Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09049


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Full Text
- .
.
---- v -
ARIO XXXYI. HOMERO 98
Par tres mezes adiaitades 58000,
Por tres mezes vencidos 6j000
SEXTA FEIRA 27 DE ABRIL DE 1860.
Por anno adiantado 9$800.
Porte franco para o subscritor.
ENCARREGADOS DA SUBSCRIPTO* DO KORTB.
Parahiba, o Sr. Antonio Alcxandrino de Lima;
Natal, o Sr. Antonio Marques da Silva; Aracaly, o
Sr. A. de Lemo3 Braga; Cera, o Sr. J.Jos de Oli-
veira; Maranho, o Sr. Manoel Jos Martins Ribei-
ro Guiraares; Piauhy, o Sr. Joo Fcrnandes de
Mornes Jnior; Tara, o Sr. Justino J. Ramos;
Amazonas, o Sr. Joronymo da Cosa.
FAKTJUA UOS COIlllElOS.
Olinda todos os dias as 9 1/2 horas do da.
Iguarjs.su, Goiaana e Parahiba as segundas
e sexjas feiras.
S. Anloo, Bezerros, Bonito, Caruar, Altinhoe
Garanhuns as tercas feiras.
Pao d'Alho, Nazareth, Limoeiro, Brejo, Pes-
queira.lngnzeira. Flores. Villa Bella, Boa-Vista,
Oricury e Ex as quarlas-feiras.
Cabo, Serinhem, Rio Formoso.Una. Barrciros.
Agua Prela, Pimenteiras e Natal quintas feiras.
(Todos os correios partero as 10 horas da manhaa.
W> MEZ DE ABRIL?
5 La meta as 5 horas e 40 minutos da tarde
12 Quatto minguanto as 11 horas e 13 minutos
da liirdc.
1 La nova as 3 horas e 26 minutos da ma-
nhaa.
28 Quailo crescenle as 3 horas e 16 minutos da
larde.
PREAMAR DE HOJE.
Primcin as 10 horas e 6 minutos da manhaa.
Segundj as 10 horas e 30 minutos da tarde.
AUDINECIAS DOS TRIBNAES DA CAPITAL.
Tribunal do comraercio : segundas e quintas.
Relago : tarjas feiras e sabbados.
Fazenda: lergas, quintas e sabbados as 10 horas.
Juizo do commercio : quintas ao meio dia.
Dito de orphos: tercas e sextas as 10 horas.
Pr.meirs rara do civil: tercas o sextas ao meio dia
Segunda vara do civil; quartas e sabbados ao
meio dia.
PARTE OFFICIAL.
GOVfcH.M DA. PROVINCIA.
Expediente do dia 33 de abril
de I8GO.
Officio ao Exm. presidente da provincia do
Para. Tendo riesta dala entrado no exercicio do
cargo de presidente desia provincia, assim o
communico a V. Exc. assegurando-lhc que terei
sempre a maior salisfacao era cumprir as suas
ordens, ou sejam relativas ao servido publico,
ou ao particular de V. Exc Iguacs a todos os
dc-mais presidentes de provincia:
Dito ao lente general commandanle das
armas. Tendo entrado nesta data no exercicio
do cargo de presidente desla provincia, assim o
communico a V. Exc para seu conhecimenlo.
Iguaes aos commadantcs superiores da guarda
nacional, chefe de polica, chefes de repartices,
presidentes da relaco e tribunal do commercio,
directoras da caixa filial e novo banco, hispo
diocesano, vigarios, juizes de direilo, juizes mu-
nicipaes, promotores pblicos e juizes de paz.
Dilaao mesmo. Sirva-se V. Exc. de ex-
tedir suas ordens para que ura dos corpos de
mha da guarnicao desta cidade estoja postado
4 horas da tarde de hoje no caes de palacio,
de fazer as honras por occasiao do embar-
ao i
pieceiios legaes garantidores da lioerdado do
voto, lodos os cidadaos em geral, facilitando-
Ihes consequentemente os recursos necessarios
para fazerem valer as razoes, com que tives-
brio una fabrica oe moeda falsa, da ra do Lou-
reiro n 24, onde habita o Sr. D. Francisco de
Judicibjs.
Hontm de tarde a polica cercou n casa e
. DAS DA SEMANA.
23 Segunda. S. Jorge m. ; S. Adalberto b.
24 Terrea. S. Fidclisde Sigmarrnga f. m
25 Quarta. S. Marcos Evangelista; S. Hermino b.
26 Quinta. S. Pedro de Rales b. : S. Cielo p. m.
27 Sexta. S. Tertuliano b. ; S. Turibiearc.
28 Sbado. S. Vital m. : S. Prudencio- h.
29 Domingo O Patrocinio de S. Jos
sem deapoiar o juizo, que porvcnlura formem nella enlrou, e procedendo busca i
procedimenlo das juntas revisoras c balaoct', moldes de madeira ede gcs'so, e oulros
utensil os para o fabrico da moeda ; am disto
que do Exm. Sr. baroo do Bom-Jardim, cx-pre-
sidente desta provincia ; providenciando ao mes-
mo lempo para que a fortaleza do Brum d a
salva do esiylo.Ofliciou-sc tambem ao comman-
danle da divisao naval.
- 25
Officio ao Exm. presidente da provincia do Rio
Grande do Norte.Sirva-se V. Exc. de resolver,
2 vista do que pondera o presidente do conselho
administrativo, no officio constante da copia jun-
ta, se podem ser comprados, por prego maior do
que o marcado na tabella de 25 oe slembro de
1818, os objectos requesitados por V. Exc. cm
officio de 21 de margo ultimo.
Dito ao Exm. lente general commandanle
das armas.Sirra-so V.Exc. de expedir ns suas
ordens para que d'amanha em diantc seja apre-
senlada no tribunal do jury, disposigo do res-
pcclivo presidente, urna guarda de doze pragas
commandadas por um inferior.Communicou-se
oo presidente do jury.
Dito ao mesmo.Pode V. Exc. mandar abrir
assontamento de praga aos recrutas Francisco
Branco de Lima, Antonio Rodrigues de Olivcira
e Raymundo Alves Delinado, que foram julga-
dos aptos para o servigo do exercito, como cons-
ta do termo annexo ao seu officio de 24 do cor-
rente sob n. 449 : providenciando V. Exc. para
que clles sejam vaccinados
Dito ao mesmo.Fago apreserilar a V. Exc,
para serem inspeccionados, os recrutas Francisco
izidoro de Vasconcellos, Manoel Izidoro dos Ao-
jos e Theotonio Jos Luiz Campello.Commu-
nicou-se ao Dr. chefe de polica, por quem fo-
ram apresenlados osrecruias.
Dito ao commandante da estago naval.Visto
que esl comprehenddo na disposigo do aviso
da repartigo da marinha de 28 de margo ultimo
o imperial marinlieiro Francisco Correa Bezerra,
como V. S. declarou era seu officio de 24 do cr-
lenle, o auloriso a mandar dar-lhc baixa.
Dito ao inspector do arsenal de marinha.Man-
do V. S. concluir a demoligo do Trapicho novo,
remetiendo a conta da despeza, que se fizer
cora esse irabalho.
Dilo ao presidente do conselho administrativo
para fornecimento do arsenal de guerra.Res-
pondo ao officio que V. S. dirigi esta presi-
dencia em 16 docorrente, declarando que pode
o conselho administrativo comprar dous fornos
do ferro em lugar dos de cobre, que se manda-
ran! fornecer oo commandanle do presidio de
Fernando por officio de2 do corrente.
Dito ao inspector da Ihesouraria provincial.
Tomando em considerago o que V. S. ponde-
rou em seu officio de honlem sob n. 148, o au-
toriso a contratar com a caixa filial do banco do
Brasil nesta capital um emprestirao por dous
mezes para pagamento da letra, que lera de
veneer-se amanha. na importancia de ris....
76:5695890, devida a mesma caixa filial : acei-
tando para esse lira urna nova letra, que com-
prehenda essa quantia e os juros que se conven-
cionar. Por esta occasiao recommendo a V. S.
que, atlendendo ao estado critico, em que se
achara as finangas provinciacs, proponha com
urgencia todas as redueges, quo forem possi-
veis fazer-sc as despezas a cargo dessa Ihesou-
raria, sem prejuizo grave do servigo.
Dilo ao capilo do porto.Fago" apresentar a
Vmc para ser inspeccionado o recruta Paulo Pe-
reira da Silva.Communicou-se ao Dr. chefe de
polica.
Dilo ao mesmo.Fsgo apresentar a Vmc. para
serem inspeccionados os recutas Florentino Feli-
ciano Bezerra e Joaquim Barbosa da Silva.
Communicou-se ao Dr. chefe de polica.
Dito ao mesmo.Com a inclusa copia do offi-
cio do inspector da Ihesouraria de fazenda, da-
tado de honlem, sob n. 405, respondo ao officio
que Vmc. dirigi a esta presidencia em 14 do
corrente, sob n 87, acerca do pagamento da
quantia de 220>998 ris, devida associaco dos
praticos, pelas entradas e saludas dos navios de
guerra nesle porto, durante os mezes de Janeiro
e fevereiro ultimo.
Dito ao commandante do corpo de polica.__
Visto que o corneta do corpo sob seu comman-
do, Galdinoda Silva Barbosa, nao aprsenla do-
cumento, do qual conste nao ser desertor do va-
por Camacuan, mande V. S. dar-lhe baixa, fa-
zendo-o entregar ao commandanle da estago
naval, afini de lero conveniente destino. Fica
assim respondido o seu officio do 24 do corrente.
Communicou-se nesle sentido ao commandante
da estago naval.
Dito ao juiz de direilo da comarca de Tacara-
t.Nao convindo que so emprehenda obra al-
guma, sem quo proceda planta e orgamenlo da
despeza a fazer-se com ella, dcixa por isso de
ser approvado o contrato, que Vmc segu/tdo o
seu officio de 31 de margo ultimo, celebrou com
Francisco Jos da Rosa, para edificago da ca-
neo, de que necessita essa villa : e ao director
das obras publicas expego ordem nesta dala pa-
ra apresentar-me o orgamenlo o planta da refe-
rida cadea.Nesto sentido officiou-se ao direc-
tor das obras publicas.
Dilo ao conselho municipal de recurso da ci-
tado de Gotoona, havendo-me representado o
presidente da cmara municipal dessa cidade,
Antonio Francisco Pereira, na qualidade de
membro do conselho municipal de recurso con-
tra a deliberago, quo lomara o mesmo conse-
lho de negat-se a ouvir um cidadao, que Ih'o
requerera sobro alguns recursos interposios, por
nao ser o requerenlc dos qtlfe podan) ser in-
cluidos na qualificago ou excluidos dclla : pe-
inslruisso a este sobre o melhor meio de pro-
ceder na especie sujeita, afim de evitar que
rcquerimcnlos idnticos aquella que anda po-
dem appareccr, sejam egualmenle indeferidos :
cumpre-me prvinrr ao referido conselho de
ojio nao regular o procedtmento, que vai tea-
do, de s attender como reclamante os cidadaos,
acerca dos quaes tenha a junta revisora ou o
conselho de recurso tomado directamente qual-
quer deliberago ; por quanto semilhante
dislincgo oppOe-se manifestamente a clara e
terminante disposigo dos arta. 22, 35 e 38 da
le de 19 de agosto de 1846 e dos avisos de 16
de fevereiro de 1847 e de 16 de iunho de 1848;
e a do decreto n. 511 de 18 de margo d'aquolle
anno nos arts. 3, 4, 7 e 8, cujas disposiges
rovellam manifestamente o pensamenlo do le-
gislador de fazer ialeressar na manulengo do
do conselho municipal de recurso. O que jul-
go conveniente communicar a Vmc. para sua
inlelligencia e governo.
Portara. O presidente da provincia, confor-
mando so com a proposla apresentada pelo
lenle coronel commandante do 2. balalhode
infantera da guarda nacional do municipio do
Recife, a qual se refere a informago do res-
pectivo commandanle superior datada de 23 do
corrente resol\e, na conformidade do arl. 48 da
le n. 602 de 18 de slembro de 1850, nomear
officiacs do rerendo balalho os .cidadaos sc-
guintes :
'4'. companhia.
Tenente, o alferes da 3a, Jovitio Epiphonio
da Cunha.
7*. companhia.
Alferes, o guarda do 1. balalho de infanlaria
Joaquim Jos da Cosa Fajozcs Jnior.
8*. companhia.
Capito, o lenle da 4*. Agoslinho Jos dos
Sanios.
Tenente, o alferes da 7. Thomaz Francisco
de Salles Rosa.
Deu-se conhecimenlo ao Exm. commandante
superior do Recite.
ra o fabrico
urna ei tensa correspondencia
F.KRATA.
Por erro typographico, foi publicado no Diario
de honlem o expediente do dia 24 com a data de
4 do corrente.
EXTERIOR.
Acampamento do vallo de Gualdras, 25 de mar-
go, urna hora da tarde.
Honlem apresentaram-se de novo no mcu
acampamento os commissariosde Muley-elAbbas,
sendo portadores de urna carta em que com in-
sistencia me fallava nos desejos de paz, e pedia
que celebrassemos urna entrevista para chegar-
mos a um accordo; annuia a ella debaixo das
condices de que as proposlas que lhe tinha re-
medido deveriam ser accedas, e que seria avisa-
do da acceilago antes das seis e mela da manhaa
seguinle, por isso que a essa hora eroprehende-
ria o movimento.
Nao se fizeram esperar os commissionados. e ja
as barracas estavam abatidas e as tropas dispos-
tas para marchar, quando mo previulram de que
>califa viria entrevista entre as oito e nove ho-
ras da manhaa.
Assim se verificou, recebi-o em urna barraca
que mandei levantar a 600 passos das nossas
avongodas.
Acampamento do Gualdras, 25 de margo s 2
da tarde.
Tcndo-se assignado hoje os preliminares da
paz, e celebrado em armisticio, o exercito mar-
cha a cstabelecer-se dentro da linha da ponte de
Baseja, que a divisoria, o em posigo de ser mu-
niciado e assislido com faccilidade e presteza.
Despacho do barao Schlcintz, ministro dos ne-
gocios cslrangciros da Frussa ao conde de Ber-
neslorff, representante prusiano em Londres:
Berln, 25 de novembro de 1859.
O Sr. encarregado de negocios de S. M. B.
quiz ler-me e deixar-me copia de um despacho
que lord Jonh Russell lhe dirigi em dala de 14
do corrente relativamente prxima reunio do
congresso para regulara questo italiana.
Dcpois de fazer constar neste documento
que, na opinio do governo britannico se enten-
d_e que tal congresso se poder oceupar da situa-
go na Italia inleira, e nao ser obrigado a adop-
tar este ou aquelle plano para o ajuste do as-
sumpto da pennsula, o Sr. encarregado de ne-
gocios julgou dever chamar mais particularmen-
te a nossa adengo sobre um ponto importante
da solugao, da qual declara que o governo de S.
M. B. far principalmente depender a parte que
ha de tomar no congresso.
Esle ponto, que ja havia sido objeclo de urna
Iroca de commuuicages entre os gabinetes de Pa-
rs e de Londres, c 3 respeilo do qual o governo
inglez desoja conhecer as intenges das grandes
potencias que, como o Inglaterra, se abslivcram
de tomar parte na ultima lula, lord Russell, for-
mula-o dizendo que S. M. B. nao poda enviar
representante a um congresso no sentido de que
se sanecionasse a proposla de impr pela forga
um governo ou urna conslituigo Toscana^a
Modena, ou a qualquer outra parte da Italia cen-
tral.
V. Exc. conheceja em geral a nossa manei-
ra de ver a respeilo de um congresso, no caso de
se concordar que seja submettido a urna seme-
Ihanre reunio as espinhosas quesloes que produ-
zio a ultima guerra e os acontecimentos que suc-
cederam.
go que nos parecesse til para restabelecer so-
bre bases duradouras a paz da pennsula, dcsinte-
ressados em urna queslo, que s nos toca de-
baixo do ponto de vista do equilibrio poltico ge-
ral, parece-nos que no interesse mesmo do ob-
jeclo de que se trata, devenios reservar-nos urna
liberdade de exame e de discusso.
Se o governo de S. M. B. julga do seu dever
estabelecer preliminares s deliberages do con-
gresso, e pelo que lhe diz respeilo, o principio da
nao intervengo, nos nao pensaremos, sem duv-
da, em tirar-lhe o direilo de tragar a si proprio
esta ou aquella linha de conducta*.
Masdevemos reclamar para nos a mesma la-
litude que concedemos aos oulros, e nao vos dis-
siraularei.Sr. conde, que na nossa opinio seria
complicar o Irabalho do congresso, assenlar ante-
cipadamente principios geraes e absolutos
c Alem disso urna reserva como a quo o gover-
no inglez parece quereria fazer a favor do prin-
cipio da nao intervengo, considcramo-la tanlo
menos necessaria em ura congresso composto de
estados soberanos e independentcs, cuja maioria
por mais consideravel que fosse nao imporia
nunca a sua vonlade i minora, e que o livro ar-
bitrio que lord Russel reivindica com razo para
"a reunio da a3sembla permanega em pleno di-
reilo para cada urna das potencias que faz parte
delta-
Esperamos, Sr. conde, que, quando no con-
gresso curopeu chamado a regular as questes
que lem feito surgir o estado da Italia, se reunam
as conccsses mutuas entre as diversas preten-
gocs, lio de produzir um accordo nos meios de
restabelecer sobre bases seguras, a ordem o a
prosperidade dos povos italianos, e que esle fim
se conseguir sem recorrer a extremos que a nin-
guem desgostaro mais do que a nos.
< Mas qualquer que seja neste ponto a nossa
apreciacao.devemos declinar qualquer compro-
raisso, e reservar a riosso favor a mesma liber-
dade que somos os primeros a reconhecer nos
oulros.
Rogo a V. a Exc que faca lcilura c deixo co-
pia do prsenle despacho ao "Sr. secretorio de es-
tado de S. M. B.
De Schleinitz.
Anda que esle despacho nao tem urna data re-
cente, e se refere a um assumplo que est inde-
linidamente oddiado, e que muilo provavel
nunca se realise, nao queremos deixar de o publi-
car, para bera se apreciar n poltica da Prussia
em relagao mancira de pensar do gabinete bri-
tannico.
relativa mesma
industria.
Cooni se desconfiasse quo a um pogo houvesse
sido laucado dinheiro ou nlgum metal, Iralou-sc
de esgotar o poco, operaco queainda durava ao
anoitecer, por isso nao sabemos se l se encon-
trou algumu cousasuspeita.
O Sr. D. Francisco de Judicibus foi preso, c le-
vado pira o Limoeiro.
Ach-se lambem preso ura francez, por nomo
Argaut ou Argot, implicado na criminosa indus-
tria.
Ouvimos quo em casa do Sr. D. Francisco
nao se encontrara nem dinheiro falso, nem bom ;
a algt ns ouvimos que se acharara barras de
metal, outios dizem-nos que nada dislo se
achou.
Pare,:c que a maior parte dos utensilios en-
contrados sito para o fabrico de dinheiro estran-
geiro, libras e ongas hespanholas, ha alguns
moldes de meias croas. Cunhos, affirmam.que
nao se ocharam.
Parece qce se cnconlraram diversos sellos roa-
gonico:i.
Deu-se lusca tambera em casa de um nego-
ciante, ond'3 nada so cncontrou, conforme nos
dizetn, nao nos constando quaeseram ns relages
que podero haver entre o referido negociante
OS prc ns.
E' o que nos consta a respeilo desle assumplo
de que hoje se fallou muilo.
Na I elgica produzio urna salisfacao, as cama-
ras e io publico, o projecto de le apreseo-
tado p.lo ministro da fazenda para abolir as con-
Iribuigoes municipaes sobre os consumos.
As somatas al hoje pagas pelos povos sahi-
ram de orgamenlo geral do Estado. Como a re-
ceila pira esle effoito deva ser augmentada em
olgum is verbas, lemos com pezar no projecto
que o direilo do importago dos vnhos eslran-
geiros na Blgica ser augmentado.
Sabemos que onosso commercio de vinhos pa-
ra aqu.MIe leino pouco importante, mas tam-
bem a meditarnos que a melhoria do nosso fa-
brico, nrmente na variedade, nos ha de dar sa-
bida e preferencia em lodes os mercados, quan-
do os productores de vinho se convengan) que a
moda i! o gusto, nao devem ser elementos in-
differeites, na fabricago importante em que la-
bora m
O relatoro do notavel projecto de lei de
que d iremos mais extensa cont, fiualisa as-
sim :
Eii aqui o nosso plano. Suppresso radi-
cal do dircitos municipaes de consumo (oc-
irois), eduego dos encargos pblicos, aboligo
dos ira >ostos sobre os gneros de primeira ne-
ccssidide.
Appiovngesgeraes saudaram este final.
A Ii dependencia falla nestes termos do pro-
jecto do ministro Frre Orban :
A sessiio de hoje da cmara dos represen-
tantes, ser contada entro as mais nolaveis da
nossa historia parlamentar.
O ministro da fazenda apresentou, com ap-
plauso; unnimes e repelidos da'assembla, o
projccio de lei que supprime totalmente os direi-
tos minicipaes de consumo.
A queslo que o projeclo resolve muilo
grave e complicada para apreciarroos desd j o
mrito da solucao proposla pelo governo ; mas
o sysl;ma do projecto parece-nos engenhoso,
pralicc e equitalivo.
Estar portanlo reservado para a Blgica
dar s outras nagoes da Europa mais um gene-
roso e templo com o aboligo de um dos impostos
mais caros e iniquos que pesasse sobre as na-
goes civilsodas.
Em l'ortugai temos tido tantos traductores de
leis, ni ministerio, que nos ser licito manifestar
o desejo de que olgum ministro se digne traduzir
como ;eu o projecto do que fallamos, para que
Portugal, uma vez oo menos, seja bera gover-
uado i cstrangeira.
[Jornal do Commercio de Lisboa.]
CORRESPONDENCIAS DO DIARIO DEPERNAM-
BUCO.
Hambnrgo
5 de abril de 1860.
Trros delraz de nos um mez, rico em occor-
renciai, e tilvez mais rico anda em germensde
occoriencas futuras.
Esli velha Europa se enfada, assim se dizia ha
annos. Hoje de cerlo nao se pode dizer : esta ve-
lha Europa se diverle ; porm para que nao le-
nhamts enfado, nao faltara motivos. Do uma
cxcdai-aoso nos precipita em outra, eo numero
de accrHecimentos inleressantes quasi maior do
que a comprehenso dos que os presenciara. Um
relatador que deve dar conta do occorrido somon-
te de :Igdmas semanas, apenas pode dominar lan-
taraatiria.
St|uatlo so diz geralmealo, a polica deseo-
Con a falla do Ihronodo Io do marco uma no-
va ardenle questo pieoccupou em primevo lu-
gar o interesse publico, a questo da annexa-
go di Saboia e Nzza Franca. Nao que ella
j nao tivesse vivamente oceupado a altenco ge-
rol, e sso -obreludo desd6 o principio dest anno
mas a,falla do throno franceza confirmou official-
mente e formalmente a sua existencia, isto a
firme resolugo da Franga de lomar si os ditos
paizesi emquanlo que at l se espalhavam de
Parts ps mais contradictorias asserges. A falla
do throno, porm, levantou o v, e a Europa
soubejda propia bocea do imperador como esla-
va o i-egocio.
E aiezar disso ella nao soube ainda ludo 1
Que ajFranga tinha pretenges sobre a Saboia e
Nizza^o que o imperador Napoleao as considera-
ba copo urna revindication justificada, esses
dous iondados havendo j urna vez sido reunidos
durarlo alguns annos ao antgo imperio isso a
falla !:mpe:ial linha declarado expressamenle,
dando assim sufficienle motivo para a maior in-
quiel'go.
O titulo de : revindication fazia sobreludo
Ierabrjjr quo tambem oulros paizes fra da Sa-
boia a do Nzza, tinham um dia formado partes
do imperio francez. E se esse titulo uma vez fei-
to valer, continuasse a ser feito valer mais e
mais.jse no expressa menso desse assim cha-
mado! titulo de direito.se pronunciava o plano do
novojimpe-io, de querer restabelecer os limites'
do anjtigo E com ludo a falla imperial enco-
brio ma grande parte dos platios francezes, nao
menc onando um ponto mudo importante I Ella
fallou; da annexago da Saboia e de Nizza. o nao
disseque nella se incluiriam os districtos neu-
tralisjidos ce Fucigny, Chablais e Genevois, ao
mesmo lempo que ha pouco o ministro dos nego-
cios jslrangeiros da Franga, o Sr. de Thouvcnel
linha'asseerado positivamente Suissa e In-
glaterra, que nao era o plano da Franga de an-
nexai tambem esses districtos no caso da anae-
xagc da Saboia e de Niza.
Moi, a Furopa nao tardn em saber o que sig-
nificara o silencio da falla do throno sobre esse
ponlc. eai declarares do Sr. Thouvcnel. Como
se ha pouco nao livesso asscgnrado o contrario,
o Sr. de Thouvenol declarou de uma vez Suis-
sa que era impossivel excluir o Fucigny, Cha-
blais e Generois da annexago da Saboia o Nizza.
E po:que t Que motivos allogou o Sr. de Touve-
nel pira se justificar ? Um dia appareceram al-
guns Sbboianos em Pars, ludo gente obscura,
apre8D.'ia!ado-e ao Sr. de Thoureael como urna
depulagao do povu Saboiano, para sollicitar da
Franga quo nao consenlisso cm uma desmembra-
gao da Saboia. onnexando-sc o sul Franca c fi-
cando o uorle excluido c pcrlencenle a Suissa.
verdade que o endereco dirigido dos districtos
neutralisados da Saboia cm favor da reunio
Suissa lem mais de Ireze mil assignaturas, maso
imperador nao pode ceder manfestaco de uns
vinle Saboianos
A 8UJacfirn,e "tenco era deixar osdilos dis-
trictos Suissa amiga, mas seria um crime insis-
tir nisso contra a vontade do povo Saboiano.
A deputago saboiana foi pois accolhida pelo
imperador com muita distinego, aos seus mera-
bros se prometleram empregos de senadores, e
oulros lucrativos, condecorages etc. etc., e o
Sr. do Thouvcnel obrigado a asseverar Suis-
sa que as suas asserges feitas ha poucos dias nao
lecra mais valor, mas que a Suissa podia contar
com a Franga, a qual, apezor da onnexaco dos
districtos neulralsados, saberia asseguraf-lhe a
sua noulralidadc. E que tal?
Porm a Franca so enganou nos seus clculos,
fiando-se no rompimenlo e na divisao dos in-
leresses europeus o o erro foi desapreciar a
energa d'um pequeo eslado. Nada sorprendeu
mais em Paris do que ver a pequea Suissa levan-
lar-sc com rara energa contra os seus planos
acerca da annexago da Saboia c de Nizza.
Mas, verdade que para 9 Suissa se tralavade
urna questo vital. Com a annexago dos distric-
tos neutralisados da Saboia Franca, a Suissa 0-
ca oberla al Borne a qualquer aggressao de par-
le da Franga, c logo que convier Franga de pdr
em duvida a sua neutralidad?, ella se acha inca-
paz do sustenta-la o defcnde-la. A sua inde-
pendencia como estado europeu acabara o ella
s seria um estado privado de toda posigo estra-
tgica defensora, e ligada aos preceitos da Fran-
ga. Nao ha um s Canto em que sso nao se
comprehendeu, e sobreludo os Canles occiden-
taes, como Geneve e Waadt sentiram a gravida-
de do perigo ameagador.
Nao so duvidava que, pela annexaco do Gene-
vois, Fucigny e Chablais seria posl em duvida
tonto a ncutralidade da Suissa como a sua iote-
gridode, e que Geneve e Waadl nao escaparan)
sorle dos districtos neutralisados da Saboia.
Assim como nos Canles occidcntacs a opinio
publica se levantou unnime e enrgica-
mente contra os desejos da politice franceza, o
conselho geral da Conederago, apoiado nos tra-
tados de 1815 e no tratado especial enire a Sar-
denha e Suissa respeilo dos dislrictos neutrali-
zados da Saboia, proleslou em Parse Turin, no-
tificando o mesmo protesto em Londres, Berlin,
Venna e S. Petersburgo, o reclamando a inler-
vensao das potencias era favor da neutralidade da
Suissa, por ollas garantida. Para estar prepara-
do em lodos os casos, o conselho geral chamou
as tropas da confederago na Suissa occidental, e
convocou para o dia 29 de margo a assembla fe-
deral para discutir sobro as medidas tomar nes
sa posigo extraordinaria.
A imprcsso d'esse enrgico procedimento da
pequea Suissa cm frente da poderosa Franco foi
immensa, especialmente na Inglaterra o na Prus-
sia. A mptenia Prussiana exige o enrgico apeio
da Suissa, %no caso cm que o imperador Napo-
leao nsislrrnos seus planos ; declaraco da guer-
ra contra a Franga.
Do mesmo modo na Inglaterra a mudanga da
opinio publica contra o napoleonismo geral e
enrgico, e era ambos os paizes o proCdimento
decidido da opinio publica nao deixou de influir
sobre a posigo dos governos.
Sobro uma inlerpellago de Horsmam no par-
lamento inglez, lord John Russel deu uma res-
posta aecusando abertamenle a poltica franceza,
e exprimiodo a necessidade pora a Inglaterra de
procurar outras alliancas para fazer cessar as a-
meacas de perturbago da paz da Europa, que
principiavam com a annexaco da Saboia e de
Nizza.
Do outro lado o ministro dos negocios estran-
geiros da Prussia, o baro do Schleinitz se diri-
gi Inglaterra para promover um enlendimento
respeilo dos passos communs, cm primeiro lu-
gar de natureza diplomtica, entre a Inglaterra e
a Prussia em favor da Suissa.
Essas duas potencias esto decididas empro-
gar lodos os meios diplomticos para proteger a
Suissa nos seus direitos, e j se sabe que a Prus-
sia expedio inslrucges mudo enrgicas ao seu
enviado em Paris. o conde de Pourtals, assim
como uma nota exgindo garanta dos dircitos da
Suissa at um exame geral dos mearnos pelas po-
tencias.
Apczar d'isso ludo nao se deve ler esperancas
exageradas. Era lodo o caso, ludo depender'da
futura posigo da Suissa. Entretanto a assembla
federal em Berno tomn as suas resoluges, e ap-
provando o procedimenlo do conselho geral, lhe
deu Ilimitados poderes para a sua futura acgo,
ao mesmo lempo que o conselho geral para o ul-
terior caso, isto resistencia armada (directa) aos
desejos da Franga, se reserrou a nova reunio
da assembla. D'esse caso ulterior tudo depen-
der.
Segundo se diz, o Sr. do Thouvenel asseverou
Suissa querer abster-se de qualquer oceupago
militar dos districtos neutralisados, mas a Suissa
nao se declara contente com isso, e exige a ma-
nulengo do pleno slalu quo e entregou cm Pa-
ris um novo protesto formal contra qualquer oc-
eupago civil ou militar dos districtos em ques-
to.
Nao se sabe ainda qual ser o resultado d'esse
novo protesto, mas mesmo no caso que o Sr. de
Thouvenel cedesse por ora, isso nao apresentaria
nenhuma garanta. Se a Suissa se deixar final-
mente calmar por asserges diplomticas, nem a
Inglaterra, nem a Prussia daro passos serios pa-
ra segurar a neutralidade da con federa cao Suissa.
Mas se pelo contrario a Suissa fr avante enr-
gicamente ao encontr dos planos da Franga
com ss armas as mos, a Prussia ao menes se
acharia obrigada por sua vei pela opinio publica
de toda a Allemanha a sabir da simples acgo di-
plomtica, e n'esse caso j leamos n'este anno
a guerra no Rheno, que nao dcixaria de envolver
lambem a Inglaterra. Mudo lempo nao pode du-
rar a incerteza. Mas nao singular, e uma iro-
na sobre a presente posigo da Europa, que ura
pouco mais ou menos alrevimenio dos cinco ho-
raens, que formara o conselho geral da Suissa,
(em de decidir se a Europa lera paz ou guerra?
verdade quo a Europa um barril de plvora
aberto, e quo indfferenlo d'onde vera a isca que
o incendie; se nao vier da Suissa vira d'outra
parto. Que ella deve vir. se nao hoje, amanha,
seno n'esie anno, ao menos no auno prximo
futuro, d'isso ninguem duvida mais. A annexa-
co da Saboia e de Nizza s o principio do fim.
Mas fallando da Suissa nao nos esquecemos da
Italia. Como se sabe, em Pars nao havia gran-
de vonlade de approvar as vastas ideas da anne-
xago da poltica de Cavour.
S Parrna e Modena deviam ser reunidas ao
Piemonte, devendo Toscana lornar-se ura Estado
independente, rujo futuro soberano se encarre-
garia do vicariato sobre a Romsgna.
Se a Austria livesso apoiado essa combinago,
muito provavelmenie o gabinetero Turim deve-
ria ler-se sujeitado isso. Mas em Vicnna s
queriam saber do status quo ante nos ducados da
Italia Ceotral e na Romagna, recusando aappro-
vago de todo arraitjo, que nao fosse de confor-
midade com as delerminacdes dos preliminares
de Villa Franca e da paz de Zurich. Do outro
lado a Inglaterra apoiava as exigencias da Sar-
deoha, ao mesmo lempo que a Prussia e a Rus-
sia se nao as apoiavam positivamente, ao monos
nao lites faziaai opposigo. D'esta moneda Ca-
vour podia ousar de obrar contra os desejos da
ENCARREGADOS DA SB3RIPCO NO-SUL.
Alagoas, o Sr. Claudno Fafeo Dias; Barita,
Sr. Jos Martins Alves; Rio *e Janeiro, Sr.
Joo Pereira Martins.
EM PERNAMBL'COv
O proprielario do diario Manoel Prgueiroa di*
Faria.nasuai livraria praga da Independencia ns
6e8.
populares, deixar votar a queslo da annexago i faiu.s .. ..- rBJlna.; ., ^_ ."--------
em Parma Modena, Toscana e na Romagna. Ao ,?, I reorgan.sacao da prtmein cnta-
menos dous lrgos'dos ele.tores dos respeel^ ^nstuV^ *""** S "Ch" aulorsad Pe"
paizes tomaram parte na votaco, a qual fotaua-' n Li.Vi. V \ i
si unanimente em favor da annexaco TKa- U >*> < el-rei sempre o mesmo, eHc Dio
monte. annexago ao rio- $e acha nem melhor nem peior. Era jurho se>
limn til ......1.^ .>. espera era Berltm a rninha da Inglaterra que pas-
Jrp,r iT nn0 Sr,,nrha esPe,rd0 sar a,8um empoeomsua filha. a esposado
v?etn'mm!"^.qUeHSC1COnSeS", qe el-rei principe Frederico Cnilhermc. futuro sucVessor
> ictor Emmanuel se declarou prompio para con- da cora prussiana.
ceder a Toscana.por ora uma certa independen- Na Austria, uma patente imperial de 5 de mr-
cia administrativa, deixando para esse fim. residir "
em Florenga um governador especial. Mais con-
ccsses foram decididamente recusadas pelo con-
de de Cavour, c o imperador Nopoleo nao pode
impedir a annexago de toda a llalia Central, que
se realisou de facto. Por quanto el-rei Vctor
Emmanuel nao julgou dever recusar mais a ces-
sagao da Saboia e do Nizza por meio de um trata-
do formal, bem que sob reserva da approvago do
parlamento de Turin, e debaixo da condigo que
as populages das provincias ceder deveriam
ser consultadas sobre 03 seus desejos acerca da
annexaco Franga.
Essas duas condiges naturalmente nao sao se-
no formalidodes, porque, o parlamento de Tu-
go ordenou um nova orgnnisagao do conselho
de eslado. Ura segundo acto digno de menrao
o novo emprestirao- de 2)0 milhes de florn
que o governo leneiona fazer, e que sem duvida
se rcalisar em maior parle, porque certo c quo?
nao houve ainda emprestmo que offerecesso
maiores vanUgens, e se o ere.tito d'Austria nao>
se achasse lo abalado, o publico se apressaria
de aproveitar essas v^ntagen, a forma do em-
prestmo a de uma lotera com 5 0/0 de jurse
com grandes ganhos. A isso accresce que so
pode pagar at 1/5 com obrigagos do antgo em-
prestmo nacional, que estando ao cambio de 80
sao aceitas por IDO. Esse emprestirao para
restituiros 133 milhes adisntados no anno pas-
nn, que vai reunir-se nesle mez, nao recusar a sado pelo banco nacional par as despezas da
cessagao, isso cousa que se enlende do mesmo, i guerra, e desse modo diminuir a circulaco de
lao bem como que as populages da Saboia o de' olas do banco.
Nizza abandonadas pelo seu principe legitimo,' Finalmente uma noticia interessante do gro-
e trabalhadas tncansavelmente por agentes fran- ducado de Bade. Depois d'uraa discusso muito
cezes, nao se opporao annexago Franga. violenta, a segunda cmara rejeitou com 45 con-
Lntrelanlo os polencios prejudicodos pea nova tra 15 votos, a concordata celebrada enlre o go-
ordem das cousas na Italia, nao se conservaran! vento o Roma no anno passado. Era consequen-
pa3sivas. O Papa como o primeiro, nao somen- ca disso os ministros dos estrangeiros e do inte-
e em sua qualidade de principe mundano proles- rior, os Srs. de Meysenbug e de Slengel tomaram
tou contra a oceupago da Romagna, como tam- : sua demissao, e foram substituidos peles Sr s
Dem naqualidade de principe da egreja empregou Stabel e Lamey, dous adversarios renhidos da
os meios elericaese pronunciou a grande xcom-
munho sobre lodos os que exerceram, promo-
vern! ou favoreceram o roubo feito aos estados
Ponlifioios.Na breve excommunho nao se ocham
nomos cerlos, lano mais estendidos sao os limi-
tes do seu effeito.
Na Franga, o governo, apoiando-se na concor-
data franceza, que faz dependente do consenti-
roenlo do governo a publicago de todos os actos
da curia no territorio francez, ja inhibi a pu-
blicago da excommunho pela imprensa e as
egrejas, e em Piemonte se espera uma igual me-
dida
A Austria lo pouco deixou de protestar con-
tra a annexaco da Italia Central, notificando es-
se protesto todas as Potencias, e o mesmo fize-
ram o grao duque da Toscana, o duque de Mode-
na e a duqneza de Parma cm nomo de seu filho
Esses protestos verdade que nao lem um efteilo
immedialamente pralico, e em sua notificogo s
polencias a Austria at declara expressamenle,
quo nao lencionava de dar desdo ja uma conse-
quencia activa ao seu protesto, mas.sim do se re-
servar o seu direilo para o fuluro.
Apezar disso ludo o prximo futuro da Italia
nao deixa de causar rercios.
concordata. isso um gravo golpe par a
tica austraca no sul da Allemanha.
poli-
Londres, 8 de abril.
Pelo Tyne, chegttdo a Soulhamplon no dia 3
do crreme, recebemos aqui a mala do Brasil d>
mez de margo ultimo.
Os jomaos desta capital notic'aram o regresso
de SS MM. Imperiaes ao Rio de Janeiro, men-
cionando os festejos com que aquelles Augustos,
Personagens foram all recebdos.
Da Bahia trouxe-nos o Tyne a desfavoravel
noticia de reinar ainda all a febre amarella ; o
logo as folhas de Londres deram disso conla, es-
poliando por esse modo o pnico com relaco
aquella provincia. A circunstancia de ler sido
mudo diminuta a colheita naquella provincia
do imperio no presente anno, o facto de so ler
alli sentido o flogello da fome, c agora a re-
ceute nova de ainda durar naquella localidade a
febre amarella, influem por certo de um rao*)
desfavoravel no progresso material dessa parte
do imperio ; porquanlo nao s tudo isso afugen-
| ta dalli os bragos, como tambera os capitaes que
atfiuirao para oulros pontos ondo possam ochar
Sobreludo o espi- I emprego. Demais, as obras do carinho do ferro
rilo revolucionario as outras parles dos estados dessa provincia nao de igualmente ressentir-se
Pontificiosd molivo para recetos, nao menos du-
vidoso o prximo futuro de aples. O Papa
do seu lado faz todos os esforgos para se tornar
senhor de acontecimentos eventuaes, e deu para
esse fim um passo, quo nao deixou de causar
grande sensago em Pris.
Tornando a desintelligencia com a Franga im-
possivel a conservigao das tropas fsancezas em
Roma, o Papa nao s pedio tropas napolitanas
em supprimenlo, como tambero est tratando de
levar o seu proprio exercito a um p respeitavel
para ctijo fim convidou o general francez Lamo-
moricire, quo se acha vivendo no exilio na
Blgica, que e partida desse general para Ro-
ma em todo caso nao agradou em Paris. Se um
Lamoricire poder reprimir a revolugao nos es-
tados Romanos, cousa que muilo se duvida, as-
sim como so receia um rompimenlo revolucio-
nario em aples, sobreludo se uma parte do
exercito napolitano entrar em Roma, e assim en-
fraquecer a forga militar no interior.
_ Do outro lado nao se duvida que uma revolu-
gao em Roma ou aples ser o signal para no-
vas tentativas da Sardenha e da Franca. E quem
querer negar que toda a Europa um grande
barril de plvora aberto?
Vamos deixar os grandes acontecimentos do
mundo, e fallemos do que ltimamente occorreu
na Allemanha, oque sem duvida de interesse,
porm sua importancia, lo grande que seja de-
sapparece hoje quasi inteiramente contra as ar-
denles questes europeas.
Comegaremos com a Confederago Alientas. A
Dieta sob propesta da Prussii decretou a publi-
cago das suas discusses do modo mais ampio
do que at agora. O favoravel effeito dessa de-
cso desvaneceu vista do seguinlo facto da Die-
ta ; foi em negocios da Hesse Eleiloral. A as-
sembla decretou com 12 contra 4 votos a remo-
co definitiva da conslituigo de 1831, e a sus-
tentarlo da conslituigo outorgada em 1852, con-
tentando-se de exigir do governo eleitoral so-
mente algumas mudangas, e apezar de haverem
as cmaras na ultima sesso exigido o pleno res-
tabelccimenlo da conslituigo de 1831.
A Prussia achava-se na minora, e vendo bal-
dados os sous esforgos para chamar a maioria do
lado do direilo induvidavel, ella proleslou contra
a legalidado da deciso lomada, como ultrapas-
sando a competencia da Dieta, declarando ex-
pressamenle quo a Prussia nao se considerava
obrigada pela mesma deciso. A maioria pre-
lendeu que se devia sustentar a obrigago da Prus-
sia, mas esta repeli a sua declarago e protesto.
A queslo agora deque modo a Prussia susten-
tar de facto o seu protesto.
Entretando a grande queslo da vida parlamen-
tar na Piussia presentemente a nova organisa-
go do exercilo proposta pelo ministero. A com-
misso da casa dos depulados que foi entregue
a dita proposta ( s depois de votada pela casa
dos depulados que ella passa para a dos senho-
res ) ja leve urnas vinle 3esses, e depois de dis-
cusses cm parte mudo violentas, as propostas
do governo foram regeitadas era differenles pon-
tos essenciacs.
Segundo tudo que se diz o ministerio insiste
na resolugo de fazer dependente di aceilagio
dos ditos pontos a sua continuago no emprego.
Assim, se o pleno da casa dos depulados appro-
var as ideas da sua commisso a Prussia est
ameagada d'uma trise ministerial. A discusso
na cmara dos depulados nao lera entretanto lu-
gar antes do meado de maio. Duas oulras im-
portantes questes j decididas pelo pleno da ca-
sa dos depulados, tratavam da imprensa e dos
casamenlos. Debaixo do ultimo ministerio exis-
tia a pratica quo as autoridades podiam retirar a
concesso a uma gazeta, logo que ella havia sido
sentenciada pela segunda vez por causa de crime
de imprensv proposla do governo foi agora
que essa retirada da concesso s podoria ter lu-
gar depois de sentenga jurdica, e nao segundo a
simples vontade das autoridades ; nao precisa-
mos do dizer que essa proposta foi aceita unni-
memente. A outra queslo se refiri introdc-
elo do casamento civil, como se sabe rejeitada
pela casa dos senhores, e a casa dos depulados a
accilou de novo, com grande maioria, e exacta-
mente na mesma forma como a linha aceito na
sesso do anno passado, e como linha sido apre-
sentada na casa dos senhores. Nesta ultima casa
conlinuou a guerra contra o ministerio, e pronun-
ciou-se cora rauda energa por occasiao de algu-
mas peliges contra os dircitos civis concedidos
aos judeos pela conslituigo, que o enligo mi-
nisterio tinha recusado reconhecer, mas que ti-
nham sido adoptf dos pelo prsenle. A casa dos
senhores decretou entregar essas pelicoes ao go-
yerno achaodo-se este continuadamente em con-
o paij. Nao possivcl tomar
visto que a pesie e a (o ni o necessaria nienle in-
fluiram sobre a acquisigo de operarios, assim
como sobre os salarios que clles exigiram em
laes circunstancias. J a directora dessa com-
panhia se lem queixado nesta praga do elevad
prego porque lhe lera licado as expropriaces na
linlia que lem a estrada de percorrer, attribuin-
do a sede de dinheiro que tem os particulares
esse excesso de prego, embora esle tenha sido
era alguns casos confirmado por veredicto ju-
dicial, contra o qual segundo me consta levanta
ella do mesmo modo altos clamores, dando a en-
tender que em taes julgamentos lem havido al-
guma porcialidade ; sobreludo queixa-se a men-
cionada directora da falta de patriotismo dos
Bahianos em relaco execugo daquella era-
preza, contra a qual nao cessam elles de suscitar
toda a sorte de embarago.
Por oulro lado Mr. Watson, empreilcro dessa
estrada, tem constantemente lutado com as tro-
pelas dos operarios que engajou na Sardenha
para o servigo da linha frrea da Bahia, equo
[altando s condigOes dos seus engajimentos o
leen abandonado e outras vezes exigido delle
vantagens superiores s que Ihes foram estipu-
ladas nos seus respectivos contratos : parece quo
por uma das clausulas de seu contrato com esses
operarios foi reservada ao cnsul da Sardenha na
Bahia a dociso de quaesquer duvidas entro os
contratantes, e que em virtude dessa mesma clau-
sula que Mr. Watson se tem echado inteira-
mente merc daquelle agente consular, contra
cujas decises nao tem direilo de appellaco,
embora segundo consta se queixe o mencio-
nado empreilcro do haver em algumas del-
tas manifest espirito de injustga. Nada me
admirar se Mr. Watson, vier a final a abandonar
o deposito que deixou na Sardenha de quatro
mil libras esterlinas, pois que mais lhe valer
talvez esse expediente do que sujedar-sc s
constantes exigencias dos operarios sardos. Mas
nao ha duvida que tudoislo influe desfavoravel-
menle sobre o estado da erapreza ; tanlo mais
que linhas frreas no Brasil sao por emquanlo
negocio de experiencia, e especulages que al
hoje nao tem provado mudo em favor daquelles
que nellas lem entrado com seus capilaes.
Por todas as aegesque ficam apontadas quo
as razoes daquella empreza se acham neste mer-
cado com depreciago desde muito lempo ; e n
creio que mude semelhante eslado de cousas,
excepto se desapparecem as causas que para isso
leem concorrido.
A cotago das aeges da estrada de ferro da
Bahia na actualidado a segrales : li8.de
descont sobre S 7 de entrada.
As aeces de Pernambuco ficam com o descon-
t de \\\\ a s 1, sobre 13 de entrada ;
de esperar, porm, que em consequencia do em-
prestmo de qualro cenias mil libras esterlinas
que com garanta do governo imperial acaba
aquella companhia de contrahir para continua-
go das suas obras, os fundos dessa empreza me-
melhoraro consideravelmente no Stock-Ex-
change.
As aeces de S. Paulo ficam a descont de S
1(4 a li8 sobre S 2 de entrada.
Nao posso noticiar achegada do vapor Uilford
laven ao porto desle nome, porque al hoje nao
consta ler elle alli entrado.
O Jason, que fretado pela companhia anglo-
luso-brasileira para levar a mala de 24 do mez,
prximo passado, s no dia 27 parti de Mlford ;
tal a regularid&de as partidas dos vapores
dessa linha l
Esta companhia nada tem podido conseguir do
governo inglez quanto a subvengo pecuniaria ;
ennsta-me somenle que celebrou com o correio
geral urna convencao pira se encarregar da mala,
percebendo a metade dos portes que o mesmo
corroa carrega por cada carta.
O paquete que dever seguir no' dia 24 do
corrento o Brasil, que j se acha em Milford.
O eslado incerto em que nestes ltimos lem-
pos se lem achado a poltica europea lem noti-
velmenle contribuido para apalhia commerciai
que aqui reina. Os capitaes leem desappareeidp
e d'ahi resultado que o dinheiro encareceu : as-
sim pois no* Lombard Street acha-se o descont
a 4 o/O 4 1/2 o/O sobre letras de primeva or-
dem e a prasos nao excedentes a 60dias. O Ban-
co de Inglaterra tem descontado a 3 1/2. o/O so-
bre consolidados e a 4 tj/0 sobro letras do cam-
bio. Entretanto depois d'annexag&o dos estados
da Italia central ao Piemonte e da Saboia e Nico
Franga pareee qU0 os nimos se lem tranquili-
sado um ppjco mais quanto aos reccios de guer-
ra, visto que as grandes polencias nao se mostram
dispo'Aas em nenhum dos casos a considerar
es.'.es successos como altenlatorios do equilibrio
europeo: deste modo pode esperar-se que as
FrgieWrto do resulta com a, respecUm|um. ccisaV^rScontr, J,.^"- ".0^^^


-iv
mr-?'

