Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09050


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Full Text
T
I
'
lili) XXXTI. HOMERO 99
Por tres mezes adiailados 5|000.
Por tres mezes vencidos 68000.
SABB1D0 28 DE ABRIL DE 1860.
Por anno adianlado 19SO00
Porte franco oara o wkseritor.
ESCARREGADOS DA SBSCRIPQAO' DO NORTE.
Tarahiba, o Sr. Antonio Alexahdrino de Lima;
Natal, o Sr. Antonio Marques da Silva; Aracaly, o
Sr. A. de Lomos Braga; Cera, o Sr. J.Jos de Uli-
veira; Maranho, o Sr. Manoel Jos Marlins Ribei-
ro Guimares; Piauhy, o Sr. Joao Fcrnandes de
Moracs Jnior; Para, o Sr. Justino J. Ramos;
Amazonas, o Sr. Joronvmo da Costa.
PARTIDA DOS COK REOS.
Olinda todos os dias as 9 1/2 horas do da.
Iguarass, Goiaana e Parahiba as segundas
e sextas feiras.
S. Antao, Bezerros, Bonito, Caruar, Allinhoe
Garanhuns as tercas feiras.
Pao d'Alho, Nazareth, l.imoeiro, Brejo, Pes-
queira, Ingazeira. Flores. Villa Bello, Boa-Vista,
Oricury e Ex as quartas-feiras.
Cabo, Serinhem, Rio Formoso.Una. Barreiros,
Agua Prela, Pimenleiras c Natal quintas feiras.
(Todos os correios parlern as 10 horas da manha.
, kphEBERIJH do ul it abril
5 La cheio as 5 horas e 40 minutos da tarde
12 Quarlo minguanto as 11 horas e 13 minutos
d larde.
1 La ora as 3 horas % 26 minutos da ma-
nliaa.
28 Quarlo crescenle as 3 horas e 16 minutos da
tarde.
PREAMAR DEHOJE.
Prim sin as 10 horas e 54 minutos da raanha.
Segu ido as 11 horas e 18 minutos da tarde.
PARTE OFFICIAL
;iylh\o da. provincia.
Excediente do dia *6 de abril
de i SOO.
Officio ao Exm. presidente do Cear.Logo
que recebi o ollicio de V. Exc. dalado de 19 do
correnle, sob numero 20, mandei desembarcar e
alojar no arsenal de marinha os qualro rabes
que V. Exc. fez remoller para esta provine,
no vapor Iguarass, com destino a Argel.
Dilo ao Exm. presidente do Rio Grande do Nor-
te.Sirva-sc V. Exc de resolver, i vista do que
ponderan presidente do conselho administrativo
lio officio constanle da copia junU, so podeen ser
comprados por preco maior do que o marcado
na tabella de 25 de setembro de 1848 os objectos
requisiiados por V. Exc. em officio de 21 de mor-
^o ultimo.
Dito ao Exm. comraandante superior da guar-
da nacional do Ricife.Nao lendo o segundo
lenle Jos Jacome de Araujo completado seis
mezes de ausencia como se vfi da propria infor-
maeao do comman Jante interino do respectivo
batalhao a que se refere o ollicio da V. Exc. de
2i do correnle, sob n. 59, nao pode ser-lhe ap-
plicada a peni comminada pelo artigo 65 2 da
lei de 19 de setembro de 185, conforme prope
o mesmo commandantc, a quem corra o dever
de representar em lempo contra o referido l-
ente pela ausencia, alim de Ihe ser applicada
a pena que no caso coubesse.
Pelo que sirva-se V. Exc. de mandar passar-
lltea guia que requer na peliso junta.
Dito ao presidente da relaeo. Transmiti
por copia a V. S., para ser lomado em conside-
rado, o officio que em 19 do correnle me dirigi
o presidente da provincia do Cear, com a rela-
jad das appella?oes inlerposlas das decises do
ury do lermo de S. Joo do Principe para esse
Uibunal.
r->it0 V cl,efe de Plicia Ao seu officio n.
oi9 de 24 do correnle respondo declarando que
nao sendo sufliciente a forca policial parafornecer
ordenancas a todas as autoridades policiaes da pro-
vincia, que alias teriam igual direilo aodo subde-
legado da Capunga para requisita-las, nao pode
ser atlendida a requisieo deste, a menos que V.
S. enlenda que de indeclinavel necessidade a
prestago de tal ordenanza, communicando neste
caso o seu juizo.
Dito ao inspector da Ihesouraria de fazenda.
Visto que nao ha crdito para occorrer ao paga-
mento das despezas da rubricaGuarda Nacional
no presente exerciclo, auloriso a V. S. ,nos
termos do 12 artigo 1 do decreto de 7 de maio
de 1842, a mandar pagar sob minha responsabi-
lidade os vencimentos do cmela do batalhao n.
3} da guarda nacional do municipio do Brejo,
Simplicio Comes Pereira, como requisita n res-
pectivo commandanlo superior no officio in-
cluso.
Dito ao director do arsenal de guerra.Mande
Vmc. fornecer a reparlico da polica duas cor-
reles com gargalheirss e cadeados^Communi-
cou-se ao chote de polica ^flk I
. Dilo ao director do arsenal d.eB iba.Man-1
de V. s. recebr a bordo ^T.-.,. J.
rossi quatro rabes, que vieram da provin-
cia do Cenra j; lera de seguir para Argel na
primeira opportunidade, fornecendo-lhes o ue-
cessario sustento, de que remetiera aconta para
ser satisfeila
Dito ao capillo do porto.Ficando inteirado
de quanlo Vmc. communicou-me em seu officio
n. 92 de 24 do correnle o auloriso a louvar o
ajudante dessa capitana, por haver desempe-
nhadobem as providencias que Vmc. deu para
salvar a barca Sea Serpente, que eslava encalha-
da na praia denominada Simeao Pinto.
Dito ao mesmo.lnleiraao do conteudo do of-
ficio que Vmc. dirigi a esta presidencia com
dala de 7 domez ultimo, sobre o qual fura ouvi-
do o inspector do arsenal de marinha ; lenho a
dizcr-lhe que to clara e terminante a dispo-
siciio do arl. 4 do decreto de 30 de junho d 1851,
que nenhuma duvida pode haver de que, sujeito
ao capilo do porto, como est o palrao-mor, no
que concerne a polica do mesmo porto, e soc-
corros navaes, deve-os este prestar, sempre quo
jsso Ihe for determinado por Vtncs. dentro ou
tora do porto ; porque as expresses genri-
cassoccorros navaesque se lem no predilo
artigo excluc qualquer disiincco a semelbante
rcspeito.
Se, porm, nao tera assim razo o inspector do
arsenal de marinha de estabelecer a disiinccoa
que se soccorreu para explicar a falta de coui-
parecimenlo do patro-mor nos soccorros presta-
dos a barca franceza Alfredo & Clair, encalhada
nos recites da ilha de liamarac, procede todava
ooutro motivo que allega o mesmo inspector de
nao poder enleuder-se por soccorros que devam
ser prestados ex-officio pela capitana do porto
os que se soguero ae sinislro, seno aquelles
que forem necessarios para livrar o navio do pe-
rigo imrninento, devendo no primeiro caso cor-
rer por conla dos donos ou consignatarios do
navio as diligencias que ,for necessario empre-
gar-se.
Eslabelecida assm a verdadeira intelligenciu
daquelle artigo, devo concluir por declarar a
Vmc. e ao inspector do arsenal de marinha, que
me causou vivo desprazer o observar que, na
correspondencia que houve entre ambos sobre a
queslo sujeita, ia ella desviando-se do terreno
dos principios para o das porsonalidades, que
por forma alguma convm que sejam alimenta-
das por funecionarios pblicos, no excrcicio de
suas attribuieies, mormenle quando csses fune-
cionarios sao dous distinclos officiaes da armada
imperial, a quem por isso recommendo que tra-
tera de, por urna vez, evitar a perniciosa repro-
dcelo de laes quesles.
Dito ao commandanle superior da guarda na-
cional de Olinda c Iguarass.Expela V. S com
urgencia as suas ordens para que o destacamen-
to da guarda nacional da cidade de Ulinda con-
tinu al o dia 15 de maio prximo vindouro no
servico em que eslava empregailo, como requi-
sitou o chele de polica em officio de 25 do cr-
lente.Cominunicou-se ao chefe de polica c
Ihesouraria de fazenda.
Dito ao jutz de direilo da comarca de Tacara-
16.Respondo ao seu officio de 17 de marco
prximo Cndo declarando que aos presidentes de
relaees compete conceder licencas mediante exa-
me, para advogara pessoas nao'forniadas e con-
ferir prov3ao 3 procuradores, como se deduz da
ord,. do 1. 1 til. 55. art. 7 5 do regiilamento de
3 de Janeiro de 1833, e decreto de 21 de dezeru-
bro de 1844.
Pelo que devem os juir.es,de primeira instan-
cia, nos lugares onde nao houverem advogados
e procuradores assim constituidos, morcar a es-
tes prazo improrogavel para que se habilitem na
forma da lei. facultando cesse entretanto as par-
tes o roquererem, e assignarem seus articulados,
allegacocs e colas nos lermos dos avisos ns. 9 de
11 de Janeiro o 103 de 2 de outubro de 1838.
Desic modo garanlindo-se o direilo das parles,
dar-se-ha execucao ao aviso de 15 de novembro
do anno passado sem detiimento da adminislra-
co da juslica.
dem ao primeiro supplente do juiz municipal
do Rio Formoso.Ao officio que V. S. dirigi a
sta presidencia ero 20 deste mez respondo de-
clarando que em 18 do corrente se remcllcu a V.
S. por intermedio do promotor publico desse ter-
mo segunda via do officio constante da copia jun-
ta, no qual se otdenou que se procedesse ao
exame no Hvro de qu3li0.cac.ao da freguezia de
Iguarass.
dem ao commissario vaceinador provincial. |
Remeti a \ me. um cnvolioiio cuuteudo lubos e
laminas com puz vaccinieo.
dem ao conselho administrativo para o forne-
cimento do arsenal de guerra.Auloriso o con-
selho administrativo a comprar para fornecimen-
to do arsenal de guerra a pera de lona de que
Irala o pedido junto.Communicou-se a Ihesou-
raria de fazenda.
Portara.O presidente da provincia, atienden-
do ao que Ihe requereu Jos Elias Machado Frei-
r, resol ve conceder-lho licenca para mandar
corlar as maltas do engenho Barro-Vermelho,
propriedade de D. Francisca Maria da Penha, e
conduzir para esta capal.duzentos paos de Sicu-
pira, sendo 100 curvos, 50 llames e 50 direitos ;
ficando obrigado a oTerocer essa madeira ao ins-
pector do arsenal de mariaha para preferir na
compra urna vez que lenha preciso della ; c
recommenda as autoridades locacs que nao po-
nham impedimento a conduccao da sobredila
madeira, lendo porem todo o cuidado para quo
so nao commettam abusos por occasio desla li-
ceiiQa.
Dita.O presidente da provincia, conforman-
do-so com o que expoz o chefe de polica em of-
ficio de 24 do correnle, sob n. 580, resolve de-
mttr a Miguel Alexandrino da Fonseca Galvao
do cargo de primeiro supplenle de subdelegado
de polica do segundo dislriclo da freguezia de
Sanio Anlo.
Dita.O presidente da provincia,conformndo-
le com a proposla apresenlada pelo lente co-
ronel commandanle do batalhao n. 28 de infes-
tara da guarda nacional do municipio de Ga-
ranhuns, e a que se refere a informaeao do res-
pectivo commandanle superior datada de 13
do corrente, resolve na conformidade do artigo
48 da lei n 602 de 19 de setembro de 1850 no-
mear officiaes do mencionado batalhao os cida-
dos seguinles :
Estado maior.
Alferes potla bandeira Jos Onisino
Machado.
Primeira companhia.
Alferes, Jos Rodrigues da Paixiio.
Segunda companhia.
lente, o alferes da primeira Antonio Baplista
de Mello Peixoto.
Alferes, o piimeiro sargento Ignacio Dias da Sil-
va Gueirs.
Quarla companhia.
Capillo, o lente da mesnia companhia Antonio
Pinto Correa,
lente, o alteres Joaquim Jos dos Santos J-
nior.
Alferes Apolinario Pinto Correa.
Quinta companhia.
Tenenle, o alferes da mesma Manoel Flix de
Veras.
Alferes, o primeiro sargento Mauricio Lopes de
Lima.
Sexta companhia.
Tenenle, o alferes da mesma Joaquim Ferreira da
Silva.
Alferes, o primeiro sargento Joaquim Jos do
Veraa.
Stima companhia.
Capilo, o tenenle Jaciutho Teixeira de Maeedo.
Tiimiim.....ir 11 n WWmiii |T|IM '* *' '
xrreT"5, o primeuuTjMgfcinc' Honorio Tellcs rur-"
lado.
AUDIpCIAS DOS TRIBNAES DA CAPITAL.
iQftl do commercio: segundas e quintas,
lerdas feiras e sabbados.
tergas, quintas e sabbados as 10 horas,
ommerco : quintas ao meio dia.
phaos: tercas e sextas as 10 horas,
rara do civil: lerdas e sextas ao meio dia
do civil; quartas e sabbados ao
Segunda vara
meio dia.
DIAS DA SEMANA.
23 Segunda. 9. Jorge m. ; Adalberto b.
24 Terga. S. Pidclsde Sigmaringa f. m
25 Quarta. S. Marcos Evangelista; S. Hermino b.
26 Quinta. S. Pedro de Rales b. : 9. Cielo p. m.
27 Sexta. S. Tertuliano b-. ; S. Tu-ribio are.
28 Sbado. S. Vital m. ; S. Prudencio b.
29 Domingo O Patrocinio de S. Jos
Una ou
Artigo IV.
ENCARREGADOS DA SDBSCRIPCO NO SL.
Alagoas, o Sr. Claudino Falcao Das; Bahia, o-
Sr. Jos Martins Alves; Rio de Janeiro, a Sr.
Joo Pereira Martins.
EM PERNAMBUCO.
O proprielaro do mamo Manoel Figueiroa i*
Fara.nasua livraria prasa da Independencia ns.
6 e 8.
provincias, se Ihesnega a liberdade de manifes-.
das Noves
Communicou-se ao commandanle superior res-
pectivo.
Expediente do secretario do governo.
Officio ao chefe de polica.De ordem de S.
Exc. o Sr. presidente da provincia, commu-
nico a V. S. que por despacho dest data au-
lorisou o inspeclor da Ihesouraria provincial a
mandar pagar ao facultativo Julio Pereira Ma-
lozo a quanlia de 148}320 rs., importancia do cu-
rativo feito ao preso da cadea do cabo Manoel
Ramos da Silva como V. S. solicilou em officio
de 21 do correnle sob n. 57S
carn g.d "'"x^STSe SSLTl6": l?L\StSZ&'*'"^ sVbendo'q^e
Cons'
------resolver, com a
raattr brevidade, as diversas quesles inciden- pni
les i que dar lugar a reuniao, laes como a fi- que
xa?a j da parte contributiva da Saboya, e do ar- sepa
redeidamento de Niza na divida publica da Sar- bol
denr a e na execucao das obrigacoes que resul- I cluin
larein dos contratos passados com o governo sar- em fa
do nao obslantereservar para si o terminaros1
trabilhos emprehendidos para a abertura do t-
nel dos Alpes (Mont-Cenis).
Artigo V.
O ?ovcrno francez lera conla nos funecionarios
da ordem civil e militar, que pertcnciitcs
pela sua naturalidade provincia da Saboia o ao
arredondamento de Niza, lcarefD subditos fran-
ceze.' para prover aos direitos quoadquirram pe-
los servicjsfeilos ao governo sardo, e gozaro
espee.ialni?ute do beneficio da inamobilidade pa-
ra a magi.itnlura, e das garantas concedidas ao
exen to.
Artigo VI.
Os subditos sardos originarios da Saboya e do
arrecondamenlo do Niza, ou domiciliados aclual-
menle neslas provincias que quizercm conservar a
nacionalidade sarda, gozaro durante um anno, a
contjir daclata da troca das ratificases.e mediante
urna decl.raso anterior feita auloridade com-
petente, da faculdade do mudar de domici-
lio p.-.ra .\ Italia, e de alli residir, sendo-lhe
nesse caso conservada a qualidade de cidadao
sardo.
Es;es individuos serao livres de conservar os
seus bens de raiz situados nos lerrilorios reuni-
dos Franca.
. Artigo VIL
Para a Sardenha, o prsenle tratado ser exe-
clilaiiO lo{;o que a sancccHegislativa necessaria
liver sido dada pelo parlamento.
Artigo VIH.
O presente tratado ser ratificado, c as ralill-
cases serao trocadas em Turim no prazo do dez
dias, ou anles se for possivel.
nao Ih' concedido pugnar pea volta de sns
, nao se Ihcs deu oulra faculdade mais
votar pela onnexaro, ou por um reino
declarando absolutamente nullos os
que tivessem differente formula, ex-
nibem d'uma maneira absoluta o voto
dos principes legtimos,
erando que a maior exlenso que se d
ao sunragio, e as formas legaesque se diz querer
obserft, nao podem servir para a manifeslasao
da vervOdeira vonlade nacional, desde o momen-
to em (Ae fica excluida a possibilidade de urna
opposicao is vislas do governo actual, em que
ninguera pode votar contra elle, em que nao ser
fura caso, da opinio daquelles que em grande
numerte abstveram de volar.
Considerando que chamar ao voto todos os em-
preados, funecionarios e guardas cvicas lao
ri(iiculo.como imraoral, porque j eslo ligados
a Vctormmantiol, por um juramento que tcm
sido exigido dclle3 antes mesmo que se procedes-
so elei{io definitiva deste principe como nosso
re.
ConsiVanJo
- que a admisso ao voto de todas
as tropattem servigo activo, alm do inconve-
niente que acabamos de fallar, do juramento
1ue n.a0e ,nes deixar certamente violar, tera
aquelle de fazer participar do exercicio do direito
que soraenle perlence aos cidadaos, um grande
numero le estrangeiros que nao lera nenhum in-
teresse n prosperidade destas provincias, das
qnacs sendo contados os votos como se fossero de
da
cidadaos, tero por cfteito, engaar a respeito
verdadeira bpinio do povo indgena.
Considerando que o voto sendo completivo e
abracando tambera as Romagnias, em votando
pela anneac^o ao Piemonle, ou por um reino
separado se mcorre as excommunhes fulmina-
das contra os usurpadores do estado ecclesiaslico
pelo concilio de Trenlo o as bullas pontificias,
renovadas por Po IX.
Anda que o silencio nao seja interpretado
tm le ao que os plenipotenciarios respectivos como urna adheso, nos. cidadaos modenezes
o lem assiguado e sellado com
armas.
o sello das suas
COMMANDO DAS ARMAS.
Quartel general do commando das
armas em Pernambuco, "5 de
abril de 1560.
ORDEM DO DIA N. 392.
O lenenle-general commandanle das armas
faz publico para conhecimento da guarnico, e
devido effeito, que no dia 21 do corronte foi exa-
minado praticamenle em sua respectiva arma, o
Sr. capilo Manoel Porfirio de Castro Araujo,
commandanle da companhia lixa de cavallaria
desla provincia, e approvado plenamente as se-
guinles especialidadesmanejo d'arraa e fogo ;
manobras de regiment ; delalhe, escripturaco
e economa.
Assignado. Vario da Victoria.
Couforme. Joaquim Fabricio de Mallos, l-
ente ajudante de ordens interino do com-
mando.
EXTERIOR.
Tratado de reuniao da Saboya e de
Niza Franca.
Em nome da Santissima e Indivisivcl Trin-
dade :
S. M o Imperador dos Francezcs tendo ex-
posto as considerages, que em consequenca das
nmdancas acontecidas as relagoes lerritoriaes
entre a Franca e Sardenha Ihe fazen desejar a
reuniao da Saboya e o afredondamento de Niza
(circundarlo de NizzaJ Franja, o S. M. o re da
Sardenha lendo-sc mostraeo disposto a annuir
aquelle desejo, decidiram SS. MM. concluir um
tratado parosle effeilo, e nomearam para seus
plenipotenciarios :
S. M. o Imperador dos Francezcs, o baro de
Tayllerand-Perigord, etc. etc. c Mr. Vicente Be-
nedetti ele.
E S. M o Bei da Sardenha, a S. Exc. o conde
Camillio Benso de Cavour, etc. etc. e a S. Exc. o
cavallero Carlos Luiz Farni, etc. ele. Osquaes
depois de lerem trocado os seus plenos poderes
achados era boa e devida forma, concordaran)
nos arligos seguintes :
Artigo I.
S. M. o rei da Sardenha consenle na reuniao
da Saboya. e no arredondamento de Niza (cir-
cundarlo de Nizza) Franca, e renuncia para si
e todos os seus descendentes e successores, em
favor de S. M. o imperador dos Francezcs aos
seus direitos c ttulos pertencentes aos ditos ter-
ritorios.
Fica entendido entre SS. MM. que esta reu-
niao ser effecluada sem nenhum constrangi-
mento da vontade das populaces, e que o go-
verno do imperador dos Francezes e do rei da
Sardenha se ajustaro o mais breve pos-
sivel a respeito dosaielhores meios de apre-
ciar e de certificar as manifeslases desla von-
tade.
Artigo II.
Est igualmente entendido que S M. o rei da
Sardenha no'^nde transferir as parles neutrali-
sadas da Saboya seno com as condicoes que sao
do seu dominio, e pertencer a S. M o impe-
rador dos Francezes entender-se a este respeito,
tanto com as potencias representadas no con-
4|resso de Vienna como com a Confederacao
helvtica, e dar-lho as garantas que resultara
das estipulares mencionadas no presente ar-
tigo.
\ Artigo III.
Urna commnwao mixta determinar, com espi-
rito de equidade, as fronteiras dos dous estados,
tendo em vista a congurnsao das monlanhase a
necessidade da defensa.
Fe lo en duplicado em Turim em 24 de marco
de lf60. .
Assignado. Talleyrand.
Benedelli.
Cavour.
Farini.
Proclamadlo de Vctor Emmanucl aos
povos da Italia Central.
Poros da Italia Central i
Os nossos desejos oram satsfeitos ; reunis-
tes-vos aos meus outros povos formando urna s
monjirchia.
Tal foi s recompensa que merecesles pela vos-
sa concordia e perseveranja.
Isla um grande beneficio para a patria e pa-
ra a ovihsacao ; mas para obter della os melho-
res inicios, preciso perseverar ainda as virtu-
des, .te que iiave dado admiravel etempt,
todo o trTiise,_,rytambero necejr '"'fi7.rat*-
rar as grandes emprezas
Po i lio em vos a confianza que em raim depo-
sitasles.
O pacto que nos liga de urna maneira indsso-
luvel, d; honra para com a patria commum c
para com a civilisaso universal.
No passido nao live outra ambico seno con-
sagrtr a minha vida independencia da Italia e
dar aos povos o exemplo da lealdade, gracas
qual, restabelecendo a moraldade publica,
se dii com a liberdado urna base solida aos Es-
tados.
Boje lenho a ambico de donciliar e ganhar
para a minha familia, da parle dos povos nova-
menle reunidos, o affecluoso cariuho, que sem-
pre distingui os povos cisaloinos.
A minha ambijo fortalecer os Italianos,
nesta unicade de sentimentos nobres, que cons-
tluc a forte tempera dos povos, indispcnsavcl
para supportar a adversidade, assim como para
os dispor para a ventura.
Assignado.Vctor Emmanuel.
Farini.
Protesto dos modenezes contra a nova
votaco.
Modena 3 de marso de 1860.
Visto o decreto do governador Farini, datado
dcBolonha, no 1. deste mez, pelo qual o povo
das provincias de Emilia, convocado para de-
clarar a sua vonlade acerca das duas proposises
relativas i sua organisasao futura, isto : anne-
xacJo monarchia constitucional do rei Vctor
Eminanuel, ou reino separado.
Considerando que alli se allega que as assem-
blas decidiram por unanimidade, a annexaQo
monaahia constitucional da casi de Saboya ; e
que se pretende pelo novo voto tirar toda a du-
vida a respeito da liberdado dos votos preceden-
tes u a respeito da sinceridade e da constancia da
vonlade nacional.
Aitend;ndo que se se admitte a validade do
primeiro voto, segue-se que o segundo inulil ;
que fra disso milhares de decretos impressos
comprchenddo o da convocaco dos comicios, c
milhes de actos pblicos comecam por esta for-
mula : Reinando S. M. Vctor Emmanuel II,
que destn enlo sujeitar deliberaco a queslo
de saber se aquellas provincias devem submet-
subdilos da isa Deste, protestamos contra a in-
justa expulso do nosso soberano legtimo, e
como calholicos, contra o usurpaso das provin-
cias do estado pontificio annexas aquella que se
chama Emilia
Protestamos contra as consequencias deduzi-
das'da pretendida adheso unnime da assem-
blj,celebrjgB no mez de agoslo, declarando que
ella foi a ecaso, nao da opinio publicado
povo moderna, mas nicamente das vistas d'um
partido.
Protstame* contra a imputaco d'uma repug-
nancia constante da nossa parte'em nos submet-
ler de novo ao governo do nosso principe legiti-
mo ; declarando que acerca deslo ponto, aquelles
s fornm consultados que, depois de lerem feito
a revoluco e lerem usurpado o poder, dffviara
sempre, como fcil de prever, recusar e resti-
lui-lo ao pr/lcipe legitimo. Em consequenca,
declaramos inexacta, por nao dizer mais, a asser-
ao
Ujeie
de 91u*!r*1M&in.. eml,r*SBd0 e*
gotado os
nrin-
Protestamps contra o novo voto que deve ter
lugar enivjjriude do decreto do 1." de marso, de-
clarandovue a grande maioria dos modenezes
est bem longo de adherir tanto a urna como a
oulra das soluses que resultarem.
Protestamos cmfim contra todas as consequen-
cias quo possam ser deduzidas desle voto qual-
quer que seja.
E para quo os nossos protestos lenham effeito,
appellamos para todas as potencias, que funda-
das sobre os principios da Justina e da ordem lem
interesse em que estes principios que sao as ver-
dodeiras e estaveis bases dos reinos, sejam res-
petados e manlidos, mesmo as provincias da
Italia central, porque se forem destruidos no nos-
so paz, pouco tardar que outro tanto aconteca
nos seus proprios estados ; e urna vez roto o di-
que, a sociedade nao ter esperaba de salvaso
contra as innundocoes da desordera.
Appellamos igualmente para as potencias que
admittem o principio da soberana popular, invo-
camos a sua assistencia, a fim de obler ao menos
quo nos seja permittido fazer urna applicaco
sincera, supplicando-lhe que hajsm para este
effeito de subtrahir-nos a toda a influencia de
partido, que nos protejam por urna neulralidade
armada que nos garanta a faculdade de poder
exprimir sem perigo a nossa opinio; c damos
a toda a Europa a seguranca lormal que depois e
aperar de tantos abusos, de actos arbitrarios, de
corrupces desaforadas, de perseguises contra
os pacficos cidadaos e o clero, o resultado do
voto ser bem differente do que neste momento
os noaffs governantes j leem determinado com
antecipacao.
E a fim que o presente protesto seja geral-
mente conhecido, supplicamos a todos os jornaes
amigos da juslica e da ordem de o arolher as
suas columnas c de Ihe dar a maior publicidade
possivel.
(Scguem-se as assignaturas.)
Lord Bloonfield a Lord John Russell.
Berln 4 de ferereiro de 1860.
Mylord
Vi esta amanh o baro de Schleinitz, e a nos-
sa conservacao versou naturalmente acerca das
ultimas propostas que o governo de S. M. fez
Franca c Austria, com a idea do arranjar paci-
ficamente os negocios de Italia.
Achei S. Exea, mais disposto do que na nossa
Sea Sardenha losse associado a este movimen-
lo, diz s. Exa. o resultado poderia ser per-
goso para a paz da Europa, e poderia renascer
ema lucia sanguenla que lalvez a Franca de no-
vo se \isse em colliso com a Austria. "
Respond que V. S. tinha insistido, em con-
sequenca de recommendaco do governo pie-
monlez, sobre a absoluta "necessidade de nao
lomar medida alguma no sentido da annexa-
So antes da eleiso das novas arsemblas, o de
nao animar as tentativas, que poderiam ser fei-
las para perturbar a ordem na Venecia ou nos
territorios, oudc a auloridade dos soberanos le-
gilimos reconhecida ; ajunlei que o fim prin-
cipal seguido pelo governo de S. 1H. era achar
urna meio d'arraniar os negocios da Italia sem
efluso de sanguc, e digo que se tal fosse o re-
sultado dos acluaesesforcos do governo de S.M. le-
riao direito de esperar que a Prussia norecusasse
a sua sancso nova ordem de cousas, que po-
deria ser eslabelecida nr; Dalia.
O baro de Schleinift eslava disposlo a re-
conhecer os esforsos do governo de S. M., mas
nao podia dizer o que decidira o principe re-
gento vista dos novos arranjos que podiam
ser efectuados ; deu-nie e entender que o pro-
ccdimenlo quo a Prussia loria de seguir de-
pendera dos acontecimentos futuros, e nao dis-
se cousa nenhuma, de que se podesse suppor
que se a Austria nao fosse inquietada na posse
da Venecia a Prussia recusara de futuro reco-
nhecer qualquer engrandecimento de territorio
da Sardenha.
Anles de terminar este despacho, justo que
faca observapr-V. S. que o baro Schleinitz con-
Trar-se to contrario quanlo o eslava
ter-se a este rei, por um lado ridiculo, e pelo' ultima entrevista a examinar a queslao no ter-
reno pacifico dos tactos.
Deu-mc pane de que o Sr. baro de Belcastel,
encarregado dos negocios da Franca Ihe lera
honlem algumas communicaces dirigidas pelo
seu governo ao marquez Monsiier acerca da ques-
lao italiana, e as quaes parece que Mr. de Thou-
vencl disse que a Franca nao somente promotleu
o seu apoio moral para o restabelecimenlo dos
legtimos soberanos da Italia central, mas que
al deu execuso a estas promessas, por meio
de dous mandatarios que enviou aos ducados,
onde porm os proprios soberanos nada Ozeram
para se reconsiliarem com os seus subditos re-
voltados e que no estado actual dos sentimen-
tos da Halia, seria "impossivol cffccluar urna
reslauraco^s dynasiias cadas, sem empregar
a forsa, meoa que o imperador Napoleo
recorrer.
Por consequenca convinha examinar se um
appello aos povos nao seria o nico meio pra-
lico do fixar o destino futuro dos ducados ita-
lianos, e se as propostas do governo inglez nao
eram um expediente conveniente para arranjar
tudo.
O baro de Schleinitz Jpediu ao baro de Bel-
castel que Ihe deixasse os despachos para os
apresentar ao principe regente, pora flear em
estado de dar a S. A. R. ama conta exacta da
communicaco ; posso ajunlar que S. Exea, me
pareceu favoravelmenlc impresionado pelo tora
e linguagcm desles despachos; considera que
podem resahar quanlo irapossivel as suscepti-
bilidades da Austria : todava ainda nao eslava
informado acerca do procedimiento que sera
adotado pelo gabinete de Vienna em consequen-
ca desta communicaco.
Todava o baro de Schleinitz parecia conven-
cido de que a Austria nao feria tentaliva alguma
para sustar por meio da forcea, a marcha dos
aqontecimcnlos da Italia, ainda que podesse pro-
testar contra a incorporado dos ducados ; mas
S. Exea, disse-me que urna questo muito sera
que agora ha para examip.ar a da Venecia. as*
sim como o movimento, que ella nao deixar4
de produzir quando f.or. feito um appello aos poros1
dos ducados cere, dos seus desliaos futuros.
outio, seria um acto de alia traicao da parte de
Farini, se nao se soubesse que isto nao mais do
que um jogo concertado.
Considerando que tendo sido reconhecida por
todos at poca de se ausenlarem a legiiimida-
de dos principes desapossados os actos executa-
dos posteriormente nao podem ser despoja-los
dos seus direitos ; que o poder que actualmente
dispem dos seus estados, nao pode justificar as
de.t"rminaccs que toma sobre asua futura orga-
nisuco ele nenhuma maneira, mesmo apoiando-
as obre o sufrogio universal e o voto popular,
que nao somente nao sao admittidas por toaos os
principes, mas sim repellidas por quasi todos,
como mfio legitimo de decidir a queslao italiana.
Considerando que quando mesmo se admitiisseJ
esto principio, constante que nao foi opplicadeP
do boa ib, quando se proceden a primeiro vol,
que por consequenca nao foi hvre :
1 Porque oram excluidos os individuos, que
nc sabem 1er nem escrever, isto a maior parte
dos camponezes que gcmara com ludo dos direi-
tos civis, c sao gcrolmeote dedicados ao sobe-
rano.
S. Porque os eleitores foram chamados nao a
decidir a respeito da reslauroso ou a perda do
sol ora nr, mas somonte a noniear um deputndo,
cujo vol em favor do partido, enlo c anda hoj
dominante, podia fcilmente ser comprado e ex-
torquido de qualquer outra maneira.
3. Porque a nomeaso do deputado foi, em
todo o rijjor a cxpresso, imposta, como se pro-
vou ento, e que, por consequenca, se formn
urna assembla de individuos lodos anlecipada-
mente compelltdos pelo partido inimigo dos so-
beranos.
4. Porque na mesma assembla nao se dexou
nem o campo aberto discusso, nem a liberda-
do para o voto.
!i. Po;quc tudo so cffectuou soba presso dos
rnesmos que tinham concorrido para a expulso
dos principes que se spossaram do poder, assim
cono da juella das tropas estrangeiras que lio ha m
iiua dsposic&o.
Considerando que para o segundo voto, a que
saa actualmente chamados os habitantes destas
na occasio da minha ultima entravsla com elle
aadmillir que os povos, quando sao chamados
a pronunciarem-se sobre os seus deslinos futu-
ros, possam ser legitimamento attendidos, anda
que, vista da direceo actual dos negocios,
mas nao v possibilidade para a restauraro dos
duques, seno com a condico doemprego da
forca.
A opinio de S. Exea, pode ser que o arranjo
proposto pelo governo de S. M. csteja em re-
lSoo com as circumstancias em que se acho a
llaiia central, e que offerece o meio de chegar
a una soluco pralica da queslo, mas nao faz
mysterio da sua desopprovaco do principio de
appello para os povos dos "ducadados italianos
para decidrem a cscolha do seu futuro sobera-
no, e posso ajunlar que a Prussia ainda desap-
provar mais a poltica, que se adoptar, se ella
for baseada no sutfragio universal.
Tenho, etc.
Bloonifield.
Lord Jonh Russell ao conde Cowlev.
Forcign-Office 28 de Janeiro de 1860.
Mylord.
Recebi e foi prsenle rainha o despacho de
v. s. datada de honlem, relativo Saboya. Nao
lenho a mais pequcua difficuldade em vos dar
inst'uccoes emquanto a linguagem que deveis
empregar acerca da annexa^o da Saboya o do
ciei 06 parlare^o^s^eiiflriirifS;,,\jO''<1urinra'ir-
ca, exprim a salisfaco que senta por poder as-
segurar cmara dos communs que cousa ne-
nhuma fazia prever a csso da Saboya Fran-
ca, e que so assim nao fosse, o tacto teria inspi-
rado vivos receios no Rheno e em toda a Alle-
manha.
V. g. recebeu nesta pocha, da parle do conde
do Wolewski a certeza de que a ideia da anuexa-
So de Saboya e de Niza Franca, se livesse sido
comcebida, tinha sido abondonada.
Nao tracto agora de discutir esta questo. Se
a discusso vier a ser suscitada, s grandes po-
tencias de Europa cabera lomal-a em considera-
Sao, o cxaminal-a com o espirito de critica que
merece um tal projecto.
O que porm desejo, quo immediatamente
levis ao conliecimeulo de mr. de Thouvcnel a
maneira porque consideramos a questo as suas
relaces com os interesses gerses da Europa c
com a posiso do imperador dos francezes.
O imperador nao pode deixar de estar lembra-
do dos sustos e da anciedade, que agitaram a Eu-
ropa durante o ultimo vero; as desconliancas
da Prussia e das potencias, as exeilacoes das es-
peranzas revolucionarias, os rumores de allianras
oflensivas e defensivas que tanto preoecuparam
o espirito publico.
O imperador de certo se hade lembrar deste
periodo, porque elle fez conhecer de quanta glo-
ria consenta em se privar, e a quanlas nobres
aspiraces fallara para satisfacer e pacificar
Europa.
E' de esperar, e muito se deseja que a tenden-
cia actual seja parasocegar as vagas agitadas, e pa-
ra restituir e socego atmosphera pertubada.
Porm a queslo da annexarao da Saboya seria
olhada muito menos como um meio de pacifica-
cao do que como eccasio de novas tempestades.
As fronteiras naturaes, os Alpes e o Rheno, a
repetc;ao das guerras histricas longos e sanguen-
las, o comeco de urna nova lucia da Franca con-
tra a Europa, taes sao as ideas, que a noticia de
urna tal conquista fazia renascer nos espiritos.
Que o imperador se record das nobres pala-
vras, que pronunciou em Mili; o ; ellas exprimiam
um sentimento, ao mesmo lempo cheio de jusli-
ca e do conveniencia na bocea do soberano de
um grande imperio.
Dirigndo-se aos italianos, disse s. m. :
Os vossos inimigos tem feito esforsos para
diminuirem as sympathias pela vossa causa, fa-
zendo crerque eu fazia guerra com vislas de am-
bigo pessoal ou para augmentar o territorio da
Franca.
Se ha pessoas que nao comprehendem o secu-
to enf que vivem, nao sou cu do numero dolas.
a As luzes que esclarecem a opinio publica,
e a influencia moral, que se pode adquirir con-
correm melhor para 'a grandeza do que as con-
quistas esteris, e esta influencia moral procurou
com orgulho, conlrbuindo para emancipar Jura
dos mais bellos paizes da Europa
Quero suppor que o imperador hado manter
firmemente esla declarasao, e que nao se hade
arriscar a disperTar a inveja e os receios da En-
ropa, achando depois grande difficuldade para os
apasiguY.
Sou, etc.
( Assignadoy. Russell. ]
Lord John Russell ao conde Cowley.
Aprsente? o s. m. o despacho de v. ex. de 5
de fevereiro relativo a Saboya.
Mr. de Thouvcnel eslabelece em substancia
que o governo francez nunca occullou a sua opi-
nio de que se o lerrilorlo do rei da_ Sardenha
fosse augmentado consideravelrrente, a anneaa-
cau da Saboya e de Niza F -anca seria exigida
para segurans do imperio francez ; que o iracta-
do de Zurich nao se oppoz ao engradecimenlo da
O governo da rainha nao pode comprehender
como a Franca, qUe um paiz lao rico, lo po-
mpado, lao militar que possue 36 milhes de ha-
bitantes, sem contar as suas colonias, possa cor-
rer perigo por causa da existencia do outro
lado dos Alpes de um estado de onze milhes do
almas, edificado ha muilo pouco lempo com um
cimento que anda nao est secco, que est amea-
Sado do lado da Lorabardia pela Austria, e que
anda nao est seguro da sua propria indepen-
dencia. '
Diz-se que o perigo par a Franca nao vem s
da Sardenha, mas da Sardenha como membro
da Confederaso.
E' porm evidente que a Franca corroanlo peri-
go como urna confederaso, de que o Piemonle
com una populaco de 5 milhes de habitantes,
do que com una Confederaso em que o mes-
mo Piemonle entre com 11 milhes" de habi-
tantes.
Se paro a Franca houvesse perigo, nao consis-
tira elle nadiflerensa da populaco da Sirdenha,
mas sim na forsa, fosse ella qua'l fosse, dos ou-
tros poderes combinados contra a Fransa. -
Coraprehendo lodavia, depois do vosso despa-
cho, e depois do de 11 do corrente, que o im-
perador quer consultar as grandes potencias da
Europa sobre esto projecto, se acaso elle foi con-
cebido seriamente, e se nunca foi seu intento
exercer presso na vonlade do rei da Sardenha
ou na do povo da Saboya e de Niza.
L'ma correspondencia mais longa, deve, por
consequenca, ser reservada para tima occasio
prxima.
Entretanto, v. ex. lera este despacho a mr. de
Thouvcnel, assim como o de 28 de fevereiro so-
bre o mesmo assumplo
Se 8. ex. assim o quizer, dar-lhe-heis copia
desteslois despachos.
( AssignadoJohn Russell.
Proealma?ao do governador da
Saboya.
Habitantes da provincia de Chatqbery :
Enviado aqui pelo governo do rei com o fim do
aperlar mais os antigos lasos, que unem esles
povos monarchia, nao podia prever aconteci-
mentos que sao para mira extranhos, e que to
diflicil tornam o cumprimenlo de minha roisso.
Ha algum lempo que urna surda agilaco se
apoderou do espirito dos povos da Saboya.
Esla agilaco levo primeramente por causa a
queslo das mudansas terriloriacs, e depois a re-
cente publicaco de documentos officiaes, quo
fizeram nascer urna penivel anciedade sobre a
sorle da vossa nobre patria.
Preoccupado pelos vossos deslios, o governo
do rei, que nunca se affastou das vias da juslica
e da lealdade, anles de tomar urna resoluco,
appellar para urna sincera manifeslaco dos
votos dos povos, segundo a forma legal, que o
parlamento do reino quizer estabelecer
Seris entc chamados a seolhcr entre esla
amiga monarchia, a qual, vos ligan um aflecto
de seculos e urna dcdica^&o sem limites, e a na-
ft?.-'ui?:t"a.8,,-ivlilBMpi,J. "" W mum'm
enT razoo:
Por mois vivo que seria no coraco do re o
"pezar, quo elle sentira se as provincias, que fo-
ram o berso glorioso da monarchia podessem de-
cidir*se a separar-se do resto dos estados, nao
se recusara com ludo a reconhecer c valor desta
manifeslaco expressa do ume maneira pacifica
e regular ; mas nada affliglria tanto o coracao do
nosso magnnimo rei do que, se, depois de ap-
pellar lealmente para os vossos votos, algumas
desordena viessera perturbar a solemne manifns-
laro inquirida francamente a estes povos, c ira-
pedir ao mesmo lempo reconhecer realmente a
vossa vonlade.
Prompto a manter a ordem e o respeito s leis,
contarei em qualquer eventualidade com a atti-
tude socegada e tranquilla, que convem a um
povo que deve pronuuciar-se pela sorte da sua
patria.
Chambery 10 de marso de 1860.
O governador, Orso Serra.
Lord Cowley a Lord John Bussel.
Pars, 9 de marso'.
Indo esla raanhaa visitar Mr. de Thouvenel.sur-
prehendi-me quando soube que havia dous dias
que tinha em seu poder a resposta de Mr. Cavour
a parle du despacho do S. Exc. de 24 do passado
sobre a annexarao da Saboya.
Cumprindo com as minhas instrueces, per-
gunlei de que maneira deveriam ler effeito as
promessas do imperador de consultar as grandes
potencias. .
Mr. de Thouvenel, responden, que tendo o go-
verno sardo declarado que nao se oppunho anne-
xarao da Saboya & Fransa, se tal fosse o voto das
povoacoes, ia redigir um despacho para os repre-
sentantes do imperador, junto s potencias sig-
natarias dos tratados de 1851, para e-xpr os de-
sejos do governo imperial, bem como todas as
razos que tinha para os levar a effeito.
S. Exc, esperava que o despacho se expedira
na terca ou quarta-feira prxima.
Quaiilo segunda queslo apontada por V.
Exc. para saber se haveria urna voiaco prelimi-
nar na Saboya. Mr. de Thouvenel respondeu que o
governo imperial adhera ao principio de consul-
tar os votos dos habitantes.
Nao podia precisar o modo nem a maneira de
realisar este chamamento, mas segundo as suas
actuaes noticias, podia dizer que precedera o vo-
to communicaco dos potencias.
Reserva-se comtudo para obror segundo as cir-
cumstancias, nao insistindo se o voto fosse des-
favoravel.
Pergunlava a S. Exc. a que peridico se refe-
riera asexpiesses do reclamar e revendcar do
discurso do imperador.
A resposta do governo do Imperador foi que
nao se referia a nenhum peridico determinado ;
que a nova ordem das cousas prxima a estabe-
lecer-so na Italia, d ao imperador o direito de
proteger a fronteira franceza, e que em virtudc
desse direilo fez uso das palavras em questo.
Italia.
Roma, 6 de marso.
A'proporQo que o partido piemontez vai lo-
mando vulto peiora situaco de Roma.
Dirigem esle partido, composlo particularmen-
te de advogados, mdicos e empregados, algn*
negociantes ruraesque nesciameute esperara ser
elevados pela revoluso ao capitolio.
Ignorantes, grosseiros, opaixonados, ambicio-
sos e chelos de inveja abusam da Itbcrdade que o
governo d ao commercio, pora raonopolisarem
os productos do solo que exploram ; e este mo-
nopolio, que em ouiros lempos podia ser comba-
lido cora medidas de rigor, hoie as maosdel--
les urna armo perigosa.
Pouco importa a tol genle quo o povo soffra.
Sardenha, e que todava por muito lempo naose que Ihe custe mais caro o pao, o viuho, a carne
falln na anoexaso da Saboya ; se porm os votos
da Italia central engranderessem os dominios do
rei da Sardenha e o collocassem frenie de
onze milhes de italianos a Franca pedira a an-
nexaco da Saboya c de Niza a este ultimo im-
perio.
Em resposta a islo direi que a annexaco da
Saboya Fransa, militas vezes tem sido mencio-
nada a v. ex., nao obstante estar ella em contra-
diso eom a linguagem das proclamac/ics do im-
perador dos .francezes antes e durante a guerra
d'lialia. e s ha muito lempo que se Irada desta
nnnexacao, por se esperar um arranjo provavel.
Por conseaoencia, s oestes ultimo lempos
que o goveratde.sv m4ulgou necesario apre-
sen'.ar serias Wsfrvaccs sor o-p^ecto de pas-
ear 4 Franja a Saboya e NUa.
e oslegumes, que Ihe vendem. muito mais por
que contara que aGnal hao de cahir sobre o go-
verno os queixas e o desconientomenlo, e quo
assim gsnhsro por mais do urna maneira.
Por meio de manejos indignos sgilam os Ira-.
bolhodores, aos quaes despedem para que vio
pedir soccorros administraso publica de bene-
ficencia, a qual nao pode supportar tantas des-
pezas.
Reunem massas de operarios, a quem aso 25
cntimos por cabesa, e mandam-lhe que vo com
os seus queixumes atordoar a cabesa do ministro
das obras publicas,
Foram ellas que organisaram as manifeslases
da prsya Colina e de Carnaval, e que fiteram ap-
parecer os verdugos de Roma caire OS curiosos
reunidos & porla-p.


