Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09046


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Full Text
_>
HP
AMO XXXVI. HIEfiO 9S,

.
Por tres mezes adianlados
Por tres mezes vencidos
ENCARREGADOS DA SUBSCRIPCAO' DO NORTE.
Paralaba, o Sr. Antonio Alcxandrino de Lima;
Natal, o Sr. Antonio Marques da Silva; Araca|jr, o
Sr. A. de Lemo3 Braga; Cera, o Sr. J. Jos de Oli-
veira; Maranho, o Sr. Manoel Jos Martins Ribei-
ro Guimaraes; Piauhy, o Sr. Joo Fernandos de
Moros Jnior ; Tar, o Sr. Justino J. Ramos ;
Amazonas, o Sr. Jeronymo da Costa.
PARTIDA US COHtltlUS.
Olinda todos os das as 9 1/2 horas do da.
Jguarass, Goiann e Paralaba as segundas
e sextas feiras.
S. Anto, Bezcrros, Bonito, Caruar, Altinboe
Garanhuns as tercas feiras.
Pao d'Alho, Nazareth, I.imoeiro, Brcjo, Pes-
quera, lng.izeira. Flores, Villa Bella, Boa-Vista,
Oricury e Ex tas quartas-feiras.
Cabo, Serinhem, Rio Formoso.Una. Barreiros.
Agua Prela, Pimenteiras e Natal quintas feiras.
(Todos os correios parlero as 10 horas da manlia.
WA FEIRA 24 DE ABRIL DE ItfO.
Por anno adantado 19$000.
Porte fraico para o subscritor.
bl'JltMERlDES l)U~EZ |)E ABRir
5 i>ua cheia as 5 horas e 40 minutos da tarde.
12 Quarto minguanto as 11 horas e 13 minutos
da tarde.
21 l.ua nova
nha.
28 <)uarlo crescenle
larde.
AMBUCO
as 3 horas e ^sinulos da ro-
as 3 horas e 16 minutos da
PREAMAR DEHOJEl
Pritiero as 7 horas e 42 minutos da manhaa.
Segundo as 8 horas c 6 minutos da larde.
PARTE OFFICUL
CONMN DO DAS ARMAS.
Quartel general do cumulando das
armas em Pernambueo, O de
abril de IM.
ORDEIU DO. DA N. 38".
O lente general commandante das armas de-
clara ausente por cxcpsso de liecnca o Sr. alforcs
pharmaceutico Domingos Gomes Borges, desde
odia -idocrreme ; o qual nesta data chamado
por edita], em conformidade da lei de 26 de
maio de 1835.
Assignado. Bardo da Victoria.
Conforme. Joaquim Fabricio de Mallos, l-
ente ajudante de ordens interino do com-
mando.
F.niTAI. *
BarSo da Victoria, grande do imperio, Gram-Cruz
da ordem de Sao Benlo de Avia, dignatario ra
do Cruzeiro, condecorarlo com a medalha do
exercilo cooperador ta Boa-ordem, lente ge-
neral do exercilo, ronselheiro de guerra e com-
mandante das armas da provincia de Pernam-
bueo, ele, ele.
Fago saber ao Sr. pliarmaceutico alferes do
corpo de saude do excrciln, Domingos Gomes
Borges, e a todos aquellos que poderera e quize-
rem fazer chegar ao conhecimenlo do mesmo Sr.
pharmiceutlco, que nao tendo elle comparecido
no dia t. desle mez em que finalisou a licenca,
que obteve para ir a corte, fui declarado hje
ausente em ordem do dia desta gunrnigo sob o
n. 387, e chamado pelo presente cdital, para
que se aprsente dentro do prazo de dous mezes
a contar da dala desle, sob pena de proceder-se
a respeito da falta de comparerimento, nos ter-
mos da lei de 26 de mato de 183.
E para que o referido lhe conste fiz lavrar o
presente edital que assignei e fiz sellar com o si-
licio das armas imperiaes, c que ser publicado
as gazetas desla capital.
Quartel general do commando das armas de
Pernambueo, 20 de abril de -1860.
Assignado.faro da Victoria.
Conforme.Joaquim Fabricw de Mallos, to-
nente ajudante de ordens inleritio do com-
mando.
21 -
ORDEJl DO DIA N. 388.
O lenle general commandante das armas
faz publico para conhecimenlo da guarnicao, e
derido effeilo, que a presidencia foi servid'a por
portara de 19 do crtente conceder dous mezes
de licenca, na forma da lei, ao Sr. capellao da
repartirlo ecclesinslica do excrcilo padre Antonio
da Cunha Figueired* para tratar da sua saude.
Faz-se publico, outro sim, que no dia 12 desle
mez, foram pela respectiva commissao, examina-
dos pralicamente n'arma de arlilharia, o sargento
qurtel-meslre Ballhazar Xavier do Meneze, e o
1." sargento Joo da Cosa Souza, ambos do 4.
kalalho de arlilharia a p, as seguimos espe-
cialidades :
1.a Nomenclatura da peca e reparos, de espin-
garda c seu uso.
2.a Exercicio de arlilharia de campanha c de
baler.
3.a Manejo d'arma c exeicicio de fogo.
4.a Escola de pelolao.
5." Ponlaria ao alvo d'artiharia, e de espin-
garda.
Aquelle foi approvado plenamente na 1.a, 2.a
4.a especialidades, e siraplcsmente as 3.a e
5.a, e esle plenamente nos quatro prime-iras e
simplesmenle na ultima.
Assignado. Bario da Victoria.
Conforme. Joaquim Fabricio de latios, l-
ente ajudante de ordens interino do com-
mando.
22
ORDEM DO DIA N. 389.
Para solemnisar o acto da posse, que tem de
tomar da administrarlo desta provincia o Exm.
Sr. Dr. Ambrosio Leito da Cunha, amanha a
urna hora da larde, o lente general comman-
dmto das armis, em virlude das ordens que
esso flm recebeu da presidencia, determina, que
urna brigada composta dos corpos da guarda na-
cional deste municipio, do 10. balalho de in-
famara do exercilo, e da companhia de artfices
guarnecendo 4 boceas de fogo, commandada pelo
Sr. coronel Domingos Affonso Nery Ferrcira ; se
achara postada na pnga de Pedro II, s 11 1/2
horas do dia 23, e convenientemente collocada
no Campo das Princezas ao meio dia em ponto,
ana de fazer as continencias e dar as salvas que
sao do eslylo.
Sao convidados os Srs. ofOciaes do exercilo
comparecerem no palacio da presidencia para as-
sjstrcm ao aclo da posse, duranlo a qual loca-
rao as msicas dos corpos.
Assignado. Baro da Victoria.
Conforme. Joaquim Fabricio de Matlos, l-
enlo ajudante de ordens interino do com-
mando.
AUDINECIAS DOS TRIBNAE9DA CAPITAL.
Tribunal do commereio: segundas e quintas.
?: lerSas feira e sabbados.
Pazei: tergas, quintas e sabbados as 10 horas.
Juize db commereio : quintas ao meio dia.
Dite-jerphos: lergo e sextas as 18-horas.
Primis Tara do civil: tergas o sextas *o meio dia
Segunda rara do civil; qnartas e sabbados
meio dia.
EXTERIOR.
decidido valor, veio em reforgo do seu valonle
companheiro de armas.
Osquadrados da diviso Ros sustinham o im-
peto do inimigo. sem perder um passo.
Era esta a situacao estratgica quando o conde
de Reus encelou a carga cerrada de baionela, se-
guida pelas divises que eutraram na aceo.
O feito d'armas foi brilhanle.
Eram vinle mil horacns calando baiof*olas, a-
vancando sem disparar um liro, sobre torcas nu-
merosas, que disparavam descargas successivas e
mortferas, pela proximidade dos dous corpos
combatenies.
Foi assim que o exercilo do valoroso e intcll-
genle duque de Teluan desalojou o inimgo das
suas fortes posiees, obrigando o principe e ge-
neral, que represenlava o re de Mirrocos, a pe-
dir paz ao seu bravo, mas generoso vencedor.
As patarras de qu'-o duque de Teluan se ser-
ve fallando officialmenle do seu nobre inimigo,
honram os"dotes d'alma de quem asescreveu :
Senhora, diz o general em chefe sua rai-
nha, reduzi a 400 milhdes do reales a cofitribui-
cao de guerra, em vez de 500, a pedido de Muley
Abas, nao querendo aggrnvar mais a humilhaco
de um inimigo que mostra comprehender resig-
nado qual a sua sorle
Repetimos, Tnger foi raoralmenle lomada por
mais que pese a Inglaterra.
Reparemos nascircumstancias da tregua.
Depois da victoria deGualdras, o acampamen-
to j levantara, o duque de Teluan eslava com o
pe no estribo, e a voz fie maicha sobre Fondak
ia ser ouvida pelo exercilo.
Os emissarios de Muley Abas chegam nesle en-
sojo. O duque com o relogio na mo, marca a
hora em que parlo para quebrar em Fondak a
chave que lhe fecha Tngere nao marca a hora
da conferencia que o general inimigo manda pe-
dir. E antes dessa hora, os mesmos emissarios
regressam a toda a bridaannunciandoque o cali-
fa vira antes da hora em que o exercilo hespa-
nhol devia partir para o combale, que feria mais
una victoria.
N'esse momento Tnger era hespanhola, sem
que a sua conquista (zesse derramar una s
gola de sangue : os Mouros desde este dia dc-
vem a sua posse generosdade do mesmo povo
que mais de una vez abaleu a ferocidade do cres-
cenle.
O coracao chora a3 ridas que representan! o
prego de lana gloria ; mas impossivel dominar
na alma o legitimo legtimo com que se reuma
naca o sustentar a honra do scujnome, as tradcoes
doscu passado,quando nao faltam aceas na Euro-
pa, que enfraqiiegam o brilho glorioso do antigo
brazo do mais de urna nacionalidade.
A historia, que nao registra s os fetos de
armasquo nao dcscrevo os seus quadros com
as cores arlficiaes das olas diplomticas, lera
que destinar algumas paginas de luto a cerlos
episodios dessa inesperada annexagao da Sa-
boia.
Echoam ainda do pago do rei Vctor Emma-
nuel as clamorosas saudages de Mlo, de Fio-
renga, de Modena e da Romana ; at das fron-
teiriis de aples o seu norae illustre acclama-
do como symbolo de urna grande c generosa
idea ; e quando a sua mo larga a espada hon-
rada polas vclorias para assignaros foros da na-
cionalidade italiana, que o apostlo mais convic-
to desla justa e santa causa, o conde Carour,
aprsenla ao rei a doputago rinda de Saboia,
para lhe expressaro ultimo 7oto da lealdadeda-
quelle poro, mas nao a ultima prora do seu af-
fecto.
A depulaco era composla dos Srs. Saroiroux,
de Noyer, c de Juge, e a exposico que entrega-
ran! ao rei vinha assignada por bastantes pessoas
notareis.
Ei-la :
Senhor. A Saboia foi o bergo da rossa dy-
nasla. No decurso dos seculos quo augmenta-
ra ni rossos dominios, houve periodos trisles para
as rossas poroages ; mas- o infortunio o os acon-
lecimentos nao poderam quebrar nunca o lago
que prenda ao throno de V, M. os habitantes das
dua3 rerlentes dos Alpes.
Ao presente, Senhor, em seguida aos acon-
tejimentos que se tem passado na Italia, a sorle
da Saboia est merecendo a allengo das grandes
potencias da Europa. Na occasiao em quo os ro-
los dos poros, parece que sao chamados aoscon-
selhos da diplomacia, os rerdadeiros saboanos
teem mula honra em protestar antecipadamenle
a sua estima e dedicagiio pela augusta casa de
V. M.
Senhor I Bem sabemos que a poltica pode
ter prarisoes e exigencias ; mas a fidelidade
urna virlude que os soberanos verdaderamente
grandes a precia m e respeilam.
Os senlimentos que vos expressamos, Senhor,
eslao personificados junto de V. M. pela brigada
da Saboia, e sero anle os thronos da Europa,
como esperamos, a defeza da antiga e gloriosa
heranga de V. M.
O rei, Senhor, foi sempre o remate da abo-
bada do nosso edificio social, c sem ella llcam
partidas as ligagoes das nossas provincias, e o
pcnsamenlo de tamanha ruina nao duvidamos
que atormentar a magnnima alma de V. M.,
apezar do brilho dos rossos fimosos triumpos.
* Opinione, jornal de Turn onde leraos esle
LISBOA 4 DE ABRIL DE 1860.
A paz entre a Hespanha e Marrocos o acon-
iecimenlo mais importante, e que nos fica mais
porto, dos quo alvorocaram a Europa durante o
mez de margo.
A imprensa de Hespanha discute calorosaraen
e a paz c a guerra, o que nao nos admira, nem
a consequencia de lal discussao, que urna certa
duvida acerca di composigao do gabinete.
Quando ha das saudamos os fetos d'armas dos
nossos visinhos, naquella Ierra d'Africa lo rega-
da de sanga portuguez, tio povoada de recorda-
res das gossas glorias, dissemos que a Hespa-
nha nao reduzira a paz a urna queslo de dinhei-
ro : mas nao julgamos a posse de Tetuan precisa
para que a paz fosse honrosa.
Ceder ludo a troco de urna indemnsagao,
ihol.
As condiges da paz, que publicamos honlem,
satsfazem a religo, a civilisagao, o commereio
c a honra do estandarte hespanhol.
Quando esse estandarte nao tremular sobre Te-
tuan, ja o christinismo haver produzido osseus
fructos na missao do Fez ; j os exeraplos dos
costumes dos conquistadores terao adogado o ca-
rcter feroz dos vencidos ; j o tralado de com-
mereio havera desenvolvido e fecundado a rique-
za hespanhola ; filialmente j o leao do Caslella
contar mais o porto de Santa Cruz para cobrir
om a sua glorii, e nao poder ser perfectamente
insultado em Melila e Mucemas.
Os resultados da heroica batalha de Gualdras
provam que Tnger foi raoralmenle tomada pelos
lespanhes
_ Os kabilas apresentaram-se nesse encontr de-
cididos a raorrer ou vencer : eram bem cora-
mandados, e vinham apoiadospeloexercito regu-
lar, em grande forga.
As manobras principaes da aegao foram tomar
a diviso Ros urnas alturas que dominavam o
acampamento inimigo.
A diviso do bravo general operou o morimen-
ia com presteza e ordem.
X diriso cahio desse poni sobre o inimigo ;
mas os Uouros, acertadamente commaodados,
operaran) um movimento sobre o flanco, em que
o terreno monlanhoso permillia poderom oc-
cultar paite da torga ; rodearam a posigo araea-
gando um corte completo as tropas do Kcncral
Ros.
O general Prim, com seren Jado de animo e
notarel documento, nao insere a resposta do rei,
e diz quo S. M. recebeu a depulago com bene-
volencia particular, e manifeston-lhe em termos
affecluosos o seu reconhccimcnlo polos nobres
senlimentos que ella representara era to grares
e dolorosas circumstancias.
O rei acrescentou, diz o mesmo jornal, que a
torga dos acontecimentos e as exigencias diplo-
mticas, eram mais poderosas do que a sua ron-
tade ; mas quo os lagos que prendan! a sua
dynastia casa de Saboia sao muito amigos para
se quebrarem em um da, e encarregou a depu-
lago de ser interprete junto aos leaes e fiis ha-
bitantes da Saboia dos senlimentos que desle mo-
do lhes manifestara.
A esla hora a aguia franceza e nao o es-
cudo da Saboia que se levanta sobre esses poros
leaes e fiis das duas vertemos dos Alpes.
A espada arredondando fronteiras, contra as
nacionalidades, fazendo tarabem rebentar o san-
gue do coragao do rei a que ellas se ligavara.
O que dominar no mundo, a torca ou a inlel-
ligencia 1 A ronladeou rozo
Os successos vao respoodendo tristemente o
estas dundas. *
menle apresentado a V. S., que deseja com ar-
dor nao nenor do que o santo padre, ver o ter-
mo de una sciso que a funegao de tantos os-
ean lalos o desgranas na lerga parle dos seussub-
dilcs, olriste objecto das angustias de todo o ca-
tbo cismo e o motivo da mais profunda aflliccao
pan o chefe da igreja.
Se sua sanlidade nega o seu assentimento a al-
guna meios propostos, s esta negativa devera
ser un iidiciosufficiento para mostrar que aquel-
los meio eslo era opposigo com ulgum priu-
ciposoperior s inciinacoes afTectuosas do seu
corego, assim como aos juizos mais ou menos
renladeiros do mundo.
E quats sao os meios propostos para reslabele-
ccr i unidade nos estados da igreja, e pela cuja
nao acceitagao queretn atlribuir ao padre santo
os transtornos occomdos nestes ultimosS mezes
e oulros ainda peiores que podem sobrevir ?
No referido despacho recordara-se, por um la-
do i s rantagens que a igreja tem obtido em Fran-
g sob o actual imperio, te3teinunhos deadhesao
lilial que o soberano pontfice tem recebido do
impirador.a presteza generosa com que as armas
francezas tornaram a collocar o Papa no sen thro-
no ; e per oulro fazem-se valor as vanlagens que
a igreja tirar das expedk;es da China e da Co-
clin china.
O padre sanio professa os mais elevados sent-
menos a respeito do imperador dos francezes, e
da nacao que elle governa, e nnguem ignora a
delicada allenco, e o cuidado com que tem pro-
curado e procura sempre todas as occasoos mais
la virareis para demonstrar ao imperador e
Ira ira a gratido que lhe consagra polos serrigos
pre.'.lado.s, e a conlianca com quo espera oulros
maiores
Passar.do em silencio outras proras, recorda-
ren os a allocuco consistorial de 20 de junho de
loo, e a ola diplomtica dirigida em 11 de
maico do mesmo anno aos einbaixadores d'Aus-
tna c frangs, e na qual se trata das medidas
corrbinaJas para por termo ao precioso auxilio
que as tropas francezas e austracas teem presta-
do ao gorerno pontificio.
Mas lodos veem que islo nao (em reiagao al-
guma, segundo as declaraces felas naquella
poca, com os meios mais convenientes para res-
lilu r ao padre 3anto o patrimonio da igreja.
i\)lo quo respeita a esle objeclo supremo, o
passado jflerece mullas recordagoes que podem
aplanar o caminho ; o prsenle compo-se de
negativas, e de soccorros elcazes. Oppoem-se
dilliculdades quelle que quer intentar a obra ;
iniioem-se addiamentos prejudciaes ; aconselha-
se r;ue se submetlam poros que de antemo se
sab que nao querem deixar submetlcr-se ; pro-
poera-sc reformas a que o padre santo devia dar
o d.'rido ralor peranle Dos antes de accha-
las ; por ultimo, suggcre-se a ida de abdicar
em part-, aquelle que nao pode faze-lo
Se ha alguns mezes era possirel haver illusoes
sobre a possibilidade de pacificar varios estados
di Italia, por meio daTeforma e concessoes, es-
sas illusoes nao sao licilis desde quo os partidos
declararim altamente por exeraplo na maioria do
prelendiJo_governo de Bolonha, e um dos prn-
cipes autores da agtago nos seus ltimos es-
criplos, quenenhuma reforma pode contena-los
sen 10 a ;ilena o absoluta deslruico do poder tem-
poril da igreja. Com homens desla maueira dis-
pos.os, ser possivei chegar a um accordo
meio de reformos ?
lar dt-si
sobre
;iQ da
fi
ellas:
ao
DAS DA SEMANA.
23 Segunda. S. Jorj|| m. ; S. Adaiberto b.
24 Terca. S. Fidclisde Sigraaringa I. m.
25 Quarfa. S. Marcos Evangelista; S. lermino b.
26 Quinta. S. Pedro de Rales-b. : S. Cielo p
27 Sexta. 3-. Tertuliano b. ; S. Turibio are.
28 Sbado. S; Vital m. ; S. Prudencio b.
29 Domingo Q Palrorinio de S. Jos
m.
desgraga que nao
ENCARREGADOS DA SUBSCRIPTA NO SDL,
Alagoas. o Sr. Clauino Falcao Dias; Bahia c*
Sr. Jos Martins Aires; Ro de Janeiro, o Sr-
Joo Pereira Martins.
O PErCTAMBCO.
O proprielario- do da*- Manoel Fgoeiroi d
Faria. na sua livrarla praga- d Independencia aa:
6 e 8.
por
le os povos fueram pouco ou
tece em casos similSantes. Mas
stibita dos austracas a cidade
desguarnecida de Iropas.n Dar-
que. eslava dlsposio, gracas aos trabalhos
anteriores e renovada sua audacia por urna nro
clamacao de uns das parles belligeranfes, L0.
derou-so do poder e iropoz o seu dominio ao rer-
dadeiro poro, que com dor leve de suportal-o
Nao sena desacertado pensar quo se de repen-
te se retirasse de urna eapit.il a guarniroque a
protege, alguma cous* ali occorreria oomo acon-
teceii em Bolonha sen que por isso se ondease
deduzr que o gorerno fusse mo ou que os en-
vernos sao incapazes. ^
Seria intil indicar aqui porque motivo os aus-
inacos se reliraram das R'omanias. Basta recor-
dar que o principe Napoleo em um despacho
dfri!Matei*ene"1, *e,4 de Ju,,,de >
dirigido a S. M. o imperador dos francezes, con
o fin de dar conta das suas operaces. disse lo-
go que o quinto corpo do exercilo", reunindo-se
ia nos depostos de fado, e al em detrimento de lido
todos os prncipes christos; e da sociedade ct- '
vil inleira ; escndalo que nao deixaria de prc-
duzr-se quando chegar o orgnHio de um partido
coroado cora um Iriirmpho lo feliz.
Nao posso comprehender com q.ue fim se falla
no despacho dos principes ecclcsiasticos despoj,a-
d03 completamente des seus Estados por meio
da Torga, e dos Soberanos Pontfices, a quem
peto mesmo meio se tirou nma parte das suas
provincias.
Primeramente ser intil observar que. fazen-
do a enumeracao de rauitos factos, e assimilhan-
do-os a oulros injustos, nao se deduzir nunca
um lacio justo; logo, nao poder existir idenli-
dade entre o chefe supremo da izreia
mencionados no despacho.
Mas farei notar que qualquer que seja
tnesc, para demonstrar que
e os bispos
a hypo-
agora nao se teem dado similhanles
Despacho do cardeal Vntonelli, se-
cretario de estado de S. Santidade
Pi IX, a monsenhor Sacconl ,
nuncio apostlico em Paris, acer-
ca das ultimas propostas da
Franca.
Estou muito longe de acensar as armas france-
zas, e muito menos a Franca, que tem prestado
to insignes serrigos a Santa S; mas nao posso
dispensar-me do recordar a V. S a ineuitaoel
lgica dos factos, em rirtude da qu.il o imperador
dos francezes dissena sua ultima carta, que nao
pode declinar certa solidariedade dos effeitoi do
movimento nacional provocado no Italia pela
guerra contra a Austria. E entre esses effeitos
nao collocaremos porrontura a insurreigo das
legages?
Mas qualqutr que seja a causa ou a occasiao
das desgragas que leem occorrido, ser licito ai-
tribuir ao padre Sanio ou ao seu gorerno a pro-
longaco desse deploravel estado de cousas ?
Pareca que isto que se pretendo estabelecer
no despacho tantas rezes, citado. Mas ao le-lo,
asconsiderages que demonstrara a ondele tal-
9idae de. lal ailegaco ter-se-hg Ope,niaBc-a-
Apezar de ludo, opadro santo nao foi surdo
proposta de reformas que lhe apresentou o go-
rerno fr.mcez. Chegou a acolher aquella refor-
ma com avidez ; s apresentou a condico de
que as proposlas nao esliressem em conlrdicao
com a sua conscencia, e com o rerdadeiro bm
estar dos seus subditos.
Mr. Tliourenel nao pode ignorar as negocia-
res que mediarara era Roma entre o gorerno
pontiflci3 e o embaixaaor francez, e dere ter co-
nlu cimento do que se conrencionou. O gorerno
imperial flcou satisfeito. Islo consta, primeiro
de urna declarago do conde de Wolewski, e de-
pois'do seu despacho, que liona o n. 1367, e a
data do 30 de oulubro do anno passado, e por
iim, do3 instantes desejos que, ha apenas alguns
mezes, mostrou o gorerno francez, de ver as re-
formas publicadas e postas immedialamenle em
execugo. Comludo, as razdes porque o padre
sanio se julgou obrigado a deferir aquello passo
al que as provincias insurreccionadas vollassem
ordem legal, nao podera occullar-se a oessoa
alguma.
Proceder de outra maneira nao loria sido, era
cor forme com a dgnidade do padre Santo, nem
coi venienie para chegar ao fim desejado. Por
outro lado, as concessoes teriam parecido feitas
mais sob o imperio de exigencias poderosas, do
que de boa vontade. e alem disso offerecia-si o
pengo de ver as reformas acolhidas com orgujio-
so desdem. Em um e outro caso, a autoridade
era lastimada. O governo francez reconheceu a
forja deltas razdes; foi em consequencia disso
quo, por intermedio do conde de Walewski, nos
tez conhecer que deixaria de insistir al que no-
vas e imperiosas circunstancias o aconselhassem
a seguir urna conducta difireme, previso que
nao se realisou. Alm disso, a publicago des-
sas reforma nao era de modo algum um meio pa-
ra allrahir a obediencia os sublevados das Roma-
mas. No seu pretendido Memorndum disserara
o cue p'Bdiara.
Mas se o santo padre pode consentir que se
trate de reformas, -lhe impossivel ouvir fallar
de urna abdicago parcial. Prohibem-lh'o mo-
tiras de outra importancia, que nao sejam osin-
leresses da trra.
Assim pois. na carta expedida em Deseuzano
com dala de 14 de julho ultimo, irata-se de sug-
gerir, nada menos do que ujna abdicaco parcial.
A parle principal da dita caria foi textualmente
referida no despacho do ministro dos negocios
eslrangoiros. Por ella parece que se quer reno-
rai a proposta, ou quando menos fazer acreditar
qus sa a sublerago das Romanias nao foi ainda
suifocada, consiste na negatira era se adherir
q lella proposta.
i. S. ver fcilmente que una adininistracao
separada com um conselho formado por eleic'o,
sem outra dependencia do soberano pontific
alem da de receber delle um governador secular
e pagar um tributo, equivaleria a urna abdicaco
absoluta.
Na rerdade ficaria ainda alguma soberana ;
mis nos lempos actuaes, esle lago seria de ne-
nrum offeilo!
Nao juero demonstrar o que me 3eria muito
ra:il, qjanlo seria va a esperanga ~de quo seme-
Ihantes comblnages produzissem no fim das tor-
biiencias, a eslabilidade do socego publico no
resto dos estados pontificios, e o germen de um
futuro do paz e de tranquillidade ; pois claro
qi.esetia precisamente o contrario aquillo que se
deverii receiar.
Conlsnlar-me-hei fazendo nolar que o padre
santo nao pode consentir em urna abdicago de
qualquer governo, nem o poder fazer nunca pe-
las razues indicadas na eneyelica do 18 de jaoeiro
ultimo.
Nao o pode fazer porque os seus estados nao
Uc pertencera pessoatmente, mas que perteneci
igreja, em vantagem da qual foram constitui-
das ; nao o pode fazer porque offereceu a Dos
solemnemente iransmilii-los aos seus successo-
ros intactos e como os recebeu ; nao o pode fa-
zor porque urna vez que as causas que se apre-
sontam para a renuncia das Romanias podem ap-
plicar-se ou reproduzir-se no resto dos seus es-
i iJ os, cssa renuncia implicara de certo modo a
ranuncia de todo o patrimonio da igreja ; nao o
rod fazer porque, paicommum das suas provin-
cias, dere, ou procurar para lodos o bem quo
[ i eslina s quatro provincias da Romana, du afaa-
posta conveniente, c que
pellindo-se, seria necessario adduzir cxemplos
de l anas que espontneamente, e accedendo a
conselhos respeitosos, lenham consentido em ab-
dicar. .
Mas at
cxemplos.
Illuslrissimo e rererendissimo senhor.
O despacho de 12 do corrente que S. Exc. o
ministro dos negocios eslrangeiros de Franga rae
tez Icr e deixar-me urna copia, c de que V. S.
deve ter conhecimenlo, porque so publicou no
ilomleur de 17,contem allegaeoesde tal natureza,
que se me torna impossivel dixa-las passar sem
algumas observages, sobreludo na poca actual
em que nos differentes pazes se maniresta gran-
da-anciedadc pelo interesse supremo da Egreja
calholica o seu augusto chefe.
Julgo-me, pois, obrigado a dirigir-ros algumas
consideracoes sobre o assumpto d'aqtiellc despa-
cho, e da carta circular quo o mesmo ministro
cnviou anterormenle aos representantes de Fran-
ca as c5rles eslrangciras, o que tambem appa-
receu nos jornaes.
Em primeiro lugar, sem axaminar a qualidade
do rgimen poltico applcado as legages,
corlo quo esse rgimen nao pode ter provocado
os movimentos que se reriicaram, quando esse
mesmo rgimen applcado a muitos oulros estados
pontificios, nao produziu o mesmo effeilq.
Pelo contrario, esse mesmo effeilo, ou para
melhor dizer, esses morimenlos, se reriicaram
niulo anles e em rauita raa3 raslaXproporges
do que na Romana, no grao-ducado dfc Toscna,
e no de Parma.paizes que passaram poestar go-
vernados da maneira mais conforme atfs desejos
que se acostumava attiibulr aos poyj<
Conven pois dizer, que o ragimeu poltico nao
entra em cousa alguma n'esses morimenlos, os
quaes dercm altribuir-se a oulra causa a mes-
ma paraAodos os estados que foram rictmas.
Resta Aer vivido na Italia os ltimos quatro
onnos, ofl ter ao menos seguido coni.allenco as
diversas (phases d^gragadas t'aanAtt* paiz. para
8riKSr.po* qU me'M a **<>*>* ^'Waliinyg abe-
ranos se preparou. se venncou o se austeve. ^
questo cuibono ? (em proveito de quem ? ) flB
importantemente prejudicada em materias pe^
naos, pode receber aqui urna applcagab tanto
mais evidente, quanlo sao mais manifestosos
manejos de que so tem langado mo para se apo-
deraren! das provincias de que se quer despojar o
Padre Santo, ou, para melhor dizer, o palrimano
da egreja catholica. Pelo que afiucl se preten-
de fazer, compiehende-se o que de principio so
quiz fazer. Previnram-se e preparraara-se von-
tade as mesmas difculdadesquc agora se dzem
insuperaveis e imprevistas. Nao julgo cnmmet-
ler a menor falta se, obrigado pelos deveres do
meu cargo, me vejo na necessdade de recordar
certos particulares, e alguns nomos proprios.
Alm d'sso, uns e oulros sao notorios era toda
a pennsula.
Para nao recorrer a poca muilo remola, e
abreviar o assumpto, contentar-mc-hei em fazer
nolar um acto do conde de Cavour no congresso
de Paris em 1856. N'aquellas circunstjncias tra-
gou urna especie de programraa do que haveria
a fazer na Italia, e declaran pouco depois nos
cmaras piemontezas querer realisar voluntaria
ou involuntariamente o seu programraa. Desde
esse momento, o lento trabalho emprehendido,
desde longa data, c cujo fim era conseguir a an-
nexago da Italia central, comegou a ser mais
activo no paiz. Seria, realmente, muito longo,
o muito fastidioso, enumerar aqui todos os meios
que se empregaram para esse fim, mis os emis-
sarios que percorriam aquella parle da Italia, o
ouro profusamente distribuido, os escriptos clan-
destinamente postos em circulaeo, os actos de
insubordioaco militar, sobretudo nos ulliraos
lempos, devem conlar-se no numero.dos prin-
cipaes.
Era n.uilos povos dos eslados Pontificios, col-
locaram-se afrente pessoaes notareis pela im-
portancia das suas relages sociaes.
Em Bolonha, por exemplo, o marquez Pepol
consttuio-se era chefe do partido.
Reuni assemblas em sua propria casa,
cercando-se de centenares de operarios e reuni
armas.
O governo informado do tudo, pode langar
mo da sua pessoa ; mas por motivos facis de
examinar, contentou-se em avisar do que se pas-
sava ao embaixador de Franga em Roma.
Este, depois de urna conferencia que leve com
Pepoli em Liorne, deu ao governo pontificio a
seguranga, desgragadamenle desmentida pelos
acontecimentos, de que podamos tranquilar-
nos a respeito do indicado marquez.
Mas oque na historia ha-de ser de exemplo
raro, e caso nico o que os agentes diplom-
ticos da Sardenha fizeram, em detrimento dos
demais estados italianos, com o fim de secundar
os disignios ambiciosos do seu propro governo.
A conducta do cominendador Buoncompagni
na Toscaoa, nao tem nomo, ou lom um nome
lal, que eu nao ousaria proferi-lo, e se excep-
tuar o ultimo passo do commendador, o que fize-
ram em Roma os senhores Migliorati e de la Mi-
nerva, nao mui dislincte do que fez Buoncom-
pagni.
O primeiro chegou a empregar os meios de
organifar clubs em algumas provincias a favoir-do
partido pieaacnlez.
As exeilaces emprehendidas com tanta per-
severanga, deviam produzir o seu eeilo, e na
realidade o tveram, ou creando ou augmentando
o pequeo partido piemontez, a que se associa-
rara quasi lodos os descontentes, raga de homens
que se encontr em todos os paizes, sem contar
quo era una seductora illuso as snas aspiragdes
pelo que respeila Italia nica e indopendete.
Mas lodos esses homens estiveram sempre mui-
lo longe de ser o poro; por este, entendo o povo
honrado, moral e christo ; sobretudo nSo eram
o poro dos campos.
O verdadeiro povo lerantou-se aos milhares
com incrivel alegra, quando ainda na ha tres
onnos o nosso Padre Santo foi visital-o.
Ser por acaso esta a primeira vez que esta
classo de povo, que no todo forme, a immensa
maioria, se dexa dominar por nm partido que
suppnndq^ o numero pela audacia aproveila cir-
cunstancias sempre impreviai.,s pnra improseu
dominio Mise lera visto em outras commar-
cas Europeas deixar-se r, parte honrada e tran-
quilla do povo, oppriro'.r do mesmo nodo ?
Parece que no mep'onado despacho oo se at-
a conihinacao pro- era Toscana, linha, entre outras cousas
s se procede mal re- sao de obngar o governo ausina'c
o a mis-
presenga da bandeifa francezaa observar es-
trictamente a neulralidade nos Estados do Pa-
pa ; depois acrescentou que a presenca do
seu quinto corpo nao linha inspirado ao exer-
cilo austraco um 'receio bastante vivo para
que se apressasse a abandonar a Ancona Bo-
lonha e successivamente todas as possessoes
ni margem direila do P.
Anida que o dilo parlidose fortaleccu com pro-
messas. subsidios e mil oulros meios que inces-
s.ntemente lhe ehegavam do Piemonte, todava
no da era que se apoderan do mando, achou-e
tao pouco numeroso; e tao dbil que apenas
Boln] rCUn'r cenlenares do adeptos em
Quando porm foi preciso nrratal-osa que ar-
ranca3sem dos edificios pblicos as armas ponti-
ficias, o marquez Pepoli leve de fazcr-lhes acre-
ditar que era para livrar aquellos escudos dos in-
sultos que na sua opinio podiam acontecer an-
da que alo entao nnguem linha lenco de come-
ter similhanles excessos.
A insurreigo linha sido preparada tora ; foi as-
sim, que urna vez consumada, recebeu do cslran-
geiro todos os auxilios de que necessitava para
consolidar-so ; municoes, dinheiro, soldados e
administradores ludo lhe veio de" tora.
Entre os administradores viu-sc figurar na clas-
se de intendente de urna das quatro LegarOes o
ja mencionado Migliorati. Os povos nao toma-
ra m parle alguma em ludo isto. Na elego que
se celebrou abstiveram-se de lomar parle em
um proporgo de 50 a 60. Foram obje.ilo de to-
da a qualidade do vexages. At se lhes negou
o direilo de manifestar os seus senlimenlos. As
ameagas a prisao, as proscripges todos os meios
de que as fraeges victoriosas sabem
foram postos em pralica.
Se se houvesse flxado a altencao para estes
relos, uao silera seguramente "formado que os
habitantes da Romana
servir-se,
eia e a necessdade exiga que fossem advertidos.:
rewu80 que os aiceagava, e dos prejuiz que
Esla advertencia nao- poda fawr-se seno de-
,illll ?,P"10 de vista-religiosa noqwl se fuo-
df.mflL 're"-: i*orq"B' direi,l> ,era Pr lim a
ff i iQd a "dependencia Jas censciewas ca-
O motivo que o Padre Santo tirrhopara diri-
f'L".f ao ""*> calholieo,. ero tanto-mais ns-
tame, quanlo que a publicidade dada carta do
arap?ri"l0r1cra P09sivel fazer noscer no
animo de alguns homens,. du vidas anulosas "s
insinuaeoosqueencerra o despacho, deque nee
momento me oceupo. ou fazer acreditar%0 o
faci de nao annuir as reformas imperiaes linha
por nica razao a presidencia-das desordens que
exMam. ou de maiores qu3 podessem ecconcr
Devia pois, com essa tranquillidade e dignida-
de qiie lhe sao prop.ias. fazer conhecer e^nitin-
do caOiohco o verdadeiro oslado da queslo.
l\a eneyelica conienta-se om enumerar as- ra-
zoes por que o Padre Santo r^geitou certas-pro-
poslas que se linham feilo. Nesta eneyelica a
questao.religiosa nao se confundo por que es-
taibera, distincla. A queslao religiosa. trata-
ti.-P ?' ? roSrao temP qMe se menciona a
missao celeste que recebeu o augusto Pontfice
recordando memoria dos soberanos o dos ne-
vos as regras eternas da verdado c da justica
aoreslo dos liis, nao pede sua santidade mai
ttoque o ajudem as suas oragos. Se os ini-
migos da Sania S se nao acham satisfoilos com
o sentimcnio de que, do um cxUremo ao outro do
mundo, se manifesla em seu favor, e ao qual so
associam lodosos calholicos. lano-seculares co-
mo ecclcsiasticos, e no qual ai os proprios or-
thodoxos lomara parle, o Padro Sonto tem mol-
ros para bem dizer a Providencia, que tabea
preparou esta manifestaco pacifica, o mais justo
bustentaculo que as circumstancias prsenles
possue ajusta causada egreja.
Nao quero concluir esle despacho-sera apreson-
ter-vps urna ultima_ consideracno. a respeuo da
ooss.bilidade que existe para fazer voltar as Ro-
manias a auloridade legitima do Santo Padre
sem imervengao estrangeira, ou de-eonserva-Ws-
sem novas oceupaces; cousas que se conside-
rara imnossivcis e insuperaveis.
Mas se corto que a revolugo da qualra lega-
ges se venlicou e se sustenta por meio de um,
partido, que deve o seu poder aos soccorros quo
recebeu de fora e de oulros maiores quo espera
receber, nao vejo inconveniente em que urna ie-
bclliao consumada com o auxilio iniquo do es-
trangeira se reprima c extinga com legil/ios soc-
corros, vindos tambera do estrangeira.
Pode por ventura dizer-se quo os soccorros
prestados pelas mges cathollcas ao seu pai eora-
miira, em um interesse que importa a lodo o
nniverso, sao soccorros vindo do estrangeira t
Alem disso.se se afTaslar das Romanias, quan-
to se julga estranho, homens, dinheiro, influen-
cia e auxilio de toda a qualidade, podera espe-
parar-se que o Padre Sanlo.com os recursos que
possue. conservara na ordem os poucos elemen-
tos revolucionarios que all ha, anda quo le.ucs-
J graves desordens qne de ha muilo se
nacanles da Romana, se acharara independen-1 "",
tes, semneceesidade de exettaces particulares. pr^_nJLam-
J maisque sufflcient'e para esclarecers duvidas, a
e quasi's>o>ae 0Brhr^>
poder fcilmente deduzr dos mesmos factos se
gqveniu e o responsavel da revoluro que so
verificou na dita provincia.
Po IX, depois de intentar intilmente deffen-
der-se das armas de um inimigo poderoso, leve
do ceder a urna violencia irresislivel; e para nao
ver o resto dos seus dominios invadido polos
exercitos francezes, resignou-se a abandonar urna
parte dos seus estados por meio do tratado do paz
de Tolenlino. Mas se se lomar em considerago
a diversidade do caso, ver-se-ha fcilmente que
o motivo que obrigou esse papa a ceder, obriga o
pontfice reinaute a contestar com urna negativa
absoluta.
Pi VI, em circumslanclas completamente dif-
ferentes das actuaes, encontrou-se frente a fren-
te, do urna violencia insuperarcl e do urna irro-
sislirel forga ; Po IX pelo contrario, lula com
um principio que se trata de fazer triumphar.
Desta maneira pois, a for:a material nao mais
do que um facto, por sua natureza est limitado,
e s se faz sentir no circulo de onde alcanga seu
effeito, do qual nao pode exceder; mas com os
principios acoDtece o contrario.
Sao por sua natureza unirersaes, e de urna fe-
cundidade inexgolavel; nao se deleem no ponto
em que se quer rcduzir a sua acgo mas exigera
ser applicado ao todo. Desta maneira pois, quan-
do Po VI cedeu a forga material, podia esperar
rasoarelmcnte que salvara o reslo dos seus es-
tados ; eraquanto que o soberano Pontfice rei-
nante comprehenderia virlualmente a soberana
de lodos os seus estados, c autorisaria urna expo-
liado contra lodo o principio de jusliga e de ra-
zo. Por aqui pode rr-se que do exemplo alle-
gado na circular, resulla anles urna conclusao
totalmente opposta que se pretende.
Mas se al agora so encontrn um remedio ef-
ficaz para fazer cessar a rerolugo das Romanias,
dere a causa atlribuir a outras que nao seja o
Santo Padre.que nao pode obler apoio algum pa-
ra suffocar essa sublerago; que se mostrou in-
teiramente disposto a condescender com a pro-
posta feita para verificar reformas, nao pedindo
mais do que o lempo necessario para as lerar a
effeito ; e que a proposla de urna abdicago par-
cial s pode responder com urna negalira, sera o
que o exemplo de um pontfice que cedeu vio-
lencia e a consequencias da guerra, possa sugge-
rr-lhe oulra conducta.
As razes anteriormente deduzidas para mos-
trar a impossibilidade em que se acha o Padre
Santo para abdicar urna parte dos seus eslados,
fazem ao mesmo lempo ver quanlo mal funda-
da a admirago que se affecla, e as lamentacoes
que se fazem de haver na sua eneyelica apresen-
lado ao mundo calholico como materia religiosa
urnaqueslo que se nao separa do circulo dos
assumptos puramente polticos, e que por con-
sequencia dereria discutir-so e regular-se entre
o gorerno pontificio e o gorerno francez, sem que
qualquer oulro hourera sabido cousa alguma.
Se o Padre Santo quizera prestar-se a esla pro-
posta, julga Mr. Thoureoel que poderiam reno-
var-so as negociaces, por isso que, ainda que
seja um pouco larde, nao re comtudo obstculo
insuperarel para um accordo. Sem recordar a
propria formaco dos eslados pontificios, forma-
gao derida a um sentimento e a um lira religio-
so, s o nome de estado da igreja a garanta e
razao de que o Vig rio de Jess Christo dere ter
a independencia necessaria para exercer o seu
ministerio apostlico, e o patrimonio que possue
o chefo da egreja, cuja differenga entre osoutros
soberanos que por serem principes se dizem che-
fes das suasegrejas, ser principe por ser pont-
fice ; nao dererao todas estas consideracoes ter
convencido todos de que a presente questo en-
cerr os elementos de urna questo religiosa, por
isso que loca ao interesses mais vitaes da egreja
catholica, e de todos os seus meo'.bros em geral
e em particular? l>go, se os ioieresses dos ca-
lholicos eslo gravemente com.promeltidos nesta
questo, parece que tem o (tfreito, e em parte o
dever do entrar nella., mai?. do que em urna ques-
to poltica.
Nao claro que pelo fado da separaco da Ro-
mana, e conscqucnr-'uis que poderiam occorrer
dessa separagao, todos os calholico3 fossem res-
peiiadosnos sus direitos, comquaoto o lenham
na ordem actual eslabelecida pela Providencia, a
que o sei>. doutor supremo gose de urna indepen-
dencia absoluta no exercicio do seu ministerio
apostlico, sem eslar sujeito a qualquer poder
aucoano. E' fcil Ter tambem que a coaveolen^
que o despacho e a carta circular de que me oc-
eupo, poderiam dar lugar.
Era coricluso, accrcscenlarci somenle ao ulti-
mo despacho, que so apesar da seguranga dada
de por em execugo as reformas indicadas, de-
pois dos romanos roliarera submisso, se pro-
pozessem a Santa S, respeitando sempre os
principios da religo, da justiga e da ordem, no-
vas proposlas admissiveis, e que tivessem por
objeclo fazer cessar o estado actual das cousas
naquellas provincias, nao ha duvida que o Sanio
Padre, que mais do que nnguem desejava rer o
termo da insurreigo era urna parte dos seus es-
tados, continua origem de tantos males para a
egreja e para a Sania S, se prestara do bom gra-
do a oceupar-se dclla e a accolhe-la. Mas quaes
poderiam ser essas propostas?
Demais, se o Santo Padre est disposlo a admit-
tir oras negociaces sobre as bases indicadas,
por oulro lado est firraeraanle resolrdo (como
j raanifesloo publicamente e emendo derer ma-
nifestado de noro) a sustentar com o auxilio de
Deus, do qual rigario na Ierra, os direitos do
patrimonio da igreja catholica, quaesquor que se-
jam os ataques dos seus adrersarios, e qualquer
que seja a natureza das opposigoesque desgraga-
damenle queiram faze-lo as tristes crcumslan-
cias prsenles.
Autoriso-ros a fazer a leitura do presente des-
pacho a S. Exc. o ministro dos negocios eslran-
geiros de Franga e a deixar-lho urna copia se elle
o desojar.
Sou, com os senlimentos da mais dstincta
consideragoDe V. S.Roma, 29 de ferereiro
de 1860.G. Card Antonelle.
CORRESPONDENCIA DO DIARIO DE PER-
NAMBUCO.
Londres, 23 de marco
O paquete Brasil que amanh dereria seguir
riagem de Milford Haven com a mala desle mez
nao partir, porque al hoje ainda nao chegou
quelle porto, e consta que arribara no dia 21 do
corrente ao Ferrol, na sua riagem de Lisboa para.
Inglaterra, ten Jo sofTrido grande arara no ma-
chinismo. Ha quasi dous mezes que esse rapor
est em riagem do Brasil para Inglaterra, e en-
tretanto ainda nao chegou oseu destino: sarae-
Ihante conlratempo muilo para lamentar, risto
que mais ou menos rai Influir dcsfarorarclmente
sobre o crdito da companhia, e tanto mais .que
esta por apenas ter comegado careca de gan.har
boa fama nao s por rirtude de urna ba.admi-
nistrago como tambem por influencia de urna
feliz estrella que a guiasse. A directora fretou
o rapor Jason para fazer a riagem desle mez em
rez do paquete Brasil. Honlem seguio do Ta-
misa aquelle barco a vapor cora direccp. a Mil-.
ford //aten, donde dever seguir para, o Brasil
amanh ou depois : nao creio que a.sua partida,
seja demorada por mais lempo, poisd'aqui sabio
j com grande carregamento de caryp para
combuslivei.
As noticias do Brasil, vipdas. pelo paquete
deste nome, e que foram pasa aqui iransmiltidas.
de Lisboa pelo telegrapho. nada contero de im-
portancia, pois sao anteriores s.que resebe,mos,
pelo paquete da mala Real Ingleza chegado a,
Southaropton nos primeiios dias desta mez.
De Liverpool annuncia -se que no dia 24 do
prximo mez seguir d'al para a Rio de Janeiro
com escala por Pernambueo e Baha o vapor
fcriisi Merck, de oitocenias tonelladas e da torga
de duseoios c&vallos, sendo o primeiro da nova
linha que nesse dia coroecara. enlre os dous
mencionados pontos. Q (ret para gneros com-
muns ser, segundo se v do prospecto daquclla
nova companhia, de L.3.0,0.; e para fazendas do
la I.. % 15, 0., tuda por tonellada,
DeBordeos deveri salar para oBrasil no dia24de
maio prximo o primeiro vapor da linha franceza
subvencionada pelo gorerno da Franga. Ha pe rio
de dous annos que o-corpo legislativo votou urna
forte somraa para auxiliar a linha, que houvesso
de se estabelecer entre a Franga e-o Brasil; e era
virlude disso que o governo acaba de conceder
a essa companhia de Brdeos a subveneo esti-
pulada, com que confio que essa nova empreza
prosperar. Ser a primeira linha de paquetes
francezes, servida a vapor, que vingar eaire a
Franga e a Brasil; fago por isso muitos ardenles
votos, porque cm rerdade muilo carecemos de
aos mancipar <}q monopolio que faz a UnUa d.
mi iTir^rini
Jii cnMd


