubro do anuo prximo passado ao
ultimo da fevereiro desle anno, como V. S. soli-
cilou em seu officio de 2 de marco prximo fiti-
do, sob numero 322.
Dito ao director do arsenal de guerra De or-
dem de S. Exc. o Sr. presidonte da provincia
communico a V. S., em resposta ao seu officio
do 26 do corrente, quo se expedio ordem ao
agente da companhia brasileira de paquetes a
vapor para fazer transportar no vapor.que se es-
pera do norte, e caixao que tem V. S. de remet-
ler para as Alagoas.
EXTERIOR.
Discurso do conde de Moray, presi-
dente da cmara dos depitadosde
Franca.
Senhorcs :As palavras do imperador deviara
tranquilizar os vossos espilos sobre o assump-
to que mais vos interessa : a paz.
Hojc o maior elemento de prosperdade, aquel-
le que de mais absoluta necessidade em um
paiz aondo o irabalho e o commercio desenvol-
vere por meio do crdito, a confianca.
Esperemos que as intensos sinceras do impe-
rador, apreciadas, como o devera ser, dentro e
Jora do paiz, definitivamente a farao renascer ; e
se me fora permittido fazer sobresahir mais um
motivo de conlianca, ira busca-lo ao proprio
carcter do imperador, atrevor-me-ia a dizer,
recordando urna passagem do seu discurso de
antes de hontem, queapplaudistes to vivamen-
te, que nao cessando nunca de ter diante dos
olhos os verdadeiros interesses da Franja, nao
soffre conslrangimento algura, e os ataques dos
seus inimigoso acham tao firme e to socegado
como o ardor dos seus alliados. (Signaes de ap-
provago.)
A vssa scsso abre-se desla vez sob auspicios
pacficos.
Nao lenho, como no anno passado, de appellar
para a exallaco do vosso patriotismo, e que pe-
dir-vos que sustentis a poltica imperial, diri-
jo-me ao vosso juizo, vossa prudente razio.
A primeira questo que se aprsenla, e que
dar lugar a medidas, que vos hao de ser sujei-
tas, a que actualmente commove o mundo
commercial e a que suscita o tratado de commer-
cio concluido cora Inglaterra.
Ella fez renascer todas as discusses Iheo-
ricas entre a livre permutacao e o systema pro-
tector.
Nao ser occasio de examinar com attenclo
semelhanles principios ?
A livre permutacao pode, no meu entender,
ser considerada como o flm a que devem dirigir-
se as sociedades, mas a prolecgo deve ser o meio
de o alcanzar.
Supponde a livre permutarlo estabelecda
em um paiz aovo e pobre, o que produzir este
paiz 1
Nao neg que nelle se possam desenvolver al-
guraas industrias favorecidas por urna natural
situarao previlegiada, mas a concurrencia estrarr-
geira abalara nos seus germeos codas aquellas,
que, pava prosperarem, exgem capilaes, opera-
rios habis, conlra-raestres experimentados, trans-
portes facis e baratos, e finalmente, todas as
condices, que somentose podemadquirir.com o
lempo.
Porlanto indspensavcl urna tr'ansico, e pre-^
gar a livre pormulaco a um pafc, que anda
nao goza de todas eslas vantagens, e to razoavel
como propr a urna crianca lutar com um homem.
(Approvaco )
Agora, eslabelecidos estes principios, pode
pretender-se que um governo deva proteger a
sua industria pelo inlcresse exclusivo dos indus-
triaes, e conservar monopolios custa do con-
sumo do paiz ?
Longo disto, o governo tem que preencherjim
governo int-ramenle contrario, porque oT uflUfo
meio do desenvolver a fortuna publica, e de me-
lluirar o bem-estar de lodos, conseguir reduzlr
quanto possivel, o preco dos objeclosde consumo
g-tal.
O jornal dos operarios, elevado na apparencia
nao para elles mais do que urna vanlagem re-
lativa ; realmente somenlo lhes aproveila se sao
obrigados a procur^rem por precos de alguma
forma correspondentes os objeclos nocessarios
sua existencia. (Novos signaes de approvaQo).
Para alcancar esle resultado ulil que ti in-
dustria seja no interior suOicienteraenlc estimu-
lida pela concurrencia estrangeira e que os direi-
los prolectores sejam regulados pela forca da-
quclles, que esli frente da industria, e o pe-
la fraqueza de alguns retardatarios.
Sao estes, creio eu os verdadeiros principios.
Entretanto, esta theoria limitada por cifras
positivas.
O custo de qualqucr objecto fabricado sem-
pre composlo pelos mesmos elementos princi-
paes ; o preco das materias primas, as despezas
do fabrico o as do transporte.
Os nossos artistas sao tao habis como os es-
trangeiros, e a causa da nossa inferioridade o
preco elevado das materias primas e dos meios
de transporto.
Puis bem sao precisamente estes dous obsta-
culos que o imperador quiz destruir, conservan-
do em urna justa proporco os principios prolec-
tores.
Tambem acho na caria do imperador ao seu
ministro de estado urna passagem que lenho a
vonlura de vos tazer notar, esta :
preciso raelhorar a nossa agricultura, e li-
vrar a nossa industria de todas as peas inter-
nas, que collocam era condiroes de inferiori-
dade.
Hoje as nossaj grandes explorarles o en-
commodadas por urna infinidade de rcgutamenlos
restrictivos.
Efectivamente, Srs., n espirito dos nossos c-
digos, de todos os nossos regulamentos, teve
principalmente em vista previnir os abusos, e
orca de perseguir os abusos, chogou a tornar-se
encommodo. ( verdade I verdadelj E'a re-
forma mais imporl.iiile que* a fazer. Nao ha
verdadeira prosperdade seno com inteira liber-
uaae civil, e se o nosso paiz nunca soube ser-
vir-so com moderaco da liberdade poltica, foi
porque nunca comegou a gozar dos beneficios da
primeira.
Fasamos lambem votos para que as rcen-
les irritaces suscitadas no interior acabem e
cesseru de perturbar o espirito dos nossos
povos.
A escolha conscenciosa de urna solucao pu-
ramente poltica deveria excitar tao amarga
paixao ?
Os membros do clero que se dcixaram arrastar
por um zelo excessivo esqueceram-se dos servi-
cos prestrados rcligio pelo imperador, olvidan-
do lambem as lices do passado. (Numerosos
signaos do approvaco.)
Quandoopovo tem diante de si o pastor hu-
milde e caridoso, que lho traduz a sublime mo-
ral do Evangelho, esta doce civilisaco do cora-
cao, pregando o amor do prximo, perdo das
injurias, a desaffeico dos bens terrestres, ento
a sua f robuslece-se.
Quaudo, porm.o padre sahe do seu carcter,
veste armas mundanas, e entra na arena dos in-
teresses civis e polticos, desperta-se de repente
a susceptibilidade gallicana, e o espirito religio-
so perde ludo o que reassume o espirito de inde-
pendencia civil c poltica, que faz o fundo da opi-
lado do paiz. (Viva approvaco).
Unamos os nossos esforcos, senhorcs, para
resliluirmos o socego aos espintos, e darraos ao
Irabalho a conlianca de que carece para se des-
envolver.
Ajudemos o imperador nos seus intuitos libe-
raes e secundemos os seus projectos, votemos as
leis que dizem respeilo a todas estas questes
econmicas, e entremos resolutamente cora elle
em urna nova era de paz, de progresso e de li-
berdade. (Prolongadas acclamages.)
Italia.
A medida que se approxima a crise apresen-
lam-se novos factos, difficuldados e pergos que
nao se previara.
Um desles factos o antagonismo que parece
declarar-se entre o gabinete de Turim e o de
Paris.
Ser islo verdade ou ser apparente 1
E hoje o que forma o objecto de todas as re-
flcxes.
Julgo que j tereis conhecraento da resposta
dada pelo conde de Cavour nota de Mr. de Thou-
venel, datada de 24 de fevereiro.
J tambem leudes sabido que o ministro sar-
do rejeitou todas as propostas do governo fran-
ecz relativamente anuexacao das Romangnes e
da Toscana.
Esta resposta causou grande sorpreza em Fran-
ca, e parece que notou um signal de desconten-
tamente, pois que ha dous das que circulam cm
Turim rumores assustadores.
Domingo passado teve lugar urna entrevista
asss viva, e muito peremploria, entre o conde
de Cavour e Mr. de Talleyrand.
Esle tinlia recebido urna ordem do seu gover-
no para ter una entrevista com o ministro de
Viclor Emmanuel, afim de obler resposta catho-
goricas e definitivas.
Efectivamente deram-se eslas respostas, mas
nao teudo satisfeilo o gabinete de Paris, na ter-
ca feira tarde circulou a noticia de que se ti-
rina expedido urna ordem ao marechal Vaillanl
para eslar prompto para partir com as tropas do
seu commando.
Esta noticia foi confirmada pelos proprios or-
gos do governo piemonlez, comtudo os nimos
socegarara-se com o receio de que se declarasse
em arto lugar urna forte opposico,
Parece-hoje quo ao mesmo teropo os dous mi-
nistros na Franga e da Sardenha trataran) da
questo da Saboya e de Niza, c que existindo ac-
cordo se tinha convencionado era interrogar as
populacoes dos dous paizes e que se os seus vo-
tos foss'era pela anuexacao Franca, nao so faria
nenhuma opposico.
Espera-se assim conduzir o governo francez a
nao insistir acerca das suas propostas relativa-
mente Toscana e s legacoes : mas at aqui
nenhum novo fado veio confirmar estds espe-
ranzas.
Antes polo contrario todos os signaes de ujna
lula imminente se produzem cada dia. Os gene-
raes Mollard e Cinldini partiram antes de hontem
para reunir-se aos seus corpos. e dirigirom-se
para as ffonleiras da Italia central.
O general Laraarraora dove segui-los e partir
directamente para Bolonha.
Tem chegado de Inglaterra multas pecas de
arlilliaria raiada., mas apesar de so uugmeutar
o numero desle exercito. julga-se que insufi-
ciente para garantir o Piemonte de urna aggrcs-
so da parlo da Austria, se, como se teme, esla
'inlervir na Iota.
U movim 'nto de tropas na Italia central loma
urna grande extensao, e a Austria nao lendo con-
seguido na i quiltro proposites da Inglaterra,
nem na nota do Mr. de Thou venel, presume-se
que n'um caso dado, seja a revoluto produzida
por esle mevimento v procura-la, seja que ella
se jiilgue c >m o direito de defender as cstipula-
ces de Ztirich, pois que o Piemonte. urna das
potencias q jo nsMgnaram o tratado comeen a vio-
la-las, nao dcixiir perder a occasio de lomar a
desforra.
Eis o grande perigo a quo Cavour parece ex-
pdr-se cenando i Saboya e Niza, pois quo nao
tem a seguianca- de guardar a Lombardia se as
tropas francezas abandonaren] esle faiz. &
Em Ancoia a guarnido compor-se-ha de um
balilho indgena, outro suisso e outro austra-
co, uns 200 gendarmes c 120 artilheiros, forman-
do um total de 2,500 homens que se unirlo, em
caso de nec;ssid;ide, s tropas'de Pesaro.
A Austrii enviou a Ancona um coramissario
encarregadi de rctirer toda a ariilharia de gros-
so calibre i os morleiros, ao todo 94 boceas de
fogo, que lli tinha desde 1849, islo a rogo do
governo ponlific o.
De toda a actilharia s accedeu deixar 50 ca-
nhes, qe a ressrva compe um total de 100 pe-
Cas para"a defensa da prac.a.
beiu s levas da Emilia: ordens dadas para ar-
ranlo de alojamento* militares considoravois em
Bolonha,
Fanli est tao oceupado que nao visita nem
recebe pessoa alguma : passsa as noitcs traba-
Ihando.
Parece certo que se mandou pergunlar a Gari-
baldi so podia tir a Turim, mas elles est doen-
le, soffre um ataque de rheumalismo.
ENCARREGADOS DA SUBSCRIPCO NO SUL.
Alagoas, o Sr. Claudino Falcio Dias; Baha, o
Sr. Jos Manins Alves; Rio de Janeiro, Sr,
Joao Pereira Martins.
EM PERNAMBUCO.
O proprieiario do nunio Manoel Figueiroa der
Faria.nasua livraria praca da Independencia ns.
Be 8.
As desordena d3 Sapiencia cessarara inleira-
menlc, gragas s medidas cheias de prudencia
adoptadas pelaauloridade da universdade.
Havia-se notado quenosbarulhos que tiveram
lugar muitas pessoas estrauhas ao collegio se
misturavara com os esludantes, e nao eram as
que faziam menos barulho.
Deu-se ordem para ningucm ser admillido
dentro do collegio
sem estar munido de um bi-
Ao mesmo lempo o Comer Mercantil do Ge- ; Ihete de admisso, o estes bilhetes smente se-
nova annuncia os seguinles movimenlos de tro- rao facultados aos estudanies.
pas no exercito sarao : Tomada esta prudente precaucao, nao tardou
A excepgao da brigada da Saboya, todas as 1ro- [ que a universdade entrasse no seu estado nor-
pas que agora esto em Turim vo marchar im- mal, e hoje goza desta paz to necessaria ao bom
mediatamente ; os granadeiros da Lombardia pa-
ra Monja ; qs Bersigleri para Chivasso ; a caval-
mbera tem ordem do estar prompla a
successo dos estudos.
Sexla-feira passada, o Soberano Pontfice foi
depois do sermo apostololco, baslica deS. Pe-
marchar, rais anda se nao sabe para onde; dro, onde costuma ir fazer a sua estaco todas as
iul.fi .- fi e\i\ r* li(ftn ~ __n_____. _____..#
julga-sc comtudo ser para Parma.
Afirma-se que hoje depois de communicada a
anuexacao as divisos terceira e quarla iro para
a Emilia.
A terceira commandada pelo general Mollard
ir para Modena daixando urna brigada em Par-
ma, o regiment de cavallaria em Placencia, e
os Bersaglieri em Reggio.
A quarla coatmandada pelo general Cialdini,
ter o seu quartel general em Bolonha e o resto
far a guarniro das outras cidades das lega-
coes.
Como prepararlo ao veto popular sobre a ques-
sextis feiras de quaresraa. Esperava-o all um
espectculo bem doce para o seu coraro.
Sua Santidade vio-se cercado de ma mull-
doconsderavel. pertencendo a maior parte deI-
la s classes mais elevadas de Roma, a qual ti-
nha ido expressaniente a S. Pedro unir os seus
votos aos do Pai coramum dos fiis, e dar-lhe
urna nova prova do seu profundo alfecto, e da
sua Ilimitada dedicado.
Sua Sanlidade irapressionou-so muito com es-
te testemunho de amor dado pelos rnelhores ci-
dados da capital do mundo catholico.
A' sahida da egreja, na praca de S. Pedro, al-
to da annexaco, o governo loscano organisou guns homens querendo protestar contra a tyran-
lima larga propaganda era favor da subscripto
para as espingardas de Garibaldi.
liorna 3 de marro.
Os cffcilon sao os mesmos, _q"uando I causa
idenlica, disse um poeta.
O que hoje se passa nossa vista confirma a
exactidao disto dilo.
Cora effeilo, p&rece que o espirito do mal ca-
rece de recursos para variar os seus mei03, quedespreza muito os homens, para no*rcce,ar
assusta-los. usando sempre dos mesmos meios
para os perler.
Assistimcs a tm carnaval triste como o quo
inaugurou s desordens de 187.
Repetir! >-se : a insurreco das escolas, a or-
dem de nc fumar expedida' por Mazzini (sob pe-
na da sorle que leve Anviti) e a caresta do pao,
a qual provm di mesma causa, islo de outra
ordem de Mazzini; finalmente, varaos pissando
PQX jira caminho Irilhado pela revoluco e que a
erre" conduz directamente se nos nao acudirem
os auxilios do ci.
Anda nao est rcstabelecida a tranqullidade
entro os dicipulos da sapiencia.
Depois des ltimos gritos, que obrigaram o go-
verno a prender 8 ou 9 cstudanles, outros lanos
igualmente turbulentos nao deixaram de se agi--
lar e de redamarem com grandes bradosa liber-
dade dos si us condiscipplos.
Gritando em iltas vozes, e lemando a lerem
um prolest) que linham redigido, foram a casa
do cardeal \ltieri, que se recusou a recene-los,
pelo quo depois le entregaran) no collegio a toda
a sorle de excessos.
A.'Tatn diin irosntoii-s; o prbosle da gen-
darmera franceza com alguns soldados, o anda
que a aucloridada romana lhes deu a conheccr
que a sapi;ucia tinha certas inmunidades os
francezes cenetraram dentro do collegio, sendo
muito applaudidos pelos turbulentos, quo per-
sistera era considerar os francezes como auxilia-
res da revoluijao, e leram ao official francez o seu
protesto, olitendo delle a promessa de que o com-
municaria ao conde de Goyon.
Alm disto, o;, esludantes foram a casa do ge-
neral, e nao sendo recebidos resolveram escre-
ver-lhe
Eis o cslado em quo actualmente se acha este
negocio.
O imperador Napoleo acaba de escrever urna
nova caria ao pipa, carta era que com mais for-
ca aperta com S. Santidade para qne cedaas Ro-
magnes ao re Viclor Emmanuel.
Nao devendo esle ser mais do que o vigario da
Sania S, ciz a :ar(a, e gosando destes estados
somente na qualidade de feudo, todos os direitos
de soberana cortinuaro a pertencer ao papa.
Demais segundo este arranjo, o re da Sarde-
nha deve p igar aos estados da igreja, animalmen-
te 3 milhts de escudos. Pela sua parte. M. de
Thouvenel acaba de escrever ao ministro aus-
traco, conde do Rechberg, supplicando-lhe que
empregue oda ;i sua influencia com o governo
de S. Santidade para que aceite um arranjo.
Hontem atravessou Roma um correio do gabi-
nele prussiino, o qual, depois de ter deixado al-
guns despachos ao Vaticano.saio a toda a pressa
para aples.
A ousadia dos revolucionarios chega al ao
ponto de f.izerem circular em Roma a lista do go-
verno que se propoe constituir brevemente.
Nao obstante i presenga dos soldados france-
zes, os pe turbadores confiam tanlo no xito dos
seus plano i, que nem ao menos dissimulara os
seus criminosos intentos.
Nao occultam nem as honras nem os lugares
em que se reunem, nem sequer oque tratara nos
seus concilibulos.
Temos tristes noticias das marcas.
Os revolucionarios aguara-se all ainda cora
maior dcscaramenlo, e recoiam que era breve re-
beniem graves ncontecimentos.
Ha alguns dias que o povo de Viterbo, quando
araanheceu Dco j muito admirado por ver fluc-
tuar a bandeira revolucionaria em todos os gran-
des monupienlos, e al em todas as armas.
A auloriJade deu-se pressa em fazer desappa-
recer esses emb.ornas de porlurbaco, e o genera!
Goyon, sabendj-o, enviou a Viterbo o general
de Nou pira so informar dos factos
as ult mas ordens o Sr. arcebispo de Paris
conferio a de Presbylero ao filho primognito do
celebro escriplor catholico M. Augusto Nicols,
que j antis tinha professado na ordem dos pa-
gadores.
O Boe senhalle affirraa que o gabinete de
Vienna considera a annexaco da Toscana como
um facto certo, ao que est decidido a nao se vp-
por por mo das armas.
Se mesmo, a; unta o dilo jornal, a Franca aban-
donar o Iicmonle intervengo estrangeira, a
Austria nao aproveitar esla permisso e sabr
abster-se prudentemente.
Todava nao se perdem de vista as eventuali-
dades mililares porquo nao se pode duvidar de
que a Venecia rai formar o primeiro objecto da
poltica o| pres.-iva da Sardenha.
Nesle eso a guerra ha de ser inevitavel; mas
para a Austria ser puramente defensiva, e guar-
dar-se-ha de pussar o P ou o Mincio.
A provj de qaese er na possibilidade de que
a Venecia carecer de ser defendida antes de ex-
pirar o aiino, que se torna certo, apesar dos
desmentir: os semi-officiaes, que ha tres dias, os
soldados, que cstavam com licenga, pertencen-
les ao segundo exercito, que est na Italia, rece-
berara ordem de recolherera aus seus regimentos
Pela sai parle, o Piemonte continua os seus
preparativos mi,llares, em grande actividade.
Eis corr effeilo o que alera disto se 10 em urna
correspondencia da Pretse.
Emquanto a cousas militares, vejo ainda : con-
vocacao annunciada para essa semana, das clas-
ses da reserva lombarda; convite aos officiaes
quo recebem peuso ou esto em inaclividade de
offerecerem os seus servicos; preparativos, que
fazem ere: na oncentraeo, entre a Alexandtia e
Csale, de um corpo de corpos que nao andaro
por menos de 00 mil homens ; exame da igreja
de S. Dorlingos em Csale, para ver e podo ser-
vir de quartel as tropas; consulla para saber so
possivel proceder ao recrumento de 4 mil ho-
mens ha mui'j annunciado na Toscana, e tam>
5
No domingo reuni em sua casa o cardoal Al-
tieri a todos os professores da universdade, e
ouvido o parecer destes, resolveu-se proceder
por emquanto, cora moderaco o prudencia ; po-
rm expulsar no futuro todo o esludante que
sem causa justificada, faltar tres vezes seguidas
aula.
O partido revolucionario do Bolonha- esl
muito irritado desde que se diz sem fundamen-
to, que as tropas" pontificias alacaro as lega-
coes.
Os sacerdotes sao ameacados, de maneira que
nao se alrevem a appareccr na ra.
Continuara coma maior actividade as forlilca-
coes do Bolonha.
as eloicoe8 municipaes deForleilriuraphou o
partido democrtico.
O governo acaba de provar a fuso das socie-
dades de caminhos de ferro romanos, o todos os
dase esperado o decrelo.
Affirma-se que no fim do raez se celebrar um
consistorio para a nomcaco de muilos bispos.
Em oulra correspondencia do Roma do dia 10,
10-so o seguinte :
O nuncio do S. Santidado em Paiis todos os
dias recebo novas demonslracocs em favor do
Suramo Pontfice.
Segundo carias de Paris, parece que estas ma-
nifeslaces do espirito publico molestam muito o
governoiraperia.'- que este nao se lho dara de
que como effeito jjraHas cousas, o Santo Pa-
dwrattrffsseJ*HVd/se-nunei<>.
Se porm jCSanta S desse semclhante passo,
fra de duvida que Itio fsria carrogar com a res
ponsabilidado de aconiccimenlos, de ha muito
preparados, e que somente se tem suspendido
por faltado pretexto plausivel.
Pode porm assegurai-se que S. Sanlidade nao
lomar aquella medida, e quo somente sobre Bo-
naparle pesar toda a culpa do quo succeder, e
que somente elle ser responsavel diante de Deus
o do mundo.
Emquanlo Napolco, movido pela revoluco o
pela Inglaterra, a qual pola sua parle movo os
revolucionarios italianos, exeilando-os a que
completen! a sua obra do rebellina pela anuexa-
cao dos Estados da Italia central ao Piemonte,
sola as redeas s tempestades revolucionarias,
os liberaos (lberlini) de Roma.com o intuito
de lerem constantemente agitado 0 povo, de sus-
citaren) embaracos Santa S e de nao deixarem
que afrouxe o fervor dos sous perversos collegas,
combinaram-so para fazerem urna segunda edi-
cao de certa manifeslaco ou demonstrado ridi-
cula, que j pozerara c'm prlca ha Ires anuos.
A administraco dos tabacoso a das loteras
sao dous ramos das rendas publicas, quo produ-
zem ao governo importantes rendimentos, e os
libertinos lerabrarara-se do impedir que se fu-
mera cigarros puros, quo conatituera o maior
consumrao dos tabacos, oquesejoguo na lote-
ra.
Nos ltimos dias da semana passada, o comit
revolucionario tinha espalhado arncacas de ma-
tar e baler, etc., etc., era lodo aquello quo fumasse
cigarros puros, ou quejogassem na lotera, oque
somente se permilliria fumar tabaco picado cm
cachimbos pequeos, como os que usam as pes-
soas do povo.
Naturalmente as pessoas timoratas deixaram de
fumar; os agitadores appareceram com cachim-
bos, o somente puncas pessoas se atrevern) a
fumar cigarros era publico, desafiando valorosa-
meule a raiva dos tratantes (ribaldi). Bastou po-
rm o exemplo destas poucas pessoas para que
oulras se aniraassem, e o resultado foi que aquel-
es canalhas tiveram de so morderem, vendo-so
rodeados nos passeios pblicos, no Pncio c no
Corso de fumadores intrpidos, que desde do-
mingo nao deixaram um s dia do irem quelles
sitios cora o cigarro na bocea, para protestaren!
contra a infamia dos revolucionarios, o escarne-
cc-los.
Esta especie de demonstrarlo como todas as
quo tem havido desde o mez de abril do anno
passado, lem sido protegidas por mililares fran-
cezes.
Eu sei de um sargento de caladores, o qual com
o maior dcscaramenlo quiz obrigaj urna pessoa
de respeilo a que deitasse fra o cigarro dizen -
do-lhe que assim o ordenara o comit : o cava-
llioiro agsredido disse-lhe com muita sefenidndo
quo nao recebia ordens seno do seu legitimo
goveruo, e assim respondendo continuou o seu
caminho sem soquer olhar par o insolento pro-
vocador.
Emquanto prohibico de jogar na lotera,
ainda tem sido peior, porque o povo que gosta
muilo desta diverso, nao se quiz privar dola.
O povo romano acode em tropel s Eslacoes e
s Baslicas, onde o Padre Santo mandou expor
veneracao do publico as reliquias mais insignes,
e as imagens mais veneradas. Internece e gra-
to o zelo com que o povo corresponde ao convito
do Summo Ponlifice para que acuda quelles
santuarios a pedir remedio para os males da
egreja.^
. 10
A questo italiana parece estar mais distante
do que nunca de urna solucao, e se alguma cousa
tem adiantado, para urna crise que nos hade
conduzir directamente guerra.
J so esto preparando pressa em todas as
partes da Italia, como se a luta eslivesse muito
prxima.
Em consequencia disto, os receios das pessoas
de bem lem sido exttemos, e temem ver-se de-
pressa no meio de urna das mais criticas si-
luaces.
O actual estado de cousas fornece ao partido
revolucionario numerosos elementos para excitar
e entreler a agitado nos espiritos.
Entretanto os esforcos tentados nao lem pro-
ducido at aqni desordens serias, e al so nota
um espirito mais tranquillo.
A cidade de Roma diafructa completo socego e
as Marcas d'Ancona, assim como a Ombra, nao
do motivo algum serio para os falsos nmeros,
que acerca deUiw se tem felto circular.
nica prohibico de fumar, decretada nao se sabe
por quera e imposta pelo raedo agrande nume-
ro de individuos, acenderara cigarros, distribui-
rn! outros por todo o povo presente, e espalha-
rara-se depois por differenles bairros da cidade.
De todas as paites chcgim mensagens ao Sobe-
rano Pontfice, o o Jornal de Roma de hon-
tem continha urna longa enumeraco dos diffe-
renles paizes donde ellas tem vindo.
A Franga nao tica atraz, eu vo-lo affirmo, c os
protestos de dedicaco Santa S sao mais nu-
merosos do que primeira vista se julga.
Vcm de todas as cidades, e de todas as dioce-
ses, e nestas ltimos dias o piedoso e sabio his-
po do Lucon, monsenhor Baills. depositou aos
ps do Santo Padre a cxpresso de inabalaVel af-
feicao cadeira do Pedro, de mais de oitocenlas
das familias principaes de urna parte da Venda.
As duas Americas e o Canad comecavara a
lomar urna larga parte no moviniente religioso, e
lodos os correios trazem ao Vaticano numerosas
mensagens destes paizes.
Nao sabemos que grao de authenticidade podo
ler o seguinle extracto que um jornal exlrangei-
ro traz da correspondencia que tem havido entre
Po IX e Vctor Emmanuel sobre a questo das
Roumangnes.
A primeira carta antes do dia Gxado para a
reunio do congresso.
O Santo Padre escreve ao rei do Pemonle.
Eis a substancia da carta :
O congresso deve reunir-se. As dores o tribu-
laces da Santa S sao coonecidas.
A rebellio dcstruio as Romangnes a ordem
legal. O Papa exhorta o rei.como principe ca-
tholico, como descernante 4 lutre casa do
Saboya, to afaMMa^pela sua inalleravel pie-
dade e pelo seu immenso affeclo Santa S
para que sostente no congresso os direitos in-
conteslavois da igreja as provincias romanas.
Sim, diz o Santo Padre, o que se verifica as
legacoes em norae do rei Vctor Emanucl deve-
ria ser consideram como o effeilo da vontade de
S. M. e a Santa S nao esperara apoio da parte
do Piemonte.
Porm o Papa antes sequer recordar por urna
parle, dos ttulos immortaes adquiridos pela casa
da Saboya ao affeclo paternal da igreja, e por
outra a exemplar piedado da rainha, mi de Vic-
lor Emmanuel, e da esposa de S. M. ; tambem
quer crer que a graca divina esclarecer a cons-
cieucia e o coraco do rei, e fazeodo-lhe conhe-
cer os seus deveres de rei legitimo e catholico,
obler a bencao do seu.
O Santo Padre se abslem de dar, como cos-
turae a sua bencao a Vctor Emmanuel.
A segunda carta a resposta do rei ante-
rior.
Vctor Emmanuel pro'.esla a piedade dos seus
senlimentos, assim como o seu completo affeclo
a Santa S.
O rei agradece ao Santo Padre os elogios, que
faz a sua mi, a sua esposa c a seu pai. Porm
em quanto s Romangnes refere a historia da sua
resoluco.
Diz que a autoridade pontificia foi destruida
por um raovimento espontaneo dos povos, e que
ello nao poda olhar indiUerentemcnte a sua
sorle.
Traga com grandes rasgos os esforcos intenta-
dos por seu pai Cirios para a emancipago da
Italia. Carlos Alberto, diz Vctor Emmanuel, que
havia tomado a immortal divisa do Papa Julio
II:Fuori gli barbari,e morrendo legou-lhe
urna grande he ranga as generosas luctas contra
os defensores da patria.
O rei quer lbert ar a Italia, e melado desta t-
rela esl cumprida, gragas aos soccorros, que
receheu do seu poderoso e generoso alliado o
imperador dos francezes.
Vctor Emmauuel cita muitos nomos de Ilustres
prelados, que condemnaram o poder temporal do
Papa, e declararam que a igreja nao o necessi-
tava para a sua grandeza.
Espera, pois, que Po IX entrar na senda des-
tes Ilustres prelados, renunciando ao seu poder
temporal.
Roga, pois a Sua Sanlidade que consinta* que
o Piemonte governe as provincias da igreja de-
baixo da soberana do Papa, a quera o rei esla-
belecer um magnifico orgamento, e ao mesmo
lempo urna eucellenle e digna posigo na nova
orsanisago taliana.
Po IX respondeu a Vctor Eramanuel.laconica,
porm enrgicamente.
O Papa julgava que a carta do re nao era s
(textual), que tinha sabido de urna imagioaga
perturbada e de um coraco extraviado. India-
va que a Santa S jamis renunciara o poder
temporal, nem nenhum dos seus dominios.
O rei Vctor Emmanuel esquece-se de que a sua
alma anda exposta a muitas censuras eclesisti-
cas, e parece despresar a gravidade de um perigo
que o Santo Padre lem o pesar de lhe fazer pre-
sentir: esle perigo consiste em urna terrivel
censura a que Vctor Emmanuel infallivel ment se
exporia se persiste na poltica que adoptou.
Hespanha.
Bases preliminares para a celebraco de um
tratado de paz, que ha de por termo guerra
existente entre Hespanha c^larrocos, combinadas
entro D. Leopoldo O'Donnell, duque de Tetuan,
conde de Lucena, capilo-general em chefe do
exercito hespanhol em frica, e Muley-Abbas,
califa do imperio de Marrocos e principe do Al-
garbe :
D. Leopoldo O'Donnell, duque de Tetuan, conde
de Lucena, capilo-general cm chefe do exer-
cito hespanhol em frica, o Muley-el-Abbas,
califa do imperio de Marrocos, o principo do
Algarb, aulorisados devidamente por Sua Ma-
gestade a rainha das Hespanhas 6 por Sua Ma-
gestade o re de Marrocos, concordaram as se-
guinles bases preliminares para a celebragio do
tratado de paz que ha de por termo guerra
existente entre a Hespanha e Marrocos.
Artigo I.
Sua Magealade el-rei de Marrocos cede a Sua
Mageslade a rainha das Hespanhas, para sempre
e cm pleno dominio 6 soberana, todo o territo-
rio comprehendido desde o mar, seguindo pelas
alturas da Serra Bullones at ao barranco de Au-
ghera,
Artigo II.
Do mesmo modo, Sua Mageslade el-rei de Mar-
rocos se obriga a conceder para sempre, as cos-
tas do ocano em Santa Cruz a Pequea, o terri-
lorio sufficiente para beleciment j, como o que a Hespanha all leve cm
lempos amigos.
Artigo III.
Sua Mageslade el-rei de Marrocos rectificar
com a maior brevidade o convenio relativo s
pragas de Mellila, el Penon e Alhucemas, que os
plenipotenciarios de Hespanha e de Marrocos as-
sgnaram em Tetuan a 24 de agosto do anno pr-
ximo passado (1859).
Artigo IV.
Como justa indemnisaco pelas despezas da
guerra, Sua Mageslade el-rei de Marrocos se obri-
ga a pagar a Sua Mageslade a rainha das Hespa-
nhas a quanlia de 20,000,000 de duros.
A formado pagamento desta quanlia ser esti-
pulada no tratado de paz*.
Artigo V.
A cidade de Teluan com todo o territorio, que
forniava o anlgo bachalalo do mesmo nome fica-
r em poder de Sua Mageslade a rainha das Hes-
panhas, como garanta da obrigago consignada
no artigo antecedente, at ao completo pagamen-
lo da indemnisaco pelas despeza3 da guerra.
Verificado este, as tropas hespduhotas evacua-
r o inmediatamente a dita cidado e o sen terri-
torio.
Artigo VI.
Ser celebrado um tratado de commercio, no
qual se estipularo em favor da Hespanha todas
as vantagens, que se tenham concedido, ou que
no futuro se concedam nago mais favore-
cida.
Artigo VIL
Para ovitar no futuro successos como os que
deram origem guerra actual, o representante de
Hespanha em Marrocos poderi residir em Fez,
ou no ponto que mais convenha para protecgo
dos inleresses hespanhes e manutengo das-boas
relagoes eutre osdus estados.
Artigo VIII.
Sua Magealade el-rei de Marrocos autprisar o
cstabelecimento cm Fez de urna casa de missarios
hespanhes como a que exisle.em Tnger.
Artigo IX.
Sua Mageslade a rainha das Hespanhas Hornea-
r j os plenipotenciarios para que com outros
nomeados por Sua Mageslade o rei do Marrocos
se entenda sobro as estipulaces definitivas da
paz.
Os ditos plenipotenciarios se reuniro na ci-
dade de Tetuan, e devero dar por terminados
os seus Irabalhos no mais breve prazo, que em
nenhum caso exceder a trinla dias contados des-
de o da dala.
Em 2 de margo de 1860
Assignado. Leopoldo O'Donnell
Muley-el-Abbas.
(Nafo.J
A Correspondencia de Hespanha de 3 do cor-
rento d nos seguinles termos noticia da revolla
carlista que ltimamente rebentou na Hespa-
nha :
O jmm WiuBufata, oca notorio ha al-
guns dias, e o goveroo eslava prevenido por no
licias de Pars e do reino, deque se prepara va
um movimenio carlista : eslsvam adoptadas to-
das as precauges possives, e vigiadas certas
pessoas das que se suppunham iniciadas nopro-
jecto.
Alguns indicios havia contra a fidelidade do
general Ortega, porm o governo, assim como
todas as pessoas sensatas, nao acredita va em to
hedionda cumplcidade, e sem desprezar as ad-
vertencias, e sem deixar de tomar disposigdes pa-
ra cujo cumprimento nflo medeou lempo suffi-
ciente, nao quiz todava proceder contra um alto
chefe da milicia sem que apparecessem provas da
sua culpabilidade.
Os projectos de movimenlos carlistas esten-
dara-so a mais do urna provincia, sabia-se que
e.n Burgos e em alguns outros pontos se conspi-
rava, e como nem sempre se pode alalhar o mal
pela raz, o governo aguardava o resultado, con-
fiando, como sempre, na sua torca.
A primeira noticia que se recebeu no dia Ia
do correnle, foi quo a revolla rebentara em Aran-
da del Duero.
Efectivamente no dia 31 de margo ultimo,
reuniam-se doze homens armados e modados,
levando em sua companhia Ires guardas civis, al-
gumas espingardas e oito cavallos das diligencias
do norte. Tendo partido para Lerma, dous dos
guardas civis voltaram ao ponto de partida, po-
rm o cabo Jos Villa Real ficou com os revol-
tosos.
Segundo as infoimagoes que temos, a gucr-
rilha commandada por um individuo de trinla
e seis annos, corado, com a barba toda eres-
cid a.
Constou por noticias posteriores que alguns
dos revoltosos se separaram dos seus companhei-
ros, que em numero de seis ou sete homens se-
guiram o caminho da serra.
Porm este aconieciraento perdeu muilo da
sua importancia em vista depulro, cuja noticia
foi acolhida por todos com geral execrago. De
manhaa, recebeu o governo um despacho telc-
graphico com a noticia de que rebentara urna re-
volla em Mahon ; logo depois constou, por um
segundo despacho, que o general Ortega tinlia
sahido de Palma com a guarnigo, e auando se
esperava pela noticia de que esle chelo partir
para Mahon afim de castigar devidamente os amo-
tinados, o alcaide de S. Carlos de Rpita noti-
cin que as torcas coramandadas por esse general
linhara desembarcado, pronunciando-se a favor
de Carlos VI.
Os navios que transporlaram essas forras
erara dous, estrangeirose fretados em Marsclha :
os fundos para a empreza sahiram de Paris c de
Madrid.
Auscntaram-se desla corte algumas pessoas,
s quaes se attribue a responsabilldade deste rao-
vimento.
Estas noticias sao confirmadas pelo jornal
official hespanhol, o qual acrescenta que o gover-
no adoptara todas as dispostgoes necessarias para
castigar os revoltosos.
O debate que teve lugar na cmara dos com"*
muns se nos nao engaamos, o ponto de par-
tida para novas combinages na Europa. Lord
John Russell annunciou formalmente que o cor-
deal accordo que de ha muilo lempo lem existido
entre a Inglaterra e a Frang* foi rompido (apenas. -
temporariamente, como esperamos). O ministro
dos negocios estrageiros declarou formalmente,
assentado no seu lugar do parlamento, que i nao
tinha conGanga no governo francez. Proclamou
que a annexaco da Saboya deve separar a Ingla-
terra da Franga, e leva-la a procurar a sua segu-
ranca junto das outras nages da Europa. Esla
urna declarago muilo importante.
O imperador dos francezes e o ministro inglez
ambos fallaram. O primeiro fez presentir a inten-
go que tinha de recuar a fronleira franceza em
certa evenlualidade; n segundo advertiu o de quo
d'sta maneira perdera a confianca do seu allia-
do. Tudo islo esl curaprido, e Lord John Rus-
sell disse francamente ao seu alliado que conti-
nuar a considera-lo como um conhecido, mas
qurir procurar novos amigos. S. allusao feila
Prussia nao equivoca, e nos nao, temos necessi-
dade de pergunlar onde que o governo con-
cluir as suas mais intimas alliangas. Quanto a
Russia, tendo aquella potencia declarado que o
rei de Sardenha 6 livre em dar urna provincia e
o imperador dos francezes em recebe-la claro
quo Bao tem tco~ao nem esperanza de formar