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*-
w fitf k mu i ti u
Hu
i|ue para ludo isio e necessanu aun lo I A
aas esle nao falta, e sESo donlb Jor que o Piomonlo nao attender os conselhos
^ABjO Dg t>ERSAM&UGO. SAbBaDQ *8/f>E ABRIL 1>E .860.
As noticias que recebemos, do-nos a colon-
ile nao alien
como nao respeita1 ati-
be certo
dinheiro, mas
vem.
Vou ser explcito acerca do projecto c retor-
nas suscito ao governo pelo duque de Gramraonl
e publicado pela Independencia Belga. catemos limitados ao vicariato da Romanha.
Esta publicado Coi inuito doloresa tiara ***&' {fruanos dos revolucionarios oranf elabora-
holicos. dos lia alguus mezes. Atenas se do voto para
e NapoJeo III, assiru
oridade de To IX.
: Nao 8 Conservara a artonomia da Toscana o -
caremos limitados ao vicariato da Romanha.
tholicos.
Alguns julgavam que este documenta nao era
authoniico, posso porm assegurar-vos que o
era.
O governo pontificio julgou que nao poda res-
ponder pur escripto a semelhante projecto, aert
fallar ao scalimonlo do seu direiio, da sua dig-
nidade e do seu derer, e por esta ruao o discu-
tio verbalmento.
Demonstiou a Mr. Grammont, encaTregado de
ponderar a excelencia, da lei franceza, a superio-
xidade da romana, da qual como lodos sabem,, .... ..
tem copiado mais ou menos ftelmeulc os oulros !eni aples
legisladores. -
O goveino de Sua Sanlidade tambera provea
que em muitas circumstancias a lei romana favo-
rece niais a liberdade individual e as garantas
de familia do que a lei francesa ; que se era Ro-
ma, como em loias as oulras parles, se tem com-
mettido abusos, as autoridades, que os ten) pra-
ticado, sempre forain julgadas e castigadas.
Linqiiaiilo aos cdigos civil, criminal e de pro-
cesso, algum ja est publicado e oulres em res-
pera de o seren.
Julga-se firmemente que o publico nada ga-
nliar cora islo, e que a sciencia des jurisconsul-
tos romanos, to solida e to vasta, perder mui-
to ; porni um sacrificio a que lera de se re-
signar.
E' com ludo til observar que ate agora nao se
tem feilo em Roma oulra causa mais seno se-
guir o dircilo commum, como o seguirara a Tos-
Clll o muitos estados da Alleraaulia.
A Inglaterra nao tem um cdigo de commer-
cio ; na Rnssa existe um impereito, em 15 vo-
lumes ; os Estados-Unidos tambem nao tem c-
digo apezar dos esforcos do Reniara, porque se
pede, pois, esta reforma somonte ao governo pon-
tificio ?
Em quanlo as grandes inslituicocs do estado
romano, cujo projeclo vera a ser ma copia das
iiisliluiccs francezas, o goverjio pontificio mos-
trou qu'aulo era desmedida urna tal exigencia, e
o que apresentura de oneroso e de inealisavel
cm ccrlos pontos, porque o numero dos habitan-
tes, os recursos, o solo, a industria e os coslu-
ues variara mullo em ambos os paizes. Entre-
tente concedeu quanlo rigorosamente poda con-
ceder.
Vai-sc entretanto com tolo o cuidado a agla-
rao promovida entre os estudanles da univorsi-
aJe romana.
Estos senhores liverara a ousadia de se apre-
sentarem hontem duas vezos em casa do general
tioyon, o qual nao os quiz receber.
A rcbellio dos esludantes 6 um dos rasgos
mais caraclcristicos da ingratido dos levolucio
.. -Iguus mezes. Ajenas ao HB u .. ?*>
a aunexago devem entrar no territorio do Bplo
nha 30,000 piemontezes.
O eiercito revolucionario italiano, compoato
por 30,000 homens, ser dividido em qualro cor-
pos de oporagoes, um para atacar o Venelo, ou-
tro queso dirigir a Pesaro e Ancona, o terceiro
conimao Jado por Garibaldi que passar o Ape-
nino, dcsceado a Terni, para cahir sobre ap-
les, deixando Roma a uro lado ; o quarto passa-
r da Toscana i Hungra.
Para favorecer este movimenle operar-se-ha
c Sicilia um movimento revolucio-
nario.
Veremos se a Europa o principalmente a Fran-
ca cnsente que esles planos sejam levados a
cabo e so o principio da nao intervengo resiste a
estas inanifeslas violceos do direil dos sobe-
ranos.
Tambem veremos se depois desla intervengo
do Piemontc nos estados do calliolicismo c no
reino do aples, possivel conservar es8e novo
principio de poltica nnli-socal da nao inter-
vengo.
Abstcmo-nos como dssemos, de fallar do dis-
curso do Io de marco ; (levemos porm dizer que
desagradou rnuilo ao partido piemontez, que nao
quer fazer caso delle.
Os^ioradores nao querem tomar as palavras
do imperador ao p da letra, e os exaltados irri-
Um-se com elic.
Os dos Marrocos, Austria o Roma esto furio-
sos porque estes paizes nao foram com'pioheu-
didos no reino do Piemoole, e a maior parte del-
les querem que o papa saia de Roma e va para
Avignon ou Fonlainebleau.
Circulara os escriptos raais exlravaganles para
excitar annexago.
Entre clles ha alguna que insultam a Franga
em termos ignobeis ; ha outros em que se desen-
cadeiam as paixes com urna violencia ridicula e
despresivcl.
Eis a traduego do um dos taes escriptos, tem
por titulo A Toscana a 11 e 12 de margo do
1860, ou austracos, ou italianos, ou acclamados,
ou repelldos.
Os neseos leitores julgaio por elle o fanatis-
mo do partido annexonista, o seu odio anli-ro-
ligioso, e coraprohendero fcilmente que lhes
impossvcl escreverem era favor de oulra causa
Poro toscano :
c Vctor Emmanuel reconheccu a juslica do
leu dir Ao, e quer que te decidas a dar o lu vo-
to, a seres austiiaco ou italiano.
Algtms infames miseraveis, pagos pela Aus-
tria, murmurara aos leus ouvidos palavras djecs
para que lances na urna um papel em que se
narios pira com o poder lo admiravelmento pa-
ternal dos pontfices. Basta dzer que a inslruc- **Mjiigau i nao iu ueixea seuui
rao-e a educa cao desde os rudimentos ata ao co- crevendo t.ies palavras, escrevers
nhecimeiilo pioftindo de lodos os ramos da scien- condemnar.'n a leu nafa eiprn.i
iac da arte, 6 completamente gratuita nos esta-
dos da igreja.
A opiniao est mulo dividida as Marcas e na
Emilia.
Os camponezes permaneccm eddictos *santa
se, porm as cidades existera alguns malvados
que fazem gala das suas sympslhias pelo pie-
monle.
Islo sera mulo digno de desprozo, se de um
momento para o oulro nao podessem chegar re-
orgos, e se o terror nao inlimidasse grande nu-
mero do pessoas.
A desmoralisaco chegou ao seu auge as Le-
gacoes ; em toda a parle ultrajada a religiao e
os seus ministros ; o roubo campea era todos os
sentidos.
Nos ducados de Parma e Modena, onde alguna
dos atrevidos e crueis do as leis, ihnguem se
atreve a protestar.
Foi explorada all com muila habilidade a mor- nossos negociantes a abaiidonarem a Toscana,
te do coronel Anviti. j para se estabelccerem em Genova e cm oulras
Na Toscana nao existe freo algum, e est su-| cidades, porque a Toscana austraca nao pode ter
tocada o senlimento moral : representares obs-commercio.
cenas uos theatros, orgias as casas de'dissolu-l Eserevendo reino separado riscareis da
cao, folhetos impos, biblias o folhetos protestan-I historia os grandes feitos dos uossos aulepas-
les, profusamente espalhados, corroem este po--( "'
lei-a : Reino separado.
Allenco! nao le deixos seduzir porque es-
s a la infamia
cotidemnars o leu pai/. eterna escravdao da
Austria, e todos os pavos da Europa*, russos,
prussiinos.inglezes e frncezes, chamaro o Cam
da Italia.
Sim, Cam porque eserevendo reino sepa-
rado. assignars um cantralo, pelo qual dars
Austria a faculdade de despovoar a Venecia de
italianos para a encher de austracos.
Eserevendo reino separado dars aos je-
sutas a faculdade do se tornarem a eslabulecer
na Toscana, de ordenarem e dirgrem os nossos
negocios com a inquiscao c o verdugo.
Eserevendo reino separado renunciars ao
Irabalho, aos empregos, porque o dinheiro que
os nossos propietarios deviam gastar para le
darem que fazer. ser empregado para sustenlar
os auslriacos, a ellos sero dados os empregos;
pois sendo austraco o chefe, s em austracos po-
de ter confianza.
Eserevendo reino separado obrigares os
I'ara 'Ixar o coracler o as transcedencia"- des-
las clausulas-, cenvm que se recarda aqu aa
nexociai;es quo dera lugar.
V. Suissasolicitava. ao congresso de, V(enna,
cono indespensavel para a defensa iU sua fron-
teira meridional, a cesso de muiles territorios
qus se evendicavara igualmente os represent-
les do r Os plenipotenciarios sardos, depois de muitas
conferencias, onnuiramao podido daconfodera-
cao helvtica, subordinando, com tudo, o seu
conseut manto a urna cembiitaco iniciada por
clles no interesso do Piemontc.
Sata tombiuago precisamente a que ampliou
en. ceitus casos, as garantas da neutralidade
parle se ptenlrional da Saboa.
O pUnipotcncario declara Mr de Saint-Mar-
sai no seu cmemorandum d 16 de margo, es-
t aulorisado para accedern) favor do anlao
de Genebra, a cesso do terriloaio com as con-
d;oes segunles : Que so cowprehondara na
neutralidade helvtica as provucias de Chablais
e do Faucgny: que possam as tropas sardas
retirar-se pelo camiuho de Vall ; que nao pos-
sam permanecer nestas provucias, uem passar
por ellas, exerclos armados do nenhuma poten-
cia excepto os que a confederacao helvtica jul-
gue conveniente ter all.
Este rranjo linha por objecto cubrir urna por-
co da Saboya e dp Suissa, e lendo-se-lhe con-
sentido, tnia que assegurar a sua execugo,
coraprometlendo-se por urna parte a perrailtira
passagems tropas sardas para vollar a entrar
no Piononte, c por ontra a por as tropas ede-
r"aes noaessarias no paiz neutral.
O compromisso aceilado pela confederaco,
eia o precede urna cesso de territorio feita* ao
caulo de Gcucbra, como a neutralidade even-
tual de Chablais e do Faucgny era urna garanta
estipulada em proveilo da Sardenha u a com-
pensadlo de um sacricio.
Esta leulralidade, islo c, a neutralidade pro-
clamada por acord das polencias, nao "linha,
pois, t nlrado primitivamente cm combinaco
cora o ihjeclo de proteger a feonleira da Suissa,
defendida bstanlo por urna barreira iiisuparavel :
pelo ouirario, foi imposta como um encar-
go a esta repblica, que o aceilcu a Ululo one-
roso. ,
Como desde cnto poder a eonfederacao hel-
vtica invocar com fuudamculo as acias de 1815
para oppor-se annexaco da Saboya Franca ?
Oeonselho federal pedera sustentar que, rao-
d ficanJoesta cesso os lermos do contrato, lhe
e'a peimettido considerar-se livre, a rcspeilo da
Sardenha, da obrigacao de vellar pela conserva-
.10 da neutralidade do Chablais e do Faucgny ;
nas ni o se comprehender que queira apoar-se
na sesso para disputar ao Pieraonle o dircilo de
dspor daquella provuca, c sustenlar que lem
menoscabado as segurancas garaulidas coufe-
raee.
A siluaco da Suissa, tal como parece as ne-
gjciacoes, nao eslabeloceu quo o cousclho fede-
ral se interpozesso sem ra/.oes legitimas nos con-
venios que o governo do imperador o do rei
Vctor Lmmauuel se propunham levar a etl'eito ?
Conhcgo domis, que poderia examinar couio
s: unem as estipulagoes de 1815 a respeito desto
poni especial ao conjunclo de combinagoes lo-
madas de commum acardo tiesta poca entre as
polencias signatarias dos tratados de Vicua pa-
ra assegurar a noutalidade da coufederaco hel-
vtica..
Purm esta urna qucsloque o governo do
Imperador dore regular em as mesmas polen-
cas, e uo xito em ti izo r que estamos dispos-
tas a adoptar as modilicacoes quo reclamara o in-
liresse geral e sobreludo o inloresse ala Suissa
Rogo-vusaue lenliaes por bera Ir este despo-
cho o Jar copia do niesmo ao senhor presdeme
do coiisellvj federal.
Recebei, etc. Thouvenel.
*".....- -
tros leona que ejieuar-se do oulro. Paetn
portanto viver juntas como dous negocianlcs que
tem o mesrro eoeimcrcio e que, commercial-
mente se estimara, tratara negocios, e at se as-
aDclantoara algo mas operacoes, mas qiieinslinc-
livamenla deaconfiam um do oulro. E' mais sa-
sfactorio v-les ambos tornarem sinceridade
:,
-->-
fQVVf
Vi
cando o projemo para outra nova dis-
. .. ,------------r ;------------ -.--.. .M,i.,v. uu, dos seus caracteres, u justamente, uaarrea-.ca com -todos seus venctasueiorfijuti
bre povo degenerado ] pelacivilisaco pagaados
Mediis.
Todos os jomaos catholicos, lodos os escriptos
procedemos de Roma esto all prohibidos em
iiome_de Vctor Emmanuel.
"^^P^'WW^MuTar^ "'"""""'
mao o prncipe M......que est em Roma, do'n-
ao-lhe noticias mulo expressivas acerca da si-
luaco e das pessoas.
O empregado encarregado de abrir as cartas
te ve a ingenua crueldade do cscrever margom
raclincages sua moda Jucrise torua-se revo-
lucionario era Florenca.
Em um jornal l-so o soguinte :
O governo piemonloz prepara-se para o movi-
itiento em que soja conhecido o resultado da vo-
lagao da Italia central.
A'cxcepgaoda brigada da Saboya,lodos as tro-
pas de guarnigao era Turim, receberam ordera
para estarera promplas a marchar.
Em urna correspondencia d6 Modena, l-se o
seguinte :
Modena, 25 de fevereiro.
As eleigos preoecupam fio je completamente
o governo, o qual procura conseguir urna nova
votayao contraria aos soberanos legtimos e favo-
ravel a annexaco ao Pieraonle.
Levara mlo lempo se quizesso enoumerar
os meios extra-legaes de que o governo se vale
para animaros seus parciaes epara intimidar os
seus adversarios.
Pela simples leitura das proclamacoes das
municipalidades, publicadas em consequtincia das
leicues v-senellas a inspiraco do dictador
A do syndico de Modena", que de cerlo a
mais moderada, chama trauules e malvados
(insli) aos mraigos das novas nslituijoes.
bste magistrado de certo nao Ta de estar
muito disposlo a consentir que figurera ras lisias
os nomes desles malvados ao lado dos parti-
darios do Piemoote, aosquaes chama bons e
honrados liberaes.
O governo quera lheensna a raaneira de
proceder com estes inimigos da patria. Ha indi-
viduo, que, desterrado, sera forma de processo
do territorio oe Modena, querendo saber a causa
se lhe respondeu que era mal vislo pelo povo
di-lo-hei textualmente : perche invito allJ
piazza, e tambera drei o nome da victima, o
4>r. Dergamiui. '
ma das pessoas mais eminentes de nosso cle-
ro, o marquez de Montecuculi, conego da inela
metropolilana. foi preso ropentinameute por es-
birros e mettido em urna priso. Qual era ocri-
rne. que havla comraellido ? Re-partir por algu-
mas enancas orages para pedirera a Ueos pelo
papa. r
Nao sei so deve ser attribuido mesma causa
espectculo, que nos acabam de dar.
Viraos entrar em Modena, & luz do meio-dia
amarrados uus aos outros, e que linham sido pre-
sos as povoaces ruraes.
a? ^,S Prosos airavessarara as mas principaes
ta cidade, pura chegarem priso, na qual foram
mett.doe com s malfeilores.
*,Vnesmo **mfo procuravam espalhar a noti-
^r^'r* Rilao'em Paris. e
A pouca vergenaa foi a ponto de so inserir
ma tal patranha -no diario official
>ao continuo por falta de tempr; : pelo pouco
hpr^dl de d"cer cPr?hen berdade que o Sr. Farini nos concede para as
lados.
Porm eserevendo uno raonarclua cons-
titucional do rci Vctor Emmanuel, diris, somos
italianos, dignos de nossos avs; taris como
bous, que ordeinu a formaco das nacocs c obe-
deceris aos raandamenlos d'o Creador."
tanSa fa^rnr^cSfi*^ mais forte,j.
y *"-AJ-X.TO.O> unan i ,.nnif"i>u conslilucio-
nar dore) vfciir Emmanuel fareis um contrato
com o re galn tu orno.
Sim, galn tuomo pois nem auslriacos,
nomjesutas tem adiado urna razo para dizer:
nao, nao galn tuomo, e signal evidente de
que mais que galn tuomo.
Eserevendo uno raonarclua constitucio-
nal do rei Vctor Emmanuel salvis a Vene-
ca, aples e a Italia da aguia infame da Aus-
!riacoSsa\"rn"cmaalico^me^o Sd? B ZS*. &* "^i? ^ "I*1*
obrigar os jesutas a relirarm-se com ) sua in- ,:ri^'?al.,nen.l.e por f"!>1}"l'.a_ B_elgica. Sem
quiseo para a Asia.
O resto do discurso todo neste goslo
Urna personagem estrangeira, que esla manbaa
chegou do Homo depois de atrvesiar a Toscana
CORRESPONDENCIAS 00 DIARIO DE PERNAM-
BUCO.
lruvelius
1 de abril do 1860.
Tinha eu razo quando Ihedizia oa minha car-
la pre:edente, que hara motivo de susto no ap-
l'tllo leito pela Franca ao principio das fronlei-
ias naturaes para so appropriar do condado do
Hice < de Saboya. A Allomanha e a Inglaterra
tem siassuslado senamenle com os perigos, que
lem visto na poltica franceza para a Blgica e
para a margemesquerdado Rhcno.
se tem manifestado com tal e lav__
dado que parece cmiuonles 09 rompimentos.
linca nao exige que se le vem as cous* f brisca^
mente. Trata-se, por ora, do consolL ir a anne-
xaco do Nice e da Saboya, e de adoi.-ecer os
seus rivaes a rcspeilo dos outros projt,ios. E
por isso, cm um despacho de 15 de margo pr-
jimo passado, dirigido aoembaixador raiicezom
Londres, XI. de Peisigny, o ministro dos nego-
cios estrangeiros, Thonvenel, procurou demons-
trar quo nao ha relagocs entre a posigo do
1 respeito dos Alpes o a sua situago
dade das cousas, que hoje so aeham, depois dos
debates e dos ortigos dos jornaes nos quaes os
Inglezes, tirando urna mascara importuna, reto-
mara m o reato de lodos os das, que Ihes assenta
melhor do quo a sua physionomia de ompresli-
mo. E' natural que a descoiilianca soja a base
das relaces entre a Franca e a Inglaterra ; lo-
dos eslao tranquillos quando as vcea no p de
urna fria roserva, mas sempre assusta v-las em
confiada iniimidade.pos nesse caso leraem-sc, o
com razao rompiraenlos a que ae ajunlem o res-
senlimcnto do aboso do conanca aos erras do
inleresse offendido.
As ultimas discusses do parlamento ingleznos
provam que o velho espirito da Inglaterra anda
vive no seto dessa. N'olla nao se lomar a achar
nem um Pitt, era um Burke, homens enrgicos
era quera a palavra e a aeco eram uraa s o
mesraa cousa, como no raio'a chamma e o es-
tampido : mas nao ha falta de homens promplos
a concitarom urna nova coliso c a fazorem com
que a Europa a immonso risco de urna guerra
geral. A Franca tambera, nao toni mudado,
o seu programraa poltico, sempre o raesrao,
quer se desfarce cora democracia, quer ostente
com audacia prctengoes, quer emQm se en-
farnhe de desinleresse
Apezar de todo o barulho que fazem peridi-
camente as questoes da Franga com a Inglater-
ra, creo que essas polencias nao virao s raaos.
As proporcoes quo arabas leem dado s suas
raarinhas sao taes que a lula nao poderia ter ou-
tra consequencia souo urna exterraiuago reci-
proca cfTectuada com grande prazer dos outros
goyeruos, que por falla de forgas martimas, sao
hoje, era muilas circumstancias obrigados a sof-
frer a supremaca da Franga e da Inglaterra.
Iro estas destruir com a maior das simplcida-
des-essa supremaca, provocando a deslruigao de
seus instrumentos do poder ? Acrescente-se a
isso a ruina do comraer^io e da industria que
suppoe na Inglaterra a chegada dos algodoes,
das las o de lodas as materias primas em ge-
ral, contrariada por multidoes de navios partidos
de todos Os porlos da Franca para capturar os
navios inglezes. Pensar-se-ha que os manufac-
turemos inglezes devendo sorer para receberem
as materias primas, augmentes de frete de segu-
ro de 25 a 30 por ccnlo, e pagarora tantos acres-
cimos para exportarem os seus productos ma-
nufacturados, ao lodo por 50 c 60 por cento,
manteriara aberlas as suas manufacturas '? Note-
mos que a guerra faria subir, as mesmas pro-
porces, o prego do froto propriaraente dilo e o
salario dos marujos Debaixo desse ponto de vis-
ta a Franga raesuio supportaria a guerra mais f-
cilmente do que a Inglaterra. Em Franga, os
homens que vivem da industria c do commercio
nao sao com eleito to numerosos comparativa-
mente ao resto da populago. Nao esto confi-
nados, como na Inglaterra em um pequeo nu-
mero de localidade ; podem milito geralmente
achar trabalho, e os meios de existencia fra das
fabricas e olicnas. rito re3urao, as duas nagoes
lera ludo a perder na guerra, e como, apezar de
todos os seus protestos de desinteresse, em de-
linilivo o inleresse, o raovel supremo da sua po-
ltica, tudo aniiuncia quo se limilaro a questio-
nar de vez em quando, mas sera nunca virem s
ni ios.
Ao mesmo lempo que se realisou a annexa-
co da Saboya Franga, o Pemonte loraou pos-
se da Toscaiia.de Parma, de Modena c da Ro-
manha. A annexaco da Romanha, lirada ao
dominio temporal do papa, foi seguida de urna
excoramunho maior laucada contra lodas is pes-
soas que conlribuiram para o movimento da Ro-
manha, e que tomaram parte nesse atleulado dos
dreitos da igreja, como autores, fautores cm-
plices ou adhereulos. A excomrauiho pois
collcctiva e nao nominativa. Funda-se princi-
guinlos,
cusso :
No additivo acerca do SrSoares deA.ea4o^
depois da palavra -onde- acresceale se e
quando. S. R.C. Alcofoiado.a
Fica igualmente concedido ao porteiro da
ropartigo das obras publicas, um anno de cen-
---------ello
Reg.
Tendo sido apresentada, nao apoiada esta
emenda:
Em vez das palavras lodos os seus venci-
mentos dga-se sem ordenado. S. R. Gi-
tirana II
Pasaando-se segunda diacuuo do de n. 23,
ao qual aao offerecidas diversas emendas, os Srs.
Sebaslio Laccrda o Fonelon, mandam mesa
um requcrimenlo de urgencia para o orcaraento
provincial, ao qual seoppco Sr. Gitirana ; pos-
to a rolos approvado.
Continuando a segunda disenssao do art. 26 do
orcamento provincial, orramos Srs. N Portella
e Eparainondas.
Dada a hora, o Sr. presidente levanta a sesso,
dando para a ordem a mesma do antecedente.
PERNAMBUCO.
A-iaUa^e etmva lem sido completa, e j con-
lam all com o quadro m,ais triste que so podo
imaginar MtlerlAasi tbJoaTalinejavam a entra-
da dosle mez, na hypotieae de que haveriam
chuvas, que sanssera a'fomeo a sede, o intor-
rnmpaaynm n morlaliilndn do gado, que contina
a'raorrcr sem termo; de maneira que se nao po-
de pereorrer ee campos, o as nebidas pelo mi
chairo derramado pela atmoephera.
Oa gneros vo desappareeenJo das feirai, e os
que a-llas vem, aobein do casto notarclmonte.
Acham-se desvanecidas as apprchenses, quo
all havam, de ter o eapitao Monteiro ido com o
Qm de fazer a ele gao.
O noeso correspondente escreve o seguinteant
addigao as suas noticias :
Estivo em Posqucira poucos dias, e vim pa-
ra esta villa de Cimbres c juntamente c medico
Dr. Agnpino, o alferes Miranda, que todos acha-
ram melhor este lugr. pelo menos, ito acharan
anta discordia como all; mas consta que aquif-
lova melhorando cota a ausencia do um allo-
niao quo alh havia, o qual estando condemna-
do. uo art. 301 por Ululo indevido, islo ha cinco
mozes. appellou para o juizo do dreito. d'ondo
nao lera vindo a docisao al hoje. e isio tern da-
do lugar a varios juizos. O capito mandou o
porm nao
plmenle sobre as prescripges do celebre conci-
lio de Trento.
E de algum interesso lanear aqu um golpe de
vista sobre o sentido histrico e philosophico da
excommunho.
Toda a sociedade publica e particular existo
sob a condigno reservada de excluir aquellos dos
manifestado com tal e ta'rnanlJ. vivaci- '"'.L"16?1"'03 ?u? violara s\'ils lei* ou seus d-
romnimenlrt renos. E essa toda a razao da excommunho, e
leices asquees sem 6 .v m. h, h P ra as lao pouco 0l'"cce a menor duvida por direi
como mrrZSZS^Li'^J^'S: e8l...nera1,usci'a difnculdade algorna.egal.
como a aiaior genuina xpresso dos desejos do
P S.Quando ia feehar esla carta deparei
foi repelidas vezes insultado por exaltados, que
queriara obrigar a que pozesse no chapo 11 m
papel escripto em honra do rei galn tuomo.
Em Siemia correu grande perigo por se querer
livrar dos revolucionarios, que lhe rodearam a
carruagem.
Como ficar a salvo a honra da Franca, com-
promeltida coma Austria pelo tratado de*Zurch,
se a teiveira potencia consignalaria do mesmo
viola brutalmente a sua letra depois de ter dos-
presado completamente o seu espirito.
E fcil de prever ; do excesso era excesso, o
i emonte se precipitar em um abysrao, e a Ita-
lia ficara entregue nao a si mesmo, mas s dis-
putas, s nlervences, s oceupages, ;:-os im-
postos, finalmente iodos os males, que coslumam
coroar os seus periodos revolucionarios.
Nota dirigida pelo ministro dos negocios es-
trangeiras de Franga ao representante da mesma
em Berna, respondendo ao protesto do Mr. Kern
contra a questo da Saboya.
Pars 18 de marco de 1860.
Senhor, Mr. Ker, enlrcgou-mo urna nota na
qual protesta era nome do seu governo contra a
annexaco Franga dosdstriclos daSaboya.neu-
tracs em virtude dos tratados de 1815.
Este despacho sorprehendeu profundamente o
governo do imperador, S. H. tem dado a Suis-
sa, cm muitas occasios. provas de inleresse e
amisado, que leriam devido inspirar ao conse-
Iho federal plena conlanca na justira do im-
peno.
Com tudo o consclbo federal preferio protes-
tar : assim nao posso dexar de responder com-
municacao que nos dirigi.
O seu protesto funda-so no direito ou nos fac-
los ? Eis aqu as quesls que inleressa exa-
minar e resolver, para apreciar o carcter e o
valor da re3olucao tdniada pelo governo .hel-
Em principio, essencial a soberana o direito
de alienar; uro soberano pode, quaesquer que
sejam 03 motivos que o impulsem a isso. ceder
os seus estados em todo ou em parle, sem que
ninguera tenha direito a oppor-se, sera que ao
perturbe a distribuido das torcas c o equilibrio
europeo. *
S. M o rei da Sardenha tem pois, a liberdade
era virtude do suas prorogatvas, do renunciar
possessao da Saboya em favor da Franca..
Este primeiro poni nao admilte 'discussao
15o pouco offerecea menor duvida por direito
na Caseta f, i/nrf.-.. uePare' ngiao por estipulagoes inlernacionaes, e o con-
que polo servar rtnVmmtnS,e,g-'nle P"WPho Mlh0 federal er com efteilo poder apo ar-se na
jui. puac servir de eommentano ao au diso eonvonr-Sn h ik ......>Luj.inu -o
iue podo servir de'eomroentario ao" que"die"
visto proceder do proprio ministerio : '
Communiram-nos de Bergamo a noticia da
pnsao de muitos sacerdotes, que aberlamenle
pro avara a rerelugao e a rebellio debaixo de
nm ."% rt ,g,"sos : es,a B0cia foi recebia
in?u V fil por ld050s home,u de <>"", que
applaudem os actos dejnergia do governo.
tal^S A V d """i0 che0'1 Mui uto
''"V q e* ie^nd0 constituigao pode-
mos discorrer hvremente sobro elle abstemn
aZJ"r- rmuoio tholieo'conhece."
lirraeza do Papa. Considerando-o como sobera-
no temporal, ou como revestido de um duplo po-
der que o colloca sobre todo* os res da trra1
evidente que o pontiflee o uhco quo tem o di-
reito de decidir de que maneira entende que o
principio da ?ua aulorldade haja de ser applica-
o no dominio, que pertcnce a lodos nos ad
omnes ealnohcos pertioet e cuja gestan lhe est
5"ncjccd* Par* D0S W"imos da| Plwai
Do facto.sem embargo.o exerciciodo direito do
soberano acerca desto ponto podo achar-sc res-
tringido por estipulagoes inlernacionaes, e o con
PP hil fpili.nl i>.A n^, ..tr;i---------1*. -..^:^_ _
conveneao de 1564 e nos tratados de 1815, para
negar ao Pieraonle o direito de despreader-se da
Saboya sem faltar aos seus compromissos.
A discussio roduz-se pois, a averiguar como
obngam ao governo sardo os tratados que aca-
bo de citar.
Aconvengo de 1564, feita exclusivamente en-
Ire os governantes de Berna e o duque de Sa-
boya, tinha por objecto umadivisoea demarea-
cao de limites, que successos posteriores tem
modificado muilas vezes sera reclamagao algu-
ma da Suissa, e referanse a urna situago e a
eventualidade que nao lera analoga com o es-
tado actual de possessao.
A convengo encontra-se pois derogada pela
mesma forga das cousas, e lauto assim, que
para nada se mencionou as actas de'1815. on-
.- "-'ircrar,;P-esentes, sera embargo, as con-
I --- ***. w4u 4vlfSI at/| *
veircoes anteriores que eslavam em rigor
penalmente as de 1754. Piom, pois, os
dos de ITienna. Que dispem estes, e ero
clausulas conneram op1e,Tfltensjarios a
peuo da ncetraliflade TcniualoTiha
que
xes-
parte ds
I ;-------- r-- ------1-------". vwQtvo, v\ ot'IU
dunda, diz elle, os tratados de 1815 linham cons-
tituido no norte um oslado de cousas com alb-
ina scmclhanga e ligago cora o que subiiste"do
lado los Alpes. Mas a Blgica formou-se e a
sua neutralidade reconhecida pela.Europa cobre
loda a parte da nossa frontera que raas oxposta
se acl.ava e pela quai a Franca poderia conceber
bem legtimos sii3tos.
Esa lnguagem nao to Iranquilisadora como
parece a pnmeira vista. D'ohi nao resulta, cm
ceiimtiva, senao urna cousa. c que a Franca
nao tora razoes, por ora, para iratar a Boluca
como irata a Saboya. Mas nao apparcceropor-
ventuia essas razoes? A P.ussia possuen lorri-
orio |uoso: acha entre a Blgica e o Rheno. A
I russia Irabalha activamente para crear urna
(ortanniJade na Allomanha. So o conseguir
inesmo de urna raaneira incompleta, nao se acha-
la acaso cm urna situago anloga a do Pemon-
te ncs.e momento ? E nao dir en lo a Franca
que a nargem esquerda do Rheno indspens-
yelasua segurauga absolutamente coino.hojo
luiga 1 Saboya necessaria proleccao doslcr-
ntorio :' Sem duvida a auuexago" Franga dos
paizes quo hojea Prussia possuc sobre a margem
esquerda do Rheno nao suppe necessoriameiite
a annexagao da Blgica. Mas como eulo cana
formando urna trra enclavada na Franca, ten-
dera nfallivelmenle urna reunio.
Pelos documentos diplomticos submettidos ao
parlauento inglea, sabe-se hoje quo era questo
ca sesso da Saboya j o/es da guerra da Italia.
Mii'uem duvida que a questo do Rheno j le-
nna sido suscitada em alguma parlo tambera de
i:mn naneira indirecta e eventual.
Digo de urna raaneira indireco e eventual,
f orque e la natureza de Napoloo III defender-se
sempre do ser elle quom faz nascer as crises. A
sua pchlica nao logo do se aoresentar em sce-
na. u 11 iras poleucias prepararara o trama talvez
mesmo sera disso lerera consciencia, e a Franca
se dirt forcada a intervir quando as cousas j es-
liverem era ponto tal quo a sua inlervengo so
possa ustiflcar por pretextos de equilibrio geral.
ao duvidoso que a rao da Franga est uo
fundo Je todas as difficuldades, mas Napoleao III
quer c ue ella nao seja visivel ou pelo menos ap-
parente. Achar-se-ha que na sua poltica ha-
ua muila tengao fela, o concluir-se-hia rauto
ficilmenle a urna resoluco tenaz e obstinada de
relazec a carta da Europa.
Nem por sso deixa do existir ossa rosolugo obs-
nada. Eu fui um dosprimeiros a assignala-la nos-
li correspondencia, indicando ascombinagoes di-
versas e o desenvolvimenttfcsuccessivo.
Epor isso, apezar do tratado de conimorciolao
vantojoso quo a Franga concedeu lliglaterr, o
parlamenlo inglez fez recenlcmenle quoixasamar-
gas da poltica imperial, a qual recebeu do um
ministro qualicagoes mulo duras.
OaccoTdo das naces o a paz da Europa,
oisse lord John Russcl, sao cousas preciosas
lagtalerra. Todava essse aecrdo e essa paz
sao_ precarias so perpetuos receios as alterara e
se boatos de uno ou de annexaco que citarem
1 icessanlemente a duvida c a inquietaco. Ama-
rulen,ao da paz depende pois principalmente do
respeito reciproco das potencias da Europa a to-
nos o. dreitos inlernacionaes e de seus esforgos
|ara 1 estabelccerem a conQanga que, nascendo
da pu a consolida e assegura a felicidado das
nacocs.
Segundo lord John Russel, a annexaco da Sa-
boya deve naturalmente animar urna naco lo
bellicosa como a Franga novas aggressoes. A
conchisao dp ministro inglez foi quasi umaaraea-
ga de ooalisao. Faz pressentir que a Inglaterra
quer timar sua poltica tradicional, que ae re
sume em urna lucia perseveranto contra a in
fluencia franceza.
Cura,pre reconheccr que a nova situago que da provincia! X'recendo
sses ltimos debates do nar amer.in ina\L <.ri>. ,nU __uerecenoo
REVISTA DIARIA.
A despeito do quo dispoem as posturas mu-
nicipaes desla cidade, algumas ras ha que
acham-se convenidas em terreiros de galinhas e
pasloradores de cabras, onJe tanto unios, como
oulras passam todo o da, e nnte incommodam
a todos por meio dos seus balidos o -piados.
Quando nao houve?sem posttiras, que prohi-
bissem semelhante coslume, a sua mesma descon-
veniencia, saltando aos olhos, bastara para se
oros lhe PPr. e azer co>n que fosse elle coarctado :
Ft2%lSL?Z nonon'rcla"L Pr?, conlrario se d;! ,
Os Srs. Ilscaes olhom para oslas cousas, tacara
eessar nina pralica to abusiva c indigna de tima
cidade como a nossa bella Recife.
Na ra do Codorniz exisle urna casa, que
est quasi a dcsabar ; pois que urna das paredes
tem nao s urna grande fonda, como anda adia-
se desapnimada.
E' preciso que"se de alguma providencia, que
acaulelle qualquer sinistro. quo possa acontecer
de um momento para outro.
Referem-nos que Igiins donos de casa lem
ltimamente, do autoridade propria, lomado o
alvitro de reedificar seus predios sem interferen-
cia dos meios competentes : fazem o que querem,
nestas circunstancias.
Casas terreas cujos alicerces nao sao proprios
para sobrado, vo sendo levantadas nos mesmas
alicorees e sohre as mesmas paredes, como na
ra das Grases se ostenta urna. Casas que acham-
se em posigo que, pela planta da cidade, lem de
ser abeita ao transito publico, e que nao compor-
tavam uraa verdadeira roedificaro, exhibem-se
ahi com um veruiz, que encobre um pessimo e
ruinoso interior, como d-so na ra do Codorniz.
Casas que... sed molus preslat cfinprnere flnclus.
N'este estado, nao podemos crer seno que
taes cousas sao fetas com ignorancia das autori-
dades municipaes, anda que ellas nao sejam oc-
cullas ninguera. Isto posto, anda outra vez
chamamos a allenco dos fiscaes para ella, lanto
mais quanlo a indlll'erencia irapoila em tal con-
jainctura um crimo na omssao de derer que ah
vai.
Hoje d a companhia dramtica no Santa
Isabel um ospectacnlo em bencllcio do actor Sil-
vestre Francisco Meira, que na Baha acha-e
sob as garras da mesma afflicliva molestia, sem
recurso para medicar-se convenientemente.
Scndo-llic aconselhada uraa viagem Europa
como meio do obler o rcstabelecimento do sua
saude, e nao tendo, como fica dilo, os recursos
necossaros,lembrou-se do leito da dr de reccor-
rer esle publico pernomliucano, solicitando um
auxilio para aquelle fin por intermedio de seus
companheiros,
N'eslc sentido, na recita passada, polo ador
Coimbra foi communiesda ao publico a sua soli-
citaco pela allocugao seguinte, em que desere-
veu-lho o estado mrbido, e por elle interceden
com o pedido da respectiva concurrencia.
Senhores. No dia 2S do correnle, lencio-
namos, nos artistas dramticos, dar um espec-
tculo a beneficio do nosso irmo d'arle Silves-
tre, e nosso inleulo nao podemos dmxar do soli-
citar o benvolo concursa de um publico, que
tantas vezes deu-Ihe provas de protecgo e es-
lima.
Victima de urna molestia atroz, que o traz
'"'"'"iifll IP''P" dor. sem recursos para a me-'
na realidade, com esse carcter que ella appa-
ieee tomo.'.:SJ pora'os povosno parl e1sen,j!failt'rrao
SSUBSJ^S^IIlJL^JZ^^ !^pa:iil-ire ^TfPSiSSmSffSA
que Iraziam cornsigo a expulso da sociedade c<-
pirilual acearrelavam igualmente a perda dos
dreitos da sociedade poltica. A igreja moslra-
va-se como potencia arbitral na discordia dos
povos o dos principes, o na discordia dos princi-
pes entre si. Cumpro reconhecer que essa media-
gao arbitral da groja leve sempre por fin soc-
correr a traqueza opprlmida, os costuraos viola-
dos, e a liberdade desconhecida. O papa que
mais aecusado fot de ler abusado das armas es-
pinluaes, Gregorio #VIII levo una existencia que
101 urna lula constante conira lodos os gneros
do oppresso. E porque a ereommunho foi
uraa proteegao c nunca urna tyranna, quo fez
como que parte integrante do direilo publico da
idade media.
A excommunho atlinga os principes em suas
dosordens. Fulminava principalmente o adulte-
rio. Reservando a sanlidade do casamento, de-
ondia os dreitos da familia o a integridado das
heraneas. Alem disso, nenhum oulro enme lhe
oscapou. Ha um bulla de Gregorio VII contr?
aquellos quo roubam os despojos dos nufragos.
Os rotibos o as usurpaces erara combatidas do
mesmo moJo. Nenhum atlonlado social ou par-
ticular licava impune. Essa juslica ecclosastica
eilicaz e tmida era lempos de f, desacreditada
era lempos de scepticismo, nao era arbitrara
Os concilios linham o cuidado de regula-la e
principalmente de suavisa-la.
Haver razo para suppor-se que a excommu-
nho langaila por occasio da tirana da Roma-
nha a autoridade temporal da Sania S, lera a
ellicacia que oulr'ora linham as medidas desse
genero ? Pens que nao. As populages em ge-
ral sao ndiltercnles e eis a principal causa dis-
so. Uesdo o principio dcste seculo tem-se pre-
conizado o principio da separacao do poder tera-
poial do espiritual. Esse principio tem sido
objec o de uraa propaganda continua. O clero
caiiiolico mesme a tem preconisado, seja lesle-
munnn na Blgica a constituico de 1830, que
consagra a separago absoluta da igreja e do es-
lado, separacao que lem sido recommendada pe-
los proprios padres. Ora, a lgica acaba sem-
pre por mostrar as suas exigencias. As nossas
populages pergunlam porque razo. devcr.do o
poder lomporal ser separado do espiritual na
blgica, nao pode ser da mesma sorte na Italia
e mesmo em Roma ? Em vo Ihes dizem que a
independencia do poder espiritual do papa exije
urna soberana temporal. Kespondem que nesse
caso, o clero belga deveria tambom corlas prero-
gaiivas temporaes, para ser independente ora sua
misso ospirilual e quo nao ee podo, achar rao
para os outros o quo se acha bompara si.
Em resumo, creio que a bulla de excommu-
nho produzna um eleito immeii30 se fosse Jan-
gada por occasio de uraa usurpago ao poder es-
piritual do popa. Mas como se refere ao seu do-
minio temporal, arrisca-se muito a ficar sem ef-
leilo era presenca das ideas geralmente recebi-
das. Eis o quo doro relatar cojr.o observador
imparcial. Indico as disposgoes verdodeiras das
populages. sem approva-las, porque, por mim
pens como j lho disse no principio da guerra
da Italia, que a conservagao do poder temporal
do papa e necessario conservaco da indepen-
dencia da igreja catholisa aposlo'lica romana.
A nossa poltica inlerior est paralysada em
presenca da exterior. Nao ha nenhum facto sa-
liente digno do raenco.
DIARIO DE PERNAMBUCO
nrnveinutS25 senhorc? Reputados, a assembla
provincial, oceupou-se dosegunle :
Hequerimento da irmandade de N. S. Sania
Auna erecta na povoago da Vicencia da fregu- gu'a^
proraUsvago de seucom-
diScf^i^01 Ca?a,can,i e Albuquerque. pe
d ndo quota para pagamento do que lhe deve
cmara municipal do Santo Anlo.
uo lml urui
- do grande hospital de caridade.
Parecer da cora misso de orgamenlo e fazen
e es- esses uUim deb^^Vdo^arramerro n- e^criYm Tn^LfVT0'? Um, prjeCl' apprc
trata- ; resputo da annexaco da Saboya," au con enle"l?rovincTnTulir! d"^^ Pe' T"10 p!-alico-mrK.tr 'cha da arfciago
) que firme aos sentimcnlos verdaderoa da Vnn. 5 fi^kon rovina na quanlia de rs........... dos praUcos; ha ah um engao que nos cumpre
46:058620.
Entrando em
do compai-
perlar era vossos coracoes um echo
xo para o seu eslado'de morbidez.
Anda hotem o vieis entro nos, cheo de
saude, despertando-vos sensacoes agradaveis,
mas hoje abrnio um vacuo entro nos, jaz eslen-
dido s raaos da molestia mais afflicliva !
Assim a vida.
Mas neste estado, nessa lula dos dous pr'ui-
cipios oppostos da vida c da morte, ainda so-
bra-lhe um consolo, que lhe amenisa a agrura
do soffrer; o consolo de que ser acolhida a sua
supplica pelo publico pernambucano, que sem-
pre o considerou alera de sua expeelaro mes-
mo, que sempro o distingui entre lanos acto-
res que lera pisado este palco, que tamaita sym-
palhia lhe volou, demonstrando-a por fados cm
dilierentes veies.
_ E nos, que neste momento somos o seu or-
gao, que temos sobojas proas do quanlo fe-
cunda a generosidade do povo, que complceme
rora nos ouvp, repousamos na certeza de que
mao da protecgo pernambucana ser extendida
sobre elle.
Honrado sempre o Sr. Silvestre com as bon-
dades desle publico, do qual recebeu de continuo
u prova3 mais eloquentes do aprego era quo era
lidd, recorrendo para ello uo mom-iiito de suas
afllcgoos, ta do certamenta ser attendido, c ha-
ver o auxilio quo espera.
Amanha ha reprcscnlaco no Iheatro de
Apollo tarde.
O drama a Escraca Andrea com a aria o Ms-
cate Italiano.
Escrevem do Camar era data de 23 do
correnle :
Deixouo exerado de de egado do termo o ca-
pitn Francisco Antonio do S Brrelo, quo du-
rante vinto e um mezes esleve no-exerccio de
semelhante cargo entre nos, preando nesse es-
espaco do tempo relevantes servicos a seguram-a
de propriedade e individual.
Sentimos bastante a retirada do capilo S
Brrelo, de um funecionaro que se lornou digno
da nossa estima o do loda a populago; porm
entendo que SS. fez muilo bem relirando-se por
que tendo fuccionado, oorao juiz formador da
culpa, no processo instaurado contra o bacharel
Juvenco, que ha va sido preso com um punhal,
na noile de 86 de fevereiro, por causa do tiro da-
do por Joo Mximo no bldado do eorpo de po-
lica, e no qual eram co-ros, Gregorio Francis-
co de Torres e Vasconcellos, Claudino Jos de
Olivcira o oulros, sendo que havia por lal moti-
vo pronunciado ao dito bacharel, Joo Mximo e
Gregorio, entretanto que o juiz municipal, nao
obstante o grande somma de indicios de culpa-
bilidade de ditos individuos, que exisliam nos au-
tos, o dospronunciou reformando o despacho de
pronuncia. -
A autoridade sem torca moral, sem o apoio le-
gal de quem devo ser o primeiro a da-lo, tendo
dignidade e achando-se as circumstancias do
eapitao S Brrelo nao pode continuar no exer-
ciciodo cargo publico em taescircumstancios.
Acha-se no exerciciodo cargo de delegado
Claudino Jos de Olveira, lemeiro supplente
ura dos individuos deque cima fallei.
Esta interinidade prejudicialissima ao servi-
go publico, naoolTerece garanta ao cidadao pa-
cifico e honesto ; pois nao pode ler forga moral
e nao est no caso de.cxorcer funecoes policiaes
uo individuo, que ha poucos dias dc'ixou a larim-
ba da cadeia desta cidade, e que na opinio pu-
blica gosa de mo conceito, accrescendo a tudo
isto que na noile do dia em que dilo individuo
entrou no exercicio do cargo de delegado, reno-
v arara-se os furtos de cavallos, foram roubados
do quintal da casa era qu mora um Fulano Ca-
lumliy dous cavallos.
Nao sei isto o que quer dizer ; mas as ms un-
as dizem cousas em voz baixa que muito de-
pde contra o delegado supplente, acerca das
quaes, segundo me informara, o Sr. Dr. chefe
i- de polica pode nessa cidade inteirar-se ; sendo
a que no meu entender do convem tal interini-
dad e.
As churas ja causara mal cora a ausencia
^ do Xu SufosdaTiso^^ As chovas ja causara mal cora a ausencia "''FoT'noracVdVsubdeiega^To^i'to^Jczniuo 1 e
- dP^ ^"do ?"* rP-ssK ^pr^Snlr^^jur- 2^,^44^^
Na'noticia que demos do salvamento da
^.-. u -----o *---"" w soivamenio da i-erreira. rormou no suma rrona 1
projecto, appro- barca mgteza Serpenle disseraos que o Sr i" te- elle com aa ordn d i,oP
iea abertos nelo nenie Pialico-mr fra nn lanrh. d. .Zk?i.T V!:*:?'.?"'" d lf"rem,
alferes o 17 pragas" para Moxo,
prendeu a ninguem criminoso.
Temos jurados no Io de maio, e consta vir
voliinlariamcnle a julgimeuto o afamado Joo
Velho ; so elle nao conlasse com a traqueza do
nosso jury, nao se atrevera a tanto. >
Dando publicldado s tres carias, quo se-
gucra do nosso correspond uto de Cabrob, de-
voraos dizer quo ho sido recebdas as cartas, a,
quo se olio refere, cujas noticias demos nesta
Revista em extracto :
Tenho de Janeiro a esla parle dirigido-lhc ti
carias, seudo a primoira cora data do 15 do Ja-
neiro, m'uiistrando-lhe nolitia da comarca po-
ra apresenla-las na Revista Diaria ; c porque
ate esta data anda nao vi publicar nenhuma
na sobredita Revista, desejo saber se deixou de
receber essas, cartas, que alias devora ler mar-
chado pelo correio da villa Bello, para onde 09
dirijo, o onde sei, entrara. J cm o anno pas-
sado dirig duas cartas noticiosas, que deixa-
ram de appareeer ignorando eu a razo ; e por
que desla vez nao quoru ficar na duvida, dese-
jo, es^lareca-rae para meu governo.
A comarca continua sob a imprcsso dos dous
assassinatos de 15 c 17 de fevereiro ultimo, quo
esio e cstaro lalvez para sempro impunes,
principalmente o de maior circunstancia.
A aimosphera poltica moslra-se carrancuda,
como quo so acha preuue de dosordens. Na
fregucza do Salgueifo que a mas pequea da
comarca ( como o prova o numero de 8 eleitores,
que actualmente d ao passo que os oulros do-
18, 19, 26 e 30 ) apresentou este anno urna
qualficaco de 1512 votantes, quando nao tem
talvez, a melado. Ora ninguem ha que ignore,
qne Salgueiro nao tem lal populago ; mas co-
mo all s ura lado que d cart'as, e o outro-
um nico puuhado de homens, que existem,
foi ad hoc involvido 14 era urn processo monslro,
quo sahio das forjas do subdelegado, o lado rei-
nante, de combinaco com o chore desse niesmo
lado menor uesia freguezia querendoa todo-
transo gauliar a eleico de venadores deste Ier-
ran, rossuscitou todos os morios na matriz da-
quclla friguesia enterrados desde sua ercago o
apresentou o fabuloso numero de votantes ci-
ma citados. Mal sabem quera os autores dessa
estratagema, que a qualilicaco que se dorara ao-
trabalho de fazer acha-so completamente nulla,
c tal lera, por sem duvida, de ser julgada pelo-
governo vislo como nella ha a ausencia de todas
as formulas legaes. Os apoutamentos, que abai-
xo transcrovo, demonstra exuberantemente essa
nuilidado em gru superlativo; pesso-lhe pois para
'|ue nao dcixe de publica-los, para quo o gover-
no aprecie, o o publico tome conheciraenlo dos
vis manejos por que querem esses Senhores
figurar de homens de Influencia: saude lhe ape-
iego por ser. etc. etc.
P. S. Nada teosla data ha de inveno, o cs-
talu que da minha ultima ; antes a conlinuaco
de fotres venios geraes nos atemorisa por de-
mais.
Cabrob, 13 de margo de 1860.
Nullidado da qualiOcago da freguezia do Sal-
gueiro. Aqualificago da freguesia do Salgueiro
acha-se feita com as maiores Irregularidades
possiveis, pois nella nao foram observadas as
formulas eslabelecidas pela lei regulameular das
cleiges.e bem assim pelo decreto n.82 de 19 de
soicmliro do 1855 o n. 1812 de agosto do 1856,
por quanto, -''zendo este no art. 1 Para a
orraago d 1 tas de qualilicagao sero con-
vocado "os/ti' es,e supplenles,guchovercm Ho-
rneado os deputifaos. tc. estaelecendo nos
art. 5, 6, 7, 8, 9 e 10 as formulas ; e disendo
aquclle Os inembros das junios de qualfi-
caco. que tem do ser lirados dentro os eleito-
res e suppletes conforme sero eleitos dous pe-
los eleitores, o na sui falta pelas pessoas de-
signadas no art. 10 ; e dous pelos supplentes,
e na sua falta pelas pessoas designadas no art'
12 ; e uo se tendo cumprido nenhuma destas
disposices na qualificago do Salgueiro, claro
que ella est completamente nulla.
Vejamos o que diz a sua acta. Comparece-
rn! 5 eleilorcs, e estes votararo, e oblivoram
votos para secretarios Antonio Urbano dos San-
tos 5 votos, Antonio de S Araujo Noves 5 votos
Luiz Fernandos Porto 4 votos c Manoel de S
Araujo Jnior 3 votos. Quanlas irregularidades
s neste trechozinho I
Primeiramente vfi-se quo comparecendo s cin-
co membros, esles votarara em si mesraos, vislo-
como um dos primeiros volados obleve cinco-
votos. Em segundo lugar, declarando que com-
pareceram 5 eleitores, o que esles volando, fo-
ram eleitos F. F. F. eF., claro que a junla foi
composta s de eleitores, Taclo este novo nos
annaes das qualificacoes, por ser intciramenlo
contrario a lodas as disposicoes cima citadas da
le regulamentar e decretos. Em torceiro lugar,
filialmente, que quera foz essa qualificago no-
loi a junta, que determina a le, e sim a mesa
do collegio eleiloral, pois uaquolla nao ha secr-
tanos e escrutadores, e sim nesta ; o porque da
ocla se v que houveram 2 secretarios e 2 escru-
tadores, segue-se que era mesa do collegio o nao
junta da qualificago.
Alm dessas irrcgularidade insanaveis, v-s&
mais que o cscrivo de paz s escreveu na acta
da formaco da lal meza, e d'ahl por dianle lo-
da oscripturaco foi feita por ura dos laes secre-
tarios, pratca tambera esta desconhecida. e nul-
la por cons>qiiencia ; porque esses trabalhos de-
vem ser todos escritas pelo escrivo do juiz do
paz, na sua falla pelo do subdelegado, e na falu
do qualquer desles por aquelle que o presidente
uomear, e juramentar, como sobr ludo acha-se
elucidado as leis riladas.
Ve-se ainda da mesma acta que no dia da reu-
nio da junla rovisora nao houve acia, que de-
clararse o comparecimento de seus merabros, o
smenle urna acta no ultimo dia cora o singular
titulo de Quiuquinos escripia por um dos
taes secretarios. E que tal! !
Ora, fagam l pouco dos laes Srs. do Salgueiro !
A minha ultima havia sido feita para seguir no
correio da semana passada; como porra por
obces imprevistos deixou de ir nesso correio, fa-
go esta como um addlaraento ao conteudo nella.
Consta-rao fra tirado o processo da morle tai-
ta cm Manoel Francisco no lugar do Coipora ter-
mo do Ouricury, e sahira criminosa a mulhrdo
assassinado, e um seu apaniguado, cognomina-
do Fumo Bom, os quaes, por muilo cassuarem
foram presos, e esto recolhidos cadeia. bra-
gas a Deus!
A polica daquello termo lem oslado lo ator-
rada, que nao pensei, lizesso essa apprehcnso
valha-nos ao menos isso. *
Chegou, j ha dias, o visitador desta e da co-
marca de Flores, quo achava-se ausento desda
agosto do anno passado. .
O vigario Francisco Pedro, ou por temer a con-
tinuacao de sua estada no Ouricury, ou lalvez
por ter de ossislir oos trabalhos- da assembla
provincial, ausentou-sc daquella rlla, dizem o
seguir para essa praga ; ficanda a freguezia sem
ter quem administrlo pasto espiritual.
No dia 12 do correnle deu-se mais ura barbaro-
assassinaio no termo do Ex, o no lugar Santo
Antonio (se quo nao eslou olvidado) cuja histo-
ria narrada pelo referido visitador, a que se se-
gu :
Um Sr. Jezuuo ( diz o visitador que nnlcs so
charaasse Diabino) tinha uraa intriga com ura An-
tonio Ferrcira, que ha annos viera residir na-
quellc termo, e que dizem criminoso no lugar
a'on.de viera, e desejava ler nma occasio dedar-
lhe um passaporle para o nlm tmulo.
Foi nomcado subdelegado ( o dito Jczuiuo ] e
ira logo frisou 110 descmi
meio de desearlar-so de seu inimigo Antonio
rormou pois urna rropa, o mandoln
assssssi mzsBBSB JSPssfe f: fpisss
Esle plano Surti O deseiado effciln nnrmm n
- .-----.....*ro, nao preso,
porm mais seguro anda.
Essa tropa porm neo o encontrn ; mas o sub-
\
r-
t
fez emboscar por estradas, e aguads' em ordem a
chegam nao poder oscapar-lhe.'
Esle plano surti o desejado cffeilo ; porque o
SSSMSMi