*
T-^f
jmj*k
AMO M >\NAMBUCO. TERCA FEHU 24 DE ABRIL DE 1860.
Soulharnpteii. iielo que somos mu servidos e deputaces a Saboia o ^J" ^ vierafli a Paris
sem recurso algum al hoje conlra seraelhante -
estado de cousas.
Apparcceu finalmente onnunciodo no Stock
Exchange o novo empreslimo rasileiro, dcsli-
ado a auxiliar o andamento da cmpreza do ca-
minho de ferro de Pernambuco e de rmsootree
industriaes do imperio. Acomma pedida dc
mu milhao e trescnlas setenta tres mil c irese
libras esterlinas, (L. 1.373.013.) pora seren dea-
tribuidas cm ttulos de I.. 100 cada um com um
juro do 4 ltl por 0(0, sendo a emiss&o a 90.
Heais haver 2 por 00, destinados nao so as
rorretagens e mais despeas do empreslimo
.orno tambem aniorlisaipo dessa divida dentro, i
do prase de trinta anuos, que o preso morca'^
tunta e tesgale do mestno empreslimo. Osa ^^
les desla operaco flnanceira sao Mis. Rolh chite
& Sons, banqueaos do governo imperial, neSU
prnca ; e hoje devero elles encerrar a lista dos
subscriptores para essa mencionabaoperaco. Cm
deposite de L. 10 c exigido na uccasiao de cada
apresentar os votos de^ ^3 populaq&es pela an-
aexajao, declarou q- M troha rtz0es para espe.
rar um assenlimer ^ favorave| por patie oas
pandes potencias -% fe^iio desse territorio ao
imperio. x
Assim pois p^vece que as nie,es signatarias
dos traihdp?,^ 1B15j ^M quaestoram marca-
das a r,r^a atrts froototras, viriio afinal a cou-
sen. e '< mais essa violaco d'aquelle pacto.
.A .is tem cm vo protestado pela annex-
Sa0 de Satrcigny e do Challis ao territorio fran-
cr A por quanlo v nisso urna violado da sua neu-
rramade : ninguem lhe tem dado ouvidos, e to-
dos parecen dispostosa acceilar a decisao pura e
sieardesda Franca.
Na Italia a quslo poltica tem nestes ltimos
das tomado um mu importante e serio deseu-
vulvinrenlo.
Depois que a nota de Mr. de Thouvenel, fazen-
do oonhecer ao gabinete de Turim qual o pro-
granima do imperador Napolco no desenlace da
* :'-,: foi communicada ao
*uin pedir corto numero de plices, e O montante i queslao nacional italiana
dcada titulo del.. 100 ser* pago em quatro en- | conde de Cavour, este acteilando a alternativa da-
tradas pelo modo seguinte: L. So Ioro que asquelle ultimtum dectarou ao governo francs
que o gabinete de Turim nao p.adia de modo al-
gum aconselhar ao scu soberano o desistir da of-
ferta da annexaco da Italia central, visto o ve-
pelo modo seguate : L. 15 logo que
iipuliccs cstojam distribuidas; L. 25 no 1 de
junho prximo; L 20 o da 2 dojullio seguin-
te; e L. 20 no 1. de agosto prximo. O juro,
que se garant aos possuidores desses ttulos,
contar-se-ha desde -o 1. do dezembro do 1880; e
ser cobrado semestral mente m casa dos-egen-
estado a premio de li2a 3pil>. desde a sua ap-
rparico no Sttck Exchanqe, que teve lugar no
da 19 do crranle ; e cortijo que nesta hora era
que csrrevo a presente carta teri ele colhido |
para si anda alea do'numero necessario de
subscriptores.
A cncumslancia de ser islo nma operacao
finaneeira por conta de governo do Brasil e para
lins lao proveitsos despertar nao duvido gran-
de conlianea nos capitalistas inglezcs, que o que
desejain encontrar garantas quando adianlam
os seus espitaos ; ciernis o imane de Rolhschilds
vem cm auxilio aquellas vantogens, e quando
nesta proco se v essa (irtiK1. embarcada etn
qualqucr espi-cufaro grande a conflanra que
cm favor dessa operario se disperta entre os
capitalistas.
Os fundos da estrada de forro do Rccife tcm-se
ressenlido favoravelmenle com a negociaco do
novo empreslimo ; de-serle que essas aeces
licam com um descont de 1. 1lpt a L. 1
L. 13 de entrada.
As arcos da estrada Je forro da Baha firam
com dosconto de i/4, tondo dictado ao par f e
as de S. l'aulo com o do 3/8 a 1/8.
Os nossos fundos pblicos de 5 por cenlo lom-
se consonado a 1021/2 e 103 ; os de 4 1/2 por
cento porcm tecm fluctuado de 90 a 92 c 92 1/2.
O estado poltico da Europa tem sido a causa do
pnico que neslc ultimo mez tem reinado no
Staek Exchange de Londres, e pelo qual quasi to-
dos os fundos aqu negociados tem baixado mais
ou menos. Ninguem confia plenamente na paz.
especialmente depois da resoluto que acaba de
adoptar a Sardenha. annexandu-se a Toscana <::
a Romagna contra o conselho da Franca, que se- s
gundo as deelaraedes de Mr. Thouvenel nao a-|
poiar o riemome etn semelhante poltica ; e
noslas circiiinslancias muito se receta quo urna
nova guerra surgir entre a Austria e a Sardenha
tanto mais que a imprensa Irin j espalhado que
o gabinete de Vienna nao s protestan contra
semelliante annexaco como contraria s clausu-
las do tratado de Zurich, mas lambcm declarara
novamrnte suspensas as relajees diplomticas
com o gabinete de Turim, deixando de para all
mandar o baro Brcner que eslava nomcado mi-
nistro d'Austria para aquella cuite. Ora, pois,
om somelliaute oslado de cousas os capitalistas
receiam embarcar seus capilaes e al mullos
pressurosos quorcm realisar as sommas que teeni
em lilulos de crdito publico : ilahi resulta o p-
nico as liansacrcs, como aqui tem ltimamen-
te acontecido, chegando al a roseulirom-se ds-
so os consolidados inglezos. Estes de 3 por cen-
to fieam de 94 .'i/8 a 94 1/4 : os fundos de Bue-
nos-A ytcs do 6 por rento a 86; os 4 1/2 por cenlo j
i iissos a 98 1,4 ; os 3 por cento hspaiHioes a j
45 3/8 ; os 4 por cenlo turcos garantidos a 101
7/8 ; e finalmente os 3 por cenlo porluguezes a i
43 1/2 e 43 1/.
Oalgodao de rernambuco tem sido vendido em i
Liverpool de 7 d. 1/ por libra a 7 d. 1/8. e o da
Babia de 7 d. 1/4 ; mas segundo informara dalli
as vendas diimite esta ultima quinzeua tecm sido
milito limitadas.
O coco do Brasil fica de 40 s. a 67 s. por cen-
1 irnos, siijeitos a 1 d. de direito por libia. O ca-
f de primeira qualidade de 63 s. a 72 s. per
cent. ; o de segunda de 56 s. a 62s ; e o ord-
naiio de 50 s. a 55 s. 6 d. pagos 3 d. dedireilo
tonelada. O assucar branco de P.-rnambuco e da
l'arahiba tem sido vendido de 27 s. 6 d. a 32 s.
por cent. ; c o masravado de 21 s. 6 d. a-27 s. e 6
d. O branco da Baha de S7 s. 6 d. a 32 s.; o o
to des,sas populac;cs se tinha por vezes manifes-
tado lvremenle emfavflr da reunio ao Piemon-
te, e qu por consegunte aeonselharia a S. M. a
sujeilar novamente a deliberacao da assembla
populara queslao da aunexacao, sendo certo que
urna vez repetido uovamentc aquello vote em fa-
vor da Sardenlva Sua Mageslade El-Rei Vctor
Manuel nao declinara accoila-lo. Cometfeito lo-
go depois leve lugar era Parma, Modeoa, Tosca-
na, e Romagna, urna velacao geral pela qual es-
sas populacees por lucio do sulfragio universal
decidiram 'que queriam ser reunidas a Sardenha
em vez do formarem um reino indcpendenle.
Oeste modo ficou prejudicadoo arbitrio que offe-
recera Mr. Thouvenel, em neme do imperador,
isto. de icar a Toscana erigida em Reino sepa-
rado e indcpendenle, c a Romagna dobaixo da
auloridade soberana do Papa com quanlo admi-
nistrada pelo re de Sardenha.
A acceilac;ao desse voto popular pelo rei de
Sardenha teve lugar sem demora, e hoje por um
decreto real se achara j aunexadas ao Picmonle,
Parma, Modena, a Toscana e a Romagna. (Juau-
lo a esta ultima, a corte de Roma tinha por re-
sobre ,>s protestado pela violencia que a propaganda
I revolucionaria sarda fazia dos direitos da groja,
desmembrando dos estados pontificios aquel-
la porcao do territorio: hojo sabe-se, se-
gundo anuunciam os jornaes, que Sua Sanlidade
logo que foi informado da annexaco da Romag-
na a corea sarda enviara ao vigario geral de Tu-
rim a bulla pela qual o Summo Puntillee cxc>'m-
munga o soberano piemonlez por havervolado os
direilos da igreja. Parece porcm que o miuislro
dos negocios ecclcsiaslicos sardos se recusou a
conceder o beneplcito aquella bulla, e que por
conseguinle esl ella por ora sem execuco.
Ninguem sabe ao certo qual a atlitude que
neslas circumslancias assuinir a Austria ; mas
a propaganda sarda levar a rcvolla a,Vcneza
muito provavel que una nova guerra rbente
na Italia entre a Austria e o Piemoutc. O go-
verno desle paiz vai contratar um eoiprestimo de
cem milhes de francos, c cotila elevar o seu
exercito atrezcnlos mil homens.
As noticias de Roma e de aples sao inquieta-
doras O pulido revolucionario faz cada da dc-
monslraces contra o governo.
A carne ; qut se vende ha mullos anuos seu.pre
e invariave'menea 120 res cada librar
Ha urna le provincial que marca-este mximo
de proco in pondo as mais severas penas ao con-
traventor; e nao ha exemplo de umaconlraTen-
cao I ^
A carne fresca ou de vaca pode faltattnn;on
Mitro da, i que alias raro ; mais nunca sube
de preco.
Haja'ou nio baja falta d'esse genero, o seu pre-
co nico o da le j sci3 vintens por libra!
Quauto i faiinha, este geoero tem aqui ha
dous annos o preco regular de 3?000 res por al-
queirc.
Na epoci a que se refere a noticia que trans-
mitida m a o seu Diario, tinha ella baixado a 2$
rs., ope-za do -ecmlamento 1 mas como, cos-
lume dos brnecedores de vveres, logo que des-
eco o preco, todos puzeram-se capa contra o
prejuizo q te os ameaca no mercado.c esperaram,
bssa espera coincidi com unta grande falta de
iticsina genero no Amazonas e os especuladores
exportaran para aquella provincia cerca de 400
alqucires-iefaiiuha.
Essa ex juriacan e a espera dos importadores
fizeram voltar a fariuha 3g000, e ao rabo dt>er-
ceiro dio tinha mesmo chegado a 4IH000, islo c,
l^OUOma s cima do preco ordinario.
Com essa al;a de piec acudiram logo es ho-
mens do nterif, baixou immedialamente a fari-
nha c lu o no quarlo ou quinto da tinha entrado
no estado normal em que se conserve at hoje.
Que prsperos, venios
porto de seu deslino.
i iirni i
| r
couduzam SS. Excs. ao. lo qe Tufln juiguo por si mesmo quanlo is mi-
O reen tamculo nao afugenleu os introductores .seguinte emenda
A assembla provincial oceupou-se honl seguate :
l)ous ofllcios do Exm. Sr. presiden!^ d pro-
vincia, enviando posturas da camar^ da. "Victoria
e as informacoes ministradas pela, teperticao das
obras puWIces acerca da p'.clencao de Joao
Francisco do Reg Maia.
Approvou-se cm 1'.' disr.ussao, sem debato, o
projeclo n. tt dcste anuo, que eleva o ordenado
do director do collego. dos orphaos.
Passaado-se a cotUinuaoo do ornamento pro-
vincial, o Sr. Rufiu^de Almeida pede as razos
por que a commissa dminuio a verba dos esla-
belecimentos de caridade.
O Sr. Theodoro justifica e manda meza urna
emenda elevando a 3:000$000 rs. a verba de
collego do Bom Conselho de Papacaca.
O Sr. Ignacio de Barros expe os motivos que
obrigaram a commissa a cercear verbas de
despez.
O Sr. Fenelon,-i^ipe-se emenda do Sr.
Rufino de Almeida, concluindo por tratar da ir-
mandade da Misericordia, creada por urna le
provincial, e dizendo que, em virtude della, a
commissa administradora dos estabelecimentos
de caridade, obra illegalmente.
Posto votos approvado o art., com a
'jld crin n .o lhe rWrir*T 7 qu""u as Bl1'-1*" Podre nao poderla admiltir orecru-
racondta connr* informar a sua pro-Lamento, porque repugnara sua consciencia
Nao comprometeros resultados da .erra \V^\" um Cf"ba,' T?"?0 lemPor,no' um
-____.... i._____:.. ___ a "" (r"""! Brande numero de se.ua subditos. *
e proceder do maneira que sejam roconhecidos
pela Europa, collocando-os sob a sancco do direi-
to internacional, cls o duplo flm quo Mr. de Thou-
venel indica poltica doJteauca na Italia. Con-
vida o gabinete de Turin a associar-se s medidas
Suepropc para chegarao duplicado Om, deixan-
o-nos a liberdade de seguir urna marcha difi-
reme, sem o concurso da Franca.
Encarando a situacao actual como o ponto de
partida de um periodo histrico, sem termo. Qxo
anteeipado para a sua duraco, Mr. do Thotrvenel
julga que, priraeiro que ludo, necessaro elimi-
nar os elementos de perlurbaco que poderam,
grande numero de seus subditos.
c A instituidlo do vicariato nao triumpharia
dcsles escrpulos. O Santo Padre consideran-
do-so como Indirectamente responsavcl dos actos
do seu vigario, nao quereria de certo dcixar-lhe
a libtrdade de accao necessaria para que a com-
binaco proposta tiresse um resultado til.
Pens que a Franca propoao-se assegurar
ao Santo "adre certas vantigens, oeonservar-lhe
a alta soberana poltica, o seu flm seria saber,
com menos difOculdade, se annexaco se fazia
debaixo da reserva exprossa, da parle do rei da
bardenha, de negociar com a Santa S, edeobter
*- samed".^^, BS*,? 8 con!
trahina cora ella. Estas obripaces consistiriam
de geneos alimenticios. Esscs homens eslao
complelaracnlo isentos do servido do exercito por
seren n alriculados na capitana do porto, na
qualidad : de tripulantes de canoas commerciaa-
les.
O recrjtameulo n5o tem mesmo feilo sensacao
na provi itia. O Sr. S e Albuquorque tem a res-
6. Com o collego do Bom Conselho, cm
vez de 2:000j>000. lea-se 3.000^000.Theodoro
Silva, conego Campos, Dourado.
Ficando prejudicada a seguinte:
Em vez de 25:0003000 diga-sc 35:000$000.
Rufino de Almeida.
Emseguinda sao pprovados, sem debales, os
peilo do:; recrulados procedido por tal modo que I a^,ic?'''.?02', ,^2, e ^*
runguerr tem razo de queixas Sao sollos inl.il- I O Sr. N Portella, por occa3o dadiscussao, do
art. 2", primeiro dos da receita, pede cxplicaccs
acerca de diversas reformas fcilas pela commis-
sa, s verbas do receita.
livelraet te os que tem sencao legal e para volta-
rcm aos lugares d'onde vieram teru passagom gra-
tuita.
INTERIOR.
CORRESPONDENCIAS 1)0 DIARIO DE PERNAM-
BUCO.
PARA'.
Beliu, 9 de abril,
(Oitro correspondente.)
O Sr. S5 e Albuquorque, presidente d'esta pro-
vincia chegou ha das do urna viageni vapor
pelos rios Tocanlins o Amazonas para onde S.
Exc. partir cm 20 do mez passado, acompanha-
do simiente de um amanuense da secretaria e dos
ofiiciaes do exercito lenle coronel urjo e l-
ente Bana.
Emprchendetido essa vagcm do 300 a 400 le-
guas, o nobre e illuslrc administrador tinha por
lira couhecer as diversas localidades, os seus re-
cursos e uecessidades mais importantes.
S. Exc. visilou Camela, Obtdos, Santarem,
Monte-Alegre, Prainha, Gurupa, Breves e Maca-
: p, examinando as escolas, as egrejasos cdilitios
: pblicos, como cadas, malrizes, fortalezas etc.
J um Itinerario d'essa importante viagera fui
n,~.t0lQ corrente publicado no Jornal do A-
mazonasimYi iiuviua me ira oaior a porta um
i'Xi-iii [ilar desse escriplo para o quai cnumu a sua
atlencSe.
Na maior parte dos lugares visitados, o Ilustre
masca vado de 22 s. 27 s 6 d. pagos os raspee- pernambucano que nao consenlio arvorar-sea
tiros direitos. Finalmonle os rouros seceos do bandeira de presidente no vapor que o conduzia,
Rio Crande ficam de 9 d. a 11 d. por libra ; os j sorprohendeu os habitanles e as autoridades que
salgados de 7 d 1/4 a 8 d. 5/8 ; e os seceos sal- em geral anda o nao conheciam.
gados de 8 d. f/2 a 9 d. 1/2. Com essas sorprezas encontrou fallas que cor-
As procedencias do Brasil para Inglaterra des- f'S'O. vo miserias c uecessidades que remediou,
de que escrevi a minha ultima carta foram as se- conheceu abusos que extirpou, e teve as vezes
guinles:
Elisabelh (7) da Paralaba a Crookhaven ; Ex-
press (12) de Pernambuco a Silly ; CAonicfer (14)
da Baha a Cravesend ; Jsabella (16) de Pernam-
buco a Liverpool ; Martha (16) da Baha a Gree-
nock ; Aracaly (16) do Rio Grande a Quecns-
town ; Bnrgermeistcr (16) de Pernambuco a
f almnuth ; o Cari (18) do Rio Grande a Fal-
nihulh.
Dosic reino para o Brasil houve as seguinles
procedencias :
S. Jorge de Aveiro (6) de Nowport para Per-
nambuco ; Jlilder (8) de Liverpool para o Rio
Grande ; Princesa (9) de Cardilf para a Babia ;
ilnna (15) de Cravesend para o Itio Grande ; e
Jnnisfoil (16) de Newport para o Rccife.
A grande batalha em que se achara empenha-
do o ministerio Palmersion com o parlamento
acerca do tratado decommcrcio com a Franca foi
vencida pelos ministros, sendo aquello docu-
mente disculido favoravelmenle apozar dos gran-
des esforoos da opposico para denuncia-lo como
nocivo aos inloresses do paiz. Alm disso o ga-
binete conseguo fazerpassar o budget conforme
o formulara Mr. Gladstone; e por este modo ex-
perimentou cabalmente a sua popularidade, que
cada dia parece cresccr.
Anda nestns ltimos das leve o governo urna
famosa materia de 107 votos por occasio de urna
occasiao de louvar algumas autoridades pelos
bons actos que praticaram.
Desembarcando a incgnito, sempre que o po-
da fazer, procurava conversar com uns e oulros,
fossem ou nao autoridades, indagando e exami-
nando ludo com manciras affaveis e chelas de a-
mabilidade que acabavam sempre por attrahir e
captar as syrapalhias do parceiro da conversa.
E quando esle, arrastaJo pela curiusidade per-
guntava pelo nome ao d"es:onhe(ido, ei-lo atra-
palhado na sua pralica, e aturdido com a deseo-
berta que fez, quasi arrepeude-se do sua tagure-
lice que poda trazer algiima indiscripQao.
Faca ida quanla.anedocla burlesca nao have-
ria por esse mundo aqualico do Amazonas. Abs-
lonho-me de refer-las, para nao teccr tarapu-
cas.
O Itinerario de que falle digno de figuar as
columnas do scu importante Diario contcm dis-
crtpgcs exactas das localidades e lices uteis a
aduiinislraoo publica d'esta provincia, pela mo-
deraeo, espirite de juslica e typo de rectido
com que o Sr. S e Albuquorque sabe proceder
em todas as circumslancias e que sobresaliera nos
actos que praticou durante a sua viagetn admi-
nistrativa.
O Amazonas j nao anteara as populaces
de suas margens com o crescimento de suas a-
g'ias ; ao temor que usaron o priraeiro repique-
12-
Uma bomba que cahisse nesta cidade nao cau- ,
saria miior sorpreza aos paraenses do que a no-
ticia intsperadu da nomcaco de um novo presi-
dente para esta provincia.
Algui.s minutos depois do ancorado o Cruzeiro
do Su{ o Jornol do Amazonas dislribuio o scu
supplejaento atlurdindo-uos e sorprchendendo-
uos com aquella noticia, que foi um desappouia-
mento ittenl para todos 1
Gregos el roanos ou conservadores e liberaos
caram pasmados do caso estranho eolhavam-se
como que mutuamente se Interrogando, e nc-
nhum Urda urna resposta capaz de salisfuzer a
outro.
No n.eo dessa pasmaceira geral, havia porm
um lio iieiii que eru nada se moslrou sorprehen-
dido, nem descortenle ;era o actual presiden-
te o Sr. Sa e Albuquerquc, quo me pgreceu ser!
o unici que espera va... pela sorpreza dos oulros.
be fado S. Exc. coutava corr a noticia e a i
aguardara tora cerla auciedade, se assm se pode
deduzir de algumas expresscs suas, apanhadas .
ao verlo, antes o depois da sua jornada ao.Vina-
zonas e Tocanlins.
Si eu nao Mr este mez ao Amazonas, dizia
elle en pr ncipios de' maree, nunca mais tere
occas ao di ver o re dos rios.
Ess dicto de S. Exc. que uo cos urna ser ex-
pliciti' de inais, anda agora repetido, commerlta-
do e i xpli'adu pelos perspicazes. O mesmo nu*
mero de v:zes e pelos mesmos modos por que o
sao e n av sos 03 artigos da nos-a le elcitoral
O neu aviso a este respeito simples :o Sr.
S e Albu ruerque sabia do que eslava para se sa-
ber mas nao julgou conveniente dize-lo'! uin-
guerr.
E fiiZ muito bera ; os homens francos da mais
eorn[ runn tem a causa da adminislracao c pre-
judicim ao mesmo inleresse dos administrados
Ex;mpos desses temos aqui aos centos.
E' lastiaia porm que um homem como o Sr.
S e Albuquerque, que por um feliz concurso de
circunstancias rene squalidades de umdstiuc-
lo cavalle ro no seu tratu particular, urna iuielli-
genc a esclarecida, um sentimento profundo de
jusl :a eni todos os seus actos e uro talento espe-
cial tara dirigir os negocios pblicos ; lasti-
ma, epito, que un? homem com taes qnalidades,
nao |ueira ou nao possa, por lhe nao convir, con
tinuira administrar esla provincia 1
Nao conhecemos pessoalmeiilc o Sr. Pojrtella,
seu succossor; e posto que os que o cor/hecem
far.am d'elle nm juizo allameute honroso e res-
peitivel, cu duvido que a sua adminislrartao, por
maii imparcial e justa que soja possa f. zer es-
que:er aos paraenses a do Sr. Sie AlbuqWrque.
Os tactos cm que assento essas ossorcfces sao
nu W lucia encarnizadamente escandalosa que
afsi lava a populaco mormonte em Camila e Bra-
ga n ;a celen, e, por assim dizer, desappareccu da
pr'ncia, em prosenga da moderarao, juslica e
se vi ira rcclidSo que o digno presidente fazia pre-
sidir a todos os seus actos, e a energa do seu
car; cien: do sua administraco fez o resto, do-
mirou prsocs, destruio odios c reslabcleceunes-
ses logares os foros da Justina e o prestigio da au-
loridade.
Em Biaganca para onde os seus antecessores
vol ara ni intilmente suas vistas, e onde niio ha-
via juslica riera seguranca individual, desde an-
nos ludo entrou no ca'minho da le, gragas ao
precedirnento enrgico e s severas recoiunienda-
rs do presidente.
.'. assembla provincial crcumscrevendo-se
per uenasaccueacocs s adminislraces transadas
e a um resto de lucia entre a maioria c minora,
onVreceu desde logo lodo o seu apoio e coadju-
- o aj mesmo administrador que os accetlou
Achando-se na ante-sala, o Exm. Sr. Dr. Am-
brosio Lelo da Cunha, presidente nomeado para
esla provincia, iutroduzido, com as formalida-
des do eslylo, pela commissa composla dos Srs.
baro de vera-Cruz, Drs. Joaquim Portella, e
Theodoro Silva, presta juramento,c. relira-se pela
inesma forma.
Nao havendo mais casa, a discusso addiada
para hoje, ficando com a palavra os Srs. N. Por-
tella e Ignacio de Barros.
emenda que Mr. Bcrkelcy olTereceu ao projecto l? ua enchentc, succodeu a tranqullidade e sa-
de reforma eleiloral apresenlado na cmara dos lisfacao dos habitantes ; e as chuvas pocasc nao
communs por lord John Russcll. O objecto da- i continuas, sflo mais urna garanta quo clles eu-
quella emenda era introduzir nosyslemade ele- contram.
cao para a repcesentaoao parlamentar o escruli- | Pois provavel que a colhoila futura seja d
nio secreto em vez da volaco por vozes que ?qui i ma's r'c,s c abundantes do Amazonas,
-vigora, pretendondo descubrir o orador nesse I 'ia em Manos grande anciedado pela che-
mcio mais urna garanta para a liberdade de 8aila do novo presidente o Sr. Corqueira, quo pa-
vote. ra all fra removido de Goyaz.
Lord Palmersion ovarios outros em favor do I Pessoas do conhecimento do Sr. Cerqueira as-
KOverno, sustcnlou.a mefilcacia do remedio pro- severam que elle nao vira ao Amazonas, que a
posto, allegando faotos que provam, em multes
ramos onde o escrutinio secreto perraillido por
le, ser Ilusoria a idea do semelhante garanta ;
e posta afinal a emenda volaco foi regcilada
pela mencionada maioria, ficando assim porem-
quanlo intacto o projeolo de lord John Russell,
sobre o qual dever a cmara tomar brevemente
urna decisao.
Esse protecto parece saliafazeras exigencias da
optntao publica a respeito nao s do augmento
queso far no numero da represenlaeio nacional
como ra rdurc5o que por.elle se far no censo
que a le existente requera para habilitar o cida-
dao cora o direito de roto.
Reservo-me para dar mais Urde noticia de to-
das as clausulas do projecto de lord Joho Rus-
sell.
No parlamento inglez comecou j a discusso
obre a segunda leilura desse projecto, tomando
noria grande pareparlido loryque atacott a me-
dida de lord John Russell por demasiadamente
librale tendente a dar excessiva influencia ac
ctasses operaras pela grande reduccao do censo
que as habilitara com o direito de vote. A dis-
cusso dessa medida foi na sessao de l.onlem adia-
da ate 2o do corrente.
t rpellacao de Mr. Kinglake acerca da annexaco
de Nice e da Saboia a Franca.
O espirito do parlamento britnico, por vezes
ja manifestado, 6 inteiramente contrario seme-
lhante annexaco, que aqui considerada como
perigosa ao equilibrio europeo por ser o princi-
pio do engrandecimento territorial do imperio
traocez; e agora que essa affncxaco urna ques-
lao decidida, pois quo segnndo annuncia a im-
prensa europea foi ha dias assignado em Turim
o tratado de cesso de Saboia e Nice Franca e
ate marcharan j para Cliambery alguns desta-
camentos francezes vindo do Milao, as cmaras
inglezas surgiram provavelmeote vehementes
protestos contra este acto da Franca o ainda
ruis vehementes se islo tirer sido tolerado pela
Inglaterra sem proteste algura.
0 imperador NpoleSo, respondendo ha das s-
muitos respeitos urna provincia muilo Inferior a
de Goyaz.
Noticias vindas da colonia de Araguaya,
frontclra desta provincia com a de Goyaz. refe-
rem que n'esta ultima, a 20 dias de viagem ci-
ma daquella colonia, os indios Carijis atacaram
urna canoa de Scmio Eslelita c assassinara^n a
todas as pessoas quen'ella iam em numero de
27, excepte a duaa creanjae que os mesmos indios
levaram para a sua aldea e a um corto Malhias
Barboza da Silva que o scu chee e capataz.
Este Mathias casado em Pernambuco; mas
deixando ahi mulher e filhos em abandono, foi
*'iver entre os indios eelvagens, a cusa de quero
vive roubando e assassinando a quantos nao lhe
fazom a volitado,
O Sr. S e Albuquerque que, de certo teve co-
nhecimento mais exacto d'esse facto, lem lomado
loda as providencias para assegurar a tranqulli-
dade c beni estar dos habitantes de S. Joo d'A-
raguaya, era cujo presidio esleve alguna dias pre-
so o referido Malhias.
As rendas publicas no mez lindo deram o se-
guinte resultado :
Reudimento da alfandega 152:729*254.
Valor olliual da imporlaco di-
recta.........,.................... 455:493^509
Dte da exporiaco oirecta...... 580:185&760
Diffcrenca...................... 12i:69225l
A recebedoria provincial rendeu no mesmo
mez 58:432*275.
At agora nada de paquete do sul! signal
do que ahi vera o Paran voando com urna velo-
cidade igual aos exforcos da cempanhia para bern
ervir ao publico...
Diario sob a f do que aqu avenlurou um
po trota de cortezias e atlencos entre poderes
inrepcnderites, sanecionou s leis decretadas,
cu bura algumas se ressentissera ainda do vcllio
es tirito de partido.
') cofre do lliesouro provincial tinha apenasum
saldo de 25 coritos de res, snjeitos ainda li-
qudaco de dividas do exercicio que eslava a
lindar : mas hoje haura saido disporiivcl de.....
137:001*.
Desse saldo que nao pequeo para urna pro-
vincia que nao tem divida fundada nem juros a
pagar, iretendj S Exc. o Sr. S e Albuquerque
destinar raetade desde j para a conslrucc.So de
un oulro palacio na mesma praca do da presi-
dencia atim de n'elle funecionarem a assembla
piovincial, a cmara municipal, c as reparlices
di fazenda provincial e das obras publicas.
J se eslo comecendo os alicorees desse edfi-
ci, que ser um dos prinripaes palacios de pro-
vincia e do imperio, eslondo oreada a sua cous-
Ir iccao em 500 coritos.
A secretaria do governo que se regia por urna
li regulamenlar que j coutava a idade de 18
a inos, foi ltimamente dotada por S. Exc. com
un novo regulamento bem acabado e organisado
dj harmona cora as necessidades e circuaislan-
c as do lempo elevando-se o seu pessoal o aug-
nientando-se razoavelmenle os vencimenlos dos
empregados e essa organisaco toda nova e
om disposices uteis n'uma r'eparticao desla or-
cem.
O regulamento da instruccao publica que S.
I xc. acaba de orgsnisar na opiniao de pessoas
competentes, um dos melhores quo actualmente
txistem as provincias.
Nao duvido disso ; S. Exc. por assim dizer
I rollssional n'esse estudo, pois que j ahi, em
l'ernambuco, occnpou era outro lempo o cargo de
i rector da instruccao publica.
Tinha ainda era ino fundar um intrnatenos-
a capital, converlcndo para isso o Lyceu Para-
mse era um estabelecmenlo d'instruccao onde
is discpulos possam seguir um curso completo
te esludos regulares.
Duvido porm quo S. Exc. o Sr. b e Albu-
juerque disponha de lempo sufRcienle para rea-
isar nais este melhoraraenlo na provincia.
NSj obstante o publico confia muilo na suaad-
lividade e forca de querer.
O que fr soar.
At oulro paquete.
O vapor porluguez Brasil, entrado honlem,
apenas nos trouxe cana do nosso correspondente
em Londres, que om outra parle vai transcripta.
Da leilura dos jomaos que recebemos, eis o
que podemos colher :
Hungra.Algumas desnrdcns liveram lugar,
havendo muitos fermenlos n'uma dos estudanles
de Peslh, na qual tomou parte, a popula-
cao, lima vez suffocado o movimento pelas au-
toridades, a ordera foi inicuamente restabele-
cida.
Suista.Esta potencia prottstou formalmente
conlra aunexai;o da Saboya.
.S'axe O Diario de Dresde publicou um artigo
forlissimo contra a annexaco da Saboya,culpando
a^ Inglaterra por ter destruido as bases de Villa-
Franca, e as outras grandes potencias pela sua
apalhia.
Pteinone.O resultado da volaco em favor
e conlra a annexaco o seguinte :
Rormgncs : em*favor 200, 6.'>9, conlra 2ii.
Modena : em favor 161, 621.
Emilia : em favor 406, 791.
Farinni foi nomeado ministro do interior. Os
eollegios eleiloraes foram convocados para o dia
25 do passado, afim de serem nomeados os de-
pulados para o parlamente ; entretanto, cre-se
geralmente.que a questao da Toscana, apezar da
volaco, uo se acha definitivamente resolvida.
Fallava-se que sera nomeado vice-rei o prin-
cipo de Cariguan, conservando o eslado urna ad-
ministrac.o separada.
O rei Victor Emmanuel, ao receber a acta da
votaco, apresentada por Farni, disse que se
congralulava da esponlanoidade da manifeslacao,
e que acceilava os seus votos, e vangloriava-se
de ter como subditos os habitantes da Emilia.
Tratando, porm, das Romagnes, accrescentou,
que, apezar de acceilar o suffragio desta provin-
cia, nao deixava de reconhecer o respeilo devido
ao chefe da egreja, pois que eslava resolvido a
contribuir parase sustentar o explendor pontifi-
cal e tributar homenagem Santa S.
Foi aeccita a dcmisso do Filangieri, sendo
substituido pelo principe Cassero.
Assignava-so cm isa um protesto contra os
Italianos da municpalidade que prelendcram
representar o condado do Niza.
torna em ruuu quo cnegara ue Roma a bulla
daexcommunhao de V'iclor Emmanuel, sobre a
qual o conselho de estado, apoiado em leis an-
tigs do reino, aconselhou o ministerio a nao
considera-la valida por lhe faltar o exegunur
real, fazendo-se, onlrotanlo, publicar para evitar
mssupoosices.
Lombardia.No dia 21 comecou o movimento,
para regressar Franca, o exercito francez, por
Niza e Suza.
Estados-Pontificios Houve no dia 16, urna
grande manifeslacao em favor do Padre Santo,
tendosido asacelamaces muito enlhusiasticas.
Em data de 17, oscrevern de Roma, que o Papa
rogara ao imperador dos Francezes relirasse suas
tropas, porque pretende substitui-Us cora 03
alistamentos feitos cm aples ; accresccn lando-
se que o imperador esi resolvido nao s reti-
r-las de Roma, como da Lombardia, logo quo
convencer-so que a Austria nao ha de novo co-
raecar a guerra cora o Piemontc.
A manifeslacao feila com motivo do dia do
santo de Garibaldifoi roapprimido custa de 40 e
tantos feridos.
aples.O re partir a 20 para Cela, com
seus trena militares. O exercito dos Abbruzios
conccnlrava-se, motivo que obrigra ao governo
a por em armas todos cidados al a idade do 40
annos.
Ene Atri houveram manfestacos populares,
as quaes qppareceram vivas a Victor Emma-
nuel. As turbas conduziam urna bandeira pie-
monleza. A polica conseguo suffocar a insur-
reico, fugindo uns 80 dos mascompromeltidos.
/-Yanca.O enviado da Suissa enlregou, no
dia 16, ao Mr. de Thouvenel, uro protesto contra
a annexico da Saboya.
A questo da Saboya entre a Franca o Sarde-
nha, diz-se, acha-sc de todo regulada, havendo
entretanto, negociaces pendentes respeito de
Niza.
O governo francez enviou s potencias urna
nota explicando os motivos que levam-aa querer
a annexaco, e tranquilisando a Europa acerca
de suas intences. Apezar disso, porm, as tro-
pas trncelas marchara para a Saboya.
O Moniteur de 22 d conta da ap'resenlaco
de urna deputaco da Saboya ao imperador om
resposta a qual este declarou que as acquisices
tenilonaos, que acaba de fazer o Piemontc re-
clamara a annexico 4 Franca de Saboya e za
taculo aodcscnvolvimento regular e pacifico da
erdem das cousas na Italia.
Urna grande extenso de territorio sardo, que
iniporia Sardenha a larefa de urna assimilhajo
muito laboriosa, pareceu a Mr. de Thouvenel o
mais perigoso d'esses elementos de pertorbaco.
Segundo Mr. de Thouvenel, a Sardenha muito en-
grandecida seria arraslada pelo ardor irrefiectido
das suas novas povoaces,nem poderia dirigir
a sua poltica, e sera alterado o seu proprio cen-
tro de accao. Mr. do Thouvenel pensa que prin-
cipalmente a averso pela Austria, que impellio
para a Sardenha os povos da Italia central, e a-
credila, por cousequcuca, que a annexaco de
todas aquellas provincias deixaria o governo do
rei na necessidade de escolher entre a guerra e a
revoluceo.
- Segundo eslas considerares, o governo fran-
cez prope:
1." Levar immedialamcute a cfTeito a anne-
xaQo dos ducados de Parma e de Modena.
2." Dar Sardenha a adminislracao lempo-
ral das Romagnes debaixo da formula*de um vica-
riato quera opiniao de Mr. de Tliouvenel, daria
satisfaco ao senliineulo catliolicoe municipal dos
povos, respeitando a o mesmo lempo a alta sobe-
rana da Santa S.
3." Reslabelecer a autonoma da^Toscana,
cuja populaceo (pelo menos segundo pensa Mr.
de Thouvenel) nao parllha de maneira alguma do
desejo de absorver em um remo niats vasto, a sua
bella c gloriosa individualidade histrica.
Depois de haver exporto esla combinacao,
accrcsceutaMr. de Thouvenel que a tranca se cui-
promclleria aapoia-la em um congresso, ou em
urna coufereueia,que impederia quaiquer iti-
lervencaoeslrangeira, pela qual se pretendera
por obstculo exccuc.o reate plaoo, emfim
que a Sardenha, adherindo a eslas proposlas le-
na a Franca atraz de s e comsigo.
Na hypolhese coulraria, o governo francez
lomara o.scu ulerease por gua nica das suas
resoluc,es ulteriores, reivinuicaria a indepen-
dencia da sua poltica para desligar a sua res-
ponsabildade, e pr-se ao abrigo de quaiquer
complicado.
Rescrvando-uic tratar em outro despacho dos
argumentes que uo tecm relaoao com a Helia
central, aptesso-me a fazer-vos conhecer, senhor
cavalheifo, a resposta que o governo do rei deve
dar a essas proposlas, que foram da sua parle ob-
jecto do um profundo exame do conscicnciosas
discusoes.
Provindo de um governo que tantos titulas
tem ao recouhecimenio da Sarienha, e cuja be-
nvola sollicilude pela surte da Italia nao pode-
ria ser posta em duvida, o governo do re eslava
naturalmente disposte a fazer-llie o mais favora-
vel acolhimenlo.
Apezar d'eslas disposices, o gabinete a que
Idilio a honra de presidir julaa dever convencer-
se de que devem encontrar na sua execuco gra-
ves dilliculdades, que nao est no poder* do go-
verno do rei vencer, e isto cm coiisequencia das
seguintes consideraces, de que espero Mr. de
Thouvenel se dignara apreciar o valor.
Nao julgo discutir a fundo o mrito das pro-
postas que nos foram communicadas. Quaesqucr
objececs que susclem, e de que adianle indica-
re! urna parte, certo que conleem urna soluco
muilo mais vantajosa para a Dalia, do que aquel-
la que se poderia esperar no dia seguinte paz
de Villa-Franca.
A dcslruiQo completa da influencia austra-
ca na margem direita do P, a excluso de lodo
o pensamento de restaurarn, finalmente um go-
verno secular e liberal ass'egurado s Roongncs.
sao beneficios immensos de que se nao poderia
dcsconhccero alcance.
Tambem provavel que se esta soluco fos-
se proposia no mez de agosto loria sido "acceita,
senoo com cnihusiasmo, ao menos sem rauita re-
pugnancia pela Italia central.
O mesmo nao poderia acontecer presente-
mente.
DIARIO DE PERNAMBUCO.
Honlem s 5 horas e meia da larde embarcou,
no caes 22 de Novembro, S. Ere. o Sr. Barao do
Bom Jardim. que havia passado as redeas da
adminislracao desta provincia ao Sr. Dr. Ambro-
zio Leito da Cunha, s 2 horas.
S. Exc. foi acorapanhado, desde o palacio da
presidencia at i bordo do vapor, pelos Exms.
Srs. Dr. Ambrozio Lelio da Cunha, viseondes de
Camwagibe, Suassuna e Boa-Visla, bares de
Vera-Cruz, Livramcnto e Victoria, deputados s
asserablas geral e proviocial, desembargadores,
jornal, deu aos seus leitores no da 2 de marco chefea de repartices, e um grande concurso de
passado a noticia de que n'csla provincia a carne pessoas gradas di provincia,
oa farinha tinham subido a pregos extraordina- Uro crescido numero de senhoras das princi-
rlos. sendo.isso devido simples e nicamente ao paes familias da proviiwia foram levar a Exm."
recrulamonte que faz afugenlar os introdulores' Sr. Barooezade Bom J.rdim.
d esgesgneros de primeira necessidade. Em todos os semblintes se divisaran} pungen-
Jreco hcena para rectificar essa noticia. te dor e lagrimas u'amizide.
A Sardenha pode ainda por deferencia pela
Franca, aceita las no que lhe diz respeito, com o
fim do tozer cossar um estado precario lao cheio
de perigos e lao contrario aos seus interesses.
Mas nao se pode duvidar de que essas propostas
encontrariam na Toscana c na llomagne as mais
graves diffieuldades que o governo do rei se uo
pode lisongear de vencer.
Os povos daquelles paizes sao regidos ha mais
de oito mezes por um governo nacional, quesou-
he conciliar o mais rdanle patriotismo com um
notavcl espirito de nioderaeo e de prudencia.
Esta conducta, a que Mr. de thouvenel se dignou
fazer juslica no seu despacho ao rnarquez de
Mouster, lem valido aos" povos da Italia central
os elogios da Europa inleira.
Dajui resulta que o sentimento do direito de
dispr actualmente da sua sorte, se desenvolveu
muito entre elles. Este sentimento fortalcceu-se
I por consequencia, pelas soguraneas formalmente
repetidas pelo governo do imperador, de que nao
permiltiria nunca que quaiquer rgimen parlicu -
lar lhe fosse imposte pela forca ; adquiri um
poder irresislivel em consequencia da publicaco
das quatro propostas inglezas, das quaes as duaa
primciras, aceitas sem reserva alguma pela Fran-
c eslabelccem de urna maneira peremptoria o
principio da nao intervenco.
Em prosenea de um semelhante estallo do
cousas, a Sardenha deve limitar-se a transmita
aos governos da Italia central as propaslas da
Franca, sem Ibes deixar ignorar nenhura dos mo-
tivos que teem guiado o governo do imperador,
depois das mais pensadas reflexcs, a considera-
las como a soluco mais propria para assegurar
a raanutencjio da ordem, concillando os interes-
ses da Italia cora as exigencias da Europa.
Tambem nao provavel que aquellos gover-
nos, depois do suffragio popular, lomera sobre si
a responsabilidade de urna resoluto lao grave, e
que decide da sorte das suas povoaces. Julgar-
se-hao naturalmente no dever, assim como foram
convidados a fazc-lo pola quarta proposta iogle-
za, de consultar a naco de maneira que se ob-
tenha urna manifestarlo dos seus votos, to com-
pleta e lo notsvel quauto soja possivel. Para
esse fim, adoplaram lalvez o mcio.do suffragio
universal e directo, como aquello cujo resultado
pode ser menos contestado.
A communicaro de que vos fallo ha de ser
feila hoje mesmo tanto a Mr. Farni comoao ba-
ro de Ricasoli. Se o governo francez julga ne-
cessaro dever completa-la por meio de argumen-
accrescenlando quo todos os quo na Europa nao .tos ou de considerares quo se appliquera parti-
se vera dominados por espirito de antagonismo
a outra poca.olham a dita annexaco como cou-
sa natural e equitativa. O acolhimenlo, ac-
crescentou o imperador, quo as potencias fize-
ram s communicaces, que se lhes dirigiram
respeito esle assumplo, justificara geralmenle
a esperanca de que se mostraram favoraveis
annexaco. O meu desejo era, que se cedesse
Suissa urna porcao de territorio ; porm renun-
cie! a isto em viste da opposico, quo mostrara
as povoaces da Saboya ao desmembraraenlo
territorial. Todava, a Suissa obter vantagens
equivalentes por meio d'ura arranjo particular.
J se conhecia em Pars a nota da Suissa s
potencias signatarias de 1815, na qual diz que se
a Franca, potencia lo importante julga dever
resguardar as suas fronteiras, com maioria de
razao deve prelend-lo a Suissa, naco de muilo
menor importancia.
A Russia, Ingloterra e Prussia prestaro o
apoio diplomtico reclamado pela Suissa.
J era chegado Paris. o general Duour, en-
carregado de urna misso do governo suisso.
L-so no Jornal do Commercio de Lisboa :
Texlo do despacho do conde de Cavour, em
resposta ao de Mr. de Thouvenel, datado de 24
de ferereiro.
Ao cavalheiro Nigra, encarregado dos nego-
cios era Paris.
Turin, 1o de marco de 1860.
O baro de Talleirand* reio honlem fazer-me
a leilura do um despacho, em que S. Exc. o mi-
nistro dos negocios estrangeiros de S. M. o im-
cularmente ou na Toscana ou na Romagnc, apres-
sar-mc-hia a transrailli-lh'os lealmonte, convi-
dando-os a dar-lhes o grao de publicidade que
Mr. de Thouvenel julgar conveniente.
Todava, creio dever fazer notar que, so se
apresentasse a proposta relativa Romagne de-
baixo da formula que indica o despacho de Mr.
de Touvenel, expor-se-hia a ve-la regeitar quasi
unanimenle pelos romanholos. Pela sua parle,
o Santo Padre faria a essa proposla um accolhi-
menlo menos favoravel ainda do que so se tra-
tasse da separago absoluta daqucllas provin-
cias. ?
o A iJa de um vicariato, implicando a de
urna ingerencia directa da corte de Roma na ad-
minislracao interior, encontrara as populaces
daquelles paizes tuna absoluta resistencia. Seria
no reconhecimento da alta soberana do Papa, no
compromisso de concorrer, mesmo por meio das
armas, para a manulencao da sua independencia
e de contribuir com urna quanlia certa, para as
despezas da corte de Roma.
Segundo estas consideraces, quenopodem
escapar Mr. Farni, possivel que para obler
urna manifeslacao mais sincera do vote dos povos
o governo das Bomagnes nao faga mensao expres-
sa do vicariato na proposta que vai submetler ao
suffragio universal.
Se comludo, de Mr. Thouvenel o julgasse do
outra maneira, pens que Mr. Farini nao apre-
sentaria difliculdade em offereccr a formula para
o voto que deve cmiltir-sc de accordo rom o des-
pacho que Mr. de Thouvenel me communicou.
0 A proposta relativa Toscana, nao pudendo
dar lugar a equivoco algum, abslenho-me de
quaiquer obsrrvaco, quinto a formula em que
dever ser apresentada ao vote popular.
Quaiquer que sejam as rcsposias que os es-
tados da Italia central hajam de emitlir. o gover-
no do rei declarou anlecipadamenle que as ace-
tava sem reserva.
Se a Toscana se pronunciar pela conservar
da sua autonoma, mediante a formac.o de m
eslado separado, a Sardenha nao s se nao oppo
realsaco dos seus votos, mas contribuir fran-
camente para vencer os obstculos que esta solu-
co possa encontrar, e para prevenir os incon-
venientes que dahi se poderem derivar.
Da mesma maneira obrar para com a Ro-
mageo, e para com os ducados de Parma o do
Modena.
Mas se, pelo contrario, aquellas provincias
manifestarcui mais urna vez de urna maneira no
tavol a firme voniade de eslarem unidas ao Pie-
montc, nao poderemos oppor-nos a isso por mais
lempo.
No eslado actual da opiniao publica, um mi-
nisterio que se recusasse a um novo pedido do
annexaco, sanecionado por una segunda volaco
popular da parte da Tcscana, nao s nao encon-
trara mais apoio algum no parlamento, mas se-
ria bem deprossa derribado por um voto unni-
me de censura.
Aceitando antecipamente a eventualidado da
annexaco, o governo do rei loma sobre si urna
mmensa responsabilidade.
As declaraees formaes comidas nodespacho do
Mr. de Touvenel a o baro de Talleyrand torna ni,
como elle sabe, muito mais graves os perigos
que esla medida pode trazer comsigo, seno re-
cuar diante dolas, porqne esl convencido do
q uo, regoilando o pedido da annexavo da Tos-
cana, nao s o gabinete, mas o proprio rei Vc-
tor Emmanuel perderiam lodo o prestigio e teda
a auloridade moral na Italia, e quo provavclmen-
le lcar:am reduzidos a nao ler oulios meios do
governar seno pela forra. Antis de compromcl-
ter desta maneira a grande obra da regoneraco
pela qual a Franca fez lo gloriosos sacrificios," a
honra c os proprios inloresses bera entendidos do
nosso paiz aconselham o rei e o seu governo a
exporo ni-so s mais porgosas eventualidades.
i Ouso lisongear-ine de que Mr. de Touvenel a-
precar os molvosquenos obrigam a seguir ali-
nha de Conducta que a abo de|raear, e que quan-
do mesmo elle persisiisse em acreditar que va-
mos em um raminho errado, se dignar fazer jus-
lica aos seiitimcnlos que nos impedem de confor-
mar-nos inicuamente com os conselhos que pro-
vtan de um governo, pelo qual estamos habitua-
dos a ter tanta sympalhia como deferencia.
Depois de haver exposlo com inteira fran-
queza as inten^es do governo do rei, julgo de-
ver, antes de concluir esle despacho, acrescentar
algumas reflexesa respeito da proposla frita pa-
ra dar Toscana a sua autonoma, qual o mi-
nistro dos negocios estrangeiros de Franca pare-
ce ligar urna grande importancia.
Mr. de Thouvenel receia que urna muilo grando
extenso da Sardouha tornara a tarefa do gover-
no do rei mais dllkl, expondo-so a ser amista-
do pelos partidos extremos, que j uo cnconlra-
riam um sulTu-ientc antidoto as tradiqes rao-
narchii-.as o nos inslinctos conservadores das an-
tigs provincias do Piemontc. Confcsso que eu.
1 nao poderia parlilhar deste recete. Se a annexa-
co da Italia central livor lugar, a Toscana ser&
provavelmente a provincia que mais ha do forti-
ficar o elemento conservador e liberal. A consti-
luico da propriedade, os costumes dos habitan-
tes, as tradices hsloricas, ludo concorro para
dar naquelle paiz umanoUvel superioridade s
opinies razoaveis e aos partidos moderados.
Os acuntecimentos de lo S, e mais anda aquel-
los que sa succedern ha um anuo, provam quo a
grande maioria dos Toscanos sabe ligar a um vi-
vo patriotismo um sentimento do ordem muilo
pronunciado; c por conseguiute, se ellos se uni-
ros! a nos, forlalecero o nosso edificio consti-
tucional em vez de o enfraquecer.
Veris a annexaco da Toscana mais graves
inconveniente, apresentaria olla mais perigos
com relelo poltica exterior ? Nao ousaria eu
contesta-lo.se tivesso a escolher entro a annexa-
co o a restaiiraco da dyriaslia de Lorena. Estot
certo de que, so se realisasse esla ultima soluco,
a Austria a aceitara sem dificuldade, o rccebbria
inimcdialamentoa saneco da Europa.
Mas un principe livremento eleilo encontra-
r as mesmas repugnancias em Vienna o excita-
r mais objeeco om S. Pelersburgo e em Berln,
do que se Vctor Emmanuel reunir a Toscana aos
seus oslados.
_ Se pois so impozesse aos Toscanos um prin-
cipe contra a sua vonlade, crearam-so immcnsas
dilliculdades interiores, sem nenhuraa compen-
sadlo pelo que toca poltica exterior.
Na rainha opiniao, o restabelccmento de um
estado autonmico na Toscana nao aprsente
vantagem alguma, mas pode chamar graves com-
plicaQfS o serios inconvenientes.
Um Ihrono cercado do insiiluiccs liberaos,
que nao livor por apoio nem o principio da le
gitiindade nem o do voto popular, eslaria sem
razes e sem apoio.
O partido ultra-conservador, e essa fraeco
do partido clerical que confunde os interesses da
rolgio com os do direito divino, combatc-lo-
hiam a todo o custo. O mesmo acontecera ao
proprio parlido nacional que, de certo. nao aban-
dona o pensamento da annexaco. Quera o de-
fendera ? Os partidarios das ideas munirpaes.
Mas estos sao pouco numerosos, e diminuan lo-
dos os dias, porque as ideas seguem por toda a
parte, e principalmente na Italia, um curso con-
traro aos inslinctos municipaes.
Sem amigos, e em presenca de adversarios
decididos, o novo soberano, quaiquer qe fosso
o scu mrito pessoal, (Icaria bem depressa redu
zido a urna irapotrncia absoluta. Contrariar-sc-ha
lalvez o que em cima digo dos elementos con-
serva Jores quo possue a Toscana : a esla objee-
co responderei eu que os Toscanos sao mode-
rados sem serem apalhicos ou indilTerenles, o
que os parlidos, para nao ser exagerado, nao pro-
fessam pelo menos opposirjes decididas.
Ora, um governo, quo se achasse em contra-
dico com os principios de lodos, os parlidos, es-
tara certo do encontrar urna opposico, seno
violenta, polo menos nuate pronunciada. Mas a
opposico interior nao feria o maior dos perigos
que ameacasse o governo de Florcnce. A sua (ra-
impossivel faze-la aceitar de outra maneira que queza exiliara infallivclmente na Toscana os es-
pirites ardentes, os homens extremos de todos os
parlidos da Italia.
nao seja pela forca. Sujeita prova do sutTra-
gios populares, esta proposta nao encontraria
quasi resistencia alguma. A este respeito nao po-
deria dar a menor especie de duvida.
E alem disso evidente, que o Santo Padre nao
poderia aceitar este combinacao, comquanto fos-
se inspirada pelo desejo de garantir os seus di-
', reitos, e de nao diminuir a alta posico que oc-
cupa na Italia. Efectivamente, o que al a^ora
tem empedido quo a Santa S con-inla, nao di-
rei em medidas que deviara necessariamento res-
tringir o seu poder soberano, mas as reformas
que lhe foram aconselhadas por toda a Europa
o recete de incorrer na responsabilidade dos ac-
tos que, sendo conformes aos principios em vi-
perador dos Francezes lhe transmute copia de um gor na maior parle dos paizes civisdos node
ofBcioque tinha dirigido ao conde de Persigny. e riam trazer comsigo algumas consecuencias con-
'ne indica a marcha que julga necesaario seguir, trarias aospreceitos da moral religiosa, de que o
Soberano Pontificese considera, com justo titulo
o supremo guarda.
m facto mullo recente vera em apoio desla
assereao. Quando. a Fsanga. desejando por um
termo oceupafio de Roma, convidava a Santa
S a terrtjar por instancia das mais potencias eu-
ropeas, uso exercito nacional, respondeu-se-ibe
para sahirde urna situacao lano mais perigosa
quanto permanece mais confusa.
No despicho que o baro de Talleyrand acba
domo lr, acreditando Mr. de Thouvenel, coro
razio, qoe chegou o momento de todos se expli-
caren! claramente, ipe, sem reticencia, o pen-
samento do go?erno francez, para que o gabine-
Este paiz toroar-so-hia bem
dopressa um foco revolucionario, perigoso mes-
mo para os paizes vizinhos. Cragas a estes ele-
mentos cslranhos, a opposico tornar-so-hia de
legal om violenta o subversiva ; e collocaria o
soberano, ao cabo de algum lempo, entro urna
revoluco o um golpe de estado apoiado em
tercas estrangeiras, funesta alternativa que, al-
terando profundamente o carcter do movimento
nacional, seria para a Italia a origem de incal-
culaveis males.
Desejo vivamente qocMr. de Thouvenclse dig-
ne tomar em consderaejo estas observaces a
respeito do projecto para constituir na Toscana
um reino separado. Quaiquer quo seja o juizo-
quo elle haja de fazer sobre ellas, as razos que
lhe expuz provaro pelo menos quo nao pode-
mos fazer-nos defensores da soluco quo prope.
Dignai-ros, cavalheiro, dar leilura e deixar
urna copia desle despacho a S. Exc. o ministro
dos negocios estrangeiros.
Condi de Cavour.
Segundo o despacho do conde do Cavour a
Mr, Nigra, encarregado de negocios do Picmonle