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. DIAP.Q DE PER3AMBUC0 SEGUNDA FEIRA U fcE AfiRIL DE 1860.
uraa confederaco hostil, cuino
aconselhava o partido lory.
Recelamos pois que esteja perda a esperanga
de confianga e de benevolencia mutua fundada oas
relages commerciaes, e que anda honlem nos en-
ainivam a esperar cun lauto ardor e credudade.
Quando se souber em Pars, (como JA se sobe rt'es-
te momsajnj.os applausosjiom qua a cmara do
communs accolheu aquellas, como foram bera
aceitas por lodosos oradores, com urna nica ex-
cepcao, receiamos que diminua o zello de que
ten al agora dado provas para affaslar as dif-
culdades, e que o tratado seexecute em um cam-
po mais limitado. Tela nossa parlo, possivel
i abe m quo se Teja o tratado de outra maoeira.
Podo pensar-so quo temos concedido ludo com a
esperanca de urna cousa que nos nao havia sido
promettida, nos fosse generosamente, concedida.
O momento mal escolhido para nos declarar
trados. A Austria est enfraquecida, i Russia
neulralisada, e a Italia conoiliada. Est passada
a poca em que as censuras devem ter algum
peso. Naofazem mais do que declarar com au-
toridade o que ha muilo lempo tinhamos dito,
islo que nos nao consideramos ultrajados seue
quando tormos feridos.
(Tintes.)
CORRESPONDENCIA 1)0 DIARIO DE PERNAM-
BUCO.
Pars
rectleuienie cite avuriguuu que u iraiauo de Zuticit nao sen*
"ciecutado, que a reuniio de un eongresso tiao
leria lugar e que as vistas do Picmontd solau os
durados o sobre as Romagnes deveriam realisar-
sc, a tactioa do imperador consisti em fazer pa-
gar scu consenlimento i estes actos pela sesso
da Saboya e de Niza.
Eis a razo por que elle irupo* o- riemoot
lautas condigoes dilceis, como o reino separado
da Toscana, euraa soberana mal defntida as
Romagncs. Nao era cortamente urna poltica
muilo franca, mas habilissima em considerar os
resultados. Ello dissipou assim algumas repug-
nancias, que rcsiavam ao rei Vctor Emmanuel,
o as citadas que Ihe armava M. de Cavour. Em
ultimo lugar, para accelerar a solucao, o impe-
rador enviou Turn um personagem importan-
te, Mr. Benedecti, director dos negocios polticos
no ministerio dos negocios estrangeiros, que con-
sr-guio fazer assignar pelo rei um tralado de. ees-
sao, cujas princtpaes isposicocs o Monitenr pu-
blicou esta manha :
Ei-las :
Arl. 1. O rei de Sardenha conscnlc na rcu-
nio da Saboya e do ducado de Niza Franca e
renuncia por si e seus descendentes c successo-
res em favor do imperador dos Franceses seus
direilos sobre estes territorios.
Esta rcunio eftectuar-se-ha sem constran-
gimcnlo algum da voutade das populacoes, e os
duus goveruos ojuslaro enlro si os melheres
meios de apreciar n provar as manifestagoes dcs-
ta voutade.
sobra uuiu queslao bem pequea que Couluiwnma. anparer.cla de auiouomia aUmiuislrativa, o
* ftH> d0 Cafnan foi nomeado lugar lenle
oo i, ten* 80D auas ordeos o marquez de Ri-
Ca?SLrio,B*'do Bovernador geral.
JZ 'J? Mgne, Modena e Parma, estas
P m Mi coliocadas desde o presente sob
*'B*eHMrdirecto de Turm.
7 (*&<
25 de margo de 1860. Art 2. O rei de Sardenha transiere as parles
Maitosioto, comegando esta missiva, que nos- neulralisadas da Saboya com as condigoes. naa
sa companhia transallai.lica nao lenhaaiitdarca- Suat's as possue, o o imperador dos Francezes
usado a promessa que tiuha felto.de inaugurar sen promelle entender-se a este respeito tanto com
aeu servico i desle ruez, cor quaoto os acontec- I as Potencias representadas no eongresso de Veu-
renlos lomam um vivo nleresse, e dcpois dos
longos palavrerios deslcs ltimos rucies, os actos
se succedem com rapidez, e cadaquinzena deve-
r offecer-vos noticias asss importantes para ali-
mentar a curio-illa Je de vossos le lores. Final-
mente nao teremos de esperar muilo lempo, por
que a companhia faz annunciar por todos os jor-
naes que seuservico mensal eomegar irrevogn-
velineule a 25 de maio pela linha de Bordeaux,
ficaudo de principiar mais tarde o servico da li-
nha de Marseille, que funecionar a 10 de cada
mez.
Temos lido uestes 15 da, que flndam, mais
factos e actos do que palavras : com isso porm
nao quera dizer que nao leuhamhavido discursos
no parlamento inglez;-mas os acoulecimenlos
marcharam lo depressa que fomos forjados a
preslar apeuasuma mediocre attenco Mis. Kin-
glake, Roberl Poel, Rabuck, Pilzge'rald, etc. etc.,
que tecm feilo lougas declamaces contra a anne-
xio da Saboya.
Emquaolo estes senhores oravam, emqnanlo
os jornaes de Londres entregarvam-se infiuitus
commeolarios, o rei do Picmonle e o imperador
dos Francozes se entendiam, e eis como hora
que vos escrevo o fado da annexago da Saboya
na, como com a confederacao helvtica.
Art. 3, 4 e 5. Commisses mixtas delcrmi-
narao as froulciras dos dous estados c sero in-
cumbidas de resolver as diversas questoes inci-
dentes, que dar lugar a reuuio.
Art. 6. Os subditos Sardos origiuarios da
Saboya e do condado, de Niza gozaro durante
um auno da faculdade de reclamar a conservaco
da nacionalidade sarda.
Esle tratado resolve todas as difculdades gra-
ves da questo no quo loca Sardeuha, e esle
de corto o ponto importante ; mas com ludo o
imperador lem-se vivamente preoecupado com a
Europa, que muilo se abalara com a noticia de
um cugraiidecimento territorial da Franca.
Ja na carta do. primeiro de marco, que co-
nheceis, elle exforcrn-se por estabelecer que es-
ta annexaco linha somenlu um carador excep-
cional, e que far-sc-hia injuslica em ver nella o
preludio do um plano meditado para dar Fran-
g as fronleiras do Io imperio. Uuialciroular diri-
da pelo ministro dos
dem com ella a de saber se a nonlralidadc d
Su:,ssa nao ser affectada o ameafda polo at
ca Iransmisso da Saboya s ruaos da Franca.
Eis acui o estado da questo.
Certas porcoes da Saboya, os dislrictos-'d Cha-
l'lais e do Fnuci^ny, foram neutralisades polos
JratadostU 1615, a Suissa Xoi^icumaiuA de
ornar effectiva esta neulralidae por vina deci-
o da eongresso de Vlenns, queaobrga, em ca-
fo de guerra, a oceupar militarmerte estes can-
des i a impedir a entrada nellcs jm belligcran-
es. Ora a Suissa pretende que eU obrlgaco,
considerada por ella como umdireito, lorna-se
jcrfeilamenle Ilusoria desde o dia em que o
^hablis e o Faucigny pertencerem Franca:
Ma protesta por conseguate e taz claramente
ompvhender que o ubico mel de remediar a
isto *;ria incorporar estes dous districtos ao can-
o de Genebra. As democracias sao invasoras
s a re publica helvtica nao (icaria desgostosa de
sngrandecer-se lambem, neste lempo do anne-
Infelizmente para scus clculos, as prelcncoes
da Si issa nao se apoiam em algum titulo serio,
e ogjverno francez, qualquerque fosse alias sua
bencola disposigao pela confederagao, nao lora
crido dever pagar por urna cesso de territorio, a
boa entente da Suissa ; elle intenlou fazer chegar
a razio o geveruo federal, de Berne, e lodos
seus usforcosat aqu se malograram : o protesto
de que fallei-vos na ultima carta, est por con-
seguinlc sempre pendente peraate as grandes po-
tencias.
Nao tcntarei reproduzir aqu a controversia que
susciii a questo Suissa: um debate de textos
do tratados, de anligas olas trocadas om 1815,
que iio traria intoresse algum aos vossos leito-
Neuhuma 4ncco foi 4fct -rrimi par
mangno ; somenle pareco^rtielor Eme
el
xa Ro-
^mmanu-
novamente tentou dar ao pepa urna explica-
cao e justlitaQao de scu proceder. Mas o papa
persisti em nao o^erer ouvir cousa alguma,
i quando as tropas piemontezas pozeram p
nt Remangues, ama bulla d'exeommunlio foi
laucada contra os usurpadores e invasores do ter-
ritorios ponlicio.
.Esta arma da idade media nio prodoziu, mes-
mo na Italia, o effeilo que se esperava. O go-
vemo piemonlez recusou admittir a Bulla, e pro-
lnbiu que fosse publicada.sem.que cclero oposes-
se estas ordens urna resistencia assz riva.
tm Franca, onde alguns ultramontanos lenta-
ram fazer inotira com esta sentenca de excora-
raunhao, o governo lembrou as disposicoes da
concordata, que pru+iibem toda a publicago das
a"v ,'a quo na orara rocebidas pelo conselho
d tstado, e nenhum escadalo leve lugar.
Houve peticoes dirigidas ao senado era favor
o poder temporal dos papas ; porm foram pos-
las de parte pela erdem do da. Posto que as
sessocs do sonado sejara secretas, o governo
quiz que os debales, a que deu lugar a esta
queslao fossem publicados no Monileur ; e-no-
lou-seprlncipalmenteo discurso pronuuciado por
M. Dupin, o mais illustre dos nossos juriscon-
sultos e nosso procurador geral na corlo de cas-
sagao.. Este orador dependeu enrgicamente os
direilos da egreja gallicana contra as pretencoes
res e que exigira pelo menos cem paginas de de- da Santa-S. Finalmente, a Bulla el conc
senvolviuiento. Bastar me-ha dizer-vos que em da era termos geraes .e moderados e eu vos re-
minha mparcial opiniao o direilo est inteira-[ commendo cautela contra o pretendido texto
mente do lado da Franca, e que da parle da Su- que publicam alguns de
issa >;st apenas demonstrada a vilenla Inveja de jornaes, o qual tcxlo chei
engriudecer, cusa da Saboya, o territorio do "
canto de Genebra.
A queslao porm est entregue appreciagao
Seras, de que
idade media.
As cmaras
nao usa
xagao da lialia Central Sardenha, e fizera
constar esse protesto a todas as polendas euro-
peas. '
0 Pontfice, nao querendo continuar ler cm
seus estados tropuS/rancezss, pedir um contin-
gente de forcas napolitanas o tratava de aui-
menlar o seu ejercito, e para cujo commando
OMiMtara convidar o mwUm. i.m-Ti[i'iL
queesUvs vivendo no seu exilio da Belgka Esta
nolci nao foi receida com agrado no^palacio
das Tulherias ; masha razoes muilo plausiveis
para duvidar do bom etilo da comiaiaeio confia-
da ao illustre general Lamoricire.
A dieta germnica, sob proposta da Prussia,
discuti que as suas dis:u vfssem a mais ampia publicidade. Mas, a paz
desta medida essencialraente liberal, a dieta de-
cidi per 12 votos contra l que fosse definitiva-
mente supprim ida a constituico do Hesse Elei-
loral do anuo de 1631, que as cmaras linham
eligido que se restabelecesse, e mandn que fl-
casse em vigor aconsliluico oulorgada em 1852,
qae menos liberal. Esta deciso a Prussia, a
repula exorbitante das allribuices da dieta,
por isso prolestou contra ella, declarou que
nao se achava obrigada por tal deciso.
A vida parlamentar da Prusria passava entre-
tanto por urna crise arriscadissima, por causa de
urna proposta do miuislerio acerca da organisa-
So do exercito. A commisso da cmara dos
eputados, a que fra submellid* a proposta,
depois de se ter reunido em sessao por vinte ve-
zes, e do reconhecidoee calorosos debates, viera
por lira a regeitar a proposla do governo cm al-
guns pontos essenciaes. ministerio paz do pro-
jecto queslao de gabinete, de sorle que, se a c-
mara adoptar aparecer da commisso, retira-se
o ministerio ou dissolvida a cmara.
Por urna proposla do governo da Prussia a
imprensa daquelle paiz km gozar de mais ra
pouco de liberdadc. Al aqui, o jornal que re-
demagogicos | ebia segunda advertencia da auloridade podia
d expressoes gros- ser supprimida^ arbitrio do governo. A propos-
ite romana desde a ta torna essa sappresso dependente "
nossos
MO
a c
piemontezas reuniram-se 2 de
camlap no govtno francez. A Inglaterra prin-
cipalmente, nonio, intima alliada,parece inun-
da uesle momento das mais malvolas disposi-
goes a nosset respeilo: ella quera exictaa Euro-
pa, e quera anima os protestos da Suissa ; e com
que lioi ? Seria diOicil indicar um oulro, que nao
fosse i necessidade que tem o gabinete inglez de
forlilicar a maioria parlamentar, por que cerl-
meme o povo iuglez nao quererla que as cousas
fosse m levadas al a uerra. E um jugo vil c pe-
rigoso.
Recenlemente, quando appareceu o tratado de
negocios estrangeiros aos
agentes da Franca junto das grandes corles leve cesso da Sabey Franco,' "cujas dispsigous vos
por lira provar o pensainento do imperador. dei, houve na cmara dos communs urna sessao
Esla circular datada de 13 de margo, que acha- extremamente calorosa. Lord John Itussell fez
reis nos jornaes franec/es de 23, leude a de- tambera coro com os habiluaes adversarios da
do condado de Niza .Franca eslquasi consi- monstrarque somenle titulo de garanta que Franca M. M. Kiuglak, llorsman, Roberl l'eeletc.
mado, neste sentido, que as parles eslo accor- I a Eraiioa pedio a cesso da Saboya, pela razo do e fez claramenle eutenderque o ba entente entre
des, fallando apenas "regular o modo da exe-
cuco.
Vcrdade que se esta annexaco tor feila, a da
Toscana, das Romagnes, de Parma. de Modena
sl igualmente em via
que nao poda deixar as passageus dos Alpes ao
Piemonte, tornado com a anexaco da. Italia cen-
tral ires vezes mais poderoso do que era.
Para respooder aos temores manifestados em
de eireituar-se, e eolio ,n8|aler e especialmente na Prussia (por causa e quo poderla chegar a occasio em que seria do
ulerease da Inglaterra procurar em ouira parle
os dous governos tinha-se Infraquecido singular-
mente em consequencia d'este tratado; que se
linha dissimulado no gabinete inglez os planos da
que a conlianga nao era mais a iiiesma
Fran-a ;
o Piemoule recbela em lerrilorio, em pupulaglo, > Jas ffonteiras do Rlieno) a circular accrescenla
em rijueza seis a sete vezes tanto quantonos d : i eslas palavras :
nao faz mo negocio, porque o rei Vctor Emma- I .* ^ao em norae das ideas de nacionalidade,
nuel vom a Picar frente de um paiz de perlo de i n*'0 e coino fronleiras naluraes, que pretende- funda.
outros alliados. Tudo islo foi dito cm lemos
amargos que deixavam ver uraa irrlaco pro-
11 milhes de almas.
Fallo desles negocios um depois do oulro para
resumir vossos leitores os enormes passos que
elles leem dado durante esta quiozeza.
pela aimcxago italiana.
mus a adjunego da Saboya e do condado de Niza
ao nosso territorio, simplesmente titulo de
garanta, e em circunstancias taes, que o es-
Comeco P'rll "a concebe quo ellas sy reproduzam em
outra parle.
Vos vos lerabrais que o imperador em seu dis- i imperador quiz ojuiilar anda a auloridade
curso do Io de marco exprimir a opiniao de que i Je sua Pa'avra aos argumentos do ministro. Em
a Toscana deveria conservar sua autonoma, eque
smante Parma e Modena deveriam ser aunexa-
das ao Piemonte : respeilo das Romanhas elle
tiuha iicado em um vago absoluto. Com islo nao
se conformava o rei Viclor Emmanuel, e princi-
palmente seu consellieiro M. de Cavour. Assim,
urna recente circumsmncia, leudo sido adinittido
as Tuillierias urna deputago saboyana
-aprescular ao imperador numerosas peticoes em
favor da annexago respondeu mu finamente
estas ideas.
As circumstancias, disse elle, era que lem
para ter forcadamenle urna outra solugo, M."de <( luSar esta re.cliicaco das fronleiras, sao lo
Cavour usou de um meio, que Napoleo 111 nao i excepcionaes, que correspondendo a inlcresses
podia conde-
gou para su
Como vos
E vcrdade que o minislro declarava ao mesmo
lempo que a queslao da Saboya nao pareca sus-
cilai na Europa os mesmos protestos, e que era
preciso sollrer o fado consummado; mas elle
distingua cuidadosamente dos negocios da Sa-
boyii as queixas feilas pela Suissa, o pareca de-
cidido a t-las em grande considerago, como
ligando-se a neulralidade, garantida pelo Halado
para ^ ienna confederago helvtica. Ha tres ou
qualro das o mmislro novamente explicou-sc
este respeitou e declarou que o guveruo aria da
questo Suissa uraa queslao separada ; o que
prova que a Inglaterra tero a certeza de ser se-
guida ueste terreno p
disse era minha ullima carta, elle *
obteve dos dous chefas da Italia central que fosse
dada urna nova prova pelo suffragio universal
para manifestar claramente o voto do paiz.
O povo foi convocado em seus comicios a 11
de margo, e eis-aqui o resultado de seus votos :
Toscana 306,571 votos era favor da anne-
xago ; 14.925
4,94'J perdidos.
Diversas provincias, que compoero a Emilia
Romagues, Modena e Parma) 4U0.781 votos em
ivor da annexaco quasi a unanimidado dos
volantes.
Quando concluir-se esta prova com salijfagao
completa da poltica piemonleza, os dous cheles
. eia Europa.
E.-ta attilude tomada pelo gabinete inglez cau-
mnsr, porque foi o que elle empre- : lannos, ellas nao oiTeudem principio algum. ou em Franga una desagradabilsima impres-
bir ao throno. | e por conseguinle nao estabelecem algum pre- |So. Ella nao se explica sulFicienlemenle pelas
cedente perigoso. Corn efTeilo, nao nom necessidades parlamentares, quo obrigam um
pela conquista, era pgla insurrego que a Sa-, ministerio a poupar os seutimoatos da maioria,
boya e Niza sero reunidas Franga, mas pe- P's que com o soccorro de M. Brignl e seus
lo livre coiisentimento do soberano legitimo, nmijos, Lord John Russell pode ao que
< apoiado na adheso popular. Assim ludo o .parece, sustentar o choque dos tres ou qualro
quena Europa nao cede a um espirito de aula-, bellicosos oradores que se csfqrcam por insudar
gonismo d'uma outra epocha. olha como na-. s dous paizes: elle o podia "er laulo mais,
tural e jusla esla adjunego de territorio. O quando os espilos em Iugjjprra eslo em paz,'
.< aclhimenlo que tiveram as coiumunicagesdo c quandj os chefes do pndo lory, qusreudo
roeu governo nos potencias T^icscnta'ias no poupar seu fuluro ministerial, reeujavam seguir
eongresso de Vienna, aulorisa epla mor porte '(>s tragos arriscados de Mr. Kinglake.S Mas, Lord
dell.is a jusla eperanga d'ura eAroc favo- Joh.i Russell esl realmenlo indignado ; ele er
nivel. ; ler sido iogado por Napoleo 111, e eai ceno ao
De conforn.id.ide com esla ullima assergo do i meros de que completamente abuzou-se da poli-
discurso do imperador, espalhou-se o boalo de | l'ca frauceza : seu mo humor transudou em ex-
gao ; 14,925 em favor de um reiuo separado ;
9S npriliilna
do movimento Iranspoi-larnm-sc Turim, para 1ue Russia e a Austria, dcsapprovando o que pretsoes imprudentes, c em todos os casos pou-
lazerconlicccra Vctor Emmanuel os volos das po- so ^ei ua Italia relativamente 9os principes de- co Jiplomalicos. Tem-se notado fiiialmenle que
pulages. postos, nao .i/em objeceo alguma contra a an- i Loru Palmerslon absleve-se cuidadosarenle de
M. Parni, governador das Romagnes, de Mo- nexoi.o da Saboya ; a Prussia moslrar-se-hia, ao | asseciar-se pessoalmcnle aos alaques de seu col-
dena o de Parma, foi o primeiro recebido, a 17 1ue ^izem, menos condescendenle, sem corn lu- 'eo3> o este fado contiibue psra dar a estes ala-
de marro : e eis aqui os lerraos precisos, cm que (1 k'tor a annexaco um ea*us belli; e quanlo 'lu.e5 menos importancia,
o re aceitou a annexaco. Inglaterra, o ministerio se abrigara olraz do
Esla manifeslaco da vonlade nacional 6 lo parlamento para dcsapprovar o faci, teslemu-
universal e lo espontanea, qiic confirma Eu- "bando suas sympa'.hias para com a Franga. Ha-
rona, em lempo e condicoes differenlcs, o vol i lri-'tomo a questo permanece sempre pt-ndenle
expresso precedenlcraent pela assembladeEmi- i Pranle o parlamentu, e o eterno Mr. Kinglake
lia. Esta manifeslaco requinta as provas de nu0 re,"ou sua mogao.
evemos pois aguardar-nos para vermos corae-
carem essas violentas deelamagoes contra a am-
bi'-ao da Franco, que muilo mal se prestara aos
iuleresses da alliang. entre os duus povo?, e que
contraslara singularmente com a alegra, que
da grandes potencias algumas das quaes nao dei-j abril ; e eu dexo de referir aqui o discurso do
zariana, se a occasio fosse oporluna.^lo dar um | re Viclor Emmanuel, que nao assignala fado al-
gum novo ^0 primeiro trabalho dos legisladores
italianos se'rA consagrar a annexaco da Italia
central e a cesso da Saboia o de Niza ; depois,
sero as cmaras prorogadas, porque muilo res-
la atilda ao poder execulivo fazer para constituir o
novo reino.
Apezar das opposiees e protestos, que a poli-
lca franseza tem originado, o annexaco da Sa-
boya est em vas de conclusao : o "imperador
enviou esses lugares diversas 'pessoas impor-
tantes, devendo notar-se seu pessoal amigo o se-
uhor senador Laily, para prepararem a orginisa-
cao do paiz.
Emre os factos da quinzena ha um, que devo
mencionar como muilo curioso e anda enigm-
tico. O general Lamoricire, um dos nossos mais
brilhanles gencraes d'Africa, acaba de partir pa-
ra Roma. Aflirma-se que lho foi offoMcida a
misso do urganisar e commaudar era chefe as
tropas papes ; e lambem pergunla-se se elle
foi autorisado pelo nosso governo a aceitar esta
misso. Devo dizer-vos que M. Lamoricire foi
bauido de Franca por occasio do golpe d'Eslado ;
que conseguinlemente nao servio desde o impe-
rio, e que, por outro lado, moslrara-se assaz. hos-
til ao papa, ua poca do cerco do Roma. Mas
para os houicns polticos, os nielhor informa-
dos, la>s precedentes nada provain : aarraa-se
que o bravo general obrado perfeilo accordo
com o imperador, que nao quer que o Piemonie
lenie um ataque contra o reslo dos estados de
papa, e que dar, no caso de necessidade, a M
de Lajnoricire a autorisaco de servir no eslran-
geiro. possivel ; mas cu nao garanlo.
A ilespanha acaba de attrabir 6obre si a alten-
gao da Europa. O'Donncl terminou brlhanle-
monle, a guerra do Marrocos ; ganhou a 23 de
margo, as portas de Tcluan, una victoria nri-
llianle. em consequencia da qual o general ion-
migo lhc fez novas proposicoes de paz : lodas as
condigoes impostas pela llspanha foram aceilas.
Marrocos pagar pelas despezas da guerra 400
mlhoes de reales ou 100 milhes de francos ;
Teluan Qcar as mos da Ilespanha at o com-
pleto pagamento desta summa ; o territorio con-
tiguo Ceuta e Melilla ser augraenlado ; Fez, a
capital, ser a residencia do enviado hcspanhol.e
urna misso calholica lera o direilo de eslabelo-
ccr-se nesia cidade ; un tratado de comnicrcio
dar llespaiiha as vanlageiisdas nacoes as mais
favorecidas.
Mas nada se passa na pennsula ibrica, como
nos oulrus paizes do mundo 1 Emquanlo a Iles-
panha celebrava por testas a feliz conclusao da
paz ; eis que de repente sabe-se em Madrid que
o general Ortega, coinmandanle das ilhas Balea-
res, desembarcara ios contornos de Valenga com
3,000 liomens, e que proclamara o conde de Mon-
temoln rei de Ilespanha sob o nome de Carlos
VI. Felizmente soube-sc pouco depois que seus
soldados por elle engaados fallando-llies d'uma
revolta a suffocar, levantaram-se contra elle, e
forcaram-no a fugir a Uros de granadeira.
Ortega ainda nao foi preso, mas seguem-lhe
os traeos. Dizem que o conde de Montemolin e
seu flllio eslao com elle. Purece-me isto muilo
duvidoso.
ppressao dependente de urna sen-
tenca do poder judiciario, passada em julgado.
O rei da Prussia coniinuava no mesmo estado
sem esperanga alguma de restabelecimento E'
certo, lodavia, que a moderlta nesles ltimos
tem pos nao tem feilo progresso.
A noticia de ler sido organisado o conselho de
estado do imperio da Austria confirmada polo
iJntida^ O decreto do organisago fui promulga-
do em 5 de margo ; mas dos jornaes que lemo3
nada consta sobre o moda porque se acha ele
constituido pelo novo decreto.
A luesma Austria emprehendia um novo om-
preslimodo 200 milhes do florins, com as mais
vantajosas condigoes p ira os empresiadores. alim
de o realisar proniptamente o pagar os 133 mi-
llios que o banco nacional adianlar o auno pas-
sado para as despezas da guerra.
A cmara dos depula.los do grao-ducado de
Badn regelou. por 45 voto3 contra 15, a con-
cordata cclebraJa o auno passado com a Santa
i S. Retiraraui-se, em consequencia d'isso, os
ministros dos estrangeiros e do interior, o foram
substituidos pelos Srs. Slabel e Lamey, adversa-
rios decididos da lal coiuordala. A poltica aus-
traca soffre com sso um grande golpe.
Em Ilespanha linha batido unta Inntalva de
revolucu caruata ; mas segundo as ultimas no-
ticias receidas em Lisboa, neiihum reeeto hara
de que a paz interna fosse gravemente perturba-
da com isso.
ordera, perseveranca, patriotismo e sabedoria,
pelas quaes estas populacoes leem merecido a
sympathia o estima univei'saes.
Aceito seu voto solemne, e d'ora em diante
glorilico-me de chama-Ios meus povos.
Reconhecendo o igualhando as minhas pro- suscilou em Inglaterra o tratado de commrcio.
vincias antigs nao s os estados de Modena e i A'proposito deste Iratad > devo mencionar, que
Parma, mais ainda as Romagnes, quo j se ti- i e"e alravessou viclcriosamcnle as provas parla-
nhara separado do governo puntificio, julgo nao mentares, quanlo s modificaces, que dovia Ira-
fallar minha viva dedicaco ao chefe da igreja. i *?' as tarifas, assim como qu fui,publicado olli-
Estou promplo a defender a independencia ue- Clmenlo depois de haver recebido a sauego da
eessana ao supremo ministerio do Papa, contri- ra'"'a.
buir para o resplendor do sua corte, e render ho- O mo humor, que suscilou cm ccrlos estado,
meoagcm sua soberana. 0 parlamento, rece- da Europa o negocio da annexaco da Sabova lo-
tiendo os representanlcs da Italia central, asse-1 mou, como nico pretexto para palenlear'-se
gurara a prospendade, a Iiberdade e independen-; urna proiestago que o gowrno helvtico acaba
ca deste novo reino. do dirigir s grandes polencias. A Suissa pre-
i que foi pronunciado tende que a annexaco ser um grande perigo
tempo urna viola-
queslo por ella
.evanlada ccha-se neste moineulo entregue s
,.te.di".d.?.P.OIL "n":'!'1?-,10;" ?2' 1ue controversias da diplomacia europea ; nosso mi-
nislro, M. de Thouvenel, deu circular suissa urna
este discurso, a folha ollicial" de Turim publican I para"eria^ e qe"ao" mesmo i
o decreto, que annexa eora do Piemonte as cao dos tratados de 1815 A
provincias da Emilia.
governador da Toscana, M. "Rkasol foi seu tur-
no recebido pelo rei Vctor Emmanuel. Eis a
resposta do principo, Ul como no-la transmitlo
um despacho lelegtaphico :
Aceito o voto dos Toscanos, que tendo sido
expressodo pela assembla, onde tem assenlo a
nata da Toscana, acha-se agora confirmado pela
unanimidado dos suffragiosdo novo. Associan-
do os seus nos destinos do Piemenle, a Toscana,
longe de renuncia-Ios, continua esses gloriosos
destinos e os augmenta unindo-os aos dos outros
povos da Italia.
O Parlamento, onde os representantes toscanos
tomaro assenlo ao lado dos do Piemonte, da
Lombardia e da Emilia, conformar as lei ao p'rin-
cipio fecundo da liberdade. Oeste modo a Tos-
cana gozar dos beneficios de urna autonoma
administrativa sera enflaquecer a unio das
torgas c vonlades, d'onde principalmente depen-
dem a prosperidade e independencia da patria.
Em seguida este discurso, o rei assignou o
decerlo da-annexago da Toscana.
Eis como concluio-se a annexaco da Italia
Central, e como Mr de Cavour cortou as* duas
difficuldados urna cerU e vaga soberana, aas annexa pura e
fimplesmenle as Romagnes. Quanlo n Toscana
a autonoma gue reelamava o imperador dos
fraocezes, lorna-se urna cousa pouco comprenen-
sivel e at um certo pontolmpratcavel, pois
que se applicar somonte aos negocios admi-
nistrativos.
Tudo islo .se tem eito, gragas Franga, que,,
por sua lula gloriosa contra a Austria, liberiou os
Italianos do jugo austraco, lias .lambem uo
justo que ella tenha parle na victoria ? o que
pensu o imperador Kapoleo III, anda que ius
diversa declarages e proclamages, por elle fei-
ins durante a guerra, lesna mosirado o mais ab-
snlulo desinlerse. Elle sfOrma hoje auc as
ireumsianctas nao sao mais as mesmas, e pe-
boya e o condado de Niza sojam annexsdog a
Franga.
A historia desla annexeco hoje perfeilaroen-
te ronhecida.
E certo que antes da guerra foi concluido cora
o Piemonte nm tratdo secreto, pelo qual a Sa-
r '\L!*ua eram cedidas a Franga em Iroca da
Lomoardifrc da Venecia, que deviam ser restui-
t atr|fFm10tne depois da conquista.
As esjlpiriacdes de Villa-franca suspenderara o
eileito de8is combinagdes, por isso que a Venc-
cia devM-Bcar perlencenio Auatra. Has Na-
poleo III nao abandonava seu plano c isto
que explica o ter ello lo ponen contribuido para
azer aceitar pelos Hrtanos- o reslabeleciramlo
dos anllgoj oVjtrs-e a- confederado. (}a>ra(ft)
resposta que me parece victoriosa ; como porm
as paixoes se debatem, muilo lempo so gastar
neslc assumpto. Todava tende como certo que
Parece certo que urna conferencia europea lera
lugar para examinar o mrito dos protestos da
Suisa. Se as paixoes se afiaslarem do debite,
esta conferencia lera simplesmente deproiiuu-
ciar-se sobre urna questo do direilo publico, e
indicar o meio, pelo qual pode effeiluar-se a ques-
to da Saboya, sem alacar-se a neulralidade da
Suissa. Creio que neslc caso sei facillimo o
accordo, e que a Franga se prestar a todas as es-
lipulagocs rasoaveis, lano mais quaudo ella esl
empeuhada pelo Inalado com o Piemonte a man-
ler o saiu quo das fraegocs neulralisadas da Sa-
bova.
Soplo contrario se ntrometlerem uisto as
pai:;oes polticas, as difculdades sero grandes,
e pude originar-se urna perturbaco immensa das
del berncoes da conferencia.
esta a Prussia, que de boa vonlade se asso-
ciiua as manobras do gabinete de Londres
raai que tem muilo interesse em poupar-nus
por compromettor-se mui abertamentc.
Alguns pensara que a aililude lomada pelo ga-
binete inglez tendo simplesmente n obter do go-
verno francez um favor, que nao concede o tra-
tado do commercio. Traiar-se-hia de fazer-nos
remandaros direilos difierenciaes, que recahem
em nossos porUis sobre a navgaco britnica,
de sorle que as mercaduras imporlad'as em Frang
por navios inglezes nu paguem mais impos(o9
que as raesraas raercadnrias importadas pelos
nossos navios. Um requerimenlo nesto sentido
ai rotado pela cmara dos communs, e foi com
Bolsa 3 0/0 C9, 90-4 1/2 9G.
Consolidados inglezes 94 3/4.
PERNAMBUCO.
RECIFE, 28 DE ABRIL DE 1860.
S SEIS HORAS DA TARDE.
Retrospecto semanal.
Durante a semina, quo hoje expira, recebe-
mos noticias da Europa, primeiramente pelobri-
esses traeos de tinta diplomtica em nada mod- salisfaco aeolhido pela Rainha. que'nromeiteu
licaro as resolucoes tomadas pelo imperador.
j A queslao papal ca sempre no mesmo p
|Chegou ao nosso conhf cimento nesla quinzena
1 resposta, dada pelo cardeal Antonelli ao despa-
cho de M. de Thouvenel.
O govarno papal recusa peremploriamentr
abandonar qualquer cousa de seus direilos relali
vamenle s Romagnes, e parece sempic deciddi
a levar sua resistencia passiva al o martyrio. 0
governo da sania s se exprimo erri termos con-
venientes a respeilo da Franga, reservando toda
a acrimonia para o governo do Piemonte e o re
v ictor Entrnanuel. Assegura-so que a irrilacac
do Papa contra esle principe extrema, e falla-s
mu senaraento d'uma .bulla d'excommunhao
que seria langada contra ello. Nao creio que al
o presente haja fundamento nesla noticia.
Tivemos noslcs ltimos dias um processo, que
causn grande barulho. O bispo d'Orleans. M
Dupanloup, foi chamado perante a cari? impe-
rial, por ter difTamado os redactores do jornal L
Siecle, e por ler ultrajado a memoria de monse-
nhor Rousseau, bispo d'Orleans no prlmnroim-
perio. Os processos de diffjrr.agao sao julgado;
portas fechadas, e os nossos jornaes limita-
ram-se a.publicar a sentenga que absolve a M
Dupanloup.
6 de Abril.
Os acontecmentcs marcham sempre, e ben
qae novas romplicagdes se levantera nesle mo-
avent, tenho a conlianga de que a solucao de--
Unitiva nao ser retardada. Servindo-me di
pala-vra solucao, nao quero dizr que ludo se ar-
rancar no agrado de todo o mundo, nem que i
Europa lera ante si um fuluro Ilimitado de pa
e segoranca. Nao, de certo; ha muitos inlcres-
ses contrariados, muiias inclinagoes revolucio-
narias, incitadas pela situago que vai estabcle-
cer-se naitalia e. mesmo em toda a Europa, pa-
ra que a ordem europea se creia d'ora em dian-
te ao abrigo Ve todo o choque. Somenle, visto
eomo os poros e os governos acham-se canga-
dos, como os que poieriam fazer a guerra nao o
quorem, e os que aoereriam faz-Ia nao podem,
nao dnsarrazoado contar que teremos paz poi
um pequeo numem de annos. J muilo pa-
ra a humanidade ess? tempo de espera, o forcn
conlentarmo-nos de que a diplomacia lenha fei-
lo sahir urna pequea paz desseinfiztricavel con
Hielo da questo ital:anna.
Hoje nao mais precisamente sobre a queslc
da Saboya que leem lugar os ltimos eiapeunos,
que seu governo esforcar-se-hia para realisar o
vola da cmara. Mas podis ler por certo que
semelhantes esforcos sero infrudiferos.
Ainda que nosso governo lenha dado, por
me o do tratado cm a Inglaterra, um grande
passo na senda da liberdade das permutas, no
ousar com tudo estender a reforma s tarifas,
que assignaram ao pavilho francez urna grande
parle dos transportes martimos.
Nossa marinha ainda nao lomou os inmensos
desenvolvmentos da marinha ingleza : ella na-
vega com mais despezas, e a aboco das tari-
fas difTerenciaqs trar-lhe-hia o golpe de morle.
tardo, quando nossa industria martima
Mais
livor tomado forcas, ser ento possivel estender
navegago o principio da liberdade. E' muito
para desojar no nleresse do bem estar dos povos
que esla grande reforma tenha lugar o mais bre-
ve jan for possivel; mas convem notar a Ingla-
terra hoje to liberal, raanleve duranle seculo e
me o seu famoso acto de navegaco.
Por fallar em navegaco e commercio exterior,
nolarei, de passagem, um fado, que tem, ao
que me parece, um nleresse extremo para o
Brazil e principalmente para Pernambuco.
De conformidade cora as promessas. feitns
pela imperador era seu discurso do mez de Ja-
neiro passado, foi opresenlada no corpo legisla-
tir.a urna lei, que abaixa cm proporcoes consi-
deraveis as tarifas sobre os assucares.'c sobre os
afio. Os direilos sobre os nssucares ( por na-
vios francezes e das colonias francezes ) sao re-
dimidos 25 francos ( em vez de 48 ) por cem
kibrammos. Islo uo vos diz respeilo ; roas
o qj? vos inleressa que os mesmos assucares
ie todas as procedencias e por navios francezes
pagaro apenas 26 francos.
lia por conseguinle uraa simples differenca
de 3 franeos por 100 kilograramos, o quo i-
flnilameale muilo pouco ; e parece-me que os
plantadores de vosso paiz podero facilmenle
sustentar a concurrencia com os plantadores das
cok nas francezas, que produzem cora muito
mau despesas.
Qaanto aos cafs, o projecto de lei muilo
aenos favoravel. O novo direilo ser do 30
francos por 100 kllogrammos para os cafs das
colonias francezas e de 42 francos para os das
Otilias procedencias
Vollo a noticias polticas.
Camo vos disse precedentemente, a annexa-
go da Italia central ao Pioraonto hoje um
paci consummado. Para conserrar Toscana
que portuguez Esperanra, procedento da cidade
do Porto, depois pelo parute poituguez Jason,
da companhia anglo-luso-brasilera. e ltima-
mente pelo paquete Oneida, d-a companhia transa-
thlanlica ingloza de Soulbamplon.
As primeiras adinnlavam pouco s que nos
trouxera o Magdalena. Davam conta do resul-
tado da votaco da Italia central em favor da sua i ? dla 27 do porrenle,
annexaco ao Picmonle, annunejava novos mo-
vimentos sediciosos em alguns pontos dos Esla-
dos-Ponlificios, e dcscobrimeuto de urna conspi-
rago formidaval quo se preparnva no reino de
aples, a declarngo da Sardenha Frauca de
que dcixava a Saboya e Niza, como a Toscana e
a Italia central decidir livremenle de sua s^rle
por meio do suffragio universal, e que acediana
com a mesma lealdade a annexago ou separa-
cao noticiara mais que o concelho do imperio
da Austria linha sido ampliado em suas func-
coes ; que as cmaras inglczas linha-so ag-
lado urna discusso vehemente acerca da anne-
xago da Saboya i Franga,*propondo a opposigo
una manifestago contra essa annexaco ; que
a Ilespanha tinha alcangado 3obre os" Mu uros de
Marrocos mais duas villoras, e que esles pro-
punliam a paz, sobre a qual se Iraclava, snm que
loilavia se suspendessem as operages militares.
O Jason foi pouco adianto das noticias recebi-
das pelo brigue Esperanca. ConQrmou a nolicia
dos movmenlos insurreccionaos de alguns pon-
tos dos Eslados-Puniificios, trouxe a de ler-sc
concluido entre a Franga o a Sard.enha um trac-
lado sobre a annexago da Saboya e do Niza
Francai; =; a do ler o ministerio inglez alcanga
do mais um triumpho na cmara dos communs,
quando se Iraclava de urna emenda substitutiva
ao projecto de reforma eleiloral proposto por
lord John Russell; a de ler-se realisado na
praga do Londres um emprestimo de 1,373:013
libras esterlinas por conta do governo do Brasrl,
para auxiliar a empreza do camioho de ferro
desta provincia e de varias oulras induslrias do
imperio ; a abertura prxima de urna nova li-
nha de paquetes inglezes de Liverpool ao Ro de
Janeiro, tocando nesle porto e no da Bahia, Icn-
do partido o primeiro vapor Ernsl-Merck, se-
gundo eslava determinado, no dia t do crren-
le ; a abertura tambera de outra linha de pa-
quetes, francezes, do porto de Bordeaux ao do
Rio de Janeiro, cujo primeiro barco deve partir
de Bordeaux no dia 21 de maio.
O Oneida, que veio com urna viagem lo r-
pida como ain la nao fez nenhum vapor da linha
de Southarapton, nao accrescenla quasi nada ao
queja sabemos pelo Jason.
A prelengo da Franga, de annezar asi lodo o
territorio da Saboya, incluido mesmo o de Fau-
cigny, Chablais e Generis tinha irritado profun-
damenle a Suissa, que protestara logo contra
isso, e so prepara a oppor-se a essa annexago
por todos os raeios. Se a Fanga nao ceder de
sua parle, ou nao interricr a diplomacia das
grandes potencias, bem de presumir, 6 rala do
estado era que se acham as cousas, que robante
urna guerra entre a Suissa e a Franga, e pdfl-se
desde ja prever que, dada esta hypolhese, a
Suissa lera, lalvez, alm da coadjuvacao mate-
rial ds Austria, a apaio moral de quasi lodas as
grandes potencias.
A Austria, protestara lambem conlra a anne-
e Portugal as noticias mais imporianles sao :
a de so ter descuberto graude numero de pes-
soas implicadas em erme de moeda falsa ;a da
prisu do umitas dessas pessoas ; e a de se
adiar em necusago perante a cmara dos de-
putados o couselheiro Silva Ferro.
Pelo paquete Cruzeiro do Sul, procedente
dos partos do norte, livemos algumas milicias
desla parle do imperio, as mais dolas destituidas
de importancia.
Do Amazonas, do Maranho, do Pauhy e dn
Ro Graude do Norte na la soubemus de nle-
resse.
No Para, o Etra. Sr. Dr. Antonio Cecilio de Si
o Albuquerqtie tinha bogado capital, do volln
do sua risita ditftrenies pontos do interior da
provincia. S. Exc. tinha dado muiias providen-
cias acertadas para prover as necessidades dos
daversos lugares em que estivera. c esperava-se
que i sua viagem seria ainda Tanta jora para o
futuro, so, como se esperara, livesse S. Exc. de
administrar pur mais tempo aquella provincia.
Assim, nao de admirar que a noticia da de-
rasso do S. Exc. fosse all receida com sumrao
desagrado, por melhor quo seja a idea quo se
faga do seu digno substituto.
No Cear dizta -se que ua Serra do Mondego, em
tlaiuril, um uidiiuo assassinara sua prnpria mu-
Iher, dando-lhe 19 lacadas o corlando-lho a liu-
gua. Qonslata lambem que o criminoso achava-so
preso.
Da Parahyba, o quo onusta de mais importan-
te a pusse do uovo presidente, o Exra Sr. Dr.
Silva uiies, e o addiamento da reunio da as-
sembla provincial para o Io de setenibro.
Tambera livemos, durante a semana, al-
gumas noticias do interior da provincia. Por
quasi toda a parle scnlia-sc em extremo a de-
mora das chuvas.
A tranquillidadc publica nao soffiia alterarn
em parle alguma, e apenas livemos que registrar
um assassinato ollicial, perpetrado no Ex pelo
propro subdelegado, ou por ordem sua, segun-
do nos informa o nosso correspondente de Ca-
brob. E' um fado, que, a ler-re dado, nao
deizar de ser tomado na derda considerago
pelo digno Sr. Dr. chefe de polica.
Deixou no dia 23, como tinhamo s amillo-
nado em nosso anterior retrospecto, a adminis-
traco da provincia o Exm. Sr. baro do Bom
Jardim, o parti nesse mesmo dia, a bordo do
Cruzeiro do Sul, a lomar assento na cmara dos
depulados. S. Exc. foi aiompanhado ao seu em-
barque por un numeroso concurso de pessoas
distancias, e deixa nesla provincia mu saudosas
rccordaccs.
Esla anvecao accrcscida ao afllido ainda mais
empeiorou-lhe o estado da saude ; mas'acha-se
era laalamento, sem que postamos dizer quaes
as eaperancas que d ou offetiece esse oslado.
Amanba coraegam os etercicios religiosos
damez do Mara, cuia celebraco acha-se tao enrai-
zada na nossa populago, que j mais olvida o
amor que essa me carinaos* nos vota.
Bata, pralica religiosa, qua aqu introduziram
os reverendos capueninhos, tem-se propagado
notavalinente. e como que encarnado em nossos
costnmes, venerando por esia sorte a padroeira
dn nosso imperio.
No dia 22 desda fez a aasociagio dos sellei-
ros desla cidade fez a sua aaaaao magno, am de
solenanisar o respectivo anniversario.
Ao acto presidan toda a decencia conveniente,
o o edificio esteve adornado com surapluosidade,
jn i para mais de trezenlos assenlo.
tdoeel imperial lirrha a forma oVirma cora,
soloposla de urna franja de ouro fino da largura
de m palmo e circailada de ttoroaariifieines, o
d ella sobr sainara duas bandeiras uacionaes do
seda bordadas ouro, cahndo para os dous la -
dos ricas cortinas de nobreza verde e araarel-
la.quae eram sustentadas por dous anjos, una dos
quaes linha na mo a cora c o outro o sceptro
imperiaes. #0 busto de S M. I. assentava sobro
um throno da cinco degros, ornados de vasos
de porcellana, lantcfoase serpentinas de trysta!.
A' direila deste throno, arultara cm magnifi-
co llar, onde eslava colocada a virgera da Con-
ceico, padroeira da associaco : e do circo des-*
so mesmo altar o divino Espirito Sanio difnnda
os raios de sua luz sabr os associados.
A esquerda ticava a mesa da presiilciifis, cora
cadeira. qu6 linha no alio as armas nacionaes
n'uma grinaldo.
O salo achava-sc todo cuberto de alcatifas, as
paredes estavam ornadas de lindos quadros, cora
lustres e ricos espelhos, ea sala que lhe ficava
immediata, foi destinada para a exposigo das
obras as quaes riam-se arrumadas em dous bal
coes forrados de velludo encarnado, em um dos
quaes estiva disposla toda aferramenta da arte do
selleiro.
As pegas em cxposigSo compunham-se dos
seguales artefactos do selleiro :
Um seUiua de velludo verde bordado 5 matiz,
tendo aos lados as armas irperiaos e a cifia do
S. M.ol. Esta peca fazia-se nolarei principal-
mente por nella nao ler entrado madeira do-
qualidade alguma, de modo que poda ser Cobra-
da de qualquer maneira. Era de borraina, sen-
do a posterior inteirga desde o assenlo al o (ira,
das capas.
Um dito forrado de couro de porco, com bor-
raina as capas e no assento.
Um dito do mesmo cabedal, com borraina as
capas, e todo bordada retroz. Era de uin
trabalho primoroso.
Um dito do mesmo cabedal, do assento do
forma cynlndrica.
Um dilo percilamenle idntico, sendo cm
poni menor.
Um dilo de soeira fina ,i moda ingleza, forrado
do mesmo cabedal.
Um dito gnete para carreira igualmenlo
forrado.
Um dilo de forma arredondada
sola bordadas.
Um dilo ferrado de cabedal
montara do crauga.
Dous sellles para igual fim. sendo um do
couro de porco e oulro de relludo bordado.
Um silho para senliora, forrado de couro de
poico e todo bordado, lendo em frenle as armas
imperiaes matiz. Esle Irabalho era de um
perfeilo acabado.
Um dito liso com forro.de couro de porco
Um dilo com assento de igual cabedal e capas
de sola, lendo na parte anterior duas galhus,
uraa Ota e oulra volante.
Umacabegada roliga com Tirelas cobertas.
Una dita chala.
Um peiloral.
Unfpar de loros bordados.
Um jilo de silha.
L'ra rabicho.
Um sapaiinho para silho, forrado de velludo
e bordado matiz.
Urna maca de lustre.
Urn par de coldres.
Urna a'.mofada de maca.
Um cochim para sellim, bordado e cm forma
de mama, lendo bolsos aos lados.
Um p^r de pernciras para moulara.
Esles aitfados cm sua tolalidade e eram de um
acabado perfeilo, e que fazia honra arte do
sceifp. entre nos, revelando ao mesmo lempo
CYwin af narle itn= .iioiao /|..* rbiivaiam, s
que sentimos nao poder cspeciasar por seus
iionies por seren-nos estes ignorados.
A afluencia dos visitantes no correr deluda
a runego foi immensa, subindo o scu numero
quasi mil pessuas de ambos os sexos.
Urna banda de msica marcial icuna as suas
harmonas aquella expanso dos arli.slas, que por
lal furma manifestaran] haver comprehendido
que linham a cumprir urna misso alm da nia-
terialidade da arle que o professaram.
Por motivos justus foi tiansferido para
amanba o espetaculo nnn.unciado para sabbndo,
no thcalro do Santa babel, beneficio do Sr^
Silvestre Francisco Meira.
Foram recolhidos casa de delenco, no
da 26 do corrente, 2 liomens e 1 niulher", sendo
2 livres e 1 escrara, a saber : 1 a ordem do
subdelegado do Recite, 1 a ordem do de Santo
Antonio e 1 a ordem do daBoa-visla.
Passageiros quo sahiram no hyate brasile-
ro Ceorge, para o Aracaly : Uv. Constantino da
Silva Moura dos Anjos, Francisco Cypriano Gal-
vo, Henrique Piulo Alves, Noberlo Bezcrra do
Albuquerq ue.
com abas do
io. adoptado
Chegou lambem, emiim, o Sr. Marinango-
li, que nos promello apresenlar brevemente urna
companhia lyrca. Ainda nao temos cunhecimen-
to das rozoes com que o Sr. Marnangcli preten-
da justificar a su.a demora.
Demondaram o nosso porto, do dis 21 al
dia 27 do correle, 17 embarcages mercan-
tes, com a lolaco de 8,855 tonela'das Sahiram
duranlo os mesmos dins, 18 cmharcacocs mer-
cantes, com alotago de 8,085 toneladas.
RpiiiISrara, do dia 21 ao da 27 do corrente :
a alfandega, 79 79SJ06"2rs. ; o consulado ge-
ral, 10:9439553 rs. ; a recebedoria das rendas ge-
raes interna?, 4:635198 rs. ; o consulado pro-
vincial, 9:736#350 rs.
O movimento geral da alfandesa, no mes-
mo lempo foi de 7,050 voluroes, a saber : vo-
lumes entrados com fazendns 538 ;com gene-
ros, 3,010 ;total dos voluntes entrados, 3,548
volumes sabidos, com fazendas, 923 ; com
gneros, 2,579 : totnl dos volumes sahidos
3,502.
Falleceram durante a semana 73 pessoas,
sendo livres; 18homans, 16 mullierese 27prvu-
los : escravos, 2 horaens, 4 mulheres e 6 pr-
vulos.
REVISTA DIARIA.
Tivemos noticias da cidade do Ico, na provin-
cia do Cear, que alcancam 1 do mez que hoje
linda.
Ilava all completa Iranquillidade.
Um individuo da Telha foi pronunciado como
anlor do tiro desfechado sobre o Dr. JusThomaz
Arnaud.
No ultimo de margo houve um temporal, que
pareca querer subverter a cidade, taraanha foi a
forga do vento que soprava. Corra uraa prophe-
cia que um diluvio arrasarla no dia 2 a tudo ;
mas parece-nos que ella ainda esla ver falhou,
como ha sempre acontecido cora tacs boatos po-
pulares.
O Sr. Dr. Theberge continua incansavel no
seu Irabalho histrico, que varaos publicando
nesle Diario ; e ha adquirido grande copia de
novos documentos que muilo illustram a malc-
ra, c dara-lhc maiores propon oes.
Iuformo-nos, quo em Pao d'Alho sahindo
um individuo na quinla-fcira santa para a cacada,
succedora na mata dar o primeiro o o segundo
tiro com exilo ; mas como prosegusse, deparou
em caminho com urna sapucaeira (-arrogada de
frudos, o que ievou-o pelo desejo de culher al-
gumas d'ellas.
Effectiva mente tentou trepar nt arvore para
conseguir o sen intento, mas o fez com taraanha
infe 1 cidade que d'ella cabio era trra, fracturan-
do nao s um brago, como ambas as pernas na
regio crural. A esta horrivel e lastimavcl si-
luagilo, depois de haver voltado si do araorlc-
cimenlo em que ficra, vo-se na dura necessi-
dade, para ganhar o caminho de que achava-se
urn pouco distante, e subir urna ladeira com o
fim de encontrar commiseraco da parte de quem
passassp, a ir de raslo como uir reptil, v*len-
do-te imuliaReamente d oulro trago e dos deu-
les !...
Jliit do iiecife.O reo Amaro Jos, jul-
gado no dia 26 de abril de 1860, alm do processo
de 8 annos de gales, lambem lhe foi imposta a
mulla de 20 porcenlo do valor roubado.
Da 27.No julgamenlo do reo Candido
Bezerra de Salles, foram reronhecidos pelo con-
selho as circumslancias allenuan tes os seguin-
les: 1., 4." e 8." do art. 18 do cdigo cri-
minal.
Escrevem de Leipsich :
Os dous jornaes mais amigos da Allemanha.so
a Gazela de Leipsich, e a Caseta hoslock, que ce-
lebraran no 1. de Janeiro, o primeiro o seu 200,
c o segundo o seu 150 anniversario de sua fun-
dacu. XGazeta dtLeipsich, que propriedade do
governo, dislribuio aos seus assignantes o nume-
ro do 1. de Janeiro de 1860, urna reiuipresso (el
do scu primeiro numero do 1. de Janeiro de 1660,
e do 1. de Janeiro de 1760. Nada poda dar um
especimein mais curioso dos grandes progressos
realisados, neste longo especo de lempo, uo s-
mente na arte typographica.'mas tambem na lin-
gua allema.
ANTIGUIDADES ROMANAS.
N'uma rcunio das sociedades da diocese de
Licol o NorlhamplonShise, celebrada em Stam-
ford. foi resolvido, com o fim de apeifeigoar a
architectura, e melhor estudar a nrcheologi, que
se fizesse urna excurso ao parque de Aulhorp,
onde reside o conde de Weslmorelaod, para visi-
tar as cscaragoes uirecluadas.no dte parque, afirn
de por a descoberta urna villa cxisienle sob aquel-
lo terreno.
O rererendo E. Trollopo leu um relatorio des-
tas excavagoes, no qual conclue que os restos
descobertos dalara do 4. seculo. Foi um acaso,
quo delermnou aquellas excavagoes. Alguns
operarios oceupados a cavar ura (osso encontra-
ram as suas cuchadas diversos pedagos de r-
menlo romano. O dono do castello que eslava
prsenle ordenou a connuago da excavara a.
Dentro de pouco lempo se eucontrou ura hypo-
carato, e era seguida, calcadas nolaveis, bauhei-
ros, diversas sallas, e compridas paredes. Os 1ra-
balhadores desombaragaram o bypocamlo e 89
sallas adjaceutes ; mas o ledo dellas que nao-
pode obler-ss ioleiro; ainda que cxisiissem ainda
em p os pillaros, que o suslenlavam. A ste do
hypocamto esto os bauhos e a sudoeste as di-
versas sallas; pelo lado opposto dos bauhoiros
esto oulras sallas encostadas a um muro cora di-
recgo para o oliente. Foram lambem descobcr-
tasduas cisternas com anco psde profunddade,
e como esto no centro dos edificios, provave
que recebessem agua do coinpniom..
As colgadas e o pavimento das casas, que ain-
da esto cm bom eslado sao de pedra vermellia
e asul escuro.
Segundo dizem os jornaes allemcs, o lulo na
Suecia pela morle de seus reis bastante cu-
rioso ; as mulheres vestem-se de preto, mas
nsam de um ioiuiele bronco,e urna pelerina lam-
bem branca, de maneira que parecem as irmas
postulantes de Franga ; e os liomens caiga o
casaca prela juntara urna grvala branca, donde
pendem urnas tiras egualmenle brancas, a seme-
Ihanga das que usam os magistrados e diversos
empregadus judiclacs e municipaes de muiias ci-
dades. Este uso d aos habitantes um aspecto
lgubre, mas ao mesmo tempo respeilarel.
/