pobre homom, comquanlc conhecesse o risco qui
corra de perder a vida, mas Bao podendo relii
rar-se do lugar sena dir algumas. determinbaos
a urna pesso, que dovia estar trablhando l era
urna roca, fui ler a ella miip culto. NSo obs-
tante, porm, as suas precaliroes, fei vislo por
urna das enibeaeadaa, que tomu-lhe chrgada na
roja e dcu-lho uraa descarga^ da qq,ol cahio com
urna perna quebrada. Enlo npnroximou-se um
dos -issassinos o disparou-iho a arma na cabrea,
para poder lera-lo bem scgunvtfcjno quera o
subdelegado. Assim se ulliroaram os instantes
' rar que elle morrera em aclo de resistenia. Ha-
TcrA maior desavergonhamento e canibalismo?
vista dcsta o de otrtras occurrcncias, que to-
rio de apiiarccer, faga idea da exactidao do qua-
dro ilcrraddr- do estado da comarca, que ihc
pintei na de 6 desto me/;.
Sobre todas estas miserias continuamos debat-
i da press&o da secca ; a raminha que rebentou
com as parciaos chuvas de 20 de evereiro c pri-
niciro do .frrenle, esl ja rauilo murcha, e lera
parecerem as chuvas.
Os sertannjos s esperampor invern al o da
flia de S. Jos nao sei em quo se funda tal Ira-
at esse dia, consideran) o annu secco Se pois
as apprehensoes dclles se realisarcm e forem
completamente Iludidas as espursneas, que ajn-
dn nutrimos, npezar de j termos cinco dias de-
pos de S. Jos, grandes derrotas o desgranas
sera tiin nos aguardam ; porquanlo se anda em
mareo temos os bichos magros, os animaos co-
vallarcs, que s lein as vidas, a farinha escasea c
por um elevado proco, fcijo o milito ncnlinm
absolutamente, o que (eremos de julho por dian-
te ? A niortn o a desolado. Ueus nos queira
acodr e livrar-nos da lerrivel iufluencia desle
bssexlo.
O pezo secco ainda vai supprindo a popnlaco
desla villa, e de vez em quando alguina remeaja
do fresco, quo sempro dao as tapagens em algu-
na vasanle quo faz o rio.
O nosso juiz municipal o Dr. Cardozo, sahio
com urna licenea do 3 mezes desdo agosto xlo an-
uo passado c al esta data nao 6 apparecido ;
forte inelicidade a desla comarca, ondn ha qua-
tro termos e nao tem urna vara municipal, que
nao esteja sob o peso das interinidades.
Cabrob, 24 de marco de 1860.
Lista dos baptisados havidos na freguozia
renle.
Joo. branco, ilho legitimo de Guilhermino Ro-
drigues de Monte Lima, e Mara Candida dcFi-
gueiredo.
l'ianklina, branca, filha legili ma de Ignacio Ben-
lo de Loyolla e Ermilinda Candida Augusta.
Laura, branca, Qlha legitima de Julio Cezar Pe-
re ira da Rocha o Alexandrina Filicia da Rocha.
Mara, branca, filha natural de Thereza de Jess
da Silva.
Caetana, parda. Clha natural de Francisca Maria
de Azevedo.
Maria, parda, filha natural de Damiana Mara da
Hora.
Joo, pardo, filho legitimo de Agostinho Vicra
Lima o Maria Joaquina do Livraraento.
Manoel, erioulo, escravo de Alejandrina Francc-
lina do Souza Marinho.
Elias, pardo, escravo da'viuva Maria Filicia da
CoDceicao Lcile.
Maria, croula, escrava do Claudio Dubeux.
Lista dos baptisados havidos ra freguezia
da Boa-vista de 15 a 21 de abril do correnle :
Claudino, branco, nascido em 21 dcdezcmbrojdo
auno passado, filho legilimo de Carlos Augus-
to Baslior e Amelia Olimpia de Almeida Bas-
tin
Ricardo, branco, nascido em 6 de Janeiro do an-
no passado, filho legitimo de Ricardo l'ereira
de Farias e Maria Albertina Guerra de Parias.
Manoel, pardo, com 3 mezes de nascido, filho le-
gitimo de Joiio de Oliveira Saraiva c Maria
Thereza da Concoico.
Manoel, erioulo, com'15 mezes de nascido, filho
natural de Elias Maria da Conceicao, Africano,
solleiro.
Isabel, parda, com 11 mezes de nascida, filha
natural do Caldolfo Antonio Veira e Severina
Borges da Fonsera.
Mara, branca, nascida em 24 do marco desle an-
no, filha legitima do Antonio Marques Soares
e Amelia de Mello Morques Soares.
Cyrillo, nascido em 9 de julho do anno pissado,
pardo, filho legitimo de Jernimo Ferrcira de
Azevedo e Maria Joaquina da Conceicao.
Eduardo, pardo, com um anno de nascido, filho
natural de Rilla Maria da Conceicao.
Casamcntos.
Joaquim Flix Machado Jnior, com Carila Leo-
poldina de Albuquerquc. brancos.
Domingos Joo Honorio Bezerra de Menezes, com
Maria Zcferina Carneiro Rios, branr-os.
Graciliano Marques de Jess, com Emilia Mara
da Conceicao, crioulos.
Antonio Jos Lcopoldino Arantes, com Francoli-
na Candida Bezerra de Menezes, brancos,
Manoel Leandro, com Clara Maria da Conceicao,
crioulos.
Passogeiros do vapor inglez Oneida, sabido
para os portos do sul : Behrle e Paler, D. Eliza-
betAdelo Benson e sua filha Mary Eliza Benson.
Possageiro do vapor brasileiio Persinunga,
sahido dar o Rio-Grande do Norte : Exm. Sr.
Jos Benlo da Cunha Figueiredo Jnior.
Matadouho publico :
Mataram-so no dia 27 do corrente para o con-
sumo desta cidade 70 rezes.
MORTALinADE DO DA 27 DO CORRERTE
Brasiliana do ('.armo Innocencia, parda, solteira,
26 annos, phtisica.
Jos Marcelino, pardo, solleiro, 12 annos, hernia
chronica enginal estrangulado.
Innocencio Alves Rodrigues, pordo, soltoiro, 20
annos. bexigas.
Isabel, branca, 2 annos, escarlatina.
Ambrozio Isidoro da Conceicao, prelo, solleiro,
34 annos, pneumona complicada.
Mara, branca, 4 mezes febre.
Vicencia, parda, solteira, C3crava, 23 annos,
typho.
Theodoro, pardo, 7 mezes, febre continua.
Jaciutho, pardo, 11 mezes, escarlatina.
HospiTAt de cauidade. Existem 67 ho-
nens e 59 mulheres. nacionaes; 5 homens es-
trangeiros ; total 131.
Na totalidade dos doentes existem 42 Alienados,
sendo 32 mulheres e 10 homens.
Foram visiadas s enfermaras pelo cirurgio
Pinto as 7 horas e 30 minutos da manhoa, peto
Dr. Dornellas s 8 horas o um quarto da ma-
chia.
u Sr. advogaoo deduzindo a eleza, di?st"qutT
nao eslava provodo ler o reo esmrn'eUido o cn-
Lmn r,om.jirxumalauxios aggcflvanles opou.lad.os
pela.promoloria, pana ser imposta a pena de
"^!2l! fel* #'>? nualjbs. O -sesmo
Sr. Drradvvjalo ptSo a absolvi&o-do reo.
Fjndos os debates, depois da replica e Irepl-
ca, oSr. juizida direito pergunlou 0,0 jury se
eslava sufflrienlemento esclarecido parajulgar,
e tendo resposta afirmativa, resumi a materia
da aecusacao e da defeza, propondo ao jury os
quesitos' seguftiles :
1." O ro Candido Bezerra de Salles, no dia
11 do juuho dd 1858,- matara a Joo JJeurique
Dayc com unja violenta cacelada sobre a cabega
na officina desle, sita no lugar denominado Coe-
lhos?
2." O offendido era mestre de officio do offen-
sor?
3." O reo foi impel ido por motivo frivolo ?
4. O ro praticou o criinc eom sorpreza ?
5. Existem circumslaneias allenuantcs a favor
do reo ?
Sendo ditos quesitos entregues com o processo
ao consolho, foi este conduzido sala secreta s
4 horas da larde, dondo voltou as 4 3(4 respon-
dendo aos quesitos pelo maneira seguinte :
Ao 1.Sim, por 9 votos.
Ao 2.Nao, por unanimidade.
Ao3.Nao, por unanimidade.
Ao 4 Nao, por unanimidade.
Ao5.Nao, por unanimidade.
O S&Juiz de direito.eru vista dadecisodo ju-
ry, proferiosua senlcnca condemnando o reo
pena de 6 annos de priso com Irabalhos, e as
cusios, como incurso no grao minimo do arl. 113
do cod. crim. ; e levanlou a sesso addiando-a
para o dia seguinte s 10 horas da manhaa.
Deve ser julgado no dia de hoje o reo Grego-
rio escravo de Domingos Jos do Costa Gui-
mares.
DIAUQ DE MWtAlttVICQ. -t, gABBAPQ t W AgRIt :DB m.
JURY DO RECFE.
2a SESSO.
Dia 27 de abril de 1860.
presidencia do sr. Dn. agostinho erjielinoo de
LEO JLNIOR, JL1Z DE DIREITO INTERINO DA SEGUNDA
VARA CRIMINAL.
Promotor publico interino o Sr. Dr. Francisco
Lcopoldino de Gusmo Lobo.
Escrivo o Sr. Joaquim Francisco de Paula Esle-
ves Clemente.
Advogado o Sr. Dr. Aprigio Justiniano da Sil-
va Guimares.
Feita a chamada s 10 horas da manhaa,
acharara-se prsenles 38 senhores jurados.
Foram relevados das multas por terem compa-
recido e justificado as faltas os senhores :
Francisco Jos Silvcira.
Francisco de Paula Lima.
Foram multados em 20^ cada um dos senhores
jurados multados nos dias Ulteriores, quo nao
comparecerom. e nem foram dispensados.
O Sr. presidente declara aberla o sesso.
Foi conduzido ao tribunal para ser julgado o
reo preso Candido Bezerra de Salles, aecusado
por haver no dia 11 de junho de 1860, assassi-
do a Joao Henriquc Daye, ando urna violenta
cacelada sobre a cabera. Teve o mesmo- reo
por seu defensor o Sr. advogado cima mencio-
nado.
O jury de sentenca foi composlo dos senhores
seguintes :
Antonio Theodoro dos Santos Lima.
Caetano Lenidas da Gama Duarle.
Anlonio.Luiz do Amaral e Silva.
Jos Rib'eiro Simos,
Antonio Joaquim de Farias Jnior.
Decio de Aquino Fonseca.
Francisco do Paula Lima.
Amcrico Vespucio de Hollanda Chacn.
Jos da Costa Brandao Cordeiro.
Jos Feliz Pereira e Burgos.
Francisco Alfonso Ferreira.
Dr. Constantino Rodrigues dos Sanios
E preslam lodos o juramento sobre o livro dos
Santos Evangclhos. "
Foi o reo interrogado, c fez-se aleitura'do
processo.
Finda a leitura foi cancedida a palavra ao Sr.
promotor, e este fazendo a aecusaejio, disse estar
provado, ler o roo commellido o crime por que
era aecusado e concluio pedindo a condemnaeao
no grao mximo do or. 192 do Cod. CrU, por se
darem circunstancias oggravntes.
Communicados
Nao ha mais correcgo possivcl para a gente
que, em nome de S. Exc. Rvma., dirige os nego-
cios desla diocese Nao ha antisptico 15o pode-
roso, que vinguo obstar a gangrena, que vai apo-
drecendo o consistorio da Soledade I As irregu-
laridades o os escndalos, a despeito do clamor
do publico e da iraprensa, continuam como dan-
les, sem que nos resto mais a mnima esperanza
de ver regenerada a igreja pernambucana. Gran-
des devein de ser os nossos poccados na preson-
5a de Dos, cuja mao poderosa pesa irapla-
cavel sobre esta porgao cousideravel do seu re-
banlio I
Ouiz nos parecer, quando vimos instaurar pro-
cesso ao yigario do Santo Anlao, que o consisto-
ro da boledode julgara crnlim chegada a hora de
ampiar di carreira errada em que ia, o que eslava
compenetrado da uecessidade de reger regular c
conscienciosamente o bispado de Pernambuco
persuadalo-nos de que a justica do tribunol cc-
clesiastico ia ser exercida, com toda a severida-
m x, ? a,?Uelle m0 'aslor' em lobo fam.olo, manchando o augusto ministe-
rio da cura das almas com to graves crimes
com loo inauditos escndalos. '
Bem cedo, porm, nos veio o desengao O
processo instaurado contra o vigario Francisco
Navier dos Santos foi apenas urna salisfacao s
reiteradas c unpcrlmentcs requsicOes dogoverno
da provincia : o consistorio da Soledade esl no
Irme proposito segundo se diz, de coneorrer com
todas as suas foreas para a absolvico do vigario
Santos, que aqu estuve ha poucos*dias e deixou
csses negocios bem aplainados.
onm?S!.a""0K "".oproprio vigario Santos diz
com loda a basofia que nt.o teme o resultado do
processo que se lhe instaurou. apezar da eviden-
cia das provasque all existem contra a sua pes-
soa ; oslo nos parece tanto mais exacto, oan-
lo m diz que se trata da sua permuta-rom o vi-
gano delpojuca, que muito do peito de cer-
a pessoa que manda discricionariamente no pa-
lacio do Soledade! r
Mas, cum quanto j nos nao reste esperanea de
ver no bc-m caminho a gente do consistorio ;
com quanto estejamos intimamente convencidos
oc que decididamente apadrinhado pelo consis-
lorio da Soledade o criminoso vigario de Santo
Aniao, assuc como o tecra sido e o esto sendo
aiguns oulros parochos quasi too criminosos como
este, anda assim depositamos alguma confianea
na integndado do Rvm. Sr. vigario gcral do bis-
pado que nos parece nao quererfl contribuir
para tamanho escndalo, e na saa conscicncia
T, t':,Lxc- Rva., cujas boas intencoes a osle
rcspeito acabam de ser mois urna vez manifesta-
das suspendendo, independente do pronuncia, ao
vigario Santos e noraeando um vigario encom-
mendado para a freguezia de Santo Anto, que
esperamos se nao parco em nada com o vigario
Picamos na espeelaliva do procedimento do
Kvra Sr. Dr. vigario gcral, o desde j conjura-
mos b. S. a pesar bem os scus actos em relacao
ao processo do vigario Santos.
Temos em nosso poder urna certido de lodo o
processo; conhecemos todos os documentos e
provas nelle existentes contra o vigario ; consta-
nos que o digns promotor do juizo ecclcsiaslico
o Rvm Sr. padre Dr. Joaquim Graciano deArau-
jojulga procedente a aecusacao e o vigario in-
curso em diversos artigos da conslituicao do bis-
pado : achamo-nos pois em estado de apreciar o
procedimento de S. S. Rvma., o que taremos in-
allive mente depois do julgamenlo definitivo para
touva-lo, ou censura-lo, conforma for justa ou
niqua a sua decisao.
Quanto curia nao faltar queni a vigi c ex-
ponha ao publico os seus continuos desmandos
Pela nossa parle nao podemos deixar de con-
signar aqu um facto, um s, que vem corrobo-
rar quanto se lem dito do estado de desgoverno
em que se acha a diocese. A curia conserva co-
mo vigario encommendado da freguezia de San-
Jos desta cidade do Recfe a um saccrdole*que
alem de sercapollo da fortaleza das Cinco Pon-
tas, o que por si s era mais que suffieienlo para
o inhibir de ser encarregado de urna parochia,
pois que nao pode dizer a missa conventual,
bstanlo velho e completamente valetudinario.
Nesla quaresma nao s nao foi um s dia ma-
triz confessar, mas nem mandou oo menos a ne-
nhum sacerdote que fosse era seu lugar. Para di-
zer a missa conventual anda elle continuamente
a procura de padres que a dgam. Muitas criancas
vao urna e mais vezes a igreja antes que e'n-
contre all um sacerdote autorisado a bapti-
sa-las. r
Ora, um sacerdote destes nao pode, sem gran-
de detrimento do servigo da igreja, ser encarre-
gado de urna freguezia qualquer, mormenle de
urna tao populosa e importante como a de San-
Jos, A curia, porem, que nao allende ao servi-
co da igreja, mas smenle s suas affeiges e con-
veniencias, all o vai conservando apezar dos
males que disso resultam.
O ehritlo velho.
Fomos enlhusiaslas da sociedade Liberal Per-
nambucana, e um dos seus membros installado-
res ; temos acompanhado o sua marcha at hole
estudado os meios, de que ha langado mao a re-
daegao do jornal, que a represeula na imprensa
para consecugao do fim que ella se propoz. Er-
ros gravissimos se lem dado na questo dos no-
gocios desta malfadada sociedade, devidos ora a
impericia, e inhabilidade para a poltica de alguns
dos membroSMlo dircelorio, e da redaegao do jor-
nal, e ora ao desmarcado orgulho de oulros que
encarara a sociedade Liberal como meio de seu
cngrandecimenlo poltico.
Por causa do orgulbo mal entendido de alguem,
que faz parle da redaegao do jornal da sociedade!
muilos membros importantes do partido liberai
liveram de abandonar a. sociedade, preferindo vi-
vercm segregados da poltica, servirem do de-
gro homens insuporlavelmenle ambiciosos, e
que a todo transe querem especular na polili'ca
com a boa f daquelles, que deram crdito suas
proraessas, e julgaram sinceros os seus votos de
amor o tidelidado sociedade Liberal.
A mal entendida superiorldade, que alguem
quiz ler sobre os demais membros da redaceo
do Liberal, se dove a retirada de alguns mance-
bos talentosos, e de esperangas, que promeltiam
grandioso futuro sociedade Lyberal de que eram
membros.
Um destes mancebos, conhecemos, que depois
de ler prestado relevanlissimos servigos, e ole
compromettido parle de sua mdica fortuna, foi
quasi que repellido da redaegao, por aquella
quem mais havia servido : e isto porque negou-
se o fazer o papel de instrumento de alguem I
A' ra, seno fraudulenta adminisiracio do
patrimonio da sociedade, se deve oslar hoje em
mao particular o grande pelo, que com. os maio-
res sacrificios se mandou vir da Europa, Bem co-
mo todos .os pertences da typographla, ao ponto
de ser hoje o Literal /Vn#m6iccano urna em-
preza particular, em tez de ser da sociedade Li-
beral.
A redaegao do jornal tem levada caminho tal,
qoe nunca atlinglr o fim, para que foi creada h
sociedad era nome Se quem se falla,Os verda-
TTe"u is"Turerease da pruwutia, u u punido'Iibii-
**'fS f' Vifcaao ao- aprdido inleresse pea-
sai, tf8!colflsVolilicos de cerlos eTdeteiirninn-
dos individuos.
A discusso sobre ae necesauides do paiz, o
desenvohimento das ideas liberaes, espozados
pelos membros da sociedade Liberal, tem sjdo es-
querido por lulas pessoaes, por discussoes sobre
negocios, que s dizem respeito ao inleresse par-
ticulor, e pessoal de alguem, que se diz o cncfo
da reoacgo di jornal Liberal Pemambuco.
0 nosi> natural.acanharnento para uraa discus-
so publica, e oulros motivos particulares, nos
privara de tomar porte na rcuniao, que amanha
deyn ler lugar na roa da Praia, para so Iralar da
elei ;o do novo directorio do sociedade Liberal, c
da iiova -edaegao da ful ha, que lhe serve de or-
go.
P.'rmit iro porm os nossos correligionarios,
que por neio do presente communicado, que de-
ve ser publicado 110 Diario de Pernambuco, folha
mais lida, c de maior crculago, dirijamos pa-
lavra aos que flzerem parle d'cssa reunio, que n
manhaa se far, para o flm j dito, e Ibes diza-
mos o seguinte :
E" preciso tomar estrellas o rigorosas conlas aos
que tem esbanjado os dinheiros da sociedade,
aos que tem to mal encaminhados os negocios
dell s, de modo, que luctando Unios annos, na-
da ha e/ seguido al hoje, com coneccao os re-
dactores do Liberal. *
Giavissimas aecusacoes so tem frito ao directo-
rio ila sociedade, e especialmente a redacrao do
Liberal, o das quacs se nao lera defendido' con-
ven enleinente.
Nio deveis por tanto dar o vosso vol, paro a
reeleico dos que lem sido assim acrusodos, sem
quo primeiro se juslifiqucm anlo vos, quem
compete nessa reuniao de amanha, o papel de
juis severo.
Conferistes uro mandato importante essa gen-
te, misler que ella vos preste conta do modo
porque o cumpriram.
E' preciso que vos respondam satisfactoriamen-
te as seguintes perguntas, para enlo votardes
uella, ou em oulros que melhor comprehendam
os vossof ioleresses:
1 Coasta que uns dos redactores do Liberal
recebera de Cadix em 1856 ou 1857, urna carta
do :>r. Dr. Flix Pcixolo de Brilo o Melle (hoje
nes a ciJade) em que eram contestadas certas
deis e proposigoes aventuradas no Liberal, e at
pos a em duvida a sincendade dosse redactor era
rehgao na ideas liberaos, que diz, abragara desde
a sua infancia: osla corta foi publicada neste
Diario, o enlretaDlo nao leve resposla convenien-
te, ou sea leve nao se deu dola sciencia ao pu-
blico, como se devia. Qual a razo desle proce-
dimento l
2. Una aecusago asss grave foi fcita por va-
nos jornaes desta provincia a alguem da redae-
gao do Lberal, de haver, por meio de cartas, in-
labolado negociagoes eleitoraes, com oconselhei-
ro Sergio Teixeira de Macedo por occasiao das 0-
leigoes d 21856 Porque nao foram confundidos
oscue tiluniniaram esse redactor?
3 Que razo de conveniencia ou ulilidade pu-
blica, leve a redaceo do Liberal para advogar a
cau ia dos contractadores das carnes verdes, quan-
do lescoberlo o monopolio que riles fazian, e
o puvo bradava ao governo, pedindo providen-
ciar?
4. Qual a razo do profundo silencio que lem
guardado a redaegao do i&era/ sobre as eiupre-
zas da estrada de ferro, do gaz, da estrada do
norle, empreitada pelo engenhoiro Maniede, quan-
do publico e notorio, que n'eslas empiezas se
lem passido factos, que devem ser Irazides ao
conhociu enio do publico, e de cujos tactos nao
se pode clizer iguoranle a redaegao do Liberal,
pois um de seus membros al advogado hono-
rario dessas emprezas?
5 Que motivo poltico leva a redaceo do Li-
beral (jornal lodo liberal}, para advogar a causa
de Joaquim Jos de Miranda contra a liberdade
de iluas pardas, que tendo gozado della em Por-
tugal se pretenda que aqui fossem escravos ?
6." Que proveito tem lirado a redaegao do Li-
ben l em atacar sem criterio, e sem razo a niem-
bro proc mnenles do partido liberal, e de tornar
o jemal um vehculo de insultos.
7 o Qual a razo porque se nao tem procurado
dar a necessaria forca moral polica da provin-
cia, testa da qual so acha um magistrado, um
suspeito por suas ideas liberaes o oulras autori-
dades que esposam iguaes pensanicntos?
8. Porque motivo o Liberal tem deixado de
noticiar i-ircumstanciadamenle as prises impor-
tantes quo tem nestes ltimos das feito o polica
e a penas se limita, quando muito a transcrever
estas not.cias de-oulros jnrnaes?
.JC So 6 verdade. i"*, desdo o anno de 1856 a
1857 o directorio do partido liberol na corte do
Rio d* Janeiro declarou a redaegao do Liberai
Pernambucano fora do gremio do'mesmo partido,
visto nao ler querido acceilar prudentes couse-
Iho, que Ihedava aquello directorio sobre a mar-
cha que dizia seguir nesla provincia era rclaco
apoltica?
Nossas crengas, nossos principios foram ese-
rao os raesmos; o que nao queremos o tn'ei-
cidio to eminente da sociedade Liberal Pernain-
bucana. Tomem-se na reunio do amanha pro-
videncias, que a salvera : nomeem-se, para a re-
daegao do Liberal, homens que saibam compre-
hender ss verdadeiras nfcessidades do paiz, e
cxecular a vontode da sociedade, qual a dever os
pernambocanos unidos era urna s familia, 1ra-
balhaudo para o bem da patria commura.
Podcro dizer, que, quem vos dirige a palavra,
algum Je3peilado, algum intrigante, e at mes-
mo renegado ou vendido : nao importa : temos
conoiencia de queavemos dito, e nos julgamos
suporior calumnia, dos que at hoje tem vivido
costado trabalho alheio, sombra do Liberal
Pernambucano.
A occasiao a mois opportuna para tomar-se
restrictas conlas aos gestores da sua referida so-
ciedade. Se esta fdr contente, de que os nego-
cios conl.nuem, como vao, que deixo as cousas
110 p om que esUo. E' livre, pode dispor de sua
vida, de sua sorle, como bem lhe aprouver.
A penas diremos,sua alma, sua palma.
T. C. P.
Recfe, 27 de abril de 1860.
SEGOCIOS DE PAO D'ALHO.
11
PromeUemos no nosso anterior artigo pintar o
carcter, e onalysar a boa ndole daquelle, que
sejolga aabililado para dirigir os destinos de
Pao d'Alho. Longc de nos a perfidia, edm que o
Imparcial, a quem respondemos, entrou na vida
privada do Sr. coronel Lourenco Cavalcanti, in-
do aos lupanares buscar a liguagem estlida,
com que: mlmoseou a victima de sua ombico
desregratla. Para nos a vida privada um sa-
ciarlo ; roas nao a vida publica, principalmente
daquelle que se op'escnta ambicioso, derrocan-
do templas e aliares para collocar-se sobre as
ruinas, j que nao pode ter lugar, nem ingresso
na casa ce Deus.
O ogentc ostensivo de lodo essa guerra, pro-
monda em Pao d'Alho contra o Sr. coronel
commandanto superior Lourengo Cavalcanti, o
Sr. Luiz d'Albuquerquo Maranbo, modernamen-
te lioenle-coronel da guarda nacional e subde-
legrdo de polica. Digo modernamente, porque,
temi servido no exercito pobremente alguns an-
nos ehegou a ser proprietario por um casamen-
to. Isto, longo de o deshonrar, pelo contraro
em obonD de sua vida passado, se nao abusar
da fortuna, que lhe corria. O que dissemos
s para provar que o Sr. Maranhao muilo no-
vo em Pao d'Alho, ondo nao tinha, al pouco
lempo, bens, nem familia, nem amigos, nem co-
nhecidos. A nao ier, como tem presentemente,
urna propriedade, o Sr. Maranhao seria em Po-
dAlho um perfeilo aventurero.
Diz o Imparcial quo o Sr. coronel Louren-
go Cavalcanti seexasperava. reconhecendo no Sr.
Lu:; Maianhoo homem necessarie o prestigise
na freguezia de Pao d'Alho. e por isto cogila
meios a ver se consegue ( mas debalde ) offuscar
0) laerilo e legitima considerago do que goza
n'a<;uctlti comarca. Embora, accrescnta o
Im arcial, todas esees tramas e aleivosias, fl-
uan do despeito o da inveja, o Sr. Maranhao
umeidaco digno de toda a consderaco ; em-
bor.i mesmo -o denle viperino e a baba pestilente
de seus desleaes inimigos, elle caminhar no-
brement 00 seu destino.
Deus nos- livre de acompanhrr o Imparcial
nessas arguigoes otrabilarias, com que, para ferr
ao Sr. coronel Lourengo Cavalcanti, sobe de
poeto, excede mesmo toda e qualquer verosi-
milhauga ; oque dissermos, em justa defesa do
nosso amigo, nao ir,alm da noloriedade publi-
ca. O :>r. Luiz Maranhao o homem necessa-
irio prestigioso, quem o denle viperino nao po-
de morder, nem a baba.pestilente infectar! mas
de juem o denle, de quem essa baba infecta ?
De cerlo nao foi o Sr. Lourengo Cavalcanti o pri-
meiro que morder; se ha dente viperino, de
3um piimeiro se atreveu a ferr a rcpulago
e um homem 15o geralminte reputado, coma
cenfessa o mesmo Imparcial.
Urna verdade salta 4o bico da penna do /;n-
patcial, que sobre a ruino, sobre a queda do