...
'

s
Mi iTirimni
I li r-^f% 1


^B
! ri-Parts.
em'1arts,-tcere.i da parte do despacho de Mr/de
Thonvenel que trata da annexaco da Saboya :
Turin 5 de margo.
Senhor minlstro^-Nosen despacho de 24 de
fevereiro tncarrega Mr. de Thouvenel a Mr. do
Talleyrand de chamar a altenco do governo do
tei sobre a questlo da Saboya e Niza.
Considera que, segundo as tradicoes histri-
cas mu acreditadas, a formaco de um reino po-
deroso ao p dos Alpes sena desfavoravel aos
intresses da Franca, c apresenlaria para esta
naci um verdadeiro perigo, so assuas fronleiras
N este instante est ora da uossa vuta.
Todos os generaes o as tropas rivalisarau
eni d6nodo o valenta.
t O general era chefe do exercito d'Africa ,10
ministro interino da guerra :
Acampamento do Gualdras, 24 de marco ile
1860.
< Detvc-me hojci n'este ponto para desemb.t-
rarar-rac dos feridos e doentes o para substituir
as munices gastadas honlcm. Anda nao pude
fixar a cifra exacta das nossas perdis, porm ca -
culo-a de 40 a 50 morios o 630 feridos
DIARIO DE TOR1MMKJ0& i TERCA FEIRA 4 tP ABRIL I
...... i. i .i i" -----------------=
. de 40 a 50 morios o 600 feridos As ( o
se nao esteodessem o fortiQcassem na mesraa di-[inimigo forara consideraveis, porqiro deendtu
reco. "aenazmento, e a corpo descoberto, as suas (ortos
Mr.de Thouvenel anressa-se comtudo, a de-
clararyjue nao entra de mancira alguma as
intencoes do governo do imperador reclamar
trocas territoriaes contrarias dos votos dos povos,
fazendo-o sem allender nos intresses da Suissa,'
e sera consultar as grandes potencias da Eu-
ropa.
Nao me demorarei a examinar o valor das
tradicoes histricas a quo alludc Mr. de Thouve-
nel. Estou mui longe de acreditar que o en-
grandecimenlo da Sardenha possa nunca consti-
tuir um perigo para a Franca, a quem os ltimos
aconteciuientos nos lgam *com os vnculos da
gralidao e da amizade. Todava, c em nos de-
masiado intima a convicrio de que a llalla deve
ao imperador, para nao conceder a mais seria
atlenro a um pedido que se basa no principio
Jo respeito aos desojos dos povos. O governo
de S. M nao consentira nunca, nem anda
vista das maiores vanlagens, em ceder ou trocar
parte alguma do territorio que ha tanto se-
culos faz parte da heranca gloriosa da casa da
Saboya.
Mas o governo do re nao podia despensar-
se de tomar em consideraco as trocas que os
acontecmontos queso leem succedido na Italia,
podessem produzir na siluago dos povos da Sa-
boya e de Niza. Quando reclamamos em alta
.Toa paraos habitantes da Italia central o dircito
<3edispdr da sua sorle, mal poderiainos, sem en-
correr na nota de inconsequeacia c de iujustira,
recusar aos subditos do re, que habitam do o-
tro lado dos Alpes, o dircito de manifestaren) li-
v re mente a sua vontade.
Se as provincias que servem de floro glorio-
so a m.onarehia, se resolvessem a reclamar a sua
separaran do resto dos estados do re para se as-
sociarcm a o-.ilros destinos, nao nos negaramos,
-por mais viva que fosso a nnssa dr, a reconho-
cer o valor dessa manifestarlo pronunciada de
urna maneira legal, e conforme s prescripcoes
do parlamento.
Asdeclaraces deMr. de Thouvenel a respeito
das grandes potencias o da Suissa, sao sufflcicn-
tcs para previnir qualquer falsa interpretaco, e
para applanar muitas diiculdades.
Estas declaraces, inspiradas por um senl-
mento to elevado de equidade e justica, nao nos
permitiera nutrir a menor duvida de que em
qualquer hypothese presifliria a estas negociaoes
o cuidado de deixar Sardenha, da mesraa ma-
neira que a Frasca, urna conveniente linlia de
fronteira.
Dignai-vos, senhor ministro, 1er este despa-
cho, e deixar uraa copia ao ministro dos negocios
estrangeiros.
C. de Cavnur.
Nota do conde de Cavour dirigida s Icga-
coes sardas em Paris, Londres, Berln eSan-Pe-
tersburgo, relativamente a urna circular do con-
selhoiro imperial de polica em Mantua, que or-
dena a prisao das pessoas que favorecerem, ou
que se snspeitam que sao capazos de favorecer a
emigrarode Voneza:
Miloo, 2i de fevereiro do 1860.
Senhor ministro.Pelo racu despacho de 21
de fevereiro, pedi-vos para chamar a altenco do
gabinete de.... para a circular do conde do tis-
singen, que snbmette a alistamento forrado as
compauhias disciplinares todos os individuos
suspeilos de quererem perturbar a aclual-ordem
de cousas era Veoza'. Esto syslenia de pre-
siimpe'io de culpaliilidadc acaba de ampliar-se,
por urna circular do conselheiro de policia Rara-
pon, s pessoas comprehendidas na amnysla
concedida pelo tratado de Zurich. Envio-vos
urna copia daqutllc documento que levareis ao
conhecimento do ministro dos negocios estran-
geiros.
Abstenho-rac de caracterisar esto acto como
medida de poltica interna. A opiniao publica
na Europa apreciar a sua significarn moral, e
o valor desloa meios de governo. Masjulgode-
Tcr reclamar junto das potencias amigas e alfa-
das, contra uraa delerminaco que deslruc impli-
cilamento as mais importantes eslipiilacocs do
tratado do Zurich.
Nao ignoraos, Sr. ministro, quanto o impera-
dor Napoleao, na sua prevengao c generosa soli-
tudo pela Italia, insisti junto do imperador
Francisco Jos para que a amnista que so con-
cordou em Villa-Franca, fosse to ampia c to
completa quanto fossse possivel. Da sua parle
o governo do re, nao teria fallado a execntar
religiosamente esta parte do tratado, se no dra-
ma glorioso que acaba de se passar, elle tivesse
tido alguma cousa a esqueccr ou a perdoar. Ve-
se por consequencia na necessidade de pedir
que a Austria, por medidas de policia quo nao ha
necessidade de qualiOcar, nao illuda as benficas
disposicocs do que se trata. Conceder urna am-
nista c pcrmitlir o regresso aos 3eus lares, s
pessoas corapromellidas nos ltimos aconteci-
mentos, para os prender depois por simples sus-
peitas, seria dar ao ultimo tratado de paz urna in-
terpretacao que cu estou longe de attribuir ao
governo de S. M. Apostlica, c que seria bem
contraria aos senlimenlos de humanidade que
inspiran) a paz de Villa-Franca.
Aceilai, etc.
C. de Cavour
Paro o bvro ficasoli, presidente do governo
de Toscana e Florenea.
Turin 29 de fevereiro.
Exm. Sr.O barao de Talleyrand, porordem
do governo francs, leu-me honteraum despacho
que me apresso acommunicar a V.Exc. Contm
a oxposigao das ideas do imperador dos France-
ses a respeito da marcha que ha de seguir nos
assumplos da Italia central, ideas que se resu-
men) as tres seguintes propostas :
Os ducados de Parma e de Modena serao in-
mediatamente reunidos ao Pemonlc, sera recor-
rer de novo ao suffragio universal.
As Roinagnes forinarao um vicariato colloca-
do sob a alta soberana da Santa S, e governa-
do por S. M. que lomara a sua administrado.
AToscana constituir-sc-hia depois em um
reino separado, debaixo da direcgo de um prin-
cipe livremenlc eleilo pelo povo.
O governo francez nao raauifesta preferencia
alguma emquanto eleicao do novo soberano, e
estou certo que a eleicao de um principe da casa
de Saboya nao encontrara a menor opposigo da
parle da Franra.
Depois de haver tomado as ordens de S M.
respond ao barao de Talleyrand, que da sua par-
le o governo do re nao apresenlava difiieuldado
alguma contra esse ajusle, e que transmitiendo
ao governo da Toscana e da Emilia as propostas
cima mencionadas, confiara a sua execuco a
horaens experimenlados quo dingem as cousas
publicas em aquelle paiz.
Dirijo com este objecto a V. Exc. c nao duvi-
do que o governo da Toscana, tomando em con-
siderado o documento junto, reflexionar que
os conselhos dados proven) do generoso alijado
a quem a Italia cm grande parte devedora dos
novosdestinos que a aguardara.
O despacho do governo francez nao eslava
destinado publicidade, mas i conveniente que
o publico rio ignore a origem das proposlas que
tos transmute.
Nao dissimulo que vos, nem os vossos colle-
gas, nao querem tomar responsabiltdade de urna
resoluco definitiva, sem consultar de novo o
paiz que por raeio da assembla cleila cora este
lm, ja manirestou flsseus desejos.
Diantc d'esla cventualidade S. M. el-rei, re-
conhocqndo a opportunidade de um segundo con-
Tite, deixa a V. Exc. inteira liberdade emquanlo
ao modo de interrogar a vontade dos povos, e est
persuadido deque o governo Ur estorcos para
e, como as anteriores.
Qualquer que seja o resultado desla volacBo
o governo do re acceita-a de anlemo, porqu
-nunca leve outra intencao mais do quo assegu-
rac a paz e a ordem na Italia, dando urna mira
satisfcelo aos desejos dos povos.
Conde de Cavour.
Ilespanha. As fnrc,as hespanholas alcanca-
ram mais urna victoria na frica, como se ve dos
Jous despachos telegraphicos seguintes :
O general em chefe participa do acampa-
"" *)ivaUe G'''aoras s 5 da tarde:
BaUlha'i victoria completa. O inimigo, tor-
pemente s"yado a urna legua de TetoSn, em po-
eicoes i* difflcil accesso e com forcas considera-
dos, tralou com grande empenho'de estorvar o
movimento do exercito.
H Desalojado de todas as postedese obrfgado
a descer para o valle, levo que levantar o seu
campamento a toda a pressa pira nao cahir em
nosso poder.
posices, o apparecc no campo urna mullid; o
dos seus morios e feridos. A'manhaa ao romp ir
do dia conlino a marcha em direceo a Fonda c.
Tortugal. Aincla continuara as cmaras a
imporlanto discusso do cantrato Salamanc,
sendo aflnal approvado era sua generaldade lia
sesso de 29 do^passado por 123 votos contra i l.
Novas pesquizas, dando em resultado novos
cmplices, e mais provas, forana postas em exu-
cuco pela polica para o descobrinienlos dos
moedeiros falsos.
Foram ltimamente descoberlas ramficasts
em Madrid, Cadix, Lisbda.e Viseu, em conse-
quencia do que haviam sido presos JoaoGros?,
em Lisboa, e Joaquina. Jos Marques Guimares
por suspeilos de cmplices.
PERNAIYIBUCO.
REVISTA DIARIA.
Domingo teve lugar no sali do Santa Isa-
bel, o jantar offeraado ao Exm. Sr. barao do
Dom-jardim por seus amigos.
As ciuco horas da larde reunidos em numero
de 40 pessoas, deu-sc comeco esse festim di
amisade, ao qual presidia a'maior cordialidade,
c intiroidade possivel.
Entre os convivas nolavam-se osF.xms. Srs.
Drs. Ambrosio I.eitio da Cunha o sua Exma. sc-
nhora, Jos Bento di Cunha e Figueiredo, vis-
condes de Suassuna c Camaragibo, bares do
Livramento, Vera-Cruz, Victoria o Muribeca,
senador Angelo Muniz, dcpulados geraes e pro-
vinciaes e muitas pessoas gradas desla cidade.
Cinco brindes foram fcilos pela forma e ma-
neira seguinte :
Priraeiro, pelo Exm. Sr. visconde de Cmara-
gibe, ao Exm. Rr. baro do Dom-jardim.
Segundo, do Exm. Sr. barao do Bom-jar-dira,
aos briosos Pernambucanos.
Terceiro, do Sr. Dr. Agolar, ao Exm. Sr. Di.
Ambrosio I.eilao da Cunha.
Quarto, do Exm. Sr. baro de Vera-Cruz ao
Exm. Sr. barao da Victoria.
Quinto, do Exm. Sr. barao do Bora-jardira s
SS. MM. o Imperador e a Imperatriz.
Aps esse ultimo, duas bandas de msica fizc
ram cchoar os ares, cora o nosso hyrano na-
cional.
Durante todo o jantar, e o resto da noite, si-
multneamente, as bandas do balalho da guarda
nacional deSanto Antonio,e do aprendises meno-
res do arsenal do guerra, tocaran) os melliorej
pedacos de operas italianas, e diversas coraposi-
ees nacionaes.
Assim fiidou s 9 horas da noite essa fesla
loda intima, em que os amigos se diriara u ti)
it revoir.
TTraiiciit'0 Aavier ua silva Muiiuiica.
Ju'Marquesdo Sautos Aguiar
Dr. Jos An.'on'o Coelho Ramalho.
Foram rereva das das multes impostas por (e-
rem compafeeido, e justificado-. s fallas os se-^iore
guntes senhofes : vo v
Jos Correa Leal.
Aitonio de Moraes-Gomes Ffrcra.
Claudio Firmino de Jess Molla.
Jos Felippc Nery da Silva. .,
Foram multados em 200 cada um dosseithoTes
ja multados, que nao apresenlaram, escusas le-
igilimaa e nem forara dispensados.
Sendo nsufficente o numero de 18 jurados o
Sr. Dr. juiz de direito interino procedeu a sor-
leio de 31 jurados paradoraplelar o de 48, visto
haver dispensado t jurarlo dos 18 que nio com-
parecern), e sahram sorteados os senhores se-
guintes :
Minoel Pereira Lima.
Bento Jos Ramos de Oliveira.
Deeio de Aquino Fonseca.
Ignacio PinloSoares.
Miguel da Fonseca Sures e Silva.
Joao Evangelista da CrSta e Silva.
Caetano da Silva Azcvedo.
Jos Mara FreireGameiro.
Jos da Cunha Jnior.
Firmiano Jos Rodrigues Ferreira.
Joaquim Theodoro dasChagas.
Zeerino de Lima Cavalcanti.
Joaquim Jos da Costa Soares.
Jos Flix Pereira de Burgas.
Flavio Ferreira Calo.
Tiburcio Valeriano dos Sanios.
Alvaro Pereira de S.
Joaquim Silverio do Souza.
Maximiano Francisco Duarte Regueira.
L'l.aldo ilanoel de Alraeida.
Joio Antonio da Silva Grillo.
Francisco do Paula Lima
Francisco de Miranda Leal Scve.
Joi Pedro da Silva.
Simplicio Jos de Mello.
ArtonioJos Almeida Ribero.
Jos Rodrignes Guiraaraes.
Artonio Theodoro dos Santos Lima.
Luiz Goncalves Agr.
Ar ionio Joaquim de Oliveira.
Dr. JoaoAlvesDas Villela.
Concluido o. sorleio o Sr. juiz de direito man-
dou proceder a nolificaco, e suspendeu os 1ra-
ba bus a meia hora depois do raeio dia, addian-
do a sessao para o dia seguinle s 10 horas da
manha.
Communicados.
llontem, por urna hora da larde, tomou cffec-
livamenlc posse da administrarlo dessa provin-
cia o >r. Dr. Ambrozo LeilSo da Cunha.
Eslcarlo ft acompanhado do toda asolcmn-
dado official.
Por portara de honlcm fo nomeado para
amanuense addido da the.souraria provincial, j
Sr. Ignacio Bento de Loyolla Jnior.
Esta noraeaciio recahio n'uma pessoa digna :
inlelligente, que acha-sc na altura do lugar para
que fo escolhido.
Por delerminacau da presidencia da pro-
vincia, acha-se era "concurso para o respectivo
proyiracnto a cadeira da lingua franceza do Gy m -
nasio Provincial.
Est marcado o prazo de Irinla das, que co-
raeeou a correr de 18 deste mez, para a compe-
tente inscripeio o o processo de habilitarao dos
concurrentes, segundo o disposlo da le regula
mentar da inslruccaO publica, n. 369. com-1a Albuquerquo.
binada com as )nstr'uccocs de 11 de junho da
1859.
Solicita a^ Associaro Commercial Benefi-
cenle a rcalisaQo das entradas dos senhores, quo
subscroveram para o Asylo de Mendicidade, at
o fim do correte mez. O intuito desla solicila-
gao o ter a referida Associaro de mandar pu-
blicar os nomes dos contribuidles, e alguns des-
les nao haverem anda entrado cora a importan-
cia da respectiva assignalura.
Por seus elTeilos prejudicaes, nao dev:
consenlir-se a conlinuaeo desses pescadores
que lomam a ponte do Recite, e della-fazem )
local de sua pesca cora detrimento dos vian-
dantes.
Domingo 15 do corrcnle, urna pessoa que por
all Iransitava, levoi urna mussicti com o peixn
fisgado, que por sua felicidade apenas cahio-lhi
sobre o chapeo de sol, ao qual quebrou. Se essa
pessoa, pois, nao trouxesse aborto o chapeo :
sol, loria levado uraa pancada sobre a cabeea,
de que nao poderia deixar do sahir soffrivelmcn
le molesta ; c para que (islo so nao reproduza,
quelembramos a conveniencia da prohibido da-
quella pralira.
Na Revista de hontem sahioa quem sal-
varara as ortalezas cora as salvas do estylo:
quando devera sero quem saudaram as forta -
leas com as salvas do estylo.
Naogostamos das erratas, tanto que sempre as
orailliuios ; mas esla para evitar alguma in-
(lammaro in/lammada.
Passageiros do hiate hrasileiro Sergipano,
sabido para o Aracaty Francisco Ferreira di
Almeida, Vicente Ferreira Galvo, Joao Seve-
riano Correa Barbosa, Gaudencio Alves de Carva-
Iho c Joaquim B. Cavalcanti.
Passageiros do vapor nglez Jasan entrado
dcMilford Ilaven e porlos intermedios:Roso
Aene Gee, Ellsabelh Williams e Autonio Jos d>:
Araujo.
MORTALIDADE 110 DIA 22 DO C0RRESTB
Manoela, parda, 14 mezes ; diarrha.
Anna Perpetua do Veras, branca, viuva,
nos ; enphescma pulmonar.
Ermino, pardo, 1 auno ; angina.
Esmeraldina Theodora Pmentel, branca, viuva,
45 annos ; ansina.
Amelia, branca, 1 mez ; convulsoes.
Valenlim, branco, 2 annos : convulsoes*
Januaria Marta da Conceicao, preta, sollera, 20
annos; erisipela.
Crispim, prclo, 5 mezes ; gastro-interie.
Lucio Gomes Cordeiro, branco, solleiro, 30 an-
nos /erisipela.
-23-
Luiza, preta, solleira, cscrava, 14 annos; an-
gina.
Fabia Mara do Monle, branca, 11 annos ; hy-
dropesia.
Joao Baplisla de Campos, branco, solleiro. 36 an-
nos ; congesto cerebral.
Manoel, preto, escravo, 7 annos ; hydrope-
sia.
Tertuliano, branco, 5 annos ; angina.
Maria do Rosario Borges, parda, viuva, 51 an-
nos ; congestSo cerebral.
Maria Rita de Mello, branca, viuva, 60 annos ;
erisipela.
Luiz, pardo, 11 annos ; interile.
Leopoldina, branca, 5 anno"S : angina.
Candida Mara do Rosario, parda, solleira, 4i
annos ; hepatile chronica e uberculo' pul-
monar.
Hospital de caridade.Existem 6iho-
mens, 59 mulheres nacionaes, 5 homensestran-
geiros, total 128.
Na totalidade dos doentes existem 42 aliena-
dos, sendo 32 mulheres e 10 horaens.
Forara visitadas as enfermaras pelo cirurgD
Pinto s i horas da manhaa, pelo Dr. Dornellss
s 81 [4 horas da manha.
Falleceu urna mulher de hepatile chro-
nica.
Sr. redactor da Revista Diaria Estando
provado que o padre Francisco Xavier dos San-
tos, que se diz vigario da freguezia de Sanio An-
lac, solicitara no confesionario algumas senho-
ras, o d'entre ellas D. Maria Apolonia, casada
com Filppe Nery da Silva, moradores no Es-
qujeido daquella freguezia, c alm de solicitar,
absolveu-a no acto da confissao. Est por conse-
Kuinto provado que pela bulla Sacramenlum
PonitcnliC adoptada pelo Santo Padre Benedic-
to XIV, acha-se aquelle vigario desde esse dia
t'/jso fado excommunaado .; e porisso roga-se a
S. Exc. Rivm.B deito seus olhos de clemencia
para aquella freguezia, nao deixando reger a-
quelles povos este vigario immoral, excommun-
gadoe atheu. E' atheu, porque, tenda dito viga-
ro convidado o padre Antonio Vieira de Mello
para seu coadjutor, este se recusando por aU
guns motivos, den lugar ao vigario Santos dizer,
jQ'3o homem nesle mundo deviaempregar todos
os meios para ter dnheiro.inda rnesmo com indig-
nidades, para assim poder passar bem,ter boa ca-
sa c moca para seu divertimentoaoque, rcpel-
lindo o padre Vieira, disse-lhe : Sr. vigario, lu-
do nesle mundo bom, porm no outro para o
bem d'alma ? O vigario Santos responden : nao
ha tal outro mundo, era menos outra vida, lu-
do linda com a presente : e isto d'alma pala-
quada. E assim, negando este homem torpe a
existencia d'alma, lera negado a existencia de
Dos, c quem nega a existencia de Dos, nao
s alheu como tambem asno, e pelo facto de ne-
gar a existencia d'alraa, esl sujeito s penas
nurcadas nos caones.
Victoria, 21 de abril de 1860.Joiio Cavalcanti
!'" C8"sa Ue milius se negaren) a islo, ompres-
tando-se-mo talvez.al enlimentos contrarios
aos que mostre na occasi.io, e podendo final-
mente ter sido al allerada.peco-lhes. Srs. redac-
tores, a publfcaco desse rneu offtcio para que
, eii sobro ludo que elle est de accordo com
o que levo dito.
Cncorrendo como pude para o esplendor da
'e?iep55?' 8menle n'Jfi. P" registrar a ver-
uade, disposlo a leva-lo oo publico, 6 visto que
eu nao podia mirar o cofre das gracas ; mas para
que. nquo a materia melhor delucdada, j que
nella locamos nao deixarei de convidar a qual-
quer desses tres senhores cavalleiros da rosa, a
que me respondam, em que mais do quo eu, nao
sendo pessoa official, concorreram para o es-
plendor da augusta visita.
Nada de annimos, basla de ulrigunhas enca-
potadas para faltar-se a verdade sem o ferrete
da ignominia.
Engenho Bento Velho 1 de abril de 1860.
P/dro Beserra Pereira Araujo Beltrilo.
Eis a resposla aos intitulados camaristas :
Illras. Srs.Bem sensivel rac olevanlarovo
Jo passado, mas VV. SS. a tanlo me obrigam no
oulcio que como presidente e secretario da cma-
ra municipal me dirigem datado doTdo correii-
te hoje recebdo.
Nao posso reconhecer a existencia legal dos
membros actuaes dessa cmara, para cora elles
me corresponder ou aceitar o convite que me
Uiem nesse carcter para em reuniao Uatarmos
do que necessario, edosmeio3de recepeao das
augustas pessoas-do SS. MM. '
Rendime.
dem do
E mui louvavel, e mesmo necessario, que se
prepare a SS% MM. a raaii pomposa recepeao ;
mas cumpre que os raeios ou despezassaiam'das
grossas rendas da cmara municipal, ou dos
seas merabros se a nao zelarara ; e nao que se
produzo, urna illusao a custa dos particulares
visto quo por parles oficiaes consta, que S. M I
quer ver ludo ao natural para seus altos fins.
Acredilo que muitos concorrerao para a illusao
inculcando-se a comarca e rendas publicas em
um estado de prosperidado epparente ; raas a
mlnha conscienria, como subdito leal e fiel aos
seus altos desejos Picar em paz : cumprindo-mo
acrescentar que so os cofres municipaes eslo
exhaustos em lao urgente oecasiao nao me cons-
ta que soja por obras do utilidade : c cm todo
caso nao sao disto certamenlc culpados aquolles
que na eleicao foram expellidos da igreja a pon-
tas de baionotas caladas, por ordera dos quo se
dizem camaristas. Usando desta franqueza nao
se entenda que nutro resentiraenlos : mas se
como christao ludo devo esquecer e at abrca-
los, um rigoroso dever como cidadio tambm
rae corre de nao sanecionar com rainha acquies-
cencia factos contra os quaes represente! aos
poderes do Estado : factos que calcando pesas
leisdo paiz, terlam, sem a protecciio divina,
produzo tantas victimas, e muito contristado o
paternal coraco de nosso augusto soberano-
De reslo, me consta que S. M. tem curiosda-
dc de ver alguns engenhos da provincia, o se
casualmente couber ao nosso tio subida honra,
nada exigirci dessa cmara, apezar da exiguida-
de de mnhas rendas para tao alta recepjao.
Dos guarde a V. S Engenho Bento Velho 4
de outubro de 1859. Illms. Srs. coronis Jos
Cavalcanti Ferraz de Azcvedo c Tiburtino Pinto
do almeida.Pedro Bezerra Tereira Araujo
Beltro.
78 an-
Em razao de se me ter franqueado a leilura de
urna carta de um meu contemporneo da acade-
mia de Olinda, residente em outra provincia, na
qual engaosamente parece atlribuir-me a cor-
respondencia impressa no Correio Mercantil de
5 do moz correlo de abril n. 95, e sob a firma
deM-. G. Nones Machado ; tomo, poreaulal-
la, a resolucao do recordar a lodos os mcus con-
temporneos, residentes nesla o as oulras pro-
vincias do imperio :que as iniciaes do meu ri-
me sempre foram c sao J J. N. C. M.,cooio
melhor melhor mostea a miuhi assignatura'in-J
fra. E, por esta occasi.io declaro mais a quem
conver, em relaco materia da mesma corres-
pondencia :quo estou muito longo do parlilhar
as suas ideas, o quo antes, fundado em fados mui
significativos, formo o mais subido couceito do
carcter, da honra e inleiligoncia dos Srs. Drs.
Joiio Antonio de Araujo Freilas Henriqucs c Joo
Hucano Alvos Maciel, aquello juiz de direito, e
este municipal e de orphos desla comarca.
Cidade de Goianna, 21 do abril de 1860.
O bacharel formado,
Joaquim Jos Nunes da Cmara Hachado.
Publicares a pedido.
CHRONICA JUDICIARIA.
JL'RY DO RECIPE.
2a SESSO.
Dia 23 de abril de 1860.
PRESIDENCIA DO SR. DR. AGOSTINHO FRMEUNnO DS
LEVO JISIOR, JUIZ DE DlREIT0'l5TEn>0 DA SEGUA
VAHA CRIMINAL.
Promotor publico interino o Sr. Dr. Francisco
Leopoldirrb.de Gus mo Lobo.
Escrivao o Sr. Jonquim Francisco de Panla Este-
ves Clemente.
Feila a Chamada s 10 horas da manhaa,
acharom-se prsenles 18 ienhores jurados. "Abre -
se a asia.
Foram dispensados da stttsao por motivos liHv
tincados os sephoros seguintes :
AO PUBICO.
Cumpre re3tabelecer a veracidade dos fados,
para que a mao da intriga os nao reproduza mais)
tarde adulterados.
tillando em setembro prximo passado soube-
se com certeza, que esla provincia teria a dis-
linola honra de receber a augusta visita de SS.
MM. II. leu-se simultneamente nos jornues um
oficio do Exm. Sr. ministro da fazenda em que
diza ao Exm. Sr. presidente desta provincia
qnncomquanto S. U. apreciasse devidamento
as solemnidades e demonstrarles, seria muito
do imperial agrado oue os do'nativos com que
se desejasse concorrer para tal fim podessem ser
aplicados em beneficio das localidades que e
mesmo augusto senhor visilasse.
Por este officio do Exm. ministro so ve que
era muito do especial agrado de S. M. o Impe-
rador que qualquer somma mais avultada fosse
aproveitada em obras de utilidade publica, quo
constantemente allestassem o rigosijo inspirado
pe a fausta visita.
Dirigidas naturalmente por este peusamcnio
tres sociedades, logo se acharara unidas na cida-
de do Recife no senlimenlo de solcmnisar-se a
visita imperial com a dolacao de ura asylo de
mendicidade a esta provincia ; e logo commis-
scs das quaes live a honra de fazer parte, fo-
rara nomeadas a fim de promoverem subs'crip-
coes nesle sentido como cousa muito agradavel
ao piedoso corago do augusto monarcha.
Sem offender a modestia posso dizer qiie cm-
preguei os maiores esforcos para obler esmolas
em semelhanteoccasiao opinando uns que de-
viam subscrever antes para os festejos, o ontros
quo para o azylo de mendicidade : e todava a
subscripc.io do 4res contos e tantos mil ris nao
fo lo pouco para a freguezia de Santo Anlo,
onde as fortunas sao. geralmente pequeas.
Quando me dedieava esse trabalho de escrp-
tutacao e remessa do cartas a todos (inclusive
os senhores presidente e secretario da cmara
municipal de Santo Aulao quese nao dignaram
de responder commissao) recebi desdes dous
senhores ura officio cm que me convidavam a
achar-me no paco da cmara, aflra de tratar dos
meios de recepgo de SS. MM.
Guiado pelo officio do Exm. ministro e igno-
rando que houvessera ordens do Exm. presidenta
nesle senlldo cu era de opiniao quo as solemni-
dades de recpQio e festejos deveriam correr por
confa do nlhusiasmo de cada Ura, e que certas
despezas rtdispensavcis deveriam sahr dos co-
fres municipaes. Persuadido, pois, que S. M. o
Imperador prefereria antes ver ludo ao naturaldo
que s'cenasincommeiidadas, neguei-rae a compa-
recer rmrante (aes senhores, signiQcando-lhes o
meu pensar da maneira que o caso e procedentes
exigiam ; mas que nao Ihes agradou.
Hedobraram-so os odios contra raim ; pa-
ciencia.
Tratei de solemnis^r cobo pudo a visita impe-
JUM4. L\0RIH\ DE SAUDADE
vertida sobre o tmulo de minha
querida ta a Illma. e Exma.
Sra. D. Jo anna Maria Fran-
cisca di Almeida.
Eis ah o que este mundo !... O que
vejo aqu? I... Nada mais do que urna cam-
pa, cora este mysiorioso lotreiro :Aqu
jaz Joanna Maria Francisca de Alraeida,
fillecida no dia 24 do abril de 1859. com
25 annos de idade. P. N. A. M E' ver-
dade eser mystcrioso esle lelreiro? I...
Pois elle, nao diz o nomo, a idade e o da
em qua ella falleceu?!... Nao pede mais
com as iniciaes P. N. A. M., Padre Nossos
e Ave Maras, pelo eterno repouso de sua
alma?l... Reapondei?... Siml.. Porm
se respondis sira, como o chamaos mys-
tcrioso?!.. Elle mysteroso porque diz
somonte islo, porm nao acrescenta, que
aqu jaz aquella que Dos para lira-la des-
te mundo, escolheu o da da sua sagrada
Paixo, que, aqu faz o prototypo da pu-
reza, da virlude e da caridade; elle an-
da mystcrioso porque n3o accrescenta tam-
bem : que, aqui jaz 6 verdade Joanna Ma-
ra Francisca de Almeida, porm irmaa o
prenla extremosa e carinhosa, amiga fiel
de sua amiga. Elle nada disto diz!....
Porm porque aqui nao se conhece ri-
queza, nem pobreza, nem virlude, nem
cari lade, nem orgullio, nem humldade,
nada, nada eralim aqu se conhece !...
Urna palavra terrivel, e que o seu som
percorro por todo o universo, nao olha
para nada disto, ludo para ella indife-
rente, ludo ella involve no manto das tro-
vas que a cerca !... lodos nesle mundo pas-
sara por ella, esta palavra tao tmida,
amorle !...A morte, sim 1 a mortc na.ia
conhece neste mundo, ella nada separa,
para todos olha com a mesma indifleien-
ca!... Riquezas., pobrezas... orgulhos...
humildades... caridade... avareza... virtu-
des... ttulos... honras... luxo... miseria...
bondade... malvadeza... mocidade... ve-
lhice... futuro:., passado... ludo... ludo
emfira a morte descipa em um momento,
em um momento ludo isto so torna, em
p!....
Faz hoje um anno !... ura anno... Sim !
3ue sua alma fo unirse a pura mansao
os justos!... Faz hoje um anuo, ver-
dade, que ella desertou desle mundo por
urna vez... para sempre, para sempre dei-
xou suas irmaas, irmos, parentes e ami-
gas, inconsolaves nesle mundo ; ella tez
urna falta sensivel, para lodos que Ihe ti
nham amizade I... No verdor dos seus
annos morreu nao chegou a desfrudar
a idade em que eslava I Vintee cinco an-
nos somerite, te've para conhecer este mun-
do!!!... Morreu 1...
Faz hoje um anno!... Deixou este mun-
do engaoso por urna vez !! I
E agora o quo nos resta ? 1 Resla-nos
cora a saudade e a dr gravados no corceo '
pedimos ao Supremo Omnipotente, que
conserve sua alma, cm eterno descanco.
Chara ta, l do cima, na mansao dos jus-
tos aonde repousas. recebei esta lsgrima
de saudade, venida sobre o rosso tmulo
no dia de hoje, pelo vosso sobrinho
Uenrique Mamede Lins de Almeida,
Recife 22 de abril de 1860.
inversas provincias.
nto do dia 2 a 21. 4:712j24f
dia 23....... 104156
4.816M00
m
Despachos **poriactio pe* me-
sa do cormiljsrl. <*tes diaSIdeafcrffdfo f360
PortoBarca portugus #t. or da M,,las. Manoel
Joaquim Ramos e Silva, i.10 saccos assucar
mascavado, 1 barrica ditobrai.co-
Dia 25
Rio da Prata=Polaca sarda Mara, A- "maos,
30 pipas cachaba.
LisboaBrigue po'rtuguez Constante, .^versos
carregadores, 2 barricas caf, 7 ditas asquea
branco, 6 ditas dito mascavado.
Slockholm Brigue sueoo W. Tersmeden
Brolers & C, 381 couros salgados.
LiverpoolBrigue inglez Cynthia, Ralkman,
Jnior & C, 380 saceos assucar mascavado.
Recebedoria de rendas Internas
geraes de Pernambuco
Rendimentodo da 2 a l. 14:8603194
dem do da 23....... 719S80
Lisboabrigue porlugucz Florindo, capitao Joa-
quim Augusto do Souza, carga assucar.
ucar" 5
y -S-1 g
Consalado provincial.
Rendimento do dia 2 a 21. 46:0985015
dem do dia 23.......1:002)517
A noite clara com grandes nevoeiros, venlSS,
15:580-:)000 veio para o terral e assim amanheceu.
05C1LLAC.O DA HAR.
Baixamar as 11 h. 54' da manha, altura 0.75 pv
Preamar as 6 h. 6 da tarde, altura 7.0 p.
Observatorio do arsenal de marinha 23 de abril
Je 1860 Vhoas Jcsioh.
47:1G0>592
Pauta dos precos dos principar* gene-
ros e prodocces nacionaes,
que se despacham pela mesa do consu-
lado na semana de
de 23 a 28 de abril de 1860.
Agurdente alcool ou espirito
de agurdente.....caada
dem caxaca.......
dem de cana ...... >
dem genebra......
dem dem.......botija
dem licor.......caada
Editaes.
garrafa
caada
arroba



