Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09041


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Full Text



i

eC

ANO IXXYI. BBEBO 90.
Por tres mezes adianlad* 5JO0O.
Por tres mezes vencidos 6)000.
liRTi FEIRA 18 DE ABRIL DE
Per auno ad astado .9$000.
Porte fraseo para o aobseritor.
ENCARREGADOS DA SUBSCRIPQAO' DO NORTE.
Parahiba, o Sr. Antonio Alcxandrino de Lima;
Natal, o Sr. Antonio Marques da Silva; Aracaty, o
Sr. A. de Lemo3 Braga; Cera, o Sr. J.Jos de Oli-
veira; Maranhao, o Sr. Manoel Jos Marlins Rbei-
ro Guimaraes; Piauby, o Sr. Joo Fernandos de
Moracs Jnior; Para, o Sr. Justino J. Ramos;
Amazonas, o Sr. Jcronvmo da Cosa.
PARTIDA DOS COKHEIOS.
Olinda todos os dias as 9 1/2 horas do dia.
Iguarass, Goiaaua e Parahiba as segundas
e sextas tetras.
S. Anto, Bezerros, Bonito, Caruara, Allinhoe
Garanhiins as tercas feirns.
Tio d'Alho, Nazarelh, I.imoeiro, Brejo, Pcs-
queira, lngazeira. Flores. Villa Bella, Boa-Vista,
Oricury e Ex as quartas-feiras.
Cabo, Serinhaem, Rio Formoso.Una. Barrciros,
Agua Prela, Pimenteiras c Natal quintas feirns.
(Todos os correios arletn as 10 horas da manliaa.
El'lttMEiUDES IIOIIK JE ABIUL.
5 I.ua ebeia as 5 heras e 40 minutos da tarde
12 ('liarlo minguanto as 11 horas e 13 minutos
ca larde.
21 1 ua ora as 3 horas e 26 minutos da ma-
haa.
28 OuarOcrescetU as 3 horas e 16 minutos da
larde.
PREAMAR DE HOJE.
Pritiiein as 3 horas e 18 minutos d* raanha.
Seg indo as 2 horas AUDINECIAS DOS TniBUNAES DA CAPITAL.
Tribtmal do eomraercio: segundas e quintas.
Belacao : leamifeiras e sabbados.
Fazenda: ttff^s, quintas e sabbados as 10 horas.
Juizo do conamercio : quintas ao raeio dia.
Dito de orphaas: Ierras e sextas as TO horas.
Primeira rara- do civil: tercas o sextas ao meio dia
Segunda vara do civil; quartas e sabbados ao
meio dia.
PARTE 0FFICIAL
.11 misterio do imperio.
Expediente do dia 24 de fevereiro de 1S60.
Ao presidente da provincia do Oar, oppro-
vando as providencias que tomou aim de obstar
o dcsenvoivinipnlo da febre que tem grassaJo no
termo de Villa Vicosa.
Ao presidcnie da provincia do Piauliy, de-
clarando que fot approvado o acto pelo qual man-
lou o seu antecessor abonar subrencao compa-
nhia de navegaco por vapor no rio Parnahyba
at approvac.ao dos respectivos estatutos.Com-
municou-se ao ministro da fazenda.
Oilara seceso.Ao presidente da provincia de
Pernambuco, para remelter urna demonstrarcao
do capital provavcl, com garanta, que tora de
despender-so na estrada de ferro da mesma pro-
vincia, afim de pader-se calcular o juro que o go-
Terno lem do pagar respectiva companhia no
exercirio de 1861 a 1802.Na mesma conformi-
dade ao presiilente da provincia da Babia, ao
presidente da directora da companhia da estra-
da de ferro de Pedro II, aos directores da de S
Paulo, e ao presidente da companhia da estrada
de rodagem L'niao e Industria.
-25
Ao presidente da provincia do Cear, declaran-
do que o governo imperial tica inteirado do que
communicou em seu officio de 4 do torrente mez
relativamente i proriuceo dos lotes de camelos
confiados aos cidadaos "conego Antonio Pinto de
Mondonga e Icnente-coronel Joao Francisco Bar-
bosa Cordeiro, e bem assini da mortc de urna ca-
mela.
-28
Segunda seccao.Ao vice-presidente da pro-
vincia do Amazonas, declarando que deve diri-
gir-sc ao ministerio da fazenda, alira de oblcr a
o'itorlsacao que solicita para arcudir aos reparos
de que precisa o palacio do governo da mesma
provincia.
Ao director da faculdade de dircito do Be-
cife, remetiendo o compendio de direilo romano
intitulado Instiluciorura I). Juslianiani, Libri
IV, in usnm Academiarum Brasiliensium, do l)r
Ernesto Ferreira Franca, aim de que a respecti-
va congregacao informe se convm ser adop-
tado.
Ao presidente da provincia do Rio Grande
to Norte, aecusando o recebimento do officio em
que d conta do resultado da commisso de que
loi encarregado o Dr. Firmino Jos Doria, na po-
voarao de Pirangy da Praia e nutras localidades
do termo de S. Jos de Mipib, bem como das
providencias que tomou por occasio do appare-
cimento de alsuns casos de bexigas na capital da-
quella provincia.
29
Ao presidente da provincia do Cear, appro-
vando a despeza de 190$990, com a compra de
alguns objectos precisos para .o palacio do go-
verno. Communicou-se ao ministerio da fa-
7.enda.
Quinta seceo.Ao presidente da provincia do
Cear, approvando a despeza de 2:135$844 que
mandou [azer com o Iratamenlo dos indigentes
affeclades de bexigas em diversa*, localidades da
provincia.Goaeaianwou-se a* miuistcrio da fa-
zenda.
Sexta seceo.Ao mesmo presidente, decla-
rando que fica approvada a despeza de 1:2239500
ris eita com os camelos importados naquella
provincia.Communicou-se ao ministerio da fa-
zenda.
Ao presidente da provincia de Pornambuco,
declarando que em attenro s reclamacoes do
engenheiro fiscal da estrada de ferro dquella
provincia, nomear um ajudanle para auxilia-lo.
Ao mesmo, communicando que foram con-
cedidos tres mezes de licenca ao engenheiro Wil-
lian Marlineau.
soldndu o 4" balalhao de arlilhana a p Pedro
Antonio pede perdo do resto da pena de seis ali-
os de prisao a que fra condemnado por crime
de fuga, estando a cumplir sentenca, c de Fran-
cisca pedindo igual graca para seu marido, o sol-
dado do 9o balalhao de iufanlaria Manoel Joa-
quim de Olivcira, que se acha cumprindo sen-
lenca na illia de Fernando deNoronha.
Ao ajudantc-general, para informar acerca
dos seguimos papis:
Aviso do Sr. ministro da marinha, datado de
10do corrente, requisitando a entrega do artfice
JoaoJos da Silva Segundo, que consta achar-sc
com praca no Io balalhao de infamara.
Officio do capilao encarregado do laboratorio
pyroicchnico do Campinho, n. 114, de 13do pre-
sente mez. pedindo a remocao do Africano livre
Conrado, ao servico do eslabelecimento, para ou-
Iro lugar mais adequado :
Itequcrimento do 2o cirurgio do corpo de sau-
de do exordio Dr. Ignacio Jos Garca, pedindo
se Ihe conliiiucm a pagar os mesmos vericimen-
tos que lem recebido desde que esta em servico
da casa imperial.
Dito de Rita Vicencia da Silva, pepindo a en-
trega de seu escravo Emiliano, crioulo, reculado
em Nilherohy.
Reclumacao do conselheiro Joaquim Francisco
Vianna, sobre a entrega de seu escravo de nome
Candido, que foi recrulado.
Ao presidente da provincia do Maranho,
recommendando que, nos orcamenlos que para
dra-yll'Ciou-se OMno
llio de compras navaes.
sentido ao cousu-
accossonoS, indos da corle no vapor Paran.
OIIi;iou-se no Sr. Liis.
Expediente do secretario 4o averno.
Cilicio aochcfe de polica.S. Esc. o Sr. pre-
sidente da provincia manda communicar a V. S.
em resposia ao seu cilicio de honlem, sob n. 8,
que cxpedio ordem Ihesouraria de fazenda pa-
ra pagar a quantia de 4$5O0, proveniente dos
eia|ies aaonados pelo delegado do lerrao do Bre-
jo ,io desertor do 8o baiilhde- de infantaria Apo-
linano Liberato da Costa.
Dito-ao inspector da thesouraria de fazenda.
S. Exc. o Sr. presidente da provincia, manda
trarsmctlir a V. S. a inclusa ordem do Ihesouro
nacional, sob n. 203.
Dito ao director das obras publicas.S. Exc o
Sr. presidente da provincia, manda communi-
car a V. S.,om resposla ao seu officio de 2 do dante das armas,
corrente, sob n. 301, que por despacho de hoje Dito ao mesmo Transmiti
autonsou a llicsourwii provincial a pagar, vis- convenientes exames as copias das actas d'o'co-
tadocorape.ente ceT.hcado, a importancia de-j selho administrativo para Lnecimenlo do arsel
de nal de guerra, datadas de 14,81 e 31 dedezembro
prximo lindo.
Dito ao inspeqlor do arsenal de marinha.Be-
mello por copia a Vmc. para sua intelligencia e
.Vl f.lecua' o aviso do ministerio da rr.ari-
DIAS DA SEMANA.
16 Segunda. Nossa Senhorados Prazeres.
17 Terr;a. S. Aniceto p. m.; S. Elias Mongo.
18 Quarta. S. Galdino b. csrd ; S. Apolinario m.
19 Quinta. S. Hcrmogcnes m.; S. Scrates.
20 Sexta. S. IgBez de Monte Policiano.
21 Sbado S.Anselmo aro.; Ss. SrMoelzaciomm.
22 Domingo do Bom Pastor. Ss Soler e Caio mm.
Dilo ao mesmo.Reconrmendc V. S. ao pra-
ticanle dessa Hiesouraria Antonio Jeronymo de
Ulueira, que-no praso imDrorogavel de 20 dias
siga para a provincia da Parahiba, aOm de entrar
no exorno de- amanuense da societaria da the-
sourana da mesma provincia, como se determina
no aviso, junto por copia, expedido pelo minis-
terio da fazenda em 19 ae dezembro ultimo.
Dito ao mesmo.Communico a- V. S. que, como
a?" "me de aviso do "'nis^rio da guerra em
t de dezembro ultimo se expedio oruera n'a-
quella dla a pagadoria das tropas para abonar
ao ajudanle da companhia de pedestres desta
provincia, tres mezes de sold a descontar pela
j. parle.Deu-sc scicncia ao general comman-
V. S. para os
vd ao irrenialante dosconcerlos da ponte
Bujary.
Dito ao capito Brasilino de Amorim Bezcrra.
S Exc. o Sr. presdeme da provincia manda
dec arar a V. S. que vista da informacao unta
por copn, do inspector da thesourara de fazen-
da suBmetto consideracao do governo impe-
rial o officio em que V. S. pede o pagamento de
sua gralQcajao pela commissao que Iho foi in-
cumbida de exploran e conheccr a locallidade
Ministerio da guerra.
Expediente do da 14 de marco.
Ao ajudanie-general, para mandar dar bai-
xa s pracas constantes da re ac o que se Ihe re-
melle, por lerem sido julgadas incapazes de con-
tinuar no servido.
6o batalho de infantaria.
Soldados Manoel Valentina e Bernardo Jos Go-
mes.
10 batalho de infantaria.
Soldados Constantino Alves da Silva, Lourenco
Tiburcio dos Prazeres e Manoel Valerio de
Souza.
4o balalhao de infantaria.
Io sargento Jos Joo de Souza.
4o batalho de arlilharia p.
Soldado Manoel Francisco do Espirito Santo.
Meio balalhao da Parahiba.
Soldado Jos Luiz Ferreira.
9o balalhao de infantaria.
Soldado Jos Domingos.
Companhia de artfices de Pornambuco.
Soldados Jos Joaquim Nunes de Abreu e Manoel
Jos.
Ao mesmo, rcmetlando-lhe para informar
os papis seguintcs ;
Officio n. 8 de 31 de Janeiro deste anno, do
presidente da provincia de Goyaz, participando
que ao alteres ajudante do balalhao de cacadores
de Mato-Grosso Jos Ponce Martina, que 'seguio
para Guiaba, levando 5 pravas do corpo de caval-
laria da dita provincia que estavam addidas ao
corpo de guarngo fixa da de Goyaz, mandara
prestar mais urna praca de cavallaria do dito cor-
po de guarnicao fixa, 3 animaes cavallares o 2
muars, e bem assim os objectos necessarios para
& vingem do serlao.
Officio de 13 do correnle, do coronel director
dos telegraphos da corle, participando que desa-
liara a pona de um ngulo do lelhad da casa do
forte do Caslello.
Rcqiierimento do capcllao-alferes padre Joa-
quim Pereira de Alencar, pedindo ser conserva-
do em servico na companhia fixa do Rio-Grande
do Norte, ou ir servir no Cear.
Requcrimenlo de Zcferino Jos de Oliveira. 2o
lente do Io regiment de arlilharia a cavallo,
pedindo demiasao do servico.
Requcrinicnto em que Joao Tcixeira de Azeve-
do pede a baixa de seu ilho do mesmo nome, que
foi recrulado e se acha com prac,a no Io balalhao
de infantaria, por ser surdo
Rcquerimenlo em que Fortunato Marques de
Souza pede a soltura de seu ilho Fortunato Mar-
ques Azambuja de Souza, que foi remedido da
reparlicao da polica para assentar praca no exor-
dio. v *
15
Ao ajudantc-general do exercilo, para que
mande executar as senlencas do conseHio supre-
mo militar de justicaexharadas nos processos se-
guintcs :
7 balalhao de infantaria.
Soldados Jos Raimnndo e Antonio Benedicto-.
9 balalhao da mesma arma.
Soldados Antonio Lourenco dos Santos e Izotico
Pessoa dos Anjos.
10 datalhao da mesma arma.
Corneta Manoel Jos do Nascimento. ~
Soldado Manoel da Silva o Souza, Qunliliano
Antonio de Oliveira, Jos MaDoel Pinlo e Sera-
pliini Antonio Gomes.
Corpo de giiarnicio fixa de Minas.
Soldado Jos Felippc Rodrigues.
Companhia do arlitlces de Pernambuco.
Soldado Manoel Ignacio.
8o batalho de arlilharia a p.
Soldado Eduardo Francisco do Sscramcnlo.
16 -
Ao conselho supceroo militar, remetiendo,
para consultar, os requerimeotos em que o ex-
. mais propria para a fundaco de una colonia agn-
o futuro remellar a psia secretaria de estado, so- col) sob a dircego de sacerdotes Trapistas,
bre quaesquer obras, faca discriminar com a pre- Dilo ao comniandanlc do corpo de polica.
eisa clareza as despezas ; especificando-se, na Do ardetn do S. Exc. o Sr. presidente da provin-
parlc em que se tratar Ja mao d'obra, o numero cia, communico a Y. S. que, por despacho de
de dias em que serao fetas e a importancia a que hojn, autorisou-se a thesourara de fazenda a pa-
moniara o jornal de cada dia de Irabalho. i gar a importancia das diarias abonadas desde
Ao do llio Grande do Norte, para mandar Ijull o at dezembro do anno prximo passado aos
forneccr pelo deposito de arligos bellicos diversos dous calcetas empregados no servico da limnczu
objectos companhia fixa de cacadores o enfer- *
maria militar da mesma provincia.
Ao de Pernambuco, idem idera, pelo arse-
nal de guerra varios objectos companhia fixa de
cacadores c enfermara militar da provincia do
Rio-Grande do Norte e diversas pecas de falda-
mento ao meio balalhao da du Cear
Ao mesmo, idem, idem, pelo conselho ad-
ministrativo, ao meio balalhao do Cear, as es-
leirs relativas ao prmeiro semestre do correnle
anno.
Ao mesmo, para exigir da thesourara de
fazenda as necessarios inforraaces aim de se po-
der resolver sobre o requerimnto em que o ex-
soldado Trajano Paulino do Espirito Sanio pede
pagamento de um titulo de divida que diz apre-
sentra ao inspector da referida Hiesouraria.
Ao das Alagas, declarando, em resposla,
que se concede ao tendiente to 8o balalhao de
infantaria Jos Anselmo Valejo o prazo de um
mez, que a junta de saude que o inspeccionon
julgou necessario para o seu Iratamenlo.
Provincia de Pernambuco.
Requerimenlosiiideferidos :
De Carolina Leopoldina Guimaraes, pedindo que
so conlrale com seu marido Bernardo Jos da
Silva Guimaraes o fornccitnento de pao para os
corpos do exercilo estacionados na capital da so-
brcdla provincia.
De Belarminna Augusta de Moracs da Mes-
quila" Pimentel e Augusta Celestina de Moraes
da Mesquita Pimentel, filhas legitimadas do fal-
lecido capilao de cavallaria lgeira Antonio
Manoel de Mores da Mesquita Pimentel, pediudo
o abono do meio sold de seu pai.
De Ricardo Mendcs Barbosa, pedindo baixa pa-
ra seu ilho Manoel Ricardo que se acha cora pra-
ca no 4o balalhao de arlilharia a p.
Da Mara Joaquina da Concecao, pedindo per-
do para seu (llio o soldado do h" do balalhao de
infamara Joaquim Estanislao Ferreira, que est
cumprindo senlen^a por crime de 3a descrco.
Ao misistro da fazenda, deca randoque nao
obstante o que expende a thesourara de fazenda
da provincia de Pernambuco, baseada no aviso
do ministerio da fazenda da 14 de dezembro de
1853, cuja doulrna seria ulil reconsiderar, nao
parece proscripto o direilo do ex-soldado do exer-
cilo Goncalo Antonio Florencio ao pagamento
dos vencimenlos que dcixou de perceber, visto
achar-se a tiquidacao dessa divida dependente da
aeco fiscal da repartido da fazenda.
Ao ajudantc-general, declarando que ao
capellao do exercilo Fr. David da Nalividade de
Nossa Senhora, que se acha na corle, se concede
permissao para demorar-se na provincia de Per-
nambuco, durante 30 das antes de seguir para o
meio baatalho da do Piauhy, onde vai servir : e
outrosim que u autorsaco outorgada a S. Exc.
por aviso de 16 do novc'mbro do anno Dudo foi
lo somonte para fazer a primeira distribuigo
de capelles pelos corpos.
Ao inspector da thesourara de Pernambuco,
expondo os motivos porque nao devia ser sus-
penso o pagamento da consignarlo que de seu
sold dexra o major Pedro Paulo de Moracs Re-
g a seu ilho, residente na provincia, nao obs-
tante haver sido reformado aquelle offical.
o quarli'l desse corpo, como se v da relacao
que acornpaiihon o officio de V. S. de hoje, sob
n. 5. '
-5
Officio ao Exm. presdeme do Ro Grande do
Norte.Pela directora do arsenal de guerra fo-
ran: enviados para essa provincia, na barcaca
Coi.ceirao de Maria como V. Exc. melhor ver
do icrnio el* va de conhecimento que aquiaj un-
to, osbarris de plvora c volumes, do medca-
menos rjue Teram da corte para tercm esse
destino, licando assim salsfeto quanto V. Exc
exigi no seu officio datado de 16 de novembro
pro :imn finilo.
Dilo ao Exm. presidente do Maranhao.Accu-
so a recepcao do officio que V. Exc. se servio di-
rig -me em 26 de dezembro ultimo, e agradeco-
Ihe a communicaejio que me faz a respeito do
Suisso Eraili Sochy, e do procedimento do cora-
mandanb: da cauhoneira lguatimy, quo em vez
de seguir em direitura para essa provincia, de-
moiou-se na do Cear, dando assim lugar a que
o d to Suisso podesse seguir viagem para o Para
no vapor Cruzeiro do Sul
Cito ao Exm. presidente dis Alagoas.Accu-
san lo recebido o officio que me foi dirigido pelo
secretario dessa provincia em 3 do corrente con-
graiulo-me com V. Exc. pela saude de SS. MM,
II., uio menos que pelas demonstrares de en-
Inuasmo que oe ougusios nusp^ues leem iuce-
bide do povo dessa capital, e de muitas pontos da
pro< incia.
Dito ao commandante superior da guarda na-
cor al do Recife.Pelo seu officio de 4 do cor-
ren e, sob n. 1, Dquci inteirado de haver V.
Exc. rcassumido naquella data o exercicio do
cari;o do commandante superior da guarda na-
cioi al dcslc municipio.
Dito ao mesmo.Remello por copia V. Exc.
pan sua intelligencia, o aviso expedido pelo mi-
nisterio da justica ao presidente da provincia do
Par sbreos juramentos dos officiaes da guar-
da nacional.Iguac3 copias foram remetlidas
aos de mais commandanles superiores da pro-
vincia.
Aviso a que se refere o officio supra.
Ministerio dos negocios da justica Ro de
Janeiro era 22 do dezembro de 1859.Illm. e
Exm. senhor.Consultando V. Exc. emseu offi-
cio de 24 de margo ultimo sobre as seguintes du-
vidis:
IaSe os officiaes da guarda nacional fque
se; diarera no exercicio dos respectivos postos
sen juramento, devem agora prest-lo, e & quera
compele defcri-lo ?
2,".Se os que prestaram juramento deferido
por officiaes n5o juramentados, sao obrigados
d-lo de novo ?
3.. Se se deve exigir novo juramento
aquelles que tiverem notas as suas patenles
de i) terera prestado, sera todava constar isso ao
respectivo lvro ?
4.a.Se sao nullos os termos de juramentos,
que encontrarem sera datas, ou lavrados por
officiaes do mesmo, ou de outros corpos, sem
que sejao respectivo secrclario?
Era resposla ao mesmo officio tenho de sgni-
GOVEBNO DA. PROVINCIA..
Expediente do dia 4 de Janeiro
de 1860.
Officio ao commandante das armas,Pode V.
Exc. mandar abrir nssentamento de praca ao re-
cruta Jos Braz da Cunha, de que trata o seu offi-
cio de 2 do corrente, sob n. 2.
Dito ao mesmo.Sirva-se V. S. de informar
sobre o incluso officio do chofe de polica com
dala do liontem, e sob n. 12.
Dito aa inspector da thesourara de fazenda.
Consta de parlcipacao do juiz municipal e de
Oi-phaos do lermo de Cimbres, bacnarel Miguel
Archanjo Monlero de Andrade que no 1" do
correnle enlrou elle no gozo de um mez
do licenca que Ihe foi concedida pelo con-
selheiro presidente da relago.Communicou-se
a osle. -^ ,
Dito ao mesmo.A'a do pedido mande V.
S. adianlar ao almoxarifcwo hospital militar a
quantia de um cont de reis-para occorrer ao
pagamento das despezas daquolre eslabelecimen-
to na primeira quinzena do prsenle mez.
Communicou-se ao general.
Dilo ao mesmo.A' vista do que V. S. infor-
mou no seu officio de 2 do correnle, sob n. 5,
auloriso-o a mandar adianlar ao director da co-
lonia militar de Pimenteiras, nos termos do avi-
so de 22 de maio de 1857, 3:0008 para occorrer
s despezas daquelle estabelecimenlo at o ulti-
mo de fevereiro prximo vindouro, sendo essa
quantia entregue ao respectivo ajudanle.Com-
municou-se ao director da colonia.
Dito ao director das obras militares.Approvo
o orcaraenlo dos reparos precisos no quarlel do
cavallaria, ficando assim respondido o officio de
Vmc com dala de 2 do crrante sob n.Com-
municou-se a thesourara.
Dilo po mesmo.Recommendo a Vmc. que
mando fazer dous biombos para o hospital mili-
tar, entendendo-se para isso com o respectivo
director.Communicou-se ao general, c a the-
sourara de fazenda.
Portara.O presidente da provincia, confor-
mando-so com o que representen o chefe do po-
lica em officio de honlem, sob n. 6, resolve
conceder Manoel Bezerra da Apresenlacao, a
exoneracao que pedio do cargo de Io supplonle
do subdelegado de polica do Io districlo da fre-
guezia de s. Caetano de Caruar.Communicou-
se ao chefe de polica.
Dita.O Sr.|agenle da companhia brasilcr
da paquetes a vapor mande enirpgar*fo asAro*
mo francer Liis ura caixuie com 'ara Vfng
nlia de 23 de dezembro ullimo determinando que
sejarn remeltidos ao quarlel general do corpo de
impcriaes marinheirosus aprendizes que se acha-
rcm comprehendidos na letra do art. 23 do rc-
gulamenlo mandado executar por decreto n. 1317
de 4 de Janeiro de 1855.
Dilo ao mesmo.Para cumprimento do aviso
junto por copia, expedido pelo ministerio do im-
perio em 21 de dezembro ultimo, haja Vmc. de
ministrar pelo quo respciU as obras a seu cargo,
as determinares comidas no mesmo aviso. Cum-
pre oiilro sira que Vrac. exija dos empreiteiros
das obras do caes que foram pro Vmc. contrata-
das de ordem da presidencia um relatorio raensal
do estado das mesmas obras com as declaracoes
indicadas no mesmo aviso.
Dilo ao juiz especial do commercio.Queira V.
S. ministrar com urgencia as informarles exigi-
das no aviso, junto por copia, expedido pelo mi-
nisterio da justica em 22 de setembro ul-
timo.
Dilo . ym que Vmc. rae remella mensalmentc um re-
latorio de cada urna das obras a seu cargo auxi-
liadas pelo Ihesouro nacional, observando as de-
tcrnnnacoes comidas no aviso, junto por copia,
expedido pelo ministerio do imperio em 21 de
dezembro ullimo.Offkiou-se cm iguaes termos
ao director das obras militares.
Dilo ao coramandanto da canhoeira Araguary.
Convm que Vmc. faca seguir no da 9 do cor-
renle para Mace a canhoeira Araguary que tem
de conduzir para esta provincia no 11 deste mez
o chefe de dvisao e commandante da diviso na-
val. Communicou-se a este.
Dito a cmara niunicipal do Recife.Remello
por copia acamar municipal do Recife para que
lenha a conveniente publicidade nesse municipio
o editaltdesla data, no qual se declara que o pra-
so de lOjpiezes marcajjo na le para o descont
nicnsal da 3.a cslampa, t&Ljoxo, e de 500 da 1.", 2.
\Z- l1' TfO^fJJmril rio corren le'..t.nu.l-
0fbmu-3c no mesmo Irentido s de mais cania-
ras da provincia.
1 Portara.OSr. agente da companhia brasilci-
ra de paquetes a vapor expeca suas ordens afim
do ser transportada para o Maranhao, no vapor
Paran, era lugar de convez destinado para pas-
sageiro deestado, Maria Thereza de Jess, aqual
leva em sua companhia dous filhos menores.
Expediente do secretario do governo.
Officio ao inspector da thesourara de fazenda.
S. Exc. o Sr. presidente da provincia manda
Iransmitllr a V. S. a inclusa ordem do Ihesouro
nacional, sob n. 210.
Igual.Remetiendo as ordens do Ihesouro sob
ns. 208, 209.212 c 213.
Dito ao Sr. Ernisto Diniz Eslrut.S. Exc. o Sr.
presidente da pronncia manda communicar a V.
S. cm resposla arofficio de honlem que por des-
pacho de hojeaubrisou a Hiesouraria de fazenda
a pagar o que se estiver a dever a V. S.
COMHMX) DAS ARMAS.
Quariel general do commando das
armas Pernambuco, 17 de
abril deltfGO.
ORDIM DO DIA N. 385.
O lente geieral commandante das armas faz
certo para conleiimcnto dos Sr3. commandanles
de corpos e conpinhas soladas desla guarnicao,
afimde que terin o dovido effeto, a disposc
torcoira do avi do ministerio da guerra de'3I
de marco ultim, em seguida transcripta, que
prr copia Ihe fo romeltida com officio da presi-
eSncia de hontcm datado.
Rio de Janei-o.Ministerio dos
negocios da
na uiu o a margo ae isou.
3.a Que o vahrda etape das pracas dos corpos
ah existentes, (o da forragem d'a companhia
fixa de cavallaria para o semestre corrente, deve
ser na razo do trbrilramento feilo pela thesou-
rara (a de fazenda desla provincia), a saber a
etape a 440 res, c a forragem a 800 reis como
se disse no aviso de 16 de fevereiro pretrito
Deus guarde a Y. ExcSebaalio do Reg Bar-
ros.Sr. presidente da provincia do Pernam-
buco.
Assignado. Bardo da Victoria.
Conforme. Joaquim Fabricio de Mallos, l-
ente ajudanle de ordens interino do com-
mando.
ficar V. Exc. para seu conhecimento que em, guerra cm 31 dt marco de 1860.
visla da iei de 19 de setembro de 1850, e do d-
ere o de 25 de outubro do referido anno, se d-vc
exi,;ir juramento todos os officiaes da guarda
nacional quo deixarara de cumprir esta for"ali-
dace cs:>encial para o exorcico de qulquer
fun:-cao publica, dcclarando-se nullos c jura-
mentos deferidos por officiaes nao jurar*nlados.
e dependentes de novo3 juramento' aquolles
cujus termos nao se acharen registrar" no livro
compelerle pelos secretarios dos cos, ou que
se inconlrarem sem dalas, e sme/e anotados
as patentes.Deus guardo V. E/-Joo Lus-
los; da Cunha Paranagu. Sr, presidente da
prorincia do Para.
Dilo ao general commandari' ** armas.
Pode V. Exc. nao s mandar jfir eal hasta pu-
bliei os 18 cavallos da compaj'1 fi*a de caval-
larii que se acham incapz.do servico, mas
tambera comprar os'14 qu/sao precisos para
pre zer o numero que dev/cr a mesma com-
panhia em seu estado com/:lu Bca assim res-
pondido o officio que V^^o-^nte dirigi era 30
de ilezenibro ultimo, sob
Dilo to mesmo. F^ "presentar V. Exc.
pan serum inspecciona/*0* recrutas Jos An-
tn o Ferraz, e Antn/ francisco.Communi-
cou-se ao comraanday* superior da guarda na-
cional de Sanio Anta/qc o remetiera.
lito ad chefe de/a. Expeca V. S. as
suas ordens para q" seJa capturado, se porven-
tur.i appircccr nes' provincia, o desertor da ar-
ma la imperial Ar01"0 de Freilas Cordeiro, cu-
jos siguaes cons da nota junta por copia.
Iguaes notas forB remetlidas ao commandante
da livisiio navr e oo capilao do porto.
Dito ao insr'Of da thesourara de fazenda.
Coiistanilo-m-J6 aviso do ministerio da juslica
de 23 de dezJur0 ultimo que S. M. o Imper-
doi hou re Dc,m. por decreto de 8 do mez
preximo p?300. jubilar o Dr. Joaquim Francisco
de Faria, J'essor,vitalicio de theologia dog-
mtica dcamin1ar,o episcopal de Olinda, com o
orcenad'""08! de 1:000 marcado pelo decreto
n. 1275 1 do "overabro de 1853 : assim o
coinmir0 ** para sua nlelligencia.
Co nnrc',u"8e ao E*">- bispo diocesano.
Djrfo mesmo.Vista a informacao de V. S.
de f? correnle, tenho a recominendar-lhe a
ex-^ao dc suas orJens para que a collectoria
de das goraes da villa de Tacarat seja inhibi-
i fazer o fornecimento dos presos pobres da
id aquella villa, sendo o cofre nacioml in-
usado pelo provincial.Communicou-se
curan i provincial.
ilo ao mesmo, RemeHc- por copia V s
ra sua intelligencia o aviso pedido pelo ra,
isleo dd marinha, em 28 ddazembroTullimo.
r\ n-i.vi\ rain rmr C^UBainn! ^* ^ J '
BELATORIO, apresentado ao Fxm.
Sr. bu rao do ltoin>,Iardui, presi-
dente desta provincia, pelo Sr.
Dr. Joaquim Pires Machado Por-
tella, em fevereiro de 1860.
Illm. e Exm. Senhor. Dando cumprimento
ao preceito da Iei, tenho a honra de dirigir a
V. Exc o seguinte relatorio sobre o movimenlo
annual do servido publico a meu cargo.
Havendo em setembro ultimo apresentado Ira-
balho scmelhante relativo aos tres primeiros tri-
mestres do anno Ando, pouco tenho agora a ac-
crcsccmar; alm dc que sahna demasiada e
intilmente longa a prsenle exposicao, se eu
nella repelisse algumaa refloxoes e humildes
ideas franca e sinceramente expendidas era meus
anteriores relatnos.
1NSTRUCQO PUBLICA PRIMARIA.
Exislem creadas na provincia 94 escolas de
instruccao primaria, sendo 72 para o sexo mas-
colino, o 22 para o feminino. Das primeras
acham-se prvidas 68, e em concurso 4, a sa-
ber a do Poco da Paoella, do Pilar, de ltamara-
c, do Buique o do Salguero : das segundas es-
tao prvidas 20, e cm concourso 2, a de Caruaru
e a de Garanhuos.
Durante o anno jublaram-se treze professo-
res : o do Altinho, do Pilar de Itamarac. e a
professora de Caruaru'.
Habilitaram-se para pereeberem as vantagens
da le : o de Correntes, o da Varzea, o de Nos-
sa Senhorado O' de Olinda, o de Agua-Prcla. o
de Caruaru o do Flores, o de Bezerros, o da
Gloria do Gott, e a professora de S. Antonio do
Recife.
Acham-se suspensos 2: o de Cabrob e Brejo.
Fallcceu om 7 d* Janeiro prximo 1, o do Po-
co da -onella^
FuriCcionaram pota do anno det859 71 es-
eolos de meninos, e 81 de meaiflfls, o foram fre-
0 mralo pwfwcuw* d.e^.d. V^^^B* aJum^Tuo 3415 ^ :
xo masculillo, e 946 Uo feminino; mais 262 que
o anno anterior, slo ; 175 meninos, e 87 meni-
nas, vindo a ser o lermo medio em cada urna
das primeras 49. e as segundas 45.
era o numero das escolas sufliciente para
una provincia lo exlensa e importante como esta
nem itveram todas ellas tanto alumnos quantos
podenam ter. Quanto aquellas,. nao repelirei o
quo tantas vezes hei dilo, comparando al o nu-
mero drs que possuimos com o que possuem ou-
tras provmcias-de igual e do inferior calhegoria
limilo-me s a pedir a creaciio das que tenho
proposto. Quanlo a estes, apesar da diTercnca
que cada anno vai havendo para mais ( que me-
lhor se ve do mappa junio relativo aos ltimos
W annos ) mais avallada seria a matricula, se
diversas causas, tambera j enunciadas, nao ac-
luassem forteraentc n'esla ou n'aquclla localida-
de. N osla generalidade nao devora eslar co'm-
preUendidas as da capital, pois sao todas bem
requemadas, contando a que tea menos alum-
nos 51, o a que tem mais 128; de modo que al-
gumis ou devem ser divididas, ou ter dous pro-
essores. O mapp junto n. 2 demonstra a ma-
tricula das da capital.
Ao illuslre antecessor dc V. Exc. e a V. Exc
tenho officiado. rogando a expedido das preci-
sas ordens aos agentes policiaes para quando
procederem ao arrolamenlo da populacho me re-
mellcrem uraa relacao dos meninos dc 5 a 15
annos de cada freguezia.com deelaraco dos ver-
dadeircmenle indigentes, afim de s poder to-
mar alguma providencia mais proficua que OS
obrigue a matricular-sc.
Alguns professorese delegados Iliterarios aprc-
sentam como una das causas dc pouca frequencia
de alguns alumnos a pobreza das respectivas fami-
ias, e reclamam a cxecuQao da providencia da
le que manda forneccr al vestuario aos alum-
nos indigentes ; mas V. Exc. contina a pensar
como scus antecessores que por ora nao c seme-
lliante despeza compativcl com o estado finan-
cciro dos cofres provincaes, devendo estes lmi-
tar-so ao fornecimento dos objectos indispensa-
vcis aos cxcrcicios escolares. E' assim que V.
Exc, annuindo proposta do conselho director,
aulorisou a compra de seiscentos exemplares do
Iris classicodo conselheiro Jos Feliciano de
Castilho para seren distribuidas pelos meninos
pobres das escolas primaras.
Durante o anno foram fornecidas de movis as
aulas quo eslo no mappa n. 3,
Cabe aqui fallar de uraa medida indisponsavel
para o bom andamento c regularidadc das aulas.
O art. 55 de Iei regulamcnlar dc inslrucciio pu-
blica determina que onde nao houver e'dificios
pblicos para as escolas, o governo os mandar
construir, ou alugar provisoriamente casas par-
ticulares. Nao ha urna s escola que funeciono
em edificio publico ; tem pois continuado a pra-
tica de arbitrar a Iei do orgamenlo provincial
urna quantia para os professores alugarcm casa :
mas essa quantia lem-se tornado muioinsufficien-
te, mxime em algumas localidades. Repetidas re-
presentaces n'estc sentido tenho recebido de pro-
fessores c delegados Iliterarios. O governo pro-
vincial, cujo conhecimento o deciso as tenho
submcltido, ha respondido com as informares
da thesourara dn mm nSr> pOdu ser excedida a
*vta decretada. Entretanto os embaracos con-
tinuara : e ou permanece a escola era una casa
acariada mal situada, e s vezes insalubre, ou o
pobre professor ha delirar parte do seu mesquinho
ordenado para poder Irabalhar em um edificio
mais commodo, como tem succedido com o pro-
tmSLf" fre*ue d s- Jose. que recebando
^njw Para casa. desdo o anno passado paga
diJU> porque o proprietano elevou o a.'ugucl e
nao tem sido possival adiar oulra casa apropia-
da por menor prc?o na mesma freguezia, como
ludo tenho feito ver com documentos a V. Exc.
Urge pois urna providencia a este respeito,
pois o dito professor nao podo continuar cora tai
despeza, tanto mais quanto a casa serve s para
a escola, pois elle reside em oulra com sua fa-
milia.
Bastante incoavenienle senao perniciosa a
pranea de morar o mestre no mesmo edificio cm
que da aula entretanto de 90 professores e pro-
fesaras publ.cas 80 tem escola na casa era que
nabiiam. Deixando de repetir o que sobre este
assnmplo de oulras vezes hei dilo. nao posso
deixar de insistir pela concessaode loteras, cujo
producto auxiliado pelo que se conseguir dc al-
guma derrama, sirva para se ir conslrundo casas
oppropnadas. primeiramenle pelas cidades de-
pois pelas villas, etc.
Tambcm nao devo deixar de insistir pela dvi-
sao das escolas do primeiro grao em 1.a, 2.a e
i.' classe com gratificaces correspondentes, se-
gundo a importancia das localidades ; e bem as-
sim pela organisacao de uraa aula de habililacao
ou preparaco dos candidatos do professorato.
Errado nao andei quando propuz ao governo a
adopcao do mclhodo gallygraphico de Mr. G.
Scully : o proveito colhido compensa bem a pe-
quea quantia que os cofres pblicos despende-
ram. Faco votos para que so generalse este me-
tliodo pelas escolas do interior da provincia.
Tendo sido approvadas pelo antecessor de V.
hxc, nao s o regiment interno, que apresenlei
para as escolas publicas de inslruccao primaria'
acompanhadode mstrueces. tabellas e model-
los para a distribuido dos alumnos por classes
dvisao dos exercicios escolares, escripluraca
da matricula, mappas, registro, termo dc exa-
mes, e ponto diario, como lambem as instruc-
Qoes para a venllcagao de capacidade para o
magisterio, e provimento das cadeiras publicas de
nsirucgao primaria e secundaria, foi ludo publi-
cado o distribuido officialmcnlo pelos professo-
rese delegados luteranos para ter execuco
O regiment interno, e respectivas instrueces
nao pdem ser plenamente observados cmqunto
as escolas nao frem completamente providas de
lodo o necessario. e nao funecionarem em casas
adequadas; entretanlo vao tendo cumprimenio
no que possivcl.
A inscripcao de dous opposilores smenle para
ascadeiras vagas fez cora quo cm novembro
mandasse o governo espartar o respectivo con-
curso, que anda nao se effectuou porque deve ser
realisado com as formalidades previas exigidas
pelas novas instrueces : ao que so esl proce-
dendo.
SECCSDA RA .
Gymna.no.
O relatorio do muito digno regedor do Gym-
nasio mo despensa de entrar na exposic,ao cir-
cunstanciada da marcha e movimenlo armual
deste imprtame estabelecimenlo, cujas aulas fo-
ram frequenladas por 41 estudanles internos, 8
meio-pensioflislas, e 31 externos. Dc 37 inter-
nos, 6 meio-pensionrslas e 23 externos, que con-
cluiram o anno lectivo, Dzeram exame 27, a sa-
ber : 3 do 4." anno, 6 do 3.. 11 do 2., e 6 do
1., el externo que nao seguio o curso da easa.
Forara approvados 3 do 4." anno, 5 do 3., 6 do
2.. 3 do primeiro-, e o externo. Foram premia-
dos 3 do 4. anno,2do3., 3do2., e 1 do 1..
Achara-so vagas duascadeiras ; a 2.a de geo-
graphi, e a de francez. A'vista do que pondera
o regador, concordo em que nao sejara postas j
a concurso.
Tros medidas julgo indispensaveis e urgentes
para o progresso o prosperidade do gymnasio :
\." a conclusao do novo edificio, afim deque
sahindo o estabelecimenlo da acanhadi casa era
que se acha, lenha as accommodaccs necessa-
rias nao s para fazer observar toda a regulari-
dade emseus actos, e vigorosa disciplina, como
para poder adnntlir o grande numero do alum-
noa. que n elle lem procurado ingresso ; o que
cortamente Ihe faca artillar a receita : 2 a a d-
visao do pl*0 de estados cm um curso obriga-
lono para, todos os-alarnnos, e oulros facuTUti-
ENCARREGADOS DA SUBSCRIPf;l0 NO SOL.
Alagoa, o Sr. Claudno FalcSo Dia; Baia, o
Sr. Jos M-arties Alves; Rio dc Janeiro, o Sr.
Joao Pereira Marlins.
EM PERNAMBUCO.
O proprielario do mamo Manoel F.gucroa- de
Faria, na sua livraria praga da Independencia n.
6 e 8.
vos para Seretu frequentados segundo as vocai-
cops. ou carrpira a que se deslinar o eatadante -
3. ai concessao pelos poderes geraesde valeren
as faculdadvs e 'icademias do imperio^ ou ao
menos na do Recife, e no seminario episcopal dc-
Olmda os exames que no gymnasio se fizerorn
dos disciplinas chamadas preparatorias Sena
bem conveniente que o asserabla provincial
nesle scnlido- dmgisse urna representacao ao eof
verno geral, suscitando mesmo a id de strem
laes exames julgados tambera por um rommissa-
rtodo governe, como se pratica nos o Collesi
das Artes.
Aulas avulsas de latim.
Emvrlude de aulorisago da le forarnsuppri-
midas a de I.imoeiro o de Iguarass*. aquell;.
jubilando-se o professor, c esta, addindo-se o
professor ao Gymnasio. Continuara de S Jo-
s do Reeif. da Victoria, de Nazarelh, e de
Goianna. A excep^ao da primeira que-conta 21
alumnos, as oulras nenhum proveito dao ; plo-
qne a nao dar o governo algum destiiio ao*
protessores. nao se se ser melhor ir conservan-
do taps aulas, ou mandar fecha-las, embora nao,
possam elles perder seus ordenados.
Ensino industrial.
Fazendo os mais sinceros volos pata que a es-
cola de agricultura, que promette o Imperial Ins-
tituto Agrcola, lenha realidade, e nao fique co-
mo a de commercio, ha mais de dous annos crea-
da, e amda nao inslallada, permilla V. Exc que
avista dos bous desejos. que a respeito desta ul-
tima cm V. Exc. descohri quando acerca delta li-
e a honra dc fallar-lhe, eu rogue toia a ucen-
cia na sua inslallaco. afim de anda poder ser
aproveilado o correnle anno lectivo.
Abslenho-mc de. repetir o que hei dilo sobre
a escola industrial arlislica.
Junto achara V. Exc. o mapna das aulas da as-
sociaao dos artislas.
1SSTMT.CAO PARTICULAR.
Sinlo dzer que por maiores recommendace*
que leona feilo, anda nao se ao certo o numero,
das aulas particulares: dos mappas recibidos
porem consta que 989 meninos, e 506 meninas,
recebeiam inslruccao elementar por professoros-
particulares.
Publicadas as instrueces de 11 do junho dc
anno passado, marcou-so era edtal um novo
prazo que ha dc expirar a 15 do abril proximo.pa-
ru que lodos os collegios o eslabelecimentos do-
inslruccao primaria e secundaria se regularisem
na forma do art. 81 da Iei dc 14 de maio do
1855.
Como depende de acto legislativo a providenciar
que Uve a honra de propor a presidencia em officio.
de 20 de jullio n. 161 acerca da prora de capaci-
dade profpssional dos professores particulares do
interior da provincia, conceda V. Exc. que o
Iranscreva era appenso a este relatorio, afim do
que seja subinetlido o seu obiecto a asserabla
provincial.
Tendo em muila considerado o servico que
101,11 Prestado, e muito poder preetar eollegic.
do Rom Conselho em Papacara, nao cessarei de
invocar com todo eneareeimento a prolecco
dos poderes competenlcs para com o nico esia-
belecimenio de inslruccao de meninas no sertao.
Foram aa suas aula lrequnl?das por 78 alum-
nas inlprnas, e 58 externas.
J v V. Exc. que essas 126 mwiinas que na-
qflellas parogens ficaram pela maior parle sem a
menor illuslracao, e desvalidas, receberam seno
completa educacao ao menos os saos principios
ua inslruccao moral e- religiosa, adquirirara amor
ao irabalho, e casarara-se algumas. O examo
que lizeram no fm do anno lectivo prova o apro-
veitamenlo que eolherara. Consinla V. Exc. cruo
torne a solicitar a renovacao das rocomraenda-
coes do governo para a vnda das irmas da ca-
ndade pedidas para esse colleglo,
Julgo que nao devo terminar este trabalho son
iranscrcver o juizo quo sobre o estado da inslruc-
cao publica ometti om meu ultimo relatorio.
Eis o que cutio dsse :
" Se presumpr-o fatua seria a dc quem afilr-
masse que lisonjeiro o oslado da iiislrucdic.
publica entre nos, ou mesmo que este ramo do
servico lera progridido lanto quanto possivel.
nao menos illusoria seria a supposco do quera
julgassc que este respeilo temos Picado estacio-
narios. Nem urna, nem outra cousa. Mais adian-
lados sera duvida estaramos, se imtacao de
oulros paizes. houvesscmosolhado cora mais so-
licitado para esto iinporlanlissirao objecto mor-
raenle para o quo diz respeito a inslruccao ele-
menlar que vista que acta mais sobre lenro
animo das creancas podo exercer grandissima in-
luencia nos deslios da sociedade. Sera sufTi-
cienle numero de abundantes fontes era que o*
ruluros cidadaos vao beber ao menos os primei-
ros conhecimenlos indispensaveis a todo o ho-
mem ; sem que os distribuidores desse alimento
do vida, depois de rigorosa o incxhoravel prora
do prociencia, se vejara acercados de conve-
niente prestigio, o auiram vaolagens conJignas
da importante missao que exercitam, mingoados
serao os resultados do solado esforco desie ou
daquelle.
Mas, se nao podemos ter o desvanecimenlo de
haverraos conseguido tanto quanto deviamos o-
lernos-hia sido possirel, lambem nao nos deve
ficar o pesaroso desconsol de nada havermos
feilo. E convicsao miaba quo temos mclhorad
no que concerne lano a inslrucgo primaria co-
mo a secundaria. Maior numero de aulas, em-
bora muilo quem do necessario; mais faclida-
de no emprego dos meios de ensino, posto que
anda deliciemos ; professordo mais Ilustrado
porera pago anda mu mesquinharaente ; ins-
peceo mais regular, comquanto ainda incomple-
ta, nao poderao deixar de apresentar mais profi-
licuos resultados.
Digne-se V. Exc. de desculpar alguma demora
na apresenlacao dcsle relatorio, devida somenle
falla de opportuna reraessa do alguns mappas
necessarios para a orgacisago do quadro esta-
listico dos alnmnos.
Dos guarde a V. Exc.
Directora geral da inslruccao publica 17 de
fevereiro de 1860.O director geral Joaquim.
Pires Machado Portilla.
Illm. e Exm. Sr. Dr. Luiz Barbalho Muniz Fiu-
za presidente da provincia.
EXTERIOR.
Em nossa segunda ediccSo do sabbado dizia-
mos, segundo urna noticia dc Vicua, colhidaem
(otile certa :
Nao so pude mais d'ora em vante duvidar
que a Russia decidi renovar a antiga allianca com
a Austria, nascondiges de um tratado preparado
por M. de Balabino o pelo conde de Rchb6rg.
tratado que est era vesperas de ser assignado. e
quo ser levado S. Pelersburgo pelo principo
Alexandre d'Hessc.
Dada a noticia da partida do principe para a
capital da Russia, poder-se-ha annuuciar que o
documento recebeu as neccssariasassignaluras.
Temos excellenles razos para crer que as
dsposigoes serao conformes ao que se segu.
< 1." As mais ampias conccssOcs relativas
ludo que diz respeilo aos lugares santos em Jc-
rusalem, serao fetas pela Austria Russia.
2. Tendo cm vista eventualidades, cuja rea-
lisae.ao muito prorarcl, a Austria ronsente era
conformar sua poltica da Russia no que lecas
provincias danubianas c Servia.
< 3." Em compensarlo deslas conccsses no
Oliente e sobre o Danubio, a Russia garantir
Auslria a integridado de seu territorio, compre-
hendeudo a Hungra e Venecia, contra a insur->
rcicao e os iimigos estrangeiros.