praaiwiu uu ol. ulgul Louiei^o UWiianiir
pretende elevar a estatua de barro do Sr. Luiz
Maranhao a quem desejaria conferir as honras
de senhor feudal de Pao d'Alho. Mas para islo
sena muter infundir na pessoa do seu idolo qua^
lidados que nao posse. Nao dissemos que o Sr
MaraDhao quasi idiota, mas de una ignoran-
cia. Wf 1ue diOJcilmente assigna o seu nome ;
rcduzao a um pequeo circulo, que influencia
extensa collocou m redor delira qua|frtfitali-
dade da freguezia o delesla ou o despreza. De
carcter snmmameBla..vilenlo repelle, de si a
todo o boroem aB bro,, que eerespela. ou oppri-
me com supina grosseria quelles que urna pro-
leccao. descommunal collocou debaixo de sua au-
to ridade.
i>Aarn! njn8,cn' 1ue ignore que o povo de
1 eo a Aiho 6 summaraente religioso : haja vista
o que so passou e.n 1852 por occasiao dos dis-
turbios da chamada lei do censo. Bastara pois
esta qualidade, alias recommendavelno povo da-
quclla freguezia, para provar a mpoDularidade
de que geralmente gosam o Sr. Maranhao e seu
irroao Manoel Thomaz depois do publico espan-
camento praticado na pessoa do Sr. padre Vi-
cente Ferrer, do que resultou como corren-
te, urna cxcommunhono segundo.
Alm de que o Sr. padre Vicente, como antigo
chefedo partido liberal, gosa all de todo a pre-
ponderancia, que lhe d este seu carcter, e
nenhum.liberal era loda a comarca pode ver com
bons olhos aos Srs Maranhes
Agora queremos que se nos diga : podem se-
mclhantcs homens gosar do menor prestigio, da
me".r consideragao ua freguezia de Pao d'Alho?
Atem de ludo isto accresce que a moralidade
desses senhores nao esl isenta de seras argui-
eoes. iSao somos nos que o dizemos. nem asse-
yeranamos factos que nao presenciamos ; por-
anto apenas referimos o que diz em gcral quasi
loda a populagao daquella freguena, e que o
ai. i-uiz Maranhlo leni constituido o sou enge-
nho o verdudciro receptculo de quanto crimino-
so e desertor procura a sua prolecco, que elle
acoberta com a sua auloridade policial.
Anda mais se diz, no que nao acrcdilomos, e
vera a ser, que essa prolecco dada a criminosos
nao 6 lao gratuita couo se suppc.
Se o Sr. coronel Lourengo Cavalcanti uo li-
vesse sido lao calumniado, como fora pelo Im-
parcial, nao s na sua vida publica, como pri-
1 vado, nao diriamos nada mais contra o Sr. Luiz
i Maranhao, contenlando-nos com appellar para o
povo da comarca de Pao d'Alho, queja hoje co-
nneco perfeilamenle a ambos ; mas nao consen-
tiremos que impunemente so diga contra o pri-
meiro, que fora protector de nssassinos, etnquan-
10 se denomina justa e nioralisada a auloridade
do segundo.
Contra esta asserco fallam mais alto lodos os
factos, que se tem dado ltimamente nnqnclla
treguezia, como a escandalosa prolecco dada ao
criminoso do morte Joo da Costo Cufia.
I L oque se diz geralmente? diz-se que o Sr.
Luiz Maranhao o Irouxera para a villa e obtivera
a escandalosa despronunca do mesmo Culia
conira a expectago de todos os homens hones-
tos e habita ules de Pao d'Alho, que nao pode-
ram deixar de indiznarem-sc por scmelhantc tor-
peza.
Quizcnmos lambem que o Sr. Luiz Maranhao,
ou o Imparcial, explicasse ou dissesse as causas
das dcnnssoes ullimomeiitc dadas diversos ins-
peciores de quorleiro. Que tambem nos deci-
frasse a nomeacio de Chico Piba, homem de ter-
nveis precedenies, como geralmente se diz, para
inspector de quarteirao de S. Pedro, lalvez como
una prova exuberante do morlidadc do policio
actual de Pao d'Alho. Emprasamos-ao Sr. Im-
parcial para esta discusso, que de.ve ser muito
iiileressanle.
Ainda nao dissemos tudo quanto se diz c se
sabe da influencia legitima e do prestigio decan-
lado do novo campeo e chefe feudal de Pao
1 d Alho.
Enlrclanlo o publico faga a comparicao entre
elle e o Sr. coronel Lourengo Cavalcanti, o de-
cida a favor do quem esl o'prestgio o o influen-
cia : se n Livor daquelle quo nunca offendeu o
melindre e os brios de nenhdm licral. nnm aia-
cou a religosidade do povo daquella comarca, ou
do homem assomado e violento, que nao tem he-
sitado emoffender tantas susceptibilidades, cujo
irmo, com quem sempre se acha de accordo,
leve o arrojo de atacar de frente a garanti indi-
vidual do cidado, o chamou sobre si a odiosidade
publica, o a aegao da justiea. A desvantagem
contra o Sr. Maranhao de ial quilate, que nao
nccessilamos aprecia-la com temor de a tornar
anda raais odiosa.
Senjamos chamar tambera a terreiro oulro no-
"?? wonao deveria entrar nesta nossa defcza.se
elle jm fosse indicado como para fazer contraste
ewn o do Sr. coronel Lourengo Cavalcanti: esse
nome o do Sr. Joo Anastacio Camello, delega-
do. siipplenle em excrcicio qa mesma freguezia.
O Sr. Joao Anaslacio, se bem nos recordamos
o mesmo ex-uispector do quarleirao dos Afosa-
dos, quo fra demiltido em 1850 pelas mal versa-
goes c torpezas, que com metiera no excrcicio
desse cargo, segundo declarou o respoctivo sub-
delegado ao presidente da provincia naquclla po-
ca, e de qu temos documento comnrobatorio
que para em nossns mos. So Joo' Anastaei
dos Afogados nao o Sr. Joao Anastacio de Pao
d Alho, pedimos perdo a este pelo equivoco, de
que so elle culpado por ler ura nome to seme-
Ihontc.
O Imparcial chama em seu apoio a maiora
dos homens sensatos da freguezia contra um pu-
nhado de frenticos polticos. Quem serao esses
frenticos polticos, quem serao os homens sen-
satos de Pao d'Alho? Naturalmente, segundo a
opiniao do Imparcial, os frenticos polticos
sao o Sr. coronel Lourengo Cavalcanti, seus
amigos, parentes e adherentos, todo o partido
liberal offendido pelos senhores Maranhes na
pessoa de sen chefe, emfim lodo o povo da fre-
guezia, eminentemente catholico, ainda horro-
nsado pelo atlentado conira a pessoa de um sa-
cerdote em pleno dia. E a maioria dos homens
sensatos ? oh essa salta vista de qualquer
energmeno, que queira enxerga-la nos subordi-
nados do ar. Luiz Maranhao, suieilos ao recruta-
raenlo e 00 calabougo, nos reos de polica de to-
da a comarca, e mais que tudo ua reserva do
engenho Aldea.
O Imparcial ainda falade prescripcoes, d<- recru-
lamentos lorgodos, quando tudo era horror, quan-
do me8ir.o os privilegiados, os representantes da
nagao eram ameagados e suas inmunidades calca-
das aos ps ; a jusliga em certas mos posta em
almoeda, os orphos clamando por seus direi-
los, que revertiam era beneficio de homens a
quera se quera elevar, ele etc., etc.
Contra quera toda essa calilinaria ; quem sao
esses malversores, esses ladroes polticos, osses
magislrados concessionarios?
Poro onde foram os proscriptos, quem sao es-
ses privilegiados, cujas inmunidades foram cal-
cadas aos pes ? Era melhor que o Imparcial des-
nasse essa meada ; que conlasse tacto por facto ;
que cliamasse sobro sous autores a reprflblo das
leis e a indignago publica.
O que se pode responder a todo esse aranzel ?
Menliris imprdenter! !
O que cerlo que a freguezia de Pao d'Alho
gozava de urna paz octaviana, ot que se quiz fa-
zer do Sr. Luiz Maranhao urna entidade poltica,
ou desde que elle coraegou a aspirar ao lugar de
chefe de partido.
Desde ento todos os excessos foram em-
pregados afim de collocor em antagonismo
o novo aventureiro e o velho conservador. De
nada, porm, servira a audacia do aventureiro,
falto de ludo, como geralmente lido, de juizo
como de prudencia, de inslrucco, como do mo-
ralidade, se umdedo por demais impertinente nao
fosse mesclar-se na lua para darganho de causa
ao protegido do club-director. Para isto foi mis-
ler cresr conflictos, provoca-los, e einpregar
os meios os mais immaraes o reprovarto que se
pode imaginar.
Essa historia seria tio ridicula contada, que
nosabstemos de a referir por extenso : qui po-
test capere, capia!.
Tudo sto nao pode ir de afogadilho ; mster
tomar folego, e deixar para oulra vez algumas
aecusacoes feitas ao nosso veneravel amigo o Sr.
coronel Lourengo Cavalcanti, c cuja resposta dei-
xamos para o seguinte artigo.
O justo.
AO CEARA'.
Uraa bella occasiao s oflefecc aos Cearenses
para mais urna .Tez mostraren) que sabem apre-
ciar o mrito e recompensar a virtude.
Para preeneber a vaga que no senado Ocou
pela .raorte do Exra. Sr. Alencar. apresontamos
aos nossos patricios um nurue Ilustre, nm ma-
gslrade honrado e inlelligeule, que por seus
S(rvigo se lia tornado credor do recoahecimento
dos Cearenses; fallamos do Sr. desembargado!
Jos rereLra da Graca.
O partido saquarema do Ccar nao pode, o
menos que nao queira possar por ingrato, deixar
de aceitar a candidatura do Sr, desembargador
Graga, pais que o Sr.Jesembargador Gragados-
prezando seu3 inleasses particulares, om sa-
ctL&cio de sua (rbpria rida, intea(o*, guando ao
'.i- 1 II' |J
i-eara exisiia' apenas o paniuo''do"itluaire flaao
Alencar. Blk-nlou nrirntiuar a A*f.iln -
-.-. v,c..u uijcina v panino oo llIUSirn floatfo
Alenea/, iaUniuti orgnnisar o partido saqnare-
ma, e com ereilo, nao recnand* ante ditRculda-
de e sacrificio algum, veio afrnal o Sr Graga
realisar o seu intento formando o partido saqua-
rema que hoje existe no Qearij
O quo acabamos de expor .^gerolmente roco-
nheado por lodo Cear, principalmente pela ci-
dade do Ico. que foi teslemunha das pen>egui-
goes injustas cora que lulou o Sr. desembarga-
-i n cia* aiira do levar avante o seu proposito,
que flnalmenseconseguio. -:
Esperamos, pois. que os. Cearenses nao des-
conhecendosies servigos e sacrificios, e apre-
ciando as dtstinctas qnattdades do Sr. desem-
bargador raga, sua tUustraeo a vitnde. o fa-
gara entrar na lista trplice. Desta raaneirn Oca-
ra o Cear mu bem representado, o os Cearen-
ses pagarao a divida de grado de que cre-
dor oSr. desembargador Graga.
Um Cearese.
Retirase hoje para o Rio Grande do Norle o
fcxm. Sr. Dr. Jos Benlo da Cunha Figueiredo
Jnior, digno presidente daquella provincia.
b Exc. foi obsequiado por grande numero de
pessoas que, acompanhando-o ao seu embarque
quizeram dar-lhe mais urna prova de quonlo
1 preciam as suas excedentes qualidadcs.
S. Exc tora precedentes que sao segura garan-
ta de sua habilitago as materias administra-
tivas.
Como secretario da presidencia desta provincia
moslrou no desempenho das runeges do seu
cargo tanto criterio e capacidade quo mereceu
nao s a esliraa de lodos os administradores com
os quacs servio, como tambem a honrosa missv
que acaba de receber.
Exultamos de salisfacao quando o governo faz
nomeacoes desta ordem, mostrar o mais vivo
inleresse pela felicidade e bem estar dos seus
subdilos.
A S. Exc, a quem desejamos urna prospera
viagera, as nossas cordlaes felicitacdes pela sua
acertada escolha, e aos Rios Grandenses aos
quaes auguramos urna admiDislrago feliz os nos-'
sos sinceros parabens.
U.
Recite 26 de abril de 1S60.
Correspondencias.
=31
porque nao daref mais resposla alguma se nT
que me permute a lei em meu desaggravo.
A rhinha repulagSr) o meu nico patrimonio
que devo conservar illesa como al hoje, dos gar-
ras 6< qualquer abiitre. que a queira despedrar
ou terlr para seus desabafos e viogaogas injustas.
.-?. rae PrP<*o estou, assim como no de
insistir pela mudanca da casa em qae mera o
Sr. Gamboa, a qual arrendei desde 1854. e por
suas doces pilavras della inda nao pude apo-
vettar-me e agora pelos ullr.ges que por isso an-
da se rae dinje.em vao so pretende acobardar-so-
rae para de urai vez abrir miodeto jusloquo
razoavel intento no que esto em puro trro.
Peco-lhes, Srs. redactores, a iosorgio desta*
curias linhasdo seu constanlo assignanle
Josilaria Goncahes Vieca Guimares.
COI! HIRVI.
Alfainles.
Rendimentododia 2 a 26. 289.953935
dem do dia 27.......18.408^400
308:362a*385
Movlmento da alfandesa
Volumes entrados com fazendas 94
> com gneros 431
~ 525>
Voluraes saludos com fazendas 1(>
> com gneros 126
------235
oscarregam hoja 28 de abril.
Barca americanaImperadoro resto.
Hiate americanoCaliopegelo.
Bogue brasileiroDamodiversos geueros.
Consulado gcral.
Rendimento do lia 2 a 26. 54.618j618
dem do dia 27....... 2.308j3S
56:926921
Diversas
Rendimento do dia 2 a
dem do dia 27. .
provincias,
26. .
Companhia pernambncana de narega-
co costeira.
Srs. redactores.Rojolhes o especial obsequio
de publicarem em seu conceiluado jornal Igumas
palavns a respeito da companhia Pernambucano,
em virtude de nm artigo que li no Liberal Per-
nambucano de 24 do andante mez, assigoado por
um dos amigos do progresso.
Nao contestamos o andamento que tem toma-
do essa companhia, mas qo podemos admiltir
quo esse andamento seja devido aos Srs. com-
raandanles Moreira o Lobato, alias muito dignos
commandanles, porm julgamos mais curial at-
tribuir-se as alterages no pessoal desses vapores
ao novo gerente o lllm. Sr. Francisco Ferreira
Borges que muilo acertadamente rege hoje os
destinos dessa companhia. Dizer o amigo do
progresso que desde que esses vapores sao
dirigidos por habis commandanles como os
Sis. Moreira e Lobato, que esquecendo-se de
seus inleresses proprios o individuaos, nao em-
pregarn as vistas seno em fazer progredr os
inleresses da companhia, baten que oaiuautedo
progresso nao so lumbre que o Sr. commandanto
Moreira o mesmo commandanto do lempo em
que a companhia nndava mal (segundo di/) o nao
nos consta que sejaoutro ; cmquanlo ao Sr. cotn-
mandanle Lobato nada dizemos pelo pouco co- !
nhecimento que temos desse senhor. Sabemos s '
que um mogo honesto e sizudo ; o que nos
esl paiccendo quo isto sermo encommen-
dado para fazer acreditar quo o ex-commoudan-
le do Iguarass e o fallecido commaudanle do
/'ertinunoa nao cumpriam seus deveres c nem
deram inleresses a cotunanlii*, onhoocnius bs-
tanle o sr. Macicl Jnior o fomos por muitas ve-
zes a bordo do Iguarass e vimos maneira por
que este Sr. zelava os interesses da companhia e
o seu navio man teve sempre a melhor ordem,
aceio e subordinaco que era possivel e pelo
lado de inleresses" nao nos consta que o actual
commandanle tenha dado mais inleresses a com-
panhia do que o Sr. Maciel Jnior ; o mesmo se
pode dizer cora o fallecido commandanle Almeida,
depois que assumioo cpmmando do Persinunga,
foi que eslo navio comecou a dar inleresses e a
ser mais bem dirigido no que diz respeito a lim-
peza, ordem e subordnaco.
Nao contestamos quo'os vapores hoje andam
i mais regulares, mas a liuha do norte para isso
I conseguir foi mister fazer serios reparos no Igua-
rass, e para isto estovo demorado nesle porto
4 mezes, o nesle lempo se Ihes reparou o seu en-
genho o caldeiras segundo nos informara e para
acililar-Ihe as viagens se Ihes sopprimiram tres
portos das escalas do norte, vista disio deve o
Sr. amigo do progresso dizer qual dos dous cora-
mandantes do Ioaarass lem dado mois inleres-
ses a companhia se o Sr. commandanle Moreira,
ou se o ex-commandanle Maciel Jnior, pois pode
conhecer isso melhor reccorrendo ao tesleniunho
dos livros da companhia, pois contra factos nao
ha_argumentos ; dissemos que pareca isto scr-
mao encommendado, porm ovangamos mais,
lano insengo derramado uo Sr. Moreira, j abor-
rece.
Permitlam-nos, senhores redactores, que faca
estas observacoes para que em todo o sentido da
correspondencia do amigo do progresso s devi-
samos querer ferir a repulaco o probididc do
ex-commandanle do Iguarass, quem conhece-
mos e somos amigos.
Os amigos da verdade.
Srs. redactores.Satisfazendo a pergunla do
Sr. Jos Maria Freir Gameiro, tenho a declarar
que nao se entendo com S. S. o trecho da minha
correspondencia, publicada no Diario de 23 do
corrente que allude.
[Rufino Augusto de Almeida.
Reefe 27 de abril de 1860.
Srs. redactores.Foi atrozmente insultado no
artigo edictorial sob a epigraphoCompadre Pro-
iunciano=do peridico desla cidade Ordem de
24 do correnle, pelo ftil pretexto de exigir para I
minha residencia e de minha familia a casa em
quo mora o Sr. Francisco de Freilas Gamboa, a
qual arrendei a irmandade da Conceigo dos Mi-
litares desde 1851, e deixaria de da resposla se
nao fra considerar, quo o meu silencio pode ser'
interpetrado como a confirmago taata de taes
impnloces injuriosas, qu lis repillotudo
quanto ah se diz por conta, risco ou a pedido do
dito Sr. Gamboa contra raim, involve graves in-
jurias, c calumnias o como estou disposto a pro-
mover o chamamento por ellas aos tribunaes do
paiz, entendo que nelles melhor ser a discus-
so, e o ajuste de contas entro o offensor e of-
fendido
A qualiGcago que se me deu de Lapuz, pelo
facto de ser eu Portuguez para desaggravo do,
Sr. Gamboa, seria bem cabivel, se por ventura'
o dito Sr. Gamboa j livesse renegado a sua pa- |
tria, como renegou a prolissio de cmico para
mestre escola, ej nao fosse lambem cidado
Portuguez qual honra-rae de ser
A patrio e a religo nunca injuriaram seno
aquellos que as pem em almoeda e as lem por
baga tolla.
Nao sei, se estar bem ao Sr. Gamboa con-
correr directa ou indirectamente para eu ser as-
sim ultrajado no peridico cima mencionado,
embora j& agora queira disso ressalvar-se.
Se isto esl mal, somente ao Sr. Gamboa e
nao ao Sr. Loyolla, o qual sem duvida conside-
ro de oulros mois nobres sentimentos pora nao
raaltratar-me assim sem jamis haver nunca re-
cebido de mim a menor offensa, a nao ser para
isso muito instado.
Quanlo a exigencia da casa em quo mora o Sr.
Gamboo, nao foi ella um pretexto, como se diz
naquello artigo, porque lodos bem sabem, que
tendo eu eslabelecimenlo na loja da dila caso
sem duvida muilo me convir morar com loda a
minha familia nessa localdade, tanto sssjm que
por isso foi quem mais pelo arrendamento chegou.
Tanto nao tenho proposito algum de encom-
modar ao Sr. Gamboa que dei-me ao trabalho de
procurar urna outra casa to ou mais commoda
para ello, e al mediante a urna gralificago, que
prouu-ui alguem, pude dcscobrir duas ptimas
habilaces, uraa na ra das Flores e outra no
palacete do Sr. Oeiras, as quaes lhe mandei offe-
recer e elle recusou-se de acceitar, porque o sea
Dm tem sido nanea mudar-se e agora por cima
promover que eu seja ultrajado, procedimenlo
este que por cerlo nao lhe muito sirozo.
Parece que o Sr. Gamboa nao deve ter contado
fielmente a historia da mudanga da oseada dessa
casa, porque do contrario nao, se Airia, que fra
por mim feita, quando o foi pela propcia irman-
dade o quem perlence esse predio, embora eu
concorresso para essa despeza as suas exigencias.
Explicando assim os fados taes quacs se de-
rara, d*ixaei a liberdade a buem qtier que- seja
de te ealumniaa4o-iae e injuriando a sea. salvo,.
7:206*708
90^300
7.297|01W
*
Despachos de exportacao pela me-
sa do consulado desta cidade n
dia 87 de abril delSGO
BreakwaterBaica araericonu Margare!,S. Bro-
Ihers & C, 200 saceos assucar moscavado
LiverpoolBarca inglesa Sea Serpent, S. Bro-
ihers & C, 100 saceos cero de carnauba.
CanalEscuna hollandeza oMaria Camelia, Kal-
kmann Jnior & C, 500 saceos assucar masca-
vado.
Ri Ia,Prata=Polaca sarda Maria. A. Irmos.
2a barricas assucar branco e 150 ditas dito
niascavado.
Ro da Prata Patacho hollandez ara Elisi-
beth, A. limaos, 230 barricas assucar masca-
vado c 150 ditas dito branco.
Porto =Btiguc portuguez Harmona, Azevcd
Jx. Mendes, 46 couros salgados.
LisboaBrigue portuguez Uelampago, T. de A.
Fonseca, 40 cascos niel.
LisboaBrigue porluguez Constante, Vuva A.
a Fuho. Izo saceos assucar moscavado c 7i
dilos dilo bronco.
Exportacao.
Lisboa, brigue porluguez FlorinJa. de 319
toneladas, conduzio o seguinle : 3,100 saceos
assucar.
Boston, galera americano Meddlese, de 7G~t
toneladas, conduzio o seguinle : 493 saceos
assucar.
Rio do Janeiro, briguo nacional Pedro II, do
261 toneladas, conduzio o seguinle : 3,071
saceos assucar, 3,000 couros seceos.
Lisboa, patacho porluguez larco, de 225 to-
neladas, conduzio o seguinte : 1.276 o 50 bar-
ricas assucar, 88 cascos rael, 20 pedras << n~..
naasboda u i rendas internas
geraes de Pernambuco.
Rendimento do dia 2 a i6. 18:483^975
dem do dia 27....... 457^218
18:941519:5
Consulado provincial.
Rendimento do dia 2 a 26. 52:403*981
dem do dia 27....... I:841j955
54:245J936
Movimento do porto.
Navios saludos no dia 26.
Portos do sul.Vapor ingloz Oneida, comman-
danle I. A. Beris.
Rio Grande do Noite.Vapor brasileiro Persi~
nunga, commandaule Lobato.
Navios entrados no dia 27.
Montevideo50 dias, escuna noruega Caroline.
de 210 toneladas, capilo Uelraboe, equipa-
gum 7, carga couros ; ao capito. Veio refres-
car o segu para Falmouth.
Rio de JaneiroHiato brasileiro Oliveira II, de
255 toneladas, capilo Jos de Oliveira Leiler
equipagera 12, em lastro ; ordem.
C3 ce Cb ** 1 a. ce B Horas.
W w * 0 c 01 PJ 9 1 i 1 i 1 5 VI V. AtmoSphera O m en Pl < 0 2 s
* w Direcco. < a H 0
* * Inlensidade.
00 co 8 ce t* c Centgrado. -i ta 0 O r g
ti 1 Reaumvr. g 1*
ce 1- 00 .4 CO ti 3 Fahrenheit
s OS tf en bo es Hygrometr . CA
-i -' 00 w -1 0 33 0 Barmetro
A noite clara, vento SE, veio para o terral a
assim amanheceu.
OSCILLACO DA HAR.
Preamar as 8 h. 54 da manho, altura 6.30 p-
Baixamar as 3 h. 6' da larde, ollura 17.5 p.
Observatorio do arsenal de marinha 27 de abril
de 1860 Viscas Junio.
Editaes.
-- O lllm. Sr. inspector da thesouraria provin-
cial, em cumprimenlo da ordem em vigor, man-
da convidar aos proprietarios abaixo declarados
entregaren] na referida thesouraria, no prazo
de 30 dias, a contar do dia da prime cao deste, a importancia das quolas com que de-
vem entrar para o calamento das ras abaixi
indicadas, conforme o disposto na lei provincial
n. 350. Adverlindo que a falta da entrega vo-
luntaria ser punida com o duplo das menciona-
das quolas, segundo o art. 6 do regulamento de
22 de dezembro de 1854.
Caes de Apollo.
Ns.
43 A Jos Mamede Alves Ferreira 1955000
Largo da Penha.
2 Bernardo Antonio de Miranda 60JO0O
Ra Direita.
131 Manoel Romo de Carvalho 103$80O
139 Joaquim Lopes de Almeida 99JJ00O
Rila dos Martyrios.
3 Candido Francisco Gomes 648600
Ru dos Cinco Pontos.
92 Aona Maria de Carvalho Ucha 27?{000
94 Joanna Francisca dos Sanios 3240O
96 Francisco Marns dos Anjos Paula 24-;90O
100 Rila Maria da Conceicao 9000
102 Tiburcio Valerianno Baptisla 25s200
104 Ignacio Jos Coelho I89OOO
106 Antonio Joaquim dos Santos
Andrade 365000
108 Maria Luiza da Purificago 18>)00
110 Podre Jos Antonio dos Santos
Lessa 18$000
112 Jos Pinto de Magalhes 3(J?000
114 Jos Joaquim de Oliveira 259200
120 Manoel RomSo Correia de Araujo 2700O
122 Antonio Franaisco de Carvalho 368000
124 Joaquim do Souza Miranda Couto 36OO
126 Antonio Francisco de Carvalho 26U0O
128 Dilo 3SlSP0
130 Joaquim Xeiieira Peixoto 865OOO
13J Antonio Nobre de Almeida e --^-n-
oulro 369000
134 Candido Jos di Fonseca 36J00O
136 Pedio Banal da Costa Soares I?S5
138 Francisco das hagas Mendonca 21j600


T

Hq Socra-
Aogela das Virgens
menlo Vianna
142 Antonio Goncalves de Uoraes
141 Hilo
146 Maria Vicencia de Abren Lima
148 Joo do Amaral Raposo
150 Marcelino Antonio Pereira
152 Dito
154 Joo Matheus
156 Antonio Jos do Magalhies Bastos
158 MurcL'lino Antonio Pereira
160 Dito
71 Joo Fernandos Lopes
73 Francisco Jos Das da Costa
75 Manoel Medeiros de Souza
77 Joo Barbosa Maciel
79 CandidoJos da Fonseca
81 JoaquidfliliiQalves Salgado
83 Jos Jqpba Fcrrcira de Men-
donca
85 Victorino Jos de Souza Travasso
87 Padre Luiz de Araujo Barbosa
89 Dr. Francisco de Assis de Olivci-
ra Maciel
91 Joanna Francisca de Mcnezcs
93 tfilhos de Joo Rodrigues de
Moura
Travessa do Dique.
1 A, Auna Joaquina da Santa Cruz
Ra do Rangcl.
U2 Jos Joaquirn de Novaos (os
altos)
Rus Real.
47 Albino Jos Ferreira da Cunha
393600
45)000
459000
348000
369000
450000
45S000
30(000
869OO0
1059000
1053500
548000
10*800
259200
259200
219000
28jJOO0
189000
239400
28800
189000
4590 00
30*000
12#600
150)5000
609000
dos Sanios Rri Mago, poce ser fsla uo convez
de ntn navio regular, dialunci de 1i a 13 mi-
Ihas, por se achar approxim'^BmBnl0 na allura
de 43 ps inglezei.
Deas guarde a V. Ezc. nB> Exm Sr pregi.
dente da provine D_ JN, bambuco. O presi-
dente. Joo Jos dp, Olivia lunqucira.
Conforme=t'r pedimento do '.cetario, francisco Firraino Mon-
leiro.
t[)lAr\!t> bS frEP.ttAUBPCO. SABBADO 48 DE ABRIL DI 1860.
Declara E para constar se mandou
c publicar peto Diario.
2:2229100
affixar o presente
Secretaria da thesouraria provincial de Per-
nambuco, 28 de marco de 1860.O secretario,
A. F. da Annunciaco.
O Dr. Silvino Cavalcanti de Albuquerque, juiz
municipal da primeira vara da cidade do Re-
cite de Penianibuco, por S. M. o Imperador,
que Dms guarde, etc.
l''acosaber,qoe emcnmprimenle ao art.36 dalei
de 19 de agosto do 1816, sao convidados todos os
cidadus que tiverem sidodesallendidos na qua-
lificayo do votantes que leve lugar as diferen-
tes reguczia deste municipio, e que ententaram
recurso na forma da lei a apresentarem-se pe-
ranle o conseibo que deve principiar os seus
irahalhos. do dia 15 do crrente eni diante na casa
da cmara municipal desla cidade.
E para constar mandei lanar o presente que
ser publicado pela iraprensa c affixado nos lu-
gares do costume.
Dado e passado nesla cidade do Recife, aos 11
de abril de 1860.Eu Francisco Saraiva de Arau-
jo Galvao, escrivao o escrevi.
Silciino Cavakanti de Albuquerque.
Pela inspeccao da olfandega se faz publico,
que no dia 20 do conenle depois do meio dia
se bao de arramalar em hasta publica a porta
la niesnw rcpartic.ao, de confonnidade cora o
disposlo nos art. 276 e 277 do regulamento de
22 de jnnlio_de 1836, livres de direitos ao ar-
rt-malante, 700 pedras para moiuho, deposita-
das om armazem alfandegado de Prxedes-da
Silva Gusmo. a requeriinenlo do Barroca &
Castro, j annuiiciadas por edita! de 30 das,
rindas da Illia de S. Miguel na escuna por-
tuguesa fainha dos Acores.
Alfandega de Pernambuco 21 de de abril de
ISO. O inspector Benlo Jos Fernandos
Barros.
O Illm. Sr. inspector da thesouraria pro-
vincial, cm viriude da ordeni do Exm. Sr. presi-
dente da provincia, manda fazer publico, que
no dia 10 de maio prximo vindouro, se ha de
arrematar, a quera por menos fizer a obra dos
reparos dos empedramenlos da estridas da Vic-
toria entre o* marcos de 6 a 8 mil braceas, ava-
llada em 6:5128.
A arrematacoser feita na forma da lei pro-
vincial n. 343 de 4 de maio de 1854, e sob as
("'"*u -"ponnps abojxo copiadas.
As pessoas que se quizerem propor a -i ,.,,, -
rnataco tomparecam na sala dassessoes da men-
cionada junta no dia cima indicado, pelo meio
dia, competentemente habilitadas.
E para constar se mandou aflxar o presente e
publicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Pc-r-
nambuco, 18 de abril de 1860.O secretario, An-
tonio Ferreira da Annunciaco.
Clausulas especiaes para a arrematando.
1.a s reparos dos empedramenlus da'eslrada
da Victoria entre os marcos de 6a 8 mil-bracas,
sero feilos de conformidade com o ornamento
nesla data approvado pela directora em conse-
llio, e siibmctlido approvacod Exm. Sr. pre-
sidente da provincia, na importancia de ris
6.5129.
2.a O arrematante comecar as obras no prazo
de 15 dias. e as concluir no de 4 mezes. conta-
dos segundo o art. 31 do rcgulamenlo das obras
publicas.
3.a O empedrameuto na importancia da arre-
matarlo ser felo em tres prestaces iguaes,
sendo a primeira quando livcr fcito um terreo da
obra ; a segunda quando houver feito dous ter-
cos, c a ultima na entrega da obra.
4.a Em ludo o raais quo nao esliver especifi-
cado no orcamcnlo e as presentes clausulas es-
peciaes, se observar o quo dispc a lei n. 286.
Conforme.O secretario, AntonioJFerreira da
Annunciaco
O Dr. Innocencio Serfico de Assis Carvalho, juiz
municipal supptcntc da primeira vara nesla
cidade do Recite de Pernambuco, por S. M.
Imperial e Constitucional o Sr. D. Pedro II,
quo Dos guarde, ele.
raco saber os que a prcrente carta de editos
virem e dclla noticia tiverem. que Manoel Duar-
te Rodrigues me dirigi a petigo do Iheor se-
guiule :
Illm. Sr. Dr. juiz municipal da primeira vara.
Diz Manoel Duarte Rodrigues, procurador de
Manoel Jos Francisco e Quitea Maria, que leu-
do Lino Jos de Castro Araujo se obrigado a pa-
. gar-lhe no dia 31 de dezembro do 1854 a quan-
tia do 1:0009, de que o supplicado devedor nos
ditos Manoel Jos e Quitea Maria, como melhor
se v da ola oromissoria junta, acontece que
at esU data nao pagou o supplicado dita qnan-
lia ; por islo requer o supplicanle V. S. se dig-
ne mndalo citar, aflm de reconhecer sua letra
e obrigacao, o ver assignar-se-lhe o prazo de 10
dias. denlre dos quacs dever ser condemnado a
paar-lhe a dita quanlia e juros al effetlivo em-
bolen, ou offeiecer quilaco e embargos que o
relevem da condemnaco ; pena de revelia e cus-
tas. E como se acha o" supplicado em lugar nao
sabido, requer o suplicante e a supplicanle dig-
ne-se V. S. admitti-lo a provar essa ausencia,
ilim de proceder-se a claco editas, por lempo
legal, findo o qual seja elle havido por citado
para lodos os termos da aeco at final sentenca
e sua excciigo.
Nestes termos. Pede a V. S. deferimento. Es-
pera receber merc.O advogado, Godoy Vas-
concellos.
Distribuida. Na forma requerida. Recife 3 de
fevereiro de 1860.Serfico.A. Baptisla.Oli-
veira
Nada raais se continha em dita pelicio e meu
despacho, depois do que produzindo o supplican-
le suas testemunhos, subindo os autos a minha
coucluso nelles dei a sentenca do theor se-
guinle :
Julgo por sentenca justificada a ausencia em
lugar nao sahido de Lino Jos de Castro Araujo
vista das leslemunhas de fls. a fls.: e por isso
toando que seja o raesmo citado por carta de
-" ediles cora o prazo de 30 dias, que corrern do
da de sua pnblicaeo na imprensa. Recife 21 de
insigo de 1860.Innocencio Serfico*de Assis
Cawalhp.
Nada mais se continha em dita minha sentenca
em cumprraento da qual o escrivao Manoel Joa-
quim Baptisla fez passar a presente carta de edi-
tos com o prazo de 30 dias, pelo theor da qual
chamo, cito e hei por citado ao supplicado Lino
-Jos de Castro Araujo pelo contedo na pelico
supra transcripta ; pelo que toda e qualquer
pessoa, prenles, amigos e conhecidosdo suppli-
cado Lino Jos de Castro Araujo o podero fazer
scienle do que cima (lea exposto. E o porteiro
do juizo publicar e aRizar a presente no lugar
do costume mais publico, a qual ser tambera pu-
blicada pela imprensa.
Dado e passado nesla cidade do Recife de Per-
nambuco, aos 26 de marco de 1860.
Innocencio Serfico de Assis Carvalho.
Capitana
do porto de Pernambuco 2i de abril
de 1860 .
Do ordem superior publica-se o segulnle, para
conhcci ment dos navegantes.
Copia. 1." seceo. Palacio do governo do
Rio Grande doNorto 16 de abril de 1860.-Il!m.
e Exm. Sr.Cumpre-me fazer chegar ao conhe-
cimeniode V. Exc.,. para os fina convenientes,
que, segundo declarou o capillo do porto desla
provincia, a luz que serve de pbarol na fortaleza
Trlbnrml do eomraereia.
*"-P fac publico, quena data infra fui registrado com-
petentemente-o theor do contrate de sociedade
que fuerana David Hubert, Francisco Linden,
Emil Wild, Rodolpho Waydmann, e dous com-
raanditarios, sob a firma de Linden, Wild & C, a
qual administrar os negocios seciaes nesla pra-
ca, empregando-se no commercio de commia-
ses importacao, por tonta piopria sobas ba-
zes-e regras prescriptas pela casa fundada no Rio
de J-aneiro, sendo que dita sociedade j livera
prwcipiono corrente anna, para lindar em 1865,
com o capital rcalisavel as devidas pocas, e
pela maneira seguinte : t!5 a 40 conlos os socios
David, Hubert & C, igual somma o socio Rodol-
pho, 25 a 30 conlos o socio Linden, igual quan-
4ia o socio Emil Wild, c 35 a 40 conlos cada um
dos socios commaudilaros ; competindo o uso
da firma aos socios Linden & C, e a um socio,
ou participante de David Hubert & C.
Secretaria do tribunal do commercio de Per-
nambuco 23 de abril de 1860. D. A. do Reg
llangel, ofiicial-maior interino.
Tribunal do commercio
Por esla secretaria se faz publico, que nesta
data tora inscripto no competente livro de regis-
tro o theor do contrato de sociedade que cm data
de 1 de marco ultimo Gzeram Manoel Joaquira de
Oliveira e Antonio Rodrigues de Mcirelles, por-
tuguezes, domiciliados nesta cidade do Recife,
commerciantesde gneros do esliva e comrais-
soes no armazem da ra do Codorniz n. 18, sen-
do que dita sociedade j livera principio em o
l. de Janeiro do corrente anno. e ter de finali-
zar em 31 de dezembro de 1862, com o capital
de 20:525g em gneros, bens movis e siraoven-
tes, e dinheiro em caixa, ludo fornecido pelo
socio Oliveira, perlencendo a ambos o uso da
firma social de Manoel Joaquim do Oliveira &
Companhia. .
Secretaria do tribunal do commercio de Per-
nambuco 24 de abril de 1860. Dinamerico Au-
gusto do Regn Rangel, ofikial maior interino.
= Pela administrarlo do correio desla cidade
se faz publico, que no dia 26 do corrente, as 2
horas da Urde, recebe mala para o Rio Grande
do Norte o vapor costeiro Persinunga,
Estaeao naval.
De ordem do Illm. Sr. ctete de diviso Fran-
cisco Manoel Barroso, commandanle da estaeao
naval dcsta provincia, previno ao grumete da
corpo da armada Jos Gomes das Ncves, desertor
da guarnico do brigue de guerra nacional Capi-
baribe, que, para ser tomado em considerado o
sen requcrimenlo dirigido a Sua Magestade o
Imperador, pedindo perdo e baixa, deve se
apresentar primeiro ao mesmo senhor chefe, se-
gundo o despacho communicado pelo quarle-l-ge-
neral de marinha, o que manda o mesmo senhor
commandanle da estacan fazer publico em con-
secuencia da determinado que para isso leve.
Bordo do brigue-barc Itamarac em Pernam-
buco, 2 de abril de 1860O primeiro lente da
armada, Euzebio Jos Anlunes, secretario e aju-
danlc de ordens.
RECEBEDORIA DE RENDAS.
O administrador da recebedora do rendas in-
ternas, em cumprimenlo da circular n. 6 do mi-
nisterio da fazeuda de dez de Janeiro prximo
(indo e da portara n. 76 da thesouraria de 16 de
correnta, tendo mandado inlimar no dia 21 s
companhias e sociedades que tem sido facultadas
pelo ministerio do imperio e encorporadas com
sua autorisaco, e quo nao tinham pagos uuiua
e velhos direitos pela approvaco de seus estatu-
tos e o sello do seu capital nos prazos legaes pa-
ra que cntrassem com sua importancia e revali-
da cao para a mesma recebedora,' as quaes socie-
dades e companhias constam de urna relaco as-
signoda pelo oficial maior interino da secretaria
da mesma thesouraria e sao ; companhia de se-
guros martimos ulilidade publica, idem da es-
Irada de ferro de Pernambuco, idem pernambu-
cana de navegacao cosleira, idem de seguros
martimos indeninisadora, idem de colouisaco
em Pornambuco, Alagoas e Parahiba, das quaes
somenle as duas de seguro martimo menciona-
das moslraram haver pago o sello do seu fundo
capital e os novos e velhos direitos pela appro-
vaco de seus estatuios, faz Iranscrever o art. 9
inico do decreto n. 2490 de 30 de selembro
do anno prximo passado que sujeila s penas
do oit. 87 do regulamento de 10 de julho de
1850 aos empregados e autoridades aminislr.Hi-
vas ou judiciarias que do qualquer medo reco-
nhecerem a existencia das sobreditas compa-
nhias.
Artigo 9. Os contratos ou estatutos de socie-
dades anonyraasou companhias que entrarem em
operacoes ou estiverem funecionando contra o
disposto nosarts. 295 e 296 do cdigo* commercial
e por ronsequencia sem pagamento do sello do
seu capital, estao sujeitos a disposic.o do art. 31
do rcgulamenlo de 10 de julho de 1850, alen-
das mais penas em que incorrerem, na confor-
midade da legislaco jm vigor.
nico. Aos empregados e autoridades ad-
ministrativas ou judiciarias que aceilarem, at-
tendercm, deferirera ou admiltirera reclamacoes,
requeriraentos, reprcsentacoes, accoes, ttulos e
documentos de qualquer natureza, apresentados
em nome do companhias e sociedades anohymas,
suas caixas filiaes e agencias era laescircumstan-
clas ou de suas adminisiraeoes ou de qualquer
modo reconhecerem sua existencia ficaro exten-
sivas as penas do art. 87 do regulamenlo de 10
de julho de 1850.
Recebedora de Pernambuco 25 de fevereiro d
1860.=ifanoeJ Carneiro de Souza Laceria.
Victima de na* molestia atroz, que o traz
prest' ao lettada dftr, aem recursos para a medi-
caco qtft lhe aconselhada n'uma viagem
Europa, 'Silvestre vem por nosso intermedio dts-
porlit re vossos corajes ura echo de eompaixao
para o sen estado de morbidez.
Ainda hontem o vieis entre vos, chelo de sao-
de. disptrtando-vos sensaces agradaveis, mea
heje afcrindo um vacuo entre nos. jaz estendido s
moiw'-xroleatia mais afflictira t
Asim a vida.
Mis nesse estado, nessa lula dos dous princi-
pios oppostos da vida e da morte, ainda sobra-
Ihe um consolo, que Iho amenisa a agrura do
sotuer ; o consolo de que ser acolhila a sua
sup plica pelo publico pernambucano, que sem-
pre o cor siderou alm de sua expeclaco mesmo,
que scrapre o distingui entre tantos actores que
tem pisado este palco, que tamanha sympalhia
Ihe vo ton,^ demonstrando-a por factos era diffe-
rem.es veres.
E n3, que neste momento somos o seu orgo,
que temos sobejss provas do quanlo fecunda a
generosiiade do povo, que complceme agora
nos ouvt, repousamos na certeza de que a mo
da >roie:cfio pernambucana ser extendida so-
bre elle.
Subir scena o seguinte espectculo
Para o-Rio Grande
. do Norte.
Sahe nesto 4 dias a muilo veleira barcaca
Rainha do Anjos, recebe carga a freto muito
commodo : a tratar na ra da Madre de Dos n.
2 ou com o meslre no trapiche do algodo.
Parao Rio de Janeiro
O veleiro e bem conhecido brigue nacional
Damo prelende seguir cora muila brevdade,
tem parte do seu carregamento prompto : para
o reato da carga que Ihe falta, irala-so com os
seus consignatarios Azevedo & Mendes, no seu
escriptorio na ra da Cruz u. 1.
Avisos diversos.
BENEFICIO DO ACTOR
SILVESTRE FRANCISCO MEIRB.
Depoin de urna escolhida ouvertura, subir
scena a ouilo applaudida comedia-drama em tres
actos :
O SEGREDO
DE
UNA FAMILIA.
Terminar o espectculo cora o raudevillo em
un acto :
MIUOUMS, A LEITE1RA.
Tomf m parle no espectculo os artistas Coim-
brr. Vicente, Rozendo, Lessi, Skyner, D. Isabel,
D. Jesu na e D. Maria Luiza.
Os ar islas dramticos da sociedade de Santa
Isabel, imploram do publico desla capital, toda
a prolecco para o seu collega que se acha doen-
te na B i'hia, e por isso impossibilitade de Ira-
balhar.
Os bi heles achara-se venda no lugar do cos-
tume.
Comecar s 8 horas.
C0XPAMIA
PERNAMBUCANA
DE
THEATRO
Navegacao cosleira a vapor
O vapor Persinunga, commandanle Lobato
sahe para os portos do sul no dia 5 de maio s
5 horas da larde. Recebe carga al o da 4 ao
meia dia. Previne-se aos Srs. carregadores que
nenhuma carga ser recebida a bordo sem bilhes
le na gerencia.
O vapor Iguarass, commandanle Moreira,
sahir para osporlas do norte no dia 7 de maio
as 5 horas da tarde. Recebe carga para o Cear
al ao Ia, para o Aracaly no dia 2, para Maco
no da 3, parao Rio Grande 4 e para a Parahiba
no dia 5 at ao meio dia : trala-sc na gerencia no
Forte do Mallos. Previne-se aos Srs. carregado-
res que nenhuma carga ser recebida a bordo
sem bilhete ou ordem previa da Gerencia.
DE
COMPANHIA DRAMTICA
Dellaaixo da direw^ao do actor
Carvalho.
DOMINGO, 28 DE ABRIL DE 1800.
s 4 1/2 horas da tarde.
Logo quo os professores da orchestra termina-
re m urna brilhanlo syrophonia, subir scena
pela primeira vez neste Ibeatro o drama de
grande espectculo :
A ESCRAVA ANDREA
COMPANHIA BRASLIEIRA
DE
rifSRB AWM.
O vapor Tocanlins, commandanle o primeiro
lente P.IIyppolito Duarle.espera-se dos portos
do norte era seguimenlo para os de Macei, Ba-
ha e Rio de Janeiro at o dia 2 de maio.
Recebe-se desde ja passageiros e engaja-se a
carga e encommendas que o vapor poder con-
duzir na agencia ra do Trapiche n. 40, escrip-
torio de Thornaz de Feria.
9
ou
JR&INH D&SHllRI
DENOMINACAO DOS ACTOS.
1.A desobediencia do marinheiro.
2.A orgia.
3 A vinganca ou desempedimento.
4.O combate naval.
5.A jusliga de Dos ou a victoria da esqua-
dra frtnceza.
O combate naval ser feilo com toda a pompa e
n agni icencia acompanhado de bandas de mu-
s cas fue tocaro o byrono trance em sigftal das
victorias, a entrada da esquadra ser -reita da
niesm i maneira vista dos espectadores)
DepDis do drama o Sr. Jos de Lima laante,
cantar a aria do v
.MSCATE ITALIANO.
FRECOS DOS CAMAROTES.
1." ordem.................... 60O0
2.a dita...................... 83000
3.a dita...................... 5JW0O
Cadeiras...................... 28000 \
Platea....................... IjjOOO
O Sr. Jos de Lima Tenante em obsequio ao Sr.
Carvalho, prestou-se gratuitamente, aQm de o
coadjuva-lo em sua ardua tarefa.
Os Srs. que encommendaram blhcles podera
rrocurar no escriptorio do mesmo thealro, sab-
1 ado it s 6 horas da tarde.
O resto dos bilhetes acham-sc & venda no mes-
mo escriptorio.
COMPANHIA BRASILEIRA
DE
PAQUETES A VAPOR.
O vapor Paran, commandanle o capito l-
ente Torrezo, espera-se dos porto3 do sul
em seguimento para os de Parahiba, Rio Gran-
de do Norte, Cear, Maranho e Para at o dia
30 do corrente.
Recebe-se desde j passageiros e engaja-se a
carga e encommendas que o vapor poder condu-
cir, na agencia ra do Trapiche n. 40, escripto-
rio deThomaz do Faria
Leiles.
LEILAO

