Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09048


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Full Text
p^i

->.
ARIO xmi. 1UIER0 97.
'
Por im meies adianlados 5S000.
P*r tres niezes vencidos 6$000.
OIBTA FEIRA 26 DE ABHIL DE 1860.
Por armo atontado i9000
Porle franco para o subscritor.
_____
cnNA
E.NCARREGADOS DA SUBSCRIPTO' DO NORTE.
Parahba, o Sr. Antonio Alexandrino de Lima.;
Natal, o Sr. Antonio Marques da Silva; Aracaly, o
Sr. A. de Lemos Braga; Cera, o Sr. J.Jos de li-
veiTa; Maranho, o Sr. Manoel Jos Martins Ribei-
ro Guimarae3; Piauhy, o Sr. Joo Fcrnandes do
Moracs Jnior; Tara, o Sr. Justino J. Ramos;
Amazonas, o Sr. Joronvmo da Cosa.
I'AH'1'IUA DOS CUtlllKlOS.
Olinda todos os das as 9 1/2 horas do dia.
Iguarass, Goianna e Parahiba as segundas
e sextas feiras.
S. Anlao, Bezerros, Bonito, Caruar, Allinhoe
Garanhuns as tercas feiras.
Pao d'Alho, Nazarelh, l.imoeiro, Brejo, Pes-
queira.lngazeira. Flores. Villa Bella, Boa-Vista,
Oricury c Ex as quartas-feiras.
Cabo, Serinhem, Rio Formoso.Una, Barreiros.
Agua Preta, Pimenteiras e Natal quintas feiras.
(Todos os correios partem as 10 horas da manhaa
epiiemErides
DO KZ l)t ABRIL.--------
5 La cheia as 5 horas e 40 minutos da tarde.
12 Qnarto minguante as 11 horas e 13 minutos
da larde.
21 La ora as 3 horas
nha.
28 Quarto crescente
tarde.
e 26 minutos da tay-
as 3 horas e 16 minuto a>
PFEAMAR DEHOJE.
Prime-ira as 9 horas e 18 minutos da manhaa.
Segundo as 9 horas e 42 minutos da tarde.
PARTE OFFICIAL.
v riinviMiv.
o Exm, Sr. baro do Bom
OVERAO
felatorio, com que
Jardim. passon a presidencia desta provincia,
ao Exm. Sr. Dr. Ambrosio Leilao da Cunha.
Illm. e Exm. Sr.Passando a V. Exc. a admi-
nisrajao dosla heroica provincia, retiro-me ao
-relalorio, com que abri a asscmbla provincial,
lio qu.il dou todas as informajoes do seu estado.
Depois deste reUtorio smente se dou o lasti-
ma vet e atroz alternado contra o delegado mili-
tar do Ouricury Domingos Alves Branco Moniz
Brrelo; para capturados indiciados e punijo
desse Clima horroroso dei as providencias que
A .Exc. encobrar na secretaria do governo.
Tambera o estado de desorgauisaco o insubor-
dnaeo da guarda nacional de Garanhuns fez
com que eu suspendesse as revistas da raesnia
guarda, para que depois de bem informado do
quanto occorria, podesse tomar ou solicitar do
governo imperial as medidas que julgasse apro-
piadas a fozer cessar os conflictos e queixas, de
que V. E\c. encontrar as parlicipaces na socre
laria e era seu gabinete.
Ao deixar esta provincia, felicito-me por en-
trega-la a um cidado to digno e lo esclareci-
do, que cortamente se esmerar era conduzi-l.i
por todas as vas de prosperidades, de que ella
-digna e de que lem lodosos elementos.
Deus Guarde a V. \ixc. Palacio do governo,
23 de abril de 1800.
Illm. c Exm. Sr. Dr. Ambrosio Leilao da Cu-
nha, presidente desta provincia.
Lu; Barbalho ilotz Fiu:a.
Expediente do dia 4 de abril
de 18GO,
Ollicio ao Exm. general commandanlc das ar-
mas. Queira V. Exc. expedirs suasordens para
que csteja poslada juulo ao caes 22 de Novembro
no dia 26 do correlo as 5 horas da lardo una
guarda com bandeira e msica, afim de fazer as
lionras do eslylo ao Exm. Sr. Dr. Jos Benlo da
Cunha e Figueiredo Jnior que segu para o Rio
Grande do norle, no vapor l'ersinunga, a tomar
conta do cargo de presidente daquella provincia,
providenciando V. Exc. ao mesmo lempo para
que a fortaleza do Brum de a salva do coslume
a hora era que o vapor demandar a barraOii-
ciou-se ao inspector do arsenal de marinha afim
de fornecer os escaleres precisos para o trans-
pone do mesmo Exm. Sr.
pito ao mesmo.Sirva-se V. Exc. de mandar
avisar a tresotliciaes superiores para servirem na
junta que lem de julgar o processo do soldado do
corpo de polica Joaquim Velloso do Reg, de-
vendo os referidos oficiaos comparecer nesle pa-
lacio no dia 28 do correnle ao meio dia. Olfi-
ciou-sc ao juiz de direilo da Ia vara.
Dito ao mesmo.Constando de ofcio do che-
le do polica de hoje que se aoha sem guarda a
cada da cidade do Olind, reilero a V. Exea
-oxpedic.io das convenientes ordens.que foram so-
licitadas cm ollicio desta presidencia de 21 do
corrente, para que o 4o batalho de arlilharia a
pe aquarlelado naquclla cidade,preste diariamen
le a referida guarda, e a torca disponivel que
para as deligcncias da polica for requisilada pelo
especlivo delegado.
Dito ao mesmo.Remello incluso o officio que
me dirigi o director da colonia militar de Pi-
menteiras, com a relacao dos medicamentos ne-
cessarios botica daquello eslaielecimenlo afim
deque V. Exc. informe, ouvindo a junta militar
de saude, ficando V. Exc. prevenido de que aca-
bo do ordenar ao mesmo director que as suas re-
quisicocs idnticas devero ser de ora em diante
enviadas por intermedio de V. Exc. que poder
fazc-las acompanhar das obsenaces que julgar
convenienteOliciou-so ao referido director no
sentido supradito.
Dilo ao chefe de polica.Convindo que a cor-
respondencia official das autoridades policies
que liver de chegar ao meu conhecimento venha
sempre por intermedio de V. S salvos oscasos
cm que esla presidencia determinar o contrario,
baja V. S. do dar as providencias uecessarias para'
que assim se pralique de ora em dianle
Dito ao inspector da thesouraria de fazenda
Transmiti a V. S. para o m conveniente o in-
cuso aviso de letlra na importancia do 1:2915640
rs., sacada pela ihesouraria de rendas da provin-
cia do Rio Grande do norte sobre essa, e a favor
de Jos Joaquim de Lima.Deu-se sciencia des-
te destino ao Exm. presidente daquella provin-
cia. r
Dilo ao mesmo.Communico a V S. que nesta
dala resolv prorogar por maisdous mezes o pra-
so que fora marcido ao bacharel Joaquim Jos
de olveira Andrade para u apresenlaro do seu
tilulo de juiz municipal do termo de' Nazarelh
que devia findar-se no d.a 17 do corrente.Com-
municou-se igualmente ao conselheiro presiden-
te da relacao.
Dito ao capilio do porto.Inteirado pelo of-
cio do inspector da allandega, constante da copia
inclusa, de que a esjprjos dessa capatasia, que
se conseuuio desencalhar do lugar denominado
Simeo Pinto a barca ingleza Seo Serpen. louvo
a Vmc. pelas delgencias que empreaou nata so-
roelhanle m. r
Dito ao conselheiro Jos Benlo da Cunha e Fi-
gueredo.Accuso recebido o officio que V. Exc
dirigi a esla presidencia cm 22 de marco ultimo'
declarando nao poder exercer o lugar de delega-
do das trras publicas nesta provincia, por ler
de tomar assento na cmara dos depulados.
Dito ao promotor publico de Garanhuns.
Transmiti por copia a Vmc. o officio que mo di-
igio cm 31 de margo ultimo o juiz de paz mais
votado da freguezia de S. Bento, Luiz Paulino de
Hollando Valenja, aflm de que inleirado do seu
conteudo, e procedendo a indagaedes e informa-
les necessarias, proceda como for de direilo.
Dilo ao director da colonia de Pimenteiras.
Accuso recebido o oficio n. 67 do Io do corrente
em que Vmc. communica a esta presidencia as
occurrencias que se deram por occasiao de ser
preso o criminoso Antonio Pereira da Silva, co-
nhecido por Antonio do Norle. *
Portara.O presidente da provincia, confor-
mando-se com o que propoz o chefe de polica
cm officio de 21 do correnle sob n. 560, resolveu
nomear pora os lugares vagos de delegado do
polica do termo de Serinhera o de subdelegado
da respectiva freguezia aos cidados Ignacio de
Barros Wanderley e Mauoel Peres Jacorac Cam-
po-llo da Gama.Lommunicou-seao Dr. chefo de
polica.
EXTERIOR.
Segundo o ponto de visia poltico internacio-
nal, a Porta deixa s potencias o cuidado de se
combinaren) para conciliar* a divergencia das ideas
da Inglaterra c das outras polneicias.
Este documento olicial, que desembaraza com-
pletamente a Porta oltomana nao deixa a pessoa
alguma a possibilidade de pretender que urna op-
posijo execusso do Canal baseada na defo-
sa dos iulercsses da Turqu.
O gabineta inglez ca d'esta manera descober-
to, e s pode fundar as suas objecjoes nos seus
proprios inlcresses.
Depois de ter exposlo os fados que conduzem
lgicamente a este resultado, a bruchura refuta
corlas objeccoes que ltimamente foram susci-
tadas na unpreus ingleza, e prope as bases de
urna convenjo internacional, cuja adopjo tira-
ra todo o pretexto para receiar que a ne'tralida-
de do Canal deixassc de ser observada, c que este
grande trabalho perdesse para sempre o seu ca-
rcter de utilidade universal ou se desviasse do
seu Um essencialmenle pacifico e cominercial.
A brochura moslra que nao ha fundamento as
duas supposicoes, em que ullimamente se basca-
rara as pnneipaes objeccoes de que fallamos, e
que tendiam a fazer acreditar que a compaohia
leria um direilo de soberana sobre as trras que
Ihe sap. concedidas, e gosaria mesmo do previle-
gio de levantar ali forti/icaedes.
Mr. Lesseps nao explica a razio por que estas
duas allegaces poderam ser acreditadas quando
sao formalmente desmentidas pelo texto dos ac-
tos de concesso
Estes actos, quo veera annexos brochun, re-
servara exclusimente aulhoridade do patz a fa-
culdado de construir no isihmo as obras de de-
fesa que julgar a proposito levantar, sem que a
conipanhia possa otferecer obstculo, o sem que
d'ah lhe resulte despesa.
Pelo que loca s Ierras concedidas, nao s nao
permilte a soberana companliia, mas o seu di-
reilo de propriedade est definido e limitado no
arto de concesso pelo emprego da palavra goso,
que raelhor se combina com a lei turca. Esta
lei reserva ao soberano a propriedade dos paizes
era que flucta a bandeira do islamismo.
A companhia exercer os seu direilos de goso
como o menor Ululo em lodas as suas propie-
dades.
Uuaulo s precaucoes quo possam ser tomadas
para garantir a completa neutralidade do canal
martimo, eslao enunciadas na brochura com um
grande luxo de prevenco.que segundo urna cor-
respondencia prova a boa fe da companhia.
Achara-se ali estipuladas ; a prohibicao aos
navios de guerra de passar pelo canal de Suez, a
menos quo nao possuam urna aulhorsaro es-
pecial : a prohibicao companhia de erigir qual
quer forticaco, e de fundar colonias de cultiva-
dores eslrangeiros ; a prohibiQo de desembar-
car tropas no iilhmo, salvo nos cjsos de doenga,
avaria, ou sinislro ; a prohibirlo de ulilisar as
terras-concedidas companhia, urna vez quo nao
seja para exploraces agrcolas.
Finalmente, pe'la ultima giranlia, o aulhor da
brochura annuncia que o vire re do Egypto eat
disposto a admitlir no isthmo de Suez urna guar-
nirlo de tropas turcas, condicao que nao foi im-
posta no territorio comprchendido nos limites
do Egyio pelas convencoes de 1841.
Sao estes os poulos mais salliente3 da brochu-
ra, que parece destinada a dissipar as ultimas des-
confiancas quo tinham surgido em Inglaterra, e s
quaes lambem as manifeslaces do governo turco
nao dava menos pretexto. O mesmo correspon-
dente accrescenta que se est bem informado, os
espirilos mais esclarecidos em Inglaterra comc-
cam a reconhecer o pouco fundamento, o a inu-
tildade das objeccoes quo so opposerem em-
presa.
AUDINECIAS DOS TBIBUNAES DA CAPITAL.
Tribunal docomraereio: segundas e quintas.
Relago : Urjas feiras e sabbados.
Fazenda : tercas, quintas e sabbados as 1 horas.
Juizo do commercio : quintas ao meio da.
Dito de orphaos: tere e sextas as 10 horas-.
iPrimeira vara do civil: tercas o sextas ao meio da
Segunda vara do civil; quartas e sabbades
meio dia.
ao
No meio das graves preoecupaces da Europa,
a impresa do Canal de Suez prosegue regular e
pacificamente as suas operaces.
Mr. de Lesseps acaba de "fazer publicar urna
brochura intitulada : = Queslo do Canal de
Sttx ; na qual se expdem as novas condicoes
em que a empresa flcou collocada em ennsequen-
cta dos passos dados pelo embaixador de Franja
m, Constanlinopla. *
E sabido que depois de dezesais successivasde-
liberaces, o divn dirigiu aos seus representan-
tes junto das grandes cortes da. Europa urna no-
tificarlo que estabelece francamente a posigo
que a Porta oltomana enlende conservar n'esle
negocio. Por um lado expoe o governo turco,
que segundo o ponto de visla do seu interesse,
Dio v objecQo execucu do Canal, urna vez
que sejatn maolidos os direilos de soberana, do
Sultao,
Projecto apresenlado ao Papa pelo duque de
Grammont em agosto de 1859, como base das re-
formas administrativas quo o governo francez a-
oonselhava ao Santo Padre que introduzisse* nos
seus Estados. Anda que depois d'esle projecto o
o governo do imperador j offereccu novas pro-
postas, de quo osleilorestiveram opporlunaraen-
te noticia, entendemos nao dever deixar de pu-
blicar este projecto em seguimento dos impor-
tantes documentos polticos que temos inserido.
Eis o projecto:
Os soculares podem ser nomeados para lodos
oscargoi, e para todos 03 empregos civs
E' garantido por lei a liberdadc individual dos
udadaos.
Ninguem poder spr preso senao em virludede
um mandado expedido pela competente autori-
dade civil, debaxo das condiocs e das formulas
prescriptaspela lei.
A pessoa que fr presa devora ser interroga-
da no praso do 21 horas, e nao poder ser reti-
da alm desse praso seno por um mandado de
deposito passado pelo magistrado que instaurar o
processo, e em que se enuncie o motivo da pre-
vencao.
A duraco da prisao preventiva ser estricta-
mente reduzida ao lempo reclamado pelas neces-
stdades do inquerito judiciario.
A successo aos cargos c empregos civs cessa-
r de ser permitlida por antecipaco; lodos os
contratos ou acrdos passados para esse effeilo
entre os partteulares e os funeciouarios sero re-
putados illegaes e nullos.
Ordemjudiciaria.
Proceder-se-ha sem demora promulgarlo
de um cdigo civil, de um cdigo penal o de
um cdigo de processo, quo consagrarlo estes
principios.
Serao abolidos os julgaraentos especiaes, salvo
no que diz respelo aos ecclesiastlcos.
Osprocessoslero fim no segundo grao de lu-
nsdcgo, isto na appellaco.
Em caso algum, e debaxo de qualquer pretex-
to, poder o poder execulivo cassar um julgaraen-
lo, ou suspender-lhe o effeilo, ou por termo ao
andamento da justiga.
Superior ao tribunal de appellaco nHo haver
seno um tribunal supremo, com residencia em
Roma, o qual aera mixto, islo composto em
eguaes proporces de membros ecclesiasticos e de
Miembros seculares.
Os membros dos Iribunaes supremos sao ina-
moviveis.
Conselho de Estado.
O conselho de Estado ser organisado imita-
co do de Franca.
Haver pelo menos 15 conselheiros em exerci-
cio, e (?) fra do quadro. Estes ltimos sero
cscolltidos dentre os princlpaes fuDcconarios da
adminislrajao romana, tomaro parlo as as-
sembla3 geracs do conselho, e lero voto deli-
berativo. Nao sero retribuidos como conselhei-
ros de Estado.
Haver tambera conselheiros em servico ex-
traordinaiio, os quaes sero cscolhidos entre os
conselheiros de Estado que tiverem deixado de
preheucher as suas funecos, e sero admitlidos
a lomar parte as assemblas geracs'par conven-
cao especial de ordem do Sanio Padre.
Os conselheiros de estado em servico extraor-
dinario serao todos seculares. Os qu eslverem
fora do quadro poderlo ser seculares ou eccle-
siasticos, segundo a occasiao.
Os ministros lero as honras, assento e voto
deliberativo no conselho de Estado. E' bem en-
tendido que os conselheiros de todas as classes
sero nomeados, da mesma maneira que pode-
rao ser mudados, pelo Summo Pontfice.
O presidente do conselho de Estado ser csco-
lbido pelo Papa, quer seja entre os cardeacs. que
Estas secces sero nuco,
aos cinco actuaos ministros.
Nenhuma lei ou edito poder ser promulgado,
sob pena de nullidade, sem que lenha sido exami-
nada em sesso pelo conselho de Estado, e dis-
cutida em assembla gcral.
As demais attiibuicoes d'esle corpo serto. quan-
to fr possivel, as mcsma3que as do conselho de
estado francez.
C'tnsuL'a e cmara legislativa.
O niiini' o des membros d'esia cmara ser,
pelo meno i, do dobro do das dclegacoes. isto ,
de quarenia, pelo menos. Sero eleils peloscon-
sclhos pro'incires.
A consulla seca chamada a votar e a discutir
as leis, e f aiticularmenieo orcamento.
Nao estar sujeitd ao voto da consulta a parte
fixa do ornamento que diz respelo a corle ponti-
ficia, ao sagrado collegio, e em geral a tudo quan-
to lem relacao cora o culto, ordem ocelesiaslica,
e bous da Egreja.
As despozas, divididas em despezas ordina-
rias e extraordinarias, sero votadas, as ordina-
rias por tres anuos, c as extraordinarias por um
BOBO.
O ornamento ser votado por captulos de des-
pezas o receitas.
A consulla pode votar que se tome em consi-
derarlo quilquer proposla assignada por dez dos
seus membros, o em que se faga censura a um
funecionari) do governo por abuso de poder e
violajo da lei. N'este caso o governo dever pro-
vocar nm hqueiito peranle o conselho de Esta-
do, e infernar a consulta do resultado d'esse in-
querito.
As sessots nao sero publicas, mas os processos
verbaes summar ios sero publicados pelo jornal
oficial.
Conselhos provinciaes.
Os memtros dos conselhss provinciaes sero
direclamenlo eieitos pelos conselhos munici-
paes. "
Os conselhos provinciaes oceupar-se-ho de
tudo que disser rospeito provincia ; volaro as
despezas le caes, a reparlQo do imposto, e for-
maro junli do delegado ou governador um con-
selho dotat o de altribuices especiaes.
Os goveriadorcs sero seculares para as pro-
vincias das Legagdes, Romanias e Marcas.
Conselhos communaes.
Estes corselhos serao eleilos na conformidade
do edito d<; 24 de novembro de 1850. Seruelei-
tores, sem o lriile de numero todos os indivi-
duos que prlencam s diversas profissoes indi-
cadas por aquella lei.
Amnista.
Convina conceder uraa amnista geral, salvas
algumasexcepcoes, aos exilados, aos presos .por
causas polticas, e aquelles que se acham em pro-
cesso pela n>esm;i causa
As condicoes da amnista deveriam ser re-
guladas entre a Santa S, a Franja e a Austria.
Yercepco das rendas publicas.
Adaplar-se-hi3 sos Estados-Romanos urna or-
gansaco de cobranza de impostos como a que
existe cm Franja.
Seria conveniente nomear urna commisso
pontificia, que de ocerdo cora um dos funecio-
narios s,upotiores das finanjas do imperio, pro-
cedesse ao .rabalho de organisajo.
Escrevem de Milo :
a Veriflca-se um movimenlo extraordinario
nlm doMincio. A guarnijo de Mantua foi re-
forjada e provisionada ; hojo compe-so de
12,000 homuns; nestes ullimos dias foi all in-
troduzco um grande material de arlilharia.
Alera disso trabalham neste momento cm urna
obra exterior que parece destinada a ligar as
fortalezas doquaJrialero para impedir o ataque
isolado.
Os officiaes de engenheroo fazem estudos
as passagens in:eriores do Adge, assim como
na lnha de defeza de Villa-Franca para Leg-
nano.
t Os trens entre Veneza e Verona, com excep-
rodeumtnico por da, sao reservados para
transporte de tropas.
No momento em quo escrevo, est reunido
nosso conse'ho communal em sesso para redigir
urna mensacm ao rei, que approva e anima a
politica do goverro. Julgo saber que ao mesmo
lempo ser posta a dsposijo de Sua Magesla-
de, uma sonma considcravel, para despezas de
guerra, se tiver d; recomejar.
Uma grnde parte dos emigraios renezianos
quo so achara aqu, j partirn ou para Turim
ou para Florenja ; vo pOr-se dsposijo do
ministerio da guerra, para entrarera em ser-
vico.
DAS DA SEMANA.
23 Segunda. S. Jo!ge m. ; S. Adalberto b.
24 Terja. S. Fidel de Sigmaringa f. m.
25 Quarta. S. Marco Evangelista; Sr. Hermino-B.
26 Quinta. S. Pedro de Rales b. ; S. Cielo p. m.
27 Sexla. S. Tertuliano b. ; S. Turibio are.
28 Sbado. S. Vital p. ; S. Prudencio b.
29 Domingo O Patrocinio de S. Jos
que correspondem gue O mperador, nosso augusto amo, consentio
d esta maneira em fazer um sacrificio penoso,
mas debaxo da condicao que as autoridades-le-
gitimas seriara reinlregadas na Italia Central.
No interesse da paz e na esperanja de que
ella sena consolidada por um completo accCrdo
cam o seu antigo adversario c rico em resultados
sahMnres, decidio-se rennciar aos direilos e* t-
tulos em que poda appoiar-so. mas recusou po-
sitrvamente consentir em combinaces que tives-
sem lesado os direilos de terceirs e principal-
mente dos principes que tvessem contado com a
sua allianca. OppOr uma barreira marcha cada
vez mais invasora da reveluro, com a reinle-
grajao dos soberanos desihrondes, e com o au-
xilio dos esforjos do imperador dos francezes,
que proiectava salisfazer as aspiracoes do senli-
mento nacional por meio de uma'cslreita unio
dos governos da Pennsula verificada com uma
alhanja redera!, era o duplo fim que dominava os
actos de Villa-franca e de Zurich. assim como a
trocadas edeas que cm Biarritz leve lugar, com
a inlenco principal de seguir uma marcha uni-
forme para assegurar a execuco da parle poli-
tica das eslipnlajoes da paz.
O imperador ni roudou de opiniaoquanlo
situacao da IUia. S. M. anda de parecer
hoje, como o era em Villa-franca, que seria ali-
mentar uma illuso pengosa lisongeiar-se de que
se pudesso fundar uma ordem de cousas dura-
doura e regular, feindo de uma maneira flagran
le os diroitos consagrados pelos seculos e pelos
tratados europeus. A Francadiz Mr. Thouve-
nel esl compenetrada, "assim como todo o
mundo, da sanlidade das obrlgaces eantrabldas.
Temb.eni nos achamos compenelrados do mesmo,
o por isso precisamente quo lamentamos viva-
mente ver o tratado que acaba de ser concluido
entre nos e a Franca ficar sem execuco as suas
estipulacesde consideravel importancia.
E' bem entendido quo, se a restaurajo se
nao realisas8e, a confederajo ficaria egualraente
em letlra morta.
e Qual seria a consequencia disso? O geno-
roso pensamento a que os dous imperadores se
lignram era Villa-franca, ficaria conderanado
esterilidade.
E quaes sao os obstculos contra os quaes
ello se malograra ? Sem os querer dcsconhe-
cer, estamos muilo looge de os considerar in-
superaveis. como se moslram ao espirito de Mr.
Thouvenol. Roservamo-nos detalhar em um
despacho particular o que nos resta dizer a este
respelo.
Erafim, o imperador julga dever procurar a
sotojo da questao no terreno dos preliminares
de Villa-franca, dos quaes todas as estipulajoes,
segundo o ponto de vitta do direilo, sao com-
pletamente solidaras entre si. k
Nao poderemos conceder a no3sa cooperajo
a combioajes ojie no liveram em attenjo as
reservas f.-itas m tratado de Zurich a favor dos'
direilos de sotoranos deathronados.
* Em presenja de resultados t contradilribs
ao nosso legitimo accordo. encontrar-noa-hiamos
na irapo3?it)iilidade moral de as sanecionar pelo
nosso asscntrjucnto.
Esta alljdee o propro governo francez,
como estau convencido, obra justamente nao a
approvando na opinio do mperador, nosso
augusto amo, nao s uma questao de honra, mas
tambera a expresso de uma profunda coovtcjo
poltica.
Quanlo maiores forem as esperancas que
um cordial accordo com a Franja Dzess uascer
com o fim de por lermo s complicaje3 da Ita-
lia, raais sentimos nos nao poder parlilhar da
opinio que o gabinete das Tulherias parece ler
relativamente a quarta proposta ingleza. Mas se
lamentamos esta divergencia do opinies, con-
servamos a osperanca de que Mr. Thouvenel foi
o eloquenle orgo, quando dsseque se adif-
ferenja dos principios podia o devia conduzir a
apreciajdes diversas, nao era necessario que re-
sultassem conflictos perigosos. c to opposlos s
intonjoes da Flanea e da Austria, uma vez que a
honra eslava salva das duas partes.
Pcjo a V. Exc. queira ler este despacho a
Mr. Thouvenol, c deixar-lhe uma copia, se o de-
sojar.
Acetai, etc.
Assigna (do.)De Rechberg.)
Petlcfco dirigida ao procurador ge -
ral em Franca pela viuva Bortin,
sofcrinha de Mr. Rossean, antigo
hispo d'Orleans, contra Mr. Ilu-
panloup, actual bispo d'Orleans.
Sanhor procurador geral na corte imperial
de Paria:
Sr. procurador geral, sou filha do cavallciro
ENCARREGADOSDA SUBSCRIPgO KO SL.
Alagoas, o Sr. Oaudno- Falco Diae-;. Baia, o
Sr. Jos Martins Alves; Ro de Janeiro, o Sr.
Joao Pereira Martina.
EM FERKftmuCO.
O proprielaro do Man Manoel Figoeiroa dur
Farra.nasua livraria praja da- Independeacianav.
~&m 6 O.
Em seguiaento dos documentos diplomticos
quo temos publicado sobre a queslo italiana, Rosseaa, que falleceu, par de Franca, maire do
iraduzmos I oje um dos despachos que o gover- '
no austraco dirigi ao seu representante em Paris
acerca das propostas inglezas, reservando o se-
gundo despacho do mesmo ministro para o nu-
mero segrate, por isso que o espaco de que hoje
podemos disDrn'esta folha nao comporta a pu-
blicaco dos dous. .
Ao principe de Metternick, embaixador em Paris.
Vienna, 1" de fevereiro da'1860.
O marqi ez dti Moustier Icu-me e entregou-
me a copia co dous despachos, de que tenhoa
honra de Ira ismillir o texto a V. Exc.
O primero d'estes dous documentos, dirigi-
do ao conde de Porsigny, falla do accolhiraenlo
favoravel feito pelo governo francez s quatro
propostas do gabinete inglez, as quaes teem por
lim pacificar a Italia Central, cujo conteudo V.
Exc. conhec segundo o meu despacho de 30 de
Janeiro passado.
O segundo despacho dirigido ao marquez de
Moustier, tem por fim desenvolver com delalhe
os motivos que obrigam o imperador Napoleo a
considerar o plano de pactflcajao do governo in-
glez como urna solujo acceilavel, comquanlo
este plano e teja em contradijo com as estipu-
lejes dos estados de Villa-franca e de Zurich.
Apressei-me i submetter ao imperador, nos-
so augusto ano, os despachos que o cmbaixodor
francez lnha deixado em meu poder, e ocho-me
hojo habilitado a dar-vos a conhecer a impresso
que elles proiuziram no animo de S. M.
O meu despacho ao conde de Appony, dala-
do de 20 do Janeiro ultimo, e que haveis com-
municado a Mr. Thouvenel, j indica as razes
que nos impedom de acceitar a combnaco pro-
posla pelo giibineie inglez.
Essas ratocs saltam de lal maneira os olhos-,
que nao pod iran escapar perspicacia do go-
verno francez.
Foi por .sso que nos nao pediu a nossa appro-
vajo a um projecto que fazia deffender os futu-
ros deslios da Italia Central de um voto do po-
vo: limila-ic a manifestar o desejo de que nos
abslivessemns de uma opposijo formal contra a
execuco d'aquelle plano.
Suslent indo osla opinio, prestamos volun-
tariamente justica ao julgamenlo esclarecido de
Mr. Touveixl, que o propro queda uma con-
ta exata das exigencias da nosso-posijo.
Lancemos un ligeiro golpe de vista para a
situajo, o voltaremos de passagem data que
serve de ponto de partida ao ministro dos nego-
cios eslrangeiros.
que ao. mesmo lempo
d'entre oulros, mas sem
possa ser ministro.
Haver, pelo menos, dous relatores e um au-
ditor para cada seceso do conselho de Estado..
lerceiro stricto de Paris em 1837, o qual era
irmo de Mfr. Rousseau, anligo bispo de Paris ;
conscguintemenlo sou sobrinha dirella de Mgr
Rousseau ; prodgalisou-me a sua ternura, e
fui por assim dizer educada sobre os seus joe-
Ihos.
< A piedade de meu lio, as suas virtudes, o
seu nomc, que al agora tem estado cercado de
toda a veneraco e respelo, caheranja que det-
rae resta.
Esta parte da heranja, senhor procurador
geral, que muilo nos honra, nio uma chimera.
E' um patrimonio do que os mcus cabellos
brancosteem o direita de se orgulhar com justa
razo ; porque o nomo de Rosscau o que lnha
meu pai E' pois ao peilo da familia que Mgr
Dupanloup acaba do dirigir o ataque mais cruel
e mais immerecido, cm uma carta datada de Or-
leans a 4 de fevereiro de 1880, e escripia a Mr.
Grondguillot, redactor em chefe do Consttuio-
ncl. Essa carta, de que o propro Mgr. Dupanloup
provocava a publicajo, apparoceu cm quasi
lodos os jornaes de Paris, e especialmente no
numero do Amigo da Religio do quarla-feira 8
de fevereiro, e no Constitutionnel de 9 do mes-
mo mez. Corneja por oslas palavras :
Obrigais-me a entrar era lice, etc., etc., e
conclua assim :
...... Os sentimentos que, nesles tristes de-
bates, eu conservarei sempre pelos meus ad-
versados.
Permilii-me, senhor procurador geral, que
vos repila algum dos ataques com que Mgr.
Dupanloup tenia avillar o nome de Rous-
seau.
........ Condemnei-roe a dizer-vos que Mgr.
Rousseau ignora va a historia, que anda igno-
rava mais os verdadeirns principios da igreja
gallicana, e, o que peior, ignorava o que a
honra.
Em outra passagem Mgrs. Dupanloup escreve
que, se um dia Dos se dignar recebe-lo em uraa
melhor vida,- onde aflnal encontr a verdade, a
juslija e a honra eterna, lera a consolajo de
pensar que os seus successorea nos cincoenla an-
nos, pedindo a Dos pela sua alma, nao sero
nunca condemnados a defonder-se contra elle, e
a vingar a igreja das suas traigots e das. suas
fraquexas.
Islo indica claramente que Mgr. Dupanloup
est condemnado pela sua carta a vingar a igre-
ja das traices edas fraquezas de Mgr. Rossean,
e o que augmenta o ulirago, que, segundo
Mgr. Dudanlobp, meu to nunca loria commet-
da......que quando os orleanezes passom diau-
le do retrato de meu to, dizem ve baixa,
e fagindo com a vista : Ha foi um pobre ho-
mem!
Citando as palavras de meu to, diz qu : es-
sas palavras cahem tom todo o peso da sua
vergonha, sobre a sua baixeza.... o acres-
cenia : o Ou eu me engao, ou o publico
francez, qne compreltende o que i honra, ha
de goslar pouco do vosso hroe ; vos mes-
mo estou certo que o injuriis nesto- nio-
-ment.
Se estes ullrages se drigissem a vivo, consti-
luirom evidenteraenie o delictos de diSTama-
jo c de injuria previstos pelos artgos 1 e 13:da
lei do 17 de maio de 1849'!
Ser menos real o delicio, porque dirigido
contra uraa memoria, e porque o ullrage fere
contra a pedra de um tmulo.
Nao sei, senhor procurador geral, mas pare-
ce-me quo o que tenho de mais precioso neste
mundo de transico, a recordaco daquelles
que fazem honra s tiassas familias) e essa re-
cordaco que vai alm do trespasse, que a nossa
piedade conserva e reduz debaxo de toda* as
formulas, e pelo geral rogamos conjuncUmenle
com o padre nos nossos templos.
A lei sobre a diffamacao i.o se enlende para
proteger a fortuna, mas a honra ; ora, a honra
de uma familia solidaria ; essa honra per-
tence tanto oos vivos como aos morios : e p*la
minha parle, sinto o ultrago feito ao nome que
meu pai lnha, como se fosso felo a mira pro-
pri?'
1 enho 83 anuos, c dentro cm pouco deixure
esla vida de miseria ; perniilti-mc ao menos que
eu lenha o pensamento conservador de que a
juslija da Ierra protege a pedra dos tmulos, e
que um sacrilegio aos olhos da religio, um
delicio vista da lei.
Por estas considerajoes, venho apresentar os
minhas queixos contra M. Dupanloup, o declaro
formalmente que me torno parto civil, offere-
condo-me para adantar as despezas necessarias
para o processo.
Aceitai, senhor procurador geral, os senti-
mentos de respeilosa consideraco com que tenho
a honra de ser
V'ossa muilo humilde serva
Viuva Berln, que nasceu
Hosseau.
[Jornal do Commercio de Lisboa.)
DIARIO DE PERNAMBUCO.
oppoe-se emenda
A assembla provincial oceupou-se honlem do
seguinte :
Officio do Exm. Sr. presidente da provincia
enviando as informajes ministradas pela thesou-
raria provinciaj^acerca da prelenjio de Antonio
Francisco de Pl Biarato. l
Requeriraelb d Jlo Jos^ Bezerra, arrema-
tante do imposto deliOO rs. de gado vacum da co-
marca de Goianna. pedindo una abale.
Dilo de Joaquim de Olveira Maia, pedindo um
abate do alflguel das suas lojas da praca da Inde-
pendencia.
E" approvado, sem debate, o projecto n. 47
deslc auno.
. Entrando em discusso o parecer acerca de lo-
teras, o Sr. Souza Res requer que seja ellecon-
siderado como emenda substitutiva, ao que se
oppOem os Srs. Raphael e Scbaslio Lacerda
Arada depois oraram os Srs. Bogo Barros e Souza
Res, mandando esle um requerimcnlo pedindo
dispensa de impresso.
Continua a discusso do art. 25.
O Sr. N, Portella responde ao que disse o Sr.
Ignacio do Barros na sesso precedeute.
O Sr. Ignacio de Barros combale alguns argu-
menlos apresenlados pelo Sr. N. Portella, e di-
versas emendas apresentadas.
O Sr. Joaquim Porlea faz considerares acer-
ca da materia, conclundo por mandar* mesa
uma emenda.
O Sr. Ignacio de Barros
do precedente orador.
O Sr. Fenellon justifica a comm'isso, comba-
tendo afinal algumas das emendas.
Posto a votos o artigo approvado cora as se-
grales emendas :
Em vez de 20O00 por casa de jogo de bi-
Ihar diga-se 50SOO0. S. R. Rufino d'AI-
meida.
a Ao arligo 25, acrescente-se :
Umcontode res sobre as casasque venderem
bilhetcs de loteras de outras provincias. S. R.
Luiz Filippe.
Addilivo ao arl. 25 da receita provincial.
Oilo por cento da renda annual dos terrenos
oceupadoscom o planto do capim do municipio
do Recife.
169000 por cada um carro particular de
quatro rodas e eixo fixo.
a 108000 por dito de duas rodas do dilo.
18jJU00 por dilo de aluguel de quatro rodas
dito.
119000 por dito de duas rodas dito.
259OOO por cada mnibus.
69O0O por cada carroja exceptuados os ve-
hculos empregados era servijo agrcola. S.
R. Martins Pereira. Mello Reg.
Foram prejudicadas:
11 Cinco mil reis ( 5^000 ) por cada escra-
vo que sahir para fora da provincia, Ucando der-
rogadas as disposijes do arl. 41 7 da lei pro-
vincial n. 431. S. R. Rufino d'Almeida.
' Emenda substitutiva ao 17 do arl. 2 5.
Em vez de 50J0O0 sobre as cosas cm que se
venderem chapeos estrangeiros, diga-se: lOOgOOO,
que pagaro todos, e qu3esquer eslabeleciinen-
los que venderem chapeos importados, menos as
respectivas fabricas. S. R. Dr. Manoel de
Figueira.
Foram rejeitadas.
Arligo substitutivo ao artigo de receita
Fica o presidenlo da provincia autorisado,
ara effecluar a despeza do exerccio do 1860 a
861, a cobrar as rendas mencionadas nos do
art. 37 da lei n. 452. S. R. Martins Pereira.
Emenda ao artigo 25.
Ao 1Em vez de f> por OjO por arroba, di-
ga-se 3 por 0(0 do assucar e algodo exportado.
t Suprima-se os 2 e 4.
Ao 17Em vez de 50, diga-se OOJ rs.Dr.
N. Portella.
Ao 14Em vez de 12 por 0[0 diga-se 4 por
0|0.
Ao 30Em vez de 2 por 0(0 diga-se 4 por
0|0.J. P. M. Portella.
Ao 9Eleve-se a mais 5 por OO o sello de
herancas o legados.M. Portella.
addilivo ao art. 25.
Os emolumentos que se cobrara na casa de
delenjo.S. R. Martins Pereira.
Dada a hora, o Sr. presidente levanta a sesso,
dando para ordem do dia de hoje a mesma da
antecedente.
na epoi a da ussignatura dos preliminares de lido para com a igreja essas traicdes e essas fra-
\illa-franca o imperador Napoleo concobeu a quezas seno para salisfazer oa seus apetites lera-
PERNAMBUCO.
esperanjaroostra-o Mr. Thouvenel de que a
nova organ sajo da Italia poderia conciliar-se
com o resta leleci meiilo dos poderes legtimos.'
Esta es)crania, aueno espirilodo imperador
Francisco os, se elevou altura de urna con-
vieco, animou os dous soberanos, logo que se
\ deram as m ios para pdr termo i eftusj,o de $au-
pet
poraes, afim de alcanjar em aeu favor o titulo
de baro, e em favor de. aeu sobrinha o titulo do
cavalleiro, etc.
N'outrb paragrapho, escreve que meu lio
era um padre ro&peitavcl, mas no sentido mais
baio da paltvra; que era d'um espirito me-
t diooro, d^ m carcter mais rntdiocre ain,i
ASSEMBLA LEGISLATIVA PROVINCIAL.
SESSO ORDINARIA EM 15 DE ABRIL.
Presidencia do Sr. liscond* di Camaragibe
(Conclusio.)
O Sr. Machado Por Ma: Sr presidenlo, acho
infundada a oppos;.c0 que faz o nobro deputedo
ao art. 3. do projecto.
.0 Sr%F<.aelo : Pode ser muilj, porque eu
nao ten ,io esludo nenhum na materia.
. Sr: f P'orMla : Eu nao sei se me r-
cordarei bem da ordem dos argumentos do noDre
deputado, e pejo que quando le est.Tfir respoa
dvndo me faja o obsequio de repetir os seus ar-
fenT SC CU S n5 Uver ^rapr^hendido
O-nobre deputado oppoz-so- ao arligo 3." d-
SSiraS0 d dcvef o Professor da escola
Kilo alm dos cxercicios pwlicos-com os as-
peantes ao professoralo, fazer-Utes a leitura de-
urna obra de pedagoga por espaco de quarenta
minutos ; e figurn duas hypotbeses. dizendo-
que : ou essa leitura era feita durante o periodo-
do trabalho ordinario da escola ou depois une
noprimoro caso, reconhecia haver inconveniente
na eonfusao que dahi resultara, que no segundo
j estando fechada a escola, nao havora appro-
vetlamentoparaos aspirantes : respondo que era
umanenmulra hypothese o quo se pode do-
prehender do projecto ; o quo o projecto lem era
visra e que as pessoas que aspirom o professo-
ralo, atem das habilitacocsque devem provarem
exame perante o director gerol, da sua oapaci-
dade prohssonal, tenham tambem pralica do en-
SIDO..
O nobre deputado sabe perfellamente que de
uma necessidade tndeclinavel a creajo de una
escola normal. *
O Sr. Fenelon : Mas nao isso que se crea.
O Sr. M. Portella : O nobre depulado sabe-
perreitomenle a grande vintsgeni que lem colhi-
do diversos paizes dos estabelocimentos das es-
colis normaes ; reconhejo que indispenaavel
em Pernambuco a existencia de uma escola nor-
mal convenientemente montada, mas reconhejo-
lambem que as forjas de nossos cofres nao per-
mitiera o estabelecimento de uraa escola tal qual
rm i,?Ter """ me animando, avista de taes
difflculdadcs, a propor a sua creajo, lembrei-
me.de combinajo com os ontros membros da com-
misso de instrueco publica, de apresentar uma
medida que remediasse um pouco essa falta que-
solTremos, c enlo propozeraos nesse projecto a
creajo de uma escola que servase (permita-se-
me a expresso) como que de arremedo de uma
escola normal, que servsse de modelo para as
outras escolas da provincia.
O Sr, Fenelon : Ah que est o inconveni-
ente.
O Sr. M. Portela : Porque ?
O Sr. Fenelon : Porque traz todos os incon-
venientes do arremedo e nenhuma das conveni-
ensias do verdadeiro interesse.
O Sr. II. Portella:Nao sei quem disse, Sr..
presidente, que o ptimo inimigo do bom ;
pensando assim digo cu tambem, que se nao po-
demos ter tudo perfeilo, procuremos obler afuiU
lo que compativel com as nossas forjas : nao
podendo nos ter uma escola normal, tratando de
crear una escola modello conforme est eslabe-
lecido no artijjo primeira. tinhamos em vista quo
o professor encarregado dessa escola habilitamos
aspirantes o professorato nos exercicios praiieo*
do ensino primario,porque na basta quao proles- .
sortenha conhecimenlos da materia que tem do
ensilar, preciso que saiba cnsinar, para o que
preciso ler dora, natural qws seja elle arrcrrei-
coado, porque, como o nobre deputado sabe, o
professorato umsacerdocto, tem predsao de um
noviciado.
Um Sr. Deputado : Mas com o projecto nao
se consigne isso.
O Sr. M. Portella : Consegue-se em parle ;
se nao se consegue tanto como em uma boa es-
cola normal aonde se habilitara os professores.
por muilo mais lempo, aonde se cstuda a sua
vocaco, aonde se apreciara o aperfeijoam as
suas qualidades, para que hajo professores com-
pletos, com todos os predicados precisos para
uma misso toimportanlo, nao se segu que nao
adoptemos essa idea que em parte satisfaz :
muilo melhor que entre para o magisterio um
homem que, embora nao lenha cursado uma es-
cola normal, leoha todava por alguns mezes fei-
to exercicios com um professor habilitado, e le-
nha praticamento aprendido a ensinar, do que,
3ue v oquelle que tem smenle em um exame
ado provas de que tem conhecimento das mate-
risa, e nao de que tem pralica e geito para o en-
sino, o que nao possivel conhecer-se no mo-
mento do came.
Portanto, o professor deve empregar nos exer-
cicios praticos o lempo que a le exige para o
servijo diario da escola, mas depois desse lempo
dos exercicios ordinarios, depois que os aspiran-
tes tiverem visto explicar e lomar lijo, depois
que liverem visto o melhor modo de emendaras
escripias, de examinar as contas, depois que vir
o modo de empregar os differentes processos es-
colares, cousa que o nobre deputado acha to f-
cil, que diz estar ao alcance do lodos, masque eu
contesto, o digo que preciso que se preste
muila attenjo ao modo porque exercem taes
funejes os bons professores, e assim pensam
todas as pessoas que se dedicara ao estudo des-
sas materias, que ligam grande importancia a
esses objectos e a tudo o que constilue a peda-
goga ; depois dessesexercicios praticos, dizia eu.
e terminada a hora, o professor despede os alum-
nos e cnlretem-se ento smente com os aspi-
rantes ao professorato, lendo-lhcs alguma obra
de pedagoga.
O Sr. Fenelon :Assislcm ao exerccio da au-
la e continuara ?
O Sr, M. Portella : E continuam a ouvir a
explicajo do professor.
0 nobre deputado diz que mais proveitosa se-
ria esla leitura se os aspirantes a lizessem em
suas casas, mas a proceder a argumentajo do
nobre depulado, seriara dispensaveis as escolas,
e que os esludantes.fossem ouvir as explicajoes
dos mestres ; seria melhor quo em vez de se" pa-
gar matricula e ler o encommodo de frequentar
o curso de direilo, ficasse cada estudante em sus
casa, e no silencio do gabinete abrisse os livrose
lessc.
O Sr. Fenelon :Nao tem paridade.
O Sr. M. Portella: Tem, a proceder a argu-
mentajo do nobre deputado.
Demais, o nobre depulado sa.be, que rauitas
pessoas abrajam o magisterio como um meio do-
vida, e nao por vocajo propria.
Vm Sr. Deputado :Todos.
O Sr. M Portella :Nao digo todos, nao avan-
jare tanto, mas digo quo rnuilos se dedicam ao
professoralo sem ler vocaco, que o procuram
siraplesmente como um roeio do vida e estes, es-
tou certo que se limilaro a esludar aquillo que
for indispensavel para o concurso, sem se darera
ao trabalho de ver qual a pralica da profiss3o>
que vo exercer.
por laRlo de necessidade que esses aspiwn-.
tes conhejam praticamenle a vida que vo adop-
tar, oujam a explicajo do professor director,
como o chama o nobre deputado.
(Ha um aparte}.
Adopto a expresso, acho-a cabivel.
Entretanto, que elles nao devem contentar-se
com uma simples leitura que possa fazer em
suas casas, mas que vo ouvir a explicajo dos
seus deveres.
Por emprogarem osraembros da commisso o
verbo ler, nao se seguo que o procedo quer unta
simples leitura, ler, no senlidoem que se ora-
prega esso verbo, quando se trata dos diversos
cursos; e assim se diz lente de historia, lente de
philosophia ; nesso sentido 6 que eu disse que
era preciso que o professor direclorl-seum obra
de pedagoga aos aspirantes ao professoralo.
Disso o nobre deputado que o verbo poder era
facultativo, o que por conseguale eslava ao ar-
bitrio do professor receber essa quantia, ao arbi-
trio dos aspirantes a pagarem. Parece-me que
esta nao a inlelligencia que se deduz, do quo
est escripto por esle excesso de trabilho po-
der! o professor receber dos aspirantes cinco mil
ris por mez.
OSr. Fenelon ;fi* fajultalivo.