-r,
mmm
m

'
DIARIO DE PERNAMBUCO. QAETA FEIR1 fS DE ABRIL DE 1860.
Acri'scuiiiavaiiivs as seguimos obse vacos,
que nos eram suggeridas pela gravidadeeste
fado : *
Esta importante mudsnca nos negocios
Jimeacadora para .\ paa dn Europa. Ninguom
deixar do ver cm urna tal allianca a terrivel pro-
uabldade de urna guerra, que deve abalar a Eu-
ropa al os seus fundamentos.
A Austria e a Russia reunidas tcnlnro con-
cluir o que npm una iiem oulra poderam conse-
guir fazer sopaiadamente.
A Inglaterra c a Franca, guardas da paz e da
civilisaro da Europa, devem agora, obrando e.n
iraa eslreita unido, suster a correte do despo-
tismo e dos cngrandecraenlos. Esperamos que
nao se dcixar augueiiiar a nodoa, que aperce-
Lemos no horisonlo, e que nao se Ihc dcixar to-
mar as proporcoes de una ntivcm pesada, promp-
la sem cessar inflammar-se c laucar sobre nos
s raiosda lyranrii.-t,
> A proteccao de nosso governo e do da Fran-
ca ser evidentemente procurada por aquellos, a
Hite devenios deixa-los contar cm vo coiu hos-
co, devenios obrar com presteza e energa, nico
meio de afaslar o perigo.
Depois de niais madura refleio iio vemos a
mais pequea razo para inodilkar nossa primei-
n impresso : ao contrario, esta nova allianca
entre a Austria c a Russia vem provar a verdade
Jo que repetamos ha algum lempo :
Existe contra a causa do progresso e da li-
berdade, urna vasta c tenebrosa conspiracao, que
imeaca a paz da Europa.
Mais urna vez comprehendero nossos leto-
res os motivos que empenliaram-nosa fazer re-
a scus representantes para prcvoni-los contra as
manobras de uui partido, que entre nos obra de
concert com a couspiracao eslraogeira.
A trumphante maioria de salibado pela ma-
ntisa, vai por momento, paralysar lodos os movi-
mentqs dos conspiradores. Os eslrangeiros tero
ieilu un calculo falso, contando com o soccorro
los torys inglezes. Nao se deve concluir que a
__________________
tem.'o, (auto dos caminandiiies, tumo os a-
genles da companhia, para senielhantc ramo de
.servics.
Nao Corara baldados os meus esforcos at
maidu anuo Ando, como veris do mappa n. 4,
que mostra que o consumo de fevereiro a maio
diminuio, do consumo de novembro Je 1858 e
jamuro do 1859, 387 tonelada* por hii,.,:* que
nos daria no Um do anuo urna economa de
90:000$.
Fui, pois, nessa poca a gerencia da compa-
nhia contrariada por 1er de admittir em sen ser-
vico, a titulo do fiscal, um empregado- imposto
pelo Exm. >r. conselhero Sergio Tetcira de
Macedo, enlo ministro ao imperio, como a pes-
soa mais habilitada para extirpar abusos, que
dizia haver no servco da companhia, sobreludo
no consumo do carvo.
Desde que enlrou o referido empregado,
principiou a esmorecer (c com razio) em lodos
os agentes e commandantes os esforcos que fa-
ziam cm ajudar-me no proposito de diminuir o
consumo de combustivel nos paqueteada compa-
nhia, deforma que dcjulho a dezc.mbro o con-
sumo augmcnlou_60 toneladas por mez ou 60:000$
por anuo, quando at maio j eu havia obtido
urna diminuido mullo sensivcl.
Julguei, puis, de mcu dever levar esta oc-
currcncla ao cuuhecimcn^) do conselho de di*
recoo da companhia, c pedir-lhe a abolco de
jen, tillante novo emprego, que se tornava lo
desnecessario c prejudicial, lauto quanto era im-
possivcl dividir o empregado fiscal em 7 partes,
para ter urna dolas em cada paquete para os po-
der fiscalisar lodos ao mesmo lempo o que era
iinpossucl fazer.
Posso, pois, assegurar-vos, Srs. accionistas,
que, sem semelhante auxilio, conseguio a ge-
rencia da companhia que o consumo do vapor
Apa, que era de 3G toneladas diarias, lenha-sc
reduzido ao de 24 a 26.
O Oyapock, que consuma rr ais de 1,240 to-
neladas por viagem redonda ao norte, sem o fis-
cal a bordo
-T
de scu parecer acerca da divisio d comarcas.
Dito; dem, enviando as informoces acerca
d.s prclenres de Francisco Cavalcante de Albu-
qi erque c Pedro Leite de Albuquerque.c sobre
ai eleioes de Agua Prcta.
Dito dem, enviando cyconlrato felocom acom-
P ::liia dramatiza.
Hilo idem, diversos documentos para seren
distribuidos.
Requerimento de Francisco SiWerio de Farias
J inior, professor adjunto do segundo grao, pe-
d ndo .nigmcnlo de seus vencimenlos.
Dito de Juveniano da Cosa Monleiro, pedindo
u n subsidio para impresso de um drama de
si a composico.
c.o do Exm. Sr. presdeme da provincia dan-1 e o lenle secretario os mesmos vencimenlos,
que competrem aos officaes de ftleira de igual
patente.
Arl. 5. O presdanle da provincia fica tam-
bem autorsado a rever o regula ment do corpo
de polica e da comdanha de pedestres, para
melhorar a.applicaco dcsla o conformar com a
legislarlo criminal a par penal e a forma do
"julgamenlo estabellccido naquello regulamento.
Art. 6 O presidente da provincia, poder
dispender com a foiva policial at a quantia de
288:C00 rs
Arl. 7. Sao revogadns as disposices em
contrario.
Paco da assembla provincial de Fernambuco
9 de abril de 1860.Theodoro M T. P. da Silva,
Dito de Jos Soares He Azevcdo, proessor do Francisco Raphatl dehlello Reg, J. P. Machado
a bordo consumi nicamente 1,080 ; e, fi-
nalmente, o vapor Cruzeiro do Sul, que ontr'ura
opposie.ao nao conseguir fazer lar tom xito os gastara o mesmoque o Oyapock por viagem, e
iilanos" da Austria, procurando fazer regeilar o quecoai o referido fiscal a bordo gastn 1,060,
tiudgel e o tratado, o provocando assim um rom- na viagem ultima ao nuile. Anda em 9 do cor-
pimenlo entre a Franca c a Inglaterra ; mas a rente mez, e sob a fiscalisacio de seu comman-
opiniao publica far juslca a cssas machnneoes. danto o Sr capilo de mar e guerra Gervasio
Por outro lado, a posico dos torys inglezes, Mancebo apenas consumi 393 toneladas, lendo
cuja lalca acaba de ser'coiidemiiada d'unia ma- tomado para toda a viagem 1,015 toneladas, que
ncira lio enrgica pela cmara dos representan i anda menos do que o consumo obtido pelo ex-
es, echa-se moralincnlc avillada pela descobcrla fiscal
iesse pacto entr a Austriafl a Russia. Ellos per-
Jeram ultiinanicute o poder por causa de suas o-
{.liuioes austracas, e agora sao delle para sempre
taidos por um oslrarsmo pcrniancule e c una
justa punjeo dos esforcos, que lizeram por des-
truir a grande obra emprehendida pela Franca c
Inglaterra pata liberdade da Italia. Nos os ti-
ntiainos advertido da sorte que os agnardava e
que presentemente os i-smaga.
Mas, bem que as tentativas dos torys cm favor
rausar seu parlido, todava o povo inglcz nao de-
ve desviar os olhos do aspecto ameocador dcsla
nova allianca. o ultimo exorro d nago, ex-
fortjo desesperado.
Traidoies, disfar^ados mi amigos do povo, pro-
curaram persuadir-lhc que elle nao deve inlro-
inctler-se uestes negocios, e dir-llie ho que nao
e deve dcixar englobar na poltica continental.
EllesS^em j grassar o boato de que o imperador
TAusma vai dar urna coiistiluifao scus subdi-
tos, logo que ella organise um exercilo para ten-
tar reconquistar a Lombardia e restauraros prin-
cipes italianos.
Nao se assuste o povo de Inglaterra : elle sabe
qual ser o scu dever no mnmonlo da aeco. Mas
anda estarnos lunge dsso. O glorioso triumpho
le sabbado de manha agora conhecido cm lo-
la a Europa. Os desputas alliados salitm que os
loiys cahiram, c que nao poderam, segundo seu
projecto, ferir o roracao da lvre Inglaterra.
Elles devem agora tremer de ver as duas maio-
res naces da Europa unidas contra suas conspi-
racoes rea< iuuarias. Antes de laucar assirn a lu-
va e provocar una nova guerra, uodeveram el-
les indagar se se sabe onde para una naco re-
susclada e exasperada ?
Semelhanles consderacoes deveriam conle-los.
Se os despulas na Europa se ligarem contra a li-
berdade da Italia, coiilia a opiniio cm Inglaterra
; em Franca contra os pavos do continente, quo
ser feitn dos (lirones mais anligos e mais solidos
Jepois de alguns anuos desta parle ?
[Morning Chronicle.)
Temos razoes para crer que o imperador da
Austria decido-se a fazer cessar o dcsconlenla-
mento tao aulgo c inveterado de seus subditos,
recoiihcccndo-lhes o direilo de tomarem parte
no governo de sua patria.
Neste intuito ser cedo proclamada urna cons-
ttuiciio liberal Ainda que desde um cerlo lem-
po esta medida do alia poltica fosse projectada
pur Francisco Jos, sement agora que pode-
ram ser removidas as innmeras difliculdades,
que aprsenla a legislaco d'um paiz to vasto
e to heterogneo.
O Tyrol nao espern o novo rgimen para en-
trar em sus calma, e asseguram-uos que os pro-
jeclos do reforma salsfarao sexigencins, bem
que todava dfferenles, de Veneza c da Hungra.
JJizi ni que a rcparlicio das finanzas d'Austria fui
escollada como a parle da administrara", que
]ioderia ser mais convenientemente abandonada
ao povo.
Assim os privilegios constilucionaes dos subdi-
tos do imperador d'Austria teram a mesma or-
poltica da Europa, ludo que rcspeila sluacio
interior d'Austria tem um inlercssc "lodo parti-
cular e urna significaco singular.
Com subditos contentes c na prosperidade, o
imperador nao homcm que soffra que a anliga
autordade de scu paiz seja posta cm queslo pe-
las potencias rivacs. A Austria, como se sabe,
pede s lempo para reparar as perdas soffrdas
na ultima guerra. Podemos accrcsccutar que
reina a maior aclivdade no ministerio da guerra
cm Vienna, e que em caso de nova guerra o
exercilo austraco seria posto sob o commando
le um joven general, enjo genio inspira a mais
alia confianca. O ofiicial, de quera fallamos,
um dos membros da familia dos principes de
Hcssc.
(Presse. S. Filho.)
gimnasio, pedindo um anno do lcenca com scus
vi-ncimentos, para tratar de sua sad.
Entrando em discusso um parecer da comms-
s;o acerca do requerimento, do Sr. Braulio, so-
b e a t esouraria provincial, oraram os Srs! Ra-
p lael, Rufino de Almeida, Braulio, o Joo Ca-
v ilcane que manda mesa um requerimento de
a Idiamcnto, por 24 horas, que approvado.
A' p dido de urgencia do Sr. Sebastao Lacerda,
e lira m discuso o projecto n. 35 deste anno.
O Sr. N. Porlella combate a emeuda aprsen-
te da ii i sesso anterior.
Aincia oraram os Srs. Fenelon o Epamnonias,
1( vanl,Hido-se a sesso s 4 e um quarlo da lar-
d;, licindo a materia addiada.
A ordem do da de hojo a mesma do anlc-
r or.
FERNAMBUCO.
INTERIOR.
BIO DE JANEIRO
1. de abril.
Reuniram-se hontem em assembla gcral os
accionistas da companhia brasilcira de paquetes a
vapor, para assislrem leitura do relalorio do
espcctvo gerente, o Sr Baplista de Leao. Acha-
vam-6e represenladas 5,175 aeces.
Depois de ido o relalorio, foi nomeado para o
xame do contas e reforma dos estatutos urna
commissao composla Oos Srs. Hermenegildo An-
tonio Pinto, commendador Quintanilha e Fran-
cisco da Rocha Miranda.
Procedendo-se cm seguida cleigo da nova
directora, forara reelcilos os Srs. Dr. Feij com
146 votos, Taylorcom lli, c Francisco da Rocha
Miranda com 77.
Do relalorio se v que se effectuaram 11,896
p^ssagens na carreira do norte e 6,122 na dt
ut.
Houvc, pois, um augmento notavel em compa-
raco com o anno de 1858.
lNesseanno o numero das passagens fora de
14,427 e no anno Ando foi, como se ve dos dados
poslos, de 18.11 te.
fambem a recea de 1859 foi muto mais ani-
madora do que a de 1858. Tevo um augmento
le 249:1008, nao sopor causa daquelle excesso
de passageros c alguns serviros extraordinarios
prestados ao governo, como pela grande quanli-
laac de ccreaes carregados a freto do Maranho
Ccar para Pernambuco e Babia.
Adespcza sofTicu redueco, meno3 as verbas
- detcnoramenlo c carvo.
Pelo consumo de fevereiro a maio deveria
ser o do lodo o anno. como eu esperava, de
33,000 toneladas ; mas, em razo da perturba-
rlo que sofircu a marcha adoptada para o ser-
vico, pelos motivos cima expostos, foi o consu-
mo tolal de 33,909 toneladas, 3 arrobas e 29 li-
bras.
Dcvo, pois. declinar do mim a causa de se-
mclhaute accrescimo, porquanto elle motivado
pelas lazos que vos lonho exposto, e que confio
saliereis uvaliar.
Dos depsitos da companhia consumiram-se
21,656 toneladas, 23 arrobas o 18 libras, impor-
tando na quantia de 475:487^360, ao prec,o me-
dio de 215950 por tonelada.
Por contrato 12,252 toneladas, 50 arrobas,
11 libras, importando em 282:3215227, termo me-
dio 23.-0(1
Espero, pois, Srs. acconisles, se nao me fal-
laren! as furcas e a vossa confianca, mostrar-vos
no correnle anuo o consumo de corabustivei o
mais resumido possivel.
Acabo de escrever para Londres, cncom-
mendando aos nossos agentes iiue me remeltam
com a maior brevidade um apparelho dn inven-
co de um nosso antigo machinista, Mr. Patndge.
com o qual so oblm una economa de 30 por
enlo no consumo do carvo.
Esle apparelho vem destinado a ser appli-
cado cm experiencia no vapor Apa, a bordo do
qual se acha o primeiro machinista Mr. Mumro,
que se faz credor do rcconliccimento dcsla ge-
rencia pelo zelo com que tem cuidado do servco
de que se acha encarregado, c pela sua capaci-
dade e nlelligencin. a
A gerencia deu tambera noticia do novo con-
trato e discusses havidas com o governo.
Segundo a vossa resoluco, lomada era as-
sembla geral extraordinaria em 12 de abril pr-
ximo passado, apresentei ao^overno de S. M. o
Imperador o requerimento da companhia. pedin-
do a novaco do seu contrato feito em 1855, por
ser lesivo aos scus interesses, e nao poder a com-
panhia continuar o servco em razao do desequi-
librio entre a 6ua receita c despeza.c.omo ludo loi
demonstrado pelos documentos jumos pelcao.
Nao se conveiicendo o governo imperial da justica
da coinpuiililu, nomeou duascommissocs de peri-
tos,urna para examinar a sua escnpiuracao e .
para o material. Duraram estes exames aleo dia
3dcjulho prximo passado ; o seu resultado de-
ve existir na secretara do imperio. Coutnuou a
gerencia nos esforcos de obler urna resoluco
favoravel do governo, e s em novembro foi que
o Sr. presidente do conselho de ministros, o
Exm. conselhero Angelo Munz ra Silva Forra/,
se decidi a aprescnlar-lhe a bases que deveriam
servir para a reforma do contrato. Ainda ah hou-
vc grande dif&culdade para poder-so harmonisar
as necessidades da companhia com os desejos do
gorcrno. S. Exc. iinpunlia cortos onus, que eram
iuaceitaveis, e nesta lide andamos al que fui
fon-oso Illma. directora e a sdministraco
consultar-vos sobre a aceitacao das condc,cs
que o governo esl.ibelecia, e sobreludo quanto a
da accumulaco do fundo de reserva c divsao de
lucros.
Depois de vossa resoluco, cntendeu-se a
directora e o gerente com S. Exc, e decidiram
sobre este ponto que a companhia loria para liir
cros lquidos al 16 0/o do seu capital, sendo
deslcs 4 0/o pata accumular em fundo de reser-
va, e 12 0/o para repartir com os accionistas, c
que todo o excesso revertera em f&vor da fazen
da publica.
Concedcu mais S. Exc. que o fundo de re-
serva da companhia podesse ser elevado a 2/3
do seu capital; finalmente que, cm lugar de
de deduzr-sc das passagens do governo lrt O/o,
como at enlo, seria esta deduco nicamente
de 5 0/o.
No dia 22 de novembro, procurando eu a S.
Exc. era seu gabinete, pela manha, ordenou-me
que fosse a secretaria para assignar o contrato
que l sera lavrado no da seguntc para o nor-
te, afim de ser approvado por S. M. Imperial.
Fui secretaria, c quando se me deu prompto
Para assignar era j um lano tardo, em vespe-
ral da sahida de um vapor, c cm um dia do tanto
ASSEMBLA LEGISLATIVA PROVINCIAL.
SESSO ORDINARIA EM 10 DE ABRIL.
Pnsidencia do Sr. Daro de Vera Cruz.
Ao raeio dia feila a chamada e achando-se
p.esciites senhoresdeputados, abre-so a sesso
a ilccedente.
Lida a acia anterior,
EXPEDIENTE.
Um requerimento de Thomaz Jos da Silva
Guarni, pedindo atitliorisa^o para o presidente
da provincia prorogar por mais seis mezes a li-
CMicaqucpor esta assembla lhc foi concedida
para s;u tialamento ua Europa. A commissao
de pelcocs.
Outi de Jos Miguel de I.yra pedindo a as-
S)mbla a graca de mandar seu filho Joo Zefi-
r no Pires de Lyra para Europa alim do eslu-
dar o curso de engenliarias. A commissao de
p eticos.
A commissao do peticocs lendo examinado a
de Jo do Barros C. Sello fiel do thesourero
da meza do consulado provincial, em que pede
a esta assembla um anno de lcenca com todos
seus vencimenlos para tratar de sua saudc onde
lom lhe convicr: attendendo as circunstancias
co peticionario, e seu mau estado de saude que
I rova evidentemente com documentos de facul-
l vos considerados, de parecer que a assembla
cfira a sua prclenoo adoptando a resoluto
seguinte.
A assembla legislativa provincial de Pernam-
luco resolve :
Artigo nico. Fica o presidente da provincia
; ulhorisado a conceder a Jos de B. C. Selle,
I el de lliesoureiro da meza do consulado pro-
vincia. um anno de lcenca com lodos os seus
\encmenlos que actualmente percebe para tra-
tar de sua saude onde lhe conver.
Fica o revogaJas as desposices em contrario.
Sila das scsses da assembla legislativa pro-
vincial do Pernambuco, 10 de abril de 18G0.
Jos Joaquim do Reg Birros.
Dr. Manoel de Figueiroa Faria.
A commissao de orcamenlo e fazenda provin-
cial afuera foi presente o reu.uerimento dos di-
recloras do collegio de S. Vicente do Paula es-
lilecido nesta cidade, allcndendo ao que no
riesmo se requer, e ao despacho na le provin-
cial n. 452 art. 40 g ; considerando que a le
provincial nao poda ter outro lira authorisando
c presidente da provincia a promover a viuda das
rjnas de caridade para nesta provincia se de-
dicare m ao ensino o educado das meninas, se
r o promover a instrurco e educaco do sexo
(.'menino devidamente regula'risada em collegio
ce qini havia carencia nesta cidade, attendendo
i ue a empreza particular e indepepdente de
ualquer auxilio do governo e dos eofres pro-
vinciaes, nao precisara ella do ser aythorisada
pela assembla provincial seno coacorresse a
provincia e o governo com o pagamrtlo indis-
nensafe1 J n..r..o que honvoo-*- ;'---
leitas com a viuda das ditas irraas d caridade;
ittendendo que o contrato foi feilo peo~M. Bra-
;;uluro cm Paria, fazeudo na ordem que para
osse cffeilo lhc fora dado pelo governo da provincia
nttendendo que semelhante authorisago uao
pode ser considerada como um emprcstiraojfue
os praprios. termos da sobredita le exclucrn ;
attendendo que o auxilio que assm se leve em
isla prestar, esl em cogdices de ser feilo cm
'ac da necessidade j "apontada attendendo
nalmente que a coudico exarada no art. 2. do
contrato, isio a de admisso do alumnas po-
ares as quaes cITeclvamenle j fram admelli-
las em numero delOegozamdesemelhante benc-
(icio.deixa bem ver que na furdaco do refirdo col-
legio ha urna vantagem publica ; de parecer
que rejam os supplicantes allcnddos e dispen-
sados do pagamento que lhes exegido deven-
do a despesas ser considerada como despesa
aulhorisada por le lcando porm a pcrlencer
a fazenda provincial aquclles o objectos com-
prados com semelhante diicito que nao foram
de censummo.
Sa.a das sessoes 9 de abril de 1860.
Cypriano Fenelon G. Alcoforado.
Ignacio de Parios Barreta.
M C. Cintra.
A commissao do obras publica querendo emit-
lr um juizo seguro sobre a pielencao do sup-
plcanle Jofio Francisco do Rejo Maia requer
que seja ouvida a respeto a cpirtico das obras
publicas.
Paco da assembla lcgslJim provincial de
Pernambuco, 10 de abril de ,860.
Joo Cavalcanli le Albuquerque.
A. A. de Sonza ^arvalho.
M. C. Cintra.
A assembla legislativa prov'ncia de Femara
buco resolve :
Art. 1. Fica marcado o piaso cmprorogavel
Portella,
Enira em discusso o parecer da commissao
de negocios de cmaras sobre a prelencao de
Antonio Goncalves de Moraes, addiado na ultima
sesso por ter pedido a palavra o Sr. Souza
Carvalho.
Posto a votos o parecer approvado sem
Ucbato por ter cedido da palavra o nobre mem-
oro que esl inscripto.
OHDEM DO DA
Continuarn do projecto n. 2 deste anno que
concede urna subvencio do dous coritos de res
ao Imperial Instituto de Agricultura.
0 Sr. I. de Carro: Sr. presidente, nao
tendo eu torcas de orador, nao lendo pralica de
fallar em publico, e portanto achando-mo ainda
comprimido pelas fachas nfantis do Iprcndsado,
naturalmente nao fui hontem to esplcilo como
dezejara ser, quando combat o projecto aprc-
sentado pelo nobre depulado que se assenla em
frente de mim e disso Ulvez proviesse o nobre
deputado adiar motivos no meu procedmento
para lachar-me deinconsequento edecontradlo-
no. Cumpre-me pois, Sr. presidente, mais esta
vez oceupar a altenco da caza sobre o mesmo
objecto, aflm de mostrar que nao fui contradi-
lorio nem i:iconsequeute.
Sr. presidente, se eu impugnei o projecto t
nobce deputado e apresentei outro om subslitui-
co a elle, foi porque encarci aquelle como ainda
o fago genuina expresso do assdoamenlo que
elle leve em pretender alimealarum recenmascido
com alimento solido e entregal-o aos cuidados
de um meslre escola, quando pelo meu projecto
o que tenho em vista o mamentar esse recem-
nascido com o soculento leite de sua propria
mai, toda carinliosa, desvelada e provida.
O nobre deputado no seu projecto confia casa-
mente no destino do Instituto Imperial Agrcola
tal qual se acha organisado com os actuaos
estatuios do ministro, e do mesmo modo vota
a quantia de dez coritos de res por dez an-
nos; eu, porm, Sr. presidente, que no posso
ter a rndanos illiinitada que o nobre depulado
tem, mas que por outro lado desojo tambera que
essa institoieSo v avante, sem que de sorte al-
guma os cofres provinciae3 comprometlam-se por
urna cousa va apresentei o meu projecto subs-
titutivo, pelo qual espero quo ludo se con-
cilio.
Assim, dando-se a hypnlhese de que semelhan-
te inslituieo medre, pelo meu projecto ella se-
r convenientemente auxiliada; e se pelo con-
trario nao medrar, o nosso auxilio tambera redu-
zir-se-ha a quasi nada. Nislo esl urna das di-
ferencas dos dous projeclos.
O nobre deputado pergunlou-me em seu dis-
curso, como que eu tinha podido enchergar em
semelhante instituico urna organsaco toda na-
poleonina.
Sr. presidente, cu nao sci que outro nonic de-
va ter urna Associac.o em que aos socios neih
ao menos dado a organisaco o a delberaco
de seus proprios estatutos ; em que alm de se
lhe imprcm esses mesmos estatutos, determina-
se que a sua assembla gcral nao poder ler de-
lberaco sua em negocios os mais transcenden-
tes, em que a assembla gcral est inteirimentc
dependente de um conselho fiscal que bem se
poderia comparar a ura sonado de Napoleo, as-
sim como tambera a conselho directorio, ao con-
selho de estado de Napoled ? 1
Um Sr. Deputado : Se o governo nao dsse
os estatutos, provavclmente a existencia da so-
cedade (Icaria na nomcaco da commissao co-
mo ficou a da sociedade agrcola fundada pelo
Sr. Dr. Porlella.
dade nio poder ter o menor incremento, pois a
sua vida nao propria, vem de longo.
Portanto, senhores. por mais que eu queiw
nao posso enchergar conveniencia alguma nesse
systeraa ccnlrlisador, adoptado pelo nobre de-
pulado e consagrado pelo seu ministro.
Lamento profundamente, senhores, quo em
res de seguirmos oexemplo da patritica e livre
Inglaterra, queirantos macaquear Franca.
Urna ros :O termo nao muito parlamen-
tar, mormente com rclacao aos Francezes, que
se sao macacos, sao mnto dignos de imitar-o.
O Sr. Ignacio de Barro : Pelo que tenho
dlo, Sr. presidente, julgo ter mostrado que nao
sou contradictorio quando ataco o projecto do no-
bre deputado quo se assenta defronle de mim, e
ao mesmo lempo offereco um outro que se acha
tambera em discusso.
Vai a mesa e apoia o seguate requeri-
meulo:
Rcqnciro o adiamento do projecto por qua-
rcnla e oito das.Epaminondat.
O Sr. Luiz Filippt :Sr. presidente, sou agri-
cultor e larnbem sou membro do Instituto Agr-
cola. Debaixo deste duplo ponto de vista j se
dcixa ver que tenho muito iuleresso pela prospe-
ridade da tgrcullura e pelo engrandccimenlo do
Instituto.