De ordem do conselho
director do Instituto Agrcola,
convido os Srs. socios do mes-
mo Instituto a realisartm aen-
111
CASSINO POPULAR
NO
M AGESTO SO SALO
DO
PALACETE DA RA DA PRAIA.
Sabbado 28 de abril.
A sociedade Cassino lem a honra de annunciar
10 respetavel publico, que no dia cima men-
cionado haver um baile extraordinario com to-
.la a pompa e brlhantisrao como de costume,
trada de SUaS aSSlgnaturaS. ende a msica nesle da augmentada,
llrtr.if lO ,1a .,i,r.;i ,1 v4QPA Set como sempre maolida a boa ordera e
II lie loDU.----- arminia do costume, e fielmente observado o
-egulamenlo approvado pelo Illm. Sr. Dr. chefe
de polica.
Os blhcles oslaro venda no lugar do cos-
ume para damas gratis, cavaiheiros 2#.
V. de Gamaragibe.
O novo banco de
Pernambuco repete o avi-
so que fez para serem re-
colhidas desde j as notas
de 1 o.ooo e 10,000 da
emisso do banco.
Conselho administrativo*
O conselho administrativo, para forneciment)
Jo arsenal de guerra, lem de compraros ob-
jectos seguintes :
Para provimento dos armazens do arsenal
de guerra.
Peles de cabra cortidas 200; ditas de lustre 12;
pennas de ganco 500 ; baetilha para saceos d
peco, covados 161 1[2.
Quem quizer vender taes objectos aprsente
as suas propostas em carta fechada na secretaria
do conselho, s 10 horas da roanba do dia 4
de maio do corrente anno.
Sola das sesses do conselho administrativo
para fornecimento do arsenal de guerra, 25 de
abril de 1860.liento Jos Lamenha Lins, co-
ronel presidente.Francisco ioaquim Pereira
Lobo, coronel vogal secretario interino.
Avisos martimos.
O brigue porluguez Constante sahe im-
prelcrivelmente para Lisboa quinta-feira. 3 de
maio prximo : ainda recebe carga e passageiros,
para o quo trata-se cora o consignatario T. de A.
Fonseca, na ra do Vigario n. 19, primeiro andar
Aracaty.
Sc{;ue com brevidade o bem conhecido hiate
Sanio Amaro, recebe carga o passageiros: a
ratai com Caelano Cyriaco da C. M., no lado do
2orpo Santo n. 25, primeiro andar.
THEATRO
DE
Santa Isabel.
HOJE, 88 DE ABRIL DE 1860.
Senhores.Teneiooaraos, nos artistas drama-
ticos, dar ura espectculo a beneficio do nosso
irmo d'arte Silvestre, e nesse intento nao pode-
mos deixar de solicitar o benc'voJo concurso de
um publico, que tantas rezes deu-lhe prova de
proteceo e eslima.
Riode Janeiro.
Se.juir era poucos dias para o Rio de Janeiro
o patacho Flor da Baha, j bem conhecido por
boa i:onsiruc(,5o e marcha; e como ainda lem
pracu para carga, offerece-a aos pretendentcs.
que se enlendero cora Bailar & Oliveira, na ra
da Cedeia do Recife n. 72.
Para Lisboa e Porto
seguj irapreleriv0imenie 0 brigue porluguez
Harmonia, lem a seu bordo dous tercos de seu
carregamento : para o reato, trata-se com os
seas consignatarios Azevedo & Mendes, no seu
66erii)lorio na ra da Cruz n. 1. .
Para a Baha.
O veleira e bem conhecido patacho nacional
Arnizoniis pretende seguir ateo flm do mez :
para o resto da carga que Ihe falta, trata-se eo*
os anua consignatarios Azevedo A Mendes, so
seu eicriplorio a roe Cruz n. 1.
O agente Camargo fara' leilSo no dia
3 de maio prximo as 11 horas da ma-
nilla no seu armazem da ra do Viga-
rio n. 19
DO
Sobrado de 3 andares pertencente aos
herdeiros do commendador Antonio
da Silva na ra do Vigario n. 5, de-
fronte do consulado geral, para exa-
minar o mesmo predio, ttulos e
condicQoes da venda, os pretendentes
podem entender-se com o mesmo
agente.
LELO
Segunda-feira 30,do corrente.
PELO AGENTE
PESTAA.
Por despacho do Exm. Sr. Dr. juiz especial do
commercio o a requerimento dos Srs. Travassos
Jnior & C. o referido agente far leilo no da
cima designado e pelas 10 horas da manha na
laberua de Joaquim Alves Lima, na ra do Ara-
go n. 10
DA.
Armaco e raais utencilios da mesma taberna,
louca, gneros, barris, quartolas e barricas va-
zias e o mais que foi inventariado, cuja nvalia-
cao pode ser examinada em poder do dilo
gente.
UHJU)
DE
Tres moradas de casas.
Sabbado 28 do corrente.
NO ARMAZEM "DO AGENTE
PESTAA.
O agente Pestaa far leilo por conla de
quem pertencer no dia cima designado e pelas
11 horas da manha no seu armazem da ra do
Vigario n. 11
DE
3 casas terreas, caJa urna cora 33 palmos de
frente e 70 de fundo, quinlaes grandes com
portan, 3 quartos, 2 salas, cosinha fora e copia
tudo construido a lijlo e cal, novas e em ter-
reno proprio, estribara no fundo do quintal.
Sao situadas no lugar da Torre e perto do
banho.
A sua nuraeraco principia de n. 1 junto a ven-
da do Sr. Caneca a seguir. -
Consulado de Franca.
Leilo
A requerimento dos Srs. E. A. Burle
& C e por ordem e em presenca do Sr.
cnsul de Franca, e por conta e risco de
quem pertencer, o agente Hyppolttoda
Silva vender' em leilo duas caixas
marca EAB&C n. 3278 e 3279, con-
tendo cada urna 192 chapeos de feltro
pardos a variados a bord do navio fran-
cez Pernambuco, c*pit8o Corduan :
terca-feira 1* de maio no armazem al-
fandegado do cae d'Apollo casa do Sr.
birao do Livraraento.
Grammatieangle-
zade Ollendorf.
Novo methodo para aprender a lr,
a cscrever e a fallar nglez em 6 mezes,
obra inteiramente nova, para uso de
todos os estabelecimentos de instrucefio,
publicas e particulares. Vende-e na
praca de Pedro 11 (antigo largo do Col-
legio) n. 37, segundo andir.
Attenco.
Na ra do Imperador, junto a botica, ha todos
os dias, s 7 horas da manha, leite de vacca,
puro, pelo precode 400 rs. a garrafa.
= Antonio Jos Biptisla e sua mulher Mara
Rita, subditos porluguezes, retiram-se para fra
do imperio.
= O abaixo assignado participa ao respeilavel
publico,que atea dala deste nada deve a pessoa
alguraa, e por isso qualquer letra ou conla que
apparecer conlra elle falsa. Rio Formoso 25
de abril de 1860. Jos Francisco A. Machado.
Comprara-se moedas de ourode lOf e 209
na ra Nova n. 36, loja.
Em praca publica do juizo dos feitos da fa-
zenda provincial se ho de arrematar, a quera
mais der, os bens seguintes :
:= Aluga-se urna baixa de capira, grande, que
d durante todo o anno, situado na Soledade:
quem precisar, dirija-se a ra da Cruzn. 4.
Um corredor com urna porta, que d entrada
para o mesmo, na ra de S. Miguel n. 85, com 6
palmos de frente e 14 de fundo, sem repartimen-
to, em chaos foreiros, e em slalo de ruina, por
148000, o que ludo foi peuho/ado a Francisca
Balbina.
Urna casa terrea na ra do Bora Goslo n. 19,
com 18 palmos de frente e 5) de fundo, pequeo
quintal em aberto, cem chaos foreiros, por 50).
ulra casa na mesma ra n. 21, com 18 palmos
de frente e 50 do fundo, quintal em aberto, e em
chaos foreiros, por 50$, as quaes forara penhora-
das aos herdeiros de Joaquim Caetano da Luz.
Urna casa terrea era caixo, na ra de Motoco-
lorob n. 38, cora 60 palmos de fundo e 20 de
largura, com quintal em aberto, per 100J, a qual
foi penborada a Joo da Cruz.
Urna casa terrea em caixo, na ra de S. Mi-
guel n. 8, com 28 palmos e 4 pollegadas de fren-
te e 71 de fundo, cora 2 portas c 1 janella de
frente, e outras tantas no fundo, e em chaos fo-
reiros, por 400$, a qual foi peuhorada aos her-
deiros de Manoel Goncalves Silveira.
A renda annual da olaria na ra de S. Miguel
n. 6, sobre pilaree, coberla de telha, com seu
competente forno. c um quarlo para pretos, era
bora eslado, por 600j, a qual foi ponhorada a Jos
Buarque de Macedo por Manoel de Souza Jardira-
Os prelendcnles coinparecam as 10 horas da
manha do dia 3 de maio, n sala das audiencias,
que ser a ultima pra;a.
Achando-se nesta cidade, para ser vendido,
o cscravo mulato de nome Saturnino, desappa-
receu hontem, 26 de abril ao meio dia ; este es-
cravo de estatura regular, refoicado do corpo,
tero 25 anuos de idade, pouco mais ou menos,
falla bem, entende alguma cousa de sapateiro,
cscravo do Sr. Manoel Cavalcanli de Albuquer-
que, senhor do engenho Caslanha Grande, na
provincia de Macei, perto do Passo de Camara-
gibe ; este escravo tambera natural da mesma
provincia para os lados de Macei, e de suppr
que procurasse esses lugares, ou ande mesmo
por aqu : roga-se e quem delle der noticia ou o
pegar, de o levar ao dito engenho Caslanha Gran
de, se for por esses sitios pegado, e se for nesla
provincia oentregaro a Manoel Ignacio de Oli-
veira & Filho, no largo do Corpo Santo, que gra-
tificar com generosidade.
Deseja-so saber noticias do Sr. Jacqucs
Weyl, que veio do Havre para esta cidade era
setembrodo 1358. a bordo do navio Mathilde* :
quem tiver noticias onde existe este senhor, ter
a bondade de coraraunicar no escriptorio do Ma-
noel Ignacio de Oliveira & Filho, no largo do
Corpo Santo, no Recife.
Bernardo Felice Gaetano Cantelli. subdito
italiano, retira-se para Europa.
No dia 28 do corrente raez de abril, ao meio
dia era ponto, na sala das audiencias, e depois
da audiencia do Illm. Sr. Dr. juiz municipal da
segunda vara civel, lem de ir praca por venda
os movis perlcncenles a Thornaz" dos Santos
Eslima Lessa, por exeeuQa quo Ihe move Anto-
nio GonQalves de Azevedo : os licitantes que pre-
tenderen), dirijam-se no lugar e hora cima in-
dicados
Vende-sc urna barcaca quasi nova, que
carrega de 26 a 28 caixas : na ra Imperial ao p
do chafariz n. 3 i.
AMA.
A pessoa que annunciou querer urna ama para
cozinhar e fazer o mais trabalho de casa, dirja-
se a ra do Livramento, loja n. 8, que ahi se Ihe
dir quem aluga.
Ama.
Precisa-se de urna araa para casa de pouca fa-
milia, que compre e cozinho ; a tratar na ra da
Santa Cruz n. 76.
Carroceiros.
Precisa-se do dous nomens para trabalharera
com carrocas : na Invessa do Carioca n. 11.
Precisa-se do urna ama forra ou captiva,
para cozinhar eengommar para urna s pessoa :
na ra de Hortas n. 16, primeiro andar.
IrmandadedeN. S.do
Livramento.
Por delberaco da mesa actual, convido a to-
dos os irmos a compaaecerem no consistorio
da mesma irmandade. no domingo 29 do corren-
te, pelas 10 horas da maaha, alim de reunidos
em mesa geral. se tratar de negocios de somma
importancia. Recife 26 de abril de 1860.
Domingos Jos Ribeiro Gouvim.
Secretario.
= Precisase de um boleeiro para lomar conla
de um curro : na ra da Paz n. i A.
Lili lia de mnibus Per-
nambucana.
Hoje (29 do correrrte) comecam a seguir car-
reir paraos Apipucosos dous mnibus Sanl'An-
na e Santo Anlo ; o primeiro partir do Recife
as 4 horas c 1i4 da tarde, e o segundo as 5 ho-
ras e 11i. vollando dos Apipncos um as 7 horas
e 1(4 da manha. e ouiro as 7 e 3(4 Era tolos os
di.is uteis sao estas as horas da partida.
Vende-se meia legoa de trra em quadro,
na freguezia de Agua Prcta, terreno lodo de var-
zeas, regado por tres riachos bastante fortes,
margem do rio Una, c defronle da quarta estaco
da via frrea : quem pretender compra-lo, pode
dirigir-se nesta praca ao Sr. Herculano Deodato
dos Santos, na ra do Cabug, c ao Sr. Antonio
Francisco Martns de Miranda, na ra da Praia,
e no Rio Formoso ao Sr. Jos Pereira Lins.
Previne-so pelo presente que ninguera faca
negocio algum por compra ou hypotheca da casa
terrea n. 13, sita na ra de Sania Cruz, visto co-
mo se acha ella embargada judicialmente, e exis-
te em juizo urna aeco contra a sua proprietaria
Antonia Maria de Jess para haver o pagamento
de mais de raelade do valor da parle que a mesma
possuc em dita casa, na qual lambem eslo aqui-
nhoados dous orphos ; e para que ninguem se
chame a ignorancia se faz o presente annuncio.
Precisa-se de urna pessoa habilitada para
tomar conta da cozinha de urna casa eslrangeira ;
na ra Nova n. 21, loja de F. J. Germann.
Attenco.
Quem precisar de urna escrava que sabe co-
zinhar e mesmo engommar alguma cousa, diri-
ja-so a ra da Gloria n 18, que achara coui
quem tratar.
QzQocx&cho Egpog vapitica
{ktrnamltucatiA.
Domingo, 29 do corrente, s 9 horas da ma-
nha, haver sesso ordiuaria do conselho direc-
tor, no lugar do cfttume.
Secretaria da Associaoo Typographica Per-
nambucana, 27 de abril de 1860.
/. I. Dornellas Cmara,
1* secretario.
estabe-
18: as
e per-
pholo-
N<-stes dias feixa-se infallivelraenlc o
lecimcnlo de retratos da ra Nava n.
pessoas que desejjrera Picar com um fiel
tetto retrato approveilem a occajiao.O
gEgPhOjZ. VilUla.
Augusto Elisio .le Casfto Fonseca convida
a todos os seus amigos e os do seu finado
pai Manoel da Fonseca Silva para que se
dignem comparacer no dia 30 do corrente
pelas 7 e meia horas da manha na igreia
malrizda Boa-Vista, aflm de ouvirem urna
missa e assislirem no memento que alli
deve ter lugar por alma do mesmo Manoel
da Fonseca Silva Outro sira convida aos
Srs. sscerdates que neste dia quizerem ce-
lebrar por alma do mesmo Fonseca a alli
comparecerem das 6 as 8 horas da manha.
Precisa-se de
co n. 26.
I
mi ama : no paleo do l'er-
Francisco Mamede de Almeida e Manoel
Brrelo Cavalcacli Lins, pungidos do mais
doloroso sentimenlo agradecem cordial-
mente a todos os Srs. que se dignararn as-
sistir ao funeral do seu mu prezado primo,
amigo e irmo Jos Cavalcanti Lins, e
acompanharam os restos morlses do mes-
mo al o cemiterio publico. Ao mesmo
lempo convidam aos mesmos senhores pira
ouvirem a missa do stimo dia, que deve
ser celebrada na rapella do cemiterio no
dio r de maio, s 7 horas da manha.
CAlXElKO.
Offerece-se um moco com boa forma de letra,
e pralica da escripluraco por partidas simples,
para caixeiio de qualquer escriptorio ou arma-
zem de trapiche, do que j praticou : quem pre-
cisar, annuncie para ser procurado.
O Sr. R. C. P. queira ter a bondade de ic
ou mandar tirar uns penhores de ouro, na ra
do Rangcl n. 8, isto no prazo de 3 dias, contan-
do da data deste, do contrario sero vendidos pa-
ra pagamento, ticando o mesmo senhor cima
responsavpl pelo reslo que faltar.
S^-86-EHFRENTE AMATaZ DABOAVISTA-86
Recebe-se bixas do llamburgo vindas porta-
dos os vapores da Europa, as qu es tanto se ven-
de como se alugam, amola-se lodo o ferro cortan-
te, bota-se ouvidos era armas de espoletas.
S*y Engoinma-se roupa com promptido, pre-
cos razoaves : defronte da matriz da Boa-Vista
n. 86.
Jos Carneiro retira-se para o Rio de Ja-
neiro.
Tintura de paracary do
Para,
j$ Esta tintura to conhecda hoje no Pa-
fr e que to grandes effeitos tem prestado q
a humanidade. Acha-schoje venda na gj
tbolica do largo do Carmo.por te-la recebido q
do Para. Esta tintura faz se recomraenda- @
jg da nos ataques de aslhraa aguda ou chro- a
S) nica, suporessoo da menstruaco ou falta *
delta, dores syphiliticas, deflxes com af- ^
feceo do peilo, as molestias de pello,
as mordeduras de cobras c outros ani-
maes venenozos etc.
*$ N. B. Cada vidro acompanha um im-
presso com as molestias e a maneira de
jg tomar.


Roga-se aos credores da massa fal-
lida de caminha & Fillios dcsta cidade
que 'ucain o favor de mandar a conta
corrente dos negocios que tiveram com
os mesmos fallidos ate o dia 15 de marco
de 1860, no prazo de 8 dias, em casa
dos depositarios geraes ra da Cruz n.
10, para se poder verificar os seus ere-
ditos.
DELICIOSAS E INFALUVEIS.
Pastilhas vegetaes de Kemp
contra aslombrigas
approvadas pela Exm." inspeccao de estudo do
Habana e por muitas oulras juncias de hy-
giene publica dos Estados Unidos e mais paizes
da America.
Garantidas como puramente vegetaes, agra-
daveis avista, doces ao paladar sao o remedio
infallivel contra as lombrigas. Nao causam nau-
seasnera sensaces debilitantes.
Testemunho expontaneo em abono das parti-
das de Kemp.
Srs. D. T. Lanman e Kemp. Port Byron
12 de abril de 1839.Senhores. As pastilhas
que Vracs. fazem, curarara meu filho ; o pobre
rjpaz padeca de lombrigas, exhalava ura chei-
ro ftido, tinha o estomago inchado e continua
comicho no nariz, to m-igro se poz. que eu
tema perde-lo. Neslos circumstancias um visi-
nho meu disse que as pasti[has de Kemp tinham
curado sua Olha. Logo quesoube disso, com-
prei 2 vidros de pastilhas e com ellas salvei a
vida de meu filho.
Soude Vmcs. seu amo agradecido.
W. T. Floyd.
Preparadas no seu laboratorio n. 36 Gold
Street pelos uincos propietarios D. Lanman e
Kemp, droguistas por atacado ero New York.
Acham-se venda em todas as boticas das
principaes cidades do imperio.
DEPSITOS
Rio de Janeiro na ra da Alfandega n. 89.
Baha, Germano & C, ra Julio n. 2.
Pernambuco.no armazem de drogas de J. Soum
& Companhia ra da Cruz n. 22.
PILULAS VEGETAES
ASSUCARADAS
NEW-YORK.
O MELHOR REMEDIO CONHECIDO
Contraconstipaces, ictericia, affeccoes do figado,
febres biliosas, clicas, indigesles, enxnquecas.
Hemorrhoidas, diarihea.doencas da
pelle, irupcdes,e todas as enermidades
-rROVBNIBNTES DO ESTADO IMPURO DO SANCIE.
75,000 caixas deste remedio couacmmem-se an
nualmente 11
Remedio da natureza
Approvado pela faculdade de medicina, e re-
comraendado como o mais valioso catrtico ve-
getal de lodos os conhecidos. Sendo eslas pillas
pu-amente vegetaes, nao contem elUs nenhum
veneno mercurial nem algum outro mineral ;
eslo bem acondicionadas cm caixas de folha pa-
ra resguardar-se da humidade.
Sao agradaveis ao paladar, segaras e efficaze
em sua operayo, e um remedio poderoso para a
juventude, puberdade e velhice.
Lea-se o runelo que acompanha cada caixa,pelo
qual se ticar conhecendo as muitas curas milagro-
sas quetem effectuado. D. T. Lanman & Kemp,
droguistas por atacado em Nova York, sao os ni-
cos fabricantes e proprietarios.
Acham-se venda em todas as boticas dasprin-
cipaes cidades do imperio.
DEPSITOS.
Rio de Janeiro, na ra da Alfandega b. 89.
Baha, Germano &C, ra Julio n 2.
Pernambuco, no armazem de drogas de J. Soum
& C, ra da Cruz n. 22.

a
rr
,Vn,

-L.


DftlO Dti PERNaMBUCO. SaBBaDO 18 DE ABRIL DE UflO.
COHIM^UIA
Estabelecia en Londres
CAPITAL
Cinco miln&cs de Vibras
esterlinas.
Saunders Brothers & C* tem a honra de In-
formar es Srs. negociantes, proprielarios de
nasas, e a guem raais convier, que esto plena-
mente autorisados pela dita companhia para
effectuar seguros sobre edificios de lijlo epc-
dra, cobertos de telha e igualmente sobre os
objectos que coutiverem os mesmos edificios,
quer consista em mobilia ou em fazendas de
qualquer qualidade.
O bacharel Jorge Dornellns Ri-
beiro Pessoa tem o seu escriptorio de
advocada na catnboa do Carmo n. 10,
primeiro andar, onde pode ser procu-
rado das 9 horas da manliaa as 2 da
tarde.
Aluga-se urna casa de dous anda-
res na ra da Aurora n. 26: a tratar
na mcstna casa cora o pro prieta rio.
Almanak da provincia.
Sahio a luz a folhinha com
o almanak da provincia para
o correneanno de
W)
HK31
CASA LISO-BHASLEIKA,
% Golden Square, Londres.
J. C. OLIVEIRAtendo augmentado, com lo-
mar a casa contigua, ampias e excedentes ac-
commodacoes para muito maior numero de hos-
pedesde novo se recommenda ao favor e lem-
branca dos seus amigos e dos Srs. viajantes que
visitem esta capital; continua aprestar-lhes seus
servidos e bons officins guiando-os em todas as
cousas que precisem conhecimento ortico do
paiz, etc. : alm doportuguez e do inglez ialla-se
na casa o hespanhoe francez.
SOCIEDADE BARCARIA
Amorim, Fragoso, Sanios
< Companhia.
Os Srs. socios commandilarios sao convidados
-ar* w mT Tk ti v realisar segunda entrado de 12 i i2 por rento
Ra Nova,, em Bruxellas (Blgica), ^ss&t:tiS&SSS
SOB A WREC&10 DE E- KERYAND-
Este hotel collocado no centro de urna das capitaei importantes da Europa, torna-sede grande
valor paraos brasileiros e pertuguezes, por seus bons comandos e eonfortavel. Sua posico
urna das melhores da cidade, por se achar nao s prximo 3 estafes de caminhos de ferro, da i
Allemanhao Franga, como por tera dous minutos di si, todos os theatros e diverlimentos ; e
alm disso, os mdicos presos convidara.
No hotel hasempre pessoas especiaes, fallando o francez, allemao, flamengo, inglez e por-
uguez, para acompanhar as touristas, qur em suas excuses na cidade, qur no leino, qur
emfim para toda a Europa, por precos que nunca excdemele 8 a 10 francos (39200 48000)
por da.
Durante o espaco de cito a dez mezes ah residirn, os Exras Srs. conselheiro Silva Fer-
rao, e seu filho o Dr. Pedro Augusto da S.lva Ferrao, ( de Portugal) e os Drs. Fehppe Lopes de mandar saldar seus dbitos na loja da ra do
Netto, Manoel deFigueira Faria, edesembargador Pon tes Visgueiro ( do Brasil, ) e muilas ou- Queimado n. 10
tras pessoas tanto de um, como de outro paiz. I Na hvrria n. 6 e 8 da praca da
Sn hTllLn, erV,r'Pr--'a' re8u,amd,',012f"ncos(^O00i450O.) rdepenec.a, preciza'-se fallar ao Sr.
No holelenconlram-semormacois exactas acerca de ludo que pode precisar um estrangeiro Joao a Cost Maravilha.
i DENTES
ARTIFICIAOS.
jRuaestrcita do Rosario n.
Francisco Pinto Ozoriocolloca denles a
@ tificiaes pelos dous systcmas VOLCAN1TE,
$$ chapas de ouro ou platina, podendo ser
procurado na sobredila ra a qualquer
hora.
ms m pgmin m
Grande e novo softimento de fazendas de todas as qua-
lidades por baratissinios presos.
Do-se amostras com penhor.
ir-
Roga-se aos Srs. devedores a firma social
de Leite & Gorreia em liquidacio, o obsequio
Sipop du
DrFORGET
JARABE DO FORGET.
o
nboratorio de lavagem
ua casa de banhos
do pateo do Carmo suspende os seus- Irabalhos
por 15 dias em consequencla de molestias sobre-
vendas a urna parle das trabalhadeiras. as pes-
soas que nao poderem soflrer esta demora, ba-
ja m de mandar buscar a sua roupa, que lhcs se-
r entregue no estado em que esliver.
Precisa-se arrendar urna olaria que soja
margem do Camaragibe : quem liver para este
tim, dirija-se ao paleo do Carmo n 14.
Acha-se justa e tratada a taberna da casa
terrea n. 17, na ra do Socego, no Campo Verde,
perlencente a Antonio Ignacio Pereira Rosase
sua mulher ; se alguem se julgar com direito a
E DENTISTA FRANCEZ. 3
w- Paulo Gaignoux, dentista, ra das La- 5
>* rangeiras 15. Na mesma casa tem agua e *<
p denlifico. *<
o qual se vende a 800 rs. na
praca da Independencia livra-
ria n. 6 e 8 contendo alm do* Aviso a quem interessar.
kalendario ecclesiastico e
civil:
Noticia dos principaes esta-
dos da Europa e America com
o norae, idade etc. de seus im-
peradores, reis e presidentes.
Resumo dos impostos ge-
mpa nrnvinpilp<5 miinioinipe imc-,ma "** aparec no pateo da Santa Cruz
rdeS, prOVlUCld.es, niUUltipaeS n. "0, taberna, no prazo de 3 dias.
e policiaes.
Tabella dos emolumentos
parociiiaes.
Empregados civis, milita-
res, ecclesiasticos, litterarios
Je toda a provincia.
Associaces commerciaes,
agrcolas, industriaes, litera-
rias e particulares.
Estabelecimentos fabris, in-
dustriaes e commerciaes de
todas as qualidades como lo-
jas, vendas, acougues, enge-
nhos,etc, etc.
Serve elle de guia ao com-
merciante, agricultor, mar-
timo e emfim para todas as
classes da sociedade.
Engomma-se com asseio e promplidao : no
becco do Marisco n. 20.
Aluga se ou veude-se um preto de idade,
muito proprio para alguroa cocheira ou outro
qualquer servido que nao seja muito pesado:
quem o pretender, dirija-se a ra da Madre de
fieos n. 36, segundo andar, ou a travessa do raes-
mo nome n. 9, que acharo cora quem tratar.
Precisa-se saber noticias do Francisco de
Viveiros da Costa Amorim : quem souber e qui-
zer da-las, podo entender-se na ra da Madre de
Dos n. 36, segundo andar, ou na travessa do
mesmo nome a. 9.
Este xarope est approvado ^>elos mais eminentes mdicos de Paris,
[como sendo o melhor para cur.r coislipacoes, tosse convulsa e ouiras
aeccAes dos bronchios, ataques de peito, irritaces nervosas e insomnolenchs: urna coltaerada
pela marina, e outra i noite sao sufucientes. 0 ilcito c.este excelente xarope satisfaz ao
lempo o doenle e o medico.
______ d*POtito i na ra larga do notario, botica de Birtholomeo Franehco de Souza, n. 36.
mesmo
de
um amassadorl na padaria
Na mesma casa tem agua e
p denlifico.
Consultorio medico, ra da
Gloria n. 3.
O Dr. Lobo HOSCOSO continua nos
seus trabalhos mdicos.
Por um corte de cabello e
frisamenlo 500 rs.
Ra da Imperatriz n. 7.
Lecomle acaba de receber do Rio de Janeiro
o primeiro contra-raestre da casa Augusto Clau-
dio, c um outro vindo de Paris. Esta estabelc-
cimento esta hoje as melhores condices que
possivel para satisfazer as cncommendas dos
objectos em cabellos, no mais breve tempo, co-
mo sejara : marrafas aLuiz XV, cadeias de relo-
gios, braceletes, anneis, rosetas, etc., etc., ca-
balleras de toda a especie, para homens e se-
nhoras, lava-se igualmente a cabera a moda dos
Estados-Unidos, sem deixar urna s pelcula na
cabeca dos clientes, para satisfazer os pretenden-
tes, os objectos em cabello serao feitos em sua
prescnQa.se o desejarem, o achar-se-ha sempre
urna pessoa disponivel para corlar os cabellos, e
penlear as senboras em casa particular.
= Antonio Marques de Amorim faz publico,
que no dia 21 docorrente foi recolhida em seu
silio na Ponte de Ucha urna preta velha por
nome Anna, em estado de embriaguez o mordi-
dida por uns caes. O seu oslado nao permiltio
oblerdella informacao alguma que indicasse se
era livre ou escrava. Tendo sido cuidadosamente
- Jos Antonio Barbosa retira-se para Porlu- lraIada acha-sa quasi restabeleesda, mas apenas
sabe dizer que pcrtcr.ee a urna senhora viuva,
moradora na ra do Collegio, e por isso se faz
o presente annuncio para que a pessoa a quem
perten^a a mande buscar.
Precisa-se de urna ama para urna pessoa :
na ra Bella n. 10.
agencia dos fabricantes america-
nos Grouver & Baker.
Machinas de coser: em casa de Samuel P.
Johnston i C, ra da Senzala Nova n. 52.
E' chegado loja de Lecomte, aterro da
Boa-Vista n. 7, o exccllente leite virginal de ro-
sa branca para refrescar a pello, tirar pannos,
sardas o espinhas, e igualmente o afamado oleo
babosa para limpar c fazer crescer os cabellos,
de Florenja,
dirig'ir-se para DorlucJas o asperidades da pelle, conser-
va a frescura o o avelludado da urimavera da
vida.
rrecisa-se
da Cajonga.
Christovio GuilhermeBreckenfeld, cidado
brasiloiro, vai a Lisboa no prximo vapor.
IOLIIIMIVS PAR 1860.
Esto venda na livraria da praca da Inde-
pendencia qs. 6 e 8 as folhinbas para 1860, im-
pressns nesta typographia, dasseguintesquali- I
dades :
Poi-HINIIA RELIGIOSA, contendo, alm do
kalendario e regulamento dos direitos pa- i
rochiaes, a conlinuacSo da bibliotheca do
Crisi.ao Brasileiro. que se compe: do lou-
vor ao santo nome de Dos, coroa dos ac-
tos de amor, hymnos ao Espirito Sanio e
a N. S.,aimitacao do de Santo Ambrozio,
jaculatorias e commemoraco ao SS. Sa-
cramento e N. S. do Carmo, exercicio da
Via-Sacra, directorio para oraco mental,
dividido pelos dias da semana, obsequios
ao SS. coraco de Jess, saud3ces devo-
tas is chagas de Christo, oraces a N. Se-
nhora, ao patrocinio de S. Jos e anjo da
guarda, responco pelas almas, alm de
outras oracoes. Preso 320 rs.
O Ur. Cosme de Sa' Pereira I
Jde volts de sua viagem instructi-!
itiva aEuropa continua no exer-
|cicio de sua proGssao medica.
Da' consultas'em seu escripto-S
rio, no bairro do Recife, ra da I
Cruz n. 53, todos os dias, menos!
nos domingos, desde as'6 horas|
t as 10 da manhaa, sobre os'
seguintes pontos
Lindos cortes de vestidos de seda pretos
de 2 saias
Dilos ditos de ditos de seda de cores
com babados
Ditos ditos de ditos de gaze phantazia
de cores
Romeiras de fil de seda preta bordadas
Visitas de grosdenaples preto bordadas
com froco
Grosdenaples de cores com quadrinhos
covado
Dito liso preto e de cores, covado
Seda lavrada preta a branca, covado 1$ e
Dita lisa preta e de cores, com 4 palmos
de largura, propria para forros
Corles de vestido de seda de gaze trans-
parentes
Ditos de ditos de cambraia e seda, corte
Carubraias orlandys de cores, lindos pa-
dros, vara
Manguitos de cambraia lisos e bordados
Tiras e entremeios bordados
Mantas de blonde brancas e pretas
Ditas de fil de linho pretas
Chales de seda de todas as cores
Lencos de cambraia de linho bordados
Ditos de dila de algodao bordados
Panno preto e de cores de todas as qua-
lidades, covado
Casemirasidcm idem idem
Gollinhas de cambraia a
Chales de touquim brancos
Dilos de merino bordados, Usos e es-
tampados de lodas as qualidades
Enfeites de vidrilho francezes pretos e
de cores
Aberluras para camisa de linho e algo-
dao, brancas e de cores
Saias balao de varias qualidades
Tafel rxo, covado
Chitas francezas claras e esjuras, co-
vado
Cassas francezas de cores, van
Collarinhos de esguiao de linho mo-
dernos
Um completo sorlimcnto de roupa feita
de
IPlTA DE VARIEDADES, contendo o kalenda-
rio, regulamento dos direitos parochiaes.e
urna collecco de ancdotas, ditos chisto-
sos, conlos, fbulas, pensamentos moraes,
receitas diversas, quer acerca de cozinha,
quer de cultura, e preservativo de arvores
e fructos. Preco 320 rs.
ITADEPORTA.a qual, alm das materias do
costi.me, contm o resumo dos direitos
parochiaes. Preco 160 rs.
. Molestias de olhos ;
. Molestias de corarao e
peito ;
Molestias dos orgaos da gera-
co, e do anus ;
'. Praticara' toda e qualquer
operacao quejulgarconvenien-
te para o restabelecimento dos
seusdoentes.
O exame das pesjoas que o con-
sultarem sera' feto indistincta-
mente, e ra ordem de suas en-
tradas; fazendoexcepraoosdoen.
j tes de olhos, ou aquellesque poi
motivojustoobtiverem hora mar-
cada para este fim.
A applicnco de alguns medica
meatos indispensaveis em varios,,
; casos, como O do sulfato de a tro-|
spina etc.) sera'feito,ou concedido
jj|gratuitamente. A confianza que
^,nelles deposita, a presteza de sua
|acca;o, e a necessidade prompla
jde seu emprego; tudo quanto o
dennove em beneficio de seus
idofentes.
sendo casacas, sobrecasacas, paletots,
colletes, calcas de muilas qualidades
de fazendas y
Chapeos francezes finos, forma moderna 8^500
Um sortitnento completo de grvalas de
seda de todas as qualidades 9
Camisas francezas, peitos de linho e de 8
algodao brancas e de cores $
Ditas de fustao brancas e de cores $
Ceroulas de linho e de algodao JJ
Capdlas brancas para noivss muito ff2~ S
Um completo sorlimento de fazenio*c
para vestido, sedas, 15a e seda, cam^
braia e seda lapadas e transparentes,
covado o
Meias cruas brancas e de cores para
meninos
Ditas de seda para menina, par 1&600
Luvas de fio de Escocia, pardas, para
menino jj3ti0
Velludilho de cores, covado 1$2U0
Velbutina decores, covado $700
Pulseiras de velludo pretas e de co-
res, o par 2S0OO
Ditas de seda idem idem 1$000
Um sorliraenlo completo de lu-'as de
seda bordadas, lisas, para tenhoras,
homens e menines, de todas as qua-
lidades 5
Cortes de col'ele de gorguro de seda
de cores 9
Ditos de velludo muito finos 9
Leos de seda rxos para senhora 25GOO
Marquezitas ou sombrinhas de seda com
molas para senhora 9
Sapalinhos de merino borJados proprios
para baplisados, o par Sfl^OO
i Casinetas de cores de duas largurasmui-
| lo superiores, covado 1 jOOO
Setim preto, encarnado e azul, proprio
para forros, com 4 palmos de largura,
fazenda nova covado 1&600
1500 I Setim liso de todas as cores covado 9
Lencos de gorguro de seda pretos 5
800 Relogios e obras de ouro 9
I Cortes de casemira de cores a 5000
1200
3$000
1&500
10*000
16000
1JWO0
i
9
I
I
9
8
$900
I
1640
i
3$500
ui
6ono
S500
S EAU MINERALE
NATURA LLE DE VICHY.
Deposito na botica franceza ra da Cruz n. 22.
E BAKHO
Neste proveitoso estabelecimento, que pelos no vos melhoraraentos feitos acha-se conve-
nientemente montado, far-se-hao tambem do 1 de novembro em vantc, contratos mensaes para
maior commodidade e economa do publico de quem os proprielarios esperara a remuneracao de
tantos sacrificios. *
Assignahir; de banhos fros para urna pessoa por mez.....10J0O0
> momos, de choque ou chuviscos por mez 15*000
____________Series de carines e banhos avulsos aos oreos annunciados.
Scott Wilson & C mudaran
o de mendicidade.
gal a tratar de sua saudc.
A pessoa que annunciou por este jornal n.
97, precisar de 2:500* sob garanta em predios
nesta cidade, dirija-se a ra Nova, loja n. 36.
Ligues de francez
piano.
Mademoiselle Clemence de ITannetot
de Mannevillecontintfa a dar lices de
francez piano na cidade e nos rrabal-
des : na ra da Cruz u. 9, segundo andar.
O Sr. Honorato Jos de Oliveira Figueire- aMm COm0 pS imPerial de "J""'0
do queira annunciar sua morada ou dirigir-se Para DorlucJas c asperidades da
livraria da pra^a da Independencii.que se preci-
a lallar-lhe
AtteiKjo. *
@ Curso pratico e theorico de lingua fran- @
@ ce/.a po: urna senhora franceza, para dez @
$$ mocas, segunda e quinta-feira de cada se-
* m;ma, das 10 horas at meio dia : quera
l quizer aproveilar pode dirigir-se a ra da %
@ Cruz n. 9, segundo andar. Pagamentos 2
@ adiantados. @
@@@@@ @@@I
Rogii-se aos Srs. devedores do estabele-!cumprir aquelle dever.
cimento do fallecido Josda Silva Pinto, o ob- @@@@ @ Q
sequo de saldaren seus dbitos na ra do Col-
legio venda n. 25 ou na ra do Queimado loja
n. 10. /
endo a associaco commercial bene-
fcente de mandar oublicar os nomes dos
Srs. que subscreveram para este pi es-
tabelecimento, e nao tendo alguns des-
sessenhores realisado anda a entrada
da somma com que se dignaram subs- | uii
crever a mesma associaeo roca-lhei w' S/lDll\U Ui L I lMIU- ,
nufiram i.>-, I ivn t. 1 ..< ^ r_ Novos medicamenloshomcopathicos en- S
queiram eaiuai tal entra Ja ate o limS viadosda Europa pelo Dr. Sabino.
do cor.rente mez, afim de que ella possa @ Estes medicamonlos preparados espe-
. o seu cscrip-l = Precisa-se de um caixcjro para lomar unta
lorio para a ra da Cruz n. 21, primeiro andar |de urna taberna por bataneo, e di flanea a *ua
Precisa-sede urna escrava boa para o ser- 1 conduela : na na daLingela n. 10 se diz quem
vico de urna casa do pouca familia, e paga-se quer.
bem : na ra da Manguera n. 11, Boa-Vista. IBJ Precisa-se de urna criada porlngueza que I
seja de boa vida ecostumes, ssbendo engommar
e costurar, s para urna pessoa tambem porlu-
gueza : quera esliver nestas circunstancias, de-
clare sua morada para ser procurada.
I @S3@@ S@@ @5?@@@@
JConsnUorio central ltoraeopalhico
1 raiiMsic. 1
Continua sob a mesma direccao do Ma- 9
noel de Mallos Teixeira Lima," prufessor
em homeepalhia. As consullas como d'an- >
cs. 2
Botica cenital homeopalliica
Do
= Gaetano Pinto de Veras faz scicnte a quem
interessar c:ue est em exercicio da vara dojuiz
de pa;: do 4o anno, do primeiro dislricto da fre-
guezi doSS. Sacramento de Santo Antonio des-
la cid.ide, para que foi cleilo e que despacha na
casa de sua residencia ra de S. Francisco n. 8,
e em qualquer parte que for encontrado; e qu
d audiencia as tercas e sextas-feiras as 4 1|2
hora9da larde como ja tem annunciado, na casa
publica das audiencias. Recife 29 de fevereiro
de 1860.
N. 27-Rua da Imperatriz-N. 27.
L. Pugi.
Uni\i cfficina em Pcrnambuco para lavar as
palliiiihas (las mobilias a? mais encardidas, tor-
nando-se oulra vez tao slvas como no estado
primitivo ; esta magnifica preparacao ehimica
tem a propriedadededcsenfeclnr as mobilias das
pcssons moras de molestias contagiosas : na
mesma casa lavam-se chapeos de palha de Italia,
e poem-se moda.
Na ra do Imperador n. 28, aluga se e ven-
de-se era grandes e pequeas porces bichas
hamburguezas, e tambem cal da mais' nova que
ha, pra fabrico do assucar, por preco commodo.
cialmenle segundo as necessidades da ho- -.
lAA meopaihia no Brasil, vndese pelos pro- ^
r VttmlSBSyiSSMSSl f pXcaDheruadrsaan,?AmafrnlV' lnhdftT"
I Cotegipee Manoel Alvesda Cosa Brancan- 3|# P ru de S3n, Amaro !S,u,,doNo-
m le, conhnuam a residfr na ra do Impera- to 9^. "'___
dor n. 11 B. onde podem ser procurados @ @ @@Se@
a a qualquer hora do dia ou da noite para o 2 171, J^
| exemeo de sua prolissao. Especialidades T lOfeS QC CCT Clll CHICO
licoes.
O artista Jos Ricnud,
FUINDI^AO
DO
siro i.. uiitii
Ra do Brum (passando o chafariz.)
No depozllo deste esla\e\eeiiaeiito sempve Va grande sormcnto de me-
clianismo para os cngcnlvos de assucar a sa\,ev:
Kh" Je VAPf moderna,de ff0,Pe cumprido, econmicas de combustivel, e de facillimoassento ;
Kodas d agua de ferro com cubos de madeira largas, leves, fortes, e bem balancada* ;
Cannos de ferro, e port .s d'agua para ditas, e serrilhas para rodas de madeira
Moenctas inteiras com virgens muito fortes, e convenientes ;
T.mA?fi.da' Cm .r..deta ^ra P^ra agua, cavallos, ou bois, acunbadas em agt lhoes deazs ;
Taixas de ferro fundido e batido, e de cobre
Pares ebicas para o caldo, crivos e portas de ferro para as fornalhas; *
Alambiques de ferro, momhos de mandioca, fornos para cozer farinha :
Rodelas dentadas de todos os tamanhos para vapor, agu, cavallos ou bois ;
AguilhOes, bronzes e parafusos, arado,, eixos e rodas para carrosas, formas galvaruzada, para purgar etc., etc.
npnh;3^OWT?COlfiaqUe.OSSllsfre8,ie7es acharo tudo digno da preferencia com
que o honrara, pela longa experiencia que elle tem do mechanismo proprio para os wrricul-
tore* desta provincia, e pelo facto de mandar construir pessoalmente as suas obras as
mais acreditadas fabricas da Inglaterra, para onde elle faz viagem annual para o dito fim
asgim como pela continuado da sua fabrica em Pernambuco, para modificar o mechanis-
mo a vontade de cada comprador, e de fazer os concertos de que podero necessitar.
_ parios e molestias syphiticas*.
@@ @@@#@
escrava, a trat/r na ra do Imperada'iT'* tOfifeSf SCSOt
U abaixo assicnado comprou a ta- cera e laas. D licoes em casas particulares:
berna sita no pateo de Santa Thereza n ^Posiro dosquadros. na ra do Cobuga n. 3 A,
^Q an <5r 1W.,I \i n ,. casa do horticultor francez.
o ao sr. Manoel Maximiano Rodn- Arrenda-se o engenhoOulerao, silo na fre-
gus, se alguem se julgar com direito I5uczia da cidade da Victoria, distante da praca 9
a ella reclame no prazo de 5 dias nara legoas,: Vcm 1 Prtelonder,<-"-rendar. dirija-se" ao
^r ^trr,A\An J f oo j u i engenho Novo de Iguarass, a Iralar com Fran-
$er attendido. Recife 22 de abril de' cisco Virissimo do Reg Barros.
1860.Aureliano Luiz Alves.*
I
Seguro contra Fogo
COMPANHIA
Mirini
LONDRES
i
i
AGENTES
J. Astley & Companhia.
Veode-se
Vendem-se bonitos burros e por menos preco
do que se tem vendido, para ver e tratar na c-
cheira da ra da Florentina, que foi do lenle
coronel Sebastiao.
Joflo Luiz Goncalves Ferreira invenlarianle
do casal de seus fallecidos pais, Cay sciento que
lendo-se desencaminhado duas lelNs aceitas pe-
lo Sr coronel Antonio Pedro de S Brrelo, urna
vencida no 1o de novembro prximo passado, e
a outra a vencer no Io de novembro do corrente
anno: e da quantia de 500$ rada urna, apressa-
se em fazer publico osla oceurrenci*. para que
ninguem faca iransaccao cora ditas lelras, que
perlencem ao casal dos pais do annunciante.
Vende-se um ptimo piano novo e de mal-
lo boas.vozes, tambem se troca por urna escrava
de meia idade: na ra da Imperatriz, loja de
calcado n. 14.
Precisa-se alugar urna escrava ou ama for-
ra, que compre e cozinhe para urna casa de
pouca familia : na ra da Imperatriz, loja de
calcado n. 14.
Antonio Fernandos Duarle Almeida, vai a
Europa.
A pessoa que precisar de urna casa na Pas-
sagem do Manguinho, dirija-se ao Manguinho,
venda da calcada alta.
Os credofes de Lima & Marlins sao convida-
dos a apresenlarem suas conlas na loja da ra
Nova n. 6 aleo fim do corrente mez.
Ortelo.
Precisa-se de um ortelfio que saiba
perfeitamente o seu officio, e paga se
bem : a fallar na Illia dos Ratos com o
Sr. engenheiro Mello Reg.
Gratifica-se generosamente a quem pegar o
preto Jos, que foi escravo doSr. Dr. Lobo Mos-
coso, e vendido ao Sr. Antonio da Costa Alecrim,
o qual tem os signaos seguimos : alto, secco,
rosl* descarnado, com falla de denles na frente,
e costuma a fallar serrado ; fugio no dia 16 do
corrente, de pedras de Fogo, nao conduzio roupa
nenhuma seno a do corpo, caiga azul e camisa'
branca velha i quem o pegar, entregue na ci-
dade de Recife, na ra da Guia n. 7.
Precisa-se de um preto que nao seja muito
moco para serviros domeiticos de urna casa ei-
Irongera : a tratar na ra da Grus n, 4.
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G
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As pessoas que tiverem contas contra o
Sr. W. W. Stapp, cnsul dos Estados-Unidos, te-
rSo a bondade de apresenlarem no mesmo con-
sulado at o dia 28 do correle. Refc 18 de
abril de 1860.
Na cocheira pequea da roa da Roda ha
todos os dias as 7 horas da manha, leite de rac-
ca, puro, pelo prego de 400 rs. e garrafa,
Douphant, Maunsse vio para fra da pro-
vincia.
= Levernoisf Laurant
vinca.
= Prancisco Mfhdes Rodrigues vai provin-
cia do Cear a negocio.
vo para fra da pro-
Tintas de oleo.
Formas de ferro
purgar assucar.
Estanho em barra.
Verniz copal.
PalKiiiha para
neiit.
Vinhos finos de Moselle.
Folhas de cobre.
| Brim de vela: no arma-
zem de C. J. Astley & C. i
* Aluga-se a loja da casa da ra do Impera-
dor n. 17, lado do caes : a Iralar no primeiro
andar da mesma casa.
^ Arrenda-se o engenho denominado Jussa:
r de Sanl'Anna, sito na freguezia de Ipojuca -
este engenho tem excellentes trras para toda e
qualquer ordern de cultura, e com possibilidadc
parasafrejar em grande escala, o fiea distante ao
porto de embarque urna legua : a tratar com o
seu proprietario o Dr. Ignacio Ncry da Fonceca.
U-se dinheiro a juros sob penhores de pra-
ta e ouro : na ra Direila n. 60, primeiro andar.
Os terrenos alagados de marinha enlro a
ponte de Molocolomb e Embiribeira, asna ex-
tensas de mil e tantas bracas, eslao aforados
pelo governo desde 1846, ha viole lanos foreiros
que pagam de foro a fazenda cenlo c lanos mil
ris par anno; a enmara de Olinda aforou lodos
aquellos terrenos em 15 de outubro de 1857 ao
Sr. r. Ignacio Neryda Fonseca pagando o raes-
mo senhor o foro de 30g por snno, o Sr. Dr.
Ignacio armado daquelle aforamenlo atropello ao
foreiro cora a chicana, devendo ir chicnar com
a fazenda que quem tem o damioio.
Joao Elias da Cunha ralira-sc para o Rio
de Janeiro.
Fer deu-se
na noile de 25 do corrente um alinele de pedras
finas, tritio de ceslinha : quem o liver achado,
querendo restituir, queira leva-lo a ra Direila*
n. 104, que se lhe dar seu importe.
Aluga-se urna eccrava parda que serve
bem urna casa de familia, cozinha e sahe a ra
para fazer as compras: quem precisar, dirija-se
a travessa do Carmo, sobrado n. 2 ao lado da
ra do Fogo.
= Antonio Fernandes Duarle Almeida rai a
Europa, e deixa por seus bastantes procuradores,
seu mano e socio o Sr. Francisco Fernandes Du-
arle, o 2. os Srs. Antonio Jos Pires & C, c o
3\ o Sr. Joaquim Jos Gomes de Souza.
= Na loja do Arantes vende-se borzeguins pa-
ra humera a Sttopar, dilos para senhora a 2tf,
ditos para meninos e meninas a 19, sapaldes Jo
bezerro, ditos de lustre a 35, meios borzeguins
para homcm a 38, ditos para menino a 3$.
Precisa se de um pequeo porluguez com
alguma pratica de taberna ou mesmo destes l-
timos chegados : na ra Imperial n. 39.
Ama.
Precisase de urna ama de leite, sem filho. para
acabar de criar um menino de 4 mezes, o qual
muito manso, promette-se o bom traftmenio ; \
tratar na praca da Independencia n. 1 e 3, ou
na ra eslreita do Rosario n. 35.
Precisa-se de urna ama para cozinhar e
comprar para urna casa de pouca familia: na
ra Direita n. 79, loja.