arroba
alqueire
arroba

caada

arroba



dem dem.......
dem rcstilada c do reino
Algodo em pluma 1." sorle .
dem dem 2.a dita ....
dem idem 3.a dita ....
dem em caroeo ....
Arroz pilado......
dem com casca.....
Assucar branco novo .
dem mascavado idem .
Azeite de mamona ....
dem de mendoim e de edeo.
Borracha fina......
dem grossa.......
Caf em grao bom.....arroba
dem idem restolho
dem idem com casca ...
dem moide......
Carne secci......
Carvo de madeira .
Cera de carnauba em pao
dem idem era velas. ...
Charutos bons......cento
dem ordinarios.....
dem regala.......
Chifres........
Cocos seceos.......
Couros de boi salgados libra
dem idera seceos espichados.
dem idem verdes.....
dem de cabra corlidos um
dem de onea......
Doce de calda......libra
dem de Goiaba .,...
dem seceos......
Espanadores grandes. um
dem pequeos...... >
Esleirs de preperi .... urna
Estoupa nacional.....arroba
Farinha de araruta .
dem de mandioca .
Feijao........
Fumo em folha bom .
dem idem ordinario .
dem idem restolho .
dem em rolo bom .
dem idem ordinario. ,
Gomma polvilho ....
Ipecacanhua.......arroba
>
alqueire
alqueire
arroba





cento

uraa
ura
urna


>
Alfandega.
Rendimentodo dia 2 a 21. 235:4809011
dem do dia-23.......11.-6369668
Lenha em ochas grandes .
dem idem pequeas. .
dem em loros......
Madciras cedro taboasde forro.
Louro pranches de 2 custados
Cosladinho. ...*...
Costado........
Forro.........
Soalho........
Varas aguilhadas.....
dem quiriz....... s
Virnhtico pranchos de dous
custados.......um
dem idem custadinho de dito
dem taboas de costado de 35
a 40 p. de c. e 21/2 a 3 de
largura.......
dem idem dito de dito uzuaes
dem idem de forro ....
dem idem soalho de dito .
dem cm obras eixos de secupi-
ra para carros .....
dem idem rodas de dita para
ditas........
Mol. ... .....caada
Milho......... alqueire
Pedras de amolar. uraa
dem de filtrar......
dem rebolos......
Piassava em molhos .... um
Sabo.........libra
Salsa parrilha .....arroba
Sebo em rama......
Sola ou vaqueta (meio) urna
Tapioca........arrba
Unhas de boi......cento
Vinagre........ pipo
-- O Illm. Sr. inspector da thesouraria provin-
cial, em cumprimento da ordera era vigor, man-
da convidar aos proprietarios abaixo declarados
a entregaren) na referida Ihesouraria, no prazo
do 30 das, a contar do dia da primeara publica-
cao deste, a importancia dasquolas com que dc-
yem enlrar para o calcamento das ras abaixo
indicadas, conforme o'disposto na lei provincial
ti. 350. Adverliudo que a falla da entrega vo-
luntaria ser punida com o duplo das menciona-
das quotas, segundo o arl. 6 do regulamento de
22 de dezerabro de 1854.
Caes de Apollo.
Ns.
43 A Jos Mamede Alves Ferreira
_ Largo da Penha.
2 Bernardo Antonio de Miranda
Ra Direita.
131 Manoel Roraao de Carvalho
139 Joaquim Lopes de Almeida
Ra dos Martyrios.
3 Candido Francisco Gomes
Ra das Cinco Ponas.
92 Anna Maria de Carvalho Uehoa
94 Jnanna Francisca dos Sanios
96 Francisco Martins dos Anjos Paula
100 Rila Mara da Conceicao
102 Tiburcio Valerianno Baptista
104 Ignacio Jos Coelho
106 Antonio Joaquim dos Santos
Andrade
108 Maria Luiza da PuriGcacao
110 Padre Jos Antonio dos' Santos
Lessa
112 Jos Pinto de Magalhes
114 Jos Joaquim de Oliveira
120 Manoel Romn Corroa do Araujo
122 Antonio Francisco de Carvalho
124 Joaquim de Souza Miranda Coulo
126 Antonio Francisco de Carvalho
128 Dito
110 Joaquim Teixeira Peixolo
132 Antonio Nobre de Almeida e
outro
131 Candido Jos da Fonseca
136 Pedro Banal da Cosa Soares
138 Francisco das Chagas Mendonca
140 Angela das Virgens do Socr-
mento Vianna
142 Antonio Goncalves do Moraes
144 Dito
146 Maria Vicencia de Abrcu Lima
148 Joao do Amaral Raposo
150 Marcelino Antonio Pereira
152 Dito
15i Joiio Mathcus
156 Antonio Jos do Magalhes Bastos
158 Marcelino Antonio Pereira
160 Dito
71 Joao Fernandes Lopes
73 Francisco Jos Das da Costa
75 Manoel Medeiros de Souza
77 Joao Barbosa Maciel
79 Candido Jos da Fonseca
81 Joaquim GonQalves Salgado
83 Jos Joaquim Ferreira de Men-
donca
85 Victorino Jos de Souza Travasso
87 Padre Luiz de Araujo Barbosa
89 Or. Francisco de Assis de Olivei-
ra Maciel
91 Joanna Francisca de Menezes
93 Filhos de Joao Rodrigues de
Moura
Travessa do Dique.
1 A, Anna Joaquina da Sania Cruz
Ra do Rangcl.
62 Jos Joaquim de Novaos ( os
altos) 150$0OO
Ra Real.
47 Albino Jos Ferreira da Cunha GOjjOOO
2:2-229100
E para constar se mandou affixar o prsenle
e publicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Per-
nambuco, 28 de marco de 1860.O secretario,
A. F. da Annunciacao.
jiO Dr. Silvino Cavalcanti de Albuqucrque, juiz
municipal da primeira vara da cidade do Re-
750
470
600
8C0
280
960
320
800
&$ 00
00
6$000
2$000
3S200
3g500
43700
2&750
9C0
2S500
7$000
43000
' 73OOO
435OO
5S0O0
93600
63500
23560
103000
133000
2S5O0
13000
330C0
53000
43000
285
400
180
300
103000
500
400
13000
33200
13600
300
lg600
33000
23700
73000
143000
9S00O
73000
15S00O
63000
3S000
253000 i
23500'
13600:
12S000'
33OOO'
93000
8S000
8*000
23500
43OOO
23240
195J00O
60300
10380f
99300O
64j60O
27*000
32 10O
24290O
9fMX>
25J20O
189OOO
363000
18ju00
183OOO
309000
2SS200
27*000
363000
363000
2C(!0O
36S00O
36S00
36*000
36SOOO
183OOO
21:600
39*600
45*000
459000
363000
36*000"
45SO0O
453000
30JO0O
36*000
105*000
105>50O
51*000
10*800
25*200
25920
21O0O
283000
18.^000
sakflo
28!j0
189060
4590O
30*000
123600
>



2I$000
143000
453000
103000
53000
losooo
par IO3OOO
303000
240
235O0
800
9S0O0
13120
200
120
25$000
103000
33200
39OOO
g30O
509000
217:1163679
lovlmento da alfandeipa
Volamos entrados com fazendas
com gneros
Volumes sabidos

cora
com
fazendas
gneros
nal, sobretodo anl'.n'ardo aos que!mc ouvjam, e
reiicrVando a me'.hor quota, que remelti para o
as/, como beneficio publico,9egnndo a recom-
raendacao -official.
E's*lp'.iplcsraente o otcorrido.que poderla ficar
en, sil'ODC|o.
C'omo porm me tem constado que csses s-
niores rovestidos pela minha resposta /que abai-
. xii se ver),'procuraran) envenena-la, darid-a
I por pretexto de nao ser raaior a receprao, e que.
24
810
------834
258
69
------3*7
Doscarregam hoje 21 de abril.
Escuna ingleza=Elisabethferro e carvo.
Brigue portuguez Relmpago diversos g-
neros.
Escuna hollandezaMarta Cornelia farinha de
trigo
BrigUe porlugue2Conftanc,adiversos gneros.
Barca americanaMargareh=far;Bba de trigo.
Brigue brasileiro=Rosa=diversos .gneros.
Brigue'portuguezfEsperangadem.
Barca americana Imperado* farinha do trigo.
Ba#a ingleza--Prosperobacalho.
Consulado sral.
Rendimento do da 2 a 81. ... 45.305395
dem do dia 3......, B'fe
45:928(664
Movimento do porto.
Navios entrados no dia 22.
Ass16 dios, hiate brasileiro A'ouo Anglica, de
47 toneladas, capilao Joaquim Jos da Silvei-
ra, equip. 6, carg> sal ; a Prenlo Vianna
Wilmengton 46 dias. patacho americano 'nt'on
State, de 140 toneladas, capitao G. Martin,
equipagem 9, carga madeira do pinho, trum e
mais gneros ;-a Henry Fosler & C.
Cabo da Boa Esperanca 65 dias, barca ingleza
Sea Serpent, de 223 tonoladas, capitao D. Bu-
chanan, equipagem 10, em lastro; a Saunder
Brothers & C*
Navios sahidos no mesmo dia.
Arscaly pelo Assu'-hiato brasileiro Sergipano,
capitn Uenrique Jos Vieira da Silva, carga
difTerenles gneros.
Bostongalera americana Middlessex, capitao D.
R. Cook, carga assucar.
Rio do Janeirobarca americana 'Blf, capitao t.
W. WkorIin.com;.a.mesraa carga que trouxe
do- Rehmond; suspenden do lamaro.
Navios entrados no dia 83.
Milford-IIaven c pprtos intermedios 23 dias
vapor inglez Jasan, do 1985 toneladas, com-
mandnnte R. Eustc,o, equipagem 114. .
S Joo Terra Nova31 das, barca ingleza Pros-
pero, de 384 toneladas, capillo Froderick Sha-
ye, equipagem 14, carga 3.840barricas com
bacalhio ; a. Johristop. paier 4 C.a
-_, Navios sahidos no mesmo dia. ,
Rio de Janeirotrlguebrsifeiro Pedro II, ca-
pilo Silverio Antonio da Silv, carga isucar.
cite de Pernambuco, por S. M. o Imperador,
que Dos guarde, ele.
Faco saber.que em cumprmenlo ao arl. 36 da le
de 19 de agosto de 1546, sao convidados lodos os
cidados que liverem sido desattendidos na qua-
licaco de volantes que leve lugar as difieren-
tes freguezia deste municipio, e que entenlaram
recurso na forma da lei a apresenlarem-se pe-
ranle o conselho que deve principiar os seus-
irabalhos do dia 15 do correntc em diante na casa
da cmara municipal desta cidade.
E para constar mandei lavrar o prsenle quo
ser publicado pela imprensa e affixado nos lu-
gares do coslume.
Dado e passado nesta cidade do Tfccife, aos 11
de abril de 1860.Eu Francisco Saraiva de Arau-
jo Galvo. escrivao o escrevi.
Silviino Cavalcanti de Albuquerque.
Pela inspeceo da alfandega se faz publico
que no dia 26 do correntc depois do meio di
se li.in de arramalar em hasta publica a porta
da mesma repnrtir.10, de cooformidade com o
disposlo nos arl. 276 e 277 do regulamcnlo do
22 de junho de 1836, livres de dlrcitos ao ar-
rematante, 700 pedras para moinho, deposita-
das ora arraazem alfaudegado de Prxedes da
Silva Gusmo. n requer ment do Barroca &
Castro, j anhunciadas por edilal de 30 das,
rindas da Ilrra de S. Miguel na escuna por-
tuguesa Rainha dos Acores.
Alfandega de Pernambuco 21 de de abril de
1850. O inspector Bento Jos Fernandos-
Barros.
O Illm. Sr. iaspector da thesouraria pro-
vincial, cm virlude da ordem do Exm. Sr. presi-
dente da provincia, manda fazer publico, que-
no dia 10 de maio prximo vindouro, se ha de-
arrematar, a quem por menos fizer a obra dos-
reparos dos empedraremos da estridas da Vic-
toria entre o* marcos do 6 a 8 mil bragas, ava-
hada cm 6:5123.
A arremataco ser feila na forma da lei pro-
vincial n. 343* de 4 de maio de 1854, e sob 33
clausulas especiaes abaixo copiadas.
As pessoas que se quizerem propor a esta arre-
mataco comparecam na sala das sessoes da men-
cionada junta no dia cima indicado, pelu raeio
dia, competentemente habilitadas.
E para constar se mandou affixar o presente o
publicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Per-
nambuco, 18 de abril do 1860.O secretario, An-
tonio Ferreira da Annunciacao.
Clausulas especiaes para a arremataco.
1.a Os reparos dos empedramentos da estrada
da Victoria entre os marcos de 6a 8 mil bracas,
scro feilos de conformidade com o orcamento
nesta data approvado pela directora em conse-
lho, e subraettido approvaQo do Exm. Sr. pre-
sidente da provincia, na importancia de ris
6:512.
2.a O arrematante coraccar as obras no prazo
de 15 dias. e as conclur o de 4 rac?es, conta-
dos segundo o arl. 31 do regulamento das obras
publicas.
3.a O eropedramento na Importancia da arre-
matacio ser feilo m tres preslacoes. iguaes.
sendo a primeira quando liver feilo ura terco da
obra; a segunda quando houver feilo dous ter-
cos, q a ultima ua entrega da obra.
4.a Era ludo o, mais que nao eshver especia-


*-*
m.
cado no orcatneiito e as presentes clausulas es-
peciaes, se observar o que dispe a lei n. 286.
Conforme.O secretario, Antonio Ferreira da
Annunciacao
Dr. InnoccDcio Serfico de Assis Carvalho, juiz
municipal supplente da primeira rara nesta
ridade do Recite de Pernambuco, por S M.
Imperial e Constitucional o Sr. D. Pedro 11,
quo Dos guarde, etc.
Faco saber aos que a prerede caria de editos
virein e della noticia liverem, que Manoel Duar-
te Rodrigues me dirigi a pelicao do theor se-
guinle :
Illm. Sr. Dr. juiz municipal da primeira vara.
Diz Manoel Duarle Rodrigues, procurador de
Mnnocl Jos Francisco e Quitea Maris, que ten-
do Lino Jos de Castro Araujo se obrigado a pa-
gar-lhe no di 31 do dezembro do 1854 a quaiv-
mez de abril, na sala das audiencias, que
a ultima praca.
Pela administracao do correio 4er
se faz publico .que as'malas que tea
o vapor Cruzeiro do Sul para os '
sero fechadas hoje /23) as ko
seguros at 1 hora.
Conselho ad.iul'
O conselho adminisiral;
do arsenal de guerra, i
para a com.pan.hia <"
mesmo arsenal, d
10 D6 jteRNAMBCO. TKRQk FE1RA U DE AfetUt Pl \m.
ser
jla cidade
de conduzir
, ortos do sul,
as da tarde, os
Porto.
n.
9
pnmeiro e segundo anclar ,11
oras em ponto,
.stratlvo.
vo, para fornecimento
em de contratar o rancho
.os aprendizes menores do
e junho prximo ra.n,e os dou8 nieies dc raal
Pes de 4 r vdouros.
cha hvson jnas> bolachas, assucar refinado,
ne verde oa^ cm 8rao' manteiga franceza, car-
roulalip' a'la 8ecc> 'oucinho de Lisboa, foijo
<0 _.no ou preto. arroz
no ou preto. arroz do Maranho, baca-
, fariuha de mandioca, azeile doce de Lis-
lia de l:009, de que o supoltcado devedor os \ boa ? d d-
ditos Manoel Jos e Quilori. M. como me.Mr | Quem*uizer contratar taes gneros aprsente
sev6 da nota promisoria junta acontece ^ue a, sua8 pr0p0stas em carta fechada na sectetaria
al esta dala nao pagou o aiipplicado diU quar,. j ao cemwYho 4s 10 horas da manhaa do da 27 do
ta ; por slo requer o supplicanle a V. S. se die-' co-rresta
ne mndalo citar, afim de reconhecer sud ieira
c obrigaco, c vet assignar-se-lhe o pra/^ ^je w
das, dentro dos traaos dever ser conri enn,ado a j,^
mez.
Sata dassessoes do conselho administrativo,
para fornecimento do arsenal de guerra, 20 de
de 1860.Bento Jos Lamenha Lint, co-
pagar-lhe a dita quantia e juros al ^tfec+iv<>ero-Tenel presidenle.-Francirco Joaquim Pereira
Lobo coronel vocal secretario interino.
Correio geral.
Relaco das cartas seguras, viudas do norte pe-
la vapor brasileo Cruzeiro do Sul, para os se-
n Dores abaiio declarados :
Adriano & Castro.
Dr. Antonio Buarque de Gusmo.
Antonio Lourenco de Carvalho Serra.
Antonio Jos Pereira de S.
Dr. Antonio de Padua Pereira Pacheco.
Caminha & Filhos.
Dr. Galdino Ferreira Gomes.
Dr. Joaquira de Andrade Fortuna Pcssoa.
Joaquim Ignacio de Miranda.
Dr. Joaquim Jos de Campos.
Joaquim Luiz Vicira & C.
boleo, ou offeTeeer quitaco e em'orgos que o
relveiu dacendemnacao; pena dfj revelia c cus-
ios. E como se acha o supplica-^o em lugar no
sabido, reqaer o supplicanle e, a supplicante dig-
ne-se V. S. admilli-lo a pcovar essa ausencia,
lim do pvoceder-se a ciUiro editas, por lempo
legal, findo o qual seja elle havido por citado
para todos os termos da aceao at final sen-tenca
-e su a execuco.
Nestes. termos. Pede a V. S. deferiroento. Es-
Ticrs receber merc.O advogado, Godoy Vas-
-scncellos.
Distribuida. Na forma requerida. Recite 3 de
everciro de 1860.Serfico.A. Baptisla.Oli-
ve ira
Nada mais se continha cm dita petic,o c mcu
despacho, depois do que produzindo o supplican-, .
le suas teslemunhas. subindo os autos a minha I J,0?,I"."n,PJererajVf.anlf.s;
cnncluslo nclles dei a sentenca do theor se-
guinte :
Julgo por sentenca justificada a ausencia, era
lugar nao sahido de Lino Jos de Castro Araujo,
visla das leslemunhas de lis. a fls. : e por isso
imiulo que seja o mesmo citado por caria de
ediios com o prazo de 38 dias, que correrao do
dia de sua |>ublicaco na imprensa. Recife 21 de
marro do 1860.lunocencio Serfico de Assis
Carvalho.
Nada niais se conlrnha m dita minha sentenca
om ciimprimcnto da qual o csrrivac Manoel Joa-
quim Rapiista fez passar a presente carta de edi-
tos com o prazo de 39 dias, pelo Iheor da qual
chamo,cito e hei por citado ao supplicado Lino
Jos do Castro Araujo pelo conteflo na pelicao
supra transcripta ; pelo que toda e qualqucr
joa, parontes, amigos c conhecidos do suppli-
ca !i Lino Jos de Castro Araujo o podero fazer
sricnle do que cima fica exposto. E o porteiro
do juizo publicar o alTuar a presente no lugar
<\ blicada pela imprensa.
Dado o passado nesta cidade do!Recife de Per-
Tiambuco, aos 26 de marco de 18C.
//Inocencio Serfico de Assis Carvalho.
A linda 2 mu.i veleira barca ^>ortuJ
gueza Sy ropa ti ia, capitao Antonio No-
gueira dos Santos vai sahif impreterl-
velmente a i% ou 25 do corrente por ja
ter toda a admitte al|juns passageiros para osquaes
tetn excei ent* commodos e garante
bom tratatoento : os pretendentes quei-
ram tratai ooi os consignatarios Bal-
tar & Olrviira, rua da Ladeia Velha cs-
criptorio n. 12:.
Para o Rio de Janeiro.
O brigne acional Eugenia pretende seguir
nestes oiio dias ; para o resto da carga que Ihe
falta, trata-e coro os seus consignatarios Azeve-
do & Mende i, no seu escriptorio na rua da Cruz
numero 1.
LEllAO
As pessoas que liverem cuntas contra o
Sr..W. W. Slapp, cnsul dos Estados-Unidos, te-
rso a bondade de a presentaren] no mesmo con-
sulado at o dia 23 do corrate. Recife 18 de
abril de 1860.
= Pedro Goncalvcs Pereira e sua senhora, nao
pudendo despedir-se peasoalcaente de todas as
pessoas de sua amizade, o fazorn por este mei,
offerecendo seu prestirao na cidade de Lisboa.
- Guilhenne Pursell vende o sou sitio defron-
te da capella de Bellem, com milita trra para
de
Leiloes.
LEILAO
DE
llilho efarinha de tapioca,
elaraces.
Conscllae le compras navaes,
Tendo de fazer-se a arquisirao de diversos ob-
jeclos de material, abaixo declarados, para pro-
viincnto do almoxarifado do arsenal de marinha,
niandou o conselho fazer publico, que tratar
disso em sessilo de 2f do corrente mez, vista
de propnslasem cartas fechadas entregues nesse
mesmo dia at s 11 horas da manha, acompa-
nhadas das amostras que caibam no possivel,
cerlos os concurrentes de sugeilarem se multa
de 50 por cenlo do valor de cada objecto nao en-
tregue da qualidade e na qunnlidade contrata-
das, e de carregarem, alcm disto, com o excesso
do preco, se o houver, quando pela falta se re-
corra no mercado, bem como de seren pagos do
que vcuderciu pela forma ha muito ero pralica.
Objcctos.
Brochas sortidss 100.
Bae illia 2b0 covados.
Boncts de panno 80, para aprendizes roari-
nheiros.
Brim da ltussia 50 pecas.
Cadeados sortidos 40."
Flmulas-de navio 30.
Ditas de escaler 60.
Gracha do Rio Grande 20 arrobas.
Gomma gracha 50 frasquinhos.
Gomma elstica 50 pes.
Linlia crua 10 libras.
Lapis 12 duzias.
Lacre 50 paos.
Plvora giossa 31 arrobas c 31 libras.
Tijolos inglezes 200.
Sala do conselho de compras navaes, era 17 de
abril de 1860.O secretario,
Alexandre Rodriyues dos Anjos.
Estaco naval.
Deordem do Illm. Sr. chefe de divisao Fran-
cisco Manoel Barroso, commandanlc da estugo
naval dcsla provincia, previno ao grumete do
corpo da armada Jos Gomes das Noves, desertor
da guarnidlo do brigne de guerra nacional Capi-
baribe, qe, para ser lomado em consideraco o
seu re.|iierimtnlo dirigido a Sua Magesla'de o
Imperador, pedindo perdao e baixa, deve se
aprescnlar primeiro ao mesmo senhor chcfo, se-
gundo o despacho communicado pelo quartel-gc-
neral de marinha, o que manda o mesmo senhor
cmnmandanle da eslaeo fazer publico em con-
secuencia da delorminaco que para isso leve.
Bordo do brigue-barc Itamarac cm Pernam-
buco, -2 de abril de 1860 O primeiro lenle da
armado, Ettzebio Jos Antunes, secretario e aju-
danlo de ordens.
Pela recefiedoria de rendas internas geraet
se faz publico, que o prazo da cobranra no do-
mieilio dos contribuintes do imposto de 20 OjO e
do especial de 8O3S, relativo ao 1. semestre do
exercicio corrente, finda no ultimo deste mez,
aepois do que seguir-se-ha a cobranc.a ejecuti-
va. Rcccbedoria de Pernambuco 26 de marco
de 1860.:=<) administrador,
Alanoel Carneiro de Souza Lacerda.
De ordein do conselho
director do Instituto Agrcola,
convido os Srs. socios do mes-
mo Instituto a realisarcm aen-
trada de suas assignaturas.
Itccifel9 de abril de 1860.
V. de Gamaragibe.
- O novo banco de
Pernambuco repete o avi-
so que fez para seren re-
cocidas desde j as notas
de 10,000 e 2o,ooo da
emissao do banco.
Em praca publica do juizo dos feilos da fa-
v.euda provincial se ho de arrematar a quem
Tnniti der os bens seguintes :
L'tu corredor com urna porta que d entrada para
o mesmo, na rua de S. Miguel n 85, com 6
palmos de frente c 14 de fundo, sem repart-
mento, em chaos foreiros.e em estado de rui-
na, por 14&, o que ludo foi penhorado a Fran-
cisca Balbina.
Urna casa terrea na rua do Bom Costo n. 19,
cora 18 palmos de frente e 50 de fundo, pe-
queo quintal era aberto, e era chaos foreiros,
por 50*000. Outra casa na raesma rua n.Sl,
com 18 palmos de frente e 50 de fundo,
quintal em aberto, e era chao foreiros, por
50g000. as quaes foram penhoradas aos her-
deiros de Joaquim Caet^no da Luz.
S-ma casa terrea em caizo, na rua de Motoco-
lorab n. 38, com 60 palmos de fundo e 20 de
largura, cora quintal am aberto, por 100*000,
qual foi penhorada a Joo da Cruz.
tina casa terrea era caixo, na rua de S. Miguel
n. 8. com 28 palmos e 4 pollegadas de frente
e Ti de fundo, com 2 portas o 1 jaoella de
freote, e oulras tantas no fundo, e cm chaos
foreiros, por 400g, a qual foi penhorada aos
herdeires de Manoel Gonealves Silveira.
A renda annual da olaria, na rua de S. Miguel n.
6, sobre pilares, coberla de tena, com seu
competente forno, e um quarlo para pretos
em bom estado, por 00$, a qual foi penho-
Joao Jos de Carvalho Moraes.
Joo Jos de Carvalho Moraes Filho.
Jos Domingos do Couto.
Dr. Jos Bernardo Galvo Alcoforado.
Jos Domingues Maia.
Jos dos Santos Nevos Jnior.
Manoel Ribeiro de Carvalho.
Dr. Sabino Olegario Ludgero de Tinho.
Pela subdelegada do Recito se faz publico,
que se ada recolhido casa de detenco, um
pardo de notne Pedro, que representa 20 annos,
fgido da provincia da Parahiba em 1855, c diz
ser escravo de Antonio Henrique Prudencio da
Silva.
Pela subdelegada do Recife se faz publico,
que se acha recolhido casa de detenco, um
preto de nago Angico, fgido do engenho Santa
Rosa, do Sul.
RECEBEDORIA DE RENDAS.
O administrador da recebedona do rendas in-
ternas, em cumprimeulo da circular n. 6 do mi-
nisterio da fnzenda de dez de Janeiro prximo
findo e da portara n. 76 da thesouraria de 16 de
corrento, lendo mandado intimar no dia 21 s
companhias c sociedades que tem sido facultadas
pelo ministerio do imperio e encorporadas com
suaautorisaco, c que nao linham pagos novos
e velhos direitos pela approvaco de seus estatu-
tos e o sello uo seu capital nos prazos lgaos pa-
ra que entrassem com sua importancia e revali-
darlo para a mesma rcccbedoria, as quaes socie-
dades c companhias constara de urna relaco as-
signada pelo official maior interino da secretaria
da mesma thesouraria e sao ; companhia de se-
guros martimos utilidade publica, idem da es-
trada de ferro de Pernambuco, idem pernambu-
cana de navegaco cosleira, idem de seguros
martimos indemnisadora, idem de colonisaeo
em Parnambuco, Alagoas e Parahiba, das quaes
somente as duas de seguro martimo menciona-
das moslraram haver pago o sello de seu fundo
capital c os novos e velhos direitos pela appro-
vac.o de seus estatutos, faz Iranscrever o art. 9
mico do .decreto n. 2490 de 30 de selcmbro
doanno prximo passado quo sujeita s penas
do ail. 87 do regulamenlo de 10 de julho de
1850 aos empregados e autoridades aministruti-
vas ou judiciarias que de qualqucr medo reco-
nhecerem a existencia das sobreditas cempa-
nhias.
Arligo 9. Os contratos ou cslalulos de socie-
dades anonymas ou companhias que entrarem em
operadles ou esliverem funecionando contra o
disposto nos arts. 295 e 296 do cdigo commercial
e por consecuencia sem pagamento do sello do
seu capital, csto sujeilosa disposico do art. 31
do regulamenlo de 10 de julho de 1850, alera
das mais penas em que incorrerem, na confor-
midade da lcgislaeao jra vigor.
nico. Aos empregados e autoridades ad-
ministrativas ou judiciarias que aceitarem, at-
lendcrcm, deferircm ou admittirem reclamacoes,
requeriracntos, represenljcoes, acjoes, ttulos e
documentos de inalqucr n'atureza, apresenlados
em nomo de companhias e sociedades anonymas,
suas caixas filiaos e agencias era taescircumstan-
cias ou de suas adminislracoes ou de qualquer
modo reconheccrem sua existencia ficarao exten-
sivas as penas do art. 87 do regulamenlo de 10
de julho de 1850.
Rcccbedoria de Pernambuco 25 de fevereiro de
1860.=A/anoe Carneiro de Souza Lacerda.
O agente Hyppolito da Silva fara'
leilao de 300 saceos cora millio e 10
i barricas com farinha de tapioca : terca-
'eira2- io crtente as 11 horas em
ponto, nc armazem d6 Machado & Dan-
tas, confrante a porta do consulado pro*
! vincial.
PELO AGENTE
PESTAA.
O referido agente vender por conla de quem
perlcnccr no armazem do Sr. Paula Lopes, de-
fronte da escadinha da alfandega: quarta-feira
25 do corrente pelas 10 horas da manha om
ponto
r DE
600 a 700 barricas cora bacalho de excellente
qualidade em um ou mais lotos a vonlade dos
compradores e sem reserva de preso.
LEILAO
NA
Porta da Alfandega.
Quarta-feira 25 do corrate.
O agente Borja fara' leilao na porta
da alfandega por corita c risco de quem
pertncerde 792 grozas de botoes de
osso, chegados no navio [Ifertha, o qual
sera' ellectuado em presenca do Sr.
cnsul re HollanJa, no referido dia as
10 horas em ponto.
Achou-se urna portara da presidencia com
um altestado : na rua da Assumpcio n. 16.
Roga-se aos credores da massa fal-
lida de caminha & Palios desta cidade
que facam o favor de mandar a conta
corrente dos negocios que tiveram com
os mesmos fallidos ate o dia 15 de marco
de 1860, no prazo de 8 dias, em casa
planlacab. baixas para capira, arvores de fructo, i dos depositarios geraes rua da Cruz a.
muito pasto para gado e urna ptima casa queU 10, para se poder verificar OS seu$ cre-
acommoda urna grande familia, ou raesmo u^Hfn
collegio : os pretendentes dirijam-se ao mesmo
sitio, a tallar com o proprietario, e mesmo para
veremo que urna propriedade bem edificada, c
1 quo offerece ioteresso
*!d* ^3T9 UiBW bTD^ 3S3^d KTi^vs ^Tat^f ^TByg ^rcnV ^TrlS^D ct- ~J
LEILAO
DE
Urna escrava.
Qu rta-feira 2o to correle.
O agente Rorj, far leilo em seu armazem na
rua do Imperador n. 15, por mandado do Illm.
Sr. Dr. jui'. de orphos, de urna escrjva sus-
cripta no inventario da fallecida L). Anna Maria
da Alleluia, ruja escrava estar a exame dos
comprador ts s 11 horas do indicado dia.
ditos.
Ortelo.
Precisa-se de um ortelo que saiba
perfeitamente o seu officio, e paga se
bem : a fallar ni llli.i dos Ratos com o
Sr. engenheiro Mello Reg.
Vende-se umi carroc. e um boi
novo ja fetto ao serrico desta praca, mui-
to bom e conhecido: na rua da matriz
da Boa Vista n. 13.
Os terrenos alagados de marinha entre a
ponte de Motocolo-nb e Ernbirbcira, a sua ei-
teuso de rail e tantas bracas, esto aforados
pelo governo desde 1816, ha viole tantos foreiros
que pagara de foro a fazenda cento e tantos mil
rls par auno ; a cmara de Olinda aforou todos
aquellcs terrenos em 15 de outubro de 1857 ao
Sr. Dr. Ignacio Nery da Fonseca pagando o mes-
mo senhor o foro de 3;)g por anno, o Sr. Dr.
Ignacio armado daquellc atoramenlo atropella ao
foreiro com a chicana, deven i-j ir chicanar com
a fazenda que quem tero o diminio.
Bonifacio, preto, crioulo, 20 anuos do ida-
do, cara feia, com rauitas marcas do bexigas,
quando falla nao encara para as pessoas, seceo,
estatura regular, com fallas de denles na frente,
com urna costura nos peilos, canoeiro e tijo-
leiro, foi escravo do engenho d'Agua de Igua-
rass, que foi do finado Henrique Poppe Giro,
I cosanla intilular-so de forro e andar careado e
vestido do paletol de fazenda ou do panno preto
Os herdeiros de Francisco Monteiro
de Lomes farao leilo por ntervenco
do agente Hvpyolito da Silva, do se-
guintc : urna rica mobilia de Jacaranda',
commodas, guarda roupas, secretarias,
camas para casal, ditas para solteiro, es-
crivaninlias, crystaes, louqas, quadros
com mignificas molduras douradas,
lanteinas, jarrse ador nos de porcelana,
um lindo e fino apparellto de metal in-
glez para cha' e diversos outros objectos:
terca feira 2\ do corrente ao meio dia
empontonarua da Praia n. 39, se-
gundo s.ndar. j
Liquidado
Com grande lunch.
Quarta-feira 25 do corrente
s 11 horas.
O agente Camargo fara' leilo por
autorisaco de urna pessoa que se retira
desta provincia, doseguinte:
Uma rica mobilia de Jacaranda' de mui-
to bom gosto.
Guarda vestidos eroupa.
Mesa elstica.
Espelhos grandes.
Toucadores.
Camas francezas.
Varias qaalidadei de |vidros, louca de
jantar. V-
m elegante cabriolet com um bom ca-
vallo trotador e outros muitos ob-
jectos os quaes sero vendidos sem
[Collegio do Bom Con-]
selho, ruadoHospi-j
cion. 19.
O director resolveu modificar o art. dos
estatuios do seu collegio em que peic
10$ mensaes pelos alumnos externos, exi-
gtndo d'oraera diante 205 por quarlel.
As aulas preparatorias sao regidas por
fprofessores habilissimos e de reconhecido
mrito.
**% waJW 9fiV ?A ?AV S/K UTM WV VW B BV PR 49%
Attencao
O abaixo assignado o sua mulher agitara ac-
cao de nullidade de inventario contra o coronel
Denlo Jos Ferreira Rabello e sua mulher, afim
de serem novamente avallados e partilhados o
engenho denominado Merer da comarc de
Goianna. seus terrenos e outros bens proceden-
tes do casal dos finados capitao Jos Ignacio de
Mello e sua mulher D. Francisca Bez.rra Caval-
canli pais e sogros communs, e porque adian-
do-se essa questo affecta, pur nppellacao.ao su- ; usado, protesto proceder contra quem o tiv,er asy-
perior tribunal da relaco do districto", corre o '
boato de que aquello coronel pretende vender a
quarta parte dos terrenos do mencionado enge-
nho em prejuizo do letigio indicado, apressam-sa
o abaixo assignado esua mulher em protestar co-
mo prolestam contra semelhanto preten<;o, por
envolver um verdadeiro altentado contra* os seus
direitos elegiliraos inieresses, eisto para que o
comprador, seia elle quem fr^ nao possa depois
allegar ignorancia e boa f, e anles seja reconhe-
cido como malicioso e fraudulento. O abaixo
assignado esua mulher declarara mais a quem
convicr que nao desislera da pos3e e usufructo,
em quo esto, do sitio Canleir e seus terrenos,
protestando repellirem na forma da loi, a qual-
quor esbulhoquese Ihcs projecte. Canteiro no
engenho Merer 14 de abril de 1860.
Jos Ignacio de Mello.
Jockey club.
reserva de preco, na rua Direit
D, segundo andar, as 11 horas
dia.
LEILAO
111
n.
do
lado: quem o pe,{ar leve-o a minha olaria na rua
do Mondcgo da freguezi.i da Boa-Vista ou ao meu
sitio da estrada do Arraial, que pagarei o traba-
Iho c despeza.
Marcelino Jos Lopes.
NICA, VERDADEIRA E LE-
GITIMA.
SALSA PARR1LHA
DE
l1^.
Os directores desta socicdido pedem aos Srs.
socios para coraparecerera no salo do hotel inglez
no dia 26 do corrente ao meio da, am de trala-
rem de negocios inherentes a mesma.
= Offerece-se uma ama para casa de hornera
solteiro : no pateo de S. Pedro n. 10, primeiro
andar.
Vende-se por preco commodo um cabrio-
let de duas rodas com coberta, arreios e era bom
eslado : na rua da Imperatrz, sobrado n. 17.
Vende-se um terreno cora 200 palmos de
frente e 150 de fundo, no lugar do Campo Verde,
o qual tem duas frentes por Ocar cm quina, a
frenta fica para a rua da Traico, e o lado do nor-
te para a rua do Desengao"; nos fundos j se
Remedio sem igual, sendo reconhecido pelos
mdicos, os mais mnenles como remedio infal-
livel para curar escrophulas, cancros, rheumalis-
mo, enfermidades do ligado, dyspepsia, debi-
dade geral, febre biliosa e intermitiente, enfer-
midades resultantes do emprejjo de mercurio,
ulceras e erupedes que resultam da impureza do
sangue
CAUTELA.
D. T. Lanman & Kcmp, droguistas por atacado
New York, acham- se obrigados a prevenir o res-
peitavel publico para desconfiar de algumas te-
nues imitarocs da Salsa Parrilha de Bristol que
hoje se vende neste imperio, declarando a todos
3iie sao clles os nicos proprietarios da reccita
o Dr. Bristol, tendo-lhe comprado no anno de
1856.
Casa nenhuma mais ou pessoa alguma tem
direil'o de fabricar a Salsa Parrilha de Bristol,
DE
5*
4
O agente Camargo fara' leilo no dia
5 de maio prximo as 1 i horas da ma-
nha no seu armazem da rua do Viga-
rio n. 19
DO
Sobrado de 3 andares pertencente aos
herdeiros do commendador Antonio
da Silva na rua do Vigario n. 3, de-
fronte do consulado geral, para exa-
minar o mesmo predio, ttulos e
>condiccoe$ da venda, os pretendentes
podem entender-se com o mesmo
agente.
THEATRO
DE
anta Isabel
QUIUNTA-FEIRA 26 DE ABRIL DE 1860.
Recita exlraord i nana.
Subir scena pela primeira vez neste thealro,
o drama em dous actos, prodcelo do Sr. Anto-
nio do Souza Moutinho :
AMOR E HONRA.
PERSONACEXS. ACTORES.
Commendador.................. Rozendo.
Roberto Nuncs................. Coimbra.
Alberto.......................... Vicente.
Um criado....................... Skiner.
Cecilia.......................... D. Isabel.
Uma criada..................... D. Jesuina.
poca, actualidade.
Findo o drama, a Sra. Virginia, por obsequio,
dansar vestida de hornera o inleressante passo,
intitulado
Q SOLO IGLZ
Seguir-se-ha a representado do muito jocoso
vaudeville cm um acto :
MltlQUMIVS, \ LEITE1RA.
Terminar o espectculo com um bellissirao
dansado pela Sra. Virginia, que tem por titulo :
ZIIGHiRGLLA.
Os artistas Coimbra o Vicente esto encarre-
gados de passar os bilhetes cora o fim de asse-
gurar uma completa enchente para to variado
espectculo.
Comecar s 8 horas.
Avisos martimos.
Onliiiiacao (lo leilo
DE
porque o segredo da sua preparaco acha-se so-
acha metade murado, tero 4 quartos e plaa de mente em poder dos referidos Lanman & Kemp.
capim que rende por mez 35$: quem o pretcn-i Para evitar engaos cora desapreciaveis co-
der, dirija-se a rua do Sebo n. 8, que achara, binac,es de drogas perniciosas, as pessoas que
com quem tratar. quizerem comprar o verdadeiro devem bem ob-
j servar os seguintes signacs sem os quaes qual-
quer outrapreparaco falsa :
Io 0 envoltorio de fora est gravado de um
na rua do l&do sob uma chapa de aro, trazendo ao p as
seguinles palavras:
3,600 rs.
MOVIS.
Manoel Antonio dos Passos
O. & C, nao podendo acabar
com o leilo de sua loja de
trastes sita na rua Nova n. 24,
continuar a vender por in-
tervencao do agente Borja, to-
dos os movis que existem no
deposito, constando de ricas
uiobilias de diversos gostos e
fettics, guarda roupas, guarda
vestidos, aparadores, toilets,
cade iras, camas francezas etc.
le una iafinidade de obras que
sero vendidos a vontade dos
compradores esem reserva de
preco. Principiar s 10 ho-
ras t m ponto.
Grande e esplendido
LEILO
Aracaty.
Segu com brevidade o bem conhecido hiale
Sanio Amaro, recebe carga c passageiros: a
tratar cora Caelano Cyriacoda C. M., no lado do
Corpo Santo n. 25, primeiro andar.
no
ouza Jardim. Os pretendentes comparecam
0 horas da maqha do da W do corrente
Riode Janeiro.
A narca Castro III, segu neslas dias por ter
o carregamento prompto e recebe passageiros e
cscraros para os quaes tem excellentes commo-
doi: trata-se com os consigna torios Pinto de
Souza 4 Bai^So na rua da Peiiha n. 6 ou com o
capitao na praca.
radi a Jos Buarque de Macedo por Manoel de Para o Aracaty segu o hialo Camaragibe :
para carga e passageiros, lra::a-se na rua do Vi-
gario 3, 5.
Quarta-feira 25 do corrente.
O agente Hyppolito da Silva autori-
sadojela Illraa. e Exma. Sra. D Cous-
tancia Perpetua da Cunha Poggi, viura
doDr Joio Jos' Iunocencio Poggi ara'
leilao dos movis e mais utencilios per-
tencentes a mesma Exm. senhora, con-
sistinco em mobilia do mais apurado
gosto e modernismo, pianos, guarda-
louc.-n etigers, espedios, camas, qua-
dros com nissimas estampas, crystaes,
riquisimo apparellto de porcelana para
cha' t mata, cavallo, cabriolet, uma ex-
cedente culeca, supenor trem de cosi-
nlia e grande i n finida de de artigos de
luxo<|ue serao patentes aos Srs. con-
currentes.
Na mesma occasiao serao vendidos di-
verso: artigo* per te ncen tes a cirurgia,
consiitindo em estojos, livros, estamftes,
e uma magnifica machina elctrica, pa-
ra o que o agente cima convida aos Srs.
mdicos a coraparecerrm na rua da Im-
peratrz outr'ora aterro da Boa-Vista
Avisos diversos.
Precisase de uma pessoa habili-
tada para tomar conta e amestrar uma
oflicina de calcado, dando-se bom or-
denado : na rua larga do Rosario n. 24,
loja.
Na madrugada de hontem (domingo) lugio
ou furtaram pelo porlo da casa n. 5, junto da
ponte pequea daPassagera, ura cavallo peque-
o, russo rudado, gordo, cora os cascos aparados
de novo e com ura.manilho na mo direita :
quem o tiver ach-ido, ou der noticia delle, diri-
ja-se a rua da Senzalla Nova n.38. ou na cochei-
ra do Sr. Pinto, rua da Guia, que ser bem recom-
pensado.
D-se dinheiro a juros sob penhores de pra-
ia c ouro : na rua Direita n. 60, primeiro andar.
W*i*ft 5^5^^*t-SKl^S*iiii6^**
Simplicio da Cruz Ribeiro, professor publico do segundo grao na freguezia da <(?
Boa-Vista, as horas vagas de seu magis- ^
terio, ensina particularmente as materias de sua proQss.to. Tambera d lices por |
casas particulares : na rua da Gloria ns. Wt
42 e 44. m
MMW ^mW IPaSV &IG9 r CB!7WFfl PBWr^m
O infra assignado roga ao Sr. Jos Pereira
da Silva, aulor do annuncio inserido no Diario
de Pernambuco n. 9i, que haja de declarar o-
rao foi que elle foi toreado a assignar-lhe um ti-
ca da quantia de 60$, sob pena de licar tido co-
mo calumniador c capaz de subtrahir-se do cum-
priraento de seus deveres.
Jos Lopes da Silva.
ss Precisa-se de ura pequeo portuguez com
alguma pralica de taberna, ou mesmo dcstes l-
timos chegados : na rua Imperial n. 39.
Precisa-se alugar um negro para todo ser-
vico de uma padaria '. na rua das Cinco Pontas
n." 106 ; na raesma precisa-se de um araassador
para vender o pao na rua.
Joao Elias da Cunha ratira-se para o Rio
de Janeiro.
Scolt Wilson & C. raudaram o seu escrip-
torio para a rua da Cruz n. 21, primeiro andar
Aluga-se um primeiro andar do sobrado da
rua do Queimado n. 26, nicamente para escrip-
lorio : a tratai na raesma casa.
waaa(aa sa. ata, ^, ML-aa,^2%&Ai2&
Saceos de milho de Mamanguapc
Queimado n. 21, primeiro andar.
Vende-se a taberna 3a rua de Borlas n. 16,
j annunciada, e deixou de se venler por moti-
vos que visla do caroprador se dir : a tratar
na raesma.
Vendem-se ps de larangeiras de umbigo e
da China, ditos.de sapoli, de frucla-po, de li-
mao para cercas, de cafe e de oulras muitas qua-1
lidades : na Ponte de Ucha, sitio da viuva de i
Joao Carroll.
Vende-se ura preto moco, com idade de 20
annos, pouco m.iis ou menos", bonila figura, sem
vicios nem achaques : a fallar na rua do Quei-
mado, loja n. 63.
Jiillio muito barato,
em saceos grandes: vende-se no armazem de
Travasso Jnior & C, na rua do Amorim.
Vende-so uma mulata com uma linda cria
e com bastante leile, boa coziiiheira e engomma-
deira, e um bonito preto muito moco e robusto,
e mais uma mobilia completa do ultimo gosto:
na rua Nova n. 52, primeiro andar.
Gado gordo.
Vendem-se vitellas, garrotas, vaccas, e 1 boi
pequeo para carregarcora cangalha, para o que
foi amaneado na Passagem de Oliuda, sit'o de
Jos Joaquira de Carvalho Siqucira.
XAROPE
D. T. LANMAN & KEMP
SOL AGENTS
N. 69 Water Street.
New York.
2* 0 mesmo do outro lado tem um rotulo em
papel azul claro com a firma e rubrica dos pro-
prietarios.
3o Sobre a rolha acha-se o retrato e firma do
inventor C. C. \iristol em papel cor de rosa.
3o Que as airecoes juntas a cada garrafa tem
nma phenix scraelhante a que vai cima do pre-
sente annuncio.
. DEPSITOS.
Rio de Janeiro na ruada Alfandega'n. 89.
Bahia, Germano & C, rua Julio n. 2.
Pernambuco no armazem de drogas de J. Soum
& Companhia rua da Cruz u. 22.
DELICIOSAS E INFALLIVES.
Pastilhas vegetaes de Kemp
contra
as lombrigas
DO
I.
Ainda conlinua-se a vencer o verdadeiro, e
verdadeiro, e afianca-se ser do proprio autor :
na blica do Jos da" Cruz Santos, na rua Nova
numero 53.
Milho e trelo.
Vende-se milho a 4# o sacco, c cm cuia a 20,
farelo a 53500 o sacco : por baixo do sobiado n.
16, com oito para a rua da Florentina.
approvadas pela Exm." inspeceo de esludo do
llbana e por muitas oulras juncias de hy-
giene publica dos Estados Unidos e mais paizes
da America.
Garantidas como puramente vegetaes, agra-
daveis visla, doces ao paladar sao o remedio
infallivel contra as lombrigas. Nao causara nau-
seasnem sensacoes debilitantes.
Testcmunho "espontaneo em abono das parti-
lhas de Kemp.
Srs. D..T. Lanman e Kemp. Port Byron
12 de abril de 1859. Senhores. As pastilhas
que Vmcs. fazera, curarara raeu filho ; o pobre
ripaz padeca de lombrigas, exhalava ura chei-
ro ftido, tinha o estomago inchado e continua
comichao no nariz, tao magro se poz, que eu
teraia perde-lo. Nestos circumstancias um visi-
nho meu disse que as pastilhas de Kemp linham
curado sua filha. Logo quesoube disso, com-
prei 2 vidros de pastilhas e com ellas salvei a
vida de meu filho.
Sou de Vmcs. seu amo agradecido.
IK. T. Floyd.
Preparadas no seu laboratorio n. 36 Gold
Street pelos uincos proprtelarios D. Lanman e
Kemp, droguistas por atacado em New York.
Acham-se venda em todas as boticas das
principaes cidades do imperio.
DEPSITOS
Rio de Janeiro na rua da Alfandega n. 89.
Allencao.
Dina da Silva Coutinho avisa ao respei-
tavel publico que tem aberla na rua Di-
reita a. 45, sua sala do pritneiras letra*
aonde recebe meninas internas, meio-
pcnsionElas e exlernas sob condieces as
mais favoraveis. Na mesma aula' atm
do ensino primario podero as |meinas
cujos pais quizerem, apreoder todo e
qualquer Ira bal lio de agulha, bem como
a msica e piano afiancando-se todo o
empenho no adiantamenlo das mesmas
nao perdendo de vista o seu aperfeicoa-
mento moral c religioso, esperando nisto
ser auxiliada pelos pais de suas alumnas.
Rerda.
Na noiln do dia 21 do crrenle perdeu-se um
pedaco de uma flauta branca, desde a rua do Vi-
gario dla rua da Roda : quem achou leve rua
da Cruz n. 8, primeiro andar, quC ser bem re-
compensado.
Vende-se por 1:200 20 railheiro!? de obra,
sendo lOmilheirosde telha e 10 ditos de o'vena-
ria batida, sendo que todo este material de bar-
ro de agua doce, e nao de agua salgada : na o'-
ria do becco das Barreira3 n. 8, de Antonio Mar-
lias Saldauha.
Pernambuco.no armazem de drogas de J. Soum
& Companhia rua da Cruz n. 22,
PILULAS VEGETAES
ASSCARADAS
1
IKMIP,
Loja do Ramalho.
Rua Direita n. 83.
Agulhas francezas curtas e compridas a 200 rs.
a caixa, grampas a 40 rs. o maco, clcheles em
carto a 60 rs., grampas em caixinha a 80 rs.,
relroz prelo e azul ferrete a 100 rs. a oitva, _
pentes p'ara atar cabello a 120 rs., pentes de ba- \ ahla- Germano & C. n
lea para alisar a 210, ricos penlcs de massa vi-
rados para atar cabello a 1-5500, ditos cora o ja-
rrado dourado a 2g500, galo de linho proprio
paraenfeilar casaveque a 100, 120 e 160 rs. a
vara, franja de linho brancas e do-cores a 120,
160 e 200 rs. a vara, boides para punho a 2 O rs.
o par, ricas gollinhas de cuntas pretase decores,
feilas de coritas, a 1^500 e 2#, sinturoes de bor-
rocha a 500 rs., bicos pretos de &cda muito finos
a 160, 240, 320 e 500 rs. a vara, ricos enfeiles de
vidrilho pretos e de cores a 2-5U0, 3 e 49, pecas
de renda fina a 600,700 e 800 rs., fita branca e
preta com colchetes proprla para vestidos a 400
rs. a vara, meias prctas para senhora a 240 o
par, cartas francezas a 240 o barelho, luvas de
relroz com palmas de vidrilho a I3GOO, tranca de
linho com caracol a 240 a peca, enfiadores bran-
cos para espartilho a 100 rs., ditos pretos de seda
a 160 rs., botos muito finos para calca a 240 a
groza, calcadeiras de bfalo a 640, pentes de
alisar com cspelho c escova a 500 rs., superiores
bicos e rendas da Iiha, de 1 dedo al 1 palmo, a
200 rs. al 600 rs. a vara, pentes de travessa pa-
ra meninos a 800 rs colheres da metal do prin-
cipe para tirar assucar a 400 rs., oculos de balea
muito finos a 19, tesouras muito linas com o aro
envernisado a 500 re., ditas grandes proprias pa-
ra corlar veslidos a 1#, obreias proprlas para as
namoradas a 200 rs. a caixa; alcm dcstes objec-
tos, encontrar o publico ura completo sorlimen-
lo de ludo quaute ha de roelhor no mercado, ten-
dente a raiudezas, c por menos do que em ou-
tra qualquer parte; do-se amostras de ludo, e
tambem se manda levar os objectos em casa de
familia para as senhoras escolherem.
Precisa-se de uma de lei te forra
ou captiva: no pateo do Terqo n. 67,
confronte as casas cabidas.
Pcde-se ao Sr. A. C, R, M. que quanlo an-
les pague o que anda deve ao senhor do escravo
S. que lhe esteve alugado, pois do contrario ter
de ver este mesmo pedido com seu nomo por
estenso.
NEW-YORK.
0 MELHOR REMEDIO CONBECIDO
Contra constipares, ictericia, affecces do figado,
febre biliosas, clicas,indigeslott, evxaquecas.
Hemorrhoidas, diarrhea,doencas da
pelle, irtipcOes.e todas as enermidades,
PROVENIENTES DO ESTADO IMPURO DO SAXGL'B.
75,000 caixas deste remedio couscmmem-se an
nualmente 1 1
Remedio da natureza.
Approvado pela faculdade de medicina, e re-
coramendado como o mais valioso catrtico ve-
getal de todos os conhecidos. Sendo estas pillas
pu-amente vegetaes, nao contem ellas nenhum
veneno mercurial nem algum outro mineral ;
estao bem acondicionadas cm caixas de folba pa-
ra resguardar-se da humidade.
Sao agradaveis ao paladar, seguras e efficaze-
em sua operaco, e um remedio poderoso para a
juvenlude, puberdade e velhice.
Lea-se o folheto que acompanha cada caixa,pelo-
qual se ficar con hecendo as muitas curas milagro-
sas quetem effectuado. D. T. Lanman & Kemp,
droguistas por atacado em Nova York, sao os ni-
cos fabricantes e proprietarios.
Acham-se venda em todas as boticas das prin-
cipaes cidades do imperio.
DEPSITOS.
Rio de Janeiro, na rua da Alfandega b. 89. *
Bahia, Germano & C, ruaJuliaon 2.
Pernambuco, no armazem de dregas de J. Soum
& C, rua da Cruz o. 22.
tu nnr

