Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09043


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Full Text
1116 XHTI. RDHEfiO 92.
III!'
Por tres mezes diailados M000.
Por tres mezes vencidos 6J000.
BSCARREGADOS DA SUBSCRIPTO' DO NORTE.
Tarahiba, o Sr. Antonio Alejandrino de Lima;
Natal, o Sr. Antonio Marques da Silva; Aracaty. o
Sr. A. de Lemos Braga; Cera, o Sr. J.Jos de Oli-
veira; Maranho, o Sr. Manoel Jos Marlins Ribei-
ro Guimaraes; Piauhy, o Sr. Joo Fernandos de
Moracs Jnior; Para, o Sr. Justino J. Ramos ;
Amazonas, o Sr. Joronymn da Cosa.___________
PARTUA DOS CUR REOS.
Olinda todos os dias as 9 1/2 horas do dia.
Iguarass, Goiaana e I'arahiba as segundas
e sextas feiras.
S. Anto, Bezerros, Bonito, Caruar, Altinhoe
Garanhuns as tercas feiras.
Pao d'Alho, Nazarelh, Limoen-o, Brejo, Pcs-
queira, Ingazeira. Flores, Villa Bella. Boa-Vista,
ricury e Ex nns quartas-feiras.
Cabo, Serinhaem, Rio Formoso.Una. Barreiros.
Agua Prela, Pimenleiras c Natal quintas feiras.
(Todos os correios parlem as 10 horas da manha.
EfHKMERIES DO ME DE ABRIL.
5 Luacheiaas 5 horas e 40 minutos da tarde.
12 Quartc minguante as 11 horas e 13 minutos
da (arle.
21 La nova as 3 horas e 26 minutos da ma-
nfra.
28 Quartc-crescente as 3 horas e 16 mnalos da
li.rde.
PREAHAR DE HOJE.
Priqjciro as 4 horas e 54 minutos da manb-a
Segindo as 4" horas e 30 minutos da tarde.
SEXTA FEIRA 20 DE ABRIL DE 1860.
Por anne adiantad* 190000.
Porte franco para subscritor.
BUCO
AUDINECIAS DOS TRIBUNAES DA CAPITAL.
Tribunal do commercio: segundas e quintas.
Rclago : tercas feiras e sabbades-.
Fazenda: tergas, quintas e sabbados a 10 horas.
Juizo do commercio : quintas ao meio dia.
Dito de orphaos: tercas e sextas a tO horas.
Primeira vara do civil: tercas e sextas ao meio dia
Segunda vara do civil; quartas e sabbades ao
meio din.
PARTE OFFICIAL
ministerio do Imperio.
EXPF.MENTE DO DIA 5 DE MARCO DE 1860.
Ao presidente-da provincia do Cear, declaran-
do, cm resposta ao seu offieio de 9 de fevereiro
ultimo, que foi approvada a deliberaco quo to-
mou, nao s do mandar reunir novanenlu a jun-
ta de qualifieacn da parochia de Santa Quitea,
por ter o presidente da que so installou suspen-
dido os respectivos trabalhos. como tamben) de
censurar ao dito presidente por haver tomado tal
arbitrio por motivo frivolo.
Ao mesmo presidente, approvando a deli-
berarao que tomou, de mandar convocar nota-
mente a junta de qualifieacn da parochia de S.
Joo do Principo, por ter o" presidente da que se
instalara, nomoado dous membros para subs-
tituirem aos que tiuham abandonado os traba-
lhos, contra o disposto na lei, a qual determina
que a subsliluieo seja feila por lodos os mem-
bros da junla que osliverom presentes.
Ao mi'smo presidente declarando, em res-
posla ao offieio com que suhmctleu ao conheci-
mento do governo imperial as representagoes
que Ihe foram dirigidas contra as juntas de qua-
lificaeao das parochias de Santa Cruz e S. Joo
do Principe, por membros da mesma junta :
1." Que bem decidi, determinando qun se
interpozesse os recursos da lei contra as irregu-
laridades commetlidas pela primeira das ditas
juntas : e que lhe cumpria mandar syndicar dos
tactos mencionados na representaco contra
aquella junta, c proceder responsabilidade na
forma1 da loi.
2." Que igualmente bem decidi, censurando
os dous membros da junla de S.Joo do Princi-
pe, signatarios da representaco : Io, por nao te-
rem querido conformar-so com a deciso da
maioria, pela qual foi desatlendidoo requerimen-
4o de um cidado ; 2o, por lerem tomado o arbi-
trio de abandonar a junta, e de levar comsigo o
hvro da qualiflcacao, o qual recusaram entregar
quando lhes foi exigido pelos outros membros, e
ordenando-lhes que fizessem entrega do dito li-
vro, usando dos recursos da lei contra as deci-
ses que nao julguem justas.
Ao presidente da provincia de Pernambuco,
communicaodo que nao s foi approvada a sua
deliberaco de marcar novo dia para a reunio
da junta de qualiicaeao de volantes da parochia
so reuirira na poca competente, como taaibem
que mereceram approvaco as seguintcs deci-
soes que deu sobre as duvidas que lhe foram
presentadas pelos membros da dita junta e seu
presidente.
1. Que o presidente da junla devia conformar-
se com o voto da materia as deliberages da
competencia da mesma junla, ficando-lhe salvo
o direilo de representar contra as decisoes que
ao lhe parecessem justas.
2. Que a presidencia da junta, na sua nova
reunio, pertcnce ao juiz de paz mais volado, e
na falta dclle ao substituto a quem competir, o
qual deixar o lugar logo quo so aprsenle
aquella ou algum substituto mais rotado.
3." Que a substituido do mombro da junta
dissolvida, que deixou de comparecer por moti-
vo dtlendivcl.devia ser feila nos termos do art. 17
do decreto n. 1812 de 23 de agosto do 1856, ou
por nomeago da junta, se os trabalhos ja lives-
sem comeado e a acta houvesse sido assignada,
ou pela raineira estabelecida para a primeira
elcico, se a acta nao estivesse ainda assignada,
4." Quo nao devia ser convocado o supplenie
de eleilor mudado de parochia e provincia, e ncm
qualificado o cidado na mesma circumstancia,
verificada que fosso a mudanea.
5. Que o factoda pronuncia nao inhibe de ser
qualificado votante o cidado que tem os reque-
silos exigidos pela lei.
Ao mesmo presidente, spprovando a ordem
riue expedio adra de se convocar nova junta de
qualilicaco para f revisoda lista dos volantes
da parochia de S. Pedro Marlyr de Olinda, por
ter sido organisada de conformidade com as dis-
.fosicoes da lei de 19 de agosto de 1816, a quo
antos se reunir.
Ao presidente da provincia das Alagoa?, de-
clarando em resposta ao seu offieio, em que con-
sulta se a-doulrina do aviso do Io de outubro do
nnno passado, pelo qual se resolveu que o cida-
do que deixava de prestar juramento do cargo
de juiz de paz por ser substituto do juiz munici-
pal, quando vigurava a deciso de ser incompa-
tivel a accumulaeao de ambos esses cargos, e de
importar oexercicio de um dclles a renuncia do
outro, nao podia ser admiltido a prestar o dito
juramento e servir o cargo renunciado.por effeilo
da deciso do aviso de 6 de julho de 1859, que
revogou aquella oulra e declarou accuinulaveisos
referidos cargos nos termos do decreto n. 429 de
8 de agosto e 1845, extensiva ao caso de terem
os juizes de paz prestado juramento, ou regula
somenlepara o caso especial de quo ella trata,
kto quando os juizes do paz nao eslo anda*
juramentados :
Que a doulrina do citado aviso do Io de outu-
bro do anno passado extensiva aos juizes de
paz juramentados, que perderam o cargo pelo
fado de aceitar e exercer o emprego de substitu-
to do juiz municipal, visto quo milita para esto
caso a mesma razo em que se funda o referido
aviso, de nao ser a deciso do de 6 de julho in-
terpretativa, mas derogatoria da anterior, dada
em aviso n.36 de 8de margo de 1817, eestabe-
!cce direito novo, que s vigora da sua data em
dianlo.
Ministerio da Fazenda.
EXPEDIENTE DO DI* 8 DE MARCO DE 1860.
A' Ihesouraria do Piauhy, docla'rando que nao
pode ser approvada a sua deliberarlo, tomada
em sesso da junta, na conformidade do parecer
do procurador-fiscal, de cobrar do lente de geo-
graphia do lyceu da provincia, quo oblivera sete
anuos de licenca para .estudar direito em qual-
quer das academias do imperio, 2$ de sello da
licenga porcada tres mezes que excedessem ao3
tres que a presidencia da provincia podia con-
ceder nos termos do decreto n. 247 de 15 de no-
vembrodo 1812, vislo como tal deciso importa
a creagaodeum imposto nao estabelecido na lei,
poisque o art. 48 do regulamento de 10 de julho
do 1850 nao marcou para as liconcas um sello
superior a i, e ao executornao licito ir, prin-
cipalmente era materia de imposto, alm do que
seacha estabelecido na legislago em vigor, como
foi declarado entre oulrasdisposicoes pela ordem
rt. 439 de 7 de dezembro de 1857 ihesouraria
de fazenda da provincia de Pernambuco.
A'do Cear, declarando que nos termos das
inslrucgdes de 16 de fevereiro do anno passado,
s havendo recebedores as provincias do Rio d
Janeiro, Bahia c Pernambuco, onde existem re-
-cebedorias de rendas internas, sao esses os uni-
dos obrigadosa prestar a fianga de que trata o
2- do art. t" das raesmas instruegoes para a co-
"branca dos imposlos no domicilio dos contri-
buimos.
A' mesma, approvando a despeza annual
de 300$ rs. com a remogo dos comoros do aria
lstenles junto ponte do desembarque da al-
landoga, e no prolongamiento dos pilares do tri-
lho de ferro.
- A' de Pernambuco, respondendo ao offieio
de 16 de Janeiro ultimo, em que participa haver
decidido, em solugo as duvidas propostas pela
alfandega : Io, que, vencidos 5s prazos livres, as
mercaduras que continuarem nos armazens e de-
psitos daquella rcparlico eslo sujeitos i ar-
mazensgem mensa I, calculada desde'a data da
decarga ; 2o, que deve-se continuar a cobrar a
armazenagem addicionol, creada pelo art. 20 d\
lei n. 369 de 18 dosetembrudo 1845 : declara-se
que foi approvadi a primeira deciso, por sor
conforme ao disposto no arl. 2 S 2do-dcercto n.
2474 de 24 de selembro de 1859 ; quanto porm
a 2", nao pode ser igualmente approvada, visto
como a armazenagem addicional de que trata foi
supprimida, devendo observar-se a este respeilo
a dsposigo do art. 2 do citado decreto, que es-
labelcrcu um novo syslema para o caleulo c co-
branga da armazenagem.
GOVERXO D.V PROVINCIA.
- Ex nedient do d ia 9 de Janeiro
de 1860.
Offieio ao presidente da Bahia.Para cumpri-
mento das ordens imperiaes, vou rogar a V. Exc.
so sirva de informar sobre o incluso requerimon-
lo de Mana Joaquina Feitosa, que pede a baixa
de seu fitlio soldado do 7 batalho de infanlaria
estacionado nessa provincia.
Dito ao jiiz de orphaos do Recife.Para cum-
primento das ordens imperiaes, haja Vroc. de in-
formarsobre o incluso requerimento de Valenlim
da Costa Monteiro.
Officiou-se no mesmo sentido ao juiz munici-
pal da 2a vara sobre o requerimento de Mara
Francisca dos Anjos Curado
Dito ao general commandante das armas.Fa-
go apresentar a V. Exc. para ser inspeccionado, o
remita Joaquim da Silva Queiroz.
dindj quo se mande alistar na cumpanhia Ue
aprnendizes Ao arsenal de guerra o menor Ama-
ro Fancico da Silva Coutinho.Informe o Sr.
dret tor do arsenal de guerra, a quem o menor
ser apre.'tentado.
1238 Eduardo Ferreira Bailar, replicando ao
despacho n. 809, que aegou a intemnisaco das
despezas extraordinarias que fez em consequen-
cia ca arribada do bngue D. Alfonso, contra-
lado para ir ao presidio do Fernando. Recorta
ao giren o imperial.
1259.Francisco Botelho de A mirado, pedindo
que se receba a obra do 1. lanco do caes e ater-
ro cilre u arsenal do marinha "e o forte do Mal-
tos.Informe o Sr. inspector do arsenal de ma-
rinlu.
1290.Bacharel Francisco Gomes Velloso de
Albiquer jue Lins, pedindo o prazo de tres me-
zes (ara presentar o seu titulo do oflici.il da re-
part C&O especial das ierras publicas.Como re-
quer.
12)1.Francisco Mariano de Araujo Lima, ci-
rurgo d. colonia mililar de Pimonteiris, pedin-
do o pagamento de seus ordenados vencidos de 15
de Janeiro ao ultimo de fevereiro.Informe o Sr.
inspector da Ihesouraria de fazenda.
12)2.Germano Francisco de Oliveira, pedin-
do cordio da informaco dada sobre a sua pre-
tenglio para lhe ser designada a poca do come-
co dis represenlaces dramticas, de quo em-
prezirio.--De-se.'
1293.Januaria Maa da Conceigao, v. n. 1215.
DAS DA SEMANA. .
16 Sc/pmda. Nossa Seirhora dos Prazeres.
17 Tere. S. Aniceto p. m.; S. Elias Monge.
18 Quartr. S. Galdino b. erd ; S. Apolinao m.
19 Quinta. S. Hermogene m.; S. Scrates.
20 Sexta. Ignez de Monte-Policiano.
21 SbadoS.Anselmo are; Ss; Silvio elzacio-mm.
22 Domingo do Bom Postor. 3 Soler o C.aio mm.
Dito yo director das obras publicas Tendo o
governo imperial concedido a quanlia ile 11:772$ 0 ferida.
paro as obras do palacio do governo, e devendo I 12)4.Joo Bispo da Igreja, pedindo u thea-
observar-se na applicaco dossa quantia o dis-1lro tle Santa Isabel para dar dous concertos era
posto no aviso expedido" polo ministerio da fazen- seu 'cneicio. J foi deferido,
da em 6 de outubro do anno passado, c ao qual' .12)5.Joo Pedro de Alcntara c Oliveira, pe-
esta presidencia enviou copia a Vrac Cim o offi- Ji ci de 15 daquelle mez, acabo de recommendar insp.rco no quarlcl general,
ao inspector da ihesouraria provincial quo me I .12)6.Jos Antonio dos Santos Coelho, pe-
remella copie ou segundas vas dos documentos dind> pagamento da quantia de 52)26), irapor-
dc despezas dessa natureza que tenham sido pa- taneia de 107 covadus de chita c alguma lona que
gas naquella Ihesouraria, ofim de proceder-se TenJeu para o arsonal de guerra.Informo o Sr
conveniente iudemnisaco polo cofre nacional, inspoctor da Ihesouraria de fazenda.
separando-se as quantas dispendidas com repa-
ros dos que o forera com a decoragao e orna-
mento.
12)7.Jos Rodrigues do Souza, 1. lenle
da armad), pedindo se cncamnheaogoverno itn-
perinl, um requerimento solicitando mais 4 rae-
Do mesmo modo se devora proceder quanlo as; zes (le lic?nga para continuar no tratamento de
sua saudc nesta cijadc.Soja submellido ao go-
despozas quo anda nao linham sido pagas para o
que Vmc. apresentar os nocessarios documentos.
Offieioti-sp ihesouraria provincial no sentido
supra indicado. *
Dito ao director geral da nstrucco publica.
Ao seu offieio de 30 de dezembro ltimo, sob n.
234 respondo declarando que podo Vmc. com-
prar 600 cxemplares da obra Iris Classico, re-
moliendo a conla para 3e autoriser o pagamento.
Portara.O presidente da provincia ntlcnden-
do ao que requereu o professor publico de pri-
ven o imperial.
198.Manoel Joaquim Ramos c Silva, v. n.
122C.Pisse-se portara concedeudo a licenca na
forira requerida.
1299.Manoel Luiz Coelho de Almeida, pedin-
do pagamento da quantia do 515S000r3., por
quo se ojrgou a fazer os concertos da latrina
do hospital militar. Informe o Sr. director das
obr.-s militares.
IcOO.Manoel Themoleo Bezcrra de Albuquer-
meirss letras da povoacao de Aguas Bellas, Libe- \ "lue. pedindo ser conservado na propriedad'e de
raloTiburtinc de Miranda Maciel, resol ve conce-|suas terrus e -escravos, que lhe foram lirados e
dcr-lhe um mez de licenca com ordenado.
DitaO presidente da" provincia, attendendo
ao que lhe requereu o Dr. Joo Alfredo Correa de
Oliveira, promotor publico do termo do Recife,
resolve conccder-lhe um mez deheengacom ven-
amentos para Iralar de sua saude.
Dita O presidente da provincia, stlendendo
arrematados em hasta publica na cidade da Vic-
tori.i. Informe o Sr. Dr. juiz de direito da co-
marca do Santo Anto, ouvindo o juiz muni-
cipal.
1 01.Procuradores da fesla de S. Scbasliao
da varze-i de Una. freguezia de Barreiros, quei-
xain o-se do capito commandante interino do .
ao que requereu o professor publico de primeiras I batalho de artilharia, quo nao deu a guarda de
letras de Agua Prela, Ivo Pinto do Miranda, e | honra para acompanhar a procisso, como havia
tendo avista a informaeao do director geral da | sido pedido pelos supplicanles e ordenado aquel-
insirucco publica de 6 de dezembro ultimo, sob le cupito.Informo o Sr commandante da guar-
n. 226. esolve conccder-lhe mais 15 dias de li- aa nacional da comarca do Rio Formoso.
cenca contarde 21 de novembro prximo ndo. I302.--Senhorinha Mua da Conceigao, exhi-
Dila.O presidente da provincia tendo avista b'ni o a ccrlido de idade e naturalidad de sua
o que requereu o professor publico de instruegao : "lh. Maria, o pedindo que se mande recolhe-la
primaria da freguezia da Boa-Visla, Geminiano ao (ollegio das orphas.Informe o conselho ad-
Joaquim do Miranda, e bem assim a informaco
do director geral da instruegao publica de 3 do
crrenle sob n. 1, resoho conceder ao mesmo
professor seis mezes de licenca com venciracntos
para tratar de sua saude.
Expediente do secretario do governo.
Offieio ao chefe de polica.S> Exc. o Sr pre-
sidente da provincia manda communicar a V S.
em resposta ao seu offieio de 5 do corrente, sob
n. 20. que a Ihesouraria provincial tem ordem
para pagar a quanlia de 23*100 rs., dispendida
com a construeco de um pilar na enxovia da ca-
dea de Serinhaem.
Dito ao mesmo.S. Exc. o Sr. presidente da
provincia manda communicar a V. S. que por
despacho de hoje autorisou-se a thesonraa pro-
vincial a pagar a quantia de 4}j800 rs., dispendi-
da com o ornecimento de luz para os quarteis '
dos destacamentos do termo de Serinhaem e da
barra daquelle nome desde o Io al 11 de no-
vembro ultimo, como se v dos papis que acom-
panharam o offieio do V. S. de 5 do correnle sfb
n. 21.
Despachos do din 15 demarco.
_ feqiierimentos.
1276.Francisco Fernandos Lins, pedindo so
mando admiltir na companhia de aprendizos do^
arsenal de guerra ao menor seu filho Manoel Fer-
reira. Informe o Sr. director do arsenal de
guerra, a quem o menor ser apresentado.
1277.Francisco Agostinho de Medeiros, idem
do menor Manoel Joaquim de Santa Aona. In-
forme o Sr. director do arsenal de guerra.
1278.Candido Francisco Dulra, pedindo se
mande dar passagem para a msica do 9- bata-
lho de infanlaria ao msico da companhia de
artfices, Brasilino Anastacio de Oliveira.Infor-
me o Sr director do arsenal de guerra,
1279.Manoel Vieira da Silva, pedindo paga-
mento do aluguel de urna casa de sua proprie-
dade que servio do quartel ao destacamento da
ilha de Itamarac. Remettido ao Sr. inspector
da Ihesouraria do fasenda para mandar pagar
avista da generalidade do aviso do 1. de dezem-
bro de 1859.
1280.Padre Miguel Vieira de Barros Marreca,
eapello da companhia de menores do arsenal de
guerra, pedindo se autorise o tenente-coronel
Manoel Ignacio Bricio, para attestar se o suppli-
cante cumprio os seus deveres durante o lempo
em que elle servio de director daquelle arsenal.
Atieste, querendo.
Offieio.
1281.Do commandante superior da guarda
nacional do municipio do Recife, apresentando
a filiago dos cornetas que se engajaram para ser-
vir no 4 batalho de infanlaria.Remettido ao
Sr. inspector da ihesouraria de fazenda para os
convenientes assentamentos.
1282.Do Dr. chefe do polica, transroitlindoa
conla da despeza feila com o sustento dos presos
pobres da cadeia do termo do Brejo durante o mez
de fevereiro, na importancia de 84*000 rs.Re-
mettido ao Sr. inspector da ihesouraria provincial
para mandar pagar, estaudo nos termos le-
gaes.
1283.Do inspector da Ihesouraria de fazenda,
informando que, deduzida a importancia dis dia-
rias abonadas a 3 recrutas julgados incapazes,
podc-sc salisfazer a conta, que se mandou pagar
por despacho. Informe o Sr. Dr. chefe de po-
lica.
1284.Do director''geral da instruegao publi-
ca, informando o requerimento do professor An-
tonio dos Santos Vital. Informe o Sr. inpecior
da Ihesouraria provincial.
1285.Do juiz municipal supplenie do termo
do Ex, pedindo se lhe declare so o soqueslro,
mandado efiecluar pelo juizo dos feitos da fazen-
da nos terrenos que fazem parte do patrimonio do
Sonlior Bom Jess do Ex, se comprehendem
outros terrenos possuidos por particulares que
pagam foro ao patrimonio. Informe o Sr. Dr.
juiz dos feitos da fazenda nacional.
16
flequtrimentos.
1286.Anna Uaru da ConceieJo.v. n. 1078.
Pode segqir,
1287,AulOQio aaqgei de. Torres Bandeir, pe-
do imperio ae za de feereiro
ter lugar por nao haver vaga.
EHCARREGAD09 DA SB9CRTPC/O NO SUL.
Alagos, o Sr. Cfewdino FacSo Dia; Bahia, 9
. St. Jos Marlins Arres-; Ro de Jan*, o Sr.
Joao Pereira Martina.
EM PEKSAMBCeC.
& proprielao do diario Manoe!" PigurPraa de
Faria.nasna livraria praja da' Independencia na.
6e8.
ultimo, uo pude
se cncaniinhe no governo imperia; o requeri-
mento pelo quol implora b'aixa- de servigo da ar-
mada. Seje submellido ao- governo impe
1349.Francisco Pedro Ralis de Braga, re-
crula de marinha-, pedindo o praeo de quinze
dl" P"a Pr<>vr iseneo legal.Concedido.
13aO.Francisco- Tavares I.imav v. n. 86
Volte ao Sr. inspector do arsenal Ae marinha
para eflectuar a compra na conforrmttode de sua
tnformagao, remetiendo afona pora ordem de
pagamento.
1351 Gamilto & Companhis, pedindo iscngo
do pagamento de direitos de alguma-pecas de
ferramentas mandadas-vir paru exclusivo uso de
seu eslabeiecimento de ornato e figura d* mar-
more.Informe o Sr. inspector da ihesouraria de
fazenda.
1352 o 1353.Guimaraes & Oliveira. v. n 1210
e 1211.Passe-se a eertido.
1354,lenquc Jos da Silva QuiAlanelIo,
n. 1212.
a de-fazenda
cante altendido pelo inspector do arsenal de ma-1 para mandar pagar na conformidade de tue in-
ri! in. i7 -^ 'f"naSa<>de 15 do correnle mez, sob numero
Mi. Ignacio Francisco dos Santos, pedin- 277.
hH.mI,0pl,1i ""."i '"8ar de me5lrP .a obrado 355.-InnorencioGarca Chaves, y. 1214,
risti o Iv&d' q" !^aTi n"-rX lnd. rAjUDlC ,ilul0 >ue li"ha d0 "foramcto de
, Tiste o auso do ministerio do imperio dn 9 de terreno, para provar que o legitimo fo-
fevereiro ultimo, e a informaco da administra-ireiro. H
gao geral dos estabclccimentos de ciridado. | 1356.-I'mandade do Senhor Bom Jess dos
Emygdio Pereira Lobo, pe- Passos, pedindo so expecam as ordens
r,\Pau,a Francisca de Souza, idem.para
seus Iilhos. Segundo for declarado em aviso
do ministerio do imperio de 28 de fevereiro-ulti-
mo, nao pode ter lugar a pretengo da suopli-
cantc por nao haver vaga.
1319. Antonio Pedro da Noves, pedindo- pa-
gamento da quanlia de 4:761*800 r., provenien-
te de despezas feilas cora o fretamento do tres
navios, que se oceuparam no transporte de gene-
ro e passageiros do governo para o presidio- de
Fernando. = Segundo fot declarado em aviso do
mmislorio da guerra de 22 de fevereiro ultimo,
o supplicanlo dove habilitar-se nesta provincia
no termos- exigidos pela circular do thesouro
nacional de 6 de agosto de 1817, para poder ha-
ver do mesmo thesouro o pahament-o cruo re-
quer. '
l**2*- Antonio dos Santos Rocha, pedindo
ser prvido offeclivamente no lugar de sargento
aldanle da companhia de aprendizes do arsenal primeiro lente de engenheiros
:f.r.?!i~ Oportunamente ser o suppli- | Volle ao Sr. inspector da Ihesouraria'
dindo um emprego. o supplicanlo poder ser
altendido opportunamente."
1323. Jos Tavares Pes3a Dornellas, idem.
Nao pode ser Hendido por ora.
1324- Joo da Silva Lourciro, pedindo urna
condecorado Conforme foi declarado em avi-
so do ministerio do imperio do 9 do fevereiro ul-
timo, deve o supplicanle ajnntar os documentos
precisos para ser lomada cm consideraco a sua
pretenco.
17
Requerimenlos.
1325.Anselmo Jos de Moura, v. n. 1235.
Aprsente dentro do praso do 8 dias documentos
que provem isencgo legal.
1326.Custodio Jos de Souza Pinto, lente
nomoado para o batalho de infanlaria n. 19 do
municipio de Nazareth, pedindo a patente que
deixou do tirar no praso da lei.Informe o Sr.
commandante superior da guarda nacional do
municipio de Nazoroth.
1327.Joo Hyppolito de Meira Lima, pedindo
mais 6 mezes de prorogaco do praso marcado
para a concluso do empedramenlo de 1067 bra-
gas na estrada da Victoria, de que arrematan-
te.Informe o Sr. director interino da repart-ao
das obras publicas.
1328.Joo Cavalcante d'Albuquerque, alferes
da amiga guarda nacional do municipio de S
Anto, pedindo que se mande certificar se al-
guma ve? foi demittido ou reformado.Passe-se.
1329.Jos Zacaras Ribeiro, vigario da fre-
guezia do Pao d'Alho.Por ora nao pode ter
lugar.
1330,*-
VascQjtfel
meando .o'
ministralivo do patrimonio dos orphaos.
Officios.
1303.Do lente general commandante das
armas, solicitando que se mande pagar ao alfe-
res Joaquim Manoel da Silva o S a importancia
do aluguel de II cavallos, contratados para a con-
duceo ele parte da bagagera do 8." batalho do
infallana, que se recolhe a esta cidade.Infor-
me j Sr. inspector da ihesouraria de fazenda.
104.Do inspector da ihesouraria de fazenda,
pedi ndo quo se mande indemnisar o cofre daquella
rcp rlico da quantia de 80$200, dispendida pela
coll jetona de Serinhaem com o sustento dos pre-
sos pobrts da cadeia da mesma villa.Remetti-
do lo Sr. inspector da Ihesouraria provincial para
mar dar salisfazer.
1305.Do presidente do conselho administra-
tivo para fornecimcnlo do arsenal, transraittindo
a cenia de 80 arrobas de assucor bronco refina-
do, que se comprou com urgencia para o hospi-
tal uilitar.Remettido ao Sr. inspector da ihe-
souraria de fazenda pora mandar pagar.
1306.Do director do arsenal de guerra, soli-
cita ido que se mande pagar a etape do mez de
fevereiro, perlencente ao major ajudanle, a gra-
liflcago do eapello da companhia de menores,
e a liara do mestre de gymnastica. enjas con-
sigriagci se achara exlinctas.Informe o Sr
insj ector da Ihesouraria de fazenda.
1107.Do Dr. Aprigio Justiniaiio da Silva Gui-
maies, oommissao da presidencia nos exames
pre tratenos da faculdade de direilo, represen-
tan.lo, prra o um de se resolver como for acerta-
do: 1. que, nao tendo o presidente dos exaraes
voto de qualidade alguma, todos os dias a vola-
gao devassada para que elle ou deixe do votar
ou inlervenha cora seu voto desempatador: 2."
que determinando a lei que o esludante quo se
levantar do exame antes de acabar a prova s
possa ser admiltido do novo na mesma poca,
eset sandj-se de seu acto peranlc o director ; est
declarou nullo o exame de geographia do eslu-
dante Francisco de Assis Pereira Rocha Jnior
pelo facto do haver-se levantado do exame ero
outi a occaso desta presente poca, sem quo
houvesse provado o impedimento ; deciso. con-
tra a qual elle comraissario se oppozera.Infor-
me o Sr. conselheiro director da falculdade de
dinito d3 Recite.
1 iOi. Do director interino da reparlicio das
obris publicas, solicitando que se-marid pagar
ao arrematante dos concertos da ponte do Anjo
a primeira preslagao correspondente parte da
obr.i que j est prompta. Remettido ao Sr.
inspector da Ihesouraria provincial para mandar
salisfazer.
1U9. Da adminislrago geral dos eslabele-
cimentos de candado, pedindo que se mande
substituir por outra a africana Ijvre Esperanga
Maa do Rosario, a quem se concedeu caria de
em incip.go. Informe o Sr. director do arse-
nal de guerra.
1310. Da cmara municipal desla cidade,
pedindo autorisago para aforar a Antonio Gon-
cal-es do Moraes o terreno que fi serventa pu-
blita na ra de S. Miguel nos Afogados. Infor-
me o Sr. inspector da Ihesouraria de fazenda.
1311. Da mesma, apresentando. a planta do
luaar de S. Amaro, em Ierras perenrentes a Mi-
guel Fernandos Vianna e outros, coolendo asup-
presso de urna praga requerida, pelos mesraos.
Informe o Sr. director interino da reparligo
das obras publicas.
Requerimentos.
Devolvidos, de ordem de S. M. o Imperador,
para serom deferidos como fosse justo.
1312. Joo Antonio Ribeiro, pedindo um em-
pn go. Quando houver lugar vago, ser o sup-
pli ante aiiendiao, conforme as habilitaces que
tivsr. '
313 1316. Manoel Marianno de Mallos
Mauricio Aives de Brito Liberio Vieira Olym-
pto e Manoel Pereira d'Andrade, idem. Como
foi declarado em aviso do ministerio do imperio
de 20 do (evereiro ultimo, nao pode ter deferi-
raonto ti pretengo dos supplicanles por n&o ha-
ver iogur vago.
1317. Ravmundo Soares da Silva, doro.
Seguad) foi declarado era aviso do ministerio
adre Trnnquelino Cabral Tavjres de
*, v. n. 1198.Passe-se portara no-
upplicsnle. "
O^ieios.
1331.*) tenente general commandante das
armas, pafindo se ordem a remessa para a ilha
de Femado do um caixo de fardamenlo para as
praca3 do 4. balalh.lo de artelharia all desta-
cadas.Informe o Sr. director do arsenal de
guerra.
1332 Do mesmo apresentando o resultado
da inspecgo feila pelos facultativos na obra re-
cntenteme feila na latrina do hospital militar,
na qual notaram os ditos facultativos defetos
que convem reparar.Informe com urgencia o
Sr. director dss obras militares, dando logo as
providencias -necessarias, que sero opportuua-
raente communicadas.
1333.Do commandante superior da guarda
nacional do municipio do Pao d'Alho, apresen-
lando para ser pago o pret dos guardas nacio-
naes destacados no mez de j.nieiro, na impor-
tancia de 298J220 rs.Remettido ao Sr. inspector
da Ihesouraria de fazenda para mandar pagar,
estando nos termos lgaos.
1334.Do commandante do presidio de Fer-
nando, declarando ter-se engaado no quanlita-
livo que se deve pagar por cada braca quadrada
de terreno quo se cultivar na ilha, porquanlo
escrevera 50 rs.. em lugar de 5 rs.Remettido
ao inspector da ihesouraria de fazenda para ter
cm vista quando informar sobre esto objecto,
pareeendo ainda elevada a penso de 5 rs.
1333.Do mesmo apresentando os mappas do
movimento da informara no mez de fevereiro
ultimo.Remettido ao Sr inspector da Ihesou-
raria de fazenda para o flm conveniente.
1336.Do mesmo, communcando que nao
foram presentes os 12 sentenciados, de que trata
a coramunieaeo que se lhe dirigi em 24 de fe-
vereiro.Informe o Sr. Dr. juiz municipal da 1."
vara.
-19 -
Requerimentos.
1337.Jos Procopio Correa, preso para re-
mita, pediudo ser posto em liberdade.Informe
o Sr. capito do porto.
1338.Manoel Goncalves de Lima, recruta do
exercilo.idem. depois da inspecgo, para a
qual se expediu ordem ao quarlel general, se
considerar.
Offieio.
1339.De Honorato Honorio Ribeiro Granja,
presidente da cmara municipal de Cabrob,
communcando a m vontade dos respectivos
vereadores em se reunirem para o flm de nao
lomnrem conhecimenlo se a representado dos
habitantes de um distrelo, que contra a conve-
niencia dos mesmos habitantes fdra creada pela
cmara sob a presidencia do delegado Jos Soa-
res de Mello A vlico.Informe o Sr. delegado
de polica do termo de Cabrob na parle que diz
respeilo,
-20
Requerimentos.
1340.Angelo Francisco da Cos, v. n. 1024.
Como requer ; sendo este despacho apresen-
lado ao Sr. director geral da instruegao pu-
blica.
1341.Antonio Honorato de Freilas, pedindo
ser alistado no exercito como voluntario.A-
presente-se inspeceo no quarlel gene-
ral.
1342.Bernardo Gomes de Araujo, particular
primeiro sargento do exercito, pedindo exonera-
co do emprego de escvod colonia militar de
Pimenleiras =Passc-se portara concedeudo a
exoneracao pedida.
1343.Candida Clemenlina Cesar Duarle. pe-
dindo permisso para ensinar primeiras lellras
na povoacao de Pedros de Fogo.Satisfaga as
exigencias da lei.
1344
para que
os corpos da guarda nacional c de linha dispo-
mveis acompanhem a procisso do mesmo Se-
nhor, que ha de ter lugar no dia 23 do correnle.
Expedcm-se asrdeos necessarias.
1357.Joo Barbosa, pedindo so mande por
em liberdade Jos Joaquim de Paria, que fora
recrutado.Anda nao foi apresentado o recruta
de quem se trata.
1353.Joaquim Barbosa Bezerra, pedindo ser
posto em liberdade, visto j ter eumprido a pe-
na, a que fra condemnado,Informe o Sr. uiz
municipal da primeira vara.
t359 Bacharel Jos Rodrigues do Passo J-
nior, juiz municipal do termo da Boa-Vista, pe-
dindo o pagamento do ordenano relativo ao lem-
po em que esteve fra do exercieio por motivo
de molestia.Informe o Sr. inspeotor da Ihe-
souraria de fazenda.
1360.Julia Rosa de Almeida Pinto, pedindo
permisso para dar urna representago era seu
beneficio no Ihoalro de Santa Isabdl.Informe a
directora do theatro d Sania Isabel.
1361.Leopoldo Ferreira Marlins Ribeiro, pe
dindo ser passado para a lisia do reserva da
guarda nacional.IndefiriJo vista da infor-
maco.
1362.Manoel Camello da Rocha Cavalcaul,
lenlo do balalho n. 30 de infanlaria da guar-
da nacional, pedindo passagem pra o de n. 24
da mesma orina.Informe o Sr. commandante
superior da guarda nacional da comarca de Ga-
ranbuns.
1363.Mauoel Peres Campcllo Jacome da Ga-
ma, esenvo da relaco, pedindo mais seis mo-
zos de licenca.A', vista da informagao. nao tem ae auola para aluguel de casa.-Como requer.
vuu uOM ,.i a. a j a o 1393-Francisco Pedro de Oliveira* Joo Mar-
..cimf'7 n^t *, J f ,rm,ndado, o San- lins Pereira da Costa, sentenciados, pedindo seren
liss.rao Sacramento da freguezia da Boa-Vista, transferidos da casa de delencao: onde cumprem.
posilo, se o vendedor qutor ceder cada- pran--
chao por #a 5j[ res. Informe o Sr. inspector
da Ihesouraria de fazenda, se ha crdito para?
esla despeza.
1380. Db mesmo, declarando que dos 5
africanos empregados no arscrwl nao so- pd-
mo solicilou a-respecliva adminislroco. Iu--
22 Sr* '"r^**'101- o arsenal demnnha.
Bol. Do iitepeclor da Ihesouraria provincial.
declarando nfin correr por, aquella repartlceb o-
pagamento dos vencimentes do destacamento de-
\ illa-Bella, mandado effeiluar pelo despache*
" 1*= Ibforme o Sr. inspector dn ihesouraria
de fa/enda.
1382. Do direerr interino da reparligo das-
obras publicas-, solicitando se mande pagar ao>
conservador da estrada do Pao d'Alho a presta-
gao correspondente ao mez de fevereiro ultimo-..
Remettido ao Sr? inspector da Ihesouraria pro-
vincial para mandarpagar, sta do certificado.
1383. Do juiz do paz presidente da junta
qualilicadora da freguezia dos Afogados apre-
sentando copia da l>ia de qualificaoo. Volto-
ao Sr. juiz de paz presidedle da jun'ta qualiflca-
dora da freguezia do* Afogados para ajuntar co-
pia da acia da organisoeo da junta. -
1381 Da cmara munioipal de Iguarass.
pedindo quo se mande- por um engenheiro tragar
o plano e orear a obra do remiterio. informa
o Sr. director interino da reparlsco das obras
publicas,
21!
Requerimentoti
1385 Antonio Manoel Estevo, pedindo so-
mande que o coronel Antonio Gomes l.e>i.cer!i
tique se o supplicanle cumprio com zelo e apti-
do as fonegoes de escrivo do presidio de Fer-
nando durante o lempo em quo commando*
aquelle presidio.Atieste, querendo.
13860 mesmo, pedindo que se autorise o ac-
tual commandante do presidio de Fernaudo, ma-
jor Sebaslio Antonio do Rogo Barros, para at-
testar se o supplicanle cumprio bem as funecc
de almoxarife.Allosle, querendo.
1387Amonio Pedro das Nev, relindo cer>-
lidfio do offieio n. 393 dirigido era 9 de dezem-
bro de 1858 a secretaria de estado des negocios-
da guerra.Passe-se.
1388 AssociagoTypographicaPernambucana.
pedindo a extraego de urna das loteras que Iho-
foram concedidas.Informe o Sr. thesoureiro das-
loteras.
1389Bernardo Jos da Costa, pedindo a ad-
misso de um neto no collego dos orphaos In-
forme o eonselho administrativo do patrimonio*
dos orphaos.
1390Candido Francisco Dulra, v. n. 1278.
A vista da informaco, nao tem lugar.
1391Felicia Joanna, pedindo- ums passagem)
para o presidio de Fernando no primeiro navio
que para all partir.Informe o Sr. Dr. chefe do-
polica,
1392 Flix Manoel do Nascimento Vaois, pro-
fessor publico de Joboato, pedindo eertido da
informaroes que se houve acerca da conceda
de quota para aluguel de casa.-

provin-
e 1345.Companhia da illuminaoo a
gaz, pedindo pagamento da quanl\a de 4:298940
ris, importancia do saz que so tem consumido
no palacio da presidencia, arsenaes e quarlois
militares.Informe o Sr. inspector da Ihesoura-
ria de fazenda.
1346.Flix da Cunha Teixeira e Remando da
Cunha Tcixeira, pedindo se submetu ao governo
imperial o requerimento pelo qual solicitara
pormisso para venderem parlo do terreno de
marinha n. 103 CSeja submellido ao governo
imperial.
1317. Florencia Mari das Virgens, pedindo
qae se lhe raan.de eplregar um neto que Teio \o
presidio do femando no brigue de guerra
A"inoi.Informo o Sr, corauandaotc iaiviso
navi\',;
pedindo se destine a quanlia de 6:000g000 ris
para a coucluso das obras da matriz. In-
forme o Sr. inspector da Ihesouraria
cial.
1365.Maria Magdalena, pedindo licenca para
ir ao presidio do Fernando.Como requer, pa-
gando a passagem.
1366.Prenle & Vianna, offerecendo vendar
500 baionetas, 1.000 varetas e 1,000 saca-
trapos.Iuforme o Sr. direclsr do arsenal de
guerra.
Officios.
1367.Do tcnonto-Roncr.il commandante das
armas, pedindo se d ordem para serom trans-
portados para o presidio de Ferdando 1 eapello,
1 alferes, 1 cirurgio, 1 inferior e 1 soldado ;
bem como um caixao de fardamenlo para as pre-
gas do quarto batalho de artilharia all desta-
cadas.Informe o Sr. director do arsenal de
guerra fozendo os ajustes necessarios para o
transporte de passageiros e gneros do go-
verno.
1368.Do mesmo, solicitando que se mande
apresentar no quarlel general o aprendiz de mu-
sit do arsenal do marinha Francisco de Paula
Nunes Scixas, para se dar cumprimenloo que a
respeilo deste foi ordenado pelo governo im-
perial.Informo o Sr. inspector do arsenal de
marinha.
1369. Do mesmo solicitando que se mande
salisfazer a folha das diarias dos 10 centencia-
dos militares vindos da corle no vapor Oyapock
Informe o Sr. inspector da Ihesouraria de fa-
zenda.
1370. Do mesmo informando o requerimen-
to do lente do 8o batalho de infanlaria Au-
gusto Carlos de Siqueira Chaves, que pede pa-
gamento da forragem para urna besta de baga-
gem pela marcha que fez de Garanhuns para
esla cidade. Informe o Sr. inspector da tho-
zouraria de fazenda.
1371. Do commandante superior da guarda
nacional do municipio do Recife, apresentando
a folha dos oIBciaes de Io linha empregados na
guarda nacional, o o prets dos cornetas tambo-
res e clarins, relativos ao mez do fevereiro.
Informo o Sr. inspector da Ihesouraria de fa-
zenda.
1372. Do mesmo, solicitando que se mande
pastar as elapes dividas aos otficiaes e os venci-
mentos do cirugio mor do 1. batalho de in-
fanlaria, que deixaram de ser salisfeita por falta
de quota. Informe o Sr. inspector da Ihesou-
raria de fazenda.
1373. Do commandante da diviso naval
solicitando que se autorise o pagamento dos
sidos da guarnico do bregue escuna Xing o de
comedoas aos respectivos officiaes; assim como o
abono de 200$000 ris ao couimissario do vapor
Camacun para pagamento de pralicos fra da
barra o compra de vveres frescos. Informe o
Sr. inspector da ihesouraria de fazenda.
1374. Do capito do porto v. n. 1234, volte
ao Sr. inspector da Ihesouraria de fazenda para
mandar salisfazer.
1375 Do mesmo declarando resultado
da inspecgo de 7 recrutas, e pedindo.ordem
para remetler 5 dentre elles para acorte.Vola-
te ao Sr. capito do porto,para declararos noraes
dos que de vera seguir para a crte.visio sobrestar-
se na remessa de Fraucisco Pereira Braga e Joo
Procopio dos Santos, que tem reclamag. pen-
dente.
1376. Do inspector da Ihesouraria d fazen-
da, pedindo se mande ministrar as inS>rmac6es
que solicilou acerca do destacamento de guarda
nacional existente era Barreiros. Iuforme o
Sr. dr. chefe de polica, tendo a vista o despa-
cho de 24 de fevereiro.
1377. Do inspector do arsenal de marinha,
pedindo que se mande pagff a Jos Roberto da
Cruz, a importancia, de 516 alqueires { medida
velha ) de cal preta, a 640 ris e 30 ditos de
cal branca, a 3000 ris ; e a Mamedo & Marlins
a importancia do 390 medidas de azeite de pcixe
a 1.600 ris. Informe o o Sr. inspector da
ihesouraria de fazenda.
1378.Do mesmo para so mandar passar a
C. Slarr. &C a importancia de um busca-vidas
e de tres boias de ferro, fornecidos para, a, ca-
pitana do parlo das Alagoas. Informo o Sr.
inspector da Ihesouraria de fazenda.
1379. Do director do arsenal, de guerra,.
declarando nao haver necessidade das madein
que offerece veader Antonio ia Silva Gusmio.p
detengo: onde cumprem
a pena a que foram condemnados para a cadeia
da cidade do Natal, capital da provincia do Rio-
Grande do Norte.Informe o Sr. Dr. chefe de po-
lica.
1391Fr. Joo Baptista do Espirito-Santo,
guardio do convento de Sao Francisco de Olin-
da, pedindo a extraego de urna lotera.Iufor-
me o Sr. Ibesoureiro das das loteras.
1395Padre Joo Jos da Cosa Ribeiro, pe-
dindo o pagamento de seus ordenados vencido*
na qualidade de substituto das aulas de lalim des-
ta cidade.Informe o Sr. director geral da ins-
truegao publica, ouvindo o conselho director.
1396Joo Theodoro dos Santos v. n.'1791.
A vista da informagao nao o supplicanle pessoa
competente para requerer o pagamento do que
se Irala.
1397Joaquim Augusto Ferreia Jacobina, ar-
rematante do 5o, 6o, 7o e 8o langos da estrada do>
norte, pedindo se mande examinar a obra de quo-
vai fazer entrega provisoria, para o fira de.se ve-
rificar a inexactido dos orcamenlos na medica
da distaucia de algnns lugares, d'onde o suppli-
canle linha de extrahir a pedra para os atorros
Informe o Sr. director interino da reparligo das
obras publicas.
1398.Jos Antonio dos Santos, recruta da-
marinha, pedindo a sua liberdade.Indeferido,
vislo que os alleslados nao provam iseneo legal.
1399 Jos Antonio dos Santos Coelho, v. d.
1296.Aguarde o crdito pedido.
1400Padre Jos Antonio dos Santos Lessa.
pedindo urna quota para a contiuuago das obra*
da matriz de S. Jos.Informe o Sr. inspector
da Ihesouraria provincial.
1401Jos Fernando Monteiro, arrematante
do 5o lanco da estrada da Escada, replicando a
despacho de'26- de margo de 1859, que negou a
indemnisago do excesso de despeza proveniente-
do erro na modigo das distancias dos logares
d'onde exlrahio a pedra para o sierros.Iodc
ferido ; por qusnto, quando se propoz o su-poli-
cante arrematago de que se trata, devia ter
considerado, na diUiculdade de que ora se quetxa.
nao offerecec prego, que affastasse os concur-
rentes, para depois pedir indemnisago por pre-
juizos, quo a serem cortos, pro variara sua ne-
gligencia ou emulaco.
1402Jos Faustino, pedindo a entrega deso
filho Lourengo. Faustino, alistado na companhia
do aprendizes do arsenal de marinha.Informa
o Sr. inspector do- arsenal de marinha.
1403.Jos Ignacio da Fonseca e Silva, tenen-
te da amiga guarda nacional pedindo sec nomea-
do para urna das cowpauhias do balalho n. lt
de infanlaria.Lnforme o Sr. commaudanto su-
perior da guarda nacional dos municipios- da
Olinda e Iguanass.
1404Jos Peres Campcllo de Almeida, pe-
dindo ccriidao da informagao dada' pelo conse-
lheiro. presidente da relaco em. o requerimentu
em que Manoel Peres Campello. Jacome da. Uauv.
escrivo de aupelUgo, pedio nova licenga.=Cft-
mo requer.
1405-1406 Luiz Bernardiao de Mello, c Manoel
de Jess Ferraz, pedindo ser alistados- no exer-
cito corao voluntario.Aureseotem-se, a inspec-
go no quartel general.
1407Manoel Antonio- de Moraes. v. n. 1010.
J so expedio ordem para o supplvcanie ser
posto em liberdade.
1408Manoel Baptista Barbosa, pedindo li-
cenca para conduatc para o prosidio de Fernan-
do os gneros constantes de urna, relaco que
ajunte.Passe-se portara na forma requerida
reduzindo-so as bebidas espirituosas.
1409Manoel Joaquim Ramos e Silva, v. *
122 Passe-se portaria na forma requerida.
1410Mauoel Ramos e Silva, v. n. 323.Yo!.-
te ao Sr. director interino, da reparligo das obras
publicas, para curaprir o despacho de 24 de Ja-
neiro ultimo, vista que so o preso ou sua mulfaer,
ou familia, ou pessoa por olle designada podia
recebar aqu a quantia de que so trata daeonfor-
midade do 3 do art. 9 do regulamento, de 15 de
selembro d 1858, oo ha razo paraje deixe,
de receber a dita quanlia em Fernando.
1411.Maximino Narciso Sobreixa. de Mello,
v. n. 588.Passe-se portaria traastenndo o suo-
plica&le na forma requerida.
1414Mara Luiz* da Bc^Korlc t, n. 814.
Teade sido julgado apto o. recruja de quem tra-
ta, e remettido para a corle, uo-lem. logar o que
requer a supplicanlo.
413.Maria do da
Conceigao.Tendo sido
rauct&co Antonio Seve.aao. pedindo #ado lo iavi r,om.yrar-3
iTTl I
II
_


