Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09045


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Full Text
AMO XXXY1. SOMERO 94
Por tres meses adian-iados 5$000.
Por Ires mczes vencidos 6$000.
SKBMA FURA 23 OS ABRIL DE KM.
Por anuo adianiaa .98000.
Forte franco para o subscritor.
ENCARREGADOS DA SUBSCRIPgAO' DO NORTE.
Tarahiba, o Sr. Antonio Alcxandrino de Lima;
Natal, o Sr. Antonio Marques da Silva; Aracaty, o
Sr. A. de Lemos Braga; Cera, o Sr. J. Jos de Oli-
reira; Mar-anho, o Sr. Manoel Jos Marlins Rbe-
ro Guimares; Piauhy, o Sr. Joo Fernandos de
Momos Jnior; Para, o Sr. Justino J. Ramos ;
Amojonas, o Sr. J.-ronvmo da Costa.
i'AHI IDA DOS CUIt lltlO.-..
Olinda todos os das as 9 1/2 horas do din.
Iguarass, Goiaana e Parahiba as segundas
e sextas feiras.
S. Anto, Bezerros, Bonito, Caruar, Altinhoe
Garanhiins as tercas feiras.
Pao d'Allio, Nazarelh, I.imoeiro, Brejo Pe-
quera, lng-azeira. Flores. Villa Bolla. Boa-Vista,
Oncury e Ex as qiiarlas-eiras.
Cabo, Serinhem, Rio Formoso.Una. Barreiros.
Agua Preta, Pimenleiras e Natal quintas feiras.
(Todos os rorrcios parlera as 10 horas da manha
blMtMtHlDtS 1)U Mt UK ABitl^
5 La oheia as 5 horase 40 minutos da larde.
O',arlo.nngua'to as 11 horas e 13 minutos
oa i; rae.
21 La aova as 3 horas e 26 minutos da ma-
nnaa.
28 Quarlo crescente
tarde.
as 3 horas
as 3 horas e 16 minutos da
PARTE OFFICIAL.
PREAMAR DE HOJE.
Primera as 6 horas e 54 minutos da manha.
Segundo as 7 horas e 18 minutos da tarde.
U/ficws.
1462. Do commandante superior da guarda
nacional do municipio do Recife pedinJo se
; providencie para que a polica se preste a coad-
yuvar a prisao dos guardas nacionaes. quandu
! rcquisilada polos chofos dos corpos. Informe
, o Sr. I)r. chefe do polica
1463. Do dito da comarca da Boa-Vista
AINECIAS DOS TRIBUNAES DA CAPITAL.
Tribuna do commercio : segundas e quintas
Relacao : tercas feiras e sakbados.
Fazenda : tercas, quintas e sabbados M 10 horas
Joizo do eommercio : quinta ao- meio dia.
Dito de orphaos: tercas e sestos as-tt> horas.
Primeir rara do civil: tercas e sextas o meio dia
Segunda vara do civil; quarta e smbbados
meio dia.
NAMBUCO
80
Governo da Provincia
Despachos do dia SS de marco.
Requerimentos.
1431.Bernardo Jos da Cmara, pedindo a
expedicao das ordens necessarias para que se presentando a relacao e orcamento dos lvros e
proceda a revisan da lista da qualilicacao nafre- '
guezia de Agua-Prela. aonde desde 1857 ella nao
lem lugar.Esta presidencia trat de providen-
ciar sobre o ol-jccto, de que trata o suppli-
cante. rr
132.Franrelina Mara dos Prazeres, pedindo
Iicciira para embarcar para o presidio de Fer-
nando. Informo o Sr. Dr. choto de poli-
ca. '
1433.Francisco de Barros FalcSo Cavalcanti
de Albuquerque, pedindo se sobradla no governo
imperial un roquermanto. Seja submeltido ao
govpino imperial.
153 Francisco Joaqntm Adorno, pedindo 1-
Cenca para irao presidio de Femando.Informe
o Sr. J)r. chefe de polica.
1435.Francisco Pedro Ralis de Braga, re-
mita de marnha, pedindo ser posto cm liberta-
do, visto que prora ser filho nico de mulher
viuva.Sera posto em librrdado.
objeclos necessarios para o expediento da secre-
taria do batalhao n. 49 de infantatia, Informe
o Sr, Inspector da thesouraria do fazenda.
1464. Do capito do porto solicitando que
se mande pagar a companhia vigilante do vapor
de reboque a qnantia de 50$000 res pelo servido
que prestou rebocando a nova boia at o norte
do banco ingles, onde foi collocada. Volte ao
Sr capito do porto para salisfazer ao final da
inform.aro da thesouraria.
1465. Do director interino da repartir-So das
obras publicas apresentando o orcornelo dos
reparos dos empedramentos da estrada da Vic-
toria, entre os marcos 6 e 8 mil bracas.- Infor-
me o Sr. inspector da thesouraria provincial.
1466. Do commandante da divisan naval__v.
n. 1372. Volte ao Sr inspector da thesouraria
de fazenda para mandar pagar sob rainlia res-
ponsabilidadc.
1467. Do gerente da companhia pernambii-
ldetn. -- tacharel
dem
Fraucisco Teixeira de S.
21.Bacharcl Jos Rodrigues do Passo dem
1.Bacaarel Jos Antonio Coelho Bamalho.
dem.
Offlcio de luttica *
Marco 1'.). Joao Afonso Rigueira.
lugar.
Nao lem
1436.Vigario Ignacio Alves da Cunha Souto- cana n. 498 o 761. Volto ao Sr. gerente
Maior, v. n. 861.Opportunamonle ser altcn-
oido.
1437.Manoel Gonralves de Lima, v. n. 1.388.
Seja posto ora liberda-lo.
1439. Simplicio d'Albuquerque Cavalcanti,
pedindo a entrega doseu escravo Luiz, que, ten-
do fgido de seu poder, asscntou praca de sol-
da'do no corpo do polica Informe o Sr. com-
mandante do corpo de polica.
1139. Marianna Augusta Coelho, pedindo li-
cenca paro embarcar com deslino so presidio de
Fernando os gneros constantes de urna rela-
cao que ajunta.Informo oSr. Dr chufe do po-
lica '
1440.Vicente Forrcra da Costa Miranda, pe-
dindo que se mande certificar pela repartir. das
obras publicas, o lempo, em que se rescindi o
contrato que o suppli.-ante Ozera com a mrsma
repartido para o crabarramenio da estrada do
sul entre os marcos 7 c 8 mil bracas, bem como
a porcao da obra j feita, e se o supplicante re-
ceben alguma paga pelo seu trabalho.Remet-
li io ao Sr. director interino da repartfro das
obras publicas para mandar certificar. *
Ufl.Do Exm. presidente da provincia do
nio orando do Norte, pe linio a remessa de 30
granadeiras do adarme 17, com baionetas o cor-
rame pan a guarda nacional em sernco da
guarnicodaeapital.-Inornit o Sr. director do
arsenal de guerra.
1412 Do,dilo da provincia
dindo a remessa da bandeira
mandada forncrer pelo arsenal de guerra desla
provincia ao meio batalhao daquella.-Informe o
r director do arsenal de guerra.
1443 Do commandante superior da guarda
nocional do municipio do Recife, presentando
una represenlacao do commandante do sexto
batalhao de infanliria que reclama a nomeaco
de inspector de quarleirao feita pelo subdelegedlo
do segundo districto dos Affoaados ao
da companhia pernambucana para salisfazer a
exigencia da contadoria e apresentar os docu-
mentos por duplcala, separados os do ministe-
rio da guerra dos da marnha.
24
7?7uertmen(os:
1409Amando Jos dos Sanios, recruta, pe-
dindo o prazo de 8 dias para provar isenc le-
gal.Concedo.
1470 Racharcl Antonio Rangel de Torres
Bandeira, v. n. 1287.Volte ao Sr. director do
arsenal de guerra para mandar alistar o menor
de quein se Irata
1471 Francisco Targino Granja, pedindo a sua
patente de capito da Ia companhia do corpo de
cavallana n. 3 da guarda nacional, a qnal dei-
xou de solicitar no prazo da le.Informe o Sr.
commaddantc superior da guarda nacional da co-
marca da Boa-Vista.
1472Gustavo Jos do Reg, pedindo por afo-
ra ment um terreno de marnha alagado exis-
tente na ra da L'nio, com fundos at a do Hos-
picio.Informe o Sr. inspector da thesouraria de
fazenda.
1473Henrique Augusto Milet, v. n. 1045.
Declare o supplicante o lugar donde tem de vir
as madeiras, e o cusi da conduccao, pois quo
somente ao excesso de preco desla deve corres-
ponder a indemnisacao.
"a
a
1474Padre Joo Baptisla Soares, vigario d
freguezia de Barrciros, pedindo a exiraccao d
da Parahiba, pe-1 Patt0 das loteras concedidas para a obra da no-
e seus pertonces, i r* matriz.Informe o Sr. Ihesoureiro das lote-
ras.
1475-Joo Jos Pinlo do Oliveira, pedindo de
novo quo seja elevado a 5Q&000 o aiuguel men-
sal de sua casa, quo serve de quariel: ao deslaca-
menlo da villa do Cabo, ou alias Ihe seja entre-
gue dita casa.Remedido ao Sr. Dr. chefe de
polica aflm de recommendar ao delegado o aiu-
guel de outra casa, e, oiivndo.a mesma aulori-
dade, informar se nao haver no termo sitio em
desla-
_.------------... guarda An------------ ------.
ionio do Mello J e Albuquerquc*. s com o fim de 1ue Possa arranjar-se um quariel para o
livrar a este do aervico, em que se tem mostra-i camenlo.
do rennsso.Informo o Sr. Dr. chefe de polica,!
vuvindo o subdelegado de quem se trata
1144.Do mesmo, reraeltendo os prets das
pracas do pnmeiro batalhao de infantana aquar-
telodas nesln cidade, relativos & prmeira quin-
zena do corrente raez.Remedido ao Sr. ins-
pector da thesouraria de fazenda paca mandar
pagar nos termos lgaos
H45Do Dr. chefe de polica, solicitando o
pagamento da despeza, na impprtancia de
170200 res, feita com o sustento dos presos po-
bres da ca lea d.> termo de Garanhuns, no mez
de Janeiro. Remedido ao Sr. inspector da the-
souraria provincial para mandar pagar.
1446 Do mesmo, solicitando o pagamento do
aiuguel da casa que serve do quariel ao destaca-
mento do Agua-l'reta, vencido do 1." de novem-
bro ao uliimo de fevereiro.Informe o Sr. ins-
pector da thesouraria de fazenda.
1417.Do presidente do conselho adminislra-
E-a fornecimento do arsenal de guerra, v.
ij. 1,26o.Volle ao Sr. inspector da thesouraria
de fazenda pora mandar pagar.
1448.Do director interino da repartce das
obras publicas, declarando ser inconveniente e
prejudicial aos interesses pblicos o uso
1476Jos Faustino Mendes, pedindo o prazo
de 30 dias para exhibir documentos, que provem
que seu filho Lourenco Faustino nao pode ser
recrutado.O filho do'supplicanl" nao foi recru-
lado, mas sim recolhido companhia de apren-
dizes_marinheiros.
1477Jos Procopio do Espirito-Santo, recruta
de marinha, pedindo ser poslo era liberdade.
Informe o Sr. Dr. chefe de polica.
1478Luiz Cyriaco da Silva, pedindo ir pr-
vido na cadeira de primeras ledras da povoaco
de Ilapissuma.Informo o Sr. director geral da
instruccao publica.
1479 Mesa regedorc da irmandade do Nossa
Senhora do Terco, pedindo urna guarda de hon-
ra para acompanhar no da 30 do corrente a pro-
cissao do Glorioso Bom-Jesus dos Desampara-
dos.Ao commandante superior da guarda na-
cional deste municipio se expede a ordem neces-
saria.
que
Oflicios.
1480 Do tonento-general commandante das
armas, v. n. 1369.Volto ao Sr. inspector da
thesouraria de fazenda para mandar pagar, sob
minha responsabilidade.
81Do mesmo, informando o requerimento,
coronel Joaqun Cavalcanti d'Albuqiierque'pede j em 1e o alferes Demetrio d Gusmo Coelho,
permisso para fazer da vala da estrada do or- instructor de esgrima o bayoneta, pede a gralili-
te. no stimo lauco, entre os peris 18 e 22.
Respond o supplicante ao quo so oppOe por
parte da directora das obras publicas na pre-
sente informacao m
Requcriuienlos devolvidos de oMem de S. M. o
Imperador, para seren deferidos como for
justo. '
1449 e 1450.Irmandade de S. Jos de Riba-
mar e do Senhor Bom Jess dos Marlyrios, pe-
dinJo a cxlracco de suas loteras.Opportuna-
naenlo sero Hendidas.
1151.Francisco Candido d'Assis, pedindo um
emprego.O supplicante pode ser udmiliido no
arsenal de marnha como servente, ficando as-
sim deferida esla petico na conformidade do
aviso do ministerio da marinha de 22 de feverero
ultimo.
1452.Francisco Luiz do Carmo Rbeiro, po-
drero, oceupado no cemilero publico, em fechar
catacumbas, pedindo conlar effectividade do ser-
vico naquelle eslabelecimenlo cora preferencia a
ouiro qualquer.Vista a informacao da cmara
nao lem lugar.
1453.Anastaclo Xavier doCoulo, amanuense
da cmara municipal, pedindo aposcnladoria.
Na conformidade do aviso do ministerio do im-
perio de 6 do correnlc, deve ser eslo requeri-
mento entregue ao supplicante, que deve diri-
gir-so a quem competir deferir a sua pre-
tendo.
- 23-
... Requerimentos.
14oi. Antonio Jos de Souza. v. n. 1131
Aprsente o lilulocom ueq servio.
14aa. Francisco da Silva Souto Jnior v.
n. 41a. Passe-se patente.
1456.- Gamillo & c- v. n. 1351- Nao se
funda em disposnao legal a pretem o do suppli-
canle. rv
)457. Jos Procopio Correa v. n. 1337
A'vila das inslrucces de 14 de abril de 1855
tendo o supplicante pai vivo, nao pode ser dis-
pensado.
158. Manoel Luiz Coelho de Almeida pe-
dindo pagamento da qnantia de 515JO00 rs,. por
que conlractou fazer as obras da ladina do'hos-
pital militar. Informe Sr. director des obras
mudares.
1459. Julz de direito Pedro Camello Pessoa
ehefe de polcia oomcado para a provincia do
Paran pedindo o pagamento de ordenados.
Informe o Sr. inspector da thesouraria de fazenda.
1460. Rita Mara de Jess pedindo resti-
4uii;oo da qusntia de 38*934 ris, que por exe-
cucao pagou de decimas da sua casa na ra de
S. Miguel des Afogados, relativamente ao anno
-do 1819, visto que aprsenla conheciment, da
que con'sta haver silo aquella decima paga por
seu fallecido mando Informe o Sr. inspector
da thesouraria provincial, ouvindo os emprega-
dos na cobranca, de que se traa.
1461. rsula Marta do Nascimenlo pedin-
do licenca para ir ao presidio do Fernando.In-
forme o Sr. Dr, chefe de polica,
cacao que por este servico lhe compete, relativa
ao mez de feverero. Informe o Sr. inspector da
thesouraria de fazenda.
1482Do mesmo, informando o requerimento,
cm que o raajor Jos Francisco da Silva pede pa-
gamento das forragens para cavalgadura desde o
da em que foi promovido para aquelle poslo, e
dasde urna besta de bagagem pela marcha que
tez da villa de Ingaz?ira para osla capital.In-
formo o Sr. iospector da Ihosou
zenda.
iraria de fa-
1483Do inspector do arsenal de marinha, pe-
dindo que se mande pagar a Francisco Antonio
Correa Cardoso a quantia de 1033600 ris, impor-
tancia de varios objeclos rornecldos a commissao
de estudos no porto desla cidadeVolle ao Sr.
inspector da thesouraria de fazenda para mandar
pagar sob minha responsabilidade.
1484-Do mesmo, apresentando a conta do que
so despendeu na enfermara com o Iratamento
da africana livro, de nome Mara, quo para all
foi remedida no dia 15 pelo director do arsenal
de guerra.Informe o Sr. director do arsenal de
guerra.
1485Do mesmo, declarando, em cumprraen-
to do despacho n. 1380. que ha dispouircl no
arsenal urna Africana livre, grvida, a qual pode
substituir no hospital Pedro II a que foi eman-
cipada.Informe a admirrtstraco geral dos es-
tabelecimentns de candado se lhe convm a Afri-
cana indicada.
1486Do presidente do conselho administra-
tivo para fornecimento do arsenal de guerra, v.
ti. 1305 Volle ao Sr. inspector da thesouraria
de fazenda para mandar pagarsob minha respon-
sabilidade.
1487do director do arsenal de guerra, trans-
miltindo a conla de 75 globos de vidro compra-
dos para a illuininaco de palacio Remedido
ao Sr. inspector da thesouraria de fazenda para
mandar pagar.
1488 Do regedor do Gymnasio, declarando
estarem anda por pagar as despezas fetas cbm
diversas obras no edificio em que funcciotia
aquello eslabelecimenlo.Informe o Sr. inspec-
tor da thesouraria provincial.
Segunda seccao. Secretaria do governo de
Pernambuco, cm 18 de abril de 1860.
Pelasecrotaria do governo se faz publico que
os despachos proferidos pelo Exm. Sr. ministro
oos negocios da justija no decurso do raez de
marco prximo lindo sao os constantes da relacao
que se segu. *
Monto Le.'/ rf* Pinho.
DIRECTORA GERAL DJlfMdlETARlA I.E ESTADO DOS
negocios da jcii |3 DE Kmi DE 186o.
ai ,Pr"v,nTB^rnan,Duxo.
Rtlacao dos despacha pro/tridos pelo Exm. Sr
ministro e secretaria*estado dos navios da
juetica, durante ornes <* mrSo de fofiO.
._ Magistratura.
Marco 13.Bacharel Joo DinJi:Ribeico,Preiu-
fllCOO, 31. -Manoel Fercira Camello PessoV' Preiudi-
cado. '
dem.Justino Eugenio Lavencre.dem,
dem. Francisco Antonio da Silva.dem
demHermenegildo Eduardo Reg Monleiro.
dem.
dem. Mexandrino Jos do Araaral.-Idora.
dem. Ualhias de Albuquerque Mello.dem
1.Joaquina Francisco Duarle.Nao lem lugar
a vista da rosolucao do conselho do 2 de abril
do 18;>2.
3. Victorino Antonio Marlins dem.
1.Francisco Cavalcanti de Albuquerque.dem
21.Jua Jos de Sanl'Anna.Indeferido.
Negocios ecclesiasticos.
Marco 1.-Antonio Allonsode Figueira Sampao
Nao tem lugar.
Queixa.
Marro 20. Manoel Jacinlho Pereira. Nao ha
que deferir.
Perdo.
Marro 19.Maa Ramos do Amparo. Nao lem
lugar por ora.
dem.Uucalo Borges da Fonseca. Nao lem
lugar.
26.Giaiomo Bonam.dem.
2.Antonio Marccllino.N.io ha que deferir
dem.llorinda Maria da Conceico. dem.
17.Leocadia Bclisaria de Jess.__dem.
dem.Jos Gomes do Nascimenlo Cachoeira.
Nao teaa lugar,
dem. Joaquina Jos de Lima.dem,
dem.Pita Maria da Concecao.dem.
16.Manoel Antonio Boa-Vis'ta.dem.
LleraDonata Maiia das Dor*.dem.
17.Francilina Maria de Jess. Nao ten lugar
por ora.
KM,r,iP*"e0 Perreira Muniz.Nao lera lugar
lo.Victorino Ferrcira da Silva.dem.
Objoclo diverso.
Marco 17.Joao Sevcriano do Reg.Nao lera
14.Manoel Francisco Bezerra.Use dos meos
ordinal ios.
Salvador Correa de S Renevides,
Scrvindo de director geral.
Directora geral de instruccao publica.
Expediente de 16 de marro o 15 de abril
-30- '
OlBcio .10 Dr. Filippe Nery Coliseoconvidan-
do-o a comparecer na secretaria" da instruccao
publica nidia 2 de abril vindouro as 11 horas
da naanhaa, para o exame do habilitacao do in-
glez Atneas Bruce, visio ler sido nomado exa-
minador por S. Exc. o Sr. presidente da pro-
Dito ao Dr. Antonio Rangel de Torres Bandei-
ra fazenilo-lho a mosraa communicacao.
2-
Dito n. 45 ao presidente da provinciacom-
raunicando que o cJado inglez AEneas Bruce
foi approvado simplesraenle no examc de habili-
tacao quo fez da lingua ingleza para poder ensi-
nar particular nosta cidade, como havia reque-
rido : e p( dindo que S. Exc se dignasse devolver
as provas escripias do referido exame
10
Dito n. 46 ao mesmoinformando favoravel-
nrento a peligo do varios professores pblicos
de inslruc.;ao elementar, que pedem a assemala
provincial a revogaco do art. 26 da lei n. 369
de 14 de inaio de 1855 na parte que exige o exa-
me do habilitacao para oblerem as vanlagens all
determnalas.
Dlo n. 47 ao mesmoinformando em sentido
fayoravcl, a petijo de diversos professores p-
blicos de instruccao elemeotar que pedem a as-
sembla p-ovincial augmento de ferias o restau-
racao dos feriarlos das quintas-feiras.
Dilo n. -8 ao mesmo informando favoravcl-
raenle ducs peticoes urna de varios professores
pblicos de inslruccao primara, e outra da pro-
fessora de Afogados pedindo lodos a assembla
provincial augmento do gratilkaeo para aluguer
de casas. '
Dito n. 49 ao mesmo informando favoravcl-
menle o requerimento de Firmino do Paras Bar-
roso e Sida, que pede licenca para continuar no
magisterio particular de instruccao primaria com
despensa das provas de capacid'ade.
11-
Dito n. 50 ao mesmoinformando que nao po-
la ter lu?ar o que pretende Manoel Valeriano
Bruno de Pedro Barroso, por nao provar o pe-
ock1an.0, com os documentos exigidos na lei n.
369 de 14 lo maio de 1855 o que allega.
Dito n. !1 ao mesmoinformando que nao po-
da ter lugar o que pretende Olimpia de Souza
Gomes do Miranda, por nao juntar os documen-
tos exigidos pela lei n. 369 de 14 de maio de
18o5.
Dilo n. 52 ao mesmoinformando quo o pro-
fessor jubilado Manoel Joaquina de Oliveira Ma-
ciel eslava no caso de ser pago dos vencimenlos I
proicssjix-s para to-
professora correspon-
Vislo uos aliesiados dos
branca de seus ordenado.
Fora do portas, professore protessora, corres-
pondente s marro.
Recife. professor e profeisora. corrcsponleule
a marco.
Santo Anto, professor c professora, correspon-
dente a marco. K
Boa Vista,* professor e
dent a marco
S. Jos, professor e professora. correspondente
a marco.
Afogado. professor e professora, corresponden-
te a marco. r
S. Pedrf Marlyr, professar c professora, corres-
pondente a marco.
O'de Ipojuca," professor e professora, corres-
pondente a marco.
llamarada, professor c professora, correspon-
dente a marco.
Pao d'Alho, prufesso
denla a marco.
Gloria do Goil, professor
respondenlo a marco.
Barrciros, professor e
denle a marico.
Muribeca. professor e professora. correspon-
dente a marco. '
S. Lourenco, professor e professora, correspon-
dente a marco "'""
Varzea, professor c professora, correspondente
a na reo
de po0ndden,e0amaa;coPr0reSSOr PrfeSSra' C"es-
BIAS DA SEMANA.
Segunda. S. Jorge m. ; S. Adalberto b.
24- Terca. S. Fideos de Sigmaringa f. ra
B Quarta. S. Mareos Evangelista; S-. Hermino b.
26 Quinta: S. Pedro- de Rales t. : S. Cielo P
27 Sena. S. Tertuliano b. ; S. Turibio are.
28 Sbado; S. Vital -. ; S. Prudencio-b.
5 gafes O PMroriaaio de S. Jos
llOIIVt! UIUJ
m.
ENCARREGADOS DA SUBSCRIPC IfO SUL.
Ajagow o r. Claudno Falcao Da;. Bahia. c>
Sr.J^s Martn Alves; Rfede Jane*or o Sr.
Joao Pereira Marlins.
EM PERNAMBUCO;
O proletario q*owar,o Manoel'F!gueija da
Far.a.nasHalivrari praQa da Independencia ns
6e8.
lato
occasiao
povo
prcseiiQa
)r o professora, correspon-
o professora, cor-
professora, correspon-
da
que roque- menos dos dous mezes de Janeiro e
feverero de 1858 cm que estove suspenso do
"* e vencimenlos
53 ao mesmoinformando que nao po-
endid-a a pretendo de Luiz Cyriaco da
cxercicio e vencimenlos
Dito n.
de ser atlendid
Silva, por nao haver razao que o justifique ac-
crescendo nao haver elle satisfeito a prmeira e
segunda purte do art. 15 da lei n. 369 de 14 de
maio de I $55, indo alm- disso scmelhanle pre-
lenco do encontr ao, disposto no art. 18 da ci-
tada le combinada com o art. Io das inslrucces
de 11 deiinho de 1859.
12-
Dito n. 54 ao mesmoinformando favoravel-
menle o requerimento de Jos Antonio Pereira
da Silva, c;ue pede dispensa das pro*as de capa-
cidade para continuar com o ensioo particular de
primeras letras e lalim,
Dilon. Ji5 ao mesmo informando favoravel-
menle o requerimento de Eduardo Jos de San-
la Anua, crofessor publico de instruccao prima-
ria do Allinho, quo pede o pagamento de seus
ordenados correspondentes aos mezes de Janeiro
?UQnh de 1858 e dc Janeiro a *4 ^e marco de
13
Dilo n. 6 ao mesmoinformando que nao po-
de ler lugar a prelenco dos professores pblicos
de in3truc;o elementar do primeiro grao Joa-
quim Jos Santos e Manoel Fortnalo de Olvvem
e Mello, que pedem ser removidos para a cadei-
ra do segundo grao do Cnr.ato da S de Otinda.
Dilo n. 57 ao mesraoinformando em sentido
favoravel o requerimento dc Dina da Silva Cou-
tinho, que pedo dispensa das provas de capacida-
de para poder ensinar priraeiras leiras nesln ci-
dade.
Dito n 58 ao mesmopro ponda para delega-
do Iliterario do Cralo da S de Olinda o Dr. Jo-
s Cardoso de Queiroz Fonseca, pela dimisso
que pedio daqiellc cargo o Dr. Francisco Joa-
quim das Chag.s.
14-
Dto n. 59 ao mesmo-.informando ser^W**-
divel a preterirlo de Joaquim Manool dotf>UveirV
e Silva, que pede se lhe despenso junta atles-
lado do s su respectivo parodio. f
Dito n. 6Q ati mesmoinfortnasdo em'sentido
favoravel o requerimento de, Matalda Augusta
Pereira, que pede despensa dma provas de capa-,,
cidade paracotiiinuar no magisteri ensino priraart1).
Beberbe. professor o professora, correspon-
dente a marco. r
Panella*. professor e professora, corresponden-
te a feverero e marro. v
Luz, professor e professora, correspondente a
feverero e marco.
Nazarelh, professor e professora. correspon-
dent* a janetro e feverero.
Santa Maria da Boa-Vista, professor e proies-
sora. correspondente a Janeiro o outubro.
Quipap, professor e protessora, correspon-
denlo a feverero.
Requerimentos
De Antonio Ruthio de Andrado Luna profes-
sor publico de Fora de Portas, pedindo o visto
no seu attestado para cobrar ordenado do mez
de marco -O Sr. delegado Iliterario declare
numero de alumnos que frequentaram a aula do
supplicante.
Do AEneas Bruce, pedindo licenca para ensi-
nar particularmente nesta a lingna ingleza.Cum-
5rn;.pr? dcsPacno da presidencia de 14 de abril
Or loU.
Dito do Dr. Fernando Alfonso dc Mello, pe-
dindo por certido o termo do exame de prime-
ras letras que na aula do professor publico da se-
gunda cadeira da freguezia de Santo Antonio 0-
zeram os .os do supplicante de nome Alvaro
i o u vn.S" de Mtll eOctavio Alipio Affonso
do Mello euAdezembro do anno prximo pas-
sado.Passe'jlo que constar.
r!nD'.l .d ')r-i*:"ci9co Pereira Freir, secreta-
rio desta direfirta, pedindo aUestalo caxc*mo
impossibilitadrde exercer o sen empre-o O
Sh^.o daT1'1*80 doente ha muit.c "a irapos-
sibilidadodo/exercer o seu emprego
Dito fio Firmino de Farias Barroso e Silva, pe-
irt .T'c PaM .enSlnor Pcul.r primeras
letras em Cax.ang.-Cumpra-se. o despacho da
presidencia de 11 do corrente.
Dito de Joaqiira Maria de Oliveira e Silva, pe-
dindo por certidc se quando fez opposicao a ca-
deira de Nossa Senhora do O' de lpojuc'a foi ou
nao approvado.Como pede. *
Dito de Joo Jos Barroso da Silva Juvcno
professor de Goianna, pedindo por certido se a
face do regulamentodel2de maio de 1851 foi
ou nao sua cadeira classilicada entro as do
segundo grao, e se deu alumnos examinados as
respectivas materias at a lei da reforma n. 399
Fasse do que constar.
Dito do bibliotecario provincial, pedindo atles-
n,0, .6 ret'"enc,a ,.d0 "' de marco prximo
p.issado. O supplicante lem exercido as func-
coes do seu emprego por todo o lempo que alle-
ga cumpnndo exactamenio os deveres do sju
c a rgo r
Dito do padre Manoel Adriano de Albuquerue
Mello, pedindo se encaminhe ao governo da pro-
vincia a petijo junta. Junte os documentos
de 1855 m deUe ,naio
Dilo de Manoel Fgueiroa de Faria. pedindo lhe
atieste sa forneceu os Diarios e imprimi o que
foi preciso para esla repartan no trmeslro de
fflrnrmr" m*,S0 P imo Passado.-Atteslo pela
Dilo de Mara Cavalcanti de Albuquerrfuo Mel-
lo professora publica de Goanna pedindo que o
delegado Iliteraria substituto atieste so no mez
de janeiro prximo passado a supplicante leve
aula aborta ou nao-O Rvm.'vigario do Goianna
na qualidade do delegado Iliterario substituto at-
iesto o que requer a supplicante.
Dito de Miguel Archanjo de Mendonca, proes-
sor publico de Garanhuns, pedindo ser abona-
das as faltas dadas pelo supplicante de 12 de
janeiro a 7 de feverero Avista da informacao
do secretario o supplicante requerra ao governo
da provincia.
Dilo do Manoel Bellarraino Ildefonso Cabral
pedindo se encaminhe ao governo de provincia'
a pelicao junta, Aprsenlo altestado era forma
do respectivo panacho. subdelegado, delegado
luterano, feto o que seja eslo submetlido ao
^pnselho director para dar o seu parecer
Dito de Salvador Henrique de Albuquerque
secretario desla reparlico, pedindo altestado de'
frequencia do mez de marco prximo passado.
O supplicante tem cumprido exactamente os de-
veres do lugar que oceupa.
Dito de Vicente mbelino Cavalcanti, pedindo
ser inscripto como opposlnr as cadeiros de Ita-
pessuma. Una e Taquarelinga, que se acham em
concurso.Inscreva-se.
da
por 500J urna
INTERIOR.
G0RRESPONDENCIAS DO DIARIO DE PERNAM-
BUCO.
Para, 1 de abril de 1860.
O Cruzeiro do Sul, que aqu era esperado a.
8 do corrente mez, so ehegou no da 11 as 2 ho-
ras da tarde, pouco mais ou menos, e a causada
sua demora fot a necessidade que love de fazer
alguna reparos, no porto de Maranho.
Desia voz. com effoito, veioello rico do noti-
cias, as qunes rauilo devem agradar nos agra-
ciados de 14 de marco, e com especial mencao
o nosso amigo Forrtoura, que nao sendo agracia-
do, pode duer, comtudo, que cantn victoria
com o obtenQao do lugar para onde foi nomeado
completa superabundancia por
$ "1 sentrnienlal sermo. quo nessa
recatado por um Levila od hc.
Toms n^pl,- Sf- D" J9* AITons d0 rae
Torres. hje bispo resignatario. as festas da se-
*ana s.an*a era, celebrada rom lo-tasas raaio-
res solemMades, e enlaq a afflueneia do
tornava-se anda rauito maiot. com
daquelle sabio-e justo prelado-.
No da 5 do andante as q.ialro horas da tarde
pouco ma.s ou menos, chegooda sua viagem-ao
ntertor da provincia, o Dr. S. e Albuquero^.e.
s. SK. visitando lodos os logaras por onde paa-
sou, foi dando-as- providencias oane julgou neces-
sanas, para os melhoramentos vilaes dessas lo-
caiidddes, que nunca tiveram,-desde que exis-
em. a venturado ver a prmeira autondade da
provincia.
Em Santarm-.. prmeira cidade do Amazonas,
autorisou a despeza. de 500 com soccorros aos
lacados de telares nos lugares de Urubunduba e
laica.
En Obdos. nesta cdade-presepio. ordenou o
orcamento e plaa, para um cemilero.
tm Monte-Alegre, prometteu mandar conti-
nuar o bello templo, que all esta principiado c
parado ha tnnta aunos, e ordenon que so lizes-
se o orcamento para- a concluso das obras
casada cmara.
Na Pr.iiiiha mandn contratar
casa para servir dc cadeia.
. Em Gurupa foco das intermitentes, ordenou
iramediaiamente a urna commissao. que nomeiou
a at.crl.ira e adminstracao de um canal enlre os
igarapes guajarie jacupy, para completo esgnto
das aguas da villa, quo estagnadns produzcm as
febres, que all se observara. Para comear esta.
otira determinou, que pela collecloria se desse
um conlo de ris.
Em Macap ordenou cora urgencia ao omi-
tiente da cmara municipal, que informasse so~
ore a quantia necessaria para a extinco dos pan-
tanos ao norte da cidade. assmeom para apro-
veilar o antigo hospital militar para a casa da
cmara e cadeia.
Em Breves prometteu o auxilio de 300$ para
um novo cemilero, e raandou que se concluase
de telha a cobertura da cada e ladrilhasse as
pnsoes.
Roalisou-se. porlanio, o que eu na missiva
passada lhe noliciei, sobre os immensos mellvo-
ramenlos, que ia'colhcr a provincia, com esta
viagem do nosso digno administrador.
Se a provincia do Para, que lo infeliz ten
sido e condemnada a um rigoroso olvido, lves-
se ttdo des'lo os seu3 principios um presidente
lao amante do progresso doseu paiz, como o o
Ilustrado Sr. Dr. S e Albuquerque, poderia lio-
jo, sena ex.ageracao alguma, rivalsar cora urna
das primeras provincias do imperio.
Pernambuco, patria do hroes, cssa lera a
quem roncedeu Dos o dom de ter possuido um
Filippe Camaro, um Henrique Dias, devo orgu-
Ihar-se contar enlre os seus filhos um sibio,
justo, imparcal e amante do progresso como
o Exm. Sr. Dr. Antonio Coelho do S e Albu-
querque.
Infelizmente para miro, infelizmente para to-
dos os Paraenses em geral, o Cruzeiro- do Sul
troiixe a noticia de que.foi nomeado um pre-
sidunte em subslitucao ao Dr. S o Albuquerque.
Eu nao acredito em semelhanto vaguedado
pois nao crivel, que em urna poca era qu
mais o Para precisa de S. Exc em urna quadra
em que S. Exc. acaba de fazer umf viagem ao
interior da provincia, aflu de beneficiar o Para
conliecendo as suas necessidades, seja substitui-
do por outro presidente. Seassira fr com cf-
feto, bem infeliz esla provincia, o,ue no co-
mecar do seu existir, vai ver-se na dura contin-
gencia de Bear privada lo cedo do aulor dc sua
existencia progressiva.
O nosso foro continua no mesmo estado, ou
para peior, era que lhe tenho scientilicado.
Ha annosquo a varado juiz municipal anda
pillando as miios dos leigos, e cnto veja o quo
por ah nao lera havdo.
Ha annos que foi nomeado ou removido um
juiz de direilo para esta capital, mas infelizmente
aqu so veio olhar, e voltou al esla dala.
Seria bom que fallas desta ordem. qu lano
lazem sofTrer o povo, chegassem. aos ouvidos do
governo central para dar as medidas necessarias
jaque ninguem lem lidoa coragem de u/irnes-
se negocio, que faz transpirar alguma proteceo
oceulta, pois nao crivel que urna capital* como
esta esteja sera juiz do direilo ha lautos annos
isto ha tres ou quatro annos seguramente.
Hontem tarde urna preta escrava do Dr. Ca-
millo Jos do Valle Guiroares, deu urna pedra-
da lal na cabeca de uro mulato escravo do mes-
rao doiitor, que o paciente Qcou com
em deploravel estado I
Ambos foram presos, c procedeu-se ao com-
petente corpo de delicio.
Os gneros alimenticios eslo por um alto pro-
co. O azeitede andirobaesta o pote a US
fannha de mandioca a 4$. c assira os mais se-
eros.
eseie .rU!!'1 re<<,e,lavi-'1 corporaco. srsfn^
este acto um concurso numeroso de enapreao\i
Publico. ofT.ch.es de linb.>. polica, o J guardo
nactonal e mu.tos cidados dislinctos. 8
Uosde essedra arha-se S-. Exc. dirsrtdn no.
Pdo vico0,' Se^-'he C",r^"e ^Srrar'o"
peio vice-presidenle, o Km. Sr ir m.'?
SSHtl Carnlr0 da Shaf e doI"32
eia3 iZSc,*0P?P" 1Ufi o ovo administrador
eja bera succed.do- ora sua espinhosa misso
mosPePn,,,''|a nd,feU P'^leior.l e Jue
vamos entrando, que demanda to do ,,1T.dmiii5lraco para um resul.a-
flurl0 dess-> ^ade questo que j pre^
cupa todos os espinios. v
M1Fr'-!i',amb0m rc,novido d'csta provincia para o
aranhao na mesma qualidndo de chefe de ooli-
Cunha Sr> ''i- J,a"el Cl^''">- Carnea da
Lunla quetaograndes e bons serviros nos ha
P estado no exemeo de lio importante cargo. O
L r' Ma"001 Sementino um magistrado in-
tegro, circunspecto e Ilustrado, qu* mila hon-
ra un a sua classe.
Esperamos que os dignos Maranhenses o con-
>iuerem e apreciem tanto quanlo ns o flzemos
no espaco de cerca de 4-annos, que aqu o livC-
mos. S. Exc. segu tambem n'esle vapor a ds-
pcdir-se de sua Ilustre familia,.anles- do partir
para sua nova commissao.
O successor nomeado, Sr. Dr. Neiv-a espera-
do no prximo vapor do-sul. Temos do S S as
melhores inforraacoes e contamos em- nosso be-
nelicio. com a pratica adquirida as Alagoas-ero
igual cargo.
cabeca
Tem entrado estes dias alguns navios com bons
carrcgaraenlos.
Descarregamparaa alfandega.
Era Escuna ingleza.
HenricoPatacho americano. .
Ocean RirdBnguc americano.
CruxeirodoSulVapor nacional.
Carrtgam.
Tocantins Barca tranceza.
AmazonasBarca- porlugueza.
HenriqueBrigue nacional.
ProgressoHiaie nacional.
Rendeu a alfaiutega do dia 2 a 10
do aorrente-......
Na dia 11.......
22:727j|103
1:691314
Somma .. ..
Do dia fca.lO-
No dia.ll .
Do dia 2:a 10
No dja. M .
Recebedoria.
Ver o peso.
24:4189417
11:052$575
860163
GS7jj630
ll02
Abd^el Hader.
P.VRAHIRA
16 de abril de I84J1K
O (acto mais saliente da actualidade a che-
gada no dia 16 do corrente esta capital, no va-
por Paran de S. Ext. o Sr. Dr. Luia Antonio
da Silva Nunes, presidente nomeado, por carta
imperial de 20 do passado. para administrar esla
provincia, cm subslitucao Q) Exm. Sr. Dr. Ara-
brozio Leito da Cunha^que seguo n'esle vapor,
aflm de assumir o. governo d'essa, para que tam-
bem foi nomeado,. por carta do igual data.
Lo u van do o governo imperial por lo acertada
escolha, damos os devidos omboras A cssa bella
Ierra, par acquisirSo to importante, esperanca-
pois consta-me que muilos prolendentes houve'. dos que o genio creador e ilustrado
ra mnita certeza de conseguirem
essa lela gorda.
A quareraa e a semana santa toda, passou-se
como sempre, nesta cidade.
A procissao de Ramos, quo 6 quanto a miro,
urna das primeras datqiWesma, e a mais signi-
ficativa, porque nella,veem-se patenteados lodos
os transes dolorosos, porque passou o nosso Mar-
tyriis Cglgplha, foi muilo correorrida, o a ella
afuia o nosso povo cora a mais viva devocao.
A igrej d>Carrao, obra prima dos frades da
companhia deMjus, que o templo donde sae
essa procissao, estova j,a apinhsdo de povo, e
para ello anda affloiam ondas immensas, muito
antes de rocolh.er-SQ a procissaio, d.o oil ijue
do S. Exc.
ah ser toda expansivo, dolando essa provincia
com os melhoramenlos de que carece, na carrei-
ra do progresso om que marcha com passos agi-
gantados.
Aqu o Sr. Dr. Ambrosio, laclando corpo a
corpo com um phlysica incuravcl nos cofres pro-
vinciaes pouco podo fazet; era oos. benoilci*.
no decurso de 10 mezes, q_ue estove 4 tes* da
odmnistraco ; entretanto seusdosejoseiam bem
lica interinamente no exercido dsse lugar o
honrado juiz de direilo d'esia comarca, Sr. Dr
Assis Rocha, magistrado bera conhecido no paiz
,>or suas luzes e oneslidade..
A nossa assembla provincial foi adiada para o
de selembro vindouro. poca sss ncjnve-
niente pela eleico que deve ler lugar a7.do mes-
Supporaos que o Sr. Dr. Nuces, tendo em con-
sideracao esso fa?lo. a convocar para algum
lempo anles, afin de nao tirar sem crcamenios -
pois do contrario muilo duvidamos se rena suf-
licirntc numero de deputados para poder func-
conar cm semelhanie quadia.
Foram celebrados com toda a decencia, na e-
greja da Santa Casa da Misericordia, os adosada
paixao do nosso Salvador, exforcos do di"ni>.
provedor, Sr. Dr. Assis Rocha, cojo zelo religio-
so e por lodos reconhcddo e apreciado.
Concluiram-se antes de honlem as arremata-
res dos disimos dos gados vaccuin e cavallarde
inac.ao d esta provincia, quesubirara somraa de
rs b2.5Goj)000, haveudo nao pouco prelendciiles
a todas as ribeiras.
Ficou encarapado o termo do Patos, que ele-
vara essa somma talvez a 70 contos, A safra que
acabamos dc colher foi asss rcduzida em todos
os productos, e se a chuva nao auxiliar a nossa
lavoura, peior ser a que se acha fundada. Deus
supremo arbitro de ludo, se amrele de nos.
O nosso estado sanitario um tanto desagrada,
vel. e ltimamente veio empeiora-lo a febre a-
marella, ccifando no ancoradouro algumas vi-
0 brigue inglez inuscarregado. d'assucar. a-
cha-se impossibliludo de seguir viagem por ter
tallecido o capilao e mais algumas pracas de bor-
tor'nos consisnalarios 1ue previnam estes Irans-
Saudo e felicidades Iho desejo, ote.
PERNAMBUCO.
ASSEMLfc LEGISLIIIVJL PfiOtflHCIaL.
SF.SSO ORDINARIA EM 13 DE ABRIL.
Presidencia do Sr. Visconde de Camaragibe.
Ao meio dia feita a chamada, o achando-se pr-
senles os senhores deputados, abre-se a sessao
Lida a acta anterior.
EXPEDIENTE.
l'm oITlco do secretario do governo rerr-etu-n-
do copia da informacao. minislrada pelocnee-
nheiro Henrique Augusto Milet a cerca da.estra-
da provisoria de Taraand.ar.i quera fezorequi.
sicao. Outro do mesmo inviando o oflicioda c-
mara municipal de Santo Anto a que ra anexa
a informacao do juiz de direilo respectivo acerca
do contracto celebrado com Antonio Goncalvcs da.
Silva para aqnisico de curraes destinados aosga-
dos que sao remellidos para fora.A comissaodo
orcamento municipal.
Outro do mesmo reraeltendo por eopia. o acto,
da presidencia de il de agosto que approva pro-
visoriamente as posturas da cmara municipal
de 8 do mesmo mez.
Um ofTicio do. Sr. Dr. Jos Antonio Lopes par-
ticipando nao poder mais comparecer as sesses.
no corrente annoInleirado.
A. coraissao.de Juslica civil e criminal de pare-
cer quo seja onvidu pelos canaes competentes
ao Dr. juiz do direilo da comarca de Pao d'Alho-
acerca do que requer Francisco Antonio. Brayner
de Sousa Raagel 2. Tabelliao.e escrivao do crr.
me e civil daquella comarca.Salid das, cornrais-,
soesl3deabr de 1860.G, M, V. de Drumand.-4,
T. Gltirana.
A comjsso de Justica civel o criminal| de par-
recer seja ouvido pelos canaes. competentgs.0."
ju iz de direilo da comarca dc Santo Anto.a cor-
ea do que requerem Bellarmino dos.Sanios Bul-
cao, Anlonio Ludgero da Silva Cosa c Flix, Ca-
v aleante de Albuquerque Mello escrivao itaq.oel-
la comarca.Salladas cominissoes 13 de abril do
1860 TJaspar de Menezcs V. Drumond,T. Gili-
rana.
Approvado
A Assembla Legislativa Provincial decnelo-
Artigo 1. Fico creadas dous lugares de Ta-
bclliao dc olas no termo de Agua Preta,
Artigo 2. O primeieo. Tabelleo sera tam-
bera escrivao prevatvo. de Orphaos, capelln e
ausentes o reziduos, e o segundo Tabollo es-
crfcver privativamente no crime ecivil.
Ficao, revogadas as desposicoes e um contra-
r,10-r^Snlla da Mserabla provincial 13 de abel-
d 1860.-G. t de V. Drumond, X. Gilirana.-
A. Salgado Junjor,
O Ru/ino i' Almeida. Sr. Pjesidenlo, esjgU>
era. ondamenlo urna obra municipal, para a qual
eata Assembla desde o anua de 1851 at heie Ka
votado avalladas quantiaa : quero fallar da, abr>i
do maladouro publico desla cidade, com a qual,
segundo sou informada, c vejo pelas verbas^vola-
das, se lem despendida para mais de 12.0conlos
de res, entretanto que geralmenle se dU,*qpp a*
obras ate boje concluidas, nao valem a quinta,
parte dessa quantia despendida.
Faco subido enneeilo dos membr* < commis,-
sao da cmara municipal earrenada da direc-
co desta obra, o lmi de mira qualquer pensa-
mento, ou jotzo desfavoravcl a rcapeito daqyuei-
lcs senhores mas o que certa. que grandes
soranna se lera despendido na obra menciona-.
da. o qoe pode ser devido a defeitos dc mi es-
colha do local, mi direceo de IrabaAhos, m.\a
plano da obra, c nao a corrupcao ou. dclapiJaro
dos. dinheiros pblicos.
Tendo ja sido dado para ordem do dia o orca-
mento municipal, e vendo nello consignada a ver-.
conhecidos e manifest*, mas lodo frutraim .
em face d'aquelle atjsiaculo iusupemvc!, q_utt'nosi .a de 12 contos de res para a obra do maladouro
persegue. publico quero ter conheeimento do plano d'essa
No da 17 leve lugar, no paco d'assombla pro- obra. vincial, onde se achara reunida o cmara mu- ffeiiose tem gasto, para poder com consciencia
cipal, n posse e jurameuto'ilo, goro presidente, tjar ou negar o meu roto 6 setnelbaotc Tera
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DIARIO DE PERMMBUCO: SEGUNDA PEIRA 2S DE ABRIL DE 1860.
|
visto cmodo relztorio da cmara municipal na-
da consta respeilo.
Neste sentido offereco consider$&o da casa
o seguiolo requerimenlo :
Requeiro que pelos enees oompelonles sr
perao informaees lllm camota municipal des-
Ja'cidade sobre o estado era qiu u. aclw as
obras do maladouro publico, accompanhando es-
ta informaees o copiado orcameate da obra e
a conti do quanlo nella o lem despendido al ho-
je.S. R.-Rufino d'Almeda.
Vai a meza c approva-se o segointo requeri-
monto.
Requoire que pelos canaes competentes se pe-
rao informaees a lllm. cmara municipal des-
t's cidade sobre o estado ero que ae achara as
obras do matadouro publico, ocompanhando er-
taa informadles a copia do orignenlo da obra,
6 da conta do quanto nolla se tom despendido al
ojo.S. R.ttuUno d'Almeida.
E' approvsdo.
O Sr. G. Drummond :Sr. presidente, pedia
patarra par fundamentar uro requerimenlo que
offereco lonsideraco da casa.
Em 1853 a assembla provincial decrelou que a
freguezia de Agua Prela unida com a do Barrei-
ros formassora um termo separado do Rio For-
jhuso, sendo a villa e Oarreiros a sede do
termo.
Em 1857 appareceu nesla casa um projeclo se-
parando Agua Preta de Barreiros, e constituin-
o-n em termo.
Discutido o projeclo, foi approvado em 1859,
em terceira discusso, e sanocionado pelo presi-
d enlo da provincia.
Avista disto, nada mais restara seno, que esta
lei provincial fosso executada, infelizm ente al
hoje assim nao tein succedido, demonstrando o
governo, ou m volitado na uxccucQ dessa dis-
pnsico legislativa, ou incuria exeossiva no com-
prraento de seus deveres.
Talvez, Sr. presidente, que hajom motivse
lazcs 15o fortes que justifiquen! um tal procedi-
uiento, os quaes nao me sao conhecidos ; no en-
tretanto, para azer cessar a duvida que reina em
mcu espirito, para que possa mesmo requerer
nlguma cousa afim de evitar esse* estado, a que
se ada coiidoinuada a freguezia de Agua Prela,
requeiro que se pecan) ao presidente da provincia
as se^uintes informaees :
Se j fot instaurada"a villa de Agua Prela, e no
aso negativo, quaes as ro/.oes doslo procedi-
miento.
Anda, Sr. presidente, devo ampliar o meu re-
querimenlo.
Quondo foi executa a reforma eletoral em Agua
Prela como nas de mais freguezias da provincia
se piocedi'U a elero para juizes de paz e verca-
doies, e finalmente para eleitores.
Dexarei de parle a rleiro de eleitores, por ter
sido julgado milla pela cmara dos Srs. depura-
dos quando se vetificoii os poderes do deputado
supplenle cleito pelo 9." circulo da provincia.
' A elero, porm, de vereadores ejuizesde
paz anda nao foi apurada, apezar dos reiterados
pedidos dos habitantes daquella freguezia, apezar
mesmo do ovorno geral haver dado o remedio a
fozer cessar semelhante abuso
Urna tal ordem de cousas, nao pude e nem deve
perdurar, necessarioque appareca um remedio,
que-se poiiha um paradeiro, a que se continu a
violar a lei com lano desplante.
Assim, pois, requeiro que so pecam as seguin-
les iiiformacos ao governo :
Se j foi feita a apurarn da ejeeo de verea-
drese juizes de paz das freguezias de Agua Pre-
ta e Barreiros, e no caso negativo, qual a razo
de seinelhanlc procedimcnlo.
A freguezia de Agua Prela lem merecido o
completo desprezo do govorno da provincia, em
todas as (reguozias lem sido feita a qualificaco
de votantes, em Agu Prela nadase ha feito, sen-
do inallivel, ser Agua Prela nao lomar parle na
prxima eleieo, c sinnominofazer parle do
i).0 dislriclo da provincia.
Re<|ueiro, pois, que se pecam ao governo da
provincia a seguinlo informadlo :
e houve em Agua Prela, no correle anno, a
qualificaco de votantes, o no caso negativo, qual
o motivo de semelhante falta.
Aguardo, Sr. presidente, as informaees que
pomo, ellas necessariamenle tarto desapparecer as
duvidas de que se acha meu espirito apoderado,
ou pelo menos serviro de lembranca o meu re-
querimenlo, para que eesse o abuso inqualifica-
vel, c a privscio que do seu melhor direilo ho
soffrido os habitantes de Agua Prela e Bar-
reiros.
Tenho concluido.
Vai a mesa e approva-se o seguinte requeri-
menlo :
Requeiro que se pega presidencia da provin-
cia informices sobre os seguidles pontos :
1.Se Houve no correnle anno a qualificaco
dos votantes na freguezia de Agu Prela, e qual
a razo, no caso negativo.
2."Se j foi feita a apuradlo geral das clei-
r.o.'s de vertedores e juizes de paz das freguezias
o Barraros e Agua Preta, e no caso negativo,
qual a razo.
:1.aSe j foi inslallada a villa de Agua Preta
ltimamente creada. Horneadas as autoridades, e
sej enlraram no exercicio descus cargos.e por-