m
r. t
3f n.qH
3E
^r:


iriTT i
O Sr. Portella : Prece-nie nq^ para os eu tambem respondo pergunlando e se uu hou-
BIARIO DE PERKAMTOCO. QUINTA PEttU 8-Dg ABRIL DE 1860.
aspirantes.
O Sr. Fenelon So o professor cap tem d-
rcito perfciio. de receber, o alumno tamlfem rio
lem <> obrigaco de pagar.
O Sr. M, Vortella : A iulelligencia que re-
sulla immediataraenlo desta disuwli;8u do arti-
go, que por este c"tjan d" Irabsluo. poder o
professor receber de cada alumno cinco mil res ;
<: facultativo para o professor director, que pede-
r receber, ou deixar de receber, porque pode
ser que o professor seja lao generoso, tenha tan-
ta dedicaco 4 sua classe, queira prestar servidos
sos profesores novos, que recuse essa gratifica-
cao, mss nao facultativo aos aspirantes ao pro-
fessorato que sao obrigados a pagar.
Nem pens o nobre deputado que isio uro
us para aquellos que desejam ser professor,
porque o nobre depulado sabe que para qualquer
industria preciso empregar capital, quem pre
tende ser professor deve estudar e nao a insig-
nificante quanliade cinco mil ris por mez, que
paga a um hornero que o habilita para o concur-
o, que ser uro grvame que desanime os con-
currentes.
Depoi9, o nobre deputado deve saber e eu pos-
so asseverar que rauilos candidatos ao professo-
rato, principalmente do centro da provincia quan-
do vein para a capital preparar-se para concurso
procuram a diversas pessoas para aperfeiroa-los
nas materias do ensino, c pagam-lhe csse tra-
balho.
Um Sr. Deputado : E' justo.
O Sr. M. Portella : Mas como csse trabalho
se torna obrigalorio para o professor director...
O Sr. Fenelon : Esse professor deve ter urna
reraunoraco por semclhaute trabalho, e pergun-
lo, qual ser melhor, que essa remunerado tila
dos cofres pblicos ou da algibeira do candi-
dato ?
O Sr. M. Vortella :O nobre depulado mesmo
o responda.
O Sr. Fenelon : Eu respondo : acho mais
conveniente que seja paga pelos cofres p-
blicos.
O Sr. J/. Vortella : So a commisso propo-
zesse que o professor director fosse pago desse
excesso de trabalho pelo cofre provincial, natu-
ralmente soffreria muita oppo'sco, porque se di-
ra que era mais um empregado piibliajjrque se
ia crear, que era mais urna despe/a para os co-
fres pblicos, c tambem poda haver o inconve-
niente de que, poucos ou nenhum aspirantes ap-
parecessem, o resultado seria que devcria de
perceberas vanlagens sem trabalho.
Um Sr. Depulado :Nao.
O Sr. M. l'orlella :Pode o nobre depulado
responder que se poda determinar que quando
elle naoUvessc quo fazer, nao livusse alumnos
nada prevalecesse.
Um Sr Deputado :Por cada aspirante tanto.
O Sr. ./. l'orlella :Mas quem que deve
pagar cada aspirante?
Eu quiz fazer a economa, por que se fosse o
consignar no projecto todas as despezas que jul-
go necessaras para o incremento e prosperi-
dade da inslruccao publica....
Um Sr. Deputado :Primaria
O Sr. M. Portilla : E pouco impr-
tame ?
O Sr. Fenelon :Mas.nao gratuito?
O Sr. M. Portella: sm, sen hu, mas por
ser gratuita segue-se?
u Sr. Fenelon:Quo nao dado por di-
oneiro.
UmSr.[Deputado:Isso para os anaphabelos,
para os que vo aprender a 1er, a escrever etc.
(Cruzam-se oulros iparles.)
O Sr. M. Portella :Eu pens que o nobre
deputado nao est argumentando seriamente ties-
ta questao.
O Sr. Fenelon:Se o nobre depulado quizes-
sc urna escola normal, cortamente eu nao di/Ja
islo, mas qnando cu vejo, que o nobre deputado
quer qua esses aspirantes frequenlcm conjuncla-
jiienle cornos meninos a escoli, naoposso deixar
de chama-Ios meninos de escola.
O S/. M. Portella :Repilo, o nobre deputa-
do nao est argumentando seriamente porque o
nobre depulado uao pode colligir nem de minhas
palavras, nem do artigo em discussao, nem de
parle alguna do projecto, que eu queira compa-
rar aspirantes ao protessoralo a meninos de es-
tola.
Um Sr. Deputado :Nem essa a inslruccao
de que falla aconstiluico.
O Sr. Fenelon:spponha que um homem
porjma alta recrcac.au queira habilitar-senas
materias do ensino primario e matricula-sena
escola ; deve pagar ou nao os cinco mil rcis?
O Sr. M. Portella:S& oacola modelo deve
pagar.
O Sr. Fenelon:Mas o individuo nao se esta
habilitando para o professorato, est esludando
nas escolas do ensino primario, querser lao me-
nino de escola como os oulros.
O Sr. Mello liego : Nesse caso amador,
pague,
O Sr. 31. Portella:Eu digo quo acho con-
veniente a disposicao de pagar cada um do as-
pirantes ao professor cinco mil rcis ou a quantia
que se designar porque quanto raaior for o nu-
mero de aspirante na escola raaior trabalho lera
o professor director e eutao recebera urna gra-
ticaco equivalente ao numero de alumnos que
tiver.
Entcndo a vista do que lenho dito que devo ter
satisfeilo ao nobre deputado.
O Sr. Femlon:Sinlo dizer-lhc que nao es-
tou.
O Sr. M Portella:Quanto a priraeira duvida
mostrei que os aspirantes iam fazer exercicios
pralicos durante o lempo ord'nariojdas lieces e
quo a leitun do pedagoga er* feita posterior-
mente ao exercicio ordinario.
(Ha um aparte.)
Disse que os aspirantes vo ver e aprender
como se tomavam as lines, como se faziam cer-
los exercicios, como so diriga urna escola, e que
depois assistiam a leiturado curso de pedagogia ;
c mostrei a importancia que se d aislo cm nim-
ias escolas normaes aonde os professores cslu-
dam nao mezes porm annos. Quanto a gratifi-
cado tambem j dei as explicoces necessa-
ras.
O Sr. Fenelon:Sr. presidcnle, crea quo o
nobre depulado que acaba de asscnlar-se nao re-
solveu as duvidas que manifestei na casa ; mas
nem insislirei nos meus argumentos que nao fo-
ram destruidos, nem tratarei de refutar os apo-
sentados ; simplesmenle fare a leilura de diver-
sos arligosdo regulamcnlo danslruco publica,
para olerecer ainda um oulro argumento.
Diz o arligo quarenta do regularaento da ins-
truejo publica: (10.)
Diz o artigo quarenta e um : (l.)
J vC esta Ilustre assemblia que os arligos,
<]ue eu acabo de lr, providenciara o muito bem
quanto a inslrucjo pralica que deven 1er aquel-
es que se dedicam ao professorato.
Digo que providencian! muito bem,que porque
estes adjuntos eslo contautemenle na aula, estes
adjuntos coadjuvam aos professores en lodos os
seus exercicios escolares receben o seu nelhodo
identilican-se con elle; e conseguintenente
quando depois de alguns annos, esses adjuntos
sao noraeados professores teem mais que as habi-
litaces sufficieotes para se dedicarem ao profes-
sorato.teen a inslruccao pralica necessaria que o
projecto quer, sen os incovcnienles da nova
creajao.
ren?Sr' DePut(rdo ~E se elles nao quize-
ffr' fen'on:-Respondo ao nobre deputado
que e autor do projeelo pergunlando-lhe. e se os
queliverem de se habilitar para o professorato
nao quizerem habililar-se por esta forma
O Sr. M. Portella:Nao serao professores.
V br. tenelon:O nobre deputado est fal-
lando lendo em vistas o art. 2, mas o arl 2 6 ca-
hio. o que disso resulla, que os candidatos do
professorato nao sao obrigados a estudar na es-
cola modello, por tanto j v que o seu aparte
nao ten cabimento nenhum. Se aquellesque
nao quizeren frequenlar a escola nodello qui-
zerem todava propor-se ao concurso, nao estao
inhebidos disso; e a mesna razo procede a res-
peilo dos adjuntos.
O Sr. M. Portella:-Ma sea adjunto noqui-
zer ser professor? H
O Sr. Fenelon :Sabe o nobre depulado a que
iiccede? Quer saber? nao aceita a nomeaeao
e a cadeira ser provida pela habililacao do con-
curso.
.Mas o nobre deputado, parece-me que nao n-
tendeu. Eu digo que so aquillo que se pretende
c dar urna inslruccao pralica, nenhuna provi-
dencia nalhor poder ser adoptada do que agu
existe j adoptada no regulamcnlo; e se ella
existe com a creaco dos adjuntos; se estes ad-
Ciwera tada a pralica necessaria, se para islo sao
pagas pelos cofres pblicos, se ajudam aos pro-
tessores no ensmo, para que creaa-se urna escola
arrenedo de escola modello, que nao ven novar
cousa alguna, que ira* rauilos inconvenientes,
que nao melhora a que existe e que pelo contra-
no peiora ? r
O 5r, ftnton;Ao aparte do nobre pulado
verem pessoas que se vao habilitar nessa escola,
visto quo sao obrigatoria a habiltalo ? O re-
sultado que scro lirados os professores daquel-
les que forem a concurso.
Um Sr. Deputado >E se qnalquer desses qui-
zer frequenlar a escola, para que so lhe Jia defei-
xar a puiU '?
O p. Fenelon: una creacao inleramente
intil, esa ha ura mal com o systema cm vigor
fica remediado delermitiando-se- na lei que nin-
guen poder ser professor sem ter sido adjunto
en qualquer >s escolas por espaco de algn
lempo.
J disse que-nao vinha olerecer considerajOes
do mesmo theordas queja linha apresen lado ; foi
para ofTerecer ainda urna duvida que tomei a pa-
lavra, o que revela o estado em que eu eslou de
ignorancia a respeilo desla materia; apenas
brindo agora o regulamento apareceume esla-
duvida, e aprsenlo porque a d4scussao ten cor-
rido sem que se tenha em consideraco a impor-
tancia da materia deque se traa.
O Sr. A. Portella :Peqo a palavra.
_ O Sr. Fenelon :E fuila esta nova considera-
do, senlo-me a espera de nova explicaco.
O Sr. AT. Portella : Diz que tratando-se de
urna materia importante, e recoohocendo que o
nobre deputado que o precedeu, apesar de haver
declarado nao te-la esludado, lem dado prov-
de que eslava habilitado para a discussao, chano
especialmente a alinelo dos membros, da come
misso autora do projecto o do nobre deputado
quo acaba do impugna-lo pava un poni que
julga dever ser apreciado : que sendo cerlo que
a lei ou regulamcnlo de 55 sobre a inslrnc.ao pu-
blica, creando os adjuntos nao Uve oulro Om
seno fazer coir que os aspirantes ao professo-
rato se apresentem com os couhccimcntos prati-
cos necessarios ao ensino, sua disposicao deve
ser considerada revogada pelo projecto" que cria
urna escola modello, onde aquellos individuos
podem adquirir os mesmos conhecimentos : que
ihe parece tanto mais necessario a derogagao
d'aquclla disposicao, que crcou os adjuntos,
quanto ceilo que osles sao pagos pelos cofres
provinciaes, ao passo que os aspirantes ao pro-
fessorato, que cursarem a escola modello, nen-
hum vencimenlo tem pelos cofres provinciaes;
alm de que enlendc que deve ser preferivel o
meio proposto no projeelo, porque por elle se
consegue melhor a uniformidade do ensino, que
nao se oblem com a creacao dos adjuntos, visto
quo serven estes em iHerenlcs escolas e rece-
bem methodos differenles.
O Sr. Machado Portella : Sr. presidente,
discord de ambos os uobres depulados que aca-
bara de fallar: o primeiro impugnou o arligo por
julga-lo em conlradico com o disposlo na le da
inslruccao publica que eslabellece os adjuntos
de 1.a, 2." o 3.a classe c diz o nobre depulado,
que seja a lei determinou a maneira porque hao
de habilitar pralicamente os professores, a crea-
cao da escola modello, urna creacao intil. Q
segundo nobre deputado diz que adopta o artigo
revogando elle as disposices da lei da inslruccao
publica, mas a nao licarein ellas derogadas, que
vota contra o arligo por julga-lo nutl.
Sr. presidente, a lei regulamenlar de 14 de
maio de 1355, determinou muito conveniente-
mente que se creasse'uma classe de professores
adjuntos tirado dos alumnos dados porpromplo
di i para ser nomoada umacoiuaissao para-&a-
minar n Ihesouraria provincial; dizaodo que se-
ja ella Bandida exanlnar unicaneaila os docu-
ra Mitos presentados pelo mesmo depulado.
Parecer da commisso de inslrucf*. puMiea.
de Qrinco favoravehucnle a pelico de Simplftio
Jos de Mello. ^^
. A co uswo- de peleos a quem foi presenta
a le Thomar Jos da Silva Gusmio, thesonreiroi-
ro da ihesouraria provincial, em que pedo urna
pioiogccao do seis mezes com ordenado da l-
c qi c seja concedida a I cenca sem ordenado.
Reme, 14 de abril de 1860. Dr. Manuel de
FiRueira l'aria.Goncalves Guimaries.
Nao :oncordo com o parecer dos meus colle-
g; s membros da commisso do peticoos na par-
le em que negam o ordenado pedido pelo ihe-
scureirj da Ihesouraria de fazenda provincial,
Tlioma:! Jos da Silva Gusmao, por entender que
o peticionario no caso d^ser Hendido offerece
cinsidcraco da rasa a rosoluco soguinte :
A assscnbla legislativa provincial de Pcr-
n nibuc.o, resolve:
Ai ligo nico. Fica concedido a Thomaz Jos
d. Silva Gusmao, thesoureiro da thcsourniia pro-
vincial seis mezes do liccuca com lodosos seus
vi ncimentos que actualmente percebe, para con-
ti luar a tratar de sua saude na Europa, ou onde
II e cuiivicr. l'icam revogadas as disposices en
C( ntrario.
Sala das sessoes da assenbla provincial do
P MTiambuco, 14 de abril de 1860.Jos Joaqiiim
do Reg Barros.
A commisso de jusilla, civel c criminal, ten-
do cm itiencao o quo allega Francisco das Cha-
g.is Pc.'isoa Cavalcanti e a informayo do Dr. juiz
irunicipal do termo do Olinda, do parecer que
si ja deferido o seu requerimento, e para esse lim
o fercc'i o soguinte projeelo de lei:
A assembla legislativa provincial de Per-
n imbuco, decrcla :
Art. 1." Fica annexo ao lugar de escrivao de
o phos do termo de Olinda o da provedoria de
n siduos o capellas.
Revogadas as disposiges em conlrario.
Sala das sessoes, 13 de abril de 1860.Gas-
p ir de Mcuezes V. de Drummoud. Francisco
G tirana.
L-se e approva se um parbeer da commisso
d'i inslruccao publica com oseguinlc projecto :
Artigo nico. O presidente da provincia tica
a itori-ado a conceder ao professor jubilado Sim-
plicio Jos de Mello a gratificado de quo Hala o
a ligo 10 da lei geral de 15 de outubro de 1827,
nos termos da lei provincial n. 240 de 13de ju-
nto da 1857: revogadas as disposices cm cou-
t ario.
Sala das sessoes, 14 de abril de 1860 An-
t mo Epaminondasde Mello.Joo Braulio Cor-
rea e Silva.J. P. M. Portella.
ORDEM DO DA.
." discusao do ornamento municipal.
Entra em discussao o artigo 2o.
OSr. Rufino d'Almeida: Tenho algumas
djvidas a apresentar sobre o ornamento da des-
pesa }ue deve fazer a cmara municipal desta
opila', e sobre ellas desejo ouvir algum dos
membros da commisso que o confecrior.011.
Noto un engao, nu erro na somma das'di-
versas verbas do art. 2." desle oramento : a ca-
riara municipal dever despender
ZSt fl8
mas eosao a provincia lem mais recursos do q>ie
acamara, entendeu.a commisso que era melhor
o mais regular tornar os reparos do calcamento
obra pravtnclal, como o mesmo calamento.
Eis a razio da irrrpresso das verbas que o no-
bra depuiado seta no o remenlo : creio que as-
si m o lerei satisfeilo.
O Sr. ti. de Xlnuida : Sr. protidte, nao
rae salsfrceram as razos npresentadas pelo no-
bre deputado, que me precedeu, para justificara
suppressao da verba, consignada no ornamento
aaterior para pagarnanto do honorario do medi-
co do matadouro publico. Enteodo que a sup-
pressao desse lugar nao podia ser decretada se-
no por esta assembla, que foi quem o creou sob
proposla da cmara municipal, quen apenas ca-
ba a attribuico de nomear e demillir o medico
necessario para o exercicio do semelhante cargo.
Assim cono para a creago do lugaPToi niister
que a cmara municipal propozesse assembla
provincial a necessidado da sua creago, e que
esta reconhecendo o valor das razes para isto
aprcsenladascreasse esse lugar, conforindo c-
mara a atlribuicao da (nomeago e demisso do
anecionario, da mesma sorte deveiia hoje a ca-
i!?nMl-0,,ra' ta,U d" ""formaces pedidas.'
6 v.n'LU^Pr.0?.n.10 Pprwao da verba. '
rJn* f*,e lro'- 'seguate 'orneada
meidT^Ur0 P^1'^-^ B.--JL. 5!
,n?,ittS-Yell Re3 J" d5vere consideraedes
jostiflcando a commisso, o oppoe-se as emendajL
mesa o apoia-se a soguinte emenda :
Mto,apro
tonfw por fim ver se
o passa cono o muni-
vincial haver esle an-
larga que tem havido-
peo/inoo1 aipirtewe, as
o orcameuto provine,
cipol, se no onjamen
no a descripeo ampia e
lodos os annos.
Un. fjr ntpuindn :Porque nao ?
O Sr. S. de Lacerda :Vendo eu que se J
encerrara discussao sen que algucio eelrasae
nella, ped a palavra, lendo apenas por fim pro-
vocar os nobres depulados a discussao.
Nao sei, Sr. presidente, se na discussao de
Fica addiada a verba de 12:000000 designada art8c8cgundo caDTeI lgma reOexio geral.
para as obras do maladoiiru publico at que ve-
nham asinforwacoes pedidas pola casa.S. R.
Reg Barros.
Encerrada a discussao e posto a votos o artigo,
approvado e regeitadas as emendas a excepeo
da do Sr. Rogo Barros.
Entra era discussao o art, 3."
E approvado con as seguinles emendas :
Acresceote-se concert de predios, calcamento
das ras un cont de ris.
Jury e eleiQdes, duzenlos mil ris.
ter un me- I renta e sete reis Mello Reeo
:arnes venda Arligo additivo.
Fica a cmara municipal de
e qua-
a propor a suppressao do dilo lugar, dando as ,6 duze'llos We^.'e*doS.%rceneto,nPr08"
rozoes por que nao con vinha mais '--------- -- -
dico
para o consummo da popul-ico, porque hoje nao
morre nais gado da peste chanada mal triste,
2! d^outrasnioleslias- ciue allcclan esVa-espece' Carn?"'0?."?- ^"^ :gn"da d
. a quantia de
nas escolas primarias, afim de que passando por 10:36$000 o nao 8;3064000, como se declara
exames nos 1., 2.0S e 3.* annos, sojam julgados i o projecto, que se deslribuio na casa,
hahililados para oceuparem a3 cadeiras que va-
garen, por isso quo leen adquirido a pralica dos
exercedores escolares. Islo conveniente
urna inslituico nova. Mas com quanto eu
respeilo a disposicao da lei, lodavia nao lenho
toda a esperanza de que ella prodnsa eficaz re-
sultado, nao s pelo quo tenho visto pralicamente
nesla provincia, como pelo que mo consta ter
succedido ern oulras.
OSr. Feneon: Entao nao devia deixar em
p essa lei.
O Sr. M. Portella : Nao, porque nao dis-
cutido inleiramente della. Disse eu que nao
lenho loda esperanza quo j ti ve nessa inslitui-
co nao s pelo que observo em Pernambuco,
como em outias provincias ; rnais com isso nao
quero dizer que d'ahi nao espere algum resulla-
do. O que sci pelo quo succede em Pernambu-
co, que len-se annunciado concursos para
professores adjuntos, mas poucos meninos salu-
dos das escolas oii quasi nenhum se tem apre-
sentado para ei^S exames.
Mas suponhamos que se aprescnlerri esle anno,
teem ellos de levar lalvez mais de 3 anuos por
que podem sahir reprovedos era algum dosexa-
mes, e quando sejara approvados errulodos os
exames ainda assim nao podem logo ser pro-
fessores, pois se o nobre depulado 1er os artigos
da lei l mesmo ha do encontrar urna disposicao
que diz, que embora os adjuntos lenham comple-
tado os tres annos de tirocinio, nao podem lo-
davia lomar a dlreco de urna escola sem que
lenham ccrla idade; por conseguinte temos nos
de estar a espera da preparaeo desses adjuntos
por alguns annos.
Mas pergunlo ao nobre depulado durante este
intervallo vagando escolas como lem vagado do
1855 al hoje, como sero providas? Nao ser
mais conveniente que venhao projeelo cm auxilio
das disposices da lei regulamentar ?
0 Sr. Fenelon : -*- Espere que a sement que
se plantou germine.
O Sr. M. Portella : A sement vai germi-
nando.
0 Sr. Fenelon : So vai germinando excu-
sado arraucal-a para plantar de novo.
O Sr. M. Portella : Dzia eu que quando
mesmo a sement v germinando, preciza lempo de quota para o calcamento
para fructificar: pergunlo eu se nesse espaco de zer ao nobre deputado,
Tal'cz nao passe isto do erro do typographia,
[ orlante, passarei a oulro ponto.
Combinando o orc.amenlo em discussao com o
to anuo passado noto que apenas ha dillerenga
leum para o oulro na suspresso do algumas
lerbas, como sejam--a de l:60C'$00, que se
( eslinava ao pagamento do honorario do medico
to matadouro publico, o a quota, que lodos os
nnos se vota para a conservago do calcamenlo
ia cidade.
Qusnto ao medico do matadouro, enlendo, que
lendo sido semelhante lugar creado por esta as-
iembla, somonte por ella dove ser elle supri-
mido, guardadas as formas legaes, o s depois
ne urra resolugo desla casa nesse sonlido pod%
i ser suprimida a verba desla despeza.
O Sr. Mello Reg : Nao existe lei alguma,
creando esle lugar.
R TAlmeida: Ento como se creou o lu-
nar do medico do matadouro, como se tem vota-
19 verbas para elle, se nao existe urna lei. ou
icio desla assembla, creando semellianle enj-
uego ?
Pelo que diz respeilo a supresso da quo,ta pa-
a re jaro do calcamenlo das runa da cidado, ou
le opinio que ella nos traz gravo mal, porque
ie, qaando a cmara municipal Un' a sua dis-
posicao a verba de 10:OOSOOO lodes os annos.
o estado do calcamenlo era o peior possiVl, era
miseravel, ainda a peior estado chegar elle,
'3upp-imindo-so a quota para os reparos do cal-
ca ment.
Comtudo, porm, taes sero as razes que
apresonlar a Ilustrada commisso que lalvez
me rssolva a volar por essassuppresses.
Vai a mesa e apoia-so a seguinte emenda.
Os guardas fiscaes vencero cada un. seiscenlos
mil ris em vez de 500 auginentando-se a verba.
S. R. Eparoinondas.
O Sr, Mello Reg : Sr. presidente, como mem-
bro ila cummisso de orcamento municipal, pro-
cura ei satisfazer ao nobre deputado nas expli-
cae'js que exigi.
A dTerenc,a que o nobre depulado nota enlre
orcanonlo apresentado esle anno, e o do anno
passido, provem como elle notou da falta de or-
denado para o medico do matadouro e da falta
das ras. Devo di-
que ella nao esl bem
nao
jga
lempo vagando cadeiras ser conveniente" que informado, quando suppe que o luar do medi-
fiquem reliadas as escolas ? co do matadouro foi creado por urna"lei especial.
O Sr. R. d'Almeida: Le especial nao disse.
O Sr Fenelon : Segue-se que. a disposicao
que o nobre deputado agora aprsenla inlei'ra-
menle provisoria, e espera que germine a
semonlc.
O Sr. ff. Portella : Passando o projeelo e
vagando cadelras ninguem poder apresentar-se
candidato a ellas sem que tenha satisfeilo o que
o projeelo de lei exige ; e assim mais fcil ser
prehencherem-se convenientemente essas cadei-
ras, do que esperando que fruiifique essa se-
ment o que levar muito mais lempo, a seguir
exaclamente o que determina a lei a respeilo dos
adjuntos.
O que se di cm Pernambuco da-sc em outras
provincias; cu tenho lido ns relalorio9 do Sr..
dircctcr da nslrifcco publica da corlee vejo que approvada interinamente pela presidencia
lutar com diticuldades o
igual
o que quer
l ainda se contina
respeito.
O Sr. Fenelon : E esta disposicao
ao regulamento da corlo ?
O Sr. l. Portella : Nao senhor ; mas nin-
guem que tiver esludado a especialidade, deixar
de reconhecer a necessidade que temos de faci-
litar aos professores urna conveniente educaeo,
em urna escola normal.
O Sr. Fenelon : Mas nao isso
o nobre depulado.
O Sr. M. Portella : Quanto a islo j res-
pond quo se a medida nao satisfaz plenamente,
satisfaz en parte. E senhores un nal que ha
em Pernambuco, queremos ter tudo perfeilo
como na Europa nao ha remedio seno con-
lenlarno-nos com o que permiten nossos
recursos financeiros.
Discord da opinio do nobre depulado que}
fallou en segundo lugar quando elle receia que
vanos gravar os cofres pblicos creando-se
classe dos adjuntos cono quer a lei; discoide
Sr, presidente, porque reconhego a convenienci;
dessa idea e tanto nais quanto con o projecta
nao se vai crear urna despeza nova, nao se va
tirar dinheiro dos cofres.
O Sr. .V Portella : E' por isso que voto po|
ello, mais revogada a oulra disposicao.
(Ha um aparte.)
O Sr. i. Vortella : Anbos os nobres depul
lados deven saber perfeitamente, que quantii
maior for o numero d'aquelles que lem de sei
escolhidos para o professorato, raaior probalida-'
de ha do fazer boa escolha : se se aprsenla-
grande numero de individuos preparados pelo
systema dos adjuntos e preparados pela maneiri
porque quero projecto,nos concursos appareceri
maior numero de concurrentes eenlo nais f-
cilmente se poder fazer urna boa escolha sen
que as disposiQes do projecto transtorncm o a
inutilisera as disposices da lei regulamentar da
inslruccao.
Encerrada a discussao e posto a votos a artigo
approvado.
Tendo dado a hora o Sr. presidente designa a
orden do dia e levanta a sesso.
SESSAO ORDINArTaEM 14 DE ABRIL.
Prtsndentia do Sr. Viteonde de Camaragibt
Ao neio dia feila a chanada e achando-so pr>-
seotes os senhores depulados, abre-se a sessSj.
JUlda a acta anterior.
; EXPEDIENTE.
Um requerimento da associaco de Soocarrns
Mutuos, pedindo se lhe, conceda 4 loteras de
120.0009,
Parecer dj commisso.de conlas o dospezis
provinciaes aeerca do requerimaulo do Sr. d-i-
puUdo Juo Brauli? Correa e Silva, ni que pi-
de animaes.
Devia a caara esperar a deliberado da as-
senbla provincial, e nao proceder precipilada-
nente, como procedeu. su^primindo por urna
simples portara o lugar de medico do maladou-
ro, sen que para tanto tenha altribuiQo, Devo
accrescentar que nem ao menos a cmara deu
cont>s esta aseembla do acto que pralicou.
\d portanlo V. Exc. que o acto da cmara
nullo, e que o lugar de medico do natadouro
deve ser considerado como existente, o a quota
para elle revivida no orcamento en discussao.
Votarei porn pela suppressao desse empre-
go, se porvenlura fr convencido de que elle
intil, que nao ha necessidade de ler a caara
um medico, cncarregado de examinar o estado
das carnes verdes, que sao entregues aoconsun-
mo da populaco ; de fazer visitas policiaes aos
mercados de cerlo genero do primeira necessi-
dade ; finalmente se me provarem que tem de-
sapparecidoos motivos pelos quaes, pedio a c-
mara municipal a esta assembla a creaco desse
emprego, islo que desapparecera a pesie que
acconmeltiao gado em 58, e que esle nao soilre
mais de outras molestias muilo communs en nos-
so clima.
Creio, porn, que a prova que peco ser cus-
tosa, porque 01150 o nobre depulado o Sr. Perei-
ra de Brilo, pessoa muito habilitada para fallar
na nateria, atfirrear que subsisten as nesnas
causas que allegou a caara nunicipal cm 58,
que anda ha a mesma peste, que anda morro
muito gado das molestias que o accorainellera
logo que chegirn aos arrabaldes desla cidade.
Era quanlo nao sou convencido mandarei
nesa una emenda no sentido de ser consignada
a quota do anno anterior para pagamento do me-
dico do natadouro publico.
Pelo quo diz respeilo falta, que notei, de
quola para o calcnenlo, digo reparo do calc-
nenlo da cidade", nenhuna duvida lerei en ac-
ceitar as razes dadas pelo nobre deputado se me
affiancarom, que a medida por elle proposla ser
rcduzida a lei na corrente sesso, ou se" outra
medida ueste sentido passar.
Lm Sr. Depulado :Pode ser consignada na
lei do orcamento.
0 Sr. /{. de Almeida ; Bem : so esta falla
pode ser remediada no orcamento provincial,
nada mais direi respeito.
0 Sr. Martins Pereira .Tendo assignadocom
restrieces o projecto que se discute, e rcfcriii-
do-se essas restriegues ao art. om discussao, en-
lendo corre-me a obligado de dars razes por-
que o fiz.
O anno passado quando nesla casase tratou do
augmento dos ordenados dos amanuenses da c-
mara, foi pensaraento da assembla augnenlar o
ordenado desses empregados ; mas na occasio
da redaego desse projeelo, nao foi considerado
o augmento como ordenado, osim cono gratifi-
cado ; eu quero remediar esse mal, essa injus-
tica : visto como neste ponto os meus nobres
collegas nao concordaran conigo e para o que
apresenlare uina emenda.
Nao pude tambem conseguir" que se incluisse
na lei do orcamenlo a verba de urn conlo e seis
teios mil ris que era a paga do medico do ma-
tadouro publico. A cmara procedeu irrcgular-
raenle dispensando o medico do matadouro...
Um Sr. Deputado :Nao podia dcmitli-lo ?
O Sr. Martins Pereira :A cmara podia de-
millir o medico dando as razes da sua demisso,
ou dizendo simplesmenle que elle nao lhe me-
reca mais confianca, mas nao foi isto que se
deu.
Olinda autorisada
le foros a
Jos Ferreira.S. RMartins
. .special..-.
O S>: Mello Reg : No anno de 1858, quando
j so_ achara impresso o projeelo do orcamento
mu icipal pedia a cmara que fosse approvada
urna deliberado extraordinaria que ella linha
tomado de nomear um medico para inspeccionar
a malanga dos gados, visto que nessa poca re-
nava urna peste, ou episolhia, que malava mui-
tas rezes, as quaes eram aproveitadas pelos mar-
chantes.
O Sr. Brillo: E ainda existe.
O Sr. Mello Reg : A assembla "olou quola
parr a despeza resultante desta providencia,
O Sr. R. d'Almeida. Creou o lugar.
'. Mello Reg: A medida linha >do
por
conseguinte a assembla volando a quota, appro-
vou o acto da presidencia. No anno seguinte a
cmara conlinuou a pedir ordenado para esse
mee ico, e a assembla conlinuou a votar a dos-
poza. Mas neste anno a cmara nao pediu mais
ordqnado para o medico, porque suppoz a sua
con jervaco desnecessaria e a commisso nao vo-
tou fundos para seu pagamento.
Um Sr. Deputado: A commisso tambem o
julgou desnecessario?
OSr. Meti Reg: A commisso cm 1858
louvou-se no pedido da cmara, volou o ordo-
nado que ella pedio para esse medico ; nesle an-
uo j maiorla da commisso (por que um dos seus
membros divergi nesle poni ) louvou-se tam-
bem na opinio da cmara, nao consignou quola
para a despeza do ordenado desse (unecionario,
porque a cmara nao o pediu. E rae parece que
ess.i corporaco esl mais habilitada do'que a
commisso por julgar da conveniencia e conti-
nurigo dos servicos desse medico, que ella jul-
got desnecessario. Eis aqui por que a commis-
so nao marcou quota e creio que isto satisfaz ao
nobre depulado, quo s pergunlou a razo por
quo nao figurava no orgamento quota necessaria
para satisfazer a despeza correspondente a esses
servidos.
( Na figuro tambera no ornamento a quola para
os reparos do calgaraento. O nobre deputado
talvez nao se record, que aqu na casif-foi lido
ha pouco dias um projeelo, assignado pela maoi-
ria da commisso, que explica a falta dessa quola.
A commisso enlendeu que era mais conveniente
flcar esse servico a cargo da provincia, dando-se-
lhe tambem urna parte do rendimento da cmara,
do que deixa-lo a cargo da municipalidade, que
nao dispe dos meamos neios, nem tem a mes-
ma faeilidade que a reparlico das obras publicas
pa -a executar os3e trabalho.
Se o nobre deputado altender para o 15 ha-
de ver que ello foi alterado ; que sendo um dos
rendimentos da cmara o dizimo do capim de
planta, neste atino foi esto imposto passado para
a provincia, continuando apenas a existir para o
municipio de Olinda.
Asain tambem no 23 o nobre deputado ha-de
ver que o inposto dos carros uo municipio do
Recite deixa de pertencer cmara ; nos tam-
bem a passanos para a provincia. Urna vea
que cranos esse servico para a provincia, ser-
vico que pesava sobre a caara augnentando
as.m a despeza provincial, entendenos dever
tamben compensar aquella, isso dando-lhe este
iu: posto, tanto mais qusnto o imposto sobre car-
rol, que era provincial, pasaou para a cmara
para ser applicado especialmente aos reparos
de caleamenlo. Entretanto elle lem sido insuffi-
eimte' para satisfazer a aquella despeza, e mes-
mo unido a do capD ainda coiinuar o sfi-lo ;
Um Sr. Deputado :Despedio-o por nao ser
mais necessario.
O Sr. MarlinsVereira: A cmara diz no officio
que nao sendo mais necesssarios os seus servi-
cos, referindo-so ao medico, julga-o dispensado
da commisso, mas acamara nem ao menos cs-
perou que o presidente approvasse seu acto. A
cmara tratando um dia era sesso de fazer eco-
nomas em sua dpspeza, um oos camaristas dis-
se :acabemos com os repesadores, e acabou-se
com os repesadors...
Esse mesno camarista propoz que se acabasse
com o medico do raaladouro, c simplesmenle
por ejonomia a cmara extingui esse lugar ;
Pereira.
Sao approvados os arts. 4. 5. 6. 7 8 9 10
" % VS< 1*. 15- 16. 17, 18, 19. 20, V. 22;
, 24. e mais os seguinles arligos addilivos.
Emenda ao arl. 11 3.
Com o fiscal da villa de Iguarass 16OSO0O.
S. RRufino de Almeida.
Cmara de Garanhuns.Emenda ao S 5
Em vez de 80{000, diga-se 20(k000.- Dou-
rado.
Arligos addilivos.
Art. 1. a caara municipal de Garanhuns
autorisada a dispender t a quantia de 4OO.3OOO
com o melhoraraeato das duas fonles da agua do-
lavel da villa. r
Arl. 2. igualmente autorisada a nomer um
advogado cora o ordenado do 300ft000 ananaes
para promover acobranca desuas rendas.S. R
Dourado.
additivo. Dzimo de mmicas no municipio
de Flores.Dr. Figuera.Padre Marcal.
Additivo.
Fica a cmara municipal do Nazarcth autorisa-
da a applicar as sobras de suas rendas divida
contrahida por occasio da estada do S. M. nesla
povoaro.Pina.
Additivo as disposices gerues.
Fica approvado o regulamento sobre licenras
annuaes e sobre arerices de pesos e medidas da
cmara do Cabo.S. R.1. de Barros.
Dada a hora fica a discussao addiada.
O Sr. Presidente designa a ordem do dia e le-
uanta a sesso.
SESSAO ORDINARIA EM 16 DE ABRbL.
Presidencia do Sr. Viseonde de Camaraqibe.
Ao meio dia, feita a chamada e achando-se
presentes os Srs. depulados, abre-se a sesso.
Lida a acia di anterior.
EXPEDIENTE.
Um requerimento de Severiano Bandera de-
Mello e oulros, fabricantes de chapeos nesta pro-
vincia, pedindo urna medida ou imposico para
os estabeleclraenlos que vendem chapeos impor-
tados.A' commisso da ornamentos provin-
ciaes.
Oulro de Bento Jos Pires, pedindo que se d
andamento a urna sua pelico, era que pedia urna
indemnisaco como arrematante quo foi do 5
lanQo da estrada do su!, feilo o anno passado e
sendo allendido se offereceu no sentido do pare-
cer da commisso que lho foi favoravel um pro-
jecto na conformidade do parecer.A' commisso
de orcamento provincial.
Oulro de Severino Henriques de Castro Praen-
tel major do corpo de polica, pedindo que se
lhe mande contar os nnes do servico prestados,
para sua aposentadoria.A' comnisso de pe-
lices.
Parecer das connisses de orcamento provin-
cial e legislado, offerecendo um'projecto conce-
dendo dous annos para concluso de toda linha
frrea al o rio Piranga.
Arl. nico. Ficam concedidos a companhia da
estrada de ferro do Recife San-Francisco, dous
annos de prorogaeo ao prazo fizado no conlralo
celebrado em Londres com o ministro do Brasil
em 3 de novembro de 1855, para concluso de
toda a linha frrea al o rio Piranga, e revogadas
as disposices em conlrario.
Sala das'commisses 11 de abril de 1860Ma
noel Coelho Cintra.Ignacio de Barros Brrelo.
Theodoro Machado Freir Pereira da Silva.
Dr. Manoel do Nascimenlo Machado Portella.
A commisso de obras publicas, foi presente o
requerimento de Antonio Goncalves de Moraes,
cm que pede poraforamcuto terreno contiguo
a sua propriedade situada na ra de San-Miguel
dos Afibgados. Instrue o supplicanle a sua peli-
co com tres documentos, senJo o primeiro um
parecer da commisso de negocios do cmaras
declinando a competencia do julgaraeuto por* o
terreno pedido nao ser propriedade municipal; o
segundo c terceiro copias das informaces do di-
rector interino das obras publicase d'a cmara
municipal desta cidade dirigida ao govorno da
provincia relativamente! ao terreno em ques-
tao ; allegando este nao lhe ser preciso para
logradouro publico, e aquelle que o terreno pe-
dido de propriedade provincial por haver sido
mas nao porque ella nao necessitasse dos W ^^^^nS^ W KtmAUu'n'
V150S desse medico ; nada mais consta do acto
da cmara que foi um negocio que se passou all
muilo familiarmente.
(Ha um aparte.)
O Sr. Martins Pereira :Tanto nao foi de-
misso, que a cmara agradeccu a esse medico
os servicos por elle prestados. Entendo pois que
a cmara procedeu irregularmcnle e em occasio
muito inconveniente ; pois n'essa occasio exis-
tan! na cmara desta cidade represeula^es,con-
tra os abusos dados na matanza do gado, e re-
presentaces feitas por csse distrclo e pela au-
loridade policial dos Afogads, pelo que entendo
que a cmara nao devia ser precipitada como
foi, acamara do Recite nao pode deixar de ser
censurada por esse seu procedimenlo. Eu le-
nho alguns amigos que faz'era parlo da cmara e
que loraaram parle nesse negocio, mas naoposso
deixar de nesta occasio censura-Ios nao obstan-
te a qualidade de amigos, porque em primeiro
lugar est ocumprimeuto de heu dever.
Um Sr. Depulado : D'ahi nao vejo a neces-
sidade da conservado do lugar.
O Sr. Martins l'ereira : A necessidade est
em que as molestias quo se do nos gados exslem
constantemente o quando nao exstam podem ap-
parecer de um momento para oulro e a cmara
nao deve crear hoje um lugar, suprirando-o ama-
nha, nao deve eslar neslas contradangas diarias
de nomear hoje para demillir amanha. E nao
sei mesmo, Sr. presidente, como concilio o pro-
cedimenlo da cmara quando ao passo que dc-
mitlia o medico por economa, no mesno dia
propunha o augmento do ordenado dos fiscaes,
pareco que algn oulro notivo houve.
O porteiro e os guardas do cemiterio pedram
a cmara que lhes augmenlasse os ordenados,
visto como todos os demais empregados tnham
obtido augmento e elles nao ; a cmara despa-
chou esta petigo declarando que nao poda mais
allender a sua reclama$o com quanto fosse jus-
ta, porque ja linha reraettido o orcamento para
esta casa. Esses empregados requ'ereram as-
sembla, foi a sua petiQo a commisso de orna-
mento, mas os meus dous collegas nao quizeram
eslar por este augmento, c eu entendo que ne-
cessario, visto como anleriornenle todos os mais
enpregados liveram augmento em seus venci-
mentos.
Ofierego ro sentido do minhas observaces una
emenda que espero seja acceila pela casa.
Vai a mesa e approva-se a seguinte emenda :
Emenda ao art. 2.J :
1.Vencimenlo do official maior, sendo o
ordenado 1:0009000 e 300$000 de gratifica cao.
dem de quatro amanuenses, sendo 8O09'>O0
de ordenado e 200*000 da graticaco.
2. Vencinenlo do contador, sendo un con-
t de ordenado e (rsenlos de graticaco.
3." Acrescente-se, com o medico do mata-
douro 1:6003000.
4. Empregados do cemiterio :
Porteiro...... 700I&000
2 guardas a 7t'0$000 1:400*000
Jardineiro..... 509S00O
Sachristao..... 40OJO0O
Martins Pereira.
O Sr. Rufino d'Almeida jusliflcou a necessida-
de de ser elevada a quota destinada ao pagamen-
to das castas judciaes era que decahe a careara
municipal, e nesle sentido raandou a meza um
emenda elevando a quola. Em seguida oceupou-
se da verba de 13 cantos de reis, votada para a
conlinuacao da obra do matadouro publico, e deu
as razes porque, por ora, negava o seu voto a
semeunte verba, alenlas razos que expen-
den fusan requereu infomaces sobre o estado
b, pois. a commisso de obras publicas, avista
do exposto e do exame a que procedeu, de parecer
que o supplicanle deve requerer ao governo da
provincia e nao a esta assembla, a posse do ter-
reno em questo, por isso que sao bem termi-
nantes as disposices do arligo 19 da lei u. 9, Pi-
cando assim deferida a sua pelico.
Sala das commisses 16 de abril de 1850.Ma-
noel Coelho Cintra. J. Cavalcanti de Albu-
querque.
Parecer da commisso do pelices con a reso-
lucao seguinte':
A assembla legislativa provincial de Pernam-
buco resolve :
Art. | Pican concedidas quatro lateras de
cenlo e vinte cotilos de ris cada una a Asso-
ciaco de soccorros Mutuos desta provincia.
Arl. 2o A Associsrjo enpregar o producto
das loteras na compra de propriedades urbanas
em deposito de qualquer dos bancos estabeleci-
dos na provincia ou em apolices da divida pu-
blica, devendo somonte fazer applicaco das ren-
das ou juros do referido producto.
Arl. 3o Dissolvida a Associaco na conformi-
dade do art. 109 dos estatutos, sero applicadas
as propriedades, depsitos e apolices, em bene-
ficio dos oslabeleciinenlos do caridade da pro-
vincia. '
Art. 4o Ficam revogadas as disposices em
contrario. *
Sala das commisses da assembla legislativa
provincial de Pernambuco 16 do abril do 1860
Jos Joaquira do Reg Barros.Dr. Manoel do
Figuera Faria.
Parecer da commisso de inslruccao publica com
a resoluco seguinte :
Artigo nico* Fica o presidente da provincia
autorisado a mandar pagar ao professor publico
jubilado Alexandre Jos Dorncllas, a graticaco
de que trata o arligo 10 da lei geral de 15 de ou-
tubro de 1827 a que lem direilo : revogadas as
disposices em contrario.
Sala das commisses 16 de abril de 1860.=An-
tonio Epaminondas de MelloJoaquim Pires
Machado Portella. Joo Braulio Correia e
olivo.
A comnisso de posturas e negocios de cana-
ros, a quen foi presente os artigos de posturas
da caara nunicipal desta cidade relativas a ca-
sas de vender plvora e fabricas de fogos arti-
ticiacs, tendo-os exaninado, de parecer que
sejam as mesraas approvadas com as seguinles
raodiflcaces :
Arl. Io 1,em vez de cincoenta braessdiga
se 30; e em vez decem librasdiga-se vinle
botris ao mais.
Ao 2* do mesmo art. em vez de vinte bra-
casdiga-se 15 bracas.
Sala das commisses 14 de abril de 1860.__
Francisco Giflrana.Reg Barros. Levino de
Barros.
Adiado por ter pedido a palavra o Sr. deputado
Barros de Lacerda.
A commisso de posturas e negocios de c-
maras, a quem foi presente o regulamento inclu-
so de afencoes de balancM, pesos e medidas do
municipio de Pao d'Alho, tendo-o examinado,
e de parecer que s-ja o mesmo approvado.
Sala, da commisso 16 de abril de 1860
Francisco Gilireno. Reg Barros. Levino de
Barros.
a pa-
Addiado na sesso de 16 por ter pedido
Iavra o Sr. deputado Upaminendas.
ORDEM DO DIA.
Segunda discussao do orcamento provincial.
Entra em discussao o artigo %.
O Sr. Sebaiiio t 6 Sr' lrttide,lle Sendo aobre o orgamen-
O Sr. S. lacerda : Y|-se pois que a dis-
Cdi~ arU T '"# "r a primeira da
f, i?^,cC-nvolve toJo crsmenlo, envolve
Jasa u e? graVS? que se Pde,n a."" nesla
""'A 3\> discussao mais importante do
que a da forca policial.
do como se deve proceder ua acrecadaco da
renda e na sua distribuido. *<-""<*" "
OSr. S. Lacerda : Diz V. Exc. islo. o nos
soafos obrigados a nos submelter a deliboracao
da mesa sobre esses negocios ; nas pergunlo'eu
a V. Exc. qual a baso dessa decisao ?
O Sr. ?residente : O que ha a pralica que
se lem aqui seguido na discussao do orcamenlo
pralica mesmo da assembla geral.
O Sr S. Lacerda : Eu feliz ou nfelizmenlo
s Uve asscnlo na assembla geral na sesso de
58, e a pralica que vi nesse anno nao era. essa ;
as proposlas do ministerio servem all de base a
toda e qualquer discussao, por isso bem natu-
ral que iralando do ornamento agora aqui, sirva
tambem para o que sustenta o governo ou para a
posico, a proposito da analyse das cifras, discu-
tir largamente sobre ludo.
Um Sr. Depulado : Sobre as cifras.
O Sr. S. Lacerda : Eu repito, nao tenho
por fim apresenlar-mc combalendo o projecto,
quero apenas ver se pedindo a palavra e fallando
em primeiro lugar, alguem falla tambem, mas
para nao me assentar sem apresentar alguma
cousa, eu desoja va ouvr a nobre commisso so-
bre os seguinles pontos.
Nos sabemos quo a provincia est muito alra-
zada no pagamento de alsumas dividas, sabe-
mos mesmo que existe dficit; mas a nobre com-
misso no seu projeelo nenhuma ta nos da
disso.
Um Sr. Depulado: X thesouraria declara
que nao ha delicil.
O Sr. S. Lacerda : Fra do projeelo Icmbcm
nada nos diz, porque nao ha um prembulo que
trate disto, nem tal prembulo necessario ; mas
o que faclonconlestavel mesmo para a nobro
commisso 6 que as rendas da provincia estc*
muito compromettidas, o que so prova da forma
porque esl confeccionado o orcamenlo... O no-
bre depulado diz que dos ornamentos da ihesou-
raria nao consta haver dficit.
Um Sr Depulado : O nohre depulado jaric-
os orcamentos ?
O Sr. S. Lacerda : Nao.
O Sr. Figueiroa : Eslo na casa.
OSr. S. Lacerda : Mas nao eslo distribu-
buidos ecu nao sei se dess?s orcamanlos consta-
ou nao que ha ja dficit; porm o'Sr. inspector da
Ihesouraria de va naturalmente 110 seu relatorio-
locar nessa importante questo. Mas ainda que,
como diz a nobre commisso, nao conste do or-
caracnlo que haja um delicil, pergunlo ou, llca-
r a assembla rcduzida a chancellara da Ihe-
souraria ? Essa qnesto to pequea que no>
raereca apenas discutir-se. que nao mercera urna
discussao ampia ?
Um Sr. Depulado : Quem nos fornece os
dados seno a thesouraria ?
O Sr. S. Lacerda : Pois bem, o que seseguo
que o nobre deputado mesmo nao quer entrar
na discussao neste ponto, porque enlende que a
thesouraria que obrigada a nosfornecer os da-
dos, nao os favorece, logo nao se deve discutir.
Mas a minha argumentara procede ainda nesla
hypothese, porque nos nao fazemos parte do
urna reparlico dependente da thesouraria ; pode
a thesouraria errar e errar muitas vezes, mas o
nosso procedimenlo nao lera explicaso, nao po-
der ser um hoje e oulro amanha, e mesmo a
Ihesouraria errando ou deixando de errar a mis-
so da assembla muilo mais nobre, muito
raals elevada, nao se limita a registrar o que a
Ihesouraria diz, e por isso que eu desejava ou-
vir a opinio da nobre commisso sobre esta
questo. Ha dficit ou nao ha dficit ? Se ha
ue quanto elle ? Quaes os roeios que occor-
rem a nobre commisso para prevenir esso dfi-
cit ? O dficit embora nao conste dos balangos
que servram de base ao ornamento actual, pde-
se aperar disso coniarcomo certo, como compro-
mettedor do exercicio do 1860 'a 18G1, e so a no-
bre commisso lemou deve ter una razo plau-
svel para crer que o sen projecto de orcamento-
no poder ser urna realidade no exercicio futuro-
por isso que o dficit j um fado exislenlo
hoje, a commisso nao pode deixar de intervic
na discussao, nao pode limilar-se a dizer quo
dos balancos nao consta dficit.
Nos sabemos quo o orcamento finda-se no
termo medio dos rendimentos dos tres ultimo
annos. isso urna base convencional, urna baso
que se podo suppor muito razoavcl para calcu-
lar as rendas da provincia e eu a aceito; porm
toda a vez que ha um dficit cerlo, ou que se
deve prevenir, claro que esse lem de influir
muito e muilo no orcamento vinJouro, c a nobre
commisso nao pode dizer, nos nao tratamos do
dficit porque a thesouraria o nao d como exis-
tente. .
Eu poderia, Sr. presidente, tocar em alguns
oulros pontos, quer m pouco vagos, quer mes-
mo previstos no orcamento, mas por ora como
disse. nao eslou habilitado a entrar nesta dis-
cussao, e nem mesmo desejo tomara parte activa
della, tenho, comoj disse, por fim ouvir a nais
alguem c a nobre commisso.
O Sr. Fenelon: Sr. presidente, direi apenas
duas palavras em resposla ao discurso do nobro
deputado que acaba da assentar-se.
A commisso nao evita a discussao, e esl
prompla a dar todas as cxplicaces que lhe fo-
rem pedidas. Esla resposla ser sullirienle para
abranger loda a primeira parte do discurso do>
nobre depulado. Quanto a segunda parle quo
versa sobre o fado do haver ou nao dficit, eu
respondo, que o dficit que se presume haver
na thesouraria, nao consta dos orcamentos e
balangos que foram apresentados a commisso;
os quaes dizem respeilo ao exercicio de 1858 a
1859, donde poderia conslar era- do balancetc do-
semestre lindo em dezenbro do anno passado,
porque a thesouraria no exercicio corrente nao
poda apresenlar nais do que a despeza e a re-
ceila desse senestro ; assim. nao estando encer-
rado o exercicio corrente, nao se tendo arrecada-
do loda a receila, nao estando feila todas as des-
pezas, nao se pode deterninar qual o dficit no-
exercicio corrente, que agora nao pode ser ave-
riguado.
O Sr. S. Lacerda : Mas existe ou nao ?
O Sr Fenelon : E' possivel que exisla, nasa-
thesouraria nao pode saber, nem a comnisso,
nem a assenbla, se existe ou nao dficit em
quanlo o exercicio nao esliver encerrado; por-
que sabe perfeitanenle o nobro deputado, que
no semesiro corrente pode a receila ser tal que-
chegue para satisfazer todos os compromissos da
provincia e occorrer as domis despezas.
O Sr. S. Lacerda :Mas ha deconvir que esta
sua resposla servo para toda a argumentarlo que-
fr relativa a um dficit embora connecido" e evi-
dente, porque o exercicio nao estando fechado,
pode a arrecadaco ser tal que sompre este def-
ficil..... *
O Sr. Fenelon :Perde o nobre deputado, a
argumentacodequo eu eslou usando nao servo-
sonenle para o fim que allegou o nobre deputa-
do, serve tambem para mostrar que nao fun-
dada a inpugoacodo nobre deputado, serve pa-
ra mostrar que tendo a connisso de confeccio-
nare projecto de orcamenlo para o anno finan-
ceiro de 1860 a 1861, nao podia ter em vista se-
no o defikil ou o saldo do exercicio que eslava
encerrado, nao podia tor em vista o saldo e d-
ficit do exercicio corrente, que nao estando fe-
chado, se nao pode saber qual, elle seja : eis
aqilijpara que serve a minha ar^umcnlaco.
So pois o nobre depulado dissesse existe un*
semestre fechado, como consta do balancete, o-
deflcit ha porque taes despezas deixaram de ser
salisfeitas, e a receila dello fui loda arrecadada,
responder-lhe-ia : eslo dficit nao mais d
que provavel, porque nao estando lechado o exer-
cicio, pode no segundo semestre contrabalancar-
se a receila con a despeza e nao haver saldo en
dficit. ;: I
Por conseguinte eu nao nosso responder cabal-
mente como desejava, se ha ou rio dficit no>
exercicio correle, nem mesmo s thesouraria o-
pode dizer.
Se recorremos ao relatorio do (>r. inspeclor,
veremos que elle diz ser o dficit presumirel.
O Sr. S. Lacerda :Basta isto.
O Sr. Fenelon :Mas este dficit pode desap-
parecer no semestre que esl correndo.
O Sr. S. Lacerda: Enlao como presu-
mivel ?
'\
'