3*,
ftf
se trate, nu leni lugar o que requer a supli-
cante.
1114.Mesa ragedora da irm*ndadodo:tivra-
rnenlo, pedindo a exlraco do urna lotera.-In-
forme oSr. thesoureiro das loteras.
1415.Pedro de Alcntara Machado, >pedindo
urna passagem no vapor Oyapot fim-prom-
ca da-Baha. Jj foram concedidas as passagcus
que esla presidencia competem.
1416.Faustino Pinto de Almeida, v. n. 5.
Volle ao Sr. regedor do gymnasio para mandar
dmitlir o fllho do supplicanle como mcio pen-
sionista gratuito.
Oficios.
1417.Do tcnenle genoral commandante das
armas, informando o requerimenlo em que o
1IIni. Sr. I)r. Joaquira i'ires Machado l'orieita,
dignissimo director eral da inslrueao publica.
O blbliothecvrie
Padre lino do Monle-CvrmHo Luna.
EXTERIOR.
RepTOuHirmi03, segando o BnIy-JVetc* e o
Mormmg-Vosl, a sesso da canora dos communs
do da o de marco :
Let*rt Palmbrstor pede qre todas os moces
dadas para aordem do diasejamaddiadasal do-
pois da. discussao do requerimenlo do tratado do
conrmercio, proposlo por M. Byng,
-o pede M.
Lwrusay que nao aprsente a emenda annunciada
roajordo 7. batalhao de infamara Jos Francia- pr elle sobre a marinha ingleza
co da Silva pede pagamento do quanlilatrvo Mr-1 m. Lixdsay nao pode responder sem cenhecer \ do ha.
MVrY.0 T7E TER SAMBUTO. SEXTA PBIrU 20 DE ABRIL DE 860.

sso que ohamou-se singularmente u aileucu i pacifccas entre os duus paites) Oigo que este
e de o priftcirfro : pareco qo quante houve urna error 6 de data muito- fresca ; ao menos elle nao
iscussao ertlre a Franca e a Sardenha, quando -etistia quando o mui honrado gentlemsn oceupa-
irsmi conreinadas e dispostas entre ellas rr.edi-' vs funecoes ministeriaes. Aplausos.)
po
de
d
for
da: teldHVas 4 defesa da Sardenha contra a Amr-
triii, unra queslo surgi, ou nina conversa teve
Iuit a respeito da annexaco da Sab*a a
Frrnca.
_A ganrra comecou e concluio-se pela annoxa-
ean da Lombardia Sardenha e sem nenhuma
eu.ra conquista da parte da Franca. Enlendcu-
se cnlo que de conformidad* com osprelimna-
rei do Villa Franca e com tratado de Zurich,
feito algum lempo depois, os grao-duques de
Toscana e do Modena voltariam a seus estados,
que o papa recuperara as Romanhas, e que s a
Lumbardia caberia em partilha ao rei de Sar-
ea do para compra do cavnlg*dura.Informe o s termos da moco de M." Byng qire anda nao!
Sr. inspector da thesouraria de azenda. foram communicados a cmara.
1118.Do mesmo, informando o requerimenlo
do major francisco Camello Pessoa de Lcenla,
secretario do commando, que pede pagamento excessivo do quaulitativo para compra de t-avat-
gadura.Informe o Sr. iuspector da thesouraria
de fazenda.
1419Bo conselheiro presidente da rclaco,
informando o requerimenlo do Joaquini Jos" de
Sani'Anr.a, que representa contri a demora lia-
vida na decisaeda appellaco da senlenca que o
bsolvcu, cid 1655 Informe o Sr. Dr. juiz de
direilo da comarca de' Nazarelh, lazemio eflecti-
va a responsabilidade de quera cansa da escan-
dalosa demora na rcitessa da appelboao.
1420Do Dr. chefe de polica' solicitando que cedo possivcl.
M KiNc.i.AKE oppe-sc a mocao. Antes de pe-
dir cmara a ractificaco de un tratado de com-
mercio, que deve esireitar os lagos de amzade
entre a Franca e a Inglaterra, conviria que ella
mclhor soubesse quaes as relceos existentes ac-
tualmente entre os dous paizes.
M. Bthc diz que se a cmara pensa que deve
conhecer os termos de sua moco, ello nao faz
objeceo alguma que a apresentaco della^eja
marcada paraquinla-feira.
Lord Palmerston consenle, fazende observar
cmara que nao lem havido tanta insistencia so-
bre a proposico da mo;o>sciio porque cria-se
a cmara desejosa de discutir a queslo o mais
se mande pagar a quanli.i de 18}l)0 res, des-
pendida com o sustento dos presos pobres da ca-
deia do termo de Iguarass, durairtc os niezes
de Janeiro e fevereiro. Hernellide ao Sr. inspec-
tor da thesouraria provincial para' mandar pagar,
estando nos termos legiies.
1421Do commandante superior da comarca
do Brejo, apresentando os prets para pagamento
dos guardas nacionaos em destacamento nos
inezes de Janeiro e*fevereiro-Informe o Sr.
inspector da thesouraria de azenda.
1422Do inspector do arsenal de marinha v.
n. 11C7.Volle ao Sr. inspector da tliesouraria
de fazenda paia mandar pagar sob minlia respon-
sahilidade.
1423 Do director do arsenal do guerra, v. u.
1479.Volte ae Sr. inspector da thesouraria de
fazenda pan mander pagar a, quantia de 7j>500
ris, na confonnidade de sua iuforinacau de 16
do correle, sobn. 28-f.
1424Do inspector da thesouraria provincial, i
commiinicaiido que, na -ausencia dos documcn-
tos, fui somenle verificada a exaclido do calcu-
lo e das quantias da coula das despezas felas
pela caixa de fardamenlo do corpo de polica no
cao passado, as quaes [oram achadas conformes
ora a dfferenca de 200 ris para mais na somma
total. Volte ao Sr. inspector da thesouraria pro-
vincial para 03 convenientes exames, avista dos
documentos que remetiera o commandanlc do
corpo.
1425Do commandante do corpo do polica,
leclarando, em cumprmento do despacho n.
1232, que nao fez mnessa para a thesouraria
dos documentos da despeza feita pela caxa de
fardaiuento, por nao ter recebido ordem para is-
o. Volle ao Sr. inspector da thesouraria pro-
vincial para os cooveiiipntes exanies a vista dos
documcnlos que rcmcltci o commaudanle do
corpo.
RELATORIO
que ao i: vu S|-, Barao lo Itom-Jar
sta provincia,
apresentoat o Revm. Sr. padre Li-
no do lIonte-<'armcllo Luna, bi-
liliollieeario provincial.
Illm. Sr. Em observancia do preceto, que
trie impoe o artigo 7 do cap 2 do regulamentu
de 19 de agoslo de 18)2, peio qual so rege esta
bibliotheca, cerre-mc o dever de dar conta do
estado deila, o que passo a fazer.
Nomcado por portara da presidencia te 6 de
juuho do anuo lindo,para o lug.ir de bibliotecario,
foi mcu primeiro cuidado passar urna revista em
todos os livros existentes na bibliotheca. Achei
com cffeito esta em um chos, quas todos os li-
vros espalhados e fra de suas respectivas estan-
tes, e tambera sem o competente timbre.
Pelo inventario, que logo proced, conheci a
falta grandiosa do livros, que linham saludo da
bibliotheca durante o tempo do finado bibliolhe-
cario Manoel Rodrigues do l'asso, sem dunda
por ello empieslados.
Conferindo pelo catalogo os livros existentes
conheci que o numero subtrahdo chegava o de
144 volumes. Eai primeiro lugar dirigi-me a
casa da viuva daquellefunccionario, e ah encon-
trei alguns lomos pertencentes bibliotheca, exi-
g, c me foram promptainenlo entregues pela di-
ta vuva, o os recjlhi bibliotheca, sendo 43 to-
mos de diversas obras.
Nao achando relaeo, ou assenlo das obras
confiadas, julguei conveniente, como fiz, publicar
pelo Diario de Pernambnco ( de 5 de agoslo, e
25 de oulubroj pedndo quera tivesse obras da
bibliotheca emprestadas por aquello fallecido
Passo, fuesse entrega dellas ; e nao obstante os
reiteradas annuncios, nao obtive resultado como
desejava, porque apenas tenlio recebido de di-
versas pessoas, 8 tomos de di Reren tes obras, fal-
tando conseguntemente 93: entretanto que
para lastimar, que pela omnssaodcssas pessoas,
cjue se conservam silenciosas, II ara a bibliotheca
com obras, alias Importantes, incompletas.
Encontrei na bibliotheca algumas obras, que
nao menciona o catalogo : as quaes sao Memo-
res Secretes par M. Le Comle D'Allonvilte, em 6
lomos La Vaison de eampagne par Mmo. Aglac
Adanson, 2 tomos: Le Fou do Palais-Royal, par
Cantagrel, 1 tomo : Oeuvres completes de P. L.
Courier, 1 tomo : Aim e'Marlin, Education des
Weres de Famille, 1 tomo: M. Bretn, Historia
do Japo e Hespanha, 12 tom : Phelip Yorke, Me-
moirs of the campaign, 1 tom : Walker, A cri-
tical Pronouncing, iclionary, 1 tom : Public
Works of creat Bretain, 1 lom : Flora Fluminen-
se, 11 lom : Ornilhologie Bresilienne ou nistoire
des Oiseaux du Brcsil, 2 tm.
Tendo vindo para a bWiotlieca diversas col-
leccoes de leis o relatorios das provincias do
imperio, todas se achara j encadernadas, sendo
"1 volumes de leis, e 24 de relatorios.
mpregando toda a solicituoe para saber das
obras, que temporariamente se vo publicando
na provincia, alim de recebor a que por direilo
perlence bibliotheca, j lenho recolhido as se-
guintes obras ; os poetas Pemamhucanos pelo
commendador Mello, memorias histricas e bio-
graphicas do clero Pcrnambucano : refutaro das
heresins, pelo Dr. Collaco : Enlevo3, por Fran-
aVlin Doria : colleccao do Jornal do Kecife, do
anno de 1659, dada por seu redactor Jos de Vas-
conoellos.
Exigindo para a bibiioiheca o jornal Diai iu
Pernambuco o propriclario da respectiva
'Pt'giphia declarou-me que, segundo o con-
tracto com o govemo, nao esta incluida a biblio-
theca provincial,? sim a da faculdade de direilo
*!iota do que pero providencias alim de que se
orneca este jornal, o primeiro da provincia, on-
de se colhe urna -sarama de conhecimenlos e illus-
trai;o.
E' ebremaneira desvanlajosa mooidade es-
tudiosa, e aos homens delellras, o lugar em que
ora so cha collocada a bibliotheca, no coUeaio
das artes, porque sua longilude inhibe a frecuen-
cia desees amantes da sciencia a coasultarem
obras de ulilidade, e importancia, as quaes pos-
sue a bibliotheca. iTenbo envidado e6urcoe.,'aflm
de obler urna casa, que offereca as proporcoes
ndispensavois para ^ua transferencia, anas al
hoje nao tom ido possU-el consegu-la, sendo
-que algumas, que hei alcaocado nao conten as
accommodaooes propiias ao fim que se atn>e/a.
E' de suaima olilidade, seno de palpitante
necessidado, prov^r^se a Uiblictheca de obras
concernentes historia pratica, legistacao do
. isculoi especiaos da proviucia, e
s produeces eoienlificas, as quaes se lem
.. [Apio
Desojo manler a honra e dignidade da rainha
e do parlamento; mas nao me parece que este
um dore ser altingido provocando constante-
mente essas discusscs irritaoles, o-kacando a
face do governo'accusaces quo n5o sao de nalo-
rezs a trazer nem resoluto nem roto da parle da
cmara. (Esculai I) Vemos, ao menos os jornaes
no-lo enainam, quo houve recentemente urna
discussao esle respeilo na outra cmara ; li
com grande prazer os diversos discursos pronun-
ciados nesta occasio ; e me pareceu que era esse
um modo grare, solemne e constitucional de for-
?oi o imperador dos francezes quem permit-
tio este arranjo e fez ludo quanto pode para rea-
lis i-lo ; o julgou se porfelamenlo quo nenhuma
questo havera da aunexaco da Saboia. Mas
isl) nao agradou ao povo italiano e o imperador
dos fraricezcs declarou que nao empregaria a tor-
ca par.- mudar ou violentar suas disposices,
que eram evidentemente em favor do engrande-
ciinenlo do reino de Sardenha.
3 imperador dos francezes disso entao, quando
fo asss claro que tal era o resultado piovavel,
que sena neste caso para dosejar para a segu-
ra ica di Franca que ellalivesse a vertente tran-
ce ea dos Alpes para garantir sua fronteira.
I'ois bem 1 sobre esta queslo o governo de S.
M. nao -lariilhou a mancira do ver do imperador,
e ou diiei por minha conla que, um s momen-
to, nSo oceultei nossa opiniau ao imperador. Eu
Un: disse franca e claramente o qife pensavamos
dessa annexaco e expuz as consecuencias que
te niamos ver della rosultarcm para a Europa.
O imperador chegou a declarar ao embaixador
de Sua Magestade, tanto por sua propria bocea
como peto orgo do seu ministro dos negocios
eslrangeiros, que nao procedera esta annexa-
co sem cousullar as grandes poloncias da Eu-
ropa. Pode-se lemer que por urna sbita oceu-
pcao mlitarelle se apodere da capital da Sa-
b< ia e las passagens dos Alpes ; mas elle- decla-
ren face de loda a Europa que nao obrar
ai tes que as oulras potencias, a que me lenho
referido, tenham sido consultadas.
Temos dito francamente ao imperador quaes
erim ta nossos sentimenlos esto respeito. Po-
deramss empregar urna linguagem mais directa
e mais enrgica do quo a que empregamos Eu
igioro ; "mas fico anda indecisa a queslo de si-
bircor.ioas oulras potencias da Europa sero
consultadas. Pedr-se-lhes-ha que doem sua opi-
nio ac imperador dos francezes? Esperar o go-
ri rno parecer que essas potencias fallera alto so-
bio esta matcria.se ellas sustcnlarem suas objec-
cies contra a annexago? Tudo o que posso di-
seules os senhures depulados, abre-so a sesso.
Lida a acta anterior,
EXPEDIENTE.
Um offlcio do secretario do governo remetiendo
a nformacao mmutrads pelo director eral inte-
rino do instruccao publica, pedidas no cilicio sob
n. 20.A commissao de instrueco publica
Oulio do mesmo, resabiendo aa wiorm'acoea
ministradas pelo director geral interino de intrne-
cao publica, pedida por ofcio sob n. 22.__A'
commissao de instrueco publica.
Outro do mesmo enviando as informacoes mi-
nistradas pelo director geral interino de "ins.iruc-
co publica, pedido pelo oiicio sob. n. 17.a*
commissao de instrueco publica.
Un requerimenlo de Anaslacio Xavier do Cou-
muiar a opimao do parlamento, e espero que so to. amanuense da cmara municipal desta cidade,
dos communs deve exprimir sua opi-, pedindo aposcnladoria.A' commissao de orea-
mao sobre este poni, ella fa-lo-ha da mesma ment municipal.
M. Disraeu nflo pensa que a marcha adoptada
pelo governo soja conforme aos usos. Em caso
igual, ordinariamente, d-se conhecimento c-
mara des termos do requerimenlo ao menos una
semana antes. M. Disraeli est satisfeito por nao
ser a questo desde logo discutida, e indica o da
de sexta-feira como mais convenienle.
M. Hoksnak quexa-se da mancira inslita, por
que o governo conduzio todo esle negocio ; pen-
sa que lempo de susl'i-lo neste camnho, ein-
siste para que o requerimenlo seja aprescnlado
na sexta-feira.
Siu 4. I'ACkiNUTON di/, que nao se lem lira de
que o governo lenha em lempo algum seguido
urna tal marcha,que denotara a nleuc,o desor-
pieheudera cmara; do parecer de M. Horsnian
e protesta contra a fixajo para quarta-feira co-
mo quera o governo.
_ O Cuanceler ao Erauio :5c Pa ria podido poupar-se asorlda, que fez contra o
governo, quem acensan de querer destruir a
discussao sobre a questo. O governo de ncuhuin
modo lem impedido a discussao, e esl mulo
satisfeito do resultado. Nao c com um fim de
conveniencia pessoal que o governo apressou a
discussao do budgel, mas sim para satisfacer os
inlcresses pubticos. Eu propore que se marque z(r que at o presento ellas nao liz.eram cousj
maneira. j
Outro da o honrado baronete representante de
Tamworth fez as delicias da cmara por sua elo-
quencia em favor da neutralidado da Suissa.
iltisos.)
Nao faco objccc.o alguma marcha, quo elle
julgou a proposito seguir, nem s opinioes, que
emiltio ; mas protesto contra a repetico cons-
ta n le desses debates irritantes, que, Ion ge de con-
Iribuircm para a seguranza da Europa, sao, se-
gundo meu parecer, de nalureza a por a paz em
pcrlgo. [Aplausos.)
Depois de algumas observaces do lord J. Man-
ners, de lord H. Vane, de M. Ncwdegalo, de MM.
Bcnlinck, Cockrane, Stirlng e outros, a moco
foi retirada, e a moco de M. Byng marcada,
como pareco queouvi'mos, para quinia-fera.
(la Presse.S. Filho.
DIARIO DE PERNAMBUCO.
pa; oulros opsculos especiaes da proviucia,
mais produeces soientificas,
publicado na corle do imperio.
Sua Magestade o Imperador, dianando-se de vi-
sitar a bibliotheca provincial, no dia 26 de no-
vembro, conheceu bem a falta de Ues obras, de-
clarando que era mu conrenicnte repara-la.
A bibliotheca conla ao presente 2z* volumes
de obras ; .sendo 87 pertenecntes tocologa ;
le f JurlsPf "dencia : J48 i scienciaa e arles;
Sal bellas-letras, e 572 historia.
Durante mcu exerclcio, a bibliotbeca tea feito
de despezas a quantia de,88#220; sendo 22*420
de objectos do esc/ipluraso comprados a Gui-
In a raes A Oliveira, e 64S800, prpr-niente de en-
cadernaeao ae diversa* brochuras, proaptificadaa
por Nogueira de Souza C. ;
Esle o estado actual 4a bibliothea publica
oa proviocia, e sao estas aa considrateos que
julgMi dever apmentar o V, B. cerno director
geral da inslruceio publica, a epjn esf subor-
dinadaa mesma. *
i^t v.- 6-. Bibliothefi. wWica de
PrDaml)uc# JO de jaoeiro de 1W.
para a loRuN da moeao o da de quinta-feira
de sorle que o debate poderia ser addiado para
sexta.
M. FiTZGEaALB : A queslo agitada por M.
Kinglake sobre as retaceos da Inglaterra com a
Franca e sobre a opporlundade da raclicaco do
tratado, i sem duvda" urna queslo da mais alta
importancia ; trala-se das relacoes da Franca
com a Europa, assim como da futura poltica do
imperador.
Toda a Europa nesie momento lemosolhos
fixos na Ingltterra para lomar a iniciativa contra
esla polilca, e entretanto a cmara, longo de ser
convidada a protestar contra ella, apressada a
saneconar um tratado que deve eslreilar os lacos
entre a Franca e a Inglaterra, indicando assim
que os dous paizes leem a mesma poltica.
Eu espero que todas as grandes potencias, com
as quaes a Inglaterra acha-se ligada por um tra-
tado, unam-se para protestaren! contra o projec-
lo, j em meio concluido, da annexacAo da Saboia
Franca. A cmara lera entao occasio de ma-
nifestar sua opiiio de una manoira decisiva.
M. Bright :Eu tnuilo cstiniaria saber se as
opinioes de M. Fitzgerald sao as de M. Disraeli e
de lord crby. O discurso do honrado gnntle-
man sorprendeu-mc c affligio-me muito, porque
feito para causar urna grande initaco nos ou-
tios estados.
Os senhores da opposico desapprovam sem
duvida o tratado de commercio ; porm, digno
e muito valioso, quando a cmara est prestes a
raclificar um Iralado ap;irovado pela naco inlei-
ra, procurar submergi-lo em urna outra queslo?
Se cllcs desapprovam o procedmenlo do governo
no que toca questo da Saboia, porque razo
nao provocara um voto de censura contra elle?
Se clles o consegueui, enlo^os seohores da op-
posico podero mudar-se desse lado, e, Gcai
convencidos, elles adoptaro contra sua vonlade,
urna polilca idnticamente sem'elhanle. A op-
posico obrou assim contra o ministro Aberdeen,
c isto nao contribuid pouco para alear a guerra
contra a li'ussia.
Comeca-sc a crer que algins desses senhores
da opposiro ficaran exlasiados de romper a al-
lianca entre os dous paizes. Appello para todos
os partidos ; que elles nao suscilein questes lo
irritantes e que podera ler consequencias lo ler-
rveis.
M. Filzgerald parece descjnr que a cmara nao
se oceupo do Iralado sem quo a queslo da Sa-
boia lenha sido deslindada. Nada mais proprio
para produzir um rompimenlo culrc a Franja ea
Inglaterra.
M. Lidell esl convencido de que exprime os
sentimenlos do urna grande paite dos raembros
da cmara, dzendo que elle nao de lodoso me-
nos disposto a nao adherir cobardemente anne-
xac.oda Saboia Franja ; e pede a M. Lindsay
que retire sua moco sobre a marinha ingleza at
depois da raclilicaeo do tratado.
M. Wiiite.siue : E' nao respeilanclo a f dos.
tratados que chegar-se^hia a comprometiera paz
da Europa. Nao farei censura alguma a lord
John Russoll, que, esiou disso convencido, fez
seu dever ; mas raisti r dar forcas ao ministerio
cin urna queslo, em que se traa de impedir as
usurpaces de urna naco que quer augmentar
seu territorio com prejuizo de um paiz garantido
pelos Iralados, e, neste caso, a inlervengo do
parlamento principalmente um meio de impe-
dir a guerra, dcstruindo-lhc as causas. M. Bright
por tanto andou mal avisado e foi injusto era suas
aecusacoes contra esle lado da cmara.
M. B. Osborne : Sem procurar penetrar as
inloncocs de M. Filzgerald, seu discurso fcz-nie
duvidar de sua prudencia, e as palavras de M.
Whilesidc moslraram-rae quo eu Unba razao. Pa-
recera que a opposigo loma a larefa de trans-
formar esle Iralado de aniisado em um Iralado de
iniralzade. Que a questo da Saboia seja disculi-
da priraeiranicnte, seja ; mas que ella nao seja
tratada neste recinlo todos os momentos, lo-
do o proposito, com ou sem razo, de modo a
tornar a aeco do governo impossivel.
M. Roebcch depois de ler dilo que nao perlen-
cendo partido algum. nao podo ser aecusado
do ser movido por paixes de partido, diz algu-
mas palavras sobre as consequencias, que pode
ler a annexaco da Saboia Franca, e termina
poreslas palavras :
Tudo o que desejo urna grande e solemne
declaraco da Inglaterra e da cmara contra o de-
signio do imperador ; ja urna vez esta cmara o
susleveem sua marcha. i
LrdJohx Rcssell :Se ha nesta caraars al-
gum honrado genllcman que julguo necessario
examinar a questo toda inleira da Saboia, criti-
car a maneira pela qual o governo de S. M. tra-
tou-a, ou tirar-lh'a completamente das mos, se-
ria esta, creio eu, urna archa simples, clara e
vanlajosa. Pode ser que tenhamos fallado sobre
este assumplo com alguma moleza,
Talvez homens dotados de urna rnais alta ca-
pacidade, de urna enrgia roaor, saibam empre-
gar urna outra linguagem para impedir o gover-
no rancez de proceder esta annexaco. Os
oradores, que consegu-rain inspirar cmara es-
la conviccao, podeinencarregar-se de execular a
larefa d aquellos que promover ai as negociaces
e-sobre esla queslo oupor suas vistas com mais
successo ; mas segue-se urna marcha, que nem
conforme aos usos conslitucionaes desta cmara,
nem a confianza que ordinariamente se deposita
no governo de Sua Magestade, e que principal-
mente contrara aos sentimenlos de amzade,
que existem entre a Inglaterra e a franca. E'
renovar todos os dias discusseo irritantes que poe
presentes certas partes de incidentes, que live-
ram lugar ; incidentes que nao detnandam algum
voto decisivo, nem prope alguma rosoluco bem
assenlada, mas quo^epreseutam seoipre oper-
sonagem que os Francezes, com uniaimmeuso
maioria de votos, escolheram para govern3-los,
como um soberano de quera convm desconfiar
e contra quem devemos perpetuamente estar pre-
venidos, alim de produzir ao menos um rompi-
menlo completo das relacoes amigaveis que sub-
siste entre os dous paizes..
Tal 6, sinto dize-Io, a marcha que adoptaran
taguas honrados gentlcmens, quem devo nesta
occasio, realmente pedir que ebegoem a alguma
resolugao clara e definida sobre o Um, a que se
propcm pelos discursos .ue pronunciam sobre
te assumplt.
junu
O governo de Sua Magestade falln, o parla-
mento c o publico inglez fallaran!; e posso dt-
Ur que em poucos dias a Europa imcira saliera
C( mo- fallamos ; mas js oulras potencias da Eu-
n pa n.iosc prono ociara m anda.
Nao posso duvidar de scus senlimenlos sobre
e lo assumplo ; mas nao sei como ellas se ex-
P'imiro respeilo da annexaco. Agora c por
viintur.i o> momento em que so deve pronunciar
d a poi dia semelhanles discursos na cmara dos
communs?
Eslou persuadido, a nao ser que me Iluda in-
te iramonte, por que podem sobrevir oulras cir-
cunstancias que desmcnliiiam urna tal prophe-
c a, cstou persuadido, digo eu, que se a lingua-
g:m do >fesapprovaco hzer-su ouvir de Berln,
Vieoni c S. Petersbourgo, sera abandonado este
projecto de annexaco. Mas nao sei, como j
disse, em que termos so expressaro as grandes
patencias.
Anda mais, a propria potencia mais inleres-
s.ida nesla questo, a Sardenha, nao lera fallado
n so. Appareceram no Moniteur dous despa-
chos contendo nm projecto do governo francez,
relativo aq[ regularnento dos negocios da Italja.
Diz-so nelles que no caso de que esle projecto
seja adoptado, seria anda necessario, para se-
giiranc da frouleira franceza, accrescenlar a Sa
boa ao lerriiorio francez. Pois bem I isto effee*
la Sardenha mais do que qualqUar outra na-
c o do mundo.
O paiz que se trata de annexar naturalmente
aquello, de que deve ser altivo o rei de Sarde-
u ia, por isso que o solo que vio nascer sua
cusa, quo produzio tantos ofliciaes habis e va-
le ritos, lanos bravos, que combateram pelos di-
ri'ilos .' auloridade, e que os loem matuido. Lo-
gu o ri de Sardenha deve principalmente ser
nsso iiilcressado. Seu joverno deu .fima longa
e muiti delaihada resposta parle do despacho,
que tratada proposico franceza rcla'iva Italia
central; mas, quaato Saboia, o corMe do Ca-
fOUt diz que reserva esse assumplo paft um des-
picho separado que commuuicar ao imperador
'd >s francezes.
Repilc porlatito que nao leudo ainda a poten-
cia mais interessada decidido sobre a materia,
di que iraiar no que respeila Europj e as
g andes potencias, nao opporluno o momento
di tomar nesta cmara umu resoluco precipi-
te da.
Mas dlga-se o que se poder respeilo da ces-
siio da Saboia, minha opiuo que o Iralado
do commercio concluido cora a Franca desti-
nado, caso obtenha a approvaco do parlamento
nglez, a eslreilar os lacos de amzade eulre as
duas grandes nacoes, e inleressando os dous po-
rsenos beneficios da paz, retardar, talvez impe-
dir o flagcllo da guerra, que segundo peuso,
do deverde lodos os homens de eslado da Euro-
pa exconjunr por todos os meios, que eslo em
sou poder.
E' om esta conviccao que estarc prompto,
sim comprehender a questo da Saboia, a pres-
liir mtu mais caloroso concurso meu Ilustre
amigo o represeniante de Middlesex, quando
apresentar sua moco. Espero que a cmara en-
carar, quando for evocada a questo peranle ella
o liat.do de commercio como o principal objeelo
de noissas deliberacoes.
Me i impossivel comprehender bem a marcha
seguida pelo honrado e doulo representante de
Shellitld sobre esle assumplo ; porque nada ha
mais t-criiicioso do que enlregar-se, sem algum
Dm bem definido, invectivas contra um sobe-
rano visinho. Nao posso estar de aecrdo cora
o honrado representante de Horshan que deve-
nios formular um protesto solemne contra esta
annexico. Que significa isto?
Con prehendo perfeitamente que as potencias
da Europa digam ao imperador dos francezes em
ma linguagem inteiramente amigavel, mas ao
nesro.3 lempo cheia de firmeza, que a annexaco
da Saboia amotinara a Europa, que um acresci-
nento de territorio nao nada em comparaco
rerda que elle solTrcria por outro lado ; posso
compichender que o imperador reluca madura-
rientc sobre estas represenlacoes e as aprecio oro
seu verdadeiro valor. Mas se essas potencias se
associossem um protesto solemne, eis o que eu
compichcnderia por isso :
N'Ss agora aprcsenlamo-vos nossa resoluco ;
aceilai-a e permaneceremos vossos amigos; re-
csai-a e deveis aguurdar-vos para a guerra ;
forque eu nao poderia imaginar er as potencias
da Europa fazendo ao imperador dos francezes um
rrotesto solemne, e contenlando-se com urna
recusa clara e peremploria. Nao mo parece pois
ru a marcha, que se segu seja de nalureza a
Irazer a paz ou mesmo a conduzir ao fim que se
tem em vista.
Nao parece, quando o honrdo genlleman es-
lava no poder, que esta questo causasse' muita
[ reoceupaelo. Lord Malmerbury, como disse-
lam-rae, foi informado de que se fazia correr
recto boato relativo um accordo entre a Fran-
ca, ee Sardenha para a seso da Saboia. Quan-
(o me disseram islo, eu respond : Farieis me-
Ihor so fosseis dze-lo lord Malraesbury. Esta
noticia foi-lhe dada ; mas nao por mim, e lord
Ifalmssbury escreven o lord Cowley para cncar-
lega-lo de tomar as informales respeito, mas
i junlou tambem outros as6umptos.
Lord Cowley informou-se conseguintementc e
respondeu que interrogara ao conde Walewski so-
ire estes assumplos diversos, e lerminou por di-
::er, relalivamenle ao tratado tocante n Saboia
que o conde Walewski nao lucra observaco al-
i;uraa. '
Se lord Malmesbury tivesse pensado que esla
queslo empenhava a honra e dignidade da In-
glaterra, loria escriplo de novo lord Cowley e
Icr-lhc-hia dito : Nao lqucis satisfeito de quo
o con Je Walewski nao faca observaco alguma
osle respeito. Pcdi-lhe que nos faca" saber o que
<> governo tem a dizeraisso: reconhece por ven-
era ou nega a existencia desle Iralado ? Diz que
i jalga em projecto, ou quo o projecto foi aban-
donar, o ?
Eu creio que lord Cowley poderia ter tido com
i] conde Walewski urna conferencia muito pouco
,;alisfiloria ; mas parece-me que esle fervor ex-
'eitc cale ponto, fervor, que devo dize-lo com!
odos os possireis respeitos para com o honrado
jienllutnw, ultrapjssa os limites.!porjue elletcn-
A assembla provincial conheceu honteni do
seguinle :
Parecer da commissao de negocios de cama-
ras, declinando para a de legislaco o poderes, a
pelico da irm indade do Sanlissi'mo Sacramento
do Rio Formoso.
Olicio do secretario da presidencia, enviando
as informacoes ministradas pelo engenheiro fis-
cal da companhia do gaz.
Requerimenlo do coronel Gaspar de Menezes
Vasconcellos do Drummond, pedindo seja auto-
usada a adminislraco dos eslabelecimentos de
caridade, a contratar sobre o seu debito.
Uito dos habitantes de S. Miguel de Barrciros,
pedindo preferencia para suas loteras.
Dilo dos do Cabo, pedindo a creaco de urna
escola para o sexo fominino.
E' approvado em Ia discussao sem dbale, o
projecto n. 24 desle auno.
Entrando em 2" discussao o projecto que con-
cedo quatro loteras ao collegio do Bom Conse-
Iho desla cidade, sao mandadas mesa as se-
guinles emendas, depois de orarem os Srs. Ra-
phael eGoncalves Guimaraes contra, o Gilirana,
Luiz Felippe e N. Portella. favor.
Emenda ao art. do projecto Em vez de
quatrodiga-se urna.
S. R.Marlins Pereira.
Emenda. Uepois das palavrasem vigor,
accrescenle-see urna de c.enlo e viole cotilos
associac,o dos artistas selleiros.
S. R.Marlins Pereira.
Emenda ao art. E urna de cento e vinle
contos para a egreja do Rozaro da freguezia de
Muribeca, e.oulra de cgual quantia para a egreja
matriz da freguezia da Escada.
S. R.Dr. Nascimcnlo Porlella.Ignacio de
Barros.
E urna decenio e viole contos para as obras
do ceraiterioda Victoria.
S. R. Luiz Felippe. Ignacio de Barros.
Dr. N. Porlella.
Emenda. Una de cento e vintc contos
egreja de Nossa Senhora da Conceico da cidade
de Caruaru', e outra matriz de S. Caetano da
Raposa.
S. R.Marlins Pereira.
fde cem cotilos de ris cada urna para a egreja
de Nossa Senhora do Rozaro da freguezia do
Cabo.
S. R.Reg Barros.
E duas de ccnlo e vintc contos cada una,
favor das malrizes Jo Rio Formoso e Agua-I'reta
S. R. G. Drummond.A. Salgado Jnior.
Emenda.Depois das palavrasem vigor
accrescenlo-se e urna de cem conlos de ris
para a obra da capella do ccmileno da freguezia
de S. Lourenco da Malta, c duas tambem de cem
cotilos de ris cada urna para as obras da egreja
de Nossa Senhora do Rosario da mesma fregue-
zia.A. de Souza Leo.
Euraa do cento c inte contos do ris favor
da matriz da freguezia de Barrciros.
o S. R.G. Drummond.Francisco Pedro.
E urna de cento e vintc contos favor da
matriz da freguezia de Una.
S. R.G. Drummond.A. Salgado Jnior.
Ficam tambem concedidas quatro loteras de
nao lenho esse rc-
Bwoqafl acontecen e ieyo eipo-ls tturL cincoenla conlos cada una, para a matriz de Ma-
ranguape.
S. R. Reg Barros. Mello Calcanli.J.
Cavalcanli d'Albuqucrque.
Qualro loteras, sendo cada urna de cento e
vitite conlos, para a matriz do uricury, a da
Boa-Vista, Cabrobo e Exu'. Francisco Pedro.
Accrescenle-se.E urna de cenlo c viute
contos favor da maliiz de Grvala.
S. R. Gilirana
Ficam egualmente concedidas quatro lote-
ras de cenlo c vinle conlos du ris cada urna ~
Associaco de Socorros Mutuos.
S. R.Reg Barros.
Outra de cenlo e vinle conlos para a capella
de Santo Antonio do Bebedouro.
S. R.Braulio.
Qualro Associaco de Socorros Mutuos,
e duas para os collegios das irmas de caridade,
todas decenio e vinle cotilos.
S. RGilirana.
u Sr. Scbaslio Lacerda manda mesa o se-
guinle requerimenlo :
Requeiro que o projecto e as emendas se-
jam remellids commissao de pelicoes para
dar seu parecer.S. R.Barros de Lacerda,
Passanlo-se 2.a discussao do orcaraenlo
provincial, o Sr. Gaspar de Menezes pede o ad-
diamenlo alt) que venha o relatorio da thesou-
raria provincial o qual, depois de orar o Sr. Fene-
lon, regeilado.
O Sr. Theodoro falla acerca dos Irabalhos da
via frrea, abundando as ideas do Sr. N. Por-
lella, era a sesso anterior.
Posto votos o art. II approvado.
Na discussao do art. 12 tomaram parle os Srs.
Rufino de Almeida, N. Porlella, Raphael e Fe-
nelon, sendo approvado afinal, com o addiliro
seguidle :
| addilivo.Alugucl do casa 500#.Mello
Reg.
Tendo sido oflerecidas as emendas seguintes
ao art. 13, e verificando-se nao haver casa, o Sr.
presidente levanta a sesso, dando para ordem
do da a mesma.do anterior :
Art. addilivo.Craa cdiflcaco do urna ca-
da iui cidade do Nazarelh 6:00U$.
S. R.Mello Cavalcanli.
Para o acudo na povoaco do Bebedouro
2:000*.
8. RGilirana
Emenda ao 4." do art. 13. Comprehen-
dendo o acude do Ouricury e a casa que deve
servir de cada, pago de cmara, e quarlel.
francisco Pedro.
Ao 4." do arl. 13. Com os reparos da
casa da cmara e cada de Serinhem 2:000$.
I. J. de Souza Leao.Reg Barros. Barros de
Lacerda.
Para cdiflcaco de urna cada na villa do Bo-
nito 8:000.
S. R.Gilirana.
Com os reparos ds cada da villa de Flores
3:000g.Piolo de Campos.
Addilivo ao art. 13.Picando o governo au-
torisado a mandar pagaraquaniia de 3:102$, que
na conformidadc da lei n. 455, devida Benlo
Jos Pires, arrematante do 5. buco da estrada
de ramificacao do CaboLuiz Felippe
addilivo.Com estudos graphicos, sendo
de preferencia procedido ao necessario para co-
nhecer-se a ulilidade da mudanca do leilo do rio
Bonito Grande, e o desaguamento de um dos
bracos do rio Taqura, na conformidade das leis
anteriores, a quantia de 6:0009.
5. R.Martins Pereira.
Art. 13 4 "Arrscente-so ao finale da
conservaco do calcamento da cidade do Recite.
S. RMartins Poreira Mello Reg.
Emenda additiva.Qom aediflcaco de orna
cada no termo do Buique, 3:000$. *
-Machado da Silva.Dourado.
Outro de Jos Nicacio da Silva, professor de
latim cora exercicio no gymnasio desta cidade,
pedindo se iguale seu ordenado aos demais pro-
fessores do mesmo. A' commissao de orde-
nados.
Qotro de Francisco Antonio Berenger de Souza
Rangel. pedindo que seja privativo do supplican-
le o ofllcio de segunda labellio e escrivo do cr-
me e civel, passando o primeiro labellio e escri-
vo do crime, civel, orphos, capellase residuos,
e exercer nicamente as funecoes de escrivo de
orphos, capellas o residuos. A' commissao de
jusliga civil e criminal.
ordem do ni \.
Conlinuaco da primeira discussao do projecto
n. 35 deste anno, que desliga diversos engenhos
dos termos do Serinhem e Ipoiuca para o da Es-
Cada.
O Sr. Epaminondas : Sr. presidente, quas
que rae julgo dispensado de lomar parle na dis-
cussao do projeclo, em visla das suflidenles ex-
plicacoes que deu o uobro depul.ido que se acha
hoje ausento, e que honlem allou era ultimo
lugar.
Me parece, Sr. presidente, [e sobre esle ponto
chamarei a attenco da casa) que esle projecto
nao pode sofTrer a mnima impugnaco em pri-
meira discussao. O eslado de queslo tal, que
necessta urgentemente de urna deciso, porque a
base da questo a confuso de limites entre Se-
rinhem e Escada, confuso de lmites que trou-
xe tira confelo de jurisdiccao entre os juizes mu-
nicipaes d'esses termos, e que pode lodos os dias
cada passo, fazer com que esses conftelos se
renovera.
O Sr. S. Lacerda : Eu
ceio.
O Sr. Epaminondas '.Nao pode o nobre de-
pulado, que mo honra cora seu aparte, deixar de
nutrir esse receio, porque clles sao neviiaves,
sao necessarios. Amb.os os juizes se julgam com
jurisdiccao sobre o mesmo lerriiorio. um fado
provado, e que nao admitte a menor duvida ;
por tanto, loda a vez que se tratar de alguma
questo entre cidados domiciliados iiosla por-
cao de terreno litigioso, evidente, que pode co
nhecer da questo assim o juiz da Escada, como
o de Serinhem, o enlo, ora se dar a preven-
cao para o juz municipal da Escada, ora se dar
para o de Serinhem.
Mas, pergunlo cu casa, esto eslado de cousas
e compalu-el cora a melhor adminislraco da jus-
illa publica ? Ser esle estado compalivel com o
verdadeiros inlcresses das parles ? Me parece
que nao. A assembla, portanto, el na inevi-
lavel obrigacaode resolver questo, ou conceder
os terrenos lodos a Serinhem, ou conceda-os
Escada, ou adopte qualquer outro alvitre. (A-
poiados.) '
Mas na primeira discussao nao possvel que
a assembla provincial regeitc o projecto, sob pe-
na da assembla descer do sua calhegoria, de urna
corporacao respcilavel. e collocar-sc na stuaco
de escola de meninos, ou dizer que nao quer Tra-
tar dos negocios seriamente...
O Sr. S. Lacerda : Protesto contra isto.
O Sr. Epaminondas :Se os nobres deputados
que impugnara o projecto em primeira discussao
me aprescnlarem um outro meio, qualquer que
ella seja pelo qual se resol va a difficuldade exis-
lenle, pelo qual se ^vitem os novos conflictos ju-
dicianos que podem apparecer a cada passo ru
empenho desde j o meu voto contra o
jeclo.
O Sr. S. Lacero :Sceu o apresentar, o
bre deputadouo aceita.
O Sr. Epaminondas :Nao enlrarei por lano
na apreciaco minuciosa e desenvolvida da ques-
to sem que ouga a refutaco dos nobres deputa-
dos aos solidos fundamentos com. que o nobre
aulor do projeclo o suslentou na casa.
Vol, pois, em primeira discussao pelo projec-
lo e espero que a assembla lamben) vote, por-
que outra soluco se nao pode dar agora ques-
lo, qualquer emenda, por mais jusla, por mais
razoavel que seja, nao so pode apresentar seno
na segunda discussao.
O Sr. Sebaslio Lacerda : Sr. presidente
o cumpnracnlo dos nossos deveres nesla casa'
serapre satisfactorio, pelo menos s nossas con-
veniencias ; o ciimprimoulo dos nossos deveres
uesta casa quando se refere a negocios que mais
ou menos dizem respeilo, Aquellos que colloca-
rara a cada um de nos nesUs cadeiras, nos toca
anda mais de perlo, nos ainda mais agradavel:
nestas condicoes eu me acho collocado hoje, por-
que trala-se de um projeclo que faz passar va-
rios engenhos de Ipojuca, c Serinhem para a
t,srada, o com olim de evitar conflictos.
Antes de enlrar no merecimenlo do projecto
em si, cu respondere ao meu nobre collcga e
amigo que rae precedeu;
Diz o nobre depulado : escusado tratar na
primeira discussao de justificar ou impugnar osle
projeclo, por isso que neste o conflicto, podo
anda reproduztr-se, de necessidade que se de-
lerminem limites, logo til o projecto que ten-
de a ixar estes- limites Eu dire ao nobre
depulado, que a ulilidade de que se traa na pri-
meira discussao, nao pode ser urna ulilidade va-
ga e abstraa, porque suppunhamos por exemplo
que o projecto ampio como fosse mais ampio
aida, suppnmisse urna ou duas freguezias, ou
litava um grande numero de engenhos somenle
com o fim de determinar lmites : pergunlo eu
ao nobre depulado. ser prudente o seu argumen-
to nossa especie ? e por ser a primeira discussao
do projecto enlraro ou nao essas consideracoes
como de muito peso para a apreciaco da ulil-
seguhtte escusado tralar-sc dessa parlo em
quo o nobre depulado se basca lo forto-
raaate.
0 Sr. N. Porlella : E' quanto basta.
O Sr. S. de Lacerda: Dire alguma cousa'
sobre a proposla da cmara.
E primeiro devo declarar queeu nao posto dar
peso -algum a proposta da cmara-da Sacada,
quando visto que essa cantara diz o anno pas-
sado em urna das suas representacoes :no ha
necessidade de descriminacao delimites, nao ha
razio alguma para conflicto, se esle appareceu
leu muitode proposito procurado, maravilha
"t que apparecesse esla quando os limites do
termo sao os mais durof, os mais claros, o
mais bem bom delineados. Eis aqu a forma
PnqUc pin80va cmara o anno passado.
w Ar. n. Porlella : Creio que esl engana-
i nao disse quo os limites eram es
do,
pro-
no-
^JKI-M, IEMUTIVI f MVIICUL.
6ESSAO ORM0AR1*. EM 10 DE ABRIL.
Prestdetum do Sr. litouuU di Camarootie.
Ao mel lia feilia chamada e acbnilo-scprc-
Sem duvida, porque a ulilidade de que se'trala
na primeira discussao, nao essa ulilidade vaga
o abstncta, nao, senhores, porque o que resul-
tara se algum de nos tivesse o treslocamento ou
leviandadc de apreseutar um projeclo aulorisan-
do o presidento da provincia a fazer o bem pu-
blico? peranto a Ihcoria do nobre deputado esse
projecto nao devia solrer impugnaco na primei-
ra discussao.
Mas, todavia reconhece o nobre depulado. que
urna semelhante idea vaga e indeterminada, que
um tal projecto, intil por sua nalureza.deva me-
recer nao s discussao, como a regeico da casa?
Um Sr. Depulado : o projecto de que se tra-
ta, nao vago, bem positivo.
O Sr. Theodoro da Silva :Oucara, ou5am.
O Sr. S. Lacerda : Has o que'cu quero con-
cluir desta minha observago, que a ulilidade
de um projeclo em primeira discussao, nao pode
ser considerado em these geral ; porque so traa
de apreciar umjprojecto que tende a evilar conflic-
tos de jurisdiccao, a fixar limites, nao segu que
o projecto ulil.que nao pode ser impugnado, que
nao pode ser discutido em primeira discussao,
porque, mullos nobres deputados podem enten-
der como eu enlendo que elle deve al ser regei-
lado em primeira discussao.
Diz o nobre depulado, que se alguem quizesse
apresentar urna emenda melhorando o projecto,
essa nao poderia ler lugar om primeira discus-
sao, logo a discussao intil.
Eu devirjo ainda do nobre deputado neste
ponto. Dire ao nobre depulado, esto projecto
de nada vale, deve ser reconsiderado: eis aqu,
portanto, um meio que a primeira discussao of-
ferece, eis um mcio que eu aprsenlo ao nobre
depulado, mas estou cerlo de que-elle nao acei-
tar.
O Sr. Epaminondas : =. leso nao resolve.
O Sr. S. de Lacerda :Isto resolve de manei-
ra porque se pode resolver om primeira discus-
sao ; mais urna prova de que o projeclo pode
ser discutido.
Sr. presidente, passarei a tratar do projecto.
Diz a nobre commissao baseando-se nica e
simplesmente na proposla da cmara da Escada :
que tomando em considerarlo o que a cmara
representa adopta a idea proposta por julga-la
conveniente ; nao aprsenla, porm, os funda-
mentos que a cmara traz considerado da ca-
sa na sua representaeo, e isto justamente o
que est envolto na ultima parle do parecer em
que a nobre commissao diz quo na discussao
aprsenla r.
Sr. presidente, tambera orna outra considera-
cao ha, que para a eommisso de grande peso,
mas que para mim sem valor, porque eu a!
aceito sem eomtudoaceitar o projeclo, e a ne-
cessidade da designarlo de lmites por causa da
man bea delineados, disse que eram precisos.
u r. b. de Lacerda : Diz que o conflicto
s poderia apparecer do proposiio e maravilha
al que hajan duvidas sobre esses limites.
O Sr. N. Porlella : Isto raostra que os li-
mites eslavam bem precisados, mas nao que fos-
sem os melhorc!.
O Sr. S. de Laceria:Mas, meu charo colle-
ga, a commissao funda-sc neslas bases e ou a
commissao re:onhecc que os limites esto bem
precisadas e por conseguinte nada-temos a eno-
var, e apenas devemos dizer o que ha, ou a com-
missao reconhece isso e devemos marcar novos
limites ; se a commissao reconhece a clareza, a
preciso, como quo aprcsetita um projecto que
altera todos os limites ?
O Sr. N. Porlella : Porque reconhece que
de conveniencia publica.
O Sr. S. de Lacerda : Mas reconheco ou
nao que os limites esUvara bem precisados ?
OSr. JV. Porlella :Reconhece que houve cou-
flicto.
0 Sr. S. de Lacerda :Ora, na verdade, ago-
ra diga como a cmara da Escada, maravilha quo
o nobre depulado que no seu parecer reconhece
como esla cmara hoje, que ha necessidade do
se descrirainarem os limites por cansa das gran-
des confuses que existem, maravilha que diga
que os lmites esto precisados, nao podiam ap-
parecer conflictos e portanto o projecto hoje s-
leude a mclhorar.
(Ha nm aparlp )
0 Sr. S. de Lacerda :Diza cu, Sr. presi-
dente, a cmara da Escada nao pode merecer do
mim nem da casa a considerac.lo necessaria por-
que as suas duas represenlacoes se conlradizem
completamente.
Outro Sr. Depulado : Do nobre depulado-
nao, mas da casa sim.
O Sr. S. de Lacerda :Diz a cmara o anno
passado, que nao ha necessidade de fixar limites,
que ellas sao claras, nao podia haver conflicto,
hoje dizjustamentn o contrario, existe grande con-
fuso de limites I 1 1
Sr. presidente, a questo para mim muito
simples e cu farei a narraeo quo o nobre depu-
tado fez. O anno passado* foi submcltdo a con-
siderado da casa nm conflicto sobre limites da
Escada e Serinhem occasionados por urna ques-
to de trras enlte dous proprietarios : esses
papis apparecara na casa, e segundo as informa-
coes qoe pude obler, era bem claro o conflicto
por que dizia a cmara municipal de Serinhem,
que a diviso daquelle termo com o da Escada
setnpre fra pelo rio Sibir, e a cmara da Es-
cada que nesla parte o seu terreno ia alm do Si-
bir. Ora toda a vez que se nao lenha conheci-
mento exacto dos limites no terreno litigioso o
conflicto era bem fundado o anno passado. Mas
e que fez a assembla ? O nobre deputado nao
foi-muito fiel, na narracao que fez oceultou cir-
cumsliucias quo me convm. Por exemplo,
qual foi o parecer da commissao o anno passa-
do ? O parecer da commissao conclua pedindo
informacoes as autoridades de Serinhem e Es-
cada, por isso que as que exisliam nao davam
lugar a um parecer decisivo ; mas a casa apesar
desle parecer que meramente pedia csclareci-
raentos, apenas resolven c muito bem, quo es-
tando o negocio submetldo ao poder judicialio
fosse por elle decidido ; entrn nesta deciso da
casa urna razo de muito alcance, de muita pru-
dencia, porque, como nos sabemos, podia a deci-
so da casa ir de encontr do poder judieiario,
poda ir previnir um juizo sobre a questo. Do
sorle que a commissao nao se julgando bem ha-
bilitada, prudentemente pedia informacoes, e o
assembla mais prudentemente ainda dissenao,
por ora nao convm tratar dislo. deixemos ao
poder judiriario decidir a questo judiciaria quo
existe entre os dous proprietarios : um propie-
tario ciilondc que tendo a sua queslo no juizo
a tem esperanca ou certeza de vence-la, e se a
tiver no juizo 6, sncceder-lhe-ha o contrario ; o
outro propriclario enlende o contrario.
m Sr. Deputado : Prescindamos nos disto.
O Sr. S. de Lacerda :Diz o nobre depular'o
que precindaraos disso. O anno passado proce-
demos muilo bem, e esle anno qualquer deciso
que lomemos a esle respeilo, prejudicial.
(Ha um nparle.)
O Sr. S. de Lacerda :Para mim ainda subsis-
ten) as razes que no anno passado levaram a
casa a nao tomar conhecimenlo de semelhante
negocio.
Um Sr. Depulado :O anno passado eslava a
queslo pendente.
O Sr. S. de Lacerda :O conflicto est deci-
dido, 6 verdade, porm esl pendente ainda a
questo que o originou.
(Ha ura aparte.)
o Sr. S. de Lacerda A prudencia que a ca-
sa o anno passado nianifeslou, enlendo eu que
conveniente que manifest hoje.
Um Sr. feputado :O anno passado nao so
tretava de reconhecer a ulilidade do projecto.
O Sr. S. Lacerda : Mas o projecto refere-se
ao feito pendente.
Um Sr. Depulado : Nao ha a mesma razo
que o anno passado.
O Se S. Lacerda : Ha a mesmissima razo.
Dizia eu, a commissao no anno passado nao se
julgou habilitada a emitlir uni'parecer decisivo,
neste anno sera reclamaban alguma nova, que
esclarecesse o negocio", apenas por urna repre-
sentaeo da cmara da -Escada que contradiz a
do anno passado a commissao de eslalislica apr-
senla ura projeclo que j nao o que pretenda
esla municipaldade, urna cousa DleiraraenlQ
nova, um absurdo.
Diz o nobre deputado c a commissao que o pro-
jeclo allende a diversas conveniencias das muni-
cipalidades quo atienda aos interesses dos juizes.
Eu couteslo esta parle : o nobre depulado sabo
que a Escada se satisfaz com essa usurpajo quo
quer fazer aos outros termos, mas o nobre depu-
tado nao lem um s faci como membro da com-
missao o como deputado simplesmente que o au-
torise a pensar que as autoridades de Serinhem,
que as autoridades de Ipojuca concordam ness
usurpaco.'no tem um faci quo lulorise a sup-
por que os moradores desses terrenos quercm
passar para a escada ; eu vou ainda adianto, o
nobre depulado roe obriga a dizer e ha de con-
cordar comraigo, que mesmo os moradores des-
ses terrenos sobre que versou e versa a queslo
judieiario nao querem petlencer Escada.
O Sr N. Porlella : Eu pouco mo importo
com a vonlade delles.
O Sr. S. Lacerda : Eu fundo esta proposi-
co n'um ollicio do vigario da Escada quo nao po-
de ser suspeito ao nobre deputado era a aquel-
es que adoplam o projeclo nesla queslo O quo
que diz o vigario ? Diz que elle sempre paro-
chiou nesses lugares, mas quo os moradores del-
les do cerlo lempo em daule querem pertcncer a
Serinhem.
O Sr. N. Porlella : a questo ainda do
querem.
O Sr. 5. Lacerda: Mis, Sr. presidente, co-
mo que se pode dizer, altende-se aos inlcres-
ses das municipalidades, quando a municipalda-
de do Cabo, quando a de Serinhem nao podem
roceber ahi a menor prova de alienco ?
O Sr. N. Porlella : Como ?
O Sr. S. Lacerda : Diz a nobre commissao :
Pergunlo eu, como o nobre deputado relator
da commissao pode aventurar esla proposico t
Em quo se allende aos interesses das municipa-
lidades do Cabo e Serinhem para o nobre depu-
tado afJQrma-io?
(Ha ura aparle. )
Vejara os nobres depulados como procedo a
cmara da Escada nesse negocio em que entra
nao o interesse publico, mas o particular.'
Um Sr. Depulado : Nao se pode guppor
isso.
OSr. S. Lacerda : Pode-se suppor pelo que
lenho dito e pelo que passo a dizer.
Uoi Sr. Deputado : Nao se pode suppor.
O Sr. S. Lacerda : Supponho-o eo, nao te-
nho a responsabilidade legal, lenho a moral e
sujeilo-me a ella.
Disse a cmara da Escada o anno passado que
nao hara necessidade da desregreeo de limites,
diz esle anno que ha necessidade de desregrar os
limites" por causa da confuso quo existe. Qual
a consequencia senhores? que oeste poni
^l.|eri!i!?,!!icsi'0 df3c4i4'' ?*?* *?-*- e*!*- 1 se diz.qne existe eoBfusaoVqoe foi o'pon-
jkxus, eu reconneco esla necessidade, por con-< to que servio de mollro ao conflicto se esclare-
1
-
d 1JI ITII
#