atropello, que nao z'a analysc necessaria antes de Sliis >e'-ca> para lcquidaQo,da decima urbana
O Sr. Ignacio de Barros : Nao apoiado. O
Sr. ministro do imperio poda muto bem con -
tentar-se cora dar as bases dos estatutos, e ler
mais confianca naquellas mes mas pessoas por
elle escolhidas com tanto esmero e postas a fren-
te dessa associaco ? Ahi realmente achain-se
caracteres muto nobres, de muito respeto e a
a..nr.. urMi.imMi* io n.in s amizade, como
muila cousideracao, e quo seriara indubitavcl-
menle muito capazes de desenvolver as bases
que o Sr. miuistro do imperio houvesso de dar.
{Apoiados.)
Eu poderia, Sr. presidente, analysar aqui al-
guns dos artigos desses estatutos, o provavcl-
mente mostrar que o elemento ccntralisador
acha-sc ahi amplaraente desenvolvido,
Um Sr. Deputado : E o mal dessa qual ?
Tirem a nlervenco' do governo que nao se ha
de fazer nada.
O S/> Ignacio de Barros : O nobre autor do
projecto tambera tratou de justificar o systema
da cenlralisaco?
O Sr. N. Vorlella : De justificar nao
O Sr. Ignacio de Barros : Dsse que era
muilo conveniente o systema de centralisar pela
maiicua porque se nolava nos estatutos.
O Sr. N. Portilla : Que ochava convenien-
te a cenlralisaco a respeto desta instituico e
como ella se nolava no estatuto.
0aS> 9'laco de Barros : Eu direi ao no-
bre depulado que um systema muito inconve-
niente, de nenhuma utilidade, o para prova dis-
to, basta lembrar ura fado muto simples: aqui
se disse que o Instituto anda nao lnha podido
funccionar. pela razo de que o ministro do im-
perio tinha na sua algibera os eslalulos dessa
sociedade.
Por esle fado to simples j v o nobre depu-
tado quo esle systema de ludo centralisar at j
vai mostrando seus bons fructos.
O Sr. N. Porlella : Ora urna cousa to for-
tuita !
O Sr. Ignacio de Barros : E' urna cousa
muito simples mais que significativa,
Sr. presidente, o zelo que me iuspirou a lomar
a palavra nesla materia, fez-rao tambera crear
ros receios de oulra ordem. Vejo que por
nde
Os lucros lquidos da companhia, nc anno fin-
do, foram do 292:594^163. ou 11 7(10 por cento
do capital, dos quses dividio-se com os socio9
150:0008 (6 por ccnlo), e o excedente 142:594*163
foi levado ao fundo de reserva da compa-
nhia.
A queslo do carvao, urna das mais vitaos pa-
ra a companhia, oceupa urna boa parle do rela-
jona da gerencia.
Eis aqu o que se fez no decurso do anno. Diz
gerente :
Tem sido, desde que tomei conta da adroi-
nistraco da companhia, um dos objectos que
mais tem oceupado a mlnha atlenc,o, como ve#
promelti em mcu relalorio ultimo.
Tratei logo do empregar lodosos meioslci-
tos ao meu alcance para minorar e consumo notf
nossos paquetes, j procurando fazer osornece-
dores respailar os conlratos feilos com a campa-1
nliia, j obfigando-os a arquear as alvarcn-
gase mais barcos que conduzem o carvao pa-
ra bordo dos paquetes, chamando lattfcem a ab-'
de o assignar, e mesmo porque, tratando com
urna repartido to espcitavel, devia presumir
que o lermo lavrado estara de accordo com a
minuta que me havia sido anteriormenle apre-
sentada, e com o que eu e os Srs. directores
Alexandre Taylor e Dr. Lulz da Cunha Feij ha-
viamos combinado com S. Exc.
Mas, senhores, qual nao foi a minha decep-
c,o, quando cm 24 de Janeiro do corrente auno
me foi apresentado o decreto assgnado por S.
M. Imperial, ver que nesse contrato se ochavo
alterada a condico 13 ", c omittida a concesso
dos 5 0/o sobre as passagens do governo I
Procurei pessoalraente a S. Exc. o Sr. con-
selheiro Ferraz ; fiz-lhe ver com todo o respeilc
que aquella condeso nao eslava de accordo con
o que S. Exc. havia combinado lambem a omis-
so da oulra condico ; S. Exc ordenou-mc qut
lhc ofliciasse ueste sentido para resolver. Assin
o Oz, c em nomo da companhia pedi a S. Exc
que se dignasse mandar fazer as devidas alie-
racoes.
Nenhuma soluco mais oficiil me deu S.
Exc. a tal respeilo.
No dia 7 de fevereiro manda-me chamar a>
seu gabinete, e acouselha-me de retirar o me i
oflicio de reclamaco datado de 30 de Janeiro ;
e que, quando fosse no fim do anno, a compa-
nhia Gzesse a accumulaco do fundo de reserv
da forma porque eu reclamara, c, nessa poca
houvesse alguma duvida por parle do gover-
no, enlo a companhia lizesse as ponderacrs
que se achara (citas no oflicio que dirig a
S. Exc.
Julguei do meu dever declarar a S. Exc. que
eu nao poda aceitar semelhante conselho, co n
quanto muito agradecesse.
". Fiz-lhe, com lodo o respeto quelite era di-
vido, as ponderar-oes mais justas sobre seme-
lhante negocio, e'mosliei quanto era piejudici.il
companhia um lal engao.
Tive, porm, o desgoslo de ser victima c e
alguns ditos desagrodaveis de S. Exc, inclusii e
dizer-me que nunca me havia dado a confiama
de cscrever-me avisos confidtnciaes.
_ Como nio tlvosse al 24 do corrente obtido
decisao alguma da parle do governo reclama-
cao quo fiz em nome da companhia, reccorri a
S. M. o Imperador, c depuz em suas jnos au-
gustas a supplica Ja companhia, pe.dindo-1 ie
hustica .
ftijuio de Ptrningucn
^assembla pruyiocfal oceupou-so hnl*m lo
seguinle.:
__
em atrazo.
Arl. 2." Depois de esperado este-praso ou
coiMccimento ou recibo da decima apresentado
pelo contribuinte, saldo o debito anterior cuja
cobranca j nao pender em juLo.
Art. 3. Todo debito anterior ao ultimo con-
hec.ment apresentado pela parle no caso do
art. 2. ser a fazenda provincial indemnisada
pelo empregado ou empregados sobre quem pe-
zar essaomisso.
Arl. 4. Nenhuma propriedade ir a praga
por venda para pagamento da decima, se na
que ndo o debito conlrahido execeder meladede
seu valor.
Art. 5. E' pcrmitiidn ao contribuinte pagar
no principio do anno financeiro o segundo se-
mestre da collecla se assim lhe conver.
Arl. 6." As dcimas e oulros quaesquer im-
postos pertencentes a um municipio nao podero
ser arrecadados por agente do municipio diverso
Arl. 7. Fcam derrogadas todas asdisposicoes
cm contrario'
Faco da assembla provincial de Pernambuco
9 de abril de 1860.Manoel Coelho Cintra:
A assembla provincial legislativa de Pernam-
buco decreta.
Art. 1. Fico transferida a sede da freguezia
de Una para a povoaco de Tamandar.
Arl. 2." Servir provisoriamente de matriz a
capella erecta no mesmo povoado sob a invoca-
cao de S. Jos, revogadas as disposicoes era
contrario.
Paco da assembla 10 de abril de 1860 An-
tonio A. de Souza Carvalho.
E' lida e aprovada o redaeco do projecto de
forca policial que fica assim concebida.
A assembla legislativa provincial de Pernam-
buco resolve":
Art. 1. a forca policial para o anno finan-
ceiro de 1860 a 1861 constata de 500 pracas do
corpo de polica e de sesenta e quatro da com-
panhia do pedresles, podendo ser elevada a
stiscenlas praca6 em caso de necessidade.
Art. 2. O presidente da provincia organisar
e destruir a forca do corpo de polica como en-
tender mais conveniente ao servco publico.
Arl. 3." Fica igualmente aulonsado o presi-
dente da provincia a augmentar cem ris diarios
aos vencimenlos das pracas de pret do corpo de
polica, a dar as que s quizercm engajar por
espato de quatro annos agralflcaco de 150#
P'gas em prestaedes de cinco mil res mensaes,
e a elevara diarios os veacimeaUs dos cb-efes
di companlua de cedeslres.
. J>3tf RWis quanzeiuil^s mensaejjlegriJUcajo
i K? StalulS Imperial Instituto coraprehend
"|i quanto podo interessar a agrcultuja, ludo
sanrInCDte" Lg0' P'S' que U,na ,ei gCral
sanctonar a creaco desse Instituto, pergunlo
eu. ai^ia ja doutrina da inlerprelaco da le da
rciorm.^ assembla provincial poder ainda n-
gertr-se>a agricultura da provincia ?
,crei3fluc, pelo modo porque vo as cousas
marciiandtXen) breve at esse direilo ser-nos-ha
posto cm d\,ia.
yia um apte,
E' um receiincu.
O S;-. N. I%e.lla : Mas nao fundado:
v br. Ignaa de Barros : Eu nao tratare
aqu, jr. presiiTnte, de mostrar as vanlagens
ua cenlralisaco y descenlralisaQo, isso ma-
teria preseniemen pouco opportuna.
Um Sr. Depulaa : que importa pouco ou
nada a questao.
O Sr Ignacio de ,arros : Nao lano as-
sim. Como ta dizen0, nao Irato de fazer aqu
a apologa do systemiceatral.sador ou descen-
tralisador, masnao poto prescindir de ir apre-
sentand alguns factos Vomos, por exeraplo,
que os trabalhosda eslr,a do ferr0^ cuja adaji.
nistracao suprema se acl.em Andrs nao sao
fcitos cont a mesma econwiai cora a mesma re-
gulandadc que por exemft, 0S nossos Irabalhos
pblicos provtnciaes. e quo, razao dUlo ?
L,n Sr. Deputado : onformei {em seus
conformes. '
O Sr. Ignacio de Barros^ quc a
gao suprema.daquella est lona, e8l fra do lu-
gar em que se reslisam as obri: e no outro ca-
so a inspcccao esta em contacto ramediato cora
os irabalhos.
Mesmo as obras militares emprendidas aqu
pelo governo geral marcharam oin a Js.
raa regularidade que as fossas ,bras uui.
cas? nao quero com islo fazer a ,0iogla da3
obras publicas provtnciaes. mas nao }o dcixar
de reconhecer as obras militares e asia estrada
de ferro nao marchara com a mesma ularida-
de que as da provincia. b
A razo disto sem duvida, que a lirecco
dostas acha-so aqui mesmo c a iuspecc*ur,re_
ma das oulras acha-se longe. v
O Sr. Mello Reg :Tera oulras razoet
O Sr. Pereira de Brilo :C4 e l ro f
das lia. .
O Sr. Ignacio de Barros :Nao duvido,,.
nao se pode escurecer o que acabo de dizer.
E demas. senhores, se boje confiamos ua t,
voulade do governo, nem sempre poder ser a
I; mude-seou.itere.se o .binele acuTs, "lo % seguros e se V' Ee Ver
appareca um ministro do imperio que nao tcoh
a^Erttisarfej^*
Mas na apreciac,o que faco do projeclo cm dis-
cusso esse juizo que formo do Instituto nem me
niostrarci to confiado como o nobre autor do pro-
jecto, nem to descrentc como o meu nobre ami-
go que aqui se assenta, e nem to liberal corno o
nobre membro que acalmo de fallar.
Sr. presidente, a minha opiniio quando se tra-
ta da industria em geral, pela abslcugo da in-
terferencia directa do governo nesla materia. (A-
poiados.) Eu_ pens que os individuos que sao
directamente inlercssadus na sua prosperidade e
engrandccimenlo, sao os mais proprios para se
oscuparem dellas, e procurarem a soluco dos
diffeicntes problemas que Ibes dizcm respeto.
Eu quero que os onus c as vanlagens que possam
resultar de qualquer tentativa que se (ac no sen-
tido de melhorar, de reformar de enllocar em p
mais favoravel qualquer dessas industrias, recaiam
todos sobre aquelles que cstao era condicoes do
lerom um lucro inmediato dellas. Isto posto me
parece que primeiro devemos fazer um appello a
classe dos agricultores, que devemos procurar
tirar dos seus recursos particulares, meios de le-
var a elfeilo qualquer reforma que lhes possa a-
proveitar. Se Hundo aos fados, observo que
essa associaco inglesa quo por lo justos moti-
vas provocou o eiilhusiasmo dos dous nobres de-
pulados que precedentcmcnlo scoecuparam des-
la queslo, nao subvencionado pelo governo:
eu vrjoque aquelles paizes que eslo mais adunta
dos n-j fabrico de assucar, bem como as colonias
hollandezas e a ilha de Cuba, nao lem. que me
consto, nenhuma instituico da ordem da de que
nos oceupamos subvencionada pelo governo. E o
costume francezaquicilado, do subvencionar as
instilucoes.que respeilam agricultura, um ar-
gumento conlraproducenlem, porque ua compa-
rado quo se eslabeleceu na industria agrcola
em relaeio Franca e a Inglaterra, ficou reco-
nhecido que todas as vanlagens perlencem esta
ultima, que lem como regia a nosubveuco.
O faci que o meu nobre amigo autor do pro-
jecto referi aqu hontem, de que diversos agri-
cultores reduzidos a seus esforcos particulares
leenr feilo tentativas bem succedidas de melhorar
os seus estabelecimentos agrcolas, anda um
argumento que serve para combaler sua opino,
porque mosira que os agricultores ito lem osla-
do esperi do governo. Inteudo por lauto que
era regra do luda a conveniencia uto aconse-
lliar ao governo que entervenha ou subvencione
eslabelecimenlos d'esla natureza. En quero que
as tentativas que se houveicmdo fazer para me-
lhorar a agricullun parlara directamente della,
isto faca-as a sua cusa porque sao os agricul-
tores aquelles que vio directa e immediaiameute
'ucrar com esses melhoramentos. (Apoiados.) E
parece quo subvencionando j o Instituto Agrco-
la, nos desconfiamos da boa voulade dos agricnl-
tores porque suppomos que elles por si nada (aro
nao tentarn ludo pira realisar esses raelhora-
menlos.
Um Sr. Deputado :Nao ha tal.
O Sr. Luiz Filxppe:Parece que sim, quando
se propoo desde j que subvencionemos o Insti-
tuto quando nao se lora demonstrado a necessi-
dade desse auxilio. Era que so funda o nobie
deputado para pedir ura auxilio para o Instituto ?
O nobre deputado j demunslrou que os recursos
de que elle dispc actualmente sao insufflcientes,
Como que marchamos assim para o doscouhe-
cimenlo? E para islo como que vamos pedir
songuea quem nao o lem para dar? Todos os
diis oue,o aqui cismar que lia um dficit que a
provincia est amcacada^de uut dficit; e como
vamos assim tirar dos eofres dez conlos "de ris
animalmente sera se ter demonstrado que sao in-
dispensaveis?
O Sr. Sousa Carvalho : adoplaco de urna
creanca que anda nao nasceu.
O Sr. Luiz Filippe: Mas, Sr. presidenle, do
que tenho dilo nosecollija que tenho repugnan-
cia de adoptar a idea consignada no projeclo ; eu
acho o Instituto bom, muito til, nao tenho tanta
confianca quanta a que o nobro depulado mani-
fcslou aqu,mas achoque elle traz suas vanlagens,
promelte ser um centro de aclivdade agrcola,
parece ser tima sement de que ha de brotar o es-
pirito de associaco, creo quo elle poder derra-
mar luzes sobro o nossa populaco agrcola e de-
baixo desse ponto de vista ed o acho muto til.
Encarada assim, eu gosto da nlervenco dos po-
deres pblicos em materias industriaes'. Eu a qui-
ma nestas malcras porem de um modo indirec-
to ; eu quizera que o governo eslabelecesse esco-
las agronmicas que diffundssem os conheci-
mcnlos theoricos e pralicos entre a nossa popula-
cao que se aplica a agricultura, cu quizera que o
governo promovesso a creaco de estabelecimen-
tos de crdito que cortassem as peas a agricul-
tura, que a livrassem do onerossimo juro de 18
e 2i por cento ao anno,porque depois que a agri-
cultura livesse esses recursos, eslou muito per-
suadido que ella poderia marchar dosembjraca-
darnerilo sem que fusse mistor & nlervenco
directa do governo. Portanto, concluindo sobre
este ponto, eu direi, que ocho o Instituto til c
muito bom, que acho o projeclo do nobre depu-
tado adoplavel, moisjrm lempo opportuno, quan-
do for demonstrado que preciso dinheiro para
que o Instituto marche, para que elle medre,
para que elle prospere. Mas se nos ainda nao
temos una idea de quanto ser preciso gastar,
se nos ainda nao sabemos quaes as forras do Ins-
tituto, como que j o vamos subvencionar ?
Como que vamos fazer o papel de generosos
dando dinheiro a quem nao moslrou que prec-
savo ? Quando for rcconhccda essa necessidade,
eu vou alem do que o nobre deputado quer, nao
votarei paro que se deem somente dez conlos de
res, porque ocho islo urna cifra ridiculo quando
se irab do agricultura ; deem-se cem, duzeutos,
quinhentos conlos roas quando se conhecer que
sao precisos.
O nobre deputado que est defronle de mim
censurou os eslalulos porque diz elle quo consa-
grara urna idea de cenlralisaco que o nobro de-
putado nao pode adoptar: me parece Sr. presideo-
le, que reconhecida a necessidade de subvencio-
nar o Instituto, urna idea congenita cora esse
reconliecimenlo que o governo deve fiscalisar o
modo porque gasta esta subvenco que o go-
verno deve eiicaminhar, deve dirigir, deve pro-
curar dar movimenlo mais regular, mais solido,
mais seguro a esla inslil'ico: nem me assustam
osles terrores de cenfo sacao porque mesmo eu
gosto um pouco dW .. (Ap'oiados e nao apoia-
dos.) Acho que doremos desejar urna aeco enr-
gica e forte paro o estabelecimento que" subven-
cionamos o por esse lado nao que repugno dar
o meu voto ao projeclo.
Um Sr. Deputado : Mas a cenlralisaco nao
provem da subvenco dos poderes geraes porque
o governo geral nao subvenciona.
( Ha oulro aparte. )
O Sr. Luiz Filippe : Eu lomoi a opposco
quo o nobre depulado fez no sentido de profli-
gar qualquer nlervenco do governo quer geral,
quer provincial.
Um Sr. Deputado : O projeclo delle adopta
a ccnlralisoco provincial.
O Sr. Luiz Filippe : O projecto do nobre
deputado sobre ler todos os inconvenientes que
eu nolei no piojecto primitivo, occorre que
mais confuso, mais hypolhelico e precisa fazer
combinaces, e complica mais o trabalho, con-
funden] mais as ideas, e, permitla-me o nobre de-
putado quo lhc diga, na collisao eu adoptara o
primitivo.
Felizmente, Sr. presidente, me parece que
posso ter a fortuna de conciliar as duas opinies
divergentes nesta casa, deizando a adopcao do
projecto para lempo opporluno ; verdade quo o
nobre membro ja me previni no alvitre quo eu
ia propor, no addiamenlo do projeclo, mas eu
quizera propo-lo de modo difireme, e que fosse
a duas commissoes. da casa para que estas deseem
o seu parecer, fornecendo-nos dados mais am-
bondsde de
sentido o
REVISTA DIARIA.
Faz so ncrestario qnc se olhe para as im-
moraiidades. que sao pratitdas cm urna taberna
dos quatro cantos da Roa-Vista, ondo urna por-
U*o de ns(jrAa de lom, sem respeto s fami-
lias honestas, nem silencio moralidado publi-
ca, ao ajunta de continuo para dar pasto a desen-
voltura propria, que anda mais aligada pelos
dignos consocio, que para all affluem por urna
altracco exnlicavel pelo simile timilibut.
Rcspousabilise-se ao dono daquclla taberna.
como de lei, quo cessar semelhante abuso, c
as familias deixaro de ser incommodadas pela
Jiilardade c simultneamente cscandalisadas pe-
las obscenidades das tacs negrinhas o compa-
nhia.
O professor de Sciencias na tu raes do Cym-
nasio, L. J. Rrunel foi autorsado a irs provin-
cias do l arft e Amazonas, atim de promover a
aequisicao de objectos para o museu do raesiiic
Oymnaso.
O referido professor dcvo gastar nessa commis-
sao, todo este corrente auno.
E do esperar que ello prcenc.ha as vistas do
governo, enriqueceudo o nosso museu com bellas
colleccoes dos dilTerentcs reinos da natureza em
que abundara aquellas duas provincias.
For acto presidencial do hontem, foi jubila-
do o professor publico de instniccaj elementar da
cidade do Rio Formoso, Antonio dos Sanios
Vital.
A jubllacio proporcional ao tettrpo cm quo
elTeclivaniciitc exerceu o respectiva magisterio,
conforme a segunda parle do arl. 90 da le regu-
lamentar da iuslrucco publica do 16 de maio do
1855.
Consla-nos que por todo este corrente mez
serio expostos venda os bilheles das loteras
da provincia, sob a geslao do novo lliesou-
reiro.
Iloje sobo scena, no Sania Isabel, o vau-
dcvillo Arlhur ou dezeseis annos depois, bene-
ficio da actriz Jezuina Josephina da Silva, c dos
aclares Skner c Lessa.
Correndo o anno de 1859, aos 8 das do mez
de fevereiro, pelas!? horas da imite, urna tenlo-
liva do assassinalo, c nin assassinato liveram lu-
gar na ra da Liuiio, da freguezia da Boa-Vista,
desta cidade.
Um cavalleiro, bem montado, desfechou um ti-
ro de pistola no cidadio Joao Francisco Xavier
Pacs Barrlo, quando eslo se ochava em um ga-
binete de sua casa conversando com varios ami-
gos e pessoas de sua familia.
A ultima horade Joao Francisco ainda nio era
rhogadi : o braco do sicario Ircuicu, c abala foi
eravai-sc no coraciode um joven eslildonte da
facnldode de Direiro, do infeliz Joio Marinho di
Souza Leao Jnior, e quatro carolos de chumbo
apenas feriram no hombro direilo a vctima, quo
se desejava immular.
Toda osla cidade foi teslemiinho do empenho e
solicilude com quo a polica, presidida, pelo dis-
Uncto e illuslrado Dr. Agoslinho Luiz da Gama,
procurou descubrir os autores desse grande
crime.
Ao principio dous liomcns, conhecidos pelo ap-
pellido do Sussuaranas, o que do amigos do
Jlo Francisco Xavier Pacs Brrelo so haran
tornado inimigus rancorosos, por motivos quo
nao nos cumpre indagar, foram iudigilodos auto-
res do tiro ; o sobre ellos mpregou-so a accjio-
da justica.
Estes supposlos criminosas esponlancameulo
se aprcscuioram policio,-e requercrom a in-
quiric.io de teslemunhas, maiores de lodo a cx-
ccpc.io, para provarom a impossiblidade physica
em que elles se acliavam, para commeller sc-
raclhaule allenlado uo dia, hora c lugar era quo
elle se deu.
Emqiiaiilo o polica, j um tanto desconcerta-
da cm suas conjecluras, proceda as iuquirigoes
requeridas, revelacoes imporlanlcs foram (citas
ao Exm. Sr. conselhero Sarava, enlo presiden-
te desla provincia c ao cheo do polica.
Estas revelacoes deram em resultado o reco-
nliecimenlo da innocencia do dous 5ussitai'anas.
o a piisio do coronel Fraucisco Antonio de S
Brrelo, seu filho o lente Antonio Vctor de S
Brrelo, e o lenle Profiri Candido Ribero,
cunhado e lio dos dous primeiros, iudigiiados
mandantes, e este, mandatario
A desaffionta do una grave injuria foi atlribui-
do o crime perpetrado contra a pessoa de Joo-
Francsco Xavier Paes Brrelo.
As ro clocos feitos ao chefo de policio nio-
passaram de coiifidcnciacs, c o processo, que cu-
tio se iusliurou, caho por falta absoluta de pro-
vas.
Exonerado o Sr. Dr. Agoslinho Luiz da Gama,
em virlude de ser nomeado presidenta, da pro-
vincia do Alagos, foi substituido plo Sr. Dr.
Trislao do Aloucor Araripc, magistrado de urna,
aclivdade pouco commum, e dolado de um tino-
policial admravel.
Entre oulros fados, que lomou a peilo averi-
guar, o dcscobrir os seus autores, mereceu a sua
especial altenco o atleulado da noilc de 8 de fe-
vereiro de 1859.
Os meios, de quo em taes casos se soe lancar
mi, tem sido empregados, c o resultado obtido
o mais satisfactorio possivel.
O veo do myslerio, com quo se encerrara to-
atroz delicio, ha sido pouco pouco despedac.a-
do, e a verdade vai opparecendo.
O respcilovel ancio, quo no ocroso de seus
dios possou pelo terrivel olpe de ser preso, o-
processado como mandanto do tiro do dia 8 do
fevereiro, o lenle Prolirio, envolvido no mesmo
processo como execulor, esli presos.
O infeliz lenle Antonio Victor de S Rarreto
foi o nico quo se precipilou no incommensura-
vel abysrao do crime.
O fogo da mocidade, a irreflexo, o dr de so
ver oifeiidido, no que o hornera tem de mais sa-
grado na sua honra, e preciptaram nesse a-
bysmo.
E' hoje lquido, que um soldado do esquadro
de cavallaria desla provincia (ao qual perlencia
o lenle Antonio Vctor), de nome Manoel Jus-
rtotia CAB0 esle pceifiiide mostrar; qus a socie-.
[Conlinuifr-te-ha.
tino, e que soacha desertado for quem dora o tiro
em Joo Frondsco, e que o Dzcra por mandado-
d'oquelle lenle, que assim quiz vingar a des-
honra, que suppe lngara no seio de sua fa-
milia Joo Francisco Xavier Paes Barrctlo.
O ex-soldado do mesmo osquadrao, Manoel
Pereira Garca, que era cantarada do lente Vc-
tor, ( por ello excuso do servco) e que com
elle actualmente morava, foi o intermediario en-
tre este, e o execulor do criroe,
Estas, e oulras muitas circunstancias, que tem
servido de fio polica, foram reveladas pelo sol-
dado da companhia de cavsllario, Raymundo
Rodrigues da Silva, que poucos das depois foi
assossioodo por um coinpanheiro na estrada do
rio do Alho, como j se noticiou 11
Proseguia-so as averiguacoes necessaiias ao
completo descobrimento da verdade, quando no
da 24 do passado receben o Sr. Dr. chefe'de po-
lica a communicaco official, quo fez o delega-
do do 2. dislriclo desla cidade, de ler sido en-
contrado no engenho Conlraacudo na manha do-
da 21 o cadver do urna mulher branca, de ida-
do de 3J auaos, e cujos signaos carateristcos,
por mais de urna vez lem sido discriptos neste,
e em oulros, jornaes.
O encontr imprevisto, e providencial, dosas-
sasstnos com um homem, que pescava meia
noile, perraettio que o cadver da infeliz assas-
sinada nao fosse submergdo no immeoso, e pro-
fundo acude d'aquelle engenho, ondo talvz com
elle para sempre licasse sepultado o segredo des-
te ,utro crime, ainda mais atroz, e medonho quo
o primeiro.
O publico desda cidade teslemunha (Jos boa-
tos que se espalharam, por occasiie de se pu-
blicar a nolida deste crime, revestido da crcums-
laucia de nao ter sido conhecida por pessoa al-
guma' o assossinoda.
Mil versoes appareccram ; e a licenca de al-
guns pequeos jornaes chegou ao ponto de, por
alluiocs bem claras, insultar a urna familia res-
peitavel desta provincia, altribuindo ao chefo
della actos, que talvcz nem pela imaginaco lhe
passassem : chegando a malvadcza ao pouto do
euxovalharem a reputaco de urna donzella cuja
nica fortuna consiste na pureza e honrados, em.
que al hoje lem vivido.
A polica desenvolveu urna aclivdade espan-
tosa, e o seu chefo poz em contribuido todos os
recursos intellecluaes.
Ao passoque procurava verificar todas as his-
torias, mais ou menos verosimeis, que chegavatn
ao scu conhecimento, nao arredava as rlstas do
theatro do crirae, d'onde partindo conseguio che-
gar ao quasi completo descobrimento da verda
dade, reconhecendo que este crime conseauen
en do tiro dado na noile de 8 de fevereiro ou-
com elle lem mmediala relaeo.
E' conhecida a idenldade da infeliz asMini
da em Coolra Acude I Z aMS8lna-
Chamaa-se Mara, riuva de um bacharel.cua
nome nos desconhectdo. e que. tendo se pros-
tituido, cahtra n* desgraca de ser amazia do sol- ,
dado Mauoe Justino,, autor do tiro da na da *
Uniaol Eslava resisundo D0 eugenho-Minas
^'v^^T0 ^S^haem, proprieefcde do
rf'^. mU mi? ** *** earalcanti.
onde ra conduuda para o sacrificio, por um

V
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r-i"L


^
prejone nome Mrgrret cscravo doten-ente Vctor,,
por uta pardo livre, qua pelos signaes. parec j
ser o efjolda^o de cavalWrii, Minoel Pereira
Gareia i!.
Boa dttembro do nao paseado"fm ao ewgerrho
Minas novasJoaquira Policio do S Brrelo,
irmao do lenlo Viclor, e primo do senhor do
dito engenho pedir este, que aeccitasso como
feilor ou administrador um pardo, que dizia
cliamar-sc Joao da Silva, e ser casado com urna
mora branca de nome O. Mara. Aniraindo
isto Vicente Elias, no dia seguinte apresentou-se-
Ihe um pardo, que pelos signaes dados peto dito
Vicente Elias, o prnpfio Manoel Justino, co-
mo depois o mesmo Vicente soube pela decla-
ra .-ao que elle fez do ser desertor de cavallaria.
Acorapanliavu essn pardo urna mulher branca
cujos signaos combinara com os do cadver en-
contrado em Contra Anudo.
Esae intitulado casal alti so consorvou at meia-
do do mez passado. quando no da 18 ou 19 np-
pareceu o j referido Joaquira Felino de S Br-
relo, irmao do leneute Vctor, c entendendo-se
como seuliordo engenho lhe disse, que nao leu-
do sido empregado como fcitor ou administrador
o tal Joe da Silva elle se relirava para o enge-
nlio Jardim cm Jaboato, e que em um dos dias
seguintes mandara buscar a mulher.
Com elTeito Joo da Silva relirou-se com o so-
bredito Joaquim l'clicio de S Brrelo, e dous
dias depois chegaram o prclo Miguel e o pardo,
que parece ser Mauoel Percra Garca, para coq-
tiuzircm a mullier de Joao da Silva, quo eflecli-
vamenle sahio do engenho Minas-novas pelas 4
horas da tarde, (rajando roupa semelhante a que
foi enconlrada no cadver, de que temos fallado,
montando um cavallo mellado, e os conductores
cavallos caslanhos o embocados em capoles, do
modo porque Jos Finca-pe, declarou ter visto os
homens que lanoaram o cadver na levada do
engenho Contra Acude.
Todas estas circumslancias e muilas oulrasfo-
ram declaradas na secretaria da polica pelo se-
nhor do engenho Minas-novas, o referido Vicente
Eliasde Albuquerque Cavalcanli, pelo pardo An-
tonio, pela parda Mara Francisca e uelo preto
Fernando, sendo que Maria Francisca reconhe-
ecu a saia e camisa, encontradas no cadver, bem
como o anclo, brincos e punios como perlen-
centes-a moca saida de Minas-novas, com a qual
tinha muilas relacoes de amisade e at era a sua
lavadoira, mencionando mais a circumslancia de
ter sido quem cniira um cordo na dita saia,
quando a mora se eslava vestindo para vir para
Jardim, cm cumpanhia dos dous portadores que
a feram buscar.
O preto Fernando roconheccu tair.bcm perlen-
cercm a dita moca D Mara a saia de cassa chi-
ta e o casnv^que no qual disse exislirem certos
signaes, que cora effoito foram encontrados e que
ninguem havin notado.
Joaquim Felicio de S Brrelo, interrogado
acerca dos tactos narrados por Vicente Elias, ne-
gou-os absolutamente ; sustentando que nunca
virs, nem ronhecera a Joo da Silva, e a mulher
L>. Maria, e nem sobre ellos fallara com o senhor
do engenho Minas-novas.
Este porm, confrontado com elle, sustentou
tudo quanto havia dito, requerendo para faze-lo
debaixo de juramento.
O cscravo Miguel sendo interrogado confessou
quo fora ao engenho Minas-novas por ordem de
scu senhor moco Joaquim Felicio, e de l jun-
tamente com outro que o acompanhra, trouxera
a referida D. Maria, entregando-a no engenho Es-
tiva a um humera, que se dizia marido della e
que com oulros dous a esperavara ; depois do que
vollara para o enganho Jardim a dar conta da
commissao a seu senhor moco, com quem so-
monte fallara no dia seguint por ler ello Miguel
chegado alta noite.
Esle preto Miguel eslivera seis dias anles do
assaisinalo no engenho Contra Acude a pretexto
de se curar pela homeopalhia e parece que o lu-
gar para execucao do crime fui por elle esco-
Jhido.
O ex-tenente Viclor, o ex soldado Manoel I*e-
reira Garca, Joaquim Felicio de S Barrlo e
o preto Miguel estao recolhido3 a casa de detcn-
cjio e a polica proseguc as diligencias nocessa-
rias para o desoobriracnto de outras circumslan-
cias qne acompanharam o delicio.
Nihguem sabe dar noticia do soldado Manoel
Justino, quo eslivera no engenho Minas novas, e
al ha quera diga que elle levo a niesma sorte
de sua desgranada amazia.
Tambem desappareceu desla cidade c ignora se
onde eslejn urna mulher de nome Rila, quo foi
amazia de Manoel Jiisno, e depois do infeliz sol-
dado Raymundo Rodrigues da Silva, quera
comraunicra o segredo do tiro de 8 de feve-
reiro.
Pelogeilo que o negocio ft>va parece que ha-
via o proposito de fazer dcsappareccr da face da
trra quanlos estavam senhores desse nefando
segredo.
Aguardemos o resultado final das pesquizas
policiacs e nao aventuremos juizos.
O preto Januario da Cosa que no engenho
rassagem-velha, do termo do Barreros, assassi-
nouo feitor do mesmo engenho Francisco Bor-
ges, sondo perseguido pelas autoridades locaes
foi capturado no dia 7 do corrente mez e acha-se
recolhido a respccliva cadoa para ser pro-
cessado.
Acaba de ser prezo na Colonia do Pimen-
teiras pelas deligencias do digno capilao di-
rector c subdelegado da niesma Colonia, o cele-
bre criminoso de morle Antonio l'ereira da Silva
conhecfdo por Antonio do Norle, o qual tendo
sido prezo o anno passado polo subdelegado da
Colonia do 1. distincto de Agoa Preta, evadio-se
cm caniinho quando era remellido de Barrciros
para esla cidade.
Na occasio em que foi agora prezo atirou-sc
uriosamento sobre a forca, investindo-a com
tima espada, o quo deu lugar a que a mesma
forca empregasse os meis para repcllir a resis-
tencia desesperada quo fazia o criminoso, reedi-
tando d'islo sor este ferido.
Foram recolhidos caza de delencao no
dia 16 do correle 3 homens livres c4 esrravos,
sendo 1 a ordem do Dr. chote de polica, .2 a
ordem do subdelegado de Sanio Antonio, 3 a
ordem do da Boa-vista, e 1 a ordem do de S.
Jos.
Lista dosbaplisad-os, e casamentos, havidos
nesla. matriz da Boa-vista do 1. de abril, a 14
do mesmo.
Ililarina, branca, nascida em 6 de Janeiro do
armo passado, filha legitima de Francisco Jos
Luiz, e Felismina Muniz Brrelo.
Manoel, braneo, nascido em 24 de dezembro do
anno passado. filho legitimo do Dr. Manoel do
Nascimonlo Poriella, c Joanna Francelina
Pinlo Portolla.
Alfredo, braneo. nascido em 2 de fevereiro do
anno passado, filho legitimo de Rosendo Fer-
reira da Silva, c Anna Tereza de Seixas Fer-
reira.
Alfredo, pardo, com um anno e meio, filho na-
tural de Scverina Maria
Irineo, braneo, nascido em 4 de Janeiro do anno
passado, filho legitimo do lente Nicacio Al-
vares do Souza, o Pliladelfa Quiteria de Souza
Albina, parda, nascida em 31 de marco de 1858,
filha natural de Mariana Joaquina Roza.
Luciana, crioula, nascida-cm 7 de Janeiro deste
anno, filha natural, escrava.
rhilomena, parda, nascida em 14 de fevereiro
de 1856. filha natural de Leocadia Francisca
de Paula.
Jos, pardo, nascido em 3 do marco do anno
passado, filha natural de Leocadia Francisca
de Paula, solteira.
Amaro, braneo, nascido cm 18 de julho del853,
filho natural de Francisco Fcrreira da da Sil-
va, e Carlota Maria da Conceicao.
Francisco, braneo. nascido a 19 de agosto del857
filho natural de Francisco Ferreira da Silva,
e Joanna Francisca da Conceicao
Antonio, braneo, com 6 mezes nascido, filho
legitimo de Jos Rapozo Correa, e Maria de
Jezus,
Amelia,' branca, nascida cm3 de agosto del858,
filha natural de Camillo de Lellis Peixolo, e
Maria Roza da Paixo.
Maria, parda, nascida cm 10 de Janeiro do 1858,
filha legitima de Joao Jos de S. Auna, e Um-
belina Maria de Jess.
Antonia, parda, nascida em 20 de julho do anno
passado, filha legitima de Joo Jos de S.
Annj, e mbolina Maria de Jezus.
Josefa, parda, tomou o Santo oleo, nascida e 7
do abril de 1845, filha legitima deVtrciano
Maryr da Trlndade, o Manoela da Exaltacao
da Santa Cruz.
Armelinda, parda, tomou o Santo oleo, filha
legitima de Mariano Maryr da Trindade, e Ma-
noela da Exaltace da Santa Cruz.
Domingos, pardo, com 7 mezes, filho natural de
Malhde, escrava-.
Casamentos : ^
Joao Francisco da Cosa Fialho, com Francelina
Damazia do Alouquerque Kego, brancos
Fredenco Chaves Jnior, com Mariana Candida
Bacellar, bramos.
Joaquim Antonio Barros; com Rozalina Maria da
Cruz, pardos.
DMJKKDE FEBWAPUCQ, -r QU/WTA EBiftA S BR ABRIl I>E 1880.
Pa8sagiros do brigue nacional Joven Ar-
thr, sahWo para o Rio de Jancira : D. Fran-
cisca de. Luna Freir Santos e su filho menor,
Francisca Hara da Cooceiclo. *
Passegoires do ariue Goward sariid* para
Palraouth pelo Para :W. Rieekbuck, C. Rieek-
buck.
MORTALIDAD! DO DIA 17 DO CRREME
Lauriana, pjftda, 14 mezes, bexiga.
Adelalde, parJa, 4 airaos, Apoplexia.
Manoel. semibranco, 2 mezes, convulcSes.
Anna Roza de Carvalho Sanio, branca, casad,
24 annos, (obre escaria tina.
Luiz de Franca, braneo, 6 annos, febre cerebral
Jos, braneo, 8 roezes, convuledes.
Paulo, preto, 11 annos, frialdado.
Wilson, braneo, 6 mozas, angina.
Lauriano, pardo, 9 annos, ttano.
Bcnto, braneo, 18 mezes. convulcoes.
Ignacio Jos Rodrigucs.branco, casado,43 annos,
urna pencardite.
Hospital de caridade. Existem 57 ho-
mens, 57 mulheres nacionacs, 5 homens eslran-
geiros, total 119.
Na totalidade dos doentes existem 42 aliena-
dos, sendo 32 mulheres e 10 homens.
Forara visitadas as enfermaras pelo'cirurgio
Pinto s 7 horas o meia da manhaa, pelo
Dr. Dornellass8 horas c da manhaa.
PARA
EXC
O SR. MINISTRO DA GUER-
RA VER.
Consta-nos por carias do pessoas fidedignas,
receidas do Rio Grande do Sul, terem dous of-
ficiaas do 4" balalho de infanlaria, representa-
do contra um celebre major Novaes, o achar-se
um delles preso ha oilo mezes por tal motivo,
sem que se tenha rcsponsalisado ao dito Novaes,
quando em conselho de investigaco provarara-
se os fados de que foi este aecusdo. Os pro-
cessos acham-se, como informam-nos, um em
poder do Sr. general Caldwel desdo abril do an-
no prximo pascado, e outro do Sr. baro do
Saruhy, que julgamos proceder ainda com jusli-
ca, como cosluma ; e sobre aquolle Sr. general
chamamos a altcnco do Exm. Sr. ministro, por
quanto procede elle de forma prejudicial a dis-
ciplina e aos direitos de seus subordinados.
A semana santa na fregruezia do
Ilom Jardim.
Nao 6 s na capital onde so encontr a mag-
nificencia c fausto qunndo se celebram os actos
da religio de Jess Christo ; tambem nos luga-
res longiquos onde tudo privaco. onde ludo
dfliculdade se solcmnisara as festividades da san-
ta igreja com a devida decencia e gravidade.
Quero fallar dos actos da semana santa, celebra-
dos na igreja matriz do Bom Jardim.
Foi com admiraco que teslemunhei ah a com-
niemoracio da Paixo do Divino Redemplor, co-
mecando do domingo de ramos a terminar-se no
da rossurreicao; c pela decencia e asseio, pelo
desempenho das ceremonias de actos tao tocan-
tes e mageslosos, cm alguns momentos julgava
se estara ou nao em algum templo da capital,
onde esses actos se celebrara com o devido ap-
parato e magnificencia.
Depaiei que corapareceram nos actos oilo pa-
dres daquoias paragens, inclusivel o Rrmd. vi-
gario do Limoeiro, o qual officiou em lodos os
actos e os desempenhou bellamente, a excepcao
doLava-pedesque rescrAOu para si o respec-
tivo vigario do Bom Jardira, Antonio Iygiuo de
Hollanda Cavalcanli Chacn.
Qualro sacerdotes do Recife compareceram nos
actos convite do mesmo vigario Chacn, e fo-
ram elles o padre mestre Maciel, padre Lino, pa-
dre Gregoe Frei Ignacio, franciscano, e estes sa.-
cerdotes j na predica e j as canioras precn-
cticram saplisfactoramente a misso para que
foram encarregados.
As procisses do Senhor aos Enfermos, do En-
terro do Senhor e a da Ressurreko nao desme-
recern! as que se fazem na capital pela ordem
que fui nellas mantida, pela decencia dasirraan-
dades e pelo esplendor, qur dos andores, qur
dos anjos ; em summa uraa seraanasanla celebra-
da 23 leguas distante da capital, sera falla do
um ornamento, de urna alfaia, de urna insignis,
necessirios objectos aos raesraos actos, revela o'
fervoroso zelo. a apurada dedicaco e grande ro-
ligiosidade do Rvm. Sr. vigario Chacn, que nao
poupou esforcos, que nao se eximio trabalhos
para que em sua matriz depois de 30 annos se
cornaicmorassc a Paixo de Christo, e muitas de
suas ovelhas tivessera o grato prazer de vorem
pela voz primeiraa ceremonia de actos tao ma-
geslosos, os quaes revelara o iramenso valor por-
que foi reraido o genero humano.
Honra pois ao Rvm. Sr. vigara do Bom Jar-
dim ; louvores aos parochianos que concorreram
grandemente para que o seu digno pastor levas-
sea efleilo os desejos ardenles que ha muilo se
achavam implantados cm seu coraco.
O exvectador.
Srs. redactores:Tinha o firme proposilo de
nunca escrever para jornaes, era primeiro lugar
porque as minhas circumslancias me nao permit-
iera oceupar cora essas cousas, e depois por me
falharcm os meio3 necessarios para isso ; mas a
publicaeaoa pedido assignada pelo Sr. Dr. Aflbn-
so de Albuquerque Mello insera no Liberal de
11 do correnlc me forca a sahr do meu proposi-
to, por isso que o Sr. Dr. AITonso querendo lan-
car acerbos doeslos ao tribunal do commercio
dosta capital, c lalvez responder a corresponden-
cia inserta no Diario de Pemambuco n.. e as-
signada pelo Sr. J. S. Neves, se lanca com tuda
a acrimonia sobre o meu irrao o Sr". Benlo Jos
da Costa, c querendo mostrar nullidades em sua
divida provada pela hypothcca com que se apre-
senta, dcixa prever hypolhesos que do alguma
lorma poe era duvida sua probidade, oque, cura
lodns asforcas repillo, c appello para o uizo de
toda a populaco desla provincia.
Isto dito, dlrci alguma cousa acerca do todo
este negocio, o que me bastante doloroso por ir
renovar magoas que de alguma forma, posto u
sinta os seus efTeilos, estavam esquecidas. Dei-
xo de tocar nos doeslos que lancou o Sr. Dr. Al-
fonso sobre o merelissj.mo tribunal do commer-
cio porque a reputac'io"queos seusmembros teem
ganho a custa de valiosos serviros, est to alto
collocada, que os tiros do Sr! Dr. AITonso por
mais bem vibrados, nao a podem atlingir.
Diz o Sr. Dr. AITonso.
Benio Jos da Costa. E' csl9 uro dos taes
credores conjurados contra nossa erecuco em
favor de seu irmao o executado Costa,*e sem
duvida em favor de si mesmo, etc.
O Sr. Dr. AITonso que tao pratico est na ques-
lo, e tao conhecedor dos autos deve saber que
quando em 1841 chamei os meus credores para
Ihes fazer ver o estado de minha casa, a essa
rouniao compareceu o fallecido Sr. Agostinho
ennques da Silva de quem sao representantes
as exequcnles, e que tambem compareceu meu
irmao o Sr. Bento Jos da Costa e outros, e reu-
nidos todos os credores reconheceram entre si a
legalidade de sous ttulos de crdito, o me deram
um compromisso de nove annos cora cessacao
completa de juros; que csse compromisso "foi
julgado por scnlengo, que essa sentenca passou
em julgano pola relacao "o districto, pelo supre-
mo tribunal de juslica e pela rclaro revisora do
Maranhao).
Como quer o Sr. Dr. AITonso que uraa divida
quo foi jnlgada por sentenca, que passou em jul-
gado soja proscripta? Se o primitivo credor (o
Sr. Agostinho Henriqucs da Silva) reconheceu a
legalidade da hypotheca, como quer o Sr. Dr.
AITonso que seja milla? A ord. 1. 1. til. 78 8 4.
impoe aos labellies a obrigacao de ler s parles
as-escripturas de hypothecas,"mas nao impoe pe-
na de nullidade quando haja falla por parte dos
labcllie3: e assim devia ser, por que a dar-se o
contrario, seria as partes o seu direito pela falla
e omisso de um funecionario publico.
Acha o Sr. Dr. Alfonso ser conjurado contra
sua execucao um credor que se aprsenla com o
seu titulo legal para tambem haver o seu dinhei-
ro, ou parte delle, e nao deixar outros talvez
com menos direito locuplctarem-se ? Todo o
Pernambucosabc os'sacricios que meus irmos
Hzeram para pagar as leiras que por rain garan-
tirn), e algumas mesmo aos exequcnles, o que
meu irmao o Sr. Bento Jos da Costa so vio obri-
gado a vender seus predios para pagamento das
i ras *"e 'ormaram *alor da hypotheca, e que
alm disso, como consta do cempromisso, era
meu credor da quantia de dezeseis conlos.e tan-
tos mil ris. B'
. l'al,lnJ Sr. Dr. Affonso de letras em duplcala,
de tisidade de divida, ele. A isto direi que in-
dague das pessoas entao pas9iiidor,s dellas (que
sao todas bem conhecidas) e eslas lhes provaro
sua vcracidade. Se ouve duplcala de letras ;'so
ouvo falstdade de divida, que lhe responda quem
lhe morder a consciencia, e que tenha pralica-
do dessas gentilezas.
t"Sr. r."AHoriso b"as"ea'riro~o ser~fireiliso~
bre sua carta de sentenca: o essa carta de sen-
tn ;a tea o valor que lhe quer dar sendo obtida
em um juizo incompetente? Creio que nao. O
Sr. Dr. Affons qtfb tp versado em leis deve
salerdiiso. ~
V. essa sentenca sendo obtida em um juizo in-
conpetfnle nao ser milla? Creio que sin).
Ku era morador ha mais de quinze annos na
comarci do Cab^cumo muito bem> sabe o Sr.
Dr. AITonso pois foi o advogado e procurador do
Sr, Jpjia Vieira da Cunha na causa que promova
coiilri mira, pla hypotheca sobro o engenho
No ?o, o cuja hypotheca tinha a mesma falla do
formalidade que n do Sr Bento Jos da Costa e
no eatanto foi julgada valiosa.
..'os bem, sendo eu morador na comarca do
Ca:)o, fui executado pelojuizo commercial doRe-
cifii (que nao podia adevinhar que era eu domi-
ciliario >m outra comarca) e condemnado a pagar
ca|ilal"j juros {que pelo compromisso linbam
mandad) cessar), sendo a causa julgada de-
serta e nao seguida foi tirada carta de sentenca
e nao jada ejecutar na comarca do Cabo.
'.'ambom direi- alguma cousn acerca do Sr.
Fn ncisto de Barros Falco Cavalcanli (outro
cliunte do Sr. Dr.. Alfonso) que junlp com o Sr.
Henriques da Silva promoverara execucao contra
mim. Eu era devedor ao fallecido Sr. Jos de
Ba-ros Falco do urna letra de 4:000; algum
tet)po antes do vencimonio de minha letra, es-
creve-rt-e o Sr. Barros pedindo um cont de ris
qu lhe remetli e mandou-me recibo.
Quebiei,.chamei os meus credores, compare-
cen o Si-. Barros e assignou o meu compromisso
delarardo que assignava por 3,000#. Depois o
Sr, Barros nos suas precises ia-mo pedindo al-
gun dirheiro que lhe fui dando, alguns cora do-
cumentos e oulros sera ellos. Morre o Sr. Bar-
ros, c fica herdeiro de meu debito seu filho o Sr.
Fnmcisco de Barros ; esl6 dirige-se a mira e
por vezes recebeu seiscentos e tantos rail ris do
[ui) passou recibo.
Quer saber o Sr. Dr. AITonso o que se passou
depois? Fui ajuzado o condemnado (scrapre aqni
no Reci.e) a pagar o capital e todos os juros ven-
cidos ; mandando eu apresentar 03 documentos
qu> pude achar (e nao eram lodos) e quo prova-
va n terem sido pagos dous coritos