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TI Val I ITII iTT\rl
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*
7*

"i
O COMMERUO D IRANA EM 18.
A directo geral das alEadogas e contribui-
dos* indirsclu publicou o seu raappa geral, do
corarnercio d.*. Franja com uu colonias e na
coes estraa.gek4 no Mino de 1858. Desle in-
menso trabalho oxlraclou.o Monileur os teguin-
te dados genes :
A somma daimporlaco e exportacao do 1859
avallada eru 4,477/nilnoej,: valor qfSoial. /
Odorte m?ros de* transporte das' raerPalOfias
. do coLoiorcio exterior, ppr niar e por trra es-
to na mesma proporco. quo nos sanos ante-
riores, islo 72 por 0i0 quanto i via martima,
e 2Squanto condieJO lerce9tro ; comtudo era
1858 ha um aagraeolo pelo que respeita ao pri-
meiro meio.
Nos transportes marilmos que abrangem um
Yalor oljcial de 3,514 railhdes (importacao e ex-
portarlo) a parte do pavilhao francez 6 de 1 522
miflioes. islo mai de 47 por OuO.
. A I"il!,i8' os Estados-Unidos, a Suissa, a
*S30fijtfaMCoramcrcial Alfema, a Blgica, os
fcstados-Sartos, a Turqua, a India ingleza, a
tussia, o a Ilespanha, sao as^ potencias eslran-
geiras, com as quaes a franca teve ura commer-
eio mais importante era 1858. Essas potencias
wpoStas na ordem. era que flgura o algarismo
dos valores olliciaes, representara todas 72 por
0(0 dos valores importados e exportados. A Al-
geria e todas asmis possessdes francezas figu-
rara no valor do 9" por O|0.
Os productos d'Algeria, introduzidos no merca-
do interior di metrpoli-,- sao avaliados era 3i
niilhdes, e os-da ilha da Rounio em 40.
Os producios das oulras possesses d'alm-mar
excepto a India, sao to pouco considerareis
como nos annos anteriores.
-Quanlo exportacao, eis egualruenle, segun-
do a importancia dos algarismos, como eslao
lanificados os diversos paizes ; a Inglaterra, os
Estados-Unidos, a Suissa, a Blgica, a Hospa-
nhn, a Associaro Commcrcial alleraaa, os Esta-
dos sardos, a Turqua, o Brasil e as Duas Si-
cilias.
A.importancia das expedicoes feitas para a Al-
gera de 132 milhoes. As" expodiedes para' as
outras colonias tem geralinonlo augmentado
A somma total do drawuacks ou prima de ex-
portacao paga pelo ihosouro, importou em 1853
eui 48,915 045 francos.
Os navios armados para a pessa do bacalho
m 1858 produziram 370,802 quintaes mtricos
do bacalhos freseaes o seceos, azoite.elc. Os ar-
mamentos da dita pesca no sihreJilo anno com-
prehendem 490 navios, o 14,712 hoiuens deequi-
pagem.
A pesca da balea foi exccs3ivamento escassa,
e sen producto muito diminuto.
Para a pesca do lurcnque quo foram arm-
dos 650 barcos, soramando juntos 21,116 tonela-
das, equipados por 9,839 horneas. Os productos
desli pesca conduzidos aos porlos de Franca
montaram em 10,162:577 kilogrammas.
O peso total das mercadorias de toda a espe-
cio, que enlraram no imperio Wl'tie 16,274:390
quintaes mtricos, representando em valores offt-
ciaes 820 milhoes.
O numero do viagens eflcctuadas por todos os
pavilhoes e por navios carrejados, entro a Fran-
ca de urna parle e suas colonias da oulra foi de
44,033, eos vasos que-as cffecluarara sommam
juntos 6,693:000 toneladas.
A maunha do paiz tem, quanto a lonelagera,
urna parte narazo de 45 por 0(0.
Os paizos eslranuos, com os quaes a Franca
tem enlretido mais rclacoes marilimas sao : In-
glaterra, Estados-Unidos, Ilespanha, Estados
sardos, Ru9sia, Turqua, Duas Sicilias, Toscana,
Noruega, Suecia, l'aues-Bsixoi, ludia ingleza c
Austria.
O
com
. 3eilt0,'lUj! a.$Jo$ e reguea tuiu o pncesso
aoi conselho, fo\ est conduzido 6 salsecreta s
*9t4 horas da tarda, donde votiou as l respon-
dBo>por anaaiinidado a todos, os quosiioi.
.0 Sr. juiz de direito.eni vista da dcuio. do ju-
ry, proferto sua'sentones b3lvendo o r e
condeoioaodoajaunkipaidade as eustas, le-
vantpu. a.sesao'adittando-a para o dia 36 do cor-
rento, g 10 horas da manha.
Dfllxdu' de ser Jnlgdo o reo Gregorio, escra-
vo de Domingos Jos di Costa G'iiraare., por
so achar doente de angina, como declarou o ad-
ministrador da casa de delenco. _
Ocvem ser julgados no da (30 do correnle os
reos Antonio dos Santos conhecido por Pt' o
Filippe Gomes do Sanl'Ahna.
DiAMQjEiBaWAlfBUCO. ^ SBOTnPtt fEIR ft 39 9E AIBIL D 1IM;
Pubticacoes a pedido.
commercio exterior d'Afrca, effectuado
as potencias estrangeras e depsitos de
Franca, comprehendera em 1858 umi somma de
mercadorias no alor olicial de 32,725:506 fran-
cos. As mercadorias exportadas dos Estados
barbarescos, e importadas para oconsummo d'VI-
gena lera um valor de 2,713:410 francos. Toda3
as mercadorias enviadas ao3 depsitos d'Algeria
resaram 113,697 quintaes mtricos
Os navios expedidos d'Algeria para o cslran-
geiro e vice versa, elecluarara 3,483 viagens
em 18oS ; a lonelagera total dcstes navios mon-
tou a 260,418, c tiesta relacao de lonelagera fi-
gura o pavilhao francez na'razao de 78 por 0|0.
As potencias, cujos navios commerciarara nos
porlos d Algeria sao em numero de 12, o figuram
como n primpiras. OS F.stmlna Uarhnrpsrns n
fespanha, a Inglaterra, a Suecia e a Austria.
O effectivo da marinha mercante nos porlos
d'Algeria era era dezembro de 1859 de 140 na-
vios-, sommando lodos 3,323 toneladas.
M)lT\00CIV0 publico :
Mataram-se no dio 28 do correnle para o con-
eumo desla cidade 96 rezes.
MORTALITIADE DO DU 28 DO COURESTR
Olegario, pardo, 1 anno, convulces.
Candida, branca, 6 annos, angina.
Francisco, pardo, 6 annos, escarlatina,
Josefa, branca, 3 annos, bexigas.
Joao Florencio, pardo,1 soltciro, 20 aunos,
varila.
Hosmnndo, pardo, 18 annos, enlenle.
Amaro, pardo, 6 annos, febre maligna.
Hermilinda Anglica d'Oliveira.branca.casada,
28 annos, alaque cerebral.
Alaria, parda, Guarnios, escarlatina.
Jos Cardoso da Silva, branco, solteiro, 12
andos, angina.
Auna, branca, dous annos, enterilo.
Hospital db caividade. Existem 67 ho-
mens e 59 mulheres. nacionaes; 5 homens cs-
trangeros ; total 131.
Na totalidade dos doentes existem 42 alienados,
sendo 32 mulheres e 10 homens.
Foram visitadas as enfermaras pelo cirurgio
Pinto s7 horas e 1/2 da manhaa, e pelo Dr.
Oornollas, s 8 horas da manha.
CHR0N1CAJUDICIARIA.
PAO D'ALIIO.
Itcsaonde-se a perguila feita pelo amigada
justifa no Diarto de Ptrnmnbaeo de 14 do-cor-
rente, ao mui digno capitn Christovo de Hollanda
Cavalcante de A>ilMiquerqye na quaidade de juiz
municipal splenle em exorcicio deste termo,
que a soltura do escravo S qucS. Me. faz alluso
leve lugar em-virlude de flanea logalmenle pres-
tada por seu senhor, o que coiisla dos respectivos
'autos do processo contri elle instaurado pelo
faci que Ihe imputado, e pode aqu mesnio
ser examinado por S. Me, se quizer dar-se a os-
se traballio ao aaenos por amor da jutlir.a.
O crime atiriou Jo esse escravo ( que nao o
que refere e amigo da justira ) foi em vista
da lei considerado aan;avel c prestada por lan-
o a nueessaria Qauca parece-rae que o amigo da
jtutiea nao desconhecer que elle sa anhava no
caso de ser posto era lii-rdade, menos que S.
Me. uso eja por ah algara camello.
Temos assira salisfeila pomparlo do roferido ca-
pito ao amigo da /wsJica, e esperamos que S.
Me. animado por este procediraento proseguir
com ardor na carreira que encelou, e nao lera a
menor duvida, sempre por amor da jusiica, em
procurar tambem pela imprensa investigar "cuida-
dosamente cerlos actos de Justina pralicados nes-
ta boa trra por algumas das autoridades, que
actualmente aqui se acham, alias mui digna-
mente invetliiat da polica, nao so esquecendo
do proceso instaurado ulimamente coolra o ce-
lebre Culii que tem sido urna verdadeira pedra
de escndale.
26 de abril de 1860.
O tnimiao dos espoletas.
Illm Sr. Dr. Rufino Augusto de Almeida.
Era resposta a carta de V. S. relativa ao quo se
l era urna correspendenc!.a publicada no Liberal
Pernambucano de aoje, em que so diz que V. S.
tinha pedestres nesta cidide para acompanli3-lo
aos banhos salgados e ameacar a prender pessoas
quo igualmente tomavam ba'nnos na praia de S.
Francisco ; cabe-rao dizer que nunca presonciei
era me constou que V. S. se acorapanha3se
cora tacs pedestres, nem que ameagasse prender
pessoa alguma, qur na praia citada qur em
qualquer oulro lugar. E devo anda accrescen-
tar quo smenle depois que V. S. relirou-se foi
quo levo lugar a vinda de pedestres a esta cida-
de, por occasao da sesso do jury, o que antes
nao acontecer.
l'ode V. S. iazer o uso que quizer dc3la mi-
nlia carta. De V. S. ltenlo venerador e criado
Caetano Alves de Sousa Filgueiras,
Olila 24 de abril do 1860.
Iilra. Sr.4lespoodondo a caria que V. S. es-
creveu-menesla data, cumpre-me dizer era abo-
no da verdade, que nunca vi, durante o tempo
que estiveraos cm Oliuda, quo V. S. fosse acom-
panhado de pedestres para os banhos da praia de
S. Francisco; e nao me consta to pouco que
araoacasse algucra cora priso, por ir tambem a
aquelles banhos. Pode V. S. fazer o uso qe
quizer dcsta innha resposta. Sou de V. S. at-
iento affectuoso criado.
Femando Vieira da Rocha.
S. C24de abril de 1860.
ola. O Sr. Fernando Vieira da Rocha o mui
digno capitao de mar e auerra capito do forte
dosla provincia.
COJIJIEHCIO.
Praca ao itecue z<> tu: avru uc iowu.
AS TRES HORAS DA TARDE.
Cotai-es ofHeiaes
Cambios sobre Londres25 1(4 a 25 1\2a prazo.
25 3[4 o dinheiro.
George PatchettPresidente.
Dubourcq Secretario.
AlTaiulega.
Rendimento do dia 2 a 27. 308:3625335
dem do dia 28.......6.815722
"iM* mas ; a M.-J. R, Silv*.
I d^C** azend* de *ldo; aSMlhaHrel*
i embrulho amostra*: a Parenbe Vianna & C.
1 caixa borrichas ; a F G. de Olivcira.
1 dita peridicos: aH. L.Hitch & C,
5 banis cjjy -a Thomaz tTe A. Ponrjeca.
caixM i
ca^-a
re?
1 |fiiiTlvros;
dita
s ; a A. H. Rodrigues.
a Antonio Marques Se-ares.
. a M. |. S. Halles.
1 dila ditos ; a N. de Sonzi A C.
1 diU ditos ; a A.7T. o Sf Colho.
1 barril lingiieas ; a R. C. Ljte.
4 flumes msniimentos ; a rdem.
2 embrnlhos amostras ; a Saunder9 Brothers
1 dito ditas ; a Arkwright & C.
1 caix roupa ; a Whitdeld.
1 dita dita ; a G. H. Matheus.
1 dita luvaa, 1 volume amostras ; a A. L. Ro-
drigues.-
1 volume amoU-ns; a J. II. Holms.
5 dito3 objects" parliclre's, t caixa arrcios ;
a foocfer.
1 caira ronpa ; a G. Whitc.
S eml'rnlhos amostras a Adamson Howie & C.
2 ditos ditas ; a H. Gibson.
1 dito dilas; J. Ryder & C.
1 volume ditas ; a Thoma Lopes de Senna.
1 dilo ditas; a K. L & C.
1 dilo ditas ; a Siqfteira & Pereira.
1 dilo dilas; n Charles Lectora.
t dilo dilas; a Seve Flhos & C.
1 dito ditas ; a F. Sauvage.
1 dito ditas ; a Caueanas A 0.
1 dito ditas; a Lniden Wild A C.
1 emtrulho dilas; a C. J. AslTey & C.
1 caita perlences de escriponos ; a Johnlon
Pater & C.
1 embrulho amostras, 4 ttarris vinho ; o Bar-
roc 4 Medeiros.
1 dito dilas: a Tuckuess.
1 caixt objcclos particulares ; a A. Ferry.
1 dita amostras ; Azevedo & Mendes.
1 vokrao papis ; a E. L. Cambronne.
1 caixa fazendas e instrumentos; a J. Wil-
liaioson
1 dila roupa ; o B. J. F. B.
1 dita dita ; a i W. Shand.
1 embrulho amostras ; J. Crabtree& C.
1 caixa instrumentos ; a J. A. Holms. '
1 dita amostras ; a D. J. Wild & C.
1 dito peridicos ; a A. M. C. Soarest;
Consulado geral.
Rer dimcnlo do -Jia 2 a 27.
[den do dia 28. .
56:9205921
347S7C0
57:2749681
Diversas provincias,
Rerdimcnto do dia 2 a 27. .
dem do dia 28.......
7.297S003
53516\
7:3505525
Despachos de exportacao pela me-
sa do consulado desta cidade n-
ia S de abril det860
Por o =Briguc portuguez Harmona, Joaquim
Vieira de Barros, 180 libras goiaba.
ForioBarca portugueza Flor da Maia, Manoel
Juaquim Ramos e Silva, 100 saceos assucar
bi anco.
Lisboa Brigue portuguez Constante, Manoel
da iilva Ramalho; 3 saceos assucar branco.
Exportacao.
R o de Janeiro, palhabole nacional Piedade.
de 249 toneladas, conduzio o seguate : 2,677
saceos e 110 barricas assucar, 97 saceos arroz,
1.000 couros seceos, 2,106 meiosde sola, 60 sac-
eos ilgocao.
Resebedoria de rendas internas
S;eraes de Pernambuco
Reniimentodo dia 2 a 17. 18:91l!Jl93
dem do dia 28.......1:156^30:1
2O:097g496
Consulado provincial.
Rendimento do dia 2
Idera do dia 28.
27.
54:2455936
3795565
54:6255501
X .^' <-
S DE ABRIL. DE 18GO.
AS 3 HORAS DA TARDE.
Revista Ctfmmereial.
315.1789107
Slovlmento da alfandes^
Volumes entrados com fazendas 8
com gneros 100
Voluraes sabidos

cora
com
fazendas
gneros
108
632
298
------930
JURY DO REC1FE.
2 SESSAO.
Dia 28 de abril de 1860.
PRESIDENCIA DO SR. DR. ACOST1NHO ERMEL1SDO DE
XEAO Jl'NlOn, JL'U DE DlREITO'lTTERINO DA SEGCSDA
VARA CRIMINAL.
Promotor publico interino o Sr. Dr. Francisco
Loopoldino de Gusrao Lobo.
Escrivao o Sr. Joaquim Francisco de Paula Este-
res Clemente. ...
Advogado o Sr. Dr. Joo Francisco Teixeirat
Feita a chamada s 11 horas da manH5a,
charora-se presentes 38 *nhorc jurados.
Foi relevaflo a multa imposta no da anterior,
o Sr. Dr. Joaquim Theotonio Soarcs de Avellar.
O Sr. presidente declara aberla a esso de-
poisdo toque decampanhia.
Foi conduzido ao tribunal para ser julgado o
reo preso Joo Radtsta Coelho acensado por lia-
ver ferido'ao Africano livre Clemenlino, no dia 4
-de agosto do aun passado, Teve o mesmo reo
por seu defensor o Sr. advogado cima mencio-
nado.
o jury de sentenca foi composio dos senhores
fiogUintes v
Joo da Cruz Mendonca.
Antonio Joaquim de Parias Jnior.
Jos Vctor da Silva Pimentcl.
Tiburclo Valeriano dos Santos.
Cielo da Costa Campcllo.
Francisco Alfonso Ferreira.
Firmiano Jos Rodrigues Ferreira.
Antonio Theodoro dos Santos Lima.
Antonio Ferreira Lima Mello.
Dr. Antonio Jos Alves Ferreira.
Guilhermino Rodrigues Monte Lima.
Claudino do Reg Lima.
E preslaram todos o juramento sobre o livro
dos Santos Evangcljios.
Foi o reo interrogado, e fez-so a leitura do
processo
Flnda a leitura foi concedida a palavra ao Sr.
promotor, e este fazeodo a aceusa^ae, concluio
pedindo a eondemnacao no grao medio do art.
201 do Cod. Crim. O Sr. advogado daduzindo a
defeza pedio absolvigo'd* reo.
Findos os dbale dflpais da replica e treplica,
oSr. Dr.juiz do direito pcrguutou ao jury se es-
ava satisfeito, e tendo resposta afftrmativa resou
xnio a materia da accosagao o da defeza, propn
do ao^ury os respectivos quesitos :
1. O re Joao Baplisla Coelho, no dia 4 de
agosto de 1858, pelas 8 horas da manha, ferira
com urna colher de seu offlcio ao africano livre
Clemenlino as obres do arsenal de marinha ?
2." Existem circumstancias attenuantes a favor
do reo ?
3." O jury reconbece ler o reo comraellido o
acto crimines pafa evHrVnirttfr mal 1
4." O r tem ce/loza do mal qa se propoz
evitar ?
5." O reo teve falta absoluta de oulro raeio
menos prejudicial ?
6.* narra proDamlidade de efBcacla; o acto
em pregado ?
Dcscarregam hoje 30 de abril.
Barca inglezaProsperobacalho.
Hiate americanoCaliopegelo.
Brigue brasileiroDamodiversos gneros.
Importacao.
Vapor nacional lguarass procedente dos por-
los do norte: manifestou o seguinte :
2 caixoes e 1 pacole chapeos do Chyle, 1 caixa
fazendas, 1 dita mercadorias, 2 camas e perlen-
ces, 1 laxo de cobre, 1 pranxo de mogno, 655
saceos algodo, 208 dilos cera de carnauba. 35
ditos carra pato, 28 ditos arroz com casca, 42 dilos
caf, 4 ditos pennas, 1 barrica sebo. 6 csteiras de
palha de carnauba, 163 raolhos e 680 courinhos
miados, 251 meios de sola, 402 couros salgados ;
a ordem de diversos.
Hiate nacional Duvidozo, vindj) de Maco, con-
signado a Marlins & Irmios; manifestou o se-
guinte :
20 saceos cora de carnauba, 50 courinhos mu>
dos ; a Jos Antonio da Cunha & Irmos.
176 alqueires de sal, 100 raolhos de palha ; a
o rdem.
Polaca hespanhola Pro-npta, vinda de Monte-
video consignada a Bailar & Oliveira ; manifos-
lou o seguinte:
i 3560 quintaos de carne secca, 20 couros de pol-
tra; aos- mesmos.
Hyato americano Caliope, vindo de New-York
consignado a Barrolt &C, manifestou o seguinte:
237 toneladas de gelo, 25 caixas e 10 barris
banha de porco, 30 ditos carne salgada, 50 caixas
velas, 20 fardos algodo riseado, 250 barricas bo-
laxinha, 37 meias caixas cha, 97 gigos champa-
nhe, 1 caixa cora um carro oito rodas e perlen-
ces, 1 embrulho canina, 200 remos, t caixa li-
nhas, 4 ditas materias de lypographia, 7 caixas
raobilias e guarda-ronpa, 1 dita materias de am-
brotypo, 500 caixas fogo da china, 20 ditas fumo,
259 pedacos do faboas, 861 ditas ; aos consigna-
tarios.
2 caixas com nm mnibus e arreios ; a Saun-
ders Brothers & C.
Vapor ioglez Oneida, precedente de Soulharap-
ton, manifestou o seguinte :
1 volurac moeda de ouro; a Felippe Trilh Need-
liara
1 caixa jolas ; a J. P. Adour & C.
1 dita religios; a A. G. Delouche.
1 dita ditos; a Schafheitlim & C.
1 dila ditos; a Eduardo C. de Oliveira.
1 dita joias. sedas e rendas; a C. Hardy.
1 volume fazenda de seda ; a. P. Wild & C.
1 dito luvas e perfumaras; a A. F. Pereira.
1 dito fazendas de seda, 2 caixas sapatos, 1
embrulho amostras ; a Dammayer Carneiro & C.
1 caixa capas para senhora, 2 caixas rendas ;
a E. Laurence.
1 caixa sodas ; a Vaz & Leal.
1 dita vestidos e luvas, 1 dita fazenda de linho,
1 dita oleado, 1 dita diversos objects, 1 embru-
lho amostras; a Ramos Duprat & C.
3 caixas fazendas e velludos, 2 ditas chapeos
deso, 1 dita sedas, 1 dita fazendas de borra-
Cha ; a Joo Keller 4 C.
22 caixas queijos; a Brander Bran.iis.
3 linas bixas; a Falque.
3 volumes fazendas de seda, 1 dito dita de 15a ;
a D. P. Wild & C.
1 caixa prgadores de papel: o Dr. J. J. de
M. Sarment.
2 ditas sedas; a E. A. Burle A c.
2 balius calcado, t cana fazenda de la, \ em-
brulho amostras ; a Pinlo de Souza 4 Barfio,
1 caixa instrumentos ; a Alffedo P*rryv
tiqas bixas 5 a D \, Matheus,
*'ree.r------------(J liitro Je ^ j,,,^. u j-jg
pelo algodo para Liverpool, e
25 a 30'para 0 Canal. *'
Pautaosfrwos Wprinc.pafs gne-
ros proflcBes naciotcs,
que M dspaekam pela mesa do conno-
tado na semana d
4e'
3 de abril a 5 de maia-e 1860.
Aguntente ateool ou espirito*
de agurdente .
dem cxaea. .

caada
'

botija
caada
garrafa
caada
arroba
arre**
alqueire
arroba

caada
>
dem de cana......
dem genebra......
dem idem.......
dem licor ... .
dem idera.......
dem restilada e do reino
Algodo em jrlufra l.*4orte .
dem idem 2." dita ....
dem idem 3.a dita + .
dem em fiaroco.....
Arroz pikd '.....
dem com casca.....
Assucar branco novo .
dem raascavado idem .
Azeite de mamona ....
dem de mendoim e do coco.
Borracha fiaa .'.....
dem grossa.......
Caf em grao bqm.....
dem idem restolho ....
dem idem com casca .
dem moide.......
Carne secca.......
CartSo de madeira ....
Cera de carnauba em pao .
dem idera era velas. .
Charutos bons......
dem ordinarios.....
dem regala........
Chifres........
Cocos seceos-.'.....t
Couros de boi salgados .
dem idem seceos espichados.
dem idem verdes.....
dem de cabra corlidos ,
dem de onca......
Doce de calda ......
dem de Goiaba .....
dem seceos......
Espanadores grandes. .
dem pequeos......
Esteiras de preperi .... urna
Estoupa nacional.....arroba
Farinha de aramia ....
dem de mandioca .
Feijo........
Fumo em folha bom ,
dem idem ordinario .
dem idem restolho ., .
Idera em rolo bom .
dem idem ordinario.
Gomma>polvilho .
Ipecacanhua.......arroba
^enha em achas grandes cento
dem idem pequeas. .


