Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09044


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Full Text
AMO XXXTI. HUMERO 91
ni'
Por tres nezes adianlados 58000.
Por tres mezcs vencidos 68000.
DIARIO
EXCARREGADOS DA SBSCRIPC^O' DO NORTE.
Parahiba, o Sr. Antonio Alexandrino de Liqp;
Natal, o Sr. Antonio Marques da Silva; Aracaly, o
Sr. A. do. Lerao3 Braga; Cera, o Sr. J.Jos de Or
veira; Maranhao, o Sr. Manoel Jos Martins Ribef
rf Guimares; Piauhy, o Sr. Joao Fcrnandes do
Aloraos Jnior; Para, o Sr. Justino J. Ramos;
Amazonas, o Sr. Jrronvmn da Cosa.
1'AUl'lUA UOS COItllKlUS.
Olinda todos os dias as 9 1/2 horas do da.
Iguarass, Coianna e Parahiba as segundas
e sextas feiras.
S. Anio. Rezerros, Bonito, Caruar, Altinhoe
Garanhnns as tercas feiras.
l'o d'Alho, Nazarelh, l.imoeiro, Brejo, Pos-
queira, lngazeira. Flores. Villa Rolla, Boa-Vista,
Onjhrry e Ex as quartas-.feiras.
CM, Serinhem, Rio Formoso.na. Barreiros.
Agua Preta, Pimenteiras e Natal quintas feiras.
(Todos os r.orreios parlera as 10 horas da manha.
SABBADO 21 DE ABRIL DE 1860.
Por anuo atontado 198000.
Porte franco para ^subscritor.
PARTE FFICIAL
ministerio da marlnlia.
hecheto n. 2.5-15 de 3 ue sunco i>e 1860.
Da nova orgauisaco ao consellio deque trata o
capilulo 2. do regulamcnto que baixou rom o
decreto u. 2.18. de 20 de fevroiro do 1858,
callera as disposces do mesmo rcgulaineii-
to relativas ao processo para as compras do
material necessdrio ao servieo e consumo da
armada, arsenaes e mais cslabelccimenlos de
marinha.
Altendendo ao que mereprescnlou o meu mi-
nistro esecretaiio de estado dos negocios da
marinha. e considerando que as compras do ma-
terial necessano para o servieo c consumo da ar-
mada, arsenaes e mais cslabe'lecimenlos de ma-
rinha, devrm ser follas com toda a economa c
promptidao, hr por bem determinar que o regn-
lameiito qup baixpu com o decreto ir. 2 108"do
-iO de forereiro do 1858 se observe d'ora cm
dianlo com asalleraees constantes do regula-
monto que com ust baixa, assignado pelo mesmo
ministro e secretario de estado, que assim o le-
uha entendido e faca executar.
_J!,"<_0_do Rin d"eJail,,''"<>. cm 3 de mareo de
lolji), _ a rubrica do S. M. o Imperador.-fVancisco Xa- ^
Vlfr l'nnttlnrrmtn OO
vier Pues Barreta.
Hegulamento a que se reftre o decreto desla da-
,?;,?,"er<\d o que baixou com o decreto n.
-,108. de -20 de fevereiro de 1858.
1." O conselho de que trata o art. 4. do
regulamcnto que baixou rom o decreto n 2 108 Cn __: Parahiba, participando que mandara
do 20 de fevereiro de 1858, compor-se-'ha de ,sen,!,rI*^e.rviCO do exercito ao soldado Apolli-
dous ofliciaes do marinha de patente superior e "arl- tWlclsco Rodrigues, pelos melivos que
de um empregadoda cunladona de marinha mo "l1.0" no>esrao olf.eio.
Jo um empregadoda cunladona de marinha que
servir de secretario, todos demissiveis a arbi-
trio do governo.
Este conselho se reunir duas vezes por sema-
na, em dias determinados, e semprc orne for ne-
.3 Art. 2. O intendente da marinha da corte te-
assenlo no conselho somonte como informan-
te, e quando a sua presenca for para esse flm re-
quisitada.
Art. 8." O conselho ser presidido pelo offi-
cial mais graduado, ou pelo mais anlgo em
graduacao.
Ait. 4. Ao presidente incumbe immediata c
directamente :
I." Promover a reuniao ordinaria do con-
Belho.
g2.
3.
rinha.
S -."
lhos.
5.
Convoca-lo exlraordinarianienle.
J'.epresenta-loperanteo ministro da r.ia-
Fiscalisar o movimento dos seus tralu-
Formular o relalorio emeslral de que
traa o art. 41 do regulamcnto citado.
Art. 5. Os membros do conselho que forem
-olliciaes da armada perceberflo os vencimenlos e
\aniagens de embarcado em navio de guerra e
o governo arbitrar ao secretario urna gratifica-
pao que nao exceda de um cont de ris por
anuo. '
Art. C. Expedido o aviso concedendo a aulo-
risacao, de que irata o art. 8. do mencionado re-
gularacnlo de 20 de fevereiro de 1858. de seu ob-
jeclo se dar conhecimento, pela secretaria de
estado dos negocios da marinha, A coi.ladoria,
0 quem pertence exercer a liscalisaeao ulte-
rior.
Art. 7. Nos fornecimenlos dos objectos que
pedidos pelos oficiaes dos arsenaes de marinha
para continuacao ou intimaro de obras em an-
damento, nao poderom ser salisfeilos por meio
dos generas em arrceadapo nos aimoxarifados.
e_scrvar-sc-ha o scauinte : \
1." Reccbidos os pedidos, o intendente da
marinha e da corle e na provincia da Bahia, e os
inspectores dos arsenaes na de Pemambuco e
1 ara rcquisitarao immcdialamcnle a reuniao ex-
traordinaria do conselho de compras, o qual re-
solvendo a acquisijto dos objectos solicitados,
propola-ha sem demora, de conformidade com o
?[!-_' do rc8ulmenlo de-20 de fevereiro de
lo-o.
2. Autorisada a compra, reunir-se-ha ainda
extraordinariamente o conselho. o qual depois
do discutidas e julgadas as proposlas apresen-
i .?/ wno delenuina t. 11 do regulamento
le 20 de fevereiro de 1858. dever.- sem nova
dependencia, effecluar os contratos e mandar
lavrar os termos pela forma marcada no art.
l_, remetiendo urna copia secretaria do es-
tido.
3.a Resolvida a compra, os intendenles da
I r ^>_ ..-., injkiimj ac taiutid-
rao para que nao s os objectos enirem logo os
aimoxarifados. como sejam com a possivel bre-
idade fornecidossoQicinas.
Art. 8. Aos conselhos de compras pertence
cumulativamente com os inlendentes, executa
regulamcnto citado.
Art, 9. o conselho, de que trata o art. 1. do
prsenlo regulamento formular as instrueces
convenientes para a boa execucao delle. submet-
a ."la Bl'Prova?o lo ministro da marinha.
H. 10. O fornecimento para os navios esla
ri -..vi.iiiioiiiu Vaa us navios esia- inea, seuuo urna ora para a explica
.onaooa no llio da Prata podem ser contratados tese meia para licaodos estudanles.
iivsia corle, se o mnnu lu. ^n,.;,.,.!,, a-i a r>. ._.___ ._______- _
------- ...._ |iuuvill .Ul LUtltllll
nesta corle se o governo julgar conveniente.
tres recruias all apurados .ouiros lanos soldados
da respectiva companhia fixf, que, por nao con-
vir que conlinuora a perlencer a elia fez seguir
para a corte.
Ao ajudanle-general, remetiendo para in-
formar os seguales papis:
Olliro n. 69 de 5 do correnle, do presidente
da Bahia, expoudo as raz.s por quo nomeou a '
Joao Alves de Araujo. para servir interinamente
de enfermeiro-mr do hospital militar da pro-
vincia.
Dito n. 61 da-mesma data e do mesme prest-
dente, informando o requerimenlo em quo Fetis-
bino Manoel Francisco, enfermeiro do hospital
militar, pedescr nomeado enfermeiro-mr.
Dito n, 75 de 23 de fevereiro, do presidente
da de Pemambuco, participando que mandara
pagar as gratificares correspondentes ao mez de
Janeiro, que se cstavam a deverao alteres Deme-
trio de Gusmao Cofilho, como instructor de es-
grima do baioncla ; c ao cadete amanuense do
delegado do cirurgiao-mr do exercilo.
Uito n. 58 do 22 de feveriro ullimo. do pre-
sidente da do Paa. pcdindo-se-lhe declare se
em 1858 deu-so baixa o um soldado de nome
Joao Jos, pertencente ao 3." batalho de aTtilha-
ria o pe.
Dito n. 30 de 12 do correrte, do presidente da
provincia das Alagas, participando ler designa- i
o capilao d> 2." batalhfo de infantaria Jos
fcrtlbeBIIS DU MfcZ Ut! ARKIl!
5 Lu cheia as 5 horas e 40 minutos da larde.
12 Qumo minguanto as 11 horero 13 minutos
da arde.
I La nova as 3 horas e 26 minutos da ma-
tino a.
28 Qur no crescente at.3 hona e 16 minutos da
larde.
PREAMAR DBHOJE.
Primein a* 5 horas e 18 minutos da manha.
S^yinito^ un 5 horas o 42 minutos da lardo.
* u te huul para bseritor.
nambOco
Gomes de Almeida, para servir de assislenle do
ajudanle-general do exercilo na mesma provin-
cia, por ter sido demiitido o ccronel Traja no
Cesar Bulamarque.
Dito n. 25 de 4 de fcvereiio ultimo, do presi-
denlo da,. Parahiba, participando que mandara
Requerimenlo do 2. cirurgiao do corpo de sau-
de do exercilo, Dr. Jos Antonio de Freitas Ju-
nior. pedindo Ires mezes .de licenca de favor pa-
ra ir provincia da Bahia.
Dito do capilo do !), batalho de infantaria,
l'trniiuo da Cunha llego, pedindo ser condecora-
do com o habito da ordem de S. Bento de Aviz
GOVEBXO DA PROVINCIA.
HIGI !.\vii:\io
para
0 f urso Commercial Pernarahucano.
O presidente da provincia, em execucao da le
provincial n. 41 i de'JO de abril de* 1857, re-
solvc :
Artigo 1. Fica creado um curso commercial
pernambucaiio.
Art. 2. Este curso ser dividido cm tres ca-
deiras :
1.a De nococs goraes do commercio, usos
commerciaes, estallstica, geo.jraphia c historia do
commercio ;
2." Contabilidade, escriptiiraro c pralica de
operaees commerciaes ;
3.a Principios de economa poltica relativos
ao commercio, e de dreilo mercantil.
Esla ultima cadeira s ser provida quando a
assembla provincial aulorisar seu provimcnlo.
Art. 3." 03 professores s*rao Horneados pelo
presidente da provincia d'enlreos habilitados pe-
lo curso commercial pernambiicano ; e emquan-
lo os nao houver, d'entre os cidadaos que o pre-
sidente da provincia julgar aptos. Tero de or-
denado um cont de rts c de gratifleacao qui-
nhentos mil ris.
Art. 4. Ter um porteiro que servir de con-
tinuo com o ordenado de trezentos mil ris e a
gratificaeo de duzenlos mil ris.
Art. 5 o A jubilacao dos professores c a apo-
spntadoria do porteiro ser pela forma marcada
para os do gymnasio provincial, aos quaes em
ludo licam equiparados.
Art. 6." O director geral da ioetruccio publica
provincial, ser tambera o director do'curso com-
mercial pernambueano, e presidir a todos os seus
actos e junta dos professores.
Art. 7. As aulas comecaro a 3 de fevereiro e
lindaro a 31 de oulubro ; sendo o mez de no-
vembro destinado para os exames. Comecaro
porm esle anuo logo que srja publicado este rc-
gulamenlo.
Art. 8. Para a malricula do curso commer-
cial pernambueano, exige-so : ser maior de 14
annos, provando-se com certidiio deidad, ou
justilicasao della ; saber caligraphia ; grammati-
ca nacional ; arithmetica al as qualro operaees
e algebra al as operaees do primeiro grao.
Art. 9. Os exames de preparatorios sero fei- !
los por examinadores nomeados pelo presidente j
da provincia, presididos pelo director geral da
miriiliioin..r a "'"'"-'" "a uijuu.nn.-iii, presiuiaos pelo director geral da
So ni 9?Peclorea dos arsenaes seesforca- inslrucco publica, e no sen impedimento pelo
iao para us nao so n: nhiortn, nim.., i., r.,r.,..L,... ..-^__________________ .r r
. ----,.- ^.......... |,*,
proiessor ou pessoa que o presidente designar.
Arl. 10. Podero ser matriculados independen-
te de exames, os hachareis em lettras do collegio
de Pedro II, ou de estabelecimentos das provin-
i do imperio, em que so facara exames das
sob a npnac ,V. i- "'--u<.ii--s, eecuior nis uu imperio, em que so lacam exames das
r""ulan.eilo parto' aS u'sP0S10es do nrt- 39 do materias do artigo 8" ; os que liverem lilulos de
approvacao do gymnasio provincial al o quarto
anuo, os approvodos no primeiro anno das esco-
las de marinha ou militar da corle.
Art. 11. As aulas comegarao s 3 horas da tar-
de e findaro s 6, duiando cada urna hora e
meia, sendo urna hora para a explicado dos len-
Vrt 11 n-----o-- ju.8ui luiiremeiiir. nn. t. vs exames comecaro no primeiro da
,', L[" conselho nao poder deliberar sem ulil de novembro e devero t-star concluidos at o
o esieiam prsenles lodos os sena mnmhmo da 9t rfo ,i-,anii,.
Arl. 12. Os exames comecaro no primeiro da
que estejam presentes todos os seus membros.
no caso de impedimento de algum delles, o mi-
D1Sa? \% maha nomear a quem o substila.
Arl. 12. Os pareceres e representaces do con-"
selho scrao sempre assignados pelos membros
presentes, declarando-so vencido ou ofliciando
cm separado o que diverair do voto da maioria.
Art. 13. as propostas que acceilarem, e nos
contractos que offerecerem & approvacao supo-
nor, os conselhos de compras lero muilo em
vista, sob as penas da lei, que devem ser prefe-
ridas as casas importadoras a todas as mais, e,
na ausencia-daquellas, os negociantes de gross
trato a outros quaesquer.
Art. 14. Nos contractos celebrados pelos con-
selhos ou peles intendencias, havera a maior
clareza e precisao as eslipulacoes relativas
qualidade, quantidades o precos dos objectos, s
pocas dos fornecimenlos, o s penas c multas a
que ficam sujeitos os contratantes, quando fallem
a qualquer das causas estipuladas.
Art. 15. Os conselhos de compras tero um li-
yro para as acias de suas reunios outros para
os termos dos contratos que celebraren), e oulro,
finalmente, para o registro de sua corresponden-
cia todos rubricados pelo respectivo presidente.
Art. 16. Ficaru revogadas as disposiees em
contrario.
Palacio do Rio de Janeiro, em 3 de marco de
3860. Francisco Xavier Paes Brrelo. '
Ministerio da guerra.
EXPEDIENTE DO DA 12 DE MARCO DE 1860.
Ao presidente da provincia do Amazonas, de-
clarando, para seu conhecimento, que o 2." ci-
rurgiao do corpo do soude do exercilo, Dr. Fran-
cisco lleudes de Amorim, lem permisso para
tomar assenlo na assembla provincial.
Ao da do Piauhy, autorisando a proceder
como fr mais conveniente aos interesses da fa-
zenda publica, a respeito das drogas e medica-
nenlos remeitidos da corte para a enfermara
militar da mesma provincia.
Ao da do Cear, determinando que Caca se-
guir paja o seu deslino, logo que se resla'bele-
cer, o lenle do 3.8 batalho de infantaria, Joao
Baplisla Passos.
Ao da do Rio-Grande do Norte, approfan-
a resolucao que tomou de mandar substituir por
da 20 de dezembro.
Art. 13. Osapprovdos as materias do curso
oblcrao carlas.de habilitados, e serflo preferidos
para professores do mesmo curso e para os luga-
res de fazenda provincial.
Art. 14. O estudante que der mais de 28 fal-
tas no anno lectivo, para obter fazer exame. se
sugeitar, alem do ponlu que tirar e ao qual res-
ponder pelo lempo marcado para os outros es-
ludantes, a salisfazer por oulro lano lempo a
quaesquer pergunlas, que os examinadores cn-
tenderem dever fazer-lhes sobre as materias do
seu anno.
Arl 15. Os exames sorao feilos pelos profes-
sores docurso, e presididos pelo director geral da
instrucco, e no impedimento de qualquer delles
por quem for designado pelo presidente da pro-
vincia.
Art. 16 Podero comecar os estudos pela pri-
meira ou segunda cadeira ; sraente a lerceira,
quando for provida, ser reservada para os que
liverem sido approvados as duas outras. Ne-
nhum esludante ser admiltido exame de ma-
terias de duas cadeiras no mesmo anno, com
quanto a3 possa frequentar.
Arl. 17. Os habilitados pelo curso commercial
podero se inscrever como oppositores s suas
cadeiras, e nos impedimentos dos professores os
subslituirao vencendo as gratifleaces que a clles
competiran!. Os que assim servrem com profl-
ciencia tero preferencia s cadeiras que va-
ga re m.
Art. 18. Os professores faro csrolha dos seus
compendios, eos sugcilaro ao parecer do direc-
tor geral da iostrueco publica e subsequeole ap-
provacao do presidente da provincia.
Art. 19. No dia 7 de Janeiro abrir-se-ha a ins-
cripgao para os que se preienderem matricular,
e se fechar a 31 de Janeiro. Por esse lempo se
faro os exames de preparatorios.
Art. 20. O rgimen interno das aulas ser re-
gulado pela maneira que for proposla pela jun-
ta dos professores, presidida pelo director geral
da mslrucgao publica,* approvada pelo presiden-
te da provincia.
Art. 21. Da mosma maneira ser regulada a
relacao dos pontos para os eximes, e a lista dos
estudanles, que no fim do anno se acharen) ha-
bilitados para os mesmos o dos que por demasa
de fallas se tiyerem. de sugeitnr ao exame vago,
Arl. 22. O esiudanie habilitado para inatricu-
rtiT*?- **Jada om anno, pagar cinco mil ris.
hab litado pelo curso commercial pagar pe-
Isjeaftctivo litulo dez mil ris. O examinado
cm qwitquer anno-ou preparatorio dous mil ris
pola ccriido de approvacao.
Palaeio d govwo de JPernambuco, 29 de fo-
vereln de 1880. \
Lyi* Barbalho Monis Fivxa.
RELATORIO
qne apreneaioH aeSr. Dr. Triste e
Aloncar. Araripe, ebefe de polica
desta provincia, o tenente-coronel
Flfreneio Jos Carneiro Monteiro,
administrador da casa de detetteao.
Illm Sr. Como administrador da cosa de
detenciio aiNla urna vez compro a dlsposcao do
respectivo rcgnlnmenlo, apresenlando o seguinle
relator o,y felicito-me de ser elle dirigido V
S., cuj illutraTSab e cabal conhecimento deste
estabelecimenlo suppriro as lactinas que aqui
encontrar. '
Divii indo, como o lenhofelo de onlras vezes,
esla exposipao em duas partes, urna relativa ao
maten; I, e oulra ao pessoal c moral, julgo que
aojes de entrar no desenvolvimento de cada una
de las, devo oceupar-me de um assumpto, que
pela sua magniludo merece o primeiro lugar:
j v V.S queme redro a honrosa vizila que
SUA MAGESTADEO 1MPEBADOR, so dgnou fa-
zer a esle estabelecmento no dia 24 de novem-
bro do anno prximo passado pelas seis e meia
horas da manha.
Se siimnuimenle satisfatorio me foi ver o So-
berano honrar com a Sua Augusta Presenca esle
estabchcimenlo sob niinlia adminislracao nao
menos grato me foi o senlimenlo que'experi-
raentei quando depois de minucioso exame e
ocrulai mspeccao por duas horas e trinta o seis
minutos, tendo-o percorrido, pareceu mostrar-e
salisfero, como V. S. leve occasio de bem pre-
senciar. r
MATERIAL.
Ediflo. Esle edificio cuja perspectiva vai
lornando-se mais bella com aconslruccao do raio
do sul. que completa a sua frente, n'ao acha-se
comtuc o err. estado de salisfazei o fim a que
destinado; pois que por ora s posso dspr de
um rail conlendo Ires ordens de cellulas e do
crpo central da casa, accommodaees sem du-
vida, muito inferiores para coniportarem o gran-
de mo'imento pessoal.
Julgo de meu miis rigoroso dever repetir of-
nalme ite o que de viva voz lenho ponderado
V. S., i V.S. observou, islo que, quando mes-
mo romplelo o mencionado raio em construeco
resentc-se elle de um defeito radical, que lin-
possibiiila a vigilancia precisa sobre os presos
que hoiivcrem de estar na terceira ordem, visto
que ha urna diflerenca de 12 polcgadas menos na
altura las janellas para o soalho da dita ordem
em coriparccaocom as do raio do norte, resul-
tando (uto que o preso com a maior facilidado
poder da sua cellula observar vontade nao s
o paleo o muralha*do edificio como todas as suas
fronleiras, o que por cerlo contra todo o syste-
ma de vigilancia c regularidade, e consequenle-
mente contrario ao regulamento.
Compre, pois, remediar cmquanto lempo
seraclhante defeito, que alm de affeiar a rela-
cao syraelrica em que deve (car o novo raio pa-
ra com a oulra parle interior do edificio, acarre-
la lambem difDculdades na vigilancia, que cum-
pre evitar todo custo.
A grinde grade ecancella que fechara, o raio
do noile, por mim tantas *ezes reclamadas,
acharase collocadas.
ASSEIO.
Tem V. S. bem presenciado a lmpeza e asseio
que aqiie mantera conseguida com grande es-
forco, ltenlo o avullado numero de presos em
relacao ao espaco das prises.
ABASTECIMENTO D'AGUA.
Devo insistir pela subsiituie.o das lorneiras,
visto que continuam os mesmos inconvenientes
apresenlados em meus anteriores relatorios quan-
to ao ebastf cimento d'agua, que at as vezes lem
chegado a faltar para os banhos.
J foram collocados oito bicos de gaz -no raio
em que estro as prises, 2 no paleo central, 1 no
corredor da entrada geral, 1 na sala da secreta-
ria, oulro n.j emque funecionara as autaridades,
e ltimamente 2 na casa d'administraco, lou-
vando erubcra a economa com que nessa destri-
buico se houve o Sr. director interino das
obras publicas, lamento todava que se nao le-
nham eollocado alguns bicos do gaz pelo lado in-
terno da muralha, afim de que posa ser comple-
ta a vigilancia das sentincllas.
ROUPA.
Nao tendo sido satisfeita a reclamacao que z
da roupa precisa para os presos, como consta do
relalorio passado, de novo peco a alinelo de V.
S. sobre este objecto, e bem assim sobre o que
ento lambem ponderei relativamente aos dis-
linctivjs, que devem usar os sentenciados e
mesrai os pronunciados, era suas vestimentas.'
ALIMENTACAO.
Notoria como a constante caresta, dos gene-
ros ali Tienlicios, nao possivel que com a di-
minua diaria de 240 ris se possa dar alimenta-
cao sa.i o sufliciente : s este respeito nada le.
nho a acresccnlar ao desenvolvimento dado aos
meus ofTicios de 29 de novembro de 1657, 25 de
Janeiro, 3 de agosto e 21 de oulubro de 1859, e
relalorio de 31 de Janeiro do mesmo anno.
- ENFERMARA.
Ainc.a continua a permanecer cm cinco cellu-
las da segunda ordem do nico raio deste esla-
beleciincnto, contrariando assim nao s os mais
conheiidos preceitos hygienicos, que manda evi-
tar a ngglomerapo de pessoas era estado de
saude, e mximamente de doenles, como tam-
bera a expressa disposico do regulamento, cu-
ta nfnccao nao posso deixar de altribuir o facto
do fallecimento do 14 homens no espaco de 60
das *
E' pois de indeclinavel necessidade a promp-
ta construeco de accommodaees para a enfer-
mara.
A insufEeicncia do quantitativo destinado s
dietas faz com que s vezes nao possa o que
prescripto pelo medico, ser fornecido do melhor
genero que ha no mercado.
O r;spcclivo cirurgiao o Sr. Francisco Jos da
Silva o o guarda enfermeiro do pleno cumpri-
raentc aos seus deveres.
PESSOAL E MORAL.
Secretaria.
O esciivao e tres guardas nao sao sufllcten-
lespa-a o servico da secretaria, que lem aug-
mentado do urna maneira espantosa, com V. S.
tem presenciado, e bem o demonstra o raappa
n. 1, snlre'anto aos sacrificios desles emprega-
dos, com especialidade do guarda Joaquina Cus-
todio d'Olveira se deve, apezar de todas as dif-
culdades, achar-se a escripturaco em da.
Nao deve deixar de confessar que se trabalha
de dr e de nole para se conseguir esle resulta-
do, que entretanto mui mesquinhamente re-
munerado, pois que um guarda tem apenas
400J>C00 ris de ordenado. Julgo de meu dever
pedir toda a altengo de V. S. sobre esle assump-
to qus de grande importancia.
Peoe a justicia que ou declare que o ajudanlo
Jos Mas d'Oliveira cumpre saiisfactoriameiUo
os seis deveres.
MOVIMENTO DAS PRISES.
O toaryp n. demonstra que no ultima dia do
anno de 158 existiam aqui 302 presos, e que
dundo o nnno prximo Ando entraram 2,289
dos o, aes UW8B. periodo seguitam para Fernando,
AUDINECIAS DOS TRIBUNAES DA CAPITAL.
Tribunal do commercio: segundas e quintas.
Relaao : tercas feiras e sabbados.
Fazenda : tercas, quintas e sabbados a 10 horas.
Juno do commercio : quintas ao meio da.
Dito de orphos: tercas e sextas as 10 horas.
Pnmeira vara do civil: tercas e sextas a meio di
Segunda vara do civil; quartas e sabbados ao
meio dia.
rSS# & f0r? n re,BCllid< Pa" armada e
155 efalleceam na enfermara 40, fo-
ram remullidos para Versos hospilaes 9, s.hi-
ram pnr terem cumpvido senienea 45. por le-
rem prestado Banca 24, por desbronuncias 41,
por diversos ahrs de soltura 57, por absolv
cucado jury M, por babees Corpus 7, p.ra sof-
frer a pena ultidja 1. por prises de correceo
1,553. Exislem 362.
Parece-me cabivl ponderar aqui que, alienta
a natnreza desie esUbelecimenlo. como bem o
dcixa ver naos a sua denominaco, como a let-
ira do art. l. do regolamcnte. nao possivel
que sem quebra da boa regularidade. que aqui
deve reinar, e dos interesses dos cofres proviii-
ciaes, que lodos devem zelar, conlnuem a per-
manecer 130 piesos sentenciados como presenle-
meole-se arham. r
E' is urgente que a tal respeito $o tome urna
provincia que soja mais consentanea. com os
principios ja emiliidos. fazendo-se com uno os
sentenciados apenas aqui se demoronl o lempo
mencionado no citado artigo, dando se-lhes lo-
go oulro destino.
E se permiti V. S., lembrarei que os cofres
geraes podenam fazer sua custa o terceiro raio
que talla, e deslina-lo para aquella clasae de
[irosos o mesmo indcmnisara provincia das des-
pezas> felas com o raio do sul, e applca-lo ao
recolhimento dos quo forem pronunciados fi-
cando bem divididas as classes, sendo o primeiro
raio para osdetenlos.o segundo para os pronun-
ciados o o terceiro para os sentenciados e
assim guardadas os conveniencias do sis-
tema. '"
POLICA DAS PRISOF.S.
K-me satisfactorio declarar que nenhuma oc-
urrencia desagradavel se lera dado, einbora mui
rrescido seja o numero dos presos, e se achem
ellos lao agglomerados.
Nao devo deixar de representar ainda una vez
contra essa agglomerajao, que nao poder deixar
de ser mu prejudicial.
MOIIALIDADE.
Vo progredndo os benficos resultados de ap-
plicacao dos presos ao trabalho, e conseguinle-
menle apparecendo mais moralidade nessa por-
cao de individuos dignos de considera?o.
Para que fructifiquen! estes resultados, enm-
prc-me insistir em que se apromple urna ofTlci-
na, onde nao s o trabalho seja enastado ora
maiorts proporces. como a vigilancjse inepec-
cao possam ler mais efficaciaj preveniaito-so as-
sim a possibilidade da fuga.^iguelroo^sk issia-
mar quo se realise o havor.t>aacerdi>e que
nos das de preeeilo celebie oesWo aarificio da
missa, e por meio das mximas eternas e suaves
prcceitos do rlirstiansmo, suavso existencia
desees infel/es. e procure implanlar-lhes a idea
do dever, e o de.pjo de bem procedercra.
Tambera j^CO. licenca a V. S. para insistir pe-
la reaksacao de urna medida apresenlada em o
meu lelatorio do anno passado, cujo trecho passo
a transrrever : Permita V. S. que llio peca
toas a-Miencao sl)re a conveniencia de haver
um ad^ogado com caraetsr oOlcial para os pre-
sos, e igualmente que so compenetre da necessi-
* i iP mPdida- e a fflca realizar, pois que",
so do Tfitcresse da sociedade que se punam os
criminosos, c para esto (im creou-se um ministe-
rio publico, nao menos" que se salvcm os inno-
centes, sendo quo a defeza em todo o caso urna
condicao para a aecusacao.
Assim como nos criraes particulares, quando a
parle oflcndida misoravol, a lei ordena que a
aecusacao seja dirigida pelo promotor publico
lambem parece que se deveria crear um advoga-
do, que era idnticas circunstancias fosse obri-
gado defeza, sendo que por defeza nao se deve
somonte entender aquella, que se profere por
occasio de julgamento peranle o jury, o para o
qual o juiz noma advogado quelles que o nao
leem, mas a assislencia do reo durante a forma-
cao da.culpa, que a chave do processo. e mes-
mo paia requerer habeas-corpus cm favor dos
que solTrerem urna privaco injusta, o muiias
outras diligencias, sem as quaes soffrem o direilo
e a innocencia de muilos mscraveis.
E tanto mais me convenco da necessidade da
creacao desse advogado especial, quanto observo
diariamente que traficantes especuladores, a ti-
tulo de virem tratar de defeza de presos, nada
mais fazem do quo cxtorqur-lhes os poucos vin-
lens que possuem, deixando-os ndefezos, e com
o amargo dissabor do so verem logrados, como a
experiencia muito o lem mostrado.
Entre a necessidade de defender os presos sob
minha guarda da rapia de vis especuladores,
maniendo ao mesmo lempo a moralidade do es-
labelecimenio, e os sacrificios de diretos lo sa-
grado como o de defeza e outros; nao se na
verdade como me pronuncie, e deixe de atten-
der a considerarles que sao reclamadas pelos
scntimentos de justica o humanidado.
Deus guarde a V. 8. Casa de detenrao, 31 de
Janeiro do 1860. Illm. Sr. Dr. Trisl'o d'Alen-
car Araripe, chefo de polica da provincia.
O administrador
Florencio Jos Carneiro Monteiro.
PERNAIYIBUCO.
DIAS DA SEMANA.
16 Seguns-. Nossa Senhwa dos Prazeres.
17 Terca. 5. Aniceto p. m.; S. Elias Mongo.
18 Quarta. S. Galdino b. card ; S. Apolinario m.
19 Quinta. S. Jermogenes m. ; S. Scrates.
20 Sexta. S. Ign*rdc Monte Policiano.
21 Sbado S.Ansslmo are; Ss. Silvio e Izacio ram.
22 Domingo do Rom Paslor. S Soler e C.aio mm.
ENCARREGADOS DA SBSCRIr^O NO SUL.
Alagoas-, o 9r. Claudino Falco Dios: Baha, c*
Sf. Jos Marlfnf Aires; Ro de Jar.tfr, o Sr-
Jaao Pereira Martins.
EM PERNAMRUCO.
O proprietari d>o ni*n! MaDoel Fguf!h.vds
Fara-,nasua livraria praca da Indepcndccta ns.
6 e 8.
ASSEMBLA LEGISLATIVA PROVINCIAL.
SESSO ORDINARIA EM 12 DE ABRIL.
Presidencia do Sr. lisconde de Camaragibe.
Ao meio dia feilaa chamada e achando-so prc-
senfes os senhores deputados, abre-so a sesso.
Lida a acta anterior,
EXPEDIENTE.
Um oficio do secretario do governo, envian-
do o regulamcnto confeccionado pela cmara mu-
nicipal de Pao d'Alho para aferijao de pozos e
meoidas.
Oulro do mesmo, remetiendo por copia o acto
da presidencia de 11 de agosto do anuo prximo
findo opprovando prximamente os artigos de
posturas que acompanhou o oficio da cmara
municipal do Recife.
Um requerimenlo do padre Florencio Xavier
Das de Albuquerque. capcHo do recolhimento
de Iguarass, pedindo urna quota para continua-
cao das obras do dito recolhimento.A' commis-
sao de orcamento provincial.
Oulro do Sr. Simplicio Jos de Mello, professor
publico jubilado da cadeira de primeiras lemas
do bairro do Recife, pedindo se aulorise a go-
verno a conceder-Ihe a gratificaeo que por lei
Ihe concedida.A* commisso de instrueco
publica.
Outro do padre Francisco Rufino. Bandeira,
professor publico de primeiras lettras da povoa-
co de Beberibe, pedindo augmenta da quanlia
que lhe consignada para aluguel de casa. A'
commisso de instruego publica.
Outro dos empregados do coasulado provin-
cial, pedindo urna indemnisas&o. de differencade
oidenado do uns lugares para outros quo passa-
ram a exercer.A' commisso de ordenados.
Oulro da irmandade do Sanlissimo Sacramen-
to, erecto na egreja de S. Jos da freguezia do
Rio Formoso, reclamando contra o acto de ler a
cmara daquelle lugar nomeado empregados
para o cemiterio que propriedade sua extor-
quindo assim um direito que Ihe pertence visto
como o mesmo. eoroilerio propriedade parlcu-
Har e nao publica.A' commisso de negocios de
cmaras.
A commisso depeliges, tendo examioadoo
requerimenlo de Jos Miguel de Lyra. em que
ped.e que esla assembla mande paja a Europa o
i seu fllho Joo Zeforino Pires de Lyra, estudar p
cuiw de engeiilian o nao encvnlraOdu us do-
cumentos com quo rSostre o supplicanle em sua
pelicao provas sufficientes de habilitaccs do refe-
rido seu niho de modo a assegmar m resultado
proveitost. de semelhanle enneesso : porquanlo
nlem de nao estar provada a delicencia de meios
do supplicanle para por' si mesmo realisar su
preteiicao : aconlscc nao encontrar a commisu
um so documento dos respectivos lentes por onde
deprendida no filho do suplicante urna inelli-
gencla superior, e a mesma commisso de pa-
recer que seja indeferida a sua petieo.
Saladas sesses 12 de abril de 1869.Gowal-
vesGuunares.Dr. Manoel do Figuera Faia.
Kego Barros (vencido)
A commisso de orcamento provincial
quem foi presente o requerimenlo de Manoel Bar-
noza da Silva arrematante do imposto de 2*500
por cabepa de gado nos municipios da Victoria e
tscada precisara para habilitar-se c dar pareper
sobrp a prelencSo do dilo arrematante, qie se-
jam pedidas u.formares thesouraria provin-
cial pelos canaes competentes.
ri.M drS y? ,,fi comroisses 12 de abril
de 1860.-C. Fenelon G. Alcofoiado.-M. C. Ca-
valcanti.
Approvadosem debate.
OIIPEH DO DI.
Primeira discusso doprojeelo n. 16 deste anno
que autonsa a cmara municipal de Pao d'Alho a.
conceder um abate ao arrematante dos imposluiT
municipaes daquella localidade.
o Sr Helio liego moslra c manda mesa o
seguinte requerimenlo :
romoHP3Ue-r0 queo PrJec, em disCBMao seja
,?, Y a. com"ssao de orcamento municipal
para dar sobre elle o seu parccor._Mi.llo *.
.UnHnT" Glt.irana PPoe-9c ao reejuerimento.
dando as razoes por que a commisso de nego-
cios de cmaras so julgou habilitada a formular
o projecto cue so aclia em discusso e conclue
mandando a mesa o seguinle requerimenlo
llequciro-o sddiamento do projecto por vinle
e qualro Horas.Gitirana. "^
Encerrada a discusso, o o requerimenlo do
sr. Mello Reg posto a votos approvado sendo
regeilado o do Sr. Gilirana.
dr0aK,Lm Pnmei" "scosso e approvado
ea debato o projecto d... deste anno que al-
tera a le regulaiiienlar da inslruego publica
LwiUnuacao da primeira discusso do projecto
n. w deste anno que aulorisa o presidente da
provincia a contratar duas companliias para o
thealro de Sania Isabel. F
O Sr. Rufino de Almeida : N'o lenho'a Iwi-
ca prelencao de suppor, quo coufeccio-nei iwn
projecto perfeilo e capaz de salisfazer a lodas as
necessidades do Iheatro, e sanar os males, de
que elle se acha eivado. Nem tao pouco lenho a
pre3umpcao de quo poderei convencer a esla as-
sembla da ulihdado deste projecto. Destituido
do dora da palavra, como por mais de urna vez
lenho dado provas nesta casa (nao apoiados) sem
prestigio algum. nao sei como poderei sustentar
os pnmeiros passos desla dbil crenpa, para a
qual nem ao menos pude adiar um padrinho
laciencia ; sustenta-ia-hei cm meus debeis-bro-
cos, emquanto para islo liver fori;asv
Nao abusarei da paciencia desta illuslreassem-
blea demorando-mc em demonstrar a utilidade
dos theairos. que na phrase de Vivien. inleres-
sam a arleliticraria. pelas produeces que inspi-
ra m. industria, pelas emprezas que alimentara
e ale poltica, pelos senlimeulos quo fazem
nascer ou que descnvolvem.
O Sr. Theodoro da Siloa :A mm divertc
tao smenlo.
O Sr. B. de Almeida .Nao negarei a necessi-
dado, que ha, do governo ler sempre sob o seu
titulo os theairos, para que era vez de escolas
de moralidade ede instrueco. se nao convertam
cm focos de immoralidade, em escolas de perdi-
cao. Nao negarei tambera, que esta necessidade
tem sido reconhecida por lodos os governos das
nagoes cultas. Todos tem reconhecido a neces-
sidade de torera os theairos debaixo de sua tu-
tela.
Abandonar o thcatro de Santa Isabel a espe-
culacao de um ou outro individuo, quo poden-
do ai redar a concurrencia na empresa fari do
iheatro um monopolio, por cerlo querer se-
nhores, que morra logo ao nascer a arte dram-
tica que se vai desenvolvendo nesta provincia
que fenecam a mingoa de recursos genios, que
apenas despontam no horizonte da litleralura
dramtica, que mendiguem o pao da vida em
provincias estranhas muilos artistas pernambu-
canos distinclos na arte dramtica: finalmente
querer que desappareca o nico divertimenlo o '
nico poni de reunido instructiva, que tem o pu-
blico desla capital.
Para evitar qlic o thealro continu na deca-
dencia em que vai, foi que, depois de ter ouvi- !
do a opinio de um Ilustrado collega da direc-
tora do Iheatro, o Sr Jos Soares de Azevedo
hornera bem conhecido de nos todos pela sua il-
lustraco, (apoiados,) tonfeccionei o presente
projeclo
O thealro dramtico tem de cerlo lempo para
c cnido cm quasi completo abandono ; e qual
O motivo desta decadencia ? As causas que le-
nho descoberto parece-me que sao pouco mais
ou-nienos as seguinles : primo, falta de concur-
rentes para as emprezas do Iheatro : secundo o
inconveniente de ser o empresario actor. terlo,
o Uesejo de tirar da empreza o maior lucro possi-
vel, nem muito natural. O primeiro fado, de
nao haver concorrentes, d lugar a que ura ho-
rnera se aposse do thealro por ires, qualro,cinco
e mais annos, e se conslitua um monopolista do
Ihealio, de sorto que muitas vezes a directora se
v emembaracos para exigir o restricto cumpri-
mento doa- contratos, porque pode chegar ao pon-
to do fczer desapparecer esse nico inlreleni-
mento i'iie temos.
O facl4 de ser o actor dramtico o mesmo cm-
prezario.trazoinconvowienle, de que nao se po-
dem reunir actores disudase formar urna cora-
pannio ; orno pede o estado moral da nossa
provincia, f orque ti.vaJidades, que mutuamente
se desperlatn, o ialercsse e o amor proprio do
emprezario) o obrigam a nao contratar adoros
de mrito superior ao seu, porque elle nao que-
rer por cello fkar inferior em mrito artisiho
quelles que ella contratar.
O desojo di tirar o maior lucro possivel a im-
presa, produz e conomias mal enlendidw, que
quasi sempre redundam em prejuizo ao publico;
os dramas escoltados quasi nunca vo- a scena
como deviam j, o a prova disto est no estado
actual do thealro de S. Izabel sea secnario,
seu guarda roupa etc. etc.
Para pois evitar que continu a Iheatro oeste
estado, toi qutf.apresenlci o projecto que est
em discusa, prouirando nos diversos artigos, de
que elle se compVe. remover os sustos, de que
se. acha pessuido o nobre depulado que a empu-
gnou, da interver pouca habilitaco leste e da directora para
contratar cnpresas te. Nesle sentido eu con-
(tAiC10nei prJecl sb as seguinles condices :
Logo quo findarem as actuaos .empresas,
fica autorisada a directora do thealro a man
r!or nlir|r-u. .. __ >
dar contratar os artujt
cessarios, dentro H
marem duas coumC^
ero lyrico. e oulra
dicQes convenientes
Qes respectivas
necessidades ni
ao iheatro .
Os recios, de que
nobre deputado lalvez
que Ihe parecerem ne-
"" Imperio, para for-
mulares, urna do ge-
alico, sob as coli-
lla das consigna-
assembla, e das
incia.em rea gao
itrou possuido o
im da auspeita,
de que a directora do theatroWer far con-
tractos por grandes precos, tyn prcjuuo dos
\
cofres pblicos, abusando-iucsh.o um poucoTd.-
faculdade que se Ihe da.
O Sr. Theodoro da Silva :ttnjttt me coni-
prchendeu,
r_.^r f' eAl'eida : Pars prevenir es'r
.-_.ili___. mesm? Para evit-r rts_M.fo.
que estabelech a co.i.iicc.o de serrra as co.opa-
nh.ascontrala.as. tendo-sc em vta consa-
Sl.p,csl) assemWa- esre-ffi.
A spmma que se tem votado para- esse fim
e o rendimento da platea, o camarotes sao suf-
licieutes para a acquisico de companbias muito
superiores, as que Uimos lido. quer n'.im. r,Ue.
n oulro genero. E se liavemos do dar le.
capitaes a um particular para com ellos-esseu-
lar. entreguc-nio-los a directora do Ihca.rV p:i-
ra com ellos obter companhias regulares, t ue
me lior salis.aco a espectotiva publica.
Mas dir talvez o uobre deputadr q'ie ceri'i-
menle a directora do Iheatro est ponco heMt-
lada i entrar na esculla de bons artista* t
muitas vezes se precisa- contratar fura do i'm.-
pe no. i
O Sr. Theodoro da Siles,:And nao disse-
O Sr. R. de Almeida :Quero pOrdm rao
por que o diga. E fui por isso que coufecciu-
ei a 2- cuudicpao :
Fica egualnonte aulorsoda a'directora a-
dispender a commisso rasoavel que for necea-
sana pagar a .pessoa ou pessoas encarregada
de ir cd-ilrad^ e conduzir para Pemambuco
os arttstasi^e toe se faz niens_o no artigo an-
lecedenlc.- enW laes pessoas de reconhecida-
probidade. dhiiMmtendidas no especialidade
de que se eMMgarem, e prestando Ranea
idnea ao eafN_Vdc que forem de posse cu
lenham de receM| para o desempenho de su*
rais^ao
Lm. Sr Deoumtm ; \ cousa- a commssa
l/3r. R di Almeido : A commisso in_
despensavel, por que ninguero qper Iraballiar
de graca.
( Ha um aparte ).
Ora se formos a dsconfiar de ludo, e de lodc-
nada se emprehender, nada se realisar, por-
que de ludo se pode abuzar, e com abuzoseu
nao argumento.
Essa pessoa cscolhida pela directora e nela
presidencia, ser cerlamente urna pessoa que
olferepa as neressarias garaniias ntellecluaes
para o desempenho de una commisso lao-
importante.
(Vrisco ou perigo do dislravie dos dnheiio*
que este commissario deve receber, est acau-
telado com a llanca idnea que deve-se pres-
tar antes do receber qualquer somma.
Para facilitar ao commissario o bom desem-
penho do suas funeces canficionei o seguint
artigo.
A directora do thealro poder; mandar adi
antar, nos lugares era que os artistas forem
contactados, parte dos ordenados de cada um
deltes. o mais as suas respectivas passagcn_
que ludo lhes ser descontado no que tivereui
oe ie-_reet._entto mensalmcntc em Perrrambucon.
Lreio que nenhuma duvida, ou objeceo b -
a oppor-se a esle artigo.
Alim de evitar quo a pessoa oncarregada de
coniradar as companhias, faca ajusles-ou con-
iracios onerosos, o prejudicios; alim de cor-
lar-lhe lodo o arbitrio estabeleci a seguinle con-
diccao :
O ajuste da directora com os seus com-
missanos, assim como as bazes dos respeclivft*
contractos, que devem ser celebrados com o*.
arli.ias, dentro ou forado Imperio, sero su-
jei os a approvacao do presidente da provincia
antes dos commissarios partirem de Pemam-
buco .
V pois o nobre depulado : que esto preveni-
dos os recelos de um esbajamenlo dos dlnheiro*
pblicos por esse agente do governo, ou da di-
rectora do thealro, ou como Ihe queiram cha-
mar.
Dir talvez o nobre depurado cxislem outro*
trabamos na direcpo dessas companhias. que
exigem muita alteuco. muita actividad* da
parte da directora do Iheatro, e para o. que.
lalvez nao esteja ella habilitada, j por falla de
conhecimentos especiaes, e j. pelas oceupacoe*
particulares de cada um dos membros d'ela"i
Esta objeceo est previuida no seguate ar-
tigo.
A execupo dos espedaculos, a fidelidad
cora que devem ser desompenhados o rigor dos;
caracteres, o ludo o que diz respeito oconomia
interna da scena. fica sob a immediata inspec-
cao do administrador do Ihea'ro, o qual, na
forma do actual regularoeolo, receber, as-ordena
e instrueces respectivas, da drectoria. obli-
gando os actores a sujoitar-sc ao que ella or-
denar, salvo recurso para o presidente.
. Ainda querendo cortar abuzo, estabeleci quo
a directora formulara o regulamento especial
pelo qual ter de governarrso as.duas conipa-
nliHs.em suas rebees com cada um de seu*
membros, com o administrador- do theatio, o
com a mesma directora, o esto regulamento
bem como os- de quo j trald, sugeiteiros.
approvacao da presidencia.
J v por. tanto o nobre deputado que pela
leilurs, que fiz, dos principnes artigos. do pro-
jeclo. tsto. dissipadas laraLera as principies
duvidas, ou recelos quo diz ter para valar, por
ello.
Tenho- procurado, quanto cabe cm mirilla*
forcas, justificar, ou demonstrar a. utilidad
do projpcio.
Fui o primeiro a confessar que o projec!_>
nao era perfeito, que nccessariamenle couloria
defeLtos; mas suUwelldo a coasidera^o. do
urna, assembla loilluslrada como esla, nao ha
duvida, de quo estas faltas seo conveniente-
mente sanadas, e o projecto iransformado em.
urna perfeita rcadade.
Espero pois, que approvado em primeira dis-
cusso, ser emendado em. segunda do mod*
por que em sua sabedoria entender esu,assem-
bla.
O Sr. Theodoro da Silva,:Sr. presidente, nao
tratarei de idagar se o projecto teinle. como peno-
sa o nobre depulado, a desenvolver, a moralidad
publica, a creac a veadadeira arta oratoria, neni_
lo pouco se conveniente fazer. germinar bon*
seiitiraealos e ideas culilicas. Brescfndu de apre-
ciar o projeclo por esse lado, gor.qu o. conside-
rla o nobre depuiado que me prc.ce_eu, pois.
quaulo a mim, como, em abarte j! declare, as
rpresenlaces tlxealraes divertem pura e sim.-'
plesrcentf.
Nao quero com islo aulhnrisar a doulrina i
que o governo so absttnju de ioAervir nos. diver-
limenlos publicas, nao: interesses policiaes mui-
ias vezes exigen! e al a nossa logislagao recom-
mendaquea policia iuterveauA n'olles effectiva-
mente. No projecto, porm nao so trata dsso.
As duvidas quo cu linha nao foram desfeitas ;
e o discurso do uobre doputado. em vez de m'as
dissipar, augmeutou-as, ou antes dire a casa quo
ellas foram deseitas, substituindo-se-lhes, po-
rm, a mais profunda convieco, que ido impedo
decidamenle de votar .pelo projeclo do nobre di-
putado.
O Sr. GUirana :Ento o discurso dele fui
contra o projecto?
Q Sr. Theodoro da Silva :O discurso foi urna
raao de mais induzir-me a votar contra o pro-
jeeto.
O Sr. Gtiraso :Que tal 1
O Sr. Theodoro da Silva :Sr. presidente, de-
claro antes de ludo, como j hontem disse, que o
projecto intil, visto como o presidente da pro-
vincia est implcitamente aulorisado a fazer a-
(juillo mesruo para que o prefecto o autora.