V
DIARIO DE PERTUMIUCO. SEXTA FEIRA 27 DE ABRIL DE 1860.
111
"to se novas causas vierem -espalriar aOatror. A.
Sardenha vai era breve conlrahir ura crapre3limo
le cem millies de francos; nao so sabe porm
.se o levantar no interior ou nesta praca. O en-
graudecimento territorial que acaba de tet essa
naro justifica a medida, e a nao ser que haja
nova guerra entro esta potencia o a Austria pa-
recc-roe que essa operaco ser de fcil realisa-
cao, mesmo quando tenha de efiecluar-se no
mercado de Londres.
O nosso nqyo era presumo, de que dei noticia
na minha ultima carta, foi eom effeito lomado
1 integralmente pelo Slock-Exchange, o se acha
com a avariago de 1/4 abixo do par at ao par.
A principio oblevc 1/4 de premio, aignal de que
os subscriptores para essa operago excediera o
islo granf.e conlianca do publico, que receiava
nm mo'.ivo para guerra no protesto da Suissa,
visto que se assegurava estar esta disposla a re-
sistir oceupacao do territorio ero queslo por
se afhar apoiada pela Prussia e Inglaterra ; do
que provina urna guerra europea. Esperemos
pois que esta difflculdade desapparega por urna
cemposico amigavel, alim de que nao seja per-
turbada a paz na Europa.
Na Italia o movimento nacional segu o seu
curso. O Rei de Sardenha decrelou j a anne-
xagao de Parma, Modena, Toscana e as Itomag-
nas dos seus Estados ; e no Congresso Sardos
que se acha funcionando desdo o da 2 do corren-
te lomaram j assenlo os representantes dos Esta-
dos annexados? O Grao-Duque de Toscana, o
numero qie so fa'zia misler; mas desde que acn- duque de Modena, e a duqueza regento de Par-
teceu, depois de fechadas as listas, dcscer abaixo I ma em nome do seu filio o duque Roberto 1..
lo par ou do proco d'emtssao o valor de caria ti-' protestaran! contra semelhante annexagao, que
ale ni de alten talo na aos direilos legitimes de
cada um desses soberanas mora obra da intriga
picmonleza sem que neila entro a vontade popu-
lar. O Summo Pontfice protesten, publicando a
Bulla pela qual excominunga todos que contri-
buiram para o desmcmbramenlo das Romagnas
do patrimonio de S. Pedro : deste modo a ex-
conununho maior abranger nao s o rei de
Sardenha escus ministros, mis lambem o impe-
rador Napoleo com tolos aquelles que cntra-
ram na malfica obra que a mencionada Bulla
coudemna. Esse documento foi j publicado em
Roma ; mas nao na Sardenha, era cm Franca,
onde Iprovavelmente 83 lhe recusar o bene-
plcito.
O governo Pontifical prepara-se lambem com
outros meios para resistir ao atteodado [consuma-
do. E' assim que acala de chamar para o ser-
vico de Sua Sanlidade o dislinelo general Lamo-
riciere, a quem confie u o commando cm chefe
tulo, raanifosta-se que o negociador do empres
timo alcancen no mercado a maior somma que:
podia por cada titulo, podendo d'ahi concluirmos
<]ue a operacao nos foi vanlajosa. Neslas cir-
eumslancias est pois esse nosso ultimo empres-
timo, do cujas condiges ja dei tonta na minha
anterior correspondencia, pelo que me limitarei
ao que deixo exposto.
Os nossos fundos de 5 o/O esli do 98 a 100 ex
lividendo. Os de 4 1/2 por o/O de 89 1/2 a 90.
Os consolidados Inglezes ficain colados 94 1/4,
/8 e 1/2. Os fundos Portuguezes de 3 o/O a 42
1/2. Os Hespanhoes a 46 1/4. Os Peruanos de
4 1/2 o'O a 91 1/2. E os Turcos de 6 o/Q a 78
1/2 c 79.
Os nossos principis artigos de exportago tom
oblido as mercados da Inglaterra os segiiintos
precos algodo de l'ernanibuco 7 3/4 d. por li-
bras, e o da Baha 7 1/4 d. por libras, o o do Ma-
ranliao 7 7/8 d. Tapioca do Rio 8 l [4 d por li-
bras, lendo-se realisado urna venda de 100 bar-
ris. Oma carregago de caf do Rio, que vinha
ordem e de piimeira qualidade, fui vendida a
60 icis per cwt; esto mesmo genero tcm conser-
vado os seguidles precos : piimeira qualidade de
6 S.74 *; segunda, 58 s a (il8 e lerceira ou in-
ferior, de 51 s a 573. Coco (1 d de direito por li-
bra) de 50 a 67 per cwi. Pao Brasil (livredc
direilo) de 80 s a 85 por tonelada. Assucar de
Peruambuco o Parahiba, brinco, de 27 a 31 *
C d, mascavado de 21 s a 27 ". Baha, branco
27 a 31 b0 d, mascavado2l sd.a27. Courtjssal-
gados do Rio Grande 7 l|4 d a 8 3|4 d ; seceos
9 d a 11 d; e seceos salgados de 8 l|2 d a 9 d.
Do Brasil para Inglaterra houve as seguintes
procedencias desde que escrevi em 23 do prxi-
mo passado at esta dala. Em marro (24) David
Jlarrison chegou a Liverpool da Baha; Bur-
germeisler-Sluve >> [26) de Pernambuco a Grave-
send; Spiril> (26) da Parahiba a Falmoiilh ;
Panthea (29) do Cear a Liverpool; Heeren-
deen (29) do Rio Grande a Falraouth ; Favou-
rite (29) de Pernambuco a Falmouth; Crite-
rinn (l de abril) da Parahiba a Oucenctown ;
Elisabelh (30 de margo) Via Parahiba a Gree- juicluras com toda iuodcrago.
nock; Octavia (3 do correnle) do Para a Gra- Na Sicilia a revolta levantou o
m >cda falsa tra ihe serias complicages e pro-
m;tle ffastaT-the algumas adheoes com que
centav. c alguns nomes, que o amparavara.
Descabrio-se na capital urna fabrica de moeda
faja completamente montada e prometa para
fcuccionar no cunho de libras falsas e nutras'
rioedas.
Na ra do Loureiro em casa de D. Francisco
d : Judiabas no da 20 de mareo que se apre-
h-ndeu urna machina para tal fim com alguns
einhof:. O dono da casa o mois pessoas de fa-
irlia incluindo sua mulher o unta hospeda, fo-
r, m custodiadas, c doscobriram-se rel.ves de
i ai mi iode do prezo com alguns outros ndivi-
d ios importantes, de que a polica tcm dado
c iga.
Sabe-se que por avisos telegraphcos expedidos
p ila n jssa polica do reBO visinho, se dsco-
bi o era Cdiz urna fabrica de moeda falsa, que
s< achava em relacocom os criminosos deLisboa,
e onde 3c encontrnram cunhos de moedas por-
ti guezas, hespanholas, francezas c inglezas.
Havia urna larga correspondencia com diversas
n ilatiilidades do nosso paz e da Franca.
Tambora se deu busca cusa do Domingos
Ji'S Marques Guimares, por haversuspeilas de,
q e linlia relaces com'D. Francisco do Judiei-
b is e loi remellido prezo para o Lemoeiro.
D. Francisco de Judicibus suicidou-sc no dia
21 na cada do Limoeiro noile, rasgando com
un caivete, que ccultra, a arteria do braco
e iquerdo. Encontrou-se-lhe urna carta, na qual
d .'clara quo pe termo a existencia para nao
S'ifTrer mais desventuras, nem sugeilar-se as
c insequencias de um processo de moeda fal-
si. Ignora-sc se dcixou alguma declarago im-
portante, para so descobrir mais algurna cou-
s i. Cunfessa, porm, que a mucria o levara
iuclli situaedo triste era que se achava. Acres-
idmir
das tropas Pontificaes no numero de dezescis mil cnta-se que esta caita era dirigida a urna pessoa
iiomens. No meado do mez prximo passado foi
MonsiguorMerodc mandado Blgica para con-
vidar aquello dislincto emigrado (ranees ; c len-
do conseguido o seu intento volfou a Roma nos
primnos das do correnle mez em conipanhia
do general Lamoriciere. Esto j passou era re-
vista as tropas do Papa que se acham era Anco-
lia, e ali espera brevemente pela chegada de
cinco mil soldados Allomaos destinados ao ser- I
vico de Sua Sanlidade ; Suppe-se que em bre-
ve Roma ser evacuada pelas tropas francezas, e
que nesse caso o Papa chamar para a capital
parle das suas Iropas, craquanto quo o rei de a-
ples far entrar no. territorio pontificio parle
do seu exercitu para" sustentar a causa do San-
to Padre.
Em Roma, apesar da vigilancia da polica, o
espirito revolucionario procura levantar a ca bo-
ga, leudo al ltimamente huvido um conflicto
entre a gendarmaria e o poro, de que resuliou
Contra este miiitos ferimeiitos: O general fran-
cez Goyon tem comludo suslundado a ordein,
procedendo sempre anda das mais criticas con -
vessend; Soumelar (3) da Baha a l'almouth ;
Hindos (3) da Parahiba a Queenstown ; e Es-
perance (() de Pernimbuco a Falmouth.
De Inglaterra seguirn para diversos porlos
lo Brasil os seguintes navios nos ltimos das de
margo c nos prinicirosde abril al 5 do correnle.
Era margo (25) James Hall de Troon para Per-
nambuco ; v.Coronella (26) de Liverpool para a
Baha ; Uichmond (26) de Liverpool para a Ba-
ha ; Princess Royal (26) de Liverpool para o
Para ; Tranquehar (27) de Liverpool para a
Baha ; Isatalia de Cardiff para Pernambuco ;
Thelis (30) do Liverpool para Pernambuco ;
Jane Cowgell (31) de Liverpool para Pernam-
buco ; o lerminione (5 de abril) de Liverpool
igualmente pira Pernambuco.
S. M. a rainha Victoria dcixou Londres no fim
lo mez prximo passado, e se acha no castello
le Windson, onde foi passar a semana santa e a
fesla da paschoa. No dia 5 do serrante teve all
lugar a ceremonia do chi israa da pessoa de S. A.
It. o principo Alfredo, qual assislio toda a fami-
lia real, sendo o administrante S. G. o arcebispo
lo Culinaria, primaz de Inglaterra. O principe
Alfredo regressou ha poueo de urna longa viagem
no Mediterrneo, onde servio a bordo ta esqua-
1ra ingleza na qualidade de guarda-mariiiha. S.
A. R. o irmiio immediato ao herdeiro da corda,
c dcsiina-sc a servir na marinha do seu paiz.
Dentro de pouco mais de ura anuo percorreu a
llesnunha, Portugal, Marroco, Malla, Egyplo,
Terra Sania e aples; por toda a parte o: o
principe inglcz recebido com a maior dslincgao.
Depois das testas de paschoa regressar a rai-
nha a Londres, o entao coraecar nesla capital o
lempo das (unecoes da corle. Sua Magestade re- [
cebera em cortejo grande numero de seus sub-
ditos de ambos os sexos, dar bailes officiacs, e
roncerlos, como cosluina fazer lodos os annos cm
'poca scmelhante. Este auno, segundo annun-
cism alguu.as folhas, a rainha nao ir passar
parte do vero Osborno tomo de coslume,
roas seguir mais cedo para a Escossa onde se
leraorar .tic outubro. Falla-se na viagem de
Sua Magcslnde a Berln no meado do prximo '
mez, e se diz que vai ali a rainha para assislir |
ao nascimcnlo de um outro neto que se espera
lar luz a princeza Frcderick William da Prus-
sia, sua filha. Sua Magestade Britnica ir ha-!
Litar o palacio de Potsdam, que possue todas as
commoddades desejaveis.
O casamenlo da Princeza Alice d'lnglalerra
com o Principe d'Orange nao ter lugar por em-
juanio, nem anda foi annunciado no parlamen-
to. Cr.e-se mesmo que afinal nao se rcalisar sc-
melhante uniao, pois que segundo dizera o Prin-
cipe herdeiro da Hollanda nao se mostra milito
inclinado princeza que lho destinam para es-
posa. Pela realisago deste consorcio a princeza
Alce poderia no futuro ser rainha titular dos
Paizes-Baixos
Acha-sc encerrado por motivo das festas de
paschoa o parlamento britnico, e s daqui a S
ou lOdias recomegat suassesses. Em urna de
suas ultimas reunios teve Lord John Russell,
cm resposta interpelago de Mr. llorsman
acerca da aonexago da Saboia e Nice Franca,
de exp'ir as vistas do gabinete britnico a respi-
lo da poltica ranceza. Sua Senhoria declarou
formalmente na cmara dos connnuns que o go-
verno ingle/, combaten decididamente a idea
d'annexago como atlcntatoria dos tratados de
1815 o como principio de urna poltica que por
parle do gabinete de Pars indicava a tendencia
da Franca para engraudecimento territorial; e
que nunca a Inglaterra sanecionaria scmelhanto
tacto consumado: as actuaes circuraslancias,
accrescenla Lord John Russell, compre que en-
tendamos, o ass'nii o entende o gabinete britni-
co, que uo existe mais entre a Gr-Brelanha e a
Franca aquella entende cordiales que d'ha al-
guns annos al boje cimentara as retardes entre
es dous paizes, o que nos convem buscar em al-
guma outra parte allianras que sejam sinceras,
naturaes, e capazos de nos olferecerem garantas
Por este modo patenteou Lord John Russell a
opposieao que a Inglaterra ofiereceu ao recente
passo da Franca acerca d'annexago da Saboia e
Nice ; e em consequeucia disto teera alguns jor-
naes afiirmado quo a Gr-Brctanha procura for-
mar na Allemanha urna liga contra a poltica
Franceza. Assevera-se mesmo quo Lord John
Russell assgnou um tratado de allianca ofien-
siva e defensiva com a Prussia para o caso de
urna nova tendencia de engraudecimento territo-
rial por parle da Franga. Ninguem confia que o
imperador Napoleo se contente com a Saboia o
Nice, e apesar das asseveragoes officiaes de Mr. de
Thouvenel de que a mais solida frouleira que a
Franga pode desejar pelo lado da norte a neu-
raldade da Blgica se acredita todava que a idea
lixa de Napoleo c buscar para a Franja as suas
ronleiras naturaes, islo pelo que respeta ao'
norte chegar ao Rheno : islo reputado na opi-
nio de muila gente competente urna simples
queslo de lempo.
A Suissa, impellida pela Inglaterra c pela
Prussia, prolestou contra a annexagao da Saboia
a Franga, considerando esse acto como alenla-
torio sua neutralidade pelo que respeta ao ter-
ritorio do Chablais e do Faucigny. O conselho
federal sustenta que Sardenha uo podia em vir-
tude dos tratados existentes fazer aquella cessao,
quando por elles se obrigra neulralidade do
mencionado territorio ; mas o gabinete do Tu-
nm responde a sso que possiiindo a Saboia em
plena soberana poda como fez cede la a quera
tem lhe aprouvesse. O mesmo conseiho federal
(rotestou pelo mesmo motivo peratte o governo
Francez, mas este nem por sso desisti do seu
intento, mandando sem demora tomar posse da
Saboia, e declarando Suissa quo faria oceunar
pela torga o territorio do Chablais e Faucigny,
caso e conselho federal mandasse para sl algu-
ma forga armada. Entretanto o gabinete de Pars
declarou que eslava prompto a submetter a de-
cisao desla questao s grandos potencias que ga-
ranltram a eutralidade da confederago helv-
tica paraesae fim se espera que dentro de
pouco lempo &j reunuao em congreso os repre-
eeDtaales das ditas potencias. v
NesU sentido falfau Lord Johu Russell na ul-
tima sewo da caaan dos comraun, causindo
grito, chegando
al como annuncian as rcenles noticias a in-
vestir Palermo. A guarnico porm dessa ci-
dade ropellio os revoltosos," conseguindo resla-
beleccr a ordem. O giilo da Sicilia pela uniao
Inglaterra Toda a ;enle v aislo lima maqui-
nago por parle do gabneto Britnico ; tanto
mais que lord Paluierston j bem conhecido
pela sua a.ubicao de incorporar a Sicilia nos do-
minios da cur-i ingleza.
A Austria conserva-se no seu baluarte de V'e-
neza, e supposto que prolestasse pela annexagao
dos Ducados nao parece comludo disposla a fa-
zer disso casus belli. Mas se a revoluco reben-
tar nos seus estados Italianos hade rebatcl-a com
energa, e mesmo levar suas armas contra a
Sardenha, caso esn soja o instigadora da revo-
luco : ueste caso liav ji j, segundo se er, urna
liga d'Austria o aples cora o Papa no intuito
de esraagar o movimeulo .revolucionario Ita-
liano
As tropas francezas, estacionadas era Milo,
coniegarain a entrar em Franca ; mais parte dol-
as jcar de observago sobre a fronlcra. O
marechal Vallaul o commandaule em chefe
dessas torgas.
As folha's inglezas publicarara ltimamente as
condicoes com que a llespanha acaba de assig-
nar os preliminares da paz com o Marroco. Esle
imperio pagar a Hespanlia camo indemnisago
de guerra quatro centro railhes de reales; ce-
der urna porgo de lernluiio al Melilla : far
um tratado de commercio com a Hespanha ; pjo-
mellei garantir as misses ualholcas no Mar-
roco ; o receber em Fez ura muiislro residen-
te da llespatiha. Tetuo licar em poder dos
Hespanhoes uto o page monto da somma ajustada.
Pelo lelcgrapho do Madrid consta aqu que no
dia 2 do correnle o general Ortega, comman-
daule das ithas Baleares, levantara o grito da re-
volta era favor de 1). Carlos. Tendo desembar-
cado cora "3 mil horaeus junio de Valencia foi
ah que arvorou a sua bandeira ; iras tendo sido
r.'spei.avel, pedndo-ihe a final, que o mandasse
cHerrar, porque, quando recebsse a carta j
cile n io existira.
A Jamla do prezo era numerosa, contara do
s.ia mulher, grvida, e dez filhos menores. O
governo lomou-os sob sua protegi. Dous m-
rinos raaiores de 16 annos lora ni mandados para
cm recolhimcnlo ; c os mais filhos foram reco-
I lidos na santa casa do iniserioordia.
Pareco que a- moeda falsa fabricada comstava
de incias coroas do prala (500 rs.) de patacas
r espanholas e de libras.
Entre as correspondencias achou-se que ura
i iJividuo hespanhol residente em Evora era
cumplice na fabrcago da moeda falsa, o qual fui
(ruso na mesma cidade.
O iulor dos cunhos consta ser um francez
i haraado Joao Grs, foi tambera preso. Tera ba-
lido mais achauos importantes.
Consta que o procurador regio pedir a sua
i emisso era consequencia da .soltura dos indi-
i iduoi presos ltimamente no Porto por causa da
: moda falsa dli Cadix.
Diz-se tanibem que as pesquzos feitas pelo
ir. Li na. administrador do barro do Roco, len-
co ido a Cadx por causa do fabrico de moeda
filsa, so descubrir all o autur do assasssinato
t a rapariga encontrada morta dentro de urna
lurerj que fon do Lisboa ha pouco lempo es-
labelecer-se naquella cidade.
Desla ve/, parece que saliera coroado3 os es-
brgos da polica, pois possue j na sua mo
randes esclarecimenlos, que a levaram a desco-
brir 03 autores doutienlado coinmcllido ua pes-
!0 da rapariga acuia mencionada.
DiZ-S que se vai proceder a algumas prsoes,
por ciusa desie crmu. Os dous francezes Casi-
mir Fierro e Michnn que liuham sido suidos no
Porto j se acham outra vez presos.
Diz o Jornal do Coniniercio de hoje que foi
iirdeni para ser novamenle preso o negociante
A. P. da Cruz, que o ministro do reino mandara
: ollar com os dous francezes.
Est preso tambera por implicado ou suspelo
la questao da moeda falsa um individuo Cesar
lo Vasconcellos Correa, que escreva na redac-
oo d> Parlamento, um dos juruaes ministeriaes.
'arece haver grande relaco entre o assassinalo
la rapariga do Rio Secco e toda esta hedionda
ncada de or raes.
Paiece, segundo declaraces dos filhos do. D.
ludicibus que a infeliz era nina orpha da Mise-
ricordia que eslava por criada eraoasa do falle-
cido, e que leudo entrado n'ura quarlo onde lhe
inha u prohibido que cnlrasse, a rapariga desap-
pareceu.
Falla-se tamlicm d'uma carta cm que o Judi-
cibus dia a Guimares que a rapariga j nao
dira nada... /
A polica lera desenvolvido muila .iclvdade e
quo admira anda mais que um membro
do supremo tribunal de jusliga escrevesso que o
furto da foi ha do.livro do baptismo nao merece
punigJo, porque a folha, ou papel d'uma folha,
nao tcm valer em si mesmo 1 1 Islo nao so re-
fula, porquo o nao merece,
Deslc.rrjodo, o furto de cera conloa de ris em
Liftas nao crime,. porque o- papel deltas nao
tem valor.
Que juiz 1 1
O juiz do supremo tribunal do jusliga Silva
Ferro ral ser mettido em processo.
No dia 12 recebeu-se na cmara dos pares um
officio do procurador geral da coroa, acompa-
nhando a querella por elle funecionario dada
contra o dito juiz.
A cmara duvidou da sua competencia, o re-
solveu ouvir a sua commisso de legislar.o so-
bre esle negocio.
Vai pois ter lugar o processo contra o juiz SiU
ya Ferro pelo faci ds cart que escreveu ao
juiz de direilo de Folguciras. E' una sallsfaco
moral publica.
O visconae da Trndade, cm nome de seu fi-
lho o Sr. Jos Antonio de Souza Baslo Jnior poz
disposigo do depulado s corles hespanholas
pelo Ro Secco, o Sr. Mendos Viga 5.000 reales
(rs. 2:400j) cora destino a dous soldados da pro-
vincia do Valludold que ficaram ioulilisados na
guerra de Marrocos.
"No da 10 cm sessao magna tomou posse do
lugar da presidencia da relaco do Porto o uz
Corte Real.
No dia 17 ha de principar-se cm Coimbra o
julgamenlo dos reos de moeda falsa presos na
cadeia de Santa Cruz.
O baro de Moriega, cnsul geral de Portugal c
conselhelro da legagao portugueza do Madrid,
leve a honra do ser recebido em audiencia de
despedida, por S. M. Calholica, > deve em breve
chegar a Lisboa acompanhado de sua eslimavel
consDrle, senhora mu dislincta e apreciada na
alta suciedade madrilea.
Fica cncarregado da dita legagao D. Vicente
Garca Campa.
Consta que o Sr. Prego, hbil constructor na-
val, est tragando o plano de um novo hiato do
mais de oilo toneladas, para servir do premio na
regala, que ha de ter lugar no mez de setembro
do correnle anno.
E' de esperar que o barco projectado mostr,
por mais de urna vez, o mcrecimento especial do
Sr. Prego, que lauto honra a classo dos construc-
tores portuguezes.
.Falleccu a condessa do Lumiar D. Conslanga
de Saldanha e Castro, d'um typho. Tnha casa-
do a primeira vez com Jos Flix da Caoba Me-
nozes conde de Lumiar e pai do aclual conde ;
leudo fallecido om 183. Tomou segundas nup-
cias cora o seu cimbado Manoel da Cunha e Me-
uezes, fallecido em 1850. Centava esta Sr." 2au-
nosdo idade.
No pago das Nccessdades no dia 28 falleccu a
condessa de Oyeuhausen, D. Ilenriquela d'Oyen-
hausen e Almeda, dama camarista, cujo cargo
exercia a 23' annos.
Falleccu o lente general baro do Mesquita.
commandaute da7.a diviso militar, a 27 de mor-
co em Evtreraoz.
O amigo negociante desla praca e capitalista
Joo da Cruz, falleceu a 27, diz-se que deixou
500$ para cada ura dos eslabelecimentos de bene-
ficencia-da capital.
A familia do Sr. marquez de Loul, drigia-se
no dia 8 do correte mez pelas onze horas da
raanluia eslaco do camiuho de ferro onde era
esperada pelo Sr. duque da Terceira e sua ex-
ccllcnlssima esposa, e oulras pessoas disliuclas
aura de passarera todo o dia no Sobralinho.
a Slr,l0iiCll -Um f8.1* e,Puculador. conQ la" -~*esfsja das as suas alteragoes foi votado na cmara dos --- .-----^- -" )SI
dcpulados, por urna raaioria de 53 votos. O go-
verno e os seus campeos ficaram vencidos no
gocs, e laogado no*talle, onde se apresentou
lambem con frat Cbnsideravcis, leve quo le-
vantar o seu acampamento a toda a pressa. para
nSo cahir em nosso poder.
campo do raciocinio, mas triumphoa o numero
;n aarsjjgi'jsgf.ie ,S **'*"** *-
ravel flexibilidade de ceil.,4 reprtoeauntcs do
povo que nao passaru de eacravos, da* suas con-
veniencias e meros automatos do poder. A ques-
lo vai ser debatida na cmara alta. E' de es-
perar que alli haja menos docilidade e subser-
v enca.
O contrato com as suas alteragoes c muito lesi-
vo para o paiz.
A directora seguida par I prolongaro do
caminho de leste fronlcra justifica as mais se-
rias apprehenses, ao mesmo lempo que vai pe-
zar intilmente sobre o thesouro peta maior sub-
venco que exige no seu desenvolvimenlo kilo-
mtrico.
As alteracoes propostas por Salamanca e apo-
sentadas pelo ministro das obras publicas, sign-
fica.parle uro adamenlo de despezas para o con-
cessionario.sem que o estado ade tambera as taas.
O mais curioso porm que o governo declarou
na cmara electiva que varios capitalistas se
prestavam a fazer parle da corapanhia, conten-
tando-se nicamente com as alteragoes que dizem
respeito a tarifas. Enlo para que se vai dar um
bonus do dous mil c lanos cotilos de res ao con-
cessonario ? Nao se percebe, mas volou com
pasmo de toda a gente que nao dobra a cabeca a
exigencias humliativas.
Os discursos mais notareis nesta queslo foram
contra o projecto os que pronuuciou o ex-mims-
iro Antonio Jos d'Avla, Carlos Benlo, Ferrer
Neto de Paiva, Tlnago Horta, Moraes Carvalho
Jos Bernardo da Silva Cabral e Gomes de Cas-
tro. A favor, os dos ministros Fonles e Antonio
do Serpa c dos depulados Jos Uorla (relator),
Jos Estcvo, Thomaz de Carvalho e Costa Lobo.
Parece que alguns capitalistas inglezes fazem
proposlas muito aceitaseis para a prolongagao do
caminho de ferro do sul fronlcra, o ouvi que
estas propostas sero apresenladas no parlamen-
to. Esto do accordo com as ideas do visconde
de S da Bandeira, formuladas n'uma substitui-
co ao contrato Salamanca.
Este alvitrode prolongar o caminho do Alem-
lejo frouleira de Hcspanha muito mais razoa-
vel, quo o dai bifurcaco da linha do leste, pois o
resultado ser haver dous caraiuhos para o mes-
mo ponto, e ficarem, dentro em poucos annos,
perdidas as despezas que so houverem feilo tora
um delles.
Tem ja apparecido nos jornaes grande numero
de represenUgcs firmada por rauitas assignalu-
ras, contra os projeclos liiianceiros do ministe-
rio. A queslo de coufi;uica ; depois das pro-
digalidades eom que o governo lem gerido os ne-
gocios pblicos, justificada esla reaegao dos
conlribuintes. O povo nao quer pagar in'a3 com
laes perdularios.
Nao recebi at esla hora o despacho do seu cor-
respondente de Pars. Pare o primeiro paquete
so rei mais extenso.
I,
trepas
Todos os geuaraes c troparhaluaram cm do-
nodo e bizarra.
No dia 24 participou o mesmo general, que se
linha demorado em Valle da Gualdras, para se
desembarcar dos feridos e enfermos, e renovar
as raunicoes "que no dia antecedente se haviam
consumido. Calculara quo letia flfdo 40 a 50
morios, e 600 feridos, e que as perdasdo Inirai-
go linbam sido muito mais coHifeBreis, porque
defender tenazmcnlo c a >Mto 'descoberto as
suas posigoes, e no campo se tlnham visto mui-
tostnortcs e feridos; e que tencionava no dia sc-
guinle marchar em dirrecae Poodae. N'este dia
porem apresenlaram-se-lhe no acampamento os
ommssionaosde Muley-Aubas.com urna carta
em que com insistencia fallava nos seus desejos
de paz, e pede urna entrevista para chegarem a
um accordo ; o general cm chefe annuio a ella
com a conligo das propostas, que lhe hoviara
sido remelldas. e que cu extractei em urna das
miuhas ultimas, haviam de ser accelas, e quo
deyeria o general hespanhol ser avisado da ac-
ceitaco autes de seis c meia da manhaa seguin-
le, hora que comegara a operago projectada.
Os commissionados nao se fizeram esperar no-
da seguinte (25), e j as barras cstavam abati-
das, e as tropas dispostas a marchar, quando
vierara annuncios que o califa vria eutrevisla
das 8 para as 9 horas da manha.
Assini se verificou e foi recebido era urna bar-
raca mandada levantar a OOOpassos das arenca-
das hespanholas.
A's duas horas da lardo eslavam assignados
os preliminares da paz c celebrado o armisticio
e em consequencia dislo, marchara o exercito a
estabcleccr-se dentro da linha da ponte de Bu-
seja, que a divisoria, e em posigo de ser mu-
niciado e assistido com facildado e presteza.
L.
I DE PERNAMBUCO.
provincial conhecen honlera o
Hespanha.
Temos noticias at 10 do correnle.
Assignaram-se os preliminares do tratado de
paz de Hcspanha com Marrocos. e quando sedis-
culiam co Madrid as conveniencias e inconve-
niencias da paz, quaudo lodos folgavam por se
acabar o derramamento de tanto sanguo hespa-
nhol, a perda de tantas vidas, e se congralula-
vam por lao feliz aconleciraenlo, como u de una
-.....-----------------------------........ Des -
cendo a carroagem do nobre marquez pela Ira- Paz, honrosa por lados os modos aos brios hespa-
vessa da -Vernica, os cavallos lomara o (reio ] "bes, desembarca em S. Carlos da Rpita e as
nos denles e espantados arremeeaiu o trem de | cslas de Valensia, o governador das ilhas Ba-
enconlro ao muro.
O cocheiro ficou era tal estado que fallecen
poucos minutos depois.
O Sr. D. Augusto de Mondonga fillio segundo
do Sr. marquez, que ia na alraofada ao p delle,
so tire u grandes cunlusocs u'um braco e urna f-
tida n'ura sobr'olho.
O Sr. conde de Val de Res ficou muito mal-
tratado, pois quando se araolgou o tojadilho do
calche soffreu urna violenta pancada na cabeca,
de quo resullou urna consideravel fractura e
grande perda de sangue, litan Jo. quasi meia hora
sem sentido.
leares, o general Artiza, com grande parle da
guarnico daquellas ilhas, levantando o grito de
viva Carlos VI ; apparoccm ao mesmo lempo
em dilferentes ponlos alguns pronunciamentos
carlistas, organisam-se guerrilhas. e a paz inter-
na parece prompta a ser perturbada mu grave-
mente.
A indignago foi geral, as adheses ao throno
constituiional occorrera de toda a parte, offere-
ciraentos de diuheiros, e vidas ; chovem despa-
chos, contradizendo-se alguns, mas oceupando-
se lodos da gravidade do negocio.
Aconteceu, porm, que as tropas que acompa-
completamenle abandonado pelas tropas, que ao
grito de Carlos 6." respondern! cora vivas a rii-
I uha, evadio-se com oais quatro oCciaes. Ou-
! Ira parle telegraphica annuncia que fora elle
capturado no da (i do correnle em Calanda,
Por noticias de Nova-York, que chegam a 26
; do prximo passado, sou informado de que ali
se achava fazendo concerlo a nossa Crvela es-
cola D. Izabel
Lisboa, 13 tic abril.
A aclual stuagao poltica nao pode conservar-so
por muito lempo ; conservar-sc como siluaco
decenio com a opiiio publica por si c de accor-
do com a vuntade do pri/.. Levada ao poder em
circumslanca3 excepcionacs, succedendo-se a
um gabinete incompleto e indeciso, so a iniciati-
va fosse tal como se esperava.se os nomes novos
fizessem cousas novas e boas, se a urna nova or-
dem, em todos os respetos nova se succedesse a
ha todas as esperanzas do que se restabelega.
Tera inspirado serios receios, purera vai-se adian-
do melhor.
A Sr." con Joca do Val de Rea ficou levemente
ferida na testa;.o Sr. marquez o sua filha mus
correra boatos do que andar nesta :storia da ; nova tiveram tambera alguns ferimentos do me-
moeda falsa alguns medalhes e mesmo titula- nos importancia na cabeca e no rosto.
res. Dopos da cataslrnplie,todos foram recolhidos a
Bom ser que ludo fique descoberlo. casa do Sr. Miguel do Canto, uue os recebeu cora
Era julho de 1856 falleceu cm Cabo-Fro, ira- aquella hospitaiidade e allavel pliilantropia quo
perio do Brasil, o commendador Jos Antonio tanto o distinguen.
grave o estado em que S. Exc. se acha, mas vam general rebelde, ignoravan as intentos
' do seu chefe, lendo-se-lhcsdilo que vinham suf-
focar uma rebcllio que havia as costas de Va-
lencia.
Tendo desembarcado, e vendo que Ortega se
demorava a conferenciar com ura sujeito vestido
paisana, c que alguns julgarara ser o proprio
conde de Monteinolin, romperam brados unani-
dos Guimares, sem ter feilo testamento. A sua
fortuna calculava-so em mil contos de ris, moe-
da brasilea. Ascendentes ou descendentes nao
os tnha. Vinham, po3, a ser herdeiras tres ir-
mas germanas do fallecido.
Il.ibilitarani-se, pois, em Filgueras, sua resi-
dencia, e foi a habilitago confirmada ua relago
do Rio de Janeiro.
Corra o principio do anno de 1837, quando
em S. Pedro de Torrados, freguezia em que fo-
ram bapisadasas herdeiras, appareceu um indi-
viduo, que, segundo se aflirma, ofiereceu avan-
tajada qanlia ao parocho para lhe passar uma
ccrl.do falsa. Era nada menos do que fazer cora
que um Antonio fosse irmo do commendador
fallecido, islo lllho de Manoel Jos dos Gui-
mares, eJo^nna Anglica Ceara. Parece que no
Funchal existe a viuva d'um tenenle-coronel re-
formado, cujo nome offerecia semclhanga com o
do commendador Guimares.
Diqui se lirou bom p de justificar a pretengo
da viuva er quinhoarna heranga. Era ura nego-
OSr. conde e sua esposa anda alli se achara
porque o eslado do Ilustre enfermo lho nao per-
raitlio ser conduzido q sua casa.
Os prirueiros soccorros mdicos foram do hos-
A asscmble
seguinte ;
Officio do Exra. Sr. presidento da provincia
participando haver nomcado Ignacio Bento de
Loyola Jnior para o lugar de amanuense addlrJo-
da ihesouraria provincial.
Requerimento da irrcandade da Santa casa de
Misericordiaule Goianna, pedindo uma quola para
soccorro dos desvalidos que ella recolhe.
Dito de Jos Gomes de Souza. ex-praca do
corpo de polica, pedindo pagamento do" seu
sold.
Dito de Roque Antunes Corroa, fiscal da fre-
guezia da Varzca, pedindo augmento de orde-
nado.
E' approvado o projecto n. 37 deste anno, em
2.a discusso.
Era seguida approvado cm 2.a, com as se-
guintes emendas o n. 47 :
Arl. addilivo.Fica o presidento da provin-
cia autorisado a conceder a Jos Soarcs de Aze-
uedo um anno de liccoga com vencimf ntos para
o mesmo tratar de sua "saude onde lhe couvier.
S. R. Martina PereiraDr. Manoel de Fi-
gueira.
Arl. addilivo.- Fica concedido Jos do-
Barros Corroa Selle, fiel do thesoureiro do con-
sulado provincial, um anno de licenga com lo-
dos os vencimentcs, e desde j, para tratar do
sua saude dentro ou fra da provincia.
S. R.Martina Pereira.
Entrando o n. 41, o Sr. Theodoro Silva man-
da mesa um requerimenio pedindo quo seja
elle enviado commisso de legislaco.
O Sr. Sebaslio Lacerda oppoe-seao projecto.
Posto votos approvado, sendo regeilado o
requerimento.
Passando-sc ao ait. 26 da le do orgamenlc*
provincial, o Sr. Sebaslio Lacerda oppe-so a
recepgo de arls. addilvos por occasio dessa
discusso, sendo decidido em contrario, pelamesa
sao lidos diversos addltivos.
Anda lomara parte na discusso os Srs. Rogo
Barros, Raphael, Ignacio de Barros, Tercira do-
Brillo, e Fenelon.
Havendo dodo a hora, o Sr. presiJente levan-
ta a sesso, dando para ordem do dia de hoje :
3.a discusso dos projeclos ns. 37 e 47 do cor-
renle ; o
Continuago da do dia antecedente.
mes de viva Isabel II, e viva a constituigo ; o
general e seus cumplices, vendo isto, inctlcram
pernas aos cavallos, e fngiram a toda a brida.
Ainda se deram alguns tiros, mas nao acerta-
ram nos fugitivos.
Deram-se de Madrid ordens acertadas, c lea-
se dispersado as dffcrentes partidas Carlistas,
prendendo-se alguns dos chefes ; achara-se tara-
ptal de marinha, sendo miuistrados peio Dr. lto-luera presos os gencracs Ortega e Elio, o alguns
mitiga poder-se-hia marcar nos fados governa-
menlaes porluguezas a pedra de demarcaco de ci de mais do cem conlosdo ris.
uma estrado auspiciosa o progressiva. A grandeza da heranga havia despertado a co-
No foiporm assim, e o que fizeram de novo biga. O dinheira havia incitado o crime. Era no-
fo mo, o que aproveilaram do onligo foi o cessario mascarar a mentira, o dolo e a fraude.
peior.
Demais um fado que por s condemna o pr-
senle governo, que presumindo muito de si,
deslumhrados os membros do actual gabinete
pela sua rpida oscenso, lomaram o effelo pela
causa, e altribuindo a mcrecitnentos proprios e
nao as nccessdades dos lempos, o lugar que oc-
cupara autepoera a sja oplno opinio publica
e consultara mais o seu voto e os dos seus do
que o voto do paiz.
Era compensago o p3iz retrou tambera a sua
confianga ao governo, e depois do Costa Cabral,
nao houve anda administrago mais impopular
no paiz.
Privado pois deste apoio, que o nico, a que
um governo deve aspirar, s lhe rcslaria o parla-
mento, mas csso para ter significaco poltica,
esse para valer, esse pora sustentar um governo
deve alni da maioria numrica, alm de forga
material, permiltam-me a phraso, ter lambem a
forga moral ter consderago e respeilo, sor apre-
ciado pelo povo. Nao acontece porm assim c
apenas approvou o contracto Salamanca a cmara
electiva lavrou a sua sentenga de raorie. A im-
popularidade que conseguio por esse faci, ;
aJiiimadvcrso, quo desde logo so raanifcslov
contra os depulados da maioria ncsla queslo,
quo o povo na sua linguagem vehemente appelli-
da castelhanos. accarrelou comsigo, como conse-
quencia necessaria a desconsiderago publica (
hoje a maioria, que o governo ainda (em na c-
mara de S. Bentu nada significa. E digo signifi-
ca porque esta maioria semelhanie mar afllu
ou reflue conforme o governo prometi durar o
cahir.
Os depulados que a consliluem esto cm gran
de parle adslrictos gleba governamental pelo:
lugares que obtiveram, e polo lalher quo thn
servirara meza do orgamento. Ameagadosqu'
seja de o perderem.immolam aoDeus da conveni;
enca particular o governo que j os nao pod^.
proteger e vo acceitar arraaes no campo oppos -
lo com a mesma facildado com que tinham le-
vantado tenda no terreno contrario.
Alm desles outro elemento, que cumpre re-
gistrar e quo em occasio de perigo abandon i
logo o ministerio aquelle grupo de deputado>
do campanario, simples representantes das loca-
lidades e que se chegam para o poder, como >
foraslerio se chegs para o lunie da casa ond;
poisa, para se aquentar e que voltam costas a >
braseiro, apenas o lume esmorece e a meza postt
de outro lado os convida a cear.
, Na cmara alia lambem se prepara uma oppo-
sieao enrgica, e a retirada do Sr.'Jos Isidora
Gdes, e de mais alguns paces do lado do go-
verno, ameagaesic de se ver abragos rom graves
diflculdaues quando aprescutou naquella casa
o contrato Salamanca, pedra d'escndalo do ac-
tual ministerio e calvario doSr. Antonio de
Serpa.
Assim o governo hoje nos proprios expedenti s
Nao se pouparam os meios. A coragem e recl-
do do padre oppoz-se a aitimariha A arlimanha
ia vencen Jo.
A' recusa do parocho seguiram-se empenhos
para que o yigario geral ordenasse ao arcire-
preste que sua presenta fizesse ir os livros da
freguezia, visto que, no dizer dos inlcressados, o
respectivo parodio se negava a passar uma certi-
dao que lhe era pedida. Conseguiram o que de-
seja.am. O parocho foi intimado pelo arcipreste,
que certamente ignorara ser o instrumento d'um
grande crime. Os livros foram entregues ao por-
tador da intiraago. Rasgar uma folha desse li-
vro era fcil, e baslava para os intentos dos fin-
gidos herderos. Robou-sc a folha 164 Logo
em seguida eram os livros entregues ao arci-
preste, que baldadamente procurou a ccrldao.
Vollarara os livros para a freguezia, passados al-
guns dias opparece ura requerimenio ao parocho
pedindo a certido de baptismo do tal Anto-
nio.
Jase procurou muilas vezes ; nao estaca,
dizix o abbadc.
Est, insisti o rcqucrenle, procurem-na a
folhas 164.
Abriram pois o livro dos baplismos e busca-
ran! a pagina apontada. Nao existia. Tnha sido
roubada do lvro. O parocho logo deu parte dis-
lo s autoridades respectivas Fez-so o auto e
corpo de deudo ; ficaram pronunciadas varias
pessoas, entre ellas D. Mara da Conceigo dos
Guima:ese Menczes, e varios individuos resi-
dentes em Lisboa.
O processo percorreu os tramites coslumados.
Chegou ao supremo tribunal de justica e foi an-
nullado.
Informam-nos que por esta annullago j vo-
lara o Sr. Ferro e mais dous juize*.
Inslaurou-se novo processo. Ficou nelle in-
cluido o commendador Joaquim Mara Ozorio.
Uro mandado de captura, passado pelo juiz de di-
reito de Felguoras levou o commendador Ozorio
para o Limoeiro ; porm fez um requerimento ao
ju do tereciro dslriclo criminal do Lisboa, pe-
dindo a sua soltura, vislo que ffira preso por
mandado d'um processo j annullado no supre-
mo tribunal. O juiz, illudido, manda quo o com-
mendador seja sollo, o assim insultado o juiz de
direilo de Felgueiras,
Ora, note-se que Joaquim Mara Ozorio nao
eslava inculpado no processo annullado. O mo-
tivo que se allegou para a soltura foi pois uma
burla escandalosa.
Parece quegs immoralidades nao ficara aqu.
Informam-nos que pessoas de bem alio poder
concorreram paradlas. Indgitam-se.nomos que
nao podemos mencionar.
Oxal que bem falsas sejam as intormaces que
teos a este respeilo.
Confrootando-sc estes acontecimentos com a
caita do. Sr. Silva Ferro, parece-nos que nin-
gu;m pode deixar deiodignar.se ao te-la Es-
drigues de Bastos, e outros facultativos cuja so-
lcitudc nao pode ser excedida.
Appareceu depois o Sr. Barbosa que ficou cn-
carregado do subsequenle Iralamenlo.
Es=e lamentavcl successo encheu de consterna-
gao a toda a cidade sendo a noticia repetida com
magua por toda a parle.
Grande numero de pessoas de todas asclasses
tera ido inforraar-se do estado de suas excellen-
cas o que anda mais prova as sympathias de
quo gosa esta familia respelavel. Hoje o
conde achou-se livre de perigo. No dia seguinte
succedeu um desastre semelhanie a um einpre-
gado das carruageus mnibus.
Dizem que o Sr. raarguezde Niza recebera urna
carta do general conde de Reos, era que lhe di-
zia haver feilo seu lilho, o Sr. D. Manuel da Ga-
ma, uma brilhanle figura na ultima batalha.que
houve era frica, entre o exercito hespanlol e o
exercito marroquino.
Iguaes e honrosas nolicias so receberam a res-
peilo de outro mancebo, o Sr. Ferro que acora-
panhou o Sr. D. Manoel da Gama. Dizem tam-
bera que este ultimo fora ferido durante a ac-
co.
No dia 3 deste mez entrou no Tejo a fragata D
Fernando, trazendo 131 dias de viagem de Mo-
cambique, 91 de Benguella, 97 de Magamedes, e
77 de Loanda.
Por carta regia de 8 do marco conferido ao
Sri infante D. Joo coronel de cavallaria 2 de lan-
ceirts a gram-cruz da auliga e muilo nobre or-
dem da Torre e Espada.
No dia 7 do corrento fez-sc uma visloria ao va-
por Lvzitania no Porto, para se verificar se es-
lava em estado de navegar.
As quatro horas da tarde fez-se a experiencia
navegando o barco al a Poz.
Decldio-se que se achava cm estado de navegar
poralgum lempo, sem preciso do novo3 re-
paros.
No da 30 de marco levanlaram-se as rodas da
popa e proa, no estaleiro do Ouro noPortode
uma galera que tem do quilha 43 metros e 70 cen-
tmetros.
proprcdrtde.do.Sr. Manoel Pereira Penna. Tem
mais 26 palmos do que a crvela Porto que se
construo naquelle estaleiro.
E' o maior navio que tem saludo dos estalciros
das duas margeos do Douro.
Tambera no mesmo estaleiro est em construc-
gao uma barca que lem de quilha 32 metros o 80
centmetros. Diz-se que pcrlence a uma socic-
dado brasileira de que sao agentes os Srs. Cu-
nha de Myruguaya Depois de 1858, sao ospri-
meiros navios que se fazem naquelle esWleiro.
No dia 28 do mez ultimo sahio para Faro o
hiato Duarte I, levando uma machina elctrica e
apparelhos competentes para a destribuigo de
ura navio submergido na barra de Faro.
e regateando dias de vida lambem por especu-
lagOes mesrjuinhas e tranzacoee de momenl<,
que ganhs mais lempo de existencia.
Para tudo conspirar contra elle, a questo ch
paisanos que se julg3m ser o proprio conde de
Monteraoln.e um sen prximo prente.
Dz-so que a rainha indultar da pena do mar-
te os chefes da revolta, mas lambem se diz que
islo falso, mas que no caso de so prender Mon-
lemolin ou alguera da sua familia, se deixar
evadir, para nao haver complicagoes polticas
Julga-se como opniao mais assenlada quo a
iniciativa do movimento enlista, que abortn,
masque poda ter lido mais vastasconsequencias
procede do partido neo-calholico hespanhol, on-
de tanta celcbridade lem lido a famosa sror Pa-
trocinio. As prolongues deste partido eram que a
rainha mandasse a Roma,para soccorro de Po IX
uma grande diviso militar. A estes desejos se tem
opposto corajosamenlo O Donncll, o que por tres
vezes lera posto em criso o gabinete a que pre-
side. Ua todo o fundamento para se supporque
o plano fosse agora fazer abdicar Isabel II, para
rcalsarem as suas vistas sobre a Italia.
As bases do tractado de paz assignadas a 25
de margo por O' Donncll e Muley Abbas e publi-
cdUas na Gazelta de Madrid sao as seguintes :
1. O re de Marrocos cedo rainha de Hespa-
nha, perpetuamente o com pleno dominio, o ter-
ritorio comprehendido entre o mar, segundo as
alturas da serra Bullones o Anghera.
2 Da mesma forma el-rei de Marrocos se
obriga a conceder, perpetuamente, na costa do
ocano em Santa Cruz, o territorio sufDciente pa-
ra a forraaco de umeslabelecimcnlo semelhante
ao que a Hcspanha j leve n'aquellas paragens.
3. O rei de Marrocos ractificar com a maior
brevidade possivel o.convenio relativo s pracas
de Mclila c Alhucemas, que os plenipotenciarios
de Hespanha e Marrocos assignaram em Tetuan
a 24 de agosto de 1859.
4. Como justa indemusaco pelas despezas
da guerra, o rei de Marrocos se obriga a pagar
rainha de Hespanha a somma de 20,000:000 de
duros. A forma do pagamento desta ser regu-
lada no tractado de paz.
5." A cidade de Tetuan, cora lodo o territorio
que forma o antigo Bachalale do mesmo nome,
licar em poder da rainha de Hcspanha, como
garanta do cumprmenla da obrgago, expressa
no artigo anterior, at que esleja completamente
satlsfota a indemnsacao da guerra. Verificado
esto pagimento na sua tolalidadc, as tropas hes-
panholas deixaro a cidade e territorio adja-
cento.
6. Celebrar-se-ha um tratado de commercio,
no qual se cslipularao a favor da Hespanha as
vaulagensque se hajam concedido, ou para o fu-
turo se concedam nago mais favorecida.
7. O representante "de Hespanha em Marrocos
poder residir em Fez, ou era outro qualquer
ponto, que mais convenha para a devida protec-.
cao dos interesses hespanhoes.
O rei de Marrocos aulorisar o estabelec-
Em margo exlrahiram-se da barra do Douro 296, ment0 cra Fez de um collego de missoes hespa-
de que langa mo, mauifesta a propria fraque; a crever por tal modo a um juiz que linha do dar
despacho no processo, era querer eicrccr sobre
elle uma Icrrivel presso. Ameaga-lo com in-
terpcllagocs na cunara dos pares, ullrage e
covardia.
pedrascom 198 metros e 92centmetros; derara-
se 43 explosoes em que se consumram 115 ar-
robas de plvora.
Reoppareceu no theatro normal Emilia das Ma-
rea, redebulando com a Dama das Camelias. Es-
cusado ser dzer-lhe quo foi recebida como tri
uraphadora.Foi hora que se desse raorte a obs-
tnagoes, durante asquaes a actriz se iria fazendo
velha. No theatro de S. Carlos d-se amachaa
para beneficio la Sotti O baile de mascaras do
maestro Verdi.
As desperas reappareceram no beneficio do Te-
desco e lem enchido a sala de dileclanli. O Ro-
be/to e o Propheta tem ido muitas vezes e sem-
pre com applauso.
Anles de terminar dr-lhe-hei que nao escrevi
pela mala do paquete Jason da companhia anglo
luso brasileira, que sahio a 8, porque levando to
poucos dias de difterencji a este por onde lhe es-
crevo, muito natural, segundo o costume, quo
este chegue l primeiro.
Conslava hontem as cortes que o governo li-
nha recebido um despacho telegraphico cra que
se lhe communicava a irapossibildade da forma-
gao de uma companhia em Pars para tomar
a empreza dos caraiuhos de ferro do norte e
rooteira concedidos a Salamanca.
nholas, semelhante ao que existe em Tnger.
9. Em virludo deste artigo, os plenipotencia-
rios para o tractado de paz devem reunir-se cm
Tetuan, para no prazo de 30 dias a coniar de /6
do margo, terminaren] os seus irabalhos.
Todos os paizes estrangeiros felicitara a Hespa-
nha pela paz honrosa que vai celebrar, e elo-
giam a bravura do exercito, a intelligenca do
presidente do conselho que lem commandado ;
os hespanhoes porm fallara da possibilidade da
modifiraco ministerial.
V-so que o tractado de paz, apezardas vanta-
gens que Iraz Hespanha, nao degradou em ge-
ral aos nossos vsinhos hespanhoes.
J que lhe tenho mandado as partes oficiaos
de todas as campanhas dadas em frica, e que
quasi todas se annunciam como cartaz de touros
ou do celebres prestigiados, reraetlo-lhe as que
se.receberam desde a n.inha ultima al assig-
natura dos preliminares:
Acampamento do Valle de Gualdras, 23 de
margo, s 5 da larde.
Grande batalba o completa victoria. O inimi-
go forlemente situado em posiges*de difUcil ac-
cesso, esperava-nos a uma legua do Tetuan.
Com grande empenho tralou de embaucar o
movimento do exercito.
Recebemos cartas dos nossos correspondente
c jornaes da Europa cora as seguintes dalas :
ltamburgo 5, Bruxella3 5, Londres 8, Pars 7,
Hespanha 10, e Lisboa 13 do correnle.
As alten gocs hoje convergen! principalmente
para a Italia. D'alli como d'antes fra nos lem-
pos felizes do imperio romano ha-de vr para a -
Europa a palavra d'ordem da futura poltica, o-
d'alli c que se ha-de lalvcz esperar a nova mu-
danga de cousas c o fuluro europeu.
A queste de Roma, e das LegagOes anda &
seria.
O rei de aples, que pela sua parlo nao v
com a melhor disposigo o engrandocimenlr>
territorial de Vctor Eramanuel, que prsenle s
tendencias unitarias da pennsula italiana, que
pouco forte era si e na confianga dos seus povos
receia, quo de um momento para o outro seja
victima das aspirages patriticas italianas, force-
ja para que o Pap soja auxiliado as suas ten-
dencias bellicas e aspira o auxiliado tambem con-
tra o seu excoramungado vizinho. A Austria
como bem de crer fomenta espanos audacio-
sos do re Napolitano, e a Franga prope a rdi-
rar as suas forgas de Roma, e a entregar esla ao
auxilio dos Napolitanos, apenas a Austria o as
potencias allemes se proponham da sua partea
nao interferir. E' de crer que a Austria escar-
mentada pelas repelidas ligues que recebeu em
Magenta, e Solferino se limite por esla vez a in-
fluencia occulla, e a Inglaterra o que mais para
admirar, nem se oppera ao engrandecimento cy
Piomonio, nem obsta uma tentativa de opposi-
go da parte do rei de aples, tenlaliva pouco
prudente, porque dispertando as tendencias uni-
tarias de todos os Italianos, e tornando o ais
sympathicas as ambiguos descomedidas de Vctor
Emmanuel favorecer os planos que esle fomen-
te de se fazer senhor de toda a pennsula.
Realmente nao se percebe como que a In-
glaterra ve cora animo, reposto o successivo en-
grandecimento do uma potencia alliada, amiga,
quasi que filha da Franga, e que servindo-lhe de
senlinella contra a Austria, a Russia c a Prus-
sia, dcixa-la-ha sua vontade bracejar para to-
dos os lados sob o prelexlo de dar ao seu terri-
torio os limites naturaes, e em breve robusteci-
da mais ainda, visar ao anligo e immorredourc-
proposto dos Francezes ; a vinganga sobre scs
iniraigos de alera do estroito, e oauuiquilamenio
da Inglaterra.
Em Hespanha uma tentativa realista lar-
gamente ramificada aborlou de coraego, mas a
fermenlago 'occulla propaga-se, e hoje que a
paz com a frica est assignada, nao so sabe ao
certo que emprego se ha-do dar aquellas hostes
aquecidasao sol de alera do Mediterrneo, equo
desvanecidas cora a3 conquistas facis sobre al-
gumas guerrilhas africanas, paregam-lho que
realmente mclleram uma langa em frica e pa-
rece-lhes o mundo pequeo parathealro das suas
faganhas.
E' tal a vaidade rastelhana, que o povo mudo-
declara bocea cheia, que conquista da frica,
assim chamara posse d'aquelles areaes, se
succeder a conquista de Portugal.
Depois desla araeaga Portugal est muito mais
descangado.
O que porm mais serio do que as ameagas o
feitos da Hespanha sao os repelidos protestos
que parlem da Italia central contra o engrande-
cimento do Piemonte, protestos dos duques de
Parma e Modena, protestos da Suissa, protesto
mesmo dos pavos da Saboya contra a annexagao
desta provincia a Franga, e pronunciamentos do
povo, contra esta filiago forgada sob novasban-
deiras e novos soberanos.
O que serio que a Franga olha com vistas
ambiciosas para a Blgica, o que Napoleo 111
nao desiste de guerrear; o que serio que
destas repetidas convulsoes ha-de resultar dese-
quilibrio no movimento europeu, e que as pe-
quenas potencias correm risco de screm senoab-
sorvdas.ao menos inquietadas pelas grandes. En-
tretanto laes sao ascomplieacoes.talo choque^c
ambiges e interesses, ha tantos quo nao saberu
o que querem, ou ]ue lhcs convem, quo muito
provavelmente depois do mais alguns mezes de
luda, a Europa ha-de descancar contando a his-
toria das suas balalhas, o chorando com lagri-
mas conlridas o sangue que derramou. Apezar
do Papa, de Vctor Emmanuel, de Napoleo Ule
de todas as potencias possiveis. nem os lempos
sao de invases, nem a sorte dos paites est ni-
camente commellida ao campo de balalha.
A idea pode muito, pode talvex ludo, e o seu
quinho, que o maior ha-de pesar muir na
sorte futura dos poros.
ti