m*m
-
------
can esss lirailes, mas os pontos cm que nao, Sr. b. Lacerda : bu nao eotto^o eonhe-
wove ques'o do limites, sokre o que raroavel-, cimentos do obro depuldo. porque acabildo
netite nao pode haver conflicto, que neoossidad* ^er no leu projcclo que a divisao seguir ucia
DUBIO J)E FKTOlsjWJCO. SEXTA, EE1RA jp pg ABRIL DE \H.
m
m a carinar de eicl rocimerrtos ~t Eu dirci quo
esta neeessidalre a necessidade da red-
Eu nao sei Sr. presidente, que fundamento ao
menos' plausivel, ormenos Uan! pode ler a c-
mara para querer mostrar a necessidade de una
recta como divisao, e u"ma recta qire atravessa
tins poucos de ongenhos de diversos propriela-
rlos. .
Vejemos anda eom que bom sen so procede es-
ta mora ueste negocio. Diz a cmara : esta
recta era de tal a tal ponto e os limites dos en-
genhos sero os limites dos termos de Escada,
Serinhem o Ipojuca. Peigunto eu ao nobie de-
putadoaulor do projeclo : os limites destes en-
genhos estaro lodos cm linha recta ? O nobre
recta, e ao mesrao lempo designa como liulia di-
visoria engenhos qu*. nao ealao en linha recta.
Senliores, pelo pouco que lenho dito, sou obri-
gado a concluir, que a necessidade do se fitarera
os limites com relaco aos pontos que deram lu-
gar ao conflicto, nao podem ser causa da existen-
cia do presente projeclo ; entendo quo multo
mais razoavel que o projeclo volto commissao
e saja refundido, roas como eu nao Icono ioto-
resse nenhum na adopeo de semeUiaute medi-
da, preflro antes que o projeclo pereca desde j
c por isso rolo contra elle era primeara discusso.
O Sr. JV. Portella : Sr. presidente, a roa-
neira por que se exprimi o nobre depuiado que
acaba de assenlar-se, as reflexes que fez acerca
hav a oulro meio mais factl a propf, seno ac-
ceilir os limites das propriedadesparttcularcs
que sao mais ou menos conbecidoe. E' assim
que a co nruisso entendou que a proposta da ca-
mal a es! ara no case de ser receida, porque nao No da plvora indisperrsa-vel as bombas per'tur-
existiam limites naturacs. E' verdado que o bam o servico, todas as vaos que a afflueneia de
deputado invocou aqui, o agora cu invoco lam- |do procedimenlo da cmara da Escada, as consi-
l)Cm o sen conhecimenio das localidades : dga-
me com franqueza, nos que sabemos perfeila-
menle como sao as divisoes dos engenhosda pro-
vincia, podemos admitlir que as divisoes de dous
tres, quatro e mais engenhos estojara todos era
linha recia ?
O Sr. ello Reg : Nao recta e menos
curva.
O Sr. S. Lacerda : Nao ha tal recta, com
razao nao se podo dizer que sendo os limites do
termo os desses engenhos, seja a divisao por urna
linha recia
Vejara ainda a cmara da Escada como proce-
de ueste negocio. Basca a cmara da Escada a
sua prelencao exagerada fazendo passar seis ou
sele engenhos para o seu termo, dizendo : So-
ledade pcrlo da Escada e longe de Ipojuca, logo
Soledade deve perlencer Escada ; Mas adau-
te diz : O engenho que se sogue uin enge-
nho pequeo pouco habitado, venha para a Esca-
da ; nos oulros sobro os quaes nunca houvoques-
to, a razo que d 6 a recta c assim vai at o en-
genho Minas Novas.
O Sr. Ignacio I.eao : Dcixando de permeio
una propriedadu.
O Sr. Fenelon : Fodc-se fazer urna pintura
como o nobre deputado esl fazendo inleiramcn-
te contraria sua.
O Sr. S. Lacerda: O hobre deputado acha
que cu eslou pintando.
O Sr. Epaminondas : Eu acho que o nobre
deputado est empregando urna enargueia.
O Sr. S. Lacerda : Eu creio que conheco
mais essas localidades do que o nobre deputado,
mas cu invoco mesrao a sua opiniao para mo di-
zer se os terrenos desses eugeuhos eslo n'uma
recta.
V pois a casa que a cmara da Escada sera
fundamento algum procurou urna redo do um
ponto a oulro, sera fundamento algum fez chegar
o um poni mais distante fazendo assim entrar
para seu municipio varios engenhos aprescnlan-
do razos muilo futeis sobre a Soledade c Unio.
A rospeito das distancias eu lenho o ponderar
o seguinto : se na rcaldade os municipios entre
nos podessem ser divididas de modo que a sede
ficasse justamente no centro, seria isto urna van-
tagem muilo grande para as funeces das auto-
ridades, seria de grandes vanlagens para aquelles
que tora de procurar os recursos judiciaes.
Mas porgnnlo, senliores 6 isto possivel enlre
tus ? Nao, por conseguinle como pode esla razo
das distancias favorecer a Escada t Eu direi o que
lia a respeito da Escada c mostrarei ao nobre de-
putado que impossivcl. A Escada est collo-
cada era um dos extremos de seu municipio a
urna legua e tanto confina com o Cabo a urna o
tanto cora Ipojuca, a duas com Serinhem : a
querer-se dar pela razao da distancia em que es-
to estes terrenos para Ipojuca e Seiinliaem pas-
sando-os para Escada, pergeniare! cu, em que
dislancia ticoro Ipojuca e Serinhem desses ler-
renos desmembradas"? Isso nao se indagou. Em
segundo lugar perguntarei, como pezar a razo
de dislancia para a Escada em relaco a csses
terrenos e nao pezar em relaco a aquelles ou-
tros que ficam longe da Escada, de Santo Anlo o
Bonito ? Naturalmente a parlilha 6 a do Lelo,
porque esses lugares que csto distantes nao dei-
xarao do perlencer a Escada, entretanto a Esca-
da, entretanto a Escada diz: quero que preva-
lece a razo da distancia para mim com relaco
*ios terrenos do projeclo, o assim a razo da dis-
tancia s prevalece a favor da Escada, apenas
tim pretexto para csse occrescimo de territorio,
que eu considero como usurpaco.
lia pouco fallou um nobre deputado.no rio
Sibir e despertou-me a da seguinle eu creio
que os milliores limites que temos sao os natu-
raes e nao limites de engenhos, porque por mais
claros que sejam esses limites, apenas houver
questoes possessoria entre os consenhores dos
engenhos ahi lereraos questo timbera sobre
os limites dos municipios. Porconseguinte de-
vemos procurar os rios ou montes ou portas
lisas e determinadas, que nao possam fcilmente
dar lugar conflictos : pcrgunlo cu, reconhece
ou nao a commissao esla necessidade ? Reco-
nhece ou nao a commissao, que o confelo que
deu lugar ao presente projecto procede de
nao haverera limites inluraes. fixos e deter-
minados ? Seguramente reconhece ; mas o que
faz a commissao apresenlando seu projecto ?
Nao sana este mal.noremedeaesso grande vicio,
por quo se o quizesse fazer devia nao impor-
lar-se com engenhos e procurar limites cerlos
por portas Qxas c determinadas.
Um Sr. Deputado : Faca-a o nobre deputa-
do em segunda discusso.
O Sr. S. Lacerda : Os nobres deputados
querem por forra chegar ao seguinle querera
-chegar a revogaco do acto addicional que
manda "que todos os projectos (enham tres dis-
cusses, toda vez que houver ulilidade mais ou
menos plausivel n'um projeclo enlcndem que
a primeira discusso 6 superflua, esquecendo-se
de que como j disse, a ulilidade nao 6 essa
ulilidade vaga c abstraa que os nobres deputa-
dos suppe.
Um Sr. Deputado:A do projecto 1>era
razoavel.
O Sr. S Lacerda : A do projecto nra dis-
proposito e por que se a confuso de limites
xislisse, seria entre os engenhos Jussra e Tres-
bracos e a consequencia devia ser o esclareci-
mento desle ponto.
O Sr. JV. Vorlella : Apoiado, mas essa
na segunda discusso.
O Sr. S. Lacerda : Mas eu apresento um
meio para que isso seja resolvido, vamos remel-
ter novamenle a commissao ou vamos antes
pedir inforraacoes, por que a commissao for
mitlir ueste ponto, a commisse ncm se leni-
Lrou do procedimento honrozo da do anno pas-
eado que podia invocar em seu apoio, aqual
apezar de todos os documentos que tinha em
seu poder, nao se julgou habilitada a remelter
iim parecer difinilivo ; mas a commissao desle
nno em lugir de seguir esle caminho to
bello e bem trilhado, oque fez? Decidi sem
ouvir nenhuma das partes.
Eu nao seise pelo habito que tenho de ser
juiz que o meu espirito nao pode se conlormar
ora procedimenlo semelhante, nao sei como se
pode julgar sem ouvir as partes como a commis-
sao fez, por que se o que chegou hoje ao co-
nhecimenio da commissao foi o mesmo que
existi o anno passado, se a commissao do anno
passado nao se julgou habilitada para emiltir a
sua opiniao, como que hoje apenas por urna
nova representarn da cmara, representacao
era que ella se conlradiz completamente, jul-
Rou-se a commissao despensada de pedir escla-
recimentos 1 { Apoiado )
Eu nao duvidaria Sr. presidente, concordar
em que se assignassem limites, nos pontos
to somento que deram lugar ao conflicto.
( Ha um aparto ).
O Sr. S. Lacerda : A consequencia quo lira
difireme da do nobre deputado, eu nao quero
que ello vai a commissao e de la volte refun-
dido, mas os nobres deputados querem seguir
outro caminho querera que acceite a e/istencia
desse projecto, querem quo elle passe tal qual.
Ora creio que minha opiniao serapre mais
casoavel e apezar do inleresse maior ou menor
que eu possa ter nesso negocio, independente
do desejo que lenho de ver este projecto rejei-
tado entendo que mais conveniente que elle
morra em primeira discusso que a commissao
aprsente oulro mais bem elaborado do que, que
elle passe.
Um Sr. Deputado: Na segunda diseussao
se faz isto.
O Sr. S. Lacerda : Nao por que na segun-
da discusso nos nao teremos conhecimenio per-
feito da questo,porque na segunda discusso sao
precises informaces muilo exactas por que per-
mila-me o nobre deputado que Ihe diga, eu nao
acceilo de modo nenhum a sua iheoria da linha
recta. ( Ha um aparte ) Nesse caso eu darei ao
nobre deputado um conselho faga como o, nao
millo urna proposicio negativa ou afirmativa
por que dizer conheco as terris dos engenhos
nao saber se ha confuso de limites, o mes-
roo que dizer conheco e nao conheco.
O Sr. Portella: Prora que eu confio nos
. meus conhecimenio c o nobre deputado nao con-
fia nos seus.
deraces quo julgou conveniente fazer sobre as
observacoes por mim emitlidas na sesso passa-
da sobre os argumentos contidos no parecer da
commissao, me obrigam a oceupar ainda a alien-
cao da casa.
Sr. presidente, o nobre depulado acha-se per-
feilaraenlo, engaado, quando entende que a c-
mara da Escada se acha era contradieco em sua
representarlo deste anno com o quo fez o anuo
passado.
O Sr. S. Lacerda : Appello para a leitura dos
dous oflicios.
O Sr. JV. Vorlella : E' o que vou fazer.
O anno passado a cmara da Escada represen-
tando acerca dos motivos, pelos quaes se tinha
dado o coullicto do jurisdieco entre os juizes
municipaes de Serinhem e Escada, julgou que
os limites do termo esiavam bom certos, bem po-
sitivos, bem discriminados, e esle pensamenlo
que tuina a cmara o que ella manifesta as
seguintes palavras : (16)
E' claro portanlo, que o pensamenlo da cma-
ra nao oulro seno fazor conhecer que os limi-
tes da freguezia da Escada com Serinhem eram
bem positivos e bem determinad js, e por isso
que diz, que maravilha que so appareca incerte-
za de limites com a freguezia de Serinhem ; is-
to a cmara confessi perante a presidencia
que os limites eslo trocados do modo a nao ha-
ver duvida, a conhecer com exaclido qual o
poni de divisao entre as duas fjcguezias. E pcr-
gunlo agora ao nobre depulado, ser por ventu-
ra contradictoria a cmara quando assim se expri-
mi enlo, e quando diz agora, depois da deci-
su do tribunal da relaco, que conveniente
que a assembla tome urna medida no sentido
de evitar conflictos da nalureza daquelle?
O Sr S. Lacerda : Appello para a leitura
dos documentos.
O Sr. Pore//a : Eu j fiz a leilura da
parle da representacao que o nobre depulado
se referi, vejamos "agora o que diz a cmara es-
te anno. (16)
Por que diz a cmara isto? Porque ella via
que, dado o conflicto do jurisdieco, a assembla
provinciol julgou que ora necessario subnietl-la
deciso do tribunal superior, c porque ainda
nao esiavam bem designados estes lirailcs. D'ahi
v o nobre depulado que a cmara, que ento
entenda que os limites esiavam bem claros, ho-
je reconhece que pela deciso da relaco ne-
cessario, indispensavc-l que a assembla tome
alguma resoluco sobre estes limites,
O Sr. S. Lacerda : Isso nao razo.
O Sr. Portella: Isso serve para provar ao
nobra deputado que, louge de ser contradictoria
a cmara, ella se acha qucrenle com a nianifes-
laQo de seu pensamenlo.
O Sr. S. Lacerda Eu appello para a leitura
simples.
O Sr JV. Vorlella : Eu j o fiz, o nobre de-
pulado falla-o depois.
Agora seja-mo permillido dizer ao nobre depu-
lado, que nao lem razo, quando quer que a
commissao fosso obrigoda a seguir o mesmo ca-
minho trilluio pela commissao do anno passado.
O nobre deputado anda neste ponto est per-
feitamenfe engaado, porque as razos que ac-
tuaran! no espirito da commissao do auno passa-
do nao sao as mesmas, ncm podiara decidir o
procedimenlo da commissao deslo armo ; enlo
havia pendente da relaco a deciso do conflicto
de jurisdieco, e essa foi que influio no animo
da assembla para julgar-se incompetente, mas
hoje que o conflicto est decidido, hoje que nao
ha queslo pendente da relaco, segue-se que
nao ha a razo que ento havia.
Um Sj. Depulado :Ha a raesma queslo pen-
dente.
O Sr. JV. Portella :Nao se pode considerar
precipitada a commissao por ter dado este pare-
cer quando a propria relaco que diz no seu
accordjo, que assembla compele tomar urna
bombas com as quaes somento so pede esgotar
grandes massas rre agitas, que porveotura ve-
nharo a manifestar-so mais larde. Verdde
que em terrenos como 03-nos3os, onde o empre-
resoluco. J v pois o nobre deputado que a
mesma deciso da relaco nos conlitue na bbii-
gico de tomar urna medida qualquer, oque
justifica perfeilamenle o procedimenlo da com-
missao quando apresentou o projcclo.
Dito isto Sr. presidente, farei muilo poucas re-
flexoes acerca da refutaco que o nobre depula-
do julgou dever fazer a algum dos argumentos
por mim produzidos.
Disse o nobre deputado que o considersco das
distancias nao influa, porque, posto que csses
terrenos cstivessem muilo prximos da sede da
freguezia da Escada, todava se devia atlender a
que certas localidades esiavam muilo distantes
dessa sede e prximos de oulros termos como
Santo Anlo, Bonito, etc., querciido d'ahi con-
cluir que a Escoda devia perder parte desses ter-
renos. O nobre deputado neste ponto fez
urna comparaco que nao lem procedencia,
porque c mesmo por Iratar-se de terrenos que
se achara, como o nobre deputado reconhece, em
grando distancia da sede da freguezia, que se
torna indispcnsavel fzer com que elles passem
para aquella que Ihe est raais prxima.
(Ha um oparte.)
O Sr. JV. Portella ;O nobre depulado ainda
para mostrar que nao havia razo para esla di-
visao, 3llegou que os moradores dessas localida-
des nao linham vonlade de passar para a fregue-
zia da Escada.
O Sr. S. Lacerda :Diz o vigario.
O Sr. N. Porlella :E eu que me importa que
o vigario diga ? Pode a vonlade de olgucn de-
terminar o maneira por que devenios proceder
nesla casa ? Por cerlo que nao. (Apartes.)
O nobre deputado ainda disse que eu nSo po-
dia apresentar fados que denotassem que a divi-
sao proposta pelo projeclo era de inleresse pu-
blico o de inleresse das autoridades judiciarias.
Permitta o nobre depulado que lhc diga que
quando se trato de urna divisao de freguezias ou
termos nao preciso allegar fados que denotem
a falla de cumprimenlo de deveres das autorida-
des, iiem eu me encorreguei de ser o denunciar
dor da falla de cumprimenlo desses deveres e lan-
o mais que se falls exislem ellas sao justifica-
das pela distancia.
(Ha um aparte.)
O Sr. JV. Portella :Mas nao essa a conside-
rago que deve pezar era nosso espirito. (Quando
se conhece Sr. presidente, que quasi impossi-
vel as autoridades desempenharera satisfaioria-
menteos seus deveres pela dislancia das locali-
dades, a assembla nao pode dcixar de adaptar
urna medida no sentido de remediar esse mal.
O Sr. S. Lacerda d um aparte.
O Sr. JV. Portella ,Esse terreno em que o no-
bre depulado falla fie a duas leguas distante da
Escada e seteou oilo de Serinhem.
O Sr. S. Lacerda :Sao qualro segundo diz c
juiz municipal.
O Sr. JV. Portella :Ncm eu pem o nobre de-
pulado nem ninguem pode precisar a distancia
em que esto.
O Sr. S. Lacerda : Aproximadamente p-
de-se.
O Sr. JV. Porlella ;Aproximadamente poss<
e digo ao nobre deputado que nao distara meno.-
de sele a oilo leguas.
O nobre deputado ainda observou contra o pro
jedo que tal qual est nao estabelcce urna recta
c trouxe consideracodedevercm ser os termo.;
divididos por limites naluraes. Sr. presidente,
veruado que assim deve ser, mas qnando nn
se achar esse limite natural que estabelece a di
vis.o, qual o mclhor meio ?
O Sr. S. Lacerda :Ahi a recta-
O Sr. N Portella :Se a recia, permita-m
que the diga que confio muito nos meus conhe-
cimentos dalocalid.ide para dizcr-Ibe que con-
servo a recta pas3ando por csses engenhos.
Um Sr. Deputado :Mas veja que ha tres en -
genhos Jussra.
O Sr. S. Lacerda : Esses veni encapotados
ainda pela forca da reda.
O Sr. JV. Portella :Eu creio quo esses enge-
nhos se eslo agora levantando.
O Sr, Per eir de Brito Levantando nao :
eslo moentet.
O Sr JV. Vorlella :Um delles est moendn,
mas lodos se conservara nesse engenho Jussai
da niesroa sorle quo o nobre depulado autor c o
projecto acercada Amarangino podia leiiar le
coraprehender todos os engenhos que existe n
as ierras desle.
Dizia eu que na falla de limites saturaos por
oudose regulassom as divisoes vio termos, ni .o
nobre deputado enteadeu que a commissao esla-
va disiricta aopresentar como ponto do divisao
o, rio Siliir, mas permitta-rac que eu appelle
para seus conhecimenio* da lucalidadc.
O Sr: S. Lacerda : Eu nao as invoquei.
O Sr. JV. Porlella : Mas invoco-as eu. Sabe
o n >bre depulado onde nasce o rio Sibir? Pois
saila que.se esse rio fosso considerado o limite
da Escada, seria necessario que se dividissem
alguns ongenhos da Escada fasendo-as passar
pan Seiinhem.
C1 Sr. /. Leo : NSo assim.
(' Sr. JV. Porlella : Assevero aos nobres
deputados que o rio Sibir nasce no engenho
Setir ; d'ahi segu por tres bracos devidindo
com Jussra. (Ha um aparte.)
O nobre deputrfdo est ongauado. A querer-se
aproveitar esse limite sena preciso aproreitar
smente parte desse, sob pena do separar parle
de engenhos muitos contiguos a Escada fazen-
do-as p.'issar para Serinhem. (Apartes.)
Seria preciso fazer perlencer esses engenhos
a Serinhem que est na distancia de sele
leguas. .
Ora o nobro deputado sabe que s se podem
apioveilar de limites naturacs quando por elles
se|iode fazer urna divisao conveniente, mas desde
qu i isso nao seja possivel, preciso deixar de
paite esses limites e adoptar outro ponto de di-
visao que ofTereca vantagera.
Sao estas as consideraces quo tenho a fazer e
qu i jul^o suCQcientes para justificar o projecto;
a (aza porm decidir como fur justo.
O Sr. S. Lacerda : Sr. presidente, oppellei
deide principio poro o leitura-das duas represen-
taques da cmara da Escada, mas o meu nobre
co lega nao quiz fazer-me 3 honra de os ler sim-
plismcnte, ia lendo e juntando-lhes a suas obser-
va ;oos, por isso peco licenes a cmara para cu o
fa?er invoco a sua atlenco para a leilura das
represenlacoes pura e smplesmentc. Diz a
ca nara da Escada o anno passado : (l.)
)iz a cmara boje : (l.)
O anno passado segundo diz a cmara, niara-
vi' hosa ler aparecido o conflicto, s de proposito
foi elle provocado, hoje maravilha nao a cmaro,
mas a nirn, que seja a mesma cmara quera diz
que ha necessidade de tornar os limites da Esca-
da bem conhecidos nao smente o ponto da con-
te; tacc mas cora oulros cora as tieguezias de
Ipojuca c Serinhem.
Diz anda a cmara no fim de seu officio. (l.)
Esta contradicho da cmara da Escada, nra
m ni ni.o lem esplicaco rasoavcl seno na ma-
ne ira porque estas cmaras procedera quando as
qieslfsno sao de mero inleresse publico.
Um Sr. Depulado:A cmara s procede
lendo cmvista o inleresse publico.
O Sr. S. Lacerda : Quera procede assim
ni o conhece taes priucipios.
Esla leitura Sr. presidente, para que eu appel-
lava e que acabo de fazer, parece que justifica
b< m a minha opiniao c que dispensa oulros
ernsideraces. Nao me record de poni algum
do discurso do nobre deputado o que cu nao
ti'esse j respondido ; ainda veo com o argu-
mento de distancias mas os consideraces quo
cu fiz exislem era p o seno pergunlor-lhe-hei,
ce mo dmiile que faco parle do termo do Recife
engenhos que existera legua o meia o duas lo-
gias de S. Anlo.
Eu cuando juiz de orphos do Recife, Uve de
fazer inventarios na distancia de dez e dose le-
g las di capital e alias perto de S. Anlo.
O Sr. JV. Vorlella : Proponha.
O Sr. S Lacerda : Eu nao proponho porque
pira mim o eslaV perto ou longo nao razo
rjira urna divisao.
O Sr. A'. Vorlella : Para mim .
O S S. Lacerda : E' para o nobre depula-
daque a prsenla este projecto, para a Escada
que lem por Um usurpar terrenos de oulros fre-
guezias e sabe o nobre deputado perfeilamenle
quanln convem Escada esta theoria, achan-
do-se ellas cm um dos extremos da freguezia ; a
consequencia a partido do Leao com os oulros
animaos.
Encerrada o discusso e posto a votos o pro-
jacto approvado- .
Segunda discusso do projecto que morca o
subsidio dos depulados provinciaes para a futura
legislatura.
Vai a meza e apoia a seguinle emenda : Em
vez dt dous mil ris, diga-so cinco como lem
s.do al hoje.
N. Portella.-
Encerrado a discusso e posto a votos o pro-
co, todas as veaes qu_ .
agua 6 diminuta, pola necessidade de retirar os
apparelhos na occasio em que as minas leem de
rebentar. Por isso que nos pocos preferiram
ao anxilio das borabos*a abertura do galenas sub-
terrneas. Nio se deve esquecer, porem, que,
quando os trabalhos de excavaco forera inter-
rumpidos pela abundoncia de agua, o emprego
das bombas certamente prefcrivel c porvehtura
essencial.
Os trabalhos dos pocos ns. 1 e2 teera soffri-
do algumas inlcrrupcqes provenientes da grande
abundancia de agua, que so manifestou no corae-
co da perfuracao. fo atraso em que esl o poco
n. 1 conscquenrla da impossibilidode era que
se acharnm os miruSiros de proseguir as escava-
nes -Hoje, porra, o servico est novamenle or-
anisado
so concluidos, nem o leito Un estrada est no ni-
vel dos trilhos. Todos esles pequeos trabalhos
sao era geral os ltimos dos couslruecoes.
Conclu'uido, dirci, que a estrada 6% ferro de
D. Pedro II sem coulcslaco, urna das mais
importantes nhae frreas em" conslrucQo, e se-
r para nos objecto oV> maisproveiloso esludo.
M. Uuarque de Afacido..
Rio, 8 de marco de 186o.
Nao se acham presos os Srs. lenonle-coro-
nel S Brrelo c Porfirio, como sahio nesla Re-
vista, pois que devra-se lr alli puros e nao
presos.
Hoje reune-se a segunda sesso judiciaria
do jury desta capital.
presidida pelo Sr. Dr. juiz de direilo da 2a
vara crlme Antonio Francisco de Salles.
Tendo-se feilo alguns reparos no calcamento
da ra da Imperaliiz, doixou-se de dar o aba-
lamento conveniente e que primitivamente alli
existia ; mas importa que isla seja restabelecido
desde j.
, .mSem gravcs inconTenienl- No poco auuiua 5l)ja prau.
p'm h.r""! *ran. T8Sa de a,gua- quc caua> Pa iue as aguas pluviaes nao fiquera em-
nTt l15^**' Teduz,dos .aclua,mci,lJe \ pocados era qualquer excavaco, que o transito
nr.Si rl i KC.t,laV,a0 "".n1* quo U,D de"' possa occasionar.
or -.1 t 'rabalh?sd.as Sa,er,.as na teera sup- "^ A eraprcza-Combronne-prosegue era seus
pVp s /Mdc 'nconvM.'enlf. 9*-* trabalhos com grande celeridade. lendo j inhu-
V nS L fa lere,mS arc<*!arPr fsse lodo. !mad0 uma cenSa0 vasla Vcano, /, qual
,ar' on,Jo Permittiara os trabalhos. comprchendo dillcrentes ras deste bairro de
que lodosos espacos acham-so oceupados por, Santo Antonio.
i?vIid0?d.COn-Tl,Cei,d"e w 1uV,anl,\a s"a i O Sr. emprezario torna-se reomraendavel pe-
adividade, nao se podena obler actualmente re- 110 ze|0 e 8codaraento. que ha desenvolvido na
to-, tem prestado grandes e valiosos servicos
causa-publica, na qualidade de delegado lem con-
cluido lodos os processos, tora prendido diversos
criminosos-, feito rcmessa de recrutas, todos no-
caso exigio pela lei, na eadea desla villa nao ae
cha presentemente um s preso por concluir sen.
processo, o na qualidade de commondante da
destacamento nada ha a desejar, a pnnlo de na
haver urna s queixa contra quolquer praca d'a-
quelle destacamento.
Finalmente os moradores da comarca, e mes-
mo os empregados da va frrea, se acham com-
pletamente salisfeilos com esla auloridade, por
isso fazemos votos pela ronservaco do Sr. ca-
ploo Tcixeira na villa do Cabo! e pedimos ao
mesmo Sr. desculpa, se com o pouco que temos
dito eflendemos sua modestia.
Villa do Cado, 19 de abrir de 1860.
O Cabista.
sultados mais vanlajosos.
Nao passoriamos sem exame a ioteressanle
queslo de saber dentro de que lempo devem
complclar-so os trabalhos do grande tnel ; e,,
servindo-nos de dados obtidos no paiz, chegmos proprietanos tratar de promover a collocaco dos
aos seguiules resultados, que nos parecem pro- respectivos apparelhos em suas propridades,
vaveis. quando o servico da iahnmacoo acha-se em suas
execuco de sua empreza, da qual nao podemos
deixar de auferir vanlagens reaes no acciu que
del.la ha de resultar para a cidade.
E opporluno que lembreraos, que devem
Tendo de largar a administrarlo da provincia
o Kxm. Sr. Baro do Bom Jardira, para tomar
assento na cmara temporaria, do que digo
importante membro, pede a juslica que o felici-
temos pela sabedoria c mparcialidade, enm que
se -houvc nesla provincia, aulofisando, o justifi-
cando a confianca, com que,foi acolhida a sua no-
meoco. AITavcl e delicado para cora todos, que
o procurovam, c com ello linham de praiicar so-
bre negocios de publico, ou de particular inte
resso ; sollicilo no prompto e regular expediento
de ludo o que dependa de sua deciso, ou infor-
marn ; disvelado pelos mclhoramcntns da pro-
vincia; dedicado ao esludo de suas necessidades.
o dos rucios de satifazc-las, o de bem dirigir os
melhoramentos i oblidos ; recto e justiceiro era
lodos os aclos, que pralicou, bem moreccu o ca-
lima publica, deixando na provincia gratas re-
cordares, sem que apparecesso dcsconleniamen-
Concluida a perforarlo do peco da boceo, teem
de comeQar os trabalhos do primeiro lanco de
galera, quo vanearte cerco do 410 ps al o
I." de maio de 1861, poca cm que o poco n. 1
chegar ao nivel da galera.
t Sendo esla primeira dislancia entre pocos de
1I5 ps, restar que fazer 973, que desiribuidus
pelas turmas dos dous pocos, oslaran executados,
era 11 rurzes, isto eni 1.a de maio de 1862.
O poco n. 2, de 24() ps de profundidade, li-
nha at o mesma data 168 ps. Os 72 restantes
pndem estar perfurados em 5 1/2 mezes, a saber,
em l de agosto de 1860.
Concluido o segundo poco, os trabalhos do
segundo lonco de galera commecaram, e lero
cerca de 310 ps do avance, al o"l. de maio, j
poca da concluso do primeiro poco, suppondo I
que o avance mcnsal sempre de cerca de 40
ps.
Sendo a dislancia enlre pocos neste segundo !
lance de 1912 ps, resta que fazer 1572, ciue, di-
vididos por duas lurmas, corresponden! cerca i
de 20 mezes, lendo assim logar sua concluso a
1 de Janeiro do 1863.
No poco n. 3, de 320 ps de fundo total,
executaroiii-se at 1 de marco,de 1863260 ps,
o os 60 restantes eslaro perfurados cm cerca de
4 1[2 mezes, islo cm 15 de julho de 1860.
Correspondendo a distancia entre pocos no
terceiro lanco de galera a 2181 ps, e comecados
os trabalhos* mesmo na poca em que se findou o
poco n. 2, o lempo necessario para a concluso
nao exceder do 27 mezes, e estar acabado em
15 de nnvembro do 1862.
O trabalho feto no ultimo lanco de galera
c, al ol de marco de 1860, do 136 ps. Du-
rante o perfuracao do terceiro poco, que, finali-
sar dentro de 4 lr2 mezes, a galera obter um
avance de 180 p*. que perfazem o total de 310
ps. Este lanco. nao tendo seno 1209 ps, res-
tar que fazer depois da obertura do lerceiro
poco 899, que, executados por turmas em II
mezes, ser a concluso a 15 de junho de 1861.
18 do jrrente uiiHiomem liste e um escravo ;
sendo um ordem do delegado do primeiro dis-
iricto e outro ordem do subdelegado de Sanio
Antonio.
Hatadolro publico :
Mataram-sc no dio 19 do correle pora o con-
sumo desla cidade 4 rezes.
Moiualiiiuif. oo*da 19 do cnnnEMR
Molina, branca, 19 mezes ; convulses.
Mnria, parda, 11 mezes, espasmo,
l'rancino, pardo, 6 anuos; espasmo.
Dominga*, prela, escrara, solicita, 33 anuos;
chlororc.
Bernardina, prela, 9 onnos; angina.
Jos, prolo, viuvo/51) anuos; venerio.
Francisco Thomaz, tronco, casado, 33 onnos;
congeslo cerebral.
Toonilo, parda, 3 anuos; convulses.
Celeciiia, branca, 5 mezes, convulses
Amonio Luiz de Freilas, lirauco, casado, 70 an-
uos ; congeslo cerebral.
Manod Germano Noponiuceno, pardo, solteiro,
14 onnos; espasmo.
Antonio, branco, 4 mezes ; couvulsoes.
Hospital de caridad!. Existem 60 ho-
mens, 58 mulheres nacionacs, 5 homens eslran-
geiros, total 123.
Na lotoidade dos docntes existera 42 aliena-
dos, sendo 32 mulheres e 10 homens.
Forara visitadas as enfermaras pelo cirurgio
Pinto s 7 Iioras da manha, pelo Dr. Dor-
nellas i 9 horas o 10 minutos da manha.
j :do iS approvada o emenda.
Primeira discusso do projecto n. 23 desle
?n
H. S. do Bom-conselho.
irojedo
ateras ao collcgio de
Communicados.
Resulta do que vai
Concluso do poco da
bocea..........'......
Poco numero 3........
2........
1........
QuiTlo lanco de galera
Primeiro i>
Terceiro o
Segundo
exposlo o seguinle :
\
norte
E'approvada sem debate.
Primeira discusso do projecto n. quo au-
torsa o governo a contratar companhias de aclo-
tes para o llicalro de S. Isabel.
O Sr. Theodoro pede esplicacoes ao autor ao
projc'.'lo sobre sua conveniencia".
Dada a hora fica a discusso addioda, o Sr.
(residente, designa a ordem do dia c levanta a
sesso.
REVISTA DIARIA.
Anle-hontem 18 do correte Diez, enlrou o
5r. llr. Manuel Uuarque'de Maccdo era exercicio
do lugar de engenheiro fiscal, por parte dogo-
vern imperial, da via frrea, para o qual fra
nom >ado ltimamente.
A escolha do Sr. Dr. Buarqun de Maccdo para
um emprego de tamanha imporlaucia, quer pelo
lado dos conheciraentos technicos que elle de-
manda, quer pela probidade que deve existir na
pessoa que o exercer, prova do apreco em que
lida aquella dupla qualidado que nell'e se d.
Para demonslraco disto, basta somonte que
aqui incluamos o rclalorio que o Sr. Dr. Buar-
que de Macedo publicou, por occasio de exami-
nar asegunda sccqo da estrada de ferro de D.
Pedro II, no Rio de Janeiro, de que era sub-di-
rector, apenas alli chegou da sua viagem Eu-
ropa. Este trabalho que pe s claras a inlel-
Ugeucia do Sr. Dr. Buarque de Macedo, revela
simultneamente que theoria rene elloconhe-
cinxmlos proticos do molera de sua proiisso,
honrando esla provincia em quo nasceu, e que
illustra por tal sorlede um modo brilhante :
Segunda seccao da estrada de ferro de D. Pe-
dro II.
Tendo visitado os trabalhos da segunda sec-
cao do estrada de ferro de D. Pedro II, percorri-
do todas as divisoes. observado attcniamente o
syslema de conslrucQo seguido, sobretudo no
que diz respeilo aos tunis, queslo em que, na
Europa, Uve a fortuna de tomar parte com o au-
xilio de alguns engenheiros belgas, julgo de meu
dever communicar ao publico o resultado de ob-
servarles por mira colindas nos proprios lugares
dos trabalhos.
Foi para a abertura dos grandes tunis que
dirigi particularmente minha atienc.i, investi-
gando, com os dados fornecidos no paiz, se lera
lugar a execuco dessas obras dentro dos prazos
marcados. Nesse intuito observei a marcha e
regularidade dos trabalhos, quer nos pocos, quer
as galeras, attendendo sobretudo a todas as
cordicesde seguranza e solidez.
<. Os dous maiores luneis sao : um de 7010 ps
de extenso, atacado por tres porros principos ;
oulro de 2,200 ps, construido com o emprego de
um s poco.
Occupar-me-hei cora particularidade do pri-
meiro, onde os trabalhos leem offerecido todas as
diflieuldades inherentes a construeces desse ge-
nero. Os pocos ( que lodos a meu ver,forara mar-
cados as nicas Qepresses sensiveis que offore-
cia o terreno ) sao quatro, dos quaes na bocea
do tnel um, que poder ser considerado auxi-
liar, e teem as seguintes profundidades al o ni-
vel das galeras :
Poco da bocea 104 ps.
. n. 1. 300
n. 2. 240
n. 3. 320
Nola-se que o adianlamento racnsal oblido
na perfuracao destes pocos varia de 13 a 15 ps,
1." de junho de1860.
15 de julho de1860.
15 de agosto de1860.
1." de maio de1861.
15 de junho de1861.
1. do maio do1862.;
15 de novbr.de1862.
1. de Janeiro iie1863. '
A dislancia enlre pocos sendo consideravel c
dependendo ella do impulso imprimido aos tra-
balhos, das difflculdades do terreno, do motor
empregado na cxlracco dos productos das exca-
vacoes e esgoto dasoguos, se podero duvidar do
resudado quo aprosentomos, parlindo de um
aronco mensal, por ventura fallivel Semellianle
receii) me parece infundado. A experiencia em
nossos tunis tem demonstrado quo a media de
40 ps mensacs as galeras e 13 nos pocos nao
exagerada, e tmilo assim que actualmente o
que so lem oblido vai muito alera desse limite.
Isto posto, parece que j se nao pode duvi-
dar do prxima concluso de to importantes tra-
balhos. Suppondo que nao lenlionins .iberias os
galeras seno ires ou seis meses depois da po-
ca cima indicada, o que alias s ter lugar em
casos extraordinarios, me parece quo sem erro
podemos affirmor que os trabalhos da segundo
seceo sec&O concluidos em 1863. Abortos em
terrenos de bastante consistencia, os-luneis dis-
pensam os revestimento3 cm grando parto de sua
extenso, c s um necessiUr delles por lodo seu
comprimento, que domis pequeo. Os boeiros,
murollias e pontos nao podciu prolongar o termo
marcado para a concluso das obras ; sao poucos
e acham-sc quasi todos construidos.
Os corles e atorros esto considcrovclmcnle
adionlodos em lodosas divisos, e incoiilcstavel-
menle estars acabados antes do concluso dos
oulros Irabalhosi Os pequeos tunis nao offe-
recem embarocos, ese esl conslruindo sem po-
cos. O tnel de 2,200 ps, construido com o em-
prego de um s poco, tem um avance considera-
vel, achondo-se trabalho j orgonisodo por
qualro turmas ; a agua, que diminuta, nao lem
obstado o marcha do servico, e nado nos faz crer
que apparecam mais larde'graves embarazos.
.< Tal o estado dos trabalhos nos tunis da se-
gunda seceo, que c meu ver vanlajoso, o nos
faz esperar que era breve os locomotivas trans-
poro o serr
A excepeo de uma ponte de ferro de 252
ps, nenhuma oulra obra de arle importante exis-
te na segunda seceo. Esto ponto, cujo plano Uve
occasio de examinar, mo parece salisfazer s
condQes da localidade, sujeita grandes en-
dientes.
Vi com pozar quo as diflieuldades do Iraca-
do, difficuldades que me forom aprescnladas", e
que ocularmente pude apreciar, deram lugoT a
que as curvas em gcral fossem de pequeos raios
e com fortes declives. O menor roio atlingc o li-
mite de 739 ps. Em geral nao se admitiera em
linha alguma na Europa curvas de to pequeos
raios ; mesmo aquellas que eslo prximas das
estaces, onde a vclocidude consideravelmenlo
menor, nao descem do 800 ps. Nos Estados-Uni-
dos nao acontece assim, o creio que algumas das
principacs linhas leem curvas do raios inferiores
aos nossos.
t r. um inconveniente, que a meu ver deve-se
allribuir s diflieuldades que offerece o nosso ter-
reno, mas de grandes desvanlagens para o futu-
ro. Todas s vezes que, na cxptorac,o de uma
estrada de forro, as curvas sao mu pronunciadas
o os declives sensiveis, lodo o material fixo ou
rodante inutilisa-se em menos do dous tercos do
tempo provavcl de durarn. E' esla uma queslo
de alta importancia, o que nenhuma componhio
despreza, todos os vezes que reconhece vanla-
gens na oxploraco de uma via ferr*. Foi cer-
tamente osle o poni mais delicado para a estra-
da de ferro do D. Pedro II, e que nao escapou ao
estudo dos homens da arto e apreciaco d.vd-
recloria ; foi, porem, reconhecda a impossibili-
dode de um trocoe, que, em nielliores coudi-
e cerca de 40 a 56 na abertura das galeras. Es- coes, lornaasc o teluro Irafego menos dispon-
tes resultados falhaai geraltnente, e (tve occasio dioso.
de-observar quo, pelo impulso imprimido aos
trabalhos, sero elles superiores mais Urde.
I A largura dos pocos suficiente sara a exe-
cuco dos productos das excavoces c emprego
das machinas de esgoto ; os reveslirotntos offe-
re:em toda asegaranca.no s pela uniformida-
de do syslema, como pela boa qualidade das.
m idciras. O servico, quer de esgoto, quer de
excavaco, feito.com regularidade o prudencia.
Movidos por -animaes os enhestantes, uliltsadoa
ni. extreicio eos produelos das excarsros, ser-
ve m tambera para o trabalho d. esgoto.
Revela notar, porem, que este reo parece o
melhor syslema de esgotos, mrmenle no caso d#
grande afflueneia de o&uae. Cenheccni todos, e
tuconlesuvel, a vaBAafenv superior do uso. dos.
Nao poderei dizer se osle realmente o me-
lhor tragado: foi'a queslo resolvidn por habis
engenheiros do paiz o de fra delle, de muila il-
luslracft e conhocda experiencia. Mas o que pos-
so consrienciqsaqienleoll'irraar que, as condi-
c6es acluaes, nao se portera trabar curvas de
raios maiore%que as cxistenlos, sob pena do ca-
hirem cm aovamos, ou cnconlrarem diflieulda-
des quo Irariam ineommensumveis despezas pi-
ra a companliia^ A curvas dos tunis teem raios
superiores ao limite adoptado, sendo que os dou.
maiores sao era linha recta.
Os atorros e cortes sao dignos de estudo
Os Rabbinos do Liberal Pemambucano sao das
Arabias. Tiram sempre aos adversarios o traba-
lho de provarem as proposices, que era resposla
s suas provocbaos, ovenlurom.
Est justificada uma das razos, quedamos cm
nosso primeiro rommunicado, para nao assignar- car c
mos o nosso nome proprio.
Vimos no Liberal Pemambucano de hoje o
pono da amostra em um conimunicado assignado
pelo Sr. Dr. Leonardo Augusto Frreira Lima.
A simples dcsc.onfianca, que leve aquello se-
nhor, de que era autor de no3sos pobres escrip-
tos o secretario do noticia, foi bastante paro que
vomifosse una terrina contra elle, querendo al
ressussilor a inquisico com todos os seus horro-
res, e torturas de queimaduros de linguas com
ferro em braza 1 Santa Bornara se compadeca do
secrclario da polica, e lhc guarde a lingua do
ferro cm braza do Sr. Leonardo !
Oh I que scena medonha e horripilante nao ha
de ser a do Sr. Leonardo agarrando o secretario
da polica pela gola da casoca, e com um ferro
em braza, qual oulro Vulcano, querendo arron-
car-lho a lingua !
Para que lana ira, tanta raiva, tanlo furor
desenvolvido contra o Sr. Dr. Rufino Que pro-
vas lem o Sr Dr. Leonardo para allimar com lan-
o afinco, que aquelle senhor opat destes inno-
centes communicados?
Quem Ihe abri o nosso reposteiro, quiz zom-
bar com Smc. moslraiido-lhe o Sr. Dr. Rufino
em nosso lugar.
O nosso reposteiro nao to velho e esfarra-
pado como Smc. pensa.
Nao chime a auloria, quem nao lem culpa de
nosso pertinacia.
Se qualquer pessoa pode livremcnlc allribuir
i um desalfecto a paternidade de um commuui-
cido anonyrao querendo ot quciinar a lingua
desse seu desallecto com ferro em broza, como
deseja o Sr. Dr. Leonardo fazer ao Sr. Dr. Rufi-
no, enlo muilo mal deve estar o Sr. Dr. Leo-
nardo !!........
A esle senhor, com razo, ou sem ello, lera-se
allribuido muilos communicados anonymos, pe-
los quaes a sua lingua nao devia ser simples-
mente queimada com ferro em brozo : mereci
ser alem de queimada, frita em azeile de carra-
polo.
Muito se aposleraou o Sr. Dr. Leonardo com a
nossa inocente proposico, de ler Smc. offerecido
seus servidos ao governo da provincia no. memo-
ravel dia 2 de fevereiro, e vio logo tiestas pala-
vras a hedionda e furibunda designarlo de vo-
luntario, vestido do farda encarnada, calca cin-
zento, talabarte branco, e sob o commanJo de
um tremendo cabo de esquadra, ou sargento gua-
bir : c no furor de nos dar um desmentido na
pessoa do secretario da polica, foi logo invocan-
do o testemunho de innmeras pessoas.
Tenlia paciencia Smc, nao se alllija tanto. O
que dissemos foi, quo no dia 2 de fevereiro de 49
Smc, cora alguns estudantes c cidados vndos
de Olindi offerecerora seus servicos ao adminis-
trador da provincia (que felizmente nao aceitou),
indo por medo ou oulra razo, aqarlellarem-se
na fortaleza do Brura. Isto sustentamos ainda,
porque temos sempre ouvido repetir muitas pes-
soas, e varios jomaos o tem declarado. E se para
nos contestar, na pessoa de um terceiro, appella
Smc para os cidados que mencionou, os quaes
certamente nao podero afumar que Smc veslio
farda, estovo arregiraenlado, e fez exercicio, per-
milla tambera que em appoio da nossa proposi-
co invoquemos o testemunho do publico desta
capital, que nos conhece, e que nos julgar neste
ponto com todo o seu rigor.
Nao dissemos que Smc. era um renegado poli-
tico, e nem o podamos chamar tol, quando Smc.
o primeiro a confessar que era 49 ero menos
que zero em poltica; e portanlo nao pode hoje
dizer-se genuino representante do partido liberal,
proroolor da revoluco de 48.
Tendo-se dispersado o verdadeiro partido libe-
tai, e exislindo apenas um pequeo grupo, ou
facQo, que por forca se quer intitular partido li-
beral, e tesli do qual se pz como diclodor, o
Sr. Dr. Fetoza, Smc. s Ihe poder loor o lu-
gar de cyrineo desle senhor.
Permita que concluamos esle com um conselho
de liomem mais velho, e j experimentado. Ser
mais conveniente para Smc, que se recolha ao
silencio, em que viva, e deixc de dar-so a es-
pectculo, como esto fazendo nesses communi-
cados, cheios de fanforrices e hespanholadas.
Recife, 18 de abril de 1860.
boriosa, c cneia de espinhos, descmpenlundo es-
sa dillicil, c honrosa raisso com lino, eulelligen-
cia, c nunca desmentida redido, grungeando a
eslima, e affeico da provincia, que dignamente
adminisirou, numerosos amigos e apreciadores de
sen mrito.
Fazemos sinceros votos para que o eslimavcl
Sr. Baro do Bom Jorditn continuo a pres-
tar seus valiosos serviros' oo paiz, e espera-
mos que no cmaro dos deputados concurr
para quo sejam adoptadas as medidas de vital
inleresse, que reclama o paiz.
Recife, 19 de abril de 180'J.
Lendo a publicaoo que no Diario de Vernam-
buco de hontera, fez o Sr. Francisco Vieiro Cer-
doso, onde procura disfazer a impresso produ-
zida por alguns -calraeiros que propagara quo
suas baleeiras se acham arruinadas e nenhuma
garanta oiTcrece aos que nellas cmiarcain nao
podemos deixar de dar uma gargalhodo por ver
o modo porque o Sr. Francisco Vieira Carduzo
procura restablecer o crdito ou concetio quo-
merecem suas baleeiras !
Na verdade pensa o 5r. Cardozo quo donde
grandes gritos e apregoando em altas vosos quo
suas balieiras eslo em bom estado que todos o
acerediiam e quo centenares de passageiros pro-
curara suas emborcocej c que assim S. S. far
fortuno ; que engao !
Sr. Vieira, deixe-se de historian, ninguem
quer brincadeiros no meio do mar porqne depois
de largar o fundo uma de suas balieiras os p*s
sageiross tem o remedio: da Deus nos aecuda !
Nao duvidomos que suas balieiras sejam mais
fortes do que qualquer fragata sabida dos nossos
estaleiros, porra pelo omor de Deus se quer res-
Uheleccr o crdito de suas emborcoces paro de-
pois fazer fortuna requeira um exame em suas
balieiras peronle a capitana do porto ese o re-
sultado Ihe for favoravel ento mande-o publi-
lettras garrafies e como o Champo d
Bosque e enlo meu amiguriho que clienlellas
nao Ihe apparecer O Sr. colher Ihcsouros que
s lero comparaco com os dos Mil e una nuiles f
Tome nosso conselho e deixe-se de palavriadas
pon S. S. bem conhecido dos seus amigos.
Os Calraeiros.
Publicares a pedido.
w.
Quando na actualidade se encentra uma aulo-
ridade que sabe cumprir a le), sabendo respailar-
se, e aos seus subordinados,que no cumplimento
de seus deveres, e mesmo no rigoroso cumpri-
menlo da lei, respeita o trata seus concidados
com toda civvlidide, esta aulhoridadedign
por eerie-d-e todo o respeito e elogio, pelo que
pesso* do Sr.
delegrdo
U do Cabo,
Discurso recitado no cemiteiio
publico desta cidade, por occa-
sio de darse a' sepultura o ca
daver do Dr. Joao Jos Inno
ci Poggi, no dia 4 do corrente
mez.
S a dr lem o poder de nos trazer ra-
zo ; sella torna o liomem serio e grave ;
al a meditaco deve-lhc seus dous mais
elevados.
O tormento da saudade, o martyrio da
contradieco, e todas as aifliocos, que vem
com a perda do bem que gozvamos ; a es-
peranza desvanecida e o desejo malogrado,
sao os tristes estmulos que nos dispertara
Masas occosies supremas.
Enlo o espirit atribulado recolhc-se, e
fluctuando no meio de tantas illuses, reco-
nhece com amargura o valor das cousos'da
vida. Cruel experiencia ; fatal desengao.
Quantos costellos e qo bem fundados!
com que afn construidos 1 tudo desappa-
receu, qual p ligero que o vento es-
palha. Ai I tanta fadiga e tanta lide, para
que?
Eu c por mim j posso avahar, o que
sao todos esses edificios, quando dos ali-
corees esloura o tremendo annunciomor-
rea.Annuncio ineviiavel e todava to
mal aguardado. Fortuna, raocidade, futu-
ro; tudo l vai; e apenas resla-Ihe era tor-
no doloroso silencio.
Levanlera agora uma cruz cm cima dessa
campa, para memoria do que foi cidado
ulil, filho estremecido, c esposo feliz.
Lastimera os amigos quanla qualidade
boa se perdeu ; a lealdade, a elegancia das
moneiros, a polidez do joven, edridoso e
distinclo medico o Dr Joo Jos Innocen-
cio Poggi, e de mais aquelle sobarano de-
sapego de tantas miserias, que tanto en-
canlava e dobrava a estima de seus col-
legas e amigos.
Como nao estar inconsolavel aquella
pobre viuva, bella e adorada 1 Que angus-
tias nao passou durante o funosto periodo
al o derradeiro adeus I Instantes iuexpli-
coyeis que s comprehende quem j os cx-
perimentou. A lembranca do bem, perdi-
do nao tem palavras que a pinlem ao vi-
vo ; e a gentil viuva carpe na solido a
quem jamis tornar a ver.
Uma febre acabou tanta venturo.
Infeliz mancebo, ainda no cxplendor da
existencia, anlevendo as mais risonhas es-
perancas, bemquisto de lodos, n'uma car-
reira honrosa : que pona 1
Eu, quo ludo isto admiravo, e faco tim-
bre em declara-lo aqui, nao me resta se-
no pedir a Denso que dovo pedir um bom
christo neste momento solemne, o seu
descanco eterno para consolaco de todos
que o amavam.
Assim seis.
Joo da Silva Ramos.