w
.
ttMU-j Dl PERRAHBCO.v^ Sa*BAD 2t E* ABRIL BE 1S60.
-< i
Vai mesa e l-se u seguidle emenda :
, Depois da palavra -Imperalriz diga-so
nao resirigimosa aeco, o arbitrio da presidencia o ficaro elevados comarca os termos doOlinda
no modo da appcaccidclla: perianto o pre- e Iguarrs.
Nos volamos annualmenle urna quantia.iiura as.
Tepresentacoes do theatro de Santa Isabel; mas]
sidenle quem emprega esta quattia ou por nicio
idministrac,o, sugeita a sua supwBphrapecr^o
8. B. E. de Mello.
O $r. Presidente declara, quo nao pide ser
aceita a emenda por ser contraria detisao do
Se, pois, na escolha do meio nao haimpedimen- casa, quando delerminou, que o -projeclo que
to algun, como clleclivomente n&o ha ; se pelo conten) idea idntica da emenda tkass-; adiado
contrario a presidencia lem a implcita autorisa- at ehegarcm s informales quo sobre ello se
cao de szer administrar pelos seus agentes os i pediram.
espectculos lyricos ou dramticos de Santo Isa- | O Sr. Epatninonda fat -Igumas consideraoes
bel, tanto que j liouve poca em que esses es- em ordena a justificar a opportanidade da sua
peeloeulos foram dirigidos por administraco,- emenda, e observa que em vista mesrao do regi-
tanlo que j houve poca em que o administra- monto, est ella no caso de ser aceila, por isso
lor do theatro diriga o servico thealral; ora, que | que dos estjlos da casa receberem-se quaes-
necessidade ha da pretendida autorisaco? quer emendas que tentiam relacao.ainda que nao
O Sr. Rufino d'Alntida :Isso em favor do immodi-ala com o pensamonlo do projeclo que so
projec lo. : discute na occasio da apresenlaco dessas emen-
0 Sr. Theodoro ** Silva :Pode ser; mas o das o assiiu espera que a mesa reforme a sua de-
que digo que o projeclo do nubre depilado vai ciso.
dar nova e intil aulorisaco. O Sr. presidente faz ver que em vista do regi-
O Sr. Souza Carvalho: Eu creio, que o no- ment, nao pode ser adro Itida a emenda.
Ir autor do projeclo nao irega que o presidente O Sr. iliurana : Ped a palavra para fazer
des -j que 'jila uiais so rsenle merecemos seiu
duvida du assembla alguma conflanca, tan.
vais qua rito sobre o ponto capital do projeclo, cs-
lamoi fiordes lodos tres.
Po;tanto,Sr. presidente, sinlindo profundamen-
te lii.ergirilo nobre deputado,meu collega,do dis-
Irjctn na parte em que (rala de eslabelecer a se-
de dt villa n'uma loralidade menos importante,
eu c infinita a votar meu pelo projeclo lalqual se
ocha confeccionado.
Duda a hora tica a discussao addiada.
O Sr. Presidente designa a ordem do dia e le-
vanta a sessao.
teja aulorisadoa fazer ludo quanto o seu pro-
jeclo determina.
O Sr. t. de Almeida:rod fezc-lo, porque
tio lia lci quo o prohiba.
O Sr. Theodoro da Silva :E do fado do uo-
l>rc depulado confessar que o presidente est au-
torisadJ para faze-lo...
breves considerandos ao art. substitutivo do pro-
jeclo que live a honra Je confeccionar com os
meas honrados collegas Brau'io o Dr Rufino, e
que ota se discute pela segunda vez
Diz o meu projeclo : l'ica elevada cathegoria
de Villa a povoacao de Panellas, que so denomi-
nar Villa Nova da Imperalriz, e lera por muni-
O Sr. R. de AUneida :Nao, n&o confessei; cijiio o terreno circunscripto as duas freguezias
disse que podia faze-lo, pois nao ha lei que a pro- de Allinho e Quipap. Diz o art. substitutivo :
hiba. As duas freguezias de N. S. do do Aitinho e a
O Sr. Theodoro da Silva :Ms o nobre depu- de Sania Anna de Quipap, ficara desmembra-
ndo, que confessa que o presidente da provincia ; das do termo de Caruar e formarn oulro mu-
pode actualmente fazer administrar o theatro de nicipio que se denominar da Visita leudo
Santa Isabel, quod Dos acerlat, o nobre depu-j por sede a povoacao do Aitinho.
lado que confessa, queja urna vez o theatro es-| O terreno que m meu projeclo se procura ele-
leve em adniinistr.ic.ae, o que nunca mais acn- ver villa o mesmo do artigo addilivo.
teceu ; d-mc o oireilo de concluir deslc faci Por tanto ve a casa que o meu projeclo j lera
que inconveniente provincia que o theatro determinado islo mesmo que quer o artigo addi-
seja poslo em adtnioislracoo, tan'.o que nunca livo, o entendo, que a menos, que se uo quei-
inais reproduzio-se a experiencia. ra admillir urna substituido material, nao pode
(Ha uin aparte.) meiecer as honras de substitutivo o artigo apre-
Slas, diz o Dobie depulado, que nada obsta a sentado pelo nobre Io secretario,
que agora demos esta aulorisaco. E verdade : Quanto ao ponto em que designa urna onira
localidade para sede da villa, cu enlendo que islo
l mii,i ser ohjeclo de urna emenda, e nao devia
Discurso de Sr. depnludo Joo Al*
Credo Crrela de Ol\eir, ne\ses-
sio ile SO do passado.
O Sr. Correia dt Oliveira : Sr. presidente,
o nebro copulado, que acaba do sentar-se, co-
mee au p'or dizer, que um niez. antes de rcau-
sar- se a luga dos presos corra de plano em
Goi.mna, que olles haviam de fugir ; e que
este boato impellio o carcerei.o a pedir provi-
den:ias ao digno juizde direito da comarca, por
meio de um requerimento.
O nobre daputado acresecntou que vio o des-
pacho, e ropelindo os termos em que diz ser
concebido pnroceu lanca-lo zombaria.
0 Sr. Souza Carvalho : Eu nao me ri.
0 Sr. C. de Oliveira : Mas o modo de fallar
indi con o que cu dixo.
Do qiu expoz o nobre deputado nfiro, Sr. pre-
sid ule, que elle emende que o delegado e as
out -as autoridades da comarca foram negligen-
tes, que eslavam mesmo de connivencia, com os
presos, para estes fugirem seni embarazo.
( nobre depulado uo leve a franqueza, que eu
espjrav; e que Ihe ped com lana instancia ;
inai qua confirma a illai;ao, qne eu tiro de suas
palavras;.
O Sr. S. Carvalho : 0 nobre deputado tire
as Manes que qui/.er.
O Sr. C.'de Oliveira : 0 carcerero que pe-
dia providencias ao honrado juiz de direito de
Go ano: para nao realisar-se o intento, que al-
tribuia .ios presos, e que se linha vulgarisado, foi
doinillido antes de S. M. o Imperador ir aquella
comarca ; e est pronunciado por ter dciado fu-
0 Sr. C. eM/iteirtt : K nao competente...
Era meu prenle ninfelUJos Mara Caval-
t:iilrelarito so se provar que essa autorisacao
intil, que nao altingo os busque o nubre depu- .
lado lem em vista ; se se provar que ella mes- j levar o nobre deputado 3 apresentar um projee- {g'r umpreso, o quera deu por obsequio, contra
ino perigosa ; me paiece que o nobre depulado
ser o proprio a votar contra o sen projecto.
Higo, Sr. presidente, que o projeclo intil ;
o tigo-o, porque, dando o nobre depulado como
razao justificativa delle, a necessidade de se me- sen lilho.
Ihoraro seivQo dramtico o lyrico do theatro, Quanto, pois, a osla diflerenca principal, que da lem coi a fgida, que os presos elTectuaiam
iules prejudicial o meio que oll'erece para reme- contem esse arligo substitutivo, que eu, nao que- lai.to lempo depois em virlude das causas, que
liar esse mal; pelo menos intil, ueiihum cf- rendo levantar-me por consi ieraces maleriaes,! eu explique, e s tem rela^o com o projeclo
- denominare! emenda ao meu projeclo, divirjo do I anlcrio mente vulgarisado, que uo vcriicoii-se
nobre depulado, e passo a expender as razes por i O"" ter deixado de ser carcerero quera nao se
que as faeo. j ju gava com habilitado para evitar a fgida dos
Sr. presidente, apezar de que hoje principio i criminosos, cuja guarda Ihe linha sido commet-
o substitutivo, que conlm as mesrnas ideas do r.'gultment dacadea, o quarlo que c destina-
primiiivo. pelo que nao alcanr.o em seu proced- j"0 para a assislencia dos carcereiro3.
ment senao o desojo de chamar a si um filho | O bo.ito de que fallou o nobre diputado, o as
allieio, o desojo de ser pai de um tllho que nao providencias, que em consequencia desee mesmo
' boito foram pedidas ao digno juiz de direito,na-
eilo produzir. O nobre deputado substiluc o
ateresse particular das empiezas que c aclivissi-
ino, pelo interessc collectivo da admiuislracao de
urna directora, que por isso c fraco e que anda
oais o c por nao ter compensarlo alguma pelo
m
uito seguido na casa, nao sci 3e com acetlo.que
servido de que vai ser sobrccarrfgada. O meio hequulles projectos, que teudem a diviso de ccr-
nao garante o fim. t nobre depulado sabe que,
se ha emprezas difliceis pelos cuidados que de-
mandara, pela previdencia quo exigern, pela so-
licilude, cunstanle que reclaman), sao certamen-
te as emprezas tlieatraes ; porque nellas preci-
so prevenir piejuizos, esludar e conhecer o gasto
do publico, fazer economas, al'm de mil outros
cuidados; de modo que eu nao sei como urna di-
rectora, que nao 6 retribuida, como una direc-
tora cojos membrxis sao lao subrecarregudus* de
efazeres, como sao os actuaos, pode iucumbir-se
de lautas obrigacoes.
O 8r. II. de Almeida :Esuio divididos os Ira-
balhos.
O i-r. Theodoro da Silva :Mas de que modo
esto dcviuidos? Diz o nobre depulado :a ad-
luiuislra^ao interna, o servico econmico ser ei-
lo pelo administrador do ihealro ; entretanto a
parto fiscal, cullijo eu, visto que o projeclo ueste
potito guurila silencio, necessuriamonle na de ser
incumbida a directora. E perguulo, nao ser a
liscalisacan desse servico thealral j por si tra-
tos e determinados dislriclos, quando sao apre-
seulados pelos seus ri presentantes, envolvera em
si um (ira particular, que intitulara de conveni-
encias eleitoraes, todava direi casa, alio e bum
som, que quando apresentar aqui algum projec-
lo relativo as necessidades do distrito que lenho
a honra de represen lar, nao o farei, Srs. por con-
si_derar;6es particulares : que o nao ofTerecerei se
nao-porque, tondo estudado as necessidades do
dislriclo quo represento, ostudoi e componelrci-
ma de sua utilidade, somonte tondo em vista a
misso que pretendo desempenhar de verdadeiro
represcntanle das necessidades do povo da co-
marca do Bonito.
Ora quando se traa de elevar urna povoacao a
villa, de elcva-la a urna posicao da qual tem de
resultar a crc-iico de novas autoridades, denovos
mellioramentns, que por forca bao de trazcr-lhe
m8is deseiivolvimenlo, mais civilisago, oais or-
dem, mais prospeiidcde, quaes sero as conside-
racos qne dovelemos altendor? Qual a delibera-
co que devoremos tomar? l'rocrarmos sem
tiallio insano e que oceupar a alltnco de mais duvida collocar a acr^ao da auloridade superior
de urna pessoa que eslivesse exclusivamenic in- j no cenlro do lerritorio que se pretende elevar a
ciimbida delle? E que meiopropoe o nobre de-
pulado para que seja salisfeilaessa necessidade?
Chama para li se a Usar os dispendios dos duilieiros
a applicaco d'olles, a directora, cujosmerabros,
j oceupados com seus propros afazeics, nao
obstante o s.u zulo, illuslraco e probidade, ja-
mis podero dar conta desse trabaiho pesadissi-
dio de admiuisltar e fiscuhsar una empieza des-
ea ordem.
J v, portanlo, a casa que o germen da iuu-
(ilidadc do projeclo est no mesmo projecto; es-
t no modo porque so incumbe a directora, de
aconlo cora o administrador do theatro, da iisca-
lisace do dispendio dos dinheiros pblicos, alem
da parle propriaiut-nte administrativa, que Ihe
tora pe lira.
Me parece, pois, Sr. presidente, que o projec-
to, era vez de uielliorir o actual oslado do cou-
*as do theatro; em vez de concurrer para que a
lllleratura dramtica floresoa e os genios se de-
seiivolvaii), como disso o nubre depulado, nao al-
lingir os seus lins; o quando ouiras razos nao
li\esse para votar contra elle, cala da inulilidade
no meo entender bastara.
Mas linha anda oulras razos ; c chamo a al-
ten':o da casa para ellas.
Subslitue-6e, Sr. presidente, os syslcmas de
emprezas parliculares pelo systema de servico
publico, feilo por administradores tambera p-
blicos; mas quem sabe, como eu j disse, que de
trabaiho, de zelo e de paciencia, exigen) as em-
prezas tlieatraes, uo pode, por cerlo, acreditar
que o projecto seja convenienle.
O Sr. R. de Almeida : Tem podido para a
Babia e Rio de Janeiro.
O Sr. T. da Silva ; No Bio a medida tom
sido fatalissima ; no Bio o subvencionaraento do
estado do ihealro lyrico, pelo systema de admi-
nislraeao, lera servido nicamente, 6 verdade,
para o gozo dos directores, mas tem sido preju-
dicialissimo ao estado, porque rios de dinheiro
se tem despendido com o ihealro lyrico.
De mais, Sr. presidenle, atlenda-so ao pro-
jecto, veja-se que elle, que principia agora, j se
ostenta com um cortejo de rommissocs pecunia-
rias, do adiantamenlos ailistas, de vanlagens,
ele.; reflicta-se mais que, seo projecto fr adop-
tado, amnnha apparecerao reclamacOes, dir-nos-
lio : Srs., o trabaiho de que estamos encar-
regados pesadissimo ; ordenado.... Eis ah
o perigo I
O Sr. Rufino de Almeida:Desta maneiranao
passa nada.
villa, afira de que aejao dessa auloridade difunda
por todo territorio a sua junsdieao com a
maior conveniencia possivel, porque da prompla
transmissao das ordens das autoridades, que
multas vezes resulta evitarera-se crimes, que
mais tarde somonte a medida a lomar seria pu-
ni-los. Maso qje se observa em relaeo a me-
dida que conlm o proieclo do nobre depu-
tado?
Quer elle que a sede dcsta villa, que so pre-
tende creor, seja em Allinho, e nao em Pa-
nellas.
Senhore;, Panellas urna povoacao, como j
disse, na 1.a discussao do projecto, que conten
em s urna vida propria, que lera urna existencia
sustentada por seus piuprios recursos, apezar das
comnioccs por que tora passado, nao ocasiona-
das por seus habitantes,- que sao verdadeiros
amantes da ordem,e da Irariquilidade publica,mas
por oulras circunstancias que nao vem a propo-
sito refc'ir.
Panellas em si urna povoacao importante,
rodeada de inuilos brejos de admiravel ferlilida-
de e de muilos IttgarejoS larabem iinporlautes,
que a fazera prosperar; a despeito de todas as
iComraocoes, porque tem passado.
O Sr. Mello Reg:Quaes foram os commo-
es.
0 Sr. Gilirana :0 nobre depulado nao igno-
ra, que Panellas lera sido um dos pontos da pro-
vincia, aonde se lem operado diversas commo-
ces, aonde por muito lempo existi refugiado
um salteador que cora o scji procedimenio, cs-
palhava o susto e o terror pelas localidades visi-
nhas, fazendo assira com que os particulares se
nao cnlregassem ao cultivo do suas Ierras, ou
pelo menos nao fizessera dellas um cniprego du
qual podesse/n tirar maior proveito, recoiatiuo
nao serem fcom garantidos os seus diroilos.
Ora, dizia eu, osla povoacao, acha-se rodeiada
de muilos"
com igual
tica ; quera deu urna prova de incapacidade, dei-
xando fugir um preso ; e quem, filialmente, pa-
re :ia adrede espalhar um tal boato...,
0 nobre deputado nao podo ronsoguintcmente
citrahir dessas antecedencias, que referi, fun-
d men.o para a insinuacao, que cu descubro em
suas palavras.
Porque motivo haveria da parle das aulorida-
dus de Goianna negligencia, ou connivencia na
fgida dos presos ?
O carcter do todas ellas repelle suspcilas
de sta ordem, c se algucra llies faz lao infamo ac-
cusagao nao precisara de defeza. (Apoiados].
O nobre deputado, interpretando as minhas
pilavris, mas inlorprelando-as a seu modo, ds-
st que eu nao linha feilo mais do que confirmar
0 seu loarte, declarando que harta tres solda-
d)s na cadea, quando os presos arremetern) ao
ciirceroiro por occasio de ser aborta a porta.
Tres soldados, obsorvou o nobre deputado,
ni o podia m impedir a fgida dos presos", o pois
e la ievida insuflicioiicia da fona.
lia nuita dTcrcnca entre o que cu disse e n
que alfirinou o nobre deputado.
O deslacamonto do Goianna nao grande ; mas
sufficieole para o servico da polica. Na occa-
s o em que os preaosfngiram, estando na cada
1 es soldados somenle, reconhego que deu-se a
causa aponlada pelo nobre depulado, a quem res-
pondo.
A guarda da cada era nessa occasio insuffl-
ciente para oppor-se com vantagem aos presos.
Maspergunlo : se eslivesse presente^odo o des-
tacamento: seo plano dos presos nab eslivesse
f ara das previses do carcereiro. so nao houvesse
sido 'ao repentinamente execulado, nao dando
lugar a que viesse o auxilio necessario. desoito
.' oda ios (de tantos se compoe o destacamento)
nao iiiipederiam a fgida dos presos, rfpezir de
iereni eslos em maior numero, o de e-'-'arem ar-
nados ? i
O :>r. S. Carvalho : O nobre depilado nao
iJe dizor que suffi-ienle a forca.
O .'ir. C. de Oliveira :' Na distribnicjSo que
lossivel fazer-se entre nos de destacamentos de
nolii a, Goianna est bem aquinhoada. fleco-
;onh">50 que ha em geral necessidade de maior
orea ; reconheco mesmo que era Goianna e con-
teniente haver ura destacamento maior, e quan-
do di o que sulDcienle o que l osla, tenho em
fonsideraco as nossas circunstancias, atiendo
para a diviso possivel da 1'uva de polica por
toda; as comarcas da provincia.
E 'i preciso que nos entendamos : se o aparte
do nubre depuiado'refere-so a guarda,que esla-
va m cada, quando os presos fugiram, cu j dis-
se que reconhcQO a causa aponlada polo nobro
depulado como una das que concorreram para a
fugados presos ; mas o que nao posso consentir,
e o que inexacto 6 que essa causa tivesse sido
nica.
Euj disse quaes foram as oulras, e son torra-
do a repeli-las ; porque o nobre deputado pelo
disliiclu do Cabo parece nao te-las ouvido.
Tondo a enmara municipal oceupado urna das
prisoes com os seus movis, qne nao podiomser-
ugnresimpoilaiilos.que a cercana,quasi v'f "a visila imperial, e vollando os presos dcsta
numero de leguas de distancia. As- cidade para a do Goianna inesperadamente, hou-
siui eu noto que a povoacao de Panellas esl a
cinco leguas distante de Quipap, esl distante
cinco leguas do Allinho, cinco de S. Benedicto,
cinco de Jurema, ciuco de Capoeiras, cinco de
Pao Ferro, pequea povoacao que j tem una
capclla c est distante seis leguas de Bcbedouro
Allinho polo contrario dista dt-z leguas de Qui-
pap, dez de S. Benedicto, dez de Jurema, cinco
de Panellas, tres do Bcbedouro, Picando a seis le-
guas de Caruar e este doze de Panellas. Por-
tanlo j se v que a necessidade de se collocar a
auloridade superior de urna villa no lugar aonde
ve recessidade de meltc-Ios lodos em urna s
prisiio muito aeanhada.
A cada de Goianna, como muilos senhores
doputados sabem, lem, alm do quarlo do carce-
roirs, dous para homens, e nm muito pequeo e
insalubre destinado s mulliores.
0 Sr Soma Carvalho: A cada de Goianna
bem boa.
0 Sr. C. d'Oficeira : Ora, vinte um prezos
reunidos pdem mais fcilmente fugir, do que
divididos ; e eis como no acto da cmara, contra
o qual o delegado reclomou de balde, est urna
O Sr. Theodoro da Silva: Nem deve passar; com mais promplidao a aeco da juslica possa fa- das causas do aconlecimenlo, que nos oceupa.
T'IUC O ennecio nao lem rT.in i\o. uti id irte nn ,,..... ...;. ,.. ^;______i*___i.aZj____.._ -i____ d '. i. ;_..___._ .:- ;.....________ j_
porque o projeclo nao tem razao de utilidade que
compenso os seus inconvenientes.
Sr. presidenle, pode ser muito bc% a idea; mas
me parece a mira que querer converter o presi-
dente em empitzario de ihealro...
Um Sr. Depulado : Govornador.
O Sr. Theodoro da Silva : Ou governador,
dando-so al recurso para ello das intriguinhas
thcalraes, como quer o projecto ; me parece isto
altamente inconveniente,
O Sr. R. de Almeida :Ora, o nobre deputado
est argumentando com os abusos 1
O Sr. Theodoro da Silva :Eu nao tenho ar-
gumentado cora abusos ; nao tenho nem mesmo
desodo aos detalhes do projeclo ; limito-rae a
idea capital delle.
O Sr. R. de Almeida :Concorda que o thea-
tro vai em decadencia ?
O Sr. Theodoro da Silva : Concordo que o
eervico thealral nao satisfactorio ; mas o meio
que se apona para remediar esse mal, impro-
licuo.
O Sr. Fenelon : A companha actual func-
eiona sera subvenco, o que prova que pros-
pera.
O Sr. Theodoro da Silva : Depois preciso
Hender que esse desejo, de que terihamos ura
theatro coma o das primeiras capilaes, tnjusti-
licavel. Quaes sao os nossos recursos ? Todos
osdias se reclama por causa do deploravel estado
dos cofrog ; lodos os das se diz que os nossos
recursos diminuem ; e como se qiier, neslas cir-
curastancias, crear mais una reparlicso publica
thealral, para que lenhamos um bom theatro,
que atina! nao poder! ser lom ?
Sr. presidenle. se as emprezas do Ihealro de
Santa Isabel nao lem sida felizes ; se ellas nio
lem lirado lucros avultados; 'menos lucros, avul-
tadassimas despezas trar a pretendida admiuis-
tracSo do Theatro.
la cortos negocios (fue convert que lao .rnen-
te sejam dirigidos pelo inleressse particular, que
raais BCtiva, mais revidente, mais flscalisador
quo o interesse das adminislrades publicas. (A-
poiados.)
zer-se sentir as diversas localidades que abran-
ge essa villa, designa antes Panellas do que.Alli-
nho para ser sua sede.
Eu, quizera Senhores, dar urna prova a fregu- manduu fazer, leremosa segunda causa. A 1er-
Se esta circuinslancia jutarmos a de ter
sido arrancada a correle, que segurava a porta
ariso, a bem das arrumaeocs, que a cmara
da
zia de Allinho da adhezo que tributo a seus
moradores, do interesse que tenho pela sua pros-
poridade, mas Senhores, despir a uos para volii
a o oros, cousa que eu nao farei.
Um Sr. Depulado : Panellas anda uo est
vestida.
0Sr. Gilirana : Mas trala-se de dar vesti-
menta a quem a merece, a quem depois de ves-
tido, pode acolher debaixo de seu manto, mul-
las oulras localidades, que se lornaio resuda!
ao mesmo lempo.
J v pois a casa qual a conveniencii de ele
var-ie villa a povoacao de l'anellas/islo <
territorio que coniprehendem as duas aeguczia..
de Quipap e Allinho, que o mesmqfterritorio
que comprchende o artigo do nobre/depumdo
Perianto altendendo as consideracoespe lnngiln
de, Que sao as mais importantes, nosla maten.
tanto mais quanto se bem que conltcea que Ai-
tinho j tem nma boa igreja, que imesmo fre-
guezia, todava noto, quo um lfflar que au
tem matas que o cerquen), quo una pouce de -
serlo o secco e que a sua populaga quasi lod i
de Panellas. W
Panellas apezar de anda nao -ser freguezia,
tem todos os predicados para pider prospera i,
tom-se mantido at hoje de seusrpropnos lecur-
sos e estas considerares procedbra, para justifi-
car a razao porque desejo do mfi nobre colleg!,
representante do mesmo dislfcto, quanto na
pontom que elle desoja que ja Allinho asede
da nova villa e nao Panellas. /
Entretanto, Sr. presiden!/, que a asserablta
deve continuar a tomar em t/da a considerarn a
crearlo Milla de Panellas v/sio que estn expen-
didas as considerar.es qne/uslOcam tal crearru
e nao entra nislo ihtcrcsse/eleitoral, nem ouli a
conveniencia que nao sej/a utilidade publica.
cena c mais poderosa
polcia.
foi o crmc do soldado de
O fado de ter sido a
por mim eo meu -eolios
esta sceemtria d
doixando levar do r
niencias eleitoraes.
Nos que fe!:
representamos, oj
urnas para out
estudado d *
mesmo a
a apresentada tamben
Braulio, ambos repn-
oe pretende crearmals
nma razao para qie
tar o projecto nao .te
de que ha nelle conv;-
0 quo quer fazer o nobre depulado ? Quer en- sentantes do dslri :U
tregar o ihealro de Sania Isabel,enjo seryijode- una villa, -tambem
manda lauta previdencia, lana Hscalsacao, e
exige lana economa, a quem ? Ha urna admi-
nislracooollectiva com recurso para o presiden-
te... Nao, Sr. presidenle, cu nao concordo Cora
isto ; e portanlo voto contra e projeclo.
Encerrada a discTiss&o e posto a votos o pro-
jeclo, approvudOi
Seguna discnisBO do projecto. 8 deete tle,
que elevST a cWhPjforia de tillo a poroaeSo o IJahaMios desfa'rfia.percorrernos quasiida o ci-
Paneflj. rVIMfea cwti-o1* le conbeteftros as oeccssidi-
no dislriclo qne
Tttementa viajamos de
localidades, que tem is
modo o terrjtonio da com.ar:a
t" de virmos tomar parle nis
V, perianto, o nobre depulado que eu lenho
razao, quando digo que a fgida dos presos levo
oulras causas, alm da que o nobre deputado
aponlou.
-Agora responderei ao seu aparte. A cada
de Goianna ba ; mas o nobre deputado ha de
convir quo lora as portas nial enllocadas.....
O Sr. Souza Reis Apoiado.
O Sr. C. d'Oliveira: .....e que esse defeilo
facilita muito a fuga dos presos, facto que se lem
reproducido minias vezes all, e que tambem se
den, quando era delegado o homcm em quem o
nobre depulado confia.
O Sr. S. Carvalho : Em que poca ?
O Sr. C. d'Oliveira : Nao Ihe posso dizer
agora o dia, moz e auno.
O Sr. S Carvalho : Nunca fugiram presos
em quanto elle foi delegado.
O Sr. Soma Reis : Fugiram.
0 Sr. /. de Miranda : Quando eu estire em
Goianna tambem fugiram.
0 Sr. s. Carvalho: <- Sendo delegado o Dr.
Eslellila. *
0 Sr. 7 de Miranda : Creio que nao.
0 Sr. C. d'Oliveira : O testemuuho dos
roous nobres collegas prova o que ou disse.
Consta-rao que o delegado j represenlou a
necessidade da mudenca das portas, afin de que
se torne mais segura a cada,
Fallou o nobre deputado em um espancaraenlo
atroz e desnecessario. que soffreu um preso, que
o nobre depulado disse sor meu prenle.
0 Sr. S. Carvalho : Creio que anda p-
renle do nobre depulado.
O Sr. C. d'Oliveira : Sim, senhor. So o
nobre deputado diz islo de caso pensado, c com
certo fim, que eu nao estnu longe de suppor,
ponderare i que a infelicidadc de ter prenles, que
rregucm triste e infeliz posico de Jos Mara
Civolcanli, nao s miaa ; de milita gente
Ilustre e honrada, de lodosquanlos teem urna
familia extensa. [Apoiados.)
No apolando o rrime de qualquer individuo,
que lonha commigo relaqdes de parentesco, nao
pode a sua m conduela marear a mi-aba repula-]
ciio. (Apoiado.)
Ninguem responde pelos raaos actos de seu
piti, lio, irmo ele. (Apoiados.]
O Sr. S, Csrpaino; Nem cu o auiz aectumr
P'iristo.
canil, que linha por ascendente um hemem mui-
to i!lustre, casado com urna senhora de minha
familia.
Se o nobre depulado trouxe esle parentesco,
alies Teraota, para a discussao como um meio
ardiloso de fundamentar a nofUgcpcia, que pa-
receu imputar ao delegado, permitta-me dizer-lhe
que_ nio conseguio o seu fim ; porque a isto se
oppe o espancaraento atroz o desnecessario,
que diz ter sorido Jos Maria.
Nio houvo, porm, esse espaneamenlo ; mas
d^alla muito alto contra tal aecusacio ao delegado
a grande diligencia, que a polica fes para pren-
der esse infeliz, que nao leve como Jos Guilher-
me, lao valiosamente protegido, om carallo para
fugir.....
Islo mostra que a fgida dos presos nao foi
preparada em favor de Jos Maria, a sim em
favor d'equclle faraigerado assassino.
E' verdade, Sr. presidente, que Jos Maria foi
gravemente ferido; mas os ferimenlos, que re-
cebeu, tiveram lugar quando elle, dcscoberlo no
ceroilerio, onde se havia occullado, oppoz grande
resistencia aos soldados, que o prenderom depois
de urna grande lucia, na qual foi ferido um dos
mesmos soldados.
O nobro depulado, segundo secretario, locou
em urna outra circumstancia por um modo, que
Iraiia agoa no bico, como se diz.
Um preso, disse o nobre depulado, j linha um
cavallo promplo para fugir ; e d'ahi a corrobo-
rarlo do que disse; islo de eslar projectada
desdo muilo, e com certeza de bom xito, a
fgida dos presos.
Eu disse que na occasio de realisar-se a fgi-
da, o soldado, que forneceu armas aos presos,
tomou um cavallo de um matulo, a pretexto de
ir perseguil-os, e deu-o a Jos Guilberme.
Islo prova que o soldado fez bem o seu papel,
que houve-se bom na empreza, cuja execuro
Ihe foi commeltida pelos protectores de Js
Guilhermo.
O Sr. .S. Carvalho : Quaes sao os protec-
tores ? Se os ronhece, diga os nonios.
O Sr. C. d'Oliveira : Nao venho fazer aecu-
sacao ; espero quo ellas parlam do nobre depu-
lado, e n'oste caso serei forgado a acompanhal-o.
Quaes sao os protectores de Jos Guilher-
me? Esla bou Nao os indigita a voz pu-
blica ?
0 Sr. S. Carvalho : Mas, segundo a voz
publica, quaes sao elles ?
O Sr. C. d'Oliveira : Sei o que diz a voz
publica lano, quanto o nobre deputado ; mas
nao quero dizer, ninguem me obriga a islo.
Digo apenas que su os mesmos que o prote-
gern) era oulro lempo, ha quatro ou cinco
annos.
Se o nobre depulado quizor fallar com a
franqueza, que eu Ihe poco nos negocios de
Goianna, eu Ihe prometi fallar com iguaj
franqueza, e llie direi ludo quanto sei.
Eiilende o nobro depulado que o actual dele-
gado d& Goianna nao podo ser conservado ; por
que exerco cumulativamente a delegada c o
conimando superior.
Sobre a conducta do Sr. Dr. Jos Ignacio, so-
bre suas qualidades o nobre depulado guardou
silencio.
Senhores, em nanitas comarcas os coram.andan-
los superiores, os eomniandantes do balalhcs, o
os ofhciacs da guarda nacional exorciam cargos
policiaes ; e ninguem considerav isto un abuso,
urna illogalidade.
0 Sr. S. Carvalho : En^considoro.
O Sr. C. to, c apenas o redro.
Hoje j nao ha lanas acciiniulacOes desla or-
dem ; mas ainda as ha ; e antes de ser proclama-
do osle abuso, o delegado de Goianna exercou in-
terinamente o cumulando superior, por se achar
docnle o Sr. coronel Antonio Alvos Viaiina. I.ngo
que osle senhor reslabeleceu-so, ha mais dedous
mozos, roassiimio o exorelcio do seu posto, e o
delegado ficou exorrendo somonte a deleg.acia.
O Sr. S. Carvalho :Eu o vi excrcendo am-
bos.
O Sr. C. de Oliveira :J nao exerco, c con-
scguinlcmenle j nao ha a razao nica, que o no-
bre depulado descobre para ser domiliido o Sr.
Dr. Jos Ignacio. (Apoiados.)
O Sr. segundo secretario ooncluio o sen discur-
so, pedindo oo gnverno, que era relaco Goian-
na adopte a raesma marcha, quo segu em rela-
co a oulros pontos, e declarou que all nao se
dosenvolvu cncrgia e actividade na represso do
criine
Eu pedi quo classe fados, c o nobro deputado
acastcllado no seu nao o iteronao os clou.
Se o nobro depulado nao argumenta cora fac-
tos, se obstina-so era nao citar ura s que fun-
damente a sua proposiro. eu s posso responder-
me, oppondo a minha palavra sua.
O estado de Goianna, Sr. presidenle, lora me-
morado consideravelmonte
O actual delegado serve por amor do bem pu-
blico, e nao para obler vencimenlo de eleicocs.
Hoje nao se consente que percorram impune-
mente a comarca, que nolis h.abilera, e f.acam
grandes desordens os criminosos de oulras comar-
cas, como amigamente succedi.
Hoje nao se instaurara processos para depois
serem trocados por volos.
Hoje o delegado una auloridade que sabe
cumprir os seus deveros, o que 6 olhadopor to-
dos, gregos c troyanos, oxeepeo do um pe-
queo grupo, como um homcm moderado e ho-
nesto...
O Sr. S. Caraalho : Quem ha de gabar a
noivn ?
O Sr. C. de Oliveira :Quem ha de gabar a
noiva?0 que o nobre deputado ridiculamente
diz agora, so poder tambera dizer quando elo-
giar os seus amigos. Eu nao o direi.
Digo, senhores, que o delegado por ninguem
excedido em moderarn e roclidan ; o ai da co-
marca se a auloridade, que elle exerco, passar a
cortos individuos! para que isto nao succeda
que elle faz o sacrificio de exercer um cargo to
incommodo ; para que nao so empregue toda
casia do violencias contra seus amigos, e conlra
a populacho era gcral que ello sacrifica os seus
iniercsses e os seus commodos ao bem publico,
paz e tranquilizado de sua comarca.
O Sr. Fenelon :Mal vai a comarca.
O Sr. C. de Oliveira : Se o nobro depulado
infere islo do que eu acabo de dizor, explicai-
me-hci melhor.
0 que eu digo que o delegado por sua ndo-
le e por seus hbitos incapaz de commetlcr
violencias, e que algucm desoja subslitni-lo para
proceder de um modo opposlo conducta, que
lano o honra, para proceder como j proij^dcu,
quando foi autoridado policial.
Senhores, felizmonlo posso dizer som medo de
3er conlestatado, que o delegado do Goianna nun
ca manchn sua vida rom um crime qualquer, c
ijue um cidadao geralmoiile eslimado.
O Sr. Souza Reis e Oulros: Apoiado.
O Sr. C. d'Oliveira i Felizmente posso dizer
que minha comarca tem presentemente autori-
dades dignas dos maioros elogios, pola honradez,
independencia e espirito do justica que as carac-
lerisani. (Apoiados.)
Se ha alguem que possa dizor o contrario, cu
estou promplo para entrar desde j n* discus-
sao ; e essas autoridades, lao calumniadas, csti-
maro muito conhecer o seu aecusador, para se
defenderem cora vantagem.
Nos negocios de Goianna desojo, e poco fran-
queza.
Creio, Sr. presidente, ter respondido ao discur-
so do nobre depulado, quo me prcccdcu, conve-
nientemente.
Vozes :Maailo tem, muito bem.
guraQo daquella sociedide, que j vai dandi oa
fruclos que eran de esperar.
Deve haver urna exposicio de difTcrentes anje-
los artsticos, productos de alguns associados ; a
qual comecar is horas da sessao pela manha,
e lardo das sis por dianle.
A' noite haver urna ladainba em louvor da
padrocira da soriedade, M. S. da Coaeelco, se-
gundo o disposto nos respectivos astatatos.
Todos os aclos festivos, que havemos referido,
sao francos quaesquer pesssoas, quo trajaren
decentemente.
Informara-nos, que o cobrador da barreira
de Giqui, quando noite Ihe apraz, fecha a
inesraa, c assim intercepta o transito ; de ma-
neira que os viandantes all flcam minias vezes
paralysados, al que o referido cobrador acorde
ou queira dar-lhe passagem, e islo algumas veses
por entre vociferaces, que bem podem dar em
resultado confliclos desagrada veis.
A ser exacta esta informacao, preciso que o
Sr. arremalanlo d alguma providencia ; pois
que nao pode o transito ser entorpecido por la!
turnia, c o fado de ser arrematada aquella bar-
reira, nao d direito a ser fechada vuntado de
quera quer que seja.
No lugar competente deixamos publicado o
regulamento de 29 de fevereirodo correnlc auno,
dada pelo Exm. presidente da provincia para exe-
cuso da lei provincial n. 414, que creou um
curso commercial nesla cidade.
E este dividido em lies cadeiras, duas das quaes
j se achara providas, devendo ser a ultima s-
mente quando o corpo legislativo provincial a ap-
provar, visto que aquella lei apenas creou as
duas, as quaes devem funecionar dentro em pou-
co no edificio da Madre de Dos, segundo nos
consta.
A escolha do ediTicio parece-nos conveniente,
por sua collocaco, para o fim dacreacodaquel-
le curso.
= Quiota-feira foram seguros, para as bandas
da Torre, dous larapios do cuvallos, logrando
evadir-se um lerceiro, que atirou-se ao rio e ga-
nhou o lado opposlo, ondo esconden-se aos olhos
dos seus perseguidores.
Nao sabemos se estes oram agentes da forca
publica, ou se pessoas do povo, como alguem
no-lo informa ; como quer que sejo, bem raero-
cem pela apprchenso que realisaram.
Os tacs larapios vinham perseguidos de partes
doCaxang, onde haviam feilo urna co'.heita de
animaes alhcios.
J nao de agora que nos consta a existencia
de sonielhante peste pela Estrada Nova e cir-
cumvisinhancas, e nao esta larabem a primei-
ra que traamos des seus elolos em detrimento
da propriedada extranha ; c par isso de novo re-
clamamos a vigilancia da polica para aquellos
pontos, visto que os tacs amantes dos cavallos
dos outros levam aaudaca ao poni de irem al
as estribaras fechadas, forga-las e apoderarcm-se
dos animaes nellas cxislenles, como leve lugar
na Torre com um trances alli morador, que an-
da hoje esl por saber o lurao que levou ura seu
cavallo.
O vapor nacional Persinttnaa, vindo de Mu
coi e coitos intermedios, trouxe os seguimos
passageiros :
Jos Marra de Azevedo Jnior. Joaquim Pires
Camello, Jos de S Brando Guimares, Joaquim
Elviro Alves da Silva e 1 criado, Antonio Germa-
no Alvos da Silva, Joaquim Francisco Morcira,
Francisco Lins de Almeida, Narciso Fcrreira da
Veiga. Francisco de Aguiar Jnior, Joaquim da
Silva Torres, Jos Moreira Bamos, Jos Goncal-
ves Rosa, Francisco Ribeiro Mondes, Jos de lil-
tcneourt Leile, Germano Wuscana^ils, Aiexandri-
no Thomaz d'Aquino Coelho, Di.ago da Costa Das,
Roberto da Costa Lisboa, Thercza Maria de
Jess.
Passageiros do brigue portuguoz Esperanra,
viudo do Porlo :
Torquato Alvos de Carvalho, Francisco Jos dos
Santos, Jos Machado dos Santos, Jos da Costa
Almeida, Joaquim da Cosa Almeida, Jos Perei-
ra de Carvalho, Manool da Silva Girio, Antonio
Jos Goncalves, Francisco Baptisla Marques )ias,
Jos Baptisla M. Das.
Ratadocro publico :
Mataram-sc no dia 20 do correle para o con-
sumo desta cidade 69 rezes.
MonTALlDADB DO DA 20 DO COMIENTE
Jos Faustino Mendes, pardo, viuvo, 56 annos ;
cndigeslo.
Antonio Francisco Callado, pardo, casado, 52 an-
nos ; bexigas.
Umbclina Maria Correia, branca, sollcra, 32 an-
nos ; gaslro inierile.
Francelino Jos da Costa, preta, solteira, 15 an-
nos ; maligna.
Mana Candida Lopes, branca,sollcra, 25 annos;
bexigas.
Antonia Malinas, prela, viuva, 40 annos ; cancro
de perotiuc.
Manool, pardo, t da ; espasmo.
Hospital de caiudadb. Existem 58 ho-
mens, 60 mulheres nacionacs, 5 homens estran-
geiros, tolal 123.
Na lotaldade dos doentes existem 42 aliena-
dos, sendo 32 mulheres o 10 homens.
Foram visitadas as enfermaras pelo cirurgo
Pinto s 6 horas e 50 minutos da manha,
pelo Dr. Dornellas s 8 horas e 50 minutos da ma-
nha.
JUHV BOREC1FE.-----------
a sessao.
Dia SO da abril de 1860.
PRESIDENCIA DO SR. BR. ARTOMIO FRANCISCO DE SAL-
LES, IUU DK DIREITO DA S* VARA CRIMINAL.
Promotor o Sr. Dr. Francisco Leopoldino de Gus-
roo Lobo.
Escrivo o Sr. Joaquim Francisco de Paasla Este-
ves Clemente.
Feita a chamada s 10 horas da manha,
arham-se presentes os senhores seguintes :
Claudino do Reg Lima.
Jos Feppe Nery da Silva.
Jos Correa Leal.
Jos Vctor da Silva Pmentel.
Manoel Joaquim dos Passos.
Foram dispensados da sessao por motivos jur-
tificados os cultores seguintes :
Antonio Domingues Fcrreira.
Capitao de mar e guerra Elisiario Antonio dos
Santos.
Claudino da Silva Fcrreira.
Jos Francisco da Cosa Lobo.
Joaquim Tavarcs Rodovalho.
Joio Francisco de Oliveira.
Dr. Francisco Augusto da Cosa.
Bgidio Carneiro Rodrigues Campello.
Joao Hermenegildo das Canucas.
Jos Joaquim da Costa Figueiroa.
Foram tambera dispensados por se acharen)
eliminados os senhores :
Antonio dos Santos Siqneira Cavalcanti.
Mailiias de Albuquerque Mello.
Foram multados em 20# cadajum dos senhores
seguintes :
Antonio Teixeira de Mendonea.
Eslcvo Jorge Baptisla
Jos Lourenco de Sant'Anna Barros.
Manoel Pinto dos Santos.
Joo Manoel da Cosa c Silva.
Joao Antonio Ribeiro.
Joo Fcrreira da Cosa.
Fi ancisco da Fonseca Soares e Silva.
Joaquim Jos da Costa Soares.
Jos Lopes do Farias.
Francisco Manoel Berangcr.
Dr. Marliniano Mendos l'ereira.
Joo da Cruz. Mendonea.
Antonio Jos Leopoldo Arantes*
Jos Victorino de Paula.
Joaquim Galvo Coelho.
Francisco Goncalves Rosa.
Manoel Antonio Torres.
Joaquim Jos Alves de Abreu.
Antonio Jos Gomes do Correio.
Jos Lopes Carneiro da Cunha.
Dr. Luiz Francisco Bollera-
Joo Filguein de Araujo Lira.
Malinas Mendes Rodrigues Campello.
.Invino Coelho da Silva.
Honorato Alvos de Jess.
Pran^isco Antonio Ramos.
Thomaz Jos de Oliveira.
Sendo insufficicnte o numero de Srs. jurados o
Sr. Dr. juiz de direito procedeu a sorleio de 44
jurados c sahiram sorteados os senhores seguin-
tes :
Jos Maria Seve.
Dr. A Jolino Antonio Luna Freir.
Dr. Pedro Alvares de Miranda Varejo.
Josa Maxiniiaio Soares de Avellar.
Francisco Pacheco Soares.
Guilhcrmiiio Rodrigues Monte Lima.
Francisco Antonio de Assis Gcs.
Antonio Ferreira Lima Mello.
Antonio Jos Pacheco e Silva.
Mermes Carneiro Machado Rios.
Joaquina Jos de Sant'Anna.
Joaquim Bernardo de Mendonea.
Caelano Lenides da Gama.
Jos Francisco de S I.eilo.
Alexaridrino Correa Marques.
Delfi.no dos Aojos Teixeira.
Antonio de Moraes Jesus Ferreira.
Manoel Pereira do Couto.
Antonio Luiz do Araaral e Silva.
Joaquim Viegas.
Jos Xavier Faustino Ramos.
Manoel Pereira Rosa.
Jos Marques dos Santos Aguiar.
Dr. Joaquim Barbosa Lima.
los Pereira de Alcntara.
Americo Vespucio de Hollajida Chacn.
Antonio Alexandre Marims Correa Bastos.
Francelino Augusto de Hollanda Chacn.
Hermenegildo Goncalves da Silva.
Dr. Joaquim Thcolnio Soares do Avellar.
Joo Chisoslorao Ferreira dos Santos.
Faancisco Xavier da Silva Mendonea.
Jos Antonio Coelho Ka mal lio.
Dr. Antonio Jos Alves Ferreira.
Dr. Manoel Adriano da Silva Pontos.
Antonio Joaquim de Farias Jnior.
Ignicio Ferreira Guimavaes.
Jos Gervasio de Amorim Garca.
Antonio Augusto da Cmara Bodrigues Selle.
Benlo Jos Lins.
Joaquim Jos Baptisla Jnior.
Dr. Tarquinio Braulio do Souza Amarante.
Sabino Bruno do Rosario.
Claudio Firmino de Jesus Molla.
Concluido o sorleio, o Sr. juiz de direito man-
dou proceder as notiiicacoos, osuspendeu os Ira-
tullios ao meio da, addiando a sessao para o dia
sounte as 10 horas da manha.
CHRQNICA JUDICIARIA.
REVISTA DIARIA.
A deciso da junta da fazenda provincial
acerca da apprehenso dos couros, periencenlee
casa commercial Tisset, foi reformada por va
de appellago inlerposla para a auloridade supe-
rior.
Em consequencia desse julgado, lem de levan-
lar a referida casa a quanlia da avaliaco dos
couros, que havia sido depositada para eTeilo
de seguirem-se os turnos ulteriores do re-
curso.
As aprehensiaes, portanlo, que conlra aquella
casa commercial poderiam ler apparecido no cs-
] plrito publico, ficam afisim expungidas,'" e rcsla-
belecido o respectivo crdito no p primi-
tivo.
~ Na sessao da junta da fazenda provincial
de 19 do crrente foi julgada improcedente a lo-
mada do escravo Pergenlino por suspcilas de dar-
se contrabando em sua exportaco para a provin-
cia da Parahiba.
Esle escravo e de propriedade do Dr. Leonar-
do Antunes de Meira Henriques, e foi apfrehen-
dido pelos guardas da alfandega Manoel Jos de
Souza Luna-e Joaquim Pires da Sirva.
Amanhaa lem lugar a esla anniversaria da
sociedade Uuio beneficeake dos artistas gellei-
ros, cuja fuucco celebrada uo pelaeete da
ra da Fraia.por urna sessao magna.
E esle o lerceiro fesiejo que Bolcmsjsa a inau-
M. TRIBUNAL 00 COMHERCIO.
SESSAO ADMINISTRATIVA EM 19 DE ABRIL
DE 1860.
PRESIDENCIA DO EXM. SR. DBSBXBARGADOR
SOL'ZA.
As 10 horas da manha, achando-sc prsenles
os Srs. deputados llego. Basto, Lemos e Silveiro,
o Sr. presidenle declarou aberta a sessao.
Foram lidas e approvadas as actas das duas
antecedentes.
Leu-se o seguinle
EXPEDIENTE.
Foi presente, de parlo da typographia nacional
a collecgo de leis do anno de 1859.
DESPACHOS.
Um requerimento de D. Francisca das Chagas
Ferreira Saraiva, porseu procurador, salisfazen-
do o despacho desie tribunal de 22 do marco ul -
timo, pora obter carta de registro do seu lugre
Sanio Amaro.Prestado o juramento e assigua-
do o termo de rcsponsabilidade, aQa-se o re-
gistro.
Oulro do Manoel Marques Caraacho, pedindo
que se Ihe d por cerlido se ou nao matricu-
lado.Como requer.
Oulro do Joaquim Filippe da Cosa, pedindo o
registro da procurarlo de seu constiluinle Vi-
cente Ferreira da Costa.Como requer.
(Jotro doJ.A.Thom, pedindo o registro da
procuradlo de J. 11. krabbo.Regslre-sc.
Oulro de Brandar a Brandis, pedindo se csla-
belec.a uso commercial sobre quem compele o
pagamento do sella dos saques para oulras pro-
vincias do imperio.Na forma do parecer fiscal.
Oulro de Lindam Wild & Corapaiihia, pedindo
o registro de seu contrato socjal. Bcgislre-se.
Oulro de Almeida Gomes, Alvos & Compa-
nha, pedindo se cslabelcca a commisso por fre-
tamcnlo de navios. Rmellido a Associacao
Commercial da praca para servir-ae informar," e
a junta dos correctores.
Oulro de Guimarcs & Azevedo, salisfazendo o
despacho deste tribunal em 12 do correle.Re-
gistre-se.
Oulro de Thomaz de Fana, pedindo alleslado
sobre o uso das cargas c descargas dadas neste
porlo dos vapores da companha brasilea.He -
metlido a direceo da Associacao Commercial da
praca para servir-se informar.'
Oulro de Manoel Joaquim de Oliveira 4 Com-
panha, pedindo larabem o registro do seu con-
trato social Como requer.
Oulro de Dinamcrico Augusto do Rogo Rangel,
pedindo providencias a respeilo do cargo de the-
soureiro do tribunal, que exerco. Dirija-se ao
governode Sua Mageslade para deferir a prclen-
co como for de juslicd.
Oulro do Manool Alves Guerra, pedindo por
conidio as iiomeaees de seus caixeiros
Dem-se.
Oulro do mesmo, entregando o registro do na-
vio Conceic&o, conderanado em Montevideo.
l'rove o que allega.
Oulro de Guimares Carneiro & Companha,
ajuntnndo um documento era salisfarao do des-
pacho do tribunal do commercio de 22 de marco
ultimo.Nao lem saliffeito.
Nao huvend nada a tralar-se, o Sr. presidente
encerrou a sessao.
SESSAO JDICIARIA EM 19 DE ABRIL DE 1860.
PRESIDENCIA DO EX. SR. DEBUBARCADOR
SOUZA.
A 1/2 de horadepois d meio-dia, achando-se
presentes os Srs. desembargador Villares, e de-
puUdos Reg, Basto o Lerooa, oi aberl'a a ses-
sao, e lida approvada a acta da ultima ; nao se
podondo tratar de nada pela fasta dos Srs. desem-
birgedores Guimares e Guerra.
BXOO RAN6BL,
Secretario interino.
DIARIO DE PERNAWBUCO.
A assembla provincial conheceu honlem do
seguinle :
Requerimento de diversos moradores da povoa-
cao da Boa-Viagem, pedindo a abertura ou cana-
lis "aro de um bra^o do riacho Jordao.
Uno de Manoel Antonio Rodrigues Samico, pe-
dindo defermeoto de urna sua pelicao do anno
anterior.
Oflicio do-secretario da presidencia, enviando
as informacoes ministradas pela cmara munici-
pal do Recife, acerca da pelico de Josepha Clara
da Silva.
Passando-se ordem do dia, approvado, sem
debate, o projecto n. 24 deste anno, que, sondo
dispensado do intersticio, pedido do Sr. barao
de Vera-Cruz, dado para ordem do dia {de hoje.
Entrando em discussao o art. 13 do ornamento
provincial, o Sr. Rufino, justifica e manda mesa
i seguinle emenda :
Ao 1. Fieando o presidente da provincia
autorisado a convencionar com oempreiteiro da
obras dessas estradas a resciso do contrato, so
assim julgar conveniente.S. R. Rufino de Al-
meida.
O Sr. Raphacl abunda as ideas do precedente
orador, quanto ao augmento de verbas, oppondo-
sc entretanto sua emenda
O Sr. Rufino de Almeida diz que nao leve em
vista favorecer ao empreiteiro, concluindo por
mandar mesa um addilivo, que lido com os
demais seguintes:
Depois da palavraGyronasioaccrescentc-sc
e urna ponte aobre o rio ipojuca, no lugar era
que a estrada do su I, alravessando e mesmo rio,
vem encontrar as ras da villa da Escada.S. R.
Dr. N. Portella.
Ao 3." do art. 1:1 accroscenle-seurna pon-
te sobre o riacho da Brgida, no lugar denomina-
dobarra do Giquy, em Cabreb, o outra sobr-
a passagem do Aracap no municipio da villa da
Boa-Vista.S. R.Francisco C. Brando. Lvino
Lopes de Barros c Silva*, Francisco Pedro da
Silva.
Ao 4. do art. 13depois das palavraso
conservado das obrasdiga-se sendo 2:1100*5000
para a coniinuaco dos reparos do rccolhimento
do Sanlissimo Corecao de Jezus de Igii-rass.
S. II.J. Cavalcanti d'Albuquerque. a
Ao 5 accreseentc-sesendo ilfOtfOOQ para
a nutriz de Garanhuns.M. da Silva.
Ao 5 acerescente-sedevendo ser paga ao
vigario do Allinho a quantia de 80u|000. quo
adiantou pare as obras da respectiva matriz.S.
R.M. da Silva, Braulio.
Addilivo ao art. 13 do ornamento provincial.
Com a factura de urna ponte que ligue as fre-
guezias de Agua-Preta e Barreiros, aa altura da
villa d'Agna-Prela 3:0fJ-j0OO.Rufino d'Almcida,
G. Drummond
l'ica o governo autorisado a mandar fazer
urna ponle sobre o rio Una, entre as freguezias
do Una e Barreiros no lugar que me ulil for.
S. R.G. Drummond, A. Salgado Jnior, Dou-
rado, Livino de Barros, Rcgo Barros, padre Ga-
lindo.
Ao 5 do art. 13diga-sesendo 3.0O0SO0O
para a matriz do Cabo, 2.0009000 para a de Seri-
nhaem, 1:0008000 para a de Sahjueiro e 1:000*
para a de Ipojuca.S. R.Livino de Barros,
Bego Barros. A- Salgado Jnior.
O Sr. Theodoro oppoe-se primeira emenda
do Sr. Rufino, porque emende que sena crear
precedentes em favor do empreiteiro, que, feila
a resciso, vira pedir indemnisacoes. mas que
entretanto, entende que se deve pagar todas as
presiacoes devidas, concluindo por mandar &
mesa dos emendas, depois de justifica-las.
O Sr. Rufino de Almeida pedo nermissio para,
retirar sua emenda, o que approvado pela
casa.
O Sr. Raphael pede as razos que levaram os
I
ITII IT-TT