<)
MARIO Dg PERHAMBOOQ. SABBAOOiM'MTfflHIL D1.1860.
Professor dentista.
IVua da Cruz nmero 44.
D. Juan Nogus faz sriente Sos'as freguezes
eao respeitavel publico era geral, os quaes j
tem pleno conhecimento daperfe^o e delicade-
za do seu trabalho, que coalina no exercicio de
sua profissSo: lira deules cora a maior rapidez
P_si?* 2f e*4. sndo era cas e fra dalla
a 3!J, hmpa-ds a458, chumba com massa diaman-
tina a 5$. e com prala a 38, colloca-os sobre cha-
pa de ouro a 169, sendo para fra da cidade qoal-
quer operario ser o preco que se convencionar.
i^m rfflw cJCb oHWf ^fl>'
Colleg
io do Bom Con-1
sellio, ra do Hospi-j
cion. 19.
O director resolveu modificar o art. dos
cslalulos do seu collegio em que pedo
j lj} mensaeg pelos alumnos externos, exi-
> gindo d'oraem diame208por quartei.
, As aulas preparatorias sao regidas por
l protessores habilissimos e de reconhecido
" mrito.
f *^^**, *u&. **za Kjva "SU/*. ^^^, AAJ*jafiKaA ^ut*'
UujVis VaSm Ijafv &S^f&& vafw ^^^?^fflw^rowSWKVfi_ _
Urna pessoa anda arrumada o com bastan-
te pralica de commercio e com boa lettra, se of-
ercce para caixeiro de qualquer casa commer-
cinl preforindo de grosso 011 escriptorio, d fiador
a sua conducta no caso preciso : quem o preten-
der dirija-se ra do Queimado n. 63 em carta
fechada com as iniciacsO. P. G.
Attestado.
Rheumatismo no joolho da perna direila
Eu abaixo assignado declaro, que achando-mc
gravemente atacado de rheumatismo nojoelho da
perna direila por mais de 2 aonos, o qual mo
i-
privsva do dormir, e applicando varios medica-:1U-Sque for vencendo-
' Sociedade lancaria,
Anorhn, Fragoso, Santos & Compairtria.
Ra di Cadeia do Recife.
O publico e os socios desla empreza podem
obler pela pratica de conlis correntcs vantagens
inconlestaveis. Cessaria o prejuizo que aoffrera
as pessoas que improductivamente conservam
em suas gavetas quanlias, qoe. liadas pela forma
abaixo descripta, estarfto im cerl perodo con-
sideravelmento augmentadas ; portanto, em
irasso inlcresse e nodo publico que fazemosas
consideracoes seguintes :
Todo o individuo que possuir a quantia de
1008, e dahi para cima, pode abrir conta correte
com esta sociedade, depositando em seu cofre
essa quantia, que flcar vencendo juras desde o,
momento em quo for entregue at aquelle em
que for retirada ; estes juros serao accumulados
ao capital no fin de cada semestre civil, para
ficarcm por seu turno vencendo juros, que sero
igualmente accumulados.
A sociedade pagar sempre urna taxa de juros
de dous por cento, menos que a taxa, por quo a
ca'xa filial descantar as 1 otras da praca.
As quantias assim depositadas em conla cor-
rele podero ser retiradts parcial ou totalmen-
te a todo momento do modo seguinle : at a
somma de 5:000, vista de 5 at 20 contos com
aviso antecipado de tres (lias, o de 20 contos pa-
ra mais com aviso de seis dias.
As pessoas residentes nesla praca a sociedade
fornecer gratuitamente urna caderneta para
uella se fazer a escript jraco da conta, como
tambera para servir de documento s quanlias
que por ella forom receidas; s residentes fra
remetiera annualmente urna copia da conta cor-
rente para ser conhecido o oslado della.
Desto modo, sera dospeza alguraa, poupando
torapo e Irabalho, poder qualquer pessoa guar-
dar as suas economas e augmcula-las cora os
e variado sortimento de
roupas feilas
Na loja da ra Direita n. 87.
Ricos uobrehasacos de panno muito QcO a 25 e
288 palMots de foslao brancos e do cores a 58,
ditcs de.alpaca de teda a &|, dilos Sobre a 68,
ditcs de bnm a 3g500 c 4J). ditos de esguiaodo
algodo Sranco a 3#2O0, calcas de>brira de finho
de cores a 28500, 3J, 38500 o 41, ditas brancas a
2, corles de cbllele de garguraode-seda a 23600
e 3}, ceroulas de bramante francesas a 1g600,
grvalas de gorgurao, chamalote, setim e groz a
tg. diUii de rede a 18400, chapos francezes
a 8> e S)I500, ditos de casemira a 38800, -ditos de
caalor, opa baixa, alO, chapeos de sol do pan-
no, cabo de canna com astea do balea, a 28500,
por ler grande porciio, cortes de brim de algodo
a 9i0 rs., saias a balio a 69500, esguiao do al-
godo cem duas larguras a 400 rs colletcs de
gorgurio de seda a 58, maulas de seda a2;500,
me as cruas a 2&500, 38200 e 45, e outras mui-
tas fazendas de goslo que seria enfadonho men-
cionar ; a ellas, antes quo so acabara : spa-
los de t -anca feilos no Porto a 18600.
uientos nao foi possivel obler melhoras algumas,
e ltimamente recorr s chapas medicinaes do
Sr. Ricardo Kirk, com escriptorio na ra do Par-
to n. 119, o no pequeo espaso de 21 dias fiquei
pcifeitamente bom. E por sor verdade, passei o
presento attestado, o qual vai por mim assignado
Rar"a ser conhecido publicamente. Ra do Ouvi-
dor n. 10, Rio de Janeiro.
Lias Venancio da Rocha Yianna.
Tributo de gratido.
Infiammacao ni bocea do estomago.
Urna minha esrava padeca ha bastante lempo
urna forle infiammacao na bocea do estomago,
acompanhada de falla derespiracio, muito can-
saco c dores pelas cosas, ludo procedido da mes-
illa infiammacao, e com muitos remedios que
tomou e applicou, nunca pddo obter melhoras ;
ltimamente com as chapas medicinaes do Sr.
Ricardo Kirk, com escriptorio na ra do
ii. 110, live a salisfaeao de a ver perfeitaraentc
boa em 33 dias, pelo ijoo tributo ao dito senhor
meus sinceros agradceimenlos. Ra do Senhor
dos Passos n. 47, Rio de Janeiro.
Antonio Jos da Costa.
Reconhecida verdadeira a assignatura supra
pelo labelliao Pedro Jos de Castro.
TRATAMENTO
SEM RESGUARDO, NEM INCOMMODO.
Infiammacao do estomago.
Nao posso deixar de tributar os mcus devidos
louvores s chapas medicinaes do Sr. Ricardo
Kirk, com escriptorio na ra do Parto n. 119,!
pois ciue por mcio de to precioso remedio fiquei'
curado da infiammacao do estomago, di qual pa-|
deca ha mais de 10 annos, por cuja causa sol'ria
falta de respiraco, cansaco e muito faslio ; e
nao lendo j' espeanra de fiear mclhor, acho-me I
agora perfeitaraentc bom, depois de 40 dias da \
applicaro das ditas chapas. Por isso cumpro!
com o meu dever, fazendo a presente deelararo i
em signal de minha sincera gratido. Rua'do
Sacco n. 5'J, Rio de Janeiro.
Agostinho rereira Cardoso.
Reconhecida verdadeira a assignatura supra
pelo labelliao Pedro Jos de Castro.
Na botica de Joao da C. Bravo & C, preci-
sa-so de caixeiro.
Precisa-se alugnr um sobrado de dous ou
Nao aconteco o mesmo sendo o dinheiro dado
a juros a prazo lxo por letras ao portador, pois
nao sendo reformadas no vencimenlo deixara de
vencer juros.
Tedindo a alinelo do publico para esta classe
de operaeoes demonstramos quanto lhe sao pro-
ficuas, basta ter em consideracio que, conser-
vando um capital depositado em conta correute
no espaco do 10 annos polo juro de 7 por cento,
e esto capital oslar duplicado naquelle periodo.
Compras.
Compra-so urna cs:rava propria para ama
de leile, e so tiver cria compra-so tambem : quem
tiver, dirija-scarua das Cruzes n. 41, loja.
Compra-se um cabriolet de qua-
Parto|tro rodas, que esteja em bom estarlo e
tenha coberta : na ra da Gloria n. 3.
Constante-
mente
compra-se, vende-se elroca-se escravos : na ra
Direita n. 66.
Augusto & Perdigao,
Fttmo americano.
Veniie-se fume americano prvpYo **n mas-
care fazer cigarros : na ruada Cruz do Recife n.
50. pnmeiro andar, caixinhas de 20 e 40 libras i
a 400 rs. a libra.
Vende-se um ptimo eogeuho de fabricar
assucar. moente e correte, teJo da vaneas de
massap e pal, na freguezia de Ipojoca, de en-
cllenle prodcelo : quem o pretender, dirija-se
a loja de Jos Viclorine de Paiva, na ra-do Ca-
bug n. 2, qua dar lodae qualquer informacao.
Na cidade do Rio Formoso vende-se s pro-
pnedado denominadaQuinaJ casa de ne-
gocio ha muito, c deyo offerecer muita vanta-
gern por ear no pateo da feira : os preteodente
podeni dirigir-se ao proprietarlo do engento) Es-
trella, ou aqui no Recife, na ra do Rosario da
Boa-Visla, casa n. 32.
FcoB de engom-
mar economfcos
A 8 00.
PotassadaRussia
E CAL DE LISBOA.
No bem conhecido e acreditado deposito da
ra da Cadeia do Recife n. 12, ha para vender
polassa da Russia e da do Rio de Janeiro, ora
e de superior qualidade, assim como tambero
cal virgem em pedra : tudo oor oreos muito
razoaveis
Sndalo.
Ricas bengalas, pulceiras e leque :
vendem-se narua da Imperatriz n. 7,
loja do Lecomte.
moedas de ouro de 16# e 20# :
j da Cadeia do Recife loja n. 22.
Compram-se labeas vclhas de
j qualidnde : na ra Nova, loja de lou^a
da cocheira do Adolpho,"" se dir quem
na ra
qualquer
defronte
compra.
Vendas.
= Vende-se urna mulata de20 e tantos annos
com urna filhinha do 3 niezes, sabe engommar
tres andares, que seja no bairro de Santo Anto- c.om perreii;ao o quo se garaulo, coso, faz laby-
riniho o cozuiha, e vende-so tambera urna mula-
4 annos : quem pretende-los, dirija-se
l:o, a Iralar na prara da Indepeucia n. 37 c 39.
Precisa-se alugir urna ama que sjiba cosi-
nhat bem ; a tratar na ra Cabug n. 3 no segun-
do andar.
HoteldoRosa
12 Ra da Quitanda 12
NO
Rio de Janeiro,
Este anligo o bem acreditado eslabelecimento
nao s oflerece aos Srs. viajantes cxcellentes
comraodos e um tratamenlo to bora como nos
melhores da Europa, como tambera aos amado-
res do bilhar, ricas mesas em que possam se re-
crcarcm as horas vagas. O proprictario confia-
do na fama que sua casa tem sabido grangear,
tanto dos numerosos eslrangciros como mesmo
nacioaaes, que tem tido a honra de hospedar,
espera continuar a merecer a confianca das pes-
soas que visitaren) a corle do imperio".
Precisa-se para urna casa de pequea fa-
milia, de urna eserava que faca o servico diario
e comoras, com aceio e fidelidade, pagase bem :
na ra dos Prazeres nos Coelhos, casa de porto
com dous lcoes.
Os abaixo assignados declaram ao corpo do
comraercio que dissolveram a sociedade que ti-
rilla com o Sr. Manocl Marques do Abren no es-
tabelecimenlo da ra da Cruz n. 15, sob a firma
de Abreu & Carvalho, ficando o socio Carvalho
cora o dito eslabelecimento e admittindo para
seu socio o Sr. Vicente l'erreira Pinlo, ficando
dora em diante gyrando na firma de Pinto &
Carvalho. O mesmo declara que dito estabeleci-
Jiicnlo nada deve, porra se alguem se julgarcre-
dor da extiucla firma de Abreu & Carvalho, apre-
senio-se no praso de 3 dias a contar da dala des-
to, depois nao se admille reclamado alguraa.
Recife 26 de abril de 1860. Vicente Ferrcira
rinlo.:=Jos Antonio de Carvalho Jnior.
Um armazem.
Trnnsfere-se por 3 annos o arrendamento do
famoso armazem n. 13, na roa da Cruz no Reci-
fe : trala-se no Forle do Mallos, largo do trapi-
che do algodo n. 18.
Offercce-se um caixeiro com bastante pra-
tica de pharmacia, para a praga o para o malo :
quem precisar, dirija-se a rua'da Imperatriz nu-
mero 1^
= Francisco Jos Pcreira Borgcs vai a Europa.
AMA DE LEITE.
Precisa-se de urna ama de leile : na ra larga
do Rosario, passando a botica, a segunda loja de
miudezss n. 40, que so dir quem precisa.
Precisa-se de urna ama forra on captiva ;
na ra das Aguas-Verdes n. 22, segundo andar.
Desappareceu hontem, 25 de abril, um me-
nino pardo, de norae Pergeniino, idade 11 an-
nos levando chapeo de feltro de cor parda :
quem delta livor noticia ou o pegar, dirija-se a
ra das Aguas-Verdes n. 50, ou a Santo Anto a
seu pai Caelano Jos Ferreira, que ser recom-
pensado.
Precisa-se de um caixeiro que tomo conla
de urna taberna por balanco, e que d fiador a
sua conducta : a pessoa que esliver nestas cir-
cunstancias, apparega as Cinco Ponas n. II.
Ama.
Precisa-se de urna ama forra ou captiva para
cozrahar para urna pequea familia na ra lar-
ga do Rosario, passando a bolica, a segunda loja
= O abaixo assignado Caz ver aos credoresda
mossa fallida de Marcelino da Cosa Raposo, qua
se ai-ha em dia com o mesmo senhor, como pro-
va com os recibos que delle lom em seu poder
pois sendo o mesmo Sr. Marcelino reforcanle de
urna letra pertcncenle a Antonio Jos Moreira
Ponles, esta foi paga pelo Sr, Jos Carlos Ferrei-
ra como endossanle da raesma letra, como cons-
ta do recibo passado pelo possuidor.
'Lenidas Tito Loureiro.
Alten^ao.
Offerece-se um rapaz para caixeiro de arma-
zem ou oulro qualquer estabetecimeolo, o qual
d fiadora sua conduela, e lem boa letra : quem
quizer delle se utilisar, deixe arla fechada com
asioiciaes J. M. M. E. A., na praca da Indepen-
dencia ns. 14 e 16.
ao paleo do Terco ii. 16.
Para a quaresma.
Sedas pretas lavradas. lindos desechos
covado
Gorguro de seda lavndo, superior em
qualidade, para vestido, covado
Grosdenaple preto, covado
Dito largo e muito superior a 2# e
Sarja preta larga, covado
na
18600
23000
1S80G
250C
2j00C
ra do Queimado, loja de 4 portas n. 10.
Vende-se um carro de 4 rodas, bem cons-
truido o forte, com assento para 4 pessoas de
dentro, e um assento para boleeiro e criado fra,
forrado de panno fino, e tudo bem arranjado :
para fallar, com o Si. James Crabtree & C. n.
42, ra da Cruz.
CALCADO
Grande sorlimento.
4S---Rua Direita4S
Os estragadores de calcado encontra-
rao neste estabelecimento, obra supe-
rior pelos precos abaixo :
Homem.
Borzeguinsaristocrticos. 9#000
Ditos (lustre e bezerro)..... 7#000
Borzeguins arranca tocos. 7#000
Ditos econmicos....... 6#000
SapatOes de bater (lustre). 50000
Senhora.
Borzeguins primeira classe (sal-
to de quebrar).......5#000
Ditos todos de merino contra
calos (salto dengoso).....4#500
Borzeguins para meninas (for-
tissimos)..........-IJ000
E um perfeitosortimento de todo cal-
cado e daquillo que serve para fabrca-
lo, como sala, couros, marroquins, cou-
ro de lustre, fio, fitas, sedas etc.
Milho e trelo.
Vende-se milho a 43 o sacco, e em Qiiia a 240,
farelo a 5JJ500 o sacco : por baixo do sobrado n.
16, com oito para a ra da Florentina.
Vende-se urna carroca e um boi
novo ja feto ao servico destapraca, mui-
to bom e conhecido: na ra da matriz
da Boa-Vista n. 13.
Ka ra do Qaeimadon.35,
loja esperanca.
vende-se urna flauta de ebano.guarnecida de ma-
ellechart.com 10 chaves.systema Bohemio, muilo
bem acabada, por50$, assim como um violfio de
Jacaranda, de chaves, marchelado de madrepe-
rola, obra prima, por 50, rosarios de madrepe-
rla proprios para presento no mez prximo moa
de devocao) a 5, 6, 8 el0$ cada um, e estao-se
acabando, graxa fraticeza parasapatosa 640 rs. c
pote, (especial desta loja), tinta azul e preta, in-
gleza, inleiramente liquida, a500 rs. o pote, pen-
as de aQo o melhor possivel, lendo a proprieda-
de de, quanto mais velha em se escrevendo, me-
lhor Oca, e muitos objectos necessarios.
Acaba de chegar do Rio de Ja
neiro alguns exemplares do
primeiro e segundo volume
da Corographia.
HiStorioa clionologica, genealgica,
nobiliaria e poltica do imperiodo Bra-
sil, peloDr. Mello Moraes : vende-se a
4| o vume, podendo-se tender o so
gundo em separado t na^ivraria n. Ce
8 da praca da Independencia. '
com loja na ra da Cadeia do Recife n.
23, confronte ao becco Largo,
pri'vinem aos seus freguezes. que acabam de sor-
lir seu novo eslabelecimento com fazendas de
go jto, Anas, o inferiores, para vender pelos pre-
cos os mais razoaveis ; as fazendas inferiores,
n) a rrtalho, se venderao por um preco fixo'
qus sera o seu proprio custo as casas inglezas,
ama ve: que seiam pagas vista.
Nesle eslabeleciraenlo se encontrar sempre
um sortimento completo de fazendas, e entro el-
la;, o seguinle:
Vestidos de seda cora babados e duas saias.
'Ditos de laa e seda e duas saias.
Ditos de tarlalana bordado a seda.
Manteletes pretos bordados com franja.
Taimas pretas de seda e de fil.
Polorezasdo gorgurao de seda prelas.
CinlurSes para senhora.
Espai tilhos com molas ou clcheles.
Enfcites de vidrilho ou flores para senhora.
Vestuarios para meninos.
Saias de balo para senhora o meninas.
Chapeos para senhora c meninas.
Pentes de tartaruga dos raelhores gostos.
Perfumaras de Lubin o. outros fabricantes.
Cassiis e organdys de cores.
Gros ienaples de cores.
Chites escuras francezas e inglezas
GolL's e manguitos os mais modernos.
Camisas de linho para senhora.
Ditas de algodo para menino.
Algodo de todas as qualidades.
Lencos de labyrintho para presentes.
Golliis do crochet para menino.
Vestidos de phantazia.
Roupa feita.
Casacas e sobrecasacas de panno fino.
Paletots de casemira.
Calais do casemira prelas e de cores.
Colletcs de seda idem idem.
Dito? de fustao.
Camisas inglezas todas de linho.
Ditas francezas de di floren tes quulidades.
MaUs e saceos de viagem.
Borzeguins de Mellier o outros fabricantes para
hornera.
Ditos para senhora.
Charutos de Havana, Bahia e manilba.
Camisas de lian el la
Chapeos de todas as qualidades paraj homem,
senhora c criangas. \
Corles de vestidos brancos do blondeKom ca-
pella e manta. f
Didos de vislidos brancos de seda pe casa-
mentes.
Chapeos de castor pre6o
e brancos \
Na :*ua do Queimado n. 37, vendem-se os me-
Ihores chaces de castor
a Pechifitlia
Loja da boneca ra da Impe-
ratriz n. 7.
Vendem-se caixas de tintura para tin-
gir os cabellos em dez minutos, como
tambem tingem se na mesma cosa a
qualquer bora.
MMiaMuaai^W|jp^i nwj iwaiyitf i(|iiiMMlaj|
^ L,onimua-se a vender fazendas por baixo S
k p^e? at mesmo por menos do seu valor, a
g aflm de liquidar cotilas : na loja de 4 portas S
|MtM do Queimado n. 10.
REMEDIO INCOMPARAVEL.
UNGENTO IIOLLOWAT.
Milhares de individuos de todas as nacoes p9-
dem testemunhar as virtudes deste remedio in-
comparavel e provar era caso necessario, que,
pelo uso que delle fizeram lem seu corpo e mem-
bros inteiramente saos depois de haver emprega-
do intilmente outros tratamentos. Cada pesoa
poder-se-ha convencer dessas curas maravilhosas
pela leitura dos peridicos, que lh'as relatam
lodos os dias ha muitos annos ; e a maior parte
dellas sao to sor prendentes que admiran; so
mdicos mais celebres. Quantas pessoas reco-
braran! com este soberano remedio o uso de seus
bracos e pernas, depois de ter permanecido lon-
go lempo nos hospitaes, onde de viam soffrer a
amputacao Dellas ha muitasque havendo dei-
xado esses asylos de padecimentos, para seno
suhmetterem essa operaro dolorosa foram
curadas completamente, mediante o uso desse
preciosoremedio. Algumas das taes pessoas na
enfuso de seu recouhecimento declararam es
tes resultados benficos diante do lord correge-
dor e outros magistrados, afim de mais autenti-
caren! suafirmativa.
Ninguem desesperara do eslsdo de saude sa
'ivesse bastante confianca para ensaiar este re-
medio constantemente seguindo algum lempo o
mentratatoque necessitasse a natureza do mai
cujo resultado seria prova rincontestavelmente :
Quetudocura.
O ungento he til, mais particu-
larmente nos seguintes easos.
A 8,000 rs.com todos
o&pertences.
Do-se" a contento para ex-
periencia por um ou doiis
dias.
Vendem-se estes magnficos ferros as seaoin-
les casas:
Praca do Corpo Santo n. 5.
Ra da Cadeia do Recife n. 44.
Dita da cadeia do Recife n. 49.
Ra Nova n. 8.
Ra Direila n. 135.
Dita da Madre de Dos n. 7.
Dila do Crespo n. 5.
DiU da Penha n. 16.
Dita do Cabug n. 1 B.
Dita Nova n. 20.
Dita do Imperador n. 20.
Dila do Queimado n. 14,
Dila Direita n. 72.
Dita da Praia n. 28.
Dita da Praia n. 46.
Dita do Limmonto n. 36.
Dila da Santa Cruz n. 3
Diladalm eratriz n. IO, rmazem do fazendas
de Raymundo Carlos Leile rlrmo, em todos l
estes lugares dao-se por um ou dous dias para
expermenlar-se.
Na loja to Preguicajna-ra do
Queimdon. timpara
vender:
Chaly e merino decores, ptimo nao s para
roup5es effesdos de montana de Sra. como para
vestuarios de meninos a 38 a 40 fifl cova-
do Challes de merino estampados muito finos pelo
damioau) preeo de 2:504) cada um mussetinas
modernas, bastante largas, de variados padroes
a 260 e 280 tseovJogrtalas a fanlaiia.o
mais moderno posiivela 1* e 1200 cada urna, e
outras muitas fazendas, rajos preco extraor-
dinariamente baratos, stisfaio a expectativa
do comprador.
Com loque de avaria
1:800
Corles de vestido de chita rocha fina a 1:800
lencos de cambraia brancos a 2:000 2:500 39
4:000 a dusia ditos com 4 palmos por cada face
e de 4 e meio por 5:000 cousa rara no Arma-
zem de fazendas de Raymundo Garios Leite &
Irmios. ra da Imperatriz n. 10.,
Verdadeiras luvas de Jovin de to-
das as cores, ra da ImperatrE n. 7,
loja do Leconte.
tf^^AAStf ASAASa A.q^a txcp/a auj/a nv * ^**S5 WSC3SW v8R*g v&S&mS ^15wB
GRANDE AMIAZEI
DE
Botica.
Bartholomeu Francisco de Souza, ra larga
do Rosario n. 36, vende os seguintes medica-
mentos :
Rob L'Affecteur.
Pilulas contra sezes.
Ditas vegetaes.
Sahaparrilha Br3tol.
DitaSands.
Vermfugo inglez.
Jaropo do Bosque.
Plalas americanas (contra febres).
Ungento Holloway.
Piluiasdo dito.
Ellixir anti-asmathico.
Viclrosde boca larga com rolhas, de 2 ODcas a
12 libras
Asiiim como tem um grande sortimento de pa-
pel para forro de sala, o q.ual vende a mdico
precu-
Ra da Imperatriz 11. l
Calcado para homem.
Na loja da viuva Dias Perera & Avellar, ven-
dem-se a-dinheiro calcados francezes, pelos pre-
cos seguintes:
Rorzeguins de verniz, deNantes, para homem
a 7J000.
Ditos ditos, de Pariz, idem 58.
Ditos de bezerro laxiados, idem 84500.
Dilos de dito e pellica, idera8f000
Ditos do caslor, idem 8jf.
Botins de bezerro, idem 7j>.
Sapates de vaqueta laxiados, idem 6/.
Ditos de lustro o borracha, idem 4$.
Ditos de bezerro, borracha c fitas, idem 4$.
Sapatos de verniz de sola e vira, idem 5J.
Ditos de bezerro idem dem, idem 4S500.
Ditos de feltro, idem 640.
Dilos do Aracaty, idem 800 rs.
Calcado para senhora.
Borzeguins para senhora 3J>.
Sapatos de lustre, Lisboa 1#.
Ditos de marroquim, francezes 18-
Ditos de seiim branco ljj.
Dilos de dito de cores o 320 rs-
Calcado para menina.
Borzeguins para meninas a 28500.
Vendem-se na anliga loja de calcado francez
do aterro da Boa-Vista, hoje Imperatriz n. 14.
Era casa de Southall Mellors 4 C, ra do
Trapicho n. 38, vendem-se os seguintes artigos:
Chumbo de municao sortido.
Pregos do todas as dualidades.
Alvaiade.
Vinho de Shery, Porto, Hungarian era barris.
Dito de Mosolle em caixas.
Coguac em caixas de duzia e barris.
Relogios de ouro e prat3, patente e chronomo-
tros oobartos e descobertos (bem acreditados).
Trancolins de ouro para os mesmos.
Biscoitos sortidos em latas pequeas.
Roupa feita.!
Ra Nova n. -49, junto
atgrejada Conceigo dos
Militares.
Neste armazem encontrar o publico
um grande e variado sorlimento de rou-
pas feilas, como sejam casacas, sobreca-
sacas, gndolas, fraques, e paletots de
panno uno preto o de cores, paletots e
sobrecasacas de merino, alpaca e bamba-
lina pretos e de cores, paletots e sobre-
casacos de seda e casemira de cores, cal-
cas de casemira prcta e de cores, dilasde
merino, de princeza, de brim da linho
branco e de cores, de fusto e riscados,
calcas de algodo, collete .de velludo
preto e de cores, dilos de setim preto e
branco, ditos de gorguro e casemira, di-
tos de fustes e brins, fardamenlos para
a guarda nacional, libres para criados,
ceroulas e camisas francezas, chapeos e
grvalas, grande sortiraonlo do roupas
para meninos de 6 a 14 annos ; nao agra-
dando ao comprador algumas das roupas
feilas se apromptaro outras a gosto do
comprador dando-se no da convenci-
Alporcas.
Caimbras.
Callos.
Canceres.
Cortaduras.
Dores de cabega.
das costas.
dos membros.
Enfermidades da culis
em geral.
Ditas do anus.
Erupcoes e escorbti-
cas.
Fstulas no abdomen.
Frialdade ou falla de
calor as extremida-
des.
Prieiras.
Gengivas escaldadas.
Incha^oea.
Inflanunaso do ligado.
Vendvse este
Infiammacao dabexiga.
da matriz
Lepra.
Males das pernas.
dos peitos.
de olhos.
Mordeduras de reptis.
Picadura de mosquitos.
Pulmes.
Queimadelas.
Sarna
Supuracoes ptridas.
Tinha, em qualquer par-
te que seja.
Tremor de ervos.
Ulceras na bocea.
do figado.
das articulacoes.
Veas torcidas ou noda-
das as pernas.
ungento no estabecimento
geral de Londres n. 224, Strand, e na loja de
todos os boticarios droguistas e outras pessoas
wwwwSSeraWaiw otsSiS ^S3l3aw| j encarregadas d-sua venda em toda a America
do snl, Havana e Hespanha.
Vende-se a800 rs., cada bocetinha contm
urna instrucQo em prtuguez para o modo de
fazer uso deste ungento.
O deposito geral em casa do Sr. Soum,
pharmaceutico, na ra da Crun. 22. em Per-
narabuco.
HA.
e armaxem
DE
GRANDE SORTMEMO
1 DX
[Fazendas e obras feilasJ
Ges & Basto.!
Na'rii do Queimado n.
46, frente amarella.
Completo e grande sorlimento de cal-
cas de casemira de cores e pretas a 8jj,
98, 108 o 128, ditos das mesmas casemi-
rasa 7j, 8 c9, ditos de brim trancado
branco muito fino a 5$, 6$ e 78. ditos de
cores a 3$, 33500, 4g e 58, ditos de me-
rino de cordo para lulo a 5$, colletgs de
casemiras pretas, ditos de ditas do cores,
ditos de gorgurao pretos e de cores a 5$,
68 e "S. ricas casacas de pannos muilo li-
nos a 33g e 408. sobrecasacas dos mesmos
pannos a 288. 30J e 35g, paletots dos mes-
mos pannos a 22$ e 248, paletots saceos
de casemira modelo inglez 108, ditos de
casemira mesclado muito lino de apurado
goslo 15$ e 168. ditos sobrecasa das mes-
mas cores a 18$ e 20$, ditos sobre de al-
paca preta fina a 7$ e 88, ditos saceos a
48. dilos de fusto branco e de cores a 48,
48500 e 58, ditos de brim pardo muito
superior 48500, camisas pa.-a menino de
todos os lamanhos a26$000 a duzia, meas
de todos os tamanhoa para menino o me-
ninas, palitots de todos os lamanhos e
qualidades para os mesmos, cuteles de
brim branco a 3J500 e 48, ricos colletcs
villudo preto bordado o de cores diver-
sas e por diversos pregos, ricos coberto-
res de fusto archoado para cama a 68,
colarinha de linho a poner a 68500a du-
zia, assim como temos recebido para
dentro deste eslabelecimento um comple-
to sorlimento de fazendas de goslo para
senhoras, vestimentas modernas pan me>
nio e meninas de quatro a seis annos e
ludo* vendemos por precos razoaveis. As-
sim como nesle eslabelecimento manda-
se aprompUr com presteza todas as qua-
lidades de obras relativo a offlcina de al-
Catata sendo isto com todo goslo e asseio.
Pennas de a$o inglezas.
Vendem-se na ra da Cadeia do Recife, loja n.
7, deGuedes& Goncalves, as verdadeiras pennas
de ac inglezas, mandadas fabricar pelo profes-
sor de calygraphia Guilherme Sculy, pelo mdico
preco de 18500 a caixa.
Bezerro francez
grande e grosso :
Na ra Direita n. 45.
cobertos e descobertos, pequeos e gTandes, de
ouro patente inglez, para bomem o senhora,
de um dos melhores fabricantes de Liverpool,
vindospelo ultimo paquete inglez : em casa de
Southall Mellors &C."
XAROPE
DO
PA
Pianos
Saunders Brothers & C. tem para vender em
seu armazem, na praca do Corpo Santo n. 11,
alguns pianos do ultimo gosto. recentimente
chegados, dos bem conhecidos e acreditados fa-
bricantes J. Broadwood ASons de Londrea, e
muito proprios para esle clima.
FUNDIDO LOW-MOW,
Roa da Senzala Nova n. 42.
Neste eslabelecimento continua a haver um
comapleto sortimento d moendas e meas raoen-
das para euSenho, machinas de vapor e taixas
de ferro batido e coado. de todos os tamanhos
para dto.
importante.
45 Ra Direita 45
Este eslabelecimento quer acabar
com alguns pares de borzeguins que llie
restam,dos famosos arranca-tocos, ci-
dad5os etc., e sem o menor defeito, re-
duzindo-os ao preco de 7#000
SYSTEMA MEDICO DE HOLLOWAY.
PILULAS HOLLWOYA.
Esle Inestimavel especifico, composto inteira-
mente de hervas medicinaes, nao contm mercu-
rio, era alguma outra substancia delecteria. Be-
nigno mais tenra infancia, e a compleico mais
delicada igualmente prompto o seguro para
desarreigar o mal na compleigao mais robusta;
inteiramenle innocente.em suas operagoes e ef-
feitos; pois busca e remove as doenc.a3 de qual-
quer especie egro por mais antigs e tenazes
que sejam.
Enlre milhares de pessoas curadas com esle
remedio, muitas que ji estavam as portas da
morte, preservando em seu uso: conseguiram
recobrar a saude e torcas, depois de haver tenta-
do intilmente todos os outros remedios.
As mais afflictas'no devem entregar-se a de-
sesperacao ; acam um competente ensaio dos
efficazes effeitos desta assombrosa medicina, e
prestes recuperaro o beneficio da saude.
Nao se perca tempo em tomar este remedio
para qnaiquer das seguintes enfermidades :
Ainda continua-se a vencer o verdadeiro, e
verdadeiro, e aflanca-se ser do proprio autor :
na blica de Jos da Cruz Sanios, na ra Nora
numero 53.
Milho moito barato,
era saceos grandes: vende-se no armazem de
Travasso Jnior & C, na ra do Amorim.
Vende-so urna mulata com urna linda cria
e com bastante leite, boa cozinheira e.engomma-
deira, e um bonito preto muilo moco e robusto,
e mais urna mobilia completa do ultimo goslo:
na ra Nova n. 52, primeiro andar.
Cocos italianos
de folba de flandres, muito bem acaba-
dos, podando um durar tanto quanto
duram quatro dos nossosa 400 rs. um
e iff urna duzia : na ra Direita n. 47,
loja de funileiro.
Accidentes epilpticos.
Alporcas.
A iplas.
Areias (mal de).
As t lima.
Clicas.
Convulsoes.
Debilidade ou extenua-
co.
Debilidade ou falta de
forcas para qualquer
cousa.
Dysinteria.
Dor de garganta,
de barriga.
nos rins.
Dureza no ventee.
Enfermidades noventre.
Ditas no ligado.
Ditas venreas.
Enxaqueca.
Herysipela.
Pebre biliosas,
Febreto internitenta.
Febrcto da especie.
Gotta.
Hemorrhoidaa.
Hydropesia.
Ictericia.
Indigestoes.
Inflarumaoes.
Irregularidades
menstruacao.
Lombrigasde toda es-
pecie.
Mal de pedra.
Manchas na cutis.
Obstruccao deventre.
Phtysica ou conaump-
pulmonar.
Retencio de onrina.
Rheumatismo.
Symptomas aepunda-
rios
Tumores.
Tico doloroso.
Ulceras.
Veneren (mal).
em grande sortimento para
homens, senhoras e
meninos.
Vendem-se chapos francezes de superior qua-
lidade a 6$50o. 7 o 88. ditos de velludo, copa al-
ta e baixa a 7g, 9 e 10$. dilos de lonlra pretos e
de cores, muito finos a 68 e 78, ditos do chile a
33500, 5, 6, 8.10 e 128, ditos de feltro em gran-
de sorlimento, tanto em cores como era qualida-
des, para homens e meninos, de 28500 a 7$, di-
tos.de gorgurao com aba do cour de lustro, di-
tos de casemira com aba forrada de palha, ou
sera ella a 4$, dilos de palha ingleza, copa alta
e baixa, superiores e muito em conta, bonetes
francezes eda Ierra, de diversas qualidades, para
meninos, chapeos de muitas qualidades para me-
ninas de escola, chapelinas com veo para senho-
ra, muilo em conta e do melhor goslo possivel,
chapeos de seda, ditos de palha amazonas, enfei-
les para cabera, luvas, chapeos de sol, e outros
muitos objectos que os senhores freguezes, vis-
ta do prero e da qualidade da fazenda, nao dei-
xaro de comprar; na bem conhecida loja de
chapeos da ra Direita n. 61, de B. de B. Feij.
Vendem-se fazandas por barato
prego e algumas por menos de seu
valor para acabar, em pega e a rela-
lho : na ruado Queimado loja de 4
porlas n. 10.
RELOGIOS.
Vende-se em casa de Saunders Brothers &
C, praca do Corpo Santo, relogios do afama-
do fabricante Roskell, por precos commodos,
e tambem trancellins e cadeias para os mesmos,
deexcellente gosto.
por sacca de
Irmaos.
milho; nos armazens de Tasso
4,000 rs.
! milho; nos armazem
Ra do Ooeimado n. 37.
A 30$ cortes de vestidos de seda que custaram
608; a 16a cortes de vestidos de phautasia que
custaram308; a 8$ chapelinhas para senhora:
na ra do Queimado n. 37.
Enfeites de vidrilho e de retroz a 48 cada
um : narua do Queimado n.37, loja de4 portas.
Em casa de Rabe Scbmettan &
C, ra da Cadeia n. 37, vendem-se
elegantes pianos do afamado fabrican-
te Traumann de Hamburgo.
SABAO
do deposito geral do Rio
com Tasso & Irmaos.
de Janeiro: a tratar
Vendem-se estas pilulas no estabelecimento
geral de Londres n. 22-1, Strand, e na loja de
todos os boticarios droguistas e outras pessoas
Sul, Havana e Hespanha.
Vendem-se as bocelidhas a 800 rs. cada ama
dellas, contm ama instruego em portugus pa-
ra explicar o modo de se usar deetas pilulas.
O dopoaito geral em casa do Sr. Soum
pharmaceutico, na na da Croa n. 22, ota Per-
na mbuco.
Farfolla de mandioca
nos armazens de Tasso & Irmios.
ilbo
nos armazens da Tasso 4 Irmaos.
Tachas para engeiiho
Fundico de ferro e bronze
Corrtia Cardozo,
Francisco
M
Antonio
encarregadas de sua venda em toda a America do tem UIQ grande SOrUmentO de
Snl. Uavina e Uesoanna. w
tachas de ferro fundido, assim
como se faz e concerta-se qual-
quer obra tanto de ferro fun-
didocwno batido.
inri i-r-ir