que razo, no caso negativo.
13 de abril.G. Drummond.
E'appiovado.
ORDEM DO DA.
Entra em primeira discusso e approvado sem
debate o orcamenlo iniiineip.il.
A requerimenlo do Sr. Ruliuo de Almcidn,
dispensado do intersticio do orcamenlo munici-
pal, para entrar em ordem do dia.
Segunda discusso d3 projeclo n. 49 do anno
de 1858.
AHigo 1.
approvado sem debite.
Artigo 2.
O Sr. Fenelon diz, que sendo de reconhecida
importancia a materia do projeclo c descobnndo
no animo da casa o desejo de deixar passar des-
apercibidamente, sem o menor reparo s difTe-
renles ideas consignadas nclle, que lendo apenas
honlem Ihe sido mostrado esse projeclo, nao po-
dendo assim fazer um esludo aprofundado sobre
elle, o que se persuade suceder maioria da
casa, visto que um o a poneos exemplos existen),
vai offerecer um requerimenlo pedindo o ada-
monto do projeclo, at que soja elle reimpresso,
ou impresso pelo menos no jornal da casa.
Vai mesa o opo'u-sc o seguinlo requeri-
menlo :
Requeiro o addinmento do projeclo at que se-
ja elle reimpresso, ou impresso no jornal da casa.
Fenelon.
O Sr. il. Portella oppc-sc ao requerimenlo,
ponderando que esse projeclo j se acha na casa
desde 1858, que tein sido distribuido por diversas
vezes e que a maior parte dos membros da casa,
tem mais ou menos conhecimento de suas dispo-
sices ; sendo que o nobre aeputado autor do
requerimenlo, com os recursos inlcllccluaes de
que dispe, nao ser diflicil emillir um juizo so-
bre a materia, examinando algum dos excmpla-
tcs do projeclo que existem na casa.
Faz sentir a conveniencia do se tomar urna dc-
liberaco a respeito da materia importante como
, eo perigo que ha de que ainda este anno nada
se faca a til respito, dado o caso de ser adiado o
projecto, por isso que pouco lempo falla para a
concluso da sesso, e vai entrar em discusso o
orcamenlo provincial, que lera de consumir gran-
de parle desse lempo.
Encerrada a discusso c posto a votos o reque-
rimenlo. legeitado, bem como o art. 2.
Art. 3.
O Sr. Fenelon : Sr. presidenle, j disse que
nao eslava habilitado para entrar nesla discusso,
mas como ha pouco a casa julgou conveniente
nao addiar o projecto para ser impresso, vejo-mc
obligado dizer duas patarras a respeilo do ar-
tigo que est em discusso.
O art. 3. do projecto diz : (c)
Desejava, Sr. presidente, que os nobres depu-
tados que assignaram o projecto me moslrassem
a conveniencia desla disposico, qual a de diri-
gir os aspirantes nos exercicios escolares : nao
posso comprchender bem o como ser feita esta
direceo dos aspirantes nos exercicios escolares.
Ser porventurs indicando o profeesor como se
devem tomar as licoes de grammatica, de ltiro,
de escripto ? Se isto sement, cousa to co-
niesinha que rae parece nao haver pessoa algu-
. ? J*" iznore romo se deve lomar urna ligio de
con^uinle dMnVd ou de 6raramallca P?^
consc0umie aesnen._,M0 me parcco a disposi-
^ao consagrada neste arii8u .; projeclo. Diri-
gir praltcamente na dnecr;ao das emolas -Como
Sr. presidenle 1 Com que ensino i
comprchendo : porque a direceo das esi
tao ao alcance de qualqocr professor,
cuuhecu tousa mais iiiutil dn que etta disposi- I roussa para dar u instituto priuctpLo aos seus iru-
compoem o directorio, quer os que fazein parle
cao. Dequa^erre leitura de umaobra de peda- balhos. Assim claro que seo Influio nofunc-jda commisso fiscal, ofTerccem a garanta neces-
atia : rejo que nos eslaluios respectivos achara-
se estbelecidas regras que garaulem o boro em-
go_ do dinheiro, chegando mesmo a sujeilar
iso do gorernu geral a deciso sobre as opi-
gopia por espaco de quarenla minutos na esco-
la / Que prov-cito prori d'ahi ao aspirante r
Pois bao* pdder ello fazer esla leilura em sua
casa com minio melhor vantagem r
Um Sr. Dtpvlado : Enlao acabemos com as
escolas. .
O Sr. FtM cia dessa disposico, perqu se oprojecte disssesse
explicar alguma obra de pedagoga, fazer os
com menlarios necessariosainda eu pedera ad-
miltir a conveniencia da indisposieao do artigo.
O Sr. Vortelta :O nobte depuiado sube a ex-
lonso do verbo 1er.
O Sr. FeneJon : Sei, mas ponderare-! que
urna ai epeo esla qne iiio cabe neste artigo, ser-
vir islo para o regula ment interno que deve
ser dado a esta escola, mas* de modo algum ser
cabivel na le da creaco da esrola modelo. E'
sabido, Sr. presidente,, que o professor obriga-
do, segundo dispoo o regulamento da nstruceo
publica, a abrir a sua aula s oito horas da ma-
uha c fecha-la ao meio dia.
O Sr. Al. l'ortella : Abra s oilo e feche s
onzje.
O Sr Ftnelon De tarde abra s duas e feche
s cinco : sao precisos quarenla minutos de ma-
nlia e quarenla minutos de tarde sem projuizo
das lices ordinarias quo o professor lem do dar.
O Sr. il. l'ortella:Va manha ou de larde.
O Sr. Fenelon:Mas, Sr.presidente, pela re-
daceo do artigo se ve que o ensino pralico que
o professor director te n de fazer aos aspirantes,
deve ser embora diverso daquella e ruque ella d
aula : e nem seria conveniente que esta assem-
bla se lizesse comulaclivamenle. Agora pergunto,
se esse ensino pralico eito toradas horas da aula,
fo'a das horas em que o" aspirante pode ver por
si como o director da escola modelo dirige elle
proprio a sua escola, que provetlo resultar d'ahi
ao aspirante ?
O Sr. SI. Porlella :Tenha a bondado de 1er
com ailenco o artigo.
O Sr. Fenelon :(l..) Pergunlava cu ao no-
bre dopulado, estes quarenla minutos sero era-
pregados comulalivamente com o ensino que o
professor lera de dar aos seus diversos alumnos
ou nao ?
O Sr. M. Porlella d um aperle.
O Sr. Fenelon :Repito ; sero estes quaren-
la minutos empregados conjuntamente com o
ensino dado a outros alumnos '?. Se sao empre-
gados conjuntamente com o ensino ordinario,
deve occasionar coufuso, e prejudicar ao pro-
prio ensino ; se feita depuis dessas horas, nao
ajroveita aos aspirantes, porque ellos nao pdein
ver, nao poden: conhecer qual a manoira pralica
por que este director da escola modelo dirige,
elle proprio, o ensino.
O Sr. M. Portella :Nao lea destacadamente
este artigo. I
O Sr. Fenelon : Lcrei outra vez e o lcrei
todo, (l)
u Sr. il. Porlella ;Ser obscurdade da re-
daceo.
OSr. Fenelon :E" isto que eu estou fazendo
saliente, que ha obscurdade na redaeco ; esc
a ha agora convm quando menos cmend-la e
corrigi-la j nao vera sua execuco (apoiu-
dos.)
O nobre deputado a esla miiiha pergunla,
creio, que responde que os quarenla minutos sao
empregados cumulativamente com o exercicio
da aula.
O Sr. M, Vorlella :Alm das horas das au-
las, pode levar al quarenla minutos
Sr. Fenelon : Mas durante estas horas ou
fra d'ellas ?
O Sr. il. Portella Fra das horas
O Sr. Fenelon :Ento Dea em p a conside-
raco que fiz de que o aspirante nada lucrar
com a leitura dessas obras de pedagoga, com
esso exercicio de quarenla minutos se nao osla a
escola aborta paia que elle piticamente veja
como dirigida a escola. Agora na outra hy-
polhese de ser essa leitura feita conjuntamente
com o ensino dos meninos nao prejudicar isto
ao ensino propriamente lal ? Creio que isto est
ao alcance de lodos, que se ao mesmo lempo que
o professor lem de lomar lco aos meninos, cor-
rigir-lhes os cantos, examinar-lhes as escripias ;
se ao mesmo lempo que isto faz esliver ensi-
llando aos aspirantes e lendo-lhes obras de pe-
dagoga ; certamente crear-se-ha a anarchia na
escola, e d'ahi resultar confuso.
O Sr. M. Portella :Nao nessa occaso.
O Sr. Fenelon: Eu estabelcci duas hypo-
| theses, moslrei o inconveniente da primeira e es-
tou mostrando o da segunda.
A ullima parle do orcamenlo diz : (l)
Esta disposico facultativa, o verbo, poder,
empregado aqu denota que nao ubrga<9 o
aspirante a pagar os cinco mil ris ; o professor
poder receber, ou poder o aspirante pagar se
bem quizer : uma disposico inteiramenle fa-
cultativa. Ora eu nao sei, Sr. presidente, como
esse professor privilegiado que fr destinado para
dirigir o ensino pralico dos aspirantes, deve le
a faculdaJu de receber esses cinco mil ris de
graliQcaco, se elle tein um ordenado que lhe i
pago pelo governo.
Um Sr. Deputado :Pelo excesso do trabalho.
O Sr. Fenelon :Se ha excesso de trabalho da-
vc-lho ser este compensado por um ordenado
maior, islo o que se faz em toda a parte:
isto o queso faz commumentc* quando a inslruc-
co devo ser dada gratuitamente e se a instruc-
primaria gratuita entre nos ; se o ensino aos
aspirantes inslrucco priniaiia, deve ser dada
tambera gratuitamente.
Limito-me a estas consideracoes que sao aj
que me occorrem de momento o esperarei peh
resposta que derera os nobres autores do projec-
to para me convencer da conveniencia da escoia
modelo, que se pretende crear.
[Conlinuar-se-ha].
cionou antes da abertura desla Assembla foi por
una causa indepeodente da vcuUdd* de seus
membros e da piimcira autoridade da prevMiua.
E' tambero sabido, Sr. presidente, p^la maioria
desla Assembla que alguna ias depoisdo co- aiaa-.lvergentes cutre a* Assembla geral dos
membros do Instituto e o directorio e o conselho
fiscal.
Un Sr Depuiado : Adiase isso muito bom ?
O Sr. zV. Portella : Eu acho.
Um Sr. Deputado : Mas nao oslamos discu-
tindo agora os estatutos.
( Ha um aparte. J
O Sr. N. Porlella : Sr. presidente, fu con-
sidero a creaco do Instituto urna das primeras
necessidades para a agricultura pernambucana.
Instituyes de igual natureza teem produzido
iranvensos beneficios em outros paizes, e esses
resultados derera animar-nos a esperar beoe-
cds fruclos do uosso Instituto.
Tempo houve, Sr. presidente, em que, compa-
rando o estado da agricultura na Franca e na In-
glaterra, era-se levado a crer que o da Franca
era superior ao da Inglaterra. Um facto, Sr's.
depulados, que veio firmar oquelle juizo; quero
fallar da reforma das alfandegas feita por Slr Ro-
ben Peel: ento reconhccia-sc que a Inglaterra
eslava superior FranQa pelo seu coiumercio e
industria, mas inferior no que dizia respeilo
sua agricultura........
O Sr. Fenelon : Nao sel a que vem isto.
O Sr. .V Porlella : Logo sober. lias, Sr.
presidente, quando na exposico de Londres fo-
mhcades os nossos trabalhos, chegaram os'esta-
tuto's e faram itnm*tamenT publicados, sendo
lo.z,o dnpois convocada a primeira reunio dos
socios do'Ioslituto. Verdad que o nobre de-
puiado disse que tal era a convieeo que os
membros do lnsiiluio linham ou pareciam ter
se bre n expquibilidade do m que elle se dcs-
lia, que nao se rcuniraro, nao Jera ni importan-
cia e nao quizeiam exereer ss fuaecoes que Ihes
d io os estatutos. Mas, Sr. picsidente, cu cnlen-
d j que semelhante assercao para serspresentada
deve ser fundamentada : o nobre depuiado de*
vira para concluir do faci da nao reunio dos
membns do Instituto que clles nao se importa-
ra m com o interesso que podia produzif essa
inslituico......................
O Sr. Fenelon : Nao disse islo, apresentei o
fado.
O S.-. N. Vorlella: Mas o nobre deputado
pura apresenlar o faci devia indagar as causas
quo lh; derara orgem, c eu para juslifical-o op-
p 'lio simplesraeule para o aparto dado por um
nobre deputado, quando disse que rouitos dos
convites forara entregues posteriormente ao dia
em que devia ter lugar a reunio. Jo v por
lano a Assembla que se o Instituto ainda nao
foz a .'ua primeira sesso nao pelo pouco zelo,
pelo p suco intoresse que toma cada um de seus
membros pela con-ecueo do seu fnn, mas sim
tnicamente por causis extraordinarias, indepen-
denlos de suas vonlades:
O S*. Fenelon : Apoiado.
OSr. V. Vorlella : Se o nobro deputado que
me d um apoiado..................
O Sr. Fenelon: Porque nao attribui i propo-
sito.
O Sr. N Vorlella: O nobre depiitdo. pro-
curando apreciar o futuro do Instituto Agrcola,
foi ainda alm : disse que a provincia de Per-
nambuco nao linha necessidade desemelhanlc
Instiliiito.
O Sr. Fenelon : Nao disse tal, nem sei onde
o nobre deputado foi ouvir tanta cousa,
O Sr. N. Vorlella : Talvez ouvisse mal, e
vista da declarai;o do nobre depuiado nao
eoiiliuiinrei liessc ponto.
O nobre depuiado, pai lindo desias considera-
res disse que nenhuma necessidade hava ainda
de se volar a subvcncAo consignada no projecto
porque o Instituto ainda nao arrecaduu asquan-
las subscriptas por rada um de seus membros, e
Hara noticias da conjedera-o de Matto-Uros-
so, e das de S. Pedro do Rio Grande do Sul e
do S. Calharina ; mas completamente, destUuidas
de interesse.
Do Rio consta a publicaco de algons deerelos
de nomee^o de empregados, promogao de ofll-
ciaespara o excrcilo o outros,despachos de rac-
nos importancia.
Na provincia da Baha lirirs-so do dia 10 do
correlo a primeira sessio da actual legislatura
provincial. S. Exc. o Sr. eonselheko H. Ferrei-
ra Penoa leu nessa occasiao o respectivo relato-
rio, e constiiuio-se a mesa da assembla do rue-
do seguinte:
Presidenle, o Sr. Francolino.
Vice-presidontes, OS Srs. Amerco, Juao Dan-
las, e Barahuna.
Secretarios, o Sr. Scpulveda 1 e o Sr. Hugo-
lino Ayres 2.
De Sergipe nada constara.
Do Alagoas souhc-se que, no dia 15 do corren-
te, os amigos do Exm. Sr. Dr. Manoel Pinto de
Souza Dantas deviara dar-lhe um baile do despe-
dida,
Hoje entrou dos porlos do norte o paquete
Cruzeiro do Sul, que se linha demorado a fazer
colicortos no porto do Maranho.
As noticias por elle recebidasencontra-las-ho
os nossos leilores em outro lugar desta folha/
Veio no Cruzeiro do Sul, a lomar posse da pre-
sidencia desla provincia o Exm. Sr. Dr. Ambro-
sio Letoda Cunha, eo Exm. Sr. baro de Bom
Jardim seguo no mesmo vapor para a Baha com
sna familia. Por melhores que sejam os suspi-
rara apreseutaaos differenles objeclos relativos cios com que recebemos o Exm. Sr. Dr. Lcito ;
por mais que cstejamos convencidos de que se
lia de mostrar digno da honrosa missa, que lhe
foi confiada de administrar urna das primeiras
provincias do imperio, nao podemos deixar de
exprimir aqui o scnlinienlo depezarque experi-
mentamos com a retirada do Exm. Sr. baro do
Bom Jardim, que foi sem contcslaco alguma um
dos melhores administradores que lem lido esta
provincia. S. Exc. leve o raro condo de agradar
e salisfazer a lodos os partidos, mostrando-se
agriririlora, mais de um espirito pensador se pro-
nunciou em sentido contrario quelle: ctarci
apenas uro nonie dstncto para destruir o effeito
de uro aparte que ha pouco me foi dado, o no-
mo de um hornera coohcccdor das necessidades
e progrcisos da agricultura em um e oulro patz
o Sr. I.once do Laresgue. Em urna aprecia-
cao que esse escriptor faz do estado da agricul-
tura era um c oulro paiz, demonstiou que a
ogiicullura na Inglaterra eslava mais adianladn
duque a de qualquer outro paiz, sendo superior
da Franca. Mas quaes foram as causas que tao
directamente cencorreram para a prosperidade
da agricultura na Inglaterra ? Foram, seguiido o
citado escriplor, alera de oulras, a Sociedade Real
de agricultura, coinposla de ciuco mil socios, e
que sondo central entendia-so em um mesmo
pensamenlo nao s com as commissoes e socie-
dades particulares da Inglaterra, como da Escos-
sia o da Irlanda. Alm desta causa oulras teem
sido consignadas, taos como a da natureza da
propriedade territorial em Inglaterra; e posto
que me pareca nao se poder allribuir cxclusiva-
que estas eram sufficienles para seren applica- i menle a ella o progresad da agricultura n'aquclle
das aos differenles Qns que lem de realisar. | paiz, creio que bstanlo para protestar contra
O Sr. Fenelon : O que se lera arrecada Jo "?, a opinio, que entre nos se lera cmitlido, de que
Or. N. Porlella: Creio que o nobre depu-. se o Brasil nao tcm lido grande progresso em
lado nao esl par do que se passou. Em 23 de I sua agricultura devido grande propriedade,
dezembrb quando S. M. o Imperador instalou o i pois na Inglaterra osla muito maior.
Sr. presidente, a associaco agrcola de Lon-
Ires, cujos Qns corresponden) aos do Iiisiluto de
ler.cantado urna prela do engenho Minas Novas,
que ou vira Manoel Justino contaa a sua amasia
Candida Noria da Goooaieao, que (ora o autor do
tiro dado em Joo Francisco Xavier Paes Barfelo,
conheeido por Toyo, e que o fizera por mandado
do ex-teen lo Antonio Victos de S Brrelo.
A segunda foi interrogada sobre certos fados
particulares, laadaules provar cussalivo que
levou o ex-tenente Viclora mandar commelter o
criroe, que faz object do processo.
. Depois da inquirico da primeira testeraunha,
confessou o ex-lenenle Antonio Vctor de S Bar-
reto ter sido quem mandara dar o tiro em Joo
Francisco Xavier Paes Brrelo, e confessou pou-
co mais ou menos nos seguintes termos :
Disse que tendo lido no Diario dePernambuco
a exposico do facto, e sabendo das circunstan-
cias que'se lem dado, nenhuma duvida tinba ho-
je em declarar, que era vetdade ler sido elle o
raandan'.o d tiro disparado uo dia 8 de fererci-
ro do anno passado na pessoa de Joo Francisco
Xavier Paes Belo, e que esse Uro fura dado
pelo soldado de cavallaria Manoel Justino, que o
proprio, que como nomedeJoo da Silva se acha-
va em o engenho Minas Noras, como casado coro
e mulher do nome D. Mara : sendo quo o tiro
fura mandado dar por elle rcspondenlc por mo-
tivos de familia.
Perguntado pelo Dr. chefe de polica se elle
pesara bem as consequencias dessa declaraco,
ou se a fa/ia rom o lim de arredar de outro a
responsabilidade do crirac. Responden que os-
lara em perfeila calma, c qxie fa/.ia semeUianlc
conflsso. por ser a expresso da verdade, e para
que se nao involvam no crime pessoas inno-
centes.
Disse mais quo sabendoque a policio procurava
prender a Manoel Justino, que coa o nome sup-
posto viva etn o engenho Minas Nova3, mandou
di/.cr-lhe, que elle nao podia continuar all, pelo
que Manoel Justino, veio ter com elle respon-
denie, e cnlcr foi assenlado, que elle- se retirara!
para o serlo, que nessa occaso o mesmo Ma-
noel Justino lhe declarara, quo nao levara a
mulher, que com elle viva, por forma -ilguma
Instituto de suas mos parti logo o quanlia de
rinle contos do ris para as do thesouieiro do
Instituto.
O Sr. Fenelon : Para que traz a pessoa do
S. M. o Imperador ? Eu fallei smente em
subscriptores.
O Sr. y. Porlella : Sr. presidente, eu creio
que V. Exc, Ilustrado como e fiel cumplidor agricultura na
do regiment nao me perinillera mencionar o lem rhegado.
nomo de S. M, o Imperador nao ler cu guar-
dado o respeilo devido ; e creio que esla casa
est convencida de que apenas consignei o facto,
e nada mais 9
O Sr. Soica feis: E o que se tem arreca-
dado dos subscriptores '?
OSr. Mello.Reg: Ainda se nao fez a
chamada.
O Sr. .Y. Porlella : Eu disse que o nobre
SrP,oi^ G 3n mMmo '"T e do estado oculto pordos das, veio depoi*
clu. hlmfi v ,V^-U?T?-- P?vocPcrnanil>u- dizer-lhe. o dito Manoel Justino, que eslava dis-
cano bemd.z a auministrscao de S Exc. e deso- posto a levar consigo a mu|her. pelo que ello
Pernambuco, que nao sao outros seno fazer der-
ramar pela, populaco os conhecimenlos neces-
sarios ogiicullura, j por raeio do ensino theo-"
rico c pralico, j por meio da exposico de pro-
ductos, concorreu raui din clmenlo para que a
tura na Inglaterra chegasse ao poni a que
Assim, Sr. presidenle, a respei-
to da creaco dos animaos, v-sc o grande pro-
gresso que ella lem promovido, dando em resul-
tado grande desprsjporco entre a Franca ea In-
glaterra. A especie de cracao que o Inglez
d a maior importancia a dos carneiros: o
francez nao lhe d menos importancia, mas ao
passo que a aprecia pela produeco da la, e pa-
ra isto cria o carnero merino pela abundancia da
la, o iuglez a considera mais pela qualdade da
depuiado eslava n.al informado nao s respeito carne, e por islo cria oulras especies, culo de-
das subscripcoes arrecadadas, como quando disse seiivolvimciito mais rpido. Assim a Ingla-
que as subscripcoes apenas moutarara cincuen-
ta contos de ris.
O Sr. Fenelon : Disse que montaran) a cin-
cuenta contos de ris, mais corrag logo a ex-
presso quando um nobre depuiado aflirraou que
ella chegara sesenta e dous contos, pOrque
como disse nao eslava bem cerlo por nao estar
ento na provincia.
O Sr. JV. Porlella : Sr. presidente, depois
de instalado o Instituto Agrcola, depois da subs-
cripto havida no da da nstalaco, lem-se con-
tinuado promover subscripcoes e na secretaria
do governo qualquer agricultor tem jaujiroilo de
assignar o quanlia que quizer.
O Sr. Fenelon : Quem nega isao
O Sr. N. Porlella : Sendo assiio j se ve
na sei
IJBSiit
Ierra em 1750 linha oponas 17 rillioes de car-
neiros, aprosentou, em 1850, 3G milhoes de ani-
maos da mesma especie E' assim que se v
que o inglez B ikuell, reconhecendo a necessida-
de de inelliorar essa especie de animaos, poude
por um meio artificial dar-lhe nova forma, c
dentro em pouco lempo, pelos esforecs da Socie-
dade central, a Inglaterra ficou prorida dessa
ora raca, conserraudo os merinos apenas em
suas colonias. Iguaes esforcos o resultados lam-
ben) appareceram para as diffrcules racas de ca-
vallos, de bois e al dos porcos.
Pelo que respeito applicagao dos terrenos s
dilferentes culturas, anda se inaurfeslo a in-
fluencia da sociedade central. Esta associaco
tora sido sempro diligente era reclamar dos po-
ja que auras bonanzosas o acompanhem i sua tr-
ra natal.
Do Interior da provincia nao tivemos outra
noticia alm da de dous assassinalos perpetrados
na comarca de Goiauna, sem que se nos tenha in-
formado se os assassinos se achara presos.
A assembla legislativa provincial oceupou-
se, durante a semana, alem de oulras materias
de menos importancia :da redaeco das postu-
ras da cmara municipal de tiaranhuns ;de al-
gumas posluras da camaia municipal do Recife ;
do projeclo de limites entre Serinhaem e a Es-
coda ;do projeclo que concede quatro loteras
ao collegio do Bom Conselho ;e finalmente do
orcamenlo provincial.
Demandaram o nosso porto, do dia 14 al
o da 20 do correule, 19 cmharcaeOes ameta-
les, com a lotaco de 7,032 toneladas Sahiram
.durante os mesmos da.-:, 20 embarcacoes mer-
cantes, cora a loloco de 7,052 toneladas.
Reuderara, do da ti aoda 20 do correnle :
a alfandega, 80 359S0 rs. ; o consulado ge-
ral, 10:G5J>325 rs. ; a recebedoria das rendas ge-
raos internas, 3:2t)j273rs. ; o consulado pro-
vincial, 11:1405510 rs.
O moviiucnlo geral da alfandega, no mes-
mo lempo foi de 6,473 volumes, a sabor: vo-
lumes entrados com fazendas 9u3 ;cora gene-
ros, 2,381 ;total dos volumes entrados, 3,281 :
volumes sabidos, com fazendas, 867 ; cora
gneros, 2,322 : total dos volumes sonidos
3,189.
Fallecern) durante a semana 74 pessoas,
sendo livres ; 22 homens,12 mulheres e 31 prvu-
los : escravos, 3 homens, 2 mulheres e 4 pr-
vulos.
REVISTA DIARIA.
que depois da fundacito do Instituid lem-se em- i dores do estado medidas.tendentes a beneficiar a
pregado meios iara" augmentar tj numero das
subscripcoes.
Sr. presidente, o facto de conlJr o Instituto
com quanlia nao pequea proveniente das subs-
cripcoes de seus membros nao liaSiarrnB. para
que a Assembla cruse os bracos c nao d urna
proya de que deseja concorrer paro a sua pros-
peridade e auxilia-lo na consecucao do seu fim
Altendendo-se natureza dos lilis que se
destina o Instituto, conhece-sc que as subscrip-
coes havidas eslo quem da quanlia necessaria
papa a execuco mesmo de parte do que lhe cabe
fazer.
Com effeito quando so attende que o Instituto
lem por lim crear escolas norraaes pelas quaes
se ialcite a aquisice dos principios da agricul-
tura e se transmita os coiiheciraculos pralicos,
adquirir machinas e instrumentos aperfoicoados,
conhece-se que deminula aquella quanlia,
mormenle quando se allende que alm desss
fins outros nao menos importantes Ihes cabe
realisar, toes como a publicaco de um jornal
agricultura, e por este modo tcm esla prospera-
do tanto.
Se pois em um paiz to adianlado em civilisa-
co e riqueza, too benficos leem sido os fructos
da sociedade agrcola, e so o nosso Instituto lem
o mesmo fiim, sendo o art. 2 dos seus estatutos
quasi que urna copia do que consigna os lius
daquella sociedade, son obligado a crer que, ten-
do coiifianca nas pessoas que compocm esse Ins-
lilulo, este far da subveiiQo desla assembla o
melhor opplicaco.
Creio, pois, Sr. presidente, que o que tenho
dito bastante paia demonstrar que nao me
acho em contradieco pelo facto de haver volado
contra o projeclo do subsidio dos membres da
assembla : que se o Instituto anda nao funecio-
nou, nao lem sido por falla do zelo da parle de
seus membros, mas porcrcumstancias es^eciaes,
e ndepcnderiles de sua vonlade : que nao pode
ser considerada prematura a idea do projeclo,
porque um incentivo, urna animaro ao Insti-
tuto dedicado a favorecer o desenvolvimenlo da
pelo qual se facam conhecidos os melhoromentos nosss3 agricultura, quo digna de nossa consi-
Discurso pronunciado pelo Sr. de-
putado Ur. Manoel do \asoiinento
Machado Portella, na sesso de
4 de abril.
quer individuo que ra dedicar-se ao oiofesso-r
i pr
: e para islo ccrlomenlc- nao precisa quefX-fcoia",
O Sr. Nascimento Porlella : Sr. presidente,
eu nao esperava que o projeclo por mira a pre-
sentado e agora discutido, soffresse una impug-
nadlo da natureza d'aquella que acaba de facer o
nobre deputado, que fallou em primoiro lugai :
eslava longe de pensar que na assembla de
Pernambuco. distincta pelas provas que tem di-
do de patriotismo, houvesse da parte de um de
seus illuslres membros iupugnaco idea con-
lida no projecto, idea que eu considero nccessi-
ria e do grande iitilidadc para animadlo e pr>-
gresso do Imperial Instituto de Agricultura, fun-
dado nesta provincia.
Apezar de nao estar presente quando este pr j-
jecto foi approvado era 1. discusso, soube que o
linha sido por poneos volos : nao era islo porm
motivo bislanle paro que eu dexasse do tomar
por elle todo o interesse para que enlrasse nova-
menle na ordem do dia dos nossos trabalhos; e
neste momento nao posso deixar de manifestar
ao nobre vice-presidentc o meu reconhecimer lo
pela defferencia que tere coramigo, pondo-o i m
discusso, porque deu-rae occasiao de exp
assembla os motivos que me determinaran
ofTerece-lo sua consideraco.
Sr. presidente, na occaso em quo o nobre
depuiado, impugnador do projecto, faza um h s-
torico do Instituto Agrcola e dzia que nao ora
conheeido o lim desla instiluico, disse-lhe ;m
aparle que elle nao havia lido os estatuios do
mesmo instituto : asseverando porera o nobre
deputado que os hara lido, c dando por seus
apartes prora de que o fizera, sou toreado a de-
clarar que o seu aparte foi determinado apenas
pela supposico ero que estara de ler ouvido o
nobro deputado dizer que nao era conheeido o
Obi do Instituto.
Pela natureza da impugnadlo feita pelo noire
deputado quero crr que a opposico feita ao
projecto nao pelo que elle contem em s, nas
pela precipilarao de quem o aprosentou : nao
me oQende porm semelhante aecusayo. porque
lenho convieeo de haver apreseulado urna i lea
til e convindo assim para a prosperidade de
uma inslituico, de que se deve esperar inmen-
sas antagen's para a nossa agricultura.
Entrando agora, Sr. presidente, na aprecia-
cao do histrico feito pelo nobre deputado, sc-
ja-me licito observar que algumas das proposi-
ces por elle eraetltdas s pndem produzir effei-
to no animo d'aquelles que nao eslo apar do
que se lem passado i respeito do Instituto.
0 nobre depuiado, querendo impugnar o pro-
jeclo disse: como se vai autorisar a coosigna-
co de uma subr;nro A uma corporaco, le
anda nao existe ? Como porm prorou o no-
ou progressos havidos quer no paiz, quer fora
delle.
O que ainda essa quanlia quando se v que
pelos estatutos o Instituto est obrgado ter
uma casa ende se celebren) as suos sessoes.e cm
que sojim depositados, os instrumentos, machi-
nas e mais objeclos? Creio que a Assembla
nao pode deixar de considera-la insuucentc.
Sr. presidente, esla Assembla que nao se tem
descuidado de promoveros inicresses da agricul-
tura pelo emprego que lem-feilo das rendas pro-
vinciacs nas vas de communiracao e at no es-
Irada de ferro, nao pode desconhecer a utildade
do Instituto Agrcola, a importancia de sua mis-
sao, e por conseguidle, nao deve recuar ante a
consignadlo do 10 contos de ris de subveneo.
Seja-mc licito. Sr, presidente, observar agora
q le nao procedente a conlradico em que o
timbre deputado suppoz ichar-me.
Pronunciaudo-me contra o projecto que eleva
o subsidio dos membros desta Assembla ao du-
plo do que ot hoje lera sido fixado nao estou
em conlradico aprescnlando o projecto que
agora se discute.
Pode o nobre deputado por ventura equiparar a
natureza do fim que se destina uma e oulro
consignago ? Pois a Assembla moslrando-se
zolosa dos cofres prorinciacs e nao querendo dir
cada um de seus membros aquillo de que deve
fazer urna opplicaco mais justa e mais til,
torna-se contradictoria quando vota una quanlif
destinada salisfaco de uma necessidade pu-
blica ? '
0 Sr Fenelon : Eu acompanhei
deputado.
O Sr
deracao e mesmo de nossos esforcos.
RECIFE, 21 DE ABRIL DE 1860.
S SEIS nOlliS D.\ TARDE.
Rctrospecto semanal.
Os dous paquetes, entrados no dia 14 do
correnle dos portes do sul, foram portadores, co-
mo j o haviamos dito em nosso ultimo relros-
peclo, de noticias do pouco interesse, quer das
repblicas vizinhas do Rio da Prala, e quer da
corle c prorinras do sul.
I). Bernardo Rorro, anligo ministro de Oribe, e
relhn representante de todos os exaltameutos do
partido llanto, linha conseguido, pela pruden-
cia c sabedoria dos seus primeiros actos como
presidente da repblica de Montevideo, dosassnm-
brar aos espirito* quo o suppunham rapaz de fa-
zer reviver a poltica violenta dos tompos de Ori-
be. Se o jornal a Tribunado Buenos-Ayres,
notando quo todas as nomeacocs dos altos car-
gos da administradlo linham recahdo em pes-
soas do partido blanco, notando principalmente
que se livesse escollado a I). Lucas Moreno para
rhefe do uma das cinco sece.oes militaros, quando
ainda eslo bem presentes memoria de lodosos
seos arlos sanguinarios do tempo de D. Manuel
Oribe, o a do general Medina, que so diz lercon-
sumraado a carnagem de Quinteros ; s aquello
jornal, diziamos, censurava o governo de D. Ber-
nardo Berro, e so mostrava suspicaz e roceioso.
Sabbado pelas seis horas da manha tocou o
nesso porto, procedente dos do norte, o vapor
brasilciro Cruzeiro do Sul, trazcudo a seu bordo
o Exm. presidente nomoado p*ra esla provincia,
o Dr, Ambrozio Leiloo da Cunha, a quem salva-
ran! as fortalezas com as salvas do esiylo.
S. Exc. desembarcou no palacio da presidencia
por obra das sele horas, sendo sempre acompa-
nhada a galeota pela guarda de honra, que es-
lando postada no caes de 22 de novembro, se-
guio-a polo caes ao toque da msica al o pa-
lacio.
Soja S. Exc. bem vindo s nossas plagas, e
uma administraco prospera I lio desojamos.
Iloje uma hora da tarde devo prestar jura-
mento, pcranle a assembla provincial, o Exm.
Sr. Dr. Ambrozio Lcilo da Cunha, lomando
em seguida psse da presidencia desla provin-
cia.
No da 20 rounio-se effecli va mente o jury
desla capital ; mas, segundo a praxe diuturna e
nao interrompida, nao pode funecionar por falla
de numero leaal de juizes de facto.
Nao nos cansaremos em assinar a causa pro-
ductora desse phenomeno, porquanlo a ningucm
ella desconhecida. O remedio que se dere op-
plicar, pora inlcrrompero sua continuadlo, tam-
bera nao pudo escapar a perspicacia dos magis-
trados, que presiden) as respeclivas sessoes ; e
pois, ponhara-n'o em pralica, que o abuso ser
coarctado.
As ras do Colovello e da Gloria j apre-
senlam varios excavacoes, que diQicultara d'al-
guma sorle o transito por ellas.
Conriria, nao s para facilidade desie, como
'para que nao prosiga a dnmnilicaon daquellas
ras, que fossoro lomadas essas excavacoes. Es-
peramos que loes reparos sejam fcilos, e para
aquellos que se referem ra da Gloria, ha alea
rcspondenlc a mandou buscar de Minos Novas,
pelo prelo Miguel, e por um rapaz de nome Jos
para ser entiegue a Manoel Justino no ponto por
elle indicado no engenho Estiva: finalmente quo
ignora qual o deslino que leve a dita moca, o
Manoel Justino, de quemnunca mais leve noticia.
Foi lamben) interrogado sobre a idcnlidade
da pessoa do cadver encontrado no engenho
Conti'acude, o soldado de cavallaria, Manoel Ce-
lestino, que declarou ser o verdadeiro nome da
supposla mulher de Manoel Justino, Candida
Maria -da Conccc.o, viuva de um outro soldado
de orlilharia de nonio Francisco Pinhetro Caval-
canle, natural de Iguarass, e filha de Joo
Francisco, j fallecido, tendo a referida Candida
vivido em companhia dello respondente por es-
paco de 11 anuos, depois do que foi viver cora o
soldado Manoel Justino, hoje disertado : disso
mais que reconhecia como perlcncentes a referi-
da Caudida os objeclos quo lhe foram apresenla-
dos, sendo que os brincos c o aiinol foram por
i elle comprados na ra da Imperalriz e dados a
assassinada.
Depois do que Pica escripto ainda haver quera
diga que a historia narrada por este Diario
um cmanse para distrahir as vistas da polica
do verdadeiro criminoso-
Passageiios que vieram no vapor brasilciro
Cruzeiro do Sul entrado, do Para c portos inter-
medios :o Exm. presidente desta provincia Dr.
Ambrozio Leilo da Cunha, sua senhora, seus Q-
Ihos, sua mana D. Maria llaymunda da Silva e 9
escravos, I). Marianna e l). Maria Therezac uma
escrava, Joo Ferreira de Mello, Feliciano Ardc-
min o seu escravo, Marcelino Vctor do Moracs,
Primo Pacheco Rorges, Florentino Antonio Car-
neiro Monteiro, padre Joo do Reg Moura c' sou
escraro, Antonio de Mello Roger, Manoel R. do
Olireira, a parda Herculana, Manoel Marques
Camocho, Antonio Lzaro da Costa, Manoel Ca-
liste de Olireira, Joo Jos de Medeiros, Ereno
Araujo Bezerro, Joo Per* ira da Rocha, Joo Car-
dozo do Mesquita, Jos Luiz Pcreira Lima, Anto-
nio Joaquim de Souza, Jos Francisco de Moura,
Luiz da Silva Baptista, Braz Jos Vclho de Lu-
na, Francisco Fernandos do Luna, Francisco
1'orroifa Dorges e seu escravo Eustaquio. T. Ca-
ray, E. D. do Albuquerque, Jos Mafioel Rodri-
gues, Jos Saturnino GalvSo Peres e um escravo,
II. de Araujo Villar. F.duard Alba. D F. Saplene,
altores Francisco Quirino Simos, Ulysscs Ferrei-
ra Ferraz, Silverio l.icino Ferraz e seu e.cravo,
JtiH.Luiz Machado e um criado, Jos Maria do
Olireira. Antonio Francisco Alves, Pedro Manoel
Sanliago, Jos Gonealves da Justa, 1 criminoso o
duas praras que o escollara, 1 desertor do exerci-
to, 7 escravos a entregar.
Soguera para o sl:major Marcos P.ereira da
Salles, capilo Domingos Jus Rodrigues, Anto-
nio Anaya, senador Angelo Muniz e dous cria-
dos, doseinbargador Joo Paulo de Miranda e um
triado, Dr. Jeronymo do Souza Martins e 7 es-
cravos, Joaquim SoarcsFiuza, commendador Joo-
da Silva Miranda, Dr. Filippc jlc M. Araujo, sua
irma e um escaavo. Venceslao F. do Caryallio.
Dr. Sebaslio G. da Silva, seu Cilio e um escra-
vo, Dr. Manoel Fernandos Vioira, seu filho o um
oscravo, desembargador Antonio Jos Machado,
sua senhora, 3 lhos c 6 escravos, Francisco-
Coelho da I'onseca, Antonio Cocino da Fonseca,
2 permanentes, 11 pravas do excrcilo, 1 desertor,
1 recrula c 12 escravos a entregar.
Passagoiros quo sahiram na barca portu-
guezo Ffor de S. Simes para Lisboa : Albino-
Jos da Silva, sua senhora e dous lhos, Manoel
Jos Pachecho, suo senhora e 2 criados de no-
me Marrolino Pacheco de Mello c Filippe P. de
Mello, Manoel Francisco dos Santos c uma sobri-
iiha de nomo Vicioiina Amelia da Conceieo c
fcilidade de achar-se al em reedifieadio um | um criado liberto de nomo Antonio, Podro Con-
predio, cuja calica pode ser aproveitada para o caires Pcreira e sua senhora, Antonio Pcreira do-
competente enlulho. C. Linda, Francisco de M. Rapuzo e Manoel de M-
O conselho director do Instituto Agrcola Rapozo.
desta provincia trola do realisar a entrada on re- j Matadouro publico :
cepeo dos assignaluros dos respectivos asso- | Mataram-se no dia 21 do corrente para o con-
ciados, sumo desla cidade 105 rezes.
Para esle fim sao convidados pelo sobredito Mortalidaob do da 20 DO courente
conselho, sendo importante que seja correspon- JS Marques do Oliveira, bronco, solleiro. 21
dido deridamentc osse convite, a lim de quedes i annos ; fcbroainorello.
sa inslituico docorram logo os fructos que sao Marianna Antor i do Jess Siqucira, branca, 37"
A revolta quo apparecra na companha do
o nobre Buenos-Ayres julgara-se suffocada por se terem
os revoltosos, acossados pelas tropas de Ruenos-
N. Portella : Masnao me acompanha Ayres, refugiado na provincia .do Santa F. O
quando enlende que eu me acho em contradi- Correio del Plata o a Tribuna niurmain que
cao. Certamente para que despezas da natureza alm dos coronis Lamella e Nadal, quo eslavam
desla que crea o projeclo possam ser voladas, j frente do movimenlo, achavain-so nelle com-
que eu voto contra o projeclo que eleva o subsi- plicados mullos dos chotes amnysliados pelo pac-
dio dos depntados e contra ouiio qualquer que lo de 11 de novembro oque residen) em Bdetios-
lle venha habililar-se por tres mezes nesta di
dade.
O Sr. M. Portella :Nao apoiado. *"'
O Sr. S. Lacerda .Isso ja n8o existe.
OSr. Fenelon : A outra parte do artigo- ,
no esse professor, director do ensino protico,
lea aoa aspirantes alguma obra de pedagoga,
coosummindo nislo quarenla minutos. Eu rrSo
tenha por fim applicaros rendimenlos dos cofres
provnciaes 4 objeclos que nao sejam de utilda-
de manifest para a provincia.
OSr. Fenelon: Se se refere mim, eu
lambem votei contra.
O Sr. .A". Porlella : Eu nao estou faeendo
opplicaco ningucm.
0 Sr. Fenelon : 0 nobre deputado porece
querer fazer crer que eu nao votei contra o
projecto.
Ayros.
Em consequenca de so terem os revoltosos re-
fugiado na provincia da Sanio F, levando com-
sigo armas e miinces, o governo de Buenos-
Ayres exigi do governo na Confederaco argen-
tina a sua extradeco, ou que fossoro interna-
do* para longe das fronleiras, e que lhe fossem
entregues as suas armas e municoes. A'^pri-
meira requisico respondeu-se com uma oroem
para que os revoltosos se relirassem para 30 le-
Sr. V. Vorlella : E' preciso que o nobre guas de distancia da fronteira de Buenos-Ayres,
patarras quo nao
offendo, quero
iro
deputado que ainda nao existe o Institua
. _;ola ? A razo que deu (ni o facto-do h; ver
decO^do o prazo de tres mezes sem que elle
funecionuese uma s vez : respeilo desso fado
dero obaerv&r, Sr. presidenle, qu segundo cons-
ta do relatorio da presidencia da provincia, foi
elle occasionado pe, cireurastaacia especial de
?,ei t ^r' m'n':rtro \i imperio levodo para o
Bio de Janeiro os etlatlitos. quo leem do reg" o
Inetiluto, de re que aguardara- se a sna re-1
depuiado nao so offenda com
leem por fim offende-lo.
' O Sr. Fenelon: Nem eu me
apenas explicar-me.
O Sr V. Vorlella : Sr. presidente, justa-
mente para que despezas iguaes de que trata o
projecto, sejam feitas pela assembla, que ou
rolei contra o projecto, que pouco foi appro-
vado, e rotarei contra todos aquellos que consi-
guen) despeza sem utildade muito manifesta.
i Creio, Sr. presidente, que a Assembla nao
pode desconhecer a utildade do fim que se
segunda porm nenhuma resposta se deu.
o dia 25 de marco linham-se dado as elei-
ces para a renovado annua das cmaras legis-
lativas. Era j conheeido o resultado da vola-
cao da capital, para senadores e depulados.
Das noticias das Confederaco argentina, sni-
ca que tero alguma importancia, a da revolu-
cao que se dera na provincia de Cordova contra
o seu presidenle D. M. Fragueiro. Suffocada ella,
foram os revoltosos refugiar-se na cidade do Ro-
sario.
Entretanto que o governo argentino, na su
prope o Instituto, e deve ser a primeira dar mensagem ao congresso annuncia a prxima e
uma prova de quo eniprega os meios necesarios'1 ~
para que elle se realise.
Um Sr. Depuiado: Opporlunamente.
O Sr. N. Portella: Ora, rrnteaideole, j
nao se cunheee a utildade da raedidj'proposta,
falla-so da oppoxtuniisda I As obsrvacoes que
lz mostrara bam que opjMctunaf8 medida pro-
posta, e nao ha m ser a nneaawi quem desco-
nfela a necessidade de aux^fiat inslituicea da
ordem da de que trata o projeclo.
Creio que os membros do Instituto, quer oa que
provavel de$appariao da desxntelligencia quepa-
rtcia exislir entre o gooerno do Brasil eo da
/onfedtra continjuam a pregar uma propaganda de allianca
offonslra e defensiva de todas as repblicas do
Prala contra o Brasil 1
Do Paraguay sabia-se que o trotado com os
Esladoi-Unidos linha sido subraellido ao con-
gresso americano, e que esperava-se que esle o
approvasse, Qcaudo desto modo terminada a des-
inielligenci* entre esse* dous estados.
de esperar e que tere em vistas o seu augusto
creador.
Hojo ha lugar o espectculo dramtico, que
foi Iransferidp semana passada.
Apezar das consideracoes que fizemos so-
bre os inconrcnienles dos tiros, que apparecra
na estrada de Joo de Barros ellos all conti-
nuara da mesma forma sem attenco nada.
Os taes oliradores roconsiderem no que faz-m,
pois que o priraeiro prejuizo d'elles, aos quaes
airela directamente.
A noticia qne se tcm espalhado, de que na
noite do dia 12 do correnle um moco, que deste
cidade ia para a freguezia da Varzea onde tcm a
sua familia, fra asealtado na estrada nova, que
vai do Caxang para aquella freguezia, por dous
individuos que decois de o maH'atarem bastan-
te, roubaram-lhc a quanlia de 30,>, nico dinhei-
ro, qne comsigo levava, ento uma noticia
inexacta.
Consta-nos que o Sr. Dr. chefe de polica or-
denara um minucioso inquerito, para o fim de se
verificar a existencia deste facto, quem o ofTeu-
dido, c quaes os aggressoses : mas apezar das
mais minuciosas indagacoes, nao foi possivel
descobrir este moco, qfie lerr familia na fregue-
zia da Varzea, que foi assiltado, e foi islo no Ca-
xang com o paletot o camisa rasgadas; e nem
um s dos moradores da estrada nova, ou do Ca-
xang poderam orientar a polica a respeilo de se-
melhante fado
Apenos o Sr. Dr.'Ignacio Firmo Xavier, que se
acha no Caxang tratando de sua sauJe, infor-
men qne na noite do dia 12 foi visto naquella
riovoaco um hornera ebrio, mal trajado, que di
zia ter sido roubado.
Tambera nao exacto,que naquella noite osti-
vesso na povoaco do Caxang o subdelegado de
Varzea com bastantes pedestres; e soldados da
polica, c que se negasso a dar providencias para
prender os aggre,ssores desse moco assallado
O subdelegado passou, verdade, por n'.licom
uma pequea forca em procura do criminoso Ro-
que ; mas seguio estrada fra, o nao ficou esta-
cionado no povoaco, e nem com ello fallou pes-
soa alguma queixando-se de ter sido assallado.
Foram recolhidos casa de delemo no
dia 19 do corrente 7 homens livres e 1 escravo,
sendo 3 ordem do Dr. rhefe de polica, 4 or-
dem do subdeiegado da freguezia ea Boa-Vista e
1 ordem do da freguezia de S. Jos.
Tero anle-hontem M do corrente) lugar o
principio do procesa*; Mtaurado contra o ex-
lenenle Antonio ViclomjjjsfS Brrelo, o ex-
soldado Manoel Perejil iMia e o soldado de-
sertor Manoel Justino, fi Rro dado na noite de
8deferereiro doanno-fRsado.de que resultou
a morle do acadmico -Joo Marinho do Souza
Leo Jnior.
Foram inquiridas duas lestemunhas. Severino
Jos Pornandes e r. Francisco do Reio Barros
Brrelo, a primeisf^eclarou que sabio, por lno
annos ; mal ia.
Hermenegildo .goslinbo Morera, branco, 10 an-
nos ; escarlatina.
Pergentino, prelo, 1 anno : hepatite.
Maria, parda, 2 annos ; uilammaco de intesti-
nos.
Manoel, branco, 7 mezes: gaslro intcrile.
Malhilde, parda, 2 annos; angina.
Joo, branco, 6 annos ; intente.
Claudna Francisca de Albuquerque, preta, sol-
teira, 45 annos; erysipella.
Manoel de Medeiros, branco solleiro, 17 annos;
aneurisma.
Hospital de cauidadk. Existem 61 ho-
mens, 60 mulheres nacionacs, 5 homens estran-
geiros, total 126.
Na lotalidade dos doentes existem 42 aliena-
dos, sendo 32 mulheres e 10 homens. ,
Foram visitadas as enfermaras pelo cirurgio-
Pinto s 7 horas da manha, pelo Dr. Dornella
s 8 horas da manha.
CHRONICAJUDICIARIA.
TRIBUNAL DaRELACO.
SESSO EM 21 DE ABRIL DE 1860.
PRESIDENCIA DO EXM. SR. COSSELHEIRO ERSELINO
DE LEO.
As 10 horas da manha, achando-se presen-
tes os Senhorcs desembargadores Figueira de-
Mello, Silveira, Guerra, Lourenco Santiago, o
Silva Gomes, faltando o Sr. desembargador
Caelano Santiago, procurador da cora, foiaber-
ta a sesso.
Passidos os feitos e entregues os distribui-
do?, procedeu-se aos seguinles
JULG AMENTOS. -
appel-
APPELLACES CIVEI8.
Appellante, Antonio Joaquim Branco;
lado, Marlinho Borges.
Foram desprezados os embargos.
Appellanle, Jos Benevides de Albuquerque v
appellado, Manoel Buarque de Macedo Lima.
Reformou-se a sentenca.
Appellante. Jos Domingues Crrela; appella-
do. Frantisco Antonio Ferreira.
Confirmada a senlenoa.
Appellanle, Rita Mana de Jess; appellado,.
Amaro Lopes Coelho.
Reformada a sentenca.
Appellanle, Antonio Domingues Pinto ; appet-
lado. Manoel Alves Guerra. --
Confirmaran) a sentenca.
Assignou-se dia para j'ulgamento das seguintes
appellaces crimes:
Appellanle, Amonio Luiz Alves Pequeo J-
nior ; orpellado, Antonio Frantisco de Brilo.
A revista iverl:
Rccorrenlc, Joaquim de Paria Correa e outros;
MI ITII AO
Ji7
cr*t\
i L