>
>


dem resillada e doeino .
Algodo em pluma t.* sorte' .
dem idem 2. dita ....
dem idem 3.* dita
dem era caroco .
Arroz pilado......
dem com casca .....
Assuoar braneo nova ,
dem raascavado idem .
Azeite de mamona ....
dem de mendoim e de coco.
Borracha fina ..... arroba
dem grossa.......
Caf em grao bom.....arroba
dem idem restolho .
dem idem com casca .
dem moide.....
Carne secca.....
Carvo de madeira .
Cera de carnauba em pao
dem idem em velas. ...
Charutos bon......cento
dem ordinarios.....
dem regala.......
Chil'rcs.....'
Cocos seceos.......
Couros de boi salgados .
dem idem saceos espichados.
dem idem verdes.....
dem de cabra corridos ".. ,
dem de onca......
Doce de calda......libra
dem de Goiaba.....
dem seceos......
I Esnanadores grandes. um
._ .. .w... pagap uuu uinuu novecenios o ..
lanos riil ris, raandou-se apenas descontar esta Pe1ucnos......
quinlia na totalidade da divida e juros Que diz j Esleirs de prepon .... urna
2o!?sUdosaiutofTUSO? TUd qUUll levodil Estoupa nacional...... arroba
C'r)izao(Sr.aDr0 AITonso que o juiz mnnicipal sup-'f,arinl\a de ararula
penle do Cabo quejulgou a causa pessoa inui- 'dem de mandioca .... alqueire
lo inlelligenle. muito estudiosa, qic frequentou Feijao......... alqueire
aJlLll^CmaseTC} de 'isl)oae que a,Runs des" Fumo em folha bom arroba
pa:hos d porsi, ele, oquosou o primeiroa re- ... -. rroua
co iheccr. Mas, confessa que a pessoa a quem se ildem ldem ordinario ....
dii igio para lavrar a sentenca que proferio era tres dem idem restolho ....
di,s nesla causa, j podia ter esludado os autos,', dem em rolo bom
la-rado a sentenca de anlemao, e mesmo ter sido
juiz nella. E o que prova isto? Pro va que era pes-
soi que tinha inleresse na causa, e cuja sentenca
naopod.ascriraparcial porra era um juiz em cau-
sa propria ; tanto mais quando consta que essa
mesma sentenca j tinha sido apresentada a ura
outro juiz supplenle para a publicar, cujo juiz
conscio de sua dignidade a repcllio.
Nao respondo a algumas indirectas que o Sr.
Dr. Affonso lem lancado sobre mim porque res-
peilo as conviccoes de quem quer que seja, e o
Sr. Dr Alfonso' pode pensar de mim o quo lhe
cu merecer.
Queiram, Srs. redactores, inserir no seu con-
ceiiuado Diario estas linhas, com o que muilo
obrigari ao scu leilor,
Francisco Jos da Costa.
TaernTrem^
dem licor
dem idem
(P
botija
caada
garrafa
aad
arropa


arroba
alqueire
arruba

caada
>


libra


um



de m idem ordinario. .
Goraraa polvilho.....
ipecacanhua....... arroba
. cento
COxMMEClQ.
P'aca do Recife 17 de abril de 1800.
AS TRES HORAS DA TARDE.
Cot;u;fus ofilciaes.
Dcsconlo de letras=15 0|0 ao anno.
Vrete para Liverpool15/ assucar.
dem iiem7/16 e 1(2 por algodao.
v.'sucar mascavad Coanal2$550.
George PatchellPresidente.
ubourcqSecretario.
Caixa filial do banco do Brasil
ein PerDambuco.
EM 17 DE ABRIL DE 1860.
Directores da semana os Srs. :
Antonio Marques de Amorim o Francisco Joao
dt Barros.
A caixa desconta letras a 11 0/o, c recebo
diiheiro ao premio de 10 O/fj.
Alfandega.
Rendimentodo dia 2 a 16. 179:097$720
dem do dia 17...... 18:318>499
197.4165219
DIovimento da alfandega
176
76
Vilumesentrados cora fa'zendas
com gneros
de amolar. .... urna
filtrar-...... >
ebolos......
a em molhos .... um
aba0......... libra
Salsa parrilha arrnv
Sebo cm rama. .
Sola ou vaqueta (meio
TaPoca........ arrba
Unhas de boi...... cento
Vinagre........ ppB
V)lum3S saludos

com
com
fazendas
gneros
252
174
433
------607
. Descarregam hoje 18 de abril.
I*itacho "unericanoSormeisbacalho.
Pitacbo americanoApplegarlhfarinha, milho
e bolachinha.
Birca americanaMargareth = farinha de trigo.
Eicuna ingleza=Elisabethfazendas.
B.igue inglezCynlhiaferro e carvo.
E.icuna hollandezaMarta Cornelia farinha de
trigc *
B igue portuguez Relmpago diversos g-
neros.
B-igue portuguezConfiancadiversos gneros.
Consulado' genil.
Rndinenlododia 2 a 16. 37:4ll36i6
leem do dia 17....... 2:225$371
39.637S017
Diversas provincias.
Raudimento do dia 2 a 16. .
Ii.em do dia 17.
3.260S385
3:2609385
l*espachos de exportac-fio pela me*
sa do consulado desta cidade n .
din lilc abril delSGO
Rio da PrataRrigue prussfano Urania, Bailar
& Oliveira, 100 barricas assucar brano e 250
dila.'i dito mascavado
S.'MiguelEscuna portugueza Rainha dos Aco-
res, Jos Mara P. de Carvalho, 4 duzas de
varas.
L sboa Barca portugueza Flor de |S. Simao,
C. Nogucira & C, 125 saceos e 2 barricas as-
sucar braneo e 250 saceos assucar mascavado.
LsboaBrigue portuguez Constante, Manoel
Goncalves da Silva, 120 saceos assucar braneo,
140 ditos dito mascavado e 600meos de sola ;
Barroca & Mcdeiros, 30 saceos assucar braneo
e 40 ditos dito mascavado.
L sboaBrigue portuguez Florinda, A. Irmos,
650 saceos assucar mascavado.
Lisboa Patacho portuguez Jareo, Manoel
Jos do Aguiar, 20 podras de filtrar agua.
PortoBarca portugueza Flor da Maia, Manoel
Joaquim Ramos e Silva, 100 saceos assucar
braneo.
P >rto~Briguo portuguez Harmona, diversos
carrogadores, 30 saceos assucar braneo, 20 di-
tos lito mascavado e 185 meios de sola.
P>rtoBarca portugueza Sympathia, diversos
carr>gadorcs, 100 saceos assucar braneo, 50
dito dito mascavado, 73 couros salgados e 1
barril mel.
Hecebedoria de rendas internas
ge raes de Pemambuco
Rendimento do dia 2 a 16. 10:719<>230
Iiem do dia 17....... 804S636
11:523SS66
Consulado provincial.
Rendimento do dia 2 a 16. 37:550^956
dem do dia 17. ..*... 2:755*521

urna
um
uraa




Lenha em achas grandes .
dem idem pequeas. .
dem em toros......
Madeiras cedro taboas de forro.
Louro pranchoes de 2 custados
Cosladinho. ........
Costado........
Forro..........
Soalho........
Varas aguilhadas.....
dem quiriz.......
Virnhtico pranchoes de dous
custados ....... um
ldem idem custadinho de dito >
dem taboas de costado de 35
a 40 p. de c. e 2 l/2^a 3 de
largura.......
dem idem dito de dito uzuaes
dem idem de forro .
dem idem soalho de dito .
dem em obras eixos desecupi-
ra para carros .....
dem idem rodas de dita para
ditas ... r ... .
Mel. ... ..... caada
2807
. 9601
32a i
8001
83IOO:
7S1001
63100
23950
33200
3J500
43600
29750
9t0
23500
7g000
43000
73000
43500
53000
93600
63500
23560
lOgOOO
133000
23)00
13000
33000
5000
43OOO
285
400
180
300
103000
500
400
13000
33200
13600
300 j
1$600
33000 I
2)S7C0
73000
14$000
93000
73000
153000
6$000
33000
253000
23500
13600
123000
33000
93000
83OOO
8J0OO
23500
4$000
23240
13600
243000
143000
453000
I63OOO
53000
103000
par 103000
303000
250
Milhoj........alqueire 23500
Pedr
dem'
dem
arroba

urna
800
93OOO
13120
200
120
253000
103000
332OO
3J000
$300
50j)000
Movimento do porto.
Navios entrados no dia 17.
Boston55 dias, patacho americano Somers, de
111 toneladas, capilao A- A. Caulfield. e'qui-
pagera 7, carga 317 barricas com bacalho e
mais gneros ; a Henry Forsler* C.
Philadelphia42 das, patacho americano A 1
W. Applegarlh, de 203 toneladas, eapitSo A.
H. Collens, cquipagem 8, carga 1.315 barri-
cas com farinha do trigo o mais gneros: a
Henry Forster & C
Naoiossahidos no mesmo dia.
Rio de JaneiroBrigue nacional Joven Arthur,
capilao Joaquim Antonio G. do3 Santos, carga
difTorenlcs gneros.
Falmouth pelo ParaBrigue inglez Goward, ca-
pilao F. Banck, cm lastro.
teui Ue servir na mesma sesso effrcoulurniidade
da art. 326 d regulamcjilo n. 120 de 31 de Ja-
neiro de 1842, foram sorteados e designados os
cidadaos seguintes :
Frcgiiezij de S. Fr, Pedro Goncalves.
Antonio TeixeirS'de Mendonca.'
Eslevo Jorge Baplista.
Capilao de mar e guerra Elisiario Antonio dos
Santos.
Jos Lourenco de Sinl'Anna Barros.
Manoel Pinto dos Santos.
Joao Manuel da Costa e,Silva.
Joao Antonio Ribeiro.
Joao Ferreira da Costa.
Freguezia de Santo Antonio.
Antonio Domingues Ferreira.
Claudino da Silva Ferreira.
Claudno do Reg Lima.
Francisco da Fonseca Soares e Silva.
Joaquim Jos da Cosa Soares.
Jos Lopes de Farias.
Francisco Manoel Berarrger.
Freguezia da Boa-Vista.
Antonio dos Santos Siqueira Cavalcanli.
Dr. Marliniano- Mendos l'ereira.
Jos Filippc Nery da Silva.
Jos Francisco da Costa Lobo.
Joaquim Tavarcs Rodovalho.
Joo da Cruz Mendonca.
Antonio Jos Leopold'ino Arantes.
Jos Vieira de Araujo.
Joo Francisco de Oliveira.
Dr. Francisco Augusto da Costa.
Jos Victorino de Paiva.
Joaquim Galino Coelho.
Jos Vctor do Silva Pimenlel.
Freguezia de S. Jos.
Francisco Goncalves Rosa.
Mathias de Albuquerque Mello
Manoel Antonio Torres.
Freguezia dos Afogados.
Joaquim Jos Alvos de Albuquerque.
Manoel Joaquim dos Passos,
Freguezio do Poco da Panclla.
Antonio Jos Gomes do Corrcio.
Jos Lopes Carneiro da Cunha.
Dr. Luiz Francisco Belem.
Freguezia da Varzea.
Egidio Carneiro Rodrigues Carapello.
Jos Correia Leal.
Freguezia do Muribcca.
Joo Hermenegildo das Canjeas.
Nereo de S Albuquerque.
Joo Ferreira da Costa.
Freguezia de Jaboato. -
Joao Figuera de Araujo Lyra.
Mathias Mendos Rodrigues Canlpello.
Jnvino Coelho da Silva.
Honorato Alvos de Jess.
Francisco Antonio Ramos.
Jos Joaquim da Costa Figueirda.
Thoraaz Jos de Olivein.
A todos os quaes c a cada um de per s, bem
como a lodos os inloressados cm geral, se con-
vida para comparecerem no gnmeiro andar da
casa que foi calleja, cm a sala das sesses do
jury, tanto no referido dia como nos mais dias
seguintes emquanto durar a scsso, sob as penas
da lci so faltarem.
E para que chegue a noticia a lodos, mandei
nao s passar o presento, que ser lido o affixado
nos lugares mais pblicos e publicado pela im-
prensa, como remoller iguaos aos subdelegados do
termo, para publica-los e mandaren) fazer as noli-
ficaces necessarias aos jurados, aos culpados c
as lestemunhas que re acharem nos seus dis-
trictos.
Rccfe 9 de abril de 1860.Eu Joaquira Fran-
cisco de Paula Estoves Clemente, escrivo do
jury o subscroi.
Francisco de Araujo Barros.
-- O Illra. Sr. inspector da thesouraria provin-
cial, era cumprimenlo da ordem em vigor, man-
da convidar aos proprietarios abaixo declarados
enlregarem na referida thesouraria, no prazo
do 30 dias, a contar do dia da prime>ra publica-
co desle, a importancia das quotas com que dc-
yem entrar para o calcamento das ras abaixo
indicadas, conforme odisposto na lci provincial
n. 350. Adverlindo que a falla da entrega vo-
luntara ser punida com o duplo das menciona-
das quotas, segn lo o art. 6 do regulamento de
22 de dezembro de 1851.
Caes de Apollo.
Na.
43 A Jos Mamede Alvos Ferreira
Largo da Penba.
2 Bernardo Antonio de Miranda
Ra Direila.
131 Manoel Bomo de Carvalho
139 Joaquim Lopes de Almeida
Ra dos Martyrios.
3 Candido Francisco Gomes
Ra das Cinco Ponas.
92 Anna Maria do Carvalho Ucha
94 Joanna Francisca dos Sanios
96 Francisco Marlins dos Anjos Paula
100 Rita Slaria da Conceicao
102 Tiburcio Valcriann Baplisla
104- Ignacio Jos Coelho
106 Antonio Joaquim dos Santos
Andrade
108 Maria Luiza da Purificaco
110 Padre Jos Antonio dos Santos
Lessa
112 Jos Pinto de Magalhes
114 Jos Joaquim de Oliveira
120 Manoel Romao Correia de Araujo
<31 US to O O. M Q. -o. Horas. r 5- 3 1
-: = 3 3 c C0 Atmosphera. ' O es o 50 -s
f 1 1 Direcco. 0 > 0
* 5 B | Intensidad. 1 0 SE
g M M ti 1 2 S S 2 E 1 Centi9rado. = B O S O
J2 ^ t is ts j* i-a co ha 0 --I O n 3 0 * Iteaumur. r-C c
S S 2 gg 3 1 Fahrenheit c: >
3 n 00 o.l Hygrometro. V-
S o. S S 3 1 Barmetro. 0 b 0 o 0 1
A noite clara com alguns nevoeiros e aguacei-
ros, vento SE, veio para o terral e assim ama-
nheceu.
OSClLLAf.O DA HAR.
Baixamar as 7 h 42 da manhaa, altura 1.50 p
Preamar a 1 h 30 da tarde, altura 5.75 p.
Observatorio do arsenal demarinha 17 de abril
de 1860 Viegas Jiinior.
Editaes.
40:306$477
Fautfi dosprecos dos principaes gne-
ros e producees nacionavs,
que se despachan pela mesa do consu-
lado na semana, de
de 16 a 21 de abril ce 1860.
Agurdente alcool ou espirito
deaipiardente.....caada 750
dem caaaca. ...... 49Q
tem de cana...... g^Q
tem g;enebra ...... gQo
O Dr. Silvino Cavalcanli de Albuquerque, juiz
municipal da primeira vara da cidade do Re-
cife de Pemambuco, por S. M. o Imperador,
que Dos guarde, etc.
Facosaber.que em cumprimenlo ao art.36 dalei
de 19 de agosto de 186. sao convidados todos os
cidadaos que tiverera .sido desaltendidos na qua-
lificaQo de ftanles que leve lugar as diTercn-
les freguezia deste municipio, e que entenlaram
recurso na forma da lei a apresentarem-se pe-
ranle o conselho que deve principiar os seus
trabalhos do dia 15 do corrente em diante na casa
da cmara municipal desla cidade.
E para constar mandei lavrar o presente que
ser publicado pela imprensa o affixado nos lu-
gares do costume.
Dado e passado nesla cidade do Recife, aos 11
do abril de 1860.Eu Francisco Saraiva de Arau?
jo Galvo. escrivo o escrevi.
Silviino Cavalcanli de Albuquerque.
0 Dr. Francisco de Araujo Barros, juiz munici-
pal da segunda vara do termo da oidade do
Recife, porS. M. o Imperador, quo Dos guar-
de, etc.
Faco saber que pelo Dr. Antonio Francisco de
Salles, juiz do direito da.aegunda vara criminal
da comarca, me foi coramunicado haver desig-
nado o dia 20 do corrento, pelas 10 horas da ma-
nhaa, para tfir a segunda sesso do jury das te
ierra, quo iraballiai em dias consecutivos, ha-
1 vendo procedido ao sorleio dos 4 jurados, que
195j000
603000
103J800
993000
64S600
27j?000
32 100
24>900
9$0()0
255200
18JXW0
36,-5000
18-5000
para lados 03 termos da aceao at final senlonca
c sua execucao.
Nestes termos. Pede a V. S. deferimonto. Es-
pera roceber mercc.-O advogado, Godoy Ves-
concellos. *
Distribuida. Na forme requerida. Recite 3 da
fevereiro de 1860.Serfico-.A. Baplista.-O-
veira
fvida mais e continua em dita pelico e meu
despacho, depois do que produzindo o suppticnn-
le suas toslemunhas, solando os autos.a roiirha
conclusao ncllcs dei a sentenca do tbeor se-
grale :
Julgo por sentenca justificada a ausencia, en
lugar nao sabido do Lino Jos de Castro Araujo.
a vista das lestemunhas de lis. a fia.: e por issJ
mando que seja o mesmo citado por caria ]
ediios com o prazo de 30 dias, que corrern do-
dia de sua i.ubcacio na iinprensa. Recife 21 de
margo de 1S60.innocencio Serfico do Astis
Carvalho.
Nada mais so centinha cm dila minha sentenca
em cumprimenlo da qual o escrve Manoel Joa-
quim Baplista fez passar a presente carta de edi-
los com o prazo do 30 dias, pelo tlieor da qual
chamo, cito e hei por citado ao supplicado Linu-
Jos do Castro Araujo pelo conledo na peiic,t>
supra transcripta ; pelo que toda e qualquer
pessoa, prenles, amigos c conhecidos do suppli-
cado Lino Jos de Castro Araujo o poderao fazer
scienlc do que cima fica exposto. E o poileir
do juizo publicar e alfixar a presente no lugar
do costume mais publico, a qual ser tambera pu-
blicada pela imprensa.
Dado e passado nesla cidade dolRecife de Per-
nambuco, aos 26 de marco de 1860.
Innocencio Serfico de Assis Carvalho.
O Dr. Anselmo Francisco Perelti, coramendador
da imperial ordem da Rosa e da de Christo.
juiz de direito especial do commercio desta ci-
dade do Recife de Pernimbuco, etc.
Faco saber pelo presente, que Travassos J-
nior & C. me fizorara esla peticao :
Illm e Exm. Sr. Dr. juiz do commercio.Tra-
vassos Jnior & C, querem lazer citar a Joaquim
A Ivs de Lima, para ns primeira audiencia dcslw
jurzo vir reconhecer suaflima posta as folhas
do Iivio de sahidaa dos supplicanies. bera com
a obrigacao de pagar a quantia de 663J322, 3aldo.
dos gneros constantes das ditas folhas, sob pena
de revelia so houvcrem como reconhecidas lanlo>
a firma, como a obrigacao, sendo-lhc assignado
os 10 dias da lei para pagar ou oppor os embar-
gos que ver; e pnrquo o supplicado se acha
ausente em lugar nao sabido, requeren) a V. Exc.
digne-so admitli-los a justificar a ausencia, o
sondo quanto basle o julguc por sentenca, man-
dando passar carta edilal por 30 dias." aflm de
ser por ella citado o supplicado, o que feito so-
dignar nqmear-lhe curador inlleo) na forma-
do1 le. Podem a V. Exc. deferimento.E R. M.
Adyogado, Joaquira Dourado.
Nada mais se coulinha era dita pelieo, na qual
dei este despacho.
D. Justiliquem. Recife 30 de marco de 1860.
A. F. Perelti.
Nada mais se conlinha em dito despacho, em
virtude do qual produziram os supplicantes as sua
tcslcmunhas que juraran) sobre a ausencia do sup-
plicado cm lugar nao sabido, cm consequencia
do que pruferi nos autos era queslao a sentenca
seguinte :
A vista da inquiricao de fls 5 e6, julgo pro-
vada a ausencia cm lugar nao sabido ; pelo qu
mando seja cilado por edtus, passando-se a res-
pectiva caria cora o prazo de ura raez, depois
do qual, e sendo o ausente havido por citado, s
lhe nomear curador para com esle correr a cau-
sa os devidos termos, c paguen) os justificantes
as cusas. Recife 31 de marco de 1860.Anselmo*
Francisco Perolli.
Por forra desla sentenca o respectivo escrivo
fez passar o presente, pelo Iheor do qual ra ser
cilado o justificado Joaquim Alves du Lima, por
todo o conledo na pelico aqu inceita ; por-
tento todas o quaesquer pessoas, prenles ami-
gos c conhecdo3 do dito justificado, lhe faeam
sentir que fica cilado para os termos de una ac-
eto decendial, aflm de que dentro do prazo de
ura mez devora comparecer neste juizo para al-
legar o que lhe for a bem de seu direilo, so!
pena de revelia.
E para que chegue noticia a todos mandei pas-
sar editaos que sero afiixados nos lugares do
costume c publicados pe imprensa.
Dado c passado nesla cidade do Recife de Per-
nambuco, aos 3 do abril de 1860.Eu Francisco
Ignacio de Torres Bandeira, escrivo do juizo es-
pecial do commercio o subscrevi.
Anselmo Francisco Peretli.
= Pela inspeccao da alfandega se faz publico
bue no dia 19 do correnta, depois de meio dia se
ho de arrematar a porla da mesma repartido
sendo a arrcmataeo lvre de direitos ao arre-
matante, 19 barricas com 4180 libras de sal refi-
nado j annunriadas era edilal do 30 dias.
Alfandega de Pemambuco 16 de abril de 1SG0.
O inspector. Bento Jos Fernandos Barros.
Declarares.
122 Antonio Francisco de Carvalho
124 Joaquim de Souza Miranda Couto
126 Antonio Francisco de Carvalho
128 Dito
130 Joaquim Teixeira Peixoto
132 Antonio Nobro do Almeida e
outro
134 Candido Jos di Fonseca
136 Pedro Banal da Costa Soares
138 Francisco das Chagas Mendonca
140 Angola das Virgens do Socra-
raento Vianna
142 Antonio Goncalves de Moraes
144 Dito
146 Maria Viccncia deAbreu Lima
148 Joo do Araaral Raposo
150 Marcelino Antonio Pereira
152 Dito
154 Joao Mathcus
156 Antonio Jos do MagalhSes Bastos
158 Marcelino Antonio l'ereira
160 Dito
71 Joo Fernandes Lopes
73 Francisco Jos Das da Costa
75 Manoel Mcdeiros de Souza
77 Joo Barbosa Maciel
79 Candido Jos da Fonseca
81 Joaquira Goncalves Salgado
83 Jos Joaquim Ferreira de Men-
donca
85 Victorino Jos de Souza Travasso
87 Padre Luiz de Araujo Barbosa
89 Dr. Francisco de Assis de Olivei-
ra Maciel
Joanna Francisca de SIenezes
Filhos de Joo Rodrigues de
Moura
Travessa do Dique.
A, Anna Joaquina da Santa Cruz
Ra do Rangcl.
62 Jos Joaquim de Novaes ( os
altos)
Ra Real.
47 Albino Jos Ferreira da Cunha
91
93
1
?sgooo
30fOO0
255200
27*000
36S000
36SO00
26j>00
363000
36$0O0
363000
365000
ISJCOO
21j600
39S600
45^00
455000
363000
363000
455000
453000
30JO00
365000
105SO00
1053500
548000
IO58OO
255200
255200
21000
283000
185000
325100
28J800
185000
455000
305000
12S600
150SOOO
60*000
fcsafioo
E para constar se mandou affixar o presente
e publicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Per-
nambuco, 28 de marco de 1860.O secretorio,
A. F. da Annunciara.
O Dr. Innocencio Serfico de Assis Carvalho, juiz
municipal supplenle da primeira vara nesta
cidade do Recife de Pemambuco, por S. M.
Imperial e Constitucional o Sr. D. Pedro II,
que Dos guarde, etc.
Faco saber aos que a prercnle carta do edilos
vrern e della noticia liverem, q.ue Manoel Duar-
te Rodrigues me dirigi a pelico do iheor se-
guinte :
Illm. Sr. Dr. juiz municipal da primeira vara.
Diz Manoel Duarte Rodrigues, procurador do
Manoel Jos Francisco eQuileria Maria, que ten-
do Lino Jos de Castro Araujo se obrigado a pa-
gar-lhc no dia 31 de dezembro de 1854 a quan-
tia de 1:0005, de que o supplicado devedor nos
dilos Manoel Jos eQuilcria Maria, como melhor
WTe Ha nota promissoria junta, acontece que
at esta data nao pagou o supplicado dila quan-
tia ; por isto requer o supplicantc V. S. se dig-
ne manda-lo citar, aflm de reconhecer sua letra
e obrigacao, e ver assignar-se-lhe o prazo-d> 10
dias, dentre doquaes dever ser condemnado a
pagar-lhe a dita quantia e juros at elTeUjpo em-
boleo, ou ofteiecer quitac e embargos^que o
relevcni da condemnaco ; pena do revcli*e cus-
l0kiB Como se ac^a 8uPPlicodo em lugar nao
sabido, requer o supplicanle e a supplicanle dig-
no-se V. S. odunili-lo a provor ess^ausencin,
nlirn de proceder-se a citaco editas, por lempo
legal, fuido e qual soja ella havido por citado
Consellio de conipras navaes,
Tendo de fazer-se a acquisicao de diversos ob-
jectos de material, abaixo declarados, para pro-
vimento do almoxarifadodo arsenal de marinho.
mandou o conselho fazer publico, que tratar
disso m sesso de 24 do corrente mez, vista
de propostas em carias fechadas entregues nesse
mesmo dia at s 11 horas da manhaa, acompa-
adas das amostras que caibam no possivcl.
certos os concurrentes de sugeilarera se multa
de 50 por cont do valor de cada objecio nao en-
tregue da qualidade e na quanlidade contrata-
das, ede carregarem, alera disto, com o excesso*
do proco, se o houver, quando pela fal^i se re-
corra ao mercado, bem como do sercra pagos dr
que venderera pela forma lia muilo em pralica.
Objectos.
Brochas sorlidas 100.
Baeiilha 280 covados.
Boncls de panno 80, para aprendzes mari-
nheiros.
Brim da Russia 50 pecas.
Carteados soidos 40."
Flmulas de navio 30.
Dilas de escalor 60.
Gracha do Rio Grande 20 arrobas.
Gomma gracha 50 frasquiuhos.
Goinma elstica 50 pues.
Linha crua 10 libras.
Lapis 12 duzas.
j Lacre 50 paos.
; Plvora grossa 31 arrobas e 31 libras.
Tijolos inglezcs 200.
Sala do conselho de compras navaes. em 17 do
abril de 1860.O secretario,
Alexandre Itodriyues dos Anjos.
Consellio administrativo.
O conselho administrativo, para fornecimento
do arsenal de guerra, tom de comprar o objecto
seguinte :
Para o quartel general.
Um relogio.
Quem quizer vender tal objecto aprsenle as
suas propostas em carta fechada na secretaria
do conselho s 10 horas da manhaa do dia 4 de
abril prximo vindouro.
Sala dassessoes do conselho administrativo,
para fornecimento do arsenal de guerra, 13 ds
abril de 1860.Dent Jos Lamenha Lins, co-
ronel presidente.Francisco Joaquim Pereira
Lobo coronel vosa! secretario interino.
Fstabeleciment decaridade.
O thesoureiro da administraco geral do3 es-
tabelecraenlos de caridade previne aos inleres-
S'idos, que no dia 23 do corrente, pelas 11 hora
da raanha, na casa dos cxposlos, pagani-se as
rospeclivas amas as roensalidades vencidas ni
dezembro do anuo passado, deixaudo de o fazer
al margo ultimo por nao ter a thesouraria pro-
vincial podido pagar as quotas votadas para os
esmbelecimentos do caridade desde o referido
mez do dezembro por diante.
Thesouraria da adnnnislrnco geral dos csta-
belecimentos de caridade 17 "de abril de 1860.
Jos Pires Ferreira.
Thesoureiro.
= Pela subdelegada da Boa-Visia foi aprehen-
dido na noite de 13 do crtenle mez um'cavall
alazo : quem f6r seu dono comparece que dan-
do os signaes certos e pagando ns dspezas lhe
ser entregue.Clorindo Clao.
Pela subdelegada do primeiro districto dos
Afogados, se faz publico qua se acha depositad
um cavallo alazo cachito; o qual lora encontra-
do com urna carga de farinha do reino, vagando
pala ra de S. Miguel: quem se julgar com direi-
to ao mesmo compareca que provando legalmcn-
te lhe ser entregue.
Subdelegada do primeiro^ districto da freguezia
dos Afogados 14 de abril de 1860.los Roberto
de Moraes e Silva
Consulado de Portugal.
Por este consulado se fas saber a todos os cre-
dores do espolio do fallecida subdito portuguez
MaiioelJo Bernardo de Paiva, ,ue no dia 1*



'<)
de iiiaio prximo, se ha do iitocciler ao raleio
dodii espolio na chancellarla do mesmo consu-
lado pelas 11 horas da manha.
Oatredor<8 porlanlodo dilo espolio devem at
esse dia e hora apresenlar os seus credilus, de-
bidamente legalisados e aulorlsados pelo respec-
livo juiz Jos ausentes.
= Pela subdelegara do Recife foi preso um
oseravo fgido do engenho Santa Rosa, do sul,
le nomo Feliciano.
Trlfcunal do eommercio-
Tela secretaria do tribunal do couimercio da
provincia do Pernambuco so faz publico, que
nesla data foi iuscriplo nolivroda matricula do*
commcrcanles o Sr. Francisco Antonio Fernn-
des Pinhciro, Brasileiro, domiciliado e estable-
cido do Fencdo, provincia das Alagoas, cora seu
eommercio de fazendas e molhados, por grosso e
a retalho.
Secretaria, 14 de abril de lSo'O. D. A. do Reg
Itangel, oHiiial-maor interino.
Tribunal do eommercio
Por esla secretaria so Taz publico, que nesta
dala foi competentemente registrado o contrato
le sociedade celebrado cm 30 de novembro do
anno prximo passado, por Daniel Fankraz Wild,
suisso, e Theodoro Just, saxonio, ambos domici-
liado c eslabelecidos nesta cidade sob a firma
le I). P. Wild & Companhia, com o capital de
yOrOOOS. fornecido por ambos em parles iguaes
para o coiuniercio de fazendas, miudezas. obras
le ouro c piala, podras preciosas e commissoes ;
levendo a mesma sociedade, que leve comeco no
1o de dezcmbfo do referido auno, terminar em
di de dezerabro de 1864.
Secretaria do tribunal do eommercio do Fer-
nambuco, 14 de abril de 1860.Dinaraerico Au-
gusto do Reg Itangel. oficial maior interino.
Corrcio gcral.
Relarao das cartas seguras, vindas do sul pels
vapores brasileiro e inglez, para os sennore
abaiio declarados :
Aiuorim Irmos.
Antonio Atines Vieira de Souza.
Antonio Buarque de Gusmao.
Antonio Luiz dos Sanios & Roiim:
Antonio Marques deAmeida
Campos i Lima.
raoslo Francisco de Lima Santos.
lf'edcrico Miguel de'Souza.
Filippe altro e Castro.
Francisco Jaciutho de Sampaio.
l'rancisco-Telles Carvalhal Meneaos Vasconcellos.
ouveia & Araujo.
iiilliernie da Silva Guimaraes.
Jeionynio Martins de Alincida Jnior.
Joaquim Heiiriquc da Silva.
Joaquina Moreira de Castro.
Joaquim Jos de Abreo.
Joaquim Fcuro Brrelo de Mullo Reg.
Joaquim Fereira Arantes.
Joo It<>lino da Silva Ramos,
-loo de Siqueira Ferro.
-los Vieira dos Santos.
J.uiza Antonia de Siqueira.
Celcllier & C.
Maia & Irmao.
Manoel Alves Guerra.
Manoel Ignacio de Oliveira.
Uanocl Jos B. Guimaraes.
II. A/.evedo Puntes.
Manoel Goncalves da Silva 2).
l'edro Altayde Lobo Moscoso.
Sampaio. Silva & C.
Sabino Olegario L. Finho.
Pela subdolegacia de San-Jos do Recife,
forana apprehcndidos, por suspeita de serem ur-
tados. lies quartos. un castanlio rusilho, cora
cauda cortada ; outro pedrez, .e o outro de cor
russa : quem se julgar com direito a qualquer
lelles, e provando convenientemente, Ihe ser
nlregue. Subdelegada de S. Jos do Recife. 13
le abril uo 1860.Jos Antonio Pinto.
RECEBEDORIA l)E RENDAS.
O administrador da recebedoria do rendas in-
ternas, era ciiniprimenlo da circular n. do mi-
nisterio da fazenda de dez de Janeiro prximo
lindo e da portara n. 76 da thesouraiia de 16 do
correlo, tendo mandado intimar no dia 21 s
companhias e sociedades qus lem sido facultadas
pelo ministerio do imperio e cncorporadas com
sua nuiorisacao, e quo nao linham pago os novos
; vellios direilos pela approvacao du-scus estatu-
tos e o sello do seu capital nos prazos legaes pa-
ra que enlrassein com sua importancia e revali-
l.-.cao pora a mesma recebedoria, as quaes socie-
dades e companhas constam de urna rclaco as-
signada pelo ofiicial maior interino da sec'retaria
la mesma iliesouraria o sao ; companhia de se-
guros martimos ulilidade publica, idem da es-
trada de ferro de Pcmambuco, idem pernambu-
cana de navegago cosleira, idem de seguros
martimos indemnisadora, idem do colonisagao
em Parnambuce, Alagoas e Paralaba, das quaes
somonte os duas de seguro martimo menciona-
das moslrarain haver pago o sello de seu fundo
capital o os novos e voltios direilos pela appro-
vacao de seus estatutos, faz Iranscrcver o arl. 9
S inico do decreto n. 2490 de 30 de selempro
o auno prximo passado que sujeila s penas
do arl. 87 do regulamento do 10 do julho de
1850 aos empregados e autoridades aminislrali-
vas ou judiciarias que de qualquer medo reco-
iiheccrcm a existencia das sobreditas cempa-
nhas.
Artigo 9." Os contratos ou estatutos de socie-
dades anonyraasou companhiasqueentrarcmem
operacoes ou esliverrm funecionando contra o
disposto nos arts. 295 u 26do cdigo commercial
por consequenca sem pagamento do sello do
seu capital, eslao sujeitosa dsposicao do art. 31
do regulamento de 10 de julho de" 1850, alera
das mais penas em que incorrerem, na confor-
niidado da legislarao jm vigor.
S nico. Aos cinpregados e autoridades ad-
ministrativas ou judiciarias que aceilarem, at-
tenderem, deferirera ou admitlirera reclamacoes,
requerimcnlos, representares, aeces, litulos e'
documentos de qualquer natureza, apresenlados
era nomo de companliiase sociedades anonymas,
suas caixas filiaes e agencias em taescircumstan-
cias ou de suas adminislracocs ou de qualquer
modo reconhecerem sua existencia (carao exten-
sivas as penas do arl. 87 do regulamento de 10
de julho de 1850.
Recebedoria de Pernambuco 25 de feverero de
18O.=rJ/anoe Carneiro de Souza Laceria.
Estaco naval.
De ordem do Illm. Sr. chefe de divso Fran-
cisco Manoel Barroso, commandanle da estacao
naval desta provincia, previno ao grumetedo
corpo da armada Jos Gomes das Neves, desertor
daguarnico do brigue de guerra nacional Capi-
baribe, que, para ser lomado cm considerado o
seo reqiicrimenlo dirigido a Sua Magestade o
Imperador, pedindo perdo o baixa, deve se
ira Uverutn execuUdo uiiij eacolhida ouvertura,
subir scena olindo vaudeviMe em 2 actos :
ou
DEZESEIS ANN0S DEPOIS.
Os applausos com quo elle lem sido sempre
receido, todas as veres que sobo scena sao o
prova inconcussa de seu feritc-, e por isso dis-
pensa-nos de lodo e qualquer elogio.
A Sra. D. Isabel no segundo aclo cantar
JIARIIO DB PERNAMTOCO. -jQUARTA FFIR* .JMUBML DB .860.
Leiloes.
Dar fim ao espectculo, a pedido de muilas
pessoas, a intcress3nte comedia em dous actos:
O CONDE DE PARAGAR
ou
CINCO MILHOES de dmieiro de l.
LEILAO
MOVIS.
Qu rtfli-feira 18 do corrente.
Peiro GonrIves Perein, tendo de
retntr-se para a Europa no prximo
vapor, fara* leilao por intervengo do
agen:e Borja no armazem da ra do
Imperador n. 15, de todos.os movis de
sua casa, consislindo em urna rica mo-
bilia .. mesa i, camas, prata e mais objectosque
Tomam parte no espectculo os artistas Coim- esta rao a vista dos concurrentes do dia
bra, Rosendo, Skiner. Vicente. Santa Rosa D _-:_ j j < < i
Isabel o Jesuina. cima designado as 11 horas em ponto.
Os beneficiados nao ho poupado esforcos, afira
deque o vaudeville v com lodo o seu apparato.
Eis o espectculo que leem a honra do ofTere-
ccr ao respeilavel publico, de quem esperam a
mais valiosa proteceo ; o approveilara a occa-
siao para agradecer a seus irmaos d'arlo o apreco
eestima que lhesderam, prestando-se a tornara
representar nessa noite.
Os blhetes enconlram-se no Iheatro, ou em
nio dos beneficiados.
Comegar s 8 horas.
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Avisos maritimos.
Para Lisboa e Porto,
o bem conhecido brigue porluguez Harmona,
pretente seguir com muila brevidade, lem parte
de sua carga abordo : para o resto que Ihe fal-
la e passageiros, psra os quaes tem excellentes
comraodos, trala-se com os seus consignatarios
Azevedo i Mendos, no seu escriptorio na ra da
Cruz n. 1.
Para a Babia segu em poneos das a escu-
na Carlota por ter a maior parle da carga
prompla : para o resto, Irata-sc com seu con-
signatario Domingos Alves Malheus, na ra da
Cadeia do Recife.
= Tara a Babia segu em poucos dias o pa-
Ihabole Dous Amigos por ter a maior parle da
carga prompta : para o resto, trala-se com o seu
consignatario Domingos Alves Malheus, na ra
da Cadeia do Recife.
j. ,-----------------------,.-----------------^ _-------------------... .. ^ ,.,,,., mili., ao
ganda o despacho coramunicado pelo quartel-ge-
neral de marinha, o que manda o mesmosenhor
commandanle da estatu fazer publico era con-
seq Bordo do brigue-barca Itamarac em Pernam-
buco, 2 de abril de 1860 O primeiro lenle da
irmada, Euzcbio Jos Anlunes, secretario e aju-
danlo de ordens.
Pela recebedoria de rendas internas geraei
se faz publico, que o prazo da cobranca no do-
micilio dos contribuimos do imposto de 20 OnO e
do especial de 80$, relativo ao 1. semestre do
servicio corrente. Onda no ullirao deste raez,
lepois do que seguir-se-ha a cobraDca execut
v.i. Recebedoria de Pernambuco 26 de marco
de 1850.=O administrador,
Manoel Carneiro de Sou:a Lacerda.
O novo banco d
Pernambuco repele avi-
so que fez para serem re-
colhidas desde j as notas
de l^ooo e 2o,ooo da
emissao do banco.
REAL G01PAHHIA
Anglo-Luso-Brasileira.
O vapor Brasil, espera-se da Europa do dia
19 em diante, e seguir para os portos do sul
depois da demora do uostume, para passageiro
tratasecom os agentes Tasso Irmaos.
Para Lisboa.
O patacho porluguez Jareo a sabir por'estes
tres das prximos, recebe ainda alguma carga a
frete, para tratar com Jos dos Santos Pcrcira
Jardim ou com o capito do navio Jos Marques
Cocino Sobrnho.
COMPANHIA BRASILEIRA
DE
PAQUETES A VAPOR-
O vapor Cruzeiro do Sul, commandanle o
capilao de mar e guerra Gervazio Mancebo, es-
pera-se dos portos do norte em seguimento aos
do sul at o dia 20 do corrente, em segaimento
para Macei, Babia e Rio de Janeiro : agencia
ra do Trapiche n. 40, escriptorio de Tliomaz de
Faria.
Lisboa,
Vai sahir impreterivclmente at 21 do crreme
e bem conhecida o muilo veleira barca Flor de
S. Simo ; ainda recebe alguma carga e passa-
geiros : a Iratar com Carvalho, Nogueira & C,
na ra do Vigario n. 9, primeiro andar,
Para o Aracaty,
segu em poucos dias o hiale aSergipano ; para
o resto da carga e passageiros, trata-sc na ra do
Vigario n. 5.
Para Lisboa
pretendo sabir com muila brevidade o brigue
A requerimertodo curador da massa
fallida de Pedro Jos de Mello Costa e
despicho do lllm. Sr. juiz de direito es-
pecial do eommercio, o agente Hyp-
poiito da Silva fara' leilao das dividas da
mesma massa na importancia d .
5:85(1^760 : quinta-feira 19 do corren
te as 11 horas em ponto, na ra da Im-
peratriz n. 11 C.
LEILAO
DE
Uima cocheira.
O agente Hyppolito da Silva fara'
leilao por autorisacao do Sr. Manoel Joa-
quim de Paira, de urna cocheira sita na
ra do Imperador n. 1 confronte a or-
dem igreeira de S. Francisco, tendo em
servico 5 carros de 4 rodas cm bom es-
lado t 10 excellentes cavados em multo
boas carnese bem assim todos os uten-
cilios pertencentes a mesma cocheira :
quinta-feira 19 do corrente ao meio dia
em panto na dita cocheira.
Avisos diversos.
t' abaixo assignado comprou a casa de pas-
to sita no buceo da Boia n. 12, ao Sr. Jos Ma-
noel di Silva ; se alguem se julgar com direito
e poze- algum obstculo a esla compra, dirja-
se a misma, no prazo de tres das. Recife 17
de abr 1 de 1860.Luz de Pnho Tavares.
ledro Goncalves Pereira e sua senhora Li-
bania losa da Silveira vo a Europa.
NICA, VERDADERA E LE-
GITIMA
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SALSA PARRILIIA
DE
Remi'dio sem igual, sendo reconhecido pelos
mdicos, os mais mnenles como remedio infal-
livel pira curar escrophulas, cancros, rheumalis-
mo, enfermidades do ligado, dyspepsia, debili-
dade g3ral, febre biliosa e intermitiente, enfer-
midades resultantes do emprego de mercurio,
ulceras e erupgoes que resultarn da impureza do
sangue
CAUTELA.
D. T Lanman & Kcmp, droguistas por atacado
New Y>rk, acham-se obrigados a prevenir o res-
peitavtl publico para desconfiar de algumas te-
nues imitacoes da Salsa Parrilha de Brislol que
hoje se vence neste imperio, declarando a todos
que sao ellos os nicos proprietarios da receita
do Dr. BristDl, tendo-lhe comprado no anno de
1856.
Casa nenhuma mais ou pessoa alguma tem
direito de fabricar a Salsa Tarrilha de Bristol,
porque o se;redo da sua preparaco acha-se so-
mente em poder dos referidos Lnman & Kemp.
B, Para evitar engaos cora desaprecaveis co-
portuguez Flonnda, capitao Joaquim Augusto binacos de drogas perniciosas, as pessoas aue
ae bouza ; tem promplo a maior parte do car- quizercm comprar o verdadeiro devem bem ob-
regamenlo e para o resto a frelo ou para passa- servar os se{;uintes signaes sem os quaes qual-'
geiros, trata-se com Amorini Irmos, na ra da quer culrafreparaco falsa '
Cruz n. d, ou com o capilao na praca do com- Io O envoltorio de fora est gravado
lo-
= Prccisa-sc alugar urna araa paracozinhar
o diario de urna casa de pouca familia : na ra
da Praia n. 53.
Dr. Cosme de Sa Pereiraj.
de volt de sua viagem instructi-f
tiva a Europa continua no exer-[
cicio de sua profissao medica.
_ Da' consultas em seu escripto-Sj
rio, no bairro do Recife, ra da j
Cruz n. 53, todos os dias, menos
nos domingos, desde as% 6 horas
t as 10 da manhaa, sobre os
seguintes pontos :
i*. Molestias de olhos ;
i*. Molestias de cora cao e de
peito ;
Molestias dos orgaos da gera-
cao, e do anus ;
. Praticara' toda e qualquer
operacao quejulgarconvenien-
te para o restabelecimento dos
seus doentes.
O exame das pessoas que o con-
sultaren! sera' feto indistincta-
mente, e na ordem de suas en-
tra das; fazendo excepcao os doen-
tes de olhos, ou aquel!esque por
motivojustoobtiverem hora mar-j
cada para este Cm.
A applicacao de alguns medica
mentos indispensaveis em varios'
casos, como o do sulfato de atro-'
pina etc.) sera' feto.ou concedido
gratuitamente. A confianca que
nelles deposita, a presteza desua|
accao, e a necessidade prompta
de seu emprego; e tudo quanto o
demove em beneficio de seus
doentes.
Jos Joaquim da Silva Maia, durante a
ausencia dcixa por sous procuradores aos Srs :
Dr Joao Fcrreira da Silva, Ignacio Luiz de Brito
laborda e Joaquim Fernandes da Silva Campos
cando este ultimo encarregado do receber suas
dividas e os alugucis de suas casas.
I Seguro contra Fogo |
COMPANHIA
LONDRES
AGENTES
J. Astley fe Companhia.
Yende-se
para
mercio.
Para Lisboa
sabe impreterivelmenlcno da 21 do corrente o
bem conhecido brigue Constante, capilao Au-
gusto Carlos dos Reta ; ainda recebe alguma car-
ga a frote e passageiros, para os quaes tem as-
ados commodos : quem o pretender, dirija-se
K.-U1UUU |iviuuu a uai&n, ueve se a seu consignatario Tliomaz de Aquino Fon"eca
presentar primeiro ao mesmo senhor chefe, se- na ra do Vigario n. 19. primeiro andar.
THEATRO
DE
anta Isabel.
QARTA FEIRA 18 fyE ABRIL DE 1860.
Grande espectculo em benefieio
da actriz Jesulna Josepltina
da Silva, e dos actores Frederico
Skiner e Lessa.
80B A D1RECC0 DO ACTOR
ANTONIO JOS DUARTE COIMERA.
Dcpois que os seohoret professores da orcheB-
iirauliao' e
Para.
O velero e bem conhecido brigue escuna Gra-
ciosa, capilao epratco Jos de Souza, segu com
muita brevidade aos portos indicados, por ter i
prompta a maior parte do seu carregaraeiilo-
para o resto, Irala-se cora os consignatarios \1-
meida ffomes, Alves & C na da Cruz n. 27.
Para o Rio de Janeiro segu era poucoa
dias o palhabote Lindo Alfredo r para o resto
da carga, trata-se com seu consignatario Domin-
go* Alves Malheus, na ra da Cadeia do Recife.
Para a Baha.
0 veleiro c bem conhecido patacho nacional
Amazonas It, pretende seguir cora muila bre-
vidade, lem parte de seu carregaraento prompto:
para o resto que Ihe falla, trala-se cora os seus
consignatarios Azevedo & Mendos, no seu es-
criptorio na ra da Cruz n. 1
.vju de um
lado sob urna chapa do ago, trazendoaop a<
seguinles patarras:
D. T. LANMAN & KEMP
SOL AGENTS
N. G9 Water Street.
New York.
2* O mesroo do outro lado tem ura rotulo em
papel azul claro com a firma e rubrica dos pro-
1 prielarios.
3o Sobre a rolha acha-se o retrato e firma do
inventor C. C. toristol em papel cor de rosa.
3o Q ie as aireces juntas a cada garrafa tem
nma phenix semelhante a que vai cima do pre-
sente snnuncio.
DEPSITOS.
Rio de Janeiro na ra da Alfandega n. 89.
Bshia, Germano & C, ra Julio n. 2.
Pernambuco no armazera de drogas de J. Soum
& Companhia ra da Cruz n. 22.
PiLULAS VEGETAES
ASSUCARADAS
Consulado de Franca.
O captao Jos Augusto Beaussier, da barca
franceza Alfred & Claire, era reparacao neste
porto, precisa lomar a risco cerca de 35:000$, pa-
ra pagar as dfferentes detpczas que lem sido
obrigado a fazer neste porto. O dito emprestimp
ser garantido pelo mesmo navio eseu carrega-
raento: ns possoas que pretender fazer esle^
adianlamenlo, sao convidados a comparece!
quarta-feira 18 do corrente, As 11 horas era pu
*p, na chancellara do consulado Franga, aon-
de lera lugar a dita adjudicacio, era presen.
Sr. cnsul de Franca, a quem por menos flier.
D MELHOR REMEDIO CONDECIDO
Contrc consiipaces, ictericia, affeccoes do figado,
febret biliosas, clicas,indigesles,enxaquecas.
ileoorrhoidas, darrhea,doencas da
pelle, iru pcOes, e todas as enermidades,
PRO'ESIETES DO ESTADO IMPURO DO SANGUE.
75.0H0 caixas deste remedio cousommem-se an
nualmonte 1
Remedio da natureza.
Appiovado pela faculdade de medicina, e re-
coromendado como o mais valioso catrtico ve-
getal de todas os conhecidos. Sendo estas pillas
pu-am rale vegetaes, nao contera ellas nenhum
venene mercurial nem algum ^>utro mineral;
eslao liem acondicionadas cm caixas de folha pa-
ra resg jardar-se da humidade.
ra*Saa* aKra,iaveis ao paladar, seguras e efflcaze
'*^ aui opencao, e um remedio poderoso para a
^ a
Val sahir com toda a brevidade. por ter part
de sen carregaraento, a barca porlugueza Flor
da Maia : para carga e passageiros irata-se o
escriptorio de Manoel Joaquim Ramos c Silva,
ra da Cadeia do Recife n. 88.
juventide, J'uberdade e velhice.
Le.a-iieofclhetoque acompanha cada eaixa,pelo
qual se car conhecendo as multas curas milagro-
sas qu< tem eTectuado. D. T. Lanman 4 Kemp,
droguistas por atacado em Nova York, sao os ni-
cos fabricantes e proprietarios.
Ach m-se a venda em todas as boticas dasprin-
cipaes cidadea do imperio.
DEPSITOS.
Rio de Janeiro, na ra da Alfandega n. 89.
Bahii, Germano k., ruaJuliaon 1.
Pernambuco, no armazem de djrpgas de J. Soum
4 C.iua di; Cruza, 22.
Tintas de oleo.
Formas de.ferro
purgar assucar.
{ Estanhoem barra.
Verniz copal. i
PalKinha para marci- !
neiro.
Vinhos fino* de Moselle.
I Folhas de cobre.
| Brim de vela: no arma-
| zem de C.J. Astley &C.
**** ana ^50flnn 9
Rio Formoso.
Roga-se ao Sr. Antonio Pereira da Rocha, que
tenha a bondade de apparecer na ra do Quei-
mado.
Na ollaria do Sr. Marcelino Jos Lopes, na
ra do Cotovello, irocara-se lijlos de ladrilho e
de alvenaria balida, por lijlo do nlvenaria gros-
sa c taboas de assoalho de louro, e -endera-se
ps de sapolis grandes em barris, propries para
embarque.
Com os herdeiros do finado Miguel Bernar-
do Quinlciro, est justo comprar-se, na fregue-
zta da Boa-Vista, a casa n. 30 da ra da Gloria,
e 120 palmos de terreno devoluto na ra da Ale-
gra (chamado Campia) : quem pozer embaraco
annuncie por esle Diario de hoje at o dia 20 do
corrente.
Manoel Marques da Cunha,. morador no
Manguinho, na entrada da estrada dos Alictos,
annuncia ao publico, que ninguem faca negocio
ou transaccao qualquer com seu genro"Flix Jos
de Senna, sobre bens movis ou immoveis, per-
tencenles ao annuncianle ; o que faz publico pa-
ra prevenir conleslagea que dahi possam re-
sultar.
Precisa-se de um eslrangeiro para criado,
que tenha 12 a 16 annos de idade, promette-se
bom tralaracnto o igual paga : dirija-se a ra da
Penha n.ll.
Roga-se ao Sr. Antonio de Menezes, com
toja de fazendas nesta praga, queira apparecer
na ra estrella do Rosario, no armazem de Jos
Moreira da Silva, a negocio deseu interesse.
Aluga-se um escravo para servigos doms-
ticos : quem precisar, dirija-se a ra eslreita do
Rosario n. 31, segundo andar.
O abaixo assignado, eslabelecido cora loja
do fazendas na ra do Quciraad* d. 46 A, decla-
ra ao publico que o annunco inserto no Diario
de Pernambuco de hontem, pelo Sr. Jos Mo-
reira da Silva, nao se entende com ello abaixo
assignado.A. Bezcrra de M. Lyra.
Frecisa-sede um hamem porluguez oo na-
cional, de idade de 25 a 35 annos, com pralica
ou stm ella de trabalhar em, (anona d trigo, e
de um seraro ]S de idade ; a trabar M ra Iw-
ferial a. m.
m na ii piaiaii m
Grande e novo s lidades por baratissiuios preos.
Do-se amostras com penhor.
Lindos cortes do vestidos de seda prelos
de 2 saias
Dilos ditos de ditos de seda de cores
com babados
Ditos ditos de ditos de gaze phantazia
de cores
Romeiras de fil de seda preta bordadas
Visitas de grosdcnaples prelo bordadas
coro froco
Grosdenaples de cores com quadrinhos
covado
Dito liso preto e de cores, covado
Seda lavraJa preta e branca, covado 13 e
Dita lisa preta e de cores, com 4 palmos
de largura, propria para forros
Corles de vestido de seda de gaze trans-
parentes
Ditos de ditos de carabraia e seda, corto
Cambraiasorlandys de cores, lidos pa-
iros, vara
Manguitos de cambraia lisos e bordados
Tiras e enlremcios bordados
Mantas de blonde brancas e pretas
Ditas de fil de linho pretas
Chales de seda de todas as cores
Lencos de cambraia de linho bordados
Ditos de dita do algodao bordados
Panno preto e de cores de lodas as qua-
lidades, covado
Casemiras idem idem idem
Gollinhas de cambraia a
Chales de touquim brancos
Dlos de merino bordados, lisos e es-
tampados de todas as qualidades
Enfeites de vidrilho franceses pretos e"
de cores
Aberturas para camisa de liaba e algo-
dao, brancas c de cores
Saias balao de varias qualidades
Tafel rxo, covado
Chitas francezas claras e escuras, co-
vado
Cassas francezas de cores, vara
Collarinhos de esguiao de linho mo-
dernos
Um completo sortimento de roupa feila
I
f
I
9
|
15200
8
3000
1500
10*000
161000
UtOOO
I