fsMiiTinmrii


"Sff-T
i ir ijhi

o inspector o diz eni
OSr. fenelon :Como
*eu rclatorio.
O Sr. S. Laceram-No quero saber o que diz
o inspector, q.iefo"s|-
missao.
saber a opinio da com-
0 ^r. Fenelon : A comniissao nesla materia
nao pode tcroptoio, o nobre depulado coinpre-
liende iaio perfeila mente.
O Sr. S.Xacerda :Kao entendo bem a pro-
al osigo.
O Sr. f7ne/oij Eu cxplicarci melhor ao no-
bre dcputado. A commisso nao pode tcr urna
opinio sua a. este respeilo, ella necessariaroeote
tem de basear-se nos batneos o orcamentos que
Ihe 83o apreciilados. *
Ha um aparl.)
OSr. Fenelon Ven iato seria neceseario
examinara Ihesourana. A commisso necessa-
namenle tinha de firmar-se as informales da-
*a?eh lhe80ura/'.a respeilo da receita arreca-
dada e despczas felas.
t ^i La"rda :-Dcs permita que os ou-
iacow mm,S80 deem u'rascspli-
r.?nS-r' FaBe/?* --Eu creio que os meus colle-
gas nao poderao dar outras explicares se nao as
que eu estou dando, entretanto pode ser que eu
ja de todos os raembros da commisso o metios
fiaoiiuaao. (Nao apoiados.) O certo que [ac
lodosos meus exforgos para ser claro, para ser
preciso e principalmente para satisfazer ao meu
nobre amigo.
O Sr. Ignacio de Barros ~=Sobre estos pontos
a commisso est inicuamente de accordo com o
nobre depulado.
O Sr. Fene/oi.: Assim lca respondida quan-
io a este ponto a objergo que acaba de formular
o nobre depulado.
Ouanto ser a assembla chancellara da Ihe-
sourana, (lea respondido lambem com o que eu
disse, porque se o fosso nao seria preciso apr-
senla^ o projecto que so discute, se o fosse o no-
bre depulado nao leriaa liberdadede pedir a pa-
Javra e fazer as reflexoes que acabou de fazer, as-
film como o far5o oulros membros que succede-
rcm a nobre deparado ; porm a commisso nao
pode deixar de accear as bazes fornecidas pela
thesouraria, que a reparlico competente para
isso, sem as quaes nao 6 posslvcl azer o orca-
tnento. *
Eocm isto, Sr. presidente, quer dizer que a
assembla seja chancellara da thesouraria, por-
que o nobre depulado ver, lendo o projecto de
remenlo com attengo que i commisso nao se
adestringiu exactamente a ludo qnanto a Ihesou-
rana mencionou no orgamento que apresentou,
nem quanlo a receita, nem q'iian-.o a despeza. O
nobre depulado hade ver q a commisso fez
cultega que acato de ilar-me o aparte e que en-
lende alguma cousa da materia por experien-
cia propna, diz que tute auno a cousa pode ser
um pouco difTerento, logo nao se pode dizer,
como disse o nobre depulado, que a renda desse
imposto avulle raais no segundo do que no pri-
meiro simestre.
( Ha um aparte).
O Sr. S. Lacera : Eu se fallo no assucar
posso lambem fallar n'outra cousa. pesso em lu-
gar de referir-me a receita, referir-me a despesa
e dizer que podo a despesa ser fcita em tal grau
no primeiro semestre, quo por maior que seja
a receita, ella nao possa ser contrabalangada
com a despesa pode a despesa ser tal no pri-
meiro semestre qne a receila do segundo seja
absorvida sem que possa satisfazer todas asneces-
sidndes.
Eu nao tenho por fim acautellar-me no im-
posto do assucar. mas apenas quero provar que
se todo o deficet presumivel era quanlo corre
o exercicio ha com tudo certas circumstancias
que, embora nao lenlia lerminado o exercicio
e raormente depois do primeiro semestre, po-
dem trazer-nos aconvieco da quasi certeza do
deficet.
O Sr. Feneon : Quer saber qual foi o de-
ucet do semestre passado 1
O Sr. S. Lacerda : A commisso devia di-
zclo, mas ella recusa-so a isso.
Sr. presidente, se a existencia do deficet
presumivel, se o nobro depulado mosmo acabou
do dizor que o inspector da thesouraria diz al-
guma cousa sobre essa materia, diz que o de-
ficet quasi certo...
O Sr. Rufino de Almeida ; rassou um saldo de
oilcota e quatro contos.
O Sr. S. Lacerda :Enlo o Inspector enten-
ae mullo poncodisso, e eu pego ao nobre depu-
lado que procure harmonisar os seus conheci-
mentos financeiros com os do inspector da the-
souraria.
Um Sr. Depulado :Isto serve para provar a
posigao falsa em que est o nobre depulado.
O Sr. S. Lacerda :Enlo nao ha delicit ?
O Sr. Fenelon :Ha dficit presumivel, apezar
do ler passado um saldo do primeiro semestre
OSr. S. Lacerda .Este fado prora segundo
o nobre depulado, que o dficit presumivel
pergunto eu agora como que o nobre diputado
considerou quealaquci o projecto quando per-
guntei quaos os meios que a commisso tinlia
em vista para evitar o dficit?
U Sr. Ignacio de Barros : Olhe quo cu nao
son solidario em todas as opinies do nobro de-
pulado.
O Sr. S Lacerda: Estabeleccu-se a discor-
, jwSiaa ouT o^e^Slio? gStUSi ^
om
BUBIO ee URNAMBCQ. -*OIIITA PltftA tS 1)g AMttTW 1866.
, e uwervou aue l,Tfi'fca'ja-sTiva,"sTi 4
m vento hwrarel ^elo que o ajudante t
TeWT
a capi-
projeclo que leve a honra deJofTercr.-
O Si: S. Lacerda :=No parece
que o projecto aprese.ilado fco ner-iU, nem a
commisso tem n precnr/ de que el e o Ha
SSC CSP6ra tad,"fl'"SS do nobre e'-
fcr?s d i?,",6.m,:."7Pe 'a das dos deraais mem-
vUia lo? ^asi*'ndo o que fez nao teve em
CSada 32 maS Cm aUenC5 CrCUmS-
re?eSr' S* Lac/a Creio isso, mas nao pa-
m?n?u^enelon nobro dcputado ha de de-
'""nsy, ansio.
//Sr. Lacerda :O nobre depulado est o de-
monstrando em meu lugar.
4 Ar:Vle,0U :=Isso l5 facil de dizer.quan-
to dilicil de provar, e eu emprazo o nobre de-
rutado para que o prove, emprazo o nobre de-
putado para que prove que a commisso nao pro-
cedeu com lodo o escrpulo, que a commisso
nao estudou todas as verbas de receila e despeza
m ordem a apresentar um trabalho digno desla
casa.
O Sr. S. Lacerda :=No digo isso.
O Sr. Feneloa :Enlo o que diz?
O Sr. S. Lacerda :=Podia a commisso querer
fazer isto. '
O Sr. Ftnelon :E nao faze-lo.
Mas eu fallo das intencde3 da commisso e
preciso que o nobre depulado prove o contrario
do que eu estou dizendo.
O Sr. S. Laceria :=No fallo das inlencSes da
comraissoo. *
O Sr. Fenelon :=Mai louo eu ; eu sou o pri-
meiro a coDfessar que o iraballio nao perfeilo,
suu o primeiro aconfessar quea commisso apo-
sentando esse trabalho, sugeitou-o as emendas
luzes do nobre deputado. J vO pois o meu hon-
rado collega que nao linha razao no que disso.
E costume, Sr. presidente, tomar-se para baze
dos ornamentos os rendimentos e despezas dos
tres ltimos annos, coslume umversalmente
seguido e consagrado pela scicncia, a pralica
de todas as repartires fiscaes que confeccionam
orcamentos, a baze adoptada pelo Ihesouro na-
cional alm de ser a seguida nesla provincia e
portantoj vG o nobre deputado que oulra baze
nao podia ser melhor adoptada para a conferco
do orcamenlo, do que o que adoptou a commis-
so, nem de ontro modo poderia proceder.
Creio que-salisiz ao nobre deputado em todas
nlorpellaces que fez o espero por novas im-
pugnares.
O Sr. Sebasliao de Lacerda :Sr. presidenle,
apezar da minha siraplicidade e boa f, Uve a
infelicidade de nao ser comprchendido pelo no-
bre deputado meo collega e amigo que me pre-
cedeu. Eu caminhava no terreno das duvidas,
quera saber a opinio da commisso, mas o no-
bre depulado vio em mim um impugnador e con-
cluio dizendo quo esperava por novos ataques.
Eu admiro que a commisso conscia da maneira
porque comprehendeu seus deveres para
sentar o seu trabalho, considere o
remenlo como o Non plusttllra.
O Sr. Fenelon :Quem disse tal ?
O Sr. S. Lacerda: A consequencia dislo foi
levar o nobre depulado a considerar como im-
pugnado o que era um simples pedido, a conse-
quencia dislo foi levar a commisso a suppor
ataque, o que nao talvez seno favor au-
xilio.
o se li-
mrte a-a.'zer lao pouco como o seu nobre col-
Um Sr. Deputsao "rA estrategia foi bem di-
rigida.
O Sr. S. Lacerda:Os meus ItfMlOfl nedidos
de oxplicacoes qualificados porum orgo dacoffi-
missao como ataque, me punham no embaraco
do nao pedir mais explicago. porque o nobre de-
pulado dizia :acabam de fazer-me um ataque
mas cu o repelli. venham mais ataques, que se
saodesses, podem vir quantos quizerem que se-
ra o lambem rcpcllidos. Esta foi a explicado
que o nobre deputado (a tradueco minha) ese
o nobre deputado assim qualifica o primeiro pe-
dido do explicares, cu me douos parabens por
ler era breve de ouvir o nobrO deputado, queja
dcclarou nao ser solidario em todas as oniuiOes
do seu collega de commisso.
(Ha um aparte.)
O Sr. S. Lacerda : As mvnhas palavras nao
podem por forma alguma atacar a commisso
composta de membros todos amigos meus, e um
delles ligado anda por ouiras rclaces.
Mas felizmente, Sr. presidenle, se da priraeira
vez eu nao pude conseguir muito, pedindo a pa-
lavra pela segunda vez pude obler o grande re-
sultado de eslabelocer o discordia no campo da
commisso.
O Sr. Ignacio de Barros : Qual foi essa dis-
cordia ?
0i^r' ?' Lacer!a 'So o nobre deputado nao
e solidario em lodas as opinies emitlidos polo
seu collega da commisso, eu enlcndo que o no-
bre deputado est na rigorosa obrigaco de pedir
a palavra e explicar as razos da sua divergen-
cia e eu mo assento muito salisfeito pelo resul-
tado que obtive.
ania dispftiBou aoatoadjdrtcao. Aoraeiodia,
is, de 22 do corrento enlrava n barca oeste por-
o sem arana alguma.
Felicitamos ao Sr. capilo do porto, e a aeus
subordinados, que tao bem ejecutaran suas or-
lens, e souberam utisar proficuamente os soc-
:orro:i que providentemente letaram porto bel-
o resultado desla imporlonlecommisso.
Cunpre-nos acrescentar que quando parliram
os auxilios officiaes da capitana, largou igual-
ment: ama barcada com gente do traflto do por-
lo. ancoretas, espas e mais objeclosnecesswios,
mandada por parte da casa -commercial do Sr.
1-arao do Livramento.
!Por porloria da presidencia de honlera foi
approvada a proposta apresentada pelo lenle
c irwiei commandanto do segundo batalho de
gjardos nacionaes desle municipio para o preen-
cumeiilo de alguns poslos vagos daquelle bata-
lho. Os nomeados sao os que se segueni.
Quarta conwanhia.
Para lenle o alteres *a terceira Jovino Epi-
f; nio da Cunha.
Setmo companhia.
Alteres, o cidado Joaquim .'os da Cosa Fajo-
zas Jnior. m
Oitava companhia.
Capi.ao, o lente da quarta Agoslinho Jos
dos Saalos.
Tenenle, o alteres da stima Thomaz Francisco
de Salles Rosa.
.Mataoocko publico :
Malaram-se no dia 25 do corrate para o con-
si mo cesta cidade 93 rezes.
MORTALIDADE DO DA 25 DO C0RRETB
Domingos, preto, escravo solteiro, 60 anuos aney-
rysma.
Antonia Mximo Pereira, pardo, casado, 55 annos,
Iisici laryngcr.
M-inoel de Oliveira Cabra!, branco, solteiro, 30
annos, menengele.
Mmoel, pardo, escravo, 6 annos, desinleria.
Mina, parda. 4 horas, mal de umbigo.
Jos Bento da Costa, branco, solteiro, 14 annos,
febre escarlatina.
Ignacia Manada Conceico, parda, viuva, 34 an-
nos, pulmonile.
Jos Cavalcant Lins, branco sollciro, 36 annos,
bexigas.
Amaro, pardo, escravo, 6 annos, angina.
oeraldo do Amarante dos Sanios, pardo, casado,
00 annos, pericurdite chronica.
Mercindohna, branca, 2 annos, convulse3.
Hospital de caridadk. Existem 67 ho-
mens e 59 mulheres. nacionaes ; 5 horneas es-
Irangeiros ; total 131.
Va totaldade dos doeDtes cx'istem 42 alienados,
sendo 32 mulheres e 10 homens.
1 oram visitadas as enfermaras pelo cirurgio
i," n horas e 2 '"nulos da manha, pelo
Dr. Dornollas s 8 horas e um quarto da ma-
uhia. r-
u trapicho do
opinio era qae
euaasuii. obre a coiiserracao do
I eloumiho, dizeudo quo a sua or
dovn a cmara sustentar a sua informaco acer-
ca desla queslao, apr**6iilando mais algumasra-
zoes, quo a robuslecessem. O que posto em dis-
cussao foi epprovado.
trnt^a^m880 de odi"ca,cue (Barata e Oliveira)
,i^ma,iJq"0 80 ,he remettidodo
engonhe.ro cordeador, tratando das tres meia-
aguag, que achara construidas no mcio da ra
perlencentes a Bernardino Pereira Ramos ; cre-
Pa s UrnnJ1 d.ireccao a seguir, que lho pareces-
so mais conveniente.
e v:meq"erimenl do Sr- Barata, resolveu-so que
a aS' Um.bem ao engenheiro para lerabrar
e t?' mar' d0 modo quo melhor se
1" nivelamenlo das casas, quo conslrui-
Jn? Pi"da 0T* d0 6i,nl A,naro 0lnJ.
Costa e T *\ AReugeS' Cu8,odio Rosigues d
Stii gUr,Arf,ianj0 Fcrna"des V.anna. de
2or elle vi0,".8"1 d? .Boa"Visl. informaco
por elle veroador exigida.
r h ,ch."am"ao as PBli,es de Antonio Tibur-
Fonl aKil Ann?1 5achnrel Ernesl d A'luino
n? fSSa.,-baaro1 '?ranciseo doAraujo Barros,
ur. Ignacio Firmo Xavier. Joanna Baptisla Si-
mocs Reg. Joaquim Martina Morara. Jos Fran-
rmJ cf"' JnVtno rcrcira dc Andradc, Luiz
t-omcs Silveno, elcvaniou-so a sesso.
tu Manoel Ferreira Accioli, secretario a"cscre-
n.llego Albuquerque, presidente.-Barros Re-
go.Rego.-Mello.--01ivcra.-Gamei
1*1
iro.
Commumcados
apre-
projecto dc
[Continuar-se-ha).
Disse o nobro deputado que o prova de quo a
assembla nao urna chancellara da thesoura-
ria, eslava em que eu linha fallado, linha pedido
inlorraacoes ; a prova de que a assembla nao
era urna chancellara da thesouraria. eslava em
que, como disse o nobre deputado, o commisso
tinha feto olteraces em certas verbas de recei-
ta e despeza qurforam diversamente apresenta-
das pela thesouraria, mas reconhece o nobre de-
putado ser essa a base adoptada pela thesouraria
geral, reconhece que a assembla nao pode di-
vergir do orcamento apresontado pela thesou-
raria.
O Sr. Fenelon : Nao pode dcixar de aceitar
como base.
O Sr. S. Lacerda :Porm a isso eu digo fran-
camente sem querer usurpar as altribuices da
commisso, sem querer ataca-la de modo algum,
quesea existencia do um fado qualquer pode
6er conhecida ou desconhecida pela thesouraria,
a existencia do um dficit pode deixardo ser co-
nhecida pela thesouraria.
O Sr. Fenelon :Mnito obrigado.
t) Sr. S. Lacerda: O nobre deputado disse
Terdade, que cmquanto corre o exercicio, o d-
ficit sempre presumivel aleo ullimodia, masa
presumpro toma tal forga em cenas circums-
tancias que ebega ao grao quasi que de cer-
cza.
O Sr. Fenelon :Eesse tacto pode ser conho-
cido pela thesouraria ?
O Sr.S. Lacerda : Nao, mas eSse fado nao
Cdc ser apresentado nos orcamentos que ser-
Tcm de Dase 4 commisso, porque essa base
-formada no rendimento dos tres ltimos annos
passados A existencia desse fado deve neces-
sanamente influir nao no animo da thesouraria
para apresenlar um balanco ditrerente, mas no
*mmo do inspector para dizer o que ha a resuci-
to por conseguinte devia influir tambera no ani-
mo da nobre commisso de or^ara-mlo.
O argumento da cerlesa do deficet nao pode
prevalecer, diz bem o nobre deputado, reconhe-
ce lambem que o deficet nao pode dcixar de ser
presumivel at o ullimo dia do exercicio, osla-
mos nisso concordes ; mas taes sejam as diffe-
rencas da receita ou da despesa em laes ou era
taes verbas, que necessariamenle podero le-
var a commisso ou qual quer pessoa n dizer
laes e taes verbas nao podem dar para a des-
Pesa- For ejemplo o imposto sobre o assucar ;
<> nobre depulado sabe perfetlamente e melhor
oo que eu q enero avulU n'um dos simestres : qual dos
enieslres diga-me o nobre deputado ?
O Sr Mello Reg : E> 0 Eg^.
V be. S. de Lacerda : gis ah
vJrLZeleJ?nJ 7 Eis ahi um defll presuml-
1 ^"iSe.S^^^^S-"
O Ir! tiera T^ ~^ ffl aParte-
ta do segundo
O ~
:oWgundo.Wa^Vred^
REVISTA DIARIA.
Ji l vio cinco das que foi instalhida a actual
sessao do jurj- desla cidade ; mas ainda nao foi
possiyel no enlretanlo reunir-so o numero legal
ae jones do laclo, para lerem comeco os respec-
tivos trabalhos. *
Que este fado livesse existencia em commar-
cas do centro, onde as condi^es locaes e a si-
luagaogeograpliica muilas vezes do-lhe occa-
siao, nao seria muito para admirar ; porem que
diese reproduza em lodas as convocares do ju-
ry na cidade do Recite, na populosa capital da
provincia dc Pernambuco, cousa que excede
toda a expectaco, cousa que difficilmente se
acreditar I
A causa desle phenomeno he todava mui co-
nhecida. Sem que se trate desubtrahi-la. nao
possivel que ella desappareca; e no cntauto, com
a sua conttnuaQao, soffrera consideravelmenle os
reos que leem de ser julgados, o que, por sua
condicao misenvel.sao credores de todos os fa-
vores lcitos.
Se os juizes de fado que sao sorteados, e que
peta sua nao apresentaco no tribunal sao multa-
dos na forma da lei, livessem certeza do ser ef-
ectivamente cobrada a respectiva multa ; so nao
contassom apriori com um veo sobre a effeclua-
cao da comminajo legal, nao seriara por corlo
lao remissos,. e consequentemonto a sesso reu-
uir-sc-hia sempre no dia designado.
Do contrario porem o que resulla ?
Os effeitos que se presenciara e que compra se-
jam corlados pela raiz.
Acha-se nomeado ajudante do director da
colonia militar de Pimenteiras o lente refor-
mado ManoelCarneiro Machado Freir, tendo sido
exonerado desse lugar, em consequencia do or-
denado no aviso do ministerio da guerra, de 13
de fevereiro do corrente anuo, o alteres Xilderi-
co Cicero d'Alencar Araripe.
No ullimo deslo mez, ultima-se o prazo pa-
ra a cobranna dos impostos de 20 por cenlo e do
especial de 8O9OOO, relativos ao primeiro semes-
tre do exercicio correle.
Passado esse dia, a recepgo dos referidos im-
postos ter lugar por via execuliva, devendo por
tanto os coijtribuintes realisa-la antes delle, pa-
ra evitar o procedimenlo judicial, que s lhes
traz accumula^oo de despezas e de encommodos
semricnhum proveito proprio.
A luz que serve de pharol na fortaleza dos
Santos Res Mogos, da provincia do Rio Grande
00 ISorte, c actualmente visivel doconvezdeum
navio regular na distancia de 12 a 13 milhas ;
?islo que acha-se ella aproximadamente na altu-
ra de quarcnla e Ires psinglezcs.
Esta noticia que communicada pela presi-
dencia daquella provincia, damo-la aqui para co-
nhecimento do publico e sciencia da uaftgaco,
a qual moilo importa ella.
_ Ainda mais urna vozlemos o prazer de re-
gistrar as columnas dosle Diario u,m fado hon-
roso para a nossa capitana do porto, reconhecido
e elogiado pela priineira autoridade da provincia,
e pelo consulado britannico.
s quatro horas da tardo do dia 19 do correnle
chegou aquella reparlico a noticia de que desde
a madrugada desse dia se achava cncalhada na
prala denominada Simio Pinto, a barca ingleza
Serpente. capito D. Ruchan, procedente do Cabo
da Boa Esperanza, com escala pela Cotinguiba,
e com destino esle porto. As pessoas que isto
noticiaram acresecntavam que era impossivel
salvar-se esle navio, por isso que na mar vasia
ficava mais de 10 brajas cima da praia, junto
um combro de areia.
Nio obstante isso, as seis horas largava a lan-
cha da associaco dos pralicos com o ajudante da
capilania o primeiro lente Jos Avelfno da Sil-
va Jacques, segundo lenlo pratico-mr, e mais
tarde urna barcaca fretada, com gente matricula-
da, e o sub capataz Theotonio Alves Ferreira, e
primeiro pratico Herrulano Rodrigues Pinhciro,
todos s ordens daquelle primeiro tenenle. Che-
gando estes soccorros por alta note ao lugar do
sinistro, s na manha de 20 qoe se pode dar
principio aos trabalhos, que depois dos maiores
esforcos, o quando ja havia algum desanimo, pro-
ST'Jn resu|lado almeja do, pondo nado no
saobado, com o crescimonto da mar, o navio que
se julgava nieiramenlc perdido.
Logo que o digno Sr. capilo do porto leve
parle disso. dirigio-se pessoalmento 00 Sr. chefe
da eslatao naval o Ihe requisitou um vapor para
rebocar a barca, caso isto fosse preciso, ao que
aisenlio promptamente o mesmo Sr. chefe man-
dando sahir o vapor Camacuan com bons virado-
res etc.
CHR0NlCA_JD.CIfe8&.
OTUBY DO RECITE.
2a SESSO.
Dia 25 de abril de 1860.
PRESIDENCIA DO SR. Dll. AG0ST1KH0 FR5IEL1XD0 DE
LE.1.0 JLMOR, JLiZ DE DIREITO'lMERIXO DA SEGUNDA
VARA CRIMIXAL.
i remotor publico interino 0 Sr. Dr. Francisco
Leopoidlno de Gusmo Lobo.
Escrivao o Sr. Joaquim Francisco de Paula Esle-
> es Clemente.
leita a chamada s 10 horas da manha
acharam-se presentes 40 senhores jurados. .
V Sr. I)r. juz dc direito interino declara abe
la .'1 sessao.
Foram dispensados da sessao por motivos jus-
titicadus os senhores"seguintes :
Ma5;imiano Francisco Regueira Duarle.
Josa Pedro da Silva.
I)r. Tarqunio Braulio de Souza Amaranto.
Antonio Leite dc Pinho.
Miguel da Fonseca Soares e Silva.
Foi lambem dispensado por achar-se elimina-
do o Sr. Jos Joaquim Anastacio.
Foram relevados das multas por opresenlarem
escusas legacs os senhores :
A meneo Vespuclo de Hollanda Chacn.
Antonio Jos Leopoldino Arantes.
Foram multados em 20ft cada um dos senhores
jun.dos multados nos dias anteriores, que nao
con parecern), e nem foram dispensados, e mais
os senhores :
Antonio Jos Conrado.
Manoel do Nascimento Araujo.
Antonio Jos da Moraes.
Jos Joaquim da Costa Ribeiro.
Manoel J3s Rodrigues Braga.
Maroel Alfonso Aquino de Albuquerque.
Dr. Prxedes Gomes de Souza Pitanga.
Joo Manoel Pinto Chaves.
Aberta a sesso, compareceu o Sr. D. Francis-
co de Araujo Barros, juiz municipal da segunda
vara, c apresentou 22 processos preparados para
sercm ju gados, os quaes sao os seguintes :
1Autor a justica._
Reo, preso Amar Jos.
2 Autora justica.
Reo, p-eso Candido Bezerrade Salles.
3. Autor a justiga.
Reo, preso Gregorio, escravo de Domingos Jos
da (.osla Guimaraes.
4.Autor a justiga.
RJo"s, presos Manoe! dos Santos, conhecido
por Mauoel Pit, e Felippe Gomes de Santa
Amia.
5.-Autor a jnsliga.
Reo, preso Joo, escravo de Manoel Goncalves
da Silva.
6.Aulor a justice.
Reo, presos Apolinario de Souza e Joaquim Ma-
noel de Lima.
7.Aulor a justiga.
Rt o, prjso Jos Gomes do Nascmenlo.
8. Autor a justica.
Reo, proso Joo Baptista Coelho.
9. Autora justica.
Rt", presa Maa Jos.
10.Autor a juslica.
Ro, preso Francisco, escravo de D. Candida
Senrorinha Vieira Lasserre.
11.Autor a justica.
Reo, preso Goncalj Borges da Fonseca.
12Autor a justiga.
Reo, preso Joo Ferreira da Rosa.
13.Autora justiga.
Reo, preso Eslevo Jos Pereira.
44Aulor a justiga.
Reo, preso o Inglez Alfredo Smilh.
15Autor a justiga.
Reo, preso Luiz Arscnio Barbosa.
16 Autor a justiga.
Reo, preso Fernando Alvos de Oliveira.
17Autor a justiga.
Bo, preso Jos Francisco da Luz.
18 Autor a justiga.
Reo, preso Jos Joaquim de Sant'Anna.
19Autor a justiga.
Reo, preso Joaquim Antonio Magalhes.
20 Autor a justiga.
Reo, preso Julio Levy.
21.Aulor a justiga.
Reo, preso Joo Jos do Santiago.
22.Aulor a justiga.
Reo, preso Felippe Marques dos Prazere3
Reoebendo o Sr. Dr. juiz de direito mais os
processos, ordenou que por urna tulella so de-
signarse os das dos julgamentos de cada um dos
reos, deveudo dilo3 processos ser-lhe conclusos
elevmtou a sesso, addiando-a para o dia se-
guint; s 10 horas da manha, no qual lera lu"ar
o juramento do reo Amaro Jos.
ALAGOAS,
Muriei 88 de fevereiro de I86O.
no da 10 do andanle o Rvmd. Joo Soares de
A.Duqueniue dexou esta povoaco para ir oc-
cuparo lugar de coadjutor na fr'eguezia de Ga-
0a,nrinUvS,para que* convidara o bom pastor vi-
gano Nemezio. '
r,-.etco,ha fui be,n riada, os parochianos de
frin inSilemein. Seu coadJulor um carcter
hl ,alenel;o Rvd. padre Joo como
tiomem preslavel e uttl a seu semelhanie como
amigo c um esforcado cavalheiro e como padre
um legista digno do templo do Senhor. O Rvd.
?mien. tXOU "eSla. Pvoaao e 8eus suburbios
inrl!^ Cer3 e ded,cads. do que Ihe deram
laZt ClS pr0Tas co.m grandioso o luzido
cortejo porque foi acoraT.aohado em sua despe-
,i..inon u Uraabraco rauilos olhos foram umo-
, ,Pelas Lnnwa da saudade, arrancadas
pela sublime mao da araizade.
nn.fi?rtemu3 S no.ssos emboras aos parochia-
nos de Garanhuns pela sua feliz acquisirao
W.
orrilisn Hd fevereiro doanno passido lvemos
Pr? rnirif Pr?"r ^ Uberal '"WmouooilO
XS-~.0^Ad5^.U^M9Al1fMmo.,
de submetler-se .
Si L L55S* do colosso. ou lem de refrea-lo
dando aos dogmas da monurchia constitucional
seu carcter de realidade. No primeiro caso
nao podemos dar a S. Exc. a nossa adhorto "no
segundo caso achar-se-ha com a torca do que
Sil. m.rL 3l"S' ? opniao" por msis "fraca ^ue
ena pareca aos olhos de nossos adversarios
m.a maI?ame.aCa "tas, depois da declaragao de
i?. u conervad(>r paro e fiel, deve fazer
tremer ura hornera, ainda que de animo forte.
fc quem nao tremer ante as bayonetas dos vo-
lntanos o Liberal ?
Recife. 23 de abril de 1860.
W.
Correspondencias.
oram o sel ao nascer eo apedrejam'no occaso!
Tratarnos enlao dos elogios dados aos chefes SwSSi*'^
do polica, em quanto nao se espalhava a noticia agInelar pad
da exoneragao delles c das censuras, e mesmo padre J:"3 Fra,,cl
descomposturas, apenas conslava o contrario.
itoje lomos nova prova da delidade com que
a gente do Liberal observa a religio que odop-
O Exm. bario do Bom Jardim mereceu sempre
pomposos elogios da redaego do Liberal ; e
quando se necessilava. para certos fins, tocar na
aumimslracao provincial, fazia-so a censura por
tabella. r
t O chefe de polica e a olygarcha eram os auto-
res dos actos que nao agradavam aquella gente.
r_ hm fevereiro do corrente anno dizia o redactor
em chefe do Liberal em lora de didador:
O presidente da provincia, dolado do alto
scntimenlo de juslica, c compenetrado de sua dig-
nidade. nada tem podido fazer no campo da po-
ltica, porque a isto se oppoe a olygarchia, e o
chele de polica que tem raantido essa olygarchia
senao reforcado o predominio della.
Analysamos em um communicado, datado de
I de fevereiro do correnle anno a nova theoria
de direito administrativo, pregada pelo Liberal
o pedimos enlo a sua nobre redaeco, que se dei-
xasse de semclhantes absurdos e extravagancias:
que mudasse dc systema, c atacasse directamen-
te cora franqueza e lealdade a administrado da
provnola ; e o que o mesmo zesse acerca da
polica.
Nao oceilaram o nosso consolho ; porm met-
teraml-so na moiia : nem mais urna patavra con-
tra o Presidente da provincia, porque poderia
qualqnZr opposico crear embaragos candida-
tura d redactor em chefe do Liberal Pernambu-
cano, s* o Exm. baro do Bom Jardim presidiste
a provincia, na poca das futuras eleices.
bra que a genledo Liberal acredita'va na his-
toria de urna alta recommendagao feita ao Sr
barao de Bom Jardim em favor da candidatura do
chefe da tribu.
Chegou, porm, no dia 28 de marco a noticia
da mudanga do Exm. baro de Bom Jardim, e lo-
go os redactores do Liberal comegaram a fazer
urnas carelianas pelas cosas do Exm. baro.
Comludo nao alacarsm as claras, porque temiam
nao sabemos o que, da parte do Exm. Sr. baro
do Bom Jardim. Diziam os intromellidos que
era medo de que se nao descobrisse cerlo segre-
do de urna promessa feita por migue* do Li6er a um grande saquarema que ccompanhou SS.
MM- de..... Frquemos ahi, porque tememos mul-
to que o doutor queima linguas nos agarre lam-
bem, c queime a nossa pobre liguinha, que nin-
guem faz mal.
Hoje, porm, quando sabam que o Exm. ba-
rao do Bom Jardim enlregava a presidencia,
e parta no vapor que hoje segu para a corle, de-
ram-lhe a pedrada, so bem que envolvendo a
pedra era um pouco de laa, para nao produzir
grande effeilo.
Tratando da adrainislraco de S. Exc. o Sr. ba-
ro do Bom Jardim, assim"se exprimi o Liberal
de hoje :
S. Exc. oSr. baro de Bom Jardim, quo a-
caba a sua commissio e quo tem de entregar a
presidencia as raaos do Exm. Sr. Dr. Leilo da
Cunha, pareceu principio comprehender a si-
tuaco da provincia, e por tal modo se houve que
leve lodo o auxilio- da parle da populaco sem
dislincco de ideas, quando se tratou da recepgo
das Augustas Pessoas de SS. MM. If.
Mas apenas se retiraram SS. MM., S. Exc.
olvidou o passado, aprofundou a linha, e foi ao
poni de declarar que em Pornarabuco s ha-
viam lulas pessoaes, aceitando o pensamento ma-
nifestado em alguns communicados no Diario de
Pemambuco.
Parece que a populaco desta cidade prestou
lodo o auxilio de que necessitou o Exs. barao
ao Boro Jardim, para preparar urna boa recepgo
a SS. MM., nao coroo favor ao presidente da pro-
vincia, mas sira como um tributo de homenagem
ao Imperante que nos honrara com a sua visita
por ahi nao arma o Liberal o mond.
Quanlo ao segundo periodo do trecho trans-
cripto, parece que o que magoou bstanle a gen-
te do Liberal foi o Exm baro sustentar em seu
relalorio assembla provincial, urna verdade
que temos sempre repetido, o quo S. Exc. o Sr.
Dr. Arabrozio lambem ha de reconheccr, qual a
de que nesla provincia nao ha lula de partidos, e
sim de pessoas, lula creada e sustentada pelo
Liberal no longo decurso de 11 annos
Contina o Liberal:
E' rerdade que, no molo da discusso dos
Sr*. rectos.=Tendo conseguido o desojo
que ha mu.lo tinha de fazer urna semana sana
nesta roatru do Bom Jardim. dc que sou indigno
parodio1 nao posso de.xar de agradecer, por via
nn.'5?a"' ? l0d/ S meuS d8"os parochia-
nos desde o maior at o menor, desde o grande
m,,?.eqUSn0' prazer e salsfa?aocomque nao
pouparam d-upezos e uem sacrificio algum para
levarmos a eTeilo o que desejavamos. assim co-
mo o coraportamento honesto, sizudo o arave
com que se portaram em lodos os seus ados.sera
lanar o monorrespoito.qur dentro e qur fora do
luano. e juntamente os senhores sacerdotes
re Antonio Alvares da Silva,
cisco de Souza Barbosa, padre
?r.eQBTci?-Barb.,!8a.daS,lva' Padre EIV <
Cunha Souto Maior, Fre Francisco de Sao Boa-
ventura c o Rvd. coadjutor Severino Benicio Jo-
s de Araujo. que se prestaran com suas pessoas
e av.ult.adas esmolasdo urna maneira admiravel.
Nao menos sou grato ao Rvd. Sr. rigario de
Limoeiro, Manoel Ignacio de Lima, coadjutor
Andr Curcino de Araujo Pereira. e os sacerdo-
a capital que para ajiui vieram padre
reg c Frei
-.sempenharam
Otiroamenle a cantona e a predica de que se
achavam encarregados, como lomaram sobre si
todo o interesso o servico alheio as suas obriga-
goes, par3 que os actos fossem esplendidos ; pelo
que so espero urna occasio feliz em quo lhes pos-
sa provar meu reconhecimeulo o sincera grati-
dao ,e juntamente para com as minhas tao dignas
ovelhas, a quem tudo se deve e a gloria lhes per-
nocida Cruz Caruncho 1 dito
Manoel Joaquim do Nascmenlo 1 dito.
Joaquim Martiniano de Parias 1 dito
Francisco Jos de Paul. Carneiro 1 dito.
Angelo da Silva Araujo 1 dito.
Francisco Ferreira de Mello 1 dito.
Secretaria da Associagio de soccorros Mutuos
innla .Em.onc,P;,Sao cP*o de abril do
I00O.Jos Leocadio da Silva,
1." secretario interino.
lodo pelo panido liberal moderado da piorincia u-----TT-----------~~^
que tanto coneorreu para o bom exilo de sua im-' rv Ramos 4 ditos.
portante commissio. Fernambuco qoe prima h1""0 Antonio da Encarnaco 3 ditos.
pela lealdado e pela gralido. guardar do Sr \v?L 1l 5?hia J dilos-
barao de Bom Jardrm urna recordaco tuetios AViEfv c.ha8asd'OIiveira 2 ditos.
euave, e taha um tanto dolorema. Eotrctaplo m"" ,j oel do Sacramento 1 dito.
lazemos rotos para que se recolha sua provin-
salrn* Cm *Ua eice"en,issIm Emilia, sao e
Rmfi! I0 menOS- de ,inT0 ,0 Exm- "5o de
,lrTnrl !m.f u**er01 *<>io* dactores do Liberal, para que S. Exc. c sua f.mi-
P*!' ?f 8a e salvo a 8ua lCTra nala' !
T PiJ.ena 1r As bru"8 d0 u<> semelhanga das do Machebct, conjuraren, as
furias do averno, c metiere a pique o Cruzei-
ro do Su/em viagem para a Baha.
I raga do Liberal cousa para lemer-sc.
h nT!Si d2-se ler occuPado com o Exm. baro
de Bom Jardim. passou o Literai a tracar A no-
vo presidente a norma do seu viver.
Seis mandamentos lho foram por Morsas apre-
seniados. escriptos na laboa de pedra, denomina-
da Liberal Pernambucano.
E ai de. S. Exc. se nao obserra-los e Qzor ob-
scrvB r 1
Era o numero seguinte transcreveremos os re-
lendos mandamentos, e os analysaremos, se pa-
ra lano nos derem licenga os queima-linguas
. I : por .hoJe daremos apenas conheci-
mentoda ameaga feilaao Exm. Sr. Dr.Ambrozio
que commetleu o grave erro de nao vir para
Veral? consi8"ao dos redactores do L-
1 S. Exc. tem de submellt>r-. ao quero,
meslre Macicl, padre Lino, padre G
Ignacio, franciscano, que nao s desi
C1MA1U MUNICIPAL DO RECIFE.
SESS40 EXTRAORDINABIA EM 9 DE ABRIL
DE 1860.
Presidencia do Sr. Franca.
Presentes osSrs. Reg, parata. Oliveira o Ga-
jneirc, fallando com causa participada o Sr. Mel-
lo, o sem ella os mais senhores, abrio-se a ses-
sao. f< foi lida o approvada a acta da antece-
dente.
Foi lido o seguinte
EXPEDIENTE
Um officio de Exm. presidente da provincia,
declarando, em resposta d dasta cmara, de 27
de fevereiro ultimo, que autorisa ao inspector do
arsenil do marinha a mandar fazer os reparos do
que n?cessila a rampa do caos da alfandega In-
tcirada. ^
Oulrodo fiscal do Pogo, dizendo que, de 26 de
margo ullino ao primeiro do corrente so mala-
ram S9 rezes para o consumo daquella frecuezia
Ao archivo.
Oulro do fiscal da Varzoa, communicando que
se maiaram para o consumo da mesma freguezia
7 rezes,{ nio disse em que lempo). Ao Ar-
chivo.
O Sr. Barata apresentou os papis que Ikohn-
viam ido remeltidos com o officio.da presiden-
1 co de 16 de norembro do anno o'ssmii* n>Ui-
Elo rapor chegou noite em frente i Simio ros oretoucoo do senador PraoSsS, d UauU
Pinto, e quando amanheceuaproximon-se de ter-1 CaralcXnti de Albuquerque, hojH}cona I
lenco.
Sou, Srs. redactores, seu constante leilor O
padre Antonio Ilygino de Hollanda Cavalcant
Onacon.
Publicares a pedido.
uorao parle no processo instaurado contra Ma-
noelGongalves Nunes Machado, estou muito cer-
to do motivo por que este senhor se
furioso contra os Srs.
Joo Ilircano.
anga to
Drs. Frettas Henriques e
Da cerlido junta so v quo elle foi condomna-
nu??e r6 'njurias; e seu Prucedimento
posterior conOrma a regra de que todo o reo se
rerolta contra os juizes que o condemnam
lela minha parte, declaro que perdoo ao Sr.
mim 1 Machado ludo quanlo diz contra
mim desprezo injurias o calumnias, que nunca
poderao ser apoiadas em boas proras.
Sinto porm que a priraeira correcro nao te-
v'h.'L 2,d efrei'' e ^e r0'de "Junas
verbaes contra uraa autoridade. reincida era cri-
mes da mesma especie depois do perdo com
nV ^vor,ecfua munificencia imperial. Goian-
na 21 de abril de 1860.
Antonio Pinheiro de Mendonca.
Diz o capilo Antonio Piohetro de Mendonca,
que a bem de seu direito precisa que o eserivo
..1. a" 0u outro no 'mpedmento deste, em
vista do processo crime. que elle supplicante
C.I; e,sse Juizo contra Manoel Goncalves
unes Machado, por enmo de injurias lhe'cerli-
uquo quaes os nomos dos juizes que julgarara o
Tendo de proeeder-se na provincia do Cear a
elcico de senador para preenchimento da raga
que se d pela morleo senador Jos Marlinian
de Alencar, e sendo nsabaixo assignados, como
naluraes dessa prorincia. interessados em que
ella seja dignamente representada, e que o sena-
dor que houver dc ser escolhido nao desmereca
na considerago em que era (do o Uado, pre-
sentamos aos eleilores da mesma provincia para
ser incluido na lista trplice, que lem de ser vo-
lada, o nosso patricio o Sr. desembaTgador Jer-
nimo Martiniano Figneira de Mello, que se reeoni-
menda ao voto dos Cearenses pela sua reconhe-
cida illuslrago, pelos serviros prestados ao paiz.
era que vanlajosaroenle "conhecido e honrad
com a eslima o considerago publica, e peto in-
teresse que loma pelos negocios da provincia da>
que natural, e por cuja prosperidado e engran-
decimcnto sempre se lem mostrado solicito e des-
venado.
O Sr. desembargador Figueira de Mello j tem.
representado a provincia do Cear como deputa-
do a assembla geral, e enlre os Ccarenses que
estao as circumstancias de dignamente repre-
senla-la, e de que com justa razo se ufana a
mesma provincia, nao deve ser esquecido o que
presentamos aos eleilores ecujo nomeno pode
deuar de ser acolhido, como mui digno de st
incluido na lista triplico.
Temos plena confianga de que os votos que
sinceramente fazemos pela eleico do Sr. desem-
bargador Figueira de Mello sjam salisfeitos e
Be os eleilores Cearenses nao deixaro de ho'n-
r com sua escolha um Cearcnse to digno della ;
e posto que domiciliarios em outra provincia nos
assoejames de todo o nosso coraco ao que inte-
ressa a provincia em que nascemos. e desojamos
quesejam apresenlados escolha do Monarcha
os Cnarenses mais dignos de representar a sua pro-
Recife 2-i de abril do 1860.
Jos Bernardo Galvo Alcoforado.
Cypriano Fenelon Guedes Alcoforado.
Jos Brasitino da Silva.
Joo Baptisla de Castro e Silva.
Antonio de Moura Rolim.
Joo Alvos Ferreira.
Francisco Lucio de Castro.
Candido Nunes de Mello.
Florencio Domingos da Silva.
Marlinho de Oliveira Borges.
Padre Antonio de Oliveira Antones.
Manoel Vieira Perdigo.
Miguel da Fonseca Soares o SiUa.
Luiz Francisco de Sampaio c Silva.
Joo Jos de Goureia.
Joaquim Anlonio Sevo.
Manoel Theofilo Alves Ribeiro.
Jos Joaquim Seve.
Antonio Joaquim Seve.
Bemvimlo Gurgel do Amaral.'
Manoel Ignacio Bricio.
Vigerio Francisco Jorge de Souza.
Manoel Rufino Jorge de Souza.
Salyro Scralim da Silva.
Anlonio Serafina da Silva.
Jos da Silva Guimaraes.
Domingos da Silva Guimaraes.
Custodio Manoel da Silva Guimaraes.
Bernardino de Sena da Silra Guimaraes.
JoSo Facundo da Silva Guimaraes.
Francisco Martins dos Anjos Paula.
Illm. Sr.Era observancia a portara dc V. S.
datada de 21 do corrento dei conhecimento aos
respectivos empregados da iGcommendago que
lhes mandara fazer o Exm. Sr. presidente em of-
ficio, por copia, de 19 do andante, coberto com
urna ordem do Sr. inspector da thesouraria, acer-
ca do procedimenlo que Uvera m por occasio da
apprehensao dos couroa feita a casa commercial
de Tisset Freres
Todaria, julgo convenieut-ponderar a V. S.
para que fique explicado o procedimenlo quetivo
como administrador interino desla repartlgo
quando chegou ao meu conhecimento o facte
daquella apprehensao que se por torca do art.
45 do regulameulo de 23 de dezembro 'de 1852.
nao foram trazidos a minha presenca os couros
apprehendidos em urna alvarenga foi porquesem-
mesmo processo era primeira o segundainstan-
cia, e qua a pena imposta ao dito Nunes Macha-
do, c se ello a cumprio. Porlanto pede a V S
i"m. Sr Dr. juiz municipal do lermo, que sir-
ra-se assim mandar E R. M.
Certifique. Goianna
Hircano.
19 de abril dc 1860.
Eu escrivao abaixo assignado, no impedimen-
to do escrivao Costa Leite, certifico, que o snp-
plicante moveu por esle juizo aeco contra Ma-
noel Gongalves Nunes Machado, po*r crime de in-
juria ; pelo que foi condemnado esto pelo doutor
juiz municipal Joo Hircano Alves Maciel em
quatro mezes e meio de priso. e mulla corres-
pondente melade do lempo, o isto porsenten-
ca de nove de setembro de mil oito ceios e cin-
coenta e novo, e lendo o mesmo sentenciado ap-
pellado da senlenga para o doutorjuiz de direifo
da comarca Joo Antonio d'Araujo Freilas Hen-
riques, foi por elle confirmada por senlenca de 20
d6 outubro do dlo anno; nao tendo porm sido
cumpnda a dita senlenca, por ser o mesmo per-
doado p>r decreto de vinte de marco do corrente
anno. O referido verdade do qu dou f. Ci-
dade de Goianna 20 de abril de 1860.
Em f de verdade. O escrivao. Joaquim
de Mallos Alcantilado Rochedo.
principios e das ideas, ergue-so um colosso de
carcter pessoal que ameaga de ludo esraagar, e
que esse colosso offensivo da ordem constitu-
cional; mas nem por isso esse colosso quem
resume toda a discusso poltica na provincia.
Quorcndo que a ordem pessoal seja convertida
em ordem constitucional, nos queremos quo, me-
diante o respeilo forma de governo, se reali-
sera as ideas quo sao a asprago do partido pro-
eressista. A querer, por tanto, o Sr. baro do
Bom Jardim exprimir o verdadeiro estado polti-
co da provincia de Pernambuco como um admi-
nistrador conscieccioso e severo, deveria lamen-
tar que, no meio de urna populacho tao briosa e
amiga da ordem, como a de Pernambuco, se ti-
vesse algado esse colosso de carcter pessoal,
que um verdadeiro anachronismo no seculo que
corre.
Esla historia de colosso de carcter pessoal
(bella figura de rhclorica !) ordem pessoal con-
vertida em ordem constitucional o duende do
redactor em chefo do Ltiera, que s desappare-
cer, qnando o seu eu, ordem pessoal, for con-
vertido na ordem constitucional, representada
em um depulado geral.
Apostamos a cabega, se por ventura o estado
de anarchia em que r vemos por causa do coloeso
com carcter pessoal, se o pessimo estado da
nossa moeda, so al airregularidade da estacoes
o todos os malos 400 affligem a misera hurntai-
dade, nao desopparecerera com e garanta dada a
eleigo do redador em chefe do Liberal.
-Cooctoo o Liberal su pedida polo nodo
segunle :
^SoAlsmo dentro d'atoa, quo S. Eic o Sr.
barao de Bom Jardim nio nuresso correspondi-
da 4 delicadeza e consideragok cota que foi ira-
caso nao eslavam os predilos couros, que pelo
seu numero, volume e por estarem embarcados
nao podiam de forma alguma ser Irazidos a mi-
nha presenga.
E essa inlelligencia pralica mo parece a ver-
dadeira iutelligenca, embora o citado artigo nao
dcstinga a possibilidade ou inipossibilidade da
conduieo, porque ao que impossivel ninguein
obrigado.
Assim pois era razao da impossibilidade de
virem os couros a minha presenca, na poda
conseguinlemente ser feito peranie mira o exa-
mo, que por forga dessa circunstancia houve da
proceder dc fora da repartigo.
Dada esta explicaco rogo" a V. S. so digne de
a levar a apreciagao'do Sr. inspector da thesou-
raria.
Dos guarde a V. S. Primeira sccgo da mesa
do consulado provincial de Pernambuco 21 de
abril de 1860Illm Sr. Antonio Carneiro Ma-
chado Ros, administrador do consulado provin-
cial O chefe da mesma, Theodoro Machad
Freir Pereira da Silva.
ASSOCIAgAO
DE
Soccorros Mutuos e Lenta Emancipaco
tos Captivos.
O primeiro secretorio interino, de ordem do
Sr. presidente interino, convid 1 aos Srs. socios
para reumo geral, no dia 29 do corrente, s 3
horas da tarde em ponto, no palacete da ra da
Praia para o flm de se proccJer a approvago falques de dinheiros, seno tamDem que nao po-
das acias da assembla geral de 15 e 22 do cor- diara ser examinadas, por nao ler ainda o ex-col-
lector Joaquim Jos oe Luna Freir a quera laes
conlas diziam respeilo, recolhido at ento as
contas e livros do exercicio seguinle de 1854 a
1655 que se lornavam necessarias para certas
Mais um excesso de silo, igni simas Srs. epu-
tados assembla provincial.
(Transcipto do Diario de Pernambuco de segun-
da-feira 19 de maio de 1856.)
THESOURARIA PROVINCIAL.
EXPEMEXTE DO DIA 15 DE MAIO.
Ao Illm e Exm. Sr. presidente da provincia.
Tendo a assembla legislativa provincial, a
requerimento de um de seus membros, rcsolvdo
que de mim fosse exigido: 1. a declaragao da dis-
posigo de lei ou regulamenlo que me autorisou
a revogar decises ilo Sr. inspector effeclivo, da-
das em sesso da junta desla thesouraria ; 2.".
que motivo do interesse publico me levou a nul-
lificar essa deriso e subslitui-la por oulra : 3.,
as copias de meu despacho, que fez esla decla-
ragao e do revogado do mesmo Sr. inspector ef-
feclivo, c da informaco da conladoria que su
refere este despacho": e mo ordenando V. Exc.
a satisfago de semelhante exigencia, cumpri-la-
hei fazendo urna fiel exposigo de todo o occor-
rido para que melliormenle possam ser comple-
tos os meus esclarecimenlos.
Quando foram submellidas a exame as contas
da collcctoria do Rio-Formoso, relativas ao anno
de 1853 a 1854, nolou a seceo cncarregada des-
se exame, que nao s se acharara ellos comple-
tamente irregulares, viciadas, e revelando des-
rente ; bem assim a posse dos membros do novo
conselho para o segundo semestre, os quaes fo-
ram eleitos em assembla geral de 22 do corren-
le como se havia annunciado, concluindo-se
os
doro! i? j asspc,a5ana.larde do dia 23, dando confrontagoes e conferencias, sem as quaes nao
se poderia proceder a um exame regular, como
ludo consta das copias n. 1 e 2. Neslas circums-
tancias enderecci ao Sr. inspector eflectivo as re-
feridas conlas, sobre as quaes dei a informaco
constante da copia n. 3, pedindo a responsabili-
dado do cxcolledor, que posto j eslivesse sendo
processado por alcance verificado na collectoria
no exercicio corrente,' nao devia comtudo deixar
de responder por esse outro crime, at porque
era do raister um exemplo aos exactores da a-
zenda que por ventura podesccm cahirero iguaes
faltas.
Com essa opinio, concordou cm 6 de abril
Qndo o doutor procurador fiscal, como se v da
mesma copia n. 3. Entretanto na sesso da jun-
ta de 17 do mesmo abril, aue foi a ultima presi-
dida pelo Sr. inspector effeclivo, foram taes con-
tas consideradas approvadas nos termos da in-
formaco da conladoria ( que alias lhes havia
negado exame) sem que fossem submellidas
discusso, para que os membros da junta susten-
tassem sua opinio, fazendo as precisas declara-
cues n acia, ou represenlacoes presidencia,
se assim entendessom do seu dever.
Lavrado o despacho da junta, copia n. 4, quo
foi dictado pelo seu presidente, e assignado por
ello, o mosmo Qxeram os oulros raembros, quo
ao demais nao leera admitlido o costume de
averiguar despachos assim dictados, em razo da
f confianga, e deferencia que rotam dtgnidada
de resultado, sahircm eleitos conselheiros os se-
guintes senhores :
Modesto Prancisco das Chagas Canabarro 39
rotos.
Vctor Francisco dos Santos 39 dilos.
Albino de Jess Bandeira 33 ditos.
Agoslinho Jos dos Prazeres 39 ditos.
Luiz Ciraco da Sirva Jnior 39 dilos.
Jos Leocadio da Silva 39 ditos.
Joo da Costa Braga 39 ditos.
Francisco de Paula Real 39 ditos.
Flix Marlyrda Cruz 38 ditos.
Belmiro Francisco de Souza 38 ditos,
Aleixo Soares Pereira 38 ditos.
Isidoro da Costa Rocha 38 ditos.
Joo Chrisostomo Pereira Soases 38 dilos.
Manoel do Carreo Ribeiro 37 ditos.
Joo Bento da Cruz 37 ditos.
Galdino Jos Pires Campello 37 ditos.
Francisco Manoel de Almeida 32 ditos.
Candido Rozalino Tarares de Melto 28 ditos.
Pedro Manoel da Conceigo 23 ditos.
Jos Angelo Pereira 21 dilos.
Supplentes.
DomingosSoriano Cardim JO-rotos.
Dr. Antonio Borges di Fonseca 19 ditos.
Joa Joaquina da Silva Reg 10 ditos.
Antonio Borges da Ponseca Juni#6 ditos.
Bento Borges d* Fonseca 5 ditos.
Joo Manoel miitii AT\ri~