II Ptciwiri ?

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^y^^" V-1' u 1



_____

DlAfttO tE PEUNAMBCO. TERCA FEIKA \k DE ABRIL OE

COillAi*BUA
ALLIANCE
Estabelecida em Londres
IfcSrjfl) S $BM.
CAPITAL
Cinco ml\\oes de ULras
esterlinas.
Saunders Brothers & C tem a honra de In-
formar aes Srs. negociantes, proprietarios de
casas, e a guem mais convier, que estao plena-
mente autorisados pela dita companhia para
effcctuar seguros sobre edificios de tijolo e pe-
dra, cobertos de telha e igualmente sobre os
objcctos que coutiverem os mesmos edificios,
qucr consista em mobilia ou emfazendas de
qualquer qualidade. .
Aluga-se o segundo andar do sobrado da
ra Imperial n. 169, com 2 sals, 5 quorlos, so-
tao corrido com mirante para o lado do mar,
pintura cm bom estado, por 303 meusaes : a tra-
tar no primeiro andar do mcsmo.
O bacharel Jorge Dornellas Ri-
beiro Pessoa tem o seu escriptorio de
advocada na cainboa do Carmo n. 10,
primeiro andar, onde pode ser procu-
rado das 9 horas da manha as 2 da
tarde.
Aluga-se urna casa de dous anda-
res na ra da Aurora n. 26 : a tratar
aa mesma casa com o proprieta rio.
Almanak da provincia.
Sahio a luz a folhinha com
o almanak da provincia para
o correne aano de
IB HOT
>M33
Ra Nova, em Bruxellas (Blgica),
SOB A DIRECCVO DE l- UtBYAND-
Esls hotel enllocado no centro de urna das espines impoitantes da Europa toraa-se de grande
valor paraos brasileiros e porluguezes, por seus bons commodos e conforiavel. Sua posico
urna das memores da cidade, por achar nao s prximo s < tapies de caminhos de ferro, da
Allemanhaa Franca, como wt ter a dous mi&utos de si, te dos os theatros e divertimentes ; e,
alm disso, os mdicos precos convidara.
No hotel hasempre pessoas especises, fallando o franee:, allemao, flamengo, inglez e por-
uguet, para acompanhar as lourislas, qur -em suas excursfs na cidade, qur no reino, qur
emm para toda Europa, por presos |M nunca excederdi 8 a 10 francos(39200 4#000)
por dia.
Durante o aspado de oito a dez nwzes, ahi residirn os Exins. Srs. conselheiro Silva Fr-
reo, e seu fiMro o Dr. Pedro Augusto ti a Silva Ferrao, ( de Portugal) e os Drs. Felippe Lopes
Notto, Manoel de Figueira Faria, deserabargador Pontes Visgueiro (do Brasil,) e muilas ou-
tras pessoas tanto de um, como e-oulro paiz.
Os presos de todo oservigo, por dia, regulam de 10 i 12 francos (48000 49500.)
No hotel encontrara-se irirCTroacis exactas acerca de tuc o qu a pode precisar um eslrangeiro
CASA LlMI-B'iASLUlA,
2/rGoLivEi?A S,q'dare' Londres.
. .n.~ CBdo "mentado, com to-
mar a casa.coolgu 8mpla8 % ejceIlentCT ac.
commodacoesp.u mil maior numer0 de hos.
pedesde novo M rocommenda ao favor e lera-
branca dos se.as amigos e dos.Srs. viajantes que
visitera esta capital ; continua a prestar-Ihes seus
servicos e bou. oficios guiaodo-os cm todas as
cousas que Jirecisem conhecimenlo pralico do
paiz, etc. ; alm do portuguez e do inglez ialla-se
na casa o hespanhol e francez.
sociEDADE mam
Amorim, Fragoso, Santos
Companhia.
Os Srs. socios commanditarios sao convidados
a realisar a segn a entrado de 12 1(2 por cento
sobre os seus capiiaes at o dia 16 de abril cor-
rente, do conformidade com o respectivo contra-
to social.
I GENTES I
ARTIFICIAES. S
f5i
a
SS0
Sirop du
rFORGETl
JARABE DO FORGET.
sle xarope est approvado pelos mais eminentes mdicos de Pars,
imo sendo o meibor para curar comtipaeoes, tosse convulsa e outras,
Oeccoes dos bronchios, ataques de peito, rrilaeoes nervosa.' e iiisomnolenciss: urna colherada
pela manila, e outra 4 noiie sao suflicienles. O ilcito deste eiceleate xarope satisfae ao mcsmo
lempo o doenie e o medico.
O dtposito na rua larga do Roiario, botica de Bartholon eo F'ancaco de Soutt, n. 36.
o qual se vende a 800 rs. na
praca da Independencia livra-
ria a. 6 e 8 contendo alm do
kalendario ecclesiastico e
civil:
Noticie*, dos principaes esta-
dos da Fj,uropa e America com
o aom', idade etc. de seus im-
peradores, res e presidentes.
Resumo dos impostos ge-
rae s, provinciaes, municipaes
e jjoliciaes.
Tabella dos emolumentos
parochiaes.
Empregados civis, milita-
ras, ecclesiasticos, Iliterarios
fe toda a provincia.
Associaces commerciaes,
apcolas, industriaes, littera-
rias e particulares.
Estabelecimentosfabris, in-
dustriaes e commerciaes de
todas as qualidades como lo-
jas, vendas, acougues, enge-
nhos,etc, etc.
Serve elle de guia ao com-
merciante, agricultor, mari-
limo e emfkn para todas as
classes da sociedade.
ObacharelWiiRuvio tem
o 6eu escriptorio no i- andar
do sobrado n. 23 da ra Nova,
cuja entrada pelaCamboado
Carmo.
Engomma-se com-asseio e prociptidao : no
Dccco do Harisco n. 20.
Prccisa-se alagar um preto ou.prela, j ido-
sos, para comprar na ra e fazer emoss servico
da urna casa de familia, ou mesmo urna ama nks
imesmas circumstancias : quem tiver e quizer,
-annuncie ou dirija-se a raa de Santa Ria n. 40
primeiro andar.
Boa casa para alugar.
Nos das 20, 2i e 27 do correte va
a praca do jtiizo municipal da primen a
vara, por arrendamento de tres annos
o sobrado de tres andares e sotao com
mirante, sito na ra estreita do Rosa-
rio n. 41-, com um grande armazem
lageado detres poi tas na frente, gabi-
nete eticada um dos andares, e outras
murtas accommodacoes, avaliado. no
todo>ettt 1:700^ por anno.
^yYTTTYTTTTYrYrYTTTTTTTTTT1>
E DENTISTA FRANCEZ. 3
> Paulo Gaignoux, dentista, ra das La- 3
K rangeiras 15. Na mesm casa tem agua e <
p denliQco. *<
O Sr. Manoel Marques da Cesta Soares tenho
ts bondade de comparecer na roa da Liogoeta n.
2, para tratar do negocie que nao ignora.
Consultorio medico, ra da
Gloria n. 3.
O Dr. Lobo Moscoso continua nos
seus ta bal hos mdicos.
^Rua estreita do Rosario n. 31
^ Francisco Pitito Ozorio colloca denles ar- $
tticiaes pelos Joussyslomas YOLCANITE, $
chapas de ouro ou platina, podendo ser
@ procurado na sobredita ra a qualquer
& hora. mt
Roga-se aos Srs. devedores a firma social
de Leite & Correia em liquidafao, o obsequio
de mandar saldar seus dbitos na loja da ra do
Queimado n. 10.
Precisa se alugar urna ama de lei-
te, que o tenba em abundancia, que se-
ja bem sadia e de bons costumes ; e pa-
ga-se bem. Dirigirse a' praca de Pe-
dro II (antigo pateo do Collegio) n. 37,
segundo andar.
Na hvi-aria n. 6 e 8 da praca da
ndepenecia, preciz,a-se fallar ao Sr.
Joao da Costa Maravilha.
m wa ii pgjiaii m
Grande e novo sortimento de fazendas de todas as qua-
lidades por baratissinios precos.
Do-se amostras com penhor.
Lices de francez A
piano.
Mademoiselle Clemesce de Hanneto* *
i de Mannevilleontinua a dar liedes de
, raocez e pian na cidade e nos rrahaU i
l des : na ra da Cruz n. 9, .segundo andar. I
O Sr. Honorato Jos de OJiveira Figucira-
do queira annunciar sua morada ou dirigir-se
Por um lorie de cabello e
li'isamcnlo 500 rs.
Ra dalmperatriz n.7.
Lecomte acaba de receber do Rio de Janeiro
o primeiro contra-mestre da-casa Augusto Clau-
dio, o um outro vindo de Paris. Esta esiabcle-
cimentoesta hoje as molhorcs condi^ocs que
possivcl para atisfazer as encommeodas dos
objecios caVmllos, no mais breve lempo, co-
mo sejam: marrafas aLuiz-XV, cadeias de relo-
gios, braoelelcs, anneis, rosetas, etc., etc., ca-
b.) 11 (.-iras Je toda a especie, para homens c se-
nhoras, la-va-se igualmente -a cibeca a moda dos
Eslados-Uuidos.-scm dcixar urna s pelcula na
cabeca dos clientes, para satieazer os prcteadon-
tes, os objectos em cabello soro feitos em sua
presenta,eo desojarem, c-aciiar-se-ha-scmpre
urna pessoa dispouivel para cortar os cabellos, e
pentcar asenhoras em casa particular.
= Antonio Marques de Awcrira faz pui-Uco,
que no dia 21 doeorrcnle oi recolhida m seu
sitio na Ponte deUcha urna prcta vc-llwi por
nome Amia, cm estado de emlriaguez c mordi-
dida por uns caes. O seu estado nao permittio
obtcrdella informacao algunvc que indicasse se
era livre ou escrava." Tendo sid-o cuidadosamente
tratada acha-so quasi restabelecida, mas apenas
-sabe dizer que perter.ee a um-a senhora viuva,
moradora na ra do Collegio, e por isso se faz
e presente ar.nuucio para que e. pessoa a quem
pertenca a maude buscar.
Precisa-se de urna ama para urna pessoa :
0 ra Bella n. 10.
agencia tos Iauriean(et> amerlea--
nos Grouver & Baker.
Machinas de coser : em casa de Samuel P.
Jotkcston & C, ra da Senzala Nova n. 52.
'chegado loja de Lecomte., aterro do
Boa^Vista n. 7, o excollerjte leite vieginal de ro-.
sa branca para refrescar a pellc, tirar pannos,
sardas.e espinhas, e igualmente o afamado oleo
babosa para limpar e fazer crescer os -cabellos,
assim como pos imperial de ityrio de Uorenca,
para bortuejas o asperidades -da pclle, .conser-
Aluga se a na excellentc loja, sita na rua
das Cinco Pitas, propria tanto para estabelcci-
mento com para morada ; a tratar na rua da
Cadeia do l.ecifo n. 33, loja.
FOLIIIMIAS i'ARl 1860.
Estao ^end. na livraria da praca da Inde-
pendencia js. 6 e 8 as folhinhas para 1860, im-
pressasneta typographia, dasseguintes quali-
dades :
fOLHIJTIA RELIGIOSA, contendo, alm do
kalenda-io e regulamento dos direitos pa-
rocl iaes, a continuaclo da feiMiotheca do j
Crislaa Brasileiro. que se compoe: do lou-
vor ao sent nome de Dos, coroa dos ac- |
tos le amor, hymnos ao Espirito Santo e
a R S., a imitacao do de Santo Ambrozio,
jac: latoiias e commemora^ao ao SS. Sa-
cramento e N. S. do Carmo, exercicio da
Via -Sacia, directorio para oraco mental,
dividido pelos das da semana, obsequios
o >S. coraeao #e Jess, saudaror.s devo-
tas s cl.agas de Christo, oraces a N. Se-
nhera, ao.patrocinio de S. Jos e anjo da
guarda, responco pelas almas, alm de
out -as oraces. Prego 320 rs.
Or. Cosme fie "Sa7 rereiral
de volta desua viagem instructi-S
itiva a Europa continua no exer-gl
jeicio de sua proissao medica. H
^ Da' consultas em.seu escripto-?
[rio, no bairro do Recife, rua da]
Cruz n. 53, todos os dias, menos;
nos domingos, desde as'6 horas!
t as 10 da manhaa, sobre os
seguintes pontos
Lindos corles de vestidos de seda pretos
de 2 saias |
Ditos ditos de ditos de seda de cores
com babados |
Ditos ditos de ditos de gaze phantazia
de cores 9
Romeiras de fll de seda preta bordadas 9
Visitas de grosdenaples prelo bordadas
com Jroco 9
Grosdenaples de cores com quadrinhos
covado 1J200
Dito liso preto e de cores, covado S
Seda lavrada preta e branca, covado l; e 3$000
Dita lisa preta e de cores, com 4 palmos
de largura, propria para forros 15500
Corles de vestido de seda de gaze trans-
parentes 10J000
Ditos de ditos de cambraia e seda, corte 16J0O0
Caiubraias orlandys de cores, lidos pa-
dies, vara 1^000
Manguitos de cambraia lisos e bordados 9
Tiras e ntremelos bordados 5
Mantas de blonde brancas e pretas 9
Ditas de Ci de linho pretas 9
Chales de seda de todas as cores 9
Lencos de cambraia de linho bordados J
Ditos de dita do algodo bordados g900
Panno prcto e de cores de todas as qua-
lidades, covado 9
Casemiras idem idem idem 5
Gollinhas de cambraia a (640
Chales de touquim brancos 9
Ditos de merino bordados, lisos e es-
tampados de todas as qualidades 5
Enfeites de vidrilho francezes pretos e
de cores 3>500
Aberturas para camisa de linho e algo-
dao, brancas e de cores 9
Saias balo de varias qualidades 69OOO
Tafci rxo, covado 500
Chitas francezas claras e escuras, co-
vado j}280
Cassas francezas de cores, vara J500
Collariuhos de esguio de linho mo-
dernos J800
m completo sortimento de ronpa feita
sendo casacas, sobrecasacas, paletots,
colletes, calcas de muitas qualidades
de fazendas 9
Chapeos francezes Anos, forma moderna 8J500
Um sortimento completo de grvalas de
seda de todas as qualidades 9
Camisas francezas, peitos de linho e de g
algodao brancas e de cores 9
Ditas de fusto brancas e de cores f
Ceroulas de linho e de algodao 9
Capellas brancas para noivas muito Gnas $
Um completo sortimento de fazendas
para vestido, sedas, laa e seda, cam-
braia e seda tapadas-e transparentes,
covado
Meias cruas brancas e de cores para
meninos 9
Ditas de seda para menina, par I96OO
Luvas de o de Escocia, pardas, para
menino j}320
Velludilho de cores, covado 1*200
Velbutina de cores, covado 9700
Pulseitas de velludo pretas e de co-
res, o par 2J0O0
Ditas de seda idem idem I9OOO
Um sortimento completo de lu^as de
seda bordadas, lisas, para senhoras,
homens e meninos, de todas as qua-
lidades 9
Corles de collete de gorguro de seda
de cores 9
Ditos de velludo muito finos 9
Lencos de seda rflxos para senhora 2^500
Marquezilas ou sombrinhas de seda com
molas para senhora 9 *
Sapalinhosde merino bordados proprios
para baptisados, o par SJ^OO
> Casinetas de cores de duas larguras mui-
to superiores, covado 1&0G0
Sctim preto, encarnado e azul, proprio
para forros, com 4 palmos de largura,
fazenda nova covado lfiGOO
! Setim liso de todas as cores, covado 9
1 Lencos de gorguro de seda pretos 9
| Relogios e obras de ouro 9
I Corles de casemira de cores a 58000
Molestias de olhos
de corarao e de
II
CA DE VARIEDADES, contendo o kalenda-
rio, regulamento dos direitos'p-arochiacs.e
uma.colleccao de ancdotas, ditos chisto-
sos, contos,'fbulas, pensamcnlds moraes,
rec 2itas diversas, quer acerca de cozinha,'
quir de cultura, e preservativo de arvores
e fi actos. Prego 320 rs.
ITA DE PORTA.a qual, alm Jas materias do
cos.ume, contm o resumo dos direitos
Dar achines. Proco 160 rs.
I AttenQo.
@> Cuno pratiee e theorico de lingua fran- @
@ ceza por umasenhora francesa, para dez @
A mocas, se;undae quinta-ferra de cada se-
mana, das'0 horas al meio dia : quera @
qeizer aprcveilar pode dirigir-se a rua da
-. Molestias
peito ;
. Molestias dos orgaos da gera-j
cao, e doanus ;
". Praticara' toda e qualquer i
operacao quejulgarconvenien-
te para o restabelecimento dosrj
seus doentes.
O exame das pessoas que o con-1
Ssultarem sera' feto indistincta-J
mente, e na ordem de suas en-
tradas ; fazendo excepqao os doen- i
I tes de olhos, ou aquellesque pon
motivojustoobtiverem hora mar-
jcada para este im.
A applcac5o de alguns medica;
mentos indispensaveis cm varios)
casos, como o do sulfato de airo-1
|pina etc.^ sera' feito,ou concedido!
'gratuitamente. A confianca quei
jnelles deposita, a presteza de sua j
^ac ^de seu emprego; tudo quanto o |
demove em beneficio de seusl
doentes.
EftU MINERALE
NATURALLE DE VICHY.
Deposito na botica franceza rua da Cruz n. 22.
CASA DE BANHOS.
Neste proveitoso estabelecimento, que pelos no vos melhoramentos feitos acha-se conve-
nientemente montado, far-se-ho tambem do Io de uovembro em vante, contratos mensaes para
Tantos """"ti0 .ldadee economiado Publico de quem os proprietarios esperam a remuneracao ele
Assignaturt de banhos frios para urna pessoa por mez.....10(000
* mornos, de choque ou chuviscos por mex 159000
,____________Senes de cartoes e banhos avulsos aos oreos annunciados.
55 Cruz 1. 9, se
adiamados.
;undo andar. Pagamentos
ivrariadaprasa da Independenei4,que se precu|va a frescura e o avelludado da priman-era da
sa fallar-lhe.
1 vida.
Rtga-se aos Srs. devedores do estabele-
cimeoto lo fallecido Jos da Silva Pinto, o ob-
sequio du saldaren seus dbitos na rua do Col-
legio venia n. 25 n. 10.
= Cae ano Pinto de Veras faz sciente a quem
iniereesa que esl em exercicio da vara de juiz
de paz de 4o nno.do primeiro dslricto da fre-
guezia d< SS. Sacramento de Santo Antonio des-
la cidade, para que foi cleito e que despacha na
casa des-ia residencia rua de S. Francisco n. 8,
cen quslque: parte que for encontrado; e que
da audiencia ras tercas e sextas-feras as 4 1|2
horas da larde como ja lem annunciado, na casa
publica das audiencias. Recife 29 de fevereiro
de 1860.
N. 2;'-IUa da roperatriz-N. 27.
L. Pugi.
nica cOleifia em Pemambuco para lavar as
palhinha; das mobilias v mais encardidas, tor-
iiondo-s( out iva vez tao alvas como no estado
primilive ; e6la magnifica preparacao chimica
tem a prtpricdadc de desinfectar as mobilias das
pessoas nort.is de molestias contagiosos : na
mosmac.sa lavam-se chapeos de palha de Italia
e,pem-:;e moda.
Na rua do Imperador n, 28, aluga see von-
de-seen grandes e pequeas porces bichas
hamburgjezaii, e Umbem eal da mais nov que
ha, para 'abrioo do assucar, por preco commodo.
Mestre de msica. II
Lma pessoa competentemenlc habilitada se
propoe a ensinar msica theorica c praticamen-
le, dando licoes de piano, de rabecca ede violao
em qualquer estobrlecimenlo de educado, e em
casas parliculares, dentro, ou anda nos arrabal-
a*S / c'dade : Pde ser procurada em qnalquer
da, das 9 horas da manhaa s 6 da larde, na rua
da Imperatriz (aterroda Boa-Vista) n. 65, segun-
do andar.
= chegado praca da Boa-Vista, loja de
n. 7, um novo sorlimcnto de bogias de lo-
40#000 de aluguel. (
D-sc mensalroenle por um primeiro andar!
que lenha bstanles commodos para familia : nal
ru3 cstreila do Rosario n. 34, primeiro andar.
= Aluga-se sala do primeiro andar da casal
n. 1 D da rua do lo perador, confronte a ordem!
terceira de S. Francisco : a tratar na mesma. I
Precisa-se do urna mulher de meia idade. 1
forra ou captiva, para ama de urna casa de pou- >
ca familia : no rua de Apollo n.2.
= Precisa-se de urna ciiada porlugueza que I
seja de boa vida e costumes, sabendo engoramar
e costurar, s para urna pessoa tambem porlu-
gueza : quem estiver nestas circunstancias, de-
clare sua morada para ser procurada.
@@ -g@ g@@@
|Consullorio central homeopathico|
IPBlHfianBIIDilD. 1
Continua sob a mesma direceo da Ma- 5
noel de Mallos Teixeira Lima, professor
,t em homeopalliia. As consultas como d'an- g
m es. z
f

Botica central liomeopathica
Do
i DR. SABINO 0, L PIMO I
No vos medicamen los homeopa ihicos en-
g viadosda Europa pelo Dr. Sabino.
Estes medicamanlos preparados espe-
aos os tamanhos e da melhor quolidade que vem I m cialmenle segundo as necessidades da lo- S,
ao mercado, assim como bonitos macinhos de '. & meopaihia no Brasil, vende se pelos pre-
rolos para acender lamernos em cases partcula- S eos conhecidos na botica central horne-
les, viudos de Lisboa pelo brigue Relmpago : a palhica, rua de Santo Amaro (Mundo No-
FUINDIQAO
DO
III I. \l llfflli
Rua do Brum (passando o chafariz.)
o depoxVto deste eslabeleemento sempre lia gran c HOTtimento Ac me-
. cAiaftismo pata os engenVios Ae assucar a sa'ber:
Machina de vapor modernas, de golpe cumprido, econmicas de combustivel, e defacillimoassento :
Rodas d^agua de ferro com cubos de madeira largas, leves, fortes, e bem balancada;
Caooos de ferro, e port.s d'agua para ditas, e serrilhas para rodas de madeira*;
Moenda intrascom virgens muito fortes, e convenientes ;
Meia moendas com rodelas motoras para agua, cavallos, oubols, acunhadas em auilhoes deazs :
laixas de ferro tundido e batido, e de cobre -
Pare e bicas para o caldo, crivos e portas de'ferro para as fornllias:
Alambiques de ferro, moinhos de mandioca, fbrnos para cozer farinha ;
Bodetas dntada de todos os tamanhos para vapor, agua, cavallos ou bois ; -
AguilhOes, bronzes e parafusos, arados, eixos e rodas para carrosas, formas galvanizadas para purgar etc., etc.
D.W.Bowman confia que os seus freguezes acharotudo digao da preferencia com
que.o nonrara, pela longa experiencia que elle tem do mechanismo proprio para os agricul-
tores desta provincia, e pelo facto de mandar construir pessoalmente as suas obras as
mais aceitadas fabricas da Inglaterra, para onde elle faz viagem annual para o dito fim,
assim como pela continuado da sua fabrica em Pernambuco, para modificar o mechanis-
mo a vontade de cada comprador, e de fazer os concertos de que podorao necessitar.
Offercce-se um rapaz porluguez para cai-
xeiro de armazem de molhados, ou de assucar ou
refinaco, ou mesmo para taberna, aqui dentro
do Recife, e disto lem bastante pratica, e da fia-
dor a sua conducta : quem precisar, dirija-se a
rua do Vigario n. 29, ou annuncie.
Quem precisar de um moco portuguez para
caixeiro, que sabe escrever e contar, viudo lti-
mamente da Europa, dirija-se a rua de Apollo d.
16, segundo andar.
Asylo de mendicidade.
Tendo a associarao commcrcial bene-
ficente de mandar oublicar os nomesdos
Srs. que subscreveram para este pi es-
tabelecimento, e nao tendo alguns des-
ses senhores realisado anda a entrada
da somma com que se dignaram subs-
crever a mesma associarao roga-lhes
queram realisar tal entra*Ja al o im
do corrente mez, aim de que ella possa
cumprir aqqelle dever.
Aluga-se as lojas de um sobrado
sito em urna das ras adjacentes a fa
culdade de direito, moradia esta mu
conveniente aos Sis. alumnos da mesma
faculdade : a tratar com o Sr. Tliomaz
Garretoucom o Sr. Dinamerico Au-
gusto do llego Bangel, ambos morado-
res no bairo da Boa-Vista, rua For
mosa.
Precisa-se de um hornera para feitor de um
sitio perlo da praca, de um eslrangeiro de pouca
familia; preftre-se um Porluguez de meia idade.
que enlenda de plantncao de hortalice : a tratar
na rua da Cruz n. 10, em casa dos Srs. Kalkmann
Irmaos 4 C.
Manoel Cabral Borges faz sciente ao respei-
lavel publico e aos seus freguezes, que o Sr.
Francisco Antonio Coelho Jnior deixou de ser
seu caixeiro desde o dia 18 do crreme
8 #@ @
Os Drs. em medicina Prudencio de Brito ffi
Colegipe.e Manoel Alvesda Costa Brancan- #
te, conlinuam a residir na rua do Impera- 4
dor n. 11 B, onde podem ser procurados $
a qualquer hora do dia ou da noite para o
exercicio de sua protisso. Espocialidades m
partos e molestias syphililicas.
vo n
mt
6.