-^-=r-
mm
PIMO T>E TBBRAMBCO. -JlAWDe SE SE/JBWIB DR l8#0i
-largo da Peiilia
Manteiga perfectamente fior a 800 rs. a libra o em birril se far mais algum abalimento.
Quejos muito i\o\os
a 1^700 rs. e em-caixa se far mais algum abalimento nicamente no armnzem Progresso.
\iuc\xas francezas
em latas de folha e campoteirasde vidro a 900rs., e em porco se far algum abatiraento so no
Progresso.
Cartocs de bolinuos
muilo novos proprios para mimos a 500 rs., e em porgo se far algum abalimento s no Progresso.
Figos de comadre
em caixinhas elegantemente enfeiladase proprias para mimos s no Trogresso ecora avista se far
um preco commodo.
lalas de soda
com 21|21brasdediflerenles qualidadesa 1&600 rs., nicamente no armazcm Trogresso.
Conservas
a 700 rs. o frasco vende-se nicamente no armazcm Progresso.
tto\ac\niitta ingleza
muito nova a 320 rs. a libra e barrica 4g, nicamente no Progresso.
Potes \VdTados
de la 8 libras proprias para manteiga ou outro qualquer liquido de 400 a 1S200 rs. cada ura, se
no Progresso.
Cuocolate francez
a lg a libra, assim como vendom-se os .seguintes gneros ludo receflleracnle chegido c de superio-
res qualidades, presuntos a 480 rs. a libra, ehourie-a muito nova, marmeladado mais afamado fa-
ortcante de Lisboa, maca de tomate, pera secca, pa'sss, fruclas em calda, amendo.is, nozes, frascos
com amendoascoberlas, confeitos, paslilhas do varias qualidades, vinagre branco Bordcaux proprio
para conservas, charutos dos melhores fabricantes de S. Flix, macas de todas as qualidades, gom-
ma muito fina, ervilhas francezas, champagne das mais acreditadas marcas, cenejas de ditas,
spermaecte barato, licores francezos muito finos, marrasquino de zara, azeile doce purificado, azei
ouas muito novas, banha deporco refinado e outros muilo gneros que encoolrariio tendente a
molhados, por isso prometem os proprielarios venderem por muilo menos do que outro qualquer
promotem mais tambera servirem aquellas pessons que mandarem poroulras pouco praticas como
se viessem pessoalmente ; rogam tambem a todos os sanhores de engenho c senhores lavradoies
queiram mandar suas encommendas no armazera Progresso que se lhcs afGanca a boa qualidadec
o acondicionamento.
Vcrdadeira goma de mala vana
a 400 rs. a libra, s no Progresso.
Palitos
cilhalos para dentes a 200 rs. o maco com 20 macinhos, s no Progresso.
Cha nyson, perula e ftveto
os melhores que ha no mercado de 1J600 a 2^500 a libra, s no Progresso.
Passas em caixmuas de 8 libras
as mais novas que Irm vindo ao nosso mercado pelo diminuto preco de 2g560, s-3 do Frogrosso.
Macas em caixinuas de 8 libras
contondo 405 qualidades pevide, grodebico, estrellaba, aletria branca e amarella e paslilhas de
maja, s no Progrosso, e com a vista se far um prego commodo.
Choiiricas c palos
as mais novas que tem vindo ao mercado.s no Progresso, afiancando-se a boa qualidade e a vista,
se far um preco commodo.
ARCHIVO UNIVERSAL.
REVISTA HEBDOMADARIA
COIXABORADO
PELOS SRS.
D Antonio da Costa A. F. de CastilhoAntonio GilAlejandre Herculano A G Ramo A-
Guimaraes-Augusto do Lima-Antonio deOliveira Marreca-Alves Branco-A. P. Lopes de Men"
donca-A. Xavier Rodrigues Cordeiro-Carlos Jos Caldeira-E. Pinto da Silva e Cunha-F. Gomes
rnrtrWr' "Brd0-J-A.deFrcitas Olivoira-J. A Maia-J. A. Marques-J. deAndrade
Corvo-J da Costa Cascaes-J. Daniel Collaco-J. E. de Magalhaes Coutinho-J. G. Lobato Pires -
r5,!_i n a Ta7, A1' ?a *1r,a5a- Junlor,~J: Juli0- de 01iveira Piulo- Jos Mara Latino
CoelhoJos da Silva Mendes Leal Jnior-Julio de Caslilho-Julio Mximo de Oliveira Pimentel
-J. Podro de Souza-J S. daSiiva Ferraz-Jos de TorresJ. X. S. da Malla-Leandro Jos da
Cosla-Luiz Filippe LeiteLuiz Jos daCunha-L. A. Rebello da SilvaPaulo MidosiRicardo
Jubo FerrazValentim Jos da Silveira Lopes.
DIRIGIDO
POR
A. P. da CarvallioCarlos Jos Barreiros.I. F. Siheira da Motta
Rodrigo Paganiao.
Em casa de Basto & Lemos
ra do Trapiehe n. 17, ven-
derse :
Chuoilx em lenccl.
Caimofiledito.
Cabo de linho inglez.
hSeliot patente inglez com todos os per-
tences.
Papel de imprimir.
Panellas, de ferro.
Baldes dezinco.
Livrosem branco inglez.
Ca deiras gene-vezas.
Licores fino em garrafas de crystal.
Enxofre em caixas de o arrobas.
Alvaiade de Veneza%
Cordoallia para apparelhosde navios.
Chapeos de palha de Italia singelos.
Vassouias gano vezas.
Drogas versas.
Banheiros de marmore. ,
Talhas de biirro vidrado.
con-
O archivo universal comeca com o terceiro volume o segundo anno da sua existencia :
seguio pois vencer urna das maiores difliculdades coin que osjornaes litlerarios de Portugal leem
de lucttr, c venceu com honra, satisfazendo cora a maor pontualidade lodos os compromissos
um periodo extremamente perigoso para as publicacocs dcsta nalureza.
Incet3ndo oseu segundo anno, como nao altera o systcma seguido at agora, o archivo uni-
versal nao aprsenla programla novo; hoje como no principio appella para o futuro- com a dif-
erenca porm de poder tambem invocar emseu abono o passado. que j conta ; as sympalhias que
lemoblido, osbons esenptos que tem apresentado, e a regularidade da sua publicaco. Paraos
que connecem a attnbulada existcncn do jornalismo portuguez, para os que sabem quant is descon-
iiancase necessano desvanecer, quantas suspeilas alastar, quantos crabaracos romover para con-
seguir uma^ida mais larga; este tirocinio urna grande conquista o um bom agouro de prosperi-
Rcgislra-o o archivo mais como um incentivo, do que como urna gloria, mais como urna es-
peranza, do-que como urna victoria. A animacao que recebeu obriga-o a continuar como at hoie
empregando todos osesforcos e enipenho, toda a solicitude e desvello para se conservar digno dos
scus intuitos e da sua poca. e-v
Destinado a resumir todas as semanas o raovimento jornalistico e a offerecer aos leitorea. con-
juntamente com a revista do que mais notavel houver occorrido na poltica, na sciencia, na indus-
tria ou as artes, alguns artigos onginaes sobre quaesquer destes assumptos, este peridico publica-
se regularmente todas as tercas feras em folha de 16 paginas em bom papel e typo, completan-
do todos os semestres um volume de 420 paginas com ndice c frontespicio competentes.
Assigna-se em Pernambuco, ra Nova n. 8, uuica agencia.
m
GkimtMmL i
Dfi
Cl
SI unes.
Engenho.
Sita na rna Imperial n. 118 e i 20 junto a fabrica de sabo
DE
Scbastio J. da Silva dirigida por Francisco Belmiro da Costa.
fHflqnnrat^efwn*fl"Tnloau8eTpre PromP1?,8 alambiques de cobre de differentcs'dimengoes
f oLiiJ'nHn \s,mP]es. e obrados, para destilar agurdenle, aparelhos destilatorios continos
para resillar e destilar espintos com graduac-o at 40 graos (pela graduarao deSellon Cartier) dos
melhores systemas hoje approvados e conhecidos nesta e outras provincias do importo, bombas
9e todas as dimeneoes asperantes ede repucho tanto de cobre como de bronze e ferro, tornelras
de bronze de mdas as dimeneoes e feitios para alambiques, tanques etc., parafusos de bronze e
ferro para rodas d agua.portas para fornalhas ecrivos de ferro, tubos de cobre e chumbo de todas
as dimenQoes para encmenlos camas de ferro com armacao e sem ella, fuges de ferro potaveis e
econmicos tachas e lachos de cobre; fundos de alambiques, passadeicast espumadeiras, cocos
paran"!aD^Kfolh deAFla,nd/es. chumbo cmlencole barra zincoem lencol e barra, lsnces e
"f0.1 ,dre, cbre.- lenccs de ferro a lato,ferro suecia inglez de todas as dimenses, safras, tornos
Lrldl!lmt^nL\lC-\J Ulr0S ,muitosarlig^ Pf menos precedo que em outra qualquer
l nl mEVff ft0da e 1ua,,luer encommenda com presteza e perreicao i conhecida
e para commodiaade dos freguezes que se dignarem honrarem-nos com a sua conanca, acha-
r4o na ra Nova n. 37 loja de ferrageus pessoa habilitada para tomar nota das encommendas
CONSULTORIO
DO
Dr. P. A. lobo Moseoso,
B6 IPJUETIiniD S IPIlill)!.
3 RA DA GLORIA, CASADOFlJlfDAO 3
CHnica por ambos os systemas.
rnnimP.5l',r^ Moscosod consultas todos os dias pela manha ede tardedepoia de 4 horas.
W$ri?d?Su*CmUmnM*mtat*M0'6tU'L a"dade como para os engenhos ou outras
Os chamados devem ser dirigidos sua casa at as 10 horas da manhia e em caso de ur-
gencia a outra qualquer hora do da ou da noite sendo por escripto em que se declare o nome da
pessoa, o darua e o numero da casa.
Nos casos que n5o forem de urgencia, as pessoas residentes no bairro do Recife podero re-
metter seus bilhetes a botica do Sr. Joao Sounn & C. na ra da Cruz ou loja de livros do Sr. Jos
Nogueira de isouza na ra do Crespo ao p da ponte velha.
Nessa loja e na casa do annnnciante achar-se-ha constantement e os melhore medica-
meniosnomeopathicos ja bem conhecidos e pelos precos seguintes:
Botica de 12 tubos grandes, ...".......lOjJOOO
Ditos de 24 ditos...............15J00O
Jilos de 36 ditos..............20S090
.........-..!'. 25SOOO
Vende-se o engenho S. Jos de Bom Jar'im,
freguezla de N. S. da Luz, com bons terrenos,
moente e correnlo e com boas obras, quasi prom-
pto para se moer com agoa, faz-se lodo e qual-
quer negocio, dando vista qualquer quanlia ;
os prctendenlcs dirijam-se ao mesmo engenho,
ou ao engenho Pencdo de baixo. na freguezia.de
S. Lourenco da Malta.
scra\os venda.
Venden-se, trocam-se o compram-se escra-
vos de toda idade, e de ambos os sexos ; na ra
do Imperador n 21, primeiro andar.
Arados americanos e machinas
paia lavar roupa: em casa de S. P. Jo-
hnston & C. ra da Senzala n. 42.
Vinlio de Bordcaux
Em casa de Kalkmann lrmos&C, ra da
Cruz n. 10. eccontra-se o deposito das bem co-
nhccidas martas dos Srs. Brandenburg Frres
e dos Ss. Cldekop Mareilhac & C, em Bor-
deaux. em as seguintes qualidades :
De Brandeaburg frres.
St. Estph.
St. Julen.
Margaux.
La rose.
Chleau Lov.lle.
Chleau Slarg.mx.
De Oldekop & Mareilhac.
St, Julien.
St. Julie i Mdoc.
Clialeau Loville.
Na mesma casa ha para
vender:
Sherry e-n barris.
Madcira ;m barris.
Cognac em barris. qualidade fina.
Cognac em caixas qualidade inferior.
Cerveia branca.
Tachas e moendas
Braga Silva & C, lem sempre no seu deposito
m na d.\ Mooda n. 3 A, um grande sortimento
tachase moeedas para engenho, do multo
acreditado fabricante Edwin Maw : a tratar do
mesmo deposito ou na ra do Trapiche n 44.
Pechincha.
Com pequeo toque de avaria.
Na ru do Queimado n. 2, loja do Preguica,
vendem-se poc.as de algodao encorpado, lar^o
com pequeo loque de avaria a2$500 cada urna!
Aos amantes da economa
Na rut. do Queimado n. 2, loja do Preguica.
vendem-se chitas de cores xas bastante escu-
ras, pelo baratissimo preco de 6fi a peca, e 160
rs. o co'-ado.
Carne de vacca salgada, em barris de 200
libras : em casa de Tasso Irmaos.
Vende-se cebla sola por baratissimo preco:
no arnuzem da ra do Amorim n. 46.
Vende-se urna negrinha com 8 annos de
aaae : aa ra Imperial n. 59.
= Vende-se um carro de conduzir gneros, e
um boi manso e bom para o servico, por preco
muito en conta : na ra Nova n. 48.
Oleado de
eores.
VenJcm-se oleados decores os mais finos que
possivel otate genero, e de diversas larguras
por preso commodo : na ra Direita n. 61, loi
decliapaosdeB.de B. Feij,
Ra da Senzala Nova n. 42
Vend ?-se em casa de S. P. Jonhston & C. va-
quetas de lustre para carros, sellins e silhes in-
glezes, candeciros e casticaes bronzeados, lo-
nas inglezas, fio de vela, chicote para carros, e
montana, ai reos para carro de um e dous cval-
os, e nlogijs d'ouro patente in^lezes.
Vende-se
o engenho Aremund sito na fregiiezia da ^Esta-
da, no limite do Cabo, arredado um quarto de
legua d i estrada de ferro, com bstanles maltas
virgens edificado de novo e todo demarcado '. a
tratar no mesmo engenho com o proprietario
ESCRAVOS VENDA.
\endem-sel2 escravos. na ruado Imperador
n. 1, terceiro andar, sendo 3 negras engomma-
deiras. I mulata muilo bonila, 4 negros mocos
para tolo servico. 1 molequede 13 annos, 1 mu-
lalinhodelOannos, 1 mulatinha de 12 annos
e 1 neipinhi de 14 annos vendem-se baratos
para acabar
Relogios de ouro e.prata.
Em casa deHenry Gibson, ruada Cadeia do
Recife n. 62, ha para vender um completo sorti-
mento de relogios de ouro e prata, chronome-
Iros, meioschronomctros e de ptente, os mo-
!hore3 que vem a este mercado, e a precos ra-
zoaveis.
37 Ra do Queimado 37
Loja de 4 portas.
Chegou a este estabelecimento um completo
sorlimento de obras eitas, como sejam : pale-
lots de panno fino de 16j{ at 28g, sobrecasacas
de panno fino preto e de coresmuito superiores
a 35tf, um completo sortimento de palelols de
riscadinho de brim pardo e brancos, de braman-
te, que se vendem por preco commodo, cerou-
las de linho de diversos lmannos, camisas
francezas de linho e de panninho de 2g al 5$
cada urna, chapeos franeezes para homema 8$,
ditos muilo superiores a 10, ditos avelludados,
copa alia a 13, dilos copa baixa a 10$, cha-
peos de feltro para homem de 4. 5 e at 7
cada um, ditos de seda e do palha enfeitados pa-
ra meninas a 10, ditos de palha para senhora a
12g, chapelinhas de velludo ricamente endita-
das a 25$, ditas de palha de Italia muito finas a
25$, cortes de vestido de seda em cartao de 40g
at 150$, dilos de phautasia de 16 at 35$000,
gollinhas de cambraia de 1 at 5, manguitos
de 1$500at5, organdys escuras e claras a
800 rs. a vara, cassas francezas muito superiores
e padrocs novos a 720 a vara, casemiras de cor-
les para colletes, paletotse calcas de 3*500 al
4$ o covado, panno fino p'rcto e decores de 2*500
al 10$ o covado, corles de colletede velludo
muilo superiores-a 9 e 12$, ditos de gorgurao
e de fusto brancos de cores, tudo por preco
barato, atoalhado de algodo a 1280 a vara,
cortes de casemiras de cores de 5 at 9, gresde-
naples de cores epretos de 1600 at 3200 o
covado, espartilhos para senhora a 6$, coeiros
de casemira ricamente bordados a 12 cada um,
lengos de cambraia de linho bordados para se-
nhora a 9 e 12 cada um, ditos lisos para ho-
mem, fazenda muito superior, de 12 al 20 a
duzia, casemiras de cores para coeiro, covado a
2$400, barege de seda para vestidos, covado a
1400, um completo sertimento de colletes de
gorgurao, qasemira prela lisa e bordada, e de
msiao de cotes, osquaesse vendem por barato
preSo, velluda, decores a 7 o covado, pannos
para cima di mesa a 10 cada um, merino al-
eo choadojtfop rio para paletotse colletes a 2800
ocovalToT bandos para armacao de cabello a
l500wsaccos de tpele e de marroquimpara via-
gem.eum grande sortimento de macas e malas
de pregara, que tudo se vende vontade dos
freguezes, e outras muitas fazendas que nao
possivel aqui mencionar, porm com a vista dos
comradoresse mostrarao
0*000
Dito de 48 ditos.
Dito, de 60 ditos...............3UW
Tubos avulsog cada um.............1 g000
Frascos de linduras........,....." SflOOO
Manoal de medicina homeopathic plobr.'Ja'hr trduzid'o
em portuguez com o diccionario dos termos de medi-
cina, cirurgia etc.. etc. .
Medicina domestica do Dr. Heri'ng', cm'dkcio'nario! '. .
Repertono do Dr. Mello Moraes.
20J000
ogooo
6$000
FUNOIQAO 0 AURORA.
Seos propnetarlos offerecem a seus aumerosos freguezes e ao publico em eral toda e
S?" USnhoVUSU,rS.da m 8eU ^onhecido estabellcimento sSber :m achlna^de Vapor di
loaos os tamanhos rodas d'agua para engenhos todas de ferro ou para cubos de madeira moan-
dase meiasmoendas. tachas de ierro batido e fundido de todos os tamanhos, guSastes', ^Sa-
chos e bombas, rodas, rodetes, aguilhSes e boceas para fornalha, machinas di
dioca e para descarocar algodo, prencas para mandioca e oleo de ricini, portees SSa col
lumnas e momhos de vento, araos, SultvaJoaes, pontes, taldeiras e tanaues, bofas alva?eVas
botes e todas as obras de machinism. Executa-se qualquer obra seja qual f sua^a'tSreza Ss
desenhos ou moldes que para tal flm forem apresentados Recebem-se encommendasTeste ella-
SZeDlfl!l?d0 flT?,38 A e na ru d0 Collegiohoje do Imperadorn.. moradTa^do S*.
Loja do Ramalho.
Ra Direita n. 83.
Agulhas francezas curtas e compridas a 200 rs
a caua, gra rapas a 40 rs. o maco, clcheles era
cartao a 60 rs., grampas em caixinha a 80 rs
retroz ireto e azul ferrete a 100 rs. a oitav'
nenies para atar cabello a 120 rs., penles de ba-
lea par alar a 240, ricos pentes de massa vi-
rados |iara .llar cabello a 1500, ditos com o la-
vrado loundo a 2$500, galo de linho proprio
paraenfeilar casaveque a 100, 120 e 160 rs. a
vara, f anja de linho brancas e de cores a 120
160 e !!00 tu. a vara, boioes para punho a 240 rs'
o par, ricas gollinhas de cuntas prelas ede cores
- le contas, a 1500 e 2, sintures de bor-
fetas
rocha 1 500 rs., bicos prelos de seda muito finos
a 160. 240, 320 e 500 rs. a vara, ricos enfeiles de
vidrilho prdos e de cores a 250O, 3 e 4, pecas
de renda fina a 600,700 e 800 rs., fila branca e
preta rs. a vara, meias protas para senhora a 240 o
par, (arlas francezas.a 240 o barcino, luvas de
retroz com palmas de vidrilho a 1600, tranca de
linho (om caracol a 240 a peca, enfiadores bran-
cos pa a escartilho a 100 rs., dtlospretos de seda
a 160 1 s., botos muito finos para caiga a 240 a
groza, calc,adeiras de bfalo a 640, peDles de
alisar -om ospelho c cscova a 500 rs., superiores
bicos < rendjs da liha, del dedo at 1 palmo, a
200 rs al WM) rs. a vara, penles de travessa pa-
ra merinos a 800 rs colheres de metal do prin-
cipe p; ra tirar assurar a 400 rs., oculos de Balea
muilo Pinos a 1, tosouras muito Coas com o aro
envernisado a500 rs., ditas grandes proprias pa-
ra corlar vestidos a 1, obreias proprias para as
namor idas a 200 rs. a caixa; alcm destes objec-
tos, er con liar o publico um completo sortimen-
to de ludo ([uaute ha de melhor no mercado, ten-
dente 1 raiudezas, o por menos do que em ou-
tra qui Iquer parle; do-se amostras de ludo, e
tamben se manda levar os objeclos em casa de
familia para as senhoras escolherem,
tmacarroca
com pipa para conduccao d'agua : compra-se no
Forte do Mallos, armazera n. 18, confronfe ao
trapiche do algodao.
LOJA DO VAPOR.
Grande e variado sorlimento de calcado-fran-
ecz, roupa feita, raiudezas finas o perfumara;,
ludo por menos do que em outras parles : na lo-
ja do vapor na ra Nova n. 7.
= Vende-se um scllim inglez com acus per-
tences, luda em bom estado : a tratar na ra do
Sebo u. 11.
- Vende-se urna preta da Cosa, boa quilan-
deira r a tratar na loja da ra do Passeio n 7.
Vende se urna fabrica de fazer veles de
carnauba no caes do Ramos, sobrado de um
andar confron'e so guindaste.
Vende-se urn bom piano
gio'n. 25. priaeiro andar.
na la do Coile-
a&
Relogios.
Vende-se em casa de Johnston Tater & C, ra
do Vigario n. 3, um bello sortimento de relogios
de ouro, patente inglez, de um dos mais afa-
mados fabricantes de Liverpool ; tambem urna
vanedade de bonitos trancelins para os mesmos.
Em casa de Borott & C, ra
da Cruz do Recife n.5, ven-
de-se :
Cabriolis muito lindos.
Charutos de Havana verdadeiros.
Presuntos para fiambre.
Fumo americano de superior qualidade.
Ghampanha de primeira qualidade.
Carne de vacca em barris de superior quali-
dade.
Oleados americanos proprios para cobrir carros
Carne de porco em barris muilo bem acondi-
cionada.
Licores de diversas qualidades, como sejam :
o muito afamado licor intitulado Morring Cali,
Sherry Cordial, Menl Julop, Bittcrs, Whiskey &
C, tildo despachado ha poneos dias.
Machinas de coser, grandes o pequea, de dif-
ferentes autores, de um raodelio inteiramenle
novo, por preco commodo.
Salsa parrilha era frascos grandes c pequeos,
muito bem acondicionada.
Pilulas vegelaes (verdadeiras.)
Verme fuge.
Carneiros gordos.
No engenho Forno da Cal vendem-se carneiros!
gordos por preco commodo.
Espirito de rindo com 44
graos.
Vande-se espirito de vinho verdadeirocom 44
ftros, chegado da Europa, as garrafas ou as ca-
andas: na ra lara do Rosario a. 36
NOVO DEPOSITO
* DE
(CAAS IDE ffBIBED.
lina da Impcratriz n. 75
sem igual
Cortes de chita franceza larga para vestido a
2 o corte : na luja do sobrado amarello, nos
qualro cantos da ruado Queimado n. 29, de Jos
Mara Lopes.
Vende-se no Corredor do Rispo, sitio junio
a fabrica de ferreiro, um bai maneo e gordo pro-
prio para carrora.
- SWETES PARA MARCAR ROUP.\l\
2 2 lili A DA BIPERATRK 2 2 W
or
Nesle eslabelecimento recebeu-se ltimamen-
te, em direitura da Europa, um grande sorti-
. ~.yende.m-se ps de larangeiras deumbigo e
aa nina
Pechincha para acabar.
Vendom-se laazinhas de cores para acab3r a
uurs. o covado : na loja do sobrado amarello,
nos qualro cantos da ra do Queimado n. 29. de
Jos Mana Lopes.
Uvas
niuto doces e grandes a 1g a libra : no deposito
aa ra eslreila do Rosario n. 11, ao p do bec^o.
Marmelada.
Na ra Direita n. 6, ha maimclada superior a
o40 a libra. r
Breu em barris
Vende Manoel Fernandes da Costa & C, no
seu deposito de sat.iio na iravessa da Scnznlla
elha n. 136.
Na ra Nova n. 35, vende-se farinha do
mandioca a dinheiro a visla. pelo baratiin;o
preco de 58600.
I Vende-se
Relosios palenles.
Estopas.
Lonas.
C.-miisns inglezas.
Peitos para camiias,
Biscoutos.
Em casa de Arkwigbt & C ra da
flQS Cruz n. Cl.
mmmm-
ment de camas de ferro fundido e batido, e de
todas as qualidades, e dos mais lindos modelos,
tanto de urna como duas pessoas, com armaces
c sem ellas, ditas para meninos com varandas e
sem ellas, e berco de ferro, que ludo se vender
por preQo commodo, tonto a relaho como em
porc,ao.
Albardas inglezas.
Anda ha para vender algumas albardas ingle-
zas, excellentos por sua dura$o, levesa e com-
modidade para os aniniaes : em casa de Ilenry
Gibson, ra da Cadeia do Recife n. 62.
Superiores chapeos de inanilha.
Estes oxcellentcs chapeos que por sua qualida-
de e eterna duracao, sao prefcriveis aos do Chi-
le ; existem venda nicamente em casa do
ditos de sapoli, de fructa-pio, deli- i Henry Gibson, ra da Cadeia do Recife n. C2, por
mao para cercas, de caf e de oulras muitas qua- PrcCO commodo.
iiaaaes : na Ponte de Ucha, sitio da viuva de "" Vendem-se todos os accessorios para estn-
Joao Carroll. belecer-se urna grande padaria. seudo cylndro,
= Yenrlem-cn snn,=___ ,. machina de Irabalhar com cavallo, masseira, len-
nu^ preco de IS or rart-, Zn nh' pe,H T' I dedcir8' Uboas' ps' bilhas- toalhas- etc. ludo
una: na ra da Ma-jDOVo; vende-se prazo : a trotar no largo do
Terco n. 32, sobrado.

Aos senhores logistas de miudezas.
Ricos pretos de seda,
Ditos brancos e prelos de algodo.
Luvas pretas de torzal.
Cintos elsticos.
Linhas de algodao em novellos : vcndem-&
por precos commodos. em casa de Southall Mei-
lors & C, ra do Trapichen. 38.
Engenho.
. .. r-.------una
are de Dos, armazem n. 10.
Camisas inglezas.
Pregas largas.
Goes ( Bastos.
Ra do Queimado n. 46, frente da loja
amarella.
Acaba de chegar na bem conhecida loja de
Goes & Ba3tos, um grande sortimento das muito
desejadas e verdadeiras camisas inglezas, cora
peilo de linho e pregas largas, j bem conheci-
das pelos freguezes deste estabelecimento, as
quaes camisas ha muilo se eslava esperando, e
por ler grande porcao, lemos deliberado, para
melhor agradarmos os freguezes, vende-las pelo
diminuto prego de 36g por duzia.
Fazendas por baixos precos
Ra do Queimado, loja
de 4 portas n. 10.
Ainda reslam alguma3 fazendas para concluir
a liquidado da irmadeLeilei Correia, asquaes
se vendem por diminuto preco, sendo entre ou-
tras as seguintes:
Chitas de cores escuras e claras, o covado
a 160 rs.
Ditas largas, francezas, Unas, a 240 e 260.
Riscados franeezes de cores fixas a 200 rs.
Cassas de cores, bons padrocs, a 240.
Brim de linho de quadros, covado, a 160 rs.
Brim trancado branco de linho muilo bom. va-
ra, a 19000.
Corles de caiga de meia casemira a 2g.
Ditos de dila do casemira de cores a S}.
Panno preto fino a 3j> c 4jl.
Meias de cores, finas, para homem, duzia a
1|800.
Grvalas de seda de cores e pretas a 1$.
Meias brancas finas para senhora a 3g.
Ditas ditas muito finas a 4$.
Ditas crus finas para homem a 4$.
Cortes de colletes de gorgurao de seda a 2$.
Cambraia lisa fina transparente, peca, a 4.
Chales de laa e seda, grandes, um 2.
Grosdenaple preto de 1J600 a 2#.
Seda prela lavrada para vestido a 1^600 e 2g
Corles de vestido de seda preta lavrada a 16
Lencos de chita a 100 rs.
La de quadros para vestido, covado. a 560
Peitos para camisa, um, 320.
Chita franceza moderna, fingindo seda, covado
a 400 rs.
ntremelos bordados a 200 r.
Camisetas para senhora a 640 rs.
Dilas bordadas finas a 2$500.
Toalha3 de linho para mesa a 2# e 4S.
Camisas de meia, uraa 640 rs.
Lencos do seda para pescoco de sennora a
560 rs.
Vestidos brancos bordados para baptisar crian-
gas a 5*000. r
Corles de calca do casemira preta a 6.
Chales de merino cora franja de seda a 5.
Cortes de caiga de riscado de quadros a 800 rs.
Merino verde para vestido de monlaria, cora-
do, 1280.
Lengos brancos de cambraia, duzia, a 2*.
Venda-se urna negrinha de 15 a 16 annoa,
sabendo coser, cozinhar e engommar: no Man-
guinho, em frente do sitio 0o Sn Accioly.
l'ende-se
I iilia de no vello de todos os sorlimentes, meias
de seda inglezas de peso e mais inferiores bran-
cas c prelas, por pregos commodos : cm casa de
Heniy Gibson, ra da Cadeia do Recife n. 62.
S9
m
t Vende-se o engenho Santa Luzia, sito na
freguezia de S. Lourengo da Malla, entre -S
i fm0ng?h.OS Penedo de Baixo e Penedo de 1
i iB:Krau"" n?.raesn,o engenho ou no S
i ^5en,u Muss8mb'qc com Felisbino de I
m Carvalho Rapozo. f
Cera de carnauba, stbo finado e f7o
de algodao.
arm?zlemn.a9:eDdCr-Sen0larS0 da Assembla,
- Vende-se superior linha de algodao, brar-
cse do cores, em novello, para costura -em
cas. de Seuthall MellorA C. ra do Torras
Escravos fgidos.
AS MELH01JES MAHINAS DE COSER
DOS
Mais afamados autores de New York
I. M SINCER E
WHEELER & WILSON.
No novo eslabelecimento vendem-se as machi-
nas destes dous autores raostram-se a qual-
quer hora do da ou da noite e responsabilisamo-
nos por sua boa qualidade e seguranga :no arma-
zem_ de fazendas de Rayraundo Carlos Leile &
Irmao ra da Imperalriz n. 10. antigamente
aterro da-Boa-Vista.
= Vende-se espirito de vinho a 2*240 a cana-
da manteiga ingleza a 800 rs.. dila franceza a
t>40, gomma de araruta a 140, cerveja a 500 rs. a
garrafa, charutos suspiros a 2500 meia raiza,
anceiros a 3g50O a caixa, aprasiveis a 3$ : na
taberna da travessa do paleo do Paraizo n. 18,
parede-meia da fabrica de chapeos.
Vende-se continuadamenle farinha de man-
dioca, milho e farclo de Lisboa, em saceos gran-
des, e muilo superior qualidade : na ra do Ran-
gel n. 62.
Havana
Legtimos charutos de Havana marca Londres
a 12 o cento : no Centro Commercial ra da
Cadeia do Recife n. 15, loja de Jos Leopoldo
Bourgard.
Cigarros
de superior fumo do Para: no Centro Commer-
cial ra da Cadeia do Recife n. 15, loja do Jos
Leopoldo Bourgard.
Vendem-se dous escravos, um cabra e ou-
tro crioulo, ambos de bonita figura, sadios e
proprios para todo o servico, tanto de campo
como de casa, ou outro que se queira, o primei-
ro representa ler 26 aunos de idade, e trabalha
bem de cnxada, pelo que ptimo para esseser-
vico por ler dedicagao a elle ; o outro represen-
ta ter 16 annos de idade, ofScial tunileiro, e
tambem trabalha em servigo do camprt : quera
os quizer compiar, ambos ou separados, pode
ir a ra Imperial n. 64. das 6 horas da manha as
10, e das 2 da tarde at a noite.
Na ra do Imperador, taberna do Campos,
ha para vender e lugar, em pequeas e grandes
porgoes, bichas hambureuezas chegadas em to-
1 dos os Vapores.
Fugio do engenho Poro, da fregueria da
Luz, em principio de marco desle anno, o prelo
Ignacio, cujos signaes sao os seguinles : idade
d annos. pouco mais ou menos, altura regular
cheio do carpo, cara chala, fallam-lne lgu,,s
denles da frente, barbado, olhos pequeo,
quando falla balbuca por l.l modo que parere"
gago : n urna das raaos falta-lhe um r.edro do
dedo anullar. Este negro foi comprado ao Sr
cnento-coronel Dimas. irmo do Sr. conet-o Pin-
to de Campos : pede-se a captura do referido
negro, e a entrega delki a seu senhor no mee-
nho supra. ou ao Sr. Manoel Antonio GoncafVe*
no Recife, ra do Cabug n. 3. de quem receber
o aprsenteme uraa gratiflcagao generosa
AUeiiQo.
Fugio da ra Direila n. 6 um cabra de nome
Antonio, que diz ser fi!ho da cidado de Goianna
c consta que ahi fui visto, e nao se sabe se dali
lomou outro deslino, ura pouco alio e rebrea-
do, fulo e lera de Idade 60 e tantos annos, falla
bem e bstanle esperto, e um pouco adulador,
quem o preder e o levar a casa de seu se-
nhor, receber a gralific.go de 505 Hvre de dcs-
pezas.
No da 6 do corrente fugiram do engenho
Ucha o escravo Filippc, cabra, eslalura recu-
lar, pouca barba, cora signaes de bexiga no ros-
to, reprsenla ler 32 annos de idade, falla bem
o no dia 8 o escravo Marcoiino, denacao An-
gola, cor fula, alio e seoco, sem barba, tem nos
bragos signaos de vaccina, na tesla urna cicatriz
em forma do meia la, eem cima de um dos pCs
urna sicalriz que repuchou alguma cousa a pelle,
tem a falla descansada, bem feito de rosto e re-
prsenla ler 28 annos de idade ; ambos estes es
cravos levaram. caiga de algodo azul Irangado e
camisa de algodo de lislra, alem de mais roupa
que possuiara, e suppde-se que reuniram-se pa-
ra seguirem viagem para o serto do Sobral de
onde o primeiro natural: a quem os sppreheai-
der junios, ou a cada um de per si, ou delles der
noticia, ser bem recompensado pelos seus do-
nos, no referido engenqo Uchda.
Escrava fgida:
Fugio da casa do abaixo assignado, no dia 18
do correle, urna sua escrava da Costa de nome
Maria, que representa ter de idade 45 annos, al-
tura e corpo regulares, edr nao muilo pieta, tem
bastantes cabellos brancos, costuma trazer um
| panno atado roda da cabeg., tendo por signal
mais saliente as mos foveiras, proveniente de
calor de ligado. Esta escrava tendo sabido como
de costume, com venda de arroz, nao voltou
mais : roga-s*, portanto, s autoridades poli-
ciaes, capites de campo e mais pessoas do povo,
a pprehen&o de dila escrava, e leva-la loja
do Preguiga, na ra do Queimado n. 2, ou casa
de sua residencia naru. da Florentina defronte
dacocheira do Illm. Sr. tenente coronel Sebas-
liao, q,ne sero generosamente recompensados.
i.. :/<
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lli i
-^


