Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09040


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Full Text
- W "
*

AMO XXXVI. HOMERO 89.
Por tres mezes adianlaos 51000. .
Por tres mezes vencidos 6$000.
'.
TERCA FEIEA 17 DE ABRIL DE 1860.
s/
Por anno aduntado 19$000.
Porte franco pora o sriseriter.
PERNAL
IBI
ENCARREGADOS DA SUBSCRIPQAO' DO NORTK.
Parahiba, o Sr. Antonio Alexandrino de Lima;
Natal, o Sr. Antonio Marques da Silva; Aracaty, o
Sr. A. de Lomos Braga; Cera, o Sr. J.Jos de Oli-
veira; Maranhao, o Sr. Manoel Jos Martina Ribci-
ro Guimaraes; Piauhy, o Sr. Joo Fernandos de
Alomes Jnior; Tara, o Sr. Justino J. Ramos ;
Amazonas, o Sr. Jcronymo da Cosa.
l'AUl'IIM UUSCUHHblU.t.
Olinda lodos os das as 9 1/2 hora do dia.
Iguarass, Goianna e Parahiba as segundas
e sextas feiras.
S. Anlo, Bezerro9, Bonito, Caroar, Altinhoe
Garanhuns as Ierras feiras.
Pao d'Alho, Nazarelh, Litnoeiro, Brejo, Pes-
queira, Ingazeira. FIore3. Villa Betta, Boa-Vista,
Oricury e Ex as quartas-feiras.
Cabo, Se'rinhiem, Rio Formoso.Una. Barreiros.
Agua Prela, Pimenteiras c Natal quintas feiras.
(Todos os corrcios parlero as 10 horas da manha.
brHbMEKIUliS UU ML Ur, AttltiL---------
5 La cheia as 5 horas e 40 minutos da tarde
12 Quarto minguanto as 11 horas e 13 minutos
di larde.
21 Lua nova
nlia.
28 Quarto crescente
tarde.
as 3 horas e 26 minutos da ros-
as 3 horas e 18 minutos d3
PREAMAR DE MOJE.
Prim ra as 2 horas e 30 minutos da manhaa.
Seguido as 2 horas e 6 minutos da tarde
AL'DINECIAS DOS TIUBUNAES DA CAPITAL.
Tribunal docommercio : segundas e quintas.
Relaco : toreas feiras e sabbados.
Pazenda: tergas, quintas e sabbados as 10 horas.
Juizo do coromercio : qujptas ao rneio dia.
Dilo de orphaos: Ierras e sextas as 10 horas.
Primeira vara do civil: tercas c sextas ao meio dia
Segunda vara do civil; quartas e sabbados ao
' meio dia.
PARTE 0FF1CIAL.
Ministerio da fazenda.
DECRETO H. 2.567 PE 31 DE MAIKO EF. 1860.
As gratifcoces e porcentagens dos empregados
das rtpartifda da [uzeada sito devidas pelo
efectivo exercicio.
llei porbem, usando da atttibuigao que me
confi'i'o o arl. 102 da cousliluiro do Imperio,
decretar o seguinle :
Arl. nico. As gralificaces e porcenagens
dos empregados das reparlices do ministerio da
fazenda s sao devidas pelo' effeclivo exercicio,
nos termos do arl. 43 do decreto n. 2,349 de 29
de Janeiro de 1819, salvos os casos do impedi-
mento por servido gratuito, a que os mesmos
sejam obligado? por lci on ordem superior.
Angelo Muniz da Silva Ferraz, de meu conso-
Iho, senador do Imperio, presidente doconselho
le ministros, miuisiro e secretario de estado dos
negocios da fazenda e presidente do tribunal do
tliesouro nacional, assim o lenha entendido e
faca exerular. Palacio do Bio de Janeiro, om
-31 de marro de 1860. Irigessimo nono da Inde-
pendencia e do Imperio. Com a rubrica de Sua
Msgeslade o Inperador. Angelo Munh da
Silva Ferraz
(MIANDO DAS ARMAS.
Quartel general do commando das
armas ein Pernambuco, 16 de
abril de 1SGO.
ORDEM DO DIA N. 384.
O lenle general commandanle das armas, em
execueo a ordem do dia do quarlel general do
-exercito sobn. 186.com referencia ao aviso o mi-
nisterio da guerra de 29 de margo ultimo abaixo
troncripto considera cassada a roncesso de me-
nagem dentro da praca oufora da cidade aos Srs.
olliciaes elfeclivos c reformados, o cadetes per-
tenceolcsa corpos existentes nesta guarnicao.
Ojmcsmo|ienente general faz cerlo para que tenha
devido efleito, que passou de doenle a promplo
no dia 13 do correntc c entrou no exercicio das
funcries inherente ao seu emprego, o Sr. cirur-
giao-mrde brigada Dr. Jos Sergio Ferreira, de-
legado do ciiurgiao-mr do exercito nesta pro-
vincia.
AVISO.
Rio do Janeiro.Ministerio dos negocios da
guerra, em 2U de marco de 1860.
Jllni. e Exm. Sr.Para evitar a reprodueco
n.igem dentro de pisca ou cidade aos officiacs e
adelea presos para responderem o conselho de
guerra por crimes meramente militares; o go-
verno imperial tem resolvido que, d'ora em dion-
diantc, seja por elle somente concedida eslagra-
ja, medanle supplica da parte inleressada, que a
devei dirigir pelas vias competentes; ficando
aulorisado o commandanle da guarnicao a per-
roillir nicamente que os reos s.-iiam'da priso
dovidamenle arompnhados. nos das em que fdr
preciso l'alar dos negocios de sua defesa perante
o respectivo conselho de guerra. O que commu-
nico a V. Exc. para o fazerconstar.
Dos guarde a V. ExcScbastio do Reg
BarrasSr. bariio de Suruhy._______
prsenles 30 senhores deputadus, abre-se a
sessao.
Lida a acta anterior,
EXPEDIENTE.
lim officio do secretario do governo. remet-
iendo as informacoes ministradas pelos inspecto-
res da thesouraria de fazenda e provincial pedi-
das em data de 26 de marco prximo passado.
Aquem fez a requisico.
Outro do niesmo remetiendo as copias do
relatorio do engenheiro fiscal da estrada de
ferro de dezcnibro e Janeiro. Aquem fez a rc-
quesico.
Um reqnerimenlo de Joo Hypolito de Meira
Luna arrematante de 1067 bracas de empedra-
mento de diversos lances da estrada da Victoria
reconhecendo depois de haver feito quasi meta
de do cmpedrameiuo erro de medicao do que
6r. Miranda appelluva para a
opplicaroseiidinneiro-; Nao ponho em duvid,
Sr, presidente, por lano a ulilidade do fim do
meu u em que o
deci.'ao da casa.
U >r. Otlirona pede anomeacao de um mem- ; Instituto dando altongao ao que est escriplo
ra a coromissao de juslica criminal que so peco aos nobres deputados que me permutar
confiar destas assoriages que
MAS DA SEMANA.
16 Segunda. Nossa- Senhora dos Prazeres.
17 Terca. S. Aniceto p. m.; S. Elias Monge.
18 Quarla. S. Galdino b. csrd ; S. Apolinario m.
19 Quinta. S. Hermogenes m. ; S. Scrates.
20 Sexta. S. Ignez-de Monte Policiano.
21 Sbado S.Anselmo are; Ss. Silvio elzacio mm.
22 Domingo do Bom Pastor Ss Soler e Caio mm.
ENCARREGADOS DA SBSCRIPCO NO SL.
^ Alagoas, o Sr. Claudino Falcao Dias; Bahia, o
Sr. Jos Marlins Aires; Rio de Janeiro, o Sr.
Joo Pereira Marlins.
EM PERNAMBUCO.
O proprietario do diario Manoel Figuciroa de
Faria.nasua livraria praca da Independencia n
6e8.
mas
permitan) des-
sao muito boas,
que sao minio uleis quando se leem os seus es-
tatutos, mas quo na prniiea pouco ou nenhum
resultado dao.
(Ha um aparte.)
A respeilo mesmo da instituirSo de que se tra-
ta, sabe o nobre deputao que quando o Sr. Pi-
ixo julgados objecto de deliberagao e vio a res Portella irmio do nfobre deputado se achou
mpnmir um parecer do Sr. Mello Itego acerca na administrado da provincia, quiz formar tima
do modo por que os arrematantes de obras pu- I sociedade de agricultura, muitos agricultores vie-
blics devem Ilustrar seus reqiierimentos quan- ram dsuas fazendas para assistu* as reunies
do l icha incompleta.
E' nomeado o Sr. Rufino de Almeida.
OHDEM DO IA
Ccntinua a segunda discussao projpcto que
concede urna subvenco annual de dez conlos de
ris ao Imperial Instituto de Agricultura desta
provincia
semidea.
O tro dos Srs. Brandan, Livino e Francisco Pe- '
dro, restaurando a cadeira de Ia-* Icllras do sexo
Ihc resullava prejuizo, pede urna endemnisacao. mS;Hiin0 da p0voacao de Fazenda-Grande.
A commissao de orcamento provincial. 0lllro t0 Sr Rufil0 desmembrando da comar-
Outro de diversos possuidores de terrenos si- i ca d0 Rio Formoso
loados nesla cidade pedindo seja revogado oar- Agu-Prela
os termos de Barreiros e
ligo de posturas da cmara que determina que 0 s,.. Feneon ._Sr presiden, ,pndo dido
sejam murados os ditos terrenos -A commissao a paUlVra na sess5o q-uarl,.ft.ira ,
(te noslura mmnrimos ;____i______r__ _./*. ..!
EXTERIOR.
I.-se no iWonuno-/'ost :
Nada ha mais calmo e moderado que o dis-
curso pronunciado pelo imperador dos France-
zes na abertura das cmaras. Elle no cncerra
nem essa lgica anlilhelica e mordente, nem os
opigrammas agudos, que eslavamos habituados
a encontrar nos precedentes discursos de Napo-
lcao III. No seria mais conciso um memorial
cm urna assemblca de subsidios.
Os factos fallan) por si mesmos. Sabemos as
dilc uldades, que pOdem sem cessar fazer surgir
a queslao italiana, e nao sabemos, nao podemos
prever as proporcoes que podo tomar a queslao
romana. Sabemos que nao por culpa dos pro-
teccionistas francezes, se esses embaracos exte-
riores nao sao aggravados pelos dcsc'ontenta-
nienlos no interior Mas tambero sabemos, e
estamos firmemente convencidos de que o impe-
rador lera por alliados e defensores de sua pol-
tica em favor da grande liberdade do commercio
milhes de Francezes, que breve experimentarao
os benficos effeilos dessa pratica, vero aug-
mentar seu bem-estar, e gosaro da incalculavel
vanlagem de ter d'ahi em dlanlc as mos lodos
os productos, que a Inglaterra, com suas vaslas
manufacturas c immensos recursos commcrciacs
pode sem cessar fornecer-lhe.
Nunca, no caso da formacao d'um poderoso
reino da Italia septentrional, comprehendendo
elle, sob a dominaco do rei de Sardenha, a Tos-
cana, as Romanhas, Parma e Modena, ao qual,
por forca das cousas, a Venccia seria com o an-
dar dos lempos annexada por conquista ou com-
promisso, c que acabara talvez por absorver o
reslo da Italia ; nunca negamos a Franca o di-
reilo de exigir garantas estratgicas sobre suas
fronleiras contra o Piemonte. Mas nao tratamos
disto : tratamos da proposicao de M. Thouvenel
da formacao d'um poderoso" reino da Italia sep-
tentrional.
O ministro dos negocios estrangeiros de
Franga prope que, separada a Toscana da Sar-
denha e governada por um principe particular,
o rei Vctor Emmanuol nao deve ser as Roma-
nhas seno urna especie de lugar-tenente do Pa-
pa. Elle nao considera cerlamente o poder do
rei de Sardenha muito formidavel e muito amea-
tador para a Franca. E na verdade, tas pre-
sentes circunstancias, absurdo sustentar que a
Sardenha pode ser temivel Franca e nida jus-
tifica o abandono exigido A casa de Saboia.
A Sardenha, nao hesitamos affirma-lo, pa-l
gana bem caro d engrandecimento de seu terri-
torio, se fosse obrigada a ceder essas montanhas
e fortalezas, que, por lano tempo, a defenderm,
ero troca das feriis planicies entre o Tessino e
o Mnrjo. Um tal pedido, que a necessidade nao
justifica, nao augmentara de cerlo a repotacao
de magnanimidade e moderado, 6 que o impe-
rador deve o successo de sua poltica.
O imperador nao deve abandonar cousa al-
guma de sua influencia moral, no momento em
que entra em urna grande lula moral. Nao ha
equivoco na linguagem usada respeilo dos pro-
teccionistas e dos sacerdotes. Elle se apoia con-
tra estes as tradiceoes da egreja gallicana nao
menos do que as da revolucao; c ero sua lula
contia os proteccionistas, elle ver rodearem-no,
nao duvidamos dsso, lodos os agricultores c ne-
gociantes francezes. Contra todos elle ter ss
sympalhias do governo inglcz. e depois do voto
da cmara dos communs sobre o tratado, a co-
operaco cordeal de nosso governo.
O bom sensode lodo o paiz leno-sc pronun-
ciado lio fortemente contra os que qoeriam privar
os povosdos dous paizes das vaulagens reciprocas,
1'ie deve trazer-lhes o tratado ; tem tao enrgi-
camente censurado o proceder daquelles, que
queriam transformar em causa de discordia
roaior medida poltica de nossa epocha, que
nada tememos dos estorbos, que podessem ser
anda tentados depois de M.'M. d'lsrael e Du-
cano. > ________[Prtue. = S Filho.)
rtfinmBUCO.
ASSEMBLCA LEGISLATIVA PROVINCIAL.
SESSAO ORDINARIA EM 9 E ABRIL. (")
Preidencto do Sr. Visconde de Camaragibe.
Ao meio dia feila a chamada e achando-se
(') No dia 5, 6, 7, e 8 oro hQUve seasao.
de posturas municipaes.
Outro de Jos de Barios Correa Selle fiel do
Ihesoureiro da meza do consulado pedindo um
auno de licenca para tratar de sua saudo onde
bem lhe conver. A eommissao de pelicoes.
Le-se e approva-se a seguinle parecer.
A cnmmissu de constituirn e poderes veri-
ficando legal o deploma do Sr. deputado Fran-
cisco Pedro da Silva, c reconhecendo a denu-
dado do mesmo, de parecer que se de. entra-
da e assento na casa ao referido senhor como
membro eleilo pelo 13 circulo elciloral da pro-
vincia.
Sala das sessoes 9 de abril de 18(50.
A. C. Mello.
Barros de Lacerda.
O honrado membro enlroduzido coro as for-
malidades do estylo presta juramento c toma as-
sento.