9
9
9
9
tf'JOO
9
9
{640
9
3^500
I
6IO0
8500
280
5500
$800
sendo casacas, sobrecasacas, paletots,
de fazenda dC mUlaS 1ua,idadea
Chapeos francezea fios, forma moderna
?prtr?n.io corapleide pwSSS
seda de todas as qualidades
Camisas francezas, peitos de linfeo e de
igodao brancas e de cores
Ditas de fustao brancas e de cores
Ceroulas de linho e de algodao
Capellas brancas para noivasmuito finas
Um completo sortimento de fazendas
para vestido, sedas, la e seda, cam-
braia e seda tapadas e transparentes,
covado
Meias cruas brancas e de cores para
meninos
Ditas de seda para menina, par
Luvas de fio de Escocia, -pardas, para
menino
Velludilho de cores, covado
Velbulina de cores, covado
Pulseiras de velludo prelas e de co-
res, o par
Ditas de seda idem idem
Um sortimento completo de lu-'as de
seda bordadas, lisas, para senhoras,
nomens e meninos, de todas as qua-
lidades
Corles de collele de gorgurao de seda
de cores
Ditos de velludo muito finos
Lencos de seda rxos para senhora
Marquezitas ousombrnhas de seda com
molas para senhora
Sapatinhesde merino bordados proprios
para baplisados, o par
Casinetas de cores de duas largutlSmui-
to superiores, covado
Setm preto, encarnado e azul, proprio
para forros, com 4 palmos de largura,
fazenda nova covado
Selim liso de todas as cores, covado
Longos de gorgurao de seda pretos
Relogios e obras de ouro
Cortes de casemira de cores a
I
8550O
9
S
9
V

I
9
1960
9320
1*200
970O
2S0OO
I9OOO
1
9
2c50O
25^00
1500O
1960O
9
%
9
59000
^mMMm-m-mmmmmmm
EAU IINERALE
NATURALLE DE VICHY.
Deposito na botica franceza ra da Cruz n. 22.
Fugio de casa de seus senhores o escravo
de norae Matheus, com os signaes seguintes :
cor bem preta, quando falla lem a lngua pega-
^ta, com algumas espinhas no rosto, bem vizivel,
lera todos os denles na bocea e bcra alvos, altu-
ra regular, reforcado do corpo, lera mos pe-
quenas, c andar miudo ; este escravo foi perten-
cente aos Srs. Cosme de Pinho Santiago o Jos
Prancisco da Costa, negociante da fazendas em
Quebrangulo, d'onde o mesmo escravo 6 natu-
ral, dado em pagamento aos Srs. Souza, Barros
& C., negociantes nesta praca ; portanto, pede-
se as autoridades locaes ou. algum capilao de
campo que o capturera e levem a seus senheres
Mello & Irmao, na ra de Apollo n. 7, ou na ra
Nova, loja de calcado francez do Sr. Francisco
Antonio do Reg Mello, quo o recompensar.
^* Vendas de predios.
Vendem-sc ires casas terreas livres e desem-
baragadas, sendo urna por traz da igreja do Pilar
cora frente para o pharol e as duas na ra das
Calcadas os. 40 e 62, o que poderao examinar e
tratar na ra da Concordia n. 26, armazem do
sol.
Venda de predio
Vndese urn elegante predio edifi-
cado a tres para quatros annos, situado
em urna das melliores ras desta
(ra da Concordia) de um andar e com
travejamento para segundo andar ou
sotao com trezentos e tantos palmos de
fundo que da' para edificar duas pti-
mas propriedades, com frente para a
ra projectada : a tratar no armazem
por baixo do mesmo sobrado na ruada
Concordia n. 26 ou na ra do Livra-
mento loja de calcado n. 29, a qual-
quer horado dia.
Vende-se urna excellente tmbta
de Jacaranda' cliegada ha pouco do Rio
de Janeiro : na ra da Madre de Dos
armazem n. 6.
Constando ao abaixo assignado que alguns
catraeiros da eslaco da Lingueta o procuram
desacreditar, propalando que as baleeiras, per-
lencenles ao abaixo assignado se acliam m'ui ar-
ruinadas, e nenhuma garanta ollercccm aos que
nellas embarcam, o abaixo assignado vendo quo
isso nao passa de urna intriga miseravcl, srve-
se da imprensa para desaliar, aos que assim o
querem desacreditar, a quo so apresenlem em
publico sustentando o que dizcm, sob pena de
icarem sendo conhecidos como vis detractores
da repulacao alheia, indignos da considera'cao pu-
blica, e merecedores de soberano desprozo*. Re-
cife, 17 de abril de 1860.
Francisco Vieira Cardoso.
Attenco.
Precisa-se de urna ama para o servigo inlerno-
e externo de urna casa de pouca familia eslrau-
geira ; na Boa-Vista, ra do Alalha n. 2.
Quem precisar de roupa lavad 1 e engom-
raada, dirija-so alraz da caixa d'agoa, casa n. 1
porta o verde.
Plantas de flores.
Pellorce, membro da sociedade Imperial do
horticultura de Pars, tem a honra de informar
os habitantes desta cidade, que vem de chegar
com umi linda collecgao de plantas do flores, ar-
vores fructeiras, semenles de todas as sortes es-
peciaes a climas-quenlcs: sua loja, na ruado
Cabug n. 3.
Vende-se urna commoda nova de angico :
jia ra do Livraraento n. 13.
= Precisa-se de um amassador que entenda
depadana : na nadara da ra da Florentina, ou
na ra eslreita do Rosario n. 2 A, deposito.
Fugio ha 16 dias a prcla Sebastiana, de cor
ola, desmaiada, parecendo doenle, tem o cabel-
lo corlado, urna cicalriz ao lado esquerdo da ca-
bega, nariz chato, cara e olhos pequeos pan-
nos brancos salpicados polos peitos, ps o raaos
pequeos estatura baixa. e magra da cintura pa-
ra cima levou vestido de chita cor de caf cora
Cidade! mangas largas, e um par de argolas de ouro as
orcinas, falla bom, parece crioula ; foi vista ha
poucos das nos Remedios Torre : quem a pe-
gar, far favor levar a ra do Qucimado n. 63
quo ser bcra recompensado.
Vende-se um novo o perfeito opparelho do
botar madeiras para cima de qualquer obra : a
tratar na ra da Concordia, armazem do sal.
Vende-se a taberna da ra de Dorias n. 16
com fundos para a ra de Santa Thereza, a praz
ou a dinheiro. conforme se convenconar : a tra-
tar na mesma.
Vende-se urna traduegao de Virgilio e oulra
racio : na ruada Florentina, taberna u. 30
Milho e farinha.
Vondcm-se saceos grandes com milho c fari-
nha de mandioca, o melhor possivel: na taberna
grande da Soledadc.
Vendom-se bois mansos e duas vaccas par-
ais ; no aterro da Boa-Vista n. 47, terceiro an-
dar, ou no Giqni, olara juato ao engenho.
Vende-so um escravo pardo, bom ofiicial do
sapaletro, canocro o carroiro, preferc-se vender
para engenho : na ra Nova de Sania Rita, C3sa
n. o.
Pedido.
Eusaio Philosophico Per-
nambucauo.
De ordem do Illm. Sr. presidente do Ensao
Philosophico, communico aos senhores socios,
que as sesses ordinarias principiam no dia 18
do corrente raez, no primeiro andar do sobrado
n. 65 da ra Nova, s_5 horas da larde, na con-
formidadfl dos estatutos 0 primeiro secretario,
Flix Lima.
Furlaram da casa do abaixo assignado as
seguintes obras de direito : Consolidago das leis
civis, doulrina das aeges, primeiras linhas, por
P. e Souza, praxe forense, ordenacoes, segundas
linhas (Lobao), Polhis processo civil, cdigo pe-
nal dos Paizes-Baixos, Coelho da Rocha, e algu-
mas mais quo nao se sabe ainda : todas estas
obras eslao rubricadas cora o nome do abaixo as-
signado : a quem forem offercejias que as apre-
1.' ^Romualdo Alves
henda que ser recompensado,
de Oliveira.
Percsa-se de um mei.no de 10 a 12 annos
do idade, que tenha muilo boa lelira e saiba con-
tar, para um escriptorio : na ra do Vigario
n. 22, primeiro andar.
= Aluga-sc um raoleque de 16 annos de ida-
de, muito esperto, e que entende 011 lem alguma
pratic do servigo do cozinha, o sabe comprar:
quem precisar dirija-se 4 ra da Auroran. 40,
pavimento terreo.
.Urna pessoa que escreve bem, cora alguma
habilitago. ofteroce-so para cscrever qualquer
escripluracao simples : quem precisar dirija-se
a ra do Imperador n. 17, primeiro andar, que
achara com quero tratar.
Precisa-so de um caixeiro que nao soja
muito cranga e tenha alguma pralica de taberna
e d conhociraento de sua conduela : na ra do
Arago n. 15.
Attenco.
*
Na ra das Cruzcs n. 21 precisa-se de um rao-
leque ou um prelo de idade para alugar; quem
quizer procure ou annuncie.
Quem precisar de um Corneal entendedor
de agricultura por tjQUytMM|e ha rouios
onnoa vi%r dislo, *HJa*H|Uir a0 Brum, na
segunda tenda deferreiro, trata* com annun-
cianle. e eao fazer o'ajWeTM ae pretende
Afflanca-se a idoneidade de pessoa, e sendo ne-
cessano d-10 fiador.
A pessoa que annuncioo no Diarios pre-
cisar de alugar Ires prelos de 12, 14 o 16 annos,
pode dingir-ae a ra do Trapicho ii. 22, restau-
ran! 4 caf do eommercio : na mesma casa pre-
caaa-se d nma prota boa engoomadeira.
Deseja-se fallar 011 saber onde existe Justino do
Souza Alarida, porluguez, de menor idade, lilh
de Jos de Souza Alraeida e Joaquina Moreira
Dias, residentes em Portugal, a negocio do im-
I porlanca c de seu interesse. e muilo se agrade-
) ce a qualquer possoa que delle der noticia, na
! praca da Independencia n. 26.
I = Precisa-se de um menino de 12 a 14 annos
de idade para criado de um rapaz solteiro, pro-
mctle-sc bom tralamento ; a Iratar na ra da
Penha, sobrado n. 25, primeiro andar.
Aluga-se a loja da casa da ra do Impara-
dor n. 77, lado do caes : a Iratar no primeiro
andar da mesma casa.
Negra fgida.
Sabbado, 14 do corrente, tendo ido fazer algu-
mas compraaacscrava do abaixo assignado, mui-
to conhecida pelos signaos seguintes : chama-so
Filippa, fula ou cabra, foi do Sr. Rodrigues quo
se aclia em Portugal, ecostuma a tomar seu bico
e (car dorraindo pelas escadas que acera entrar,
tem o beico de baixo rauito sahido para fra o
anda sempre muilo apressada : quem a pegar,
leve a ra Nova n. 38, ao senhor, que ser bem
recompensado.
Arrenda-se o engenhoOutcrao, silo na fre-
gueza da cidade da Victoria, distante da prara )
legoas ; quera o pretender arrendar, dirija-se* ao
engenho Novo de Iguarass, a iratar com Fran-
cisco Virissimo do Reg Barros.
Vende-se um jogo de bancas de Jacaranda,
quesea madeira val o dinheiro por que se ven-
de ; na ra do Livramenio, loja de calcado nu-
mero 29.
Para o invern.
Tamancos de marroquim com borlla para se-
nhora /nunca vislosj a 600 rs.
Ditos de dito para raonino o meninas [iderol a
500 rs. v '
Ditos do couro preto para homem (idem) a 640.
Calcado de burracha para homem, senhora n me-
ninos a 2*500 ; na grande loja de calcados na
ra do Lirramenlo n. 29.
""" V",dem-Sb 2 excellentes cirmelos, sendo
um dedo o outro de si-bemol, urna flauta, um
flautim c um violao, tudo por barato prego; na
ra do Livramenlo n. 29, loja de calgado.
Aos senhores fabricantes de
calcados e tamancos.
Couro de lustre sem nenhum deleito, duzia, a
4H0OO.
Dito dito com algum deleito, idem, a 35$.
Marroquim de lodas as cores, pelles grandes,
sem defeilo, duzia a 22J500.
Sola a mais superior que ha cm qualidade o
grandeza, meio, a 5S500.
Dita a 59, 4*590, 4g e mesmo a 3|! I
Na grande toja de calcados, na ra do Lirra-
menlo n. 29.
Aluga-se ama excellente loja, sita oa rua
das Cinco Ponas, propria tanto oara eslaboleci-
raenlo como- para morada ; a tralar na roa da
Cadeia do Recife n. 33, loja.
TT
%JLL


-
/
Fabc do gaz.
3"tne.q"e8eiam8(!bre,ud0 de bom cSfp.ru-
mento : quem os livor para alugar, dirija-se a
mes falnea. aonde acf,ar cora queT ir!!,*
,TiiUga'?e egun(l0 andar do sobrado da
ra Imperial n. 469. com salas, 5 quarlos, so-
tao corrido com atiranto para o lado do mar
pintura cm-bom estado, por 30$ mcusaes ; a tra-
tar no priraeiro andar do racsmo.
Pr'ecisa-s de urna ama para casa de peaue-
na ramilla : na ra do Hospicio n. 34 : na mes-
la precisa-se de urna escrava para vender fazeu-
das com outra pessoa.
DIARIO DE PERNAMBUCO.'- QOARYA FgllU f 8 DE ABRIL DE 1860.
AtteiKjo.
Um moco com pratica de coraraercio offerece
scu presumo, nao s para qualquer casa de com-
merciode grosso. como a rclalho, nesta cidade
assim como se offerece para cobrar dividas for
da provincia sertes, e na Paralaba (aonde
bem conhecido), o qual d fiador a sua conduela:
quem delle precisar, annuncie, ou procure-o na
ra do Sebo n. 11.
Pergunta-se a Ulma. cmara mu-
nicipal do Recite quando pretende por
ein arrematarlo a demolicao das frentes
do sobrado queimado da ra da Impe-
ratriz, pois ha muito quem queira ar-
rematar e com vantagem para a mes-
ma cmara,.
Aluga-se urna casa de dous anda-
res na ra da Aurora n. 26: a tratar
na mesma casa cora o proprietario.
Offerece-se urna niulher para ama de casa
de hornera solteiro ou pouca familia ; a tratar na
ra do Rosario n. 58, defronle da ra do Arago.
Almanak da provincia.
Sahio a luz a folhinha com
o almanak da provincia para
o corrente anuo de
Ra Nova, em Bruxellas (Blgica),
A D1REMA0 de e. hrvand.
Esto botel collocado no centro de urna das capitaes importantes da Europa, torna-se de grande
valor paraos brasileiros e portuguezes, por seus bons coramodoi; e confortavel. Sua poshjao
urna das memores da cidade, por se achar nao s prximo s esiscoe de caminbos de ferro, da
Allemanha e Franca, como ,ior ter a dous minutos de si, lodos os iheairos e divertimentos ; e,
alera disso, os mdicos precos convidara.
No hotel basempre pessoas especiaes, fallando o francez, allemao, flamengo, inglez e por-
uguez, para acorapanhar as touristas, qur em suas excursoes na cidade, qur no reino, qur
emOm pan toda a Europa, por precos que nunca excedem de 8 a 10 francos (39200 49000)
por dia.
Durante o espseo de oito a dez mezes, ahi residirn) os Exms. Srs. conselheiro Silva Fer-
ro, e seufilhoor. Pedro Augusto da Silva Ferrao, ( de Poriugal) e os Drs. Fehppe Lopes
Netto, Manoel deFigueira Faria, edesembargador Pontes Visgueiio (do Brasil,) e muilas ou-
tras pessoas tanto de um, como de outro paiz.
Os precos de todo oservieo, por dia, regulam de 10 a 1 2 francos (45OOO 4J50O.)
No hoiel encontram-se informarais exactas acerca de tudo que pode precisar um estrangeiro
MM,
t)
= Precisase de urna ama quo soja boa cozi-
nheira : na ra do Crespo n. 21.
O abaixo assignado, por ter de seguir, para a
Europa, deixa por seus procuradores os seguin-
tes senhores : cm 1. lugar ao Sr. Joaauim Mar-
tina Moreira, cm2, ao Sr Jos Domingues Maia.
e cm 3.' ao Sr. Antonio Joaquim Vaz de Miranda.
Precisa-se alugar urna preta para o servieo
de casa de porta-a dentro : na ra dos Pescado-
res ns. 1 c 3.
Caixeiro.
Sipop du
DrFORGET
JARABE DO FORGET.
Este xarope est approvado pelos mais eminrntes mdicos de Paris,
Icomo sendo o melhor para curar consliparoes, tosse convulsa e outras,
alFec<;es dos bronebios, ataques de peito, irritsciSes nervosas e insoranolenci>s: urna colherada
pela inanb, e outra noite sao sufcientes. O etfeito deste excelente xarope satisfaz ao mesmo
lempo o doente e o medico. '
O dsposito na ra larga do notario, botica de Bartholomeo Frandsco de Souza, n. 36.
o qual se vende a 800 rs. na
praca da Independencia livra-
ria n. 6 e 8 contendo alm do
kalendario ecclcsiastico e
civil :
Noticia dos principaes esta-
dos da Europa e America com
o nome, idade eje. de seus im-
peradores, reis e presidentes.
Resumo dos impostos ge-
raes, provinciaes, municipaes
epoliciaes.
Tabella dos emolumentos
paiocliiaes.
Empregados civis, milita-
res, ecclesiasticos, Iliterarios
Je toda a provincia.
Associaces commerciaes,
agrcolas, industriaes, Ilitera-
rias e particulares.
Estabelccimentos fabris, in-
/flustriaes e commerciaes de
^odas as qualidades como lo-
jas, vendas, acougues, enge-
nhos,etc, etc.
Serve elle de guia ao com-
merciante, agricultor, mar-
timo e emfim para todas as
classes da sociedade.
O bacharel Witruvio tem
o seu escriptorio no 1* andar
do sobrado n. 23 da ra Nova,
O Sr. Antonio Bento Froz dcixou de ser,
caixeiro da casa de Amnral, Alves & C
Aluga-se o secundo andar e solo da casa
da ra da l'raia n. 35. quo tem bastantes com-
modos para grande familia a tratar no mesmo
Prccisa-se de um homem nacional ou es-
trangeiro para trabalharem um sitio muilissimo
perlo desta cidade, dando-se bom salaiio : a Ira-
lamo pateo de S Pedro o. 4.
ASSOCIACAO POPULAR
DB
Soccorros Mutuos.
Por ordem do Sr. director interino aviso
aos senhores socios que eslao atrasados cm suas
mensalidades, que venham salisfaze-las at o dia
22 do corrente, pois desta data em diante so pora
cm execucao o art. 75 1. e 2.- e os artigos 79
e80 do capitulo XI do nosso estatuto.
Secretaria da Associacao Popular de Soccorros
Mutuos 16 de abril de 1860. No impedimento
dos secretarios, Francisco Vedro de AdAncula,
1. vice-secretario.
Consultorio medico, ra da
Gloria n. 3.
O Dr. Lobo Hoscoso continua nos
seus trabalhos medco3.
Por um corte de cabello e
frisaroenlo 500 rs.
Ra da Imperatriz n. 7.
Lecomto acaba -da receber do Rio de Janeiro
o primeiro contra-mestre da casa Augusto Clau-
dio, c um outro viudo de Paris. Esta estabelc-
cimenlo est hoje as melhores condiees que
6pOSvel para aalisfocor ac ouoomnioiidas dns
objeelos em cabellos, no mais breve lempo, co-
mo sejam : marrafas aLuiz XV, cadeias de rclo-
gios, braceletes, anneis, rosetas, etc., etc., ca-
bjlleiras de toda a especie, para homens o se-
nhoras, lava-se igualmente a cabera a moda dos
Estados-Unidos, sem deixar urna s pelcula na
cabeca dos clientes, para salisfazer os preleodpn-
les, os objeelos em cabello soraa feitos cm sua
! prcsenca.se o desejarero, o achar-se-ha sempre
urna pessoa disponivel para cortar os cabellos, e
penlear as senhoras em casa particular.
= Antonio Marques de Atnorim faz publico,
que no da 21 do corrente foi recolhida em seu
sitio na Ponte de Uchda urna preta velha por
i nome Anna, em estado de embriaguez c mordi-
dida por unscaes. O scu estado nao permiltio
obterdclla iuformaoSo alguma que indicasse se
Na ra d i Imperatriz, sobrado n. 33, ter-
ceiro andar, ha urna preta engommadeira para
alugar-so ; na mesma casa cima precisa-se de
um prcto para o trrico de casa.
FOLHWS PAIU 1860.
Estao ren pendencia ns. 6 e 8 as iblhinhas para 1860, im-
pressas nesla typojrapha, dasscguintesquali-
dades :
Precisa-se de um caixeiro para urna loia fra
da cidade, o qual esteja inteiraraente habilitado
para tomar ronla do cosleio de todo o negocio ;
garante-se bom ordenado : quem a isto estiver
resolvido, dirjase a ra da Cadeia n. 55, loia,
que achara cora quem tratar.
= Na ra da Cadeia rt. 55, loja, deseja-se fal-
lar ao Sr. Joao Alvos de Olivcira, para cujo (Ira
se pede decate sua morada para ser procurado
ou ento dirija-se a referida loja.
Aocorpo do commercio.
Joaquim Antonio Das de Castro faz sciente ao
respeitavcl publico e com especialidado ao corpo
do commercio desta praca, que tem chamado
para socio de sua loja de miudezas, sita na ra
do Cabug n. 2 B, ao Sr. Jos Gomes de Amorira,
o que a razao commcrcial ser Castro & Amo-
rim, a qua! leve principio n. 1.- de abril corren-
te, sendo ambos responsaveis pelo debito nesta
praca da extincla firma de Joaquim Antonio Das
de Castro. Peinambuco 17 de abril de 1860.
Al t (WfO Sociedade Baocaria,
mv w" V1*v Amorim, Fragoso. Santos k r..
W
3 3
3. -o
O 3
5 = n
=> Q O
OLIIINIIA RELIGIOSA, contendo,. alm do
kalendirio e regulamento dos direitos pa-
rochiae, a continuacao da bibliolheca do
Cristao Brasileiro. que se compe: do lou-. Queimado n. 10.
vor ao anlo nome de Dos, coroa dos ac-1_______________
tos de mor, liymnos ao Espirito Santo e
a N. S. a imitacao do de Santo Ambrozio,
jaculalurias e commemora^o ao SS. Sa-
cramento e N. S. do Carmo, excrcicio da
Via-Sacra, directorio para oraco mental,
dividido pelos das da semana, obsequios
ao SS. coraro de Jess, saudaces devo-
tas s (hagas de Chrislo, oraces a N. Se-
nhora, ao patrocinio de S. Jos e anjo da
guarda: responco pelas almas, alea de
outras oracoes. Prego 320 rs.
Tendo de fechar-se nestes dias o cstabclGcl"
ment de retratos da ra Nova n. 18, as pessoas
qucdesejirem honrar este eslabelecimento e B"
car cora um Del c perfeilo retrato, aproveitem a
occasio. F. Villela, pholographo.
Archivo Universal
Os Srs assignantes deste jornal quei-
ram vir ou mandar buscar a contina-
cao da segunda serie e o principio da
terceira, na ra Nova n. 8.
O Dr. Joaquim de Aquino Fonscca conti-
na uo exercicio de sua profisso, interrumpido
em consequencia de sua molestia ; mas, estando
ainda no campo por conselhos de seus collegas,
s poder prestar-se a consultas c visitas medi-
cas das 9 horas da maha s 3 ds tarde.
ltoga-se aos Srs. devedores a firma social
de Leite & Correia em liquidacao, o obsequio
de mandar saldar seus dbitos na loja da ruado
- r s = a- -
=. 1 B. 3 =
o o B 5 2.
_ c 5 o o. a
S S g o g"
s 3- B
3
3 7=
s c S
S>
a
Piin on p.il f\ T\fln PiiyiKao Art era ''vre ou escrava. Tendo sido cuidadosamente
CUJO. LUliaUtiti peidL.amDOaaOi,raladaacho.so qua* reslabelec:dn. mas apenas
e promplido : no
Carmo.
Engomma-se cora asseio
boceo do Marisco n. 20.
Precisa-se alugar.um preto ou preta, j ido-
sos, para comprar na ra e fazer o mais servieo
de urna casa de familia, ou mesmo urna ama ns
mesmas circumstancias : quem livor o quizer
annuncie ou dirija-se a ra
primeiro andar.
1TA DE VARIEDADES, contendo o kalenda-
rio, regulamento dos direitosparochiaes.e
urna cdlecciio de ancdotas, ditos chisto-
sos, co tos, fbulas, pensamentos moraes,
rcccilas diversas, quer acerca Je cozinha,
quer de. culi ira, e preservativo de arvores
e fruclos. l'reco 320 rs.
ITA DE PORTA.a qual, alm Jas materias do
costume, contm o resumo dos direitos
paroch aes. Preco 160 rs.
1 Attenco.
Curso p tico c theorico de lingua fran-
@ ceza por t ma sjnhora franceza, para dez
@ mocas, segunda e quinla-fcira de cada se-
mana, daslO heras at meio dia : quem
quizer aproveik.r pode dirigir-se a ra da %
Cruz n. 9, segundo andar. Pagamentos 6
adiantadd.
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if &.M.MM @esi sssr^sSLs^
de Santa Rita n. 40,!
^Lices de francez ef
>
piano. i
Maderaoiselle Clemence de Hannetot *
de Manneville continua a dar licoes de I
, francez piano na cidade c nos arrabal- *
j des : na ra da Cruz ti. 9, segundo andar. .j
fflH
O Sr. Honorato Jos de Oliveira Figueire-
do queira annunciar sua morada ou dirigir-se
iivraria do praca da IndependencU.que se preci-
fallar-lhe.
i sabe dizer que pcrter.ee a urna senhora viuva,
moradora na ra do Collegio, c por isso se faz
o presente annuncio para que a pessoa a quera
perlenca a mande buscar.
Precisa-se de urna ama para urna pessoa :
na ra Bella n. 10.
Traspassa-se o arrendamenlo de umenge-
i nlio distante desta praca duas legoas, vende-se
I urna parle no mesmo ngeuho, machina nova
i vapor, dislilaco nova c bem montada, 22 bois
de correia, seis quarlos, algumas obras, sadr
plantada, ele. etc. : trata-se na ra do Crespo n.
13, oja.
usencia dos fabricantes america-
nos Grouver & Baker*
Machinas de coser: em casa de Samuel P.
Johnston & C, ra da Senzala Nova n. 52.
E' chegado loja de Lecomte, aterro da
Boa-Vista n. 7, o excedente leite virginal de ro-
sa branca para refrescar a pello, tirar pannos,
sardasc espinhas, c igualmente o afamado oleo
babosa para limpar c fazer crcsccr os cabellos,
assim como pos imperial de lyrio de Florenca,
para bortuejas c asperdades da pclle, conser-
va a frescura e o avelludado da primavera da
vida.
_ Roga-se aos Srs. devedores do eslabele-
cimento do fallecido Josda Silva Pinto, o ob-
sequio de saldarem seus dbitos na ra do Col-
legio venda n. 25 ou na ra do Queimado loja
n. 10.
=s Caetano Pinto de Veras faz sciente h quem
inleressar qui; est em exercicio da ara dojuiz
de paz do 4o anno, do primeiro dislrkto da fre-
guezia doSS. Sacramento de Santo Antonio des-
la cidade, paia que foi eleito e que despacha na
casa de sua residercia ra do S. Francisco n. 8,
c em qualquer parle que for encontrado ; c que
d audiencia nas lerdas e sextas-feiras as 4 1|2
horas da larde como ja tem annunciado, na casa
publica das audiencias. Recife 29 do fevereiro
de 1860.
N. 27-ftu da Impcralriz-X. 27.
L. Pugi.
nica cfiicila em Pernambuco para lavar as
palhinhas da: .fiohilias a? mais encardidas, lor-
nando-se outra vez to alvas como no estado
primitivo ; e;la magnifica preparacao chimica
tem a proprit dadede desenfeelar as mobilias das
pessoas moras de molestias contagiosas : na
mesma casa livam-se chapeos de palha de Italia,
e poem-se modc.
Na ra do Imperador n. 28, alaga see ven-
de-sc em grandes e pequeas porcoes bichas
hamburguezas, e iambem cal da mais nova que
ha, para fabrico do assucar, por proco commodo
FUND
DO
i)
Ra do Brum (passando ochafariz.) \
No i\c\,oxvto desle csta\ie\cc'iifteiiio scmpve Via grande soirUmento de me*
danismo para os cn;ci\\\os de assucar a saber:
Machinas de vapor modernas, de golpe cumprido, econmicas de combustivel, e de acillimo assento ;
Rodas d'agua de ierro com cubos de madeira largas, leves, fortes, e bem balancffdas ; ./^\
Cinnos de ferro, e portis d'agua para ditas, e serrilhas para rodas de madeira ;
Moendas inteiras com virgen muito'ortes, e convenientes ;
Meias moendas com rodetas motoras para agua, cavallos, oubois, acunhadas em aguilliSes deazs ;
Taixas de ferro fundido c batido, e de cobre ; "*S%.
Pare ebicas para o caldo, crivos e portas de ferro para as fornallias;
Alambiques de ferro, moinhos de mandioca, fornos para cozer farinha ;
Rodetas dentadas de todos os-tamanhos para vapor, agua, cavallos ou bois ,
AguilhOes, bronzes e parafusos, arados, eixos e rodas>aracarrosas, fwnas galvan zadas para purgar etc., etc.
D.W.Bowman confia que os seus freguezea charao tudo digno da preferencia com
que o honrara, pela Tonga experiencia que elle tem d mechanismo proprio para os agricul-
tores desta provincia, e pelo facto de mandar construir pessoalmenxe as suas obras as
mais acreditadas fabricas da Inglaterra, para onde elte faz viagem annual para o dito fim,
assim como pela continuacao da sua fabrica em Pernambuco, para modificar o mechanis-
mo a vontasie de cada comprador, e de fazer os cncertos de que poder o neeessitar.
Precisase alugar urna ama de lei-
te, que tHia em abundancia, que se-
ja bem sadie de bonscostumes ; e pa-
ga-se bem. Dirigirse a' praca de Pe-
dro II (antigo pateo do Colleg'io) n. 57,
segundo andar.
Na Iivraria n. 0 e 8 da praca da
Indepenecm, preciza-se falLr ao Sr.
Joao da Costa Mar vi Iba.
O abaivo assiguado nao podendo
despedirse ptssoalmente de todos os
e Ibis
prestmo em
Lisboa e Porto, aonde tem de residir
algum tempo.
Joao Pereira Moutinlio
PorJL80j? vende-se urna linda mobilia para
sala, do narello e feita a 4 mezes : na ra da
Madre da Dos u. 3C A se dir.
= Prcsa-se de'um pequeo para caixeiro com
pralica ou sem ella, para taberna na ra estrel-
la do Rosario n. 38.
Permuta-sc
ume das primeiras rasas da villa da Escada. poi
sua edificaro e por seus commodos por outra
nesla praca ; quem pretender csse negocio, di-
rija-se ra do Uueimado n. 43.
. Precisa-se
de um menino portuguez com pratica de taber-
na, para fma era Beberibe, c igualmente de urna
ama para servir cm urna casa do pouca familia,
no mesmo lugar : a tratar na ra do Queima-
do n. id.
Warnkoenig
em latim.
Na ra do Crespn. II, loja de livros.
ESCRIPTORIO DEADVOCACIA
DOS DOL'TOHES
F1LLIPPE DA MOTTA DE AZtSVEDO CORREIA.
E
MANOEL JOS DAS SALGADO CARNEIRO. *
Ra do Carmo n. 18 B.
mu ID3 ^AiiaaaD,
Os Drs. Molla de Azcvcdo c S-ilgado ndvogam
tanto no foro ciyel c commcrcial como no crimi-
nal e ccclesiastico, em qualquer das instancias ;
encarregam-se de qualquer questo, emfim, tra-
lam de tudo quanlo diz respcito a sua profisso,
c por um honorario razoavel.
Tendo em vista o inleresse daquelles que ha
bitam as provincias e que tendo dependencias
corte, a inaior paite
Um moco que tem as babilitac&es
precisas olerece-se para leccinjr l-
tiro e francez : quem .o quizer bonrar
com sua con banca dirija-** a ra estrel-
la do Rosario n. 30, primeiro andar.
Madama Appolinc Roussel, primeira costu-
rera da casa do Madama Millocheau.lem a honra
de participar ao respeitavel publico, que se acha
prompta para salisfazer a qualquer eurommenda
concernenle a sua arle, assim confo ricos vesti-
dos para casamento, baile e soirl,feitos a ultima
moda, e ptima perfeirao : as pessoas que de seu
presumo se quizerem uiilisar, podem dirigir-se
ra da Imperatriz n. 11, primeiro andar.
Precisa-se alugar um preto para
scrvicode casa, preferindo-se naomuito
moco ; a trotar na ra da Cruz n. 4.
Na ra da Cruz n. 45. segundo andar, pre-
cisa-se de nma ama forra ou captiva, o que saiba
cozinhar.
COMPANHIA
ALUANCE
Estabclecida em Londres
CAPITAL
CVneo mVUvoes de Vibras
estcrUiias.
Saunders Brothers & C tem a honra de ln-
rorm?r a c:s. negociantes, proprietarios de
casas, e a gera mais convier, que csto plena-
mente autorisados pela dita corapanhia para
effectuar seguros sobre edificios de lijlo epe-
dra, cobertos de telia e igualmente sobre os
objectos que contiverem os mesmos edificios,
quer consista em mobilia ou emfazendas de
qualquerqualidade.
DENTISTA FRANCEZ. 2
>* Paulo Gaignoux, dentista, ra das La- 5
>* rangeiras 15. Na mesma casa tem. agua e *
(^ p denlifico. *
C\S\ LlSfl-BlUS LEIH\,
2, Golden Square, Londres.
J. G. OLIVEIRAlendo augmentado, com to-
mar a casa contigua, ampias e escolenles ac-
commodacocs para muito raaior numero de hos-
pedesde. novo se recommenda ao favor e lem-
branra dos seus amigos e dos Srs. viajantes que
visitera "esta capital; continua a prestar-Ihes seus
servicos e bons otficios guiando-os cm todas as
cousas que preciscm conliecimento pralico do
paiz, etc. : alm do portuguez e do inglez iulla-se
na casa o hcspanhole francez.
SOCIEDADE BAGARA
Amorim, Fragoso, Santos
Compcnhia.
Os Srs. socios commandilarios sao convidados
a realisar a segunda entrado de 12 1t2 por rento
sobre os seus capiiacs al o da 16 de abril cor-
rente, da conformidade com o respectivo contra-
to social.
I DENTES
ARTIFICIAE^.
|Ruaestreita do Rosario n. 3|
@ Francisco Pinto Ozorio colloca denles ar- @
@ tificiacs pelos doussystemas VOLCANITE,
I chapas de ouro ou platina, podendo ser
@ procurado na sobredita ra a qualquer |
Amorim, Fragoso, Santos & Crmpanh.a.
Ra da Cadeia do Recife.
O publico os socios desta empreza podem
obler pela pratica de contas correles vantaens
nconteslavea. Cesaana o prejuizo que soffrem
os pessoas que improductivamente conservan
em suas gavetas quantias, que. dadas pela forma
abaixo descripta, oslaran em certo periodo con-
sideravelmenle augmentadas ; porlanto, era
nosso inleresse e no do publico que fazeuios a
consideraces seguintes :
Todo o' individuo que possuir a quanlia de
lO, edahi para cima, pode abrir conta corrento
com esta sociedade, depositando, em sen cofra
essa quanlia, que ficar vencendo juro3 desde o
momenlo em que for entregue al aquello em*
que Jor retirada ; estes juros serio accumulados
ao capital no fim de cada semestre civil, para
ficarem por scu turno vencendo juros, que sero
igualmente accumulados.
A sociedade pagar sempre nma taxa de juros
de dous por cont, menos que a laxa, por que a
ca;xa filial descantar as letras da prac.a.
As quantias assim depositadas em conla cor-
rente podero ser rclirads parcial ou totalmen-
te a todo momento do modo seguinlc : at a
soinma de 5:000, vista de 5 at 20 contos com
aviso antecipado de tres dias, c de 20 contos pa-
ra mais com aviso do seis dias.
As pessoas residentes nesla praca a sociedado
forneccr gratuitamente urna caderncta para
nclla se fazer a escripluragao do conta, como
tambem para servir de documento s quantias
que por ella forera recebidas ; s residentes fon
remetiera annualmonte urna copia da conla cor-
rente para ser conhecido o estado della.
Deste modo, sem aespeza alguma, poupando
lempo e liabalho, poder qualquer pessoa guar-
dar as suas economas e augmenta-las com oo
juros que for vencendo.
Nao acontece o mesmo sendo o dinheiro dado
a juros a pra/o fixo por letras ao portador, pois
nao sendo reformadas no vencimenlo deixam de
vencer juros.
Pedindo a atlencao do publico para esta classo-
de nperacoes demonstramos quanlo lhe sao pro-
ficuas, basla ter em considerado que, conser-
vando um capital depositado em conla correlo
no espaco de 10 anuos pelo juro de 7 porcenio.,
este capital estar duplicado naqualle periodo!
Caixeiro.
Offerecc-se pata caixeiro de qualquer eslabe-
lecimento um menino de idade de 13 a 14 annos,
chegado ha joueo do malo, sem rclacao alguraa
nesta prara.
Whately Forster & C. annun-
ciando a retirada do commercio do
Sr. Tliomaz Forster, fazem sciente que
os outros socios continnarao o negotio
da casa nesta praca debaixo da firma
soci;.l deKrabbe Whatc-ly & C. O Sr.
JooAlfreio Thora (cara' como outra
hora na gerencia com procura cao da
nova firma. Recite 14 de abril de'SGO.
Altenco
Furtaram do porto das Barreiras urna ear.oa do
un pao, de amarello viuhaliro, com 35 palmus
de comprimenlo, pouco mais ou menos, de con-
duzir barro : a pessoa que della soubcr, dirija-
se ao becco das Barreiras n. 7, que ser recom-
pensado.
Atlencao.
hora.
15
bandejas enfeitadas.
Conlina-sea preparar com diflerenles model-
los e figuras, bandejas dos mais rscolliidos boli-
nholos do nosso mercado, o delicados bolinhos
era libras separadas, posado vista c conteni
da encommenda ; assim como bolos inglezes
francezes e de massa secca da mandioca, pudins'
crenie, pastis de nala, e tambem os pasleis de
carne de porco proprios da paschoa, ludo com
mu lo asseio, bem feilo, e o mais em conla ; di-
rija-se a ra da Penha n. 25, segundo andar,
que ficar bem servido.
O abaixoassignaiio dcixou de ser caixeiro
do Sr. coTonel Joao Jos de Gouveia, desde o dia
14 do correte, e ao mesmo lempo approvcita o
occasio para agradecer ao mesmo senlior o bom
tralamenlo que leve durante o lempo que esleve
em sua casa. Recife, 16 de abril de 1800.Chris-
tovao Gomes Pereira.
Acha-se venda na ra da Praia n 23, mel
de engenho muito bom, em latas de Ires caados
proprio para gasto de casas de familia, ou para
minios para a Europa ; bem tomo na mesma ra-
sa ha mais para vender 10 pipaba de mel de furo.
Antonio de Oliveira Pinto, subdito porlu-
guez, retira-se para Portugal.
O abaixo assignado desoja saber a pessoa
que botou no Diario de hontem um annuncio
que nao se podia retirar, para saldar contas com
o mesmo.Henrique Pinto Abrco.
Na ra das Cruzes n. 21, so dir quem d
2:400j> a premio com hvpothcca : quem precisar
procure.
Precisa-se de um caixeiro de 12 a 14 annos
de idade para taberna : Ira'.a-se as Cinco Pon-
tas n. 152.
Antonio Ferrcira de Souza retira-se
Portugal.
= O abaixo assignado tem justo e contratado
com o Sr. Anlohio Alvos Bandeira Campello, a
compra de sua taberna, sila no Barro Vermelho :
quem se julgar com direito a mesma, compareca
dentro do prazo do 5 dias, a contar dcsla data em
dianle, o depois de efTecluado o negocio, naoat-
tender a roclamacao alguma. Recife 17 de
abril de 1860. Manoel Cunrahes Telles.
Precisase fallir rom o* Sr. Maximiano, na-
tural da provincia deTraz-os-Montes, que ha pou-
co chegou a esla cidade. mas que scu deslino era
para o Rio de Janeiro, acerca d*e urna encom-
menda que recebeu em Villa Real, na ra do Co-
dorniz n. 18, com Alvaro Bap'tista de Sonzo, ou
designar sua morada para ser procurado.
Perdeu-se um deposito de azeite perten-
cente a um cabriolel : a pessoa que o achou lc-
ve-o ao alerro da Boa-Vista, casa de Francisco
Poirier. segunda ou terca-feira quesera gratifi-
cado com 58.
para
na curte, a inaior paite das vezes nao possuem
um procurador ou correspondente habilitado que | ECoilSUlloi'irt central luitncftr-aUtico '
cure de seus inleresses, os supraditos advocados ^vw,,s",lwr, tenildl HOilieopdlUILOg
teem annexado ao seu escriptorio um outro, es-
pecialmente de procuradura, no qual, debaixo
de sua immediala vigilancia c direceo, se en-
contr m empregados habilitados que totnam a si
o Iratarem de todos os negocios que. correm pe-
las secretarias de estado, e repartieres publicas
da corte e capital da provincia do Rio de Janei-
ro ; fazerem tirar aliars de raercs, ttulos, di-
plomas, exlrahir patentes para ofilciaes da guar-
da nacional, cartas de juiws de direito, munici-
paes o de orphos, de escrivacs, labellies, con-
tadnres, distribuidores, partidores, provisoes pa-
ra odvogar e sollicilar,dispensas para casaroenlos,
resposlasa cnsul las,dada pelos maisabalisados
advogados ; agenciaren] pelo thesouro geral o
recebimenlo de dinhclros que lenham cahido em
exercicios lindos, iratarem de cartas de natura-
lisacao, etct
Os precos sao mui raaoaveis, e garante-se a
promplido e zelo no desempenlio das diversas
commisse?, sendo sempre bom que as partes in-
diquen! qual a pessoa da corle encarregada do
negocio e do pagamento das despezas. As par-
tes que no liverem correspondentes na corle,
poder dirigir-se directamente aos advogados ci-
ma mencionados, ou a algum dos seguintes agen-
tes as capiiacs das provincias: trata-se em Per-
nambuco com Frederico Chaves, na ra da Im-
peratriz n. 17 ; Cabo e Escada o Dr. Carlos Eu-
gen Donarchc Mavignier.
Ka*
BE
I
m,

s
riijcauno^Mflw
Continua sob a mtsma directo do Ma-
noel de Mallos Teixeira Lima, professor
em homeopalhio. As consultas como d'an-
tes.
Botica central liomeopalhica
Do
DR. SABINO 0, L PIMO
Novos medicamentoshomcopalhicos cn-
viadosda Europa pelo Dr. Sabino.
Esleta, aedicamantos preparados espe-
U

O curso de geometria, que lem de ser dirigido
particularmente pelo abaixo assignado. cuja aber-
tura foi annunciada para o dia 16 do correnle
mez, nao pode ter lugar nesse dia por nao haver
numero suilficicnte de alumnos matriculados ; ti-
ca, portanlo. transferida a abertura para o dia
23 : os senhores estudantes que quizerem fre-
qunnta-lo, dirijam-so ao sobrado n. 74 da ra
Direila, para seren admillidos matricula ;
aborto que seja ocurso ningnem mais ser ad-
millido.Antonio Egidio da Silva.
Para um engenho perlo desta praca preci-
sa-se de um bom hortelo. preferindo-se algum
chegado reccniemente : a tralar na ra da Cadeia
do Recife n. 50, primeiro andar.
-Eneas Bruce retira-se para o Rio de Ja-
neiro
Bibliotheca publica provin-
cial.
A bibliolheca publica desta provincia, colloca-
da no salao do convenio do Carmo, estar abena
em lodosos das uleis desde as 9 horas da ma-
nhaa a 1 da larde, c das 4 s 6 da larde ; leudo
entrada franco lodas as pessoas que comparece-
rom decentemente vestidas, como recommondara
0 regulamento da mesma bibliolheca.
Padre tito do Atonte Carwcllo Luna.
Ribliolhccario.
Prccisa-se do urna ama forra ou captiva
para o servieo de urna casa de pequea familia :
na ra do \ igario n. 13.
O bacharel Jorge Dornellns R-
beiro Pessoa tem o seu escriptorio de
advocada na cainboa do Carmo n. 10,
primeiro andar, onde pode ser procu-
rado das 9 horas da manhaa as 2 da
tarde.
Aliento.
Ne rna das Cruzes r>. 21, forneco-se comodo-
nas para fora a 25-5 mensaes, com limpeza.
Compras.
Vendas.
"P*"UIU IIU 0I3
' laajSMna
bolica central horneo- *
Alo Amaro (Mundo No- a
Manoel 4
devedores qu
Antonio Al
mar a juizi
quizerem *
ligas. Recite'1
Precisa-se de urna
das Flores, loja n.2.
Reg abares faz sciente aos se:
lorisado ao Sr Francisco
phas para cobrar e cha-
ellcs devedores que nao
ente pagar suas contas an-
abril de 1860.
ama de leite; a ra
%maio
Iivraria universal, ruado Imperador n. 20,
Vende-se urna bonita crioulinlia
com 10 a 11 annos de idade, muito sa
dia e bonita : na ra Formosa casa do
tenente-coronel Vella, se dir' quem
vende.


