Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09047


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Full Text
:______

AMO XXXYI. HUMERO 96.
Pr tres mczes adianlados 5$000.
Por tres mezes vencidos 68000.


1
QDIBTA TEIU 2$ SE ABRIL DE 1860.
Por anuo adtanlado 19g000.
Porte franco para o subscritor.
ENCARREGADOS DA SUBSCRIPQAO' DO NORTE.
Taraliiba, o Sr. Antonio Alexandrino de Lima;
Natal, o Sr. Antonio Marques da Silva; Aracaty, o
Sr.A.dc Lemos Braga; Cera, o Sr. J.Jos de Oli-
Teira;_Maranho, o Sr. Manoel Jos Marlins Ribci-
ro Guimaraes; Piauhy, o Sr. Joao Fcrnandes do
Moraes Jnior; Para, o Sr. Justino J. llamos ;
Amazonas, o Sr. Joronymo da Cosa.
PARTIDA DOS CORIILIOS.
Olinda todos os dias as 9 1/2 horas do da.
Iguarjss, Goianua e Paralaba as segundas
e sextas feiras.
S. Anlo, Bezerros, Bonito, Caruar, Allinhoe
Garanhuns as tercas feiras.
Pao d'Allio, Nazarelh, I.imoeiro, Brcjo, Pes-
queira, lngazeira, Flores. Villa Bella, Boa-Vista,
Oricury e Ex as quarias-feiras.
Cabo, Serinhaem, Rio Formoso.Una. Barreiros.
Agua Preta, Pimenteiras e Natal quintas feiras.
(Todos os correios parlein as 10 horas da manhaa.
DO MKZ .
5 Luachjiaaii 5 horas e 40 minutos da tarde
12 Quarto min.juaoto as 11 horas e 13 minutos
da tanle.
21 La neva es 3 horas
ii ha a.
28 Quarto cres:enle
tarde.
e 26 minutos da ros-
as 3 horas e 16 minutos da
Primeirs
Segundo
PREAMAR DE HOJE.
as 8 horas e 30 minutos da manhaa.
as 8 horas'o 54 minutos da larde.
PARTE OFFICIAL
AUDINECIAS DOS TRIBUNAES DA CAlE..
Tribunal docommercio: segundas e quintas.
Relagao : tercas feiras e sabbados.
Fazenda: lercas, quintas e sabbados as 10 horas.
Juizo do commercio : quintas ao raeio dia.
Dito de orphos: lerr.as e sextas as 10 horas.
Primcira vara do civil: tercas o sextas ao meio dia
Segunda vara do civil; quartas e sabbados ao
meio dia.
Governo da Provincia
Despachos do dia Zt de marco.
Requerimentos.
1489.Anna Joaquina de Souza, pediudo a
liberdado deseufilho Manoel Cesar de Souza,
recrutado para a mnrinha.J se matidou por
cm IIm rduile o illio da supplicanle.
1490.Antonio Francisco Brancoc outros hor-
deiros habilitados do alferes Gamillo de I.clis
Pcixoto Noronha, pedindo sesubmella ao gover-
no imperial a sua pelico de pagamento do meio
sold devirto viuva daquelle alferes. In-
forme o Sr. inspector da thesouraria de fa-
zenda.
1491.Antonio Martina da Cunlia Souto-Maior,
pedindo ser alistado no cxercilo Aprcscnte-sc i
nspeccao no quartel-general.
1492.Francisco Ignacio de Alhayde, escrivao
do crime e civel da segunda vara municipal des-
la cidade, representando contra a suspensas que
Ihe foi fulminada epi viiTlidc de se Ihe attribnir
o dosapparecimcnlo de uns crimes.Compelin-
do-me a allnbuiro de suspender os empreados
pblicos sem dislincco. c nao podendo-convir
ao servico publico que conlinuasse a servir um
cm pregado que dava lugar a descaminhos de au-
tos crimes importantes, nao lea lugar o que rc-
quer o supplicanle.
1493.Francisco Marciano de Araujo Lima, v.
n. 1291.VoltsoSr inspector da ihesouraria
sabilidade.
149f e 1495.Guimares & Olivcira. pedindo
pagamento di. importancia de qualro livros que
venderam ao conselho administrativo para for-
necimenlo do arsenal do guerra, sendo Ires de
papel hollanda pautado, para a companhin deca-
vallana c um impresso para o quartel-gene-
ral.Informe o Sr. inspector da thesouraria de
fazenda.
1496 Innocencio Garia Chaves, aposentan-
do, em cumprimento ;do despacho n. 1355, o ti-
tulo de aforamenlo do terreno de marinha n. 34,
na ra Bella, com o qual prova ser se ti legitimo
foreiro.Informo o Sr. inspector da thesouraria
de fnzenda.
1497 e 1498.Irmandades do Nossa Senhora
do Livramcnlo desta cidade e do Sanlissirno Sa-
cramento da freguezia de S. Lourenro da Milla,
pedindo a ex traeca o de parle das 'lotera^ que
Ibes -f o raro concedidas.Informe o Sr. thesou-
reiro das loteras. ,
199. Joaquim dos Santos, professnr publico
do prirneiras lettras da povoico de Abroo, pe-
dindo remocao para a cadeira* de Olinda.In-
forme o Sr. director goral da instrueco publica,
ouvindo o respectivo conselho.
15'JJBacharel Jos Antonio Coclho Bama-
lho, pedindo que se mande pagar pela thesoura-
ria desta provincia a quanlla de 150j000 ris,
que a do Rio Grande do Norte ficou a dever-lhe
de seus ordenados de promotor publico.Nao lem
lugar.
1501.Manoel Marque* da Costa Soares, pe-
dindo de novo que se ordene cmara munici-
pal de Olinda que informe sobre a representaro
do supplicanle contra o aforamenlo de paite "do
pantano, effecluado por aquella cmara com
ilenry Gibsun.Informe cora urgencia a cmara
municipal de Olinda.
1502.Mesa regedora da irmandade do Senhor
Bom Jess da Via-Sacra da igreja de Sania Cruz
ra acompanhar no dia 30docorrente a procissao
do Senhor Bom Jess dos Passos.Ao comman-
danlo superior compleme se faz a necessario re-
conimcnda^o.
Officios.
1503.Do tenenle-general commandanlo das
armas, solicitando que so mande abonar ao se-
gundo cirurgiao Dr. Jos Joaquim GoiiQalvcs de
Camino, que lem de seguir para o presidio de
Fernando, os seus vencimentos do crreme mez,
para osarranjos deviagem.Informe o Sr. ins-
pector da thesouraria de fazenda.
1501.Do Dr. chefo de polica, solicitando
que se mande indemnisaro brigadeiro graduado
cornmandante do oitavo batalhao do infamara
da quantia de 903000 ris despendida com as dia-
rias abonadas a selo recrulas.Kemetlido ao Sr.
inspector da thesouraria do fazenda para mandar
pagar: estando nos termos lgaos.
1505.Do mesmo, cummunicando que tendo
de relirar-se para a capital a quarta companhia
do oitavo batalhao de infantaria, quo eslava des-
tacada na villa do Bonito, o respectivo delegado
fizero chamar para o servico do destacamento
urna forea de guarda nacional de 26 pracas, com-
maudada por um alferes, a qual dever'ser ele-
vada para guardar cm a seguranca os presos
existentes na cadeia.Volle no Sr Dr. chefe de i
polica para declarar a forr;a da guarda nacional.
precisa.
1506 Do inspector da thesouraria de fazen-
da, informando, em cumprimento do despacho
n.1306, que por falta de crdito que se nao lem
effecluado o pagamento das graiifkacocs devidas
ao ajudante do arsenal de guerra o ao capello
da companhia do aprendizes menores.Informe
o Sr. inspector da thesouraria de fazenda se i
fez ver ao ministerio competento a deficiencia de
crdito,
1507.Do mesmo, declarando, com referen-
cia ao despacho n. 1371, que pelo mesmo mo-
tivse nao pode pagar as folhas dos ofliciaes da
guarda nacional eo pret dos cornetas, tambores
e clarins dos corpos deste municipio.Volte ao
Sr. inspector da thesouraria de fazenda para in-
formar se j ponderou ao ministerio comp-
leme a falta de credilo para despezas de^ta nalu-
reza.
1503.Do presidente do conselho administra-
tivo para fotnccimenlo do arsenal de guerra, a-
presenlando a conta das madcira3 compradas
para o presidio de Fernando.Informe o Sr. ins-
pector da thesouraria de fazenda.
1509.Do director do arsenal de guerra, in-
formando o requerimonlo do Prente Vianna &
Companhia.Informe o Sr. inspector da thesou-
raria de fazanda.
1510.Do capillo do porto, solicitando quo se
mande pagar a Manoel Figueiroa de Faria a
quantia de 75g000 ris, importancia da impres-
sao de seis resmas de papel, do que ajunla os
modelos Remettido ao Sr. inspector da the-
souraria de fazenda para mandar satisfazer.
1611.Do mesmo, pedindo que se Ihe declare,
para obstar as duvidas que aprsenla o agente'
da companhia brasiloira de paquetes a vapor, se
se dore cu nao o pagamento a associacao dos
pralicos da barra e porto pelos servicos presta-
dos ao3 vapores da companhia.Informe o Sr.
inspector da thesouraria de fazenda.
1512.Do commandanlo do corpo de polica,
informando, em cumprimento do despacho n.
1438, que existe preso para responder o conse-
lho de jujgamenlo por crime de descremo o sol-
dado Jos Francisco de Assis, que declarou ser o
scravo Luiz, rrquisitado por seu senhor Simpli-
cio de Albuqucrque Cavalcajli.Volte ao Sr.
cornmandante do corpo de polica para informar
se os signaos mencionados na pelico a fls. 2 da
juslificaco e lambern mencionados pelas teste-
munhas se conformara com os do referido
preso.
1513.Do director iolerino da reparlico das
. obras publicas, respondendo as duvidas suscita-
das pela contador da thesouraria do fazenda,
acerca de alguns documentos da despeza feita
cora os cocerlos c augmenlos de palacio.Re-
mettido ao Sr. Inspector da thesouraria de fa
zenda para que vista desla ioformacao atienda
aos documentos impugnados.
- 27 -
Requerimentos.
1514.Anostacio Xavier do Coulo pedindo a
entrega de una pelico devolvida de ordem do
S. M. o Imperador para ser encaminhada a quem
competir deferi-la.Como requer.
1515.Barroca & Medciros, pedindo que se
submelta no governo Imperial a planta de urna
ponte do ferro, *que se. propoem construir pm
suhsiiluiro da do Itecife. Seja submeltido ao
governo imperial.
1516.Belarniino Alves de A rocha, represen-
tando contra a preferencia dada a Manoel de Sou-
za 'lavares para o fornecimenlo de carno verde
para o arsenal de marinha, leudo o supplicanle
offerecido o prero de 6;000 por arroba e aquello
o de 7$600 rs. Informe o conselho do compras
na vara.
1517,1518 c 1819.Cactano Ferreira dos San-
ios o Joao do Reg Barros, soldados, o Francisco
de Assis Campos Cnrdim, furriel do corpo de po-
lica, pedindo a sua baixa, por lercm finalisado o
1552.Manoel Pinto d'Alracidi alferes da 6'
companhia do balalhao n. 25 da guarda nacional
do municipio de Santo Anlo, pedindo se ordene
que se tone o devido juramento, quo devem se
prestar eid lempo, porque lencionava mudar o
domicilio para o municipio do Bonito.Informe
o Sr. con manante superior da guarda nacional
da comarca de Santo Anlao.
1553l'ergenlino Prelediano dos Santos, pe-
dindo se noms examinadores para julgaicm das
habilitacOesdo supplicanto para o lugar de es-
crivao e liibcllio de notas do termo de Barreiros,
a que se prope.Remettido ao Sr. Dr. juiz mu-
nicipal do lerrro de Barreiros para tomar cm con-
siderado o que requer o supplicanle.
Officios. '
1554.-1)0 Exm. presidente da provincia do Rio
Grande de Norte, pedindo que se a<;a partir um
navio de i;uern da eslacao desta provincia para ir
collocar urna das duas boens que exisliam na bar-
ra do Mos'or daquclla provincia, a qual se des-
prendera ; fura dar as costas
. do Cear.Infor-
o icrrjoo deseos contratos..N olle ao Sr. com- me o Sr. < ommandanle da diviso naval sobre a
mandante do corpo do polica para mandar dar ida do na- io, c o da cm quo podor partir
bi5Lf0S PPl'wnW- t. 1555.-00 lente general commandanlo das
1520.Cosme Jos Rodrigues, recruta do ex- armas, so citando que se mande pagar pela col-
ercilo, pedindo ser posto era liberdada. J se lccloiia da cidade de Caruar os vencimentos das
mandou por cm hberdade o supplicanle.
1521.Felicidade de Santa Arma da ConceQao,
pedindo a entrega do menor Vicente Jos Fer-
reira, que diz ser seu filho. Prove com docu-
mcnlo legal ser mai do menor.
1522 Florencia Maria das Virgens, v. n. 1347.
Prove com documento legal scravo do menor.
1523.-Gouveia & Araujo, pedindo perraissao
para embarcaren] gneros para o presidio de Fer-
nando. Passe-se portara na forma reque-
rida.
1524.JoSo Hyppolilo de Melra Lima, v. n.
1139.A'vista da informaejio, nao ha que de-
ferir.
1525.Jos Faustino, v. n. 1402.O que al-
lega o supplicanle, nao motivo legal de
iscncao.
1526.Jos Faustino Mondes, pedindo a en-
trega de seu filho Lourcnco Faustino. O filho
do supplicanle foi rccolhido pela polica como
desamparado, e nao apresenlando o supplicanle
um motivo legal para Ihe ser elle restituido, nao
pode ter lugar que o requer.
1627. Jos Fernandos Monteiro, pedindo pa-
gamento da quantia de 2:835*003, proveniente do
empedramento da estrada da Victoria. Espe-
rado.
1528 o 1529. Dr. Jos Joaq lim Goncalves de
Cnrvalho, 2." cirurgiao designado para servir no
presidio de Fernando, pedindo licenca para con-
du/.ir um criado c diversos objeclos de seu uso.
Como requer.
1530.Jos Nicacio da Silva, pedindo certidao
da informacao dada pela thesouraria provincial,
acerca do requorimento em que o supplicanle
pedia uma gratilicaco pelo lempo cm que servio
de secretario da directora geral do instrueco
publica.Como requer.
4531.Jos Rufino de Miranda, v. o. 365.
Passc-se patente.
1532.Manoel Jos de Souza, v. n. 430.Pas-
se-se patente.
1533. Manoel Peres Campello Jacome d*Ga-
ma, escrivao de appellacao do tribunal da rela-
cao, pedindo de novo prorogacao d* licenca com
quo se acha Passe-so portara conced'endo a
prorogacao porraais do 6 mezes.
1534.Bacharel Marco Tulio dos Reis Lima,
pcdin'do que se mande certificar o lempo em que
csteve no exercicio do lugar de promotor publi-
co do I.imoeiro.)-se-lhc.
1535.Mesa regedora da irmandade do Rosa-
ro da freguezja da Varzea, pedindo uma guarda
de honra para acompanhar no da 1." do abril a
procissao do Senhor Bom Jess dos Marlyros.
Ao cornmandante superior competente se faz a
necessaria recommendaco.
1536.Padre Miguel Vieira de Barros Marreca,
capeliao da companhia de aprendizes do arsenal
de guerra, pedindo pagamento da graiificacao do
mez de feverelro ultimo.Informe o Sr. inspector
da thesouraria do fazenda.
1536.Pedro de Alcntara Faria Abreu eLima,
pedindo licenca para irao presidio do Fernando.
Informe o Sr. Dr. chefe da polica.
Oficio.
1538.-Do lenle general commandanle das
armas, informando o requerimonlo, era que o
alferes do IIo do batalhao de infantaria Joo Pau-
lo de Lima, que tem de seguir para a provincia
do Para, pede que se mande ajustar ns su3scon-
las aleo lim do corrente mez.Remettido ao Sr.
inspector da thesouraria de fazenda para mandar
satisfazer.
1539.Do mesmo, pedindo quo se ordene o
pagamento das diarias dos sentenciados recolhi-
dos fortaleza do Brum. providencaudo-se logo
para que os empregados dest fortaleza sejam pa-
gos oppqrtunamenle dos seus vencimentos do
correte mez.Informe o Sr. inspector da thesou-
raria de fazenda.
1540.Do commandanle superior da guarda
nacional da comarca de I.imoeiro, solicitando
armamento.. Informe o Sr. director do arsenal
do guerra.
1541.Do inspector do arsenal de marinha, de-
clarando importar na quantia de 100 a 120J rs. o
concert requisitado pela cmara municipal na
rampa o caes da alfandcga (v. n. 1,000). Infor-
me o Sr. inspector da Ihesouraria de fazenda
porque deve correr a obra, que convem logo rea-
lisar para prevenir mal maior.
1542.Do mesmo, informando o requerimenlo
de Francisco Bolelho do And-ade (v. n.1289).
Informe o Sr. inspector da Ihesouraria de fa-
zenda.
1543.Do director das obras militares, infor-
mando o requorimento de Manoel LuizCoelhode
Almeida (v: n. 1458). Informe o Sr. inspector
da thesouraria de fazenda.
1544.Do gerente da companhia Pernarabu-
cana, apresenlando 5 contas de passagens conce-
didas por conta do governo, para o lim de se or-
denar o respectivo pagamento. Informe o Sr.
inspeclor da thesouraria de fazenda.
28
Itequerimentos.
1545.Americo Jos de Lima de Albuqucrque,
pedindo pagamento da quantia de 3600O, dis-
pendida com a conduccao do viuda e volla do ar-
mamento do destacamento de Nazarelh, que
Irouxo para esta cidade para ser substituido.
Informe o Sr. director do arsenal de guerra.
1516 Antonio Ignacio do llego Medeiros. pe-
dindo sesubmella ao governo imperial a sua pe-
lico de titulo de aforamenlo de um terreno de
marinha na ra do Brum.Informe o Sr. inspec-
da thesouraria de fazenda.
1547 e 1548.Irmandade do Sanlissirno Sacra-
mento das freguezias de Santo Antonio e Boa-
Vista, pedindo guardas de honra para acompanhar
o Sagrado Viatico em sua visita aos enfermos nos
dias 3 e 4 de abril.Ao commaedante superior
competente se faz a necessaria recommenda-
?ao.
1540.D. Isabel Mara das Chagas Guimaraes,
pedindo se cncaminhe ao governo imperial a sua
petirao ao aforamenlo de um terreno do marinha
na ra do Brum.Informe o Sr. iuspeclor da
thesouraria de fazenda.
I550.-Joao Pinto de Lomos, pedindo licenca
para vender 60 palmos do terreno do marinha
comprehenddo entre as ras da Uniao c Sauda-
deInforme o Sr. inspeclor da thesouraria de
fazendsw
1551.Joaquim Antonio Corteia Gaio, pedin-
do certido da sua palete de lente do 2o ba-
talhao de infantaria da antiza guarda nacional
pravas da 4a companhia do 8o batalhao de infan-
taria, que para all marchou da villa do Bonito,
onde se a;havr, para o lira de mantor o socego
publico.Infoime o Sr. inspector da thesouraria
de fazenda.
1556. Do mesmo. informando sobre o officio
em que o major do 8" batalhao de infantaria Joao
do Rogo Barros Falcao, pede se delermine os
vencimen.os que deve perceber, visto como, len-
as de seg iir era commisso para o centro da pro-
vincia foi apendo da fiscalisacao do respectivo
corpo.I forme oSr. inspector da thesouraria de
fazenda.
1557. Do inspector da thesouraria de fazenda,
pedindo se providencie para que a thesouraria de
fazenda satisfaga o pagamento j ordenado da
quantia di 1.715&240 ris, importancia de diarias
do presos pobijs o vencimenlos de guardas na-
clonaos destarados, pagas por diversas collecto-
nasda receila geral, desde selembro de 1859 al
fevcrero ultimo.Informe o Sr. inspector da
thesouraria provincial.
1558. )o resrao, pedindo copia do contrato
celebrado cora a companhia da illuminaco a gaz
para a illimin:cao do palacio da presidencia.
Informo o Sr. director interino da reparlico das
obras pub icas.
1559.Jo iispccler da thesouraria provincial,
informando em virludo do despacho n. 1261 que
nada obsti o pagamento da despeza feita com o
sustento dos presos pobres da cadeia do termo de
lngazeira nos .mezes do Janeiro e feverciro lti-
mos ; deendo porm correr por conta dos cofres
geraes o pagamento do t luguel da casa que ser-
vio de qunrtel ao destacamento de 1* linha.
Informe u Sr. inspector da thesouraria de fa-
zenda.
1560. Do promotor publico interino da comar-
ca do Bonito, pedindo que se declare se deve
proceder criminalmente tanto contra aquelles
que azem rogados as mallas existentes em ter-
renos devoluls, como contra os que fazcm es-
ses rocados as mallas contiguas as suas posses e
em terrenos que provavelmonlelem do pertcnecr-
quando tiver lugar a demarcaco.Informe o Sr.
delegado interino da reparlico especial das trras
publicas.
29
feqiierimenlos.
1561Araancio Jos dos Santos, recruta, pe-
dindo ser posto em liberdade visto ser casado.
Informe o Sr. Dr. chefe de polica se o suppli-
canle vive com sua mulher e a razo de ser re-
crutado.
1562Dioni'.io Cavalcanti Ferreira, pedindo
que se mande vir do presidio de Fernando o
preso Maroel I'inheiro Dantas para responder vo
jury do termo de Garanhuns.Informe o Sr. Dr.
juiz municipal da primeira vara.
1563=l'rancelna Maria dos Prazcres, v. n.
1432.Como tequer.
1564Francisco Joaquim Adorno, v. n. 1434.
Como r;quet.
do municipio di Nazsrelh.Na forma requerida. I supj>kcaft'e.
1565Francisco Gomes de Araujo e Vascon-
celos Jnior, v. n. 988.Passe-se patente.
1566l'rancisco Jos'Ferreira, recruta, pe-
dindo ser posto em liberdade visto ler mais de
40 annos de iladc.=Indeferido, visto uo ser
mais legal de provar idade o empregado, pelo
supplicanle, que foi julgado apto e nao o sena
se livesse idade superior a que exigisse as dis-
posiroas legae.s.
1567Henrque Eduardo da Costa Gama, pe-
dindo cer.idao dos altestados passados pelo rol-
lector das rendas geraes da cidade de Santo An-
lao relativamente s contas das diarias abonadas
aos preso* da respectiva cada no mez de iunho
do anno passado.=Como requer.
15680 mesmo, requerendo o pagamento
mandado elTectuar por d-spacho de 11 do no-
vembro de 18E9. da quantia de 30$ dispendido
com o alugiielde 3 cavallos que conduziram da
cidade de Caruar para a villa do Brejo diversos
obiectos lerlecenles a enfermara militar de
Villa -Belia.=:nforrae o Sr. inspeclor da thesou-
na do fazenda.
^1569=l'adre Joao Baptsla Soares, y. n. 1474.
Volte ao Sr. Ihesoureiro das loteras para man-
dar extra.ir uraa parte da de que se Irala neste
requerim;nto.
1570==Joo Hypollode Mcira Luna, pedindo
cerlido os inforrnaedes dadas pela reparlico
dfs obras publicas acerca do empedramento 'de
1067bracisna estrada da Victoria, de que o sup-
plicanle ( arrematanle.=De-se-lr.e.
1571=0 mesmo pediudo que pela reparti<-5o
das obras publicas so mande certificar o proco
calculado do transporte di podra para o enio-
dramenloido 10.a, 11., 12. e 13. leos da es-
trada da Viclona.=Como requer.
1572=, oao Lucio Marques e Francisco Joao de
Barros, negociantes matriculados, pedindo que
vista da justificaban que aprsenla, se mande
isenlar do servico da guarda nacional ao seu cai-
xciro Maroel Goncalres Ferreira e Silva Jnior.
=Como requei:, sendo este despacho apreseniado
ao Sr. commandanlo superior da guarda nacional
do munic pi co Recife.
1573=. oo Pinto Ribeiro, colono da colonia
militar do Pimenteiras, pedindo pagamento de
seus venrimentosdos mezes de se tem tiro
lubro de 1857.=Informe o Sr. inspector
sourana le fanenda,
1574Joaquim Antonio Barbosa, cx-soldado
do excrrilo, pedindo Iransporle para a provincia
de San-Paulo, donde natural.Aprsente a es-
cusa.
1575Joaquim Augusto Perreira Jacobina, v.
n. 1397.Volte ao Sr. director interino da re-
parlico cas obras publicas para attender ao sup-
plicanle r a conformidade de sua informacao de
27 docor-enle sob n 120.
1576. oaquim da Costa Ribeiro^ segundo es-
criplurarioda recebedoria de rendas aeraes, pe-
dindo un mez de licenga para tratar de sua sau-
de.Informe o Sr. inspector da thesouraria de
fazenda, ouvindo o administrador da recebe-
dorin.
1577Joaquim Jos deSant'Anna, reclamando
de novo contra sua priso sera culpa formada.__
Informe o Sr. Dr. chefe de polica.
1578.los Antonio de Araujo, arrematante da
obra do caes de palacio, pedindo que se mande
medir a parte do. aterro correspondente a obra
feita por udmiiistraco, que nao se acha com-
prehendii'a. no seu contractoRemettido no Sr.
inspector lo arsenal de mtuinha para attender aq
e Oli-
da Ihe-
15/9-Jos Elias-Hachado Freir, pedindo'li-
cenca para corlar em maltas pailiculares 200
paos de sicupira para conslruccao de duas barca-
casInforme o Sr. capitao do poilo.
1580Luiz Jaoques Bruno!, designado para ir
em commissao s provincias do Para e Amazo-
nas, pedindo o adianlamenlo da quantia de 1:000;)
ris, para a compra dos instrumentos necessa-
rios.Remettido ao Sr. inspector da thesouraria
provincial para mandar entregar ao supplicanle
a quantia de 1:000t000 pela verba destinada pa-
ra as despezas da musen
15810 mesmo pedindo passagem para si e
sua familia para a provincia do Para.Ao agen-
te da companhia .bsasileia de paquetes a vapor
se expede a orden^necessaria.
1582Frei Marml de Santa Clara, pedindo cer-
tidao do ofTicio d&igidoao reverendo padre pro-
vincial, em 5 de fcterciro de 1856, bem como do
que cm 10 do dlo -' gado '
DIAS DA SEMANA.
23 Segunda. S.Jorge m. ; S. Adalberto b.
24 Terra. S. Fidelisde Sigmaringa f. m
25 Quarta. S. Marcos Evangelista; S. Hermino b.
26 Quinta. S. Pedro de Rales b. ; S. Cielo p. m.
27 Sexla. S. Tertuliano b. ; S. Turibio are.
28 Sbado. S. Vital ni, ; S. Prudencio b.
24 Domingo O Patrocinio de S. Jos___________
ENCARREGADOS DA STJBSCRIPCO NO SL.
Alagoas, o Sr. Claudino Falcao Dias; Baha o
Sr. Jos Marlins Alves; Rio"de Janeiro, o Sr.
Joao Pereira Marlins?
EM PERNAMBUCO.
O propretario do diario Manoel Figuciroa de
Faria, na sua livraria praca da Independencia ns
6e8.
ca o del
requer.
1583-Manoel
n. 688.Passe-se!
1584Mesa re
Bom-Jesii das Cli
honra pan acomp;
nhor, no dia Io '
perior da guarda
necessaria.
cidade da Victoria.Como
bastimento Casado Lima, v.
(ente.
ra da irmandade do Senhor
s, pedindo uma guarda de
ara procissao do mesmo Sc-
kbril.Ao cornmandante su-
ional se expede a ordem
Jfficios.
general cornmandante das
fOteaoSr. inspector da the-
para mandar satisfazer na
intu iu;ii au do 24 do corren-
1585-Do tenei
armas, v. n. 967.'
souraria de fnzei
conformidnde de
le sob n. 310.
1586Do mesmo, pedindo se ordene pnra que
opportunnmento
corrente mez aos
aos ofliciaes do coi
amanuense do de
almojarifes das fi
pector dn thesour
1587Do comm
de Garanhuns, p&
pela collcctoria de
escollas que houv
g-uns vencimentos
viagem.Informe
de fazenda.
1588Do direc
clarando, em cum
que a nica frica
naquellc arsenal, fi
sim nao cerlo qu
para o arsenal de
peclivo inspeclor.
arsenal de imrinha-
le officio.
1589Do inspecJ
declarando que ne
lei do orcamenlo
que trata o comm
11821), sobre o. dj
inspeclor da thes
.
pague os vencimentos do
regados do hospital militar,
de saude do cxercilo, ao
lo do cirurgiao mor o aos
lezas.Informe o Sr. ins-
de fazenda.
nte superior da comarca
lo se d ordem para que
indas geraes so odiante as
m de conduzir recrutas al-
a occorrer s despezas de
r. inspeclor da thesouraria
lo arsenal do guerra, de-
lento do despacho n. 1484,
de nome Maria, que exislia
pera em 1853 ; o que as-
resse sido rcmettida dalli
irinha a de que trata o ren-
iforme o Sr. inspector do
risla do que se declara nes-
i~da thesouraria provincial,
m credilo foi votado pela
nle para as despezas de
o vaccinador no officio (n.
informa.Informo o Sr.
de fazenda.
-30
^^.-rimenos.
1530.Joq Carlos de Figueiredo, pedindo ser
atestado no elercito.Apresenle-se a infoima-
co no quarlel general.
1191.Manoel francisco Eduvirge, pedindo se
mande certificar a dala de sua nomeaco de of-
ficial da antiga guarda nacional de W un beca;
bem como se foi demittido ou reformado.Como
requer
1592.Odoric'o Alves Raposo da Cmara, pe-
dindo passagem para si e umacunhada no vapor
Iguarass, a Rio Grande do Norte.Passe-se
portara concedendo as passagens,
Officio.
1593.Do commanoante superior da guarda
nacional do municipio do Nazarelh, devolvendo
osprets dos guardas nacionaasdestacados, salis-
feilas as exigencias da thesouraria quanto n 2.a
via dos documentos c assignatura do cornmandante
do corpo.f-Remellido ao Sr. inspector da the-
souraria de fazenda para mandar pagar estando
nos termos legaes.
-31 -
Itequerimentos.
1594.Joao Hyppolilo de Meira Lima, arre-
matante da conservaco da estrada da Victoria,
pedindo a renovaco do contracto por mais tres
annos.Informe o Sr. director interino da re-
parlico das obras publicas.
1595.Major Jos Francisco da Silva, v. n.
1417. A visla da informacao da Ihesouraria de
fazenda no tem lugar.
1596.Manoel Pcixoto Guimaraes, v. n.
1161.Remanido ao Sr. inspector da thesouraria
de fazenda para mandar-pagar sob minha res-
ponsabilidade a qiunlia de cem mil ris corres-
pondente a um mez de gratilicaco a contar de
22 de Janeiro ultimo.
1597.Bacharel Pedro Gaudiano de Ralis o
Silva, feilor confcrenle da alfandcga, pedindo
tres mczes de licenca a tratar do sua saude,In-
forme o Sr. inspector dn alfandcga.
Officios.
1598.Do lente general cornmandante das
armas, v. n. 1417.Volte ao inspeclor da the-
souraria de fazenda para mandar abonar ao sup-
plicanle o quantilativo a quo tem direito.
1599.-1)0 juiz de paz da freguezia do Tio
d'Alho, communicando ter recebido do juiz de
paz do 3. anno Pedro Alcxandre de Mallos o li-
vro das actas da qualificaco, cuja entrega requi-
sitra, recebendo-o porra em mo estado e com
falla de folhas.Informe o Sr. juiz de paz do 3.
anno.
" de abril.
Itequerimentos.
1600 Antonia Francisca da Conccicn, pedin-
do se mande admiltir na companhia de apren-
dlses do arsenal de guerra um menor orpho,
que tero em sua companhia.Informe o Sr. di-
rector do arsenal de guerra.
1601.Antonio Joao Nepomuceno, guarda
nacional recrutado para o exercito, pedindo ser
posto em liberdade allegando molestia.Nesta
data se expedo ordem no sentido, em que
requer o supplicanle.
1602.Antonio Jos Felinpe, sentenciado, que
lem de seguir para o presidio de Fernando am
de cumprira sentenra,pedindo levareomsigo sua
mulher.Informo o Sr. Dr. chefe de polica.
1603.Antonio Jos do Castro, pedindo certi-
do da sua patente de capitao do 3." batalhao de
reserva da guarda nacional.Como requer.
1604.Antonio Pedro das Neves, pedindo cer-
lido de officio n. 567 dirigido presidencia pelo
inspector da thesouraria do fazenda em data de
21 dedezembro de 1858.Passe-se nao havendo
inconveniente.
1605.Fr. Antonio de S. Rosa de Lima, capel-
lao contratado para o hospital militar,pedindo se
ordene o pagamento de seus ordenados dos me-
zes de fevereiro e marco.Informe o Sr. ins-
peclor da thesouraria de fazenda.
16t6.Francisco Agoslinho Medeiros, v. n.
1276.Remettido no Sr. director do arsenal de
guerra para mandar o menor, uma voz que o
supplicanle satisfaga o disposto no regulamenlo
de 3 do Janeiro de 18 2 art. 4.
1607.Bacharel Francisco Augusto da Costa,
pedindo pagamento do ordenado, que na quali-
dade de juiz municipal do termo de Barreiros,
deixou de perceber de 3 24 do mez passado,
cm que esleve fra do exercicio por motivo de
molestia.Informe o Sr. inspector da thesoura-
ria do fazeoda.
1608 Germano Francisco de Olivcira, empre-
sario do llieatro do Santa Isabel, pedindo a re-
novarlo do seu contracto porraais tres annose
sob nsitiesmas condicoes.Informe a directora
do liioatro da Santa Isabel.
1609.Jos l.uiz Rodrigues Franca, guaidj da
alTandega, pedindo tres mezes de licenca para
tratar de sua saude.Informe oSr. inspector da
Ihesouraria de iazenda ouvindo o da alfandcga.
1610.Manoel Marques da Costa Soares, v. n."
91:A vista da informacao fui regular o proce-
dimonto da camera municipal do Olinda em-nio
fazer um arrendamento com um membro seu.
1611.Pedro Ignacio do Almeida Guedcs, pe-
dindo ser alistado no exercito como voluntario.
Aprescnlo-se inspcegao no quarlel general.
1612.Provincial do convento da Carmo, pe-
dindo guarda de honra pira acompanhar ns pro-
cisses do ScnhorMorlo o Bcssuscitado nos das!
6 e8 do corrente.Dirija-se ao Sr. cuiiini.indan-
lo superior da guarda na.Monai deele municipio, I
a quem se expede a necessaria.recomiucndacau.
1613. Scolt Het & C", reclamando contra o
proco de 17# calculado para a tonelada do car-
vno de pedra que forneceram parn a eanhnncira
Parnahyba.Satisfarn) a exigencia dn Ihcsou-
rurio de fazenda constante da informacao junta
por copia.
1614.Tnsso Irmos, v. n. 96'. Altcndidos.
Officios.
1615.Do lente general commandanlo das
armas, informando o requerimenlo do alferes An-
tonio Dionisio do Sonto Gondin, que pedo paga-
mento da quantia de de?, mil rcis dispendida com
o nluguel dn dous cavcllos para a condcelo de
duas preces do No d'Alho para a villa do I.i-
moeiro.Informo o Sr. inspector da thesouraria
de fazenda.
1616.Ao mesmo, solicitando quo se mande
indemnisar o quarto batalhao de artilliaria da
quantia de 144g, dispendida com canelo do ma-
terial na sua mudenca para a rolado de Olinda.
Remettido ao Sr. inspeclor da thesouraria de
fazenda para mandar satisfazer.
1617.-1)0 mesmo, solicitando que so mande
adiantar ao lenle do corpo de eslado-maior da
segunda elasse Berardo Joaquim Correa, que lem
de seguir pnra a corle, o sold do corrente mez
de abril.Remettido ao Sr. inspector da thesou-
raria de fazenda para mandar satisfazer.
1618.Do mesmo, informando os requerimen-
tos em que os alferes do 9. balalhao de infan-
taria Manuel Francisco Imperial, Feliciano Igna-
cio de Andrado Maia 0 Joaquim Jos llamos, que
tem de seguir em diligencia parn o termo do
Ouricury, pedem o adianlamenlo de 3 mezes de
sold para arranjos de viagem. Informe com
urgencia o Sr. inspector da Ihesouraria de fa-
zenda.
1619.Do mesmo, informando o reqneiimento
do lenlo secretario do 10. balalhao de infan-
taria Guilhermc dos Santos Sazes Cadet, que pe-
de inderoiiisaclio do nluguel do cavallo que o
condu/.io da villa de lngazeira para esta cidade.
Remettido ao Sr. inspector da thesouraria de fa-
zenda para mandar pagar.
1620.Do mesmo. transmiltindo o nttestado
passado no soldado Joo do Reg Barros, para
poder haver a gratilicaco quo Ihe compele pela
capturn do desertor Geraldo Antonio Ferreira.
Rciucltido aoSr. inspeclor da thesouraria defazen
da para mandar pagar.
1621.Do inspector do arsenal Je marinha, v
ii. 1542.Vulto no Sr. inspeclor dn thesouraria
de fazenda para mandar pagar sob minha res-
ponsabilidade.
1322.Do juiz municipal supplento da 2.a va-
ra, pedindo que se d ordem para seren trans-
portados para o presidio de Fernando dous sen-
tenciados qno requercram a sua remorao para
all.Informo o Sr. director do arsenal de
guerra
1623, e 1621.Do director interino da reparli-
co das obras publicas, communicando que o
emprelSiro dos concertos da ponto do Anjo con-
cluio o 2 terco da obra c o enenrregado da
conservaco do canal de Arequind satisfez as
conduccoes do seu contracto relativamente ao
4. quarlel do 2." anno ; pelo que os julga com
direito a receberem, as prestacoes relativas.
Rernetlido ao Sr. inspector da" lliesouraria de
fazenda para mandar pagar a visla Jo competente
certificado.
3 de abril.
Requer imfnloi.
1625Bacharel Jos da Costa Dourado promo-
tor publico da comarca de Garanhuns, pedindo
pagamento de ordenado do raez do marco ulti-
mo, em quo eslevo era exercicio.Remettido ao
Sr. inspeclor da thesouraria defazenda para man-
dar pagar.
1626 -Antonio de Barros Correa, capitao da 3a
companhia do 16. balalhao de infantaria da guar-
, da nacional, pedindo que se aulorisco comman-
i danle superior de Pao d'Alho para atleslir1."
se o supplicanle esleve por algum lempo fra. do
commandode sua companhia ; 2ose tem ou nao
servido como membro da junta de revisio da
guarda nacional.Atieste, querendo.
1627.Eneas Bruce, pedindo uma passagem
do estado para o Rio de Janeiro.Se houverera
vagas para passageiros de estado no vapor que se
espera do norte, sera attendido.
1628Bacharel Felismino tic Mondonga Vas-
concellos, pedindo se proroguc por dous mezes o
prizo marcado paraapresenlar o seu titulo de juiz
municipal do termo do Cabo.Fica prorogadopor
dous mezes.
1629Dr. Francisco Jacinlho da Silva Coelho,
medico contralado para servir no 3." batalhao de
infantaria, pedindo pagamento do quantilativo
para uma besla de bagagem pela marcha que fez
de Villa-Bella para esta cidade. Informe o Sr.
inspeclor da thesouraria de fazenda.
1630O mesmo, pedindo pagamento da grati-
flcnco de 12$ mensacs por todo o lempo era que
dirigi a enfermara de Villa-Bella, cujos medi-
camentos erara por elle manipulados.Informe
o Sr. inspector da thesouraria de fazenda.
1631Germano Francisco de Oliveira, emprc-
zario do llieatro de Santa Isabel, pedindo refor-
ma no despacho n. 1243, que marcou o dia 15
de selembro vindoujo para o cornejo das repre-
senlacoes dramticas, visto como o seu contrato
finda-se no mez d'agosla.Deferido nos termos
da iuformaco da directora do thcalro de Santa
Isabel constante da copia junta.
1632Henrique Jos da Silva Quirrtanella, 2."
tenentc eocarregado da medic.o das Ierras des
indios, pedindo pagamento da graiificacao cor-
respondente ao mez de marco ultimo.Remetti-
do ao Sr. inspector da Ihesouraria de fazenda
para mandar pagar.
1033.Joaquim Antonio Barboza, cx-praja do
exercito, pedindo transporte para a provincia de
S. Paulo, d'ondc naturalFica expedida a con-
veniente ordem. .
1634 Jos Pereira de Azevedo, major refor-
mado doexcrcilo, pedindo uma passagem do esta-
do no vapor Iguarass para a provincia do Rio
Grande do Norte, d'onae veio cora licenca.Con-
ceda-se.
1635Jos Pauto do Reg Brrelo, pedindo
cerlido da sua patente de alferes secretario do
extinelo batalhao de guarda nacional do munici-
pio dn Cabo
1636 Guardio do convento de Santo Antonio
desta cidade, pedindo uma guarda de honra para
acompanhar a procissao do Senhor ressuscitado,
no dia 8 do correle.Nesta datase expedo or-
dem no sentido cm que requer.
1637Bacharel Manoel Firmino de Mello, pe-
dindo se submetta ao governo imperial o reque-
rimenlo em que pede ser nomeado juiz de direi-
to.Seja submeltido ao^governo imperial.
1638Maria do Carino Vasconcellos, pedindo
se providencie para que tenha andamento a apel-
pellaco iulcrposta por eocleciaro Augusto de
Miranda da sentenra que o couderr.nou a reparar
o crime do estupro comtnetdo contra a filha da
h
g
lei
A'v
supplicanle.Itcqueira o seu direito perante o
juiz competente.
1639Maria Joaquina da Conceico. pedindo
licenca para embarcar cora seus dou's filhos para
o presidio de Fernando.Informe o Sr. Dr. che-
fe de polica.
160Mesa regedora da irmandade do S. S da
freguezii de S. Jos, ptdindo uma guarda de hon-
ra para acompanhar o sagrado fhtico em sua vi-
sita aos enfermos daquclla freguezia no dia 1 do
crreme.Ao Sr. commandanle superior da guar-
da nacional deste municipio se expede a ordem
necessaria.
Officios.
1641l)o lente general commandanle das
armas, solicitando que se mande pagar de seus
sidos vencidos desde o priraeiro de desembro as
pracas do 8." batalhao de infantaria que, haven-
do chegado a esta cidade, teem de seguir breve-
mente para a villa de Ouricury.Remettido ao
Sr. inspector da thesouraria defazenda para man-
dar satisfazer.
1612Do director do arsenal de guerra, thlbr-
manJo o requerimenlo de Americo Jos l.ins do
Albuqucrque.Informe o Sr. inspector da the-
souraria de fazenda.
16f3Do Dr. chefe do polica, solicitando quo
se mande forneccr enfermara da casa de de-
lenco, a requisieo do respectivo facultativo, 50
ilxcs com travesseiros e lenccs c igual nume-
de camisas do briin.Informe o Sr. irspecior
i Ihesouraria provincial.
ICii a 1618Pedidos de azeite de carrapalo
para luzes em diversos quarteis militares e de
uma padiola para o 10." batalhao de infantaria.
I'ornecj-sc.
/ci; iienme/ios.
16 9.Antonio Melquades da Silva, pedindo
r nomeado amanuense da secretaria do gover-
), dispensando-lho a prova do habilitad visto
queja sugeiloi-se a um concurso rigoroso na
esourarin provincial, quando prctendeu o lu-
ir de escriplurario da niesran reparlico.Nao
m lugar.
1650.Antonio da Silva Gusrao, v. n.95.__
visla do que pondera a thesouraria de fazenda,
nao pode elfecluar-sc a compra.
1651.Vigario Antonio Thoraaz Teixeira Gal-
'o, pedindo admisso de ura menor orpho na
companhia de aprendizes do arsenal da guerra.
Informe o Sr. director do arsenal de guerra.
1652O mesmo, pedindo uma passagem do
estado no vapor Iguarass parn a provincia do
Cear.Passe-se portara no sentido cm que re-
quer.
1653.Carolina Alcxandrina Ncllo do Rogo,
pedindo que se conceda que dous filhos que tora
no collegio dos orphos passem oilo dias era sua
companhia. Concedo, nao havendo inconve-
nienle.
1654,1655 c 1656.Francisco Bringuel de Al-
meida Gucdes, lente do corpo de polica, pe-
dindo que se auloriso o juiz de direito, o juiz
municipal e o presidente da cmara da cidado do
Goianna para attestarcm o comportamiento rao-
ral c civil do supplicanle, durante o tempo cm
que commandou o destacamento.Atteslein.que-
rendo.
1*57.Francisco Jos Gomes de Santa Rosa,
pedindo entrega da consignaco volada na lei do
orcamenlo para a sociedado 'das arles mechnni-
cas Informe o Sr. inspeclor da Ihesouraria pro-
vincial.
1658. Joaquina Ignez de Oliveira Miranda, pe-
dindo se mande admiltir no collegio das orphas
uma irma.Informe o conselho administrativo
do patrimonio dos orphos.
1659.Joaquim Maria de Carvalho, Ihesourei-
ro da recebedoria 3o rendas geraes, pedindo so
submelta no governo imperial um requerimenlo,
pedindo restiluicao das duas quolas que pelo no-
vo regulamenlo Ihe foraro tiradas. Informe o
Sr. inspector da thesouraria de fazenda.
1660. Joaquim Jos de Azevedo, sentenciado,
que lem de embarcar para o presidio de Fernan-
do, pedindo licenca para levar sua mulher.In-
forme o Sr. juiz municipal da Ia vara.
1661Bacharel Joaquim de Souza Reis. pe-
dindo que se mande admiltir no collegio dos or-
phos um meoor, quo tem em sua companhia.
Informe o conselho administrativo do patri-
monio dosorphos.
1662.Joaquim de Souza Galvo, pedindo li-
cenca para ir ao presidio do Fernando.Apre-
cente-se ao Sr. Dr. chefo do polica, o a vista da
informarlo dellcscr attendido.
1663.Jos Luiz de Mallos, fornecedor dos
gneros alimenticios aos presos pobres da cadeia
do Bonilo, pedindo pagamento da quanlia do
667$840.Informe o Sr. inspector da thesoura-
ria provincial.
1664.Manoel Valeriano Bruno de S. Pedro
Barros, professor particular do prirneiras lettras,
pedindo licenca para continuar a ensinar, dis-
pensando-sc-lhe a prova de capacidade.Infor-
me o Sr. director geral da instrueco publica,ou-
vindo o respectivo conselho.
Officios.
1665.Do Exm. presidente da provincia das
Alagoas, pedindo o fornecimenlo de varios ob-
jeclos para o concert da calraia da barra do rio
de S. Francisco.Informe o Sr. inspeclor d?
Ihesouraria de fazenda.
1666.Do lenlo general commandanle das
armas, v. n. 1481.Remettido ao Sr. inspector
da thesouraria do fazenda para mandar pagar sob
minha responsabilidadc.
1667,Do mesmo, v. n. 1503.Volto ao Sr.
inspector da thesouraria de fazenda para mandar
o sold correspondcnlo ao prosenle mez.
1668.Do mesmo, declarando que o recrula
Eufrasio Francisco da Cunha, que Ihe foi apre-
senlado. obicvc baixa do servido do exercito por
iue.ipacidade phisica, nao podendo pois ser com-
pellido a assentar prafa novamente.Informe o
Sr. Dr. chefe do polica sobre o motivo de ser
recrutado este ex-soldado.
1669.Do presidente do conselho administra-
tivo para fornecimenlo do arsenal do guerra,
apresenlando a conla das 2 bandeiras compradas
para a fortaleza dos Santos Reis Megos da pro-
vincia do Rio Grande do Norlc.Remettido ao
Sr inspeclor da thesouraria de fazenda para man-
dar pagar.
COMMDO DAS ARMAS.
Qaartel senepa" **" commando das
armas em Pornainbueo, S3 do
abril de IMil).
ORDEM DO DIA N. 390.
O lenenTc-gcneral commandanle das armas
faz corlo para conhecimento da guarnico e de-
vido efleilo, que a presidencia nomeou 20 desto
mezao Sr. lenle reformado do exercito Manoel
Carneiro Machado Freir para o emprego de aju-
dante do director da colonia militar de Pimen-
teiras, o que conslou do officio daquella mesma
data, que o Sr. alferes do 9o balalhao de infanta-
ria Xilderico Cicero de Alencar Araripe deixou do
exercer as funecocs do tal emprego a 14 do cor-
rente por haver sido delle exonerado cm virludo
do aviso do ministerio da guerra, de 13 do feve-
reiro ultimo, declarando.o respectivo director,
que, cmquanto nelle servio, so mostrou com in-
telligencia, zelo o aclividade.
Faz cerlo oulrosim, que se apresentou no da
21, vindo da provincia do Para, o Sr. alferes
do referido 9o batalhao, Francisco Genuino Si-
mos. 9
Assignado. Bario da Vworio.
Conforme. Joaquim Fabricio it Mallos, l-
ente ajudante de* ordens interino do com-
mando.
i
i
i j i ^rfi a
i

bT ^b^ a !