Sao lidos e julgados objeclo de delibcraciio e
vai a impremir o seguinle paracer, A com-
missao de pelicoes tendo examinado o reqne-
rimenlo de Joao Goncalves Rodrigues Franca
esrrivao da collectoria "de rendas provinciaes da
cidade de Olinda, c arhando attendivel a sup-
plica do referido esrrivao c de parecer que seja
o mesmo deferido para o que offerece a seguin-
le resolujo.
Arl. 1. Pica concedida a aposentadoria pro-
porcional ao escrivo da collerloria de rendas
provinciaes da cidade de Olinda Joo Goncalves
Rodrigues Franca as razo dos annns de servi-
go que o referido cscrivao tero prestado no
dilo emprego.
Arl. 2. Os vencimenlos da mencionada apo-
sentadoria aeran calculados na razao da arreca-
dacao da arrcmalacao do ultimo exercicio do
anno em que so lomar efferliva o aposentadoria,
revogadas as desposicoes emeontrario.
Sala das sessoes 9 de abril de 1860.
Jos Joaqoim do Reg Barros.
Dr Manoel Figuciroa de Faria.
A conm.issao de fazenda provincial tendo em
vista o que a esla asscmbla requer Jos Tlie-
doro Gomes, de parecer que seja o mesroo
altendido na parle cm que pretende ser absol-
vilo dos juros que tho foram contados na in-
devida delenro em poca anterior a lei n. 514
de 28 de culubro de 1848, visto que melita em
favor dessa absolvicao a doulrn.a do aviso de 26
de fevereiro de 1819 aplicavel a fazenda provin-
cial pela lei n. 299
Sala das sessoes 9 de abril de 1860.
Cypriano Fenelon G de Alcoforado.
Ignacio de Barros.
M. C Cintra.
A commissao de orcamento municipal, lendo
lido atienta e acuradamente a pelicao que a esla
asscmbla derigiram Josefina de Olveira Maia,
Antonio Augusto dos Santos Porto, c outros,
localorlos de predios pertencenles ao patrimo-
nio da cmara municipal desta cidade, sitos na
praca da Independa na qual pedem o abate-
menlo de cincoenta por cenio no preco porque
arremataran) os alugues dos ditos predios ale-
gando o excesso extraordinario e um previsto
entre osquepagarara epagam actualmente a fe|re
que se deu na occasiaoem queflzeram a arrcma-
lacao com vistas assim os peticionarles de evitar
incalculaveis prejuisos de correr natural e neces-
sariamente de mudencas de qualquer estabele-
cimenlos comraercial ; nao julga valiosas as
razoes dos peticionarios; por que estes conhecedo-
res do estado do mercado, das vanlagens de lo-
calidades, foram os primoiros a fazer olTercci-
mentos aventajados pelos alugueis dos predios
do patrimonio da cmara municipal do Recife,
sao as primeiras a confessarem que seno fleas-
sem com hs lojas de que tratam solTririam as
perdas incalculaveis do urna repentina mudan-
ca ; entretanto que nao obstante que ho ditos
peticionarios conseguido remediar esses incon-
venientes, nao obstante nao tercm soffrido pre-
juiso algum, querem abale no prego o quesera
em prejuiso da cmara, que as linha preferido
por causa de offereciroento maior que fizeram ;
deixando de ser altendido o oflerecirnento de
outros : a visla do exposto e de outras razoes
mais, que actuaram no espirlo, commissao de
parecer que se indelira a pretenco de Josefina
de Oliveira Maia ele. etc.
Sala das sessoes 9 de abril de 1860.
L. M. Marlins Pereira.
F. R. de Mello Reg.
A commfssSo de peligao aquem foi prsenle
o requerimenlo de Luiz Francisco Viera de Li-
ma, continuo da secretaria do govurno, pedindo
a esta asscmbla um anno adiantado de seus
vencimenlos, dn parecer que seja o suppli
cante indeferido.
Sala das sessoes 9 de abril de 1860.
Dr. Manoel Figueiroa de Faria.
Goncalves Guiroares.
Reg Barros.
A commissao de ordenada, defirindo o reque-
rimenlo do Jos Benlo da Costa, director do
collegio dos orphaos, de parecer que se adopte
a resolucao seguinle.
Arl. nico, ordenado do director do colle-
gio dos orphaos. Pica elevado fi quanlia de uro
cont e oito ceios mil ris : revogadas as dis-
posices cm contrario.
Sala das comraissoes 9 de abril de 1860S.
do R. Barros de Lacerda.Eduardo Pina.
A commissao de negocios e posturas decama-
ras, quem foi presente o requerimenlo incluso,
de diversos moradores do lugar denominado
Pesqueira, representando contra a approvago da
postura da cmara municipal daquelle dislricto,
pelo qual ficam revogados os arligos 1 o 2 das
posturas de 14 de jant-iro de 1819, o 1.* o seus
paragraphos das de 10 de Janeiro de 1853 de
parecer que sejam os supplicantes allendidos na
orcasiao em que fdr submeilida A approvago da
casa a postura contra a qual reclamam.
Sala das commisses 9 de abril de 1860,F.
Gitirana.Reg Barros.Livino de Barros.
Vai mesa e le-se o seguinle requerimenlo :
Requeitoque seja dada para ordem do dia
afim do entraren) era discussao a primeira parte
do projecto que crea a comarca de Olinda e Igua-
rass, Ucando assim desmembradas das outras,
visto como o requerimenlo de adiamento no qual
se pedia informagoes ao governo nao se cnlen-
dc senao com as comarcas de Garanhuns e
Boa-Vista sobre as quaes smente versero duvi-
das acerca da divisao.
c Sala das sessoes 9 da abril del860.Manuel
Miranda.
O Sr. presidente declara que em virlude
do regiment, nao pode ser acceito o reijuerir
geins observages ao projecto n. 12 apresenia-
do pelo mibro deputado o Sr. Dr. Nascimento
Portilla, vi que a essas observages fez apenas o
nobie autor do projecto considerages de tanto
pezo que me obrigaram pedir a pa'avra segun-
da vez. Acompanhou a esse honrado membro o
nobie deputado pelo terceiro dislricto o Sr. ba- sultado que cu teria de apresentar
rao da Vera-Cruz, e. pois, eu pego permisso a exactamente o mesmo, isto nao .,.
esses dous senhores quem roe refiro para res- do cousa alguma, ficam as primeiras
ponler-llies conjunclamcnle, nao dividindo os ] ficam no projecto de estatutos e nada
seu. discursos.
coa Mito enihusissmo, houvo talvez Sr. presi-
dente, na creago dessa sociedade que muito hon-
ra o nobre deputado mais acodamento roaiorcs
esperancas, roas esta sociedade alias inui* ira-
porlanlo, cojo fin e ulilidade nao podia ser pos-
to em duvida que resultado leve?
Um Sr. bepulado:Ha esla segunda leuta-
tiva,
O Sr.jFenelon :Se urna segunda tentativa
ja ve o Vobre deputado que lenho razao para des-
confiar dclla ero visla da nao execugao da pri-
meira. *
Se, eu qnizesse Sr. presidente, apresenlar mi-
las outras sociedades que em vista de seus esta-
tutos tem um fim muito til e importante, o re-
a casa, seria
tem produzi-
reunioes,
.. mais, Se
porm fu quizesse fazer algiimas reflexoes roes-
zem parle desta assooaco, e que tendo sido con-
pres)dente. me parece que a opposicao que vidado para a sua primeira sesso essa sessao
eu apresentei ao projecto foi muito conveniente,! nao pode ler lugar por falla de numero
algumas reflexoes que nenhuma in- Um Sr. Deputado-Jk foi
con/emenda linham, e que nao podiam offender
de modo nenhum, nem a susceplibilidade
do honrado membro, nem oulra qualquer consl-
dengao. Ditoislu a respeilo deste incidente, eu
enitarei na analysc do discurso do nobre deou-
tade. *
O nobre depulado nao pido conseguir demons-
trar em seu discurso que erara inexactos os deus
factos capilses era que eu linha paseado a mi-
nha argnmeulacao, primeiro de so nao ler feito
ainca a chamada das dilTerentcs quautias assig-
nad)s por subscripeao pelos agricultores desta
provincia, segundo de nao estar anda cffecliva-
uierle funecionando o Instituto. Tratando dests
maleria, disse o nobre deputado que eu linha
foi explicado isto.
O Sr. Fenelon:MaS a explicagao que deu o
nobre deputado a esse respeilo, no pode ser re-
cebida pela casa. Diz o nobre deputado que as
cartas de convite chegaram tarde, que as pessoas
aquem eram dirigidas essas cartas receberam-
nas em dia posterior a aquelle marcado para a
reuniao.
O Sr. N. Portella :Beferi o faci apresenla-
do por um nobre deputado que deve merecer a
confianza do honrado membro.
O Sr. Fenelon .Nao me record disso.
O Sr. N. Portella :Foi o Sr. Souza Carva-
Iho.
O Sr. Fenelon :Eu fago abslraeco de ler sido
o fado apresentado pelo nobre depulado ou poi
m fn^ L'fSd$do Instituto Agrcola. Nao; outro qualquer, lenho tanta confianca no nobre
Z TJ1 1 Ud-de' 6," PrcsM,en,. ai'"- depulado como era out.o membro "desta casa e
sen cisira considerages sobre a opporlunidado | dou toda a importancia ao
da i.edida apresenlada : entend, Sr. presidente, I dos aqu asseveram.
e ei lendo ainda que, nao lendo sido feita acha-
mat a dessas quanlias subscriptas, que nao tendo
inda o Instituto se reunido em sessao efTectivn,
que nao tendo ainda deliberado era que devia
empregar o capital subscripto, nao era opportu-
no, nao era conveniente que a assembla provin-
cial desde j secomprometiesse a dar una sub-
vengao de dez conlos de ris por espogo de dez
anuos, para serem applicadosa tlni.quc o mesmo
Instituto nao sabia qual era. (Apoiados.)
Pergunlarei eu ao nobre depulado que me pre-
cedou e que fallou na sessao de quarla feira, o
Sr. bario da Vera Cruz, que um dos membrosj
muito distincto do Instituto ; oque preleudo fa-
zer o nobre deputado, o que pretende propor na
sessao do Instituto que se faca com este dinheiro
o q je est subscripto?
O Sr. Dardo da Vera Cruz:Ora essa boa I
O Sr. Fenelon:Denme o nobre depulado
em aparteessa boa.Sr. presiente, a esla
roinha pergunla feila j na sessao dequarta fejra,
disserara ao nobre depulado a quem me refiro, o
Sr. bario da Vera Ciuz e o Sr. Nascimento Por-
tel!), que admiravam-se que se pozesse em du-
vidu o tira e ulilidade do Instituto. (Apoiados.)
Mas, Sr. presidente, a pergunla por mira agora
implica quo eu ponha em duvida o fim e a
utihdade do instituto? Nao, nao implica de modo
algum.
jue os nobres depula-
Mas digo eu que esto facto
mesmujoruva que nao tem havido muito assoda-
mento%e reuniao do Instituto, se o houvesse
c que esse fado nao teria logar, que
euniao se nao teria dado ; e permitia-
I que npsle ponto eu fique aqu.
P&*ido o rbbre drputado-, disse que 4N
nao ter conhecimenlo dos estatulofT-"
Sr. N. Portella :Nao, nao foi no discur-
so, eu disso isso cm aparte porque quando o no-
bre deputado orava colligi isto, mais depois fui o
primeiro a confessar que vista de suas palavras
eu conhecia que linha elle ldo os estatutos.
O Sr. Fenelon :tem, cnlao noinsistlrei nes-
tc ponto.
Continuando o nobre deputado disse que se he-
vil no seu procediinenlo urna precipitago, elle
honrara-se cora esla precipitacao, honrava-se
com o promover inmediatamente urna medida
desta ordem, emnora esse projecto que assim a-
presenlava, nao livesse de olferecer logo imme-
diatas vanlagens.
u Sr. N. Portella :Nao foi assim, nao com-
prehendeu bem minhas palavras.
OSr. Fenelon: Eu estou disposto a aceitar
qualquer correegao do nobre depulado em rela-
co ao seu discurso.
O Sr. N. Portella : Eu disso que suportava
bem as consequencias da qualificagao de precipi-
tado, porque eslava convencido de que concor-
ria para uro objecto de ulilidade, para beneficiar
haver orcasiao mais azada para se manifestar es-
te enlhusiasmo, para que lodos quanlos quizes-
sem concorrer para seraelhante beneficio, fossem
os primeiros a ir levar sua assignalura. Mas na
occasiao em que lodo esse enlhusiasmo era de
esperar, quanlos agricultores se apresentaram ?
O Sr. N. Portella. :Eu responder!.
O Sr. Fenelfm,: Nao so apresentaram senao
muito poucos eeste facto mostra que os agricul-
tores estao desconfiados, nao estao certos do re-
sultado que se lera de obter, e por consegninte
nao querem rev'ranamenle comprometler a sua
assignalura : e para o futuro muito menos assig-
naturas se .^presentaran.
O Sr. Pereira de Brito :Eu temo tambem os
arrependimenlos.
O Sr. Fenelon : Para nos mostrar ss vanla-
gens que resultaro do estabelecimcnto desta so-
ciedade, fez-nos o nobre deputado um quadro
muito lisongeiro da agricultura ingleza compara-
da cora a da Franga, e creio que nos disse que
todos esses resultados oblidos pela agricultura da
Inglaterra eram devidos ao eslabelocimento de
urna sociedade igual a essa que existia cm Lon-
dres.
OSr. JV. Portella :Todas nao, disse quo li-
nha tido parte muito activa c muito directa a so-
ciedade Real Ceotrul do Agricultura.
O Sr. Fenelon :Disse que linha tido parte
muito activa e directa a sociedade Real de Agri-
cultura.
Sr. presidente, a sociedade de que trata o no-
bre membro cstabelecida em Londres, primeiro
nao cstabelecida com as mesmas bases com que
c apresenlada aquella de uue agora tratamos, o
seo principal fim e fazer exposiges annuaes e
nao aquillo que se acha consignado no art. 2.
do estatuto de que se trata.
A escola agrcola cstabelecida cm Cinrecester,
e inteiramente diversa desta sociedade Real;
tambem promovida por una sociedade, assim
como sao tedas essas rastituire's em Inglaterra.
O Sr. Baraoda Vera-Cruz:E todas as ou-
tras cousas na Inglaterra.
O Sr. Fenelon :Todas os cousas all sao pro-
movidas por sociedades particulares mas essas
sociedades vivem dos seus proprios recursos, ne-
nhuma dellas oblem a mais pequea subvengao
do governo ; essa mestna sociedade Real nao tem
a menor subveneo do governo, mas vetdade
que tem mais de cinco mil subscriptores e a sua
renda de mais de dez mil libras esterlinas. Mas
Sr. presidente para que na Inglaterra niesmo,
aonde toda a casa sabe que abundam os capitaes,
para que estas sociedades se sustenten), para que
ellas tenham essejnumero de membros, quanlo
que se exige de cada uro por anno como sub-
venco.