Compra-se um cabriolet de (|ua-
tro rodas, que esteja em bom estado e
tenha coberta : na ra da Gloria n. o.
Constante-
mente
compra-se, vende-se e troca-sc escravos : na ra
Direita n. 66.
DU
moedas de ouro de 1 G# e 20$ : na ra
da Cadeia do Itecife loja n. 22.
Compra-se um boi manso para carrosa :
quem o liver, diiija-sc ao pateo de S. Pedro n. 4.
Vende-se um escravo crioulo, de 24 annos
de idade, sadio, sem vieio ou defeiio algum. bom
copeiro, c ptimo ofiicial de sapaleiro : a tratar
com o abaixo assignado, na alfandega. ou em sua
residencia, na ra da Saudade, primeira casa com
solio do lado do sul.
Pedro Alexandrino de Barros Cavalcanli..
Acaba de chegar do Rio de Ja
neiro alguns exempiares do-
priineiro e seguado volume
da Corographia.
Histrica chonologica, genealgica,
nobiliaria e poltica do imperiodo lira-
sil, peloDr. Mello Moraes : vende-se a
, 4j o voliame, podendo-se vender o se-
gundo as necessidades la ho- @ punjo pm PnarP meopaihia no Brasil, veadese pelos pre- gunaoem separaao na iivraria n. o e
8 da praca da Ir.dependencia.
Rosmaliu Litterature.
TOta obra, que acaba de ser adoptada para o-
o da lingua franceza, chegou e est ven-

i satfai


JL- -
y
_!L.
HUMO DH PEBJAMBU6Q. QU/HITA FELEL4 fcMHL ABRIL D 1960.1
Fazendasporbaxos precos
Ra do Queimado, loja
de 4 portas n. 10.
Anda restara algunas fazendas para Concluir
a liquidado da urina de Leilo& Coneia, asquees
se vendem por diraiaulo preco, sendo entre ou-
tras as seguintes:
Chitas de cores escuras e claras, o covado
a 160 rs.
Ditas largas, francezas, finas, a 240 e 260.
Iliscados franeczesdo cores lisas a 200 rs.
Cassas de cores, bous padres, a 240.
Brim de linho de quadros, covado, a 160 rs.
Brim tran(ado beanco de linho muilobom, va-
ra, a 1JW00.
Curtes do calca de meia casemira a 2$.
Ditos do dita de casemira de cores a 5tf.
Panno preto lino a 3 e 4.
Meias do cores, finas, para homem, duziaa
l800.
Grvalas de seda de cores o pretas a 1.
Meias brancas unas para senhora a 3$.
Ditas ditas rauito finas a 4jj.
Ditas cruas finas para homem a 4.
Cortes do collelcs de gorgurao de seda a 2$.
Cambraia lisa fina transparente, pega, a 4.
Chales de lia e seda, grandes, un 2$.
Grosdenaple preto de l$6i) a 2.
Seda prcla lavrada para vestido a 13600 c 2g
Corles de vestido de seda prcla lavrada a 1G?.
Lencos de chita a 100 rs.
Lia de quadros para vestido, covado, a 560.
IV-Uos para camisa, un, 320.
Chita franceza moderna, liugindo seda, covado
a 400 rs.
Entremeios bordados a 200 r?.
Camisetas para senhora a 640 rs.
Ditas bordadas linas a 2$50.
Toalhas de linho para mesa a 2-j o 4$.
Camisas de meia, tuna 640 rs.
Lencos de seda para pescoco do senhora a
560 rs.
Vestidos brancos bordados para foaptisar crian-
cas a 5)000.
Corles de caiga do casemira prcla a 6).
Chales do merino com franja de seda a 5j.
Cortes de caiga de riscado de quadros a 800 rs.
Merino verde para vestido de montaa, cova-
do, 1280.
Lengos brancos de cambraia, duzia, a 2#.
A 8,000 rs.
Forros econmicos americanos para engoramnr
com fules e descanso : vendem-sc estes encl-
lenles ferros' na loja de ferragens do Vidal &
Bastos, ra da C'ideia.
Fumo americano.
Vende-se fumo americano proprio para mas-
car e fazer cigarros : na ruada Cruz do Recite n.
50. primeiroandar,eaixinhas de 20 o 40 libras
a 400 rs. a libra.
PotssadaRussa
E CAL LYE LISB04.
No bem conhecido e acreditado deposito d
ra da Gadeia do Recite n. 1S, ha pare, rende*
] otassa da Russia e da do Rio de Janeir, nova
i;al virgem en pedia: ludo or j>recoa muo
azoaveis
AttEKiAA.
DI
Engenho.
Vende-sc o engenho Sania Luzia, silo na
freguezia do S. Lourengo da Malla, entre
os engenhos Penedo de Baixoe Penedo de
Cima : trata-so no mesmo engenho ou no
engenho Mussambiquc com Felisbino de
Carvalho Rapozo.

Aos senhores logistas de miudezas.
Bicos prelos de seda,
Ditos brancos e prctos de algodo.
Luvas pretas de torgal.
Cintos elsticos.
Linhas de algodo em novellos : vendem-se
por precos commodos, cm casa de Southall Mel-
lors & C, ra do Traoiche n. 38.
AS MEMORES MAJHRAS DE COSER
DOS
Mais afamados autores de New York
I.M SINCERA C.
E
WIIEELBK & WfLSON.
No novoeslabelecimenlo vendem-se as machi-
nas desles dous autores moslram-se a qual-
quer hora do dia ou da noite o responsibilisamo-
nos por su a boa qualidade e seguranca :no arma-
zem de fazendas de Raymundo Carlos Leito &
Irmao, ra da Imperatriz n. 10, antisanicute
aterro da Boa-Vista.
3
IGes
KA
c armazem
DE
G1U\DE SORTIHESTO
i DE
iFazcndaseokasleilas.;
Loja
&BastoJ
Na ruido Queimad) n.
46, frente amnrella.
ggj Completo e grande sortimento de cal-
gy? gas de casemira de cores c pretas a 8f,
p 9S, 10* e 125, ditos das mesmas casemi-
sfe ras a 7, 8S c9S, dilos do brim trancado
gfe branco muito fino a 5$, 6g e 7$. ditos de
;^ cores a 3$, 3S500, 4$ e 5j, dilos de me-
ef mi de cordao para lulo a 5g, colletes de
tQ cnsemiras pretas, dilos do ditas de cores,
xw r'los de6.0''Rurao pretos e de cores a 5$,
m 6S e 7-3, ricas casacas de pannos muito 11-
nos a 35g e 40, sobrecasacas dos mesmos
& pannos a 28J. 30J e 35$. palctots dos mes-
W os Pannos a 22$ e 24, palelots saceos
=* de casemira modelo ingle/. 10, ditos de
,5,, casemira mesclado muilo fino de apurado
W gosto 153 c 16. dilos sobrecasa das mes-
es, mas cores a 18$ e 20$, dilos sobro de al-
SS paca, preta fina a 7$ e 8, ditos saceos a
eu 4. dilos de fusto branco e de cores a 4,
ofg 4500 c5, ditos de brim pardo muito
.y superior 4500, camisas pa.-a menino de
,VS) lodos os lmannos a 26$000 a duzia, meias
gg de todas os lamanhoa para menino c me-
ninas, palitots de lodos os lamanhos e
M qualidades para os mesmos, colletes do
* brim branco a 3$500 e 4. ricos colletes
v iludo prelo bordado c de cores diver-
sas c por diversos pregos, ricos coberto-
res de fusio archoado para cama a 6,
a- colarinha de linho a peere a 6&500a du-
ajs zia, assim como temos recebido para
jsg dentro desle eslabelccimcnlo um comple-
jSI to sortimento de fazendas de gosto para
jig senhoras, vestimentas modernas para me-
^ nio e meninas de qualro a seis aros c
js* ludo vendemos por pregos razoaveis. As-
;#> si ni como neste cslabalcimenlo mnda-
la) se apromplar com presteza todas as qua-
gfi hdades de obras relativo a officina de al-
S| faiate sendo isto com todo gosto e asseio.
Ra da Imperatriz n. 14.
Calcado para homem.
Na loja da viuva Dias Pereira & Avcllar, ven-
dem-se a dinheiro calcados francezes, pelos pre-
gos seguintes:
Borzeguins do vorniz, de Nanles, para homem
Q. JjOU.
Pilos dilos, de Pariz, idem 5. .
Ditos de bezerro laados, idem 8J500.
: Dilos do dito e pellica, dem 8000
Ditos do castor, idem 8$.
Bolins de bezerro, idem 7.
Sapales de vaqueta taados, idem 6.
Dilos de lustro e borracha, idem 4.
Dilos de bezerro, borracha citas, idem 4$.
Sapalos de verntc do sola e viro, idem 5.
Dilos de bezerro idem dem, idem 4jJ50
Ditos de feltro, idem 640.
iios do Aracafy, idem 800 ra.
Calcado para senhora.
Borzeguins para senhora 3.
Sapalos de lustre, Lisboa lj.
Ditos de marroquim, francezes 1#.
Dilos de setim bresco 15.
Dilos de dito* de cores a 320 rs-
Calcado para menina.
Borzegiins para meninas o 3*500.
Vendem-se na antiga loja de calcado francoz
do aterro do, Boa-Vista, hoje Imperalrix n. 14.
m- Sndalo!
45Ra Nova45
9 Variado sortimento de leques do san- O
dalo a 10*000.
@ @ # @ 9 @@
Sndalo.
Bical bengalas, p ilceiras e leques :
vendem-se oa ra da Imperatriz n. 1,
loja do Lecomte.
Loja da boneca ra da Impe-
ratriz n. 7.
Vendem-se caixas de tintura para tn-
gir os cabellos em dez minutos, como
tambera lingem se na mesma casa a
qu; Iquer bora.
Angosto k Perdigo,
com loja na ra da Cadeia do Recife n.
23, confronte ao becco Largo,
previnem aos seus freguezes. que acabam de sor-
lir seu novo ostabclccimenlo com fazendas de
gosto, unas, c inferiores, para vender pelos pre-
cos os mais razoaveis ; as fazendas inferiores,
nao a rclalho, se vendero por um prego Gxo
que ser o seu proprio custo as casas inglczas,
urna vez que seiam pagas vista.
Neste eslabelecimento se encontrar sempre
um sortimento completo de fazendas, e entre el-
las o scguinle :
Vestidos de seda com babados e duas saias.
Ditos de lia e seda o duas saias.
Dilos do larlatana bordado a seda.
Manteletes pretos bordados com franja.
Taimas prelas de seda e de fil.
Polonezas de gorguro de seda prelas.
Cinluroes para senhora.
Espartilhos com molas ou clcheles.
Enfeites de vidrilho ou flores para senhora.
Vestuarios para meninos.
Saias de balao para senhora c meninas.
Chapeos para senhora e meninas.
Penles de tartaruga dos melhores gostos.
Perfumaras de Lubin e outros fabricantes.
Cassas e organdys de cores.
Grosdenaples de cores.
Chitas escuras francezas e inglezas
Collas c manguitos os mais modernos.
Camisas de linho para senhora.
Ditas de algodo para menino.
Algodo de todas as qualidades.
Lengos de labyntho para presentes.
Collas de crochet para menino.
Vestidos de phantazia.
Roupa feita.
Casacas o sobrecasacas de panno fino.
Palelols de casemira.
Caigas do casemira pretas e de cores.
Colletes de seda idem idem.
Ditos de fusto.
Camisas inglezas todas de linho.
Ditas francezas de differenles qualidades.
Malas e saceos de viagem.
Borzeguins de Mellier e oulros fabricantes para
homem.
Dilos para senhora.
Charutos de Havana, Baha e manilha.
Camisas de flanella.
Chapeos de todas as qualidades para homem,
senhora e enancas.
Chapeos de castor preto
e brancos
Na ruado Queimado n. 37, vendem-se oa me-
lhores chaes de castor.
Botica.
Bartholomeu Francisco de Souza, ra larg;
do Rosario n. 36, vende os seguintes medica-
mentos :
Rob L'ATecteur.
Pilulas contra sezoes.
Ditas regetaes.
Salsaparrilha Brislol.
Dita Sands.
Vermfugo inglez.
.Tarop do Bosque.
Pilulas americanas (contra febres).
Ungento Holloway.
Pilulas do dito.
EUir anli-asmathico.
Vidros de boca larga com rolhas, de S oocas a
121ibras.
Assim como tera um grande sortimenfo de pa-
pel para forro de sala, o qual vende a mdico
preco.
Conlinua-se a vender fazendas por baiio |
prego at mesmo por menos do seu valor, |
aQm de liquidar contas : na loja de 4 portas i
na ra do Queimado n. 10.
FINMCiO LOW-MOW,
Rna da Sezalt Royi bu*42.
Neste eslabelecimento continua*, haver um
comapletosortimento de moendas e meias moen-
das para en3enho, machinas de vapor e taias
de ferro batido e coado. de todos os tamanhosi
para dto.
Cheguem ao barato.
O Leite 4 Irmo conlinuam a torrar na na
da Cadeia do Recife n. 48,pecs de cambtaiali-
,sa com 10 jardas a 4|500 e 5J, lengos de cam-
braia de linho a 3 a duzia, cambraias muito fi-
nas e d lindos padres a 640 a vara, meias fi-
nas para senhora a 3800 a duzia, ditas cruas In-
glezas para homem e meninos, chales do meri-
no lisos a 4S500, bordados a 69, paletots de
alpaca preta e do cores a 5#, ceroulas de linho
e algodo, camisas iuglezas muito superiores a
60$ a duzia, organdys de lindos desenhos a
1100 a vara, cortes de C3ssa chita a 35, chita
franceza a 240,280, 300 e 400 rs. o covado, pegas
de madapolo com 30 varas a 4$800, 5j, 5$500,
6,7 e 8J, chitas inglczas de cores fizas a 200 rs. o
covado, toalhas para mesa a 3 e 4, corles de
calca de brim de linho a 2J, ditas de meia case-
mira a 28240, vestuarios bordados para meni-
nos, e oulras muitas fazeridas que se vende por
barato preco.
Xiifope
Clegiem a Pcchincha
Na loja do Preguica na na do
Queimado n. % tem para
\ender:
Cbaly e merino de ceros, ptimo nao % para
roupSes evestidos de montara de Sra. como para
veatuarios de meninos a 360 e 400 ris o cova-
do Challes de merino estampados muito fios pelo
deminuto prego de 2:500 cada qm musselinas
modernas, bastante largas, de variados padrSes
a 260 e 280 ris o covado grvalas a fantazia.o
mais moderno possivel alie 1200 cada urna, e
outras muitas fazendas, cujos pregos extraor-
dinariamente baratos, stisfaio a expectativa
do comprador.
Com toque de avaria
1:800
Cortes de vestido de chita rocha fina a 1:800
lengos de cambraia brancos a 2:000 2:500 3?)
4:000 a dusia dilos com 4 palmos por cada face
ede 4 e raeio por 5:000 cousa rara no Arma-
zem de fazendas de Raymundo Carlos Leite &
IrmSos. ra da Imperatriz n. 10.
. Verdadeiras luvas de Jovin de to-
das as cores, ra da Imperatriz n. 7,
loja do Leconte.
REMEDIO INCOiYIPARAVEL.
UNGENTO HOLLOWAY.
Milhares de individuos de todas as nacoes po-
den:, testemunhar as virtudes deste remedio in-
comparavel e provar em caso necessario, que,
pelo uso que delle fizeram tem seu corpo c mem-
bros inteiramente saos depois de haver emprega-
do intilmente outros tratamentos. Cada pesoa
poder-se-ha convencer dessascuras maravilhosas
pela, leilura dos peridicos, que lh'as relatam
todos os dias ha muitos annos; e a maior parte
dellas sao to sor prndenles que admiran.
mdicos mais celebres. Quantas pessoas reco-
braram com este soberano remedio o uso de seus
bracos e pernas, depois de ter permanecido lon-
go lempo nos hospitaes, onde de viam soffrer a
amputaco 1 Dellas ha muitas que havendo dei-
xado esses asylos de padecimentos, para seno
submelterem essa operacao dolorosa foram
curadas completamente, mediante o uso desse
preciosoremedio. Algumas das taes pessoas na
enf asi de seu reconhecimento deelararam es
tes resultados benficos diante do lord correge-
dor e outros magistrados, afim de mais aulenti-
carem sua firmativa.
Ninguem desesperara do cstsdo de saude sa
'ivesse bastante confianza para ensaiar este re-
medio constantemente seguindo algum lempo o
meatratatoquenecessitasse a natureza do mai,
cujo resultado seria prova rincontestavelmente
Que tudo cura.
O ungento be til, mais particu-
Har ni eme nos seguintes casos
Inflammacao dabexiga.
da matriz
Lepra.
Males das pernas.
dos peitos.
de olhos.
Mordeduras o)c reptis.
Picadura deinosquitos.
Pulmes. *T
Queimadelafj. ,
Sarna.
Supuracoe: ..utridas.
Tinha, em qtdique r par-
te que seja.
Tremor de ervos*^
Ulceras na bocea.
do ligado.
das articulacoes.
Veias torcidas ou noda-
das as pernas.
no estabecimento
eiuie-se
Relogios patentes.
Estopas.
Lonas.
Camisas inglczas.
Peitos para camisas,
Biscoutos.
Em casa de Arkwight & C
Cruz n. 61.
ra da
Ferros de engom
mar econmicos
A SSOOO.
A 8,000 rs.com todos
os pertences.
Do-se a contento para ex-
periencia por un oudous
dias.
Vendem-se estes magnficos ferros as segui-
les casas:
Praca do Corpo Santo n. 1.
Ba da Cadeia do Recife n.44.
Dita da cadeia do Recife n. 49.
Ra Nova n. 8.
Ra Direila n. 135.
Dita da Madre de Dos n. 7.
Dita do Crespo n. 5.
Dita daPenha n 16.
Dita do Cabug n. 1 B.
Dita Nova n. 20.
Dita do Imperador n. 20.
Dita do Queimado n. 14.
la Direila n. 72.
DifcdaPrala n. 28.
Dita 4a Praia n. 46.
Dita do Livramcnto n. 36. ^
Dita da Santa Cruz n. 3
Dita da Im eralriz n, 10, armazem^e fazendis
de Raymondo Carlos Leite A Irmfb, em tod >s
estes lugares dSo-so por um ou dous dias para
experimealar-se. r
Alporeas.
Caimbras.
Callos.
Canceres.
Corladuras.
Dores de cabeca.
das costas.
dos membros.
Enl'ermidades da cutis
emgeral.
Ditas do anus.
Erupgoes e escorbti-
cas.
Fstulas no abdomen.
Frialdade ou falta de
calor as extremida-
des.
Frieiras.
Gengvas escaldadas.
Inohacoes.
Inflammacao dofigado.
Vende-ie este ungento
geral de Londres n. 224, Strand, e na loja de
todos os boticarios droguistas e outras pessoas
enearregadas de sua venda em toda a America
do snl, Havana e llespanha.
Yende-se a800 rs., cada bocetinha contm
unta instruccao em prtuguez para o modo de
fazer uso deste ungento.
O deposito geral em casa do Sr. Soum,
pharmaceutico, na ra da Crun. 22, em Per-
nambuco.
Pennas de ago inglezas.
Vendfn-se na ra da Cadeia do Recife, loja n.
7, deGuedes& Goncalvcs, as verdadeiras pennas
de ac inglezas, mandadas fabricar pelo profes-
sordeclygraphia Guilherme Sculy, pelo mdico
preco de 1*500 a caixa.
Bezerro francez
grande e grosso :
Na ra Direita n. 45.
23*
Elegancia
Bonitas e elegantes caixinhas com ?p
5 amendoas para brindes : vende-se na ra , Nova n. 45, no armazem de fazendas e *
| maclas de Faria & C. m
r tST No mesmo estabelociraento se ven- *
J| de corles de cambraia de cor de 10 a 11 flj
fa varas, gosto Condena d'Arc a 4g500 rs. o c&
|a corle-
t3333 zmwswsm msw&vm
Loja da boa e, na ra
da Imperatriz n. 74.
Vendem-se vordadeiras luvas de Jouvin muito
novas, brancas, prelas, cor de caima, para ho-
mem e senhora, a 2g400 o par, pretas de relroz
com palmas de vidrilho a l6O0, dilas de soda
entenadas a 23200, lisas a lz80, ricos penles de
Icjlaruga virados muito fortes a 10g, dilos sem
serem virados a 4$, ditos virados imitando tar-
taruga a lc600, ricos enfeites de vidrilho pretos a
je ^' esParlilhs de linho com carreleis a 6f>
cada um, ricos leques imitando marflm a 2g500,
neos manguitos com camisinha e gollinha de
cambraia bordados a 60 o par, manguitos com
:'^ha a4e 5, camis com gollinha a 3 e
awuu, gollinha do bordado abcrlo para menina e
senhora a 800 e l#50O, agulhas francezas com
fi ndo azul de n. 6 a 15, alneles em caixinha de-
cabega chata, brancos e pretos, ricas franjas pre
lis com vidrilho. ditas sem vidrilho, prelas e de
cores, fila de seda, velludo, bicos, rendas, fran-
jes, laa, linho, galoes de cores e brancos; tesou-
ras, caivetes, facas, garfoi e colheres de todas
a. qualidades, sapatos de marroquim e couro de
kstre para menina o senhoaa, ditos do Aracaty
pura homem, e muitos mais objectosque se ven-
d'm por menos do que em outra qualquer parle,
bibsdos bordados para manguitos e calcinhas de
meninos.
mm
6liertos e descobertoa, pequeos e grandes, de
o uro patente inglez, para homem o senhora,
da um dos melhores fabricanter de Liverpool,
sSttJT&itof*T,teiMte": emca8a de
O agente do verdadeiro xarope do Bosque tem
estsbelecido o seu deposito na ra da Cadeia Ve-
lha n. 61, na botica e armazem do drogas de Vi-
cente Jos de Brlto Filho : desnecessario fa-
zer elogios bondado deste xarope, nao s pelo
reconhecido crdito de seu autor como pela acei-
lacao que geralmente tem tido. Um cem nu-
mero de curas se tem conseguido com applica-
cao do xaropo de Bosque, o qual verdadeiro an-
tidolo para todas as molestias dos orgospulmo.
nares. Para conhccimenlo do publico declara-
se que o verdadeiro contm no envoltorio a pro-
pria assignatura dos proprietarios. e no falsifica-
do esta lilhographada.
importante.
45 Ra Direita 45
Este eslabelecimento quer acabar
com alguns pares de borzeguins que llie
restam, dos famosos arranca-tocos, ci-
dadaos etc., e sem o menor defeito, re-
duzindo-os ao preco de 7#000
Oleado de
cores.
Vendem-se oleados decores os mais finos que
possivel neste genero, e de diversas larguras,
por preco commodo : na ra Direila n. 61, loja
de chapeos de B. de B. Feij,
Vende-se urna parte no engenho Pacas ou
Conceigao, na ribeira de Santo Antonio Grande,
na provincia das Alagoas : os pretendentes diri-
jam-sc a ra do Queimado n. 8.
Vendem-se caixas com duzia de garrafas
de cerveja, quartolas com vinho do Bordcaux,
caixas com duzia de garrafas do mesmo, quarto-
las com vinagre branco, chnmpngna do supeciur
qualidade, velas stearinas e licores sorlidos ; na
ra do Trapiche n. 11.
Vendem-se 20escravos de 'ambos os sexoo,
com habilidades ou sem ellas, tanto o Drazocs-
mo a dinheiro, c por preco commodo : na roo
Direita n. 66.
Tachas para engenho
Fundi^o de ferro e bronze
DB
Francisco Antonio Corrcia Cardozo,
tem um grande sortimento de
tachas de ferro fundido, assim
como se faz e concerta-se qual-
quer obra tanto de ferro fun-
dido como batido.
SYSTEHA MEDICO DEOLLOWAY.
PILULAS HOLLWOYA.
Este iafstimavel especifico, composto inteira-
mente detervas medicinaes, nao contm mercu-
rio, nein alguma outra substancia delecteria. Be-
nigno mais tenra infancia, e a compleicao mais
delicada igualmente prompto c Seguro para
desarreigar o mal na compleicao mais robusta;
inteiramente innocente .em suas operaces e ef-
feitos; pois busca e remove as doen5a3 de qual-
quer especie egro por mais antigs e ienazes
quesejam.
Entre milhares de pessoas curadas com este
remedio, muitas que j estavam'as portas da
morte, preservando em seu uso: conseguiram
recobrar a saude c forcas, depois de haver tenta-
do intilmente todos os outros remedios.
As mais afQictas nao devem entregar-se a de-
sesperado ; facam um competente ensaio dos
eflicazes eleitos desta assombrosa medicina, e
prestes recuperarlo o beneficio da saude.
Nao se perca tempo em tomar este remedio
para qnaiquer das seguintes enfermidades :
Accidentes epilpticos.
Alporcas.
Ampolas.
Areias(malde).
Asthma.
Clicas.
Convulses.
Debilidade ou exteruia-
co.
Debilidade oh falta de
forcas para qualquer
cousa.
Dysinteria.
Borde garganta.
de barriga.
nos rins.
Dureza no ventre.
Enfei mida des no ventre.'
Ditas no ligado. ,
Ditas venreas. ^
Enxaqueca. S"
Herysipela.
Pebre biliosas
Febreto internitentn.
Febreto da especie.
Gotta.
Hemorrhoidaa.
Ilydropesia.
Ictericia.
Indigestes.
Inflammacfies.
Ir r eg ufaridades
mertstpuacao.
Lombrigasde toda es-
pecie.
Mal de pedra.
Manchas na cutis.
Obstrucco de ventre.
Phtyioa ou consump-
pnfmonar.
B*tenco de ourina. l
Rheumatismo.
Symptomas aecunda-
nos
Tumores.
Tico doloroso.
Ulceras.
Venreo (mal).
Vendem-se estas pilulas no eslabelecimeotp
geral de Londres n. 224, cSlrand, e na loja de
todos os boticarios droguiata e outras peasoat.
enearregadas de sua venda em toda a America do
Sul, Havana e Hespanha.
Veademrse asbocetidhaa a 800 s. cjda tuna
dellas, conten uma instrueco e.portuguez par
ra explicar o modo de se usar dess pilulas.
O deposito geral em cata, do 9?. Soum
pharmaceutico. na roa da Gnu a, m Per-
aMbuco.
GRANDE ARMAZEM
DE
Roupa feita,
Ra Nova n. 49, junto
atgrejada Conceicao dos
Militares.
Neste armazem encontrar o publico
um grande o variado sortimento de rou-
pas feitas, como sejam casacas, sobreca-
sacas, gndolas, fraques, e palelots de
panno Uno preto e de cores, palelots o
sobrecasacas de merino, alpaca e bomba-
zina pretos e de cores, paletots e sobre-
casacos de seda e casemira de cores, cal- ;
cas de casemira preta e de cores, dilas de <
merino, de princeza, do brim de linho !
branco e de cores, de fusto e riscados,
calcas de algodo, collete3 de velludo
i preto e de cores, dilos de setim preto e
; branco, ditos de gorgurao e casemira, di-
i tos de fusles e brins, fardamentos para
\ a guarda nacional, libres para criados,
ceroulas e camisas francozas, chapeos e
i grvalas, grande sortimento do roupas
para meninos de 6 a 14 annos ; niio agra-
i dando ao comprador algumas das roupas
i feitas se apromptaro oulras a goeto do
i comprador dando-se no da convencio-
! nado.
Grande sortimento.
4SIn Direit45
Osestragadre de calcado encontra-
rio neste eslabelecimento, obra supe-
rior pelo presos abaixo :
Homem.
Borzegains aristocrtico. 9#000
Ditos (lustre e bezerro)..... 7$000
Borzeguins arranca tocos. 7$000
Ditos econmicos....... 6#000
SapatSes de bater (lustre). 5$000
Senhora.
Borzeguins primeira classe (sal-
to de quebrar)......5#000
Ditos todos de merino contra
calos (salto deagoso).....4$500
Borzeguins para meninas (for-
tissimos)..........4000
E um perfeitosortimento de tojo cal-
cado e daquillo que serve para, fabrica-.
lo, como sala, couros, marroquin*, cou-
ro de lustre, fio, fitas, sedas etc.
Graixapari)
arreios.
. Excellenle graixa americana para arreiols e po>
barato preco; vende-se na ra da Cadeia do Re-
cito, loja de ferragens de Vidal & Bastos. |
Escadas americanak
As melhore3 e mais commodas e uteis escadas
de todos os tamanhos : vendem-so na rua d
Cadeia, loja de ferragens de Vidal & Bastos.
Fio de algodo.
Fio de algodo tanto para parios comb para
o mais
La ra-
in de
Pianos
em
11,
Saunders Brothers & C. tem para vender
seu armazem, na praca do Corpo Santo n.
alguns pianos do uhimo gosto, recentiment
chegados, dos bem conhecidos e acreditados fa-
bricantes J. Broadwood &Sons de Londres e
muito proprios para este clima.
redes e oulros misteres : vende-so
t.?.?,ssvel na rua da Cadeia loja de ferra
Nidal & Baslos.
Moinho para rei-
naco.
Chegarom loja de ferragem de Vidal jlflas-
los grande porcao de monhos do lodos os Ihma-
nhos, cora rodas e de novo autor, os quaete sao
recommendaves pela sua excellenle qualidade o
commodo proco.
Camas ce ferro.
de camas de fe ro e
Um completo sortimento
com lona de todae as qualidades, as qu
vendem por menos do que em outra qualquer
parle : na rua da Cadeia do Recife loja de ferra-
gem de Vidal & Bastos.
Bombas de Japy.
Bombas de Japy de todos os tamanhos, coi os
competentes canos de chumbo : vende-se por
commodo do prec na rua d Cadeia loja de [cr-
ragem de Vidal & Baslos.
Bataneas decimaes,
Restam algumas bataneas decimaes, as qiaes
so vendem por commodo preco : na rua daCa-
deU-fltfieciie loja de Vidal & Bastos.
Aviso aos Srs. mar
cineiros.
Excellenles ormages de serra de todos ok ta-
manhos, sOpos dedillerenles qualidades, os quaes
se vcndcni o mais barato possivel : na loja de
Kcife6"1 de VlJa & Bastos, na rua da Cadtia do
Aos Srs. padeiros e
refinadores.
em grande sortimento para
homens, senhoras e
meninos.
Vendem-se chapos francezes de superior qua-
lidade a fi50f>. 7 b a, ditoo do Yelludo, copa al-
ta e baixa a 7$, 9 e 103, ditos de lontra pretos e
de cores, muito finos a 6 e 7, ditos do chile a
3S500, 5, 6, 8,10 e 12#, ditos de feltro em gran-
de sortimento, lonto em cores como em qualida-
des, para homens e meninos, de 2$5O0 a 7$, di-
tos de gorgurao com aba do couro de lustre, di-
los de c,asemira com aba forrada de palha, ou
sem ella a A%, ditos do palha ingleza, copa alta
e baixa. superiores e muito em conta, bonetes Sorlimcnlos completos de peneiras
francezes eda trra de diversas qualidades, para amare laUo como de metal o de toda as ou
meninos, chapeos de muitas qualidades para me- ras : vende-se por preco commodo
ninas de escola, chapclinas com veo para senho- Cadeia do Recife. loja do ierra
ra, muito em conla e do melhor gosto possivel, Bastos,
chapeos de seda, dilos de palha amazonas, enfei-
tes para cabeca, luvas, chapeos do sol, e outros
muitos objectos que os senhores freguezes, vis-
la do prego e da qualidade da fazenda, nao dei- i v ~
xaro de comprar; na bem conhecida loa de! tnxadas americanas, do Por'o, inglezas o arae-
- ncanas, pequeas, de ac e j com cabos, safras.
tornos, foles, ferro Suecia, ac, arcos de ferro d
oas as larguras, ferro em vergalho, ferramen-
tas completas para tanociros, e muitos oulros ar-
tigosda melhor qualidade possivel e preco com-
modo: na rua da Cadeia do Recife, loja de fer-
ragens de Vidal & Baslos.
na rua da
em de Vidal &
': Aos senhores de engenho.
------------ -----r 7 \--- -~ wn.nuuu luid UU
chpeosla rua Direita n. 61, de B. de B. Feij.
Vendem-se fazondas por barato
preco e algumas por menos de seu
valor para acabar, em peca e a reta-
lho : na ruado Queimado* loja de 4
portas n. 10.
RELOGIOS.
Vende-se em casa de Saunders Brothers &
C, praca do Corpo Santo, relogios do afama-
do fabricante Roskell, por presos commodos,
e tambera trancellins e cadeias para os mesmos,
de excellenle eosto.
4,000 rs.
por sacca de
Irmos.
milho; nos armazens de Tasso
Nova invenfo aperfei-
foada,
Bandos ou almofadas
de crina para penteados de
senhora.
Vende-se nicamente na rua da Cadeia do Re-
cite n. 48, loja de Leite & Irmo.
Ruado Qneimado n. 37.
A 30S cortes de vestidos de seda que custaram
60; a 16tf cortes de vestidos de phauUaia aue
custaram 30; a 8 chapelinhas para senhora:
na rua do Queimado n. 37.
Brim trancado de linho todo
preto,
fazenda muito superior; garante-se que nao
desbota: na rua da Cadei-i do Recite n. 48. lo-
ja de Leite & Irmao.
Enfeites de vidrilho e de retroz a 49 cada
um : na rua do Queimado n.37, loja de 4 porta?.
Em casa de Rabe Scbmettan 4
C, rua da Cadeia n. 37, vendern-se
elegantes pianos do afamado fabrican-
te Traumann de Hamburgo.
SABO
do deposita. g.J r. de Janeiro,- a tratar
con Taaso 4 Irmios.
Faria de mandioca
no armazens A Tasso 4 Irmaos.
No
nos armazens da Tasto & Insto*.
1J60O
8000
1S8O0
2C500
2C00C
Cocos italianos
de folha de flandres, muito bem acaba-
dos, podendo um durar tanto quanto
duram quafrodos nossosa 400 rs. pm
e 4$ aima duzia : na rua Direita n. 47,
loja de funileiro.
= Vendem-se as seguintes casas : o sobrado
de um andar na rua de Sania Rita n. 7. a casa
terrea da rua da Praia dos carne-secca n. 22 o
uma casa terrea, ha pouco construida, sita na
estrada do Arraial, passando o sitio do finado
Burgos : a tratar na rua Nova n. 35.
= Vende-se massa de tomate, a melhor o mar
nova queJiano mercado, por preco commodos
na rua das Cruzes n. 40. ou na rua larga do Ro-
sario larga n. 52.
Vendem-se canoas de amarello, o melhor
que tem apparecido no mercado, de 25 o 45 pal-
mos, por preco commodo : na rua do Vinario nu-
mero 5.
Para a quaresma.
Sedas pretas lavradas. lindos desenhos
covado
Gorgurao de seda lavrado, superior em
qualidade, para vestido, covado
Grosdenaple preto, covado
Dito largo e muito superior a 2 e
Sarja prefa larga, covado
na rua do Queimado, loja de 4 portas n. 10.
Rua da Senzala Nova n. 42
Vende-se em casa de S. P. Jcmhston & C va-
quetas de lustre para carros, sellins e silhoes in-
glezes, candeeiros e casticaes bronzeados lo-
nas inglezas, fio de vela, chicote para carros e
montana, arreios para carro de um e dous cval-
os, e relogios d ouro patente inalezes.
Meias de seda de peso
para senhora, brancas e pretas, e para meninas,
brancas e nscadas : vende-se na loja de Leite
& Irmao na rua da Cadeia do Recife u. 48.
Vende-se
o engenho Aremun sito na freguezia da Esca-
ua, no limite do Cabo, arredado um quarto de
legua da-estrada de ferro, com bastantes mallas
virgens, edificado de novo e tpdo. demarcado : a
tratar no mesmo engenho como proprielario.
'Vende-se um carro de 4 rodas, bem cons-
truido e forte, com assento para 4 pessoas de
dentro, e um assento para boleeiro e criado fra,
forrado de panno fino, e tudo bem arranjado :
para fallar, com o Sr. James Crabtree & C. n.
42, rua'da Cruz.
Em casa de Soulhall Mcllors 4 C, rua do
Trapiche n. 38, vendem-se os seguintes arlgos:
Chumbo de niunicao surtido.
Pregos de todas as qualidades.
Atvaiade.
Vinho de Shery, Porto, Hungarian em barrk.
Dito de Mosetle em caixas.
Coguac em caixas de duzia e barris.
Relogios de ouro e prata, patente a chronome-
tros, cobertos e descoberlos. (be acreditados).
Trancnltns de ouro para os mesmos.
Biscoitos sorlidos em latas pequeas.
jmiitii Ann,


3 UBIO PE PEBNAMBCO. QIliRgAJfl&A. -l&UE *FFTL PE 1B60.
-Largo da Penha
Manteigapere. lamente flor a 800 rs. a librs e era barril se far mais algum abalimento.
Quecos multo no\os
a 1J700 rs. e em caixa se far mais algum abamcuto nicamente no armazem Progresso.
-\n\eixas francezas
em latas de folha e campolciras de vidro s 900 rs., e m porgo se far algum abalimento s no
l ro^resso.
CavVoes de Y>o\in\\os
muilo novos proprios para mimos a 500 rs., e em porro se far algum abalimento s no Progresso.
Figos dc comadre
era caixinhas elegantemente enfeiladase proprias para mimos s no Trogresso ecom avista se far
um preco commodo.
Latas de soda
com 2 1 [2libras de dilTerentes qualidadesa 1*600 rs., nicamente no armazem Progresso.
Conservas
a 700 rs. o frasco vende-se nicamente no armazem Progresso.
toYacnhia ingleza
muilo nova a 320 rs. a libra e barrica 4$, unidamente no Progresso.
Potes vidvados
de la 8 librts proprias para manleiga ou outro qualquer liquido de 400 a 1$200 rs. cada ura, se
Chocolate fvancez
a lg a libra, assim como' vendem-se os seguintes gneros ludo reccnlemcnte chegado e de superio-
res qualidade. presuntos a 480 rs. a libra, chourica muilo nova, marmelada do mais afamado fa-
rZ 11,! w' maQa de lromale- pera secca, pasjs. fruclas em calda, amendoas, nozes, frascos
com amenuoascobertas, confeitos, paslilhas de varias qualidades, vinagre branco Bordame pronrio
m^m^T"' dia,r1utos,Jos melhores fabricanles de S. Flix, macas de todas as qualidades, gora-
cnorm 1 1 ervl ?as fncezas, champagne das mais acreditadas marcas, cerveias de ditas,
spermaceic uaralo, licores francezes muito finos, marrasquino de zara, azeitc doce purilicado. azei
ius muito novas, banha de porco refinado e oulros muilo gneros que cnconlrarao tendente a
moinauos.por isso prometem os proprictarios venderem por muito menos do que outro qualquer
promotora mais tambem servirem aquellas pessoas que mandaren) poroutras pouco pralicas comor
se viessera pessoalmcnte ; rogam lambem a lodos os sonhores de engenho e senhores lavradores
queiram mandar suas encommendas no armazem Progresso que se lhes affianca a boa qualidadec
o acondicionamcnto.
Vcvdadciva goma de mala vana
a 400 rs. a libra, s no Progresso.
Palitos
cilhaJos para denles a 200 rs. o maco cim 20 macinhof, s no Progresso.
CU nyson. nevula e preto
os melhores que ha no mercado de I56OO a 2500 a libra, s no Progresso.
Passas em caxinnas de 8 libras
as mais novas que lem vindo ao nosso mercado pelo diminuto preco de 2g560, s no Progrosso.
Maas em eaixinnas de 8 libras
contendo 405 qualidades pevide, graodebico, estrel'mha, alelria branca e amarella o paslilhas de
maja, s no Progrosso, e com a vista se far um preco commodo.
C\\on vivas e naios
as mais novas que tem vindo fo mercado.s no Progresso, aflanrande-se a boa qualidade e a vista,
se aru um preco commodo. "
Ricij-capellas brancas para noiva a 69 cada
urna, tneis de seda branca, fazenda uilo boa,
a 5$ o pir, ricas filas de sarja brancas c de co-
re* para os lagos e enfeites, franjas, tranca, bi-
co d> seda de todas as largura, e por menos
preco lo que era outra qualquer parte : na ra
do Crtspo, loja de miudezas de tres portas n. 5.
Pentes de tartaruga lisos e
virados.
Ric tes, d< apurado gosto e desenho, pelo baratissi-
mo p^-co de 120 cada um, ditos tambem de mui-
to boa qual dado, muito fornidos, a 5$, ditos de
massa virados, todos bordados, fazenda a mais
moderia que lem vindo ao mercado a 3#, 2500,
2# elj.500 .rada um : na ra do Crespo, loii d
miude:as de tres portas n. 5.
Vende-se urna porco de laboas de louroe
uns caixilhos. ludo j servido de urna armacao :
na ra do Cabug, loja n. 9.
r a taberna sita na ra da Impralriz n. 2,
se venJem superiores batatas a lj280 a arroba,
marm lada muito nova em latas de urna e de
duas 1 bras a 800 rs. a libra.