Ama.
Precisa-se alugar tima preta escrava que saiba
engommar, coser lavar, paga-se bem : na rua
da Cruz n. 23, segundo audar.
Flores de cera em cinco
Hces.
O artista Jos Ricaud, recentemenle chegado
da corle, orrerece ao publico em geral e em par-
ticular ao bello sexo, seus lindos trabalhos de
cera e lias. D licoes em casas parliculares :
exposicao dosquadros, na rua do Cobug n. 3 A
casa do horticultor francez.
Arrenda-se o engenhoOulero, sito na fre-
guezia da cidade da Victoria, distante da praca 9
legoas ; quem o pretender arrendar, dirija-se ao
engenho Novo de Iguarass, a tralar com Fran-
cisco Virissimo do Reg Barros.
f. '- -
_ o o a er
Q. 3 2 O
-1 o
_ S rt ra
CS -a = a
ib em J3
2 5.5
5: 2.

Na madrugada de hontem domingo fuglo
ou furtarara pelo porlo da caza n. 5 junto da
ponte pequea da Passagem, um cavallo peque-
no, ruso rudado, gordo, cora os -cascos aparados
de novo, e com um mamilho na mo direita :
quem o tiver achado ou der noticia delle, derija-
se rua da Scnzaja Nova n. 38. ou na cocheira
do Sr. Pinto na ra da Guia, que ser bem re-
compensado.
= Alnga-se urna ama para casa de hornera
solleiro, para coiinhar e engommar: quem qui
5- =
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fe
VZ
Nestes dias feixa-se infallivelment o
lecimenlo de retratos da rua Nova n
pessoas que desejarem car com um fiel
feito retrato approveitera a occasiao O
grapho, F. Villela.
cstabe-
18: as
C pCT-
plioto-
Precisa-se alugar urna ama forra que saiba
engommar e fazer algum trabalho de casa de fa-
milia ; quem esliver nestas circunstancias, diri-
ja-se a rua da Cadeia do Recife n. 22, segundo
andar.
Precisa-se de urna escrava para o serviro
interno de urna casa de pequea familia, que sa'i-
ba cozinhar, cusaboar e engommar^. quem a li-
vor para alugar, dirija-se a Fra de Portas, ma
dos Guararapes, casa do professor publico, ou
annuncie para se procurar.
$0>ii0 CM90000<0Cl& i Seguro contra Fogo |
COMPANHIA I
LONDRES
AGENTES
J. Astley & Companhia.
_|
Vende-se
i
para
Tintas de oleo.
Formas de ferro
purgar assucar.
I Estanho em barra.
Verniz copal.
Palhinha para marci-
neito.
Vinhos finos de Moselle.
Folhas de cobre.
Brim de vela: no arma-
ce

se
<^
C^
QO
CZ5
o-
3
o
Precisa-se de urna ama que tenha muito
saSi,0 m9 *'s-m"B-10pn- i 5?,!^e w^*; fip^ss
1
i
I
3
I zem de CJ. Astley & C.
Desaopareccu no dia 18 do corrente um ca-
vallo russo com pintas de pedrez, um tanto ma-
gro, levando urna cangalha e um par de iflquiri-
deiras, lendo o dito cavillo a cauda ripada e um
ferro no queixq da parte direita, o cavallo ca-
pado e grande : quem o trouxer ou vier dar ffo-"
licia na rua da Praia n. 33, ser bem recompen-
sado.
Aluga-se a loja da casa da rua do Impera-
dor n. 17. lado do caes: a tralar no primeiro
andar da mesma casa.
Ama.
Precisa-se de urna ama para comprar e cozi-
nhar para urna senhora, na rua da Senzalla Ve
Iha d. 67 : a Iratar na mesma casa.
O abaixo assignado faz ver ao respcitavl
publico que ninguem faga negocio com o Qca
passado ao Sr. Jos Lopes da Silva no dia 18 de
abril, porque foi assignado a torca, e por isso fi-
ca tem nenbura effeito
Jos Pereira da Silva.
Aluga-se
um armazem na rua da Senzalla n. 70: quem o
pretender, dirija-se a rua da Cruz n. 60.
Antonio do RegoMedeiros e Manoel Soares
de Moura, tendo justo e contratado a compra da
taberna sita na estrada de Sanio Amaro, perten-
cerne a Manoel Francisco de Paulo, nao (cando
os mesmos responsaveis pelos dbitos que houo
veremna dita taberna, por isso marcan o praz-
de 4 das da data deste para quaesquer credo*es
apresenlarera as auasontat para serem legali-
sadas, ndo o dito prazo, se effectuar a dila
compra. Recife 21 de abril de 1860.
Precisa-se de urna ama para casa de uiu
mogo solleiro, dando flaaca de sua conducta : na
rua estreita do Rosario n. 38, primeiro andar.
mi itit jmrvi
11
iwi I


^*Kl

(6J
Modas francezas.
Madamc Miltoeheau participa es ienboTas.suas
reguezas, que no sortimento de modas receWo
pelo ulliroo navio rancez acba-6e um lindo
sorimento de chapeos, pelerinas, gbllas e man-
gas. Avisa lambom s senhoras suas freguezas,
que embora saia do sua cas urna ou outra cos-
lureira, conlinua-se sempre a fazer vestidos e
mais modas do verdadero goslo de Paris, jpor
prego commodo, e exsclidio.
O abaixo assignado, por ler de seguir para a
Europa, deixa por seus procuradores os seguin-
tes senhores : era 1." lugar ao Sr. Joaquim Mar-
tins Moreira, cm 2," ao Sr Jos Domingues Maia,
e em 3.- ao Sr. Anlonio Joaquim Vaz de Miranda.
Antonio Jos Pereira de Miranda.
As pessoas que tiverem contas contra o Sr.
W. W. Stapp, cnsul dos Estados Unidos, tero a
b^ndade de apresentareru no mesmo consulado
ateo dia28 do correntc.
Precisa-se de duas arcas, urna para cozinha,
e outra para engommado, dando-se preferencia a
cscrava; a tratar na ra do Imperador n. 15.
Alugam-se 2 moleques de 14 e 15 annos :
na praca da Boa-Vista, casa n. 5, primeiro andar
Precisa-se alugar urna escrava que cozinho
e faga o mais servico de casa de familia : na ra
estreila do Rosario"n. 34, primeiro andar
Offerece-se um portuguez casado qara fei-
tor de um sitio, o qual d fiador a sua conduc-
ta : qiiem precisar anouucie para ser procurado.
gCollegio do Bom Conselho||
ruado Hospicio 11.19.
(g) Precisa-se de copeiros ncsle eslabele- 0$
6$ cimenta, preere-se captivos.
N
Aluga-se ummulatinlio para o
serv'iQO de casa ou para criado : na ra
do Imperador confronte a ordem ter-
ceira de S. Francisco n- 1 D.
Jos Francisco de Azevedo e sua senhora
retirara-se para a Europa.
Precisa-sede urna ama para caa de pouca
familia, para cozinbar, c outra para engommar c
lavar para duas pessoas, paga-se bem : na Boa-
Vista, ra da Ponte Volha n. 14, casa que lem.a
frente pialada de verruulho.
ocieilaie Bancaria,
Afflorim, Fragoso, Santos & Companhia.
Ra da Cadeia do Recife.
O publico e os socios desta empreza po lem
obler pela pralica de contas correntes vantagens
inconlcstaveis. Cese aria o prejuizo que soltrera
us pessoas que improductivamente cooserram
em suas gavetas quanlias, que. dadas pela forma
abaixo desciipta, estarn cm cerlo periodo con-
sideravelmenle augmentadas ; porlanto, em
nos-1 iiilercsse c no do publico que fazemos as
consideracos seguintcs :
Todo o individuo que possuir a quantia de
100$, edal para cima, pode abrir con la corren te
com esla-soriedade, depositando cm seu cofre
e.-'sa quantia, que ficar vencendo juros desde o
momelo em que fur entregue at aquello' em
que fur retirada ; estes juros sero accumulados
ao capital no fin de cada semestre civil, para
ficarcm por seu turqp vencendo juros, que sero
igualmente accumulados.
A sociedade pagar sempre urna taxa de juros
de dous por ccnlo, menos que a taxa, por que a
ca:xa filial descantar us letras da praga.
As quanlias assim depositadas em conla cr-
lente podero ser retiradas parcial ou totalmen-
te a lodo momento do modo seguintc : at a
somroa de 5:0003, vista de 5 al 20 contos cora
aviso antecipado de tres das, c de 20 contos pa-
ra mais com aviso de seis dias.
As pessoas residentes nesla praca a sociedado
ornecer gratuitamente urna c'aderncla para
nella se fazer a escripturaeo da conla, como
tambera para servir de documento s quanlias
que por ella forera recebidas ; s residentes fra
remetiera animalmente urna copia da conla cor-
rento para ser conhecido o estado della.
Deste modo, sem flespeza alguma, poupando
lempo e Irabalbo, poder qualquer pessoa guar-
dar as suas economas e augmenta-las com os
juros que for vencendo.
Nao aconleco o mesmo sendo o dnheiro dado
a juros a prazo fixo por letras ao portador, pois
nao sendo reformadas no vencimento deixaiu de
vencer juros.
Pedindo a allenro do publico para esta classe
de operages demonstramos quanlo llic sao pro-
iicuas, basta ter em consideracao que, conser-
vando um capital depositado em conta correle
no espago de 10 annos pelo juro de 7 por cnto,
e este capital estar duplicado naquelle periodo.
Professor dentista,
l\\\a da Cruz numero 44.
D. Juan Nogues faz seienle aos seus freguezes
c ao rcspeitavel publico era geral, os quaes j
tem pleuo conheciraento da perfeicao e delicade-
za do seu Irabalho, que contina o exercicio de
sua prolissfio : tira denles com a maior rapidez
possivel a 2J ea3, sendo em casa c fra della
a 59, limpa-os a 5j, chumba com massa diaman-
tina a 53- e com prata a 3fl, collocaos sobre cha-
pa de ouro a 16}, sendo para fra da cidade qual-
quer operago ser o prego que se couvencionar.
= Joaquim Antonio Dias de Castro, tendo de
retirar-so para a Europa tratar de suasaude, dei-
xa por bastantes procuradores uesta praga, om
primeiro lugar an Sr. Manoel Joaquim Dias de
Castro, em segundo ao Sr. Manoel do Oliveira
Maia Jnior, e era terceiro ao Sr. Joo Jos de
Carvalho Moraes Filho, c cncarregado de todos
os seus negocios respeito ao seu cstabclccimenlo
a seu socio Jos omes do Araorim.
= Douphant George, Douphant Geonn e Ma-
lok Pierre, subditos francezes, vo a Paralaba.
O abaixo assignado, tendo. mandado um mo-
lerme hontcm, 19 do corenlo, pelas 6 s horas
da larde, levar uns remedios Capunga, acon-
tece que nao os entregasse, era vollou para
casa, o qual tem os signa&s seguintcs ; de nome
Kicolo, idado de 11 a 12 annos, cor fula, secco
do corpo, lera urna cicatriz no punho da urna das
n>;ios, c outra no hombro proveniente de quei-
xnaduras, levou calca e camisa de algodo azul :
roga-se a todas as autoridades ou a qualquer
pessoa que oapprehender, ou delle der nolicia,
o levera ao paleo do Carmo n. 1, que serio ge-
nerosamente recompensados.
Joaquim Manoel Ferreira de Souza.
Igundocm separado : na-itrTarta n.Hi el
8 da praca da Independencia.
e variada sorlimeuto k
roupas feilas
Na loja da ra Direita n. c 7.
Ricos sobrecasacos de panno muito fleo a 5 5 e
289, paletols de fuslo braneos e do crela &&,
ditos de alpaca de seda a 5, ditos sobre a 6J,
ditos de bnm a 3g500 e 4. ditos de esguilo de
algodo branco a 33200, calcas de brim do li ho
de cores a 29500, 3$, 3*500'e 4g, ditas brancus a
2#, cortes de collete de gorgurode seda a 2J600
e 3-5, ceroulas de bramante francezas a 15*00,
ravalasde gorgurao, chamalote, setim e grot a
$. dilas de rede a 1&400, chapeos francizes
a 89 e 89500. ditos de casemira a 3$800, dito: de
castor, copa baila, a 109, chapeos de sol de pan-
no, cabo de canoa com astea de balea, a 2$ 00,
por ter grande porcao, corles de brim de algodo
a 900 rs.,saias a balo a 6#500, esguio de al-
godo com duas larguras a 400 rs collete! de
gorgurao de seda a 59, mantas de seda a 2a; 00,
meias croas a 29500, 3*200 e 49, e outras Al-
ias fazendas de goslo que seria enfadonho Men-
cionar ; a ellas, antes que so acabem : sapa-
tos de tranca eilos no Porto o I96OO.
PUMO DE WMUMBUCQ. +-.TSWk FEHU,*4 PB ABlffl, PR iftd.
Fumo americano.
Vende-so fumo americano proprio para mas-
car e fazer cigarros : na ruada Cruz do Recife n.
50. primeiro andar, caixinhas de 20 e 40 libras
a 400 rs. a libra.
Vende-se um ptimo engenho do fabricar
assucar. moenle e oriente, todo de varzeas de I
massap epaul, na-freguezia do Ipojuca, de ex-;
cliente produceo : quero o pretender, dirija-se
a loja de Jos Victorino de Paira, na ra do Ca-
bug n. 2, que dar tedae qu.ali.uer informaco.,
Ferros de engom-
mar econmicos
A 8 $000.
Augusto & Pcrdigao,
cora loja na ra da Cadeia do Recie n.
23, confronte ao becco Largo,
previnem aos seus freguezes. que acabam de sor-
lir seu novo eslabelecimento com fazendas de
gosto, unas, c inferiores, para vender pelos pre-
sos os mais razoaveis ; as fazendas inferiores,
nao a retalho, se vendero por um prego flxo
que ser o seu proprio custo as casas ingle ;as,
urna vez que seiam pagas vista.
Nesle eslabelecimenlo se encontrar seapre
um sorimento completo de fazendas, e entre el-
las o seguinle :
Vestidos de seda com babados c duas saias
Ditos de la e seda e duas saias.
Ditos de tarlalana bordado a seda.
Manteletes pretos bordados com franja.
Taimas pretas de seda e de fil.
Polonezas do gorgurao de seda pretas.
Cinluroes para senhora.
Ksparlilhos cora molas ou clcheles.
Enfeites de vidrilho ou flores para senhora.
Vestuarios para meninos.
Saias de balo para senhora c meninas.
Chapeos para senhora e meninas.
Pentes de tartaruga dos melhoresgostos.
Perfumaras de Lubin c outros fabricantes.
Cassas e organ lys de cores.
Grosdcnaples de cores.
Chitas escuras francezas e inglezas
Collas e manguitos os mais modernos.
Camisas do linho para senhora.
Dilas de algodo para meniuo.
Algodo de todas as qualidades.
Lencos de labyrintho para presentes.
Collas de crochet para menino.
Vestidos de phantazia.
Roupa feita.
Casacas e sobrecasacas de panno fino.
Paletols de casemira.
Caigas do casemira pretas e de cores.
Colletcs de seda idem dem.
Ditos de fuslo.
Camisas inglezas todas de linho.
Ditas francezas de differeules qualidades.
Malas e saceos de viagem.
Borzeguins de Mellier e outros fabricantes | ara
homem.
Ditos para senhora.
Charutos de Ha vana, Baha e manilha.
Camisas de flanella
Chapeos de todas as qualidades para homem,
senhora c enancas.
Chapeos de castor preto
e braneos
Na ra do Queimado n. 37, vendem-se os me-
Ihores chapes de castor
Botica.
Bartholomeu Francisco de Souza, ruakrga
do Rosario n. 36, vende os seguintes medica-
mentos :
Rob L'Affecteur.
Pilulas contra sezoes.
Ditas vegetaes.
Salsaparrilha Bristol.
DilaSands.
Vermfugo inglez.
.Tarop do Bosque.
Pilulas americanas (contra febre).
Ungento Holloway.
Pilulas do dito.
Ellixir anti-asmathico.
Vid ros de boca larga com rolhas, de 2 oncas a
121ibras v
Assim como tem um grande sortimenfo de pa-
pel para forro de sala, o qual vende a mdico
preco.
%333&5f3i3 mam %m$gwim*&
Compras.
Compra-8e um cabriolet de qua-
tro rodas, que eteja em bom estado e
tenlia coberta : na ra da Gloria n. 3.
Constante-
mente
compra-se, vende-se c troca-se escravos : na ra
Direita n. 66.
Estas peonas, de differenles qualidades,sao fa-
bricadas.de ac de prata refinada de primeira
tempera, e sao appicaveis aHodo o tamanho de
letra : i venda em casa dos Srs. Guedes & Con-
nives, ra da Cadeia n. 7, prego liO cada
caixa.
Na cidade do Rio Formoso vende-so 3 pro-
priedade denominadaQuinaJ casa de ne-
gocio ha muito, e deve offerecer muita vanta-
;em por flear no paleo da eira : os pretendentes
podera dirigir-se ao propietario do engenho Es-
trella, ou aqui no Recife, na ra do Rosario da
Boa-Vista, casa n. 32.
Potassa da Russia
E CAL DE LISBOA.
No,bem conhecido e acreditado deposito da
ra da Cadeia do Recife n. 12, ha para vender
potassa da Russia e da do Rio de Janeiro, nova
e de superior qualidade, assim como tambem
cal virgem em pedra: tudo sor urecos muito
cazoaveis
Sndalo.
Ricas bengalas, p alce ras e leques :
vendem-se na ra da Imperatr-iz n. 7,
loja do Lecomte.
Lojadaboneca ruada Impe
ratriz n. 7.
Vendem-se caixas de tintura para tn-
gir os cabellos em dez minutos, como
tambem lingem-se na mesma casa a
qualquer bora.
A 8,000 rs. com todos
os pertences.
Do-se a contento para ex-
periencia por um ou dous
dias.
Vendem-se esles magnficos ferros as seguin-
tes casas :
Praga do Corpo Santo n. 2.
Ba da Cadeia do Recife n. 44.
Dita da cadeia do Recife n. 49.
Ra Nova n. 8.
Ra Direita n. 135.
Dita da Madre de Dos n. 7.
Dita do Crespo n. 5.
Dita daPenha n 16.
Dita do Cabuc n. 1 B.
Dita Nova n. 20.
Dita do Imperador n. 20.
Dita do Queimado n. 14.
Dita Direita n. 72.
Dita da Praia n. 28.
Dita da Praia n. 46.
Dita do Livramonto n. 36.
Dita da Santa Cruz n. 3
Dita da Im eratriz n, 10, armazera de fazendas
deRaymundo Carlos Lelte &Irroao, em todos
estes lugares do-se pac um ou dous dias para
experimenlar-se. r
Ra da Imperatriz n. 14.
Cbegw* a Pechada OiCAllo
Na loja do ^reguica na ra do
QtteMatSder!emP?ra COfH.
ChaTy e merino tacre, ptimo nio para
roup5es evestidos de montara de Sra. como para
vrtuarios de meninos a 360 e 400 res o cova-
do Challes de merino estampados muito fiaos pelo
deminuto pre$o de 2:500 cada um musselinas
modernas, bastante largas, de variados padr5es
a 260 280 ris o coveJo grvalas a fantazia,o
mais moderno possivel a 19 e 1200 cada urna, e
outras muitas fazendas, cujos pregos extraor-
dinariamente baratos, saiisfaro a expectativa
do comprador.
m
Conlinua-se a vender fazendas por baiio
prego at mesmo por menos do seu valor,
ai am de liquidar contas : na loja de 4 portas
j na ra do Queimado n. 10.
REMEDIO INCOMPARAVEL.
UNGENTO HOLLOWAY.
Milharesde individuos de todas as nagoes P9-
dem tesfcmunliar as virtudes deste remedio in-
comparavel c provar em caso necessario, que,
pelo uso que delle flzeram tem seu corpo e menr
bros inleiramenle saos depois de haver emprega-
do intilmente outros tratamentos. Cada pesoa
poder-se-ha convencer dessas curas maravilhosas
pela Ieilura dos peridicos, que lh'as relatam
lodos os dias ha muitos annos; e a maior parte
dellas sao to sor prendentes que admiran: so
mdicos mais celebres. Quanlas pessoas reco-
braram com este soberano remedio o uso de seus
bragos e pernas, depois de.ter permanecido Ion"
go lempo nos hospitacs, onde de viam soflrer a
amputacol Dellas ha muitas que havendo dei-
xado esses asylos de padecimentos, para seno
submetterem essa operago dolorosa foram
curadas completamente, mediante
preciosoremedio. Algumas das -.s pessoas na
enfuso de seu reconhecimento declararam es
tes resultados benficos diante (Jo lord correge-
dor e outros magistrados, afim de mais autenti-
carem sua firmativa.
Ninguem desesperara do estsdo de saude sa
tivesse bastante confianga para ensaiar este re-
medio constantemente seguindo algum tempo o
mentratatoquenecessitasse a natureza do mu
cujo resultado seria prova rincontestavelmente :
Quetudocura.
O ungento be til, mais particu-
larmente nos segruinteseasos.
Inflammaco dabexiga.
da matriz
o uso dease -pelo barato prago de 200 rs
GRANDE SORTIMEMO
IFazendase obras feitasj
KA
mw
moedas de ouro de 1 6,S e 20$ : na ra
da Cadeia do Recife loja u. 22.
Na praga da Independencia n. 22, com-
pram-se bilhetes de loteras recolhidas.
Compram-se na praoa da Independencia n.
22, bilhetes de loteras recolhidas.
Vendas.
cana de chegar do Rio de Ja
nciro alguos exemplares do
primeiro e segundo volume
da Corographia.
Histrica ctionologica, genealgica,
nobiliaria e plttioa do imperiodo Bra-
sil, pelo Dr. Mello Moraes : vende-se a
41 o volume, podeado-e vender o te-
"Loja e armaicm
DE
Gcs&BastoJ
Na ra do Queimad) n.
46, frente amarella.
Completo e grande sortimento de cal-
gos de casemira de cores e pretas a 8,
9#, 108 e 12, ditos das mesmas casemi-
ras a 7, 8# e 9J. ditos de brim trancado
branco muito fino a 5g, 6$ e 7 ditos d j
cores a 3 rino de cordo para luto a 5{i,colleles dn
casemiras pretas, ditos de ditas de cores,
ditos de gorgurao pretos e de cores a 58,
6$ e 70, ricas casacas de pannos muito Q -
nos a 35$ e 40$, sobrecasacas dos mesmo i
pannos a 28?. 30i e 35$, paletols dos raci-
mos pannos a 22$ e 245, paletols saceos
de casemira modelo inglez 108, ditos d :
casemira maulado muilo fino de apurad
goslo 15$ e Iftft, ditossobrecasa das mes-
mas cores a 18$ e 20$, ditos sobre de al-
paca prPta fina a 7$ e 89, ditos saceos ii
40. ditos de fuslo bronco e de cores a 4J),
40500 c50, ditos de brim pardo mull
superior 49300, camisas pa.-a menino d;
! -todos os lmannos a2G$00 a duzia, meias
de todos os tamanhoa para menino e me-
ninas, palitots de todos os lmannos e
qualidades pira os mesmos, rolletes de
brim branco a 3$500 e 40, ricos collels
valludo preto bordado c de cores diver-
sas o por diversos pregos, ricos coberto-
res de fuslo archoado para cama a 6j>,
colarinha de linho a peer a 60500 a du-
zia, assim como temos receido para
dentro deste eslabelecimento um comple-
to sortimento de fazendas de gosto para
senhoras, vestimentas modernas paca me-
nino e meninas de quatro a seis annos e
tudo vendemos por pregos razoaves.-As-
sim como nesle estabalecimento manda-
se apromptar cora presteza todas as qua-
lidades de obras relativo a officinado !-
faiate sendo isio com todo gosto e asseio.
WsjeatHsiUI
Alporcas.
Caimbras.
Callos.
Canceres.
Cortaduras.
Dores de cabega.
das costas.
dos membros.
Enfermidades da cutis
em geral.
Ditas do anus.
Erupgjes e escorbti-
cas.
Fstulas no abdomen.
Frialdade ou falta de
calor as extremida-
des.
Frieiras.
Gengivas escaldadas.
Inchages.
Inflammago dofigado.
Vende-se este ungento
geral de Londres n. 224, Strand, e na loja de
todos os boticarios droguistas e outras pessoas
encarregadas de sua venda em toda a America
do snl, Havana e Hespanha.
Vende-se a 800 rs., cada bocelinha contm
urna instruego em prtuguez para o modo de
fazer uso deste ungento.
O deposito geral em casa do Sr. Soum,
pharmaceutico. na ra da Crun. 22, em Per-
pambuco.
Pennas de a$o inglezas.
Vendem-se na ra da Cadeia do Recife, loja n.
7, de Guedes & GoogaWes, as verdadeiras pennas
de ago inglezas, mandadas fabricar pelo profes-
Lepra.
Males das pernas.
dos peitos.
de olhos.
Mordeduras de reptis.
Picadura de mosquitos.
Pulmes.
Queim adelas.
Sarna
Supurages ptridas.
Tinha, em qualquer par
te que seja.
Tremor de ervos.
Ulceras na bocea,
do ligado,
das articulages.
Veias torcidas ou noda-
das as pernas.
no estabecimento
uu aiu inginas, nuiuauas laoricar peiu piuica- nao se perca lempo em tomar este rem
PrLdoedel?IShaacSiiaherme SCUly' ^^ mdC P"a 1nai1uer .das **t^s enfermidades :
preco de 10500 a caixa.
Bezerro francez
grande e grsso :
Na ra Direita n. 45.
Vendem-se 20 escravos de ambos os sexoo,
com habilidades ou sem ellas, tanto o prazo cs-
mo a dnheiro, e' por prego commodo : na rni
Direita n. 66.
de
Calcado para homem.
Na loja da viuva Dias Pereira & Avellar ven-
m-se a dnheiro oalgados francezes, pelos pre-
gos seguintes: .
-S?guin9 d0 verniz d0 Nanles, para homem
filos ditos, de Pariz, idem 50.
Ditos de bezerro laxiados, idem 8*500.
Ditos de dito e pellica, dem 80000
Ditos de castor, idem 8$.
Bolins de bezerro, idem 70.
Sapaloes de vaqueta taxiados, idem 6/.
Ditos de lustre o borracha, idem 40
Ditos de bezerro, borracha e filas, idem 4$.
bapatos de verniz do sola e vira, idem 5)
Dilos de bezerro idem dem, idem 4$500.'
Ditos de feltro, idem 60.
Ditos do Aracaty, idem 800 rs.
Calcado para senhora.
Borzeguins para senhora 30.
Sapatos de lustre, Lisboa 10.
Ditos de marroquim, francezes 10.
Ditos de seiim branco 1$.
Ditos de dito do cores a 320 rs-
Calcado para menina.
Borzeguins para meninas a 20500.
Vendem-se na anliga loja de calgado francez
do aterro da Boa-Vista, hoje Imperatriz n. 14.
ao
Com toque de avaria
1:800
Cortes de vestido de chita rocha fina a 1 -.800
lengos de cambraia braneos a 2:000 2:500 35
4:000 a dusia ditos cora 4 palmos porcada face
ede 4 e meio por 5:000 cousa rara no Arma-
zem de fazendas de Raymundo Catos Lete &
IrmSos. ra da Imperatriz n. 10. *
Verdadeiras luvas de Jovin de to-
das as cores, ra da Imperatriz n. 1,
loja do Leccmte.
gus^ essgse mm smm eiene*
G1UM ARMAZEH
DE
oupa feilaj
Ra Nova n. -49, junto \
aigrejada Conceicdo dos\
Militares.
Neste armazem encontrar o publico J
um grande o variado sortimento de rou- j
pas feitas, como sejam casacas, sobreca- <
sacas, gndolas, fraques, e paletels de
panno fino prelo e de cores, paletols e
sobrecasacas de merino, alpaca ebomba-
wna pretos e de cores, paletots e sobre-
casacos de seda o casemira de cores, cal-
gas de casemira prela e de cores, ditas de
merino, de princeza, do brim de linho
branco e do cores, de fusto e riscados,
caigas de algodo, collete3 de velludo
prelo e de cores, ditos de setim preto e
brauco, ditos de gorguro e casemira, di-
tos de fusles e brins, fardamentos para
a guarda nacional, libres para criados,
ceroulas e camisas francezas, chapeos
grvalas, grande sortimento de roupas
para meninos de 6 a 14 annos ; nao agra-
dando ao comprador algumas das roupas
feilas se apromplaro outras a gosto do .,
comprador dando-se no da convenci- S
,r, nado. 9
Vendem-se oleados decores os mofs Anos que
possivel neste genero, e de diversas larguras
por preco commodo : na ra Direita n. M, loi
de chapeos deB. de B. Feij, '
Vendem-se caixas cosa duzia de garrafas
de cerveja.quartolas com vinho de Bordea ux,
caixas com duzia de garrafas do mesmo, qaarlo-
?.m Tiiagre branco, champagne de superior
2m. i ,e' velM ^orinas e licores sonidos ; na
ra do Trapiche n. 11
CALCADO
Grande sorimento.
45~~Rua Direita*45
Os estragadores de cacado encontra-
rao neste estabelecimento, obra supe-
rior pelos precos abaixo :
Homem.
fiorzegjins aristocrticos. 9000
Ditos (lustre e bezerro).....7$000
7$000
C$000
5000
5#000
Borreguins arranca tocos.
Ditos econmicos.....
SapatfJes de bater (lustre)". *. ]
Senhora.
Borzeguins primeira classe (sal-
to de quebrar) ......
Ditos todos d merino contra
calos (salto dengoso).....4A500
I Borzeguins para meninas (for-
tissimos)..........4000
E um perfeitoiortimentodetodocal-
| cado e daquillo que serve para fabrica-
:lo como sala, couros, marroquins, cou-
ro de lustre, fio, fitas, sedas etc.
p do arco de Santo
Antonio,
Vendem-se chitas
francezas de duas larguras,
o covado.
DA
FlNDICiO LOW MOW,
42.
haver um
Roa da Senzala Nova n.
Neste estabelecimento continua a .
comapleto sortimento de moendas e meias moen-
das para euSenho, machinas de vapor e taixas
de ferro balido e coado. de todos os tamanhos
para dto.
importante.
45 Ra Direita 45
Este estabelecimento quer acabar
com alguns pares de borzeguins que Ihe
restam, dos famosos arranca-tocos, ci-
dadaos etc., e sem o menor deleito, re-
duzindo-os ao preco de 7000
SYSTEMA MEDICO DE HOLLOWAY.
PILULAS HOLLWOYA.
Este nestimavel especifico, composto inteira-
mente de hervas medicinaes, nao contm mercu-
rio, era alguma outra substancia delecteria. Be-
nigno mais tenra infancia, e a compleigo mais
delicada igualmente prompto o seguro para
desarreigar o mal na compleigo mais robusta;
inteiramente innocente em suas operagoes e ef-
feitos; pois busca e remove as doenga3 de qual-
quer especie e'gro por mais antigs e enazes
quesejam.
Entre milhares de pessoas curadas com este
remedio, muitas que j estavam as portas da
morte, preservando em seu uso: conseguiram
recobrar a saude e torgas, depois de haver tenta-
do intilmente todos os outros remedios.
As mis affliclas nao devem entregar-se ade-
sesperago ; fagam um competente ensaio dos
eflicazes efleitos desta assombrosa medicina e
prestes recuperaro o beneficio da saude.
Nao se perca tempo em tomar este remedio
cobertos e descobertos, pequeos e grandes, de
onro patente inglez, para homem o senhora,
de um dos melhores fabricantes de Liverpool,
vindos pelo ultimo paqueteinirlez : em casa
Southall Mellon & C.
Vende-se urna bonita crtoulinha
com 10 a 11 annos de idade, muito sa-
dia e bonita : na ra Forradsa casa do
teneDte-coronel Vilella, se dir' quem
vende.
Vende-se um escravo criqulo, de 54 annos
de idade,sadio, sem vicio ou defeito algum, bom
copelro, e ptimo official de sapateiro : a tratar
com o abaixo assignado, na alfandega, ou em sua
residencia, na roa da Saudade, primeira casa com
sotio do lado do sol.
Ptdrv ffmnrino efe Panos Cavilcant
Atcidentes epilpticos.
Alporcas.
A raplas.
Areias (malde).
Asthma.
Clicas.
Convulsoes.
Debilidade ou exteiuia-
co.
Debilidade ou falta de
orgas para qualquer
cousa.
Dysinteria.
Dor de garganta,
de barriga,
nos rins.
Dureza no ventre.
Enfeimidades no ventre.
Ditas ongado.
Ditas venreas.
Enxaqueca.
Herysipela.
Eebre biliosas
Febreto intepmtente.
Febrto da especie.
Golta.
Hemorrhoidas.
Hydropesia.
Ictericia.
Indigestoes.
Inflammagdes.
Ir reg uaridades
menstruago.
Lombrigasde toda es-
pecie.
Mal de pedra.
Manchas na cutis.
Obstrucgo de ventre.
Phtysica ou consump-
pulmonar.
Retengao de ourina.
Rheumatismo.
Symptomas secunda-
rios
Tumores.
Tico doloroso.
Ulceras.
Venreo (mal).
Vendem-se estas pilulas no estabelecimento
geral de Londres n. 224, cStrand, e na loja de
todos os boticarios droguistas e outras pessoas
Pianos
Saunders Brothers 4 C. tem para vender em
eu armazem, na praca do Corpo Santo n. 11,
alguns pianos do ultimo gosto, recentimente
chegados, dos bem conhecidos e acreditados fa-
bricantes J. Broadwood ASons de Londres, e
nuto proprios para este clima.
em grande sortimento para
homens, senhoras e
meninos.
Vendem-se chapos francezes de superior qua-
lidade a 6J50o, 7 e 8, dilos de velludo, copa al-
ta e baixa a 7g, 9 e 10$, dilos de lontra preto e
de cores, muito finos a 6 e 7, ditos do chile a
SgSOO, 5, 6, 8,10 e 12$, dilos de feltro em gran-
de sortimento, tanto em cores como era qualida-
des, para homens e meninos, de 2^500 a 7j| di-
tos de gorgurao com aba de couro de lustre' di-
tos de casemira com aba forrada de palha, ou
sem ella a 4g, ditos de palha ingleza, copa alta
e baixa, superiores e muito em conta, bonetes
francezes e da torra, de diversas qualidades, para
meninos, chapeos de muitas qualidades para me-
ninas de escola, chapelinascom veo para senho-
ra, muilo em conta e do melhor gosto possivel,
chapeos de seda, dilos de palha amazonas, enfei-
tes para cabega, luvas, chapeos de sol, e outros
muitos objectosque os senhores freguezes, vis-
ta do prego e da qualidade da fazenda, nao dei-
xaro de comprar; na bem conhecida loja de
chapeos da ra Direita n. 61, de B. deB Fe
mmm-mmm-mm
Vendem-se fazondas por barato
prego e algumas por menos de seu
valor para acabar, em pega e a reta-
lho : na ra do Queimado loja de 4
portas n. 10.
ELOGIOS.
Vende-se em casa de Saunders Brothers 4
C., praga do Corpo Santo, relogios do afama-
do fabricante Roskell, por pregos commodos,
e tambem trancellins e adeias para os mesmos,
deexcellenle costo.
4,000 rs.
) milho; nos armazeo
Ra do Queimado n. 37.
por sacca de
Irmos.
milho; nos armazens de Tasso
A 30 cortesde vestidos de seda quecustaram
60; alicortes de vestidos,de phautasia
que
senhora:
custaram 309; a 8 chapelinhas para
na ra do Queimado n. 37.
Enfeites de vidrilho e de retroz a 4 cada
um : na ra do Queimado n.37, loja de 4 portas.
Em casa de Rabe Scbmettan 4
C, ra da Cadeia n. 37, vendem-ie
elegantes pianos do afamado fabrican-
te Traumann de Hamburgo.
SAMO
do deposito geral do Rio de
com Tasso & Irmos,
Janeiro: a tratar
Farinlia de mandioca
nos armazens de Tasso 4 Irmios.
Milho
nos armazens da Tasso & irmios.
Tachas para engenho
Fundico de ferro e bronze
Francisco Antonio Correia Cardozo,
sut^fnreXZd"emtdaft **""* tem um &*e sortimento de
VeadlMe asbocetidhas a800rs. esda ama tachftS de ferro fundido aSSm
dellas, coalem urna inslrucgio em poriuguez trn- fe. i
ra explicar o modo de se asar desta* pilulas. COmO S iaZ COncer ta-Se qualr
O doposito geral em casa do Sr. Soum quOT obra%tantO de ferro fttll
phamacftuiioo, n rt*0WB.'*l, B|T*^ j.j ...
asmbuco, aido como baUdo,
arreos,
Excellenle graixa americana para arreios e por
barato prego ; vende-se na ra da Cadeia do Re-
cife, loja de ferragensde Vidal 4 Bastos.
Escadas americanas
As melborc e mais commodase uteis escadas
do todos os tamanhos : vendem-se na ra da
Cadeia, loja de ferragensde Vidal & Bastos.
Fio de a\go&o.
Fio de algodo tanto para pavios como para
rdese outros misleres : vende-se o mais bara-
to possivel na ra da Cadeia loja do ferrasen! de
Vidal & Bastos.
Moinhopararefi-
naco.
o
Chegarem loja de ferragem de Vidal & Bas-
tos grande porco de mohnos de todos os tama-
nhos, com rodas e de novo autor, os quaes sao
recommendaves pela sua extellente qualidade e
commodo proco.
Camas de ferro.
Um completo sorimento de camas de ferro e
com lona de todae as qualidades, as quaes se
vendem por menos do que em outra qualquer
parte : na ra da Cadeia do Reeife loja de ferra-
gem de Vidal & Bastos.
Bombas de Japy.
Bombas de Japy do todos os tamanhos, cornos
competentes canos de chumbo : vende-se por
commodo do preco na ra da Cadeia loia de fer-
ragem de Vidal & Bastos.
Balaocas decimaes.
Reslam algumas balangas decimaes, as quaes
so vendem por commodo prego : na ra da Ca-
deia do Reeife loja de Vidal & Bastos.
Aviso aos Srs. mar-
cineiros.
Excellenles nrmacoes de serra de todos os ta-
manhos, spos de diferentes qualidades, os quaes
se vendem o mais barato pOsoWol : na loja de
ferragem de Vidal & Bastos, na ra da Cadeia do
Recife.
AosSrs.padeirose
refinadores.
Sortimenlos completos de peneiras tanto de
amare latao como de metal e de todas as grossu-
ras : vende-se por prego commodo na ra da
Cadeia do Recife, loja da ferragem de Vidal &
Bastos.
Aos senhores de engenho.
Enxadas americanas, do Tofo, inglezas e ame-
ricanas, pequeas, de 050 e j com cabos, safras,
tornos, foles, ferro Suecia, ago, arcos de ferro de
todas as larguras, ferro em vergalho, ferramen-
tas completas para tanoeiros, e muilos outros ar-
ligosda melhor qualidade possivel e prego com-
modo : na ra da Cadeia do Recife, loja de fer-
ragens de Vidal & Bastos.
1560O
gooo
18O0
250C
tjooc
Gcos italianos
de folha de flandres, muito bem acaba-
dos, podendo um durar tanto quanto
duram quatro dos nossosa 400 rs. um
e 4# urna duzia : na ra Direita n. 47,
loja de funileiro.
Para a quaresma.
Sedas pretas tarradas, lindos desenhos
covado
Gorgurao de seda lavraBo, Superior em
qualidade, para vestido, covado
Grosdenaple preto, covedo
Dilo largo e muilo superior' 2$ e
Sarja prela larga, covaBo
na ra do Queimado, roja d 4 portas n. 17
Ra da Senzala Nova n. 42
Vende-se em casa de S. P. Jonhston & C. va-
quetas de lustre para carros, sellins e silhes in-
glezes, candeeiros e castigaes bronzeados, lo-
nas inglezas, fio de vela, chicote para carros, a,
montarla, arreios para carro de m e dous cval-
os, e relogios d'ouro patente inolezes.
Vende-se
o engenho Aremun silo na freguezia da Esca-,
da, no limite do Cabo, arredado um quarto de/
legua da estrada de ferro, com bastantes maltas
virgens, edificado de novo e lodo demarcado '. i
tratar no mesmo ongenno com o proprietario.
Veude-se un> carro de 4 rodas, bem cons-
truido 6 forte, com assento para 4 pessoas de
dentro, e um assento para boleeiro e criado fon,
forrado 0e panno fino, e tudo bem afranjado :
para fellar, com o Sr. James Crabtree & C. n.
42, ra da Cruz.
Em casa de Southall Mellors & C, ra do
Trapiche n. 38, vendem-se os seguintes artigos:
'Chumbo de munigio sorWo.
Pregos de todas as. cualidades.
Alvaiade.
Vjnho de S'nerj, Porta, Hungarian m tenis.
Dito <* Moselle em caixas.
<3g , Relogios de ouro e prata, palRllee ebronomo-
"Js,.<*iterto8 e descobrMs ^'acreditados).
IfiSf^iW la* ouio pa meaesee.
* BlsWilVSr'sdrtlWs ett Titas faenas.
Ano
--.,