arroba



cento


libra
>

um

libra
>

um
600
40O
500
8C0
280
960
320
800
7J$200
6200
5320O
1S800
3*K)
8S500
48800
2J>750
900
23500
7$000
4f000
78000
4$500
58000
98600
6$500
25560
1OS0O0
133000
28500
18000
3g000
58000
48000
285
400
180
300
108000
500
400
15000
33200
13600
300
15600
38000
28700
78000
berr* a lailemu de Haiuoj i!x C, pela sentenca
do theor seguinte :
Da coma de foltias 7, letra de folhas 8, rerlidao
de folhas 1f, caHas de-folha* tt e folhas 13, mos-
tra-se que a Arma-de Ramos 4 C. de que sao
socios Thom Joacfiira MascjrenhSs Ramos e Fe-
liciana Beraardino da- Silva Braga, 0 quo era es-
tabelccida cei padaria na ra das Laranfceiras
dcsta cidade 11. 28", cessera os seus pagamentos
pelo que declaro a mesma firma em estado de
quebra, e. Oxo a lernio legal da existencia desta
a contar do dia 3 do corrento.
froraeio-Tlrradorew Bscaes toscr'edorerenry
Forster & C. e depositario interino ao credor
Manoel Goncalves Telles. e pelos primeiros pres-
lado o juramento do eslylo. pelo segundo aa-
signado o termo de deposite, o escrivao remella
copia desta entrica ao juiz de paz competente
par a apposico do sellos que ordeno se ponhom
em todos os Uens, livres e payis dos fallidos.
Feilo isto, e publicada a presente nos termos
dos artigos 812 do cdigo e 129 do regulamento
n. 738 sero opporunaraenie dadas as ulteriores
providencias, que os referidos cdigo e regula-
mento determhtam.
ecife 21 de ahri de 1880.Anselmo Francisco
Peretli.
E mais se nao conlinha em dita sentenca aqui
transcripta, e pVira comprimenlo da mesma, con-
voco a todos os credores presentes dos fallidos,
nra rompareccrem na sala dos auditorios no dia
d do correnle mez s 10 horas da manha, afim
de se proceder i noraear-o de depositario ou de-
positarios, que ho de receber, e administrar pro-
visoriamente a casa fallida.
E para qua chegue ao conhcciraenlo de todos
I mnndei passar ditaes que sero publicados peta
imprensa e aflxados nos-lugares designados nos
m4e'?,"nndo rtiges ld9 do regularaerrlo n. 738
e 112 do cdigo commcrcial.
Daio e pissado nesta cidade do Recifs de Per-
nambco, aos 27 dias do mez de abril de I81O,
39. da independencia e do imperio do Brasil.__Ei
Manoel Maria Rodrigues do Nascimeuto, escrivao
o subscrevi.
Anselmo Frtnciscf Ptretli.
M




alqueire
alqueire
arroba 148000
8000
75000
158OO0
65000
35000
255000
23500
18600
12S000
33000
93000
83000
83000
28500
43000
28240
15600
2J5000
145000


urna
um
urna

11




um
B

Cmtios- Saccou-se sobre Londres a %
3/4 d. por 1^000, a dinheiro,e
25 1/2 a 1/4 cora prazo, regulai-
do os saques cerca de Sf 12,00(:
sobre Pars. Hamburgo c Lisbia
nao houveram Iransacce,
sendo as ultimas 380 a 385 s.
por fr, 710 a 715 por m. b.o
de 110 a 112 \ de premio soi-e
Lisboa. Os saques sobre o lio
regularam a 6 \ de disconto
Algido Antes da chegadi do paqitte
da Europa as vendas regularm
a 7-5800 por arroba do sue-
rior, 7*600 do regular, o 6500
Oa segunda sorte ; porm .e-
pois della vendeu-se a 7-320o
superior, 7# o regular, e 0 a
segunda sorte.
Ag ardenle-------Vendeu-se de 90$ a 95^000 .or
pipa.
Assucar----------O branco vendeu-se de 4*00
a 59600, o somenos de 4ft0"0 a
4*400, mascavado purgadi de
3*100 a 3$200, America de
2-J700 a 2*900, e Canal de 2}400
a 2J600 por arroba, nao haen-
do deposito.
Coiros- Os seceos salgados venderan-se
a 290 rs. por libra.
Arroz Sem veodas.
Azule d'kc-------Vendeu-se do 2*700 a 2.750
por galo.
Baialh')----------Vendeu-se um carregameilo a
143500 por barrica, e a rehlho
de 14*500 a I83OOO, canne em
deposito 2,800 barricas.
Bal alas-----------Venderam-se de 1*000 a 1J200
por arrob*.
Caine secca- A do Ro-Grande do Sulven-
deu-se de 45 a 53500 por irro-
ba, e a de Bucnos-Ayrs do
3*700 a 4S40Opor arroba,Ican-
"do em ser 12,000 arrolas da
primeira, e oulra tanta d) Rio
da Prata.
Cal----------------Vendeu-se de 7gO00 a 78400
por arroba.
Ch i----------------dem de 1*500 a 1*700 por li-
bra.
Ca vo de pedra. dem de 20 a 21* a tonehds.
Ce veja- dem a 4600 porduziadi gar-
rafas.
Fa inha de trigo- o mercado flcou supprid com
27,200 barricas, sendo 11.000
de Richmond, 11,200 de Tries-
te, 4,700 de Philadelphia e 300
de New Orleans. retalhatdo-se
o primeira de 17* a 19*000,
21 a 22$ a de Trieste, 14 a
198 a de Philadelphia el8o
de New Orleans.
Di a de raendoca Vendeu-se do 6*000 a 6*500
a saeca.
Fe jo-------------dem de 15600 a 2*000 por ar-
roba.
Ge ebra----------- A ingleza de 270 a 280 rs. por
botija.
Lo ira---------- A ingleza ordinaria vendeu-se
a 270 por cento depremio so-
bre a factura.
Maateigu----------A franceza vendeu-se a 520 e a
ingleza a 850 rs. por libra, fl-
cando em ser 1,800 barris de
ambos.
Ma sas Vendoram-se a 5*500 por a
roba.
Olco'de'.inhaca- Vendeu-se de 1*700 a
por galo.
Qu;ijos Venderam-se a 2*260 os fla-
mengos.
Vinagre dem de 120*000 a 1455000 a
pipa.
Di! conloa- A caica filial discontou cerca
de oito centos conios de res, e
o novo banco, duzentos conloa
f nicos fundos
dem era toros......
Maderas cedro taboas de forro.
Louro pranchoes de 2 cuslados
Cosladinho. .......
Costado........
Forro .........
Soalho........
Varas aguilhadas .
Idein..quirif .w.4...^_ _.. _.._.
custa'dps*.......
dem f^ph custadinho de dito
Id^mtabos de costado de 35
TO p. de c. e 21/2 a 3 de
largura ....."..
Idera idem dito de dito uzuaes
dem idera de forro ....
dem idem soalho de dito .
dem em obras eixos de secupi-
ra para carros .....
Idera idem rodas de dita para
ditas........ t,
Mel......... caada
Milho......... alqueire
Pedras de amolar. .... urna
dem de filtrar......
Idera rebolos......
Piassava em molhos um
Sabo......... bra
Salsa parrilha ..... arroba
Sebo cm rama......
Sola ou vaqueta (meio) urna
Tapca........ arrba
Unhas de boi...... cento
Vinasre
453000
168000
55000
108000
par 10S000
303006
240
28500
800
95OOO
18120
200
120
258000
lSOOO
35200
3*000
5300
50*000
pipe
Movimento do porto.
Ifato entrado no dia 29.
Baba15 dias, patacho brasileiro Vingador, de
12 toneladas, capito Martins Francisco de
Sza, equipngem 12, carga azeilo do palma c
rais gneros ; a Azevedo & Mendes.
Navios sahidos no mesmo dia.
PaihtbaBarca americana Margarit, capito
vid Quig. era lastro.
Acar pelo CearHiate bra sileiro George,
(pilao Joo Antunes da Silveiro, carga varios
rnevos. y
Livpool pola ParibaBarca ingleza Sea Ser-
nt. capito I). Buchman, em lastro.
PahibaBrigue brasileiro Rosa, capito Artto-
,0 Gomes de Souza Velho.
Jl*
Capitana
do porto de Pepfr^ico 2* J&rA
de 1860 .
Do ordem superior publca-se o segulote. para
conhccimento dos navegantes.
Copia. 1." seceso. Palacio do gverno.o
Rra Grande do Norto 16 de abril da W>.-I.lm
c Kxm. Sr.-Cmpre-me fazer chegar ffo conhe-
cimeniode V. Exc, para-os Cns conveniente
que, segundo declarou o capko do nerlo dgiu
provincia, a lu qtfe serve do pharo ortalcj
dos Sanios Reis Magos, pooV ser vista do codi-cz.
de nm navio regular, & distancia de 12 a 13 fni-
Ihas por se achar pproximadnnfo na altua
de 43 ps inglezps.
Dos guarde a V. Exd. Illm. i xm. Sr. presf-
dente da provincia de Pernamlmco. O presi-
dente, Joo Jos de Oliveira Junqueira.
Confortne=Kran(isro Lucro de Casiro. Ko im-
pedimento do secretario, Fr*nc9co PirniiDo alolr-
leiro.
Conselho administrativo.
O conselho administrativo, para fornecimenl
do arsenal de guerra, em cumpriineiito ao art.
22 do rcgulamenlo de 14 de dezemnro de 182,
faz publico, que foram accejtas asp*opotas4os
senhores abaixo declarados j.
Para o foroecaaonto dos mtiitres do arsenal do
guerra durante os mezes Je maio ejunho pr-
ximos vndouros.
Manoel Anlonio de JessT6, a3*40rs. a
arroba, bolacha a 38520 a arroba.
Joo Jos d Cosa Santos.Manteiga franeeia
a 6(M) rs. a libra, cha hyson a tJ8tt0, eafem grao-
a 2O, azeile doco de Lisboa a 64fr rs. a carrafa-
vinagre do Lisboa a 280. arroz do Maranho .1 lOt
rs. a libra, carne verde a 2tt>. dita secca a 20 rsv
assucar branco lelinr.do a 160 a libra, bacalho*
. ... i ""-'""' uioiiun it-iiiir.uo a 100 a
U Illm. >r. inspector da thesouraria provin- a 3*500 n arroba, loiuinho de Lisboa' a 12J0tM
cial, em riimprmento da ordem em vigor, man-
da convidar aos proprietarios abaixo declarados
entregaren! na referida Ihesouraria, no prazo
de 30 dias, a contar do dia da prime'ra publica-
cao deste, a importancia dasqaotas com que dt-
yem entrar para o calramenlo das ras abaixo
indicadas, conforme o disposlo na lei.provincial
n. 350. Adverliudo que a ialla da entrega vo-
luntaria ser punida com o duplo das menciona-
das quolas, segundo o art. 6 do regulaaaento de
22 de dezembro de 1854.
Caes de Apollo.
Na.
43 A Jos Marnede Alves Ferreira
Largo da Penha.
2 Bernardo Antonio de Miranda
Ra Direita.
131 Manoel Romo de Carvalho
139 Joaquim Lopes de Almeida
Ra dos Mariyrios.
*3 Candido Francisco Gomes
195*000
603000
108*800
998000
64:600
103
110
Ra das Cinco Ponas.
92 Anna Maria de Carvalho Ucha
94 Joanna Francisca dos Santos
96 Francisco Martinsjlos Anjos Paula
100 Rila Maria da Conceiro
102 Tiburcio Valerianno Baptisla
104 Ignacio Jos Coelho
106 Antonio Joaquim dos Santos
Andrade
Maria Luixa da Purificacao
Padre Jos Antonio dos' Santos
Lessa
112 Jos Pinto de Magalhns
114 Jos Joaquim de Oliveira
120 Manoel Romao Correia de Araujo
122 Antonio Francisco de Carvalho
12i Joaquim de Souza Miranda Coulo
126 Antonio Fraucisco de Carvalho
128 Dito
130 Joaquim Teixeira Peixoto*
132 Antonio Nobre do Almeida e
oulro
134 Candido Jos di Fonseca
136 Pedro Banal da Costa Soares
138 Francisco das Chagas Mendonca
140 Angela das Virgens do Socra-
mento Vianna
142 Antonio Goncalves de Moraes
14 ftA.. ,____*
118 Joao do Araaral Raposo""" ,:
150 Marcelino Antonio Pereira
152kDito
154 Joo Matheus
156 Antonio Jos do MagalhSes Bastos
158 Marcelino Autonio Pereira
160 Dilo
71 Joo Fernandes Lopes
73 Francisco Jos Das da Costa
75 Manoel Medeiros de Souza
77 Joo Barbosa Maciel
79 Candido Jos da Fonseca
81 Joaquim Goncalves Salgado
83 Jos Joaquim Ferreira de Mon-
donga
85 Victorino Jos de Souza Travasso
87 Padre Luiz de Araujo Barbosa
89 Dr. Francisco de Assisdu Olivei-
ra Maciel
Joanna Francisca de Menezes
Flhos de Joo Rodrigues de
Meura
Travessa do Dique.
A, Anna Joaquina da Santa Cruz
Ra do Rangel.
62 Jos Joaquim de Novaos ( os
altos)
Ra Real.
47 Albino Jos Ferreira da Cunha
27*000
32si40O
24;900
9300O
25;200
36OOO
18*o00
farinha de mandioca da Ierra a 3*900 o alqueirev
feijo ninlatiiiho ou preto o 7?(K!0.
rara o piesidio de Fernando de Noronh.
Villnca Irmo & Andrade 2 fornosde ferro;
lendo um 9 palmos de dimetro e outro 9 palmo
de dilo, ambos por 30*.
O conselho avisa que foi marcado o dia Io do
mez prximo vmdouro para ler comeeo o forne-
cimenlo dos menores do arsenal de guerra, e O
dia 4 para seren recolhidos os tornos com-
prados.
Sala das scsses do conselho administrativo^
para fornciimento do arsenal de guerra, 27 d
abril de 1860. Francisco Joaquim Yereira Lobo.
eoronel vogal secretario interino. .
Tribunal do commereio
Por esta secreiaria se faz publico, que na dala
infra fra comoelenlemente registrada a escri-
tura particular de sociedade que em 26 de Janei-
ro do crrente anno para ter comeeo em 1 de fe-
verpiro ultimo, e Andar depois de tres annos, II-
zeram Lotirenco Cavalcan de Aibuquerquo Ma-
ranho (Bario de Atalaia) e Antonio Teixeira do
Aguiar. smbos cidados brasileiros, domiciliados
na provincia de Alagoas, sendo o fim social o
commereio de comprar e vender gneros, de con-
la propria e commissoes, sob a Orma de Mara-
- nhao e Aguiar, com o fundo capital de 30:000.
185UW : fornecido 20" pelo socio Maranhio e .10 por A-
guiar, eompetindo a ambos o uso da firma social".
Secretaria do tribunal do commereio de Per-
nambuco 28 de abril do 1860. Dioamerico Au-
gusto do Rogo Rangel, official maior Interino.
91
93
1
IS3OOO
303000
25*200
278000
368000
36J0O0
269000
363000
365000
363000
365000
18S000
213600
393600
453000
45*000
45*000
453000
30JOO0
36*000
1053000
1055500
5(3000
103S00
25-3200
25*200
21*000
28SOO0
1S3000
23*100
28J800
18*000
45*000
30*000
128600
Tribunal do commereio.
Pela secretaria do do tribunal do coraniercir
do Pcrnamhuco so faz publico, que na data infra
tora inscripta no compleme livro de registro, ,1
barca nacional Atrevida, proprtedade de Ma-
noel Goueaives Ferreira Mentes.
Secretara do tribunal do commereio de Per-
nambuco 27 de abril de 186.namre .1-
guslo do Reg Rangel, official maior merino.
Pela inspcco da alfandega se fiz publico, que
no dia 30 do correnle, depois do meio dia, se ha
de arrematar em hasta publica, porta da mes-
ma repartico. 1 caixa com peras seccas pesando
245 libras, a 400 rs. por libra, total 98, vinda
do Porto na barca portugueza Flor da Maia;
abandonadas aos dircitos por Jos Antonio da
Cunha & Irrao, sendo a arremataco livre do
Denlo /SR^?.. "."? uo *<**>
a. oa
o.
Bl
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Boros.

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V.
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noite clara, com grandes nevoeiros e agua-
os, vento SE, veio para o terral e assira ama-
ceu.
OSClLUCAo DA HAR.
amar as 10 h. 18 da manha, altura 6.25 p.
r-samaras 4 h. 3' da larde, altura 2.0 p
bservatorio do arsenal de marinha 28 de abril
1860 yugas Jumos.
Editaes.
r. Anselmo Francisco Perelti, commendador
a imperial ordem da Rosa e da de Chrislo, e
iit de direito especial docommercio desta eU
de que podiam a<*e do Bectfe, capital da provincia do Pr-
dip6r, mais a procura monta- arabuco e seu termo, por SrM. I. e C. o Sr.
ver a outro tanto, por tanto con- >. Pedro II, que Baos guarde, etc.
Unta a falta do dinheiro. Tegu- 'ac saber aos que o prsenle edital virem, e
lando os discontoi de l\ a 24le noticia tWarotn, que a requerimenta de
por cento ao anno. prf Forster 4 C, e Tass Jrmaos, acha-ae a-
2:222*100
L para constar se raandou aixar o presente
c publicar pelo Diario.
Secretaria da Ihesouraria provincial de Per-
nambuco, 28 de marco de 1860.O secretario,
A. F. da Annunciao.
O Dr. Silvino Cavalcanti de Albuquerque, j(lz
municipal da primeira vara da cidade do Re-
cife de Pernambuco, por S. M. o Imperador
que Dos guarde, etc. '
Faco saber.que ero cumprimenlo ao art. 36 da lei
de 19 de agosto do 1346. sao convidados todo?os
cidados que tiverem sido desattendidos na qua-
hQcaco de votantes que leve lugar as difieren-
tes freguezia desle inuuicipio, e que ententaram
recurso na forma da lei a apresenlarem-se pe-
ranle o conselho que deve principiar os seus
trabalhos do dia 15 do corrente em diante na casa
da cmara municipal desta cidade.
E para constar mandei lavrar o presente que
ser publicado pela imprensa o afDxado dos lu-
gares do cos timo.
Dado e passado nesta cidade do Reeife, aos 11
de abril de 1860.Eu Francisco Saraiva de Arau-
jo Galvo, escrivao o escrevi.
Silviino Cavalcanti de Albuquerque.
-r O Illm. Sr. inspector da thesouraria pro-
vincial, em virtade da ordem do Exm. Sr. presi-
dente da provincia, manda fazer publico, quo
no dia 10 de maio prximo vindouro, se ha de
arrematar, a quera por menos fizer a obra dos
reparos dos empcdramenlos da estradas da Vic-
toria entre os marcos do 6 a 8 mil bracas, ava-
llada em 6:512$. "
A arremataco ser feita ta forma da lei pro-
vincial n. 343 de 4 de maio de 1854, e sob as
clausulas especiaes abaixo copiadas.
As pessoas que se quizerera propor a esta arre-
mataco comparecara na sala das sessdes do men-
cionada junta no dia cima indicado, pelo meio
dia, competentemente habilitadas.
E para constar se mandou aOixar o presente e
publicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Per-
nambuco, 18 de abril de 1860.O secretario, An-
tonio Ferreira da Annunciao.
Clausulas especiaes para a arremataco.
I.4 Os reparos dos empedramentos da estrada
da Victoria entre os marcos de 6a 8 rail bracas,
sero feitos de conformidade com o orcame'nt
nesta data approvado pela directora era conse-
lho, e submeitidu a approvacio do Exm. Sr. pre-
sidente da provincia, na importancia de ris
6:512*.
2.a O arrematante comecar as obras n prazo
de 15 dias, e as concluir no de 4 mezes, conta-
dos segundo o art. 81 do regularaeoto das obras
publicas.
3.a O empedramenlo na importancia da arre-
matado ser feilo em tres preslai;oes iguaes,
sendo a primeira quando tiver feilo ura terco da
obra-, a segunda quando houver feilo dous ter-
cos, o a ultima 11a entrega da obra.
4.a Era tndo o mais que nao esliver especifi-
cado no orcamonto e na presentes clausulas es-
peciaes, se observar o que dispe a lei n. 286,
Conforme.O secretario, Ab'obo Ferreira da
Atrnuflcioc.o
Inspector*: "arros:
Estato naval.
De ordem do Illm. Sr. chefe de dvso Fran-
cisco Manoel Borroso, conimandante da estaca
naval desla provincia, previno ao grumete'do
corpo da armada Jos Comeadas Noves, desertor
da guarnicao do brigue de gnerra nacional Capi-
banbe, que, para ser lomado cm consideraco
seu requenmento dirigido a Sua Magestade o
Imperador, pedindo perdao e baixa, deve se
apresentar primeiro ao mesmo senhor chefe, se-
gundo o despacho communicado peloquartel-ge-
npral de marinha, o que manda o mesmo senhor
commandante da estacao fazer publico em con-
sequencia da determinara que para isso teve.
Bordo do brigue-barc Itamaracaem Pernam-
buco, 2 do abril de 1860.O primeiro lenle da
armada, Euzebio Jos Antunes, secretario e aj-
daato de ordens.
BECEBEDORIA DE RENDAS.
O administrador da recebedoria do rendas in-
150$000 lernas, era cumprimenlo da circular n. 6 do mi-
nisterio da fazenda de dez de Janeiro prximo
60*000 findo e da portara n. 76 da thesouraria de 16 do
correnta, lendo mandado intimar no dia 21 s
companhias e sociedades que tem sido faculudus
pelo ministerio do imperio e enrorporadas con
suaaulorisaco, e que nao tinham pagos novo
e veluos direitos pela opprovaco de seus estatu-
tos* e o sello do seu capital nos prazos legaes pa-
ra que entrassera com sua importancia e revali-
dado para a mesma recebedoria, as quaes socie-
dades o companhias constam de urna relacao as-
signada pelo official maior interino da secretara
da mesma thesouraria e sao ; compaohia de se-
guros martimos utilidade publica, idem do es-
trada de ferro de Pernambuco, idem pernamba-
cana de navrgaco costeira, idem de seguros
martimos indemnisadora, idem de colonisaca
cm Pornambuco, Alagoas e Parohiba, das ques
somenlc as duas de seguro martimo menciona-
das mostraram haver pago o sello de seu fundo
capital e os novos e velhos direitos pela appro-
vaco de seus estatutos^ faz Iranscrpver o art. 9
inco do derrelo n. 2460 de SO de setembro
do anno prximo passado quo sujeila s penas
do art. 87 do regnlamento de 10 do julho do
1850 aos empregados e autoridades aministrati-
vas ou judiciarias qua da qualquer medo reco-
nhecerem a existencia das sobredi las cempa-
nhas.
Arligo 9." Os contratos ou estatuios de socie-
dades anonymasou companhias que entraren) en
operaces ou estiverem funecionando contra
disposto nos aris. 295 e 296 do cdigo commereial
e por consequencia sem pagamento do sello da
seu capital, esto sujeitcs a disposico do art 31
do regulamenK de 10 de julbo de 1850, alera
das mais senas em que iiu-orrerem, na coafor-
midade da logislaco 3ra vigor.
nico. Aos empregados e autoridades ad-
ministrativas ou judiciaris que aceilarem. at-
lendercm, deferiremou rfdmiilirem reclamaeoes,
requerimentos, represenlseoes, aceftes, tilulos
documenlos de nualqner n'atureza, apresenlados
em nome de companhias e sociedades anonymas,
suas caixasfiliaes e agencias ero taes circumstan-
cias ou de suas administracoes ou de qualquer
modo reconhecerem sua existencia ficaro exten-
sivas as penas do arl. 87 do reculamento de 10
de julho de 1850.
Recebedoria de Pernambuco 25 de fevereiro da
1860.=ri/ De ordein do conselho
director do Instituto Agrcola,
convido 06 Srs. socios do mes-
mo Instituto a realisanm aen-
trada de suas assignaturas.
Reeife 19 de abril de 1^60.
V.de Camaragibe.
O novo banco de
Pernambuco repele o avi-
so que fez para serem re-
colhidas desde j as ilotas


\
""
')
DURIO OT
UCO. SEGTJTOi ?HU SO 1>B miL M 60.
de 10,000 e 2o,ooo da
emisso dy banco.
Conselho administrativo.
O conselho administrativo, para fometment
do arsenal de guerra, lem de compraros ob-
jectos seguintes :
Para provimento dos rmateos do arsenal
de guerra.
Peles de cabra cortidas 200; ditas do lustre 12;
pennas de ganco 500 ; baetilha para saceos do
peca, covados 161 1|2.
Quem quizer-Tender taes objectos aprsente
as suas prdpostas em carta fechada na secretaria
do conselho, s 10 horas da manha do dia 4
de maio do crranle anno.
Sala das sessdes do conselho administrativo
para fornecimeolo do arsenal de guerra, 25 de
abril de 1860. Btnto los Lamenha Lina, co-
ronel presidente.Francisco ioaquitn Pereira
Lobo, coronel vogal secretario interino.
THEATRO
COMIMMIU BBASLIEUH
DE
Monnnms iw.
O vapor Tocanlins, commandanle o priraeiro
tcnenteP. Hyppolilo Duarte espera-so dos portos
do norte em seguimento para os de Macei, Ba-
hia e Rio de Janeiro al o dia 2 de maio.
Recebe-se desde ja passageiros e engaja-se a
carga e encommendas que o vapor poder con-
ducir na agencia ra do Traoiche o. 40, escrip-
loro de Thomaz de Paria.
andegado do caes d Apollo osa do Sr.
barac do Livrameato.
LEILAO
vende-so un sobrado de dous andares n.
5, m* ra da Penha, e um de um andar no beeco
da Padre n. 2: os-pretendentes podem entender-
se com Manuel Ribeiro Bastos, no Hondego nu-
mero 82.
PELO AGENTE
Ana
DE
Santa Isabel.
a
O eferilo agente tara lcilo por conta de
quem pertencer, terga-feira 1 do maio, s 10 ho-
ras di mar han no armazem do Sr. Armes de-
fronlc da alfandega
DE
ll barris com ervilhas.
10 ditas com passas.
LEILAO
DELICIOSAS E INF
'Auuyc
VEIS.
TERCA FEIRA 1 DE MAIO DE 1860.
Senhores.Tencionamos, nos artistas drama-
ticos, dar um espectculo a beneficio do nosso
irmo d'arle Silvestre, e nesse intento nao pode-
mos deixar de solicitar o benvolo concurso de
um publico, que tantas vezes deu-lhe provas de
proteceo e eslima.
Victima de una molestia atroz, que o traz
preso ao leilo da dr, sem recursos para a medi-
cago que lito aconselhada n'uraa viagem
Europa, Silvestre vem por nosso intermedio dis-
porlar em vossos corages um clio decompaixo
para o seu estado de morbidez.
Ainda hontem o vieis entre vos, cheio de sau-
de. dispertando-vos sensaces agradaveis, mas
heje abrindo um vacuo entr nos, jaz estendido s
mos da molestia mais allicliva I
Assim a vida.
Mas nesse estado, nessa lula dos dous princi-
pios opposlos da vida e da raorte, anda sobra-
Ihc um consolo, que Ihe amenisa a agrura do
soffrer; o consolo de que ser acolhila a sua
supplica pelo publico pernambucano, que sera-
pre o considerou alm de sua expectaco raesmo,
que sempre o distingui entre tantos actores que
tera pisado este palco, que tamaita sympathia
lhe votou, demonstrando-a por fados em diffe-
rentes vezes.
E n3, que nesle momento somos o seu orgo,
que temos sobejos provas do quarilo fecunda a
generosidade do povo, que complacenlc agor-
nos ouve, repousamos na certeza de que a mao
da proteceo pernambucana ser extendida soa
brcelle.
Subir scena o seguinte espectculo
BENEFICIO DO ACTOR
SILVESTRE FRANCISCO MEIRA.
Depois de urna escolhida ouvertura, subir
scena a muito applaudida comedia-drama em tres
actos :
O DEGREDO
DE
UNA FAMILIA.
COMPANHIABRASILEIRA
DE
PAQUETES \ VAPOR-
O vapor Paran, commandanle o capito l-
ente Torrezo, espera-se dos portos do sul
em seguimento para os de Parahiba, Rio Gran-
de do Norte, Cear, Maranho e Para at o dia
30 do corrente.
Recebe-se desde j passageiros e engaja-se a
carga e encommendas que o vapor poder condu-
zir, na agencia ra do Trapiche n. 40, escripto-
rio de Thomaz do Faria
Para o Aracaty,
! segu com brevidade o hiale nacional Gralido:
para o resto da carga e passageiros, trata-se no
! Passeio Publico n. 11, ou com o capilo no tra-
piche do algodo.
3 di: maio prximo as 11 horas da ma-
nhai no seu armazem da ra do Viga-
rio n. 19
DO
Sobrado de 3 andares pertencente aos
herdeiros do commendador Antonio
ca Silva na ra do Vigario n. 5, de-
fronte do consulado geral, para exa-
riinar o raesmo predio, ttulos e
condiccoes da venda, os pretendentes
podem entender-se com o menino
i gente.
Leiloes.
Pastilhas vegetaes de Kemp
contra as lombrigas
approvadas pela Exm.* inspecgo de estudo de
Habana e por muitas outras juncias de hy-
giene publica dos Estados Unidos e mais paizes
da America.
Garantidas como puramente vegetaes, agra-
daveis avista, doces ao paladar sao o remedio
infallivel contra as lombrigas. Nao causam nau-
seasnem sensagoes debilitantes.
0 agente Camargo fara' leilao no dia | ^STeS?. exponlaaeo em abono d" Parli"
< Srs. D. T. Lanman e Kemp. Port Byron
12 de abril de 1859. Senhores. As pastilhas
que Vmcs. fazem, curaram mea filho ; o pobre
rapaz padeca de lombrigas, cxhalava um chei-
ro ftido, tinha o estomago inchado e continua
comicho no nariz, to magro se poz. uue eu
lemia perde-lo. Nestas circunstancias um visi-
nho raeu disse que as pastilhas de Kemp tinham
curado sua filha. Logo que soube disso, com-
prei 2 vidros de pastilhas e com ellas salvei a
vida de meu filho.
Soude Vmcs. seu amo agradecido.
W. T. Floyd.
Preparadas no seu laboratorio n. 36 Gold
Street pelos uincos propietarios D. Lanman e
Kemp, droguistas por atacado em New York.
Acham-se venda em todas as boticas das
princip'aes cidades do imperio.
DEPSITOS
Rio de Janeiro na ra da Alfandega n. 89.
Baha, Germano & C, ra Julio n. 2.
Pernambuco.no armazem de drogas de J. Soum
& Companhia ra da Cruz n. 22,
ttoga-eaoscredores da masa lal-
lida de caminba & Filhos delta cidade
que facam o favor de mandar a conta
corrente dos negocios que-tiveram com
os mesmosfallidos ate o dia 13 demarco
de 1860, no prazo de 8 das, em casa
dos depositarios geraes ra da Cruz n.
10, para se poder verificar os seus cr-
ditos.
No dia 28 do corrente mez de abril, ao meio
dia em ponto, na sala das audiencias, e depois
da audiencia do lllm. Sr. Dr. juiz municipal da
segunda vara civel, lem de ir praca por venda
os movis pertencentes a Thomaz dos Santos
Eslima Lessa, por execugo que lhe more Anto-
nio Goncalves de Azevedo : os licitantes que pre-
tenderen), dirijam-se no lugar e hora cima in-
dicados.
Linlia de mnibus Per-
nambucana .
Alten$o.
Terminar o espectculo
um acto :
Quarta-feira 2 de maio.
PELO AGENTE
PESTAA.
0 referido agento vender em leilao publico
por conta da massa fallida de E. 11. Wyatt, no
dia cima designado e pelas 10 horas da ma-
nha no armazem do Sr. Aunes no largo da al-
fandega
16 barricas eora dobradigas de'ccuz.
15 ditas com ferro para engommar.
20 ditas com tornos de pesos de ferro.
80 pesos grandes de ferro.
30 chapas-para fngo.
10 barricas com fechaduras de porta.
1 dita com cravos de laliio sortidos.
1 dita com fechaduras para caixa.
1 dita com colheres de ferro.
1 dita com dobradigas de ferro chato, parafusos
de cama, correntes de ferro e correales de
la la o.
1 dita com bules de metal, caslicaes de lato,
raloeiras de rame, sacarrollias," escalas e es-
quadros.
2Jditas com colheres de metal e cadeados.
LEILAO
Segimda-feira 30 do corrente.
PELO AGENTE
PESTAA.
Por despacho do Exm. Sr. Dr. jiii especial do
coinmercio c a requrrimonto dos Srs. Travassos
Ju ior ti C. o referido ageole far leilao no dia
cima designado e pelas 10 horas da manha na
taberna de Joaquim Alves Lima, na ra do Ara-
gj n. '10
DA
Armnco e mais utencilios da mesma taberna,
louca, gneros, barris, quartolas e barricas va-
zias c o mais que foi inventariado, cuja avalia-
co pode ser examinada em poder do dito
agente.
Avisos diversos.
^Vtttms
com o vaudevillo em
Avisos martimos.
O briguo portuguez Constante sabe im-
pretcrivelmente para Lisboa quinta_-fcira.,ij3...dje,
pa'ra oTuo Irafag':'" consignataio T.Ve A.
tan**-> "" fua d() v,fano n- S. pnmeiro andar
PELO AGENTE
Aracaty.
Segu com brevidade o bem conhecido hiate
Sanio Amaro, recebe carga o passageiros: a
tratar com Caelano Cariaco da C. M.f no lado do
Corpo Santo n. 25, primeiro andar.
i
VAHA.
O roterido agente fura leilao por conta de
quem pertencer, lerga-eira l* de maio, ao meio
da em ponto na praca do commercio
DE
13 velas para navios.
r-recisa-se de 2:000$ a juros so-
bre um predio nesta cidade : quem lhe
convier, annuncie a sua morada por
esta mesma folha para ser procurado.
Joao Antonio Carpintetro da Sil-
va, pede aos seuscredores que lheapre-
sentem suas contas at o im do corren
fc;, pera serem pagas vencidas ou por
vencer. Recife 29 de abril de 1860.
O Sr. Antonio Jos da Costa Gui-
mares, Portuguez, natural da fregue-
zia de Santa Leocadia do termo de Gui-
rnar5es, c|ueira'ter a bondade de diri-
gir-se a ra do Queimado n. 55, loja de
ierragens, que se lhe deseja fallar por
"CyribgiT-Se-\im9 tfMu&Crml'.ai anuo-, sama,
( fiel, sabe engommar e cozinhar algn* cousa,,
o sabe lavar: quem pretender, procuro ..t
toda, casa terrea n. 23, das 6 as 8 horas
,i .un ila
S ii das 4 as 6 da tarde. '
Na ra do Livramenlo n. 21, precisase fa^-
arcom o Sr. Francisco Jos do Sant'Annaa
;ocio que nao ignora.
Aluga-se
neV
Biode Janeiro.
Seguir em poneos das para o Rio de Janeiro
o patacho Flor da Bahia, j bem conhecido por
boa construccao e marcha; e como ainda lem
pra^a para carga, offerece-a aos pretendentes,
que so entenderlo com Bailar & Oliveira, na ra
da Cadeia do Recife n. 72.
Para Lisboa e Porto
segu iraprelerivelmente o brigue portuguez
Harmona, lem a seu bordo dous tercos de seu
carregamenlo : para o resto, trata-s com os
seus consignatarios Azevedo & Mendes, no seu
escriptorio na ra da Cruz n. 1.
Para a Bahia.
O veleiro e bem conhecido patacho nacional
Amazonas pretende seguir at o im do mez :
para o resto da carga que lhe falta, Irata-se com
os seus consignatarios Azevedo & Mendes, no
seu escriptorio na ra da Cruz n. 1.
Para o Rio Grande
do Norte.
Sahe nestes 4 dias a muilo veleira barcaca
fiainfca dos Anjos, recebe carga a freto muiio
comraodo : a tratar na ra da Madre de Dos n.
iou com o meslre no trapiche do algodao.
Para o Rio de Janeiro
O veleiro e bem coahecido brigue nacional
Damo pretende seguir com muita brevidade,
lem parte do seu carregamenlo promplo : para
o resto da carga que lho falta, trata-so com os
eus consignatarios Azevedo & Mendes, no seu
escriptorio na ra da Cruz u. 1.
Ra da Cadeia do Recife.
DE
lima loja de chapeos.
Quarta-feira 2 de maio.
O agente Borja autorisado pelo lllm.
Sr. Dr. juiz deorplmos e a requerimien-
to de D. Senhorinba Francisca Vieira,
inventariante dos bens deixados por
Antonio Luiz Vieira e tutora dos or-
phaos seus filhos,(ara' leilao dos movis,
ouro e escravos, bem como das dividas,
armacao, fazendas e utensilios da loja
de chapeos da ra da Cadi do Recite
n. 46, tudo pertencente a aquelle fi-
nado.
Os licitantes podero examinar os re-
feridos objectos, dirigindo-se a' men-
cionada loja no dia cima designado,
tendo principio o leilao a's 11 horas em
ponto,
LEILAO
"KEMP NUEY1Y0RK)
PILUUS VEGETAES
ASSUCARADAS
miw,
NEW-YORK.
O MELHOR REMEDIO CONHECIDO
Contraconstipacoes, ictericia, affeccoes do figado,
febres biliosas, clicas, indigestes, enxaquecas.
Hemorrhoidas, diarrbea,doencas da
pelle, irupc5es,e todas as enermidades
PROVENIENTES 00 ESTADO IMPURO DO SANGl'E.
75,000 caixasdesle remedio couscmmem-se an
nualmente 1 1
Remedio da natureza.
Approvado pela faculdade de medicina, e re-
curamcndaao como o mais valioso catrtico ve-
getal de todos os conhecidos. Sendo estas pillas
pu-amente vegetaes, nao contera ellas nenhura
oratrDeiirwonffici"nMaS,e"m"cafxasleTofh"a pa-
ra resguardar-se da humidade.
Sao agradaveis ao paladar, seguras e efficaze
em sua operaco, o um remedio poderoso para a
juventude, puberdade e velhice.
Lea-se o folhetoque acompanha cada caixa,pelo
qual se ficar conhecendo as muitas curas milagro-
sss quelera effectuado. D. T. Lanman & Kemp,
d|oguistas por atacado era Nova York, sito os ni-
cas fabricantes e propietarios.
Acham-se a venda era todas as boticas das prin-
cipes cidades do imperio.
DEnOSITOS.
Jlio de Janeiro, na ra da Alfandega n. 89.
'Bahia, Germano & C, ra Julio n 2.
Pernarabuco, no armazem de drogas de J. Soum
Hoje (29 do corrente) cornecara a seguir car-
reira paraos Apipucosos dous mnibus Sanl'An-^
na e Santo Anio ; o primeiro partir do Recife*
as 4 horas e 1\4 da larde, e o segundo as 5 ho-
ras o 1(4, voltando dos Apipnos um as 7 horas
e 1[4 da manha, e outro as 7 e 8|4 Em todos os
di js uteis sao estas as horas da partida.
Previne-so pelo presente que ninguem faga
negocio algum por compra ou hypotheca da casa
terrea n. 13, sita na ra de Santa Cruz, vislo co-
mo se acha ella embargada judicialmente, e exis-
te em juizo urna aecho contra a sua proprietaria
Antonia Mara de Jess para haver o pagamento
de mais de metade do valor da parte que a mesma
possuc em dita casa, na qual lambem eslo aqui-
nhoados dous orphos ; e para que ninguem se
chame a ignorancia se faz o presente annuncio.
= Vndese espirito de vinho 26210 a cana-
da, manteiga ingleza a 800 rs., dita franceza a
640, gomma de ararula a 140, cerveja a 500 rs. a
garrafa, charutos suspiros a 2&500 meia raiza,
lanceiros a 3j$500 a caixa, aprasiveis a 3$ : na
taberna da Iravessa do pateo do Paraizo n. 18,
parede-meia da fabrica de chapeos.
= Vende-se um sellim inglez com seus per-
lences, tudo em bom estado : a tratar na ra do
Sebo n. 11.
Vende-se urna prelada Cosa, boa quilan-
deira : a tratar na loja da ra do Passeio n 7.
Vende se urna fabrica de fazer velc3 de
carnauba no caes do Ramos, sobrado de um
andar confronte ao guindaste.
Breu era barris
Vende Manocl Fernandes da Costa & C, no
seu deposito de sabao na iravessa da Senzalla
Velha n. 136.
No dia 6 do corrente fugiram do engeuho
Ucha o escravo Filippc, cabra, estatura regu-
lar, pouca barba, com signaes de bexiga no ros-
to, representa ter 32 annos de idade, fulla bem ;
c no dia 8 o escravo Marcoiino, denaco An-
gola, cor fula, alto e secco, sem barba, lem nos
bracos signaos de vaccina, na lesta urna cicatriz
era forma do meia la, aera cima de um dos ps
urna sicatrizque repuchou alguma cousa a pelle,
lera a falla descansada, bem feito de rosto e re-
ter 28 annos de idade ; ambos estes es
OTerece-se um rapaz para eaixeiro de arma-
zem ou outro qualquer estabelecimeoto, o qual
d fiador a sua conduela, e lem ba letra : quem
quizer delle se utilisardeixe carta fechada com
as iniciaea i. M. M. E. A., na praca da Indepen-
dencia ns. 14 e 16.
N. 27-Rua da Imperatriz-N. 27.
L. Pugi.
nica ofcina em Pernarabuco para lavar ai
palhinhas das mobilias a* roais encardidas, tor-
nando-se oulra vez to alvas como no estad*
primitivo ; esta magnifica preparado chimica
lem a propriedade de desenredar as mobilias das
pessoas moras de molestias contagiosas : na
mesma cata lavam-se chapeos de palha de Italia,
e pem-se & moda.
O abaixo assienado comprou a ta-
berna sita no pateo de Santa Tbrexa c.
59 ao Sr. Munoel Maximian Rodri-
gues, se a gneo se julgar com direito
a ella reclame no prazo de 3 diaspara
ser attendido. Recife 22 de abril de
1860.Aureliano Luiz Alves.
#a#
9 Os Drs. era medicina Prudencio de Brito aj)
@ Colegipee Manoel Alves da Costa Rrancan-
Sj) le, continuam a residfr na ra do Impera-
3 dor n. 11 is. onde podem sor procurados
9 a qualquer hora do dia ou da noite para o
K exercicio de sua prollsso. Especialidades aa
3 partos e molestias syphiliiicas.
@) @8>& ####
Os credores de Lima & Marlins sao convida-
dos a apresentarem suas contas na loja da ra
Nova n. 6 ateo fim do corrente mez.
As pessoas que tiverem contas contra o
Sr. W. W. Stapp, cnsul dos Estados-Unidos, te-
rao a bondade de apresentarem no mesmo con-
sulado at o dia 28 do corrente. Recife 18 de
abril do 1860.
Na cocheira pequea da ra da Roda ha
todos os dias as 7 horas da manha, leite de vac-
ica, puro, pelo preco de 400 rs. a garrafa,
Douphaul, Maurtsse vo para f6ra da pro-
vincia.
= Lcvernois, Laurant vo para tora da pro-
vincia.
rs rancisco Mendes Rodrigues vai & provin-
cia do Cear a negocio.
Arrenda-se o engenhoOutero, sito na fre-
guezia da cidade da Victoria, distante da praca 9
legoas ; quera o pretender arrendar, dirija-se ao
engenho Novo de Iguarass, a iratar com Fran-
cisco Virissimo do Reg Barros.
Aluga-se a loja da casa da ra do- Impera-
dor n. 17, lado do caes : a tratar no primeiro
andar da mesma casa.
D-se dinheiro a juros'sob penhores de pra-
ta e ouro: na ra Dircitan. 60, primeiro andar.
Os lerrcnoe alagados de niarinha eutf a
ponte de Motocolomb e Embiribcira, a sua ex-
tensao de rail e tantas bracas, eslo aforados
pelo governo desde 1816, ha viole lanos foreiros
que pagam de foro a fazenda cento e tantos mil
rls poranrio; a cmara de Olinda aforou tod03
aquellos terrenos em 15 de outubro de 1857 ao
Sr. Dr. Ignacio Neryda Ponseca pagando o mes-
rao senhor o foro de 30]g por anno, o Sr. Dr.
Ignacio armado daquellc aforamento atrepella ao
foreiro com a chicana, devendo ir chicanar com
a fazenda que quem lem o dominio.
*>
NICA, VERDADEIRA
GITIMA.
a segundo andar do' sobrado da ra Imperial n.
169. com 2 salas, 5 quartos, soto corrido com
mirar te para o lado do mar, pintura em bom es-
tado, por 303 racnsaos : a Iratar no primeiro
anda do raesmo.
Precisa-sedo um criado que saiba cozinhar &$.," ra da Cruz n. 22.
para a servieo de urna casa de pequea familiaj-
na ra do Crespo n. 2, primeiro andar.
O abaixo assignado faz ver ao rcspeitavel
publico, que ninguem faca negocio com o fica
passado ao Sr. Jos Lopes da Silva, no dia 18 de
abril, porque foi assignado a forca, e por is3o fica
sem neuhura eleito. Recife 2l"de abril de 1860.
Jos Pereira da Silva.
. Pergunta-se.
Ser exacto quena capitana do porto so acham
matriculados como empregados na vida do aiar,
individuos que se empregara em outros misleres.
como taberneiro, feilores, cargueiros o lenhei-
ros, com o fim do eximirem-se do servieo da
guara nacional ? se assim o que .nao acredi-
tamos, pedimos, a quem nos possa respnder^
qual a lei que tanto aulorisa.
Os sacristas do Cachang e Apipuc
E LE-
ls.
COMPANHIA
PERNAIBUGANA
DE
Navegado costeira a vapor
O vapor Persinunga, commandanle Lobato
sahe para os portos do sul no dia 5 de maio s
5 horas da, tarde. Re:ebo carga at o dia 4 ao
meia dia. Previne-se aos Srs. carregadores que
nenhuma carga ser recebida a bordo sem buhe:
te na gerencia.
O vapor Iguarass, commandaole Moreira,
sahir para os portas do norte no dia 7 de maio
as5 horas da larde. Recebe carga .para o Cear
al ao Ia, para o Aracaty no da 2, para Maco
Rellosce, membro da sociedade de
horticultura de Pars, fara' leilao poi
intervencao do agente Hyppolito da
Silva, de urna magnifica e escolliid,-
colleccao de plantas fructferas e florfe-
ras como sejam pereiras, raacieiras, ce-
rejeias, passeiras, damasqueiras, mag-
nolias, camelias, azalias, daplines, gli-
cinias, illiciames, aristolocbias, pittos-
porum, rhodendroms, rosas, etc. etc.,
para oque o agente cima convida a to-
das as pessoas amantes da horticultura,
a compareoerem no dia o de maio n.i
ra do Cabuga' n. 3 A, a's 11 horas em
ponto.
Consulado de Franca.
Leilao