*. -


\

pp
(8)
DIARIO DE PEBNAMBUCO. SaBBaDO 28 5E ABRIL DE 1810.
Li llera tura.
lina loucura.
IV
Era una das mais bellas man ha as de agosto.
Quitea sentada juiiIit de urna janrlla, com a no-
ca, otilr'ora da filha e agora son companhrira in-
scpiravel, iptretlnha a vista- pensativa, no ba-
li'iirnr das arvores. Davo-lhe o so! de rhap* no
rosto cpnsmnido. Olliava som querer para o mar.
que presenlimonlo!....
nao vem s traz-lhe a
c romo passada de espanto desviara d'ello os
'liioS.
BenvJito soja Deus. esl fazemlo um auno
ti'ie te fosie !' F. leo pae!....j la vao tres mezea
r anda nao roltou I Soja o que Deus quizer, que
soa conla andamos todos!----
Descubre urna velinha j prximo do porto.
Se fsse o seo bao----
Esperanea que seria a vida sem ella Espera
.1 esposa polo innncenlinlio qoe lhe ha de cha-
mar m.ie; espera o mancebo pela esposa qoe o
ha de fazer pao ; espera o infeliz, pela morte, e o
moribundo pelo co I Esperanea s verdura que
t ruinas e jazigos enfeitas !
Os campos acoberlados de scras rcspiratn fes-
la ; o mar doirado como ellas, como ellas revol-
venilo-se cm mansas ondas rom suave ruido,
ressumbra conlonlamonto ; so para a pobre man
nao ha calor nem fosta na nature/.a I
Ttateram porta !
Corre....
E' o bom vclho c
sua Anna pela mo.
A mo adevinhou-a, nao a r.onhcccu : tanto a
pobrezila trazia o rosto encuberto com o lenco,
inclinado com a vergonha, iraustornado com a
lula ntima da dor c da alegra.
Quitea lliolhe* podo fallar, cahe n'uma ca-
deira amortecida. Sebastian, abracando amnlher
nao larga anda a manda (Hha, parece que lera
modo de tornar a pord-la Esta, de joelhos, se-
pulla no regaco materno gemidos e solutos.
O' lu.cujo pincel inspirado fez da parbola do
ilho prodigo urna historia, um drama, e urna
prop'hceia moral, resurge do sepulcro, pintor
sublime da Italia, csqueccu-le a filha prodiga I
Vem deixar outro Iropho nalureza, oulra glo-
ria arte, cvolta para o seio de Dous a ser co-
roado segunda vez pelos seusanjos!
Oh minha m.ie, minha in.ie!----
Filha I minha querida lilha I
Perdao!
Deus t'o d como eu, filha !
Eiz-vos padecer muilo, nao fiz?....
J me nao lembra___Nunca me sent t.io
afortunada! E tu, e lu?.... bein se v que leus
chorado muilo Sem a la mae, ovelhinha des-
garrada, nem cu sei como nao morreste !
O anciao depoisde deixar correr, em p, im-
movel o callado, as trrenles de lava reprezadas
n'aquelles coraces, sentou-se entre ellas, eaper-
tando as mos d'ambas, e ajunlandoas entre as
suas com muila torca, aps longo silencio de lo-
dos, rompendo com'um suspiro do desabafo, as-
sim falln :
Mal sabes. Quitcria, o que tenho corrido.
Sahi d'aqui sem le dar conla das mintlts len-
coes, porque se Dtus m'as nao houvesse de aben-
oar, nao le queria ver cahircomigo de lamanhas
alturas de esperanea. Fui s Flores, fui ao Cor-
ro : nao achando la o que buscava [n'ialo aper-
levanlou : entrn oansiiilioo qoaro de seus
pars. o vendo-os ocardados ambos, (omou-lhcs a
bengo. c os obragou.
Bein est, disse o pao, vejamos o que Nos-
so Souhor vos aconselhou a ambas. A mini. fe-
chou-ine oOnlcndimemlo, que de tan tai cousas
como andei balalhando desde que me rccolhi,
ueuhuma pode ser.
A minha idea, disse entao a mae assita-
do-se o sem os olhar; a idea que Dcus/.-mc poz
no coraco, vendernos, coniu quer que, se
lodo que possnimos aqu, c relirarmo-iiop.'setu".
dizer a ningueni para onde, com nosso lilh$J
Anua, para muilo longo ; onde nos jlio runhe-
cain : l, criarmo-loo elle o nielhor/que peder-
nios, e ganharmos p co por.boas olbras.
Nao, minha mSe, interronip/eu' A/na. se
me das licenca, nao h.i do ser assiivi, nem deve
ser. Como nio havia L)eus de pordloaiy se eu nao
fosso castigada de to feias culpas X que castigo
teria eu d'ellas, indo viver muito estimada entro
pao e mae que tanto me amanyl'l
Devo amargar desprezos c/vergonha at ao um:
era morrendo, lerei doscarso e consolaco. An-
tes nao os quero. ,
Nao me aiatlicis/mcu pac ; o que minha roa-
drinha me inspjj*jii, ci-lo aqui:
Nesta ilhayna um hospital pequeo c pobre,
mas os pob/s que nada lecra, acham-no grande
c rico, e-qucrcm-llic muilo.
Irei para l ser eufermeira o criada. As notes
que havia de levar de vela, aqu, sem proveilo.
emprego-as em guardar enfermos. As lagrimas
que havia de derramar sobre niini, derramo-as
sobre elles ; quaudo me vircm triste no mcio de
lanos ttisles, uo terao que andar folheando na
minha vida para o expliearem. Presenciando a
morle roda de mim em lautas moslras diffe-
reules, que poderei fazer raclhor do que te-
sar ?....
Oco ter piedado taire* por derradeiro, ou
mchame antes da veihice que ser urna grande
esmola, ou ni'a dexe gozar serena e alegre como
a das santas. Nao que cu espere s6-lo como a
Magdalena, mas o petar que mo morde c por
dentro para muilo, c as misciicordias infinitas,
so para ludo.
l'ois ra, minha filha, disse a mao choran-
do, obriga toda esla ilha a abencoar-le para que
nos pos3amos anda gloriar-nos de lo chamar
nossa filha.
Sim, proseguio o pao lancando-lhe a ben-
i.ao, vai, > ai, nao consenlira eu em que ningucm
lo nos furlasse, mas a Nosso Sonhor entrego-te
de boa mente.
D esta hora avante nao s nossa filha seno s
sua. Se nos parlirmos antes de ti, c intercede-
rs pelo descanso da nossa alma ; se lu foros an-
tes de nos, chamar-nos-lias l de cima para o p
dos anjos ; c nos haremos de ouvir, o obedo-
cer-te.
No da seguale j Anna, corladas por sua mao
as formosas trancas, c emola cm tragos peni-
lentes que nunca ma s havia de largar, eslava
recebida enfenneira no pequeo hospital da Gra-
ciosa.
Variedades.
amigas se ve estribor; e saludo que tanto na
Grecia como m Roma era do dover do governa-
dor da* localidades mandar collocar ao longo das
estradas,'c com pequeos inlervallo*, grandes
pedras. para os cavalleiros poderem montar nos
OQUEAVIFiAl
L-sc na Independencia Belga :
To baile ltimamente dado pelo governador cavalloV
ia provincia de Bruges. contava^, entre as jo- Hippocrates e Galiano fallmam de urna doenca
rens sen horas que abrilhautavam a lesla, mado-, causada pela falla de apoio oos ps. dos que an-
aV de Nieuport.
prinofpio da noile esla
iona pinta
n senhora,
que era una
,4003' Aim medico do seu
j. j Osiende, que, conv
goj>. momentos, nolou-lhe u
(Pegra na face, c advertio disso.
e esli respendeu com indifferen
pequea borbulha
O doulor observou mais de perto e disso-lhe ;
que a pequea borbulha reclamara cuidados mui-;
o serios, e que llie aconsclhava se retir as e do
jallo, para opplicar immedialamcnte calaplas-
mas, o oais qucnles que podc3se supporlar.
Malama de Nieuport rio-se dos sustos do
Joutir.c continuou a enlregar-se aosprazeres do
aailc. Porm o doulor nao a perdeu de vista,
3, pojeo depois, observou que a face inchava e
jue o mal pareca fazer progressos. Dirigi-so
lovamcnic joven dama e renovou as mais vivas
instancias para que se relirasse e acceitasse os
seus cuidados. Nao a podendo decidir, dirigi-
se ao marido e lhe fez conheccr que, na soa opi-
nao, sua esposa devia ser submciiida, sem per-
da de um momento, a urna opeacao, para se lhe
exiralir a parte negra da face.
No mcio do ruido da msica e do baile, os dous
uninim os seus estorbos para convencer a dama
eraquestao. Tudo o que poderam conseguir fot
quo .'lia se relirasse e applicassc as cataplasmas.
Na manba seguinle madama Nieuport
chcgtu a Ostcndc, purera o doulor ja lhe nao fal-
lava na operae-ao, que era intil, porque o mal es-
lava muilo adianlado.
Al jumas horas depois a joven raulher, anda
na vespera to brilhanle de graca c saude, tinha
dcixado de existir, dexando um marido desolado
o Ir filhos orphos de me. O lerrivel mal que
a anebalou da vida com tao fulminante rapidez
era um carbnculo maligno, de que o doulor ro-
conheceu toda a gravidade primeira vista.
CONVEBSO CELEBRE.
Dizcm de Berln em 27 do fevereiro :
Deu-se no grao ducado do Posen o easo raro
da converso de um christao ao judaismo.
Por muitas vezes um homem se tinha apresen-
tado ao rabbino de Mescritz, pedindo para ser re-
cebido israelita ; porm o rabbipo declarou-lhe
sera jre que era preciso provar que a conservar;o
era um acto de plena conviccao, cstranha a todo
o in.eresse particular, por isso que a religiao is-
raelita nao admitle proslitos seno com esta
conclico. Sendo dada esla prova, decidio-sc a
admisso do neophylo.
1>K LISBOA.
manicus,.pai de Calig'ula, servia-se dc-sle meio .tanto de lu ros a favor duyroducto'r 16:6745025.
para Jo rt idearos artellos, moutairao a cavallo d- No referido auno aognjenlou o (rabalho dos
presos e foi por caisequeiicia mais productivo
davara muilo frequenlenientr'a carajlo ; e Ger-
controu
lo, M
ella al- rpoisde jantar.
iu hbil investigador descobrio tambern que a-
fortauj primitiva das esporas era urna hasle direi-
la e ponleaguda.
As pilnuras que se acham em Temple Church,
nao^pcrmiltcm duvidar que entre os Anglo-Sa-
xonlos, os Normandos e os Anglo-Normandos,
os cavalleiros usavam deslas esporas. Mais tar-
de as hasles foram recurvadas para se adoptaren!
aos tornozelos
Sir Samuel Meyriclc suppoe que as esporas de
rozla foram inventadas no reinado de Henrique
III de Inglaterra. Durante o feudalismo, eram
ornadas cora joias falsas ou verdadeiras; porm
en too s servia m para os lorneios, porque se nao
usavam na guerra.
No lempo de Henrique V e seu ilho eram mo-
da as esporas de lauca, quo chegou a ser do
compjimenlo de oto pollegadas. Henriquo VMI
esubeleceu a moda das esporas de rozeta era for-
ma de estrella, muilo menos pontcagudas e pe-
rigosas.
Nos lorneios que tiveram lugar no reinado de
Isabel, usavam os cavalleiros gravar a sua divisa
no arco das esporas. Foi noseculo XVI que Ri-
pon se lornou celebre pela fabrica^o das espo-
ras. Nao se podia entrar com esporas em certas
egrejas sera pagar multa.
CADKAS CIV1S
Do* mappa* publicados pela secretaria da pro-
curadora regia da relajo de Lisboa, retaliro*
aos trabalbo* dos presos rfas diversas officnas dos
cadeias do Llmerro no auno Dudo de 1889. re-
sulta, como j dlsicmos, que o termo medio do
cusi dos objectos produzidos foi de 48:5253795, e
o termo medio porque ojjoemos objectos fo-
ram rendidos, foi de 65:tt)90l*>rs., havendo poj
nucllwf S.5;; i0/* em 1767 focSo da.
Alat diMir^f9*010 e*'"ord oarf/.
QoJo"de-2& 'SS2-" -^odo **"*'
Esa experiencia ft0,"0-^ hftm Har.
grea.es ; melhorou-a\ "V"1"'",'!? f"7
Perfeico H.rkwright. Uo Peel e letou-a a
p r.,KripV a '-importancia esta
, &VT "i7, Cqn 3 "^os do goter-
no HBpierial, comecou a aclimatar-^
A sua mocidado, queem lao pouco lempo so
havia emniurchecdo, all reflorio para o co, c
den incriveis fruclos de randado. As pessoas
enfermas oiifiadas a is seus desvelos, nao deixa-
vam aquello asylo do dores sem saudades, pois
nelle encontravam alm do born agasalhu, que
facililava as curas al o ponto de parecercm ini-
tava ainda mais eslreilmcnlc o mao da filha) se-! Iigrosas, consolaces, inslruccao, moral e conse-
gu rumo daTerceira; passe a S. Joige, de l ao
Fayal, do Fayal ao Pico; cheguei at a trepar l
cima ao cume. Pora quo? nao sei Que-
ria procurar ludo ; al por entro as pedras o mou-
tas espreilava. Pareca-me o mundo descro. Ja
n:o ia esmorecondo o coracao.
Segu para S. Miguel; nao era fcil n'ums ilha
tamanha andar parguutando a lodos, por minha
illia. Nosso Senhor leve cotnpaixo do mim, o
m'a deparou.
Pensando no estado em que a achei. ainda ago-
ra nao enleiido como nao endoideci! Sumi o
lhos maduros que a Santa Convertida, era as-
sim que a chamavan, ptodigalisava a lodos, com
urna eloquemia inspirada, e urna unco verda-
deramente celeste.
Os seus pensamenlos eram todos para os seus
pobres. O seu viver, do religiosa, ou de empare-
dada. Do rrundo, nao va, nao onvia, nao queria
saber neuhuma coosa; s de seu pao c de sua
rae, quo muilas vezes a rinham visitar, e roco-
berd ella, tambem consolaces.
Das duas amigas, una ao cabo do tres annos
veio para o hospital moribunda. Anna que mu-
roslo as mos, e pedio-mo perdao prostrada cm ca mais soubera dolas, recuou ciin espanto, ven
trra, dianlo dos meus ps. Podra nao lhe per- j do naquelle espelho, o liorroroso fin que a aguar-
doar eu !___Deus, diz que perdoa tesele vezes
setenta vezes E cnto um pae E mais, ven-
do-a j lao castigada, que at corsarios de Ber-
bera Ihes havia de costar a susler o choro.
Trouxo-a comigo. e agora j podemos morrer
descansados, que nunca mais se nos ha de per-
der! Nao verdade, Anna?
Anna nao lhe pode tornar oulra resposta sc-
nao beijar-lhe as mos muilas vezes.
Sim, sim, cu bom o sabia, proseguio, Se-
liaslio, foi lico de tremer para ti, c para to-
das !
A nodoa quo poz na boa (ama d esta casa
com o sen desalio, interrompeu a me, nao se
lava com toda a agua do mar ; paciencia A vi-
da passa depressa, o afinal a morto cura tudo.
Fa4mos por nunca mais nos lembrarmos de tal,
so possvel. Apeguemo-nos com a Senhora da
Ajuda. que nos do graga para lauto.
Sim, nos anda podemos fazer como se es-
queeessomos, gomcu o pae; mas o mundo, o
mundo, esse ruim inimigo quo esl sempre do
mo aleada contra os mos porque sao mos, e
contra os bons porque saobons!
inundo, quem que as pode tapar ?!... .
Deus meu, Deus meo, que esponja de fcl c vi-
nagre para tres almas crucificadas !
Callouse, vendo pela porta aberta, que pelo
caminho que a ella vinha dar, so adianlavara al-
guns vizinhos, sera duvida para lhe darcra as
boas vindas e parabens.
Desviar esta conversaco, proseguio elle em
voz baixa para as duas. Fazer bom rosto, e ama-
riha como nos levanlarmos, consultaremos entre
os tres o que nos cabe fazer ; Deus nos haver
pela noite aconsclhado.
Gastou-so a tarde cutre conversaees de falso
riso, e o sero em testa de violas, cantigas c dan-
sares. quo os mocos o mogas da vizinhauca vio-
lara faer na casa al meia noite.
Pareciam urnas pomposas exequias de tres de-
funtos, cujos roslos paludas sorriam um sorriso,
arremedo de quando eram vivos!
raeia noite, logo que se viram sos, com as
portas e jancllas bem trancadas, deram largas ao
choro que os suffocava, consoaram, o se reco-
lheram para dormir ou velar.
Cada um delles ouvio toda a noite aos outros
deus rcvolver-se, o suspirar, e resar tambem : e
com quo fervor!
Ao romper do da foi Anna a primeira que se
dara, so Dous, o sou
salvo.
pac, a lempo a nao liveram
Era a morto prematura o hedionda, resulladi
da depravadlo Recuou, cedendo ao primeirt
impulso da nalureza, mas tocada da graca voltoi
para ella, agasalhou-a como a lilha e chorou.
Era perdoar. Perdao sublime de christos !
E la irmaa?
Desappareccu.
Jess Mara, que nao lera pao, que v su;
procura!.... hei do ir eu, salva-la-hei. Quaudo
para onde parti?
Ha um anno___para Portugal.... com...
coro o Thomaz!.... O malvado, dosortou, lor-
nou ainda ilha.... Engaen-a___ roubarac
minha av do tudo quo possuia Deixaram-noi
na miseria, e desappareceram a miseria....
me chegou lastima quo vs....
Oremos por ambos ellos ; disso Auna ajoo-
lhando ao p do leilo da agouisanle. '
Passados tresdias. eulcnavam-so era duas co-
vas vi/.inhas, na (groja de Nossa Senhora da Gu-
As boceas do dalupe dous cadveres ; o da enferma c o da ar-
fermeira.
Ao priraeiro, linham tapado o rosto quo eslava
medonho o segundo, pareca sonhar! Ia-so
rindo.
O religioso velho, que a ouvia de confissn,
lodos os oto das, o que a ajudou a bein morro-,
logo que lhe cerrou os olhos, e lhe cnlacou i s
mos postas sobre o peilo, e viradas para as all -
ras, foi com a maior pressa, que o annos II e
consentan!, ao casal de Sebastio.
Abri a porta com alvoroco e exclamnu :
Alegrai-vos que leudes no co urna santa a
proteger-vos.
A mo alcgrou-se, mas entre um mar de lagri-
mas....
Quinze das decorrerara, j eslava abracada co n
a sua filhinha.
O pae resisti ainda um anno, indo todos >s
dias ao nascer e ao por do sol, resar com o meni-
no, da banda de ra da porta do Nossa Senhora
da Guadalupe. No anuiversaro da sua viuvez,
ainda l foi mas nao voltou para a pousada...
O innocente, criaram-no as vi/.inhas. Por ellas
veio a saber a historia da sua familia. Hunu m
foi, que em toda a vida se nao vio rir!....
I.uiz Felippe Lkitk
(Archivo Univereal.)
COIUC.VO ADEVINHO.
Oh o Jornal de Francfort quo era Thuringe,
pcrlo de Frankeuhansen, se deu o seguinle caso :
Urna criada depois de ler servido 21 annos em
casa de um salchicheiro, dcixou seu amo. levan-
do coinsiga urna somma de 200 thalers, fructo
las soas economias. No caminhocncontrou dous
gen jarmes, aos quaes declarou francamente o di-
nheiro que levava e o ruedo que tinha do ser
roubada na estrada que alravessava o bosque.
Os dous gendarmes animarara-na, di/.endo-lhc
que o caminho era curto, e a deixaram. Com
ludo um dos dous retroceden, porque urna voz
interior lhe dizia que o roubo, quo a pobro mu-
Iher tanto tema, era possvel ; e, com grande
espinlo seu, n enconlrou assassinada e banhada
no :jeu sanguc. O dinhero que ella levava ti-
nha sido roubado ; porm, juntlo cadver, es--
lava urna grande lacea ensangueniada.
A forma da faca fez suspeilar ao gendarme que
clin perloncia ao anligo amo da victima. Picou
o cavallo e dirigio-so a casa do salchicheiro. All
apeou-se, senlou-se, e, com a maior indifferen- j
ca pedio um pedaco do pao de salchicha. Duran-
te lempo pz sobre a mesa a facca ensanguenta-
da, que trazia corastgo, o um dos filhos do sal-
chicheiro, vendo-a, exelamou : Olha a nossa
facca
Nesta occasio entrou o salchicheiro c empal-
lidoceu quando o gendarme lhe moslrou a facca
e lie disse que elle tinha comsigo 200 talhers, o
quo o salchicheiro nao podo negar; sendo por
isso logo preso e entregue juslica.
NOVA TEI.EGRAPHIA. ;
E muilo curioso o meio que prope Mr. Cidsay
para atravessar cora a olectricidado' o Atlanlico
sem necessidade de cabo. E o resultado du ob-
servarles o experiencias feilas em pr'iena esca-
la, pois s se tratou ncllas de passar telfcsrr-wmas
de urna a oulra niargem do um rio, sem neicssi-
dade de cabo conductor. <
O processo consisto em subraergirem cada una
da i margens duas grandes placas, unidas entre
si por um fio conductor, fazendo-se todo o possi-
vc para que as placas de urna margem eslejam
en- frente das da margem opposla.
O fio da margem d'onde parte o despacho en-
cecra em seu circuito a pilha galvnica, commu-
tador ou o manipulador: o da margem opposla
una esphera de indueco, sendo preciso e o re-
ceptador. A experiencia prova que certa fraeco
da torga da pilha ou da correle da margem d'on-
de so transmute o telegramma passa e exerce a
sua aeco na margem opposla, de modo que po-
de m receber-se e transmiltir-se signaes de urna
para a outra.
Esta experiencia fez-se em Aberdeen era 19 de
selembro, em presenga de varias pessoas, e deu
bons resultados, obtendo-sc signaes inlelligiveis
alravez do rio Dee, n'um ponto cm que a sua lar-
gura de 200 metros. A intensidade da corren-
te transmittida depende njluralmente da forra
da pilha, da grandeza das superficies das placas
submergidas nos dous pontos oppostos de cada
margem e da largura do rio.
O espirito de invesligago nao para.
JUSTIQA PROMPTA.
Una correspondencia dirigida em 22 de feve-
reito de Conslantinopla ao Semaphore, de Mar-
sclha, deu a noticia de que o general Ibrahin-
pach tinha sido ossassinado por sua mulher e
um negocianto de tabaco, que cora ella tinha re-
lagcs.
As ultimas noticias de Conslantinopla annun-
ciam que a viuva e o seu cmplice foram execu-
lados no da 4 de margo. O negociante de taba-
co foi decapitado e a viuva enhorcada.
Ao romper do dia, os condemnados foram con-
duzidos praca, que tica n'uma das extremidades
da ponte nova, do lado de Conslantinopla.
Urna inuliido immensa, composta era grande
parto de rnulheres e changas, que ha dias espe-
ravao nov espectculo, cohria a praga, atulhan-
do a ponto e as ras adjacenles.
O negociante de tabaco foi posto de joelhos no
chao e de um golpe do alfange lhe decapitaran!
a cabeca, que ficou junto do corpo exposta na
praca. A alguma distancia levanlou-se urna tor-
ga. A mulher com o trago turco, chinellas ama-
relias nos ps, com um manto negro (frediji) c
um veo bronco [yalmak, foi enhorcada em segui-
da e ficou tambem exposta.
Esta exposicito devia durar tres dias ; porm
como a praga do muila passagem e muilo fre-
quenlada, o'a mullido corra do todas as parles
para contemplar o lgubre espectculo, a poli-
ca tirou de noite os douscorpos eos enterrou.
rrtoGREsso oo haiti.
O presidente Geffrard, lomando a pelo derra-
mar a inslruccao publica, lauto quauto o estado
das flnancas lh'o permiti, eespecialmente a res-
peito da justiga, doloo o pai/.com urna nova ins-
liluigo, eslabelecendo cadeiras de direilo.
No relatorio que o ministro da inslrucgo pu-
blica e cultos aprosentou ao presidente, diz :
Trinla c tres padres, pela maior parte fran-
cezes, corsos ou hespanhes, csto encarregados
do etercicio do culto catholico. Nao sao todos
nniito instruidos, c oulros nao lem a austeridade
do carcter do seu estado, nem a probidade reli-
giosa que so deve reconheccr naquclles a quera
do quo no* anteriores srmos. Nos 8 anaros de-
corridos desde 1852 a 1850, o total dos lucros'das
oTcinas do l.imoeiro foi 71:1908702 de rs..
As ofricinas existentes nesta caJca sao as se-
guinlea : sapaleiro?. esparteiros. escoveiros, vas-
souroiros, pa'.hereiros, lalociros do folha branca,
carlonagens c pederneiras.
A officina dos sapaleiros deu um lucro de rs.
7:1079520 rs., e produzio 151.998 pares de sapa-
tos de difTerenles qualidades, e 108 pares de bo-
tinas para mulher.
A dos esparteiros, entre outras obras, produzio
28,950 capachos, que renderam rs. 1.0139250.
A officina dos escoveiros produzio 50,376 esco-
vas de piassaba de cabo comprido, 424,092 sem
cabo para lavar casas, e 9.568. para limpar cal-
gado ; as primeiras renderam 7559640, as seguu
das, vendidas termo medio o 30 rs., renderam
lucro liquido 4 24'>$620, e as terceiras de rs.
9 45680.
Os palheireiros produziram entre outras obras
10,147 alcofas de palha raalisadas, e 8,218 cha-
llos de palha.
Trabalharam durante o anno, teimo medio,
635 presos.
. Dos oulios mappas que acompauham o que
mencionamos, resullam os seguidles dados :
as audiencias geraes, as comarcas do distric-
lo da relago de Lisboa foram julgados, entre ou-
tros os seguidles criminosos: 11 por falsifica-
cao, 3 por perjurio, 2 por chine do venda de ge-
eros nocivos, 9*>or concusso, 89 por homicidio,
301 por ferimenlos, 10 por altenlado ao pudor,
4 por adulterio, 198 por furto, 92 por roubo, 21
por fogo posto.
Foram 845 os criminosas julgados, sendo 488
absolvidos, c 317 condemnados.
Enlraram durante o anno do 1859,1,268 presos,
sendo homens 31 roaiores de 60 annos, 1,006
maiores de 20 annos, 100 menores de 20 annos, e
61 amores do 17 annos ; rnulheres 61 maiores
de 29 annos, 5 menores de 20 anuos, 1 menor do
17 annos.
Exisliam em 31 de dezembro de 1353,4(1
presos.
Entre os presos entrados, centam-se 863 anal-
phabolos, islo que nao leem nem escrevem.
As oceupages dos presos entrados, vem indi-
cadas assiru : 15 empregados pblicos, 67 nego-
ciantes, 17 proprietarios. 355 artistas, 652 traba-
jadores, e 162 sem oceupaco.
Achavam-se em processo 693, e para cumpri-
rera pena 93.
Por estados, os presos entrado* classificam-sc
assim : solleiros 852,casados 351, 85 viuvos.
Sahiram 1:006. e ficaram exisllndo era 31 de
dezembro de 1859, 703. islo mais 262 que cm
egual dia do anno anterior.
Para degredo sahrarn 202. sendo homens 1
maior de 60 annos, 166 maiores de 20 annos ;32
menores du 20 annos ; rnulheres, 3 maiores de
20 annos.
E por estados 125 solleiros, 67 casados, e 10
viuvos.
E por oceupaces, 1 empregado publico. 4 ne-
gociantes, 2 preprielaos, 41 artistas, 106 traba-
jadores, 33 militares, 10 sem oceupaco.
Dos degradados, mais do metade eram anal-
phabetos : 105.
Para degredo perpetuo simples foram 13, e com
trabalho 33.
Entre os criminosos mais qualificados foram 27
por homicidio, 2 por envenamenlo, 8 por assas-
sino, 1 por parricidio c 2 por estupro.
pela nalureza das suas funecoes, incumbo motuaM
itr
uobres senlimentos.
isar o povo. Em alguns a avareza abafa ostel
F OaLlll] TIU
ORIGINAL DO DIARIO DE PERNKMBUCO-
RSENHA filAftlTI,
XIV
Summario.Bibliographia. O Alraanak da Ma-
rinha para o anno correte.
ESTRIBOS E ESPORAS.
Um jornal scientiflco de Inglaterra d alguns
o.iclarecimenios importantes sobre a origcm dos
e.jlrihos e esporas:
Estes objectos de equitagoo deram lugar s mais
profundas invesligaccs, relativas ao modo como
os anligos raontavam e andavam a cavallo. Nem
as medalhas, nem as estatuas ou esculpturas
E', sem duvida, a esta ausencia de qualida-
des evanglicas m grande parle dos nossos pa-
dres queso deve o descnvolvimenio no paizda
religiao protestante, cujos ministros, ao contra-
rio, se fazera notaveis por suas virtudes chrislas,
como provam as egrejas que mandam construir e
as escolas que sua cusa fundaram, para o bcra
oslar moral do nosso povo.
Ora, ahi tomos nos um prcto dando boa lico
aos broncos, que parece nao foi s talhada para
o Hait !
PARA TUDO HA MEDALHAS
Na casa da moeda do Pars cunhou-so un)
medalha com memorativa do traalo do coiumer-
co entre a Franga c a Inglaterra.
MOSAICO.
Em S. Petcrsborgo publicou-se ltimamente
um decreto declarando subditos da Russia as rnu-
lheres estrangeiras que contrahirera matrimonio
com Russos ; porm pela morto de seus maridos
podera tornar incionalidado-que tinhara pre-
viamente.
A companhia ameri:ana qTie desde ha mui-
lo lem pretendido tirar os navios subraergidos no
porto de Sebastopol, s conseguo tirar 15 de pe-
quea lolaco, mas neulium dos grandes que all
se acham subraergidos. Vinte e urna vez fez bal-
dados esforcos para levantar o vapor Vfladimir,
quebrando-'se ltimamente as correles mais
grossas que tinha a companhia.
Nos Alpes da Austria descobrio-se urna no-
va mina aurfera no ponto chamado Yarra, loca-
lidadequc al agora nao se tinha explorado pelo
carcter moiilanhoso e spero daquclle dislriclo.
No vale chamado Grose, na Australia, os
gelogos do governo annunciam a doscoberta de
carvo de pedra era grandes quanlidades.
O celebro msico de Pars, M. Julcn, ten-
tn suicidar se ltimamente. Perdeu a razo por
falta de meios. Acha-se n'um asvlo do alienados.
Julien ganhou muito dioheiro, e foi muilo gene-
roso para todos, monos para si.
Por um real decreto eslabeleceu-se na Bl-
gica urna medalha, cunhada d'ourn, pralae bron-
ze, para os mdicos que se distinguirem pelos
seus conhecimentos e applicago nos lempos da
epidemia.
LEGADO NOTAVEL.
Um Ulular ingloz inslituio no seu testam
um legado annual dje 30,000francos para dote
urna rapariga honesta filha de nm trabalhador
honrado, ou para premio do urna acgo me-
ritoria.
No dia 19 de maio de cada anno, o quo for
agradecido com o premio, ou a que obtiver o
dote, hade ir sepultura do testador collocar so-
bre ella, com a mo esquerda urna cora, o pe-
gar cora adircita'nos 3J.O00 francos.
um modo de empregar bem as duas raaos,
urna a receber o beneficio, e a outra a patentear
a gralidao.
AVAREZA E MISERIA.
Ui atonlecTajonio que ltimamenteseNeu em
Fuisex. Franja, a prosela uanovo exem'pvjjle'
mcoraprehenaiVel avareza, qU*nSo podo justiu-
car-se, nerri cOBipajehender-se.
Mr.'o. falleces'-fra pj^uco lempo Da dita cida-
do am um oslado 15o prximo miseiia, que ex- '
cilava a geral compaixo : viva s e sorprendeu- ;
o a morle sem fazer disposigo* alguma testa-
mentaria, depois de urna existencia penosa c
cheia de privages.
Verificada a morte de G., ojuiz de psz poz 09
sellos do costme na soja e mesquiuha habilaco
do finado, e quando se trttou de fazer o inven-
tario, enconlrou o magistrado n'um "armario,
fechado com chave um velho e estragado ma-
nuscriplo,, occuliotenlraaalivcrsos objectos. Prin-
ciprpu a folhea'-lo e achou ^ue entre cada duas
fol.ias estaba- cMIocadaJum nota de 1:000,500
ou 200 franco allpcnallvamenle, reunindo-se en-
tre todas 33flotas 1:000, 18 de 500.6 de 200 e 3
do 10J francos E com ludo, o possutdor des-
l somma raorreu no nielo da penuria I
PHENOMENO.
Um phennmeno geolgico muito singular sor-
prendeu extraordinariamente os habitantes de
Thonon, na Saboia.
Em Orcier, no seio da cadea das raontanhas
que tica sobranecira cidade, o solo abaleu re-
penlinamenle, dando lugar a um immenso lago.
Os altos castauheiros que cobriapi o solo de-
sappareceram lodos, sem deixar nenhura vestigio
da sua existencia.
Appareceram a fluctuar na soperflcio do lago
troneos de arvores. que iadicavam urna tonga
existencia debaixo d'agua, e pertcncenles a espe-
cies desconhecidas na localidade.
Ao mesmo lempo a agua do lago cavou um pe-
queo regato, peloqual orre.
EXPOSig.0.
Era 1860 devem ter lugar as seguintcs expo-
sices artsticas na Franga c na Alleraanlia :
Em Slrasbourg de 15 de abril a 13 de maio.
Darmsiadi de 14 de maio a 8 do junho.
Manheim de 9 de junho a 4 do julho.
Stutlgard de 5 a 30 de julho.
Carlsruhc de 31 de julho a 25 de agosto.
Friburgo do -26 de agosto a 20 de setembro.
Mayme de21 do selembro a 16 de outubro.
Rouen no 1. de maio.
O SHAH DA PERSIA.
O Shah da Persia, que so cima enfermo,
raorreu.
A sua morte urna g'ande perda para aquello
paiz, pois o herdeiro lem poucos annos e a re-
gencia devora ser de longa duraco. oque trar
grandes males a um poiz como a Persia regido
pelo syslcma desptico.
Naisru'ddin Shah tinha apenas 29 annos. Era
lho de Mohamraed Shah e neto e Abbas Mirma,
principo sabio, cuja morte foi o maior desastre
quo a sua patria soflreu, no espago do meio se-
culo
Naisru'ddin Shah era o melhor atirador e ca-
valleiro da Persia ; e, alm de se achar no vigor
da edade, tinha urna consiituico to robusta, que
todos lhe faziam looga vida.
Subi ao throno a 4 de selembro de. 1848, e ha
annos foi quasi morlalmentc ferido pfj> um fan-
tico da seita de Babi.
O filho que deixa como successor lem s 8 an-
nos, e a calargidade da sua minoridado ainda
maior na poca actual, em que seu pai, de ca-
jecler'energco egrandes disposiges. desenrol-
la os recursos do seu paize seoecupava cm acli-
matar a civilisago europea.
ledo
INDUSTRIA ALGODOEIRA.
que tanto se lem generalisado
o uso do
resumida historia desle
Tregoas por hoje ao nosso aborrecido trabalho
de pintar c provar a decadencia da marinha 1 O
espinlo tambem canga nesta lida continuada, em
que nos mellemos, e exige alguma variedade pa-
ra distrahir-se, mrmente n'uma quadra como a
que passamos, em que soffremos a presso in-
comraoda de um calor horrivcl, nocivo toda a
nalureza vvenle.
Nossos olhos agora eslo cravados com avidez
cm outro objecto maisagradavel, que nos faz ex-
perimentar bem risonhas sensagos.
Acabamos de receber urna obra recentemente
publicada e distribuida pelo quarlel-general de
marinha por todos os officiaes da armada e clas-
sesannexas embarcadas, e em servigo nos arse-
nacs, capitanas, etc. E' o almanak de marinha
tfara o anno correnle, que forma um volurae em
quarlo de perto de trezentas paginas, alm do
urna porgo do mappas e tabellas interessanles.
Apenas no terceiro anno de sua existencia, j
esla publicago nos honra muito ; porque um
precioso documento que na ncluahdsde se pode
consultar com grande vantagem para reconhe-
cer-se o estado de nossa marinha, e que no futu-
ro ha de ser de bastante ulllidade para se escre-
ver a sua historia.
Embora elle comprovecom sua autoridade in-
suspeita ludo quanto haramos dito, demonstre
luz meridiana o rigor de nossas dodueges, que-
br urna por ama as intenges dos que ainda a
maulm ; com ludo saudamos essa appahgo co-
mo um tacto de grande alcance, com alegra, e
pensamos que entre os importantes servicos pres-
tados pelo Sr. chefe de esqua.lra Joaquim Jos
Ignacio, cncarregado do quartel-gentral, avulta
sobremaneira a creaco deste bello livro, quo
veio preencher urna {acuna sensivel, que lasti-
mamos. Todas as potencias martimas dio luz
annualmente livros semclhinles, o na compara-
co, podemos dizer que o nosso nada perde.
O systema seguido pelo nosso dislincto gene-
ral melhodico, claro o o mais convenieule
trabalhos desla nalureza. As materias eslo c'e-
vidamente distribuidas e classificadas iuielligju-
temenle, de sorlc que com facilidade pode it
qualquer pessoa slranha & marinha procurar os
esclarecimentos de que precisar, guiando-se j-
mente pelo ndice geral,posto rib iim do volunic.
O almanak desle anno lem sobre seus dous ir-
mos mais vclhos inconleslavel supehoridade, o
nelle se observa felizes innovages que o enri-
quecen), o tornara oiiginal. Nao s seu forra ilo
mais adequado, como a impresso niti la.
Aprsenla, alm dos nomes, condecorages, n o-
radas e commissocs dos officiaes, suas edades, e
o que 6 mais apreciavel, um esbogo histrico da
inslallago de quasi lodos os nossos anligos es.a-
bolecimentos de marinha, que mui curioso :o-
nhecer-se.
Todo elle se acha dividido em qualro parts ;
a primeira trata das diversas repartiges do mi-
nisterio da matinha ; a segunda do corpo da ar-
mada c classes annexas; a terceira d urna infi-
da sobre os eslabelccimentos e corpos de mi ri-
nha, phares, boias e balizas de nossos porUs;
a quarta, erafim, encerr diversas leis, decre os,
avisos, etc., cujo conhecimenU- indispens vel
aos officiaes de marinha ; porque deltas preciiam
lodos os dias para resolver duvidas qne sempre
so eslo suscitando.
Segundo se v do mesmo almanak, o pes .oal
de nossa marinhi cumpunha-se no ultimo de de-
zembro de 1859, de 2 vice-alrairanles, 4 chile*
de esquadra (reduzdos agora a 3 pelo fall ci-
meolo do Sr. Podro Ferrelra) 8 c.hcfes de divi-
so, 16 capiles de mar o guerra, 30 capite i de
fragata, 60 capiles lenles, 144 primeiros l-
enles, 45 segundos (hoje sao 65), 31 guadas
marinha, 29 aspirantes, 60 pilotos, 1 cirurg o-
mr, 2 cirurgics do esquadra, 6 cirurgie* de
diviso, 20 primeiros cirurgies, 40 segn ios,
3 primeiros pharmaceuticos, 7 segundos, 14 ca-
pelles, 11 comraissarios da primeira classi, 17
de segunda, 24 da terceira, 12 escrives da pri-
meira classe, 18 da segunda, 23 da lercein 18
liis da primeira classe, 36 da segunda, 4 com-
raissarios de commisso, 22 escrives de com-
misso, 7 fiis de commisso, 8 meslres da pri-
meira classe, 18 da segunda, 24 gnardics, 2
guardies extra-numerarios, 6 machinislaj da
primeira classe, 1 dito extra-numerario. 55 da
segunda classe, 3 extra-numerarios, 7 da tercei-
ra classe, 5 ajudantes da primeira classo, 4 da
segunda^S'da terceira; 1356 pragas do corpo
de impenaes mnrinheiros, nao comprehend:ndo
107 pragas da companhia de Matlo-Grosso 759
aprendizes mari iheiros, pertencendo 166 :om-
panhia do Rio de Janeiro, 141 do Para, '46
de Pernambuco, 34 de Matlo-Grosso, 200 da
Baha, e 172 de Santa Catharina, 42 pagas
do batalho naval.
Hoje
algodao, vamos dar una
precioso artigo
A palavra algodao, adoptada pelas linguas mo-
dernas da Europa, deriva-se d'um termo rabe,
que tem a mes.-na siguifioago.
De muilo lempo data o uso dos pannos daquol-
lo producto. No lempo de Hcrodoto lodos os
Indios usavam ji tecidos de algodao.
No primeiro seculo, antes de Jess Christo, ha-
via no Egyplo e na Arabia fabricas do tecidos de
algodao : todava os Grogos e Romanos nao o
usavam muito.
OsChins nao principiarara a cultivar o al*o-
do senao depois da conquista dos Trataros no
seculo XIII.
Na mesraa poca os tecidos de algodao erara
j objecto do commcrcio importante na Crimea
na Russia meridional, para onde os levavam de
Turkestan.
No -seculo X os rabes linham naturalisado o al-
godao era Hespanha, o no seculo XIV os olgodo-
eiros de Granada rivalisavara em reputaco com
os do Oriente.
Na Italia as fabricas do algodao datam do prin-
cipio do seculo XIV : cm Vencza c Milocslabe-
lcceram-se as primeiras.
No.seculoXVI A m be res importava ainda daquel-
las duas cidades tecidos de algodao, bombazina
e fuslo, posto que em Gand e Bruges se fabrica-
vara j em grande esculla.
Julga-se que n'aquella poca havia jem In-
glaterra fabricas daquelle genero.
Urna acta do parlamento de 1552, quando rci-
nava Henrique VI faz menso de tecidos de al-
godao de Maochesler e dos condados de Lancas-
0 material contm 63 navios, 35 vapor, 28
vela : delles apenas esto armados 50 com 283
bocas de_ fgo e 4262 pragas de todas as classes e
graduages; 3i acham-se em bom estado, todas
as mais teem de dcsapparecer do quadro da ar-
riada dentrodestes cinco annos! O maior e me-
Itior vaso que actualmente possuimos o vapor
,. maroiias, que por ser de rodas nos colloca um
ar de annos em regresso.
Verdaderamente nao se deve dar o nome de
esquadra esla nossa forca, que nao forma se-
no urna flolilha regular. A nossa flotilha, pois,
esl toda empiegada no srvieo de nossa costa,
com excepgo da corveta D. Isabel, que hoje de-
ve achar-se nos Estados-Unidos, o que tem de
percorrer varios portos da Europa com os guar-
das-marinhas, e qualro vapores oceupados na
navegago do rio Paraguay, no servigo especial
la provincia de Matlo-Grosso.
Para que se faga urna idea da importancia da
parle noticiosa do alraanak, transcrevemos ao tt
nalisar o que nelle se l relativamente aos nos-
sos arsenacs de marinha.
Continu o Sr. chefe de esquadra Joaquim Jo-
j Ignacio aperfeigoaro seu j to notavcl tra-
balho, que deixar um inequvoco padro de sua
aclividade e illuslrago; resta agora que todos
os Srs. officiaes da armada c classes annexas
prestem pressurosos as informages que elle so-
licita, relativas marinha de guerra, porque este
auxilio e concurso indispcnsavel para se con-
seguir tal aperfeigoamento.
Em nossa traca opinio ainda ahi falla alguma
cousa e cresce oulra : falta a publicago de todas
as ordens geraes e circulares do anno que serh
um mil appendce, a da le de precedencia, que
tanto esl esquecida, preterindo-se direilos le-
gaes era ceremouias publicas com escandaloso
atropello, a da creago e origem de cada paten-
te, direitas correlativos e deveres, e os estatu-
tos da escola de marinha ; e crescem os mappas
do corpo de imperiaes marinheiros e do batalho
naval, que nao deveriam ter loo longo desenvol-
vimento, c podem ser reduzdos indicar so-
menle o estado eflcclivo de cada corpo, pelo qual
ge conhega logo a torga de cada um delles.
Se nossa lerabranga (dracolhida como um me-
Ihoramento, esperamos v-la allendida no alma-
nak de 1861, que ainda mais rico se apresen-
tari por cetto e com mais js & considerago pu-
blica.
ARSENAES.
DO niO DB JANEIRO. -
A carta regia de 2 de dezembro de 1650 diri-
gida ao governador do estado do Brasil, o mar-
quez de Caslello-Melhor, mandou fabricar annu-
almente nesta cidade um galeo de 700 a 800 to-
neladas ; e no joyerno de Salvador Correa de S
e ISenevides, deu-se principio uo Rio do Janeiro
em 1659 a construego da nao Capitana Real,
egual cm parle ao notavel galeo San-Joo, de
1000 toneladas, perdido as costas de Franca, a
que em 1626 era urna das maiores naos da Euro-
pa, estando armada com 60 pegas.
Por outra caria regia de 2 de Janeiro de 1666
mandou-se crear no Rio de Janeiro urna fabrica
de fragatas de guerra ; sendo nomeado Sebastio
Lamberto para director della ; e consignou-se pi-
ra as despez-is da mesma .fabrica a quanlia de
quinze mil cruzados annuaes
No vire-reinado do conde da Cunha, e no an-
no de 1764. eslabeleceu-se o arsenal de marinha
do Rio de Janeiro no lugar onde se acha, amiga-
mente denominado praia de San-Bento, para
a consignacao da nao San-Sebaslio, que foi lau-
cada ao mar em 8 de fevereiro de 1767. (*)
O alvar de 12 de agosto de 1797 regulou os
arsenaes na America, creando intendencias da
marinha nos portos de commcrcio mais impor-
tantes ; e o de 25 de maio de 1809 mandou que
no arsenal do Rio de Janeiro se regularisera pelo
disposto no alvar de 3 de junho de 1797.
Por proviso de 26 de outubro de 1808 do in-
fante almirante, D. Pedro Carlos, foi separado o
lugar-do inspector do de intendenle, Orando na-
quelle exercicio o chefo de diviso Jos Mara de
Almeda, que acabavn do ter interinamente o de
intendenle por impedimento do vice-alrairante
Jos Caetano do Lima ; devendo, porm, o novo
inspector ser considerado vice-intendente. e exer-
cer este lugar som dependencia de noraeago es-
perial.
Era 1808 o arsenal limitava-so, pouco mais ou
menos, ao espago cemprehendido entre a caixa
d'agua e a casa "do dous andares recentemente
desoecupada pela intendencia e conladoria da
marinha, onde cnlo havia um barraco, que
servia de armazem, por traz do qual a montanha
no seu declive quasi que chegava ao mar, dei-
xando urna eslreita passagem para o outro lado,
que era oceupado por pequeos estaleiros parti-
culares ; e por decreto do 27 de julho de 1810
foi-lheannexo, por compra Thomaz Gongalves,
o terreno onde se consinti o edificio destinado
para a secretaria e quarlel-general da marinha,
para o qual passaram estas repartiges cm 19 de
outubro de 1857. Depois eslendeu-se o arsenal
para o norte at onde se acha hoje a casa cm que
se prepara o breu pora o calafeto, pouco alm da
segunda carreira ; e pelos annos de 1825 foi aug-
mentado com a parle restante que comprehende
os armazens do antigo trapiche do sal.
Esle esiabelecimento bem como os outros ar-
senaes regem-se pelo regulamento de 13 de Ja-
neiro de 1834.

*
lu BAHA.
Os eslabelccimentos navaes nesta provincia fo-
ram instituidos antes do anno de 1770, porquan-
lo s desordons a que chegaram debaixo da ad-
ministrago do provedor da Tazenda o armazens,
deram lugar ao alvar de 3 de margo do dito an-
no creando um intendente da marinha, alm de
que, j em 1714 so achava alli em construego a
nao Padre Eterno, de 1,000 toneladas, que cahira
ao mar antes de 1718.
No porto da entrada principal deste esiabele-
cimento acha-se gravada a era de 1790, e da por-
tara do tribunal do almiranlado de 24 de margo
de 1797, que acomoanhou as iuslrucgcspara se-
rem observados pelo intendente, collige-se ter sido
o mesmo esiabelecimento considerado arsenal
naquella dala, sendo anteriormente couhecido
pelo nome de Ribeira e Armazens Reacs.
Por aviso de 11 de outubro de 1826, se mandou
fazer acquisigo das casas que havia entre os dous
porles desle arsenal, para augmento do mesmo,
e evitar os inconveniente de semelhautes casas
nelle encravadas.
\
A ROSA BENT.V.
Parece que a rosa, que quasi todos os annos
benze o Papa, ser esle anno enviada rainha de
Hcspanha.
Esta rosa beozda na quarta dominga da.qua-
resnoa.
urna rosa pequea com hasle. toda de ouro
fino, perfeitameote trabalhada. O Papa consulta
os cardoaes para decidir a princeza das familias,
que professam a religiao catholica, a quem deve
ser enviada.
Vestido S. S. de amito, alva, eslla, capa c
mitra, comeca a bencao por detraz da cortina,
cora as orages que marca o cerempnial romano,
e concluidas estas, langa na rosa agua benla,
balsamo e outras cssencis, e a incensa, seguran-
do-a na mo um dos padres da sua cmara,
que depois a d a um dicono cardeal o esle a
entrega ao Papa, que a-loma com a mo esquerda
para licor com adircila deserabaragada paraaben-
coar o povo.
Collocada a rosa era urna rica caixa, manda-so
a rainha ou princeza catholica que leve a sorto
de sor preferida, sendo a remessa feita por in-
termedio do Nuncio acreditado na corte respec-
tivo que a aprsenla c entrega com a maior pom-
pa e solerauidade.
ABUNDANCIA DEPRATA
As ultimas noticias da California confirmara a
descoberl de um jazigo argentfero n| Serra Ne-
vada, que se estende, sem soluco de conlinuida-
de, sobre um espago de 36 milhas.
O mincrio representa, segundo se diz, um va-
lor de qualro a cinco mil dollars por tonelada,
o quo d una riqueza superior s minas do M-
xico.
O que est averiguadoque a casa Rothschlde
de Londres, mandou ltimamente a California
um dos seus agentes dos mais peritos para fazer
experiencias sobre o proprio local e expedir para
a Europa o minerio bruto ou afinado
Se as minas da Sorra Nevada lem nicamente
metade do que prometiera, a antiga relago entre
os dous metaos preciosos dacirculagao monetaria
nao tardar a restabelecer-se.
[Commercio do Porto.)
() Esia nao em 1819 ainda exista em Lisboa,
servindo de Cabrea. Os seus primitivos mastrot
foram tirados do lugar denominado Moirctos na
comarca de Paranagua.
DE PERNAMBUCO.
Teve lugar a creago desto arsenal com a da
intendencia da marinhi cm virtude da caria regia
de 17 de margo de 1798 a qual acompanharam
as respectivas instruccocs, ordenando estas que
o intendente se reguiasse pelo alvar de 12 de
agosto de 1797 servindo de regiment, e pelas
disposiges que fossem applicaveis de outro al-
var do 3 de junho de 1832.
Nao obstante a exlincgo da intendencia, o que
se verificou em 10 de julho de 1832, em cumpri-
menlo da lei de 15 de novembro de 1831, conli-
nuou o arsenal sob o titulo de inspeceo, porac-l
lo da presidencia da provincia de 3 de setembro |
daquelle anno como urna medida provisoria e in-
dispensavcl, afim do.provcrem-seasnecessidades
dos navios da armada, e assim permaneceu al
30 de abril de 1834, em que effeclivament** leve
tal titulo, de conformidade com o decreto de 11
de Janeiro desle mesmo auno ; que reorgonisou
as intendencias e arsenaes de marinha do im-
perio.
Este arsenal foi primilivamentc collpcado
r*rgem do rio, que banha a parle opposta, mais
por conveniencia do servigo, e dcsenvolvimen-
to que foi lendo transferio-sc para o lado do
porto.
DO PARA.
Os religiosos da Conceigo da Bcra e Mlnho em
1706 fuadnram ao sitio oude se acha este arseual
denominado enioPorto do Ticaoo hospicio
de S. Boa-Veniura, em terreno que para seme-
lhante fim fra doado por Jos Velho, lendo por
exlenso 60 bracas, contadas do IgarapCome-
dia dos Peixes-Boishoje chamado de San-Jp-
s. Como, porm, fosse levantado este hospicio
sem permisso real, liveram os religiosos de o
abandonar, em cumprimento do aviso de 12 de
abril de 1758, e recolheram-se ao convento na
cidade de Sao-Luiz do Marinho.
A carta regia de 18 de junho de 1760, manda-
va estabelecer naquelle local o hospital militar ;
mas o governador, Manoel Bernardo de Mello e
Castro, lendo de cscolher lugar para a construe-
go do urna nao, que devia chamarBelmdeu
preferencia em junho do 1761 para tal fim ao
mesmo local, e mandou levantar lelheiros em of-
ficinas proprias de construego naval, para as
quaes. vieram operarios da Ribeira das Naos de
Lisboa.
Em observancia da caria regia de 6 de julho de
1771, o governador regulou as officnas e servi-
gos do arsenal, marcando o pessoal das mesmas
flicioas ; em 7 de margo de 1811 foi criado o
lugar de capello do arsenal, lendo sido em 1803
confirmada a nomeaco do palro-mr.
Em 1867 foi posta no eslalheiro a quilha da
fragata Leopoldina, de 46 pegas, que passou de-
pois a ler o.nome deImperatrize na primeira
oitava da I'aschoa do anno do 1822, pelas 11 ho-
ras da manha, cahio ella ao mar, sendo enlo in-
tendente o chefe de diviso Joaquim Epiphanio
da Cunha.
Este arsenal cuja exlenso hoje de 89 bragas
sobre 71 li2 de largura, acha-se lodo fechado
por um muro de alvenaria, com excepgo ^Ja par-
le banhada pelas aguas, que s pode ser por um
caes.
1
O decreto de 27 de margo de 1832 mandou abo-
lir as intendencias da marinha do Para, do Ma-
ranhao, Pernambuco e Santos: continuando, po-
ara os trabalhos do arsenal do Par, debaixo da
ijirecco da pessoa qne o resptctivo presidente
nome'asse para semclhanta m.

A,intendenria de Santa Catharina foi exlincta
pelo decreto de 21 de Janeiro de 1833.
#
Os arsenaes de marinha da provincia de San-
Pedro do Rio-Grande do Sul foram creados por
aviso de 12 de oulubro de 1838, e extinclos. pelo
de 10 do dezembro de 1845.
E. .
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