w
MV
DIARIO afe PEftNAMBUCO. TttHjA FEBA ^4 t>B ABRIL DE lflO:
-
,
Or
DE
imams
--largo da Penha-
Mantoiga perfe.lamente flor a 800 rs. a libra e em buril se far mais algum abatimento.
Quecos mullo novos
a 1J700 rs. e em caixa se far mais algum abatimento nicamente no armazera Progresso.
iVmelxas fraueexas.
em latas de folha e campoteirasde vidro a 900rs., e em porgao se far algum abatimento soto
Progresso.
Cavlocs de uolluuos
muilo novos proprios para mimos a 500 rs., e em porco se far algum abatimentos no Progresso.
lgos de comadre
em caiiinhas elegantemente enfeitadase proprias para miraos s no Trogresso ecom avista se far
um prego commodo.
lalas de soda
com 2 1(2libras de differentes qualidadesa 1JJ600 rs., nicamente no armazcm Progresso.
Conservas
a 700 rs. o frasco vende-se nicamente no armazem Progresso.
Bo\ae\iln\va lugleza
muilo nova a 320 rs. a libra e barrica 4$, nicamente no Progresso.
Potes \ldrados
de 1 a 8 libras proprias para manteiga ou outro qualquer liquido de 400 a 18200 rs. cada um, se
no Progresso.
Chocolate raucez
a 1J a libra, assm como vendem-se os seguintes gneros ludo recentemente chegado e de superio-
res qualidades, presuntos a 480 rs. a libra, chouriga muilo nova, mermelada do mais afamado fa-
bricante de Lisboa, maga de tomate, pera secca, pas3S, fructas em calda, amendoas, nozes, frascos
com amendoas cobertas, confeltos, paslilhas de varias qualidades, vinagre branco Bordeaux proprio
para conservas, charutos dos melhores fabricantes de S. Flix, magas de todas as qualidades, gom-
ma muilo fina, ervilhas francezas, champagne das mais acreditadas marcas, cervejas de ditas,
spermacele barato, licores francezes muilo finos, marrasquino de zara, azeite doce purificado, azei
iouas muilo novas, banha de porco refinado e outros muito gneros que encontraro tendente a
molhados, por isso prometera os proprielarios venderem por muito menos Jo que oulto qualquer
promelem mais tambera servirem aquellas pessoas que mandaren) poroutras pouco pracas como
se viessera pessoalmente ; r^gam tambero a todos os sonhores de engenho e senhores lavradotes
queiram mandar suas encommendas no armazcm Progresso que se lhes afaiiea a boa qualidade c
o acondicinamelo.
Verdadelva goma de mala vana
a 400 rs. a libra, s no progresso.
P aillos
cilliaJos para denles a 200 rs. o maro com 20 macinhoi, s no Progresso.
Cha uysou, uerula c urelo
os melhores que ha no mercado de I56OO a 2^500 a libra, s no Progresso.
Passasem calxlulias de SlUiras
as mais novas que tem vindo ao nosso mercado pelo diminuto preco de 2(560, s no Progrosso.
Macas em calxluhas de 8 Uvas
contendo 405 qualidades pevide, grao de bico, eslrelinha.aletria branca e amarella o paslilhas de
maca, s no Progrosso, e com a vista se far um prego commodo.
CYiouvlcas e palos
ss mais novas que tem vindo ao mercado,s no Progresso, afiangando-se a boa qualidade e a visla,
ae far um preco commodo.
Pla &s de flores.
Pellorce, menitro da sociedade Imperial de
horticultura ie Piib, tem a honra de informar
os habitante i desi a cidade, que ven de chegar
com urna liada colleccao de plantas de floree, ar-
vo*esfructeirae, smenles de todas ae sortcs es-
peciaes a clima quemes: sua loia, na ruado
Cabug d. 3.
Mllho e farinha.
Vendem-S3 saceos grandes com milho e fari-
nha de mandioca, o melhor possivel: na taberna
grande da Siledaie.
Em casa de Basto & Lemos
ra do Trapiche n. 17, ven-
de-so :
Chumbo em lenccl.
Can nos de dito.
Cabos de linho inglez.
Selins patente inglez com todos os per-
tences.
Papel de imprimir.
P?nellas de ferro.
Baldes dezinco.
Livrosem branco inglez.
Cadeiras jenovezas.
Licores finos em garrafas de-crystal.
Enxore em c; xas de 3 arrobas.
Alvaiade de Veneza.
Cordoalha para apparelhos de navios.
Chapeos de palha de Italia singlos.
Vassouras genovezas.
Drogas diversas.
Banheiros de inarmore.
Talhas de barro vidrado.
DE
utmmmm i rmmm fi iifais.
Sita na ra Imperial n. i i 8 e 120 junto a fabrica de salmo.
DE
Sebastio J. da Silva dirigida por Francisco Belmiro da Costa.
Neste estabelecimento ha sempre prmptos alambiques de cobre de differentes dimenedes
(de 300$ a 3:000$) simples e dobrados, para destilar agurdente, aparelhos destilatorios contnos
para resillar e destilar espirilos com graduaco al 40 graos (pela graduaco de Sellon Cartier) dos
melhores systemas hoje approvados e conhecidos nesta e outras provincias do imporio, bombas
de todas as dimengoes, asperantes e de repucho tanto de cobre como de bronze e ferro, torneiras
de bronze de iodas as dimengoes e feitios pai. alambiques, tanques etc., parafusos de bronze e
ferro para rodas d agua,portas para fornalhaM crivos de ferro, tubos de cobre e chumbo de todas
as dimences para encmenlos, camas de ferro com armacao e sem ella, fugos de ferro potaveis e
econmicos, tachas e lachos de cobre, fundos de alambiques, passadeicas, espuraadeiras, cocos
para engenho, folha de Flandres, chumbo em lencol e barra, zinco era lengol e barra, lsnces e
arroellas de cobre, lenccs de ferroo latao,ferro suecia inglez de todas as dimnses, safras, tornos
e folies para fcrreiros etc., e outros muitos artigos por menos preco do que em outra qualquer
parte, desempenhando-se toda e qualquer encommenda com presteza e perfeicao ja conhecida
e para commodidade dos freguezes que se dignarem honrarem-nos com a sua con flanea, acha-
rao na ra Nova n. 37 loja de ferrageus pessoa habilitada para tomar nota das encommendas.
Na ra Nova n. 35, veode-se farinha do
mandioca a dinheiro vista, pelo baratissirno
prefDTff 5JW. *" '
.= Vende-se o* traspasas e posse de 25 ae-
goes dsCaixa Filial doTJSneo d*o brasil era Per-
nambuco : a tratar na ra do Imperador o. 13.
= Vende-se umi canoa aberla, de amarello.
construida ha pouco, de carga de mais de 2,000
lijlos de alvenaria : quem a pretender, dirja-
se a ra Nova o. 35.
Vende-se!
Relogios patentes.
Estopas.
Lonas.
Camisas inglezas.
Peitos para camisas,
Biscoutos.
Era casa de Arkwight & C ra da
Cruz n. 61.
Engenho.
Relogios de ouro e prata.
Em casa de Henry Gibson, ra da Cadeia do
Recite n. 62, ha para vender um completo sorti-
mento de relogios de ouro e prata, chronomo-
tros, meioschronometros e de ptente, os me-
lhores que vem a este mercado, e a preeos ra-
zoaveis.
37 Ra do Quemado 57
Loja de 4 portas.
ARCHIVO UNIVERSAL.
REVISTA HEBDOMADARIA
COLLADORADO
PELOS SRS.
D. Antonio da Costa A. F. de CastilhoAntonio GilAlejandre Herculano A. G. Ramos A.
GuimaresAugusto de LimaAntonio de Oliveira MarrecaAlves BrancoA. P. Lopes de Men-
doncaA.Xavier Rodrigues CordeiroCarlos Jos CaldeiraE. Pinto da Silva eCunhaF. Gomes
de AmorimF. M.BordalloJ. A.deFreilas OliveiraJ. A MaiaJ. A. MarquesJ. dendrade
CorvoJ. da Cosa CascaesJ. Daniel CollagoJ. E. de Magalhaes Coutinho J. G. Lobato Pires
J. H. da Cunha RivaraJ. J. da Graca JniorJ. Julio de Oliveira Piulo Jos Mara Latino
CoelhoJos da Silva Mendes Leal JniorJulio de CislilhoJulio Mximo de Oliveira Pimentel
J. Pedro de SouzaJ. S. daSilva FerrazJos de TorresJ. X. S. da MottaLeandro Jos da
CostaLuiz Filippe LeiteLuu Jos da CunhaL. A. Rebollo da SilvaPaulo MidosiRicardo
Julio FerrazValentim Jos da Silveira Lopes.
DIRIGIDO
POR
A. P. de CaminoCarlos Jos Barreiros.1. F. Silveira da Motta
Rodrigo Paganini).
Vende-se o engenho S. Jos de Bom Jar'im,
freguezia di N. S.. da Luz, com bons terrenos,
moenle e ccrrenlc e com bons obras, quasi prom-
pto para se moer com agoa, faz-se lodo e qual-
quer negoci 3, dando vista qualquer quantla ;
os pretendentes dirijam-se ao mesmo engenho,
ou ao engenho Pinedo de baixo, na freguezia de
S. Lourenco da Malla.
Esclavos vtnda.
Vendem-se, trocam-se e compram-se escra-
vos de toda idade, e de ambos os sexos ; na ra
do Imperador n 21, primeiro andar.
Veiidem-se saceos com 30 cuias de feijo
mulatiuho muilo novo, a 16$ o sacco : na quina
da ra de Horlas n. 2, taberna.
A 3#000.
Caixas com aletria : no armazem do Sr. Anes
defronte da porta da alfandega.
Ar; dos americanos e machinas
paia lavarroupa: em casa de S. P. Jo-
hnston & C. ra da Senzala n. 42.
Vinlio de Bordeaux.
Era casa de Kalkmann lrmos&C, ra da
Cruz n. 10. encoatro-se o deposito das bera co-
nhecidas marcas dos Srs. Brandenburg Frres.
e dos Srs. Oldekop Mareilhac & C, em Bor-
deaux. Tem as seguinles qualidades :
De Braadeaburg frres.
SI. Eslph.
St. Julien.
Margnux.
Larose.
Chteau Loville.
Chateau M rgau i.
De Oldekop & Mareilhac.
St. Julien.
St. Julien Mdoc.
Chateau Lovillo.
Na mesraa casa ha para
vender:
Sherry em barr.
Madeira em bariis.
Cognac em barris. qualidade fina.
Cognac em caixas qualidade inferior.
Cerveia brenca.
Tachas e moendas
O archivo universal comeca com o terceiro volunie o segundo anno da sua existencia ; con-
seguio pois vencer urna da3 maiores difficuldades com que os jornaes Iliterarios de Portugal tecm
de ludir e venceu com honra, satisfazendo com a maior pontualidade lodos os compromissos,
um periodo extremamente perigoso para as publicacocs dcsla nalureza.
Incetando o seu segundo anno, como nao altera o syslcma seguido at agora, o archivo uni-
versal nao aprsenla prograrama novo; hoje como no principio appella para o futuro; cora a dif-
ferenca porm de poder lambem invocar emseu abono o passado, que j conta ; as sympalhias que
tem oblido, os bons escriptos que tem aprescnlado, e a regularidade da sua publicacao. Para os
que conliei.-cm a allribulada exislencii do jornalismo porluguez, para os que sabem qua'ntis descon-
fianzas necessario desvanecer, quaotas suspeilas affastar, quantos embaracos romover, para con-
seguir urna vida mais larga; esle tirocinio urna grande conquista e um bom agouro de prosperi-
dade.
Registra-o o archivo mais como um incentivo, do que como tfma gloria, mais como urna es-
peranza, do que como urna victoria. A aniraaQ&o que recebeu obriga-o a conliuuar como al hoje,
empregando lodos osesforgos e empenho, toda a solicilude e desvello para so conservar digno dos
seus intuitos e da sua poca.
Destinado a resumir todas as semanas o movimento jornalistico e a offerecer aos leitores, con-
juntamente com a revista do que mais notavel houver occorrido na poltica, na scieocia, na indus-
tria ou as artes, alguna artigos originaes sobre quaesquer destes assumptos, este peridico publica-
se regularmente todas as tercas feiras em folha de 1C paginas em bom papel e lypo, completan-
do todos os semestres ura volume de 420 paginas com ndice c frontespicio competentes.
Assigna-se em Pernambuco, a ra Nova n. 8, nica agencia.
Braga Si va &C, tem sempre no seu deposito
da ra da Moeda n. 3 A, um grande sortimento
de lachase mour.das para engenho, do muito
acreditado fabricante Edwin Maw : a tratar no
mesmo de aosito ou na ra do Trapiche n 44.
Pechincha.
Com pequeo toque de avaria.
Na ra do Queimado n. 2, loja do Preguica,
vendem-se pec.as de algodo encorpado, largo,
com pequeo toque de avaria a2jJ500 cada urna.
Aos amantes da economa
Na ra do Queimado n. 2, loja do Preguiga,
vendem-se chitas de cores Qxas bastarrte escu-
ras, pelo biratissimo preco de 6g a peca, e 160
rs. o covario.
Carni de m salgada, em barris de 200
libras : em casa de Tasso Irmos.
Chegou a este estabolecimento um completo
sortimento de obras feitas, como sejara : pale-
tots de panno fino de 16J at 28$, sobreetsacas
de panno fino preto e de cores muito superiores
a 35?f, um completo sortimento de palelots de
riscadinho de brira pardo e brancos, de braman-
te, que se vendem por prego commodo, cerou-
las de linho de diversos tamanhos, camisas
francezas de linho e de panninho de 2g at 5$
cada urna, chapeos francezes para homema 8j>,
ditos muito superiores a 10, ditos avelludados,
copa alta a 13, ditos copa baixa a 10$, cha-
peos de feltro para homem de 4. 5 e at 7
cada um, ditos de seda e de palha enfeitados pa-
ra meninas a 10, ditos de palha para senhora a
12$, chapelinhas de velludo ricamente enfeita-
das a 25JI, dilas de palha de Italia muilo finas a
25$, corles de vestido de seda em carto de 40g
at 150J, ditos de phautasia de 16 at 35S000,
gollinhas de cambraia de 1 at 5, manguitos
de Ig500at5, organdys escuras e claras a
800 rs. a vara, casss francezas muilo superiores
e padroes novos a 720 a vara, casemirasde cor-
les para colletes, paletotse calcas de 3^500 at
4S o covado, panno fino preto e de cores de 2j>500
al 10J o covado, cortes de collete de vellu do
muito superiores a 9 e 12$, ditos de gorgurio
e de fusto brancos de cores, tudo por prego
barato, atoalhado de algodo a 1280 a vara,
cortes de casemiras de cores de 5 al 9, grosde-
naples de cores e pretos de 1#600 at 3&200 o
covado, esparlilhos para senhora a 6$, coeiros
de casemira ricamente bordados a 12 cada um,
lencos de cambraia d linho bordados para se-
nhora a 9 e 12$ cada um, ditos lisos para ho-
mem, fazenda muito superior, de 12 at 20 a
duzia, casemiras decores para coeiro, covado a
2jj!400, barege de seda para vestidos, covado a
1400, um completo sortimento de colletes de
gorgurao, casemira preta lisa e bordada, e de
fuslao de cores, os quaes se vendem por barato
preco, velludo decores a 7 o covado, pannos
para cima de mesa a 10 cada um, merino al-
cochoado proprio para paletots e colletes a 2800
o covado. baus para armagao de cabello a
1500, saceos e tapete e de marroquim para via-
gem, eum grande sortimento de macas e malas
de pregara, que tudo se vende vontade dos
freguezes, e outras muitas fazendas que nao
possivel aqui mencionar, porm com a vista dos
compradores se moslrarao
Relogios.
Vende-se em casa de Johoslon Pater 4 C, ra
do Vigario n. 3, um bello sortimento de relogioe
de ouro, patente inglez, de um dos mais afa-
mados fabricantes de Liverpool ; tambem urna
variedade de bonitos trancelins para os mesmos.
Em casa de Bopott & C., ra
da Cruz tro Reci-fe n. 5, ven-
de-se :
Carros de 4 rodas de um modello inteiramente
novo.
Cabriolets muito lindos.
Charutos de Havana verdadeiros.
Algodfio americano trancado.
Presuntos para fiambre.
Cha preto de superior qualidade.
Fumo americano de superior qualidade.
Ghompanha deprimeira qualidade.
Carne de vacca em barris de superior quali-
dade.
Oleados americanos proprios para cobrir carros
Carne de porco em barris muito bem acondi-
cionada.
Licores de diversas qualidades, como sejam :
o muito afamado" licor intitulado Morring Cali,
Sherry Cordial, Menl Julop, Bilters, Whiskey &
C, ludo despachado ha poucos das.
Carneiros gordos.
No engenho Forno da Cal vendem-se carneiros
gordos por prero commodo.
Aos senhores logistas de miudezas.
Bicos pretos de seda,
Ditos brancos e pretos de algodao.
I.uvas pretas de torca 1.
Cintos elsticos.
Linhas de algodao em novellos : vendem-sa
por prer.os commodos, em casa de Soulliall Mel-
lors & C., ra do Trapiche n. 38.
< i^___ s
Engenho.
f
n
@> Vende-se o engenho Santa I.uzia, silo na
freguezia de S. Lourenco da Malla, entie
os engenhos Penedo de Baixo o Periodo de
i Cima : Irata-sc no mesmo engenho ou no
@ engenho Mussambique com Felisbino de
Carvalho Rapozo.
m
:,)
Cera de carnauba, st-bo refinado e fio
de algodao.
Contina a vender-se no largo da Assembla,
armazem n. 9.
Vende-se superior linha de algodio, bran-
cos e do cores, em novello, para costura : em
casa de Seuthall KellorA C. ra do Torres
a. 38.
Escrayos fgidos.
CONSULTORIO
DO
A. lofeo loseoso,
Vende-se cebla sola por baratissimo
no armazem da ra do Amorim n. 46.
prego:
3 RA DA GLORIA, CASADOFUNDJ&O 3
Clnica poT ambos os systemas.
O Dr. Lobo Hoscoso d4 consultas lodos os dias pela manha ede tarde depois de 4 horas
Contrata partidos para curar annualmente nao s para a cidade como para os engenhos ou outras
propnedades ruraes.
Os chamados devem ser dirigidos sua casa al as 10 horas da manha e em caso de ur-
gencia a outra qaalquer hora do da ou da noite sendo por escripto em que se declare o nome da
pessoa, o darua e o uumero da casa.
Nos casos que nao forem de urgencia, as pessoas residentes no bairrodo Recife poderlo re-
metter seus bilhetes a botica do Sr. Joao Sounn & C. na ruada Cruz ou loja de livros do Sr. Jos
Nogueira de Souza na ra do Crespo ao p da ponte velha.
Nessa loja e na casa do annnnciante achar-se-ha constantement e os melhores medica-
mentoshomeopathieos ja bem conhecidos e pelos pregos seguintes :
Botica de 12 tubos grandes...........10O0O
Ditos'de 24 ditos...............15J000
Ditos de 36 ditos..............20090
Dito de 48 ditos...............25000
Ditos de 60 ditos............ O3OOO
Tubos avulsos cada um.............1S0OO
Frascos de tincturas..............2j000
Manoal de medicina homeopatbica pelo Dr. Jahr traduiido
em portuguez com o diccionario dos termos de medi-
cina, cirurgia etc.. etc. ,.......20#000
Medicina domestica do Dr. Hering, Com diccionario. 10$000
Bepertono do Dr. Mello Moraes......... 6gOO
FUNDIQAO DAURORA.
Seus proprielarios offerecem a seus numerosos freguezes e ao publico em geral, toda e
qualquer obra manufacturada em seu reconhecido estabelecimento a saber: machinas de vapor de
todos os tamanhos, rodas d'agua para engenhos todas de ferro ou para cubos de madeira, moen-
das e meias moendas, tachas de ferro batido e fundido de lodos os tamanhos, guindastes, guin-
chos e bombas, rodas, rodetes, aguilhoea e boceas para fornalha, machinas para amassar man-
dioca e para descaroear algodo, prencas para mandioca e oleo de ricini, portees aradaria, co-
lumnas e HMHnhos de vento, arados, culiivadojes. pontes, aldeiras e tanques, boias, alvarengas.
notes e todas as obras de machinismo. Executa-se qualquer obra seja qual fdr sua natureza pelos
desenhos eu moldes que para tal fin forem apresentadoa. Recebem-se encommendas neste esta-
hetecimenloy ra do Brum n. 28 A e na ra do Collegiohoje do Imperador n... moradia do cai-
rtr regtt>elecJenlo Joa4 Joaqulm. da Cosia Pereira, com quem 01 preteodenUs se podem
tender para qualquer obra. *
Cohmorama.
, Por ausentar-se seu dono para a Europa, vende
pela melade do seu valor um magnifico cosmo-
rams, coni.endo 18 vidros e porco de vistas da
Europa e America: para tratar, na ruado Cabu-
g n. 3 A.
Vence-se urna cama franceza, de amarello,
urna comnoda de dito, um relogio de sala com
caixa de amarello : na ra da Senzalla Nova nu-
mero 26.
ESCRyVOS VENDA.
Vendem-se 12 escravos. na ruado Imperador
n. 21, lercciro indar, sendo 3 negras engomma-
deiras. 1 mulata muilo bonita, 4 negros mojos
ara todo servido, 1 moleque de 13 annos, 1 mu-
stinho de 10 airaos, 1 mulalinha de 12 annos,
e 1 negrinha ce 14 annos : vendem-se baratos
para acabar.
= Vende-se um terreno cora 551^2 palmos de
frente e bstanles fundos, o qual Dea entre as ca-
sas ns 95 e98 darua Imperial: a tratar na mes-
raa ra com a uuva Campello.
l\Ta na do Queiraatlon. 55,
loja esperanca,
vende-se urna flauta de bano,guarnecida de ma-
ellechart.com 10 cli3ves,systema Bohemio, muilo
bem acabada, por 509, assim como um viulao de
Jacaranda, de chaves, marchetado de raadrepe-
rola, obra priira, por 509, rosarios de madrepe-
rola proprios para presente no mez prximo mez
de devujio) a 6, 8 e IOS (-uda uro, e esto-se
acabando, grai;a franceza para sapatos a 640 rs. o
pote, (especial desla loja), tinta azul e preti, in-
gleza, inleiraaiente liquida, a 500 rs. o pote,peo-
nas de ajo o melhor possivel. lendoa proprieda-
de de, qtanlo mais velha em se escrevendo, me-
lhor Oca, e muitos objectos necessarios.
= Vet.dem- se na loja de ferragens de Thomaz
Fernandas da Cunha, na ra da Cadeia n. 44, as
bandejas mais superiores que lem vindo ao mer-
cado, em temo > modo, muito proprias para casa de familia ; as-
sim como colheres de metal para cha e sopa,
facas de cabo de morfim e osso, com balanco e
sem elle, 4erramenlas para todas as artes e prc-
gos do todas a.; qualidades para obras e reparos,
e americanos para armazem de assucar, em bar-
ricas e a rtale o.
A 8,000 rs.
Ferros econmicos americanos para engommar
com fulen e descanso : vendem-se estes excel-
entes ferros ia loja de ferragens de Vidal &
Bastos,ruada Cadeia.
Vinho e batata.
Vendem-se barris com vinho a 25$ rada um,
batatas a ljJ200 a arroba, em libra a 40 rs., tou-
nnho a 360, ervilhas a 160, painco a 160, man-
teiga ingleza a 800 r3., dila franceza a 560, doce
de guiaba a 1 o caixo, espermaceti a 640 a li-
bra : por baixo do sobrado n. 16, com oito paro
a ra da Florentina.
Camisas inglezas.
Pregas largas.
Goes ( Bastos.
Ra do Queimado u. 46, frente da loja
amarella.
Acaba de chegar na bem conhecida loja de
Ooes 4 Bastos, um grande sortimento das muito
desojadas e verdadeiras camisas inglezas, cora
peilo de linho e pregas largas, j bem conueci-
das pelos freguezes desle estabelecimento, as
quaes camisas ha muilo se eslava esperando, e
por ter grande porco, temos deliberado, para
melhor agradarmos os freguezes, vende-las pelo
diminuto prero de 36$ por duzia.
Fazendasporbaixos procos
Ra do Queimado, loja
de 4 portas n. 10.
Ainda restam algumas fazendas para concluir
a liquidagao da firma de Leite & Correia, as.quies
se vendem por diminuto pre^o, sendo entre ou-
tras as seguinlcB:
Chitas de cores escuras e claras, o covado
a 160 rs.
Ditas largas, francezas, Anas, a 240 e 260.
Riscados francezes de cores Qxas a 200 rs.
Cassas de cores, bons padroes, a 240.
Brim de linho de quadros, covado, a 160 rs.
Brim trancado branco de linho muito bom, va-
ra, a 1$000.
Corles de caiga de meia casemira a 2$.
Ditos de dila de casemira de cores a 5$.
Panno preto fino a 3 e 4#.
Meias de cores, finas, para homem. duzia a
1*800.
Gravatas de seda de cores e pretas a 1#.
Meias brancas finas para senhora a 3$.
Dilas ditas muilo finas a 4$.
Dilas cruas finas para homem a 4$.
Cortes de colletes de gorgurao de seda a 2#.
Cambraia lisa fina transparente, peca, a 49.
Chales de la e seda, grandes, ura 29.
Grosdenaple preto de 1J60 a 29.
Seda prola lavrada para vestido a 1&6O0 c 2$
Cortes de vestido de seda preta lavrada a 16$.
Lencos de chita a 100 rs.
La de quadros para vestido, covado, a 560.
Peitos para camisa, um, 320.
Chita franceza moderna, fingindo seda, covado
a 400 rs.
Entremeios bordados a 200 rs.
Camisetas para senhora a 640 rs.
Ditas bordadas finas a 2$500.
Toalhas de linho para mesa a 2# e 4.
Camisas de meia, urna 640 rs.
Lencos de seda para pescoco de senhora a
560 rs.
Vestidos brancos bordados para baptisar crian-
gas a 5|O00.
Corles de caiga do casemira preta a 6#.
Chales do merino cora franja de seda a 5.
Cortes de caiga de riscado de quadros a 800 rs.
Merino verde para vestido de montaa, cova-
do, 1280.
Lengos brancos de cambraia, duzia, a 2$.
Vende-se urna negrinha d 15 a 10 annos,
sabendo coser, eozinhar e engommar: no Uan-
guinho, em frente do sitio do Sr. Accioly.
Espirito de vinho com 44
graos.
Vande-se espirito de vinho verdadeirocom 44
araos, chegado da Europa, as garrafas ou as ca-
andas: na ra larga do Rosario n. 36.
Liquidaco para
acabar.
Na ra Direita n. 13, loia de miudezas um
grando sortimento de miudezas, enfeites para
vestidos da senhora, fitas de seda e de velludo,
pontes d massa, pulceiras do velludo, franjas
brancas para casaveques, luvas do seda, meias
para meninas e meninos, botos de setim para
casacas, espirilos finos de diversas qualidades, ba-
I nhas faancezas, sabonetes, pomadas francezas e
. outros muitos objectos que se vendem por menos
de seu valor forestar em lamela o.
NOVO DEPOSITO
DE
(CMASMTB1BIR.
Ra da Imperatriz n. 75
Neste estabelecimento recebeu-se ltimamen-
te, em direitura da Europa, um graude sorti-
mento de camas de ferro fundido e balido, e de
todas as qualidades, e dos mais lindos modelos,
tanto de urna como duas pessoas, com armares
c sem ellas, ditas para meninos com varandas e
sera ellas, ebergo de ferro, que ludo se vender
por prego commodo, tanto a retalbo como em
porco.
= Vende-se 1 carrinho de 4 rodas e arreios
para 2 cavallos, ludo em perfeilo estado e por
commodo prego : a tratar em Santo Amaro, pas-
sando a fundigo, casa de J. O. Mello, em frente
dos pes de arvotes.
Moleque.
i Vende-se um ptimo moleque com 13 annos,
j ptimo copeiro, o qual sabe lazer todo o servico
! de rasa : quem o pretender, Jinja-.se a ra da
Cruz n. 23, segundo andar.
Albardas inglezas.
Ainda ha para vender algumas albardas ingle-
zas, excellcnles por sua Burago, levesa e com-
modidade para os animaos : em casa do Henry
Gibson, ra da Cadeia do Recife n. 62.
Vene-se sele casaes de canarios do impe-
rio era seuscompetentes viveiro, um melro mui-
lo novo, urna carauna, um curi e tres canarios
da trra em suas gaiolas, casaes de rolas bran-
cas e dilas pardas ; ne sobrado da ra de S.
Francicco, como quem tai para a ra Bella, n.
8, das 6 as 7 horas da manha e nos domingos
e dias sanios a qualquer hora do dia.
Superiores chapeos de manilha.
Estes excellentes chapeos que por sua qualida-
de e eterna duraco, sao preferiveis aos do Chi-
le ; existera venda nicamente em casa de
Henry Gibson, ra da Cadeia do Recife n. 62, por
prego commodo.
Vendem-se todos os accessorios para esta-
belccer-se urna grande padaria, sendo cylindro,
machina- de trabalhar com cavallo, masseira, ten-
dedeira, laboas, ps, bilhas, tosllias, ele, tudo
novo ; vende-se prazo : a tratar no largo do
Herco n. 32, sobrado.
Vende-se
linha de novello de lodos os sortimentos, meias
de seda inglezas de peso e mais inferiores bran-
cas e pretas, por pregos commodos I em casa de
Henry Gibson, ra da Cadeia do Recife D. 62.
Pechincha.
No aterro da Boa-Vista, actualmente ra da
Imperatriz, loja do becco dos Ferreiros, vendem-
se cortes de riscado franrez a 2$, tapete de linho
a 29, toalhas de linho o 640 cada urna : na mes-
raa loja vendem-se saceos com feijo amarello
muito novo e barato.
Fugio do engenho Pogo, da freguezia da
Luz, em principio de mareo desle auno, o prelo
Ignacio, cujos signaes sao os seguintes : idado
30 annos. pouco mais ou menos, altura regular,
cheio do corpo, cara chata, faltam-lne alguna
denles da frente, 6 barbado, olhos pequeo?,
qoaodo falla balbuca por tsl modo que parece
gago : n'uma das maos falta-lhe um pedaro do
dedo anullar. Esle negro foi comprado ao Sr.
tenente-coronel Dimas, irmao do Sr. conego Pin-
to de Campos : pede-se a captura do referido
negro, e a entrega dellc a su senhor no enge-
nho supra, ou ao Sr. Manoel Antonio Gonralves,
no Recife, ra do Cabug n. 3, de quem rebeber
o apresentaute urna gratificnco generosa
Acha-se fgido o csrravo pardo, de nome
Roque, alto bstanle c corpulento, olhos vernie-
lhos, tem pouca barba, e lem lambem falta de
denles, tem urna falla muilo mansa eum pouco
descansada, representa ter 40 annos de idade,
pouco mais ou menos : roga-se a quem delle
liver noticia, ou o possa apprehender, leva-lo a
seu senhor, no aterro dosAfogados, o niajor An-
tonio da Silva Gusmo, que ser bem recom-
pensado.
Fuaio da cidade de Macei, no dia 18 da
marco prximo passado, do abaixo assignado, sen
esrravo de nome Jos, crioulo, idade 25 a 30 an-
uos, estatura regular, ou antes robusto e muscu-
loso, barba grande por bsixo do queixo, rom to-
dos os denles da frente, rosto redondo, cara
grande e ps proporcionados, levou toda a rou-
pa, e entre ella urna rapa de baeta azul ferrete,
caiga de algodo tinto, e outras de brim branca
e pardo, conduzindo urna jansada ; este escravo
fui por alguns anuos proeiro da barraca do Sr.
Francisco, ingle/, de S. Miguel dos Milagres, e
provavel que lenha sido scduzido, visto que so-
bre elle pende quesio que propz ao nusnio
abaixo assignado Rufina Mara da Conceiro, da
villa do Porlo de Pedras, de Macei, lana que
sendo preso nesta cidade (qnando fgido) em dias
do julho ou agosto do anuo passado foi remeili-
do para Macei, aonde o letigio: que'm o ap-
prehender ou delle der noticia exacta, sei gra-
tificado generosamente.
Manoel Antouio Lopes da Silva Muriliba.
_ Fugie no domingo do paschoa, da refina-
cao da ra nova de Santa Rila, pertrncenle a
Jos Alves Guimares, um escravo de nome Ju-
vencio. cujos signaes o os seguinles : cor mu-
lato, altura balxa, corpo cheio, bera parecido
lera uraa cicatriz como de queimadura as cos-
tas, pouco mais ou menos, do tamanho de urna
moeda de vinlem, ter de idade 19 annos, pouco
mais ou menos : rona-se a lodas as autoridades
policiaes e mais pessoas do povo o favor de o
prender e avisarem a seu senhor, ou conduzi-lo a
mesma fabrica de renaco, onde sero bem ra-
tificados.
Atten^ao.
AS MELHORES MHINAS DE COSER
DOS
Mais afamados autores de New York
I. M. SINCER & C.
E
WHEEXKR & WILSON.
No novo estabelecimento vendera-se as machi-
mis destes dous autores mostram-se a .qual-
quer hora do dia ou da noite e rasponsubilisamo-
"fPH8fia,i?.qil21dpde e '?r,n"!:D? 'm ^ so
zem de fazendas de Rayrauado Carlos Leite &
lrmo, ra da Imperatriz n. 10, antigameute
aterro da Boa-Vista.
Fugio da ra Direita n. 6 um cabra de nome
Antonio, que diz ser filho da cidado de Goianno,
c consta que ahi foi vislo, e nao se sabe se dal.i
loinou outro deslino, um pouco alto e reforca-
do, fulo e lera de idade 00 e tantos annos, falla
bem e bastante esperto, e um pouco adulador:
quem o preder e o levar a casa de seu se-
nhor, receber a gratificago de SO? livre de des-
pezas.
Altenco.
1:000$ de graicacao.
Fugio da villa do lng, no anno de 1857, um
escravo de nome Jos, mais conhecido por Y.eva-
so. E pardo, lem os cabellos corlados reme, a
barba comprida, negra c espessa, olho, de altura regular, reprsenla ter ?0 a b'O
annos de idade, bastante magro c esmirrado, e
finalmente tem as mos descarnadas e cadaveii-
cas. Consta achar-se homisiado no termo do Se-
riiihera.ondesuppoe-se amancebado com una
mulher casada, moradora na povoaco de Santo
Amaro. Dizem que anda sempre em coropanhia
de um cabra, baixo, secco, de cor alvaienla, e
orelhas grandes e tezas : quem o apprehender,
queira leva-lo debaixo de cordas quellfl villa,
ou ao Recife, na ra atraz da matriz da Boa-Vis-
ta, onde receber a gratificaco offerecidi.
No dia 6 do crrenle fugiram do engenho
cha o escravo Filippo, cabra, estatura regu-
lar, pouca barba, com signaes de bexiga no ros-
to, representa ter 32 annos de idade, falla bem ;
c no dia 8 o escravo Marcoiino, denago An-
gola, cor fula, alto e seoco, sem barba, tem nos
bragos signaes de vaccina, na testa urna cicatriz
em forma do meia la, eem cima de ura dos ps
urna sicalriz que repuchou alguma cousa a pello.
i tem a falla descansada, bem feito de rosto e re-
| presenta ter 28 annos de idade ; ambos estes es
cravos levaram caiga de algodo azul trangado e
camisa de algodo de listra, alem de mais roupa
que possuiam, e suppoe-seque reunirara-se pa-
ra seguirem viagem para o serto do Sobral de
onde o primeiro natural: a quem os aprehen-
der juntos, bu a cada um de per si, ou delles der
noticia, ser bem recompensado pelos seus do-
nos, no referido engenqo Ucha.
Escrava fgida.
Fugio da* casa do abaixo assignado, no dia 18
do correle, urna sua escrava da Costa de nome
Maria, que representa ter de idade 45 annos, al-
tura e corpo regulares, cor nao muito pieta, tem
bastantes cabellos brancos, cosluma Irazer um
panno atado roda da cabeca, tendo por signal
mais saliente as mos foveiras, proveniente de
calor de figado. Esta escrava tendo sabido como
de costume, com venda de arroz, nao voltou
mais': roga-se, portanto, is autoridades poli-
ciaes, capities de campo e mais pessoas do povo,
a apprehenso do dita escrava, e leva-la loja
do Preguica, na ra do Queimado n 2, ou casa
Florentina defronte
dacocheira do Illm. Sr. tenente coronel Sebas-
tio, g,ne sero generosamente recompensados.