A requerimento dos Srs. E. A. Burle
& C e por ordem e em presenca do Sr.
cnsul de Franca e por conta e risco de
quem pertencer, o agente Hyppolito da
Silva vender' em leilao duas caix.s
marca EAB&C. n. 3278 e 3279, con-
i
.ffla
no dia 5 at ao meio dia-: trata-se na gerencia do
Forte do Mallos. Previne-se aos Srs. carregado-
res que nenhuma carga ser recebida a bordo
sem bhete ou ordem previa da Gerencia.
no da 3, para o Ro Grande 4 apara a Parahiba tendo cada urna 192 chapeos de feltro
pardos avariados a bordo do navio fran-
Pernambuco, capitao Corduan :
armazem ai-
terctfeira 1* de maio u6"
Atlencao.
Francisco Santini, italiano, mestre de p
canto, lem a honra de participar a este res
-l publico Pernambucano, que as pesso
precisaren) dos seus prestimos podero pn
lo no deposito de pianos do Sr. J. P. Vo,
na ra Nova n. 27.
Vende-so continuadamente farinha d
dioca, niilho e farelo do Lisboa, em saceos
des, o muito superior qualidade : na ra do
gel n. 62.
Vende-se um sitio, meia legoa dislanl
la cidade, com boabaixa de capim, viveiro
criador de peixe, com bastantes arvored
fructos lodos novos, urna carroga nova, dous
novos : quem os pretender, dirija-se a ru
Qudimado, loja de fazendas n. 2, que achara
quera tratar.
Vende-se um lindo moleque do 10 a len-
nos, vindo do Cear : na ra da Cruz n. 33.
Guilherme Angusio Ricardo regressa pa
Caliia.
Alugara-se pretos escravos para trabalfla-
rera em canoas: quem os tiver e quizer alugar,
annuncie ou dirija-se a taberna de Joo Jos Lo-
pes da Silva, no becco das Rarreiras. Prometie-
se pagar bem, e tratamenlo melhor.
Gregorio Anlunes de Oliveira participa ao
respeitavel publico, que se acha exercendo o la-
gar de solicitador de numero da relacao o dos aj-
diurios desta cidade, em virtude da provisao qie
lhe foi concedida pelo incrilissimo presidente lo
tribunal da relacao desln provincia, assim o flo-
rece os seus serviros a todos nesta qualidade, e
pele a prolecQao do publico e particularmente
dos seus amigos, a quera se recommenda, afir-
m; ndo-lhes que empregara todos os exfor$os para
bem servir aos seus constituinles ; para o qie
poder ser procurado em sua casa, na ra da lo-
peratiiz n. 86, segundo andar, de manha al >s
9 horas, ea tarde das 3 erq dianlc, ou em qual-
quer outro lugar aonde possa ser encontradoa
dan mencionadas horas.
-- Precisa-se alugar um moleque para o se*-
vica interno de urna casa eslnngcira : quem o
tiver, dirija-se a ra do Trapiche n. 15.
Vende-se um deposito para oleo de linhs-
ca, muilo cora modo para 350 gales : na ra db
Vi gario n. 10, loja de pintor.
Vendem-so 40 a 50 apoliecs da companh
do encanamento das aguas desta cidade: a Ira
i ai com Jos Francisco S Leito.
Saceos com milh(
aS$500.
Na taberaar da estrella do largo do Paraizo nu-
mero 14.
SALSA PABRILHA
DC
presenta
cravos levarara calca de algodo azul trancado e
camisa de algodo de lislra, alem de mais roupa
que possuiara, e suppe-se que reuniram-sc pa-
ra seguirem viagem para o serto do Sobral de
onde o priraeiro natural: a quem os apprehen-
der junios, ou a cada um de per si, ou delles der
noticia, ser bem recompensado pelos seus do-
nos, no referidoengenqo Ucha.
Ra da Imneralriz n. 14.
Calcado para homem.
Na loja da viuva Dias Pereira & Avellar, ven-
dem-sc a dinheiro calcados francezes, pelos pre-
c.os seguinles :
Rorzeguins de verniz, de Nantcs, para homem
a 7|J000......._.._
Ditos de bezerro taxiados.dera 850O.
Ditos de dito e pellica, idem8$000
Ditos de castor, idem 8g.
Rotins de bezerro, idem 7J.
Sapatoes de vaqueta laxiados, idem 6J.
Ditos de lustre o borracha, idem 4j>.
Ditos de bezerro, borracha o filas, idem 4S.
Sapatos de verniz de sola e vira, idem 5j.
Dilos de bezerro idem dem, idem 4S500.
Ditos de feltro, idem 6<0.
Dilos do Aracaty, idem 800 rs.
Calcado para senhora.
Rorzeguins para senhora 3&.
Sapatos de lustre, Lisboa 1,-j.
Ditos de marroqu ni, francezes 1;).
Dilos de seiim branco 1J.
Ditos de dito de cores a 320 rs-
Calcado para menina.
Rorzeguins para meninas a 2$500.
Vendem-se na antiga loja de calcado francez
do aterro da Roa-Vista, hoje Imperalriz n. 14.
. Urna pessoa ainda arrumada c com bastan-
te pratica de commercio o com boa lettra, se of-
ferece para eaixeiro de qualquer casa coromer-
cial preferindode grosso ou escriptorio, d fiador
a sua conducta no caso preciso : quem o preten-
der dirija-se ra do Queiraado n. 03 era carta
fechaJa com as iniciaos 0. P. G.
Na botica de Joo da C. Rravo & C, preci-
sa-so de eaixeiro.
Precisa-se de urna de leite forra
ou captiva: no pateo do Terco n. 07,
confronte as casas cabidas.
TO?.
Rimedio sem igual, sendo reconhecido pelos
mecicos, os mais iminentes como remedio inf.il-
liva para curar escrophulas, cancros, rheumalis-
mo enfermidades do gado, dyspepsia, debili-
dad! geral, febre biliosa e intermitiente, enfer-
midides resultantes do empreso de mercurio,
ulce-as e eiupcocs que resultam da impureza do
sa ngue
CAUTELA.
D.T. Lanman & Kemp, droguistas por atacado
New York, acham-se obrigados a prevenir o res-
peitavel publico para desconfiar de algumas te-
nues iraitacocs da Salsa Parrilha de Rrislol que
: hoje se vende nesle imperio, declarando a todos
3ue ao olios os nicos propietarios da receita
o Dr. Rrislol, tendo-lhe comprado no anno de
1856.
Casi nenhuma mais ou pessoa alguma tem
direio de fabricar a Salsa Parrilha de Rrislol,
porqie o segredo da sua preparaco acha-se so-
mente em poder dos referidos Lanman & Kemp.
Para evitar engaos com desapreciaveis co-
bna<;ies de drogas perniciosas, as pessoas" que
quizeiem comprar o verdadeiro devera bem ob-
servar os seguintes signaes sem os quaes qual-
quer outrapreparaco falsa :
Io O envoltorio de fora est gravado de um
lado sob urna chapa do ac, trazendo ao p as
seguintes patarras :
D. T. LANMAN & KEMP
SOL AGENTS
V. 69 Water Street.
New York. .
2* O mesmo do outro lado tem um rotulo em
papel azul claro com a firma e rubrica dos pro-
pietarios.
3o Sobre a rolha acha-se o retrato e firma do
inventor C. C. Uristol em papel edr de rosa.
3o Que as uireces juntas a cada garrafa tem
nma phenix semelhante a que vai cima do pre-
sente annuncio.
DEPSITOS.
Rio de Janeiro na ra da Alfandega n. 89.
Rahia, Germano & C, ra Julio n. 2.
Pernarabuco no armazem de drogas de J. Soum
& Companhia ra da Cruz n. '22. -
- Vende-se farinba de milho em
barricas muito nova por ter desembar-
cado do ultimo navio chegado dos Es-
tados-Unidos : na ra da Senzala VeliYa
n. 106, armazem de Mateut Austin &
Companhia.
vida
ado
,
Augusto Elisio de. Castro l'unser.i convi
a todos os seus amigos o os de seu finac
pai Manoel da.Fonseca Silva, psra que se
dignom comp'aracer no dia 30 do correle
pelas 7 e meia horas da manha na igreja
matriz da Boa-Vista, afim de ouvirem urna
missa e assistirem ao memento que all
deve ter lugar por alma do mesmo Manoel
da Fonseca Silva Oulro sira convida aos
Srs. sscerdates que nesle dia qiizcrem ce-
lebrar por alma do raesmo Fonseca a all
comparecerem das 6 as 8 horas da manha.
C.BRLIX.
Offerece-se um mogo com boa forma de letra,
e pralica da escripluraco por partidas simples,
para caixoiio de qualquer escriptorio ou arma-
zem de trapiche, do que j pralicou : quera pre-
cisar, annuncie para ser procurado.
= Francisco Jos Pereira Rorges vai a Europa.
Precisa-se de urna ama forra on captiva ;
na ra das Aguas-Verdes n. 22, segundo andar.
Desappareceu hontem, 25 de abril, um me-
nino pardo, de nome Pcrgenlino, idade 11 an-
nos levando chapeo de feltro de cor parda :
quem delle tiver noticia ou o pegar, dirija-se a
ra das Aguas-Verdes n. 50. ou a Santo Anto a
seu pai Caelano Jos Ferreira, que ser recom-
pensado.
Precisa-so de um eaixeiro que tome conta
de urna taberna por bilanco, eque de fiador a
sua conducta : a pessoa que estiver nestas cir-
cunstancias, apparega as Cinco Ponas n. II.
= O abaixo ssignado faz ver aos credores da
massa fallida de Marcoiino da Costa Raposo, qua
se acha em dia com o mesmo senhor, como pro-
va com os recibos que delle tera em seu poder,
pois .sendo o mesmo Sr. Marcoiino reforganto de
urna letra pertencente a Antonio Jos Moreira
Ponles, esta foi paga pelo Sr, Jos Carlos Ferrei-
ra como endossanle da mesma lotra, como cons-
ta do recibo passado pelo possuidor.
' Lenidas Tito Lourciro.
Joo Elias da Cunha ratira-sc para o Rio
do Janeiro.
Precisase de um pequeo portuguez com
alguma pralica de taberna ou mesmo destes l-
timos chegados : na ra Imperial n. 39.
Na cocheira do largo do Paraizo n. 26, ha
um cabriole! de duas rodas, de balaustro, gosto
moderno, para se vender : quem o pretender,
pode dirigir-se a mesma cocheira para o ver, e
se dir com quem se deve entender.
Nova moda.
Chcgou loja do Ramalho na ra Direita n.
83, um rico sorlimenlo de turbantes pretos e de
cores, proprios para cabega de senhora, pelo di-
minuto preco de 4 e &f; a elles, antes que se
acabem.
(rai xa para
arreios.
m
Encllenle graixa americana para arrcios e por
barato prego ; vende-se na ra da Cadeia do Re-
cife, loja de ferragensde Vidal & Bastos.
Escadas americanas
As melhores e mais coramodas e uteis escadas,
de todos os taraanhos : vendem-sc na ra da
Cadeia, loja de ferragens de Vidal &. Bastos.
\o Ae a\(QiU\o.
Fio de algodo tanto para pavios como para
rdese outros misleres : vende-se o mais bara-
to (ii'vnei na ra ua Gut'U loja ac rerragera de
Vidal & Bastos.
Moinhopararefi-
naco.
a
Chegarcm loja de ferragem de Vidal & Bas-
tos grande porgo de moinhos de todos os taraa-
nhos, cora rodas e de novo autor, os quaes so-
recommendaves pela sua exccllenle qualidade u
commodo prego.
Camas de ferro.
Um completo sorlimenlo de camas de ferro e
com lona de todac as qualidades, as quaes se
vendem por monos do que em oulra qualquer
parte : na ruada Cadeia do Recife loja de ferra-
gem de Vidal & Raslos.
Bombas de Japy.
Bombas de Japy de lodos os tamanhos, cora os
competentes canos de chumbo : vende-se por
commodo do preco na ra da Cadeia loja de fer-
ragem de Vidal & Bastos.
Bataneas definaos.
Restara algumas balances decimaes", as quaes
sa vendem por commodo proco : na ra da Ca-
deia do Recite loja de Vidal &. Raslos.
Aviso aos Srs. mar-
cineiros.
Excellentes armarnos de serra de todos os ta-
manhos, si'pos deditTerenles qualidades, os quaes
se vendem o mais barato possivel : na loja de
ferragem de Vidal & Raslos, na ra da Cadeia do
Recife.
osSrs.padeirose
refinadores.

I
Sorlimentos completos de peneiras lano do
amare lato como de metal o de todas as grossu-
ras : vende-se por prego commodo na ra da
Cadeia do Recife, loja do ferragem de Vidal &
Bastos.
Aos senhores de engenho.
Enxadas americanas, do Por'o, inglezas e ame-
ricanas, pequeas, de ago e j com cabos, safras,
tornos, toles, ferro Suecia, ago, arcos de ferro do
todas as larguras, ferro em ve'rgalho, ferramen-
tas completas para taooeiros, e muitos oulros ar-
tigosda melhor qualidade possivel e prego com-
modo : na ra da Cadeia do Recife, loja de fer-
ragens de Vidal & Raslos.
Precisa-so de um eaixeiro que tenha prali-
ca de taberna, e que d dador sua conducta ;
nao se olua a dar bom ordenado : na ra de Ro-
sario da Boa-Vista n 51.
0 abaixo assignado, por, ter de seguir para a
Europa, deixa por seus procuradores os seguin-
tes senhores : em 1." lugar ao Sr. Joaquim Mar-
tina Moreira, era 2, ao Sr Jos Doraingues Maia,
e em 3.- ao Sr. Antonio Joaquim Vaz de Miranda.
Antonio Jote Pereira de Miranda.
Modas francezas.
Madamc Millocheau participa as senhoras suas
freguezas, que no sorlimenlo de modas recebido
pelo ultimo navio francez acha-se um linda,
sorlimenlo de chapeos, pelerinas, gollas e man-
gas. Avisa lambem s senhoras suas freguezas,
que embora saia de sua casa urna ou oulra cos-
lureirs, conlinua-se sempre a fazer vestidos e
mais modas do verdadeiro goslo de Paris, por
preco commodo, e exactido.
A 8,000 rs;
Ferros econmicos americanos para engommar
com fol6 e descanso : vendem-so estes excel-
lentes ferros na Jeja de ferragens de Vidal &
Bastos, ra da C ideij.
V
I




J-




i
COJUPJtiHlA
ALLIANCE
Eslabelecida em Londres
iip m mu,
CAPITAL
Cinco mrtliocs de liaras
esterlinas.
saunders Brothers & C.*- tem a honra Tle In-
formar aes Srs. negociantes, proprietarios de
aeas, e a guern mais convier, que esto plena-
mente auteMfcSptos pela dita companhia para
fffechlar Migaros sobre edificios de lijlo epe-
dra, cobertos de tena e igualmente sobre os
objectos que coutiverem os me'smos edificios,
quer consista em mobilia ou em fazendas de
qualquer qualidade.
O bacharel Jorge Dornellas Ri-
beiro Pessoa tem o seu escriptorio de
advocada na camboa do Carmo n. 10,
i primero andar, onde pode ser procu-
rado das 9 horas da manhaa as 2 da
tarde.
Aluga-se urna casa de dous anda-
res na ra da Aurora n. 26: a tratar
na mcsma casa com o proprietario.
MARO tfc PrNMBUCO. SEfitHDA PEl&A 30 DE ABRIL DE 1860.
Aciiimu-e ncata eiUade, para se vendido,
o escravo mulato de nome Saturnino, desappa-
receu hontcm, 26 de abril so meio di* ; este es-
cravo de estatura recular, retobado, do corpo,
lera 25 aanos do idde, pouco ruis ou oseaos,
falla bera, entendc algunin cousa de^apateiro,
escravo do Sr Manoel Cavalcanli de Albuquer-
que, senhor do engcnbo Caatanha, Grande, na
provincia de Macei, perlo do Pasao de Caroara-
gibe; este escravo tamben natural da mesma
provincia para os lados de Macei, e de suppr
que procurasse esses lugares, ou ande mesmo
por aqui : roga-se e quero dlle der noticia ou o
pegar, de o levar ao dito engenho Caslanha Gran-
de, se for por esses sitios pegado, e se for nesta
provincia o entregaro a Manoel Ignacio de Oli-
veira & Filho, no largo do Corpo Sanio, que gra-
tificar com generosidade.
Desoja-se saber noticias do Sr. Jacques
Weyl, que veio do Havre para esta cidade era
setembrodc 1858. a bordo do navio Malhilde. : .
quem liver noticias onde existe este senhor, teri Vis,las de grosdeneples preto bordadas
a bondadc de communicar no escriptorio d lla-l cora froco
noel Ignacio de Oveira & Filho, no largo do Grosdenaples de cores com quadriohos
Corpo Santo, no Recite.
<)
Grande e novo sortimento de fazendas de todas tts qua-
lidades por baratissimos precos.
Do-se amostras com penhor.
Almanak da provincia.
Sahio a luz a folhinha com
o alinanak da provincia para
o correne anno de
teso
o qual se vende a 800 rs. na
praca da Independencia livra-
ria n. 6 e 8 contendo alm do
kalendario ecclesiastico e
civil:
Noticia dos principaes esta-
dos da Europa e America com
o nome, idade etc. de seus im-
peradores, reis e presidentes.
Resumo dos impostos ge-
raes, provinciaes, municipaes
e policiaes.
Tabella dos emolumentos
parocliiaes.
Empregados civis, milita-
res, ecclesiasticos, litterarios
Je toda a provincia.
Associacoes commerciaes,
agrcolas, industriaes, littera-
rias e particulares.
Estabelecimentos fabris, in-
dustriaes e commerciaes de
todas as qualidades como lo-
jas, vendas, acougues, enge-
uhos,etc, etc.
Serve elle de guia ao com-
merciante, agricultor, mar-
timo e emfim para todas as
classes da sociedade.
Ra Nova, em Bnixellas (Blgica),
SOB A DIREXV DE E- UXVAKD.
^Este hotel collocado no centro de urna das capitaes importa ates da Europa, torna-sede grande
Valor paraos brasileiros e portuguezes, por seus bons comnodos e eonfortavel. Sua posicao
urna das memores da cidade, por se achat nao s prximo asestares de caminhos de ierro, da j
Allemanhae Franca, como por ter a dous minutos de si todos os theatros e divertimentes ; e,
alm disso, os mdicos precos convidam.
No hotel basempre pessoas especiaes, fallando o francs, allemao, flamengo, inglez e por-
uguez, paraacorapanharastouristas, qur em suas excur;6es na cidade, qur no reino, qur
emfim para toda a Europa, por precos que nunca exceden, de 8 a 10 francos (3200 49000)
por dia. *
Durante o aspaco de oito a dez mezes, ahi residirn) os E'.xms. Srs. conselhairo Silva Fer-'rdef?P novi> se recoinm,end,a ao.fa.vor e lem"
Nilo, Manoel detiguetroa rana, edeserabargador Pontts Visgueiro ( do Brasil, ) e mullas ou- servicos e bons officios guiando-os cni todas as
tras pessoas tanto de um, como de outro paiz. cousas que precisem conhecimento pralico do
Os precos de lodo osemco, por dia, regulam de 10 a 12 francos ( 4*000 450O.)
JNo hotel enconlram-seinformacis exactas acerca de ludo que pode precisar um estrangeiro
Lindos cortes de vestidos de seda pelos
de 2 saias
Ditos ditos de ditos de seda de cores
com bnbados
Ditos ditos de ditos de gaze phantazia
de cores
Roraeiras de fil de seda preta bordadas
Attenco.
Quem precisar de urna escrava que sabe co-
zinhare mesmo engommar alguina cousa. diri
ja-se a ra da Gloria n. 18, quo achara com
quem tratar.
C\S\ LUSft-BlUSLEIM,
2, Golden Square, Londres.
J. G. OLIVEIRAtendo augmentado, com to-
mar a casa contigua, ampias e excellenlcs ac-
commodac.oes para muito raaior numero de hos-
Sirop du
mm
JARABE DO FORGET.
Este xarope est approvado pelas mais eminrntes mdicos de Paris,
Icomo sendo o melhor para curar :ongli|>acoes, losse convulsa e outras,
atieccoes dos bronchios, ataques de peito, irritacoes nerv pela manba, e outra a noite.sio sufficientes. O effeilo dest! excelente xarope satisfaz ao
lempo o (lenle e o medico.
O dtpotito na rua larga do notario, botica de Itariho 'orneo Francitco de Sorna, 36.
mesmo
nos
Engoratna-se cora asseio e prompliiio
becco do Marisco n. 20.
no
Aluga se ou veude-se um preto de idade,
muito proprio para alguma cocheirn eu outro
qualquer serrico quo no seja muio pesado:
quem o pretender, dirija-se a ra da Madre de
'Oeosn. 36, segundo andar, ou a traveseado ms-
alo nome u. 9, que acharao cora quera tratar.
_ Precisa-se saber noticias de Francisco de
Viveiros da Costa Amorim : quem souber e qui-
aer da-las, pode entender-se na ra da Madre de
Dos n. 36, segundo andar, ou a traveasa do
mesmo nome n. O.
Aviso a quem interessar.
O laboratorio de lavagem na casa de banhos
do pateo do Carmo suspende os seus trabalhos
por 15 dias em consequenrla de molestias sobre-
vendas a urna parte das trabalhadeiras. As pes-
soas que nao poderem soffrer esta deraori, ha-
jam de mandar buscar a sua rcupa, que lnes se-
r entregue no estado em que estiver.
Precisase arrendar urna olaria que soja
margem do Camaragibe : quem tiver para este
lim, dirija-se ao pateo do Carmo n 14.
Acha-se justa e tratada a taberna da casa
terrea n. 17, na ruadoSocego, no Campo Verde,
portoncenie a Antonio Ignacio Pereira Rosas e
sua mulher ; se alguem se julgnr com dircilo a
mcsma casa, comparoca no paleo da Santa Cruz
n. 70, taberna, no prazo de 3 dias.
DENTISTA FRANCEZ.
K Paulo Gaignoux, dentista, ra das La- 5
> rangeiras 15. Na mesma casa tem agua e <*
p dentico. *
Consultorio medico, ra da
Gloria n. 3.
O Dr. Lobo Hoscoso continua
seus trabalhos mdicos.
Por um corte de cabello e
frisamenlo SCO rs.
Ra da Imperatriz n. 7.
Lecomto acaba de receber do Rio de Janeiro
oprimeiro contra-mestre da casa Augusto Clau-
dio, c um outro vindo de Paris. Esta estabele-
cimcnloest hojo as melhores condir.es que
possivcl para salisfazer as cncommendas dos
objectos em cabellos, no mais breve lempo, co-
mo sejara : marrafas a Lata XV, cadeias de relo-
gios, bracclees, anneis, rosetas, etc., etc., ca-
bjlleiras de toda a especie, para homens e se-
nhoras, lava-se igualmente a cabera a moda dos
Estados-Unidos, sem deixar urna s pelcula na
cabeca dos clientes, para satiXjzer os preteuden-
tes, os objectos em cabello serao feitos em sua
presenoa.se e desejarem, o achar-se-ha sempre
urna pessoa dkponivel para cortar os cabellos, e
peolear assenhoras em casa particular.
=: Antonio Marques de Amorim faz publico,
que no da 21 do correte foi rccolhida em seu
sitio na Ponte de Uoha urna preta velha por
nome Anna, era estado de embriaguez e mordi-
dida ,por uns cues. O seu estado nao permiltio
oblar della iuformacao alguma que indjeasse se
era liwro ou escrava. Tendo sido cuidadosamente
Precisa-se de um amassador na padaria
da Capurga.
Christovao Guilherme Brockenfeld, cidado
brasileiro, vni a Lisboa no prximo vapor.
I'OUIWUS PAR 1 18(10.
Estao /. venia na iivraria da praca da Inde-
pendencia ns. 6 e 8 as folhinhas para 1860, im-
pressas nesla typographia, dasseguintes quali-
dades :
paiz, etc. ; alm do portuguez e do inglez iulla-se
na casa o hespanhole francez.
I DENTES 1
| Mt D II |< I VLS. 1
|Ruaestreita do Rosario n. 3|
@ Francisco Pinto Ozoriocolloca denles ar-
-p uficiaes pelos Jous syslcmas VOLCANITE,
@ chapas de ouro ou platina, podendo ser
^ procurado na sobredila ra a qualquer
covado
Dito liso preto e decores, covado
Seda lavrada preta e branca, covado lj e
Dita lisa preta e de cores, com 4 palmos
de largura, propria para forros
Corles de vestido de seda de gaze trans-
parentes
Dilos de ditos de umbrala e seda, corle
Cambrsiasorlandys de cores, lidos pa-
dres, vara
Manguitos de cambraia lisos e bordados
Tiras e entremeios bordados
Mantas de blonde brancas e pretas
Dilas de fll de linho pretas
Chales de seda de todas as cores
Lemos de cambraia de linho bordados
Ditos de dita de algodao bordados
Panno preto e de cores de todas as qua-
lidades, covado
Cascmiras idem idem dem
Gollinhas de cambraia a
Chales de touquim bramos
Ditos de merino bordados, lisos e es-
lampados de todas as qualidades
Enfeiles de vidrilho fraucezes pretos e
de cores
Aberturas para camisa de llaho e algo-
dao, brancas e de cores
Saias balao de varias qualidades
Tafft roxo, covado
Chitas francezas claras e escuras, co-
vado
Cassas francezas de cores, van
Collarinhos de esguiao de linho mo-
dernos
Um completo sortimento de ronpa feita
sendo casacas, sobrecasacas, palelots,
colleles, cairas de muitas qualidades
de fazendas
Chapeos fraccezes Onos, forma moderna
Um sortimento completo de grvalas de
seda de todas as qualidades
Camisas francezas, peilos de linho e de
algodao brancas e de cores
Ditas de fusio brancas e de cores
Ceroulas de linho e de algodao
Capellas brancas para noivas muito Gnas
Um completo sortimento de fazendas
Eara vestido, sedas, laa e seda, cam-
raia e seda lapadas e transparentes,
covado
Meias cruas brancas e de cores para
meninos
Ditas de seda para menina, par
Luvas de fio de Escocia, pardas, para
menino
Velluditho de cores, covado
Velbutina de cores, covado
Pulseiras de velludo pretas e de co-
res, o par
Ditas de seda dem idem
Um sortimento completo de lu^as de
seda bordadas, lisas, para sennoras,
homens e meninos, de todas atpqua-
lidades
Cortes de col'ete de gorgurao de seda
de cores
Dilos de velludo muito finos
Lenros de seda rxos para senhora
Marquezitas ou sombrinhas de seda com
( molas para senhora
3$500 i Sapatinhos de merino borJados proprios
para baplisados, o par
J> Casinetas de cores de duas largurasmui-
6$"00 to superiores, covado
300 Selim preto, encarnado e azul, proprio
para forros, com 4 palmos de largura,
5280 fazenda nova covado
500 Selim liso de todas as cores, covado
i Lingos de gorgurao de seda pretos
800 ; Relogios e obras de ouro
Cortes do casemiri de cores a
19200
9
3000
1500
10JJ000
16J0O0
19000
9
9
9
9
9
8
$900
9
9
S640
t
9
9
8500
9
S
I
f
i
s
- I
i
19600
9320
1200
9700
28000
laooo
F
Roga-se aos Srs. devedores a firmasocial i
Queimado n. 10.
Na lVrarta n. G e 8 da praca da
Indepenecia, preciza-se fallar ao Sr.
Jouo da Costa Maravilha.

9
2$50O
9
25^00
1&0CO
18600
9
I
9
5J00O
EAU MINERALE
Jos Antonio Barbosa retira-se para Portu- tr*,ad* acha-sa quasi restabeletida, mas apenas
gal a tratar de sua 6audc. sabedjzerquepertcr.ee a urna senhora vuva,
A pessoa que annunciou por este jornal n mradora na ra do Collegio, c por isso se faz
97, precisar de 2:5009 sob garanta cm predios prcselUc annunci Piua 1UC a pessoa a quem
neeta cidade, dirija-se a ra Nova, loia n.36. i Petteo?* a mande buscar.
Precisa-se de urna ama para urna pessoa :
i na ra Bella n. 10.
agencia dos fabricantes america-
nos Grouver & Raker.
Machinas de coser: em casa de Samuel P.
Johnston & C, ra da Scnzala Nova n. 52.
E" chegado loja de Lr.comte, aterro da
: Boa-Vista n. 7. o excellenle IcitcNirginal de ro-
sa branca para refrescar a pelle, lirar pannos,
| sardase espinhas, e igualmente o afamado oleo
j babosa para limpar e fazor crescer os cabellos,
i assiaa como pos imperial de lyrio de Florenca,
do queira annunciar sua morada ou dirigir-se 1 para ^rtuejas c aeperidades da pelle, conser-
'.'fn''3 fu.p"!a da lndePendenc'i,que se preci- va a recura e o avelludado da primavera da
vida.
L piano. 1
g Mademoiselle Cleraence do ITannetot 5
We de Manocvillc continua a dar liedes do 3*1
^ francez e piano na cidade e nos arrabal- Si
|g des : na ra da Cruz n. 9, segundo andar. *
O Sr. Honorato Jos de Oliveira Figueire-
a fallar-lhe
OLHINIIA RELIGIOSA, conlendo, alorado
kclendnrio e regulamento dos direitos pa-
rochiaes, a continuagao da bibliolheca do
Ciislao Brasileiro. que se comp5e: do lou-
vor ao santo nome de Dos, coroa dos ac-
tesde mor, hymnos ao Espirito Sanio e
a N. S., a imitacao do de Santo Ambrozio,
jaculatorias e commemoraco ao SS. Sa-
c;amci. to e N. S. do Carmo, exercicio da
Via-Sacra, directorio para oraco mental,
dividido pelos dias da semana, obsequios
ao SS. coragao de Jess, saudacoes devo-
tas s ohagas de Chrislo, oraces a N. Se-
n ora, ao patrocinio de S. Jos e anjo da
guarda, respondo pelas almas, alm de
outras oracoes. Prego 320 rs.
ITA DE VARIEDADES, conlendo o kalenda-
rio, regulamento dos direitos parochiaes.e
urna colleceo de ancdotas, ditos chisto-
sos, coutos, fbulas, pensamenlos moraes,
receitas diversas, quer acerca Je cozinha
q ier do cultura, e preservativo de arvores
e fructos. Prego 320 rs.
ITA DE PORTA.a qual, alm das materias do
cnstume, contm o resumo dos direitos
p irochiaes. Preco 160 rs.
S*;@@s @@ @@
1 Attenco. I
Curso pratico e theorico de lingua fran-
ceza por urna senhora frnnceza, para dez
@ mocas, segunda e quinta-feira de cada se- @
0 mana, daslO horas at meio dia : quem
& quizer aproveilar pode dirigir-se a ra da &
Cruz n. 9, segundo andar. Pagamentos @
adiaiilados. ^
@@^@@ @@ @@i
Itoga-e aos Srs. devedores do estabele-
cimento do fallecido Josda Silva Pinto, o ob-
sequio de saldarera seus dbitos na ra do Col-
legio venda n. 25 ou na ra do Queimado loia
n. 10. *
= Caotano Pinlo de Veras faz sciente a quem
interess.ir que est em exercicio da vara dejuiz
de paz do 4o anno, do primeiro dislricto da fre-
guezia doSS. Sacramento do Santo Antonio des-
ta cidade, para que foi eleilo e que despacha na
casa desua residencia ra de S. Francisco n 8
e em qualquer parle que for encontrado ; o qu
da audiencia as terca3 e sexlas-feir3s as 4 1|2
horas di tarde como ja tem annunciado, na casa
publica das audiencias. Recite 29 de evereiro
de 1860
AMA.
A pessoa que annunciou querer urna ama para
coznhar c fa-.cr o mais trabalho de casa, dirija-
se a ra do Livramento, loja n. 8, que ahi se lhe
dir quem aliga.
mm
$j O Dr. Cosme de Sa' l'ereirlt
^de volt de sua viagem instructi-
#^tva a Europa continua no exer-
^jeicio de sua proissao medica.
Da' consultas em seu escripto-
rio, no bairro do Recife, ra da
Cruz n. 53, todos os dias, menos1
nos domingos, desde as' 6 horas
t as 10 da manhaa, sobre OS
segintes pontos :
i. Molestias deolhos :
Deposito
NATURALLE DE VICHY.
na botica franceza ra da Cruz n.22.
CASA DE
i
de coracao e de(
Ama.
Precisa-s< de urna ama para casa de pouca fa-
milia, que comor6 e coziuhe ; a tratar na ra da
Sania Cnizn. 76.
= Precisa se de um boleeiro para tomar conli
de um carro : na ra da Paz n. 44 A.
Na ra do Imperador n. 28, aluga se e ven-
de-se em grindes e pequeas porces bichas
hamburguez;s, e lambem cal da mais nova que
ha, para fabrico do assucar, por preco commodo.
FUNDIQAO
.Molestias
peito ;
. Molestias dos orgaos da gera-
cao, e doanus ;
. Praticara' toda e qualquer
operaeao quejulgarconvenien-
te para o restabelecimento dos
seus doentes.
O exame das pessoas que o con-
sultarem sera' feto indistincta-
cnte, e na ordem de suas en-
tfscBp; fazendo excepcao os doen-
tes oeolhos, ou aquel les que por
motivojustoobtiverrm hora mar-
cada para este Cm.
A appcacao de alguns medica
mentos indispensaveis cm varios
casos, como o do sulfato de atro-
pina etc.) sera'feito.ou concedido
gratuitamente. AconGanca que
nelles deposita, a presteza desua
lac^So, e a necessidade prompta^
^de seu emprego; tudo quanto o A
demove em beneficio*de seus
doentes.
Asylo de mendicidade.
Tendo a associacao commcrcial bene-
ficente de mandar nublicar os nomesdos
Neste proveitoso estabolecimento, que pelos no vos melhoramcntos feilos acha-se conve-
nientemente montado, far-se-hao tambem do Io de uovembro cm vante, contratos mensaes para
maior commodidade e economa do publico de quem os proprietarios esperam a remuneraco de
tantos sacrificios. *
Assignatur de banhos frios para urna pessoa por mez.....OJOOO
> momos, de choque ou chuviscospor mez 15^000
Series de cartoes e banhos avulsos aos oreos annunciado.1!.
Scott Wilson lk C mudaram o seu escrip-
torio para a ra da Cruz n. 21, primeiro andar
Procisa-se de urna escrava boa para o ser-
bem fna"". dHlatu^n tffbMB'" 222" dfl ama dc ,ci,C' SCra filho- Para
c costurar, s nara urna nssoa laml.on, norln-!-**?. J5f^ d ^^Pendencia n. 1 c 3, ou
gueza : quem
clare sua morada para ser procurada.
Ama.
muito manso, prometle-se o bom tratamento
para urna pessoa tambera portu- < rua es,roila- do Rosario n 35
estiver nestas circumstancias, dc-U^j^j J.-iJltt.^jfta^>,
S
aV
&@ @@e@
Consnltorio central homcopathico
DE g

Continua sob a mesma direcro do Ma- &
@ noel de Maltos Teixeira Lima,' professor
em homeepathia. As consullas como d'on-
tes.
IPIffilMBTOi.
m
Botica central homeopathica
Do
8 DR. SABINO 0, L PIMO-1
@ Novos medicamentoshomeopathicos en-
@ viadosda Europa pelo Dr. Sabino.
@ Estes medicamanlos preparados espe- Z
@ cialmentc segundo as necessidades da lio- et
@ meopaihia no Brasil, vendse pelos pre-
^ ros conhecidos na botica central horneo- S
* palhica, rua de Santo Amaro (Mundo Ncr- S
i vo) n 6. I
@@ @@@8@@'g
Flores de cera em cinco
licoes.
O artista Jos Ricaud
Seguro contra Fogo
COMPANHIA
LONDRES
AGENTES
J. Astley & Companhia.
Yende-se
para
Sv .mal. uac luiduu, recentemente chocado
rs. que subscreveram para este po es- da corle, otTerece ao publico ero gerol e em par-
ta beleciment, e nao tendo alguns des-1 ic"l8r ao be" sex0- scus '"dos trabalhos de
Sessenlior<.rPni;a,lrt Q;^o "#.^ cera e laas. D licoes em O particulares :
exposicao dosquadros, na rua do Cobug n. 3 A,
casa do horticultor francez.
- Bernardo Felice Gaetano Cantelli. subdito
Rua do Brum (passando o chafariz.^
No depoiito Aeste esla\iclccimculo sempre \ia grande sorlimento de n\e-
chansnao para os engenlios de assucar a saber:
74. Machinas de vapor moderna, de golpe cumprido, econmicas de combustivel, e de lacillimo assento ;
Kouas d agua de ferro com cubos de madeira largas, leves, fortes, e bem balancadas :
Cannos de ferro, e part.s d'agua para ditas, e serrilhas para rodas de madeira';
Moendas inteirascom virgens muito fortes, e convenientes ;
Matas moendas com rodelas motoras para agua, cavallos, ou bois, acunbadas em i.guilhoes deazs :
Taixas de ferro fundido e batido e de cobre
Pares ebicas para o caldo, crivos e portas de'ferro para as fornalbas ;
Alambiques de ferro momhos de mandioca, fornos para cozer farinha ;
Rodelas dentadas de todos os tamaitos para vapor, agua, cavallos ou bois ;
Agutlhoes, bronzes e parafusos, arados, eixos e rodas para carrosas, formas galvan.zadas para purgar etc., etc.
D.W.Bowman confia que os seus freguezes acharotudo digno-da preferencia com
que onooram, pela longa experiencia que elle tem do mechanismo proprio para os agricul-
tores aesta provincia, epelofacto de mandar construir pessoalmente as suas obras as
mais acreditadas fabricas da Inglaterra, para onde elle faz viagem annual para o dito fim,
assim como pela coutinuaco da sua fabrica em Pernambuco, para modificar o mechanis-
mo a vontade de cada comprador, e de fazer os concertos de que poiero necessitar.
ses senhores realisado ainda a entrada
da somma com que se dignaran, subs-
crever a mesma associacao roga-lhes
queiram real tac. tal entra'Ja ate o fim
do correte mez, afim de que ella possa
cumprir aquelle dever.
Precisa-se do duas airas, urna para cozinha, 1
e outra para engommado, dando-se preferencia a
eacrava; a tratar na rua do Imperador n. 15.
Joao Luiz Concalves Ferreira invenlarianle '
do casal de seus fallecidos pais, faz scienle que
endo-se desencaminhado duas letras aceitas pe-
lo Sr coronel Antonio Pedro de Si Brrelo, urna
vencida nol de novembro prximo passado, e
outra a vencer no Io de novembro do corrate
ronJ r. qu??-lia de 500* cada umfl. apressa-
se em fazer publico esta oceurrencia, para que
ninguem faca transaCao com dilas letras, que
pertencem ao casal dos pais do annuncianle.
irecisa-se alugar urna escrava ou ama for-
ra, quo compre e coziuhe
pouca familia : na rua da
calcado n. 14.
italiano, retira-se para Europa.
H o o S t-1
sg.SSs
Q ^ O*
= 3 U. -I
O a O S
O
u o
para urna casa de
Imperatriz, loja de
Antonio Fernandos Duarle Almeida. Tai a
Europa.
A pessoa que precisar de urna casa na Pas-
sagem do Manguinho, dirija-se ao Manguinho,
venda da calcada alta.
O Sr. U. c. P. queira ler a bondade de -ir
ou mandar lirar uns penhores de ouro, na rua
do Rangel n. 8, isto no prazo de 3 dias, contan-
do da data deste, do contrario sero endidos pa-
ra pagamento, Gcando o mesmo senhor cima
responsavel pelo resto que fallar.
C5^86-EMFHENTE A MATRIZ DABGV VISTA-86
Recebe-sebixasdc Hamburgo rindas por to-
dos os vapores da Europa, as quaes tanto se ven-
de como se alugam,amola-se todo o ferro cortan-
te, bota-se ouvidos em armas de espoletas.
S2y Engorama-se roupa cora promptidao, pre-
Soe razoaveis: defronte da matriz da Boa-Vista
n. 86.
Jos Carneiro retira-se
neiro.
para o Rio de Ja-
Ortelo.
Precisa-se de um ortelo que saiba
perfeitamente o seu oflicio, e pagase
bem : a fallar na liba dos Ratos com o
Sr. engenbeiro Mello Reg.
GratiQca-se generosamente a quem pegar o
preto Jos, que foi escravo do Sr. Dr. Lobo Hos-
coso, e vendido ao Sr. Antonio da Costa Alecrira,
o qual tem os signaes seguintes : alto, secco,
rosto descarnado, com falta de denles na frente
e costuma a fallar serrado ; fugio 00 dia 16 d
correte, de pedras de Fogo, nao conduzio roupa
nenhuma senao a do corpo, calca azul e camisa
branca velha : quem o pegar, entregue na ci-'
dado de Recife, na rua da Gula n. 7.
Precisa-se da um preto que nao aeia muito
mogo para servaos dmemeos de urna cas es-
trsngeira : a IraUr na rua da Crus n. 4.
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= Aluga-se urna baixa de capim, grande, que
di durante todo o anno, situado na Soledade:
quem precisar, dirija-se a rua da Cruz n. 4.
= Antonio Jos Baplista e sua mulher Mara
Rita, subditos portuguezes, reliram-se para fra
do imperio.
ss O abaixo assignado participa ao respeilavel
publico,que atea data deste nada deve a pessoa
alguma, e por isso qualquer letra ou conla que
apparecer contra elle falsa. Rio Formoso 25
de abril de 1860.Jos Francisco A. Machado.
"7 A,rrenda-,e engenho denominado Jussa;
rde SantAnna, silo na freguezia de Ipojoca -
esto engenho tem excellenles trras par toda e
qualquer ordem de cultura, e com possibilidade
para safrejar em grande escala, o fica distante ao
porto de embarque urna legua: a tratar com o
seu proprietario o Dr. Ignacio Nery da Fonceca.
Tintas de oleo.
Formas de ferro
purgar assucar.
j Estanho em barra. $
j Verniz copal.
Palhiiiha para marci-
ueiro.
Vinhos finos de Moselle. 5
Folhas de cobre.
| Brim de vela: no arma-
| zem de G. J. Astley & C.
Perdeu- se
na noilc de 25 do correne ura alfmelc de pedras
finas, fi.itio de cestinba : quem o liver achado,
qui'n i. in resliluir, queira leva-lo a rua Direita
n. 104, que se lhe dar seu importe.
Em pra$a publica do juizo dos feitos da fa-
zenda provincial se nao de arrematar, a quem
mais der, os bi ns seguintes :
Um corredor com urna porla, que d entrada
para o mesmo, na rua dc S. Miguel n. 85, com C
palmos de frente e 14 de fundo, sera repartimen-
lo, em chaos foreiros, c em estado de ruina, por
14g000, o que ludo foi penhorado a Francisca
Balbina.
Urna casa terrea na rua do Bom Costo n. 19,
com 18 palmos de frente e 50 de fundo, pequeo
quintalera aberto, cem chaos foreiros, por 50.
Outra casa na mesma rua n. 21, cora 18 palmos
de frente e 50 dc fundo, quintal em aberto e em
chaos foreiros, por 50, as quaes foram penhora-
da3 aos herdeiros de Joaquim Caelano da Luz*
Urna casa terrea em caixao, na rua de Motoco-
omb n. 38, cora 60 palmos de fundo e 20 do
largura, com quintal em aberto, per 100S, a qual
foi penhorada a Joao da Cruz.
Urna casa terrea em caixao, na rua de S Mi-
guel n. 8, com 28 palmos e 4 pollegadas de fren-
te e 71 de fundo, cora 2 portas e 1 janella de
frente, e oulras^antas no fundo, e era chiios fo-
reiros, por 400. a qual foi penhorada aos her-
deiros de Manoel Goncalves Silveira.
A renda annual da olaria na rua de S. Miguel
n. 6, sobre pilares, coberla de telha, cora seu
competente forno. e um quarto para pretos cm
bom estado, por600jj, a qual foi penhorada a Jos
Buarque de Macedo por Manoel de Souza Jardim.
Os pretendemos comparecam as 10 horas da
manhaa do dia 3 de maio, na sala das audiencias,
que ser a ultima praca.
Aluga-se urna eccrava parda que servo
bera urna casa de familia, cozinha e sane a rua
para l'azer as compras: quem precisar, dirija-se
a travessa do Carmo, sobrado n. 2 ao lado da
rua do Fogo.
= Antonio Fernandes Duarte Almeida vai a
Europa, e deixa aor leus bastantes procuradores,
seu mano e socio- o Sr. Francisco Fernandes Du-
arle, o 2." os Srs. Antonio Jos Pires 4 C, c o
3." o Sr. Joaquim Jos Gomes de Souza.
* Precisa-se de urna ama para coxinhar e
comprar para urna casa de pouca familia : na
rua Direita n. 79, loja.
= Ppccisa-se de um caixeiro para tomar conta
de urna taberna por bataneo, e di Ganga a sua
conducta ; na rua daLingoeta n. 10 se diz quem
uer.