COMMERCIO.
raios por cert dous. ^iae pedemos deixar em olvido a pess<
Jf9 espiono-Jos Pereira Teixeira, actual
.iRsV cammandante do destacamento da villa
mais alto c de 125 ps, e a mais profunda osea- ende este Sr. lem merecido a estima e conside-
vuco de 87. Os.taludes alada nao teem os iiw tocoo do bodus os habitantes, da comarca,-seu
rjUiaccs mar^od/s, muilo*ios cortes naaohwn- procsdkaeul tesa sidQ digo, de-tolos os respei-
Alfauodesja.
Rendimenlo do da t a 18. .
dem do dia 19......
2I0853J840
9:053*761
49:9076ei
Moviroento da alfaadeara
Volumes entrados com fazendas 233
com gneros 554
78T
*
tzt


-

(*)
Yoluraes saludos

com lazendaa 159
com gneros 790
949
Descarregam hoje 20 de abril.
Calera americanaMargarelh=farinhae trigo e
(trate.
Brigue porluguezConftancadlverso3 gneros.
Brigue porluguez Relmpago diversos ge-
tceros.
Escuna Escuna hollandezaMarta Cornelia farinha de
trigo
Patacho imericeno Somcrs bacalho ca-
rh-iras.
Patacho americano A. J. W. ApplegaftV fari-
riha, milito e Trelo.
Imuprtacfk*
Tolaca hespanhola Thomas, vinda de Montevi-
deo,consignada a Aranaga & Bryao, manifest o
seguinte:
4,000 quirtaes (Jo cem libras) hespanhoesdo
ca no secca, 65 couros decavalto ; a ordem.
Patacho americano Somers, vindo de Boston,
consignado a Henry Forslet -k G. manifeslou o
seguinte".
3i~ barricas de bacalho, 3 volumes -ebjectos,
galheteiros, 1 caix* papel peanas, 1 dita ar-
reius, 2 ditas 2 cairos, nrreios e perlences, 2 ro-
ldas, i. pares de laucas, 1 volutne ditas o rodas.
1 arado e pertcnecs, 1 volumu -24 chicles, 15
fardos fenno, 43 caixas agua mefiicinal, 1 dita
herutos, t dita candieieos, 118 ditas cadeiras. 6
ditas folh* d metal,'6 barris progos ; aos con-
signatarios.
40 caica* iiiochinisBio, 10 voUmes escadas, 1
caixa machados, *1 voluine cnadas, 100 barris
breu, 10rados e seos perteoces, 1 caixa barban-
te: a S. P. Johnslun & C.
I'aUcho americano Applegarth,vindo de Phil.i-
lelphia, consignado a lenryForster & C-, mani-
fest 'O-seguinle.:
43 c&ixas che, 450 saceos milho, 50 ditos fare-
lo, 20 caucas fazendas, 300 barris banha, 800 res-
mas de papel, 300 barriquinhas bolachinlia, 1,315
barricas e 60 meias ditas farinha de trigo ; aos
co*is igualnos.
Consulado geral.
Bendimonlo rtodra-2 a r8. 44:3955&j
dem do dia 19....... 1:69<383
43:090468
Diversas provincias.
Rcridimento do dia 2 a 18.
Sduia do dia 19.
4.21J316
348324
4:5625640
Despachos de exportaco pela me-
s;i do consulado desta cidade n
dia 19 de abril dclHGO
LisboaBarca portugueza Flor de S. Simo,
diversos carregadores, 40 saceos assucar mas-
cavado, 3 barricas dito brance, 50 melos de
sola.
Lisboa Talacho porluguez Jareo, Jos dos
Sanios Pereira Jardim, 25 saceos assucar bran-
co e 75 diloi dito masesvado.
Lisboa Brigue porluguez Florinda, diversos
carregadores, U0 saceos assucar branco e 150
ditos dito mascvado.
TorioBarca portugueza Flor da Maia, Manocl
Joaquim Hamos e Silva, 100 saceos assucar
branco.
S. MiguelEscuna portugueza Rainha dos Aco-
res, diversos carregadores, 67 bajacas assu-
car mascvado e 1 dita dilo branco.
Itio da l'rataBrigue prussiano Urania, Bailar
& Oliveira, 20 pipas agurdenle.
B.islonGalera americana Meddlcus, Borolt &
C 198 saceos assucar mascvado
Porio=Biigue porluguez Harmona, diversos
carregadores, 33 barricas assucar mascvado,
14 saccas algodao, 35 couros salgados
PortoBarca portugueza Syinpalhia, diversos
carregadores, 195 saceos e 3 barricas assucar
branco, 135 saceos dilo mascvado, 48 couros
salgados.
Exportaco.
Liverpool, brigue inglez Adelaidc, de 341
toneladas, conduzio o seguinte :1,400 saceos
assucar, 850 saccas algodao, 254 couros seceos.
Rosten, barca americana Irman, de 323 to-
neladas, conduzio o seguiule : 3,070 saceos e
10 barricas assucar.
Recebedoria de rendas internas
geraes de Pernambuco
Rend
dem do dia 19....... 592$423'
dos segundo o ari. 31 du cgjlaarenlo das'obras
publicas.
3.* O esapedra metilo na importancia da arre-
matado Ser eilo om tros prestarles iguaes,
sendo a priraelrajjuando livor feito um tergo da
obra; a segunda quando hoover felto dous ler-
dos, o a ultima ua entrega da obra.
i." Em ludo o niars que n5o esliver especifi-
cado no ornamento e as presentes clausnlas es-
peeiaes, se observar o que dispoo a te n. 286.
Conforme.O secretario, Antonio Ferreira da
Annunciaco
O Bt. Innocenno Serfico de Assis Carvalho, juiz
municipal supplenle da rrimeira vara nesta
cidade do Recite de Pernambnco, por S. M.
Imperial Constitucional o Sr. D. Pedro II,
quo Dos guarde, ele.
Fago sa%cr aos que a ptercDte carta de editos
vireme'clla noticia tiverem, que Manoel Duor-
te Rodrigues me dirigi a peligo do Iheor se-
guinle -.
Illm. Sr. Dr. juiz municipal da primeira vara.
Diz'Manoel Duarte "Rodrigues, procurador Manoel Jos Francisco-e Quitea Maria, que ten-
do-Lino Jos de Castro Araujo se obrigado a.pa-
gar-ihe no dia 31 de dezembro do 1854 a quau-
lia de 1:0009, de que o supplicado devedor aos
ditos Manoel Jos e Quitea Mana, como melhor
se v da nota oromissoria junta, aconteco que
-at esta data nao pagou o supplicado dita quan-
lia ; por isto requer o sniiplicanlc V. S. se dig-
ne manda-lo criar, aflm de reconhcccr sua Ierra
e obrigago, e ver assignar-se-lhe o prazo de 10
dias, denlre'dos quacs dever ser condemnado a
pagar-lhe a -dita quantia e juros al eleclivo em-
boco, ou efferecer quilacao c embargos que o
relevem da condemnago ;* pena de revclia c cus-
tas. E como se acha o supplicado em lugar nao
sabido, requer o supplicanle e a suppcanle dig-
ne-se V-. S. admilti-lo a provsr essa ausencia,
alim de 'proceder-se a citaban editas, por lempo
legal, frndo o qual soja elle havido por citado
para todos os termos da accao at final sentenca
e sua execugo.
Nesles termos. Pede a V. S. deferiraento. Es-
pera receber merc.O advogado, Godoy Vas-
conccllos.
Distribuida. Na forma requerida. Recife 3 de
fevrreiro de 1860.Serfico.A. Baplisla.Oli-
veira
Nada raais se conlinha cm dita peligo e mcu
despacho, depois do que prouzindo o supplican-
le suas leslemunhas, subindo os autos a minha
concluso nclles dei a senlenga do theor se-
guinte :
Julgo por senlenca justificada a ausencia, em
lugar nao sabido de Lino Jos de Castro Araujo,
vi>ta das leslemunhas de lis. a lis.: e por isso
mando que seja o mesmo'cilado por caria de
editos com o prazo dfe 30 dias, que correro do
dia de sua |.ublicaco na imprensa. Recife 21 de
marco de 1860.iunocencio SeraGco de Assis
Carvalho.
Nada mais se conlinha em dila minha senlenca
em cumprimento da qual o escvac Manoel Joa-
quim Baplisla fez passar a prsenle caria de edi-
tos com o prazo de 30 dias, pelo Iheor da qual
chamo, cito e hei por cilado ao supplicado Lino
Jos de Castro Araujo pelo conledo na peiio
supra transcripta ; pelo que toda e qualqucr
pessoa, prenles, amigos econhecidosdo suppli-
cado Lino Jos de Caslro Araujo o poderao fazer
sciente do que cima fica exposto. E o porteiro
do juizo publicar o nlTixar a prsenle no lugar
do costume mais publico, a qual ser tambera pu
blicada pela imprensa.
Dado e pussado nesla cidade dojRecife de Per-
nambuco, aos 26 de marco de 1860.
Innocencio Serfico de Assis Carvalho.
Mtfc!Q Dg PKRN>;IBDCO. SEXTA FEIRA SO DB AfcHit f,g < do regulamenlo de ltl
13:653^077
Consulado provincial.
Rendimonio do dia 2 a 18. 42:1195910
dem do dia 19....... l:355j>071
43:4718981
Mo vimento do porto.
i'
Navios entrados no dia 19.
Aracaly10 dias, hiale brasileiro Inrencivel, de
35 toneladas, capilo Jos Jsaquim Alvos da
Silva, equipagem 5, carga cera, couro, c raais
gneros; ao capilao.
Rio de Janeiro20 dias, brigue brasileiro llosa,
de 151 toneladas, capilao Francisco de Souza
Velho, equipagem II, em lastro; a Azevedt) &
Mendos.
Philadelphia29 dias, barca americana Impera-
dor, de 378 toneladas, capilo W. Cubbard,
equipagem 11, carga 2075 barricas com farinha
de trigo e mais gneros; a Malheus Austin
&C
Newport41 dias, patacho porluguez S. George
de Avciros, de 213 toneladas, capilo Carlos
Jos dos Sanios, equipagem 10, carga carvode
pudra ; a Scolt Wilson & C.
Navios saludos no mesmo dia.
Rio de Janeirohiale nacional Piedade, capilao
J. Marques Vianna, carga assucar, e mais g-
neros.
73
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Boras.
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V
sivas as peos do arl.
de julhc de 1850.
Recctedoria de Pernambuco 85 de fevereiro d*
1860.= anoel Carntin t Sonta Laceria.
Estarn naval.
De or lem do lllm. Sr. chefe de divisio Fran-
cisco M inoel Barroso, commandanle da cstaQo
naval ilesla provincia, previno ao grumete do
corpo dfa armada Jos Gomes das Noves, desertor
da guar licao do brigue de guerra nacional Capi-
baribe, que, para ser tomado em consideracao o
seu re ucrimento dirigido a Sua Magestade o
Impera lor, pcdindo perdo e baixa, deve se
apreser lar primeiro ao mesmo senhor chefe, se-
gundo despacho eommunicado pelo quarlel-ge-
neral d ; marinfca, b que manda o mesmo senhor
comma idanic Ja eslaco facer publico era con-
seqnen ia ai. determinaco que para isso leve.
Bord > do 'jrigue-barca Itamarac em Pernam-
buco, S de abril de 1860 O primeiro lente da
armada, Eu;:e6o Jos Antunes, secretario e aju-
darito (e ordena.
P la recebedoria de rendas internas geraei
se faz \ ubliio, que o prazo da cobranga no do-
micilio dos contribuimos do imposto de 20 OO e
do csp( cial de 80, relativo a0 1." semestre do
excrcic o corrente, finda no ultimo desle mez,
aepois lo qce seguir-so-ha a cobranca execuli-
va. H cebedoria de Pernambuco 2o de marco
de 186( .=0 administrador.
Manoel Carneiro de Souza Lacerda.
-- O novo banco de
Perinaifnbuco repete o avi-
so que fez para serem re-
colidas desde j as notas
de il o.ooo e 2o,ooo da
emissao do banco.
Directora geralda instrueco
publica.
Foco saber a quero convier, que lendo o Exm.
Sr. presidente da provincia, por ofDcio de 14 do
corren e, ordenado que se ponha a coucurso a
cadein dalingua franceza do Gymnasio Provin-
cial, o Illm. Sr. director geral interino manda fa-
zer pu lico, marcando o prazo de 30 dias, a con-
tar da lata leste, para a inscripcaoe processo de
habilit cao ios opposilores na forma da lei n.
369 de 14 de maio de 1855 e das instrucces de
11 de j inho de 1859
Secr taa da inslrucQo publica de Pernam-
buco 1 I de abril de 1860.O secretario interino,
Salvador Ilenrique de Albuquerque.
Declarares.
THEATRO
DE
O es >ectaculo transferido cm beneficio dos ac-
tores, 'rederico, Lessa e Jesuina, (era lugar se-
gunda eir 23 do corrcnle, com o mesmo drama
e coln dia ; nnunciados.
ivisos martimos.
Consellio de compras navaes,
Tcndo de fazer-se a acquisicao de diversos ob-
jectos de material, abaixo declarados, para pro-
vimento do almoxarifadodo arsenal de marinho,
mandou o consclho fazer publico, que iraiar
disso em sess.ln do 24 do corrente mez, visla
de proposlas em cartas fechadas entregues nesse
mesmo dia at s 11 horas da rnanhaa, acompa-
nhadas das amostras que caibam no possivel,
cerlos os concurrentes de sugeitarem se multa
de 50 por cento do valor de cada objecto nao en-
tregue da qualidade e na quanlidade contrata-
das, e de carregarera, alcm (lisio, com o excesso
do preco, se o liouver, quando pela falta se re- |
corra ao mercado, bem come de serem pagos do
ime'nlo do dia 2 a 18. 13:06OS65ii^e veuderem pela forma ha muilo era pralica.
do dia 19....... 592fl423<->- Objectos.
Brochas sorlidas 100.
Baeiilha 280 covados.
Bonets de panno 80, para aprendizes nari-
nheiros.
Brim da Russia 50 pecas.
Cadeados sonidos 40."
Flmulas de navio-30.
Ditas de escaler 60.
Cracha do Rio Grande 20 arrobas.
Gomma gracha 50 frasquinhos.
Gomma clstica 50paes.
Linha crua 10 libras.
Lapis 12 duzias.
Lacre 50 paos.
Plvora grossa 31 arrobas e SI libras.
Tijolos inglezes 200.
Sala do conselho de compras navaes, em 17 dt
abril de 1860.O secretario, ,
Alexandre Rodriyues dos Anjos.
Consellio administrativo
O conselho adminislrativo, para fornecimento
do arsenal de guerra, tcm de comprar o objecto
seguinte:
Para o quarlel general.
Ura relogio.
Quem quizer vender tal objecto aprsente as
suas proposlas em carta fechada na secretaria
do conselho s 10 horas da manha do dia 20 do
erroente mez.
Sala dassessoes do conselho administrativo,
para fornecimento do arsenal de guerra, 13 de
abril de 1860.Bento Jos Lamenha Lins, co-
ronel presidente.francisco Joaquim Pereira
Lobo coronel vogal secretario interino.
Fstabeleciment de caridade.
O Ihcsoureiro da administraran geral dos es-
tabelecimentos de caridade previne aos interes-
sados, que no dia 23 do corrente, pelas 11 horas
da manharp-na casa dos cxposlos, pagam-se as
respeclivas amas as raensalidades vencidas at
dezembro do anno passado, deixaudo do o fazer
al margo ullimo por nao ler a Ihesouraria pro-
vincial podido pagar as quo'.as votadas para os
estabelecimenlos de caridade desde o referido
mez de dezembro por diante.
Thcsouraiia da administradlo geral dos csla-
belecimentos de caridade 17 "de abril de 1860.
Jos Pires Ferreira.
Thesoureiro.
RECEBEDORIA DE RENDAS.
O administrador da recebedoria do rendas in-
ternas, em cumprimento da circular n. 6 do mi-
nisterio da fazenda de dez de Janeiro prximo
iludo e da portara n. 76 da thesouraria de 16 do
correnta, le'ndo mandado intimar no dia 21 s
companhias e sociedades que lera sido facultadas
pelo ministerio do imperio e cncorporadas com
sua autorisar;ao, e quo nao tinham pagos novos
e velhos direitos pea approvacao de seus estatu-
tos e o sello do seu capital nos prazos legaes pa-
ra que entrassem com sua importancia e revali-
daco para a mesma recebedoria, as quaes socie-
dades e companhias constam de urna relagao as-
signada pelo official maior interino da secretaria
da mesma Ihesouraria e sao ; companhia de se-
guros martimos iililidadc publica, idem da es-
irada de ferro de Pernambuco, idem pernambu-
enna de navegacao cosleira, idem de seguros
martimos indcmnrsadora, idem de colonisaco
era Parnambuco, Alagoas e Parahiba, das quaes
rnenle as duas de seguro martimo menciona-
das mostraram haver pago o sello de seu fundo
capital os novos e velhos direitos pela appro-
vacao de seus estatutos, faz iranscrever o arl. 9
mico do decreto n. 2490 de 30 de setembro
do anno prximo passado que sujeita s penas
7**}- 87 do regulamenlo de 10 do julho de
18o0 aos empregados e autoridades aministr.ili-
vas ou judiciarias que do qualquer medo reco-
nhecerem a existencia das sobreditas compa-
nhias.
Artigo 9. Os contratos ou estatutos de socie-
dades anony mas ou companhias que entraren) em
operases pu esliverem funecionando contra o
disposto nos ans. 295 e 296 do cdigo commercial
e por consequencia sem pagamento do sello do
seu capital, esto suieitos a disposico do art. 31
do regulamenlo de 10 de julho de 1850. alem
das mais penas m que incorrerem, na confor-
midade da legislacao m vigor.
8 nico. Aoa empregados e autoridades ad-
miaulralivas ou judiciarias que aceitare at-
tenderom, deerirem ou ddmiltirem reclamaes
requejimenlos, representsc5 documentos de uualqoer natureza, apresealado*
em nome de companhiasesociedades anonymas
suas caixas fllitves e agencias em Ises circumslao-'
Pira o Aracaly segu o hiale Camaragibe :
para ci rga ( passageiros, Irala-se na ra do Vi-
gario n 5.
Para o Rio de Janeiro
segu i estes dias a escuna Carila por ter toda
a carg proinpta, recebo so algumas miudezas c
escravis, para os quaes tcm cxcellenles commo-
dos : a tralsr no escriptorio do Domingos Alvos
Malhet s.
PARA O ARACATY
sahir na neguinle semana o hiale nacional
Exhalico : para o resto da carga e passagei-
ros, ira ase cora Gurgel Irraaos na ra da Cadeia
do Rec
fe n
>
REAL COIIIVVMUV
Aglo-Lso-Brasileira.
O va'ior Brasil, espera-se da Europa do dia
19 em iianl'3, e seguir para os porlos do su.l
depois da di mora do coslume, para passageir
tratasicora os agenles Tasso Irmaos.
Lisboa,
A noite clara com grandes uevoeiros, vento SE,
veio para o terral c assim amanheceu.
OSC1LLACO DA AR.
Baixamar as 9 h 30 da manhaa, altura 1 0
Preamar as'8 h 6 da tarde, altura 6.50 p
Observatorio do arsenal demarinha 19 d abril
Ediiaes.
O Illm. Sr. inspector da Ihesouraria pro-
viiciai, cm virtude da ordem do Exm. Sr. presi-
dente da provincia, manda fazer publico, que
no dia 10 de maio prximo vindouro, se ha de
arrematar, a quera por menos Czer a obra dos
reparos 4os empedramentos da eslridas da Vic-
toria Ir os marcos de 6 a 8 mil bracas, ava-
llada em 6:512$.
A arrematacoser feita na forma da lei pro-
vincial n. 343 de 4 de maio de 1854, e sob as
clausulas espeeiaes abaixo copiadas.
As pessoas que se quizerem propor a esta arre-
matadlo coroparecam na sala das sesses da men-
cionada junta no d ja, beima indicado, pelo meio
dio, competentemente habilitadas.
E para constar se mandou aflixar o presente e
publicar pelo Diario.
Secretario da Ihesouraria provincial de Per-
uamjiuco, 18 de abril de 1860.O secretar^ An-
tonio Ferreira da Annunciaco.
Clautulat espeeiaes para a* arrematando.
1. Os reparos dos empedramentos da estrada
do Victoria entre os marcos de 6 a 8 mil bracas,
scro Ibitos de conformidade com o orcamenlo
nesta data aonrovado pela directora em conso-
Ibo. e submenido A approvacao do Exm. Sr. pre-
sidente da proviati, na importancia da ris
6:512#.
2." O arrematante comecar as obras no prazo
de 3y Ows, e u concluir o de 4 wist, conta-
Liqiidacao
Sabbado 21 q, corrente.
Conlrauacao do leilo
DE
Vai ahir imprelerivclmenle al 21 do corrente
c bem conhocida o muilo veleira barca Flor de
S. Simio ; ainda recebe alguma carga e passa-
geiros : a tratar com Carvalho, Nogueira & C,
na ra do Vigario n. 9, primeiro andar,
Para o Aracaty,
segu om poucosdiaso hiate Sergipano ; para
o resto da carga e pasSageiros, Irala-sc na ra do
Vigarin n. '.
Usiraiiliao'e
Para.
O veleiro e bem conhecido brigue escuna Gra-
ciosa, oapitf o cpralico Jos de Souza, segu com
muita arevidade aos porlos indicados, por ter j
promp a a maior parle do seu carregamento,
para o reste, Irata-se com os consignatarios Al-
meida Gomes, Alves & C ra da Cruz.n. 27.
Para a Babia.
O veleiro e bem conhecido patacho nacional
Amazonas II, pretende seguir com muita bre-
vidade, lem parle de seu carregamento prompto:
para c resto que lhe falla, trala-se com os seus
consigalarios Azevedo & Mendos, no seu es-
criploiio ntt ruada Cruzn. 1.
MOVIS.
Manoel Antonio dos Passos
Oliveira, nao podendo acabar
com o leilo de sua loja de
trastes sita na ra Nova n. 24,
continuar a vender por in-
tervencao do agente Borja, to-
dos os movis que existem no
deposito, constando de ricas
mobi lias de diversos gostos e
feitios, guarda roupas, guarda
vestidos, aparadores, toilets,
cadeiras, camas francezas etc.
e urna inlnidade de obras que
sero vendidos a vontade dos
compradores e sem reserva de!
preco. Principiar s 10 ho-
ras em ponto e nao se poden-
do concluir at s4 horas con-
tinuar noite.
LEILO
Grande e novo sortimento de fazendas de todas as qua-
lidades por baratissimos precos.
Do-se amostras com penhor.
Vai sahir com toda a brevidade, por ter parle
de seu carregamento, a barca portugueza Flor
da Maia : para carga e passageiros Irata-se no
escripu-o de Manoel Joaquim Ramos e Silva,
ra da Cadeia do Recife n. 88.
Leiles.
Consulado de Franca.
A requerimenlo do capilo Baussier Jos Au-
gusto da barca franceza Alfred & Claire, por
ordem e em presenca do Sr. cnsul de Franca, o
agenlt Hypoliio da Silva far leilo de 112 cascos
vasios procideles do mesmo navio, sabbado 21
do corrente, as 11 horas cm ponto, no armazem
aifaad ;gadc, no caes de Apollo, do Exm. Sr. Ba-
ro do Linimento.
LEILO
DE
Mil lio e farinha de tapioca,
O agente Hyppolito da Silva fara'
leilo de 300 stecos com milbo e 10
barri cas com farinha de tapioca : terca-
iWa 24 do cori eate as 11 horas em
Hmtd, nc araaazem de Machado & Dan-
cas ou de suas adwinisiraces o de qualquer ^frente a porta do>Misaiado pro-
bw4o jcftnUecreo*w esislMH &cmoj exien. ] riflcii 1.
DE
OVE!
Lindos cortes de vestidos de seda pretos
.de2saias
Ditos ditos de ditos de seda de cores
com babados
Ditos dilos de ditos de gaze phantazia
de cores
Romeiras de fil de seda preta bordadas
Visitas de grosdcnaples preto bordadas
com froco
Grosdcnaples de cores com quadriohos
corado
Dilo liso preto e de cores, covado
Seda lavrada preta e branca, covado 19 e
Dita lisa preta e de cores, com 4 palmos
de largura, propria para forros
Corles de vestido de seda de gaze trans-
parentes
Ditos de dilos de cambraia e seda, corle
Cambraias orlandys de cores, lindos pa-
dres, vara
Manguitos de cambraia lisos e bordados
Tiras e enlremeios bordados
Mantas de blonde brancas e pretas
Ditas de fil de linho pretas
Chales de seda de todas as cores
Lencos de cambraia de linho bordados
Dilos de dita do algodao bordados
Panno preto e de cores de todas as qua-
lidades. covado
Casemiras idem idem idem
Gollinhas de cambraja a
Chales de touquim brancos
Dilos de merino bordados, lisos e es-
tampados de (odas as qualidades
Eufeites de vidrilho francezes pretos e
de cores
Aberturas para camisa de linho e algo-
dao, brancas e de cores
Saias balo de varias qualidades
Tafel rdxo, covado
Chitas francezas claras e escuras, co-
vado
Cassas francezas de cores, vari
Collarinhos de esguio de linho mo-
dernos
Um completo sortimento de roupa feita