*
membros- da commissao iascrever a otorw-Tto
Gymnasio no J 3o; condumio por dizer quo
concorda com o que disse o Sr. Thodoro.
O Sr. l'enelon, como memoro da commissao de
orc.amento, responde aos precedenies oradores,
justificando o arlijo em discusso, pedindo, afi-
nal, que a casa determine a maoeira de pagar ao
empreileiro Mamede.
O Sr. Mariins Pereira diz que deseja saber qual
a razio, porque se mandeu pagar, ao conlrala-
respondentes ao quinto lonco, quando nao so
chova elle concluido.
O Sr. N. Porlolla faz considerages acerca do
contrato Mamede.
O Sr. Raphael responde ao Sr. Martin Pe-
reira, explicando o que se passou quanto s pon-
tes do 5o Unco. ,
O Sr. Fenolon explica o motivo que levou a
commissao a iuscreverno 3" as obras do Gym-
nasio.
Sao approvados os 1,2, 3, 4 c 5, do arl. 13
com as emendas ns. t 7, sendo rejetada a n.8.
Entrando o nrl. 14, o Sr. Gilirana pede cxpli-
coces, que Iho sendo dadas polo Sr. Pendn, e
nao havemlo casa, feito a chamada, o Sr. presi-
dente levanta a sesso, dando para hoje a mesmo
ordem do dio.
Communicados.
SEGNOS DE PAO D'AUIO.
1
Com esla erVigrophe foi publicado no Diario
de Pernambuco de 9 do correte) um longo ar-
tigo sobre a historia da qualificacao deste auno
naquella villa. Se a tal historia fosse nicamen-
te a rdacao de fados all passados acerca da
qualcago, posto que adulterados ou invertidos,
juramos a t de chrislaos, que nao revolvera-
mos os cinzas do passado, nem tocaramos as
chogas hedionda? do presente pelo prazer de des-
meniirmos os nossos contrarios. E porm nao
foi s o processoda qualificacao o objecto do ci-
tado artigo, como iaubem atacar, calumniar, in-
juriar a um dos homens mais notaveis daquella
comarca pela seria de continuos e importantes
servicos, por una vida publica illibada e pela
influenciu legitima de que gosa, ha longos anuos,
entre os seus comrcaos.
Nao imitaremos ao apologista do Sr. Luiz Ma-
ranho, que pan nndeosa-lo foi at a vida pri-
vada do Sr. coronel Lourenco Cavalcanti; nao
iremos aos lupanares buscar molera paro cons-
purcar a vida intima de ninguem. O que disser-
dios ser sempre provado por documentos, ou
pela ojunio publica da comarca e al fra del-
la ; mas sempre com o recato o modestia, que
exige urna mediana educarn.
Poderiamos lambem referir boatos, e cha-
maren! nosso auxilio antecedentes geralmen
te conliocidos como em justa represalia ; mas
a este proeedmcnlo se oppe o carcter se-
rio, nobro e prudenlo do Sr. coronel Lourengo
Cavalcanti, assim como a nossa ndole como andi-
ga do offendido, cuja defeza vamos tomar com' a
consciencia do dever, e com a lealdade de ca-
valheiro.
Longo e fastidioso foi o artigo do Sr. Luiz Ma-
ranho ou do imparcial por elle, e tao fastidioso
que para lr scmelhnte aranzel foi misler que
oulro amigo despertasse a nossa atlem;o.
-Nao imitaremos o imparcial na forma que
adoplou ; e pora tornar mais interessante a nos-
sa resposla, a dividiremos em urna serie de orli-
gos, que irao sondo publicados propongo da
possibildado da insereno no jornal que prefe-
rimos.
Comer o imparcial, que assim se assigna o
articulista, por dizer que novo no lugar, (em
Pao d'Alho) e por isso despido de prevencoes e
alheio as controversisslocaes. Novoc bem no-
vo que parece, pois ignora inteiramenlc os tactos
mais vulgores e sabidos na comarca, para referir
ancdotas, que mais parcrem inventos e chocar-
rice3 do que urna seria reanlo de fados, anda
quando verdadeiros Tambm se diz despido de
prevencoes, e a.lheio s controversias lcaos a-
quelte que mais exrila cssas prevencoes, e aca-
ba por aceilar o cargo de provocador por unidos
lados I Se 15o novo no lugar, quem lhe impin-
gio lodo esse nmontoado ds petas, com que eleva
o seu dolo cusa da probidade indispulavel e
nunca desmentida do Sr. coronel Lourenco Ca-
valcanti ?
Dissemos que o Sr. coronel Lcnrengo Ca-
valcanti gozava da repularo, nunca desmen-
tida, de homem probo e honesto ; lano as-
sim, que o proprio imparcial, que tanto o ca-
lumniou no seu artigo, vio-so toreado a contes-
sar que era homem honrado e respeitavel mas
que o nao julgava azado para dirigir um partido
polilico (aqui esla o enigma), nem para conciliar
e por em execucao aqnillo de quo hoje lanto ca-
nco o nosso paiz ; e ludo islo porquo nao tem
tino polilico, ou pela m direcro dos seus ad-
junctos.
Eis-ahi a rozo porque um homem honra-
do e respeitavel foi alado ao pelourinlio, acoula-
do, cuspido c cscarrado Com effeilo, o nao ter
tino poltico um c.rime imperdoavel na phrasc
do imparcial! Oh tmpora I
Vamos por parles.
Pesdo 1817 figura o Sr. coronel Lourenco Ca-
valcanli nascena poltica de orovincia, oceupan-
do desde enlo cargos na milicia, na guarda na-
cional, e em lodos os oirtros de eleico popular
no seu municipio ou comarca.
Por sua extensa familia, por seus haveres e por
estes mesmos cargos, sempre figurou como nm
dos primeiros cidadaos, e ltimamente como
chufe de partido, pois que os conservadores em
Pao d'Alho nunca liveram oulro. No lempo da
influencia edo poder do partido liberal, foi o Sr.
Lourenco Cavalcanti o adversario mais poderoso
que liveram os liberaes de Pao d'Alho ; elle ar-
ou corpo a corpo, braco a braco com os cliefes
liberaes ; lutou sem cessar, ms lulou como ca-
valleiro, e lano assim que de todos ns chefes
mais nolaveis entre os conservadores foi sempre
o Sr. coronel Lourengo Cavalcanti, o mus poupa-
do e respeitado.
Nessa lula medonha de tolos os dias, de (o-
das as horas, o Sr. Lourenco Caralcanti nunca
abusou da victoria quando "vencedor ; nunca se
humilhou quando vencido.
No furor desses odios pessoaes, que marcaram
urna poca de ominosa recordago, nunca o res-
peitaval coronel Lourenco moslrou-se impossi-
vel, nunca repellio os seus contrarios, e muilo
menos os assignalou com o slygma da reprova-
co. A este respeito falsa, inteiramenle falsa
a asserco que o imparcial diz sabida da bocea
do mesmo coronel, islo quo quando via um
liberal via o peior diaboinvencao ridicula
c de mi gesto somenle aventada cmo estpi-
da e mizravcl inlriga. Se o quo dissemos
acerca do conduela do Sr. coronel Lourenco Ca-
valcanti na lula com os liberaes, nao a proprta
verdade, pedimos encarecidamente aos mesmos
liberaos do Pao d'Ajho que nos dosmiDlam.
Quando trovada a lula com o partido liberal o
Sr. coronel Lourenco Cavalcanti expunha sua
pessoa, seus bens, sua posicao vantojosa, onde
eslava o Sr. Maronho? Qnsndo era misler gas-
tar dinheiro, quando era necessario offronlor se-
rios pericos, enlao era o Sr. coronel Lourenco
Cavalcanti oplimo chefe de partido tinha sobra-
do lino para dirigi-lo, e ainda muilo mais para
prestar servicos nas eloices, mostrar-se obedi-
ente s exigencias do partido, e ainda muilo
alm,_se asna indolo bondadosa nao recusase
diaamtWe certas impnsiges. Ser independentc
comecou desde certo lempo a ser urna falta, o de-
pois um crime I E porque nao seria independen-
te aquello que tudo era por si mesmo, que nun-
ca solicilou paga de servicos prestados expon-
taneamenle, e muilo menos adulou a quem
nunca julgou cima de si?
Ha muito lempo que o Sr. coronel Lourenco
Cavalcanti sabio fra das gragas ; ha muilo lem-
po que os seus servicos furani julgadosdesneces-
sarios pelo grupo director ; j nao havia receio
do parlido liberal ; para a tarea das eleicoes
qualquer espoleta serve; e j ni- sefaziam
eleiges disputadas ; j os partidos nao iam
egreja.
Mas, peguntamos nos, seria asado o respeita-
vel o honrado Sr. coronel Lourenco Cavalcanti
para semelhaute torca ? Seria ainda" mais asado-
para todas essns lorpezas que ohi se praticam
com miugoa do decoro pessoal e da justica pu-
blica ? Aceita, ou ottou alguma vez o Sr. co-
ronel em seu engenho facinorosos o mal feilo-
res, ladres de cvallo eu desertores? Nao, nun-
ci ; entao lera sobrada razao o Imparcial quan-
do diz que o Sr. coronel Lourenco Cavalcanti nao
era lino polilico, nem asado para tudo quanto
Aoje se pralica em Pao d'Alho,
J muitog ames eomecaram os ensaios ou ten-
tativas contra a iofliwncia legaima do Sr. coro-
nel em lo d alho ; inuliliss-fo era urna necessi-
dade da situacoo que hoviam creado on preten-
diam crear naquella comarca os homens neceisa-
rtos, isto', o^rupo director da capital. J nao
era possivol ue o Sr. coronel Lourenco Caval-
canli, como delegado, Qzesse justi^q e ctimprUr-
se com a le, en mrater pntr-ac a tottt
manejos, qua a srdida poltica pessoal iropunha
a todos os homeai do chamado parlido conser-
vador ; porHanto o Sr. coronel foi ehamade
con la logo q se rwuwu prestar-e a um d-
sas infamias a que se nao pode curvar um ) o-
mem honesto. Chogou a occasio, o elle nao des-
menlio o seu nobie carcter, nem aviliou a :ua
autoridade, nem prestou-se s exigencias de p ir-
Udo. Vamos a ver.
Um sacerdote fui mandado espancar pbera-
mente peles escravos do Sr. Manoel Tliomaz de
Albuquerque Maranhao ; esse sacerdote tinha ta-
ra isso um torio motivo, era liberal, e havia fi-
gurado antes como chefe do ponido liberal ;m
Pao d'Alho, e por coosequeocia em lula aberta
com os conservadores dalli, de cujo lado era ce-
te o Sr. coronel Courenco Cavalcanti, mas o el e-
fe como ja dissemos, sempre honoslo leal e trin-
co. Apenas soulie o mesmo coronel entao no
exercicio da delegada, do tacto escandaloso que
acabava de praticir o Sr. Manoel Thoraaz, coneu
do seu engenho pura a villv. aflm do tomar (o-
nhecimenlo do fado, nao obstante ser perpelia-
do contra um sou inimigo polilico ; instaura o
competente proeesso, pronunciando o aggress r,
apezar dos empenhos, das suoplicas e das con i-
deraresde parlido. Todos sabera que o Sr. I'.a-
nool Tliomaz leve do defender-se no jury; o io-
sullado corre por conta dos juies de tacto, quu o
absolveram.
Ha oulro fado que lambem muilo corfbone-
reu para essa gnerrra dosibrida, que hoje prono
vem os do mesrao lado ao Sr. coronol Lourer^o
Cavalcanti, e a opposcjio tenaz que elln oz
como ddegado do polica soltura do crimine so
do morle Jacintho, que so achavo recolhido na
cadeia de Pao d'Alho para ser remellido. de Tla-
zareth, onde commetlera o crime de que era re-
cusado ; por cuja soltura lanto se empenhava
como Keralmenle sabido, o Sr Luiz d'Alfcu-
querque Maranho.
Este fado verdaderamente escandaloso, 6 de
tal noloriedade quo nao ha em toda a comarca
quem o ignore ; resultando dessa denegico da
parte da autoridade a raiva, de que se mosliou
possuido o mesiiiO Sr. Maranho, o que. Je;de
entao nao leve mais a prudencia de occultar.
Sem embargo de ludo,essa raiva, esse desojo de
vingmga seriam impotentes, se pretendes exa-
geradas do grupo director nao fossem aeorocear
d pygmeo ptenlo Jo para alear suas vistas m.iis
alto, c pretender substituir ao respeilavul anc:ao
na gerencia dos negocios de Pao d'Alho. O Sr!
coronel L>ureii;o Cavalcanti tinha contra si o cri-
me previsto no codigno penal dessa gente, islo ,
n.lo quera curvar-se a todas as prclencoes, a lo-
das. as exigencias, por menos exageradas que lil-
las fossem ; e por isso foi declarado incapaz de
dirigir os deslinos de l'o d'Alho.
Eis-ahi a causa das causas, eis-ahi a razao de
ha ver declarado o Imparcial no comeco do seu ir
ligo, que o Sr coronel Lourenco Cavalcanti ja
nao era asodo poro por era execuooo aquillo de
que hoje lano carece o nosso paiz Oque ? til-
vez a irapunidade dos grandes criminosos! L Ou !
mores!
Quem serao 03 adjuntos, que 13o m direco
deram ao Sr. coronel Lourenco Cavalcanti ? lra
bom que o Imparcial os declarasso por seus ro-
mes ; visto que nao os conhecemos, nem del es
temos a menor noticia. So essa m direaao
parle desde que o respeitavel Sr. Lourenco (a-
valcanli nao se quiz prestar s exigencias des. r-
razoadas de cerla gente, entao alia deve ser mul-
to anliga, muito antes dos revezes porque hila
passado o Sr. Lourenco Cavilcanli na phrase do
Imparcial. S essa mi direcc.'io do momento,
raister convir que a vida precedenlo do mesmo
senhor era illibada al enlao, e que a m din c-
oo de hoje nao pode fazer esquecer servicos
prestados a um parlido c ao paiz com o ma or
desinteresse, que jamis ha mostrado nenhum
chefe de parlido da nossa Ierra.
Este artigo vai mais longo do que quizeraraos, e
forgoso parar aqui para conlinuarinos em ou ra
occasioo. Entao pintaremos o carcter eanaly-
saremns a boa udole daquella que sejulga habi-
litado para dirigir os destinos de Pao d'Alho.
O Justo.
A discusso pela imprensa de causas que cor-
real peranle os Iribunaes do paiz pode ser con-
veniente e mesmo reclamada pelo interesse da
boa administraran da juslija, quando se trata de
urna causa importante, e "o tribunal deciJe c< ni
injustica quer era relaeao ao tacto, quer em re-
lagfio ao direilo, o a discusso grave ejurdica,
mas quando alguem aparlando-se destas regias
recorre ao insulto, e trata somonte de injuriar
desabrida e nivosamente o tribunal que profi-
ri a deeisao prolico urna aegao que incurre la
censura, se nao na indignarlo dos homens h>-
neslos, e que approvam o applaudem as discus-
soes pela imprensa como meio de esclarecei a
verdade o do obter legitima c fundada repararlo
da injustica que se arge, e nao como mcio Je
romilar injurias de grosso calibre, e que nurca
sao dirigidas a um tribunal, nem mesmo do in-
dividuo, por quem se respeito, e sobe guardar o
decoro pufilico.
Estas reflexes me foram sugeridas pela leilu-
ra dos ortigos, que no Liberal Pernambuca o,
lem feito publicar o Sr. Dr. Alfonso de Albuqu *r-
que Mello, acerca'da dedso que proferio o me-
retissimo tribunal docommercio desta cidade, la
execucao movida contra Francisco Jos da Cosa,
na qual disputara preferencia diversos credons,
e lastimamos de ledo nosso. corago quo por tal
modo se apreciasse pela imprensa ura negocio
grave, e que reclamava toda a rooleraco e col-
ma, nao s para se obler o fim que se desojara
corno pela dignidjdeque sempre deve tfianler
um advogado, que sob seu nome dscule a deu-
sao de um tribunal superior, que deve ser trata lo
com acatamenlo, erabora seja digna de f,ensura a
deeisao que tiver proferido : o tribuual pode apie-
ciar menos justamente a queslao, pode fazer la
lei uraa applicacao menos jurdica, sem que par
sso deva ser injuriado, como lem sido-o raeii-
tissimo tribunal do commercio desta cidade nj3
artigos a que tenho alludido.
Tenho o pesar de dizer que quando mesmo a
juslica favorecess' a causa de que patronc o
Sr. r. Alfonso, os meios que cinpregou fazera
presumir o contraro, e lem excitado a reprovi-
rao e indignaco publica, e de mira digo que por
mais pungente e Brutal que tenha sido a injuria
e por maisdesagraJavel que seja ser della objec-
to, antes quizerasor victima do que autor das in-
jurias, e creio que este meu pensamento ser
igualmente abracado, tal o descomedimeeto
que predomina em ditos arligos.
Nem ao menos lem o conirnunicanlc procuri-
do demonstrar que lhe foi foila a injusliga de q le
sequcixa lio descompassadamenle, se osla de-
monstradlo o nao jnslilicaria nem mesmo alte-
nuaria o seu proccdimenlo, pelo menos provaiia
que pelo excesso a cousa era sua origem jusl i ;
nos primeiros arligos houvo urna amplificaran Je
injurias e de defamacao, que leve por comple-
mento a Iranscripcao do accordao por modo bur-
lesco e inapreciavel.
Nos uUiraos se falla vagamente da queslo,
semexpo-la, sem combater as razoes de decidir
ou oxhibiros motivos que possam convencer la
pretendida mjuslija. sendo bem para notar que a
entonga appelladnque se apresentac orno typo Ja
jnstiga fosse proferida por ura juiz leigo, e io
praso de tres dias sem embargos de quesloes
complicadas e diversas, que tenha d julgar.
Nao me proponho a discutir a causa porqae
nao tenho inleresse algum nella, o nem ten 10
della oulro conhecimento que nao seja o de qae
se tem publicado pela imprensa ; o meu file
apreciar o modo pelo qual se abusa da irapren-
sa, e nodclxarpassarsemcommentaiio um pra-
cedimento desta ordera ; aos interessados ou sos
que tlverem por ventura conhedmenlo do ne-
gocio cabe disculi-la, se assim o julgarem con-
veniente, ou ainda se os arligos at agora pubi-
cados sao suscepliveis de discusso sera e ju i-
dica.
Observarei operas que a allegago que se az
em o ullimo artiga de nao poder o meritissimo
tribunal reformar a senlenga. quo condemnot o
devedrao pagamento dos juros, nao proce-
dente nem jurdica.
Se o communicmle se refere a circumslanda
de n5o hayer sido este incidente tratado na irs-
tancia inferior, labora em erro ; ninguem ha que
ignore que a appellagaodevolve o conhecimerlo
da causa ao tribunal superior era todas as si as
portes, o dahi vem que este tribunal pode con ha-
cer de todos os incidentes, do todos os pontos da
queslao, ainda que nao tenham stdo desalteml-
dos, on allegados na instancia inferior; se po-
rm, como pareca, e 6 natural, se refere a c r-
cumstoncia deler pascado em julgado a senici ca
que condemnou ns principal e juros, nio con-
forme ao direilo sua censara;
De feito.no juizo do preferencia a despula pode
versar nao s sabr a nollidade, semitari o,
fraude e falstdade das dMi*as'art. 617 doreg'. n.
737, sera que embargue a opposigao j feil
pelo devdi)r, por qiie Como diz o raestre Lotao
no sea tratado de execnges-J. 517, este juizir
como ura juizo rovo entre os credores, se ,il-
guem |4 tlahtt entenQ afnla cm juizo cdnlia-
DIABIO DE PKRNAMBUCO.
SABBADQ y ftK AMIL D>fSfr.
\^ZS^^a0r' l, t>rBJu.J,ca O* : nno Xavier Cerelra Siho.vhww'u, ra do
2?.?taPK.M 8l n*"1".'"^0 e Lrtramenlo casa n. 37, oodoo*me ochava para
alidade da tivida, arRirinio tolos os seus de-
leilos; um novo pleito e de tacto entre os rae-
dores. -
Sendo conlado juros ao credor que nao linha
direilo a ellas, por haver asslgnado o compro-
inisso do devedor, dava-se nullidadc, e ao tribu-
nal caba determinar o valor dos crditos, sua
importancia e o modo de sua admisso como
de jurisprudencia correte.
Nao me propondo a instituir urna discusso
nobre a materia pelos motivos j expendidos na-
da mais accrescenlarei.
A...
Mais ura campeao na estacada langando-nos a
I uva. pora que declaremos o nosso nome pro-
ario I Groada tema Mas desta vez o campeao
i um mogo modesto, bem educado e que moslr
ner dotado de alguma intelligencia E' o Sr. Dr.
Innocencio Seralico do Assis Carvalho, que en-
,uu" o iiuiu na ima, ueu uiiis urna piuia "
i'.eu cavalheirsmo, nao querando deixar s o Sr
l'r. Feitoza, cora quem mililava.
Acho muilo louvavel o proced monto deste se-
nhor, da compartilhar com 03 seus dou3 amigos
dos azares da fortuna.
O que nao podemos louvar este grande inle-
resse em descobrir a nossa propria e insignillciin-
13 personalidade.
Se os nossos communicados nao passam de
um acerco do mentiras e calumnias, se nelles
s demonstramos, que sorao3 um inimigo flgadal
do Sr. Dr. Feitoza (quas sempre quera \i a ver-
dade considerado inimigo). nao nos deem ca-
vaco, doixem ao publico o julgainento de nossos
escriptoj, de nossis opinioes.
Se os fados que lemos narrado nao sao exac-
tas (a.as nossas quesloes sao todas do fados),
conle3lom-nos, porque repetimos, um nome pro-
crio, sub posto a narracSo de fados, nao alterara
a sua veracidade. Quo importa que o autor des-
ta communicado seja bacharel, doutor, deputa-
do, senador, ou redactor de algum. jornal t
Finalmente pensen este respeito como qui-
zerem 03 Srs. Drs. Feitoza, L?onardo o Serfico,
1 uo nos conliouaremos a pensar como lambem
rielhor nos parecer. J declaramos que nao as-
signaremos o nosso nome proprio ; e nao o faze-
oos porque nao queremos, urna vez, que nao ac-
echara as razoes expendidas em nossos com-
municados passados.
O nosso proposito est feito, e dclle nao desis-
tiremos.
Havetnos de continuar a oceupar-nos com o
jueescrever o Liberal, e a demonstrar os seus
erros c aleivosias ; sugeitamo-nos e lodosas con-
sequencias de nosso acto.
Se enleodirem conveniente conlestem-nos, ou
entreguem-nos ao silencio, que ser melhor, do
que recorrer a estrategia, que agora empregam
f.ara declinarem de urna resposta seria e rave
ao que temos dito em relaeao as Bragas do da
14, e a esse plianlasm igoric pirlido liberal.
Se julgarnos o Sr. Dr. Serfico fra da redac-
gao do Liberal Peraambucino, tomos a islo le-
vados nao s pelo que ouvimos dizer a alguns
collejas de S. S. como lambem pela declaracao
que fez o Sr. Dr. Feitoza, de que nao mais p-
pareceriam artigos de redaegao, em quanto se
nao procedesse a nova eleigao, visto ler-sc Anda-
do o mandato, que lhe conferir a Socicdade Li-
beral.
Parcco que semelhanle declaracao duveria ser
folla e assignada por todos os membros da re-
dacro e nao smente em nome de um.
Pode ser que o Sr. Dr. Serfico esleja hoje
r armo nisado com o Sr. Dr. Feitoza, c disposto a
continuar na redaego do Liberal, na parle re-
lativa aos communicados, porque a parle deno-
minada propriamente=ar/oos de fundo, pa-
trimonio desie. Mas conhecendo o carcter fran-
co e leal do Sr. Dr. Serfico, oppellamos para a
Ma consciencia e pedimo3-lhe que diga, se nao
c verdade que al bem pouco lempo reinougran-
de desharmonia entre o S>r. Dr. Feitoza e seus
eollegas de redacao : se nao houve mesmo um
quasi completo abandono de redaegao: se alguns
de seus collegas nao se retiraran! ; o se final-
mente n.lo ser devida a desonilo, quo reina nes-
sa intitulada Socicdade Liberal, que lem dado
lugar ella se nao reunir no dia designado pe-
los seus estatutos.
Para responder a esUs pergunlas parece, que
nao misler, conhecer a pessoa que as faz.
Permita S. S. que nao mala nos oceupemos da
queslao de ter sido ou nao voluntario o Sr. Dr.
Leonardo.
Seria dar a semelhanle queslao urna importan-
cia, que ella nao merece.
J dissemos em nosso communicado passado, o
que entendemos conveniente dizer a respeito O
pablico que nos julgue como entender, em face
do conhecimento que tem dos tactos, que fazem
objecto de no3sa discusso.
Nao lemos a honra de ser redactor de um jor-
nal polilico, nao s porquo para tanto nos fal-
lero as hbililaedes, como lambem porque nao
vemos necessidadeda creagao de um jornal po-
ltico ncsla provincia, onde' por ora os partidos
descongom dos lulas ou antes eslo dispersos.
Crear um perodicoou jornal para nelle res-
ponder aos deslemperos do Liberal Pernambu-
cano, seria dar honras de parlido poltico ura
grupo, que, quando muito. por generosidade se
padera denominarurna facra-*.
Porlanlo em quanlo o digno propietario deste
Uiario consentir, por mero passa lempo conti-
naaremos s oceupar-nos do que escrever o Libe-
ral Pernamhucano : podendo o Sr. Dr. Serfico
fi:ar na intelligencia de quo estaremos sempre
pomptos a entrar em conleslaco com S. S.
(quando islo lhe aprouver), nao "nos afaslando
do urna linguagera sizuda e de ura esfylo grave
o serio deque S. S. digno e merecedor.
Recfe 20 de abril de 1860.
w
Cara da catarata pelo Di*. Cosme de S
Pereira.
Ha senlimcnlos que transbordan) docoracodo
homem, o s parecem completos, quando a coni-
niunicagao os leein feito cchoar no corarao dos
oulros. Assim a gralidao. Senti-la ter o de-
sajo de fazer condecida a mo que nos beneficiou ;
desojo que nos segu todos os momentos, que
se transforma em sombras, que so torna em cui-
dados, e nos persegue nos sonhos, nas vigilias,
na mesa, nos posseios, ole que nossa bocea o tra-
duza em phrases intelligiveis. E" n'uma desias
siluagoes que me acho e s ella podena arrancar-
me da obscuridade em que vivo, para vir a luz
da publicidade pedir um momento de ollengo.
Em 182 comege a soffrer diffieuldade de vista
no olho direilo, deque llquei inteiramento pri-
vido em 181a. O mol no demorou-se em pro-
pagarse ao olho esqunrdo. cuja vista era com-
pletamente obscura cm 1855. Assim destituido
da melhor faculdade, que o corpo humano pos-
sae, vendo minha familia no abandono c lutan-
do com o habito do trabolho que havia controla-
do n'uma vida laboriosa de 50 annos. e onde ad-
quira a minha subsistencia, deterrainei-me a vir
esla capital procurar na medicina o remedio
infermidade, que me havia assollado.
Consulte! entao ao Sr. Dr... o qual pralieara
uraa operagao, que promellia ser feliz se eu vol-
l'issepara um segundo Iratamento, oque nao pu-
d reolisor por circurastancias imprevistas.
O mal novamenle declarou-se-me, edesenvol-
vendo-se mais rpido, poz-me n'ura eslado.se
nao igual, peior do que me achava ao lempo da
pnmeira operaco. Dirigi-me novamenle ao Re-
cite e desejando procurar outro medico, fui ao e-
nhor cirurgiao.... de cuja pericia em outras ooe-
ragoesj tinha ouvido tallar. Felizmente moti-
vos quo nao inleressam ao publico 1110 flzenm
vacillar na escolha, j depois de hover ajustado
o da da operagao, que nao foi feita por nao ler
comparecido o mesmo cirurgiao: e depois de have-
lo esperando por algum lempo, deeidi-me a pro-
curar outro facultativo, onde existen) tantos.- Qaiz
a Providencia que alguns amigos soubesserada
situagao em que me achava, e da necessidade do
ser guiado na escolha do facultativo, do quem ia
depender a minha salvac.no, casalvagao de toda
a minha familia.
Os meus amigos indicaram-ne o Sr. Dr. Cosme
de S Pereira, a quem fui lo#> consultar; e j
andando desconfiado julgava lo encontrar tanta
urbanidade unida o tanta penda, por quanlo alera
t urna nilengao toda minuciosa, que prestara a
minha historia; observara os neus olhos de urna
rraneira toda especial, lindo o que classificou a
rrinha molestia,edisse-meurna operajao pro-
pasta para cura-loqual Iheperguntei eu ?
respondfu-me a da catarata pilo meihodo da ex-
tiacgo :e quando a poderei lizor ?respondeu-
me: quando o senhor quizer.
Al entao eu nao Havia expaimontdo um pa-
recer lo formal e decidido; < ainda assim eu
nao estnva satisfeilo: por quartoem outros vezes
va que se ia prolongando o diada operagao que
me devia sugeiiar.
Marquci pois o da6do promo passado o nes-
t mesmo da a hora fizada, Sr. Dr. Cosme de
S Ptelfa,. acompanhado dosSr Drs. Frmes-
caGongalves de Mora.es Joaoilaria Serc, e-Csej-
aor operado. ^,^
O Sr. Dr. Cosme nao procedeu a operagao em
quanlo nao poz os seus collegas a pardo que ha-
via occorrido, do que ia fazer, e dos embaracos
1U8 d,ei!'ani encontrar-se, devidas s provas por
"e. ja havia eu passado Concluido o que a ope-
ragao foi promptamenlc praticaria ; eao sabir das
iLaH-e 0 enlTar na 'uz prazer qup se senle s
sabe dize-lo quem e houver experimentado.
tloje sao passados 35 dias, j me acho no gozo
aa minha vial, vejo o mundo, os meus amigos
minba familia, que me sao lo choros, e at lelo ;
e tudo devo ao Sr. Dr. S Pereira.
Conhego que ao pobre agricultor, que vive re-
mado desles centros de populogo denominados
capuana, e onde a civilisagao se' irradia por todas
as ciasses, nao devem causar pouca expeclagao as
maneiras polidas c summnmenle delicadas dos
homens cultos; mas nao vivo lae tora da accao
entica da civilisagao, que nao possa devida-
-..iU.,r,u.UB asms uorvaino, que cu- ucuwica aa clvmsaco, que nao possa dovida-
randci de novo na lula, deu mais urna prova de mente aprecia-las, o" desembarcar a minha voz
.eu cavalheirsmo, nao querando deixar so o Sr do pasmo da admiraran ...-, ^____ ...:

An ^ -t -m uncuiuuutar a iiuuna VOZ
ao pasmo da admiragao. para apregoaro mereci-
raento pndo quer que elle apparega. O vol, pois
do gralidao, que ofterego ao Sr. Dr. Cosme de S
i*eroiro, 00 mesmo lempo um tributo ao seu
mrito, e do quanto sabe'revestir a sua misso
"s dignidade que lhe deve ser inherente. Tanto
pericia, reunido tanta urbanidade,tanto saber-
tanta mcdcslii, e tanla dedicagao para os seus
doentes, fazem ver que o Sr. Dr. Cosme do S
l ereira comprehende e desempenha a missao do
verdadeiro medico. Prosiga a Sr. r. Cosmo de
aa Pereira, que o seu nome nao ha de ser igno-
rado da posleridade.em quanto que no presente
sera abencoado por todos aquellos que, como eu,
so veem restituidos ao scio do suas familias, e
para quem a enforrnidade das cataratas havia
.uasi qu inutilisado.
Meus respeilos, e meus agradecimentos aos
seus collegas que assistiram a esta operagao.
Miguel Gome* Pereira de Lzra.
Recfe, 14 de abril de 1860.
Carta de um socio do Hospital Por-
tuguez a certa Xyniplta do se u
conhecimento,
I
Muxaxita eu vivo affliclo,
Sem saber noticias tuas,
Percorro beccos e ras ;
Tor la causa, Muxaxa,
Eis-me feito aquella craxa.
II
Nao le zangues se me vires,
Felo ura paxsla um pateta,
Aspirando a ser poeta ;
Porm poeta sem lyra,
Que nem canta nem suspira.
III
, E' que o amor, Queridinha,
E' urna visao sem jnizo.
Faz chorar perder o sizo,
Se encontr choro faz rir,
E' mu propenso a mentir !
IV
Eu costumo a certo lempo,
Meller-me em papos d'oranha,
Minha mania lomonha ;
Que se fosse um re francs,
Curvara o mundo a meus ps !...
V
Fara chover coriseos,
Da bocea d'atroz rnnhao,
Contra o vil esportalho,
Que almoga janta o que ccil,
A'custa da vida alheio....
VI
Porm nao creas, meu Arijo.
Qu'eu lenha mo rororoo,
Sendo lodo um paslelao
Se me fallarem d'araor,
Fico mais tenro que a flor.
VII
Porm quando alguem rae affirma,
Que o Hospital Portuguez,
Traz cm scena um cnlremez,
Todo pus, todo peconha :
Cacm-me os queixos de vergonha !
VIH
Eu quizera qu'enlre o povo.
Que nasceu na luza Ierra,
Nao houvesse tonto guerra,
Que fosse um povo capaz,
De se amor, vtve em paz.
IX
Mos afinal lenho visto,
Que a fatol junta trnzala
Trezanda, fede a barata ;
Que lem as manhas do galo,
Quando lambe alheio pralo.
A.
Tambem se diz qu'esta junto,
Segundo o seuRelalorio,
Converleu-se cm purgatorio,
Onde alen, dos indigeutes,
Tambem soffrera innocentes !
Xt
Vendo emfim que ja nao pode,
Occultar seus lorpes erros,
Da-se a bodes, da-se a plrros,
Alaca, insulta e guerroia,
Sera piedode'honra alheia.
MI
Aquclle mesmo que andar,
Pedindo Que nunca fez coro torio,
Tqu'enifm colheu a esmola,
Com que a miseria consola ;
X1I
Que depois de ler fundado,
Com mil esforros que fez,
O Hospital Por'luguez,
Fez laes curas qu'eu dira,
Que a mesmo Parca o lemia ;
XIV
Nao, s se v hoje em dia :
Privado do seu direilo,
Como ha pouco em-juslo pleijo,
Pretendeu cerlo cavallo,
Com um s cotice csmoga-lo !..
XV
Mos no lema o fundador,
Desse too pi instiiuto.
Que a enorme pala de um bruto
Lhe cause serio receio,
Que o bruto j tem seu freio!
XVI
Corla vclha muito velha,
Quo de velha j faz raedo,
Me contou muito era segredo.
Que urna talC'lonisago,
Tem parte nnsla funeco.
XVII *
Euconheco(me diz ella),
Um roembro da compauhia ;
Que a emigrago promova,
Cuja firma por signa!,
J deu corlas no Hospital.
XVIII
Esle membro, ura sugeilo.
Que quer ser senhor de ludo ;
E por ser mu barrigudo.
Se o luso-pastor nlobriga,
A patria passa S barriga.
XIX
Mandara por seus agentes,
O povo incauto illudir,
Com o fim de censeguir.
A custa'da desventura,
Ter l'argent, fazer figura!..
XX
Eis que chega o Tio Henrique,
Cora a lei patria na mo,
E ao tribunal da razao.
Faz chamar em continente,
Esses taes que illudcm gente.
XXI
O tribunaldecidi :
Que todo chrislao ou mouro,
Que quizer ler muilo ouro,
V cavar sua barroca,
Paro plantar mandioca.
XXII
E quando assim nao quizerem ;
Que na serra do Teixeira,
Vfio semear macacheira,
Pois sendo o legnmebasto,
Ha do ler immenso gasto
XXIII
J v6s pois, Oh meu Anjinho,
Qu'este negocio importante,
Desgosta o tal meliante,
Quo sendojaar n'essa dansa,
S faz gritar por vingonco.
XXIV
Porm cmo a cOnipftnfria,
Deu sola, ndou p'ra traz.
Sabes que sonha o rapaz?
Qoerfozer do Hospital.
O seu Castello-feudal!. .
XXV
Fagam ; mas vejam que os socios,
Nem lodos sao inexpertos;
E vosses iquem bem crtos,
Qu'em quanlo nao Onda a rixs,
Lr-lheshei a &8na>rffcfta-.
----------------------------xTvT--------
Mais tarde pretendo hir,
A ra dos chapeleiros ;
Ver por l certoa guerreiros,
, E por rae ser necessario,
Dar fareJlo ao secretorio...
XXVII
Vox populi, vox Dii
Tudo faz p'lo amor de Dcu6;
Contanto que os bolsos seus,
And.m sempre fornecidos,
D'esses memos mohecidos ?
XXVIII
E se nao mentem memorias,
O homem foi onze letras;
Hoje era fim (dizem gazetas).
Que cm -paga de taes servigos,
Mamou um par dachouricosl
XXf
Eu por mim direi-vos sempre
Tomai cuidado na vella,
= Se o barco se desmantella,
N'eseo cabera sera fundo ;
Ai Hospital! adeus mundo!...
XEX
Adeus, adeus Muxaxita,
Nao le esquegas que sou leu ;
Bem sabes que o peilo men,
Encerra era fundo prizao ;
O meu e leu coiago!
XXXI
Tem f pois nos meus protestos,
N'esles fics juramentos;
Guarda-os bem sao documenlos,
Para quo sbas um dia.
Se a minha lingua menta.
XXXII
Quarda-os bem e nao l'esqueras
Que'esie amor, lerno e puro",
Motivo porque te juro ;
(Jurantes prefiro um leu beijo,
Ao vinho, rosbif om queijo\
Com quanto tenha vergonha de significar-vos o
meu fcio nome, el-lo ahi vai:
Jesuis le rotre.
Coveiro da Pastoril.
Correspondencias.
Senhores redactores.Lendo o Diario de Per-
nambuco de 19 do andante raez nelle depare
com urna correspondencia do Sr. Jos Roberto de
Moraes e Silva, na qual trata do occorrido cm
Afogados por occasio dos reclamaces ditas a
junta de quatirarao daquella freguezia.
O Sr. Jos Roberto conla a historia a seu geilo
para ter razao ; mas quero tiver lido a narracao
do Sr. Icnente-coronel Manoel Joaquina do Reg
e Albuquerque, publicada no Diario de Pernam-
buco, cortamente dar ao Sr. Jos Roberto o con-
ceilo que elle merece, vislo que a narrng.io do
Sr. Regoe Albuquerque a verdade. O Sr. Jo-
s Roberto rercou a igreja e correu nio a pessoas
eslranhas a freguezia; pois a primcira pessoa que
ello correu foi a um morador da freguezia muito
seu conhecido, por ter sido commandoutedo des-
tacamento e que ha poucos dias deu baixa da po-
lica, o qual se chama Miguel Nunes de Freitas
e que por muilas vezes exerceu as funegoea de
subdelegado, quando o Sr. Jos Roberlo se acha-
va no engenho Peres, ou mesmo cm Afogados
desfruclando da mesa do Sr. Rogo e Albuquer-
que.
O segundo corrido foi o bem conhecido alteres
da exlincla guarda nacional Sevoriano, bem co-
nhecido do Sr. Jos Roberlo, que com elle man-
tinha relajos quando o Sr. Jos Roberto linho
lenda de sapateiro, por sercm collegas na sapo-
lana. r
O lerceiro que o Sr. Jos Roberlo correu foi a
Antonio Ferrcira da Luz, genro do bem conheci-
do Nicolao... o, bem conhecido do Sr. Jos Rober-
to que lambem erom collegas na sapalaria.
OSr. Jos Roberto para que nao confessa que
seu intuito era perturbar os irabalhos da mesa e
nao fazer manter a ordem ? E lano foi este seu
lira quea baionela de seu ordenanra foi tomada
dentro da igreja.
Ora, o Sr. Jos Roberlo muilo se eslamagou
com o Sr. Reg e Albuquerque o chamar ingra-
to ; mais o que o Sr. Jos Roberlo se nao in-
grato?
O Sr. Jos Roberto viva nos Afogodos fazendo
seus spalos e inteiramenle esquecido, ot de
seus prenles, o Sr. Rogo c Albuquerque o Apr-
senlo para subdelegado, da-lhe entrada cm sua
casa, o considera, tanto assim que mezes e ine-
zeselle olmncova, jantava e ceiavo, com sua mu-
lher e familia em casa do Sr. Rogo e Albuquer-
que, e al medico e bolica linha, e tinha a suo
disposgao carros c criados do Sr. llego c Albu-
querque dos quae3 muilas vezes se servia.
E lastima que oslo pobre mogo diga em sua
correspondencia que o Sr. Reg e Albuquerque
lhe votava odio, quando elle no domingo ante-
cedente na casa do Sr. Rogo e Albuquerque pos
aprescnlando na face traicao, o que foi reconho-
cido por todos que all so achavam, a poni de
alguem, quo fazia parle da sociedade, dizer ao
Sr. Reg e Albuquerque :nao se fie no Dr. Jo-
s Roberto pois tenho corteza que elle o est ira-
hindo.
Sio dignos de lastima os dous paragraphos da cor-
respondencia do Sr. Jos Roberlo, que assim di-
zem : Felizmente, Sr. Manoel Joaquim. ambos
nos somos conhecido.*, Vmc. pelo seu genio vio-
lento, leviano e... e en pela minha prudencia e
circumpecroo ; e dahi veja que elfeito produzir
a sua correspondencia.
Se ingrato no exercicio dos meiis deveres,
lornar-me superior as suas bajulaces diarias, se
ingrato nao me deixar a sua vontade, se ingra-
to nao lhe reconhecer podero o. influencia nao
mesubmellendo as suas imposices, demiltindo
inspectores que bem cumprem seus deveres.
Felizmente, Sr. Jos Roberlo, arabos sao bem
conhecidos, o Sr. Reg e Albuquerque como um
cidado pnslanle, nico com quem o povo so
ada na freguezia dos Afogados, proprielario de
dous nigerinos que tem emseus terrenos mais de
201) fogos, coramandanle de um balalhao de mais
de 6'.)0 pragas, presidente da cmara municipal,
em relarao c harmona com todas essas pessoas.
que se ocha promplo a prestar-se a todos que o
procuran) ; se um cidado desta qualidade nao
lem amigos e s tora espoletas, o que ter um
Jos Roberto que cooperou para a desunio de
seu sogro com sua sogra, que sen pai morreu
mal cora elle, que sua mi e prenles nao o que-
rem ver, que viva cm Afogados s, tondo por
amigos e conhecidos homens que vendes) t-
palos.
Sr. Jos Roberlo, se Vmc. nao estpido, le-
viano e ingralo, verdadeiro ingrato, que morde o
seio quo o aquece, qual o bajulador? o Sr. Reg
e Albuquerque que mu j>oi .-i vezes ia a lenda
do Sr. Jos Roberto, que nunca nella comen, ou
o Sr. barharel Jos Roberto de Moraes e Silva
hoje subdelegado dos Afogados.
Se o Sr. Jos Roberlo onlende que ser baju-
lador tratar cora corleznnia a aquellcs que vem o
nossa caso e mesmo com afabilidode, enlao o Sr.
Reg e Albuquerque pelo bom Iratamento que
dava ao Sr. Jos Roberlo e sua familia cm sua ca-
sa bajulador, bajularo que se estondo a lodos
que vo a casa do Sr.'Rego e Albuquerque, pois
a todos trata com affabilidadc, como sabido, e
sua casa franca.
Finalmente, Sr. Jos Roberto, ha homens que
nunca deveriam sahirdo nad em que jazora
Afogados 20 de abril de 1860.Marcolino Fer-
r ir a da Costa-
reine loda a harmona;
dadas, aflm. de quo ah
occessaria
aUi\J.errt.r,-**Kr*ro- mmi "Pasamente aos
aulorca dewa poblicagao a aue rae refiro (quem
queque sgara) que procedan, com dignidad"
n2 trI"a'*u0oras fim do que ea
fSZ rPSlV '"" qU9 PrCUrm 4f"-
Espero que assim procedam, oGm de que nin-
guem os considere como vi* detraelorei dare-
putacao alheia. e
Recite. 21 de abril de 1860.
Por Francisco Vieira Cardoto
Antonio CeieHito Alee d'm Ctnha.
COMMERCIO.

Alfa nitela.
Rendimento do dia 2 a 19. .
dem do dia 20.....
219.9n-601
8.956J1I9
228:863,272")
llovliueniu da alfandega
Volumes entrados cora fazendas
com genero
Volumes sa

lidos

com
com
fazendas
gneros
116
657
"TO
442
------5*t
773
Doscarregara hoje 21 de abril.
Escuna ingleza=Elisabelhfazendas.
Escuna hollandeza Mara Cornelia farinba de
trigo
Galera americanaMargarelh=farinha de Irigo o
fazenda.
Barca americanaImperadorfarinha de Irgo
e trelo.
I'aiaeho americano Somers breu
Patacho americanoA. J. W. Applegarlh fa-
rinha.
Brigue portuguezConftanca-diversos ^eneros.
Bngue portuguez Relmpago diversos Ro-
neros.
Brigue portuguezJorgecarvo.
Brigue portuguezEsperangabolalas e ceblas.
Imporlaeao.
Hiate nacional Exhalaco, vindo do Aracelv.
consignado o Gurgel & lmaos, manifeslou o s-
guinte :
167 couros salgados. 30 rolos com 356 meios
de sola ; a Joo Keller&C.
100 saceos com 400 arrobas de carnauba ; a
Prente Vianna & C.
200 couros salgados. 101 saceos com 412 arro-
base 21 libras de cera de carnauba ; aos consig-
natarios.
11 saceos com 40 arrobas e 6 libras de cera
de carnauba, 28 molhos com 700 esleirs de pa-
Iha de carnauba, 4 pacolcs com 400 chapeos de
palha ; a ordem.
Hiale nacional Imencivel, vindo do Aracaly-
consignado a Jos Joaquim Alvos da Silva, ma.
nifestau o seguinle :
302 saceos de cera de carnauba, 190 meios do
sollo, 93 molhos com 2:240 rourinhos de cabra
197 couros salgados, 91 molhos, 1820 pulles de
cabra : ordem.
21 caixas com 35 arrobos de velas de carnau-
ba ; a Prenle Vianna S C.
Brigue nacional osa, vindo do Rio de Janei-
ro, consignado a Azevedo & Mendes : manifestla
o seguinle :
80 pipas-vasias, 4 caixes doce. 300 caixas sa-
bio: ordem.
Consulado geral.
Rendimento do dia 2 a 19.
.dem do dio 20. .
43:090*168
1:992900
45:0835368
Diversas provincias.
Rendimento do dia 2 a 19. 4:562S6iO
dem do dia 20....... 1465192
4.708j83
Despachos de exportacao pela me-
sa do consulado desta cidade n >
dia 30 de abril delSGO
Storkholm Brizne sueco W. Tersmeden, S.
Broters & C, 898 couros salgados.
LiverpoolBrigue nglez Oynthia, Ralkman.
Jnior & C, 600 saceos assucor mascavado.
BastnGalera americana Meddlesso*. Borolt 4
C 3)0 saceos assucar mascavado
Rio da PialaBrigue prussiano Urania, Bailar
& Oliveira, 250 barricas assucar mascavado o
50 ditas dilo branco.
PortoBarra porlugueza Flor da Maia, Manoel
Joaquim Ramos e Silva, 100 saceos assucar
-...,...>. .... a sou o da, supposlo que enirasse lodo trmulo, S. MiguelEscuna porlugueza Rainha dos Aeo-
tratain nimtfni. res, diversos carregadores, 133 baaricas "
-------- ----^0--.^.-, .v iiMiiu as-
sucar mascavado e 100 ditas dilo branco.
PorloBarca porlugueza Sympalhia, diversos
carregadores, 50 saceos e 1 barrieo assucar
mascavado, 5 saceos e 20 barricas dilo brau-
co, 23 couros salgados, 1 rasco agurdenle.
Lisboa Patacho portuguez Jaico, Bastos Ir-
mos, 25 saceos assucar branco e 75 dilot dito
mascavado.
Exportaco.
Marselho, barca franeeza Caid, do 305 lono-
seguinie : = 4,400 saceos os-
ladas, conduzio o
sucar.
_Rio da Prata, patacho portuguez Farto. do
270 toneladas, conduzio o seguinle :=2,10J sac-
eos assucar.
Reeebedoria d rendas internas
geraes de Pernambuco
Rendimento do dia 2 a 19. 13:6538077
dem do dia 20....... 652J928
14:3060e5
Consulado provincial.
Rendimento do dia 2 a 19. 43:474^981
dem do dia 20.......2:0546605
45:5296586
Srs. redactores.Lendo no Diario de hontem
a resposla, que a urna dcclaragao minha deram
meus^groiuios inimigos, nao pude deixar de co-
nhecer que bem errado anda quem pretende cs-
labelecer urna discusso franca com inimigos co-
vardes e dcsleaes.
E' assim, Srs. redaclores, que havendo eu
desafiado solemnemente a meus inimigos, a que
se apresenlem em publico, sustentando o que
surrateiramenle propalam elles, era vez dse
porlarom como horaeos decarocter e lealdade:
aceitando o desafio que lhes fiz, ao contrario
vieram confirmar o jizo que delles j eu fazia,
pois que procurara ainda ferir-me do embos-
cada.
Tenho felo constante uso de minhas baleeiras
na eslagao da Linguela, e a-respeito do estado
dolas, nenhuma providencia foi al hoje exigida
pelos respectivos capatazes e sob-aap'atsz, que
lalvez tenham conhecimenlo de qerm Beja o on-
lor da puUUcago assignada pelos calraieiros, e
dahi se pode concluir, ou que css-estado nao
mi, ou q o capataz na sob-capaioz nao cum-
prem bem sil a^jaKtr ealdeixar de profidenciar
a tal respeMf IMI 3 b aM
Nao ignoro a guerra obstinada qno se rae faz
a nonio de alguem j haver dilo que o patrio
dU'o>inhas DafHkas M D dos S., ainda havia
aVhrbrrer d'uh^fcadi !
Confiando porm nos sentiraenlos de jusliga
de que 6 dotado o digno Sr. capito do porlo,
espero quo a eslagao da-Loget*nio ftcar re-
Movimento do porto.
Natos entrados no dia Ib.
Porto27 dias, brigue portuguez Esperanza, de
183 toneladas, capilo Lourenro Fernaiidesdo
Cormo, equipagom 14, rarga vinho e mais g-
neros ; a Barroca e Medeiros.
Richmond29 dias, barca Americana Elf, de322
toneladas, capilao C, W. Kerlin, equpagem
10, carga 2660 barricas com farinha de Irigo ;
a Molheus Auslin & C.
Macei e porlos intermedios 38 horas, vapor
nacional Perinunoa, conimandanlc Manoel
Joaquim Lobalo.
Navios sahidos no mesmo dia.
LamarliniqueBarca franeeza Raoul, capilo Le
de Lesubepen, em lastro
HomburgoPatacho homburguoz Piccofa, copi-
lao Zanck, carga assucar.
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o.
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a.
a.
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floras.
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Atmotphera.
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Intensidade.
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Hygrometro.
Barmetro.
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CA
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O
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A noite clara, vnloSE, velo pora o terral e
assim amanheceu.
OSCILLAgO DA AR.
Baixamar as 10 h. 6' da manhaa, altura 0.75 p.
Preamar as 3 h. 54' ds tarde, altara 7.00 p.
Observatorio do arsenal de marinha 19 de abril
e 1860 Viscas Juhiob.
Editaes.
O Illm. Sr. inspector da thosouraria pro-
vincial, cm virtude da ordem do Exm. Sr. presi-
dente da provincia, matada fazer publico, que
r, =.^ .- no dia 10 de malo prximo vindouro, se ha de
d.uzida eoeatado era que o dsejam ver esses in-, nrremalar, o quem por menos fizer a obra dos
dividuos, c q;iie conlttin providificitiS scraT reparos dos emtaednimenlo d esirdos da Vic-
>"
_L
-------


^mw
2L
MARIO DE PCTNAMBr^,, SABfeADO 51 M5 MIL W 860.
tona entre os marcos" do 6 a B mil bracas, avtjj
lia Ja cm 6:512$.
A arrematacoser feila na forma da lei pro*
viudal n. 3(3 de 4 de maio de 1851, e sob as
clausulas especiaos abaixo copiadas.
As pessoas que se quizerempropor a estaarre-
malago toraparegam na sala das sessoes aasen-
ciona'da junta no dia.acima indicado, pelo roci
tiia, competentemente habilitadas.
E para constar se mandou aQixai o presente o
publicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Per-
nambuco, 18 de abril de 1860.O secretario, An-
toa i o Ferreira da Aiinunciacao.
Clausulas espectaes para a arremataco.
1.a Os reparos dos empedramcnlos da estrada
xla Victoria entre os marcos de 6a 8 mil bragas,
serlo feitos de conformidado com o orcamenlo
tiesta data approvado pela directora cm conse-
Iho, c submeltido approvaco do Kxm. Sr. pre-
sidnte da provincia, na importancia de ris
6.512$.
2.a O arrematante comprar as obras no prazo
de 15 dias. e as concluir no de 4 me/es. conta-
Oos segundo o arl. 31 do rcgulamenlo das obras
publicas.
3." O cmpedramcnlo na importancia da arre-
matacio ser felo cm tres prestardes iguaes,
sendo a prmeira quando tiver fcito "um lergo da
obra a secunda quando houver fcito dous ter-
cos, o a ultima na entrega da obra.
4." Em ludo o mais que nao esliver especifi-
cado no orcamenlo e as presentes clausulas os-
pociaes, se observar o que dispoc a lei a. 286.
Conforme.O secretario, Antonio l'erreira da
Annunciaco
O Dr. Inncencio Serfico de Assis Carvalho, juiz
municipal supplentc da prmeira vara nesla
cidade do Recife do Pernambuco, por S. M.
Imperial e Constitucional o Sr. D. Pedro II,
que Dos guarde, etc.
Paco saber aos que a prercote carta de editos
virem e dclla noticia liverem, que Manoel Duar-
te Rodrigues me dirigi a peticao do Iheor se-
guintc :
111 m. Sr. Dr. juiz municipal da prmeira vara.
Di/. Manoel Duarle Rodrigues, procurador de
Manoel Jos Francisco e Quileria Hara, que ten-
do Lino Jos de Castro Araujo se obrigado a pa-
gar-lho no dia 31 de dezembro de 1854 a quan-
tia de l;OU0}, de que o supplicado deredor os
ditos Manoel Jos eQuitea Mana, como meliior
se ve da nota prornissoria junta, aconteco que
al usH dala nao pagou o supplicado dita quan-
ii,i ; por islo requer o supplicante V. S. se dig-
ne inanda-lo citar, afim de reconhecer sua letra
e obrigaco, e ver assignar-se-lhe o prazo de 10
dias, di'iiire dos quaes devera ser condemnado a
pagar-lhe a dilaquantia e juros al efiectivo em-
buten, ou olVeiecer quilaco e embargos que o
rcleroni da condemnacao ; pena de revelia ecus-
las. E como se acha o supplicado cm lugar nao
sabido, requer o supplicante c. a supplicanle dig-
ne-se V. S. admilli-lo a provar c-ssa ausencia,
iliin de proceder-s a citacio editas, por lempo
legal, Cuido o qual seja elle liavido por citado
para lodos os termos da aecio at final senlunca
O sua execuciio.
.Vestes tormos. Pede a V. S. deferimento. Es-
pera receber merco.O advogado, Godoy Vas-
eoncellos.
Distribuida. Na forma requerida. Recife 3 de
fevoreiro de 1860.Serfico.A. Baptisla.Oli-
veira
Nada mais se conliuha cm dita peligo e meu
despacho, depois do que produzindo o supplican-
te su as teslemunhas, subindo os autos a minha
conrlgso mUes dei a senlenga do llieor se-
guinte :
Julgo por sentenca justificada a ausencia, em
lugar nao sahido de Lino Jos de Castro Araujo,
vista das Icstcmunhas de lis. a fls. : e por isso
mando que seja o mcsino citado por caria de
ndilos com o prazo de 30 dias, que correrao do
dia de sua publicago na impreiisa. Recife 21 de
margo de lSGi).Iunocencio Serfico de Assis
Carvalho.
360 Je 14 de maio da 1855 u das inslrucgc,es~a9"
11 de junho de 1859
Secretaria da inslrucco publica "j0 pernam*
buco 18 do abril de 1860.O secr.'j,arto fnicrin0
Salvador Benrxque de .mugaer?**.
O novo banco de
Pernambuco repete o avi-
so que ez para serem re-
colhidas desde ja as notas
de 1 o,ooo e 2o,ooo da
emisso dtbanco.
THEATRO
DE
O espectculo transferido cm beneficio dos ac-
tores, Frcdcrico. Lessa e Jcsuin.i, ter lugar se-
gunda fcira 23 do crrenle, com o inesmo drama
e comeJia annunciados.
MOJ
SABBADO 21 DE ABRIL DE 1860.
Recita extraordinaria.
Subir scena pela prmeira vez neste thcalro,
o drama em dous actos, produccao do Sr. Anto-
nio de Souza Mouliuho :
AMOR E HONRA.
PEI\S0NAGEXS. ACTORES.
Commendador.................. Rozendo.
Roberto Nunes................. Coimbra.
Alberto.......................... Vicente.
Um ciiado....................... Skiner.
Cecilia.......................... I). Isabel.
Urna criada....."................ D. Jcsuina.
poca acluulidade.
Fndo o drama, a Sra. Virginia, por obsequio,
dansar vestida do homcm o interessanle passo,
intitulado
0. SOfi IKGLEZ
Seguir-se-ha a representago do muito jocoso
vaudcville cm um acto :
Mtilll IMIVS, A LEITEIRA.
Terminar o espectculo com um bcllissmo
dansado pela Sra. Virginia, que lempor titulo :
ZIIGDABELLA.
Os artistas Coimbra o Vicente esto encarre-
gados de passar os bilbetes com ofim de asse-
gurar urna completa endiente para lo variado
espectculo.
ieira2l .to carite as n ilora$ em
ponto, n rnazem de'Machado & Dan-
ta, confr jnte a porta do consulado pro-
vincial.
riioosBJoq ysy 91 Jinpnoo op
-uapod os obu a ojiTod mz sbj
-oq o s? ^jBidiouu^ *o5djd
Opu.U 'S9J OJOSO SOJOpCldtUOD
so [J* apeono a b sopipuaA objos
anb sv.iqo9[> opcpingoi um o
oj9 s6:oupjj sbuibo 'sejiopso
'sj9[io] 'sajopBjede 'soprjsoA
BpJBnJ'SUdltOJBpJBTtS 'SOI^IOJ
8 S0)S(i SOSJOAip Op SBI|1(|OUI
sbotj op opue^suoD 'o^isodop
ou raoisixo onb sioaout so sop
-o) 'efjog ocise op ob5o9ajo]
-ui joJ jo pao a b BJBtiurjuoo
'^^ 'U UAOK'tftlJ BU B^S S3]SBJ1
op Bfo[ bos op ob|ix o raoo
JBqBOB OpUOpod OBQ '*3 3 *Q
sossbj sop oao^uy ioubi\[
SI3A0IN
Avisos martimos.
Porlo.
m mi i p
Grande e novo sortimento de fazendas de todas as qua-
lidades por baratissimos precos.
Do-se amostras com penhor-
aa
0I![ 101 Op 01!JI)lllliII03
oviepinbi7!
LEILA
Lindos corles de vestidos de seda prelos
de 2 saias
Ditos ditos de ditos de seda de cores
com babados
Ditos ditos de ditos de gaze phantazia
de cores
Romeiras de fil de seda preta bordadas
Visitas de grosdcnoples prelo bordadas
com froco ,
Grosdenaples de cores com quadriohos
covado
Dito liso preto e de cores, corado
Seda lavrada preta e branca, corado Ig e
Dita lisa prela e de cores, com 4 palmos
de largura, propria para forros
Corles de vestido de seda de gaze trans-
parentes
Ditos de ditos de cambraia e seda, corte
Canibraiasorlandys de cores, lidos pa-
dres, vara
Manguitos de cambraia lisos e bordados
Tiras e entremeios bordados
Mantas de blonde brancas e pretas
Ditas de fil de linho pretas
Chales de seda de todas as cores
Lencos do cambraia de linho bordados
Ditos de dita de algodo bordados
Panno preto e de cores de todas as qua-
lidades, covado
Casemiras dem dem idem
Gollinhas de cambraia a
Chales de touquim brancos
Ditos de merino bordados, lisos o es-
tampados de todas as qualidades
Enfeites de vidrilho franeexes prelos e
de cores
Aberturas para camisa de linho e algo-
do, brancas e de cores
Saias balao de varias qualidades
Tafet rxo, covado
Chitas francezas claras e escuras, co-
vado
Cassas francezas de cores, van
Collarinhos de esguiao d linho mo-
dernos
Um completo sortimento de roupa feila
s
I