Exigc-se apenas, Sr. presidente, ums libra es-
terlina ou vjnte cinco francos. Nolai, na Ingla-
terra abundam os capitaes, na Inglaterra aonde
cxislem agricultores que dispem de grandes ca-
pitaes, aonde o espirito de associagao est lio
desenvolvido, apenas se exige de cada um des-
tes associados urna libra esterlina por anuo at-
lendendo-se Sr. presidente a que o agricultor
que teni.de aplicar seus capitaes ao cosido de
sua fabrica, no pode dispor de quanlas muito
av.ultndas, de grandes rendas para aplicar a con-
eeurao dos fina a que m propdem essa socie-
dade. *
Se eu vejo o artigo segundo desses estatutos,
(epeco a casa licenca para ler alguns de seus p-1 a'iw nitaSo^u7o Mil".
rag aphos) vejo que sao multplices e diversos os O Sr. Fenelon : Se o nobre deputado disse
Jl.P-.r: "5ni?10 1"e unl de 1ue se dava os porabens por ter concorrido para
um objecto de ulilidade publica, cu aceitando a
fins do Insumi
seuj fins e mandar vir machinas : mas pergunto
eu, que estudo se tem feito a esse respeilo ?
Quaes sao as machinas apropriadas a nossa cul-
tun, as quaes se devem mandar buscar, e che-
gadas aqu na provincia, que destino so dever
dar a essas machinas?
Lm Sr. Depulado:Temos a asscmbla trans-
formada era Instituto.
O Sr. Fenelon:Nao estou disrutindo os es-
tatutos do Instituto, estou mostrando soinenle
qu sendo multplices e diversos os fins para que
se re une ni esta sociedade de agricultura, que
sendo esses fins muito importantes, nao havendo
ainda opiniio firmada acerca de como se deve
levar a execugao o seu instuilo, inoportuno
volar-se desde j urna quanlia dessa ordem des-
falcando assim os cofres provinciaes, deixando-
se le applfcar essa quanlia a necessidades mais
urgentes; e por tanto lenho eu o direilo do per-
guntar qual a intengao que tem o nobre deputa-
do que uro dos membros proeminentes desse
Instituto, na applicacao da quanlia que foi volada
poi esla assembla, e da subscripcao?"Se o Ins-
tlt lo nao tem ainda opiniio asse'ntoda sobre o
que deve fazer, se elle ainda nao sane como de-
vela empregar esse dinheiro paraconsecugo dos
seus diversos fin, nao sei qual a urgencia de
se votar desde j urna quola nesta assembla. Se
o Instituto tivesso em que applicar desdo j ease
dinheiro, nao teria sido o seu primeiro cuidado
fazsra chamada dessa subscripto?
O Sr. Pereira de Drito:Isto claro.
Jm Sr. Deputado :Mas se ainda se nao reu-
nir.
9 Sr. Fenelon : Ouga o nobre depulado a
miiha argumtnlagio at o fim.
")ulro ponto desses estatutos que se deverao
en regar essas machinas a oquelles agricultores
qu! mclhor uso possam fazer dellas, mediante a
paira da despeza que o Instituto tiver feito cora a
aun acqui8igao; que se farao exposiges, etc.
Nis desconhego Sr. presidente que tudo quaxito
se acha ueste segundo artigo dos estatutos de que
me oceupo, muilo til, multo convenieate para
da: incremento a nossa agricultura, mas- o como
proceder o Instituto desde j para applicar esse
dinheiro, que machinas comprar e que applica-
cio Ihes dar? Por ventura j o Instituto esludou
quaes as machinas que tem de mandar vir,quaes
as mais convenientes para a nossa agricultura?
J por ventura houve un estudo sbre essas ma-
chinas e sobre a applicagioque ellas.podero ter?
Nao fez cousa nenhuma d'esta ordem o Instituto,
nem ao menos ainda se reuni para a sua pri-
m 'ira sessao.
O Sr. Bardo da \era Crtts:-~ Isso en tao ra-
correcgo que agora faz era seu discurso, dire
que essa ulilidade jamis pode ser deslocada da
opportunidadc, porque urna cousa nao pode ser
til sem ser opportuna. (Apoiados ) Seo nobre
deputado concorda coramigo que os passosque o
Instituto Igm de dar nao sao para agora, se o no-
bre depulado confessa que a subscripeao nao tem
sido promovida, que as reunies nio'lein havido
lugar, ha de concordar que o lira a que se desti-
na a dotagio presente, nao immediato, poder
ser longinquo, remoto, mas immediato nio ;
e se nao possivel deslocar a ulilidade da oppor-
lunidade, eu direi que confessando o nobre de-
putado que a ulilidade nao immediata, confes-
sa conseguiuleroente a inopportunidade da sua
idea
Muitas oulras vanlagens, diz o nobre depulado,
appareceram da fundacao do Instituto Agrcola,
com a creagio de um "jornal, o estabelecimento
de um engenho modello, de urna escola normal
de" agricultura, e outras que eu aqui nio mencio-
naren mas que estao todas mais ou menos con-
signadas no artigo segundo dos estatutos.
Quanlo a isto, senhor presidente, eu farci tam-
bem algumas reflexoes.
Se se Irala, por exemplo, de um estabeleci-
mento de um engenho modello., cu pedirei per-
misso a casa para lhe recordar, que em urna das
sessoes passadas deu-sc aqui previlegio a urna
corupanhia, que alias apresentava condiges mui-
to provaveis de ser tirada a efTeito immediala-
menle ; este previlegio se concedeu por urna lei,
os homens que eslavam afrente desse negocio
envidaran) todos os ea(orcos imaginaveis para
conseguir seu intento., mas pergunlarei ao nobre
deputado o q.ue conseguirn) ? Nada absoluta-
mente.
Eu cilarci tambe
facto.
Um proprietan de Santo Amaro de Jaboalo,
entendeu dever crear una fabrica ou engenho
modelo ; para isto lhe era preciso o capital de
duzentos conlos, hypolhecava bens no valor de
quatroccnlos, estes bens estavaro livres de qual-
quer onns ou hypotbcca, entretanto nao pode
conseguir levar a eftcilo o seu intento.
tA Sr. Deputado :Mais do um proprietario.
O Sr. Fenelon .Bem, coligou-se a outros pa-
ra realisar essa idea.
Todo3 estes fados sin muito conhecidos na
provincia e portanlo cu lenho direilo de pfJr em
duvida cfToclividade o realisagao do fim do Ins-
tituto Agrcola, ou a realisagao" dos fins indicados
nos seus eslalulos.
Pedc-se nos estatutos a subscripeao annual de
i ao nobre deputado uro oulro
zio para nio se recolher diaheira algum. porque cem mil ris de cada um dos socios. Pergunta-
cada subscriptor querer veo as. rrjachiiias.
O Sr Feneion :Se rezao p ara se nio reco-1
Iher dinheiro das subsmpc*? maior raia0 pa.
ra que a assembla nao. vov n subscripcao.
O Sr. Barao da Vera r ui :_Se ea razao vo-
gt, voga a oulra: s* a %r jembia nao deve dar os
des cornos de rts UrjUenB- nao devem dar os
si bscnptoies.
O Sr. Fenelon >- _Se 0 institulo nio deve fazer
a chamada porw nao s,be 4UQ apjfi[c..;0 deve
ks.0"?^!^ nheiro, corso admittir que a as-
s< mb a v & ^ j volflr dez conlM de-*rs par3
et ?e iqiw 0 qUe a,n(j, njo 8abe em que eve
rei cu ao nobre depulado, quantos sao os agri-
cultores dessa provincia que esli no caso de
dar cem mil ris annualmenle para o Instituto ?
Um Sr. Deputado Todos.
O Sr. Fen-.lon ; Nio se falla propria.rr.on'.s
dos senhores de engcuhos, falla-se os agriculto-
res em peral.
Diz o nobre drptitado que todos esto no caso
oar cem mil ris ; mas eu lhe pergunlaici,
poderia haver occasiao mais azada para ser a
suliscripgao feila com enlhusiasmo, do que a oc-
casiao em que foi instillado o Instituto ? (Apoia-
dos.) Cerlamente quo nao, senhores, nao poda
E pois de dez mil libras esterlinas o rendimen-
to dessa sociedade, mas ella faz todos os annos ex-
posiges em differentes portos da Inglaterra e es-
las exposiges rendem talvez o duplo ou triplo
d'essa renda por que para ver a cada urna dessas
exposiges, paga o visitante quatro schillings; a
oslas exposiges concorrem trinta ou quarenla
mil individuos, e em verdadeiro enlhusiasmo.
Mas ningnem pense, Sr. presidente, que so-
mente devida a essa sociedade o movimeuto a-
gricola que tem lido a Inglaterra, isso devido
a causas muito diversas que seria intil aqui
enumerar.
Um Sr. Deputado :Intil nio.
OSr. Fenelon :Eu estou fallando nesta es-
pecialidsde somente para responder o nobre de-
putado, a questo versou somente sobre a opor-
tunidade da medida e por conseguinte nao vero
ao caso saber se a Inglaterra est mais adiantada
do que a Franga em agricultura, nio se dando
como razio principal do, adiantamento da agri-
cultura ingleza, o estabelecimento desta socieda-
de, mas o nobre depulado o proprio que con-
fessa que no essa a causa principal. O nobre
depulado sabe e a casa toda, que na Inglaterra
o na agricultura ingleza ha grandes capitalistas,
esses homens empregain-se de preferencia na
agricultura, empregam seus capilaes com muito
talento o propriedade, fazera diversos ensaios,
comprara trras de proposito esteris pera expe-
rimentaren) diversos exirumes etc. Alm disso,
Sr. presidente, sabido que o inglez eslima so-
bre todas as causas a vida rural.
Se na Franca a prosperidad^ agrenla nio ta-
manha como na Inglaterra, a razio nao procede
da nio existencia dessas sociedades, porque era
Franga tambera ha sociedades agrcolas muito
importantes e com proteceo muitu importante do
governo.
O Sr. N. VorteUa:Nem eu disse isso.
O Sr. Fenalon-.lk v por tanto a casa que
nao a creago das sociedades agrcolas ns In-
glaterra que lem feito prosperar a agricultura,
porque a Franga que as lem.c ao nobre depulada
o primeiro a confessar que est muito inferior a
Inglaterra quanto a sua prosperidade agrcola.
O Sr. Ignacio de Barros :E' porque na In-
glaterra ha mais liberdade do que na Franga
O Sr. Fenelon:Acresce que na Franga to-
das essas sociedades, todas essas instituices ou
sio fillias do governo ou, sao subvenciouadas
por elle.
Por exemplo a escola de Cinrecester compara-
da cora a de Equignon produz muito mais vaula-
gens ao passo que urna subvencionada pelo
governo e a outra inteiramente particular
0: Sr. Ignacio de Barros:Parece que nos
queremos mais emilar a Franca Jo que a Ingla-
terra.
O Sr. Ftnelon: Ero. Franca todas essas ns-
tituices sao do goveroo ou creadas com o apoio
dos cofres pblicos; e o mesmo systema que
prepondera entre nos; mas entrnos cada vez
que se estabeleco urna sociedade, cada vez que
se crea urna associaco, no preciso que esta
associac.a.0 venha expora assembla as razoes por
que precisa de umauxilio.nao.Senhores, cm me-
diatamente so aprsente um projecto dando-se-
lhe urna subvengio por espago de tantos annos,
nem ao menos se espera que essa associaco ve-
nha mostrar as vanlagens quo offerece, venha
dar-nos a conheccr a ulilidade que deve resultar
do fim a que ella so propem ; e foi dessa manei-
ra, Sr. presidente, que so procedeu a respeilo da
subvengio de que se Irala, e ainda quando o Ios-
ttulo nio tenha conseguido fazer as suas primei-
ras reunies, j se apresenlava na casa um pro-
jecto votando-lhe deis contos do ris por espago
de dez annos.'
Sr. presidente, creio que as considerages que
tenho fcilnsio sufTcicnles para justificar a razio
porque eu ped a palavra na sessao de quarla-
feira e para opnor-mc ao projecto que se dis-
cute.
Tenho dito (muito bem, muito boo).
O r. Ignacio de Barros:Sr. presidente,
apezar do bem elaborado discurso que acaba de
ser proferido pelo nobre depulado que se assenla
era minha frente, naoposso deixarde tomar par-
te nesta discussao, visto que sou agricultor, sou
signatario do instituto edema da commis/sao de orcamento.
Um Sr. Deputado:E deputado provincial.
Ov.Wo Sr. Deputado i-& cidadio.
O Sr, Ignacio de Drfm:I. (em esquecer^
me) visto que antes de tudo sou Pernainbucano,
j que os nobres deputados quercnTque eu sei ai
bem explcito.
O Sr. Barao da Vera Cruz : V a quem lo-
ca, se ha algum quo nao o seja...
O Sr. Fenelon : Eu nao o sou.
O Sr. Ignacio de Barros : Sr. presidente
quando o nobre deputado autor do projecto era
discussao, sustentando-o disse, que era de con-
veniencia publica o volar-se um? quanlia pira
esse instituto, eu era aparto profer estas pala-
vras :devemoe-lhc um auxilio, porm conve-
niente e opportuuo.Eu me despensaria da de-
monstracad dessa minha assergio, se porventura
fosse inteiramente de accordo cora o nobre de-
putado, que me precedeu ; mas como divina
ura pouco delle cumpre-iue explicar a razao do
meu voto.
Sr. presidente, o nobre autor do projecto dis-
se que se vangloriava do enlhusiasmo ou asso-
damento que elle leve-em apresenlar scmelhan-
le projecto, sem atlender al ao seu alcance.
O Sr. N. Portella : Eu nao disse tal cousa.
O Sr. Ignacio de Barros : Mas o nobre de-
puladu disse que vangloriava-se de tc-lo apre-
sentado, e no se iraporlava que o laxassem do
assodado na apreseutacao dessu projecto tal qual
se acha.
O Sr. N. Portella :Urna vez que consegua
a realisagao de uro pensameuto til.
O Sr. Ignacio de Barros : Portanlo pde-
se muilo bem adroillir que semelhanle proposi-
cao do nobre deputado importa isto : que o seu
enlhusiasmo subia de ponto que nio se lhe doria
de fechar s olhos a todo o alcance que podessa
ler o seu projecto.