A
M



*
\
--
-.
DIARIO S>JL PBBNAMBU> SEXTA FffRA 37 DE ABRIL DE 1860.
PEBNAMBUCO
si
REVISTA DIARIA.
No dia 23 houve afinal a reunio do minie -
to legal do julzes de Tacto, que tem de fuocciu-
nar na presente segunda sessao judiciaria.
A suslentaco da raoralidade publica, os prin-
cipios de ordem c a permanencia do edificio so-
cial reclamara dos juites-pares toda a inleireza
Da pronunciago do seu verediel; e delles esperam
ao mesmo passo a conciliaco dos principios da
Ici cora os diclames da conscienelfc, distribuido ,
justiga aos que sao arrastrados i barra daquelle de Aguiar, pedindo o registro do seu contrato
i.'-l .... .1 Ci\iinl __P miel ro _Cil
os -Srs. deputados Lercos, e Bastos, osenhor
presidente declarou liberta a sesso pata mero
expediente, e dasignou to 4eputado Lemos para
servir de secretario, havendo participado o Sr.
deputado Reg achar-9e impossibilitado de com-
parecer a sesso.
DESPACHOS.
um requerimento de Jorge Jacomo Tasso, re-
colhendo a carta de registro do brigue Helena.
Salisfaca o parecer fiscal.
Oolro de Jos Jbaquim* Das Fernn les, re-
colhendo tambem a carta de registro do brigue
Elvira.Pro ve a venda.
Outro do bar.io de Athalaia e Antonio Teixeira
tribunal,
Esta sessao acha-se sob a presidencia do Sr.
Dr. juiz municipal de Olinda, Agostinho Ilerme-
a ir Junior> segundo substituto dojui-
20 de direito da segunda vara criminal desta co-
marca ; visto que seguio para corle a tomar as-
sent na cmara temporaria o Sr. Dr. Antonio
rrancisco de Sales.
Informam-nos, que na Cruz das Almas das
Mocas, apparccem de continuo desordens provo-
cadas por escravos do Sr. J. Jacomc Tasso; os
quaes por all pralicam impunemente ludo quan-
to lhes apraz, sem respeilo a pessoa alguma
Na noite de 25 do corronle espancaram ellos
mas mulhcres, que passaram por aquella loca-
lidadc era estado de embriaguez ; o disto resul-
tou sollnrcm ellas n lingua n'ura chuveiro .do pa-
lavras offcnsiras era extremo da moral publico,
com escndalo do decoro das familias.
Confiado na informago que nos 6 transmitida
obre o fado, alo podemos deixar de chamar a
atleuco do referido Sr. Tasso para por cobro aos ,
fieus escravos, o de solicitar a vigilancia das au- semuargador Iiscal.
oridades pociaes das freguezias da Boa-Vista e !
do l'oco, para aquello ponto, com o fin deque
ienharn um paradeiro csses desacatos indicados.
O becco que da praca da Independencia da
sabida para a ra do Rosario, acha-sc n'um esta-
do de immundicia que faz admirar! A ourina alli
j fez um como poro, c as materias fecaes nao
sao raras tambem naquelle lugar.
Isto por certo inacredilavel, e a sua narraco
faz at vergonlia!
O Sr. fiscal queira dar alguma providencia,
voltanlo quanto elle dado no proprio cora<\io
da cidade.
Pelo vapor inglez Oneida, quo hontcm pela
manhaa tocou este porto procedente dos da Eu-
ropa, chegou a esta cidade o Sr. Marinangeli,
empresario da companhia lyrica do thcalro de
Santa Isabel.
Referem-nos, que comsigo trouxera elle una
prima-dona, a Sra. Bellraminf; oque lodo o do-
mis pessoal da companhia contratada para o nos-
so iheatro saino para aqu ora navio de vela,
quo dentro em pouco devo entrar neste porto.
Com a rcalisajao disto, licar salisfoila-a aneio-
sidado dos dilellanli, que j se perdiara sem ap-
prehensoes nolavclmeule fnebres.
Devc hojo, pelas onze horas da manhaa, sa-
Jiir era exposigo dous mnibus^ propriedade de
Thom Ilodriqu.es da Cunha, denominados Sanio
Anlo e Santa Anna. Esta denominara traza
lembranga os oulros mnibus de igual nome,
quo foram oleivosamento incendiados nesla ci-
dade ha algura lempo.
Pcrcorrcr a passo moderado as gras princi-
pacs, demorando-se em cada volla ou esquina
cerca de tres minutos, pora quo seja apreciada a
bella mo de obra dos artistas norte-americanos;
visto que ella c tal que nao pode escapar nin-
guem.
Honlem embarcou-se no Persintinga, com
destino a provincia do Rio Grande do norte, o
Exm, Sr. Jos Bento da Cunha c Figueiredo J-
nior.
_S. Exc. recebeu as honras devidas sua posi-
cSo, sondo acompanhado por amigos ao caes,
onde eslacionava urna guarda de honra, que lho
fez as continencias militares.
Foram recolhidos casa de delenco :
No dia 21 do correnle, 5 homens tod'os livres,
sendo 2 a ordem do Dr. chefe de polica, 2 a or-
dem do subdelegado da Boa-vista e 1 a ordem
do de S. Jos.
No dia 22,1 homem livre e 4 escravos, sendo
1 a ordem do Dr. chefe de polica, 1 a ordem do
delegado do Io districto, 1 a ordera do subdele-
gado do Jtecifo, 1 a ordem do de Santo Antonio e
1 a ordem do da Boa-vista.
No dia 23, 9 homens e 2 mu Hieres, sendo 7 li-
rres e 4 escrovos, o saber: 1 a ordem do Dr.
cliefe de polica, 1 a ordem do juiz municipal da
2a vara, 4 a ordem do delegado do Io districto,
2 a ordem do subdelegado da Boa-vista, 4 a or-
dera do da Capunga, 1 a ordem do do Recite e 1
* VAp!P 4.0 de S. Jos.
No da U Awu mulher. lodos livres.
sendo 1 a ordem do Dr. ci.eC d D0ilcia t ,
dem do cnsul porluguez, 1 a ordem u<-' ...,,,,_
legado do Recito, e t a do da Boa-vista.
No dia 25 5 homens livres e 3escravos, sendo 3
ma ordem do Dr. chefe de polica, 1 a ordem do
delegado do Io districto, 2 a ordem do subdelega-
do de Santo Antonio, 1 a ordera do da Boa-vista
1 a ordem do de S. Jos.
O vapor nacional Ignarassu', rindo do Ccar,
c portos intermedios, trouxe a seu bordo os se-
gnintos passageiros:
Dr. Manoel Clementino Carneiro da Cunliac 1
-escraro, Fr. Emigdio de Santa Anna c 1 escravo,
Conrado N. Cardoso, Aureliano Jos A. Fortuna,
Jos Ignacio Pessoa, Antonio Saboia S Leitao,
Joao Jos do Albuquerque. Mara Alejandrina
Albuquerque Ferreira, Luiz Francisco Pereira
social.Regislre-se.
Outro de Melquades da Cosa Barros e Antu-
nes & Irmao, pedudo o registro do seu contrato.
Salisfaca o parecer fiscal.
Outro dcBrandera Brandis & Companhia, re-
plicando do despacho de 8 de marco do corren-
te auno.Vulle ao senhor desembargador fiscal.
Outro dos administradores da massa fallida de
Novaos & Companhia, -pedindo por cerlido o
Iheor do titulo de compra queflzcra D. Eugenia
Francisca da Costa Mondes, do patacho Tamega,
bom como se dito patacho se aclia registrado nes-
te tribunal.Como requerem.
Outro de Almcida Gomes, Alves&Companhia,
pedindo se declare, se uso c eslylo nesla pra-
ca, segurarem os coramcrciantes os gneros e
mercaderas quo embarcam por conta e risco de
algiim outro de praga diversa, nao havendo rece-
bido ordem alguma dosle, para effectuac tal se-
guro, urna vez que os artigos 16S e 169 do cdi-
go coramercial sugeilam os coramcrciantes aos
i usse eslylos do coniracrcioVista ao Sr.dc-
nna Baplista de Azevedo Vian-
na e Antonio de Azevedo Pereira, propietarios
do hiaie nacional Novo Anglica, anUndo a car-
ta de registro do mesmo hiato, o pedindo que se
lhe tacara as annolaccs necessarias pela niudan-
ga de orae, para o de Nicolao /, e o mais que
declarara o mesmo despacho.
Nao havendo nada a tratar-se, o Sr. presidente
encerrou a sessao.
SESSAO JUDICIARIA EM 26 DE ABRIL DE 1860.
PRESIDENCIA DO EX. SR. DESEMBARGADOR
SOLZA.
A 1/4 de hora depois dj meio-dia, achando-se
presentes os Srs. desembargadores Villares e Sil-
va Guimaraes, e os seuhores deputados Baslos c
Lemos, o senhor presidente declarou aborta a
sessao ; o oi lida e approvada a acia da ante-
cedente.
PASSACEXS.
Appellonle, Vicente Jos do Brito ; appella-
dos, D. Mara Isabel de Jess Moraes, Antonio
Joaquim Peieira, como administrador de sua mu-
lhcr e tulor do seu cuuhado, e o Dr. curador
goral.
Do Sr. desembargador Villares ao Sr. desembar-
gador Silva Guimaraes.
DISTRIBUir.F.S.
Appellantcs, os appellad'os Antonio Alvos da
Cunha & Companhia; appcllado, o appellanle
Francisco Jos Regalo Braga.
Ao Sr. desembargador Silva Guimarics.
(Esciivo Martins Pereira.)
ACGRAVOS.
O senhor presidente deu provimento ao aggra-
vo do juizo especial em que sao .
Aggravanle, Caminha di Filhos ; nggravados,
E. A. Burle & Companhia, Kalkmann Irmaos &
Companhia, representantes de Henry Biunn &
Companhia, e Mello Lobo & Companhia.
O mesmo senhor deu tamora provimento ao
aggravo do juiz municipal de Serinhaem, em que
sao :
Aggravantc, b coronel Garpar de Menezes Vas-
concellos de Drummond ; aggravados, a viuva e
herdeiros de Joao Hcnriques da Silva.
Nada mais houve a tratar.
Reg Rasgel,
Secretario interino.
Souza, Antonio Homem Ledo, Joiio Francisco Ga-
riao, Joao Christiano, Horacio Joao dos Anjos,
una mana e urna sobrinha, Joao de Mello M.,
Joaquim Ignacio Pereira o 1 criado, Clemente
de Oliveira Gomes, Francisco Bazilio Dantas, Joao
Rodrigues Machado, Manoel de Souza, J M, Pi-
oheiro e5 escravos a entregar.
O vapor inglez Oneia, rindo de Sotitharap-
4on e portos intermedios, trouxe a seu bordo os
scguinles passageiros :
Frederic HolTmann, H. Codd, Victoriano Ma-
4heus Ferreira, Rudolph E. Heydmann, Andr
Bastos de Oliveira e sua senhora Mary M. Dotrel
-c 1 filho, G. Marinangile, Bellramini, J. D. Hay
Hill c sua senhora, Mathias Innocencio Lima,
Flix Peixoto de Brito e 1 criado, Joao Antonio
Carpinteiro da Silva, Jos Bento Alonzo, Antonio
Gomes Henriques, L. Ferreira da Silva e Fosler
"William Nash..
O hale nacional Duvidoso, rindo do Ass,
'trouxe a seu bordo o seguinle passageiro :
Domingos Ferreira de Oliveira.
A eseuna portugueza Rainha dos Anjos, sa-
bida para a liba de S. Miguel, conduzio a seu
tordo os scguinles passageiros :
Francisco de Medeiros Barbosa, Luiz Jos de Me-
deiros, Francisco Cabral, Manoel Cabral de Me-
deiros, Manoel J. de Souza, sua mulher o filiaos,
Victorino Jos do Amaral e Antonio dos Santos.
Abarca portugueza Sympalhia, sahida para
o Porto, conduzio a seu bordo os seguinles pas-
sageiros:
Jos Joaquim da Silva Maia, sua senhora e 5
filhos, Manoel Joaquim Carneiro. sua senhora e
2 filhos, Antonio N. A. Villana, P. P. dos Santos,
Fortnalo C. de Gouveia, Domingos Vicira de
Carvalho o Manoel Luiz Vicira de Carralho.
Matadolro publico :
Mataram-se no dia 26 do correnle para o con-
sumo desta cidade 53 rezes.
M0RTAL1DADE DO DA 26 DO COMIENTE
Tindavoli. branco, solleiro, 30 annos, Cebre ama
relia.
Anna Mara de Barros, parda, sollcira, 35 annos,
escarlatina.
Amalia, preta, 2 annos, denlico.
Domingas Mara da Trindade", branca, solleira,
75 anuos, paralisia.
Juliao Jos dos Passos, pardo, soltciro, 24 annos,
cancro.
Um homem, cujo nomo ignora-se, apoplexia.
Mariana Pel, branca, viuva, 55 annos, inflam-
rua$So no vcnlrc.
Henrique, pardo, solleiro, 18 annos, escarlatina.
Balbina Pereira Ramos, preta, solleira, 27 annos,
hydronemia.
Romualdo, pardo, 2 dias, espasmo.
Hospital de caridade. Existem 67 ho-
mens e 59 mulheres, nacionacs; 5 homens cs-
trangeiros ; tolal 131.
Na totalidade dos doeotes exislem 42 alienados,
sendo 32 mulheres e 10 homens.
Foram visitadas as enfermaras pelo cirurgiao
Pinto as 7 horas e 20 minutos da manhaa, pelo
Dr. Dornollas s 8 horas o um quarto da ma-
nhaa.
Fallecen um homem de cancro e outro de apo-
plexia c urna mulher de paralisia.
JURY DO REC1FE.
2" SESSO.
Dia 26 de abril de 1860.
PRESIDENCIA Du SJV. DR. AGOSTISHO ERHELINDO DE
LEVO Jl'SlOR, JUIZ DE DIREITO INTERINO DA SECUNDA
VARA CRIMINAL.
Promotor publico interino o Sr. Dr. Francisco
Lcopoldino de Gusmao Lobo.
Escrivao o Sr. Joaquim Francisco de Paula Este-
ves Clemente.
Advogado o Sr. Ur. Amonio jusuno ue auuza.
Feila a chamada s 10 horas da manhaa,
acharam-se presentes 38 senhores jurados.
Foram dispensados da sessao por motivos jus-
tificados os senhores seguinles :
Jos Joaquim da Cosa Ribeiro.
Domingos Francisco Tavares.
. ..i.. rfonopsado por achar-se elimina-
do o Sr. Luiz Goncalves ak..
Foram relevados das multas por torera compa-
recido e justificado as faltas os senhores :
Caetano Lenidas da Gama Duartc.
Francisco de Miranda Leal Scve.
Manoel do Nascimento Araujo.
Foram multados em 20jJ cada um dos senhores
jurados multados nos dias anteriores, que nao
comparecern!, e nem foram dispensados, e mais
os senhores :
Antonio de Moraes Gomes Ferreira.
Francisco Jos Silvcira.
Dr. Mattiniano Mendes Pereira.
O Sr. presidente declara aberta a sessao.
Foi conduzido ao tribunal para serjulgado o
reo preso Amaro Jos, aecusado porhaver no
dia 26 de julho de 1858, roubado urna carleira
coui dinheiro do alraocrove Lniz Pereira Cma-
ra, tendo o mesmo reo por seu detensor o Sr.
advogado cima mencionado.
o jury do sentenca foi composlo dos senhores
scguinles :
Cielo da Costa Campello.
Gervasio Prolasio Simoes.
Antonio Joaquim de Farias Jnior.
Antonio Jos Lcopoldino Arantes.
Americo Vespucio de Ho.landa Chacn.
Jos Filippe Nery da Silva.
Jos da Cunha Jnior.
Antonio Ferreira Lima Mello.
Claudio Firmino Jess da Molla.
Joo da Cruz Mendonca.
Jos da Costa Branda'o Cordero.
Firmiano Jos Rodrigues Faria.
E prestara lodoso juramento sobre o livro dos
Santos Evangelhos.
Foi o reo interrogado, c fez-se a leilura do
processo.
Finda a leitura foi concedida a palavra ao Sr.
promotor, e este tez a aecusaco, o pedindo a con-
denfnacao do reo no grao mximo do arl. 269 do
Cod. Crira.
O Sr. advogado deduzio a deteza, e concluio
psdiudo a absolvico do reo.
Findos os debates depois da replica e treplica,
o Sr. Dr. juiz de dreilo pcrguutou ao jury se es-
lava satisfeito, e tendo resposta affirraativa resu-
mo a materia da aecusacao c da defeza, propon-
do aojury os respectivos"queslos. Propostosos
dlosquesitos foram entregues com o processo ao
presidente interino do jury do sentenca, sendo
dito jury conduzido sala secreta das confe-
rencias as 3 1/2 horas da tarde, d'onde voltou as
....horascom suas respostasque foram lidas em
alta voz pelo presidente do jury, em vista de cuja
decisao o Sr. Dr. juiz de direito proferio sua sen-
tenca condemnando o reo a pena de oito annos
de gales e as cusas", como incurso no grao m-
ximo do art. 269 do Cod. Crim. e levantou a ses-
sao, addiando-a para o dia seguinle s 10 horas
da manhaa, no qual lera lugar o julgamento do
reo CanMido Bezerra de Salles.
fasiima, quedo capacete, apenas por sra lelict--
dale, Ibe escapou intacta a tiitaira para occuK
tai a Tcrgonha da completa denota,que tao co-
ba! demente acabava de soffrer; c assim :
A furia da soberba, quetm seu peito
Deslilava, audaz, ridicula peconha.
Vendo na aeco o effeito malogrado,
Foi de rancor proprio abastecerse..
I entSo, ao mais simples aceno, ao mais loro
to [ue, fi mais innocente iolerrogaco, o Sr. Dr.
Almeidi nao linha para com a adminislraco do
hospital, oulra linguagem que nao fosse a do in-
su lo e da affronta ; procurando assim lavar o
ch ireo immundo de sua m educaco as man-
en is da paixo e do despeilo que j o iam desfi-
gurando : lano que consulUndo-o a junta ad-
ministrativa sobro a duvida em que se achava
.i qual dos mdicos deveria caber o ordenado
veicido do agosto a dezombroelle respondeu
por maneira to desconveniente o desabrida, que
einheu de indignacao a todos, sem mesmo ex-
ceptuar aquelles que lhe erara em extremo ainda
afleicoaios.
-lasessa indignacao nao proseguioem sous de-
Tiiios efeitos, nem obstou a que a administrado,
se npre benigna e moderada, continuasse a tra-
ta da c;uesto, que a motivara ; afim de nao pa-
re ser injusta no procedimento que lhe cumpna
en. pro d'aquelle, que em consciencia, ou s por
geaerosidado devena perceber a remuneracao do
se vicos prestados ao eslabelecimenlo.
Tudo quanto acabamos de leferirteve lugar era
sensao de 5 de Janeiro do correnle auno, em cu-
ja occasiao tambem foi presente a ola da qucixa,
que a itigratido, a imprudencia, e a infreno ma-
lignidade do Sr. Dr. Almeida obrigou a confec-
cionar, para se lhe pedir restriclas conlas das ca-
lumnias, das aleivosas e das infamias com que
etr: suas atrabiliarias correspondencias pretendeu
rc,lenrnmtu e-suas ssrgaaiunis na acia, e que
S8 tf,rcni*- O reqaerimeatfl o seguirle :
Illm. Sr. Dr. Juiz Uarilcipal, peranfe V. S.
queixa-se a junla administrativa do Hospital
4?rlUgJUCZ de B,nc"eDcia contra o Dr. Jos de
Almeida Soares de Lima Bastos, medico do mes-
mo Hospital, c consiste a queixa em quo, tratan-
do a q-icixosa, no exercico de suas funcedes e
no interesse do mesmo Hospital, de averiguar
o que ha occorrido a respeito de urna caixa com
trros de cirurgiao que apparece com o nome
do mesmo Dr. Almeida, e que segundo infor-
macoes de e.mpregados do Hospital fora troca-
da por outro isso sem a mnima inlencao de
olleuder a repulaco do querellado, este consi-
derando-se offendido em seu melindre, prorom-
peo em injurias contra a quei?iosa, como se v
de sua correspondencia publicada no Diario de
lernambuco de 3 do correnle, na qual diz ha-
ver encontrado o estabalecimenio em estado
de irregularidade, e quo encontrara fallas e fal-
las muilo consideravels tanto no que loca ao
rcgiraem interno do mesmo, como no que diz res-
peito ao emorego e boa adminislraco dos di-
nheiros do Hospital; alribue ao Prvedor de-
leixo e incuria diz que a qucxosa o calumnia-
ra, e at conclue com urna bravata ameacadora
nos scguinles termos : mas lenho ainda tor-
cas bastantes para destazer a caluradia, e. alirar
cora ella desfeita asfaces do calumniador E
por que laes exprecoes sejam manifestamente
injuriusas, nos termos' do arl. 236 4 do cod.
crim., e hajam sido publicadas em um jornal
quo se destribue por mais de 15 pessoas, evi-
deulc "char-se o querellado incurso as penas do
art. 237, conbinado com o art. 230 do cod.
crim. 3. requor, portanlo, a queixosa a V. S.
digne-sedcA J mandar notificar o qucrelledo e
lestemunhas que vo indicadas para que se-lhe
e o processo e se-lhe imponhara as penas
m
Publicares a pedido.
furmelo ridiculo Relies5vw*|t^JgtlSS* '""^^ ^^^
uia uciia uuiiiiu ue seu iriumpUO l- : n .____c i --------- ------------.
o Sr. Dr. Jos d'Almeida Soares de L ZTJJ'' Prodr ma"^U ^12 acla da pr0'
s d8 medico do hospital porluguez:de ; ^" ^"^'"^L?^0"?:1' da"d"a Por .en"
Communicados.
CHRONICiUUDICiMIA.
. TRIBUNAL DO COMERCIO.
SESSAO ADMINISTRATIVA EH 26 DE ABRIL
DE 1860.
presidsscia' do exm. su. deseibaugadob .
SOUZA.
As 10 horas da manhaa, achando-se prsenles
Aos senhores socios do hospital
porluguez de beneficencia e no
publico.
0 genio do mal, que disfarcado ou
despejado tem por nica misso so-
bre a (erra translornar, perrerter e
perturbar o andamento regular das
mais sanias instituyos, ha de tam-
bem procurar estorrar-ros.
A discordia o tmulo das empre-
zas colleclivas, a omularao um ini-
.. migo traicoeiro, que as tere solapada*-
mente.
(Do discurso do Sr. Dr. Josi de
Almeida Soares de Lima Bastos,
dirigido aos socios do Hospital Por-
tuguez de Beneficencia, no dia da
sua installago.)
1 Continuado do n .91.)
Ao lempo a qne nos referimos, j era passada
4poca vertiginosa da eleio ; j o Sr. Dr. A-
nda tinha visto no irco "ero que campeen de
arrogante gladiador, despedacados os seus pro-
prio aroezes, rola e oefringalhada a sua cola de
malhat, e toda a sua srmaduta em tal estado de
leiro dos pobres ainda" reparliam com e'lle o pao,
pondo-o assim a coberto das maiores necessida-
de, corno um unitivo a seus sofl'rimenlos phi-
siros.
2ssa queixa, a'quclludiraos, era a expressao
si cera do quanto se via magoada a administra-
cu >, era o profundo rcsenlimento dos offendidos
que pediam juslica e aos tribunaes, na punico
do assassino moral, o desaggravo da honra por
es e atrozmente vulnerada ; era finalmente o do-
cumenta mais aulhentico com que so deveria ful-
m nar o anathema contra o genio do mal para
de una vez fazer-lhe terminar a sua uuica' mis-
sai sobre aterra, de transtoruar, perverter e
pe -turbar o andamento- regular da mais santa
das insttluicHes. Mas a voz da religiao, que sa-
be penetrar no coraeao do homem bem formado,
]uc lhe brada incessantemente ao espirito o
perdoar ainda a seu mais tero o encarnicado ini-
migo que lhe cnsina a imitar Aquell'e que do
alto da Cruz pedio a Seu Eterno Pai a remissao
para seus proprios algozes, veio ainda desta vez
quebrar as maos dos ultrajados o instrumento
da vinganga, que preparavam contra seu offen-
so- ; fazendo com quo um solemne perdo
fo.'se dictado do intimo do peito do mais ferido,
e logo secundado por todos os seus companhei-
roi de'administraeao c de sacrificio.
3 momento era pois do brandura e misericor-
dii ; e para serem coherentes na pratica de lao
agradavois virtudes, era misler que a junta ad-
ministrativa, que terminavasuas funegocs, lves-
sc tambem caridade para com sua successora.evi-
tando-llie aquelle desassocego e tormento com
que por lano lempo havia ella sido flagellada ;
e nssim ao concluir a sna penosa lida. soube co-
lhcr a mais bella palma de sen triumpho di-
millndo o "
ra;i Basios dg medico do hospital p
beneficencia, e nomeando logo em seu lugar o
Illm. S.\ Prxedes Gomes de Souza Pitanga, cu-
ja pericia era para o eslabelecimenlo insuspeila,
c para loda a sociedade asss notoria.
Mas para que, de quanto acabamos de relatar,
ao possam nossas patarras ser averbadasde par-
ches e menos fidedignas, passamos a Iranscrc-
ver o documento que cabalmento as justifica, ao
mesmo lempo que eremos, bem satisfar a cu-
riosidad o de nossoS leitores.
Illm. Sr. prvedor do Hospital Porluguez.Diz
Jos Teixeira Bastos que se lhe faz preciso que
o ,0 secretario lhe d por cerlido a parte da ac-
la de 5 de janeira do conente anuo, que trata de
un oflicio do Sr. Dr. Almeida, e do que a res-
peito occorreu; assim como do requerimento de
queixa que fez a junta administrativa para cha-
miir aquello senhor a rosnnnsohnidndp e final-
ao medicojdo Hospital eernomearao de outr"pa"
ra n subslituir.
Pede a V. S. assim lho delira.E R. M.
O Sr. secretario certifique se lhe oprouveri
Recite 12 de marco de 1860.Braga, prvedor.
Em virludc do despacho supra, certifico que
revendo o livro das actas das sessoes da junta
administrativa do Hospital Porluguez nesla cida-
J*. *>ilp, a fl 94 v-, se acha lancada a da sesso
de 5 de jancirc- ao cU;,c..w 2^ quai me fo
apontada e pedida pelo supphcaute a pari ^..o
se segu :
Leu-S3 nra ofiicio do Sr. Dr. Almeida, com
dala de 20 de dezembro prximo passado, em
resposta a consulta quo lhe fra feita por parte
da junla, relativamente ao pagamento do hono-
rario do medico.
'.% nolando-se a inconveniencia de semelhan-
le resposta, comparativamente com o oQ-
cio que lhe dera lugar, o Sr. Bairao elevan-
do-se a altura que compete a um merabro da
junta que se eslima e tem consciencia de seus
actos, censurou a maneira irregular por que se
houvera o Sr. Dr. Almeida, para com a junta
a :jircm tinha obrigacao de tratar cora modorago
e indicou que se lhe officiasse neste sentido.
O Sr. proredor apresentou uraa procurago
passada pelo mesmo Sr. Dr. Almeida, em que
conslitu.a por seu procurador ao Sr. Cabral,
afim de poder receber o honoaario como medico
do Hospital at o fin de dezembro prximo pas-
sado, dizendo que nao mandara pagar, por estar
esto negocio airelo a junla, quem compela
deiidir, se era ao Sr. Ur. Almeida, ou ao Sr. Dr.
Panga. que sempre tem estado no exercicio de
medico, como substituto, que assstia o direito de
perceber o ordenado ; que nao obstante parecer-
Ih '., que o direito eslava da parte do Sr. Dr. P-
ta'iga, comludo a sua opiuo era que se pagasse
ao Sr. Dr. Almeida.
OSr. Maia e oulros senhores disseram, que nao
se trataya de fazer favores a esle ou aquelle, que
o negocio era de direito, e que estando esle da
parte do Sr. Dr. Pitanga, era a elle que se devia
pagar, ror ser elle quem estava trabalhairtb.
O Sr. Bairo exigi a copia do ofiicio, que se
dirigir ao Sr. Dr. Almcida, quando fra nomea-
do, c sendo satisfeito, mandou mesa o seguinle
requerimento:
Requeiro que se ofiicie ao Sr. Dr. Panga per-
gmilando-se-lhe, se os servicos clnicos por elle
prestados a este eslabelecimenlo dsde o Io de
agosto ao ultimo de dezembro preximo passado,
to am feilos por aniizade pessoa do Sr. Dr. Al-
m3ida, ou se foram prestados em razo da ap-
piovaciio dada pela provedoria escolha que
dille fez o mesmo Sr. Dr. Almeida, para o auxi-
lii r e substituir naquelle cargo ; e se em qual-
quer distes dous casos o Sr. Dr.Pilanga desistia
em favor do Sr. Dr. Almeida, do direito que pos-
sa ter ao respectivo vencimento.
Sala das sessoes da junta administrativa do
Hospital Porluguez 5 de Janeiro de 1860.
Bairo.
Posto cm discusso e depois de breves refle-
xoes do Io secretario e de varios senhores toi ap-
piorado ; sendo o Sr. Bairo muilo opplaudido
por ler lido uraa lo feliz inspirago.
A junta autorisou o Sr. prvedor a mandar pa-
gar o referido vencimento conforme a resposta
q le dsse o Sr. Dr. Pilonga.
O Sr. Bairo pedio licenca para relirar-se, al-
l gando que tinha de ir para a Varzea ainda esta
naite, o Sr. prvedor concedeu-lhe a licenca pe-
dida............................
dos 4 e8. do art. 16 do
mesmo cod A queixosa, por coraprimenlo da
le. avalia era dez contos de ris o daino cau-
sado aos quaes renuncia cm favor do mesmo
Hospital Porluguez de Beneficia. P. a V. S.
so digno do lhe deferir na forma requerida E R
M. Recite 17 de dezembro de 1859. Jos
Teixeira Basto, Prvedor Antonio Jos de
Siqueira, Vice Prvedor, Manool Ribeiro Baslos,
I. societario Antonio Joaquim Vital, Jos Joa-
quim da Costo Maia, Joaquim Fernandos da
silva Campos, Esraoler, Manool Ferreira de
Souza Barbosa, Polycarpo Jos Layma, Do-
mingos Bernardiuo da Cunha, Marcelino Jos
Goncalves da Fonte, Henrique Jos da Cunha,
Jos Monleiro de Siqueira, Francisco Jos Pa-
checo d'Oliveira, Manoel Ferreira da Silva Tar-
roso, Jiio Jos Rodrigues Mendes, Antonio Pe-
reira d'Oliveira Ramos, Joapiini Antonio Pe-
reira, Antonio Francisco Correa Cardoso.
O mesmo Sr. prvedor disse ; quo sendo a pre-
sente sessao a ultima desta junta, nao quera le-
gar a nova junta um embarago, para o desempe-
nho de seus deveres, e por isso propunha a dc-
missao do Sr. Dr. .'os de Almeida Soares de Li-
ma Bastos do lugar do medico do hospital.
Foi approvada a referida demissao" pela junla,
votando contra os Srs. Miguel Jos Barboza Gui-
maes e Joaquim Aniones da Silva.'
O mesmo Sr. prvedor disse, que propunha pa-
ra medico do hospital, que so achara vago ao Sr.
Dr. Prxedes Gomes de Souza Pitanga.
Foi approvada pela junla esta nomcago, ro-
lando contra os mesmos Srs. Miguel Jos Barbo-
za Guimaraes, o Joaquim Antunes da Silva.
cerrada, de que para constar a fiz e assignei.
Manoel Ribeiro Baslos, pnmeiro secretario.'Jo-
s Teixeira Basto, prvedor.Antonio Jos de
Siqueira.Jos Joaquim da Costa Maia-Manoel
Ferreira de Souza Barboza.Marcellino Jos Gon-