(4)
'HAMO DK PERMiM^OOO. *u fttHKTA IRA 9* SE ABnlL D '6..
do Sr. inspector elleciivo,- o qual mandou por
outro despacho cumprir o da junta, copia n. 5.
Estando eu, porm, anda oo exercicio de conta-
dor, e paseando aexecuco dcs3a deciso ao em-
pregado competenteL que o primeiro escriptu-
que o nao podiam ser m vista dos parecera
escriptos e da conlailora, e ticra me era permit-
tido, sem oflender a ignie'aJc do Sr. inspector,
que quera dicta os despicho ao secretario,
examinarse ctles eslavam ou nao conformes aos
rario da 1.a seceo, barros Cavalcante, este, Ven- pareceres, per teso que nessa hypotheso, apurar
approvacao das contas, veio representar-me ver-
balmenlo {pouco antes do entrar cu em exerci-
cio interino desla inspectora) acerca da inexe-
*juibilidade des despachos, cujo cum primelo lhe
foi ordena Jo, por isso que neo tendo liavido exa-
rne das cenias, a approvacao dellas era anmala,
seno illcgal, e como tal impedia a escTipturaco
do respectivo termo. Acceilando a vepresenla-
cao do referido empregado, e me parecendo que
por engao podoria ter sido dictado o despa-
cho de approvacao, recebi as coalas, o como ins-
peotor subme'.li-as novamcnle i consideracao da
junta em sesso de 26 anda de abril, expondo as
razos que para isse tinha, cofia no. 6.
O procurador fiscal, e contador intcrino'con-
Vieram enlo na revogaco foi lavrado, como consta das copias ns. 7' o 8
Exposla assim a direcQae que levou o negocio'
4o que pede esciarecimenlo a assembla logisla-
tiva provincial, c que nao outro scuo o de que
-cima me oceupo, relativamente s contas doex-
collector do Rio-Forraoso, Luna Frei*e ; passarei
a tratar dos quesitos, que constiluera a exigencia
*jue roe ordena V. xc. que satisfaga :
1.a A junta desle thesouraria segundo mi-
nha opir.io, muito competente para tomar co-
nhocitnento das suas decises, e 'reforma-las,
quando entender que em interesse da fazenda e
direilo das partes, o deva fazer. Ncriburua lei ou i
regufomonto existo que lhe coarote essa altri-
buico ; ella poFtanto como primeara fiscal dos
interesses da mesma fazenda exerce pleno e in-
contestavol direilo, sempre que entendo que os
interesses que zela, exigem reviso de suas deci-
ses, quando illegalmente tomadas como a de
que se traa.
Se nao ha lei que expressamente lhe de esse
arbitrio, lambem cerlo que nenhuma o prohi-
be ; sendo que c silencio nesle poni nao podo
dcixar de ser lomado como urna faculdade, ou
liberdode de proceder sempre pelo modo que fr
naja conducente aos interesses o exigencias do
fisco.
Telo que me diz respeito era qualidade de ins-
pector interino, entendo que entre esle c>-rtfec-
tivo nenhuma differenca ha no exerc roes respectivas, vklo como a^cargo e nao ao
individuo que a le confere as/regalias, c atlri-
buices de direceo, mando, inspeced? etc., e
que nao podem ser separadas da entidade do
inspector, que esle effectivo ou interino, q^uer
permanente ou provisorio. O inspector interino,
pois, gozando as atlribuicdes do effectivo, exer-
cendo-as dentro dos limites tracados pelas con-
veniencias do servido dublico ou pelos interesses
da fazenda, nao planta a desorden), a desmorali-
sacao e anarrhia, que alias poderiam dar-se, se
o substituto legitimo devesse forgosamenle per-
manecer adstrcto ao procedimento embora irre-
gular do substituido.
E me parece essa doutrina 15o clara e correnlc,
que at me julgo dispensado, para a sustentar,
la recorrer ao disposlo no aviso de 22 de novem-
bro de 1853, firmando a plenilude dos direitos,
que passara do effectivo inspector ao interino.
Assim, rom o que fica dito e coro a copia n. 10
da resposta do doulor procurador fiscal ao raeu
officio copia n. 9. creio ter satisfeito ao 1. que-
sito.
2." Ouanlo ao motivo de inlcrcssc publico que
me levou a propor a revogaco do despacho do
Sr. inspector cfcclivo, nenhum outro foi senao
reconhecer, e reparar urna irregularidadc, evi-
tando a execugao do um despacho excntrico do
lodos os direitos iscalisadores, que mandou ap-
provar coritas que nao eslavam examinadas,
operario sem a qual nao regular a approvacao
de nenhuma conta, pois que o exame a liqui-
daco completa de ludo quanlo se despenden ou
arrecadou, estabelecendo os saldos e organisan-
do a conta corrente. De todas as copias juntas
se ve que esse Irabalho nao eslava feito por fal-
tarem as cotilas do*exercicio seguinle, pelo que
nao poda ler lugar o despacho dado pela junta
en 17 de abril ultimo.
E com quanlo o arl. 64 do rcgulamenlo inter-
no mande notar no termo de approvacao as irre-
gularidades encontradas nos exames d'ahi se
nao segu, o era o rnesmo artigo estatu, que
sem exame so possa approvar contas.
Taes foram os motivos que me levaram ao
procedimento que Uve, e que sao sem duvida de
interesse publico, porque lendem a conservar a
uniformo regularidade das decises da junta, a
velar na satisfaco de deveres de agentes desla
ihesoupria, e a zelar finalmente os dinheiros
sublrahidos, cuja cobranea cumpria promover
por meio da responsabilidade do referido ex-
collector. E tanlo foi do interesse publico essa
ultima deciso da junta, que tres das depois se
achavam recolhidos a esta thesouraria os livros
e cuntas do exercicio de 1354 a 1855, por falta
-das quaes nao podiam ser liquidadas do mesiuu
ex-collector.
O 3." e ultimo quesilo fica salisfeilo com al-
gumas das copias juntas.
Ministrando por esla forma os csclarecimenlos
^ue me enmpria dar, julgo nao dever concluir
sem affirmar a V. Exc, queso algum fim par-
ticular fosso o motivo que me doliberou a esse
passo, nao tomara o alvilre de revogar o des-
pacho do Sr. inspector effectivo era junta de?ta
thesouraria, e sim o de submelt-lo deciso de
V. Exc, dando ao negocio proporces e vulto
que, considerado nicamente dentro desta re-
partido, elle nao poda ter. O raeu procedi-
mento foi apenas filho do desojo de zelar os in-
teresses da fazenda, sem encarecer o fado que
u reputava engao.
E a minlia asscveraco nesle poni, Exm. Sr.,
est tanto roais no caso de ser acreditada, quanto
exacto, que 33 a:inos de servidos nao interrom-
pidos em diversas repartices, e sob diversos
ehefes devem por-me ao abrigo de qualquer sus-
peita, c ainda menos de ser considerado como
dominado por paixoes mis, que possam arraslar
a fins oceultos e auarchisadores, miraudo a vin-
gaiira e o patronato !
Qucm considerar que as eonlas em questao do
. x-coUector Luna Freir,foram at discutidas no
anno passado na assembla provincial, e tachadas
quanto escrpulo nao deveria proceder a junla
-ou a inspectora, c nao poder de admitir que
por um engao podiram dilas ontas ser ap-
ptovadas, do que resulla que o desmancho de
tal engao era urna necessidado imperiosa, um
", it sagrado a quo collocado na posicoem que
me acho, cu jamis poderia sublrahir-me.
Entretanto com' pezar vejo que o Sr. inspector
ffectivo, cuja intelligcncia e idoneidade lenho
-sabido acatar devidamente achou no met proce-
der urna irregularidade ofTensiva de scus direitos
e de sua probidade principalmente, que nunca
pretend por em duvida, e fez conhecer que nao
nouve.o engao que eu presum, cortamente
porque leve em vistas outros meios de fiscalisar
c zelar os dinheiros da fazenda, e punir os cri-
minosos.
Sejam quaes forcm esses meios eu os respeito,
e devo suppo-los ofliciosos, sem que todava re-
nuncie a opinio em que me acho. V. Exc. e a
illutrada corporaco, a cujo seio foi levado esse
negocio, decidirao se obrei beni ou mal, e se
a junta levada pelos raolivo3 que lenho exposto,
e procedendo cpmo fica dito, merece estigma ou
.approvacao.
Por minha parte, aguardando com a serenidade
e coiiiianra, que pede inspirar a consciencia
dever, urna tal decisao, dcscanco tranquillo que
e.3U ser sempre justa, e ancioso a espero para
norena de meu procedimento futuro, em quanlo
4>eco a V. Exc que se digne autorisar-me a re-
mellar para a assembla provincial os livros do
referido ex-collector, e em original as informa-
.."-f.s e despachos, que llies sao relativos, para
-que a vjita d'elles possa devidamente ser ava-
llada a conducta desta reparlicao.
Dos guarde a V. Exc, thesouraria provincial
. de Pernaru'buco 15 do maio de 1856. Illm. e
Exm. Sr. onselheiro Jos Benlo da Gunha e
Figueiredo, digno presidente desta provincia.O
contador serviado de inspector.Jos Maa
da Cruz.
DOCUMENTO N. 10.
Illm. Sr. Em resposta ao oOlcio de V. S.
datado de hoje que acabo de receber, sou a di-
zer-lhe que a razao que tive para assignar conjo
mcrobro da junta da thesouraria provincial o
despacho pelo qual em sesaao de 17 de abril do
corrente anno o Sr. inspector Jos Pedro da Sil-
va, mandou abonar as contas do ex-collector do
Ilio Formoso, Joaquim Jos de Luna Freir, e
isto sem okiervacao ou protesto algum, apesar
de ser ease despacho contrario so meu parar
escripto, Coi estar en na persualao de que todos
os despachos que nesse dia se lavraram, e esle
entre outros. eslavam conformes aos pareceres
escriptos nao podendo por forma alguma suppor,
que o Sr. inspector Jos Pedro ds Silva, que
presidia a junta, se equivocasse em mandar
iipopar por despacho que elle dilau o secretario,
do vol deliberativo do Sr inspector nao manda
este lavrar o despacho contrare a opinio es-
cripia dos outros dous membros da junta sem
suscitar discossao em a quat cada um justifica
Hvre e ampUmente o seu parecer para que
qualquer dos referidos mwnbros possa protestar
contra a deciso, e recorrer della ao Exm. presi-
dente da provincia,
c Na sesso seguale de 26 do dilo mee j
residida por V. S. como inspector interine, nao
isitei em volar pete revogaco daquelle despa-
cho, que conheci neo estar conforme, vem poder
ser cumprido, concordando com as razees entio
expendidas, eque foram mencionadas-na acta da
sesso d'nquelle dia as quaes me report.
E volando por esta forma entend que con-
curr para reguiarisar aquillo quo-eu logo consi-
derei irregular quando V. Exc. levou o negocio
ao conhecimenlo da junta, come inspector inte-
rino e presidente d'ella, e que proced lambem
do modo mais conforme aes interesses da
fazenda.
Noeonheco lei que inhiba a junta da
fazenda inda que presidida por inspector inte-
rino de reconsiderar suas decises, e reformar-las
quando enlenda que nao foram bem ponderadas;
e quando a junla assim proceder por interesse
da fazenda, nao duvida de sua competencia por
fazerem parte della empregados cffectivos ou in-
terines, e era estes tem menos allribuices do
que aquelles no exercicio das mesmas func-
cOes. E se portento, o Sr. inspector effectivo
nao poria duvida no exercicio desle direilo, e
mesmo desle dever; (direilo queja tem exercido,
dever que j lera pralicado, segundo creio.) nao
podia V. S. no exercicio de iguaes funccesjul-
gar-se incompetente para tal, na qualiilado de
presidente da junla, e de inspector interino, que
tem como disse todas as atlribuicoes do effectivo,
inclusive esta de que langou na o V. S., que eu
considerci ento legal que em geral a julgo con-
veniente aos interesses da fazenda, e por modo
nenhum contrario a lei
Nao tendo duvida, porlanto da competencia
de V. S. e da junta dei o rneu segundo voto mui
tranquilamente sem me poder nunca persuadir
que tal despacho offendesse direitos, que o Sr.
Jos Pedro da Silva, nao pode ter na qualidade
de inspector elleclivo.
Julgo 'lt assim satisfeito o pedido de V.
S. Dos quarde a V. S., Rccifc 9 de maio de
1656. Illm. Sr.Mo^s Mara da Cruz, inspector
interino da thesouraria provincial.O procurador
fiscal. Cypriano Ferielon Guedes Alcofa-
rado. ( 1 ) \^
(1 ) Ha perlo de um anno qdd.serequer urna
cerlido do estado d'essas eonlas, e aitida nao se
oblcve.
Fhiladt lphia=Palacho ameri".^^^ js w. Ap-
pleg rlh, H. Forster & C^ 1,40 saceos assu-
car mascando.
Exp<*yrtaH*o.
Bahii, hiato nscio'ja\ Dous Amigos, de 11 toneladas, conduzio. 0 seguin'c ; 356 volumes
gneros eslrsoge.iros, 1 pedra de filtrar, 112 cas-
cos mel, 52 ditos azeite de carrapato, 12 ditos
dito de macona, 30 ditos agurdente, 53 rolos
de sal^a, 21. saceos e 7 barricas assucar, 1 carro
de carregar gneros.
Rio le Janeiro, escuna nacional Carlota, de
135 toneladas, conduzio o seguinle: =1,750
saceos assucar.
Lisboa, barca portogueza Flor de S. SimSo, I
condizio o seguinle : 4,420 saceos e 218 bar-1
ricas issucir, 50 saceos caf, 180 ditos farinha, i
48 princhoos de amarello, 616 meios de sola. 1
Recabe*loria de rendas internas
ge raes de Pernambuco.
Rend ment do dia 2 a 14. 16:972^5^5
dem do dia 25....... 683JJ429

Aracaty.
Segu com brevidade o tem conhecido hiate
Santo Amaro, recebe carga o passageiros: a
tratar com Caetano Cyraco da C. M., no lado do
Corpo Santo n. 25, primeiro andan
17:655974
Consolado provincial.
Rendimento do dia 2 a 24. 48:1368780
dem do dia 25.......2:5009323
50637103
Movimento do porto.
Navios entrados no dia 25.
Barcelona30 das, patacho hespanhol Lauriano,
de 271 toneladas, capito Luiz Oliver, equipa-
gein 12, carga vinho. a N. O. Bieber & C. Sc-
gu o paia o Rio de Janeiro.
New-York51 dias, hiate americano Calliope,
de 280 toneladas, capito Hoppkius, equipagem
8, carga madeira de pinho, gcllo e mais gene-
ros a Bcorroli & G.
par flores, \ orgia grande com retogip e aape-
lho, hatnonicos, candieiros ingleje^, guarda
roupa dobrado, guarda vestidos, commodas com
tampos de pedra e de madeira, lavatorios, cama
e ber^o para meninos, f elegan le carro de 4 ro-
das com arreaos e sobrecelenles, selins, machina
para engommar, resfriadores d'agua, capachos
grandes decouro, e infioidade de objectos que
seria enfadonho mencionar: sexta-feira 27 do
correle s 10 horas da manhaa, na casa grande
no Poco da Panella, em frenle da estrada.
LEILO
Sexta-feira 27 do crrante.
PELO AGENTE
Antonio Feraaadef Jalarle Almeida, Tai a
Europa. m
Proclsa-4e de usnTHeiro para taberna de
12 a 16 annos : a tratar no becco Larga, depo-
sito de farinha. m
Precisa-se de um criado, que saiba cozi-
nhar, para servido de urna casa de pequea,fa-
milia : na ra do Crespo n. 2, primeiro andar.
Ama.
Rio de Janeiro.
A barca Castro ill, segu oestes dias ^er tee
o carregamento prompto e recebe passageiros r
cscravos para os quaes tem excellenles comino-
d os : trota-se com os consignatorios Pintode
Souza & Bairona ra da Penha n. 6 ou com o
pito na praja. *
Para o Rio de Janeiro.
ir*o AtJJI 'a0 PUD,lc por conta de quem pertencer s 10
horas da manhaa no mencionado dia
A requerimentodos depositarios da raassa fal-
lida de Manoel Jos Ferreira Gusrao, e por des-
pacho do Exm. Sr. Dr.juizde direilo e especial
Precisa-se de urna ama de leite, sem filho. para
acabar de criar um menino de 4 mezes, o qual
muito manso, promette-se o bom tratamento ; a
tratar na praqa da Independencia n. 1 e 3, ou
na ra eslreita do Rosario n. 35.
Na cocheira pequea da rna da Roda ha
todos os dias as 7 horas da manha, leito de rac-
ca, puro, pelo preco de 400 rs. a garrafa,
Ao rcsreitavel publico.
Respeitador dos meus semelhanles e conscio
de quo as invectivas as folhas publicas nada
adianlam, neni do direilo em leligios, nao serei
en, que para conservar o meu estabelecimcnto da
escola central do meihodo porluguez, na ra No-
va, fosse ferira repulaco do Sr. Jos Mara Gon-
falta, trata-se com os seus consignatarios Azeve-
do & Mendes, no seu escriptorio na ra da Cruz
numero 1.
u .; a. M
- Z s
. ...
O)
ex.
Horas.
B I


z
w
x
P3
c
3
e
C/3
S-
P3
ktmosph.tr a.
Dirtcco.
COM1IERCIO.
Alfandega.
Rendimento do dia 2 a 24. 258.950*366
dem do dia 25.......11.677044
270:6275410
Mo vimento da alfumlega
Volumes entrados com fazendas 2
com gneros 86
35
w
n
era
Inlensidade.

co
t
00
-1

Centgrado.

t)

I
Iteaumur.
co
OO
Fahrenheit
OS
00
c

Hygrometro.
-4
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Barmetro.
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v.
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e 3
> s
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ss
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rr
C