0 Sr. N-. Portella : Nio senhor.
O Sr. Ignacio de Barros : Se o nobre depu-
tado senle-se dominado por seraelhante enlhu-
siasmo, eu pela minha parte nio posso deixar de
seniir em mim um cerlo zelo. que porventura "
tambem me seguo ; mas se ao nobre deputado 6
permittido ler un semellianlc enlhusiasmo, cu
creio que tambem se me deve conceder ou rele-
var que eu lenha o meu zelo ; pois este nao
menos nobre que aquelle.
Sr. presidente, a instituieo do Instituto Im-
perial Agrcola realmente de grande alcance,
de grande vanlagem e capaz de cnlhusiasmar :
a execugo porm desse pensaraento Io trans-
cendente e lio elevado, nio sei so poder cor-
responder-lhe. Sei que so nao trata aqui du
discti3sao dos estatutos do Insumi Agrcola;
mas, Sr. presidente, basta langarem-se as vistes
sobre elles para se enchergar ihi uraa organisa-
go litleralmeute napoleonina.
O Sr. Luiz Filippe: Quer dzer cousa gran-
de, nao ?
Um Sr. Deputado : Cousa grande e muitas
vezes inconveniente.
O Sr. Ignacio de Barros : A nsttuigao
grandiosa e de immensa vanlagem, isto incon-
leslavel; ma3, Sr. presidente, que confianga pode
merecer a org.inisago de uraa sociedade creada
de modo que os seus membros quasi que sao in-
leiramcnto privados de toda liberdade de aceo?
O Sr. N. Portella : Nao tal.
O Sr, Ignacio de Barros : Que confianca
pode inspirar ao socio a associago em que "o
supremo poder, em .) w un* raizes
pora com ella coadunarse de urrr nodo mus pro-
veitoso, parle pelo contrario de muito longe, e
de urna esphera muilo elevada, onde nem sempre
podej-se-ha trr clara e opportunamente o quo
se passa (o em baixo c na obscuridade da vida
agrcola ?
Sr. presidente, nao as bases fundamentaos,mas
uns estatutos com todas as rainudencios. foram
impostos pelo Sr ministro do imperio a socieda-
de, imposlos de improviso e no mais ardenle do
prestigio do manto imperial I Jistaluios estes,
por onde at a reforma do mais insignificante ar-
tigo ha de depender da approvago do governo
ge ral, embora semelhanle alleragio tenha sido
proposta pelo conselho directorio (todo elle de
nomeago imperial) aceita pelo conselho fiscal
(tambera de nomcagio imperial] e por fim dis-
cutido pela assembla ge ral dos socios I To pun-
ca confianga deposita o nobre ministro em sen
proprios escollados e nos agricultores da pro-
vincia I Tal a sede de ludo ceutralisar 1 !
Qual a sociedade, senhores, entre nos cojo
membros vejam-se por tal arte manielados .' 1'ei-
r que, Sr. presidente, o governo, que tralou de
executar o pensamento imperial e que s devia
ter ero vista a felicidadu da agricultura, eivou
semelhanle instiluigio de principios que lne sao-
lio estranhos, lio perniciosos e de tanto melin-
dre, sobre tudo na quadra actual ? ber com
estatutos, como estes, que se ha de satisfazer ao
anhelo imperial?! Ser com estatutos desta
ordem, que inspirc-se confianga ao agricultor
pernambucano, embora ardenlemento desejoso
do bem da agricultura ? 1 *
Eissem duvida a causa dessa friesa que j aqui
notou-se.
Um Sr. Deputado : Isso exprime o pouco.
interesse cora que nos olharaos para essas
cousas.
Outro Sr. Deputado : Nao ha tal, isso filho
da rotina.
Outro Sr Depulado : E' porque nos somos
Pernambucanos.
OufroSr. Deputado : Nos somos rotineiros,
mas nio isso de cerlo oque quer dizer Pernam-
bucano.
O Sr. Ignacio de Barros: Sim, porque so-
mos Pernambucanos. e Pernambucano, por via
de regra, exprime o synonimo de brioso.
Se os agricultores de Pernambuco, Sr. presi-
dente,nao sio capazos de por si se dirigireni.para
que a sociedade agrcola ? (apoiados) E se es-
ses agricultores sao. capazes de se dirigirem por
si, como que se ha de soffrer que toda a inge-
rencia ve"nha l do governo imperial ? I
Sr. presidente, se me pronuncio como acabo
de faie-lo, nao deixarci porm nunca de profun-
damente agradecido respeilar o augusto pensa-
mento que concebeu urna instituicao, que expur-.
goda de seus defeitos pode tornar-sc urna ala van-
ea poderosa dos luelhoramenlos agrcolas. K'
dominado por laes considerages que tenho a>
honra de apresentar a casa um projecto substitu-
tivo, em que se proporciona ao Instituto'ura au-
xilio conveniente e opportuna. Nisto diviju do.
nobre depulado quo me precedeu, que negou
absolutamente pao e agua ao projecto Cm dis-
cussao.
O Sr. Fenelon : Na presente sesso.
O Sr. anaci de Barros : E de mais nao
quero deixar de ser generoso para com o minis-
tro que nao se dignou fazer-nos justiga. Eis o
projecto substitutivo : (l o arl. 1").
Com o disposto no primeiro arligo evita-se *
inconveniente aponlado pelo nobie deputado que
rae preceden?de votarera-se fuudos para urna
instiluigio, que nao se acha oiganisada e fune-
cionando ainda. e que nio sabemos se ir ada ote.
De certo, dado o caso de- que no penltimo.
mez do exercicio seguinle todas as joias ou gran-
de patte dellas eslejam airecadadas, isto sig-
nal indubilavel de quo a erapreza ir avante.
O Sr. Br3o da Ver Crus Qu essa arre-
cadacio vai avante....
O Sr.IgnacioeSarros-. Vm tal caso ser
cnlao que os cofres provinciaes ho de concor-
rer com a sua quola.
Quanto ao segundo artigo veisa especialmente
sobre a regulandade da sociedade, dando ao po-
der pxuviiidal urna certa ingerencia ou iuspercio
sobre ella. Assim pelo relatorio que aqui nos
apresentar o presidente, veremos de que modo
marchar o Instituto e qual a quola que leremos
de marcar annualmcote. Semelhanle precaugo
dictada pelo receto de que elle como se acha,
com laes estatutos.possa marchar bem!
fc aftl

-r*-


f*>

=
O Sr. Bar o da Vera Cruz : Has o nobro
depulado faz parte ueste inslilulo.
O Sr. Ignacio de /Jarros : Eu af sigci com
muitos oulros para o instituto,' i verdade, mas
nao vi nem li os estatutos e o que ossignei serio
depois o muito depois.
0_ Sr. Pertira de Brllo : Eu o que temo mul-
to sao os ariependimeiilos. Talvez que a vista
los estatutos roetade dos que assignaram arre-
pendaro-se.
OSr. Ignacio de Brrros : Com o que tenho
dito, Sr. presidente, julgo ler justificado o meu
jiparte, isto que devoraos coticorrer para o
Instituto ; mas de um modo conveniente e np-
portuno.
Vai mesa e approvado o seguale projecto
substitutivo:
AtI. 1. Fica concedido ao Imperial Ins-
tituto Fernambucano de Agricultura a quanlia
juc corresponder decima parte das joias que
il o penltimo mez do exercicio prximo futu-
ro estiverem arrecadadas. Tara o que o presi-
dente da prorincia servir-se-ha das verbas even-
-tuacs ou das sobras da reccita, Gcanda em divi-
da o que faltar para preencher cssa quanlia.
Arl. 2. Emquauto esse Instituto fuoccionar
com regularidades provincia concorrer tambera
Jinnualmcnte com a quinta parte da importancia
Jicando o presidente da provincia obeigado a
npresenUr assembla um rotatorio e'ucumslan-
cado dos trabalhos e do estado do Instituto, no
iitil indique a quanlia com que a provincia tc-
iiha de concorrer nos termos desto artigo.
[ARIO DE PERNAMBUCO. TERO PEIB VI DE ABRIL DE 1860.
O Sr. JV. VorMla : Sr. presidente, o lirsti-
tuto Imperial de Agricultura, fundado nesla.pro-
vincia por/i. M. o Imperador, repito...
O Sr. Fenelon : Est no seu di relio.
O Sr. S:.Porlella: ... neo como ttsse o
nobre diputado, falta de garanta de erecuc.no :
os (setos citados pelo nobro deputado dcni'ons-
Uam que na provincia se recouliece a necessi-
dade do melhorainento da agricultura, que anda
mesmo os particulares, cada um de per si era-
pregam os meios necesstrios para ver se cunse-
fiuem esse metboramento, e que as forras indivi-
duaos de cada cidade nao sao bastantes para
produzir aquillo que unidas em sociedadu podem
conseguir.
Q Sr. Fenelon : Na .provincia leem havido
outras sociedades.
O Sr. JV. Porlella : O nobre deputado nao
apresentou outra se nao cssa de que se oceupou
cm'primeiro lugar e a respeilo da qual houve
apenas u seguinte :
Reunidos diversos agricultores om palacio, no-
mcaram-se commissoes pare que estas procedes-
sem a confecgo dos estatutos e ao depois apre-
sentassem os meios de levar a cffeito a idea ;
nao houve subscripeo alguma ; o administrador
da provincia docnto leve de deixar a presiden-
cia, outrns admislrages se succederam : e o
nobre deputado sabe' que nimias vezes a prospe-
ridade de urna idea depende da intervengo do
governo.
Um'Sr. Deputado: Islo um mal.
O Sr. JV. Tortella : Mas um mal que
acompanha a todas as instituices dos paizes no-
Art. 3. Ficam revogadas as leis e disposi- os como o nosso, em que a especie de associa-
;es em contrario. gao nao est desenvolvida como em outros
de 1860.Igna-
oes
Sala dassesses 9 de abril
ci de Barros Rancio.
O Sr. y. I'orlella : Sr. presidente, lenho
rigorosa oluigaeao de oceupar anda a atleugo
da caza refutando as propositos metidas pelos
iuos nobres diputados que acabam de fallar e
que se oceuparam do pouco que live de dizer na
sessao passada.
Contando, pois Sr. presidente, com n benevo-
lencia dos nobres deputados, eu pego-Ibes que
Jioje mais do que nunca se dignem conceder-me
porque lenho de ocenpar-me de inlerregses que
reputo muilo importantes, de objectos dignos de
toda a considciaco c que foram apreciados pe-
los dous nobres deputados de modo que me pa-
rece devetem merecer una resposta.
Sr. presidente, os dous nobres deputados
mostean estar de accordo felizmente na utilidade
do Imperial Instituto de Agricultura fundado
nesta provincia, mas reconhece-so eslarem em
estado de disconfianca quantu a exequibelidade
da ida.
O primeiro desses dous nobres oradores foi
aWm, nao s disconfiou da excquibelidade da
idea, como chamo ncm apoiode suaOesconllanga
os fados j hados, os precedentes que leem
tido lugar nesta provincia ; o nobre deputado
que fallou em segundo lugar chamou fin scu
apoio nao os fados, nao os precedentes, mas os
proprios estatutos pelos quacs tem de ser regido
o Instituto Agricula. Seja-mc perraitlido, pois,
antes de responder a cada urna das proposges
mitlidas pelo nobre primeino orador, apreciar a
oconsequencia, a contradicho em que se aclia o
nobre deputado que acaba de fallar.
Se o nobre deputado aquello que, poslo que
reconhega a utilidade da idea, todava tem serios'
. motivos para desconfiar da sua praticabilidade.
se o nobre deputado o niesmo que enlende que
os estatutos longe de sercra um elemento de
confianca para os agricultores, sao pelo contrario
um motivo de seria desconfianza, eu nao sei
como o nobro deputado pode aprescnlar um
projeclo subslutivo achando-se dominado dessas
deas.
Um Sr. Deptiado: E elle disse que quera
ser generoso.
O Sr. .V, Portella : O nobre deputado domi-
nado dessas ideas, eslava na rigorosa obligarlo
de votar contra lodo c qualquer auxilio que
porventura se entendesse dever dar ao Instituto,
lanto maisquanlo o nobre deputado dominado
de zelo que se antepoem de modo muilo mani-
fest no cnlhusiasmo que eu tive para a apresen-
tagio da idea que ottVreci a considerado da
caza. O zelo do nobre deputado pelo cofres
pblicos, o zelo que tem pela liberdade dos
agricultores que se reunem em associacao, de-
via leval-o a nao conceder corisignaco alguma
a essa inslituicao.
Mas, Sr. presidente, pondo de parle esta in-
consequencia do nobre deputado quescm duvida
leve motivos e motivos muilo justos, seja-me
permitlido agora apreciar as razes de um e nu-
tro dos nobres deputados para demonstrara sua
improcedencia.
Sr. presidente, cu nao eslou longo de pensar
]uc o.sy'en .io ooniniii3cii;ao em geral, noque
respeila a adrainislrago, 6 um mal para o paiz;
c que nos paizes civilisados instituices da
ordem desla de que se trata tem urna vida pro-
pria, nao dependem do governo senao de urna
maiicira inuito remeta, muito indirecta: sou
porm obrigado & dizer que cssa eentralisacao
que o nobre deputado notou nos estatuios lao
deminuia que longo de sor considerada um mal,
{: um bem, una necessidode para aquellesque
se associam, e longe de dever-se considerar
como_ um elemento destruidor o fado d inler-
vencao do governo consagrando urna subvengo
m favor dainstiluii;o, isso antes um mcio
de animado de qu se torna credora toda e
qualquer nstilui^ao do paz, da ordem desla de
que se trata. Vejamos porm se acenlralisai;ao
que o nobre deputado recouhece existir nos es-
tatutos, de ordem tal que faca considerar o
Instituto Agricula de Pernambuco a realisaco
tle urna idea Napolionina. s
Sr. presidente, o nobre deputado foi o primei-
ro a confossar que nao linha conhecimento dos
estatutos.
O Sr. 1. de barros: Quando assignei.
O Sr. N. Porlella : O nobre deputado pelo
modo porque se exprime, permilta-nic que lhc
diga, dcmonslrou que naMinha prestado loda a
alten^o as disposires coudas nos estatutos. O
nobre deputado disse, que urna instituido em
que senodeva liberdade a rada im de scus
niembros as quesles mais imporlantei, urna
inslituicao que rio ofTerece garantas, que nao
tem futuro. Mas aonde cnchergou o nobre dc-
pulapo essas disposires no estatuto? Sr. pre-
sidente os estatutos s em dous casos especiaes
aulorisam isso que o nobro deputado chama
idea Napolionina e justamente quando a de-
libcracao tomada pela Assembla geral con-
traria ao voto do conselho director e do conselho
fiscal; ent jo muito prudentemente dispem os
estatutos, que deva a queslao ser decidida pelo
governo da provincia com apello anda para o
governo geral: urna garanta para todos aquel-
tes que confiam seus capitaes a cssa sociedade,
e nao molivo de disconfianca para os agricul-
tores.