recorrida, Maphalda Symphorosa Brrelo de AI-
buquerque.
As appellaces crimes:
Appellante, o juizo ; nppeflado, Francisco An-
tonio CabraK
Appellante, Angosto Viclra da Cunha' ; appel-
lado, o juiz dedireilo. .
DILIGENCIAS CIVEIS.
Cora vista ao r. curador geral as appella-
^oes civeis:
Appellante, Vicente Ferreira d* Mallos ; ap-
-pellado, Francisco Ignacio Rocliedo.
DISTRIUICOES.
Ao Sr. desembargador Figueira de Mello, o
aggravo de peticao :
ARgravante, Dr. Ignacio Nery da Fonseca ; ag-
f ravado, o juizo.
As nppellaces crimcs :
Appellante, o juizo
do Queiroz
Appellante. Manoel
appellado. O juizo.
appellado, Joo Francis-
appellado, Malhias Jos
Joaquim do Nascimento ;
Appellante, o juizo
co de Moraes
Appellante, o juizo
reir da Costa.
appellado, -Vicente Fer-
Ao Scnhor desembargador Silveira, o aggravo
de pctico :
Aggravanto, Euzebio Tinto ; aggravado, o juizo.
As appellaces crimes :
Appellante, Mauoel Francisco da Silva ; appel-
lado, o juizo.
Appellante, o juizo ; appellado, Manoel Anto-
nio de Andradc.
Appellante, o juizo : appollado, Francisco Jo-
s Bezerra.
Appellanle, o juizo ; appellado, Vicente Fer-
rcira Gomes da Silva.
Ao Sr. desembargador Gtirana, as appellaces
civeis :
Appellante. Jos Narciso Camello ; appellado,
Amonio Pereira de Ficitas.
As appellares crimes :
Appellante, o'juizo; appellado, Alexandre da
Silva Pereira.
Appellanle, o juizo ; appellado, Joaquira Mari-
rlio Torres.
Appellanle, Theophilo, cscravo ; appellado, o
juizo
Appellante, o juizo ; appellado, Manoel Rodri-
gues Giquiri.
Ao Sr. desenWirgador Loureneo Santiago, a
appellar-o civel:
Appellanle, Antonio Norberlo de Souza ; ap-
pcllada, Senhorinha Germana do Espirito Sanio.
Por compensaeo :
Api>ellfiitte. Amar do B.irros CorrC ; appella-
do, Manoel Antonio Goncalves.
Ao Sr. desembargador Silva Gomes, o ag-
gravo de peticao :
Aggravaiile) Jos Fernando da Cruz; aggrava-
do, o juizo.
A appellaco civul:
Appcllunl.', Joaquim Vieira de Sampaio ; ap-
pellado, Jos Luiz da Silva Pina.
A appellaco crime :
Appellante, o'juizo; appellado, Alexandre Ri-
beiro Quiutiliano.
Appellanle, o juizo
ta'Soares.
Appellante, o juizo
reir e oulro.
Appellante, Antonio Lucio Bezerra
do, o juizo.
Appellante, o juizo ; appellado, Antonio Tho-
mc Rodrigues.
Ao meio-dia encerrou-so a sesso.
"
BU#Ift PE BBRNfcMBUCO. SEGUNDA FEIRA *rM>AWtIt DE 1860.
i nossos ologios, irestis circumslancias, sao
tanto menos s'uspeilos, qua nto sao prcsumivel- de tue S3 acha resolvido a auxiliar as autori-
raeute suspeilos e pomo merecidos os panogyri-
cos de recepcao.
Congralulamo-nos sinceramente cora o Exm.
Sr. baro do Bora Jardim pelo seu feliz gtorerno
d'esta provincia; sentimos que o paiz recline
das luzes e do patriotismo de S. Exc outros ser-
vicos quo nos priram dos que prestara a Per-
nambuco ; o desejamo3, finalmente, que a S
Etc. acorapanheseoipro-afelicidade deque cre-
dor por suas exccllentes qualidades, quer com o
homcm publico, quer como particular.
appellado, Pedro da Cos-
appellado, Benlo Jos Pe-
appclla-
.11 UV DO RECIPE.
2* SESSO.
Ota 21 de abril de 1860.
TRESIDEXCIA DO SR. DR. AMONIO FRANCISCO DE SAL-
LES, ntX DE DIRF.ITO DA 2a VARA CRIMINAL.
Tromotor o Sr. l)r. Francisco Leopoldino de Gus-
mao Lobo.
Escrivao o Sr. Joaquim Fraaciscode Paula Este-
ves Clemente.
Feita a chamada s 10 horas da manh'a,
acnam-se prsenles ossenhores seguinles :
Claudino do Reg Lima.
Jos Vctor da Silva Pimenlel.
Manoel Joaquim dos Passos.
Joao da Cruz Mendonra.
-Joaquim Jos Alves "de Albuquerque.
J)r. Adelino Anlonio Luna Freir.
Ouilhermino Rodrigues Monte Lima.
Antonio Luiz do Amaral c Silva.
Jos Xavier Faustino Ramos.
Jos Pereira de Alcntara.
Francelino Augusto de Ilollanda Chacn.
Dr. Joaquim Theotonio Soares de Avellar.
Antonio Joaquim de Parias Jnior.
Sabino Bruno do Rosario.
Foram dispensados da sesso por motivos jus-
tificados os scnl\pres seguinles :
Antonio Jos Gomes do Correio.
Jos Xavier Faustino Ramos.
Jos Pereira de Alcntara do .
Manoel Antonio Torres.
Antonio Jos Pacheco e Silva.
Jos Francisco de S Leilao.
Francisco Anlonio de Assis Ges.
Foram multados em 20 cada ura dossenhores
multados no da antecedeute, que nao compare-
ram, nem dispensados, c lambem os senhores
seguinles:
Jos Mara Scve.
Dr. Pedro Alvares de Miranda Varejo.
Jos Maximiano Soares de Avellar.
Francisco Pacheco Soares.
Antonio Ferreira Lima Mello.
Hcrmes Carneiro Machado Ros.
Joaquim Jos de Sanl'Anna.
Joaquim Bernardo deMendonca.
Caelano Lenidas da Gama.
Alexandrino Correa Marques.
Delfino dos Anjos Texeira.
Antonio de Moras Gomes Ferreira.
Manoel Pereira doCouto.
Joaquim Viegas.
Anlonio Pereira Rosa.
Jos Marques do* Sautos Aguiar.
J)r. Joaquim Barbosa Lima.
Americo Vespucio de Ilollanda Chacn.
Anlonio Alexandre Martin* Correa Bastos.
Hermenegildo Gonr.alves au Silvs.
Joao Chisostomo Ferreira dos Santos.
Faancisco Xavier da Silva Mendonca.
Dr. Jos Anlonio Coclho Haaialho.
Dr. Manoel Adriano da Silva Pontos.
Ignacio Ferreira Guimaraes.
Jos Gervasio de Amorim Garcia.
Anlonio Augusto da Cmara Rodrigues Selle.
Benlo Jos Lins.
Joaquim Jos Baptista Jnior.
Dr. Turquinio Braulio de Souza Amarante.
Claudio Firmino de Jess Molla.
OSr.juiz de djreito suspendeu os trabalhos ao
meio da asediando a sesso para o da 23 do cr-
reme s 10 horas da mauha.
A assembla provincial oceupou-se no sabbado
do seguinlo :
Officio do secretario da presidencia, participan-
do que. no da 23 do corrente, vira prestar jura-
mento o Exm. Sr. Dr. Ambrosio Leilao da Cu-
nha, presidenle nomeado para esta provincia.
Rcquerimento do professor de S. Jos do Re-
cite, Joaquim Antouio de Castro Nones, pedindo
indomuisaco do excesso do aluguel da casa
Parecer da commisso de petigoes, ofTerecendo
um projecto, que autorisa o presidenlo da pro-
vincia a dar ura subsidio Juviniano da Costa
Monteiro para a impresso de um drama de sua
composi^Ao.
Dito da de ornamento o fazcoda provincial, of-
ferecendo um projecto que autorisa o presidenle
da provincia a cpnvencionar. coi* o coronel Gas-
par de Menezes Vasconcellos do Drumraond, a
manelra de pagar o seu debito para com o hos-
pital Pedro II.
E' approvado sem dbale o projecto n. 24 des-
te anno.
Ern sesuida sao lidas as seguinles emendas,
ao art. 14 da le do orcamenlo provincial.
2 Com a subvengan para espectculos
20:0002000S R.-MeHo Reg.
1." Su prima-se as palavrasvigorando, at
o fim.-S. R.Marlins Tereira.
Sadditivo.Companhia dramtica 12:0003000
S. R.Marlins Pereira.
Postas volos approvada a de n. 1, sendo
inulilisadas as outras duas, e o artigo em diseus-
sao.
Entrando cm discusso o art. 15 approvado
sem dbale.
O Sr. RuQno pede explicaces acerca do arti-
go 16.
O Sr. Sebastio Laccrda, approveila a occasio,
para pedir urna seria reviso do regulamento da
casa de delenco, tratando acerca de conflictos
ue jurisdieco que se diio continuamente, c do
fornecimento dos presos pobres.
O Sr. Marlins Pereira justifica c manda meza
urna emenda ; declarando-se contra a maneira
actual do fornecimenlodos presos pobres.
O Sr. Rufino de Almeida combale a emenda
do precedente orador, justificando a morWilidado
maior, o as domis fallas apresentadas na casa.
O Sr. Fcneton responde aos precedentes orado-
res, apreciando, una uina, todas as aecusacoes
Ceitas.
O Sr. Scbasliao Lacerda abunda as ideas emit-
lidas.
O Sr. Rufino chama a allenco da casa para o
augmento feilo pelo presidente da provincia nos
ordenados dos empregados, para que se marqne
quota conveniente.
Posto volse approvado o artigo, cregeilada
a seguinte emenda :
Suprima-se o art. 16.S. R.-Martins Pe-
reira.
Passando-soaaart. 17, o Sr. Rufino justifica e
manda mesa:
Emenda additiva.Inclusive a gratificaQao
de 50JO0O mensacs do engenheiro fiscal da illa
minagao a gaz, pelo lempo que tem servido, e
nos termos do art. 2." do regulamento de 22 de
agosto do anuo passado.S. R.Rufino de Al-
meida.
O Sr. Fenelon d as razes que levarara a com-
misso a nao inscrever o ordenado do engenheiro
fiscal, por ignorar a existencia do regulamento, c
julgar intil a idea apresentada na emenda.
O Sr. Ignacio do Barros dizque discorda dos
seus compauhoiros de commisso, perqu appoia < De
a qu coutiuuom os seus esludos, odverlindo-os
a emenda, pelas razoes ponderosas que expde.
O Sr. Theodoro Silva abunda as ideas do
precedente orador.
O Sr. Fenelon oppde-se creaco do engenhei-
ro fiscal para a companhia do gz.
O Sr. Raphael observa quo as obrigacoes que
incumbe ao engenheiro fiscal, nao se acham de-
finidas no regulamento das obras publicas, e que
porisso nao comprchende como que se quer
da,laeS .encarS03 osses empregados.
Poslo volos, approvado o artigo com a emen-
da do Sr. Rufino de Almeida, sendo regeitadas
diversas, marcando quolas para a iUuminaco de
grande numero de lugares da provincia.
Dada a hora, levanta-se a sesso, dando-se pa-
ra orden do da, continuarlo da do dia antece-
dente e a 1* do projecto n."37, desle anno.
dados.
A agitiicao cresce, de dia em dia, em Bolonha,
sendo o clero ameacado em sua propria existen-
cia, viste como as fjrlificaces so activara de
mniscm mais.
En Ancona e Fesci nota-se a raesma agita-
Cao, qu; sobe de ponto a negar-se o pagamento
ans contiibuicoes. A commisso militar da pri-
meia, reuniudo-se, decidi quo se devo re-
sistir.
O governo napolitano pode descobrir todos os
pormenores de urna eonspirajCao, que est-ivj
prestes rebentar, tendo sido presos muitos dos
complicados.
Franga. O conde de Cavour, respondendo
ao despacho de Mr. de ThoOvenel. manifesla
que as questes pendentes eslao submellidas s
ponaeiis interessadas, que so as que hao de
decidi-ltis.
S; a Toscina votar (accrescenta elle) a sua li-
bcnlade, a Sardenha contribuir franca c leal,-
roor te pira vencer os obstculos que se oppo-
nhara a essa resolucao. Se a Toscana volar a
annexaciio, nao poderi a Sardenha repcllir esta
id,.
O estabelecimcnlo de um vicariato as lega-
ce:i, implicara a ingerencia directa da corte ro-
mana na adminislracao interior, encontrara ab-
soli ta resistencia as ditas povoacoes, e a auto-
ridade pontificia flcaria all mais calcada do que
com urna separarlo absoluta.
Crendo que a Franca conseguira o seu ob-
jecto levando-se a cabo a annexa^o sob reser-
va expressa, por parle do rei, de reconhecer a
alta soberana do Papa, compromclle-sc a aju
da-lo, al com a torga armada, a manler a sua
ind pendencia, com tanto que a edite de Roma
secbrgue a abonar cerlos gastos. Egualmenle
rannifesla, que reserva para oulro despacho a
resposla s outras questes que nao so re tere m
dinclamente llalia central.
A 13 anda seno conhecia o resultado das vo-
laci.es nj Italia.
I>glalerra.~A mensagem de telicilacao rai-
nha obleve urna grande maiora de votos, tendo
sido bas'.anle calorosa a discusso, vista de ha-
ver sir obert Peel aecusado o governo de com-
plicidad!) com a Franca na queslao da Saboya.
A proposta de lord Kinglake, addiada podido
de lord John Russell, devia ser discutida no
dia 14.
No dia 13 opile renovou-se na cmara dos
conimuiis a discusso acerca da annexacao da
Saloya.
Cs opposicionislas do Disraeli e Packington
qiMram que a cmara fizesse urna manifestacao
for nal contra a annexacao ;'os ministros, po-
rui, pediaui o encerramenlo de dbales lao ir-
ritanlcs e prejudiciaej aos interesses pblicos.
Iusislindo a opposicao, Gladstunc annunciou
cmara, que Russell apreseularia no dia imme-
dia lo, u na communicacao que permiltiria a con-
troversia sobre o mesm assumpto.
lFespanha. Escrcvcm de Algecyras o seguin-
te, a 13 c 14 do passado :
O gjner*al cm chela do exerclo d'Africa ao
Exm. Sr. ministro interino da guerra :
Acampamento de Tetuao, 11 de marco de
1860.O inimigocom torcas consideraveis, e en-
tre ellas as belicosas kibias d'cm frente de Me-
lill i, apresenlou-se esla manliha em som de ala-
car os nissos acampa mritos do snf de Tetuao,
apriandD-se nas fraldasda serra Vermelha. As
tro >as depois de terem rechazado os pnmeiros
alajes, alacaram por seu turno as torcas marro-
quinas, lomando-lhes urna spos outr, cora o
seu cosiumado denodo, todas as posices. A
peda do immigo deve ser de rauia nmsideragao ;
a nossa nao pode fixar-se ainda, visto que neste
momento regresso cu com as tropas que o per-
seguirn por espaco de mais de legna-e meia.
O general em'chefe do exerclo d'Africa ao
Exm. Sr. presidente interino do conselho de mi-
nistros
< Acampamento de Yetlo, 12 de margo de
18(0.Apresentou-se-me slres desta tarde Ha-
dik Ajemad el Chabli, commissionado por Muley-
Ab jas, ij com urna carta desle, afim de que eu
oiT'isso o que da sua parto me dissesse, e tralas-
se :ora ello a bem das duas naces cm sen-
id) da paz, que elle pela sua parle desrjava.
conveniente resposta ao commissionado
le Pd0|fclIS![i-OIIel,!S"u:"~MM .t5r'""10 """"" a"lua ,1, Rral'io, a embranca de i
m S? nos legraos do H>ron. flores-^ a miha pequea pedra de trabalho.
m
cera e friictifieirav sombra d ineditacao, uo
poda ter melhor ntorprelo, nem um cxcculor
maw atlivoe inte|ligcuti>.
Sua adminislracao toreo cunho da rectidao, e
o aello da cquidade, que sao es attribulos dos
grandes homens, e o privilegio das almas bem
formada tomo ja o disseura celebro pensador
do reino mundo.
NJfopooVemos entrar agora na apreciado mi-
nuciosa, circunistanciada o analtica, de todos os
seus do ufUciaes, por falla de lempo e de es-
paco atem do queessa aprcerncaofra quasi
superfina para os nihos desta provine, que nao
cessam de admirar o lino o erihirio, com do so
houvera S Lxc. durante lodo o lempo que, com
mao amestrada. dirigir esta provincia, pelo en-
verno de 8. M. I.-lao acertadamente confiada
seus cuidados, pericia e crcumspeccao.
BatU, que o paiz saib.i que. deixando Pernni
mico, bxc. dena-lho um vacuo, que, s com
mu'fa dilliculdade. podor sor preonihido.
Anda bem .quo aqu todos cuntessam, e S.
txc. nao desconhece, que merecou as heneaos da
populacao, a consideracao da imprensa ; e quo a
saudade, que a sua ausencia promello crear cm
nos, ser perenne, como 6 immanessivel a sua
gloria, o immorredoura a lombtanca que nsti-
ca das festns imperiaes. e do presidente quo
lauto so estorenu por abrilhanta-las, o torna-las
dignas dos Augustos Visitantes, que ellas du-
rara lugar.
Mereceudo a con flanea da corda, com amigos
em todas as classes da sociedade. estadista con-
cpitundo, parlamentar dislinclo, fazeudeiro abas-
tado, nobre sem orgulho, Ilustrado sem lactan-
cia, o Exm. Sr. barao do BomJardim tem diante
ue sinma carreira brilhanle a percorrer, c um
grande futuro a esperar.
Que Eolu o Neptuno sejam fnvoraveis & via-
gem de S. Re e de sua Kxm. familia, sao estes
os votos que faz--m, nao valo ou quarenta indi-
wduos ; mas, esta provincia inteira, da qual so-
mos um fraco clionestas demonstrar-oes de gra-
lidao e saudade.
Recite,23 de abril de 1860.
ajuda-lo cum
pequea pedra de trabalho
Portinto, congralulemo-nos com o autor da
idea, eu por ter um amigo leal e verdadeiro, e
vos, habitantes, por lerdea um vigario digno a
lodo os respeitos.
Non ut Uudomur sed ut prosimus.
O apreciador do mrito.
O vapor Cruzeiro do Su/, entrado dos porlos
do norte trouxe-nos jornaes com as dati3 se-
guinles : Amazonas 22 do passado. Para 13, Ma-
ranhao 14, Piauhy2, Cear 17, Rio-Grande do
Norte 18 e Parahiba 20 do corrente.
Amazonas A provincia continua a gozar d?
perfeilo e lisongeiro estado de paz e Iranquilli-
da, apezar da quadra que so approxima, devido
isso moderacao e prudencia com que a admi-
nislracao tem sabido dirigir o sua marcha.
Por porlaria de 13 do passado foi addiada, para
o Io de oulubro prximo vindouro, a abertura da
assembla provincial.
Par.A carta do nos30 correspondente, trans-
cripta em oulra parte desle Diario, contm lu-
do quanlo de importante ha.
ilfaranho.J era menos rcnsivel a falta de
irocos miudos, em consequencia da remessa de
sdalas de le2j do thesouro nacional.
l'iauhy.Nada digno de menco occorreu nes-
la provincia.
Cear. -Ccrria qne na serra do Mondego, cm
Baturil, um marido assassinra sua propria mu-
Iher, dando-lhe 19 tacadas, e cortando-lhe a lin-
gua, havendo sido preso.
fio-Grande do Norte.As cartas que recebe-
mos desta provincia, nada contm que mereca
mengao.
Parahiba.Em oulra parte enconlraro osle-
tores a caria do nosso correspondente, que d
todas as noticias occorridas.
DIARID DE PERNAMBUCO.
O Exm. Sr. Dr. Luiz Barbalho Muniz Flua,
Barao do BomJardim, deixa hoje ao seu succes-
sor, o Exm. Sr, Dr. Ambrosio Leilao da Cunha,
a prezidencia d'esta provincia, que oceupou por
espaco de seis mezes, e retira-se a tomar assen-
to na cmara qualriennal, da qual S. Exc. um
dos m.iis dignos ornamentos.
No curio prazo, que coube ao Exm. Sr. baro
de Bora Jardim administrar esta importante por-
cao do imperro, S. Exc. correspondeu plenamen-
te confianca da Corfla, haveddo-se, no seu go-
verno, com admiravel tino, cora rara prudencia e
com aquelle espirito de justica e de moderarlo,
que conslilue a feijao da poltica dominante. Os
actos de S. Exc. traziam semproo cunho de todas
as virluies quo distingnem e characterisara o
adminstrador e o homem de estado.
A provincia de Pernambuco deve a S. Exc.
servicos importantes e que a constilucra em urna
-divida degratido para coa 3. Exc. Basta que re-
bordemos a grande parte que S. Exc. tomn nos
preparativos feilos para arecepeo de SS.MM II.,
otvo interessecom qua se ligou aos seus gover-
nados em todas as publicas demonstrac5es de rc-
g03ijo pela resila imperial, a suaincanjavelacli-
Tidade em prover a ludo o quo podesse patentear
aos Nossos Augusto Monarchas as sinceras adhe-
zes do doto Pernambuco sua dymnaslia N'es -
ie ponto o pocedimento de S. Ezc. superior a
lodo o elogio.
Mgamotde faltar a'esl. liugaagem, quando o
Exm. Sr,. Dr. Fluza ji ge acha tora do governo da
provincia, te dopoU que a sua admiostracao psr-
tence ao panado e entrou pos dominios da his-
toria.
Ao obsequio de um amigo doremos as noticias
seguinles, contidas em tres nmeros do Vian-
nense, que adantam s ultimas recebidas peto
vapor inglez.
<4i*rirr.O conselho do imperio foi ampliado
em suas funeces
O general Eynatlen, spesar das precaucoes to-
madas, suicidou-se na priso, dixando urna
carta em que manifesla seu arrepehdimcnto
pelas fraudes e malversaces que commetleu.
Piemonle.Chegra. alli a 5 do passado, o
conde de Aresse.
O clero deMilo nomera urna commisso pa-
ra subministrar os meios para a emigraQao.
Buoncompagni declarou ao governador da
Emilia, que deixou suas funeces de governador
geral, cm consequencia da convocacao dos co-
micios.
O conde de Cavour, em urna circular s lega-
coes sardas as grandes potencias, queixa-se de
que a polica de Mantua estenda as medidas de
precaucao c rigor 3 pessoas que eslo compre-
hendidas na amnyslia de Zurich, reclamando
contra tal procedimento- Em consequencia des-
sa circular, os govornadores de Saboya e Niza
chamaran) os povoacoes. a emitlir seus volos.
Em dala de 10, o con le de Cavour dirigiu um
ola Ricosoli, dizendo, entre outras comas,
que a Frnnga nao d preferencia a nenhnma
eloicao de futuro_ soberano; porm que, a elei-
qio de um principe da casa de Saboya, encon-
trara opposicao da parle do governo francez.
Ricasoli respondeu que comaunicaria as ideas
francezas aos Toscanos ; mas que, entretanto,
julga bastante que o imperador nao se opponha.
ao suffragio universal, a quo garanta plena e ab-
soluta Iiberdade de voto.
Parini responden a Cavonrquc se aceitara o prin-
cipio de suffragio, e que tinham sido acolhi-
das as ideas franeezas,* t-m atlencao ao impera-
dor Napolea^lt tanto fez a favor da Italia.
Em sua mM IjU flassifica de illegal o estabe-
lecimenlo MHH>rencas entre urnas e outras
provincias. ^Pt Franca approva a annexacao
da Romagre Ssrdenh i, sobre a nuforidade do
Suramo Ponhflee, o vicariato n3o dizrespcilo aos
poros, messim s rela^es entre oftei 00 Pjipa.
Concluindo por promtier Iiberdade completa na
votacao.
Estado Pontifidiot.Segundo consta das nlri-
mas noticias de Roma, general Goyon, envia-
ra urna deputacao tos tudantee, hortanoo-os
do califa, ao qual maniestei lambem que, ape-
sar das negocia^es, nao se parulysariam as ope-
ragoes da guerra, eraquanlo nao cnegasse.m
aqi ellas a um resultado definitivo. Dou a V.
Exc. pelo correio conhecimento circuraglancado
desta entrevista.
Portugal.Nada occorreu de notavel depois
do ultimo paquete.
1 elo brigueporlugucz/speronra, jcebemosum
numero do Commercio do Por'o, que contm
rmis a seguinles noticias, alm das que cima
demos.
."iem jne. Eis os resultados parciaes das vo-
tar oes na Italia central :
'arma : 62,121 votos em favor da annexacao,
e 16f em favor do um reino independente.
Bolonha: 74,787, pela annexacao e 70 pelo
reino separado.
Toscana : total 386 pela primeira, c 2,809
pelo se.jundo.
l havia sido publicada a lei do recrulamen-
lo, e chamados 5,000 homens s armas ; assim
cono t.imbem havia sido convocada, para 20 do
passado, a assembla.
Estadrs-Pontificios. O exerclo pontificio
consta de 20,000 homens.
Em Pesaro e nas Marcas todos os dias appare-
cern doserges, o que dimiuue essas torgas.
A 6 co passado fundeou no porto de Napoles.a
esjuad-a ingleza, da qual, leudo ficado ahi urna
parle, a outra seguiu para Caslellamare, aconle-
cnnenlo que causou muiu sensagao em aples.
Durante a noile muitos lagos de fitas tricolores
fo am espalhados pelas ras. As prises se sue-
co lem com admiravel rapidez, em todas as clas-
se:> da .sociedade. A tropa esl continuamente
em armas ; as palrulhas acham-se augmentadas
e muiti aclividade se desensolve nos arsenaes.
Trata-so de crear urna columna mobilisada,
que reforgar o exercito da fronleita, a qual, cm
caso de necessidade, ser commandada pelo rei
eci pessoa.
Inglaterra. Lord Johnslon propoz, nas ca-
miras dos lords, urna manifestago dos com-
rarns sobre a aboligao dos direitos do papel, pe-
la qual votaram 245, e contra 192, sendo a raaio-
ri i de .Vi.
A allilude passiva d'Austria, Prussa o Russia,
plora que*deixam s a Inglaterra na opposigo
a annexacao da Saboya..Neste coso, diz o Times.
n o pojemos pensar em bater-nos com um exer-
cio regular, que nao mais numeroso que o
continpente do Wullemberg.
O Morning-Post annuncia a prxima publica-
go de urna nota do governo francez, explicando
os motivos em que funda a annexaga^ da Sa-
be ya e Niza, cujas provincias sero previamente
censulladas, e accrescenla que se ceda Suissa
una p;irle da Saoya.
O Mcrning-Chronicte, porm, diz que, haven-
do o embaixador inglez, em Vienna, pergunlado
ce m que olhos ver a Austria a annexago da
S.iboya Franca, o ministro responde-lhe que
cem os mesmos com que a Inglaterra vio a an-
nuxagio da Lombardia ao Piemonle.
Franra. Corra getalmenlo em Paris. que,
segundo a votagaa da Italia central em favor da
aunexacio, nao tardar a oxcommunhao solem-
nx do rei da Sardenha pelo Papa, c que Roma
cliegam todos os dias muitos estrangeiros, para
p esenarem to extraordinaria ceremonia.
Chegra Pars a 13 do passado, lord Elgir,
allra d>; por-se de aecrdo com o nosso governo
acerca,dos assumptos da China.
A santa s negou-se s ultimas proposiges da
F ranga, relalivas ao vicariato da Romagne; cor-
rendo, ultima hora, que o Papa acceitara c ralo de um secular, comanlo que sejaeleito
por sua sanlidade.
Portugal. Continuara na cmara dos depu-
t8dos a discusso do contracto salamanca, para a
construeco do taminho de ferro de leste.
-*i.............
Riu
O que foi a
Comraunicados.
Segu, hoje 6 bordo do vapor Ctuteiro do S%1
com destino cfto do imperio, o Exm. Sr. ba-
r o do RoRi'Javdim, ex-presidente desla proriji
cia, e ileputadq por um dos circuios da Baliia
itemlilda gf*il legislatura.
Nom iado presidenlo pela caria imperial de 14
ds julhodelli9, tMnoo posso S. Exe. detSo
iiaport-inlo chrgo a 15 do oulubro do mesmo a-
n); e dde este da at o de horrtem,cm
q io pas^ou as rcdtai da administrase prorip-
cial aoseu effeclivo snceessor, por ter uiraa-
a eiifo soHciado e obtido toa exoneracna, Por-
nim-buto desfruclou scropre os beoefteios, quo
ei*m-de esperar do sarutw gorernt do um ca-
v,JJtki> distincto d uta presidentt vaprctal e
ttajpcudetric.
No Diario de Pernambuco de 17 do corrente
foi publicado um coramunicado em que ao con-
iralu do governo com a companhia de paquetes
brasleiros a vapor se faz urna acisada apreciacao
da parte que parece eximir os vapores da referi-
da companhia da despe/.a de pnticagem.
A terceira condiccao desse contrato diz : con-
siderados os vapores da corapanhia na forma dos
contratos anteriores, como embarcares de guer-
ra. Acara izentos dasdespezas de praticagem ele
ele
D'aqui se ve. que se aos vapores da comqanha
se mantem previtegios inherentes ao navios de !
guerra, um conlrasenso a isenco da despeza !
de pralicagem, desde que os mesmos navios de;
guerra a ella eslo sujeilos ; c isto prova ou que
o governo ( o que nao razoavel ) nao estudeu
o regulamento da praticagem das provincias, na
confeccao do novo conlraio, ou nao aboli o que
e propriamentc despeza -de pralico, por entrada
e saluda dos vapores nos porlos, onde nao ha pra-
ticos do soverno.
O contrario admiltir-se, sera ceconhecer no
governo a uilengao de favorecer a corapanhia
brasileira com os servigos particulares, tem vez
de faze-lo com os recursos do estado, augmen-
lando-se usubvCnr5o com raiis urna quantiaequi-
valente a despeza do praticagem.
A associacao dos pralicos desta provincia, sus-
lenta-se dos Irabalhosdos associados, e indepen-
denle de quatouer auxilio do governo ; e como
este impoz i ella ura trabalho do estado,sem pro-
porcionar-lhe a devida relribuigo 1
Neste caso, a associarao deve estar no seu di-
reito, toda a vez que se recusar a dar entrada e
sahida aos vapores da companhia de que se
Irata.
quo duclararam com admirago, que tendo man-
niTh^r?1""" ,fren8 P8 o rmazem d
'rmazem qU pc8arain deposlaram no dito
.nrT-nirCU,nil^cM na0 podado se autorisor
apprehensoes por mduecpet e presumpeoes de
sublracgoes, que a .ter existido; pravieram da
pouca diligencia na execugio do art. 45 do re-
gulamento, nao sendo oulro sim orivel que urna
casa de commercio de grande credUo e ampias
operages prelendesse losar a fazendi provincial
era quantia (o minguada, como a dos direitos d
pouco mais de 2:000) de couros ; julguei proce-
dente o recurso que interpozeram os negociantes
Tfssei-freres e ordeno que se entregue a qtian-
Ua depositada aos recorrentcs : cumprindo que
V. S. faga aos empregados do consulado as rc-
commeniaces precisas para quehaja mais dili-
gencia e aclividade ern casos idnticos, e que se
execute fielmente o art. 45 do regulamento ci-
tado.
Dos guarde a V. S.Luiz Barbalbo Muniz Fiu-
za.Sr. inspector da thesouraria provincial
COMMERCIO.
Alfandega.
Rendimento do da 2 a 20. 228:8635720
dem do dia 21....... 6.61oo29l
235.4Sl)01l
.llovlmento da alfandesa
Volumes entrados cora faxendaa
i com gi.-eros
Voluraes sabidos com fazendas
* com gneros
112
830
------9
268
495
------76J
que
Grande do Aort?.
amiga povoacao Conccicao do
Azevedo e o que hoje ella ?
E una occasio azada para quo por mcu tur-
no possa levar ao conhecimento do publico o
dcsenvolvimento e progresso desse bello e pillo-
rosco torro, e daquelle que, sollicilo em guar-
dar a paz e a moralidade do seu rebanlio, an-
da mais emprchendedor eincansavel na edifica-
cao, progresso, civilisaco e em ludo que pode
coucorrer para a felicidade e bem estar de seus
amareis freguezes.
Dcvcra esperar por urna penna conhecida, para
hbilmente e com os formoseios do bello, pintar
esle quadro importante aos olhos daquclles que,
conhecendo o lugar, louvam e admiram a rapi-
dez com que de um velho e pequeo povoado se
tornou urna bella villa do Jardim ; mas um mo-
tivo ha, e que me chama au cumpnraento desse
dever : a gratido.
Quando urna idea, ou para melhor dizer, um
seniiraenlo nobre, apparece em face de una
maior ou menor populacao acanhada, sem indus-
tria e sem arle, e que este senlimento leude ele
va-la do um estado de atrazo.scm coraparaco, a
um oulro adiantamcnlo, nao pd deixar d'e ser
apreciado com pasmosa^ influencia por aquelles
que se nteressam sobre o destino da mesma lo-
calidade.
Foi justamente o que se deu nesse lugar, d'on-
de nao son filho, mas que aino-o como o pode
amar o filho aoseu terveno natal, c sobre o qual
nao trepido dar cabida a urna discripcao curta e
passageira lao fiel como o a realidade era seu
lodo.
Era esso"lugar urna povoacao chamada Concei
gao do Azevedo (nome derivado do seu primeiro
fundador) ; era um desses lugares ocanhados de
meios ecom que lalvez a provincia nunca espe-
rasse contar como urna de suas glorias e como
um ponto fixo que com pouco podesse ser regis-
trado nos aunaos da historia, nao pela falta do
terreno, mas pelo desfallecimenlo e apathia em
que pode viver urna populacao sera um guia que
a dirija.
E' do urna vista mais ou menos aproximada s
bellezas de nossa trra, j pela devacao em que
SOi 8ChV J4 p*las mar8cns pela pafeagem quo durante o invern se desen-
rola pelo lado que ma3 accessivol avista dos
seus (feprichosos habitantes ; mas faltava-lhe
quem caminhasse a encelar o primeiro passo
na no*a poca que s,e Ihcs abria.
Allijexislia urna pequea capella mi, cons-
;ruida e nao acabada, de poucos ornamentos
e pouco asseados, e urna meia duzia do osas
ajumadas e gastas do rogar dos onnos, al
em 18o6 passou froguezii e depois i villa.
Nesse lempo coube por conenrso ao bem co-
nhecido padre Francisco Justino Pereira de Brilo,
enlo vigario e hoje visitador da provincia.
Foi desse digno vigario e desde esse lempo que
appareccu a idea animadora, com o echo de re-
pellir o alrazo e repercutir nos buridos dos po-
ro, que no se poda viver naquelle estado de,
oio sei se bem digo do selvejana !
Esse digno ministro do Um animo emprchen-
dedor, de reconhido tlenlo e de virtudes to-
bala veis, com a sua feliz predica do alto do pul-
pilo extirpou dos poros esses cnvelhecidos atra-
zos, e esclareceu-lhcs as primeiras necessidades
daquelle lugar : una igreja matriz para a oracao
cum cemilerio decente para repouso dos morios
e saudade dos vivos; enlo com o auxilio que
lhe prcslaram, com urna parle de sua fortuna a o
erapenho dos seus cuidados chegou ao aperfei-
goamento dellas, e a ver coralos todo3 os seus
esforgos.
E'a primeira ama raatiiz elegante, do um ta-
manho proporcional sua populago, de um gos-
lo moderno e de urna archiletura simples, que
mais concorre para o adorno de suas gragas. e
para despertar a curiosidade do apreciador, e
enlre os seus accessorios, desumma importan-
cia a menso jje urna Santa Cruz de madeira,
com o$ cAjectos que figuraram na paixo de Chris-
lo, como emblemas, para roelhor^rerelar o pa-
decimenlo daquelle que pomos raorreu I 1 e sus-
teniada por um pedestal, ainda cercada de
grades para defende-la ao mo trato dos ani-
maes.
E' a segunda um cemilerio edificado ao poenle
da villa e perlo da mesma, para a facilidade do
transito dos cadveres : de urna circunferen-
cia de 400 passos qujdrados pouco mais ou me-
nos, e da mesma architeclura da igreja.de um
gosio todo novo e simples.
As paredes que o cercara, alm de bem cons-
truidas e caladas, sao de 10 a 12 palmos, c seu
porlo bem espagoso e alio ; encerra una pe-
quea capella decente, onde se pode celebrar, e
poslo que nada seja notavel e digno de menso
cm comparago dos grandes edificios das ricas
cidades capiaes, alli, onde ludo pobreza c
nada se faz sem o esforgo sobrenatural.
Estas duas obras trouxeram ao lugar duas van-
lagens bem acorogoadoras : o estimulo que fez
nascer no animo dos povos para a edicago do
lugar, e o transito de compras e vendas que con-
corre para a facilidade dos meios daquelles que o
habitan.
E cora esla enorme differenga, nao dercra os
habitantes daquelle lugar ufanarcm-se por ter
unf parocho todo devotado ao bem dos seus fre-
guezes.
Se se trata de sua hmanidade, esto patentes
os seus actos durante o lempo do cholera, quan-
do soccorria a lodos cora o remedio, cora a visita
e aflnalcom os ltimos recursos que a igreja ou-
torga aos fiis na ultima hora de sua morte. ^
S se traa do cumprimenlo de seus deveres,
de seus couheclmentos e virtudes,eis um acto que
revela o bom desempenho de todas as funeges,
o ter sido escolhido por S. Exc. Ilvra. para so
encarregar da visita daquella provincia, sem elle
ter movido o menor erapenho, e na occasio em
qiie-concorrinni muitos com cartas e padrinhos :
como hornera e amigo importante e to Del
cm suas amizades, que nada mais deixa a deso-
jar ; e se (intmenle trata-sedos servigos presta-
dos desde o lempo de sua ordenadlo, contam-se
como o mais salientes iedificaco de urna igreja,
i capella do Nossa Seuhora do ltosario, erecta na
(villa do Principe, on4m foi coadjuctor muUos ao-
' nos, sem oulro adjuclorio mais do que seus es-
forgos, e as espolilas com que os dignos e reli-
giosos povos daquelle lugarconcorreram, e lam-
pera os de que cima 4c mensio.
Tendo de concluir, devo trazor a historia da-
quelle Fugo r, o nome e servicos do- mu digno ci
pitao Caelano de Azevedo : foi latte honrado ci-
dado to laborioso quanlo o tai aquelle, e lao
vigilante e rwfaU^wi na adminislragwdo irabi-
lh'o que mais se fez merdor da amzade e es-
tima de lodos os seus entinte. Portatto, lou-
vores lhe sojem dadosi
Foi esto a.marcha e- o primeiro pasto que ele-
vou aquelle povoado ao grao de importancia a
Porestasconsileragsficapalenleque aceitada
lerceira condico carece de urna nterpretago ra-
zoavel.e de espera-la desde que o digno capitao
do porlo desla provincia, reconliecendo osincon-
veiiieutesdasua execucao pelo modo porque a en-
tende o agente da companhia nesta provincia, re-
2 de margo ultimo ao
provincia, que lomando
presentou em dala do
Exm. Sr. presidente da
em consideraran as valiosas ponderaces desse
funccionario, as submelleu a deciso d'o enverno
geral.
Emquanlo nao tem o negocio a devida solu-
co, acompanh.ircmosocommuiiicariledo Diario
em seu empeuho, rendendo ao Sr. capilao do
porto o justo elogio peto zelo c desvello com que
sabe haver-se cm tudo quanlo diz respeito a re-
partico a seu cargo, respeitando nao s direitos
de seus subordinados, como lambem envidando
lodos os seus extorco? para dar aos negocios de
sua altribuicao um geslo convcaieiile
vellosa ao servco publico.
JuHus.
e pro-
o nome do referido senhor tem sido saques sobre :
a praoa do Rio de Janeiro dados en> pagamento
de letlras sobrelngltearra.qnc ao estabelecimento
tem sido levados por cazas respeilaveis nao es-
tando cora tudo o Sr. Dr. Augusto de semana era
laes ocasies.
Esla declaraco nao tem por fim a defeza do
Sr. Dr. A. F. de Oliveii i porque gosnndo S. S
de merecido conecilo deve ser sobranceiro
calumnias de pessoas que lhe sao desafectas,
porm como laes actos jamis podiriara ter lugar
scnio por conveniencia e assenlimeuto da di-
rectora, esla correspondencia tem por objeelo
manler o crdito do eslabelecimento que admi-
nistramos e cuja rcpulacao decahiria se a qual-
quer dos membros de "sua directora podessem
ferir as graves e injuriosas aecusjeies que fez e
correspondente do Liberal Pemambucano
Recito 21 de abril de 1860.
Francisco de Paula Cavalcantc d'Albuqnorque.
Joao Piulo do Lemos.
Anlonio Marques de Amorim.
Jos Pereira da Cunha.
Joo Capistrano Bandeira de Mello.
Francisco Joo de Barros.
Eslava resolvido a entregar ao mais soberano
desprezo as injurias, que cm seu furor me turaste
obacharel Leonardo Augusto Ferreira Lima, mas
voltando carga esle senhor, jogando-me atrozes
calumnias, lenho resolvido chmalo a responsa-
bilidade, e leva-lo aos tribunaes do paiz para que
ante elles responda pelo3 fados, que me allnbue
na qualidade de funecionario publico.
Quanto aos fados que dizem respeito a minha
vida privada, entrega-los-hei ao despreso, que
merece o mcu calumniador.
Recite, 21 de abril de 1860.
Rufino Augusto de Almeida.
Publicares a pedido.
Cai.va filial do Banco do Brasil
Os directores da caixa filial abaixo firmados
vera peranteo publico protestar contra a corres-
pondencia inserta no Liberal Vernambucano de
1-i do correte sob n. 76 por conler asserges
injuriosas a honra e probidade de seu colleg.i o
Sr. Dr. Augusto Frederico deOliveira, declaran-
do inexactas e sem fundamento os facise ocur-
rencias n'ella mencionados. Sendo certo que
pelos estatuios, do Banco do Brasil permiiudo
acs directores (nao estando de semamj assim
como a qualqucr oulro negociante fazer iranza-
ces com esle.cstibelccimcnjo, nao consta to-
dava que o Sr. Oliveira recebesse al hoje
quantia algumada Ihesuurana da caixa a nao ser
o dividendo das aegoes que lhe peitencam, ou a
sua commisso quando se acha em exercicio. Nao
existe na carleira da caixa filial letlra alguma em
que figure a firm do Sr. Dr. Augusto, os nicos .
mulos que lera enlrado no eslabelecimento com : DesPcIios de exportacao pela mc-
Doscarregara hoje 23 de abril.
Aarca americanaMargarelh=:diversos gneros.
Barca americanaImperadorfarinha, bolacha
e trelo.
Escuna ingleza Elisabelhmercadorias.
Patacho porluguezS. Jeorgerarvao.
Patacho hollandezMarta farinha de Irigo
Patacho americano A. J. W. Applegarth fa-
rinha de Irigo.
I'aiacho >imericanoSomcrsferro c vassouras.
Brigue porluguezConfiancadiversos gneros.
Brigue porluguez Relmpago diversos g-
neros.
Brigue porluguezEsperanca ceblas efarelo.
Imporliieo.
Vapor nacional Cruzeiro do sul, vindo dos
porlos do Norte, manitoslou O seguinte :
20 sacos cora 2778 libras piosla ; a Fiancis-
co de Paula Das Fernaudes.
48 rollos sais*: a Domingos Ferreira Ifaia.
1 volume ignoro ; a Atfonco Henrique dc>
Albuquerque Mello.
1 caixole ignoro a Luc-as da Silva Antanes.
1 dilo, iJem a Daniel Cesar Ramos
1 dilo, idem a Jos Francisco de V.
1 encapado, idem ao Dr. Francisco Baltasar
da Silva.
1 dilo, idem a Machado & Dantas.
1 dilo, idem a Barroca & Medeiros.
2 sacos, dem a W. Douxon.
11 fardos, 1 caixa, i volume, 80 rollos e 50
sacos, ignoro ; a ordem de diversos.
Vapor nacional Persenuvga, procenlc dos
porlos da Sul, manifestou o seguinlo :
320 couros salgados, 130 meios de sola, 80
saceos arroz com casta ; a ordem.
Consulado ;eral.
Rendimento do dia 2 a 20. 45:083i368
Idom do dia 21....... 226*027
45:3098395
Diversas provincias.
Rendimento do dia 2 a 20. 4.708832
dem do dia 21. 34t2
4:7129241
sa do consulado desta cidade n *
dia SO de abril del860
Exportacao.
Rio da Prala, patacho hamburguez Piecioia.
conduzio o seguinte 1,170 barricas e 160 bar-
riquinhas assucar.
Lisboa, barca portugueza Flor de S. Simo,
conduzio o seguinte : = 1,380 saceos e 218 bar-
ricas assucar, 50 saceos caf, 180 saceos farinha,
48 pranchesde amarcllo, 616 raeios de sola.
Reeebedoria de rendas internas
geraes de Pernambuco
Rendimento do dia 2 a 10. 14:306005
dem do da 21....... 555^189
Consulado
Rendimento do dia 2 a 20.
dem do dia 21. .
14:8603194
provincial.
45529?586
568J45!
46:098*015
PIUCA DO RECIPE
SI DE ABRIL DE 18.
AS3IIORASDATARDE.
Revista Commercial.
Cmbios Os ultimes saques foram eflec-
tuados de 25 1/4 a 25 1/2 j. por
15000 sobro Londres, 383 por
fr. sobre Paris, 710 rs. por m.
b. sobre Hamburgo, e 110 por
Cento de premio sobre Lisboa,
os quaes hoje sao nominaos.
Sobre o Rio de Janeiro saccou-
se de 1/2 a 4 por cento de des-
cont.
Algodao----------O superior vendeu-se a 88 poc
arroba, e o regular a 7g800.
Assucar----------: O brancos vendeu-so de 45)809
a 5$600 por arroba. O sorae-
nos do 49 a 42H0, masca vados
purgados da 35100 a 3:300.
America de 2700 a 3c000, o
Canal de -2$500 a 2g600 por ar-
roba : ficindoo mercado exaus-
to das duas ultimas qualidades,
rxislindo pouco das outras.
V.
S. deferimenlo.E R. M.
Despacho.
O supplicanlc tem servido com lodo o zello e
inlelligencia e merece a minha plena confianza
pela sua lealdade e pela dedicarlo c sollicitude
com que desempenha o seu lugar.
Secretaria da polica do Pernambuco 21 de abril
de 1860.
Alencar Araripe.
Azeite doce
Bacalho-------
Couros-
Carne secca- -
O hacharel Rufino Augusto de Almeida, neces-
sila & bem de seu direilo, que V. S. so digne at-
tesiar, qual tem sido a sua conducta como secre-
tario da reparlicijo da polica, durante o lempo
que V. S. tem exercido o cargo de chefe de po-
lica desla provincia, e qual o grao do confianca Agurdenle-------Vendeu-serde 92# a 98O00 por
que nelle deposita : nesies termos requer e pede pipa-
- Vendeu-se a 2JJ700 por galo.
- Em atacado vendeu-se a 13#, e
a retalho de 13 a 16J0OO, fi-
cando em deposito 2,500 bar-
ricas.
Os seceos salgados regularam
de 290 a 300 rs. por libra.
- A do Rio-Grande vendeu-se de
4 a 5giO0, e a de Buenos-Ay-
res do 4J> a 48400 por arroba ;
exislindo em ser 18,000 arroba*
da primeira c 26,000 da se-
gunda.
Caf----------------Vendeu-se de 7$Q00 a 7^303
por arroba.
Cha----------------dem de 13550 a 1J700 por li-
bra.
Farinha de trigo- Tivemos quatro carregamenios.
dos quaes um esl em duvida se
Cear, e inclusive os oulros fi-
caram em ser 29.500 barricas.
Retalhou-se de 17* a a 1900O
barrica de Richmond, 21ta 229
a de Trieste, e 189 a de Phila-
delphia e New Orleans
Dita de mendioca Vendeu-se de 6000 a 6#50O
a sacca.
Feijo----------; dem de 1S600 a 3*000 por ar-
roba.
Ferro---------------O inglez vendeu-se de 53500 a
6J000 o quintal.
Regulou a 265 rs. a botija.
A ingleza obtere de 270 a 275
por cenlo de premio sobre a
a factura.
Manteiga- -*-----A fraoceza vendeu-se a 520 o a
ingleza a 850 rs. por libra.
3.* seceo.Palacio do governo de Pernam-
buco em 19 de abril de 1860.Illm. Sr.Devol-
ven lo a V. S. o processo de apprehencao, que
acompanhou o seu officio n. 137 de 18 do cor-
rente, lenho a declarar-lhe que o art. 45 do re-
gulamento do 23 de dezembro de 1852 determi-
nando, que os gneros apprehendidos sejam le-
vados & presenr.a do administrador do consulado,
para os mandar avaliar pelo chefe da segunda
seceo, segundo a pauta ou arbitramento, se
nella nao estiverem comprehendidos ou se acha-
ren) avadados e larrar termor pelo escripturario
da mesma seceo no livro propino, em que se
deserevam os gneros e se declarem o valor del-
les e as pessoas, que Intervieram na aprehenso;
o lugar,dia o hora, em que foi feita, eos moti-
vos dellx e as mais circumslancias, que se fize-
rem a bem da juslica das parte; visto que
ludo isto deve ser feito em acto successivo, e
nao interrompidq, de maneira que uem possa o
dono dos gneros apprehendidos procurar sub-
trahi-los justa condemnago legal, nem o ap-
prehensor mascarar urna approhenso injusta e
accintosa com motivos eslranhos. Assim pois,
sendo apprehendidos os couros, que existiam em
urna alvarenga, ua noile de 9 para 10 de feve-
reiro ultimo, e sendo dolida dita alvarenga na] Touciuho----------Vendeu-se de 8S000 a 8J500
Genebra-----------
LouQa -------
barca de viga, por ser feita a apprehenso a
hora era que nao poda ser levada a presenQa do
administrador do consulado, c dando oapprehen-
sor parle no dia 10, aseverando a existencia de
maior quanlidade de cooros, do que a despacha-
da, e que era este abuso pratkado por vetes, de-
pois da conferencia dos empregados competen-
tos cumpria, que logo o com toda a diligencia
se procurasse verificar a existencia do fado em
presenta do administrador do consulado, entre-
tanto foram nomeados dous escriplurarios Fran-
cisco Perreira Marlins Ribeiro o Anlonio Joaquim
de Olireira Baduen os quaes, em vez de proce-
der logo a conlagera e peso qs couros, se mi-
tajam a protestar contra o Irapicheiro Cunha, por
nao m ter prestado, a retener os couros, sendo
.designado o seu trapiche para descarga, no cas
,q\iese acha lupdo, o to Bastante para encorajar i de ser necsoario, podando alias baWea-los para
aos seus njbttantos. a desenvolrerem o grsto W oulra aUarciwa, ou em outeo Uapieho, ou arma-
augment!ptlB eoiOcaeo, e a despertar em a*hal em, sendo s no da Ti astl ht>rffs era Wite,
por arroba.
Vinagre----------dem de 120#000 a t30jJOOO a
pipa-
Velas -------------As stearinas venderam-se de
580 a 600 rs. a libra.
Freles-------------Para o Canal 25 a 27/ft, para
Liverpool 15 pelo assucar, o
pelo algodo a 7/16a 1/2 por
libra.
iDtsContos--------Contina a procuracao de di-
nheiro, regulando os descontos.
de 11 a 24 por cento ao anno-
A caita e o Novo Bsnco descon-
laram cerca de 600 contos 4*
ris nesta semana, nico di-
nheiro de que poderam dispor,
regulando os rebates al 4 me-
zes a 11 por cento, at 6 mezes.
a 12 por cento.