calves da Fonte.Joaquim Fernandos da Silva
Campos.Francisco Jos Pacheco d'Oliveira.
Polycarpo Jos Layue.Joaquim Antunes da Sil-
va.Joo Jos Rodrigues Mendes.Jos Joaquim
Lima Bairo, voto al a parto em que pedio li-
cenga para retirarse.Henrique Jos da Cu-
nha. O referido rerdade creporlo-mc ao dito
livro e acla.
Recite 13 de marco de 1860. Manoel Ribeiro
Bastos, primeiro secretario. V
Lis como terminaran! os Irabalhos da admi-
'J'3!^550 de 1854) deixando tegislrado no livro
de sfias actas, e forraendo a pagina mais brilhan-
le bjTque.; m",Vo,na,S153ec,Aoin,nSn\uauif# re^
?a jideraisso dada aquelle, que serapre orgu-
IIyosTJ q sempre ingrato para com seus protecto-
res, s sabe trocar as deferencias pessoaes, por
suas insolencias, desprezO, e alrevimcnto,pagar
os beneficios que se lhe prodigalisam, com o cus-
pir na mao do seus bemfeitores, mal rcter a mas-
cara que a caaa passo lhe cahe, deixando a deseo-
borlo a impudencia de sua mentira,dar a conhe-
ccr a sua astucia, apezar do acaso infernal que lhe
empreslou as feieoes de cavalleiro, intervir na
liga e amizaot i,.,,i -gm |evar ao coraf.ao da
sociedade a miseravel calumnia u a >n i,v^.n__
interrompor o progresso e prosperidade de um es-
labelecimenlo de caridade, com procurar trans-
lornar, perverter e perturbar o andamento re-
gular des3a mais santa dasinstituiroes,mover a
discordia entre os pacficos assoc'iados, com o
firme proposito de levar ao tmulo a mais utili-
taria das emprezas colleclivas,despertar final-
mente em si proprio a revottanto e vergonhosa
emularao para conslituir-se inimigo trairoeiro e
assim ferir solapadamente o carcter, os brios, o
a honra dos que, fugindo do contacto da perver-
sidade, liveram a precisa coragem de expellir da
direceo medica do hospital porluguez de bene-
ficencia, o Sr. Dr. Jos de Almeida Soares de Li-
ma Bastos.
I Concluir-se-ha. )
O nosso Io substituto do juiz municipal, o ce-
lebrrimo Sr. Silvestre Ferreira dos Santos, se
estpido e analphabelo, em compensado tem
ptimas nmizades, cls a prora :
A Suspaigo proposta pelo recusante aff"
h manejo de quem nao tem razo, por isso re-
ceja a juslisa do Juis reto e impargial e rai pro-
curar a h Juis adoque, em quem encontr pou-
co ou nenh esCrupulo eCongiencia nojulgar, po-
de continuar aSuspeiconis, quo nao acontecer
o mesmo com o Tribunal Superior da Relaco.
Sontos compadre nunca levemos pleito em taW
e nem inimisade Capital nem outra qualqucr
cousa das que a le reputa Suspeito, mais para
que o rocu Compadre nao penco que quero ser
seu juis dordo por suspeito por ser amigo do Sr.
Sao Jos c juro a suspeico. Pace o feito a meu
emediato. Aracaty 7 de abril de 1860.
Silvestre Forra dos Santos.
[Ipsis rerbs.)
( Do jornal o Aracaty.)
Illm. Sr.Tendo de mudir-me do termo de
Sanio Anlo para o de Serinhaem, vou rogar a
V. S., de pedir ao Exm. Sr. presidente da pro-
vincia a dcstituico de pnmeiro supplcnte da
subdelegada do segundo districto do termo da
Victoria, agradecendo a V. S. a confianga era
mim depositada. Approveilo esta oppartunidade
para tributar a V. S. os seiilimenlos de minha
maior estima e consideraco.
Dos guarde a V. S. Cidade do Recito 21 de
abril de 1860Illm. Sr Dr. Tristo de Alencar
Araripc. dignissimo chefe de polica da provin-
cia. Miguel klexaudrino da Fonseca Galvio.
COMMERCIO.
Alfaiirteg^a.
Rendimento do dia 2 a 25. .
dem do dia 26......
270:6273410
19.326J575
289.953J985
Muvlmento da alfandeira
Vuluraes entrados com fazendas
com gcueros
Volumes sabidos com
com
fazendas
gneros
16
119
------135
59
60
------659
escarregam hoja 27 de abril.
Barca inglezaProsperobacalho.
Barca americana Imperadorfarinha de trigo.
Brigue porluguezEsperanzadiversos gneros.
ltate americanoCaliopegelu.
Escuna liollandezaMari Corneliafarinha de
trigo
Brigue brasileiroDamaodiversos gneros.
Importas;:*.
Brigue nacional Damao, viudo do Rio de Ja-
neiro, consignado a Azevedo & Mondes, raanites-
tou o segniote :
80 pipas vasias, 3 ditas, 2 meiaso 7 barris azei-
te de palma, 300 caixas passas, 1 dita merino,
18 ditas mercadorias, 1 barrica farinha de trigo,
299 barris e 299 meios manteiga de vacca, 60 ro-
los e 30 latas fumo de mina, 5 caixes charutos.
20 pipas graxa (gordura), 1SI barricas sebo, 180
saceos caf, 700 caixas sabio ; a ordem de di-
versos.
200 meias barricas vasias ; a Tasso & Ir-
maos.
2 caixes viuho do Bordea ix, 20 cestos, cham-
panhe, 30 caixas dito, 25 latas biscoilns ; a Mar-
ques, Barros <& C.
Vapor nacional Cruzeiro do Su/, procedente
do norte, manifestou o seguinle :
50 saceos com 241 arrobas e 26 libras de arroz
pilado, 11 fardos, 1 caixa o 1 petaca com chapeo
do Chile ; a ordem diversos.
21) saceos pinenta da India ; a Francisco de
Paula Dias Fernande3.
48 rollos salsa ; a Domingos Ferreira Maia.
65 ditos dita ; a Serafim Teixeira Bastos.
15 ditos dita ; a Pinto de Souza & Bairo.
1 volurae ignoro ; a Affouso II. de Albuquer-
que Mel'.o.
1 caixole dito ; a Luccas da Silva Antunes.
1 ditodilo ; a Daniel Cesar Ramos.
1 dito dito ; a Jos Francisco de Vivciros.
1 encapado dito ; ao Dr. Francisco RalUzar da
Silvcira.
a ..i.v ui.w Macliaaj Dantas.
1 dito dito ; a Barroca & Medeiros.
2 suecos ditos : a \V. Douxon.
Consulado geral
Rendimento do Jia 2 a 25. 51:1999497
dem do dia 26....... 3:419l2l
5.6IS561S
Diversas provincias.
Rendimento do dia 2 a 25. .
dem do dia 26......
6.4865234
720^474
*
O Sr. Prvedor disse, que em consequencia
daautoris3go que ihe fora conferida peta junta
em sesso de 16 do mez lindo, para chamar a
rosponsabilidade o Sr. Dr. Almeida pelas inju-
r as por elle publicadas conlra a junta, no Dia-
rio de Pernambuco de 3 de dezembro prximo
passaJ mandara fazer um riquerimenlo de quei-
xa ao juiz municipal do conformidade com o
riquerimenlo do Sr. vice-Proredor approvado
ra quclla dita sesso, mas que pensando seria-
tiento acerca do estado do Sr. Dr. Almeida,
Lo o despachara a pozar de estar j assignado
for 1 membros da junta, por lhe parecer que
sendo o procedimento desse senhor um acto de
i esespero, a junta devera, seguindo o preceito
i.e Ncsso Senhor Jess Chrislo, pcrdoor-lhe,
(om o que daa ainda urna prora de soboja
moderago e paciencia com que tem aturado e
leferico Sr. Dr. Almeida, bastando que se exare
no acia o mesmo requerimento esuas assigna-
iliras. Depois de breves reflexdes de alguns
Senheres membros da junla resolreu esta no
i entido do dito Sr. Prvedor, isto que nao ie
ontiuassv com a questo ; que se copiasse o
Correspondencias.
Srs. redactores. No seu Diario de boje cha-
ma Q Sr. Dr. Rufino Augusto de Almeida o meu
leslemunho acerca do que, relativamente ao seu
procedimento como juiz que presidio o jury por
occasiao do segundo julgamento do Dr. Joo Lins
Cavalcanli, diz o Sr. Dr. Leonardo Augusto Fer-
reira Lima era urna correspondencia publicada
no Liberal Pemumbucano de 21 do correnle.
Como juiz de fado que servio naquella sesso
e presenciou o que se passou, devo affirmar, que,
com quanto me nao lombre da hora cm que o
Sr. Dr. Rufino chegou ao tribunal c passou a oc-
cupar a cadeira de presidente, recordo-me bem,
que somenle depois de composto o conselho de
julgamento, foi que o Sr. Dr. Alexandro Bernar-
dio declarou sentir-se encomraodado, e officiou
a aqui-lle Dr. para que riesse subs'itui-lo.
Occupando a dita cadeira nao vi (e creio que
nenhum dos juizos de fado presentes aquella
sessao podera dizer o contrario), que o Sr. Dr.
Rufino fallasse a alguem em favor do reo, nem
que moslrasse o menor interesse por este. O
seu procedimento pareceu-me o quo devera ler
na posigo que oceupava.
Recofdo-me tambem que ao findaram-se os
Irabalhos d'aquelle julgamento, horas da noite
bstanla avangadas, convidou-me o Sr Dr. Rufi-
no voltarraos juntos para a Boa-Vista, onde
ambos nos raoravamos. Mas descendo a escada
encontramos na calgada e junto o um carro ra-
zio o Sr. Dr. Elviro do Carvalho, quo offereceu
passagem no dilo carro ao Sr. Dr. Rufiuo, fa-
zondo sentir-lheque as ras eslavara molhadas"
e a noite m. Este nao aceitou- logo o offereci-
menlo ; o parecendo-me que a sua hesitago
provinha do convite que me tinha feito para Ir-
nos jo otos, insist cora elle para que fosse no
carro, dizendo-lhe que eu linha a companhia do
Sr. Antonio Cardozo de QueiroinJ.'onseca, que
n'aquelle momento doscia, e com o qual segui.
J amos na ponle do Recite, quando o mesmo
carro passou por nbs. e ento vendo que nello ia
tambem o ofBcial que tinha acompanhado o Dr.
Joo Lins, comprchendi quo esle senhor ia no
carro. Nao sei, poim, al onde foi o Sr. Dr.
Rufino, nem onde apeou-ee, parecendo-me, en-
tretanto, pelo modo porque dirigio-lhe o Sr. Dr.
Carvalho o convite quo refer, que nenhum ajus-
to hara entre ellos, parairem tomar cha em lu-
gar determinado.
Eis, Srs. redactores, o que sei e ri acerca do
incidente queraotirou o appello que me feilo
pelo Sr. Dr. Rufino na sua citada corresponden-
cia ; e-que o declaro somente por amor da rer-
dade, sem o desojo de enrolver-me por qualquer
modo na contenda suscitada entre aquello senhor
e o Sr. Dr. Leonardo.
F. Raphael de Mello Reg.
25 de abril.
7.-206J70S
Despachos de esportncao ?*-*^~*^^
sa do consulado desta cidade n *
dia SG de abril del8(SO
Philadelphia=Pataeho americano A. J. W. Ap-
plegarth, H. Forsler & C, 1,400 saceos assu-
car mascavado.
PortoBarca portugueza cFlor da Maia, Manoel
Barros & C, 70 saceos ossucac branco e 170
ditos dito mascavado.
PortoBrigue porluguez llermonia, Joaquim
Jos Gomes, 100 saceos assucar mascavado.
Rio da PrataBrigue prussiano Urania, Bailar
& Oliveira, 100 barricas assucar branco e 200
ditas dilo mascavado-
Rio|ia Prata=Polaca sarda Mara, A. Irmos,
10 pipas erpirito e 300*arricas assucar branco.
BreakwateBarca araericanuMargarel, S. Bro-
thers &C, 500 saceos assucar mascavado.
LiverpoolBarca ingleza Sea Serpenl, S. Bro-
thers & C, 400 saceos assucar mascavado.
Stockholm Brigue inglez <<\V. Ter3meden, S.
Brolers & C, 550 couros salgados.
LisboaBrigue porluguez Constante, diversos
carregadores, 5 barricas e 67 saceos assucar
branco, 285 ditos dito mascavado, 8 cascos mel.
Porlo=Briguo porluguez Harmona, Azevedo
& Mendes, 46 ouros salgados.
Becebedoria de rendas internas
geraes de Pernanibuco
Rendimento do dia 2 a 15. 17:655-^974
dem do dia 26.
Consulado
Rendimento do dia 2 a
dem do dia 26. .
8280001
18:483597
provincial
25.
506375103
1:7663878
52:403;981
Srs redactores.Lendo na correspondencia do
Sr. Dr. Rulino Augusto de Almeida de 23 do fr-
renle, publicada em seu jornal de 25, a declara-
cao de ter do urna disputa com um camarista
sobre a arremataco de laihos de acougue, vou
pedir ao mesmo Sr. Dr. declare qal o rereador
a quem se refero. Recite M de abril de 1880.
O vereador, JosMuria Freir Gameiro.
IIAMBRGO, 5 DE ABRRIL DE 1860.
Boletn commercial.
O negocio se anima medida quo a eslago so
adianla, comtudo nao tomou ainda grandes pro-
porgoes, porque fra das transaeces cm caf,
assucar, fumo e couros, ludo se limita sobre as
exigencias do consummo.
Caf.O favoravcl resultado do leilao na HeJ-
hnda de 330,000 saceos de caf n'o dia 21 de mar-
go nao leve eleto sobro o nosso mercado, por-
que jaqui havia sido anticipado pela subida de
prego as ultimas semanas.
Os procos se sustentaram firmes durante todo
o mez.
O primeiro carregamenlo de I.aguayara, con-
sistido, como em geral cansislem as primeiras
imporlaces da nova colheila, somonte em pe-
quena parte da bella qiulidado, obteve altos pre-
cos, mas essa qualidade nao sustentar os pre-
sentes precos havendo maiores imporlaces.
De Porlo Rico s temos de esperar pequeas
importagoes. Sendo os depsitos muito inferio-
res, c continuando os possuidores a sua reserva
do mercado, conseguirn! ra ultima somana urna
subid! de 1[8 pelo caf do Rio, inferior. As noti-
cias do Rio de Janeiro de 9 de margo fallam de
lao pequeos carrcgamtfntos para Hamburgo o o
Canal, que nao pode falhar urna subida de 1[8
schillings ; desde o Io do abril renderam-so 20
mil saceos. Vislo o pouco quo lemos de esperar
nos prximos rnezes, os pregos nao dexaram de
subir.
As ultimas rendas se rcalifram pelos pregos
seguinles: *
Do Rio de Janeiio e Santoe-6 3(8 7 schillings.
DeS. Domingos...........6 1|26 3(7
Em fins do margo.
Importago. Em ser.
1860 -20.900;000 libras cera 8,50O;O00 libras.
1880 17,600;000 11,008^00 *
1858 9,4OO;O0O 2,1,880*100
1857 1O,5OO;0OO 10,06O;0O0
Assucar.fistt em posicio muilo Arme; as
schillings de banco e subida, o o mercado fechou
muflo firme. Um pequeo carregamento de as-
sucar mascavado de llaroim, que se espera nes-
les das no Canal se vender segundo le diz 25
schillings csterlinos.
P*r,n,hm8Vend3S do a*s,,"r maseavadods
lOOlibrU. 17~18 'narco, dc banco Pr
Importago de assucar ala fins do marco :
k-q~ l ,U,lhoe de libr". '
Em serem fins de margo
186017 inilhocs do libras.
1859 5
Algodo.Nao mereceu muita nttencao duran-
te o mez passado, e o negocio nao mostron ne-
nhuma animagao. As fircumslancias polticas
que faziam recciar sorias complicaces para o fu-
turo, assim como os fortes carr'egamentos da
America para a Inglaterra nao deixaram levan-
lar-sea espceularo. A aocumulaco de depsi-
tos em Liverpool, assim como fraqueza dr>
mercado de Manchesler, lizeram com que s se
efiectuaram vendas para as urgentes exigencias
do colisummo, c que os pregos relrocederam. A*
qualidades Norte-Americanas baixaram aqu <3
114 schilling, e mesmo por csses pregos redimi-
dos se moslra pouca ronladc para comprar. Era
algodo do Brasil nao houveram nenhumas tran-
saeges.
A importago neste anno at fins de maro foi
do 30,580 bales, e o deposito presentemente do
Io,690 bales.
Colamos o algodo do Brasil a 78 Ii4 schil-
lings de banco por libra.
Tabaco.Ainda nao houveram importagoes do
novo_tabaco, e nao havendo deposito em primei-
ra nio, s afeemos dizer que a nova colheiu
tem urna fa^Rvcl perspectiva.
Couros.-4ntiniiam a ser procurados ; o de-
posito em primeira nio quasi millo ; ultima-
niento se renderam em leilao 240 couros avari-
dos de Pernambuco pelo preeo de 5 |16 9 li
schillings. '
Os pregos do cacao do Brasil subiram. mas
nao ha quasi nenhum deposito ; colamos :
Cacao do Msranhao e Para6 3i47 schilliiis
Dito da Bahia.............5__5 1L2 "
Huju parti desle porto para essa cidade o na-
vio Vermes, capito Oestmann, *eudo o pri-
meiro navio neste auno.
BOLETIM.
LIVERPOOL, 8 DE ABRIL DE 1860.
Importarao.
Livres de direilos para o vendedor.
Genetos. Precos.
Algodo de Pernambuco por lib.:
Bom. .
Mediano. .
Ordinario,
dem da Bahia, bom ....
Mediano .
Ordinario .
dem do Maranhe, libra tonga
Alcntara .
Itapicur .
Caxias .
dem de machina bom .
Mediano .
Ordinario. .
Assucar porl12ft do Rio, b. .
I.ouro. .
Mascavado .
dem de Pernambuco branco.
I.ouro .
Mascavado .
dem da Bahia e Macei b. .
I.ouro. .
Mascavado .
Balsamo de cupaiba por 5, claro
Turvo .
Borracha por %. fina. .
Mediana. .
Ordinaria .
Cabeca de Negro
Sernamby .
dem iloCear, pelle. .
Sernamby. .
Cacao, por 112 libras:"
Para bnm.....
Bahia, .....
Cafe, por 112 % Rio 1. sorte.
Secunda a. .
Escollado .
Heida Baliia piimeira sorte.
Segunda
Escnlhido .
Mem do Cear ordinario .
Bom e duro.. ifo
Mediano. 56)6
Escuro. 50( a 53[
Cera de carnauba, por 112 a 65|
Cintres, por 123 a de racca. 20| a 33|
Da boi. .V'| a 65[
Cinzas de onos por tonelada :
Branca. .
Preta .
Clina por a decavallo .
de vacca .
r>l>re ve lho por .....
Couros pui ,.,r-. ;.,
Seceos de 30 a .1 >.
de 20 a 2*
de louroi, 35 a 40
dem do Rio Grande, por Salgados.de 65 a 70
de 45 a 50 R
de vacca 10 a 48 s
Cavallo seceos,10 a 13
S. ... ra 8| 10i
dem salgados, 23 a
30 .....10 a 14|
dem idem 16 a 20 a 6j a 91
[dem de Pernambuco, Bahia,
Maranho e Par por a
Seccoj salg.,2G a 30 %
espichados 16 a 20 S
Curtidos 7 a 9 .
Molhado? salg., 40 .
a 46 .
[Jera do Cear, Parahiba e
Macei por .
Seceos aalg. 30 a 32 %.
Moldados (45 a 50 S.
Curaar por libra bom.. .
Ordinario ....
Farinha de manditca boa par
112. .....
Gamma ou bucho da peixe por
Gorujeba, 1 qualid.
2a dita. .
3* dita. .
Pescad, Ia quaiidade
2> dita. .
3 dtia. .
Pirahiba, l1 dil. .
2< dila .
3a dita. .
Bisre, I3 qu li la lo .
2" dita (
Jacaranda por (onelada.do Rio. 16 a 19
dem da Bahia...... 13 a 17
Gerzelim, por qoarteirao. 48|
Piassava por 2240 Ib. do Para'. 30
da Bah...... 12
Pitarlo!, por 112 libras, bom. 10j
Salsa parrilha por libra boa. 1)9
Inferior.....1|6
Tapioca por 112% Rio superior. 65| a 70|
Ominara 40( a 45|
Urue por a do Para bom. 9 d
Fundo! e Cambios.
Fundos inglezes.
Banco de Inglaterra (accoes Por 0|0~
Consolidados..... 394 3,8 6 94 112
Redolidos...... 9* 3|S e 94 112
Fundos de...... 39 3j*91 tf2
Estrangeiroi.
Belgas.......4 1,297 1 99
Brasileiro...... 598 a 100 ex dir.
e .... 41|288a90
Dinamarqaezes .... 3
Uespanhes...... 3 45112 a 46
i) Difleridos 3341|4a 34 lr2
Passivos. 314a14 3i4
Hollandezes.....2 1(2 6">a67
8 I|2da8 3|4d
7 5|8 3 a 7 7|8d
7 118 d a 7 1 ii d
7 1|2 I
7 1il d
7 d
9 3|4da8 7.8 d
8 1l4 d
8d
8 d a 8 118 4
7 3|8d a 7 1)8 d
7d a71|i d
261 a 30[
25| a 26
22| a 2(i;
261 a 30|
25, a 26j
2-2( a 24|6
26{ a 30(
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22[ a 24i9
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3(6 a 3(10
3( a 3|3
4( a 4|3
3(5 a 4|
3| a 3|3
3|3 t|S|5
3| a 3 2
2.6 a 2,9
'l|!0a2.2
%
4 98 a 100 es d.
322a221i2
3 42 a 43'
3 4i
melhoc cualidades d B.avana blireram 46 Palacas braslleiras .
Mexicanos. .* .*.
Porluguezes 18561857.
.....
... 1853
Rsso....... 51071109
V ..... .41i2-96 a 98
Banco de Pranga (accaea). fr. 2810
Fundoi francezea. 4 1|2 96
b o 3 69.35
Me laes preciosos.
Ouro em barra.....P. onea T7|9
Porluguez em raoed 1. 77,6
Brasil.....
Oogas hespanholis. .
o americanas.
Prata em barra ....
B b 77(8
b 771a 77|3
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Pesos culumnanos netpan.
Carolos
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Peos das repblica hstp. a
Jioe l ile 5 fr. B
Cratadoi dovui
Cambio.
X-tbos. 90 d. d.52 3.8 52 5i8
Po'to..... 53 53 1(8
Rio do Jsaetro. 60d. .23 li a 23 Ii2
Bahia e Peraarnb." d
Amaterdan. 3 m. d. 11.16 1|2
Hamburgo ... 13,5 3|t
I'aris..... o 25.35 25.10
3 d.v. 25.12 l|2a 25.17 \\2
Navios a carga para o Brasil.
MitninkaoCranslon9.
--Edward Bousted-15.
TaraCupid15.
~ Rhondda15.
Sliark15.
"PernambucoUrania9.
_nclle-15.
Atrevida18.
s> Mary Worrall17. -
Numerario.Eni 29 do pessado o banco de In-
glaterra elevou o juro pata 4 1/2 d. 0/0.
Algodao.Entradas 1,282:210 saccas de (das
as qualidadcs incluindo 31:222 saccas do Brasil.
Vendas 923810 saccas de todas as qualidadcs
incluindo 36:790 saccas do Brasil, e licavam
Eui ser, era 5 do crrenle 9U5:610 saccas. in-
cluindo 15:090 saccas de Pernambuco ; 4:900 da
Baha, etc., e 7:420 du Maranho.
Assucar.Desde a nossa ultima as vendas mon-
tam em 2720 suecos, 245 caixas e 120 barricas
aos seguinles presos, n sabor : 23/ 25/ e 25/6 pe-
lo mascavo, o 27/ pelo rJinarMjtraiico de Per-
nambuco ; 25,' pelo du Cear Slacei ; 23 G,
23/9 a 24/6 pelo de Parahiba ; 9p pelo do Ma-
ranho, c 24/ a 21/3 pelo da Baha. Era viagem
venderam-se 2:800 saceos da Parahiba a 257 para
um qorto no Reino, e urna caiga de 3:750 saceos
a preco reservado.
Azeite ue palma.Vendas 1:200 toneladas aos
procos de #45 15/, 46, ^46 10/ e f47, in-
cluindo 450 toneladas em viagem a f44 15/.
Em ser em 31 de marco de 1860,1:140 tone-
ladas.
Em ser em 31 de marco de 1859, 1:200 tone-
ladas.
Azeite doce.Vendas, 510 lonelladis aos pro-
cos de ^62 pelo de Galipoli ; 57 10/ a 60 pe-
lo da Sicilia, c #59 a #60 pelo de, Lisboa.
Em ser em 31 du marco de 1860 560 tone-
ladas.
Em ser em 31 de marco de 1859 2:630 tone-
ladas.
Borracha.Venderam-se 262 caixas e360 sac-
eos aos procos de 2/5, 2/4 pela fina ; 1/10 1/2 a
2/2 pelaniediana e ordinaria, e 1/8 a 1/8 1/2 pe-
la cabera de negro. Mercado firme.
Coco.Venderam-se 50 saceos do Para a 65/,
c CU0 saccas da Baha a 48/6.
Caf.As vendas monlam em 2 045 saceos aos
precos de 58/ a 58/6 polo do Rio, com avaiia ;
60/ e 62/ pelo do Cear ; urna pequea porco
(180 saceos) da Bahia em vi.igem a 57( do caes,
. o 965 saccas da Baha de 49[ a 59[.
Piassava.Vendas, 28 toneladas aos precos
Baha.
Sarro de vinho.Tcra-se vendido 138 barricas
do sarro do Porlo aos precos de 50| 50(6 51152i6
(3) 54(, 55| e 55[6. e o proco ra subindo.
Uruc. Aquclle viudo" pelo Sliark foi lodo ,
vendido a 9 d. por Urzella. Vendas, 20 saccas de Angola a #55!
por ton. c 28 dilas de Coquimbo a #56 10|
Movimento do porto.
de melal dourado, por 14$, 1 sacco de oreado para
a mesma por 2$, 1 dito de brm pot 00 rs.
Para o qu artel general do commando das armas.
Francisco Germano1 relogio grande por 80$.
Para o moto balalho da Parahiba, 10." de in-
fatuara o meio batallio do Cear.
Guimaraes & Ollveirs17 graramaticas portu-
guesas por Monte Vcrdo a 18. 17 compendios
de fithmelica por Avila a lj400.
O consolho avisa aos mesmos vendedores que
devem recolher9 objectos cima declarados, na
secretaria do conselho, s 10 horas da manha do
dia 27 do crtente mez.
Sala das sesses do conselho administrativo,
para fomecimenlo do arsenal de guerra, 25 d
abril de 1860. Francisco Joaquim Vertir Lobo,
coronel vogal secretario interino.
Conselho a/minlstrajivo.
O conselho administrativo, para fornecimenti
do arsenal de guerra, ten de compraros ob-
jectos seguinles :
Para provimento dos arraazens do arsenal
de guerra.
. Peles de cabra cortidas 200; ditas de lustre 12;
pennas de ganco 500 ; baclilha para saceos de
peca, covados 161 1|2.
Quem quizer vender taos objectos aprsente
as suas propostas em carta fechada na secretaria
do conselho, s 10 horas da manha do dia 4
de maio do corrente anno.
Sala das sessoos do conselho administrativo
para forneciraento do arsenal de guerra, 25 de
abril de 1860.Denlo los Lamenha Litis, co-
ronel presidente.Francisco ioaquim Pereira
Lobo, coronel vogal secretario interino.
Para o Rio Grande
do Norte.
Sabe nestes 4 das a rauilo veleira barcaca
Rainha dos nios, recebe carga a frelo muilo
comando : a tratar na ra da Madre do Dos n.
2 ou com o mcslre Do trapiche do algodao.
Para o Rio de Janeiro
O veleiro e bem conhecido brigue nacional
Dam 10 pretende seguir com muita brevidade,
tem 1 arte do seu carregamento prompto : para
[o rest) da carga que lhe falla,-irata-se com os
seus consignatarios Azevedo & Mendes, no seu
eseriptorio na ra da Cruz u. 1.
Ama.
DE
Para Lisboa e Porto
Tres moradas de casas.
Sabbado 28 do corrente.
NO ARMAZEM DO AGENTE
PESTAA.
THEATRO
DE
O agente Pestaa far leilo por conta de
quem pertencer no dia cima designado e pelas
11 horas da manhaa no seuarmazem da ra do
Vigarlo n. 11
DE
segu impreterivelmenlo o briguo porluguez j 3 cagas terreas, cada urna com 33 palmos de
frente e 70 de fundo, quintaes grandes com
porlo, 3 quartos, 2 salas, cosinha fora e copia
tudo construido a lijlo e cal, novas e em ter-
reno proprio, estribara no fundo do quintal.
Sao situadas no lugar da Torre e perto do
banho.
Harmonice, lem a seu bordo dous tercos de seu
carregamento : para o reslo. trata-se com os
seus consignatarios Azevedo & Mendes, no seu
eseriptorio na ra da Cruz n. 1.
Para a Bahia.
O veleiro e bem conhecido patacho nacional
Am;zonas pretende seguir ateo fin do mez.:
para >i reslo da carga que lhe falta, trata-se-com
os seus consignatarios Azevedo & Mendes, no
seu cjcrip'.orio na ra da Cruz n. 1.
A sua nuracraco principia de n. 1 junto a ven-
! da do Sr. Caneca" a seguir.
SABBADO 28 DE ABRIL DE 1860.
BENEFICIO DO ACTOR
SILVESTRE FRANCISCO MEIRB.
Depois de urna oscolhida ouvertura, subir
scena a muito applaudida comedia-drama em tres
actos :
O SEGREDO
DE
UM FAMILIA.
Terminar o espectculo com o vaudevillo cm
um acto :
II Ulllll IMIVS, A le te ira.
Torrrim parle no espectculo os artistas Coim-
bra. Vicente, Ro/.endo, Less*. Skyner, D. Isabel,
D. Jesuina e D. Mara Luiza.
Os artistas dramticos da sociedade de Sania
Isabel, implorara do publico desla capital, Inda
a prolecco para o seu collega que se acha docn-
le na Bahia, e por isso impossibilitade de tra-
balhar.
Os bilheles achara-se venda no logar do cos-
tume.
Coracar s 8 horas.
COI1PAMIIA 1IRASLIE11U
DE
MMrKS ATJUP4H&,
O vapor Tocanlins, commandante o primeiro
lente P. Hyppolito Duarle.espera-se dos portoa
do norte em seguimenlo para os de Macei, Ba-
hia ( Rio de Janeiro at o dia 2 de maio.
Recebe-se desde ja passageiros e engaja-se a
cargue encomraendas que o vapor
duar na agencia ra do Trapiche n.
torio de Thomaz de Faria.
Avisos diversos.
Jodercon-
0, escrip-
Naoios entrados no dia 26.
Cear c portos intermedios6 das, vapor brasi-
rolguarass, commadanle o 2o lenle Joa-
quim Alvos Moreira.
Soulhampton e portos intermedios 17dias, va-
por inglez Oneida, commandante I. A. Beris.
Camaragibe4 dias, hiate brasileiro Santa Luzia,
de 24 toneladas, capilao Eslevao Ribeiro, cqui-
pagem 3, carga fariuha de mandioca, a Manoel
Jos I.eilc.
Ass 9 dias, hiate brasileiro Duvidoso, de 43
toneladas, capilao Pedro Jos Francisco, equi-
pagem 6, carga cera de carnauba e sal, a Mar-
tina & Irmos.
Ass24 dias, barca braslcira Tratiaiu, o aao
toneladas, catotao Antonio Francisco da Silva,
equipagem 12, carga sal e palha, a oraem ; veio
larsar o pralico e receber agua, eseguio para o
Rio de Janeiro. ,.__..
Wnrn.--"....." 'netmodia.
-.....-co. Miguelescuna portugueza Rainha dos
Acores, capilao Domingos Marlins, carga assu-
car e mais gneros:
PortoBarca portugueza Sympathia, capilao An-
tonio N. dos Santos, carga assucar o mais g-
neros.
THEATRO
i
s
C0MPANIIIA DRAMTICA
Debaixo da ilirc*'fio do actor
Car va lito.
DOMINGO. 28 DE ABRIL DE 1860.
Lo"0 quo os protessores ua orchestra termina-
: rem "urna brilhanlo symphonia, subir scena
pela primeira vez nesle Ihcatro o drama de
grande espectculo :
A ESGRAVA ANDREA
COMPANHIA BRASILEIRA
DE
PAQUETES A VAPOR.
O vapor Paran, commandante o capito le-
nenve Torrezao, espera-se dos porto3 do sul
em seguimenlo para os de Parahiba, Rio Gran-
de c o Norte, Cear, Maranho e Para at o da
30 do corrente.
Recebe-se desde j passageiros e engaja-sc a
car^a e cncommendas que o vapor poder condu-
zir, na agencia ra do Trapiche n. 40, eseripto-
rio )e Thomaz do Faria.
Leiles.
LEILAO
111
p.
13
* ,. c.
Vi

S
Horas.
\\
Atrnosphern.
vi
73
o
Direcgo.
53
o
3
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7 Intensidade.
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Centgrado.
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2 SJ I Fahrenheit