O outro ponto, em que obrigalara mesroo a
intervencao do governo geral, relativo a refor-
ma dos estatuios; nao lica inteiramente a dispo-
sico do governo geral. o reforma apreriada era
todos os seus pontos pela a Assembla gerai que
depois a prope ao governo.
Nao racooheco quo baja nisto molivo de des-
confianea para os agricultores, 6oeo do Jnsiilu-
J?'Agrcola; urna garanta anda para a estab-
lidade dos lins a que 6e destina o Instituto.
Alem destes dous pontos de intervencao do
oyerno geral, vejo eu anda um outro que re-
Jativo a creacio de empregados.
Os estatutos fixam o numero de empregados a
que o Instituto deve subvencionar para o neu
erviQo, mas previnem a hypothese em que se
jiitgue necessanoe mais alguns empregados e en-
:to estabelecem que a creaco e provimento de
laes empregos nao tenha lugar sem approvacao
do goverjio. E.anda urna garanta para que os
capitaes empregados nao sejam deetribuidos com
mpregados que se queiram crear sem urna ne-
cessidade palpitante. Nao vejo pois quo oestes
tres pontos a disposicao dos estatutos seja moti-
vo serio de desconfianza para os agricultores e
para aquellos que fazem parte do Instinto
No enldo de autorisar os seus motivos de des-
confianca, o nrtre deputado o Sr. Fenelon que
fallou em primeiro lugar disse quo, o Instituto
nao oiTerecia garanta ; e appcllou para o facto
de urna ostra instituico quo se promoveu no
anno de cincoenta e sete sob a presidencia de
meu irmaoJoaquim Pires Machado Porlella, ho-
je membro desla assembla. Mas o nobre depu-
tado no estsem duvida a par de ludo quanto
ccorreu a esle reapeito e vem raesmo do facto
que nos apreaenlou de um prerllegio concedido
ao francez Lahaulccer e do projecto de um agrl-
ctiltor de Santo Amaro no sentido do estabelecer
*im engenho central.
Sr. presidente, o Instituto Imperial de Agricul-
tura fundado por 8. M. o Imperador o a"rmo pas-
g Mm?*r' Dtputado: Plra 1" 'o nome de
O Br. Jf, Portella : v. Ere. me far o obse-
quio dodirer oposso usar rlesta expressao-Ins-
tituto fundado por S. M. o Imperador?
. P ?r.trtsitnU : Nao vejo qoq h,]a pro-
Jubicao de o (azer. / Crniam-s* apri. J
paizes.
O i'revilego concedido a Lahauteccre projecto
do agricultor de Santo Amaro Jaboatao o que
riostra ? Apenas que individuos haviam que que-
riam estabelecer engeuhos centraos, mas que nao
achavam o capital suOlcienlc para realisar o seu
projeclo. O nobre deputado anda apellou para,a
marcha que tecm seguido as negocages do Ins-
tituto c disse, que eu na sessao passada nao ha-
va conseguid} provar primeiro que se tenha Coi-
to una chamada c que dcsta resultara o receb-
mento do dinheiro, segundo que o Instituto j
ha va comegado a funeciouar. Eu disso apenas
que ja linha havido una subscripto c que esia
montara a nao poucos conlos de res. O que
lambem disse nao foi que o Instituto houvosse
funecionado, mas que circumslancias muilo es-
peciaes e independeiiles da vonlade dos socios e
dos directores do Instituto, tiuham dado lugar a
que anda nao livcsseni tido principio as suas
sesses.
Mas, Sr. presidente, ser a csses fados que
se pode colegir que ha motivos serios para que
o Instituto nao progrida? Creio que circuns-
tancias da ordem testas, se do acerca do insti-
tuices que offercccni mais garantas de exeque-
blidade e de prosperidade.
EntreUoto, Sr. presidente, as razes de inop-
portunidade do projecto, o nobre deputado disse
que posto que a idea fosse til, todava era ino-
portuna e quo eu declarando que me havia glo-
rificado de ler sido precipitado, devia concluir
pela nao utilidade do projecto,visto como a inop
portunidade era utna cousequeucia dessa preci-
pilacao
couduccao das machinas |do vapor e -tio aperlei-
coan enlo d'ellas, muitos agricultores que d'an-
les gaslavam seu lempo e co::summia muito
capital coro a moagem por ai.imaes, lera-substi-
tuido esle meio pelo vapor, haja i vista a ma.-
chini do vapor do Sr. Alvaro Barbalho Ucha
Cavalcanti no seu engenho Uha O nobre depu-
tado raesmo o Sr. Or. Luiz Felippe e seu mano
o Sr Joaqun de Souza I.eao, fizerara despezas
raui o avulladas, talvez niesmo nao. correspon-
demos aos capitaes de que dispem para montar
em i eus engeobos urna machina de vapor, se-
gundo me dizcm, percita, de urna vantageni ex-
traordinaria.
Ciutinuar & referir fados desla ordem, seria
abu-.ar da ailencao da casa queja se acha muilo
falif.ada ; (nao apoiados) portanio dire, nao pre-
sumo os nobres deputados membros desse conso
Iho lirector to lcigos, tao eslranhos a tudo
quanto ha de necessidade na agricultura e no
que pode lia ver de meios para reinedia-los ; nao,
seru lodos ao menos muitos, ou quando nao
muilos alguns osconhecem perfectamente, para
sabir o que convert fazer. Nao pois proceden-
te a argumentado do nobre deputado quando
diss?, que ncuhuma necessidade havia de se dar
essa subvenco quando o Instituto nao linha em
que empregar o dinheird'que devia ser arrecada-
do (ias subscripcoes i havidas,
O nobre deputado devia.ver que o Instituto
tem despezas inmediatas a fazer ; a casa das
suas sesses...
m Sr. Deputado : Grande melhoramento
paro a agricultura I
O Sr. Ar. Pore/Za :Se com esta mancira que
o nobre deputado quer entrar na discussao, cn-
to assenlo-mc.
O Sr. Fenelon :Nao se porque.
O Sr. N. VorUlla :Lancar o ridiculo n'uma
queslao desla !
O Sr. Fenelon : Eu cston era recu direlto
enunciando asminhas ideas como me parecer,' corra para o Iuslitutocm proporgao das consig-
no ?nlantu se pensa que islo c ridculo, eulenda nages havidas em favor do mesmo Instituto ;
cono quizer. | mas eu nao sei se o nobro dopulado fez o cal-
C Sr. jV. PoreZZa :O nobre deputado desde a culo do quanto importa essa proporcao, porque
sessao passada eu noto que se offende com a pa-, talvez seja superior a quanlia que consigna o
lana mais simples que Hie dirijo, noenlanloque projeclo e talvez seja to diminuta que se nao
eu apezar do silencio que guardei duranlciodo possa considerar mesmo um auxilio a urna ins-
ten po que o nobre deputado fallou, pocqudnpc- tiluiefio da ordem desla de que se trata. Eu,
as lhe dirig dous apartes com referencia^.*1 a~ P0'3 "ao estou disposto a dar-lhe raen voto, vo-
rec.ircs por niim enunciados.,. tareisim por alguma correceo no sentido de
C Sr. Fenelon :Mas eu nao disse no meu dis- se lomar effecliva a subvenco quando o Inslitu-
curso q^ie o nobre depulado langava ridiculo. i to funecionar, mas nao pel projecto do nobre
V Sr. H. Tortella :... e o nobre depulado que | deputado todo eventual, lodo dependente do di-
cor slantemenle me est inlcrrompcndo de modo versas circumslancias. O nobre deputado anda
teve esta sociedaou uo progresso da agaculiura
ingle.
O Sr. Fenela* ; -- Porque nao tem succednlo
isso mesmo pm Franca, aonde existem as mes-
mas sociedades ? -
O K.Vorleila : Sao razes muilo espe-
ciaes e qtre nao Vera para o caso.
O nobre deputado iraiando ana* desla sociedade
disse que quando em Inglaterra urna sociedade
composta de cinco mil individuos, cada um con-
corria apenas para o fundo social com urna li-
bra ou vinte cinco francos, o institoto agrcola
nao se poderia raanter porque a subscripeo exi-
gida de cada um dos socios era excessiva pro-
porcionalraente aquella. Isto a meu ver nao
tem procedencia; em Inglaterra paiz adiantado
nacivilisago aonde o espirito de associacao se
acha desenvolvido, nao de admirar que' hoie
era numero tao crescido de socios e que cada um
concorra com urna quola lao diminuta, mas em
Puruambueo aonde a populacao to grande, aon-
de o espiritado associacao agora comega a des-
envolvcr-se lulando com os embaracos de todas
as instituices naseenles, nao se podo deixar de
reconhecer que urna subscripto inaior indis-
pensavel para a realsago do Instituto.
(Ha um aparte.)
Masas circumslancias variara muilo, nao pode
haver mesmo termo de eroparagao.
Sendo assim, Sr. presidente, en concluirci ob-
servando, que nao eslou longe de aceitar qual-
quer emenda que se ofTereca ao projeclo, e do
qual so lorne bem positivo, que a applicacao da
subvengo nao podo coraegar s ler lugar se-
nao quando o inslilulo comecar a funecionar.
O Sr. /.* de Bar roe : volar pelo meu pro-
jecto.
O Sr. A. Vortella :Foi bom o seu aparto,
porque j me ia esquecendo do projecto do no-
bre deputado.
O nobre depulado quer quo a provincia con-
-
geso leado, U. uo Oliveira. Jos Silva
Coelho, Joaquim Jos de Oliveirs, Antonio Xa-
vier da Franga, Francisco Ignacio Pinto, Jos Vi-
centa Duarto Brand&o o 1 oscravo, lianocl Ther*
phile A. Ribeiro o 1 escravo, Francisco Jaciniho
G. de Albuquerque o 1 escravo, D. Aurora de Al-
meida Albuquerque, Joo Valenlira Pexoto, I
soldado, Joo Jos de Saos Anua, sua uulhe'r e
3 filhos, Luiz Jacquea Brunel, sua senhora o 3
criados, Soldado Jos Antonio da Silva, Joo D.
Pereira Borg.es, Chrislovo Leilo Vieira de Mel-
lo, JosArlhur Pinto de Oliveira Abreu.
Passageiro do hiate americano Mariquita,
sabido para New-York.William II. Subb.
Matadolt.o publico :
Mataram-se no da 14 do crreme para o con-
sumo desta cidade 98 rezes.
No da 16 do mesmo 97.
MOHTALIDADB DO BU 16 DO C0RRCNTK
Antonio Sanches, branco, soltciro, 26 annos, t-
tano.
Sebasliana Constancia Zeferina, parda, solleira.
50 annos. phlhisica.
Ignacia, branca, 5 anuos, angina.
Antonia Caetana de Moura, branca, solleira, 41
annos, phlhisica.
Francisca, branca, 4 annos, congeslo cerebral.
Alie Mara Planche!, branca, casada. 25 anuos,
hydropesia.
Antonio Francisco de Paula Barrlo, branco, ca-
sado, 71 annos, maligna.
Ulisses, branco, 2 mozos, convulses.
Candida Pereira Das, branca, casada, 13 annos,
meliario agudo.
Jos, preto, 5 mezes, convulses.
Jos Joaquim da Silva, pardo, eolteiro, 29 annos,
bexigas.
Henriquela, preta, 2 mezes, convulses.
Guilhcrmo Gomes da Silva, preto, solleiro, 78 an-
nos, paralcsia.
Hospital rjn caridade. Existem 58 ho-
mens, 57 mulhercs nacionacs, 5 horaens eslran-
geiros, total 120.
Na totalidade dos doenles existem 42 aliena-
dos, sendo 32 mulheres e 10 homens.
Foram visitadas as enfermaras pelo cirurgio
Pinio as 7 horas o 10 minutos da raanhaa, pelo
Dr. Dornellasas8 horas e 3|i damanhaa.
Falleceu um soldado de polica de bexigas, o 1
paisano de paralysia.
! i.

menor servigo que Ibes offe-
Sr. presidente, apezar deja cu haver justifi-
cado em aparte o que disse na sessao passada,
vejo-mc obrigado anda a insistir ueste ponto,
Unto mais quanto, o nobre depulado que fallou
em ultimo lugar, pareceu dominado do mesrao
pensaniciilo do nobre deputado que em primeiro
lugar orou. Eu disse, Sr. presidente, que fol-
gava de ver que os nobres deputados convinham
na utilidade do projecto, mas que dcscordavam
apenas...
O Sr. Fenelon: Na utilidade do projeclo
nao.
OSr JV. Porlella: Ka utilidade da idea.
Mas que dcscordavam de mira quanto a oppor-
tunidade do projeclo o que isso eu folgava de
reconhecer que com a*apresentago delle con-
coma para a anmago de urna inslituicao til
como o Instituto Agricula. Creio pois que islo
est muito longe do pensara enlo que me que-
rein allribuir os nobres deputados. Disse c di-
go ainda, o projeclo til, opporluno ; porque
aprcsenlando-o nao presum quo offerecia a con-
siderarao da casa um trabalho perfeito, que rio
merecesse correcgo ; se a assebla enlende
que 6 conveniente fazer restrices a essa sub-
vengao, faze-la depeuder de alguma condigno
garanlidora dos cofres pblicos, seja apresenia-
da que cu nao lenho duvida alguma cin adhe-
rir a ella,
Mas, Sr. presidente, os nobres dcpulados fize-
ram considerages de outra ordem ; o nobre de-
pulado comegou dizendo : o Instituto tem de fa-
zer arrecadaces, e por ventura j so sabe em
quo ello lia de empregar o dinheiro quelein dear-
recadar? Tem o Instituto idias sobre as machi-
nas que ha de mandar buscar? Tem o Instituto
ideas sobre a creagao da escola rural ?como
querendo tirar a conscqiicncia do que por ora
nada se poda fazer. Sr. presdanle, preciso re-
conhecer as pessoas quo compem o conselho
director ..
O Sr. Fenelon : Nao entro nesta queslao.
O Sr. N. Portella :Entro eu.
E' preciso suppor as pessoas que compem o
conselho director e o conselho fiscal, que o co-
nhecimento necessario das necessidades de nossa
agricultura, e dos meios para remedia-las ; no
quero e ncm posso crer que fagam parte do con-
selhd director do Instituto pessoas quo nao te-
nliam conhcciraenlo mais ou menos da necessi-
dade da agricultura.
_0 Sr. Fenelon :Mas quo nenhuma innova-
gao leem fc-ito em suas propriedades nesse sen-
tido.
O Sr. X. Porlella :O nobre deputado conhe-
ce por ventura iodos os individuos que compem
o conselho director do Instituto, para dizer que
iienhum dclles tem einpregado os rneios para
raclhorar os scus estabelecmentos ?
O Sr. Fenelon :Se nao conhego os donos co-
nheco as propriedades.