JfiL
Patita dos precos dos prineipaes gne-
ros eproducccs nacionaes,
tjue te despacham pela mesa do consu-
lado na semana de
de 23 a 28 de abril de 1860.
Agurdenle alcool ou espirito
de agurdenle ..... caada
dem caxaca. ......
dem de cana ....... >
*dem genebra ......
dem idem ....... botija
Iem licor ....... caada
dem idem ....... garrafa
I dem resillada e do reino caada
Algodao vea pluma 1." sorle arroba
dem dem 2.a dita ....
dem idem 8.a dita .... >
dem em csroco .....
Arroz puedo...... arroba
dem con casca ..... alqueira
Assucar branco novo arroba
dem raascavado iden ...
Azeite de mamona .... caada
dem de mendoim de coco.
Borracha Una ...... arroba
dem grossa.......
MXKP ftt >ERNAyBPCO. SECfflU FET^U M ML bl 1*6*.
750
470
00
8C0
280
960
320
800
88-100
arrematar, a quera por menos Ozer a obra dos
reparos dos empcdranrerite* da cs(r**s da Vic-
toria cnltc os marcos do 6 a 8 mil bracas, ava-
hada em 6:512$.
A arrematacao ser ferta na forma da le pro-
vincial n. 343 de 4 de maio de 1854, e sob-as
clausulas especiaes abarro copiadas.
As pessoas que se quiretem propor a estaarre-
tnala^aocomparecam na sala dassesses da men-
cionada junta no dia-iteima indieado, pelo mcio
dia, competentemente habilitadas.
E para constar se tnoud ju affixar o presente e
publicar pelo Diario,
Secretaria da h nambuco, 18 de abril de 1860.O secretario, An-
tao Ferreira da Annunciicao,
Clausulas -etpeciaes para ommataco.
1.a Os reparos dos empedraaaeulos da estrada
da Victoria -entre os marcos de 6 a 8 mi I bracas,
sero feilos de conformidad^ rom o ornamento
pela directora em consc-
Iho, e submctlido approvacao do Kxrn. Sr. pre-
provincia, na importancia de ris
7S090J
6S60O ncs,a aaAa -approvado
. Ibo, e suba
OOO sidnte da
8S200! 6:512.
arre* a





cento



libra


um

libra


um

urna
Gaf em grao bon.....
dem idem resteftto ....
dem idem cok casca .
dem moido.......
'Carne secca....... .
Carvo de medeira ....
Cera de carecuba era pao .
dem idemom velas. -.
Charutos brjTts ...
dem ordinarios.....-. ,
dem regala.......
Chifres.........
Cocos scecos. -. .
Couros de boi salgados .
dem idara seceos espichados.
dem idem verdes. ....
dem da cabra cortidos .
dem de onca.......
Doce de calda .......
dem de Guiaba ., -. ..
dem seceos......
Espanadorcs grandes. .
dem pequeos. ......
Lstciras de preperi ....
Estoupa nacional arroba
Farinha de araruta ..
dem de mandioca alqueire
Feijao........ alqueire
Fumo em folha bom .... arroba
dem idem ordinario ....
dem idem rcstolho ....
dem em rolo bom ....
dem idem ordinario. .
Gonima polvilho.....
Ipccacanhua......',
Lenha em achas grandes .
dem idem pequeas. .
dem em loros......
Madeiras cedro taboasde forro.
Louro pranchoes de 2 cuslados
Coslad.inho. ...'...
Costado.....* .
Forro.........
Soalho........
Varas aguilhadas.....
dem quiriz.......
Virnhlico pranchoes Je dous
custados.......um
dem idem custadinho de dito >
dem tahuas de costado de 35
a 40 p. de c. e 2 1/2 a 3 de
largura.......
dem idem dito de dito uzuacs
dem idem de forro ....
dem idem soalho de dito .
dem cm obras eixos desecupi-
ra para carros .....
dem idem rodas de dita para
ditas........
Hel.........
Jlilho.........alqueire
Pedias de amolar. urna
dem de filtrar......
dem rebolos......
Piassava em inolhos .... um
Sabao........ libra
Salsa parrilha .....arroba
Sebo em rama......
Sola ou vaqueta (meio) urna
Tapioca........arrba
Unhas de boi......cento
Vinagre........pipe


arroba
oento


urna
um
urna
>

3$500
4S700
2$750
900
2$5G0
7$000
4S000
7g000
4S500
5gO00
936(10
6J509
2J560
lOgOOO
13S9G0
2S500
lfcOO
8g000
5g000
43OOO
285
400
180
300
lOgOOO
500
400
1$000
3g200
1$60
300
1$600
SJOOO
2S700
75000
14g000
95000
75000
15g000
6g000
35000
25500
25500
15600
12S0O0
3S000
9g000
85000
8000
28500
45OOO
25240
1S600
2.a > orrcmalanle comocara as obras no prazo
de Jodias, e as concluir o de 4 mezes. conta-
dos segundo o arl. 31 da regulamento das obras
publicas.
3.* O empedrairreuto na importancia da arre-
matago sei feto -em tres preslages igooes,
sendo a primeira quondo liver feilo um iergo da
e-lrra ; a segunda quando houver feito dous ler-
tS, o a ultima un entrega da obra.
4.a Em ludo e ruis que nao esliver cspccifl-
'cado no orgamculo e as presentes clausulas -os-
peciaes, se observar o que dispon a lei n. 286.
Conforme.O secretario, Antonio Ferreira da
Annunciaco
O Dr. Inncencio SeraQco de Assis Carvalho, juiz
municipal -supplenle da primeira vara nesta
cidade do Recito de Pernambuco, por S M.
Imperial e Constitucional o Sr. D. Pedro II,
que Dos .guarde* etc.
_ Fago sabor aos que a prcrcole carta de editos
virein e dola noticia livercm, que Uanoel Duar-
le Rodrigues me dirigi a pelico do theor se-
gunde
io Instituto a reasa itma en-
nula de suas assignaturas.
Recifel9 de abril de 1860.
V. de Camaragibe.
O novo tonco de
Pcrnambuco repete o avi-
so que fez para serem re-
colhidas desde j as notas
de \ 0,000 e 2o,ooo da
emssao do banco.
CoiiselhA atlministrativo.
O conslho administralivo, para forneciraentc
do arsenal de guerra, tora de contratar o runcho
par a companhia dos aprendices menores do
mesmo arsenal, durante os dous meics do maio
e jutiho roximos viadouros.
Pies de 4 oncas, bolachas, assucar refinado,
cha hyson, caf cm grao, manteiga franceza, car-
ne verde, dita secca, loucinho de Lisboa, feijao
mulatinho ou preto. arroz do Maranho, baca-
Iho, farinha de mandioca, azeile. doco de Lis-
boa, vintgre de dito.
Quem quizer contratar taes gneros aprsente
as suas propostas cm carta fechada na secretaria
doconseiho s 10 horas da manha do dia 27 do
conente mez.
Sala as sesses do conselho administrativo,
pan fornecimento do arsenal de guerra, 20 d
abr I de 1860.Dent Jos Lamenha Lins, co-
ronel piesidcnte.Francisco Joaquim Pereira
Lobo coronel vocal secretario interino.
Correio geraJ.
Belacao das cartas seguras, viudas do norte pe-
la vapor brasileiro Cruzeiro do Sul, para os se-
uiKres a j.iio declarados :
Adiiano & Castro.
sero \endidos a vontade dos
compradores esenl reserva de
pre#o. Principiar s 10 ho-
ras em ponto.
LEILAO
NA
Porta da Alfandega.
Quarta-feira 25 do corrente.
O agente Borja fara' leilao na porta
da alfandega por conta c risco de quem
perttncerde 792 grozas de botoes de
osto, chegados no navio tBertha, o qual
$era' efTectuado em presenca do Sr.
cnsul de Hollan Ja, no referido dia as
10 horas em ponto.
Cariinha & Finios.
Dr. Galdino Ferreira Comes.
Dr. Joaquim de Andrade Fortuna Pcssoa.
Joaquim Ignacio de Miranda.
Dr. Joacjuim Jos de Campos.
Joaquim Luiz Vieira & C.
Joaquim Pereira Arantes.
Jooo Jos de Carvalho Moraes.
Jos o Jos de Carvalho Moraes Filho.
Jos Doningos do Coulo.
Dr. Jos Bernardo Galvao Alcoforado.
Jos Do ningues Maia.
Jos dos Santos Nevos Jnior.
Manoel Itibeiro de Carvalho.
Dr. Sabino Olegario Ludgero de Pinho.
-- Pela subdelegada do Recito se faz publico,
que se acha recolhido a casa de delenco, um
pardo de nome Pedro, que representa 20 annos,
futido da provincia da Parahiba cm 1855, c diz
ser cscrjvo de Antonio Ilcurique Prudencio da
Silva.
Pela subdelegacia do Rccife se faz publico,
quj se acha recolhido casa de delenco, um
prelo de naciio Angico, fgido do engenho Santa
Rosa, do Su4.
Fstabeleciment de caridade.
O thesoureiro da administraco geral dos es-
theor se- tabelecimeplos de caridade provine aos inleres-
sidus, i.ue no dia 23 do crrente, pelas 11 horas
lia de 1:0009, de que o supplicado devedor nos
ditos Manoel Jos eQuileria Mana, como melhor
se ve da nota promissoria junta, acontece que
al esta data nao pagou o supplicado dita quan-
lin ; por islo requer o auppticsnle V. S. se dig-
ne mndalo citar, aim de reconhecer sua letra
e obrigaco, c ver assignar-se-lhe o prazo de 10
dias, dentre dos quacs devera ser condemnado a
pagar-lhc a dita quaulia e juros at effettivo em-
bolco, ou olfeiecer qnitacao e embargos que o
relcvem da condemnacao ; pena de revelia e cus-
tas. E corno se acha o supplicado em lugar n.io
sabido, requer o supplicante e a supplicaule dig-
ne-se V. S. admilli-lo a provar essa ausencia
alim de proceder-se a citado editas, por lempo'
legal, (indo o qual seja elle havido por citado
para todos os termos da aeco at final senlenca
e sua execugao.
Neslcs termos. Pede a V. S. deferimento. Es-
pera receber raerc.O advogado, Godoy Vas-
concellos.
Distribuida. Na forma requerida. Recife 3 de
feverciro de 1860.SeraUco.A. Baplisla.Oli-
veira
Nada ruis se continha cm dita peligo e meu
despacho, depois do que produzindo o supplicau-
le suas leslemunhas, subindo os autos a minha
conclusao nellcs dei.a sentenca do
guile ;
Julgo por senlenca justificada a ausencia, em da manas, na casa dos cxposlos, pagam-se as
lugar nao sabido de Lino Jos de Castro Araujo, respectivas amas as mensaltdades vencidas al
vista das leslemunhas de lis. a fls.: e por isso de.tembro de anuo passado, deixaudo do o fazer
mando que seja o mesmo citado por carta de nf margo ultimo por nao ter a thesooraria pro-
editos com o prazo de 30 dias, que correrao do vincial podido pagabas quolas votadas paraos
dia de sua |iiiblicacao na imprensa. Recife 21 de
marco de 1860.unocencio Serfico de Assis
1^.. V.i^c^ e urna intnidade de obras ue
siao. pam agradecer a eus irmaos d'art* o apre- "
(ja e estima que Ihfe deram, prestando-sa a tor-
nar a representar nessa noile.
Os bilheto encoulram-se no theatro, ou em
ruo dos beneficiados.
Comecnr s 8 horas.
. ii" iry i n
Avisos martimos.
Riode Janeiro.
A tarca Castro III, segu neslas dias por ter
o carregamento prompto e recebe passogeiros e
escravos para os quaes lera excellentes commo-
dos: trata-se cora os consignatorios Pinto de
Souza 4 Bairaona ra daPeoha n. 6 ou coru o
capilo na prars.
Porlo.
A linda e mu veleira barca portu-
guesa Sympathia, capito Antonio No-
gueira dos Santos va i sabir impieteri*
vel mente a 2 i ou 25 do corren !e por ja
ter toda a carga a bordo ; anda porem
admitte alguns passageiros para os quaes
tem excellentes commodos e garante
: bom tratamento : os pretendentes quei-
ram tratar com os consignatarios Bal-
itar Si Oliveira, ra da Ladeia Velba es-
Icriptor.o n. 12.
Para o Rio de Janeiro.
r O brigue nacional Eugenia pretende seguir
nestes oiio dias ; para o resto da carga que Ihe
falla, traa-se com os seus consignatarios Aze.ve-
do & Mendos, no seu escriplorio na ra da Cruz
numero 1.
Pata o Aracaty segu o hiale Camaragibe :
para carga e passageiros, trata-se na ra do Vi-
gario n. 5.
Para o Rio de Janeiro
segu nestes dias a escuna Carlota por ter toda
a carga prompla, recebe s algumas miudezas e
escravos, para os quaes lem excellcnles commo-
dos : a tratar no escriplorio do Domingos Alves
Malheus.
PARA O ARACATY .
sahir na seguinle semana o hiale nacional
Exhalacau : para o resto da carga e passagei-
ros. tratase cora Gurgel Irmaos na ra da Cadeia
do Recife n. 28.


par

caada
Carvalho.
Nada mais se continha cm dita minha senlenca
em cumplimento da qual o escrivac Manoel Joa-
quim Baptista fez passar a presente carta de edi-
tos com o prazo de 30 dias, pelo theor da qual
2lg000 chamo, cito e hci por citado ao supplicado Lino
145000 Jos de Caslro Araujo pelo conlfdo na pelirao
supra transcripta ; pelo que toda e qualqcr
pessoa, prenles, amigos c conhecidosdo suppli-
cado Lino Jos de Castro Araujo o poderao fazer
scienle do que cima Dea exposto. E o porteiro
do juizo publicar e Oblar a presente no lugar
14S000
45g000
16J000
5000
lOjjOOO
lOgOOO
30g000
' 20
2$500
800
9$000
lgl20
200
120
25$000
10$0O0
3g200
39O00
$300
50^000
eslabelecimentos do caridade desde o referido
mez de dezembro por diante.
Thescuraiia da administraco geral dos esla-
belecimentos de caridade 17 de abril de 1860.
Jos Pires Ferreira.
/ Thesoureiro.
BECEBEDORIA DE RENDAS.
0 administrador da recebedona de rendas in-
leinas, ora cumprimenlo da circular n. 6 do mi-
nisterio da fazenda de dez de Janeiro prximo
Gudo e da portara n. 76 da thesouraria de 16 de
corrento, lendo mandado intimar no d/a 21 s
companhins e sociedades que tem sido facultada!
pelo m.nislerio do imperio e encorporadks com
docostume mais publico, a qual ser tambem pu- isuaaulorisacao, e que nao tinham pagoc' novo
blicada pela imprensa.
Dado e passado nesta cidade doRecfc de Per-
nambuco, aos 28 de marco de 1860.
Innocencio Serfico de Assis Carvalho.
Ueclaracoes.
Movimento do porto.
\ Navios entrados no dia 21.
Para o portos intermedios,7 dias c 21 horas,
vapor brasileiro Cruzeiro do Sul, commandan-
le o capilao do mar e guerra G. Mancebo.
Montevideo28 dias, polaca hespanhola Promp-
la, de 175 toneladas, capito Ramn Ros.equi-
pagem 12, carga 3560 quintaos de carne; a
Bailar & Oliveira.
Navios sahidos no mesmo dia.
LisboaBarca portugueza Flor de S. Simio ca-
pito Alexindrc Jos Alves carga assucar.
Rio Grande do SulPatacho brasileiro Relmpa-
go, capito Antonio Travasso da Rosa, carga
assucar.
Conselho de compras navaes,
Tendo de fazer-se a acquisico de diversos ob-
jectos de malerial, abaixo declarados, para pro-
vimento do almoxarifado do arsenal de marinha,
mandou o conselho fazer publico, que tratar
disso em sessao de 21 do corrente mez, isla
de propostas em cartas fechadas entregues nesse
mesmo dia al s 11 horas da manha, acompa-
uhadas das amostras que caibam no possivcl
cerlosos concurrentes de sugeitarem se mulla'
de 50 por cenlo do valor de cada objecto nao en-
tregue da qualidade e na quanlidade contrata-
das, ede carregarem, alem disto, com o excesso
do proco, se o houver, quando pela falla se re-
corra ao mercado, bem como do serem pagos do
que vendercm pela forma na muilo em pralica.
Objeclos.
Brochas sorlidss 100.
Baelha 280 covados.
Bonels de panno 80, para aprendizes mari-
nheiros.
REAL COMPAMIIX
Anglo-Luso-Brasileira.
O vapor Drasil. espera-se da Europa do dia
19 em diante, e seguir para os portos do sul
depois da demora do costume, para passageiro
rata se com os agentes Tasso Irmaos.
Com grande lunch.
Quarta-feira 25 do correte
s 11 horas.
O agente Camargo fara' leilao por
autorisacao de ama pessoa que se retira
desta provincia, do seguinte:
Urna rica mobilia de Jacaranda' de mu'
to bom goslo.
Guarda vestidos e roupa.
Mesa elstica.
Espedios grandes.
Toucadores.
Camas francesas.
Varias qualidadet de [vidros, louca de
jantar.
Um elegante cabriolet com um bom ca-
vallo trotador e outros inultos ob-
jeclos os quaes sero vendidos sem
reserva de preco, na ra Direita
19, segundo andar, as 11 lioras
dia.
n.
do
Precisa-se de urna peisoa liabib-
tada para tomar coata e amestrar ama
officina de calcado, dndose bom or-
denado : na-rua larga do Rosario n. 2*>
loja.
osooo.