>
V.
A noite clara com alguns nevoeiros, vento SE,
veio paia o terral e assim amanheceu.
0SCILLAQ0 DA HAR.
Bakamaral h. 30' da tarde, altura 1.25 p.
Preamar as 7 h. 18 da manha, altura 6.50 p.
Observatorio do arsenal demarinha 25 de abril
de 1860 Viegas Jnior.
Volumes sahidos com
com
fazendas
gneros
68
72
336
------408
Editaes.
REALCOMPANHIA
DE
Paquetes inglezes a vapor.
Al o dia 29 desle mez espera-se- da Europa
um dos vapores desla companhia, o qual depois
da demora do costume seguir para o Rio de Ja-
neiro, tocando na Babia, para passagens etc., tra-
ta-se com os agentes Adamson Howie & C, ra
do Trapiche Novo n. 42.
Parao Rio de Janeiro
O veleiro e bem conhecido brigue nacional
amo prelende seguir cora muita brevidade,
tem parte do seu carregamento promplo : para
o resto da carga que lhe falla, trata-se com os
seus consignatarios Azevedo & Mendes, no seu
escriptorio na ra da Cruz u. 1.
Para Lisboa e Porto
segu impretenivelmente e-fcrigae "porluguez
Harmona, tem a seu bordo dous tersos de seu
carregamento : para o resto, trata-se com os
seus consignatarios Azevedo & Mendes, no seu
escriplorio na ra da Cruz n. 1.
Para a Baha.
O veleiro e bem conhecido patacho nacional
Amazonas prelende seguir ateo fim do mez :
para o resto da carga que lhe falta, trata-se com
os seus consignatarios Azevedo & Mendes, no
seu escriptorio na ra da Cruzn. 1.
Dcscarregam hoje 26 de abril.
Br|gue brasileiroDamocaf e barricas vasias
Brigue porluguezConfiancadiversos gneros.
Barca americanaMargareth=o reslo.
Barca americanaImperadorfarinha de trigo.
Barca inglezaProsperobacalho.
Importa cao.
Brigue porluguez Esperanra, vindo do Porto,
consignado Barroca & Medciros, manifestou o
seguinle :
6 pipas, 30 barris e 2 caixoss vinho, 3 pipas
vinagre, 15 barris azeile, 23 ditos prezunlos e
salpicoes, 10 ditos sardinhas, 100 dilos chumbo
de munico, 200 ancoretas azeitonas, 200 saceos
feijao, 100 dilos milho, 7 barricas sebo em pao,
70 caixes dito dito e dito em velas, 2 fardos ca-
pachos, 564 saceos trelo. 180 rodas de arcos de
pao, 5 saceos rolhes. 1 caixo figos e passas, 8
volumes cestos de madeira, 2 caixas palitos, co-
chonilha elinha, 246cadeiras, 2 marquezas, 2ga-
uaps, 4 sofs; aos consignatarios.
600 molhos ceblas, 7 gaiolas passaros ; a Jo-
s Carnairo da Cunha.
1 caixao imagens, 1 saeca milho, 1 gaiola pora-
bos ; a Antonio Jos de Siqueira.
5 barris cebo era pao ; a Antonio Jos Arantes.
1 caixao salpicoes ; a Tliomaz Fernandes da
Cuuha-
50 barris farelo ; a Domingos Al ves Matheus.
4 fardos capachos ; a Pinlo de Souza Bairo.
1 caixo livros impressos ; a Guimares & Oli-
veira.
60 caixes vinho ; a Azevedo & Mendes.
1 cama de pao d'oleo ; a Antonio Celestino
Alves da Cunha.
25 caixotcs sebo em pues, 25 dilos velas do
sebo ; a Joo Jos Rodrigues Mendes.
100 rodas do arcos de pao ; a Guilhcrme Carva-
lho & C.
1 caixao lampreias ; a Miguel Jos Alves.
2 gaiollas passaros : a Joaquim da Cosa Al-
meida.
1 caixao imagens e resplandores de prata ; a
Ferreira & Hariins.
30 caixes ceblas ; a Antonio Fernandes da
Silva Beiriz.
22 caixes dilas; a Jos Baptisla. da Fonseca
Jnior.
1 firdo capachos, 1 caixo pedras de aliar, 1
dito rosarios e missangas, 2 ditos obras de palhe-
la falsa, coxins, vidrilho, contas de vidro, 2 con-
decas e 1 caixo palitos ; a Amaral Alves & C.
1 caixole obras de prala e de ouro ; a Thomaz
de Aquino Fonseca.
100 canastras batatas, 2896 molhos ceblas ; a
Lourenco Fernandes do Carmo.
40 caixes sebo em pes, 10 ditos dito em ve-
las ; a Antonio Joaquim de Souza Ribeiro.
2 caixes salpicoes ; a Francisco Guedes de
Aran jo.
6 barris prezunlos e salpicoes, 11 caixas ce-
bollas ; a Domingos Rodrigues de Andrade.
1 fardo capachos, 1 caixo coxins, 5 saceos ro-
lhes, 10 cunheles fechadnras, fouces e macha-
dos ; a Almeida Gomes, Alves & C.
1 caixo urna eslolla bordada de ouro ; ao co-
nego Joaquim Ferreira dos Santos.
1 embrulho com 500 soberanos de ouro ; a
Jos Pereira da Cunha.
Vaoor inglez Jason, procedentes dos porlos
da Europa, manifeslou o seguinle :
50 caixas queijos, 1 volume tinta de copiar,
dous saceos Irigo ; Tasso S Irmos
1 caixa mercadorias; Auguslo Cesird'Abreu.
1 lina bichas; D. A. Matheus.
1 caixa fazenda de alpaca, 2 bas calcados ; a
Pinte de Souza Barros.
32 caixas queijos; Brandcr a Brandis.
5 caixas e 1 embrulho relogios; companhia
da estrada de ferro.
1 caixa ignoro; G. C. G. Alcoforado.
50 caixas ceblas; A F. S. Itabollo & Filho.
40 caixas rap; Thomaz do Aquino Fonseca
1 caixa doce e pastilhas; A M. J. do Souza.
Patacho inglez S. George, vindo do Areiros.
consignado Scolt Wilson & C, manifeslou o se-
guinle :
290 tonelladas carvao de pedra ; aos mesmos.
Consulado eeral.
Rendimento do Jia 2 a 24. 47:8748833
dem do dia 25....... 3.324664
Pela inspecro da alfandega se faz publico
que no dia 27 do correle, depois de meio dia,
se hio de arrematar em hasta publica porta da
mesma rjparligao, 15 barricas com castanhas, a
5j{ :ada urna, total 75$, vindas de Genova na
barca sarda Paula; abandonadas aos direitos
por Bastos & Lemos, sendo a arrematadlo livre
de direitos ao arrematanto.
Alfandega de Pernambuco, 25 de abril de 1860.
O inspector, Benlo Jos Fernandes Barros.
e no esta-
belecimcnto do fallido, roa Imperial
DE
Armaco, balco, caixes e mais utencilios pro-
prios do estabelecimenlo de deposito e pa-
daria.
Barricas cora farinha, barris com manteiga e bar-
. ris com banha.de porco.
Movis de casa e colheres de prala.
3 escravos. _
mim
DE
Tres moradas de casas.
Sabbado 28 do corrente:
NO ARMAZEM DO AGENTE
PESTAA.
O agenle Pestaa far leilo por conta de
quem pertencer no dia cima designado e pelas
11 horas da manha no seu armazem da ra do
Vigarlo n. 11
DE
3 casas terreas, cada urna com 33 palmos de
frenle e.70- de fundo, quiDtaes grandes com
porto, 3 quartos, 2 salas, cosinha (ora e copia
tudo construido a lijlo ecal, novas e em ter-
reno proprio, estribara no fundo do quintal.
Sao situadas no lugar da Torre e perto do
banho.
4 sua numeraco principia de n. 1 junto a ven-
da do Sr. Caneca a seguir.
LEILAO
Declarares.
' Conselho administrativo
O conselho administrativo, para forneciment
do arsenal de guerra, em cumprimento^ao art.
22 do regulamento de 14 de dezemoro de 1852,
faz publico, que foram acceitas as propoitas dos
senhore.-; abaixo declarados : /
Para o 9. batalho de infanlaria da guarda
nacional de Olinda.
Antonio Joaquim Panasco1 bandeira de seda
com as armas imperiaes por 989. um porte com
ga ao de ouro por 51S200, 1 hastea cora lanra
de metal dourado por 13$, 1 sacco de oleado para
a mesma por 2#, 1 dilo de brim por 400 rs.
Para o quarlel general do commando das armas.
Francisco Germano1 relogio grande por 80#
Para o meio batalho da Parahiba, 10." de in-
fanlaria e meio batalho do Cear.
Guimares & Ollveire17 grammaticas porlu-
guezas por Monte Verde a 1J>, 17 compendios
de arithmetca por Avila a 1*400.
O conselho avisa aos mesmos vendedores que
devem recolher os objectos cima declarados, na
secretaria do conselho, s 10 horas da manha do
dia 27 do corrente mez.
Sala das sesses do conselho administrativo,
para fornecimenlo do arsenal de guerra, 25 de
abril de 1860. Francisco Joaquim VereiraLobo,
coronel vogal secretario interino.
Conselho administrativo.
O conselho administrativo, para fornecimenti
do arsenal de guerra, tem de compraros ob-
jectos seguinles :
Para provimenlo dos armazens do arsenal
de guerra.
Peles de cabra cortidas 200; ditas de lustre 12;
penna.s de ganco 500 ; baelilha para saceos de
peca, covados 161 li,2.
Quem quizer vender taes objectos aprsente
as suas propostas em carta fechada na secretaria
do conselho, s 10 horas da manha do dia 4
de maio do corrente anno.
Sala das sesses do conselho administrativo
para fornecimenlo do arsenal de guerra, 25 de
abril de 1860.Bento Jos Lamenha Lins, co-
ronel presidente.Francisco Joaquim Pereira
Lobo, coronel vogal secretario interino.
COHMIIU BR4SL1EIRa
DE
O vapor Tocanlins, comraandante o primeiro
lente P. Hyppolilo Duarte,espera-se dos portoi
do norto em seguimenlo para os de Macei, Ba-
ha e Rio de Janeiro al o dia 2 de maio.
Recebe-se desdeja passageiros e engaja-se a
carga e encommendas que o vapor
duzir na agencia ra do Trapiche n.
torio de Thomaz de Faria.
poder con-
40, escrip-
MOVIS.
Quinta-feira 26 do corrente.
J
nho soccorrido aos nossos dignos irmos neces-
sarios para obslarem ao desmancho de um esta-
belecimenlo do utilidade publica, e cujo material
nao se adapta fcilmente em oulra parle, e por
isso apadrinhei-me al com a Exma. Sra. do Sr.
Jos Mara, offerecendo 800$ annuacs pela casa,
porque no auge era que se acha o meu estabele-
cimenlo, c depois do que ho dilo a respeito em
seus relatorbs os Exms. Srs. Jos Bento, Sergio.
Portella, e ltimamente a honrosa mensao da
polica ao Exm. Baro de Bom Jardim, de quem
gozamos a estima, mensao tanlo mais honrosa,
quando por nos nao foi solicitada, e que a S. M.
L apresentou os nossos bons desejos a bem da
instruceo ; ludo islo sao motivos asss podero-
sos para suslentarmos em toda a sua altura o
meihodo porluguez, mas cs.tas vantagens nao nos
do o direilo de olTendcr o melindre de pessoa
alguma : rogamos, porUnlo, aos Srs. redactores
da Ordera dignem-se/ por sua honra declarar so
directa ou indirectamente tivemos parte no arti-
go que sahio em sgri numero de 2t do corrente
contra oSr. Jos Mara Goncalves Vieira Guima-
res.
Offerece-se m ptimo rapaz para caixeiro-
de qualquer armazem ou cobranca. e d liador
de sua conducta :rquem precisar,' onnuncie por
este jornal. /
Douphant, *Jaunsse vo para tora da pro-
vincia. (
~ ==-J>errdois Laurant vo para torada pro-
vincia.
= Francisco itfendes Rodrigues vai A provin-
cia do CearA a negocio. *
Aluga-se um'vprela que sabe cozinhar bflra
o diario de urna cas'X, e lava bem : na ra Di-
reila n. 35. \
CAlkEIRO.
OTerece-se um moco\cooa boa forma de letra,
e pralica da escripturaeackpor partidas simples,
para caixviio de qualquer \escriptorio ou arma-
zem de trapiche, do que j pVraticou : quem pre-
cisar, annuncie para ser proct\rado.
O Sr. R. C. O. queira le" a boudade de ric
ou mandar lirar uns penhores de* ouro, na na
do Rangel n. 8, isto no prazo de 3 u'-ips, contan-
do da data desle, do contrario sero vencidos pia-
ra pagamento, ficando o mesmo senhor cima
responsavel pelo reslo que faltar.
Utii armazem.
O agenle Borja ara leilo em seu armazem na
ra do Imperedor n. 15, de differentes obras do
marcineirla, raobilias completas -de Jacaranda e
amarello, ricos lavatorios, candelabros, loucas,
vidrose mais objectos que pertencem ao homar-
ranjo de urna casa. Principiar s 11 horas om
ponto. q^
COMPANHIA BRASILEIU
DE
PAQUETES A VAPOR.
O vapor Paran, cornmandanle o capito l-
ente Torrezo, espera-se dos porto3 do sul
em seguimenlo para os de Parahiba, Rio firan-
de do Norle, Cear, Marnho e Para at o dia
30 do corrente.
Recebe-se desde j passageiros e engaja-se a
carga c encommendas que o vapor poder condu-
zir, na agencia ra do Trapiche n. 40, escripto-
rio de Thomaz do Faria.
THEATRO
DE
Leiles.
LEILAO
DE
PELO AGENTE
PESTAA.
O referido agente far leilo por cenia do
qu6tn periencer quinta-fera 26 do corrente s 10
horas da manha no armazem do Sr. Aunes de-
fronle da alfandega
DE
6 caixas com latas de sardinha de Nantes.
1,000 ditas com charutos do diversas marcas.
200 libras de cha em caixa de 1 c 2 libras.
200 latas de biscouto de soda.
Avisos diversos.
Urna escrava.
51:1998497
anta Isabel.
QUIUNTA-FEIRA 26 DE ABRIL DE 1860.
Recita extraordinaria.
Subir scena pela primeira vez neste theatro,
o drama em dous actos, producto do Sr. Anto-
nio do Souza Moulinho :
AMOR E HONRA.
IERS0NAGE3S. ACTORES.
Com raendador.................. Rozendo.
Roberto Nunes................. Coimbra.
Alberto.......................... Vicente.
Um criado....................... Skiner.
Cecilia.......................... D. Isabel.
Urna criada..................... D. Jesuina.
poca, actualidade.
Findo o drama, a Sra. Virginia, por obsequio,
dansar vestida de homein o inleressante passo,
;ni;i,.i.j.
O agente Borja far leilo em seu armazem na
ra do Imperador n. 15, por mandado do Illm.
Sr. Dr. juiz de orphos, de urna escriva des-
cripta no inventario da fallecida D. Anna Mara
da Alleluia, cuja escrava estar a exame dos
compradores hoje s 11 horas do dia.
LEILAO
DE
O abaixo assignado comprou a ta-
berna sita no pateo de Santa Thereza n.
39 ao Sr. Manoel Maximiano Rodri-
gues, se alguem se julgar com direito
a ella reclame no prazo de 3 dis para
ser attendido. Recife 22 de abril de
1860.Aureliano Luiz Alves.
Pedido.
Deseja-se fallar ou saber
aonde existe Justino de Souza
Almeida, Portuguez, de menor
idade, filho de Jos de Souza
Almeida e Joaquina Moreira
Dias residentes em Portugal,
a negocio de importancia e de
seu interesse, e muito se agra-
dece a qualquer pessoa que
delle der noticia, na prac,a da
Independencia n.26.
Diversas provincias.
Rendimento do dia 2 a 24. 5.-8J9&728
dem do dia 25....... 636$506
intitulado
6.486J234
Despachos de exportaco pela me-
sa do consulado desta cldade n
da SS de abril delSeO
Porto=Brigue portuguez Harmona, diversos
carregadores, 50 saceos assucar branco, 100
ditos dilo raascavado, 224 meios de sola.
PortoBarca portugueza Flor da Maia, Manoel
Joaquim Ramos e Silva, 100 saceos assucar
branco.
Rio da PrataBrigue prussiano Urania, Bailar espectculo.
& Oliveira, 300 barricas assucar branco.
on5auPra.u==Po,aca Mrda Mara, A. Irmaoa,
dOO barricas assucar maseavado.
Liverpool Brigue ingle W. Tersmeden, .
Brolers & C, 550 couros salgados.
Llrerpool-Eacuna ingleza llissbelh Barter,
J. Paler W, *,*
rado.
6)fiM'[H6LI
Seguir-se-ha a representaco do muito jocoso
vaucleville em um acto :
IMtlQIEElS, V LE1TE1RA.
Terminar o espectculo com um bellissimo
dansado pela Sra. Virginia, que tem por titulo :
ZIIGH1RELLA.
0-; artistas Coimbra o Vicente estao encarre-
gados de passar os bi lhe tes com o fim de aese-
gurar urna completa encheote para lio variado
Coraecar s 8 horas.
Avisos martimos.
Para o Aracaly legue o hiato Camaragibe':
(ecos assucar masca-1 para carga e passageiros, trata-M a* ra do Vi-
j gario a. 5.
DE
O agente Camargo fara' leilo no dia
3 de maio prximo as 11 horas da ma-
nhaa no eu armazem da ra do Viga-
rio n. 19
DO
Sobrado de 3 andares pertencente aos
herdeiros do commendador Antonio
da Silva na ra do Vigario n. 5, de-
fronte do consulado geral, para exa-
minar o mesmo predio, ttulos *e
condiccOes da venda, os pretendentes
podem entender-se com o mesmo
agente.
ULMID
DE
Nobilia sem limites.
A 27 do corrente.
O prepoeio do agente Oliveira, far leilo da
mobilia do Illm. Sr. I. E.Boberts, que se acha
na casa de sua residencia no Poco, consistindo
em sotas, consolos, cadeiras, dilas de balando,
mesas redondas, bancas para sof e para jogo,
banquinhai e jardineiras de xaro, bancas de
gamo e xadrez de dito, mesas redondas de dito,
alcatifas e tapetes de sala e de escadas com gan-
chos de metal, estoirasde forro, estante pora mu-
sicas, cortinados de fil de linho para portas, 1
rica cama franceza de Jacaranda nova, 1 magni-
ca secretaria de dita com segredos, obra primo-
rosamente executada, espclhos grandes de ssla,
ditos menocs, ricos quadros, relogios de mesa o
Ve p'arede, cadajra patente de molas para abrir,
mabjlja cpmplets Je paltiinha ilaliaoa, jarros
Vendem-se bonitos burros e por menos prego
do que se lem vendido, para ver e Iratar na co-
cheira da ra da Florentina, que foi *lo tenenle
coronel Sebasliao.
A pessoa que precisar de urna casa na Fas-
sagem do Ifanguinho, dirija-so ao Manguinho,
venda da calcada alta.
Os credores de Lima & Marlins sao convida-
dos a apresenlarem suas eonlas na loja da ra
Nova n. 6 ateo fim do corrente mez.
Precisa-so alugar um sobrado de dous ou
tres andares, que soja no bairro de Santo Anto-
nio, a tratar na praca da Independa n. 37 e 39.
Precisa-se alugar urna ama que saiba cosi-
nharbem ; a tratar na ra Cabugi n. 3 no segun-
do andar.
A 25 do corrente fugio do Corredor do Bispo
um boi pequeo, magro, laranja cora malhas
brancas ; roga-sea quem o tiver aprehendido di-
rijir-se a casa n. 8 da ra do Rosario da Boa-vis-
ta ou annuncie por este jornal ; por isso se re-
compensar.
Joao Luiz Goncalves Ferreira invenlariante
do casal de seus fallecidos pais, faz sciento que
lendo-se desencaminhado duas letras aceilas pe-
lo Sr. coronel Antonio Pedro deS Brrelo, urna
vencida no 1 de novembro prximo passado, e
a oulra a vencer no Io de novembro do corrente
anno: c da quantia de 500$ cada urna, apressa-
se em fazer publico esta oceurreucia, para que
ninguem faca transaego com ditas letras, que
pertencem ao casal dos pais do annunciante.
Vende-se um ptimo piano novo e de mui-
to boas vozes, tambera se troca por urna escrava
de meia idade; na ra da Impcratriz, loja de
calcado n. 14.
Precisa-se alagar urna escrava ou ama for-
ra, que compre c coz'.nhe para urna casa de
pouca familia : na ra da Imperalriz, loja de
calcado n. 14.
_ Aluga-se um escrivo anito fiel, para ser-
vico de' casa a 0c ra ; os ra o Collegio n. 16,
terceiro andar.
T.ransfcre-se por 3 annos o arrendamento do
famoso armazem n. 13, na ra da Cruz no Beci-
fe : trata-se no Forlo do Mallos, largo do trapi-
che do algodo u. 18.
Urna carioca
com pipa para condueco d'agua : compra-sc no
Forlo do Mallos, armazem n. 18, confronte ao
trapiche do algodo.
LOJA DO VAPOR-
Grande e variado sortimento de calendo frail-
ees, roupa feila, riudezas finas c perfumaras,
tudo por menos do que em outras parles : na lo-
ja do vapor na ra Nova n. 7.
= Vende-se-um sellim inglez com seus per-
lences, tuda em bom estado : a Iratar na ra do-
Sebo n. 11.
Offercce-se um caixeiro com bastante pra-
tica de pharmacia, para a praca ou para o malo :
quem precisar, dirija-se a ra da Imperalriz nu-
mero 13.
= Francisco Jos Pereira Borgcs vai a Euroda.
AMA DE LEITE.
Precisa-se de urna ama de leite : na ra larga
do Rosario, passando a botica, a segunda loja do
miudezas n. 40, que se dir quem precisa.
Frecisa-se de urna ama forra on captiva ;
na ra das Aguas-Verdes n. 22, segundo andar.
Pergunla-sc ao Sr. Feliciano Jos Gomos
se foi elle quera pagou a passagem de Domingos
Jos Fernandes para lhe obrigar a ser sau cai-
xeiro ? e como o dito portuguez sahsse de sua
casa, e raandasse receber o seu ordenado, o Sr.
Feliciano queixou-sc ao cnsul porluguez, o qual
quiz obrigar ao Sr. Fernandes ser caixeiro do Sr.
Feliciano, mas como o Sr. Fernandes disse quo
nao quera, o Sr. cnsul mandou recolher casa
de deten^ao.
Desappareceu hontcm, 25 de abril, um me-
nino pardo, de nome Pergentino, idade 11 an-
nos levando chapeo de feltro de cor parda :
quem delle tiver noticia ou o pegar, dirija-se a
ra das Aguas-Verdes n. SO, ou a Sanio Anto a
seu pai Caetano Jos Ferreira, que sei recom-
pensado.
Precisa-se de um caixeiro que tomo conta
de tima taberna por bataneo, eque de fiador a
sua conducta : a pessoa quo estiver nestas cir-
cumstancias, appareca as Cinco Ponas n. 11.
Ama.
Precisa-se de urna ama forra ou captiva para
cozinhar para urna pequea familia : na ra lar-
ga do Rosario, passando a botica, a segunda loja
de miudezas n. 40, que se dir quem precisa.
== O abaixo assignado faz ver aos credores da
massa fallida de Marcelino da Cosa Raposo, qua
se acha em dia cora o mesmo senhor, como pro-
va com os recibos que delle lera em seu poder,
pois sendo o mesmo Sr. Marcolino retornante de
urna letra pertencente a Antonio Jos Moreira
Ponles, esta foi paga pelo Sr, Jos Carlos Ferrei-
ra como endossante da mesma letra, como cons-
ta do recibo passado pelo possuidor.
Lenidas Tito Loureiro.
AO SR. DR. OLINDA CAMPELLO.
Eu e meus irmos nunca pretendemos eslorvar
com questes a plena posse, uso e ruclo do in-
cabecado no engenho Caprbaribe que foi de nos-
sos avs, por motivos mui importantes que sem-
pre conlrahiram nossos respeitos; mas para
admirar que nosso prenlo Olinda Campello,
approveilandose desle nosso silencio, tenha que-
rido fazer acreditar, com mais alguem, que na-
da temos em dito engenho, por terem nossos
pais vendido o que lhes poderia locar, sendo urna
verdade incontestavel, que depois do fallcciraeu-
lo de nossa mi tomos citados pelo antecessor do
Sr. Olinda Campello, nosso finado lio JooCar-
neiro para lodos os termos de ura inventario que
elle lenlou fazer dos bensdeixados por nosso avd
Joaquim Jos Rodrigues Campello, entre os quaes
figura o engenho em questao, sendo lambem
cerlo que dilo inventario, nao sei por que moti-
vo, s leve este comeco. Quo um bacbarel for-
mado em direilo queira harmonisar este faci
com a idea de urna venda imaginaria, o quo
tambero nao deixa de admirar. Portante, acn-
selho a S. S., como quem nuuca foi seu iuimigo,
que se torne mais Deugraatico na apprcciaso-
deste negocio para colher com exactido o que
existe de mais real e positivo a esle respeito, e
nao pdr assim em duvida o procedimento honro-
so de seu irogenilor, que tanto trabalhou para o
constituir no numcio dos=mimosos da fortuna.
Francisco Xavier Carneiro da C. Campello.
Attenco.
Offercce-se ura rapaz para caixeiro de arma-
zem ou outro qualquer eslabeleeimento, o qual
d fiador a sua conducta, etem ba letra : quem
quizer delle se ulilisar, deixe carta fechada com
as inicies J. M. M. E. A-., na prac.a da Indepen-
dencia ns. 14 e 10.
Vende-se ama prelada Costa, boa quilan-
deira : a tratar na loja da ra do Passeio n 7.
Vndese urna fabrica de fazer velaa de
carnauba no caes do Ramos, sobrado da um
sudar cosfroDie ao guindaste.
i
mi mi Anni
T7T
I I
I a^%r% afl I L


l'.T' *"

MAMO PE PE^AJBCO. -mm HHU H M iSfllt M 1860.
COMUTAglU A
ALLIANCE
Estabelecida cm Londres
IMffJ l <8l.
CAPITAL
Cinco miUiocs de libras
esterlinas.
Saunders Brothers 4 C* tem a honra de In-
rcrmar es Srs. negociantes, proprietarios de
casas, e a guem mais convier, que esta-o plena-
mente autorisados pela dita companhia para
effcctuat seguros sobre edificios de tijolo e ye-
dra, cobertos de telha e igualmente sobre os
objectos que coutiverem os mesmos edificios,
quer consista, em mobilia ou em fazendas de
qualquer qualidade.
No da 27, as 11 horas, na ra de Hortas,
na casa n. 22, se hao de arrematar 3 caixes de
calungas de gesso, perlenceule ao espolio do fi-
nado loicano Valentino Barsande, em presenta
do Sr. Dr. juiz de ausentes.
O bacharel Jorge Doradlas Ri-
beiro Pessoa tem o seu
\ beiro Pessoa tem o seu escriptorio de
..Tclvocacia na camboa do Carmo n. 10,
p riraeiro andar, onde pode ser procu-
rando das 9 horas da manhaa as 2 da
talude.
Aluga-se urna casa de dous anda-
res rtoa ra da Aurora n. 26: a tratar
na nnesma casa com o proprietario.
\1npanak da provincia.
Saliio a luz a folhinha com
o alimanak da provincia para
o corretne anno de
810
Ra Nova, em Bruxellas (Blgica),
SOB A DIRECTO DE i- klRYlND-
Esle hotel collocado no centro de urna das espitaos importantes da Europa, torna-sede grande
valor paraos brasileiros e portuguezes, por seus bons commodos e confortavel. Sua posigo
urna das melhores AUemanha e Franca, como por ter a dous minutos dt si, todos os theatrose divertiments ; e,
alm disso, os mdicos presos convidara.
No hotel hasempre pessoas especiaes, fallando o i'rancez, allemao, flimengo, inglez e por-
uguez, paraacompanharastouristas, qutem suas excurses na cidade, qur no reino, qur
emfim para loda a Europa, por presos que nunca excedem c!e 8 a 10 francos (39200 48000)
por dia. -
Durante o espsjo de cito a dez mezes, ahi residiram os Exms. Srs. conselheiro Silva Fr-
reo, e seu filho o r. Pedro Augusto da Silva Ferro, ( de Portugal) e os Drs. Felippe Lopes
Netto, Manoel deFigueira Faria, edesembargador Pontes Visgueiro ( do Brasil, ) e muitas ou-
tras pessoas tanto de um, como de outro paiz.
Osprecosde todo oservico, pordia, regulam de 10 112 francos (415000 450O.)
No hoiel encontram-se informacSis exactas acerca de tudonue nde precisar um estraneei
CAS4 LUSn-BKASLEtBA,
2, Golden Square, Londres.
J. G. OLIVEIRAlendo augmentado, com to-
mar a casa contigua, ampias e excellenles ac-
comruodacoes para muito maior numero de hos-
pedesde novo se recommenda ao favor e lem-
branca dos seus amigos e dos Srs. viajantes que
visitem esta capital; continua a prestar- lhes seus
serviros e bons officios guiando-os em todas as
cousas que precisem conhecimento pratico do
paiz, etc. : alm do portuguez e do inglez falla-se
na casa o hespanhol e francez.
SOCIEDADE LmRlV
Amorim, Fragoso, Santos
Companhia.
Os Srs. socios commandiiarios s5o convidados
a reahsar a segunda entrado de 12 1i2 por cento
sobre os seus capiiaes at o dia 16 de abril cor-
ente, do conformidade com o respectivo contra-
to social.
estrangeiro
Sirop du
nrFORGET
JARABE DO FORGET.
Este xarope esl approvado pelos mais eminentes mdicos de Paris,
lomo sendo o meihor para cur;r comiparoes, tosse convulsa e oulrss
aneccoes dos broncbos, ataques de peno, irriucoe nervosas e insomnolenciis: urna colnerad
templo donteeo m T" SU sufQcienles- tireil0 cesle clente xarope sasfaz ao mesmo
O dtpotUo na ra larga do Roiario, botica de Daitholomco Francisco de Souxa, n. 36.
Boa casa para alugar.
Nos dias 20, 2J- e 27 do corrente vai
a praca do jutzo municipal da primetra
vara, por arrendamento de tres annos
o sobrado de tres andares e sotao com
mirante, sito na ra estreita do Rosa-
rio n. 41. com um grande armazem
lageado de tres poi tas na frente, gabi-
netes em cada um dos andares, e o a tras
muitas accommodacoes, avaliado no
todo em 1:700$ por anno.
DENTISTA FRANCEZ.
DENTISTA FRANCEZ. '1
>* Paulo Gaignoux, dentista, ra das La- 3
rangeiras 15. Na mesma. casa tem agua e *
p denlico. M
OfTerece-se urna raulher para ama de casa :
quem pretender, dirija-se ao Arraial, no sitio do
Damiao, a fallar com Joo Pereira Pequeo.
Consultorio medico, ra da
Gloria n. 3.
O Dr. Lobo Moscoso continua nos
seus traba 1 los mdicos.
Por um corte de cabello e
frisamenlo 500 rs.
Ra da Impcratriz n. 7. *
Lecomtc acaba do receber do Rio de Janeiro
oprimeiro contra-mestre da casa Augusto Clau-
dio, c um outro viudo de Pnris. Esto estabele-
cimentoesl hoje as melhores condicoes que
possivel para salisfazer as cncommcodas dos
objectos em cabellos, no mais breve lempo, co-
mo sejara : marratas a Luiz XV, cadeias de relo-
gios, braceletes, anneis, rosetas, etc., etc., ca-
balleiras de toda a especie, para homens e se-
nlioras, lava-se igualmente a cabera a moda dos
Estados-Unidos, sem deixar urna s pelcula na
abeca dos clientes, para salisfazer jjs pretenden-
tes, os objectos em cabello serao feitos cm sua
prcsenr_a.se o desejarera, c achar-se-ha serapre
o qual se iende a 800 rs. na
praca da Independencia livra-
ria n. 6 e 8) contendo alm do
kalendarify ecclesiastico e
ciyil:
Noticia clos principaes esta-
dos da Europa e America com
o nome, idade etc. de seus im-
peradores, reis e presidentes.
Resumo dos impostos ge-
raes, provinciaes, municipaes
e policiaes.
Tabella dos emolumentos
parocliiaes.
Empregados civis, milita-
res, ecclesiasticos, litterarios
le toda a provincia.
Associacoes commerciaes,
agrcolas, industriaes, litera-
rias e particulares.
Estabelecimentosfabris, in-
dustriaes e commerciaes de
tod'as as qualidades como lo-
jas, vendas, acougues, enge-
nhos,etc, etc.
Serve elle de guia ao com-
merciante, agricultor, mari-
timo e emfim para todas as
classe da sociedade.
O bacharel Witru vio tem
o seu escriptorio no 1* andar Tpessoa di6Pni?el Para corlar os cabellos, e
* penlear as senhoras em casa particular.
d0 SObrado n. 23 da ra Nova, = Antonio Marques de Amorim faz publico,
que no dia 21 do corrente foi recolhida em se
sitio na Ponte de Ucha urna preta velha por
nome Anna, em estado de embriaguez o mordi-
dida por uns caes. O seu estado nao permitlio
obterdella iuformacao alguma que indicasse se
era livro ouescrava. Tendo sido cuidadosamente
tratada acha-sa quasi restabelecida, mas apenas
sabe dizer que perler.ee a urna senhora viuva,
moradora na ra do Collegio, e por isso se faz
o presente annuncio para que a pessoa a quem
pertenca a mande buscar.
Precisa-sc de urna ama para urna pessoa :
na ra Bella n. 10.
agenciados fabricantes america-
nos Grouvcr & Baker.
Machinas de coser j em casa de Samuel P.
Johnston & C, ra da Senzala Nova n. 52.
E' ebegado ioja de Lecomte, aterro da
Boa-Vista n. 7, o cxcellenle lcile virginal de ro-
sa branca para refrescar a pelle, tirar pannos,
I sardas c espinhas, e igualmente o afamado oleo
babosa para limpar e azer creseer os cabellos,
assira como pos imperial de lyrio de Florenca,
W
ama p pn m
Grande e^novo sortimento de fazendas de todas as qua-
lidades por baratissimos precos.
Do-se amostras com penhor.
cores
As pessoas que liverem contas contra o Sr.
W. W. Slapp, cnsul dos Estados Unidos, tero a
bondade de apresentarem no mesino consulado
ateo dia28 do corrente.
F0LII1MIAS PABl 1860.
Estiio venda na livraria da praQa da Inde-
pendencia os. 6 e 8 as folhinhas para 1860, im-
pressas nesta typographia, das seguintes quali-
dades :
: OLIIINHA RELIGIOSA, contendo, alm do
kalendario e regulamento dos direitos pa-
tochiaes, a conlinuagao da bibliotheca do
Crislo Brasileiro, que se compoe: do lou-
vor ao santo nome de Dos, coroa dos ac-
tos de amor, hymnos ao Espirito Santo e
a N. S., a imitac,ao do de Santo Ambrozio,
jaculatorias e commemoracao ao SS. Sa-
cramento e N. S. do Carmo, exercicio da
Via-Sacra, directorio para oracao mental,
dividido pelos dias da semana, obsequios
ao SS. coraco de Jess, saudages devo-
tas is chagas de Christo, oracoes a N. Se-
nhora, ao patrocinio de S. Jos e anjo da
guarda, responco pelas almas, alm de
outias oracoes. Prego 320 rs.
'ITA DE VARIEDADES, contendo o kalenda-
rio, regulamento dos direitos parochiaes.e
urna collec3o de ancdotas, ditos chisto-
sos, contos, fbulas, pensamentos moraes,
receilas diversas, quer acerca de cozinha,
quer de cultura, e preservaliro de arvores
e fructos. Prego 320 rs.
OlTA DE PORTA,a qual, alm das materias do
costume, contm o resumo dos direitos
Darochiaes. Preco 160 rs.
#?<> @@@ @@@
I AUen^o. |
@ Curso pratico e theorico de lingua fran-
cf'za por urna senhora franceza, para dez
@ mocas, segunda e quinta-feira de cada se- @
mana, das 10 horas at meio dia : quera
quizer aproveilar pode dirigir-se a ra da %
Cruz .n. 9, segundo andar. Pagamentos
adiantados. &
cuja entrada pela Gamboa do
Carmo.
Engomma-se com asseio e promplido : no
becco do Marisco n. 20.
Prccisa-se alugar um preto ou prela, j ido-
sos, para comprar na ra e fazer o mais servico
de urna casa de familia, ou mesmo urna ama ns
mesraas circumstancias : quem tiver e quizer,
annuncie ou dirija-se a ra de Santa Rila n. 40,
primeiro andar.
dges de francez
piano.
Mademoiselle Clemence de Ilannelot
de Manneville continua a dar HeSes de
fraacez e piano na cidade e nos arrabal-
des : na ra da Cruz u. 9, segundo andar.
O Sr. Honorato Jos de Oliveira Figueire-
do queira anaunciar sua morada ou dirigir-se
livraria da praea da Independenc.que se preci-
a fallar-lhe.
para bortuejas o asperidades da pelle, conser-
va a frescura o o avelludado da nrimavera da
vida.
@@@ @@@@
Roga-se aos Srs. devedores do estabele-
cimento do fallecido Josda Silva Pinto, o ob-
sequio de saldare seus dbitos na ra do Col- sito em urna das ras ad.acentes a
legio vendan. 25 ou na ra do Queimado loja ; cuidado de direito, moradia
n. 10.
= Caetano Pinto de Veras faz sciente a quem
interjssar que esl em exercicio da vara do juiz
de piiz do 4o anno, do primeiro dislricto da re-
guezia doSS. Sacramento de Santo Antonio des-
ta cidade, para que foi eleilo e que despacha na
casa de sua residencia ra de S. Francisco n. 8
c era qualquer parte que for encontrado ; o qu
da audiencia as tercas e sextas-feiras as 4 Ii2
horas da tarde como ja lera annunciado, na cssa
publica d.is audiencias. Recite 29 de evereiro
de 1860.
N. 27-Rua da Imperalriz-N. 27.
L. Pugi.
rica officina em Pernambuco para lavar as
palh.nhas das mobilias a mais encardidas tor-
nanco-se outra vez tao Ivas como no estado
primitivo ; esta magniea preparacao chimica
tem a prepriedadededesenfeetnr as mobilias das
pessoas moras de molestias contagiosas : na
raesmacaja lavam-se chapeos de palha de Italia
e pem-se moda. '
Na ruado Imperador n. 28, aliiga se e ven-
de-sa em grandes e pequeas porces bichas
hamburguezos, e tarabem cal da mais nova que
ha, para fabrico do assucar^por proco commodo
I DENTES
S ARTiriC IAE^. I
|Ruaestreita do Rosario n. 3^
Francisco Pinto Ozorio colloca denles ar-
@ tificiaes pelos dous systcmas VOLCANITE,
chapas de ouro ou platina, podendo ser
9 procurado na sobredita ra a qualquer
hora. a
MMMIM @@ @
Hoga-se aos Srs. devedores a firma social
de Leite & Gorreia em liquidadlo, o obsequio
de mandar saldar seus dbitos na loja da ra do
Queimado n. 10.
Na livraria n. 6 e 8 da praqa da
ndepenecia, preciza-se fallar ao Sr-
Joao da Costa Maravilha.
O r. Cosme de Sa7 Pereral
de volta de sua viagem iristructi-!
Jtva a Europa continua no exer-
|cicodesua proissao medica. \
Da' consultas em seu escripto-S
|rio, no bairro do Recife, ra daj
Cruz n. 53, todos os dias, menos;
nos domingos, desde as'6 Iiorasf
te as 10 da manhaa, sobre o$S
seguintes pontos :
l*. Molestias deolhos
l*. Molestias de coracao e del
peito ;
3". Molestias dos orgSos da gera-
cao, e doanus ;
i'. Practicara' toda e qualquer!
operafao quej ulgar convenien-
te para o restabelecimento dos!
seus doentes.
O exame das pessoas que o con- j
sultarem sera' feto indistincta-j
mente, e na ordem de suas en-
tradas ; fazendo excepcao os doen-1
|tesdeolhos,ou aquellesque por
motivojustoobtiverem hora mar-||
cada para este fim.
A appcacao dealguns medica
mentos indispensaveis em variosl
casos, como o do sulfato de atro-1
pina etc.) sera'feto.ou concedido l
gratuitamente. A confianza que^
nelles deposita, a presteza de sua f
accao, e a necessidade prompta
de seuemprego; tudoquantooj
demove em beneficio de seusl
doentes.
Asjlo de mendicidade.
Tendo a associar;ao commercial bene-
icente de mandar nublicar os nomes dos
Srs. que subscreveram para este po es-
tabelecimento, e nao tendo alguns des-
sessenhores realisado anda adentrada
da somma com que se dignaram subs-
crever a mesma associacao roga-Ihes
queiram realisar tal entra Ja ate o fim
do corrente mez, afim de que ella possa
cumprir aquelle dever.
Aluga-se as lojas de um sobrado
a fa
esta mui
Lindos cortes de vestidos de seda pretos
de 2 saias
Ditos ditos de ditos de seda de
com babados
Ditos ditos de ditos de gaze phantazia-
de cores
Roraeiras de fil de seda preta bordadas
Visitas de grosdcnaples preto bordadas
com froco
Grosdenaples de cores com quadrinhos
covado
Dito liso preto e de cores, covado
Seda lavrada preta e branca, covado 1$ e
Dita lisa preta e de cores, com 4 palmos
de largura, propria para forros
Corles de vestido de seda de gaze trans-
parentes
Ditos de ditos de cambraia e seda, corle
Cambraias orlandys de cores, lidos pa-
dres, vara
Manguitos de cambraia lisos e bordados
Tiras e entremeios bordados
Mantas de blonde brancas e prelas
Ditas de fil de linho pretas
Chales de seda de todas as cores
Lencos de cambraia de linho bordados
Dilos de dila de algodao bordados
Panno preto e de cores de todas as qua-
lidades, covado
Casemirasidem idem dem
Gollinhas de cambraia a
Chales de touquim brancos
Dilos tie merino bordados, lisos e es-
tampados de todas as qualidades
Enfeitcs de vidrilho francezes pretos e
de cores
Aberturas para camisa de linho e algo-
dao, brancas e de cores
Saias balao de varias qualidades
Tafcl rxo, covado
Chitas francezas claras e escuras, co-
vado
Cassas francezas de cores, rara
Collarinhos de esguiao de linho mo-
dernos
Um completo sortimento de roupa feita
FUNDIQAO
DO
D...,
Ra do Brum (passandoo chafaris:.)
No depozAto deste estabeleeimeiito sempte lia grande sortmcMo de
enanismo para os engenlvos de assuear a saber:
me-
Machinas de vapor moderna, de golpe cumprido, econmicas de combustivel, e defacillimoassento :
Hodas d agua de ferro com cubos de madeira largas, leves, fortes, e bem bataneada;
Cannos de ferro, e portis d'agua para ditas, e serrilhas para rodas de madeira
Moendas inteiras com virgens muito fortes, e convenientes ;
Meias moendas com rodetas motoras para agua, cavallos, oubois, acunhadas em aguilhoes deazs :
laixas de trro fundido e batido, e de cobre
Pares ebica para o caldo, crivos e portas de ferro para as fornalhas ;
Alambiques de ferro, moinhos de mandioca, fornos para cozer farinha
Rodetas dentadas de todos os tamanhos para vapor, agua, cavallos ou bols';
Aguilhoes, bronzes e parafusos, arados, eixos e rodas para carrocas, formas ,;alvnizadas para purgar etc etc
flllPA?J -Bowman confia que os seus freguezes acharo tudo digno da preferencia ce
que o nouram, pela longa experiencia que elle tem do mechanismo proprio para os agricul-
tores desta provincia, epelofacto de mandar construir pessoa] mente as suas obras "as
mais acreditadas fabricas da Inglaterra, para onde elle faz viagem annual para o dito fim,
assim como pela oontinuaco da sua fabrica em Pernambuco, pera modificar o mechanis-
mo a vontade de cada comprador, e de fazer os concertos de que podero necessitar.
convenrente aos Srs. alumnos da mesma
faculdade : a tratar com o Sr. Thomaz
Garrct ou com o Sr. Dinamerico Au-
gusto do Reg Rangel, ambos morado-
Bes no bauro da Boa-Vista, ra For
masa.
@@@@@@@@ @ #@@@g@
@ Os Drs. em medicina Prudencio de Brilo
@ Colegipee Manoel Alvesda Cosa Brancan- @
@ le, conlinuam a residfr na ra do Impera-
@ dor n. 11 B, onde podem ser procurados
IB a qualquer hora do dia ou da noite para o @t
@ exercicio de sua proissao. -Especialidades *'."
partos e molestias syphililicas. S
S@d@9 @^@*@@@I
Precsa-se de duasamas, urna para cozinha
e outra paraengommado, dando-se preferencia
escrava; a tratar na ra do Imperador n. 15.
Em praca publica do juizodos feitos da fa-
zenda provincial se ho de arrematar a quem
mais der os bens seguintes :
Um corredor com urna porta que d entrada para
o mesmo, na ra de S. Miguel n. 85.' com 6
palmos de frente o 14 de fundo, sem reparti-
menlo. em chaos foreiros.e em est-ido de rui-
na, por Up, o que ludo foi penhorado a Fran-
cisca Balbina.
Urna cosa terrea na ra do Bom Costo n. 19
com 18 palmos de frente e 50 de fundo, pe-
queEAqnlal em abert.e era chaos foreiros,
Por 5lJi!ou00- Outra casa na mesma ra n. 21
com 18 palmos de fenle e 50 de fundo'
3'n}3l em aberto, e cm'chaos foreiros, por
50g000. as quaes foram penhoradas aos her-
deiros de Joaquim Caelno da Luz.
Urna casa terrea em caixo, na ra de Moloco-
lomb n. 38, com 60 palmos de fundo e 20 de
largura, cora quintal am aberto, por lOOzOOO,
a qnal foi penhorada a Joao da Cruz.
Urna casa terrf a em caixo. na ra de S. Miguel
n' Si c.om,28 Palmos e 4 pollegodas de frenle
e 71 de fundo, com 2 portas e 1 janella de
frente, e outras tantas no tundo, e cm chaos
foreiros, por 400j, a qual foi penhorada aos
lierdeiros de Manoel Connives Silveira.
A renda annuai daolaria, na ra de S. Miguel n.
6, sobre pilares, coberta de telha, com seii
competente forno, e um quarlo pora pretos
em bom estado, por 600$, a qual foi penho-
rad a Jos Buarquede Macedo por Manoel de
Souza Jardim. Os pretendentes comparecam
as 10 horas da manhSa do dia 86 do correte
mez de abril, na sala das audiencias, oue ser
a ullima pra^a. '
Ortelo.
Precisa-se de um ortelo que saiba
perfeitamente o seu officio, e paga se
bem : a fallar na Ilha dos Ratos com o
Sr. eogenheiro Mello Reg.
Gratiflca-se generosamente a quem pegar o
preto Jos, que foi escravo do Sr. Dr. Lobo Mos-
coso, e vendido ao Sr. Antonio da Costa Alecrim,
o qual lera os signaes seguintes: alto, secco,
rosto desesrnado, com falta de denles na frente,
e costuma a fallar serrado ; fugio no dia 16 do
corrente, de pedrasde Fogo, nao conduzio roupa
nennuma senao a do corpo, calca azul e camisa
branca velha : quem o pegar, entregue na ci-
dado de Fecifc, na roa da Guia n. 7.
Precisa-se de urna ama esorava ou forra
para todo o servico de pequea familia; na >ua
d Gloria n. 8.
S.
*
I