O Sr. JV. Portella :Sr. presidente, o aparte
do nobre deputado me obriga a dizer que elle
est perfeilamente engaado, quando diz que
nenhum dos membroa do Instituto tem entre-
gado meios para melhorar o scu estabeleci-
mentn
O Sr. Fenelon :Nao, nenhum lem introdu-
zido machinas para melhorar a cultura no scu
engenho.
O Sr. N. Portella:Sr. presidente, nesta
discussao de fados a que me provocou em aparte
o nobre depulado, eu nao quero enlrar em todas
as suas minuciosldndes, mas deferirei ao nobre
deputado o seguinte : um dos membros do con-
selho director ou do conselho administrativo,
sei cu que lem feito melhoramcntos muito im-
portantes em sua propriedade rural, refiro-rae
ao Sr. bardo do Rio Formoso ; um outro, o Sr.
Miguel deOliveira.consla-me que tem (eto me-
Ihoramentos de muita importancia em seu en-
genho.
Un Sr. Deputado :Nao
teera no Instituto.
O Sr. N. Porlella :O Sr. Dr. Domingos de
souza Leao,.creio que lera feito melhorameutos
muito importantes.
Um Sr. Depulado :Obras de que precisava o
engenho, agudes, etc.
O Sr. N. Porlella :Nao isto : lera
rado melhorar a cultura da cana.
O Sr. Fenelon :Que machinas tem introdu-
cido 1
0 Sr. N. Porlella :O mano do nobre depu-
tado que ee assenta defronta de mira, o Sr.
Francieco do Reg Barros Brrelo lera emprega-
do meios de melhorar o cultivo ; o nobre depu-
tada mesmo, o Sr. Ignacio de Barros, com o
sen novo sjslema de assenlamentos, tem empre-
gado meios para o melhoramento da agricul-
tura.
O Sr. Ignacio
principio.
O Sr. N. Portella :Sei que est em princi-
pio, mas sou obrigado a confessarque alguns me-
Ihoraraentos se tem feilo.
O Sr. Luiz Filippe :- Nao cao melhoramenlos
era que 'vaina a pena fallar
O 6r. If. Portella:Sr. presidente, quando o
nobre lepulado me disse que nenhum dos mem-
bros do Instituto tem empregado meios para
melhorar as suas propriedades ruraes...
O Sr. Fenelon :-No foi isso. disse que ne-
nhum dessfcs proprietarios da provincia tem
empregado ostos a que se prope o Iusti-
0 Sr. N. Porlella :Mas protestando contra
este aparte fui que eu disse que nao quera en-
trar em especialidades, mas vi-me obrigado
referir alguraas palavras para mostrar quo ha
agricultores na provincia que at onde pdem
chegar as suas forcas, leem empregado meios de
melhorar a agricultura, tem-n'o feito com sacri-
ficio mesmo do sena espitaes
Sr. presidente, paia conhecer-se do progresso
da provincia neste poni, basta percorrtT alguns
dos engentaos, cojas machinas sio movios por
agua, e que eslo boje rtuto mais aperfeigoaoJ9-
Boje jnesmo, Sr. presidente, pela facilidade da
qu<, permita que lhe diga, me faz crer que se
u proposito do nobre deputado laucar a ri-
dic.ilo cu nao sei qual seja seu proposito, mas
sej i qual fr, eu proseguir! no meu uiscusso.
O Sr. Fene/ou.; No tenho proposito ne-
nh im.
ti Sr. ti. Tortella :Dizia eo, Sr. presidente,
quo nao era procedente a aigumenlegao de que
uo erara conhecidas as machinas, que uo se
sabia aonde deviam ser cnipregadas e para que
lim.
Sei verdade que mutas sociedades ficam
apias na inslallago, que muilas nao tecm lido
prrgrcssualguru, nem correspondem a magnilu-
de da idea ; mas porque fados desta ordjm se
di devemos concluir que o mesmo succedet ao
Instituto Agrcola ? Cieioque nao.
i/i Sr. Depulado :Devenios duvdar.
OSr.N Portella: nobre deputado chaina
em apoio dessa sua opnio o facto de que na
poea em que apparcceu a idea do Inslilulo nao
ho ive cnlhusiasmo, porque apenas cem ou se-
tenta assignaluras se obtiveram.
enhorca, para aquellos que nao estiveram na
provincia na poca a que me retiro, poder in-
ilu ressa allegacao, mas os que aqui estiveram.
qu ) presencearam us fados, que acorapauharam
toias as suas circunstancias, sabem perfcilamen-
te ]ue as vesperasdo dia 23 de dezombro, foi
qu i se fizeram os convites para a rcunio dos
ag cultores ; que o espirito dos agricultores es-
lava muito disposto para a realsago da idea,
tai lo que dentro em vinte cquatro horas so reu-
niiaraera palacio e subscreveram de setenta e
tai los a noventa cautos de reis.
Continuando na apreciagao dos motivos pelos
qu ios o nobre depulado julga dever desconfiar da
ex quibilidade do Instituto direi. quo para aquel-
es que nao conhecem o pessoal dos nossos agri-
cu lores, poder ler alguma procedencia a argu-
inonlagao de que ellos nao eslo no caso de con-
tribuir com cem mil ris por anuo. Pode bem
seque alguns agricultores nao estojara ncate ca-
so, mas estou i uli niara ente convencido dcjkue os
agricultores da provincia possuidos de venjadei-
ro patriotismo e convencidos da utilidade Ins-
tituto, uo duvidaro concorrer cora aqucll ,an-
ti.i. i
F.u nao sei, Sr. presidente, a quanto montara
al: hoje as asignaturas para o Instituto.
Um Sr. Deputado : A sessenta e dous con-
t?.
0 Sr. N. Porlella :Mas sei que dapois do dia
da installago lem estado aborta n-i secretara do
geverno a subscripgao para todo e qualquer
agricultor que quizer assignar, e sondo assim de-
ve crer que o numero dossubsesiptores tem cres-
cilo.
Um Sr Depulado : Eu tenho visto carta do
Si." presidente convidando.
O Sr. N. Portella : Admiltndo mesmo que o
numero dos socios do Instituto nao seja lal qual
fra para desejar, cu no posso deixar de reco-
nliecer que mesmo assim uo prova de que ha
disconfianca na iustituigo.
O Sr. Fenelon :Durn aparte.
O Sr. N. Portella: Eu no disse islo como
censurando o nobre deputado, porque creio mes-
mo que no urna phrase incorrecta. Mas no
lem sido os agricultores da provincia to malsuc-
ci didos em empiezas de associacao que digam
rispeito a lavoura, para que se jlguem descon-
fi idos do bom resultado do Instituto ; o que tem
h ivido so apenas tentativas, sao ensaios que s
(em lido por fin dispor o espirito publico.
Agora, Sr. presidente, duas palavras em res-
lem de fallar, ainda no explicou bem a sua
emenda, ainda nao mostrou o calculo que fez e
que o levou a apresenla-lo, quando O fuer tal-
vez rae resol va a prestar-lhe meu voto, mas em-
quanto no, presisto em votar pelo projecto que
apresenlei.
Dada a hora fica a discusso adiada.
O Sr. Vresidenle desigua a ordem do dia e
levaula a sessao.
REVISTA DIARIA.
Na estrada de Joo de Barros ha o coslu-
me do darem-se tiros 4 cada passo o por qual-
quer folguedo. Alm de com isto poderera re-
sultar consequencias bem funestas, ha ainda o
inconveniento de ser impralicavel a preslago de
um soccorro, quando por lal modo seja elle pe-
dido' por quem precise ; pois que ser reputado
esse reclamo urna brincadeira usual, c jamis um
grito do aiUicco.
Convem, portanlo, que dexem semelhante
pralica, cujo abandono muito importa ao inte-
rese dos proprios moradores daquelia locali-
dade.
Iuforraam-no quo o rao chero, de cuja
existencia temos tratado, e que ainda hoje con-
tinua, provm de una grande porco de carne
secca que afundou pelas immedagoes do Forte
Mallos, e no da causa que presumptivamenlc
demos.
Mas como o iraportagao de animaes prosegue,
chegando ao nosso porto porgo d'elles effecliva-
menle, nao so esquega a lerabranga ou medida
olTerecida, para que so nao deem com os burros
n'agua .-> com incommodo do publico.
Lcmbramos que seja estabelecido conveni-
ente e slidamente o calcamento pelos lugares
onde lem elle sido desmanchado para a inhuraa-
go dos canos da empreza Cambronne ; vis;o
quo esle servico no fai devidamenle feilo pelas
emprezas anteriores,
CHR0NICAJUDICIAR1A.
TRIBUNAL DO C0A1MERCI0.
SESSAO ADMINISTRATIVA EM 16 DE ABRIL
DE 1860.
PHESIDENCIA DO F.XM. SH. DESEMBARCADOB
SOUZA.
As 10 horas damauha, achando-se presentes
os Snrs. deputados I.emos, e Bastos, o Senhor
presidente declaiou aberta a sessao e designou o
deputado Lemos para servir de secretario
Foi presente a colacao ollicial da juuta do cor-
relorcs, pertencenle a semana linda. Archi-
ve-se.
Foi aprcsenlado um requeriniculo de Guilher-
me Carvalho & Companhia, juntando um docu-
mento em satisfagao do ultimo despacho desle
tribunal'.Torne cora vista ao Sr. desembargador
fiscal.
Nada mais houve a tratar.
DIARIO DE PERNAMBUCO.
formo o saaioc ou
recer pratcagem.
Estabeieeendosemolhaot phncipia o ministe-
rio da marinha foi mais longo, porquaoto no art
19 do referido regulamanlo reconheceu quo
Estado nao linha direito a exigir que a Assodia-
gao dos Praticos lhe preslasso servicos sem que
fosse indemtiisada como o era pefos particula-
res, e assim que ne-se mesmo artigo assim
exprime-se o citado rcgulamento : Os venci-
mcnlos dos individuos empregados na pratica-
genrdas barras, ancoradouros e cosa, desde as
Candeias al Po-Amarello, sahiram do rcodi-
menlo proveniente dos servicos prestados na
entrada e sahida dos navios nacionaes c cstran-
geiros, tanto de gubrra, como mercan les, quo
demanda'em raisde novo psd'agua inclusive,
c de outros trabalhos designados no presente rc-
gulameiito, etc etc.
Ora, sendo assim lera razan o gerente da com-
panhiabrasiletra de paquetes a vapor,quando fir-
mandotse no decreto n. 2,513 de 17 de dezembro
de 1859 pretende eximir se ao pagamento das des-
pezas da pratcagem somonte porque aquello de-
creto ostabolecendo a lerceira alleragao dos con-
tratos celebrados em 3 de Janeiro de 1855,e9 de
dezembro de 1857, diz que : Considerados os
vapores da companhia, na forma dos contratos
anteriores, como embarcages de guerra, ficam
sentos das despezas da pralicagera era qual-
quer barra do seu servigo ou escala ? 1
Por certo que a interprelago que a estas pa-
lavras d o gerente da comp'anhia brasleira dc-
paqueles a vapor nao agenuina e lhe nao po-
de aproveilar em relaco i nossa Associacao dos
Praticos I.
A razao que d o citado decreto n. 2,513 para
eximir companhia brasleira ae paquetes a va-
por ao pagamento das despezas da pratcagem
o serem esses vapores da companhia considera-
das como navios ds guerra, na forma dos con-
tratos anteriores, mas se os proprios navios do
guerra csto sujeitos ao pagamento das despezas
da pratcagem corno terminantemente, dispe o
aviso de 23 de fevereiro de 1854, sendo esta a
pralica que at hoje se lem observado, como 6
que os vapores da companhia podere eximir-so
a semelhaiito pagamento? E' islo justamente o-
que no pode ler lugar 1 '
X Associaceo. dos Praticos em Pernambuco
no assalariada pelo Estado, e porianlo scus
servigos dcvcni ser devidamenle pagos pelo go-
verno quo reconhecendo constantemente a jus.
tica que lhe assiste ncm por um momento tem
dnvidado recompensar pecuniariamente Io ar-
duo quo perlgoso inister 1
Nao vemos porlanto razio alguma para que a
companhia brasleira de paquetes a vapor dcs-
conhecendo o sagrado principio dequeorfo tra-
balhador tem direito a urna paga, queira fut-
lar-se ao pagamento das despezas da pnlicngem
da barra, nao lhe devendo aproveilar a dispoei-
co do decreto n. 2,513, porque esta disposieo-
s pioduz seus elTeilos nos lugares em que os
navios do guerra nao esto sujeilos ao pagamen-
to de tacs despezas, como na provincia do Para
c Ifaranho, sendo que se assim acontece,
porque all existem pralcos assalariados pelo
governo, mas nao entre nos, oiide o contrario
tem lugar.
Cromos que esta queslao lom de ser levada ao
conhecimento dos altos poderes do Estado, e en-
lao esperamos que justiga ser feila digna As-
sociago dos l'ralicos do Pernambuco.
Recite, 14 de abril de 1860.
Americus.
A assembla provincial oceupou-se houtem do
seguinte :
itequerimento dos donos de fabricas de chapeos
pedindo urna raedida garanlidora da industria que
exercem.
Dito de Rento Jos Pires, pedindo se de anda-
mento urna sua petiro do anno anterior.
Dito de Severino Ilcurique de Castro l'imentel,
major do corpo de polica, pedindo se tlie mande
contar, para a sua reforma, o lempo que servio
no exercilo.
Parecer das commissoes de orcamcnlo provin-
cial e legislaco, offerecendo um projecto conce-
dendo dous annos para a conclusaode loda a li-
nha frrea al o rio Pirangi.
Dito da de petiges offerecendo um projecto
concedendo qualro loteras de cenlo e vinte cou-
l'is de ris Associacao Popular de Socorros
Mutuos.
Dito da de inslrucgo publica, idem, mandando
que liveram de fazer exea-j pagar Alexandre Jos Dornellas, agralicago
nsta ao nobre deputado que falln em primeiro
igar rotativamente
sao destes os que
procu-
de Barros :Est muilo em
a um Tacto quo eu trouxe
pira a discusso na sessao passada, c ao qual
tamben) quizo nobre deputado deduzr a inuti-
lilndc do Instituto entre nos..
Quando na sessao passada tratei da compara-
rlo da agricultura em Franca e na Inglaterra,
d sse que a Sociedade Real de Agricultura em
I. uidres ara urna das principaes causas da pros-
pridado da agricultura nesse paiz; o nobre de-
pitado, creio mesmo, no poder descunheccr
que foi urna das causas qu* concorreram para o
d'senvolvimenlo da agricultura na Inglaterra,
s 'gundo opinio de escriptores muito distinc-
t(S.