_^ii
fl,>
----------=tt=------:-----
ORDEM DO DA. N. 391.
O lenle-general conamandaulc das armas faz
ccrto para conhecimenlo da guarnido, qua a
presidencia por olcio de 21 do correnle oppro-
tou o contrato celebrado a 19 deste mez coro s
Srs. doutores cm medicina Pedro Antonio Cesar
e Manoel Enedino do Reg Valengo, para, em
falta de officiaes do corpo de saude, nos termos
do nrt. 4o. do regulamenlo do 7 de marco de
1857, coodjuvarcm o servico medico militar
esta provincia.
Assignado. Barao da Victoria.
Conforme. Juaquim Fabricio de Mallosl l-
ente ajudanlo de ordena inieuo do coui-
mando.
ERRATA.
Tor engao mencionou-se na Gloiia doGoit,
Barreiros, Muribera, S Lourengo, Varzea, O' de
Olinda, Boberibc, Panellas, Luz, Nazarelh, Santa
Mara c Guipar, pruessoras, dev'cndo lcr-se so-
mente professores.
EXTERIOR.
AoSr. conde de Pcrsigny cmbaixador
de Franca era Londres.
Pars 2 1 de fevereiro de 18GO.
Senhor conde.Ja Uve a honra de vos trans-
mita- os dous despachos que o conde de Rech-
berg dirigi ao principe de Mctlornick, o que
conlm a resposla do gabinete do Vienua s ex-
plicacocs de que segundo as ordens do imperador,
cu tinlia acompanliado a communicaco das pro-
postas dimanadas do governo de S. M. Brilanni-
ca Havia-mc cu abslido de vir com o imperador
d'Auslria a apreciario cuja sinecridade nao con-
testo de mancira alguma, mas.que se alTaslam
muilo do nosso modo de ver, para que possarn
fferecer vantagem c tentar ratificar. Prefer
prestar desde logo homenagem aos scntn.entos
lierg quarulo, queieudo reprodu/.ir os proprios
lennos que en havia eniprogado, dccluroii que
se deplorava a divergencia de opinio das nos-
sas duas curtes sobre o valor pralico da coinbi-
naco sugteriflo por lo-rJ Jolin Russoll, assoca-
va-se comtudo esperanca do que me lornci in-
terprete, quando estabeloc que se a dificreiiga
dos principios poda, c algumas devia conduzir
aprccJaecs diffcrciites, nao era necessario, quan-
do a honra eslava salva de ambas asparles, que
resultasscm conflictos perigosos c to distantes
las intencocs da Franca e da Austria.
Anda que estejaligado seguranza que a
Austria den dos motivos que oxigem que as duas
potencias se absteiiham de una inlervencao ar-
mada na Italia Central, esta doclaraeo, lconhe-
ro cu, exclue qualquer adhesao da parle do ga-
binete de Vicnna ao uso que podamos fazer da
laltitude que nos concede ; mas resulla, e cu liz
observar isto mesmo ao principe de Mollernicli;
que nao se oppoz cousa alguma 4 justioa da mi-
nlia arfumentagao, e que o governo do impera-
dor tcm aciualmonlc a aculdade de examinar a
quinta proposta do principal secretario de estado
de S. M. Brilanoic ; pode principalmente, com
i liberdade que nao linlia no mesmo grao antes
lugo que ella cnvolve.
i Esta solugo conclua-se com os principios
que forro a m a base de nossas nslituiges, e, co-
mo fue a honra de vos cscrever cm 30 do mez
passado, nos nao estaramos justificados contes-
tando n cflico'cia da sua applcacao a oulros pai-
zes. Rcconhecemos por oulro lado que o voto
dos povos, se matiifcslou nos negocios da Italia
com grande aulondade, e csse voto que nos
mesmo tomamos em consideraco quando leal-
mcute (i/.emos conhrcer a Austria as difficulda-
des, insuperaveis na nossa opinio, que encentra-
va o cumpriinento llleral das estipularles de
Villa-franca e de Zuiich.
Nestc estado de cousaSf qual ou antes qual
seria o resultado da [imposta do gabinete de
Londres! Provocar urna nova expresso desse
voto com o assenlimenlo da Franca e da Inglater-
ra, de mancira que essa manifeslaco recebara
da adhesao previa das duas potencias, urna torga
ue ccrto modo regular c legalisada. O governo
do imperador examinou maduramente a situago
cm que (Icaria ncsla evenlualdade, c ficou con-
vencido de que nao consegueria desembarazar a
sua responsabildadc moral seno quando o prin-
pio do sulfragio universal, que conslilue a sua
propria k-galidade, se tornasse tambem o funda-
mento da nova ordem de cousas na Italia. Em
outro qualquer terreno, a parle que a Franca lo-
luasse, seria urna incomequencia maniMa, ijual
o scu governo senao pede expr.
Ora, aquillo' que nos somos obrigados a con-
siderar como una necessidadu absoluta, abstem-
io i Inglaterra de aconselhar, .cm comtudo se
oppr a que os governps de fado eslabclccidos
na Italia Central o reconhceam. Sabemos alero
ilissoquccssesgovernos nao 86 prestaran!, senao
com una especio de repugnancia, a urna nova
manifeslacao que considera intil e de natureza
a lancar suspeilas sobre o valor e sinecridade das
precedentes roanifestacoes.
As consideracoes quo acabo de indicar col-
locam-me na necessidade de pezar com cuidado
as consequencias a que nos pode conduzir a nos-
sa acquiescencia seni reserva a proposla ingleza.
Na nossa opinio, s um certo modo pode
era propriedade de substituir um principio novo
de eslabilidade o de ordem, a outro principio
consagrado pelo lempo e pelo respeito dospovos;
mas se temos o direito e o dever de reivindicar
nos mesmo o hvre cxcrcicio das nossas doutrinas,
nao rcconhecenios o direito de as impr aos ou-
tros, c. temos pelo contrario o dever nao menos
imperioso de 1 he deixar a liberdade assiro como a
responsabilidade das suas proprias opinies e dos
seus actos.
Accresccnlarci, Sr. conde, que o arcordo que
nos temos o mais vivo desojo de manlcr entre
nos c o governo de S. M. Britannica, nao pode-
ria de ccrto impedir-nos de mostrar que as po-
sires respectivas- nao sao exactamente as mes-
mas. Efectivamente, o correr dos aconlccimen-
tos no auno passado, collocaram-nos na neces-
sidade de sustentar o peso de urna guerra.
A-Inglaterra pode pelo contrario, sem preju-
dicar os seus interesses, permanecer cm urna si-
tuaco espectativa. Nao permita Deus que cu
pretenda que a Inglaterra deva raoslrar-se in-
cinrente aos resultados felizes ou desgragados
da experiencia para que nos convida a associar-
nos I Mas nada dirci que deixe de ser conforme
a natureza das cousas admittndo que se esta ex-
periencia vier, ou a malograr-se na Italia, ou a
provocar urna crise europea, a Inglaterra soja
sempre senhora de se limitar a urna posieo de
simples observadora.
Esta tarefa seria seguramente menos fcil a
Franca, c nos lemos o direito, sem querermos op-
pr-nos aos votos da Italia Central, e menos an-
da dilar urna soluriio nao consultando mais do
que as nossos consciencias, temos o direito, dis-
se cu, de nos preoecupar, muilo mais do que o
Inglaterra carece faze-lo, dos elementos de or-
interior e de paz exterior comidos as Oifferenles
solueoes que se podem dar ao grande publico
que hojo conserva suspensos todos os espritus.
O governo do imperador, senhor conde, em
nome dos servidos que prestou, nssim como cm
neme dos inlcressses que Ihe nao sao exclusiva-
mente pcssoaes.julga ter ttulos para fazer ouvir
alguns conselhos Sardenha, e a sua Lealdade
iznpdc-lhe o dever de precisar de alguma manci-
ra de apoio que seria pessivel prestar-Uve nesta
ou naquella combinaco. As illuses em mate-
ria lio grave, scriam perigosas para a Italia, e
comprometedoras para a Franca dissipa-lasno
pois querer constranger a liberdade da Italia,
simplesmente reivindicara da*FraiiQa edesem-
l'ara^ar previamente a sua aeco prevendo even-
tualidades as quaes os seus interesses Ihepros-
creveriam imperiosamente que se conservasse
afastado de complicaces que em vao teria puu-
par a urna naQo amiga.
O governb do imperador julga pois necessa-
ro explicar-se francamente com o gabinete de
Turiro, chamar a sua mais seria atlenco para as
consequencias da conducta que elle ter de adop-
tar, e deixar-lhes de alguma roaneira a escolhcr
entre os dous systemss.
com este fim que eu dirig ao barao de Tal-
leyrand o despacho que encontrareis incluso por
copia, que eu vos aulhoriso para 1er a lord lohn
llussell, ao mesmo lempo que esta.
Acceiiai, senhor conde, assegurancas da mi-
nha alta consideraco.
Thouvenel.
Na Romana, signilica que os abusos admi-
nistrativos do governo pontificio, haviam produ-
zidn geral descontentamente; c que a Europa,
quando aronselhava edito de Rctna pata rea-
lisar algumas reformas, proceda com acert c
da va a -ua Sanlidade provas de sabedoria e pre-
visto.
Nos Ducados, significa que a Italia quer ser
italiana, que as povoaces da Toscana, Parma e
Modcna recusavam enrgicoroenle a reslauraco
dos archiduques ; e que porlanto a Franca, prodi-
galiando o sangue de seus fllhos e os seus the-
souros, nos campos de batalha, coroprehendia o
desejo geral do povo opprimido, e combata por
urna, dea justa.
Na Romana o escrutinio significaAbaixo a
adminislraQao papal;c nos Ducados significa
Abaixo os archiduques
Mas dever dcduzi-se de taes factos, que a
annexacao pura c simples dos Ducados o da Ro-
mana o Pcraonte, sejam a ultima vonlade des-
sas povoaces que ha pouco manifestaran! os seus
desejos quasi unnimemente ?
Nao o acreditamos.
Parece-nos, que ser lgico, estabelccer diffe-
renga entre os sentimenlos manifestados com tan-
ta evidencia as votacoes rcenles, e o meio adop-
tado para o seu triunipho.
Examinando as diffieuldades, que o Piemontc
encontrara ao incorporar o Romana, por sua
conla c risco, e se deixasse de respelar a autono-
ma da Toscana :confiamos ero que Vctor Em-
roanuel ouvir osconselhos de um alliado, pode-
roso e prudente, e que sem contrariar o voto das
povoaces, proceda de forma quecm Roma o Tu-
rin sefacam mutuas concessocs para chegar a um
accordo pacifico.
Mas se Roma persiste era querer ludo ou na-
da, se nao aceita o Vicariato, e protere renunciar
em absoluto a soberana, so contina a di/.er non
ossumus, nesse caso o seu proccdiuiento reve-
or cegucira incorrigivel.
Do mesmo modo, se Vctor Emmanuel, sera
lomar em considerarao a soberana da Santa Sea
supplantar, declaraudo-sc soberano da Romana,
alTroutar gravissimas coroplicacoes e sacrificar
o futuro ao presente. Igualmente, se no_pro-
curar a investidura dos novos poderes, senao no
sulTrago universal, e se nao obstante ns conse-
Uios do principe a quera deve a posse da Loni-
bardia. rejeitar lodos os irfeios de conservar
Toscana a sua antonomia; o rei do Piemoule ser
mais ambicioso do que prudente.
Em taes liypolhesps commetter-sc-ham gra
ves erros em Roma e Turin, e oserros pagam-se.
a O momento 6 supremo.
A corle de Romj e o gabinete de Turin po-
dem, ao mesmo lempo, darao mundo umexetn-
plo de cordura.
Assiro o esperamos das luzesda Santa S e
do coraco de Pi IX, assiro o espetamos da raag-
nauiroidade de Vctor Emmanuel.
MAR m, FERTiATilBlICO. gtJAft^A PEtftA *5 DE ABRIL DE 1860.
Subn ello ao sulliagio universal e directo ase-
gtinte questo :
A annexacao i monarrhia conalitucionai do
rei de Sardenha, ou um reino separado.
Quando liverdes dado o vosso *o a miuha
missao estar prehenebida.
Parini.
O conde Luigi Cario Farini, goveroador da Emi-
lia, ch?gou a Turin para lera honra de apresen-
ti r ao rei Vctor Emmanoel os documentos juilifl-
c itivos do|suiTragio universal dos poros deParma,
Kodcna e das Romanias. Conduzido pelo mar-
quezdn Breme em urna carroagem real oi apre-
S'.-ntado no pa;o de S. M. el-rci que se achava
no throno. Junto a S. M. clava S. A. R- oprin-
c pe Crignau cercado de todos os dignatarios do
estado.
O caralheiro Farine proferio o seguinlc dis-
curso :
fcnhor.Tcnho a honra de depositar as
n of fe vossa raagestade os documentos legaes
diisuffragio universal dos povos da Emilia.
Dgnc-sc vossa roageslade, que tuha ouvido
com emoco 03 gritos de dr? accolher com bene-
volencia esta garanta de reconhecimento e de fide-
I dade, epois da salisacao.dos seus votos legti-
mos, aquelles povos, sennr, nao tero outro de-
sojo n ais do que o de lie ni merecer de vossa ma-
estade e da Italia, rivalisando cm virtudes civis
i- mililures, com os demais povos da vossa mo-
narcha constitucional.
Sua magestade el-rei dignou-se responder:
A manifeslacao da vonlade nacional, de que
acabaos de me dar um Iclemunho aulhentico,
to universal e espontanea, quando ella confirma
ce novo plenamente, a face da Europa c em lem-
pos eoondicoes diversas, o votourcccdenlemente
aanifestado pelas asscmblas da Emilia.
Ella insigne roanifestaco eleva ao cumulo
ns prevas de ordem. peiseveranca, patriotismo e
de sabedoria poltica que em po'ucos mezes me-
recer m aquelles povos a syropathia c a estima
le todo o mundo civilisado.
Acceilo o seu voto solemne, de futuro eu me
zloriarcide lhe chamar mnus povos.
Pcunindoa monarchia constitucional da Sar-
Jenha, c cgualraenle s oulras suas provincias
nao s os estados de Modena e Parnia, mas tnm-
bem is Romanias, queja se linhain esponlanea-
menle separado da soberana pontificia, cu nao
dimiruo a dedcago que tenho pelo veneravel
Mr Grandguillotpublicou no Conslilulinnel um
artigo, ero que recapitula os precedentes da pol-
tica france/.a, as suas relacoes coro a questo
iialiain, desde a ultima guerra, deduzindo as suas
consideraees dos documentos diplomticos rc-
ccnlemenie producidas pela penua de Mr. Thou-
vcncl.
As conclusoes desse arligo sao concebidas nes-
ses termos:
Nao se trata boje de rcstabelecer os princi-
pios que os povos repelliram. Parraa c Modena
sero annexados ao l'iemonte, e cnconlrarao no
sceptro da nobre casa de Saboia, a garanta da
sua nacionalidade italiana.
As Romanias nao vollaro de novo i auto-
ridade [directa do governo romano, representada
por legados, que as administren! apenas sob a
proteceSo das fortalezas ocenpadas pela Austria.
Permanecendo sujetts soberana do Santo Pa-
dre, parliciparo de todas as vantagens de um
governo livre.Hesta a Toscana. Esta conser-
var a"feua antonomia ; mas Floreoga, que s era
urna capital nominativamente, na rcalidade vas-
salla da Austria, retomar o seu esplendor c a
sua importancia pela constituro de urna sobe-
rana cm que revvela o espirito da velha Italia.
Esta solueo nao 6 lao pietnonteza como sem
din ida oquereria o conde de Cavour; mas ita-
liana. O conde do Cavour tero grandes ambices
para o seu soberano e para o seu paiz. Compre-
hendemos isto, cosamos longo de lhe fazer urna
censura. Mas o ponto de vista de Paris nao podia
ser o de Turin. A Franea nao fez a guerra so-
monte para engrandecer oPicnionle, fez a guerrr
para libertar a Italia.
O Piemonte nao ter na Toscana urna provin-
cia, mas ter um alliai'o, o que val mais talvcz.
No plano desta organisaco nao ha a menor even-
lualdade de voltar para a Austria.
O Piemonte, longo de icar solado, encon-
trar no scu cngrandecimcHto e na sua allianc
que o liga a Ploren^a, urna forca considcravel
para contraba lancar a resistencia de aples ed;
Roma se se prolongar. Em vez do os irritar pe i
sua ambicio, ha de conle-los pelo seu ascenden-
te. Ero urna patarra, harer umanaco italiana
que se constituir, que se desenvolver pelo con-
curso de lodos os seus recursos, c de todas as
suas nacionalidades, e nao um reino italiano que
absorvesse ludo, sem altender s differejicas es-
senciaes, aos interesses oppostos, c s descon-
fiancas da Europa.
E' a este resultado que lgicamente devia
chegar a poltica [raneen ; applaudimo-lo sinct-
ramenle, porque nes parece salisfazer a ludo
quanto se devia esperar de urna guerra empro-
hendida para roalis?rnos Alpes o pensamen o
dos nossos maiores res e dos nossos maores h(>-
mens de Estado. De futuro, a Austria nao tea
alm disso mais prolc-nroes do que em Voneza,
onde s se maulera depois de ampias reformas.
A Italia senhora dos seus destinos, t-oroo o dis-
se o imperador, e nao ser culpa sua, se ella niio
progredir no meio da ordem e da liberdade.
ebefe da egreja, que foi c estar sempre viva no I
meu :oracao.
Como soberano catholico e como soberano!
italiano, estou promplo para defender a indepen-
dencia necessaria aoscu ministerio supremo, para
contribuir para o cxplendor da sua corle, e para
prestar homenagem sua soberana.
O parlamento vai reunir-so: recebendo no
seu seio os representantes da Italia Central con- {
juntamente com os do Piemonte e da Lorobardia
consolidar 'de novo o reino, e assiguar limito
melbora prosperidade, a liberdade ca indepen-
dencia.
A Ga/.ela Oflicial depois de publicar o quesea-
ba de ier-se, acresceuia que o rei assignou cm
seguida o decreto em que diz que desde aquelle
da as provincias da Emilia sao declaradas parle
integrante do Piemonte.
Una salva decenio e um tiros de artilheria
anu nciou multido reuniia na praga docas-
tello o grande acto que acabava de consum-
mar-se.
Ao primero tiro de artilheria noloi!-so entre a
roullido uro niovimeuio incrivel de descrever,
e de todos os ngulos se ouvio rrgrilo de vioa o
rei! viva a Italia! viva a.-tiniao! Foi um mo-
mento imponente e solemne.
O re, atlrahido pelas reiteradas acclam.icdes,
dignou-se appareccr a janella. A' sua vista es-
sas .elaniacoes e applausos redobrararn. Todos
elevavam os seus chapeos; lodos cxchmavam
rivi o rea !
O cavalheiro Farini foi rcconihi/.ido para sua
casa em urna carruagem real, no meio das accla-
roacoesdo povo. O da 18 de marco de 1800 ser
de futuro mcmoravel na historia da Italia. um
dia de alegra solemne para o re c para a na-
ci.
As commissoes orneadas para esse fim debat-
i da egyde da gardenha, nao fizeram incriveis
esforcos para4 trazer as provincias venezianas a
um levantameiUo ? A este respeito aopellamos
para o testera unho do valoroso e leal exercito
francez, em presenga do qual teem tido lugar
estes manejos, e estamos convencidos de que
compaitilha o sentoento d'indignaco que entre
nos tem excitado essa guerra occull.i que conti-
nua a sombra da paz quo acaba de ser assigmda.
Os emiuarios da desordena percorreram Voneza
em todas as direcees, aleando por toda a parte
o tacho da discordia. Era tal o resultado que
tiravam, que o governo comprehendeu o impe-
rioso dever de proteger efficazmenlc, como li-
nham direito, os cidados pacficos, empregando
medidas severas contra os inimigos irreconcilia-
veis da tranquilidade publica. Sera porventura
inspirado felizmente o governo imperial, se ti-
vesse escollado similhante occasiao para dar se-
guimento as iutenges a que allude Mr. Thou-
venel 1
Trazendo memoria a serie de esforcos que o
governo francez lera feito no inleresse da reslau-
raco, o ministro aprsenla em primero lugar
as mssoes confiadas ao conde de Rcisel, e ao
principe de Ponialowski, e que segundo diz Mr.
Thouvenel s se niallograram pela opposicao dos
povos.
Mas nao se poder, sem receio de haver en-
gaito, altribuir tambem este cheque em grande
parle s segurancas que oulros orgo do gover-
no francez deram depois da paz de Villa-franca,
e de que o partido dominante tirn a convceo
de que o em prego da forca era excluido dos
mcios que'havia a adaptar, para conseguir a res-
lauraco ? Completamente tranquilisado por
esta promessa, os que govcrnavam linham na
apparencia inleresse em nao darem ouvidos as
inlimaces que llies chegavam no sentido da res-
lauraco, em porem em pralca, sem arocaga,
todos os meios de que dispdc sempre a autori-
dade constituida, para impedir que prevalecesse
a verdadeira opinio da maioria.
Todava a Franca nao ficou al. Trovocou a
reuuio de um congresso na esperanca de tr-
umphar, com o concurso da Europa," contra a
resistencia que os seus planos isolados linham
encontrado.
Como essa era tambero a nossa esperanca,
consentimos ero tomar parte no congresso, de-
pois de ter adquirido a cuitosa de que os pleni-
t los Francezes, que pagara urna justa retribui-
C cao, ludo chama os-Saboyanos ao seio de um
< povp quo a sua antiga rmilia.
Todas as relacoes physicas, rnoraes e polili-
cas solicitara a sua reunio. Era vio ae quiz
ligar ao Piemonte a Saboya ; sem cessar os
Alpes rcpelliam aquello nos dominios da Fran-
ca, o a ordem da natureza seria contrariada, se
o scu governo nao fosse idntico. >
Das 655 communas que compunham a Sa-
boya, s urna tinha protestado conta a reuniao
Franca. Na tonvenco nacional tambem um
mcrabro se lcvanlou para protestar contra esta
reunio. Esso mombro chamava-se Penires. O
nome merece ser conservado na memoria. A
assembla inteira manifestou os seus sentimenlos
com grande cnlhusiasmo e prolongadas acclama-
ces.
Se Vico lera razio, se a historia um cir-
culo, seria rauilo possivel que so enconlrasse
anda na Saboya urna cominuna que nao qujzes-
se a annexacao. Tambera seria possivel que
houvesse ainda era Franga ura Penires.
Pelo que lemos nos Debales, a ordem lora sido
para o exercito se apromptar a retirar-sc nao to
positiva como indica a Independencia Delga, as
seguintes palavras da sua revista poltica:
Relativamente Franga e a Italia, s temos a
noticiar, quo do gabinete de Pars se cominuui-
coc ordem ao marechal Vailja.nl para se retirar
da Italia com oexeilito Ir >ie seja proclama-
! da a annexacao da Toscan. V Romana.
< Tundo o marechal feto conhecer esta ordem
I ao rei da Sardeuha, por intermedio do governa-
dor de Milo, o cavalheiro d'Aicglio, a 5 ou 6 do
coi rente immediataraenle se reuni o c.onsetho de
ministros cm Turin para deliberar acerca da si-
tuicao polilicaern que Ocava o governo ptemon-
lez.'na presenga d'esta resoluco do governo de
Franga; nao obstante ella estar de accordo com
as dcclaraccs feitas pelo imperador no discurso
de t de marco e com o despacho de 2 de feve-
reiro do scu ministro dos negados eslrangeiros.
Ao cabo de urna discussao, que durou toda a raa-
nha.o rei Vctor Emmanoeleseus ministros, deei-
diiaro aeccitar as consequencias que podessero
pravir da resoluco da Franca. A.o partir do cor-
reio corra em Turin que o exercito sardo seria
posto em p de guerra.
i Milo 20 de fevereiro de 16C0.
o Senhor ministro.Aprcsso-mc a chamar o
vossa allcncao para o documento incluso, que uro
jornal desta cidade acaba de publicar.
A Austria fez, ha algum lempo, desmentir
pelos seus jornacs officiaes o boato de que o is-
la Jo de sitio havia sido proclamado cm Venosa.
Ao mesmo lempo aecusou o goveino do rei do
promover, por meio de seus emissaros, a desor-
dena "as povoaces italianas, que o tratado de
Zurich dcixou sob o dominio austraco.
O documento que tenho a honra de vos Ira s-
mitlir poder convencer o governo de... daorer-
dadeiras causas do profundo descontcntaroeoto e
da agitaco continua que reina em Veneza.
Por esta circular dirigida s delegages im-
periaes c reacs austracas ero Veneza, snbmeUc o
conde Bissngen, a alistamenlo toreado dascem-
panhias disciplinares, especio de pena que ne-
nhunia naci civilisada tcm inscripta nos s:us
cdigos, que em vio se procura no cdigo a is-
triaco, e que quasi corresponde aos trabal ios
furgados, todos os individuos que pelos seus in-
tecedentes, pelos seus sentimenlos ou pela iua
conducta parcc.am capazes de formar tentativas
de hostilidade centra o governo imperial aus-
traco.
Fazei, Sr. ministro, nolar ao governo d;...
1." Que a clastcidade desta expresso C tal
que quasi luda a povoago masculina de Vcreza
pode achar-se coinprclicndida naquella cathe-
goria.
2. Que a circular diz expressamente qu; se
nao lera na menor conta a razocs de saude que
possam oppor-se applicagao dest genero de
castigo.
3." Que a medida de que se trata nao l im-
perara, como c de sua natureza um estada de
silio, e que ella nao lera outro offeito mais do
que substituir era Veneza a auturidade militar
jurisdiego dos iribunacs ordinarios.
Julgo que convm apresentar estas observa-
coea consideragio do minislro dos negocios es-
lrangeiros, dcixando- lhe o cuidado de destruir as
consequencias que devera necessariamente. ?ro-
duzir-se deste estado de cousas cm Veneza.
Accitai, etc.
C. de Cavour.
potenciarlos trance/es obrariam com os da Aus-
tria no espirito do mais cmplelo accordo, aliiu
de fazer respeitar os direitos soberanos reserva-
dos pelo tratado de Zurich, c de, oppor as ten-
dencias annexonislas.
As cousas eslavam ssim eslabelccidas, quando
um acontecimeuto inesperado veto sensivelmen-
tc raodicar a situaco. Favorecer os planos
que linham por fim commulter um ataque contra
a inlegridade territorial dos estadas da egreja,
f.ii o mesmo que alterar as bases do ajuste to
felizmente estabelcciJo enlro nos o a Franca,
porque a manulencao d'esa inlegridade tinha
sido considerada al unan, as negociaces
entre os dous gabinetes, como una queslo
[ora de toda a discussao, c o art. 20 do tratado
de Zurick considerara-a debaixo dcsle ponto de
vista.
Emquauto que do toda a parle se pcrguutava
qual podia ser anda o resultado da reunio de
ura coogresse sob a influencia de urna mudanga
to considcravel das circumslancias, lomou a
propria Franga a deciso de addiar essa reunio
para una poca indeterminada.
O governo francez senlio as objecces que se
tuliam suscitado contra a reunio dos plenipo-
tenciarios, no momento mesmo era que elles
iara reunir-se. Julgamos ter provado que os
obstculos que se produziram cm tudas as pila-
ses dos negocios, erara independentes da nossa
vonlade.
Na exposigio que faz da situaco, examina
Mr. Tlmn enul .a queslo de saber sea reslaura-
go pode ser levada a effeito pela intervengo
armada da Austria c da Franga, v se chega
roncuso de quo essa restaurago moralmeute
iiuraossivel nos dous sentidos.
Tratamos de fa/.er aqu a dislnego entre a
queslo de principio e a queslo de opportu-
uidade.
Motivos polticos de natureza diversa, cujo va-
lor compreheiidcmos, recommendam as duas
naroes que se -abslenliam de urna inlervencao
armada na Italia do centro.
Temos por outro lado a mostrar quo a appl-
cacao do principio invocado pela Franca est
sugeita a variacous que dependen] da natureza
das circumslancias. E' ccrto que a Sardenha
tem exercido, em favor da insurreico da Italia
Central, urna inlervencao sema qual' se nao con-
solidara essa insurreigo. O governo francez,
comquauto veja uo principio da nu interven-
cao urna regra nter-nacional de grande aulo-
ridade, o propno que confessa quo esta regra
nao deixa de ler cxcepgo, e que pela sua parte
inlerveio na Italia, porque ceileu a circumslan-
cias imperiosas, e que os seus interesses lhe im-
punham riccessaiiamcnle esla obrigacio.
Mr. Thouvenel, depois de haver' excluido a
applcacao da violencia exterior de qualquer
corabiuago, perguuta se deve abandonar ludo
ao acaso, com o risco do ver as ideas revolu-
cionaras tomar violentamente o lugar das ideas
raonarchicas, que era todos os lempos caraclc-
risarara o moyiment italiano.
Em resposla a esta pergunt.a, nao podemos
deixar de manifestar o sincero desejo que te-
mos de ver chegar as complicaces italianas a
urna prompta solugo, que esteja de accordo
com o inleresse geral, e forneca, por consequen-
ca, urna garanta de durago e de eslabilidade.
Teria um similhante carcter a combinnro pro-
posta pelo governo da Ur-Brctanlia ? Depois
de havermos maduramente rcfleclido, confes-
samos as nossas duvids.
Nao desconhecemos que a prolongago do os-
lado de incerlcsa que alllge a Italia Central pos-
lo principe de Melternich, embaixador em
Paris.
Vicnna, 17 de fevereiro de 1800.
O governo francez, aites de explicar-se diffi-
niivanieiilc sobre a quarla proposla inglesa,jal-
gou iudispcnsavel indicar c justificar a sua sita-
cao para comnosco e para com as corles de Ber-
ln, c de S. Petorsburgo.
Rccouheccraos muilo o cuidado que Mr. Thou-
venel leve no cumpriinento d'esla tarefa, para
niio ligar, pela nossa parle, urna certa importan-isa cm resultado, trazer comsigo o excesso do
ca expheagao completa que devenios dar dos j espirito demaggico que parece receiar Mr.
n olivos quanto a altilude que julgamos dever
impor-nos. Para esse fim seguimos Mr. Thou-
venel na exposico histrica cuntida no seu des-
pacho.
Enlre os obstculos que se suscilarem contra a
rjalisazo da esperanca concebida pelo impera-
dor Napoleo de poder conciliar a nova organi-
sacio da Italia cora o rcslabelecimeuto das pre-
cedentes dynaslias, o minislro dos negocios es-
lrangeiros conta a inaccio e a altilude passiva
dos cheles d'cssas dynaslias, a hesilaco do so-
1 uiano dos estados da egreja em conceder refor-
raas, e finalmente o silencio que a Austria obs-
tinadamente guardou a respeito das generosas
inlengoes que foram manifestadas ao impera-
dor Napoleo relativamente a adminstrago de
Veneza.
Como o imperador Napoleo nao pode ser in-
dilTerente solucao das duvidas suscitadas por
estas noticias, presentaremos aos nossos leitores
as seguintes palaviaa de um artigo da Porta,
que passa por ser orgo do seu governo, e ao
qual se lem ligado muita importancia. Ei-las :
A votago da Italia nao nos sorprende, es-
peravamo-la e vamos dizer o que entendemos
acerca da sua verdadeira signifleacio.
Permttanr-no3 pergunlar de que maneira os
principes deslhronados teriam podido obrar em
aresenca da situagao que Ihes havia sido creada,
b. intil ennumerar aqui de novo as causas que
provocaram o levanlamento da Italia Central
Estes factos perteneca actualmente ao dominio
ja historia.
Foi a Sardenha que, depois de haver prepara-
do o movimento com antecpaco, approveitou-o
para salisfazer aos seus designios. Foram os
agentes sardos que reorganisaram a administraco
pela proscrtpcaode todososelemcnloesuspeilosde
dedicago a anliga ordem de cousas; foram os offi-
ciaes sardos quo forroaram o exercito de linha.
Tambem agora o minislro da guerra do S. M.
sarda, que ao mesmo lempo general cm chefe
do exercito de linha. e muitos geueraes sardos
dirigem os preparativos militares que se fazero era
Bolonha.
Os paizes insurgidos acham-se debaixo do r-
gimen de urna dictadura militar; qualquer pro-
cedimenlo a favor dos soberanos legitimse per-
seguido como um crime de alta traicao. Cinco
sexlos da populacio sao excluidos das operages
do vol, e aquelles que teem sido admillidos a
exercer o seu direito cleiloral teem volado de-
baixo da pro6so do terror, a que o partido domi-
nante recorreu. Como oodero os principes dee-
thronados fazer ouvir a sua voz, em presenc* de
ura estado de cousas lio vilenlo. O accolhi-
mento que os cheles do movimento tero sem dl-
vida feto as suas mais sabias manifeslages, nao
Thouvenel. Mas tambera nos impossvel dei-
xar de temer que urna solugao que com^rclicn-
desse o Iriumpho dos principios, bue o part-
do demaggico est habituado a invocar, longo
de combatir esses pergos, fosse propria para o
engrandecer.
Nada est mais longe do nosso pensamcnlo
do que considerar a importante queslo que nos
oceupa, segundo o ponto de vista de urna lucia
de influencia cutre a Austria e a Franca. Se
se trata, como observa Mr. Thouvenl, de cons-
tituir a Italia era potencia intermediaria cutre
os dous Estados, estaraos promptos, e temos
dado d'iso a prova, para contribuir para esse
resultado, mas conservando a couviegao de que
o programma de Vlla-frauca forneceria o racib
do o conseguir praticamcnle, e sem perigo pa-
ra o equilibrio poltico da Europa.
Mr. Thouvenel reservou-se tratar em um pr-
ximo despacho da queslo da Romana. J.i 11-
vemos occasiao de manifestar a nossa opinio a
respeito d'estc assumpto, em urn despacho que
Uve a honra de dirigir a V. Exc. em 20 de Ja-
neiro, sobn. 1. Isto, comtudo,nao nos ha de im-
pedir de esperar com o mais vivo inleresse as
proposlas que annuncia o ministro dos negocios
eslrangeiros.
Ficaes autorisado a fazer a leilura d'este des-
pacho a Mr. Thouvenel, e a deixar-lhc urna
copia, se elle o desejar.
Accetae, etc.
( Assignado ) Jlechberg.
Proclaauxrao de Farini aos povos da Italia
Central.
llevemos profundo reconhecimento ao impera- Itera dado um golpe irreparavel na sua dignidade
dor dos francezes por ler procurado a ndepen-' e compromettidoo intilmente o seu futuro?
dencia italiana a ultima guerra, e haver es abe- Quacsquer que fossem as reformas que o sobe-
lecido o principio da nao intervengo. rano dos estados da egreja livesse lengo de in-
llaveis declarado no momento do perigo, que
resisliricis rastaurarao dos vossos antigos go-
vernos.
Havcis proclamado Viclor Emmanuel coma rei,
Quando as desordena, os criraes e a emigracao
reinavam nos anligos go*ernos, provastes com a
vossa conduela quanto .creta digno de serum po-
vo livre e organisastes depois um forte exercito.
A Europa est convencida de que os gov jrnoa
destruidos nao poderiam austentar-se mais c om o
apoio das tropas eslrangeiros ; maa acredl au-se
quo a o.rmagao de um reino separado sera urna
vantagem .para vos.
Acreditamos o conselho que se nos den, de
consultar de.nevo a vonlade mtciQpiJ. O.'iqpsb
rolo Rci.respeilado,
MI JTII
^fl
troduzir noseu paiz, loria sido conveniente po-
las em pratica no momento em que urna assem-
bla facciosa prouunciava em Bolonha a sua
queda.
Quanto a Veneza finalmente, as generosas in-
teugoes manifestadas a este respeito em Villa-
franca pelo .imperador, nosso augusto .amo, con-
eetvam-se anda era toda a sua inlegridade, bem
entendido sob a garanta da sua independencia e
da sua antonomia.contra toda a influencia estran-
geira. Se estas inlonces nao eslo de fado rea-
lisa das, .de quera a-falta ? Nao sabido do lo-
dos que a paz de Villa-rranca foi para o partido
da revolucottra signal para .obrar iuuacI-
vidade, de que -ye.be.ZA jeclodariclimaT '
A Patrie publicou o seguinle artigo, que na
aclualidade muito importante '.
A FRANCA E A SABOYA EM 1792.
No momento em que ludo se prepara para a
annexacao da Saboya Franca, nao nos parece
ra de" proposito recordar o enthusiasrao e a
unanimidade com que os Saboyannos se reuuiram
a nos e* 1792.
Naquella poca a Saboya compunha-sc de
sete provincias que formavam sciscentase cinco-
cuta communas. Ora, quinhenlas c oitenta vo-
taram pura e simplesracntc sua reunio*
Franga. Setenta deram aos seus representan-
tes poderes Ilimitados, e urna nica manifestou
o desojo de formar um repblica particular.
'.' ainda necessario fazer notar que, no rula-
tono apresentado convenci nacional, faz-se
menco de um protesto de um habitante da-
quella communa, que declarara que o secretario
respectivo linha falsificado o voto dos cidados.
Das qualro communas que primero guardaran)
silencio tres lgaram-se logo depois ao suffragio
unnime.
Grigorio era o relator da cpmmisso. Natu-
ralmente envolveu cousas verdadeiras com Pitui-
tas exageragoes, e ornou o scu discurso com as
flores proprias da rhetorica do lempo.
Tambem naturalmente o relator ligou a an-
noxagao da Saboya aos aconleciraenlos que cnio
so consnmaram ; mas os Cactos sao factos, as ci-
fras sao cifras, o a reunio da Saboya A Franca
em 1792. urna pagina histrica que serve de
suficiente ligo.
m Na .conformidad* dos costumes e idiomas,
dizia -Gregorio, relacoes Jiabituaes,,odios dos
< Zabyanos-para con os Piejuon.te.zes, amftr pe-
ludo imprevisto na historia do imperador Na-
poleo III.
Emquanlo a irnprenso peridica que se julga
mais bem informada, sustenta que o exercito
francez permanecer na Italia, suas divises re-
liram, e comegara a sabir da I.ombardia.
Emquanlo os parlamentos, os jornacs e os di-
plmalas, eslo pesando as consequencias da an-
nexacao da Saboya Franca, o duvidando de que
ella se leve aocabo, o imperador legalisa solem-
nemente a annexacao. aceitando a incorporaco
na Franga da Saboya e Nice, que lhe ofierecm
curvadas respeilosas ante o throno, depuloces
dos cavalheiros provinciaesda Saboya, e doscon-
selheiros municipaes das principaes cidades d'a-
quella parte do reino l'iernontez de que o rei Vc-
tor Emmanoel houve por bem aulhoiisar a sepa-
ra gao.
O berco d'uma monarchia secular, e assra en-
tregue ao Imperio que ,ns lodos viraos surgir
dos ruinas de duas revoluges.
A solemmdade podia ser mais esplendida ;
mas seguramente nao se podia representar cora
mais novidade.
Ninguem a esperava-
O sufragio universal nao figurou, mas a scc-
iia que lhe corlaram no papel que desde o meia-
do deste scculu desemponha na formago e dis-
solugo de ccrlos principios, nu lhe corta o di-
reito de ser arbitro futuro da surte d'alguraas
naces
O fado anlecedeu sempre o direito.
O sufragio universal escreveu a data do segun-
do Imperio na historia da Franca ; aulhenticou o
engrauducimeiilo recente da Sardenha, depois de
ler firmado as seutencas qoc proscreverara dois
ihrouos.
J se n'io pude deixar de qualificar, como di-
reito, o principio poltico a que se devem taes
acoiiteciinenlos.
A sua falla rio programma da soleranidade, que
a 21 do crrente se celebrou no pago imperial da
Franca, nao o impedir de fazer lciubrado ura dia
o arrepeudmento, que o nao deixou tomar par-
te ups aconteciinenlos em que era esperado pela
Europa, segundo augustos indicios.
Apruximcmo-nos da sce.ua a que assislem il-
luslres espectadores.
, O exercito francez dcixou a I.ombardia o mar-
cha sobre Nlce o Clrambory.
Napoleo 111 est uolhrono acorapanhado pela
iraperalriz, e pelo principe imperial.
O conde Greyfi de Bellecombe, presidente da
depulago da Saboia l duas exposices dirigidas
ao imperador.
A primeara manifesla a satisl". Saboia ouviu as palavras de Luiz Napoleo, que
lhe davatn a esperanca do se incorporar na gran-
de familia frauceza, cora o consenlimeulo do seu
legitimo soberano
No segundo documenta, os raerabros dos con-
celhos municipaes, esperando que o imperador
aprecie a reserva a que sao pbrigados os corpus
constituidos, e os honiens que foram sempre vas-
salios leaes ao seu rei, ponderara que depois dos
actosdogoverno do rei Vctor Emmanoel, deve-lhes
ser perraeltido dirigir a Napoleio III a expresso
dos seus sentimenlos para com a .Franca, ligada
qual a Saboi'i obler nao smente a graudesa
e a gloria, mas tambem a sympathiae a seguran-
za de lodos os seus iulercsses physicos c ino-
raos.
Oucanios a resposla do imperador :
Senhores. Agradeco-vos os sentimenlos que
acabaos de inanieslai-rae, e coui satisfaco vos
vejo n'este logar. O re da Sardenha, leudo con-
cordado na reuuio da Saboia e do condado de
Nice Franca, posso sera quebra de nenhum
direito internacional, dar-vos o leslerouuho da
minha sympathiae aceelar a expresso dos vos-
sos desojos. As circumslancias era que se realisa
esta rectilicaco de frouleras sao to excepcio-
nacs que, so corresponden! a interesses legtimos,
nao ferera nenhum principio, e por consequcuca
nao cousliluera iieiihuin procedente perigbso.
Nao pela conquista, era pela recolta, que
a Saboia e Nice sero reunidas a Franga ; mas
pelo consentiraento livre da soberana legitima
appoiada na adhesao popular.
E' por taes motivos, que a parte da Europa
que nao os deixa vencer pelo espirito de antago-
nismo de outra poca, julga como natural e equi-
tativa esla annexago de territorio Franga.
O accolhimenio que tiveram as communica-
goes dirigidas pelo meu governo as potencias re-
presentadas no Congresso do Vienna, aulhorisa-
me a esperar da maior parte d'ellas, um exarao
favoravel do assumpto.
A ranha amisade para com a Sussa lcvou-
rae a ler como possivel a separaco em seu favor
de algumas porgues do territorio da Saboia ; mas
ante o modo como de;.aprovaes a idea de ver des-
membrar a Ierra que soube crear, no decurso de
soclos, uina iudividualidade gloriosa, formando
assim urna historia, nacional, natural declarar-
vos, que violeolaroi cm proveito de oulrera o
desejo das povoag.Oes que reprcsenlaes.
Pelo quo diz respeito aos interesses polticos
c coinmerciaes que ligara Suissa cortos pontos
da Saboia, pens que ser fcil allendcl-os por
meio de convenges particulares.
Espero porlanto, senhores, poder em breve
cousiderar-ves como mcrabros da grande familia
frauceza. Farci por ler a honra do realisar to-
das as vossas esperangas, e a annexacao de po-
voaces que lanos lagos prendera Franga, ser
para ellas urna nova causa de prosperidade c de
progresso.
Ao voltar para junto dos vossos concidados.
dzei-lhcs o quanto me impressionou a rainifesta-
gio de que sois dignos representantes.
Existcm enlro vos lano decendenles de fa-
milias que j coniriburam para a illuslraco da
Franca, lano ras s:iencias, como as armas
que ludo concorre para explicare justificar a obra
da unio que se prepara.
Depois de proferido esle discurso, o presidente
da depulaco dirigi um discurso breve, mas
afectuuso iraperalriz, c entregou ao imperador
varas represenlacoes no sentido da annexacao,
firmadas com mullas assignaturas.
O segundo Pmperio triurapha inconles-
tavel.
A pagina actnal da sua historia brilhante;c
a Inglaterra ver envergonhada, como lhe vae
servir de adorno o braso da Saboya, que tantos
respeitos e cuidados mereca ainda ha pouco a
lord Russel era um documento olficial.
O que estar no verso d'essa pagina?
Ninguem o sabe.
No eralaiiio, nao passar dcsapercebda a co-
incidencia de que nosdias em que a depulago
da Saboya est em Pars, que se publica o dci-
mo stimo voluino da Historia do Consulado o
do imperio, por Thiers contendo as glorias! e as
desgragas da Franca desde novembro de 1813 at
maio de 181f.
O espirito do conquista que movia cm 1814
poder renascer em 1860 cora a forma de anne-
xago.
A duvida est em todos factos, e-era todos os
espiritos.
A historia n'essc caso mais do que lico=
advertencia. Mas, a proposito de historia, nos
porluguez.es, que lemos urna emqueficaram lem-
hradas algumas dalas do primero Imperio, que
leremos respondido, como signatarios dos trata-
dos de 1815, a pergunla do segundo Imperio so-
bre o seu engrandecimenlo, denominado em
phrase oflicial recit.icaco de fronleiras 1
vel pela sua jnabalavel piedade, pelo seu reco-
nhecido alleclo i Santa S, para que sustento
no congresso os inconlestaveis direitos da egreja
as provincias romanas.
Se, di? o Padre Santo, o que so verificou
as legacoes em nome do rei Vctor Emmanuel,
devera ser considerado como effeito da vontado
de S M. a sania s nao esperara o menor apoio-
da parte do Piemonte. Mas o Papa quer, por
urna parte recordaros ttulos imrnortaesadquiri-
dos pela casa da Saboya ao affecto paternal da
egreja. e por outra a exemplar piedade da rai-
nha, mi i de Vctor Emmanuel e da esposa de S.
M. ; quer tambem acreditar que a graca divina
alumiar a consciencia e o coracio do rei, que
fazendo-lhe conhecer os seus deveres de rei le-
gitimo c catholico obler a benco do co.
O Padre Sanio abstem-se de dar, como co-
tume, a sua bencao a Victor Emmanuel.
A segunda carta a resposla do rei ante-
rior.
Victor Emmanuel faz protestos sobre a piedade
dos seus sentimenlos, assim como do seu profun-
do respeito c do seu perfeilo affecto para com a
santa se. O re agradece o elogio que o "Sanio
Padre faz a sua rai, a sua esposa c a sen pa ;
mas no que toca s Romanias relata a historia
da sua rcvolugo.
Diz que a auloridade pontificia foi destruida
por ura movimento cxponlaneo dos povos, e que
elle nu podia ser irtdifferenle sua sorte.
Traga delidamente os esforcos intentados por
seu pai Carlos Alberto para'a eraancipaco da
Italia. Carlos Alberto, diz Victor Emmanuel, lo-
mou a inmortal devisa do Papa Julio II: Fuoril
barbare ; e quando raorreu, as generosas lucias
que susicntou contra os oppressorcs da patria,
legou-lhe urna grande heranea.
O rei quer libertara Italia,* e esta tarefa esl a
meio cumpnda, gragas aos soccorros que recebeu
do seu poderoso e generoso alliado o imperador
dos Francezes. Vctor Einmanuel cila muitos
nomos de Ilustres prelados que condemnaram o
poder temporal do Pappa e dcclaram que a egre-
ja, para a sua grandeza, nao nccessilava dclle.
Espera> pois, que Po IX entrar na senda da-
quelles Ilustres prelados, renunciando ao scu
poder temporal. Pede, purtauto, a Sua Sanlida-
de, quo consinla em que o Piemonte governe as
provincias da egreja debaixo da soberana do Pa-
pa, a quera o rei conceder um valioso subsidio,
cao mesmo lempo urna execento e digna posi-
gao na nova organisaco italiana.
O mesmo jornal h'espanhol contina dizenda-
que Po IX responden a Vctor Emmanuel, bre-
ve, mas enrgicamente.
O Papa julgava que cartaxdo rei nao era tex-
tual, que tinha saludo de unta iraaginaco alte-
rada e de um coraco agitado.
Indicara que a sania s nao renunciara nun-
ca ao poder temporal, ncm a qualquer dos seus
dominios. O re Vctor Emmauuel esqueccuj que
a sua alma esl oxposla a militas censuras eicle-
sasticas, e parece desprezar a gravidade del um
perigo que o Padre Sanio lera o pesar de lite fa-
zer sentir ; osle perigo consiste em urna lerri-
vel censura, a qual se experia infallivclmenla
Vctor Emmanuel so presslr na poltica que
adoptou.
Estes dous documentos de que acabamos do
dar um extracto, sao realmente importantes, cora-
quanlo se nao nossa asseguiar a sua aulhcn'.ici-
dade.
DIARIO DE PERNAMBUCO.
A assembla provincial oceupou-se hontera de
seguinle:
Ollicio do Exra. Sr. presidente da provincia
pailicipando que ja mandn designar ura enge-
uheiro d.is obras publicas para tratar da diviso
das fregiiezias da Varzea e Afogados.
Dilo enviando as informaeoes dadas pelo juiz
de direilo de Santo Anlo, acerca da prclengo do
diversos cscrives dessa comarca.
Bequerimeuto dos professores do Goianria, pc-
diinin um augmento do 1003 1ac peicebcru para
o aluguel de casas.
Dito de Innocencio da Cruz Cordeiro, arrema-
tante do imposto de 1-0U0 sobre o gado vaceutn
do Pao d'Alho.
Dito do Dr. os Mamede Alvcs Fcrrcira, pe-
dindo a rescso do seu contrato.
Parecer da commisso de ordenados, offorecen-
do um projecto em que concede a Jos Nicaco da
Silva, alera do ordenado que percebe, a gralilica-
go de 4'oOcOOO.
O Sr. Gaspar de Drummoud, justifica c manda
a mesa o soguinto requerimenlo, que approva-
do, sem debate :
Requeiroque se pe;am informags presi-
dencia da provincia, sobre os motivos, porquo
nao lem tido lagar a rcalisacoda illuminaco da
cidade do Rio-Formoso, para a qual se lera vo-
lado qnola ha dous anuos.S. R. Gaspar Drum-
mond.
Continuando a discussao do art. 25 do orga-
incnto provincial, o Sr. N. Porlella contina a fa-
zer acousideracessobre os diversos SS do artigo,
aualysando una nina as suas dispusigoes.
O Sr. Ignacio de Barros expe os motivos jus-
tificativos da commisso na confecgo desse ar-
tigo.
Havendo dado a hora, o Sr. presidente levan-
ta a scsso, dando para ordem do diado hoje :
1" discussao dos projeclos ns. 47, 48 e 49 desto
anuo, e posturas da cmara municipal de Olinda.
3" dos de n. 20 e 35, desle anuo ;
Pareceres addiados ; e
Coniinuago do orgamento provincial.
Um jornal hespanhol que se mostr ramHo ver-
sado do que se passa em Roma; publica um
novo extracto, ainda que declara nao responder
pela sua aulhenlicidade, da correspondencia ha-
vida enlre Pi IX e Victor Emmanuel sobre a
queslo romana.
A priraeira carta datada de poucos das an-
tes do que eslava ixado para a reunio do con-
gresso. Eis a substancia da caria do Padre San-
to ao rei do Piemonte: #
O congresso deve reunir-se. As dores e as
Iribulaces da sania s sao condecidas. A re-
bello destruio a ordem legal as Romana*. O
Papa exhorta o re como principe catholico, c
como descendente da casa de Saboya, loo uot-
PERNAMBUCO.
REVISTA DIARIA.
Amauha o Jockey Club faz urna reunio dos
repeclivos socios, aliui de trataren! de negocios
da associago.
Como algumas ras da freguera da Boa-
Vista, que mais frequcntemenle se prestara ao
transito dos vehculos de conduego, acham-se
deterioradas om seus lelos com excavagoes bem
oolavcis, lembramos que se cuide de separa-las
por meio de enlulho, o qual pode muito bem ser
conduzido para ah da casa que ora se desmorona
na ra da Imperatriz.
Em urna pequea provincia, segundo o nosso
pensar, pode-so conseguir esse fim, que alias
muito ir porta, nao s ao publico, como ainda
aos cofres pblicos ; que com essa simples medi-
da chegaro urna economa real.
Tem espectculo amanha no thealro do
Santa Isabel pela rompanhia dramtica, que tra-
balha sob a dirceco do Sr. Coirabra.
Esla represenfacio interraeiada do passo
O solo inglez, e'do dansadoA Zingharclla,
pela Sra. Virginia.
No Cruzeiro do Sul seguio para a Baha,
sua provincia natal, a Exraa. viuva do Sr. Dr.
Joio Jos Innocencio Poggi, afim de ir alli resi-
dir cora sua familia.
Que o anjo da resignarlo lhe desea ao seio, na
separago era que a collocou a rorle. oquo
lhe alniejamos : assim como que no regago dos
seus achc algum allivio drquo a opprimc jus-
tamente.
Da Victoria, em dala de 23 do correnle, es-
crevem-nos o seguinle:
Mau caro amigo.Vou conlar-lhe o que se vai
passando por esta nossa Ierra.
O Dr. Pedro Bezerra Pcreira de Araujo Bellro
pretende a todo o transe passar por chefe do par-
tido liberal nesta cidade, embora lenha sido re-
pellido por falta de confianga. Ha pouco acaba
de produzr urna justificago sobre negocios da
qualificacao de votantes, afim de com esse* docu-
mento conseguir do conselho de revista a graca
de serem qualificados alguns do seu sequil,
que nao inlenlaram o recurso na forma da le
regularaenlar das eleiges, c do decreto n. 511
de 18 de marco de 1847, regulador da materia.
Nos porm eremos, que o conselho nao eogolir
essa pilula preparada pelodoutor.
Se elle quera que as suas reclaraages fossem
alleudidas, as de vera ler apresentado junta da
maneira prescripla na lei ; e sendo desallendi-
das, eolio interpor o recurso dentro de 10 das,
depois de concluidos os seus trabalhos; e como-
descuidou-sc, lenha paciencia, fiaando a sua prc-
tengio addiada para a qualificacao do anno do
1861 : o que nos parece mais consenlaneo ao
bom pensar, quedar desfrutes, bem como lhe a-
contecera com a represeulacio, que fez a S. M. o
Imperador contra a cmara municipal, cujo dc-
ferimcnU foi a entrega dos dous contos de res
(signa! de confianga) ao seu presidente o Sr. co-
ronel Jos Cavalcanti Ferraz de Azevedo, e a
condecorago do oCficialalo da ordem da Rosa:
pois o lempo enlio era smente para jubilo o
prazer, e nao para ressucilar-se queixas sobro
urna corporacao, cuja legahdade ji tinha sido
reconhecida pelo poder competente. %
Tambem se conta, que uro dos supplenles do
sundelegado do 1. dislriclo desta freguezia an-
dar convidando alguns dos inspectores de quar-
iciro para com os leus dislriclanos votaren de
m
* *