-**2-*


(8)
L i llera tur a.
quo
0 BRACELETE.
i
O conde Henrique des Essars era um mance-
bo da muda, cuidara rtuilu do scu toilette, e
apretenlava-se com dslincco. Setn ser bello,
tinha una dossas figuras quo agradara. A sua
fortuna e nome abriam-lhe todas as portas ; o
mundo elegante nao se reuna sem elle. Todos
os das reeeba convites ; era o rci das festus
Como todas as pessoas que s pensara em si, nao
era instruido, mas tinha lido a habilidade de
substituir talla de scicncia, por esles mil nadas,
que tanto agradam s mulheres. Era msico,
eompunba versos c tambem desenhava ; trts
quolidades exigidas pelas elegantes danossa po-
ca. Se cantavam, collocava-se ao piano. Se
fnllavam de lilteralura, recitava os scus versos,
nao como o poeta, cujo nico desojo crear-se
um nome, mas com faluidade. urna fraque-
7a dlzia elle quando o coroprimenlavam. Em
lim, podia pintar algumas flores nos albuns, e
deste modo enlreter com cuitas mulhcres corres
pnndencias ignoradas de lodos.
Um dia em que eslava estendido sobro o scu
dirn, entra o criado e entrega-lhc urna caria,
que elle immediat. mente abriu.
Ali! disse elle, depois de ler lido; mada-
ma Delaunay nao est zangada. Convida-mc pa-
ra o seu soiree, irei... E voltando-sc para o cria-
do, disse :
John, ninguem me procurou esta manhaa?
Nao, seuhor, respondeu o criado arranjando
as flores que pertumavam o quarto.
Est bem !
Langa ao luine o resto do charuto e comees a
facer o* seu toilette. O dia parccia-lhe extenso.
Um secreto presenlimento lhe fazia desejar esta
esla, elle, que nuuca desejava e logo que a ho-
ra chegou, partiu.
II
Era no mez de fevereiro, e os sales de mada-
ma Delaunay deslumbravam de luz. Os trens
cruzavam-se porla do palacio, e graciosas da-
ri'.as, elegantemente ornadas, chegavam, segui-
das de cavallciros almiscarados, esparlilhados,
esticados, com as mos calcadas em alvissimas
luvas. O mundo elegante achava-se alli reuni-
do. Estavam era rompilo enthusiasmo, quando
um criado annunciou o conde des Essars. Este
nome produziu urna agitago geral. As damas
langaram-se um golpe de vista sobre os toilettes,
os cavalheiros olharam para as suas damas ; en-
tra o condo. epois de salsfeilis as convenien-
cias exigidas, lomou o brago do um mancebo e
perderam-se na multido.
Cl'.cgados a urna sala aTastada, eslabeleceram
entre si estas conversaces, que lhe eram habi-
tuaos.
Asseguro-te, conde, disse o mancebo,
chegas muilo a lempo.
Como, pergunlou Henrique des Essars, para
ser teslemunha do? leus successos, Eramanuel,
mas cu nunca duvidei....
Nao. Para me certificares da tua repu-
tago.
Ocvcras? Entao temos desafio?
Um desafio 1 Ha entre todas as bellezas que
a rui so apreseulam, urua, cujo ar tmido allrahe
todas as vistas___
Est envergonzada ?....
Como urna pensionista.
E bunita ?___
Como um retrato de Raphael I..
Est bem Sera duvidaj lhe fllales,
posso cu fazerdepois de ti?
Dexemo-nos de granas. Fallei-lhe.
coi com ella, mas o lugar est oceupado.
de que, a mi est ao lado, c parece nao
prehender os com primelos.
E como fosles malogrado, queras....
Apostar que tambem o sers. Ha virtudes
inconquistaveis.
DuviJo, murmuroii o conde.
Ensata respondeu Emmanuel.
Visto que assim o queros. Bem Conduz-
mc ao p dessa menina___
Sim. Mas preciso da prora to teu Irium-
pho ; quando m'a dars ?
. Em quinzedias! Ella traz por cerlo algum
bracelete ?
Traz, sim.
Pois bem esse bracelete ser o meu annel
d'esponsaes.
Acceito, respondeu Emmanuel, rindo ; mas
olha que se naufragares, como creio, conlarei a
aventura.
Dou-le inleira liberdade. Mas a valsa va
comecar, entremos !
Voliaram sala do baile, e o conde conviden
para urna walsa, a menina que Emmanuel acaba-
ba de designar-lho.
Esta joven era Dlha de um official, morlo em
V/aleiloo. Tinha recebido em Saint-Dcnis urna
educago completa, mas sem forluna, a sua po-
sigo era pouco brilhanle, c sua mi madama
Duvivier, esperava, inlroduzindo-a na sociedade,
arhar-lhc mu esposo digno dola, c com urna
boa forluna. A menina era bonila, instruida,
espirituosa, e a mi linha pensado :um homem
rico far a sua feheidedo ; thesouro por thesou-
io.Tinha-se, pois decidido, reentrarnos salos,
c madamoiselle Alheis Duvivier apparecanes-
sa noile pela primeira vez. Era una linda crea-
tura ; Iriguelra, de olhar penetrante, s vezes
com ar de supplica, notava-sc-lhc no roslouma
melancola que inleressava ; havia alma na sua
figura,
Henrique, emquanlo walsava, dispunha destas
mil phrases, que elle com tanla graca sabia diJ
ser, e quando a menina voltou para junto de sua
mi, em lugar de a deixar, assentou-so ao seu
VOLDETIH '
HISTORIA DE UMA COLLINA.
lado, fallou de msica, lliealros, modjis, appro-
ximou-se depois de madama Duvivier, ehorou
cora ella sobre o impeno, e contou os desastres
de Waterloo
Seguii:do-se urna eontradanra, convidou de
novo Alheis, e depois de ler esludado o seu
carcter, vio que era preciso a esta menina um
amigo que depressa se tornasse mais do que is-
so ; offercreu-se, pois. Disse pobre menina
palavras meigas, snubo regular o seu olhar com
o delta. Nao se fez fatuo, fez-se Atitony.
Terminado o soire. acompanhou as damas, e
depois de lhe ler pedido a perroisso do as vizi-
lar, parti com a cerleza de qite o bracelete se-
ra delle. Alheis eslava triste e pensativa, e
Madama Duvivier forrnavnj bellos projeclos.
III
DIARIO 08 P^BNAMBJCQ. a TERCA FfifflAJj DE ABRt DE f60.
Que
Dan-
Alm
com-
A caso de madama Duvivier apresenlava um
aspecto triste. Pouca gente a frequenlava. A
pobre Alheis viva n'uma solido profunda ; o
seu carcter, j inclinado ao romntico, lomara
cada did urna forma nova. To louca de alegra
se tornava com a irona, como desagradavcl com
a tristeza. Chegou a poca em que era preciso
a osla menina um amor sincero. A alma pro-
crava urna alma, e o conde des Essars chegava
a lempo. Dous das depois da nuile do baile,
Alheis linha pensado a seu pesar no mancebo
too verdadeiro, tao sincero, tao compadecido. De
seu lado, madama Duvivier, que linha concebido
esperanzas, fallava do conde a sua tiln, e lano
por lhe lembrar, como por ouvir fallar nelle, a
menina tinha-se pergunlado porque elle nao
vinha.
Henriaue aprescnlou-se era casa de madama
Duvivier. Foi recebido com respeito e prazer.
Pobre mi pobre filha Achou meio de fallar
baixo a Alheis, e por urna extravagante coin-
cidencia encontraram-se ainda cssa noile em ca-
sa de madama Delaunay l
Entre as pessoas que [requentavam a casa de
madama Duvivier, havia um pintor muito assi-
duo as suas vizilas. Complacfnle cora a mi,
aff'ivelcom a filha, tinha sabido grangear a ami-
zade da familia, sendo quasi julgado um dos scus
membros.
Una note, por occasio de urna vizita, en-
conlrou-se por acaso com o conde des Es-
sars, que lhe desagradou. Tinha ouvido fal-
lar delle, e a sua presenca nesta casa causou-lhe
admirarlo.
A aguia era casa da pomba, disse elle para
si ; cheguci a lempo.
O condo deu-lhe pouca attengo, e o mancebo
artista pode conhecer todos os movimentos de
que a mi nao suspeilava : viu a influencia que
este homem exercia sobre um espirito joven e
sensivel. comprehendeu o porigo. e logo que o
condo sahio, procurou occasio de duer-lhc :
Alheis, preciso que vos falle, sem les-
temunhas
Para que, Julio ? Pergunlou a menina.
Silencio I
Logo que se viram sos, pois madama Duvivier
ronfiava justamente em Julio, o mancebo lo-
mou urna das mos d'Alhcnais.
Alheis, um grande perigo vos amcaca !
Que perigo, Julio ? assuslais-me. .
Esculasles esle homem que acaba desahr
d'aqui, nao verdade ?
Julio !
Nao coris, Alheis. E' um amigo que
vos falla, um amigo dedicado que Deus collocnu
na vossa estrada para vos exclamar: Congno
e prudencia. Esle homem sabe adivinharas
emoces ; c conheco o corago das niulheres,
brinca cora ellos viu-vos o "disse : E' preciso
que eu faja nascer na alma d'esla creanga uro
primeiro amor, santo e profundo; preciso que
ella me amo, quo m'o declare, e cnlo rir-lhe-
hci no rosto, e desprez-la-hei como se des-
preza urna flor, depois de lhe ler respirado os
perfumes l
Oh c impossivel !
Sim, Alheis. Conheco esle homem. Dissc-
vos palavras lernas, nao foi assim ?... E vos,
pobro creanga, sem reflexes, o acredilastes.
As suas palavras furam para a vossa alma como
estes remedios que socegara um momento, c
que i o Hammam depois para sempre Tomai
sentido. Alheis, este conde c um infame.
Dizei-me que o nao amis.
Oh I Julio, porque queris que eu nao ame
este homem ? Sinto por elle affeigo, interesse..
E depressa se tornar em amor ; hadoze
das que o conheces, e j estis distrahida, j
lhe contis as visitas.
Julio l
Adavinhei ? Ol! porque eu lambem amo,
cu lambem cotilo os das, as horas, os minutos I
E olhava-a com santdade. Desconfiai d'esse
homem, continuou elle : joga com a honra das
mulhcres ; nao far desse amor um mysterio.
Dar-vos-ha a conhecer a todos, e se deixarde:>
penetrar nu vosso coraco os juramentos que
elle vos fez, dir por toda a parte que sois sua
amanle
Oh elle nao ousaria !
Ousaria ludo para lisongcar o seu amor
proprio.
Julio, murmurou Alheis, a vossa con-
fidencia faz-me mal 1
Prouvera ao co que ella viesse a lempo I
respondeu o joven artista.
Madam aDuvivier entrou. A conversado tor-
nou-se geral, e quando Julio-se relirou, recor-
dou a Alhnais a sua confiJencia.
IV
Tinham-se passndo qualorze das depois do
baile de madama Delauny, e o conde Henrique
des Essars, estendido em urna immensa poltro-
no, presidia a um almoco, que dava a muilos
dos seus amigos. -Estavam j esquentadas asc-
begas, c a orgia eslrondosa e animada, quando
Emmanuel se levantou.
Ora bem 1 Henrique, disso elle, termina
amanh o lempo que lixamos I
Que lempo ? perguutarJoi us convivas.
Para o bracelete I Emmanuel contou o
lenfio proposto e recebido.
Core efielo disso um d'ellc, urna his-
toria digna da regencia I Conde Henrique, daris
as provas T...
Comproroetti-me a isso. mena senbores,
c sabis que nuuca fallo s minhas proroessas.
A'manh por esta hora ( eram tres ) Emmanuel,
enlreg-la-hei.
E eu vos reconheccrei por um I.ovelaee,
respondeu o mancebo, mas onde nos reunire-
mos ?
Aqu
Ouvis, meus senhores. Amanli s tres
hora*.
Os amigas separaran! *se. Ficou s o conde a
reflectir. Tinha visto na ves;era Alheis em
casa de madama Delauny, c notou um fri aco-
Ihimonlo.
Que farci ? pensava elle. Besla-me pouco
lempo I... Oh que importa. Juro que o meu
amor proprio nao ser ultrajado. Por forja ou
p**lucia. a bella ser ruinha. A vonlade do
liojjlp. E' preciso que eu v a casa de mada-
maDuvivier ; reslam-me ainda viola e quatro
horas.
Vtslio-se e partiu.
Quanto a Julio, tinha tambem tomado infor-
marles, e Eramanuel, Com quem se havia en-
contrado, luiha-o instruido da aposta, convidan-
do-o a comparecer no render-vous. Esla infor-
inaciio foi para o mancebo como urna faisca, que
brillando, annuncia o incendio. Iteumu na sua
merroria, o baile, os quinze dias, as visitas do
conde a casa d'Athoais e descobrio a rcalidado.
' Oh I o presenlimento engaa raras vezes.
Vamos a casa de madama Duvivier, lalvez possa
salvar sua Dlha.
O conde Henrique foi recebido por madama
Duvivier com a sua pulidez ordinaria. Alheis
nem para elle olhou. A confidencia de Julio
linha produzido um bom effeito, e a menina li-
nha j conhecido que os discursos do conde eram
muilo abundantes para serem sinceros.
Quando se ama, pensava ella, esl-se mudo,
porque a emoco abafa. E o conde cumprimen-
la-me e falla-me sempre .
Ap.ezar deste fro acolhimento, Henrique nao
se p'.-rturbou. Assenlou-se junto do piano. Alhe-
is uceupava-sc em arranjar as suas joias. A
primeira cousa que ferio os olhares do conde foi
o bracelete.
Julio enlrou.
Chego a lempo, murmurou elle
Sempre esle homem 1... pensou o conde.
S;iudaram-sc com desdern e engajou-se a con-
versaco
Julio nao deixara de olhar para o conde.
V Exc, disse Henrique^ concedou-nos a
honra de ouvirmos cantar uta daquelles roman-
ces, que a voz voz tanto nos
Alheis corou ; olhou p>
o consultar, e arompanhand
O conde prodigalisou-lhe
momento em que julgava nao ser observado, lan-
cou mo do bracelete que eslava occulto debaixo
do caderno de msica, c levaotou-se para se re-
tirar.
Para o vos amar, Julio ; sois geueroso t
bom I
E porque uo tenwj titidrj no grande mon-
do ; elle que nos torna impos.
j*
amar ?
Julio como para
cantn.
elogios, c no
ron
MERY.
i
Como se aproximasse di porta, Julio arremes-
sou-se diaule delle e ernbargou-lhe a passa-
gem.
Nao salareis, senhor conde, lhe disso elle.
Que significa islo, seuhor ?
Julio, disse madama Duvivier, que queris
fazer? iT
Ha aqui um ladro, respondeu Julio.
Um ladro 1
E esse ladro sois vos. senhor conde.
Inslenle, respondeu H|nriquc empallde-
cendo.
Roubaste o bracelete da menina.
O meu bracelete ? disso Alheis, correndo
ao piano. Nao est aqui 1
A vossa aecusaco, disse o conde, merece
urna reparaco... A minha honra.
Silencio, respondeu Julio.
E agarrando o conde, arrancou-lhe das maos o
bracelete.
Que pensaes da vossa honra, senhor
conde?
O cond6 assentou-so ; falla?am-lhe as forras.
Ladro I murmurou Alheis.
E' preciso prende-lo, disse madama Du-
vivier.
Nao, senhora, respondeu Julio, nao quero
mandar o senhor conde para as gales. O roubo
merecia-o. Mas isto um negocio entre nos.
Contou os projeclos que lhe tinha revelido Em-
manuel. I
Cuando acabou : )
Menti, senhor? pergunlou elle,
O condo nao pode responder ; o erguho sufro-
cva-o. Emfim disse :
Tudo verdade.
. Sabia que eris um infame, mas nao vos
jul,;ava to fraco Sahi, senhor, e nao c-queraos
que a manhaa vos esperara os vossos amigos. Tra-
lai de procurar um bracelete. Poder-vos-hia
foriecer do urna cadeia, mas Deus vos julgar.
E agarando o coude pelos hombios, arremecou
o fura da porla.
Julio, disse madama Duviver, esle homem
pode ainda manchar a reputaco de minha
filha.
Se permillis, senhora, respondeu Julio, nao
fallar de minha mulher ?
Como ? arnaes minha Glha?
Bem o vedes, salvei-a 1
Pois bem, deixo-a livre.
Alheis olhou para sua rae. Ha olhares que
co.itm lodo un pensaraenlo.
Madama Duvivier pegou na mo de sua filha, e
dando-a a Julio :
Sede meu genro, lhe disse ella.
Julio beijou a mo que lhe deram.
E3quece-lo-hcis, nao assim. Alheis?
As almas flores.
Ha historia o simples e tao extraarlas s
vezea, que seria necessario para as narrar, s
imaginado, o goslo, o o espirito d'um grande es-
criptor, ou-d'um romancista admiravef; nao ec-
nneco nada to potico, e ao raesmo lempo tao
vulgsr, como a historia das dua3 flores, que vou
contar-vos, lembranea, adorada d'uma joven, c
d urna pequea flor. '
Em 179-1, de terrivel e heroica memoria, urna
joven donzella, Fleurelte Clisson, filha d'um bra-
vo patriota da cidade.de Nenies, linha o mysle-
noso coslumo de se refugiar lodas as noiles n'uma
cmara solada da casa de seu pae, que eslava
kL'i! nil rua Baue> ao fundo d'um vclho ar-
rabalde ; na cmara abandonada de que se trata,
linha fallecido a me de Fleuretle
Entrando na sombra solido desla sala, a don-
zella collocava sobre urna mesa a Linterna que a
atlumiava, cuja triste clardade tinha alguma
cousa de medonho n'um tal logar ; aproxlma-
va-se com respeito do leilo onde linha recebido
de sua pobre mae o ultimo beijo e o adeus su-
premo ; do seu vestido arregacado pegava em
grandes ramos de flores, que e'spelhava sobre o
leiio moriuano, como se quizesse lanrar sobre
um phantasma, um esplendido lenrol de flores e
verduras ; depois tirara do junto d'um travessei-
ro um hvro bem perigoso, uro livro maldito nes-
ta poca de represalias... um livro de missa !..
K a donzella ajelhada aos ps do leito, ou tai-
vez aos de sua rae, lia ero voz baixa urna ora-
gao pelos morios.
Urna noile, depoisdeterporloogolempo chorado
e orado, segundo o secreto costu rae da sua piedade fi-
lial, Fleureite. ouvioao longe. nasruas prximas,
urna vozeria infernal: poucoapoucoamultidogrila
vamorra o traidor, morra o aristcrata 'Fleu-
relte enlre-abnu urna janella, sem pensar no pe-
rigo da sua imprudente curosidade. e bem de-
pressa viu um homem que corra pela rua, para
se occullar sem duvida ao castigo da justira po-
pular ; apesar do perigo horrivel que o ameaga-
va, o desgranado parou repenlinamente com os
olhos fixos na janella enlre-aberla, e na donzella
quo ali se achava, e medindo com um rpido
olhar a distancia que o separava d'aquella va-
randa, que nao era grande, encheu-se de cora-
gem, e nao se lembrando de que podia quebrara
cabera de encontr parede, sallou varanda.
Fleurelte lancou mo da lanterna e fugiu tremen
do ; a juslica do povo continuou a procurar as
ras do arrabalde o aristcrata.
Pode ayaliar-se fcilmente o medo que Fleu-
relte sentina com a eslranha visita que de noile
so dignavam fazer-lhe na cmara de sua me ;
no enlanto, b-ni depressa se arrependeu de ler
recebido to mal o myslerioso visitador, e nao
sei por que, nem como, resolveu reparar a falta,
que lhe pareca ura verdadeiro crime de lesa-hos-
pitahdade.
Sem confiar a sua ernoro a ninguem, c sem
prevenir scu pao, um verdadeiro republicano, do
que tanto a linha commovido ou assuslado, Fleu-
retle, imaginando cumprir ura dever, levan'lou-se
de noile, e atravessou os corredores com a sua
pequea lanterna na mo ; subiu sem medo urna
escada occulla, abriu sem receio a porta que li-
nha deixado enlre-aberla quando fugiu, e assim
entrou s nesta cmara sepulcral, habitada pela
memoria de sua mo
Avaliai a dr e o espanto da joven donzella :
ao primeiro passo que deu dentro da cmara, ao
primeiro olhar que dirigiu para a janella, viu ali
um homem estendido, paludo e immovcl como
um rnotlo; enlo levo medo I... No entaoto,
una voz mystcrosa pareca dizer-Iho = cami-
nha carainha !... E a donzella. caminhando,
Iremia de medo ; porm urna torga luvisvel a
obrigava a ajoclhar junto desle homem, e a voz
mysteriosa, que era sem duvida a do presenti-
nicnlo, conlinuava a fallar-lhe ao corago, dizen-
do : tem piedade desle desgranado, desle pros-
eriplo Que necessario fazer ? pcrgunlava
a consciencia da donzella. Colloca a la mo
junio da d'essc mancebo... Nao esl fria, ex-
elamou Fleurelte, ainda vive Levanta-lhe
com cuidado a cabeca, o separa os cabellos que
lhe cobrem a fronte e que riceultam urna feri-
da... S.iiigne 1... Sira, sangue, que neces-
sario estancar com o leu lengo, Fleurelte
Ei-lo. Lanca-lhe urna pouca d'agua nos olhos
e nos labios ..J nao tenho mais agua.
Olha agora, Fleurelte ; cis o leu milogre !
Fleuretle cncarou o pobre ferido que havia
soccorrido... c no mesmo instante o mancebo le-
ou asmaos ao rosto para separar os anneis dos
seus compridos cabellos preios ; abriu enlmen-
la os olhos, e o scu primeiro olhar fixou-se no
rosto encantador da donzella ; quiz levantar-se,
mas as tornas altaram-lhe repentinamente e ca-
hiu aos pes de Fleurelte, aos pes da sua salva-
dora, de joelhos, com as mos erguidas, na post-
co d'um desgracado que sollre
O mancebo e a donzella conlemplaram-se era
silencio por longo lempo, e pode dizer-se que al-
guma cousa de extraordinario, como por um ce-
leste encanto, acabava de passar-se entre elles ;
irocaram esses olhares, esses suspiros, e esses
sorrlsos d'uma dorura extrema, cujo segredo
anda hoje perlencc'a Deus; tremeram ao lempo,
debaixo da influencia de urna voulde irresisfivel
que os prenda, que os impellia um para o oulru;
por fim, dominada por um poder sobrenatural
que dava ao coraro c ao espilito o deslmhra-
me n lo d'um xtasis, Fleuretle drigiu-so para o
mancebo, que pareca chama-la e espera-la, aper-
lou a mo que ello ousava offerecer-lhe, e depois
de um momento de cerleza quo devia de ser o
ultimo esforco do seu pudor contra a fascinarlo
que a dcslumbrava, Fleuretle, commovida, dis-
se-lho:
Nao sei quem sois ; no enlanto
que j vos conheco : nuuca -os enconlrw, e com-
ludo creio oue voa tenho viaC muitas rezes ;
nunca me falfaleit, e julgo que me recordare! do
som da vossa voz, por pouco que me digaes;
somos estranhoa um ao oulro e ams-roi, deven-
do amar-vos sempre!... Quem sois, meu amigo?
Um desgracado...
Assim o creio 1
Ura proscripto...
Sempre o julguci I
Trahiram-me, e veodo-me o povo, grioU
morte ao anslocrata ; alguns malvados feri-
ram-me.
Qual o vossonome? o vosso estado? a
vossa familia ? D'onde vindes e para onde ides ?
Amanha o sabereis.
Como quizerdes D'aqui al amsnha cslac3
debaixo da minha prolocgo, dado minha mi,
que esl no eco !.,. Adeus.
Adeus I Ignoro lambem quem sois; a aos-
sa anlga aroiaade comerou hoje, vos o dissetteis
ha pouco; somos descnhecidos um do oulro e
coratudo julgo que j vos ameisque vos amo, e
que sempre vos hei de amar.
Assim o espero !
No dia seguinte ao despertar o protegido de
Fleurelte cnconlrou na cmara que lhe servia de
refugio algumas provisoes quo a sua protectora
lhe tinha levado, assim como lvros e brochuras
para pasSar o dia o mais agradavelmente poss-
vcl ; enconlrou mais roupa branca, e ludo quan-
to era necessario para operar urna elegante me-
latnorphose: na verdade era um bello sonhu para
um proscripto, ou antes para um miseravel rea-
lista... todo o dia durmi, com receio do desper-
tar o sofTrmento, e disspar um sonho lo feliz !...
Logo que a noite chegou, esla mulher lo bella e
lo bondosa, prelexlou a visita habitual cma-
ra de sua mi, para visitar um bello mancebo,
que linha promeltido de salvar, pelo nico poder
da sua dedicaco, e da sua coragem, f-lo assen-
lar junto da cadeira em que ella se tinha assen-
tado, e disse-lhe, cncarando-o alegremente, ad-
mirando a mudanna que se linha operado no man-
cebo, e que era obra sua.
Ainda bem 1 Apenas vos reconhego. Agra-
deco a Deus o ver-vos livre dos vossos terrores,
descansando das fadigas por que passasteis, e o
vosso ferimento ser lo ligeiro ; tendes alguma
cousa a dizer-me, nao verdade? Fallai, pois,
meu amigo, que vos esculo.
A minhi narraco nao ser muito extensa,
Fleuretle, porque a nica nobreza da minha fa-
milia j melade de minha historia : sou o con-
de Luiz do Figeac, um realista, um aristcrata,
um emigrado !
Meu Deus exelamou a innocente donzella,
esses odiosos emigrados enlraram novamente na
Franca ?
Nao, mas quiz eu entrar e o cu recom-
pensou a minha audacia; vi-vos e nunca mais
vos esquecerei 1
_ F. o motivo, o motivo verdadeiro da vossa
viagem a este paiz no lempo em que estamos, e
com as leis lo terriveis que puera os traidores?
Vou dizervo-lo: minha me, que me espera
nesse mundo medonho a que chamara o exilio,
possua amigamente nos arredores da cidade de
Nantcs, um velho castello, do qual adorava a vas-
la e solemne tristeza : havia ah urna esplendida
solidao," que se povoava, aos olhos de minha
me, de grandes nomos, e de*gratas recordarles
da sua Ilustre familia ; o que havia de mais cha-
ro e de mais precioso para ella, nesta nobre thc-
baida, era o phantasma de urna crcanca que ti-
nha perdido.de urna linda filha, queainda cho-
ra, depois de cinco annos de dr, de saudades e
de lagrimas.
Na vespera da sua partida para a 'Allomanha,
com a esperanza querida, com a doce illuso do
seu prximo regresso Franca, minha rae plan-
lou chorando, junio do tmulo de sua filha, urna
pequea flor, um lyrio, cujo duplo symbolo re-
presentava no fundo do seu coraco, a nobreza
quasi real da sua rana, e a innocencia quasi divi-
na de sua filha I A pobro senhora enganou-se
como toda a aristocracia franceza ; a simples via-
gem dos aristcratas durou mais de um da, c
minha mi principia a receiar de nunca mais po-
der ajoclhar sobre o tmulo de sua filha 1 Agora
Fleuretle, sou cu o seu nico filho, e o menor
desejo, a menor vonlade, da sua desgranada ve-
Ihice urna ordem para raim : ordenou-uic que
Quatro dias depois, John Lively passeiava na
estrada de Hamley Birmingham, seis horas
entes da passagem da diligencia de Golden Cross.
Esperava assim fiz-la chogar mais cedo e nao
se enganava ; para antecipar a hora da chegada
de um carro necessario ir-lhc ao encontr al
meio caiiiinho.
O sol tinha descido a esse ponto do horisonle
em que se deixa olhar de frente, e onde parece
deraorar-sc para sorrir aos impacientes que es-
peram que desappareri. Lively s linha para
consultar esse relogio celeste, e pergunlava-lhe
a hora a cada instante como o estudante no quar-
to de hora de aborrccimenlo que precede re-
crear o. John Lively bem desejara fazer o in-
verso do mllagre de Jozu, mas foi-lhc necessa-
rio resignar-se sua impotencia Todos os rui-
dos que vinham da planicie aos seus ouvidos
transtormavam-se em rodas de carro. Esse cam-
po em que pinolavam magnficos cavallos, ale-
gres e livres enviava-lhe relinches longiquos que
o faziam estremecer.
Ei-los ahi, disse ella, sao os cavallos de
Patrick 1
E devorava com os olhos a estrada silenciosa e
nua como urna fita de arcia recortada no deser-
to, e laucada caprichosamente sobre a mais bella
nIva do mundo.
Emfim desapparecen o sol no horisonle, legan-
do alguns raios ao crepsculo eterno dos verdes
do norte. a cxtremidade do caminho havia
massas d'arveres arredondadas como um arco
triumphal de relva ; era o ponto que John Li-
vely devorava com os olhos e que julgava ver lu-
zir na sombra, lancando-lhe a charoma dos seus
olhos. Um corpo negro e informe destacou-se
dessa massa d'arvores ; um tropel bem conhe-
cido misturado aos gritos dos eixos e rodas, an-
nunciou o carro de Patrick. Lively correu ao en-
contr dos cavallos ; Patrick nao o reconheceu
na obscuridade ; vio um homem louco que cor-
ra a um suicidio equestre, e parou brusca-
mente os cavallos, como sobre urna montanha a
pique.
Tem um lugar para mim no out side ?
pergunlou Lively com voz arquejante.
E' oSr. Lively? Nao, nem um lugar. Te-
mos dous viajantes de mais. E-me prohibido pa-
rar. Adeus; d'aqui a urna hora ero Birmin-
gham.
E os cavallos comprimidos algum lempo, pu-
laram apenas se apanharam de redea sola.
Vamos a Birmingham disse Lively e dei-
(ou a andar pela estrada tora. O queme dir el-
le em Birmingham, conlinuava Lively em um
monologo interior.. Em Biraingharo ? Patrick
demorou-se nesta palavra. Adevinhou o que eu
sent visla daquella mulher, e pronunciou
Birminghamcoro um 8cccnto, que, creio eu,
sigoilicava : Fique tranquillo,tenho alguma cou-
sa boa para annunciar-lhe... Birmingham ct-
deus ; d'aqui urna hora em Birmingham 1 Que
mysterio 1 urna divindade do co que vendo soda
water no campo, e que parece muito contente
com o seu estado 1 Patrick j sabe tudo ; o seu
segredo passou por aqui agora a galope. Aquel-
la adoravcl mulher leve um pensamento neste ar
que respiro e que bebo..... Eis o amor, prnde-
me como qualquer bandido na estrada e di/. :
Morre sem miro ou vive comigo 1 Deverei roor-
rer ou viver ?... Corramos Birmingham.
Lively linha no coraco todo o ardor de um
Irlandez de vinte e quatro annos ; mas nessx
idade j tinha perdido um thesouro de illusoes,
porque o pensamento o a desgrana precoce lhe
haviam substituido a experiencia Tiouxe ao
mundo o natural inquieto e desconfiado do soli-
tario que desceu da montanha para edificar sua
cabana margem do mar ; o grande espec a-
culo do ocano do norte, a campanha irlandoza
com suas ondular jes de relva ; seus lagos mis-
teriosos em que o co val beber, como em una
taca tathada na montanha ; cssa nalureza enr-
gica, aiuda defendida contra a civilisacoo >or
um ccnlo de rochedos, de abysmos de tempesta-
des, tudo d ao Irlandez o carcter poderoso do
homem primitivo, o assegura-lhc a venera ;o
dos povos, em urna poca em que os povos nada
mais veneram. John Lively era mais infeliz do
que nenhum oulro dos seus compatriotas, por-
que linha salado da sua cidadcla e vinha fe ir-
se, com suas paixes, nos ngulos de urna so-
ciedade que nao o comprehendia. E/a um epi-
sodio vivo no drama Lduslrial da, Ingla-
terra.
John Lively tinha-so sentado de encontr
grade do grande mercado de Birmingham, ( es-
perava por Patrick que eslava tratando dos eu3
cavallos. A noile eslava escura e todo o ho-
mem que passava por Jlast Inn era Patrick aara
John Lively.
esta niedosa manetra a flor .que me desteis n5o
ssnir da grande familia maternal I
Haeer necessiade, leitores. de dizer-vos o
que tereis adevmhado ? O senhor conde de Fi-
geac menta descaradamente ao corajoe ao es-
pirito desta joven : o povo que o persegua nao
obstante as ras tortuosas do arrabalde, tinha o
direilo de dizer-lhe, araeagando-oMents vil
aristcrata !... O vergonhoso motivo da vosa'via-
gem Frange, este .depois de ter calumnia-
do o 'vosso paiz sombra das roraseslrangeiras,
cfujzpsteis conspirar contra a liberdade, contra
egualdade, contra a repblica I Vinheis combaler
a bandpira da Franca com as armas do traidor !
Ainda umavez, menlis I Eo lyrio que desles a
Fleurelte niio era mais que um emblema darevo-
(io e do sangue, devendo acarrelar-lhe a-des-
ventura I
A hospilalidjde offorecid ao proscripto durou
oito dias ; o que se passou no oratorio hospila-*
leiro de Fleuretle, qoe palavras, que suspiros,
que juramentos se lzera entre urna donzella e.
um mancebo, s Dos o svke. Urna manhaa, an-
tes do nascer do sol, Fleurette entrovprecipita-
damente na cmara do senhet de Fgea, que
airrda dorma:
Vamoe, exelamou ella, despertando-o', se-
gui-me : a vossa estada aqui nao ja un nyte-
ro ; suspeitam e aecusam indstinctamente iodos
os burgHezes da rua Basse, fallancfe-se at1 visitas domiciliarias. O carrasco chegar aawr-
nha, mas ser tarde porque partiris hoje 1
Hoje !..
- Depressa, depressa, mudai de facrb ; aqui
tendes ouro e nm certificado de civismo, cjmc en-
contre na carteira- de meu pai. Dirigi-vo}- para
a fronleira, e perdoai, Luiz, o eu chorar corno
urna douda. Parece-me que vos vejo, queros"
fallo eque vos abraco pela ultima vez 1
A historia nao acaba aqui, e ha a rigorosa obrf-
gaco de contar-vos o desenlace desle pequeo
drama : urna noite, a multido republicana, quv
tinha seguido o senhor comiede Figeac, bateu
porta do cidado Clison, a qual se abriu ao pri-
meiro grito, ao primeiro golpe de machado do
machado do commissario do-pevo; a mullido
percorreu todasas cmaras da casa do bravo bur-
guez, sem dcscobrir o culpado que procurara,
com razo para o entregar justira do paiz. A
busca ofiicial eslava quasi terminada, quando se
lembraram de entrar na cmara da- donzella, um
hornero do povo bolio no travesseiro-, ende repou-
sava a mais bonila cabeca da cidade, e no raes-
mo instante cahio no chao um livro de missa,
que abriudo-se, deixou ver alguma cousa de sus-
peilo, que pareca ura lyrio 1... Uro lyrio e ura
livro de missa 1... A religiao e a realeza, ambas
em revolla abena contra a naro !Era o bas-
tante para o cidado Clisson o Fleuretle su-birem
os degros do cadafalso I... '
Interrogaran) o pai, que Iremia do medo, ase-
zar da sua innocencia, c a filha que conservara
toda a sua coragem, nao obstante a lembranr.a de
uina dedicarlo que era'uro crime.
Que livro este? pergunlou o commissario
do povo.
Parece-me que ura livro de missa, balbu-
ciou o burguez.
Sim, um livro do missa, respondeu Fleu-
retle.
Quem vos deu esle livro?
Nao sei I murmurou Clisson.
Minha me, que acreditava em Deus ; res-
pendeu a donzella ; quanto 5 historia dessa flor,
um segredo, e ura segredo da consciencia, que
direi nicamente ao meu coufessor, logo que ba-
ja, como antigamenle, um conlissionario para as
peccadoras arrependidas.
D'aqui al l dita o seu segredo ao tribunal
do povo.
O corago me inspirar I
A jusliga te julgar, bella arrependida I
E Deus julgar os roeus juizes 1
E Deus le amaldicoar, como eu te amal-
co, exelamou o cidado Clisson: viva a rep-
blica !
Na frente do tribnnal, Fleuretle leve piedade
das lagrimas e do desespero de scu velho pai :
procurou contar a historia do amor que acaba de
lr-se, nao esquecendo esse pequeo mysterio do
corago, quo se cnconlra nos jomaos e as recor-
daces da revoluco : fallo
. das piednsas visitas
voltasse secretamente Franca, que me oceultas- que fazia todas as" noiles sombra de sua mae,
se no nosso dominio de Figeac, que orasse por com o livro de missa na mo, o depois to des-
ella sobre a Ierra bcnzila, que encerra osdespo- gragado aristcrata, que a mullido persegua na
jos morllacs do minha irroa, e que roubasse ao rua'Basse. e que tinha recolhido era sua casa: por
parece-me
tmulo a flor que ella tinha plantado, o lyrio que
tinha regado cora as suas lagrimas I Pois bem !
Cousa eslranha I inacredlavel milagro I A tem-
pestado passou sobre sua filha, sem despedagaro
marmore que a cobre, sem despedazar a flor que
eslava junto delle: enrontrei no seu Ihrono de
relva o lyrio symbolico, o lyrio de que minha me
lem tajjlas saudades : beijeio-o mil vezes, cho-
rando, e conservo-o aqui. junio ao coraco !
Luiz, exelamou Fleurelte, depois de ter re-
flectido um inslaute ; Luiz, dai-me cssa flor!...
Qiereis saud-la c adora-la ?
Quero que m'a deis, meu amigo, como urna
lembranea da vossa estima, como um prsenle da
vossa amisade.
Tomai-a pois. como um testomunho do meu
reconhecimento, e que possa ella dar-vos a fe-
licidade. ou-vos um thesouio que nao ni-
camente meu, Fleuretle ; mas vos salvasteis o
ultimo filho de minha pobre me, c a sua alegra
me perdoar I
Guard-la-heiem vosso lugar, com ura amor,
com um respeito, e com urna piedade digna de
vossa irma e de vossa me... Oh! eu o juro :
s perderei esia flor quando perder a vida I
Fleurelte correu ao fundo da sala, e entrando
na alceva, lirou de junto do travesseiro o livro de
missa de que se faltou no comego desta historia,
e entre os paginas do missal collocou o lyrio, di-
zendo em seguida ao senhor conde de Figeac :
Acabo de fazer homenagem do vosso ines-
timavel presente memoria de minha me ; por
Afinal chegou o cocheiro irlandez; vinha es- dizer hoje.
ludo. Quem viaja nao lera segredo, Ora, ima-
gine que do lado de StralVord ou de Wilmore,
nao sei bem, ha uns pntanos, pois, de cero ps
de profundidade cora relva por cima ; os enge-
nl.eiros que sondaram o terreno ficaram enterra-
dos at o nariz. Eu daria urna corda s para ver
isiio.... e depois...
Vio o seu irmo, eslalajodero do Leo Ver-
melho, era Wescombe ? disse Lively
Sim, airo, espere.... Os engenheiros disse-
ram: E' impossivel estabelecer os rail* sobre
esses pantanos ; o que taremos ? Nada.. Oulro
d sse : E' necessario destruir os pantanos e des-
seca-los a vapor; esle uro sabio. Pedio vinle
annos para desseca-lo. Trabalhcm, que elles
mesmo ho de ficar seceos sobre esses pantanos,
c no enlanto o cocheiro ir vivendo e o tavallo
liimbem ; o eslalajadeiro nao morrer de fome.
Estamos salvos por esles vinte annos.
E que lhe disse scu irmo a respeito da mo-
ga do sitio ? de Bucks ?
Ah 1 fallei com meu irmo e nao me esque-
ci da sua incumbencia.....
Entao 1 o que lhe disse seu irmo a res-
peito da moga do sitio?
Nao me disse nada.
Nada ?
Absolutamente nada ; meu irmo no|a co-
nhece, nunca a vio e nem nunca ouvio fallar
uella.
Mas nao indagou de oulros visinhos seus
conhecidos ?
Sim, indaguei de mnila gente ; ninguem
conhece a moga. Esta manhaa, parei era casa
delta para faz-la fallar ; beb um copo de vi-
nho do Porto, offcreci-lhe o meu dinheiro. ella
recusou, como sempre faz, na esperanga de que
lhe levarei freguezes ; cu conheco essa fineza.
Havia no sitio tres membros da sociedade de to-
tal abstinence, de Liverpool, que viajam, a p
no Middleses, para recrularem sectarios. Esses
tres membros beberam vinte mcias caadas de
poster witc bread, dous frascos de whisky, e tres
de clrele, para celebraren) a abstinencia. Quan-
do se levantaran) para pagar, a senhora recusou
o dinheiro, ainda urna esperteza para chamar
sua casa toda a sociedade da total abstinence,
que se compe de quinhentos membros, todos
bebedores de fama. E' tudo quanlo posso lhe
(] Yide o Diarij o 92,
baforido, porque subir a rua mgteme que val
terao monumento de Nelson. Lively recebi-o
nos bracos e seu silencio eapertos de m9o esta-
vam mais desejosos de resposta do que "inte
pontos de inlerrogago.
Grande novidade, disse Patrick ; gran-
de novidade. Deixe-me descancar um toca-
dinho.
Ah 1 diga, estou ouvindo... Descanse....
Subamos para New-Street, estaremos raiis
gosto : Grande novidade 1 ora vamos a ver !
Sim, Sr. Lively, grande novidade! Nao le-
ra lugar a reunio dos caminhos de ferio de
Manchester.
Ah
-- Acabo de levar o Sr. Coppezas de Oxford a
Birmingham. O Sr. Coppezas linha ficado ero Ox
ford para consultar um celebre estudante que
1 esluda os caminhos de ferro, e para fallar com
tres dos accinalas mais ricos ; contou-me tudo
Ento nao fallaste com a senhora ?
Nao live lempo; e depois ella olhou-me
com tanta bondade que nao tire a coragem de
lhe dirigir urna palavra ; um anjo mais temi-
vel do que um demonio.
Estamos na mesroa como ha cinco dias
E' verdade. Entretanto, dir-lhe-hei que el-
la Irazia esla manhaa um vestido do seda cor
de folhas seccas o que tinha rosas nos ca-
bellos
E o que pensas dessa mulher ?
Pens que mulher de algum lord quo fez
alguma aposta.
Julgas que casada?
Nao parece; no enlanto quando se atienta
bem para ella, nao parece solteira : isso d*e a-
(rapalhar. Afinal para arranjar tudo, julgo que
viuva.
Viuva, lo moca I
Pode-se ser viuva aos dezeieis annos, so
o marido morre depois de um anno de casamen-
to. Emfim j que se interessa tanto por essa se-
nhora, Sr, Lively, alugun um aposento em Bu-
cks o v todos os dias beber soda em casadclla;
no fim da semana lalvez saiba mais do que de-
sojarla saber.
Este Patrick 1 pois hei do r eslabelecer-me
em Bucks, como qualquer lord, quando s me
restara tres guineos, islo tres dias de vida i
Venda a sua cabana.
Eu nao a vendera por mil libras. Meu pae
morreu nella.
difieren te. Se cu livesse dinheiro, Ih'o
emprestara; porm....
Obrigado, Patrick obrigado. Espera-re.
Ha tres noiles que nao durrao....
Oh 1 est preso Agora ainda raais o rc-
conhego como Irlandez.
Inquiela-me a rocordago dessa mulher___
estara mais tranquillo, so lhe livesse fallado urna
s vez.
V a Bucks.
Nao, nao, irei para minha casa___ E de-
pois, irei Manchester___ trabalharei; ganharei
dinheiro, ainda que tenha do fazer lijlos era
Saltord I vivire de pouco para ganhar mais.
E quando tver arrecadado alguns sobera-
nos, ir ao sitio, acha-lo-ha vatio ; algum filho
de lord, comprador de mulhcres, ter passado por
all.
Oh 1 se aquello rosto d'anjo, me enganasse,
nao havera mais virtudc sobre a Ierra.
A virtudc pobre esl sempre mullo exposta
as estradas.
'Anda est mais exposla as cid a des......
aquella mulher est sob a guarda de Deus.
Quo Deus a guarde bem I
Patrick. agradego le tudo quanto (ueste por
mim.... Acabci tudo... F.squcci por um instante
a minha miseria, cu Irlandez Sonhei com amor,
rom a mulher vestida de soda, com o casamen-
to, com a felicidade I Que loucura 1 Dorm....
agora estou acordado. Adeus, Patrick ; vollo pa-
ra a minha cabana; o tmulo de meu pae dar-
mo-ha sabios cnnselhos.
John Lively aperlou a mo de Palrick.e voltou
melanclicamente para a sua modesta cstalagem,
nao longe da villa o do caslello do Sllafford.
A solido, em vez do acalmar os grandes pai-
xes, alimenta-as; o hornera nao ouvo a lein-
pestade de seu corago seno no silencio do
deserto. as cidades, os prazeres facis; nos
campos as paixes inexoraveis. Lively passeava
a tarde sobro uns pequea colima coberla de
scixinhos, tojos e plantas espinhosas, que se elc-
vava alraz da sua cabana. Alli, nunca dava um
olhar s bellas planicies do Lancashiro, nem a
esse horizonte vasto, em que a inclinago das
Ierras annuncia a vizinhangn do mar. Entretan-
to, a Irlanda, seu bello paiz, nadava nessa zona 1
Pobre Irlanda 1 eslava esquecida I 0s olhos do
mancebo nao so desviaran) das montanhas, li-
mites do Oxfordshire. E alli que havia una vi-
da, um amor, um mysterio, um panizo.
Entretanto os cinco guineos haviam desapparc-
cido. Foi necessario que John Lively desresse
das alturas do pensamento aos detalhes ignobeis
da existencia prosaica rcslavam-lhc tres cou-
sas a escolher, a miseria, o suicidio ou o 1ra-
bilho.
Lively aperlou vivamente os bracos de encon-
tr ao peilo o disse : ,
Amanha irei fazer lijlos no burgo do Sai-
ford.
as suas con lem plagues o mancebo nao repa-
rara em dous homens que se linham apeado dos
seus cavallos na porla da sua cabana ; estrome-
ecu logo que os vio lo perto de si, principal-
mente reconhecendo cm um delles. o Sr. Coppe-
zas, sou inimigo de viagem. O que o (ranquilli-
sou foi vet o Sr. Coppezas com cara risonha, a
comprimcnta-lo com urna affabilidade irlandesa
I ou franceza.
Desculpe-nos apresentarmo-nos sem nos
fazermos annunciar, disso o Sr. Coppezas ; ao
senhor John Lively que temos a honra detal-
lar? .
senhor, disse o' mancebo com tora
Sim
scco.
O Sr. Coppezas nu reparou nesse lorn.
Sir John Lively, continuou o Sr. Coppezas,
segundo rae disseniu, o senhor o propriclario
desto campo?
Enganaram-o. Esta cabana pertence ao t-
mulo do meu pae ; o campo pertence familia de
Sllaford.
Felicilo-o. Esle campo um pantano ; de-
ve ler febres no vero?
Nunca tive febres, seuhor.
E' porque a vizinhanea dos pantanos mui-
to perigosa.
Liverpool foi edificada sobre um pantano;
scu nome bem o ndica.
Sim, o pantano do Liver ; sao at as armas
da cidade ; um Liver que nao outra cousa se-
no um grou ou urna garra, em pala, sobre um
campo de azul pantanoso. Mas ha cincuenta an-
nos que dcsappareceu esse pantano.
Varaos agora fazer urna louga disscrlago
sobre os pantanos? disse Lircly cruzando os bra-
cos t
Nao, sir Lively; veraos psopor-lhe ura ne-
gociozinho. Tcra o senhor algum terreno pora
vender, alguma aresta de collina, qualquer cou-
sa cm(im ? Vou fal.ar-lhe francamenle. porque
em negocios a melhor fineza a franqueza. To-
mos alguns ps do rails da reunio dos caminhos
para fazer passar por esle lado ; aqui ou um pou-
co mais longe, se eu nao me arranjar com o se-
nhor. Procuramos algumas loezasdo terreno sec-
co, que nao tenham entrado nessa especie de
conspirago que os pantanos fizeram contra os
nossos caminhos de ferro.
Senhor, nada lhe posso ceder; por urna
excellenlo razq; nada possuo.
Ah ento, nada possuc E demais, so o
senhor possuisse, nassariamos pelo dissanor de ,
uo poder cnriqncc-lo ; queramos appellar pa~
ra O sou patriotismo....
Nao pertengo ao condado, senhor.
Mas pcrlenco nago ; & Ingle?
Nao ; sou Irlaudcz.
Irlandez, ainda melhor; um cliente do
grande O'Connell, um filho da verde Erin. Meu
avfl era Irlaudez ; tenho. as veas sangue Irlan-
dez, c duas accoes no caminho de ferro de Kings-
ton a Dublin. Vi que quasi somos compMrio-
tas,
Seja.
ultimo fallou da flor que lhe linha pedido, e do
amor que havia jurado !...
Sim exelamou Fleurette sem tremer,
mas nao sem corar; sou culpada por amar um
geutil-hooicm, que escond, durante oito dias aos
olhos de raen pai. Una manhaa despertei o se-
nhor conde de Figeac, dizendo-lhe que fugsse,
porque eu prolegeria a sua fuga I
O teu perdo est as las mos, disse-lhe
com dorara c homem do povo que presidia ao
tribunal: deves conhecer o novo refugio desse?
realista, onde est elle, onde se occulla agora ?
Ignoro-o, replicn a donzella ; a nica cou-
sa que posso dizer-vos com certeza, que est
salvo !
Fleurelte eslava perdida 1
Prxima a morrer no cadafalso, a donzella tira
do seo urna flor, o lyrio, que tinha podido es-
conder aos visitadores revolucionarlos, e occul-
lando-o o raais secretamente que lhe foi possivel
n'um annel dos seus cabellos ; oxhalou nm pro*
fundo suspiro, disse adeus de longe quelle que
tanto tinha amado, abaixou a cabera, e as duas
flores ensanguenladas cahiran na alcofa do car-
rasco I
O senhor Luiz de Figeac ainda vive, e lera
lalvez cssa historia, que nao para elle mais
que urna lembranga da sua tempestuosa mocida-
de : agora perguniarnos ao prfido e ambicioso
aristcrata de 1793nos seus olhos enternecidos
haver urna lagrima por Fleuretle, ou urna la-
grima pela sua flor.
A quem pertence esta collina em que o se-
nhor passeava ?
A mim, senhor, v que nao minto quando
digo que nada possuo.
Na realidade islo so parece muito com n
charneca das feliceiras de Macbcth. Desta colli-
na nao so tiram dous schcllings de cardos. Per-
mute que a examinemos por um instante?
Pois nao: desallo-os a que tarara brotar, ahi
u m grao do cenleio.
Pedras sobre podras, podras sobro pedras :
nem um alomo de trra vegetal! Devcmhavcr
por aqui insectos venenosos no mez do agosto....
Ah aqui esl o cicuta, lomo cuidado cm nao to-
car nesta planta O nosso projeclo nivelar
um pouco esla collina, para deitar aqui ero sc-
co algumas loezas de rails ; desse modo,.o cami-
nho passaria por baixo da sua janella, o.que da-
ria sbitamente um valor consideravcl sua pro-.
pri"dade. Nada exigimos por esse trabalho ; es.--
timamos ser uleis a ura honrado Irlandez.
Ah I nada exigem; isso, na rcaUdadc, ge-o-
neroso. E julga, senhor, quo eu nao tenho amor
minha collina, apezar do indigenlo romo sou?-K
a collina de meu pae ; a primeira martollada.quo
os senhores dessem as suas ontranhas, eu.senti-
ra as minhas. E fazejn soar bem alto a sua ge-
ncrosidade que nada Tne pede para que eu os dei-
xo abrir a minha collina I Isso singular I
Esles Irlandczes sao todos os mesmos.!' Ve-
ja que fogo que bonita coleta I Pois bem, offe
recor-lhe-hemos alguma ceusa ; corlarcmos,aJJ,i
a sua collina e dola [aremos um valle; o seaJio.c
ter duas collinasem vez do urna, swn contar com
a vantagem que ha de Urar da proximidad^ do
railteay. e damos-lhe ji cincoenta libras.
John Lively filn os olhos no. ho, depois dei-
lou-03 para o lado do sul.
Cincoenta libras, disse, 6 milito p.ouco.
__ Mas note bem que lhe dcix,amos. duas col-
linas ; compramos>lhc o direito do passarmos po
lo valle.
Deem cent, libras e assigno.
Sabo o senhor que o rathcay nos ha de cus-
lar cincoenta mil libras t
Acrcscente-lhe mais cincoenta, que isso n3o
"3 arruinar.
Cem libras 1 sir Lively, o senhor nao teso
cm negocios.
Sou pobre, senhor.
I' pobre, sir Lively 1 pobre 1 Entao esl
concluido, o negocio. Comprado por ceu libras.
Moale no cavallo o vamos assignar o contracto.
Nunca cedo para se fazer ma boa accao. A ca-
vallo I
Coppezas levou o lengo aos olhos, como se ca-
cti ugasse lagrimas de ternura.
E voltando-so para os amigos, emquanlo Li-
vely fechava a porta da sua cabana :
Que tal o achas"? disse elle. E' mais estu-
pido do que um Irlandez ordinario. Coro esle no*
diam-se fazer dous Irlandezes___
John Lively ergeu os olhos ao co para agra-
decer-lhe, montn a cavallo e seguio a dircegao
de llanchestor. No ngulo do caminho de Slla-
ford; yollou-se para o lado do Birmingham como
-para dizer-lhe ; At amanha I
[Conlinuar-te-ha).
_________ i
rtRN. TYP. DE H. F. DEFARIA. 18W ~
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