9
' 9
1200
I
3000
1#500
10*000
16 000
19000
9
9
9
9
9
S
$900
9
9
640
9
9
39500
%
6S000
g500
9280
9500
$800
sendo casacas, sobrecasacas, palelots,
colleles, caigas de muilas qualidades
de fazjendas 9
Chapeos fraccezes finos, forma moderna 89500
Um sortimento completo de grvalas de-
seda de todas as qualidades 9
Camisas francezas, peitos de linho e de 3
algodo brancas e de cores 9
Ditas de fuslo brancas e de cores J
Ceroulas de linho e de algodo 9
Capellas brancas para noivas muito finas $
Um completo sorlimepto de fazendas
Eara vestido, sedas, la e seda, cam-
raa e seda lapadas e Iransparentes,
covado 5
Meias cruas brancas e de cores para
meninos 9
Ditaslle seda para menina, par I96OO
Luvas de fio de Escocia, pardas, para
menino 9320
Velludiiho de cores, covado 19200
Velbutina de cores, covado 9700
Pulsciras de velludo pretas e de co-
res, o par 2SOf>0
Ditas de seda idem idem I9OOO
Um sortimento completo de lu--as de
seda bordadas, Iisa9, para cenhoras,
homens e meninos, de todas as qua-
lidades 9
Corles de collele de gorguro de seda
de cores 9
Ditos de velludo muito finos 9
Lencos de seda rxos para senhora 2-J500
Mrquezitas ou sombrinhas de seda com
molas para senhora 9
Sapalinhosde merino bordados proprios
para baptisados, o par 25^00
Casinetas de cores de duas larguras mui-
. to superiores, covado IgOOO
Sctm preto, encarnado e azul, proprio
para forros, com 4 palmos de largura,
fazenda nova covado 1&600
Setim liso de todas as cores, covado 9
Lencos de gorguro de seda prelos 9
Relogios e obras de ouro 9
Cortes do casemira de cores a 59000
40/3000 de ahiguel.
D-se menselmente" por um priraeire andar
que tenha bastantes commodos para familia : na
rus eslreila do Rosario n. 34, primeiro andar.
= Aluga-se a tala do primeiro andar da rasa
n. 1 D da ra do Imperador, confronto a ordem
terceira de S. Francisco : a tratar na mesma.
Precisa-se de urna mulher de meia idade-,
forra oft captiva, para ama de urna casa de pou-
ca familia : na ra de Apollo n. 2.
= Precisa-sc de urna criada portugueza que
seja de boa vida e coslumes, sabendo engommar
e costurar, s para urna pessoa tambera portu-
gueza : quem estiver oeslas circuinstancias, de-
clare sua morada para ser procurada.
= OfTerece-se urna ama para servico de pou-
ca familia, que compra: na ra de Borlas n. 57.
NaniadoOeiuadon.So,
loja esperanca,
vende-se urna flauta de bano,guarnecida de ma-
ellechart.com 10 chsves-.systema Bohemio, muito
bem acabada, por 509, assim como um violan de
Jacaranda, de chaves, marchetado de madrepe-
rola.obra prima, por 509, rosarios de madrepe-
rola proprios para presente 110 mez prximo mez
de devoco) a 5, 6, 8 c 10$ cada um, e esto-se
acabando, graxa frauceza para sapatos a 640 rs. a
pote, (especial dcsla loja), tinta azul e prels, in-
gleza, inlciramente liquida, a 500 rs. o pole, pru-
nas de ajo o melhor possivel, tendoa proprieda-
de de, quanlo mais velha em se escrevendo, me-
lhor fica, e muilos objectos necessarios.
= Joquim Antonio Dias de Castro, lendo da
retirar-se para a Europa tratar de sua saude, dei-
xa por bastantes procuradores nesta praca, cm
primeiro lugar an Sr. Manoel Joaquim Dias do
Castro, em segundo ao Sr. Manoel do Oliveira
Maia Jnior, eem lerceiro ao Sr. Joo Jos de
Carvalho Moraes Filho, e encarregado de lodos
os seus negocios respcilo ao seu cstabelecmenlo-
a seu socio Jos Gomes de Araorim.
Pedido.
DE
A linda e mui veleira barca portu-
.\ada mais se continha em dita minlia sentenca 0 ^i 4 xt
o cumplimento da qual o esnrvc Manoel Joa- RU^za bympathia, capitao Antonio iNo-
(fiieira dos Santos vai sabir impreteri
velmente a 21 ou 25 do corren te por ja
ter toda a carga a bordo ; ainda porem
em
quin Baplist* fez passar a presente caria de edi-
tos com o prazo de 30 dias, pelo tlieor da qual
chamo, cito c lie i por citado ao supplicado Lino
Jos de Castro Araujo pelo contedo na pelico
supra transcripta; pelo que toda e qualqcr! admitte alruins passageiros para osqua'es
1 essoa, prenles, amigos o conhecidos do supnli- _i'
ca lo l.i.10 Jos de Castro Araujo o podero fazer tem --xcellentes commodos e garante
srienle do que cima fica exposto. E o portero bom tratamento : os pretendentes quei-
do juizo publicar o allxara a presente no lugar1, ram tratar com OS consignatauios Bal-
ito coslume mais publico, a qual sera tambem pu-l t m- 1 j r 11
blicada pela imprensa. ; tar 01 Oliveira, ra da Laduia Velha es-
Dado c passado nesla cidade do'.Recife de Per-
nambuco, aos 26 de marco de 1860.
Innocencia Serfico de Assis Carvalho.
Declarares.
Coiisclho do compras navaes,
Tendo de fazer-se a acquisi^o de diversos ob-I
jeelos de material, abaixo declarados, para pro-
vintenia do almoxarfado do arsenal de marinha, i
mandou o consclho fazer publico, que tratar
lsso cm Sessao de 21 do corrento mez, vista
de proposlasem cartas fechadas entregues nesse
mesmo dia at s 11 horas da'manha, acompa-
nhadas das amostras que caibam no possivel, |
cerlos os concurrentes de sugeitarem se A multa
de 50 por cenlo do valor de cada objeclo nao en-
d 1 qnalidade
llegue da qnalidade e na quanlidade'colraia-
das, e de carregarem, alcm disto, com o excesso a cart5* prompta, recebe s algumas
criptorio n. 12.
Para o Rio de Janeiro.
O Brigue nocional Eugenia pretende seguir
I nestes oiio dias ; para o resto d carga que Ihe
falla, trala-se com os seus consignatarios Azeve-
do & Mendes, no seu escriptorio na ra da Cruz
numero 1.
Amnnha (22) sahe para o Maranha com
escala pelo Cear, o vapor de guerra nacional
Thelis.
Para o Aracaty segu O hiato Camaragibe :
pora carga e passageiros, Irata-se na ra do Vi-
gario 5.
Para o Rio de Janeiro
segu nesles dias a escuna Carlota por ter toda
miudezas e
Urna escrava.
Terca-lcira 24 -lo coirentc.
O agente Borja far leilo em seu armazem na
ra do imperad Jr n. 15, por mandado do Illm.
Sr. Dr. juiz de orphos, de urca esenva sus-
cripta no inventario da Tallecida D. Anua M.iria
da Alleluin, cuja escrava estar a exame dos
compradoics s 10 horas do indicado dia.
Avisos diversos.
EAU MINERALE
Deposito
NATURALLE DE VICHY.
botica franceza ra da Cruz n.22.
M.
lia MMM
RA DO TRAPICHE NOVO N. 2.
FIERRE PUECflE vient de recevoir
les
i
do preco, se o houver, quando pela falta se re-
i-orra ao mercado, bem como de serera pagos do
'n vcudercm pela fonna ha muito em pralca.
Objeclos.
Brochas sorlidas 100.
Baeilha 280 covados.
Dnela de panno 80, para aprendizes mari-
nheiros.
Brim da Russia 50 pegas.
Cadeados sorlidos 40.
Flmulas de navio 30.
tJilas de escaler 60.
Gracha do Rio Grande 20 arrobas.
Gomma gracha 50 frasquinhos.
Gomma elstica 50 paes.
Linlia crua 10 libras.
I.apis 12 du/.ias.
Lacre 50 paos.
Plvora grossa 31 arrobas c 31 libras.
'fijlos ingleses 200.
Sala do ronselho de compras navaes, em 17 de
abril de 1860.O secretario,
Alexandre Rodriyues dos Anjos.
Tribunal do coimnercio.
Pela secretaria do tribunal do commercio da
provincia do Pernambuco se faz publico, que
nesla dala foi registrado o contrato de sociedade
em nomc collectivo, que em 2 do corren'.e, para
durar tres anuos, fueram Joaquim Ferreira de
Araujo Guimaraes e Manoel Francisco de Azevc-
do. ualuraes de Portugal, c domiciliados nesla
ciJade do Recife, sendo o Qm social o commercio
de ferrgens ou oulro que se oferecer, na loja da
na do Oucimado n. 51, cora o capital de 8:000$
fornccido8 por ambos os socios, que seio os ad-
ministradores em commum do estabelecimento
social sob a firma de Guimaraes & Azevedo.
Secretaria do tribunal do commercio de Per-
naubuco 20 de abril de 1860. D. do Reg
Jlaugel, otlicial-maior interino.
Estacao naval.
De ordem do Illm. Sr. chefe de divisao Fran-
cisco Manoel Barroso, commandante da estagao
naval desta provincia, previno ao grumete do
corpo da armada Jos Gomes das Ncves, desertor
la gnareico do brigue de guerra nacional Capi-
banbe, que, para ser tomado cm consideracao o
en requerimento dirigido a Sua Mageslade o
lsiper.idor, pediudo perdo e baixa, deve se
apresenlar primeiro ao mesmo senhor chefe, se-
gundo o despacho coramunicado pelo quartcl-gc-
nerel de marinha, o que manda o mesmo senhor
cotmnandanle da estagao fazer publico em con-
iequencia da delerminaco que para isso leve.
orio do brigue-barca Itamarac em Pernam-
buco, de abril de 1860 o primeiro lente da
armada, Euzebio Jos Antunes, secretario e aju-
lanlc de .ordens.
Pela recebedoria de rendas internas geraei
escravos, para os quaes lera excellcntes commo-
dos : a tratar no escriptorio de Domingos Aires
Matheus.
PARA O ABACIY
sohir na seguinte semana o hiate nacional
Exhalagao : para o resto da carga e passagei-
ros, trata-sc cora Gurgcl Irmos na ra da CaJeia
do Recife n. 28.
Nestes dias ftixa-se infallivelraento o estabe-
lecimento de retratos da ra Nova n 18: asi
pessoas que desejarem car cora um fiel e per-
feito rclralo approveilem a occasiJo O pholo-
grapho, F. Villala.
fCollegio do Bom Conselho|
ruado Hospicion. 19. f
@ Precisa-se de copeiros neste eslabele- $$
@ eimentii, prefere-se captivos.
@g3:@-^9 .@ @@
Aluga-se um^mulatinlio para o
servico ce casa ou para priado : na ra
do Imperador confronte a ordem ter-
ceira de S. Francisco n. 1 B.
De ordem do conselho
director do Instituto Agricola,
convido os Srs. socios do mes-
mo Instituto a realisart m a en-
trada de suas assignaturas.
Recife 19 de abril de 1860.
V. de Camaragibe.
CONSERVES ALIMENTAIRE
dnommes ci -dessous, qu'il vendr A des prix moderes.
CpresCiiocolatGepes -- Choucroule Ancho'isJuliennes Harlcots
verdsBeurre raisBoeufet Mouton bouilliFromage de Roqutifort__Fro-
magede GesMoutarde-Champignons Pointes d'Asperges Saiwsisses truf-
fe'eset non trufleesSaussissons en conserves--Grand Assortiment de Liqueurs
fines : Cliartreuse Blanclie, Jaune, Verteset autres. Vins fins : Chateau LafTie
Margaux etc., etc.
conve-
Neste proveitoso estabelecimento, que pelos no vos melhoramentos feitos acha-se
mentemente montado,far-se-ho tambem do 1 denovembro em vante, contratos mensaespara
maior commodidade e economa do publico de quem os proprietarios esperam a remuneraco de
lanos sacrificios. *
Assignatura de banhos fros para urna pessoa por mez.....
momos, de choque ou chuviscos por mez
,___________Senes de carloes e banhos avulsos aos oreos annunciados.
ogooo
159003
SOCIEDAEE
IMAO BEMJFICEME
!
Corao nao houvesse resposta alguma do sn-
nuncio do dia 17 do corrente, torno a pergunlar
a lllma. directora do Gabinete PorUiguez, qual
o motivo de nao estar no lugar de ajudanie do
biblolhecario o accionista que ofliciou para Ihe
ser concedido o mesmo lugar, como marca os
estatutos? A preferencia c concedida aos accio-
nistas e nao porempeohos de alguem da direc-
tora. Espera ainda resposta.
Algunsdos socios.
= Douphanl Georgc, Douphant Geonn e Ma-
lok Pierre, subditos francezes, vo a Parahba.
O abaixo assgnado, tendo mandado um mo-
leque hontem, 19 do corrente, pelas 6 s horas
da tarde, levar uns remedios Capunga, acon-
tece que nao os entregasse, nem voltou para
casa, o qual lem os signaes seguintcs ; de nomo
Nicolao, idade de 11 a 12 annos, cor fula, secco
do corpo, lera urna cicatriz no punho da una das
roiios, coulra no hombro proveniente de quei-
maduras, levou calca e camisa de algodo azul :
roga-se a todas as autoridades ou a qualqucr
pessoa que o apprehender, uu delle der noticia,
o levem ao paleo do Carmo n. 1, que sero ge-
nerosamente recompensados.
Joaquim Manoel Ferreira de Souza.
Altenco.
1:000$ de gratificado.
Fugio da villa do lng, no anno de 1857, um
escravo de nome Jos, mais conhecido por Zewav-
so. E pardo, lem os cabellos cortados rente, a
barba comprida, negra c espossa, ceg de um
olho, de altura regular, representa ter 30 a GO
annos de idade, baslautc magro c esrairrado, e
finalmente lem as raaos descarnadas c cadavri-
cas. Consta achar-se homisiado no termo do Se-
rinliaem.ondesuppe-so amancebado com urna
mulher casada, moradora na povoagao de Santo
Amaro. Dizem que anda semprc em companhia
de um cabra, baixo, secco, de cor alvacenta, e
orelhas grandes e lezas : quera o apprehender,
queira leva-lo debaxo de cordas aquella villa,
ou ao Recife, na ra alraz da matriz da Boa-Vis-
ta, onde receber a gralificaco offerccidi.
Vcndera-se na loja de ferrgens de Thomaz
remandes di Cimba, ua ra da Cadeia n. 44, as
bandejas mais superiores que lem vindo ao mer-
cado, cm temos de tres bandejas, por preco cora-
modo, muito propras para casa de familia ; as-
sim como colheres de metal para cha e sopa,
lacas de cabo de niarQm e osso, cora balanro o
sem elle, ferramenlas para todas "as arles e ro-
gos de todas as qualidades para obras e reparos,
e americanos para-armazem de assucar, em bor-
nease a relalho.
ao p do arco de Santo
Antonio,
Vendem-se chitas francezas de duas larguras,
DOS
REAL COMFAMIIA
Anglo-Luso-Brasileira.
O vapor Brasil, espera-se da Europa do dia
19 em danle, o seguir para os portos do sul
depois da demora do costume, para passagero
trala-se com os agentes Tasso Irmos.
Haraiihao' e
Para.
O velero e bem conhecido brigue escuna Gra-
ciosa, capilo e pratico Jos de Souza, segu com
muita brevidade aos portos indicados, por ler j
prompla a maior parto do seu carregaraenlo,
para o resto, trata-se com os consignatarios Al-
meda Gomes, Alves & C ra da Cruz n. 27.
[Gollegio do Bom Conse-]
.Iho ra do Hospicio!
n.19.
As au!a3 preparatorias deste esla-
belcimenlo esto abenas, excep-
co das le geometra o rhelorica cu-
jo i urso ser iustallado segunda fei-
ra prxima 23 do corrente.
^mm-m-mmm
Gosmorama.
Vai sahir cora, toda a brevidade, por ter parte
de seu carregamcnlo, a barca portugueza Flor
da Maia : para carga e passageiros trata-se no
escrptoro de Manoel Joaquim Ramos e Silva,
rua da Cadeia do Recife n. 88.
a nossa
art. 81
mencio-
concur-
decentc-
Leiles.
Consulado de Franca.
A requerimento do capillo Baussier Jos u-
6e faz publico, que o prazo da cobrnnga no do- 8>slo da barca franceza All'red & Claire, por
reicilio dos eonlribuintes do imposto de 20 OO e ordem ?,em presenga do Sr. cnsul de Franca, o
do especial de 809, relativo ao 1. semeslre do agente Hypolilo da Silva far leilo de tl2 ascos
exerceio corrate, linda no ultimo desle mez, I ?as108 procedentes do mesmo navio, sabbade 21
aepoisdo que seguir-se-ha a cobranga executi- Jo corrente, aa 11 horas em ponto.no armazem
ica
20"
va. Recebedoria de Pernambuco 26 de marco
6 18fi0.=O administrador,
Janoel Carneiro de Souza Lacerda.
Direcloria geralda instrueco
publica.
Fago saber a quem convier, que lendo o Exm.
Sr. presidente da provincia, por ofBcio de 14 do
crrenlo, ordenado que se ponha a coueurso a
cadeira da lingua franceza do Gyranasio Provin-
cial, o Illm. Sr. director ge*ral interino manda fa-
zer publico, marcando o prazo de 30 dias, con-
tar da data desle, para a inscnpgao e processo de
aifandegsdo,ocaea de Apollo, do Exm. Sr. Ba-
ro do Liriamealo.
LEILO
DE
Millio efarinha de tapioca,
O agente, Hyppolito da Suva fara'
leilo de 300 saceos com millio e 10
iwtiiliaco dos opposjlores ca forra da Jei n, barnca com tannna de tapioca : terc^-
-.
Por ausenta r-se seu dono para a Europa, vende
pela mel.ide do seu valor um magnifico cosmo-
raraa, coitendo 18 vidros e porco de vistas da
Europa t America : para tratar,'na ruado Cabu-
g n. 3 A.
Vende-se urna cama franceza, deamarello,
urna con moda de dito, um relogio de sala com
caixa de amarello : na rua da Senzalla Nova nu-
mero 26
ESCRyVOS A VENDA.
Venden-se 12 escravos. na ruado Imperador
n. 21, lerceiro andar, sendo 3 negras engomraa-
deiras. 1 mulita muito bonita, 4 negros mogos
para tod) servico, 1 moleque de 13 annos, 1 rau-
ialinho e 1 negiinhi de 14 annos : vendem-se baratos
para acabar.
= Veide-seum terreno com 551[2 palmos do
frente o bastantes fundos, o qual Qca onlre as ca-
sas ns So e98 da rua Imperial : a tratar na mes-
ma rua com r viuva Compeli
Jo: Francisco de Azevedo e sua senhora
retirara se para a Europa.
Porexecugo de Francisco Percira da Silva
Sanios lem de ser arrematado em hasla publica
um mucarabo de palha silo na travessa da cadeia
nova.
= O juiz protector da imagem de S. Gongalo
Garca Hartyr, erocto na igreja de N. S. do Li-
vramento, faz saber ao respeilavcl publico, que
tem designado o dia 22 do correle para seu fes-
tejo.
Of erece-se urna possoa d bons coslumes
para ama em casa de familia, e de portas para
dentro: j tratar na rua larga do Rosario n. 9
O sacio bilhele n. 1201 da 32 lotera do Ro
de Jane ro, a beneficio da erapreza lyrica, per-
tence ai Sr. ,'Hanoel Antonio Soares, morador em
Rio Por moso.
rx:cisa-sefi urna ama para caa de pouca
famiK*. para cozinfcar, e oulra para .engommar e
lavar paca duas pessoas, paga-se.bem : na Boa-
Vista, ruada Ppnte VeUia n. 14, casa que lem a
.frente p ut*di dj venaeUto.
ARTISTAS SELLEIROS
Em Pernambuco.
A commissao encarregada do festejo
do terceiro anniversario desta sociedade
faz sci nte aos Sis socios e ao publico
que o mencionado acto tera' lugar no
palacete da rua da Praia, no domingo
22 do corrente, devendo principiar a
sessao magna as 11 horas da manha.
Outro sim, tendo a mesma sociedade
deliberado a presentar a' vista dos con
currentes diversas obras fabricadas pe-
los mesmos associados ellas esta rao pa-
tentes de manliaa a hora da sessaoe de
tarde das 6 horas em diante, tendo tam-
bem lugar a' noite a ladainha
padrocira como determina o
dos nossos estatutos, sendo os
nados actos francos a todos os
rentes que se apresentarem
mente vestidas.
Precsase de urna ama forra ou captiva
para todo o servigo de urna casa : a tratar na
rua do Torres n. 16, primeiro andar.
Traspassa-seaposse de cem acedes
da caixa filial do banco do Brasil: na
rua da Cadeia n. 41.
raso.
de S. Sebastiao.
No da 22 do corrente mez de abril ter lugar,
na matriz da villa do Cabo, a festa do Glorioso
martyr S. Sebastiao ; na tarde desse mesmo dia
saldr em procisso a imagem do mesmo santo,
e percorrer a villa. Promclto o encarregado do
festejo esmerar-seo quanlo Ihe for possivel aura
de fue lerihom cites actos o esplendor devido.
A ooile haver fogo artificial, e na vespera desse
da haver tambem cavalhadas para mais dis-
traegao dos concurrentes, etc.
Precisa-se de um pequeo porluguez para
caixeiro de taberna, e que tenha pralca da mes-
ma ; na rua das Cruzes n. 20, se dir quem quer
Aluga-se um sobrado de um andar e solo
na rua das Larangtiras n. 26, c vende-e urna
mobilia que existe na mesma casa : a tratar na
rua do Queimado n 29.
O D. Abbade do mosteiro de S. Benlo da
cidade de Qliuda fa: sciente ao publico, que ten-
do *e retirar-so com o Rvm. Fr. Joaquim do
Desierro para a Balia, deixa em seu lugar, como
presinente do mesrrrj mosteiro o M. R. P. P. Fr.
Antonio da Rainha ios Anjos, o approvettaa oc-
casiio para despedi'-se dos seus amigos por nao
Ihe ter sido possiv>l faze-lo pessoalmenle por
falla de lempo.
= Aluga-se o leceiro |andar da rua Nora, na
esquina da camboado Carmo : a tratar na loja.
Precisa-so aluzar urna ama forra que saiba
engommar o fazer dgurn imbalho de casa de fa-
milia ; quem eslve' neiUs.circurasUncia., diri-
ja-se ^rua daCadia'do Recite n. 22, segundo
andar.
FORNEIRO.
Precisa-se de um forneiro que seja perito cm
i sua arle : na padaria do Saraiva, rua do Mondcgo Pel haralo praco de 200 rs. o covado.
I numero 95.
I = O tinturei'o da rua da Roda raudou sua re-
i sidencia para a travessa das Cruzes n. 2, segun-
[do andar, junto a lypographia.
Precisa-se de uraa escrava para o servico
1 uilernb de urna casa de pequea familia, que sai-
I ba cozinhar, eusaboar e engommar: quem a li-
vor para alugar, dirija-se a Fra de Portas, rna
dos Guararapes, casa do professor publico, ou
annuncie. para se procurar.
O abaixo assgnado faz sciente a todas as
pessoas cora quem lem relages commerciaes,
que d'ora em diante nao paga e nem se respon-
sabilisa por divida alguma conlrahida em seu
nome sem que soja por ordem por escripia.
Joaquim Aureliano de Carvalho.
PERDA.
Honlcm, 19 do corrente, pelas 9 horas da ma-
manlia, cahio do un carro que passava pela
ponte da Boa-Vista, um pequeo embrulho com
urna toalha do labyriuiho cm roda e seu comp-
leme bico ; foi visto apanhar-se por um preto, o
qual sendo conhecido por alguem, est sendo
procurado para obrigar-se a restilui-la ; se po-
rm o quizer fazer voluntariamente, pode cnlie-
ga-la na rua da Cadeia do Recife, escriptorio n.
12, que ser recompensado.
Modas francezas.
Madarae Milloclieau participa as senhoras suas
freguezas, que no sortimento de modas recebido
pelo ultimo navio francez acha-se um lindo
sortimento de chapeos, pelerinas, gollas e man-
gas. Avisa tambem s senhoras suas freguezas,
que embora ssia de sua casa urna ou outra cos-
tureira, conlinua-se sempre a fazer vestidos e
mais modas do verdadeiro goslo de Pars, por
prego commodo, e exactido.
O abaixo assignado, por ter de seguir para a
Europa, deixa por seus procuradores os seguin-
te s senhores : em 1." lugar ao Sr. Joaquim Mar-
lins Moreira, era 2, ao Sr Jos Domingues Maia,
e cm 3.- ao Sr. Antonio Joaquim Vaz de Miranda.
. Antonio Jos Pereira de Miranda.
As pessoas que liverem contas contra o Sr.
\V. W. Stapp, cnsul dos Estados Unidos, lerao a
bondado de apresentarem no mesmo consulado
at o dia 28 do corrente.
Precisa se de duas amas, una para cozinha,
e outra paraengommado, dando-se preferencia a
escrava ; a lialar na rua do Imperador n. 5.
Precisa-se contratar dous portuguezes para
o servigo de caixeiro e feilor do engenho Minas
Novas, na freguezia de Serinhem, que sejara
fortes e dispostos para o servico : na rua da Pe-
nha n. 6, primeiro andar.
Attenco.
Precisa-se de urna pessoa que tenha bonita le-
tra e escreva com acert para caixeiro do um es-
criptorio de commercio, preferndo-se a quem j
tiver alguma pralca ; quem quitar, dirija-se a
esta lypographia que se dir quem precisa.
= Aluga-se urna preta escrava para ama de
leite, que o tem com abundancia, e est muito
acoslumada a este servigo, e rumio carinhosa
para crianga, e- se aflanga a boa conducta : na
rua do Crespo n. 16, leja da esquina.
Alugam-se 2 moloques de 14 e 15 annos :
na praga da Boa-Vista, casa n. 5, primeiro andar
?g: Precisa-se alugar urna escrava que cozinhe
e fa5a.o mais servigo de casa do familia ; na rua
eslreila to Rosario n. 34, primeiro andar
Offesace-so um porluguez casado qara fei-
lor de um-sitio, o qual d fiador a sua conduc-
es; quem p.rflfcM aanuocie para ser procurado.
Sociedade Bancaria,
Am<>i iin, Fragoso, Santos k Companhia.
Rua da Cadeia do Recife.
O publico e os socios desta empreza podem
obler pela pdica de contas correntes vanlagens
inconieslaveis. Cessaria o prejuizo que soffreiu
as pessoas que improductivamente conservam
em suas gavetas quantias, que, dadas pela forma
abaixo desciipta, estarn era certo periodo con-
sideravelmente augrnenladas ; portanlo, era
nosso iuteresse e no do publico que fazemosas*
consideragoes seguinles :
Todo o individuo que possuir a quanlia de
lOj, e dahi para cima, pode abrir conla corrento
com esta so:icdadc, depositando em seu cofro
essa quanlia, que tirar vencendo juros desde o
momento em que for entregue at aquelle em
que for retirada ; estes juros serao accumulados
ao capital no fim de cada semestre civil, para
ficarem por seu turno vencendo juros, que serc-
igualmente accumulados.
A sociedade pagar sempre uraa laxa de juros
de dous por cculo, menos que a laxa, por que a
ca-xa filial descantar M letras da praga.
As quantias assim depositadas em conla cor-
rente podero ser retiradas parcial ou totalmen-
te a todo momento do modo seguinte : al a
somma de 5:00OJ, vista de 5 at 20 contos cora
aviso antecipado de tres dias, c de 20 contos pa-
ra maia com aviso de seis dias.
As pessoas residentes nesla praca a sociedado
fornecer gratuitamente uraa cadernela para
uella so fazer a escripturago da conla, como
lanibem para servir do documento s quantias
que por ella forera recebidas ; s residentes fra
remetiera annualmcnle urna copia da conla cor-
rente para ser conhecido o estado della.
Desle modo, sem oespeza alguma, poupando
lempo e Iraballm, poder qualquer pessoa guar-
dar as suas economas e augmenta-las com os
juros que for vencendo.
Nao aconteco o mesmo sendo o dnhero dado
a juros a prazo fixo por letras ao portador, pois
nao sendo reformadas no vencimenlo deixaju do
vencer juros.
Pedindo a ailengao do publico para esta classa
de nperages demonstramos quanto lhc sao pro-
ficuas, basta ter em cdnsidcrago que, conser-
vando um capital depositado em conta corrcnlo
no espago de 10 onnos pelo juro de 7 por cento,.
e este capital estar duplicado naquelle periodo.
Professor deotisla,
Rua da Cvuz numero 44
D. Juan Nogus faz sciente aos seus freguezes
e ao rcspeilavel publico em geral, os quaes j
tem pleno conheciraento da perfeico e delicade-
za da seu trabalho, que contina o exercicio de
sua proissao : lira denles com a maior rapidez-
possivel a 2* ca 3$, sendo cm casa e fra della*
a 5j>, limpa-os a 5#, chumba cora massa diaman-
tina a 5$. e com prala a 39, colloca-os sobre cha-
pa de ouro a 16#,sendo para lora da cidade qual-
quer operaco ser o prego que se convencional-.
Na cidade do Rio l'rmoso vende-se s pro-
priedado denominadaQuinaJ casa de ne-
gocio ha muito, o devo ofTerecer muita vanta-
gera por car no pateo da fcira : os pretendentes-
podem dirigirse ao proprietario do engenho Es-
trella, ou aqu no Recife, na rua do Rosario da
Boa-Viata. casa n. 32.
Olferece-se um rapaz portuguez de 16 an-
nos para caixeiro de loja de miudezas ou ferr-
gens, armazem ou taberna, o qual d Oidor a sua
conducta : no pateo do Paraizo, segundo andar
numero 18.


-y* *
"""" '!
associaco
DE
Soccorros Motaos e Lenta Einancipaco
dos Captivos.
0 1.' secretario interino, em virtude da reso-
lucSojla assembla geral de 15 do corren le, con-
vida a lodos os senhores socios pira reuniao ge-
ral no da 22 do niesmo, as 3 horas da larde era
ponto, no palacete da ra da Traa, adra dse
proceder a elcicao dos membros do novo consc-
lho, de conformidade cora o que foi legislado na
ruesma assembla geral, c que habilitou a todos
a votarem e serem votados.
Secretaria da Associaco de Soccorros Mutuos
e Lenta Emancipago dos Captivos 18 de abril de
1860.Jos Leocadio da Silva,
1.a secretario interino.
Fabrica do gaz.
Nesla fabrica se precisa alugar 20 escravos que
sejara humens robustos, capazes de qualquer ser-
vido, e que sejam sobre tudo de boro comparta-
ynenlo : quem os tirer para alugar, dirija-se a
I niesma fabrica, aonde adiar com quem tratar.
Aluga-se o segundo andar do sobrado da
- roa Imperial n. 169. com 2 sals, 5 quarlos, so-
tao corrido cora mirante para o lado do mar,
pintura em bom estado, por 30j> meusaes : a tra-
tar no primeiro andar do mesmo.
O bacharel Jorge Dornellas Ri-
beiro Pessoa tem1 o leu escriptorio de
advocada na camboa do Carmo n. 10,
primeiro andar, onde pode ser procu-
rado das 9 horas da manhaa as 2 da
tarde.
Aluga-se urna casa de dous anda-
res na ra da Aurora n. 26 : a tratar
na mesma casa com o proprietario.
Almanak da provincia.
Sahio a luz a folkinha com
o almanak da provincia para
o correneanno de
DIA10 DE PERNAMBDCO. SABBADO 21 M ABRIL E 18*0.

Ra Nova, em Bruxellas (Blgica),
A DIRECO DE E- KEBYAND-
o qual se vende a 800 rs. na
prat;a da Independencia livra-
Caixeiro.
Precisa-se de um caixeiro' para urna loja fra
da cidade, o qual csteja inleiramenle habilitado
para tomar onla do' costeio de lodo o negocio
garanle-se bom ordenado : quem a isto esliver
resolvido, dirija-se a ra da Cadeia o. 55, loja,
OjUO achara com quem tratar.
. O Dr. Joaquitn de Aquino Fonseca conti-
na uo ejercicio de sua protisso, interrompido
em consequencio de sua molestia ; mas, estando
aiuda no campo por consolos de seus collegas,
s poder prestar-ge a consultas e visitas medi-
cas das 9 horas da manhaa s3 ds tarde.
Roga-se aos Srs. devedores a firma social
de Leite & Correia em liquidacao, o obsequio
de mandar saldar seus dbitos na loja da ruado
Queimado n. 10.
Pedido.
'5)
3 3
lln
o o, o
e r,
S. o = _
Este hotel collocado no centro de urna das capitaes imporUntes da Europa, torna-sede grande
valor paraos brasileiros e portuguezes, por seus bons commodoi e conortavel. Sua posicao
urna das melhores da ciJade, por se achar nao s prximo s es*c,5e3 de caroinhos de ferro da'
Allemanhae Franca, como por ter a dous minutos de si, todos os iheatrose divertimentos* e
alm disso, os mdicos presos convidara..
No hotel hasempre pessoas especiaos, fallando o francez, allemao, flamengo, inglez e por-
uguez, paraacompanhar as touristas, qur em suas excurses na cidade, qur no reino, qur
emfim para toda a Europa, por procos que nunca excedem de f a 10 francos(32/)0 49000)! c
por dia.
Durante o espaco do oito a dez mezes, ahi residirn) os lixms. Srs. conselheiro Silva Fer-
rao, e seu filhoo r. Pedro Augusto da Silva Ferrao, ( de Portugal ) e os Drs. Felippe Lopes
Netto, Manoel deFigueira Faria, edesembargador Pontes V5gueiro.( do Brasil, ) e rauitas ou-
tras pessoas tanto de um, como de oulro paiz.
Os presos de todo oservico, por dia, regulam de 10 a 12 francos (4B000 4500.)
No hoiel encontrara-se informagis exaclas acerca de ludo pie pode precisar um estrangeiro
1*1
C -I <*>
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S
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** 23
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es, a
57 tu
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Sipop du
dtFORGET
JARABE DO FORGET.
Este xa-ope esl approvado pelos mcs eminentes mdicos de Pars,
:omo senilo o melhor para curar conslipacoe?, lesse convulsa e outras,
afleccoes dos brunchios, auqiies de peilo, irriuc pela manba, e outra noile sao sufGcientes. O tlfeito desle excelente xaropc satisfaz ao mesmo
lempo o doente e o medico.
O dspotito na ra larga do Rosario, botica de Bartholomeo Francisco de Souza, n. 36.
Precisa-se de urna ama que saiba cozinha
e lazer lodo o servico de casa : na ra do Cal-
deirciro, taberna n. 60.
O Sr. Manoel Marques da Costa Soares lenha
a bondade de comparecer na ra da Lingoela n.
n. o e o contendo alm do l2, Para lra.tar d0 npeocio que nao ignora.
= Precisa-se de urna ama forra ou captiva pa-
ra todo o servico de casa de pouca familia '. a
tratar na ra do Torres n. 16, primeiro andar.
kalendario ecclesiastico e
civil:
Noticia dos principaes esta-
dos da Europa e America com
o norae, idade etc. de seus im-
peradores, reis e presidentes.
ASSOCIACO POPULAR
DE
Soccorros Mutuos.
Por ordera do Sr. director interino aviso
aos senhores socios que eslao alrasidos em suas
I mensalidades, que vcnliam sastaze-las at o dia
itesumo dos impostos ge- 22docorrcnte>pisdesladalaemlian,escPor
r 'em execugaoo arl. 75 1. e 2.- e os arligos 79
raes, provinciaes, municipaes e80 docaPi,ul<> h do nosso estatuto.
Secretaria da Associaco Popular de Soccorros
Mutuos 16 de abril de 1860. No impedimento
dos secretarios, Francisco Tedro de Adcincula,
1. vice-secretario.
Consultorio medico, ra da
Gloria n. 3.
O Dr. Lobo Hoscoso continua
seus trabaihos mdicos.
nos
Aluga-se ama cxcellenlc "loja, sita na ra
das Cinco Pon as, propria tanto para estabcleci-
mento como jara morada ; a tratar na ra da
Cadeia do Recite n. 33, loja.
FOLHI.UIAS PAR 1860.
Esto venia na tvraria da prac,a da Inde-
pendencia ns. 6 e 8 as folhinhas para 1860, im-
pressas nesla typographia, dasseguintesquali-
dades :
FoLIIINHA RELIGIOSA, contendo, alm do
kalendmio e regulamentodos direitos pa-
s


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Doseja-se titilar oo saber onde existe Justino de
Souza Alraeida, portugus, de menor idado, filho
de Jos de Souia Almcida e Joaquina Moreira
Da* residentes era Portugal, a negocio de im-
portancia e de seu interesse, e muito so agrade-
ce a qualquer possoa que dello der noticia, na
pragada Independencia n. 26.
Na ra da Cruz n. 45. segundo andar, pre-
cisa-se de nma ama forra ou captivo, e aue saiba
cozinhar. *
GomMXHiA :
ALLIANCE
Estabelecida em Londres
9m& m mu,
CAPITAL
Cinco uAttioes de libras
esterlinas.
Saunders Brothers & C. tem a honra de In-
formar aes Srs. negociantes, propietarios de
casas, e a guem mais conrier, que esto plena-
mente autorisados pela dita companhia para
effectuar seguros sobre edificios de lijlo epe-
dra, cobertos de.telha e igualmente sobre os
objectos que coutiverem os mesmos edificios,
quer consista em mobilia ou emfazendas d
qualquer qualidade.
TTTYYYTTTTTTTTYYTTT'TTT'rTAT)*
nCMTlCTl ruurri *<
Por um corle de cabello e
frisamenfo S00 rs.
Ra da Imperatriz n. 7.
Lecomle acaba de receber do Rio de Janeiro
o primeiro contra-mestre da casa Augusto Clau-
merciante, agricultor, mar-
timo e emfim para todas
classes da sociedade.
O bacharel Witru vio tem
o seu escriptorio no 1- mdar
do sobrado n. 23 da ra Nova,
cuja entrada pela Camboa do
Carmo.
e policiacs.
Tabella dos emolumentos
parochiaes.
Empregados civis, milita-
res, ecclesiasticos, litterarios
le toda a provincia.
Associacoes commerciaes,
agrcolas, industriaes, litera-
rias e particulares.
Estabelecimentos fabris, in-
dustriaes e commerciaes de
todas as qualidades como lo-!di0> c um oulro ind0 de raris- EsU esl8be,e-
I cimento esta hoje as melhores condicoes que
jaS, Vendas, aCOUgUeS, enge- possivel para satisfazer as cncommendas dos
nllOS etc. etc. objectos em cabellos, no mais breve lempo, co-
c mo sejara: marratas aLuiz XV, cadeias de relo-
Serve elle de gUia aO COm- gios, braceletes, anneis, rosetas, etc., etc., ca-
balleras de toda a especie, para homens o se-
nhoras, lava-se igualmente a cabe;a a moda dos
35 Eslados-L'uidos, sem deixar urna s pelcula na
Caboca dos clientes, para salisfazcr os pretenden-
tes, os objectos em cabello serao feitos em sua
presenca.sc o desejarem, c achar-sc-ha sempre
urna pessoa disponivcl para corlar os cabellos, c
pentear as senhoras em casa particular.
= Antonio Marques de Amorim faz publico,
que no da 21 docorrente foi recolhida em seu
sitio na Ponte de Ucha urna prcla vclha por
no irle Anna, em estado de embriaguez o mordi-
dida por uns caes. O seu estado nao permittio
,oblerdella informacao alguma que indicasse se
tngomma-se cora asseio e promplidao : no ; era livre ou escrava. Tendo sido cuidadosamente
beceo do Marisco n. 20. tratada acha-sa quasi restabelccida, mas apenas
Precisa-se alugar um preto ou prela, j ido-, sabe dizer que perler.ee a urna senhora viuva,
sos, para comprar na ra c fazer o mais servico moradora na ra do Collegio, c por isso se faz
de urna casa de familia, ou mesmo urna ama ns
mesmas circumstancias : quem liver e quizer,
annuncie ou dirija-so a ra de Santa Rila n. 40,
primeiro andar.
^Lices de francez
i piano.
jjjji Mademoiselle Clemencc de Hannelot
afe de Manneville continua a dar ligos do
^ fraucez e piano na cidade c nos arrabal-
gg des : na ra da Cruz n. 9, segundo andar.
Precisase alugar urna ama de lei-
te, que o tenha em abundancia, que se.
ja bem sadia e de bons costumes ; e pa-
ga-se bem. Dirigirse a' praca de Pe-
dro II (antigo pateo do Collegio) n. 57,
segundo andar.
Na hvraria, n. G e 8 da praca da
ndepenecia, preciza-se fallar a Sr.
Joo da Costa Maravilha.
Ao rcspcilavel corpo do
comiBcrcio.
Antonio Jos Villar faz publico com especiali-
dade ao.cotnmercio desla praca^ que tem vendido
seu estaBclccimento de molhados, sito na ra da
Praia n. 27, ao seu ex-caixeiro Antonio de Aze-
vedo Carvallio, desde 16 do corrento mez, per-
teucendo ao dito Carvalho a cobranca do todo o
activo perlenccnte ao mesn.o eslabeecimenlo. e
bem como deixa na modo mesmo senhor fun-
dos sufiicicntes para pagamentos praca de lodo
rochiaes, a conlinuago da bibliotheca do me^0V%rPl?t-V-nie,'lc a mesmo stabeleci-
Crislo Bras.leiro, que se compe : do lou-
vor ao anlo nome de Dos, coroa dos ac-
4osde tmor, hymnos ao Espirit Santo e |
a N. S., a imitagao do de Santo Ambrozio, ^^J
jaculatorias e commemoraco ao SS. Sa- ||tva a Europa continua noexer-
cicio de sua profissao medica.
Da' consultas em seu escripto-?
rio, no bairro do Recife, ra" da "*
DENTISTA FRANCEZ.
Paulo Gaignoux, dentista, ra das La-
tente 19 de abril de 1860.
Dr. Cosme
le volta de sua viaeera
PereiraK
instructi-
que a possoa a quera
urna pessoa :
O Sr. Honorato Jos de Oliveira Figueire-
do queira annunciar sua morada ou dirigir-se
ihranada praca da Independencia.que se preci- i va
fallar-lhe. 1 vi
o presente annuncio para
perlenga a mande buscar.
Precisa-se de urna ama para
na ra Bella n. 10.
agencia dos fabricantes america-
nos Grouver & Baker.
Machinas de coser: em casa de Samuel P.
Johnston & C, ra da Senzala Nova n. 52.
E' chegado loja de Lecomte, aterro da
j Boa-Vista n. 7, o cxccllente leite virginal de ro-
sa branca para refrescar a pello, tirar pannos,
sardasc espiabas, c igualmente o afamado oleo
babosa para limpar e fazer crescer os cabellos,
assim como pos imperial de lyrio de Florenga,
para bortuejas c asperidades da pello, conser-
a a frescura, o o avelludado da urimavera da
vida.
cramento e N. S. do Carmo, excrcicio da
Via-Sa:ra, cireclorio para oracao mental,
dividid) pelos dias da semana, obsequios
ao SS. coracao de Jess, saudages devo-
tas is chagas de Christo, orages a N. Se-
nhora, ao patrocinio de S. Jos e anjo da
guarda respongo pelas almas, alm de
oulra,s oracces. Prego 320rs.
ITA DE VARIEDADES, contendo o kalenda-
rio, ref ularcento dos direitos parochiaes, e
urna ccllecgio de ancdotas, ditos chisto-
sos, cortos, fbulas, pensamentos moraes,
reccila i diversas, quer acerca de cozinha,
quer di; culturo, e preservativo de arvores
e fructos. Prego 320 rs.
ITA DE PORTA ,a qual, alm das materias do
costume, contm o resumo dos direitos
Daroch aes. Preco 160 rs-
@@@@a@3> @@@
Attenco. {
Curso pratico e theorico de lingua fran-
ceza por i ma senhora franceza, para dez
mocas, segunda e quiuta-feira de cada se-
mana, das 10 horas at meio dia : quem
quizer aproveitar pode dirigir-se a ra da ^
@ Cruz n. 9, segundo andar. Tagamenlos @
adiantados. &
@@ @@@ @
Roga-se aos Srs. devedores do estabele-
ciraento do fllecitlo Jos da Silva Pinto, o ob-
sequio de sal lareu seus dbitos na ra do Col-
legio venda n. 25 ou na ra do Queimado loja
n. 10.
= Cae'iano Pinto de Veras faz sciente a quem
inleressar qun esl em exercicio da vara do juiz
de paz do 4o jnno do primeiro districlo da fre-
guezia doSS. Sacramento de Santo Antonio des-
la cidade, paia que foi elcilo o que despacha na
casa de sua residencia ra de S. Francisco n. 8,
c em qualquer parte que for encontrado ; e que
d audiencia las tercas e sextas-feiras as 4 1|2
horas da lard ; corro ja tem annunciado, na casa
publica das a idiencias. Recife 29 de fevereiro
de 1S60.
N. 27-Ilua Ja Impcratriz-N. 27.
L. Pugi.
nica cfTici ta ein Pernambuco para lavar as
palhinhas da:: mobilias a? mais encardidas, tor-
nando-se outra vez lio alvas como no estado
primitivo ; eta raagnica preparacao chimica
lem a proorii dade dedesenfecUr as mobilias das
pessoas moras de molestias contagiosas : na
mesma casa 1 ivam-sc chapeos de palha de Italia,
e pem-se a moda.
Na ra lo Imperador n. 28, aluga se e ven-
de-se em gr.indes e pequeas porces bichas
hamburgiiezas, e lambem cal da mais nova que
ha, para fabrico de assucar, por prego commodo
rangeiras 15. Na mesma casa tem agua e
p dentico.
CASA LISO-BRASLEIRA,
2, Goklen Square, Londres.
J. G. OLIVEIRAtendo augmentado, com to-
mar a casa contigua, ampias e excellcnles ac-
commodages para muito maior numero de hos-
pedesde novo se recommenda ao favor e lcm-
branca dos seus amigos c dos Srs. viajantes que
visitera esta capital; continua a preslar-lhcsseus
servicos e bons oCcios guiando-os em todas as
cousas que precisera conhecimenlo pratico do
paiz, etc. : alm do portuguez e do inglez falla-se
na casa o hesponhole francez.
SOCIEDADE BA\CAMA
Amorim, Fragoso, Santos
Compunhia.
Os Srs. socios commandilarios sao convidados
a realisar a segunda entrado de 12 1\2 por cento
sobre os seus capiiacs al o dia 16 de abril cor-
renle, do conformidade cora o respectivo contra-
to social.
^JjCiuz n. 53, todos os dias, menos;
1 nos domingos, desde a$'Cboras
t as 10 da manhaa, sobre al
seguintes pontos
'. Molestias deolhos
de coraejao e de
o\
. Molestias
peito ;
Molestias dos orgaos da gera-
cao, e do anus ;
'. Praticra' toda e qualquer
operacae?quejulgar convenien-
te para oj restabelecimento dos'
seusJBentes.
O exame das pessoas que o con-
Jsultarem sera' feto indistincla-
gl mente, e na ordem de suas en-
i tradas; fazendo excepejao os doen-
tes de oJhos.ou aquellesque por
motivojstoobtiverem hora mar-
icada para este Gm.
A applicacao dealguns medica
jmentos indispensaveis em varios
[casos, como o do sulfato de atro-
pina etc.) sera'feto.ou concedido
^gratuitamente. A confianca que
nelles deposita, a presteza de sua
t^accao, e a necessidade prompt
de seu emprego; tudo quanto o'
demove em beneficio de
Idoentes.
DENTES |
ARTHFICIAES. I
|Ruaestrcla do Rosario n. 32
Francisco Pinto Ozoriocolloca denles ar-
, liiciaes pelos dous syslemas VOLCANITE,
@ chapas de ouro ou platina, podendo ser
procurado na sobrcdila ra a qualquer h
m hora. Z
@@@@ 3@ @@@*
A pessoa que tivercm contas contra o Sr.
W. W. Slapp, cnsul dos Estados-Unidos, terao
a bondade de apreseutarem no niesmo consulado
al o dia 28 do correle mez, am de serem pa-
gos. Rceife 18de abril de 1860.
Precisa-se de urna ama forra ou captiva pa-
ra cozinhar c engommar para urna s pessoa : na
ra deliorlasn. 16, primeiro andar.
S@ S@ @@@g
^Consultorio central homcopatliicof
i
Continua sob a mesma dlrecga do Ma-
noel de Mallos Teixeira Lima, professor
@ em homeopalliia. As consullas como d'an- &
f u>s- I
9
-


DE
Flores cjp cera em cinco
lices.
RiCAMd recentemente chegado
ao pniico em geral e em par-
. seus lindos Irabalhos de
O artista Jos Ri
da corle, otTerece ,
ticular ao bello se
d. recentemente chegado
bello sexo,
cera e las. D ligoes em casas particulares
exposrgao dosquadros, na ra do Cobusa n 3 A
casa do horticultor francez. ''
Na ra das Caigadas, casa n. 22. ha urna
pessoa que se encarrega de quaesquer iraducgoes
na lingua ingleza ou franceza : a tratar na mes-
ma casa, ou annuncie.
Roga-se ao Sr. Jcao Miguel de Oliveira Be-
rardo do vira ra dasCruzes n. 41 para se lhe
entregar os seus carles, pois que se ignora a
sua morada.
Precisa-se de um ofRcial de pharmacia que
lenha pelo menos 2 a 3 annos de pralica de bo-
tica, e que soja de boa conducta : a fallar na bo-
tica de B.irtholonicu Francisco de Souza na ra
larga do Rosario n. 36
Precisa se alugar urna prtta para cozinhar
e comprar: no Forte andar.
O abaixo assignado faz sciente ao respeila-
vel publico, que consliluio por seu bastante pro-
curador nesta praga ao Sr. Diogo Thomaz Este-
ves Vianna para traiT de lodos os seus negocios.
Recife 19 de abril de 1860.
< Hermenegildo Gongalves da Silva,
Curativo pelas pilulas paulislanas.
llydropsia.,
Por ter conhecimenlo do curativo cima, pro-
cureio mesmo tralamento para um'escravo meu,
lambem inchado desde os ps at a cabeca. cora
as aftlicgocs da morle ; logo que tomou as dilas-
puulas e xarope. as afllicges foram diminuiodo
e em menos de 50 dias o meu cscravo saiou per-
fectamente : nao se pode chamar curativo, mas
sim um milagre. J sabido que a hydropisia
curavel pelos remedios do auter das pilubs
paulislanas. r
Freguezia do O' 20 de dezembro de 189.
Joo Luiz de Danos.
As pillas paiilslai>?s sao depurativas e pur-
gativas, em parole de 2 caixas, n. 1 o n. 2, pnra
se lomar de noite e de manhaa : deposiio geral,
na ra do Parlo n. 19, no Rio de*Janeiro.
Precisa-se de urna ama que saiba cozinhar:
na ra doCabug n. 3, no segundo andar.
Antonio de rummond tendo de
reliraj- se para o Itio de Janeiro no va-
por Cruzeiro do Sul esua prima D. Ma-
ra Severina de Menezes Vasconcllos de
Drummond, agradecem a' todns armel-
las pessoas que s- presta ram durante a
enfermidade de seu rino e primo o
fallecido r. Jos de Vasconcelos Me-
nezes de Drummond, e lhes olerece o
seu limitado prestimo na corte.
Arrenda-sc o engenhoOulcrio, sito'na fre-
guezia da cidade da Victoria, distante da praca 9
legoas ; quem o pretender arrendar, dirija-se" ao
engenho Novo de Iguarass, a tratar com Fran-
cisco \ irissinio do Rogo Barros.
S-.
seus'
FUrSDI^AO
DO
I
I III
Ra do Brum (passando o chafariz.)
No depoxUo deste esta\c\ccimcnto sempre \ia grande soilimeiilo de me-
enanismo para os engenhos de assncar a sa\>er:
Mic'uinrs de vapor modernas, de golpe cutnprido, econmicas de combustivel, e de f icill mo assento ;
Rodas d'agua de ierro com cubos de madeira largas, leves, fortes, e bem balane;adas;
Canos de ferro, e port is d'agua para dita, e serrilhas para rodas de madeira ;
Mosndas nteiras com virgens muito fortes, e convenientes ;
Mdias moenda com rodetas motoras para agua, cavaHos, oubois, acunbadas em aguilhOes deazs ;
Taixas de ferro fundido e batido, e de cobre ;
Pares ebicas para o caldo, crivos e portas de ferro para s fornallias;
Alambiques de ferro, moinhos de mandioca, fornos para cozer fariuba ;
Rodetas dentadas de tqdos os tamanhos para vapor, agua, cavallos ou bois ;
AguilhOes, bromes e paratio, arados, eixos e rodas para carrosas, formas galvant;:adai; para purgar etc., etc.
D.W.Bowmanconflaqueosseusfreguezes acharQ,tudo digno da preferencia com
que o nonram, pela longa experiencia que elle tem do meoianismo preprio para os agricul-
tores desta provincia, epelofacto de mandar construir pessoalmeni3 as suas obras as
mais acreditadas fabricas da Inglaterra, para pnde elle fez viagem animal para o dito fim,
assim como pela continuado da sua fabrica em Pernambnco, para modificar o mechanis-
mo a Yontade de cada comprador, e de fazer os concertos de que podero necessitar.
Permuta-se
ume das primeiras ratas da villa da Escada, poi
sua edificagao e por seus commodos por outra
nesta praca; quem pretender esse negocio, di-
nja-sc a ra do Queimado n. -13.
Precisa-se
de um menino portuguez com pralica de taber-
na, para urna en Reberibe, e igualmente de urna
ama para servir em urna casa de pouca familia, lan-eido de tres po: tas na fente
no mesmo lugar : a tratar na ra do Queima !
do n. 43.
Warnkoenig
em lam.
Na ra do Crespo n. II, loja de livros.
ESCRIPTORIO DEADVOCACIA
BOS DOliTOHES
F1LLIPPE DA M0TTA DE AZEVEDO CORREIA.
E
MANOEL JOS DIAS SALGADO CARNEIRO.
Ra do Carmo n. 18 B.
ji'j D D2 JATI^lJiD
Os Drs. Molla de Azcvpdo e Silgado advogam
tanto no foro ciyl e commercial como no crimi-
nal e ecclesiastico, em qualquer das instancias ;
encarregam-se d qualquer queslo, emflm, tra-
an de tudo quaalo diz respcito a sua profissao,
o por um honorario razoavel.
Tendo em visl o interesse daquellesrque ha-
bilam as provincias e que tendo dependencias
na corte, a maior parte das vezes nao possuem
um procurador ou correspondente habilitado que
cure de seus inleresses, os supradilos advogados
teem annexado ao seu escriptorio um oulro, es-
pecialmente de procuradoria, no qual, dtbaixo
de sua immediata vigilancia e direceo, se cn-
conlram empregados habilitados quelomam a si
o tralarem de lodos os negocios que correm pe-
las secretarias de estado, e reparliges publicas
da cdrle e capital da provincia do Rio de Janei-
ro; fazerem tirar alvars de mercs, ttulos, di-
plomas, exlrahir patentes para officiaes da guar-
da nacional, cartas de juizns de direito, munici-
paes e de orphos, de escrivaes, tabelliaes, con-
tadores, distribuidores, partidores, provises pa-
ra advogar e sollicilar.dispcnsas para casamenlos,
resposlasa consultas.dadas pelos maisabalisados
advogados ; agenciarem pelo lliesouro geral o
recebiuienlo de dinhelros quelenham cabido em
exercicios 0ndo.=, tralarem der cartas de natura-
lisajao, etc.
Os pregos sao mui razoaveis, e garante-se a
pronptidao e zelo no desempenho das diversas
commisses, sendo sempre bom que as parles in-
diqem'qual a pessoa da corte encarregada do
negocio e do pagamento das despezaa. Aspar-
les que alo tiverem correspondentes na corle,
podm dirigir-se directamente aos advogados ci-
ma mencionados, ou a algum dos seguintes agen-
tes las capitaes das provincias: trata-se em Per-
nambuco com Frederico Chaces, na ra da Im-
peratriz n. 17 Cabo e Escada o Dr. Carlos Eu-
genio Donarche Mavgnier.
Botica central konicopathica
1 DR. SABINO 0, L PIMO
}:$ Novos medicamentoshonieon.ithicos eu-
@ viadosda Europa pelo Dr. Sabino.
@ Esles medicamanlos preparados espe- &
jj cialmentc segundo es necessidades da lio-
m meopaihia no Brasil, vende se pelos pre- t
@ eos conhecidos na botica central horneo- 1
@ palluca, ra de S3nlo Amaro (Mundo No- If.
v') "6. S
@@@ @@ @8@@a@@fe
Ama.
Precisa-se alugar nma prcla escrava que saiba
engommar, coser lavar, paga-sc bem : na ra
da Cruz n. 23, segundo audar.
Precisa-se de algumas travs de 5 pollos-
das em quadro, de 20, 25 c 30 palmos, e eocba-
ms, assim como alguns caibros em primeira
mao : a tratarnos Afogados cora o tenonie-coro-
ncl Manoel Joaquina do Reg e Albuqnerque..
Boa casa para alugar.
Nos dias 20, 24- e 27 do con ente vai
a praca do juizo municipal da primeira
vara, por arrendarnento de tres annos
o sobrado de tres andares e sotao com
mirante, sito na ra eslreita do Rosa-
rio n. 41, com um grande armazem
gabi-
netes era cada um dos andares, e outras
muitas accommodae/ies, avaliado no
todo em 1:700# por pnno.
Precisa-se alugar urna preta para o servico
de casa de portas dentro : na ra dos Pescado-
res ns. 1 c 3.
Aviso.
Barbosa & Bartdcira com loja c fabrica de cha-
pos sila na prac,a da Independencia ns 23 e 25,
rogara a todas as pessoas que lhe sao devedoras
desde o lempo ein que este cstabciecinienlo foi
da Sra. viuva Costa, h aja ni de lhes mandar pagar
at o fim de abril correte, do contrario entre-
gan a seu procurador para judicialmente fazer a
cobranca.
Offerece-se uin homem
casado, com pouca familia, para administrar um
engenho, o qual lera bastante pralica destes ser-
vidos, e al pode entrar com 3 ou 4 escravos pa-
ra o servico do campo, conforme o negocio que
scoflerecer: quem o pretender dirija-se a ra
da Assumpcao n.14. que ahi se lhe dir quem
pretendo este negocio.
Precisa-3ede urna ama para smenle cozi-
nhar, podendo ir dormir em sua casa : no Reci-
fe, ra da Cruz n. 31, segundo andar.
Precisa-se de urna ama para todo o ser-ico
dentro de casa de pouca familia : na ra das
Cruzes n. 20.
%8$oc\&c(0 &gpog vapluc*
Pccttttmhucana.
Domingo, 22 do corrente, s 9 horas da ma-
nhaa, haver sesso ordinaria do consclho direc-
tor, no lugar do costume.
.Secretaria da Associaco Typographica Per-
oambucana, 18 de abril de 1860.
/. L. Dornellas Cmara,
Io secretario.
Roubaram do sobrado da ra do Ouclmado
n. 10, urna corrente de relogio com 4 cornalinas,
sendo duas de cores escuras e duas encarnadas
flrigindo urna chave : pelo qual roga-se aos se-
nhores ourives ou alguma pessoa a quem a mes-
ma for oflerecida do a apprehender^eleva-Ia
ra do Crespo, loja de miudezas do tj utas n.
5, que ser recompensado generosi
D-se dinheiro a juros sdb penhdr
ou prala :_ na ra da Aurora.loja n. 20.
Furtaram no lugar de Santo Amaro, na n
te do dia 17 do correnle, um cavallo castanho
escuro, pequeo, com o ferro na" anca direila :
quem o ochar, leve ao mesmo lugar cima, em
casa de Antonio Jos Pereira, que ser recom-
pensado.
Compras.
Compra-se um cabriolet de riua-
tro rodas, que esteja em bom estado e
tenha cobeita : na ra da Gloria n. 3.
Constante-
mente
compra-se, vende-se e troca-sc escravos : na ra
Direita n. 66.
tnoedas de ouro de 1 6f e 20$ : na
da Cadeia do Recife loja n. 22.
ra
Na praca da Independencia n. 22, com-
prara-se bilhetes de loteras recolhidas.
Compram-sc na praca da Independencia n..
22, bilhetes de loierias recolhidas.
Vendas.
e variado sortiinento de
roiipas feilas
Na loja da ra Dfreila n. 87.
Ricos sobrerasacos do panno muito fir.o a 25 o
28j, palelols de fuslao brauros e de cores a 5^,
ditos de alpaca de seda a 58, ditos sobre a 6g,
ditos de brim a 3$5<)0 e 4j. ditos de esguio do
algodao branco a 3J2O0, calcas de brim do linho
de cores a 2350O, 3!, 3;500'c 4Jf, dilas brancas a
25>, corles de collete de gorgurodc seda a SsGO
e 3j, ceroulas de bramante franeczas a IgOO,
grvalas de gorgurao, chamalote, setim c groz a
IS. dilas de rede a JHOO, chapeos francezes
a 8 e 8J500. ditos de casemira a 3$800, ditos de
castor, cepa baixa, a 103, chapeos de sol de pan-
no, cabo de canna com aslea de balea, a 2500,
por ler grande porc.io, corles de brim de algodao
a 9(10 rs., saias a balo a 65500, esguiao de al-
godao com duas larguras a 400 rs rolletes de
gorgurao do seda a 5. mantas de seda a2$50,
meias cruas a 23500, 33200 e 43, e oulros mui-
tas fazendas de goslo que seria onf.idonho men-
cionar ; a ellas, antes que so acabem sapa-
los de tranca feitos no Porto a 1S600.
Vende-se um bom piano : na ra do Impe-
rador n. 25, primeiro andar.
A3#000.
Caixas com alelria : no armazem do Sr. Ancs
defronte da porla da alfandega.
Vendem-sc saceos com 30 cuias de foijao
mulaliiiho muilo novo, a 16$ o saccQ : na quina
da ra de Horlas n. 2, taberna.
Vende-se um ptimo engenho de fabricar
assucar. moente e corrente, todo do varzeas d$
raassap e pal, na freguezia de Ipojuca, do ex-
cellenle proJuccao : quem o pretender, dirija-so
a loja de Jos Victorino de Paiva, na ra do Ca-
bug n. 2, que dar toda e qualquer informaro.
Estas peonas, de diTerentes qualidades.sao fa-
bricadas de ac de prala refinada de primeira
tempera, c sao appcaveis a todo o laraanlio de
letra : venda em casa dos Sis. Guedes & Con-
alvcs, ra da Cadeia n. 7, preco 1}500 cada
caixa.
ESCRAVO.
Vndese o servico de um escravo pelo lempo
de 5 annos, de idade de 23 a-24 annos, proprio
para bolcciro, ou qualquer servico de urna casa,
tanto interno como externo, sendo muilo curioso
c sabendo bem cozinhar, e fiel ; ou mesmo se
aluga poranno, minio sa lio : quem o preten-
der, dirija-se a ra Imperial n. 49, que achara
com quem tralar. B