iwr-i L


mm
IlKtt PET>EBMUttUCO. QffARTA FEHT* f$ PE A1RIL DE 1B0.
accordo com o Dr. Poro tieliiau. Su assim acou-
teceu, aconselhamos a csse coromissario do se-
nhor doulor, que desista desse projecto, nao s
porque como agente de polica Ibc vedado dar
esse passo, segundo utn aviso a respeilo, como
tambem pela inexequblidade do seuprojeclo
pela antipalhia do improvisado chcfe Melhor
ser, que se recollia aos bastidores, c deixar que-
todos volem iivTcmente, (icando certo, do que os
inspectores nao lhe guardam o exigido sigillo.
Passavamos cm uin dos dias desia semana pela
ra da LagAi do Barro, e entrando era urna loja
de Tazendas, ah queixava-so amargurad.unenle
um sertanejo de ura jiiiz de sua Ierra, o qual por
certas affeices demorava ] por alguns mezes
em sua concluso uns autos de pouca monta pela
sua materia, que lnhara de ser migados afiaal,
que no entretanto (dizia elle) eslava soffrendo
immcrecidamcnle graves damuos por essa de-
mora
O mais que achamos, que o pobre homcm li-
nha razo ; porque favores cora olensa de ter-
ceiro nao se devem fazer;
parcial.
1 meo i ni, l)r. Luu Duarte Pereira e 1 eseravu,
Jos Joaquim Ribeiro Campos.
Passageiro do brigue brasileiro Damo, en-
trado do Rio de Janeiro : Carlos Augusto da Sil-
va Pinbeiro.
Matadouho publico :
Mataram-se no dia 22 do corrente para o con-
sumo desta cidade 100 rezes.
No dia 23 do mesmo 97.
No dia 24 do mesmo 91.
MORTALIDADK DO DA 21 DO CORRENTE
Mara, branca, 6 annos, Cebre cerebral.
Mara, branca, 10 ruezes, tosse convulsa.
Manoel Fcrreira Chaves, branco, casado, 55 an-
nos, cancro.
Jos Correa Peixoto, branco, solteiro, 16 annos,
afogado.
Rosa, prcta, escrava, sollejra, 30 annos, apo-
plexia.
Antonio Flix Goncalves, branco, solteiro, 30 an-
nos, fubrn amarclla.
Umbelina, branca, 4 annos, ronvulsoes.
e si ni juslca im-j Idalina, branca, 3 annos, maligna.
Bebiana Mara da Conce;o, parda, soltcira,
Nao podemos calar o sentimento, que nutr-i annos, angina,
ttos pela retirada do Sr. capillo Manoel Sabino Jos, prelo, escravo, 60 annos, diarrha.
do Mello, delegado de polica desle termo : porj Maria Francisca, parda, 40 annos, gangrena,
que o Si. capilo Mello j experimentado na es- Paulina, parda, 9 mezes, denlco.
13
cola do mundo, soube portar-se no desempenho
do cargo, que oceupou, com nlelligencia, acli-
vidade, prudencia c honradez, nunca parluamio i
-com o crime. Retirando-se, dexa o Sr. capitao
Mello smenle amigos c affeicoados entre os Vic-
toricnses, que de corto lhe sao gratos pelas ma-
neiras civis, c urbanas, com que a lodos tratou.
Dos queira, que o sen sucerssor, oue nao sabe-
mos quem ser, seja um imitador do Sr. capitao
Mello.
Est no exercicio da delegacia o subdelegado
do 1. dislricio o Sr. aleres Alcxandre Jos de
Hollanda Cavalcanli, em qualidade de l."sup-
plente, c cntrou no exercicio da subdelegara o
quarlo supplente o Sr. Jos Antonio da Silva
Lyra.
Um soldado do corpo do polica da escolla que
condnzia presos da comarca de Caruar para o
Recifo, ferio-sc casualmente, desparando-se a
arma que trazia sobro o hombro na aeco de a
vollar e baler com o couce sobre a torra". Cons-
ta-nos que o ferimento grave, mas que o pa-
ciente est por ora sem perigo de vida, sendo o
seu tratamento conGado ao Sr. Benjamn, boti-
cario desta cidade.
Teremos reuniao do jury no dia 9 de maio pr-
ximo futuro, dia dcsigna'do pelo Sr. Dr. juiz de
direilo Souza Leo. Consta-nos que ncsta'sesso
sero apresentados vinl lanos processos.
A salubridade vai sera allcracao, com quantu
a varila anda nao Icnha dcsapparecido inlcira-
mentc.
O sol tem sido intenso; as cliuvas j fazera
falla ; as priraeiras planlaces penlcrani-se. A
farinha, o milho, oeijo, ludo vai crescendo de
precio. Vicrom a ultima feira 400 bois. A melhor
carne lalliou-sc nos acougues. a 9 e IOS Por arro-
ba. Parece-nos, que o anuo nao vai bem. Es-
peremos.
O noliciador.
Os DEscr.^DE>TF.s de Racne. Por inlcrlo-
cucao dos autores o compositores dramticos em
Taris, abrio-sc urna subscripto a favor de ma-
deraoisellc Trochu, bisnela de Racne, eum jor-
nal por essa occasio publica as scguinles par-
ticularidades genealgicas a resptilo do grande
trgico:
Joo Racne casou com Catharina de Romanet,
e Luiz Hacine, seu fllho, cora Maria de Pnsle,
do quem leve Anna Racine, casada com Luiz
Mirlcau d'Illiers, senhor do Radrels d'IUers.
Destc matrimonio nasccu Luiz Mirleau d'Illiers,
3uc casou com Magdalena Victoria Julia Rouge
c Moutant.
Desta unio houve muitos filhos, entre oulros
a mai de mademoselle Tiochu e Anna Julia
Francisca Mirleau de llllcrs, esposa do hbil cal-
ligrapho Pierre Vincent Chonilloux, professor do
liceu do S. Luiz.
As tres filhus desle ultimo lem sido educadas
por seus pas no convente das Ursulinas, c na
mesma casa tem tambera sido educada raaderao-
selle Trochu a cusa da commisso dos autores
dramticos que nao duvidaram dedicar os seus
cuidados a una dasdesccudenlcs do Ilustre au-
tor da lhalia.
O casamento ikslez. A Revista Ingleza
publica a seguate aventura que nao dexa de ser
curiosa :
_ Segundo o cdigo francez os mancebos que nao
tvercm 25 annos completos, o as donzellas que
nao tverera 21 anuos, nao podem coulrahr ma-
trimonio sem o assenlimeuto de seus pais.
Conscguintemenle os tribunaes francezes an-
nullam implacavelraente os consorcios contrata-
dos cm Inglaterra, entro francezas e inglczas,
quando os primeiros nao tem obtido o consenli-
mcnlo exisido pelo artigo 148 do cdigo Napo-
leo.
Tor tanto, apezar de toda a boa f, e quasi
sempre se d essa circumslanca, as raulhcres
inglezas de maridos francezes sao s vezes casa-
das o nao casadas, mulheres legimas do um
lado do Mancha, c Ilegitimas do mitro. Daqui
procede que, depois da la de niel, e algumas
vezes antes desla acabar, se levantara gritos, fu-
roresvmaIdces, ou contra a legislarlo,ou contra
os prfidos francezes, mais criminosos que The-
seo e Jason. N'um caso scmelhante est acluaV-
mente M. Gay-Lussac, lilho do celebro chimico
ja fallecido, o qual casou em Londres com urna
ingleza da mais rara belleza. Loucamcnte apai-
xonado elle nao esperou o consenlimento malor-
nalpara se desposar com a forraosa ingleza. Rc-
cebidas as heneaos, trocados os aunis, M. G?y
Lussac quz levar sua esposa para casa, mas fui
dcbalde. **m
Ni, mcu cajo esposo, exclamou sua mo-
tado, vou para casa de meus pais, e l me con-
servarei em quanto nao chegat o consenlimento
de vossa mi.
E com esta obsiinaco anglo-saxonia, de que as
mulheres inglezas lem nao pequea dose, ella
tera resistido, c resiste anda a lodas as suppli-
cas do seu joven esposo, porque madama Gay-
Lussac ral, parece que nao quer sanecionara
unio nao consummado.
O joven esposo tera excitado os scnlimenlos
mais compassivos era todos os sales de Londres
mas as damas que sinceramente o lamentan),
nao admiram menos a rrsolueo da sua compa-
triota, que est ja na orden) das heronas, e
olhada como urna Heloisa ou Clanssa da poca.
A Gazeta de Turgovia conta que n'um dos
thcatros de Vcneza alguns amadores atiraram a
urna dansarina ura ramo de llores, que reuna as
tres cores da independencia italiana : verraelha,
branca e verde, a artista apanhou o ramo* e o
beijou.
A polica raandou-a logo chamar, c lhe orde-
nou de calcar aos ps qunesquer ramos que (he
fossem eticados pelos espectadores.
O publico, coiihccendo esla orden), ntirou
dansarina na noite seguinle um ramo composlo
das cores austracas (amarclla e prela). Fiel or-
dera recebida, a dansarina o caicou aos ps. A
esla aeco toda a sala relumbou cora applausos e
acclamagoes.
Passageiros do vapor nacional Cruzeiro do
Su/, sahido para os porlos do sul :Para o Kio.
Deputado Dr.Jeronymo Vuelta de Castro Ta-
vares, Graciano Henrique Marques, lente Ma-
noel Joaquim Machado, sua senhora c 2 filhos
menores, 1). Francisca Fetisbina de Moraes Braga
c I (ilha, Dr. Silvino Cavalcanli do Albuquerque
c 1 criado, Joaquim Perera da Rocha Paris, Pau-
lo Rrilo'C 1 escravo, L. Ignacio de Lima, capitao
Jos Brasilino da Silva c sna senhora, Guido Mar-
tina Duarte, depulado Dr. Antonio Francisco de
Salles e 1 escrava, Dr. Francisco Carlos Brando.
e 1 criado, Eiiziario Gomes de Luna, Francisco
Floriano de Canlalica, Dr. Domingos de Souza
Leao, sua senhora, 2 filhos e 2 cscravos, lenle
Antonio de Paula Rodrigues, D. Maria Scvcrina
tlenezes Vasconcellos de rummond, ^Eoeas Bru-
ce, 2 escravos do Dr. Joo Ferreira da Silv-a, 1
escrava de Teixeira B S & Companha, Dr. An-
tonio Buarque de Macedo Lima e 1 escravo, Ig-
nacio Gomes Lima, rocrutas Eslevo A. de Souza,
Serafina S. Briraa, Francisco da Silva Quciroz,
Anglico Carlos de Abreu, cubo Silvestre Alves
do Nasciraenlo, N. W. Lins, 1 escrava de Francis-
co Marinho de A. e Mello, 1 escrava do Dr. Fran-
cisco C. Brando.
Para a Baha.Reverendo abbade de S. Benlo
de Olinda Fr. Joaquim do Desterro e 1 criado, D.
Constancia Perpetuada Cunha Pogis 3escravos e
4 criados, Adelgecio Ubaldino Canuto, Joo Car-
tieiro da Silva Reg e 1 escravo, Dr. Luiz Durte
Pereira e 1 escravo, D. Maria Florinda Bezerra
Francisco Manoel Conches da Cunha Jnior,
D. Ida Amada, E\m. baro do BomJardim esua
senhora, D. Joanna Ituniz Brrelo, 2 Blhos meno-
res, 2 pardas lvroa e 12 escravo e criados, Luiz
Caetano Muniz Brrelo, Francisco Manoel Fernao-
des de Paria.
Para Macei Jos Ovidio de Paria Salles. Joo
Cocino do Rosario, Jos Ignaciotuarque Guabi-
nea, Jos Joaquim D. P. Jnior, Joo Jos Ra-
mos; Francisco Rapozo de Medeiros, Joo Jos de
Miranda, Antonio C Seratlco de Assi Carvalho o
Hospital db camdade. ~ Exislem 65 ho-
mens c 58 mulneres, nacionacs ; 5 horneas cs-
Irangeiros ; lolal 128.
Na totalidade dos doeDtes cxislera 42 alienados,
sendo 32 mulheres e 10 homer.s.
Foram visitadas as enfermaras pelo cirurgiao
Pnlo s 7 horas da manha, pelo Dr. Dornellas
s 8 horas o um quarto da manha.
Falleccu urna niulher de gangrena.
juiz de fltreito, presidente do jury, convidndo-
me para o substituir, visto estar bastante encom-
modado. Na forma da ioi, aeccitei o confite, e
assumi a presidencia do jnry, quando j o reo,
que pela segunda ou terceira ?ea era submettido
a ju'.gamento, linha sido interrogado, se eslava
no acto da leilura do proceso. Nao fallei com
juiz de ficto elgum, excepeo de ura ou oulro
amigo neu, jue assistia o julgamenlo. Correu
a sesso sera o menor incidente, at que a meia
ooite, ndos os debates, formule! os qnesitos,
guiando me^)ela discussao havida, e pelos qui-
silos feilos no julgamenlo anterior; recolhido o
conselhc dos jurados sala de suas conferencias,
voltou pouco depos, pronunciando a absolvi^o
do reo, do cuja dectso nao poda eu appellar
como le lei.
Concluiram-se os trabalhos estando eu bastan-
te fatigado, e al ura pouco encommodado.
Chovicava ura pouco, e nao querendo expor-
nie aquella hora da noite chuva, acceitei o
ofTereciniento que me fez o men collega, o Sr.
Dr. Joacaim Elviro do Moraes Carvalho, de pas-
sar a ponte do Recife era seu carro. Quando
CHRONICAJUDICIARIA.
TRIBUNAL DO C0MMERCI0.
SESSAO ADMINISTRATIVA EM 23 DE ABRIL
DE 1860.
PRESIDENCIA DO EXM. SR. DGSEMBARGADOR
SOLZA.
s 10 horas da manha, achando-se presentes
os Srs. depuiados Lemos, c Bastos, o senhor
presidente declarou aborta a sessao c dcsignou o
deputado Lemos para servir de secretario
DESPACHOS.
Um requerraento de Jos Joaquim Dias Fer-
nandes, proprielario do brigue Elvira, rccolhen-
do a carta de registro do mesmo brigue, por le-
lo vendido. Seja ouvido o Sr. desembargador
fiscal.
Oulro de Jorge Jacomc Tasso, consignatario
do brigue Helena, recolhcndo a carta de registro
do ruesmo, que naufragou no porto do Ass.O
mesmo despacho.
Oulro de Firmiano Jos Rodrigues Ferreira J-
nior, proprielario do hiate Aracaty, que- passa a
denominar-sc (ratidao, recolhendo a caria de
registro do mesmo, e pedindo nova. Tambem
com vista ao Sr. desembargador fiscal.
Oulro de Manoel Marques Caraacho, pedindo o
registro da nomeacao de um caixeiro.que ojunla.
Registre-se.
Oulro de Rarboza & Lima, pedindo rehabilita-
cao.Autoada, o servindo do escrivo o ama-
nuense deste tribunal o liacharel Villares, d-se
vista ao Sr. desembargador fiscal.
Oulro de Melquades da Costa Barros e Anlu-
nos & Irmo, salisfazendo o despacho desle tri-
bunal de 12 do corrente, aliin de ser registrado o
seu contrato. Volle ao senhor desembargador
fiscal.
Nao havendo nada a tralar^se. o Sr. presidente
cncerrou a sesso.
SESSAO JUDICIARIA EM 23 DE ABRIL DE 1860.
PRESIDENCIA DO EXM. SR. DESEMBARGADOR
SOLZA.
Ao meo-dia, achando-se presentesosSrs.de-
sembargadores Villares, Guerra, c deputadosBas-
tos e Lemos, o Sr. presidenlu declarou aberta a
sesso ; c foi lida e approvada a acta da ante-
cedente.
DiSTRimir.ors.
Appclbnte, Manoel Antonio Vieira ; appc-lla-
dos, os curadores fiscacs da fallcncia de Jos
Duarte de Olivera Reg.
Ao Sr. desembargador Villares.
(Escrivo Martins Pereira.)
Appollanle, Francisco Jos da Silva Mancha ;
appellados, Tasso & Irmos, curadores fiscaes da
massa fallida de Novaes & Companha.
Ao Sr. desembargador Guerra.
(Escrivo Marlins Pereira.)
Nada ruis houve a tratar.
Beco Rangel,
Secretario interino.
.ILUV DO RECIFE.
2a SESSO.
Dia 24 de abril de 1860.
PRESIDENCIA DO SR. DR. AG0STINH0 FRMEL1NDO DI
LEAO JLNIOR, mu DE D1REITO INTERINO DA SEGUNDA
VARA CRIUINAL.
Promolor publico interino o Sr. Dr. Francisco
l.eopoldino de Gusmo Lobo.
Escrivo o Sr. Joaquim Francisco de Paula Esle-
ves Clemente.
Feita a chamada s 10 horas da manha,
acharam-sc presentes 24 senhores jurados. bre-
se a sesso.
Foram dispensados da sesso por motivos jus-
tificados os senhores scguinles :
Dr. Manoel Adriano da Silva Pontes.
Jos Corra Leal.
Foram multados em 20jJ cada um dos senhores
jurados multados nos dias anteriores, que nao
comparcccram, e mais os senhores :
Rento Jos Ramos de Olivera.
Ignacio Pinto Soares.
Miguel da Fonseca Soares e Silva.
Joo Evangelista da Costa e Silva.
Caetano da Silva Azevedo.
Jos Maria Freir Gmeiro.
Joaquim Thcodoro dasChagas.
Zeferino de Lima Cavalcanli.
Flavio Ferreira Clao.
Joaquim Slverio do Souza.
Maximiano Francisco Duarte Regucira.
Utaldo Manoel de Alraeida.
Joo Antonio da Silva Grillo.
Francisco de Paula Lima.
Jos'Pedro da Silva.
Antonio Jos de Almeida Ribeiro.
Jos Rodrigues Guimares.
Antonio Joaquina de Olveira.
Dr. Joo Alves Dias Villela.
Sendo insuOlciente o numero de 23 jurados o
Sr. Dr. juiz de direito interino procodeu o sor-
teio de mais21 jurados para completar o numero,
visto haver dispensado um jurado dos que
comparecern, o sahirara sorteados os senhores
seguintes :
Jos Joaquim Anastaco.
Francisco Aftonso Ferreira.
Jos da Costa Brando Cordeiro.
Manoel Teixcira Bacellar Jnior.
Jos Ribeiro Simos.
Dr. Constantino Rodrigeselos Santos.
Antonio Jos Conrado.
Manoel do Nascimento Araujo.
Domingos da Silva Guimares.
Anlonio Jos da Moraes.
Domingos Francisco Tavarcs. .
Jos Joaquim da Costa Ribeiro.
Jos Ramos da Cruz.
Cielo da Cosa Campello.
Francisco Jos Silveira.
Manoel Jos Rodrigues Braza.
Manoel Affonso Aquino de A'.buquerque.
Gervasio Protasio Simoes.
Anlonio Leite de Pinho.
Dr. Prxedes Gomos de Souza Pitanga.
Joo Manoel Pinto Chaves.
Concluido o sorteio o Sr. Dr juiz de direito in-
terino mandou proceder a notificaco, e suspen-
deu os trabalhos a meio dia, addiando a sesslo
para odia seguinle s 10 horas da manha.
E' tao smenle em attenco ao publico, a cujo
juizo sempre rae sugeito, que oceupar-rae-hoi
de alguns factos innocentes, por mim praticados,
e que foram adulterados, c revestidos de circuns-
tancias taes, que ton am o carcter maligno que
Ihes querem dar no Liberal Pernambucaho.
Esses fados sao os seguintes *- Ter depois do
julgamenlo do Dr. Joo Lins Cavalcanli consen-
tido que elle passasse a ponte do Recife no mes-
mo carro em que eu vinha. Ter mandado ma-
tar em 58, com intervallos de. oito dias, tres re-
zes, do peso cada urna de 3 arrobas, para consu-
mo de minha familia, da do meu pai, o das de
prenles de minha raulher.
#uncajgjpnheci o Dr. Joo Lins, nem mesmo de-
vista, a o dia do seu julgamenlo, que lendo
comecado sob a presidencia do Sr. Dr. Alexan-
dre Bernardino dos Res e Silva, foi, por inci-
dente de molestia repentina deste, concluido sob
a minhi presidencia. Seriara duas para tres horas
da larde d'aquetle dia, quando rccnbi um oJBrio-
do Sr. Dr. Alexandre Bernardino dos Res -Silva,
eslava no carro com o Dr. Carvalho, appareceu '
um Sr. nfficial de polica ( se bem me lerabro )'
pedindo permisso para tambera passar a ponte,
e entran lo para o carro, aps dclle cntrou o Sr.
Dr. Joc Lins, que acabava de ser absolvido. So-
ria grande grosserla de minhi parte fazer descer
aquelle Sr., de cojo contacto por certo nenhum
mal rae poderia vir. Seguimos pela ra do caes
da alfanJega, ponte vclha do Recite, e ra do
Crespo, onde desci, seguindo o carro com o Dr.
Carvathc, Dr. Joo Lins, eo offlcial, em direceo
que me nao lembro. Quer antes, quer depois'do
julgamenlo r enhuma palavra troque com o Dr.
Joo Lins, que al hoje ncnhuina relaco tem
tido commigo.
Ignorava, como aiuda hoje ignoro a sua mo-
rada.
Appello para os Srs. capitao de engenheiros
Francisco Raahael de Mello Rogo, Dr. Joaquim
Elviro dn Moraes Carvalho, Umbelino Guedes de
Mello, e outres que esliveram no tribunal do jury
at (indar a sesso, para que digam se fallo
verdad e no que acabo de expr. O proprio Sr.
Dr. Joo Lins, que diga, se islo a verdade, o se
era lempo algura rucebeu do mira o mnimo
javor.
Quanti questo das rezes, o facto muito
e muito simples, o oppelto para lodos os mora-
dores do freguezia da Boa-Vista, para que de-
claren) se algim dia mo dediquei venda de
carnes verdes, se bem que esle genero de com-
mcrcio s sej deshonroso para a gente do Li-
beral.
Em 58 o pr?ro da carne verde lornou-se fabu-
loso, e para mais eoiuraodo das familias muitas
pessoas da Ireguczia da Boa-Vista mandavam
comprar pcqi enos vilellos, c os malavam para o
consummo proprio : ntreoslas pessoas figurava
eu, que encairogaradilocompadre.de nomo Jos
^.Antonio Marques, mcu vizinho, que, apezar de
ser a rez pan consummo particular, sempre em
seu nome pa<;ava o imposto da lei.
Mora a rez (nao passaram de tres) era entre-
gue un escravo de meu pai, quo trabalhava
como cortador de carne no acougne, c que a dis-
tribua pelas familias de meu pai, minha, c a do
av de minha miilher.
Quizrorcm a sorte que meu pai tivesso urna
pequea disputa com um camarista sobre a ques-
to da arrem.itaco dos lalhos dos acougues, e
islo foi bastante para que se mandasse'apprehen-
der as carnes de urna das rezes e se oRiciasse
cmara de modo por quo o fez o respectivo lis-
ca, era cujo apoio est a defeza, ou antes jusli-
Qcacode raeu acto, pois ninguem seriamente
dir que eu abaslecia o mercado matando urna
rez, que pesava 2 arrobas e tantas libras, e da
qual mandava um quarto a meu pai.
Depon dessa apprehenso, mandei muito de
proposito miar urna vitolla, que distribu em
presentes : j tambera apprehendida, mas im-
mediatamente restituida, porque nao se achou
undaounlo )ara tal procedimenlo.
Eis un do:i factos que rae alrm face !
Quaii'o ao outros factos mencionados na cor-
respondencia do Liberal sao lo infau.es, e lo
negros, que Jesceria da minhadignidade, sopor-
ventura avenlurasse qualqucr propnsiyo acerca
d'ellos.
Tenho exercido varios cargos pblicos, sempre
merecendo elogios, e agradeciraentos do gover-
iio, e das autoridades superiores, e para confu-
so dos que rae detractan), rogo a publicaco dos
seguintes documentos.
Hecife, 23 do abrii de 1860.
Rufino Augusto de Almeida.
Agostin 10 Luiz da Gama, cavalleiro da Ordem
da Rcsa, juiz de direito, chefe de polica desta
.provi icia, por S. M. 1. etc. etc.
Alies o que o Sr Dr. Rufino Augusto de. Al-
raeida, secretario de polica, durante o lempo
que coi ligo servio foi assiduo no trabalho, de-
sempenhou as obrigaces do seu cargo com in-
tclligcncia, 2clo e de'dicaco pelo que sempre o
conside:ei o mercecu minha inlcira confianja. E
por ser verdade e para constar onde convier dei
o presente d2 minha letra e firma.
Recifo 31 de margo de 1859.Agostinho Luiz
da Gana.
Bernardo Machado da Costa Doria, offlcial da Im-
perial Ordem da Rosa, juiz do direilo da 1.a
vara crime da comarca do Recife, por S. M. o
Irflperadoi, que Deus guarde etc.
/liles.o qu3 durante os dias em que serv de
chefe d; polica interino desta provincia, o Sr.
Dr. Rufino Augusto de Almeida bem servio o
cargo i secretario da polica que exerce. E por
ser isto verdade maudei passar o presente que as-
signei.
Recife 28 de abril do 1859.Bernardo Macha-
do da Costa Doria.
Illm Si. Dr. juiz do direito chefe de polieia.
O bacharcl Rufino Augusto d'Almeida necessita,
a bem deseos direilos, que V. S. se digne attes-
tar, qual ten sido a sua conducta, como secre-
tario da repc.rtico da polica, durante o lempo,
que V. S. lera exercido o cargo de chefe de poli-
ca, e qual t grao de confianca, que n'elle depo-
sita : restes tormos requer e pede V. S. defcr
rmenlo.E R. M.
O su iplicnnlo tera servido com todo o zelo, e
nlelligencia ; e merece a minha plena confiauca
pela sua lea dade, e pela dedicago o soliclude,
com qi.e de:empenha o seu lugar.
Secretaria da polhia do Perhambuco 21 de
abril d) 1860.Alencar Araripe.
ltelo que o Sr. Dr. Rufino Augusto d'Almei-
da, diranle minha administrarlo servio com
zelo, ir tellf;encia, a inlcira confianca.
Rcce 2;: do abril de 1860.Baro do Bom
Jar din,,
Illm. senhor.Tenho presento o officio que
V. S. nedigio cora dala de honlem, em que
solliciti ser desenerado da subdelegada dessa
fregu: ia, e era resposta devo signillcar-lhe que
nao ob llanta reconhecer a validade das razos que
\". S. .-presenta para fundamentara sua prelen-
go, lo lavia julgo nao de ver a ella aquiescer alten-
tos os !ions prestai.o, o quo por sem duvida continala a
prestai com aquelle zelo, honra e patriotismo
que lauto o distinguom.
eu!. guarde V. S.
Sicretaria da polica de Pernambuco 16 de de-
zembro de 1853.
Illm.Sr. Dr. RuGno Augusto de Almeida, sub-
delgalo da freguezia da Boa-Vista.O desem-
bargador Caetano Jos da Silva Santiago.
Illm. senaor.Tendo o Exm. Sr. conselheiro
presidente da provincia, segundo me declarou
por oficio de 19 do corrente, resolvido por nor-
tada da mesma dala conceder a demissoque
V. S. )edir do cargo de subdelegado da fregue-
zia da Boa-Vista; assira lh'o communico para
seu conhecimenlo : aproreitando eu esta occa-
sio j ara igrgdecer-lhe os bons e relevantes
servicos quo presiou no exercicio do dilo cargo, e
o zelo e det,cacao com que deserapeuhou assuas
funcQes.
De"us guarde V. S.
Secretaria da polica de Pernambuco 21 de Ja-
neiro Illm. Sr. Dr, Rufino Augusto de AlmeidaO
desembargador Caetano Jos da Silva Santiago.
Illa. senhor. Sensivel nos foi a leitura do
officio que V. S. nos dirigi em data de 25 do
correr le, prrticipando-nos a relaxaco de algu-
mas contrarias c irmandades, respectivamente a
administrarlo do patrimonio, destinado para o
culto religioso. Estamos porra sitisfeitos com
as providencias que V. S. tem prestado, e conti-
na a prestir era favor do cuito divino, quaes
muito apreriamos, esperando que V. 9. reprima
a audacia eos refractarios para que estes eejam
obrigados ao cumprimento de seus deveres, ou
substituidos por outros, que promovam a fiel ad-
miras'rar-o.
Deus guarde & V.S.
Palacio da Soledade 27 de agosto de 1856.
Illm. 5r. R'iflno Augustode Almeida, juiz mu-
nicipal prarodor de capellas.Joo, bispo dio-
cesano.
2.a i-ecc*-Palacio do governo de Pernambu-
co 22 te agosto de 1856.
Em -espesta ao sen officio de honteni lenlio a
deelar ir-lhe quo nao s louvo o zelo e acert das
providencias por Viik. dadas relauvamoiUe aos
bons das irmandades, rae lambem quo flca ex-
pedida a conveniente ordem ao thesoureiro das
toterias, para rccolher ao deposito publico o pro-
ducto que resullou em beneficio das obras da
egreja de Nossa Senhora da Estancia do bairro
da Boa-Vista, pela extraeco da lotera que cor-
reu no dia 18 deste raez."
Deus guardo VmcSergio Teixeira de Ua-
cdo.Sr. juiz municipal da 2.a vara desta ci-
dade.
Secretaria da polica do Pernambuco 16 do ju-
lho de 1856.
Illm. senhor.De conformidade com o que me
foi recommendado por S. Exc. o Sr. conselheiro
presidente da provincia em officio de 11 do cor-
rente, communico i V. S. para seu conhecimen-
lo. que a soliclude e servidos relevantes por V.
S. prestados no dia 10 do corrente a prol da hu-
manidade na occasio do dcsnioronaraefto do
sobrado da ra do Rangel, merecern) oatjouvo-
res e agradecimentos do governo
DeusKuarde V. S.Illm. Sr Dr Rufino Au-
; guslo de Almeida.Dr. Volycarpo Lopes de Leao.
(8)
Directora geral da instruc?ao publica de Per-
nam-buco em 6 de julho de 1857.
Illm. senhor.Era 29 de junho prximo findo
comraunicou-me o Dr. Antonio Jos da Costa Ri-
beiro, que aeccitara o lugar de delegado do cir-
culo lilterario da freguezia da Boa-Vista dosla
cidade, (icando assim V. S. exonerado do referi-
do lugar, segundo solicitou, Aproveilo esla oc-
casio para agradecer a V. S. a ampia coadjuva-
cao que prestou esta directora no intuito de
dar instruyo publica desse lugar o melhora-
mento o progresso de que susceplivcl.
Deus guarde V. S Illm. Sr. Dr. Rufino An-
gusto de Almeida.- O vigario yenancio Ilenrt-
que de Rezendt director geral interino.
ERRATA.
No segundo communicado do Oinrio.de hon-
lem, em vez de Joaquim Jos Nunes da Cmara
Machado, deve ler-se Joaquim Jos Nunes da Cu-
nha Machado.
Aitondega.
Rendimento do da 2 a 23. 247:11R679
dem do dia 21.......11.833J687
258.950366
Movlmento da alfandega
150
534
------684
157
593
------750
Volnmes entrados com fazendas
com gneros
Volnmes sahtdos cora fazendas
com gneros
Descarregam hoje 25 de abril.
Brigue porluguezConfiancadiversos gneros.
'Brigue porluguezEsperancaidem.
Brigue porluguez Relmpago diversos g-
neros.
Barca americanaMargarelh=farinha e mais g-
neros.
Barca americanaImperadorfarinha de trigo.
Escuna hollandezaMarta Corneliafarinha de
trigo
Barca inglezaProsperobacalho.
Importacao
Barca americana Imperador, vinda de Phila-
delphia, consignada a Malhcus Austin & Compa-
nha, manifeslou o seguinle :
2.975 barricas farinha de Irigo, 300 barriquinhas
botachinhas. 20 barricas farinha de milho, 10
ditas dita de areia, 200 saceos fare.lo, 100 barris
banha de porco, 50 caixas algodo azul, 20 ditas
salsa, 1 dita pilulas, 2 ditas com mnibus, 6 vo-
lumcs machinas, 1 burra de ferro, 1 fardo algo-
do riscado, 1 fozo e seu3 perlenc-as, 1 volume
correias de couro, 1 caixa cha prelo, 34 ditas fer-
ragens ; aos consignatarios
Barca ingleza Prospero, vinda de Torra Nova,
consignada a Johnslon Paler & Companha, ma-
nifeslou o seguinle :
3,80 barricas bacalho, 5\loncladascarvo ;
aos consignatarios.
Consulado geral,
Correspondencias.
Senhores redactores.Sendo o digno Sr. viga-
rio Camillo de Mendonca Furtado, encarregado
por S. Exc. Rvm., c pelo' Sr. vigario geral do syn-
dicar acerca do descaramento do vigario desla
freguezia, e do sua vida torpe e inmoral, instau-
rado o competente processo, nelle depozeram 8
teslemuuhas, e igual numero de referidas e en-
fermantes, todas contestes, e jurara a cidade
toda, so preciso fosse, provando exuberantemen-
te o rapto da moca Javina ora a noile de natal,
e outros muitos factos e escndalos desse lobo,
que se diz pastor.
Infeliz aprisco, so suas ovelhas continuaren) a
ser devoradas quolidianimenlo, c nao houver
urna rcpresso a lanos males Ilidrus illas di-
lacerat.
Com paciencia, porm, aguardamos o prcmplo
remedio da jusliga daquella digna autoridade,
em cujo poder os sanios caones lem depositado
a espada vingadora de tantas maldades.
Consta-nos qua o nosso hornera lem mendiga-
do alguns ailestados da baixa rale desla cidade,
e de alguns matulos bisonhos, que se conlradi-
zem ; cora o intuito de assim encapar as vistas
do publico de oulras localidades, (d'aqui nao
possivel) e er se assim nao perde o bom o sau-
doso lugarzinho. Estes senhores, talvez levados
de um sanio modo, quizeram allestar assim, po-
rm devem-se lembrar c saber, que das sagradas
lettras se l, que o senhor puni con) pena de.
merlo os filhos do sacerdote Eli pelos escndalos,
que pralicaram era o templo de Dos.
Para destruir o apadrinhamento desses alies-
lados, que lalvez possam a algucm Iludir, Ihes
remellemos, senhores redactores, o altestado in-
cluso da Illma. cmara municipal desle termo,
que bem provam a nossa asserso, e qual a per-
versa conducta do vigario Francisco Xavier dos
Sanios, para que sendo publicado em sua folha,
chegue a pura verdade ao conhecimenlo de todos.
Assim cada vez mais confiamos cm a justica
de S. Exc. Rvraa. e do Sr. vigario geral, que s
attendendo a verdade e a caridade christa, re-
parta coranosco da mesma juslQa.
Queiram, senhores redactores, dar lugar em
sua folha a esla lameutacao dos Victorienses,
seus amigds e leitores, com o que penhorac ao
seu criado.
Joo Cavalcanti de Albuquerqite.
"doria, 30 do marco de 186t>.
presidente e membros da cmara
oo Cavalcanti de Albuquerque,
precisa, qdo Vv. Ss. atiesten) ao p desle, sobre
a conducta moral, civil e religiosa do vigario des-
ta freguezia, Francisco Xavier dos Santos ; tissim
como se foi ou nao publico, que na noile do 2
de dezembro do anno passado, o dito vigario rap-
tara urna moca honesta, que eslava residindo na
casa de D. Maria do Carmo Prudente : uestes
termos pede a V. S. lhe altestemE R. M.
Altestamos que segundo os precedentes, que se
tem dado, estamos convencidos e persuadidos de
que o Rvd. vigario Francisco Xavier dos Santos
nao lera boa conducta moral o civil; mas, que
emquanto a religiosa nada nos consla contra o
dito vigario ; e que nos consta por vos publica,
que se dera esse faci do rapto dessa moca, que
resida em casa de D. Mara do Carmo Prudente.
Cidade da Victoria 29 de marco de 1860.Pre-
sidente, Cavalcanti Ferraz.I.yra.Cavalcanli
Albuquerque. Sobral. Mello. Albuquerque
Coelho, vencido.
(Eslava sellado).
Ciade d
Illms. S
municipal
Jo
Srs. reactor.=Tinha feilo o proposito-de
nao oceupw sua apreciavel folha, relativamente
aos negocios do padre Francisco Xavier dos San-
tos, vigario desta freguezia de Santo Anlo, po-
rm sendo informado por pessoas fidedignas que
este vigario tem propalado por onde quer que se
ache, que o Rvd. padre Tilo do Barros Correia,
tera sido molordeseus males ; com o intuito de
ae encaixarna fraguozia, loso que elle Santos for
suspenso era consecuencia do processo que foi
instaurado por motivos de suas inmoralidades,
devassides e escndalos. E'-me forcoso pedir ao
respeilavel publico, a S. Exc. Rvm." o ao juizo
ecclesiastico que tem de julgar o referido vigario,
que suspendan) seu juizo a respeito das suspei-
tas temerarias desse vigario, para cora o digno
padre Tilo, visto como esse padre, nem s por
sentimentos religiosos, como mesmo por espirito
do classe, multas vezes o tem defendido e era
preciso que o padre Tito nao livesse senso para
comraetler semelhante attentado, porque sendo
vigario de Grvala, anda que encommendado,
nao queteria deixar a freguezia onde est para
vlr reger urna freguezia por um tempo ainda ig-
norado. E assim, Sr. redactor, vou lembrar ao
Sr. vigario Santos, quo nao seja asno, nao atlri-
bua seus encommodos a pessoa alguma, e sm a
sua vida torpe, ja como passear de braco com urna
prostitua pelas- ras desta cidado, visitando
familias com essa niulher, a titulo de sua coma-
dre, lia e prima, j com solicitar senhoras casa-
das no confessionario, j com desonestar moras
solteiras, e j finalmente com cstorses c mais
perversidades que aqu tem praticado, como se
acha provado com os documentos que se acham
annexos ao referido processo o os depoimenlos
de dezeceis testeraunhas contestes.
Queira, Srs. redactores, inserir em sua bem
conceiluada folha estas linhas com o quo far
especial favor ao seu constante leitor.
Joo Cavalcanti de Albuquerque.
Victoria 20 de abril de 1860.
COMMERCIO.
Caixa filial do banco do Brasil
em Pernambuco.
EM 24 DE ABRIL DE 1860.
Directores da seraana os Srs. :
Francisco Joo do Barros e Dr. Joo Capislra-
no Bandeira de Mello.
A caixa descoma lelras a 11 O/o, c recebe
dinheiro ao premio de 10 O/o-
A direcloiia resolveu era consequencia da
quanlidade extraordinaria de letras a receber,
que nao houvesso descont na segunda feira 30
do corrente abril.
NOVO BANCO
IW RVVMI!iri>.
EM 14 DE ABRIL DE f60. I
O Banco desconta na presente semana a 11 por
cenlo ao anno al o prazo de 4 mezes, e a 12 O/o
al o de 6 mezes, c toma dinheiro era coolas
correales simples ou coro },ur.M pelo premio e
pcazo qu*'se convencionar..
Rendimento do Jia 2 a 23.
dem do dia 24.
45:929*664
1.9155169
47:8743833
Diversas provincias.
Rendimento do dia 2 a 23. .
dem do dia 24......
4.816300
1:033328
5.-8(9>728
urna redueco nos precos de S 5 a 5* 10 por to-
nelada. Da qualidade superior e limfta d'Angola
nao lia cxislcncirnenhuma, mas ha abundancia
da inferior. Coia-se nomtnalmenle a de Lima S
oO, e a do Cabo Verde S 50 a S 55.
Marfim.Nao houve nos recentes leiles taa
animacao, como se anlicipava visto ser a quanri-
aai,e comparativamente pequea. Nao obstante
oiierecerem-se poucos denles molles verdadeira-
mente bons e saos, olles foram a pregos cerca de
f z por lia -de3 nao houve alleraco notavel era precos.
Couros. O mercado continua muito firme, mas
lem-se felo pouco'negocio.
Cebo.O mercado afroxou, o os precos est
auando; as cotaroes para o da America do Sul
saoas seguintes:
^ft.b?a1cflr............. 58i0 a 58p5l
SolTrivel e escuro...... 56u9 a 57i6Uor 112
fcscuro e muilo eseucro 53i0 a 55i)
Azeile doce.-Os precos subiram mais alguma
cousa, mas actualmente o mercado esl quieto.
.., Vto P,alma--As vei>aM constara de cer-
n n ~,0',clad do qualidade superior a Sf 45
10[0 a S 46 e de cerca do 15 toneladas de quali-
dade inferior a S 42. O mercado esl quieto
nao obstante lerem as existencias do superior fi-
cado muito reduzidas. Chegaram duas carga?
mas nao se espera muilo por algum lempo. '
Em ser 400 toneladas, quasi ludo muilo" infe-
rior.
Em Liverpool venderam-so 500 toneladas em
deposito a S 4510(0 a S 46 c 700 toneladas para
chegar(em maio) a S 44 15[0 a S 45. Era ser
menos de 20O0 toneladas e era viagem s 1600
toneladas, o que uo ser sufiicientc para consu-
mo e exportaco duraule as priraeiras poucas se-
manas.
Era Bri3tol venderam-so cerca de 150 tonela-
das de qualidade superior a S 45. principalmen-
te para exportaco ; nao houve entradas.
Em geral a posico do mercado podo conside-
rar-so favoranel duranle esle raez e o mez vin-
douro, mas mais adiante depender ludo da mar-
cha do mercado do cebo.
Cambios.Ncgociou-se urna pequea somma
sobre o Rio de Janeiro a 23 1|2 d., e tambera sac-
carara-se alguns opontos a 2i 3|4 d. O suppri-
mcnlo de lemas sobre Portugal contina a ser
muito limitado, c as sobre Lisboa sao procuradas
a 52 3(4 d., e sobre o Porto a 53 d. a 53 1.8 d.
Metaos preciosos.A prala em barra nelo va-
Despncltos de exportado pela me- vondil1
sa lo consulado desta cidade u
di 24 de al>ril def.860
PortoBarca portugueza Flor daMaia, Manoel
Joaquim Ramos e Silva, 100 saceos assucar
branco.
Porlo=Rrigiic porluguez Harmona, diversos
===== Por das Auiilhas mencionada em nossa ultima foi
a a 5[2 1[8 d. Subsequenlemenle o mer-
cado afrouxou
com excepeo
que, por lerem sido procurads, subiram agum
e reduziraos as nossas cotaces,
smenle das patacas mexicanas
cousa.
!' S.Hoje eslavamaera leilo 100
azeile de Palma superior, mas s 9
cascos de
cascos acha-
carrogadores, 3,000 chifres, 87 couros saigauos ra
LisboaRrguc porluguez Constante, diversos
carregadores, 1 ancorla agnanienle, 2 barri-
cas caf, 30 saceos assucar mascavado.
Rio da PralaBrigue prussiano Urania, Bailar
& Olveira, 450 barricas assucar branco.
LiverpoolBrigue inglez Cyntha, Ralkman,
Jnior & C, 700 saceos assucar mascavado, 156
saccas algodo,
Becebedoria de rendas internas
Sjeraes de Pernambuco
indos : "T eoa,Pradutcs a S 46 liO, e o resto foi reli-
Moviincnto do porto.
Rendimento do dia 2 a i'.
dem do dia i.
15:58050C0
1,-392|545
16.972J545
Consulado provincial.
Rendimento do dia 2 a 23. 47:100*592
dem do dia 2i....... 1:0369188
48:136*780
Navios sahidos no dia 23.
BahaHiate brasileiro Dous Amigos, capitao Jo-
se Quaresma dos Sanios, carga varios gneros.
Itio de JaneiroEscuna brasileira Carlota, capi-
lao Anlonio Alves M. Vianna, carga assucar.
Lisboa-Patacho poyuguez Jareo, capilo Jos
n. L. Sobnnho. carga assucar.
Porlos do sulVapor nacional Cruzeiro do Sul.
commaiidante o capilo do mar e guerra G.
/ Mancebo,
dem Vapor inglez Jason,
Eusticc.
e guerra
commandante R.
Bucgomeis-
PRECOSCRRENTl.S.
Londres, 23 de marro de 1860.
Desde o nosso preco corrente de 8 desle mez
temos a notar o seguinle :
Mercado monetario.Ha boa procura de dinhei-
ro a 4 ", que contina a ser o mnimo da laxa de
descont do Banca de Inglaterra.
Algodo.Nao modificamos os precos das nos-
sas cotaces, que foram sustentados com firmeza,
mesmo em face das grandes existencias. As com-
pras para consumo tecm sido em escala regular;
em mciado da semana passada descnvolvcu-se
grande actvidade da parle dos especuladores e
exportadores, que depois afrouxou, mas n'estes
ltimos dias houve outra vez mais animiico. O
total das vendas monta acerca de 130,000 sac-
cas.
Assucar.Durante os primeiros 10 dias depois
da dala da nossa ultima revista elfeituaram-se
transaccoes bstanlo consideiaveis, e os procos
subiram 6 d; foi isto devido cm parte ncces'si-
dade em que os compradores para consummo se
achavam de extenderera as suas compras, e em
parte especulado em consequencia da propos-
ta de una redueco de direilos cm Franca, que
subsequenteracule foi aceita pela cmara; na
presente semana tem havido menos animacao,
mas o mclhoramento cima notado c sustentado
com solrivel firmeza.
As Iranaaccocs no do Brasil cm deposito cons-
tara do seguinle :
87 caixas da Babia, branco a 30/2 a 31/6.
300 saccas idem dem
230 idem idem mascavado a 26/4.
400 saccas idera idem a 26/10.
Tambem venderan-se as seguintes cargas no
mar, a saber:
Para Cothcmburgo, seguro livres do avaria parti-
cular.
2,000 saccas de Macei pelo Hindoo, mascava-
do a 24/0.
3,400 saccas da Parahba pelo Hindoo, masca-
vado a 24/0. .
259 caixas de Maroim pelo Zevcn Sleercn (de
Trieste), braneo a 30/6.
Para o reino Unido pelos pezos da descarga ; nao
transpirou o preco, mas suppe-se ser 25/6 um
com outro:
1950 saccas de Fcrnambuco pelo Esperanza,
somenos.
3800 saccas
ler Sllive, mascavado.
As cotaces para cargas no mar sao as seguin-
tes:
Para o Continente.
Rraneo 28/0 a 30/6
Mascavado 23/0 a 24/0
n, n,Ki* (Branco 28/0 a 30/0
DJ Bahla.........(Mascavado 24 a 25/6
Para o Mediterrneo.
r> n,n,mi.. (Branco 28/0 a 31/0
De Pernambuco.. Mascavado'22/0 a'23/G
n, -,.. (Branco 27/0 a 29/0
Da Bania.........(Mascavado 23/0 a 25/0
Em Liverpool venuerain-sc 13150 saccas mas-
cavado do Brasil em deposito, CearJ e Macei a
25/0. Maranho e Peruambuco a 25/6, oParahiba
a 23/9 a 21/6.
Tambem vendeu-se urna carga de 2800 saccas
mascavado da Parahjba a 25/0 para um porto no
Reino UnMo, pelo pezo da descarga.
Caf O mercado tera continuado muito firme,
estabelccendo-se urna subida nos precos de 6 d.
a 1/0 por 112 Nao houve Iransacces no do
Brasil em deposito por falla de suppriincnlos.
No mar venderam-se as seguintes cargas, a sa-
ber :
Para o Continente, seguro livre de avaria parti-
2700 saccas pelo Prospcr do Rio, Good Firsts a
56/3.
2900 saccas pelo Souvenir de Santos a 58/0.
Para o Mediterrneo, seguro livre de avaria par-
ticular
580 saccas pelo Chi da Bahia o 54/6.
Para o Continente, seguro livre de avaria parti-
cular.
3800 saccas pelo Calheriua do Rio, Regular Firs-
lu 55[9.
As coiaces para cargas de Good Firsts do Rio
no mar sao as seguimos:
Para o Continente 56|6 a 57[0.
Para o Mediterraueo57p0 a 5716.
Em Liverpool venderam-se 400 saccas do Cear
a 6l)[0 a 62iO.
Ante honlem leve lugar na Hollanda o leilao
de 330,400 saccas. O leilo principiou um tanto
quieto alcanc,audo-so os precos das avaliaces,
mas terminou com animacao a presos 1[2 at 1
cenlcskao cima das avaliaces, sendo o preco do
bom ordinario 38 1|2 a 39; vendeu-so ludo. Es-
le resultado fvoravel provavelraentc far que os
mercados de caf em geral fiquem mais firmes.
Cacao.Tem havido boa procura para os das
Colonias, e as qualidades baixas oblujeram pre-
cos mais altos, de forma que temos elevar as
nossas coiaces para o da Baha ; d'esta proco-
codancia pouco foi otlerecido, que por si s nao
tena sido sufficienle para estabeleccr coiaces
mais alia*;
Tabaco do Brasil.Anda estamos sem suppri-
menlos alguns, e por tanto nao se offerece nada
a direr sobre este genero.
Urzella. O mercado continua muilo quieto, e
as nossas cotaces sao inteiramente nominaos ;
1 nao antecpamas maior actvidade at fazer-sc
Navio entrado no dia 24.
Rio de Janeiro20 dias. brigue brasileiro Damo,
de 231 toneladas, capilo Manoel Jos Vieira,
cqupagera 12, carga varios gneros ; a Aze-
vedo & Mondes.
Navio snhido no mesmo dia.
Rio de Janeiro Patacho americano Union State.
capilo G. Martin ; com a mesma carga que
trouxo Wilnicnglon. Suspendeu do lamaro.
De Pcrnafhbuco.
A noite clara a principio, tornou-se nublada e
de aguaceiros, vento SE, veio para o terral e
assim amanheceu.
OSC1LLAC..VO DA MAR.
Baixamar 0 h. 42' da larde, altura 1.0 p.
Preamar as 6 h. 51' da tarde, altura 7.20 p.
Observatorio do arsenal de marinha 24 de abril
de 1860 Viscas Jnior.
Editaes.
-- O Illm. Sr. inspector da thesouraria provin-
cial, em cumprimento da ordem era vigor, man-
da convidar aos proprietarios abaixo declarados
entregaren) na refegda thesouraria, no prazo
do 30 dias, a contar do dia da prime'ra publica-
cao desle, a importancia dasquolas com que de-
vem entrar para o calcamcnto das ras ahaixr
indicadas, conforme o disposlo na lei provincial
n. 350. Adverlndo que a falla da entrega vo-
luntaria ser punida com o duplo das menciona-
das quolas, segundo o arl. 6 do regulamcnto de
22 de dezembro de 1851.
Caes de Apollo.
Na.
43 A Jos Mamede Alves Ferreira
Largo da Penha.
2 Bernardo Antonio de Miranda
Ra Direila.
131 Manoel Romo de Carvalho
139 Joaquim Lopes de Almeida
Ra dos Marlyrios.
3 Candido Francisco Gomes
Ra das Cinco Ponas.
92 Anna Maria de Carvalho Uchoa
94 Joanna Francisca dos Sanios
96 Francisco Marlins dos Anjos Paula
100 Rila Maria da Conccico
102 Tiburcio Valcrianno Baptista
104 Ignacio Jos Coelho
106 Antonio Joaquim dos Santos
Andrade
108 Maria Luiza da Purificaco
110 Padre Jos Antonio dos Santos
Lessa
112 Jos Pinto de Magalhes
114 Jos Joaquim de Olivera
120 Manoel Romao Correia de Araujo
122 Antonio Francisco de Carvalho
124 Joaquim de Souza Miranda Coulo
126 Antonio Francisco de Carvalho
128 Dilo
130 Joaquim Teixcira Peixolo
132 Anlonio Nobro do Almeida e
oulro
13f Candido Jos d* Fonseca
136 Pedro Banal da Costa Soares
138 Francisco das Chagas Mendonca
140 Angela das Virgens do Socra-
menlo Vianna
142 Anlonio Goncalves de Moraes
144 Dito
146 Maria Vicencia de Abreu Lima
148 Joo do Araaral Raposo
150 Marcelino Anlonio Pereira
152 Dito
154 Joo Malhcus
156 Anlonio Jos do Magalhes Bastos
158 Marcelino Antonio Pereira
160 Dilo
71 Joo Fernandes Lopei
73 Francisco Jos Das da Costa
75 Manoel Medeiros de Souza
77 Joo Barbosa Maciel
79 Candido Jos da Fonseca
81 Joaquim Goncalves Salgado
83 Jos Joaquim Ferreira de Men-
donca
85 Victorino Jos de Souza Travasso
87 Padre Luiz de Araujo Barbosa
89 Dr. Francisco de Assis de Olvei-
ra Maciel
91 Joanna Francisca de Menezcs
93 Filhos de Joao Rodrigues de
Moura
195*000
60 1038800
99g00O
64*600
27*000
32M0O
245900
95000
25*200
18O0O
36$0OO
18000
tamo
30000
252()0
27000
36SO0O
36SO0O
26*000
36JJO0O
368000
3G50OO
36OOO
18$000
21{600
39*600
45000
459000
368000
36JODO
45000
45S0OO
30SO0O
36SOOO
105IOOO
105S50O
54*000
1GJ80O
25200
25*200
21*000
28S000
18*000
32*400
28S800
18*000
45*000
30*000