T
<*i
DUrUQ Og PEfSAUpUGO, ~ SEPUKDA.FEHU,f.flE.ABRIE, D 1860
Professor
Hua da Cruz ttnmerv44.
n. Juan Noge*s faz sciente aos seui freguezes
e ao rcspeitavel publico em geral, os quaes j
tem pleno conhecimento da ncrfeico e delicade-
za do seu trabalho, que contina ao exercicio de
sua profisso : tira denles com a maior rapidez
possivel a 2* e a 3j, sendo em casa c tora della
a 5>, lirapa-os 5j, chumba com masaa diaman-
tina a 5$. e com prala a 3#, colloca-os sobre cha-
pa de ouro.a 16$, sendo para (ora da cidade qual-
q'ier operacso ser o preco que se convencionar.
SCollegio do Bom Con-!
selho, ra do Hospi-j
ci n. 19.
| O director resolveu modiflearo art. dos
> estatutos do seu collcgio em que peje
> lj mensaes pelos alumnos externos, exi-
1 gindo d'ora'cm dianleSOJpor quarlel.
, As aulas preparatorias sao regidas por
; professores liabilissimos e de reconhecido
i mrito.
m
Attestado.
Rlicumatismo no joellio da perna direila
Eu abaixo os3ignado declaro, que achando-me
gravemente atacado de rheumutismo nojoelho da
perna direila por raais do 2 aonos, o qual me
privava do dormir, e applicando varios medica-
mentos nao foi possircl obler mclhoras algumas,
e ltimamente recorr s chapas medicinaes do
Sr. Ricardo Kirk, com escriptorio na ra do Par-
to n 119, e no pequeo espaco de 2 dias flquei
pcrft-itamente'-bora. E por sor verdade, passei o
presento attestado, o qual vai por mira assignado
para ser conhecido publicamente. Ra do Ouvi-
dor 11. 10, Rio de Janeiro.
Luis Venancio da Rocha Vianna.
Tributo e gratiilo.
Inlammacao m bocea do estomago.
Urna minha escrava padeca lia bastante terapo
nina forte in/lammarao na bocea do estomago,
scompanhada de falta de respirarlo, milito can-
Saco e dores pelas costas, ludo procedido da raes-
Eia inflammaco, e com muilos remedios que
tumou e applicou, nunca pode obter melhoras ;
liliimamente com as chapas medicinaes do Sr.
Ricardo Kirk, com escriptorio na ra do Parto
ji. 119, live a salitfacao de a ver perfeitamenle
boa em 33 dias, pelo quo tributo no dito senho
uieus sinceros agrndecimentos. Ra do Senhor
dos Passos n. 47, Ro de Janeiro.
Antonio Jos da Costa.
Reconhecida verdadeira a assignatura
pelo tabcllio Pedro Jos de Castro.
Amorfo, Fragos, Suatos k Com^alwL
Ra da Gadeia do Recife.
O publico e os socios desta empreza podem
obter pela pratica de con las correntos vantagens
incontestaveis. Cessari o prejuizo que soffrera
as pessoas quo improductivamente rojuiejiui
em-suas gavetas quantias, que. dadas pelaftrnia
abaixo descripla, estarn ,om certo periodo con-
sideravelmente augmentadas ; portanto, em
nosso interesse e no do publico que fazemosas
conaideraces seguintes :
Todo o individuo quo possuir a quantia do
lO#, edahi para cima, pode abrir contacorrente
com esta sociedade, depositando em seu cofre
essa quantia, que Picar vencendo juros desde o
momento em quo for entregue at aquella em
que for retirada; estes juros serao aecumuados
ao capital no fim de cada semestre civil, para
flearem por seu turno vencendo juros, que sero
igualmente aecumuados.
A. soiedade pagar scrapre urna taxa de juros
de dous per cont, menos que a laxa, por que a
ca;xa filial descantar as .elras da praga.
As quantias assim depositadas em conta cor-
rele poderao ser retiradas parcial ou totalmen-
te a lodo momento do modo seguinte : al a
somma de 5:00t)J, visla de 5 at 20 contos com
aviso antecipado de tres dias, o de 20 cotilos pa-
ra raais com aviso de seis dias.
As pessoas residentes nesta praga a sociedade
fornecer gratuitamente! urna cadernela para
nella se fazer a escripluraeo da conta, como
tambera para servir de documento s quantias
que por ella forom receladas; s residentes ra
remetiera annualmente urna copia da conta cor-
rente para ser conhecido o estado della.
Deslc modo, sem despeza alguma, poupando
lempo e trabalho, poderi qualqucr pessoa guar-
dar as suas ecouomias o augmcula-las com os
juros que for vencendo.
Nao acontece o mesmo sendo o dinheiro dado
a juros a prazo xo por letras ao portador, pois
nao sendo reformadas no venciraento deixam de
vencer juros.
Pedindo a atloncao'do publico para esta classe
de operacoes demonstramos quanto Ihc sao pro-
ficuas, basta ter era consideraco que, conser-
vando um capital depositado em conta correule
no espaco de 10 annos pelo juro de 7 por cento,
e este capital estar duplicado naquelle periodo.
Prccisa-se de urna ama : no paleo do Ter-
co n. 26.
Precisa-se de urna pessoa habilitada para
K I tomar conta da cozinha de urna casa eslrangeira ;
' til fui Vni'-i n Ql la .1.. I? I !'.,..-...
supra
na ra Nova n. 21, toja de i. i. Germann.
Compras.
Comprara-se moedas de ourode 10$ e 20$
na ra Nova n. 36, loja.
TBATAMENTO
SEM RESGUARDO, !*EM INCOMMODO.
Inflamm;ir;iu do estomago.
Nao posso deixar de tributar os tneus devidos
lo;ivores &s chapas medicinaes do Sr. Ricardo
Kirk, com escriplorio na ra do Parto n. 119,
pois que por meio de tao precioso remedio fiquei
curado da inflammaco do estomago, da qual pa-' ''"orto do Mallos, armzom
deca ha mais de 10 nnos, por cuja cansa soffria! trapiche do algodo.
falla de respirarao, eansaro e muito fastio ; e Compra-se urna escrava propria para ama
nao lendo j" esperanea de fi'car melhor, acho-me l d.e leilo, e so tiver cria compra-se tambem : quem
agora perfeitamenle "bom, depois do 40 dias da Miver, dirija-scarua das Cruzes n. 41, loja.
appcaco das ditas chapas. Por isso cumpro i Compra-se um cabriolet de qua-
com o meu dever, fazendo a presente declaraco t-n _.,i. ,...____1 i
erasignal de minha sincera gralidao. Ruando i tro.lodj?' 'ue esteJa em bom estado e
lina carroca
com pipa para condueco d'agua : compra-se no
n. 18, confronte ao
i variado sortimento de
roupas feilas
N.i luja da ra Dlreita n. 87.
Hicos sobrecatacos de panno muito Gco a 25 e
28;, paletots de fuslo brancos e de cores a 59,
dit >s do alpaca de seda a 5, ditos sobre a 6g,
ditia de bnm a 3S500 e 4|. ditos de esguiaodo
algodo branco a 3>200, calcas de brim do linho
de cores a 2J500, 3$, 3500 e 4g, ditas brancas a
3$, cortos de col lele de gorguro de seda a 23G00
o :i$, ciroulas de bramante francezas a 1S600,
gT vata* de gorgurjio, chamalote, selim o groz a
tfl, dit;is de rede a 1400, chapos francezes
a c> e 69500, ditos de case mira a 3JJ800, ditos de
castor, ipa baixa, alO.3, chapeos deso de pan-
no cabo de canoa com astea de balea, a 2950O,
po ter grande porco, cortes de brim de algodo
a 00 rs., saias a balo a 69503, esguio de al-
go lo com duas larguras a 400 rs collctcs de
goguro de seda a 59, mantas de seda a 29500,
OKins cruas a 29500, 392OO e 49, e outras mul-
tas fazendas de gosio que seria enfadonho men-
cionar ; a ellas, antes que se acabem sapa-
tos; de I rauca feitos no Porto a 19600.
Fumo americano.
Vede-se tumo americano proprio par mas-
car e fazer cigarros : na ra da Cruz do Recife n.
50. primeiroundar, caixinhas de 20
a 400 rs. a libra.
e 40 libras
Augusto & Perdiguo,
Sacco n.53, Rio de Janeiro.
.lgosftn/io Vereira Cardoso.
Reconhecida verdadeira a assignatura supra
pelo tnbelliao Pedro Jos de Castro.
Precisa-se litigar um sobrado do dous ou
tros andares, que scia no bairro do Santo Anto-
nio, a tratar na pralfa da Independa n. 37 e 39.
Prccisa-se alugar urna ama que silba cosi-
nhar bem ; a tratar na ra Cabug n. 3 no segun-
do andar.
HotcldoRosa
12 Ra da- Quitanda-12
NO
Rio de Janeiro,
Este anligo e bera acreditado eslabelcciraenlo
nao s offerece aos Srs. viajantes excellenles
comraodos e um tratamento lo bom como nos
melhores da Europa, como tambem aos amado-
res de bilhar, ricas mesas em que possam se ro-
crearera as horas vagas. O proprielario confia-
do na fama que sua casa tem sabido grangear,
tanto dos numerosos eslrangeiros como mesmo
nacionaes, que tem tido a honra de hospedar,
espera continuar a merecer a confianca das pes-
soas que visitarem a corte do imperio!
Precisa-se para una casa de pequea fa-
milia, de urna escrava que faca o servico diario
e comoras, com aceio e fideli'daJe, paga-sc bem :
na ra dos Prazeres nos Coelhos, casa de porto
com dous leoes.
Os abaixo assignados declaram ao corpo do
commereo que dssolveram a sociedade que ti-
ha com o Sr. Manoel Marques do Abren n es-
tabelecimento da ra da Cruz n. 15, sob a firma
de Abreu csCarvalho, ficando o socio Carvalho
com o dito eslabeleciraento e admiltinio para
seu socio o Sr. Vicente Ferreira Pinto, ficando
dora em diante gyrando na firma de Pinto &
Carvalho. O mesmo declara que dito cslabeleci-
mento nada deve, porm se alguem se julgarcre-
dor da exlincla firma de Abreu & Carvalho, apre-
sente-se no praso de 3 dias a contar da dala des-
te, depois nao se admitle reclamado alguma.
Recife 26 de abril de. 1860. Vicente Ferreira
Tinto.=Jos Auloniode Carvalho Jnior.
Um armazn).
Transfere-se por 3 annos o arrendamenlo do
famoso armazem n. 13, m ra da Cruz no Reci-
fe : Irala-se no Forte do Mallos, largo do trapi-
che do algodo n. 18.
, Offerece-se um caixeiro com bastante pra-
tira de pharmacia, para a praca ou para o malo :
quem precisar, dirija-se a ra da Imperotriz nu-
mero 13.
AMA DE LETE.
Precisa-se de umaania de leilc : na ra larga
do Rosario, pssaudo a botica, a segunda loja de
miudezis n. 40, que so dir quem precisa.
Ama.
Precisa-se de urna ama forra ou captiva para
eozinhar para urna pequea familia na ru lar-
ga do Rosario, passando a botica, a seguada loja
de miudezas n. 40, que se dir quem precisa.
ten ha coberta : na ra da Gloria n. 3.
Constante-
mente
compra-se, vende-se elroca-se escravos : na ra
Direila n. 66.
moedas de ouro de 16$ e 20# :
da Cadeia do Recife loja n. 22.
Compram-se taboas velhas do
qualidade : na ra Nova, loja de louca
da cocheira do Adolpho, se dir quem
na ra
qualquer
defronte
compra.
Vendas.
Vende-se urna mulata de 20 e tantos annos
cora urna filhinha de 3 mezes, sabe engommar
com perreigao o quo se garante, cose, faz laby-
rintho o cozinha, e vende-se tambem urna raula-
linba de 4 annos : quera pretndelos, dirija-se
ao pateo do Terco n.16.
CALQADO
Grande sorlimento.
45Ra Dirita*45
Os estragadores de calcado encontra-
rlo neste estabeleciraento, obra supe-
rior pelos procos abaixo :
Iloraem.
cem loja na ra da Cadeia do Recife n.
23, confronte ao becco Largo,
pr -vinern aos seus freguezes. que acabara de sor-
lr seu novo eslabelecimenlo com fazendas de
goslo, finas, o inferiores, para vender pelos pre-
cos os mais razoaveis ; as fazendas inferiores,
na a toialho, se vendero por om preco ftxo
que serl o seu proprio casto as casas ioglozas,
una vez que sejara pagas vista.
'(este eslabelecimenlo se encontrar sempre
un sonimento completo de fazendas, e entre el-
la.; o seguinte :
Vestidos de seda com babadose duas saias.
Ditos de la e seda e duas saias.
Dilos de larlatana bordado a seda.
Manteletes pretos bordados com franja.
Taimas prelas de seda e de fil.
Polonezas de gorguro de seda prelas.
Cinlurdes para senhora.
Espartilhos com molas ou colchetes.
Enfoites do vidrilho ou flores para senhora,
Vestuarios para meninos.
Saias de balo para senhora c meninas.
Chapeos para senhora e meninas.
rentes de tartaruga dos melhorcsgostos.
Perfumaras de Eubin o outros fabricantes.
Cassas e organdys de cores.
Grosilonaplcs de cores.
Chitas escuras francezas e inglezas
Collas e manguitos os mais modernos.
Camisas de linha para senhora.
Ditas de algodo para menino.
Algolo de lodas as qualidades.
Lcnros de labyrinlho para presentes.
Gollas de crochet para menino.
Vestidos de phantazia.
Roupa feita.
Casa:as e sobrecasacas de panno fino.
Pal os de casemira.
Calcas de casemira pretas e de cores.
Colletes de seda idem idem.
Dilo de fuslo.
Camisas inglezas todas de linho.
Dita francezas de differeutes qualidades.
Malas e saceos de viagem.
Borzeguins de Mellier e oulros fabricantes para
hornera.
Dito.i para senhora. .
Charutos de Havana, Baha e manilha.
Camisas de flanclla
Chapeos de lodas as qualidades para homem,
sunhora e crancas.
Cortes de vestidos brancos de blonde com ca-
pella e manta.
Cidos de visiidos brancos de seda para casa-
mentse
Chapeos de castor pfet ~
e brancos
Na raado Queiraado n. 37, vendem-se osm-
11.ores chases de castor
Botica.
Bartholomeu Francisco de Souza, ra larga
dj Rosario n. 36, vende os seguintes medica-
mento:! :
Rob L'Affecteur.
Pilu'as contrasezoes.
Dita,'! vegetaes.
Salsiparrilha Bristol.
Dita Sands.
Vermfugo Inglez.
Jarope do Bosque.
Piluias americanas (contra febres).
tnguento Holloway.
filula:;do dito.
Elliiir anti-asmathico.
Vidiosdo boca larga com rolhas, de S oncas a
121ibras
Assim como tem um grande sortimenfo de pa-
pel para forro de sala, o qual vende a mdico
preco
Vende-se um ptimo engenho de fabricar
assucar. raoenle e corrente, todo de varzeas de
raasssp e pal, na freguezia de Ipojoca, de ex-
cellente producQo : quem o pretender, dirija-se
a loja de Jos Victorino de Paiva, na ra do Ca-
bug n. 2, que dar toda e qualquer informacao.
Na cidade do Rio Formoso vend-e-se s pro-
pnedade denominadaQiinaJ casa de ne-
gocio ha muilo, o deve offerecer muita vanta-
gera por ficar no paleo da feira : os pretendeutes
podem dirigirse ao proprietario do engennj Es-
trella, ou aqni no Recife, na ra do Rosario da
Boa-Visfa, casa n. 32.
PotassadaRussia
E CAL DE LISBOA.
No bem conhecido e acreditado deposito da
ra da Cadeia do Recite, n. 12, ha para vender
potassa da Russia e d do Rio de Janeiro, nova
e de superior qualidade, assim como tambem
cal virgem em pedra : tudo x>or creeos muito
razoaveis
Sndalo.
Ricas bengalas, pulceiras e leques :
vendem-se na ra da Imperatriz n. 7,
loja do Lecomte.
Loja da boneca ra da Impe-
ratriz n. 7.
Vendem-se caixas de tintura para tin-
gir os cabellos em dez minutos, como
tambem tirigem-se na mesraa casa a
qualquer bora.
Ferros de eDgam-
mar econmicos
a sgoeo.
Borzeguins aristocrticos.
9000
N-stes dias feia-se infallivelraenlc o
lecimcnlo de retratos da ra Nova ti.
pessoas que desejarera ficar com um fiel
f'.'itu retrato approveilem a occasio.O
grapho, F. filela.
eslabe-
18 : as
e per-
pholo-
Francisco Mamede de Alrneidt e Manoel
Barreto Cavalcacti Lins, pungidos do mais
doloroso senlimenlo agradecem cordial-
mente a todos os Srs. que se dignaram as-
sistii ao funeral do seu mu prezado primo,
amigo e irmo Jos Cavalcanti Lins, e
acompanharam os restos morlaes do mes-
mo al o cemilerio publico. Ao mesmo
lempo convidam aos mesmos sonhores pira
ouvircm a raissa do stimo dia, que deve
ser celebrada ua capella do ccniilerio no
da 1- de maio.s 7 horas da manhaa.
Carroeeiros.
Precisa-se de dous homens Mta trabalhirem
com carrogas : na trivess,4tarfoca n 11
Procisa-se do urna MHr terra oa etava
rara cozohar eengDM89t ptra ama s pessoa :
na ra do Horlas n. Wfc prlnfeiro an Ditos (lustre e bezerro)..... 7$000
Borzeguins arranca tocos. 7#000
Ditos econmicos. ...... 6#000
Sapatoes de bater (lustre). 5#000
Senhora.
Borzeguins primeira classe (sal-
to de quebrar) ......5/JI000
Ditos todos de marin contra
calos (salto dengoso).....4#500
Borzeguins para meninas (for-
tissiinos)..........4'000
Eum perfettosortimentode todo cal-
cado e daquillo que serve para fabrca-
lo, como sala, couros, marroquins, cou-
ro de lustre, fio, fitas, sedas etc.
Milho e trelo.
VcoJe-se milho a 43 o sacco, e em cuia a 210,
trelo a o$bW o sacco : por baixo do sobrado n.
16, com oitao para a ra da PlorcOlina.
Vende-se urna carroca e um boi
novo ja fetto ao servico desta praca, mui-
to bom e conhecido: na ra da matriz
da Boa Vista n. 15.
\a ra do QueiraadoB. 33,
loja esperanea,
vende-se urna flauta de bano,guarnecida de ma,-
ellechart.cora lftchaves.systema Bohemio, muilo
bem acabada, por 505, assim como um violao de
Jacaranda, de chaves, marchetado de madrepe-
rla, obra prima, por 50, rosarios de madrepe-
rola proprios para presente no mez prxima raez
de devoro) a 5, 8, 8 e 10fl cada um, e esto-se
acabando, graxa frauceza para sapatos a 640 rs. o
pote, (especial desta loja). tinta azul e prel, io-
gleza, inteiramente liquida, a 500 rs. o pote.pen-
as de ac o melhor p ossivel, toado a proprieda -
de de, quanto mais velha em se escrevendo, me-
lhor ca, e muilos objectos necessarios.
GR.UDE SORTIMENTO
DI
KA.
e armazem
DE
rVcaba de chegar do Rio de Ja
neiro alguns exemplares do
primeiro e segundo volume
da Corograpaia.
Histrica cbonologica, genealgica,
nobiliaria e poltica do imperio do Bra-
sil, peloDr. Melb Moraes : rende-se a
i$ o v^'ume podendo-se vender o se-
gundo em separado : na livracia nJelfaiate aedo Ut C0IB lodo V06* e "sseio
8 de prac* da hxitptntenm. tl*'*X*& 9K3K
[Fazendas e obras feilas j
luoja
(es&Basto.
Na ra do Queiinad) n.
46, frente amarella.
Completo e grande sortimento decal-
cas de casemira de cores e pretas a 80,
9), 109 e 123, ditos das mesmas casemi-
ras a 7f, 8# e9S, ditos do brim trancado
branco muito fino a 5$, 6$ e 7# ditos de
cores a 3$, 3g500, 4$ e 5>, ditos de me-
rino de cordo para luto a 5$, colletes de
c isemiras pretas, ditos de ditas de cores,
dilos de gorguro pretos e de cores a 5$,
61? e 79, ricas casacas de pannos muito fi-
nos a 35$ e 400, sobrecasacas dos mesmos
pannos a 285. 30$ e 35$. paletots dos mes-
mos pannos a 22$ e 249, paletots saceos
de casemira modelo inglez 109, ditos de
cisemira mesclado muilo fino de apurado
gosto 15$ e 169. ditos sobrecasa das mes-
mas cores a 18$ o 20$, ditos sobre de al-
paca prnta fina a 7$ e 89, ditos saceos a
49. ditos de fuslo branco e de cores a 49,
49500 e 59, ditos de brim pardo muilo
superior 49500, camisas pa.-a menino de
todos os lmannos a26$00a duzia, meia3
de todos os lamanhoa para menino o me-
n'nas, palitols de lodos os lamanhos o
q lalidades psra os mesmos, colletes de
brim branco a 3$500 e 49, ricos colletes
villudo prlo bordado c de cores diver-
gs e por diversos precos, ricos coberto-
res de fuslo archondu para cama a 69,
colarinha de linho a peer a 6*500 adn-
zia, assim como temos receido para
dentro deste eslabelecimenlo um comple-
to sortimento de fazendas de gosto para
senhoras, vestimentas modernas para me-
rino e meninas de qualro a seis annos e
ludo vendemos por pregos razoaveis. As-
sim como ncsle eslabalecimento manda-
se aproraptar com presteza todas as qua-
lidades de obras relativo a officifia de at-
-oniinua-se a vender fazendas por baixo
[ preco at mesmo por menos do seu valor,
n aum de liquidar contas : na loja de 4 portas B
i na ra do Queimado n. 10.
REMEDIO INCOMPARAVEL.
UNGENTO HOLLOWAY.
Milhares de individuos de todas as nacoes po-
dem lestemunhar as virtudes deste remedio in-
eomparavel e provar em caso necessario, que,
pelo uso que delle fizeram tem seu corpo e mem-
bros inteiramente saos depois de haver emprega-
do intilmente outros tratamentos. Cada pesoa
poder-sc-ha convencer dessascuras maravilhosas
pela leitura dos peridicos, que lh'as relatam
todos os dias ha mitos annos ; e a maior parte
deltas sao lo sor prndenles que admiran: so
mdicos mais celebres. Quanlas pessoas reco-
braran! com este soberano remedio o uso de seus
bracos e pernas, depois de ter permanecido lon-
go lempo nos hospitaes, onde de viam soffrer a
amputaco I Dellas ha muitasque havendo dei-
xado esses asylos de padecimentos, para seno
submetterem essa operaco dolorosa foram
curadas completamente, mediante ousodesse
preciosoremedio. Algumas das taes pessoas na
enfuso de seu recouhecimento declararam es
tes resultados benficos diante do lord correge-
dor e oulros magistrados, afim de mais autenti.
carem sua firmativa.
Ninguem desesperara do estsdo de saude sa
tivesse bastante confianca para ensaiar este re-
medio constantemente seguindo algum lempo o
mentratatoquenecessitasse a natureza doma,
cujo resultado sera prova rinconlestavelmente :
Quetudocura.
O uu-uento he til, mais particu-
larmente nos seguintes casos.
Alporcas. Inflammaco dabexiga.
Caimbras. da matriz
Callos. Lepra.
Canceres. Males das pernas.
Cortaduras. dos peitos.
Dores de cabeca. de olhos.
das costas. Mordeduras de [eptis.
dos membros. Picadura de mosquitos.
Enfermidades da cutis Pulmoes.
em geral. Queimadelas.
Ditas do anus. Sarna
cas5*" 6 eSCOrbut" Supuracoesptridas.
Fistuasno abdomen. T^'cBmJ"alquerP"'
Frialdade ou falta de te 1ue *eja-
calor as extremida- Tremor de ervos.
des. Ulceras na bocea.
Freirs. do ligado.
Gengivas escaldadas. das articulado es.
Inchagoes. Veias torcidas ou noda-
Inflammago doflgado. das naspernas.
Vende-se este ungento no estabecimento
geral de Londres n. 224, Strand, e na loja de
todos os boticarios droguistas e outras pessoas
encarregadas de sua venda em toda a America
do snl, Havana e Hespanha.
Vende-se a 800 rs., cada bocelinha contm
urna instrueco em prtuguez para o modo de
fazer uso deste ungento.
O deposito geral em casa do Sr. Soum,
pharmaceutico, na ra da Crun. 22, em Per-
nambuco.
Pennas de a$o inglezas.
| Vendem-se na ra da Cadeia do Recife, loja n.
(.7, deGuedes Goncalves, as verdadeiras pennas
de ac inglezas, mandadas fabricar pelo profes-
sordecalygraphia Guilherme Sculy, pelo mdico
preco de 19500 a caia.
Bezerro francez
grande e grosso ;
Na ra Direita n. 45.
A 8,000 rs.com todos
os pertences.
Mo-se a contento para ex-
periencia por um ou dous
dias.
Vendem-se estes magnficos ferros as seguin-
tes casas :
Paca do Corpo Santo n. 2.
Ba da Cadeia do Recife n.44.
Dita da cadeia do Recife n. 49.
Ra Nova n. 8.
Ra Direila n. 135.
Dita da Madre de*Deos n. 7.
Dita do Crespo n. 5.
Dita daPenha n 16.
Dita do Cabug n. 1 B.
Dita Nova n. 20.
Dita do Imperador n. 20.
Dita do Queimado u. 14.
Dita Direita n. 72.
Dita da Prala n. 28.
Dita da Praia n. 46.
Dita do Livramento n. 36.
Dita da Santa Cruz n. 3
Dita da Ira. eratriz n, 10, nrmazera de fazendas
de Raymundo Carlos Letle & Irmo-, em todos
esles lugares do-sc por um ou dous dias para
experimentar-se.
Attenco.
Na ra do Imperador, junto a botica, ha todos
os dias, s 7 horas da manhaa, leile do vacca
puro, pelo proco de 400 rs. a garrafa.
Vende-se urna barcaca quasi nova, que
carrega de 26 a 28 caixas,; na ra Imperial ao o
do chaariz n. 34.
Vende-se mcia legoa de trra em quadro,
na freguezia de Agua Preta, terreno todo de var-
zeas, rogado por tres riachos bastante fortes,
margem do rio Uua, odefronleda quarta estaco
da via frrea : quera pretender compra-lo, pode
dirigr-sene3ta praca ao Sr. Herculano Deodalo
dos Santos, na ra do Cabug, e ao Sr. Antonio
Francisco Marlins do Miranda, na ra da Praia,
c no Rio Formoso ao Sr. Jos Pereira Lins.
Para a quaresma.
Sedas pretas lavradas. lindos desenhos
covado
Gorguro de seda lavrado, superior em
qualidade, para vestido, covado
Grosdenaple preto, covado
Dito largo e muito superior a 29 e
Sarja preta larga, covado
na ra do Queimado, loja de 4 portas n. 10.
Vendesse um carro de 4 rodas, bem cons-
truido e forte, com assento para 4 pessoas de
dentro, e um assento para boleeiro e criado fra,
forrado de panno fino, e tudo bem arranjado :
para fallar, com o Sr. James Crabtree & C. n.
42, ra da Cruz.
Em casa de Southall Mollors & C, ra do
Trapiche n. 38, vendem-se os seguintes artigos:
Chumbo de munico sorlido.
Pregos de todas as dualidades.
Atvaiade.
Vinho de Shcry, Torio, Hungarian em barris.
Dilo de Mosclle em caixas.
Coguac em caixas de duzia e barris.
Belogios de ouro e prata, patente echronomo-
tros, cobortos e descoberlos (bem acreditados}.
Trancnlins de ouro para os mesmos.
Biscoitos sorlidos em latas pequeas.
1$600
2000
1S8O0
2c50C
100
Cheguem a Mrina
Na loja do Preguica^ia ra do
Queimado n. 2. tem para
Tender:
Chalye merino decores, ptimo nao sopara
roupoes evestidos de moatariade Sr. eoopara
vestuarios de meninos i 3604 400 seis o cova-
do Challes de merino estampados muito finos pelo
demiouto prejo de 2:500 cada um musselinas
modernas, bastante largas, de variados padrees
a 260 e 280 ris o covaJo grvalas a fanlazia.o
mais moderno possivel a 1 e 1200 cada urna, e
outras militas fazendas, cujos pra-os extraor-
dinariamente baratos, saiisfaio expecUtita
do comprador.
Com toque de avada
1:800
Corles de vestido de chita rocha fina a trfiOO
lencos de cambraia brancos a 2:000 2:500 35J
i :O00 a dusia ditos com 4 palmos por cada face
a de 4 e meio por 5:000 oousa rara no Arma-
zem de fazendas de Raymundo Garlos Leite &
Irmaos. ra da Imperatriz n. 10.
Verdadeiras luvas de Jovin de_-lo-
dasas cores, ra da Imperatriz n. 7,
loja do Leconte.
geme anta $mtm ^sse ie^
GRA5DE AIUZEI
DE
SRoupa feitaj
Ra Nova n. 49, junto
a tg reja da Conceigo dos
Militares.
Nesfe armazem encontrar o publico
um grande e variado sortimento de rou-
pas feitas, como sejam casacas, sobreea-
sacas, gndolas, fraques, e paletots de
panno fino preto e de cores, paletots e
sobrecasacas de merino, alpaca e bomba-
| zina pretos e de cores, paletots e sobre-
, casacos de seda e casemira de cores, cal-
cas de casemira preta e decores, dilasde
i merm, de princeza, de brim de linho
| branco e de cores, de fusto e risendos,
> calcas de elgodo, colleles de velludo
preto e de cores, ditos de selim preto e
branco, ditos de gorguro e casemira, di-
los de fustSes e brins, firdamenlos para
| a guarda nacional, libres para criados,
! ceroulas e camisas francezas, chapeos e
(grvalas, grande sortimento de roupas
| para meninos de 6 a 14 annos ; nao agra-
dando ao comprador algumas das roupas
5 feilas se apromplaro outras a gosto do
comprador dando-se no da convenci-
Pianos
Saunders Brothers & C. tem para vender em
eu armazem, na praca do Corpo Santo n. 11,
alguns pianos do ultimo gosto, recenlimente
chegados, dos bem couhecidos e acreditados fa-
bricantes J. Broadwood tSons de Londres, e
muito proprios para este clima.
imm
Liverpool,
emeasa de
cobertos e descobertos, pequeos e grandes, de
ouro patente inglez, para homem o senhora,
de um dos melhores fabricantes de
vindos pelo ultimo paquete inglez :
Southall Mellors iC
XAROPE
DO
Ainda continuarse a veneer o verdadeiro, o
verdadeiro, e afianca-se ser do proprio autor :
na blica de Jos da Cruz Sanios, na ra Nova
numero 53.
Milho muilo barato,
de
em saceos grandes: vende-se no armazem
Travasso Jnior & C, na ra do Amorim.
Vendo-se urna mulata com urna linda cria
e com bastante leite, boa cozinheira e engomm-
deira, e um benito preto muito moco e robusto,
e raais urna raobilia completa do ultimo gosto:
na ra Nova a. 52, priraefro andar.
Cocos italianos
de folha de flandres, muito bem acaba-
dos, podando um durar tanta quanto
duram quatro dos nosos 400 rs. um
e 4jjf urna dtrtfa : na m Direita n. Vt,
loja de funUtiro.
FUNDICMLOW-MOW,
Roa da Senzala fova n. 42.
Neste estabelecimenlo continua a haver um
comapletosorlimento de moendas e meiasmoen-
das para enSenho, machinas de vapor e taias
de ferro batido e coado. de todos os taannos
para dto.
importante.
45 Ra Direita 45
Este estabeleciraento quer acabar
com alguns pares de borzeguins que lhe
restar, dos famosos arranca-tocos, ci-
dadaos etc., e sem o menor defeito, re-
duzindo-os aopreqo de 7#000
SYSTEHA MEDICO DEITOLLOWAY.
PILULAS HOLLWOTA.
Eslelnestimavel especifico, composlo Inteira-
mente de hervas medicinaes, nao contm mercu-
rio, era alguma oulra substancia delecteria". Be-
nigno mais tenra infancia, eacompleico mais
delicada igualmente prompto c seguro para
desarreigar o mal na coropleico mais robusta ;
inteiramente innocente em suas operagSes e ef-
feitos; pois busca e remove as doenc,a3 de qual-
quer especie egro por mais antigs e tenazes
que sejam.
Entre milhares de pessoas curadas com este
remedio, multas que j estavam as portas da
morle, preservando emscu uso: conseguiram
recobrar a saude e forcas, depots de haver tenta-
do intilmente todos os outros remedios.
As mis afflictas nao devem entregar-se a de-
sesperado ; facam um competente ensaio dos
efcazes eleitos desta assombrosa medicina, e
prestes recuperaro o beneficio da saude.
Nao se perca tempo em tomar este remedio
para qnaiqner das seguintes enfermidades :
Accidentes epilpticos. I
Alporcas.
A iplas.
Areas (mal de).
Asthma.
Clicas.
Convulsoes.
Debilidade ou extenua-
co.
Debilidade ou falta de
forjas para qualquer
cousa.
Dysinteria.
Dor de garganta,
de barriga,
nos rins.
Dureza no ventre.
Enfeimidades no ventre
Ditas no fgado.
Ditas venreas.
F.nxaqueca.
Herysipela.
Pebre biliosas
Febreto internitente.
Febreto da especie.
Got.
Hemorrhoidas.
Hydropesia.
Ictericia.
Indigestes.
Inflammaedes.
rreg u laridades
menstruaco.
Lombrigas de toda es-
pecie.
Mal de pedra.
P*fanchas na cutis.
Obstrucco de ventre.
Phtysica ou consump-
pulmonar.
Retenco de ourina.
Rheumatismo.
Symptomas secunda-
rios
Tumores.
Tico doloroso.
Ulceras.
Venreo (mal).
Vendem-se estas piluias no estabeleetmento
geral de Londres n. 284, tStrtfnd, e n loja de
todos os boticarios droguistas e entras pessoas
encarregadas de sua venda esa toda a America do
Sal, Havana e Hespanha.
Vendem-se asbocetidhas a 800 re. cada ama
dellas, contm urna inslnicc*.o em portuguez pa-
ra eiplicar o modo de Mi osar desUs piluias.
O deposito geral em casa 4o Sr. Soum
pharmaceutico, na ra da Crux n. M, em Per-
nambuc.
em grande sortimento para
homens, senhoras e
meninos.
Vendem-se chapos francezes de superior qua-
lidade a650o,7 e 8, ditos de velludo, copa al-
ia e baixa a 7$, 9 e 10$, dilos de lontra preto- e
de cores, muito finos a 6 e 7, ditos do chile a
3500, 5, 6, 8,10 e 12, dilos de feltro em gran-
de sortimento, tanto em cores como em qualida-
des, para homeus e meninos, de 2*500 a 7g di-
tos de gorguro com aba do couro de lustre, di-
los de casemira com aba forrada de palh'a, ou
sem ella a 4$, ditos de palha ingleza, copa alia
e baixa, superiores e muito em conta, bonetes
francezes e da trra, de diversas qualidades, para
meninos, chapeos de muitas qualidades para me-
ninas de escola, chapelinascom veo para senho-
ra, muilo em conta e do melhor goslo possivel
chapeos de seda, ditos de palha amazonas, enfei-
les para cabeca, luvas, chapeos de sol, e'outros
muitos objectos que os senhores freguezes, vis-
ta do preco e da qualidade da fazenda, nao dei-
xaro de comprar; na bem conhecida loja do
chapeos da ra Direila n. 61, de B. deB. Feii
gHS-MH-HK '
Vendem-se fazondas por barato
preco e algumas por menos de seu
valor para acabar, em peca e a reta-
lho: na ruado Queimado loja de 4
portas n. 10.
RELOGIOS.
Vende-se em casa de Saunders Brothers 4
C, praca do Corpo Santo, relogios do afama-
do fabricante Roskell, por precos commodos,
e tambem trancellins,e cadeias para os mesmos,
deexcellente gosto.
por sacca de
Irmos.
milho; nos armazens de Tasso
4,000 rs.
! milho; nos armazens
Ra do Queimado n. 37.
A SOfi cortesde vestidos de seda quecustaram
60f; a 163 cortes de vestidos de phautasia que
custaram 30; a 8$ chapelinas para senhora:
na ra do Queimado n. 37.
Enfeites de vidrilho e de retroz a 43 cada
um : na ra do Queimado n.37, loja de 4 portas.
Em casa de Rabe Scbmettan &
C, ra da Cadeia n. 37, vendem-se
elegantes pianos do afamado fabrican-
te Traumann deHamburgo.
SABAO
a tratar
do deposito geral^do Rio de Janeiro :
com Tasso & Irmaos.
Farfulla de mandioca
nos armazens de Tqsso & Irmaos.
Milho
nos armazens da Tasso & Irmios.
Tachas para engenho
Fundico de ferro e bronze
DK
Francisco Antonio Correia Cardozo,
tem um grande sortimento de
tachas de ferro fundido, assim
como se faz e concertarse qual-
quer obra tanto de forro fun-
dido como batido.
.mu ITTI 7ST,A