Tinta para escrever.
A 240 rs. cada meia garrafa: na taberna da
estrella do largo do Paraizo n. 14.
Acaba de chegar do Rio de Ja
neiro alguns exemplaresdo
primeiro e segundo volume
da Gorographia.
Histrica chonologica, genealgica,
(biliaria e poltica do imperiodo Bra-
sil, pelo Dr. Mello Moraes : vende-se a
4jj o voluDae, podendo-se vender o se-
gundo em separe do : na livraria n. 6 e
8 da pratja da Independencia.

,:-


J2L
PUMO DE FEWUMBUCO. SABgADO 81 PE ABBIL DI 1860.
FazeodasporbaixQsprecos
Ra do Queimado, loja
de4porla#i. 10.
Anda restam ilgurnaa fazendas para concluir
a liquidado da firma de LeleA Gorreia, asquscs
se rendem por diminuto preco, sendo entre ou-
tras as siguintes,:
Chitas de core escura e claras, o corado
alCll r.
Ditas largas, francezas, finas, a 240 e 560.
Siseados francezesde cores xas a 200 rs.
Cassas de cores, bous padroes, a 240.
Brim de liiilio de quadros, corado, a 160 rs.
Brim trancado branco de Hnho muitobom, ra-
ra, a IJWUO.
Sortea de calca de mcia casemira a 2J.
Dilos de dita de casemira de cores a 5$.
Panno prcto lino a 3# e 4$.
Meias de cores, finas, paro homem, duzia a
l#3i)K.
Graratas do seda detores e pretas a 1$.
Meias brancas finas para senhora a 3J.
Ditas ditas muito finas a 4|.
Ditas cruas finas para homem a 4$.
Curtes de colletes de gorguro de seda a 2#.
Cambraia lisa fina transparente, peca, a 4ft.
Chales de 15a e seda, grandes, um 2$.
Crosdenaple pretode lj60D a 2.
Seda orla lavrada para vestido a 11(600 c 2g
Corles de restido de seda prela lavrada a 16S
Lencos de chita o 100 rs.
La de quadros para vestido, corado, a 560.
Peiios para eamisa, um, 320.
Chita (rauceza moderna, liugindo seda, corado
a 400 rs.
Entremeios bordados a 200 rs.
Camisetas para senhora a 640 rs.
Ditas bardadas Unas a 2jj00.
To filias de linho para mesa a 2J e 4$.
Camisas de meia, urna 640 rs.
Lencos de seda para pescoco de senhora a
5S) rs.
Vestidos brancos bordados para baplisar enan-
cas a 5jOO0.
Cortes de calca do casemira prela a 6#.
Chales do merino com franja de seda a 53.
Cortes de calfK de riscado de quadros a 800 rs.
Merino verde para vestido de montara, cova-
do, 1*280.
Lencos brancos de cambraia, duzia, a 2*.
A 8,000 rs.
Ferros econmicos americanos para engommar
com (ules e descanso : rendem-se-estes encl-
lenles ferros na loja de ferragens de Vidal &
Bastos, ra da C'idea.
Pechincha.
Fumo americano.
Vende-se fumo americano proprio para mas-
care fazer cigarros : na ruada Cruz do Recife r.
50. primeiro andar, caixinhas de 20 e 40 libre s
a 400 rs. a libra.
$
9
!rtassa da Kussa
E CAL DE LISBOA.
No bem coahecido e acreditado deposito da
ra da Cadeia do Recife n. 12, ha para vender
potassa da Russia e da do Rio de Janeiro, ora
e de superior qualidade, assim como tambem
cal rirgem em pedra: tudo uor itrecos muito
razoarei
Eogenho.
i
i

V-ende-sc o engenho Santa Luzia, sito na ($
3$ froguezia de S. Lourenco da Malta, entre <$
@ os engenhos Pe.iedo de Baixoe Penedo de (p
SCima : irata-sc no mesrao engenho ou no (&
engenho Mussambique com Felisbino de j$
Carvalho Rapozo.
I"
Aos senhores logistas de miudezat.
Bicos prelos de seda.
Ditos brancos e prolos de algodo.
Luvas pretas de torga 1.
Cintos elsticos.
Linhas de algodo em norellos : veadem-se
por precos commodos, em casa de Southall Mel-
lors & C, ra do Trauiche n. 38.
Sndalo!
&ffiHXCt&
A
i 45Ra Nova45 i
Variado sortimenlo de leques de san- @
dalo aJOjOOO.
Sndalo.
Ricas bengalas, p deeiras e leques:
vendem-se na ra da Imperatriz n. 7,
loja do Lecomte.
Loja da boneca ra da Impe-
ratriz n. 7.
Vendem-se caixas de tintura para tin-
gir os cabellos em dez miautos, como
tambem lingem-se na mesma casa a
qualquer bora.
AS MEMORES HA1IIMS DE COSER
DOS
Man afmalos autores de New York
I. M SINCERA C.
E
WHEELER & WLSON.
\o novo eslabalecimenlo vendem-se as machi-
nas destes dous autores mostram-sc a qual-
quer hora do dia ou da noitee responsibilisamo-
nos por ni boa qualidade e seguranca :no arma-
zem de fazendas de Raymundo Carlos Lcite &
lrmao, ra da Imperariz
aterro da Boa-Vista.
n. 10. antigameute
GRANDE SOUTIHEIWO
DE
jFazcndasc obras leitas.
Loja
jGes &Basto J
NA
c armazem
DE
amado Quehuad) n.
46, frente amarella.
Completo e grande sorlimento do cal-
cas de casemira de cores o pretas a 83,
98, 109 o 129, ditos das mesruas casemi-
ras n 7, 8 e93, ditos de brim trancado
branco muito fino a 5g, 6j e 7J dilo"s de
cores a 3j|, 3g500, 4g e 5, ditos de me-
rino de cnrdao para luto a 5j, colleles de
caserairas pretas, ditos de ditas do cores,
ditos de gorguro pretos e de cores a 5$, .
SE 6jj e 79. ricas casabas de pannos muito li- jfi
"5 nos a 33ge 409, sobrecasacas dos mesmos
M pannos a 289. 30. e 353 paletols dos mes- M
" mos pannos a 22g e 249. paletols sacc-os 9
de casemira modelo inglez 109, ditos de a
5j casemira mesclado muito fino de apurado 32
|3| ssto 15J e 169, ditos sobrecasa das mes-
g mas cores a 18$ e 20$, dilos sobre de al- 2
| paca preta fina a 7$ e 89, dito3 saceos a jS
ora 49; dilos de fusilo branco e de cores a 49, s
i 45500 e 59, 'ditos de brim pardo muito fl
fl superior 49500, camisas pa.-a menino do
g todos os tamanhos a 26j}00l) a duzia, meias f
do lod3S os tamanhoa para menino e me- !S
ninas, palilots de todos os laraaDhos e
3| qualidades para os-mesmos, colleles de
brim branco a 3$500 e 49, ricos colletes
r?iludo preto bordado c de eores diver-
sas o por diversos pregos, ricos coberto-
res de fustiio archoado" para cama a 69,
tcolarinha de linho a peer a 69500 a du-
zia, assim como temos recebido para S
I dentro desle eslabelccimenlo um coraple- $
^1 to sortimenlo de fazendas de goslo para jas
tsenhoras, reslimenlas modernas para me- <*
nio e meninas de qualro a seis annos e f|
tudo rendemos por precos razoarcis. As- og
si ni como nesle eslabalecimenlo manda-
Sse apromplar com presteza todas as qtia- |E
lidades de obras relaliro a ollcina de al- X
S| faiale sendo islo com todo gosto e asseio. ^
xmmm mm^m $m&im
Ra da Imperariz n. H.
Calcado para homem.
Na loja da viura Dias Pereira & Avellar, ren-
dem-se a dinheiro calgados francezes, pelos pre-
cos seguintes:
Rnrzeguins do rerniz, deNantes, para homem
a 7flOO0.
Pilos ditos, de Parz, idem 5J>.
Ditos de bezerre laxiados, idem 8}500.
Ditos (Je dito e pellica, dem 89OOO
Ditos de castor, idem 8$.
Rotins de hezerro, idem 79.
Sapates de vaqueta laxiados, idem 6/.
Ditos de lustro e borracha, idem 4.
Ditos de bezorro, borracha o fitas, idem 4$.
Sapatos de rerniz de sola e rira, idem 5j.
Dilos de bezerro idem dem, idem 4$500.
Kilos de fellro, idem 610. *
Ditos do Axacaly, idem 800 rs.
Calcado paraseuhora.
Rerzeguins para senhora 39.
n-}1*1? delstre, Lisboa 1.
n ,rte.Ta.-roluim' fncezesl.
Di los de aeiim tranco 1|.
Ditos de dito de cores a 320 rs-
Calcado par* menina.
Dorzeguin* para menina* 0 mOl)
\edem-so na antiga loia d^olcilft
erro da B^-Vista? hoje' ImpSltri^a
Augusto & Perdigo,
com loja na ra da Cadeia do Recife :i.
23, confronte ao becco Largo,
prerinem aos seus freguezes. que acabara de s)r-|
lir seu novo estabelccimento com fazendas de
gosto, finas, o inferiores, para vender pelos pie-
r.os os mais razoaveis ; as fazendas inferior ;s,
nao a relalho, se vendero por um preco fixo
que ser o seu proprio custo as casas inglez is,
urna vez que sejam pagas vista.
Neste estabelccimento se encontrar sembr
um sorlimento completo de fazendas, e entre el-
las o seguinle :
Vestidos de seda com babados e duas saias.
Dilos de la e seda e duas saias.
Ditos de tarlatana bordado a seda.
Manteletes pretos bordados com franja.
Taimas pretas de seda e de fil.
Polonczasdc gorguro de seda pretas.
Ciuluiors para senhora.
Espartilhos com molas ou clcheles.
Enfeiles de vidrilho ou flores para senhora.
Vestuarios para meninos.
Saias de balo para senhora e meninas.
Chapeos para senhora e meninas. .
Peules de tartaruga dos melhoresgostos.
Perfumaras d Lubin e outros fabricantes.
Cassas e organdys de cores.
Grosdcnaplcs de cores.
Chitas escuras francezas e inglezas
Collas c manguitos os mais modernos.
Camisas de linho para senhora.
Ditas de algodo para menino.
Algodo de todas as qualidades.
Lencos de labrrinlho para presentes.
Collas de crochet para menino.
Vestidos de phanlazia.
Roupa feita.
Casacas e sobrecasacas de panno fino.
Paletols de casemira.
Calcas de casemira pretas e de cores.
Colletes de seda idem idem.
Ditos de fuslo.
Camisas inglezas todas de linho.
Ditas francezas de differenles qualidades.
Malas e saceos de riagem.
Borzeguins de Mellier e outros fabricantes para
homem.
Dilos para senhora.
Charutos de Havana, Baha e manlha.
Camisas de flanella
Chapeos de todas as qualidades para honi :m,
senhora c criancas.
Chapeos de caslor preto
e brancos
Na ra do Queimado n. 37, rendem-se os me-
Ihores chaces de caslor
Botica.
Eartholomeu Francisco de Souza, ra li rga
do Rosario n. 36, rende os seguintes medica-
mentos :
Rob L'Affecteur.
Pilulas contra sezoes.
Ditas regetaes.
Salsaparrilha Bristol.
Dita SanJs.
Vermfugo ing'.ez.
Jarope do Rosque.
Pilulas americanas (contra febresj.
Ungento Holloway.
Pilulas do dito.
Ellixir anli-asraathico.
Vidrosde boca larga com rolhas. de 2 oncas a
121ibras
Assim como tem um grande sortimenfo de pa-
pel para forro de sala, o qual rende a mdico
preco.
Conlinua-se a render fazendas por baixo
preco at mesmo por menos do seu valor,
aura de liquidar contas : na loja-de 4 portas
na ra do Queimado n. 10.
REMEDIO INCOMPARAVEL.
UNGENTO HOLLOWAY.
Milharcsde indiriduos de todas as nacoes po-
dem tcstemunhar as rirtudes desle remedio in-
compararel e prorar em caso necessario, que,
pelo uso que delle fizeram tem seu corpo e mem-
bros inteiramenle saos depois de harer emprega-
do intilmente outros tratamentos. Cada pesoa
poder-se-ha conrencer dessascuras maravilhosas
pela leitura dos peridicos, que lli'as relatam
todos os dias lia muilos annos ; e a maior parte
dellas sao to sor prendentes que admiran; so
mdicos mais celebres. Cuantas pessoas reco-
braran! com este soberano remedio o uso de seus
bracos e pernas, dpois de ter permaneci lon-
go tempo nos hospitacs, onde de viam sofTrer a
amputaco I Deltas ha muitas que havendo dei-
xado esses asylos de padecimentos, para senao
submetterem essa operaco dolorosa foram
curadas completamente, mediante o uso desse
preciosoremedio. Algumas das taes pessoas na
enfuso de-seu recouhecimento deelararam es
les resultados benficos diante do lord correge-
dor e outros magistrados, afira de mais aulenti-
carem sua firmatira.
Ninguem desesperara do estsdo de saude sa
Uresse bastante confianca para ensaiar este re-
medio constantemente seguindo algum lempo o
mentratato que necessitasse a natureza do m^i,
cujo resultado seria prora rinconlestarelmente
Que tudo cura.
O ungento he til, mais particu-
larmente nos seguintes casos.
Alporcas.
Caimbras.
FUNDK0 LOW-MftW,
Rm da Senzalt Itwa m. 42. .
Neste eatabelecimento continua a harer um
comapletosortiraento de moendas e meiasmoen-
das para euSenho, machinas de rapor e taixas
de ferro batido e coado. de todos os tamanhos
para dto.
Cheguem ao barato.
O Leite & Irmo continuara a torrar na ra
da Cadeia do Recife n. 48, pecas de cambraia li-
sa com 10 jardas a 45O0 e 5$, lencos de cam-
braia de linho a Sj a duzia, cambraias muito fi-
nas e de lindos padrees a 640 a rara, meias fi-
nas para senhora a 3^800 a,duzia, ditas cruas in-
glezas para homem e meninos, chales do meri-
no Usos a 4J500, e Bordados a 6, paletots de
alpaca prela e do cores a 59, ccroulas de linho
e algodo, camisas iuglezas muito superiores a
60$ a duzia, organdys de lindos desenhos a
1100 a raro, cortee de cassa chita a 8j, chita
franceza a 24, 480,300 e 400rs. o corado, pecas
de madpolo com 30 raras a 4g800, 5S, 5S500,
6,7 e 8S, chitas Inglezas de cores fixas a 800 rs. o
corado, toalhas para mesa a 3 e 45, cortes de
calca de brim de linho a 2$, ditas de meia case-
mira a 2#240, vestuarios bordados para meni-
nos, e outras muitas fazendas que se rende por
barato preco.
Xarope
O agente do rerdadero xarope do Rosque tem
estabelecido o seu deposito na ra da jjadeia Ve-
lha n. 61, na botica e armazem de drogas de Vi-
cente Jos de Rrltodc Filho : desnecessario fa-
zer elogios bondado desle xarope, nao s pelo
reconhecido credilo de seu autor como pela acei-
tacao que geralmente tem tido. Um cem nu-
mero de curas se tem conseguido com applica-
cao do xaropo de Bosque, o qual rerdadeiro an-
tidoto para todas as molestias dos orgaos pulmo.
nares. Para conhecimento do publico declara-
se que o rerdadeiro conlm no enroltorio apro-
pria assignatura dos proprietaros. e no falsifica-
do esta lithosrophada.
Cheguem a Pechiich
Na loja do Preguica na ra do
Queimado n. 2. tem para
\ender:
Chalye merino decores, ptimo nio tf para
roupoes evestiJos de montara de Sra. como para
Testuarios de meninos a 360 e 400 ris o cora-
do Challes de merino estampados maito finos pelo
deminuto preco de 2:500 cada um musselinas
modernas, bulante largas, de variados padroes
a 260 e 280 ris o covaJo grvalas a fanlazia,o
mais moderno posvel a 19 e 1200 cada urna, e
outras muitas fazendas, cujos presos exiraor-
dinariamente baratos, stisfaro a expeditiva
do comprador.
Com toque de avaria
1:800
Corles de vestido de chita rocha fina a 1:800
lencos de cambraia brancos a 2:000 2:500 39
4:000 a dusia ditos com 4 palmos por cada face
e de 4 e raeio por 5:000 cousa rara no Arma-
zem de fazendas de Raymundo Carlos Leite dr
Irmaos. roa da Imperatriz n. 10.
Verdadeiras luvat de Jovin de to-
das as cores, ra da Imperatriz n. 7,
loja do Leconte.
|Ki3e $mm $&a& amm 3&3j
GRANDE ARMAZEM
DE
Roupa fcitaj
Ra Nova n. 49, junto
aigrejada Conceigdo dos%
Militares.
i
importante.
45 Ra Direita-
Este estabelecimento
quer
-45
acabar
Callos.
Canceres.
Cortaduras.
Dores de caberla.
das costas.
dos mcrabros.
Enfcrmidades da cutis
em geral.
Ditas do anus.
Erup<5es e escorbti-
cas.
Fstulas no abdomen.
Frialdade ou falla de
calor as extremida-
des.
Frieiras.
Gengiras escaldadas.
Iiichaces.
Inflammaco doflgado.
Inflaramnrao dabexiga.
da matriz
Lepra.
Males das pernas.
dos peitos.
de olhos.
Mordeduras de reptis.
Picad u i a Je mosquitos.
Pulincfc.
Oueiniiraelas.
Sarna '
Supura "^s ptridas.
Tinha, em qualquer par-
te que seja.
Tremor de nerros.
Ulceras na bocea.
do figado.
das articulages.
Veias torcidas ou noda-
das as pernas.
ende-se
Relogios patentes.
Estopas.
Lonas.
Camisas inglezas.
Peilos para camisas.
Biscoutos.
Em casa de Arkwght & C ra da
Cruz n. 61.
Ferros de engom-
mar econmicos
a s$ooo.
Vende-se este ungento no estabecjmento
geral de Londres n. 224, Strand, e na loja de
todos os boticarios droguistas e outras pessoas
encarregadas de sua renda em toda a America
do snl, Harana e Ilespanha.
Vende-se a800 rs., C3da bocetinha contm
urna instrucco em prtuguez para o modo de
fazer uso deste ungento.
O^ deposito geral em casa do Sr. Soum,
pharmaceutico, na ra da Crun. 22, em Per-
nambuco.
Pennas de a Vendem-se na ra da Cadeia do Recife, loja n.
7, deGuedes& Goncalros, as renhdeiras pennas
de ac inglezas. mandadas fabricar pelo profes-
sordecalygrnphia Guilherme Sculy, pelo mdico
preco de 1*500 a caixa.
Bezerro francez
grande e grosso :
Na ra Direita n. 45.
| ^Elegancia *
Bonitas e elegantes caixinhas com
amendoas para brindes : vende-se na ra
Nora n. 45. no armazem de fazendas e
modas de Paria & C.
KS^ No mesmo estabelecimento se ren-
de cortes de cambraia de cor de 10 a 11 j^
raras, goslo Condeca d'Arc a S500 rs. o <3
corle. el
mvmsmmi smmsmswz &&w$%n
Vendem-se 20escraros de mbos os sexoo,
com habilidades ou sem ellas, lento o prazo cs-
mo a dinheiro, e por preco commodo : na rno
Direita n. 66.
com alguns pares de borzeguins que lh.
restam, dos famosos arranca-tocos, ci-
dadaos etc., e sem o menor defeiti, re-
duzindo-os ao preco de 7#000
Oleado de
cores.
Venlem-se oleados decores os mais finos que
c possirel neste genero, e de diversas larguras,
por preco commodo : na ra Direila n. 61, loja
de chapeos de B. de B. Feij,
Vendem-se caixas com duzia de garrafas
de cerreja, quartolas com rinho de Bordeaux,
caixas com duzia de garrafas do mesmo, quarto-
las com vinagre branco, champagne de superior
qualidade, reas stearinas e licores sorlidos ; na
ra do Trapiche n. 11.
^ Vendas de predios.
Vendem-so tres casas terreas lirres e desem-
hirscadas, sendo urna por traz da igreja do Pilar
cora frente para o pharol e as duas na ra das
Calcadas ns. 40 e 62, o que poderao examinar e
tratar na ra da Concordia n. 26, armazem do
sol.
Tachas para engenho
Fundico de ferro e bronze
Neste armazern encontrar o publico
um grande e variado sorlimento de rou-
pas feilas, como sejam casacas, sobreca-
sacas, gndolas, fraques, e paletots de
panno fino preto e de cores, paletots o
sobrecasacas de merino, alpaca eboraba-
zina pretos e de cores, paletols e sobre-
casacos de seda e casemira de cores, cai-
gas de casemira preta e de cores, ditas de
merino, de princeza, de brim de linho
branco e de cores, de fusto e riscados,
calcas de algodo, collele3 de velludo
| preto e de cores, ditos de setim preto e
brauco, ditos de gorguro e casemira, di-
i tos de fusloes e brins, fardaraenlos para
a guarda nacional, libres para criados,
ceroulas e camisas francezas, chapeos e
graratas, grande sortimenlo de roupas
para meninos de 6 a 14 annos ; nao agra-
dando ao comprador algumas das roupas
fcitas se apromptaro outras a gosto do
comprador dando-se no da convencio-
nado.
Pianos
A 8,000 rs.com todos
os pertences.
Do-se a contento para ex-
periencia por um Qitdous
dias.
Vendem-se estes magnficos ferros as sigui-
les casas:
Praca do Corpo Santo n. 1.
Ra da Cadeia do Recife n. 44.
Dita da cadeia do Recife n. 49.
Ra Nora n. 8.
Ra Direita n. 135.
Dita da Madre de Dos n. 7.
Dita do Crespo n. 5.
Dita daPenha n 16.
Dita do Cabug n. 1 B.
Dita Nora n. 20.
ador n. 20.
o n. 14,
28.
46.
enlo n. 36.
Cruz n. 3,
alrisn. 10, armazem
DK
Francisco Antonio Correia Cardozo,
tem um grande sorlimento de
tachas de ferro fundido, asim
como se faz e concerta-se qual-
quer obra tanto de ferro fun-
dido como batido.
SYSTEIA MEDICO DE HOLLOWAY.
PILULAS HOLLWOYA.
Esle inestimarel especifico, composto lnteira-
mente de herras medicinaes, nao contm mercu-
rio, era alguma outra substancia delecteria. Re-
nigno mais tenra infancia, e a compleicao mais
delicada igualmente prompto c seguro para
desarreigar o mal na compleicao mais robusta ;
inteiramenle innocente em suas operacoes e ef-
feitos; pois busca e remore as doenca3 de qual-
qu\ especie e grao por mais antigs e enazes
quefcejam.
Entre milhares de pessoas curadas com este
remedio, muitas que j estaram as portas da
morte, preserrando emseu uso: conseguiram
recobrar a saude e forras, depois de harer tenta-
do intilmente todos os outros remedios.
As mais aflliclas nao derem entregar-se a de-
sesperago ; facam um competente ensaio dos
eflicazes effeitos desta assombrosa medicina e
prestes iccuperaro o beneficio da saude.
Nao se perca lempo em tomar este remedio
para qnaiquer das seguintes enfermidades :
Accidente epilpticos.
Alporcas.
do
. de Iatenda8
os Leile & Irmo, eni lodos
fcWfcfS esteslugares- (fao-r por um ou dous dins para
' experimentar-!)*.
cebertos e descobertos, pequeos e grandes, de
ouro patente inglez, para hornera o senhora,
de um dos meUiores fabricantes de Liverpool,
vindospelo ultimo paquete inglez: emeasa de
Southall Mellors 4 C
Aos senhores fabricantes de
calcados e tama neos.
m^Jil0 dc Iustre sem DenhQD1 defeito, duzia, a
Dito dito com algum defeilo, idem. a 35J.
Marroquim de todas as cores, pelles- grandes,
sem deleito, duzia a 22g500
Sola a mais superior que ha em qualidade e
grandeza, me, a 5J500.
Dita a 5. 4500, 4J e mesrao a 3911
Na grande loja de calcados, na ra do Lirra-
menlo n. 29.
Yende-se ma bonita criounha
com 10 a 11 annos de idade, muito sa-
dia e bonita : na ra Formla casa do
tenente-coronel Vilella, se dita' quem
vende.
Vende-se um escraro crioulo, do 24 annos
de idade.sadio.aem vio ou defeilo algum, bem
copeiro, e ptimo offloial de sapaleiro : a trator
corao.abaixo aesignado, na alandega. ou em su
residencia, na ra da Saudade, priraeira cata cero
solao do lado do sul.
Pedro Alexandrinp de BurntCsMlcanH
Ampolas.
Areias (mal de).
Asthma.
Clicas.
Conyulsoes.
Debilidade ou extemia-
co.
Debilidade ou falta de
forjas para qualquer
cousa.
Dysinteria.
Dor de garganta,
de barriga,
nos rins.
Dureza no ventre.
Enfermidades no ventre.
Ditas no figado.
Ditas venreas.
Eniaqueca.
Herysipela.
Febre biliosas
Febreto da especie.
Gotta.
Hemorrhoidas.
Hydropesia.
Ictericia.
Indigestes.
Inflammacdes.
Irx egularidades
menstruacao.
Lombrigasde toda es-
pecie.
Mal de pedra.
Manchas na cutis.
Obstrucco de ventre.
Phtysica ou consump-
pulmonac. ^^
Retenco de ourina.
Rheumatismo.
Symptomaa eeundt-
rios
Tumores.
Tico doloroso.
Ulceras.
Venreo (mal).
Saunders Broihers & C. tem para render em
seu armazem, na praca do Corpo Santo n. 11,
alguns pianos do utlimo gosto, recentiraente
chegados, dos bem conhecidos e acreditados fa-
bricantes J. Broadwood ASons de Londres, e
muito proprios para este clima.
em grande sorlimento para
homens, senhoras e
meninos.
Vendem-se chapos francezes de superior qua-
lidade a 650o,7 e 8, dilos de relludo, copa al-
ta e baixa a 7g, 9 e 10g, ditos de lontra pretos e
de cores, muito finos a 6& e 7j>, ditos do chile a
3g5oO, 5, 6, 8,10 e 12, dilos de fellro em gran-
de sortimenlo, tanto em cores como era qualida-
des, para homens e meninos, de 2&500 a 7g, di-
tos de gorguro cora aba do couro de lustre, di-
tos de casemira cora aba forrada de palha, ou
sem ella a 4$, dilos de palha ingleza, copa alta
e baixa, superiores e muito em conta, bonetes
francezes eda Ierra, de diversas qualidades, para
meninos, chapeos de muitas qualidades para me-
ninas de escola, chapelinas com reo para senho-
ra, muito em conta e do melhor gosto possirel,
chapeos de seda, ditos de palha amazonas, enfei-
les para caneca, luvas, chapeos de sol, e outros
muitos objectosque os senhores freguezes, vis-
ta do preco e da qualidade da fazenda, nao dei-
xaro de comprar; na bem conheeida loja de
chapeos da ra Direita n. 61, de D. de R Feij
mm*-mmwHmm
Vendem-se fazondas por barato
preco e algumas por menos de seu
ralor para acabar, era peca e a rela-
lho : na ruado Queimado loja de 4
portas n. 10.
RELOGIOS.
Vende-se em casa e Saunders Rrothers 4
C, praca do Corpo Sanio, relogios do afama-
do fabricante Roskell, por grecos commodos,
e tambem trancellins e cadeias para os mesmos,
deexcellenle (tost.
4000 rs.
por sacca de milho; nos atmazens de Tasso
Irmaos.
Nova iiivoiico aperfei-
Coada,
Bandos ou almofadas
de crina para penteados de
senhora.
Vende-se nicamente na ra da Cadeia do Re-
cife n. 48, loja de Leite l Irmo. 1
Ra do Queimado n. 37.
A 30 cortes de vestidos de seda que custaram
60; a 6j> cortes de vestidos de phautasia que
custaram 30; a 8J chapelinhas para senhora:
na ra do Queimado n. 37.
Brim trancado de linho todo
preto,
fazenda muito superior; garante-se que nao
desbota: na ra da CadeU do Recife n. 48, lo-
ja de Leite & lrmao.
Enfeiles de ridrilho e de retroz a 4 cada
um : na ra do Queimado n.37, loja de 4 portas.
Em casa de Rabe Scbmettan 4
C, ra da Cadeia n. 37, vendem-se
elegantes pianos do afamado fabrican-
te Traumann deHamburgo.
Febreto internitente.
Vendem-se estas pilulas no estabelecimento
geral de Londres n. 224, 8lrand, e na loja de
todos os boticarios droguistas e outras pesBoas
encarregadas de sua vend* em toda a America do
Sul,flavflnu e Hespanha.
Vendem-se aabocetidhas a 800 rs. cada urna
dellas, conten urna inslruccao em portuguez pa-
ra espliear V modo des* usar desras pilulas.
a djpositd geral em casa. do Sr. Soott
ito geral do. lio de
Y Irmaos.
Janeiro: a tratar
inha de mandiftea
noarmazn* da Tasto 4 Irmaos.
Milho
aos ifflueaa d Tawo 4 Irmo*.
Para o invern.
Tamancos de marroquim com borlla para se-
nhora /nunca vistos) a 600 rs.
Ditos de dito para menino o meninas (dem) a
500 rs.
Ditos da couro preto para homem (idem) a 640.
Calcado de burracha para homem, senhora n me-
ninos a 2$500 ; na grande loja de calcados na
ra do Lirrameslo n. 29.
Vendem-se 2 exccllenles clarinetes, sendo
um dedo o ulro de si-bemol, urna flauta, um
flaulim e um riol, ludo por batato preco ; na
ra do Lirramento n. 29, loja de calcado.
CALCADO
Grande sorlimento.
45-Ra Direita*45
Os estragadores de calcado encontra-
rao neste estabelecimento, obra supe-
rior pelos precos abaixo :
Homem.-
Borzegains aristocrticos. 9#000
Ditos (lustre e bezerro)..... 7*000
Borzeguins arranca tocos. 7^000
Ditos econmicos....... C.S'000
SapatOes de bater (lustre). 5$000
Senhora.
Borzeguins primeira classe (sal-
to de quebrar) ......50000
I Ditos todos de merino contra
calos (salto dengoso).....40500
j Borzeguins para meninas (fbr-
tissimos)..........40000
E um perfeitosorti ment de todo cal- .
icado e daquillo que serve para fabrca-
lo, como sala, couros, marroquins, cou-
ro de lustre, fio, fitas, sedas etc.
Graixapara
arreios.
Excellcnle graixa americana para arreos e por
barato preco; vende-se na ra da Cadeia do Re-
cite, loja de ferragens de Vidal 4 Bastos.
Escadas americanas
As melhorc3 e mais coramodas e uleis oseadas,
do todos os tamanhos : vendem-se a ra da
Cadeia, loja de ferragens de Vidal & Bastos.
Fio de a\godao.
Fio de algodo tanto -para parios como para
rdese outros mislcres : vende-se o mais bara-
to possnel na ra da Cadeia loja do ferragemde
Vidal & Bastos.
Moinhopararefi-
naco.
*
Chegarcm loja de ferragem de Vidal & Bas-
tos grande porcao de moinhos de lodos os lma-
nnos, com rodas e de novo autor, os quaes sao
recommendaves pela sua excellenle qualidade o
commodo proco.
Camas de ferro.
Um completo sortimenlo de camas de ferro c
com lona de lodae as qualidades, as quaes se
vendera por menos do que em outra qualquer
parle : na ruada Cadeia do Recife loja de ferra-
gem de-Vidal & Bastos.
Bombas de Japy.
Bombas de Japy de lodos es famsnhos, com os
competentes canos de chumbo : rende-se por
commodo do preco na ra da Cadeia loja de fer-
ragem de Vidal & Bastos.
Balancas decimaes,
Reslam algumas balancas decimaes, as quaes
se vendem por commodo preco : na ra da Ca-
dera do Recife loja de Vidal & Baslos.
Aviso aos Srs. mar-
cineiros.
Exccllenles armar.ocs de serra de todos os l-
mannos, spos dediirerenles qualidades, os quaes
se rendem o mais barato possivcl : na loja de
ferragem de Vidal & Bastos, na ra da Cadeia do
Recite.
AosSrs.padeirose
refinadores.
Sorlimentos completos de penetras lano de
amare lalao como de metal e de todas as grossu-
ras : vende-se por preco commodo na ra da
Cadeia do Recito, loja do ferragem de Vidal &
Bastos.
Aos senhores de eogenho.
Enxadas americanas, do Por'o, inglezas o ame-
ricanas, pequeas, de ac e j com cabos, safras,
tornos, foles, ferro Suecia, ago, arcos de ferro do
lodas as larguras, ferro em rergalhao, ferramen-
tas completas para lanoeiros, e muilos outros ar-
tigosda melhor qualidade possirel e preco com-
modo : na ra da Cadeia do Recife, loja de fer-
ragens de Vidal & Baslos.
Cocos italianos
de folha de flandres, muito bem acaba-
dos, podendo um durar tanto quanto
duram quatrodos nossosa 400 rs. um
e 4$ urna duzia : na ra Direita n. 47,
loja de unileiro.
Para a quaresma.
Sedas prelas larradas. lindos desenhos
corado
Gorguro de seda Jarrado, superior em
qualidade, para restido, corado
Grosdenaple preto, corado
Dito largo e muito superior a 2j e
Sarja preta larga, corado
na ra do Queimado, loja de 4 portas n. lo!"
Ra da Senzala Nova n. 42
Vende-se em casa de S. P. Jonhston A C. ra-
quetas de lustre para carros, sellins e silhes in-
glezes, candeeiros e caslicaes bronzeados lo-
nas inglezas, fio de rea, chicote para carros, e
montana arreios para carro de um e dous carat-
os, e relogios d'ouro patente ingleses.
Meias de seda de peso
para senhora, brancas e pretas, e pan meninas,
brancas e riscadas: rende-se na loja de Leite
a Irniao na ra, da Cadeia do aecife n. 48.
Vende-se
o engenho Aremund silo na freguezia da Esca-
da, no lmite do Cabo, arredado um quarto de
legua da estrada de ferro, com bastantes maltas
rirgens, edificado de novo e todo demarcado : a
tratar no mesmo engenho-com o proprieta rio.
Vende-se um carro de 4 rodas, bem cons-
truido e forte, com assento para 4 pessoas de
dentro, e um assento para aoleeiro e riad fra,
forrado de panno fino, e tudo bem arranjado :
para fallar, com o Sr. James Crabtree & C. n.
42, ra da Cruz.
Era casade Soulhall Mellors & C, ra do
Trapiche n. 38, reiidem-o oaseguinlea artgos:
Chumbo de municao sortide.
Brego d* todas aVatfalidade.
Alvaiade.
Vinho- de Shery; Porro, Mangaran em barra.
Dito de Masille, emckw..
Coguac enr caixas de duzia e barris.
, Relogios de oaro-fr prta, paledlee chrotem-
tros, eoberlos e .descobertos Traacatibs ds o.'para r mestaas.
Biscoitos sorlidos em latas pequeas.
t
'
18600
2S0OO
1S800
2^500
2J00C
I
I
'
121 I
L