19200
3$000
1*500
10J000
16 000
18000
I

9
I
9
8
$900
I
9
$640
9
39500
9
6&000
$500
9280
9500
$800
sendo casacas, sobrecasacas, paletots,
colletcs, caigas de muitas qualidades
de fazendas
Chapeos francezes finos, fdrma moderna
Um sortimento completo de grvalas de
seda de todas as qualidades
Camisas francezas, pilos de linho e de
algodao brancas e de cores
Ditas de fusto brancas e de cores
Ceroulas de linho e de algodao
Capellas brancas para norvas muito finas
Um completo sortimento de fazendas
Eara vestido, sedas, la e seda, cam-
raia e seda tapadas e transparentes,
covado
Meias cruas brancas e de cores para
meninos
Ditas de seda para menina, par
Luvas de fio de Escocia, pardas, para
menino
Velludilho de cores, covado
Velbutina de cores, covado
Pulseiras de velludo pretas e de co-
res, o par
Ditas de seda idem idem
Um sortimento completo de lu^as de
seda bordadas, lisas, para senhoras,
homens e meninos, de todas as qua-
lidades
Corles de collele de gorguro de seda
de cores
Ditos de velludo muilo finos
Lenros de seda roxos para senhora
Marquezitas ou sombrinhas de seda com
molas para senhora
Sapatinhosde merino bordados proprios
para baplisados, o par
Casinetas de cores de duas larguras mui-
to superiores, covado
Setim preto, encarnado e azul, proprio
para forros, com 4 palmos de largura,
fazenda nova covado
Setim liso de todas as cores, covado
Loncos de gorguro de seda pretos
Relogios e obras de ouro
Cortes do casemira de cores a
Sexta-feira 20 do corrente.
Pedro Goncalves Pereira, lendo de
retirar-se para a Europa no prximo
vapor, fara' leilo por interveneao do
agente Borja no armazem da ra do
Imperador n. 15, de todos os movis de
sua casa, consistinelo era urna rica mo
bilia de Jacaranda', candelabros, loucas,
mesas, camas, prata e mais objectos que
estarao a vista dos concurrentes no dia
cima designado s 11 horas em ponto.
Avisos diversos.
O abaixo assignado, por ler de seguir para a
Europa, deixa por seus procuradores os seguin-
tes senhores : em 1. lugar ao Sr. Joaquim Mar-
tina Moreira, em 2, ao Sr. Jos Domingues Maia,
e em 3.- ao Sr. Antonio Joaquim Vaz de Miranda.
Antonio Jos Pereira de Miranda.
As pessoas que tiverem conlas conlra o Sr.
W. W. Slapp, cnsul dos Estados Unidos, terao a
bondade de apresentarcm no mesmo consulado
at o dia 28 do corrente.
Precisa se de duas amas, urna para cozinha,
e outra para engommado, dando-se preferencia a
escrava ; a tratar na ra do Imperador n. 5.
Treclsa-se contratar dous portuguezes para
o servico de caixeiro e feilor do engenho Minas
Novas, na frezuezia de Scrinhem, que sejara
fortes c dispostos para o servico : na ra da Pe-
nha n. 6, primeiro andar.
O abaixo assignado faz sciente ao respeita-
velpublico, que conslituio por seu bastante pro-
curador nesla praija ao Sr. Diogo Thomaz Este-
ves Vianna para tratar de lodos os seus negocios.
Recife 19 de abril de 1860.
Hermenegildo Goncalves da Silva
- Precisa-se de um pequeo porluguez para
caixeiro de taberna, e que lenha pralica da mes-
ma ; na ra das Cruzes n. 20, se dir quem quer
Aluga-se um sobrado de um andar e soto
na ra das Larangeiras n. 26, e vende-se urna
mobilia que existe na mesma casa : a Iratar na
ra do Queimado n. 29.
IKBK!M-M-imM
EAU MINERALE
NATURALLE DE VICHY.
Deposito na botica franceza ra da Cruz n. 22.
9
89500


f

i
9
19600
9320
15200
9700
lOOO
9
29500
9 I
2$noe
15000
1560'
9
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9
5*00
rt\ 1m <7 #&
mraTIi
RA DO TRAPICHE NOVO N. 2.
M. PIERRE PUECE vient de recevoir les
e variado sortimento de
roupas leilas
Na loja da ra Direita n. 87.
Ricos sobrecasacos do panno muilo fico a 25 e
289. paletots de fuslao brancos e de cores a 5#,
ditos de alpaca de seda a 5, ditos sobre a 6$,
ditos de bnni a 3$500 c 43. ditos de esguio do
algodao branco a 39200, calcas de brim de linho
de cores a 29500, 3$, 39500 e 4f, dilas brancas a
29, corles de collele de gorguro de seda a 2*600
e 39, ceroulas de bramante francezas a 18600,
Bravatas de gorguro, chamalote, selim o groz a
$, dilas do rede a 19400, chapos francezes
39 e 89500, dilos de casemira a 3J800, ditos de
castor, copa baixa, al09, chapeos de sol de pan-
no, cabo de canna com astea de balea, a 29500,
por ter grande porco, cortes de brim de algodao
a 900 rs., saias a balo a 6&500, esguio de al-
godao com duas larguras a 400 rs colletcs de
gorguro do seda a 59, mantas do seda a 29500,
meias cruas a 29500, 3)200 e 4$, e outras mui-
tas fazendas de goslo que seria pnfadonho men-
cionar ; a ellas, antes que se acabera : sapa-
los de tranca kilos no Porto a I96OO.
Na pea;a da Independencia n. 22, com-
pram*se bilhetes de loteras recolhidas.
Flores de cera em cinco
lices.

O artista Jos Ricaud. recenlemenle chegado
da corle, olTerece ao publico era geral e em par-
ticular ao bello sexo, seus lindos trabalhos de
cer3 e las. D lices em casas particulares :
exposico dosquadros, na ra do Cobug n. 3 A
casa do horticultor francez.
Joo Eduardo Pereira Borges, tendo de fa-
zer nma viagem a provincia do Cear, e nao po-
dendo despedir-se de seus amigos pela rapidez
da mesma, pede desculpa e offerece seus presti-
mos naquella provincia.
Na ra das Cacadas, casa n. 22, ha urna
pessoa queso encarrega dequaesquer traduece
na lingua ingleza ou frauceza : "a Iratar na mes-
ma casa, ou annuncic.
Offerece-se um rapaz de 16 annos para cai-
xeiro de loja de Miudezas ou ferragens, o qual d
fiador a sua conducta : no pateo do Paraizo, se-
gundo andar n. 18.
Roga-se ao Sr. Joo Miguel de Oliveira Bc-
rardo do vir a ra das Cruzes n. 41 para se lhe
entregar os seus carles, pois quo se ignora a
sua morada.
Precisa-se de um official de pharmacia que
tenha pelo menos 2 a 3 annos de pralica do bo-
tica, e que seja de boa conducta: a fallar na bo-
tica de Bartholomeu Francisco de Souza, na ra
larga do Rosario n. 36.
Precisa-se alugar urna prela para cozinhar
e comprar : no Forte do Mallos n. 12, segundo
andar.
."-OD. Abbade do mosleiro de S. Bento da
cidade de Qhnda faz sciente ao publico, que len-
do de reluar-so eom o Rvm. Fr. Joaquim do
Desterro pira a Babia, deixa em seu lugar, como
presidente do mesmo mosleiro o M. R. P. P. Fr.
Amonio da Rainha dos Anjos, e approveilaaoc-
casio para despedir-se dos seus amigos por no
Hie ter sido possivel faze-lo peesoalmenle por
falta de lempo.
7" Ven*e-8e m bm piano ; na ra 4> Impe-
cador n.r&.jtfimeiro andar.
CONSERVES ALIMENTAIRE
dnommes c -dessous, qu'il vendr des prix moderes.
CpresCliocolatCepes Choucroute AnchoisJuliennes Haricote
verdsBeurre raisBoeufet Mouton bonilliFromage de Roqueort__Fro-
mage de GesMoutarde-Champignos Pointes d'Aperges Sassises trufs
feeset non trulTe'esSaussissons en conserves--Grand Assortiment de Liqueur-
fines : Chartreuse Blanche, Jaune, Verteset autres. Vins ins : Chateau Lbfli'.e
Margaux etc., etc.
CASA DE BANHOS.
Neste proveitoso estabelecimento, que pelos no vos melhoramentos feitos acha-se conve-
nientemente montado, far-sc-ho tambem do 1" de novembro em vante, contratos mensaes para
maior commodidadee economia do publico de quem os proprietarios esperam a remuneraco de
tantos raenficios. v.
Assignatur* de banhos fros para urna pessoa por mez.....10C.000
# mornos, de choque ou chuviscos por mez 15$000
Series dn cartoes e banhos avulsos aos Drecos annunciados.
SOCIEDAEE
LM\0 BE\EFICE.\TE
3#(500.
DOS
ARTISTAS SELLEIROS
Em I'ernuiiilmeo.
A commissao encarregada do festejo
do terceiro anniversario desta sociedade
faz sci nte aos Srs socios e o publico
que o mencionado acto tera' lugar no
palacete da ra da Praia, no domingo
22 do corrente, devendo principiar a
sessao magna s 11 horas da manha.
Outro sim, tendo a mesma sociedade
deliberado apresentar a' vista dos con
currentes diversas obras fabricadas pe-
los mesmos associados ellas estarao pa-
tentes de manha a hora da sessao e de
tarde das 6 horas em diante, tendo tam-
bem lugar a' noite a ladainha a nossa
padrooira como determina o art. 81
dos nossos estatutos, sendo es mencio-
nados actos francos a todos os concur-
rentes que se apresentarem decente-
mente vestidas.
Precisa-se de urna ama forra ou captiva
para todo o servigo de urna casa : a tratar na
ra do Torres n. 16, primeiro andar.
Traspassa-seaposse de cem accoes
da caixa filial do banco do Brasil: na
ra da Cadeia n. 41.
Saceos com mho de Mamanguapc : na ra
I do Queimado n. 21, primeiro andar.
I ,
FORNEIRO.
Precisa-se de um forneiro que seja perito em
I sua arte: na padaria do Saraiva, ra do Mondcgo
numero 95.
= O tinlureiro da rui da Roda mudou sua re-
sidencia para a travessa das Cruzes n. 2, segun-
do andar, junto a lypographia.
"Precisa-se de urna escrava para o servido
interno de urna casa de pequea familia, que sai-
ba cozinhar, cnsaboar e engommar: quem a ti-
ver para alugar, dirija-se a Fra de Portas, rna
dos Guararapes, casa do professor publico, otr
annuncie para se procurar.
O abaixo signado faz sciente a lodas as
pessoas com quem lera relaeoes commerciaes
que d'ora em dianle nao paga e ncm se respon-
sabihsa por divida alguma conlrahida era se*
nome sera que seja por ordem por escripia.
Joaquim Aureliano de Carvalho.
O Sr. R. C. S. queira ler a bondado de vir
ou mandar Urar uns penhores de oilro na ra d
Rjngcl n. 8, isto no prazo do 3 dias, contando
da dala desle, do contrario scro vendidos para
pagamento, ficando o mesmo senhor cima res-
ponsavcl pelo reslo que fallar.
PERDA.
Honlem, 19 do corrente, pelas 9 horas da ma-
manhaa, cahio de ura carro que passava pela
ponle da Boa-Visla, um pequeo embrulho com
urna toalha de labyrinlho em roda o seu comp-
leme bico ; fui vislo apanhar-se por um prelo, o
qual sendo conhecido por alguem, est sendo
procurado para obrigar-se a restitui-a ; se po-
rm o quizer fazer voluntariamente, pode entio-
ga-la na ra da Cadeia do Recife, escriptorio n.
12, que ser recompensado.
Modas francezas.
MaJame Millocheau participa as senhoras suas
freguezas, que no sortimento de modas recebido
pelo ultimo navio francez acha-se ura lindo
sortimento de chapeos, pelerinas, gollas e man-
gas. Avisa tambem s senhoras suas freguezas,
que emborasaia de sua casa urna ou oulra cos-
lureira, conlinua-se sempre a fazer vestidos e
mais modas do verdadeiro goslo de Pars, por
prego commodo, e exactido.
ESCRAVO. '
Estas peonas, de dilferenles qualidades.sao fa-
bricadas de ac de prata refinada de primeira
tempera, e sao applicaveis a todo o lamanho de
letra : venda em casa dos Srs. Guedes & Gon-
calvcs, ra da Cadeia n. 7, preco 1*500 cada
caixa.
IffiSfA
de S. Sebasliao.
No dia 22 do corrente mez de abril lera lugar,
na matriz da villa do Cabo, a fesla do Glorioso
marlyr S. Sebastio ; na tarde desse mesmo dia
sahir em procisso a imagem do mesmo santo,
e pereorrera a villa. Prometi o encarregado do
festejo esmerar-se o quanto lhe for possivel afim
de que tenham estes actos o esplendor devido.
A noite liaver fogo artificial, e na vespera desse
dia haver tambem cavalhadas para mais dis-
traccao dos concurrentes, etc.
A 3#000.
Caixas com alelria : no armazem do Sr. Anes
defronte da porta da alfandega.
Vendem-se saceos com 30 cuias de feija* *tUU io lar do Para,z0 n- U-
mulalinho muilo novo, a 10} o sacco : na quina
da ra de Hortasn. 2, taberna.
Vende-se um ptimo engenho de fabricar
assucar. moente e corrente. I6d& vaneas de I Prtcisa-e alugar urna ama forra que eaiba
massape e pal, na fregueua de Ipjaca, de ex- engommar o fazer algum trabalho de casa de fa-
cellente produceao .quem o pretender. irija -so milla ; quem esliver nestas circuraslancias, diri-
a loja de_Jos Victoriao 4e Paira, na roa da Ca- *ja-se a ra da Cadeia do Recife n. K, segundo
*uga d. 2, que dar toda* qua)quer infoitael. andar.
Vende-se o servigo de um escravo pelo lempo-
de 5 annos, de idade do 23 a 24 annos, proprio
para bdleeiro, ou qualquer servigo do urna casa,
lano interno como externo, sendo muilo curioso
e sabeodo bem cozinhar, e fiel ; ou mesmo se
aluga por anno, muilo sadio : quem o preten-
der, dirija-se a ra Imperial n. 49, que achara
com quem tratar.
Tinta para escrever.
A 2i0 rs. cada meia garrafa ; na taberna da
j&Jjaga-se o terceiro andar da ra Nova, na
da camboa do Carmo : a tratar na loja.
M Al I




\
rr..^m* PWSoa queescrcve bem, cora alguma
nabilitacao, offercce-so fiara oscrever qualquer
escripturacao simples quem precisar dirija-se
a ra do Imperador n. 1/, primeiro andar, quo
chara com.quero tratar.
Precisa-se de um amnssador que emenda
depadaria : na padaria da ra da Fio/entina, ou
na ra estreita do Rosario n. 2 A, deposito.
Furlaram da casa do abaixo assignado as
seguinlcs obras de direilo : Consolidado das leis
civis, doutrina das acedes, primeiras hnhas, por
P. e Souza, praxe forense, ordenaces, segundas
linbas (Lobao), Polhis processo civil, cdigo pe-
nal dos Paizes-Raixos, Coelho da Rocha, e afu-
mas maia quo nao se sabe anda : todas estas
obras eslo rubricadas com o nome do abaixo as-
signado : a quera forero ofterecidas que as apre-
henda que seru rccompensado.-Romualdo Airea
ae Oliveira.
Fabrica do gaz.
Nesta fabrica se precisa alugar 20 escravos que
sejam homens robustos, capares de qualquer ser-
vico e que sejam sobre ludo de bom comparla-
menio : quem os liver para alugar, dirija-se a
niesraa fabrica, aonde achara com quem tratar.
Aluga-se o segundo andar do sobrado da
ra Imperial n. 169. com 2 sals, 5 quarlos, so-
tao corrido cora mirante para o lado do mar,
pintura cm bom estado, por 3ft meusaes : a Ira-
>ar no primeiro andar do raesmo.
, O bacharel Jorge Dornellas R-
beiro Pessoa tem o seu escriptorio de
advocada na caraboa do Carmo n. 10,
primeiro andar, onde pode ser procu-
rado das 9 horas da manhaa as 2 da
tarde.
Aluga-se urna casa de dous anda-
res na ra da Aurora n. 26: a tratar
na mesma casa com o proprietario.
Almanak da provincia.
Sahio a luz a folhinha com
o almanak da provincia para
o correnteanno de
DIARIO DE FERNAITBDCO. SEXVA PE1RA 20 D ABRIL DE 1860.
Ra Nova, em Bruxellas (Blgica),
A DIRECCAO DE i-
mv
Este hotel collocado no centro de urna das capitaes import ntes da Europa, torna-se de grande
valor paraos brasileiros e portuguezes, por seus bons commodoi e onfonavel. Sua posico-
urna das melhores da cidade, por se achar nao s prximo ases.acoes de taminbos de ferro, da
Allemanha e Franca, como por ter a dous minutos de si, todas os theatrose diverlimentes'- e
alm disso, os mdicos presos convidam. '
No hotel hasempre pessoas especiaes, fallando o francez, alleniao, flamengo, inglez e por-
uguez, para acompanhar as touristas, qur em suas excursoes na cidade, qur no reino, qur
emfim para toda a Europa, por precos que nunca exceder de 8 a 0 francos (3&2QQ 4#000 1
por da. v J
Durante o espado de oito a dez mezes, ah residiram os lxms. Srs. conselheiro Silva Fer-
rao, eseufilhooUr. Pedro Augusto da Silva Ferro, ( de Portugal) e os Drs. Felippe Lopes
Netlo, Manoel de F.gueira Faria, edeserabargador Pontes Vi:;guei ro ( do Brasil, ) e muilas ou-
tras pessoas tanto de um, como de oulro paiz.
Os precos de todo oservico, pordia, regulara de 10 a 12 francos (4J&000 4500.)
JNo hotel encontrara-se informacis exactas acerca de tudo.|ue pjde precisar um estrangeiro
Sipop du
DrFORGET
JARABE DO FORGET.
Este jarope esta approvado pelos mais enintntes mdicos de Pars
Icomo sendo o melhor para curar constipacoes, losse convulsa e outras'
broncbos, ataques de peno, irrilacAes nervosas c insoninoleocUs: urna colherada
ten1poodoenleToan1e"co,SaOSUfCC,,nleS- <> iMt. dea* exceteate rope satis^ao"
auecces dos
pela nianlia, e outra
mesmo
O dsposito na rua larga do Rotarlo, botica de BarOulomte Francisco de Souu, n. 36.
' Percisa-se de um menino de 10 a 12 annos, Precisare
de idade, que tenha omito boa lettra e saiba con-1 omito crianca
lar, para ura escriplorio : na ra do Vicario
D. 22, primeiro andar.
= Aluga-se um moleque de 16 annos de ida-
de, mullo esperto, e que enlende ou tem alguma
pralica do servico do cozinha, c sabe comprar:
quem precisar dirija-se ra da Auroran. 40,
pavimento terreo.
o qual se vende a 800 rs. na
praca dalndependencialivra-
ria n. 6 e 8 contendo alm do
kalendario ecclesiastico e
civil:
Noticia dos principaes esta-
dos da Europa e America com
o nome, idade etc. de seus im-
peradores, reis e presidentes.
Resumo dos impostos ge-
raes, provinciaes, municipaes
e policiaes.
Tabella dos emolumentos
parochiaes.
Empregados civis, milita-
res, ecclesiasticos, litterarios
Je toda a provincia.
Associacoes commerciaes,
agrcolas, industriaes, Ilitera-
rias e particulares.
Estabelecimentosfabris, in-
dustriaes e commerciaes de
todas as qualidades como lo-
jas, vendas, acougues, enge-
nhos.etc, etc.
Serve elle de guia ao com-
merciante, agricultor, mar-
timo e emfim para todas as
classes da sociedade.
O bacharel Witru vio tem
o seu escriptorio no 1- andar
dO SObradO n. 23 da ra Nova, i = Antonio Marques de Amorira faz publico,
ai* *.****.* A*, a___i n i i 9ue no da 21 docorrente foi recolhida em seu
CUja entrauae pela CambOa dO lUo na Ponte de Ucha urna prela velha por
p nome Anna, em estado de embriaguez c raordi-
dc
e d conhecirajnto
Arago n. 15.
um caixeiro que nao seja
e tenha alguma pralica de taberna
ie sua conducta : na ra do
associaco poriM
DE
Soccorros Mutuos.
Por ordem do Sr. director interino aviso
aos senhores socios que estao atrasados em suas
mensalidades, que venham satistaze-lasal o dia
22 do correnle, pois desla data em diante so pora
cm execuco o arl. 75 S, 1." e 2.- e os arligos 79
e80 do capitulo XI do nosso estatuto.
Secretaria da Associacao Popular de Soccorros
Mutuos 16 de abril de 1860. No impedimento
dos secretarios, Francisco Vtdro de Adoincula,
1. vice-secretario.
Consultorio medico, ra da
Gloria n. 3.
O Dr. Lobo Mosccso continua nos
seus trabadlos mdicos.
Por um corle de cabello e
frsamenlo 500 rs.
Ra da Imperatriz n. 7.
Lccomte acaba de receber do Rio de Janeiro
o primeiro contra-raeslre da casa Augusto Clau-
dio, o um oulro vindo de Paris. Esta estabele-
cimentoesla hoje as melhores condicoes que
possivel para satisfazer as cncommendas dos
objeclos era cabellos, no mais breve lempo, co-
mo sejam : marrafas a Luiz XV, cadeias de rclo-
gios, braceletes, anneis, rosetas, etc., etc., ca-
balleras de toda a especie, para homens e se-
nhoras, lava-se igualmente a cabera a moda dos
Estados-Unidos, sem deixar urna s pelcula na
cabeca dos clientes, para satisfacer os pretenden-
les, os objeclos cm cabello scro feilos cm sua
presenca.se o desejarem, e achar-se-ha sempre
urna pessoa disponivel para cortar os cabellos, e
; pentear as senhoras em casa particular.
Engomma-se com asseio
beccodo Marisco n. 20.
dida por uns caes. O seu estado nao permiltio
obler dclla iuformacao alguma que indicasse se
e promplidao : no era livre ou escrava." Tendo sido cuidadosamente
tratada acha-sa quasi restabelecida, mas apenas
alugar um preloou prela, j ido-| sabe dizer que perler.ee a urna senhora
sos, para comprar na ra e fazer o mais servico |
de urna casa de familia, ou mesmo urna ama ns|
mesmas circumstancias : quem tiver e quizer I
annuncie ou dirija-se a ra de Santa Rila n. 40! i
primeiro andar. '
WLiges de francez e\
piano.
) Mademoiselle Clemence de Hannelot
Ss de Manneville continua a dar licoes de
*j, francez e piano na cidade e nos rrabal-
|g des : na ra da Cruz n. 9, segundo andar.
O Sr. Honorato Jos de Oliveira Figueire-
do queira annunciar sua morada ou dirigir-se
livrariada praga da Independencia,aue sepreci-
fallar-lhe.
viuva,
moradora na ra do Cottegio, e por isso se faz
o presente annuncio para que a pessoa a quem
perlenca a mande buscar.
Precisa-se de urna ama para urna pessoa :
na ra Bella n. 10.
agencia dos fabricantes america-
nos Grouver & Baker.
Machinas de coser: em casa de Samuel P.
Johnston & C, ra da Senzala Nova n. 52.
E' chegado loja de Lccomte, aterro da
Boa-Vista n. 7, o exccente leilo virginal de ro-
sa branca para refrescar a pello, tirar pannos,
sardas o espinhas, e igualmente o afamado oleo
babosa para limpar e fazer cresccr os cabellos,
assim como pos imperial de lyrio de Florenca,
para-borluejas o asperidades da pello, conser-
va a frescura o o avelludado da primavera da
vida.
FOLIIIMUS PAR 1860.
Esto venda na livraria da praca da Inde-
pendencia ns. 6 e 8 as folhinhas para 1860, im-
pressasncsla typographia, dasseguintesquali-
dades :
froiIIINHA RELIGIOSA, contendo, alm do
kalendario e regulamento dos direitos pa-
rochiaes, a continuado da bibliothcca do
Crislao Brasileiro. que se compe: do lou-
vor ao santo aome de Dos, coroa dos ac-
tos de amor, hymnos ao Espirito Santo e
a N. S., a imitacao do de Santo Ambrozio,
jaculatorias 8 commemoracao ao SS. Sa-
cramento e N. S. do Carmo, exercicio da
Via-Sacra, directorio para ora^ao mental,
dividido pelos das da semana, obsequios
ao SS. coracao de Jess, saudaces devo-
tas s chagas de Chrislo, orar oes a N. Se-
nhora, ao patrocinio de S. Jos e anjo da
guarda, respondo pelas almas, alm de
outras oracoes. Prego 320 rs.
ITA DE VARIEDADES, contendo o kalenda-
rio, reglame alo dos direitos parochiaes, e
urna colieccdo de ancdotas, ditos chisto-
sos, con; os, fbulas, pensamenlos moraes,
receitas diversas, quer acerca Je cozinha,
quer de cultura, e preservativo de arvores
e fructos. Prego 320 rs.
ITA DE PORTA,.i qual, alm das materias do
costume, contm o resumo dos direitos
parochiaes. Preco 160 rs.
afea*
W-^rV
Aenco.

Curso pratico c theorico de lingua fran-
tceza por urna senhora franceza, para dez
mocas, segunda e quinta-feira de cada se- @
i mana, das 10 horas at meio dia : quera @
@ quizer aproveilar pode dirigir-se a ra da <|
# Cruz n. 9, segundo" andar. Pagamentos
v$ adiantados. iS
_ Roga-se aos Srs. devedores do estabele-
cimento do fallecido Josda Silva Pinto, o ob-
sequio de sald rera seus dbitos na ra do Col-
legio venda n. 25 ou na ra do Queiraado loia
n. 10. J
= Caeano Pinto de Veras faz scienlc a quem
interessar que uslem exercicio da vara do juiz
de paz do 4o arno, do primeiro dislriclo da fre-
guezia doSS. Sacramento de Santo Antonio des-
la cidade, para que foi cleito e que despacha na
casa de sua residencia ra de S. Francisco n. 8.,
e em qualquer parte que for encontrado ; o que
da audiencia nts Ierras e sexlas-feiras as 4 li2
horas da tarde .orno ja tem annunciado, na casa
publica das auc lencias. Recite 29 de feverciro
ce Iodo.
N. 27Ra da Imperatriz-N. 27.
L. Pugi.
nica officin.i em Pernambuco para lavar as
palluiihas das nobilias a? mais encardidas, tor-
nando-sc outra vez to alvas como no estado
primitivo; esta magnifica preparaco chimica
tem a propriedadededesenfeclar as raobilias das
pessoas moras de molestias contagiosas : na
raesmacasa lavam-se chapeos de palha de Italia
e poem-se moda.
Na ra do Imperador n. 28, aluga see ven-
de-se era gran Jes e pequeas porcoes bichas
hamburguezas, e tarobem cal da mais nova que
ha, para fabrico do assucar, por preco commodo
FUNDICAO
DO
[RO \l IOVI.ll
Ra do Brum (passando o chafariz.)
No depoxio desic cstabeleeuiento sembr \ia grande sortiimeikto de me-
eAiausmo para os eiigci\Y\os de assucar a saber:
Machnm de yapar moderna* de golpe cumprdo, econmicas de combustvel, e defacllimoasento :
Rodas d agua de ferro com cubos de madera larga, leves, fortes, e bem balancadas:
Cannos de ferro, e ports d agua para ditas, e serrilhas para rodas de madeira
Moendas nteras com vrgens muito fortes, e convenientes;
M*iaa moendas com rodelas motoras para Dgua, cavallos, o'ubois, acunhadas em aguilhCes deazs ;
aixas de ferro fundido e batido, e de cobre;
Pares e bicas para o caldo, crvos e portas de ferro para as fornalhas ;
Alambiques de ferro, moinhos de mandioca, fornos para cozer farnha
Rodetas dentadas de todos os tamanhos para vapor, agua, cavallos ou bos'
AguilhOes, bronzes e parafusos, arados, eixos eradas pora carrosas, formas galvanizadas para purgar etc.,etc.
Caixeiro.
Precisa-se de in caixeiro para urna loja fura
da cidade. o qual esleja inteiramcnle habilitado
para tomar fonla do costeio de todo o negocio ;
garanle-se bom ordenado : quem a islo estiver
resolvidodirija.se a ra da Cadeia n. 55, loja,
que achara enm quem tratar.
r- O Dr. Joaquim de Aquino Fonscca conti-
nua no exercicio de aua profissao, interrumpido
em consequcncia de sua molestia ; mas, estando
VV""1!0 por consellios de seus collegas.
s poder prestar-se a consullas e visitas medi-
cas das 9 horas da manhaa s 3 ds tarde.
Roga-se aos Srs. devedores a firma social
de Leite & Correia em liquidacio, o obsequio
de mandar saldar seus dbitos na loja da ruado
Queiraado n. 10.
n
o
= SS
S. n CS i. a
c 5 =
c g. s.
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SS
=. B
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-s fcr1
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e?- n>
S5
S
CD
Precisa-se alugar urna ama de le-
te, que o tenha em abundancia, que se-
ja bem sadia e de bons costumes ; e pa-
ga-se bem. Drigir-se a' praca de Pe-
dro II (antigo pateo do Collegio) n. 37,
segundo andar.
Na hvraria n. G e 8 da praqa da
ndepenecia, preciza-se fallar ao Sr.
Joo da Costa Maravilha.
Attenco.
Na ra das Cruzes n. 21 precisa-se de um mo-
leque ou um prclo de idade para alugar ; quem
quizer procure ou annuncie
Quem precisar de ura homem entendedor
de agricultura por ter rauila pralica c ha muitos
annos viver disto, dirija-so ra do Brum, na
segunda tenda de ferreiro, a tratar com o annun-
ciante. c entao fazer o ajuste que se pretende ;
Ailianca-se a idoneidadc de pessoa, e sendo nc-
cessano di-se Dador.
A pessoa que annunciou no Diario pre-
cisar de alugar tres pretos de 12, 14 e 16 annos,
pode dirigir-se a ra do Trapiche n. 22, restau-
rant & caf do commercio : na mesma casa pre-
cisa-se de urna prcta boa engommadeira.
O i)r. Cosme de Sa7 Pereira
devoltadesua viagem instructi-
tiva a Europa continua no exer-
cicio de sua proGssao medica.
_ Da' consultas em seu escripto-
rio, no bairro do Recfe, ra da
^Cruz n. 53, todos os dias, menos
nos domingos, desde as 6 Loras
t as 10 da manhaa, sobre
seguintes pontos
1
OSk
coracao e
de
Molestias de olhos
I*. Molestias de
peito ;
3-. Molestjas dos orgaos da gera-j
caoj e doanus ;
4-. Prati^ra' toda e qualquer!
operacao quejulgarconvenien-
te para o restabelecimento dos!
seus doentes.
O exame das pessoas que o con- i
gsultarem sera' feto ndistincta-j
g| mente, e na ordem de suas en-i
S| tra das; fazendo excepto os doen- j
$| tes de olhos, ou aquellesque por
^ inotivojustoobtiverem hora mar- ^
|Rcada para este im.
A applicacao dealguns medical
mentos indispensaveis em varios)
casos, como o do sulfato de atro-1
pina etc.) sera'fetto.ou concedido I
gratuitamente. A confianca que!
nelles deposita, a presteza de sua
acqao, e a necessdade promptaj
de seu emprego; tudo quanto o j
demove em beneficio de seus I
doentes.
Permuta-se
ume das primeiras rasas da villa da Escada.
sua edificacao e por seus commodos
nesta praca ; quem pretender esse
nja-se ra do Queimado n. 43.
por
por ouira
negocio, di-
D.W.Bowmancoufiaqueosseusfreguezes acharo tudo digno da preferencia
com
que o honrara, pela longa experiencjiaqie elle tera do mechanisi ^
tomdesta provincia, epelofacto de mafldar oonftdr pessoalmente as suas obras as
mais acreditadas fabricas da Inglaterra, para onde elle faviagein annual para o dito fim,
m^vnXiP cofmu^0 < sua fabric^ e^Pemambuco, para modiQcar o mechanis-
mo a vontade deca4a comprador, e da fazer os concertos de que podero necessitar.
Precisa-se
de um menino portugupz com pralica de taber-
na, para urna em Bcberibe, e igualmente de urna
ama para servir em urna casa do pouca familia
no mesmo lugar : a tratar na ra do Queima-
do n. 43.
Warnkoenig
em latina.
Na ra do Crespn. II, loja de livros.
ESCRIPTORIO DEADVOCACIA
DOS DOUTOHES
FILLirrE DA MOTTA DE AZEVEDO CORREIA.
E
MANOEL JOS OAS SALGADO CARNEIRO.
Ra do Carmo n. 18 B.
Os Drs. Molla de Azcvedo e Silgado advogam
tanlo no foro civcl e commercial como no crimi-
nal e ecclesiastico, em qualquer. das iustancias ;
encarregam-se de qualquer queslao, emfim, tra-
tam de ludo quanto diz respcito a sua profissao
o por um honorario razoavel.
Tendo em vista o inlcresse daquelles que ha-
bitara as provincias e que tendo dependencias
na corle, a niaior parle das vezes nao possuem
ura procurador ou correspondente habilitado que
cure de seus inleresses, os supraditos advogados
leem annexado ao seu escriplorio um oulro, es-
pecialmente de procurodoria, no qual, debaixo
de sua immediata vigilancia e direceo, se en-
contrara empregados habilitados que tornara a si
o tralarem de todos os negocios que correm pe-
las secretarias de estado, e reparligdes publicas
da corte o capital da provincia do Rio de Janei-
ro ; fazerem lirar alvars tle mercs, tilulos di-
pkimas, exlrahir palenles para ofliciaes da guar-
da nacional, cartas de juhea de direilo, munici-
paes e de orphaos, de escrves, labelliSes, con-
tadores, distribuidores, partidores, provisos pa-
ra adrogar e sollicilar.disponsas para cagamentos
resp'ostasa consultas.dadas pelos niaisabalisados
advogados ; agenciarem pelo Ihesouro geral o
recebimenlo de diRhelros quetenham cahido em
exercicioiflndos, tralarem de cartas de nalura-
lisa^ao, ole.
Os precos sao mui razoaveis, e garante-so a
promplidao o zelo no desempenho das diversas
commissoes, sendo sempre bom que as partea in-
diquen! qual a pessoa da corle encarregada do
negocio e do pagamento das despezas. Aspar-
tes que nao tiverera correspondentes na corte"
podem dirigir-se directamente aos advogados ci-
ma mencionados, ou a algum dos seguintes agen-
tes as capitaes da provincias: Irala-se em Per-
nambueo cora Frederieo Chaves, na ra da lnj-
peralriz n. 17 ; Cabo e Estada o Dr. Carlos Eu-
genio Donsrche Uavignier.
Pedido.
Doseja-so fallar ou saber onde existe Justioo de
bouza Almeida, porluguez. de menor idade, filho
ae Jos de Souza Almoida e Joaquina Morcira
Das, residentes em Portugal, a negocio do im-
portancia e de seu interesse. e muito se agrade-
ce a qualquer possoa que dello der noticia, na
praca da Independencia n. 26.
Madama Appoline Roussel, primeira coslu-
reira da casa de Madama Millocheau.lera a honra
de participar ao respeitavel publico, que so acha
prompta para salisfazer a qualquer encommenda
concernente a sua arle, assim como ricos vesti-
dos para casamento, baile e soirl.eitos a ultima
moda, e ptima perfeiro : as pessoas que de seu
prestimo se quizerem iililisar, podem dirigir-se a
ra da Imperalriz n. 11, primeiro otidar.
Nj ra da Cruz n. 45. segundo andar, pre-
cisa-se de nms ama forra ou captiva, c aue saiba
coznhar.
ALLIANCE
Estabelccida cm Londres
um m mu.
CAPITAL
Cineo m'iVViocs de libras
esterlinas.
Saunders Brothers & C." tem a honra deln-
rormar aes Srs. negociantes, proprietarios de
casas, e a guem mais convier, que esto plena-
mente autorisados pela dita companhia para
effectuar seguros sobre edificios de lijlo e pe-
dra, coberlos de lelha e igualmenle sobre os
objectos que coutiverera os mesmos edificios,
quer consista em mobilia ou em fazendas d
qualquer qualidade.
TT fT? (t YTTTTTTTYYYTTTTTTT^T>
DENTISTA FRANCEZ.
Paulo Gaignoux, dentista, ra das La- 3
rangeiras 15. Na mesma casa tem agua e ~
p denlilico. *<
CASA LUSO-BRASLEIRA,
2, Golden Square, Londres.
J. C. OLIVEIRAtendo augmentado, com to-
mar a casa contigua, ampias e exceflentes ac-
commodacoes para muilo raaior numero de hos-
pedesde novo se recommenda ao favor e lcm-
branca dos seus amigos c dos Srs. viajantes que
visitera esta capital continua a prestar-lhcsseus
serviros e bons ofDcins guiando-os cm lodas as
cousas que precisem conhecimenlo pralico do
paiz, etc. : alm do porluguez e do inslcz alla-sc
na casa o hespanhole francez.
SOCIEDADE BA>CAR1A
Amorim, Fragoso, Sanios
Compenhia.
Os Srs. socios commandilarios sao convidados
a realisar a segunda entrado de 12 1[2 por cesto
sobre os seus capiiaes al o dia 16 de abril cr-
reme, do conformidade com o respectivo contra-
to social.
@3
3 @
DENTES
I AH D II |< |\IS. S
@Rua estreita do Rosario n. 3|
Francisco Pinto Ozorio colloca denles ar- @
@ tificiaes pelos Joussyslemas VOl.CAMTE,
m chapas de ouro ou platina, podendo ser
procurado na sobredila ra a qualquer
hora.
O- \iy X> ^aV XI *fe
bandejas enfeitadas.
Conlina-sea preparar com differentes model-
ios c liguras, bandejas dos mais escolhidos buli-
nho os do nosso mercado, e delicados bolinhos
em libras separadas, pesado & vista e contento
ua encommenda ; assim como bolos inglczes,
rancezes e de massa secca da mandioca, pudins'
creme, pastis de nata, e tambera os pasleis de
carne de porco proprios da paschoa, tudo com
muito asseio, bem feilo, e o mais em conta ; di-
nja-se a ra da Penha n. 25, segundo andar,
que Picara bem servido.
^Consultorio central liomeopalhicof
I DE I
f
Continua sob a mesma direceo do Ha-
noel de Mallos Teixeira Lima, professor @
em homeepathia. As consultos como d'an- >
les. 1
i
i
lPUlHAiraciD,
Botica central hoiucopathica I
Do
DR- SABIPO 0, L PIMO I
Novos medicamentoshomeopalhicos en-
^ viadosda Europa pelo Dr. Sabino.
@ Estes medicamontos preparados espe- a*
@ cialincnlo segundo as necessidades da lio- M
@ meopaihia no Brasil, vndese pelos pre- ^
@ eos conhecidos na botica central horneo- S
g, palhica, ra de Sanio Amaro (Mundo No- S
@ T) n 6- 2
SSS@ @ @8@@1
Precisa-se de urna ama de leitc; na ra
das Flores, loja n. 2.
Precisa-se alugar urna prela para o servico
de casa de porta: a dentro : na ra dos Pescado-
res ns. 1 c 3.
Aviso.
Barbosa & Bandeira com loja c fabrica de cha-
peos sita na praca da Independencia ns 23 c 25
rogara a todas as pessoas quo Ihe sao devedoras
desdo o lempo em quo este cslabelecimento foi
da Sra. viuva Costa, hajam de lhes man lar pagar
al o fim de abril correnle, do contrario entre-
gara a seu procurador para judicialmente fazer a
cobranca.
Offerece-se um homein
casado, com pouca familia, para administrar ura
engenho, o qual lera bastante pralica desles ser-
vicos, e al podo entrar cora 3 ou 4 escravos pa-
ra o servico do campo, conforme o negocio que
seoflerecer: quem o pretender dirija-se a ra
daAssumpcao n. li, que ahi se lhe diraueni
pretende este negocio.
rrecisa-sc de urna ama para smenle cozi-
nhar, podendo ir dormir era sua casa : no Reci-
te, roa da Cruz n. 31, segundo andar.
Precisa-se do urna ama para todo o ser-ico
dentro de casa de pouca familia : na ra das
Cruzes n. 20. .
Rseoc lucho Z^fi OQK&phc*
{fetrtmmhttcana.
Domingo, 22 do correnle, s 9 horas da ma-
nhaa, haver sessao ordinaria do consclho direc-
tor, no lugar do costume.
Secretaria da Associacao Typogrophica Per-
nambucana, 18 de abril de 1860.
J. L. Dornellas Cmara,
Io secrelario.
Roubaram do sobrado da ra do Queimado
n. 10, urna correnle de relogio cora 4 cornalinas,
sendo duas de cores escuras e duas encarnadas
fingindo urna chave : pelo qual roga-se aos se-
nhores ourives ou alguma pessoa a quem a mes-
ma for offerecida do a apprehender e leva-la a
ra do Crespo, loja de miudezas de tres portas n.
5, que ser recompensado generosamente.
Podro GoDcalvcs Pereira e sua senhora Li-
bania Rosa da.Silveira vao a Europa.
D-sc dinheiro a juros sob penhores de ouro I
ou prata: na ra da Aurora.loja n. 20. I
. T orl*Iam no '"ar do Sanio Amaro, na no.
te do da 17 docorrente, um cavallo ca*Unho
escuro, pequeo, com o ferro na anca direita :
quem o achar.leve ao mesmo lugar, acim, em
casa de Antonio Jos Pereira, que ser recom-
pensado.
conlas contra o Sr.
gos. Renfc 18 do abril de 1860 rem
Precisa-se de urna
ra cozinhar e engommar para uma so pessoa
pa-
ama forra ou captiva na -
r para uma so nesn n.
ra de Hortas n. lt, primeiro andar P na
Aos senhores ofliciaes de mar inha.
Tento-se de celebrar uma missa pela alma'do
fallecido Antonio Jos do Carmo, commissario da
segunda classe da armada, convida-se aos senho-
res ofliciaes do corpo da armada e classes anne-
xas para assistirem a este alo de religio na ma
rcit 7rP Sanl0' 8 Loras d0 a-ia 21 d0 cor-
Silvestre Ignacio do Bora-Successo.
laura Cq,,H reCtbe-u Pr8ano uma car-
la para D. Mana da Paixao Mallos! cnlre-uc or
r' 1ue.asa<*ou dislribuindo no diaP16
do correnle. que.r. porfa^r enlrega-la na ra'
40, ou na caixa geral do
Direita
correio.
sobrado n.
Ama.
saiba cozinha
na ra do Cal-
Precisa-se alugar uma prela escrava qUe saiba
daCru7'Dnr^OSer0r'ar',paa-S0 *= '*
aa Lruz n. 23, segundo audar.
Precisa-se de algumas travs de 5 polleca-
s em quadro. de 20. 25 o 30 palmos, c encha-
m^,aS,S'1m.COmo als""3 caibros era Primeira
n*i u lr?l!rnos Afogados cora o tenenie-coro-
nel Manoet Joaqu.m do Reg e Albuqncrque.
Curativo pelas pilulas paulistanas.
Hydropisia,
Por ter conhecimenlo do curativo cima, pro-
cure! o mesmo Iratamento para ura escravo meu
larabera techado desde os ps at cabeca.^ora
asaflhcooesdaraorte; logo que lomou as ditas
PmeDxar?/'-aVmces foram diminuindo!
e era menos de 50 das o meu escravo sa.ou ner-
fetaracnle nao se pode chamar curativo mas
s.m ura milagre. J c sabido que a bydroPT4
UsiJrremedlos do autcr das BS
Freguezia do O' 20 de dezembro de 1859.
.... Joo Luiz de Barros.
As pilulas paulistanrs sao dcpurr.livas c pur-
gativas, cm parolo de 2 caixas. n. 1 o n. 2 para
se lomar de noile e de manhaa : deposito geral
na ra do Parlo n. 19. no Rio de Janeiro
1 recisa-se de uma ama que
e tazer todo o servico de casa
deireiro, taberna n. 60.
ASSOCIAgO
DE
Soccorros Mutuos c Lenta Emancipar
dos Captivos.
0 1. secrelario interino, em virlude da reso-
v^ ,a """"lea goral de 15 do crreole. con-
r?ii? %%a senhorcs s<>"os p.ra reuniao ge-
ral no da 22 do mesmo, as 3 horas da urde era
poni no palacete da ra da Praia, afira de se
M n er" f lei5? dos membros d0 noto ne!
Ilio. de conformidade com o que foi legislado na
nesm. asserabla geral, c que habili.ou .todos
a votarem e screm volados.
o I^nflma, da- As-soc]aCao de Soccorros Mutuos
l,fin /--mancipacao dos Captivos 18 de abril de
1660.Josa Leocadio da Silva,
n c- .. .?" secrp-lario interino.
, iTT. V. i Ji nocl Mar1ucs ,la C^sta Soares tenha
Ao respeitavel corpo do
coDimercio.
Antonio Jos Villar faz publico com especial 1-
d.a,dCo:1,llC0.mmerC,0 dJCsla ,,raa- '"-'tem vendido
seu cstabclccimenlo de molhados, silo na ra da
Traa n. 2/ ao seu ex-caixeiro Antonio de Vze-
yedo Carvalho, desde 16 do correnle mez, 'per-
tencendo ao dilo Carvalho a cobranca de lodo o
activo pertencenle ao mesmo cslabeecimcnto o.
bem como deixa na rao do mesmo senhor fun-
dos suuiciculcs para pagamentos prara de lodo '
o passivo .relativamente ao mesmo estobelcci-
menlo. Rccife 19 de abril de 1860
Prensa-se de uma ama forra ou captiva ra-
ra todo o servico de casa de pouca familia : a
tratar na ra do Torres n. 16, primeiro andar.
mT..!inClr,"M de "213 ama que saiba eoriBhar:
na ra doCabug n. 3, no segundo andar.
Boa casa para alugar.
Nos dias 20, 21 e 27 do correte vai
a pra^a do juizo muoicipal da primer
vara por arrendamento de tres annos
o sobrado de tres andares e sotao
mirante, sitq na ra estreita do
rio n. 41. cin
com
Rosa-
um grande arma/.cm
ageado de tres po tus na frente, gabi-
netes em cada um dos andares, e outras
muitas accommodacoes, avaliado no
todo em 1:70 por onno.
Antonio de Druinmond tendo de
retirarse para o Rio de Janeiro no va-
por Cruzeiro doSul esua prima 1). Ma-
ria Severina de Menezes Vasconcellos de
rummoud, agradecem a' todas aquel-
las pessoas que $; presta rara durante a
enfermidade de seu irmao e primo o
tallecido Di. Jos de Vasconcellos Me
nezes de Di umraond, e Ibes olerece o
seu limitado prestimo na corte.
Quem precisar de roupa latadi c onaom-
mada, dinja-sc alraz da caixa d'agoa, casa n 1
porlao verde.
Arrenda-se o engenho Outerao, silo na fre-
guezia da cidade da Victoria, distante da praca 9
legoas ; quem o pretender arrendar, diriia-s ao
engenho Novo de Iguarass, a tratar com Fran-
cisco Vuissinio do Reg Barros.
Aluga-se ama excellenlc loja, sita na rua
das Cinco Ponas, proprii lanto para cslabelod-
mento como para morada; a tratar na rua da
Cadeia do Rerif* n. 33, loja. .
a J!recsa-se de um minino de 12 a 14 anuo
de idade para criado de um rapaz solteiro, pro-
niclle-se bom tratamenlo ; a tratar na rua Cu
tenha, sobrado n. 25. primeiro andar.
Aluga-se a loja da casa da rua do Impera-
dor n. a, lado do caes: a Iralar no primeiro
andar da mesma casa.
Compras.
Compra-se um cabriolet de ma-
tro rodas, que esteja em bom estado e
tenha coberta : na rua da Gloria n. "
o.
Constante-
mente
compra-se, vende-se e troca-se escravos : na rua
Direil*n. 66. -
rua
moedas de ouro de 16$ e
da Cadeia do Recfe loja n. 22.
Compra-se um boi manso paro carror :
quem o liver. dirija-se ao paleo de S. Pedro n'. i.
M~ Compram-se na praca da Independencia n.
22, b;lhetes de loteras rocolhidas.
Vendas.
Acaba de chegar do Rio de Ja
neiro alguns exeraplaresdo
primeiro e segundo volumo
da Corographia.
Histrica chonologica, genealgica,
nobiliaria e poltica do imperio do Bra-
sil, pelo Dr. Mello Moraes : vende-se a
4$ o volume, podendo-se Tender o se-
gundo em separado : na livraria n. 6 e
8 da praca da Ir.dependencia.