Objsctos paFa noiva.
Novo Mez de Maria.
A bijm conhecida ediceo do Mez Marianno,
enriquecida com muitas estampas e ricas vinhe-
las, cejm a noticia histrica da nova medalha,
abertaiem honra da immaculada Cooccigao sua
competente novena, conforme se usa no conven-
to dosltvms. Carmelita desta cidade, boa ira-
pressap, boin papel. contina estar venda a 2J
o volurne, na ra do Imperador defronte de S.
rrancikco.
[Arados americanos e machinas
para [lavarroupa : em casa de S. P. Jr>
hnstdn & C. ra da Senzala n. 42.
0)
Sita na roa Imperialn. 18 e i20 junto a fabrica de sabo.
DE
Sebastio J. da Silva dirigida por Francisco Belmiro da Costa.
fdpaoKlTOrffiut!Il!Il0i',K,e?pre PromP!?,s ambique de cobre de d.ftereotes dimenroes
nan rVstihfeTt if ^ c dobrados. para destilar agurdenle, aparelhos destilatorios cominos
mphX?v^ Ci"n 8radu2 at *> &'*< Pela graduacao deSellon Cartier) dos
,todas^TriiZne aPProva,dos e conhecidos nesta e outras provincias do imperio, bombas
de bnze de ,K 0aas'/1asPera.nle3 ele repucho tanto de cobre como de bronze e ferro, tornciras
erroarrodas d ierro para roaas a agua,portas para fornalhas e envos
Darte'SKmenhin^o troamuito. artigo. ^miii^^^S^mSn qualquer
parte, aesempennando-se toda e qualquer encommenda com presteza e Dcrfeico U rnnherida
r?o"a tTZ*: W fregaUeZreS ,M S6 dign,7"? .honraremScora' aP sua fonian a^.'cha-
tao na ra Nov, n. 37 loja de ferrageus pessoa habilitada para tomar nota das encommendas.
Relogios de ourp e prata.
Em casa de Henry Gibson, ra da Cadeia do
Recife n. 62, ha para vender um completo sorti-
menlo de relogios de ouro e prata, clironome-
tros, mcioschronometros o de ptenle, os me-
lhores que vem a esle mercado, e a precos ra-
zoaveis.
Coiiliiiiiaeao
4 5R|]\ NO VA4 5 i
Grande sortimento de roupa feita para m
homem. *S
Dito dito de chapeos de castor e de seda. l
deumjrico egrande sortimento de taroancosde
todas s qu.ilidades, que se vende tanto a rela-
lhocoiiao em pequeas c grandes porcoes, por
prego > mais barato possivel : na ra Di re la,
esquinida travessa de S. Pedro n.,16; a casa
tem seiipre de 1 a 1,000 pares prornplos.
Sal do Ass.
Vcm'e-se sal do Ass muito superior: a bordo
do hia c Saulo Amaro.
K ja do Rangel n. 62, armazem.
Vendem-se saceos com farinha de mandioca
desup;nor qualidade, saceos com milho. ditos
com atroz de casca, ditos com farelo de Lisboa
diloscun arroz pilado do Maranhao, ditos com
caf do Rio, volas de carnauba, ditas de esper-
maceti, gomraa do Aracaly, sabo massa, cha
nysson, courinhos de cabra, esleirs de palha
dccan.auba, barricas coOi bolachinhas inglezas
tanto se vende em ponjo como a retalho, c por
menos que se vende em outra parle.
Yinlio de Bonleaux.
Era i asa de Kalkmann lrmos&C, ra da
Cruz n 10. encontra-se o deposito das bera co- at ISOS. U>s de phaulasia de 16# at 35S000,
arcas dos Srs. Brandenburg Frres. I gollinhas de cambraia de 1 al
57 Ra do Queimado 37
Loja de 4 portas.
Chegou a este estabolecimento um completo
'sortimento de obra feita, como sejara : pale-
lots de panno fino de 16$ at 28$, sobrecasacas
de panno fino preto e de cores muito superiores
a 35tf, um completo sortimento de palelots de
riscadinhode brim pardo e broncos, de braman-
te, que se vendem por preco commodo, cerou-
las de linho de diversos tamanhos, camisas
francezas de linho e de panninho de 2$ at 5$
cada urna, chapeos francezes para hornera a 8jJ,
ditos muito superiores a 10, ditos avelludados,
copa alta a 13, ditos copa baixa a 10$, cha-
peos de feltro para homem de 4#, 5j> e at 7
cada um, ditos de seda e de palha enfeitados pa-
ra meninas a 10, ditos de palha para senhora a
12g, chopelinhas e velludo ricamente enfeita-
dasa 25$, ditas de palha de Italia muito finas a
25J, cortes de vestido de seda cm cartao de 403
em Bor-
ARCHIVO UNIVERSAL
REVISTA HEBDOMADARIA
COLLA HORADO
FELOs SRS.
D. Antonio daCo.ta.-A. F. de Caslilho-A. Gil-Alexandre Ilerculano-A. G. Bamo.-A. Guima-
raes-A. de Lima-A.dei Olivera Marreca-Alves Branco-A. P. Lopes de Mendonca-A. Xavier
Rodrigues Cordeiro-Carlos Jos Barreiros-Carlos Jos Caldeira-E. Pinto da Silva e Cunha-F
Comes de Amor.m-FM Bordallo-J. A. de Freitas Oliveira-J. A Maia-J. A. Marques-J. de
Pirp i iT'-Tr' *laCSSla CascaerJ,- Da"iel Collaco-J.E. de MagalhesCoutinho-J. G. Lobato
^,f7r-' KdS ?Urh uR,Vara^J^- da Graa Jun"-J. Julio de Oliveira Pinto-Jos Maria
Latino Coelho-Juho Mximo de Oliveira Pimentel-J. Pedro de Souza-J. S. da Silva Ferraz
nherTArr^n"hS-^-? *a-Leondro. Jos da Costa-Luiz Filippe Leite-Luu Jos da
Lo es-Xisto Camar. Sllva_Paul l^i-Ricardo Julio Ferraz-Valentn Jos da Silveira
DIRIGIDO
POR
A. P. de CarvallioI. F. Silveira da MottaRodrigo Paganino.
Destinado a resumir todas as semanas o movimento jornalistico e a offerecer ao. leitores, con-
runtamente com a revista do que mais notavel houver occorrido na poltica, na .ciencia, na indus-
tria ou as artes, alguns artigos originaes sobre qualquer destes assumptos, o archivo universal
desde Janeiro de 1659, em que comecou a publicar-se, tem salisfeito ao seu fins, com a maior
exactidao e regularidade.
Publica-se todas as segundas fciras em folhas de 16 paginas, e completa todo os semestres
um volume de 420 paginas cora ndice e frontispicio competentes.
Assgna-se no escriptorio deste Diario, ra dasCruzes, e na ra Nova n. 8.
Proco da assignatura: pelos paquetes vapor 10J200 por anno ; por navio de Tela 8J (moeda
Ha algumas collecgoes desde o cornejo da publicajo do jornal.
CONSULTORIO
DO
Dr. P. A. Lobo Hoscoso,
e dos Srs. Oldekop Mareilhac & C.
deaux. Tem as seguintes qualidades .
I'e Brandeaburg frres.
St. Es ph.
St. Julicn.
Margai ix.
Larose.
ChAteau Loville.
Chteau Margaux.
De Oldekop & iMareilhac.
St. Julien.
St. Julien Mdoc.
Chales u Ljville.
Na mesma casa ha para
ven Jer:
Sherrj em barris.
Madcia em barris.
Cognac em barris. qualidade fina.
Cognai em caixas qualidade inferior.
Cerveii branca.
f a rua-Nova n. 35, vende-se farinha de
mandi ca, a dinheiro vista, pelo baralissimo
prego le 5J.600 asacca.
Ta chas e moendas
Braca Silva & C, tem sompre no seu deposito
da rus da Moeda n. 3 A, um grande sortimento
de ta;hai> moendas para engenho, do multo
acrediLado fabricante Edwin lfaw : a tratar no
mesm > deposito ou na ra do Trapiche n 44.
Pechincha.
Com pequeo toque de avaria.
Na la do Queimado n. 2, loja do Preguica,
vende n-se pecas de algodao encorpado, largo,
com psqueno loque de avaria a2$50O cada urna.
Aos. amantes da economa
Na na do Queimado n. 2, loja do Preguica,
vende n-se chilas de cores fixas bstanle escu-
ras, pilo baralissimo preco de 6fi a peca, e 160
rs. o ovado.
59, manguitos
de 18500 at 5, organdys escuras e claras a
800 rs. a vara, cassas francezas muilo superiores
e padroes novos a 720 a vara, casemiras de cor-
tes para colletcs, palelots e calcas de 3;5O0 at
4$ o covado, panno fino preto e de cores de 2$500
al 10J o covado, cortes de collete de vellu do
muito superiores a 9 e 12g, dito de gorguro
e de fustao bronco de cores, tudo por preco
barato, atoalhado de algodao a 1280 a vara,
corles de casemiras de cores de 5 at 93, grosde-
naples de coreB e preto de 1IJ600 al 8#200 o
covado, esparlilhos para senhora a 6$, coeiros
de casemira ricamente bordados a 12 cada um,
lengo de cambraia de linho bordados para se-
nhora a 9 lAU cada um, ditos liso para ho-
mem, fazetitia muito superior, de 12 al 20$ a
duzia.caseihiras decores para coeiro, covado a
28400, bariW de seda para vestido, covado a
1*400, umompleto sortimento de colletesde
gorgurao, iasemira preta lisa e bordada, e de
fustao dj cores, os quaes se vendem por barato
preco, velludo decores a 7 o covado, pannos
para cima de mesa a 10 cada um, merino al-
cochoado proprio para palelots e colletes a 2*800
o covado, bandos para armacao de cabello a
1500, saceos de tapete e de marroquim para via-
gem.eum grande sortimento de maca e malas
de pregara, que ludo se vende vontade dos
DUEME 1PMOTR
3 RA DA GLORIA, GASADOFIJISDAO 3
Clnica por ambos os systemas.
rnntr.P. 'r,LHb Moicoso d consultas todos os dias pela manha ede tarde depois de 4 horas.
Contraa partido para curar annualmente nao s para a cidade como para os engenho ou outras
propriedades ruraes.
O chamados devem ser dirigido sua casa at as 10 horas da manha e em caso de ur-
gencia a outra qualquer hora do da ou da noite sendo por escripto em que se declare o nome da
pessoa, o darua e o numero da casa.
Nos casos que nao forera de urgencia, as pessoas residentes no bairro do Recife poderlo re-
metter seus bilhetes a botica do Sr. Joo Sounn& C. na ruada Cruzou loja de livros doSr. Jos
Nogueira de Souza na ra do Crespo ao p da ponte velha.
Ncssa loja e na casa do annnnciante achar-se-Tia constantement e os melhores medica-
mentoshomeopathicosjaBemconhecidos e pelos precos seguintes:
S0,lica,d|,1!'ubos 6"ndes...........lOjgOOO
Ditos de 24 ditos........ lfiOOO *
Ditos de 36 ditos..........'.'.'.'. 2o|o90
Dito de 48 ditos.......... 25S000
Ditos de 60 ditos..........!.!'.'. teOOO
Tubos avulsos cada um........', [ lfiOOO
Frascos de linduras. 9nnn
I 1J J** i *jtUUU
anoal de medicina homeopathica pelo Dr. Jahr traduzido ,
em portuguez com o diccionario dos termos de medi-
cina, cirurgia etc.. etc............208000
Medicina domestica do Dr. Hering, com diccionario. 10JOOO
Repertorio do Dr. Mello Moraes. ... ... 6S000
CASA DE BANHOS.
^ Sr^nmmSa ,fa-Me-hao tambem do J de novembro em vante, contratos mensaes para
u^s saSo! n0m,ad0 pubUco de quem os PrPetari0S P"^ a remunerado de
Assignatura de banhos fri para urna pessoa por mez.....
, mornos, de choque ou chuviscos por mez
sene, de cartee, e banho avulsos ao precos annunciado.
Rap.
Venle-se rap Paulo Cordeiro, muito fresco,
chegailo do Rio de Janeiro pelo ultimo navio :
na ru larga do Rosario, passando a botica, a se-
gunda loja de miudezas n. 40.
yende-se um bom sobrado de tres andares
e sota3, em urna das melhores ras desta cidade,
chao iroprio, livre de qualquer onus, o qual se
vende por o seu proprictano ler de relrar-se
para tira do imperio ; nesta lypographia se dir
com (juera se deve tratar.
liante de vacca salgada, cm barris de 200
libras : em casa de Taaso Irmlo.
xpge9i&i &>tmmmm$mm
Armazem de fazendas
e modas
Relogios.
Vende-se em casa de Johnston Pater & C, ra
do Vigano n. 3, um bello sortimento de relogios
de ouro, patente inglez, de um dos mais afa-
mados fabricante de Liverpool; tambem urna
vanedade de bonitos trancclins para os mesmos.
Em casa de Borott & C, ra
da Cruz do Recife n.5, ven-
de-se :
Carros de 4 rodas de um modello inteiramente
novo.
Cabriolis muito lindos.
Charutos de Havana verdadeiros.
Algodo americano (raneado.
Presuntos para fiambre. *
Cha preto de superior qualidade.
Fumo americano de superior qualidade.
Ghampanha deprimeira qualiddde.
Carne de vacca em barris de superior quali-
dade.
Oleados americanos proprios para cobrir carros
Carne de porco em barris muito bem acondi-
cionada.
Licores de diversas qualidades, como sejam :
o muilo afamado licor intitulado Morring Cali,
Sherry Cordial, Menl Julop, Bitlcrs, Whiskey'A
C, tudo despachado ha poucosdias.
Carneiros gordos.
No engenho Porno da Cal vendem-se carneiros
gordos por preco commodo.
Tinta para escre-
ver.
De superior qualidade a 500 rs. a garrafa : na
livrana ns. 6 e 8 da praca da Independencia.
Espirito de riiilio eom 44
graos.
Vande-se espirito de vinho verdadeirocom 44
graos, chegado da Europa, as garrafas ou as ca-
andaa: na ra larga do Rosario n. 36.
Liquidaco para
acabar.
Na ra Direita n. 13, loia de miudezas um
grande sortimento de miudezas, enfeites para
vestidos da senhora, fitas desuda e de velludo,
paules de massa, pulceiras de velludo, franjas
brancas para casaveques, luvas de s6da, meias
para meninas e meninos, boloes de selim para
casacas, espirito, finos de diversas qualidades, ba-
nhas faancezas, aabonetes, pomadas francezas e
oulros muito objectos que se vendem por menos
de seu valor ror estar em liquida o.
Altencao.
-i-
^Pechiuclia.
in^7nU-,aRd4n Cr0ZP8 *' vne-se mantciR-^
5i\6fe^g0 de Lisboa a 320 a "a
Engenho.
freuMlVdo N ^u, S" ,0 dc Bom Jar'im^
ireguezia de N. S. da Luz, com bons terrenos
moenle e correnlo e com boa obras, quasi Pr" n '-
po para se moer cora agoa, f.8e \&0 ep "/_
quer negocio, dando vista qualquer quantia
os prctendentes dinjam-se ao mesmo entrenho'
ou ao/ngenho Pencdo de baixo, na freguezia d
S. Lourenro da Malta.
ao p do arco de Santo
Antonio,
Chegou ura rico sortimento de peitos Bordados
com gollinhas, proprio's para senhora, assim c*-
mo gollinhas de contus para senhora, ditas para
meninas, ludo do ultimo gosto.
Cera de carnauba, sebo refinado e fio
de algodao.
Contina a vender-se no largo da Assembla
armazem n. 9.
Vende-se superior linha de algodao, bran-
csse do cores, em novello, para costura : em
casa de Seuthall Mellor i C. ra do Torres
n. 38.
Em casa de Basto & Lomos
ra do Trapiche n. 17, ven-
de-se :
Cbumboem lenco!.
Cannosde dito. "
Cabos de linho inglez.
Selins patente inglez com todos os per-
tences.
Papel de imprimir.
P?nellas de ierro.
Baldes dezinco.
Livros em branco inglfz.
Cadeiras genovezas.
Licores linos era garrafas de crystal.
Enxore em caixas de 3 arrobas.
Alvaiade de Veneza.
Cordoalba par-a apparelliosde navios.
Chapeos de palha de Italia singelos.
Vassouras genovezas.
Drogas uivercas.
Banheiros de marmore.
Talhas de barro vidrado.
BUU.
Vende-se cebla solta por baralissimo
no armazem da ra do Amorim n. 46.
preco:
Escrayos fgidos.
todos os
quem a
Vende-se urna loja de funileiro com
seus pertences : na ra Direita n. 71 :
pretender dirija-se a rnesma loja.
Albardas inglezas.
Ainda ha para vender algumas albardas ingle-
zas, excellentes por sua duraco, levesa o com-
fregu. e outra muita fazenda qu"e"n5"o" Z^TH ZiST^K ?& ^ "^
possivel aqu mencionar, porm com a vista dos Vende-so urna negrinha de 15 a 16 annos
compradores se mostrarao sabendo coser, cozinhar e eugommar: no Man-
1U. 1 *- 1 Iguinho. em frento ^lo sitio do Sr. Accioly.
INovosalao de mo- .-
Venc-sc sete casaes de canarios do impe-
j no em seus competentes viveiro, um melro mui-
in^nn CAUnAPOC J lo novo, urna carauna, um curi e trescanarios
UUC7 |/U1 (l 3CIJUUI d3 da trra era suas gaiolas, casaes de rolas bran-
cas e ditas pardas ; no sobrado da ra de S.
rrancicco, como quem vai para a ra Bella, n.
o, das 6 s 7 horas da manha e nos domingos
e das santos a qualquer hora do dia.
OJOOO
15000
FUNDIDO D'AURORA.
mawTt^^Ufn.0.8 *erecem seus >P08os fregueze e ao publico em geral, toda e
SiS^umnL. 'tnr!.da em 86U reconh.ecld. estabelecimentoa siber: machina de vapor de
da e me m0end.?d.a8oK agHarP"a T,DhSf t0-'l d5 ferro ou Dara cubos d ">d". *a-
L hmw / lae5a8 de ferro bahd0 e fundld0 de todos tamaahos, guindastes,
cho. e bombas, roda, rodete, agoilh&es e boceas para ornalha, machina para
guin-
amassai man-
jlioca e para descarocar ^^o,l7^f^mlmoc. ?&Vl.'7^^*S!&m%:
lumnas e moinho de vento, arado, cullvaJoies, ponte, aldira. e Unue. boiaiX^a
bote e todas as obras de machinismo. Executa-e qualquer obra seja qualfr" Va Mrela Silos
desenhos ou molde que para tat flm f0rem apresentados Recebem-.e encommendw S S
,dmne!lwacLdl?rU,m -,18 A- e na rua d0 Celle8i0 h0^e d0 IPrado n. morad?, do cai-
SXXSfSSSS'JSf ,0**li i CostaPereira.com quo o. fondate.'.e podlm
Ctrles le vestidos pretos de todas as qua-
lidades.
D tos de seda da cores.
D tos de blonde.
D tos de phantasia.
M inteleles pretos de todas as qualidades.
D tos dc cores.
C pas preta e de cores.
G ande sortimento de bordadas para
nhoras cm cambraias e filos.
Vi rado sortimento de enfeites
beca, pretos e de cores.
D to dito de chapeos de palha e de seda.
G ande sortimento de vestimentas
meninos.
D lo de chapeos e boncls
se-
para ca-
para
para ditos.
Qelo e barricas
com macas.
9
vende-se gelo, e barricas
con macas de superior qua-
lidade :; no antigo deposito do
gel da rua da Sanzalla.
escravoinoco,
U
com frncipios do alfaiate e de pintor, sorrirel
boleero, e com bastante habilidade para ser em-
pregalo eni qualquer oulro servico : vende-se
no FobU do Mallos, armazem o. 18, confronte ao
trapiche do algodao.
Os abaixo assignado j receberam a primeira
rcmessa mensal de objectos de modas ao ultimo
gosto e raelhor qualidade, chegados dc Paris
pelo ultimo navio, e avisara as senhoras desta
capital que era seu estabclocimento, na rua da
Impralriz a. 10, tem urna sala destinada para
ellas escolherera ditas fazendas, a saber :
Chapeos e manteletes de nobreza ptala e de
cores, bordados, e de rondas, de variados gostos.
Lindos enfeites de cabeca, gostos moderno.
Iticos vestidos de nobreza de cores e pretos,
oSSnn lSlkperf nobreza PreU iara vestidos
2g20O, 2JM00 e 2600 o covado.
\eslidinho8 para criaocas, de diversos gostos ;
bem como o melhor sortimento de outras muitas
fazendas modernas por os menores precos : no
aterro da Boa-Vista n. 10, actualmente rua da
Impralriz.
Vende-se urna mulata com urna cria e com
bastante leito, boa cozinheira e engommadeira,
cum negro mogo muito bonito e robusto: na
rua Nova n. 52, primeiro andar.
Vendem-se libras slerlinas em ouro: no
escriptorio de Manoel Ignacio de Oliveira defron-
te do Corpo Santo.
= yeodem-ce 20 fardos de fumo em folha, de
primeira qualidade, superior, vindo ullimaraeule
da Baha: na rua Direita n. 3.
Vinho e batata.
yendem-so barris com vinho a 25$ cada um,
batata aJS200 a arroba, em libra a 40 rs., tou-
cinhoa360, ervilhasa 160, painco a 160, man-
leiga ingleza a 800 r3., dita franceza a 560. doce
de guiaba a 1 o caixao, espermacete a 640 a li-
bra : por baizo do sobrado n. 16, com oitao para
a rua da Florentina.
Escrayos venda.
Vendem-se, trocam-se e compram-se escra-l
vos de toda idade, e do arabos os sexos ; na rua
do Imperador n 21, primeiro andar.
Vendem-se saceos grandes com milho da
trra muita novo a 4g. em porjo se far diffe-
renca : na rua de Apollo n0 19.
3 $600.
Saceos de milho de Mamanguape : na rua do
Queimado n. 24, primeiro andar.
Escravos bous e baratos.
Cinco escravos para tedo o servico, 1 meleque,
3 escravas com habilidades, 1 dita po r 700fi com
- na rua de Agoas Verdes n. 46.
habilidades :
Vendem-se bonitos burros e por menos prego
do que se tem vendido, para ver e tratar na
cocheira da rua da Florentina, quo foi do len-
le coronel Sebasliao.
Fitas para bakabos e en-
feites de vestidos.
Ricas utas ou cascarrilha de todas as cores pa-
ra babados de vestido, touca, chapeos e fazenda
do ultimo gosto, pelo baralissimo prego de 1(500,
2J e 3)5 : na rua do Crespo, loja de miudezas de
tres portas n. 5.
Altencao.
Vende-se urna casa na rua Bella n. 10, con-
tendo tres quartos, duas salas, cozinha, quintal,
o cacimba : quem pretende-la, dirija-se ao silio
no principio da estrada do Arraial, do Onado Ru-
fino Jos Fernandes dc I'igueircdo. Tambem se
vende o raesmo silio, o qual tem muilo boa casa,
com os seguintes commodos : oito quarlos, duas
salas, ura gabinete, cozinha, estribara e ca-
cimba, contendo as principues aivores fructfe-
ras, bem como jaqueiras, larangeiras, coqueiros,
e urna excellente baixa de capim, ura riacho no
meio do dito sitio, sendo chaos proprios, cora 250
palmos dc frente o 1450 de fundo, e outras com-
modidades que o comprador as apreciar.
Nova moda.
Chegou & loja do Ramalho da rua Direita n.
83, um grande sortimento de ricas gollinhas de
contas cora lago de fila, pelo diminuio prego de
2J para senhora, e 1500 qara menina.
Superiores chapeos de manilha.
Estes excellenles chapeos que por sua qualida-
de e eterna durago, sao precriveis ao do Chi-
le ; existera venda nicamente em casa de
Henry Gibson, rua da Cadeia do Recife n. 62, por
prego commodo.
Nova fama.
de
No domingo, 25 de margo, ausenlou-sc da
casa dosenhor, um preto muilo couhecido por
bebado, e o nome de catraio, pcrlencente a Jos
Baptisla Braga ; por isso roga-sc a quem o pesar
leve a" rua Nova n. 38, que ser gratificado.
Fugio desde agosto de 1858, o cabra Ma-
noel Candido, idade 26 onnjs, alto, bom corpo,
cabello crespo, falla de dous denles na fenle, un
olho vasado e grande, cicatrizes a roda do mes-
mo ; costuma andar elogiando : roga-so s au-
toridades c ou qualquer pessoa do poro a cap-
| tura do referido escravo, sendo ronduzido rua
do Imperador, onde se gratificar com 100$.
Fugio em um dos dias do mez p.
p. o escravo Severino, de idade pouco
mais de 22 annos, levando caira e ca-
misa de algodao, seus sigDaes sao os se-
guintes : altura regular, corpo reforra-
do, tem urna grande belide no olho es-
querdo, cor ula, teta um tanto carre-
gada e sem barba : quem o ochar equi-
zer ser bera recompensado leve-o a' rua
da Aurora casa de J. P. de Lemos J-
nior.
Attenco.
Fugio no mez de junho prximo passado, uru
mulato por nome Joao. com os signaos seguin-
tes : cor alaranjada, alto, secco. cabellos cara-
pinhos, pouca barbi por baixo do queixo, bigode
pequeo, com uns pannos pretos por baixo d.i
barba; levou um cavallocom cangalhas, un par
de saceos, um annel de brilhanle, um correnlno
de ouro para relogio, 4 duzias de colhercs do
sopa, 4 ditas do cha, urna grande para sopa, urna
pequea para tirar assucar, tudo de prata ; as
peces de roupa seguintes; 2 paletos saceos, sen-
do ura de alpaca preta e oulro ede casemira do
cor, 2 chapeos pretos sendo um de feltro e oulro
de baeta, um collete de vdudo branco para noi-
vo, diversas camisas francezas, calcas de caso-
mira fina de epr, e do brim branco, seroulas
francezas, grvala de seda branca e de cor, urna
colcha de 13a para cama, urna camisa de baca
azul; consta que anda para as bandas da villa
de Ingazeira, na provincia da Parahiba na villa
do Inga, e no lugar Quebrangulo na provincia
das Alagoas : quem o pegar leve-o ao engenho
Pago, na freguezia de Santo Anto, a entregar
ao abaixo assignado, ou ao seu correspondcnlo
na cidade do Recife, Braga & Aotunes. na rua do
Viga rio, qua ser bera recompensado.Miguel
Alxandrino da Fonseca Galvo.
-- Fugio no dia 8 do crreme o prelo escravo
de nome Joaquira, de idade de 46 a 48 annos,
baixo, chcio do corpo, bubado, foi vestido d
camisa e calca de riscado, lem urnas cicatrizes
as costas proveuientc dc fogo, anda ganhando
na rua : roga-s1; as autoridades o capiles do
campo a captura do dito escravo, e o aemeller ao
seu senhor na rua cstreita do Rosario, armazem
do Sr. Jos Moreira da Silva, que ser recom-
pensado.
No dia 6 do corrcnle fugiram do engenho
Ueha o escravo Filippe, cabra, estatura regu-
lar, pouca barba, com signaes dc bexiga no ros-
to, representa ler 32 anno. de idade, falla bem ;
o no dia 8 o escravo Marcoiino, denaco An-
gola, cor fula, alio e secco, sem barba, tem nos
bragos signaos de vaccina, na testa urna cicatriz
era forma de meia la, eera cima de um dos ps
urna sicatrizque repuchou alguraa cousa a pelle,
tem a falj^ descansada, bem feito de rosto e re-
presenta ter 28 annos de idade ; ambos estes es
cravos levaram caiga de algodao azul trangado e
camisa de algodo de lislra, alem de mais roupa
que possuiam, e suppoe-sequo reuniram-se pa-
ra seguirem viagem para o serto do Sobral de
onde o primeiro natural: a quem os ipprehen-
der juntos, ou a cada um de per si, ou delles der
noticia, ser bem recompensado pelos seus do-
nos, no referido engenqo Ucha.
Escrava fgida.
Fugio da casa do abaixo assignado, no dia 18
do corrale, urna sua escrava da Costa de nome
Maria, que representa ter de idade 45 annos, al-
tura e corpo regulares, cor nao muito pela, tem
bastantes cabellos brancos, costuma trazer um
panno atado roda da cabeca, tendo por signal
mais saliente as mos foveiras, proveniente de
calor de ligado. Esta escrava tendo sabido como
de costume, com venda de arroz, nao vollou
mais : roga-se, portahto, s autoridades poli-
ciaes, capiles de campo e mais pessoas do povo,
a apprehcnao de dita escrava, e leva-la i loja
do Preguica, na rua do Queimado n 2, ou casa
de sua residencia ama da Florentina defronte
da cocheira do IUm. Sr. tenente coronel Sebas-
Na rua db Crespo, loja de miudezas
tresnortas n, 5.
Chegou a esta loja ura rico sortimento dc cha-
pcozinhos de seda, todos forrados de fil, bico de
seda e caixo francez, obra de gosto, proprios pa-
ra baptisados e passeio, pelo diminuto prego de
5#, 6 e 89-
= Vende-se um bom eavallo muilo novo o
gordo, sem achaques, com todos os andares, por
pouco dinheiro : na rua dos Pescadores ns. 13.
Vendem-se todos os accessorio para esta-
belecer-se urna grande padaria, sendo cjiiudro,
machina de Irabalhar com eavallo, masseira, ten-
ded eir, laboas, ps, bilhas, toalhas, ele, tudo
novo; vende-se prazo : a tratar no largo do
Xen-o n. 32, sobrado.
Vende-se
linha de novello de todos os sortimento, meiai
de seda inglezas de peso e mais inferiores bran-
cas e prelas, por progos commodos : em casa de
Henry Ginsen, rua da Cadeia do Recife n. 62.
Muito bonitas gollinhas de coutas ou mis- .
sangas, as mai. bonita que lera viudo a est J uo- *ne serao *">erosamenle recompensados.
mercado, tanto par. senhora como i
niuas a lj>500 e 2SO0O cada um, aljofare branoo
para pescoco a 400 rs o o coral lambem
para entlar e fazer pulseira a 2*200 o mas-
so, e outra. muitas miudezas e quinquilha-
nastjue se vendem por menos prego do que em
outra qualquer parle: na rua do Crespo, loja de
miudezas de tres portas n. 5.
No dia 2 do correnlo mez fugio da fabrica
de sabo de Joaquim Francisco de Helio Sanios,
o eu escravo Antonio, crioalo, cor bem prela,
nariz chato, baixo e um pouco grosso, com idade
de 35 annos, e o signal msi cnbecido ter a
falla de um dente na parte de cima : pessoa
que o pegar, dirija-se meara, fabrica de sabao,
na rua do Brum, que sera recompensado.