-Largo da Penlia-
Manleiga perfectamente flor a 800 rs. a libra e em barril se far mais algum abatimento.
QueijosuuiUo no vos
a 1J700 rs. e em caixa se far mais algum abatimento nicamente no armazem Progresso.
\me\xas francesas
era latas de folha e campoteirasde vidro a 900 rs.. e em porco se far algum abatimento s6 no
Progresso.
Cavlocs de boVinV\os
muilo novos proprios para mimos a 500 rs., e em porco se far olgum abatimento s no Progresso.
Figos de comadre
era caixinhas elegantemente enfeitadase proprias para miraos s no Progresso ecom avista se far
um proco commodo. *
lalas de soda
cora 2 1(2libras de differentes qualidadesa 1JJ600 rs., nicamente no armazem Progresso.
Conservas
a 700 rs. o frasco vende-se nicamente no armazem Progresso.
ttoYacViinVia uigleza
muito ora a 320 rs. a libra e barrica 4$, nicamente no Progresso.
Potes vidrads
de 1 a 8 libras proprias para manteiga ou outro qualquer liquido de 400 a 1^200 rs. cada um, se
no Progresso.
Chocolate rancez
a 1$ a libra, assim como vendem-se os seguinles gneros ludo recentemente chegado e de superio-
res qualidades, presuntos a 480 rs. a libra, chourica muito nova, marmeladado mais afamado fa-
bricante de Lisboa, ma com amendoas cobertas, confeitos, paslilhas de variasqualidades, vinagre branco Bordeoux proprio
para conservas, charutos dos melhores fabricantes de S. Flix, mar;as de todas as qualidades, gora-
ma muito fina, ervilhas franeczas, champagne das mais acreditadas marcas, cervejas de ditas,
spermacele barato, licores francezes muito finos, marrasquino de zara, azeite doce purilicado, azei
ionas muilo novas, baoha de porco refinodo e outaos muilo gneros que encontrarlo tendente a
motilados, por isso promelem os propietarios venderem por muilo menos Jo que eutro qualquer
promelera mais tanibem servircm aquellas pessoas que mandarcm poroulras pouco pralicas como
se viessera pessoolmento ; rogam lambem a lodos os sanhores de engenho e seuhores lavradoics
queiram mandar suas encommendas no armazem Progresso que se 1 lies affianca a boa qualidade c
o acondiciouamento.
Ver ila de iva goma de matar ana
a 400 rs. a libra, s no Progresso*.
Palitos
cilhalos para dentes a 200 rs. o maro cdoi 20 macinhos, s no Progresso.
C\\ Yiyson, \>evuVa c preto
os melhores que ha no mercado de 1$600 a 2J)500 a libra, s no Progresso.
Passas em eaVx\v\V\as de 8 libras
as mais novas qoe Irm vindo no nosso mercado pelo diminuto preco de 2$560, s no Progrosso.
Maeas em eavxn\\as de 8 libras
contendo 405 qualidades pevide, grao do bico, eslrelinha, alelria branca e amarella o paslilhas de
maca, s no Progrosso, e com a vista se far um preco commodo.
Cl\ouricas e palos
as mais novas que'tem vindo ao mercado.so no Progresso, aCanrando-se a boa qualidade e a visla,
sefar um preco commodo.
______BARIO PE PERNAMBUGQ. SABBAPQ ftl PE MIL SE 1*66.
fid*>-e uuia excedente mubilia
t\%cat\nki{ errgad ha pouco do Rio
de Janeiro : na ra da Madre de Dos
armazen n. 0.
Plantas de flores.
PeHoret, rotmbro da sociodade Imperial de
horticultura de Paris, lem a honra de informar
os habita: ites desta cidade, que vera de chegar
com uirn linda collecrode plantas de flores, ar-
vores fructeiras, sementes de todas as sortes es-
peciaes s rliroas quenlcs: sua loja, na ruado
Cabug n 3.
Venle-se um novo e perfeito apparelho de
botar niac eiras para cima de qualquer obra : a
tratar na -ua da Concordia, armazem do sal.
Jdilho e farinha.
Vender.i-se saceos grandes com milho e fari-
nha de m indioca, o melhor possivel: na taberna
grande di Soledade.
VenJem-se bois mansos eduas vaccas pari-
das ; no ilerro da Boa-Vista n. 47, terceiro an-
dar, ou n) Giqui, olaria junto ao engenho.
Vende-se um escravo pardo, bom official de
sapateiro canoeiro o carreiro, preferc-se vender
para cngtmho : na ra Nova de Santa Rila, casa
n. 5.
Vende-se um jogo de bancas de Jacaranda,
que s a inadeira val o dinheiro por que se ven-
de ; na rja do Livramenio, oja de calcado nu-
mero 29.
Cl)
DE
Sita na ra Imperial n. i 18 e 120 junto a fabrica de sabao.
Cera de carnauba, ebo refinado e fio
lie algodao.
Contirra a Ttn4r-se no 4argo da Assembltfa,
armazem n. .
Vende-se superior linha de algodo, bran-
cs>e do core, tu botU, para costura : em
casa deSeulhaU|bllor4 c.. ra do Torres
n. 3a
DE
Sebastio J. da Silva dirigida por Francisco Belmiro da Costa.
Neste estabelecimento ha sempre promptos alambiques de cobre de differentes dimencoes
de 300 a 3:000*) simples e dobrados, para destilar agurdenle, aparelhos destilatorios connos |l0 fonhecida pelos signaes seguinles : c
iara restilar e destilar espirilos cora graduacao at 40 graos (pela graduaco de Sellon Cartierl dos ri,1PP"i fu,a a cabra, foi do Sr. Fodn
Escra\os fgidos.
Negra fgida.
melhores syslemas hoje approvados e conbecidos nesta e outras provincias do impario, bombas
de todas as dimencoes, asperantes ede repucho tanto de cobre como de bronze e ferro, lornelras
de bronze de iodas as dimencoes e feilios para alambiques, lauques etc., parafusos de bronze e
ferro para rodas d'agua,portas para fornalhas ecrivos de ferro, tubos de cobre e chumbo de todas
as dimencoes para encmenlos', camas de ferro com armacao e sem ella, fuges de ferro potaveis e
econmicos, lachas e tachos de cobre, fundos de alambiques, passadeicas, espumadeiras, cocos
para engenho, folha de Flandres, chumbo em lencol e barra, zinco era lencol e barra, lsnces e
arroellas de cobre, lenccs de ferroa lato,ferro succia inglez de todas as dimenses, safras, lomos
e folies para ferreiros etc., e oulros mullos artigas por menos preco do que era nutra qualquer
parte, desempenhando-se toda e qualquer encommenda com presteza e perfeicao j conhecida
e para commodidade dos freguezes que se dignarem honrarem-nos com a sua eonfianga, acha-
ro na ra Nova n. 37 loja de ferragens pessoa habilitada para tomar nota das encommendas.
ARCHIVO UNIVERSAL:
REVISTA HEBDOMADARIA
COLLABUHADO
PELOS SRS.
D. Antonio da Costa A. F. de CastilhoAntonio GilAlejandre ITerculano A. G. Ramos A-
GuimaresAugusto de LimaAntonio deOliveira MarrecaAlves BrancoA. P. Lopes de Men-
dongaA.Xavier Rodrigues CordeiroCarlos Jos CaldeiraE. Pinto da Silva eCunhaF. Gomes
de AmorimF. M.BordalloJ. A.deFreitas OliveiraJ. A MaiaJ. A. MarquesJ. deAndrade
CorvoJ. da Costa CascaesJ. Daniel CollacoJ. E. de MagalhesCoulinhoJ.G. Lobato Pires
J. II. da Cunha RivaraJ. J. da Graca JniorJ. Julio de Oliveira Pinto Jos Mara Latino
CoelhoJos da Silva tiendes Leal JniorJulio de CaslilhoJulio Mximo de Oliveira Pimenlel
J. Pedro de SouzaJ. S. daSilva FerrazJos de TorresJ. X. S. da MotnLeandro Jos da
CostaLuiz Filippe LeiteLuiz Jos da CunhaL. A. Rebello da SilvaPaulo Miaosi__Ricardo
Julio FerrazValenlim Jos da Silveira Lopes.
DIRIGIDO
POR
A. P. de CarvalhoCarlos Jos Barreiros.I. F. Silveira da Hotta
Rodrigo Paganino.
Em casa de Basto & Lemos
nifi do Trapiche n. 17, ven-
de-se :
Chumba em Ienccl.
Camos de dito.
Cabos le linho inglez.
Selins ]latente inglez com todos os per-
teneos.
Papel ele imprimir.
P?nellas de ferro.
Baldes de zinco.
Livros am branco inglez.
Cadein.s genovezas.
Licores linos em garrafas de crystal.
EnxofrB em caixas de 3 arrobas.
Alvaiacle de Veneza.
Cordoallmpara apparelhosde navios.
Chapees de palhade Italia singelos.
Vassou ras genovezas.
Drogas diverjas.
Banheiros de marmore.
Talhas de barro vidrado.
Veade-se urna porco de laboas de louro e
uns caixilhos, ludo j servido de urna armacao :
na ra do Cabug, loja n. 9.
Engenho.
Vcndf-sc o engenho S. Jos de Bom Jar'ira,
freguezi i de N. S. da Luz, com bons terrenos,
raoenle ; corrcnlc e com boas obras, quasi prom-
pto pan se moer com agoa, faz-se lodo e qual-
quer negocio, dando visla qualquer quanlia ;
os pretetidenles dirjam-se ao raesmo engenho,
ou ao engenho Pencdo de baixo, na freguezia de
S. Ldunraro da Malta.
Novo Mez de Maria.
A ben conhecida edieco do Mez Marianno,
enrique.ida cora muitas estampas e ricas vinhe-
la, com a noticia histrica da nova roedalha,
aberla t ra honra da immaculada Conceico e sua
compet ule novena, conforme se usa noconven-
to dos I.vms. Carmelitas desla cidade, boa im-
pressao bom papel. contina eslar venda a 2^
o volun.e, na ra do Imperador defronte de S.
Francis:o.
Arados americanos e machinas
para lavar roupa: em casa de S. P. Jo-
hnston (i C. ra da Senzala n. 42.
Ra doRangel n. 62, armazem.
Vend;m-s3 saceos com farinha do mandioca
de superior qualidade, saceos com milho, ditos
com anoz de casca, ditos com trelo de Lisboa,
diloscom anoz pilado do Maranho, ditos com
caf do Rio, velas de carnauba, ditas de esper-
macete gomraa do Aracaly, sabao massa, cha
hysson, courinhos de cabra, esleirs de palha
de carnauba, barriAs com bolachinhas ingieras,
tanto s menos jue so vonde em outra parle.
Relogios de ouro e prata.
Em casa dcHenry Gibson, ruada Cadeia do
Recite n. 62, ha para vender um completo sorti-
menlo da relogios de ouro e prata, chronome-
iros, meioschronometros o de ptenle, os me-
lhores que vem a este mercado, e a precos ra-
zoaveis.
*ar~M\S0YA---4S
Grande sorlimento de roupa feita para
horaem.
Dito dito de chapeos de castor e de seda.
O archivo universal comeQa com o terceiro volume o segundo anno da sua existencia ; con-
soguio pois vencer urna da3 maiores difficulda les com que os jornaes lilteraries de Portugal lecm
de luctsr, e venceu com honra, salisfazendo com a maior pontualidade lodos os compromissos,
um periodo exltemamenlc perigoso para as publicacocs desta natureza.
Incetando oseu segundo anno, como nao altera o sysloma seguido at agora, o archivo uni-
versal nao aprsenla programma novo; hoje como no principio appella para o futuro; cora a dif-
erenca porm de poder lambem invocar emseu abono o passado, que j conta ; as sympalhias que
tem obtido, os bons escriplos que lem apreseniado, e a rcgularidade da sua publicaco. Para os
queconhecem a allribulada existencia do jornalismo porluguez, para os que sabem quantis descon-
fianzas necessario desvanecer, quatilas suspeitas aflutar, quanlos embaracos romover, para con-
seguir urna vida mais larga; este tirocinio urna grande conquista e um bom agouro de prosperi-
dade.
Rcgislra-o o archivo mais como um incentivo, dooque'como urna gloria, mais como urna es-
peranza, do que como urna victoria. A animacoque recebeu obriga-o a continuar como at hoj<\
empregando lodos osesforQose empenho, toda a solicitude e desvello para se conservar digno dos
seus intuitos e da sua poca.
Destinado a resumir todas as semanas o movimenlo jornalistico e a oflerecer aosleitores, con-
juntamente com a revista do que mais notavel houver occorrido na poltica, na scicncia, na indus-
tria ou as artes, alguns arligos originaes sobre quaesquer destes assumptos, este peridico publica-
se regularmente todas as tercas feiras em folha de 16 paginas ero bom papel e typo, completan-
do lodos os semestres um volume de 420 paginas com ndice c frontespicio competentes.
Assigna-se era Pcrnambuco, ra Nova n. 8, unir agencia.
CONSULTORIO
DO
Vindo de Bordeaux.
Em casa de Kalkmann Irmos&C, ra da
Cruz n. 10 encontra-se o deposito das bem co-
nhecid.s marcas dos Srs. Brandenburg Frres.
e dos Srs. Oldekop Mareilhac & C, em Bor-
deaux. Tem as seguinles qualidades :
De Brandeaburg frres.
St. Estph.
St. Julen.
Margan.
Larose
Chlea j Loville.
Chlea i Margaux.
De Oldekop & Mareilhac.
St. Jul en.
St. Jul en Mdoc.
Chateai Loville.
Na mesraa casa ha
vender:
Sherry em harris.
Madoiri em barris.
Cognac em barris. qualidade fina.
Cognac em caixas qualidade inferior.
Cerveji. branca.
para
37 Ruado Quemado37
Loja de 4 portas.
Chegou a este estabelecimento nm completo
sorlimento de obras feitas, como sejara : pale-
lols de panno fino de 16$ al 28$, sobrecasacas
de panno fino preto e de cores muito superiores
a 359, um completo sorlimento de pslelots de
riscadinho de bnm pardo e brancos, de braman-
te, que se vendem por preco commodo, cerou-
las de linho de diversos tamanhos, camisas
francezas de linho e de panninho de 2$ at 5$
cada urna, chapeos francezes para homema 80,
ditos muito superiores a 10$, ditos avelludados,
copa alta a 139, ditos copa baixa a 10$, cha-
peos de feltro para homem de 48. 5 e at 7
cada um, ditos de seda e de palha eufeitados pa-
ra meninas a 109, ditos de palha para senhora a
12$, chapelinhas de velludo ricamente enfeita-
dasa 25$, dilas de palha de Italia muito finas a
25$, corles de vestido de seda em carto de 40$
at 150$, ditos de phautasia de 16* at 35$000,
gollinhas de cambraia de 1$ at 59, manguitos
de l$5O0 at 59, organdys escuras e claras a
800 rs. a vara, cassas ranf ezas muilo superiores
e padrdes novos a 720 a vara, casemiras de cor-
les para colletcs, paletolse calcas de 3J500 at
4$ o ovado, panno fino preto e de cores de 2500
at 10$ o covado, corles de collcte de vellu do
muito superiores a 9 e 12$, ditos de gorguro
e de fustao brancos de cores, ludo por prego
barato, atoalhado de algodo a 19280 a vara,
cortes de casemiras de cores de 5 at 99, grosde-
naples de cores e pretos de 18500 at 392O0 o I
covado, eiparlilhos para senhora a 6$, coeirosj
de casemika ricamente bordados a 129 cada um,
lencos de lambraia de linho bordados para se-
nhora a 9 i 12^ cada um, ditos lisos para ho-
mem, fazeVda muilo superior, de 12 al 209 a
iras de cores para coeiro, covado a
e de seda para vestidos, eovado a
mplelo sorlimento de colletcs de
remira preta lisa e bordada, e de
iusti> de cores, os quaes se vendem por barato
preco, velludo decores a 79 o covado, pannos
para cima de mesa a 109 cada um, merino al-
cochoado proprio para palelots e colletes a 28800
o covado. bandos para armario de cabello a
18500, saceos de tapete e de marroquim para via-
gem.eum grande sortimento de macas e malas
de pregara, que ludo se vende a vonlade dos
freguezes, e outras muitas fazendas que nao I
possivel aqui mencionar, porm com a vista dos
compradores se mostraro- |
Vende-se urna mulata com urna cria e com
bastante leite, boa coziuheira e engommadcira.I
e um negro mogo muilo bonito e robusto: na
ra Nova n. 52, primeiro andar. i
Veiidem-se libras slerlinas em ouro: no
escriptoriode Manoel Ignacio de Oliveira defron-
te do Corpo Santo.
Viuho e batata.
Vendem-se barris com vinho a 25$ cada um,
batatas a 1$200 a arroba, em libra a 40 rs., lou-
cinho a 360, ervilhas a 160, painco a 160, man-
teiga ingleza a 800 r3., djla franceza a 560. doce
de guiaba a I9 o caixo, espermacele a 640 a li-
por baixo do sobrado n. 16, com oilao para
Relogios.
Veode-se em casa de Johnston Paler & C, ra
do Vigario n. 3, um bello sortimento de relogios
de ouro, patente inglez, de um dos mais afa-
mados fabricantes de Liverpool ; tambera urna
variedade de bonitos trancelins para os mesmos.
Em casa de Borott & C, ra
da Cruz do Recife n.5, ven-
de-se :
Carros de 4 rodas de um modcllo inteiramente
novo.
Cabriolis muito lindos.
Charutos de Havana verdadeiros.
Algodo americano trancado.
Presuntos para fiambre.
Cha preto de superior qualidade.
Fumo americano de superior qualidade.
Ghsmpanha de primeira qualidade.
Carne de vacca em barris de superior quali-
dade.
Oleados americanos proprios para cobrir carros
Carne de porco era barris muito bem acondi-
cionada.
Licores de diversas qualidades, como sejam :
o muilo afamado licor intitulado Morring Cal),
Sherry Cordial, Ueut Julop, Billcrs, Whiskey &
C, ludo despachado ha poucosdias.
Carneiros gordos.
No engenho Pomo da Cal vendem-se carneiros
gordos por preco commodo.
Tinta para escre-
De superior
livraria ns. 6 c
ver.
lualidade a 500 rs a garrafa : na
8 da prora da Independencia.
duzia, case
2$400, bar
19400, u
orguri
Dr. P. A. Wm Hoscoso,
HDSUDKE IfMTKIH I IPiyj!.
3 RA DA GLORIA, CASADOFUMBJLO 3
Clnica por ambos os syslemas..
O Dr. Lobo Hoscosod consultas todos os dias pela manha ede tardedepois de 4 horas.
Contrata partidos para curar annualmente nao s para a cidade como para os engenhos ou outras
propriedades ruraes.
Os chamados devem ser dirigidos sua casa at as 10 horas da manha e em caso de ur-
gencia a outra qualquer hora do da ou da noite sendo por escripto em que se declare o nome da
pessoa, o darua e o uumero da casa.
Nos casos que nao forem de urgencia, as pessoas residentes no bairro do Recife podero re-
metter seus bilhetes a botica do Sr. Joo SounnA C. na ruada Cruzou loja de-livros do Sr. Jos
Nogueira de Souza na ra do Crespo ao p da ponte velha.
Nessa loja e na casa do annnnciante achar-se-ha constantement e os melhores medica-
mentoshomeopathicos ja bem conhecidos e pelos precos seguintes;
Botica de 12 tubos grandes...........lOgOOO
Ditos de 24 ditos. r~...........15$000
Ditos de 36 ditos..............20|090
Dito de 48 ditos...............25$000
Ditos de 60 ditos...............0j000
Tubos btuIsos cada um.............1$000
Frascos de tincturas.............. 2$000
Manoal de medicina homeopathica pelo Dr. Jahr traduzido
em portuguez com Oidiccionario dos termos de medi-
cina, cirurgia etc.. etc. ,.......209000
Medicina domestica do Dr. Hering, com diccionario. 10$000
Repertorio do Dr. Mello Moraes......... 6$000
FUNDICO D'AURQRA.
Seus proprietarios offerecem a seas numerosos freguezes e ao publie j em geral, toda e
qualquer obra manufacturada em seu reconhecido estabelecimento a saber: machinas de vapor de
todos os tamanhos, rodas d'agua para engenhos todas de ferro ou para cubos de madeira, moen-
das e meias saoendas, tachas de ierro batido e fundido de todos Mjamanhos, guindadles, guin-
chos e bombas, rodas, rodetes, aguilhes e boceas para fornalha7chinas. para -Kisar man-
dioca e para descarogar algodo, prencas para mandioca e oleo de ricini, portesi baria, co-
lumnas e moinhos de vento, arados, oullivaJojes, poetes, '-aideiras e tanouts, bolJEBvarengas.
botes e todas as obras de machiniseao. Eiecuta-se qualquer obra soja qual fftr sua natureza solos
desenhos ou neldos que para tal fim forem apresenlados. Recebem-se encommendas neste esta-
belecimento na ra do Brum n. 28 A o na ra do Collegio hoje do Imperador n... moradia do cai-
seiro do^stabetecimentoJos Joaqui da o3ta Pereira, com quem oe kstendentes m po4eei
ntender para qualnuer obta.
Tachase moendas
Braga Silva & C, tem sempre no seu deposito
da ra da Moeda n. 3 A, um grande sortimento
de tachase moendas para engenho, do multo
acreditado fabricante Edwin Maw : a tratar no
mesmi. deposito ou na ra do Trapiche n 44.
Pechincha.
Com pequeo toque de a\aria.
Naiua do Queimado n. 2, loja do Preguica,
vende n-se pegas de algodo encornado, largo,
com paqueoo loque de avaria a2$500 cada urn^
Aos amantes da economa
Na ua do Queimado n. 2, loja do Preguica,
vendem-se chitas de cores fixas bastante escu-
ras, p>!lo baratissimo preco de 6$ a peca, e 160
rs. o sovado.
3arno de vacca salgada, em barris de 200
libras : em casa de Tasso Irmao.
Armazem de fazendas
e modas
DE
wmm
C irtes de vestidos pretos de todas as qua-
lidades.
Ditos de seda da cores.
Ditos de blonde.
.Ditos dfi phantasia.
Manteletes pretos de todas as qualidades.
Ditos de cores.
Cipas pretas e de cores.
Grande sortimento de bordadas para se-
nhoras em cambraias e filos.
Variado sortimento de enfeites para ca-
beca, pretos e de cores.
Cito dito de chapeos de palha e de seda.
Grande sortimento de vestimentas par'
meninos.
Dito de chapeos e bonets para ditos.
bra
a ra da Florentina.
. Escravos venda.
Vendem-se, trocam-so e compram-se escra-
vos de toda idade, e do ambos os sesos ; na ra
do Imperador n 21, primeiro andar.
Vendem-se saceos grandes com milho da
Ierra muita novo a 4$, em porgo se far diffe-
renca : na ra de Apolo n 19.
Espirito de viuho com M
graos.
Vande-se espirito de vinho verdadeirocom 44
graos, chegado da Europa, as garrafas ou as ca-
lindas: na ra larca do Rosario n. 36
Liquidaco para
acabar.
Na ra Direita n. 13, loia de miudezas um
grande sortimento de miudezas, enfeites para
vestidos da senhora, nas de seda e de velludo,
puntes de massa, pulcciras de velludo, franjas
brancas para casaveques, luvas do s&da. meias
para meninas e meninos, botoes de setim para
casacas, espiritos finos de diversas qualidades, ba-
nhas faancezas, sbemeles, pomadas francezas e
oulros mullos objectos que se vendem por menos
de seu valor por estar em liquida o.
*Qs EW.USID {JHWeMM OftV cTTP* era cw* ClMV UaNmlm
Attenco
M Vende se por 5 0008, scenla mil to-
S lhas e quarcnla mil lijlos de ladrilhn,
|6 convera a estrada de ferro por sahir a 50$
o milheiro o nao a 759, (como actual-
j| mente esl comprando) porisso que lucra
oa 2:50(1.3 : nasolaiias de Jos Carnciro da
^ Cunha.
tws utoV PM wsww WnjM BttZ RM HI CmuM
NOVO DEPOSITO
DE
(CifflJlS .M1WM.
Itaa da Imperatriz u. 75
Nesle estabelecimento recebeu-se ltimamen-
te, em direilura da Europa, um grande sorli-
mento de camas de ferro fundido e balido, e de
todas as qualidades, e dos mais lindos modelos,
lanto de urna como duas pessoas, com armaces
c som ellas, ditas para meninos com verandas e
sem ellas, e berco de ferro, que ludo se vender
por preco commodo, lano a relalho como em
porco.'
= Vende-se 1 carrinho de 4 rodas e arreios
para 2 cavallos, ludo em perfeilo estado e por
commodo preco : a tratar em Santo Amaro, pas-
Sabbado, 14 do corrente, tendo ido fazer algu-
mas compras a escrava do abaixo assignado, mui-
chama-so
_;ues quo
se acha em Portugal, ccostuma a tomar seu Ideo
e Mear dormindo peles escodas que acera entrar,
tem o beico de baixo muito sabido para fr e
anda sempre muilo apressada : quem a pegar,,
leve a ra Nova n. 38. ao senhor, que ser bem
recompensado.
Jos Baplista Draga,
Moleque fgido.
Sabbado, 14 do coirente, fugio da ra da Ca-
deia, correndo pela ra da Carimba, o escravo
Graciano, com os signaos seguintes : idade 16
annos, pouco mais ou menos, estatura recular
secco do corpo. olhos branco?, orelhas grandes
cabanadas. falla alrapalhada por ser gago, andar
banzeiro, e est amarcllo ; desconOa-se que es-
teja acoutado em alguma casa, e prolesta-se ap-
plicsr as penas da lei contra o acoulador : pe-
de-se perianto aos seuhores pedestres c capites
de campo a opprehcnsno do dito molpque, quo
levando a ra da Guia n. 5, sero recompen-
sados.
Fugio de casa de seus sonhores o escravo
de nome Matheus, com os signaes seguinles :
cor bem preta, quando falla tem a lingua pega-
da, com algumas espinhas no rosto, bem vizivel
tem todos os dentes na bocea c bem alvos, allu-
ra regular, reforcado do corpo. icm maos pe-
queas, o andar miudq^esle escravo foi perlen-
centcoos Srs Cosme de Pinho Santiogo e Jcs
Prancisco da Costa, negociante do fazendas era
Quebrangulo, d'onde o mesmo escr.-rvo natu-
ral, dado em pagamento oos Srs. Souza, Barros
& C, negociantes nesta praca ; portanlo, pede-
se as autoridades locaes ou algum capillo de
campo que o caplnrem c levem a seus seuhores
Mello 4 Irmo, na ra de Apollo n. 7, ou na ra
Nova, loja de calcado fronrez do Sr. Francisco
Antonio do llego Mello, que o recompensar.
Fugio no domingo de paschoa, da reflna-
, cao da ra nova de Santa Rila, portoncenic a
Jos Alvos Guimares, um escravo de nome Ju-
vencio, cujos signaos sao os seguinles : cor mu-
alo, altura balxa, corpo cheio, bom parecido,
loro una cicatriz como de quoiiuadurn as cos-
tas, pouco mais ou menos, do lamanho de uma
moeda de vinlem. lera de idade 19 annos, pouco
mais ou menos : roga-se a todas as autoridades
policiaes e mais pessoas do povo o favor de o
prender c avisarem a seu senhor, ou conduzi-lo a
mesma fabrica de renaco, onde sero bem gra-
tificados.
Fugio no dia 17 do corrnt* o mulato bus-
cando a cabra, por nome Marcoliuo, que repre-
senta ler 32 a 35 annos, secco, alio, rom bigode e
barba no quelxo, falla explicado, anda calcado e
cora passo moderado, inculca-se forro, 'natu-
ral de Macei, julga-se ter ido para all : por
isso roga-se as autoridades policiaes, capiles de
campo, e mais pessoas a apprehenso do dito
escravo, e leva-lo a la de Hoatas n. 16, piimei-
ro andar, que sero generosamente recompen-
sados.
Altencao.
Ve nde-se cebla sola por baratissimo
no a mazcm da roa do Amorim n. 46.
peco:
Vendem-se bonilos burros e por menos prego
do que se tem vendido, para ver e tralar na
cocheira da ra da Florentina, que foi do tenen-
te coronel Sebastio.
Vende-se um bom cavallo castanho, gran-
de, capado e gordo, para sella ou carga, bastante
forte, e por preco commodo: no paleo do Parai-
zo n. 10.
Pechincha.
No aterro da Boa-Vista, actualmente ra da
Imperatriz, loja do becco dos Ferreiros, vendem-
se cortes de riscado franrez a 2j, tapete de linho
a 2j>, toalhas de linho a 640 cada uma : na mes-
ma loja vendem-se saceos com feijo amarcllo
muito novo e barato.
Vende-se 1 carrosa o 3 bois acostumados ao
servico : na ra do Imperador n. 12, se dir
quem vende.
Vende-se a taberna da ra Augusta n. 9.
= Vendem-se chinelas do Porto, chegadas
ltimamente, muilo bem feitas, e por prego com-
modo : na ra da Senzala Nova n 1.
Venda de predio.
Vende-se um elegante predio edifi-
cado a tres para quatros annos, situado
em uma das melhores ras desta cidade
(ra da Concordia) de um andar e com
travejamento para segundo andar ou
soto com trezentos e tantos palmos de
tundo que da' paca edificar duas-pti-
mas propriedades, com frente para a
ra projectada : a tratar no armazem
por b-xo do mesmo sobrado na ruada
Concordia n. 26 ou na ra do Livra-
mento loja de calcado n. 29, a qual-
quer hora do dia.
Vende-se a taberna da roa deHortas n. 16,
cora uudiwparaa rui de Santa Thereza, a prazo
ou a dinheiro, conforme ae oonvencioaar: a 4a-
lar na mesma.
Fugio da ra Direila n. 6 um cabra de nome
Antonio, que diz ser filho da cidado de Goianna,
e consta queahi foi visto, e nao se sabe se dahi
lomou outro destino, um pouco alto e reforca-
do, fulo e ter de idade 60 e tantos annos, falla
bem e bastante esperto, e um pouco adulador:
quem o preder e o levar a casa de seu se-
nhor, recebor a gralicaco de 509 Urre do des-
pozas.
Fugio desde agosto de 1858, o cabra Ma-
noel Candido, idade 26 onnas, alio, bom corpo,
cabello crespo, falla de dous denlos na frente, um
olho vasado e grande, cioalrizes a roda do mes-
mo ; tosluaia andar elogiando : roga-se s au-
toridades e ou qualquer pessoa do poo a cap-
tura do rcterido escravo, sendo conduzido ra
do Imperador, onde se gratificar com 100J}.
Fugio ha 16 dias a preta Schasliana, de cor
fulo, desmaiada, parecendo doente, tem o cabel-
lo corlado, uma cicatriz ao lado esquordo da ca-
bera, nariz chalo, cara e olhos pequeos, pan-
nos brancos salpicados pelos peitos, ps e maos
pequeas, estatura baixa, e magra da cintura pa-
ra cima, levou vestido de chita cor de caf com
mangas largas, e um par de argolas de ouro as
, orelhas, falla bem, parece rrioula ; foi vista ha
poucos dias nos Remedios Torre : quem a pe-
gar, far favor levar a ra do Queimado n. 63,
que ser bem recompensado.
Attenco.
Fugio no mez Je junho prximo passado, um
mualo por nome Joo, com os signaos seguin-
tes : cor alaranjada, alto, secco, cabellos cara-
pinhos, pouca barba por, baixo do qu;ixo, bigude
pequeo, com uns pannos pretos por baixo da
barba ; levou um cavallo com cangalhas, um par
de saceos, uro annol de brilhanle, um corniuo
de ouro para relogio, 4 duzias de colheres de
sopa, 4 ditas do cha, uma grande para sopa, uma
pequea para tirar assucar, ludo de pr,.u ; as
pegas de roupa seguinles ; 2 paletos sacros, son-
do um de alpaca preta e outro ede casemira do
cor, 2 chapeos pretos sendo um de feltro c oulro
de baeta, um collcte de veludo branco para noj-
vo, diversas camisas francesas, calcas de caso-
mira fina de cor, c de brim branco, semillas
francezas, grvala de seda branca ede cor, uma
colcha de Ida para cama, uma camisa de baeta
azul; consta que anda para os bandas da villa
de Ingazcira, na provincia da Parahiha na villa
do Inga, e no logar Quebrangulo na provincia
das Alagoas : quem o pegar leve-o ao engenho
sando a fundico, casa de J.-O. Mello, enTfrenTc I Pa6a,.. n freguezia de Santo Anlao, a < nlregar
ao abaixo assignado, ou ao seu correspondente
na cidade do Recife, Braga & Aolunes. na rua do
dos pes de arvoies.
Moleque.
Vende-se um opmo moleque com 13 annos,
ptimo copeiro, o qual sabe fazer todo o servico
de casa : quem o pretender, Jinja-se a rua da
Cruz n. 23, segundo andar.
Vende-se um sitio confronte ao engenho
Peres, com grande casa de vivenda, e uma outra
ora que esl montada uma padaria, offerece mili-
tas vantagens, nao s por ter bastante terreno
para ediflcaces, como porque o negocio naquel-
le tugar de bastante intercsse, nao s o de pa-
daria como outro qualquer, por ser lugar bs-
tanle povodo, como por ser beira da estrada
que vai para Santo Anto : a tratar no mesmo
sitio, ou no largo do Paraizo n. 10.
Albardas inglezas.
Ainda ha para vender algumas albardas ingle-
zas, excellenles por sua duraco, levesa e com-
modidade para os animaes : em casa de Ilenry
Gibson, rua da Cadeia do Reeife n. 62.
Vende-se uma negrinha de 15 a 16 onnos,
sabendo coser, cozinhar e engimmar: no Man-
guinho, em frente do sitio do Sr. Accioly.
Vene-se sele casaes de canarios do.impe-
rio em seus competentes viveiro, um metro mui-
to novo, uma carauna, um curi e tres canarios
da Ierra em suas gaiolas, casaes de rolas bran-
'cas e ditas pardas ; no sobrado da rua de S.
Francioco, como quem vai para a rua Bella, n.
Vigario, qua ser bem recompensado.Miguel
Alexandrino da Fonseca Galvo.
No dia 6 do corrente fugiram do engenho
Uchda o escravo Filippo, cabra, estatura regu-
lar, pouca barba, cora signaes de bexiga no ros-
to, representa ter 32 annos de idade, fulla bem ;
o no dia 8 o escravo Marcoiino, denaeo An-
gola, cor fula, alto e secco, sera barba, lem nos
bragos signaos de vaccino, na tesla uma cicatriz
era forma do meia la, ecm cima de um dos fes
uma sicatriz que repuchou alguma rousa a pelle,
tem a falla descansada, bem feilo de rosto e re-
prsenla ter 28 annos de idade ; ambos esles os
cravos levaram calca de algodo azul tranca Jo o
camisa de algodo de listra, alem de mais roupa
que possuiaro, e suppoe-scque reuniram-se pa-
ra seguirem viagem para o sertao do Sobral do
onde o primeiro natural: a quem os ipprehen-
der juntos, ou a cada um de per si, ou delles der
noticia, ser bem recompensado pelos seus do-
nos, no referido engemio Uchda.
Escrava fgida:
Fugio da casa do abaixo assignado, no dia 18
do corrente, uma sua escrava da Cdsla de nome
8, das 6 s 7 horas da manha e nos domingos Maria, que representa ler de idade 45 annos, al-
e dias santos a qualquer hora do dia.
Superiores chapeos de manilha.
Estes excellenles chapeos que por sua qualida-
de e eterna duraco, sao preferiveis aos do Chi-
le ; exilem venda nicamente em casa de
Ilenry Gibeon. rua da Cadeia do Recife n. 62, por
pre?o commodo.
= Vende-se um bom cavallo muito nevo e
gordo, sem achaques, com todos os andares, por
pouco dinheiro : na rua dos Pescadores ns. 1 3.
Vendem-se todos os accesaorios para esla-
belecer-se uma grande padaria. sendo cylindro,
machina datrabalhar com cavallo, masseira, len-
dedeira, taboes, ps, bilhas, toalhas, etc., ludo
novo; vende-se prazo : a tratar no largo do
Terco n. 82, sobrado.
Hnha de novello de todos
de seda inglesas de peso.e jma4j
cas e pretas, por prccwjMgAmodos
Henry GibsoD, rua da d a io Recfo" n.
tura e corpo regulares, cor nao multo pieta, tem
bastantes cabellos brancos, costuma trazar um
panno atado roda da cabeca, tendo por signal
mais saliente as maos foveiras, proveniente de
calor de figado. Esta escrava lendo sahido como
de costume, com venda de arroz, nao voltou
mais : roga-se, portanlo, s autoridades poli-
ciaes, capiles de campo e mais pessoas do povo,
a apprehenso dt dita escrava, e leva-la loja
do Preguica, na rua do Queimado n 2, ou casa
de sua residencia na rua da Florentina defronte
da cocheira do Ulm. Sr. tenante coronel Sebas-
tio, ane sero generosamente recompensados.
No dia 2 do corrente mei fugio da fabrica
de sabio de Joaquim Francisco de Mello Santos,
osen eserar Antonio, crioulo, cor bem prela,
nariz cljalo, biiioeam pouco grosso, com idndi
de 25 annos, o o signal mais conherido ler a
ta de um dente na parte de cima : pessoa
e o pegar, duija-se a mesraa fabrica de sabio,
rua do Brum, que ser recompensado.
j lji inri i Anr. i
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i-
(6)
Littcratura.
_____________DIARIO DE PEBNAMBUCO. SABBADO 21 DE ABRIL D 1860.
Tentativas philosephicas
O ECLECTISMO E A. PHILOSOPJIIA ALLEMAA-
Se nao fosse a inexplicavei;reputacte que lera
adquirido o ecleclismo uestes ltimos lempos;
se nao livesse esta osela a sal favor certa appa-
i.>(.. ia de verdade, julgariamos ter dito o baslan-
i paca a sua icfutaco.
espiritas frivolos, para os qnaos nunca pode
ir ama ve idod.-im philosophia, hte-dc sem-
| 5 Tipalhis.ir com todas aquellas ideas qur
tandea! a dar-Ibes imporiaruia, e at a darcm co-
JHO--0 ideal da sciencia o conhccirnenlo vago o
ii.aviiuido que nao 6 seno um modo de sor da
ignorancia.
u que porm difllcil de explicar que honiens
cornVicior Consin e Raimes com outros acceilem
o ecleclismo, uns considerando-o como a luz da
Listara da philosophia, outros como o melhodo
por excedencia. por isso. que nos jaleamos
abrigado a dar a este ossumpto urna importancia
que elle nos uo parece merecer
Aiit. 5 de coineearmos a tratar da phlcsophia
allemaa, que, com razo ou sem ella, se conside-
ra Imje como a escola opposta ao eclectismo. eon-
Unuaremos as nossas observaees sobre o ullimo,
considerado em si mesmo
Fallando desta escola, Dalrnes pretende corlar
teda a diieuldadc da quesio, distinguindo entre
o cclectismii considerado como doutrina ou cuino
melhodo. Como mclliodo, diz ello, ninguem o
Jis-de regeitar, porque lodos devem buscar a
verdade onde so adiar.como doutrina o eclec-
tismo a ruina da verdade.
O ecleclismo por si s nao pode, constituir um
jneilioJo : concebe-so o melhodo analytico, o
synlhetico, o syllogisco, o melhodo critico e o
evpeculalico, o methodo deductivo concebe-se
que todos esses roothodos lenliam sido de feilo
Seguidos polos philosophos sem distinecte de es-
colamas o que o melhodo eclctico ? o
melhodo histrico applicado philosophia. Ja
se v .jue o methodo eclctico nao pode fa/.er ai ais
do que propor os problemas de que so tem oecu-
pado a philosophia c explicar a sotarte dada pe-
los diversos philosophosmas qual 6 o resultado
qual o limite cutre o historiador e o philo-
sopho?
anliga verdade que os extremos se tocamo
despiezo das ideas passadns c lo porgoso como
exagerada veneraco por ellas. O eclectismo
parlo de urna aturroagao gratuita, de urna pura !
liypoihcseque a verdade so ach como disper-
sa nos diversos syslcmas que lom existido, e que
o mellior syslema o que tira de lodos alguma
cousa : isso (i or ni o que anda se nao provou
nem 6 possivel provar: como, c o que se ha de
tirar de cada syslema ? deutro do ecleclismo nao
se pode responder a isto.
Anda quanih) nao fosse seno este vago e inde-
terminado que primeira vista cerca o principio
da escola eclctica, nao sabemos como anda al-
guern o abracara.
Todo o moviniento scientifico residir as in-
vestigaroes histricas ? A humanidade lera de
esperar quesesolelre urna pagina amarellada da i
repblica de Cicero, adrada por Mai ? temos de .
Solfrcarloda a arlividado intellectnal em quanto !
se interpreta urna passagem obscura do Tirneu ?
Sem exagerarte, o eclectismo isso, e isso 6
tristemente serio Tara quero, reflectir um pon-
en, osla escola vai alliar-se com os principaes
inimigosdd philosophia que suslentam a incapa-
ci lado da razio, inculcando que nao ha couheci-
mento da verdade e que Deas, n essencia do
niiinJo c o espirito, ludo inconcebivel e incom-
preheosivel.
Segundo estes a religio
de satisfacer o espirito, e a re
A logu.i iiaicuudviulal do Knnl o do tuda a
philosophia allemaa temos o defeito do enn-
du/iao scpiicismo por isso que ella excita (ele-
ve) problemas sobre!iumanos, cliimericos, extra-
vagantes, 'e bem entendido nao os podo resol-
ver.
Els-ahi o resollado il'untn npreericte errada.
Kanl hnje na Allemanha como que um philoso-
pho classico, cojo sy.'itama debalde se tem querido
renovar, bem que atlorando-0 profundamente. A
sua philosophia cnlea, nlm do inlcrossa hist-
rico, Legou aos modernos alguns principios ele-
vados como o da supremaca da rana o em philo-
sophia, principios que eslao irilimamenle liga-
dos aos modernos syslemas. nao pnr um procos-
so exterior o arbitrario, como se faz no erleclis- ; hoso critico, que assim como Aexa'ndie
mo. Refutar a critica di razo pura, nao 6 por' aspirara ao imperio universal
coiiseqiuyrcia como quer Cousin refutar a piulo-
sopliia allcmaa ; 6 antes dar-lhe mais tarca.
Como 6, poiem, que a mesma philosophia de
Kant pode levar ao scpiicismo? Responde-nos
o philosopho francez, que propondo problemas
chiroerreos e nao os podendo resolver. Disto
forzoso concluir que um tal scpiicismo a cousa
mais innocente que pode conceber-se. O scep-
ticismo perigoso e adverso ti sciencia quando
versa sobre a solueao de problemas serios e ver-
daderamente philosophicos. Mas que importa
duvidar quando se trata tle problemas exlravagan-
tes. Derxem pois os eclocticos Allemanha os
seus dovaneios, porque nao podern fazer mal al-
gum, nem o scpiicismo, nem o dogmatismo que
pode porvcnlura dahi nascer.
Oque 6 innegavel quo todas essas chimeras
formam em cada syslema um todo verdadera-
mente harlnonioso e que a lgica mais rigorosa c
o methodo mais severo presiden) a esses nebu-
losos castellos de alm-Rhono, que o ecleclismo
Irata rom lana descortesa.
Faz-nos islo lembrar o quo dizia Polonius da
loucura de llamlel.
Though this be madness yet there 3 melhod
in il. (Acto 2. Se. 2.a)
Notemos de passagom que nao o rigor logice
nem o metluidissimo quo caraclerisa a philoso-
phia francesa dos ltimos lempos: urna nola-
vel coincidencia que j andasse assim a loueur;
alliada ao melhodo na patriado Hamlet que an-
da faz parte da Allemanha !
Rosumindo as coiisiderores que temos feilo
eremos ter evidenciado que o eclectismo nao po-
do forneccr nem o melhodo nem a doutrina phi-
losophica. A philOOphii allcmaa coraclerisa-r
um grande amor da sciencia o urna convirci
profunda da dignidado e da elovaoo^da razao
Nao c possivel, diz ll'-gel, encarecer a gran-
deza e o poder do espirito : ello maior que to-
dos os cncarecimontos. A essencia velada do un
verso nao lom forca que possa resistir ao a moni;
veniade, ele. Esse amor da verdade absoluta
essa crenca no poder da ra/o o ecleclismo nao (
podo ler: para elle o philosopho nao pode passa
d'um erudito.
Terminaremos osle ensaio com um bosquej
da historia do ecleclismo, que mostrando as vi
cissiludes por que tem passado esta escola, rnos-
irar ao mesmo lempo a iunefcach do seu prin
cipio. A doutrina que lemos tentado eslabele
cerachar a sua ultima demonstra^ao na revisl,-
lo passado, que por mais que so faca a base di
futuro.
O primeira faci sobre quo chamamos a alten
ca/o do leilor que o ecleclismo s lem podido
fazer escola em pocas debatientes, em que o es
prilo humano parece fatigado c destituido da
quella energa que caraclerisa um grande seclo
A escola de Alexandria, apparecendo no momen
lo em que a oirilisacio groga ia expirar nao so
propoz outro lim seuao o do harmonis.ir lodos o i
syslcmas da philosophia helleiiica, o principal
mente os de l'lalao e Aristteles. Como porm o
ecleclismo puro impossivel, fot forcoso que o
queunicamcnle po- Alexandrinos \iossen a acabar nos dovaneios do
eligiao nao passa pa- mysticismo, concebendo urna raculdade superio-
ia ellos de um crepsculo da inlelligenea, um' razao o '
xtasis, em virtude da qual o espiril.
se confundo com o objeclo do conheciinento. Nao
desconhecemos os servidos do l'lotirio, Origenei
e l.ongiuo : nao se pode deixar de admirar ,i
erudieao dispendida na conciliacao forcada do.i
principios mais adversos. Mas qual foi o'resulta-
do immediato desses trnbalhos rmuieusos ?
Notavel phenomeno l Tendo a escola de Ale-
xandria pretendido cppor-se as novas edas nasci-
das do christanismo, o pensando conseguir me-
llior o seu lim veslindo a multiplico armadur;
do mundo antigo, nao consegua seno o exclu-
sivismo^ do Aristteles formulado pola Selllas-
Ijca. E t.lo rsped; da foi esta tyrannia, que so
genio inventivo do Bacon e a reflexao profundo
de Desearles, loraram libertara philosophia desso
jugo ominoso, incor.ipniivel j.1 cora as aspiracei
da poca.
Taes foram no mundo anligo os fruclos qu
produziu a arvore exolica do eclectismo ; nao s
podera assim chamar urna escola que em vez d;
enriquecer o terreno da philosophia com novas
observdccs sobre os fados da conscieucia, aban-
dona o campo a alheios invasores? Os trabalhos
que na de erudieao e as meJilacoes sobre ideas passadas
sao peculiares historia ; em philosophia a ques-
to saber bhi, nao o saber muilo ; o desde j
momento em que urna nova verdade so produzir
lia de incontestaveliierilc imperar dominando as
mais annosas existencias. Erabora os antigos
sysleraas, senhores do terreno, sejam violenta-
mente reunidos e se pretenda do seu choque fa-
zer sabir alguma cousa nova. O que sao s vezes
a faisca que incendea ludo, menos o arbusto
ainda verde que brotar mais robusto, alimen-
tado pelas cinzas que o rodciam.
E' um erro, consagrado pela opnio do vulge;
suppor quo os syslooias ou hao de ser exclusi-
Islioe porm fiara duvidarquu o baiao do V-
rulnm acensase o titulo se livesse a faculdade de
declinar tal honra. Quando o philosopho inglez
oppnnha ao Orgsnum de Aristoteles.dosacredila-