O nobre deputado porm pensou que cu linha
a tribuido exclusivamente ao Instituto Real de
Agricultura de Londres o resultado do estado da
a 5ricullura Inglcza ; mas eu nao disse lal, por
q te para islo fora mister desconhecer a influenv
c a do capital a que o nobre depulado adribue
a prosperidade da agricultura, fora preciso desco-
nhecer o espirito de associacao que ha na In"la-
torra para sustentar que somente a sociedade
Peal de Agricultura se devia attribuira prosperi-
dade da lavoura naquelle paiz.
O nobre depulado porm est pizando cm um
tirreino falso, quando assevera que essa socieda-
da central s tem por flm a exposigo de produc-
lis que pertencera a agricultura.
OSr. Fenelon:O nobro deputado est ca-
llindo no mesmo vicio que rae censura ; eu no
(isse que s tinha por lim, disse qe seu flm
i rincipal era fazer exposiges
O Sr. JV. Tortella : Bem ; mas iste nao quer
i izer que essa sociedade nao tem outros flns nao
nenos importantes
O Sr. Fenelon : O nobre depulado chegou
i asseverar que o artigo primeiro dos estatutos
i o Inslilulo era copeado litteralmento do regula-
enlo dessa sociedade ingleza.
O Sr. N. Vorlella : Eu nao disse assim, o
i ue disse foi que da leitura que havia feito do
rtigo segundo dos estatutos em que se desigam
s flns do Instituto, eu era orgado a concluir
uo havia quasi sido copiado esto artigo.
O Sr. Fenelon : Eu accexlo a correeo. mas
i nobre deputado disse quo tinha sido copiado
O Sr. JV. Tortella : Eu recordo-rae bem do
[ue disse e o que parece que o nobre deputa-
le nao me ouvio perfeitamente, mas isto pouco
mporla para o caso porque eu reconhego que
eno foi copiado textualmente, foi quasi que
cxtualmeote
O Sr. Fenelon : Assevera mesmo esse quasi.
0 Sr. JV. Tortella : Poderei mostrar ao no-
>re depulado nao o artigo dos estatuios da;eocie-
ade inglcza, mas a obra do Sr. Leoncio Laverg-
le quo moslra quacs os flns a que se destina a
ociedade Real de Agricultura e donde se v que
i So justamente os mesmos.
Porlanto, quando cu dizia que grandes benefi-
ios tinhara resultado a Ioglalyra da instituico
i a sociedade central, nao quena dizer que ella
xclusivament tenha produzido a prosperidad'
la agricultura ingleza, nao, oulras muilas cau-
as concorreram para isto, muilas reformas sa-
utsres produziram esse resultado, mas isto nao
iiclue a parte muito directa, muilo positiva que
vaces pelas ras para idntico flm.
Para consecugo de urna medida til, nao de-
ovemos sacrificar mellioraiuenlos com que have-
mos dispendido sommasc.onsideraveis, rnenos
deixar ao abandono cousas lo consideraveis.
Por portara da presidencia de 13 do cor-
rele, foi nomeado delegado de polica do lerrao
de Iguarasso Sr. Epaminondas Vieira daCunha.
O Sr. Joaquim Pedro- Rarrelo de Mello, por
acto da presidencia de 4 docorrentc. foi nomea-
do escripiuraio do Inslilulo Agrcola.
Por portara de honlem foram preenchidas
as duas vagas do amanuenses da secretaria do
governo, recahindo as nomeages em Jos Ro-
berto da Cuuha Salles e Manoel daCunha Figuei-
redo.
Por portara da mesma data foram nomea-
dos, Cesario Aureliano Ventura para o emprego
de continuo d3 secretaria do governo, e Julio
Pires Ferreira para o de porleiro do curso com-
mercal.
Por portaiia de igual dala foi concedida a
demisso quo pedio o guarda da alfandega Joo
Eduardo Pereira Rorges, sendo nomeado para
substilui-lo Jos Ferreira Penha.
t- Rapiizados da freguezia de Sanio Antonio
do Recite de 8 a 14 do corrento :
Jos, pardo, filho legtimo de Hcnriqua Luiz de
Araujo Das, e |Ale.vandiina Joaquina Hono-
rata.
Jos, branco, filho legitimo de Rento da Silva Ro-
sas, e Maria Rosa Leito Gumares.
Sidronio o Mara, pardos, filhos legtimos de
Jorge Rodrigues Machado e Manoela Firmina
dos Sanios
Joaquim, pardo, filho natural de Antonia Fran-
cisca da Hora.
I Quiloria, crioula, filha natural de Antonia Rene-
dita da Costa.
Sil vina, crioula, filha natural de Carolina Maria
da Conceico.
Raimundo, crioulo, filho natural de Maria da Con
ceico.
Roraa'na, crioula, escrava de Alexandre Rodrigues
de Almeida.
Constancia, crioula, escrava de Flisraina Nunes
Vieira.
Olindina, parda, filha nwtural de Maria Francisca
Romualda da Silva.
Luzia, prcla, lua natural do Catharina da
Costa.
Manoel, branco, filho legilimo de Manoel Lou-
rengo Pedroso e Maria da Gloria Pcdrosa.
Avehno, pano, escravo de Jos Joaquim Pereira
de Mondonga.
Josa, branco, filho natural de Luiza Maria.da
Silva.
Joaquina, crioula, escrava. de Sebaslio Jos da
Silva.
Antonio, branco, lilho legitimo de Antonio Cas*
simiro de Gouveia, e D. Francisca Filomena da
Silva.
Filtsmina, parda, escrava de Manoel Alves Fer-
reira.
Maria, parda, filha natural de Michlina Anoa da
Assumpgo.
Marja. parda, filha legitima de Jos Francisco da
Arrnunciago, e Isabel Maria da Couceigo.
Alfredo, b-anco, filho legitimo de Joaquim'Perei-
ra Arantes, o Dr. Auna Pereira Arantes.
Pedro, crioulo, filho natural de Antonia Maria da
Concerni.
Libania, bf anca, filha legitima de Joo Miguel da
Silva, i Senhorinha Maria das Dores.
Urna menina filha legitima de Manoel Jos Fer-
reira Anlunes, nao veio ainda cerlidao.
Urna menina filha legtima de Joo Miguel da
Silva.
Csamelos
Luiz Antonio dos Santos Per6ra, com Anna The-
reza dos Sanios.
Jos ias Alves de Quintal, com Maria Pulcheria
de Freitas, no veio ainda cerlidao.
Passsgciros do vapor nacional Tersinunga,
sahido para os porlos de sul.
Manoel d Araujo Castro, Luiz Fereira Rama-
lho, JosNoberlo Casado Lima, sua familia e 2
criados, D. Marja Roza de Aimeida e 1 filha, D.
Anna Umbelina de Albuquerque e 1 criado, An-
tonio dos Santos Pnheiro, Miguel Antonio Doar-
te, Joaquim Elviro Alves de Souza. Henrique,
Thereza Maria de Jess, Joo Gomes Ribeiro, Joa-
quim Mauricio Lins, Jooquim Lins de Meira
Luna, Manoel Pereira Camello, Joaquim Fran-
cisco Moureira, Joo Rodrigues lavares de
Mello, Francisco Lufi dos Reis e 1 criado, An-
tonio Francisco da Silveira Lins, Amaro Ruar-
que de Lima, JosTheodoro Pereira Camello o 1
criado, Joaquim Pereira Xavier de Almeida.
Passaglros do vapor ni;onaI Tocanlint,
sahib'o para os portes do norte :
Urgoi;'ao Antonio de Lima, Antenio P. t. cr-
do artigo 10 da lei geral de 15 de outubro'de
1827
Dito da de obras publicas, declinando para o
presidente da provincia a deciso da petigo de
Antonio Gongalvcs de Moraes.
Dilo da de posturas de cmaras, dizendo que
pode ser approvado o regulamento de afferiges
da cmara de Pao d'Alho.
Dito da dita acerca de posturas da cmara do
Recite, relativas casas do plvora.
Passando-se ordem do-da, o Sr. Sebastio
Lacerda pede algumas razes que acluaram para
a confecgo do orgamenlo provincial, pela res-
pectiva coramisso.
O Sr. Fenelon d algumas informaces que
suppe serem suflicienlcs.
O Sr. Sebastio Lacerda, justifica seu discurso
anterior, e especifica algumas veTrbas de que quer
explicaces.
OSr. Ignacio de Barros, sustenta o projecto
explicando os motivos que lovaram a commisso
a cercear algumas verbas de despza, o a refor-
mar no son lano a maneira da arrecadagao.
OSr. N. Portella faz considerages, coucluindo
por mandar mesa um requerimenlo de a J ll-
menlo, que lido conjuntamente com um do Sr.
Figueira, pedindo que se exijara com urgencia,
os documentos e relatnos, que se acham na lhe-
souraria provincial.
O Sr. Martina Pereira interpella a commisso
de orgamento sobre a nao contemplagao nelle do
emprestimo e abertura de crditos pelo presi-
dente da provincia.
O Sr. Fenelon responde a inlerpellgo, dizen-
do que a commisso no toraou conhecimenlo
por le re ni ambas essas verbas passado para 3
exercicio corrente.
O Sr. Marttus Pereira persiste em suas ideas
anteriores.
O Sr. Fenelon justifica a opinio emiltida com
a autorisago dada ao presidente da provincia
pelo artigo 30 do orgamento vigente.
Poslos votos sao" ambos os requerimentos ap-
provados.
Entra em segunda discusso o projeclo n. 35
desle anno que trata da divisao terrilorial de Se-
rinhem e Escada:
Depois de justificar, o Sr. Sebastio Lacerda,
manda mesa a seguinte emenda substitutiva :
O rio Sebir continuar a servir de limites
entre os termos freguezias da Escada e Seri-
nhera Rarros Lacerda. Ignacio Joaquim de
Souza Leo. Pereira do Brito. Ignacio de
Barros.
No havendo casa, o Sr. presidente, levanta a
sesso, dando para ordem do dia de hoje a mes-
ma do antecedente.
Communicados.
O SEU A' SEU DO\<).
Possuido do maior reconhecimenlo e gratido,
no posso deixar em silendo os actos de virtude
que comrrigo acaba de praticar, oExm. Sr. baro
Jos Antonio de Araujo. Descjo que o respeta-
vel publico ouca de minha fraca voz o Dos te
ajude que me merece o meu eximio bemfeilor,
pela bondade com que me ha tratado e por que
ltimamente sendo eu ucometiido de pulmona
e nao podendo por isso deixar de inlerrompcr
os trabalhos do que me encarregara, teve o mes-
roo Exm. Sr. a benevolencia, nao s de conside-
rar-me como em servigo eficclivo, mas lambem
de proporcionar-me meios de efivcluar urna via-
gem ao Ico, aliui deobter o meu reslabelecimen-
lo, ficando a minha familia sob sua protecgo
urna vez que se digna concedcr-lhe meosal a
quanlia que me dava pelo meu pequeo traba-
lho. Julgo pois de raeu rigoroso dever, dar um
publico testemunho do quanto me sinlo penho-
rado pela sua magnanimidade, e pego a provi-
dencia que se digne accumular scus dons as
mos liberaos que tanto soccorrem ao infortunio.
Aceite o Exm. Sr. bario os protestos de esli-
ma e considerado e respei'-o que lhe tributa, o
seu empregado,'Benlo Candido Bolelho de\Aze-
vedo.
A coiipanhia brasleira de Paquetes a
vapor, e a Associacao dos Praticos.
Quando cm fevereiro de 1854 o ministerio da
marinha organisou um regulamento para a pra-
tcagem da costa e porto da provincia de Per-
nambuco, nao se leve em vista tornar os nossos
pralicos empregados asalariados polos cofres
pblicos ; o pensemento contrario oque re-
sulta de muilas disposiges do mesmo regula-
mento. sendo consequencias dostas disposiges
que os priiieos ganharam mais ou meos con-
No podemos negar que os membros da re-
daceo do Liberal Pernambucano sao feriis em
recursos, quando julgara conveniente obrignr uro-
conten dor ao silencio,
A ninguem por cerlo lembrara a estrategia,
de que langou nio o Sr. Dr. Feitosa, para vfir
sedeelinava da rcsposla que nos devia dar: mas
audou errado, quando julgou obrigar-nos ao si-
lencio pelo meio, de que laucn mo.
Nem Sinc. o ncm o seu digno cyrineu coose-
guiro o seu intento.
Subsisten] as razes que damos para nao des-
cobrirmos a nossa pobro personalidadc, assig-
nando o nosso nome.
Desdo a nossa mocidada lemos sempre visto
Iravarem-se grandes lulas polticas pela impren-
sa : mas nunca vimos declararem aquelles, con-
tra quera laes lulas so dirigiam, c quo s res-
ponderiam e entraara emluta.se 0 adversario
assign.issc o seu nome proprio.
Os Exms. Srs. Urbano, Nelto, Villela c Abreu
e Lima c oulros campeos do anligo partido
praiero, combalcram pela imprensa com os Exms.
Srs. Nabuio, Macicl Mouleiro, Aguiar, Pacs Rar-
relo, e oulros membros proemiiienles do partido
saquarema : arligns fortissimos, e al virulentos
appareceram de uns contra outros : mas nenhum
daquclles arligos irouxeram a assignalura do
seus autores, e nem essa (alta obslou que fos-
sera devidamento respondidos.
Era que u'aquellas pochas nao so lemia a dis-
cusso, apezar do exaltameulo das paixes pol-
ticas.
Agora, porra, que a discusso dos fados pla-
ticados pelos intitulados directores do partido li-
beral desta provincia lhes trazcm mal incalcula-
vel, soccorrem-se a estrategia doassigne osea.
nome proprio.
Pcrdein o scu lempo : nao somos nenhum ca-
louro, quo recuentos ante o queixolal convite,,
que nos dirigen).
Havemos de continuar a discutir os fados pra-
ticados pelos directores desse ficticio parlidoli-
bcrai; lia vemos de abrir os olhos aos incautos,
que se quizcreui liar no cauto da tercia.
Se quizerem, que nos coules tem sob a sua as-
signatura, ou pelo anonymo, de que sempre se
servirara, al para atacar a vida privada, e o sa-
grado das familias, sem se lembrarem, que nessas
circunistancias era que cabia dizer-so como disse
o Sr. Dr. Leonardo o aggressor anonymo est
sempre as tretas ; as Irevas amparam o trai-
dor ; o traidor sem excepcao- de regra, co-
varde.
Se tivessemos locado na vida privada dos en-
enrregados da redaeco do Liberal, toleraramos,
c raesmo seriamos concordes, era quo se exigisso
a responsabilidadc legal : islo a assignalura d
aulor do artigo: mas no casoverlenle, siguimos o
cosame adoptado na poltica, nao podendo to-
lerar a impostura daquclles, quu sempre abraca-
ra ni este coslumc, o al delle abusaram.