Uygrometro.
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Barmetro.
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V.
A noite clara com alguns nevoeiros, vento SE,
veio para o terral e assim amanheceu.
OSCILLA^VO DA MAR.
Preamar as 8 h. 6 da manhaa, altura 6.0 p.
Baixamar as 2 h. 18' da larde, altura 1.50 p.
Observatorio do arsenal de marinha 26 de abril
te 1860 Vikgas Jnior.
Ediaes.
Pela inspecrao da alfandega se faz publico
que no dia 27 do corrente, depois de meio dia,
se lio de arrematar em hasta publica porla da
mesma reparlico, 15 barricas com castanhas, a
5g cada urna, lotal 75J, vindas de Genova na
barca sarda Paula; abandonadas aos direilos
por Bastos & Leraos, sendo a arrematado livre
le direilos ao arrematante.
Alfandega do Pernambuco, 25 de abril de 1860.
inspector, Bento Jos Fernandes Barros.
Declarares.
Conselho administrativo.
O conselho administrativo, para forneciraento
do arsenal de guerra, tem de contratar o rancho
para a companhia dos aprendizes menores do
mosmo arsenal, durante os dous mezes de maio
c junho prximos viodouros.
Pes de 4 oncas, bolachas, assucar refinado
chi hyson, caf em grao, raanteiga frnceza, car-
ne verde, dita secca, toucinho de Lisboa, fcijao
mulalinho ou prelo. arroz do Maranho, baca-
lho, fariuha do mandioca, azeite doce de Lis-
io, vinagre de dito.
Quem quizer contratar taes gneros aprsente
s suas proposlasemearta fechada na secretaria
a conselho s 10 hora da manhaa do dia 27 do
corrente mez.
ala das sesses do conselho administrativo,
para fornecimento do arsenal de guerra, 20 de
abril de 1860.Bento Jos Lamenha Um, co-
ronel presidente.Francisco Joaquim Pereira
Lobo coronel vosal secretario interino.
Pela recebedoria de rendas internas geraea
se faz publico, que o praz da cobranga no do~
micilio dos contribuinles do imposto de 20 0i0 e
flo especial de 80{j, relativo ao 1." semestre do
eiercisio corrente, finda no ultimo desle mez,
flepoisdo que seguir-se-ha a cobranra ejecuti-
va. Becebedoria de Pernambuco 26 de marco
de 1860.=O administrador,
Manoel Carneiro de Sousa Lacerda.
Conselho administrativo.
O conselho administrativo, para fornecimento
do arsenal de guerra, era cumplimento ao art.
22 do regulamenlo de 14 de dezemnro de 1852,
faz publico, que foram a/xeilaa as propoaUwos
genitores abano declarados:
Para o 9." balalhao de infaMa da guarda
nacional de Oli'oa.
Antonio Joaquim Panascoi bandeira de Seda
com as armas impcriaes porWt, un porte com
galio de ouro por 51f0D, 1 haitea com lanca
0
A RAINHA DOS MAR I
DENOMINACAO DOS ACTOS.
1.A desobediencia do marinheiro.
2.A orga. ..
qo_ V10-..i- un noacujpediraento.
-.. O combale naval. t
5.A justca de Dos ou a victoria da esqua-
dra frnceza.
O combate naval ser fcito cora toda a pompa e
magnificencia icompanhado de bandas de mu-
sicas que tocaro o hymno francez em signal das
victorias, a entrada da esquadra ser feila da
mesma maneira vsla dos espectadores.
Depois do drama o Sr. Jos de Lima Penante,
cantar a aria do
MSCATE ITALIANO.
PRECOS DOS CAMAROTES.
1."ordem.................. 6$00O
2." dita...................... 83000
3.a dita...................... 5>000
Cadciras...................... 2J000
Platea....................... 1J00
O Sr. Jos de Lima Tenante era obsequio ao Sr.
Carvalho, prestou-se gratuitamente, oQm de o
coadjuva-lo em sua ardua tarefa.
Os Srs. que encommendarara bilheles podem
procurar no eseriptorio do mesmo Ihealro, sab-
bado al s 6 horas (Ja tarde. .
O resto dos bilheles achara-se venda no mes-
mo cscriplorio.
CASSINO POPULAR
NO
MAGESTOSO SALO
DO
PALACETE DA RA DA PRAIA.
Sabbado 28 de abril.
A sociedade Cassino tem a honra de annunciar
ao respeitavel publico, que no dia cima men-
cionado haver um baile extraordinario com to-
da a pompa e brilhantiimo como de costume,
sendo a msica nesle dia augmentada.
Ser como sempre mantida a boa ordera e
harmona do costume, e fielmente observado o
regulamenlo approvado pelo Ulm. Sr. Dr. chefe
de polica.
Os bilheles oslaro venda no lugar do cos-
tume para damas gratis, cavaiheiros 9.
O agente Camargo fara' leilo no dia
3 de maio prximo as 11 horas da ma-
nhaa no ieu armazem da ra do Viga-
rio n. 19
DO [
Sobrado de 3 andares pertencenti* aos
iljKi-deirus Ju nimmPnrf"^ -,*7'o
era Silva na ra do Vigario n. 5^ dc-
f ron te do consulado geral, paral exa-' ha Par.a vender e alugar, c
.;. mo.___,Li: t:i,.l. porQoes, bichas haraburgui
minar o mesmo predio, titulos e: t
condiccoes da venda, os pretendentes
podem entender-se com o mesmo
agente.
Aluga se ou veude-se um preto de idade,
muilo proprio para alguna cocheira ou outro
qualqucr servico quo nao seja muito pesado:
quera o pretender, dirija-se a ra da Madre de
Deosn. 36, segundo andar, ou a travessado mes-
mo nome n. 9, que acharo cora quem tratar.
Precisa-se saber noticias do Francisco de
Viveiros da Costa Amorm : quera souber e qui-
zer da-las, podo entender-se na ra da Madre de
Dos n. 36, segundo andar, bu na travessa do
mesmo nome n. 9.
Aluga-se urna escrava parda que sabe co-
zinhar e engommar: na ra da Gloria, casa ter-
rea n 18.
Jos Antonio Barbosa retira-se para Portu-
gal a tratar de sua saudc.
A pessoa que annunciou por este jornal n.
97, precisar de 2:500$ sob garanta cm predios
nesla cidade, dirija-se a ra Nova, loja n.36.
Precisa-se de um amassador : na padaria
da Capunga.
Christovo GuiHiermeBrcckenfeld, cidado
brasileiro, vai a Lisboa no prximo vapor.
Aviso a quem interessar.
O laboratorio de lavagem na casa de banhos
do paleo do Carmo "Suspende os seus Irabalhos i
por 15 dias cm consequencla de molestias sobre-
vendas a urna parlo das trabalhadeiras. as pes-
soas que nao poderem soffrer esta demorj, na-
jara de mandar buscar a sua roupa, que lhcs se-
r entregue no estado em que esliver.
Compra-se urna escrava propria para ama
de leite, e se lver cria compra-so tambem : quem
liver, dirija-se a ra das Cruzcs n. 41, loja.
Vende-sc um bora piano : na ra do Colle-
gio n. 25. primeiro andar.
Vende-se urna negrinha com 8 annos de
idade : na ra Imperial n. 59.
= Vende-se um carro de conduzir gneros, e
um boi manso e bom para o servico, por preco
muito em cotila : ua ra Nova n. 48.
= Vendem-se saceos com milho, pelo dimi-
nuto preso de 49 porcada urna : jia ra da Ma-
dre de Dos, armazem n. 10.
Vendem-se dous escravos, um cabra e ou-
tro crioulo, ambos de bonita figura, sados e
proprios para todo o servico, tanto de campo
como de casa, ou outro que se queira, o primei-
ro representa ter 26 annos de idade, e trabalha
bem de cnxada, pelo que ptimo para esseser-
vico por lerdedicaco a elle ; o outro represen-
la "ter 16 annos de idade, official funileiro, e
tambem trabalha em servico de campo : quem
os quizer compiar, ambos ou separados, pode
ir a ra Imperial n. 64, das 6 horas da manha s
10, e das 2 da tarde at a noite.
= Vende-se urna mulata de 20 e tantos annos
com urna filhinha do 3 mezes, sabe engommar
com perreigo o que se garante, cose, faz laby-
rintho c cozinha, e vende-se tambem urna mula-
tinba de 4 annos : quem pretende-los, dirija-se
rapewdor, taberna do Campos,
m pequeas e grandes
rguezas chegadas cm to-
Prccisa-se de urna ama de leite, sem fllho. para
acabar de criar um menino de 4 mezes, o qual
muito manso, proraette-se o bom tratamento ; a
tratar na praca da Independencia n. 1 e 3, ou
na ra eslrcita do Rosario o. 35.
Na cocheira pequea da ra da Roda ha
todos os dias as 7 horas da mai.ha, leite de vac-
ca, puro, pelo prego de 400 rs. a garrafa,
Ao resreitayel publico.
Respeitador dos meus semelhantes e conscio
de quo as invectivas as folhas publicas nada
adianlam, nem do direito em leligios, nao serei
eu, que para conservar o meu estabelecimento da
osela central do methodoportuguez, na ra No-
va, fosse ferir a reputaco do Sr. Jos Mara Gon-
calvos Vieira Guimaraes. Ver Jade que me (e-
nho soccorrido aos nossos dignos irmos neces-
sarios para obslarem ao desmancho de um esta-
belecimento do utilidade publica, e cujo material
nao se adapta fcilmente era oulra parle, e por
isso apadrinhei-me at com a Exma. Sra. do Sr.
Jos Maria, oflerecend 800$ annuacs pela casa,
porque no auge em que se acha o meu estabele-
cimento, e depois do que ho dito a respeilo cm
seus relatorbs os Exms. Srs. Jos Bento, Sergio,
Portella, e ltimamente a honrosa menso da
polica ao Exm. Baro de BomJardim, de quera
gozamos a estima, menso tanto mais honrosa,
quando por nos nao foi solicitada, e que a S. M.
I. apresentou os nossos bons desejos a bem da
instruccao ; tudo isto sao motivos asss podero-
sos para sostenannos em toda a sua altura o
metbodo porluguez, mas estas vantagens nao nos
do o direito de ofiendor o melindre de pessoa
alguma : rogamos, portanto, aos Srs. red 3clores
da Ordem dignera-se por sua honra declararse
directa ou indirectamente tivemos parte no arti-
go que sahio em seu numero de 24 do corrente
contra oSr. Jos Maria Goncalvcs Vieira Guima-
res.Seu atiento venerador e criado Francisco
de Freilas Gamboa. 25 de abril de 1860.
Offerece-se um ptimo rapaz para caixeiro
de qualquer armazem ou cobranra. e d fiador
de sua conducta : quem precisar* onnuucie por
este jornal.
Douphant, Maunsse vo para fra da pro-
vincia.
= Levernois, Laurant vo para fra da pro-
vincia.
= Francisco Mendes Rodrigues vai provin-
cia do Cear a negocio.
Aluga-se urna prela que sabe cozinhar bem
o diario de urna casa, e lava bem : na ra Di-
reila n. 85.
CAIXEIRO.
Offerece-se um mogo com boa forma de lelr,
e pralica da escripluraco por partidas simples,
para caixciio de qualquer eseriptorio ou arma-
zem de trapiche, do que j.pralicou : quem pre-
cisar, annuncie para ser procurado.
O Sr. R. C. O. queira ler a bondade de ir
ou mandar tirar uns penhores de ouro, na ra
do Rangel n. 8, isto no prazo de 3 dias, contan-
do da data deste, do contrario scro vendidos pa-
ra pagamento, iicando o mesmo senhor cima
responsavel pelo reslo que fallar.
Jockey club.
Os directores desla sociedide peder aoc Srs
socios para comparecerem no sali do hotel inslez
no dia 26 do corrente ao meio dia, Gm de trata-
ren) de negocios inherentes a mesma.
Os terrenos alagados de marinha entre a
ponte de Motocolorab e Erabiribcira, a sua ex-
tenslo de mil e tantas bracas, esto aforados
pelo governo desde 1846, ha vinte tantos foreiros
que pagam de foro a fazenda ceolo e tantos mil
rls pDranoo; a cmara de Olinda aforou todos
aquelles terrenos em 15 de oulubro de 1857 ao>
Sr. Dr. Ignacio Neryda Fonseca pagando o mes-
rao senhor o foro de 30$ por anno, o Sr. Dr.
Ignacio armado daquelle aforamento alropella ao
foreiro com a chicana, devendo ir chicanar com
a fazenda que quem lem o dominio.
Na madrugada de honlem (domingo) fugio
ou furtarsm pelo porlo da casa n. 5, junto da
ponte pequea da Passagem, ura cavallo peque-
no, russo rudado, gordo, com os cascos aparados
de novo e com um manilho na mo direita :
quem o tiver echado, ou der noticia dello, diri-
ja-se a ra, da Senzalls Nova n.38. ou na cochei-
ra do Sr. Pinto, ra da Guia, que ser bem recom-
pensado.
Joao Elias da Cunha ratira-sc para o Rio>
do Janeiro.
Precisa-se alugar um negro para todo ser-
vico de urna padaria '. na ra das Cinco Pontas
n. 106 ; na mesma precisa-se de um amassador
para vender o pao na ra.
iGollegio do Bom Con-!
selho, ra do Hospi-]
co 11.19.
O director resolveu modificar o art. dos
estatutos do seu collegio em que pedo
IOS mensacs pelos alumnos externos, exi-
gindo d'oracm dianle 20$ por quartel.
As aulas preparatorias sao regidas por
professores habilissimos e de reconhecido
mrito.
Um armazem.
Transfcre-se por 3 annos o arrendaraento do
famoso armazem n. 13, na ra da Cruz no Reci-
te : trala-se no Forle do Mallos, largo do trapi-
che do algodao n. 18.
Imacarroea
com pipa para condueco d'agua : compra-so no
Forte do Mallos, armazem n. 18, confronfe ao
trapiche do algodao.
LOJA DO \AP0R.
ao pateo do terco
' na iua uo lm
ama
DE
Mobilia sem limites.
A 27 do corrente.
O preposto do agente Oliveira, far leilo da
mobilia do Illm. Sr. I. E. Roberls, que se acha
na casa de sua rasidencia no P050, consistindo
err. sofs, consolos, cadeiras, ditas de balando,
rasas redondas, bancas para sof e para joo,
baiquinhas e jardineiras de xaro, bancas "d
gano e xadrezdedilo, mesas redondas do dilo,
alcatifase tapetes de sala e de escadascom gan-
chos de melal, esleirs de forro, estante pata mu
sicas, cortinados de fil de linho para pitas, 1
rica cama frnceza do Jacaranda nova, 1 wagni-
Cca secretaria de dita com segredos, obra frimn-
rosamente executada, espelhos grandes de sala,
dilos menores, ricos quadros, relogios de mesa e
de parede, cadeira patente de molas para*abrir,
mibilia completa de palhinha italiana,fjarros
para flores, 1 01 sao grande com relogio o*espe-
ho, harmnicos, candieiros inglezes, guarda
roupa dobrado, guarda vestidos, commodas com
vapores.
Mez Mariano
NA
Igreja da Madre dt DeOS.
segiinda-feira, 30 do corrente, as 4 horas da
manha, ter principio os sanios exercicios do
mez de maio, no aliar de N. S. Mi dos Homens,
sendo celebrades com missa e pralica pelo mui
digno Rvm. Sr. padre Antonio Manoel de As-
sumpeo, continuando assim at o flm de maio :
roga-se a todos os devotos da mesma Senhora a
comparecerem na dita igreja desde aquelle dia
at o fira do mez para assistirem a estes santos
exercicios, e tambem concorrerom com as suas
esmolas, podendo cnlrega-las ao dilo Rvm. Sr.
sacerdote ou ao guarda da mesma igreja.
Precisa se arrendar urna olaria que seja
margem do Camaragibe : quem tiver para este
llm, dirija-se ao pateo do Carmo n 14.
Precisa-se de um prelo que nao se^a muilo
moco para servicos dometticos de urna casa es-
trangeira : a tratar na ra da Crus n.4.
Acha-sc justa o tratada a taberna da casa
terrea n. 17, na ra do Socego, no Campo Verde,
pertencenie a Antonio Ignacio Pereira Rosase
sua mulher ; se alguem se julgar com direito a
mesma casa, compareca no pateo da Santa Cruz
n. 70, taberna, no prazo de 3 dias.
O proprielario do predio n. 43, onde est
collocada a padaria de Manoel Jos Ferreira Gus-
mo, vendo annunciado para ser arrematada em
Avisos martimos.
Para o Aracaty segu o hiato Camaragibe':
para carga e passageiros, trata-se na ra do Vi-
gario a '
5.
Aracaty.
Segu com brevidade b\ bem conhecido hiate
Sanio Amaro, recebe carga c passageiros: a
tratar cora Caetano Cyriaco da C. M., no lado do
Corpo Santo n. 25, primeiro andar.
Para o Rio de Janeiro.
O brigue nacional Ejgenia pretende seguir
nestes oiio das ; pera o resto da carga que lhe
falta, Irala-se com os seus consignatarios Azeve-
do & Mendes, no seu eseriptorio na rus da Cruz
numero 1.
O brigue porluguf z Constante sabe im-
prelerivelmante para Lisboa quinta-feira. 3 de
maio prximo : anda recebe carga e passageiros,
para o que trala-se com o consignatario T. de A.
Fonseca, na ra do Viga.ru> n, lf, primeiro andsr
lampos de pedra e de madeira,' lavatorios cama ilei,a0 do "8enle Pestaa, a armago e mais per-
ebercopara meninos, 1 elegante carro de *4 ro- (te"ces concernenlcs ao dito estabelecimento, faz
das com arreios e sobrecelentes, selins, machina 1 a 1uem arremala-los, que ter de extrahi-los
para engommar, resfriadores d'agua,' capachos d. Prcd'. P0,s que nao esl disposlo a consen-
gnndes decouro, e infinidades do obiectos que Ur 1ue n1uera dentro do mesmo ; assim declaro
que os fornos. telheiros e outras bemfetorias de
pedra e cal, Iho pertencem por torera sido todoa
estes Construidos a sua custa ; e para evitar du-
vidas faz o presente.
Precisa-se de urna ama para cozinhar e
comprar para urna casa do pouca familia : na
ra Direita n. 79, loja.
Per den-
na noite de 25 do corrente ura alfinele de pedras
finas, feilio de cestinha: quem o tiver achado,
queiendo restituir, queira leva-lo a ra Direita
n. 104, que selho dar seu importe.
Quem annunciou querer comprar urna casa
(preferindo Manguinho ou Passagem/, sendo que
queira chegar a mais do prego annunciado, en-
contrar urna boa propriedade com bastantes
commodos, sita na ra Real do Manguinho, e em
bora local: a tratar na ra do Arago n. 9.
Aluga-se urna eccrava parda que serve
bem urna casa de familia, cozinha o sahe a ra
para fazer ai compras : quera precisar, dirija-se
a Iravessa do Carmo, sobrado n. 2 ao lado da
ra do Fogo.
= Antonio Fernandes Duarle Almelda vai a
Europa, e deixa por ceus bastantes procuradores,
seu mano e socio o Sr. Francisco Fernandes Du-
arle, o 2. os Srs. Antonio Jos Pires & C, e o
3." o Sr. Joaquim Jos Gomes de Souza.
= Na loja do Arantes vonde-se borzeguins pa-
ra homem a 5 o par, ditos para senhora a 2JJ,
dilos para meninos e meninas a 1, sapatoes Je
bezerro, dilos de lustre a 3$,' meios borzeguins
para homem a 3), dilos para menino a 3jj.
Precisa-se de urna ama para casa de pouca
familia para cosinhar o oulra para engommar e
lavar para duas pessoas, paga-se bem : na Boa-
Visia ra da Ponte Velha n. 14, casa que tem a
frcnle pintada de vermelho.
Precisase de um pequeo portuguez com
alguma pralica de taberna ou mesmo destes l-
timos ebegados : na ra Imperial n. 39.
, que
se ia enfadonho mencionar : sexta-feira 27 do
correnla s 10 horas da manha, na casa grande
no Poco da Panolis, em frente da estrada.
LEILO
Segunda-feira 30 do corrate.
PELO AGENTE
PESTAA.
Por despacho do Exm. Sr. Dr. juiz especial do
coraraercio c a requeriraento dos Srs. Travassos
Ji nior & C. o referido agento far leilo no dia
cima designado o pelas 10 horas da manha na
laberun de Joaquim Alves Lima, na ra do Ara-
go n. 10
DA
A-inacao e mais ulencilios da mesma taberna,
louca, gneros, barris, quartolas e barricas va-
zias e o mais que foi inventariado, cuja avalia-
$o podo ser examinada era poder do dilo
agente.
LEILO
Sexta-feira 27 d crrante.
PELO AGENTE

-__a
Arejuenmenlodos depositarios da massa fal-
1 da do Manoel Jos Ferreira Gusmo, e por des-
sacho do Exm. Sr. Dr.iuizde direito e especial
do coromercio, o referido agente vender em lei-
lo publico por conta de quem pertencer s 10
hars da manha no mencionado dia e no esta-
bi'ledmcnto do fallido, ra Imperial
DE
Armario, balco, caixoes e mais ulencilios
priot da eelabelecimenlo de deposito
dariii.
B irric.-s com farinha, barris coraimanteiga.e bar-
ris com banha de poreo.
M oris de casa e colberes de prala.
" escraros.
pro-
e pa-
Grande e variado sorlimonto do calcado fran-
cez, roupa feila, miudezas finas c perfumaras,
tudo por menos do que em outras parles : na lo-
ja do vapor na ra Nova n. 7.
= Vende-se um sellim inglez cora seus per-
tences, ludo em bom estado : a tratar na ra do
aeDo n. 11.
"Offerece-so um caixeiro com bastante pra-
tica de pharmacia, para a praca ou para o malo :
quem precisar, dirija-se a ruada Imperatriz nu-
mero 13.
a Francisco Jos Pereira Borges vai a Europa.
AMA DE LEITE.
Precisa-se de urna ama de. I!, --,--, V--
do Rosario r-------- a notica, a segunda loja do
miudezas n. 40, que so dir quem precisa.
Frecisa-se de urna ama forra on captiva ;
na ra das Aguas-Verdes n. 22, segundo andar.
Desappareceu hontem, 25 de abril, um me-
nino pardo, de nome Porgenlino, idade 11 an-
nos levando chapeo de feltro de cor parda :
quem delle tiver noticia ou o pega.-, dirija-se a
ra das Aguas-Verdes n. 50, ou a Santo Anto a
seu pai Caetano Jos Ferreira, que seta recom-
pensado.
Precisa-se de um caixeiro que lome conta
de urna taberna por balanco, e que d fiador a
sua conducta : a pessoa que esliver nestas cir-
cunstancias, appareca as Cinco Pontas n. 11.
Ama.
Precisa-se de urna ama forra ou captiva para
cozinhar para urna pequea familia : na ra lar-
ga do Rosario, passando a botica, a segunda loja
de miudezas n. 40, que se dir quem precisa.
= O abaixo sssignado faz ver aos credoresda
massa fallida de Marcolino da Cosa Raposo, qua
se acha em dia com o mesmo senhor, como pro-
va com os recibos que delle tem em seu poder,
pois sendo o mesmo Sr. Marcolino reforjante de
urna letra pertencenie a Antonio Jos "Moreira
Pontos, esta foi paga pelo Sr, Jos Carlos Ferrei-
ra como endossanle da mesma letra, como cons-
ta do recibo passado pelo possuidor.
Lenidas Tito Lourciro.
Atten^ao.
Offercce-se um rapaz para caixeiro de arma-
zem ou outro qualqucr estabelecimento, o qual
d fiador a sua conduela, e tem boa letra : quem
quizer delle se utilisar, deixc carta fechada com
as iniciaos J. M. M. E. A., na praca da Indepen-
dencia ns. 14 el6.
Vende-se urna prelada Costa, boa qiylan-
deira : a Iratar na loja da ra do Passeio n. 7.
Vende se urna fabrica de fazer velas de
carnauba no caes do Ramos, sobrado de um
andar coafron'c so guindaste.
Urna pessoa anda arrumada o com bastan-
te pralica de commcrcio e com boa lettra, se oi-
ferece para caixeiro do 'qualqucr casa commer-
cial preferindo de grosso ou eseriptorio, d Gador
a sua conducta no caso preciso : quem o preten-
der dirija-se ra do Queimado n. 63 em carta
fechada com as iniciacsO. P. G.
Attestado.
Rhcumatismo no joelho da perna direita
Eu abaixo assignado declaro, que achando-mo
gravemente atacado de rheumatismo no joelho da
perna direita por mais do 2 annos, "o qual rao
privava do dormir, e applicando varios medica-
mentos nao foi possivcl obter raelhoras algumas,
e ltimamente recorr s chapas tnedicinaes do
Sr. Ricardo Kisk, com eseriptorio na ra do Par-
lo n. 119, e no pequeo espaco de 24 dias flquei
perfeilaraente bora. E por ser verdade, passei o
presente attestado, o qual vai por mira assignado
para ser conhecido publicamente. Ra do Ouvi-
dor n. 10, Rio de Janeiro.
Lu: Venancio da Rocha Vianna.
Tributo de gratido.
Inflammaco na bocea do estomago.
Urna minha escrava padeca ha bastante lempo
urna forle inflammaco na bocea do estomago,
acompanhada de falta derespiraco, muito can-
saco e dores pelas costas, tudo procedido da mes-
ma inflammaco, e com muitos remedios que
lomou e applicou, nunca pode obter melhoras ;
ultimamento cora as chapas medicinaos do Sr.
Ricardo Kirk, com eseriptorio na ra do Parto
n. 119, tive a salisfaco de a ver perfeitamente
boa em 33 dias, pelo que tributo ao dito senhor
meus sinceros agradeciraenlos. Ra do Senhor
dos Passos n. 47, Ro de Janeiro.
Anionio Jos da Cosa.
Beconhecida verdadeira a assignatura supra
pelo tabello Pedro Josa do Castro.
TRATAMENTO
SEM RESGUARDO, NEM -INCOMMODO.
Inflammaco do estomago.
Nao posso delxar de tributar os meus devidos
louvores s chapas medicinaes do Sr. Ricardo
Kirk, com cscriplorio na ra do Parlo n. 119,
pois nue por meio de lo precioso remedio fiquet
curado da inflammaco do estomago, da qual pa-
deca ha mais de 10 annos, por cuja causa soffria
falta de respiraro, cansaco e muito faslio ; 6
nao lendo J espetanca deficar melhor, acho-mo
agora perfeilaraente *h, j-k' w das da
applicaoo da* rt,los "napas. Por isso cumpro
-----. .-.ieu dever, fazendo a prsenle declaraco
era signal de minha sincera gratido. Rua'do
Sacco n. 53, Rio de Janeiro.
Agoslinho Vereira Cardoso.
Reconhecida verdadeira a assignatura supra
pelo labcllio Pedro Jos de Castro.
Na botica de Joo da C. Bravo & C, preci-
sa-so de caixeiro.
N's abaixo assignados fazemos sciento ao
respeitavel corpo do commcrcio que amigavel-
menle dissolvemos a sociedade que linhamos na
loja de miudezas da ra do Queimado n. 25, qua
gyrava sob a firma de Gouveia & Araujo, ficando
o socio Jos Antonio da Silva Araujo encarrega-
do da liquidaco da extincla firma, e obrigado
pelo passivo Becife 30 de marco de 1860 Joo
Jos de Gouveia, Jos Antonio da Silva Arauje.
Perda.
Na noilo do dia 21 do corrente perdeu-se um
pedaco de urna flauta branca, desde a ra do Vi-
gario at a ra da Roda : quem achou leve ra
da Cruz n. 8, primeiro andar, que ser bem ro-
compensado.
A 25 do correnlo fugio do Corredor do Bspo
um boi pequeo, magro, laranja com malhas
brancas ; roga-se a quera o tiver aprehendido di-
rijr-se a casa n. 8 da ra do Rosario da Boa-vis-
ta ou annuncie por este jornal ; por isso se re-
compensar.
Precisa-so alugar um sobrado do dous ou
tres andares, que soja no bairro do Sanio Anto-
nio, a tratar na praca.da Indepencia n. 37 e 39.
Precisa-se alugar urna ama que saiba cosi-
nhar bem ; a tratar na ra Cabug n. 3 no segun-
do andar.
Havana
Legilimos charutos de Havana marca Londres
a 12j> o cont : no Centro Commercial ra da
Cadeia do Recite n. 15, loja de Jos Leopoldo
Bourgard.
Cigarros
de superior fumo do Para : no Centro Commer-
cial ra da Cadeia do Recife n. 15, loja de Jos
Leopoldo Bourgard.
Pechincha para acabar.
Vendem-se lazinhas d cores para acabar a
200 rs. o covado : na loja do sobrado amarello,
uos quatro cantos da ra do Queimado n. 29, de
Jos Maria Lopes.
MIMA
sem igual
Corles do chita frnceza larga para vestido a
2$ o corle : na loja do sobrado amarello, nos
quatro cantos da ruado Queimado n. 29, de Jos
Maria Lopes.
Arrenda-se o engenho denominado Jussa;
r de Sant'Anna, sito na freguezia de Ipojuca -
este engenho tem excellentes trras pan toda e
qualquer ordem de cultura, e com possibilidade
para safrejar era grande escala, e tica distante ao
porto de embarque urna legua: a tratar com o
seu proprielario o Dr. Igoacio Nery da Fonceca.
-se dinheiro a juros sob penhores de pra-
la e ouro: na ra Direita n. 60, primeiro andar.
Simplicio da Cruz Ribeiro," professor
publico do segundo grao na freguezia da
Boa-Vtsta, as horas vagas de seu magis-
terio, ensina particularmente as materias
de sua proflssao. Tambem d licoes por
casas particulares: na ra da Gloria ns.
42 e i4.
Antonio Bernordo Vaz do Carvalho e
Manoel Jos do Nascimcnto o Silva, agra-
decen! a lodos os Srs. que se dignaram as-
sistir as exequias do seu mui presado ami-
go Joo Baplisla de Campos, e de novo ro-
gam-lhes de reunirem-sc no dia 28 do cor-
rente s 6 horas da manha, ns igreja da
Madre de Dos, afim de ouvirera a missa
que por alma do mesmo finado se lim de
celebrar.
Precisa-se de um caixeiro para laber
12 s 16 annos : a tratar no becco Larga, dep*b-
sito de farinha.
Hoteldo Rosa
12 Ra da Quitanda 12
NO
Rio de Janeiro,
Este anligo e bem acreditado estabelecimento
nao so offerece aos Srs. viajantes excellentes
commodos e ura tratamento to bom como nos
melhores da Europa, como tambem sos amado-
res de bilhar, ricas mesas em que possam se re-
crearem as horas vagas. O proprielario confia-
do na fama que sua casa tem sabido grangear,
tanlo dos numerosos estrangeiros como mesmo
nacionaes, que tem lido a honra de hospedar,
espera continuar a merecer a confianza das pes-
soas que visitarem a corte do imperio.
Precisa-se para urna casa de pequea fa-
milia, de urna escrava que faca o servido diario
e compras, com aceioe fidelidad, paga-se bem:
na ra dos Prazeres nos Coelhos, casa de porto
com dous leoes.
Vende-se no Corredor do Bispo, sitio junto
a fabrica de ferreiro, um boi manen e gordo pro-
prio para carroca.
Os abaixo assignddos declaram ao corpo do
commercio que dissolveram a sociedade que g-
nita com o Sr. Manoel Marques de Abren no es-
tabelecimento da ra da Cruz n. 15, sob a firm*
de Abreu & Carvalho, ficando o socio Carvalho
cora o dito estabelecimento e admiltiodo para
seu socio o *. Vicente Ferreira Piolo, ficando
d'ora em dianle gyrando na Arma de Pinto &
Carvalho. O mesmo declara que dito estabeleci-
mento nada deve, porm se alguem se julgar cre-
dorda exlincla firma de Abreu 4 Carvalho, apre-
sente-se no praso de 3 dias a contar da data des-
te depois nao se admilte reclamacSo alguma.
Recife 26 de abril de 1860. Vicente Ferreira
Pialo.=Jos Antonio de Carvalho Jnior.
i I



COMPANH1A
ALLIANCE
Estabelecida em Londres
EN
CAPITAL
Cinco mlioes de libras
esterlinas.
Saunders Brothers & C" tem a honra de In-
formar aes Srs. nadantes, proprietarios de
casas, e guem mais conTier, que estao plena-
mente autonsados pela dita companhia para
effectuar seguros sobre edificios de tijolo e pe-
dra, cobertos (Je telha e igualmente sobre os
objectos que coutiverem os mesmos edificios,
quer consista em mobilia ou em fazendas de
qualquerqualidade.
No dia 27, as 11 horas, na ra de Hortos,
na casa n. 22, se ho de arrematar 3 caixes de
caiungas de gesso, pertenceulo ao espolio do fi-
nado tocano Valentino Barsande, em presenca
do.Sr. Dr. juiz de ausentes.
O bacharel Jorge Dornellas R-
beiro Pessoa tem o seu escriptorio de
advocada na cainboa do Garmo n. 10,
primeiro andar, onde pode ser procu-
rado das 9 boras da manliaa as 2 da
tarde.
Aluga-se urna casa de dous anda-
res na ra da Aurora n. 26: a tratar
na mesma casa com o proprietario.
Almanak da provincia.
Sahio a luz a folhinha com
o almanak da provincia para
o correne anno de
jHAMO Dt PERNAMBUCO. '- SEXTA PETRA 2? DE ABRIL DE 1860.
NDE HOT
Ra Nova, em Bruxellas (Blgica),
A DIRECCAO de e.
Este hotel collocado no centro de urna das eapitaes imp< ranles da Europa, torna-sede grande
valor paraos brasileiros e portuguezes, por seus bons commodos e confortavel. Sua posicao
urna das meihores da cidade, por se achar nao s prximo s estafes de caminhos de ferro, da
Allemanhae Fran?a, como por ter a dous minutos de si, ndos os theatrose diverlimentos ; e,
alem disso, os mdicos presos ccnvidam.
No hotel hasempre pessoas especiaes, fallando o frane. z, allemao, flamenco, nglez e nor-
uguez, paraacompanhar as touristas, qurem suas excurs na cidade, qur noyeino qur
embm para toda a Europa, por presos que nunca exceden di 8 a 10 francos (3200 49000 )
rn YaS^STA la d? TS' "t residiram 0S Exras- Srs- conselheiro Silva Fer-
rao, e seu filho o Dr. Pedro Augusto da Silva Ferrao, ( de Portugal) e os Drs Felinne Lones
IT^IZ****' F"rf' desembargador Pontes -fj\ do BSS, )S T
tras pessoas tanto de uro, como de outro paiz.
Ospreposde todo o servido, por dia, regulara de 10 i 12 francos (49000 4500.)
So hotel encoBtrarn-se inforroacis exactas acerca de tuc o nue pode precisar um eslrangeiro
Sipop du
nrFORGET
JARABE DO FORGET.
iste Ta!Pe "*'* approvado petos mais mioentes mdicos de Paris.
--------- icomo serum o melnor para curar con ilioarnn mp rnnvuUa ..__.-~
O dSpoto na ra larga do Itotario. botica de Bartkolom:o Francisco de Souxa, n. 30.
oqualsevende a 800 rs. na
praca da Independencia livra-
ria n. 6 e 8 contendo arm do
kalendario ecclesiastico e
civil :
Nolicia dos principaes esta-
dos da Europa e America com
o nome, idade etc. de seus im-
peradores, reis e presidentes.
Resumo dos impostos ge-
raes, provinciaes, municipaes
e policiaes.
Tabella dos emolumentos
parochiaes.
Empreados civis. milita-
res, ecclesiasticos, litterarios
Je toda a provincia.
Associaces commerciaes,
agrcolas, industriaos, litera-
rias e particulares.
Estabelecimentos fabris, in-
dustriaes e commerciaes de
todas as qualidades como lo-
jas, vendas, acougues, enge-
nhos,etc, etc.
Serve elle de guia ao com-
merciante, agricultor, mar-
timo e emfim para todas as
classes da sociedade.
O bacharel Witru vio tem
o seu escriptorio no andar
do sobrado n. 23 da ra Nova,
cuja entrada pelaCamboado
Carmo.
Engorama-se cora asseio e promplido : no
beccodo Marisco n. 20.
Precisa-se alugar um prelo ou preta, j ido-
sos, para comprar na ra e fazer o mais servido
de urna casa de familia, ou mesmo urna ama as
mesraas circumstancias : quem tiver e quizer,
annuncie ou dirija-se a ra de Sapta Rita n. 40,
primeiro andar.
Boa casa para alugar.
Nos dias 20, 2i e 27 do corrente vai
a praca do juizo municipal da primeira
vara, por arrendamento de tres annos
o sobrado de tres andares e sotao com
mirante, sito na ra esfreit do Rosa-
no n. 41. com um grande armazem
lageado detres poi tas na frente, gabi-
netes em cada um dos andares, e outras
murtas accommodac/5es, afaliado no
todo em 1:700# por anno.
E DENTISTA FRANCEZ. 3
U- Paulo Gaignoux, dentista, ra das La- 3
r rangeiras 15. Na mesma casa tem agua e *
p dentico. -<
OITerece-se urna raulher para ama de casa :
quem pretender, dirija-se ao Arraial, no sitio do
uamiao, a fallar com Joao Pereira Pequeo.
Consultorio medico, ra da
Gloria n. 3.
O Dr. Lobo HOSCOSO continua nos
seus trabalhos mdicos.
CASA LlISO-BRASLEIKA,
2, Golden Square, Londres.
J. G. OLIVEIR.Atendo augmentado, com to-
mar a casa contigua, ampias e excellentes ac-
commodacoes para muito mnior numero de hos-
pedesde novo se recommenda ao favor e lem-
branca dos seus amigos e dos Srs. viajantes que
Visitera esta capital; continua a prestar-Ihes seus
serviros e bous ofcios guiando-os cm todas as
cousas que precisem conhecimento pratico do
pan, etc. : alera do portuguez e doinglez alla-se
na casa o nespanhol e francez
SOCIEDADE BAMARIA
Amorim, Fragoso, Santos
Companhia.
Os Srs. socios comraanditarios sao convidados
a realisar asegunda entrado de 12 li2 por cento
sobre os seus capiiaes al o dia 16 de abril cor-
rente, do conformidade com o respectivo contra-
to social.
S DENTES i
i ARTIFICIAES. I
|Ruaestreita do Rosario n. 3
9 Francisco Pinto Ozorio colloca denles ar-
@ tificiaes pelos dous syslcmas VOLCANITE fc
@ chapas do ouro ou platina, podendo ser @
$ procurado na sobredila ra a qualquer &
hora. J
m m i (B (i)0
m)
Lices de francez
piano.
Mademoiselle Clemence de Hannetot
M de Manneville continua a dar liedes de
^ francez e piano na cidade e nos rrabal-
j|j des : na ra da Cruz u. 9, segundo andar, ii
O Sr. Honorato Jos de Oliveira Figueire-
do queira annunciar sua morada ou dirigir-se
livraria da prac.a da Independencii.que se preci-
a fallar-lhe.
Por um corle de cabello e
frisamento S00 rs.
Ra da Imperatriz n. 7.
Lecomle acaba de receber do Rio de Janeiro
0 primeiro contra-mestre da casa Augusto Clau-
dio, o um ouiro vlndo du Taris. Esiij estobelu-
cimenlo esta hoja as melhores condiroes que
possivel para salisfazer as cncommendas dos
objecios em cabellos, no mais breve lempo, co-
mo sejara : marratas a Luiz XV, cadeias de relo-
gios, braceletes, anneis, rosetas, etc., etc., ca-
balleras de toda a especie, para homens e se-
nhoras, lava-se igualmente a cabera a moda dos
Estados-Unidos, sem deixar urna s pelcula na
cabeca dos clientes, para salisfazer os prelenden-
tes, os objectos era cabello serao feitos era sua
prcsenra.se o desejarera, e achar-se-ha sempre
urna pessoa disponivel para cortar os cabellos, e
pontear as senhoras em casa particular.
= Antonio Marques de Amorim faz publico,
que no.dia 21 do corrente foi recolhida em sen
sitio na Ponte de Ucha urna preta velha por
nome Auna, em estado de embriaguez c mordi-
dida por unscaes. O seu estado nao permiltio
oblerdella informaco alguma que indicasse se
era livro ouescrava. Tendo sido cuidadosamente
tratada.acha-so quasi restabelecidn, mas apenas
sabe dizer que perler.ee a urna senhora viuva,
moradora na ra do Collegio, e por isso se faz
o prsenle aanuncio para que a pessoa a quem
per lenca a mande buscar.
Precisa-se de urna ama para urna pessoa :
na ra Bella n. 10.
agencia dos fabricantes amerlca-
nos Grouver & Haber.
Machinas de coser: em casa de Samuel P.
Johnston & C, ra da Senzala Nova n. 52.
E' chegado loja de Lccorate, aterro da
| Boa-Vista n. 7, o escolente leile virginal de ro-
1 sa branca para refrescar a pello, tirar pannos,
sardas o espinhas, e igualmente o afamado oleo
babosa para limpar c fazer crescer os cabellos,
assim como pos imperial de lyrio de Florenja,
para bortuejns c asperidades da pello, conser-
va a frescura o o avelludado da primavera da
vida.
w~^ lpes50as que Uverem contas contra o Sr.
W. W. Stap|i, cnsul dos Estados Unidos, terao a
bondade de apresentarem no mesmo consulado
at o da 28 do corrente.
FOLIIIXIUS PAR 1860.
Estao vi nda na livraria da praga da Inde-
pendencia ni. 6 o 8 as fulhinhas para 1860, im-
pressasnesU typographia, das seguales quali-
dades :
KOLIUNIU RELIGIOSA, contendo, alm do
kalendario e regulamentodos direitos pa- |
rochi es, a continuado da bibliolheca do
Cristi o Brasileiro. que se compoe; do lou-
vor a > sanco nome de Dos, coroa dos ac-
tos d( amor, hymnos ao Espirito Santo e
a N. >., a imitagao do de Santo Ambrozio,
jacul; lorias e commemoraco ao SS. Sa-
cramento e N. S. do Carmo, exercicio da
Va-Sacra, directorio para oraco mental,
dividido pelos dias da semana, obsequios
I ao SS. corncao de Jess, saudagoes devo-
tas s chacas do rhricn ..s.- >. c
nliora, ao patrocinio de S. Jos e anjo da
guardi, respondo pelas almas, alm de
outra; orates. Prejo 320 rs.
'ITA DE v-ARIEDADES, contendo o kalenda-
rio, rcgulamenlo dos direitos parochiaes, e
urna colleccao de ancdotas, ditos chisio-
cnB-'"'2"- bhulaa, pensamentos moraes,
receiti s diversa, u. ... .,. .
quer ce cultura, e preservativo ue arvore
e fruc os. Preco 320 rs.
Koga-se aos Srs. devedores a firma social
de Leite & Correia em liquidajao, o obsequio
de mandar saldar seus dbitos na loja da ruado
Quemado n. 10.
Na livraria n. G e 8 da praqa da
Indepenecia, pieciza-se fallar ao Sr.
Joao da Costa Maravilha.
O Ur. Cosme de Sa1" Pereira
|de voltadesua viagem instructi-
Jtiva a Europa continua no exer-
cicio de sua profissao medica.
S Da' consuitas em seu escripto-
rio, no bairro do Recite, ra da
Cruz n. 53, todos os dias, menos
jnos domingos, desde as'6 horai
I te as 10 da manLaa, sobre os
seguintes pontos
1
1
O"
i-
D
ITA DE l'ORTA.a qual, alm das materias do
COSlu ie, (oulcra o resumo dos direilOS
parochiaes. Preco 160 rs.
Attenco.
Molestias de olhos
. Molestias de coracao e de
peito ;
Molestias dos orgSos da gera-
co, e doanus ;
'. Praticara'toda e qualquer
operaqao quejulgarconvenien-
te para o restabelecimento dos|
seus doentes.
O exarae das pessoas que o con
sultarem sera' feto indistincta-
mente, e na ordem de suas en-
tradas; fazendo excepejio os doen-
tes de olhos, ou aquelesque poi
motivojustoobtiverem hora mar-
cada para este Gm.
a -rrK^au ucolguns medica
mentos indispensaveis em varios
casos, como o do sulfato de atro
pina etc.) sera' fetto.ou concedido
gratuitamente. A confianca que
nelles deposita, a presteza*de sua
accao, e a necessidade prompta
de seu emprego; tudo quanto o
demova e~ a- '
l*neilco Ao.
Asilo de mendiciJade.
9 Curso i ratico e theorico de lingua fran-
ceza por urna senhora franceza, para dez ^
mocas, segunda e quinta-feira de cada se- #
9 raana, dailO horas at roeio dia : quera
35 quizer aproveitar pode dirigir-se a ra da j|
Cruz n. 3, segundo andar. Pagamentos A
@) adiantadis. ^
@@|5 @@ @@
Roga-se aos Srs. devedores do estabere-
cimento do Tallecido Josda Silva Pinto, o ob-
sequio de saldaren! seus dbitos na ra do Col-
legio venda ti. 25 ou na ra do Quemado loja
n. 10. J
= Cacian > Pinto de Veras faz scientc a quem
Tendo a associacao commercial bene-
@ i (cente de mandar publicar os nomes dos
Sis. que subscreveram para este pi es-
tabelecimento, e nao tendo algtms des-
ses senhores realisado ainda a entrada
da somma com que se dignaram subs-
crever a mesma associacao roga-lhes
qutiram realisar tal entra'ja at o fim
do corrente mez, aim de que ella possa
cumprir aquelle dever.
;_i. ... ......./ '= i abicuiv ,i quem i 4uaiquei ora ao na ou da noile para 0 S'l
inleressar q.e est em exercicio da vara de juiz exercicio de sua prollsso. Especialidades
ae paz do 4 anno, do primeiro disttictn da fro- Si> nartos p mnlpsiiaa mu;ii;./ s
de paz do 4C anno, do primeiro dislricto da fre-
guezia doSS. Sacramento decanto Antonio des-
ta cidade, pr ra que foi cleilo e que despacha na
casa de sua esidencia ra de S. Francisco n. 8,
c em qualquer parle que for encontrado; e'que
d audiencia as tercas e sexias-feiras as 4 1|2
horas da larde como ja tem annunciado, na casa
publica das audiencias. Recife 29 de fevereiro
de 1860.
S. 27-Rua da Imperatriz-N. 27.
L. Pugi.
nica cfficina ora Pernambuco para lavar as
palhinhas d;s mobilias as mais encardidas, lor-
nando-se outra vez tao alvas como no estado
primilivo ; < sla magnifica preparacao chimica
tem a propriedadadedesenfectar as "mobilias das
pessoas raoitas de molestias contagiosas : na
mesma casa avam-se chapeos de palha de Italia
e pdem-se moda.
Na ra do Imperador n. 28, aluga se e ven-
de-se em grandes e pequeas porces bichas
hamburguez.is, e tambem cal da mais nova que
ha, para fabrico da assucar, por prego commodo.
FUNDIQAO
DO
I.
Ra do Brum (passando o chafariz.)
No depozio Acstc eslalieleeimeiilo sempre \ia grande sortunento de me-
enanismo para os engennos de assucar a sa\>er:
Machinisde vapor moderna, de golpe cumprido, econmicas de combustivel, e*de!acillimoassento :
Rodas d agua de ferro com cubos de madeira largas, leve, fortes, e bem balancadas ;
Cannos de ferro, e portis d'agua para ditas, e serrilhas para rodas de madeira
Moradas nteiras com virgen muito fortes, e convenientes ;
Meias moendas com rodetas motoras para agua, cavallos, oubois, acunhadas em aguilhoe deazs i
Taixag de ferro fundido e batido, e de cobre
Pares ebicas para o caldo, crivos e porta de'ferro para s fornalhas ;
Alambique de ferro, moinhos de mandioca, forno* para cozer farinha ;
Rodeta dentada de todo o tamanhos para vapor, agua, cavallos ou bois ;
Aguilhoe, bronze e parafuos, arado, eixos e roda para carrosas, frm gaUan izadas para purgar etc., etc.
D.W.Bowman confia que os seus freguezes acharo tudo digne da preferencia com
que o onram, pela longa experiencia que elle tem do mechanismo propr io para os agricul-
tores desta provincia, e pelo facto de mandar construir pessoalmenl e as suas obras as
mais acreditadas fabricas da Inglaterra, para onde elle faz viagem annual para o dito fim,
assim como pela coutmuaco da sua fabrica em Pernambuco, para modificar o mechanis-
mo a yontade de cada comprador, e de fazer os concertos de que podero necessitar.
, Us l)rs. em medicina Prudencio de Brilo @
@ Colegipee Manoel Alvesda Costa Brancan- S
@ te, continuara a residfr na ra do Impera- @
dor n. 11 B, onde podem ser procurados t
" a qualquer hora do dia ou da noile para o 2
parios e molestias syphililicas. ^
@@S) S@@8@@@
Precisa-se de duas arcas, una para cqzinha,
e outra paraengommado, dando-se preferencia a
escrava; a liatar na* ra do Imperador u. 15.
O abaixo assignado comprou a ta-
berna sita no pateo de Santa Thereza n.
59 ao Sr. Manoel Maximiano Rodri-
gues, se alguem se julgar com direito
a ella reclame no prazo de 3 dts para
ser attendido. Recife 22 de abril de
1860.Aureliano Lu'z Alves.
}r
Vendem-se bositos burros e por menos preco
do que se lem vendido, para ver e Iratar na c-
cheirada ra da Florentina, que foi do lenle
coronel Sebasliao.
Joao Luiz Goncalves Ferreira invcntarianle
do casal de seus fallecidos pais, faz scienle que
tendo-sedesencaminhado duas letras aceitas pe-
lo Sr coronel Antonio Pedro deS Brrelo, urna
vencida no Iode novembro prximo passado, e
a outra a vencer no Io de novembro do corrente
anno: e da quantia de 506$ cada urna, apressa-
se era fazer publico osla occurrenci.i, para que
!ninguem faca Iransaccao com ditas letras, que
pcrlenccm ao casal dos pais do annunciante.
Vende-se um ptimo piano novo e de mui-
to boas vozes, tambera se troca por urna escrava
de meia idade: na ra da Imperatriz, loja de
calgado n. 14.
Precisa-se alugar urna escrava ou ama for-
ra, quo compre e cozinhe para urna casa dte
pouca familia : na ra da Imperatriz, loja de
calcado n. 14.
Antonio Fernandos Duarte Almeida, vai a
Europa.
, A pessoa que precisar de urna casa na Pas-
sagera do Manguinho, dirija-se ao Manguinho,
venda da calgada alta.
Os credoresde Lima & Martina sao convida-
dos a apresentarem suas contas na loja da ra
Nova n. 6 ateo fim do corrente mez.
Ortelo.
Precisa-se de um ortelao que saiba
perfeitamente o seu officio, e paga se
bem : a fallar na Ilha do Rato com o
Sr. engenheiro Mello Reg.
Gratifica-so generosamente a quem pegar o
prelo Jos, que foi escravo do Sr. Dr. Lobo Hos-
coso, e vendido ao Sr. Antonio da Costa Alecritn,
o qual lora os signaes seguintes : alto, secco,
rosto descarnado, com falta de denles na frente,
e costuma a fallar serrado ; fugio no dia 16 do
corrente, de pedras de Fogo, nfio conduzio rupa
nenhuma senao a do corpo, calca azul e camisa
branca velha : quem o pegar, entregue na ci-
dado de Reeifc, na ra da Guia n. 7.
*Precisa-se de urna ama eaarava ou forra
para lodo o servijo de pequea familia: na ra
da Gloria n. 9.
Grande e novo sortimento de fazendas de todas as qua-
lidades por baratissimos precos.
Do-se amostras com penlior.
Lindos cortes de vestidos de seda pretos
de 2 saias
Dilos ditos de ditos de seda de cores
com babados
Dilos dilos de dilos de gaze phanlazia
de cores
Romeiras de fil de seda preta bordadas
Visitas de grosdenaples preto bordadas
com froco
Grosdenaples de cores com quadrinhos
corado
Dito liso preto e de cores, covado
Seda lavrada prela e branca, covado 18 e
Dita lisa prela e de cores, com 4 palmos
de largura, propria para forros
Cortes de vestido de seda de gaze trans-
parentes
Ditos de ditos de cambraia e seda, corle
Cambraiasorlandys de cores, lindos pa-
dioes, vara
Manguitos de cambraia lisos e bordados
Tiras e entrcraeios bordados
Mantas de blonde brancas e pretas
Ditas de fil de linho pretas
Chales de seda de todas as cores
Lencos de cambraia de linho bordados
Ditos de dila de algod.o bordados
Panno prelo e de cores de todas as qua-
lidades, covado
Casemirasidem idem idera
Gollinhas de cambraia a
Chales de touquim broncos
Ditos de merino bordados, lisos e es-
lampados de todas as qualidades
Enfeiles de vidrilho fraucezes prelos e
de cores
Aberturas para camisa de li:iho e algo-
uo, brancas e de cores
Saias balao de varias qualidades
Tafet rxo, covado
Chitas francezas claras e escuras, co-
vado
Cassas francezas de cores, vara
Collannhos de esguio de linho mo-
dernos
Um completo sortimento de roupa feita
8
i
9
9
1200
s
39000
19500
103000
16} 000
19000
9
9
9
9
9
8
$900
9
9
6!0
9
9
3500
9
63000
$500
9280
1500
$800
sendo casacas, sobrecasacas, palelots,
colletes, calcas de muitas qualidades
de fazendas
Chapeos francezes finos, forma moderna
Lm sortimento completo de grvalas de
seda de todas as qualidades
Camisas francezas, peitos de linho e de
algodao brancase de cores
Ditas de fustao brancas e de corea
ceroulas de linho e de algodao
Capellas brancas para noivas muito finas
Lm completo sortimento de fazendas
Eara vestido, sedas, lia e seda, cam-
raia e seda tapadas e transparentes
covado
Meias cruas brancas e de cores para
meninos
Dilasde seda para menina, par
Luvas de fio de Escocia, pardas, para
r menino
Vclludilho de cores, covado
>elbulina decores, covado
Pulseiras de velludo pretas e de co-
res, o par
Ditas de seda idem idem
L'm sorlimenlo completo de lu--as de
seda bordadas, lisas, para senhoras,
homens e meninos, de todas as cua-
lidades
Corles de collele de gorgurao de seda
de cores
Ditos de velludo muito finos
Lencos de seda rxos para senhora
Marquezitas ou sombrinhas de seda com
molas para senhora
Sapatinhosde merino bordados proprios
para boplisados, o par
Casinelas de cores de duas largurasmui-
to superiores, corado
Setim prelo, encarnado e azul, proprio
para forros, com 4 palmos de largura,
fazenda nova covado
Selim liso de todas as cores, covado
Lencos de gorgurao de seda pretos
Felogios e obras de ouro
Corles de casemira de cores a
=^------------------------------------:_______________.......J ''- iuai-mn-1 uu cores a
|MMMKaS-*Hi!IraM
EAU MINERALE
NATURALLE DE VICHY.
Deposito na botica franceza ra da Cruz n. 22.
9
89500
9
S
9
8
9
s
9
lc600
9320
1?200
9700
250OO
liOOO
9
3
SEOO
9
iSoo
15000
1&600
9
%
9
5000
niente2^nteZnf,dTr?labeKe-Cim,en,?: que,pel/,n0 T0S "lamentos feitos acha->
meniemente montado, far-sc-hao tambera do 1o rt tmvmkr,, cm ,n. -, innatosrnensaes para
maior commodidade e econon.iaao puDlico h ,-~.u os proprielarJos esperara, a remunerado de
'amos sacrificios. *
Assignatu-a do banhos fros para urna pessoa por mez. .... 105000
momos, de choque ou chuviscos por mez 15$00O
_________Senes da cartn o. banhos avulsos aos oreos annunciado..
lorT, n^? r C' mu^aram seu c,scriH Preciia.ce alugar urna ama forra que saiba
tono para a ra da Cruz n. 21, primeiro andar engommar c fazer algum Irabalho de casa de fa
l recisa-sc de urna escrava boa para o ser-
vqo de urna casa de pouca familia, e paga-se
bem : na ra da Mangueira n. 11, Boa-Vista.
= Precisa-se de urna ciiada porlugucza que
seja de boa vida e coslumes, sabendo engommar
e costurar, s para urna pessoa tambem porlu-
gueza : quem esliver nestas circumstancia *<-
^Consultorio central honicopathicoj
I f PSllMKC. 1
t Continua sob a mesma dlreccao do Ma-
noel de Maltos Teixeira Lima, professor 2
em homeopalhia. As consullas como d'an-