I
1#200
3000
15500
10*000
16|000
1*000

I
9
9
i
8900

$640
9
9
I
89000
S500
>280
500
800
sendo casacas, sobrecasacas, palctots,
colletes, caigas de muitas qualidades
de fazendas
Chapeos francezes Anos, frma moderna
Um sortimento completo de grvalas de
seda de todas as qualidades
Camisas francezas, peilos de linho e de
algodao brancas e de cores
Ditas de fusto brancas e de cores
Ceroulas de linho e de algodao
Capellas brancas para noivas muito finas
Lm completo sortimento de fazendas
para vestido, sedas, la e seda, cam-
braia e seda lapadas e transparentes,
. covado
Meias cruas brancas e de cores para
meninos
Ditas de seda para menina, par
Luvas de fio de Escocia, pardas, para
menino
Velludilho de cores, covado
Velbulina de cores, covado
Pulseiras de velludo pretas e de co-
res, o par
Ditas de seda idem idem
Um sortimento completo de lu--as de
seda bordadas, lisas, para senhoras,
homens e meninos, de todas as qua-
lidades %
Cortes de collete de gorguro de seda
de cores
Ditos de velludo muito finos
Lencos de seda rios para senhora
Marquezitas ou sombriuhas de seda com
molas para senhora
3^500 Sapalinhosde merino bordados proprios
para baptisados, o par
Casinetas de cores de duas largurasmui-
to superiores, covado
Setim preto, encarnado e azul, proprio
para forros, com 4 palmos de largura,
fazenda nova covado
Selim liso de todas escores covado
Lencos de gorguro de seda pretos
Relogios e obras de ouro
Cortes do casemira de cores a
mmmmmmmmm-wFmsmmsmi
9
8c500
9
i
9
S
9
I
9
19600
9320
WOO
9700
2S0OO
19000
9
9
25500
9
2$<100
1$000
ieao
9
9
ajeoo
EAU MINERALE
MATRALLE DE VICHY.
Deposito na botica franceza ra da Cruz n. 22.
CASA DE BANHOS.
Nest.eProveitso.estabelecimento, que pelos no vos melhoramentos feitos acha-se conve-
maTor ^^HTr30' faMe"h.a<1 lamfm d 10 de "vembro era vante, contratos mensaes para
Untos sacrificios^ e economia do Pubhco de uen os Proprietarios esperara a remuneracab de
Assignatura de banhos frios para urna pessoa por mez.....lOgOOO
* momos, de choque ouchuviscos por mez 15*000
Senes de carloes e banhos avulsos aos rirecos annunciado..
lorTn S? .^,, 4.,S; r I? C.Scnp' ~ Precisase alugar urna ama forra que saiba
_ KppU, t S~f 21' PVme,r andar ".??"" e fazer algum Irabalho de cosa de fa-
tm H f.m. a ? ?.- para Ser" milia ; quem esliver neslas circumstancias, diri-
vicodeuma casa de pouca familia, c paga-se ja-se a ra da Cadeia do Recife
bem : na ra da Mangueira n. 11, Boa-Vista. andar.
Precisa-se de urna criada porlugucza que:
seja de boa vida e coslumes, sabendo engommar
e costurar, s para urna pessoa tambem porlu-
gueza : quem esliver neslas circumstancias, de-
clare sua morada para ser procurada.
-S@t.
|Consoltopio central homcopathicog
I Mili. 1
Continua sob a mesma directo da Ma-
noel de Mallos Teixeira Lima, professor
em homeopalhia. As consultas como d'an- tg
I '"' 1
Botica central liooieopalhica g
I DR- SABINO V, L PI5H0 I
Novos medicamenloshomcopalhicos en- g
q viadosda Europa pelo Dr. Sabino. *
@ Esles medicamonlos preparados espe-
cialmenle segundo as necessidades da ho- et
q mcopaihia no Brasil, vndese pelos pre- 2
f eos conhecidos na bolica central horneo- g
@ palhtca, ra de Santo Amaro (Mundo No- S
g vo] n 6.
@@@ @@ ttlf ttitM
Flores de cera em cinco
licoes.
O artista Jos Ricaud, recentemente chegado
da corle, offerece ao publico era geral e em par-
ticular no bello sexo, seus lindos Irabalhos de
ccr3 e las. D licoes em casas particulares :
exposicao dosquadros, na run do Cobug n. 3 A
casa do horticultor francez.
Arrenda-se o engenhoOuterao, silo na fre-
guczia da cidade da Victoria, distante da praca 9
legoas ; quera o pretender arrendar, dirija-se* ao
engenho Novo de Iguarass, a tratar com Fran-
cisco Virissimo do Reg Barros.
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n. 22, segundo
Precisa-se de urna escrava para o servico
interno de urna casa de pequea familia, que sai-
ba coznhar, ensaboar e engommar: quem a ti-
ver para alugar, dirija-se a Fra de Portas, ma
dos Guararapes, casa do professor publico, ou
annuncie para se procurar.
S Seguro contra Fogo |
2 COMPANIIIA 1
iMTraiO!
I LONDRES !
AGENTES 1
i C J. Astley & Companhia. *
Vende-se
para
Tintas de oleo.
Formas de ferro
purgar assuear.
Estanto em barra.
Verniz copal.
Palhiriha para marci-
neio.
Vinhos fino de Moselle.
Folhas de cobre.
Brim de vela:
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O
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, LAI ITII
As pessoas que liverem contas contra o
Sr. W. W. Slapp, cnsul dos Estados-Unidos, te-
ro a bondade de apreseutarem no mesmo con-
sulado at o da 28 do corrente. Redfe 18 de
abril do 1860.
- GuilhermePursoll vende o seu sitio defron-
le da capella de Beem, com muita ierra para
plantacao, baixas para capim, arvores de fruclo,
muito pasto para gado e una ptima casa que
acommoda urna grande familia, ou mesmo um
collegio os pretendentes diriiam-se ao mesmo
110, a lanar com o proprietario, e mesmo para
rerem o que urna propriedade*bem edificada, e
que offerece intereise.
____________>__...
no arma- j-
zemde C.J. Astley A C.
*c2cai3iiiea a 'iMBMaoo.ia'
Aluga-se a loja da casa di ra do Impera-
dor n. 17, lado do caes : a tratar no primeiro
andar da mesma casa.
Ama.
Precisa-se de urna ama para comprar e coz-
nhar para urna senhora, na ra da Scnzalla Ve-
lha n. 76 -' a traiar na mesma casa.
Roga-se aoscredores da massa fal-
lida de carainha ti Fillios desta cidade
que faqam o favor, de mandar a conta
corrente dos negocios, que tiveram cota
os mesmos fallidos ate o dia 15 de marco
de 1860, no prazo de 8 dias, em casa
dos depositarios geraes ra da Cruz n..
10, para se poder verificar os seus ere-
ditos.
Precisa-se de urna de leite forra
ou captiva : no pateo do Terco n. 07,
confronte as casas cabidas.
Pelo presente se faz publico, que tendo-se
perdidsima letrada quantia de 447J052, sacada
por Francisco Jos Goncalves da Silva desla pra~ -
?a o aceita por Bernardo Gunralves de Mallos &-
C, do llio Formoso, a vencer em 15 de maio
prximo vindouro, acha-se a mesma inulilisada o
sem nenhum vigor,, bem como que eslao prev-
nidos os aceitantes para nao paga-la a quera lh a
apresenlar.
10$000.
Perdeu-se na sexla-teira para o sabbado uma
cassolcla de ouro com A pedras encarnadas qua-
dradas ; a pessoa que a tiver adiado, querendo
restituir. dirija-se a ra da Cruz n. i, que se
gratificar com a quanlia cima.
Precisa-se de um caixeiro para tomar cont*
de urna taberna por balanco, e d flanea a sua
conducto : na ra dangoeta n. 10 se diz quem,
Furlaram na noite do dia 17 de atril do
corrente nno, era Santo Amaro, do quintal do
Joaquim Soares Carne Vira, um cavallo do meia
castaoho retinto, ferrado dff novo no quarlo di-
reito. com marcas de manjarra sobre os peilos o
quadru : quem o apprehender, leve ao dito sc-
nhor cima, no mesmo lugar, que sera recom-
pensado.
Thompson Palor, subdito inglez, retira-so
par a provincia da Bahia.
Precisa-se de 2:500# a juros sob prodios
em urna das melhores ras desta praca: a quem
convier, annuncie a sua morada por esta mesma
olna para ser procurado.


!l
Modas iraocezas.
Madomc MHlocrteau perticipa as senhoras las
freguezas, que no sortimenlo de modas rccbido
pelo ullimo novio francez acha-se uro lindo
sortimento de chapeos, pelerinas, gotlas e man-
gas. Avisa tambem s senkoras suag freguezas,
que emborasiia de sua casa urna ou oulra cos-
tureira, conlinua-se sempre a fazer vestidos e
mais modas do verdadeiro goslo de Paris, por
prego commodo, e cxaclidao.
O abaixo assignado, por ler de seguir para
Europa, deixa por seus procuradores os seguin-
tea senhores : em 1. lugar aoSr. Joaquim Mar-
tins Moreira, em2, ao Sr. Jos Domingues Maia,
c cm 3.* ao Sr. Antonio Joaquim Vaz de Miranda.
Antonio Josi Pereira de Miranda.
Sociedade Bancaria,
Amorim,Fragoso,Santos & Companhia.
Ra da Cadeia do Recife.
O publico e os socios desla empreza podem
obler pela pralica de conlas correntos Tantagens
iiKontestaveis. Cessaria o prejuizo que soffrem
as [jcsioas que improductivamente conservan
em suas gavetas quantias, que. dadas pela forma
abaixo desciipla, estarn em cerlo periodo con-
sideravelmenlo augmentadas ; portanto, em
nosso uleresse e no do publico que fazemos as
considerarles seguintes :
Todo o individuo que possuir a quantia de
10J, e dahi para cima, pode abrir conla corrente
cora esta sociedade, depositando era seu cofre
essa quantia, que ficar vencendo juros desde o
momento em que for entregue at aquello em
que for retirada ; estes juros serlo accumulados
ao capital no fim de cada semestre civil, para
licari'm por seu turno vencendo juros, que sero
igualmente accumulados.
A sociedade pagar sempre urna taxa de juros
de dous por ccnto, menos que a laxa, por que a
ca;xa filial descantar as letras da praga.
As quantias assim depositadas em conla cor-
rente poderao ser retiradas parcial ou totalmen-
te a todo momento do modo scguinle : at a
somraa de 5:0009, vista de 5 at 20 contos com
aviso antecipado de tres dias, c de 20 coutos pa-
ra mais cora aviso de seis dias.
As pessoas residentes nesta praca a sociedade
fura ver gratuitamente urna cadernela para
nella se fazer a escripturacao da conta, como
tamhom para servir do documento s, quantias
que por ella forera recebidas ; s residentes (ora
rom"Uer animalmente urna copia da conla cor-
rente para ser conhecido o estado della.
Desle modo, sem despeza alguma, poupando
lempo e trabalho, poder qualquer pessoa guar-
dar as suas economias e augmcuta-las com os
juros que for vencendo.
Nao acontece o raesmo sendo o dinheiro dado
a juros a pra/.o xo por letras ao portador, pois
nao sendo'reformadas no vencimenlo deixam de
vencer juros.
PeJindo a allenro do publico para esta classe
de operaces demonstramos quanto lhe sao pro-
ficuas, basta ter em considerado que, conser-
vadlo um capital depositado cm conta corrente
no e.spac.o de 10 annos pelo juro de 7. por cento,
e este capital estar duplicado naquelle periodo.
Professor dentista,
Rua da Cruz numero 44.
1). Ju.in Nogus faz scienle aos seus freguezes
c ao respeitavel publico em geral, os quaes j
tem pleno conhecitnento da perfeico e delicado--
za do seu trabalho, que contina no exercicio de
sua prodsso : lira denles cora a maior rapidez
possivel a 2j ea3>, sendo em casa e fura delia
a 5J, limpa-os a 59, chumba cora raassa diaman-
tina a 53. e com prata a 39, colloca-os sobre cha-
pa de ouro a 16$, sendo para fra da cidade qual-
qjer operaco ser o preco que se couvencionar.
wmM
Faz-se todo e qualquer ne-
gocio, por venda a entender
se com Joaquim de lheira
Maia.
Precisa-se de urna ama : no pateo do Ter-
co 11. 26.
Precisa-se de um caixeiro que tenha prali-
ca de taberna, e que d fiador sua conducta ;
nao se olha a dar bom ordenado : na ra de Ro-
sal io da Boa-Vista n 51.
Urna pessoa estabelecida (e que
se nao da' bem na praca) deseja mudar
seu estabelecimento para os suburbios
desta cidade, quem tiver alguma casa
te;rea que sirva e ein bom local, e que
a queira vender, nao eveedendo de
4:<>00 ou que a alugue al o preco de
350.-; annuaes, annuncie por esta olha
(prtfere-se o Manguinho ou Passagem.
Precisa-sn do una ama para casa de ho-
rnera soltoirn : na roa da Praia n. 5.
gundo em separado : na lirraria n. o e
^ da praca da Independencia.
^ttlitUQ PE.fiEMAHmm , e variado sortimenlo de
roupas feitas
Na loja da ra Direita n.87.
Ricos sobrecasacos de panno muito flxo a 25 e
289, paletots de fusto brancos e de cores a 59,
ditos de alpaca de seda a 59, ditos obre a 6j,
ditos de britn a 3J500 e 9. ditos de esguiio do
algodo branco a 39200, calcas de brim do linho
de cores a 2$500, 3g, 3500 e 4|, ditas brancas a
29, corles de collele de gorguro de aeda a 2*600
e 99, ceroulas de bramante francezas a IgOOO,
grvalas de gorguro, chamalote, selira e groz a
J. ditas de rede a 19400, chapeos francezes
a 8# e 89500. ditos de casemira a 3J800, ditos de
castor, copa baixa, alO, chapeos deso de pan-
no, cabo de canna com astea do balea, a 2*500,
por ler grande porco, cortes de brim de algodo
a 900 rs., saias a balo a 69500, esguiio de al-
godo com duas larguras a 400 rs colletes de
gorguro de seda a 59, mantas do seda 8 29500,,
mcias croas a 29500, 39200 e 49, e outras mul-
las fazendas de goslo que seria enfadonho men-
cionar ;>a ellas, antes que se acabem : sapa-
tos de tranga testos no Porto a 19600.
Compras.
Compra-se um cabriolet de qua-
tro rodas, que esteja em bom estado e
tenha coberta : na ra da Gloria n. 3.
Constante-
mente
compra-se, vende-se e troca-se escravos: na ra
Direila n. CG.
Augusto & Perdigan,
com loja na ra da Cadeia do Recife n.
23, confronte ao becco Largo,
previnem aos seus freguezes. que acabam de sor-
tir seu novo estabelecimento com fazendas de
gosto, finas, e inferiores, para vender pelos pre-
cos os mais razoaveis ; as fazendas inferiores,
nao a retalho, se vendero por um prego flxo
que ser o seu proprio cusi as casas inglezas,
urna vez que seiara pagas vista.
Neste estabelecimento se encontrar sempre
um sorliraento completo de fazendas, e entre el-
las o seguinte :
Vestidos de seda com babados e duas saias.
Ditos de la e seda e duas saias.
Ditos de tarlalana bordado a seda.
Manteletes pretos bordados com franja.
Taimas prelas de seda e de fil.
Polonezas do gorguro de seda pretas.
Cintur&es para senhora.
Espartilhos com molas ou clcheles.
Enfcites de vidrilho o flores para senhora.
Vestuarios para meninos.
Saias de balo para senhora c meninas.
Chapeos para senhora e meninas.
Pentes de tartaruga dos melhores gostos.
Perfumaras de Lubin o outros fabricantes.
Cassas e organdys de cores.
Grosdonaplcs de cores.
Chitas escuras francezas e inglezas
Collas c manguitos os mais modernos.
Camisas de linho para senhora.
Ditas de algodo para menino.
Algodo de todas as qualidades.
Lencos de labyrintho para presente.
Collas de crochet para menino.
Vestidos de phantazia.
Roupa feita.
Casacas e sobrecasacas de panno fino.
Palelols de casemira.
Caigas do casemira pretas e de cores.
Colletes de seda idem idem.
Ditos de fusto.
Camisas inglezas todas de linho.
Ditas francezas de differeules qualidades.
Malas e saceos de viagem.
Rorzeguins de Mellier o outros fabricantes para
hornera.
Ditos para senhora.
Charutos de Havana, Baha e manilha.
Camisas de fia nella
Chapeos de todas as qualidades para hornera,
senhora e criancas.
Chapeos de castor preto
e brancos
Na ra do Queimado n. 37, vendem-se os me-
lhores chapes de castor
Botica.
Barlholomeu Francisco de Souza, ra larga
do Rosario n. 36, vendo os seguintes medica-
mentos :
Rob L'Affecteur.
Pilulas contra sezoes.
Ditas vegetaes.
Salsaparrilha Bristol.
DitaSands.
Vermfugo inglez.
Xarope do Bosque.
Pilulas americanas (contra febre).
Ungento Holloway.
Pilula3do dito.
Ellixir anli-asmathico.
Vidrosde boca larga com rolhas, de 2 oncas a
121ibras
Assim como tem um grande sortimenfo de pa-
pel para forro de sala, o qual vende a mdico
preco.
Fumo americano.
Yendj-ae fumo americano proprio para mas-
care ar.er cigarros : aa ruada Cruz do Recife n.
50 prineiro andar, caixinhas de 20 e 40 libras
a -00 ni. a libra.
Vtrade-se um ptimo engenho do fabricar
asiucar. moenta e corrente, lodo de varzeas de
massapl! e pal, na freguezia de Ipojuca, de ex-
cellente produeco : quera o pretender, dirija-sc
a loja de Jos Victorino de Paira, na ra do Ca-
buz n. 2, que dar todae qualquer informaco.
Na cidade do Rio Forraoso vende-se a p'ro-
pnedad* denominadaQuinaJ casa de ne-
gocio hi muito, o- devo ofterecer muita vanta-
goin por Qcar no paleo da oira : os pretendentes
podem iirigir-se-ao propietario do engenho Es-
trella, cu aqui no Recife, na ra do Rosario da
Bca-Vta,ca8a n. 32.
PotassadaRussia
E CAL DE LISBOA.
o hi;m conhecido e acreditado deposito da
ru,i da Cadeia do Recife n. 12, ha para vender
potassa da Russia e da do Rio de Janeiro, nova
e de superior qualidade, assim como tambem
cal virgem em pedra: tudo sor creeos muito
rr roa veis
Sndalo.
Ric.is bengalas, pulceiras e leques :
vendem-se na ra da Imperatriz n. 7,
loja do Lecomte.
Loja da boneca ra da Impe-
ratriz n. 7.
Vendem-se caixas de tintura para tin-
gir os cabellos em dez minutos, como
tambem tingem-se na mesma casa a
q talquer bora.
B Continua-se a vender fazendas por baixo f.
g preco atmesmo por menos do seu valor, a
taflm de liquidar contas : na loja de 4 portas S
na ruado Queimado n. 10.
REMEDIO INCOMPARAVEL.
UNGENTO HOLLOWAY.
Milhiresde individuos de todas as nag5es po-
dara lestemunhar as virtudes deste remedio in-
C( mparavel e provar em caso necessario, que,
polo uso que delleflzeram tem seu corpo e mem-
bios in Jiramente saos depois de haver emprega-
do intilmente outros tratamentos. Cada pesoa
poder-:;e-ha convencer dessascuras maravilhosas
p(!la leilura dos peridicos, que lh'as relatam
todos 08 dias ha muitos annos ; e a maior parte
dtllas o to sor prendentes que admiran: so
mediecs mais celebres. Quantas pessoas reco-
braran! com este soberano remedio o uso de seus
bracos e pernas, depois de ler permanecido lon-
go tempo nos hospitaes, onde de viam soffrer a
ainputaco I Deltas ha muitas que havendo dei-
ziido esses asylos de padecimentos, para seno
submetterem essa operago dolorosa foram
curadas completamente, mediante o uso desse
preciosoremedio. Algumas das taes pessoas na
enfuso de seu recouhecimento declararam es
tes resultados benficos diante do lord correge-
dor e outros magistrados, afirn de mais autenti-
ci.rem sua firmatira.
Ninguem desesperara do estsdo de saude sa
tivesse bastante confianca para ensaiair este re-
nedio constantemente seguindo algurn tempo o
a ntrala to que necessitasse a naturez do mai
cujo resultado seria prova rincontesta^lmente '
Que ludo cura. |
C> ungento be til, mais Particu-
larmente nos seguintes casos
Ferros de engom-
mr econmicos
A. 8OO.
a PcdMia
A 8,000 rs.com todos
os pertences.
Do-se a contento para ex-
periencia por um ou dous
dias.
Vejdem-se estes magnficos ferros as seguin-
tes casas :
Praca do Corpo Santo n. 2.
Ra da Cadeia de Recife n. 44.
Dita da cadeia do Recife n. 49.
Ra Nova n. 8.
Ra Direita n. 135.
Dita da Madre de Dos n. 7.
Dita do Crespo n. 5.
Dita daPenha n 16.
Dita do Cabug n. 1 B.
Dita Nova n. 30.
Dita do Imperador n. 20.
Dila do Queimado n. 14
Dita Direila n. 72.
Dita da Praia n. 28.
Dita da Praia n. 46.
Dila do Livramcnto n. 36.
Dila da Santa Cruz n. 3
Dila da Im eratriz n. 10, srmazem de fazendas
de Raymundo Carlos Leite & Irroo, em todos
estes lugares dao-sc por um ou dous dias para
expenmentar-se.
Ra da Imperatriz n. 14.
Calcado para honiem. -
Na loja da viuva Dias Pereira & Avcllar, ven-
dem-se a dinheiro calcados francezes, pelos pre-
r.os seguintes :
Boj^guins de verniz, de Nanles, para homem
a i J000.
Ritos ditos, de Pariz, idem 5J.
Ditos de bezerro laxiados, idem 8500.
Ditos de dito e pellica, idem8&000
Dilos de castor, idem 8g.
.Botins de bezerro, idem 7.
Sapatos de vaqueta taxiados, idem 6.
Ditos de lustre o borracha, idem 4*.
Ditos de bezerro, borracha e filas, idem 4S.
Sapatos de verniz de sola e vira, idem 5J.
Ditos de bezerro idem dem, idem 48500
Ditos de feltro, idem 610.
Ditos do Aracaly, idem 800 rs.
Calcado para senhora.
Borzeguins para senhora 3#.
Sapatos de lustre, Lisboa ljj.
Ditos de marroquim, francezes llj.
Ditos do seiim branco lg.
Ditos de dito de cores a 320 rs-
Calcado para menina.
Borzeguins para meninas a 2&500.
Vendem-se na antiga loja de calcado francez
do aterro da Boa-Vista, hoje Imperatriz n. 14.
-M MM
ao p do arco de Santo
Antonio,
Vendem-se chitas francezas de duas larguras,
pelo barato praco de 200 rs. o covado.
AXHEiTXCIA.
Na loj do Preguiea na rua do
Queimado n. 2. tem pata
\ender:
Chaly merin decores, ptimo nio s para
roupoes evestidos de montara de Sra. como para
vastuarios de meninos t 360 e 400 ris o cova-
do Challes de merino estampados muito finos pelo"
deminuto preco de 2:500 cada um musselinas
modernos, asunte largas, de variados padrSes
a 260 o 280 ris o covaJo grvalas a fantazia.o
mais moderno posvel a 1 e 1200 cada urna, e
outras muitas fazendas, cajos precos extraor-
dinariamente baratos, sitisfarao a expectativa
do comprador.
Com loque de arara
1:800
Cortes de vestido de chita rocha fina a 1:800
lencos decambraia brancos a 2:000 2:500 39
4:000 a dusia ditos com 4 palmos por cada face
e df 4 e meio por 5:000 cousa rara no Arma-
zem de fazendas de Raymundo Carlos Leite &
Irmios. rua da Imperatriz n. 10.
Verdadetras luvas de Jovia de to-
dafas cores, rua da Imperatriz n. 7,
loja do Leconte.
****** '3KQWIS SK'PiS Kf eM
GRANDE AMAZE
DE
Roupa feita
Rua Nova n. 49, junto
H a igreja da Conceico dos
H Militares.
|| Neste armazem encontrar o publico
6 um grande e variado sortimento de ron-
|| pas feitas, como sejam casacas, sobreca-
g sacas, gndolas, fraques, e paletots de
K panno fiuo preto e de cores, paletots e
p> sobrecasacas de merino, alpaca e bomba-
D zina pretos e de cores, paletots e sobre-
% casacos de seda e casemira de cores, cal-
U ?asde casemira preta e de cores, dilasde
i merino, de princeza, de brim de linho
K branco e de cores, de fusto e riscados,
g calcas de algodo, colletes de velludo
II preto e de cores, ditos de selim preto e
} branco, ditos de gorguro e casemira, di-
* tos de fustes e brins, fardaraenlos para
g a guarda nacional, libres para criados,
H ceroulas e camisas francezas, chapeos e
\> grvalas, grande sortimento do roupas
jg para meninos de 6 a 14 annos ; nao agra-
(* dando ao comprador algumas das roupas
H feitas se apromptaro outras a gosto do
H comprador dando-se no da convencio-
7% nado.
cores.
Vendem-se oleados de cores .os mais Anos que
possivel neste genero, e de diversas larguras,
por prego commodo : na roa Direita n. 61, loja
de chapeos do B. de B. Feij,
Vendem-se caitas com duzia de garrafas
de cerveja, quartolas.com "vinho do Bordeaux,
canas com diizla de garrafas do mesmo, quarlo-
las com vinagre branco, champagne de snptrior
qualidade, velaa atearioas e licores sortidos ; aa
ruadoTrapichen.il
CALQADO
Grande sortimento.
45Rua Direita45
Os estragadores de calcado encontra-
ro neste estabelecimento, obra supe-
rior pelos precos abaixo :
Homem.
Borzeguins aristocrticos. 9#0Q{)
Ditos (lustre e bezerro)..... 1$%0
Borzeguins arranca tocos. 7#Goo
Ditos econmicos....... C$000
Sapa toes de bater (lustre). ^qqq
Senhora.
Borzeguins primeira classe (sal- )
n-0jque!rar)- : v fimo
Uitos todos de merino contra f
calos (salto dengoso).....4A500
Borzeguins para meninas (for-
simos)........ 4^000
E um perfeitosortment rfe todo cal-
cado e daquillo que serve p/ra fabrca-
lo, como sala, couros, manfcquins, cou-
ro de lustre, fio, fitas, sed* te.
Graixapara
arreoj
Excellente graixa americaiu
barato preco ; jende-se na rl
cife, loja de ferragens de VhT
,para arreos epor
da Cadeia do Re-
& Bastos.
Pieos
*^ yno ^t/3 &aw zrW om'i *j* vra~* w jm sJlfi^ J"
Alporcas.
Caimb::as.
Callos.
C mee res.
Cjrtaduras.
Dores de cabeca.
-das coalas.
dos membros.
Enferraidades da cutis
em geral.
Ditas co anus.
Erupciies e escorbti-
cas.
Fstulas no abdomen.
Frialdade ou falta de
calor as extremida-
des.
Frieiras.
Gengivas escaldadas.
Iichacdea.
IiQammaco doQgado.
Vende-se este
moedas de ouro de 16$ e 20# : na rua
da Cadeia do Recife loja n. 22.
Compram-se laboas velhas de qualquer
quaUJade : na rua Nova, loja de louga defronle
da cocheira do Adolpho, se dir quera compra.
Vendas.
3,600 rs.
N*.
e armazeu*
DE
Saceos de milho de Mamanguapc : na rua do
Queimado n. 24, primeiro andar.
Milho e trelo.
Vende-se milho a4|o sacco, e cm cuiaa 240,
fardo a 5$500 o sa"Cco : por baixo do sobrado n.
. 16, com oito para a rua da Florentina.
Vende-se urna carroca e um boi
novo ja feto ao servico desta praca, mui-
to bom e conhecido: na rua da matriz
da Boa Vista n. 13.
Na roa do Oueinado n. oo,
loja esperanca.
vende-se urna flauta de bano,guarnecida de ma-
eUeehnrt.com 10 chaves.systema Bohemio, muito
bem acabada, por 50$, assim como um volSo de
Jacaranda, de chaves, marchelado de madrepe-
Tola, obra prima, por 50$, rosarios de madrepe-
rola proprios para presente no mez prximo inez
de devoco) a 5, 6, 8 c 10$ cada um, e- estao-se
acabando, graxa frauceza para sapatos a 640 rs. o
pote, (especial desta loja), linla azul e prets, in-
gleza, inteiramente liquida, a 500 rs. o pole.pen-
as de ac o melhor possivel, lendoa proprieda-
de de, quanto mais velha cm se escrevendo me-
lhor Pica, e muitos objeclos necessarios.
Acaba de chegar do Rio de Ja
neiro alguns exem piares do
primeiro e segundo volume
da Corogr%phia.
Histrica chonologica, genealgica,
nobiliaria e poltica do imperiodo Bra-
sil, pelo Dr. Mello Moraes: vende-se a
4$ o volume, po.dendo-se vender o se-
GMADE SORTIMENTO
lazendase obras feitas.!
IGes&Bastoj
Na rua do Queimad) n.
46, frente amarella.
Completo e grande sortimento de cal-
cas de casemira de cores e prelas a 8#,
90,109 e 12$, ditos das mesmas cnsemi-
rasa 7$, 8& e9jj, ditos de brim trancado
branco muito fino a 5g, 6g e 7# ditos de
cores a 3jJ, 3g500, 4$ e 5, ditos de me-
rino de cordo para luto a 5g, colletes de
casemiras pretas, ditos de ditas de cores,
ditos de gorguro pretos e de cores a 5$,
6# e 73, ricas casacr.s de pannos muito fi-
nos a 35$ e 403, sobrecasacas dos mesroos
pannos a 28$. 30 e 35$, paletots dos mes-
mos pannos a 22$ e 243, paletots saceos
de casemira modelo inglez 103, ditos de
casemira mesclado muito fino de apurado
goslo 15g e 163, ditosjipbrccaSa das mes-
mas cores a 18$ e 20$, dilos sebre de al-
paca preta fina a 7$ e 83, ditos saceos a
43, ditos de fusto branco e de cores a 43,
43500 c 53, ditos de brim pardo muilo
superior 49500, camisas para menino de
lodos os lmannos a26$000a duzia, meias
de todos os lamanhoa para menino e me-
ninas, palilots de todos os lmannos e
qualidades para os mesraos, colletes de
brim branco a 3$500 e 49. ricos colletes
velludo preto bordado c de cores diver-
sas o por diversos procos, ricos coberto-
res de fusto archoado para cama a 63,
colarinha de linho a peer a 69500 a du-
zia, assim como temos recebido para
dentro desle estabelecimento um comple-
to sortimenlo de hiendas de goslo para
senhoras, vestimentas modernas para me-
nino e meninas de qualro a seis annos e
ludo vendemos por pregos razoaveis. As-
sim como neste eslabalecimento manda-
se apromplar coro presteza todas as qua-
lidades de obrag relativo a offlcina de al-
faiale sendo isto com todo gosto e asseio.
Inflammago dobexiga.
da matriz
Lepra.
Males das pernas.
dos neitos.
de olhos.
Mordeduras de repts.
Picadura de mosquitos.
Pulmes.
Queimadelas.
Sarna
Supuracoes ptridas.
Tinha, em qualquer par-
te que seja.
Tremor de ervos.
Ulceras na bocea.
do ligado.
das articulaces.
Veas torcidas ou noda-
das as pernas.
ungento no estabecimento
geral de Londres n. 224, Strand, e na loja de
todos os boticarios droguistas e outras pessoas
encarregadas de sua venda em toda a America
do snl, Havana e Hespanha.
Venie-se a800 rs., cada bocetinha contm
urna instrueco era prtuguez para o modo de
fazer uso deste ungento.
O deposito geral em casa do Sr. Soum,
pharmaceutico, na rua da Crun. 22, em Per-
nambuco.
Pennas de a Venlem-se na rua da Cadeia do Recife, loja n.
7, deGuedes& Goncalves, as verdaderas pennas
de ago inglezas, mandadas fabricar pelo profes-
SJrdecalygraphia Guilherme Sculy, pelo mdico
preco de 1500 a caixa.
Bezerro francez
grande e grosso:
Na rua Direita n. 45.
Vendem-se 20e3cravos de ambos os sexoo,
com habilidades ou.sem ellas, tanto o prazo cs-
Bio a dinheiro, e por preco commodo : na rne
lireila n. 66.
iudm
oberlos e descobertos, pequeos e grandes, de
ouro patente inglez, para homem 9 senhora,
de um dos melhores fabricantes de Liverpool,
vindospelo ultimo paquete inglez : emeasa de
Southal Mellors & C.
DA
FUNDIDO LOW WOW,
Roa da Scnzala Nova n. 42.
Neste estabelecimento continua a" haver um
comapleto sortimento de moendas e meias moen-
das para euSenho, machinas de vapor e taixas
de ferro batido e coado. de todos os tamanhos
para dto.
importante.
45 Rua Direita 45
Este estabelecimento quer acabar
com alguns pares de borzeguins que llie
restam, dos famosos arranca-tocos, ci-
dadSos etc., e sem o menor defeito, re-
duz'ip.do-os ao preqo de 7#000
SYSTEMA MEDICO DE HOLLOWAY.
PILULAS HOLLWOYA.
Este Inestimavel especifico, composlo Inteira-
mente de hervas medicinaes, nao contm mercu-
rio, era alguma outra substancia delecteria. Be-
nigno mais tenra infancia, e a compleigo mais
delicada igualmente prompto c seguro para
desarreigar o mal na-compleigo mais robusta;
inteiramente innocente em suas operaces e ef-
feitos; pois busca e remove as doenca3 de qual-
quer especie e grao por mais antigs e tenazes
quesejam.
Entre milhares de pessoas curadas corn este
remedio, muitas que j estavam as portas da
morte, preservands^emseu uso: conseguiram
recobrar a saude e torcas, depois de haver tenta-
do intilmente todos os outros remedios.
As mis afflictas nao devem entregar-so a de-
sesperado ; facam um competente ensaio dos
efficazes effeitos desta assombrosa medicina, e
prestes recuperaro o beneficio da saude.
Nao se perca tempo em tomar este remedio
para qnaiquer das seguintes enfermidades :
Saunders Brothers & C. tem para vender em
seu armazem, na praca do Corpo Santo n. 11,
alguns pianos do ultimo gosto, recentimenle
chegados, dos bem conhecidos e acreditados fa-
bricantes J. Broadwood &Sons de Londres, e
muilo proprios para este clima.
XAROPE
DO
Aincla conlinua-se a veneer o verdadeiro, e
verdadeiro, e afiaoco-so ser do proprio autor :
na blica de Jos da Cruz Santos, na rua Nora
numei.'o 53.
Vende-se a taberna da rua de Hortas n. 16,
j anrunciada.e deixou de se vender pof moti-
vos que vista do camprador se dir : a tratar
na mesraa
Milho muito barato,
i>m siccos grandes: vende-se no armazem de
Travasso Jnior & C, na rua do Amorira.
Vende-so urna mulata com urna linda cra
ii com bastante leite, boa cozinheira e engomma-
i'eira, e um bonito prelo muito mogo e robusto,
t mais urna mobilia completa do ultimo gosto :
ta. rus Hora d. 52, primeiro andar.
Accidentes epilpticos.
Alporcas.
Ampolas.
Areias(malde).
Asthma.
Clicas.
Convulses.
Debilidade ou exteaua-
co.
Debilidade ou falta de
forgas para qualquer
cousa.
Dysinteria.
Dor de garganta,
de barriga.
nos rins.
Dureza no ventre.
Enfeimidades no ventre.
Ditas no figado.
Ditas venreas.
Enxaqueca.
Herysipela.
Febre biliosas
Febreto internitente.
Febreto da especie.
GotU.
Hemorrhoidaa.
Hydropesia.
Ictericia.
Indigestes.
Inflammaces.
Ir r eg ularidades
menslruaco.
Lombrigasde toda es-
pecie.
Mal de pedra.
Manchas na cutis.
Obs truc cao de ventre.
Phtysica ou consump-
pulmonar.
Retenco de ourina.
Rheumatismo.
Symptomas secunda-
rios
Tumores.
Tico doloroso.
Ulceras.
Venreo fmal).
Vendem-se estas pilulas no estabelecimento
geral de Londres n. 224, cStrand, e na loja de
todos os boticarios droguistas e outras pessoas
encarregadas de sua venda em toda a America do
Sul, Havana e Hespanha.
Vendem-se asbocetidhas a 800 rs. cada ama
dellas, coittem ama inslrucgao em portuguez pa-
ra explicar o modo de ae asar destas pilulas.
. O doposito geral em casa do Sr. Soum
pharmacentico, na rua da Cruz n. U, em Per-
nambuco.
em grande sortimento para
homens, senhoras e
meninos.
Vendem-se chapos francezes de superior qua-
lidade a 6J500.7 e 8. dilos de velludo, copa al-
ia e baixa a 7g, 9 e IOS, dilos de lontra pretos e
de cores, muito finos a 63 e 7, ditos do chile a
3S500, 5, 6, 8,10 e 12, dilos de feltro em gran-
de sortimento, tanto era cores como era qualida-
des, para homens e meninos, de 2&5O0 a 7JJ, di-
tos de gorguro com aba do couro de lustre, di-
tos de casemira com aba forrada de palha, ou
sem ella a 4$. ditos de palha ingleza, copa alta
e baixa, superiores e muito em conla, bonetes
francezes e da trra, de diversas qualidades, para
meninos, chapeos de muitas qualidades para me-
ninas de escola, chapelinas com veo para senho-
ra, muito em conla" e do melhor gosto possivel,
chapeos de seda, dilos de palha amazonas, enfei-
les para cabera, luvas, chapeos de sol, e outros
muitos objectosque os senhores freguezes, vis-
ta do prego e da qualidade da fazenda, nao dei-
xaro de comprar; na bem conhecida loja de
chapeos da rua Direila n. 61, de B. deB Feii
s-bum-s
Vendem-se fazandas por baralo
prego e algumas por menos de seu
valor para acabar, em peca e a reta-
lho : na ruado Queimado* loja de 4
porlasn. 10.
RELOGIOS.
Vende-se em casa de Saunders Brothers &
C, praga do Corpo Santo, relogios do afama-
do fabricante Roskell, por pfegos commodos,
e tambem trance.llins e cadeias para os mesmos,
de excellente Kosto.
4,000 rs.
por aacca de milho; nos armazens de Tasso
Irmos.
Rua do 0ueimado n. 37.
A 30S cortes de vestidos de seda que eustaram
608; al recortes de vestidos de phautasia que
eustaram 30; a 8$ chapelinhas para enhora :
na rua do Queimado n. 37.
Enfeites de vidrilho e de retroz a 45 cada
um : na rua do Queimado n.37, loja de 4 portas.
Em casa de Rabe Scbmettan &
C, rua da Cadeia n. 37, vendem-se
elegantes pianos do afamado fabrican-
te Traumann de Ha ai burgo.
SABAO
do deposito geral do Rio
com Tasso & Irmos.
de Janeiro: a tratar
Farinlia de mandioca
nos armazens de Tasso & Irmios.
Milho
noa armazens da Taaao i. Irmos.
Tachas para engenho
Fundico de ferro e bronze
DE
Francisco Antonio Correia Cardozo,
tem um grande sortimento de
tachas de ferro fundido, assim
como se faz e concerta-se qual-
quer obra tanto de ferro fun-
dido como batido.
Escadas americanas
As melhores e mais commodkse uteis escadas.
de todos os lmannos: vendfc-se na ruada
Cadeia, loja de ferragens de Vidai & Bastos.
io de algodo.
Fio de algodo tanto para palios como para
rdese outros mistercs : vende-se o mais bara-
VidaT&^BaT ^ ^ Cadea '"^ de ferra8em do
Moinho pararef-
naco.
Chegarem i loja de ferragem do Vidal & Bas-
tos grande porcao de moinhos de todos os tama-
nhos, com rodas e de novo autor, os quaes sao
reco.mmendaves pela sua excellente qualidade o
commodo prego.
Camas de ferro.
Uro completo sortimento de camas de ferro e
com lona de todae as qualidades, as quaes se
vendem por menos do que em outra qualquer
parle : na rua da Cadeia do Becife loja de ferra-
gem de Vidal 4 Bastos.
Bombas de Japy.
Bombas de Japy de todos os tamanhos, cornos
competentes canos de chumbo : vende-se por
commodo do preco na rua da Cadeia toja de fer-
ragem de Vidal & Bastos.
Bataneas decitnaes,
Reslam algumas balancas decimaes, as quaes
se vendem por commodo prego : na rua da Ca-
deia do Recife loja de Vidal & Bastos.
Aviso aos Srs.mar-
cineiros.
Escolenles armaces de serra de todos os ta-
manhos, sipos de dilTerenles qualidades, os quaes
se vendem o mais barato possivel : na loja de
ferragem de Vidal 4 Bastos, na rua da Cadeia do
Recife.
Aos Srs. padeiros e
refinadores.
Sortimentos completos de peneiras tanlo de
amare lato como de metal e de todas as grossu-
ras : vende-se por prego commodo na rua da
Cadeia do Recifo, loja do ferragem de Vidal &
Bastos.
Aos senhores de engenho.
Enxadas americanas, do Poro, inglezas e ame-
ricanas, pequeas, de ago e j com cabos, safras,
tornos, ffllcs, ferro Suecia, ago, arcos de ferro do
todas as larguras, ferro em vergalhao, ferramen-
tas completas para tanoeiros, e muitos outros ar-
ligosda melhor qualidade possivel e prego com-
modo : na rua da Cadeia do Recife, loja de fer-
ragens de Vidal 4 Bastos.
Cocos italianos
de folba de flandres, muito bem acaba-
dos, podendo um durar tanto quanto
duram (uatro dos nossosa 400 rs. um
e 4$ urna duzia : na rua Direita n. 47,
loja de unileiro.
Para a quaresma.
Sedas pretas lavradas. lindos desenhos
covado
Gorguro de seda lavrado, superior em
qualidade, para vestido, covado
Grosdenaple preto, covado
Dit largo e muito superior a 2js e
Sarja preta larga, covado
na rua do Queimado, loja de 4 portas n. 10.
Rua da Senzala Nova n. 42
Vende-se em casa de S. P. Jonhston 4 C. va-
quetas de lustre para carros, sellins e silhoes in-
glezes, candeeiros e castigaes tronzeados, lo-
nas inglezas, fio de vela, chicote para carros, e
montana, arreios para carro de um e dous cval-
os, e relogio d'ouro patente injilezes.
Vende-se
o engenho Premuna sito na freguezia da Esca-
da.no limite do Cabo, arredado um quarto de
legua da estrada de ferro, com bastantes maltas
virgens, edificado de novo e todo demarcado : a
tratar no mesmo engenho com o proprietario.
Vende-se um carro de 4 rodas, bem cons-
truido e forte, com assento para 4 pessoas de
dentro, e um assento para boleeiro e criado fra,
forrado de panno fino, e todo bem arranjado :
para fallar, com o Sr. James Crabtree 4 C. n.
42, rua da Cruz.
Em casa de Southall Mellors 4 C, rua do
Trapiche n. 38, vendem-so os seguintes artigos:
Chumbo de monigio sortldo.
Pregos de todas as cualidades.
Alvaiade.
Vinho de Shery, Porto, Hungarian em barril.
Dito de Uosclle em caixas.
CoguaC em caixas de duzia e harria.
Relogios de ouro e praia, patente e chronomc-
tros, cobertos e descobertos (bem acreditados).
Trancelins de ouro para ok meamos.
Biscolles sortidos em latas pequeas.
1S60O
agooo
1J58O0
2;500
2S00C