Precis-se atugar urna caa do bairro
deS. Jos ou Santo Antonio, que te-
nha dous quartos, duas salas e quintal,
e que o preco nao exceda de -0$, quem-
tiver annuncie.
Ra da Imperalriz n. (4.
Calcado para hornera.
Na loja da viuva Dias Pereira & Avellar, ven-
dem-se a dinheiro calcados francezes, pelos pro-
cos seguintes:
Borzeguins do rerniz, de Nantcs, para homcm
a 7S000.
Pilos ditos, de Pariz, idem 5J>.
Ditos de bezerro taxiados, idem 84500.
Ditos de dito e pellica, idem8ft000
Ditos de castor, idem 8$.
Botins de bezerro, idem 70.
Sapates de vaqueta taxiados, idem 6/.
Ditos de lustre o borracha, idem 44.
Ditos de bezerro, borracha c fitas, dem 4$.
Sapatos de verniz de sola c vira, idem 5j.
Ditos de bezerro idem dem, idem 4$500.
Ditos de fellre, dem 610.
Ditos do Aracaty, dem 800 rs.
Calcado para senhora.
Borzeguins para senhora 3$.
Sapatos de lustre, f.isboa 19.
Ditos de raarroquim, francezes 1?.
Ditos de setim branco 18.
Ditos de dito de cores a 320 rs-
Calgado para menina.
Rorzeguins para meninas a 25500.
Vendem-so na antiga loja de-calcado francoz
do alerro da Boa-Vista, hoje Imperatriz n. 14.
Na ra Nova n. 33, vende-se farinha do
mandioca a dinheiro visla. pelo baratissim
prego de 58600.
= Vende-sn ou iraspassa se a posse de 25 ac-
coes di Calza Filial do Banco do Brasil em Per-
nambuco : a tratar na ra do Imperador n. 13.-
= Vende-se umi canoa aborta, de amarello,
construida ha pouco, de carga de mais de 2,0d0
lijlos de alvenaria : quem a pretender, dirja-
se a ra Nova n. 35.
Desaopareceu no dia 18 do corrale um. ca-
vallo russo com pintas de pedrez, um tanto ma-
gro, levando urna cangalha e um par.de ioquiri-
deiras, tendo o dilo cavillo a cauda ripada c um
ferro no queixo da parle direita, o cavallo ca-
pado e grande : quem o trouxer ou vier dar no-
licia na ra da Praia n. 33, ser bem recorapeu-
sado.
Alugn-se a loja da casa da ra do Impera-
dor n. 17, lado do caes : a tratar no priiueiro
andar da mesma casa.
Leiles.
W .
OS
Q.
Horas.
-o
=
3
Atmosphera.
to %* 3 Vi 4fl VI V) ru Direccao. i
, . 50 9 Inlensidade. Z H O
.J>4) 00 -I % Centgrado. P
*- ?a es .S .-vi en l s s O ?a o b * Deaumur. O se a
3S B to V b | Fahrenheit Jlygrometr -i V o O.
Barmetro. 1
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o
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C
c.
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o terral e
A note claro, ueuloSE, veio para
assiro aaianheceu.
0SCIM.A50 OA ilRf..
n^ixamar as 10 h. %' da manha,altura 0.25,p
JTearaar as : b- 30' da larde, aUu,ca 7.50 p.
Ouservaloto do arsenal de mariha %\ de abril
* *" Vikcas Junioh.
Editaes.
Pela nspeceo da ajfaudga se faz pubbea
que no dia 26 do rorrenle depois do meio di
o ho (de arramalar em hasta publica a poria
mesma reparticao. de conformidade com o
djspos'to nos arl. 276 e 277 do regulamento de
22 de junho d 1836, livres de dirciios ao ar-
vaiaiante, TOO pedras para moinho, deposita-
das m armazem alfaudegado de Prxedes da
Silva tusrao. a requermento do Barroca A
Castro, j annunciadag por edita! de 30 das,
vindaa da Ilha de S. Miguel na escuna por-
tugueza IJainha dos Acores.
Alfandega do Pcrnambuco 21 de de abril de
1S50. O ioipector Bcnlo Jos Fernandes
Barros.
- O Ilhu. Sr. inspector da thesouraria pro-
vincial, em viriude da ordeni do Exm. Sr. presi-
dente da provincia, manda fazer publico, que
no dia 10 de malo prximo vindouro, se ha de
Brim da Russia 50 pecas.
Cadcados sortidos 40."
Flmulas de navio 30.
Ditas de escaler 60.
Gracha do Rio Grande 20 arrobas.
Gomma gracha 50 frasquinhos.
Gonima elstica 50 paes.
Linha crua 10 libras.
Lapis 12 duzias.
Lacre 50 paos.
Plvora grossa 31 arrobas o 31 'ibras.
'fijlos inglezos 200.
Sala do conselho de compras navaes, em 17 de
abril de 1860.0 secretario,
.llera/idre Rodrigues dos Anios.
l'.stu-to naval.
Deordem do Illm. Sr. chefe de diviso Fran-
cisco Manoel Barroso, commandante da estugae
naval desta provincia, previno ao grumete da
corpo da armada Jos Gomes das Noves, desertoi
da guarnicao do briguo do guerru nacional Capi-
baribe, que, para ser lomado em consideracao o
seo requcrimenlo dirigido a Sua Magestade o
Imperador, pedindo perdo e baixa, deve se
apresentar primeiro ao mesmo senhor chefe, se-
gundo o despacho communicado pelo quarte'l-ge-
neral de marinha, o que manda o mesmo senhor
commandante da eslacao fazer publico era con-
sequencia da determinacffquc para isso leve.
Bordo do brigue-barc Itamarac em Pcrnam-
buco, 2 de abril de 1860 o primeiro lente da
armada, Euzebio Jos Antunet, secretario e aju-
danlo de ordens.
Pela recebedoria de rendas internas geraea
se faz publico, que o prazo da cobranza no do-
micilio dos contribuimos do imposto de 20 OO e
do especial de 80, relativo ao 1." semestre do
exercicio corrente, nda no ultimo desle mez,
aepois do que seguir-so-ha a cobranca execuli-
va. Recebedoria de Pernambuco 26 de marco
de 1860.=O administrador.
Manoel Carneiro de Souza Lacerda.
Directoria geral da instrueco
publica.
Fago saber a quem convier, que tendo o Exm.
Sr. presidente da provincia, por offlco de 14 do
crrante, ordenado que se ponha a coucurso a
cadetra da lingua franceza do Gymnasio Provin-
cial, Ojjllm. Sr. director geral interino, manda fa-
zer publico, marcando o prazo de 30 dias, a con-
tar da daia deste, para a insenpeaoe processo de
habilitadlo dos opposilores na forma da lei n.
369 de 14 de maio de 1855 e das instruccoes de
11 de junho ie 1859
. Secretaria da instrueco publica de Pernam-
buco 18 de abril da 1860.O secretario interino,
Salvador Henrique de Albuquerque.
Pela adminslraco do correio desta cidade
se Taz pubieo que as malas que loo deconduzir e
vapor Cruzeiro do Sul para os partos Sul serio
fechadas hoje (23) as 3 horas da tarde : os segu-
ros at 1 hora.
De ordem do conselho
director do Instituto Agrcola,
e vclho direitos pela approvacao de seus estatu-
tos c o sello do seu capital nos prazos lega-es pa-
ra que entrassem cum sua importancia e revali-
dadlo para a mesma recebedoria, as quaes socie-
dades o corapanhias conslam de uina rclacaoas-
si.-nada pelo ollicial maior interino da secretaria
da mesma thesouraria e sao ; companhia de se-
guros martimos utilidade publica, idem da es-
trida di ferro de Pernambuco, idem pernambu-
cana de navegaco cosleira, idem de seguros
ni muiros indemnisadora, idem de colonisacao
cm Pornambuco', Alagoas e Parahiba, das quaes
somenlo as duas de seguro martimo menciona-
das moslraram haver pago o sello de seu fundo
capital o os novos e velhosdirelospela appro-
vacao deseos estatutos, faz iranscrever o arl. 8
inico do decreto n.- 2490 de 30 de setembro
do auno prximo passado que sujeita s penas
do art. 87 do rcgulanienlo de 10 do julho de
1850 aos empregados e autoridades aminislrali-
vas ou judiciarias que do qualquer medo reco-
nhecerem a existencia das sobreditas cempa-
nhias.
Artigo 9. Os contratos ou estatuios de socie-
dades anonyniasou companhiasqueentrarem em
opeacoes ou estiverem funecionando contra o
di ipostn nos arls. 295 e 296 do cdigo commercial
e por consequencia sem pagamento do sello do
seu capilil.eslo sujeilosa disposicao do art. 31
de regulamento de 10 de julho de 1850, alem
dos mais penas em que incorrerem, na confor-
midade da legislacao ira vigor.
nico. Aos empregados e autoridades ad-
ministrilivas ou judiciarias que aceitarem, at-
teudercm, deferirem ou ddmillirem reclamacoes,
requcrimenlos, represenlsces, acQoes, ttulos e
documentos de aualquer nalureza, apresentados
era noroe de compauhiase sociedades anonymas,
suas caixas filiaes e agencias em taes circumstan-
cl.is ou de suas adminislracoes ou de qualquer
modo reconhecerem sua existencia ficarao exten-
sivas a penas do art. 87 do regulamento de 10
df julho de 1850.
Recebedoria de Pernambuco 25 de fevereiro d*
\60.= Manoel Carneiro de Souza Lacerda.
LEILAO
DE
Milho e farinha de tapioca,
O agente Hyppolito da Silva fara'
leilao de 300 siccos com millio e 10
barricas com fariada de tapioca : terca-
eira 24 do conente as 11 doras em
ponto, no armazem de M.cdado Si Dan-
tas, confronte a porta do consulado pro-
vincial. .
LEILAO
DE
Urna escrava.
Tcrca-cira 24 do corrente.
O agente Borja fara leilao em seu armazem na
ra do Imperador n. 15, por mandado do Illm.
Sr. Dr. juiz de orphos, de urna escrava sus-
cripta no inventario da fallecida D. Anna Mara
da Alleluia, cuja escrava eslar a exame dos
compradores s 11 horas do indicado dia.
O agente Camargo fara' leilao no dia
3 de maio prximo as II doras da ma-
ndaa no seu armazem da ra do Viga-
rio n. 19
DO
Sobrado de 3 andares pertencente aos
herdeiros do commendador Antonio
da Silva na ra do Vigario n. 3, de-
fronte tio consulado geral,
minar o mesmo predio,
condiccoes da venda, os pretendentes
podem entender-se com o mesmo
agente.
Ama.
Avisos diversos.
Traspassa-sea posse de cem accocs
da caixa fifia! do banco do Brasil: na
ra da Cadeia n. 41.
Precisa-so de um pequeo portuguez para
caixeiro de laberua, e que tenha pralica da mes-
ma ; na ra das Cruzes n. 20. se dir quem quer
Aluga-se o terceiro 'andar da ra Nova, na
esquina da camboa do Carmo : a tratar na loja.
= O lintureiro da rus da Roda mudou sua re-
dencia para a Iravcssa das Cruzes n. 2, segun-
ojjandar, junto a typographia.
Precisa-se do urna ama para comprar c cozi-
nhar para urna senhora, na ra da Senzalla Ve-
lha n. 67 a tratar na mesma casa.
Fugio da cidade de Macei, no dia 18 do
marco prximo passado. do abaixo assiguado, seu
cscravo de nomo Jos, crioulo, idade 25 a30 an-
nos, estalora regular, ou antes robusto e muscu-
loso, barba grande por biixo do queixo, com lo-
dos 03 denles da trente, rosto redondo, cara
para exa- grande e ps proporcionados, levou toda a rou-
titulos el lia. eent'"e ella urna capa de baOta azul ferreler
' catea de algodo linio, c oulras de brim branco
e pardo, conduzindo urna jansada ; esle escravo
foi por alguns anuos proeiro da barcada do Sr.
Francisco, ingle/., de S. Miguel dos Milagrea, e
provavel que tenha sido scduzido, visto que so-
bro elle pende qncslao que propz ao mesmo
abaixo assignado Rufina Mara da Conceicao, da
villa do Porto de Pedras, de Macei, tanto quo
sendo preso nesla cidade (quando fgido) cm dias.
de julho ou agosto do anuo passado fo reinetli-
do para Macei, aonde o letigio: quem o ap-
prehender ou delle der milicia exacta, ser gra-
tificado generosamente.
Manoel Antouio Lopes da Silva Muriliba.
Precisa-sede urna ama que leuha muilo
bom leite, e paga-se bem : na ra da Imperalriz,
O abaixo assignado faz ver ao respcilavel
publico que ninguem faca ncgvcio com o fica
THEATRO
DE
Santa Isabel,
arara
SEGUNDA-FEIRA 23 DE ABRIL.
Grande espectculo em benefleto
da actriz desaina dosepuina
a Silva, e dos actores Frederieb
Skiner e I.esss.
Depois que os senhores professores da orches- Tprnn foi i-i >,
l-a liverem exccnlado una escolhida ouvertura, x cl \ subir scena o lindo vaudeville em 2 actos
Colegipee Manoel Alves da Cosa Brancan-
le, continuara a residfr na ra do Inipcra-
dor n. 11 B, onde podem ser procurados ;:>
II a qualquer hora do dia ou da iiuile para o {
exercicio de sua proisso. Especialidades
liarlos e molestias syphilicas. -s
Na madrugada de honlcm domingo fuglo,
ou furtaram pelo porlo da caza n. 5 junio da
ponte pequea da Passagcm, um cavallo peque-
no, ruso rudado, gordo, com os cascos aparados
de novo, e com um mamilho na mo direita :
quem o tiver achado ou der noticia- delle, derija-
sc ra da Senzala Nova n. 38, ou na cocheira
do Sr. Pinto na ra da Guia, que ser bem re-
compensado.
Os berdeiros de Francisco Monteiro
de Lemos la rito leilSo por intervencao
do agente Hypyolito da Silva, do se-
guinte: urna rica mpbia de jacs randa',
commodas, guarda roupas, secretarias,
camas para casal, ditas para solteiro, es-
crivaninbas, crystaes, loucas, quadros
com magnificas molduras douradas,
lante 1 as, jarose adornos de porcelana,
um lindo e fino apparelho de metal in-
glez para cha' e diversos outros objectos:
terca-feira 24 do corrente ao meio dia
em ponto na ra da Praia n. 3,9,
gundo andar.
Isabel Ferreira de Freitas, Maria Luisa -
de Freitas. Guilhermina Mara de Freitas
Falcao. Carlos E. M. Falco, Joao Baptista
de Moraes, Francisco Manoel de Moraes,
Manoel Zeferino de Moraes, Jos Guedes de
Moraes c Antonio Jos de Moraes. mulher,
ilha, nelos c cunhadus do finado Antonio
Luiz do Freitas, agradecem cordialmenle
as pessoas que se dignaram acompanhar
os restos moraos do mesmo tinado aoce-
mlerio no dia 19 do corrente e desde j
Ibes rogara o muito especial obsequio de
assistirem a nijssa do selimo da que lera
lugar na igreja do Terco pelas 6 horas da
manha do dia 21.
Asylo de mendiciilade.

Liquidado
^a-feira 24 do correte.
Conlinuaco do leilao
EOESEIS ANNOS DEPOIS.
Os ipplauaos com que elle tem sido sempre
recebido, todas as vetes que sobe i scena sao a
trova inconcussa de seu mrito, o por isso dis-
(enea-nos de todo e qualquor elogio.
A Si a. D. Isabel no segundo acto cantar
MIL
Dar lim ao
pessos. ai
pedido de rouil
a em douf*
GARA
DE
convido os Srs. socios do mes-Tao ewcucuio
HINCO
Tom
lira, F.o:
Isabel e
Os beneficiados nSVM poupado Bforcoa,
i Qm de que o vaudeville v com lodo o seu ap-
que teem a honra de olle-
MOVIS.
Manoel Antonio dos Passos
O. & C, nao podendo acabar
eom o Jeilo ue sua loja de
tes sita na ra Nova n. 24,
tinuar a veuder por iu-
toS t% flrgeoie-Borja, to-
es 1110veis quA ea^iteiii no
ieposito, constando moblliag de.diversos gostos e
feitios, guarda roupas, guarda
vestidos, aparadores, toilets,
cadeiras, camas iVaneezss etc.
Tendo a associacao commercial bene-
ficente de mandar oublicar os nomes dos
Srs. que subscreveram para este pi es-
tabelecimento. e nao tendo alguns des-
ses senhores realisado ainda a entrada
da somma com que se dignaram subs-
crever a mesma associacSo roga-lhes
queiram realisar tal entra ja ate' o lim
do corrente mez, aura de que ella possa
cumprir aquelle dever.
Aluga-se as lojas de um sobrado
sito em urna das ras adjacentes a fa
culdade de direito, moradia tsta mui
conveniente aos Sis. alumnos da'mesma
faculdade : a tratar com o Sr. Tbomaz
Garret ou com o Sr. Dinamerico Au-
gusto do Reg Rangel, ambos morado-
res no blitro da Boa-Vista, ra For-
mosa.
Fugio do engenho Poco, da freguezia da
Luz, em principio de marco desle anno, o preto
Ignacio, cujos signaes sao os seguintes : idade
30 annos. pouco mais ou menos, altura regular,
cheio do corpo, cara chala, fallam-lne alguns
denles da frente, barbado, olhos pequeos,
quando falla balbuca por lal modo que parece
gago : n'uma das mos falta-lhe um pedaco do
dedo anullar. Esle negro foi comprado ao Sr.
tenente-coronel Dimas, irmo do Sr. conego Pin-
to de Campos: pede-se a captura do referido
negro, e a entrega delle a seu senhor no enge-
nho supra, ou ao Sr. Manael Antonio Gongalves,
naj.Recife, ra do Cabug n. 3. de quem receber
o apresenlanle urna gratificarlo gaerosa
. Precisa-se de um hornera para feilor de um
sitio perto da praca, de um eslrigcro de pouca
familia ; prefere-so um Portuguez de meia idade.
que enlenda de planlaco de horUlice : a tratar
na ra da Crjii n. 10, era casa dos Srs. Kalkmann
Irmaos & C.
Manoel Cabral Borges fazsciente ao respci-
lavel publico e aos seus freguezea, que o Sr.
Francisco Antonio Coelho Jnior deiiou de ser
mu caiairo desde o dia 19 d correte.
passado ao Sr. Jos Lopes da Silva no da 18 da
abril, porque foi assignado a torca, e por isso fi-
ca tem iicuhum effeilo
Jos Pereira da Silva.
Aluga-se
um armazem na ra da Senzalla n. 70: quem o
pretender, dirija-sea ra da Cruz n. 60.
Antonio do BegoMedeiros e Manoel Soares
de Moura, lendo juslo e contratado a compra da
taberna sita na eslraia de Sanio Amaro, pcrlen-
cene a Manoel Francisco de Paulo, nao Picando
os Biesmos responsaveis pelo3 debilos que liouo
vercru na dila taberna, por isso marcara o praz-
de das da dala deste para quaesquer credores
apresenlarem as suas conlas para serem Ugall-
sadas, findo o dilo prazo, se effectuar a dila
compra. Becife 21 de abril de 1860.
Mestre de msica.
Urna pcssoa competentemente habilitada se
propoe a ensinar msica Iheorica c praticamen-
te, dando lices de piano, de rabecca ede violo
em qualquer eslubeleciraenlo de educado, c em
casas particulares, dentro, ou ainda nos arrabal-
des da cidade : pode ser procurada em qnalqucc
dia, das 9 horas da manha sCda tarde, na ra
da Imperalriz (aterroda Boa-Vista) n. 63, seguu-
do andar
% Fugio no domingo de paschoa, da refina-
co da ra nova de Sania Bita, perlencenlc a
Jos Alvos Guimarcs, um cscravo de nomo Ju-
vencio, cujas signaes sao os seguintes : cor mu-
lato, altura bata, corpo cheio, hem parecido,
(em una cicatriz como de queimadura as cos-
as, pouco mais ou menos, do tamanho de urna
raoeda de vintcm, lera de idade 19 annos, pouco
mais ou menos : roita-sc a todas as autoridades
policiacs e mais pessoas do povo o favor de o-
prender e avisarem a seu senhor, ou conduzi-lo a
mesma fabrica de rclinaco, onde sero bem gra-
tificados. ,
= chegado prafa da Boa-Vista, loja de-
cera n. 7, um novo sortimenlo de bogias de to-
dos os lmannos e da melhor qualidade que vem
ao mercado, aJsim como bonitos ruacinhos do
rolos para acender lanlernas em casas particula-
res, viudos de Lisboa pelo brigue Relmpago
Offerecc-so um rapaz portuguez para cai-
xeiro de armazem de molhados, ou de assu:ar ou
refinaco, ou mesmo para taberna, aqui dentro
do Recife, e disto tem bastante pratica, e d fia-
dor a sua conduca: quem precisar, dirija-se a
ra do Vigario n. 29, ou annuncie.
Camisas inglezas.
Pregas largas.
Goes & Bastos.
Ra do Queiuiado n. 46, frente da loja
amarella.
Acaba de chegar na bem conhecida loja de
Goes 4 Bastos, um grande sorljmenlo das muilo
desejadas e verdadeiras camisas inglezas, com
peilo de linho e pregas largas, j bem conbeci-
das pelos freguezes desle eslabelecimento, as
quaes camisas ha muito se eslava esperando, o
por ter grande porcao, temos deliberado, para
melhor agradarmos os freguezes, vndelas pelo-
diminuto preco de 36| por duzia.
Precisa-se de urna ama para casa de um
moco solleiro, dando llanca de suacouducla : na-
rua estrella do Rosario n. 32, primeiro andar.
Quem precisar de um mogo portuguez para-
caixeiro, que sabe escrever e contar, rindo lti-
mamente da Europa, dirija-se a ra de Apollo n.
16, segundo andar.
Acha-se fgido o escisro pardo, de nome
Boque, alio bstanle e corpulento, olhos verme-
Ihos, leaa pouca barba, e lem laoibein falta de
denles, tem urna falla muito mansa e um pouco
descansada, reprsenla ler 40 asos de idade,
pouco mais ou menos : roga-se a quem delle
tiver noticia, ou o possa apprehender, lva-Io a
seu senhor, no alerro dos Alegados, o major An-
tonio da SilTa Gusmio, que ser bcro recom-
pensado, i
V
mi TTn~7mr
Jn
iwr-i L




CURI DE PEftNAMfcUC. _
COMPAHBIA
ALLIANCE
Estabclfcida em Londres
lsp se mu. .
CAPITAL
Cine milhocs de Ultras
esterlinas.
Saunders Brothers C." tem a honra de in-
formar tes Srs. negociantes, proprietarios de
casas, eaguemrnais convier, que estao plena-
mente autorisados pela dita companhia para
etTectuar seguros sobre edificios de tijolo epe-
dra, cobertos de telha e Igualmente sobre os
objcctos que coutiverem os mesmos edificios,
quer consista em mobilia ou emfazendas de
qualquer qu alidade.
Aluga-se o segundo andar do sobrado da
ra Imperial n. 169, com 2 sals, 5 quartos, so-
tao corrido com mirante para o lado do mar,
pintura em bom estado, por 30;} meusaes : a tra-
tar no primeiro andar do mesmo.
O bacharel Jorge Dornellas R-
beiro Pessoa tem o seu escriptorio de
advocada na camboa do Garmo n. 10,
primeiro andar, onde pode ser procu-
rado das 9 boras da manhaa as 2 da
tarde.
Aluga-se urna casa de dous anda-
res na ra da Aurora n. 26 : a tratar
na mcsma casa cora o proprietario.
Almanak da provincia.
Sabio a luz a folhinha com
o alinanak da provincia para
o correne anno de
raift* 23 DE ABRIL DE 1860.
Ra Nova, em Bruxellas (Blgica),
SOB A DIRECCAO DE E. lERYAND.
Este hotel collocado no centro de uraa das capitaes mpoitantes da Europa, torna-se de grande
valor paraos brasileiros e portuguezes, por seus bons coiomodos e eonfortavel. Sua posicao
urna das roelhores da cidade, por se ahar nao s prximo as Bstac5es de caminhos de ferro, da
Allemanhae Franja, como ,ior ter a dous minutos de si, ledos os theatros e divertimentos ; e,
alm disso, os mdicos precos convidara.
JNo hotel hasempre pessoas especiaes, fallando o franee::, allemao, flamengo, inglez e por-
uguei, para acomnanhar as louristas, qur em suas excjrses na cidade, qur no reino, qur
CASA LlSO-BttASLEIKA,
2, Golden Square, Londres.
J. G. OL1VEIRAlendo augmentado, com to-
mar a casa contigua, ampias e excellentcs ac-
commodacoes para muito maioc numero de hos-
pedesde novo se recomnenda ao favor e lera-
branca dos seus amigos e dos Srs. viajantes que
visilem esta capital continua a prestar-lhes seus
semeos e bous oficios guiando-os em todas as
cousas que precisem ronhecimento pratico do
pan, etc. : alm do porluguez e do inglez alla-se
na casa o hespanbole francez.
SOCIEOADE BAGARA
Amonm, Fragoso, Santos
Companhia.
Os Srs. socios commanditarios sao convidados
a realisar a segunda entrado de 12 1i2 por cento
sobre os seus capiiaes al o dia 16 de abril cr-
reme, do conformidade com. o respectivo contra-
to social.
Precisa se alugar urna prela para cozinhar
e comprar: uo Forte do Mallos n. 12, segundo
andar.
emfim para loda a Europa, por precos que nunca cedemde 8 a 10 francos (320 "^00o")f| f^lf^lZtor7-^^01'^^
por dia.
Durante o espaco de oito a dez mezes, ahi residir ti os Exms. Srs. conselheiro Silva Fer-
rao, e seu filhoo l)r. Pedro Augusto da Silva Ferrao, ( le Portugal) e os Drs. Felippe Lopes
Netlo, Manoel de Figueira Faria, edesembargador Pontes Visgueiro (do Brasil,) e muilas ou-
tras pessoas tanto de um, corno de outro paiz.
Os precos de lodo oservico, por dia, regulam de 10 a 12 francos (45OOO 4500.)
Iram-se informacis exactas acerca ihludjque pode precisar um eslrangeiro
Sirop du
nrFORGET
JARABE DO FORGET.
Kste xarope esl approvado pelos mais eminentes mdicos de Paris,
Icomo sendo o melhor para curar conslipscoes, losse convulsa e outx*s
bronchios, ataques de peilo, irriUcftes nrrvosas e insomnolenci s: urna colherada
tempoodoenuToame"co,!.SaOSUff,CmeS- ** **. xarope ..tM ao mesmo
dsposuo na ra larga do Rosario, botica de Bartholomto Francisco de Souta, n. 36.
affecc6es dos
pela manlia, e outra
o qual se vende a 800 rs. na
praca dalndependencialivra-
ria n. G e 8 contendo alm do
kalendario ecclesiastico e
civil:
Noticia dos principas esta-
dos da Europa e America com
o nome, idade etc. de seus im-
peradores, reis e presidentes.
Resumo dos impostos ge-j
raes, provinciaes, municipaes
e policiaes.
Tabella dos emolumentos
parochiaes.
Empregados civis, milita-
res, ecclesiasticos, Iliterarios
Je toda a provincia.
Associacoes commerciaes,
agrcolas, industriaes, lutera-
nas e particulares.
Estabelecimentos fabris, in-
dustriaes e commerciaes de
todas as qualidades como lo-
jas, vendas, acougues, enge-
uhos.etc, etc.
Boa casa para alugar.
Nos dias 20, 2i- e 27 do coi-rente vai
a praca do juizo municipal da primara
vara, por arrenda ment de tres annus
o sobrado de tres andares e sotao com
mirante, sito na ra eslreita do Rosa-
rio n. 41. com um grande armazem
lageado de tres po tas na frente, gabi-
netes em cada um dosandares, e mitins
muitas accommodacoes, avallado no
todo em 1:7<>0s por enro.
E DENTISTA FRANCEZ. 3
Paulo Gaignoux, dentista, ra das La- 3
^ rangeiras 15. Na mesma casa tem agua e M
p denlilico. M
*^lJLJULJikJU.JLli.JLi.Jt.i.i.l> O Sr. Manoel Marques da Cosa Soares tenha
a bondade de comparecer na ra da Lingoela n.
2, para tratar do negocio que nao ignora.
Consultorio medico, ra da
A ugase ama cxcellcntc loja, sila na ra
das Cin;o Ponas, propm tanto para eslabcleci-
menlo como para morada ; a tratar na ra da
Cndeia do Recite n. 33, loja.
FilLUWS PAR 1860.
Estao venda na livraria da prac,a da Inde-
pendencia n:. 6 e 8 as folhinhas para 1860, im-
pressas nesla lypographia, dasseguintes quali-
dades :
FoLMNIIA RELIGIOSA, contendo, alm do
I DENTES 1
ARTIFICIAOS, i
IRuaestreita do Rosario n. 3|
Francisco Pinto Ozori colloca denles ar-
he
na
platina, podendo ser
sobredita ra a qualquer
rocurado
ora. .
utaitM m %m @@I
noga-seaos Srs. devedores a firma social
de Leite & Correia em liquidacio, o obsequio
de mandar saldar seus dbitos na loja da ruado
Queimado n. 10.
3 3
3. -o
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a cd c <& *~
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O
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w
w 1)1 B i J m )( i t
Grande e novo sortimento de fazendas de todas as qua-
lidades por baratissimos precos.
Do-se amostras com penhor.
Lindos corles de vestidos de seda pretos
de 2 saias
Ditos ditos de ditos de seda de cores
com babados
Ditos ditos de ditos de gaze phantazia
de cores
Romeiras de 016 de seda preta bordadas
Visitas de grosdcnaples prelo bordadas
com froco
Grosdenaples de cores -com quadrinhos
covado
Dito liso preto e de cores, covado
Seda lavrada preta e branca, covado 1? e
Dita lisa.prela e de cores, com 4 palmos
de largura, propria para forros
Corles de vestido de seda de gaze trans-
parentes
Ditos de ditos de cambraia e seda, corte
Umbralas orlandys de cures, lindos pa-
dioes, vara
Manguitos de cambraia lisos e bordados
Tiras e ntremelos bordados
Manas de blonde brancas e pretas
Ditas de fil de linho pretas
Chales de seda de todas as cores
Lencos de cambraia de linho bordados
Dilos de dita de algod.io bordados
Panno preto e de cores de todas as qua-
lidades, covado
Casemirasidcm idem idem
Gollinhas de cambraia a
Chales de touquim brancos
Dilos de merino bordados, lisos e es-
tampados de todas as qualidades
Enfeites de vidrilho (raucezes pretos e
de cores
Aberturas para camisa de linho e algo-
do, brancas e de cores
Saias balao de varias qualidades
Tafel rxo, covado
Chitas francezas claras
vado
Cassas francezas de cores, vari
Collarinhos de esguiao de linho mo-
dernos
Um completo sortimento de ronpa feita
e escuras, co-
sendo casacas, sot>recasacas, palelots,
cfllletes, cairas de mullas qualidades
de fazendas
Chapeos francezes finos, forma moderna
Um sortimento completo de grvalas de
seda de todas as qualidades
Camisas francezas, peitos de linho e de
algodo brancas e de cores
Ditas de fustao brancas e de cores
Ceroulas de linho e dealgodo
Capellas brancas para noivas muito finas
Um completo sorlimculo de fazendas
para vestido, sedas, loa e seda, cam-
braia e seda tapadas e transparentes,
covado
Meias ecuns brancas e de cores para
mcoinos
Ditas de seda para menina, par
Luvas de fio de Escocia, pardas, para
menino
Velludilho de cores, covado
Velbulina decores, covado
Pulseiras de velludo prelas e de co-
res, o par
Ditas de seda idem idem
Um sortimento completo de lu->as de
seda bordadas, lisas, para senhoras,
homens e meninos, de todas as qua-
lidades
Cortes de col'cle de gorguro de seda
de cores
Dilos de velludo muito finos
I Lencos de seda rdxos para senhora
9 Mar.juezilns ou sombrinhas de seda com
; molas para senhora
3$o00 i Sapalinhos de merino bordados proprios
para baplisados, o par
* I Cas'nplas de cores de duas largurasmui-
6rt(l0 I lo superiores, covado
SSOOjSelim preto, encarnado e azul, proprio
oon I ?ara forros- rom 4 Palmos de largura,
Zo" I uzenda nova covado
15U0 Snim liso de todas escores covado
,.. i Longos de gorguro de seda pretos
11 Relogios e obras de ouro
Corles de rasemira de cores a
s
9
5
18200
s
300
1500
103000
I61OOO
1&000
I

o
i
i
8900
9
I
{640
9
9
89500
9

9
f
9
8
9
19600
9320
1200
9700
2J0O0
19000
9
%
S500
9
2S"00
19000
19600
9
9
5J000
' 1
'

= I T ."
Precisa se alugar urna atea de lei-
caleniario e regulamentodos direitos pa- te, que o tenha em abundaDcia, que se.
rochiaes, a continuado da bibliolheca do ja bem sadia e de bons costumes'; e pa-
EAU MINERALE
NATRALLE DE VICHY.
na botica frano.pza ra da Cruz n. 22.
O
seus
medico,
Gloria n. 3.
Dr. Lobo HOSCOSO continua
trabalhos mdicos.
nos
Por um corle de cabello e
fiisamenlo S00 rs.
merciante, agricultor, mar-
timo e emfim para todas as
classes da sociedade.
O bacharel Witruvio tem
o seu escriptorio no 1* andar
do sobrado n. 23 da ra Nova,
cuja entrada pela Camboa do
Carmo.
Ra da Imperatriz n. 7.
Lecomte acaba de receber do Rio de Janeiro
o primeiro contra-mestre da casa Augusto Clau-
dio, c um outro vindo de Paris. Esto esiabelc-
cimenlo esta hoje as mclheres condices que
possivcl para salisfazer as encommendas dos
i objecios em cabellos,.no mais breve lempo, co-
(j i -i i mo sejam : marrafas a Luiz XV, cadeias de relo-
SCrve lie ae gUia aO COm- gios, braceletes, une, rosetas, etc., etc., ca-
bolleiras de loda a especie, para homens e se-
nhoras, lava-se igualmente a cabega a moda dos
Estados-Unidos, sem dcixar uina s pelieula na
cabeca dos clientes, para sali-azer os pretenden-
_les, os objeclosem cabello sero feitos em sua
presenca.sc o desojaren), c achar-se-ha sempre
urna pessoa disponivel para cortar os cabellos, e
pontear as senhoras em casa particular.
= Antonio Marques de-Amorim faz publico,
que no da 21 do crrente foi rccolhida em seu
sitio na Ponte de Ucha uuia preta velha por
nome Anna, em estado de embriaguez e mordi-
dida por unscaes. O sen estado no permitlio
oblerdclU iuformacao alguma que indicasse se
era livre ou escrava. Tendo sido cuidadosamente
tratada acha-so quasi restabelccidn, mas apenas
sabe dizer que perter.ee a urna senhora viuva,
moradora na ra do Collegio, c por isso se faz
ama as | o presente annuncio para que a pessoa a quem
e quizer, | pertenca a mande buscar.
Precisa-se de urna ama para urna pessoa :
na ra Bella n. 10.
agencia dos fabricantes america-
nos Grouver & Baker.
Machinas de coser: em casa de Samuel P.
Johston t C.a ra da Senzala Nova n. 52.
E' chegadn loja de Lecomte, aterro da
Boa-Vista n. 7, o encllente leite virginal de ro-
sa branca para refrescar a pello, tirar pannos,
sardas c espinhas, e igualmente o afamado oleo
babosa para limpar c fazer crescer os cabellos,
assim como pos imperial de lyrio de Florenca,
para bortuejns c asperidades da pelle, conser-
Xirimavera da
e promptido : no ; era li
Engomma-se cora asseio
beccodo Marisco n.20.
Precisa-se alugar um prelo on preta, i ido-
sos, para comprar na ra e fazer o mais servioo
de urna casa de familia, ou mesmo uraa
mesmas circumstancias : quem tiver
annuncie ou dirija-se a ra de Santa Rilan. 40
primeiro andar.
BKMBM8M8M8 SK
^Liges de ftancez
| piano.
^ Mademoiselle Clemence de Hannelot
H de Manneville continua a dar ligoes de 3|
g, francez e piano na cidade e nos arrabal- 5;
fg des : na ra da Cruz n. 9, segundo andar.
O Sr. Honorato Jos de Oliveira Figueire-
do queira annunciar sua morada ou dirigir-se i
Jvranada praja da Iodependencii.que se preci- va a frescura e o avelludado da
a fallar-lhe.
vida.
D
Crutio Brasileiro. que se comp5e: do lou-
vor ao santo nome de Dos, coroa dos ac-
losde sraor, hymnos ao Espirito Santo e
a N. S., aimitacao do de Sanio Ambrozio,
jacule lorias e commemora^ao ao SS. Sa-
cramento e N. S. do Carmo, exercicio da
Va-Sacra, directorio para oraco mental,
dividido pelos dias da semana, obsequios
no SS. coragao de Jess, saudacocs devo-
las s chagas de Christo, ora^oes a N. Se-
nhora, ao patrocinio de S. Jos e anjo da
(uarda, respongo pelas almas, alm de
oulras orages. Prego 320 rs.
ITA DE VARIEDADES, contendo o kalenda-
rio, rtgulamento dos direitos parochiaes, e
urna collcccao de ancdotas, ditos chisto-
sos, coutos, fbulas, pensamenlos moraes,
receitas diTersas, quer acerca Je cozinha,
cuer de cultura, e preservativo de arvores
e fructos. Prego 320 rs.
ITA DE PORTA.a qual, alm Jas materias do
costurae, contera o resumo dos direitos
i amohines. Preco 160 rs.
Attenco, 1
@ Curso .ratico e theorico de lingua fran-
ceza por urna senhora franceza, para dez
mocas, segunda e quinta-feira de cada se-
S mana, das 10 horas at mcio dia : quera $$
s quizer aproveilar pode dirigir-se a ra da #
*n. 9, segundo andar. Pagamenlos
m
ga-se bem. Dirigirse a' praca de Pe-
dro It (antigo pateo do Collegio) n. 57,
segundo andar.
Na hvraria n. G e 8 da praca da
ndepenecia, preciza-se falLr a Sr.
Joo da Costa Maravillia.
35S
M.
RA DO TRAPICHE NOVO N 2.
PILRRE PUECIE vient de recevoir ks
adiantados.
@^@|i@@@ @@1
Iloga-se aos Srs. devedores do estabele-
cimento do fallecido Josda Silva Pinto, o ob-
sequio de saldaren) seusdebilos na ra do Col-
tegio venda n. 25 ou na ra do Queimado loia
n. 10. J
= Caeano Pinto de Veras faz scienlc a quem
interessar que est em exercicio da vara dojuiz
de paz do 4o anno, do primeiro dislricto da re-
guezia JoSS. Sacramento de Santo Antonio des-
la cidade, para que foi eleito e que despacha na
casa de sua residencia ru.i do S. Francisco n. 8,
cera qualquer parte que for encontrado ; c que
da audiencia as tercas e sextas-feir8S as 4 1(2
horas di tarde como ja tem annunciado, na casa
publica das audiencias. Recife 29 de feverciro
de 1860.
M. 27-Km da Impciatriz-N. 27.
L. Pugi.
nica cfficina em Pcrnanibuco para lavar as
palhinhas das mobilias a mais encardidas, tor-
nando-s outra vez to alvas como no estado
primitivo ; esta magnifica preparaeo chimica
tem a propr edadcdedesenfecUr as mobilias das
pessoas moras de moleras contagiosas : na
"dem'sV mod";36 ChaPe3 d Pa"'a de Ila,ia i de Um raenin0 P'^g com pralica de laber-
e poerri se a moda. ,10, para uraa em Beberibc, e igualmente do urna
dp"Tn mrUdimperad0r 28, a,"ga see ven- ama para servir em urna casa do pouC fanX
de-seem grandes e pequeas porces bichas no mesmo lugar: a iralar na ra do Ou m,
hamburguezas, e larabem cal da mais nova que do n. i'3.
ha, para fab.rico do assucar, por prego commodo
O Ur. Cosme de Sa' Pereira]
^de volt de sua viagem instructi-J
tiva a Europa continua no exer-j
cicio de sua prossao medica.
Da' consultas em seu escripto-^
rio, no bairro do Recife, ra dar
j|Cruz n. 53, todos os dias, menos!
nos domingos, desde as' 6 horas!
t as 10 da manha, sobre osS
segi)|ntes pontos :
I*. Molestias de olbos ;
1-. Molestias de cora cao e del
ix'ito ;
S-'. "Molestias dos orgaos da gera-
cao/e do anus ;
4-. Praticara' toda e qualquer
operacaoquejulgar.convenien-1
te para o restabelecimento dos^S
seus doentes.
O exarae das pessoas que o con-!
sultarem sera' feito ndistincta-j
mente, e na ordem de suas en-
tradas; fazendo excepto os doen- j
tesde olhos, ou aquellesque por
motivojustoobtiverem hora mar-
cada para este im.
A applicacao de alguns medica
mentos indispensaveis em varios!
casos, como o do sulfato de atro-
pina etc.) sera'feto.ou concedido I
gratuitamente. A conTanra que
nelles deposita, a presteza'de sua!
accao, e a necessidade prompta j
e seu emprego; tudo quanto o |
demove em beneficio de seus I
doentes.
CONSERVES ALIMENTAIRE
denommees ci-dessous, qu'il vendr des prix moderes.
C presCliocolatC-pcs Choucroute Anchois-JulieimesIlaricots
verds-Beu.rera,s-Ea.ufet Mouton bou.lli -Fromage de Roquelott-Fro-
mage de Ges-Moularde-Champignons-Pointes dA^perges- Sa'.ssisses truf-
!L !ffeeS"!m,rM e>"e^te-Grand Assorliment de Lit^curs
^^^""^'"w.Vvteietautre.. Vins fias Chateau Lamte
\
maior commodidade e economa do pubU?o de L T""'6' contratos mensaes para
tantos sacrificios. P de quem os ProPetanos esperara a remunerago de
Assignatur5 de banhosfrios para urna pessoa por mez lojOOO
s*He, j, ^ .Uh^^s asataagmez 15*oon
FORNE1R. l "-=- ----------=-----------------------------------
Preiisa-sc deura fi.rmiro que *-'------"-
sua arle: na padaria do Saraiva,
numero 95.
.
que seja prritn rm
ra do Mondego | g' =
8@@ @S @S@@@@'
^Consultorio central
i