I.J -4.
-^-
SSL
DIARIO DE PEBNAMBUCO. QUABTA FEIRA 18 M AftBtL DE 1860.
Litleratura.
A Semana Sania.
Treguas poltica I hoje, leilor, nao acharis
c tn todas as columnas do nosso peridico urna
palavra drssas que se prendera quesles, aos
i ulereases humanos, destosido que os enimos se
nao podem oceupar, som que logo liquem tro-
vados de alguma irrilacao, do atgumn aniatgu-
ra ; sem que logo nasrja o espirito da lula, ein-
f .mimando a vaidode, o amor propro, o orgu-
l!io, ponlia no esqueciraculo i cridade : esta-
n.us na semana santa.
Bou ve tim tonipo fatal na historia da hnma-
r.:dade : nao havia cnloo, estados regulares como
li'ji', autoridades rccoiihecidas cslcndenito sua
vigilancia sobre os vastos territorios das nacoes.
Ero cada porqoozita de territorio crguia-se urea
fortaleza e nella morara um (dalgo : esse dal-
go era senhor absoluto das Ierras que Ibe fica-
varo as visinlianciis dos bomens que nesta Ierra
vivinm.
E csses fidalgos andavam em continua guerra
com'scus visinhos ; todts as mil paixes huma-
nas os incitavam : nessa anarchia medonha e
brutal a humanidade pareca condeninada ao ex-
terminio : como os guerreiros nascidos dos den-
tes da serpente, semeados por Cadmo, todos es-
8CS bardes (cudaes pareciam condeiunados a nu-
tarcm-so reciprocamente, levando nos seus f-
enles as populages por elle dominadas, esera-
visadas. Vcio porm a rcligio c braduu-lhes :
Ao menos nesses dias que commemoram oS
grandes myslerios do christianismo, ao menos
desde a tarde de quarla feiro, at a manha de
sogunda-feiro, chrislaos, deponde _as armas ;
chrislaos, lembroi-vos que sois heios.E a voz
da egreja foi ouvida, o ao menos metade da se-
mana, iiirtade do anuo foi dada paz, foi ar-
t raneada as armas c s paixdcs fratrecidas. A
TREOCA de DEUS foi acceiia c comegou a salvar
a Europa.
Hoje, longos dias j teem corrido sobre esses
dias de sangua ; hoju as nacoes estSo organisa-
das ; em toda a exteusao dos seus territorios s
existe urna autoridade, s ella dispc da forra ;
j Bao ha pois essas guerras feudaes que cxigi-
ram a tregua de Deus... Mas rcinam a harmo-
na, a concordia, a fraternidade entre os bomens?
Qtio longe estamos dahi...
A' guerra da media id8de est substituida
polmica quolidaiM ; nao se foram os corpos ;
mas fercm-sc multas vezes os espiraos; nao
lia morles ; mas podem haver iniquidadestre-
guas a ellos treguas de Deus seno durante a
melado de todas as semanas, ao menos du-
ranle toda a semana em que a egreja comme-
mora os mais sacrosantos myslerios, baja paz
em todos os espirilos, silencio a todos os reseu-
limenios.
cima de todos os interesses deste mundo,
ha pra o homcm um interesse, o'da sua sal-
varlo
E o homcm, que lo preoecupado anda de con-
tinuo coni os ephemeros internases do mundo,
que lempo consagra a esse oulro interesse que
o eterno ?
Consagre-lhc ao menos urna das cincoenla e
duas semanas do anno Treguas a ludo quanlo
nao for (Tura e simplesmeate inspirago religiosa
nesses dias venerandos.
Domingo de Ramos.
A semana santa se abre pela festa do Ra-
mos.
O cvangelho do dia commemora todas as oc-
currencias do Triunipho, da Paixo, c da Mu le
do Senhor.
Poderiamos dar a integra delle, ou recorrer
narraco de qualquer dos oulros evangelistas.:
entendemos porm que as columnas ephemeas
do um peridico no sao dignas de to santas pa-
lavras ; tivemos um escrpulo de piofana-
eao : lomos oulra vez a exposigo dos di-
versos evangelistas e fechamos respeitosos o
livro.
E vamos dar em phrase noisa, com pensa-
mcnlo nosso, a lirio que nos suggerio ctsa lei-
tura.
A pregaco de Jess eslava completa ; por to-
da n parle as populages lostemuiihas dos seus
milagros, de suas virtudes, de scu inmenso
amor, do seu immenso coudoimcnlo por lodos
os infortunios, admiravam a sua doulrina san-
ta : os lempos seapproximavam cumpria que
cm Jerusalm se passassem as ultimas scenas
do drama : assim (Ora annunciado pelos pro-
phelas.
E pois, por ordem de Jess, foram os seus
discpulos urna aldeia visioha ; la acharam
alada una burra, trouxcram-lh'a, cobriram-a
com suas vestes : Jess nclla se assentou. E lo-
go urna grande multido de povo acodio a seu
encontr; e extendan! as suas roupas como al-
catifas por onde passasse, corlavam palmas, ga-
lbos de arvores, e bradavain ;Hosanna ao tfi-
Ibo do David Bemdilo seja Aquello que vem
em nomo do Senhor! Hosanna no mais alto dos
cos!
Assim entrou cm Jerusalm, o a cidade com-
niovida pcrgunlava : Qucm 1 E' Jess,
propheta de Nazarelh na Galilea, responda o
povo.
Admiremos a sublimidadc e a simplicidade
desla sceua : o Homem Deus, o triumphador,
cm toda a humildade que com seu constante
cxemplo nos quiz ensinar, o povo em todo o eo-
Hiusiasmo que sempre o caraclerisa, acolhcjido-o
com bymnos e vivos... poucos dias depois esse
mesmo povo.. Mas, no meio do grande movi-
mento da popularo. que vai adianto do Prophcla
de Nazarelh, cuja" misso sublime nao conhecio,
mas cujos prodigios, todos, para aluvial o soflri-
mento humano, a haviam exaltado, ninguem
desses scribas, desses phariseus, ninsuem desses
que o poder lera contaminado, a quera a riqueza
tcm dado orgulho I
E' cssa a festa Iriumphal que a egreja comme-
mora domingo, essa a origem dos ramos de fio
res, d,'s palmas que dio solea.ladade do dia
um lom campezino c pastoril, se nos duda a
expressao, que infunde as almas serenidade e
alegra.
Os din que precedem a qninla-feira $anla.
Jess nao ficou em Jerusalm ; foi para flelha-
nia, e d'ahi yinha quolidianamente ao templo,
onde multiplicara suas lces e seus prodigios,
dando Os mais ampios tesfemunhos da sua mis-
so.
Das orcurrencias desse dia, que nos sao rom-
memoradas pelos evangelistas, s urna mencio-
naremos.
Jess, entrando no templo, comegou por cxpcl-
lir pela forra c violencia os que nclle rendan) e
compravam, quebrando as mesas dos cambistas,
os bancos dns vendedores de pombos, e lamen-
tando que da casa do Senhor, casa de orarn,
libuvessera feilo urna espelunca de ladros.
Cumpre, antes de proseguir, fazer urna obser-
varlo : Jess um modelo conslaulc de mansi-
do e de indulgencia : o proprio Judas, quando o
alraira e o vende. nOo recebe delle mos tratos:
ao seu sculo traidor Jess se aprsenla e per-
giinta-lbe :A majo, ao que vens nqui ? Pedro, o
principe dos apostlos, o que havia blasonado
quo nunca o abandonara, e a quera elle repre-
hendo annuncaudo-lbe que, antes quo o gallo
cante, o hade tros vezes renegar,quando chega
a hora, e intimidado o renega, nao recebe delle
seno uru olhar de magua, que o obriga a reli-
rar-so chorando. Jess s lem palavras de se-
vera reprchenso para os hypocritas, paraos
phariseus, para os publcanos, e s quando o zelo
pela sua Sania Casa, que quer que seja somonte
casa de orao.ocs, o possue, pralica -esses rigores
contra os mercadores que a profanara, e a quem
denominaladros.
Meditemos nessa li;5o ; meditem-n especial-
mente os directores de nossas irmandades em
que, em dias de festa, Irocain-se as esmolas por
medidas e regislos.
Se porm o povo applaudin e victoriava a Je-
sus-Chrislo, mais contra elle se.indignavam os
principes dos sacerdotes e os scribas. Resolve-
ram olios mala-lo e vingarera-se ; todava
como apprehende-lo no meio do povo, que o
amava, nesses das de fesl3 em que se eslava ?
Dclibt-ravam irresolutos o que fizessera, quando
se Ibes arucseulou Judas Iscariotes, um dos dozc
discpulos, em quem havia entrado Satanaz. E
Judas se lhcs oltcroccu para enlrcgar-lhcs o seu
meslrc, desprevenido, sem tumulto, comanlo que
Ibes dessem alguma cousa. Alegres, aceitar-ira
a offorla : pactuou-sc cm liinta dinheiros o prego
da (raigan.
A tiairao nao aproveiton ao discpulo perver-
tido : consumniado o seu criinc, o remorso o
ralou, o desprezo que o cubra, e que reconheca
merecer, o esmagou : o n.iiseravel recorreu ao
suicidio...
O crime de Judas era indspensavel, era indis-
pcnsavcl, porque cumpria que o sacrificio do lte-
dcmplor se consuminasse cora todas as suas exem-
plarissimas circumslanciis, que o loinasseni mais
fecundo para a solvaeo : era indspensavel, para
que se visse quo aboiiiinavel o poder da cebi-
ca e a seducro do ouro. E nao fui o Iscariotes
0 nico que contra o Divino Meslre foi por elle
dominado, quantos milhares do Iscariotes, na se-
quenca dos seclos e boje especialmente, alrai-
cosm a Jess por avidez do lucro, vendem-o para
ganharem alguns gozos ephemeros, s vezes mes-
mo criminosos, sempre depravadores do sensua-
lismo? Se o nomo de Judas ficou em execracao
por todos os seclos dos sceulos, se esse nome
urna injuria que ninguem supporla impassivel,
ao menos seja fecundo o seu oxemplo, c apren-
damos no horror qoe elle inspira a nao alraieoar
o Divino Mostr pelas vaidades c mentiras do
orando.
Quinla-feira santa.
Tudo osl disposto, o di se approxma, Jess
quer acabar a sua obra, celebrando com seus dis-
cpulos a paschoa dos Jodeus, quer nessa occa-
siao dar-lhcs o mnis ampio tcslemunbo de sua
humildade, c inslituir o Sacramente da Eucha-
rislia.
Mandou pois. o seos discpulos que lhcs prepa-
rassem, em urna casa que lhcs indcou. quanlo
era nocessario para a colebracao da -paschoa. A
paschoa era a festa com qtie os Judous comrac-
moravam a sabida da sua naco do Egyplo e do
capliveiro de Pbara. Ah achndo-sc todos reu-
nidos, o Divino Mostr tomou um* loalha, e pas-
sou-a em redor do corpocomoavcntal, e loman-
do urna baca com agua, lavou os ps de todos os
discpulos. Pedro quiz resistirSenhor I vsla-
var-me os ps exelamou. Jess porra iusistio
explicando a lirao encerrada nesse scu orocedi-
mento: o primeiro nao quera seivido, ms
quera servo ; o primeiro c o mais humilde : to-
dos vos deveis lavar os ps uns aos outros.
Que de lices sublimes nesse acto do Senhor!
Mas, para que deseovolve-las a vos, Icitores, que
podereis ver quinta-feira sania, a magostado in-
clnar-sc aos ps da pobreza, e D. Pedro II, o
nosso imperador, aecurvar-se, e lavar com suas
augustas mos os ps de doze pobres!
Uue bcllissima ligio esta, e como confunde
ella o orgulho humano diante da egualdadc, da
fraternidade chrisla.
Percorrci lodo3 os lvros dos phlosophos os
mais afamados, vede os dos lempos anligos e os
dos modernos, e apontai-nos nelles alguma cousa
que com isso se parera. Nada acharis; pois
elles escrevem cora o pensamento humano, Je-
ss revela e ensina a verdade de.Deus.
E vede qual a sua recomniondac.ao constante,
reiterada nessa ultima pffelica que tcm com os
seus discpulos : amai-vos uns aos outros como
eu vos araei, diz-lhes e repetc-lhcs. E' a pri-
meira, a ultima recommendaco, Desse que re-
sumir os divinos preccitos do declogo nesses
dous que todos os encerra : amar a Deus sobre
todas as cousas, o ao prximo como a nos mos-
mos.
Filhos dessa doulrina, como podem os bo-
mens de hoje lo completamente desmenli-la,
esquecendo constantemente a Deus, e dividindo-
te entre ai um rivalidades, em odios, em invejas,
jm diffamacoes c era calumnias ?
Entretanto procede-se i ceia.
E leudo recebido o pao, Jess deu gracas, e
parlio-o, e o distribuio pelos seus discpulos di-
tendo :Este mou corpo, quo cala dado por
ros : fazei isto era memoria de raim. E logo to-
mou o copo e disse :Este mou singue, o san-
guodanova allianra, que vnc ser derramado,
para que os vossos peccados sejam remides.
Assim se achou consagrado o mais sublime
myslorio do christianismo; assim em nossos al-
iaros, quoiidianamonlo, a hostia inmaculada
jfferecida era sacrificio pelos nossos peccados, e
iubsliluio essas victimas sangrentas o culto an-
ligo. E reparai na soguinte vanlagem : as reli-
gioes sntigas, para offerecer aos dolos uro sacri-
ficio, era necessaria alguma riqueza, com que se
pdese haver urna victima, c os opulentos sacri-
llcavim-as aos centos, c ufanavam-sc das suas
hecatombes : no correr dessas ideas, sendo tanto
mais meritorio o sacrificio, quanlo maibr era o
nreco da victima, os homens foram levados a im-
molar outros homens, e a alrocidade mais nefan-
la foi .'culto prestado a divindade I Esse erro nao
mais ruissivel desde que a hostia immaculada
arreda das vistas humanas todo o espectculo de
languo; a differenca da pobreza c'da liqueza
Jesapparece, desde que a hostia ioanrociavel,
pois o mesmo Deus, apresenla-se sooU especie
Je um pedacinho de pao azymo de insignificante
valor. E esse po azymo, pao dos fortes., o vin-
culo da eterna uniao do Divino Mostr tom todos
os bomens seus discpulos E' o cons+o do en-
fermo, o sou preparativo para a grande adolorosa
separacao deste mundo. E'oscilo do amor que
a egreja manda quo elle reproduza ao nidios
urna vez por anuo, na festa da paschoa.-
0 espirito se perdena sublimdade desse mys-
terio.... Apenas, antes do fechar a serie drssas
observaroes, Tacamos um derradeiro reparo so-
bre o nome dado pela egreja ao Sarraeuenio a3-
sim instituido, a Eucharislia, o bom, o puro
amor
Ne.ssaccia porm estava presente Judas que o
hava vendido ... Jess sem irrilacao, e at sera
sevciidade, annuncia aos discpulos que um del-
les o vni entregar, e s supplicas de Joo desco-
bre quem esse que se tornar criminoso do ac-
to tao abominaval. Entretanto nao lbe embanca
que o consumma, dcixa-lhe a liberdade o a res-
ponsabilidadedescu criue.
Sexia-feira santa.
As scenas que soguera sao profundamente do-
lorosos : ah I hora caro custou o resgale desse
homcm, que cstrera o primeiro exercicio de
sua liberdade pela insurreicao e pela desobedien-
cia I E' misil r que um Deus venha morrer por
elle, j morrer depois dos mais abominareis tra-
tos.... as escolas admira-se, e muito oscrptor
faz admirar a bella serenidade do philosopho
gregr, bebendo a cicuta, e gracejando, o deser-
tando corn os seus discpulos acerca da immorla-
lidade da alma. Morles dessas nao sao raras, nao
sao raras as victimas da iuiquidade que subir-
hem seus ltimos momentos aos lyrannes, eaos
senlimentos de vinganca, c s irapresseef do ter-
ror, para se enlregarera a suaves contemplaces
do mundo melhor que se lhcs abre : ni ha'ah
minho do Calvario. Era iodo esse lempo, como
nessa extrema viagem.nem um insulto Ihe pou-
pado; dio-lhe bofetadas, cospera-lhe o rosto, a-
coutam-o, esearnecem do rei dos Judeus, pondo-
Ihe na cabeca urna coroa de espinhos, as miios,
a guisa desceptro, ura carago cora que o flage-
lam, por throno urna pedra tosca em que o fs-
zom sentar, e seu corpo n e ferido, cobrem-o
com grosseiro andrajo de purpura, que mais agu-
co a dor das chagas.
E axsim'iratado, preso a cruz, conlra esses que
o niallratam, que lhe do para saciar a sede, fel
e vinagre, Jess nao acha sen.io um.-palavr de
perdao e de indulgencia :perdoai-lhes.meu pai
elles nao sabem o quo fazem.
Elles o nao sabiam de corlo; mas os o sabe-
rnos, nos quo quolidianamente crucificamos a
Jess, perdendo as suas lires, obedecendo a to-
do o incentivo do erro, perdendo nossas almas
polas quaes deu ello preoo lio subido!... Ah !
que uestes das tao santos", entre ao menos o ar-
repcndimenlo em nossas almas, faca-nos a rae-
dilacao sobro Chrisio e o mundo, sobre as amar-
guras que j temos tragado, asdecepces que te-
mos adiado, as consolares que nellc achariamos
vollar sobre nos mesmos, regenerarmo-nos no
tribunal da penitencia, no altar da Eucharislia, e
razerraos o firme proposito de sermos chistaos do
tacto, como de palavra dizemos sc-lo.
E sexta hora as trevas espalharam-se pela
ierra ; assim duraram al a nona hora (desde o
meio da al as tres da tarde), e o sol escurcreu-
se, o o veu do lempo se nsgod ao meio, e Jess
exclamandomou pai, entrego minlia
vossas mos.Expirou.
alma as
Aqui paramos nesta exposigo.
O enterro de Jess, a sua resurrecao ao cabo
de Iros das, esse malcro que coroa todo3 os
grandes myslerios da semana, pertence a oulra
ordem de ob3ervages, que nao tm do ccrlo ca-
mmento no dia cm que este numero de nossa
folha ser entregue aos nossos leilores. Com elle
oportunamente occupar-nos-heinos.
(O Regenerador).
cleciano pelo sanguinario balero, me morreu
de urna ulcera horrivel, depois de batido por Ma-
vencio era balalha campal, poblicou logo em Mi-
lao o celebre edicto, qe fez da religiao crfrisl o
religiao do imperio ; e assim flrmou elle es ali-
corees do seu Ihrono, triumphou des seus rivaes
com formtdavel apoio dos chrislaos de lodo o
imperio.
Diz-se que, assim procedendo para com o vi-
gario de Chrislo, Constantino marchara como
profundo poltico, reconhecendo o melhor meio
de fortificar o imperio, e o sua polilira. rom o
poderossimo apoto da nova egreja, quo linha-se
engrandecido no meio de perseguicoes teiris
nos reinados de ero, Domiciano, Trojano, Mar-
co Aurelio, Soplimio Severo, Maximino, Decio,
Valerio, Aureliano e Deocleciano, sendo osla ul-
tima denominada especialrtenle a era dos mar- | ,'J"" lerc3
ventiladas, as emanoces do gaz de Iluminarn,
do papel hmido, da' tinta negra de impresso.
as composteos chimicas empregadas para limpar
os caracteres, etc., quo ameacam a saudedos ar-
tistas typograpbos. As suas orcupaces os obri-
gam particularmente o excessos de trabalho noc-
turno, a abuso de bebidas alcooliras, i falta de
aceo, enifim a mos hbitos, que fcilmente sao
a causa de afTeoces mais oh menos graves.
Nelles observam-se fondas mais ou menos pro-
fundas nos labios, c pequeos tumores follicula-
res sub-miiscosos que so inflammam c se ulce-
rara fcilmente, tomando aspecto muito analago
ao dos cancros ; accidentes que sao devidos mol-
las vezes ao uso de mou tabaco 3o fumo, mtsque
so nolam principalmon'o nos que costumam ter
enlre os labios os caracteres de irupresso, mui-
:iki
muito que admirar.
Queris admirar? queris fioar abysmado de
dr? assislj ao supplicio de Jess. Cumpre que
seu supplicio lhe seja doloroso, pois elle ho-
mem ; e cumpre que o soffra, pois Deus quer re-
liar a humanidade, e quor da'-lhe grandes exeni-
plus Je resignae.ao, de paciencia.
ltclira-se elle para as raonlanhas dos Olvaes,
ahi dexa os seus disspulos, recommenda-lbcs
que liquera em oraces, e vai elle, com Pudro e
com os filhos de Zebedeu, para o lugar chamado
Gelh.semani. Enlao diz-lhe: mnba alma esl
triste at a morte.Afasla-se um pouco, e ven-
do-so sprosterna-se, pede a scu pai que sen-
do possivel, desvie delle esse clice de amargura,
todavaseja feita a vossa e nao a minha vonla-
de.E o remate de sua oraco.
E logo chega ra os guardas armados; afrente
dolles vem o Iscariotes, que delle se approxiina e
o beija : o beijo o sgnal ajustado. Os guardas
prendem-o; um dos discpulos, Pedro, quer de-
fende-lo, c fere um dos guardas : Jess cura o
ferimenio; ordena que nao baja resistencia; ediz
essa bella palavra oue toda a experiencia huma-
na lom confirmado :quem com ferro fere, com
torro ser ferido.Se quizesse elle resistir, nao i
lera todas potencias do cu o da Ierra, elle Dos!
Enlao aos quo o prendiara diz:vieslespara raim
com paos e espadas, coirro contra um ladro, e-
enlrclanlo cu eslava todos os dias 'no meio de
vs.iiojlemplo.ensinando; podeis a*rl prender-me.
Enlao procurara um crime ao Justo, urna au-
toridade que o condemne. Os principes dos sa-
cerdotes, cuja frente esl Caioha*, esses nao o
julgcm, vociferam aecusaces, invbutam calum-
nias,exicilam os mais ignominiosos \ltrages con-
tra o Justo que impassivel tudo soflrt mas nao
decidera o supplicio. Levara a Plalos que o
conderane ; esle porm raanda-o acoubar, e de-
pois o remete a Heredes. Herodes, o reira Ju-
da, que ouvira fallar cm seus milagrcs, espera
que elle o divida com alguns prodigios; Jess
nada lhe responde, e Herodes, desprezando-o
mania-o vestir de uraa tnica branca, e apresen-
0 PODER TEMPORAL DO PAPA.
Quando no mundo europcu se agita urna das
mais importantes questes que poda nascer nos
nossos das, qual a db poder temporal do papa,
nos, habitantes d'aquem mar, nos, filhos das re-
motas plagas americanas, nos, catholicos, nao
podemos, nein devenios, apezar da distancia cm
que i:os acharaos do centro do christianismo,
conservar-nos inditterenles urna questo mo-
menlosa, e que tanto inlercssa aos de todo o or-
be christao.
E' por isso que nos aventuraremos a arriscar
algumas consideraces em mais de um artigo
com o m de provar que a colcuma levantada
pelos ultramontanos, e pelo corpo episcopal ca-
iholico, na defoza do cambaleanto poder do pa-
pa, nao inspirada por verdadeiro interesse re-
ligioso ; oque, com a autoridade temporal, de
que gosara os vigarios de Chrislo, lera sido fal-
seada a sua misso divina ; e que finalmente a
continuaro d'essa autoridade nao pode convir
rcligio plantada pelo Cordciro inmaculado.
I.
A historia do pontificado urna das mais fe-
cundas de tactos curiosos, e importantes para a
humanidade, quer seja stu.lada em conjuncto
sob o ponto de visla social, poltico, administra-
tivo e religioso, quer era separado, considerando
o papado em tres diversas pocas, a saber : nos
oito primeiros seclos da egreja, naidado media,
e nos lempos modernos al os nossos dias.
Desde S. Paulo, escolhdo por Jess Chrislo
d'entre os apostlos para chefe da egreja, al
Estevo II, isto em una serie de 87 papas
( sem mencionarmos 6 ant-papas ), o em um
perodo de 755 anuos, os pontfices romanos fo-
ram smplcsmcnlc chefes no espiritual.
A S de Roma, fundada por aquelle apestlo,
leve desde o seu principio a supremaca, que Je-
ss Christo hava promelii'lo Pedro, quando
assim o deslgnoii para chefo visivel da iei que
acabava de fundar com o novo testamento: Tu-
es l'elrus, el super hanc petrain edi/icabo eccle-
siam meam.
Mas a supremaca no espiritual ta j envolva a
supremaca no temporal, porque Jess Christo
tambem dissera : regnum meuin non es de hoc
mundo.
Pedro havia recebido o poder de ligar o desli-
gar as olmas, mas nao o do ligar c desligar os
povos. Jess Chrislo entregara Iho as chaves
do co, com as palavras syrabolicas, com qoe
definir o poder espiritual, que lhe conferir ;
mas nao lho conf.:ru o sceplro do poder tem-
poral.
Diziamos que desde S. Pedro at slevo II os
papas foram sraplesmente chefes no espiritual,
como caberas da religiao chrisla. Nesses pri-
meiros seculosda egreja, elles erara subditos dos
imperadores romanos. Softreram perseguicoes,
passaram com a egreja por tongas tribulares e
(orara muitas venes santificados com a corda do
marlyrio, porque a religiao de Chrislo nao era a
do imperio ; e os sectarios dos acuses do genti-
lismo, na profunda dissoluco- dos costuraes
que linhara chegado os povos, teraara-sc dos
progressos, quo por meio da cathechese, da re-
t/ res.
Mas nao nosso fim examinar com que v
Constantino, cognominado o Grande, dra apoio
aos papas, o levantara de sobre a egreja do Filho
de Deus o horrivel peso das perseguicoes Con-
signamos somonte ura grande (acto da* historia do
christianismo.
D'essa poca em dianle respirou dcsaffronlada
das iniquidades sanguinarias dos sectarios do pi-
gansmo a religiao chrisla, mas os papas conti-
nuaran! smente com o poder espiritual que li-
nham de chefes da egreja, cuja sede era Roma,
porque o apostlo Podro, depois de ter eslabe-
lecido communidades de chrislaos em JerTisalera,
em Anlochia, e em oulras cidades da Asia, ti-
nha ido definitivamente xar-se na capital dos
senhores do mundo, onde a mais extensa cera
se lhe apresentara para enriquecer a egreja de
Deus, e onde tambera os vicios e todos os ele-
mentos de dissoheo moral tnhara lanado mais
profundas raizes.
Pedro quiz debellar o paganismo na capital
dos Cesaros, na cidade dos templos c dos deuses,
no principal foco do seu po'der. n'aquella mes-
ma, ondo j soculos antes Cicero, fallando dos
augures (funeciondrios religiosos, cujas tuBCCOos
ram dccifrar os agouros) dissera que nao pod'iam
encara-los sem rir-se do ridculo d'essas func-
oes, c da crdulidade do povo.
Mas nao tiuliam sido smenle as perseguicoes
dos imperadores que tinham afigido a nova egre-
ja, Vra-sc ella larabeni bracos com os sophis-
las, corados impostores, o com" os herticos, sa-
lr.ndo sempre Iriumphanle d'estas lulas, como
sahira d'aquellas pelo valor de suas verdades,
pela constancia de seus marlyrcs e confossores
pela eloquencla e santidade dos seus padres.
s vezes anda hmidos dos liquido ocres, com
i vfotml(|ue s, u,mPani- As fendis curara -se cerrilmente
' ..': com facihdadc com a applicaco de coltodion ou
da tintura de beijoim misturada com a de glyce-
rraa ; das ulceraces folliculares Iriompham f-
cilmente o sumo de limao, e principalmente a pe-
dra infernal.
As affeccocs do estomago (dyspepsia. etc.] so
frequcnles principalmente nos artistas que comern
muito depressa para chegar a lempo olficina. Os
que abusara da cerveja muitas vezes padecem de
vmitos todas as raanhas.
Andam quasi sem Interrupco affccfados do la-
ryngiies e de broiichiles e tambem ramios vezes
do pneumona, que nollcs muito grave: "Sr. Vr
Holsberk ira'a-a de preferencia polo emtico e po'
grandes vesicatorios.
A pbtysica pulmonar, quasj sempre annuncia-
da por nemoplyses, extremamente frequeote.
O Sr. V. Holsbcck nunca a vio modlicar-se favo-
ravclraente sob a influencia do hypophosphito de
soda; elle administra contra as hemoptyses o
extracto de esporao de cenleio com a digital c o
opio, e algumas vezes a belladona. Nos casos -
vaneados usa do tauino c o acido arcenioso: o
conlra as diarrhas e os suores colliquativos o
| lannato de quinina e o extracto de opio lbe lem
mostrado melhor resultado.
Os compositores podeccm muitas vezes de va-
rzcs e de ulceras varicosas assim como de con-
junctvies c de amblyopia ; os impressores, d
congesto cerebral, de hemorrhagias e de bernias;
todos eslao cxposlos a clica de chumbo, que o
Sr. Holsberk lala pela faradlaco, conforme a
opinio do Sr. Briquet.
Enlre as rogras de hygicnc cora que o Sr. Van
Ella Irumphara no imperio, nao por meio das Holsbcck termina a sua memoria, devem obser-
armas, mas com o poder iuvcncivel de tintas var-so piincipalmenle as seguinles :
virtudes, das quaes nao erara as meuores a hu- j Os compositores Irabalharo sentados tanto
mildade, a dedicaco, e a brandura. Espantava quanlo lhes for possivel; erapregaro lodo o cui-
ao pagaos lauta coragera na adversidado. lauta aado em nao lerem os caradores enlre os labios
resignaoo nos soiTrinieutos, Unta abnegaoo
das grandezas do mundo, tanta f na pureza'da
Iei do Crucilicado.
E elles assim eram forrados a reconhecer, e a
confessarque era realmente santa a religiao,'que
ropojsava em taos principios, que acousolhava o
amor do prximo pela candada elevada ao su-
blime, que prof'-ssava o esqueciraenlo das inju-
rias, e cujos marlyres, c militares d'elles, don-
/.ellas olletas de belleza, bera nascidas, na ida-
de mais propria de seren captivadas pelas pai-
xes mundanas, marchavam para os raais horro-
rosos supplicios, cntoando canucos de louvor ao
Deu3 dos exercitos, ao Roderaptordo mundo.
Ao edicto de Constatno seguiu-se o concilio
ecumnico de Nica na Blhyna no anno 325,
no qual a doulrina da f calholica fui solemne-
menio formulada, e furao consagrados os seus
santos dogmas. Fra este o segundo concilio.
O primeiro Uvera lugar era Jerusalm no auno
50 da era chrisla, isto 17 anoos depoisdapai-
xo do Jess Christo.
Seguiram-se depois 17 concilios ecurrencos
'sondo o de Trcnlo, que durou desde 15-15 at
e a nao se habituaren] ao peslanejar, que conlra-
hem muitas vezes.
Os artistas nao devero morar muito longe da
officina ; as horas vagas, facam algum exercicio
ao ar livre; osexcrcicios gyranaslicos lhes sao de
milita utilidade.
Finalmente da mais alia importancia a crea
cao de sociedades de soccorros.
Uazela Medica it Lisboa.
TRIBU.VAES ESTRANGEIBO.
A severidade, que os magistrado inglezes
mostrara a respeilo dos Individuos aecusodos pe-
la sociedade real protectora dos animaes, torna-
se, cada dra, maior.e deve dar os resultados mais
lisougeros.
L'llimamenre um individuo de m catadura,
lodo enlaniea.il), 'de physionemia estpida, com-
pareceu porania o magistrado de Clerkes-well,
por ter tratado urna vacca com a maipr crucl-
dade. O agente Cnest, da sociedade real, estava
de observa> o em Newcastle Harkct, o ouvo o
1563. o ultimo ) aos quaes foram chaaada IMm som de muitas pauladas, voltando-sc para ver o
os bispo do mundo ehrisl-o.
que era, percebeu que o aecusodo bata brutal-
pao na cabeca da vanas, que
Desde aquella poca, assgnada por Conslanli- '""le com. um,.-
no o Grande, o chrisiiaoisrao leve novos- traba- dle conduna. lima deltas, para- fug.r ao Irata-
tar de novo a Plalos. Plalos o governador I s^ac>r da^ra^nkTaVV de"lodas'7s Virtud
romano da Judea. pois a Judea reino protegido moras e religiwaSi 09 ^o^ da nova ie fa.
FOjLUETOI
onstanca Verrier.
e trijularo de Roma. Pilatos esl convicto da
innocencia de Christo, c entretanto s vocifera-
ces dos acusadores, a que se associa a plebe,
quer dar urna satisfaco : o cobarde pensa que,
lava ido as mos, as purificar do sangue inno-
cente que vai derramar, e entrega a victima exi-
gida pelos que lhe bradamcrucilige cura 1Pro-
cura todava um meio de salva-la.
E' U30 por occasiao da festa da paschoa agra-
ciar um grande criminoso: noscarceresexisle ura
faccinora: Pilatos prope aos amotinados a li-
berdade de Jess ou a de Barrabas, atroz compa-
rarlo a que o motim, anda mais olroz, responde
preferindo Barrabas!
Ahi vai pois Jess condemnado segundo o ca-
rn
GEORGE SAND.
Tu o amas como um amigo de infancia,
como o ama vas antes de saberes os projectos de
leu pai I Mas isso nao razo para se casar coro
um hornera a quera nao se ama deveras.
Ah querida lia, ha qualro anuos que amo
tanto? O que fazer para osquecer qualro annos
de confianQ.i e adoraroo Era urna rcligio Deus,
meu pai e Abel era'toda a minha vida 1
Poisbem, fica-tcl)eus e cu tambem. Quin-
to a elle, cumpre que se v I Ambos seriara in-
felizcs toda a vida. nocessario
isso.
postotos
ziara no mundo romano, conquistando de dia
era dia novo soldados para a milicia do Jess
Chrislo.
Constantino foi o primeiro imperador que con-
fessou a excellencia da religiao do Crucilicado, a
honroii o pontfice, e o dotou eom riquezas para
esplendor da mesma religiao. E sao bem sabi-
dos as virtudes da princeza Helena sua rai, e os
importantes servicos que prestou ao christianis-
mo, merecendo por isso sec collocada no cata-
logo dos santas.
O filho de Constancio Clitoeo, elevado ao thro-
no imperial no anno 313 da era christ, quando
anda cm alguns pontos do vasto imperio durara
a terrivel perseguico movida ao reinado de Deo-
Ihos a vencer, j corabatendo as heresias, e lis-
tando com os scisnias, j calhechsando os in-
flis, finalmente promovendo a eirilisac.ao dos
povos, que com os barbaros, tinham sido quasi
sepultados as trevas da ignorancia.
N'esle cmpciiho social e religioso o ck-ristia-
nismo prestou os raais assrgnalados servicos
humanidade : e dcsconhecel-o seria revotanle
denegaco da verdade atleslada pela historia dos
mesmo povos.
Al aqui temos tratado do chrislianisrao em
suas relaces sociaes, c era seus fins religiosos
dentro do periodo dos peiraciros 8 seculos da
egreja al a poca de Pepino o Breve no anno
de 755, e de Carlos Magno no anno 775, quando
os papas ae erain soberanos no temporal.
O esboce que trocamos bem o vemo, por
domis rpido : mas assim mesmo v-se bera
que quando os papas nao eram seuo vigarios
de Christo, e chefes da chrislandadc, foi que se
opcroram as maiores conversos para o christia-
nismo.
Foi nesao primeiro periodo de oito seculos que
os barbaros do norte abro;aram o christianismo.
e, si Dera que algumas d'essa nacoes seguissem
primeiro o arianismo, oulras- aceilarara logo a f
orlhodoxa.
Foi n'esse periodo que a Franca se lornou chris-
t. que o irlandezs, os angln-saxes e os- allo-
maos tambem quebraram os dolos do paganis-
mo, e que a reUgiao do Christo mais se estendeu
pela frica, e pela Asia.
LJornal da Tarde, da Babia.)
romper com
XVI
Cecilia Verrier nao tinha chorado urna sovoz,
mesmo quando Constanca eslivera peior. Eslava
ainda activa, excitada, procurando todos os nietos
dedislrohi-la, mas ouvindo a historia dessa fu-
nesta noite, e sentindo passarcm paro si (odas as
dores daquella que olhava e amava como fillia,
desfez-se em lagrimas.
Ah sim dizias bem! exelamou ella ; as-
sossiuaram-te ; foram tres conlra lL_cnlerraram-
te tres punhaes envenenados no coraco, c ago-
ra vejo bem que cstois perdida, Constanca I Mas
eu le seguirci e irei comtigo dizera tou pai. Eis
nos aqui 1 linhas nos confiado a um amigo, foi
elle quem nos causou a morle I
Cola-te, cala-lc, lia respondeu Constan-
ca abrogando com ternura a sua velha amiga ;
nao morreremos porque Deus nao o quiz, c meu
pai nos ordena que vamos al o fim. Querem
que perdoemos e eu lhes jurci. Pcrdoarei I Cum-
pre que facas o que foco, porque ambas sempre
havenios lido urna s vonlade !
Perdoar disse madcmoselle Verrier exss-
perada, nao, vamos partir amanha. Nao quero
que lomes a ver esse infeliz, elle quem conti-
nua a matar-te. Quando nao o vires, hasdo es-
qucce-lo. Ah 1 se cu soubesse mais cedo o que
agora me dizes 1 Ello tnha-me feilo entrever al-
gumos fallas, alguns pequeos caprichos ; cu es-
tova bem zangada, mos nao tinha bem comprc-
Jicndido ; julgava que a cousa noo tinha pastado
de palavras, ramalhetes, e nao sabia cora qucm I
E horrivel pensar que tu perdoaste a essasjinfa-
mes, que as abracavas e fallava em tornar a
v-lo's!
Ellas nao sao culpadas para comigo, disse
Constanca cora docura, nao sabiam que o seu
llaul era o meu Abel. Quando fallci em tornar a
ve-las, julgava morrer antes disso. Julgava tam-
bem quo nunca poderia decidir-me tornara ver
Abel. E depois pense que devia continuar a ser
sua amiga c sua irroa. Elle s peccou contra a
nmaDte, c eu quera, desde o primeiro dia, dizer-
llie dianle de ti que nao deviamos mais pensar
em casamento. Mas lornei-o a ver, e elle tinha
soffrido lano 1 e parece ainda amar-me tanto,
quo nao me senli com coragera do humilha-lo c
fligi-lo. O que faiemos, minha lia ? J nao o
amo e ello continua a amar-me. Como arrranjar
isso?
{) Yide o Diar\j o
Esta conversa conslernava Constanca, que snp-
plicou a ta que a dcixasse refleclir, sera concluii
nada ainda durante alguns dias.
Mas Cecilia Verrier nao podia acalmar-se. He
roica c estoica era face da docnca c da morte.
fiuctuava inquieta e como que desesperada nos
escolhos da vida. A sua tinha sido tao tranquilla,
e to regulada ; sua velhice, gracas a seu irmao.
Constanca e ao. proprio Ral", tinha sido to
suave, que nojse entenda as pcrlurbacocs o na.s
cousas imprevistas.
Prometiera a Constanca nada dizer a Ral ;
nao pode suslenlar-se c revelou-lhe ludo, fazen
do-lho mil censuras, e logo depois enfraquecen-
do, o prestes a perdoar, cora tanto quo Constan
ca fosse consolada.
Ral preferio a necessidade, ou anlcs a liber-
dade do explicar-sc, a tudo o que lnha softrid)
com o terrivel silencio da noiva. Correu para
ajoelhar-se-lhe aos ps, mas ella pedio dispensa,
e dizendo-se mais doentc nesse da, e o medio
que chegou nesse momento, aoigu-lhe febre, 3
ordenou-Ihe ainda Iranquillidade, que era dfficil
ver renascer cm semelhanle situaco.
Ral esperou ainda horas, das, duas morlaca
semanas.
Cecilia tinha se tornado muda ; mas Constanc!
readquirio forcas, esua sade voltava a.olhosv-
tos, quando a deixavam entregue s suas medi-
taqes.
Toniavs-se evid-.nte que ninguem podia consn-
la-la, e que ella receiava que o lenlassem sem
oulro ell'eiio alm de faze-la soITrer mais. A ini-
ciativa perianto s dola podia partir. Dizia-o
lia e dava-o a entender a llaul. Tinha um gra i-
de partido a tomar. Era-lhc para isso necess.i-
ria toda a sua saude moral o physica ambos al-
teradas.
Esperem-me. di/.ia ella. Muilo breve, o
mais cedo possivel, saberci o que posso blenle
mim mesmo : raciocino e oro I Ah nao per:o
o meu lempo, nein me poupo !
Ral, homem de acrao e de vonlade, estar
dolorosamenlc humilhado com o papel passiro
que lhe era imposto. Quando abra a bocea para
dizer urna palavra, a lia lllava sobre elle olhos
inquietos, ou invocava as recommendaces do
mdico, ou enlo fazia cessar a conversa meror
apparencia de conlisso ; e se ello se queixava
era particular, ella respondia-lhe com amnr-
gura:
Achas que ainda nao esl bastante mora,
queres acaba-la, cim ?
Essa situaco era inloleravel para o nun-
cebo.
Tinha contado al o fim cora as suas torcas,
com a sua palavra clara, sincera o persuasiva,
com sua infatigarel dedcaco, com a assiduidade
dos seus cuidados delicados e cora a propria f
em si mesmo.
Julgava poder reparar ou fazer desapparecer
tudo, e via-se paralysado.
C.'cilia all estava como o anjo Custodio de sua
sombra, nao pcrmillindo se quer, que um copo de
agua lhe fosse apresentado por oulras mos, e
nao doixando chegar-lho livreincnte aos ouvidos
urna palavra.
Ral sabera muilo bem engaar esse zele que
lhe pareca mal entendido, mas Constanca pare-
ca ser cmplice de scu proprio capliveiro moral,
e a tcnco feila de nao deixar que o mancebo se
desculpasse, parecia-lhe algumas vezes um ul-
traje.
Ter sido um ideal, um deus, no pensamento de
urna raulher amada, e nao ser mais na sua pre-
senta seno um culpado reduzidoau silencio, ou
um assassino, a qucm se pede que nao d o ul-
timo golpe, urna queda a que o justo orgulho
de Ral, nao podia submclter-se. Cahia doeute,
ranava-o a febre, e seu orgulho recusava-se
quoixa.
Dizia estar de saude perfeita ; mas em pouco
deram pela alteraco de suas feir.es cConslanoa
commoveu-sp.
Elle moj-fer tambem,disse ella til. eser
por .minha culpa I Todava Deus sabe que face
grandes extorco para esquece-lo 1 Mas apparen-
tcmenle nocessario fazer mais do que isso ;
nocessario aceitar. Ah eu quizera nao mentir 1
Esperara que, tornando saude,podero dizer-lhe
cora toda a sinecridade : Amo-te tanto como se
nada houvera passado. Conheco que isso ainda
nao verdade I mas elle vai raorrendo, ao pas-
so que eu rcuasco vida. O que me salva, ma-
ta-o. Elle j nao sabe esperar, orar e contar cora
o auxilio de Dous. As mulheres a qucm amou
lh} lizeram esquecer tudo isso. F. necossario
engalo, minha tia ; nocessario que faca por
ele o que consentio fazer por mira ; uraa men-
lia 1
E' necossario, respondeu a lia, fazer como
julgas que Deus lo aconselha. S elle nos pode
Iluminar na noilc quo temos cahido. Eu por
Variedades.
GAZ HEBED.
Invesligacoes acerca das-principaes doencas dos
artistas typ'ographos; pelo- Sr. Van Holsoeck.
Nao sao somonte o ar viciado de ofikinas mal
ment brbaro, quo recebia, afslou-so da ma-
nada ; o conductor correu atraz della, e deu-lhe
ni cabeca urna pancada tao forte, que lhe arran-
cn uraa dos armas. O -sangue correu a jorros,
da cabeca da yacca de tal forma, que ella cahiu
no eho," sera poder ler-se em pe. O politizan
prendeu o auclor deslo acto rcvoltonle, mas nao
foi sera difficuldade ; a multido reunido, e ou-
tros conductores de godo, pela moior parto loo
brutos como o accosado, procuravom lvra-lj da
priso. Finalmente chegou cstoooo da poli-
ca, onde foi posto em seguronca.
O aecusodo disse em sua defeza, quo era ver-
dad que a vocea tinha urna oioio quebrada,
mas que isso tinha resultado da marrada, quo
outra vacca lhe dra.
O magistrado nao pode admilr esta evasiva ;
clogiou o poiiciman por nao ter permltdo que
urna ocoo lo indigna de um ingle ftcosso im-
pune e depois de haver- reprehendido-severa-
mente o culpado pela su o brutalidad*; impoz-lbe
a multa de uraa libra slerlina, que culpado nao
pode pagar, e por isso foi metlido na cadeia e
obrigado a trobalhar na fachina pelo lempo de
vinie e um das.
OS NATOCKHAIS-
Esta, tribu, era numero de 60(090 almas,
oceupa o ngulo do territorio situado entre a
embocadura esquerda do Eoubam c o- mar negro,
entre as duas monlaiihas, que se estendem ao
sul, evo acabar no rio Fichad, que desemboca
no mar negro.
Entro os Na(oukhaiSv(a influencia dos princi-
pes, o dos nobres sobre o povo muilo i mais
forteqne as oulras povoaces abadazs. I
A submisso, que agora fizeram os Naloukhais,
entre oulros resultados, priva as tribus ainda re-
beldes-dos ancoradouros-do Glehendjik e dje Fi-
chad, no mar Negro e do urna grande exlenso.
da sua costa.
cando Cecilia a abraca-lu^ e abencq-lo tambera.
Conheceu que amava-o mais do que tudo no
mundo, e que nao poderia nunca sarar dessa mo-
lestia.
Mas quando ficou s, voou a fascinaco o pare-
ccu-lhe que nao o amava mais.
Depois expellio essa idea como urna suggcsto
do orgulho, o pedio a Deus que a livrasse della.
Olhou como um dever nunca moisdar-lho cnlrS-
da no seu espirito. Assentou de ouvr Ranlcomo
0 orculo da sua vida, de levar-lho cm conta lu
do quanlo tinha feilo e ainda quera fazer para
cura-la de urna vez da duvida. Pedio tia que,
se ainda duvidava, nao Ih'o dissesse. Foi adora-
vel de ternura, de submisso intellecbaal, de de-
licada jovialidade para com o seu ru>ivo. Con-
sentio em fixar o dia do casamento, dizendo que
quando livessa feilo o juramento de amor com
a sua alma o com todas as suas forcas, sua alma
ainda teria mais torga para amar.
Ral apressou o dia do casamento, nao sem
sentir secretas angustias.
Senta ainda urna certa hesitocoo interior na
conlianca que implorara. Quizera apellar nos
bragos urna amante, ebrio de ventura, e, se Cons-
tanca exigisse, ficaria absorto o preso a seus ps
durante novos annos de provocan.
Mas a repulaoo de Constanca exiga quo suo
intimidado olligisse o seu m, o su saneco
religioso. Nao quera dcxa-lo mais um s dia,
adra do que nao podesso suspeita-lo, e, no en-
tonto nao pdia continuar a v-la lodos os dias
sera comprometle-la.
Dcil e boa, Constanca consentira cm casar
em Nice; mas Ral e sua tia tinham embirrado
com esse lugar ; c cssa caso da Mozzelli, a que
Constanza pareca prender-so de una maneira
singular, parecia-lho chcia do amarguras e de
vses siuistras.
Constanca consentio em vollar a Paris. Despe-
d rara-se das poucas pessoas cora quem tinham
retacos c annunciaram-lhcs o casamento pr-
ximo.
No momento da partida, Conslanca, aprovoi-
tando um momento de solido, foi at o caramau-
1 chao das roseiras c s ntou-se no banco. Ah li-
mis que ore nao tenho o teu espirito, o nada ve-i con pensativa por alguns instsnles'olhando para
jo. Ora o depois decide 1 O que quizeres cu
quero.
Constanca orou com fervor, e a f lhe foi resti-
tuida. Chamou Ral, pedio-lhe que fallosse, ou-
vio-osera perturba-lo nein dcsanimo-lo cora um
gesto de sofTrimento ou com um olhoi de duvida.
Elle fallou com grande lgica e ardenlc convic-
co, jio se descupaodo, abandonando magna-
o mar. Senlia-se incommodada e diiia como ou-
tr-'ora Sophia no lago do Carde : A vida boa o
o tmulo fro. Mas repossando na memoria as
circumslanras da noto do assassnalo, senlio no
coraco uraa violenta dr physica, como se re-
cebesso um golpe de novjlha,
O que 6 a iraaginagoo I pensava ella ; 6
uraa magia, mas muilas vezes uraa magia negro,
nimidade do scu juiz, porm dizendo o provando deque cumpre desconfiar.
que o futuro sera sem nuvens c sera mancha.
Essa prova mostrava-a elle nos scussoffrimcnlos,
n.i vergonha que havia soffrido, e no remorso da
dous mezes inteiros.
A nao ser estpido eu insensato, nao poda ter
raais do que urna vonlado, um fim, urna neces-
sidade n'alma, a felicidade de Constanca, fclici-
ilidesema qual a sua propria vida tornava-se
maldita c impossivel.
Oonsianca ficou vivamente enternecido, e lan-
oou-so-lh uos bragos, chorando cotn. elle, e (or
E todava abandonou-so a ello como a um gozo
cruel que lhe agradava saborear pela ultima vez;
relrocou muito vivamenlo o instanlo que contara
tia, o cm quo. quasi a cahir desfallecida, sen-
tir urna rpida sensaco de bem estar extraor-
dinario c peusou, mo grado seu : So a vida 6
boa, a morle tambem boa.... melhor talrez I
Mas nao pensemos nisso.
Ergucu-so c colhou junto do banco um ramo
de salva com flores, do que fez urna corda e foi
p-.la sobro a cabeca da Polymnia do salao. Era.
como que um adeus e uraa recordara- dexada do- Constanca a
Mozzelli. ment.
Pobre Sophia I dizia olli comsgo; talvez
mais infeliz do que eu ; nao pode perdoar !
Ral foi dizcr-lhc quo os cavaMos estovara
promptoso queso estovam espera della. A lia,
j ia as carreiros, inipacicn'.o dn deixar o coso c o
pai/. Conslanca deifc-so prossa em sabir para
a gradar-I lies, mas parecen-lho que lhe conten-
tara raais all ficar sozinha para sempre.
O movimento da viagom depressa dissipou es-
sas impresscs do sinistra volupiuosdade. Ral
estava adrairavel de cuidados o dedicaco. E de-
pois nao tinha a ventura inslenle de um trium-
phador ; eslava melanclico, as mais das vezes,
como so as alagrias serias, era Conslanca quem
soesforgava por torna-lo alegre, quando julgava
vera sua medilac.io tornar-se inquielaco e tris-
loza. A primeiro rcinslallago era Pars foiudo
um motivo de dislraccoo o movimcnlq para Cons-
lanca. Seus amigos foram fecila-la peto seu
restabelecimento e pelo futuro casamento. Todos
esliniovara Ra.nl no passado, o admiravom-o no
presente, pela sua intelligcncia, coragera o fide-
lidade. Elle tinha feilo fortuna sem esquecer o
amor ; isso c raro.
A senhora ha de ser n mais feliz de todas
as mulheres ; diziain-lho geralmente; rie, bella,
amada, o q corto os favores da Providencia ; mas cumpre
confessar que nao poupa com a senhora as flores
da corda I
Constanca sorra, agradeca e acreditara
Mas, logo que eslavo s, senlia como quo um
fro que lho operlava os denles.
Tenho medo do tornar a cahir docnle, di-
zia ella lio. Todava durmo, como, e nao sinto
nada !
A tia consulten o medico da familia, quo lhe
disse em voz boixa : E necossario casa-la. Ha
muito lempo que ella ama um ausente.
Desde enlo Cecilia fez ludo para apressor o ca-
samento, obier a dispensa dos bandos, convidar
a familia c proparar a Costa.
Quando levaram a Constanca o vestido do ca-
samento para experimentar, ella tere medo sem
saber de que.
Tocaram a campainho e eslremecou ella.
Dor-se-bo acaso que to alacasso do novo o
soluco nervoso? llie disso maternal e prosaica-
mente n tia.
Nao. Foi a campainho que me sorprenden.
Depois de ura corlo toque l o'ude sobes, nunca
mais me ocoslumoi a ouvir tocar campainho.
Entrou um criado para dizer quo a senhora
duqueza d'Evoreux eslava no salo com sua fi-
Iha.
Conslanga cmpollidocou e vio-se obrigado a
aenlor-se.
AJi! essa mulher nao lora bro exelamou
a tia ; nao quero quo a vejas ; vou despedi-la.
Nao, disse Conslanga, diantc da filho, o I
Pobre Julia, to boo, loo amante I
K foi abragar mademoisclle d'Evercux c rece-
bar as felicilagoos de sua mc, quo ficou cinco
minutos, conversando com aquella tocilidado e
cnqsnto costmnados, o que rour-gu-so convidan
ir a sua coso depois do caso-
Itei de faze-lo. disso Coosanca depoisiqpe
Oi.luqijoza so retiren. Nao overo que ella pauso
que me record.
Emfim chegou o da do casamento c aunea
Constauga parece mais bella e mais feliz. Tjnha
esqoecido ludo*. Ral estava ebrio de alegra in-
terior. Senlira-se religioso ante o altar ; jurara
com a sua alma e cora seus labios justificar a
conlianca de sua mulher tres vezes santa, pelo
amor, pela dr e pelo perdao.
No momento de entrar na cmara nupcial.
Conslanca abragou a lia e ficou por muilo.lempo
suspensa ao seu pescog.
O que leBS? disse-lhc
fra I fazes-meaiodo!
Cecilia Gomo ests
Constanca seguo Roul ao aposento que d'ora
em dianle tinham do oceupar. Era. o que o pac e
a mo do Constanca haviam habitado durante 12
annos de urna pacifica o religiosa, uniao. Cons-
langa tinha decidido ao perder seu pao. quo nao.
(cria outro quarto quando fasse casada, o I-
nha-o trotado com cuidado, sera nada querer alr.
(erar, e nunca all entrara som um scnlmenlo
profundo de respeilo para o scu passado e o scu
futuro.
Era um vasto aposento escuro como toAns 03
oulros, do dia por causa das grandes faias oo.jar-
dim, e do noite, apezar das velas, pelo iodo do
cordovo vclho com- pequeas laminas de prala.
Os aparadores do carvallio, e a cama no esLyto no
rr-nasrimento com columnas esculpidas c guar-
necidas de cortinas de damasco verde, afitopega-
rios do lempo do Lui XIV c os armarios de Bou-
le, tudo era rico, austero o confortavet, sem vi-
sar a um lodo do poca, de que conessanios nao
gustar mais, visto como nos faz vitCI na sensa-
co do um passado determinado.
Ra.il e Conslanga ficaram impiessionodos pelo
aspecto dosso quarto e pela rccoxdago que lhes
trazio mente ; Conslanga muilo rommorija,
sontou-so sem dizer nada ao, p da chamin, em
que floniraejava um fugo claro. Era o lempo dos
primeiros fros. Ral ajooldou-se ao p6 della o
levantou-se logo, assustado com o pallidez della
e com a Qxidade do sous odos no fundo do apo-
sento.
Soffrcs alguma cousa? exelamou alie.
Nao, nao te movas, respondeu ella, olha !
Olhc para o que? ".
Paramen pac quo esta olltl Enlo nao o
vs ? Nao I Estarei sonhando ? Mas cu o vejo dei-
lando pora fra dos mulheres que querem en-
trar aqui... Ah essas duas mulheres!....
Conslanca levaulou-se, procurando lomar a si
o expellir essa hallucinago.
_ J passou, disse ella sorripdo.
Mas loruou a cahir sobre a poltrona, o doilou.
bruscamente a cabega para ttaz, com profundo
suspiro. Ral julgou-a mor.
(CoiUnttar-M-/a.)
PERN. -.TYP. DE M. F. DEFARIA. 18W "
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