i a


mmo pe HttHiMiyco. ^omyrA fepu *iw abbi,. pk tsw.
DE
-largo ita Peulia--
Manteiga perfectamente or a 800 rs. a libra e era barril se far mais algum abatimenlo.
Queijos rnuito novos
a 15700 rs. e em caia se far mais algum abatimeulo nicamente no armazem Progresso.
\meixas francezas
em latas de folha e campoteirasde vidro a 900 rs., e em porco se far algum abatimenlo s no
Progresso.
Cartoes de bolinlios
muito novos proprios para mimos a 500 rs., e em porgosefar algum abatimentos no rrogresso.
Figos de comadre
em caixinhas elegantemente enfeitadase proprias para mimos s no Progresso ecom avista se far
um prego commodo.
Latas de soda
com 2 1|2 libras de differenlcs qualidadesa 1600 rs., nicamente no armazem rrogresso.
Conservas
a 700 rs. o frasco vende-se nicamente no armazem Progresso.
"Ho\ac\\n\\a iiigleza
muito nova a 320 rs. a libra o barrica 4g, unidamente no Progresso.
Potes vdrados
de la 8 libras proprias para raanleiga ou outro qualquer liquido de 400 a 1*200 rs. cada um. se
no Progresso. '
Chocolate francez
a lj a libra, assira como vendem-se os soguintes gneros ludo recenlemente chegado e de superio-
res qualidades .presuntos a 480 rs. a libra, chourica muito nova, marmelada do mais afamado fa-
Dricaute de Lisboa, maga de tomate, pora secca, passs, fructas em calda, amendoas, nozes, frascos
com amenuoascobertas, cfinfeilos. paslilhas de varias qualidades, vinagre branco Bordeaux proprio
para conservas, clianilos dos melhores fabricantes de S. Flix, magas de todas as qualidades, gora-
ma muito Una, ervilhas francezas, champagne das mais acreditadas manas, cenejas de dilas,
spermacele baralo, licores francezes muito finos, marrasquino de zara, azeite doce purificado, azei
lonas mullo novas, banha de porco refinado o outros muito gneros que encontraro ledenle a
molnados, por isso prometem os proprietarios venderem por muito menos Jo que oulro qualquer
promelem mais tambem servirem aquellas pessoas que mandarem poroulras pouco pralicas como
se viessem pessoalraenle ; rogam tambem a lodos os sanhores de engenho e senbores lavradores
queiram mandar suas encommendas no armazem Progresso que se Ihes aflianca a boa qualidade c
o acondicionamenlo. "
Verdadeira goma de malar ana
a 400 rs. a libra, s no Progresso.
Palitos
cilhalos para denles a 200 rs. o maco cim 20 macinhoi. s no Progresso.
Cha nyson, pernla c preto
os melhores que ha no mercado de I56OO a 2J>500 a libra, s no Progresso.
Passas em caixinhas de 8 libras
as mais novas que lera vindo ao nosso mercado pelo diminuto prego de 2g560, s no Progrosso.
Macas em caixinhas de 8 libras
contendo 405 qualidades pevifle, grao de bico, eslrelinha, aletria branca e amarella e paslilhas de
maga, s no Progrosso, e com a visla se far um prego commodo.
Chonrieas e palos
ss mais novas que tem vindo ao mercado.s no Progresso, afiancando-se a'boa qualidade e a vista,
ae laru um oreco commodo.
ARCHIVO UNIVERSAL
REVISTA HEBDOMADARIA
COLLABORADO
pelos sns.
D. Antonio da Costa-A F de Castilho-Antonio Gil-Alexandre Herculano A. G. Ramos- A-
rtonf.arafS7,A gUSD'Lde Lima-AnloniodeOliveira Marreca-Alves Branco-A. P. Lopes de Men-
ri fmTrtm p m f^n" ^rt"o-C"los Jos Caldeira-E. Pinto da Silva e Cunha-F Gomes
de Amorim-F. M.Bordallo-J. A.deFreitas Oliveira-J. A Maia-J.A Maraues-J deAndrarlP
Corvo-J da Costa Cascaes-J. Daniel Collaco-J. E. de Magalhes Counho- G Lobfio Pires ^
r'n^hn W ',araJ- Jm -" (r,8Ca- Juu',or-J- Juo de Oliveira Pinto- Jos Maria Latino
-/ P^iTo dt ftlaM jMesnd5fu!Jni0r_,.U,I2 ^ SdS'lho-,ulio M"imo d Oliveira Pimen.e
1. Pedro de Souza-J S. daSilva FerrazJos de TorresJ. X. S. da MollaLeandro Jos da
SHn7FvPiP.e.-Lei,.e~AL,!,IZ f -a C,unha-L- A- Rebell JaSilva-Paulo MitfosiRicardo
Julio FerrazValentim Jos da Silveira Lopes.
DIRIGIDO
POR
A. P. de CarvallioCarlos Jos Barreiros.I. F. Silveira da Molla
Rodrigo Paganino.
O archivo universal comega com o terceiro volume o segundo anno da sua existencia con-
seguio pois vencer urna da3 maiores difflculdaics com que os jornaes luteranos de Portugal teem
de lueUr, e vencen com honra, salisfazendo cora a maior ponlualidade lodos os compromissos
um periodo extremamente pengoso para as publicaees desla nalureza.
Ineelando o seu segundo aniro. como nao altera o sysleraa seguido al agora, o archivo uni-
versal nao aprsenla programla novo; hoje como no principio appella para o futuro; com a dif-
erenga porm de poder tambera invocar em seu abono o passado, que ja conta ; as sympathias que
tem oblido, os bons escriptos que tem ^presentado, e a regularidade da sua publicaco. Paraos
queconhecem a atlnbulada existencia do jornalismo portuguez, para os que sabem qua'ntas descon-
Cancas e necessano desvanecer, quantas suspeitas affaslar. quantos embaragos romover, para con-
seguir urna vida raais larga; esl tirocinio uraa grande conquista e um oom agouro de prosperi-
Registra-o o archivo mais comoum incentivo, do que como urna gloria, mais como urna rs-
mnro^nH0 7"5 COm 7"a vicloria- S W* recebeu obriga-o a continuar como al hoje,
Z'IStlt\l%[PTas e e^,penh0loda a solicilude e dcsvell pflra SC C0DSe" *a i
l..n2u resumi,r l0.dM as 9en>anas o movimento jornalistico e a offerecer aos leitores, con-
juntamente com a revista do que mais notavel houver occorrido na poltica, na sciencia, na indus-
r- .nasarles-,al|UQS arligos onginaes sobre quaesquer destes assumplos, este peridico publica-
se regularmente todas as tercas feras em folha de 16 paginas em bom papel e lypo. completan-
do lodos os semestres um volume de 420 paginas com ndice c frontespicio compelen les
Assigna-se era Pernambuco, 4 ra Nova n. 8, uuica agencia.
CONSULTORIO
DO
0r# P. A. Lobo Moscos,
BDDDKNIPJMHM, I MPIlMft.
3 RCA D1 GLORIA,CASADO H \l>AO 3
Clnica por ambos os systemas.
rfttS2;'S0 Moscosod onsullas todos os dias pela manha ede tarde depois de 4 horas
SSprifi!!SC" CUrar annualm^te nao s para a cidade como para os engenhos ou SS.
Os chamados 'devem ser dirigidos sua casa at as 10 horas da manha e em caso de ur-
Nogueira de Souza na ra do Crespo ao p da ponte velha.
mentohnmaJjav "" "f d ann?.ciante achar-se-ha onstantement e os melhores medica-
mentosomeopathicos ja bem conhecidos e pelos precos seguintes:
Botica de 12 tubos grandes, ..."....... 10SOO0
Ditos de 24 ditos............ 15ff000
Ditos de 36 ditos.........". 0090
1 Dito de 48 ditos....... 25fl000
Ditos de 60 ditos. _....... oSoOO
Tubos avulsos cada um......... 1 OOO
Frascos d linduras............*.' 200O
Manoal de medicina homeopathica pelo Dr. Jahr traduzido
em portuguez com o diccionario dos termos de medi-
M0H^a,'S,rnrgia elc" etc- '.......W00
BflnLr,ra;Ten lca.d0 Df- Hering, com diccionario. lOfOOO
Repertono do Dr. Mello Moraes......... 6^)00
FUNOIQAO D'AURORA.
Seus proprietarios offerecem a seus numerosos freguezes e ao nublico nm iml toda p
qualquer obra manufacturada em seu reconhecido ^UbBlltimZ^S^d^SnStl
todos ostamanhos rodas d'aguapara engenhos todas de ^nm^^^Sr^S^^SZS
d^.eiDhaSKmoendas' lacha9 de ^erro batid0 fundido de todo oS UiSahoa uSMlS 1-
i.Ii^.! I L- ? T0J" l0,lao. prencRS para mandioca e oleo de ricini oortoeseradaria co-
lumnas emoinhos do vento, arados, cultivaJoies, p'ontes, taldeiraa e t,naU hoU,8 ilvJ3?na^T
S21h '8 Mb'M de ** ExecuU-se qualquer obra seja S sua ti e oflos
desenhos ou moldo au pan tal flm fore m aprese ota dos. Recebem-se eacommaSda? nMtaSiu
beloeaMolo na ra do Brum n. 28 A e na ra do Collegio hoja do Imperada^iu moVi. L *"
A 8,000 ra
Ferros e:onomicos americano para engommar
cora tole*' e descanso :- vendtr-io estes oicel-
lenlw tartos na loja de ferragens Basto, ru. da C-ideia.
Em casa de Basto & Lemos
ma do Trapiche n. 17, ven-
c.e-se:
Chu tiboetn len^ol.
Canuosde dito.
Cabos de linho inglez.
Selin$ patente inglez com todos os per-
te tices ..
Papelde imprimir.
Panillas de ferro.
Baldes dezinco.
Livros em branco inglez.
Cadtiras genovezas.-
Licores finos em garrafas de crystal.
Enxofre em caixas de 3 arrobas.
Alvaiade de Veneza.
Cordoallia para apparelbos de navios.
Chapeos de palha de Italia singelos.
Vassouras genovezas.
Drogas diversas.
Banheiros de marmore.
Talhiis de barro vidrado.
Engenho.
Verde-so o engenho S. Jos de Bom Jar'iro,
Ireguezia de N. S. da Luz, com bons terrenos,
moen:e e correnle e com boas obras, quasi prom-
pto para se moer com agoa, faz-se lodo e qual-
quer negocio, dando visla qualquer quantia ;
os pn tendenles dirijam-se ao mesmo engenho,
ou ao engenho Tenedo de baixo, na freguezia de
S. Loirenco da Malta.
Escra\os a venda.
Verdera-se, trocam-se c compram-se escra-
vos do toda idado, e do ambos os sexos ; na ra
do Imperador n 21, primeiro andar.
Vendem-se saceos com 30 cuias de feijao
mulatinho muito novo, a 16$ o sacco : na qiina
da ra de llorlas n. 2, taberna.
A 3#000.
Cadas cem aletria : no armazem do Sr. Anes
dejrorile da porta da alfandega.
Arados americanos e machinas
para lavarroupa: em casa de S. P. Jo-
hnston liiilio de Bordeaux.
Era casa le Kalkmann Irmos&C, ra da
Cruz n. 10. encontra-se o deposito das bera co-
nheculas marcas dos Srs. Brandenbura Frres
e dos Srs. Oldekop Mareilhac & C, em Bor-
deaux. Tem as seguintes qualidades :
De Brandeaburg frres.
SI. Eslph.
St. Julien.
Margaux.
La roso.
ChAtoau Loville.
Chtenu Margaux.
De Oldekop & Mareilhac.
St. Ju ien.
St. Julien Mdoc.
Chateau Loville.
Na mesma casa ha para
vender:
Sherry em barris.
Madoi.-a em barris.
Cognac em barris. qualidade Una.
Cognac em caixas qualidade inferior.
Cerveja branca.
Tachas e moendas
Braga Silva &C, tem sempre no seu deposito
da ra da Moeda n. 3 A, um grande sortimento
../'I a(1 m?ecdas Para engenho, do multo
acreditado fabricante Edwin Maw : a tratar no
mesmo deposito ou narua do Trapicho n 44.
Pechincha.
Com pequeo toque de avaria.
Na ra do Queimado n. 2, loja do Preguica,
vendem-se peijas de algodo encorpado, laro
com pequeo loque de avaria a2$500 cada urna!
Aos amantes da economa
vJl1;!!8 d ?-?ei"5,d0 n- 2- l0a d0 Preguiga,
vendem-se chitas de cores flxas bstanle escu-
ras, pelo baratissimo prego de 6* a peca, e 160
rs. o ;ovado.
Carne de vacca salgada, em barris de 200
libras : em casa de Tasso Irmos.
mmA siiltji. .
Vende-se cebla sola por baratissimo preco-
no armazem da ra do Amorim n. 46.
Co&morma.
Por ausentar-se seu dono para a Europa, vende
pea nielada do seu.valor um magoifico cosmo-
raraa, contendo 18 vidros e porco 'de vistas da
gnP3 A America: para lralar' 'na ruad0 Ca"-
ESCRAVOS VENDA,
vendem-se 12 cscravos. na ra do Imperador
n. 21, terceiro andar, sendo 3 negras engomraa-
naraa?;lmulala o^oita. 46negros mocos
para lado servio. 1 moleaue de 13 annos, 1 mu-
latinhjdelOannos, 1 mulalinha de 12 annos
e 1 n>;grinha de 14 annos vendem-se baratos
para icaba*.
Loja do Ramalho.
Ra Direita n. 83.
Agilhas francezas curtas e compridas a 200 rs
a caixa, grampas a 40 rs. o maco, clcheles em
cariao a MI rs., grampas era caixnha a 80 rs
retroz preto e azul ferrete a 100 rs. a oitav'
penteipara atar cabello a 120 rs., pentes de ba-
lea para alisar a 240, ricos penles de massa vi-
rados para atar cabello a 1500, ditos com o la-
vrado dourado a 2S5O0, galo de linho proprio
para un'JZT de linh0 >rapcas e do cores a 120,
160 e 200 rs. a vara, boioes para punho a 240 rs
o par ricas gollinhas de cuntas prelase decores*
relias de contas, a 1500 e 2, sintures de bor-
a^ ^if'Qn i"^ PretUS d6 '?d0 mU0 HOS
a 160 240, 320 e 500 rs. a vara, ricos enfeites de
vidrilho pretose de cores a 2500, 3 e 4, oecas
prela com clcheles propria para vestidos s 400
rs. a vara, meias prclas para senhora a 240 o
par, cartas francezas a 240 o barelho, luvas de
retroi com palmas de vidrilho a 1#600, tranca de
linho cora caracol a 240 a peca, enfladores b'ran-
cos para esparlilho a 100 rs., ditospretos de seda
a 100 rs., botos muito finos para calca a 240 a
groza, calgadeiras de bfalo a 640, penles de
alisar com espelho e oscova a 500 rs., superiores
bicos e rend.js da Iiha, de 1 dedo al 1 palmo, a
zuu n. at 600 rs. a varo, pentes de iravessa pa-
ra memnon a 800 rs colheres de metal do prin-
cipe para tirar assucar a 400 rs., oculos de balea
muilc flnoj a 1#, tesouras muito fioas com o aro
envermsado a 500 rs., ditas grandes proprias pa-
ra cortar vestidos a 1#, obreias proprias para as
namoradas a 200 rs. a caixa; alem destes obiec-
tos, encontrar o publico um completo sortimen-
lo de ludo quanle ha do melhor no mercado, ten-
dente a raiiidozas, e por monos do, que em ou-
tra qi alquer parle; do-se amostras do ludo, e
lambi'm so manda levar os obiectos em casa de
tamil: a para assenhoras escolberem.
Gado gordo.
Voiidem-sevilellas, garrotas, vaccas, e 1 boi
peaoi^o para carregarcom cangalha, para o que
oi aa aneado : naPasaagem de Oliuda, sitio de
JosJiaquLoa de Carvalho Siijueira.
Ct)
DE
mmmmw i mmm m unu.
Sita na ra Imperial n. 118 e i 20 junto a fabrica de sabe
DE
Sebastio J. da Silva dirigida por Francisco Belmiro da Costa
fdf %0^V!nitefSe,K'e?pre PromP!?,s ambiques de cobre de d.fTerentes'dimencoes
(de dt)V9 a d.OOOft) simples e dobrados. para destilar agurdenle, aparelhos dilatorios conlno
Chores svsfeSh^8^"103 T ^l^0, at 4 groS 'Pela radua?a0 Sel o" Carer do.
Z td3\?l-emashjeapprovadoseconhecidosnesta e outras provincias do impario, bombas
S?.% lSncoes'J.,spera,nle" e.d-e rePuch0 lant0 de cobre como de bronze e ferro, torneiras
farrn^r^ .sa8dime.n!0e8e/ei,l0.lpara a.lan>MI. tanques etc.. parafusos de bronze e
as dimencoesnnra "Sr f. ParaforDalhaa ecnvos de .fro, tubos de cobre e chumbo de todas
as aimepcoes para encmenlos, camas de ferro com armacao e sem ella fugos de ferro octavis e
oare^ennolot VeCRUnde C\C' 'l**03 d,e ***"*?>. ^tofZw5ST!
para engenho, folha de Flandres, chumbo em lencole barra, zinco era lencol e barra lsnoes e
^fdl s parlCfoSiVn?SS ^ ferr,3 lata0'frr0 TCia inglez de lodas M divine.. .afr. Cornos
SI dSaJmn.nknHe.tC': a oulros1muitost'gos por menos preco do que em outra qualquer
i 25d? fl0da e 1ual rTna ruaTovalnadV^regaU^eS que Se di8naie>n. honrarem-nos com a%ua **&,, l?b
rao na ra Nova n. 37 loja de ferragens pessoa habilitada para tomar nota das encomiendas
Relogios de ouro e prata..
Em casa deHenry Gibson, ruada Cadeia do
Recite n. 62, ha para vender um completo sorti-
mento de relogios de ouro e prata, chronorae-
iros, muios i-h roo metros o de peiente, os me-
lhores que vem a este mercado, e a precos ra-
zoaveis.
37 Ruado Queimado37
Loja de 4 portas.
Chegou a este estabelecimento um completo
sortimento de obras feitas, como sejam : pale-
lots de panno fino de 16$ at 28J, sobrecasacos
de panno fino preto e de cores muito superiores
a 35#, um completo sortimento de paletots de
riscadinho de brim pardo e brancos, de braman-
te, que se vendem por preco cpmmodo, cerou-
las de linho de diversos tamanhos, camisas
francezas de liuho e de panninho de 2$ at 5$
cada urna, chapeos francezes para homem a 8$,
ditos muito superiores a 10, ditos avelludados,
copa alta a 13, ditos copa baixa a 10$, cha-
peos de fellro para homem de 4, 5 e at 7#
cada um, ditos de seda e de palha eufeiudos pa-
ra meninas a 10, ditos de palha para senhora a
12J, chapelinhas de velludo ricamente enfeita-
dasa 25$, ditas de palha de Italia muito finas a
25$, corles de vestido de seda em carlao de 40$
at 150$, ditos de phantasia de 16 at 35$000,
gollinhas de cambraia de 1 at 5, manguitos
de 1$500 at 5, organdys escuras e claras a
800 rs. a vara, cassas francezas muito superiores
e padroes novos a 720 a vara, casemiras de cor-
les para colletes, paletots e caifas de 3#500 al
4$ o covado, panno fino preto e de cores de 2500
al 10$ o covado, corles de collcte de vellu do
muito superiores a 9 e 12$, ditos de gorgurao
e de fusto brancos de cores, tudo por preco
barato, atoalhado de algodo a 1280 a vara,
cortes de casemiras de cores de 5 at 9, grosde-
naples de cores e pretos de 1600 at 3*200 o
covado, esparlilhos para senhora a 6$, coeiros
de casemira ricamente bordados a 12 cada um,
lengos de cambraia de linho bordados para se-
nhora a 9 e 12 cada um, ditos lisos para ho-
mem, fazenda muito superior, de 12 at 20 a
duzia,casemiras decores para coeiro, covado a
2$400, baregede seda para vestidos, covado a
1400, um completo sortimento de colletes de
gorgurao, casemira prela lisa e bordada, e de
msiau decores, os quaes se vendem por barato
prego velludo de cores a 7 o covado, pannos
para cija de mesa a 10 cada um, merino al-
cochoa* proprio para paletots e colletes a 2800
ocvaW. bandos para armacao de cabello a
1500, saceos de tapete e de marroquim para via-
gem, eum grande sortimento de macas e malas
de pregara, que tudo se vende a vonlade dos
freguezes, e outras muitas fazendas que nao
possivel aqu mencionar, porm com a vista dos
compradores se mostraro
H,77endi!m"8eJps de Ia"ngeiras de umbigo e
da China, ditos de sapoli, de fructa-pSo, de li-
mao para cercas, de caf e de outras muilas qua-
lotdC8arronilP",e ^ Ch6a' S da *" de
Vende-se um preto moco, com idade de 20
annos, pouco mais ou menos", bonita figura, sera I
vicios era achaques : a fallar na ra do Quei-I
mado, loja n. 63.
Camisas ioglezas.
Pregas largas.
Goes ( Bastos.
ftaa do Queimado n. 46, frente da loja
amarella.
Acaba de chegar na bem conhecida loja de
Goes & Bastos, um grande sortimento das muito
deseadas e verdadeiras camisas inglezas, com
peno de linho e pregas largas, j bem conheci-
das pelos freguezes deste eslabelecimento, as
quaes camisas ha muito se eslava esperando, e
por ter grande porco, lemos deliberado, para
melhor agradarmos os freguezes, vende-las pelo
diminuto preco de 36$ por duzia.
[Fazendas por baixos precos
Ra do Queimado, loja
de 4 portas n. 10.
Ainda restam algumas fazendas para concluir
a liquidacao da firma de Leitei Correia, as quaes
se vendem por diminuto preco, sendo entre ou-
tras as seguintes:
Chitas de cores escuras o claras, o covado
a 160 rs.
Ditas largas, francezas, finas, a 240 e 260.
Biscados francezes de cores flxas a 200 rs.
Cassas de cores, bons padroes, a 240.
Brim de linho de quadros, covado, a 160 rs.
Brim trancado branco de linho muito tom. va-
ra, a 1000.
Corles de caiga de meia casemira a 2$.
Ditos de dita de casemira de cores a 5.
Panno preto fino a 3 e 4.
Meias do cores, finas, para homem, duzia a
1800.
Gravatasde seda de cores oprelas a 1.
Meias brancas fioas para senhora o 3$.
Dilas dilas muilo finas a 4$.
Dilas cruas finas para homem a 4$.
Cortes de colletes de gorgurao do seda a 2.
Cambraia lisa fina transparente, peca, a 4.
Chales de 15a e seda, grandes, um 2.
Grosdenople preto de 1$600 a 2.
Seda preta larrada para vestido a 1600 e 2$
Cortes de vestido de seda preta lavrada a 16
Lencos de chita a 100 rs.
La de quadros para vestido, covado. a 560.
Peitos para camisa, um, 320.
Cha fjaoceza moderna, Ungindo seda, covado
a 400 rs. #
ntremelos bordados a 200 rs.
Camisetas para senhora a 640 rs.
Ditas bordadas finas a 28500.
Toalhas de linho para mesa a 2 e 4.
Camisas de meia, urna 640 rs.
Lencos de seda para pescoco de senhora'a
560 rs.
Vestidos brancos bordados para baplisar crian-
Corles de caiga do casemira preta a 6.
Chales de merino com franja de seda a 5.
Cortes de caiga de riscado de quadros a 800 rs
Merino yerde para vestido do montaa, cova-
Lengos brancos de cambraia, dua, a 2.
Vende-se urna negrinha de 15 a 16 annos,
sobendo coser, cozinhar e engommar : no Man-
guiahoi em frente do sitio do Sr. Accioly.
Relogios.
Vende-se em casa de Johnston Palor 4 C, ra
ao \igano n. 3, um bello sortimento de relogios
de ouro, patente inglez, de um dos mais afa-
mados fabricantes de Liverpool; tambem urna
vanedade de bonitos trancelins para os mesmos.
Em casa de Borott & C, ra
da Cruz do Recife n.5, ven-
de-se :
Carros de 4 rodas de um modello inleiramente
novo.
Cabriolis muito lindos.
Charutos de Ilavana verdadeiros.
Algodo americano Irangado.
Presuntos para fiambre.
Cha preto de superior qualidade.
Fumo americano de superior qualidade.
Ghampanha de primeira qualidade.
Carne de vacca em barris dt superior quali-
dade.
Oleados americanos proprios para cobrir carros
Carne de porco em barris muilo bem acondi-
cionada.
Licores de diversas qualidades, como sejam :
o muito afamado licor intitulado Morring Cali,
Sherry Cordial, Ment Julop, Bitters, Whiskey &
C, tudo despachado ha poucos dias.
Carneiros gordos.
No engenho Forno da Cal vendem-se carneiros
gordos por preco commodo.
Espirito de vinlio com 44
graos.
Vonde-se espirito de vinho verdadeirocom 44
graos, chegado da Europa, as garrafas ou as ca-
andas: na ra larga do Rosario n. 36.
Liquidaco para
acabar.
Na ra Direita n. 13, loia de miudeaas um
grande sortimento do raiudezas, enfeites para
vestidos de senhora, fitas de si-da e de velludo,
pontea de massa, pulceiras do velludo, franjas
brancas para casaveques, luvas de seda, meias
para meninas e meninos, bolees de selim para
casacas, espiritos finos de diversas qualidades, ba-
nhas faancezas, sabonetes, pomadas francezas e
oulros muilos objectos que se vendem por menos
de seu valor noreslar em l'nuida o.
NOVO DEPOSITO
DE
Ra da Imperatriz n. 7o
Nesle eslabelecimento recebeu-se ltimamen-
te, em direilura da Europa, um grande sorti-
mento do camas de ferro fundid e batido, e de
todas as qualidades, e dos raois lindos modelos,
tanto de urna como duas pessoas, com armages
o sem ellas, ditas para meninos com varandas e
sem ellas, e bergo de ferro, que tudo se vender
por prego commodo, tanlo a retalho como em
porciio.
Vende-se por 1:200 20 milheiros de obra
sondo 10 milheiros de tulla e 10 dilos de alvcna-
ria batida, sendo que todo este material de bar-
ro de agua doce, e nao de agua salgada : na ola-
ria do becco das Barreira3 n. 8, de Antonio Mar-
tins Saldanha.
Albardas inglezas.
Anda ha para vender algumas albardas ingle-
zas, encllenles por sua duragao, levesa e com-
modidade para os animaes : em casa do Henry
Gibson, ra da Cadeia do Rccifc n. 62.
Superiorea chapeos de manilha.
Estesexcellenles chapeos que por sua qualida-
de e eterna duragao, sao preferiris aos do Chi-
le ; rxistem venda nicamente em casa de
Henry Cibeoo, ra da Cadeia do Reciten. 62, por
prego commodo.
Vendem-se todos os accessorios para esta-
belecer-se urna grande padaria, sendo cylindro,
machina de trabalbar com canillo, masseira, tcn-
dedeira, taboas, ps, bilhas, loalhas, ele, ludo
novo; vende-se a prazo : a tratar no largo do
Herco n. 32, sobrado.
Vende-se
linha de novello de todos os sortmentos, meias
de seda inglezas de peso e mais inferiores bran-
cas e prctas, por pregos commodos : em casa de
Henry Gibson, ra da Cadeia do Recife n. 62.
AS MELHORES MAHINAS DE COSER
DOS
Mais afamados autores de New York
I. M. SINCER & G.
E
WHEELBR & WILSON.
No novo eslabelecimento vendem-se as machi-
nas destes dous autores mostram-se a qual-
quer hora do da ou da noile e responsabilisamo-
nos por sua boa qualidade e segqranga :no arma-
zem de fazendas de .Raymundo Carlos Leite &
lrmao, ra da Imperatriz n. 10, antizamente
aterro da Boa-Vista.
= Vende-se espirito de vinho a 2)240 a cana-
da, manteiga ingleza a 800 rs., dita franceza a
640, gomma de ararula a 140, cerveja a 500 rs. a
;arrafa, charutos suspiros a 29500 meia caia,
anceiros a 3J500 a caixa, aprasiveis a 3$ : na
taberna da Iravessa do pateo do Paraizo n. 18,
parede-roeia da fabrica de chapeos.
Vende-se continuadamente farinha de man-
dioca, milho e fardo de Lisboa, em saceos gran-
des, e muilo superior qualidade : na ra do Ran-
gel n. 62.
. Na cocheira do largo do Paraizo n. 26, ha
um cabnolet de duas rodas, de balaustra, gosto
moderno, para se vender: quera o pretender,
pode dirigir-sea mesma cocheira para o ver e
se dir com quem se deve entender. '
Nova moda.
Chegou loja do Ramalho na ra Direita n.,
w, um rico sortimento de turbantes pretos e de]
cores, proprios para cabega de senhora. pelo di-
SS pres e 5*; a e1^'anlcs que "
Saceos m millro finito
bom a 41,
lendo cada sacco 24 cuias, a retalho a 210 rs
240 cada meia garrafa : na taberna da estrella
do largo do Paraizo n. 14.
Vende-se farinha de milbo era
barricas muito nova por ter desembar-
cado do ultimo navio chegado dos Es-
tados-Unidos: na ra da Senzala Vtllia
n. 106, armazem de Matheus Austin &
Companbia.
Uvas
muilo^oces e grandes a 1 a libra : no deposito
aa ra estrena do Rosario n. 11* ao p do Lccco.
Marmelada.
Na ra Direita n. 6, ha maimelada superior a
640 a libra. r
Breu era barris.
Vende Manoel Fernandes da Costa 4 C. no
seu deposito de sabSo na iravessa da SenzaUo,
Velha n. 136.
Vende-se por preco commodo um cabrio-
le! de duas rodas com coberta, arreios e em bom
estado : na ruada Imperatriz, sobrado n. 17.
Vende-se um terreno cora 200 palmos de
frente e 150 de fundo, no lugar do Campo Verde
o qual tem duas frentes por Ocar em quina, a
frenla Cica para a ra da Traigao, e o lado do nor-
te para a ra do Desengao ; nos fundos ja so
acna metade murado, tem 4 quartos c plaa de
capim que rende por mez35S: quem o preten-
der, dinja-se a ra do Sebo n. 8, que achata
com quem tratar.
Na ra Nova n. 35, vende-se farinha do
p^egoTeWo r & ^ ^ baralUs"
Vende-se
Relogios patentes.
Estopas.
Lonas.
Camisas inglezas.
Peitos para camisas.
Biscoutos.
Em casa de Arkwight & C ra da
Cruz n. 61.
MUHHMBI
Aos senbores logistas de miuutzas.
Bicos pretos de seda,
Ditos brancos e pretos de algodo
Luvas pretas de lorgal.
Cintos elsticos.
Linhas de algodo em novellos : vendnr,- por pregos commodos, em casa de Soulhall Mel-
lors & C, ra do Trapiche n. 38.
I Engenho. |
Vende-se o engenho Santa Luzia, silo na %
@ freguezia de S. Lourengo da Malta, enlre I
os engenhos Penedo do Baixo e Penedo de
Cima : trata-se no mesmo engenho ou no <
engenho Mussambique com Felisbioo de ^
Carvalho apozo. X
Cera de carnauba, sebo refinado e fio
de algodo.
Contina a vender-se no largo da Assembla
armazem n. 9.
-vende-se superior linha de algodo, bran-
cese do cores, em novello, para costura- em
casa de Seuthall Mellor 4 C. ra d T.rr
D Q.
EscravoTfugidos.
lugio do engenho Pogo, da ireguezia da
Luz. em principio de marco deste anno, o rreio
Ignacio, cujos signaes sao os seguintes : idade
d annos. pouco mais ou menos, allura regular
denles da frenle, 6 barbado, olhos pequeos
quando falla balbuci por tal modo que J ce
gago : n uma das maos falla-lhe um pedico do
frnPn,fnUlIar-|EnS,enero fo comprado ai Sr!
enenle-coronel Dimas, irmao do Sr conego Pin-
to de Lampos : pede-so a capiura do referido
negro, e a entrega delle a st senhor n enge-
nho. supra, ou ao Sr Manoel Antonio Goncahej,
n ,n"lfe,,fUa d0 Cabu<5a D- 3- de 1"cm recbela
o aposentante uma gralificago generosa
Acha-se fgido o escravo pardo, de nomo
Roque alto bastante c corpulento, olios vernT
Inos, tem pouca barba, e lera lambem falla do
denles, tem uma falla muilo mansa e um pouco
descantada, representa ter 40 annos do idade
HvnS?.,? U 'nen0S : roga-so a 1ue,n dell
tiver noticia, ou opossa apprehender, leva-lo a
fnnif,?, nrlerr? dos Arogados, o major An-
pensad. Sma' qU Snr bc,u recora-
Atten^ao.
Fugju dfrua Direila n. 6 uro cabra de nomo
e consa'aC.'hfr ff" da -Cdado de G"!
fnmn?. i J" ,f?'Vlsl- e na se sabe se dal,
lomou oulro destino, um pouco alto e reforca-
t'm l"lle i"? de dade 60 e 1"'W nos, faSa
!u?m nru16 eSpe5'0' e Uro Puco Pulido-
quera o prtder e o levar a casa de seu se-
pezas rCC gratificaao de5* mn de des-
rffi~"rflBrwfaC0* pre,0,crioul'20 anns le ida-
de. cara fe a, com muilas marcas de bexigas
quando falla nao encara para as pessoas sefeo'
estatura regular, com fallas de denles na fronte'
corai uma costura nos peitos. 6 canoeiro e ijo:
leiro, foi escravo do engenho d'Agua de Ima-
rassu. que foi do finado Henrique Popoe Gu,,
4-os urnaintitular-sede forro eq andPcPalcad
vestido de paletot de fazenda ou de panno nrct
usado, protesto proceder contra queiio 5?crPy-
lado: quem o pegar leve-o alrainha olaria na ra
do Mondego da freguezia da Roa-Vista ou ao v cu
lnretsepSerzadad0A^raLa,' que &
Marcelino Jos Lopes.
No dia 6 docorrente fugiram do engenho
Lcnoa o escravo Filippe, cabra, estatura "regu-
lar, pouca barba, cora signaes do bexiga no ros-
cnoeSenla i" 32 8nu0s d8 idade- dlla >em ;
c no da 8 o escravo Marcoiino, denarao An-
gola, cor fula, alio e seo.co, sem barba, tem nos
bragos sanaos de vaccina, na tesla uma cicatriz
era forma do meia la, eem cima de um dos pr's
draa sicalriz que repuchou alguma cousa a pellej
'era a falla descansada, bem feijode-roslo ere-
presenta ter 28 annos de idade ; ambos esles es
cravos levaram caiga de algodo azul irangado e
C3misa de algodo de listra, alem de mais "roupa
que possuiam, e soppe-seque reuniram-se pa-
ra seguirem viagem para o serlo do Sobral de
onde o primeiro natural: a quem os ipprelien-
der juntos, ou a cada um de per si.ou dellesder
noticia, ser bem recompensado pelos seus do-
nos, no referido engenqo Ucha.
Escrava fgida.
Fugio da casa do abaixo assignado, no dia 18
do correte, uma sua escrava da Costa de nome
Maria, que representa ter de idade 45 annos, al-
tura e corpo regulares, edr nao muito pieta, tem
bastantes cabellos brancos, costuras trazer um
panno atado roda da cabega, lendo por signal
mais saliente as maos foveiras, proveniente de
calor de ligado. Esta escrava tendo sabido como
de costume, com venda de arroz, nao voltou
mais : roga-se, portento, s autoridades poli-
ciaes, capites de campo e mais pessoas do povo,
a apprebnso de dita esclava, e leva-la loja
do Preguica, na ra do Queimado n. 2, ou i casal
de sua residencia na rna da Florentina defronte
da cocheira do lllm. Sr. teen te coronel Sebas-
tio, o,ne sero generosamente recompensados.


_a
Litteratura.