'*)
DIARIO DE PERKAMBUCO.

Trnvessa do Dique.
1 A, Ana Joaquina de Santa Cruz
Ra do Rsngel.
62 Jos Joaquim de Novacs [ os
altos)
Ra Real.
47 Albino Jos Ferreira da Cunha
12g600
15080O0
60000
2:2223100
E para constar se mandou aQlxar o presente
c publicar pelo Otario.
Secretaria da thesouraria provincial de Per-
nambuco, 28 de marco de 1860.O secretario,
A. F. da Annuncia{o.
O Dr. Sil vino Cavalcanti de Albuquerque, juiz
municipal da primeira' vara da cidnde do Re-
cife do Pernambuco, por S. M. o Imperador,
que Dos guarde, etc. /
Facosaber.queemcumprimentoaoart.36 Jei
com o capital rcalisavel as dividas pocas, e
pela maneira scguinle : (5 a 40 conlos os socios
David, Huberto; C, igual somma o socio Rodol-
pho, 25 a 30 contos o socio Linden, igual quan-
(ia o socio Erail Wild, e 35 a 40 contos cada um
dos socios commanditarios ; comp.ctindo o 'uso
da firma aos socios Linden & C, e a um socio,
ou participante de David Huberl & C.
Secretaria do tribunal do commercio de Per-
nambuco 23 de abril de 1860. D. A. do Reg
liangel. offidal-maier interino.
Tribunal do commercio
Por esta secretaria so faz publico, que nesta
data fra inscripto no competente livro de regis-
tro o theor do contrato de sociedade que em dala
de 1 de margo ultimo fizeram Manod Joaquim de
Oliveira "e Antonio Rodrigues de Meirelles, por-
Uiguozes, domiciliados nesla cidade do Recife,
commcrcianles de gneros do estiva e commis-
de 19 de agosto do 1346. sao convidados todos os^soes-no arraazem d~a ra do Codorniz n. 18, sen-
<:iilados que liverem sido desallendidos na qua-
lificaco de votantes que leve lugar as diferen-
tes freguezia desle municipio, e que ententaram
recurso na forma da lei a apresentarem-se pe-
ranle o conselho que deve principiar os seus .
trabalhos do dia 15 do corrente em diante na casa socio Oliveira, perlencendo a ambos
da cmara municipal desta cidade.
E para constar raandei lavrar o presente que
ser publicado pela iraprensa e aflixado nos lu-
gares docostume.
Dado e passado nesta cidade do Recife, aos 11
do abril de 18G0.Eu Francisco Saraiva de Arau-
jo Galvo, escrivo o escrevi.
Silviino Cavalcanti de Albuquerque.
Pela inspeceo da alfandega se faz publico,
que no dia 26 do crtente depois do mcio di?
se bao de arramatar em basta publica a porta
da raesma repartico, de conformidade com o
disposto nos art. 276 e 277 do regulamenlo de
22 de junho de 1836, livres deirciios ao ar-
rematante, 700 pedras para moiulio, deposita-
das em arraazem alfaudegado de Prxedes da
Silva Gosmo. a requerimento do Barroca &
Castro, j annunciadas por edital de 30 das,
vindas da Ilha de. S. Miguel na escuna por-
tugueza Rainha dos Acores.
Alfandega de Pernambuco 21 do do abril de
1850. O inspector Rento Jos Fernandos
Barros.
O Illm. Sr. inspector da thesouraria pro-
vincial, em virtudc da ordem do Exm. Sr. presi-
dente da provincia, manda fazer publico, que
no dia 10 de maio prximo vimiouro, se ha de
arrematar, a quem por menos fizer a obra dos
reparos dos empedramenlos da estradas da Vic-
toria entre os marcos do 6 a 8 mil bracas, ava-
hada em G:5l2g.
A arremataco ser feita na forma da lei pro-
vincial n. 343 de 4 de moio de 1854, e sob as
clausulas especiaes abaixo copiadas.
As pessoas que se quizercm propor a esta arre-
matacao tomparecam na sala das sesscs da men-
cionada junta no dia cima indicado, pelo mcio
dia, competentemente habilitadas.
K para constar se mandou afixar o presente e
publicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Per-
nambuco, 18 de abril de 1860.O secretario, An-
tonio Ferreira da Annunciacao.
Clausulas especiaes para a arrematacao.
1.* Os reparos dos empedramentos da'cstrada
da-Victoria entre os marcos de 6 a 8 mil bracas,
- serio feilos de conformidade com o orcarcenlo
nesta data approvado pela directora em conse-
lho, e submetiido a approva<;o do Exm. Sr. pre-
sidente da provincia, na importancia de ris
0.512-3.
2." O arrematante comecar as obras no prazo
de 15 dias. e as concluir o do 4 mezes. conta-
dos segundo o art. 31 do regulamenlo das obras
publicas.
3.a O empedramenlo na importancia da arre-
matacao sei feto em tres prestaces iguaes,
sendo a primeira quando tiver feito um terc,o da
obra ; a segunda quando liouver feito dous ter-
cos, o a ultima na entrega da obra.
4.a Em ludo o mais que nao estiver especifi-
cado no orcamenlo e as presentes clausulas es-
peciaes, se observar o que dispoo a lei n. 2S6.
Conforme.O secretario, Antonio Ferreira da
Annunciacao
O Dr. Innocencio Serfico de Assis Carvalho, juiz
municipal supplenlc da primeira vara nesta
cidade do Recife de Pernambuco, por S. M.
Imperial c Constitucional o Sr. D. Pedro II,
que Dos guarde, etc.
Fac.o saber aos que a prerente carta de editos
?irein e dola noticia liverem. que Manocl Duar-
te Rodrigues me dirigi a peticao do Iheor se-
guinte :
Illm. Sr. Dr. juiz municipal da primeira vara.
Diz Manoel Duarte Rodrigues, procurador de
do que dila sociodade j Uvera principio era o
1. de Janeiro do corrente anno. o lera de inali-
sar em 31 de dezembro de 1862, com o capital
de 20:5253 m gneros, bens movis e simoven-
les, e dinlieiro em caixa, tudo fornecido pelo
o uso da
Oliveira &
Avisos martimos.
Aracaty.
eguc com brevidade o bem cetirrecido hiale
Sailo Amaro, recebe carga o passageiros: a
traarccmCaetsnoCyriacodaC.il., no lado do
Coi po Sanio n. 25, primeiro andar.
m,----------
600 a 700 barricas cora bacalho do excellente
qualidadeem um ou mais lotes a vonlado dos
compradores e sem reserva de prece.
i ra do Imperador n. 15, de dilterenles obras de
marcineirla, momitas completas de Jacaranda e
amarello, ricos lavatorios, candelabros, loucas,
vidrose mais objectos que pertencem ao bom ar
reojo de urna casa. Principiar is 11 horas om
poni.
Manoel Jos Francisco e Quitea Maria, que ten- | D0l- "nagro de dito
firma social de Manoel Joaquim do
Companhia.
Secretaria do tribunal do commercio do Per-
nambuco 24 do abril de 1860. Dinaroerico Au-
gusto do Reg Rangcl. official maior interino.
= Pela adminislraco do correio desta cidade
se faz publico, que no dia 2C do correle, as 2
horas da tarda* recebo mala para o Rio Grande
do Norte o vapor costeiro aPersiounga,
Estacao naval.
De ordem do Illm. Sr. chefe de diviso Fran-
cisco Manoel Barroso, commandantc da estacao
naval desta jovincia, previno ao grumete do
corpo da armada Jos Gomes das Ncves, desertoi
da guarnido do brigue de guerra nacional Capi-
baribe, que, para ser tomado em considerado o
sen requerimento dirigido a Sua Magestade o
Imperador, pedindo perdao e baixa, deve se
apresentar primeiro ao mesmo senhor chefe, se-
gundo o despacho comrnunicado peloquarlel-gc-
neral de inanha, o que manda o mesmo senhor
commandanle da estacao fazer publico em con-
secuencia da doterminacao que para isso leve.
Bordo do briguc-barc Itamarac em Pernam-
buco, 2 de abril de 1860 O primeiro lente da
armada. Euzcbio Jos Antunes, secretario e aju-
dantc de ordens.
Pela recebedoria de rendas intentas gerae
se faz publico, que o prazo da cobranza no do-
micilio dos contribuintes do imposto de 20 0|0 e
do especial de 80-3, relativo ao 1. semeslre do
exercicio corrente, linda no ultimo desle mez,
aepois do que seguir-se.-ha a cobranca executi-
va. Recebedoria de Pernambuco 26 de margo
de 1860.=O administrador,
Manoel Carneiro de Souza Lacerda.
De ordem do conselho
director do Instituto Agrcola,
convido os Srs. socios do mes-
mo Instituto a realisarcm aen-
trada de suas assignaturas.
Recife 19 de abril de 1860.
V.de Camaragibe.
' O novo banco de
Pernambuco repete o avi-
so que fez para serem re-
colhidas desde j as notas
de 1 otooo e 2o,ooo da
emisso do banco.
Conselho administrativo
O conselho administrativo, para fornecimento
do arsenal de guerra, tcm de contratar o rancho
para a companhia dos aprendices menores do
mesmo arsenal, durante os dous raezes de maio
c junho prximos vindouros.
Paes de 4 oncas, bolachas, assucar refinado,
cha hysorf, caf em grao, manteiga franceza, car-
ne verde, dita secca, toucinho de Lisboa, fcijo
mulatinho ou preto. arroz do Maranho, baca-
lho, farinha de mandioca, azeite doce de' Lis-
Rio de Janeiro.
A caica Castro III, segu nestas dias>por lee
o oarre jmenlo prompto e recebe passageiros r
esi ravoi para os quaes tcm excedentes comino-
des: liata-se com os consgnalorios Pinlode
Souza i Bairaona ra da Peoha n. 6 ou como
puo na praca.
Para o Aracaty segu o hiato Camaragibe":
para carga e passageiros, trata-se na ra. do Vi-
ga rio n 5.
Porto.
A linda e mu veleira barca portu-
g'ieza Sympathia, capitao Antonio No-
g iciri dos Santos vai sabir impreteri
vilmente a 21 bu 25 do crreme por ja
ter teda a carga a bordo ; ainda porem
aJmiv.te alguns passageiros para os quaes
tcm excellentes coramodos e garante
bom tratamento : os pretendentes quet-
nm tratar com os consignatarios Bal-
tar criptorio n. 12.
Para o Bio de Janeiro.
O brigue nacional Eugenia pretende seguir
nestes oiio dias ; para o resto da carga que lhe
fulla, Irata-se com os seus consignatarios Azeve-
do & Mendes, no seu escriplorio na ra da Cruz
numero 1.
NA
Porta da Alfandega.
Quarta-feira 25 do corrente.
0 agente Borja fara' lcilSo na porta
da alfandega por conta c risco de quem
pertencerde 792 grozas de botoes de
osso, chegados no navio [Bertha, o qual
sera' effectuado em presenqa do Sr.
cnsul de llollan Ja, no referido dia as
10 horas em ponto.
PELO AGENTE
PESTAA.
O referido agenle -far leilo por cenia do
quem peencer quinta-feira26 do corrente s 10
horas da manha no arma/.em do Sr. Aunes dc-
fronle da alfandega
DE
6 caixas com latas de sardinha de Nantes.
1,000 ditas com charutos de diversas marcas.
200 libras de cha em caixa de 1 e 2 libras.
200 latas de hiscouto de soda.
REAL COMPANHIA
DE
Paquetes inglc-zes a vapor.
At o dia 29 deste mez espera-se da Europa
i m dos vapores desta companhia, o qual depcis
c.a demora docostumeseguir para o Rio de Ja-
neiro, tocando na Babia, para passagens etc., 1ra-
la-sc com os agentes Adamson Howie & C, ra
do Trapiche Novo n. 42.
Parao Rio de Janeiro
O veleiro e bem conhecido brigue nacional
xDanio pretende seguir com muita brevidade,
.em parle do seu carregamento prompto : para
) reslo da carga que lhe falta, trata-se com os
seus consignatarios Azevedo & Mendes, no seu
escriplorio na ra da Cruz u. 1.
Para Lisboa e Porto
seguu impreterivelmenlo o brigue portuguez
Harmona, tera a seu bordo dous tercos de seu
carregamento : para o reslo, tratarse com os
seus consignatarios Azevedo & alendes, no seu
escriplorio na ra da Cruz n.l.
Para a Babia.
O veleiro e bem conhecido patacho nacional
Amazonas pretende seguir ateo do mez :
para o resto da carga que lhe falta, tr .la-se com
os seus consignatarios Azevedo 4 Mtendes, no
seu oscriptorio na ra da Cruz n. 1.
Com grande lunch..
Quarta-feira 25 do corrente
s 11 horas.
O agente Camargo fara' leilo por
autoi-isarao de urna pessoa que se retira
desta provincia, do seguinte :
Urna rica mobilia de Jacaranda' de mul-
to bom goslo.
Guarda vestidos eroupa.
Mesa elstica.
Espelhos grandes.
Toucadores.
Camas francezas.
Varias qualidades de (videos, louca de
jantar.
Um elegante cabriolet com um bom ca-
yallo trotador e outros muitos ob-
jectos os quaes serao vendidos sem
reserva de'preco, na ra Direita n
19, segundo andar, as 11 horas do
dia.
LEIIAO
Avisos diversos.
Arrenda-so o engenho denominado Jussa-
r de Sanl'Anna, sito na freguezia de Ipojuca ;
esto engenho tem excellentes trras pan toda e
qualquer ordem de cultura, e com possibilidade
para safrejar era grande escala, o tica distante ao
porto de embarque urna legua : a Iratarcomo
seu proprielao o Dr. Ignacio Nerv da Fonceca.
iGollegio do Bom Con-
! selho, ra do Hospi-|
cion. 19.
^ O director resolveu modiGcar o art. dos i
estatutos do seu collegio em que pede >
^ 10g mensaes pelos alumnos externos, exi- g
\j> giudo d'ora em diante 209 por quartel. .
H As aulas preparatorias sao regidas por If
professores habilissimos e de reconhecido q
merilo. j
DE
^
&T\
i
O agente Camargo fara' leilo no dia
3 de maio prximo as 11 horas da ma-v
nhaa no seu armazem da ra do Vica-
rio n. 19
DO
Sobrado de 3 andares pertencente aos
herdeiros do commendador Antonio
da Silva na ra do Vigario n. 3, de-
fronte do consulado geral, para exa-
minar o mesmo predio, ttulos e
condiccOes da venda, os pretendentes
podem entender-se com o mesmo
agente.
muito
do Lino Jos de Castro Araujo se obrigado a pa-
gar-lhe no dia 31 de dezembro do 1854 a quan-
tia de 1:000$, de que o supplicado devedor aos
ditos Manoel Jos e Quitea Maria, como melhor
se v da nota nromissoria junta, acontece que
al esta dala nao pagou o supplicado dila quan-
tia ; por isto requer o supplicanle V. S. se dig-
ne manda-lo citar, afim de reconheccr sua letra
e obrigacao, e ver assignar-se-lbe o prazo de 10
dias, denlre dos quaes devora ser condemnado a
pagar-lhe a dita quantia e juros at cffectivo em-
bolen, ou ofTerecer quilacao e embargos que o
releveni da condemnacao ;' pena de revelia c cus-
tas. E como se acha o supplicado em lugar nao
sabido, requer o supplicanle e a supplicanle dig-
ne-se V. S. admilli-lo a provar essa ausencia,
alim de proceder-se a citaco editas, por lempo
legal, findo o qual seja elle havido por cilado
para lodos os termos da acc.o at final sentones
e sua execucao.
Nestes termos. Pede a V. S. deferimento. Es-
pera receber merc.O advogado, Godoy Vas-
concellos.
Distribuida. Na forma requerida. Recife 3 de
evereiro de 1860.Serfico.A. Baplisla.Oli-
veira
Nada mais se continua flm dila pclicao e meu
despacho, depois do que produzindo o supplican-
le suas testemunhas, subindo os autos a minha
concluso nelles dei a sentenca do Iheor se-
giiinle :
Julgo por sentenca justificada a ausencia, em
Quem quizer contratar laes gneros aprsente
as suas propostas era carta fechada na secretaria
do conselho s 10 horas da inanha d,o dia 27 do
corrente raez.
Sala das sesscs do conselho administrativo,
para fornecimento do arsenal de guerra, 20 de
abril de 1860.Bento Jos Lamenha Lint, co-
ronel presidente.francisco Joaquim Pereira
Lobo coronel vosal secretario interino.
Leiloes.
Correio geral.
LEILO
DE
Relacao das cartas seguras, vindas do norle po-
li vapor brasileiro Cruzeiro do Sul, para os se-
nhores abaixo declarados :
Adriano & Castro.
Dr. Antonio Buarque de Gusmao.
Antonio Lourenco de Carvalho Sorra. -
Antonio Jos Pereira de S.
Dr. Antonio de Padua Pereira Pacheco.
Caminha & Filhos.
Dr. Galdino Ferreira Gomes.
Dr. Joaquim do Andiade Fortuna Pessoa.
Joaquim Ignacio de Miranda.
Dr. Joaquim Jos de Campos.
Joaquim Luiz Vieira & C.
Joaquim Pereira Arantes.
Joao Jos de Carvalho Moraes.
Joo Jos de Carvalho Moraes Filho.
Jos Domingos do Coulo.
Dr. Jos Bernardo Galvo Alcoforado.
Jos Domingues Maia.
lugar nao sahido de Lino Jos de Castro Arauio ,osc d?s Santos Nevos Jnior,
vista das testemunhas de lis. a fls.: e por iss 2 i- t\ro .Carva,ho-
- por isso
mando que seja o mesmo citado por carta de
editos cora o prazo de 30 dias, que correrao do
dia de sua publicaco na imprensa. Recife 21 de
marco de 1860.Innocencio Serfico de Assis
Carvalho.
Nada mais se conlinha em dila minha scnlenca
em cumprimento da qual o escrivo Manoel Joa-
quim Baplisla fez passar a presente carta de edi-
tos com o prazo de 30 dias, pelo Iheor da qual
chamo, cito e hei por cilado ao supplicado Lino
Jos do Castro Araujo pelo conledo na peticao
supra transcripta ; pelo que toda e qualquer
pessoa, prenles, amigos c condecidos do suppli-
cado Lino Jos de Castro Araujo o podero fazer
sciente do que cima dea exposto. E o porleiro
do juizo publicar o aflixar a presente no lugar
do costume mais publico, a qual ser lambem pu-
blicada pela imprensa.
Dado e passado nesla cidade do Recife de Per-
nambuco, aos 26 de marco de 1860.
Innocencio Serfico de Assis Carvalho.
Capitana
do porto de Pernambuco 2- de abril
de 1860 .
De ordem superior publica-so o seguinte, para
conhecimento dos navegantes.
Copia. l.ttsccco. Palacio do governo do
Rio Grande do Norte 16 de abril de 1860. Illm.
e Exm. Sr.Cumprc-me fazer chegar ao conhe-
ciraenio de V. Exc, para os fins convenientes,
que, segundo declarou o capitao do porto desta
provincia, a luz que serve depharol na fortaleza
dos Sanios Reis Magos, pode ser visla do convez
de nm navio regular, distancia de 12 a 13 mi-
lhas. por se adiar approximadamenle na altura
de 43 ps inglezes.
Dos guarde a V. Exc. Illm. e Exm. Sr. presi-
dente da provincia de Pernambuco. O presi-
dente, Joo Jos de Oliveira Junqueira.
Conforrae=Francisco Lucio de Castro. No im-
pedimento do secretario, Francisco Firmino Mon-
teiro.
Dr. Sabino Olegario Ludgero de Picho.
Tela subdelegada do Recito se faz publico,
que se acha recolhido casa de detenco, um
pardo de nome Pedro, que reprsenla 20 annos,
fgido da provincia da Parahiba em 1855, o diz
ser cscravo de Antonio Henrique Prudencio da
Silva.
Pela subdelegada do Recife so faz publico,
que se acha recolhido casa de-telengo,' urr.
prclo de naco Angico, fgido do engenho Sant
Rosa, do Sul.
THEATRO
DE .
Urna escrava.
Quarta-feira 25 do corrente.
O agente Borja far leilo em seu armazem na
ra do Imperador n. 15, por mandado do Illm.
Sr. Dr. juiz de orphos, de urna escrava sus-
cripta no inventario da tallecida D. Anna Maria
da Alleluia, cuja escrava estar a exame dos
compradores s 11 horas do indicado dia.
Grande e esplendido
LEILO
Mobilia sem limites.
A 27 do corrente.
O preposto do agente Oliveira, far leilo da
mobilia do Illm. Sr. I. E.Roberts, que se acha
na casa de sua rasidencia no Po?o, consistindo
em sofs, consolos, cadeiras, ditas de balando,
mesas redondas, bancas para sola e para jogo,
banquinhas e jardineiras de xaro, bancas de
gamo e xadrez de dito, mesas redondas de dilo,
alcatifase tapetes de sala e de encadas com gan-
chos de metal, esteiras de forro, estante para mu
sicas, cortinados do fil de linho para portas, 1
rica cama franceza de Jacaranda nova, 1 magni-
fica secretaria de dita com segredos, obra primo-
rosamente exejutada, espelhos grandes de sala,
ditos menores, ricos quadros, relogios de mesa e
de paredo, cadeira patente de molas para abrir,
mobilia completa de palbinha italiana, jarros
para flores, 1 orgo grande com relogio e espe-
lho, harmnicos, candieiros inglezes, guarda
roupa dobrado, guarda vestidos, commodas com
lampos de podra e de madeira, lavatorios, cama
e berco para meninos, 1 elegante cano de 4 ro-
das cora arreios e sobreceleutes, selins, machina
para enzommar, rcslriadores d'agua, capachos
grandes decouro, e infinidades do objectos que
sea enfadonho mencionar: sjxta-feira 27 do
corrente s 10 horas da manha, na casa grande
no Poco da Panclla, em frente da estrada.
LEILO
Sexta-feira Ti do crrante.
PELO AGENTE
QUIUNTA-FEIRA 26 DE ABRIL DE 1860.
Recita extraordinaria.
Subir scena pela primeira vez nesle Ihealrc,
o drama em dous actos, producQo do Sr. Anto-
nio do Souza Moullnho :
AMOR E HONRA.
o
Declarares.
Tribunal do commercio.
Pela secretaria do tribunal do commercio se
faz publico, que na data infra fui registrado- com-
petentemente o theor do contrato de sociedade
que fizeram David Hubert, Francisco Linden,
Einil Wild, Rodolpho Waydmann,-*e dous com-
manditarios, sob a firma do Linden, Wild & C, a
qual administrar os negocios sociaes nesla pra-
ca, empregando-se no commercio de commis-
soes e iraporlaQao, por conta propra sobas ba-
zos o regras proscriptas pela casa fundada no Rio
ue Janeiro, sendo que dila sociedade j livern espectculo,
principio no corrente anno, para lindar em 1865,!
PERSONACENS. ACTORES.
Commendador.................. Rozendo.
Roberto Nuncs................. Coimbra.
Alberto.......................... Vicente.
Um criado....................... Skiner.
Cecilia.......................... D. Isabel.
Urna criada..................... D. Jesuina.
poca, aclualidade.
Findo o drama, a Sra. Virginia, por obsequie,
dansar vestida do hornera o inleressante pas<,
intitulado
fi) 8G,fi) IK&LZ
do muito jocoso
Quarta-feira 25 do corrente.
O agente Hyppoltto da Silva autori-
sado pela Illma. e Exma. Sra. D Cous-
tancia Perpetua da Cunha Poggi^viuea
dc-Dr. Joao Jos Innocencio Poggi fara'
leilo dos movis e mais utencilios per-
tencentes a mesma Exm.-. senhora, con-
sistindo em mobilia do mais apurado
gosto e modernismo, pianos, guarda-
louQas, etagers, espelhos, camas, qua-
dros com nisaimas estampas, crystaes,
riquissimo apparelho de porcelana para
cha' e mesa, cavallo, cabriolet, urna ex-
cellente caleca, supe; ior trem de cosi-
nha e grande infinidade de artigos de
luroque serao patentes aos Srs. con-
currentes.
Na mesma occasiao serao vendidos di-
versos artigos pertencentes a cirurgia,
consistindo em estojos, livros, estampas,
e urna magnifica machina elctrica, pa-
ra o que o agente cima convida aos Srs.
mdicos a comparecerom na ra da I tri-
pera triz outr'ora aterro da Boa Vista
n.9, primeiro e segundo andar, as 11
horas em ponto.
LEILO
Seguir-se-ha a representado
vaudeville em um aclo :
UMWIMtS, UEITEIBA.
Terminar o espectculo com om beliissino
dansado pela Sra. Virginia, que tem por titulo :
/IVt.lllRlll V.
Os artistas Coimbra o Vicente esto encarn -
gados de passar os bilhetes com o flm de assi -
gurar urna completa endiente para lio variado
Pjflto AGENTE
PWniflA
A requerimento dos depositaros da massa fal-
lida de Manoel Jos Ferreira Gusmao, e por des-
pacho do Exm. Sr. Dr. juiz de d reito e especial
do commercio, o referido agente vender em lei-
lo publico por conta do quem perlencer s 10
horas da manha no mencionado dia c no esla-
belecimcnto do fallido, roa Imperial
DE
Arraacao, balco, caixoes e ma utencilios pro-
prios do estabelerimenlo de deposito o pa-
daria.
Barricas cora farinha, barscom manteiga e Lar-
ris com banha de porco.
Movis de casa e colheres de prala.
3 escravos. g^
U3&&
DE
Tres moradas de casas.
Sabbado 28 do corrente.
NO ARMAZEM DO AGENTE
PESTAA.
O agente Pestaa fari leiio por conla de
Suem perlencer no dia cima designado e pelas
1 horas da manha no seu armazem da ra do
Vigario n. 11
DE
3 casas terreas, cada urna com 33 palmos de
frente e 70 de fundo, quii es grandes com
porlo, 3 quarlos, 2 salas, co.sinha fora e copia
tudo construido a lijlo e cal, novas e em ter-
reno proprio, estribara no fundo do quintal.
Sao situadas no lugar d Torre e perlo do
banho.
A sua numeradlo principia d* n. 1 junto a ven-
da do Sr. Caneca a seguir.
LEILO
MOVIS.
Jockey club.
Os directores desta sociedide pedem aos Srs.
socios para compareccrem no salo do hotel inglez
no da 26 do corrente ao meio dia, aflro de trala-
rera de negocios inherentes a mesma.
Pcde-se ao Sr. A. C. M. que quanlo an-
tes pague o que ainda deve ao senhor do cscravo
S. que lhe estove alugado, pois do contrario lera
de ver este mesmo pedido com seu nome por
estenso.
Os terrenos alagados de marinha entre a
ponte de Motocolorab e Embibeira, a sua ei-
tensao de mil e tantas bracas, esto aforados
pelo governo desde 1816, ha vinte lanos forciros
que pagara de foro a fazonda cento e tantos mil
ris par anno ; a cmara de Olinda aforou todos
aquellos terrenos em 15 do outubro de 1857 ao
Sr. Dr. Ignacio Neryda Eonseca pagando o ines-
rao senhor o foro do 30$ por anno, o Sr. Dr.
Ignacio armado daquelle aforamcnlo alropella ao
foreiro cora a chicana, devendo ir chicanar com
a fazenda que quera tem o dominio.
Saceos com milho
bom a 4$,
tendo cada sacco 24 cuias, a retalho a 2i0 rs.,
espermaecte i 650 a libra, tinta para escrever a
240 cada meia garrafa : na taberna da estrella
do largo do Paraizo n. 14.
= Vende-se espirito de vinho a 2J240 a cana-
da, manteiga inglcza a 800 rs., dita franceza a
640, gomina de ararulaa 140, cerveja a 500 rs. a
garrafa, charutos superiores a 29500 meia caixa,
lanceiros a SfOO a caixa, aprasiveis a 3$ : na
taberna da Iravessa do pateo do Paraizo n. 18,
parede-raeia ai fabrica de charutos.
Vende-se continuadamente farinha de man-
dioca, milho c farclo de Lisboa, em saceos gran-