-.
HHB;

-Largo da Peaha
Manteiga perfectamente flor a 800 rs. a libra e em barril se far maii algum abalimento.
Queijosmuilo hoyos
a 1J70O rs. e em caixa se far mais algo abalimento nicamente no armazem Progresso.
Amelias traucezas
Pn.irll^6 flha C camPl0'"sde vldro a 900rs., e em porgao se far algum abalimento s no
Cartees de boUnlios
muito novos proprios para mimos a 500 rs., c era porcaosefar nlgum abalimento s no Progresso.
Figos de comadre
era caixinhas elegantemente enfeitadase proprias para mimos s no Trogresso ecom avista sefari
um prego commodo.
"Latas de soda
cora 2 1|2 libras de difTercnles qualidadesa 1*500 rs., nicamente no armazem Progresso.
Conservas
a 700 rs. o frasco vende-se nicamente no armazem Progresso.
HolaeMulia ingVcxa
muilo nova a 320 rs. a libra c barrica 4$, unidamente no Prop
jresso.
Potes vtdrados
de la 8 libras proprias para raanleiga ou outro qualquer liquido de 400
no Progresso. i ->w
a 18200 rs. cada um, se
Cliocolatc (Vanee/.
nkmSShS^i Cm, vcn,]om-se 08 egttinlesgneros Indorccenlemente chegado c desuperio-
b'icoted !UhP V f rS- a lbra' chouria rauil nova' "'"melada do mais afamado fa-
cn-n?mVl i' ma5ade rnate, pera secca, pasas, fruclas em calda, araendoas. notes, frascos
mnZr MC ,S' conteilos. paslilhas de varias qualidades, vinagre branco Bordeaux proprio
", 7s' charutos dos mclhorcs fabricantes de S. Flix, macas de todas as qualidades, gom-
"u ,' ?V1 haS fr3ncezas' champagne das mais acreditadas marcas, cenejas de ditas,
iou?m.?ii n 1'co!'esrance"s uno unos, marrasquino1 de zara, azeile doce puricado. azei
ouas muilo novas, banha de porco refinado e oulros muilo gneros que encontraro tendente a
rrmi S,Pr-ISS0 f',romiilcra os proprietarios venderem por muito menos do que outro qualquer
Promciem mais tambem servirem aquellas pessoas que mandarem poroutras pouco pralicas como
se wessera pessoalmenle ; rogam tambem a todos os sauhores de engenho e" seuhores lavradoies
queiram mandar suasencommendas no armazem Progresso que se Ihes affianra a boa qualidadee
o oconuiciouamcnto. *
Verdadeira goma de matar ana
a 400 rs. a libra, s no Progresso.
Palitos
cilhalos para denles a 200 rs. o maco cam 20 macinhos, s no Progresso.
Cn \v\son. nernla e nreto
os melbores que ha no mercado de lj>600 a 2*500 a libra, s no Progresso.
Passas em cavxinnas de libras
as mais novas que tem viudo ao nosso mercado pelo diminuto prego de 2S560, s no Progrosso.
Macas em caixinnas de & libras
contendo 405 qualidades pevide, griodobico, eslrelinha, alclria branca e amarella o pastilhas de
maga, s no Trogrosso, e com a vista se far um prego commodo.
Cnonri^as e natos
se faaSuniVarcqUC lMB o^ a mcrcao'si uo Pl'0Srcsso, aangando-se a boa qualidade e a vista.
DURJQ DE PEBNAMBUCQ, SEGIfflfiA-JEIRA SILDgJriEILiDB BO.
ARCHIVO UNIVERSAL.
REVISTA HEBDOMADARIA
COLLABOBADO
PELOS SRS.
D. Antonio da Costa -A F de CastilhoAntonio Gil-Alexandre erculano A G Ramo*- A-
islote Lima-Antonio de Oliveira Marreca-Alves Branc^A P. Lope!fde Men-
iF. Gomes
de Andrade
. Lobato Pires
. 3s Mara Latino
-Julio Mximo de Oliveira Pimentel
f. X. S. da MollaLeandro Jos da
Jutio Ferraz-Vilentim" Jos" da Silva-raul Midori-Bicardo
CoelhoJos da Silva Mendes Leal JniorJulio de Castilho
J. Pedro de SouzaJ. S. daSilva FerrazJos de TorresJ
Losta-Lurz Filippe LeiteLuiz Jos da CunhaL. A. Rebello
da Silveira Lopes.
DIRIGIDO
run
A. P. de CarvalUoCarlos Jos Ban-eh-os.I. F. Silveira da Molla
Paganino.
Rodrigo
O archivo universal comega com o terceiro
um periodo extremamente perigoso para as publicares dcsta na"reza compromissos.
lncelando o seu segundo auno, como nao altera o svstemn ..minn .it .
versal nao aprsenla programo. novo; hoje como 2Sl%ffiXTtlI^^!^2"
ferenca porm de poder tambera invocar eni seu abono o oassado aue ', 5 !. T-1 d,f"
lera obt.do, os bons escripia, que tem .presentado? e a Fcgu "ridade da su nubliS^p8 qUP
que conhecom a attribulada existencia do joroalismo pntnSSiumimlJ!^S^S^m. 2 S
Bancas necessario desvanecer, quanlas suspeitas aftas ^auaXs emL?Jfa r^qUanl''S deSCOn-
3SBTuma vida raa,s larsa; Ml2 S5*'"- SSSSS 7StUSSk/Smt
sirao& wstssre empenh0'loda a ^^^^^^^"^^^Zs
Assigna-se em Pernambuco, a ra Nova n. 8, nica agencia.
CONSULTORIO
DO
oo Sloseoso,
wmm vwmm i wksxsmsl
3 RA A GLORIA, CASA DO FUNDO 3
Clnica pot ambos os systemas.
0 EJ? ,M <". lodos o, U. pola m.ahi, do Urfe d.pol. de

pessoa, o darua e o uuraero da casa """'" F"1 e5CI1P10 em 1uo se declare o nome da
metter^eL^bXra0^^^^^^^^?^^8 "SS&l D "ife do R,ecife Podera ""
Nogueira de Souza na ra do Cre^oaop da Joule'velha ^ U l0Jd de Uvr0S do Sr" ,os
m^U^^^iS^l'S^^^^^.^^^ -Chores medie
e pelos pregos seguintes:
Botica de 12 tubos grandes. .-. tnannn
Ditosde24 ditos. ... ........ JS
Ditosde36 Dito de 48 ditos. ... ........ *S
Ditos de 60 ditos. .......... **222
Tubpsavulsoscadaum. ...;:::..... JgSffi
Frascos de linduras............... if0^
em noriedCna homeoPa'hica pelobr.'jahr'tr.duzido $
M,B!5r:cdonariodostade medi- 28a00fl
pet
Im casa de Basto & Lemos
rita do Trapiche n. 17, ven-
d'e-s: *
Chuaboem Ien^ol.
Cinncide dito.
Cabos de linlio nglez.
S< lins patente i nglez com todos
tencet.
P.ipel de imprimir.
P'oellas de ierro.
B i!de:i de zinco.
L vrojem branco nglez.
C.ideiras genovezas.
Licores finos em garrafas de crystal.
E xolre em caixas de o arrobas.
A vaiide de Yeneza.
Cordoallut para apparelhos de navios.
CJiapos de palha de Italia singebs.
Vissouras genovezas.
lJ"Ogas iversas.
Binheiros de marmore.
Tulla:, de barro vichado.
Engenho.
Em casa
Cruz n. 10.
ni celdas marcas dos
Vcnde-se o engenho S. Jos de Bom Jar'iro,
fn guezia de N. S. da Luz, cora bons terrenos,
m>ente e correnlc e com boas obras, quasiprom-
plj paia se moer com agoa, faz-se lodo e qual-
qier negocio, dando i vista qualquer quantia ;
os presidentes dirijam-se ao mesmo engenho,
o ao engenho Tencdo de baixo, na freguezia de
S. Lourengo da Malla.
Eseravos vtnda.
Vendem-se, trocam-se e compram-se escra-
ves de loda idade, e de ambos os sexos ; na ra
dt Imperador n 21, primeiro andar.
Arados americanos e machinas
pura lavarroupa: em casa de S. P. Jo-
h.iston & C. ra da Senzala n. 42.
Vioho de Bordeaux.
de Kalkmann lrmosA-C, ra da
encontra-se o deposito das bera co-
ircas dos S.'s. Brandenburg Frres.
e dos Srs. Oldckop Mareilhac 4 C, em Bor-
aeaux. Tem as seguintes qualidades :
De Braudeaburg frres.
SI. Estph.
St. Julicn.
Mi.rgaux.
Li rose. .
Cl leau Loville.
CI teau Margaux.
De Oldekop & Mareilhac.
St Julien.
St Julicn Mdoc.
Cl: alean Loville.
Na mesina casa ha para
v jiiter:
Srerry em barris.
M dcir.i em barris.
Cognac em barris. qualidade fina.
Cognac em caixas qualidade inferior.
Cerveja branca.
Tachas e moendas
^-3^S1m(?endas fara engenho, do multo
acedilndo fabricante Edwin Maw : a tratar no
m.smo deposito ou na ra do Trapichen 44
Pechincha.
Com pequeo toque de avaria.
Na ra do Queimado n. 2, loja do Preguica
ve ,dera-se pegas de algodao encornado. T o'
co pequeo loque de avaria a2g500 cada urna*
A os amantes da economa
sa ra do Queimado n. 2, loia do Preeuira
"tff Cl'Uas de cores A*" bastante S:
"!opcvdS "imo pre0 de 6S a peca-e
f-^jrTaSsrWo?.barria de 20
C0IBIDU S1DILM.
nnVr1d2"Sec!bolasolla Por baralissimo preco:
no armazem da ra do Amorim n. 46.
ende-sc mn .>:..i..___
CT)
DE
Sita oa f ua Imperial n. i i 8 e i 20 jauto a fabrica de sabao
DE
ScbastiSo J. da Silva dirigida por Francisco Belmiro da Co^ta
as dimFences par.ena,Peao,fs de onc Sm mco JUbn ^^ % C^mb de t0daS
econmicos, lachas e Uchosde cobre fundos"de^1 S I. Se" eIL''- fug0e8 deforro Potlvcise
para engenho, folba de Fl.ndrcJ chumbo m Lc^bin iRT**"?*' e,sPuraadera3' eocos
arroellas de cobreT lenc6es de ferro a lato ferro urfiuE?J "? era \en^1 e barra. lsnes e
e folies para fcrrdros etc., e oulros, muilo^S-o. no? m.eJda' as dimens5es. *"" tornos
parte, desempenmndo-se loda e qu.l?uer "c0n^ 1ua,(uer
e.para coramodio.de dos fregu*^ue^f duZ?ZTLSXJSS^ e ^leic.a0 J& conhecida
^il^^^loia^e^
Relogiosde ouro e prata.
Era casa do Heiry Gibson, ra da Cadcia do
itecite o. 62 ha pra vender um completo sorli-
mcnlo de relogiosde ouro e prata, chronome-
ros, meioschron.metrose de ptente, os me-
jores que vem aesle mercado, e a preros ra-
zoaveis. r ?
37 Ba lo Queimado 37
Loja le 4 portas.
Chegou este etabelecimento um completo
sortimento de obrs feitas, como sejam : pale-
lots de panno finede 16$ at 28g, sobrecasacas
de panno fino pro e de cores muito superiores
a 35jf, um compilo sortimento de paletots de
riscadinho de brn pardo e brancos, de braman-
te, que sil venden por preco commodo, cerou-
.las de linho de diversos tamanhos. camisas
francezas de linhce de panninho de 2$ at 5g
cada uma, chape franeezes para homem a 8*.
ditos muito supe ores a 10, ditos avelludados,'
copa alta a 13, ditos copa baixa a 10g, cha-
peos de feltro pai homem de 43, 5)J e al 7*
cada um, ditos de eda e de palha licitados pa-
ra meninas a lOSditos de palha para senhora a
12S, chapelinhaslc velludo ricamenle endita-
das a 25$, ditas o palha de Italia .muito finas a
25$, cortes de vedo de seda em carlo de 40$
at 150$, ditos e phautasia de 163 at 35S00o''
golhnhas de camraia de 19 at a, manguito^
de l$500at53,organdys escuras e claras a
800 rs. a vara, cssas francezas muilo superiores
e padroes no vosa 720 a vara, casemiras de cor-
les para collete; paletots e caigas de 3500 at
4$ o covado, pao fino preto e de cores de 2$500
ate 10$ o covadi corles de collcte de vellu do
muitosuperiore:a9e 12$, ditos de gorgurao
e de fustao branos de cores, tudo por prero
barato, atoalhad de algodao a 1*280 a vara
cortes de easemas de cores de 5 at 9, grosde-
naples de cores, pretes de 1600 at '3&200 o
covado, esparlilos para senhora a 6$, coeiros
de casemira ricnente bordados a 12 cada um
lencos de camba de linho bordados para se-
nhora a 9 e 12ada um, ditos lisos para ho-
mem, fazenda nuito superior, de 12 at 20$ a
duzia,casemin de cores parji coeiro. covado a
-----uma negrinha
HHdc : na ra Imperial n. 59.
Veude-ee
com 8 unnos de
- um carro de conduzir seeros, e
un. boi manso e bom para o servico, por preco
minio em conla : na ra Nova n. 48
Oleado de
cores.
(. nnec1J possivel neslc genero, e de diversas larguras
poi pre:o commodo : na ra Dircila n. 61 loia
de chapos de B. de B. Feij, J
Rua da Senzala Nova n. 42
J ted"?e e.m casa de S- P- Jonhston 4 C. va-
le 'es ni.ln'Jo ?'r0f e ,cas?aes bronzeados. lo-
mLiJile"s'u.ode^la, chicote para carros, e
moat.ru arreos para carro de um e dous caval-
relogios d'ouro patente inalezes.
Vende-se
!"LTrn, 8il Da reg.iezia da Esca-
hf ? e ? S,b,0> ar"dado um quarlo de
leg la da es Irada de ferro, com bastantes maltas
SSIrnn ?.C"d0 de T e l0do toiado a
traiar no mesmo engenho com o proprietario
I. I ESCRAVOS VENDA.
] endem-se 12 escravos na rua do Imperador
dei'as 1 mnl10ndar,,Se,:d0 -3 nera8 engomraa-
uei as.l mulata muilo bou la, 4 negros moros
e lt&TTl l mUlal"ha d 12'an,Tos.
11 negi.nl,, de 14 annos yendem-se baralo
2$400,
13400,
barege
Relogios.
Vende-se em casa de Johnston Pater & C, rua
do \ igano n. 3, um bello sortimento de relogior
m.SUr0,r Palen,e in5>ez. de um dos mais afa-
rf-? I"b"c?nle.8 oe Liverpool ; tambem uma
vanedade de bonitos trancclins para os mesmos.
Em casa de Borott & C, rua
da Cruz do Recife n.5, ven-
de- se:
Cabriolis muito lindos.
Charutos de Ilavana verdadeiros.
Presuntos para fiambre.
Fumo americano de superior qualidade.
Ghanipanha de primeira qualidade.
Carne de vacca em barris de superior quali-
Olcados americanos proprios para cobrir carros
Carne de porco em barris muito bem acondi-
cionada.
Licores de diversas qualidades, como sejam
o muilo afamado licor intitulado Morring Cali
teherry Cordial, Menl Julop, Bilters, Whiskey
u, ludo despachado ha poui os dias.
Machinas de coser, grandes e pequeas, de dif-
erentes autores, de um modello inteirameiilc
novo, por preco commodo.
Salsa parriiha era frascos grandes
muito bem acondicionada.
Pilulas vegelaes verdadeiras.)
i erme fuge.
c pequeos,
Carneiros gordos.
No engenho Forno da Cal vendem-se carneiros
gordos por preco commodo.
Espirito de viniocom 44
graos.
Vande-se espirito de vinho verdadeirocom 44
graos, chegado da Europa, as garrafas ou as ca-
andas: na rua larea do Rosario n. 36
NOVO DEPOSITO
DE
Rna da Impcrulriz n. 7o
Neslc estabelecimento recebeu-se ltimamen-
te, em direilura da Europa, um grande sorli-
seua para vestidos/ covado .{ menlo de camas de forro fundido e balido,
, e de
todas as qualidades, e dos mais lindos modelos,
tanto de uma como duas pessoas, com armaces
c sem ellas, ditas para meninos com varandas e
sem ellas, eberco de ferro, que tudo se vender
por preco commodo, tanto a retalho como em
porcao.
Albardas inglezas.
Ainda ha para vender algumas albardas ingle-
zas, excelleules por sua duraoao, levesa e com-
modidade para os animaes : em casa de Uenry
Gibson, rua da Cadeia do Recife n. 62.
Superiores chapeos de manilha.
Estes excellenles chapeos que por sua qualida-
de e eterna duracao, sao preferiveis aos do Chi-
. r,:endeme ps de larangeiras de umbigo e le exiitem venda nicamente em casa de
ua_ Ltiina, dito de sapoli, de fracla-pao, de H- Henry Gibson, rua da Cadeia do Recife n. 62, por
l?aiVra CCrC1, de ca{ e de oulras muilas qua- PrcC<> commodo.
InS r : "n Poto de ^c*108! sitio da viuva de I "~ Vendem-se todos os accessorios para esta-
do Larroll. | belecer-se uma grande padaria, sendo cylindro,
= Vendcm. o^nc ,., _.-ii.. i i- machina de trabalhar com cavallo, masseira, Icn-
saccos com milho. nelo dimi- dedeira, laboas, ps, bilhas, loalhas, etc.. ludo
um comleto sortimento de colletesde
o, caseira prcla lisa e bordada, e de
e crese quaes se vendem por barato
Iludo e corea a 7 o covado, pannos
de nsa a 10 cada um, merino al-
czichoJdo pioio para paletots e colletes a 28O0
o covado. bal, para armaco de cabello a
lo00, saceose tpele e de marroquim para via-
gem, e um grade sortimento de macas e malas
de pregara, qe ludo se vende vontade dos
freguezes, e otras muilas fazendas que nao
possivel aquiencionar, porm com a vista dos
compradores $ mostraro
para acabar.
r.
Loja do Ramalho.
em
a 80 rs..
y
/
y
FNDICAMrtoRF
Rua Direita n. 83.
t gulhis francezas curias e corapridas^ 200 rs
car ao a 60 rs.. grampas em ciftinha
retiozpieto e azul ferrete Tloo r. a oitava
E S 51.'?: iSf"? *"** "pen,es
ita para alisar a 440, ricos pentes de ma radas para atayabello a 1500, ditos com
vra o deur^lo a 2$500. galao 'de linho proprio
panen e>tar casaveque a 100, 120 e 160 t
fio'^?,nja de H0h0 brancas de core 120
)f& e 200 rs. a vara, boides para punho a 240 rs
' ? P"'"cas Wwh.s de cuntas prel.se de cores'
SS ^Dl0S,K 11>500 e silur5es de bor-
a m& Sn prelS de '?da muil Gno
lil m. ^ 00 rs- a vara-ricos enfeiles de
vid nlho prelos e de cores a 2500, 3 e 4 ecas
de rend, fina a 600. 700 e 800 rs. fila branca e
prela cora clcheles propria para vestidos a 400
rs. a vara, meias prctas para senhora a 240 o
par, cartas francezas a 240 o barelho, luvas de
retios com palmas de vidrilho a 1*600. tranca de
linl o com caracol a 240 a peca, enfiadores oran!
.W." hP?-rllh "100. Utos pretos de seSa
a 100 rs.. botos muito finos para calja a 240 a
Seus proprietarios oflerecem a seus imeros
qualquer obra manufacturada em seu reconhecide eMabffi?"8.9 pJfbllTO e,m- geral loda
todos os Umanhos, rodas d'agua para en-euhos todls SE leciment0 a sabcJ: machinas de vapor de
da9e "oendaa, Uchas de ferro batido^^e fundidTL tn^^P8^ CUbKS de mtideira' moen-
chos e bombw. rod.s. rodetes, .guilhes e boceas pr.fnrn?h.S lamaahSl indate, gun-
diocae para deecaro?ar algodao. Brencas oaramanSfn*. i X i.cbia.s p.ra amassar man-
IIL S as Jbr*8 de wciiinismo.. Executa-i
desenhos ou moldes que para tal flm forem aprese
belecimenlo na raa do Bru n. 28 A e na rua do
.^0 estabelecimpnlo Jort Ja^aim da Cos]
oteader paxa qualquer obr..
. porles gradara, co-
..ontes, taldeir.se t.naues, boias, alvarengas.
qualquer obr. soja qul f6r su. natureza pelos
lados. Recebem-se encoramendas neste esta-
oltegiohoje do Imperadora... mor.dia do cai-
gro::, calgadeiras de
ios
bfalo a
640,
de
alisar con" cspeho e"cscova"o BoOra!, superiores
bicrs e rend,s da Iiha, del dedo at 1 palmo a
200 rs.a. 600 rs. aVaVaTpenTeVdTtnvSsap'.!
ra meninos|_a_800rs colheres do metal do prin-
mui. ... ^ cauuras mullo uoa
env-rnisado a 500 rs ditas grandes proprias pa-
nanoa"^ "Sl8.- **!*?. "e" P^a'.s
preteadeate, "w podem lamiem.e manda {er 0.lobjectos e
lfam;liap5r as senhoras efico^herem.
pt para tirar assurar a 400 rs., ocubs de bal,
uilo finos a 1 tesouras muilo Boas com o aro
do .500 rs_, ditas graudes proprias pa-
veslidos a 1*. obreias proprias psra .s
s a 200 rs. a caixa; alem desles objec-
tos encontrar o publico um completo sorlimen-
U de ludo quonte ha de raelhor no mercado ten-
den e a miudezas, o por menos do que em ou-
a lualqaer parte; dfio-se amostras de tudo, e
casa de
- com milho, pelo dimi-
nuto prego de porcada uma : na rua da Ma-
dre de Dos, aaazem n. 10.
Canisas iiglezas.
^egas largas.
Gofes & Bastos.
Rua do Quemado n. 46, frente da loja
amarella.
Acaba de che;ar na bem conhecida loja de
Ooes & Castos, un grande sorlimcnlo das muilo
desojadas e veradeiras camisas inglezas, com
peno de linho e;regas largas, j bem conheci-
das pelos fregiezes desie estabelecimento, as
quaes camisas lu muito se eslava esperando, e
por ter grande jprcao, temos deliberado, para
mclhor agradarros os freguezes, vende-las pelo
diminuto prego ce 36$ por duzia.
Fazendafporbaixosprefos
Rua do Queimado, Joja-)
de 4 portas n.10.
Ainda restara Dfan?-fazendas para concluir
a liquidacao da rmade Leite & Coneia, asquses
se vendem por minuto preco, sendo entre ou-
tras as seguinte:
Chitas de coes escuras e claras, o covado
a 160 rs.
Ditas largas, foncezas, finas, a 240 e 260.
Biscados franezesde cores Gxas a 200 rs.
Cassas de cor6, bons padres, a 240.
Rrim de linhode quadros, covado, a 160 rs..
Brim trancad) branco de linho muilo bom. va-
ra, a 1*000.
Cortes de cala de meia casemira a 2J.
Ditos de dita lo casemira de cores a 5*.
Panno preto ino a 3* e 4*.
oa/88 de coies' finas' Para hovera, duzia a
Cravatas de sida de cores e prelas a 1*.
Meias branca finas para senhora a 3g.
Dilas ditas nuito finas a 4j.
Ditas cruas finas para homem a 4flf.
Curtes de coletesde gorguro de seda a 2*.
Cambraia lisa fina transparente, peca, a 4*.
Chales de laae seda, grandes, um 2*.
Grosdenaple preto de 18600 a 2*.
Seda prela la irada para vestido a 1*600 o 2g
Cortes de vesiido de seda prela lavrada a 16*.
Lencos de chita a 100 rs.
Laa de quadros para vesiido, covado, a 560.
Peitos para camisa, um, 320.
Chita franceza moderna, fingindo seda, covado
a 400 rs.
Enlremeios bordados a 200 rs.
Camisetas para senhora a 640 rs.
Ditas bordadas finas a 2$500.
Toilha3 de linho para mesa a 2* e 4*.
Camisas de meia, urna 640 rs.
Leogos de seda para pescoco de senhora .
560 rs.
Vestidos brancos bordados para baptisar crian-
gas a 5000. r
Cortes de caiga do casemira preta a 6*.
Chales de merino com franja de seda a 59.
. Cortes de caiga de riscado de quadros a 800 rs.
, Me"i,6verde P"a vestido de montara, cova-
do, 1*280.
Lengos brancos de cambraia, duzia, a 2*.
Vende-se um. negrinha de 15 a 16 annos,
sabendo coser, cozinhar e engommar : no Uan-
Iguinbo, em frente do .sitio do Sr. Accioly.
novo;
Terco
vende-se a prazo
n. 32, sobrado.
a tratar no largo do
I
T
linha de novello de todos os sortimentos, meias
de seda inglezas de peso e mais inferiores bran-
cas e prelas, por pregos commodos : em casa de
Uenry Gibson, rua da" Cadeia do Recife n. 62.
AS MEMORES MAHESAS DE COSER
DOS
jais afara.fos autores de New York
I.M SINCERA &
E
WHEELER & WILSON.
No novo estabelecimento vendem-se as machi-
nas destes dous autores mostram-se a qual-
quer hora do dyx ou da noile c responsabilisamo-
nos por sua boa qualidade e seguranga :oo arma-
zem de fazendas de Rayraundo Carlos Leite &
Irmao, rua da Iraperalriz n. 10. amigamente
aterro da Boa-Vista. *^
= Na loja do Arantes vence-se borzeguins pa-
ra homem a 5* o par, ditos para senhora a 2*
dilos para meninos e meninas a 1*, sapales Je
bezerro, ditos de luslre a 3g, meios borzeguins
para homem a 3*. dilos para menino a 3*.
, Vende-sc urn bom piaoo : na ruado Colle-
gto n. 25. primeiro andar.
Vende-se continuadamente fannha de man-
dioca, milho e farclo de Lisboa, em saceos gran-
? e S,"1'0 supcrior qualidade : na rua do Ran-
gel n. 62.
^antatcaingle-
,za de Oleidorff.
Novo me^od-, para aprender a lr,
a cscrevere a fallar nglez eo, 6me7.es
obra inteipamente ora, para uso de
todos os estabeleamentos de nstruccT.o,
publicas e particulares. Vende-se n
pra de Pedro II (anligo largo do Col-
legio) n. o7, segundo andir.
*VSrs Kts ir. arjfs
Vcnde-se um ptimo piano novo e de mui-
lo boas vozes, ladSbera se troca por uma esnava
SSu.'' "a fUa ^ Impmlriz- lo -'
ITinlura deparaeary do?
i Para, i
i.
Esta tintura tao conhecida boje no Pa-
ra e que tao grandes efleilos tem prestado
a humanidade. Acha-sehoje venda na
botica do laigo do Carmo.por te-la recebido
do Para. Esta tintura faz se reroraraenda-
da nos ataques de asthma aguda ou chro-
nica, suppressoo da menstruaco ou falla
della, dores syphiliticas, deflxOcs com tt-
leccio do peno, nas molestias de pello
as mordeduras de cobras e oulros ani-
maes venenozos ele.
N. B. Cala vidro acornpanha um im-
presso cora as molestias e a maneira de
tomar.
i
:.>
i
i
9
sem cual
Cortes de chita franceza larga para vesiido a
2* o corle : na loja do sobrado amarello, nos
quatro cantos da ruado Queimado n. 29. de Jos
Mana Lopes.
,f^Cnde?eD"Corredordo B'RPo. sitio junio
a fabrica de ftrreiro, um boi manro e gordo oro-
pno para carroga. l
Pechincha para acabar.
tendera-s laazinhas de cores para arabjr a
, rCVad, : Ta loJa d0 cobra(1 marello.
wA! C,"nlos da rua d0 Queimado n. 9, Je
Jos Mana Lopes.
Uvas
Marmelada.
640a iU|araDrC'a *" 6' h" ma"Iie,ada superior a
Na rua Nova n. 35. vende-se farinlia de
s,;^dc."5^6llo"'," -*"",, *-**
I-S-IIIIL
Vcnde-se
Relogios patentes.
Estopas.
Lonas.
Camisas inglezas.
Peitos para camisas.
Riscoutos.
Em casa de Arkwiglit & C, rua da
Cruz n. 61.
i
Aos sentares legistas de.miudzas.
llicos pretos de seda,
Ditos brancos e prelos de algodao.
Luvas prelas de torgal.
Cintos elsticos.
Linhas de algodao em novellos : vendem-a
por pregos commodos, em casa de Soulhall Mel-
lo C, rua do Trapiche n. 38. .
Engenho.. f
Vende-se o engenho Santa Luzia, sito na fifi
freguezia de S. Lourengo da Malta, entre 1
os engenhos Penedo de Baixo e Penedo de rfi
tima : trala-se no mesmo engenho ou no tM
engenho Mussambiquo com Felisbino de 1
Carvalho Rapozo. E.
Cera de carnauba, stbo rtfinado e fio
de iilgodao.
arma"em.a9:ender-Se "rg0 da ks****
- /ende-sp superior linha de algodao, brac-
csse do cores, era novello, para costura : em
casa de Seuthall Uellor A C. rua do Torre,
n. a.
Escravos fgidos.
rre2u*iv''1 *^*
._, Bna4fl ,i cngenh0 j,^. a
Luz, em principio a't,\ml6 de'slc atino', o prelo
Ignacio, cujos signaessao os seguintes : idado
dU annos. pouco mais ou meos, altura recular
cheio do corpo, cara chala, faltam-lne alcuns
denles da frente, barbado, olhos pequeo*
quando falla balbuca por tal modo que parece
gago : n uma das m3os falta-lhe um pedaco do
dedo anullar. Este negro foi comprado ao Sr.
cnenle-coronel Dimas, irmao do Sr. conego Pin-
to oe Lampos : pede-se a captura do referido
negro, e a entrega dellc a seu senhor no cn-e-
nho supra, ou ao Sr. Manoel Antonio Goncalves.
no Recie, rua do Cabug n. 3. de quem receber
o apreseulaute urna gratificagao generosa
Aeneao.
Havana
Legtimos charutos de Havana marca Londres
a 12* o cento : no Centro Commcrcial rua da
Cadeia do Recife n. 15r loja de Jos Leopoldo
Bourgard.
Cigarros
de superior fumo do Para : no Centro Commer-
cial rua da Cadeia do Recife n. 15, loja de Jos
Leopoldo Bourgard.
Vendem-se dous escravos, um cabra e ou-
tro rroulo, ambos de bonila figura, sadios e
proprios para todo o servico, tanto de campo
como de casa, ou outro que se queira, o primei-
ro representa ter 26 annos de idade, e trabalha
bem de cnxada, pelo que ptimo para esseser-
vigo por terdedicago a elle ; o' oulro represen-
la ter 16 annos de idade, official funileiro. e
tambem trabalha em servigo de campo : quera
os quizer comprar, ambos ou separados, pode
in'Ia* ImPenal ? 64: d 6 horas da manha as
iu, e das 2 da tarde ate a noile
Na rua do Imperador, taberna do Campos,
ha para vender e alugar. em pequeas e grandes
porgoes, bichas hamburguezas ebegadas em to-
dos os vapores.
Fugio da nu Drreila n. 6 um cabra de nome
Antonio, que dizr C!ho da cidado de Goianna.
e consta queahi foi visto, e nao se sabe se dahi
tomou oulro deslino, um pouco alto e reforra-
do, fulo e ter de idade 60 e tantos annos, falla
bem e bstanle esperto, e um pouco adulador-
quem o preder e o levar a casa de seu se-
nhor, receber a gratificagao de 50 livre de des-
pezas.
Escrava fgida:
Fugio da casa do abaixo assignado, no da 18
do correle, uma sua escrava da Costa de nome
Maria, que representa ter de idade 45 annos, al-
tura e corpo reinares, cor naom\iito preta, tem
bastadles cabellos brancos, costuma trazar um
panno atado roda da cabega, tendo por signal
mais saliente as maos foveiras, proveniente do
calor de ligado. Esta escrava tendo sahido como
de costume, com venda de arroz, nao vollou
mais : roga-se, portanto, s autoridades poli-
ciaes, capilaes de campo e mais pessoas do povo,
a apprehcnso de dita escrava, e leva-la i loja
do Preguica, na rua do Queimado n. 2, ou casa
de sua residencia r.a rua da Florentina defronlo
d. cocheira do lllm. Sr. tenente coronel Sebas-
Uao, une serao generosamente recompensados.
si




(8)
MARIO DE PERNAMBCO. ^ SEGUNDA FEIHA 36 DE ABRIL DE f60.
Variedades.
UM PRINCIPE PRISIONEIRO.
Com o titulo de Principe de Gallesprisioneiro
conta o Globe o seguinte :
ltimamente, andando S. A. R. o principe
de Galles caga com algumas petaca de sua co-
mitiva, enlrou ni propridade d'um lavrador d'Ox-
ord, chamado lledges.
Esle, coojtj i furcado e altitude ameagadora,
podio aos iotiMOS urna indennisagao d'um sobe-
rano pelos pjgjjjuizos e estragos Aprcssaram-se
os da comiliva em dizer ao l.mador que aquelle
n quem por tal modo iractava era o fuluro sobe-
rano da Inglaterra.
Principa ou nao principe, respondeu o la-
rnncip ou nao principe,
vrador, quero o meu dirfbeiro, ou ninguem sala-
r d'aqin. (Elle tnha tido o cuidado de tediar: l|g'ldo Por cnmes 1ue tcnham
todasassahidas.) Foi mister obedecer exigen- vido oducagio religiosa quo
cia. O principe e a sua comitiva acabaran) rindo
da rudeza do lavrador, que em razio do rigor que
mantem na contendas com os seus visinhos,
chamam-lhe Da localidade : O lord 1. juiz
Brnns. *.
NASCIMENTO E MORTE.
Um medico de Gand (Blgica) achou-se, no
dia 25 de marco, n'uma singular e critica po-
sigio.
Fot chamado para assistir ao parto da mulher
de um catraetro oficou s com ella, porque o ma-
rido sahio em busca de urna parteira.
No lugar onde eslava a mulher havta urna ou-
tra cama, oceupada porum catraeiro, que eslava
doente ha dias.
No momento em que a crianca veio ao mundo,
o doente. cahio para o lado c expirou.
O medico, que nao sabia a quem dar primeiro
os seus cuidados, correu em soccorro do catraei-
ro, mas leve a triste conviccio de que os seus
soccorro eram innuteis.
Tralou entio da me e do filho al o regressn
do pae, que nao flcou pouco sorprendido de
encontrar um cadver ao lado de urna crianca
recem-nascida.
RELIQUIAS INSIGNES.
O cabido dacollegial de Aix-la-Chapelle(Prus-
sia rhenana) decidi que a exposigiodas reliquias
insignes que all sao conservadas lera lugar esle
onno c durar de 10 a 24 do julho.
A egreja que Carlos Magno mandou construir
com una magnificencia maravilhosa cru 796, pos-
suc ainda quasi todos esses restos preciosos que
se designan! cora o neme de grandes e pequeas
reliquias
As grandes s se moslram dsete em seto an-
nos, e sao: 1." o vestido da Santa Virgem, o pan-
no ainda ensanguenlado sobre o qual fui decapi-
tado S. Joao Baplisla, e envolvido o seu cadver;
as manlilhas do Menino Jess ; e o lencol que
servio para o descimento da cruz.
Moslram-se pela monhia do alio da baslica ao
concurso, sempre immenso, de liis, reunidos as
roas adjacenles.
Depois do mcio dia sao exposlas no interior da
egreja, e longas fileiras de veneradores passam
continuamente diante d'ullas.
As pequeas reliquias moslram-se lodos os dias
de auno aos eslrangeiros que pedem para as_v6r.
Sao: o cinto de couro do Salvador, cujas pontas
eslao juntase selladas com o sillo de"Constanti-
no : um pedazo da verdadeira cruz: urna parle
do Santo Sudario; o cinto de linho da Santa Vir-
gen) e urna madeixa dos seus cabellos; um lo
dn cadea de S. Pedro ; o brago direito e a cabeca
de Carlos Magno, e a sua trompa de caca ; os os-
sos de muitos oulros santos ; e o throno de mar-
more emque Carlos Magno foi asseulado no seu
tmulo, e que servia para a coroaco dos impe-
radores.
nheiro se deilava lamben) agua pota o Irazcr
preso para bordo, mergulbou para mais nao tor-
nar a apparecor.
MACROBIA.
A Naco publica a seguinte noticia que Ihe foi
enviada por um respoilavel parocho do Algarve:
Thercza de Jess, viuva de Ignacio Goncalve,
do sitio da Torre do Borlutl, (reguezia do I.oul,
no dia 17 tlejnneiro passado complctou os seu1
103 annos. Emprega os sous dias em resar as
sunsoragocs o fazerempreita. Tom tido 116 des-
cendentes, dez Dlhos, 39 netos, 65 bisnetos, e 2
trinclps. Ncnhum destes tem "sido preso ou cas-
commcltido, de-
deu aos filhos o
que estes teem Iransmitlide aos seus. Deus lhe
conservo a vida por mais alguns annos, para ver
augmentar a sua SCscendencia, quo da esperance
do sa duplicar em pouco lempo. Toda esta fami-
lia reside prxima do tronco dola em urna rea
de menos d'uroa legua.
zer ipae a cdionia da costa occidental d'Afnca e~
cede quar lo a importancia o a navegagio a al-
guraas das Antilhas francezas, cuja onservagio
muilo mais dispendiosa.
DRAMA TERRIVEL.
L-sc no Correio dos Estados-Unidos de 3 de
marco :
O tribunal de justiga do condado do Pensyka-
nia, na Virginia, foi na segunda-feira tlicatro de
um drama tcrrivcl.
O capillo Vicente Wilchcrs, velho de 75 annos
eantigo presidente do caminho de ferro de Dau-
ville, aprosentou-se no tribunal para requerer o
divorcio d'uma do suas netas, casada o mal casa-
da, ao que parece, com M. Clemens. O marido
eslava tambera presente, acompanhado por dous
irmos seus.
Duranlo a audiencia, Clemens e um dos seus
irmos, enfurecidos com as pergunlas foitas a
urna tcstomuuha, levantaram-se sbitamente c
dispararan) as pistolas sobre M. Wilchers, ao qual
as balas s furaram a roupn. O velho, puchando,
por seu turno, pelo seu revolver, desfechou com
miio segura e matou os seus dous aggrcssores.
Emquanlo que esta scena sanguinolenta se Ja-
va no interior, Mr. Smilh, que eslava da parle do
fra, onvindo os tiros e ignorando o que se pas-
sava, correu para dentro do tribunal em soccorro
do seu av; porm cnconfrou dianle de si o ter-
ceiro Clemens, que vendo-o, lhe disparou logo
um tiro. Smilh, puchando d'um punhal, prcef-
pilou-so sobro o seu adversario c o ni.itou com
duas punhaladas.
ESTADSTICA CRIMINAL DO SENEGAL.
O anno de 1839 foi notave no Senegal pelos
progressos oblidos na organisacio da maior par-
to do paiz, pelos trabados do paz, que regulan) as
relages da Franga com regies dtfinilivainente
sugeitas sua influencia, e pela tranquillidade
nao interrompida as planicies.
Sob o ponto de vista do commercio, no mcio
de urna prosperidade goral, ascondcnte.'o fado
mais notavel foi a diminuido do-commercio do
interior, que Al-Hadji consoguio diminuir no co-
rceo do anno passaio. Este commercio nao pas-
sou de um lergo de sua importancia ordinaria.
Depois da destruido de Gucmon, provavel
que este estado de cousas melhore, e quo o com-
mercio do interior seja em 1860 o que foi antes ;
mas para chegar com mais confianea a este resul-
tado, era necessario conhcccr exactamente as
causas, que influirn) pan a diminuieo consi-
dcravel do algarismo das exporlacocs do Senegal
eml859, que nao nada menos do que um quin-
to, comparada com a cxporlagio do anno antece-
deuto. Quaivto s imporlacoes, nao ha duvida que
era seu augmento lera sido consideravel.
Pode-so considerar como definitivo e exacto,
que o algarismo actual do commercio do Sene-,
gal de quinzo milhoes de francos, cmquanto que
do 1848 a 1857 nao chegou, termo medio, a dz
milhoes.
Estes annos tinham sido muilo abundantes em
I'ERIGOS DAS.CORRECgOES.
Urna carta dirigida i GauUdot Tribunaes, de
Pari;, d conta d'um procesao curioso julgado no
supicmo tribunal da Philadlphia :
Mr. Lcroy, do New-York, querendo pedir,
pe" telegrapho, dous ramos um florista da
Philadlphia, estreveu o despjelo assim : Ttco
huni botquets (dous ramaineles de mi), escre-
veiu.o hund em vez de hand.
O erap-egado do telegrapho julgou que hund
ora abreviatura de hundred, que significa cem, e
corrigiu o despacho n'esle ultimo sentido.
No dia seguinte Mr. Leroy recebeu de Phila-
dlphia dusenlos ramos em vez de dous rama-
lheles de mo que*fbpcrara. Ficou admirado
visl; de tantas flores e encolorisou-se quando
lhepediram o importe. O florista demandou Mr.
Lerc y, que, por sua parte, lentou processo recon-
ven^ ional contra a companhia di telegrapho, que
foi condenada a pagar a aperteza do seu
em i regajo