O engeitatlo.
III
'CUS POICOS DE ASK0S.
..... dcixando a vida.....
Telo mundo ero. pedacos rcparlida.
Cainoes.
Ficava-llie s a nalureza, que as duas esta-
cec< do sol, c a amiga dos pobres ; entrcgou-sc
a 'n, resollido a viver indepcndente.
Edifieou, o mcihor que soube, com podras e
Ierra, c cobrio com juncos c ramas una clioja,
'ngenhou urna cama do fono e musgos, e ertni-
to sem penitencia ero poetados, comocou all
un viver, que se podesse durar, leria si jo bem-
avenlursnca.
De despenseiro Hic servia o lago, j com os
peines, j com as aves e ovos. N'uma panella de
barro, que Ihe defin de esmola, cosinhara al-
gumas ervas que apanhava pelo monle ; arta-
va-se do agua fresca ; ao cerrar da noile, ador-
meca como un principe : no alvorecer, acorda-
vam-no tfs passaros, seos visinhos do andar de
cima, e elle l se ia, ora scismar de oiteiro em
oileiro, ora cantar aos chos ;'urnas vezes, escre-
ver pela rea das margeos, oulras, procurarplan-
las floridas para as vir dispor em jaidinsinho di-
an-lc da sua porta.
Entretanto o invern chegou ; a fosla c ban-
quete da natureza doram fim : as chuvas, o fri,
o ouira vez a tome o afugentavam do seu ninh
inhabilavcl. A cidade, era horrenda sua ima-
gina, o ; mas que remedio seno vollar para a
cidade I
Apoz osla pagina de poesa, urna bem prosai-
ca o esperara. Se eu romanceasse em vez de
historiar, nao a baa de por aqui. Paciencia I
.Tornos o nosso gentil solitariosinho das Sele ci-
dades transformado, para poder subsistir .. em
moco de jumentos.
Couscnii-me, que s de relance vo-lo mostr
nesta mais quo mesquinha phaso da sua vida
era que todava se Ihe alongaram annes, e ve
roiucr a adolescencia, a edade dos brios e do
a l o.
IV
ACHAIUA ? ? I...
O* minha me I onde estis ?
Minha me ; onde me vou ?
Minha me, no me buscaes ?
>s bem sei que siispiraia.
Porque os suspiros que eu dou
Sao os mesmos que vos dais.
[Gil Vicente.)
"Nao ha estado lo abjecto que o nao atraves-
so, _a descuido, algum raio luminoso; todo o
espinheiro, tem a sua flor, s o remorso nao.
Julio nao liaba romorsos. De que oshavia de
le ? Se era infeliz, era-o por culpa alheia ; esta
considerarlo o conforlava algumas vezes, ainda
que oulras o desatinasse anda ruis. Quando a
pe, queimado do sol, Iressusndo e sem poder
respirar, segua pelas margens escabrosas dos
caminhos, os animaes seus companheiros que le-
vavam para as festas os ranchos ataviados, per-
gniilavom a si mesmo por quo razo era aquella
io extrema dffercnca de destinos ? por que
razo nao lnha elle com quem fallar a nao ser
rom um irracional, em quanto todos aquelles
entes com quem se pareca na figura, desfrula-
varo, rindo, as delicias da sociabilidade ? por
que razio, das donzollas urnas coravara quando
os mancebos que galopavam a seu lado Ihes d-
rigiam algumas palavras em voz baixa, oulras
Ihes correspondiam comsignaes de intelligencia,
e para elle, ou s volviam osolhoscomo pata a
silva fugitiva do cmoro, ou o encaravam em
face sem o mini.no signal de lurbaro ? por
que razo todo o passarinho do ar, todo o ver-
me da trra tinha a sua companha excepto el-
* 1 e por que razao elle que a nao podia ter,
lar-
le?
a cubir.ava com urna sorte "de impeto' prophe-
tico ? I... v v
As mulheres. como as flores e as fragancias,
sao urnas revclacoes do bello ideal ; a rnocidad^
couira ; mutuamente se aspiran)
Vendse no espelho das aguas, lnha Iralado
de decorar bem a physionomia, afim de algum
da, por urna semelhanca qualquer, poder ade-
vinhar, entro os homens, ura, ou urna entre as
mulheres, a quera podesse, ao menos em segro-
do, saudar por seu pao e sua me, beijar-lhes a
ino em sonho e abraca los em espirito. Isto o
levava a una grande mas vaga benevolencia,
mas ao mesmo lempo Ihe originava para oulros
amores que l dentro Ihe queriam forzosamente
rcbenlar um receio que Ih'os tDlhia. Qualquer
donzella para quem o desejo Ihe fugisse, nao
podera ser sua irmaa ?... O que elle julgasse
amor, nao seria por ventura a voz do sanguc ?
Sua irmaa Oh I se elle desencantase una a
quem cliamasso sua irma, com que ufana, com
que alvororo Ihe nao poria aos ps todas as suas
oulras cu luyas I. .
Constante e pertinaz as suas chimeneas in-
vestigacoes, apurava quanlo engenho Deus Ihe
dera em Ihes sondar o espirito a todas com quem
o acaso fazia viajar ; em Ihes estudar o gosto ;
as fazer discorrer, ou s fallar, afim de ir depois
mentalmente confrontando as ideas, as iuclina-
ces, a voz do cada urna, com a sua raes-
ma voz, com as suas inclinagoes, com as suas
Meas.
Era urna lula perpetua do sim o do nao, como
a do aojo bom com o anjo mo. Era para o es-
pirito um crepsculo continuo, que ora dava
musirs de annuDciar dia, ora so ia estriando e
descahindo em maior escuridao. Aflnal, aquello
mster que lo a roiudo o punha em to perigoso
o lo intil contado com um sexo era que elle
1inha lano, e de que lo pouco podia esperar,
aquello officio, quo aos seus proprips olhos
aviltava, pos o aviltava aos deltas, cancou-
rOLHCTIM
HISTORIA DE IIMA COtllNA.
POR
Ihe de todo a paciencia Repentinamente o
|0g.
Para que t para cahir n'ouiro anda mais ab-
jecto, mas que por isso mesmo se Ihe flgurou
prefcrivel, pois levanlava ainda mais barreiras
entre elle, e o sexo dos seus souhos. Fez se...
mendigo.
J que a sociedade humana me repelle, pensou
elle em si, j que me esbulhcu de toda a minha
heranca. quero gelar no rosto a vergonha.abafar
no pello a oonsclcncia, tornar-me ura peso, um
incommodo, urna repreheusao continua para este
mundo ceg, surdo c egosta I Com meu prrgao
de esmola, quero agourar as feslas tfos ricos ;
com os meus remetidos as galas dos noivados ;
com o meu semblante plido as risadas dos ban-
quetes I
F. Julio, o potico hcrmiiozinho das Sele-
cidades estendeu a mo, e levuntou o brado a
pedir esmola pelas fbas mais largas, pelas pra-
gas mais populosas.
Depois de desprezar os homens, s Ihe faltava
renegar de Deus, ou esquccc-lo, e quebrado esse
derradero vinculo, abysmor-se nos crimes. Essa
ultima calamidade, nao permiltlo a Providen-
cia que fosse sobrecarregar a pagina j tre-
menda da desnaturada mo para o dia da
conta.
N'uma sexta-tetra de quaresma quo entrou no
templo para depor na pisciDa da penitencia as
amarguras o odios do seu corarlo, notou no meio
dos fiis ajoelhados, por entro* o manso ciciarda
oraco, urna mulher cnvolla em manto prclo,
que nao lirava delle os olhos. Terminado o Di-
vino Officio, e escoada a egreja, ergueu-se, e
com passo tardo o duvidoso camtnhou para
elle :
Como se chama ?
Julio, senhora.
De quem filho ?
Prouvera a Deus que cu'o soubera I
Pois?...
E' verdade, sou engeitado !
Pobre mogo I Peco-lhe que lorne amanha
aqui roissa das almas.
Escusado dizer que era toda essa noito se
nao pregaram os olhos do Julio. Os gestos, a
falla, o coraco que elle entrevira naquela dama,
ludo o lnha n'uma deliciosa confuso.
Antes que se abrisse a porla da egreja ao poo,
c o oriente ao primeiro alvor do dia, j elle era
no adro, em joelhos e de mos postas para as es-
trellas, com o ouvido para todos os lados, es-
cuta d'umas passadas que elle de longo devla
conhecer ; e cooheceu-as. Csminhou afilada-
mente para o primeiro vulto que sentio avisi-
nharse... Era ella" ainda de preto, ainda s co-
mo na vespera.
Eis-me aqui, senhora.
Agradecida, agradecida.
Nao dorm, espera desta hora (
Ainda bem, nem eu. Julio, qual a saa oc*
cupaco ?
"Ncnhuma, senhora, sou mendigo.
Mendigo ?..
Que remedio I Quem nao tem nada neste
inundo, nem me...
A sua idade ?
Vinte annos. Ninguem o adevinharia, nao
verdade? E' porque cada um dos meus anuos traz
um sceulo de amarguras: sao apenas as que me
leem envelhccido. Ha s vinle annos que me bap-
lisaram : aqui est este papel que o declara.
A dama lomou-lh'o com mo trmula, leu-o
tres vezes, reparando tongamente na data do
baplismo, e com mo ainda mais trmula lh'o
reslituio.
Tinha-se aborto a egreja, conflu* povo, en-
Iraram.
Se fosse minha me !.. Dzia o pobre en-
tre si.
Aquellas feicoes, o tom da voz, a estatura, a
edade, o proprio dia... exclamava l dentro deli-
rando o coraco'da senhora.
A' sahida lornaram-se a reunir junto pia de
agua lienta.
PefMoi-me, senhora, dosejiva perguular-
vos...
Amanha, amanha I Tomai e3la bolsa ;
esperai-me pela tarde no Alto da Mi de Deus i
porta da capella ; lalvez que bem longos infor-
tunios ldem Qm. Ide d3posto para me contar-
des a vossa vida, bontem nos confessamos ambos
a Deus, amanha. Esperai-me porta da ca-
pella s a mortc poderia impedir-me o ir ler
com vosco.
Julio parlio logo d'alli para o sitio aprazado,
onde passou lodo o dia, loda a noite, e lodo o
dia e noile scguinle sem quj ninguem apparc-
cesse.
Teimou anda algumas semanas, lornou cem
vezes egreja do fatal encontr, correu acidado
de ra em ra como louco, baleu a todas as por-
tas pedindo esmola a ver se o acaso lito
fazia encontrar o nico rosto, que jamis
Ihe mostrara copipaixo, como a ello que-
na.
Seria a sepultura quem Ihe encobrio para sem-
pre o seu segredo do seu berro?..
L. F. Leite.
[Archivo Universal.)
IHia familia Saxonia no secuto X.
Na edade media era raro ver o hornera o mais
poderoso, ou o mais rico, sbitamente reduzido
condiro d'ura exilado, d'um mendigo, ou d'um
escravo. Quando a forra a lei, necessario
allendcr s mus lerriveis calastrophes. Alm
disto, o mesrrio estado de cousas, quo derruba
em um s dia urna grande fortuna, pncale
egualmente recupera-la algumas vezes era una
s hura. .
No reinado d'Alhelslane, filho de Eduardo o
anligo, c neto de Alfredo o grande, que havia
reunido a um s dominio qunsi loda a Bretanha,
deixando um imperio mais extenso e mais forte
que no lempo do seus predecessores, rebentu
urna revolla em Wessex.
Ahi, os nobres, recusaran] logo reconhecer por
chefe a Alhelstanc, proclamado rei pelos habi-
tantes da Mercia.
HABI DK PEKWAMBBCd. QUflffA FfillU tfl ttl ABRIL ^J80.
'
Este principe era olhado por Aiu-cdo cuino
esperanca fu ura da Bretanha. Muito joven, re-
ceben delle ts insignias do com mando ; o vestido
de purpura, o talim ornado de podras preciosas e
a bainh.i d'otro. Alto, bem feilo, de boa prosen-
ca, dizeni nao ere menos corajoso que bello, ena
edade de trinta annos, cm que subi ao throno,
tinha j explorado aspraias do mar Bltico, ins-
Iruindo-se nos costumes dos habitantes do norte,
e partil lando seus perigos todos os das sobre as
ondas, que podan) despedazar aeus bureos, e
submerii-los com seus temerarios projoctos
Era r o anuo de 925. O chefe da sediro, cha-
mado Vlfrcdo, pertencia familia real; c' pre-
tenda ipoderar-se de Alhelslane, c arrancar-lhe
os olhoi.
Trceiro erdelro d'AtheUiane. sustentar *>nif* I Arabo, 0
os Bretes, o aHlO: de Edwin o Edwlge occoph.' I *> todos, qoasi 'os coS2J?
X^iSi^ffrST1 que cofrefl'
Talvez, mais larde, quando no reinado de
ouro tem adopta-
Ethelrcd o indolente, segundo filho de Edgard,
os Dinaraarquezes accomraetterem de novo a tr-
ra anglo-saxoQia, Edward combaterS ao lado do
intrpido Bnlhnolh, no paz d'Eslanglia, onde
erao corrido em frente dos chefes inimigos, Jus-
lin e Gurthannnd.
Ninguem saber quem 6 este guerreiro sem
avoongos. O intrpido Edward, resolvido a ludo
dever a si s. nao doscobrir descender da fami-
lia real, senao por a excellencia de sua valenta
O suas altas qualidades no conselho.
nte por ventura de viver onde viveu seu
Talvez as cualidades que so nolavam no joven
monarcha fo;isem stifTicieiites para exolirar nnoiu I nai e rt rtoro,,.!^."."-------i,'
de Alfredo e de seus complicePS; po^ue q^o j S 'p^aSAK^ dtUr
umjrande hornera se propoe a obrar no nteres- homens da costa
se do povo, ha sempre descontenles e conspira-
dores, e sao ordinariamente os homens das vio-
lencias a da velhacada.que lemeni a justica como
nimiga lerrivel.
Qualquer/pie fosse o motivo, a conspiracao re-
bentu, c a mo de Deus ferio quera a havia or-
ganizado e escapado vinganca d'Alhelslane por
uro falso juramento. A falalidade envolveu no
caslello destinado aos adversarios do rei, um ho-
mem qi o nao tinha participado da couspiraco
d'AIfrcdo, Edwin, irmode Alhelslane.
Accu'ado em 933 do ter conspirado com os no-
bres sai onios de Wessex, foi arremegado, com
seu esc ideiri), em um batel esburacado e com-
pletamente desarmado. Lomo, velas, remos, lu-
do foi lirado por ordera d'Alhelslane. que neste
dia se esqueceu de perdoar, nao se lembrando
que era rei. Sete annos mais lardo veio no co-
nhecimento da verdade, mas j nao era tempo de
reparar o mal, commeltido por um erro cruel.
O escudeiro d'Edwin, lendo escapado ao nau-
fragio, que o ameacou.conlava, com effeito, que
o desgranado principe, em seu desespero, se li-
nha precipilho ao mar, o havia desapparecido
por entre as vagas marulhosas, preferindo urna
mortc certa o prompta s alrozes torturas da fu-
me e da sede.
Mas dwin morreu, como julgava sou escudei-
ro?... Nao sabemos. Como lutar contra o furor
das ondis, quando a costa est longe? Pode dar-
se, porm, um milagro, porquo a vonlade de Deus
poderosa.
Sigamos, se queris, o leilodeste pequeo cur-
so d'agua, que corre tranquillamcnte em urna
bahia alfastada. A' esquerda, entre as folhas
dasarvores, que anpuneiam a entrada d'um bos-
que, nao vedes urna cabana?... Entremos, e,in-
visiveis, consideremos attenlaraentc o interior
desla casa saxonia. Um tecto de prandm desli-
gadas, suspenso por solidos barrotes, mas rsti-
camente talludos ; urna vasta chamin, cujo-pan-
no avam;a como um segundo lelo sobre o foo.
era que se preparam sobre urna pedra os pires-,
que a fiha di casa acaba de amossar, occupod'
a um canto a preparar massa pera oulros ; um
mesa cera pratos grosseiros ; debaixo della, po-
tes, vasos, do toda a torma, um gordo o robusto
cao a duvorar um quarlo de veado, que de certo
ganhou acompanhando seu amo cara, assenla-
do agor no escabello de honra; una criada, que
retira do lume, queimando-sc, os pes-quasi re-
ducidos a cinza pela negligencia d'i>ma das pes-
soas presentes, a julga-lo pela colera d'uma ve-
Iha mu iier, que eslonde o dedo ndex pata o lar:
emfim, atraz da mulher, um hornera trazendo
cabera um feixe de lenha, e junto porta, con-
versando cora a filha da casa, um manceiio com
traje de caca ; eis o quadro que nos fere a vista.
' este um curioso interior domestico. Urna
busina i um arco jazeni em Ierra; oulras armas
se dissimulam na sombra, pelas paredes do caba-
na ; ao lado se encontra urna harpa, cujas cord'as
vibrara, era dias de festa, sob as mos do bardo
inspirado.
Ojovjn cacador parece fallar d'amor; a vr~
gem o escuta, 8baixando a cabega, e noouvindo
as quoivas de sua me, que a reprehende por ha-
ver deixado queimar o pao. O pai do joven ca-
rador, todo empregado em reparar com culello o
arco estragado, intercede a favor d'Edilh. E' um
hornera ainda no vigor da edade, cujo semblante
altivo, ainda que benigno, respira felicidade...
Quem nos impede do Ihe chamar Edwin, e de
vos dizer quo foi arrebatado das vagas furiosas
por um horaem do paiz, que se lanrou a nado,
vendo-c a al;juma distancia, trazendoA) sem sen-
tido al prii? E' Edwin, o-irmo de Alhels-
lane, o proscripto, o condemnado morte. Ha
trinta ounos q,,e ello v"i*e simplesmente na ca-
bana do hornera que o salvou. Vae caca c prov
de caga a farailia de seu hospedeiro. Toca arpa
de noito, quando a ceia frugal termina fcora a
supplica coslumada ; e sente-se mais- fe'z mil
vezes, nesla huraildo condiQo, em que ni, im-
peran) ambiges, hivejas, era orgulhos, que
quando se sentaba junio a Alhelslane, entro os
mais nobres guerreiros do Wessex
Um dia, pirata* normando desembnrcaram
nao longo d'.ihi, com a i-iitenro de saquear a
cabana habitada por Edwin. Ajudado poralguns
homens do paiz, armados d'arcos o ctelos, ma-
tou o chefe, o fez reembarcar esta pequea cora-
panhia. Betore tambera, como despojo-, urna ra-
pariga scandinava de olhos azues, cabellos Ion-
ros, coiacao de lea, quo acompanhava seus ir-
mos en suas correras, preferindo o tumulto do
combate, o os perigos do mar aos pacficos mis-
leres domsticos de mulher no interior da casa
de seu pai e esposo.
Edwige tromeu do raiva com a idea de pertcn-
cer a ura saxonio, ao vencedor de seus compa-
triotas. Depois a coragem de Edwin a reduzio,
fascinou, prendeu e lornou.-se a sua compa-
nheira.
Hoje, Edvfgo, j nao existe. Edwart faz lem-
bra-la por seus olhos azuos, e por seus louros
cabellos. Prometi reanir a firmeza d'Edwin, eo
ardor maternal com urna impetuosidade invenci
vcl. Ama Edilh, esposa-la-ha : o filho de Edwin
pode elevar a si a mulher, que eseolheu
Talvoz, ni guerra, que Edgard,. o sobrinho, e
ser um dos
, meio marinheiros, e meio ca-
raaores, que aprendem um pouco de lodos os
d.fT.ce.s mistures de campanha, em urna das po-
cas as mais rudos, e confusas da edade meda: O
250,n,0orier?0' ? mi|chado. e a espada de combate
soo-lhe todas familiares. Sua mo de ferro, e
seu coracao vale sua coragem ni peleja.
Aistm nos apparece era sua miseria o em sua
grandeza, atravez dos vagos bosquejos de scenas
muito remotas.quej nos temos esforcado por vos
descrever um instante, o sec.lo dcimo, socolo
de oppressao. de conquista, de barbaria, mas de
o intrepidez, que doria seguir o seculo cnlliu
f
siastada primeira crusada.
E. I'lUNK.
IB ras Tisana.)
. no ix.
L sumniamenle terno oseguirite bosquejo his-
:o que adiamos no mnelo com o titulo O
MERY.
apa o INapoleao,quo so publicou ltimamente.
I ma peiloilamente o bondoso carcter do Pi
Hoje Papa, diz o indicado folhelo, um va-
rao santo, cujo nonio nao podo pronunciar-se
sem amor.
Quando joven, dirigi um hospicio, cnsinando
com terna solicitude os meninos oaerrindo deea-
nnhoso enfermuiro aos doenlcs.
Depois atravessou os mares tormentosos pora
levar aos idolatras selvagcns essa religiat) sanU,
que Ihosdcvia revelara soa dgnidade de ho-
mens, a sua qualidadede filhos de Deus.
Bispo do Iroola, nada tinha de seu, pois tudo
era dos pobres.
I'undou um eollegio para educar os meninos
pobres, outro para asylar as meninas orphaas e
outro para rccolhor as mulheres perdidas.
Foi humem a quom se pode applicar aqnetW
palavras do Evangelrrp:
Passou fazendo bem.
O arcobispo de Cambray, venVo quando j-
era Papa, com palavras dignas de Fenelon, d
conta da entrevista do srguinte modw;
Vimos o muito amado Pi IX : Pi IX o
grande, o superior a lodo o elogio, o mais gene-
roso de todo os principes, o mais piedoso dos
Pontfices; entre todos os monumentos-de Roma
o mais digno de contemplar-sel___Vmho-IoI
Como exprimir-vos as emocoes daqelta pri-
meira audiencia, cm quo, Irsmulos de receio e
do ternura, nos acharaos em prcsonQa da canda-
do e da docura &o proprio Salvador I
Em seus olhos*que exprcsso do bondade-I que
suavidade em suas- palavras 1 q,ue serena raagos-
lade em sua pliysonomia I
Iinoginai urna d^essas figuras anglicas deDru-
no e do Hernn, em que o pincel mais doliaado
se comprazcu a derramar as-gratas d'uma viru-
de celeste 1
Ah I se o visseis como nos o vimos!
Aquella placidez de seu rosto, apezar acostar
rodeado de tantas amarguras ; a conlanra de
seu olhar quando o fixa sobre a imagem do Divi-
no Crurifix que tem serapre dianledo si aquel-
la bengnidado. aquella- mansdo C3palhada em
sua physionomia :nao, nao ha espirito to re-
belde que nao confessasse a f ; joelho que se
nao dobrasse ; bocea que nao exclamaste-: San-
io Padre I sois verdadeiramento o vigario do Fi-
lho do Deus !
Um dia sahio Po IX a passeto, e approximan-
do-se delle um menino pobro, disse-llle:
Tus o Papa?
Sim, meu amigo, eusou o Papa.
O menino replicou :
E porque eu sou pobre e nao lenbo'pae 1
O Papa respondeu:
Eu serei leu pac, meu filho.
E d'alli em diante foi seu pae-
Durantc a terrivel inv.-vsodo cholera em Rb-
ia, i'in IX, esquecdo de quo ora- rei, esta va
conlinuamonte, como o mais humilde dos sacer-
dotes, cabeceira do leito dos pobres. Consol-
va-os c pola sua propria mo Ihes adminislrava
os- Sacramentos.
Pi IX, desdo que subi no throno pontificio,
senlio que era urna necessidade do seu coraco
dar urna amplissima amnyatia. Muilos- dos per-
doados.-ao vtvllarera patria, proslraram-se a
seus- ps, dizendo :
Juro pela miuh'a cabera o a cabeci do meus
filhos que serei ti el a Pi IX. at morte !.
Nem lodos, porm, cumpriram os seus jura-
mentos.
Olhou Pi IX. em lomo desi e, inspirando-lhe
o seu coraco quo vencera.ainda os mais ingra-
tos com a generosidado o amor, leve corago de
mo para o sou povo. Foi ello que dbse oslas
bellas palavras:
Quero approximaro meu povo de mim, para
conhecer por mim mesmo as suas necessidades
para as sotisfa/.er-
[Gommercio do Porto.)
- conhecido o diclado :
E na, barbas qu^est o poder.
Dahl pfOCMe ananetra.-ifor que oMhnm<.f.nn
trata as mulheres, quo epuldJiStS!
za inferior, e nicamente destinada satisfarn
dos seus gozos e reproduejo da sua raca
A barba, eslo Indicio da virllidadc, goza por
diaplicado titulo do respeilo e veneraco dos
Mahometanos, cj 10 por elja se disling.iem do
meio da sua socieo'ade c rebaixam as mulheres
criando esses entes como sem sexo.
Os Mussulmanos esto lo acoslumados a
confundir no seu espirito o hornera e a barba,
que quasi que nao admitlem di$tincc,3o entre
os dous objeclos.
Se um Mussulmano prvido de urna b-'lla
barba coinmelte alguma acro despresivel Que
desgrara I dizem elles, quaiito para lamentar
semelhanle barba I
Os mendigos para atlrahr a caridade dos vi-
andantes dizem : Deus conserve as v*o9as bar-
bas Deus queira abencoar a vossa barbu I
Reinando Luiz 14, ura cnsul de Franja no
oriente fazia a um pacha a ennuraeraroo das
altas qualidades do rei de Franja ; o pacha mo
tcstemunhou menos admiraco que respeilo
pelo principe do occidente, e pcrgnntou com
minia senedadoqual era o comprimento da bar-
ba de soberano to poderoso. O cnsul respon-
deu, um pouco vexado, que Luiz !4, apenas ti-
nha ura ligeiro bgode : Ah 1 que pena.excli-
mou o pacha, que lo grande o glorioso monar-
cha nao lenha urna barb.i rc3peilavcl
A barba entra em muito dos aphorismos ori-
entaos. Os rabes repetom frequenles vezes :
vale mais que a barba Para tal barba, laes
tesouras
Dumanl refere alguns proverbios, que alica-
tara una egual preocupado entre os Tunesirros.
Uinsapalo remendado, diz um proverbio,rale
mais que urna barba seiu vergonha. O quo sig-
nifica que urna mulher de mereciraento supe-
rior a um horaem do mos costuraos, verdade
incontestavel entre nos, mas da qual so duvida
anda no oriente.
Quem nao pode pagar ao sou barberro nao
procura tcslcraunhas para casamento Este
adagio applicado ao ho-mem perdido, qwo pre-
tende ainda impor de rico.
Aquello tiren da sua barba para o por crm'sua
sala proverbio para os qac sacrificam a'sua
honra ao luxo.
Os Egypcios, diz M. Rcgnault, na sua rftt'-
gemao Oriente raspam orduaria-inente os cabel-
los, que esto prximos dos labios-, c bem assim
os da garganta, deixando croscero resto, seguir."
do nisso- o costume geral, c o pTcceilo do pro-
phrta.
Os Persas deixam crescer o cabello da sua
barba desmedidamente ; porque ra homem
sen.barba um cnle ignebi!.
Na Turqua asitica, .- mulheres- maronitas
coro a m a cabera cora urna cornucopia feita do
cebre, e da posta desee um ligeiro vo-suc Ihes
guarnece o rosto.
As mulheres- drussas eseondetn a ra com
um veo tapado, sempre qe l -m de appare-
cer diantc do estranhos; urna mulher quetves-
se a imprudencia do levantar o veo dlanle de
qualquer hornera, encorria n'ura vilenlo casligo
de seu marido. O uso do veo, imposto pelo
crime do homem, hoje bem como uma creneja
para as- mulheres do- levante. O excmplo da
Musulmana, que. sendo sorprendida as suas
ablucos, cobrio logo a cabeca, deixando ora-
lo do corpo descoberto, -iira prora de to ri-
goroso costume.
Os Beduinos nunca fazem a barba ; o pouco
cortara 6 cabello, quo flucta abundante pelas
costas ; elles cobrem a cabera cora-urna espe-
cie de lenco, que atara para traz, deixando as
ponas pendentes, afim de preservar os cabel-
los da puoira do deserto.
As mulheres- rabes; scmelhantes- segando
os poetas orientaes, ao junco flexivel e As luugas
bastes do Yemen, tem. os olhos alternativa-
mente \ivos.e lnguidos-como os da gazella,
sobr'olhos bem arqueados; cabellos anneliades-e
pretos e o lindo e branco pescoco como o do
Mahari.
N'algumas reglos d'Araba p viajante, que
nao quer ser o alvo da execrado publiea, deve
subraetter-se certas leis, que regem a barba,
davendo ao mesmo tempo supprirair .cbigodc.
Em Sana, um hornera, que usa de barba cresei-
da c bgode, um makrouh, ou ura infame,
mas oque deixa crescer o bigodo e faz a barba,
urna crealura abominavcl, por quo faz pre-
cisamente o inverso do que exige a moda, a a
Iradlro.
Variedades.
O CABELLO E A BAJtlU ENTRE OS MOUROS.
Tanto no oeste do Asa, como no norte d'Asia
o islamismo, propaga, com as mesmas- crencas,
os mesmos. costuraos, e os mesmos. usos t o
III
( Conlinuaco.)
Seis velas ardiam sobre um altar indigente ;
alguns farrapos de forro carmesim pendiam das*j
plantas do sanctuario ; uma iraagora velha de
Christo, largamente ferido no coraco por Longl-
no e Henrique VIII, estava envollo na sombra.
Um padre de cabellos brancos, como o Marcelli-
no da primeira persoguiro, subi os degrosdo
altar e comejou o Introito. Ouva-se, atravez
dos vid ros quebrados o som lento e lgubre do
sino de S. Paulo que pedia perdo a Deus para os
homens.
O joven Irlandez nao deilou ura s olhar em
torno de si. Seguio as oraces da missa, verscu-
lo por versculo, como se na egreja s houvesse
o padre celebrando e elle fosse o acolylo. No
Itc, m\3sa est, julgou puvir como que uma voz
interior que Ihe dzia : O leu sacrificio su-
blime, e Deus allendcr a elle ura dia.
Dita a missa, o mancebo levanlou-se e deitoy
um rpido olhsr pela egreja ; eslava quasi de-
scra ; e por isso, do primeiro olhar. vio a seis
passos a bella desconhecida que orava. Seu tra-
jo era do uma simplicdado que podia passar por
negligencia ; tinha oceultado a riqueza dos ca-
bellos sob uma touca de fil, sem grara e sem
llores; tinha ura vestido de panno grosseiro e
luvas de retroz prclo. Lively nao a leria conhe-
cido, se a amasse menos : feliz por Ihe ter dado
nm s olhar, sahio da egreja e esperou-a na
ra. O bairro estava deserto.
Nao esporou muito. Lively vio-a levantar-se
como a estrella do mar; mas conhoceu que cam-
baloava, quando a formosa conhecida olhou-o fi-
jamente com ligeiro sorriso. O Irlandez per-
turbou-se ; seu rosto conlrahio-se com o riso e
molhou-se de lagrimas ; depois. cedendo a uma
inspiraro que nao tinha lempo de pesar, diri-
gi -se para a moja do sitio, e meio por panto-
mimo, meio por palavras descosidas, offereceu-
Ihe o braco.
Vi-o orar na egreja e acceilo, disse a mo-
ca. DS-rae o braco al Vost-Oflice.
At o fim do mundo, disse Lively em voz
baixa.
O senhor tem a felicidade de ser catholico ?
Sim, minha senhora.
Irlandez, nao assim ?
Sim, minha senhora.
NSs sei se me engao, mas me parece que
j o vi em alguma parte.
A U .....ni r..;nK. .
Nao cstou cm Londres ordinariamente.
Tem bellas obrejas em Dublin ?
Temos, minha senhora.
Aqui, a nossa est em um estado deplora-
vel. Se cu tivesse quatro mil libras, da-las-hia
para torna-la digna do culto.
Mas, minha senhora, quatro mil libras.......
em Londres, nao cousa difticil de encontrar.
Sim, na mo dos nao conformistas, dos di-
sidentes ; mas na mo dos catholicos impos-
sivel.
Oh por que impossivel
= Sim, se eu tivesse un milho, faria militas
larguezas desse genero. Por exemplo, mandara
reedificar Nossa Senhora das Selle Dores sobre a
collina de Burks.
Ah I a riqueza uma bella cousa, quando
delta nos servimos para ganharmos o co.
Ah Sim 1 a riqueza uma bella cousa I
Eu quizera ter lodo o dinheiro que dormo all,
no Roy al Echangee, para pft-lo aos ps de al-
guma divindado terrestre, que se oncarregasse
da minha salvaQo.
Senhor, agradeco muito a sua complacen-
cia ; eis Post-Office, eslou ora casa.
Lively corapriraenlou-a, balbuckw algumas pa-
lavras, e muito delicado para espiar uma mulher
que guarda alguma reserva com um desconheci-
do, vollou-so bruscamente para S. Paulp. -
Quanto me rcsla na minha carteira.... disse
elle. Cincoenta guineos l Com isto devo ganhar
quatro mil libras esterlinas 1 E' difficil, mas
Deus grande 1
IV
E' possivel, minha senhora.
Nunca o vi na missa, aos domingos, na nos
sa egreja. ^___________
i') Yde o Diar.j a, 96,
John Lively estava sentado mes-i na salla de
jantar Wite lorse. Comia por habito o nao por
necessidade. A seu lado folgavam alguns desses
alegres convivas, que bebem e comem hora
fixa, e cujaepiderme est i provada tristeza, co-
mo a couraca prova do chumbo.
A salla echoava com essas palavras nausea-
bundas a que chamara o encanto da conversaeo
Cada qual quera usar do seu domingo, da de
abstinencia para o trabalho e do inlcmperanca
para a palavra. Os dous visinhos de Lively prin-
cipalmente, faziam grande consumo de phrases
nessa orgia de palavras; lodavia parecan) j'i ter
passado a edade das loucaras; antes do jantar
seriara mesmo lomados por dous homens sisu-
dos. Lively tinha vonlade de nao esentar o que
Ihes eslavam dizendo ao ouvido ; parecia-lhc que
commeltia uma indiscric,o; ia escotando pois
como comia, sem saber.
Sim, meu charo, dzia um ; elle seguio o
meu conselho e fez bem
Oh I do certo, fez rnuito bem, dizia o ou-
tro ; encontrei-o uma noite deslas, no salo de
Drury-Lsne, com as suas quatro amantes, como
um gro-Ture; quatro mulheres da minha al-
tura, com vestidos do cachemira, e ps como a
minha mo.
Meu Deus I elle pen3acom juizo. E' moco
e rico, faz cama de bank-notcs; bebe clrele co-
mo nos bebemos agua ; janta tres vezes na se-
mana em Slor and Casler em Richmono, com as
suas quatro amantes, onde gasta vinte libras co-
mo dos gastamos aqui tres icbellinjs,
E' um verdadero Mahomct, um Byro. em
miniaUra. E o que mais, o seu circulo Hy-
hate; ve-lo-heraos nos communs as prximas
elcicocs. Comprou um lado de uma ra em
Highale ; voc sabe, desde o Chib-Room. al a
ponle pe passa sobro a estrada do Bedford. O
tratante de Mawbricck no> d agora a fortuna
por duzenlcs mil guineos; tem uma accaV) na fa-
brica ile cerveja Barclay que Ihe rend" duas mil
libras.
O Marabri.ck. tambero lera uma rjualidade, o
recouliecirnento. Lembra-se- quo rao deve a sua
fortuna, e eis um faci que o honra ; no mez
passaco vl-nie um pouco voxado nos pagamen-
tos, fallavam-me dez mil libras esterlinas; ee-
crevi-lhc um bilhete-, e elle mandou-nas polo
seu lacaio.
Ah I isto bonito nao sabia dessa accao.
Pique i to reeonhecido que quiz annuncia-
la nos. papis pblicos ; mas elle oppoz-se dizen-
do :Isso talvez Ihe prejudique ; e eu ce.
Muito bem.
Tarntem vosse adiantou o peque-o Shaf>
Gcld.
Come 1 Saiba que fallam nelle para subs-li-
tnir lord William Benlincks na India>
Ser possivel?
O lord chancollor protege o o elle bae ser
nomeado. Shaffield comprou outro dia a dinhei-
ro sessentn columnas do Quadrani e a melado do
Regenl's Cireus. O anuo passado nao tinha um
schilling nem umpenny.
Acredito I O magano tinha comido todo o
patrimonio coma famosa Bolty de Lt>ng-acre, mu-
hersinha queja devorou tres filhos de lord.
Shaffield lomou-rao emprestadas tiinta li-
bras para comprar uma accao sobre um Fly que
ia de Humgerford-Market" Torre. No lim da
ra Inslalcrra tem augmentado consideravelmen-
i !e!i?l!,Ui2?nSac,,Ja',0 851 forara
importados 3* Ott gtM jem 1854. SW.477 ;
em 886*493,514; em 1857-638,837, e no ultimo
anno a quantidade do vinho de Cabo conumido
no Reino-Unido importou om 7W.092 gallos. O
valor deale artigo cresccu, durante o periodo
mencionado, de 49,357 dollars, a 178.559 dollara.
Depois da taa i o genero de exporlaro mais Im-
portante da colonia do Cabo.
MEIO D ENVELHECEU O VINHO.
?' c"l Alia!, presidente da sociedade grt-
r m "erau,t affirma que os vinhos sao mais
ropidamonte clarificados, apurados evelhos, se
sao-ueixados om vasio. isto so sao guardados
encrie?"61*' Cando uma1!"r,a P"le delle Por
vi,fh.we.1^ d'.' e.'^' para "itara-OTidiflcsco dos
l\?ttraTm ,ri,tad0i- necessario trafega-los,
fermentaba;03 a'8Uraa CM"' desde ** a
Para acabar de envelhecer o vinho, depois do
trsfogo de fevereiro deve elle ser guardado ea
barns ele 50 atOD litros, lendo o cuidad de con-
servar a madeira sempre molhada pela pavfe ex-
terna, afim do que pela humdade se evit a \J
Iroducro dv ar.
ARCHEOLOGIA.
Um proprietarki de Dotain, querendo arrar.raP
diversos massisseos de pedra, que tinha n'un
campo, os quaos impedam o trabalho da chir-
rua, mclteu maos a otra, e logo- primeira ex-
cavarlo encontrou as reinas de uma anliga hab
taeo, que conlinha diversos objectos ja quebra-
dos o totalmonte destruidos, e entre elles urnas
moedas, quatro das quaes estavam be*m conser-
vadas.
As duasprlmeiras sao de br&nz, e'fenr de utn
lado a efB/.te de Adriano : a terceira de prata
com a cabeca da Antonno Pi; a quarla final-
mente do oirro ligada do cobre, e-represeM de
um lado Ezordio o moco, e da ostra a' jwstiea.
lendo na mo dfreita a batanea e na esquerda ma'
cornucopia.
Tudo isto indica uma habitaco romana jjwal
a muilas outras que j- se tem descoberto no fer-
rtoriode Dolain, e epi e mostrara que ahi t*>-
bero habitaram os airt igos senhores do mundo.
O editor do Times receben a caria segetnte :
Seivhor. As numerosas perdas de homens e de
navios-, ocasionadas pelas rajadas de vento- du-
rante o-ultimo outono, de vera excitar o genie in-
ventor rto poca a procurar meios efficazes para
corara antear cora as pessoas que csto sobre a
costa opposta ao vento ; cqun esta ra ni as cir-
cumstanci89-,e at teriam desojos a prestar quacv
quer soccorros.
Neste sentido, seja-me perrailtido offerecer al-
gumas palanas aos raaritirros, que tentar pos-
sam ver um mero seguro e pnrtieavel de fazer che-
$ar uma mensngcm a qualquer fonto da costa
prximo da qual navegara, quando acossados por
u.n grande perigo.
Todo navio dove ser prvido do um apparcllio,
que contenha 1,000 ps cbicos-de gaz bydroge-
neocoraprmido a'um reservalorio metlico, cu-
jo yolume nao devc'oxcodor o de uma pera do
arlilharia, e um par de baldes cem a-capacidade
do 500 ps cbicos.
O blo deve necessariamenteseguir a impul-
sao do vento, e um navio, que se aproximar da
costa, oo que der costa por urna rajada de ven-
to, estar sempre na srtuaco do communicaro
com a ierra por eslo artificio.
Estando o goz conlide n'ura reservalorio, po-
de-se com elie ench'er obalocom loda a faeili-
dade, e lineado pelo vento para Ierra; pode por
meio de u-ma linha que Ihe deve estar suspen-
sa levar a particpalo eo pedido qneascircums-
tancias exigircm.
No caso de incendio co de immersao do bala o
poderia fazer conhecer o oestino do navio e ses-
tenlar cima da superficie das aguas- os papis
encerrados n'm sacco impermeiavel^at que de
'.erra ou de qualquer outro-navio, quemavegam
no mesmo rumo, podem chegar o auvilio neces-
sario.
Ehchendo-se o balo a^-dous terqos da> 3Hia
frjpacidade, ficaria ainda espado sufieienle para
expanso do gaz, e o mer.sageiro aeno, poderia
suatentar-se no ar por muite lempo.
Os balos por ora nao ten> servido seno-de di-
vettiment publico ; mas parece que podem ter
ao menos a utilidade- indicada, ainda que nem
serapro se obteaha o resultado que se desoja.
INDUSTRIA 1>A SEDA.
A->sociedade imperial de aliaientaQs-acaba de
aclimalaro acaba de receber uoticias iuieressan-
los d Mrs. CasteUani e Frcsahi. encarnegados- pe-
lo archiduque Frederico Maximiliano d'Austria-do
una niisso Chtea, para alii obter, com o auxi-
lio d governo de Inglaterra c Franc,a,|a emente
O New-York Herald publica a lisia d09cen- do bicho de seda das especies-que iu- tem sido
tonnrios fallecidos nos Estados-Unidos em 1859 : tocadas do mal que alacou aaespeciea-aolnnata-
Filnpe Jos, da. Virginia, morreu com lttt an- das na Europa,
as ; Cesar, negro da Luisiana, com 138; Aunt O* coramissarios- larga rano de Trieste,. ha jus-
Landar. do Nova Jersey, comlOt ; Zelphy Sch- lamente ura anno, devendo om dirgir-se In-
anck, da mesir.a cidade, 119 ; Rancy, escravo de da, eeulro aChirae ao Japao, divdindo asim
Albaina, 100; Sarah Mallory, negra, de Virginia, o trabalho, afim de poder cam. mais- fac-ilidade
120; llanah Phijips,-de Nova-Jersey, 118; Thomaz I enviar Franca e i-llalia a nova soraeote para o
Sweeny, de Pensilvania, 122.; Mary Shangaesey,! anno- da 18t30.
deMassachusets,112; Isabel Carler, da Carolina do i Com o apoio dos missioaarios-catliolteos, o
sul, 101 ; Pheba. Chrstian, negra do Ofcio, 118 ; i conde-Castellani pude penetrar no interior da
Polty Boston, negra de Maryand, 10**, John
Gvrkson. de Ohio 110; Virginia Ford, de Was-
ington, 120; Arma Pope de Massachussels, 103 ;
Sarah W. lteghes,. de Miseissipo, 113;. Susana
Ilarvey, de Rhode Island, 110 ; James Kan,
da Pensilvania, .105; William Owens, de Virgi-
nia, 100 ; Wilam Sms, de Nova-York. 102; Isa-
bel Gamraet, de Georgia, 115; John Ulingis, de
Tennessee, 104; Jonh Wilson, do Maire, 103;
Phillis, escravo, 100 ; Jorge Woodhouse, uegro,
da Virginia. 129; Mary Sreenhy, negja da Pen-
silvania, 110 annos.
IMPORTAC.VO DUS VINHOS DO CACO PARA A
INGLATERRA.
A quantidade de vinhos remetiida do Cabo pa-
vinle ruinos a cada uma; levaram-o em.lriura-
pho a J/aVftourouj-Stre't onde mecava. Oesper-
lalliao.nunca mais-jogou. Entrou para o commer-
cio e hoie est um Nababo.
Esse conviva parou o aingindo-so o Livo'.y dis-
se: Tenha a bondade de me passar o presunto.
Com muito gosto, disse Lively que anal j
se inleressava pela conversa, tanto mais quanto
nao pareca lor sido preparada para ello.
Ento ne toma presunto?-disse ^conviva
ao innocente Lively.
- Tomarei.
Vou cortar uma trinaba ; era Loadreso pre-
sunto bom.
t
O senhor nao de Londres?
Nao, sou.... do lancashre.
Qmo vale bem o do Kent. As mulheres do
Lancashre sao muilo. bonitas. > senhor sem
duvida armador em Liverpool.
Nao, viajo pon prazer e para instrur-mc.
E' feliz 1 feliz! Eraprcga bem a mocidade.
Desculpe-nos sochoc, coma i a sua graca ?
Lively.
Sr. Lively^ desculpe-nos, temos feita muilo
barulho ao seu lado ; toaio-lo atorioado com as
nossas palavras. E o q,uo fazer nos dtomuigos?
Comer, beber e fallar. Vallar, o quo cusa mo-
nos.
Pelo contrario os senhores causaram-rae
muilo prazer. Gosto de historias do homeus que
fazem fortuna.
Oh! dessas historias conla-las-hia-mos no
infinito, Quem que nao faz fortuna hoje?
^Eu.
O senhor? com a sua edade, com a sua fi-
gura, com a sua posiro, far fortuna quando
Iquizer, se j nao 3 fez".... Mas Piquemos aqui,
semana liaba duplicado o dinheiro o ao cabo de por comprazer que o senhor oscula esla conver-
um iaez tinha comprado o Fly : vendou-oe com- sa: fallemos de oulra cousa... Como sao aborre-
prou uma geira de Ierra em Toltenham load, que i cidos os domingos I A gente nao sabe o que diga,
venceu no dia seguate a um camiceiro de Ham-
psteid por sois mil libras. Desta forma, vossS
sabe que a fortuna vai em caminho do ferro; s
o primeiro milhao que d trabalho. Shnflleld
hoje nm Sardanapalo. Encontrei-o hontem de
noito defronte do Zoological-Garden; estava com
duas fidalgas d'Ahstley, em um caleche de Mil-
ne, iquelle famoso segeiroE(u;a>id-/{cad, defron-
te deWyie Park.
E o nosso amigo Stor tambera, como come-
cou I
Com cousa nenhuma.
Com menos. Emprestei-lhe um soberano,
foi io club de Cranford, no Slrand, ganhou mil
lbris no jogo. Sahio e fot comer carangucijos
era casa do Moss.^Voltava para casa por Leicester
Sanare, quando houve teir coreas no segundo
andar de uma casa do Souare; sobe e ganha seis
mil libra.'i em um instante, em Seis prolis, como
dizem os l'rancezes. Sahe e vo comer um rums-
teack salraao ao canto de Caslle-Slreet.
Ben, Nao para ahi. J que fui Toliz duas vozes,
db. ello com os seus botes, irei a Ires ; corramos
aoalo de Piccadily. AUijogava-se um jogo in-
fennl. Havia trinta mulheres, trinta ses; essas
mulheres animam-o; ganha dez mil libras, e d
esgota todos os assumptos. Falla-so dos negocios
proprios, o que pormittido; mas falla-se lam-
ben) dos negocios alheios, o quo muitaa vezes
prohibido pela restricta propriedade.
Ora, ahi est um hornero honrado, disse com-
sigo Lively; e bem divertido na conversaco,
Depois do jantar, o convira divertido levaniou-
se e disse a Lively.
Senhor, faz-mc a honra de dizer o seu no-
me; dir-lhe-hei o meu ; sou Saint Alban. inglcz
de tempera anliga, porque Albano un santo in-
glcz. Jante todos os dias em Wite-Horse. e te-
nho o meu cscripiorio em Cornhill, defronle do
banco. Se quizer fazer alguma operacopergunte
por Saint Alban ao primeiro cocheiiu. Adeus,
senhor.
E sahio com o seu amigo.
Lively encostou-se a mesa e deu bom curso
aos seus pensamenlos.
A riqueza foi inventada pelo demonio, dizia
elle, e lodavia para viver necessario ser-se ri-
co Ser feliz esle Sr. Saint Alban ? Se cu ti-
vesse quatro mil libras. Agora s posso repetir
essas Ires palavras... eom quatro mil libras, en-
commendaria um aliar mor de marmora branco,
om quadro de Nos'sa Senhora dos Sette Dores, a
um pintor de Paria, seis casticaes de prata, uma
custodia da prata domada, um clice de prata,
um ornamento de seda bordada de ouro para as
festas grandes, outro mais coramum para as fes-
tas da semana, c outro de la lina, branco e pre-
to para as. missa de defunts. Cora as minhas
quatro mil libras, a nossa egreja calholica fica-
ria um brinquinbo; ou ira ao sitio, dizia 3 bella,
moca olhe agora para essa egreja, veja como,
esl rica.c decente, pois bem, o seu quinho.
E no outro dia eu casara com ella I
Lively. n&o fallou mais.seno. por suspiros du-
rante toda a aoilo. Procurou pensar para tomar
um partido para o dia scguinle, mas nao soube a
que resolver-se. Quia refrescar a cabeca ao ar
da noile ; mas apenas- poz os ps no Chap~Side,
uma melancola inloleravel accommeitcu-o.; s
vio ras immensas e sem povo, urnas Thobas ree-
dificada e desterrada no deserto polos seus. habi-
tantes. Chcgava a noile surda c tempestuosa. O
gaz prodigalisava thesouros de luz aos lijlos
vermelhos das fachadas e aos mar tollos, de cobre
polido; o gaz linha a bondade de allamiar o na-
da. Nada lo triste como esse silencio, essa so-
lido, c essa elaridade intil, sob a, cpula ncgia.
da noile.
John Lively voltou d tl'ie Horst para esperar
o dia, e pedir ao sol uma iuspiraco favoravcl.
Achou no seu quarlo ura amigo com quem nao
contava e que apanhou-o Uaico ; o somno ;
sonhou milhes, branco, fortuna, torrentes de
guineos em que saciava a sede ; egrejas de mar-
more que edificava ; quintas calcadas a pedra-
rias: auvens de bank-netes ; arabescos do bri-
Ihaalos ; acordou pobre e n.
Com cincoenta Kbras, disse elle, serei co-
miso por Condres era quatro dias ; pode viver
mais uns quinze ea Wicombe e v-la!.... Nada
do fraqueza de-pressa a cavallo e a Wicombe!
Viva o sol que 6 quem d energa ao coraco I
E desccu sala para tomar cha.
Saint Alban eslava almogando solido
Ah! est ahi, Sr. Lively, exclamou elle fa-
miliarmente e apenando a mo do mancebo;
quer almocar comigo ?
Tanla* bondade-----nao sei como
Ora vamos, sonte-so ahi ; almco moda
franceza ; pela manha caruo fra, uma fritada
com um copo de ponche gelado. Tomei esses h-
bitos em Paris quando trata va do emprestimo
Aguado para a rainha de Hespanha.
Eu lomo habitualmente <:h.
A :
sua vonlade, Sr. Lively.... Est bem, vo
servir-lhe cb___ Leu os jomaee, Sr. Lively ?
Nao.
Pareco que vamos ter guerra com os Bir-
raans. Isso inquietadme Tenho dinheiro em
Jagemat Sr. Lively, o que faz o senhor depois
de olmoro ?
Depois de almoro..'.. passeio___faco___
O quo que se faz em Londres depois de ai-
moco?
Faz-se tudo coda qual segu os seus h-
bitos de digesteo. Eu vou ao club de Chandos-
Screel; um vrdadeiro club de amigos, o club de
Scrates, temos l alguns banqueiros, ha alli
Romeni encantadores ; sacudimos por um ins-
China, e proceder ero vasta eeeala na. preparaco
da sement das qjialidades mais-preeiasoe.
Tendo communicado a este respeilo. gmenle
com Chinas catholicos, ello tai iniciado.era todos
os segredos da sericultura indgena. Depois de
ter completado seus esluiios e obseevaces no
Japo, voltou a Europa ero novembro ultimo,
apresentando 3&eaixus-desemento e devendo
esparar egual portoassira por via-da California,
como pela America do norte.
Aa-caixas de sement que cliegaram Italia es-.
to intactas, e nao soffrerara a menor averia, por
isso sao sufficientes para.satisfazera todos os pe-
didos, ficando ainda grande porsao de sobra, do..
que a sociedade de aelimatarac- ilomou cenia.
(Commereio do Porto.)
-1 ^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^ -
lauto a pooira do balco. Conversamos, trata-,
mos. de algum negocio,, jugamos o whists uat
whist ligeiro, para passar o lempo, a libra.a, fi-
cha, as vezes. a.duas. Ab.! no commereio nao
somos jeigadoras 1 A primeira virtude de um.
commerciau.it!. o odio, ao jogo. sir Lively, so-
livesso que dar-lhe ura conselho, dir-lhe-bianun>
ca jogue 1 Ento nao. toma nada depois-do cha ?
Absolulamenta- nada, Sr. Saint Alban___
Ento o que las, sir Lively ? deiie-me pa-
gar.... Faoba a cacleira na algjbeira. Justa mau-
le, tenho do trocar ara bilhelo de fivipounde..^..
Ah! nao.lrocareio.raeu bbete 1 Tenho felizmente
meio guineo. Ao/ii est.... Agora,, a minba fe-
licidade alravessar Flert Street a o Slrand em
loda a sua exlauso. Vou flanar, como dizem os
Francezes. Cbegando a altura de Agar Slrete,
lome .direiia, entro em 'tnt^-tPiffiam. e cai
no m.eu club Vhandos-Street E um passeio um
tanto comando, como v ; quar d-lo comigo ?
John Lively, como todos oshomenfedanalure-
zia, soUria, sem o querer, o. ascendente de um
hornera de sociedade. Essa tom decidido, esses
modos ousados, essa linguagem dominadora tinha
cem vezes mais poder do.que era aecessario para
arrastar um camponez ingenuo. Alm disso, Li-^
vely senla-se lodo honrado o oig.ulh.osb de Ir cm,
companhia de um homem que olbava como seu.
superior cm ludo. Inclinou-so ante o genio .%%
Saint Alban c sabia com elle.
Dous salve Lively I
Saint Alban conduzio Lively ao seu pequeo,
club ChandvsStreet e apresentou-o a tree. ban-
queiros graves e de edade bastante avncado.
John Lively inclinou-so ante esses miUion&iios
e deilou um olhar rpido pela sala. Essa club
nao brilhava pela mobilia; cadeiras s mesas
eram de uma madeira muito commuru ; s ha-
via all notavel duas estatuas de gesso tricolor
quo tinham a inlenco de represenlax Wellinglon
e Napoleo coroados dcJouros.
V que bem simples, disse Saint Alban .
Lively, .o estrictamente necessario e mats nadaK
Chamamos a isto o nosso club de pola manha.
A lardo, vamos ao gronde club de Pall-He.ll.
Aqui estamos nos em liberdade ; fomas quera, o
mandamos edificar ; as seis columnas da ardem
Postum da fachada nos custaram duas mil libras.
Sao de marmore das pedreiras do Lancashre.
Quer senlar-se, sir Lively ?
Saint Alban voliou-so para um dos banqueiros
e disse :
O que fez esla noite no club do Wesl-
rainster, sit Clavlon?
Perd.
Muilo ?
Nao, uma miseria, mil libras. Doria perder
quatro mil. Nunca estiva lo caipora. Imagine
que perd doze robs.
De veras l
Eu sempre perco. Felizmente s fogo para
devertir-roc. Voss, Saint Alban, o contrario,
fez um pacto com a fortuna.
E' vordade, som vaidade, que sou muilo
feliz.. lContinuar-$t-k0.)
i
PERN. TVP. DE H. F. DEFARU; f M*^"


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