des, e muito superior qualidade : na ra do Itn-
gel n. 62.
Na cocheira do largo do Paraizo n. 2G, ha
um cabriolet de duas rodas, de balauslro, gosto
moderno, para se vender '. quera o pretender,
pode dirigir-se a mesma cocheira para o ver, e
se dir com quem se deve entender.
Nova moda.
Chegou loja do Raraalho na ra Direita n.
83, um rico sortimeuto de turbantes prelos e de
cores, proprios para cabeca de senhora, pelo di-
minuto precode4e5#; a elles, antes que se
acabem.
Compramse laboas velhas de qualquer
qualidade : na ra Nova, loja de louca defronte
da cocheira do Adolpho, se dir quem compra.
Precisase de urna pessoa habili-
tada para tomar conta e amestrar urna
ofllcina de calcado, dando-se hom or-
denado : na ra larga do Rosario n. 21,
loja.
Na madrugada de hontera (domingo) fugio
ou uitaram pelo porlo da casa n. 5, junto da
ponte pequea da Passagora, ura cavallo peque-
no, russo rudado, gordo, com os cascos aparados
de novo e com um manilho na mo direita :
quem o tiver adiado, ou der noticia delle, diri-
ja-se a ra da Senzalla Nova n.38. ou na cochei-
ra do Sr. Pinto, ra da Guia, que ser bem recom-
pensado.
D-se dinheiro a juros sob penhores de pra-
ta e onro : na ra Direita n. 60, primeiro andar.
Simplicio da Cruz Ribeiro, professor publico do segundo grao na freguezia da >
Boa-Vista, as horas vagas de seu magis-'
teo, cnsina particularmente as materias
de sua prolissao. Tambera d lices por
casas particulares : na ra da Gloria na.
42 o 44.
i
O infra assignado roga ao 3] femse Pereira
da Silva, autor do annuncio insflBno 'Diario
de Pernambuco n. 9 i, que haja dwedarar ro-
mo foi que elle foi torcido a assigng-lhe um ti-
ca da quantia de 603, sob pena dajcax tido co-
mo calumniador o capaz de subttaJMft do cum-
primento de seus deveres. *-
Jos Lopes da telva.
Precisa-se alugar um negro para todo ser-
vico de urna padaria Una ruadas Cinco Ponas
n. 106 ; na mesma precisa-se de um amnssador
para vender o pao na ra.
Joo Elias da Cunha ralira-se para o Rio
do Janeiro.
Scolt WIsod 4 C. mudarara o seu escrip-
lorio para a ra da Cruz n. 21, primeiro andar
Jtltentfo.
Comear s 8 horas.
O referido agente vender por conta de quem
erlencer no armazem do Sr. Paula Lopes, de-
nnle da escadinha da alfandega: quarta-feira i /
.do corrente paisa 10 horas da manha em VUHHa-feira ZD O COITeate.
1 ponto I .0 .agejile Borja jarji leilp eio .u arauazetu ma
Dina da Silva Coulinho avisa ao respei-
lavcl publico que tem aberta na ra Di-
reita n. 45, sua sa'.a do primeiras letras
aonde recebe meninas internas, raeio-
pensionistas e externas sob condieces as
mais favoraveis. Na mesma aula' alm
do ensino primario podero as (meninas
cujos pais quizercm, aprender todo e
qualquer Irabalho de agulha, bem como
msica e piano aQaucando-se todo o
empenho no adiantaraento das mesmas
nao perdendo de vista o seu aperfeicoa-
menio moral e religioso, esperando insto
ser auxiliada pelos pais de suas alumnas. 9
S/tCB vafW 'Zt'sys tsan$ o*w 9BW m BS0PeW|f
Peda.
Na noile do da 21 do corrente perdeu-se um
pedaco de urna flauta branca, desde a ra do Vi-
gario atea ra da>Rota : quem achou leve rua
da Cruz n. 8, primeiro andar, que ser bem re-
compensado.
v Gratifica-ae generosamente a quem pegar o
preto Jos, que foi escravo do Sr. Dr. Lobo Mos-
coso, e rendido aoSr. Antonio da Costa Alecrim,
o qual tem os signaos seguinles : alto, secco,
rosto descarnado, com falta de denles na frente,
e cosUima a fallar serrado ; fugio no i 16 do
correle, de psdras de Fogo, nao conddwo roupa
nenhuma seno a do corpo, caiga azul e camisa
branca velha : quem o pegar, entregue na ci-
dade de Recife, na ra da Guia n.7.
Offerece-se urna mulher para ama de casa :
quera pretender, dirija-so ao Arralal, no sitio do
Damio, a fallar com Joo Pereira Pequeo.
Faz-se todo e qualquer ne-
gocio, a entender se com Joa-
quim de Olfr eir Maia.
Vende-se farinha de milho em
barricas muito nova por ter desembar-
cado do ultimo navio chegado do Es-
tados-Unidos: na ra da Senzala >Mha
n. 106, armazem de Matheus Austin i
Companhia.
Precisa-se de urna ama : no paleo d Ter-
50 n. 2o.
Precisa-so de um caixei'ro que tenha prati-
ca de taberna, e que d fiador sua conducta ;
nao se olha a dar bom ordenado: na ra de Ro-
sario da Boa-Vista n 51.
Urna pessoa estabelecida (e que
se nao da' bem na praca) deseja mudar
seu cstabelecimento para os suburbios
desta cidade, quem tiver alguma casa
terrea que sirva e em bom local, e que
a quera vender, nao excedendo de
4:000$ ou que a alugue at o preco de
350$ annuaes, annuncie por esta lolha
(prefere-se o Manguind ou Passagem.
Pergunta-se
sera' conforme as posturas em vigor, a
reediicacao de um predio que se esta'
fazendo na ra das Cruzes, do bairro
de Santo Antonio ? No caso afirmati-
vo: qual fot a autoridade que nisso con-
sinti, e qual a razo porque nao ella
embargada por quem jquer que de dt-
reito fr? Isto deseja saber
Um doente do hospital visinho.
Aluga-sc um primeiro andar do sobrado da
ra do Queimado n. 26, nicamente para es-
criptoo : a tratar na mesma casa.
Quem precisar de urna ama para o servico
interno de urna casa de duas a fres pessoas : di-
nja-se a ra de Sania Rita casa torres n. 47.
Precisa-sn de urna ama para C3sa de lio
mem solleiro : na ra da Praia n. 5.
Urna pessoa ainda arrumada o com bastan-
te pratica de commercio o com boa letlra, se of-
fereco para caixeiro do qualquer casa commer-
cial prefenndo de grosso ou escriplorio, d (ador
a sua conduela no caso preciso : quem o preten-
der dinja-se ra do Queimado n. 63 em carta
techaua com as iniciaos O. P. G.
Attestado.
Rhc umalismo no joelho da perna direila
Eu abaixo assignado declaro, que achando-mo
gravemente atacado de rheumatismo no joelho da,
perna direita por mais do 2 aonos, o qual me,
privava de dormir, e applicando vanos medica-
mentos nao foi possivel obter melhoras algumas
e ltimamente recorr s chapas medicinaes do*
Sr. Ricardo Kirk, com escriplorio na ra do Par-
to n. 110, o no pequeo espaco de 24 dias Oquei
perfeitamenle bom. E por ser verdade, passc o
presento attestado, o qual vai por mira assignado
para ser co nhecido publicamente. Ra do Ouvi-
dor n. 10, Rio de Janeiro.
Luiz Venancio da Rocha Vianna.
Tributo de gratido.
InflamraaQo na bocea do estomago.
Urna minha escrava padeca ha bastante lempo
urna forte inflammaco. na bocea do estomago,
acompanhada de falla derespiraco, muito can-
saco e dores pelas costas, tudo procedido da mes-
ma inflammaco, e com muitos remedios que
tomou e applicou, nunca pode obter melhoras ;
ullimamenlo cora as chapas medicinaes do Sr.
Ricardo Kirk, com escriplorio na ra do Parto
n. 119, tive a salisfaco de a ver perfeitamento
boa era 33 dias. pelo que tributo ao dito senhor
meus sinceros agradeciraentos. Ra do Senhor
dos Passos n. 47, Rio de Janeiro.
Antonio Jos da Costa.
Rcconhecida verdadeira a assignalura supra
pelo tabcllio Pe dro Jos de Castro.
TRaT amento
SEM RESGUARDO, NEM 1NCOMMODO.
Inflammaco do estomago.
Nao posso deixar de tributar os meus devidos
louvores s chapas medicinaes do Sr. Ricardo
Kirk, cora escriplorio na ra do Parto n. 119,
pois aue por meio de lo precioso remedio fiquei
curado da inflammaco do estomago, da qual pa'
deca ha mais de 10 annos, por cuja causa soffria
falta de respiraco, cansac.o e muito fastio ; e-
nao tendo J espeanca deOcar melhor, acho-mo
agora perfeitaraente bom, depois do 40 dias di
applicaco das ditas chapas. Por isso cumpro
com o meu dever, fazendo a presente declaraco
em signal de rainha sincera gratido. Rua'do
Sacco n.53, Rio de Janeiro.
Agoslinho Vereira Cardoso.
Reconhecida verdadeira a assignalura sunra
pelo tabcllio Pedro Jos de Castro.
Precisa-se de urna ama esarava ou forra
para lodo o servico de pequea familia : na ra
da Gloria n. 8.
Precisa-sede urna escrava boa para o ser-
vico de urna casa de pouca familia, e paga-se
bem : na ra da Mangueira n. 11, Boa-Vista.
Pelo prsenle se faz publico, que lendo-so
perdido urna letra da quantia de 447052, sacada
por Francisco Jos Goncalves da Silva desta pra-
ca e aceita por Bernardo Goncalves de Mallos &
C., do Rio Formoso, a vencer em 15 do maio
prximo vindouro, acha-se a mesma inutilisada o
sem nenhum vigor, bem como que estao preve-
nidos os aceitantes para nao paga-la a quem lh'a
apresentar.
10|000.
Pcrdeu-sc na sexta-feira para o sabbado urna
cassolcla de ouro cora 4 pedras encarnadas qua-
dradas ; a pessoa que a tiver adiado, querendo
restituir, dirija-sc a ra da Cruz n. 4, que sa
gratificar com a quantia cima.
= Prccsa-se de um caixeiro para tomar conta
de uaia taberna por bataneo, e d fianza a sua
conduela : na rua da Lingela n. 10 se diz quem
quer.
Furtaram na noile do dia 17 de abril do
corrente anno, em Santo Amaro, do quintal da
Joaquim Soares Carne Viva, um cavallo de mcio,
castanho retinto, ferrado de novo no quarlo d-
reilo, com marcas de manjarra sobre os peilos o
quadz : quera o apprehender, leve ao dito se-
nhor cima, no mesmo lugar, que ser recom-
pensado.
Thompson Paler. subdito inglez, relira-se
para a provincia da Baha.
Precisa-se de 2.5003 a juros sob predios
em urna das melhores ras desta praca : a quem
convicr, annuncie a sua morada por esta mesma
folha para ser procurado.
Na bolica de Joao da C. Bravo & C, preci-
sa-so de caixeiro.
Nos abaixo assignados fazemos sciento ao-
rcspeilavel corpo do commercio que amigavel-
mente dissolvemos a sociedade que tinhamos na
loja de mludezasda rua do Queimado n. 25, quo
gyrava soba firma de Gouveia & Araujo, Dcando
o socio Jos Antonio da Silva Araujo encarrega-
I do da liquidaco da extincta firma, e obrigado
pelo passivo. Recife30 de marco de 1860Joo
Jos de Gouvoia, Jos Antonio da Silva Araujo.
No dia 25 do crtenle mez de abril, ao meio
dia em ponto, na sala das audiencias, e depois*
da audienda do Dr. juiz municipal da segunda
vara civel, tem de ir praca os movis perten-
centes a Thomaz dos Santos Estima Lessa, por
execucao que'move Antonio Goncalves de Aze-
vedo : os licitantes que pretenderem, dirijam-se.
ao lugar e hora cima indicado.
No dia 27, as 11 horas, na rua de Horlas,
na casa n. 22, se ho de arrematar 3 caixoes de
calungasde gesso, perlencenlo ao espolio do fi-
nado loicano Valentino Bartande, em presenca
do Sr. Dr. juia de ausentea.
Vi)
SK
muito doces (nH
da rua estreHa 80 Rosa
Marmeiaida.
ra : no depotito
ao p do becco.
superior a
fa rua Direita n. 6, ha maimelada
640 a libra.
Breu em barris.
Vende Manoel Fernandas da Costa 4 C, no
seu deposito de sabo na travessa da Senzalla
Velha n. 186.
--J aVI ITIT-KT\Ti 1


: g| WmmmW:- r^.'-ZLZ.!
DIARIO DE PERNAMBOCO. QARTA FEIBA 25 DE ABRIL DE IgOO.
ALLIANCE
Estabelecida em Londres
CAPITAL
Cinco miVuocs de Vibras
eslcvVinas.
Saunders Brothers & C. tem a honra de In-
formar tes Srs. negociantes, proprietarios de
casas, eaguemmais convier, que estao plena-
mente autorisados pela dita companhia para
etlectuar seguros sobre edificios de lijlo epe-
dra, cobertos de telha e igualmente sobre os
objectos que coutiverem osmesmos edificios,
quer consista em mobilia ou emfazendas de
qualquer qualidade.
Precisa-sede urna ama para caa de pouca
familia, para cozinhar, e oulra para engoramar e
lavar para duas pcssoas, paga-so bem : na Boa-
Vista, ra da Ponte Vclha n. 14, casa que tem a
frente pintada dovermelho.
O bacharel Jorge Dornellas Ri-
beiro Pessoa tem o seu escriptorio de
advocada na camboa do Carino n. 10,
prmeiro andar, onde pude ser procu-
rado das 9 horas da mdnliaa as 2 da
tarde.
Aluga-se urna casa de dous anda-
res na ra da Aurora n. 26 : a tratar
na mesma casa cora o proprietario.
Almanak da provincia.
Sabio a luz a folhinha com
o alinanak da provincia para
o corrente anno de
d)
8S0
Ra Nova, em Bruxellas (Blgica),
SOB A DIRECTO DE E- HR\
Esle.holel collocado no centro de urna das capitaes importantes da Europa, torna-sede grande
valor paraos brasileiros eportuguezes, por seus bons comnodos e confortavel. Sua posigao
urna das melhores da cidaJe, por se achar nao s proiimo s estacoes de caminhos de ferro, da
Allemanliae Franca, como por lera dous minutos le si, todos os theatrose divertimentos ; e,
alm disso, os mdicos presos convidam.
No hotel hasempre pessoas especiaes, fallando u frar.cez, allemfio, flamengo, inglez e por-
uguez, paraacorapanhar as touristas, qur em suas \cur-es na cidade, qur no ieino, qur
emGmjiara toda a Europa, por presos que nunca exceden- de 8 a 10 francos (3?20 49000 )
por dia.
Durante o aspado de oito a dez mezas, ahi residirn) os Exms. Srs. conselheiro Silva Fer-
ro, eseufilhooUr. Pedro Augusto da Silva Ferrao ( de Portugal) e os Drs. Felippe Lopes
Netto, Manoel de Figueira Faria, edeserabargador Pontos Visgueiro ( do Brasil, ) e muilas ou-
tras pessoas tanto de um, como de oulro paiz.
Osprecosde todo oservico, por dia, regulam le 10 a 12 francos (48000 49500.)
No hotel encontram-se informacis exactas acerta de ludo que pode precisar um estrangeiro
Sirop du
DrFORGET
JARABE DO FORGET.
Este xnrojie est approvadn pelos mais eminentes mdicos de Paris,
__Icomo sendo o melhor para ci rar < onslipacoes, tosse convulsa e ouiras,
aiTeccAes dos bronebios, ataques de peito, irrita<;oes nervosas e insomnolencias: urna colberada
pela manli, e outra imite so sufQcientes. O elTeito deste excelente xarope satisfaz ao
lempo o doente e o medico.
O tUpotUo na rua larga do Rosario, botica de Btrthaiomco Francisco de Sonta, n. 36.
mesmo
o qual se vende a 800 rs. na
praca da Independencia livra-
ria n. 6 e 8 contendo alm do
kalendario ecclesiastico e
civil:
Noticia dos principaes esta-
dos da Europa e America com
o nome, idade etc. de seus im-
peradores, reis e presidentes.
Resumo dos impostos ge-
raes, provinciaes, municipaes
e policiaes.
Tabella dos emolumentos
parocliiaes.
Empregados civis, milita-
res, ecclesiasticos, litterarios
le toda a provincia.
Associages commerciaes,
agrcolas, industriaes, littera-
rias e particulares.
Estabelecimentos fabris, in-
dustriaes e commerciaes de
todas as qualidades como lo-
jas, vendas, acougues, enge-
nhos,etc, etc.
Serve elle de guia ao com-
merciante, agricultor, mar-
timo e emfim para todas as
classes da sociedade.
O bacharel Witru vio tem
o seu escriptorio no 1* andar
* pentcar as senhoros em casa particular.
dO SObradO n. 23 da ra Nova, = Antonio Marques de Amorira faz publico,
' que no da 21 do corrcnlo foi recolhida em seu
sitio na Ponte de Ucha urna prela vclha por
nome Anna, em eslado de embriaguez c mordi-
| dida por unsces. O seu eslado nao permillio
oblerdella informacao olgumo que indicasse se
no era livre ou escrava. Tendo sido cuidadosamente
tratada acho-sa quasi reslabelccido, mas apenas
alugarumpretoouprctu, jtdo-: sabe dizer quepcrter.ee a urna senhora viuva,
?!_n:lrua ....azcr ma,s sftrv"- moradora na ra do Collegio, e por isso se faz
o prsenle nnnuncio pata que a pessoa a quem
pertenca a mande buscar.
Precisa-so de urna ama para urna pessoa :
Isa ma Bella n. 10.
agenda dos fabricantes america-
nos Grouver & Baker.
Machinas de coser: em casa de Samuel P.
Johaston & C, ra da Senzala Nova n. 52.
B' cliegado lo ja de Lccorate, aterro da
Boa-Vwta n. 7, o encllente lcite virginal de ro-
| sa branca para refrescar a pello, tirar pimos,
sardas e eapinhas, e igualmente o afamado oleo
babosa pera limpar c fazer crescer os cabellos,
- O Sr. Honorato Jos de Oliveira Figueire-|aM,B c^fe.s imPerial de lyno de Florenca,
do queira annuneiar sua morada ou dirigir-se Para bortueja c asperidades da pello, conser-
livraria da praja da Independencia.que se ureci-i v" a freaeura e o avelludado da primavera da
ga ullar-lhe. I vjda#' ^
As pessoas que liverera contas conlra o Sr.
W. 'V. Slapp, cnsul dos Estados Unidos, ter.io a
bomladc le apresentarem no mesmo consulado
al >i dia 28 do correnlc.
FOLUIMS FAIU 1860.
Eitao't venda na livraria da praca da Inde-
penlencia ns. 6 e 8 as folhinhas para 1860, im-
Boa casa para alugar.
Nos das 20, 2% e 27 do corrente vai
a praca do juizo municipal da pritneira
vara, por arrendamento de tres annos
o sobrado de tres andares e soto com
mirante, sito na ra eslreita do Rosa-
rio n. 41. com um grande armazem
lageadodeUespoitas na frente, gabi- {jd?"nCSla lyPS"Phia. dasseguintesquali-
netes em crida um dos andares, e outras
muitas aceommodac/ies, avaliado no
todo em 1:700# por enno.
jl y rTTTT-STTTTTT YTTTrrrrrf T^T>
DENTISTA FRANCEZ. 3
> Paulo Gaignoux, dentista, ra das La- ^
>* rangeiras 15. Na mesma casa tem agua e 3
p dcnlilico. ^
O Sr. Manoel Marques da Costa Soares tenha
a bondade de comparecer na rua da Lingoeta n.
2, para Iralar do negocio que nao ignora.
Consultorio medico, rua da
Gloria n. 3.
, O Dr. Lobo Moscoso continua nos
seus trabalhos mdicos.
Por un corle de cabello e
frisamento 500 rs.
Rua da Imperatriz n. 7.
Lccorate acaba de receber do Rio de Janeiro
o primeiro contra-mestre da casa Augusto Clau-
dio, c um oulro viudo de Paris. Esta estabele-
ciraentoest hoje as melhores condices que
possivel para sasazcr as cncommetidas dos
objectos em cabellos, no mais breve lempo, co-
mo sejam : marrlas a Luiz XV, cadeias de relo-
gios, braceletes, anneis, rosetas, etc., ele, ca-
balleras de toda a especie, para homens o se-
nhoras, lava-se igualmente a cabera a moda dos
Estados-Unidos, sem deixar urna so pelcula na
cabeca dos clientes, para salisfazer os prclcnden-
tes, os objectos em cabello serao feilos era sua
presenca.se o desojaren), c acliar-se-ha sempre
urna pessoa disponivel para corlar os cabellos, e
K
dad ;s :
m DLIIINUA RELIGIOSA, contendo, alm do
kalendario e regulamento dos direitos pa-
rochiaes, a continuaco da bibliotheca do
Ciislao Brasileiro. que se compde : do lou-;
vor ao sanio nome de Dos, coroa dos ac-
tos de amor, hymnos ao Espirito Santo c
a N. S., aimitacao do de Santo Ambrozio,
jaculatorias e commemoraco ao SS. Sa-
cramento e N. S. do Carmo, exercicio da
Via-Sacra, directorio para oraco mental,
dividido pelos das da semana, obsequios
ao SS. coracao de Jess, saudagocs devo-
tas s cbagas de Christo, oraces a N. Se-
nhora, ao patrocinio de S. Jos e anjo da
guarda, responco pelas almas, alm de
outras oracoes. Prego 320 rs.
ITA DE VARIEDADES, contendo o kalenda-
rio, regulamento dos direitos parochiaes.e
una colleccao de ancdotas, ditos chisto-
sos, coulos, fbulas, pensamentos moraes,
receilas diversas, quer acerca Je cozinha,
quer de cullura, e preservativo de arvores
e fructos. Preco 320 rs.
U'lTA DE PORTA.a qual, alm das materias do
coslume, contm o resumo dos direitefs
"Darochiaes. Preco 160 rs.
@i@@ @@ @@@@
1 Attenco.
Curso pratico e theorico de lingua fran-
ceza por urna senhora franceza, para dez
@ mocas, scguudae quinta-feira de cada se-
^ maiu, das 10 horas at meio dia : quera
quizer aproveitar pode dirigir-se a rua da %
Cruz n. 9, segundo andar. Pagamentos
CVSV LISII-BMSLEHIA,
2, Golden Square, Londres.
J. G. OLIVEIRAtendo augmentada, com to-
mar a casa contigua, ampias e encllenles ac-
comraodacdes para muilo maior numero de hos-
pedesde novo se recommenda ao favor e lem-
branca dos seus amigos e dos Srs. viajantes que
visitera esta capital; continua a prestar- lhes seus
servicos e bons officins guiando-os em todas as
cousas que preciscra conbecimento pratico do
paiz, etc. : alm do porluguez e do inglez alla-se
na casa o hespinho e francez.
SOCIEDADE BA\CARI\
Amorim, Fragoso, Santos
<& Companhia.
Os Srs. socios com mandilarlos sao'convidados
a realisar asegunda entrado de 12 1(2 por cenlo
sobre os seus capiiaes at o dia 16 de abril cor-
rele, do conforraidade com o respectivo contra-
to social.
@&@$ @ @#@ fi@
I DENTES |
I ARTIFICIAES. 1
|Ruaestreita do Rosario n. 3|
Francisco Pinlo Ozorio colloca denles ar-
rificiaes pelos dous syslcmasV0LC4NITE,
chapas de ouro ou platina, podendo ser
procurado na sohredila rua a qualquer
hora. <
@@@@ 8@ @@
Roga-se aos Srs. devedores a firma social
de Leite & Correia em liquida^o, o obsequio
de mandar saldar seus dbitos na lojr da ruado
Queimado n. 10.
Precisa-se alugar urna ama de lei-
te, que o tenha em abundancia, que le-
ja bem sadia e de bons costumes ; e pa-
ga-se bem. Dirigir-se a' praca de Pe-
dro II (antigo pateo do Collegio) n. 57,
segundo andar.
Na livraria n. G e 8 da praca da
ndepenecia, preciza-se fallar ao Sr.
Joo da Costa Maravilha.
O r. Cosme de Sa* Pereraj
devoltadesua viagem instructi-2
;tiva a Europa continua no exer-
jcicio de sua prosso medica.
Da' consultas em seu escripto-S
|rio, no bairro do Recife, rua da
Cruz n. 53, todos os dias, menos*
nos domingos, desde a$'6 horas!
t as 10 da manhaa, sobre os
seguintes pontos
Graade e novo sortimento de fazendas de todas as qua-
lidades por baratissimos precos.
Do-se amostras com penhor.
Lindos corles de vestidos de seda pretos
de 2 saias
Dilos ditos de ditos de seda de cores
com babados
Dilos ditos de ditos de gaze phantazia
de cores
Pioraeiras de fil de seda preta bordadas
Visitas de grosdcnaples prcto bordadas
cora froco
Grosdenaplcs de cores com quadrinhos
covado
Dito liso preto e de cores, covado
Seda lavrada prela e branca, covado 15 e
Dita lisa prela e de cores, cora 4 palmos
de largura, propria para forros
Corles de vestido de seda de gaze trans-
parentes
Ditos de dilos de cambraia e seda, corlo
Cambraiasorlandys de cores, lindos pa-
dics, vara
Manguitos de cambraia lisos e Uordados
Tiras e entremeios bordados
Mantas de Monde brancas e prets
Ditas de 016 de linho pretas
Chales de seda de todas as cores
Loncos de cambraia de linho bordados
Dilos de dila de algodao bordados
Panno prelo e de cores de todas as qua-
lidades, covado
Casemirasidcm idem idem
Gollinhas de cambraia a
Chales de touquim brancos
Ditos de merino bordados, lisos e es-
tampados de todas as qualidades
Enfeites de vidrilho francezes pretos e
de cores
Aberturas para camisa de li-.iho e algo-
dao, brancas e de cores
Saias balo de varias qualidades
Tafel rxo, covado
Chitas- francezas claras e escuras, co-
vado
Cassas francezas de cores, vara
Collariuhos de esguiao de linho mo-
dernos
Um completo sortimento do roupa feita
cores pars
sendo casacas, sobrecasacas, paletots,
colletes, calcas de muitas qualidades
de fazendas
Chapeos francezes Gnos, forma moderna
Um sortimento completo de grvalas de
seda de todas as qualidades
Camisas francezas, peilos de linho e de
algodao brancas e de cores
Ditas de fuslao brancas e de cores
Ceroulas de linho e de algodao
Capellas brancas para noivas muilo finas
Um completo sortimento de fazendas
Sara vestido, sedas, laa e seda, cam-
raia e seda lapadas e transparentes,
covado
Meias cruas brancas e de
meninos
Ditas de seda para menina, par
Luvas de o de Escocia, pardas, para
menino
Vclludilho de,cores, covado
Velbulina de cores, covado
Pulseiras de velludo pretas e de co-
res, o par
Ditas de seda idem idem
Um sortimento completo de lu^as de
seda bordadas, lisas, para lenhoras,
homens e'meninGS, de todas as qua-
lidades
Cortes de coUcle de gorgurao de seda
de cores
Dilos de velludo muilo finos
Lencos de seda rxos para senhora
Uarquezitas ou sombrinhas de seda com
molas para senhora
3$500 I Sapatinhos de merino bordados proprios
para bapiisados, o par
Casinetas de cores de duas largurasmui-
to superiores, covado
Setim prelo, encarnado e azul, proprio
para forros, com 4 palmos de largura,
fazenda nova covado
Setim liso de todas as cores, covado
Lencos de gorgurao de seda pretos
Belogios e obras de ouro
Cortes do casemira de cores a
s

9
15200
8
3000
1*500
10*000
161000
1*000
9
9
I
9
9
8
$900
9
9
S60
9
9
9
6&000
8500
9280
1500
800
9
85500
9
8
9
f
9
8
9
1*600
9320
l?20O
70O
2S0OO
1{000
9
*
2J500
9
2SO0O
15000
15G00
9
9
58000
1
i-
i5"
Molestias deolhos
de coracao e de|
cuja entrada pela Camboa do
Carmo.
e promplidao
Engomraa-se cora asseio
beccodo Marisco n.20.
Precisa-se a
sos, para compra
de urna casa de familia, ou mesmo urna ama as
mesmas circunstancias : quem tiver e quizer,
annuncie ou dirija-se a rua de Santa Rita n. 40,
primeiro andar.
adrantados.