VAI-LHES CUSTANDO CARO.
Na Austria continuam as prises em conse-
cuencia das malversaces conimeltidas pelas au-
toridades militares austracas, durante a campa-
nea da Italia.
O commissario da 1." classe, Ottenari, chegou
de Veroua a Vienna carregado de ferros. Foi pro-
so em consequencia d'uma ordem lelegraphiea
expedida de Vienna, na occasio em que janlava
meza do general era chefe, conde Degenfeld.
Um oulroa commissario, chamado Weilweiss,
fugio ainda a lempo para o territorio piemon-
tcz.
E curioso ouvir as verses que circulam no pu-
blico acerca dos meios empregados pelos foroe-
cedores.
Um certo numero de bois era transportado
Italia de um poni para outro, e em todos os pon-
tos se passavam ttulos, de modo que os mesmos
bois forara pagos tres e quatro vezes.
Uuaudo o armislico de Villa-franca se concluio, gomma, e ella valia 2 francos o 20 cntimos o ki-
os fornoceJores deviam restituir muitos mil bois,
que nao tinham.
Tralaram de fazer contratos cliciosdo compra
por precos muilo elevados, para poder exigir do
governo sommas consderaveis de indemnisacao.
Julgavain que a confuso que reinava durante a
campanha de Italia impedira que se dsse pelas
fraudes.
COMO ELLE AMA VA!
Conlaram-nos que durante a viagem de
Weimouth para Lisboa do urna das naos inglezas,
surtas hoje no Tejo, se dera o triste complemen-
to de um drama de quo foi causa o Deus ven-
dado.
Pareen, qUe um mannheiro inglcz tnha re-
questado e oblido a promessa do casamento de
urna rapariga da sua trra, devendo a ailo rea-
lisar-se em pouco tempo.
Um rival, porm mais feliz, e cujo amor
achou mais echo no coracao da donzella, f-la
perjurar, e o novo amante" foi o preferido' ueste
certamen, obtendo por premio da sua victoria o
poder j hoje dar-lhe o nome de esposa.
O desprezado conteve o seu despeilo e embor-
cou. Ao segundo dia do viagem, ao toque da al-
borada, dirigio-se a um dos companheiros e ti-
rando um annel d dedo disse-lhe :
Entrega este annel a F.... o que o guarde
em memoria de quom lo indignamente abando-
000.
E sem que o companheiro lh'o podesse tolher,
sobo pela ensarcia, e do les d'uma verga dola-
se ao mar.
Quizeram salva-lo, deilaram-lhe boias de sal-
vago, arrearam-se os cscaleres, mas de tudo o
misero se afastava ; por l'm, quando um mari-
logramma. Em 1858 e 1859, o mesrao genero
dcsceu a 60 cntimos ; e apezar da baixa do pre-
go, o valor da exportarlo s ncsle genero tom
augmentado perto de 25 por cento.
De tudo que precede moslra-se que a posses-
sio do Senegal nao cessa de augmentar de im-
portancia, apezar de urna guerra de quatro an-
nos quo devaslou todo o paiz; c conscguinle-
tuenlc os sacrificios feilos pelo gorerno para ter-
minar esse flagello nao forara infructferos.
Os resultados, quo promette o fuluro serlo in-
dubitavelmento mais lisongeiros, porque a Fou-
la, que o estado mais importante da hacia do
Senegal, ainda nao enlrou no movimento com-
mercial dos dous ltimos annos, porm, cm vir-
tudo dos ltimos tratados, de esperar que esle
paiz lome para o futuro urna parle consideravel
na exporlacao. Os productos de Cayor augmen-
tarlo lambem quando esle paiz for melhorgover-
nado.
Os Mouros da planicie comecam j a viver co-
mo agrcolas desde que Ihes prohibida a vida
da rapia, que al agora tinham vivido; o esta
raga intelligente e soffredora deve fornecer ao
commercio muitos objectos intercssanles.
Quanlo ao arredondamento de Cor c suas de-
pendencias, o augmento do seu commercio
ainda mais notavel do que o do Senegal, pro-
priamenlc dito ; c desde a reunilo deslas duas
posscsscs sob urna s administrarlo, pode-se di-
E NOTAVEL.
Por fins do mez do fevereirotcbavam-se mili-
tas pessoas rennidas em Elbeield, era casa de
um amigo, conversando e fricando, quando o
dono da casa, que eslava sentalo com seoslas
voltadas para a janella, se lcvailou sbitamente
da cadeira por sentir urna forte r no hombro.
Os amigos examinaran) a casa e observaran)
que o seu rob de chambre ard o que o lunie
linha j fcilo um buraco.
Era isto o que causou a vividor que elle sen-
tira. O buraco cfiegra at elle.
Depois de se perderera em cojecturas sobre o
molo como pegara o fogo no-oi de chambre,
acabaram por descobrir que 53 raios do sol,
alruvessa ndo urna garrafa cheid'agua que esta-
ra sobre a janella, se concentrram em um pon-
to ([ue corresponda com o lugr do buraco do
rob de chambre do dono da ca, quando eslava
assentado perlo da janella.
Nao impossivel que mai d'um accidente
tenha havido.com anloga caus, sem que nunce
so suspeitasse? E' perigoso coocar ao sol reci-
pientes de vidro de forma convxa sem tomar as
precis as precaugoes.
ABORTO DANATUEZA.
Francisca Ortega, habitante e Piuseque (Sa-
ragoca), de idade de 14 annosdeu luz urna
menina inonslro.
A menina, segundo diz a Ilipanha Medica,
(peridico), tem as particularddes seguinles :
muilo desenvolvida desdo o pe:ogo al s ex-
tremidades inferiores ; porm crosto dividia-sc
cm duas caras com duas bocea, dous narizes,
tres olhcs e duas orclhas.
As duas caras esto collocada:lateralmente e
opposlas urna outra: o pescog era mais alto
que o natural, e no silo que ligia normalmen-
te centro da testa, tnha um olk muilo maior
que os o jiros dos lados; observaio-se cora to-
da a evidencia que tnha duas ppilas divididas
por urna linha nembranosa de cna al bai xo,
olhando cada urna para diverso fnto. Na face
esquerdn nolava-se urna eminenc amachocada,
e no centro urna pequea fonda, em que perfu-
ra-se a parte interna da bocea.
As b c ceas erara perfeilas, coros suas corres-
pondentes mandbulas, porm do ladodjteito
Unha o labio superior leporino. \j
Na parle superior e media da ibega serva-
va-se una elevacio fungosa, sangmea,, m ca-
bello, e lebaixo d'etlaumagrandoorclo d'oesos,
dentando- algum spago sem uno. A cabega
eri mui^) pequea e coberta de ibello em toda
a circunferencia. A menina recteu a agua do
ba jtisrao e morreu 20 minutos epois de nasci-
da. A ii a i contina sem novdde. A acade-
mia san gocana est encarregadale estudar esta
monslruosidade, para o que j sideram as com-
petente!! ordens.
Ulna gira o cylindro, o apresenta urna de suas
recamara ao cano e urna de suas capsulas ao p
do galilho do reoolwer. O coronel Colt, a pedi-
do do gorerno britannico, abandonou o seu paiz
t passou-se para Inglaterra, e fundou orna fa-
brica d'armas em grande escala, onde tudo se
fabrica, a vapor com tto extraordinaria precalo,
que cada pega se adopta immediatamente outra
correspondente sem necessidade de as aperfei-
coar. O dito eslabelecimento fabrica, termo
medio, uns 400 reeoirers por dia.
O PRXIMO DILUVIO.
Com este assuslador titulo publcou mr. Men-
nier uns arligos em que principia declarando que
o diluvio a quo se refere nao se verificar senao
passados 6300 annos.
O aconlecimento, acrescenla. |nlo ser de
mancira \alguma sobrenatural.
O Olyoipo, cuja mao a antiguidade jnlga ver
em todos os assumptog d'este mundo, nao se mis-
turar n'elle.
a O calor, ou, como dizem os phisicos quanJrj
querem servir-se de palavras retumbantes, o ca-
lrico, ser o autor exclusivo d'essa grave pe-
ripecia : as leis de mechanica, longe de debili-
tar-se, serlo as que arranjarao tudo.
o Nao pode haver cousa menos mythologica.
O cataclismo ser produzido pela alleraglo
do equilibrio dos mares.
Os mares auslraes, transpondo sbitamente
o equador, submergirlo o nosso hemispherio.
O occeano tornar a possir-se do seu ami-
go lcito, que nos oceupamos.
As alias tenas que subirem cima das agua
formarlo o archipelago de urna nova Polinesias
O nosso hemispherio, continental hoje, tor-
nar a ser o que era antes da ultima calastrophe
martima e vice-versa.
E que tal !..
A SABOYA.
A Saboya comprenhende una superficie de
9,250 kilmetros quadradros, eeslende-se denor
te a sul com urna largura de 40 kilmetros.
Administrativamente divlde-se em oito inten-
dencias : Saboya propriamente dila, Alta Sa-
boya, Carougc, Chablais, Faucigny, Genevez,
Maurianna o Tarentaisc, com urna pnpulagao de
558:000 habitantes. Chambery capital da Saboya
tem perlo de 14:000 almas.
No primeiro imperio francez, alSaboya, que es-
lava eolio reunida Franca, formava o departa-
mento do Mon{e-Branco e urna parte do departa-
mento do Leman.
A Intendencia de Niza, urna das grandes di-
vises dos estados sardos, formada do antigo
condado de Niza e da extremidado occideulal da
anlga repblica de Genova, c lera urna superfi-
cie de 4:200 kilmetros quadrados, na exlensao
de E. a O. de 110 kilmetros.
A sua populaglo de 235:000 habitantes.
Situada no mediterrneo, a 125 kilmetros de
Toulon.a cdade do Niza encerra perto do 27:000
almas. Reunida Franga em 1792, conservou-se
at 1814 capital do departamento dos Alpes-Ma-
rilimos.
Os principes da casa de Saboya tiveram o ti-
tulo de condes de 1027 a 1416, tomandp n'esta
ultimo anno o de duques, at que cm 1720 to-
maran) o do reis da Sardenha.
A casa deSaboya tnha parentesco com a de Lu-
signaro.rei de Jerusalem, e depois de Chypre, ti-
que. tuloos duques de Saboya herdaram em 1487.
A questao da annexaclo da Saboya e Niza
Franga torna de algum interesse eslc3
ores.
pa, ou nouve erro na data quando se pozeram
as inscripgoea na pega.
OS RESURRECCIONISTAS
D-se este noaae no SaUdo-UniJo a nos in-
dividuos que venden M estudiles de medicina
oa cadveres, que elle nao podem obter dos boa-
pitaes.
ltimamente, diz o Correio dos Estados-Uni-
dos, dous resurrecciooistas tinham roubado um
cadver recentemente enterrado nos nrrabaldes
de Carlhago. Para nao despertar suspeitas, quan-
do enlrassem na cidadn, vestirn) o morlo, como
se estivesse vivo, eo sentaran no meio delles,
amarrado n'um dos assentos do carro.
No momento em que chegavam as primeiras
casas, onde ura aspirante a doutor esperava a
encommenda que tnha feito, os dous resurrec-
cionislas desceram porta d'uma taberna para
se refrescar, ou antes para se aquecer, deixando
o morto no vehculo.
Um.mancebo que passava vio o pobre solitario,
immovel no seu assento, e lhe dirigi a palavra,
dizendo :
Quero ser roais*attencoso comvosco do que
o foram os vossos companheiros. Eu sou Bill
Johnson, filho do gordo merciciro da lerceira ra;
dcscei e vinde beber comigo.
Nao obtendo resposla, o mancebo aproximou-
se do silencioso personagem, e, como as erqpre-
zas dos resurrecciooistas sao all notorias, adivi-
nhou logo o caso.
Dcsamarrou o cadver, que conduzio para um
campo visinho, e collocou-se no carro no lugar
do morlo.
Vou pregar urna pega a estes profanadores
de cemitei ios! disse elle com os seus botos.
Os resurreccionistas, j sufficientemenle espi-
ritualisados. voltaram para o vehculo, lomaram
os seus lugares, chicotando o animal que os
conduzia, parlirarn a trote.
Diabol exclamou um delles, depois de
alguns segundos de silencioNao senles que o
nosso cadver est quente ?
E' verdade! responden o outro.
Neste momento urna terecira voz, terrivel e
sepulchral, gelou de terror os dous cmplices,
dizendo :
Quente I quente! que vos admira? Eu que-
na ver se vos acontecera o mesmo, se, como cu,
ardesseis ha tres dias as profundas do inferno !
Era de mais. Ha 15 annos que os dous exer-
cam o seu ofilcio e nunca tinham ouvido fallar
ura morlo. Alienados, desataran) a fugir. O fi-
lho do especieiro fez restituir campao cadver
que dclla fra roubado, e o carro e cavallo dos
profanadores foram sequestiados.
"IOSA1CO-
porme-
RECORDACES.
FOLUETOI
ORIGINAL DO .DIARIO DE PERMMBUCO-
4 CVRTEIUV.
O REVOLWER.
Esta denominacao provm da alavra ingleza
reuolwr (girar), e a natureza d instrumento o
justifica. A mesma designaco applica tam-
bera s espingardas, mas rcser-se geralmcnle
para as pistolas.
Ha varios modelos de revofers, porm o
m;lhor e de mais fama, que lo explicaremos,
d do coronel anglo-araericano loll.
Muitos leitores lerao visto piailau de muitos
tiros, com urna hasle de cinco seis canos uni-
dos a urna s culalra, e que iram sobre um
eiio, indo collocar-se successf ament entre a
cagoleta e o co da pistola.
Esle pparelho tem tres gravAnconveni entes:
1. 0 peso da pistola augmpilado considera-
velmenle pela reunilo de 6 cas.
2. A dilkuldade da pontara.
3. A falta da adherencia qm se d com o uso
entre i batera c osanos: na assim no re-
volirer de Culi, que nao tem mas que um s ca-
no. Eitro esse cano c balera,acha-se um cy-
lidro :oovel, que tem 6 receptculos, encerran-
do outras tantas cargas terraiodas por egual
n mero de phosphoros. Cada vez que se enga-
23 DE ABRIL DE
\
1860.
\
LUA DIVEHSAO A TEHPO.
Fagamos pausa em meio da trabalho quo va-
mos seguindo ; nao pausa completa, mas por al-
guns momentos.
Nao por ventura urna lci natural a descanso
s grandes fadigas do espirito, s oceupages
graves da medilagao e do esludo? Sem duvida
que o ; c se nao o podemos ter absoluto, atien-
ta a nossa misslo de jornalista, missao por de-
mais espinhosa e ardua, resta-nos, todava, a fa-
culdade de furlar-pos algumas vezes a esta es-
pecie de marlyro, a que nos vemos condemna-
do. para salstazer espectaliva publica.
E como faremos para escapar a essa mortifica-
gao, queso nos reproduzdo semana em semana?
Se nao nos dado romper de todo o fio s
ideas mais serias o ponderosas, que nos suggere
uro assumplo importante, cabe-nos, ao menos, o
poder distrahir alguns minutos com impresscs
de outra ordom, que iiem pfa^gso virio fra de
proposito.
Andamos a tratar de cousas que dizem respei-
to ao bem moral e material do nosso paiz ; the-
ma esle que se proporcionara, por si s, a mui
largas o profundas invesligagoes. O campo vasto
e fiTtilissimo para todo aquelle que houvesse do
culliva-lo. munido do instrumentos proprios, e
dispondo de cabedaessufllcientes. Ainda mal que
taes qualidades nos (allam I Mas so nos aventu-
ramos a lio alia empreza, mi grado debilidade
dos nossos recursos; se tentamos esse genero
de trabalho, que assuslaria ao mais ferio, con-
tando, apenas, com o pouquissibic, de que nos
permittido langar mi ; nada obsta a que lome-
mos folcgo em meio do nosso caminho.
Um espirito elevado nenhura cnn,rago enciS
iran nessas lrar-l(.oes rapidaSi que n-unca po>^
0mirr -"tbidos na especie folhelim. A ima-
pJ"1go supprc militas vezes o que escaccia in-
telligencia ; mas isto pira os homens de oulra
tempera, para os verdaderos artistas, que sonliam
o que cram a cada nionienlo. Para esses mimo-
sos das lettrns, que cm tuda parle vio bem, por
que cm toda parte Ihes surge um* paiz fciticeiro,
de horizontes esplendidos, e com paysagens ri-
quissimas e formosas, para esses o mundo da
phantasia semprc um prisma variegado e br-
lhante. Pavam-no de milhares de incantos;
ahrem-no em milhares de scenas, cada qual mais
elegante o seductora ; dilatam-no em vises ar-
rebatadoras, o fa/.cm-uo desabrochar cm produc-
goes copiosas e de summo prego. A esses nao
fallam incentivos para as raaiores obras. O pro-
lirio gabinete figura-so-lhcs um universo das
mais ampias proporges: c ellos, quasi sem o me-
nor trabalho, divagara por ahi a sos, com a men-
te recheada da nspiraces magnificas, e dispos-
(os pan todos os passatempos e recrcios da vida
ideal.
Na Correspondencia de Hespanha, de Madrid,
se acha a noticia daa ioscripces que se lem em
algumas das pecas de artilharia, tomadas pe^os
Hespanhoes aos Marroquinos na alcagava de Te-
tuio. Entre ellas ha trez quo teem a's armas de
Portugal, e inscripcoes que in^licam os annos em
que foram feitas.
Eis-aqui essas inscripcoes, como se leem na
Correspondencia :
1.a Dom P. Princepe de Portugal. Esta
undgio fezo G. da art.* Diogo Tomes de Fi-
grd., sendo, ten. gl. de Uanes tes resnos. LX.a
1676 (Dom Pedro "Principe de Portugal. Fez
esta fundigio Diogo Gomes de Figueiredo sondo
tenenle-general d'ella n'estfis reinos. Lisboa
1676. )
Esla peca do reinado de D> Pedro II.
2.a Dom Alfonso VI. roi de Portugal. Ser-
vyndo de lenle gl Mel. de Andrade. Ma-
tas Escarliu me fes. LX.a 1661.
3.a OpusRemygy do Halvt-Anno 1553. Me-
clynien. Sebaslianus ID. G. L V. RexEl
a capitajuas Coriagametrago.
A Correspondencia accrescenta que estas trez
inscripcoes esli em urna colubrna portuguesa.
Nao podemos agora traduzir exactamente, ou
antes, explicar aquellas inscripcoes, comtudo no-
taremos que a dala de 1553 anterior ao tem-
po de D. Sebastiao, que nasceu aos 20 de Janei-
ro de 1554.
Na segunda inscripgio se lem urnas letlras
que talvez indiquen) o anno de 1555, mas n'esle
anno vivia ainda el-rei D. Joao III. Estas let-
tras eslao confusas, e se com as ultimas se indi-
ca o anno, D. Sebastiao ainda nio poda ter o
ttulo de re, porque vivia seu av, que morreu
om 1557. Deve. porlanto, haver engao na c-
APONTAMENTOS HISTRICOS.
No momento cm que a annexagao da Saboya e
de Niza est preoecupando a attencio da Europa,
parece-nos opporluno dar o seguinte resumo
daqucllas provincias da Italia septentrional :
Quando a assembla nacional franceza des-
afiou com urna declaragio de guerra a Europa in-
teira, em 20 de abril de 1792, a Sardenha, como
era de esperar, enlrou na liga contra, a Franga ;
porm as legioes republicanas invadirn) os es-
tados de Victor Amadeo III, e o exercito francez
dos Alpes assenhoriou-se em menos de dous me-
zes de toda a Saboya e do condado de Niza.
A primeira deslas provincias foi convertida em
27 de novembro do raesmo armo n'um departa-
mento francez, que se chamou Mont-Blanc. e ao
qual se oggregjsram Faucigny, Tarnlaise o Mau-
rienne. O condado de Niza com o principado de
Monaco e todas as povoages situadas na margem
direita do Taggia formaran) o departamento dos
Alpes martimos, ao qual so innexou um pouco
mais larde, em 1805, urna parle dos estados de
Genova, organisados em repblica Leguriana.
Estes dous novos departamentos fraiicezes com-
prehendidos na stima e oitava divises militares
forneceram durante vnte e dous annos o seu cor-
respondente contingente militar, al que o trata-
do de 1814 os separou da Franga e os restiluio i
Sardenha. Esta restilucio, comtudo, nao foi
completa at 20 de novembro de 1815. Os sol-
dados saboyanos, os do condado de Niza o mes-
mo os piemontezes(pois as victorias dos gencraes
republicanos obrigaram o rei Carlos Manoel a ce-
der o Picmonle repblica franceza em 10 de
dezembro do 1798), adquiriram as legioes ira-
periaes urna repulacio bem merecida de valor e
de subordnagio, inscrevendo em sus bandeiras
as campanhas de Allemanha, Russia, Hespanha,
Portugal-e Franca.
Regimentos iteiros daquella parte da Italia
pelejaram as aeges de Madrid, Burgos, Talave-
ra, Ucanha, Ciudad-Rodrigo o em quasi todas as
de Portugal.
Quinzo annos depois, em 1823, dilTerentcs ve-
teranos daquelles valorosos soldados, unidos aos
seus antigos inimigos os Hespanhoes,bateram-se
nos campos de Llers, na Cal lunha, command*
dos pelo general Mina, contra os seus sntigos
compatriotas os Francezes, c verleram intilmente
o seu sangue pela causa da liaerdade hespanhola.
Muitos dos genwaes celebres do primeiro im-
perio francez nasceram naquelles paizes.
Massena era de Niza ; Dessaix, o verdadeiro
vencedor, de Marengo ; Curial, general da divi-
sa o na anlga guarda imperial, e Fressia, defen-
sor de Genova em 1814, eram naturaes da Italia
septentrional, annexada cntio Franga ; e egual-
menle o desgracado Brea, o mais joven dos ge-
neraes do primeiro imperio, que, deixado por
morto em 1813 nos campos do Leipsirk, cahio,
35 annos depois, vctima das balas fratricidas,
na sanguinolenta revolugio de Pars, que colirio
de luto a capital de Franga em junho era 1848 .
O viseonde de Jermaoha dedico parte da sua
vida a ealudos relativos s obra de Camoe. e
cora vai piMicar urna oova edicto das obras
do nosso grande poet, que esperaro-com gran-
de anuedade os spaizonados da litteratura luzi-
laoa.
O general russo Rostorozoro, que se tornou
notavel em 1825, quando era lente, por desco-
brir ao imperador Nicolao aconspiragio destina-
da a assassiua-io, falleceu ltimamente. O im-
perador Alexandre e filhos acompanharam o ca-
dver sna ultima morada.
. A Gozeta de Venecia publicou um annun-
ci do general Folgsemburg, lugar tsente do
mperador, concedendo urna amnista aos de-
sertores e aos que fugiram com receio do re-
crutamento do anno passado, comanlo que re-
gressem i Venecia antes de 31 de maio pr-
ximo.
Segundo um documento parlamentario que
ltimamente se publicou, a correspondencia e
peridicos remcttidosde Inglaterra, no anno pas-
sado, para a India, Ceylio, China e Australia pe-
savam um milhio de arralis.
Para o segundo lugar do governo da ctdade
livre deHamburgo foi agora eleito um judeu,
que, por motivo da sua religiao, ainda ha 10 an-
nos nao poderia exercer o cargo mais humilde
daquella cidade.
Urna das mais horrorosas exploses de gaz
de que ha noticia 'em minas de carvio de pe-
dra leve lugar no dia 9 em Bruradou, a 6 mi-
Ihas de New Castle, onde falleceram 120 pes-
soas.
ESTATISTICA DO DISTRICTO DE COIMBRA.
No anno de 1859 havia no dlslricto de Coim-
bra as seguinles cabegas de gado : Caval-
lar 6.199, muar 1,121, asinino 5.711, bovino
27,602, langero 116,937, caprino 48,295 e suioo
54,479
Os concelhos que leem mais gado cavallar sio
o de Monte-Mr 1,833 cabegas e o de Mira 1,200.
Os que tem menos sio b de Goes 32, o de Pola-
res 28 e o da Pampi!hosal3.
O conselho que lera mais gado muar o da
Figucra 148 cabegas o o inmediato o de Arga-
nil 146. Os que tem menos sao o da Pampilhosa
14 e o do Monle-Mr 10.
O concelho de Monle-Mr tem 1,470 cabecas de
gado assinino e o da Fgueira 946; ao mesmo lem-
po que o conselho da Pampilhosa tem s 16 e o
de Mira 12.
O concelho de Monte-Mr-o-Velho tem 6,380
cabegas de gado bovino, o de Canlanhcde 3,311
e o da Figueira 3,012. Os dous conselhos que
teem menos sao o de Poiares 278 e o da Pampi-
lhosa 120.
O conselho de Miranda do Corvo tem 20,000
cabecas de gado langero, o de Taboa 14.377. o
de Arganil 12,530 e o de Canlanhede 10.574.
Todos os mais concelhas vio descendo gradual-
mente al ao concelho de Poires, quo tem 1,600.
Porm o concelho de Mira quasi nada tem, pois
apenas possue 40 cabegas.
O concelho de Penacova tem 8,900 cabecas de
gado caprino, o de Goes 7,680," o da Pampilhosa
6,000 e o do Louza 5,582. Os que teem menos
sao Monte-Mr 980 e Coimbra 500.. O concelho
de Mira nao lem nenhuma cabeca do gado ca-
prino.
O concelho de Coimbra tom 7,020 cabegas do
gadosuino, o de Goes 5,325, o de Monte-Mr
5,226 c o de Soure 4,277. Os quff leem menos
sao Penella 1,702, Poiares 1,620 e Pampilhosa
O dislricto de Coimbra tem 67,685 fogos,485
parochos e 30 coadjutores.
As congruas arbitradas aos parochos no anno
passado importaram cm 30:3488549 rs. e aos
coadjutores 1:8949025 rs Aos secretarios foi ar-
bitrada a gratificado de 6899310 rs. e aos co-
bradores 6619158 rs.
Estas verbas sio satisfeilas da forma seguinte :
Derrama 22:304>262 ris, passal o foros
2:4789520 rs., e p de altar e mais rendiraeulos
parochiaes 8:810$26 rs.
O concelho de maior dorrama o de Arganil,
importando em 1:951 869 rs. O immeaiato o
de Monle-Mr com 1:756$945.
O concelho em que mais elevada a verba pa-
ra os coadjutores o da Fgueira da Foz com
418-566 rs. Segtic-se o de Coimbra cora 280SO00
rs., Arganil 1559000 rs., Miranda 1509000 rs. As
freguezias dos concelhos do Condeixa, Penella e
Poiares nao tem coadjutores.
CURIOSIDADE.
Le-se n'um jornal francez :
Nasceu Henrique IV 14 seculos, 14 decadas
e 14 anuos depois de Jess Christo. Vio a luz
a 14 de dezembro e morreu a 14 de maio. O seu
nome (Uenn de Bourbon) constava de 14 Ul-
tras.
Viveu 14 vezes 4 annos, 4 vezes 14 dias e 14
semanas ; foi rei tanto de Franga como de Na-
varra 14 trielrdes (periodo de tres annos) : foi
ferido por Jlo Chatel 14 dias depois de 14 de
dezembro, no anno de 1593, em cujo tempo e o
da sua morle s mediaran) 14 annos, 14 mezes c
14 vezes cinoo dias : ganhou a batalha Yoruiel a
14 do margo; Seu lho primognito nasceu 14
dias depois atl4 de setembro : foi baplsado o rei
a 14 de agosto ; foi assassinado a 14 de maio, 14
seculos el4blympiadas depois do myslerio da
Eucarnacio : heve lugar o assas>inalo duas vezes
14 horas depois que a rain a tnha entrado com
toda a pompa na egreja de S. Diniz para a sua
coroaco, Raxaillac subi ao patbulo 14 dias de-
pois da morte do re, no anno de 1610, o que se
divide justamente por 14, porque 155 vezes 14
fazcm 1610.
Quantas vezes o simples corror com a vista po
los plainos immensos do co Ihes traz um sem
numero do concepgocs admraveis- e fecundas,
urna infundado de pensamenlos sublimes, que es
caparan), por certo, ao mais assiduo e infaliga-
vel medilador!
Imaginam-so elles n'uma reguo do fadas ; e
ao pequeo toque d'uma varinha mgica, cil-'os
a percorrer essa long) estrada do maravilloso,
quo sempre e superabundante em flores novas, c
que nunca se subtrahe aos raios do sol o a in-
fluencia prodigiosa das ostaces.
Phantasiam um lago du cryslal, um mar sem
limites, um prado sempre a reverdecer cm mi-
mos da primavera, e um tpele avelludado onde
nao raro dcsapertam as pdicas violetas e os sin-
glos amores perfeilos. E esse prado, e esse la-
go, eesse mar infinito, se existen) para taenso-
dehrio.3, cm Vis inspirages continuas e doli-
ciosas
Os que possuem a chive dess segredos cons-
tantemente renovados, e enS su*Jorga primitiva,
lovantim por vezes urna nova 'e/tyi.utuitu mais
pitloresca, porque muilo mai fabulosa c opu-
lenta do que e primeira.
Com o espirito a fixar-se en um thenia, que
rem sempre dos mais ine^otaveis, e com,a
penna a corrcr-lhes fluida e fail por sobre o paV
('el, em horas vagas c fadadas o recreio, esses
continuadores felizes dos bonstempos de oiro e
tas flcges homenizas, langan>sc cm lodos os
tramites da existencia que o jonalismo Ihes poe
(liante dos ol.ios ; e, limitado ao breve espago
que ou crcumda, alravessam, om ludo, rauitss
icgies incgnitas, onde as maavilhas sio ml-
tiplas ecada vez maisiocantaderas.
Ora, se nos fossemos um d'eses, j d'aqui nos
liouveramos preparado para um. d'cssas viagens,
que inculcan) tanto pela afoutezte pela liberdade
om que sio euprehendidas. Cutio o folhelim
sabir-nos-ia rico de quadros 3 do pinturas a
oonlcQlo das imaginages maii poderosas e r-
lenles ; e a diversio,"a que nos ahrasseraos, ve-
ra com certos visos de poesa, ao menos d'essa
poesi.) que tanto affiue as simples notas de urna j ou com a deificagio de alg'utna idea sublime.
PORMENORES.
Julgamos curiosos e ioleressantes os seguinles
pormenores que um historiador do MafYocos pu-
blicou acerca da condigio dos renegados no im-
perio marroquino :
Os reneaic*" Jit) e urna classe que de dia
po, uia vai diminuindo, sendo muilo provavel
que desapparega completamente, isto fallando
dos chrstios renegados, pois o numero de He-
breus que abracara o islamismo por causa do
mo tratamenlo, ou procurando meios de vin-
ganga por oflensas recebidas, augmenta diaria-
mente Os renegados chrstios sao, na sua maiar
parte, desertores dos presidios hespanhoes, fran-
cezes, italianos o portuguezes. O renegado
mal olhado pelos Mouros. Nio o considerara,
como bom musulmano, o at quarta geracio
nio se confundem seus Dlhos na populagib mou-
risca.
Amigamente coslumavam os renegados fa-
zer fortuna no imperio, nio sendo raro que al-
gum elche (como elles lhe chamara) chegasse a
ser dos primeiros governadores e visires, pois
ainda em 1825 se vio um Picmonlez, chamado
Antonio Pilolti, que, com o nome de Ahmod-
Ben-Soliman, entre os Mouros, leve ocommando
de' toda a artilharia. Porm este tempo j passou,
e hoje certe que nenhura renegado poder che-
gar a posto algum importante.
A qualquer chrislio que diga : < Nio ha
senio ura Deus e Mahomel o seu propheta
La ilah ilah mohamad rasili ilah) ou entre vo-
uiitariamenle era alguma mesquita, considera-
se como musulmano, c, conduzdo pcranle o Ca-
di, obrigado a tomar o turbante. Someute os
chrstios que pertencem nagio que tenha cn-
sul no paiz podem ser aprasentados perante el-
le, ese por tres das insiste na resolugio, fica ir-
rcvogavelmente musulmano, sem esperanca al-
guma de tornar a sahir dos estados do sulti'o. Se
Hebreu o que abraca o islamismo, tem pri-
meiro quo confessar a divindade de Jess Chris-
to, ou ao menos julgar que foi o maior propheta
antes de Mafoma, eijue o novo testamento o
Evangclho de Deus ; o isto porque, segundo os
Musulmanos, mister seguir a ordem dos lem-
pos para chegar de grao em grao religioso mais
perfeila crenga.
[Commercio do Porto.)
te bouquet para enfeitigarolhos e para adornar o
bello toilette de urna dama.
Se fossemos elle, a contar as delicias de um
viver e de lm amar de Andaluza, ou as recor-
dages myslcriosas de um existir de mulher era
plagas do Oriente, embalada pelo sopro volup-
tuoso das brisas, que por l se desatara suaves e
frescas ; a d-zersio para o folhelim de hoje ve-
ra tio auspiciosa e lio candida como os contos
phanlaslicos de Gallandi, ou como os aplogos
summamenle ingenhosos de Pilpai.
Nao nos deshonraramos, por corlo, de poder,
como esse delicado Edmundo About, que lio pri-
morosamente descreveu a Grecia, devaneiar meia
hora sijuei por. esses pontos tio conhecidos do
velho murido, onrJp as saudades de urna civihsa-
gio que 'se perder, cora tantos povos e com
lanas nagoes celebres, ainda esli vividas para
os homens de gasto e do imaginacio elevada.
Um Hoffraan em nosso caso viria hoje sentar-
se ao lar domestico ; e, cercado ahi das creanci-
nhas, quo sempre se recreiam com essas narrativas
innocentes e abundantes de gozo e de admirncao
para a alma, levantara o veu muitos mysleroa
recnditos, e enlreteria a atiendo com a histo-
ria agradavel de algum personagem incgnito,
viagem de lourisla.
E o mais que promettemos urna diverso e
lempo, e j o tempo urge, e nada de novo 1 Mal-
dita posico de folhelinisla, que urna prov-
lenla, porventura mus morhficadcra que a proa
va do fogo aos marlyres da f I Esses eram ba-
fejad >s por uns graca sobrenatural ; e ella os
susleiitaya, os conduzia, os tornava como insen-
siveis materia, e smenle accessiveis aos est-
mulos da gloria n'um porvir de bencios eternas.
*
Fi.'.eraos o prembulo, Deus sabe cojflb-1 <
coito que a tarefa est muilo longe owffp
0 o
ro-
que a
pro termo I
Aphonso Kan, o espirituoso poeta das flores e
nhadores das bellezas e das grandezas d'arte, es- das nulheres, que as cantou com lio iara delica-
deza o com tio inimitavcl felicidade, faria de
urna rosa ou do urna tulipa um novo thesouro
para as mais inapreciaveis cogitsges; e a tulipa c
a rota, e talvez o mais imperceptivel raminho
de mangerona, ura pequenissimo cravo a re-
benlar furtivo em algum jardimsioho solitario,
serifm nos mios de um cultivador d'esses urna
Icndem-se por isso mesmo em todos os pontos
ido incommensuravol mundo, q,ue elles deva-
sam, o aht Ihes oflerccem todos os primores e
todos os milagros de urna creagio suprema.
Os antigos tinham a sua Tempe, a sua idealida-
dejvsporosa de sylphides e de gnomos, que a raga
privilegiada dos poetas o dos romancistas nao
tem cessado de evocar al hoje cm seus bellos '.quasi grinalda do superfino perfume, umelegaa-
Os Hollinaos sio raros ; e as diversoes, em que
elles se costumam empenhar, nio se offereceme
quem quer que seja, na indefinita variedado da
assumptos a percorrer.
Inda bem que Vctor Hugo nos balo porta
com a sua Legenda dos Seculos.
Que mimo que sumptuosidade I que espec-
tculo novo nos dominios do ideal e do verdadei-
ro bello 1
Vos que ainda o nio lestes nesle recente pri-
mor de sua musa frvida e sem igual, flgurae-vos
desde j assislindo scena mais vasta da crea-
gio, descripta com as mais delicadas e mimosas
cores. Imaginae-vos atravessando com elle to-
dos os cydos da civilisagio, o lodas as phases do
mundo : parando ante o vulto eminente da ida-
de media, saludando os cavalleiros andantes, e
mirando, na fonte miraculosa dos fados de entio
essa torrente fluidissima de tradic.dcs e de eren-
gas, que se csssra tanto com as Qcgocs do roman-
tismo e com as grandezas da poesa moderna-
Sio pequeas epopas, que resumem em seus
quadros. o viver de muitas gerages, que a histo-
ria nem sempre distingue e caraclerisa como
deve, porgue nao parte, ao aprecia-las, dessa
comprehensio mais alta que liga as ideas e os
acontecimcnlos.
O artista quo sonda lambem o que melhor
concebe a natureza para depois reproduzi-la em
suas concepgdis, e as paginas cloqueles de
seus lvros, que sio oulros tantos orculos fran-
queados ao mundo, e patentes aos ollios da so-
ciedade. *
O Ilustre exilado francez, que j est, por-
ventura, no invern da sua existencia, para o
mundo era que respiramos, acha-se ainda na
forga da mocidade, gracas i inspiracao que o ali-
menta, e ao fogo inexiingu:vel do estro que lhe
ardo no cerebro.
Sio legendas admraveis essas que elle inscre-
veu no seu monumento mximo para os lempos
que ainda hio de vir, e j para os lempos que
vio correndo.
Um manacial inleiramcute novo para o genio*
que o perscruta, est sempre a trasbordar, atra-
vez dos seculos, nessas creages pomposas, que
reunem todos os allraclivos superiores d'arie e
da natureza. E ninguem as lem comprehendido
tSq^ perfelamente, ninguem as lera reproduzido
tio Ofignaese fecundas, como o venerando re-
preseiiiuite dos interessos do bom grito e da ver-
dadeira poesa na presente poca.
De Eva a y;sus traca ello o periodo histrico
de mais abundaste belleza, c de mais profundo
myslerio, para o espirito do horaem : a narra-
cao viva, a corarae'mprago intima dos primei-
ros'destinos da humanidade. a despertar harmo-
niosa n'uma doce orchestrj de sentimentos e de
inrpresses novas.
O cantor das Orienlaes saudou o Oriente e o
Occidente. Entcndeu a linguagera myslica dos
Lees, que nio tocaram no virtuoso Daniel ; e o
sonho de Booz, ao descansar tranqu4.Uo na inno-
cencia de urna vida sem mancha, saiio-lhe for-
moso, inimilavel e nico, alravez dasVsorobras
espessas de muitas gerages que ja passatom.
A Roma de Androcles, a toma dos circos* das
faganhas de Mario e de Sylla, a Roma do sltflcis-
mo e da impudicicia, das Lucrecias e dos Ti&jprios
li est pintada em relevo, guarnecida de c'rcs
vivas, que mais fallam, lalvcz, nesse tronsumpo
da imaginagio do que nos longos commeniari
de Cesar ou nos annacs de Tcito. O que so
brelova, porm, nessa myriada de vises bella
com que Vctor Hugosoubo mesclar tio a propo
silo a historiada humaniJade, a epopa mag
nifica que se abre com a lula entre Deus e Sa-
lan.
lblii que personifica o genio do mal, lanca-so
no combate que lhe conceder o proprio Deus ;
mas esse combate, entre Deus e Iblis, hade pro-
var depois a superiorldade do primeiro, em rela-
ciona segundo, na creado absoluta dos seres.
/6/is esforga-se, afadga-se, rene os elementos,
que Deu9pde sua disposicao; e apoz tantas di-
ligencias, a creado para elle um impossivel,
porque (Inda na agglomeragio monstruosa de se-
res heterogneos, ou antes, n'um completo abor-
to de vida orgnica e material. Deus, por sua
vez, toma a aranha as mi,.langa-a rpida-
mente ao espago; e o insecto, estendendo-so em
'inhas de oiro, dilatando-so cm raios vividos e
transparentes, flucta noar, immenso, benfico,
admiravel :e o sol. A creagio nio querirmais
adiante : o termo necessario da prova para con-
fundir Iblis ; e Deus o fez n'um minuto.
*
O genio de Victor Hugo, quanlo s bellezas da
arte, quanlo s magnificencias da sua fecundida-
de potica, est ahi romo urna das primeiras ma-
ravillas, que os homens de gosto e de espirito
superior hio de applaudir e bemdizer sempre.
Nesta parle a Legenda dos sentios val por si s,
a historia de todos os seculos que hio doeorndu,
a partir da creagio ; e nada menos esse hym-
no suavissimo e lio altamente piedoso, que a
musa de Hugo s poderia prender as harmo-
nas dos choros anglicos.
*
*
Por hs ainda mal Idizemos o que sentimos
proposito do maior livro potico desle periodo,
que vamos atravessando, equem sabe do
rauHcs que hio de ver depois. Fizemos urna
critica ? procedemos a umaiialyse ?
Nao 1 mil vezes nao I
Foi apenas umo'dirarsao a lipo : Vctor
Hugo s pode ser julgado magistralmenle por
escrptoras como Julio Janin.
*
Deem-nos a honrade sua indulgencia aquelles
para quem escrevemoa. A hora aperlada, e a
penna corranos solfrega, para que nao quemos
em divida,........
T. B.
PERN. TYP. DE M. F. DEF/UHA. WW
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