do de envolta com a edade meeia, a sua lgica
nova ( Novum Organum ) sobre a qual se eleva-
ra mais larde todo o edificio das scieneias natu-
raes, de cerlo que nao era sua inlen$m fazer
eclectismo.
O quo seria difllcil mostrar e que de cerlo nao
foi anda mostrado, que a philosophia de Bocn
jf ja a concihaQio fia philosophia de Aristteles
com a de Plato : verdade que elle combateu
o despotismo que exorecra at o seu lempo o
philosopho de Slagyra ; pareca, diz um enge-
Magno
com a espada, o
seu gTande mestre tentara dominar no mundo
das ideas nao- foi porcm com os ideas de l'la-
lao seno com as suasque Bacon combaten Aris-
tteles.
Do eclelismo de Thomasio j os nossos lcito-
res podem fazer alguma idea, pelo trecho que no
primeiro artigo extrahimos do Compendio de Phi-
losophia, adoptado nos Lycus. E' lamben geral-
menlo sabido que a este philosopho se atlribue a
separaco scicniiflca do dirolo e da moral ; nes-
le ponto, ao meno, nao Thomasio eclctico, o
ainda bem que assim cnriqoeceu a sciencia com
um priucipio novo, que ello de cerlo nao foi bus-
car na conciliacao dos .syslcmas.
A feir.iio raals saliente do eclectismo contompo-
poraneo a doutrina do sonso commum ; como
a conciliacao de systemas diversos nao pode ser
senao um fado e nunca um principio, a eclecii-
ca v-sesemproobrigada a adoptar um ponto de
partida, quo tico geralmcnle como que envolvido
na sua doutrina, mas que nao di'.icil descorti-
nar. Sendo porm a razo o principio dos sys-
lcmas chamados exclusivos, o eclectismo para
ser lgico lera abracado serapre urna cousa que
julga superior razaona edade media o xtasis,
entre os modernos o sonso commum.
E' mais urna prova do que o ser consequenle
comprometi muila ve/, urna doulrna.
(Jualqucr espirito desprevenido ha de notar na
historia moderna desta escola o mesmo indefini-
do, e a mesma confuso que caraclerisa a dou-
lrna dos Alexandristas. Victor Cousin julgou
dever declarar na sua obra Du Vrai, du feau
el du ien quo nao era eclctico senao como his-
toriador. Mas qual o seu syslema, ou a sua
osela ? Plalao e Descartes sao os seus meslres.
diz elle; mas Plalao e. Descartes, vistos pelo pris-
ma eclctico, nao podern produzir seno o eclec-
lismo, essa forte e justa medida exclama o phi-
losopho francez, a qual superior aos proprios
resudados.
Esto encarecimento poder supportar-se como
expresso rhelorica, mas improprio da scien-
cia que V. Cousin lem professado com lano bri-
Iho. O que em pholosophia um principio su-
perior aos resultados ? A philosophia, allemaa
ser, como muilos querem, contraria ao senso
coramum, mas na sciencia nao admille nada que
sejj superior aos resultados.
J. S. da Si/ca Fe.rrai.
(Archivo Universal)
\ lavoura e o eoimnercio.
_ A livragem e a paslagem
so as duas telas do estado.
O socolo industrialista : por toda parte o corn-
mercio, a manufactura, a especulacao multi-mo-
da faz prevalecer a sua influencia."e tambera por
toda a parte a lavoura dcfiuha ; vao escasteando
os bracos quo so lhe consagrara. De Inglaterra
ainda recentementco anglo-maniaco Michel Che-
valier dizia no Journal des Debis quo haviam
falhado bracos, sem embargo dos allos salarios
eflorecidos, para colherem os irigos de algumas
provincias; da Frayica, basta ler qnalqner dos
Eoire nos especialmente, a lavoura conslilue,
e por muito lempo constituir o nico trabaiho
productor. A ubordade de nossa torra, o valor
das suas prodceles, a necessidade que dellas
lem massas lio considerareis de consummidores,
asseguram essa nova asserr;ao. O enrarnercio
prosperar com a prosptridado della, e saber
quo temos feilo a bem della?
Nao dizemos o que lemos escripia as nossas
gazelas, o que. temos dito as nossas tribunas
parlamentares; ah sobrara phrases para p-ova-
rorn que a conviccao da necessidado esl em lo-
dosos espiritos ; mas todas as phrases, ainda as
mais eloqucnles, nao produzem um grao de mi-
mo.
O que lemos feilo ? Deraos-lhes esperancas.
^os das do donjino das theorias do crdito,
promellemos-lhe urna lei hypothccaria, que dsse
a propnedade rural as vanlagens ejetraordina-
rias da circulaco. e assim lhe facilitassem os
Denelicios do crdito, libertando-o da usura. A
promessa nunca se realisou.
Fizemos-lhe esperar que lhe daramos braros
laboriosos de intelligentes enropeus, que viriam
allrahidos pelos nossos engodos, substituir o bra-
co indolente do estpido africano. E a promessa
nao se realisou.
Fizemos-lhe esperar que lhe daramos facis
vas de communicaco : com enormissimo sacri-
licio dos cofres pblicos principiou-se aqu, alli,
algumas vias frreas; despejaram-sc nlgumas
centenas ou milhat^s do contos de reis em algu-
mas especularles... E a promessa nao se rea-
lisou.
Entretanto era possivel, era desejavel a rcali-
sacao de todas ellas? Era isso o que deviamos
fazer para que nos moslrassemos dominados pela
salutar convicio que linham Ilenriqnc IV o
grande re, e Scully o grande ministro, quando
diziam a lavragera e a paslagem sao asduas
tetas do estado ?
i Nem ao menos um estuo serio se fazia do ar-
duo problema !
Vede na Babia : em dislrictos populosos e opu-
lentos a fonie j determina o governo a aconse-
Ihar a emigraco. a disperso dos habitantes !
Essa emigraco, essa diperso se d, aqui bem
perto da corte, nao j, como outr'ora, dos dis-
lrictos mineiros da provincia de Minas para os
dislrictos agrcolas da do Rio de Janeiro para ou-
tros da mesma provincia, uu da do Espirito San-
to !... A lavoura nao exerce sobre essas popuia-
Qoes sua prirneira vantogem, a de prende-las
ao chao, a de torna-las sedentarias O facto f*ns-
sn-se entre nos, e oceusa um vicio profundo a
que cumpre aiiender.o entretanto nem o vemos,
nem o estudarnos. o suppomos ter satisfeito ao
souro, par* njcefaer os uiagroa vinieus la o4ho-
rosxdade do estado, qne assim lhe atira tssa ei-
mola:'
Nao sangra n coracao de cathoiico er era lo-
dos os reialorios dos presidente de provincias
denunciar-se a assemblas profanas o estado de
ruina das matrm. a falu de paramentos, o pc-
dir-se, tantas vezes sem que se seja outido, atie-
se consignem algumas centenas de mil ri ao
lado que se consigna para cad^as para chafa-
rizos, que sejam applicados a esses reir.end.os e
concertos?
Nao sangra o coracao do verdadeiro cathoiico
vr quo o mais dos ve/es para occorrer a essas
despezas urgentes, a liberalidalo legislativa de-
rroia loteras, ou a dcvor;o parlicuUr as resolve,
c com esse produelo do jogo aulorisado, ou do
jogo clandcslino se fazera algumas das obras, se
adquirem alguns dos paramentos, exigidos pela
necessidade do culto que tolos deveraos ao se-
shor ?
Ah I cumpre que a isso se atienda !
Se de accordo com os bispos das diversas dio-
ceses, inteirado por elles das exigencias do ser-
yigo religioso, ji para relribuicocs e congruas,
j para reparos de matrizes e fundaees pias, o
governo obtivesse das cmaras a li'xacao ongo-
blada de urna quanlia, que fosse posta em pres-
laccs mensaes ou trimeslraes, dsposicao dos
bispos, para scrcra por elles convenientemente
distribuidas; se da mesma forma procedessem
com as assemblas provinciaes os presidentes ;
nao evidente que as%ne03 ecclesiaslieas ga-
nharam em dignidada, e quando ue fosse pos-
sivel convenieniemcnlo relribui-las. em alinete
ao encarecimenlo sempre progressivo de lodo o
necessario vida material, nao seria j isso una
vantagem ? E egualmente, nao so poupariam
essas arcusaces qiiotidianamento feilas nossa
incuria polas pinturas acerbas dos iclatorios pre-
sidencaes a que cima nos referimos ?...
Essa preslaro, assim votada peloj poderes
do estado em compensaco aos dizimos, fosse
adiada insufliciente, loria de corto os bispos so-
bejo poder para alcancar dos fiis o supprimento
que fosse. indiipensavel ; alguma ronlribuieo
que solicitassera do seu zelo. a otferenda do rico,
o bolo do pobre nao Ihes fallariam de certo..!
Nao tem ellas Tallado ao muilo venerando bispo
S. Paulo para dotar a sua diocese de um op-
seminario... e priraeiramento applicado o
limo
bolo do pobre, como a offerenda do rico, seria
egualmente fecundo.
So essas ideas que aqui solamos, sem muilo
por ora deseuvolvel-as. e a que opporlunamente
voltaroroos, fossem adoptadas, de primeiro in-
luilo duas grandes vanlagens colheriamos : 1.
Acabaamos todos esses argumentos que redu-
zindo o parodio a empregado civil, aviliam-o, e
lvpr rt, ; .........- -- i P00 na dependencia da auloridadc temporal, o
no t-,.1" fu .., h?0', ceHnc(^r,,,0 P"a pros- ale podem irazer serios conflictos no da em -e
pendade futura da patria, desdo que, olhos iilos o juiz de direlo quii
na prar;a do Rio de Janeiro e as suas especula-
ces, sustentamos*a conveniencia de ingar o paiz
de papel moeda, de anniqular o thesoiiro com o
fardo de garantas de juro, do prestaces e de
subsidios, a bem do alguns habis ou d'e alguns
afortunados!
A miseria e o soffrmenlo balem-nos porta,
porque a ludo sacrificarnos a lavragem e a pas-
lagem a que, pelo contrario, rudo de humano de-
veramos sacrificar.
quizer criminalmente entender
com o modo por que cumprcra taes empregados
os encargos dos seus empregos. 2. Reerguer-se-
ha a importancia do episcopado, to reduzido
entre nos, to acubado, lo fallo de secan al so-
bre o clero.
auxiliares do que advewarios da usura : qiian-
los porjah nao va i lirar desses bancos \9 epor
cento dinheiro que depois emprestara a 18...
diiemos pouco .. at a 38 por cento T
Mas, se. a slnilujcte bancaria, se a injliluico
dos monte-pos nao est ainda assaz desenvol-
vida entre nos, para acabar com essas rapina-
gens, nao menos certo que em sua nature/a
est prestar esse servico, e por ello as bemdi-
remos.
i Nao tem pois cm nos os sustentadores dos
bancos e da liberdado bancaria adversario, tem
antes alliado, e devotissimo.
Haja quaniasassociaces possivois para adian-
tarem ao necessilado, sobre penhores, os magros
vintons de quo por alguma circunstanri.1 fortuita
poder carecer ; haja quanlas associacocs forem
possi^eis para adianlar a quera quizer Irabalhar
o necessario para adqnirrem ou raelhorarem os
seus instrumentos do trabaiho : a publicidade e
a concurrencia obriga-Us-ho a nao pedirem pelo
servieo que prestarem preco maior do que clleT
vale. '
Mas o amor do lucro um Prolheu que de
continuo se melamorpboseia, as assaclaccs ban-
canas nao emprestam smenle o seus capitars :
tomam egualmente por emprestimo capitaes
alheios para dalos com algura lucro, aos que se
Ihes dirigem pedindo os seus auxilios
Os rucios que as associaces bancarias tem
para contrahir esses emprcs'timos sao dous; Io
recebem os quanlias que os parli?ulares Ihescon-
liam sao os depsitos ; 2, esiittem letlras suas
vista e ao portador, que.acceitas nacirculaeao,
sao levadas por. ella, e muito lempo, al que
vollem por lim aos bancos que as emittiram e
que as tem de pagar.
O primeiro desses Tneios nao soffro a menor
opposo, liquido e justo ; quanto ac segundo,
porm. mil duvidas se suscitara sobre a sua legi-
limdade, sobre os seus perigos.
O certo que a cobiea lem mil abortas para
abusar dele. trazendo d"esgracas publicas.
E pois sobro esse segundo "meio deve haver a
maior atlencao.
O industrialismo moderno, se nao inventou,
ao menos deu ampia expanso a um singular
syslema de associacocs mercanlis; sao as socie-
dades anonymas. Pela organisaeo das socieda-
des anonymas, em quanto os seus socios perce-
bern inlegralme.ile" o lucro obtido na proporeo
das suas aceoes, nao sem rcsponsabilidade algu-
ma pessoal, nao podem perder seno a impor-
tancia de suas aeces ; os directores de taes as-
sociacocs nao lem maior rcsponsabilidade : ga-
nham ludo quanto podercm ganhar, raass per-
deni o valor de suas aeces.
Coroprehonde-se que, desde que urna associa-
cao bancaria fr anonyma, o incentivo do abusos
de emisses, esse incentivo poderoso sobre a co-
biea, nao ser clflcazmenle contido pela respon-
sabilidade.
Ora para nos ampia liberdade o dircito do
hornera e do cidado ; completa e inleira rcs-
ponsabilidade o freio nico contra os abuso
da liberdade.
A enreja brasileh-a.
Os parochos.
ltimamente suscitou-se auma polmica na
nossa imprensa Berca da posieo dos vigarios.
O governo havia decidido que, 'sondo elles em-
pregados pblicos, eslavam naslicencas quo ob-
livessem snjeitns exclusivamente aulodade
dos presidenies como os de mais funecionarios
prescatimenlo obscuro da verdade. O ecleclismo
v na historia o ideal da philosophia; ludo o que
o espirito pode saber esl nos diversos systemas;
examinom-sc elles o ludo est dilo.
E o que a philosophia allemaa que se colloca
eni frente do ecleclismo ? Sao as theorias Je Kanl,
Tilchte, Schelling e Hegel ? mas entre essas di-
versas theorias ha ponlos communs o outros in-
teiramenle opposlos. Co;no se pretendo pois in-
culcar que a philosophia allemaa i adversa oo do-
senvolvimento da sciencia, ella que palo contra-
rio o que ha de mais elevado no espirito piulo-
sophicode urna poca ?
Nada mais vulgar que criticar a philosophia al-
lcmaa sem a eonhecer,e explicara sua ililliculda-
de pela nebulosidade que cerca as regios germ-
nicas.
O autor dosle artigo tambora confessa que nao
entenlc muito da philosophia transcendente, mas
est convencido que propria ignorancia e n3o a
nebulosidade germnica deve altribuir a dillieul-
d*de de seguir a Fichle c llegel nos suas mais
profundas especulaees.
O que cerlo. como quer que seja,
Allemanha reside o centro daaclividade ilellec-
tual. Apczar de toda a guerra, quasi nunca leal,
quo se lhe faz, a philosophia allemaa ganha ter-
reno todos os dias na Europa c nem a patria de
Bacon, nem a de Descartes, lhe oppo mais que
urna resislcncia involuntaria.
Nao cabe nos limites que nos puzemos, tracar
una rescriba da philosophia allemaa. Ainda
quando o podessemos e que livessemos a certeza
de ser entendido, seria urna mera oslenlar.o pora
o objecto de que se traa. Basta-nos dizer que a
philosophia allemaa quer se considere exterior-
mente no seu dcsenvolvimeulo histrico, quer no
seu estado actual, que a Hegel coubc formular, vistas o eclcticos, na accepeao scientifica auc corlo, que ella resume todo o movimcnio intel- pretendo dar esta palavr. A principal r:-
zo porque o ecleelisrro impotente o poi-
que elle imagina combaler una cousa que rt-
almerile nao existe. Nao ha syslema exclusivo
em philosophia, seno na imaginaco dos eclcti-
cos ; a historia da philosophia a continua di -
raonstrtco desla verdade.
Quo nos diz ella depois dessa lico dada pe a
osela do Alexandr a ? O eclectismo tentou br-
Ihar de novo com a reslauracao das lellrasm is
o seu timido bruxulcar vei demonstrar nimia
urna vez que a philosophia nao so alimenta co n
meditaces sobre o passado, seno quando o scp-
iicismo suffoca as ospiraces do futuro.
,Um fado que nao pode passar desapercebiilo
a repnlico de tentativas feitas pelo eclectismo
para ir buscar no passado um parentesco fidalgo,
que nem pode illudirse quer os menos versad js
neste estudo.
i----------------------, m" **. rf v.i' \J& u U lilil) lUIM.LIUlIi
seus livros recentes, para ver que lodos lamen- j pblicos. Houve quem reclamasse a inlerferen-
lara a emigraco constante da populacao do cara-! cia necessaria do ordinario era taes licencas O
ades, o pedem providencias que I principio porm estabelecido pelo governo', fun-
que a industria lhe dado em lei, esse principio que acreditamos con-
Ierra os bracos
lectual do espirito moderno. O que para a arili-
guidade Plalao o Aristteles, a Scholastca para
a edade media e Bacon para a renascenca, a
philosophia allcmaa para a poca moderna. Que
muitos a nooenlendem verdade, mas -o ainda
mais que ha mais de um que a nao quer enten-
der ?
. curioso ver como se faz a critica em Franca,
e principalmente a critica da philosophia allemaa.
Ott pretende demonstrar seriamente quena Fran-
ca no podera ter entrada as ideas philosophicas
da Allemanha, por sor esto um paiz protestante :
e porque cnsinarnas cscolasPlato c Aristteles,
philosophos pagaos ?
Alguns nao se contentara de trotar de nebulosa
a philosophia allemaa; Victor Cousin julga ler
rotulado todo o edificio da especulacao germni-
ca minando-o pela base que elle er" ser a philo-
sophia erolica de Kant. Eis as suas coucluses
mais salientes:
arada m
jnas nella
' a mise-
letra, mais
nclia se
[dos pobres :
Inglaterra,
apreseutou
IWLLHETIJI
ORIGINAL DO DIARIO DE PERNAflBUCO-
RESENHA WARITiMA.
XIII
SiMMAiuo.Decadencia do pessoal e do material
de nossa marinha d guerra.Causas que a
originaram e que a aliraenlam.Medidas sal-
vadoras urgenleraeDle exigidas pela siluago.
O assumplo de que ullimamenle nos oceupa-
mos ainda merece por sua importancia toda a
nossa ltenlo, e por isso nao occioso addicio-
conar algumas novas reflexes s que ja emit-
liaios.
Nao entra mais em discusso que, qualquer
paiz sem raadeiras pode ser ludo, menos poten-
cia martima : este principio passou em julgado,
e lodos os nossos administradores convencidos
da necessidade de proteger as matas do estado,
que, com bcra cabida denominaco se chamam
publicas ; porque teem sido somnte proveitosas
alguns potentados que as lem explorado, desde
1849 que reclamam assembla geral providen-
cias para vedar sua total dcslruicao.
Ella, porm, tem sido surda to fundada re-
clamaco, e se j naquella poca era necessario
una represso vigorosa, faga-se idea quo devas-
loco nao lem soffrido os bosques neste decennio
decorrido, sera haver embaraco algum.
Nada avanzamos de exagerado quando denun-
ciamos ao paiz que elles lem sido al hoje o alvo
da mais vandlica exploracoo ; porque apenas to-
mos o echo das palavros proferidas pelos Srs. mi-
nistros da marinha no soio da assembla.
Comecaraos de 1854,para R0 nos remontarm'os
mais longe; vejamos o que duse enlao o hbil
Sr. consdhciro Paranho3 respeilo, em seu re-
latorio :
A reserva, adminislraco e guarda desterras
publicas que devam ser destinadas conslrucco
naval, em virtude de su situaco e abundancia
de madeirss proprias para aqnelle destino, eslao
reguladas pela le n. 601 de 18 de selembro de
1850, e pelo respectivo reglamelo de 30 de Ja-
neiro do anno passado. A requislcoo para a re-
serva de taes malas devo serfeila pelo ministro e
secretario de estado dos negocios da marinha,*
4 esle ministerio perl.ence a sua admiuislragJO,'
Bruckerporoxeraplo, na sua Historia Philos)-
phica, nao duvida chamar a Bacon o pao doeclic-
MIM^y^^mamm
nos termos dos arligos 80 e 81 do citado reg -
lamcnlo.
Est, perianto, prejudicada a proposlaqie
sobreestoassumpto nos foi aprcsenlada na ses-
sao de 1850, oxisliodo, como creio, na lei das Ier-
ras e nos seus regalaroenlos, as disposices cs-
senciaes da referida proposta do poder execulivo.
Resta que dolis o ministro da marinha com ds
fundos necessarios para prover aos trabalhos le
exploracoo, o adminislraco o guarda das mal-
las, que devera ser reservadas parauso dos ar-
senaes do oslado.
O governo traa de abrir um corle de madu-
ras de construyo naval na provincia do Par, c
o far opportunamenle em nutras provincias, ra-
ra oque brevemente ser promulgado um regi-
laraento que seja applicavcl qualquer dellas. A
opposigao fela pelo proprietano do terreno, q le
havia sido escolhido naquella provincia para s-
reslituara
arranca.
Essa altraceo constante da populacao do cam-
po para as cidades, onde vao alimentar o foco da
oirupco e do vicio, inevilavel desde que a
sociedade for governada como esl sendo, desde
que a influencia de riqueza movel prevalecer
desde que o sensualismo depravador conservar
seu imperio.
E entretanto, a razo e a estalislica
quanto mais industrialista urna Ierra,
abundara os mendigos, mais horrorosa
ria ; quanto mais industrialista urna
carregado o quadro dos criraes
commellcm. Pelo contrario, quanloylnais prima
em urna trra a lavoura sobre a indujftria, menor
o numero de seus crimes, menor
nao foi em um paiz do lavoura, foi
a opulenta, a manufacturera, que
essa chaga ptridao pauperismo !
Sim, que o trabaiho do campo exotue o conta-
gio dos vicios, limita as necossidades facticias da
vida, e se nao d opulencia, assegura folgada
abastanca. O traballio do campo c pois, ainda
exclusivamente debaixo do ponto de vista moral,
o que mais deve ser protegido pelo eslado.
Por outro lado, em quanto o trabaiho da indus-
tria estraga mais ou meuos lentamente ohomem,
e produz una degenerado, um racialismo, que
j hoje vae por toda a parte assustando, o traba-
iho do campo crea uraa geraco forte, laboriosa,
cheia de sade e de vigor. E' a popularte do
campo que d os melhores soldados aos c'xerci-
toseuropous. Ainda pois por esse lado deve o
trabaiho do campo merecer especialissiraa alten-
cao dos governos.
E por fl.ni, nao allendcndo seno considera-
ces econmicas, o que vemos? produz o com-
rnercio, produz a industria alguma cousa? Todas
as combinaces das manufacturas, todas a3 espe-
culaees do commercianle poderte crear um grao
de arroz ? Nao: a lavoura quem fecunda a ier-
ra corn o suor do seu trabaiho. o recebe della,
serapre justa, a remunerante desse trabaiho. A
industria nao faz mais do queaccresconlar pro-
dcelo da Ierra o trabaiho humano, para raodi-
fica-Ia, lorna-Ia applicavcl aos nossos gozos. O
commercio nao faz mais do que collocar-se entre
o consuramiilor e o productor, para facilitar o
servico reciproco que se prestara.
Se pois dessas tres classes, alguma carece de
proleccte assidua a que produz, em segundo
lugar a qup modifica a produegao e s em ultimo
lugar o commercio. E entretanto, por fatal allu-
rinaQo do seclo, nao se falla senDo em protec-
co ao commercio, cm favores ao commercio ; e
enlcnde-se que somente para as suas vanlagens
devera os governos ter serapre sollicila a alten-
cao I
trario dignidade da egreja, esse nao foi atacado.
Assim pois, o vigario empregado civil; a lei
de um paiz cm que a consliluico proclama que
a religio catholica apostlica romana continuar
a ser a religio do imperio, assim o decide I...
E dsl'artc, nao hacend foro privilegiado, o vi-
gario no exercico de suas funcres esl sujeilo
autondado commum que o pode responsabili-
sar, como a qualquer outro funecionario !.. Quera
sabe se dos vigarios, applicando os raesmos prin-
cipios no seu rigor lgico, nao cbegareinos a tor-
nar jusliQavel do juiz da direlo at as mais altas locando-a frento da
subordina-lhc toda ella.
Se querernos una reforma moral da sociedade,
corno devemos querer, pois estamos cm pleno
materialismo, a bracos com as suas consequen-
cias, no dominio absoluto da seusualidade ; se
queremos a reforma moral da sociedade, deve
ella comeoar pela reforma do nosso clero. Por
mais esforyos que se lerilcm, ainda mesmo quan-
do pela multiplicarlo de seminarios so d aos
futuros levitas una educaco christa, em vez
da educaco pagua que elles hoje recebem pro-
miscuamente com os seculares, esses esforeos
sero frustrados, se nao coineearmos por levan-
tar na consideraco publica o estado sacerdotal e
o santo servico do altar.
Egualmente frustrados serao elle?, se por lodos
os meio3 po-isiveis au dennos realce ao episco-
pado, nao fortilicarrao3 a sua aeco, para que
possa elle lutar contra o relaxaraento geral, c
contra a indisciplina.
E' necessario ao episcopado brasileiro toda a
.virtude, lo la a energa desses insignes varos
que em pocas como as de hoje, lera conseguido
regenerar o clero, regenerar o mundo ; mas isso
quo ^lecessario, ainda nao basla : indispen-
savel^e sociedade, que o poder temporal o
coadjuve, dando-lhe todos os rucios de aeco que
lhe lera sido cerceados, dando-lhe lodos os re-
cursos, para conseguir que era todos os espirilos
entre a corivicco da verdade de sua supremaca,
da effieacia de sua iuspecco, da torca que, col-
erarchia eclesistica.
autoridades ccclesiasiicas !... biasphernia !
E sendo empregado civil o vigario, podo um
presidente suspende-lo do exercicio desuasfunc-
CdM, manda-lo processar, se, nao obslanio a sus-
penso, quizer elle exercer os seus encargos,
dizer misas, administrar os sacramentos I... bias-
phernia j cedendoao impulso da cebica, n
! sendo assim, o presidente de quo fallamos, quir necessidade e pobreza i
auxilio que Ihes prestara, oj provocar as'iirefle-
xes da prodigalidade, para tirar dellas alto
eslava no seu direlo ; a asembla provincial
bem fez cm defende-lo, annullando a accao do
supremo tribunal de justica que, obedecendo a
ideas carunchosas, o quera processar.
Oh! nao; isso nao podo ser assim ; ou ento
cumpre riscar o artigo da constituicao poltica do
imperio relativo religio do estado, que alias
j nao lera sido muito respailado.
O vigario empregado civil, porque recebo a
congrua ; o principio geral ; mas enlao appli-
ca-se a todas as autoridades acelesiasticas, que
todas recebem do thesouro a mdica o iusulfi-
cienle retribuico que a parcimonia do eslado
Ihes d.
Mas do onde pro e'm o encargo do pagamento
dessa congrua para o eslado ? Quera ha que igno-
re que o imposto do dizimo, de nalureza reli-
giosa, e conservado desde o tempo dos judeiis.
que de ordem do Senhor o tinhain estabelecido
para suslentaco dos levitas, foi entre nos des-
viado dos seus fins, arrecadado para o eslado,
applicado em proveilo de lodo o servico publico]
sob garanta de ser compensado com "esse paga-
mento as congruas e das mais despezas do culto ?
>o dahi lira o eslado direilo do involver-se at
no servico espiritual do clero, de considera-lo na
cathegoria do commum dos empregados pblicos
enlao antes renuncie ao pagamento da divida'
conlrahida, e deixe que o clero viva, digno e res-
petado, da contribuco directa dos fiis ; haja
irais esse triumpho lgico das doutrnas mate-
rialistas da poca, mias essa imitaco dos Esta-
dos-Unidos !
Mas nao, assim nao pode ser. A dignidade da
egreja exige quo cesse lal ignominia.
Nao de realmente ao coracao cathoiico, ver o
ministro do altar obrigado a"ir a repartices se-
culares, dar a sua assignalura em livros'do the-
Credito e bancos.
A egreja condemna a usura ; a religio con-
firmando aqui, como sempre, odictame da moral
a mais pura, irnpe a sua reprovacao aos que,
rocuram exlor-
allo proco polo
lar a reserva das malas devolutas proprias para o
consumo dos arsenaes do estado. Como, porm,
fazer essa designacte, se os lugares onde existem
toes molas nao sao bem conhecidos, nem esses
terrenos se achara demarcados ?
A exploracao necassaria para esse fim, a nao
ser limitada a uro ou oulro ponto, e ainda nesle
caso exig6 trabalhos c despezas, em que fora su-
pcrfluo empenhar-se o ministerio da marinha,
quando a repartico das trras publicas lera de
faze-los para
incumbe.
sent da respectiva fabrica, lom sido
Julg^o, portanto, que s a medida que se fr
descrimrnando o dominio publico do particular,
e por occasio desses trabalhos, que se poder
eonhecer quaes as malas quo convenha destinar
P ira a marinha de guerra.
Neste intuito tenho feilo colligir todos as in-
formales que cxislem no archivo do ministerio
causa Je da marinha, relativamente s matas mais ricas
de raadeiras de conslrucco naval, e tenciono of-
i forece-las ao conheciraeto do miuislerio do im-
noo estar ainda provida a necessidado de madi i-
ras que sent o seu arsenal.
A guarda das matas do estado, e as neccsii-1 peite
dades do servic.0 publico parecem exigir que os I Segundo essas nformaces, sao as provin-
IVilJ, a "1 m1adc!ras de copslruccte ra- cias do Para, Alagoas, Parahba, Espirito Santo e
val perlencenles .. paruculares, conlinuem sujei- Santa Calharina, aquellas era que melhores re-
tos algumas disposices f.scaes. quo tenh.tm servas se podem fazer para abastacimento dos ar-
unicamente por fim evitar a fraude e assegu ar senaes do estado,
ao estado a preferencia na compra de taes na-
deiras, quando dellas careca. Neste sentido l ira
cm vista o governo modificar e completar as ins-
rinha em um periodo de cinco annos, como ale
pareca conveniente amplia-la, desculmdo-se e
adoptando-se o projecto de couladas navaes, de-
pendente de approvaco da cmara desde 1850,
que rim anno antes S. Exc. cria ter fleado preju-
dicio com a passagem daquella lei I
Todava nada ainda se fez; nem ao rneno3 na
le do orcamento se consignaram os fundos ne-
cessarios, solicitados para este importante servico
pelo ministro da marinha, que deraonstrava tr
a mediQao e demarcaco que lhe^ Jstiidado tanto a quesio.
No sessso seguinte, no anno de 1856, cabe ao
Sr. senador Wanderley, co
lucro.
O que ser porcm a usura ? Ser, como era
no dominio da nossa anliga legislarn todo o
juro excedente a 6 por cento ? everia essa pa-
lavr cec apagada do diccionario jurdico no dia
cm que os nossos legisladores authorisaram o
juro convencional illimitado, do modo que os
tribunaas da juslira lem de sanecionar exlorses
abominieeis de 36, do 60. al de 120 por cento,
que por%hi se multiplicara ?
Nao ; ha um termo medio que a lei mal pode
fixar, que o boru senso e a moral finam, sera
embargo da sua variabilidade. Na produeco, o
capital concorre como elemento poderoso ; "o ser-
vico que ento presta combinado com.a grande
lei da demanda e da oTerta, o com o risrioS- da
sua perda, marca o legitimo valor do dinheiro,
licito para os que ouvem a egreja, marca a raia
alm da qual cometa a usura.
Infelizmente a voz da moral, a voz da religio
nao sao ouvidos pela cobiea. No dia em que
ella poder extorquir pelo capital que empresta
ura prego, um premio mui superior ao que esta-
ra dentro dos limites do licito, raro ser que
ella rece... Se pois enlre as instituices hu-
manas alguma houver que cohiba essa cobiea
individual, que Qxe o valor do dinheiro, e o p-
nha ao alcance de quem precisar dos servicos
delle, essa inslttuicte salutar nao poder deiar
de ser applaudida. Ora, essa instiluico existe,
a dos bancos.
Somos pois partidistas dos bancos, coraprchen-
demos o bem quo elles podera fazer. o auxilio
quo podem prestar ao trabaiho e produeco, oe
mal que poderiara atalhar.
Infelizmente entre nos os bancos tem mais sido
Sem responsabilidade urna directora bancaria
poder por avidez ou por favor ( odmillindo a
regrada pao de compadre grande fatiaaoali-
Ihado) fazer emprestimos inconsiderados, calcular
smento o ganho que delles provir-lhe-ha, e
confiar as facilidades da emisso, nos beneficios
da circulaco, para que a sua importancia nao
seja punida...
Ainda mais ; em ura paiz cm que o meio cir-
cuanle melallico, como todos os pagamentos
sao feitqs em nioeda correle, como as lellras
ou papis dos bancos, como as dos particulares,
nao sao acceitos seno pelos que voluntariamen-
te os querem por confiaren! as suas firmas, eos
accoitam, c os bancos os devom converter cm
moeda logo que lhe sao apresenlados ; a boa ou
m geslo desses bancos recabe exclusivamente
sobre elles, e sobre os que voluntariamente so
Ihes confiaram ; o estado nada perde,' o meio
circuanlo legal e legitimo nao soffre o menor
abalo. E' o que est quasi todos os dias acon-
lecendo nos tslados-Unidos, a naco a mais
alToila em usar do crdito ; ah porm ainda com
urna vantagem : o carador do habitante dos Es-
tapos-Unidos o mais avenluroso possivel ; ri-
qussimo boje, v-sr araanha reduzido po-
breza, c nao esmorece, c logo Irata de recompor
a sua fortuna.
Em um paiz porm que lem a de3graca, devida
aos erros do seu passado industrial c poltico,
de ter urna circulaco de moeda-papel, compre-
hende-se que as e'raisscs bancarias podem ser
funestissimas iuiluindo no valor desse papel, que
_determinado pela proporeo nica em que es-
l a massa circulante cora as necessidades da
circulaco. A' massa circulante do papel-moeda
augmentam-se as massas circulantes dos papeis-
bancaros; a dopreciaco ir.fallivel.
Ora, lemos nos a infelicidadc de acharmo-nos
nossa ullima hypolhe-sc ; al mesmo as mais
insignificantes Iransacces x> papel a moeda que
apparece aceita pela f publica, corre por toda
paite ; os papis dos bancos descerni aos valo-
res Ultimes que lornam o papel do estado ac-
commodado s inliraas Iransacces do trafego
diario e universal, vfim recober um valor, nao
baseado sobro a garanta que os bancos emisso-
res Ibes do, nao devido ao crdito das firmas
que os revestem ; mas resultante do habito que o
povo tem lido de ver a sua moeda em papel
mais ou menos enfoilado.
Coraprehende-se j toda a faclidado dos abu-
sos, o sobre quem virao elles a recahir... Se os
bancos forera sociedades anonymas, sero elles
os que menos soflrerSo, e os seus directores, os
autores do abuso, lalvczlucrcm.
Ainda se no carcter dos nossos capitalistas,
dos nossos industrialistas, houvesse ura pouco
do carcter dos homens dos Estados-Unidos, o
mal quo podesse acontecer nao seria irreparavel;
mas aqui! .. I, quando algum desastre aconte-
ce, cada um confia de si, confia de sua activida-
de que ser elle reparado ; aqui o esmorec mon-
to vera logo ; para o governo so appella, para o
governo que, custa da massa dos conlribuin-
les, repare o daino de que nem o govorno nem
os conlribuinles foram os causadores. Lcrnbrc-
mo-nosdoquo lera occorrido to repelidas vezes
era nossa torra, e digam-nos que exageramos.
Concluaraos pois: a aeco dos monle-pios,
dos bancos altamente benfica ; a moral Taz vo-
tos para que taes eslabelecimentos se mullipli-
quem, e applaudo os quo pedem plena e inleira
liberdade.
Mas a condicao da liberdade a responsabili-
dade.
[Conlinuarse-ha.)
trucQes era vigor.
Embora o Sr. conselhciro Paranhos livesse 's-
treado pouco t\t> adminislracte, j destas ex-
presses ressumbra que elle linha lido len po
de reconhecer a existencia do abusos no corle las
madeiras, e quo alera disso, soffrera opposi o
em suas vistas para assenlar a respectiva fabiica
no Pora.
Em 1855, S. Exc. tendo formado seu juizo dnfi-
nitivo sobre quesio to grave, nao hesita em
manifosla-lo francamente ao paiz em seu segui-
do luminoso relalorio :
A reserva de matas para a conslrucco naval
do estado de urgente necessidade.
smalas, quer publicas, quer de propiie-
sendo lodos os das destrui-
,' esta a informante que lem
entes das provincias, e que
ara era reaposta um aviso
IRrigi com data de 22 de nov m-
anno passado.
i Segundo a lei n, 601 de 18 de selembro de
1650, compete ao nutro da marinha requ ;sl-
dade parlicu
das
se
ulti
A administrarlo das malas que forem desti-
nadas para esse fim compele, segundo a citada
le de 18 de selembro de 1850, oo ministerio da
marinha, portanto, que esse ministerio soja dota-
do com os mcios quo exige a despeza desse ser-
vS0. .
A commisso nomcada por aviso de 20 de
junho de 189, e cujos trabalhos serviram do
liase proposta que por esle ministerio nos foi
apresenlada na sesso de 1850, relativamente ao
assumplo deque trato, formalisou ao mesmo lem-
po um projecto de coutadas navaes, que mo pa-
rece trabaiho muito aproveitavel, sendo poslo
em harmona com as disposices da le de 18 de
selembro de 1850
Como vos annuneiei o anno passado, foi a-
berlo na provincia do Para um corle de madei-
ras de conslrucco, expedindo-se para esse fim o
regulasaenlo que encontrareis annexo ao presen-
te relalorio .
Combine-se este trecho com o anterior, pres-
lando-lhes attencte, e veja-se em um anno por
que profunda modificado passou o p.ensamento
do Sr. Prannos 1
Nao s na lei das Ierras publicas nenhum re-
sultado positivo tiuha achado a repartico da raa-
mo ministro da mari-
nha, a tarefa deapresentar s cmaras o relato-
no da repartico, tarefa que S. Exc. desempenha
com o talento e lucidez que todos lhe admirara
Esle distincto ministro nao menos fraco do
que seu antecessor em pintar assembla o es-
tado dcsgracaoV) em que se acham nossas matas :
depois do annunciar a suspenso do corle de ma-
deiras mandado abrir no Para, S. Exc. conti-
nua desle modo :
A deslruitao vandlica das malas, cm que
abundam preciosas raadeiras de conslrucco, cres-
ce diariamente, e em breve tero estas dcsappa-
recidose"no forem lomadas promplas e severas
providencias, coulando-se as que devora flear re-
setvadas para o uso da marinha.
Informando o presidente das Alagoas, por
occasio da -viagem de inspeceo que fizera s
colonias militaresLeopoldina e Pimcnteiras,
que na dila provincia e na do Peroambuco exis-
tem malas que convem reservar, designando na-
quella provincia as que ficara comprchendidas
entre os rios Manguaoa e Camaragtbe com 10
legoas de exlenso sobre 14 de largura, e na de
Pernambuco as que ficam entre os rios Piriangi e
Jacuipe, desdo a povoaco de3le nome al Piles,
me ocular, duvidariamos hoje da existencia da-
qnollas malas quatro annos I
Todos 03 que Uveratn a honra de accompanhar
ltimamente S. M. o Imperador colonia Leo-
poldina virara com profunda magua a destruidlo
total que ellas teem solTrido; porque atravessa-
rara urn terreno inleiramente descortinado I
Nesta marcha accelerada pde-se antever que
em breve, como dissemos j, nao ficar urna ar-
vore em p, e que o Brasil so transformar em
um deserto abrazador.
Em 1857 est outra vez na adminislraco da
marinha o Sr. Paranhos, quo. ha vendo-se decla-
rado dous annos antes to positivamente, cuten
deu que nada mais lhe cumpria recordar c-
mara.
Succodc-lhe era 1853 o Sr. conselhero Sarai-
v, quo emprega em seu relalorio estas oxpres-
ses lacnicas, mas bem explcitas, consejo tam-
bera da necessidade do providencias legislati-
vas :
Chamo vossa atlencao para as matas do es-
lado.
Cumpre adoptar-so alguma providencia le-
gislativa, que acaittelle o seu estrago, j muilo
adianlado.
O projecto quo existe nesta cmara, e que
Irata dessa materia me parece digno do ds-
cusso.
J ordenei quo os presidentes dessem aos
particulares as licenc.as, de que precisassem, pa-
ra corlar era suas matas as raadeiras reservadas
aos usus do estado; e deliberei nao dar mais li-
cencia alguma para corles em malas publicas.
Ms, perguntamos nos, quera licou cncarrega-
do do prohibir estes corles? Qual o pessoal de-
signado paro este fim ? Desle modo, que importa
esla deliberante do ministerio, se conjunclaineu-'
--------r, >., Kv.wv^uw uvd.i. uvMit. ,ib i-nuez, i:$i,i ueiiueracao uo rn
e com especialidade as denominadas Espinho lo com a madeira das malas particulares pode
margem do riacho Taquara, com 10 leguas de vir a das publicas? Em nossa opinio deu-sc
extensao sobre 6 de largura, cxpedio-se em data mais clasteno ao abuso; aggravou-se a enfermi-
de 8 de julno ullimo, ordem aos presidentas dado com a roedicaeo.
destas duas provincias para que iriformassem
sobre o numeio de passeiros que se acham esta-
belecidos as referidas matas, importancia e na-
lureza de seus eslabelecimentos, raelhor meio
de evitar que sejam destruidos esses ricos dep-
sitos de madeira, nao Ihes sendo applicaveis as
licencas concedidas, ou que se poderem conce-
der para cortes de madeiras naqucllas duas pro-
vincias .
So nao devessemos dar'inteiro crdito aquel-
las informaces ministradas pela presidencia das
Alagoas ao ministerio da marinha, depois de exa-
Vcjamos agora o quo diz o Sr. visenlo do
Abaet.sobre o mesmo assumplo no anno pas-
sado :
Representando os presidentes de diversas
provincias acerca da necosj^o de providen-
cias, para conservarte daflBssai impoilantes
malas, cuja devastas" se vai tornando cada ve:
mais sensivei; o tendo-so submcllido ao ronhe-
cimenlo do corpo legislativo um trabaiho, elabo-
rado por urna commisso, coraposla de pessoas
intelligentes, sobre as referidos malas; o gover-
no aguarda a decate desse trabaiho, visto ser
conveniente lomar-se urna medida geral tal
respeito.
Tonos estes ministros sao pois concordes cm
reconhecer que as malas do oslado lefrt sofTrido
urna devaslaco horrorosa ; que sao precisas as
mais severas disposices para obsta-la, a nao se
querer quo a marinha de guerra se veja reduzido,
comoj est, nao ler madeiras para a substi-
tuido do seu material.
Nao obstante, a assembla geral olha com in-
dilTerenca para estas constantes o enrgicas re-
clamaccs ; nao se importa rom a proposta do
contadas navaes, que se diz til, apresentada em
18i9 pela commisso nomeada ad hoc, e qne jas
envolta no p de seus archivos, parece cruzar os
bracos diante desta brutal espoliado operada ft
ferro e fogo, e nos deixa chegar ao estado era qUo
nos acharaos, sem madeiras, quasi sem matos,
merco do eslrangeiro, o dasconsequencias atmos-
phericasqnc este facto produz, que tanta influen-
cia teem em nossa sido e nossa riqueza 1
Exprimimo-nos mal generalsando esla propo-
sico : a censura que ella encerra s cabe
aquelles quo cslragaram o lempo precioso era
que o poderiam ler lomado em considerado,
transformando-a em lei, com as emendas conve-
nientes, com discusses lorigas, irritantes e este-
ris, eui que osercolleclivonaedo desapparece
peanlo o ser egostico eu I
A estes o nosso anathema, a reprovacao do
paiz.
Dez annos de descuido, de improvidencia, o
principalmente, de dcslruicao conlinua e cons-
laule, arruinara os esforeos vigorosos da mais
privilegiada nalureza cm um secuta, e no solo
mais frtil do mundo.
Approxima-se a poca sempro ardonlemenlo
esperada da reunio doseleilos da na^o, qual
se associa a idea de progresso e melhoramenio.
t- lempo de cuidarcm das matas publicas, se
anda quizerem salvar o futuro, lo compromcl-
liio j pelos erros do passado, mas quo sao nos-
sos uo coso actual, porque foram praticados pela
nossa goragao.
Cromos que na nossa ullima resenha e nesla
pde-se colber alguma idea vanlajosa para o
paiz sobre a materia era quesio.. Nos Ihes re-
coinmeiidanios isto ; porque urna das medidas
salvadoras de nossa marinha, urgeulemente exi-
gida pela situaco creada.
E. .
I
PERN. TYP. DE M. F. DEFAR1A.
mi mi Ano i
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II Fftix/n


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