MLicoes de francez
. piano.
Wa aj de Manoevillecontinua a dar licoes de
*g francez e piano na cidade e nos arrabal-
H> des : na rua da Cruz u. 9, segundo andar. S
Roga-se aos Srs. devedores do estabele-
cinento do fallecido Josda Silva Pinto, o ob-
sec uio fe saldarera seus dbitos na rua do Col-
legio venda n. 25 ou na rua do Queimado loja
n. 10.
-.= Caeiano Pinlo de Veras faz scienle a quem
inleressar que eslem exercicio da vara dejuiz
de paz do 4o anno, do primeiro dislriclo da fre-
guesa doSS. Sacramento do Santo Antonio des-
la cidade, para que foi eleito e que despacha na
ca.ia de sua residencia rua do S. Francisco n. 8,
c em qialquer parte que for encontrado; oque
d;i audiencia as lerca3 e sexlus-feiras as 4 1|2
horas di tarde como ja tem annunciado, na casa
publica das audiencias. Recife 29 do fevereiro
de 1860.
N. 27-lua da Imperatriz-N. 27.
L. Pugi.
nics cfficina em Pernambuco para lavar as
palliinhas das mobilias a mais encardidas, tor-
nando-;e oulra vez tao alvos como no eslado
pr milico ; osla magnifica preparacao chimica
le n a proonedadededesenfectar as mobilias das
pessoas moras de molestias contagiosas : na
Resina :asa la\^m-sc chapeos de palha de Italia,
e >cm-se moda.
Na rua do Imperador n. 28, aluga se e ven-
de-se em grandes e pequeas porces bichas
liamburguezas, e lambem cal da mais nova que
ha, para fabrico do assucar, por prego commodo.
. Molestias
peito ;
. Molestias dos orgaos da gera-^
cao, e doanus
'. Praticara'toda e qualquer SL
operac3o quejulgarconvenien-^
te para o restabelecimerito dos^
seus doentes.
O exame das pessoas que o con-
sultarem sera' feto indistincta-j
I mente, e na ordem de suas en-1
trsdas; fazendo exceptu os doen-1
Uesdeolhos.ou aquellesque poi
jmotivojustoobtiverem hora mar-j
Jcada para este im.
A applicacao de alguns medica:
mentos indispensaveis em varios?
jAsos, como o do sulfato de atro-i
pina etc.) sera' eilo ,ou concedido I
jgMatuitamente. A confianca que!
nelles deposita, a presteza de sua (
|accao, e a necessidade promptaj
|de seuemprego; tudoquantooj
demove em beneficio de
doentes.
!?S?
s?2
EAU MINERALE
NATURALLE DE VICHY.
Deposito na botica franceza rua da Cruz n. 22.
i*
Neste proveitoso estabelecimento, que pelos no vos melhoramcntos feitos acha-se conve-
nientemente montado, far-se-ho tambem do Io denovembro em vante, contratos mensaes para
maior commodidade e economa do publico de quem os proprietarios esperam a remuneraco de
tantos sacrificios.
Assignatura de banhos frios para urna pessoa por raez.....108000
> mornos, de choque ou chuviscos por mez 155000
Series de cartoes e banhos avulsos aos precos annunciado*.
40#000 de aluguel.
seus
Mestre de msica.
Urna pessoa competentemente habilitada se
prope a ensinar msica Iheoiica c pralicamen-
Precisase alugar urna ama forra que saiba
'engommar e fazer algum trabalho de cosa do fa-
J?5 en1salcnte Pr Vm Primeiro andar mi|a ; quem eslivcr nestas cirrumstancias, diri-
nZSSSEmS. COnT'uS Pra nml,,a : "a Ja"se a rua daCadeia do Recife n. 22, segundo
rua estrella do Rosario n. di, primeiro andar. ondor
Zl'h?*'"S.C d T '"""I P,rl0Bua 1ue Precisa-se de urna escrava para o servico
Li? ba 'da ecoslumes- sabendo engommor inlerno de uma Casa de pequea familia, que sai-
c costurar, so-paro uma pessoa lambem porlu- ba cozinhar, C5ai,oar c engommar: qi em a ti-
gueza: quem estirar uestes circunstancias, de- Ler para logar, dirija-se a l'ra Se lorias, rna
clare sua morada para ser procurada. i dos VGaarsT,^s[ fasaJ do profcssor jjffi* r0
Q@@ @@@@@@@@@ annuncie para se procurar.
*uBotji y
^Consultorio central horaeopalhicof
DE
1 1P1BBM1B.
Vp Continua sob a mesma direc^ao da Ma-
noel de Mallos Teixeira I.ima, professor
{> em homeopalhia. As consultas como d'an-
& les.
------
Botica central homeopathica 1
Do
DR. SABINO 0, L PIMO
le, dando licoes de piano, de rabecca c de violSo Novos medicamentos homcopalhicos en-
em qualquerestabelecimenlo de educacao, e em @ viadosda Europa pelo Dr. Sabino. q
@ Estes medicamonlos preparados espe- @
@ cialmente segundo as necessidades do lio- S
^ mcopaihia no Brasil, vende se pelos pre- 3
<..* ros conhecos na botica central horneo-
a palhics, ruado Santo Amaro (Mundo No-
@ vo) n 6.
FUN
DO
I
Rua do Brum (passando o chafar iz.)
^io depo/Alo deste cslaucleemieulo sempre lia gvande sortimento Ae me-
cianismo para os engen\\os de assucar a saiier:
Machinas de vapor modernas, de golpe cumprido, econmicas de combustiv<:l, e de facillimo assento ;
Rodas d agua de ferro com cubos de madeira largas, leves, fortes, e bem bataneadas;
Cannos de ferro, e porta d'agua para ditas, e serrillias para rodas de madeira ;
Moendas inteiras com virgen* muito fortes, e convenientes ;
Meias moendas com rodetas motoras para agua, cavallos, oubois, acunhadas em .guilboes deazs ;
Taixas de ferro fundido e batido, e de cobre
Pares^bicas para o caldo, crivos e"portas de ferro para as fornalhas;
A!a"*bq;ues de ferro, moinhos de mandioca, fornof para cozer farinha ;
gadarde todos os tamanhos para vapor, agua, cavallos ou bois ;
limiuso, arados, eixos e rodas para carrosas, forma galvanizadas para purgar etc.. etc.
V.Bowman confia que os seus freguezes acharotudo di?no da preferencia com
que o honran., pela longa experiencia que elle tem do mechanismo proprio para os agricul-
tores desta provincia, cpelofacto' de mandar construir pessodtlmente as suas obras as
mais acreditadas fabricas da Inglaterra, para onde elle faz viagem annual para o dito fim
assim como pela continuaco da sua fabrica em Pernambuco.-i ara modificar o mechanis-
mo a vontade de cada comprador, e de fazer os concertos de que poderlo necessiter.
casas particulares, dentro, ou ainda nos arrabal-
des da cidade : pode ser procurada em qnalquer
da, dos 9 horos da manhaa as 6 da tarde, na ru
da Imperatriz (aterro da Boa-Visla] n. 65, segun-
do andar.
= chegado praca da Boa-Vista, loja de
cera n. 7, um novo sortimento de bogias de to-
dos os tamanhos e da melhor qualidade que vem
ao mercado, assim como bonitos niacinhos de
rolos para ocender lanlernas em casas particula-
res, vindos de Lisboa pelo brigue Relmpago
Ollerece-se um rapaz-porluguez para cai-
xeiro de armazem de molhados, ou de assucar ou
refinaco, ou mesmo para taberna, aqui dentro
do Recife, e disto lem bstanlo pratica, c d fia-
dor a sua conducto : quem precisar, dirija-se a
rua do Vigario n. 29, ou annuncie.
Quem precisar de um moco porluguez para
caixeiro, que sabe escrever e contar, viudo ulti-
mamenie da Europa, dirija-se a rua do Apollo n.
lo, segundo andar.
Asylo de mendicidade.
Tendo a associacao commercial bene-
ficente de mandar publicar os nouies dos
Srs. que subscreveram para este pi es-
tabelecimento, enuo tendo alguns des-
sessenhores, realisado ainda a entrada
da somma com que se'dignaram subs-
crever a mesma associacao roga-lhes
queiram realisar tal entra Ja at o irn
do corrente mez, afim de que ella possa
cumprir aquelle dever.
Aluga-se as lojas de um sobrado
sito em urna das ras adjacentes a fa
culdade de direito, moradia esta mu
conveniente aos Srs. alumnos da mesma
faculdade : a tratar com o Sr. Thomaz
Garret ou com o Sr. Dinamerico Au-
gusto do llego Hangel, ambos morado-
res no baiiro da Boa-Vista, rua For-
mosa.
Precisa-sede um homem para f;ilor de um
silio perto da praca, de um eslrangciro de pouca
familia; preferc-so um Porluguez de raeia idade.
que rienda de planlaco de hortalice : a tratar
na rua da Cruz n. 10, em casa dos Srs. Kalkmann
Iroiao & C. fe
Manoel Cobral Borgcs faz scienle ao resr*i-
lavel publico e aos seus freguezes, que o Sr.
Francisco Anlonio Coelho Jnior deixou de ser
seu caixeiro desde o dia 18 do corrente.
@ Os Drs. em medicina Prudencio de Brilo $}
0 Colegipee Manoel Alvesda Costa lkancan-
le, continuam a residir na rua do Impera-
@ dor n. 11 B, onde podem ser procurados ^
9 a qualquer hora do dia ou da noile para o @
@ exercicio de sua prolssao. Espocialidades @
parios e moieslios syphiliticas.
Precisa-se de duas aja
e outra para engonxmado
escrava; a lialar na rua
PreciS},'
e faca o omm
eslreita do'llol
Precisa-se de um ortelSo que saiba
perfeitamente o seu officto, ; paga se
Flores de cera em cinco
licoes.
a
O artista Jos Ricaud, rccenlcmcnle chegado
da corle, ofterece ao publico era gcral e em par-
ticular oo bello sexo, seus lindos trobalhos de
cera e las. D licoes em cosos particulares :
exposico dosquadros, na rua do Cobug n. 3 5V,
casa do horticultor francez.
Arrenda-se o engenhoOulerao, sito na fre-
guezio do cidade da Victoria, distante da praca 9
legos ; quem o pretender arrendar, dirija-se ao
engenho Novo de Iguaross, a Iralar cun Fran-
cisco Virissimo do Reg Borros.
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i una pira cozinha,
io-se preferencia a
iperador n. 15.
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AS
I
Seguro conlra Fogo
COMPANHIA
LONDRES
AGENTES 9
C J. Astley & Companhia. Vcnde-se I
para
4
Tintas de oleo.
Formas de ferro
purgar assucar.
Estanho em barra.
Vernz copal.
^ PalKinha para marci-
neho.
Vinhos fino de Moselle.
I Folhas de cobre.
I Brimdevela: no arma-
zem de C. J. Astley & C. 9
agO<3Jl:ji CTB4BBt(!T I
Desaopareccu no dio 18 do correnlc um ca-
vallo russo com pintas de pedrez, um lano ma-
gro, levando uma raugalha e um par-de ioquir-
deiras, tendo o dito cav-illo a cauda ripodo e um
ferro no queixoda parle direila, o cavallo ca-
pado e grande : quem o Irauxer ou vier Jar no-
ticia na rua da Praia n. 33, ser bem recompen-
sado.
Aluga-se a loja da caso da rua do Impera-
dor n. 17, lado do caes : a tratar no primeiro
andar da mesma casa.
Ama.
Prccisa-sc de uma orna para comprar
nhar para uma senhora, na rua da Senza!
lha n. 76 o trotar na mesma casa.
O obaixo assignado faz ver oo respdilavel
publico que ninguem faga negocio com p fica
passado ao Sr. Jos Lopes da Silva no dia b8 do
abril, porque foi ossignodo a forca, e por i
ca sem nenlium eeilo-
Jos Percira da Silv
coz-
Ve-
-
Aluga-se
As pessoas que liverem contas contra o
Sr. W. W. Slapp, cnsul dos Estados-Unidos'te-
rao a bondade de apresentareroa^po mesmo con-
ulado UL o dia 28 do correle. Redfe 18 de
I bem : a fallar na Ilha^os Ratos com o silio-a W"f com o proprietario, o mesmo para
Sr. engnlieiro HelloRegO. erem--(lue uma Propriedade bem edificada, c
vende o sou sitio detron-
, com muita trra para
IWPHPctpim, arvores de (rucio,
muilo pasto para gado e uma ptima casa quo
acommoda uma grande familia, ou mesmo um
collegio : os pretendeoles dirijam-se ao mesrao
quo offerece inleresso.
um armazem na rua da Senzalla n. 70: qupm o
pretender, dirija-se a rua da Cruz n. 60.
Antonio do RcgoMcdciros c Manoel Sdare
de Houra, lendo juslo e contratado a compia da
labcrno sita na estrada de Santo Amaro, petlen-
cen:e a Manoel Francisco de Paulo, nao fie; udo
os inesms responsaveis pelos debilos quo 1 ouo
vercm na dila taberna, por isso marcam o p-az-
de ~4 das da data deste para quaesquer crcdpres
apresentarem as suas contas para seren lefloll-
sadas, lindo o dilo prazo, so effecluar a llila
compra Recife 21 de abril de 1860.
Precisa-so de uma ama para casa de kim
mogo solteiro, dando flanea de sua conduela : na
rua eslreita do Rosario n.32, primeiro andar,
Roga-se aos credores da massa fal-
lida de caminlia & Filhos dtsta cidade
que fucam o favor de mandar a coilta
corrente dos negocios que tiveram com
os mesmos fallidos ate o dia 15 de marco
de 1860, no prazo de 8 dias, em caa
dos depositarios geraes rua da Cruz n.
10, para*se poder -verificar os seus cr<
ditos.
Achou-se uma portara d presidencia coi^i
um atleslado : na rua da AssumpcSo n. 16.
Precisa-se de uma do leite ibrrW
ou captiva : no pateo do Terreo n. 07
confronte as i asas cnidas.

m mi iTirurren
J ii r-*++\ /r-i L.


*.
)
Modas francezas.
Hdame Milloctieau participa as senhoras suas
rcguczM, que no sortimenio de modas rocebido
pelo ultimo navio francez acha-se un lindo
sojlimenlo de chapeos, pelerinas, gollas e man-
gas. Avisa larabem s senhoras suas re'guezas,
que emborassia de sua casa una ou oulra cos-
turara, conlinua-se serapre a fazer veslidos e
mais modas do vcrdadeiro gosto de Paris, por
preo commodo, e cxactido.
O abaixo assignado, por ter de seguir para a
Europa, deixa por seus procuradores os seguin-
tes senhores : cid 1. lugar ao Sr. Joaquim Mar-
tins Moreira, em 2," ao Sr Jos Domingues Maia,
e era 3.* ao Sr. Antonio Jnaquira Yaz de Miranda.
Antonio Jos Pereira de Miranda.
Sociedade Bancaria,
Amoriiii, Fragoso, Santos k Companhia.
Uua da Cadeia do Recife.
() publico e os socios desta empreza podem
obler pela pralica de conlas correntes vantagens
inconlestavcis. Cessaria o prejuizo que soffrom
as pessoas que iraproduclivamenle conservam
em suas gavetas quanlias, que. dadas pela forma
abaixo dcsctipla, estarao cm cerlo periodo con-
siderarelmenlo augmentadas; c, porlanlo, .em
nosso inleresse e no do publico que fazemosas
considerares seguales :
Todo o individuo que possuir a quantia de
li)J, edahi para cima, pode abrir conla correle
cora esta sociedade, depositando em sou cofre
essa quantia, que Picar vencendo juros desde o
momenlo em que for enlregue at aquello em
que for retirada ; estes juros seo accumulados
no capital no Dm de cada semestre civil, para
ficarem por scu turno vencenJo juros, que sorao
igualmente accumulados.
A sociedade pagar sempre urna laxa de juros
do (fbus por cento, menos que a laxa, por que a
ca-xa filial descantar as letras da p.-aca.
As quanlias assira depositadas em conla cor-
rele podero ser retiradla parcial ou totalmen-
te a todo momento do modo seguintc : at"a
somtna d'e 5:0009. a vista de 5 al 20 contos com
aviso anlecipado de Ires das, c de 20 contos pa-
ra mais com aviso de seis dias.
As pessoas residentes nesta praca a sociedade
fornecer gratuitamente urna caderncta para
liella se fazer a escripturar.ao da conta. como
tamben.] para servir do documento s quanlias
que por ella forera recebidas ; s residentes Tora
remetieraannualmente urna copia da conla cor-
rente para ser conhecido o estado della.
Desle modo, seni despeza alguma, poupando
lempo e Irabalho, poder qualquer pessoa guar-
dar as suas economas e augmenta-las com os
juros que for vencendo.
Nao acontece o mesmo sondo o dinhoiro dado
a juros a prazo Qxo porlelras ao portador pois
nao sendo reformadas no vencimento deixam de
vencer juros.
l'edindo a allcneo do publico para esla classe
de operares domonslramos quanto lhe sao pro-
ficuas, basla ler em considerarlo que, conser-
van u un capital depositado em conla correte
no esparo de 10 annos pelo juro de 7 por cento,
e este capital eslar duplicado naquelle periodo!
Professor dentista.
Uua i\a Cruz numero 44.
1). Juan NoguCs faz scicnte aos seus freguezes
c ao rcspeitavel publico em geral, os quaes j
tem pleno conheciraento da perfeicao e delicade-
za do seu Irabalho, que contina o exercicio de
sua prossiio: lira denles com a maior rapidez
potsivel a 8f ea3j, sendo em casa c fra della
a 55, limpa-os a 5>, chumba com massa diaman-
tina a 53. e com prata a 33, colloca-os sobre cha-
pa uc ouro a 165, sendo para fra da cidade qual-
quer operaro ser o proco que se convencionar.
gundo em separado : na livraria n. 6 e
8 da praca da Independencia.
e variado sorlimeiilo de
roupas feilas
Na loja da ra Direita n. 87.
Ricos sobrecasacos de panno muilo co a 25 e
283, palelots de fuslo brancos e de cores a 5,
dilos de alpaca de seda a fjjj, dilos sobre a 6jJ,
ditos de bnm a 35500 e 4. dilos de esguiao do
algodao branco a 33200, calcas de bnm de linho
de cores a 23500, 3)3, 3*500 e 4J, ditas brancas a
23, corles de colleto de gorguraodo seda a 2j>600
e 33, ceroulas de bramanio francezas a 1J6O0,
grvalas de gorguro, chamalote, selim e groz a
13. ditas de redo a 13400, chapeos francezes
a 83 e 8500. dilos de casemira a 3800, dilos de
castor, copa baixa, a 10, chapeos de sol de pan-
no, cabo de canna com aslea de balea, a 2#500,
por ler grande porcao, corles de brim de algod
a 900 rs., saias a balao a 63500, esguiao de al-
godao com duas larguras a 400 rs colletes de
gorguro do seda a 5, manas do seda a 28500
meias cruas a 2J.50O, 33200 4, e outras mul-
tas fazendas de gos.lo que seria enfadonho men-
cionar ; a ellas, antes que so acabem ; sapa-
los de tranca feilas no Porto a I36OO.
_ DliRIODE PERNAMBUCO. QARTA FEIRA 9fr DE ABlffl. D 1160.
Compras.
Compra-se. um cabiiolet de qua-
tro rodas, que esteja em hom estado e
tenha coberta : na ra da Gloria n. 3.
Constante-
mente
compra-se, vende-se c Iroca-se escravos : na ra
Direila n. 66.
moedas de ouro de 16$ e 20$ : na ra
da Cadeia do Recife loja n. 22.
Na praca da Independencia n. 22, com-
pram-M bilhetes de lolerias recolhidas.
Vendas.
3,600 rs.
Soceos do milho de Mamanguapc : na ra do
Qucimado n. 24, primeiro andar.
Vende-se a taberna da ra de Hortas n. 16,
j annunciada, c dcixou do se vender por moti-
vos que vista do cmprador se dir : a Iralar
na nicsma
Milho muilo barato,
em saceos grandes: vende-se no armazcm de
Travasso Jnior & C, na ra doAmorim.
Vcndc-so urna muala com urna linda cria
e com bastante leitc, boa cozinheira e engomma-
deira, e um bonito prclo muito mogo e robusto,
e maia uma mobilia completa do ultimo gosto:
na ra Nova n. 52, primeiro andar.
XAROPE
DO
Augusto & Pcrdigo,
com loja na ra da Cadeia do Recite n.
23, confronte ao becco Largo,
previnem aos seus freguezes. que acabam de sor-
tir seu novo elabelecimeolo com fazendas de
oslo, finas, e inferiores, para vender pelos pre-
cos os mais razoaveis ; as fazendas inferiores,
nao a rclalho, se vendero por um preco fixo
que ser o seu proprio custo as casas inglezas,
uma vez que sejam pagas vista.
Ncsle eslabelecimento se encontrar sempre
um sortimenlo completo de fazendas, e enlre el-
las o seguinle :
Veslidos do seda com babados e duas saias.
Dilos de 15a e seda e duas saias.
Dilos de larlatana bordado a seda.
Manteletes pretos bordados com franja.
Taimas pretas de seda e de fil.
Polonczas de gorguro de seda prelas.
Cinlures para senhora.
Esparlilhos com molas 011 colchctes.
Enfeites de vidrilho ou flores para senhora.
Vestuarios para meninos.
Saias de balo para senhora c meninas.
Chapeos para senhora e meninas.
Pentes de tartaruga dos melhoresgoslos.
Perfumaras de Lubin c outros fabricantes.
Cassas e organdys de cores.
Grosdcnaplcs de cores.
Chitas escuras francezas e inglezas
Gollas o manguitos os mais modernos.
Camisas de linho para senhora.
Dlas de algodao para menino.
Algodao de todas as qualidades.
Lencos de labyrintho para presentes. .
Collas de crochet para menino.
Veslidos de phantazia.
Roupa feita.
Casacas e sobrecasacas de panno fino.
Palelots de casemira.
Calcas do casemira prelas e de cores.
Colletes de seda idem idem.
Dilos de fuslo.
Camisas inglezas todas de linho. v
Dilas francezas de differeiiles qualiddes.
Malas e saceos de viagem.
Bor/.eguins de Mellier e oulros fabricantes para
homem.
Dilos para senhora.
Charutos de Havana, Bahia e manilha.
Camisas de flanella
Chapeos de todas as qualidades para homem,
senhora e enancas.
Chapeos de caslor preto
e brancos
Na ra do Qucimado n. 37, vendem-se osme-
Ihores chaes de castor
Botica.
artholomeu Francisco de Souza, ra larga
do Rosario n. 36, vende os seguintes medica-
mentos :
Rob L'AfTecteur.
Pilulas contra sezoes.
Ditas vegelaes.
Salsaparrilha Bristol.
Dila Sands.
Vermfugo inglez.
.Tarop do Bosque.
Pilulas americanas (contra febres).
Ungento Holloway. .
Pilulas do dito.
Ellixir anli-asmathico.
Vidrosde boca larga com rolhas, de 2 oncas a
lzhbras.
Assimcomo tem um grande sortimenfo de pa-
pel para forro de sala, o qual vende a mdico
preco.
mhk m
Anda conlinua-se a vencer o vcrdadeiro, o
vcrdadeiro, e afianca-sc ser do proprio autor :
na blica do Jos da Cruz Santos, na ra Nova
numero 53.
Milho e larelo.
Vende-se milho a 43 o sacco, e cm cuia a 240,
larelo a og500 o sacco : por baixo do sobrado n.
16, com oito para a ra da Florentina.
Vende-se uma curocf e um boi
novo ja feto ao servico desta praca, mui-
to bora e conhecido: na ra da matriz
da Boa Vista n. 15.
Ka rna do Queiraadon. 33,
loja esperanca,
vende-se uma flauta de bano,guarnecida de ma-
ellcchart com 10 chaves.syslema Bohemio, muito
bem acabada, por 503, assim como um violao de
Jacaranda, de chaves, marchelado de madrepe-
rola, obra prima, por 50, rosarios de madrepe-
rolapropiios para prsenlo no mez prximo mez
de devorao) a 5, 6, 8 c IOS cada um, e esto-se
acabando, graxa franceza para sapatos a 640 rs o
pole, (especial desta loja), Una azul e prela in-
giera, inteiramente liquida, a 500 rs. o pote,'peo-
nas de ac o melhor possivel, lendoa proprieda-
de de, quanlo mais velha em so escrevendo, me-
lhor fica, e muilos objectos necessaros.
Acaba de chegar do Rio Je Ja
neiro alguns exeraplaresdo
primeiro e segundo volume
da Corographi.
Histrica chonologica, genealgica,
nobiliaria e poltica do imperiodo Bra-
sil, pelo Dr. Mello Mora.es : vende-se a
4#-o volume, podendo-se vender o te-
Fumo americano.
Vdnde- se fumo americano proprio para mas-
car c fazer cigarros : na ruada Cruz do Recife n.
50. inmeiro andar, caixinhas de 20 e 40 libras
a 4ft) rs.. libra.
Vende-se um ptimo engenho do fabricar
assucar. moenle e corrente, todo de varzeas de
raassap c pal, na freguezia de Ipojuca de ex-
celleite produccao : quem o pretender, 'dirija-so
a loja de Jos Victorino de Paiva, na ra do Ca-
bug n. 2, que dar lodae qualquer informaco.
PENNADEAC0
CE W.SCULY
Esas peanas, de difTereotes qalidades.sao fa-
bricadas do ac do prala refinada de primeira
tempera, o sao applicaveis a todo o tamanho de
letra : vnda em casa dos Srs. Guedes & Gon-
calvcs, ra da Cadeia n. 7, prejo 1*500 cada
caixa.
Na cidade do Rio Formoso vende-so 3 pro-
priedade denominadaQuinaJ casa de ne-
gocio ha muilo, o devo offerecer muita vanta-
gem ]ior Qcar no palco da feira : os pretendenles
poden dirigirse ao proprietario do engenho Es-
trella ou aqui no Recife, na ra do Rosario da
Boa-Vista, casa n. 32.
PotassadaRussia
E CAL DE LISBOA.
No bem conhecido e acreditado deposito da
ra ca Cadeia do Recife n. 12, ha para vender
potaisa da Russia e da do Rio de-Janeiro, nova
e de superior qualidade, assim como ta'mbem
cal v.rgeni em pedra: ludo sor Breos muito
razoveis
Sndalo.
B cas bengalas, pulceiras e leques :
vendem-se na ra da Imperatriz n. 7,
loja do Lecomte.
Loja da boneca ra da Impe-
ratriz n. 7.
_ Vindem-se caixas de tintura para tin-
gir os cabellos era dez minutos, como
tambem tingem-se na mesraa casa a
qua'.quer bora.
NA
e avmazcm
DE
GRANDE S0RTIMEi\T0
DE
Fazendas e obras leitasj
luoja
GcslBasto.
Na ra do Quehnad) n.
46, frente amarella.
Completo e grande sorlimento decal-
cas de casemira do cores e prelas a
9#. 108 c 12$, ditos das mesmas casemi-
rasa 7j, 8$ e9$, dilos de brim trancado
branco muito fino a 5$, 6$ c 73. dilos do
cores a 3$, 3g500, 4g e 5, ditos de me-
rino de cordo para luto a 5g, colletes de
casemiras prelas, ditos de dilas de cores,
dilos de gorguro prelos e de cores a 5$,
6j}e 7jJ,_ricas casacas de pannos muito fi-
nos a 35j e 403, sobrecasacas dos mesmos
pannos a 28. 30,? e 35g, paletols dos mes-
mos pannos a 22g c 24J), paletols saceos
de casemira modelo inglez 10, ditos de
casemira mesclado muito fino de apurado
goslo 15$ e 163. dilos sobrecasa das mes-
mas cores a 18$ e 20$, ditos sobre de al-
paca prtla fina a 7g e 83, ditos saceos a
43. dilos de fusto branco e de cores a 43,
48500 e5ft, ditos de brim pardo muilo
superior 48500, camiss pa/a menino de
lodos os lmannos a 26J000 a duzia, meias
do todos 03 lamanhoa para menino e me-
ninas, palitots do lodos os lamanhos o
qualidades para os mesmos, colletes de
brirn branco a 3g500 e 4. ricos colletes
velludo preto bordado o de cores diver-
sas o por diversos pregos, ricos coberto-
res de fustao archoado para cama a 63,
colannha de linho a peer a 63500 a du-
zia, assim como temos recebido para
dentro desle a*abelceimento um comple-
to sortimenlo de fazendas de gosto para
senhoras, vestimentas modernas para me-
nino e meninas de quatro a seis annos e
ludo vendemos por procos razoarefs. As-
sim como neste eslabaleeimento manda-
se apromptar com presteza (odas as qoa-
hdades de obras rotativo a officina de el-
faiate sendo isto com todo goslo e asseio.
i.. &IW-. (T4W TOT varWBTw vSTWaSWt
Coiii.inua-se a vender fazendas por baixo
a preco at mesmo por menos do seu valor,
a m de liquidar contas : na loja de 4 portas S
B n? ra do Qucimado n. 10. fe
sais ggggwsasaaHagBaBBaiBaBBBsaBgwB
REMEDIO 1NC0MPARAVEL.
UNGENTO HOLLOWAY.
Otares de individuos de todas as nacoes po-
dem testemunhar as virtudes deste remedio in-
comp aravt 1 e provar em caso necessario, que,
pelo aso que delle fizeram tem scu corpo e mem-
brosnleiramenle saos depois de haver emprega-
do intilmente outros tratamentos. Cada pesoa
poder-se-ha convencer dessascuras maravilhosas
pela leitura dos peridicos, que lh'as relatam
todo; os dias ha niuitos annos ; e a maior parte
della 5 sao tao sor prndenles que admiran; so
medi;os mais celebres. Quantas pessoas reco-
brar; m con este soberano remedio o uso de seus
brac/s e pamas, depois de ter permanecido Ion"
go tempo nos hosptaes, onde de viam soflrer a
ampi.tacol Dellas ha muitasque havendo.dei-
xado esses asylos de padecimentos, para Ano
submetter.jm essa operacao dolorosa foram
curadas completamente, Jnediante o usodesse
preciosoremedio. Algumas das taes pessoas na
enfuso de seu recouhecimento declararam es
tes resultados benficos diante do lord correge-
dor e oulros magistrados, afim de mais autenti-
caren sua flrmativa.
Ningueni desesperara do estsdo de saude sa
'ivesse bastante confianca para ensaiar este re-
medij constantemente seguindo algum lempo o
mentratato que necessitasse a natureza do mi_
cujo -esullado sera prova rincontestavelmente :
Quetudocura.
O ungento be til, mais particu-
larmonte nos se^uinics casos.
Alporcas.
Caira bras.
Callos.
Canceres.
Cortaduras.
Dores de cabera.
das costis.
dos membros.
Enfeimidades da cutis
em geral.
Ditas do aous.
Erupi;.5es e escorbti-
cas.
Fstulas no abdomen.
Frialdade ou falta de
calor as extremida-
des.
Frieiras.
Gengivas escaldadas.
Inchac,es.
Inflaramaco do ligado.
Vende-se este ungento no estabecimcnlo
geral de Londres n. 224, Strand. e na loja de
todos os boticarios droguistas e outras pessoas
encarregaJas de sua venda em toda a America
do snl, Havana e Hespanha.
Vende-se a800 rs., cada bocetinha contm
uma nstruccao em prtuguez para o modo de
fazer uso deste ungento.
O deposito geral em casa do Sr. Soum,
phanaaceutico. na ra da Crun. 22, em Per-
nambuco.
Pennas de ago inglezas.
Vendem-se na ra da Cadeia do Recife, loja n.
7, de Guedes & Goncalves, as verdadeiras pennas
de ag inglezas, mandadas fabricar pelo profes-
sor d( calygraphia Guilherme Sculy, pelo mdico
preco de 13500 a caixa.
Uezerro francez
grande e grosso :
N ra Direita n. 45.
Vendem-se 20e3cravos de ambos os sexoo,
com labilidades ou sem ellas, tanto o prazo cs-
mo a dinheiro, e por prego commodo : na rno
Direna n. 66.
Inflammaco dabexiga.
da matriz
Lepra.
Males das pernas.
dos peitos.
de olhos.
Mordeduras de reptis.
Picadura de mosquitos.
Pulmoes.
Queimadelas.
Sarna.
Supuraces'putridas.
Tinha, em qualquer par-
te que seja.
Tremor de rrervos.
Ulceras na bocea.
do figado.
das articulacSes.
Veias torcidas ou noda-
das as pernas.
BJDM:
cobei tos e descobertos, pequeos e grandes, de
ouro patente .inglez, para homem o senhora,
de uro dos melhores fabricantes de Liverpool,
vindospeb ultimo paquete inglez : em casa do
Southall Mellors & C.
Vende-e uma bonita crioulinha
com 10 a 11 annos de idade, muito sa-
dia c bonita : n ma Formla casa do
teneote-coronel Vilella, se dir' quem
vende.
* Vende-se um escravo crioulo, do 24 annos
de idade, sadio, sem vicio ou defeilo algum, bom
copeiro, e ptimo oficial de sapateiro : a tratar
com o abaixo assignado, na alfandega, ou em sua
residencia, na ra da Saudade, primeira casa con
ntao do hido do sul. +
Pedro Atexanrino de Barro Cavakemti.
Ferros de engom-
mar econmicos
A. 8 $000.
A 8,000 rs.com todos
os pertences.
Do-se a contento para ex-
periencia por um oiidous
dias.
Vendem-se estes magnficos ferros as seguin-
tes casas :
Praca do Corpo Santo n. 2.
Ra da Cadeia do Recife n. 44.
Dita da cadeia do Recife n. 49.
Ra Nova n. 8.
Ra Direila n. 135.
Dila da Madre de Dos n. 7.
Dila do Crespo n. 5.
Dita daPenha n.16.
Dita do Cabug n. 1 B.
Dita Nova n. 20.
Dila do Imperador n. 20.
Dita do Queimado n. 14,
Dita Direita n. 72.
Dita da Praia n. 28.
Dita da Praia n. 46.
Dila do Livramento n. 36.
Dila da Sania Cruz n. 3
^'.n'.1"^" n; 10> ,rraazcm do fazendas
de Raymundo Carlos Lelte & Irmao, em todos
SSfiSEJr*por um ou das *
Ra da Imperatriz o. \\.
Calcado para homem.
Na loja da viuva Das Pereira & Avellar, ven-
dem-se a dinheiro calcados francezes, pelos or-
eos seguintes: '
" ?nrnnsuins do vcrniz' dc otes, para homem
a /^uuu.
Pilos ditos, de Pariz, idem 5$.
Ditos de bezerro taxiados, idem 8S500
Dilos do dito e pellica, idem8000
Ditos de castor, idem 83.
Botins de bezerro, idem 7j.
Sapatoos de vaqueta taxiados, idem 6
Ditos de lustro o borracha, idem 4
Ditos de bezerro, borracha o fitas, idem 4?
Sapalos do verniz de sola e vira, idem 5
Ditos de bezerro idem idem, idem 4S500
Ditos de feltro, idem 6i0.
Dilos do Aracaiy, idem 800 rs.
Calcado para senhora.
Borzeguins para senhora 3?.
Sapatos de lustre, Lisboa 1&.
Ditos de marroquim, francezes la.
Ditos de seiim branco lg.
Dilos de dito do cores a 320 rs-
Calcado para menina.
Borzeguins para meninas a 2S500.
Vendem-se na anliga loja de calcado francez
do aterro da Boa-Vista, hojo Imperatriz n. 14.
Cheguem a Fechincha
Na loja do Preguica na ma do
Queimado n. 2. tem para
vender:
Chaly e merino decoras, ptimo nio s para
roupoes evestidos de montara de Sra. como para
vestuarios de meninos a 360 e -400 ris o'cova-
do Challes de merino estampados muito finos pelo
deminuto prejo de 2:500 cada um musselinas
modernas, bastante largas, de variados padr5es
a 260 e 280 ris o covado grvalas a fanlazia.o
mais moderno posvel a 19 e 1200 cada uma, e
outras mu i las fazendas, cujos precios extraor-
dinariamente baratos, satisfaro a expectativa
do comprador.
Com oijue de avaria
1:800
Corles de vestido de chita rocha fina a 1:800
lenros de cambraia brancos a 2:000 2:500 35?
4:000 a dusia dilos com 4 palmos por cada face
e de 4 e meio por 6:000 cousa rara no Arma-
zem de fazendas de Raymundo Carlos Leitet
lrmaos. ra da Imperatriz n. 10.
Verdadeiras luvas de Jovin de to-
das as cores, ra da Imperatriz n. 7,
loja do Leconte.
GRANDE AlIiZII
DE
Roupa feita.]
Uua Nova n. 49, junto
iaigrejada Conceicdo dos
I Militares.
8 Nesle armazem encontrar o publico
um grande o variado sorlimento de rou-
g pas feilas, como sejam casacas, sobreca- s
9 sacas, gndolas, fraques, e paletols de 8
| Panno fluoprelo e de cores, palelots c <
sobrecasacas de merino, alpaca e bomba-
zina pretos e de cores, paletols e sobre- ^
I casacos de seda e casemira de cores, cal- m
cas de casemira preta e dc cores, ditas de 3
R merino, de princeza, de brim de linho ?
K branco e dc cores, de fusto e riscados [fc calcas de algodao, colletes de velludo t
g preto e de cores, dilos de setim preto e fl
^ branco, ditos de gorguro e casemira, di- 3
|| tos de fustoes e brins, fardamentos para
a guarda nacional, libres para criados,
ceroulas e camisas francezas, chapeos
grvalas, grande sortimenlo do roupas
para meninos de 6 a 14 annos ; nao agra-
dando ao comprador algumas das roupas
feilas se apromptarao oulras a goslo do
| comprador dando-se no da convenci-
Pianos
ao p do arco de Santo
Antonio,
Vendem-se chitas francezas de duas larguras
pelo barato prar^o de 200 rs. o covado.
FUNDIDO LOWMOW,
Roa da Senzala Hova n. 42.
Neste eslabelecimento continua a haver um
comapleto sorlimento dc moendas e meias moen-
dasi para euSenho, machinas de vapor e taias
de ferro batido e coado. de todos os tamanhos
para dio.
importante.
45 Ra Direita 45
Este estabelecimento quer acabar
com alguns pares de borzeguins que lhe
restara, dos famosos arranca-tocos, ci-
dadaos etc., e sem o menor defeito, re-
duzindo-os aonreco de .
SYSTEMA MEDICO DE HOLLOWAY.
PILULAS HOLLWOTA.
Este incstimavel especifico, comporto inteira-
mente de hervas medicinaes, nao contm mercu-
rio, nein alguma outra substancia delecteria. Be-
nigno mais tenra infancia, e a compleico mais
delicada igualmente prompto c seguro para
desarreigar o mal na compleico mais robusta;
inteiramente innocente em sas operaces e ef-
feitos; pois busca e remove as doen^as de qual-
quer especie egro por mais antigs e ienazes
que sejam.
Entre milhares de pessoas curadas com este
remedio, muitas que j estavam as potfas da
morte, preservando em seu uso: conseguiram
recobrar a saude e forjas, depois de haver tenta-
do intilmente todos os outros remedios.
As mis afllictas nao devem entregar-se a de-
sesperado ; fa^m um competente ensaio dos
eflicazes effeitos desta assombrosa medicina, e
prestes recuperaro o beneficio da saude.
Nao se perca tempo em tomar este remedio
para qnaiquer das seguintes enfermidades :
Saunders Brothers & C. tem para vender em
seu armazem, na prara do Corpo Santo n 11
alguns pianos do ultimo gosto, recentiment
chegados, dos bem conhecidos e acreditados fa-
bricantes J. Broadwood &Sons de Londres e
muilo propnos para este clima.
sana
em grande sortimento para
homens, senhoras e
meninos.
Vendem-se chapos francezes de superior qua-
Udade a 6J500.7 e 8, ditos de velludo, copa al-
ta e baixa a 73.9 e 10$, ditos de lontra preto* e
*SSTV ?UQlloJino,sna 6i* e 7- dilos dochil a
dS500 5, 6, 8,10 e 12, ditos de feltro em gran-
de sortimenlo, lanto em cores como era qualida-
des, para homens e meninos, do 2500 a 73 di
tos de gorguro cora aba do couro de lustre di-
tos de casemira cora aba forrada de palh'a, ou
sera ella a 4$, ditos dc palha ingleza, copa alta
e baixa, superiores e muito em conta, bonetes
francezes eda Ierra, de diversas qualidades, para
meninos, chapeos de muitas qualidades para me-
ninas de escola, chapelnascom veo para senho-
ra, muilo em conta e do melhor goslo possivel
chapeos de seda, ditos de palha amazonas, enfei-
tes para cabera, luvas, chapeos de sol, e outros
muitos objectos que os senhores freguezes vis-
la do proco e da qualidade da fazenda, na'o dei-
xarao de comprar; na bem conhecida loia de
lh.9P.0-.s-d.iLLu.a Direila n. 61, de B. deB Feij
Oleado dte
cores.
Vendem-se oleados (fecores os maJs Anos qrae
possivel neste genero, e de diversa larguras,
por prego commodo : na ra Direita'n. 61, lbja
de chapeos do*, de B. Feij,
Vendem-se caixas com duzia de garrafas
ae cerveja, qUariolas com vinho do Bordeaux,,
li rnm0 durt de Rrafas do mesmo, qnerto-'
au-ilidVP,nvafr b"nc.' chamPgne de superior
5. dosntoiinnM e licorcs sorlidos: Da
CALCADO
Grande sorlimento.
45Ba Direita*45
Os estraga dores de calcado encontra-
rao neste estabelecimento, obra supe-
rior pelos precos abaixo :
Homem.
Borzeguins aristocrticos. 9^000
Ditos (lustre e bezerro)..... 7000
Borzeguins arranca tocos. 7,0000
Ditos econmicos. ...... 6#000
SapatSes de bater (lustre). 5'00O
Senhora.
Borzeguins primeira classe (sal-
to de quebrar) ......5000
Ditos todos de merino contra
calos (salto dengoso).....46500
Borzeguins para meninas (for-
Lssimos)-.........4000
E um perfeitosortimento de todo cal-
cado e daquillo que serve para fabrca-
lo, como sala, couros, marroquins, cou-
ro de lustre, fio, fitas, sedas etc.
Graixapara
arreios.
Escolente graixa americana para arreios e por
barato preco; vende-se na ruada Cadeia do Re-
cite, luja de ferragens de Vidal & Bastos.
Escadas americanas
As mclhorc3 e mais commodaseuleisesoadac
? todosln?s/afma"h^ /endem!se mS
Cadeia, loja de ferragens de Vidal & Bastos
Fio dc a\god&o.
roJ-d 8,gdS? ,ant0 P"3 Pa^os como para
rdese oulros misleres : vende-se o mais bara-
SSBE&T" da-Cadeia loja dc ,emedc
Moinhopararefi-
naco.
Chegarcm loja de ferragem de Vidal & Bas-
tos grande porcao de moinhos de todos os lama-
nhos, cora rodas e de novo antor, os quaes sao
recommendaves pela sua excellenle qualidade c
commodo proco. H e e
Camas de ferro.
Um completo sortimento d'e camas de ferro c
com lona do lodae as qualidades, as qoaes se
Fondera por menos do que em outra qualauer
gPeamedenv"idraU,a&daB.doesa ^ ^^ ^ fe""
BombasdeJapy.
Bombas dc Japyde todos os tamanhos. com
os, com os
vende-se por
Vendem-se fazandas por barato
preco e algumas por menos de seu
valor para acabar, em pega e a rea-
lho: na ruado Queimado loja de A
portas n. 10.
RELOGIOS.
Accidentes epilpticos.
Alporcas.
Ampolas.
Areias(malde).
Asthma.
Clicas.
Conyulses.
Debilidade ou exteaua-
co.
Debilidade ou falta 'de
forcas para qualquer
cousa.
Dysinteria.
Dor de garganta,
de barriga,
nos rins.
Dureza no ventre.
Enfei mida des no ventre.
Ditas no figado.
Ditas venreas.
Enxaqueca.
Herysipela.
Febre biliosas
Febreto intemitente.
Febreto da especie.
Gotta.
Hemorrh odas.
Hydropesia.
Ictericia.
Indigestoes.
Inflammages.
Irregularidades
menstruacao.
Lombrigasd'e toda es-
pecie.
Mal de pedra.
Manchas na cutis.
Obstrucco de ventre
Phtysica ou consumo-
pulmonar.
Retenco de ourina.
Rheumatismo. *
Symptomas secunda-
* nos
Tunjores.
Tico doloroso.
Ulceras.
Venreo (mal'.
Vendem-se estas pilulas no estabelecimento
geral de Londres n. 224, Strand, e na loja de
todos os boticarios droguistas e outras pessoas
encarregadas de sua venda em toda a Amerita do
Sul, Havana e Hespanha.
Vendem-se asbocelidhaa a 800 rs. cada uma
deltas, contera ama instmeco en portoguez pa-
ra explicar o modo de se asar deatas pilulas.
O deposito geral em caaa do Sr. Sou
pharraaceutico. na ra da Crut n. tX, em Pes-
oambuco.
Vende-se em cass de Saunders Brothers &
C, praca do Corpo Santo, relogios do afama-
do fabricante Roskell, por precos commodos,
e tambem trancellins e cadeias para os mesmos]
deexcellente eosto.
4,000 rs.
porsaccade milho; nos armazens de Tasso
irni3os>
Ra do Queimado n. 37.
fin* ^cortes de veslidos de seda quecustaram
60 a 16j) cortes de vestidos de phanlasia que
^tn3^8! chapenhas pPara Dhora!
na ra do Queimado n. 37.
Enfeites de vidrilho e de relroz a 48 cada
um : na ra do Queimado n.37, loja de 4 portas.
Em casa de Rabe Scbmettan &
C, ra da Cadeia n. 37, vendem-se
elegantes pianos do afamado fabrican-
te Trumann de Hamburgo.
SAMO
do deposito geral do Rio de Janeiro: a tratar
com Tasso 4 Irmos.
Farinlia de mandioca
nos armazens de Tasso 4 Irm3os.
Milho
noa armazens da Tasso 8l Irmos.
Tachas para engenho
Fundigo de ferro e bronze
Di
Francisco Antonio Correia Cardozo,
tem um grande sortimento d
tachas de ferro fundido, assim
como se faz e concerta-se qual-
quer obra tanto de ferro fun-
dido como batido.
competentes canos de chumbo .
nSrdfd.lTB^K datadta 'a de L~
Balancas deciraaes,
Reslam algumas balancas decimaes, as quaes
Aviso aos Srs. mar-
cineiros.
Eiccllcnlcs armar.6e3 de sorra de lodos os ta-
manhos, spos dedilTercntes qualidades, os quaes
sevendem o mais barato possivel : na loja do
ferragem de \idal & Bastos, na ra da Cadeia do
AosSrs.padeirose
refinadores.
Sorlimentos completos dc peneiras tanlo de
amare latao como de metal e delodas as grossu-
Aos senhores d& engenho.
Encadas americanas, do Poro, ingieras e ame-
ricanas pequeas, de aro e j com cabTs, safras
ornos, foles, ferro Suecia, ac, arcos de ferro de
odas as larguras, ferro em vergalhao, ferramen-
tas completas para lanociros, e muitos oulros ar-
tigosda melhor qualidade possivel e preco com-
modo : na ra da Cadeia do Recife, loja de fer-
ragens de Vidal & Bastos.
Cocos italianos
de folha de flandres, muito bem acaba-
dos, podendo um durar tanto quanto
duram quatro dos nossos 400 rs. um
e 4$ uma duzia : na ra Direita n. 47,
loja de unileiro.
Para a quaresma.
Sedas prelas lavradas. lindos desenhos
covado
Gorguro de seda lavrado, superior em
qualidade, para vestido, covado
Grosdenaple preto, covado
Dito largo e muilo superior a &$ e
Sarja preta larga, covado
na ra do Queimado, loja de 4 portas n. 10.
Ra da Senzala Nova n. 42
Vende-se em casa de S. P. Jonhston & C. va-
quetas de lustre para carros, scllins e silhes in-
glezes, candeeiros e castices bronzeados lo-
nas inglezas, fio de vela, chicote para carros, e
montana, arreios para carro de um e dous cval-
os, e relogios d'ouro patente inglezea.
Vende-se
o engenho reamad sito na freguezia da Esca-
da.no ame do Cabo, arredado um quarto de
legua da estrada de ferro, com bastantes maltas
virgens, edificado de novo e lodo demarcado ; a
iralar no mesmo engenho com o proprietario.
~ Vende-se um carro de 4 rodas, bem cons-
truido e forte, com assento para 4 pessoas de
dentro, e um assento para boleeiro e criado fra,
forrado de panno fino, e ludo bem arranjado :
para fallar, com o Sr. James Crabtree A C. n.
42, ra da Cruz.
Em casa de Southall Mellors & C, rna do
Trapiche n. 38, vendem-se os seguintes artigos:
Chumbo de municao sortido.
Pxegos de todas as dualidades.
Alvaiade.
Vinho de Sherr, Porto, Hungarian em barris.
Dito de Moselle em caixas.
Coguae en caixas de duzia e barra.
Relogios de ouro e prata, patente e ebrooome-
tres, eobertos e descobertos (bem acreditados).
Trancelins de ouro para os-mesmos.
lisceilos sorlidos empata pequeas.
1S60O
2*000
IJSOfl
2j50G
ajooo
J MI ITII ffTHTL