.- a a S
D o = 3
O s 3, o-
homcopalhicof j s|
I Continua sob a mesma direc. 3o do Ha- noel de Mallos Teixeir Lima,' prufcsnor
\\m em hoinecpalhia. As consultas como d'an-
& Us.
ti
9
Botica central honieopalhica 1
SS
o. -j a 2 o
O fD
m ^ X I
a s, n
o r ; =
. 3
Do
Permuta-se
ume das pnmeiras rasas da villa da Escada por
sua edificacao e por seus commodos
nesla praca ; quem pretender csse
nja-seaiua do Queimado n. 43.
por outra
negocio, di-
Precisa-se
FUNDIDO
Ra do Brum (passando o chafariz.)
No depoziio deste esUbelechueiUo sempre lia grande sortimento de me-
enanismo para os engennos de assnear a saner:
defacillimoassento
idas;
.w .-, ^ Kv* ,gUU para aitaSt e seminas para rodas de madeira
Moendas inteiras com virgens muito fortes, e convenientes ; '
Meias moendas com rodelas motoras para agua, cavallos, o'ubois, acunhadas em agu.lhoes deazs
laixas de ferro fundido e batido, e de cobre
Pares ebicas para o caldo, crivos e portas de'ferro para as fornalhas;
Alambiques de ferro, moinhos de mandioca, foroos para cozer farinha
Olletas dentadas de todos os tamanhos para vapor, agua, cavallos ou bois',
AgudhOes, bronzes e parafusos, arados, eixos e rodas para carrosas, formas gtil van zafo para p ________
cue o {i!0!?! Ca& ^ue.oss^us ftW*es acharo tudo igno .d Drtrf^eTcia com
?n~. rfl p.ela.lon^a experiencia que elle tem do mechaDismo proprioWa os agricul-
S a^ffd??1?: .ePe^'act\de mandar construir pessonlment/an Vuas oZs
SZltt r18 d.a I^later;a; Papa onde elle faz viagem annual para o dito fim,
mw^Fteu^T**0-?* 8U5 f5bnCa em Peraab^o, para modificar o mechanis-
mo a vontade de cada-comprador, e de fazer os ooncertos de que poderlo necessitar.
ESCRIPTORIO DEADVOCACIA
DOS D0UT0HES
F1LLIPPE DA MOTTA [E AZEVEDO CORRER.
E
MANOEL JOS DIAS SILGADO CARNEIRO.
Ruado Carmo n. 18 B.
n n a3D m jitiiiaD,
Os Drs. Molla de Azovedo e Salgado advogam
tanto no foro civel c commercial como no crimi-
nal tecclesiastco, em qualquer das instancias ;
cncarregam-se de qualquer queslao, emOm, tra-
iam4* 'Sjlo quanto diz respeilo a sua prolsso,
o por um.honorario razoavel.
_ Tendo m vista o inleresse daquelles que ha-
b lm na*provincias e que lendo dependencias
na cdrle, maior parte das vezes nao possuem
un procurador on correspondente habilitado que
cute de seus interesses, os supraditos advogados
leem nntxado ao seu escriptorio um outro, es-
peciahneate de procuradoria, no qual, debaixo
de sua inmediata vigilancia e direccao, se en-
conlra-fcpregados habriilados que*lornam a si
o iraUreSJ de lodos os negocios quo correm pe-
las secMHrias de estado, e repartieres publicas
da corle .capital da provincia do Rio de Janei-
ro ; fueran tirar airars de raercs, ttulos, di-
plomas, ntrhir patentes para oficiaes da guar-
da naciorm, carias de juues dedireito, munici-
paes e de orphaos, de escrives, latelliaes, con-
tadores, distribuidores, partidores, provisoes pa-
ra odvogare sollicilar,d-
DR. SABINO 0, L PIMO
g Rovos medicanientoshonipiipnihicos cn-
viadosda Europa pelo Dr. Sabino.
$ Estes medicamonins preparados espe-
39 cialmenle segundo as necessidades da ho-
^ meopaihia no Brasil, vende se pelos pre-
gg eos coohecidos na botica central homeo-
* palluca, ra de Santo Amaro [Mundo No-
gfe vo n 6.
Bostastonaultas.d
agenciareis
de din'
ensas para casaraenlos,
abalisados
to geni o
cabido em
tura-
dique
negociA e -
le que
podemi
m menci
(es nu c
oambuco
persrijr
j ecio Do.
i segninles agen-
= : trla-se em Per-
srico Chare*, na ra da lm-
Ama.
Precisa-se alugar urna preta escrava que saiba
engommar, coser lavar, paga-so bem: na ra
da Cruz n. 23, segundo audar.
Flores de cera em cinco
licoes.
O artista Jos Bicaud. rerenlemente ehesado
da corle, otTerece ao publico ere geral e em par-
ticular no bello sexo, seus lindos trabalhos de
cera e laas. D M?oes em casas particulares
exposicao dosquadros. na ra do Cobija n 3 a'
casa do liorlicullor francez. '
_ Na ra das Cnicadas. casa n. 22, ha urna
pessoa queso encarrega dequaesquer Iraduccoe
na lingua ingleza ou frauceza : a tratar na mes-
ma casa, ou annuncie.
Precisa-se de um offinnl de pharmaria que
tenha pelo menos 2 a 3 annos de pralica de bo-
tica, que seja de boa conducta : a fallar na bo-
tica de Barlhotomeu Francisco de Souza, na ra
larga do Rosario n. 36
O abaixo assignado faz scienle ao respeila-
vel publico, que consliluio por seu bstanle pro-
curador nesla praga ao Sr. Diogo Thomaz Esle-
ves Vianna para iralar de todos os seus negocios.
Recife 19 de abril de 1860.
Hermenegildo Gonralves da Silva
Curativo pelas pillas paulisiaaas.
HyAroipVsia,
Por ter conhecimenlo do curativo cima, pro-
cureio mesmo tratamenlo para um escravo meu,
tambem ochado desde os ps at a cabeca. com
as affliccdcs da morte ; logo que lomou as ditas
pilulat e xarope, as afflicces foratn diminuindo,
o em menos de 50 dias o meu escravo sarou per-
feitamcnle : nao se pode chamar curativo, mas
sim uro milagre. J sabido que a hydropisia
curavel pelos remedios do autor das Diluas
paulistanas.
Fregueiia do O' 20 de dezembro de 1859.
Joo Luiz de Barros.
As pilulas paulistapps sao depurativas e pur-
gativas, em pacote de 2 caixas, n. 1 o n. 2, para
se lomar de noite e de manha : deposito geral,
na ra do Parto n. 19, no Rio de Janeiro.
a Arrendarse o engeiihoOutero, sito na fre-i
guezia da cidade da Victoria, distante da i>roca 9
legoas ; quera o pretender arrendar, dirija-se ao
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eslabe-
18 : as
e per-
Nestes dias feixa-se nfalHvelmcnle o
lecimenlo de retratos da ra Nova n
pessoas que desejarem lcar com um fiel
feito retrato approveitem a occasio O plibt-
grapho, F. Villela. *
Precisase alugar urna ama forra que saiba
engommar e fazer algum trabalho de casa do fa-
milia ; quem esliver tiestas circumstancias, diri-
ja-se a ra da Cadcia do Recife n. 22, segundo
andar.
Precisa-se de urna escrava para o servigo
interno de urna casa de pequea familia, que sai-
ba cozinhar. ensaboar e engommar: quem a ti-
ver para alugar, dinja-se a Fra de Furias, rna
dos Guanrapes, casa do professor publico, ou
annuncie para se procurar.
PERDA.
Honiem, 19 do crreme, pelas 9 horas da rr>a-
manhaa, rahio de um carro que passava pela
ponle da Boa-Vista, um pequeo embrulho com
urna toalha do labyriulho etn roda e seu compe-
tente blco ; foi visto apanhar-se por um preto, o
qual sendo conhecido por nlguein. esl sendo
procurado para obrigar-se a reslilui-la ; se po-
-^^^^^tz^i^r^S'^sx.
'cisco Viristiruo do Reg Barros.
J12, que seja recompensdo.
Hrib


7^~
**
^

(6)
Modas francezas.
Madame Millocheau participa as senhoras mas
freguczas, que'no sortimento de modas recebido
pelo ultimo navio fraucez adiase un lindo
sorlimento de chapeos, pelerinas, gollas e man-
gas. Avisa tambem s senhoras suas freguezas,
que embora saia de sua casa urna ou oulra cos-
tureira, conlinua-se sempre a fazer vestidos e
mais modas do verdadeiro goslo de Paris, por
prego commodo, e oxactido.
O abaixo assignade, por ler de seguir para a
Europa, deixa por seus procuradores os seguin-
tes senhores : em 1." lugar ao Sr. Joaquim Mar-
tins Moreira, era 2, ao Sf Jos Domingues Maia,
e em 3.- ao Sr. Antonio Joaquina Voz de Miranda.
Antonio Jos Pereira de Miranda.
As pessoas que tiverem contas contra o Sr.
W. \v. Stapp, cnsul dos Estados Unidos, tero a
Jiondade de apresenlarera no uiesmo consulado
ateo dia28 do correlo.
Precisa-se de duas amas, urna para cozinha,
e oulra para engommado, dando-se preferencia a
escrava; a Iralar na ra do Imperador n. 15.
= Aluga-se urna prela cscrava para ama de
leilc, que o tem com abundancia, c est muito
acnslumada a este servico, o omito carinhosa
para crianca, o se afianza a boa conducta : na
ra do Crespo n. 16, luja da esquina.
Alugam-so 2 moleques de 14 e 15 anuos :
na praca da Boa-Vista, casa n. 5, primeiro andar
= Precisa-se alugar urna escrava que cozinhe
e faca o mais servigo de casa do familia : na ra
cstreita do Rosario n. 34, primeiro andar
Offerece-se um porluzuez casado qara fei-
lor de um sitio, o qual da (ador a sua conduc-
ta : queni precisar annuncie para ser procurado.
gCollegio do Bom Conselho!
ruado Hospicio n. 19.
@ l'rccisa-se de copeiros neste estabele- @
cimenta, proferc-se captivos. f
Aluga-se ura^mulatinlio para o
servico de casa ou para criado : na ra
do Imperador confronte a ordem ter-
c ira de S. Francisco n. 1 B..
DUftlO^tj^BjAMBCO. SEGDNDA FEIR4 9fl DE ABIUl^ DE 1860.
Compras.
Compra-se um cabriolet de qua-
tro rodas, que etteja em bom estado e
tenhacoberta : na ra da' Gloria n. 3.
Constante-
mente
compra-se, vende-se e troca-se escravos: na ra
Direila n. 66.
mm
[Collegio do Bom Conse-]
Iho rua do Hospicio]
n. 19.
As nula.? preparatorias .deste esta-
belecimenlo eslo abortas, excep-
gao das de geometra o rhelorica cu-
jo curso ser ins'allado segunda fei-
ra prxima 23 do corrente.
moedas de ouro de lflfl e 20$ : na rua
da Cadeia do Recife loja n. 22.
Na praga da Independencia n. 22, com-
pram-se buhles de loteras recolhidas.
Compram-se na praga da Independencia n.
22, bilhetes de loteras recolhidas.
Vendas.
Fumo americano.
Von.de- S6 fumo americano proprio para mas-
car o fazer cigarros : na ruada Cruz do Recife n.
50. prim ;iro andar, caixinhas de 20 e 40 libras
a 4(0 rs. a libra.
- Vende-se um bom piano : na rua do Impe-
rador n. 25, primeiro andar.
Vende-se um ptimo engenho de fabricar
assi car. moenle e corrente, lodo de varzeas de
masap e pal, na ir eguezia de Ipojuca, de ex-
celente arodueco : quem o pretender, drrija-sc
a loja de Jos Victorino de Paiva, na rua do Ca-
bugi n. ';'., que dar todae qualquer informarlo.
Ci
ENniADEACO
OE W.SGUU.Y
Jos Francisco de Azevodo e sa senhora
reliram-se para a Europa.
= O juiz prolector da imagem de S. Gongalo
Garcia Marlyr, erecto na igreja de N. S. do Li-
vramenlo, faz saber no respeilavel publico, que
lem designado o dia 22 do corrente para seu fes-
tejo.
Offerece-se urna pessoa de bons costumes
para ama em casa de familia, e de portas para
dentro : a tratar na rua larga do Rosario n. 9.
Piecisa-sede urna ama para caa de pouca
familia, para cozinhar.c oulra para engommar e
lavar para duas pessoas, paga-sc bem : na Boa-
Vista, rua da Ponte Vcllia n. 14, casa que lem a
frente pintada de vermelho.
Sociedade llaucana,
Amoria, Fragoso, Santos & Gompanhia.
llua da Cadeia do Recife.
O publico e os socios desla empreza podera
obler pela pratica de coritas correntes vantagens
inconlestavcs. Cenara o prejuizo que soffrera
as pessoas que improductivamente conservam
cm suas gavetas quantias, que, dadas pela forma
abaixo desciipla, eslarao em cerlo periodo con-
sderavelmente augmentadas ; porlanto, era
nosso nleresse e no do publico que fazemos as
considerages seguinles :
Todo o individuo que possuir a quantia de
lOj, e dahi para cima, pode abrir conla corrente
com esta sociedade, depositando em seu cofre
cssa quantia, que ficar vencendojuros desde o
momento cm que for entregue at aquclle em
que for retirada ; estes juros serio accumulados
ao capital no fim de cada semestre civil, para
ficarem por seu turno vencendo juros, que scro
igualmente accumulados.
A sociedade pagar senpre urna laxa de juros
de dous por cenlo, menos que a taxa, por que a
caxa filial descantar as letras da praga.
As quantias assim depositadas em conta cor-
rente poderao ser retiradas parcial ou totalmen-
te a todo momento do modo seguinte : at a
somma de 5:0009. vista de 5 at 20 contos com
aviso antecipado de tres das, e de 20 contos pa-
ra mais com aviso de seis das.
As pessoas residentes nesta praca a sociedade
fjrnecera gratuitamente urna caderneta para
nella se fazer a escripturacao da conla, como
tambem para servir de documento s quantias
que por olla forera recebidas; s residentes fra
remetiera animalmente urna copia da conla cor-
rente para ser conhecido o estado della.
Dcslc modo, sem despeza alguma, poupando
tompo e trabalho, poder qualquer pessoa guar-
dar as suas economas e augmenta-las com os
juros que for vencendo.
Nao acontece o mesmo sendo o dinlieiro dado
a juros a prazo fixo por letras ao portador, pois
nao sendo reformadas no veocimento deixara de
vencer juros.
Pcdindo a atlengao da publico para esta classe
de operacoes demonstramos quanlo lhe sao pro-
ficuas, basta ter em considerado que, conser-
vando um capital depositado em conla corrente
no espago de 10 annos pelo juro de 7 por cenlo,
e este capital estar duplicado naquelle periodo.
Professor dentista.
Rua Aa Cruz numero 44.
D. Juan Nogues faz sciente aos sous freguezes
c ao rcspeilavel publico em geral, os quaes j
tem pleno conhecimenlo da perfeico e delicade-
za do seu trabalho, que continua o exercicio de
sua protlsso : tira denles cora a maor rapidez
possivel a 2$ ea3}, sendo em casa c fra della
a 58, lirapa-os a 59, chumba com massa diaman-
tina a 5j. e com prala a 3), colloca-os sobre cha-
pa de ouro a 169, sendo para fra da cidade qual-
quer operacao ser o prego que se convencionar.
= Joaquim Antonio Dias de Castro, lendo de
relirar-separa a Europa tratar de suasaude, dei-
xa por bastantes procuradores nesta praga, em
primeiro lugar ao Sr. Manoel Joaquim Das do
Castro, cm segundo ao Sr. Manoel de Olivcira
Maia Jnior, eem lerceiro ao Sr. Joao Jos de
Carvalho Moraes Filho, e encarrega lo de lodos
os seus negocios respeRo ao seu eslabelecimenlo
a seu socio Jos Gomes de Amorim.
= Douphanl Georgc, Douphanl Geonn c Ma-
lok Pierre, subditos francezes, vo a Parahiba.
O abaixo assignado, tendo mandado um mo-
leque hontem, 19 do corrente, pelas 6 s horas
da tarde, levar uns remedios Capuoga, acon-
tece que nao os entregasse, era voltou para
casa, o qual tem os signaes seguinles ; de nomo
Nicolao, idado de 11 a 12 annos, cor fula, secco
do corpo, lem urna cicatriz no punho da urna das
roaos, contra no hombro proveniente de quei-
maduras, levou calca e camisa de algodao azul :
Toga-se a todas as autoridades ou a qualquer
pessoa que o apprehender, ou delle der noticia,
o levem ao pafeo do Carino n. 1, que serao ge-
nerosamente recompensados.
Joaquim Manoel Ferreira de Souza.
= Offerece-se um rapaz portuguez 'de 16 an-
nos para caixeiro de loja de miudezas ou ferra-
gens, armazem ou taberna, o qual d fiador a sua
conducta : no pateo do Paraizo, segundo andar
numero 18.
40#000 de aluguel.
O-se mcnsalmcnle por um primeiro andar
que tenha bstanles commodos para familia : na
rus cstreita do Rosario n. 34, primeiro aBdar.
= Aluga-se a sala do primeiro andar da casa
n. 1 D di rua do Irperador, confronto a ordem
terccira de S. Francisco : a Iralar a mesma.
Precisa-se de urna mulher de mea idade,
forra ou captiva, para ama de urna casa de pou-
ca familia : na rua de Apollo n.2.
= Precisa-so de urna criada porluzueza que.
sejade boa vida ecuslumes, sabendo engommar
c costurar, s para urna pessoa tambem porlu-
gueza : quera esliver cestas circuinstancias, de-
clare sua morada para ser procurada.
4ugusto & Perdiga*),
com loja na rua da Cadeia do Recite n.
23, contronte ao becco Largo,
prevnem aos seus freguezes. que acabara de sor-
lir seu novo oslabelecimento com fazendas de
gosto, finas, e inferiores, para vender pelos pre-
gos os mais razoaveis ; as fazendas inferiores,
nao a rctalho, se vendero por um preco fixo
que ser o seu proprio cusi as casas ioglezas,
urna vez que sejara pagas vista.
Nesle eslabelecimenlo se encontrar sempre
um sorlimento completo de fazendas, e entre el-
las o seguinte :
Vestidos de seda com babados e duas saias.
Ditos de la e seda e duas saias.
Ditos de tarlalana bordado a seda.
Manteletes pretos bordados com franja.
Taimas pretas de seda e de fil.
Polonezas de gorgurao de seda pretas.
Cinluroes para senhora.
Espartilhos com molas ou clcheles.
Enfeitcs do vdrilho ou flores para senhora.
Vestuarios para meninos.
Saias de balao para senhora c meninas.
Chapeos para senhora c meninas.
Pentes de tartaruga dos melhores gostos.
Perfumaras de Lubin c oulros fabricantes.
Cassas e organdys de cores.
Grosdenaples de cores.
Chitas escuras francezas c inglezas
Gollas e manguitos os mais modernos.
Camisas de linio para senhora.
Ditas de algodao para menino.
Algodao de todas as qualidades.
Lencos de labyrinlho para presentes.
Gollas de crochet para menino.
Vestidos de phanlazia.
Roupa feita.
Casacas e sobrecasacas de panno fino.
Paletols de casemira. %
Calcas do casemira pretas e do cores.
Colletes de seda idera idem.
Ditos de fusao.
Camisas inglezas todas de linho.
Ditas francezas de difforeutes qualidades.
Malas e saceos de vingera.
Borzeguins de Mellier e outros fabricantes para
hornera.
Ditos para senhora.
Charutos de Uavana, Bahia e xuanilha.
Camisas de flanella
Chapeos de todas as qualidades para horaem,
senhora c changas.
Chapeos de castor preto
e brancos
Na rua do Queimado n. 37, vendem-se os me-
lhores chapes de castor
Estas pennas, de differenles qualidades,sao fa-
bricadas de ac de prata refinada de primeira
ten: pera e sao applicavcis a todo o lamanho de
letra : venda em casa dos Srs. Guedea & Gon-
gal -es, rua da Cadeia n. 7, prego It50 cada
caica.
Na cidade do Rio Formoso vende-se a pro-
priedade denominadaQuinaJ casa de ne-
gocio ha muito, o deve offerecer muila vanta-
gen por ficar no pateo da fcira : os pretendentes
pocero dirigir se ao propietario do engenho Es-
trella, o aqui no Recife, na rua do Rosario da
Boa-Vista, casa n. 32.
PotassadaRussia
E CAL DE LISBOA.
lio bem conhecido e acreditado deposito da
run da Cadeia do Recife n. 12, ha para vender
po.assa da Russia e da do Rio de Janeiro, nova
e de superior qualidade, assim como tambem
cal virgem em pedra: ludo aor nrecos muito
razoaveis
Sndalo.
Ricas bengala, palceira e leques :
vendem-se narria da Imperatriz n. 7,
loja doLecomte.
Loja da boneca rua da Impe-
ratriz n. 7.
Vendem-se caixas de tintura para tin-
gar os cabellos em dez minutos, como
tambem tingem-se na mesma casa, a
qualquer bora.
Conlinua-se a vender fazendas por baixo
preco al mesmo por menos do seu valor,
aini de liquidar contas : na loja de 4 portas
na rua do Queimado n. 10.
H
Botica.
Bartholomeu Francisco de Souza, rua larga
do Rosario n. 36, rende os seguintes medica-
mentos :
Rob L'Affecteur.
Ptttttas contra sezoes.
Ditas vegetaes.
Salsaparrilha Bristol.
DitaSnnds.
Vermfugo inglez.
.Tarop do Bosque.
Pilulas americanas {contra febre).
Ungento Hollway..
Pilulas do dito.
Ellixir anli-asraathico.
Vidrosde boca larga comrolhas, de 2 oocas a
121ibras
Assim como tem um grande sortimenfo de pa-
pel para forro de sala, o qual veude a mdico
preco.
REMEDIO INCOIYIPARAVEL.
UNGENTO HOLLOWAT. -
Mulliros de individuos de todas as nacOes po-
de m lestcmunhar as virtudes deste remedio in-
ccmparavele prorar em caso necessario, que,
polo uso que delle fizeram tem seu corpo e mem-
bros inteiramenle saos depois de haver emprega-
do intilmente outros tratamentos. Cada pesoa
poder-se-ha convencer dessas curas maravilhosas
pela leilura dos peridicos, que lh'as relatam
todos os dias ha muitos annos ; e a maior parte
dolas sao to sor prndenles que admiran; so
atedeos mais celebres. Quanlas pessoas reco-
braran com este soberano remedio o uso de seu8
bracos e pernas, depois de ter permanecido lon-
go lempo nos hospitaes, onde de viam soffrer a
ampu :acao I Deltas ha muitas que havendo dei-
xado esses asylos de padecimentos, para seno
submjtterem essa operacao dolor^sa foram
(uradas completamente, mediante oJuso desse
preciosoremedio. Algumas das taes pessoas na
enfusao de seu reconhecimento decluiafam es
les rtsultados benficos diante do lord coree-
dor e oulros magistrados, am de mais auteuti-
c.arem suairmativa.-
Nir.guem desesperara do estsdo de saude sa
1 iresse bastante confianza para ensaiar este re-
nedio constantemente segundo algum lempo o
mentratato que necessitasse a natureza do mai,
:ujo resultado seria prova rinconlestavelmente
Que ludo cura.
O uaguenio be til, mais particu-
larmente nos seguinles casos.
Alporcas.
Caimbras.
e variado jsartineito de
roupas feilas
Na loja da rua Direita u. 87.
Ricos sobrecasacos de panno muito fleo a 25 e
28]), paletols de fuslo brancos e de cores a &J,
ditos de alpaca de seda a 5, ditos sobre a 6|,
ditos de bnm a 3JJ500 e 4. ditos de esguio de
algodao branco a 32O0, calcas de brim de linho
de cores a 28500, 3g, 3*500 e 4g, ditas brancas a
2, corles de collele de gorgurao de seda a 9600
e 3, ceroulas de bramante francezas a 1S6O0,
grvalas de gorgurao, chamalote, setim e groz a
1JL dll!E f.ede l9400- chapeos francezes
a 8 e 8500. ditos de casemira a 3K80O, ditos de
castor, cepa baixa, a 10, chapeo deso de pan-
no, cabo de canna com astea de balea, a'2*500
p0Ller 6rande porcao, corles de brim de algodao
a 900 rs., saias a balao a 6500, esguiao de al-
godao cora duas larguras a 480 rs crleles de
gorgurao de seda a 5*. mantas do seda a2500
meins cruas a 2*500, 3*200 e 4*. e outras mui-
tas fazeudas de goslo que seria enfadonho men-
cionar ; a ellas, antes que so acabem ; sapa-
los de tranca feilos no Porto a 1*600.
Vendem-se saceos com 30 cuias de feijao
mulalinho muito novo, a 16g o sacco : na quina
da rua de Hortas n. 2, taberna.
A 3#000.
Caixas com alolria : no armazem do Sr. Anes
defronle da porta da alfandega.
ao p do arco de Santo
Antonio,
Vcndcra-se chitas francezas de duas larguras,
pelo barato prago de 200 rs. o covado.
Tinta para escrever.
A 240 rs. cada mea garrafa; na taberna da
estrella do largo do Paraizo n. 14.
Acaba de chegar do Rio de Ja
neiro alguns exemplaresdo
primeiro e segundo volume
da Corographia.
Histrica clionologica, genealgica,
nobiliaria e poltica do imperiodo Bra-
sil, peloDr. Mello Moraes : vende-se a
4$ o volume, podendo-se vender o se-
gundo em separado : na livraria n. 6 e
8 da praca da Independencia.
Chegaeni a fectwia
Na loja*do Preguica na rua do
Queimado n. 1. tem para.
\ender:
Chaly e merino decores, ptimo nio s para
roupSes evestidos de montara de Sra. como para
vestuarios de meninos a 360 e 400 ris o cova-
do Challes de merino estampados muito finos pelo
deminuto preco de 2:500 cada um musselioas
modernas, bastante largas, de variados padroes
a 260 e 280 ris o covaJo grvalas a fantazia.o
mais moderno possivel a 1* e 1200 cadauma, e
otras muitas fazendas, cujos presos extraor-
dinariamente baratos, satisfaro a expectativa
do comprador.
Com toque de avaria
1:800
Cortes de vestido de chita rocha fina a 1:800
lencos de cambraia brancos a 3:000 2:500 39
4:000 a dusia ditos com 4 palmos por cada face
e de 4 e nlUo por 5:000 cousa rara no Arma-
rem de fazendas de Raymundo Carlos Leite &
Irmios. rna da Imperatriz n. 10.
Verdadeiras luvas de Jovin de to-
das as cores, rua da Imperatriz ni 7,
loja do Leconte.
tmmn
GRANDE ARMAZEM
DE
DA
FUNDIDO LOW-MOW,
Roa da Senzala Nova n. 42.
Neste estabelecimento continua a haver um
comapleto sorlimento de moendas e meias moen-
das para eu8enlio, machinas de vapor e taixas
de ferro balido e coado. de todos os tamanhos
para dto.
Roupa feita.
Rua Nova n. 49, junto
a igreja da Conceico dos
Militares.
Neste armazem encontrar o publico
um grande o variado sortimento de rou-
pas feilas, como sejam casacas, sobreca-
sacas, gndolas, fraques, e paletols de
panno fino preto e de cores, palelots e
sobrecasacas de merino, alpaca ebomba-
zina pretos e de cores, paletols e sobre-
casacos de seda e casemira de cores, cal-
gas de casemira preta e de cores, ditas de
merino, de princeza, de brim de linho
branco e de cores, de fustao e riscados,
calcas de algodao, colletes de velludo
Ereto e de cores, ditos de setim preto e
rauco, ditos de gorgurao e casemira, di-
tos de ustes e brins, fardamenlos para
a guarda nacional, libres para criados,
ceroulas e camisas francezas, chapeos e
grvalas, grande sortimento de roupas
para meninos de 6 a 14 annos ; nao agra-
dando ao comprador algumas das roupas
feilas se apromplarao outras a gosto do
comprador dando-se no da convencio-
nado. a
Oleado
cores.
Vendem-se oleados decores os mais Anos que
possivel neste genero, e de diversas larguras,
por prego commodo : na rua Direila n. 61, loja
d# chapeos de B. de B. Fsij,
Vendem-se caixas com dgzia de garrafas
de cerveja,-quarlolas com vinh de Bordeaux,
canas com dual de garrafas do mesmo, quarlo-
las cora vinagre branco, champagne de supor
qualidade, velas stearinas e licorca sorlidos : na
rua do Trapiche n. 11
CALCADO
Grande sorlimento.
45-Rua Direita-45
Os estragadores de calcado encontra-
rao neste estabelecimento, obra supe-
rior pelos prec,os_iibaxo :
Homem.
Borzegains aristocrticos. '. 9#000
Ditos (lustre e bezerro)..... 7$000
Borzeguins arranca tocos. 7J0OO
Ditos econmicos....... 68096
Sapa toes de bater (lustre). 50000
Senhora.
Borzeguins primeira classe (sal-
to de quebrar) ......50000
Ditos todos de merino contra
calos (salto dengoso).....4$500
Borzeguins para meninas (for-
tissimos)..........4^000
E um perfeitosortimento de todo cal-
cado e daquillo que serve para fabrca-
lo, como sala, couros, marroquins, cou-
ro de lustre, fio, fitas, sedas etc.
Pianos
Saunders Brothers & C. tem para vender em
seu armazem, na praca do Corpo Santo n. 11,
alguns pianos do ultimo gosto, recentimenle
chegados, dos bem conhecidos e acreditados fa-
bricantes J. Broadwood ASons de Londres, e
muito proprios para este clima.
Graixapara
arreios.
Excellenle graixa americana para arreios e por
barato preco ; vende-se na rua da Cadeia do Re-
cife, loja de ferragens de Vidal 4 Bastos.
Escadas americanas
As melhores c mais commodaseuleis escadas,
de todos os tamanhos : vendem-so na rua da
Cadeia, loja de ferragens de Vidal & Bastos.
Fio Ac a\god&o.
Fio de algodao tanto para parios como' para
redes e oulros misleres : vende-se o mais bara-
te possivel na rua da Cadeia loja de fertagem de
Vidal & Bastos.
Moinhopararefi-
naco.
NA.
c av mazem
DE
GRANDE SORTIMENTO
DE
IFazendase obras feitasj
LOja
Ges&BastoJ
Na'rua do Queimad) n.
46, frente amarella.
Completo e grande sortiiynto de cal-
gas de casemira de cores e pretas a 8,
99, 109 e 129, ditos das mesmas casemi-
rasa7j, 8>e9[, dilos de brim Irangado
branco muito fino a 5g, 6jJ e 79 ditos de
cores a 3$, 3$500, 4$ e 59, ditos de me-
rino de cordao paia luto a 5$, colletes de
casemiras pretas, ditos de ditas de cores,
dilos de gorgurao pretos e de cores a 58,
69 e 79, ricas casacas de pannos muito fi-
nos a 358 e 409, sobrecasacas dos mesraos
pannos a 289. 30.$ e 358. paletols dos mes- !
raos pannos a 228 e 249, paletols saceos
de casemira modelo inglez 109, ditos de
casemira mesclado muito fino de apurado
goslo 15$ e 169. dilos sobrecasa das mes-
mas cores a 18 e 20$, dilos sobre de al-
paca prta fina a 7J e 89, ditos saceos a
49, ditos de fusto branco e de cores a 49,
49500 e 59, ditos de brim pardo muio
superior 49500, camisas pa.-a menino de
todos os tamanhos a 268000 a duzia, meias
de todos-os tari aulioa para menino e me-
ninas, palilols de lodos os tamanhos e
qualidades para os mesraos, Heles de
brim branco a 35500 e 49, ricos colletes
vjiludo preto bordado c de cores diver-
sas o por diversos pregos, ricos coberto-
res de fusto archoadu para cama o 69,
colarinha de liuho a peere a 6*500 a du-
zia, assim como temos recebido para
dentro deste eslabelecimenlo um comple-
to sortimento de Uzeadas de gosto para
senhoras, vestimentas modernas para me-
nino e menina de quatro a seis annos a
ludo vendemos por pregos razoaveis. As 1
sira como neste eslabelecimenlo manda- j
se apromplar cora presteza todas as qui- "
lidades de obras relativo a offlcina de al-
faiale sendo is:o com todo goslo o apeeio. *'
mmmm mm
Callos.
Canceres.
Cortaduras.
Dores de cabeca.
das costas.
des membros.
Enfermidades da cutis
em geral.
Dita i do anus.
Erupgdes e escorbti-
cas.
Fstulas no abdomen.
j Frialdade ou falta de
calor as extremida-
des.
Frieiras.
Gen jivas escaldadas.
Inchages.
Inflamraaro do ligado.
Inflammago dabexiga.
da matriz
Lepra.
Males das pernas.
dos peitos.
de olhos.
Mordeduras de reptis.
Picadura de mosquitos.
Pulmes.
Queimadelas.
Sarna
Supuraces ptridas.
Tinha, em qualquer par-
te que seja.
Tremor de ervos.
Ulceras na bocea.
do ligado.
das articulagSes.
Veas torcidas ou noda-
das as pernas.
Vende-se este ungento no estabecimento
geral de Londres n. 224, Strand, e na loja de
todos os boticarios droguistas e outras pessoas
encurregadas de sua venda em toda a America
j do ;>nl, Havana e Hespanha.
Venie-se a800 rs., cada bocetinha contm
um 1 Instrucgo em prtuguez para o modo de
fazer uso deste ungento.
0 deposito geral em casa do Sr. Soum,
pharmaceutico. na rua da Crun. 22, em Per-
oarabuco.
Pennas de a?o inglezas.
Vcndem-se na rua da Cadeia do Recife, loja n.
7, ile Guedes& Gongalves, ta verdadeiras pennas
de ago inglezas, mandadas fabricar pelo profes-
sor de calygraphia Guilherme Sculy, pelo mdico
preco de 19500 a caixa.
Bezerro francs
grande e grosso ;
Na rua Direita n. 45.
. Vendem-se 20 escravos de ambos os sexoo,
com habilidades ou sem ellas, tanto o prazo cs-
mo a dinheiro, e pdt prego commodo : na rne
Direita n. 66. _
O agente do verdadeiro xarop,e-do Bosque lem
estabelecido o seu deposito na rua da Cadeia Ve-
Ih n. 61, na botica e armazem de drogas de Vi-
cente Jos de Brlto& Filho : desnecessario fa-
zer elogios bondade deste xarope. nao s pelo
reconhecido crdito de seu autor como pela acei-
lago que geralmente tem tido.. Um cem nu-
mero de curas se lem conseguido com applica-
go do xaropo de Bosque, o qual verdadeiro an-
tidoto para todas as molestias dos orgos pulmo.
nares. Para conhecimenlo do publico declara-
se que o verdadeiro contm no envoltorio a pro-
pria assignatura dos proprietarios. e no falsifica-
do esta lithographada.
KM
importante.
45 Rua Direita 45
Este estabelecimento quer acabar
com alguns pares de borzeguins que lhe
restam, dos famosos arranca-tocos, ci-
dadaos etc., e sem o menor defeitu, re-
duzindo-os ao preco de 7$000
SYSTEM MEDICO DE HOLLOWAY.
PILULAS HOLLWOYA.
Este SneStimavel especifico, compocto inteira-
mente de hervas medicinaes, nao contm mercu-
rio, era alguma outra substancia delecteria. Be-
nigno mais tenra infancia, e a complego mais
delicada igualmente prompto c seguro para
desarreigar o mal na compleigo mais robusta;
inteiramente innocente em suas operages e ef-
feitos; pois busca e remove as doenga3 de qual-
quer especie egro por mais antigs e enazes
que sejara.
Entre milhares de pessoas curadas com este
remedio, muilas que j estavam as portas da
morte, preservando em seu uso: conseguiram
recobrar a saude e forgas, depois de haver tenta-
do intilmente todos os outros remedios.
As mis afflictas nao devem cntregar-se a de-
sesperago ; fagam um competente ensaio dos
efficazes efleitos desta assombrosa medicina, e
prestes recuperaro o beneficio da saude.
Nao se perca tempo em tomar este remedio
para qnaiquer das seguintes enfermidades :
Accidentes epilpticos.
Alporcas.
b
em grande sortimento para
homens, senhoras e
meninos.
Vendem-se chapos francezes de superior qua-
lidade a 6$50rj. 7 e 8, ditos de velludo, copa al-
ta e baixa a 7g, 9 o 10$. dilos de lontra pretos e
de cores, muito finos a 69 e 79, ditos do chile a
33500, 5, 6, 8,10 e 129, dilos de feltro em gran-
de sorlimento, tanto em cores como em qualida-
des, para homens e meninos, de 29500 a 78, di-
tos de gorgurao com aba do couro de lustre, di-
tos de casemira cora aba forrada de palha, ou
sera ella a 4$, dilos de palha ingleza, copa alta
e baixa, superiores e muilo em conta, bonetes
francezes e da trra, de diversas qualidades, para
meninos, chapeos de muitas qualidades para me-
ninas de escola, chapelinas com veo para senho-,
ra, muilo em conta e do melhor goslo possivel,
chapeos de seda, dilos de palha amazonas, enfei-
tcs para cabega, luvas, chapeos de sol, e outros
muitos objectosque os senhores freguezes, vis-
ta do prego e da qualidade da fazenda, nao dei-
xaro de comprar; na bem conhecida loja de
chpeosla rua Direita n. 61, de B. de B. Feij.
Vendem-se fazandas por barato
prego e algumas por menos de seu
?alor pora acabar, era pega e a rea-
lho : na rua do Queimado loja de 4
portas n. 10.
Chegarem loja de ferregem de Vidal S; Bas-
tos grande porcao de moinhos de todos os tama-
nhos, com rodas e de novo autor, os quaes sao
recommendaves pela sua excellenle qualidade e
commodo prego.
Camas de ferro.
Um completo sorlimento de camas de ferro c
com lona de todae as qualidades, as quaes se
vendem por menos do que em outra qualquer
parle : na rua da Cadeia do Recife loja de ferra-
gem de Vidal & Bastos.
iudm
ce bertos e descobertos, pequeos e grandes, de
curo patente inglez, para homem a senhora,
de um dos melhores fabricantes de Liverpool,
?indos pelo ultimo paquete inglez: em casa de
Southall Mellara & C.
Vende-se urna bonita crioulinh*
com 10 #1# anrrorvJeidade, muito sa-]
diae boMfKgiUua Fauno* casa do
tcnente-ca&C la, te dir'
vende.
A iplas.
Areias(malde).
Asthma.
Clicas.
Convulsocs.
Debilidade ou extenua-
co.
.Debilidade ou falta de
forcas para qualquer
cousa.
Dysinteria.
Dor de garganta.
de barriga.
nos ria.
Dureza no ventre.
Enfermidades no ventre.
Ditas no figado.
Ditas venreas.
Enxaqueca.
Herysipela.
Bebre biliosas
Febreto intermtente.
da iilii^suilio aflP Kmt defl Bfam, bem
copeiro, e ptimo oflfl JBte sapalPro : a tratari
orno abaixo astignmiifa alfandega. ou em sua
residencia, na ruada Saudade, primeira casa com
lo do lado da su). .
Pedro Imm&rw de Barros Carahanti.
Febreto da especie.
Gotta.
Hemorrhoidas.
Hydropesia.
Ictericia.
Indigestoes.
Inflammacoes.
Irregularidades
menstruaco.
Lombrigasde toda es-
pecie.
Mal de pedra.
Manchas na cutis.
Obstrucgo de ventre.
Phtysica ou consump-
pulmonar.
Retengao de ourina.
Rheumatismo.
Symptomas secunda-
rios
Tumores.
Tico doloroso.
[Ulceras.
Venreo (mal).
RELOGIOS.
Vende-se em casa de Saunders Brothers &
C, praga do Corpo Santo, relogios do afama-
do fabricante Roskell, por pregos commodos,
e tambem trancellins e cadeias para os mesmos,
de excellenle aosto.
4,000 rs.
por sacca de milho; nos armazens de Tasso
Irmoa.
Rua do Queimado n. 37.
A 308 cortes de vestidos de seda quecustaram
609; a 169 cortes de vestidos de phautasia que
custaram 309; a 88 chapelinhas para senhora :
na rua do Queimado n. 37.
Enfeites de vdrilho e de retroz a 49 cada
um : na rua do Queimado n.37, loja de 4 portas.
Em casa de Rabe Scbmettan &
C, rua da Cadeia n. 37, vendem-se
elegantes pianos do afamado fabrican-
te Traumann de Hamburgo.
SABAO
do deposito geral do Rio de
com Tasso & Irmos.
Janeiro: a tratar
i Vendem-se estas pilulas no estabelecimento
Br^feWrM,l'S24' *SlMBd' e na loja de
todoTO* boticario droguistas e outras pessoas
encarregadas de u veaoa e*i tojfc a America do
Sal, Havana e Hespanha.
Veadett-M s&oceiidbas a 800'A. cada ama
della, eoulom ana ioskuoeao -tm partagMi p,
ra explicar o modo de se usar destas pilulas.
O doposilo geral em casa do Sr. Soum
pbaTmaceutico, na roa da Groa tS, em Per-
aambaco.
Farinha de mandioca
nos armazens de Tasso A Irmos.
Milho
nos armazens da Tasso & Irmos.
Tachas para engenho
FundiQo de ferro e bronze
DI
Francisco Antonio Correia Cardozo,
tem um grande sortimento de
tachas de ferro fundido, assim
como se fez e concerta-se qual-
quer obra tanto de ferro fun~|
dido como batido.
Bombas de Japy.
Bombas de Japy de todos os tamanhos, com os
competentes canos de chumbo : vende-se por
commodo do preco na rua da Cadeia loja de fer-
ragem de Vidal & Bastos.
Bataneas decimaes,
Reslam algumas balangas decimaes, as quaes
se vendem por commodo prego : na rua da Ca-
deia do Recife loja de Vidal & Bastos.
Aviso aos Srs. mar-
cineiros.
Exccllenles armarles de serra de todos os ta-
manhos, seposdedilTerenles qualidades, os quaes
se vendem o mais barato possivel : na loja de
ferragem de Vidal & Baslos, na rua da Cadeia do
Recife.
AosSrs.padeirose
refinadores.
Sortimentos completos de penetras tanlo do
amare latao como de metal o de todas as grossu-
ras : vende-se por prego commodo na rua da
Cadeia do Recife, loja do ferragem de Vidal &
Bastos.
Aos senhores de engenho.
Enxadas americanas, do Poro, inglezas e ame-
ricanas, pequeas, de ago e j com cabos, safras,
tornos, foles, ferro Suecia, ago, arcos de ferro de
lodas as larguras, ferro em vergalhao, ferramen-
tas completas para tanoeiros, e muitos oulros ar-
tigos da melhor qualidade possivel e prego com-
modo : na rua da Cadeia do Recife, loja de fer-
ragens de Vidal & Baslos.
Cocos italianos
de follia de flandres, muito bem acaba-
dos, podendo um durar tanto quanto
duram quatro dos nossos 400 rs. um
e 4# urna duzia : na rua Direita n. 47,
loja de unileiro.
Para a quaresma.
Sedas pretas lavradas. lindos desenhos
covado
Gorgurao de seda lavrado, superior em
qualidade, para vestido/covado
Grosdenaple preto, covado
Dito largo e muito superior a 2$ e
Sarja preta larga, covado
na rua do Queimado, loja de 4 portas n. 10.
Rua da Senzala Nova n. 42
Vende-se em casa de S. P. Jonhston A C. ra-
quetas de lustre para carros, sellins e silhes in-
glezes, candeeiros e castigaes bronzeados, lo-
nas inglezas, fio de vela, chicote para carros, e
montara, arreios para carro de um e dous cval-
os, e relogios d'ouro patente inalezea.
Vende-se
o engenho Aremund silo na freguezia da Esta-
da, no limite do Cabo, arredado um quarto de
legua da estrada de ferro, com bastantes maltas
virgens, edificado de novo e lodo demarcado ; a
tratar no mesmo engenho com o proprielario.
Vende-se um carro de 4 rodos, bem cons-
truido e forte, com assento para 4 pessoas de
dentro, e um assento para boleeiro e criado fra,
forrado de panno fino, e tudo bem arranjado :
para follar, com o Sr. James Crabtree & G. n.
42, rua da Cruz.
Em casa de Southall MeTIors & C., rua do
Trapicho n. 38, vendem-se os seguintes artigos:
Chumbo de municao sortido.
Fregos de lodas as qualidades.
Alvaiade.
Vaho de Shery, Porte, Hongarian em barrio.
Dito de Mosclle em caixas.'
Coguae em caitas do duzia e barra.
Relogios de ouro e prats, patente e chrooome-
tros. cobertos e descobertos (bem acreditados).
Trancelins de. ouro para es meamos.
Biseque* ortidos em lata peqtrenis.
15600
SSOOO
l$8O0
2;50O
2800C
1