c="r
*
w
DI AMO BE PERHAMBUCO. SEXTA EEURA aojM.AMHi. P| 1860.
Fazendas por bai\ precos
Ra do Queimado, loja
de 4 portas n. 10.
Anda restam algumas fazendas para concluir
a liquidaco da firma de Leile so vendem por diminuto preco, sendo entre ou-
tras as seguintes:
Chitas de cores escuras o claras, o covado
Ditas largas, francezas, finas, a2Oe260.
Kiscados francezes do coros fixas a 200 rs.
Cassas de cores, bons padroes, a 240.
Brim de linho de quadros, covado, a 160 rs.
Urim trancado branco de linho muioViom, va-
ra, a 1JW00.
^Corles do calca de meia cascmiraa 2J{.
'Ditos de dita de casemira de cores a 5#.
Panno prcto fino a3)e 49.
Meias de cores, finas, para homem, duziaa
lsou.
Grvalas do seda de cores c pretas a 1$.
Meias brancas finas para senhora a 3J.
Ditas (lilas muito finas a 4$.
Ditas cruas finas para homem a 4J.
Cortes do colletcs de gorguro de seda a 2#.
Cambraia lisa fina transparente, peca, a 4J.
Chales de 15a e seda, grandes, ora 2J>.
Grosdcnaple pretode 1860U a 2.
Seda prola lavrada para vestido a 196O0 c 2$
Cortes de vestido do seda preta lavrada a 16fl.
Loncos de chita a 100 rs.
Laa "de quadros para vestido, covado, a 560:
l'eitos para camisa, um, 320.
Chita franceza moderna, lingindo seda, covado
a 400 rs.
ntremelos bordados a 200 rs.
Camisetas para senhora a 610 rs.
Ditas bordadas finas a -$300.
Toalha3 de linho para mesa a 2$ e 4$.
Camisas de meia, urna 640 rs.
l.enros de seda para pescoeo de senhora a
500 rs. t ,.
Vestidos brancos bordados para baplisar enan-
cas a 5J0O0.
Cortes decalca do casemira preta a 6J>.
diales do merino com franja de seda a 5$.
Cortes do calc.a de riscado de quadros a 800 rs.
M.-rin verde para vestido de montara, cova-
do, 1*280. '
Lencos braocos de cambraia, duzia, a 2#.
A 8,000 rs.
Ferros econmicos americanos para engommar
com fules e descanso : vendem-sc estes eicel-
lciues ferros na loja de ferragens de Vidal &
Bastos, ruada Cudeia.
Fumo americano.
Vende-se fumo americano proprio para mas-
car eazer cigarros : na ruada Cruz do Recite n.
50. primeiro andar, cai&inhas de 20 e 40 libras
a 400 rs. a libra.
Potassa da Russia
E CAL DE LISBOA.
No I em conhecido a acreditado deposito da
ri a da Gadeia do Recife n. 12, ha para Tender
P'itaasa da Russia e da do Rio de Janeiro, ora
e de superior qualidade, assim como tambem
c d virgem em pedra: tudo or creeos muito
nzoaveis '
| Engenho. {
t Vende-se o engenho Sr,nla Luzia, silo na $
freguezia de S. Lourengo da Malta, entre
$ os engenhos Penedo de Baixoe Penedo de
Cima : Irata-so no raesmo engenho ou no
engenho Mussambique com Felisbino de $
$ Carvalho Rapozo.
Aos senhores logistas de miudezai.
Bcos pretos de seda,
Ditos brancos c pretos de algodo.
Luvas pretas de ton;al.
Cintos elsticos.
Linhas de algodo em novellos : vendem-se
por prer.os comrnodos, em casa de Soulhall Mel-
lors & C, ra do* Trapiche n. 38.
5
0
AS MEMORES M MINAS DE COSER
DOS
Mus afamados autores de New York
I. M SINCERA C.
E
WIEELER & W'LSON.
No novo eslabelecimento vendem-se as machi-
nas destes dous autores mostram-se a qual-
quor hora do dia ou da noito c responsabilisarao-
nos por sua boa qualiladc e seguranra :no arma-
zem do fazendas de Raymundo Carlos Lcite &
lrmio, ra da Imperatriz
aterro da Boa-Vista.
n. 10. amigamente
e avmaicm
DE
GR.4M S0RTIHENT0
DE
Fazendas e obrasfeitasJ
jfes&Bastoj
S Na'rua do'Queimad) n. \
46, frente ama re la.
Ijj; Completo e grande sorlimento de cal- ^
g cas de casemira do cores e pretas a 8j>, <
i\ 9$, lOj o 12), ditos das mesaias casemi- *j
&| rasa 7, 8 e 9J, ditos do brim trancado i
55 branco muito fino a 5J, 6$ c 7#. ditos de
m cores a 3g, 3$500, 4$ e 5, ditos de me- jj
fE ri de cordao para lulo a 5$, collelcs de a
S cnsemiras pretas, ditos do ditas de cores, \
S ditos degorggrao pretos e de cores a 5g,
M 6 J-S? nos a 33g e 409, sobrecasacas dos mesmos '
H pannos a 289. 30,J c35<{. palctots dos mes-
? mos pannos a 22$ c 249, paletols saceos !
gS de casemira modelo inglez 109, ditos de i
SI casemira mesclado muito fino de apurado !
ai KoslolSS e 169, ditos sobrecasa das mes-
as mas cores a 18$ e 20g, ditos sobre de al-
|j| paca prda fina a 7} e 89, ditos saceos a
!;\ ditos de fustao branco e de cores a 4$,
4")500e59, ditos de brim pardo muito
superior 49500, camisas pa.-a menino de
gf todos os tamaitos a 26$000 a duzia, meia
i? de todos os tamanhoa para menino c ra-
is nina?, palilols de todos os lamanhos e
| qualidades para os mesmos, collelcs de
*K brim branco a 3$500 e 49, ricos colletos
j*j| v Iludo preto bordado c do cores diver-
g sas e por diversos procos, ricos coberlo-
S| res de fustao archoadu. pafa cama a 69,
Jg colarinha de linho a peere a 69500 a du-
zia, assim como temos recebido para
dentro deste eslabelecimento um comple-
to sortimenlo de fazendas de gosto para
senhoras, vestimentas modernas para me-
nino e meninas de qualro a seis annos e
ludo vendemos por procos razoaveis. As-
sim como nesle eslabalcimenlo manda-
se apromptar com presteza todas as qua-
lidades de obras relativo a oltlcina de el-
faiate sendo isto com todo gosto e asseio.
Augusto k Perdigao,
com loja na ra da Gadeia do Recife n.
23, confronte ao becco Largo,
previnem aos seus freguezes. queacabam de sor-
lir seu novo eslabe'.ccimento com fazendas de
goslo, finas, c inferiores, para vender pelos pro-
cos os raais razoaveis ; as fazendas inferiores,
nao a rclalho, se vendero por um preco fixo
que ser o seu proprio custo as casas inglezas,
urna vez que sejam pagas a vista.
Nesle eslabelecimento se encontrar semprc
um sortimenlo completo de fazendas, o entre el-
las o seguinte :
Vestidos de seda com babados e duas saias.
Ditos de la e seda e duas saias.
Ditos de tarlatana bordado a seda.
Manteletes pretos bordados com franja.
Taimas pretas de seda e de fil.
Polonezas do gorguro de seda pretas.
Cinluroes para swihora.
Espartilltos com molas ou clcheles. .
Enfcites de vidri'.ho ou flores para senhora.
Vestuarios para meninos.
Saias de balo para senhora o meninas.
__ Chapeos para senhora e meniuas.
Tcnles de tartaruga dos melhores gostos.
Perfumaras do I.ubin c outros fabricantes.
Cassas e organdys de cores.
Grosdenaplcs de cores.
Chitas escuras frincezas e inglezas
Collas c manguitos os mais modernos.
Camisas de linh.i para senhora.
Ditas de algodo para menino.
Algodo de todas as qualidades.
Lencos de labyrinlho para presentes.
Golls de crochet para menino.
Vestidos de phantazia.
Roupa feita.
Casacas e sobrerasacas de panno fino.
Paletols de casemira.
Caigas de casemira pretas e de cores.
Collelcs de seda idem iJem.
Ditos de fuslo.
Camisas inglezas lodas de linho.
Ditas francezas de differeules qualidades.
Malas c saceos de viagem.
Borzcguins de Mcllicr c outros fabricantes pura
hornera.
Ditos para senhora.
Charutos de Havana, Baha e manilha.
Camisas de flanella
Chapeos de todas as qualidades para homum,
senhora e criancas.
Chapeos de castor preto
ebrancos
Na ruado Queimado n, 37" vendem-se os me-
lhores chapes de castor
Botica.
Bartholomeu Francisco de Souza, ra larga
do Rosario n. 36, vende os seguintes medica-
mentos :
Rob L'Affecteur.
Pilulas contra sezoes.
Ditas vegetacs.
Salsaparrilha Bristol.
DilaSands.
Vermfugo inglez.
Xarope do Bosque.
Pilulas americanas (contra febres).
Ungento Holloway.
l'ilulas do dito.
Elluir anti-asmathico.
Vidrosde boca larga comrolhas, de 2 oncas a
121ibras.
Assim como tem um grande sortimenfo de pa-
pel para forro de saia, o qual vende a mdico
preco.
* Sndalo
as @ 45Ra Nova45 i
g> Vaciado sorlimento de loques de san-
<> dalo a 109000.
Sndalo.
Ricas bengalas, pulceiras e leques :
vendem-se na ra da Imperatriz n. 1,
loja do Lecomte.
Lojadaboneca ruada Impe-
ratriz n. 7.
Vendem-se cai xas de tintura para tin-
gir os cabellos em dez minutos, como
tambem lingem-te na mes ra casa a
qualquer bora.
Conlinua-se a vender fazendas por baixo '.
preco al mesmo por menos do seu valor, i
s afim de liquidar contas : na loja de 4 portas
f( na ra do Queimado n. 10.
FiNDicio iw-mw,
Roa da Senzara IVova n. 42.
Neste estabelecimento continua a haver um
comapleto sorlimento de moentla*e meiaa moen-
das para eu3enho, machinas de vapor e taixas
de ferro balido e coado. de todos os tamanhoa
para dto.
Cheguem ao barato.
O Leite & Irmlo conlinuam a torrar na ra
da Cadeia do Recife n. 48, pecas de cambraia li-
sa com 10 jardas a 4$500 e 5g, lencos do cam-
braia de linho a 39 a duzia, cambraias muito fi-
nas e de lindos padroes a 640 a vara, meias fi-
nas para senhora a 3800 a duzia, dilas cruas In-
glezas para homem e meninos, diales de meri-
no lisos a 4<500, e bordados a 69, paletols d
alpaca prela e do cores a 5$, ceroulas de linho
e algodo, camisas iuglezas muito superiores a
60$ a duzia, organdys de lindos desenhos a
18100 a vara, cortes de cassa chita a 8$, chita
franceza a 240,280,300 e.400rs. o covado, pegas
de madapolo com 30 varas a 4jJ800, 5J, 5$500,
6,7 e 8$, chitas inglezas de cores fitas a 200 rs o
covado, toalhas para mesa a 3 e 49, cortes de
calca de brim de linho a 29, ditas de meia case-
mira a 29240, vestuarios bordados para meni-
nos, e outras muitas fazendas que se vende por
barato preco.
Chegtrem a PecBncha
Xa loja do Preguica na na do
Queimado n. 2. tem para
vender:
Chaly e merino decores, ptimo nao para
roupoes evestidos de montara de Sra. como para
vestuarios de meninos a 360 e Q0 res o cova-
do Challes de merino estampados muito fiaos pelo
deminuto preco de 2:500 cada um musselinas
modernas,, bastante largas, de variados padroes
a 260 e 280 ris o covaJo grvalas a faniazia.o
mais moderno posmel a 19 e 1200 cada urna, e
outras muitas fazendas, cujos procos extraor-
dinariamente baratos, stisfaio a expectativa
do comprador.
Com (oque de avaria
1:800
Cortes de vestido de ehita rocha fina a 1:800
lencos de cambraia brancos a 2:000 2:500 39
4:000 a dusia ditos com 4 palmos por cada face
e de 4 e meio por 5:000 cousa rara no Arma-
zem de fazendas "de Raymundo Carlos Leite &
Irmaos. ra da Imperatriz n. 10.
Verdadeiras luvas de Jovin de to-
das as cores, ra da Imperatriz n. 7,
loja do Leconte.
/
Vende-sel
Relogios patentes.
Estopas.
Lonas.
Camisas inglezas.
Peilos para camisas.
Biscoutos.
Em casa-de Arkwght & C
Cruz n. 61.
ra da
i!
ni
Ferros de engom-
mar econmicos
REMEDIO INCOMPARAVEL.
UNGENTO HOLLOWAY.
liilharesde individuos de todas as nacBes po-
deni testemunb,ar as virtudes deste remedio in-
comparavel e provar em caso necessario, que,
pelo uso que delle fizeram tem seu corpo e mem-
bros intciramenle saos depois de haver emprega-
do intilmente outros tratamentos. Cada pesoa
poder-se-ha convencer dessas curas maravilhosas
pela leitura dos peridicos, que lh'as rclatam
lodos os das ha muitos annos; e a maior parte
dellas sao to sor prendentes que admiran: so
mdicos mais celebres. Quanlas pessoas reco-
braram com este soberano remedio o uso de seus
bracos e pernas, depois de ter permanecido" lon-
go tempo nos hospitaes, onde de viam solTrer a
ar.iputaco Dellas ha muitas que havendo dei-
xs.do esses asylos de padecimentos, para senao
subraetterem essa operacao dolorosa foram
curadas completamente, mediante o uso desse
preciosoremedio. Algumas dasMaes pessoas na
eiifuso de seu reconhecimento declararam es
tes resultados benficos diante do lord correge-
dor e oulros magistrados, afim de maisaulenti-
cirem sua firmativa.
Ningucm desesperara do estsdo de saude sa
t.'.vesse bastante conflanca para ensaiar este re-
medio constantemente seguindo algum tempo o
mentratato que necessitasse a natureza do raai,
cujo resultado seria prova rincoulestavelmente :
Que tudo cura.
O ungento he til, mais particu-
larmente nos seguintes casos,
Alporcas. Inflammaco dabexiga.
Caimbras. da matriz
Gallos. Lepra.
Canceres. Males das pernas.
Cortaduras. dos peilos.
:Jores de cabeca. de olhos.
-das costas. Mordcdulas de reptis.
dos membros. Picadura/de mosquitos.
Enfermidades da cutis Pulme~.
emgeral. Queimedelas.
Ditas do anus. Sarua.
Erupces e escorbuti- Supurac5es ptridas.
nsf sr <. j Tinha, em qualquer par-
Fistulas no abdomen. t \ H F
Fnaldade ou falta de e 9ue8ela-
calor as extremida- Tremor de ervos.
Frieiras. _do fiSado- .
Gengivas escaldadas. -das articulagoes.
Inchaces. Veias torcidas ou noda-
Inflammacao do figado. das as pernas.
Vende-se este ungento no estahecimento
geralde Londres n. 224, Strand, e na loja de
todos os boticarios droguistas e outras pessoas
encarregadas de sua venda em toda a America
do snl, Havana e Hespanha.
Vende-se a800 rs., cada bocetinha contm
urna instrueco em prtuguez para o modo de
fazer uso deste ungento.
O deposito geral em casa do Sr. Soum,
pharmaceutico, na ra da Crun. 22. em Per-
nambuco.
Pennas de a$o inglezas.
Vendem-se na ra da Cadeia do Recife, loja n
7, deGuedes& Goncalves, as verdadeiras pennas
de seo inglezas, mandadas fabricar pelo profes-
sordocalygraphia Guilherme Sculy, pelo mdico
preco de 1500 a caixa.
Bezerro francez
grande e grosso :
Na ra Direita n. 45.
^ Elegancia 8
6HASDE VR11AZEH
DE
O agente do verdadeiro xarope do Bosque tem
estabelecido o seu deposito na ra da Cadeia Ve-
lha n. 61, na botica e armazem de drogas de Vi-
cente Jos de Brlto & Filho : desnecessario fa-
zer elogios 6. bondado deste xarope, nao s pelo
reconhecido crdito de seu autor como pela acei-
tacao que geralmente tem tido. Um cem nu-
mero de curas se lem conseguido com applica-
co do xaropo de Bosque, o'qual verdadeiro an-
tidoto para lodas as molestias dos orgospulmo.
nares. Para conhecimnto do publico declara-
se que o verdadeiro conlm no envoltorio a pro-
pria assignatura dos proprietarios. e no falsifica-
do esta lithosraphada.
X 8 Ra da Imperatriz n, 14.
Calcado para homem.
Na loja da viuva Das Pereira & Avellar, ven-
dem-se a dinheiro calcados francezes, pelos pre-
r.os seguintes:
?8'"S do vcrmzi de Nanles, para homem
Pilos ditos, de Pariz, idem 5*.
Ditos de bezerro laxiados, idem 8*500.
Ditos de dito e pellica, dem 8*000
Dilos de castor, idem 8$.
Bolins de bezerro, idem 7*.
Sapates de vaqueta laxiados, idem 6/.
Dilos de lustro o borracha, idem 4#.
Ditos de bezerro, borracha o filas, idem 4$.
Sapalos de verniz de sola e vira, idem 5*.
Ditos de bezerro idem dem, idem 4$500.
Ditos de feltro, idem 610.
Dilos do Aracaly, idem 800 rs.
Calcado para senhora.
> Borzeguns para senhora 3*.
Sapalos de lustre, Lisboa 1.
Ditos de marroquim, francezes 1*.
Ditos de-setim branco \$.
Dilos de dito de cores a 320 rs-
Calcado para menina.
Borzeguns para meninas a 1*600.
Vendem-se na antiga loja de calcado francez
do lerro da Boa-Vista, hoie Impcratrix n. 14
Bonitas e elegantes caixinhas com
amendoas para brindes : vende-se na ra
Nova n. 45, no armazem de fazendas e
modas de Paria & C.
s9" No mesmo eslabelecimento so ven-
de cortes de cambraia de cor de 10 a 11
varas, gosto Condeca d'Arc a 4S500 rs. o
corle.
Vendem-se 20e3cravos de ambos os sexoo,
com habilidades ou sem ellas, tanto o prazo cs-
mo a dinheiro, e por preco commodo : na rnc
Direita n. 66.
y)M:
importante.
45 Ra Direita 45
Este estabelecimento quer acabar
qoui alguns pares de borzeguns que lbe
restam, dos famosos arranca-tocos, ci-
dadaos etc., e sem o menor defeito, re-
duzir do-os ao preco de 7jj0OO
Oleado de
cores.
Vendem-se oleados decores os mais finos que
possivel nesle genero, e de diversas larguras,
por preco commodo : na ra Direita n. 61, loja
de chapeos de B. de B. *eij,
Vendem-se caixas com duzia de garrafas
de cerveja, quarlolas com vinho de Bordcaux,
caixas com duzia de garrafas do mesmo, quarlo-
las com vinagre branco, champagne de superior
qualidade, velas slearinas e licores soitidos ; na
ra do Trapiche n. 11.
-*^* Vendas de predios.
Vendem-sc tres casas terreas lvres e desem-
barazadas, sendo urna por traz da igreja do Pilar
com frente para o pharol e as duas na ra das
Calcadas ns. 40 e 62, o que poderao examinar e
tratar na ra da Concordia n. 26, armazem do
sol.
Tachas para engenho
Fundico de ferro e bronze
M
Francisco Antonio Correia Cardozo,
tem um grande sorlimento de
tachas de ferro fundido, assim
como se faz e concerta-se qual-
quer obra tanto de ferro fun-
dido como batido.
SYSTEMA MEDICO DEOLLOWAY.
PILULAS HOLLWOYA.
Este Inestimavel especifico, composto inteira-
mente do heryas medicinaes, nao contm mercu-
rio, nem alguma outra substancia delecteria. Be-
nigno mais tenra infancia, e a compleico mais
delicada igualmente prompto c seguro para
u"esarreigar o mal na compleico mais robusta;
inteiramente innocente em suas operaces e ef-
feitos; pois busca e remove as doenca3 de qual-
quer especie e grao por mais antigs e ienazes
quesejam.
Entre milhares de pessoas curadas com este
remedio, muitas que ja estavam as portas da
.morte, preservando em seu uso: conseguiram
recobrar a saude e forras, depois de haver tenta-
do intilmente todos os outros remedios.
As mis afflictas nao devem entregar-se ade-
sesperacao ; facam um competente ensaio dos
efficazes effeitos desta assombrosa medicina, e
prestes recuperaro o beneficio da saude.
Nao se perca tempo em tomar este remedio
para qnaiquer das seguintes enfermidades :
Accidente epilpticos.
Alporcas.
Ampolas.
Roupa feita,
Ra Nova n. 49, junto
a igreja da Conceicdo dos
Militares.
Neste armazem encontrar o publico
um grande e variado sorlimento de rou- S
pas feitas, como sejam casacas, sobreca- j
sacas, gndolas, fraques, e palctots de '
panno fino prelo e de cores, palelots e
1 sobrecasacas de merino, alpaca ebomba-
i zina pretos e de cores, paletols e sobre-
casacos de seda e casemira do cores, cal-
casde casemira preta e de cores, dilas de
i merino, de princeza, de brim de linho
| branco e de cores, de fuslo e riscados,
caigas de algodo, collete3 de velludo
EreUre de cores, dilos de setim preto e
rauco, dilos de gorguro e casemira, di-
I los de fusles e brins, fardamentos para
a guarda nacional, libres para criados,
ceroulas e camisas francozas, chapeos e
gravatas, grande sortimenlo do roupas
para meninos de 6 a 14 annos ; nao agra-
dando ao comprador algumas das roupas
feitas se apromplaro outras a gosto do i
comprador dando-se no da convenci- nado. JR
Para o invern.
Tamancos do marroquim com borlla para se-
nhora /"nunca watoej a 600 rs.
Ditos de dito para menino e mauinaa (idem) a
500rs.
Ditos de couro proto para hornero (idem) a 640.
Calcado de Burracha para homem, senhora n me-
ninos a 2#500 ; na grande loja de calcados na
ra do Livramenlo n. 20.
Vcndem-se 2 exccllenles clarinetes, sendo
um de d o outro de si-bemol, urna flauta, um
tiautim e um violo, ludo por barato preco ; na
ra do Livramenlo n. 2, loja do calcado."
CALCADO
Grande sorlimento.
45Rna Direita*45
Os estragadores de calcado encontra-
rao neste estabelecimento, obra supe-
rior pelos presos abaixo :
Homem. -
Borzegjins aristocrticos. 9,s000
Ditos (lustre e bezerro)..... 7$000
Borzeguns arranca tocos. 7$000
Ditos econmicos....... #,$000
Sapatdes de bater (lustre). 5ji000
Senhora.
Borzeguns primeira classe (sal-
to de quebrar) ......5#000
Ditos todos de merino contra
calos (salto dengoso).....4$500
Borzeguns para meninas (for-
tissimos)..........J^iOOO
E um perfeitosortimentodetodo cal-
(cado e daquillo que serve para fabrica-
lio, como sala, couros,-marroquins, cou-
ro de lustre, fio, fitas, sedas etc.
Graixa para
arreios.
Excellenle graixa americana para arreios e por
| barato proco ; vende-se na ra da Cadeia do Re-
cite, loja de ferragens de Vidal & Bastos.
Escadas americanas
As melhore3 e mais commodase uleis escadas,
1 de lodos os tamanhos : vendem-sc na ra da
j Cadeia, loja de ferragens de Vidal & Baslos.
Fio Ae a\godao.
Fio de algodo tanto para pavios como para
rdese oulros mislercs : vende-se o mais bara-
to possivel na ra da Cadeia loja do ferrocem de
Vidal & Bastos. 6
Pianos
Saunders Brothers & C. tem para Tender em
seu armazem, na praca do Corpo Santo n. 11,
alguns pianos do ullimo gosto, recenlimenle
chegados, dos bem conhecidos e acreditados fa-
bricantes J. Broadwood &Sons de Londres, e
amito proprios para este clima.
para
em grande sortimento
homens, senhoras e
meninos.
Vendem-se chapos francezes de superior qua-
lidade a 6$50fj,7 e 8, ditos de velludo, copa al-
ia e baixa a 7$, 9 e 10$, dilos de lontra pretos e
de cores, muito finos1 a 6J> e 78, dflos do chile a
3g500, 5, 6, 8,10 e 12, ditos de feltro em gran-
sorlimento, tanto em cores como era qualida-
s, para homens e meninos, de 25500 a 7J, di-
tos de gorguro com aba do couro de lustre, di-
tos de casemira com aba forrada de palha, ou
sem ella a 4$, dilos de palha ingleza, copa alia
e baia, superiores e muilo em conta, bonetes
francezes e da Ierra, de diversas qualidades, para
meninos, chapeos de muitas qualidades para me-
ninas de escola, chapelinas com veo para senho-
ra, muilo em conta e do melhor goslo possivel,
chapeos de seda, dilos de palha amazonas, enfei-
A 8,000 rs.com todos
os pertences.
Do-se a contento para ex-
periencia por um oudous
dias.
Vendem-se estes magnficos ferros as seguin-
tes casas:
Praca do Corpo Santo n. 2.
Ra da Cadeia do Recife n. 44.
Dita da cadeia do Recife n. 49.
Roa Nova o. 8.
Ra Direita n. 135.
Dita da Madre de Dos n. 7.
Dita do Crespo n. 5.
Dita daPenhan.16.
Dita do CabugS n. 1 B.
Dita Nova n. 20.
Dita do Imperador n. JO.
Dita do Queimado *fE '
Dita Direita n. 72?
Dita da Praia n. 28.
Dita da Prfia n. 46.
Dita do Livramenlo n. 38.
Dita da Santa Cruz n. 8
Dita dalo eratriz n, 10, trmazem dt fattndas
de Raymundo Carlos LeltermSo, era todos
estes lugares do-se por um ou dous dias para
experimeoltr-w.
Moinhopararefi-
naco.
o
Chegarem & loja de ferrsgem de Vidal & Bas-
tos grande porco de moinhos do todos os tama-
nhos, com rodas e de novo autor, os quaes sao
recommendaves pela sua excellenle qualidade e
commodo preco.
Camas de ferro.
Um completo sorlimento de camas do ferro e
com lona de toddo as qualidades, as quaes se
vendem por menos do que em oulra qualquer
parte : na ra da Cadeia do Recife loja de erra-
gem de Vidal & Bastos.
Bombas de Japy.
Bombas de Japy de lodos os tamanhos, com os
competentes canos de chumbo : vende-se por
commodo do preco na ra da Cadeia loja do fer-
ragem de Vidal & Bastos.
Bataneas decimaes.
Restam algumas balaneas decimaes, as quaes
se vendem por commodo preco : na ra da Ca-
deia do Recife loja de Vidal & Bastos.
Aviso aos Srs. mar-
cineiros.
Escolenles armares de serra de lodos os ta-
manhos, spos de dilferenles qualidades, os quaes
se vendem o mais barato possivel : na loja de
les "para cabeca, luvas, chapeos de sol, e outros I ferragem de Vidal & Bastos,'na ra da Cadeia do
muitos objectosque os senhores freguezes, vis- j Recife.
la do preco e da qualidade da fazenda, nao dei- I
xaro de* comprar; na bem conhecida loja de
chapeos da ra Direita n. 61, de B. de B. Peij.
Vendem-se fazondas por barato
preco e algumas por menos de seu
valor para acabar, em peca e a reta-
Iho : na ruado Queimado* loja de 4
portas n. 10.
Aos Srs. padeiros e
refinadores.
Sortimenlos completos de pendras lano de
amare latao como de metal e de lodas as grossn-
: vende-se por preco commodo na ra da
Recife, loja de ferragem de Vidal &
RELOGIOS.
l
cobertos e descobertos, pequeos e grandes, de
ouro patente inglez, para homem e senhora,
de um dos melhores fabricantes de Liverpool,
vindos pelo ultimo paquete inglez : em casa de
Southall Mellors Sl C.
Aos senhores fabricantes de
calcados e tamancos.
Couro de lustre sem nenhum defeito, duzia, a
408009.
Dito dito com algum defeito, idem, a 35g.
Marroquim de todas as cores, pelles grandes,
seto deteito, duzia a 22JJ500
Sola a mais superior que ha em qualidade e
grandeza, meio, a 5$500.
Dita a 5, 4500. 45 e mesmo a 3911
Na grande loja de calcados, na ra do Livra-
menlo n. 29.
Vende-se urna bonita crioulinha
com 10 a 11- annos de idade, muito sa-
dia e bonita : n ra Formosa casa do
teente-coronel Vilella, se dir' quem
rende.
Vende-se um escravo crioulo, do 24 annos
de idade, sadio, sem vicio ou defeito algum, bom
copeiro, o ptimo official de sapaleiro : a tratar
com o abaixo assignado, na alfandega, ou em sua
residencia, na ra da Saudade, primeira cata com
solo do lado do sol.
Pedro AUxvnirino de Barros Cavalcanli.
Areias(malde). .
Asthma.
Clicas.
Convulses.
Debilidade ou extenua-
co.
Debilidade ou falta de
forcas para qualquer
cousa.
Dysinteria.
Dor de garganta,
de barriga,
nos rins.
Dureza no ventre.
Enfermidades no ventre.
Ditas no figado.
Ditas venreas.
Enxaqueca.
Herysipela.
Pebre biliosas
Pebreto internitente.
Febreto da especie.
Gotta.
Hemorrhoidas.
Hydropesia.
Ictericia.
Indigestes.
InflammaQes.
Irregularidades
menstruacao.
Lombrigasde toda es-
pecie.
Mal de pedra.
Manchas na cutis.
Obstrucco de ventre.
Phtysica ou consump-
pulmonar.
Retencao de ourina.
Rheumatismo.
Symptomas secnda-
nos
Tumores.
ITico doloroso.
Ulceras.
Vende-se em casa de Saunders Brothers 4
C, praca do Corpo Santo, relogios do afama-
1-do fabricante Rosltell, por precos commodos,
e tambem trancellins e cadeias para os mesmos,
deexcellenle costo.
1,000 rs.
por sacca de milho; nos aimazens de Tasso
Irmos.
Nova inveiicao aperei-
foada,
Bandos ou almofadas
de crina para penteados de
senhora.
Vende-se nicamente na ruada Cadeia do Re-
cife n. 48, loja de Leite & Irmo.
Ra do ineimado n. 37.
A SOS cortes de vestidos de seda que custaram
60; a 16 cortes de vestidos de phautasia que
custatim 30 ; a 8J chapelinhas para senhora:
na ra do Queimado n. 37.
Brim trancado de linho todo
preto,
fazenda muito superior; garante-se que nao
desbot: na ra da Cadeia do Recife n. 48, lo-
ja de Leite & lrmio.
Enfeites de vidrilho e de retroz a 49 cada
um : na ra do Queimado n.37, loja de 4 porta?.
Em casa de Rabe Scbmettan ti
C, ra da Cadeia n. 37, vendem-se
elegantes pianos do afamado fabrican-
te Traumann deHamburgo.
i
Venreo (mal).
Vendem-se estas pilulas no estabelecimento
geral de Londres n. 224, Strand, e na loja de
todos os boticarios droguistas e nutras pessoas
encarregada* de sua. venda em toda a America do
Sul, Havana e Hespanha.
Vendem-se aa bocetidhas a 800 es. cada urna
dellas, contera urna ipslruccao em portugus pa-
ra explicar o modo de se w deatas pilulas.
O deposito geral m casa do Sr. Soum
pharmaceutico, na ra da Cruz n. 22, em Per-
nambaco.
do deposito geral do Rio da Janeiro: tsaar
can Tasso & Irmaos.
Farfolla de mandioca
nos armazens de Tasa* 4 Innioa.
KM
'as armazMs d Tasto & Imioa.
ras
Cadeia do
Raslos.
.Vos senhores de engenho.
Enxadas americanas, do Poro, inglezas e ame-
ricanas, pequeas, de ac e ja com cabos, safras,
tornos, foles, ferro Suecia, ac, arcos de ferro do
todas as larguras, ferro em vergalho, ferramen-
tas completas para lanoeiros, c muitos oulros ar-
ligosda melhor qualidade possivel e preco com-
modo : na ra da Cadeia do Recife, loja de fer-
ragens de Vidal & Raslos.
Cocos italianos
de folha de flandres, muito bem acaba-****^
dos, podendo um durar tanto quanto
duram quatrodos nossosa 400 rs. um
e 4$ urna duzia : na ra Direita n. 47,
loja de fUnileiro.
Para a quaresma.
Sedas pretas tarradas, lindos desenhos
covado 1J600
Gorguro de'seda lavrado, superior em
qualidade, para vestido, covado 2#X)0
Grosdenaple preto, covado 1$800
Dito largo e muito superior a 2g e 2$50G
Sarja preta larga, covado 2(000
na ra do Queimado, loja de 4 portas n. 10.
Ra da Senzala Neva i. 42
Vende-se em casa de S. P. Joahstpn 4 C. va-
quetas de lustre para carros, sellins e silhoes in-
glezes, candeeiros e casticaes bronceados, lo- .
as inglezas, fio de vela, chicote para carros, e
montara, arreios para carro de um ewous cval-
os, e relogios d'ouro patente initlezes.
Meias de seda de peso
Eara senhora, brancas e pretas, e para meninas, .
raneas e rscadas: vende-se na loja de Leite
& Irmo na ra da Cadeia do Recife u. 48.
Vende-se ".
0 engenho Aremvnd sito na freguezia ida Esca-
ria, no limite do Cabo, arredado um quarlo de
legua da estrada de ferr, cora bastantes matlas
vrgens, edificado de novo e lodo demarcado : a
Iratarno meimo engenho com o proprietario.
Vende-se um carro de 4 rodas, bem cons-
truido e forte, com assento para 4 pessoas de
dentro, e um assento para boleeiro e criado fra,
forrado de panno fino, e ludo bem arranjado :
para fallar, com o Sr. lames Crabtreo & C. n.
42, ra da Cruz.
Em casa de Southall Mellors & C, ra do.
Trapiche a. 38, vendem-se os seguintes artigos r
Chumbo de municio sorlido.
Pregos de todas as vialidades.
Alvaiade. 4
Vinho de Shery, Porto, Hangarian em karrls.
Dito de Mosclle em caixas.
Coguac em calas de doria e barris.
Relogios de euro e prala, patente echroiaao-
tros, cobertos e descoberlos (bem acreditados].
Traaeahoa de ouro para os meamos.
1 Discnitos sorlidos em latas pequeas.
sVI ITII