.......
ABNAZEN PROGRESSO
JDIABIO DE PERNAMBUCO, QUARTA FEIEA 25 DE ABRIL DE 1860.
--largo da Penlia--
Manteiga perfectamente flor a 800 rs. a libra e em birril se far mais algum abatimento.
Qucjos mwilo novos
a 15700 rs. e em caixa se far mais algum abatimento nicamente no-armazem Progresso.
A.meixas francezas
Progresa' flha camPolcirasde TQr 90Ors., e m porco se far algum abatimento s no
Cartoes i\e oo\in\\os
muilo novos proprios para mimos a 500 rs., e era porgaosefar algum abatimento s no Progresso.
Figos de comadre
em caixinhas elegantemente enfeitadase proprias para miraos s no Trogresso ecom avista seara
um prego commodo.
"Latas de soda
com 2 1|2libras de differcnlcs qualidadesa 1*600 rs., nicamente no armazem Progresso.
Conservas
a 700 rs. o frasco veode-se nicamente no armazem Progresso.
Ro\ac\iin\ia inglcza
touilo nova a 320 rs. a libra c barrica i$, nicamente no Progresso.
Potes vidvados
de la 8 libras proprias para manteiga ou oulro qualquer liquido de 400 a 1$200 rs. cada um, se
Cnocolate irancez,
,r0l^m,l,iM'^?Sm COm0 vendp-se os seguintes gneros ludo reccnteracnle chegado e de superio-
hrfp? 1 ,? 1 Vprcsun os a 48 rs- a libra- chouriga muito nova, marmclada do mais afamado fa-
rnmlVnH,. .' maca de tomate, pera secca, pas*ss, fructas em tfalda, amendoas. nozes, frascos
com amendoas coberlas, confeilos. paslilhas do varias qualidades, vinagre branco Bordcaux proprio
m,m TT"' charutos dos mclhores fabricantes de S. Flix, macas de todas as qualidades, gom-
cnlrm.^i?3' e.TO!?M f"ncezas, champagne das mais acreditadas marcas, corvetas de ditas,
spermaceic barato, licores francezes muito tinos, marrasquino de zara, azeile doce puriticado, azei
iouos muilo novas, banha do porco refinado c outros muito gneros que encontraro tendente a
motilados, por isso prometem os propricta'rios venderem por muito menos do que outro qualquer
promelera mais lamben) servircm aquellas pessoas que mandarem poroutras pouco praticas como
se viessein pessoalmente ; rogam tambera a lodos os sonhores do engenho e seuliores lavradotes
quciram mandar suas encomraendas no armazem Progresso que se Ihcs aflianca a boa qualidadec
o acondcionamcnto. "
Verdadcira goma de mata y ana
a 400 rs. a libra, s no Progresso.
Palitos
cilhaJos para dentes a 200 rs. o maco com 20 raacinhos, s noTrogrcsso.
CU \\yson. ncrnla c preto
os melhores que ha no mercado de 1600 a 2*500 a libra, s no Progresso.
Passas em caixinhas de 8 libras
as mais novas que lem vindo ao nosso mercado pelo diminuto proco de2g5C0, s no Trogrosso.
Masas em caixnnas de 8 libras
contendo 405 qualidades pevide, graodebico, eslrelinha, alelria branca e amarella c paslilhas de
maga, s no Progrosso, e com a vista se far um prego com modo.
Cnonricas e naios
ss mais novas que lera vindo ao mcrcado.s uo Progresso, aiancando-se a boa qualidade c a vista,
ae lara um proco commodo.
ARCHIVO UNIVERSAL.
REVISTA HEBDOMADARIA
COLLABORADO
pelos sns.
D. Antonio da Costa -A F de Castilho-Antonio Gil-Alexandre Herculano A G Ramo-- A-
Guimaraes-Auguslo de Lima-Antonio de Oliveira Marreca-Alvcs Branco-A. P. Lopes de" Men-
donca-A. Xavier Rodrigues Cordeiro-Carlos Jos Caldeira-E. Tinto da Silva e Cunha-F Gomes
de Amorim-F. M.Bordallo-J. A.deFrcitas Oliveira-J. A Maia-J. A. Marques-J delridradS
lH79Va!,C0" Casca,;s-J- ?aniel Coljaco-J. E. de Magalhaes Coulinho-J G Xobato Pires -
J. H. da Cunha Rivara-J. J. da Graca Jumor-J. Julio do Oliveira Piulo InT \i\ri. t tinn
Coelho-Jos da Silva Mondes Leal Jnior-Julio de Caslilho-jS MaSmo de ue a P men.el
-J. Podro de Souza-J. S. daSilva FerrazJos de Torres-J. X. S. da MollaLeandro Jos da
DIRIGIDO
POR
A. P. de CarallioCarlos Jos Barreiros.I. F. Silveira da Motta
Rodrigo Paganioo.
O archivo universal comega com o terceiro volumc o segundo anno da sua existencia con-
segu pois vencer urna das maiores dificulda Jes com que os jornaes Iliterarios de Portugal teero
de ludir e venecu com honra, salisfazendo com a maior pontualidade lodos os compromissos
um periodo extremamente pengoso para as publicantes dcsta nalureza.
Incelando o seu segundo auno, como nao altera o svstema seguido at agora, o archivo uni-
versal nao aprsenla programraa novo; hoje como no principio appella para o futuro- com a dif-
lerenca porm de poder tambera invocar em seu abono o panado, queja conla ; as sympathias que
A 8,000 rs.
Ferros econmicos americanos para engommar
com foies e descanso : vendem-sc estes excel-
entes ferros na loja de ferragens de Vidal <&
Bustos ra da Cadeia.
1 m casa de Basto & Lemos
na do Trapiche n. 17, ven-
de-se :
Chumbo em lencol.
Caos de dito.
Cabos de linho inglez.
Selins; patente inglez com todos os per-
tences.
Papel de imprimir.
P?nellas de ferro.
Baldes de zinco.
Livrosem branco inglez.
Cadeiras genovezas.
licores finos em garrafas de crystal.
E nxore em caixas de 5 arrobas.
Alvaiade de Veneza.
Cordoalha para apparellios de navios.
Chapeos de palha de Italia singelos.
.Vassouras genovezas.
Drogas diversas.
Banheiros de marmore.
Talhas de barro vidratio.
Engenho.
fe "- --------------------o-" w^mam v um uuui agouro de prosperi
.r,*,8'".!"0 ARCHIV0 mais, cmo um incentivo, do que como urna gloria, mais como una es-
SmXnrf H COm0 7" "**"* \ anira,ac5ff'ue recebeu obriga-o 3 continuar como at hoje
Z^AT\Z%oaS e",penh0' '0da SOlk,Ude e dCSVell Para sc S dos
Destinado a resumir todas as semanas o raovimento jornalistico e a offerecer
Assigna-se em Pcrnainbuw.Vrov"a0*n"."^ Vnic'g^nda Pld coraPelc",cs-
consultorio
. DO
Dr. P. A. Lolio Hoscoso,
3 RA DA GLORIA, CASADOFUNDlO 3
Clnica por ambos os sys temas.
mPt.r n.Ca,nK0lU.e "I"/0'6? d0e w^a^- P^soas residentes no bairrodo Recife podero re-
n! 5 h! clheleS a b0llSa 5 Sr- Joao Souoni C. na ruada Cruz ou loja de livros do Sr Jos
Nogueira de Souza na ra do Crespo ao p da ponte velha
m.n.nKeSSaloja^na:a?a d0 nnnnciante achar-se-ha onstantement eos melhores medica-
mentoshomeopalhicos ja bem conhecidos e pelos pregos seguin tes: "
Botica de 12 tubos grandes....... 10?000
Ditos de 24 ditos............'.'.'. 15$000
Diosde36dios.............. 20g090
niio de 48 ditos.......... sacona
Ditos de 60 ditos............'.'.'. 0o000
Tubosavulsos cada um..........\ \ IgOOO
Frascos de tincturas............' .' .' 2S000
Manoal de medicina homeopathica pelo Dr. Jahr traduzido
em porluguez com o diccionario dos termos de medi-
-cinacirurgia etc.. etc. ,......... 20*000
b- ?* d0ine3tica do Dr. Hering, com diccionario. lOfiOOO
Repertono do Dr. Mello Moraes......... 6S000
FUNDIQAO DAURORA.
casa ha para
Vcnde-sc o engenho S. Jos de Bom Jar'im,
fiegueeia de N. S. da Luz, com bons terrenos,
n.oenl? e correle e com boas obras, quasi prom-
pto para se moer com agoa, faz-se todo e qual-
quer negocio, dando vista qualquer quanlia ;
os pre.endentes dirijam-se ao mesmo engenho,
ou ao engenho Pencdo de baixo, na freguezi de
S. Lourenco da Malla.
Escravos venda.
Vendem-se, trocam-so e compram-se cscra-
vds de toda idado, e do ambos os sexos ; na ra
d3 Imperador n 21, priraeiro andar.
-- Vendem-se saceos com 30 cuias de feijo
n ulatinhb muilo novo, a 16g o sacco : na quina
da ra de Dorias n. 2, taberna.
A3#000.
Caixas com alelria : no armazem do Sr. Anes
aolronle da porta da alfandega.
Arados americanos e machinas
paia lavar roupa: em casa de S. P. Jo-
hnston & C. ra da Senzala n. 42.
Vinlio d Bordcaux.
Em casa de Kalkmann Irmaos&C, ra da
Cruz n. 10. encontra-se o deposito das bem co-
ndecidas marcas dos Srs. Brandcnburg Frena
e dos Srs. Oldekop Mareilhac & C, em Bor-
dcaux. lem as seguintes qualidades :
De BraodeHburg frres.
St. Es.ph.
St. Julicn.
Margaux.
Larose.
Clileau Loville.
Clileau Margaux.
De Oldekop A Mareilhac.
St, Julien.
St. Julicn Mdoc.
Chatc.iu Loville.
Na uicsraa
vender:
Sherry em barris.
Madeia em barris.
Cognac em barris. qualidade fina.
Cognac em caixas qualidade inferior.
Cerveja branca.
Tachas e moendas
Bra;a Silva 4 C, lem sempre no seu deposito
da ra da Moeda n. 3 A, um grande sortimento
de tachase moendas para engenho, do muito
3redi.ado fabricante Edwin Maw : a tratar do
mesmo deposito ou na ra do Trapiche n 44.
Pechincha.
Com pequeo toque de avaria.
Na ra do Queimado n. 2, loja do Preguica
vendem-se pesas de algodao encorpado, laro
com pequeo loque de avaria a2J50O cada urna.
Aos amantes da economa
Na na do Queimado n. 2, loja do Preguica
vendem-se chitas de cores xas bastante escu-
ras, pelo baratissimo preco de 6 a peca, e 160
rs. o covado.
Carne de vacca salgada, em barris de 200
tiDras : em casa de Tasso Irmaos.
mmu mim.
Verde-se cebla sola por baratissimo preco-
r o armazem da ra do Amorim n. 46.
Cosmorama.
Porausentar-sc seu dono para a Europa, vende
fel rielado do seu valor um magnifico cosrao-
rama, conlendo 18 vidros c porco de vistas da
i.uropa e America : para Iralar, na ruado Cabu-
a ti. A. ,
ESCRyVOS VENDA.
>erdem-sel2 cscravos. na ruado Imperador
i. H, lercciro andar, sendo 3 negras engomma-
leiras. 1 mulata muilo bonita, 4 negros mocos
ara lodo scrvico. 1 moleque de 13 annos, 1 mu-
latu.hodelOannos, 1 mulatinha de 12 annos
v- 1 negr.uln de 14 annos : vendem-se baratos
pura jcabar.
Manila;
Loja do Ramalho.
Ilua Direita n. 8o.
Agallias francezas curtas e compridas% 200 rs
i cania, grampas a 40 rs. o maco, clchelos em
oartao a fa rs., grampas em caixinha a 80 rs.,
etro: preto e azul ferrete a 100 rs. a oitava
lentes para atar cabello a 120 rs., pentes de ba-
fia para alisar a 240, ricos pentes de inassa vi-
rados para alar cabello a i500, dilos com o to-
rrado dourado a 2go00, galo de linho proprio
para enfeilar casaveque a 100, 120 e 160- rs. a
4 ft"' SnnP dc ''"h0 ,brancas e d0 cores 120,
160 c 200 rs. a varo, botoes para punho a 240 rs!
o par, ricas gollinhas de contas pretase decores
fintas de contas. a 1500 a 2, sinturocs de bor-
a 1! a2i^<^rp', nn PrelS de *?d0 muil nnos
a mu, W, e 500 rs. a vara, ricos enfeiles de
vidnlho pretos e de cores o 2500, 3 e 4$. pecas
de renda fina a 600, 700 e 800 rs.', fila branca e
prela com clcheles propria para vestidos a 400
rs. a vara, meias pelas para senhora a 240 o
par, cartas francezas a 240 o barclho, luvas de
retroz com palmas de vidrilho a 1600, tranca de
linhc com caracol a 240 a peca, cofiadores bran-
cos-para esparlilho a 100 rs., ditos pretos do seda
a 160 rs., botoes muito finos para calca a 240 a
grozfi, calcadeiras de bfalo a 640, pentes de
plisar com espelho o escova a 500 rs., superiores
5 e ie,"SJa ILha' del ded0 al Palmo, o
200 is. ote 600 rs. a vara, pentes de travessa pa-
ra meninos a 800 rs colheres de metal do prin-
cipe para tirar assucar a 400 rs., oculos de balea
muilo finos a 1*. tesouras muilo fioas com o aro
enve-nisado a 500 rs., ditas grandes proprias pa-
ra corlar vestidos a 1#, obreias proprias para as
oamoradas a 200 rs. a caixa ; alem desles objec-
tos, encontrar o publico um completo sortimen-
to dc ludo quanlc ha de melhor no mercado, ten-
denlo a raiudezas, c por mcno3 do que er ou-
tra qualquer parle; do-se amostras de ludo e
tambem se manda levar os objeclos em casa de
familia para as senhoras escolherem.
Gado gordo.
Vcadem-se vitellas, gayolas, vaccas, o 1 boi
pequeo para carregarcom cangalha, para o que
foi amaneado : na Passagem de Oliuda, sitio de
Jos ioaquim de Carvalho Siqueira.
FABRICA
DE
ISMrjgGBABSA I fCfQfijia 1 lg?fS.
Sita na jraa Imperial 1.118 e 120 junto a fabrica de sabo
DE
Sebastio J. da Silva dirigida por Francisco Belmiro da Costa
fdeS0{5VVtwnfL'CBeBtOaK,ei!,pre pro?pl? aIambilues de cobre dc dirTerentcs'dpencSes
i.t. 1 mPlhorP.vref.fi,Lar-e,pinl0" eAm "S al 40 8raos (Pe graduacao de Sellen Cartier) dos
EfS? syslemas hoje approvados e conhecidos nesta e outras provincias do imperio, bombas
h hr8n,SS d,.m^ncoes. asperantes ede repucho tanto de cobre como de bronze e ferro, lorneiras
fVrmnrl V a.Sasdime.nsese/eill0,spara ".'ambiques, tanques etc., patofusos de bronze e
ni!- agua.por as para fornalhas eenvos de ferro, tubos de cobre e chumbo de todas
as aimencoes pora encamentos. camas de ferro com armacao e sem ella, fuges de ferro DOtaveis e
oarS0e^onhnaCfh.aKa V^pt08 HdC C0Ke' fUKnd0S d,e ala,mbi^ucs Passadeicasf cspumadcT cocos
mLl\d^f\*/Zl%ar*' C\Thr Cm len5,?,e- ba,rra' zi"co era le^ole barra, lsnces e
fSKS d?C0cs de ferro,e latao,ferro suecia inglez de todas as dimenses, safras, tornos
Lh 5L? J etc-l ? outros muitos arligos por menos preco do que em outra qualquer
parle, desempenhando-se toda e qualquer encommenda com presteza e oerfeicao iconherida
rao na ra Nova n. 37 loja de ferragens pessoa habilitada para tomar nota das encomiendas.
Relogios de ouro e prata.
Em casa de Henry Gibson, ruada Cadeia do
Recife n. 62, ha para vender um completo sorti-
mento de relogios de ouro e prata, chronome-
Iros, meioschronometros e de ptenle, os me-
jores que vem a este mercado, e a precos ra-
zoaveis. "
37 Ra do Queimado 37
Loja de 4 portas.
Chegou a este estabelecimento um completo
sortimento de obras feitas, como sejara : pale-
tots de panno fino de 16$ at 28J, sobrecasacas
de panno fino preto e do cores muito superiores
a 35#, um completo sortimento de palelots de
riscadinho de brim pardo e brancos, de braman-
te, que se vendem por preco commodo, cerou-
las de linho de diversos lamanhos, camisas
francezas de linho c de panninho de 2$ at 5g
cada urna, chapeos francezes para homem a 8$,
ditos muito superiores a 10#, ditos avelludados,'
copa alta a 13, dilos copa baixa a 10$, cha-
peos de fellro para homem de 4, 5 e ot 7
cada um, ditos de seda e de palha eofeitados pa-
ra meninas o 10, ditos de palha para senhora a
12g, chapclinhas de velludo ricamente enfeita-
dasa 255, ditas de palha de Italia muito finas a
25g, cortes de vestido de seda em cartao de 40$
at 150J, ditos de phatitasia de 16 al35S000,
gollinhas de cambraia de 1 at 5, manguitos
de 1$500 at 5, organdys escuras e claras a
800 rs. a vara, cassas francezas muito superiores
e padres novos a 720 a vara, casemiras de cor-
tes para colletes, paletotse calr;as de 3$500 at
4f o covado, panno fino preto e de cores de 2500
at 10$ o covado, corles de collete de vellu do
muito superiores a 9 e 12$, ditos de gorguro
e de fuslo brancos de cores, tudo por preco
barato, atoalhado de algodo a 1^280 a vara,
cortes de casemiras de cores de 5 at 9, grosde-
naples de cores e pretos de 1600 at 3200 o
covado, espartilhos para senhora a 6$, oeiros
de casemira ricamente bordados a 12 cada um,
lencosde cambraia de linho bordados para se-
nhora a 9 e 12 coda um, ditos lisos para ho-
mem, fazenda muito superior, de 12 at 20 a
duzia, casemiras de cores para coeiro, covado a
2$ 00, barege de seda para vestidos, covado a
1400, um completo sortimento de colletes de
gorguro, casemira preta lisa e bordada, e de
lusloo de cores, os quaes se vendem por barato
pre?*., velludo decores a 7 o covado, pannos
para cima de mesa a 10 cada um, merino al-
cocjftado proprio para paletotse colletes a 2800
o-Cottdo. bandos para armado de cabello a
1*500, saceos de tpele e de marroquim para via-
gem, c um grande sortimento de macas e malas
de pregara, que tudo se vende a vontade dos
freguezes, e outras muitas fazendas que nao
possivel aqui mencionar, porm com a vista dos
compradores se moslrarao
H.Tu^endf'se ps de 'arangeiras de umbigo e
da Chino, ditos de sapoti, de fructa-pao, de li-
Relogios.
Vendc-seem casa de Johnston Patcr & C, ra
do Vigario n. 3, um bello sorlimento dc relogios
,ur. patente inglez, de um dos mais afa-
mados fabricantes de Liverpool ; tambem urna
vanedade de bonitos trancelins para os mesmos.
Emcasa de Borott &C, ra
da Cruz do Recife n.5, ven-
de-se:
Carros de 4 rodas de um modello iDleiramente
novo.
Cabriolis muito lindos.
Charutos de Ilavana verdadeiros.
Algodao americano trancado.
Presuntos para fiambre.
Cli preto de superior qualidade.
Fumo americano dc superior qualidade.
Ghampanha de primeira qualidade.
Carne de vacca cm barris de superior quali-
dade.
Oleados americanos proprios para cobrir carros
Carne de porco em barris muito bem acondi-
cionada.
Licores de diversas qualidades, como srjam :
o muilo afamado licor inlitulado Morring Cali,
Sherr^ Cordial, Ment Julo?, Bitters, Whiskey 4
C, ludo despachado ha poucos dias.
Carneiros gordos.
No engenho Forno da Cal vendem-se carneiros
gordos por preco commodo.
Espirito de viiilio com \\
graos.
Vonde-se espirito de vinho verdadeirocom 44
graos, chegado da Europa, as garrafas ou as ca-
andas: na ra larga do Rosario n. 36.
Liquidaco para
acabar.
Na ru Direita n. 13, loio de miudezos um
grande sortimento de miudezos, enfeites pora
vestidos da senhora, filos desuda e dc velludo,
ponles de rnassa, pulceiras de velludo, franjas
brancas para casaveques, lavas do seda, meias
para meninas e meninos, botoes de selim para
casacas, espirilos finos de diversas qualidades, ba-
nhas faancezas, sabonctes, pomadas francezas e
outros muilos objeclos que se vendem por monos
de seu valor ror estar em liquida ao.
NOVO DEPOSITO
DE
mao para cercas, de caf e de outras muitas oua-
fo5o Garroll *** Uch6a silio da viufa de
Vende-se um preto moco.com idade de 20
annos, pouco mais ou menos*, bonita figuro, sem
vicios nem achaques : a fallar na ra do Quei-
mado, loja n. 63.
Camisas Dglezas.
Pregas largas.
Goes ( Bastos.
Ra do Queimado n. 16, frente da loja
amarella.
r Acaa le chegar na bem conhecida loja de
Ooes 4 Bastos, um grande sorlimento das muito
desejadas e verdadeiros comisas inglezas, com
peilo de lmho e pregas lorgas, j bem conheci-
dos pelos freguezes desle estabelecimento as
quaes camisas ha muilo se eslava esperando e
por ler grande porco, temos deliberado, para
melhor agradarmos os freguezes, vende-las pelo
diminuto prego de 36$ por duzia.
Fazendas porbaixos precos
Ra do Queimado., loja
deiporlasn. 10.
Anda restam alguma3 fazendas para concluir
a liquidaco da firma de Leitei Correia, as quaes
so vendem por diminuto preco, sendo entre ou-
tras as seguintes:
Chilas de cores escuras e claras, o covado
a 160 rs.
Ditas largas, francezas, finas, a 210 e 260.
Itiscados francezes de cores fixas a 200 rs.
Cassas de cores, bons padres, a 240.
"Brim de linho de quadros, covodo, a 160 rs.
Brim trancado branco de linho muito bom va-
ra, o 1000.
Corles de caiga de meia casemira a 2$.
.Ditos de dita de casemira de cores a 5.
Panno preto fino a 3 e 4.
f*cenas de cores> flna8' Pra hornero, duzia a
1JOUU.
Grvalas de seda de cores e pretas a 1.
Meias brancas finas para senhora a 3$.
Ditas ditas muilo finas a 4$.
Dilas cruas finas para homem a k%.
Cortes de colletes de gorguro de seda a 2.
Cambraia lisa fina transparente, peca, a 4.
Chales de laa e seda, grandes, um 2.
Crosdenaple preto de 1$600 a 2.
Seda prela lavrada para vestido a 1600 c 2$
Cortes de vestido de seda preta lavrada a 163
Lengos de chita a 100 rs.
La de quadros para vestido, covado, a 560.
Pellos para camisa, um, 320.
Chita franceza moderna, ngindo seda, covado
a 400 rs.
Entrwneios bordados a 200 ra.
Camisetas para senhora a 640 rs.
Ditas bordadas finas a 2$S00.
Toalhas de linho para mesa a 2 e 4.
Camisas de meia, urna 640 rs.
r Lencos de seda para pescoco de senhora a
560 rs.
Vestidos brancos bordados para baptisar crian-
gas a 5jJOO0.
Corles de caiga dc casemira preta a 6.
Chales de merino com franja do seda a 5.
Cortes de caiga de riscado da quadros a 800 rs.
a M*I'anoAVerde para VMlido de HMBtaria, cova-
do, 1280.
Lengos brancos de cambraia, duiia, a 2.
Vende-se urna negrinba da 15 a 16 annos
sabendo coser, cozinhar e engommar: no Han
gainho, em frente do sitio do Sr. Accioiy
Ruadalmpcratrzn. 7 o
Neste estabelecimento recebeu-se ltimamen-
te, em direitura da Europa, um grande sorli-
mento dc camas de ferro fundido e batido, e de
todas as qualidades, e dos mais lindos modelos,
tanto de urna como duas pessoas, com armares
o sem ellas, dilas para meninos com varndose
sem ellas, e berco de ferro, que ludo sc vender
por prego commodo, lano a relalho como em
porgo.
= Vende-se 1 carrinho de 4 rodas e arreios
para 2 cavallos, ludo em perfeilo estado e por
commodo prego : a tratar em Santo Amaro, pas-
sando a fundico, casa de J. O. Mello, em frente
dos pes de arvores.
Vende-se por 1:200 20 railheiros de obra,
sendo 10 milheirosde lelha c 10 ditos dc alvena-
ria batida, sendo que lodo este material de bar-
ro de agua doce, e nao de agua salgoda : na ola-
ra do becco das Barreiras n. 8, dc Antonio Mar-
linsSaldanha.
Albardas inglezas.
Ainda ha para vender algumas albardas ingle-
zas, excellentcs por sua duracao, levesa o com-
modidade para os animaos : em casa de HeriTy
Gibson, roa da Cadeia do Recife n. 62.
Vene-se sete casaos de canarios do impe-
rio emseuscompetentes vivero, um melro mui-
to novo, urna carauna, um curi e tres canarios
da torra era suas gaiolas, casaos de rolas bran-
cas e ditas pardas ; no sobrado do ra de S.
Francicco, como quem vai para a ra Bella, n.
8, das 6 as 7 horas da manlia e nos domingos
e dias santos a qualquer hora do dia.
Superiores chapeos ce manilha.
Estes excellentcs chapeos que por sua qualida-
de e eterna duraco, sao preferiveis aos do Chi-
le ; exiatem venda nicamente em cosa de
Henry Gibson, ru da Cadeia do ReciSe n. 62, por
prego commodo.
Vendem-se todos oraccessorios poro esta-
belccer-se una grande padaria, sendo cylindro,
machina de Irabalhar com rarallo, masseira, ten-
dedera, taboas, ps, buhos, toalhas, etc., ludo
novo; vende-se prazo : a Iralar no largo do
: err-o o. 32, sobrado.
Vende-se
linha de novello de todos os sorlimenlcs, meias
de seda inglezas de peso e mais inferiores bron-
cos e pretas, por pregos commodos : em cosa dc
Henry Gibson, ra da Cadeia do Recife n. 62.
Pechincha.
No aterro da Boa-Vista, actualmente ru da
Imperalriz, loja do becco dos Ferrciros, vendem-
se cortes de riscado franrez a 2, tapete dc linho
a 2, toalhas de linho a 640 cada una : na raes-
na loja vendem-se saceos com feijo amarello
muito novo c barato.
AS MELHORES MARINAS DE COSER
DOS
Mais afamados autores de New York
I. M. SINCERA C.
B jS
WIIEELER & 1VFLSON.
No novo estabelecimento vendem-se as machi-
nas desles doos autores moslram-se a qual-
quer hora do dia ou da noite e responsabilisamo-
nos por sua boa qualidade e seguranga :no arma-
, zem de fazendas de Rayraundo Carlos Leite &
i- lrmo, ra da Imperalriz n. 10, antigamente
'aterro da Boa-Vista.
Aos senliores logittas de miudtzas.
Bcos prelos de seda,
Ditos brancos c pretos dc algodao.
Luvas pretas dc torca 1.
Cintos elsticos.
Linhas dc algodao em ncellos : vendem-o
por precos commodos, em casa de Soulhall Mel-
lon & C, ru do Trapiche n. 38.
1 Engenho.
Vende-se o engenho Santa Luzia, sito na A
$ freguezia dc S. Lourengo da Malta, enire S
;3 os engenhos Penedo de Baixo e Pencdo do ?:)
Cima : trata-se no mesmo engenho o] no ij
9 engenho Mussambique com Fclisbino de
9 Carvalho Rnpozo. j
Cera de carnauba, s< bo nfnadole fio
de algodao.
Contina a vender-se no largo da Assembla.
rmazem n. 9. '
Vende-se superior linha de algodao, bron-
ces e do cores, em novello, para costura : em
casa de Seuthall Mello, i C. ra do Torres
Vcndc-se por prego commodo um cabrio-
let de dos rodas com coberla, arreios e em kirn
estado : no ruada Imperalriz, sobrado n. 17.
Vende-se om terreno com 200 palmos do
trente e 150 de fundo, no lugar do Campo Verde.
Lqn., o duas renles Pr flcar f1 quina, a
frenla flea para a ra da Traigao. e o lado do nor-
thP, mai*. "Ua d ?esenSa"0 1 nos fundos j se
achametade murado, lera 4 quartos e plaa do
capimi que rende por mcz35S: uuem i, preten-
der, dinia-se a ra do Sobo n. 8, que achara
com quem Iralar. *
Na ra Nova n. 35. vende-se farinha do
mandioca a dinheiro A visla. pelo baratissimo
prego de &f600.
I Vende-se
Relogios paleles.
Estopas.
Lonas.
Camisas inglezas.
Peitos para camisas.
Biscoutos.
Em casa de Arkwighl 4 C, ra da
Cruz n. 61.
Escravos fgidos.
Fugio do engenho Poro, do freguezia da
Luz, em principio de marco desle anuo, o i re i
Ignacio, cujos signaes sao os seguintes : idado
d annos. pouco mais ou menos, altura regular
cheio do corpo, caro chala, fallam-Ine alguna
denlos da frcnle, barbado, ollios pequeo?
quando falla balbuca por lal modo que parece
gago : n'uma dos maos faltj-lhe um pedaro do
Uedo anullar. Este negro foi comprado ao Sr.
lenenle-coronel Dimos, irmoo do Sr. conegn Pin-
to dc Compos : pede-se a copluro do referido
negro, e o entrega delle a seu senhor no enge-
niio supra, ou ao Sr. Manoel Antonio Gongslves,
no Recife, ra do Cabug n. 3, de quem receber
o apresenlaiite una gratilkorao generosa
Acha-se fgido o escravo pardo, de nomo
Roque, alto bstanle e corpulento, olhos verme-
lhos, tora pouca baiba, e tora tambera falla do
denlos, lem una falla muito manso c um pouco
descancada, reprsenla ler 40 annos de idade
pouco mois ou menos : rogo-se a quem doli
livor noticia, ou o possa apprchcnder, leva-loa
seu senhor, no aterro dosAfogodos, o mojor An-
tonio do Silva Gusmao, que ser bem recom-
pensado.
Fuaio da cdade dc Macei, no dio 18 do
marco prximo passado. do oboixo nssi;;nado, sen
escravo de nome Jos, crioulo, idade 25 a 30 an-
nos, estatura regular, ou antes robusto e muscu-
loso, barba grande por b3xo do queixo, com to-
dos os denles da trente, rosto redondo, cora
grande e ps proporcionados, levou toda a rou-
pa, e entre ella urna capa de bata azul ferrete
caiga de algodao linio, c oulras de brim bronco
e pardo, conduzindo urna jangoda ; este escravo
ro por alguus anuos prooiro da barcaca do Sr
Francisco, inglez, de S. Miguel dos Milagros, o
provovel que tenha sido scduzldo, visto que so-
bre elle pende quesloo quo propdz ao mesmo
abaixo assignado Rutina Maria da Conceicao da
villa do Porto de Podras, de Macei, lano quo
sendo preso ncslo cidode (quando fgido) om dias
(tejuino ou agosto do anno passodo foi remedi-
do para Macei. aondo oletigio: quem o ap-
prehender ou delle demolida exacta, scia "ra-
tificado generosamente
Manoel Anlouio Lopes da Silva Murtiba.
_ Fugio no domingo de posehoo, do refino-
cao da ra nova de Sanio Rila, perlencentc a
Joso Alvos Guimoroes, um escravo de'nomc Ju-
vencio, cujos signaos rio os seguintes : cor mu-
lato, altura balxa, corpo cheio, bem parecido
lera una cicatriz como de queimadura nos cus-
las, pouco mais ou menos, do tomatillo de una
moeda de vinlem. ter dc idade 19 annos, pouco
mais ou menos : rogo-se a todas as autoridades
policiaca e mais pessoos do povo o favor dc o
prender e avisaren) a seu senhor, ou conduzi-lo a
mesma fabrica de refinacao, onde sero bem "ra-
tificados. "
Attencao.
Fugio da ra Direila n. 6 um cabra de nomo
Antonio, que diz ser i!ho da cidado de Goianna.
c consta que ah foi visto, e nao se sabe se dahi
lomou oulro deslino, um pouco alto e reforoa-
do, fulo e lora de idade 60 e tontos annos, falla
bem e bstanle esperto, e um pouco adulador.
quera o preder e o levar a casa dc seu se-
nhor, receber a gratificago de 50$ livre dc des-
pena.
Bonifacio, preto, crioulo. 20 anuos de ida-
de, cara feia, com muitas marcas dc bexigas
quando falla nao encara para as pessoas seceo*
estatura regular, com fallas de deutes na frente'
com urna costura nos peitos, canooiro c lijo-
leiro, foi escravo do engenho d'Agua de Igua-
rassu, que fui do finado Henrique Poppc Girao
tostuma intitular-sede forro e andar calcado c
vestido de palclot de fazenda ou dc panno" preto
usado, protesto proceder contra quem o lirerasy-
lado: quem o pegar leve-o o minha otario na ra
do Mondego da freguezia do Boa-Visto ou ao meu
sitio da estrada do Arraial, que pagarei o Iraba-
fho c despez.
Marcelino Jos Lopes.
No dia 6 do corrente ugiram do engenho
Uchda o escravo Filippe, cabra, estatura recu-
lar, pouca barba, cora signaes do bexiga no ros-
to, reprsenla ler 32 annos de idade, folla bem
o no dia 8 o escravo Marcoiino, denagao An-
gola, cor fula, alto e seceo, sem barba, tem nos
bragos signaes de vaccina, na testa urna cicatriz
era forma do meia la, eem cima de um dos ps
urna sicatrizque repuchou alguma cousaa pello,
lem a falla descansada, c bem feilo de roslo e re-
prsenla ler 28 annos de idade ; ambos estes es
cravos levarom caiga de algodao azul trancado e
camisa de algodo de lislra, alem de mais roupa
que possuiam, e supp5e-se que reunirom-se pa-
ra seguirem viagem para o serlo do Sobral de
onde o brimeiro natural: a quen. os spprehen-
der juntos, ou a cada um de per si, ou delles der
noticia, ser bem recompensado pelos seus de-
nos, no referido engenqo Uchda.
Escrava fgida:
Fugio da casa do abaixo assignado, no dia 18
do correnle, urna sua escrava da Cosa de nome
Maria, que representa ler de idade 45 annos, al-
tura e corpo regulares, edr nao muilo pela, tem
bastantes cabellos brancos, cosluma trazer um
panno atado roda da cabeca, lendo por signal
mais saliente as maos foveiras, proveniente de
calor de Dgado. Esta escrava tendo sahido como
de costume, com venda de arroz, nao voltou
mais : roga-se, portanto, s autoridades poli-
ciaes, capities de campo e mais pessoas do povo,
a apprehcnso de dila escrava, e iva-la loja
do Preguica, na ra do Queimado n. 2, ou cosa
de sua residencia na ra da Florentina defronte
dacocheira do lllm. Sr. lente coronel Sebas-
tio, a,ne serlo generosamente recompensados,
II