wm

mmmm
PUMO DE PEBMAMBCa. SECCJIPA FEDU 23 O ABRIL BT 1*80^
1AMS UWM)
-Largo da Penlta--
Mantciga perfectamente flor a 800 rs. a libra e em barril se far mais algum abatimenlo.
Queijos multo novos
a 1J700 rs. e em cana se far mais algum abatimenlo nicamente no armazem Progresso.
--l\\PlXf\S *i*\ iiCtk7 *\ S
p'?olares3sode flh* camPoteiras d<> vldro a 900 rs., e em porgo se far algum abatimenlo s no
Cartocs de bolinAios
muito novos proprios para mimos a 500 rs., e era porgo se far algum abatimenlo s no Progresso.
Y igos.de comadre
um Cpareohcommodo!emCnlC enfeiladas e proprias Para mimo8 s no Progresso e com vista se far
"Latas de soda
com 2 li2 libras de differcnles qualidades a 1600 rs., nicamente no armazem Progresso.
Conservas
a 700 rs. o frasco vende-se nicamente no armazem Progresso.
l\o\ae\vii\\\a ingleza
muito nova a 320 rs. a libra e barrica 4$, nicamente no Progresso.
Potes vidrados
no ProJreM" prprias*1ara raanlea oulro qualquer liquido de 400 a 1J200 rs. cada um, se
Chocolate francex
raaai&l^J^nl^M'" llgu1te *eneroa ludo recen(emcnle chegado e de superio-
brcaDledc LtahK T,Yf ?.' a ,lbra' chou"Sa mujl nova* """melada do mais afamado fa-
Dncaoie ae Lisboa, maga de tomate, pera secca, pasas, fructas em calda amendoas nozes frascos
pan Z tS 2Stt P,8f'8 : B-de.. vinagre Tranco BrdS p "io
mlmZtoZf\Chy?* melhole,s fabricantes de S. Flix. magas de todas as qualidades, gora-
snerTaMleT^ daS moS """ manas, cervejas de ditas,
tauaTmu lo n^.o* k L6SHfrancezcs TH0. finos* """^""o de zara, azeile doce purificado, azei
mlhados ,!;, banha,de P-co refinado eoutrosmuilo gneros que encontrado tendente a
nromPiPm m-i ? pr() R," tambera serv,rem aquellas pessoas que mandarem poroulras pouco pralicas come
niiPirim m pefoalmcnlc rogara tambera a lodos os sanhores de engonho e senhores lavradoies
queiram mandarsuas encommendas no armazem Progresso que se Ihes affianra a boa qualidade c
o aconuicionamcnto. *
Verdadcira goma de mata rana
a 400 rs. a libra, s no Progresso.
Palitos
cilhaJos para denles a 200 rs. o maco cim 20 macinhoi, s no Progresso.
Cha \\yson. perula c nreto
os melhores que ha no mercado de 18600 a 25500 a libra, s no Progresso.
Passas em eaixinhas de 8 Vibras
as mais novas que tem vindo ao nosso mercado pelo diminuto prego de 2g560, s no Trogrosso.
Ma$as cm eaixinnas de 8 libras
contendo 405 qualidades pevide, grao de bico, cstrclinha, alelria branca e amarella o pastilhas de
maja, so no Frogrosso, e com a vista se far um prego commodo.
Plantas de fiares.
Bel!orce, membro da.sociedade Imperial de
horticultura de Paris. tcm a honra de informar
os ba mame* desta cidade, que vea de ebegar
com im.1 linda colleccode plantas de Dores, ar-
vores fructairas. semenles de todaa as sortea es-
peciis a climas quenlcs : sua taja, na ruado
Cajuig n. 3. '
Milho e farinha.
Vendem-6e saceos grandes com milho e fari-
nha de mar dioca, o melhor possivei: na taberna
grand > da Soledade.
Em casa de Basto & Lemos
ra do Trapiche n. 17, ven-
de-se :
Chuoiboem lete 1.
Cantos de dito.
Cabo; de linlio inglez.
Selinii patente inglez com todos o per-
t erees.
Pape de imprimir.
P?nellas de ferro.
Baldes dezinco.
Livrcsem branco inglez.
Cadeiras geno vezas.
Licores fiaos em garrafas de crystal.
Enxore em caixas de 3 arrobas.
Alvai.iderde Veneza.
Cordoalha para apparelhosde navios.
Chapaos de palha de Italia singelos.
Vassouraj geno vezas.
Drogis diverjas.
Banlvjiroj. de marmore.
Talhas de barro vidrado.
Cl)
DE
Engenho.
Cliouri^as e palos
Zl^ZTreToVoZ^T a merCad'S U Pr0SrCS30' "S"*- b* l-* *
ARCHIVO UNIVERSAL.
REVISTA HEBDOMADARIA
D. Antonio da Costa
COLLABORADO
PELOS SRS.
-A. F.de CastilhoAntonio GilAlejandre Herculano A fi Rimo, a
Guimaraes-Auguslo de Lima-AnloniodeOliveira Marrcca-Alves Brinrn k i i 2
donga-A. Xavier Rodrigues Cordciro-Carlos Jos Caldeira-E Pintada Sil7ae Lk? r!"'
de Amorim-P. M. Bordallo-J. A. de Frcitas Olivcira-J. a e Cunha-F- Gom
CosaLuiz Filippe
Julio FerrazValenlim
-L7* sm; TSr l; A:eo a ^^teStffrJs
Jos
DIRIGIDO
POR
A. P. de CarvallioCarlos Jos Barrciros.I. F. Silveira da Molta
Paganiuo.
Rodrigo
..,If'"IIIT0 iniversal comer como terceiro volume o segundo anno da sua existencia
1 lr (TrUmadraireS d.mculdades com que os jomaes Iliterarios de PortSLai
seguir umav,dama,s larga; este lirocin.o urna grande conquista e um bomou- -
Regislra-o o archivo mais como ui incentivo, do que como urna gloria mais
rS!' h 1US Cm "fma V1Cl0ria- t S0 que receben obriga-Ji ,"onlinior
r?tt 'A.3 ~c5t"'?0 e emPenh0' ,oda a "'icilude c dcsveflo para se con
con-
teem
os compromissos,
at agota,
. ra o futuro; com a dif-
passado. que j conta ; as sympalhias que
1 regularidade da sua publicaco. Para os
as descon-
. para con-
conquisla c um bom agouro de prosperi-
peranga
em prega
seus intuitos e da sua poca.
Destinado
como urna es-
como at hoje,
para se conservar igno dos
juntamente com -""M"! *f i6.3"-"..0 0.vimenl0 iorn.Ustieo e a offerecer a
tria ou as ar
com a re.i.1. do que m.i, ,*, hoaver ^S,~ ^,li"n. ,ceS
10a leitores, con-
iencia, na indus-
periodico publica-
completan-
C9NSULTORIO
*
DO
lir. P. A. lobo moseoso,
wmm PMTrsiiM
3 RA A GLORIA, CASA DO VUrolO 3
Clnica pot ambos os systemas.
CoBt^Kipr^n^ rcfdamdaencho5aedetardedePLSde 4 h"-
propriedades ruraes. u^"ienie nao so para a cidade como para osengenhos ou outras
Botica de 12 tubos grandes, ..;... nftKM
Ditos de 24 ditos. .....' H
Di os de 36 ditos....... nS
Dito de 48 ditos...... ....... 2S2J!
Ditos de 60 ditos. .* I ^Jg
Tubos avulsos cada um. ... I ....'' tSmfl
Frascos de Unctllras. ............. SSSS.
em nn5edCna hoopathic pelo Dr." Jahr 'trduzido *
M^rdSS?n!B:2,CeiOMriQd0ite,BOid med- 20a000
FUNDICAO D'AURORA.
Ven!c-se o engenho S. Jos de Bom Jar'im,
fregu; a de N. S. da Luz, com bons terrenos',
moentc e ccrrenle e com boas obras, quasi prom-
plo paa se moer cora agoa, faz-se lodo e qual-
quer ni-gocii, dando a vista qualquer quanlia ;
os prclendeales dirijam-se ao mesmo engenho'
ou ao engenho Penedo de baixo, na frecuezia d
S. Lou renco da Malta.
Novo Hez de Mara.
A bera conhecida ediegao do Mez Marianno,
enriquecida cora muilas estampas e ricas rune-
las, co n a noticia histrica daliova medalha
aberla em'honra da immaeulada Cooceico esua
compelente novena, conforme se usa no conven-
to dos Rvnii. Carmelitas desla cidade, boa im-
pressat, bom papel: contina estar venda a 2a
ovolune, na ruado Imperador defroute de S
Francisco.
Arados americanos e machinas
para Javarroupa: emeasa de S. P. Jo-
hnstoi & C. ra da Senzala n. i2.
Vinho de Bordeaux.
rrufn"??. ',e Ka,kman'l Irmos&C, ra da
Cruz n. 10. incontra-se o deposito das bem co-
nhecid.-s marcas dos Srs. Brandenburc Frres
e dos Srs. Oldekop Mareilhac & C, em Bor-
deaux. Tem as seguintes qualidades :
De Bratidenburg frres.
St. Esliph.
St. Julicn.
Mrgaos.
La rose.
Chlcan Loville.
Chteau Margaux.
De Oldekop & Mareilhac.
St, Julisn.
St. Julien Mdoc.
Chatean Loville.
Nf mesma casa ha para
vender:
Sherry =m barrs.
Madeirr. em barris.
Cognac em barris. qualidade Cna. .
Cognac em caixas qualidade inferior.
Cerveaa branca.
Tachas e moendas
Brag.. Silva & C, tem sempre no seu deposito
da ra ia Moeda n 3 A, um grande sortimento
.? !f?,,S*??eDda9 P"* engenho, do multo
acreditado fabricante Edwin mIw : a tratar no
mesmo deposito ou na ra do Trapiche n 44.
Pechincha,
Com pequeo toque de avaria.
Na ra do Queimado n. 2, loja do Preguica,
*cndem-sepeSasde algodao encorpado. faro
com pe [ueno loque de avaria a 2J50O cada urna'
Aos amantes da economa
Na ra do Queimado n. 2, luja do Preguica
vendem-se chitas de cores fixas bastante escu-
ras, pe > baritissmo preco de 6g a peCa. e 160
rs. o ce vfluo.
mlt Carne ce Tacca salad. em barris de 200
libras : em casa de Tasso Irmos.
gMfifliAirji i mmm m pi?tu.
Sita na raa Imperial n. i 18 e \ 20 junta a fabrica de sabo
DE
Sebastio J. da Silva dirigida por Francisco Belmiro da Costa
dP%naVefBtmTDl0i,awSeiI,pre PromPl?,s alambiques de cobre de d.Terentes dimencoes
L.\Sf,f "fy* ?imP'e8 e obrados, para destilar agurdente, aparclhos destilatorios 3
para resillar e destilar espirites com graduagao at 40 graos (pela raduaco deSelrartU-r \2l
econmicos, tachas
para engenho, folha
eAaCoi08 dC C0bru6' fUundos ? 'maques", Tassa'd'eiciil0 es
de Flandres, chumbo em lenjol e barra, zinco era '
-. cocos
arroellaa de cobre. lenc6odVferraTato" ferro iucci\Z7k^T^J^ \-av>l barr?' lsnes e
Relogios de ouro e prata.
Em casa de Henry Gibson, ra da Cadeia do
Recife.n. 62, ha para vender um completo sorti-
mento de relogios de ouro e prata, chronome-
iros, meioschronometros e de ptente, os me-
lhores que vem a este mercado, e a precos ra-
zoaveis.
37 Ruado Queimado37
Loja de 4 portas.
Chegou a este estabelecimento um completo
sortimento de obras feitas, como sejam : pale-
lots de panno fino de 16$ at 28$, sobrecasacas
de panno finopreto e de cores muito superiores
a 35$, um completo sortimento de palelots de
riscadinho de bnraf pardo e brancos, de braman-
te, que se vendem por preco commodo, cerou-
las de linho de diversos lmannos, camisas
francezas de linho e de panninho de 2g at 5g
cada urna, chapeos franeezes para homem a 8#,
ditos muito superiores a 10, ditos avelludados,'
copa alta a 13, ditos copa baixa a 10$, cha-
peos de feltro para homem de 4. 5 e at 7
cada um, ditos de seda e de palha eufeitados pa-
ra meninas a 10, ditos de palha para senhora a
12$, chapelinhas de velludo ricamenle enfeita-
dasa 25$, ditas de palha de Italia muito finas a
25$, cortes de vestido de seda era carlao de 40$
at 150$, ditos de phantasia de 16 al35S000,
gollinhas de cambraia de 1 at 5. manguitos
de l$500at5,~organdys escuras e claras a
800 rs. a vara, cassas francezas muito superiores
e padrees novos a 720 a vara, casemiras de cor-
tes para colletes, palelots e caigas de 35O0 at
4$ ocovado, panno fino preto e de cores de 2500
at 10$ o covado, corles de collete de vellu do
muito superiores a9e 12$, ditos de gorgurao
e de fustao brajicos de cores, tudo por preco
barato, atoalhado de algodo a 1280 a vara,
corles de casemiras de cores de 5 at 9, grosde-
naples de cores e pretos de 1600 at 3200 o
covado, espartilhos para senhora a 6$. coeiros
de casemira ricamente bordados a 12 cada um
lencos de cambraia de linho bordados para se-
nhora a 9 e 12 cada um, ditos lisos para ho-
mem, fazenda muito superior, de 12 at 20 a
duzia, casemiras decores para coeiro, covado a
2$40O, barege de seda para vestidos, covado a
1400, um completo sortimento de colletes de]
JW'h0' casemira Pre,a lis e bordada, e de
fustao de cores, os quaes se vendem por barato
preco, velluflo decores a 7 o covado, pannos
para cima d^csa a 10 cada um, merino al-
cochoado p;Ao para palelots e colletes a 2800
o covado./baldos para armado de cabell a
1500 Saceos de tapete e de marroquim para via-
gem, um grande sortimento de macas e malas
Je pregara, que tudo se vende vonlade dos
rreguezes, e outras muilas fazendas que nao
possivei aqui mencionar, porm com a vista dos
compradores se mostrarSo
Ferros ae engom-
mar econmicos
A SftOOo.
A 8,000 rs.com todos
os pertences.
Do-se a contento para
periencia por um
Relogios.
Vende-se em casa de Johnston Pater 4 C, ra
ao vigano n. 3,um bello sortimento de relogioe
de ouro patente inglez. de um dos mais afa-
mados fabricantes de Liverpool; tambera urna
vanedade de bonitos trancelins para os mesmos
Em casa de Borott & C, ra
da Cruz do Recife n 5, ven-
de-se :
Carros de 4 rodas de um modello inteiramente
novo.
Cabriolis muilo lindos.
Charutos de Havana verdadeiros.
Algodo americano trancado.
Presuntos para fiambre.
Cha prelo de superior qualidade.
Fumo americano de superior qualidade.
Ghampanha de primeira qualidade.
Carne de vacca cm barris de superior quali-
Oleados americanos proprios para cobrir carros
Carne de porco era barris muito bem acondi-
cionada.
Licores de diversas qualidades, como sejam :
o muito afamado licor intitulado Morring Cali
fcherry Cordial, Ment Julop, Billcrs, Whiskey &
C, ludo despachado ha poucos dias.
Carneiros gordos.
No engenho Forno da Cal vendem-se carneiros
gordos por preco commodo.
Espirito de vinho com 44
graos.
Vande-se espirito de vinho verdadeirocom 44
graos, chegado da Europa, as garrafas ou as ca-
andas: na ra larga do Rosario n. 36
Liquidaco para
acabar.
Na ra Direita n. 13, loia de miudezas um
grande sortimento do miudezas, enfeites para
vestidos da senhora, filas de seda e de velludo,
pontea de massa, pulceiras de velludo, franjas
brancas para casaveques, luvas do seda, meias
para meninas e meninos, botes de selim para
casacas, espiritas finos de diversas qualidades, ba-
nhas faancezas, saboneles, pomadas francezas e
outrosmuitos objeclos que se vendem por menos
de seu valor por estar em liquida ao.
NOVO DEPOSITO
DE
dias.
ex-
ou dous
ITendem-se estes magnficos ferros as seguin-
tes casas :
Praga do Corpo Santo n. 2.
Ba da Cadeia do Recie n. 44.
Jila da cadeia do Recife n. 49.
Ra Nova n. 8.
Ra Direila n. 135.
Dita da Madre de Dos n. 7
D'la do Crespo n. 5.
Dita da Penha n 16.
Dita do Cabug n. 1 B.
DiU Nova n. 20.
Dita do Imperador n. 20.
Dila do Queimado n. 14.
Dita Direita n. 72.
Dita da Praia n. 28.
Dila da Praia n. 46.
Dila do Livramcnto n. 36.
Dila da Santa Cruz n. 3
Dila da Jm eralriz n. 10. irmazem de fazendas
deRayraundoCarlos Leile & Irmo. era iodos
i dao-se por um ou dous dias para
esles
eiperimenlar-se.
Jjafl-K-%&ffi
Vende-se
Relogios patentes.
Estopas.
Lonas.
Camisas inglezas.
Peitos para camisas.
Biscoutos.
Em casa de Arkwighl & C
Cruz n. 61.
ra da
lluada Imperatri/. n. 75
Neslc estabelecimento recebeu-se ltimamen-
te, em direitura da Europa, um grande sorli-
j menlo de camas de ferro fundido e balido, e de
lodas as qualidades, e dos mais lindos modelos,
tanto de urna como duas pessoas, com armaces
o sem ellas, ditas para meninos com varaiulas e
sera ellas, e berco de ferro, que ludo se vender
por preco commodo, lano a relalho como em
porcao.
= Vende-se 1 carrinho de 4 rodas e arreios
para 2 cavallos, tudo era perfeito eslado e por
commodo preco : a tratar em Sanio Amaro, pas-
sando a fundico, casa de J. O. Mello, em frente
dos pes de arvoies.
Vinho e batata.
Vendem-se barris com vinho a 25$ cada um.
fnnaS8J^200a,aurroba'e,nlibra "*>. ou-
cinhoa 360. em has a 160, painco a 160, man-
leigainglezaa80Ors..ditafranceza a 560. doco
ue guiaba a 1 o caixao, espermacete a 640 a II-
r.H.rim0.,?0 S0t,rad0 D- ,6' com oilao P
a ra da Florentina. i v_
t, Vende-se um ptimo moleqne com 13 annos,
CSCrarvOS a Tentla. J ptimo copciro, o qual sabe fazer todo o servigo
Vendem-se, trocara-so e compram-se escra- ?" Loquem prelender. d'r'ja-se a ruada
vos de toda idade, e de ambos o sexos na ra s,e8und Vndar-
do Imperador n 21, primeiro andar.
Vendem-se saceos grandes cora milho da
ierra muita novo a 4$, em porcao se fai diffe-
renga : na ra de Apollo n0 19.
Moleque.
Aos senhores logistas de miudezas.
Bicos pretos de seda,
Ditos brancos o prelos de algodo.
Luvas pretas de torga 1.
Cintos elsticos.
Listas de algodo em novellos : vendrm-M
por precos commodos, em casa de Southall Mel-
lors & C, ra do Trapiche n. 38.
Engenho. |
Vende-se o engenho Santa Luzia, sito na $
& freguezia do S. Lourengo da Malla, entre ftft
@ os engenhos Penedo de Baixoc Penedo de
Cima : Irata-se no mesmo engenho ou*no
engenho Mussambique com Felisbino de ib
Cprvalho Rapozo.
Cera de carnauba, sebo rtfinado e fio
de algodo.
Contina avender-se no largo da Assembla.
armazem n. 9.
vende-se superior linha de algodo, bran-
csse do cores, em novello, para costura : em
de Seuthall UellorA C. ra do Torres
i
casa
o. 38.
Escravos rugidos.
mu.
Vend.!-se cebla solta por baralissimo
no arm zem da ra do Amorim n. 46.
prego:
Cosmorama.
n.U0mp!ta"li!.r"Se Seu ,dono Para a E,,rP8. nde
pela melado do seu valor um magnifico cosmo-1
ciiendo 18 vidros e porcao de vistas da
para tratar, na ruado Cabu-
Seus proprietarios offerecem
qualquer obra nufturada^^^ eral, toda e
todos os tamanhos, rodas d'agua paraWenhos da, de itllT^ !^T ^^^J0 v,Por de
dase meias moendas, tachas de ferro balWoTun^ Cub^8 de ^ira, moen-
chos e bombas, rodas', rodetes %guh6es e boroaa. prf oalh. m ?nho'' 8,,inda8te8. "-
dioca e para descarogar algodo. prencas para mandfo'a fi? W^M w!a "ma8Sai man-
lumnas e moinhos de vento, ardo^iWy^0if^ny'SZrilVVm' porl,e9 8"dria, ce-
bles e lodas as obras de machinisSo ExecuU-le aualou'er ob^ boiu' alTare"8a.
desenhos ou moldes.que para tal flm oremTp^^^^ **
belecimenlo na ra do Brum n. 28 A
encommendas neste esta-
tntender oara oualduernhr. 4ttm fl* gosta Fereua "n 1uem sretendentea se oodem
entender para qualquer obra.
rama-,
Europa e America
g n. 3 i.
- Vinde-se urna cama franceza. de amarello,
ca7xaT.mm.C'ande d,,0 Um. rel0gi0 desalacom
mero 2( marell : na ru5 da Senzalla Nova nu-
ESCRyVOS VENDA,
vendm-se 12 escravos. na ruado Imperador
n \, i.rceiro andar, sendo 3 negras engomma-
de.ras. mulata muito bonita, 4 negros mocos
para tooo servigo. 1 moleque de 13 annos. 1 mu-
lalinno Be 10 annos, 1 mulalinha de 12 annos
e l neghnha de 14 annos : vendem-se baratos
para bc bar.
= Vende-se um terreno com 551(2 palmos de
frente e bastt.ntes fundos, o qu.l Oca enlre as ca-
sas ns Hoe 98 da ra Imperial: a- tratar na mes-
ma ra :om a viuva Campello.
\a ra do Queimadon. 33,
leja esperanca,
l\&l~*J u"ffl"ia de ebano.guarnechla de ma-
ellecharLcc-m 10 chaves.systena Bohemio, muito
pem acatada, por 50, assiro como um violao de
Jacaranda, de chaves, marchelado de madrene-
ro a, obra prima, por 50, rosarios de madrepe-
rla proprios para presente no mei prximo mez
de devurao; i 5. 6, 8 elOg cada um, e estao-se
acabatid >, grr.xa frauceza para sapatos a 640 rs o
pote, (especial desta loja). tinta azul e preta i'n-
gleza, inlciramente liquida, a 500 rs. o pote nen-
as do a;o o nelhor possivei. tendoa proprieda-
M de.qianto mais velha em se escrevendo me-
inorca e rauitos objeclos necessarios.
va~ VS lde,ra-80 Ia ,0Ja le ferragens de Thomaz
Fernand ;s da Cunha, na ra da Cadeia n. 44 as
bandejas mais superiores que lera vindo ao mer-
cado, en lomes de tres bandejas, por preco com-
modo, m uto proprias -
para casa de familia : as-
siracomi colliores de metal para cha e sna
facas de jabo de marra e oso, cora balanc e
sera elle trra mentas para todas as artes e prc-
gos do ledas an qualidades para obras o reparos
e amencinos para armazem de assucar, em bar-
ricas e a retalho.
A 8,000 rs.
Ferros econc micos americanos para engommar
com fulei e dtscanso : vendera-so esles excel-
entes fci ros na leja de ferragens do Vidal A
Bastos, na da Cadeia. ^^
Fazeodasporbaixos precos
Ra do Queimado, loja
de 4 portas n. 10.
Ainda restam alguma3 fazendas para concluir
a liquidaco da firma de Leile & Correia, asquses
so vendem por diminuto preco, sendo entre ou-
tras as seguintes:
Chitas de cores escuras e claras, o covado
a loO rs.
Ditas largas, francezas, finas, a 210 e 260.
Piscados franeezes de cores xas a 200 rs.
Cassas de cores, bous padres, a 240.
Brim de linho de quadros, covado, a 160 rs
Brim lranSado branco de linho muilo bom, va-
ra, a 1JHH/0.
Cortes de caiga de meia casemira a 2
Ditos de dila do casemira de cores a
Panno preto fino a 3# e 4j>.
1#800** de CrC8' R*9' Pa" homem. duaa
Gravatas de seda de cores e pretos a 1
Meias brancas finas para senhora a 3.
Ditas ditas muito finas a 4.
Ditas cruas finas para homem a 4$.
Cortes de colletes de gorgurao de seda a 2#.
Cambraia lisa fina transparent, peca, a 4#..
Chales de la e seda, grandes, um 2.
Grosdenaple preto de 1J60O a 2#.
Seda prela tarrada para vestido a 18600 o 2fi
Cortes de vestido de seda preta lavrada a 16
Lengos de chita a 100 rs.
Laa de quadros para vestido, covado, a 560.
Peitos para camisa, um, 320.
Chita franceza moderna, ngindo seda, corado
a 400 rs.
Entremetas bordados a 200 rs.
Camisetas para senhora a 640 rs.
Ditas bordadas finas a 2$S00.
Toilhas de linho para mesa a 2 e 4#.
Caonisas de meia, urna 640 rs.
Lengos de seda para pescogo de senhora a
560 rs.
Vestidos brancos bordados p'ara baptisar crian-
gas a 59000.
Corles de calg do casemira preta a 6#.
Chales do merm com franja de seda a 5.
Cortes de caiga de riscado de quadros a 800 rs
, Men5.ver do, 1$280.
Lengos brancos de cambraia, duzia, a 2#.

Aibardas inglezas.
Ainda ha para vender algumas aibardas ingle-
zas, excelleules por sua duragao, levesa o com-
modidade para os animaes : em casa de Henry
Gibson, ra da Cadeia do Recife n. 62.
Vene-se sele casaes de canarios do impe-
rio em seus competentes viveiro, um melro mui-
to novo, urna carauna, um curi e tres canarios
da Ierra era suas gaiulas, casaes de rolas bran-
cas e ditas pardas ; no sobrado da ra de S.
Francicco, como quem vai para a ra Bella, n.
8, das 6 s 7 horas da raanha e nos domingos
e dias santos a qualquer hora do dia.
Superiores chapeos de manilha.
Estes cxcellentes chapeos que por sua qualida-
de e eterna duragao, sao preferiveis aos do Chi-
le ; exLtem venda nicamente em casa de
Henry Gibson, ra da Cadeia do Recife n. 62, por
prego commodo.
Vendem-se todos os accessorios para esta-
belecer-se urna grande padaria, sendo cylindro,
machina de trabalhar com cavallo. masseira, ten-
dedera, taboas, ps, bilhas, toalhas, etc., tudo
novo ; vende-se prazo : a tralar no largo do
f^erco n. 32, sobrado.
Vende-se
linha de novello de todos os krtimentes, meias
de seda inglezas de peso e mais inferiores brau-
Moleque fgido.
Sebbado, 14 do coirente, fugio da ra da ra-
doia, correndo pela ra da Cacimba, o cs.ravo
Oraciano, rom os signae's seguintes : idade 16
annos, pouco mais ou menos, estatura regular
secco do corpo, olhos brancos, orelhas grandes
cabanadas. falla alrapalhada por ser gago andar
banzeiro, e est amarello ; desconfla-se que es-
leja acoulado em alguma rasa, e prolesla-se ap-
plicar as penas da lei conlra o acoulador : pe-
de-so portanto aos senhores pedestres e capilaes
de campo a npprehens.lo do dito moleque ouo
levando a ra da Guia n. 5, serlo recompen-
sados. '
Attencao.
Fugio da ra Direila n. 6 um cabra de nomo
Antonia, que diz ser filho da cidado de Goianna.
e consta quenhi foi visto, e nao se sabe se dal>i
tomn oulro deslino, um pouco alto e reforra-
do, e fulo e lera de idade 60 e tantos annos, falla
bem e bstanle esperto, o um pouco adulador :
quera o preder e o levar a rasa de seu e-
nhor, receber a gralificacao de 50* livre de dcs-
pezas.
Altenco.
1:000$ de gratificayao.
Fugio da villa do Ing5. no anno de 1657, ura
escravo de nome Jos, mais conhecido por Zeva-
so. E pardo, tem os cabellos corlados reme, a
barba compnda, negra e espessa, tego de u'm
ollio, de altura regular, reprsenla ter SO a 60
annos de idade, bastante magro e esmirrado, o
linalmente tem as mos descarnadas e cadavri-
cas. Consta achar-se homisiad no lermo do Se-
riiihacm,ondesuppe-.e amancebado com urna
mnlher casada, moradora na povoacao de Santo
Amaro. Dizem que anda seaipre em companhia
de um cabra, baixo, secco, de cor alvacenla, e
orelhas grandes c lezas : quem o apprehendr
queira leva-lo debaixo de cordas aquella villa'
ou ao Recife, na ra alraz da malrizda Boa-Vis-
ta, onde receber a gralificacao offerecidi.
No di 6 do corrente"fugiram do engenho
Ucha o escravo Filippe, cabra, eslalura reu-
uo seua iiigiuius ue uesu e mais interiores urnn-'i u k -o-
cas e pretas, por pregos commodos : em casa de |,' pouca barba' com s,g"aes de bexiga no ros-
Henry Gibson, ra da Cadeia do Recife n. 62.
Pechincha.
No aterro da Boa-Visla, actualmente ra da
Imperatriz, loja do becco dos Ferreiros, vendem-
se cortes de riscado franrez a 2, tapete de linho
a 2.J, toalhas de linho a 640 cada urna : na mes-
ma loja vendem-se saceos com feijo- amarello
muilo novo e barato.
Vendem-ao
do que se tem
cocheira da ra
le coronel Se!
Vende-se
sabendo coser, costanar
menea prego
e tratar na
do tenen-
5 a 16 annos,
ar: no Hao-
guiobo, em frente do sitio do Sr. Accioly.
AS MELHORES MAHLVAS DE COSER
DOS
Mais afamados autores de New York
I. M. SINCER & C.
E
WHEELER & WLSON.
No nevo estabelecimento vendem-se as machi-
nas desles dous autores mostram-se a qual-
quer hora do da ouda noile e responsabilisamo-
nos por sua boa qualidade e seguranca :no arma-
zem de fazendas de Raymundo Cartas Leile 4
atmo'd Boa-Vtaf"81^ D' 10' aDUanienle
lo. representa ter 32 annos de idade, fjlla bem
e no dia 8 o escravo Marcoiino, denagao An-
gola, cor fula, alio e seoco, sem barba, tem nos
bragos signaos de vaccina, na testa urna cicatriz
era forma do meia la, eem cima de um dos pea
urna sicalriz que repuchou alguma cousa a pelle,
tem a falla descansada, bem feito de rosto e re-
prsenla ler 28 annos de idade ; ambos esles es
cravos levaram caiga de algodo azul trangado e
camisa de algodo de lislra, alem de mais roupa
que possuiam, e suppoe-seque reuniram-se pa-
ra seguirem viagem para o serlo do Sobral de
onde o primeiro natural: a quem os aprehen-
der junios, ou a cada um de per si, ou deltas der
noticia, ser bem recompensado petas seus do-
nos, no referido engenqo Ucha.
Escrava fgida.
Fugio da casa do abaixo assignado, no dia, 18
do corrente, urna sua escrava da Cosa de nome
Marta, que representa ter de idade 45 anaos, al-
j_turae corpo regulares, cor nao muito pieta, tem
bastantes cabellos brancos, cosluma trazer um
panno atado 4 roda da cabeca, tendo por signal
mais saliente as mos foveiras, proveniente de
calor de ligado. Esta escrava tendo sabido como
de costume, com venda de arroz, nao voltou
mais : roga-se, prtenlo, s autoridades poli-
ciaes, capilaes de campo e mais pessoas do povo,
a apprehcnso de dita escrava, e leva-la loja
do Preguica, na ru do feeimado n 2, o casa
de sua residencia na na da Florentina defronte
da cocheira do Ulm. Sr. tenenle coronel Sebas-
tio, qne sero generosamente recompensados.