;T
PIMO Pg TERNAMBUCO. SEXTA FEIBA 20 DE ABRIL LE 1S60.
ARMAZEM PROGRESSO
DE
Largo da Penha--
Mantciga perfectamente or a 800s. a libra e era barril se far mais algum abatimento.
Quecos multo uovos
a 1J700 rs. e era caixa se far mais algum abalimento nicamente no armazera Progresso.
Vmclxas raueczas
em latas de tolha c carapoteirasde vidro a 900 rs., e em prgo se far algum abatimento s no
Progresso.
Cartocs de bollnlios
muito noros proprios para mimos a 500 rs., e em porcao se far algum abatimectos no Progresso.
Figos de comadre
em caixinhas elegantemente enfeitadas e proprias para mimos s no Progresso ecom avista se ar
um preco commodo.
"Latas de soda
cora 2 1|2 libras do differenles qualidadesa 1^600 rs., nicamente no armazem Progresso.
Couser\as
a 700 rs. o frasco vende-se nicamente no armazera Progresso.
Uo\ae\ilu\ia luglexa
muito nova a 320 rs. a libra e barrica 4J, uni:amenle no Progresso.
Potes vldvados
de 1 a 8 libras proprias para manleiza ou nutro nnalaner nuiJo iln (\n a 1S2C0 rs. cad
Vende-se urna excedente mobilia
de Jacaranda' cnegada ha pouco do Rio
de Jar eirc : na ra da Madre de Dos
armaemu. ti.
Plaas de flores.
Pello-ce, inembro da sociedade Imperial e
horticultura de Pars, -leA honra de informar
os habitantes desla cidade, que vera de chegar
com unn liada collecco de plantas de flores, ar-
vores fructeiras, ementes do todas as sortes es-'
peciaes a cli.nas quenles: sua loja, na ra do
Cabug n. 3.
Vende-se um novo e perfeito apparelho de
botar-madeiras para cima de qualquer obra : a
tratar ni ra da Concordia, armazem do sal.
Miilho e faripha.
Vendum-sa saceos grandes cora milho e fari-
nhade nandioca, o melhor possivel: na taberna
grande da Soledade.
v udert-se bois mansos e duas vaccas pari-
das ; m. aleiro da Boa-Vista n. 47, terceiro an-
dar, ou no Giqui, otaria junto ao engenho.
Vende-so um escravo pardo, bom oflicial de
sapaleiro, canoeiro o carreiro, prefere-se vender
para engenho : na ra Nova de Santa Rita, casa
CI).
FABRICA
SMffigGftABOA
DE
m MTLU.
Sita na roa Imperial n. 118 e 120 junto a fabrica de sabo.
DE
Sebastio J. da Silva dirigida por Francisco Belmiro da Costa.
Neste estabelecimento ha sempre promptos alambiques de cobre de diflerentcs dimencoes
(de 300ft a 3:000$) simples e dobrados, para destilar agurdenle, aparelhos destilatorios continos
para restilar e destilar espirilos cora graduac.no at 40 graos (pela graduaco de Sellon Cartier) dos
melhores syslemas'hoje approvados e conheclos nesta e outras provincias do imporio, bombas
de todas as dimengoes, esperantes ede repudio tanto de cobre como de bronze e ferro, toruelras
de bronze de iodas as dimencoes e Jeitios para alambiques, tanques etc., parafusos de bronze e
ferro para rodas d'agua.portas para fornalhas ecrivos de ferro, tubos de cobre e chumbo de todas ;------ i- p^e-.
as dimencoes para encmenlos, camas de ferro com armaco e sem ella, fuees de ferro notaveis e rua ?Ta "*> ao senhor, que ser bem
/inAiiAmii.nc Unknn a i^aLa. .i .^l^. t__. j _^ j ^ ^i___ .*. re r n m n p ii q n n n
Cera de carnauba, ebo retinado e io
deaigodo.
armazem^.Y^^-"0 lM da As"^a.
Vende-seUferiorlinha de algodao, bran-
cse do cores, em novello, para costura : em
casa de Seuthall MelloxA C. rua do Torres
n. 3a.
Escravos fgidos.
Negra fgida.
Sabbado, 14 do correnle, lendo ido fazer algu-
mas compras a escrava do abaixo assignado, mui-
to conhecida pelos signaes seguinles : chama-so
Filippa, fula ou cabra, foi do Sr. Rodrigues quo
se aclia em Portugal, e cusluma a tomar seu bien
e ticar dormindo peles escadas que acera entrar,
tem.o beigo de baixo muito sabido para fra e
pro muio ampsaxiia -quera
sempre muilo apressada
pega;
a 8 libras proprias para manleiga ou outro qualquer liquido de 400
no Progresso.
um, se
Chocolate raucez
a 1 a libra, assm como vendom-se os seguinles gneros ludo reccnlemcnto chegado c de superio-
res quahUados, presuntos a 4S0 rs. a libra, chourica muilo nova, marmelada do mais afamado fa-
bricante de Lisboa, maga de tomate, pera secca, pasas, fruclas em calda, amendoas, nozes, frascos
com amendoas cobertas, confeitos, pastilhas de varias qualidades, vinagre branco Bordeaux proprio
para conservas, charutos dos melhores fabricantes de S. Flix, macas de todas as qualidades, gom-
ma muito fina, ervilhas francezas, champagne das mais acreditadas manas, cervejas de ditas,
spermacetc barato, licores francezes muilo finos, marrasquino de zara, azeite doce purificado, azei
lonas muilo novas, banha de porco refinado e oulros muito gneros que cncontrarao tendente a
molhados, por isso promelem os proprietarios venderem por muito menos do que eutro qualquer
promelem mais lambem servirem aquellas pessoas que mandaren] por outras pouco praticas como
se viessem pcssoalmcnle ; rogam lambem a lodos os sanhores de engenho e senhores lavradoies
queiram mandar suas encomraendas no armazem Progresso que se lhes affianca a boa qualidadec
o acondicionamento.
Verdadclra goma de matavaua
a 400 rs. a libra, s no Progresso.
Palitos
cilhalos para denles a 200 rs. o maco cam 20 macinhos, s no Progresso.
Cli liyson, uerula c preto
os melhores que ha no mercado de I56OO a 2#500 a libra, s no Progresso.
Passas em calxlulias de 8 llbvas
as mais novas que tem vindo ao nosso mercado pelo diminuto preco de 2560, s do Progrosso.
Macas em ealxlnlias de 8 libras
contendo 405 qualidades pevide, grao de bico, eslrelinha, aletria branca e amarella e pastilhas de
maga, s no Progrosso, e com a vista se far um prego commodo.
Cliouvu;as c palos
as mais novas que tem vindo ao mercado.s no Progresso, aOancando-se a boa qualidade e a visla,
se far um preco commodo.
ARCHIVO UNIVERSAL.
REVISTA HEBDOMADARIA
COLLABURADO
PELOS SRS.
D. Antonio da Costa A. F. de CastilhoAntonio Gillexandre Tlcrculano A. G. Ramos A-
GuimaresAugusto de LimaAntonio de Oliveira MarrecaAlves BrancoA. P. Lopes de Men-
dongaA.Xavier Rodrigues CordeiroCarlos Jos CaldeiraE. Pinto da Silva eCunhaF. Gomes
de AmonmF. M.BordalloJ. A.deFreitas OliveiraJ. A MaiaJ.A. MarquesJ. deAndrade
CorvoJ. da Costa CascaesJ. Daniel CollagoJ. E. de Magalhaes Coutinho J. G. Lobato Pires
J. II. da Cunha RivaraJ. J. da Graga JniorJ. Julio de Oliveira PiuloJos Haria Latino
CocinoJos da Silva tiendes Leal JniorJulio de C'stillio Julio Mximo de Oliveira Pimentel
J. Pedro de SouzaJ. S. daSilva FerrazJos de TorresJ. X. S. da MollaLeandro Jos da
CostaLui7 Filippe LeitoLuiz Jos da CunhaL. A. Rebello da SilvaPaulo MidosiRicardo
Julio FerrazValenlim Jos da Silveira Lopes.
DIRIGIDO
POR
A. P. de CarvalUoCarlos JosBarreiros.I. F. Silveira da Molla
Paganino.
Rodrigo
O archivo universal comer com o terceiro volume o segundo anno da sua existencia ; con-
seguio pois vencer urna das maiores difliculdades com que os jornaes Iliterarios de Portugal teera
de ludir, g venceu cora honra, salisfazendo cora a raaior pontualidade lodos os compromissos,
um periodo extremamente perigoso para as publicaccs dcsta natureza.
Incelando o seu segundo anuo, como nao altera o systema seguido al agora, o archivo uni-
versal nao aprsenla programla novo; hoje como no principio appella para p futuro; com a dif-
ferenca porm de poder lambem invocar em seu abono o passado, que ja conta'; as sympathias que
tem oblido, os bons cscriplos que tem apresentado, e a rogularidadc da sua publicaco. Para os
que conhecera a atlribulada existencia do jornalismo porluguez, para os que sabem qua'ntas descon-
Uancas necessario desvanecer, quantas suspeilas aflastar, quantos embaracos remover, para con-
seguir urna vida mais larga; estp tirocinio urna grande conquista e um bom agouro de prosperi-
dade.
Rcgistra-o o archivo mais como um incentivo, do que como urna gloria, mais como urna es-
peranza, do que como urna victoria. A aniraacao que rocebeu obriga-o a continuar como at hojo,
empregando todos osesforepse empenho, toda a solicilude e desvello para se conservar digno dos
seus intuitos e da sua poca.
Destinado a resumir todas as semanas o movimento jornalistico e a offerecer aos leitores, con-
juntamente cora a revista do que mais notavel houver occorrido na poltica, na scicocia, na indus-
tria ou as artes, alguns arligosoriginaes sobre quaesquer destes assumplos, este peridico publica-
se regularmente todas as tercas feiras em folha do 16 paginas em bom papel e typo, completan-
do lodos os semestres um volume de 420 paginas com ndice c fronlespicio competentes.
Assigna-se era Pernambuco, rua Nova n. 8, nica agencia.
n. 5.
Vende-se um jogo de bancas de Jacaranda,
que so a madeira val o dinheiro por que se ven-
de ; na rua do Livramenio, loja do calcado nu-
mero 2i. *
Em casa de Basto & Lemos
rua do Trapiche n. 17, ven-
de-se :
Cliuai.^pem lenqcl.
Catinos de dito.
Cabos de linho innlez.
Selins patente inglez com todos os per-
tenees.
Papel de imprimir.
Panellas de ierro.
Baldes de zinco.
Livro em branco JDglez.
C.ideias j;enoveza8.
Licores finos em garrafas de crystal.
Enxof -e em en i xas de 3 arrobas.
Alvaiade ele Veneza.
Cordoallia para apparellios de navios.
Chapeos de palLa de Italia singelos.
Vassonras genovezas.
Droga diversas.
Banheiros de marmore. "
Tullas de Iwrro vidrado.
Vende-se urna porcao de tnboas de louro e
uns ca\ilho;, ludo j servido de urna armacao :
na rua do Cabuga, loja n. 9.
Engenho.
Vendase o engenho S. Jos de Bom Jar'ira,
freguezia de N. S. da Luz, com bons terrenos,
moente e coi rento e com boas obras, quasi prom-
plro par se moer com agoa, faz-se lodo c qual-
quer ne roci, dando a visla qualquer quanlia ;
os prcltndentes dirijam-se ao mesmo engenho,
ou aociigcnlio Pinedo de baixo, na freguezia de
S. Lourenco da .Malta.
Novo Mez de Haria.
A bem conhecida. ediegao do Mez Maranno,'
enriquecida cora muitas estampas c ricas vinhe-
tas, com a noticia histrica da nova medalha,
aberja v.m honra da immaculada Conceicao e sua
compelmle novena, conforme se usa no'conven-
to dos llvms Carmelitas desla cidade, boa im-
pressao bor papel: contina estar venda a 2$
o volume, na rua do Imperador deronte de S.
I'rancis:o.
\rados americanos e machinas
para lavar roupa: em casa de S. P. Jo-
hnston & C. rua da Senzala n. 42.
Rua do Rangel n. 62, armazem.
Veud de superior qualidade, saceos cora milho, ditos
com arroz de casca, dilos com fardo de Lisboa
ditos con anoz pilado do Maranho, ditos com
caf do Rio, velas de carnauba, ditas de esper-
macele, goman do Aracaly, sabao massa, cha
hysson, courinhos de cabra, esleirs de palha
de caruiuba, barricas com bolachinhas inglezas,
tanto se vende em porepo como a retalho, e por
menos que sj vende em oulra parte.
econmicos, lachas e tachos de cobre, fundos de alambiques, passadeicas", ospumadeias, cocos
para engenho, folha de Flandres, chumbo em lengole barra, zinco era lencol e barra, lsnces e
arroellas de cobre, lengcs de ferroa lato,ferro suecia inglez de todas as dimnses, safras, tornos
e folies para fcrreiros etc., e oulros muitos artigos por menos preep do que era outra qualquer
parte, desempenhando-se toda e qualquer encommenda com presteza e pereicao j conhecida
e para commodidade dos freguezes que se dignarem honrarem-nos com a sua conanca, acha-
wo na rua Nova n. 37 loja de ferragens pessoa habilitada para lomar nota das encommendas.
Relogios de ouro e prata.
Em casa deHenry Gibson, ruada Cadeia do
Recite n. 62, ha para vender um completo sorli-
mento de relogios de oufo e prata, chronomc-
tros, meioschronometros e de ptente, os me-
lhores que vem a este mercado, e a preeps ra-
zoaveis.
-45-MAN0VA-4S
Grande sorlimento de roupa feita para
horaem.
Dito dito de chapeos de castor e de seda.
CONSULTORIO
DO
Dr. P. A. Lobo Hoscoso,
DIllIKE IPlirSIIM) S (MlMMl.
3 RUA DA GLORIA, C ASADO FUHDlO 3
CWuica pot ambos os syslemas.
O Dr. Lobo Moscosod consultas todos os dias pela manhaa ede tardedepois de 4 horas
Contrata partidos para curar anuualmente nao s para a cidade como para os engenhos ou outras
propnedades ruraes. *
Os chamados devem ser dirigidos sua casa at as 10 horas da manhaa e em caso de ur-
gencia a outra qualquer hora do da ou da noite sendo por escripto em que se declare o nome da
pessoa, o darua eo numero da casa.
Nos casos que nao forem de urgencia, as pessoas residentes no bairro do Recife poderao re-
metter seusbilhetes a botica do Sr. Joao Sounn& C. na ruada Cruzou loja de livros doSr. Jos
Kogueira de Souza na rua do Crespo ao p da ponte velha.
Nessa loja e na casa do annnnciante achar-se-ha constantement e os melhores medica-
mentoshomeopathicos ja bem conhecidos e pelos preeps seguinles :
Botica de 12 tubos grandes...........10S0OO
Ditos de 24 ditos...............15000
Ditos de 36 ditos..............20090
Dito de 48 ditos...............25000
Ditos de 60 ditos. .............0*000
Tubos avulsos cada um..............lOOO
Frascos de linduras........,.....2;000
Manoal de medicina horaeopathica pelo Dr. Jahr traduzido
em portuguez com o diccionario dos termos de medi-
cina, cirurgia etc.. etc............201000
Medicina domestica do Dr. He ring, com diccionario. 10&000
Repertono do Dr. Mello Moraes........ 6J000
Yiiilio de Bordeaux.
Em casa de Kalkmann lrmos& C, rua da
Cruz n. 10. cnconlra-se o deposito das bem co-
nhecidas marcas dos Srs. BraDdenburg Frres
e dos irs. Oldekop Mareilhac & C, em Bor-
deaux. Ten. as seguinles qualidades :
D 3 Braadeaburg frres.
St. EsKph.
St. Julion.
Margau :. ,
La rose.
Chleat Lorille.
Chteau Mar,zaux.
De Oldekop St, Juli.'n.
St. Julin Medoc.
Chaleau Loville.
Na mesraa casa ha
vender:
Sherry em barris.
Madeira em aarris.
Cognac 3m barris. qualidade fina.
Cognac em c.iixas qualidade inferior.
Cerveja branca.
para
Tachas e moendas
Braga Silva 4 c., tem sempre no seu deposito
da rua da.Moeda n. 3 A, um grande sorlimento
de laclase moendas para engenho, do muito
acreditado fabricante Edwin Maw : a tratar no
mesmo deposito ou na rua do Trapiche n 44.
Pechincha,
Com pequeo toque de avaria.
Na rua do Queimado n. 2, loja do Preguicp,
vendera-se peeps de algodap encorpado, largo,
com pequeo loque de avaria a2p00 cada "urna.
Aos amantes da economa
Na rea do Queimado n. 2, loja do Preguicp,
venden: -se chitas de cores fixas bastante escu-
ras, pe) baratissmo preco de 6S a peca, e 160
rs. o ce vado.
Ctrne de vacca salgada, em barris de 200
libras : em casa de Tasso Irmos.
37 Rua do Queimado 37
Loja de 4 portas.
Chegou a este estabelecimento um completo
sorlimento de obras feitas, como sejam : pale-
tots de panno fino de 16J at 28$, sobrecasacas
de'panno uno preto e de cores muilo superiores
a 35?, um completo sorlimento de paletots de
riscadinho de brim pardo e brancos, de braman-
te, que se vendem por prego commodo, ccrou-
las de linho de diversos tamaitos, camisas
francezas de linho e de panninho de 2$ at 5$
dada urna, chapeos francezes para, homema 89,
^ilps muito superiores a 10$, ditos avelludados,
'copa alta a 139, ditos copa baixa a 10$, cha-
peos de feltro para homem de 49, 59 e al 79
cadaum, ditos de seda e de palha enfeilados pa-
ra meninas a 109, ditos de palha para senhora a
12g, chapelinhas de velludo ricamente enfeita-
das a 25$, ditas de palha de Italia muilo finas a
25$, cortes de vestido de seda em cartao de 40$
at 150$, dilos de phautasia de 169 at 35$000,
gollinhas de cambraia de 19 at 59, manguitos
de l$5O0 at 59, organdys escuras e claras a
800 rs. a vara, cassas francezas muito superiores
e padres novos a 720 a vara, casemirasde cor-
les para colleles, paletots e caigas de 39500 at
4$ o covado, panno fino preto e de cores de 29500
at 10$ o covado, cortes de collote de vellu do
muito superiores a 9 e 12$, ditos de gorgurao
e de fusto brancos de cores, tudo por prego
barato, atoalhado de algodao a 19280 a vara,
cortes de casemiras de cores de 5 at 99, grosde-
naples de cores e pretos de I96OO at 39200 o
covado, espartilhos para senhora a 6$, coeiros
de casemira ricamente bordados a 129 cada um,
lencos de cambraia de linho bordados para se-
nhora a 9 e 129 cada um, ditos lisos para ho-
mem, fazenla -muito superior, de 12 at 209 a
duzia,casemfcas decores para coeiro, covado a
2J40O, barede seda para vestidos, covado a
19400, um completo sorlimento de colletesde
gorgurao, casemira preta lisa e bordada, e de
fustao de cores, os quaes se vendem por barato
preco, velludo de cores a 79 o covad#, pannos
para cima de mesa a 109 cada um, merino al-
cochoado proprio para paletots e colletes a 298OO
o covado. bandos para armaepo de cabello a
19500, saceos de tapete e de marroquim para via-
gem, eum grande sorlimento de macas e malas
de pregara, que tudo se vende vontade dos
freguezes, e outras muitas fazendas que nao
possivel aqu mencionar, porm com a vista dos
compradores se mostrarao 1
, ~~ Vende-se urna mulata cora urna cria e com I
bastante leile, boa cozinheira c engommadeira,!
e um negro mogo muito bonito e robusto : na)
rua Nova n. 52, priraeiro andar. i
Veiidem-se libras sterlinas em ouro: no
escriploriodc Manoel Ignacio de Oliveira defron-
te do Corpo Santo.
Vinho e batata.
Vcndem-se barris com vinho a 25$ cada um,
batatas a l$200a arroba, em libra a 40 rs., tou-
cinho a 360, ervilhas a 160, painco a 160, man-
leiga inglezaa 800 rs;, dita francesa a 560. doce
de guiaba a 19 o caixo, espermaecte a 640 a li-
bra : por baix do sobrado n. 16, com oito para
a rua da Florentina.
Escravos venda.
Vendem-se, trocam-se e compram-se escra-
vos de toda idade, e de ambos os sexos ; na rua
do Imperador n 21, primeiro andar.
Vendem-se saceos grandes cora milho da
trra muita novo a 4$, em porgao se far diffe-
renca : na rua de Apollo n0 19.
Relogios.
Vende-se em casa de Johnston Palor 4 C, rua
do Vigario n. 3, um bello sortmenlo de relogios
de ouro, patente inglez, de um dos mais afa-
mados fabricantes de Liverpool ; tambem urna
variedade de bonitos trancelins para os mesmos.
Emcasa de Borott 4C, rua
"da Cruz do Recife n.5, ven-
de-se :
Carros de 4 rodas de um modello inleiramente
novo.
Cabriolis muilo lindos.
Charutos de Ilavana verdadeiros.
Algodao americano trangado.
Presuntos para fiambre.
Cha preto de superior qualidade.
Fumo americano de superior qualidade.
Ghampanha de primeira qualidade.
Carne de vacca em barris de superior quali-
dade.
recompensado.
Jos DapHsa Draga.
Moleque fgido.
Sabbado, 14 do correnle, fugio da rua da Ca-
deia, correndo pola rua da Cacimba, o escravo
Graciano, com os signaes seguinles : idade 16
annos, pouco mais ou menos, estatura regular,
sfeco do corpo. olhos brancos, orelhas grandes c
cabanadas, falla atrapalhada por ser gago, andar
banzeiro, e est amarello ; desconfia-sc que es-
teja acoulado em alguma casa, e prolesta-se ap-
plicar as penas da lei contra o acoulador : pe-
de-se porlanto aos senhores pedestres e capilaes
de campo a apprehensao do dito moleque, que
levando a rua da Guia n. 5, serao recompen-
sados
Fugio de casa de seus senhores o escravo
de noae Matheus, com os signaes seguinles :
cOr bem preta, quando falla tem a lingua pega-
da, com algumas espinhas no rosto, brm vizivel,
tem todos os denles na bocea o bem alvos, altu-
ra regular, reforcado do corpo. lem maos pe-
queas, o andar miudo este escravo foi perten-
cenle aos Srs Cosme de Pinho Santiago e Jrs
Prancisco da Costa, negociante do fazendas em
Quebrangulo, d'onde o mesmo escravo natu-
ral, dado em pagamento aos Srs. Souza, Barros
<5t C, negociantes nesta praca ; porlanto, pde-
se as autoridades locaes o algum capilo de
campo que o capturen) e levem a sphs senlicres
Mello & Irmao, na rua de Apollo n. 7, ou na rua
Oleados americanos proprios para cobrir carros ;;" T,:".ir'-^'.7" """f""" "<"" "V*
em barris muilo bem acondi-; gtiJh n. iifi? ^ S"*
I Antonio do Kego Mello, que o recompensar.
Fugio no domingo de paschoa, da refina-
rio da rua nova de Santa Rila, pcrlcncentc a
Jos Alvos Guimares, um escravo de nome Ju-
vencio, cujos signaos sao os seguinles : cor mu-
alo, altura baixa, corpo cheio, bem parecido,
tora urna cicatriz como de queimadura as cos-
tas, pouco mais ou menos, do lamanho de urna
moeda de vintem. teta de idade 19 annos, pouco
mais ou menos : roga-se a todas as autoridades
policiaes e mais pessoas do povo o favor de o
prender e avisarem a seu senhor, ou couduzi-lo a
mesraa fabrica de refinaco, onde sero bem gra-
tificados.
Fugio no dia 17 do corrulla o mulato bus-
cando a cabra, por nomo tlarcolino, que repr-
senla ter 32 a 35 annos. secco, alto, cora bigode e
barba no quelxo, falla explicado, anda calgado e
cora passo moderado, inculca-so forro, natu-
ral de Macei, julgase ter ido para all por
isso roga-se as autoridades policiaes, capilaes de
campo, e mais pessoas a apprehensao do diio
escravo, e leva-lo a la de Hoalas n. 16, primei-
ro andar, que serao generosamente recompen-
sados.
_ Carne de porco
cionada.
Licores de diversas qualidades, como sejam :
o muilo afamado licor intitulado Morring Cali,
Sherry Cordial, Mcnt Julop, Billcrs, Whiskey &
C, ludo despachado ha poucosdias.
Carneiros gordos.
No engenho Forno da Cal vendem-se carneiros
gordos por preco commodo.
Tinta para escre-
ver.
De superior 1
llvraria ns. 6 e
[ualidade a 500 rs a garrafa : na
j da pracj da Independencia.
Espirito de vinho com 44
graos.
Vande-se espirito de vinho verdadeirocom 44
graos, chegado da Europa, as garrafas ou as ca-
andas: na rua larga do Rosario n. 36.
Liquidaco para
acabar.
Na rua Direita n. 13, loia de miudezas um
grande sorlimento de miudezas, enfeites para
vestidos do senhora, filas de seda e de velludo,
pontes de massa, pulceiras de velludo, franjas
brancas para casaveques, lavas do sda, tunas
para meninas e meninos, boloes de selim para
casacas, espiritos finos de diversas quabjjades, ba-
nhas faancezas, sabonctes, pomadas francezas e
oulros muilos objeclos que se vendem por menos
de seu valor por estar em liquida o.
Attenco j
H Vende se por 5 0009, scenla mil te- aE
S} lhas e quarenta mil lijlos de ladrilho.
w conyem a estrada de ferro por sahir a 509
. o milheiro e nao a 759, (como actual-
I mente esl comprando) por isso que lucra
2:500 : nasolarias de Jos Carneiro da
Cunha.
AUencao.
Vf ^a'3iailtffl -a'-ga.va k>i isatis
jrcwWeflrW3S5SS WSwwSSs
NOVO DEPOSITO
DE
(CfflAS ffi fflMffi..
I{ na da I ni pe ral i-i/, ii. 75
Nesto estabelecimento recebeu-so ltimamen-
te, em direitura da Europa, um grande sorli-
mento de camas de ferro fundido e balido, e de
todas as qualidades, o dos mais lindos modelos,
tanto de urna como duas pessoas, com armaepes
o sem ellas, ditos para meninos com varandas e
sem ellas, e berco de ferro, que tudo se vender
por prego commodo, tanto a retalho como em
porgao.
= Vende-se 1 carrinho de 4 rodas e arreios
para 2 cnvallos, ludo em perfeito estado e por
commodo prego : a tratar em Sanio Amaro, pas-
eando a fundiciio, casa de J. O. Mello, em frente
dos pes de arvores.
FUNDICAO DAURORA.
Wr^r^'"^? 0erecem a 8eus Ju,Pr080 freguezes e ao publico em eral, toda e
Sdos osu.nS. r?K!r*a em **" recOBhkecld1/s,a>l">ento a saber: machinas de Vapor de
toaos os lmannos rodas d'agua para engenhos todas de ferro ou para cubos de madeira ntoen-
dase meias rabeadas, tachas de ferro batido e fundido de todos os lmannos rulndMtei Tu!S-
tcVeSd^^rrS8-- guilh5efl e *?g*mr* *", .cMwVrmaS. man-
noca e para aeecaccar algodao, prencaa pane MrJRoca e oleo de ricin. portoes m-adaria oo-
teto"hrSta m2'h"-r'-d-"' H^d^8^111,68' laler8Se *W boiasfilvaengTs..
Botes e todas as obras de machtnismo. Exec-se qualquer obra seja qual fot u nturfia o^los
desenhos ou bmMm que paca tal fim forem apreaentados Itobem-8e coyK Mata etu!
feeteanento na raa do Brum m. 28 A e na ruV do Collegio ho d Imperador n!TwLdTa do cal-
XS^^SStam^ -**f. eom *m "os vSS% dWS."
e=r45-MANfm-4S
[Armazem de fazendas
e modas
Con.es d( vestidos pretos de todas as qua-
lidades.
Ditcs de seda da cores.
Ditcs de blonde.
BitC'S de phantasia.
Manteletes pretos de todas as qualidades.
Dilts de cores.
Capis prelas e de cores.
Graide sorlimento de bordadas para se-
nhora) cm cambraias o filos.
Variado sorlimento de enfeites para ca-
lieca, pretos e de cores.
Dito dito de chapeos de palha e de seda.
Grande sortmenlo de vestimentas para
meninos.
Dito de c tpeos e bonets para ditos.
GIKDUL IITJL
Vendii-se cebla sola por baratissimo
no uauzem da rua do Amorim n. 46.
prego :
Vendem-se bonitos burros e por menos prego
do que se lem vendido, para ver e tratar a
cocheira da rua da Florentina, que foi do len-
te coronel Sebastio.
Vende-se um bom cavallo castanho, gran-
de, capado e gordo, para sella ou carga, bstanle
forle, e por prego commodo: no pateo do Parai-
zo n. Q.
Pechincha.
No atorro da Boa-Vista, actualmente rua da
Imperatriz, loja do becco dos Ferrciros, vendem-
se cortes de riscado francez a 29, tapete de linho
a 29. toalhas de linho a 640 cada urna : na raes-
na loja vendem-se saceos com feijo amarello
muito novo e barato.
"Vende-se 1 carroga o 3 bois acostumados ao
servigo : na rua do Imperador n. 12, se dir
quera vende.
Vende-se a taberna da rua Augusta n. 9.
= Vendem-se chinelas do Porto, chegadas
ltimamente, muito bem feitas, e por prego com-
modo : na rua da Senzala Nova n 1.
Venda de predio.
Vende-se um elegante predio edifi-
cado a tres para quatros annos, situado
em urna das melliores ras deata cidade
(rua da* Concordia) de um andar e com
travejamento para segundo andar ou
sotao com trezentos e tantos palmos de
fundo que da' para edificar duas pti-
mas propriedades, com frente para a
rua projectada : a tratar do armazem
por baixo do mesmo sobrado na rua da
Concordia n. 26 ou na rua do Livra-
mento loja de calcado n. 29, a qual-
quer hora do dia.
Vende-se a taberna da rua de Hortas o. 16,i
com fundos para a rua de Santa Thcreza, a prazo
ou a dinheiro, conforme se conyenciunar: a tra-
tar na mesas.
Moleque.
Vende-se um ptimo moleque com 13 annos,
ptimo copeiro, o qual sabe fazer todo o servigo
de casa : quem o pretender, Jirija-se a rua da
Cruz n. 23, segundo andar.
Vndese um sitio confronta ao engenho
Peres, com grande casa de vivenda, e urna outra
ant que est montada urna padaria, offerecc mili-
tas vantagens, nao s por ter bastante terreno
Fugio da rua Direita n. 6 um cabra de nome
Antonio, que diz ser filho da cidado de Goianna,
c consta que ah foi visto, e nao se sabe se dalii
toraou outro destino, um pouco alto e reforca-
do, fulo e lera de idade 60 e lanos annos, falla
bem e abastante esperto, c um pouco adulador:
quem o preder e o levar a casa de seu se-
nhor, receber a gralificagao do50) livre de des-
! pezas.
Fugio desde agoslo de 1858, o cabra Va-
noel Candido, idade 26 onnDS, alto, bom corpo,
cabello crespo, falta de dous denles na trente, um
olho \ osado e grande, cicatrizes a roda do mes-
mo ; costuma andar elogiando : roga-se s au-
toridades e ou qualquer pessoa do povo a cap-
tura do referido escravo. sendo conduzido a rua
do Imperador, onde se gratificar com 100.
Fugio ha 16 dias a preta Sebastiana, de edr
fula, desmaiada, parecendo doente, tem o cabel-
lo cortado, urna cicatriz ao lado esquerdo da ca-
bega. nariz chalo, cara e olhos pequeos, pan-
nos brancos salpicados polos peilos, ps e maos
pequeas, estatura baixa, e magra da cintura pa-
ra cima, levou vestido de chita cor de cafe com
mangas largas, e um par de argolas de ouro as
orelhas, falla bem, parece crioula ; foi vista ha
poucos dias nos Remedios Torre : quem a pe-
gar, far favor levar a rua do Queimado n. 63,
que ser bem recompensado.
Attenco.
Fugio no mez de junho prximo passado, um
mulato por nome Joo, com os signaes seguin-
les : cor alaranjada, alio, secco, cabellos cara-
pinhos, pouca barb por baixo do queixo, bigode
pequeo, com uns pannos pretos por baixo da
barba ; levou um cavallo com cangalhas, um par
de saceos, um annel de brilhanle, um correntao
de ouro para relogio, 4 duzias do collu.'res do
sopa, 4 ditas de cha, urna grande para sopa, umu
pequea para tirar assucar, tudo de prata ; as
pegas de roupa seguinles ; 2 palels saceos, sen-
do um de alpaca prea e oulro ede casemira de
cor, 2 chapeos preos lendo um do feltro c oulro
de baeta, um collete de veludo branco para ntii-
vo, diversas camisas francezas, calcas de case-
mira fina deeor, o de brim branco, seroulas
francezas, grvala de seda branca c de cor, urna
colcha de 13a para cama, urna camisa de baeta
azul; consta que anda para'as bandas da villa
de Ingazeira, na provincia da Parahiba na villa
hdo Inga, e no lugar Quebrangulo na provincia
das Alagoas : quem o pegar leve-o ao engenho
Pago, na freguezia de Santo Antao, a entregar
ao abaixo assignado, ou ao seu correspondente
na cidade do Recife, Braga & Anlunes. na rua do
Vigario, quo ser bem recompensado.Miguel
Alexandrino da Fonseca Galvo.
No dia 6 do correnle fugiram do engenho
Ucha o escravo Filippo, cabra, estatura regu-
lar, pouca barba, cora signaes de bexiga lio ros-
to, reprsenla ter 32 annos de idade, falla bem ;
o no dia 8 o escravo Marcoiino, deuacp An-
gola, cor fula, alio e seoco, sem barba, tejn nos
para ediDcacoes, como porque o negocio naquel- k_._. ___.. _____,_____.... _
le lugar de bstanle ir.teresso, nao s o de pa- braos slnaM dc vacc,na' DaU?sla uma Clcalr"
daria como outro qualquer, por ser lugar bas-
tante puvoado, como por ser beira da estrada
que vai pira Santo Anto : a tratar no mesmo
sitio, ou no largo do Paraizo n. 10.
Albardas inglezas.
Ainda ha para vender algumas albardas ingle-
zas, exoellenles por sua duraepo, levesa e com-
modidade para os animaes : cm casa de Henry
Gibson, rua da Cadeia do Recife n. 62.
Vende-se nma negrinha de 15 a 16 annos,
sabendo eoser, cozinhar e engommar : no Man-
guinho, em Trono do sitio do Sr. Accioly.
Vene-se sele casaes de canarios do impe-
rio em seus competentes viveiro, um melro mui-
to novo, urna carauna, um curi e tres canarios
da trra em suas gaiolas, casaes de rolas bran-
cas e ditas pardas ; no sobrado da rua de S.
Francicco, como quem vai para a rua Bella, n.
8, das 6 s 7 horas da manhaa e nos domingos
e dias sanios a qualquer hora do dia.
Superiores cbapeos de manilha.
Estes excellentes chapeos que por sua qualida-
de e eterna duraco, sao preferseis aos do Chi-
le ; existen! venda nicamente em casa de
Henry Gibson, rua da Cadeia do Recife n. 62, por
prego commodo.
= Vende-se um bom cavallo muito novo o
gordo, sem achaques, com lodos os andares, par
pouco dinheiro : na rua dos Pescadores ns. 13.
Vendem-se todos.os accessorios para esta-
belecer-ce uma grande padaria, sendo cylindro,
machina de trabalhar com cavallo, masseira, tcn-
dedeira, taboas, ps, bilhas, toalhas, ele, tudo
novo; vende-se prazo : a tratar no largo do
Terco n. 32, sobrado.
Vende-se
, linha AVfcovello de todos os sortimenlos, moias
seda inglezas de peso e mais inferiores bran-
s e prelas, por pregas commodos : em casa dc
nry Gibson, rua da Cadeia do Recife o. 62,
cm forma do meia la, eom cima de um dos ps
uma sicatriz que repuchou alguma rousa a pellc,
lem a falla descansada, c bem feilo de rosto e re-
prsenla ter 28 annos de idade ; ambos estes es
cravos levaram calca de a(godo azul trangado o
camisa de algodao de lislra, alem de mais roupa
que possuiam, e suppe-seque reuniram-se pa-
ra seguirem viagem para o serlo do Sobral dc
onde o primeiro natural: a quem os apprehen-
der juntos, ou a cada um de per si, ou rlelles der
noticia, ser bem recompensado pelos seus do-
nos, no referido engenqo Ucha.
Escrava fgida:
Fugio da casa do abaixo assignado, no dia 18
do correnle, uma sua escrava da Costa de nome
Haria, que representa lerde idade 45 annos, ^al-
tura e corpo regulares, cor nao muito pieta, tem
bastantes cabellos brancos, costuma trazer um
panno atado roda da cabega, lendo por signal
mais saliente as maos foveiras, proveniente de
calor de ligado. Esta escrava tendo sahido como
de costume, com venda de arroz, nao voltou
mais : roga-se, portanto, s autoridades poli-
ciaes, capilaes de campo e mais pessoas do povo,
a apprehensao de dita escrava, e ieva-la loja
do Preguiga, na rua do Queimado n. 2, ou casa
do sua residencia na rua da Florentina dcfronle
da cocheira do lllm. Sr. tenente coronel Sebas-
tio, c-ne serao generosamente recompensados.
No dia 2 do correnle mez fugio da fabrica
de sabo de Joaquim Francisco de Mello Santos,
o seu escravo Antonio, crionlo, cor bem preta,
naris chato, baixo e um pouco grosso, com idadd
do 25 annos, o o signal mais conhecido ter a
falla de um denlo aparle de cima : a pessoa
que o pegar, dirija-se a mesraa fabrica de sabao,
na rua do Brum, que ser recompensado.


M-M
()
Litter atura.
PUMO DE PEBSiMMICO. SEXTA FfelfiA M Og JBEIt Dfi f$M.
Urna noitc de servir o.
Nao lia muilo que eu fazia servido n'ura posto
mdico, no lempo do cholera, encarroado pelo
conselho de saude de gritar alerta ao vl-a, e
lorual-a por contrabando, quando nao trooxesse
o; [-assapurlcs lgaos. Era alta M>il, e noile es-
cura pur ligoal sem estrella o sem luar.
ti (hulera nesses ltimos das tinlia picado mais,
phr-ise adoptada, por cuja propriedado nao me
responsabilis, eqne repito por a tor encontrado
ueste seniido em documento offieial de alto co-
tliurno. V. os que [azeres, que nao eram poucos,
de repelidos, enfadavam.
Acabara de recollier, na esperanza engaado-
ra do nm repouso prohibido, quando una requi-
sito urgente me obrigou, niau grado meu, e
maldizendo a. minha vida, a acudir a lon^es si-
iU <, para um enfermo, que, segundo me diziam
egonisara.
O caso nao permitlia demora
indos os doentos eslo a morrer,
Vcrdade que
quando recor-
real aos postos mdicos ; e com urna lgica pou-
co ra/oavel, em rez de se dirigirem egreja. ou
aos MUS soccorros, vem ter cen o confortativo
[ assim denominara o rirurgio), que, se curasse
por informaces, mesmo porque oulracura seria
iMipossivel, (Jever-se-hia permunir de urna cer-
tidao de obilo e nunca dos remedios de momen-
to e dos auxilios da arte.
Piednsa mentira armada para excitar una so-
llcitude, que nunca fallece I Nao Ihe queremos
por isso mal, c seniprccom prazer que nos re-
conliecemos lludidos, e que em vez de um mo-
ribundo, encontramos um doente, assustado ape-
nas, as vezes, outra3 sem synipthoma algum de
g'avidade.
Tralei, pois que a distancia era grande, de
mandar preparar a sege, que dovia conduzir ao
lugar indicado, e sub para aquello vehculo, nao
sem o justo receio que seraprc me assislc, quan-
do vou invadir os irens ofBciaes, mesquinhos
como urna portara e acanhados como urna cir-
cular cleloral.
Aquella de que ento dspunha podia parodiar,
cm paraphraso duplicada, o trecho da bailada
alleinaa em que urna sombra de cavallo limpa,
com urna sombra de escova.por urna sombra de
boleeiro. De (odas a mais conveniente para a-
quelle servico conseguia-so sabe Deus com que
costo, pr-se prompla ; mas bolr, era o mais
-''"rio. Os cavallos, que pela edade deviam de
ter feilo a guerra dos Francezes, parecan liis
disciplina do Beresford, e firmes como galuches
nao queriam nem a bem ncm a mal desamparar
o seu posto.
L'm da, quando me sohrarem coiihecimenlos
do niechanica, aprcsoularc u'uma memoria, que
elaboro, e que mo deve dar entrada na acade-
mia, as arliinanhas dynamicas de que se servia
o bulioiro para impellir moviacnlo aquello sys-
toma organisado, composlo*.