(8)
L i llera tura-
O encellado.
I
CJU CIM4.
Sem leror ronis companhciro,
Que sua dbil innorenca,
Que scu joven coracao !
Garrelt.
Corra o niez de dezembro.... de queanno....
jan vos direi eo cerlo, quo nao quero mentir.
Chuna agua a cantaros, quando na casa dosex-
pnsiosfle Pona Delgada appareceu urna crianza :
nao un COndccinha>nlrc alfrninsa agua de Colo-
nia, coma todas coslnmam vir do Franca, segun-
do me cania va a minlia ama, porni mal ama-
ii liad a cm urna faixa de linlio e um pedazo de
baela. Chora va que meta do. bonito, nao falle-
mos; alvo como um cordeirinho d'alcorce, e
unas faces rosadas como peros ; dos olhos nao
ine soubcram informar bem, naquella edade,
pouco os abrem ; parece que osto a srismar'
comsigo.... sabe Deus cm que? no que bao d
ser depois, de cerlo nao. Talvez na somsaboria
do existir; elles que choram lano, por alguma
cousa .
O quo mais admirou, foi nao trazer signal.
Algunns amas, que all se acbavam ; l se po-
leram, como verdadeiras filbas d'Eva, a querer
adi'vinhar pelas parcecncas, cujo era o desborda-
do do quem alguma dolas ia sor mac. Brutas que
ollas fossom, o anda com a ciencia do bom ho-
mam Ricardo por contrapozo, o nao atinariam.
Sabia-o Deus, que o asscnla no seu livro para o
diabo que as vezos o descubre, mas nao sempre.
O diabo nodesses autores que mais assoalliam
as suas obras.
Raplisaram-no, servindo de padtinho o pri-
moiro individuo que appareceu, o qual depois do
lhc dar o nomo do Julio c urna especie de ben-
co, segundo ouvi, uo mais o lornou a ver, nem
saber delle.
Julio da Cmara (como filhoJa Cmara falla
de inellior) o llcaram depois appellidando.
A ama que o lovou ca de fra da cidade. En-
tre dcsabrimcnlos de penuria, o um amor muito
pouco amoravcl, se llie dosenvolveram as primei-
ras graras.
Ra o palrava, mas para quem ? para quem^-a
todo aquelle florir ?A ama nao entenda deslas
poesas, nem linhi vagar para ollas, o de mais a
mais, quando Ihes poJesse lomar o gosio, havia
de sor cm llllios seus, que lainbem os tnlia o
nao poneos. O que verdade, 6 que nunca ella
passava rom o pequeo ao eolio, que lhc per-
gunlassein, principalmente as muflieres, de quem
era o repolhinho.
Aos sote anuos arremataram-no para servir. O
arrematante, ou o comprador, ou o ahigador, foi
nm padoiro.
Deixar a casa da ama eta renunciar lodo o mun-
do conheeido ; apartar-se dola o dos seus ir-
irmSos em pobreza, eraesbulhar-se de toda a sua
familia, era senlir-se deveras o que lodos lhc
chamavam, c elle nunca podra entender, engei-
tado. Mas que remedio "?
Toda a sua seiencia, quando para casa do pa-
doiro o arrancaran), reduza-se ao signal da cruz
foiloda dircita para a esquerda, ao Padre Nosso
com duas ou tres variares, quo pareciam, res-
liluicea do texto Hebraico, o o caminbo da al-
dea para a cidade, e da cidade para a aldea. Afo-
ra dosla thejlogia o geographia, ninguem lhc
porguniasse por mais nada.
Debaixo da lelhas dopatrao, pouco mais ideas
adquiri; lirou sabendo que haviam criancas
mais privilegiadas do que ello, pois emquanlo'os
llhosda casa iam com suas jaquotas e. lamaneos
; escola, a elle em mangas de camisa c descalco
o faziam peneirar, ir lenha, e levar o pao aos
ieguezos.
No anuo que ahi permaneccu, leve sem que-
rer, nem se sentir, a desgraca de crescer o en-
corpar um pouco mais, com o quo s primeiras
l.irofas, Ihe acresceram militas oulras, como for-
near, dar agua para o amassidonro, para a cozi-
nha, pava os porcos, para os caes, para os galos,
c as hnras'vagas, moiiejamo quintal.
So alguma vez, lembrando-se de quo eslava
nos anuos em que lodos brincan), so esquecia
cinco minutos de que era servo, urna mnemni-
ca de ponlaps e bofotes, nao lardava era Ib'o
recordar.
Miuha mo fez muilo mal cm me pdr a ser-
vir, dizia elle s para si. E ficava-se a solucar,
como que pasmadito, com os olhos virados para
a banda em (pie sabia que ira a casa da sua cria-
cao. Com oque allrahia novo lcmbrctc de correa
ou do pao, que o fazia resarcir o tempo perdido.
Era o camin/ia, caminha de Ashavero, com a
dflerenca de que Ashavero auda pagando a des-
liumanidado proptia, e Julio, coilado, espiava a
alhoia : aquello v sempre objeclos novos, este,
nao sabia do seu labyrinlho de peneiras c fre-
gueses; ao judeu, nunca falla no bolso urna pe-
ca de prala ; alminha chrisla, nem um chavo
caslclnano linha nunca.
Pobre anjo, errou o roo e cabio na torra !
Quando vinham da osela os filhos da casa, ia
Julio 1er com elles, e pedia-lhca que llie ensinas-
som a conheror as lellras. Quera ser homem
tambem: inlolligencia nao lhe fallava. O ensino
oa do contrabando em minutos furtados, pelos
cantos ; em poucas semanas eslava decorado o
slphaheto, galopava pelo syllabario, o senta ao
adovinhar por si s algumas palrras, aquella
especie de jubylo ineffavel que o gemetra sent
cm porcober una demonstraran.
Tnha-o picado a tarntula invisivel do que
falla o scu homonymo Janin, consumia-o um de-
sojo vago do cousas grandes, cnxergava luzeiros
no futuro, quera l chegar, e entenda que s
pelo estudo poderia ser ; porque os filhos do pa-
tro, em sabendo 1er por cima, j eslava decre-
tado pelo pac que haviam de ir para o latim ; do
latim para oulras sabedorias, a quo chamavam
philosophia, o promplos trolla j os eslava vendo
cobertos do seda c ouro por esses altares a dizer
jjiissas, ou nos pulpitos gritando no nicio do au-
ditorio silencioso.
Um esludante de geometra nao tem mais in-
veja gloria do Laplace, do que o bom do rapaz
a linha quclles futuros de insenso. flores, ron-
Qucm o donara
J1"3 e limitados, (taquillo sonhavn todas as noi-
tes, o quasi todo o dia : no meio do amaatar
acontecia-lhe levantar ns bracos a ensaiar um
elegante Dominut Yobiscum, o ficar-so naquelle
entero aloque elgum murro inesperado o vinha
chamar para a realidadc da profana o prosaica
amassadura.
Ao rachar lcnha. amlgava o machado pelas
prdras, aocozer, deixava descahir, ou apagar o
forno. quera-lhe acudir, o converta a rozedura
loda, em galhardos carves d"arretel; eslava vis-
to, a tarntula havia jurado deita-lo a perder de
lodo. Os castigos linham-.se tornado Lio amiuda-
dos c severos, ns probibicies de 1er lao formaes
e a padana lao insolTrivel para as suas ambiooes!
quo urna larde em que por dislraccao delle, o ju-
mento, e osbcoros de casa linham dado cabo de
um laboleirn de.pao molle, persignou-se, fechou
os oiras e fugio.... *
A osourido da noile, com que o co pareca
favorere-lo contra quem houvesso do o perse-
guir, inlimidava-o todava ; se j soubesso o bre-
viario, resava-o todo : quem f>agava era o padre
nosso hebraisado :o-livrai-nos do mal, repo-
lia-o sempre duas vezos : fazia bom, para des-
cont de urna suppresso que em tal reza havia
frito ha muilo tempo ; porquo o pao nosso de ca-
da dia nos dai hoje, dosde que cntrou para casa
do padeiro, nunca mais o disse; llgurava-sc-lhe
que era una especie do praga contra s mesmo.
Triste crianza? Oilo anuos, c j perdido pelas
veredas do mundo.
Ia sem lhc importar para ondo ; lodo o cami-
nlio quo nao fosse dar ao paco do seu enfarinha-
do Horodes era indifforenle," c era bom. Andou
parlo da noile; foi-lho crescendo o cansaco o a
fome : na ante-inanha carregou-lhe o fri; pa-
ra se livrar de tantos males juntos, dcitoii-se a
dormir. O somno o balsamo que a Providencia
faz manar do proprio seio das penas, para miti-
ga-las.
Passaram duas mulheres moras que pelo tem-
po annuvcado que fazia, daran) a lombrar duas
/ilhas da neblina. D'ondo ollas vinham, nao sei
en muilo ao corlo ; o que sei que o sitio onde o
ayistaram deitado c ressomnando, como so pou-
sra cm cama de rosas, era mesmo ao pe da ci-
dade ; porque o seu gyrar toa e loda a noile,
depois de muilo ir e vir, o linha rcconduzido pa-
ra as abas do mesmo sinistro povoado de quo fu-
gia, c que aos olhos do seu terror se representa-
va enejo loda da omni-presentesombra do padei-
ro, maior que o natural, mais empoado e car-
rancudo que docoslurae, o armado do una p de
forno capaz de de3azerum giganle, quauto maia
um inseclo frgil o indefezo como elle.
Viessem d'onde viessom, viram-no o para-
ra ni.
A dormir ao relcnlo !
aqu?
Est fro como urna podra, se nao passasse-
mos a^ora nos, sabe Deus o que seria delle.
lao lindo I .
Isto cortamente nao lem mae.
Qual mae, pois urna niulhcr quetivessfl um
amor destes, havia do estar dormindo em sua ca-
sa, c ello por aqu?
E' verdade, parece quo nasceu entre estas
silvas como urna borbolela.
Urna vez que nao tem dono, levemo-lo nos.
Quo le parece, Maria ?
Eu digo que sim, c sabes quo mais, von-o
embrulhar no meu capole, que m'o nao veja nin-
guem polo caminho. Se encontrassemos a mo,
anda lh'o daria sem maior pena ; mas que se
alguma senhora no-lo vsse, nao poda deixar do
o cubicar. Pobre amor, est a rir I
Grandes pcocadoras somos nos, que por isso
Deus nos nao d filhos, mas parecc-me que se
lvesse, anda qao nao fossom lao lindos, havia de
sor douda por ellos. Engeila-los I enlo que
cu digo que nem Deus hora da morle m'o per-
doava.
Levarani-no, ha disto: neslas mulheres de
quem ninguem lem d. encontr-se multas ve-
zos um coracao exccllonto. Se livessoni adiado
um diamante de egual volunte, nao iri.uu mais
contentes.
No dia segninte urna relha, que era o fact-
tum da viznhanca, rfi o hospcdezinho daquella
gente, conversa-o, o gosla dello. Tinha isso o
nosso Julio, visto, caplvava, ouvdo o tratado,
caplivara ainda mais. Jurou pela cruz Lenta do
seu rosario de Jcrusalm, que a poder quo ella
podesse, o havia do sacar do meio daquclles
excmplos, edar-lhcpor mo, uo quem lhe qui-
zesse mais, mas quem fosse mais lmenle a Deus.
Entre as suas conhocdas so lhe depafou urna do
molde para o empenho ; pessoa j escriada, do
muilo bom fuizo, o mulher do um curador de
pannos das Setr.-cidades, por nome Caetana.
A senhora Caetana, que linha perdido um Ribo
de egual edade, nao havia ainda muito, e fallava
nello a todas as horas, agradecen relha a sua
lembranQa, concertou com ella o como se apode-
raram do orpho, veio acidado, esprcilou a ho-
ra em que as duas creaturai coslumavam sahir
quando j fazia escuro, colheii o pequeo sozi-
nho, enganou-o parasen bom com muitas pro-
messas, monlou-o na aneado scu jumenlinho
sua direita, e parti para as suas sorras, serena o
alegre romo urna la cheia, quo vai galgando ao
zenit por urna noitc de voro.
Esta mulher, parece-me boa; leva-mc
cavallo cm lugar do me fazer ir a p.
Tu como lo chamas?
J olio.
D'onde s?
E-j nao sei.
Ella a puchar-llie pela lingua, ello a contar-
Ihe, com gosto, o pouco que sabia do si mesmo.
Cbegam cumieira das Sele-cidadcs
Ves aquello pico, anda mais alto dircita,
queres l subir?
Tomara eu, o quo ha l cm cima ?
Nao ha nada ; para veres urna tlha.
Santa Maria .' Essa j cu vi um dia l mui-
to longo.
Nao Santa Maria, 6 a Terceira, l que cu
nasci, e de l me casei ; quando por aqui passo,
s so vou muito apressada, c que lhe nao dou
urna vista d'olhos.
Os arescslavam chrissimos, a torra natal da
Sr Caetana enxergava-so para oeste.
E Vmc. veio de taolonge?
DIARIO DE PERNAMBUCO. QUARTA FEItU 26 DE ABRIL DE 1860.
e aores, o egrejas com pa-
*- E' verdade. "~~~~~""^~~~
Alli certamenie que o flm do mundo ?
Nio filho;-ha muito mais torras.
Mas aquillo urna nuvera : como nasceu
Vine, n'uma uuvem?
Pai sima.
s Enlo nao tem padeiros. E l ha gente?
Muita.
En onics,
dres?
Sirr : o mundo immenso, e Deus esl era
toda a parte.... Agora queja lo mostrei a miuha
lerrn, deliramos, para chegarmos casa e ao al-
mop. Vfii-le agarrando s urzes, e olhando bem
por mde pos os ps.
Quo aquillo l rm baixo ? E' o mai ? I....
E' s laga que esl no fundo do valle!
Nao lem ondas; masque 6 aquillo por bai-
xo de agua? Parecem montes a verdejar I
E' o redoso dcstas sorras que eslo roda,
que parecen) mirar-se n'um espelho.
A nossa casa anda longo ?
Nao : estamos chegando a ella. Vai can-
sado ?
Eslava-o, deveras, mas desde que desco-
bri isla vista, parece-me quo eslou no co. E
tem Vmc. animo para ir cidade?
Se ?u l nao fra, nao le houveni trazido.
Pois agora quo j mo trouxe, nunca mais
hav >mos do sahir daqui.
II
AS SETE-CIDADES.
Alli ludo pareca
Pa raizo terrial, .
E o sol raui claro Inzia,
Que nenhuma cou3a havia
Oue ds3e nojo ; nem mal.
(Bernardim Ribeiro.)
Farmoso era em verdade o lago e a dama do
lag ainda mais formsa ; tal pareca pelo me-
nos a Julio, que era tratado por ella como prin-
cipe. Nao lhe fallava a mnima cousa ; ella, me-
sa lirlinha e limpa ; ella, veslir e calcar ; ella,
boa cama de lences e doutrina quanta elle qui-
zes: e, que o scu gosto era ensinar-lh'a, e para
lud) linha urna oraco : devota, at alli. Leva-
va- 9 nnssa todos os domingos e das santos,
e d :svanecia-se toda em contemplar a gravi-
dadee compostura cora que o seu Ulho assislia a
Ma.
t dmiravn a todos o que cm annos lao verdes,
parca onlcvo de devoco ; cm parte o era, nao
ha Juvida, mas em parte tambem era estar scis-
maido i:a bemaventuranga que devia ser, o ali-
rar unta carreira assm pelo latim fra, enten-
der do-o lodo, e poder devorar cm menos de
me a hora, um missal daquella gordura, com
um lombo mais largo que o da senhora Cae-
lana.
Mas era elle feliz ? Eu sei... quem ha ncsle
mundo que o seja ? Cumia pao, em lugar de o
amassar e cozer, verdade ; cm vez de o cs-
pai rarein, tratavam-no com um corto mimo ;
poim a intelligencia ?... ninguem Ih'a culti-
va a. Por outro lado, se os seus palres o fa-
zia n trrbalhar, deixavam-lhe tambera horas do
fol;a, cm que raingua de outro livro, e de
meilrc, ia desfrutar a nalureza, conversar, sabe
Deus o que. com a solido, e fartar-se de liber-
dade. Sao tres poesas universaes aquellas, so-
lid io, liberdade, nalureza, ou antes aslrc3 nao
sac mais que urna, porra tal, quo encerra to-
da.:, e que se deixa alcanrar do todas as eda-
de:;, c que os honicns do todos os graos de civi-
lisu;ao, c de qualquer lingua percebem cgual-
minle.
ji po;sia que se vendo repartida cm livros
gr ndes e pequeos, como comestiveis a peso,
pode agradar a uns e desprazer a oulros, os
Ihi acha o gosto quem oprendeu a lomar lh'o ;
mes a que respira das ervas, rescende das flores,
se exhala das aguas, sussurra na viraeo, res-
pli ndece no sol e as estrellas, borbota da gar-
ganta dos passaros, e se diffundo pela infinidade
do verde, do azul, da mocidade e das esperan-
za!, essa, mais inspirados e profundos sao lal-
,ve:;nella os nove anuos, do que os vnle c mui-
to mais, sem duvida, os vinte, do que os qua-
renta.
No fundo do ura valle jaz a lagoa das Sele-
cicades. Do-toda a parte a rodeiara monlanhas
loi as opulentas de vegelaco raichaclense, o mi-
Iho asatilnado e gigante, o inhamero jtveluda-
do c grando profusao de plantas silvestres, qual
a qual mais luxunanle e galharda na sua es-
pecie.
3 cstendal das aguas com as suas ilhcla e pe-
ni isulas cobertas de garras alvas de nove, con-
vida a vontadn a visitar todos os seus reunios.
Que o diga o Julio, que nao perda lanro t de se
cas c fetos I Que pavimento de ara e seixinh*
trecoberlo.dum vldro liquido dos msis puros.
Que silencio, respeitado al do vento o s inler-
rupto do alguma voz de passaro l por longe 1 E
que vista niaravilhosa obreludol Nao ha poni
em toda a circunferencia do lago, qua para alli
nao estoja mostrando com desvanecimenlo as
suas galas ncujlas. A ter assenlos em derredor
para onde do barco se podesse sallar mereccrT
se lhe enlalhassem aquellos donosos versos do
Virgilio :
Fronte sub adversa scopuljs pendentbu's ; anlrum.
Inlus aqu;e dulces, vivoque seJilia saxo :
Nympharum domus...........
Com esVsirccrearofs a elle desenfadando a
monolonia do seu viver s vezos duro, e com o
sc'vico da casa, que proporrao que elle cres-
cia, )a tambera crescendo, o c'om as t'requenles
jornadas que o obrigavam a fazer cidade a
vender, j os ovos, j os peixinhos do seu gran-
geto ; somroando tudo. ninguem lhc chamara
nem muilo infeliz, nem muito afortunado. Mas
elle l por dentro que se nao senlia dos mais
contornes. "
E por causa de que I Da maldita tarntula
que ato em sonhos lhe vinha fazer negaras com
uS l'-ilIflS.
Pelo veao veio ahi ter um padre j edosoc
docnte, a quem os mdicos tinham receitado a-
quelles ares. Ospatres de Julio lhe oITcreceriim
a pousada que elle accitou, dando-so por mui
pagos com a honra de se Otar dizendo pelos
lempos fora que por debaixo daquellas telhas se
linha albergado um clrigo de missa c cura d'al-
mas. O sacerdolo quo era bom homem para Ihes
corresponder de algn) modo o merc, Ihes cn-
trelinha os seres a conlar-lhes cousas desse
mundo no que era mui lido e sabido; e de dia
todas as horas que lhe sobravam da reza, era-
pregava-as a ensinar ao orphao a 1er e a ts
c rever.
A benevolencia com que o fazia encatitava o
esludanlinho ; os progressos desle espertavam
anda mais o gosto do meslre : foi tanto, que a
linal quando houve de se retirar chegada do
ou tonino, pedio aos seus hospedeiros lh'o dei-
xassem levar comsigo afim de lhe aperfeicoar a
oducarao. O egosmo poz suas objecres ; "alinal
r'iU-mi n caril1ade ou a vergonha lalvcz ; e
Julio depois de alguns abragos e lagrimas do co-
racao,parti entre-triste e alegre dianle da caval-
gadura do padre, sallando por aquellas serras ci-
ma como urna lebro ; chegado ao cu me donde
ia perder para lodo o sempre a vista da sua la-
goa, do seu inexhaurivel thesouro de recreio
dcixou correr algumas lagrimas e soltou um sus-
piro para as nuver.s que pareciam vir, trepando
la debaixo como que para dar o ultimo adeus ao
SCU companhciro.
E urna idea desconsolada lhe trepou tambem
como outra nuvcmsinha, do coracao ao espirito.
Aquella mac e pae de emprestimo do quem elle
levava saudades, ou por ofendidos de o perde-
rcm, ou porque em realidade lhc nao quizessem
muilo, nao tinham mostrado no apartamento
cousa que so parecesse com a sua magua.
Alguns passos mais por cima da primeira ca-
rnada do olhas seccas, e j por traz delle dcsap-
pareceu tudo.
Agora o futuro e a esperanca Um padre um
amigo particular de Deus, e Deus o Senlior da
fortuna !
,s ulnUuu' 'lUe 8 "40 CLossava'n. nera *!-'
A ama, que- creara, era ii defuncta k p-
mar.. M elle chis., m lh ir bSV Por",
poda aluga-lo a algn, outro desalmado.
Quo lhe restara ? O que resU a quem nao tem
pae nem mac : cousa nenhoma qW se veja ou
enha nome S a Providencia, dique o padre
lhe fallava lodos os das, e a maximiT que a se-
nhora Caetana lhe ensillara, quando do alto do
cabero lh6 rooslrou a sua Ierra : Deus est em
toda a parle. D'slo eslava ello bem certo o
seu reccio, era ir dar a alguma, ondo alm'de
Deus, estivesse lamben) algura padeiro que lhe
amoai'assc os ossos.
Ncsla
perplexidade, pondo-so era p ao lado
da cova do sen bemfeilor, fechou os olhos, poz-
se a gyrar roda do si mesmo, decidido a ic-
guir, como cousa providencial, o caminho para
ondeseachasse vollado em os abrindo. Abrios...
era o caminho da cidado. Dcspedio-se tres ve-
zes em voz alta do seu amigo e meslre, invocan-
do a sua proleceo, eabalou, cheio de urna es-
pecie do confianra...
O como esse invern se he devolveu, dara
um livro para andar sempre empapado em la-
grimas, ou para ninguem se afeitar a lhe por a
mao. Fomes, fri?, desprezos. injurias, panca-
das, esperanzas a assomar e a fugir! Tanta ca-
sara como lera urna cidade. tanto fumo de consi-
nhas como se espalha pelos ares, tanta riqueza
como brilha as lojas e nos trajes, dos que tran-
silam tantas crianzas bem vestidas o de carroa-
getn c elle sempro descalco, sempre roto sem-
pre faminto, sempro s !... Alguns das, comen-
do urna codea negra, que urna pobre mendiga
ho reparta ; outros, alimontando-se nicamen-
te com agua da fonte, e doiraindo ao p delta cora
urna pedra por cabeceira.
Quando os canarios c viraroeslhedisseram ser
vinda a primavera, deu-lhe una saudade tal da
sua lagoa, que nao houve resislir-lhe.
Chega, bale porta, com o coracao a arquejar
abrem-lhe... v rosto dcsronhe'cidos. Em l
pouco lempo, ludo se linha transformado ; no-
vos donos habitavam a cabana ; o par que elle
procurava, leudo lido urna pequea heranca na
Uha Tercena, para l se havia transportado.
____ (Coiiinuar-se-no).
Variedades.
ni
INS POCCOS DE ANNOS.
..... deixando a vida.....
Pelo mundo cm pedar.os repartida.
Camoes.
A ama do nosso honrado cura ora urna velha
das mais anlipathicas e rabujentas, o lao unhas
de fome, quanlo o padre era mos rolas. A' che-
gada dos dous viajantes, refrisou a sobrancelha
h" m a De1ucno niocodos burros, e que loria
de lhe dar ceja ; quando porm soube que vinha
para (car, cuidou perderojuizo ; a sua vonladc,
loi quebrar a panella, por por um braco o inno-
cente no meio da ra, fechar a porta, e, de mao
na lharga, descompor o padre com una ladainha
oc injurias, quo ella tinha para as occasioes so-
lemnes, o que durava boa meia hora.
De balqVo santo varo lho disso, com a maior
suavidade, que era ura mocinho para os ajudar
a ambos : a elle missa, a ella, no servico da
cosinha. *
Amuou, nao o quiz empregar em nada, salgou
a ceia que ninguem a pode comer, quebrou a
roca no lombo do chao, fallou no diabo. as pro-
pnas barbas do padre, entornou-lhe urna candei-
eirada do azeito por cima da loba, pareca ende-
moniuhada ; atcantou, que era cousa com que
ir, ora a esle, ora aquello, com a cesta '"braco aos proprios visinhos se ampiavam as carnes,
:ata dos ovos o das flores cgualmente sc%i do-1 A docuro de Julio, e a paciencia do servo de
Deus e o lempo, que o mais insigne
ifi-r> An l,.,4 -.., .- ... .11 "
VOi,UETI]!li(j
HISTORIA DE UMACOLLINA.
POR
MERY.
iii
Quem atravessa a campanha inglcza fica admi-
rado do numero incrivel de rebanhos que ha as
paslagena ; mas o que ainda mais admira, a
ausencia de pastores. No ha pastores, iz-se
com razio que a profisso pastoral leve de ser
supprimida depois do anniquilamonlo dos lobos,
mas isso uo explica bem o anniquilamonlo dos
pastores. E depois, nisso perdem n paisagem c
a poesia buclico. Entretanto, moslraram-rae,
na estrada deCrewe.um snjeilo cora um com-
prido paletot.de duas gollas, com botas escu-
deira, um caslor de baronete, periquitos, luvase
bengala, esse sujeito era um pastor, um Tilyro
inglez Com effeito, conduzia urna dnzia de
ovclhas a Crewe, c lia o Times. O pastor in-
glez desdenha o prado e apenas frequenta as es-
tradas.
John Lively veslia esse traje pastoral que aca-
bo de delalhar quando sahio do Oxford, com
doze bank notes de cinco libras na carteira' ti-
nha gasto o resto em Manchester, ero diversas
compras de primeira necessidade. O mancebo
linha dexado o carro em Oxford, e mandado
mala de ronro cheia de roupa nova na estala
uium ue muro unca uu rouyu nova na esta agem .7. t -------------- .,,".-------- ""
do Ledo Vermelho em Chipping Wicombo Acaba qua,n1 3ahe de uma nuvem : l,lluminou a '
a viagem a p c cm uma especie de disfarce. As
qualro horas da larde, descobrio no liorisonle a
capella edificada sobre a collina de Bucks, e as
grandes arvores que orlam direita a estrada. E'
intil fallar das palpilacoes do seu corarlo c da
perturbacao de seu espirito. Parecia-lhe que
seu amor crescia com a planicie que via, com
toda a immensidade desse horisonle, esse sitio
isolado, divino palacio de uma mulher. Um ar
tepido, e echoando com o murmurio das arvores
o o canto dos passaros, acompanhava-o como
um amigo celeste e pareca trazer ao scu ouvido
delicadas confidencias de amor. Oque ia elle
fazer ao sitio ? Nao o sabia, nSo linha combi-
nado plano ; sua joven experiencia dizia-lhe que
as grandes occasioes, o homem deve entregar-
se ao acaso, esse hbil regulador de ludo. E por
issoamenor hesilacao nao o detevo no luraiar
da quinta : entrou ligeiraraente, como um peo
ordinario que vem matar a sede, o pedio porter
com um lom deliberado que tomara artificial-
mente desde Oxford.
Scntou-so extenuado com o osforco, pareceu-
lhe que linha exhalado a alma em uma s pala-
vra ; descanrou a cabera as mos. Um passo
ligeiro e um ranger de selim fizeram-o estreme-
cer ; um braco de marfim alongou-se sob scu
roslo inclinado e poz sobre a mesa mcia caada
de porter.
John Lively agarrou com mao convulsiva a aza
que brilhava como prala nova, c aspirou o porter
de um trago ; depois lomou a deitar a cabera
as mos.
Um inslanto depois ouvio o mesmo passo e o
mesmo ranger de vestido e um braco divino de-
poz sobre a mesa segunda medida de porter. Oh !
dessa vez elle voltou-sc vivamente mas nao vio
o rosto da mulher. A mysleriosa desconhocida
caminhava para a porta, parou nolimiare olhou
para a estrada, se nesse momento se Uvera vol-
lado. sorprendera Lively em um extase diguo
de piedade.
A moca conlinuava sempre a olhar para a es-
trada, c Lively para a moca na immobilidade do
extase ; esta nodcsconfiava que cm torno de si
rugia lao silenciosa paixao ; sua posico era das
mais elegantes, o vestido bastante decoiado dei-
xava descoberto os hombros, em que duas vol-
tas de um collar de aseviche so desenrolavam
caprichosamente como uma incrustacao de ba-
no em uma amphora de alabastro. Es"se vestido
era uma dessas fazendas aerias que a Irlanda en-
va aos moradores de Everinglou em Ludgah-
Street: a seda voluptuosa e fluida acompanhava
as ondularoes do corpo com tanta graca que se
adoviuhava que uma s prega nao premeditara
uma mentira nem oceultava um erro.
A chegada de um viajante obrigou a moca des-
conhecida a retirar-se do sitio. Seu rosto reve-
ou-se repentinamente a Lively, como o sol
(*) Yide o Diar.v o,. 95.
cmbalsamou-a como um loinplo, semeou refle-
xos de ouro sobre a madeira esobre a argila, en-
nobreceu todas ss vis cousas da sua prolissao.
Era uma deusa que pedia altares aos mendigos
da estrada.
O novo viajante era ura mendigo e sem duvi-
da nm freguezda casa, porque sentou-se e nada
pedio, sendo servido com uma promplidSo que
confundi John Lively.. Ainda mais, a moca
aprescnlou-lhe a medida de hopnaff com um
sorriso divino. > mendigo bebcu e disse :
Esl hoje muito calor.
Ao mesmo lisiante a moca foi-lbo buscar uma
segunda medida de hopnaff.
, Parece, pensou Livel/, que a segunda me-
dida de quebra.
Est muito bom o hapnaff, disse o mendigo,
melhor que o^rorier e mais fresco no verao.
nt, entro as quaos os acamara para mais alegrar
os olhos sua boa mac.
O que do lago se lhc dizia que era fundo, at
ccmraunicar com o ocano, havendo memoria
de terem nelle apparecido madeiras de navios
naufragados, as redes do limos de que o via jun-
es do, c que ao mais esforcado nadador embar-
g< riara os raovimentos, o temeroso dos nevoei-
res que dalli se levantara, ao cerrar da noite,
como cenario d'uma'; secna phanlaslica, tudo,
em vez de lhe escolher as fortalezas, lho aug-
rrenlava o gosto daquellas solitarias peregrina-
cues.
Tinha alma I so a linha !... Cullvasscm-no,
qio tal vez houvesse alli dentro o germen d'um
Cimes ou d'um Grao-Vasco, ou d'alguma outra
cousa grande.
E as manhas quanto o nao bcmavcnluravara 1
O sol debrueado do um enme a espreitar as
a;;uas I logo, faiscando lumes, e o lago conver-
tido n'uma chapa argentina cravejada de pedre-
ra 1
Que thealro para amores d'um pastor de Idi-
lio Mas o nosso hroe, s linha nove annos. Q*
sus amores erara os peixes dourados, praleidos
e escarales, quo lho revoluleavam em derredor
do barco, o que elle ia pescar vivos n'uma gruta
osera n'uma rocha quasi a prumo ; e tambem a
gruta oram amores seus e com razo. Que espa-
cjsa enmara, que abobada, que festes de aven-
c3lesto ; o que lhe po3so eu pedir? um pobre
viajante.
Era a primeira vez que Lively ouvia essa voz.
Punca a brisa do sul nos pinhiros da Irlanda, a
harmona da noile as colimas maternaos, a voz
lasciva das vagas de Kingston, essa voz quo vera
das ilhas vizlnhas e morro no golpho, nunca as
nelodias agrestes que sobcm dos lagos de Erin
t.nhac extasiado o coracao de Lively como essas
ralavrasque acabavara de desusar do velludo ro-
sado dos labios de uma mulher. Ello quizera
recolher o ar perfumado em que se linha evapo-
rado o som dessa voz musical, saluda de um
timbro de ouro. Calou-sc com uma especie de
' ergonha, porquo recuaria profanar com seu or-
fiorude essa athmosphera que ainda echoava
eoj) uma meloda suave, esse recinto sagrado
< m qi;e o anjo tinha deixado cahir um echo do
to .
Levanlou-se, fraco e tremendo, e apresentou
(om os olhos baixos, meio guineu moca dcsco-
ohecila.
Guarde o seu dinheiro, meu amigo, disse
olla ; pode precisar delle.
Lively nao se aireveu a insistir; sahio machi-
ualmonte, ecaminhou antes por instincto do que
;>or intencao, pela estrada do Wycombe. Nao
abia a qual dos seus pensamentos dar audiencia,
dles chegavam-lhe em raultido, e cada pensa-
nenlo, tinha um veo de mysterio ; s enconlra-
'a o desconhecido. Ao cabo do todas as suas
:onjecluras, s via duas verdades evidentes; urna
uulher odoravel e um amor desesperado.
Na porta do Le3o Vermelho encontrou o csta-
ajadeiro que lhc disse :
O senhor John Lively, so nao me engao?
Elle olhou lixamcnle para o estalajadeiro e fez
um signal affirraativo.
Aqui esl uma corla para o senhor, disse o
estalajadeiro.
Lively pegou na caria com descuido, abrio-a o
leu :
llirmingham, 28 de junho de 1836.
SirJohn Lively.
Segundo as ordens que me dou, eslabeleci-
me cm sua casa para vigiar os trabalhos que o
Sr. Coppezasfaz executar na sua collina. J ti
ve tres dispulas com o Sr. Coppezas. a primei-
ra ele tinha chamado ao senhor de imbcil,
diante de mim ; na segunda, tinha insultado os
meu cavallos; na lerceira, era mais grave a
cousa, o senhor sabe que se ajustou nao corlarem
a collina seno do lado, afim de lho deixar uma
collina quasi inteira, salvo um pequeo pedaro.
. Nada ; sorprehendi-o esta manha, fazendo pla-
A moca indinou-se, como para agradecer esse nos n um risco para cortar a sua collina em duas
comprimento lisongeiro, o mendigo lornou a pe- parts eguaes. O que vai o senhor fazer? disse-
gar no basteo o foi-se sem pagar. [he cu. Esquece as nossas conviccoes, nao sup-
Lively aproveilou a occasiSo par puxar con- portnrei isso ; far-rae-hei partir ao meio. Amea-
versa. rou-me com um soco, ameacei-o com dous, e se
Minha senhora, minha senhora, aquello via- uo fosse o respeito sua cabana, havia do dar-
jante nao lhe pagou I |ne nomo n'um boi. So seu direito faca-o valor,
Sim, eu sei, disso a mora com um sorriso ldisso-me elle. Bem I rospondi-lhe eu, E corri
Era um
ou Julio, ou ella deviam
. -. a----------------....e..v, amansa-
dor de brutos, em vez de lhe dminuircm a ella
raiva, de da a dia lh'a acrescentavam.
estado j insoflrivel
ceder o campo.
Quera o ceden foi o padre; quer fosse cffeilo
da molestia ajudada da vclhice, quer das ralaeoes
que aquella Zenobia do Occidente lhc fazia cur-
tir, quando chegou o dia de auno bom nao se le-
vaniou : foi o Julio oeha-lo na cama fri de pe-
ara, os olhos abertos, o breviario na mo, e sem
respirar.
Foi-se direito ao co, disse a vsinhanca,
que o seu purgatorio j c o levou do mundo I
O orphao chorou por si. e pela ama, acompa-
nnou o corpo at sepultura, e quando voltou
para a residencia, achou j a porla techada. Bo-
leo de mansinho, disse quem era ; a resoosta
loi, que so lornasse para d'onde vinha.
Tornou com efTcito ; rezou o chorou muito,
ouira vez, em cima da cova, depois do quo, co-
mecou a scismar o que faria de si. Para se tor-
nar as Sete cidades, a despedida nao fra tal, que
he afiancasse o melhor reccbimenlo. Sim. havia
a a sua grua dos pei.es de tres cores, e as ilhe-
.las dos ovos do garcj) ; mas no meio daquillo tu-
ao ti a va tambem muilo frescas as saudades do
seu pad. Para se tornara padaria, livrasse-o
Deus. As duas mulheres, menos : a senhora
a tinha-lhedito muitas vezes que eram al-
Carta do compadre do Rio Tinto, a um
lavrador de Pcnajoia.
Compadre, c receai
A sua carta, que li
A senhora Ignez Mara,
Que auda para qualquer da,
Pois disse a partein sua,
Que nao passa desta la.
Eu me conformo com isto,
Pois segundo tenho oucislo,
A' palra varias vezes.
J l vio os nove inezes.
Vejo o que diz a respeito
Do fri que l lem feilo,
Pois por c.em rio Tinto,
Tem sido tal, nao lhc milito,
Que julguei que por ura triz
L se me ia o meu nariz.
Mandei arder a fogueira.
Nao s toda a noile. inteira.
Mas lodo o dia, alias
O tal fro era capaz
De tornar em nevo, em glo.
Os anneis do meu cabello.
A minha Ignez j malou
O porco que ella cebou,
A cusa da muita abobora ;
Era um porco chefed'obra,
Animal agigantado.
Pezou, depois d'eslripado,
C pelas mos do chibante,
Foi n'um quarto minguante,
Seto arrobas, o brulinho,
. Mas cntrou o seu tocinho.
Houve grande sarrabulho.
Enclieu-se bem o bandulho,
Assislia a lia And reza,
F. mais a lia Thereza,
E as sobrinhas do vigario.
Que tem um carador vario,
Pois dizera, ralba a verdade,
Quo ellas tem l na cidade,
Um arranjinho ; nao sei
Se permiilido por lei.
Ao sarrabulho, lambem
Assisiio, quer saber quem ?
O Cilio do regedor,
Chamado o senhor doutor.
E o tl dasdonzellas,
Bom lirado das candas
Trazbigode e traz perinha.
Usa da sua faquinha.
Fuma cigarro bregeiro,
Nao por Talla de dinheiro,
Mas por consolhos da tia,
A senhora Allopathia.
O rapaz formou-se em direito,
E talvez por nao ler geilo,
Ou por haver muito disto ;
C por casa tenho ouvisto
Que o sabicho do rapaz,
Quer ser escrivo de paz.
Tambem veio paluscada
A minha filha casada,
E trouxe o seu Aniceto,
Quero ijizer, o meu neto,
Com o qual sempre ella ralha,
Tor d c aquella palha.
O traquinas do rapaz
C.ouzas do diabo faz,
E esperto como um alho,
Foge cora o corpo ao traballio.
Caca-ratos, sobe ao ninhos,
Apedreja os caes visinhos,
Joga o peo e o chinquilho,
E vai caixa do milho.
Brevemente ha de embarcar
a Birmingham para Irazer dous policemens. Ari-
tos de partir quiz escrever-lhe para pedirs suas
ordens Os meus policemens eslo prora pos,
Frornpla resposta, ou sua collina est perdida
Seu dedicado intendente
P. S.Dirija a resposla a Arthur Graves, co-
sinheiro no Royal Hotel New Street, ao lado do
Ihealro, em Birmingham.
Que me importa a minha collina I disse Li-
vely, deitando para o lado a carta de Patrick
O estalajadeiro dirigio-sc a elle e disse :
O senhor lem de enjregar-me uma resposta,
o correio passa daqui a pouco.
Pois bera 1 disse Lively, facam l o que qui-
zerem I -.ti
De que?
Da minha collina I
Q|fc collina ?
Diabos o levem I deseulpe, cu eslava dislra-
hido.. .
O senhor esl doenle... quer tomar uma cha-
vona de cha ?
De-me papel euma penna.
Nao quer cha?
Nao.
Entre no salo quo achara ludo quanto nc-
cessario para escrever.
Est bem.
Lively escreveu :
Meu charo Palrick.
Deixa porcm em pedaros a minha colrna e
nao le importes com mais nada.
Aqui esl a resposla que me pedio, disse elle
ao estalajadeiro.
Essa resposla para meu irmo, eu sei.
_Ah! sim I justo, o senhor 6 irmo de Pa-
lrick ; desculpe-me quo opanhei ura pouco de
sol; j no tenho cabega.
Meu irmo j me fallou no senhor.
Sim, sim, a proposito de....
A proposito daquella senhora. Eu lomei in-
formacoes....
Ah novas informacoes... Oh 1 vejamos, (li-
ga.... o que sabe?
Ha tres mezes quo essa senhora comprou
aquclle sitio.
E' casada?
Vive com ura sujeito vclho a quem chama
pai.
Sujeito vclho? muilo vclho?
Sessenla annos.
Que seu pai ?
Segundo dizera.
Depois ?
Gasta muito dinheiro no seu toilette.
Enlp ganha muilo ?
Nao ganha mal; mas d de beber de graca a
todos os mendigbsda estrada; o que faz que por
aqui cortos sujeitos avenlureiros s vo beber ao
siiio para nao paga/ern. Eu pens que ella
douda.
Douda l porque caridosa 1
Nao crcio caridosos os os-
E' c uma idea,
lalajadeiros.
Mas uma mulher! Sabe bem o quo uma
mulher? umanjo? uma Providencia da estrada?
Sim, sim, quando se paga, eu tambem sou
uma Providencia ; mas quando nao me pagam,
mando metler na cada.
E' ludo quanto sabe.... Eu lhe agradego....
Mande-me levar ao meu quarto : preciso des-
cancar. Vou ver se durmo um bocadinho.
Achara a sua bagagem no seu quarto, n. 19.
Desejo-lhe uma boa noitc. Quer ceiar?
Nao, janlei bera... C com porter. Boa noitc I
O da seguinle era ura domingo. Lively, livre
desse somno agitado que continua as emoces da
vigilia, obno a sua janclla para fazer a sa ora-
cao de pela manha. A paisagem que entre elle
se dcsenrolava era magnifica. Planicies e colli-
nos verdejantes ao sol nascenle a villa de Wy-
combe, coroadade telhas vermelhas erisonhas. e
loda cheia de faias e chopos, pareca ter vesti-
do um traje de testa. A eslrada, orlada de ar-
vores e semeada de sombras fluctuantes, corra
at Bucks, cujo castello dormia ainda na sua
vasta alcova de relva. O domingo eslava cscriptu
no ar, festa na Ierra, testa no co.
Lively deseeu sala inferior, cm que o estala-
jadeiro j de p, semo-lho um vaso de lcite quen-
le e felicilou-o pelos seus modos de fidalgo. Li-
vely eslava vestido como um rico manufacturei-
ro do Manchester, tinha projeclos de visita.
Sir Lively, disse o estalajadeiro, se livesse
descido uma hora mais codo, leria vi3to a bella
senhora em caleche, com dous cavallos da posta
Lively doixou cahir o vaso do leile sobre a
mesa e abri a bocea para fazer uma exclama-
co : mas licou com a lingoa pegada nos labios.
Sir Lively, lome este copo de whisky disse
o estalajadeiro, est paludo como um de'funto.
Ella parti disse o mancebo com um esfor-
co de vozextincta.
Isto me faz lerabrar. sir Lively, uma cousa
que nao lhe disse hontem, e quo sei a ires das ..
Tome este copo de whisky... No domingo a bel-
la moca fecha a estalajem' o passa o dia em Lon-
dres ; dizem que vai ouvir missa na cit ..
Ella I ..
Lively caho de fraqueza sobre uma poltrona.
Calholica concluio elle baixinho.
Calholica como o senlior e cu I que nao vou
a missa, sou estalajadeiro.
Calholica I oh f um anjo do co 1 Deus do
via um milagre ao pobre Qlho da pobro Irlanda I
Deustevepiedade de mim; escolheu-me, entro
lodos os meusirmos que soffrem, para dar um
pouco dessa felicidade que tem tantos homens
indignos della 1 E' calholica I devia se-lo I Bu
devera ler adevinhado, naquelles olhos l-se a
piedestinacao.
Lively lovantou-so no delirio da exallacio.
Digo, exclamou...
O estalajadeiro veio correr.
Um cavallo, d>me um bom avallo ; em
Pois j o pude engajar,
Para o Brasil, e do certo
O rapaz vira robaste,
Desse melaliinhJBoro,
Qoe agrada ao chstao, ao mouro
E far um figurao, '
Dentro do seu carrocao.
Mas tornando a vacca fra,'
Como airar ou lhc dizia.
Fallando do sarrabulho,
Ouve c grande barulho.
Mas somenlc na cosinha ;
Ouve caldo de galinha.
Arroz de forno, rojes.
Bom loucinho e salpices,
Maos de vacca e do vitella,
E a compleme coslella,
Lombo de porco, cabritos,
Arroz doce c ovos fritos,
E bebeu-se a das c'ura pao:
O vinho nao era mo,
S c do meu verdeal
O fizeram menos mal,
Pois beberam, como creio,
Vnle canecos e meio.
Eslava findo o jantar
Quando vieram tocar
Tres tambores e um bombo.
Que dorara cabo do lombo.
O meu compadre talvez
uoira saber desta vez
O que vai por c de novo ;
Nada sei, s sim que o povo
Nao anda muilo contente,
Pois se cspalhou entro a gente'
Que novos tributos vem.
Mas sao para o nosso bem ;
S quando vou a cidade
E quepilho novidade,
Pois que nao leio gazlas.
Que nao trazera senao pelas.
Hontem de tarde fui l,
A larde nao eslava m ;
Na loja do meu barbciro
Mo contou um arriciro
Que de Lisboa chegava.
Que por l ninguem fallava
Seno na raoeda falsa,
Que at a gente descalca.
Que nao passava um losto,
Se mcltia na questo.
Eu por mira, f de Christo,
Nao cnlendo nada disto;
Como sou dos brutos serios,
Nao posso entrar era icyslcros.
Tambem l ouvi dizer
Que eslava para morrer
O nosso bom ministerio,
Equeja no cemiterio
Lhe linham a cova aborta;
Nao sei se a noticia certa.
Mas julgo desojos sao
Da senhora opposiro,
Quo vive de mexerieos ;
Eu trato dos meus burricos.
Dos meus bois, do meu arado,
E nos negocios d'estado
Nunca melli o nariz;
Sou ura brulinho feliz ;
Os meus campos do-me milhos,
Minha mulher me d filhos,
Neste artigo, Deus louvado,
Estou bem remediado;
A minha Ignez nao se esquece.
Todos os annos me offerece
Um rapaz, ou rapariga,
Oque tem que se lhe diga.
Governe quem governar,
Touce me pode importar
Que soja Sancho ou Martinho,
llaja elle pao e vinho,
E o competente foijo,
E nao venha o cirurgio,
Nem o tal recebedor,
Esfolar-mc com rigor,
Penhorar-mo os meus Irastinhos,
E levar-me os bacorinhos.
A cerca do carnaval,
Correu por c menos mal;
Eu leve! a minha Ignez
E os pequeos desta vez
At a porta de carros.
Onde comprei seis cigarros.
Minha mulher ia rica,
Qualquer traste bem lhe fica:
I.evava tres grilhes d'ouro,
A vista dosquacs o Douro
Se benzeu nos areaes,
E nao fez nada de mais.
Em quanlo aos meus pequenilos,
Levavam socos bonitos.
Que lh'os comprei mu gaileiros
Na ra dos Coldeireiros.
Eu, pelo sim pelo nao,
Vesta o meu casacao,
Aquefle vclho traslinho
De baeto e cor de vinho.
Que bem me lembra estreci
No dia em que me casei.
Bstanles mascaras vi.
Mas nenhuma ronheci:
(Bem te ennheco) diziam,
E nunca d'aqui sahiam ;
To chocho palavriado
Era do auno passado.
No fim enlrei no Rainha
E mais a minha Ignczinha,
E os rapazes Pcliscamos,
E quando a casa chegamos,
Era j noule cerrada ;
Dormimos regalada.
Adeus, compadre, disponha
Sem ceremonia ou vergonha,
De seu compadre Jacintho,
Que aqu fica em rio Tinto,
Por dever e sem favor,
Promplo sempre ao seu dispdr.
____ IBrai Tisana.)
duas horas posso estar em Londres, nao as-
sm ?
Sim, Sir Lively. Vou-lhe dar um cavallo
com quo licar contente.
Londres I Eu julgava nao tornar mais a ve-
lo I Oh quem se lisongear de poder dirigir a
sua vida? A vida esl naa mos de Deus I De-
pressa, depressa, o seu cavallo 1.... aem sella.
sem brida... seja como fr. .
Nao bebeu ainda...
Beber vento... Depressa varaos; cada mi-
nuto de demora abro-me uma veia.
L esl dei a ordera, esto o preparando :
um pouco de paciencia, sir Lively ; no anno que
vem, lora o caminho de ferro por aqui.
E calholica oh mulher santa e abencoadh !
Observa as obras de misericordia ; d do beber
aos quo tom sede I Ah I l est o cavallo I obri-
gado I Onde posso rae apear, na cit, ao p da
egreja calholica?
Em Wile Horse, no Cheapside. O estalaja-
deiro Irlandez.
Justamente o meu cavallo branco, nao o
esqtieccrei.
E largou-se como o vento, pela estrada de Ha-
bridge.
Entrando em Londres Lively foi oqrigado a de-
morar o passo do cavallo.
Quando passava dianle da egreja de torre aguda,
que fecha o Regent Street, um policeman gritou-
Ihe que monlassc com mais decencia, para res-
pectar a santidado do domingo. Era do ver a tor-
rente de desprezo que cahio da face do Irlandez
a essa recommendajao que sahia de uma bocea
impa.
Respeito a sanlidade das leis, disse elle
com orgulho, o poz o cavallo a passo.
Com que olhar conlemplou essa tristeza que o
domingo d Babel dos hereges I Como estre-
meca de piedade ouvindo, ao passar os sinos do
S. Martinho c de Santa Mara de Strand que cha-
mavam os fiis aos aliares dos iconoclastas I
. A propria prostiluicoo se poz hoje asombra I
disse elle ; a que sanlo'deslerrado do co se di-
rige lambem a sua prece de deriso t
Emfim de descro era deserto. chegou ao
Chcapsid, ed'ahi deu um pulo s al a egreja ca-
lholica da cit.
Era como no lempo de Deocleciano. Alguns
fiis dcslisavam-so furtivamente pelo porlico o
pareciam fer medo do sua religio, nesla cidade
em que Roma baptisouquinhentas egrejas ; onde
so avista do segundo arco do London hridge cin-
coenta torres que foram calholica. Lively entrou
de cabeca levantada, nossas catacumbas moder-
nas, o ajoelhou-se. O scu primeiro pensamento
foi para Deus; o segundo... Elle corou de ver-
gonha de levar assim a sua paixao ao templo
sanio.
(Coniiwar-se-Aa.)
PEftN. TYP. DE M. F. DEFAMA. 1860^


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