i Botica central liomcopalhica {
1 DR- SABINO 0, L PIXIIO |
@ Novos mcdicamentoshomconalhicos en- &>
^ viados da Europa pelo Dr. Sabino. &L
@ Estes medicamantos preparados espe- &j
$% cialmcnte segundo as necessidades da lio- S
@ meopathia no Brasil, vende se pelos pre- ?
^ ros conhecidos na botica central horneo- j
S palluca, ra de Santo Amaro (Mundo No- ?
v) n 6- I
@@@s @@ @@g@e@
Flores de cera em cinco
licoes.
O artista Jos Ricaud, recentemente chegado
da corle, ofTcrece ao publico em geral e em par-
ticular ao bello sexo, seus lindos trabalhos de
cera e litas. D licoes cm casas particulares :
exposicao dosquadros, na ra do Cobuga n. 3 A,
casa do horticultor francez.
Arrenda-se o engenhoOulerao, silo na fre-
guezia da cidade da Victoria, distanle da praca 9
legoas ; quera o pretender arrendar, dirija-se ao
engenho Novo de Iguarass, a tralar com Fran-
cisco Virissimo do Reg Barros.
milia ; quem esliver nestas circumstancias, diri-
ja-se a ra da Cadeia do Recife n. 22, segundo
andar.
Trecisa-se de urna escrava para o servico
interno de urna casa de pequea familia, que sa'i-
ba cozinhar.MCnsabo.a &**oty-de Porl rna
ctOs fjuararapes, casa do professor publico, ou
annuncie para se procurar.
'mu awiLB*iaiBBjHic'.-.{
Seguro contra Fogo |
COMPAUniJL i
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LONDRES S
AGENTES 0
C J. Astley & Companhia. i
Vende-se
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As pessoa? qiie liverem conlS contra o
Sr. W. w. Slapp, cnsul dos Eslados- Unidos, te-
rso a bondade de a prese 11 la re ra no mesmo con-
sulado at o dia 28 do corrente. Recife \8 de
abril de 1860.
GuilhermePurscll vende o seu sitio defron-
le da capella de Bellea, com muita Ierra para
planlacao, baixas para capim, arvores de fruclo
muito pasto para gado e urna ptima casa qu
acommoda urna grande familia, ou mesmo um
collegio : os pretendentes dirijam-se ao mearao
sillo, a fallar com o proprietario. e mesmo para
veremo que urna propriedade bem edificada, c
que offerece inlereise.
s
para
Tintas de oleo.
Formas de ferro
purgar assucar.
Estauho em barra.
Verniz copal.
3 Palhinha para marci-
llei^(>.
Vinhos finos de Moselle.
1 Folhas de cobre. f
Brimdevela: no arma-
g zem de C. J. Astley A C. g
NMMMMbM al a MIMMMMiI
Aluga-se a loja da rasa da ra do Impera-
dor n. 17, lado do caes : a tratar no primeiro
andar da mesma casa.
Ama.
Precisa-se de urna ama para comprar e cozi-
nhar para tima senhora, na ra da Senzalla Ve-
lha n. 70 : a tratar na mesma casa.
Roga-se aos credores da massa fal-
lida de caminlia & Filhos desta cidade
que facarn o favor de mandar a conta
correne dos negocios que tiveram com
os mesmos fallidos ate o dia 15 de marco-
de 1860, no prazo de 8 dias, em casa
dos depositarios geraes ra da Cruz n.
10, para se poder verificar os seus cr-
ditos.
Precisa-se de urna de leite forrar
ou captiva: no pateo do Terco n. t1r
confronte as casas cabidas.
Pelo presento se faz publico, que lendo-se
perdido urna letrada quantia de 4479052, sacada
por Francisco Jos GoiiQalves da Silva desta pra-
ca e accila por Bernardo Gonralves de Maltos &
C, do Itio Formoso, a vencer cm 15 de maio
prximo vindouro, acha-se a mesma inutilisada o
sem nenlium vigor, bem como que eslao preve-
nidos os aceitantes para nao paga-la a quem lh'a.
opresenlar.
10^000.
Pcrdeu-se na sexla-feira para o sabbado urna
cassolcla de ouro com 4 pedras encarnadas qua-
dradas ; a pessoa quo a tiver achado, querendo
restituir, dmja-se a ra da Cruz n. 4, que se
gratificar com a quanlia cima.
Precisa-se de um caixeiro para tomar conla
de urna taberna por balanco, e d llanca a sua
conducta : na ra da Lingoeta n. 10 se diz quem
quer.
Furlaram na noito do dia 17 de abril do
corrente anno, em Santo Amaro, do quintal de
Joaquim Soarcs Carne Viva, um cavallo de meio,
caslanho retinto, ferrado de novo no quarto di-
reito, com marcas de manjarra sbreos peitos o
quadriz : quem o apprehender, leve ao dito sc-
nhor cima, no mesmo lugar, que aera recom-
pensado.
Thompson Paler. subdito inglez, relira-se
para a provincia da Babia.
Precisa-se de 2;500 a juros sob predios
em urna das melhores ras desla praja : a quem
convier, annuncie a sua* morada por esta mesma
folha para ser procurado.



()
BtmO PE BEfifflWBUQO. SEXTA FEIRA r.M ABWl D8
Modas francezas.
Madamo MiUocheau participa as senhoras suas
freguezas, que no sortimenlo de modas reccbido
pelo ultimo navio francez acha-ae un liado
sortimenlo de chapeos, pelerinas, gollas e man-
gas. Avisa tambern s senhoras suas freguezas,
que emborasaia do sua casa urna ou outra cos-
tureira, corrtinua-se sempre a fazer vestidos e
ma3 modas do verdadeiro goslo de Pars, por
preco coramodo, e exaclidao.
-1 O abaixo assignado, por ler de seguir para a
Europa, deixa por seus procuradores os seguin-
tes senhorc3 : cm 1." lugar ao Sr. Joaquim Mar-
tins Moreira, era 2, ao Sr Jos Domingues Maia,
e cm 3.- ao Sr. Antonio Joaquim Vaz de Miranda.
Antonio Jos Pereira de Miranda.
Sociedade Bancaria,
Amoriui, Fragoso, Santos & Companhia.
llua da Cadeia do Recife.
() publico e os socios desta cmpreza podcm
oblcr pela pratica de conlas correnta vantagens
iiicontestavois. Cessaria o prejuizo que soffrem
is pessoas. que improductivamente conservara
cm suas gavetas quantias, que. dadas pela forma
abaixo desciipta, estarn em cerlo periodo con-
sideravelmentc augmentadas ; portanto, em
nosso inlcresse e no do publico que fazemos as
consideraces seguinlcs :
Todo o individuo que possuir a quanlia de
l^J, edahi para cima, pode abrir conta correntc
craosla sociedade, depositando era sea cofre
essa quanlia, que ficara vjncendo juros desde o
momento em q'uo for envegue at aquella em
que for retirada ; esles juros sero accumulados
ao capital no fim de cada semestre civil, para
ficarcm por scu turno vencendo juros, que sero
igualmente accumulados.
A sociedade pagar sempre urna laxa de juros
de dous por cont, menos quo a laxa, por que a
caixa filial descantar as letras da praga.
As quantias assim depositadas em conla cor-
rentc podero ser retiradas parcial ou totalmen-
te a lodo momento do modo seguintc : at a
somma de 5:0009, vista de 5 at 20 cntos com
aviso antecipado de tres dias, o de 20 cotilos pa-
ra raais coro aviso de seis dias.
s pessoas ftsidenlcs nesta praca a sociedade
ornecer gratuitamente urna caderncta para
nella se fazer a escripturaco da conta, como
tambera para servir do documento s quantias
que por ella forcm recebidas; s residentes fra
remetiera animalmente urna copia da conta cor-
rente para ser conhecido o estado della.
Deste modo, sera despeza alguma, poupando
terupo e trabalho, poder qualqucr pessoa guar-
dar as suas economas e augmenta-las com os
juros que for vencendo.
Nao acontece o ni es m o sendo o dinheiro dado
a juros a prazo iixo por letras ao portador, pois
nao sendo reformadas no vencimento deixara de
vencer juros.
Pedindo a silencio da publico para esta classe
de opera*;oes demonstramos quanto llie sao pro-
ficuas, basta ter cm considerarlo que, conser-
vando un capital depositado cm conta correnle
no espaco de 10 anuos pelo juro de 7 por cento,
e esto capital oslar duplicado naqiielle periodo,
Professor dentista.
Ra da Cruz numero 44.
D.Juan Noques faz scienle aos seus freguezes
cao rcspeitavel publico em ger.il, os quaesj
tem pleno conhecimento da perfeico c delicade-
za UO BOU ...._,..., Anl114- no cjcminin rie
sua profissao : lira denles com a maior rupMar
possivel a Zi >-. .1 )#, sondo mu o. fra della
n 5J, lirapa-os a 53, chumba com massa diaman-
tina a 53. e com prala a 3#, collocaos sobre cha-
pa de ouro a 105, sendo para fra da cidade qual-
quer operaco ser o prero que se couvencioDar.
guado em separado : na livraria n. b e
8 da praqa da Independencia.
mmm
c variado .sortimenlo de
roupas feitas
Na loja da ra Direita n. 87.
Ricos sobrecasacos de panno muilo fleo a 25 e
289, paletols de fustao brancos e de cores a 59,
ditos de alpaca de seda a ($, ditos sobre a G$,
ditos de brim a 3g500 e 4j. ditos de esguio de
algodo branco a 3921)0, calcas de brim de linho
de cores a 2#50O, 3j!, 3500 o 4f, ditas brancas a
2j>, corles de collete de gorgurode seda a 2)600
e 38, ceroulas de bramante francezas a 1J6O0,
grvalas de gorguro, chamalote, setim e groz a
13. ditas de rede a 1J400, chapeos francezes
a 8* c 89500. ditos de casemira a 3$800, ditos de
castor, copa baixa, a 103, chapeos de sol de pan-
no, cabo de canna com astea de balea, a 2)500,
por ter grande porco, cortes de brim de algodo
a 900 rs., saias a balao a 6J500, esguiao do al-
godo com duas larguras a 400 rs colletes de
gorguro de seda a 5), mantas do seda a 2)500,
oieins cruas a 2)500, 3)200 e 4), e outras mui-
las fazendas de goslo que seria enfadonho men-
cionar ; a ellas, antes quo se acabera : sapa-
tos de tranca fetos eo Porto a 1)600.
Faz-se iodo c qualquer ne-
<\ tira
tfocio, por venda a entender
se cuuiuuHu. i., qjj
Maia.
Prccisa-se de urna ama : no paleo do Ter-
co n.26.
Precisa-so de um caixeiro que tenha prati-
ca de taberna, c que d fiador sua conducta ;
nao se olua a dar bom ordenado: na ra de Ro-
sario da Boa-Vista n 51.
Uma pessoa estabelecida (e que
se nao da' bern na praca) deseja mudar
sen estabelecimento para os suburbios
desta cidude, quem tiver alguma casa
terrea que sirva e em bom local, e que
a queira vender, nao excedendo de
4:'.00,< ou que a alugue at o preco de
550,>' annuaes, annncie por esta olha
(prefere-se o Manguinho ou Passagem.
Precisa-sn de uma ama para casa de li-
me m soltoiro : na ra da Praia n. 5.
Augusto k Perdigo,
com loja na ra da Cadeia do Recite n.
23, confronte ao becco Largo,
previnem aos seus freguezes, que acabam de sor-
lir seu novo eslabelecimenlo com fazendas de
gosto, finas, c inferiores, para vender pelospre-
cos os mais razoaveis ; as fazendas inferiores,
o a relalho, se vendero por um preco fixo
que ser o seu proprio custo as casas iDglezas,
uma vez que sejatn pagas vista.
Nesle eslabelecimeuto se encontrar sempre
um sortimenlo completo de fazendas, c entre el-
las o seguinte :
Vestidos de seda com babadose duas saias.
Ditos de la c seda e duas saias.
Ditos de larlatana bordado a seda.
Manteletes pretos bordados com franja.
Taimas prelas de seda e de fil.
Polonezasde gorguro de seda prelas.
Cinturoes para senhora.
Esparlilhos com molas 011 clcheles.
Enfeites do vidrilho ou flores para senhora.
Vestuarios para meninos.
Saias de balo para senhora o meninas.
Chapeos para senhora e meninas.
rentes de tartaruga dos melhoresgostos.
Perfumaras de Lubin e outros fabricantes.
Cassas e organdys de cores.
Grosdcnaples de cores.
Chitas escuras francezas e inglezas
Gallas e manguitos os mais modernos.
Camisas de linho para senhora.
Ditas de algodo para meniuo.
Algodo de todas as qualidades.
i.onpn* de labvrintho para presentes.
/>Has de crochel para menino.
Vestiuu. a nhantazia.
Roupa feita.
Casacas e sobrecasacas de panno fino.
Paletols de casemira.
Calcas de casemira prelas e de cores.
Colletes de seda idcni idem.
Ditos de fuslo.
Camisas inglezas todas de linho.
Ditas francezas de differeutes qualidades.
Malas e saceos de viagem.
Borzeguins de Mellier e outros fabricantes pan
hornera.
Uara (S de Ha vana, Baha e manilha.
Camisas de flanella
Chapeos de todas as qualidades parahoraerr,
senhora c criancas.
Chapeos de castor preto
e brancos
' Na ruado Queimado n. 37, vendem-se osme-
lhores chaes de castor.
Fumo americano.
Vendo-se fumo americano proprio para mas-
care fazer cigarros : na ruada Cruz do Recife n.
50. primeiro andar, caixinhas de 20 e '40 libras
a 4O0 rs. a libra.
Vende-se um ptimo engenho do fabricar
assusar. moente e corrate, todo de varzeas de
raassap e pal, na freguezia de Ipojuca, de ex-
cellente producto : quem o pretender, dirija-so
a loja de Jos Victorino de Paiva, na ra do Ca-
bug n. 2, que dar toda e qualquer informaco.
Na cidade do Rio Forraoso vende-so 3 pro-
prieclade denominadaQuinaJ casa de ne-
gocio ha muilo, o deve offerecer muita vanta-
gem por ficar no paleo da feira : os prelendenles
podem dirigirse ao proprietario do engenho Es-
trella, ou aqui no Recife, na ra do Rosario da
Boa-Vista, casa n. 32.
Potassa da Russia
E CAL DE LISBOA.
No bem conhecido e acreditado deposito da
ra da Cadeia do Recife n. 12, ha para vender
potassa da Russia e da do Rio de Janeiro, nova
e de superior qualidade, assim como tambem
cal virgem em pedra: ludo jjor irec.os muito
razoaveis
Sndalo.
Ricas bengalas, pulceiras e leques :
vendem-se na ra da Imperatriz n. 1,
loja do Lecomte.
Lojadaboneca ruada Impe-
ratriz n. 7.
_ Vendem-se caixas de tintura para tin-
gir tts cabellos em dez minutos, como
tambem tingem-se na mesma casa a
qualquer bora.
Ferros de engom-
mar econmicos
A ssooo.
Compras.
Compra-se um cabriolet de qua-
tro rodas, que esteja em bom estado e
tenha coberta : na ra da Gloria n. 5.
Constante-
mente
compra-se, vende-se e troca-se escravos
Direita n. 66.
na ra
BBBBBMBiaraBa
Conlinua-se a vender fazendas por baiio
g preco at mesmo por menos do seu valor,
a adra de liquidar contas : na loja de 4 portas
& na ra do Queimado n. 10.
REMEDIO INCOMPARAVEL.
UNGENTO HOLLOWAY.
lilharesde individuos de todas as nai;5es p9-
dem testemunhar as virtudes deste remedio in-
coniparavel e provar em caso necessaro, que,
pelo uso que delle zeram tem seu corpo e mem-
broi inteiramente saos depois de haver emprega-
do intilmente outros tratamentos. Cada pesoa
poder-se-ha convencer dessascuras maravilhosas
pe leitura dos peridicos, que lh'as relatam
lodos os dias ha muitos annos ; e a maior parte
delias sao to sor prendentes que admiram so I
mlicos mais celebres. Quantas pessoas reco-
braram com este soberano remedio o uso de seus
bracos e pernas, depois de ter permanecido lon-
go tempo nos hospitaes, onde de viam soffier a
amputacol Delias ha muitasque havendo dei-
xadoess'es asyios de padecimentos, para seno
SUlmiulUro *......r"'-.o5 Hr,lr.ro curadas completamente, mediante o uso desse
preciosoremedio. Algumas das taes pessoas na
enluso de seu reconhecimento declararam es
tes resultados benficos diante do lord correge-
dor e outros magistrados, afim de mais autenti-
carem sua firmativa.
Ninguem desesperada do eslsdo de saude so
'ivesse bastante confianza para cpsaiar este re-
moilin (nnstantptnon'" ""n^n oi,.um tpmpo o
uR-auauiu cujo resultado seria prova rincn'estavelmente :
Quetudocura. { *
O ungHento he til, mais partii-u-
larmente nos seguintes casos.
A 8,000 rs.com todos
os pertences.
Do-se a contento para ex-
periencia por um oudous
dias.
Vendem-se estes magnficos ferros as seguin-
tes casas :
Praca do Corpo Santo n. 2.
Ba da Cadeia do Recife n. 44.
Dita da cadeia do Recife n. 49.
Ra Nova n. 8.
Ra Direita n. 135.
Dita da Madre de Dos n. 7.
Dita do Crespo n. 5.
Dita daPenha n 16.
Dita do Cabug n. 1 B.
Dita Nova n. 20.
Dita do Imperador n. 20.
Dita do Queimado n. 14.
Dita Direita n. 72.
Dita da Praia n. 28.
Dita da Praia n. 46.
Dita do Livramcnto n. 36.
Dita da Santa Cruz n. 3
Dita da Im eratriz n, 10, armazem de fazendas
de Raymundo Carlos Lelte&Irrao, era lodos
estes lugares do-se por um ou dous dias para
experimentar-se.
Roa da Imperalriz n. 44.
Calcado para homem.
Na loja da viuva Das Pereira & Avellar, ven-
dem-se a dinheiro calcados francezes, pelos pre-
r.os seguintes:
Rorzeguins de vernz, de Nantes, para homem
a 7S000.
Ditos ditos, de Parz, idem 53.
Ditos de bezerro laxiados, idem 8500.
Ditos de dito e pellica, dem 8(000
Ditos do castor, idem 8$.
Rotins de bezerro, idem 73.
Sapales de vaqueta laxiados, idem 6.
Ditos de lustro o borracha, idem 4j>.
Ditos de bezerro, borracha c fitas, idem 4$.
Sapatos de vernz de sola e vira, idem 5>.
Ditos de bezerro idem idem, idem 4S500.
Ditos do feltro, idem 640.
Ditos do Aracaly, idem 800 rs.
Calcado para senhora.
Rorzeguins para senhora 3>.
Sapatos de lustre, Lisboa 19.
Ditos de marroquim, francezes 1^.
Ditos de setim branco lg.
Ditos de dito de cores a 320 rs-
Calcado para menina.
jturteguufa p. .Sw-.-----. =-
Vendem-se na anliga loja de calcado francez
do aterro da Roa-Vista, hoje Imperatriz n. 14.
Cheguem a Pechiidia
Na loja do Preguiga na ra do
Queimado n. 2. tem para
vender:
Chaly e merino decores, ptimo nio s para
roupoes evestidos de montara de Sra. como para
vestuarios de meninos a 360 e 400 ris ocova-
do Challes de merino estampados muito finos pelo
deminuio prec,o de 2:500 cada um musselioas
modernas, bastante largas, de variados padroes
a 260 e 280 ris o covaJo grava tas a anlazia.o
mais moderno posavel a 19 e 1200 cadauma, e
outras muitas fazendas, cujos presos extraor-
dinariamente baratos, satisfaro a expectativa
do comprador.
Com toque de avaria
1:800
Cortes de vestido de chita rocha fina a 1:800
lencas de eambraia brancos a 2:000 2:500 39
4:000 a dusia dilos com 4 palmos por cada face
e de 4 e meio por 5:000 cousa rara no Arma-
zem de fazendas de Raymundo Carlos Leite &
IrmSos. ra da Imperatriz n. 10.
Verdadeiras luvas de Jovin de to-
das as cores, ra da Imperatriz n. 7,
loja do Leconte.
"ft *i "V'fl a,c" *ain ^m a-c xwa M MM >
GB.4NDE ARIAIEI
DE
Roupa feita,
Ra Nova n. 49, junto
aigrejada Conceico dos
Militares.
Neste armazem encontrar o publico
um grande e variado sortimento de rou- 1
pas feitas, como sejam casacas, sobreca- 9
sacas, gndolas, fraques, e paletols de 1
panno fino preto e de cores, paletols e <*
sobrecasacas de merino, alpaca e bomba- |
zina pretos e de cores, paletols e sobre- <
i c'asacos de seda e casemira de cores, cal- |
; cas de casemira prcta e de cores, ditas de i
merino, de princeza, de brim de linho ;
branco e de cores, de fusto e riscados,
calcas de algodo, colletes do velludo
preto e de cores, ditos de setim preto e
branco, ditos de gorguro e casemira, di-
tos de fustoes e brins, fardamentos para
a guarda nacional, libres para criados,
ceroulas e camisas francezas, chapeos e
grvalas, grande sortimenlo de roupas
para meninos de 6 a 14 annos ; nao agra-
dando ao comprador algumas das roupas
feitas se apromptaro outras a gosto do
comprador dando-se no da convencio-
nado.
*?* 3JTM MM VSM ^Bv BSM i/JM VJNt HN Hm
Oleado e
cores.
Vendem-se oleados decores os mais Unos que
possivel nesle genero, e de diversas larguras
por preco eommodo : na roa Direttfcfr. 61, loj
de chapeos de B. de B. Feij, Bh
Vendem-se coixas com duzia de garrafas
de cerveja, quartolas com vno de Bordeaux
caixas com duzla de garrafa do mesmo, qoarlo-
las com vinagre branco, champagne de superior
qualidade, velas stearinas e licores sortidos ; na
ra do Trapiche n. 11.
CALCADO
Grande sortimento.
45-Ra Direita-4S
Os estragadores de calcado encontra-
rao neste estabelecimento, obra supe-
rior pelos precos abaixo :
Homem.
Borzegainsaristocrticos. 9000
Ditos (lustre e bezerro)..... 7^000
Borzeguins arranca tocos. 7,J000
Ditos econmicos. ...... 6.S000
SapatOes de bater (lustre). 5#000
Senhora.
Borzeguins primeira classe (sal-
to de quebrar).......50000
Ditos todos de .merino contra
calos (salto dengoso). .... 40500
Borzeguins para meninas (for-
tissimos)..........40000
E um perfeitosortimento de todo cal-
cado e daquillo que serve para fabrca-
lo, como sala, couros, marroquins, cou-
ro de lustre, fio, fitas, sedas etc.
Graixapara
arreios.
Excellcnte graixa americana pa arreios e por
barato preco ; vende-se na ra da Cadeia do Re-
cife, loja de ferragensde Vidal & Bastos.
Escadas americanas
As melhore3 e mais commodas e uteis escadas,
de todos os tamanhos : vendem-so na ra da
Cadoia, loja de ferragens de Vidal &. Bastos.
io de a\go&o.
Fio de algodo tanto
rdese outros misleres :
Pianos
Botica.
Bartholomeu Francisco de Souza, ra larga
do Rosario n. 36, vende os seguintes medica-
mentos :
Rob L'Affectcur.
Pilulas contra sez jes.
Ditas vegetaes.
Salsapanilha Bristol.
Dita Sands.
Vermfugo inglez.
Zarope do Bosque.
Pilulas americana j (contra febres).
Ungento Holloway.
Pilulas do dito.
Ellixir anti-asmataico.
Vidrosde boca larga comrolhas, de S oncas a
121ibras.
Assim como tem um grande sortimento de pu-
po! para forro de sala, o qual vende a mdico
preco.
: %
I
96
moedas de ouro de 160 e 200 : na ra
da Cadeia do Recife loja n. 22.
Compram-se taboas velhas de qualquer
qualidade : na ra Nova, loja de louga defronle
da cocheira do Adolpho, se dir quera compra.
Vendas.
3,600 rs.
Saceos de milho de Mamanguapc : na ra do
Queimado n. 24, pArneiro andar.
Milho e trelo.
Vende-se milho a 4 o sacco, e cm cuia a 210,
larelo a 5S500 o sacco : por baxo do sobrado n.
16, com oitao para a ra da Florentina.
Vende-se uma carroca e um bo
novo ja feto aoservico desta praca,mui-
to bom e conhecido: na ra da matriz
da Boa-Vista n. 15.
Na ra do Queimadon. 33,
loja esperanca*
vende-se uma flauta de bano,guarnecida de na-
ellechart.com 10 chaves,syslema Bohemio, muilo
bem acabada, por 50$, assim como um violao de
Jacaranda, de chaves, marchelado de madrope-
ro a, obra prima, por 50, rosarios de madrepe-
rolaproprios para presento no mez prximo raez
de devucao) a 5, 6, 8 el0$ cada um, e estao-se
acabando, graxa frauceza para sapatos a 640 rs. o
pote, (especial desta loja), tinta azul e pretj, in-
gleza, inteiramente liquida, a 500 rs. o pole.pen-
as de ajo o melhor possivel, leadoa proprieda-
de de, quanto raais velha em so escrevendo, me-
lhor lica, e rauilds objectos neceaearios.
Acaba de chegar do Rio de Ja
neiro alguns exemplares do
primeiro e segundo volume
da Corographia.
Histrica chonologica, genealgica,
nobiliaria e poltica do imperiodo Bra-
sil, peloDr. Mello Moraes: vendee
40 o vo'uioe, podendo-se vender o
GRISDE SORTIMENTO |
DE
Fazendas e obras feitas.!
KA.
Loja c avmaicm
; DE
Gees &Basto.
; Na ra do Queimad) n.
46, frente amarella.
Alporcas.
Caimbras.
Callos.
Canceres.
Cortaduras.
Dores de cabeca.
das costas.
dos membros.
Enfermidades da cutis
em geral.
Ditas do anus.
Erjpces e escorbti-
cas.
Fstulas no abdomen.
Frialdade ou falta de
calor as extremida-
des.
Frieiras.
Gengivas escaldadas.
Inchaces.
Inflammaco dolgado.
Inflammacao dabexiga.
da matriz
Lepra.
Males das pernas.
dos peitos.
de olhos.
Mordeduras de reptis.
Picadura de mosquitos.
Pulmes.
Qucimadelas.
Sarua
Supuraces ptridas.
Tinha, em qualquer par-
te que seja.
Tremor de ervos.
Ulceras na bocea.
do ligado.
das articulares.
Veias torcidas ou noda-
das as pernas.
a
fe-
Completo e grande sortimento de cal-
cas de casemira de cores e protas a 8JJ,
9$, 109 c 12.J, ditos das mesmas casemi-
rasa7j, 8e93, dilos do brim transado
branco muito fino a 5$, 6$ e 7J dilos de
cores a 3g, 3g500, 4$ e 5, ditos de me-
rino de cordo para luto a 5g, colletes de
casemiraspretas, ditos do ditas de cores, l
dilos de gorguro pretos e de cores a 5g,
6JJ e 70, ricas casacas de pannos muilo 0- |
nos a 35$ e 40$, sobrecasacas dos mesmos
pannos a 28. 33J e 35g, paletols dos mes- I
mos pannos a 22g e 24$, paletots saceos '
de casemira modelo inglez 10$, ditos de s
casemira'raesclado muito uno de apurado g
gosto 15S e 16$. ditos sobrecasa das mes- i
mas cores a 18$ o 20$, ditos sobre de al- e
paca preta fina a 7g e 8$, dilos saceos a |
4$, dilos de fustao branco e de cores a 4$, s
4$500e5$, ditos de brim pardo muito \
superior 4$500, camisas pa.-a menino de \
lodos os lamanios a 26g000 a duzia, meias c
de todos os lamanhoa para menino e me- \
ninas, palitots de lodos os tamanhos e i
qualidades para os mesmos, colletes de \
brim branco a 3J500 e 4$, ricos colletes j
vjlludo preto bordado" c de cores diver-i
sas o por diversos precos, ricos coberlo- f
res de fusto archoado para cama a GJ^, j
colarinla de linho a peer a 6$500adu-
zia, assim como temos reccbido para
dentro deste estabelecimento um comple- ,
to sortimenlo de fazendas de gosto para
senhoras, vestimentas modernas para me-
nino e meninas de quatro a seis annos e
ludo vendemos por presos razoaveis. As-
sim como neste estabalcimento manda-
se anromptar com presteza todas as qua-
lidades de obras relativo a ofTicina de al-
faiate sendo isto com todo goslo e asseio.
nonQfintj msms 8nsaissflsasi
Vende-se este ungento no estabecimento
geral de Londres n. 224, Strand, e na loja de
todos os boticarios droguistas e outras pessoas
encarregadas de sua venda em toda a America
do snl.Havana e Hespanha.
Vende-se a800 rs., cada boeetinha contm
uma instrucco em prtuguez para o modo de
fazer uso deste ungento.
O deposito geral em casa do Sr. Soum,
pharmaceutico, na ra da Crun. 22. em Per-
nambuco.
Pennas de a?o inglezas.
Vendem-se na ra da Cadeia do Recife, loja n.
7, deGuedes& Goncalves, as verdadeiras pennas
de ac inglezas, mandadas fabricar pelo profes-
sor de calygraphia Guilherme Sculy, pelo mdico-
preco de 1500 a caixa.
Bezerro francez
grande e grosso :
Na ra Direita n. 45.
Vendem-se 20e3cravos de ambos os sexoo,
com habilidades ou sem ellas, tanto o prazo cs-
mo a dinheiro, e por preco eommodo : na rno
Direita n. 66.
imm
cobertos e descobertos, pequeos e grandes, de
ouro patente inglez, para homem o senhora,
de um dos melhores fabricantes de Liverpool,
vindospelo ultimo paquete inglez : emeasa do
SounallMellors&C.2
XAROPE
DO
Ainda contioua-se a veneer o verdadeiro, c
verdadeiro, o alianca-se ser do proprio autor :
na blica de Jos da Cruz Santos, na ra Nora
numero 53.
Vende-so a taberna da ra de Horlas n. 16,
j annunciada, e daixou de se vender por moti-
vos que vista do cmprador se dir : a tratar
n.i mesma
Milho. muito barato,
em saceos grandes: rende-se no armazem de
Travasso Jnior & C, na ra do Amorim.
Vende-se uma mulata com uma linda cria
e com bastante leite, boa cozinheira e engomma-
d jira, e um bonito preto muilo moco e robusto,
ao p do arco de Santo
Antonio,
Vendem-se chitas francezas de duas larguras,
pelo barato praco de 200 rs. o covado.
FUNDILO LOWMOW,
Ra da Scozala Nova n. 42.
Neste estabelecimento continua a haver um
comapleto sortimento de moendas e meias moen-
das para euJenho, machinas de vapor e taixas
de ferro batido e coado, de todos os tamanhos
para dto.

Santo n
seu armazem, na praja do Corpo Sanio ." i?1,
alguns pianos do ultimo gosto, recentimente
chegados, dos bem conhecidos e acreditados fa-
bricantes J. Broadwood &Sons de Londres, e
muito proprios para este clima.
em grande sortimento para
homens, senhoras e
meninos.
Veudera-se chapos trancezes de superior qua-
lidade a 6g50o7 e 8*. ditos de velludo, copa al-
ta e baixa a 7g, 9 e lOg, dilos de lontra pretos e
de cores, muito finos a 6$ e 7$, ditos do chile a
3g500, 5, 6, 8,10 e 12$, ditos de feltro em gran-
de sortimento, lano era cores como em qualida-
des, para homens e meninos, de 2$500 a7g, di-
tos de gorguro com aba do couro de lustre, di-
los de casemira com aba forrada de palha, ou
sera ella a 4g, ditos de palha ingleza, copa alta
e baixa, superiores e muilo em conta, bonetes
francezes eda Ierra, de diversas qualidades, para
meninos, chapeos de muitas qualidades para me-
ninas de escola, chapelinas com veo para senho-
ra, muilo em conta e do melhor gosto possivel,
chapeos de seda, ditos de palha amazonas, enfei-
tes para cateca, luvas, chapeos de sol, e outros
muitos objectos que os senhores freguezes, vis-
h ^ #? *i-----illill Uil Ulll-----4f) "rao de comprar; na bem conhecida loja de
para pavios como para
vende-se o mais bara-
to possivel na ra da Cadeia loja do ferragem de
Vidal & Bastos.
Moinho pararefi-
naco.
n i-;- j. f-___
importante.
Este estabelecimento quer acabar
com alguns pares de borzeguins que llie
restam, dos famosos arranca-tocos, ci-
dadaos etc., e sem o menor defeito, re-
duzindo-os aopreco de 7,^'000
SYSTEMA MEDICO DE HOLLOWAY.
PILULAS HOLLWOYA.
Este inestimavel especifico, composto inteira-
mente de hervas medicinaes, nao contm mercu-
rio, era alguma outra substancia delecteria. Be-
nigno mais tenra infancia, e a compleico mais
delicada igualmente prompto c seguro para
desarreigar o mal na compleico mais robusta;
inteiramente innocente em suas operaces e ef-
feitos; pois busca e remove as doen^as de qual-
quer especie egro por mais antigs e tenazes
que sejam.
Entre milhares de pessoas curadas cora este
remedio, muitas que j estavam as portas da
morte, preservando em scu uso : conseguiram
recobrar a saude e torcas, depois de haver tenta-
do intilmente todos os outros remedios.
As mais afQictas nao devem entregar-se ade-
sesperaco ; fagam um competente ensaio dos
eflicazes effeitos desta assombrosa medicina, e
prestes recuperarlo o beneficio da saude.
Nao se perca tempo cm tomar este remedio
para qnaiquer das seguintes enfermidades :
Accidentes epilpticos.
Alporcas.
chapeos da ra Direita n. 61, de B. de B. Feij.
Vendem-se fazondas por barato"
preco e algumas por menos de seu
valor para acabar, em pega e a rela-
lho : na ruado Queimado loja de 4
portas n. 10.
xAmpolas.
Areias(malde).
Asthma.
Clicas.
Convulsoes.
Debilida*e ou extenua-
co.
Debilidade ou falta de
forcas para qualquer
cousa.
Dysintcria.
Dor de garganta.
de barriga.
nos rins.
Dureza no venlre.
Enfermidades no ventre.
Ditas ongado. -
Ditas venreas.
Enxaqueca.
Herysipela.
Febre biliosas.
Febreto internitente.
Febreto da especie.
Gotta.
Hemorrhoidas.
Hydropesia.
Ictericia.
Indigestes.
Inflammacoes.
Ir r eg uaridades
menstruaco.
Lombrigasd'e toda es-
pecie.
Mal de pedra.
Manchas na culis.
Obstrucso de ventre.
Phtysica ou consump-
pulmonar.
Retenco de ourina.
Rheumatismo.-
Symptomas secunda-
rios
Tumores.
Tico doloroso.
Ulceras.
Venreo (mal).
ouira, e um oonuo preio rauuo moco e rootrsio, *-------------- -t "" '
e raais uma mobilia completa do ultimo gosto : pharmaceutico, na fu da Cruz n. ti,
na ra Noya n. 52, primeiro andar. tnambuco.
Vendem-se estas pilulas no estabelecimento
geral de Londres n. 224, Strand, e na loja de
todos os boticarios droguistas e outras pessoas
encarregadas de sua venda em toda a America do
Sul, llavana e Hespanha.
Vendem-se asbocelidhas a 800 rs. cada ama
delias, coalem uma iaslrucco em portuguez pa-
ra explicar o modo de se usar destas pillas.
O deposito geral em casa do Sr. Soum
em Per-
RELOGIOS.
Vende-se em casa de Saunders Brothers &
C, praca do Corpo Santo, relogios do afama-
do fabricante Roskell, por precos commodos,
e tambem trancellins e cadeias para os mesmos,
deexcellente soslo.
por sacca de
Irmaos.
nos armazens de Tasso
4,000 rs.
i milho; nos armazen
Ra do Queimado n. 37.
A 30J cortes de vestidos de seda que custaram
60$; a 16$ cortes de vestidos de phautasia que
custaram 80$; a 8g chapelinhas para senhora:
na ra do Queimado n. 37.
Enfeites de vidrilho e de retroz a 4$ cada
um : na ra do Queimado n.37, loja de 4 portas.
Em casa de Rabe Scbmettan &
C, ra da Cadeia n. 37, vendem-se
elegantes pianos do afamado fabrican-
te Traumann de Hamburgo.
SABO
do deposito geral do Rio
com Tasso & Irmaos.
de Janeiro: a tratar
Farinha de mandioca
Tasso & Irm
Milho
nos armazens de Tasso & Irmaos.
nos armaxens da Tasso & Irmaos.
Tachas para engenho
Fundico de ferro e bronze
DI
Francisco Antonio Correia Cardozo,
tem um grande sortimento de
tacllas deferro fundido, assim
como se faz e concer ta-se qual-
quer obra tanto de ferro an-
dido como batido.
tos grande porcao de moinhos de todos os tama-
nhos, com rodas e de novo aolor, os quaes sao
recommendaves pela sua excellente qualidade e
eommodo preco.
Camas de ferro.
Ura completo sortimento de camas de ferro e
com lona de lodae as qualidades, as quaes se
vendera por menos do que em outra qualquer
parle : na ra da Cadeia do Recife loja de ferra-
gem de Vidal & Bastos.
Bombas de Japy.
Bombas de Japy de todos os tamanhos, com os
competentes canos de chumbo : vende-se por
eommodo do preco na ra da Cadeia toja de fer-
ragem de Vidal & Bastos.
Bataneas decimaes,
Restara algumas balanzas decimaes, as quaes
se vendem por eommodo preco : na ra da Ca-
deia do Recife loja de Vidal & Bastos.
Aviso aos Srs. mar-
cineiros.
Excellentes armacoes de serra de lodos os ta-
manhos, sepos de diferentes qualidades, os quaes
se vendem o mais barato possivel : na loja de
ferragem de Vidal d Bastos, na ra da Cadeia do
Recite.
Aos Srs. padeiros e
refinadores.
Sorlimcnlos completos de peneiras lano de
amare lato como de metal e de todas as grossn-
ras : vende-so por preco eommodo na ra da
Cadeia do Recifo, loja do ferragem de Vidal &
Bastos.
Aos senhores de engenho.
Enxadas americanas, do Poro, inglezas e ame-
ricanas, pequcnas.de ac e j com cabos, safras,
tornos, foles, ferro Suecia, aqo, arcos de ferro de
todas as larguras, ferro em ve'rgalhio, ferramen-
tas completas para tanoeiros, e muitos outros ar-
ligosda melhor qualidade possivel e preco eom-
modo : na ra da Cadeia do Recife, loja de fer-
ragens de Vidal & Bastos.
Cocos italianos
de folha de flandres, muito bem acaba-
dos, podendo um durar tanto quanto
duram quatro dos nossos 400 rs. um
4$ uma duzia : na ra Direita n. 47,
loja de funileiro.
Para a quaresma.
Sedas pretas lavradas. lindos desenhos
covado
Gorguro de seda lavrado, superior em
qualidade, para vestido, covado
Grosdenaple preto, covado
Dito largo e muito superior a 2} e
Sarja preta larga, covado
na ra do Queimado, loja de 4 portas n. 10.
Ra da Senzala Nova n. 42
Vende-se em casa de S. P. Jonhston 4 C. va-
quetas de lustre para carros, sellins e silhoes in-
glezes, candeeiros e castices bronzeados, lo-
nas inglezas, fio de vela, chicote para carros, e
montaa, arreios para carro de um e dous cval-
os, e relogios d'ouro patente inulezes.
Vende-se
o engenho Aremuni sito na freguezia da Esca-
da, no limite do Cabo, arredado um quarto de
legua da estrada de ferro, com bastantes maltas
virgens, edificado de novo e todo demarcado '. a
tratar no mesmo engenho com o proprietario.
Vende-se um carro de 4 rodas, bem cons-
truido e forte, com assento para 4 pessoas de
dentro, e um asseoto para boleeiro e criado fra,
forrado de panno fino, e tudo bem arranjado :
para fallar, com o Sr. James Crabtree & C. n.
42, ra da Croa.
Em casa de Southall Mellors & C, ra do
Trapiche n. 38, vendem-se os seguintes artigos:
lmmbo de municao sorlido.
regos de todas as qualidades.
Alvaiade.
Vinho de Shery, Porto, Hutgaran em barris.
Dito de Moselle em caixas.
Coguae ni caixas de duzia e barris.
Relogios de ouro e prats, patente e chrpnomo-
tros, cobertos e descobertos (bem acreaitados].
1S600
28000
1g808
2?50G
2cOOC
Trancolins de ouro para os mesmos.
Bisoltos sortidos em latas pequeas.