sos, o que se complotava uns pelos outros.
IVr emquanlo hasta sabe#ao leilor, que, a po -
der de grandes trabalhos, maiores do que os do
Hercules mylhologico, oudo Sanisao mais ver-
dadera, se as esciipturas nao mentem, o bule-
eiro conseguiu por o lodo-eiu movlmento, e que
este urna vez coramunicado, prolongou-sc por
largo tempo.
Neste logar urna Iinha de pontinhos. da maior
necessidade, para representar os primeiros al-
menlos da viagem.
II.
O manto ennegrecido do ceu era relalhado em
diversos logares pelas cintas avermclhadas dos
relmpagos ; e o ribombo longinquo do Irovao
amiunciava o aproximar da tempestado afaslada.
I.ady RadcIilT poderia ter escripto vinte roman-
ces ttricos sobre esle thema, e o visconde de
Atlincourl tirara assumpto para urna larga dis-
serlaeo subi os sceplicos o demcratas, gent-
nha a que o hora do visconde nao perdoava, e
que sempre zurzia, quando liio podia ser bom.
A mudez caracterstica, que precede o ama-
nheccr, pareca ler sepultado a natureza n'um
brgosarcopliago, e o silencio dorainava omnipo-
tente sobre os prainos adormecidos da solido em
trovas!
De quando cm quando o rouco hradar de sen-
liaelbl perdido corlava smente esle estado de
< : 'loi-pe-imeiito lelhal, o a sua voz cava e teme-
rosa, reperculindo-se, e quehrando-se de trague-
do em fraguedo, vinha echoar, amortecida, ao
ouvido aliento do viajante, que aspirava ao rui-
do, e que anhelava pelo molim.
Pareca a esculca da vida, que no limiar da
inorlb sola os arrancos derradei.-os ao perpas-
sar a porta da elernidade. Pareca o estrebu-
char alflicto do lampadario fuuebre sobre a cam-
pa do que fallecido, ao romper da madrugada,
o ao fallar-lhe o azeito Pareca o ultimo suspiro
do moribundo, ou o gemido pesaroso do agila,
quando o governo faz bancarota, ou lhc fallece
elevador fallo de recursos.
Ultima e necessnria liona de poutohos para dar
lempo ao leilor de se horrorsar, saboreando o
gasto amargo dos smiles; quo muito de propo-
sito lhe aprsenlo.
de que poreetam ai redar-so ; o desnaturado
phaetonte charonliano, e a lentido com que pro-
seguan), davam-lhe um aspecto iihanlaslico [a
I que nao se esquivarsm do da mesmo), e fszi-
am-os similhar sombras errantes, quo andassem
fgidas ao averno. A lenteza do camirrtiar podia
tambfm Iludir os ratis esperios, e em vista ria-
quelle vaivera morrodoiro, suppor-se-hia anle3
que a morte e nao a cura levavam liumanidado
enferma.
Talvcz tvessem razjo, oico cu j repelir espi-
riluosamenle a algum leilor, que de ha pouco
lido nos*epigrammas de Bocage, se recorda do
que elle disse da medicina. Adianto : o leilor
que suspenda o seu juizo.
111 '
VisOes eslrnnhas me povoavam a estrada, aves
sinislras esvoacavam em torno do vehculo, sol-
tando pios alridenles, e um ciio arredo uivava a
bom uivar. Nada faltava pois para ogouro
ruim.
Eslava chegado ao m da viagem. Urna porta
se escancarava dimite de mira panteoleando um
quadro, que demorei a considerar
Era urna casa terrea e hmida. Pela lec.to
dcsconjuntado esprelava o cu e entrando bisb-
llioleando a claridade dos relmpagos. A um
canto ao calor de uns ligos havia urna panella
perdida esteva a doenlc iratei do voltar as
costa ao templo daquclla scioncia infusa, e de
recol ier 4 aege protectora. Nada tinha que re-
celar a bandeira amarella do consclho de saude
cobna-me de qualquer insulto.
IV
Fui eu quem le foi chamar, acode-me que
quenm dar cabo de mim.
A stuhora como pode? Nesse estado! Disse
a Tapariga agouisante, que se tinha levantado ao
ver- me sair, e que me agarrara, quando me mel-
a na sege.
Eslava realmente bella, mas a belleza era es-
pe.'ittl.
Os-olhos chammejavam-lhc como lampadas,
as rbitas, e deslacavam sobre a pallidez mor-
tuaria das faces. Os cabellos negros como ozc-
viche e espalhados pelas costas, rncaixilhavam-
lheo rosto, e o corpo exivel elstico oscillava
feicao do vento.
Parecia-se... comsigo; porque por mais que
incoiuinode as vises de Byron. as virgens de Ra-
phatl, ou as ercacoes de Ossian, nenhuma
utrn compararlo encontr mais apropriada para
o meu caso.
Ktspondeu-me baixando a voz:
Apanhei-os enlrelidos e fugi-lhe. Cam-
&
-------------------,. w w..i wwv^ "'iu nina wdiiuild i
ennegrecida pelo fumo c pendente de um gancho Pn<"a. camphora, c mais camphora !... Nao me
de urna travo. dar oulracousal Mud.rara-nie o rosto, quo
A outro canlo, sobro urna esleir e coberta cora er\\'(>r?,Jo. Pcla camphora que branca... Tola
una mantilhi esfarrapada, urna joven de extraer- tu il nao sou senw) ""I'"01"- E vou morrer.
dinsria belleza agonisava, apagando-se-lhe con- ^r visivamente o exislencia.conio a cbamma de urna ess'1 ma,d,u substancia, que se ha de propagar
de arder. Salva, sal-
. me os olhos que me
arden I
vuisnamenieaexisieiicia.comoacbamma de urna :: \, 7 Y
vela, com irregularidade de clarao, e estremec-- ao r,;sl quc lambcraha d
ment do luz. va-me, quero agua. Apaga-r
E a sege corria... ( nao I Forca alguma de
rhelorica pode obrgar a correr urna sege do con-
sclho de saude...) arrestava-se pela estrada fura.
Os cavallos filavam as orclhas altemorisados, e in-
leircavam as pernas. O boleeiro praguejava
horrivelraente, porque receiava que os animaes
como brutos que eram, se a erudicao me nao fa-
Iha, fossem beijar a mae, que lo impiamcnle
pisara.
O desconjuntado dos membros. quo phanlasia-
vam urna danca macabre; as faiscas elctricas
que lhe espirravam das agugadas e fitas orclhas ;
a distancia respeitosa, queconservavam da sege,
IOjLIIETIJI
HISTORIA DE UMA COLLINA.
Acocorada dianto do lume, urna velha octoge-
naria, do cabellos desgrenhados, c erra tostada
c ennegrecida pelo sol, profera palavras sem
nexo, e esguardava corla mistura, que fervia na
panella.
Os cabellos em raadeixas alvas, e assobrance-
lhss alvas lambem.destacavam-lhe sobre o fundo
escuro do rosto, e davam-lhe um aspecto espo-
cial. Pareca um podaeo de lenha queimada,
com laivos de tinta branca om cima, que em cer-
tas lojas secoslumava pendurar a porta, indican-
do a venda antinmica e anlagonislica de carvao
e cal.
O falo, ou antes es farrapos que cobriam, es-
lava de accordo com o desregrado e eslravaganle
das fecos.
So Waller Scolt nao tiresse morlo a sin Meg,
suppora decerto, que era ella que me appareci
naquella caverna; a que nao chamare de Caco,
para nao quebrar acabeca aos lelores coracilar
cues safadas de mythologia de ouvido.
Como Proiheu, estas personagens de romance
nao moneiu senao traiciio : mudara de forma,
mas conlnuam vivendo mais longa vid* do que'
o bblico Malhsalom.
Fosse ou nao fosse, a tal bruza nao eslava s.
Prximo a ella, um homem, ou o que quer que
era de barbas ruvas c oculos, estava de p filan-
do os olhos complacenlomenlo em vidrinhos.que
so viam porto, com ingredientes de variados as-
pectos. ,
Suppuz que esta ponsando.
Tonto, que eu era! Finga, e nada mais ; se
pensasse nao se arro;aria de certo aos commelti-
meutos em que de ordinario se empeiihava.
Parecia-me um mgico terrivel, romo se cos-
tuman ver... as pantomimas, de i). Sos Ser-
rato. Mas desgraQidamonlo faliava-lhe o barrete
ponteagudo, linha-o substituido por um chapeo
redondo!
Maldita moda Estragasle-mo um mgico, que
me fieava lano a mao ; e quo tanta conla me fa-
zia. Era impossivcl idealisar urna figura por
mais mgica que o fosse, com um tocado Simi-
lliantc.
Ah que se homens d'aquella tempera eom-
prehendessem O valor do scenario I... Ura barre-
te ponteagudo ficar-lhe-hia a matar, um cha-
peo do Charles ou Solero, confundia-o com toda a
gente.
Enlre denles a velha rosnara urna especie di
ladainha, de que pudo aperceber alguus versos,
e cujo Iransuinplo vou dar aos meus leitores.
Sao-rae precisos para a cor local, e mesmo por-
que nao ha fetcena que preste, sem versos...
feiticciros.
Diziam assim:
Acud drogas bemquislas,
Viude em chusma, viudo aqui
Do gallos duzias de cristas,
Jotras cousas nunca vistas
Outras mu.las, que j vi.
Camphora om p, sedativos,
Drogas santas acudi.
Aguas d'osiras, ps de raa,
Pimenta, cravo, albarraa
Cebla nao te esqueci.
Xaropes mil, elixires,
De ervassas queja co Ihi
D'alcalrao una barrica
. Aloes fino, favo rica,
E essencia declemi.
Suppuz ler dianto de mim una douda de Ri-
lliafolles, ou urna corista de S. Carlos ataviada
ara representar no Macbelh, mas para isto bel-
a e nova em demasa ; s a primeira hypolhee
podia ler lugar.
Depondo quaesquer coneideraijes ou receios
ia encaminhar-me para a doente, quando o m-
gico, que dos vidros tinha vollado os olhos para
a panella, fez um signal com a cabera. A velha
obedeceudo vasou o que estava dentro n'ura fras-
co, que tinha prximo.
Cahio-me o caslello phantastico.que tinha for-
mado. Era um elixir de Raspail! Em vez de
cougresso infernal iinha cahido u'um synedrio ros-
palhista.
Nada tinha que fazer, era Irabalho perdido, e
POR
MERY.
Era urna vctima, a quem o abuso dcste medi-
camento tinha enloiiquecido. Naquelbs alturas
nao labia que fazer 1 Todo porm, menos deixar
urna desgranada e lao bella naquelle estado. la
para entrar quando me deleve.
Suspende, rir-se-hiara de ti e agarrar-rae-
hiairi, o remedio sei eu onde elle est.
A hora era pouco propna, e o guia pouco se-
gura. Avenlurci-me ainda assim. Era una mu-
lhcr nova e bonita. At onde nao irao os homens
alra: de urna mulhcr I
Poucos passos tinhamos andado, quando parou.
Vamos muito devagar, rae dase, espera-me, que
em breve desencanto um raeio de viajar mais r-
pidamente.
Vollou casa donde tinha sahido.e ncompa-
nhei-a por curiosidade. Os dous estaram ainda
extticos diante do beatifico frasco, c pareciam-
m dous cerafelaros e egreja, quando passam o
lliurybulo s mesuras o rortezias; nao deram pela
chegada da joven, que pouco depois me torou
cora um objeclo, sobre-o qual me convidou a es-
carr.inchar-me, seguindo o seu exeraplo.
Era urna vasoura. Nao tinha que duvidar,
havia bruzara por forga. mas tinha laucado o da-
do resgnei-me, e pst...
Assim devia viajar o balao do madama Ber-
trand Senges,.ou a passarola do padre BaAholo-
raeu ; ou I fra, segundocontam, os wagonsdas
locomotivas a vapor.
O que verdade, que o vento zunia-me s
orclhas c devorramos o espaco. Sent a embria-
guez da velocidade, e sent cntoquanlo precisa-
ra ler ura cavallo meu.
Ei-nos chegados, me disse. E baixamos a
um cemiterio.
A uoilc continuara negra o procellosa.
Ao clarao incerto dcluzinhasphosphorecentes.
alvejavara aqui e alli lapides funerarias, como
denles de lobos ao reluzir-lhcs dos olhos era al-
cala de pinhal deserto... Os denles, que nao sei
se rae brilharam lambem, batiam-mc de encon-
tr uns ios otaros, e do intimo d'alma maldizia
o atfourentado quarlinho diario que o conselho
de laude mo dara e que em (aes apertos rae pu-
nha.
jR' aqui a sepultura de meu pae, me disse,
aponUndo par%uma porcao de torra reraexida
de fresca.
Estimo muito, lhe respond, que tenho eu
com S30. NSo conheci o senhor seu pae era vi-
da, e nao desejava iravar relacoes com elle de-
pois de morlo.
Espera o vers !
F. eis comeca a dancar urna polka desvairada
sobre a trra da cora.
A' medida que segua a dansa, a carne ia-se-
Ihe despegando dos ossos c ia-roe apparecendo
reduzda a formas esquelticas. iWcara porm
conservava-so no mesmo estado, oam os olhos a
alvejarem-lhe c os cabellos desgreahados.
E eu encoramendando-me menU. --nle a lo-
dos os santos do eo, e a profissao a lodos os dia-
bos do inferno, queria-me despregar d'alli, mas
nao poda ; achava-me mais collado do que cor-
tos, priores, que apezar de semelhantenoine, nao
o licaranf sendo por causa das reroluces e re-
formas polticas.
Maldito raspalhisla, nem aqui me deixas !
Nao eslas satisfeito ainda? Praza a Deus, que as
las aguas sedatiras lo afoguem, que te queiraem
as chamraas das las camphoras.ou quo lenhas as
carnes laceradas pelas cascas das ostras das tuas
aguas malditas Eu le esconjuro, malvado. Ites-
pcita os morios j que aos vivos nao atiendes.
Era urna voz que parta do fundo da cova. Eeu
ao ouvi-la, c ao lembrar-me dequantas recrimi-
naces idnticas poderia no futuro ser victima,
eotreguei de boa mente o futuro ao derao e a cl-
nica aos meus collegas. Aquello exeraplo basta-
va-me.
Socegue, meu pae, sou eu. E' a fllha da
sua alma, a carne da minha carne, que se rcm
sepultar com a sua, cuja e que rem pergun-
lar-lhe tambera se a hora j chegou e se deve par-
tir para a ultima viagem.
Embora renhas, filha, mas nao para baixo
da Ierra, onde esl muilo fri Recebe a tua car-
no, que de sobra tenho pira dar a estes vermes,
que, apezar da camphora que contigo trazta, nao
pude sfogenlar anda.
? horra da raeia aoile curar-te-ha de teus ma-
jes. O estranho que a procure, e das folhas que
lhe arrancar te esfregue com as tres maiores at
ao cantar do gallo. Bem tarde j, e o somno
da morte me (orna a chamar Estimei ouvir-te,
minha filha : mas agora retira-te, que as aua-
das esl prohibidas.
> y^iHj^iriiiftTra
------------------ |>aivi,uw uidimumu i ii/U').
.'ir? *me d n,a0, ,eyu.-me a doentecorn- qne-t'om a definco das patarras para se Cabe-
sigo al prximo de urna planta, que mais longe lecer a verdade. Muilas o
se va.
Mal a sepultura acabara de fallar, linham os
pedacos todos das carnes, rftto the haiinmcabido,
saltado a seus.lugares, com"a velocidade de ma-
nulieiros praticos ao apilo do contramestre.
ComcQava o processo indicado, e medida que
prosegua, ra reapparecerem-lho as cores, e os
olhos reassumrera o brilho normal; os cabellos,
espalhados e em desordena, iam-lho compondo
larabem, e a dofcella que ha pouco pareca f-
gida da sepultura, apparcnlara agora bellezas de
encantar.
De repente o esganicar longiquo de gallo ma-
drugador roio-me perturbar no exercicio das mi-
nlias funcees.
O maldito tinha adantado o relogio, ainda nao
eram horas competentes. A dunzella escorre-
gou-se me d'ontre as mos, perdeu-se no ar
como fumo de om detestarel charuto do contrato
que levara aceso.
E eu desesperado alli flquei maldizendo a mi-
nha vida, e procurando debalde chamar a gentil
visao, que se esvaeca no horisonte..... .
Ola, senhor doutor, es-nos chegados. Era
o boleeiro que me acordara, e que ignorando as
distinccoes de classes mo farorecera com um ti-
tulo privativo dos filhos da unirersidade.
O penetrar da sege tinha-me produzido o effei-
to do embalo de um berro. Tinha adormecido
dereras, e com a cabera pelos ares, tinha viajado
pelo paz dos sonhos.
Estara a um quarlo de legua do posto medico
e tinha gasto s duas horas. Pergunlei-me, cm
vista desta rapidez offlcial, para que queriam
abrir caminos de ferro. As seges do conselho
sao de sobra.
O mais um pleonasmo locomotor.
R Pagasino.
nem que o leilor possa prescindir de cerlo esfor-
co de pensamenlo, iridispensarel quando se traa
de questoes em fue a razio o principal objecto.
Procuraremos poro a simplicidad* da lingua-
gem, preferino a tulgar i obscura.
O que pois o eecleclismo, e o que a philo-
phia allemaa ? Tcro as duas escolas direto a
guerrearem-se, ou harer s entre ellas urna se-
paraco arbitraria ? Todos sabem a importancia
I
A diligencia de Goldon Cross que partir de
Londres aos 14 de juuho de 1835, tinha passado
a deliciosa aldeia de Bucks, na estrada de Ox-
ford, e parava em campo razo ante ura sitio (col-
tage) isolado. Eram tres horas da larde.
O cocheiro entregou o chicote e as redeas ao
mancebo que tinha a honra de estar sentado ao
. seu lado, na bolea, ainda que csse mancebo nao
- fosse jentleman, e levasse cnto luvas de cor.
Essa infraceao disciplina do coach nao Iinha
sido notada, porque o mancebo pareca muito
um genileman, e o segredo da sua humilde con-
dicao era dissimulado por um rosto distinti, um
chspo qui capil illefecit, water proof pardo,
comprado cm casa de Phytian. Alm disso, o
cocheiro conhecia e estimava muilo o seu com-
panheiro de bolea ; fra isso que o decidir a
saltancom a maior sem ceremonia por sobre urna
das leis conserradoras da rclha Inglaterra,fcsse
paz da egualdadc para todo aquelle que tem
a ventura de ser rico ou de ler luvas bran-
cas
John Lirely, en o nome no mancebo, nao se
moslrou extremamente sensivel honra de se-
gurar, interinamente, o chicote e as rodea, an-
da que nao fosse (dalgo. Deixou cahir o chicote,
afrouxou machnalmenle as redeas, por distrac-
ejo, e os cavallos inglezes, que agora aproreitam
a menor occasio para fazerem das suas, to fu-
riosos eslo contra os caminhos de ferro I os
cavallos, digo eu, empinaram, e ura grito de
maldicao elevou-se do out side contra o usurpa-
dor John Lirely, que segurara as redeas e nao
era fldalgo.
O cocheiro, que estara a beber um copo de
shfrry no pouso, correu ao ourir o ruido combi-
nado dos carallos e dos viajantes e vio-se obri4
gado a destituir John Lirely.
Ora, tanto raclhor I disse este, rou me
apear para beber um copo de soda icater.
Enlrou no sitio e pedio gado.
Veo servi-lo urna moca ; era a dona da ca-
sa ; tinha vinte e dous annos, era bella, mesmo
entro outras Inglezas, e morona, contra o uso do
paz ; urna rerdadeira apparico, como-s se so-
nra de noile, quando nao so dorrae ; urna mu-
Iher, que poderia passar por ideal so nao bri-
Ihasso com encantos terrestres. Os cabellos ne-
gros cornam, como bano em fusio, sobre hooi-<
bros que s se encontrara as graruras dos keepv
akes ; ella os moslraya com a ingenua negli-
gencia de urna menina que sahe do collegio. O
rosto da rnoqa recordava esses typos extraordi-
narios das mulheres de Cuestor, essas rainhas
do Lancashire ; grandes olhos negros de sobrao-
celha ligera, como um arco Dno feilo com liria
da China ; um nariz desesperador de perfeico, c
todava muilo afasiado do typo grego, faces cujo
encarnado, chegava, por maravilhosas grada-
res, cor do lyrio ; urna bocea em forma de
coracao, como una folha de rosa recortada ; e
depois ura todo que resuma admirarelmenlo es-
ses harmoniosos delalhcs, o um sorrso de dou-
rarde raios as noiles de-Young. Acrescenlenios
cora a historia que tinha um vestido de popel na
to bera felto quo podia serassignad) por Pal-
uiyra. Todavia esse vestido sabia das offlciiias
de Betly Chcldng ; tinha sido orignariameite
muito mal feito, mas o corpo era lo bello que
corrigira o vestido. Foi essa mulhcr que, aor
tres pences, servio soda water a John Li-
vcly.
O nosso mancebo beba a soda com os ollios
nessa Ingleza incrvel; ha muilo que Iinha aca-
bado do beber, e deixra os olhos onde estava ti ;
a noile o loria adiado nessa posicao, se o cochei-
ro que nao goslava das Inglezas, porque era Ir-
landez, nao o chamasse ao seu posto de viajante.
John Livcly deixou-se rebocar al a sege, e to-
raou urna pona de banco, no out side, airaz da
bolea cm que o tinha substituido um fidalgo ge-
nuino.
Os qualro cavallos com as crinas solas, prsci-
pilaram-se pela estrada de Oxford. Livcly uo
reparou nos modos orgulhosos que cora ellu lo-
Tontatn as philosophicas
O ECCLECTISMO E A PHILOSOPHIA ALLEMAA.
Depois do impulso que u Sr. Silvestre Pnheiro
rerreira douaos estudos philosophicos, lera esta
sciencia cahido entre nos n'ura abandouo quasi
completo.
Ainda nao ha urna duzia de annos wu foi ba-
nido das escolas o classco Genuense para dar lu-
gar ao compendio do Sr. Doria ; o qual geral-
mente considerado nao s como muito inferior
ao estado desta sciencia na Europa, como al
cap3cidade e ao saber do dstincto professor. Des-
la ultima parle nada podemos dizer, porque nao
conhecendo possoalmenle o Sr. Doria s o pode-
mos avallar pela sua obra. Esla goza de urna
opinio pouco farorarel ao autor : mas de urna
vez ao le-la, se teem saudades do phlosopho ita-
liano que por tantos annos dominou exclusiva-
mente as nossas escolas. Antonio Genovesi era
um bom phlosopho para o seu tempo : c quera
poder dizer oulro tanto do Sr. Doria, avalado-
o pelo seu lirro? No entretanto nada mais pos-
suimos do que o ensino dos lyceus. baseado nes-
se compendio, que quasi todos os professores sa-
bem quanto insuffieente mas que ainda nin-
guem tentou substituir.
A razao porque fallamos no compendio dos ly-
ceus, porque foi elle que nos subminslrou o
assumpto a que ramos consagrar algumas horas
de meditago, julgando poder interessar os leito-
res deste jornal com o nosso Irabalho. Nao nos
abalancamos a emprehondo-lo seno pela con-
viccao de que os estudos mais modestos, quando
(eilos cora consciencia, sempre servem verda-
de. Oque principalmente desojamos chamar a
attcnco sobre urna das mais serias quesles que
se agitam hoje ua philosopha. O erro, infeliz-
mente mais que a verdade, tem por vezes conse-
guido esse fin.
Nos elementos da philosopha que citamos ter-
mina o seu autor cora eslas coosidoraces
A phli.sopha alloraaa pretende hoje domi-
nar em quasi toda a Europa e com especalidade
na parte do alera Rheno.
Mas como o espirito humano progride sem-
pre, o statuquo nao pode durar na philosopha.
Podemos por isso asseverar que o eecleclis-
mo de quem Rheno o syslcma mais lvre c
como tal mais conforme ao progresso da sciencia.
E a philosopha do senso commum, applcada
critica dos systemas.
O quo se nota logo primeira vista que o ee-
cleclismo nao seja definido no bosquejo histrico
do Sr. Doria : por urna coincidencia notavel nao
se falla ah na escola eccleclca seno relativa-
mente a Thomasio, chamado o restaurador do ee-
cleclismo edelle so diz ento o seguinle :
E difllcii expr o systema geral de Thomasio;
porque elle mudou muilas vezes de opiniao.
Que idea ficar faaftido da escola eccleclca,
quem nao conhece seno o seu restaurador, que
mudou muitas vezes de opinio ? Inclinando-se,
ao que parece, o historiador esta esco|a pare-
ce-nos que deveria insistir um pouco mais nella,
dzendo-nos qual o seu principio distiuctro c a
sua razo de ser.
Cerlo porm que a escola franceza actual pa-
rece devqr encontrar-se no eecleclismo e que el-
laloppe riva resistencia inraso.pacfica da
philosopha trans-rhenana. O nosso fim
analisarmos as condices desse antagonismo e ex-
pormos os seus principios, conserrando-nos a
distancia respetavel da profundeza especulativa.
Nao queremos dizer quo as nossas considera-
ces nao tomaram por vezes a forma abstracta ;
questoes teriara deixado
de existir se os contendores se comprehendes-
sem.
Segundo a opinio mais vulgar, o eecleclismo
parece realmente una philosopha do senso com-
mum, como cima vimos. Mas se nos examinar-
mos esla noro, veremos que ella contcm absur-
dos ; veremos que. una philosopha do sonso
commum, a ser possivel, o ideal da ignorancia;
veremos que o sonso commum como urna facul-
dade do espirito social, mas que nao pode ser o
principio supremo de urna sciencia siria.
Eecleclismo, philosopha do senso commum,
ou superflciahsmo sysiematicotudo um e a
mesma cousa a bealBcaco da ignorancia
um Insto legado do materialismo que na sua im-
portancia de fazer proselytos entre os espirits
superiores, armn popularidade. appellando pa-
ra o senso commum, como derradeira laboa de
salvac,o.
Como os extremos se locam, o myslicismo mo-
derno lambem appella para essa faculdade quo
nenhuma psychologa ainda examinou. Coudcm-
nando em tormos pouco comedidos a idealismo de
Fichle, Balmes pretende fundaro seu systema na
supremaca do senso commum : nao ser a mes-
ma divinisacao do eu quo tanto escandalisa o
phlosopho hespanhol ? A dilerenga 6 toda fa-
voravel ao discpulo de Kant, porque o eu, no sou
systema, sendo essencialmente individual, pode
ser apreciado e como que percebido no intimo
das nossas ideas mais elevadas ; mas, erigido em
principio, o senso commum as suas ultimas
consoquencias um eu social quo talvez exisla
realmente, mas quo deve de ser muito mais dilli-
cil de sorprender as suas determinacoes multi-
formes.
A philosopha a investigado das cousas pelo
pensamenlo : a verdade o resultado dessa in-
vestigacao, quando bera fela, islo quando,
conforme com as leis raesmas do pensamenlo ; o
primeiro passo da philosopha, pois, esludar os
faclos do pensamenlo para dolles deduzir as suas
leis ou principios universaes ; o pensamento em
quanto so apodera do que universal chama-
se razo ; cm quanto trata do particular, chama-
se entendimenio, ou intellgenco, tanto mais es-
clarecida quanto maior o numero do factos que
abrange. O senso commum nao pode ser senao
a inlelligencia naquelle grao de illuslracao que
tem attingdo o commum dos homens. Ser a
ella quo ns devoremos recorrer? Mas as leis
ou principios universaes devem procurar-se Mu-
de existir um. maior numero do factos. Gahleu,
Keplcr, Newton e outros, nao descoram s, aos
facios percebdos pelo senso commum ; se ellos
so soubessein essas verdades particulares, nao
deduziriam os principios universaes coja nvcsl-
gaco os immortalisou. Nao dizia o senso com-
mum que era impossivel que a trra se movesse?
Nao liguemos pois s palavras um sentido que
ellas nao podem ler. O eecleclismo c a enuncia*
cao de um principio verdadeiro em s, mas cujas
consecuencias lem sido, nos parece, muilo nial
deduzidas, c d'ah urna confuso completa de
ideas o urna deploravel logomachia.
Esse principio verdadoiro que as maiores in-
lelligencias philosophicas, o os mais abalisados
chefes de escola, foram homens, e os seus syslc-
mas devem, como cousas humanas, ter alguma
cousa falsa : mas por outro lado nos systemas
menos acreditados ha alguma cousa de verdade,
porque nao crvel quo. alguem possa fazer es-
cola com um systema de disparales a nao ter por
discpulos doudos Tarridos.
Este principio verdadeiro, de primeira in-
luico ; o que porm falso a applicaco que
dclle querem fazer o que impossivel 'urna es-
cola pbilosophica fundada nicamente nesse prin-
cipio. O que que nos mostrar a verdade e a
falsidade nos diversos systemas ? certo que
sera um grande phlosopho quem soubesse ludo
o que ha de verdadeiro em lodos os systemas.
Mas sendo a verdade urna s, seria egualmenlc
grande phlosopho aquelle que soubesse o que
seusTraZ^S^^T" ^.rlocisrao'nos
seus limites ntraes, conselbar-M). a nru-
dencla e a modercao, ostrando-o.Tperigo 3
no pmioBamoa por qualqrer escola, o qu! nos
far aeceilar o erro de enroha com a verdade
Mas neste camp o eecleclismo rem a confundir-
se com o sceptismo methodicodo Descartes : am-
bos nos'acautellam contra o erro mas de trm mo-
do egualmenle rago porque snos dizem que o
erro existe, quando a questo dizer ondo que
elle existe.
Temo?, sem querer, passado da nocSo do sen-
so commum para a do eerlectsmo.ma'seoma con-
fuso quasi fatal, como nascida da propria ques-
to. Embora se queira aristocratisar por assim
dizer a philosopha eccloclia, ella nio pode pas-
sar dos lugares communs da ciencia, sem abne-
gar os propiios principios.
Os melhores phlosophos, chamados ecclecfi-
cos, nao tardara a abjurar o principio que tinha m
tomado. Vctor Cousiu considera ltimamente
o eecleclismo como o pharol da historiada philo-
sopha, mas nao como a luz da philosopha mes-
ma. Os nossos mestres, diz elle, sio Plalo na
antguidade, Descartes enlre os modernos e Royer
Collard no nosso lempo c enlre nos. Rcscrva-
mo-nos para avaliar esta declaraco, quando mais
larde estudarraos as causas porque o eecleclismo
conseguo adquirir esta reputaco pnica, ainda
para minios valiosa.
O que por agora pretendemos deixar demons-
trado que o .enso commum nao urna grande
qualidado seno para as (rsnsaccoes ordinarias
de vida em qual profissao deve o homem ter
senso commum ; mas se o phlosopho nao lirer
mais que, isso indigno do nome que assumdv
trgi-lo, pois, como dislinclivo de urna escola
urna prelenco que se nao pode tomar a serio. E
se o eecleclismo nao se pode apresentar seno
com essa divisa nao pode ter direto conside-
rarlo do publico.
'(Contnuar-e-/io).
[Archivo Universal )
Variedades.
Aclimatado dos vrgktaf.s exticos Se-
gundo o uiieressante cstudo, que M. Orouyn do
Lheys leu na sesso publica da sociedado zool-
gica de aclimalacao, eis a nomenclatura de al-
gunsdos vegelaes, que a Franca lem receido
das oulras regios, o que hoje sao natura? do
paz.
Entre os cereaes, o Irigo candeal e o trigo moa-
ro vieram d'Asia ; a cevada da Siberia ; o arroa
Ja Elhiopia.
Entre os legumes, o pepino,, da Hespanha ';
alcachufra da Sicilia o da Audaluzia ; o cerollio,
da Italia ; o sgriao, de Crea ; a Iface, do Coos ;
a couve branca, do Nushe ; a couvo verde, a cou-
ve vermelha. a cebla c o aipo, do Egypto ; a
couvc-llor, do Chypro ; o espinafre, d'Asia-Me-
nor ; o espargo. d'Asis ; a abobora. d'Astrakan ;
o alho, do Ascalon ; o feijo da India ; o rabo
da China ; o mclo do Oriente ed'frica ; da Ame-
rica, a batata c o inhamo.
Entro os fruclos. a arela, a roma, a noz, a
uva, procederam d'Asia ; o damasco, da Ameri-
ca ; o lmo. da Media ; o pecegu, da Pcrsia ; a
laranja, da India ; o figo, da Mesoptaraia acero-
ja, do Porlo ; a caslanha, da Lydia ; a ameixa, da
Syra ; as amendoas, da Mauritania ; e a azcito-
n-i, da Grecia.
Enlre as plantas que servem para diversos
usos, ha o caf, da Araba ; o cha, da China ; o
cacao, do Mxico ; o tabaco, do Novo-Mundo ; o
aniz, do Egyplo ; o funcho, das Canarias ; o era;
vo, das Molucaa ; o ricino, da India.
Entro as arvores: ocastanheiro rem da India ;
o loureiro, do Creta ; o sabuguero, da Persia.
Entro as flores: o narciso o o cravo procedem
da Italia ; o liz, da Syria ; a tulipa, da l.apadoi-
ra ; o jasmim, da India ; a margarita, da China ;
o mastruco, do Per ; a dalla, do Mxico.
A maior parto das plantas dos jardins e dos
passeios sao de urna aclimalacao muito mais mo-
la de verdadeiro n'um nico systema : onde es- dorna do que se suppe.
lariao eecleclismo ueste ultimo caso? O olmeiro s se propagou om Pars no secuio
A verdade, repelimos, s urna: quem souber XVI; "ao ha 250 annos quo o pltano veo da
o que tem de verdadequalquer systema. nao pre-; Halla ; a primeira de todas as acacias franeczas
cisa de saber mais nada como phlosopho; o mais! plantada por Vespasiano Robn, ainda existe no
que podo fazer, por mera curiosidade comparar jardm das Plantas; o caslanheiro da India da
as ideas verdadeiras que possue ja, com as dos mesma edade.
vo pratcar entre compatriotas, era paizeslran-
geiio.
Em Oxford a diligencia parou ante Swann-
inn. O Ir. Coppczas desceu da bolea e o co-
cheiro lvre do um visnho importuno disse a Li-
rely :
Esle Sr. Coppezas muilo orgulhoso ; in-
commoda-o, cu comprehendi.
Esse viajante? disse Livcly ; enganou-se,
Palrick, nao repaiei nelle.
Ah I um homem bem mo Mais vinte
homens como elle e nao ha um s cocheiro na
Inglaterra 1 Ho de matar os cocheiros I
Esle Coppezas lem morlo cocheiros ?
Cera I
Cem cocheiros? e nao o en forca ram ?
Ento agora se en forca alguem ?..... Mas
apeemo-nos e vamos jautar. Fallaremos disso
mais tarde.
Ojantar esta espera dos viajantes, ao inverso
la Franca, em que os viajantes esperam o jan-
lar. O land lord de casaca prota cora mangui-
tos, cortou urna trincha de boi assado, c fez es-
pumar a portar (cerveja) Barklay Perkins em to-
dos os copos. John Lively comeu pouco, e saho ville Street
para comprar um par de luvas brancas, e sonhar. pertence.
cora a moga do sitio de Bucks.
Depois de jantar, pozeram-so a caminho para
Birmingham. -
O Coppezas fie em Oxford, disse o co-
cheiro a Lively, o senhor pode seular-se na bo-
lea.
Lirely calcou as luvas, alisou os cabellos cor
de fogo, segurou bem na cabera o seu qui capit
a
Olho para a campia, disso Lively;
mnito formosa, mas gosto mais da nossa verde
Erinn I
Ah creio! Eu nao quizera esle Velho
Wostook seno para guardar porcos. Jtornou a
ver a nossa Irlanda, Sr. Lively, depois da morte
de seu pai?
Nao. O que ira eu fazer Irlanda ? solTrer
o ver sofrer.
Tem razo. Era um hornera honrado aquel-
lo seu pai I Conduzi-o cem vezes do Liverpool
a Birmingham, antes da invenco dos malditos
caminhos de ferro I Seu pai nao dercter deixa-
do grande cousa, era lo honrado !
Nao me deixou nada : apenas urna cabana
do lado de Slrafford, na estrada de Manches-
ter. ^
Ah I ahi que rire ?
Sira, Palrick, ahi que morro. Anda o
mez passado, eu trabalhava em Mannhesler, na
manufactura de seda do Sr. Levis Shwabe ; mas
ello despedio os seus operarios Entretanto,
arho-rae mais feliz quo meus irmos que se
deitam em jejum, no limiar dos palacios de Sak-
durnto em una cabana que me
oulros systemas, mas nao pode esse Irabalho alte-
rar em nada os principios com que enlrou nelle.
Nem nos objecie quo impossivel ver n'um
systema o que ello ten do verdadeir, sem que
no estudo desse sysloma so emproguein elemen-
tos estranhos.
A ser isto verdade, o quo nao negamos, lara-
bem verdade a respeilo das escolas philosophicas
consideradas era globo : se o eecleclismo pois,
no estudo dos systemas nao usa de elementos ex-
tranhos a ellos, com que direto se aprsenla a
julga-los? O juiz deve sim, ouvir as allcgaces
das partes, mas seno lhes ior superior como ha
de fundamentar a seutenca ?
Insistimos mais neste poni porque nello que
fundamos a nossa demonstrado.
O eecleclismo um tacto altestado pela histo-
ria da philosophamas tambera corno depois
mostraremos nao a base de tal historia. Esta
de faci mostra-nos que nenhuma escola lem at-
tingdo verdado philosophica era loda a sua
comprehenso e exlenso : assim como a historia
geral mostra que nenhuma sociedado tem existido
que atlingisse o ideal da rida social. O eeclec-
lismo a enunciaco desta experiencia, o se del-
ta se podem tirar illaces fecundas, nem por isso
pode elle fundar um systema verdaderamente
philosophco.
O rainunculo o a rosa de Damasco do tempo
do S. Lus; o lilas foi transportado da Persia, ha
300 anuos; a alface, o raoln, as alcachofras, os
cravos d'Alexandria foram introduzidos por cui-
dado do Rabelais; a lulipa do XVII socolo ; ha
100 annos que o resed veio do Egyplo ; a rosoi-
ra de Bengala nao tem um socalo; a margarida
apenas conla 60 annos, e asdallias foram irans-
porladasde Hespanha em 1802.
Segundo urna obra do Jonns publicada cm
1825, intitulada o Commorcio do secuio XIX, o
numero total das plantas exticas importadas om
Inglaterra at aquella poca tinha chegado a on-
zo mil.
As primeras 47 especies, comprehendendo a
larangeira, o damasqueiro, a romeira, foram in-
troducidas no reinado de llenrique VIII, 533 no
lempo da rainha Isabel; 758 nos reinados dos
dous Carlos, e no lempo do Cromwell; 44 sob
Jacques II; 208 no tempo do Guilhcrme III ;
230 no reinado da rainha Anna ; 182 sob Jorge I;
1,770 reinando Jorge II; 6,756 no lempo de Jor-
ge III.
M. do Candollo, em 1832, calculara de 1 a
1,200 o numero de especies, que eram cultivadas
nos jardins botnicos de Pars, de Kew, de Co-
penhgue, de Bcrlira o do Moscow.
mava o lal fidilgo da bolea ; olhava para o col-\ Ule fecil de'castor fino, etoraou a bolea de as-
tage que pareca correr no horisonte para Bicks.i salto. Os cavallos executaram um quarteto de
rinches, como urna ouvertura de partida, e fize-
ao passo que elle era levado em sentido coi Ira-
rio ; julgava-so esquartejado por quatro ca-
vallos.
Estes carallos vio muilo divagar, disse o fl-
dalgo.
A esta palavra, John Lirely eslremeceue dei-
tou ao seu orgulhoso substituto da bolea ura
olhardesdenhoso.
Acba enlao que os meus cavallos
muito de vagar, Sr. Cpppezas?. disse o
cheiro.
Do cerlo, disse o tal Sr. Coppezas
fim fazem o que podem ; nao sao a vapor.
Tambem nao fazem explosao, Sr.
pezas.
Voss falla como um cocheiro.
E S. S. como um engenbeiro do caminho de
ferco de Manchesler.
O Sr. Coppezas rirou-se para John Lively
ergueu os honibros e poz-so a assobiar urna aria
rao
uo-
em-
Cop-
que uo exista.
Nesse mom
um bosque, de
mensa o magn
ord.
o cimo d
e sol
O
mar
cheiro
iam chegando i ntrala de
montanha se descobre a im-
nicie do condado c e Ox-
um ultimo olhai sobro
i se abaixaram atraz deUjt
;e suspiro. ~
ravra o suspiro de Liraly e to-
Lively era seu patrelo ; o ce
le
rou a hora da jantar em Oxfoid
ra dar-lhe algumas consolarles, como n
f
rara tremer com os pulos a dupla Qleira de co-
lumnatas mourescas, hespauholas, golhicas,
italianas que ornam a maravilhosa ra de Ox-
ford.
Era todas as vidracas dos kiosques e dos bal-
eos suspensos s risonhas casas dessa ra, se
linham cncaixilhado immoveis cabecas de In-
glezas, que olhavam a passager da sege ; jul-
gar-sc-hia ver, era um mostrador monumental,
cem exemplarcs aquarella das mulheres de
Shakspeare e Byron. Lively folhcou lodo esse
lbum com os olhos c voltou-se para o melo-
da suspirando. Oh 1 a moca ao sitio fazia com
que todas essas vidracas se quebrassem de in-
veja se por ura momento apparecesse em Ox-
ford !
A diligencia enlrou na campanha sobre a es-
trada de flores do prado e de cerejeiras que ra
ler & linda aldea de Od Wostook. Dahi so avis-
ta logo as alias sombras que coram o caslelllo
do Velho Wostook em que ninguem se lem-
bra do Cromwell. E seja-se Cromwell depois
disso I
John Lively nao pensava em Cromwell. Urna
sombra acompanhava-o nessa estrada graciosa
em que o sol do.vcro no puente deixava cahir
lauto amor para a noile.
Contina a pensar na sua aventura ? disso
Palrick Lively; esli taciturna como um In-
iglez, 3*. Jri&man I
Tinha ido proeurar Irabalho era Londres?
Sim.
E nao achou nada ?
S passei dous dias em Londres. Londres
abalava-mo. Acho melhor um copo de wihsky e
urna btala do roeu pequeo jardn, do que o
meu pialo no palacio do duque de Norlhurabcr-
land, ora Charing-Cross.
Sira I Isso 6 quo 6 fallar como um Irlaudez I
Todava quando necessario virer......
Nao muito necessario viver.
Enlo nao casado ? nao tem filhos ?
Nao. Pois um Irlandcz deve casarse? Ca-
sar-me-hci quando poder baplisar meu ftlho ao
som de todos os sinos de Dublim, na bella egre-
ja de S. Palrick.
Ento ha de morrer solteiro.
E mais fcil do que morrer casado.
-* S passou dous dias em Londres, Sr. Live-
ly ? Nao vio nada ?
Vi muilo....Vi a mulhcr aviltada o S. Pau-
lo apostata. No terceiro da, nada mais tinha que
ver, part.
Como o trataram os Inglezes quo vio?
Eu era lrlandez e pobro. "
Basta 1
Ha de crcr, Palrick, que no primeiro dia da
minha chegada, quasi me persuad que os Ingle-
zes linham feto urna pec,a theatral contra mim?
me urna nuvem sobre os olhos ; nao vi mais na-
da ; doe-mc o corara,), e mou peilo eslalou. Ca-
rainhei ao acaso ; passei por Faringdon Streel,
largo como Sakville, o nao o vi; entre em urna
ra que mo fieava cm frente, o s se desvaneceu
o meu sonho cm frente de S. Paulo. Esso templo
prelo, como se Dous o houvera fulminado ;
rodeado do um cinto de prostitutas. Auto essa
grande humilhaco de urna egreja calholca, es-
queci a minha propria humilhaco ; perdoei
aquelles que linham ultrajado S. Paulo a (arca
do Irishman in London; mas vi logo que me
era impossivel viver muito lempo if aquelle ar, e
fixci a minha partida para o da seguinle. Esta
manha sahi de Londres sacudindo a pocira do
meus ps o nao voltarei mais l I
Oh ha de voltar*Sr. Lively.
Sim, quando os Inglezes tirerem inventado
o confortarel d'alma, elles quo tem esgotado o
genio a cuidar do corpo.
Ah! necessario ser-se juslo, Sr. Lively,
mesmo com os Inglezes ; veja so possivel en-
contrar urna estrada mais bem tratada; os mis-
mos cavallos licarn alegres, goslam de viajar.
Olhe para aquelle formoso rio quo corro ao p
desta linda villa do Slrafford ; olhe para esta pon-
te por quo vamos passar; prcllro esta pontea
London Bridge; podo por-se dobaixo de um si-
no ; pontinha delicada, com rampas para os
poes e dous passeios. Olhe para esta estrada
que desee para Haraley ; um passeio rio jar-
dm, direita e esquerda, cora calcadas para
os nec-s ; pobres infolizes? pozeram flores como
so fossem velludo para scjis ps?
E bronze no coraQo, Palrick. E depois on-
do vai ler esta estrada ? A Londres; ondo a pros-
lituico corre pelas ras; a Birmingham, em
que a industria degolou Deus com urna faca do
ajo.
Ah Sr. Lively, a desgrana tem azedado o
seu carcter ; se fosse rico, seria mais tolerante.
Em jejum sempre a gente osla triste e tica ale-
gre depois do jantar. Eu tambera sou algumas
vezes como o senhor. Quando o caminho do fer-
ro me poz para fra da estrada de Liverpool, eu
quiz afogar-rao no Mersey. Nao me afoguei e fiz
bem. Deram-me servico na estrada da Birmin-
gham a Londres c viv.
Sim, mas no anno que rem, o raway lo
pora para fra da estrada de Londres, c has do
querer afogar-to nesse lindo rio do Slrafford, que
hoje admiras. Na cslradi de sHtroingham a Man-
chesler nao le dar o servido, porqr.e "trabalham
na rctinio dos caminhos; por-lc-ho para fra
de toda a parto. A indus+ria urna bolla cousa,
aos olhos.... Quizera ver esto Sr Coppezas ro-
dado vivo !
Palrick lembra-lo de quo s catholico.
Dcvos perdoar ao Sr. Coppezas.
Soja ; perdoo-lho ; mas procuro nunca mo
cahir as unhas I
Os dous Irlandeses cossaram do fallar ao anoi-
locer. Entre a villa de Hamley e Birmingham,
John Lively rompeu o silencio, o disso a Pa-
lrick :
Escute. Ao chegar, eu me tinha apeado na Cruz I mas faz viver o forro morrer o homem. L'm da'
f lll'A ilhCi-.Mili. A 1 nr.-.;. .! C U-*t__. ___ r*_ ----------- kaMak.'. '
de ouro, defronte da egreja de S.'Martinho, ou-
tro apostata : pedi qae me indicassem Faringdon
Street, onde tinha urna possoa conhecida; dissc-
ram-mc : E' muito longe ; lome o Slrand di-
reita. e caminhe duas mlhas cm frente. No Om
de Fleet Street vi mula gente parada a ler gran-
des cartazea do todas as coros. Faga idea da mi-
nha admiracao, quando deitando os olhos ao pri-
meiro dos cnrlazes, li: = Theatro de ielphi;
Qreat allraclion; primeira reprttentaco do
\7rlandtz em Londres, farcaem p acto. Caltlo
o Sr. Copporas, engeh^iro, ha do fazer passir
por cima do leu corpo um wagn.
-- Tem razo, Sr. Uvely.... nao 6a mim que
lastimo.... lastimo 0s meus pobres cavallos, que
sera.0 toreados* 'aDandonar esta bella estrada de
quetanlo gost-aml Manda-los-ho Londres;
estacionara,.} ,-,m Hay Markel ou cm frafalgar
j ''ys'C"3 de aborrecimenlo diante de
ura oabr,uiHl pajfnj safety ; ou enlo, o que
Pe!?r. pntiaro ura mnibus, de Mantio* liouse
* b'esinajen Garden: Oh I veem-me as lagrimas
Voc" para algumas vezes naquella chcara
de Rocks, em que lomamos soda water l
Sim, algumas vezes ; ora paro cm Chepperig
IKicomie, ora em High Wicombe, ora era B
cks.
Conhece aquella moca que nos deu a-.
soda ?
Nao ; foi a primeira vez quo a vi, pareceur-
rae muito formosa a tal moga.
Nao acha singular quo urna moga l for-
mosa o to bem trajada exerca semolhantc>mys
ter, cm semethanlc lugar?
Sira....acho singular, agora quo me falla
nisso. Est apaixonado por aquella moca, Sr. Li-.
vely ?
Cala-te, Palrick. Aquella mulher aponas.m
admira. Dara as cinco libras que me-rosto. u,
bolsa para conheccr a historia cUquolla, w.\*-
Ihor. s
Talvez fosso pagar muito.
Da-las-hia de bom grado.
Pois bem I creio poder economisar-Mke essa
despeza....espero....meu iraio- esloliajadeiro
do Ito Vermelho om Wycorabe.; oa slalajadei-
ros sabem ludo ; inlorroga-lo^hei a respeilo da
moca do sitio, o saberemos tudo, como elle sabe.
Fazes-me um grande favor, Palrick......
Porque isto se prendo oaiJxa historia.... a ura
myslerio....
OrN para ah, Sr. Lirely.... a modo que os.-
l vexado ponha-so agosto.... Ondo val mo-
rar era Birmingham ?
Etn larl /un, na praca do Mercad, de-
fronte da estatua do Xels.au.
Hei de torna-la a rer uestes tres dias.
Oh 1 meu charo amigo, apertar-lhe-hei *
mo do lodo o meu coracao.
Ah I Sr. Lirely, o senhor nao bebcu tuda,
beben veneno ingloz I
John Lirely nao replicou.
Estamos em Birmingham, disse Palrick.
O co eslava puro e as claridades serenas da
la e das estrellas, podia-se destingur confusa-
mente o palacio golhico do Grammar Schooll, o
os capiteis aerios da Toten Hall, duas maravi-
llas modernas da archUeclura gotlttca, a inmen-
sa cidado deslacava-so no horizonte do co e pa-
reca sentar-se no horizonte sobre a Grande Ifr-
sa, essa poltrona do sele estrellas, e dormir ao ar
hvre como ura operario laborioso que so prepara
para as fadigas do dia seguinle.
t
(Continai"-*-Aa.)
PERN. TYP. DE. kt. P. DEFARIA. 1360"
MI ITII Knn


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