\


jm
DA RO OE PERNAMBCt. SEGUNDA FTIU 93 t>fi ABRIL >E ^60
i----- "----- aft ~ .11 M-J^_________----------
Lilteratura.
AUIVA.
Jnnlo s bollas collinas que se clevam a peque-
a distancia de Turio, encontram-se algumas al-
deias mosqunhas, mn.i das quaos se acha por lal
modo (imilla sob innntes de rerdura. que o via-
janie punco a descobre antes de chegar no meio
daquella a que chaman) Grande-fina. Ao lado
da egrrja daquella aideia, havia era 18IC urna es-
lalagem de rnui pobre npparencia, cuj dono, se ;
Chamara Paulo, o que ura pequeo rampo sep.i- :
rara da habtaca da rura Mmica Darpaccio e;
Dianora, sua filha, pessoas amadas por lodo o Im-
gar, porque nao possuind mais que urna mdi-
ca renda faziam o bem que podinm.
Urna tar lo, vespera do Santa Petronilia, dous '
viajantes pararara dianlc da eslalagom. e porque]
resolressem passar alil a noile, entraram n'uma
pequea sala quo servia de cosinha.
Francisco, meu lilho, cerra essa porta.... o
sol ineommodo, disse o
Soui levantaros oltios Uu sou Iraallio, Momea
responden :
Procurai, senhores.
t o que vnmi'S fazer, respondeu aquello.
. Que horas sao? perguntou um dos sol-
dados.
Nove, respondeu a viuva, olhando para o
reli'xio.
Depois disto os soldados compraran) a procu-
rar por toda a sala, atirindo os armarios c desar-
iiiMintidn ludo, era qnanlo que as duas mulhe-
ros coiiliniiavam o sen trabalho. Dianora fl'arn
cantando cerno urna errtica alegre e livre de cui-
dados ; mas quom a nhstrvasse Com ationrao vc-
ria que as suas faces coravam e impalldeciam
quasi ao mosmu lempo.
A pequea liabila<;5o de'Montea, rompunha-se
de tro saia's: urna no nielo, cuja porta abria'pa-
ra a ra, nutra a dimita que servia do cosinha, e
a texceira, era face desta. ora aquella onde se oc-
cullavam os fugitivos. Cada passo, cala roovi-
monlo dos soldados fazia tremer Dianora, que
chamara em sou auxilio todos os santos da corte
en re-
ido* ron-
fao julga-
los de ter
tes, designando urna janelu'quJda^JaruV SZteSSr1' ^""^ ^ ""
lamou corneo o csiaiajadeiro. | ^$SrS3^+m ochavara es-
condidos, baria urna "juena pona de ridros
Ha raais de mea hora que se escotideu por traz
das montauhas 1
Et:> quanlo Paulo fazia esta reflexo, o hornera
a quom acabara de ser dado o nomo de Francis-
co [ochava cuidadosamenlc asjanellas, e o sou
couipanheiro passeava do um para mitro lado
moslr-iudo-se viramonto agitado. Era um ho-
rnera elegante, e no sen andar notara-a* corto
garbo militar quo rondiza cora a sua altivez, pJu-
lo nao coslumava recober na sua casa pessoas de
lio elevada classe, e a curiosidade que com-
roum em pessoas da sua prnfissin, fa/.ta-o per-
dor-so em conjoclur.'.s, nimio mais porque nao
quena interrogar os hospedes, que melhor que
ungueal podinm esclatece-lo.
Neeessariamentc, d/.ia elle com sigo, aqu I
ha mysterio!... porque viajantes que se nao in-
quietara com 3 ceia, nem querem entrar comigu i
cm conversando aqui ha rr.vsierio I
Paulo foi lirado destas reflexes por urna voz i
doce que o chamara.
Ah es tu, Dianora disse elle, que queres, i
minha lha ?
Minha m, respondeu a rapariga, manda-
ros o viisso cntaro. Tomai-o.
Alom da janella, que dava para a ra, baria
onlr.i i|uc abria sobre o quintal. Dianora rollo-1
cou o cntaro sobre o pnrapeilo desta, e Paulo
para o lomar, pouson a sua luz, rujos raius dei-
xarara ver por entre a rica verdura que guarneca
a janclla, una dessas admirareis cabecea que os |
viajantes vo contemplara Italia e que os gran-i
dos pintores tem froquenleinenle Iracado.
vistadella, o mais velliodos eslraugeiros dis-1
se gravemente :
Kis urna bella rapariga
Oh I admiravelraentc bella, respondeu o
entro.
Dianora sabio, e affaslou-sc lentamente colhen-
do alguinafl flores dojardim.
Paulo, que se liulia applicado ao arranjo da
ceia dos seus hospedes, parecen-llio, logo que
Dianora desapparereu, que ouvia o tr:ite de ca-|
vatios. A curiosidade l-lo chegar porta, po-j
rm depressa vollou para dentro exclamando: "
Sania Virgcm I os carabineiros cercara a ca-!
sa Quo quercro de raim t ajunlou, oliiaudo os I
seus hospedes como inlerrojzando*-os.
Ninguem entrar aqu 1 exclamou o mais re-
Iho dalles, opoiando-se contra a porta. Se que-
res prnticar una boa aceto, e alem disso fa/.er
negocio, continuou elle dirigindo-se ao estalaja-
deiro, d-nos o lempo preciso para nos escapar-
mos. Aqui lens a minha bolsa. Mas serpoln
contrario nos entregas aquellos que nos porse-
guotn, a loa morle c certa. Escolhe 1 ajunlou.
i'-ngaiilhando urna pistola, que lirou de dentro do
capote.
Atravessai o jardini, respondeu Paulo bai-
xinho, indicando-Ibes a janella onde Dianora li-
nba appirerido ; segui essa rapariga e enlrai on-
de ella entrar, que essa casa servir-vos-ha do
asylo.
janella, alravessa-
quo dava para ura passoio do arbustos que furma-
v.im um pequeo bosque; urna grado do ferro
I que Monica tinha o cuidado de fechar .dodas as
' lardes, lerininava esle passeio, que conduzia ao
; campo
Dianora senlia aperlar-sc-lhe o coraco, lom-
: brandO-86 quo a chave da grade eslava escondida
j n'um pequeo armario do quailo de dormir, c
I escogilava um modo do fa/.cr saber quclles ?
! quera procurava salvar, o lugar onde cneonlra-
. riara esta chave. Porcm que meio empregar a
; Para oceultarasua inquietaco comecou a cantar,
! e eutao Ihe oxorreu a idea" de que assim poda
| fallar B"S seus protegidos. Mas enlenderiam el-
j les t Com este Tira aproximou a suj cadeira da
I porta escondida pela lapocaria, cantando urna re
: Iha bailada a que junlou algumas patarras para
indicar aos fugitivos o meio de se escaparen*, e
i repelio-a duas vezes, para ser bern entendida,
continan to o sen traba]ho.
Mostr Paulo tinha razo, disse o chefo dos
' carabineiros entrando na pequea salla ; nao ha
i aqui po;soi algnma de suspeita. Mas. ajunlou
' elle designando Dianora, eis nhi ura verdadeiro
rouxinol que canta como se eslivesse sobre um
ramo no meio de algura jardim
Minha lha alegre, gracas a D<;u*, respon-
den Momea, e eu deixo-a c.anlar; lempo vita em
que tristezas ineviiaveis a faro chorar.
Tondas raziio, polire viuva, tomn o chefa
moslrando-se inlotiieeido : mais vale ter o cora-
ban tranquillo, do que possnir grandes riquezas.
Vamos, a leus Monica. Sois urna mullier honrada
| e incapaz tie recolher criminosos
Esperail gritou um dos soldados. Aonde
i dorraem estos mulheres ?... nao vimos leito al-
I gnra.....
Neste momento um li^eiro e pira todos unper-
I ceptivel sussurro chego i aosonridos de Dianora,
que olhou para tus niie, empallidecondo e di-
zendo comsigoai do mim a cmara esl oceu-
pada 1
Senhores. responden a viuva tremendo, o
meu qnarto all: pe leis, se o desojis, vista-
lo. __porui... se respoilaes duas mulheres...
l-so 6 bom. respondeu estpidamentep sol-
dado, masera todo o caso abr-nos esse quarto.
Monica, vendo que nao baria outro recurso,
tratou de abrir a poria do quarto, mas para re-
tardar o f.ital momento, comecou a procurar .a
chave como se ignorasse onde ella se achava. Fi-
nalmente a porta abrio-se: Dianora encostou-se
asna ni.ie para nao cahir, e nem urna nein oulra
entrara ni no quarlo.
Nao ha aqui o menor indicio di passagem
de um hornera, disse o ebefe dos carabineiros.
Eolio* ranee a III ha entraram resolutamente.
A porta de vidros achara-36 nberl.i, o que nao
causava suspeita em razo do calor. Dianora
pousou precipitadamente o pe sobre urna luva de
homem que eslava quasi inteiramente escondida
pela coi lina da janella ; o os soldados depois
e se
sea bospodvs myteriosos. que urna larde appa-
rectrara na minha cstalagcm, e que sendo per-
seguidos pelos soldados foram silros pelo san-
gue fri de Dianora ? Pois bem : live honlem no-
ticias suas; mas tristes noticias, minlias ac-
ii horas.
-- Ah! meu Deus! Entao que feilo desses
o*es;racados?
-- Eu vo-lo cont. Honlem, q
gressavn aldea, encontrei no cami
deios, ene me disseram. iara assi
nicito de dous famosos ladros, ecr
assissinudo um religioso solitario, q}C vivia as1
moilnhl asque se estendem para l da Santissi-
ma Trinlade. Estes hoinens hariam'desapparc-
cid) desde a vespera de Santa Pclronilia. at que
ha tres remanas ura individuo os enconlrou, re-
conhecou c denunciou a justica, que fez o scu
dcicr em encerra-los n'uma prisao. Apenas ou-
vi nomear a vespera de Santa Petronilia, resolv
procurai meio de ver os aecusados, o que me foi
mas fcil do que eu esperara. Vi-os, sim, pelas
grados ca prisao, passeando alados um no outro,
e conheci-os nao s pela sua figura, mas tambera
pe > andar nrbre em que eu tinha repirado.
Vendo-es assim tranquillos, exclamei affouta-
moate: nao, nao c possivel que cnonioltossoin
o crime de que os acensara ; e lalrez Tjue eu po-
de: se esclarecer a questao declarando justica o
que 3ei desses desgranados. Vos raesma, senhora
Moiica, e vossa filha, podiois, ao que no parece,
coi correr com o vosso_ lesterauuho para a mani-
fesiaqo da verdade. E amanhaa s 10 hers que
coinecam os debates, e eu estou premio a partir
coinvosco, se queris como cu ser uteis a esses
inf;lizos.
bem triste a sua sitnaco, respondeu a viu-
va depois de um raomenlo de reflexao. (fiando
me lemiro das su as maneiras l.io delicadas, cou-
vcico-nc como vos, Paulo, de que nao sao cul-
pados c'un crime lo infame como o que Ibes
imputara..., mas pens que na la podemos fazer
por ellos.
Oh 1 minha iuc, nodigaes tal, gritou Dia-
nora. Pois nao temos nos a couviecao de que ellos
sa i innocentes do crime sem duvida eonuncltido
para so aproveitarem dos despojos do pobre ve-
lh)? Porque nao vamos jurar affoulamnle que
os acreditamos innocentes?
Monica sorrio ao ver sua filha domimr-se
per tao generoso pensameoto, e que, irreflelido
como era, mostrava que harta nella urna alma
iiobre.
Minha Riba, disse ella, cu participo dos teus
juslos scnlimenlos c das las convicooes; mas ai
di mim I Para que queres t que isso sirva aos
ai cusados? Como persuaiir os julgadores cora
simples Bssercde? Fiar-se-hao ellos em nos?
O que veraie, continuou a viuva, que esses
d !Sgrai;ados erara perseguidos quando nos pedi-
r; m hospilalidade na mesnia tarde era que se diz
cumniciiida a morle do velho solitario.
roslo de Paulo anuviou-se, vendo que
Monica tinha razao, e que elle havia sido um
pirvo em nao pensar como ella. Quanlo a Dia-
n ira conservou-se calila depois da resposla de
sua me, o qua.si machinalmeiite comecou a lr
u'ii papel que Paulo trouxera, e que cntinha a
o:cusn;ao feita contra Francisco o sen pai. Esta
liilura fazia-a solrer horrivelmenle, mas con ti-
njou-aapezard'issocomumaatlencao sustentada,
aqujde repente soltando um" grito de ale-
gra, .se laocou chorando nos bracos de sua
niae.
cnlade quando uaram lu horas. Cada badalada
do fatal reiegio choava dolorosamente no cora-
cao do Dianora, que no seu desassoeego pergun-
tava a si mesma : chegaremos nos a lempo?...
?. qitati acreditara que n3o, porque orna grrfnde
mullido enebia as ras e e diriga ao tribunal.
Era ntul difficil abrir passagem entre tanlo poro;
c Paulo com ler bracos robustos, nao podo farer
com que as duas mulneresmtraascni na sala sem
demora.
Enlre s espectadores liaviam alguns que d-
zam
Elles vSo ser cpiidemnadns.
Assim o julgo, respondeu um homrm gor-
do, a quem pareca inlerrssar a surte dos ae-
cusados ; mas sera injuslarr.enle, segundo pens.
Eu lambcrn. respondeu um terceiro. Mas lilho e a'mim, fugiamos do noss<"pniz.
porque se nao defendom esses honions ? Nao lia
meio de nrrancir-lhes urna s patarra !... Porque
nao dizom ellos onde se acharara o o que faziam
hora em que se diz fra assassinado o pobre
eremita ? O que di/.em s, que eslivoram em
casa do pobre velho na mesma tarde em quo o
crime foi coiuracllido, onde foram vistos por
aquello quo os acensa.
lnibec|ijb;espijiideu ura outro ; se podes-
sera provarqmA hora do assassinilo se achavam
n'oulra parto que nao fosse a da habilac.io do so-
litario, estavam livresl
Esperail grilou um velho, Calezzo di Mon-
ta era proscripto politice, o n'aquello lempo pu-
nia-sn os que Iho dossera asylo. Quem sabe se
esse bravo receta comprometter Aquello, em cu-
ja casa se achava com seu lilho hora em quo o
crime fra commeltido?
Ser isso talvcz, respnnderam os rircums-
lautes. Mas, silencio I.... Vide una mulhcr que
se adianta.
Senhores, Ihe disse Monica, o nosso leslc-
muiiho absolutamente necessario aos acensados,
c nos vimos de muilo longe para d-lo. Deixai-
nos pois passar, eu vo-lo peco.
A inultidio emmudoocu a estas patarras, e afas-
taudo-so deixaram chegar al aos ps dosjui-
zes as duas mulheres que Paulo nao liaba aban-
donado. *
Os presos achavam-se ahi collocados e re.sig-
uados como bous chrislos.
Ouri-nos, senhores juizes I grilou Monica.
Esses homens esto innocentes do crime de que
os aecusam, lenho a certeza disso !
O presidente recommcndou silencio, o dirigin-
do-se a "Monica :
Que prora nos daos? perguntou elle.
Pe minha vida juro que esses homensso
innocentes, repeli a viuva. Na tarde do assassi-
nato, vespera de Santa Petronilia, ha tres annos,
estiram ellos em minha casa, que lica '20 leguas
riduo Ules eritregou una carta, com oidem do
esperar pela resposla Esta caria era do pac de
Francisco e dizia assim :
j c Senhora.
Ka segunda vez que ros e vossa Qlha nos
salvara a vida. Mas desta vez devemos-vos mais
algnma eousaa honra, pois eramos aecusados
de um crime odioso. E preciso que saibais a
quem tendes feito lamnuhos servicos. Eu sou Gal-
lezzo de Monza, o homem a quem ona chamara
o ordonlf patriota, e oulros um rejoltado, por-
que desesperado de ver a osrravid.ao da minha
patria, esla bella e nobre Ijalia, tinha levantado
a voz contra os seus oppressores. A minha ca-
Ueca acabara de ser posta a pre^o, c no dia em
que lao generosamente desies agasalho a meu
Todava,
ludo eslava arraujado. Una amnista nos per-
niiliii a entrada as nossas U-rras depois do pas-
sados alguns annos no exilio ; mas um funesto
engao nos fez prender por assasstno. Vos sa-
bis o resto,' senhora, maso quo nao sabis
quo meu filho ama vossa filha e eu por esle meio
vos peco a vossa man. Elle ser para Dianora um
amigo devolado o agradecido, e jamis esquecc-
r a tarde em que ella, anda crianna, moslrou
tanta coragem como bondade. Se ello lom guar-
dado a luva quesenio para provar a nossa in-
nocencia, ni esporanca de que um dia raos-
trando-a possa dizer-lho : guardei-a em memo-
ria da vossa generosa dedicaco. Senhora. enn-
codoi a meu lilho a perniisso" de dirigir oslas ex-
prcsses vossa aniavel Dianora. Eu lenho urna
fon una lufflcienle para nos fazer viver felizes,
nao formando mais do que urna e a mesma fa-
milia
Monica consullou sua filha, que se moslrou re-
liz cora o pedido de Gallexao de Monza; e urna
tardo na capella de Sania Creca, em Turin, um
padre benzeu uuio de Diinora e de Fran-
cisco. M.vd.vmf. Edmkf. Syra.
(Braz Tisana.)
Crdito e bancos.
[Conclcso )
Nao soja! pois anonymas as nssociacoes ban-
Carias, srjam associa^es que onvolvam a res-
ponsabilidade completa, solidaria de seus admi-
nistradores e gerentes ; respnnsabilidade pecu-
niaria, quando o ranl fr s uevido impruden-
cia ; responsabilidad!' penal, quando fr devida
malversarn. Comprehende-s) pois, a necessi-
dade de rever a nossa legislaco sobre banca-ro-
las no dia em que fr proclamada aquella lib'er-
dade.
A limilacao dos valores da emisso bancaria,
de modo que nao venha ella a gozar, em detri-
mento do papel do oslado, do crdito e da n-
*
lisame do logar do crime, isJ horas, em queso; nnencia do papel do estado, outra condico
Os eslrangeiros sallaram a janeua, airavessa- ,jP pedirem mil dJsculpas, sahirara de casa
rara o jardim c dcsappareceram por traz ds ar- aff.^iarou,. ^
vores.
Oanlo a Paulo, apenas leve tempo para guar-
dar a bolsa que acabava de recober, quando os
Soldados baleram porta, que elle correu a abrir, I
ncando sorprendido 10 ouvir dizer que procura-
va m dous assassinos
Por lim decontas, disse elle, para tranquil-
lisar a sua consciencia, se' clles sao culpados
Deus oslar encontrar. Huscai, senhores, disse
elle'aos carabineiros ; buscai ludo... por aqui...
por all ..
Entretanto, os fugitivos chegados porta da
viuva, prcripilaram-se por ella, apparocendo na
pequea sala onde Dianora acabava de juntar-se
sua me.
Nos somos proscriplos polticos, disseram
ellos. Ajudai-iios pois a escapar a uossus perse-
guidores.
Senhores, respondeu Monica, talvcz que eu
devesse recusar-vos a hostia hilado que rne pe-
dis. Porm, pareceis-mo honrados, e nao quero i
que um van temor abafa em mim o seniimento
de gcnerosidade, que manda proteger os infeli-
zos. Esta sala nao podo sorvir-vos de escondri-
jo, porque se acha patente a quanlos entram, mas
dar-ros-ha refugio o nosso quarlo de dormir,
cuja porta ocoulla pela lapocaria, nao se pres-
tando fcilmente a ser descoberta, anda que
pens que os soldados noo se lembram de vir ea.
Os eslrangeiros entraram no quarlo. Monica,
apparenlcmeule socegada, tomn a roda de liar
Seda, instrumento do seu trabalho quoldiann, e
Dianora, profundamente calada, seulou-sc a liar
junio da porla occulta.
Dianora, Ihe disse sua mae, depois de al-
guns momentos de silencio, ja tico oyuido de
passos. Ahi vem os soldados... Que Deus nos
proleja I Minha filha, tu s ainda creanea para
comprehenderes ura segredo desta importancia,
mas v que um olhar, urna s palavra, nos pode
Irahir, e lembra-le que a vida de dous proscrip-
tos depende da nossa prudencia.
Nao temis, chara mi, respondeu Dianora
com voz firme ; sabor-mc-hei portar.
A viuva empallideceu, e sua filha lancou-se a
obra, como se tivesse prossa em acaba-la.
Monica nao se cngnnou. Os enrabineiros che-
garam porta, e entraram sem demora.
Dous criminosos se refugiaran) nesta aideia,
disse aquelle que pareca ser chele : nos vimos
visitar a vossa casa.
Apenas os perderam de vista, a joven, que al
entld se havia conservado socegada, rompeu a
chorar.
Acalma-te, Dianora, Ihe disse a viuva, abra-
cando-a A la presenca de espirito salvou os
dous fugitivos, e por isso nada temos querecear.
Fosto una rapariga corajosa, pois a Virgem nao1
dcixou ainda de proteger-le.
Ponen a pouco este acontec.imento f.ii inlcira-
raonle esquecido polos habitantes da aideia onde
ocoorrera. O inesmo Paulo quo nelle tizora um
papel imporlanle. prolegciido quanlo ple a fu-
ga dos criminosos, tormiuou por nem delles fal-
lar. Todo o muu lo esqnecia Francisco c o seu
companheiro, excepto Dianora. A sua vida era
lo simples e uniforme, pois nada a vinha dslra-
lnr nem mudar, que a lembranca daquelle acon-
teciuienlo era o objecl'i dos seus senhos, e poucos
das depois passavamsem que na imaginagao da
pobre rapariga se Iragasse aquella siena era que
trabalhandu e cantando, indicara aos fugitivos 0
meio de se escaparen). Ella cor.servavaegualmen-
lo a luva deixada por Francisco, luva sera duvi-
da de ura gentil homem, n julgar pela sua peque-
nez. Nao ha tambero um velho proverbio que
dizpela lura se cunhece o cvvalleirol
Bstanles annos biviam passado.
Dianora, de graciosa rapariga, havia-se torna-
do urna linda moca de 16 annos, e habitava an-
da coib sua me o' pequea casa perlo do estala-
jadeiro Paulo, quando um da, osle foi obrigado
a auzeiilar-se para assistii aos ltimos raomenlos
d'un prenle que tinha urna pequea fortuna a
deixar-lhe
No quarlo dia depois da sua partida, quando o
sol acabava de esconder-so no occaso, Paulo vol-
lou a aldea triste e desassocegado, c apenas che-
gado a sua habilac.io, correu a casa da viuva
Monica Carpaccio, a quem iallou dianle de sua
filha.
Bda larde, minha visinhn. disse elle. Tenho
muitas musas a contar-vos. Dir-mc-heis que <
tarde para ouvir-me, mas era sabendo do que si
trata, desculpareis este incommodo. E que n;
verdade nao poda deiiar-me com tanta cousa pe-
sando-me sobre o coraco I
Enioque senhor Paulo1? Acontcceu-vo:
algnma cousa m ?
Nao, mnhas rumbas, soceg'i.. Mas co-
mecemos pelo principio. Lembrais-vos ainda des-
Que temos? perguntou Paulo admirado.
Parlamos! parlamos, minha mae I gritou
Dianora. Nao percamos um s minuto, se que-
remos salvar os innocentes. Caminhemos at
tada a noile se fr preciso, que Deus nos ajudar!
I'egai, me, vede o acto da acMsaco: elle diz
ue o crime foi commeltido enlre as 9 horas e 9
i um quarto, a 20 leguas distanto d'aqui. Lem-
brais-vos, me, que um soldado vos perguntou,
i o entrar, quautas horas eram, e vos Ihe respon-
derte: nove ?
E verdade Tens razo, minha filha, lembra-
tneperfeilamente essa circunstancia que me parece
decisiva para a causa dos nossos protegidos, c eu
lio lenho mais objecQoes a fazer contra o leu de-
; ojo de ir esclarecer a justica. rtecommeiidemo-
ios pais a Deus, e parlamos em companhia do
aravo Paulo 1
Tocos tres, depois de cearem a pressa, deixa-
am o aldea pela noute. Felizmente Paulo sa-
ja bem o catutiho atravez da monlanhas, e como
itavia luar, nao receava que as duas mulheres se
ssuslasscra at relroceder. Mas Monica e sita
filha disputaran) as f o reas cora as d'aqucllc; am-
bas :auiiuhavaui sem descansar, at que o dia
appaicceu, e os primeros caios doeol reauma-
ram-lhes a coragem.
Ha no canto das aves quo desr lam, nos mil
perfumes que embalsamara o a, .. ntanha, al-
gnma cousa quo pareco promeite, a fclicidade.
Dianora sonlia esta doce influencia em loSa a sua
cxlenso o que a fez nao desesperar da empieza
que meditara. Ella continuou pois o seu caVinho
niostrando-se cada vez mais forte e maisfsoee-
gada; porem sua me comegava a enflaquecer, e
depois, vencida pela fadiga, leve que descanear,
sentendo-se junto a urna arvore.
Nao posso continuar, disse ella. Mas ra
t, nimba filha, parle com Paulo. Um pouco de
repouso ser-me-ha bstanlo para que dentro em
breve nos juntemos.
Abandonar-vos, miuha me! Obi nao! Que
v Paulo s ; cu lica re.
Nao, minha filha, nada lemas por mira.
absolutamente necessario o lesteinunho d'uma
denos. Djvein ser 7 horas,c estamos anda longe
da cidado. Al aqui tens sido corajosa, minha
Dianora ; agora nao le demores ; parle, que eu j
rae sinto muilo melhor.
Mas dizendo estas palavras^, a voz de Monica
fraquejava eas suas faces empalidecan).
Santa Virgem. prolegei-me disse a don-
zella ajoelhando ao p de sua me.
O l l gritou Paulo com toda a forra
dos seus pulmocs. Amigo,, onde vaos?
Acidado, respondeu o individuo interro-
gado.
So nos dcixas subir ao teu carro, para ir-
mos cidade, alem do servido que fazes, sers
bem recompensado.
Oh! de boa vontade, respondeu o conduc-
tor, cujas difliculdades acabava de aplanar a es-
per anca de ser retribuido.
i'orconseguinte, subiram ao carro e parlram
minediaiamenle.
Ao lim d'uma hora avistaran) os nossos foras-
teros a torre da egieja ; mas iam anda longe da
FOLHETIM
ORIGINAL 00 DIARIO DE PERNAMBUCO-
4 CARTEIR.V.
21 DE ABRIL DE 1860.
Rpida vista d'oliios sobre o estado geral do
sosso paiz, e especialmente desta provincia,
quanto aos jielhorahentos moraes e mate
riaes.Necessidades publicas. Tendencias
para o movimento proressivo da industria.
Interesses de primeira ordem para A SOC1E-
DADE BRASII.EIRA.HARMONA QIE OS PRENDE.
VIH
A industria no Brasil.Condioces naturaes
para o sou engrandneimento. Como deven)
ser aprovetadas e desenvolvidas.
As considernces que hayemos feito sobre o
movimento gcral da industria, estudando-a em
sua origom, as suaslei?e as dffeienles causas
que Ihe facilitan) o ir.elhoramenlo e o progresso,
obrem-nos o espnQO a um exame pa'licular, em
relaro ao nosso proprio paiz, cujas fonles in-
dustriaos sao tam ampias e tara copiosamente
productivas.
O que dexmos diclo partindo da thooria e
da analyse principal sobre as ideas, que se pren-
den) questao da industria, npplca-se em lo Ja
a sua cxlenso ao que se passa entre nos, por
esse lado.
Podemos, talvez, dizer que mu poucas sao
s regies do globo, que em si mesmas offerc-
~cam lanas proporc.oes para o completo deseu-
volvimento da riqueza e da prosperiedade publi-
ca, em tuio que est dependente dos estorbos da
actWidade humana, da naturesa e do Irabalho.
Quanlo primeira, ella se ostenta vigorosa
em lodos os recursos, com que a Providencia se
iiz tivera lugar.
Estas pal.ivras, ditas com a certeza que d i
verdade, fizeram mpressao nos juizes.
Mas, quem sois vos. senhora?... Ihe per-
antaram ellos. O vosso nome '
O meu nome Monica Monli ; sou a viuva
de Andr Carpaccio.
Que?!... Seris a viuva de Carpaccio, ad-
vogado de Pza ?
Sim, senhor presidente.
E essa joven que vos acompanha quem ?
f. minha (ilha... Honlem de larde, o nosso
v/.inho Paulo deu-nos a saber em que posicoso
achavam os aecusados, c bera persuadidos da sua
innocencia, logo nos pozemos a camnhn para
vos affirmar, debaixo de juramento, que elies es-
tavam em minha casa hora era que o assassi-
nalo se diz coiumeliido. Mas algtieiu pode altos-
lar o que acabo de dizer, njuntou ella, designan-
do Paulo.
Monica oalou-so. O juiz porguntou-lhe :
Conhccieis esses homens antes dessa larde?
Nao, responden a viuva.
Ento como, e porque foram elles vossa
casa ?
Pedlndo-me agasalho somonte por algumas
horas.
Dizendo estas palavras, Monica receivi que o
presidenle levasse lo longe as suas perguutas,
que ella so visse obrigada a dizer que linha re-
cusado entregar aos soldados os individuos em
questao; Paulo achava-so em idntica situaco
e por eonseguinte calava-so. S Dianora que se
achava socegada e sem mostrar receios, o com os
seus olhares pareca querer Iranquillisar aquel-
es Felizmente a viuva leve apenas a responder
a esta pergunta :
Depois desse dia leudes visto os aecusa-
dos ?
Nunca, at hojo.
Assim, senhora, nao hesitis em dizer que
03 homens que recebestes em vossa casa na ves-
pera de Santa Petronilia, sao os mesmos quelen-
des dianle do vos?___Entretanto nao me parece
inipossivol quo tendo-os visto por lo pouco lem-
po, teuhas esquecido as suas feicoes. Iteflecli,
nao tendes duvida algnma?
Ncnhuma, responden Monica com rcsolu-
c,o : eu o juro peranlc Deus.
Senhora, disse o presidente, nos recebemos
o vosso Icslcmunho, mas elle nao suTicientc
para provar a identidade dos aecusados.
Dianora a limito u-se otila o tmidamente.
Eu tenho urna luva quo elles deixaram em
nossa casa, e que cu encontrei depois da sua
partida ; nao peder pois servir de pro va ? disse
ella corando o aprescntnndo ao magistrado a lu-
va que lo cuidadosamente havia guardado.
Aecusados, Ihos disse o presidente, podis
fazer-nos a doscripeao da luva que perdesios e
que esla donzella diz ler encontrado em sua
casa ?
Posso mais do que fazer a sua desoripcao,
respondeu o mais novo dos aecusados. Em leni-
branca des^i larde que jaz profundamente gra-
vada no meu coraco, continuou elle, olhando
Dianora com rcconhecmeulo, guardeia luva quo
me icou, que anda conservo. Ei-la.
E Francisco moslrou urna luva exactamente
egual que Dianora entregara ao magistrado.
Uui grito de salisfac.io se ouvio enlre os as-
sistenles. Todos se linham inleressado por Fran-
cisco e por sen pao, o agora se felcitavam por
terem adquirido a prova di sua innocencia.
O presidente interrogo!) ainda Monica e Paulo.
Ambos respondern) sem Uesitaco, c por laUr-
ma. que fazendo penetrar a couviecao na alma
ndisponsavel; nesse poni o regulamenlo dos
sellos do Sr. Porral consegue o flm, que melhor
loria em nosso parecer sido conseguido por urna
le que vedasse aos bancos a emisso de lcltras
vista e ao portador, de valores ntimos
Cora urna le dessas o papel bancario se veria
acceilo voluntariamente por quem confiasse no
banco emissor, na geslfio delle, as suas firmas ;
s.servira as tiansacces em que o crdito do
banco pode ser avallado.
Eslabelecimenlos dessa ordem nao involveriam
o menor pergo, seriam ulilissimos, se se multi-
plicassem a todas as industrias, libertaran) os
captivos da usura, refreariam a cobija : a moral,
pois, tanto quanlo a economa poli)ic-i, os appro-
vana. (/oenerorfor.)
Variedades.
i
Somis levado por islo a reconhecer que >
elemento da industria que alias tem tanta torc
e tam ginnde influencia exerce na vida publici
e social de quelquec povo, enconlra era o no; -
so paiz a maor somma de meios que deve-
ro tender a incaminhaP-o em sua marcha, l-
tenlas as circiimslancias favoraveis que ah se
do em lam superior escala.
Parece que a arle, nao tem ainda acompaa-
do em ludo a nalureza, a qual por sua parte e
musir com lam inimilavel fecundidade, tai)
rica e lam aproprada para os raais importamos
resultados.
Entretanto, n#se pode contestar que essa mes-
ma aeco dos meios suggeridos pela arte,
imperiosamente reclamada todos os dras e -a
todas as horas por milhares de estmulos nu-
luraes, que cuUocam o Irabalhador brasilciro
na urgente necessidade de aproveitar essa mes-
roa abundancia de recursos quasi ins'inctivos.
Alera disio, a razo e a experiencia, de accon o
com os principios da .ciencia econmica, s'.o
incessantes era demonstrar que esse exercicio
d'arle, de cojo concurso depende o prepiio
movimento da nalureza, era ludo quanlo el
ligado com a industria do um paiz, apparece
constantemente segundo as leis inalleraveis Jo
progresso, e proporoo que a aclvidade hn-
miina se dilata era toda a esphera de suas nt-
trb'ii^es.
Para que nos possamos convencer d'esta vi r-
dade, -nos basiimle refloclir que nao ha u na
s naco industriosa, que lenha comer.ado logo
pelo completo aperfeicoamenlo cm lodos os da-
rnos do irabalho, emitidas as operaces a cue
as faculdades naturaes possam dar lugar, o a
que soja ni poderosamente chamadas.
E' este um tacto de lodos os momentos,
urna circumslaniia que, por seu proprio ca-
rador, nao deve escapar jamis analysf do
observador conscencioso e prudente.
Esse faci, poim o que se esl manifestan-
do enlre nos ; c nao ser preciso ir m lito
longe para que cheguomos a persuadir-no,1 de
que a marcha da nossa industria segu n um
...,., dos juizes, um novo inquerllo leve lugar e o re-
sulta do Joi sercm os re-s poslosimniediatamcntc
era liberdadn.
Monica e sua filha linham voltado sua habi-
laco do campo, quando urna mnnhaa um indi-
O.u-la do YiscDuile de kikiriki sua
esposa a viscondessa domesmo titulo.
Ha tres semanas que estou
Das suas lettras privado,
O que asss me di cuidado.
Por nao saber a causal
De transtorno lo fatal.
II
Se manobra do correio
Muda a cousa de (gura.
Mas, priraa.se por ventura
Anda molestia ni caso
E produz to triste atrazo,
111
A cousa ento mais seria,
E mais cuidado me d ;
A molestia sempre m,
Al mesmo a dor d'um denle
E' molestia impertinente.
IV
Como me consla que grassam
As bexigasl por cima,
Quem sabo se a minha prima
Nao esl soffrendo em dia
A fatal epidemia I
V
Serla grande desgraca.
Se car i n h n to formosa
Apparecesse bexigosa ,
Peco a Deus que desta feita,
A livre desta desfeila.
VI
Em todo o caso, preciso,
E Ih'o peco muilo e rogo,
Que me escreva logo, logo ;
Bastam-raes quatro linhas,
Mas com as suas lellrinhas.
VII
Agora passoa conlar-llie,
Asnovidades que ha :
Temos sollrido por c
Um fro lal, que nao sei
Como delle eu esenpei.
VIH
Nao me lembra que soffresse
Fri tal, desde crianca,
E' verdade que estou panoa,
Pois lenho, por meus peccados,
Ossessenta bem puchados.
IX
Eu bem sei que o fri faz
Nos velhos mais mpressao ; -
Os velhos, prrainha, sao
Pelas leis da nalureza.
D'uma ristrel frieza.
X
Mas desta vez os rapazes
Tambero soffreram do fro :
Chegou a gelai-se um ro,
Cojo nome me escapou,
Mas cerloque gelou.
dignou de enriquecer o Brasil, fazendo appa- plano eminentemente regular, e quo esse pla-
rercr em seu seio, e era quasi todo o sou terri-
torio, os mais preciosos ihesnuros, no gran le
numero de prodceles esponlaneas, que supe-
rabundara no reino animal, no vegelal e no
mineral.
Quanlo ao segundo, vcmol'-o dpsprlar ne-
cessarlahyente, o observamos que ello chama-
do fi accio por un modo directo, gracas aos
mil incentivos que estimulan) o hornera indus-
no obedece influencia de rnzoes reui por de-
rosas e da mais iiidisputavel conveniencia.
O que, todava, se nao pode contestar seria-
mente qoe. atientas as condices cm que o
Brasil se acha collo--ado, cora especialidade
desde a pora da independencia al hoje, tiffe-
rece ello muilo mais do que qualquer outro paiz,
esses meios o recursos de sumnio valor, que
tam efilcazmente concurren! para 0 andamento
trinso a entrar na praetica do todas as opera-ic a prosperidaue da vida Industrial.
cocs uleis. ..I Sem que nos seja misler compulsar
os mappas estalislicos, de cuja confrontago
resultara o exaelo conhecimento sobre as di-
vcisas prodceles e a riqueza do nosso paiz:
sera que nos soja necessario descer a miudas
imestigaces sobre as causas d'essc3 innmeros
thesouros, com que a nalureza nos lom mimo-
seado, em lodos os pontos do nosso vasto ter-
ritorio, na iofluencia benigna do clima, na
uberdade o vigor do solo, na profuso de van-
tajosas condices physicas ; podemos, com o
simples meditar que nos inspira a experiencia,
reiouhecer quo a industria para lodo o Bra-
sil um campo immenso, onde se lograr sem-
pre aqullo que porventura, dfficllimo na
m ior paite dos paizes conhecidos.
E a razo 6 obvia.
Com urna superficie que, segundo os mclhores
clculos geographicos, est avahada era 256. 886
leguas quadradas; e com um littoral, que, in-
cluidas todas as costas e cuspadas, sobe a mais
de 1,200 leguas ; o Bras)l deve e pode lepresen-
tar, sera durida, um dos raais brilhanles o va-
liosos papis no mundo industrial. A oslas pro-
P'HQes naturaes, que i sao de incalculavel im-
pDrlancia, vem reunirse rauilas oulras circums-
lancas nao menos poderosas; e essas por s
mesmas esto no caso do accelcrar a marcha do
progresso para ura paiz to novo, mas quo nao
cede, por es9e lado, a vnnlagem a nenhuin outro,
alienta a quasi superabundancia de recursos, de
que pode dspor.
Nao difficil reconhecer a existencia o oralor
dessas ciroumstancias, quando se observa que o
brasil, cujas dmcnses physicas sao lo ampias,
tonta urna immensidade de ros navegareis, e
aprsenla, em to vasta escala, os ma:s precio-
sas producQes, comprehendidas todas as riquezas
com que regurgitara nelle os tres reinos da na-
lureza.
Poroulro lado, cumprc notar que a esta abun-
dancia dos productos, propriamente indgenas,
ceresce a nao pequea quanlidade de productos
ntrankos, que lo fcilmente se tem aclimatado,
iracas 6 acejo benfica dos elementos physicos,
que assim contribuera para o augmento de sua
natural produeco.
fra de controversia que um paiz, em que se
acham lanas condices e lautas proporcoes, que
esto quasi a sobresahir vista de todos, pro-
porcoes e condices especialmente adaptadas ao
desenrolvimento da industria, encerra, por isso
mesmo, urna somma de elementos muilo mais
elevada era laco riqueza publica, do que- a
raaior parte dos paizes industriosos, de que alias
se costuro a fazer urna pintura tao seduclora e
to bella.
demonstrado, que o nosso paiz, em consecuen-
cia de tantas circiimslancias favoraveis, que nelle
se manifestara, um grandissirao viveiro para lo-
dos os gneros de industria; ese alguns esfor-
eos da aclividado humana ainda encontrara emba-
---------------------TI------------
Assim o II, riscoruless,
N'um jornal que di aos toles,
Ns trra dos oros melles,
Onde reina o mexilhio.
Por quem lenho derocao.
XII
Pelo marisco, senhora,
Sempre dei o earnquinho,
O marisco chama ao rinho,
E d tom i nalureza,
E nao faz grande despezs.
XIII
O ministerio triumpha,
E rai lendo nio na manta,
Islo, prima, nao me espanta,
Em quanlo livor que dar
Ha-de, de cerlo. durar.
XIV
Alguem na nova electiva.
Vio talvcz um snlvaterio,
E julgou que o ministerio
Se veria airapalhado
Com tanlo novo soldado.
XV
Alguem vio nos pac3 da patria, ^
Nos da primeira edieao,
A laboa de salvaco ; i
Eu s vi enlre estas gentes j
Carinhas de pretendente. '
XVI
Pae da patria que s tinha
did.os de prima tonsura,
Asorden3 sacras procura,
Quer ser conego, deo,
E ter urna posico.
XVII
Ninguem dir que o galucho i
ISao lenha, prima, razo ;
Elle compra a posico
Com o seu voto smenle, i.
Iloje moeda correte.
XVIII J
Os paesda patria, senhora,
Teem amigos e prenles,
E lodos clles teem denles ;
Nao havendo que roer, ._!
De que serve denles ter ? .
XIX
Todo o governo leinforca, ......
Se elle sabe de mnnslnho.
Levar a agua ao seu moinho ;
Ha commendas, ha cilicios,
E oulros mais beneficios.
XX
Esl heje muito em voga
A industria eleitoral.
Que faz deste Portugal
Urna praoa de leiles.
Onde se vendem Cales.
XXI
Na capital nao impera
A panialona, o callao, ,
Impera a saia-balo.
O nierinaque decreta
No labvriutho de Creta.
XXII
F. viva D. Meruaque,
O mais ptenle dos reis.
Que faz e desfaz as leis.
Crea nichos, coromisscs,
E decreta dcmsses.
XXIll
Varaos a ter vas frreas.
Que j chegou D. Jos ;
Brevemente mello o p
No wagn, mesmo a voar,
'stou na serra do Pilar.
XXIV
All ento nos seus bracos
Mostrarci qu'inda sou gente ;
Espero que nao se esquenxe
Se me vir sera cabelleira,
Cora modos de parvallveira.
XXV
Uso agora de chin
D'um perruquier francez,
L>ia obra, prima, que fez.
, segundo tile mu diz.
No bom gosto de Paris.
XXVI
la me quasi esquecendo
Fallar-lhe no carnaval,
Desta nossa capital,
Que (Jlysscs edilicou,
Quando por c passeiou.
XXVII
Corr as ras da baixa,
Corr tambera as da alta,
E nolena glande falta
Dos ovos'dfi. varias cores,
E de bous atiradores.
XX VIH
Os pos de gomma, a seringa,
E os competentes lremoc.es,
Auligos brinquedos nossos,
Tudo emlim se evaperou,
S a ctela ficou.
XXIX
Nos Iheatros, nos salos,
F. no caf desconcert,
Houve sempre grande apcrlo,
Pois e povo eucaretado.
Concorreu civilisado.
XXX
Apresenlei-me masqu.
Como se diz l na Franca,
Tomando parte na daosa ;
A noile inteira dansei,
E por signal que suci.
XXXI
Urna camelia mu linda,
Eorolla n'um domin,
Foi meu par, com ella s
Eu toda a imite dansei,
E alguns zelos excilci.
XXXII
Espero que a vscondessa
Nao deite nisto veneno,
Eu conheco este terreno.
Posso affirraar-lhe porChrislo,
Que a cousa nao passou disto.
XXXIII
Confesso que no meu lempo
Fui um grande diabinho.
Hoje sou ntfio que deu vinho,
E olgandr? na taverna
Nao me esquece a vida eterna.
[Bra Tisana..]
melhoramenlos e ao engrandeciraento, a que de-
re chegar a nossa riqueza publica.
O commercio, por seu lado, j se descnvolve
com vanlagem, medante urna nao pequea som-
ma de capitaes, que circulara em muitas tran-
acos, como succede em muitos oulros paizes, 6 saeces puWigas o particulares, e que realizara
oiovet
isto razo de mais para estimular ao Irabalho,
para fazl'-o correr com mais torca cm seu plano
progressivo, e leval'-o a todas as zonas que essa
mesma aclvidade podo pcrcjrrcr, no inteiro
desenvolvimenlo de suas operaces.
Podemos, entretanto, dizer que, se o Brasil of-
ferece em si mesmo lodos esses recursos, que to
ventajosamente podera aduar sobre o movimento
ascendente da sua industria, e preparnr-lhe os
mais lisongeiros futuros, ahi raesmo est um in-
centivo asss poderoso para quo a arle se des-
pert cheiu de vigor, c pira que venha em auxilio
da nalureza..
O Irabalho, pois, que, unido a esle agente pro-
ductivo, e ao capital, que nao o menos, concorre
sempre lo effieazmenle para a creaco da rique-
za e para a appartcao da industria, em todas as
suas diflercnles ramicaces, urgentemente re-
clamado em o nosso paiz, que lambem iieccsslla,
mais do que mullos oulros. d'esses esforcos do
homem, d'esses impulsos da aclvidade.
Se todos os filhos do paiz se nao podem dedi-
car a esses misteres da industria, (porque muilos
oulros encargos preoecupam os homens no mun-
do social, e fra absurdo quercl'-los todos adstric-
tos ao mesmo genero de vida), podera fa/el'-o
com vntagem, c com a maior propredade, to-
dos aquellos que compem as classes operaras,
e assim igualmente aquellos que se entregar ao
commercio e agricultura.
A industrio lhes offerece a todos no Brasil
urna perspectiva que nao para desanimar ; e o
cerlo que todos os homens, que exclusivamen-
te rivera do trabalho e da industria, en qualquer
um n'esles tres ramos, teem dianle dos olhos um
cxpeclaculo que lhes deve excitar a aclvidade,
en) lodos os recursos com que o nosso paiz so-
bresali na escala dos paizes industriosos.
, porm, iudubilavel que, atienta a propra
nalureza d'esses recursos, que ahi vemos lo es-
pontneos e de to pasmosa fecundidade, ne-
nlium dos ramos da industria parece to apro-
piado ao Brasil, to de accordo com as suas cir-
cunstancias, e cora as proporcoes physicas que
em lodo elle se nolam, como a agricultura.
Bera que a industria fabril, a qual ainda nao
lera um gra.ado descr.volvimento, promclta_ al-
guns resuhados de supeilor impoilancia, c j os
lenha apre>enUo, mximo em algumas fabricas
um avultado proveito cm nimias c-peragoes,cora
o quo o proprio Estado vera a lucrar, raais ce-
do ou mais larde: po'que essa vida commercal
tambem um dos mais fortes e cfficazes ele-
mentos para a maior e, mais progcssiva eleva-
rao da riqueza nacional.
Mas ninguem peder contestar quo o nosso
paiz essencialnienlc agrcola ; que enlre nos
apparecem r.iais abundantes esses meios,com que
a nalureza estimula* a acro da lavoura ; que a
fertilidad do solo e muitas outras condices
physicas, de primeira ordem, esto convidando o
homem raais directamente para essa especia-
lidade de trabalho, alias lo uecessaria c lo
til.
Nao esle o lugar para que entremos era1
mais largas averiguaces, relativamente ao vi-
ver e ao progredir "da nossa industria agr-
cola.
Esta materia prende-se por si mesma a ques-
tes mars altas, que por si lambem se prendero
a ifTteresses polticos o sociacs da mais elevada
calhegoria ; e islo ser bstanle para riue se rc-
conhcea a difliculdade em Iraclar de semelhante
objecto.
Deixando para outro artigo a exposico de al-
gumas ideas que. nos pareCem verdadeiras,
quanto a esle ramo especial da nossa industria,
sua situara actual, s suas necessidades, c
aos meios "do satsazoll'-as, adslringimos-nos
agora a cerlas consideraces que nao nos pare-
cen) destituidas de fundamento.
Essas consideraces nos confirman) ainda mais
no pensamenlo, de que nos acharaos penetrado,
sobre a prominencia e prioridad* da agricultura,
em relaro aos outros genoros de industria do
nosso paiz.
Parece incontestarel que a industria agrcola,
por ser a que est em mais prximo contacto
com a nalureza, a que se descnvolve mais de-
pressa, mais fcilmente, e como antecedente l-
gico das oulras.
Quem houver observado por vezes a marcha
de todas essas especialidades, de que se oceupa
e em que se flxa a aclvidade humana, desen-
volvcndo-se pelo Irabalho e pelo emprego dos
mais constantes esforcos, ha do ter reconhoeldr
quo a Industria agrcola aquella que provoca
Nao para sorprender, porlanto, que, dada a
existencia da naliircm, do trabalho e do capi-
tal, e devendo todos estes agentes influir sobre
a produeco c a rcalisaco da riqueza, venhain el-
les a sobresahir priraeiro naquelle poni, em que
a aclvidade humana se figura mais espontanea,
mais inslincliva e, porventura, mais directa.
Cr-se de ordinario (e assentamos que bera ju-
diciosamente) que sem os productos, subminis-
irados pela agricultura, nem as tnaui/hcturas so
podero desenvolver e crescer, nem o-commsr--
ci encontrar vida e espaco dentro do qual
gyre.
A agricultura pois. a industria primitira., se
assim a podemos denominar: d-nella que- se.
exerce primeiro o elemento poderosissmo. do.
trabalho, o qual, percorrendodepois outros pon-
tos do grande circulo industrial reage sobre- la-
dos elles, e realisa-se em muitos.outras produc-
Qes mais adianladas, e devidas, mais influencia
da arte.
Ora, se assim com muito mais tozan deve a
industria agrcola manifestar-se primeiro, oaqnel-
les paizes, que, em consecuencia de sua posico
e de suas particulares cireunistaucias, matenao3
ou physicas, Ihe proporcionara um, espaco raais
lrvre.
Mas, se ella se manesta pruneirc, em todos03
paizes que ofrerecem c i re u rusia acias mais favo-
raveis e mais proprias ao seu especial incremen-
to, claro que api issu meeso assumc ahi urna
importancia mais. elevad, om relaco aos ou-
tros'gneros de Industria, e coro o que vem a ser
a fonle primordial de lodos elle s.
O Brasil, quanlo sua vida industrial, nao po-
da, portan!, deixar de prir.cpiar por esse ra-
mo : suas peculiares cirr^umstancias assim o
exigan), e era naluraliv'mio que assim suecc-
desse.
E' vslo quo essa ip.duslria, a primeira para
nos, deve merecer de nossa parte o maior cui-
dado ; e para isfu "laz-so necessario apriveilar to-
das as condices, proporcoes que em to Ili-
mitada, escala. *e deixam" observar em o nosso
paiz.
sustentadas neto aoverno, pode-se dizer que esle maisde pedo diligencias do homem Vibo-
Assim que, podemos asenlar, como ponte- j&| ramo nao aquelle que mais aanca, quanlo aosirtosp
Tracta'.emos, pois, da nossa industria agiicola,
o, porr'jusa dclla, entraremos na apreciado e
no ex ame de algumas questes que Ihe dzem
rev^eito.
Ser islo objecto para oulros ottigos.
r. b.
PERN. TYP. DE M. F. DEFAR1A. 1860
1 sVI ITII
TT
j 11 ^.r ._. /


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