DIARIO DE PEBWAMBUCO. SEXTA FEIRA 27 DE ABRIL DE 1860.
ARMAZEM PROGR
DE
-largo da Peiilia-
Manteiga perfeitamente flor a 800 rs. a libra e em barril se far mais algum abalimento.
Quci^os muito hoyos
a 15700 rs. o em caixa se far mais algum abalimento nicamente no armazem Progresso.
A.mexas rancezas
em lala3 de folha e campoteirasde fidro a 900 rs., e em porcao se far algum abalimento s no
Progresso. ir*
Gartocs Ae ViolinVios
muilo novos proprios para mimos a500rs., e em porcao se far algum abalimento s no Progresso.
Figos de comadre
em cauinhas elegantemente enfeitadasc proprias para miraos s no Trogresso ecom avista se far
um prego commodo.
latas de soda
com 2 1|2libras do differentes qualidades a 1$600 rs., nicamente no armazem Trogresso.
Conservas
a 700 rs. o frasco veodo-se nicamente no armazem Progresso.
\\o\vc\\in\\a ingleza
muito nova a 320 rs. a libra c barrica 4fl, nicamente no Progresso.
Potes vidrados .
de la 8 libras proprias para manteiga ou outro qualquer liquido de -500 a 1S200 rs. cada um, se
no Progresso.
CAiocolate rancez
a 15 a libra, assim como vendem-se os snguintes gneros ludo recenteracnte chegado c de superio-
res qualidades, presuntos a 480 rs. a libra, chouriea muito nova, marmeladado mais afamado fa-
bricante de Lisboa, maga de tomate, pera secca, pa*se3s, fructas em calda, amendoas, nozes, frascos
com amendoas coberlas, confeilos, pastilhas de varias qualidades, vinagre branco Bordeaux proprio
para conservas, charutos dos melhores fabricantes de S. Flix, magas de todas as qualidades, gom-
ma muito (na, ervilhas francezas, champagne das mais acreditadas marcas, cervejas de ditas,
spermacetc barato, licores francezes muito finos, marrasquino de zara, azeile doce purificado, azei
ouas muilo novas, banha de porco refinado e oulros muito gneros que cnconlraro tendente a
molhados, por isso promelem os proprielarios venderem por muilo menos Jo que outro qualquer
promelem mais tamhem servircm aquellas pessons que mandarem poroutras pouco praticas como
se viessem pessoalmente ; rogam lanibem a lodos os sonhores de engenho e seuhores avradercs
queiram mandar suas cncommendas no armazem l'rogrcsso que se Ihcs afllanca a boa qualidai'o
o acondicionarac,nlo.
Vcrdadeira goma de mata vana
a 400 rs. a libra, s no Trogrcsso.
Palitos
cilhalos para denles a 200 r3. o maco com 20 macinhos, s no Progresso.
. CAi nyson, pci*n\a c preto
os melhores que ha no mercado de lc600 a 2J500 a libra, s no Progresso.
Passas em eaixinnas de 8 libras
as mais novas que lom vindo ao nosso. mercado pelo diminuto prego de 2>5G0, s no Progrosso.
Ma^as em caixinhas de $ libras
contando 405 qualidades pevide, grao de bico, eslrelinha, aletria branca e amartlla e pastilhas de
maga, s no Progrosso, e com a vista se far um prego commodo.
Cbonricas e naios
ss mais novas que lem vindo ao mercado.s no. Progresso, afiangande-se a boa qualidade e a vista,
ae far um preco commodo.
A 8,000 rs.
Ferros econmicos americanos paro engommar
com (ules e descanso : vendem-sc estes excel-
lenles ferros aa loja de ferragens de Vidal
Bastos, ra da Cadeia.
Em casa de Basto & Lemos
ra do Trapiche n. 17, ven-
de-se :
Churr.loem lenccl.
Cannoi de dito.
Cabos ie linho inglez.
Selins patente inglez com todos os per-
teneos.
Papel le imprimir.
Panellas de ferro.
Baldes de zinco.
Livros em branco inglez.
Cader is genovezas. #
Licores finos em garrafas de crystal.
Eoxofie em caixas de"3 arrobas.
Alvaiade de Veneza.
Cordodha para apparelhos de navios.
Chapeos de palha de Italia singelos.
Vassouras geno vezas.
Drogas diverjas.
Banheiros de marmore.
Talhas de barro vidrado.
Engenho.
ARCHIVO UNIVERSAL
REVISTA HEBDOMADARIA
COLLABORADO
PELOS SUS.
D. Antonio da Costa A. F. de CastilhoAntonio GilAlexandre Herculano A G Ramos A-
Guimaraes-Auguslo de Lima-AnloniodeOliveira Marreca-Alvos Branco-A. P. Lopes de Men-
donga-A. Xavier Rodrigues Cordeiro-Carlos Jos Caldeira-E. Pinto da Silva e Cunha-F. Gomes
de Amor.m-P. M.Brdallo-J A.deFreitas Oliveira-J. A Maia-J. A. Marques-J. deAndrade
?'7J da,Cosnta Cascaes-J. Daniel Collaco-J. E. de Magalhes Coutinho- J. G. Lobato Pires -
r i U"/ a -iaraJ- ,J- d,a Cr,aa- i'l\or,-1\ Juli0 de 01ive> Pinto-Jos Slaria Latino
CoclhoJos da Silva Mendes Leal Jnior-Julio de Cslho-Julio Mximo de Oiiveira Piraenlel
-J. Pedro de Souza-J S. daSilva FerrazJos de TorresJ. X. S. da Molla-Leandro Jos da
CostaLuiz Filippe LeiteLuiz Jos da CunhaL. A. Rebello da SilvaPaulo MidosiRicarda
Julio FerrazValentim Jos da Silveira Lopes.
DIRIGIDO
m
FABRICA
DE
mmmmm i mmtm m ii?g&
Sita na roa Imperial n. 118 e i 20 junto a fabrica de salmo.
DE
Sebastio J. da Silva dirigida por Francisco Ce 1 mi 10 da Costa.
Ncste estabelecimento ha sempre promptos alambiques de cobre de difTerentes dimences
(de 300 a 3:000) simples e dobrados. para destilar agurdente, aparelhos destilatorios coutino
para resillar e destilar espirilos com graduacao-at 40 graos (pela graduado de Sellon Cartier) dos
melhores syslcmas hoje approvados e cojhecidos nesta e outras provincias do imporio bombas
de todas as dimences, aspirantes ede repucho tanto de cobre como de bronze e ferro 'torneiras
de bronze de odas as dimengoes e feitios para alambiques, tanques etc., parafusos d'e bronze e
ferro para rodas d'agua,portas para fornalhas e envos de ferro, tubos de cobre e chumbo de todas
as dimences para encmenlos, camas de ferro com armacao e sem ella, fugoes de ferro potaveis e
econmicos, tachas e tachos de cobre, fundos de alambiques, passadeicas, espumaderas cocos
para engenho, folha de Flandres, chumbo em lencul e barra, zinco era lencol e barra lstices e
arroellas de cobre, lenccs de ferro a lato.ferro succia inglez de todas as diwensdes, safra" tornos
e folies para ferreiros etc., e. oulros muitos artigos por menos preco do que em outra "qualquer
parle, desempenhando-se toda e qualquer encommenda com presteza e perfeigao j conhecida
e para coramodidade dos freguezes que se dignarem honrarem-nos com a sua conanca acha-
rao na ra Nova n. 37 loja de ferragens pessoa habilitada para tomar nota das encommendas
POR
A. P. de CarvallioCarlos Jos Bar re ros.I. F. Silveira da Motta
Rodrigo Paganine.
O archivo universal comer com o terceiro volume o segundo anno da sua existencia ; con-
seguio pois vencer urna da3 maiores difficuldades com que os jornaes Iliterarios de Portugal leem
do luettr, e venceu com honra, salisfazendo i-om a maior ponlualidade lodos os compromissos,
um periodo extremamente perigoso para as publicares dcsla natureza.
Incelando o seu segundo auno, como nao altera o syslcma seguido at agora, o archivo uni-
versal nao aprsenla prograrama novo; hoje como no principio appella para o futuro; cora a dif-
ferenca porm de poder lambem invocar em seu abono o passado, que j conla ; as sympalhias que
tcmoblido, osbons escriptos que lem apresentado, e a rcgularidade da sua publicaco. Paraos
que conhecem a altribulada existencia do jornalismo porluguez, para os quesabem qua'ntis descon-
iangas necessano desvanecer, quanlas suspeitas affaslar, quantos embaracos romover, para con-
seguir urna vida mais larga; est* tirocinio urna grande conquista c um bom agouro de prosperi-
Regislra-o o ahciiivo mais como um incentivo, do que como urna gloria, mais como urna es-
peranga, do que como urna victoria. A animacao que receben obriga-o 3 contiquar como al hoje,
empregando todos osesforgos e empenho, toda a solicitude e desvello para so conservar digno dos
seus intuitos e da sua poca.
Destinado a resumir todas as semanas o raoviraento fornalistico e a offerecev aos leitores, con-
juntamente com a revista do que mais notavel houver occorrido na politica, na sciencia, na indus-
tria ou as artes, alguns artigos originaes sobre quaesquer destes assumptos, este peridico publica-
se regularmente todas as tercas feiras em folha de 16 paginas em bom papel e lypo, completan-
do todos os semestres um volume de 420 pagioas com ndice o fronlespicio competentes.
Assigna-se em Pernambuco, ra Nova n. 8, uuica agencia.
Vende-se o engenho S. Jos de Bom Jar'im,
freguezh de N. S. da Luz, com bons terrenos,
moente correnle e com boas obras, quasi prom-
pto pan se moer com agoa, faz-se lodo e qual-
quer negocio, dando visla qualquer quantia ;
os prctendenles dirijam-se ao mesmo engenho,
ou ao engenho Pencdo de baixo, na freguezia de
S. Lourenco da Malta.
Escravos venda.
Venditm-sc, trocam-so c comprora-se escra-
vos de l oda idade, e do ambos os sexos ; na ra
do Inipi radorn 21, primeiro andar.
V mulalinho mjilo novo, a 16g o sacco : na quina
da ra le Ilorlas n. 2, taberna.
A 3#000.
Caixas com aletria : no armazem do Sr. Anes
defronti da forta da alft_dega.
Arados americanos e machinas
para lavar roupa: em casa de S. P. Jo-
hnston & G. ra da Senzala n. 42.
Yinlio i!e Bordeaux.
Em cuso de Kalkmann IrmosA C, ra da
Cruz n. 10. cncontra-se o deposito das bera co-
nhecida 3 marcas dos Srs. Brandenburg Frres
e dos irs. Oldekop Mareilhac & C, em Bor-
deaux. Tem as seguinles qualidades :
D3 Brandenburg frres.
St. Estrph.
St. Julim.
Margauc.
Larose.
Chleai Loville.*
Chateai Mar?aux.
De Oldekop & Mareilhac.
St, Juliin.
St. Juli?n Mdoc.
Chaleai Loville.
Na mesraa casa ha para
vencer:
Sherry em barrs.
Madeirj: em barris.
Cognac em larris, qualtdade Ona.
Cognac em caixas qualidade inferior.
Cerveia branca.
Tachas e moendas
BragtSilva &C, tem sempre no seu depoito
da ra ja Moeda n. 3 A, nm grande sortimento
do tac ase moendas para engenho, do multo
ar.redit ido fabricante Edwin Maw : a tratar do
mesmo deposito ou na ra do Trapiche n 44.
Pechineha,
Com pequeo toque de avaria.
Na na do Queimado n. 2, loja do Preguica
venden-se pe^as de algodao encorpado, largo!
com pi queDO loque de avaria a 2g500 cada urna.
Aos amantes da economa
Na rua do Queimado n. 2, loja do Preguica
vendem-se chhas de cores ixas bastante escu-
ras, pelo baratissimo preco de 6g a peca, e 160
rs. o covad3.
Carne de vacca salgada, em barris de 200
libras em casa de Tasso Irmos.
CONSULTORIO
DO
Dr. P. A. lobo Hoscoso,
3 RIJA l> A GLORIA. CASADO FllNDO 3
Clnica box ambos os systemas.
wmA M.
Ven le-se cebla solta por baratissimo pret
no arriazen da rua do Amorim n. 46.
(osmorama.
Relogios de ouro e prata.
Em casa dellenry Gibson, ruada Cadeia do
Recite n. 62, ha para vender un completo sorti-
mento de relogios de ouro e prata, chronomc-
Iros, meioschronometros e de ptente, os mo-
!lior3 que vem a este mercado, e a precos ra-
zoaveis.
37 Rua do Queimado 37
Loja de 4 portas.
Chegou a este estabelecimento um completo
sortiinento de obras feitas, como sejara : pale-
lots de panno fino de 16$ at 28jJ, sobrecasacas
de panno fino prcto e de cores muito superiores
a 35#, um completo sorlimenlo de paletots de
riscadinho de brim pardo e brancos, de braman-
te, que se vendem por prego commodo, cerou-
las de linho de diversos tamanhos, camisas
francezas de linho e de panninho de 2g at 5g
cada urna, chapeos francezes para homem a 89,
ditos muito superiores a 10, ditos avelludadosj
copa alta a 13, ditos copa baixa a 10$, cha-
peos de feltro para homem de 4. 5 e at 7
cadaum, ditos de seda e de palha eufeitados pa-
ra meninas a 10, ditos de palha para senhora a
12g, chapelinhas de velludo ricamente enfeita-
dasa 25g, ditas de palha de Italia muito finas a
25S, cortes de vestido de seda em cartao de 40$
at 150g, ditos de phautasia de 16 at 35g000,
gollinhas'de cambraia de 1 at 5, manguitos
de lgOO at 5, organdys escuras e claras a
800 rs. a vara, cassas francezas-muilo superiores
e padr5es novos a 720 a vara, casemiras de cor-
les para colletes, paletots e caigas de 3j500 at
4g o covado, panno fino preto e do cores do 25O0
atlOg o covado, cortes de colletede velludo
muito superiores a9e 12g, ditos de gorgurao
e de fuslo brancos de cores, tudo por preco
barato, atoalhado de algodo a 1280 a vara,
cortes de casemiras de core3 de 5 at 9, gresde-
naples de cores e pretos de 1600 at 3200 o
carado, espartilhos para senhora a 6$, coeiros
de casemira ricamente bordados a 12 cada um,
lencos de cambraia de linho bordados para se-
nhora a 9 e 12 cada um, ditos lisos para ho-
mem, fazenda muito superior, de 12 at 20 a
duzia, casemiras de cores para coeiro, covado a
2S400, barege de seda para vestidos, covado a
1400, um completo sortimento de colletes de
gorgurao, casemira prela lisa e bordada, e de
-fustao de cores, os quaes se vendem por barato
preco, velludo decores a 7 o covado, pannos
para cima/de mesa a 10 cada um, merino af-
cochoadi^proprio para paletots e colletes a 2800
o covado. bandos para armacao de cabello a
1500, saceos de tapete e de marroquim para via-
gem.eum grande sortimento de macas e malas
de pregara, que tudo se vende vontade dos
freguezes, e oulras muitas fazendas que nao
possivel aqui mencionar, porm com a visla dos
conjuradores se mostraro
a "7uVendf.m-Se Ps de larangeiras de umbigo e
datnina, ditos de apoli, de fructa-po, de li-
mao para cercas, de caf ede oulras muitas qua-
lidades : na Ponto de Ucha, sitio da viuva de
Joao Carroll.
Vendc-se um preto mogo, com idade de 20
annos, pouco mais ou menos, bonita figura, sem
vicios era achaques : a fallar na rua do Quei-
mado, loja n. 63.
Camisas Dglezas.
Pregas largas.
Goes <& Bastos.
Rua.do feueimade n. 46, frente da loja
Saceos cen milito muito
bou a 4$,
tendo cada sacco 44 cuias, a retalho a 240 rs
espermacele 640 a libra, tinta para escrever'a
240 cada meia garrafa : na taberna da estrella
do largado Paraizo n. lf.
Vende se farinha de milho em
barricas muito nova pur ter desembar-
cado do ultimo navio chogado dos Es-
tados-Unidos: na rua da Senzala Vtllia
n. 106, armazem de Matheus Austin &
Companhia.
Uvas
andes a \$ a li
> Rosario n. 11
Marmelada.
muilo doces e grandes a 1J a libra : no deposito
oa rua estttila do Rosario n. 11. ao pe do becco.
Na rua Direita n. 6, ha marmelada
640 a libra.
superior a
Relogios.
Vende-seem casa de Johnston Pater & C, rua
do Vigano n. 3, um bello sorlimenlo de relogios
de ouro, palerUe inglez, de um dos mais afa-
mados fabricantes de Liverpool ; tainbem urna
vanedade de bonitos trancclhis para os mesmos.
Em casa de Borott & C, rua
da Cruz do Recifc n.5, ven-
de-se :
Carros de 4 rodas de um modello inteiramente
novo.
Cabriolis muilo lindos.
Charutos de Havana verdadeiros.
Algodo americano trancado.
Presuntos para fiambre."
Cha preto de superior qualidade.
Fumo americano de superior ([ualidade.
Ghampanha de primeira qualidade.
Carne de vacca em barris de superior quali-
dade.
Oleados americanos proprios para cobrir carros
Carne de porco era barris muilo bem acondi-
cionada.
Licores de diversas qualidades, como sejam :
o muilo afamado licor intitulado Morring Cali,
Sherry Cordial, Menl Julop, Diltcrs, Whiskey &
C, tudo despachado ha poucosdias.
Carneiros gordos.
No engenho Forno da Cal venem-se carneiros
gordos por prero commodo.
Espirito de viiiho com 44
graos.
Vande-se espirito de vinho verdadeirocom 44
graos, chegado da Europa, as garrafas ouas ca-
andas: na rua larga do Rosario n. 36.
Liquidaco para
acabar.
Na rua Direita n. 13, loia de miudezas um
grande sorlimenlo de miudezas, enfeites para
vestidos da senhora, filas de seda e de velludo,
pautes de massa, pulceiras de velludo, franjas
brancas para casaveques, luvas do seda, meias
para meninas e meninos, boles de selim para
casacas, espirilos finos de diversas qualidades, ba-
nhas faancezas, jabonetes, pomadas francezas e
| oulros muitos objectos que se vendem por menos
de seu valor i>or estar em liiuida ao.
Breu era barris.
Vende Manocl Fernandes da Costa & C no
seu deposito de sabo na travessa da Senzalla
>ellia n. 130.
Vende-se por. proco commodo um cabrio-
let de duas rodas com coberla, arreios e em bom
estado : na ruada Imperalriz, sobrado n. 17.
Vende-se um terreno com 200 palmos do
frente e 150 de fun^j, no lugar do Campo Ycde,
o qual lem duas Motes por ficar cm quina, a
frcnla fica para aflk da Traicao, e o lado do nor-
te para a rua do Desengano ; nos fundos j se
acha nietade murado, tem 4 quartos e plaa do
capim que rende por mez35S: quera o preten-
der, dinja-se a rua do Sebo n. 8, que achara
com quera tratar.
Na rua Nova n. 35, vendc-se farinha do
mandioca a dinheiro a visla. pelo baratissimo
preco de 5;600.
J-BBL
Vende-se
Relogios patentes.
Estopas.
Lonas.
Camisas inglezas.
Peitos para camisas.
Liscoutos.
Em casa de Arkwight & C, rua da
Cruz n. 61.
HM-K-Wnl
Aos senhores logistas de miudezas.
Ricos prelos de seda,
Ditos brancos e prelos de algod.io.
Luvas prelas de torca 1.
Cinlos elsticos.
Linhas de algodao em novellos : vendrm-o
por precos commodos, cm casa de Soulhall'Mci-
lors & C, rua do Trauichc n. 38.
Engenho.
Por lusertar-se seu dono para a Europa, vende
pela nielado do seu valor um magnifico cosmo-
rama, conlendo 18 vidros e porcao de vistas da
burop i e America : para tratar,"na ruado Cabu-
ga n. .1 A.
ESCRAVOS VENDA,
venlem-se 12 escravos. na ruado Imperador
n. 11, terceiro andar, sendo 3 negras engomraa-
deiras 1 mulata muito bonita, 4 negros mocos
para t ido errigp, 1 moleque de 13 annos, 1 mu-
Iatinh-) de 10annos, 1 mulalinha de 12" annos,
e 1 m grinha de 14 annos vendem-se baratos
para ccabar.
4
ou
horas,
outras
as 10 horas da manha e em caso de ur-
por escripto em que se declare o nome da
iwr.S5r20 Moscosod exultas todos os dias pela manhaa ede tardedepois de
Contrata partidos para curar annualmente nao s para a cidade como para os engenhos
propnedades ruraes.
Os chamados devem ser dirigidos sua casa at
gencia a outra qualquer hora do dia ou da noite sendo
pessoa, o darua e o numero da casa.
Nos casos que nao forem de urgencia, as pessoas residentes no bairro do Recite podero're-
melter seus bilhetes a botica do Sr. Joo Sounn& C. na ruada Cruzou loja de livros do Sr Jos
Kogueira de Souza na rua do Crespc ao p da ponte velha.
Nessa loja e na casa do annnnciante achar-se-ha constantement e os melhores medica-
menlosnomeopathicos ja bem conhecidos e pelos precos seguinles :
Botica de 12 tubos grandes...........10S0OO
Ditos de 24 ditos...............15000
Ditos de 36 ditos..............20S090
Dito de 48 ditos............... 25S00O
Ditos de 60 ditos...............OjOOO
Tubos avulsos cada um.............ljJOOO
Frascos de tincturas........,.....2$000
Manoal de medicina homeopathica pelo Dr. Jahr traduzido
em portuguez com o diccionario dos termos de medi-
,.cina.cirurgiaelc. etc. ,........20000
Medicina domestica do Dr. Hering, com diccionario. lOgOOO
Repertorio do Dr. Mello Moraes........ 68000
FUNDIQAO DAURORA.
m,.im,!tUlPr0pnetafno.soerecem a seu9 P""0808 freguezes e ao publico em geral, toda e
Sin? i. manufacturada em seu reconhecido estabelecimento a saber: machinas de vapor de
i, m J^m^08,,rod.a" u ag"a fpara laF?hoat lo"i de, ferro ou Para.cubos de madeira, moen-
T1he"moendas, tachas de ferro batido e fundido de lodos os tamanhos, guindastes, guin-
ow//n^^0r *rodeteJSx'agullhoe*eboccas P,8 fornaha. machinas para amassaiman-
. m- S descarogar algodao, prencas para mandioca e oleo de ricini, portoes gradara, co-
S^wnWnhu botes e todas as obras de machinisrao. Eiecuta-se qualquer. obra seja qual 6r sua natureza pilos
desenhos ou moldes que para tal fim forem apresentaot. Recebem-selncommendas neste esta-
belecimenlo na ruado Brum n. 28 A e na rua do ColiegBboje do Imperador n... moradia do ai-
pira, con
mio do estabelecimento Jos Joaauim da Costa Pettira
ntender para qualquer obra.
quem os preiendentes se podem
Loja do Ramalho.
Rua Direita n. 83.
Ag lhas francezas curtas e compridas a 200 rs.
a caixa, grampas a 40 rs. o maco, clcheles em
cartat a 60 rs., grampas em caixinha a 80 rs.,
rctroi preto e azul ferrete a 100 rs. a oitava,
penlespara alar cabello a 120 rs., penles de ba-
lea ptra alisar a 240, ricos penles de massa vi-
rados para atar cabello a 1500, diles com o la-
vrade dourado a 2g5O0, galao de linho proprio
paraunfeilar casaveque a 100, 120 e 160 rs. a
vara, franjj de linho brancas e do cores a 120
160 e 200 rs. a vara, botes para punho a 240 rs!
o par, ricas gollinhas de cuntas prelas e decores
feitas de contas, a 1&500 e 2, sinlurocs de bor-
rochi a 500 rs., bicos prelos de seda muilo finos
a m, 240, 320 e 500 rs. a vara, ricos enfeites de
vidn ho prelos e de cores a 25500, 3 e 4, pecas
de r< nda lina a 600,700 e 800 rs., fita branca e
preta com clcheles propria para vestidos a 400
rs. a vara, meias prelas para senhora a 240 o
par, cartas francezas a 240 o barclho, luvas de
retro i com palmas de vidrilho a 1#600, tranca de
nnhc com caracol a 240 a peca, enGadores bran-
cos para csparlilho a 100 rs., ditos pretos de seda
a 16t' rs.,boloes muilo finos para calca a 240 a
groz, cal;adeiras de bfalo a 640, penles de
alisa- com cspelhoecscova a 500 rs., superiores
bico e rendas da Iiha, de 1 dedo al 1 palmo, a
200 is. ate 600 rs. a vara, penles de travessa pa-
ra meninos a 800 rs colheres de metal do prin-
cipe para tirar assucar a 400 rs., oculos de balea
muilj finos a la, tesouras muilo finas com o aro
en ve misado a 500 rs., ditas grandes proprias pa-
ra ccrlar "eslidos a 1$, obreias proprias para as
nam iradas a 200 rs. a caixa ; alem destes objec-
tos, sncor trar o publico um completo sortimen-
to d( tudo quante ha de melhor no mercado, ten-
denl i a miudezas, e por menos do que em ou-
tra qualquer parte; do-se amostras de tudo, e
tatnl era su manda levar os objectos em casa de
fami ia para as senhoras escolhercm.
Gado gordo.
Vi ndem-se vitellas, garrotas, voceas, c 1 boi
pegieno para carregarcora'cangalha, para oque
foi anancido : naPassagcm de Oliudo, sitio de
Jos Joaquim de Carvalho Si ucira.
a na i-olla.
Acaba de chegar na bem conhecida loja de
Goes & B*tos, um grande sorlimenlo das muito
desejadasjB verdadeiras camisas inglezas, com
peito delitiho e pregas largas, j bem conheci-
das pelos freguezes deste estabelecimento, as
quaes camisas ha muito se eslava esperando, e
por ter grande porcao, lemos deliberado, para
melhor agradarmos os freguezes, vende-las pelo
diminuto preco de 36$ por duzia.
Fazendas por baixos precos
Ruado Queimado, loja
de 4 porlas n. 10.
Ainda reslam algumas fazendas para concluir
a liquidaQo da firma de Leite & Correia, as quaes
se vendem por diminuto preco, sendo entre ou-
tras as seguintcs:
Chilas de cores escuras e claras, o covado
a 160 rs.
Ditas largas, francezas, finas, a 240 e 260.
Riscados francezes de cores fixas a 200 rs.
Cassas de cores, bons padrocs, a 240.
Brim de linho de quadros, covado, a 160 rs.
Brim Irangado branco de linho muilo bom, va-
ra, a 1JW00.
Cortes de caiga de meia casemira a 2$.
Ditos de dita de casemira de cores a 5#.
Panno prcto fino a 3-J e 4$.
Meias de cores, finas, para homem, duzia a
1J800.
Gravatas de seda de cores e prelas a 1$.
Meias bradfas finas para senhora a 3.
Dilas ditas muilo finas a 4$.
Ditas cruas finas para homem a 4g.
Cortes de colletes de gorgurao de seda a 2#.
Cambraia lisa fina transparente, peca, a 4$.
Chales de 15a e seda, grandes, um 2#.
Grosdenaple preto de 1J60O a 2#.
Seda prela lavrada para vestido a lpGOO e 2$
Corles de vestido de seda preta lavrada a 16j>.
Lencos de chita a 100 rs.
La de quadros para vestido, covado, a 560.
Peitos para camisa, um, 320.
Chita franceza moderna, lingindo seda, covado
a 400 rs.
Entremeios bordados a 200 rs.
Camisetas para senhora a 640 rs.
Dras bordadas finas a 2500.
Toalha3 de linho para mesa a 2$ e 4$.
Camisas de meia, urna 640 rs.
Lengos de seda para pescoco de senhora a
560 rs.
Vestidos brancos bordados para baplisar crian-
gas a 54000.
Cortes de caiga do casemira preta a 6$.
Chals de merino com franja de seda a 53.
Cortes de caiga de riscado de quadros a 800 rs.
Merino verde para vestido de montara, cova-
do, 15280.
Lengos brancos de cambraia, duzia, a 2J.
Vende-se unja negrinha de 15 a 16 annos,
sabendo coser, cozinhar e engotnmar: no tfan-
guinho, em frente do sitio do Sr, Accioly.
NOVO DEPOSITO
DE
(GIlMMEfffiMM).
Rua da Imperalriz n. 7o
Neste eslabelecimento recebcu-so ltimamen-
te, em direitura da Europa, um grande sorti-
mento de camas de ferro fundido e balido, e de
todas as qualidades, o dos mais lindos modelos,
tanto de urna como duas pessoas, com armages
o sem ellas, ditas para meninos com varandas e
sem ellas, e berro de ferro, que ludo se vender
por prcco*commodo, tanlo a retalho como em
porgo.
Vende-so por 1:2003 20 milheiros de obra,
sendo 10 milheiros de telha c 10 ditos de alvena-
ria batida, senao que lodo este material de bar-
ro de agua doce, e nao de agua salgada : na ola-
ria do becco das Barreiras n. 8, de Antonio Mar-
Hns Saldanha.
Albardas inglezas.
i Ainda ha para vender algumas albardas ingle-
[zas.excellentes por sua duragao, levesa e com-
modidade para os animaes : em casa de llenry
Gibson, rua da Cadeia do Recite n. 62.
Superiores chapeos de manillia.
Estes cxcellenles chapeos que por sua qualida-
de e eterna durago, sao preferiveis aos do Chi-
le ; cxUlem venda nicamente cm casa de
llenry Gibson, rua da Cadeia do Recite n. 62, por
prego commodo.
Vendem-se todos os accessorios para esta-
belecer-se urna grande padaria, sendo cylindro,
machina de Irabalhar com cavallo, masseira, tcn-
dedeira, laboas, ps, bilhas, toalhas, etc., tudo
novo; vende-se prazo : a tratar no largo do
e- creo n. 32, sobrado.
Vemle-se
linha de novello de todos os sorlimentcs, meias
de seda inglezas de peso e mais inferiores bran-
cas e prelas, por pregos commodos : em casa dr
llenry Gibson, rua da* Cadeia do Recife n. 62.
@ Vende-se o engenho Santa Luzia, silo na f
freguezia de S. Lourengo da Malla, entre &>
os engenhos Penedo de Baixo e Tenedo de $
@ Cima : irata-se no mesmo engenho ou no
engenho Mussambique com Felisbino de o
$jp Carvalho Rapozo. *
Cera de carnauba, sebo refinado e fio
de algodao.
Contina a vender-se no largo da Assemblca,
armazem n. 9. ,
Vende-se superior linha de algodao, bran-
CBse do cores, era novello, para costura : em
casa de Seuthall Mellor & C. rua do Torres
n. 38
Escravos fgidos.
tugio do engenho Pogo, da freguezia da
Luz, era principio de marro deste anno, o nrclo
Ignacio, cujos signaes .o os seguinles : idade
M annos. pouco mais ou menos, allura regular
clieio do corpo, cara chala, faltam-lne alguna
da
que parece
um pedago do
comprado ao Sr.
frente, barbado, olhos [
quando falla balbuca por tal modo
gago : n urna das mos falla-lhe
dedo anullar. Este negro foi c..
cnenle-coronel D.mas, irmao do Sr. conego Tin-
L.*?a Ci!mpos,: Pedf-*c a caP'u" do referido
negro, c a entrega dellc a seu senhor no onec-
nlio supra, ou ao Sr. Manocl Antonio Gonealve?
no Recife, rua do Cabug n. 3, de quem re'ccbcii
o apresenlanle urna gralificacao generosa
n",;'5* aS^o o escravo pardo, de nome
Roque alto bastante e corpulento, olhos vernie-
Ihos lem pouca barba, e lera lambem falla do
denles, lem urna falla muilo mansa e um pouco
descangada, reprsenla ler 40 annos de idade
pouco mais ou menos : roga-se a quem dell
liver noticia, ou opossa apprchender, lcva-lo a
seu senhor no aterro dosAfogados, o maior An-
tonio da Silva Gusmao, que ser bem recom-
pensado.
Attcncao.
AS MELHORES MAHIMS DE COSER
DOS
Mais afamados autores de New York
I. M. SINCER & C.
E
WHEELER & WILSON.
No novo estabelecimento vendem-se as machi-
nas destes dous autores moslram-se a qual-
quer hora do dia ou da noite e responsabilisamo-
nos por sua boa qualidade e seguranga :no arma-
zem de fazendas de Raymuodo Carlos Leite &
lrmo, rua da Imperalriz n. 10, antigamente
aterro da Roa-Vista.
= Vende-se espirito de vinho a 2J20 a cana-
da, manteiga ingleza a 800 rs., dita franceza a
640, gomma de araruta a 140, ceneja a 500 rs. a
garrafa, charutos suspiros a 25500 meia caixa,
lanceiros a 3go00 a caixa, aprasiveis a 3$ : na
taberna da travessa do paleo do Paraizo n. 18,
parede-meia da fabrica de chapeos. M
Vende-se continuadamente farinha de man-
dioca, milho e farelo de Lisboa, em saceos gran-
des, e muito superior qualidade : na rua do Ran-
gel n. 62.
Na cocheira do largo do Paraizo n. 26, ha
um cabrioletde duas rodas, de balaustro, gosto
moderno, para se vender : quem o pretender,
pode dirigir-sea mesma cocheira para o ver, e
se dir com quem se deve entender.
Nova moda.
Ch-egou loja do Ramalho na rua Direita n.
83, um rico sorlimenlo de turbantes pretos e de
cores, proprios para cabega de senhora, pelo di-
minuto prego de 4 e 5?; a elles, antes que se
acabera. '
Fugio da rua Direila n. 6 um cabra de nome
Antonio, que diz ser ho da cidado de Goiaona
e consta queahi foi visto, e nao se sabe se dal.i
lomou outro deslino, um pouco alto e refore-
do, e fulo e ter de idade 60 e lanos annos, falla
bem e bastante esperlo, e um pouco adulador-
quera o preder e o levar a casa de seu se-
nhor. receber a gratificaeo de 50? livre de dcs-
pezas.
Donifacio, preto, ciioulo,20 annos de ida-
de, cara feja, com muitas marcas de be\ga
quando falla nao encara para as pessoas, aceco*.
estatura regular, com fallas de denles na frente
com urna costura nos peilos, canoeiro c liio-
leuo, foi escravo do engenho d'Agua de Igua-
rassu. que foi do finado Henrique Poppe Giro
ilular-sc de forro e andar calgado
ou de panno preto
ul;
vestido de paleto! de fazenda
"S?. \ Pro.lesl Proceder contra quemTt'iver asy-
;ado: quem o pegar leve-o a miha olari""a"rua
do Mondego da freguezia da Roa-Vista ou ao meu.
sino da estrada do Arraial, que pagarei o traba-
Iho edespeza.
Marcelino Jos Lopes.
No dia 6 do corrente fugiram do ergenho
l'cha o escravo Filippc, cabra, estatura regu-
lar, pouca barba, cora signaes de bexiga no ros-
to, reprsenla ter 32 annos de idade, fulla bem
e no dia 8 o escravo Marcoiino, denagao An-
gola, cor fula, alto e seeco, sem barba, tem nos
bragos signaes de vaccina, na lesla urna cicatriz
era forma do meia la, e cm cima de um dos ps
urna sicatriique repuchou alguma cousa a pello,
tem a falla descansada, bem feito de rosto e re-
presenta ler 28* annos de idade ; ambos estes es
eraros levaram caiga de algodao azul trangado e
camisa de algodao de listra, alem de mais roupa
que possuiam, e suppoe-seque rcuniram-se pa-
ra seguirem viagem para o serto do Sobral de
onde o primeiro natural: a quera os aprehen-
der junios, ou a cada um de per si, oudellesder
noticia, ser bem recompensado pelos seus do-
nos, no referido engenqo L'cha.
Escraya fgida;
Fugio da casa do abaixo assignado, no dia 18
do corrente, urna sua escrava da Costa de nome
Maria, que representa ter de idade 45 annos, al-
tura e corpo regulares, cor nao muito pieta, lem
bastantes cabellos brancos, costuma trazor um
panno atado roda da cabega, tendo por signal
mais saliente as maos foveiras, proveniente de
calor de figado. Esta escrava tendo sahido como
de costume, com venda de arroz, nao vollou
mais : roga-se, portanto, as autoridades poli-
ciaes, capiles de campo e mais pessoas do povo,
a apprehenso de dita escrava, e leva-la loja
do Preguiga, na rua do Queimado n. 2, ou. casa
de sua residencia na rua da Florentina defronte
da cocheira do Ulm. Sr. ente-corone Sebas-
tio, o,ne sero generosamente recompensados.


w
DIARIO DE PERNAMBUC. SEXTA FEraA 2? DE ABRIL DE I80.
Liltepatira.
L
l'maloncura.,
i
A garrida cora voz queixosa Icmbra pela pri-
meira vez ao campanario a hora solemno da
xncia-noito : silencio.... dobra a instancia : an-
da silencio.... trcplica-a : em vio supplican-
te, quatro vezes gome, o o bronzc ds servios
lhe respondo com \\>i atroadora, que est) dia un-
cin para loda a creaeo !
Owim ilcspede 05 horas mpassvel esse bronzo,
om lhe importar se luz ou trovas as revoslem !
No penar da cal-uni lado, na angustia do con-
denmado. no pasamento do moribnudo, seniprc
n mcsoio ; s exequias, ao consorcio, ao nasci-
.iriio, sempro gravo!
Cilla.... calculando j ahora nova. As que
pssaram, eo que passou coiu ellas, csqueceu
tudo ; s os motiles ao longe o recordara anda
alguns instantes___depois o nada I....
Meia-noite! a hora das visos! Agora o
templo profanado parece raais tremendo.
Misericordia Velha (I) o oppellidaw os vende-
Ihoei de cereae3, que durante o da lho alastrara
por dianlo 03 seos gneros. A Misericordia eni
lamanho desamparo Ser umsymbolo?
A profanago do santuario j nao 6 o mais, fa-
miliarisnram-nos com essa idea ; mas o aspecto
destas ruinas que so arruinam anda, sem que
piedoM mo Ibes acuda, ou por d as acabe !
F.is o que Iraz o os espirites lagrimas de Jere-
mas !
Os oulros templos secularisados, ou perece-
rn!, ou se transformaran!, revestidos de galas
mundanas, un palacios o tbeatros. Porm este
asylo, que j o foi das preces d'um povo ojoe-
Ihado, neje s abriga passaros nocturnos.
Essa torre degolada, o lecto com vestigios an-
da das suas devotas pinturas, a imsgcm do santo
que persevera no scu nicho por cima de arco, co-
mo que deplorando a Ierra, ou invocando do co
perdeos, a froiilavia cahida, todo esto fnebre
complexo da alembrar os marlyrcs, a quem por
entro as carnes descozidas e rolas se via o coragao
a palpitar sob a cruz com que abracados expira-
ra.'n.
Casi de Deus, onde est o pudor das tuas tre-
vas mystieas c silenciosas? o sol profano, o ven-
to e as fallas da praca le devassam I
F/.esle-tc scmclhnle ao theotro a que se cor-
ren o panno para Iragi-coinedias de abomina-
ba o.
E urna vai ahi nesta hora da mea noitc. A um
canto branqupja um vullo. A la escaca apenas
O enlre-nios'ra.
Sor o anjo que j chorara sobro as ruinas de
Jcrusalm?.... Ser o seraphim que os sera-
phin noineam Misericordia, a tapar o rosto com
as azas, prateadas. o a verter lagrimas? Ser
urna f.ida?.... um duendo?.... um gnomo?....
un vampiro ?
Estamos no mundo das realidades : 6 urna sim-
ples mulhcr, mas que por lerrivel fatalidade de
ludo isso participa.
Pousa n'uma pedra : cahc-lhe o pranlo no re-
gago. J nao 6 bella ; vfi-se que o fui, c nao ha
.linda multo. Disserei-ia a personificaco ideal
do proprio Icuiph.
Soloca : s pedras infundiria lastima, c nin-
gucm lhe acode, nem a lastima, ncni a ouve ;
est s. S, entregue ao verdugo do sua cons-
cicncia, meia-noite, entre os altares deshonra-
dos como ella.
D .'scnlcrrarcmos o sen passado ?___
II
Nasccra na ilha, que por sua formosura logo
aos descubridores merecen o nomo de Graciosa ;
c na mais graciosa e amena parte della, abri os
cilios n'uiii pobre casal entre meiguices e amo-
res de mc e pac. Auna lhe puzeram por nomo
DO baplismo. O pae, homem dos bons lempos,
honrado, trabalhador e bemfazejo, grangeava com
o suor do seu rosto trra a que chamava sua ;
joquena para ambiges de quern as tivesse; pa-
ra as verdadeiras precisos, par? elle o sua nm-
lhor, sufTicienle, seno fulftada. Cultivava bem,
porque era lavrador do propiio. Trazia rebanhos
SO monte, com os quaes, e com os vinhos que
fabricava primorosos. Un ha bom trato de nego-
cio para as outras Unas.
AjuJava-o Deus ; por urna parlo, com Iho pr
ao crescinenlo da fortuna limites aperlados, que
era facililar-lhe mais o mercc-la ; por outra par-
te, por lhe perroiltir dentro nesses limites o pa-
recer rico aos olhos de seys vi/.inhos indigentes c
ros scus proprios, pois no seu pouco, como no
azeite o tarinba da viuva du Sareptha havia sem-
pre muito para repartir.
All, entre aquellos exemplos, o ao bafo santo
da mi, crescera a nossa Anna ; sadia como a
primavera, mimosa como rosiuha do silvado, in-
nocente como a innocencia.
Aos dezeseis annos era moga perfeita, c for-
mosa at para entre acorianaj ; e a innocencia
sempro a incsma. Em si nao pensava anda. Co-
racao___se nao fra o muilo que amara a quem
lhe dra o ser nem ella saberia se o linha.
Onde so emboscar a violeta quo a fragrancia a
nao denuncie?
Agradou a mais de um, sem o querer, nem o
cuidar; mas s um se atreveu a conceber espe-
raucas. Que admira I se era de toda a vznhon-
ca o de toda a ilha o mais presumpeoso mance-
bo, como tambera de toda a ilha, o lalvez do lo-
do o archipelago, o que menos possuia com que
abonar presumpres. Ocioso, turbulento, egos-
ta c desleal, e ao mesmo tempo nao sem gragas
externas e certa magia prfida no olhar e no di-
zp\ Thomaz, era o terror do quantas macs t-
nham fillias vicosas ; era o cscolho quo todos os
velhos sizudos, as suas prelerges de moral ao
sero assignalavam gente moga.
Do seu tem a innocencia um defeito (e j nao
um requinte de perfeigo) quo para diante des-
cubre muito pouco.
Anna vio-o, pareceu-lhe bem ; mas pareceu-
lhe bem como um arbusto florido; nao o amou,
gostou delle. Ouvio-o, lornou-o a ouvir, admi-
rou-sedoque sobre elle lhe encareciara ; lamen-
lou-o no interior pela ruim fama quo lhe tizeram
to sem razao ; tlgurou-sc-lhc g>erosidado, c
at jusliga, querer algum bem a quem todos que-
ran mal; dcixou-se ir aps o canto da sera ;
quando mal se percatou.... achou-se a preferi-
lo a si propria. a nao souhur senao com elle, a
sentir longos o tristes os sores da choupana, a
nao pintar na phantasia painel de felicdade em
quo a primeira figura, em que a figura nica,
nao fosso Thomaz.
Como lhe ficou a cantilena, quo lhe ouvio, a
primeira vez que n'uma escamisada de milh sc-
root d ctenle delle 1 Como a canlava sorrindo, e
com voz mais doce, que lodos os oulros versos
quando eslava s 1 e como a cantara anda meu-
talmenle horas inteiras
de sua mc, e esla, em
ao Anjo Custodio de sua lilh.t
J viv na minl.a ierra
Sem cuida los descuidado ;
Da paz o amor me fez guerra,
Fez-me das ditas cuidado.
di.i, quo a litha sogundo o costume acompanriou
de joellios. Deilou-lbc a benco, e melhor dis-
se a doitou-lhe na bengio toda a sua alma de
miii, acampanhou-a al porta do quarlo, bei-
jo i-a na testa e se rclirou ao aposento para n'elle
4 mita fechada so fartar de chorar sem a ouvir
ni iguein.
Anna, mal se vio s, cncostou o roslo ao tra-
vesseiro para desafogar em solucos; nao poda
ro lis. Depois d'aquella primeira explosio to
necessaria, senlou-se no leilo a scismar ; passcou
a lassos rpidos apertando com as mos de ins-
ta ite a instante a testa afogucada; tinha febsc ;
sentou-se; ergueu-se novamento; abriu a ja-
emquanto liara ao p i n< lia a ver se o ar da noile, e o luzir pacifico das
segredo lambcm, orara .estrellas lhe acalmara o sangtic. Um fugele
esqucido yoou enlo l de cima
Alrcro-mo, disse o trero,
A uasccr por enlre o trigo :
Eu sem ser trovo m'alrevo
A ler amores coinligo.
Tres inimigos de p'rigo
Se cscondem no leu gibo :
Mas meu peior inimigo,
Menina, leu coragao.
Alrero-me, disse o trero.
A nascer por entre o Iriso :
Eu sem ser trero m'alrevo
A ter amores comligo.
Naquello engao d'alraa ledo o ceg passaram
raezes
Era por agosto : ferra nos campos a grande
testadas colheilas. lim dia do- unir maor a
vem interromper. Amaulia as foiecs dos se-
gadores iicarao no meio das leivas; os loares,
com que a villa fabrica as suascolxas paraocont-
mcrcio, estarao par-idos; todas as casas se des-
poroarao para a fosla anuual da Senhora da
Ajuda.
A vespera de urna romaria entro gentes singo-
las e primitivas, urna noile de encantamento.
Soriam onze horas; Anna anda se.roava junto
a sua me O irmao pequenino dormia entre el-
las no sen borcode rimes. Tudo pareca to pla-
cido por b.ixo daquollc celo, como por cima
dclle o eco. As rozes dos contentes, quo so cs-
cutavam cora interrallos, e a diversas distancias,
pareciam nao agitar cousa alguma nesta pousada
do benco; e todava um destino bem lerrivel se
eslava all gcratido no meio do lao saudosa scre-
nidade.
-_ do' terreiro do
tlmte iAjuda. Aquelle estallar feMivel a im-
pacientou, cerra o postigo, e assim mesmo ves-
lii a se arreraega para cima da cama para dormir
se poder; par se amesquinhar, do corlo ; e de-
sejande, mais quo urna e outra cousa, o morrer.
Pqla primeira vez se deslembrou do se encora-
mendar ao Anjo Boro, que desde que a baptisa-
rara lh j tinha enflorado todos os das a alma coro
abucenis novas, das que nascem l em cima. Pela
piimeira vez tambem dexou de pagar o tributo
di Sahe-R.iir.ha sua madriuha que por cima da
cibeceira lhe sorria a todas as horas ; por isso a
V rgcm Amorosa rclirou d'clla os olhos, To Anjo
d; Guarda lapou osseus com as azas, muilo triste,
e lhe vollou as costas : e o espirito negro que
niio achara jamis por onde entrar com ella, se
viu senhor do campo para armar o seu alvo, as
suas baleras de tenlages.
Sabis vos quem este espirito? E' de todos o
rr.ais artificioso, o mais traidor, e o mais irresis-
ll.'el, se desde o primeiro momento o nao csron-
ji ram ; o que sabe melhor o carainho do cora-
gao e nelle se iptroduz sem se ver, nem te adv-
niar cjmocnlrqu, como o verme peconbento do
fiucto maduro ; aquelle a quem os amigos cou-
s grarim sob o nomo de amor, templos, altares,
Sierikios, e que ainda hoje, o em toda a parte
pir entre clamores que o amadgoam, lem cultos,
ctige victimas, e as acha em seus proprios ado-
r.idores. A mocidade inexperta desgragadamente
c)nfur.de quasi sempre este amor falso, terrestre,
iinpiir), desenfreado, que prometiendo prazeres
s i d magoas c remorsos, com o espirito do ver-
dadeiro amor, anjo que Deus creou de um sorriso
s:u, quando no Paraso bafejou fragraucias s
r )sas ii forraou Eva.
Pobre Auna pobre Anna Dcsgncada rolinha
entre as garras de tal abutre O qu o maligno
I te es-leve segredando ao ouvido do coragao, os
vises prfidas com que lhe perlurbou o nimo,
p io andar ausente desde o principio do ve- as lenliras que lhe doirou, as sublilezas com
dentro atguma cousa 1 Toda ella esta de gello 1
J nao tem por ende retroceder .
Entre a mae e a Qlha, acaba de ae abrir um
abysmo.
"I
O aentimenlo da sua improvisa orphandade e
da precso d quem a proteja contra o mundo,
contra os seus, e contra si mesma, pois j sequer
mal; de quem a desculpe e a anime, pois j a
consciencia lho remorde. a obriga a apertar o
pas?o pora o proso ajustado pelas duasserpentes
do seu paraso. Quera correr, mas o sora dos
proprios pes a atemorisa. mundo, diz que
lem tantos perigos.... c ento do noule.... e a
taes deshoras 1... Cada tronco se lho figura um
inimigo, que a obriga a fechar os olhos c remar.
Cada som que percebe, lhe parece urna voz que
rea chama-la.... detcm-se palpitando at que de
lodoso esvaega.
Oh! quem primeiro disse. quo largo c de
llores o carainho da perdigo, nunca ainda se li-
nha perdido 1 De flores e largo 6 o carainho da
virlude.
Nesse, se algum raro espinho fre os ps, a
fenda por si se fecha ; a gota de sangue que del-
la se eslilou, trnnforma-se logo em rubis de infi-
nito prego ; e as lagrthias, se algumas cem, se
congelam e diamantes..
Ao perpassar* junto He um comoro, ouve o no-
me de Thomaz proferido dislinctamenle e muito
perto. Quesera?.. Para, lolhendo o folego para
escutar.
Sao dous visinhos velhos, que eslo sentados
por Iraz do vallado no quintal de um delles a go-
zar do fresco da noule.
Pela falla os rcconhcceu ; sao dous amigos de
seu pai, almas candidas, de oulro lempo, que
muta vez lhe deitaram a bengo, a trouxeram ao
tollo, e a beijaram em pequenina.
Que estarao dizendo? Dar-se-ha que j sa-
bara dos seus amores ed'esta fgida!.. Calarara-
Presenlila-la-hiam?.. c virao de roda para
torna um delles pra-
(1) Em Pont Delgada, na ilha do S. Miguel.
rOLUETIll
HISTORIA DE UMCOLUNA.
rao; discorra com o scu lalo pelas oulras
illias.
A mc, ainda que ningucm lh'o tivesse dito,
bem saba como audava, o quo mal empregado,
o coragao da lillia.
O silencio das duas linha-soj prolongado tan-
to, que mutuamente lli.'s principiara a ser peno-
so. Ambas o qucrcrain acabar, mas neuuhma se
atreva j grandu faganha de o romper.
A noile, anda que vagarosa, ia corren jo ; o
gallo no quinlalinio j liaba avisadav que. eram
iioras de se ircm a descahear A dtJlkella nao'
pode mais, o sera erguer os olhos de cima do seu
lavor, diz em voz sumida :Minha mc.... ven-
do que nao prosegua :
Que rae queros, Anna? Disse a boa Qui-
tea.
Qucria-lbe pedir.... rerdade, que....
Sao le dou licenra, nao, minha lilha.
Minha me bem conhece as duas netas da
Sr.a Gerlrudes, sao muilo nossas amigas, e nin-
guem lem que llies dizer. Indo na corapanhia
dolas....
Quem ellas sao, sei eu melhor que tu, que
ha mais anuos que me correu por estes olhos a
agua do baplismo : ser melhor que liquemos por
aqu, que nao quero fallar.
Mas que mal faz, minha me, que cu r
tambera un da espairecer como as outras? Una
romaria to dvola....
D'aqui podes rezar Mc de Dous : detada
na la cama ests tu vendo a sua egreja. Pomba
que nao sahe, mliare a nao loma. E que iastu
l ver? Toda a gente da romagem nao capaz de
te querer melado do quo le quei tua me; bem
le d a ti d'isso !.... 111 via de le mandar ben-
zer, filha que le doram quebranto alguna olhos
mos.
A iiiim, minha mc 1
A ti, Anna, a ti Na minha boa verdade te
digo, que j le nao conheco. Quantas vezes nao
dizia eu n leu pao : vanio-nos tazendo velhos,
Sebaslio, mas sequer lemos ahi um arrimo pa-
ra nosso consolo. E rerdade, respondia-mo el-
le, com a filha que Deus nos deu nao me arreceio
de nada ; s do morrer lenho modo, porque ser
nao tornar a ve-la. O pobre hornera l anda a
moirejar para te ter aqui mimosa de ludo, com
o cnxoral j feito que nem urna prnceza, para
algum dia le ver to bem emprogada como cu
fui com elle. Etu c? Pois nao devia ser as-
sim ; que para corages desagradecidos nunca
Deus talhou boa sortc...
Mas eu que fago, minha mc?*.... Nossa
Senhora rao acudir j com a hora da morle a
ver se linha raais descanso e minha me cgual-
raente.. :
J me nao faltava. senao ouvir-te desejar a
morle ; alguem te me trocou, Anna: a filha que
mamou aos meus petos nao era assim. Pacien-
cia 1 suspirou depois de longa pausa a raocinhr
fingindo no rosto screnidade e engolindo lagrimas
A triste mullier cora aquella palavra paciencia
lo humildemente dita, senliu a alma Iraspassa-
da ; leve tentagoes o'abrar.nr a lilha c chorar con
ella j que lho nao poda pedir perdo. Mas per
do deque? de nao ter querido seno o sen
bem? O coragao doia-lhe, mas o juizo lhe dizi.i
l dentro que se acommodasse. O coragao na i
se acommodou, mas o juizo vencen ; nao lo se-
guro comtudo de conservar a trabalhosa victoria,
que nao aconselhasse em segredo sua dona o fu-
girdo perigo. Sem sorano, que nenhuma d'ellas i
tinha para toda essa noile, Quiloria raetteu o fu-
so na roca, c arrumando-a para c canto, poz as
mos, e comecou em voz alta a ultima reza d)
que lhe foi opagando a um c um os argumentos
do resistir, a astucia com quo lhe fez fcscobrir
noslris de desamor as recusoges da prudencia
maternal, a hypocrisia com que lhe dtu a ver
i'um futuro prximo reconciliago c felicdade
mutua redobrada, nada disto vospinlarei. Para
t ue por vos mesmos o intendaia bastar que vos
diga, que uraa hora so nao havia ainda passado
nesle pavoroso desamparo, quando Anna levan-
tando-so precipitadamente e apagando a luz co-
megou a ajunlar pelo laclo" algumas alfaias do
cu USo.
Pira... escuta... Se velar ainda a sua mae!...
\ireccu-lhe sentir passos... nao... a biler do
eoragao : nunca o percebeu seno agora ; tem
nedo, mas... o fardel est j sobragado, nao ha
emedio... sm... porm... sem se despedir de
ilgum modo... sua me a ama... e. comluJo
em pequenina amava-a lano!... despedir-se
:omo?... lancar-lhe-ha um beijo alravez da
porta... rezar-lhc-ha all mesmo de joelhos urna
Ave-Mara para que Deus a faga muilo afortuna-
da. E depois... nao sabe I Entregar-se-ha
sua estrella .. a sua estrella 6 quem a cmpuxa c
encaminha, que nao a vontade I Se fosse pelo
querer... quera ticar ao p de sua me I mas so
o nao pode... o seu destino nao o quiz.
Sob o influxo deslas suggestes malignas, che-
ga, p ante p e descaiga, porta do quartcwda
me... langa-lhe rauilos beijos. enl lagrinUs :
ajoclha para -a encomniendar Virgem Mara,
que Ih'a guarde de perigos durante a sua ausen-
cia, mas nesse momento percebe l por fra, vo-
zes... sao os reclamos que alguns romeiros j a
caminho vo dando a outros I A Ave-Mara por
vent jra a ia salvar, aquella nova lentago lhe fez
esquecer tudo. Ergueu-se fra dcsl, esc foi enca-
minhando furtivamente para a porta da ra, para
onde estes sons a eslavam alraliindo,descantados
por -nullieros c horneas ao compasso de muilas
violes:
aprenderem? Nao. L
lica:
Ha mais tempo que o navio do rei havia de
ter vindo.
Foi Nossa Senhora da Ajuda, respondeu o
oulro, quem o c chamou na sua vespera ; desta
feila, Deus louvado, fica-nosa trra mondada de
vadios.
Olhai l se alguem chorou por elles quando
embarcaram !
Chorar! atalhou o primeiro, o caso era para
missa cantada com sermo e bodo ; baslava s o
Thomaz!.. l o amausaro se poderem, mas du-
vido Quem izer bom d'aquclle, capaz de levar
o diabo pelas orclhas a baplisar.
A ida faga elle, que fez o fumo; dexa-lo
vai ver a ilha de S. Miguel e essas Ierras l do
reino.
Estas ultimas palavras, j Anna as ouvio como
por sonhos: linham-lho traqueado os joelhos ;
para nao cahir se encostara ao silvado, e licra
com elle abracada sem se importar com o seu
punjjir.
Tornada em si, reconheccu-sc no fundo d'um
precipicio beira d'oulro ainda mais profundo.
Subir? Descera?..
Para subir, nao ha caminho. A porla de sua
mc, fechou-a ella mesma pela sua nio ; o cora-
' do sua me engeilou-a j de muito. Ha
a arre-
(
cima, romeiros,
A p, sem demora
Chrislos verdadeiros
Nao dormem agora.
A esla funeco
Nao falla ningucm :
Quera de feigao,
Que faz que nao vem
cima, romeiros,
A p, sera demora I
Voemos ligeiros
Aos ps da Senhora I
E aquelle convite para os. ps da Virgem (tan-
to o inimigo lhe tresdobrava a venda dos olhos]
s iierviu para lhe remalar a fascinagao, e despe-
na: I-a mais depressa.
Transpoz o limiarpaterno ; ssinha !... alta
noitc...
Para, olhando 'alternativamente, ora para a
casa, ora para o caminho : a casa o ninho, a
me, a infancia ; o caminho conduz ao lugar
onde as amigas lhe prometteram quo o seu Tho-
maz so havia de achar para acompanhal-as ; e
Th Draaz lho jurou que raorria por ella ; que nun-
ca tomara outra mulher, e'que se o despresas-
se, se arreraegaria ao mar, que o nao houvesse
de comer Ierra sagrada...
Nao quer pensar mais, nem pode, nem sabe :
a sua sorto, j que a tirou, ha-de-se"curaprir.
Com a mo a tremer puxa devagarinho a porla
para si...
O fecho .Interior, cabio emfim 1 O peilo se
lhe confrange todo... parece, que lhe morreu l
POR
gao uo sua mae cngeitou-a ja
de ir para dianto para onde a fatalidade
mega.
Vou com elle, vou com elle ; para toda a
parle o hei de seguir I Um e oulro perdemos a
torra, consolar-nos-hemos um ao oulro. J que
Ihedcram lo ni sorle desmerecida, a mim que
lhe conheco melhoras virtudes, quo todo esta
gente sera entrais, n mim que pertence fa-
zer-lhe deslcmbrar, a poder de amor, ludo o que
lhe roubam.
Mcu pae... ni cu pae nao fica desamparado: se
nos primeiros das se Icmbra* do mim com algu-
ma pena, minha mo Ih'a tara esquecer '. que
a obrigago de urna boa mulher para seu marido,
e minha me sempro para elle o foi. S para
aiim quo j nao liaba coraco. Depois pa'a
os distrahir l est o meu irmoznho a quem
ambos elles querem muito Pobre menino I ac-
cresecntou ella chorando ; ainda algum da espe-
ro ver-te o abragar-lc, e trazer-te muitos pre-
sentes l d'essas ierras, e a mcu pac tambera, e a
minha me tambem. De corlo ; quando Thomaz
for meu marido, nao rae lia de recuzar nada do
que lho cu pedir; e cnio isto!... voltarmosou-
tra vez para a nossa trra, irmos acabar em casa
de meus paes .. elle a ojuda-lona sua vclhice,
ella a distrahir minha me ao sero com o seu
fallar, que como o cantar dos oulros, e cora
as suas cantigas que do a lembrar a voz dos
aojos I
Com oslas, nao sabo se verdades, se mentiras,
se vai alurdindo c exforgaudo pelo rpido ca-
rainho que a leva al o mar, onde charaam a
Barra.
Vinha amanhecendo ; o mar pousava sereno a
reluzir como prala bruida. A fugitiva quera
mal noute que anda a nao deixava descubrir
embarcaco alguma
Navio do rei ha de ser grande, dizia ella
enlre si, se estiresse para partir, deveria enxer-
gar-se. Se partira j?.. Nao. Pel escuro da
noile... oslar fundeado mais longe: nao tardar
que o descubra ; alguma lancha ha de vir ainda
a Ierra. Sentada escondida enlre estes penedos
a esperarei; em abicando, apresento-me, digo
que sou a irma de Thomaz, que o quero acora-
panhar... nao podem deixar de me receber.
Entretanto o cruel dia, de instante para ins-
tante, se aclarava; osares eslavam|transparentes;
a vista rcsvelava por sobre o ocano al longissi-
mo,c por todo elle, nem um s navio.
Os grajos ravoaram contentes das rochss
s ondas a pescar ; as gargas explica vam na su-
perficie liquida as sua grandes azas brancas; do
interior da Ierra se ouviam os fugeles e repi-
ques com que o dia festivo se extreava ; d entre
escarale e ouro, rompa o sol, formoso o descui-
dado, coma na primeira manha da creago; s
o coragao do Anna eslava triste : s o horisontc
do seu pensamento, enlutado e tempestuoso.
Que siluagdo 1 Se podesse tornar-se para aquella
casinha bemdila que dcsaraparou... mas como?..
A porta, nao a fechou ella mesma por sua mo
MERY.
( Conftnuaco.)
Alm disso, voce jogo bem : nunca perde
um ponto por sua culpa.
Pois antes d'honlem, em casa do duque de
Sunderland, perdi um rob por singular dislrac-
go. Tinham-se acabado os trunfos, s resta vam
o rei e o nove : eu tinha o rei.... Conhece o ioso
Sr. Lvely ?.... J 6 '
Sim, umbocadinho.
Bpm ; eu tinha o rei e cinco serviros ; es-
queci-me de puchar run/b; joguei copas e cor-
tarsm-me ; estavamosqualro a quatro o perdi o
tricfc. Fcz-me isso uraa differenga de cenlo e
vinte libras, da perda ao ganho.
Ora I o melhor jogador lem suas dstrac-
coes.
' E' verdade. Ah I l est a dar mel dia
em S. Marlinho.... Tenho de ir a urna entrevista
no escriplorio de fegent's Circu: ha urna reu-
nio de accionistas da empreza dos carros do
Windsor.
Ento nao querum rob 1 rob do meio dia,
como nos chamamos ?
Diabo J muito larde... A' urna hora te-
lemos acabado?
A' urna hora damos-lhc substituto. A nossa
gente nao tarda. Sabbado eramos cincuenta e
sele mcia hora depois do meio dia.
Ora vamos um rob pequeo.. Mas previ-
no-lhe que quero cousa baralinha.
A' libra a ficha. Nao ha nada mais com-
raodo
E' singular, entre amigos nao gosto de jo-
gar forte. Sabe, sir Lvely, que aqui s jogamoso
whist a tres ; urna moda que eu trouxe de
Franca.... Quer ser o lerceiro, sir Lvely, ou antes
quer tomar urna acgo no jogo :'
Oh 1 nao sei bem para jogar... e...
Quer ser meu socio? Dar-me-haconselhos:
lucro ou perda, dividiremos.
Vaque seja.
E disse comsigo :
E depois nao arrisco muta cousa ; se per-
der, e3larei arruinado alguns dias mais cedo, se
ganhar, viverei alguns dias mais.
Sr. Saint Alban, disse Lively, ser muilo
necessario que eu fique aqui durante o jogo?
Oh indispensavel 1 Como se eu liver
na jogo, quero ser corroborado com a presenca
do meu socio.
() Yideoltanoo 97,
E' porque lenho de ir por causa de cerl)
negocio all atraz de S. Marlinho, cocheira dos
Coaches de Golden-Cross.
E' cousa de momento ?
De um instante.
Enlo v, comegaremos sem o senhor: c:i-
lamos cincoenla passos de Golden-Cress. Enlao
somos socios, nao 6 assim ?
Est dito.... al mais ver em um momento.
Comcgava a partida quando Lively sahio do
club de Scrates.
John Lively correu cocheira de Golden-Crosi,
esperando ahi encontrar Patrick, que devia tor
continuado na mesma vida, depois de scu ultino
bilhete. Com efleito disseram-Iheque o cocheiio
Patrick linha chegado s onze horas 6 que lo( o
tinha sido obrgado a correr ao Cheapside para
um negocio muito importante.
Ao Cheap-sidel disse Lively ; procura por
mim : nao podo ser seno por mim. ,
Aprcsenlavam-sc dous partidos ; esperar o r.s-
gresso de Patrick na cocheira, ou subir o SCrarid
at Temple Bar, indo ao seu encontr.
John Lively lomou o partido dos impaciente!.
Largou-se pelo Slrand.
No virar de Wellingion-Slreet, enconlrou P-
tritk que vinha pelas calgadas a galope.
Patrick Sir Lively \
E quatro mos se apertaram. Um lord qu t-
nha acabado de comer urna lagosta em casa Adelphi, parou todo escandalisado por ver un
gentleraan apertando a mo de um cocheiro.
Ah Sir Lively ? disse Patrick, que >le
cousas I Venha comigo ; vamos a Walterlvo
Bridge, l poderemos fallar mais livremente.'..
Ah 1 Sir Lively 1 |
Lively eslava mudo ; s o seu silencio inter-
roga va.
Em primeiro lugar, annuncio-lhe que o Sr.
Coppezas est ficando doudo ; nao pode sabir os
pantano, mas cabegudo como um Inglez. Vai
corlar a 4\a collina ao meio ; o senhor o per-
miltio ; muilo que bem ; nao me queixo ; obe-
deci-lhe ; o senhor dono da sua collina. Qutn-
do parli, estavara cem operarios a dar-lhe enxa-
dada velha.
Depois, Patrick? e depois?
Eis o mais; esta manha, passando por Eu-
cks, vi o sitio... O senhor sabe... o sitio?
Sim... sim...
Rodeado de gente. Havia na porta um su-
jeito velho chorar; havia um magistrado a i-s-
crever sobre uraa mesa e urna grande quantidi de
de pobres, horneas e ruulheres que diziam
um horror, havemos de desanca-lo ; haremos de
desancaro tal Sr. Igoglhcin I Quem esse I;o-
glhein? pergunlei eu um. E* o antigo propie-
tario do sitio, responderam-me. A Sra. O B il-
lingham deve-lhc ainda cento e cincoenta libras
c nao pode paga-las. Est em Londres ; es.o
a espera della para prende-la.
Prende-la por cento e enltenla libras 1
Espere um pouco... Havia tambem um man-
cebo de bom parecer, que ditia ao sujeito vell .o ;
para sempre?!.. E que dira quem na encon-
trasse sostoha a taes horas? Nao? (oda a ilha ae
aniquilou.para Iraz d'ella... nem ousa rollar para*
l a cabega ; ae o mar lhe Dio acode, enlre as
ledras onde s eseondeu,esperar qne a fume, o
rio, e as suaa penas lhe deem a morte.
Um barco I um barco I.. elle l eat em baixq
na caldeira recebendo passageiros para S. Mi-
guel.
Va.chega, ajusta, promeltc mais do que lhe
pedem, embarca, larga, respira e chora.
Foge a ierra pela popa; em poucas horas a
ilha s parece um agafalinho de verdura a fluc-
tuar.
Dos passageiros, uns cantam, outros conver-
sam; mas lodos otham a furto para a donzclh
com ar desconfiado.
O barco leva-se que nem um albatroz flor da
agua.
Pois que se v as boas ou ms horas. Volle-
mos nos a ver o que lera feito ao dar com o seu
ninho deserto a pobre ave me orphanada to a
sbitas.
Lamentou-se? carpio-se.'delirou?.. Nao. Riu,
que rir!!!... O rosto aterrado do agonisanle nao
infunde mais terror!...
Corre fora de si... Ei-la, no Monte o"Ajuda no
meio dos folguedos. Tudo se lhe apinha em der-
redor. Que ser... Pergunlou pela filha a uns, c
logo a oulros, som esperar resposta. A's mes, so-
brotudo, se dirige por inslincto, e aperlando-lhes
a mo lhe diz o ouvido : Dai-me novas d'ella,
nao lhe ponhaes a culpa, que foi loda minha..!
tratei-a com muito desamor I
A cada rapariga, aproximava-se cautelosamen-
te, descobri-lhe bem o roslo do lengo de cor,
para sua vontade, e quando so cerlificava d
que nao era ella, lingindo um sorriso da maor
meiguce que saba, lhe pergunlava baixinho,
muilo baixinho, que ninguem ouvisee:
Tu sabes d'ella : que eu dei-lhc licenga de
vir romaria ; dizo-mc onde m'a escondern), e
ficarci tendo d'aqui por di.inte duas filhas: ella,
e tu, c casar-vos-hei a ambas muito ricas... era
S. Miguel, com morgados, se vos qniserdes 1
Corlara o coraco ouvi-la e ve-la. Tinha as
mos geladas ; olhava sem ver; caminhava sem
saber para onde : interrogava-sc, e respondia-se ;
quando percebia rir, como que desperlava em so-
bresali, e exclamava batendo as palmas:
Onde eslava?.. Quem que a desencantou?.
quo lhe quero dar o que possuo.
A' noile, achou-se outra vez no casal com o fi-
Iho no eolio, sem saber quem o trouxera all,
nem como. Lcvou a noile em joelhos aos p3 do
lelto da filha, com o pequenino nos bracos, os
olhos no painel da Virgem, a porta da rua'aber-
la,.o ouvido sempre para l, e o espirito acorrer
por toda a ilha, c por todo o mor, e por lodo o
mundo!
Assim levou dias, e semanas. Afinal veio a ca-
hir enferma.
Chegou o barco a S. Miguel aps alguns dias
sem se haver encontrado com o navio de guerra,
nem achar d'clle novas n osla ilha.
Anna, que sempre contara com ser Thomaz a
primeira lisura que descobrisso ao desembarcar,
e por quera o arries devia ser pago, como nao fi-
caria vendo-se no pavoroso deserto de urna po-
voaco desconhecida !...
Do quera se valora em quanto o seu noivo
nao chega ? que o martimo nao tem barco para
irazer peregrinos por amor de Deus, o com lagri-
mas o suspiros de passageiras, j lhe elle disso,
que nao pagava aos homens, nem alcatroava o
casco quando era mister. J al o palavra cadeia
lhe sahio da boca. E cara lem elle de quera o
far melhor do que o diz. Tubaro mais duro da
ventrecha, nunca o vistes : desculpa-sc quando
vai aos ps do confessor em quinta feira maior,
com dizer que a principio nao era assim, mas que
tanta vez o lograram, que fez voto de nao per-
doar cetil nem a S. Pedro Gongalves, que fizes-
sc viagem no scu barco ; que tem mulher c Glhos
em S. Miguel, a comer e vestir, em quanlo elle
anda de salmoira a curtir scs e ventos por esses
mares.
Pela alma de vossa me, lhe dizia Anna ...
Nao fallemos em quem est no outro mun-
do, que j nao come nem bebe,
Pela saudc dos vossos fillios, pela boa sorte
das vossas filhas se as leudes, pela vossa mu-
lher 1...
Parece que para aquella metralha anda havia
lugar vulneravel no peilo do tubaro. Esteve um
pouco entre si cuidando, com 03 olhos ora no bar-
co, ora na porta da matriz, ora na cadeia, at que
em fim mitigando a aspereza da voz o melhor que
soube, lhe disse:
Bem est, levar-tc-ltci para casa, e servir-
nos-has seis mezes. Est dilo, un homem tam-
bera alguma vez hade ser christao. A coiladila
abaixou os olhos e resignou-se. Que remedio!...
Em que vicram a dar tantos mimos e'gasa-
lhos do me e pae Estranha n'uma poisada quasi
indigente ; sobrecarregada de trabalhos superio-
res s suas torgas, cevada de despresos e des-
amor, sem ter com quem dcsafogue tantas penas,
sem mesmo poder chorar que logo nao venham
reprehenses crueis, 011 anda mais crucs escr-
neos 1 S tem para se amesquinhar sua vonta-
de, as poucas horas da noile em quo a fechara
n'um solao para dormir.
Cada vez que o martimo regressava d'alguma
das suas curias viagens, era um redobramenlo do
caladas angustias para Anna. A alegra da casa,
a mulher e as filhas a abraga-lo ; elle com a les-
ta de3enrugado a repartir por todos, os presenti-
nhos que lhes trazia. E para a orpha... nada.
Nem urna lembranga da sua Graciosa, nem urna
noticia de sua mae, do seu pae, de scu irmoznho!
Se ao menos lhe dissesse que erara vivos... mas
fazer-lhe perguntas seria descobrir-se, fra aca-
bar de se perder.
aqji tem a minha carleira com tresentas libras;
pague e mande embora esta canalha. Encarre-
go-me de pd-la daqui para fora s chicoladas I E
o sugeito velho abaixava os olhos e rcpellia a
carleira. Diziam na multido : esse mancebo o
Sr. Willam Rersley, do castello de Bucks, o
amante da Sra. O'Killngham.
Diziam isso, Patrick?
Nao d altengo, sir Lively, a muftido nun-
ca sabe o que diz. Eu caminhei ento c dirig
ma 00 tal magistrado. Espero al esla tarde ; o
Sr. Igoglhein ha de ser pago. Pcnsei no senhor,
sir Lively, e corri casa de mcu irmo em Wy-
combe; o Sr. tinha partido para Londres ; arre-
be ntei os cavalloscaqui eslou. Cumprc salvara
Sia. O'Killinghara.
Oh 1 exclamou Lively, se eu tivesse forga de
saltar por cima desle parapcilo, j estara no Ta-
misa.
E cahio de fraqueza sobre um banco de pedra
d;i ponte.
Nao para nada que fizeram os parapelos
com cinco ps de altura. Sir Lively, tranquilise-
sc, ha esperanga... Quanto lhe resta das cem li-
bras dadas pelo Sr. Coppezas?
A metade.
Venderei os meus cavallos.
Cala-te, Patrick, caate ; tu me malas! Cen-
to e cincoenta libras! sempre dnheiro! sempre...
Patrick resta-me um recurso... acompauha-me
at Chandos Street... tenho all dnheiro empe-
ntado em urna empresa. Dous lalvez me tenha
sido favoravel... Vem comigo... ^m-teprompto
a cavallo, promlo a partir.
Estou s suas ordens, sir Lively
O joven Irlandez encostado ao brago do Pa-
trick chegou casa do club; subi lentamente a
escada para tranqullisar-se e compor o rosto.
Com mo convulsiva abri a porla e caminhou
silenciosamente para a mesa do jogo.
Ah chegou, disse o Sr. Saint Alban, a sua
ausencia foi bom longa, raen querido socio. Ade-
rinhc l o que estamos fazendo ?
Perdemos 1 disse Lively com voz alterada.
Nada, sir Lively ganhomos cem libras; le-
nho jogado com urna felicdade inaudita. Don
desforra a estes senhore3. A assembla de fe-
gent's Circus ficou adiada para amanha ; tenho
t >mpo... Se ganhar o rob, ganhamos cento e
qiarenta libras. Enlo sente-se, sir Lively.
Nao se encommode....
Ora rejamos, ludo dependo desle lance... Te-
nho tres pontos... Se apanho as honras garihei;
a ultima partida. Provavelmente dividiremos
as cento o quarentas libras... O que vira elle?
C'uros !-.. a minha cor favorita. O meu defun-
11 nao est bonito; ora vamos a ver o vivo.
Quatro honras contra mim e o trickl perdi I O
Sr. est me encaiporando, sir Lively, ahi est o
nosso lucro reduzido a sessenla libras I
Sim, nao admira que o esteja encaiporando...
Continu, Sr. Saint Alban, que vou dar um pas-
seio pelo parque de Saint James.
Quer jogar ?
Nao, nao ; continu, eslou do volla daqui a
meia hora.
Parece inquieto, Sir Lively?
Eu? n5o. Faz rauito calor aqui... vou res-
pirar debaixo das arvores.
Iremos jautar em Sceplre and Crown em
Grenwick.
Onde quizer, Sr Saint Alban. At logo.
Se quizer, ser era Black-Ilall.
Lively tinha sahido,
Patrick eslava de senlinella sua espera de-
fronte de Saiii-J/arfii-Cour.
Tem as cenlo o cincoenla libras ? pergun-
lou elle i Lively.
Daqui poucos instantes hei de te-las. Apea-
le, Patrick.
Nao, irei ver a White-Hars, so nao honre
nada om Wyconibc. Recommendei a meu ir-
mo que lhe escrevesse immedialamento se hou-
vesse alguma cousa do novo.
Sim, pensaste bem, vai quo te esperarei
aqui.
Ah I Sir Lively, eu bem pensava que essa
pobre madama se arruinada ; ha tres mezes que
d de beber gratuitamente Inglaterra e Ir-
landa, e este vero est bem quenle.
Parte, corre ao Cheapide, meu amigo.
Como o vento, Sir Lively ; olhe-me, vou es-
magar os mnibus.
Lively, ficando s, caminhou ao acaso, para
consumir mcia hora ; a cada minuto consultava
os quatro mostradores da torre de S. Marlinho,
que lodos pareciam ter partido os ponteiros no
mesmo ponto. Olhava em torno de si para des-
cubrir alguma existencia febril era harmona
com a sua. Em torno delle tudo eslava tran-
quillo, homens e casas. Operarios talhavara
pedras na praga de Trafalgar ; cocheiros dormiam
as boleas: um esfregador polia a grade de lam-
peos de ferro que protege as paredes de S. Mar-
linho ; os Inglezes bocejavam negligentemente
atraz de suas vidragas brilhanles como ago po-
ldo ; os mnibus crusavam-se na entrada do
Slrand, alguns Francezes olhavam para a esta-
tua equeslre de Carlos I, ou a fachada veneziana
do palacio Northumberland, tendo por cima um
cao que se pensa ser um leo ; um porteiro pe-
da um schelling um estrangeiro que entrava
no museo para ver quadroa ausentes ; dous poli-
cernen examinavam as gravuras do canto da ga-
lera enridragada do Slrand ; prostitutas em far-
rapos e de luvasamarcllas torvelinhavam aosol,
comendo caraces crus ; um velho aulhomalo
trazia um cartaz de Hal Washabb que ningucm
lia ; era urna multido sem barulho, urna agita-
gao sem ruido, urna luz sem fulgor, um trabolho
sem fervor, urna proslituigao sem voluptuosida-
do, urna vida mora; era o coragao de Londres,
grande artera que nao tem sangue.
Se a felicdade nio senao a ausencia d
desgraca, dizia Lively, lodos esles sujeilos sao
mais felizes do que eu, e todava nio lhes lenho
inveja.
E Thomaz!... Deus sabe o quesera delle ? O
navio do rei, ou nunca chegou a S. Miguel, ou
nao o soube ella Se o comera o mar?i... s
vezes assim o lera sonhado.
Urna das grandes miserias do desamparo pro-
fundo e absoluto, fazer com que o coragao se
entregue, sem escolha nem reserva, primeira
pessoa que lhe langa de esmolla um sorriso, ou
qualquer moslra de compaixo embora fingida.
Na missa da madrugado, nica parte ondo lhe
consentum ir, se enconlrou com uraa muher j
de das, que vendo-a chorar, perguntando-Jhe
com tnteresse porque chorava e apertando-lhe a
mi com muito aftecto. consigui xlorquir-lhe
a conflssao do lodos w seas segredos.
Anna, no sent-la tio de vola e boa, cuidou ter
recobrado mic. A velha lhe prometteu de o ser
com a ajuda do Deus, nio querendo della oulra
paga senio que a deixasse trabothar para a sua
dita, e como boa filha so fiasse no seu bem que-
rer.
No domingo seguate j a officiosa protectora
linha descoberlo melhor casa para a sua menina.
Convenceu-a, sem custo, de que j eslava pago,
e de sobra, o que devia ao arraes; e lhe orde-
nou, que nesse mesmo dia, maj acabasse de lo-
car o sino de recolher, sahisse de cosa, que ella
oslara porta sua espera, para a levar com to-
da a decencia para a sua nova ama.
A ultima badalada das no*c horas a soar, e
Anna j na ra, conduzida em silencio e a pasaos
rpidos pela sua mysteriosa amiga, por um lah|r-
nnto de ras, desconhecidas at a casa dola.
7- Amannaa de dia, que nao sao horas agora,
irei dizer minha amiga, que j vos c temos ;
por hoje, Picareis era minha casa.
Agasalhou-a com muito carinho, conrersou-
lho cabeceira al a adormecer, e lhe deixou no
espirito para sonhos a perspectiva de urna vida
muito mais suave o alegre, do que jamis tivera.
Era j alto dia. quando Anna por si accordou.
Noite assim inleira e quieta, j ella nao cuidara
que a podesse haver fora da. casa de sua me.
A hospedeira, como a senlo a veslir-ae, entrou
a dar-lhe os bons das, e dizer-lhe que ja vinha
de casa da senhora, mas que esla logo na vespera
por desgraca, tinha lomado outra serva ; que en-
tretanto se nao afflRsse, pois al lhe descobrir
novo eommodo, nao lhe havia de faltar ella.com
os seus poucos teres, pois linha muito gosto
em lhe servir de me.
Deu-lhe vestido novo, e chalo de formosas co-
res, eraprestou-lhe cordo, e arrecadas de ouro,
ajudou-a a alaviar-se. fe-la remirar ao espelho, e
a convenceu, nao s do quo era linda, e muito
mal empregada para andar servindo a pessoas
sem creago, mas al de quo linha achado nella
urna verdadeira me.
Levantaremos o veo quasi transparente que
aos olhos da inexperta cncobria os projectos des-
ta velha infame?
Narraremos a gradago insensivel, por ondo
a artificiosa hypocrita a conduzio at o altar do
ultimo sacrificio ?
Fra lalvez um esludo til; mas nao se nos
atreve a elle o coraco.
De que co em que bratro cahisle.
Bella estrella de luz? cu mesmo, cu mesmo
Procuro neste instanlc aborrecer-te (2).
Como a scicncia estuila no cadver o mal que
destruio urna vida, adra de preservar outras,
possa o teu consummado e.espantoso destino pre-
rauuir nimos incautos contra os perigos de pr-
fidas amizidcs.'
Ruins conselheros le desalaran) os vnculos
macios do jugo maternal, o prepararam a pri-
meira queda ; consolhcira ainda mais ruim ca-
vou para baixo dessa desventura, que j pareca
sem fundo, outra ainda mais sem fundo e sem
regresso. J nao sao nicamente as relaces san-
tas da familia, os respeilos do mundo, "a boa fa-
ma, o a paz da consciencia, que eslo destruidos ;
a consciencia mesma que adormeceu na em-
briaguez ; a gangrena que chegou ao coragao,
ultimum moriens da virfude. J desaprendeu o
corar; j as lagrimas lhe nao atinam com o ca-
minho dos olhos; j nao v a imagem de seus
paes em sonhos ; *ao accordar pela manha, j
nao procura com a vista o sorriso da sua madri-
uha, e com o pensamento a sua egreja na cora
do oileiro Nem sequr ao loque das ave-marias
emfim, j to recordas de corno na la trra em
pequenina, la me a essa hora te fazia ajoelhar
por as mos, e repetir aps ella, syllaba por syl-
aba, a saudago anglica I
Pobre me Pobro me 1 A lembrar-se de ti a
todas as horas, e a todos os instantes, porque
nunca lhe esqueces, nem dormindo I
Consome-se, em vo, fal promessas, d esnio-
las, ea filha sem apparecer 1
A sua mais ardente oraco, cem vezes repeti-
da por dia, era esta : Senhor, se tinada, ha-
vei compaixo da sua alma; perdoai-lhe todo o
mal quo me fez, c o que ella vos havia de pagar,
carregai-o na minha ronta. que para isso sou
sua mae : se viva.e nao se perdeu inteiramen-
le; cobri-a com o manto da Virgem-Me ; que
m'a nao calquem aos ps aquella rosa com tanto
amor criada ; so esl perdida, achai-rn'a Vos, e
reconduzi-m'a, que eu assim mesmo a quero :
eu vol-a lornarei a baptisar com as minhas la-
grimas ; que volle para ao pede quem s a pode
amar j agora. Mais do que abengoei odia do
seu nascimento, abengoarei o do sou arrependi-
mento.
Seriara estas preces e3culadas?...
Talvez.
Urna nao sei que saudade vaga dos anligos
lempos veio saltear a perdida, urna noite, quo
estando szinha com os olhos na la, sentio pas-
sar ao longe urna cantiga da sua trra. De to-
dos os meios se serve a Providencia I
O remorso se lhe reanima; o ouvir ainda a
voz desse rigoroso amigo, foi pare ella um en-
canto. Sahe do covil em que vegeta : nao ha
,uberto era toda a cidade um templo consagrado
a que se recolha para invocar a graca salvadora ;
sombra de si mesma, vai-se acoher sombra
do templo profanado.
Qual sahir delle?...
L. F. LEITE.
[Contina.)
(2) Ciumes do Bardo.
E subi ao club, dessa vez bem resolvido, a par-
lilhar os lucros, Jseem quaes fossem.
Quando ia abrir a porta, ouvio grande tumulto
no club, pareceu-lh* que os banqueiros disputa -
vam vivamente ; a voz de Saint-Alban dorainava
todos os oulros.
Nao por mim que quesliono, grlava elle,
pelo mcu socio, um digno mancebo, que conhe-
Sa apenas de hontem, e que olno como meu
lho.
Oh I entremos depressa, disse o generoso
Lively.
Bem Chegou muito a proposito, Sir Live-
ly, disse Saint-Alban. Estes senhores eslo es-
trictamente no seudireito.comeco a reconhece-Io.
Deixe-me fallar Sr. Spiegall. Demos tres dis-
forras a estes senhores, Sir Lively ; ogora a for-
tuna mudou ; pedmos urna disforra, urna s ;
estes senhores recusam-a, sob pretexto de que
lem negocio na cil. Diabo eu lambcm tinha um
negocio e todava moslrei-me delicado.
Entao perdemos ? disso Lively tremendo.
Pouca cousa, mas o que julgo a delicade-
za, e nao a perda.
Quanlo ? disse Lvely assuslado.
Cem libras cada um. D cem libras ao Sr.
Spiegall e acabemos com isso.
A cabega do Irlandez ficou azoada.
Cem libras ? disse elle com um echo que
repele o que dizem.
Sim, disse Saint-Alban ; se nao lem toda a
somtna prehencherci o dficit e o senhor me
reembolgar em lKnit-i7or*.
Lively, como um homem que torna a s, puxou
machinalmenle a carleira e disse :
Aqui esto cincoenla libras.
Esl bom disse Saint Alban ; respondo
pelo reato. al amanha.
Lively sahio do pasmo em que eslava por urna
criso de emogo. Precipilou-se para as mos de
Saint Alban eapertou-as ternamenlc.
O Sr-, salva-me a honra, dsse-lheclle cho-
rando.
Saint Alban voltou-sc para cnchugar algumas
lagrimas que nao corri jm.
Desculpe-meso o deixo, disse Lively. Es-
li a minha espera m Saint Martin Court. On-
de o verei para agradi?cer-lhe ?
Esta noite, no salo de Drury Lae ; janlo
em Greenwich.
Eslarei em Drury Lae. Mil gragas, Sr.
Saint Alban, encaiporei-o.
Nao seja supersticioso, amanha tornaremos
a desforra. /
Lively correu o mais ligeiro que pode a Saint
Martin Court o achou Patrick a cavallo, prompto
a partir.
Estou arruinado 1 meu charo Palricki Cri-
vado de dividas por cumulo de desgfaga V
O que diz, sir Lively ? J
Estou arruinado apeia-te. Agora sin, eu
me aliraria no Tamisa, se nao tivesse d,Q >gar
urna divida de honra...
*E moca do Hio...
Cala-te, Patrick, cala-te... Londres maldi-
ta I cidade de esfregadores e de impos 1 Que
demonio me impellio a este monlo de lixo pas-
sado ao vernrz i
Quer que eu venda os meus cavallos ?
Sim, vai arruinar-te por minha causa ; eu
me vendera antes 1 Nao se comprara homens
nesta cidade em que tudo se compra ? Tcns al-
gumas noticias do Wycombe ?
Nao... nao ha nada. O estalajadeiro de
Wile-Horse disse-mo que um sujeito tinha ido
procura-lo.
A mira ?
Sim
Quem poderia ser ? Nio conhego ninguem
em Londres... Esse sujeito voltari ?
Disse que voltaria.
Deixa o leu cavallo e vamos a Wite Ilorse ;
veremos... preciso de um companheiro... vem
comigo, nao quero estar s.
Segui-lo-hei a loda a parle.
Bom Patrick 1
Cliegandoa Wile-Horse disseram-lhcs que o
tal sujeito nao tornara a apparecer.
Esperemos, disse Lively.
E sontando-se na pedra da porta, ficou absorto
as, suas reftexes.
A hora do jantar, o estalajadeiro entregou a
Lively urna carta que linha chegado naquclle
momento. Era do irmo de Patrick, o estalaja-
deiro de Wycombe.
Eis o seu conteudo.
Sir Lively.Os seus negocios sem duvda
leem-o demorado em Londres. Meu irmo deve
ter-lhe dilo o que aqui se passou a respeilo de
urna senhora Irlandeza que lho inlcressa. Essa
moga chegou 00 silio. O Sr. Igoglhein foi in-
fiexivel ; entretanto consentio em dar urna de-
mora de vinte e quatro horas, se ou servase de
fiador a Sra O'Killinaham. Espero que o Sr.
nao me deixar em vexames. um servigo que
lhe faco ; cu nao rae inleresso pelas mulberes
loucas que se arruinaran) no toilette e que do
o seu dnheiro a comer a qualquer que vem be-
ber sua casa.Thomaz Meyler.
P. S.Amanha ao meio dia necessario
que o Sr. me traga cento e cincoenta libras e o
meu cavallo.
Patrick, disse Lively, hoje todos os demo-
nios inglezes conspirara contra mim. Morro des-
ta feita. Preciso de duzentas libras amanha !
A morte mais fcil de encontrar. Faze com
que me enlerrem em terta santa, Patrick.
Ento nio* tem nenhuma idea, sir Lively ?
Que idea querea que tenha ? Pois paga-se
os credores com ideas ?
Eu sei bem ; mas urna idea vale algumas
vezes dnheiro.
Dui.entas libras 1
Coma, sir Lively ; precisa de torgas.
{Coniuar-*e-"a.)
PERN. TYP. DE M. F. DEFARIA. 1860



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