VCcm pois, os Srs. Feitosa e Leonardo, qual o
nosso proposito, c as tazes que para elle aprc-
seniamos, muilo embora nos alcunhera de ini-
migo trai'iorassassino oceulto nos Irevas, e que
alira nauseabundas punhalada, etc., etc., etc..
O anonymo nao excluo urna discusso seria,.
franca c leal, para a qual sempre estivemoso
estaremos promplos.
Nao tememos a derrota ; o que no aceitamos
a victoria, com as condices que nos oflerece o-
Sr. Dr. Leonardo.
Entre Srac.na lula, c conteste os factos, quo
narramos cm o nosso primeiro coramunicado em
resposta ao Uercanlil; edeixe que o publico so-
ja ojuiz de nossa causa.
E j quo Smc. cm seu communicado de hoio-
conteslou um dos fados por nos mencionados,
qual o do no existir nesta provincia partido al-
gum poltico sob a dircegao do Sr. Dr. Feitosa,
Juc at se v abandonado pelos companheiros
e rcdacgo do Liberal, permita Smc. que lho
demos aqui m&smo a devida resposta.
Esssa facgo testa da qual se quer por o Sr.
Dr. Feitosa, lendo por aclitos Smc. c seus dons
ou tres hachareis, no no foi, e nunca ser,
um partido, e muito menos o partido liberal^
que Io glorioso passado leve.
Transfugas do partido saquarema nunca pode-
r o ser bous representantes, bons pugnadore
das ideas e principios liberaes; porque aqui ca-
be barn o rifo de um mo mouro, nunca un
bom christo.
Se o Sr. Dr. Feitoza no memoravcl dia 2 de fo-
vereiro de 49. deu bem significativas provas do
abracar o saquarenismo|corao confessou, maiore
e mais exuberantes deu o Sr. Dr. Leonardo, offe-
recendo seus servigos ao governo da provincia,.
como voluntario, aquartelando-se na fortaleza d
Rrura com oulros jovens esludantes, que para
esse ira vieraro com Smc de Olinda.
Nao vemos no acto patritico por Smc prati-
cado naquella poca o menor motivo de censura-,
e menos que lhe traga dezar alguna. Naquell
lempo julgara Smc. que devia expor a propri*
vida pela causa da legalidade, pela sustenl*go<
da monarchia, pela unidade do imperio, anieaca-
da pela revolla: hoje pensa difTerenlcmeate ~
nisso nao ha crirac : lodo- cidado livre para
pensar em poltica como entender.
Somente citamos estes factos para protestar-
mos conira a pretengio de Smcs. quercrem ser
considerados legtimos, e genuinos representan-
tes do partido liberal derrotad*? em 48.
Quanto a insistencia que fazem Smcs. da uni-
dade, e (orea desse intitulado partido liberal,
julgaraos bastante para confundi-los, pedir, que
deca remem que consiste essa unio, o forga : o
se ella existe, o porque ha mais de dous meses
nao se pode ainda reunir essa to fallada Socie-
dade Liberal, que deve eleger o novo directorio
J.


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y.' .^ '.^r
w
<3u puriio, e nova reetaoce par o lAberai ; o
norepao deittu o mesBio liberal de partencer
-aquella sociadade, e hoje empieza paalicular
,^o Sr. Freilas Barboz ?
Finalmente, s naorc'ceftssmos ser importu-
nos, pediramos, qoe nqs declarassem os nomes
posicSo que corapoem ate l/w unido, e to forie
partido.
Agora pelo que diz respeilo a declarado que
fez o Sr. Dr. Leonardo, de termos faltado a ver-
dadt, quando a/firmamos ave este senhor havia
abandonado o-sea companheiro e reducido (nao
(firmamos isto), permita Smc. quo appellemos
para a ana conicioncia, e para o leslemunho da-
quelles, ante os quaes fez Smc. algumas obser-
vares, tendentes a nSostrar os desgostos de que
se achara possuido em rcloeio aos negocios do
liberal, e o deseja que linha de abandonar a re-
daceao daquella folha, quo era muito natural
lizesse, aproveitando a opportunidade de urna
viagem para tora da proviucia. Pode ler-se ar-
rcpendido, sem que as faces Ihe figuem coradas.
porque nao se trata de apanhar ningucm em
mentira, como suppoo ler-nos apanhado
Pouco importa que Smc. volle a redaccao do
Liberal, oceupir o anligo lujar de communi-
cante, ou redactor cm ebeo dos corumunicados ;
porque a posicao de Smc por ora anda mu pe-
queiiina, para augmentar a importancia de um
jornal, somonte porque para elle cscreve artigos ;
muito embora j se queira inculcar um Emilio
Cirardin, ou tira Garnier l'ag, que com a sua
assignatura garaute a verdado das proposites,
Desejariaraos poder azor a vonlade de Smc.
guardando profundo silencio ; mas isto nos ve-
dado, pelo voto que fizamos, de acompanbar par
passu.a marcha do Liberal.
Nao recuamos ante as qualificacoes que Smc.
ou oulro qualquer cyrinio que possa anda appa-
recer, nos queira dar.
O nosso proposito est feto, c o juiz escolhido.
O publico decidir quem tem razio, e de que
lado est a impostura.
Recite 13 de abril.
W.
Correspondencias.
Sis. redactores. Conslando-me que se acha
nesta cidade um celebre vigario da provincia do
Cear, que velo, segunde dizem-me, responder
perante o tribunal ecclcsiastico por crimes e
enormidades, que a opinio publica lhe atlribuc;
c sem que eu pretenda aggravar a sorto desse
infeliz padre com a enumeragao dos fados es-
candalosos, quo dello soube quando ha lempos
andei em sua freguezia, limito-me apenas a pe-
dir ao Uevm. Sr. vigario geral, que procure es-
tndar ou syndicar com attencao sobre 03 coslu-
nies do referido vigario ; certo de que se o fizer,
creio que elle n3o vallar raais como parocho
freguezia da Granja.
Nada mais dire por agora. Aguardarei o re-
sultado do negocio, para applaudir, ou estygma-
tisaro procediraento da juslica ecclesiastica.
Recife, 14 de abril de 1860*.
O vigilante.
Sis. Redactores. Conscio de ler cumprido
al o presente meus deveres como empregado
publico, nao vacillei em declarar em rainha ul-
tima correspondencia, que desprezaria as accus'i-
ces que o Sr. Braulio continuasse a fazer a mim
c minha repartido, porque eslava persuadido
que este senhor nao transporia a veracidade dos
fados. Enganei-me, porm, completamente,
porque agora vejo quo o Sr. Braulio nao escolhc
meio para desacreditar-me, lodos lhe servem e
at os criara, o por isso sou forcado a renunciar
o proposito em que eslava, e a" segui-lo nesse
seu louvavel intuito, para evitar que o consiga
cusa de meu silencio.
Dvendo poitanto defender-mo das imputaces
Sr. Braulio altern muito de proposito o que d-
zem os meus oDkios, para acher-mc em contja-
dieces-, e poder concluir que a Ihcsouraria leni
eilo alguns pagamentos com procuraces falsas,
c outros sem as formalidades legaes a passoas
incompetentes. Felizmente os seus collegas, des-
obrindo essa lctica e a suaintenco, lizeram-
lhe sentir, com seus judiosos apartes, que seme-
lhanle procediraento nao devia passar desaper-
cebido e impune.
O desaponlamenlo foi grande, mas o Sr. Brau
lio nao desa4enlou o frtil em recursos dessa
ordem, procurou reparar sua derjota contando a
seu geito urna Historia de pagamento d'ua divid-
da do Sr. Milet ; meecionando mais um fado pe-
queo ( expreeso sua^ de outro pagamento que
se realisou em urna importancia maior do que a
divida ; e finalmente, encarecendo o dc3appare-
cimento de alguns documentos comprobatorios
de despezas eilas com reparos e decoradlo da
thesouraria.
Persuadido que assim linha vencido a campa-
nha, pergunla se em vista de tantas mazellas
ou nao a thesouraria relaxada: eu IhcTespon-
derei.-
Jtoe OMjao me mamcuief na academia la Oliu-
pa, por qe:quiz aprenacr smenlo os sciencias
juo me GfDtinhan, se nao di lame do me es-
ludeL*orqno osiiTnles'to ramtrfdmnttrdos
exsrne. ^^ *-w >-^^c- w
, ^.f.0 '88 o Sr. Braulio por que nao se tem
habilitado na forma da lei para entinar Wus dis-
cpulos, quo por isso floaram com ulna insiruc-
cao inferior aquella que convm ao paiz.
Concluirei podindo por favor aos Srs. depula-
dos que approvem o requeriroento do Sr. Brau-
lio, e deixeru bue a comiiissaode oonlaa ven ha a
Ihesomraria verificar que nlo eiacioo qnt tem
dito este senhor.
Digne-se, Srs. rodadores, de publicar estis ti-
nhas quo muito obrigado Ihcs ficar o seu cons-
tante leilor,
Jos Pedro da Silva.
13 de abril de 1860.
Publicares a pedido.
COMISS.VO.
( N O M EC LBUM.)
Eu lenho ama moga do unos cabellos,
Olhar do sultana, tem faces de/rosas.
Andar negligente, tem brae.es macios'.
Se vecra as espaduas madeixas mimosas.
Eu vejo-a sosinha no vo da janella,
O braco apoiando seu lnguido rosto
Dos brandos tregeitos da nivea mos'inha
tu no-me sompre mas nunca desgosto.
Se o sol se debucha no azul firmamento
fcu vejo-a saudar-mo co'a mi na janella ;
Se a noite alva la as nuvens s'ostenta
Seusolhosrutilam, olhar de gazella! '
Eu amo urna mocaque tem nos sorrfsos
As gracas dosanjos, que Deus conceder
Se em noite de amores tivora-a nos bracos
ba alma de joven com goslo beber! '
Em noites do bailes, as salas abertas
fcu vejo-a saudando mancebos do dia
E beijo essas luras que as maos occiiaram
Que cheiram aroma vivaz de ambrosia.
Agora.... de dia. No v5o da janella
Briihante appatoce minha alva visito ;
Seus labiosse abrindo dlsparam amores,
Seus olhos penctram no meu corarjao !
Incara-me agora, relira os cabellos
De sobre essa fronte d'alvura de nove
Monea a maosinha descalca das luvas
Agita o cabello, seu seio de leve... '
Se falla na Ierra, Iraduzenrnos astros
Os anjos linguagem de amor virginal ;
So canta, nos olhos que vira p'ra as nuvens
Procura as arias da vida imraorlal 1
Eu vi-a oulrs diana nave do. templo
Mus bella que a fllha de Roma ou Scvilha
A veste era negrapedido do acto '
Nos Ijracos lhe vinha cahir a mantilha.
Saudei-a, sorrio-se... que riso fagueiro !
as faces pinlou-se pintura loui.a,
Pintura na tela no era raais ind'a
Virgnea pintura de rubra romaa '
Eu vi-a no templo, curvada e rosando,
Estatua de amores na casa Divina !
Boiavam palavras nos labios faceiros,
wo p da capella mudara urna sina i
Olhou-me, sorrio-se... Nao rosa no livro
Endechas divinas, sublimes lices ;
Peccra no templo me dando sorri'sos,
Tornando alegra as niveas feices....
Eu yi-a apoei-mc na dura columna,
E vi resvalar-se do braco essa airara,
Que anecia, que aviva na mente mil gosos,
Alvura de jaspe, sublime pintura !
Eu lenho urna moca de finos cabellos
Olhar de sultana, tem face de rosas
Andar negligente, tem bracos macios,
So veera as espaduas madeixas mimosas I
*m
^B^BM^BBMJlBBMi
mmm
MARIO; DE PERMAMBUI. -> TCA FEIB H?. BR A1RI1 DE*MQ.
res, G. INugueira & O., 1W borrica* -assucar
brsnco, 50 ditas dilo masoavado, r o cascos
agurdenle.
RecebedjLegia de rendas Internas
gemas de Pernambuco
Rendimentoa^iia 2 a 14. 9:715J448
dem do dii*vl6...... 1:003$782
10719S230
-1860.
Muniz Tavares.
O Sr. Milot nao sci por que motivo dirigio-se
de preferencia ao Sr. Jos Caetano de Carvalho .
socio do sr. Bartholomeu Francisco de Souza |Jam suie''osa cinco imposlos.
os Srs. dignissimos representantes da assembla
provincial.
As olarias esto sugeitas os irapostos se-
guintes: r
1. Dcima urbana em que sao colleclados. *
2 4 por cenlo, imposto provincial.
a." 2 por cento imposto municipal, sugeito a
mulla de 2C0 por cento MI No tempo do gover-
no absoluto o vossallo nao era sugeito a seme-
Ihanlc multa.
4. Licenca annual da capitana do porto para
as candas
Tachas de escravos.
Na realidade custa a crer quo eslabelccimenlos
nacionaes, 15o pesados em son manejo, e que
lano tcem concorrido para a edificanao dos bellos
predios desta cidade, e de seus arrbaldes este-
0 roprtearto.
para rebater urna prestaco de obra publica, que
por nao permilttrem as torgas dos cofres provin- |
ciaes, nao se lhe linha pago. Eflectuando esto
negocio era 15 de outubro, cm lugar de passar
procuragao ao Sr. Carvalho para cobrar essa di-
vida, passo-a com aquella dala, ao Sr. Barlholo-
xneu, quo cniao achava-se cm Pars. A 4 de Pl'aca dfl lWifo 1 ft ifo ahril rf 4Sl
novembro f 20 dias donnit nni^.eo hm \ mmU i'iuV* UW1WH11L 10 ae aDHI Oe 18UU.
[ 20 dias depois, nole-se bem ) recebi
ordem do Exm. presidente da provincia para
despender, com a amorlisacao da divida prove-
niente de pagamentos demorados, 50 conlos dos
100 tomados de empreslimo caixa filial do
Banco, reccmmendando-mc c*mesmo Exm. Sr.,
que preferisse as mais antigs, como cu lhe ha-
via proposlo. De conformidade com esta ordem,
de a 7 do mesmo novembro todos os despachos,
'cuja importando absorviam csses 50 contos, o
nellcs foi comprehendido o da divida do S. III-
let por ser urna das mais antigs. Na occasio
do pagamento quiz o Sr. Carvalho cobra-la com
urna procurago do Sr. Bartholomeu, que lhe
dava poderes para iralar de seus. negocios, mas
naocoraprehendendo ella a autorisacao para co-
brar na thesouraria dinheros, que lhe pertences-
sem.nao consent nesse pagamento. No fim de no-
vembro chegou oSr. Bartholomeu de Pars, mas
nao havendo nessa occasiao tinheirotna thesou-
raria foi obrigado a esperar, e s a 17 de dezem-
bro pode conseguir ser pago.
V-se, portaolo, que longe de ler o Sr. Bar-
tholomeu a preferencia, arfe disse o Sr. Branlio,
loi o uuico credor que deixou de ser pago quando
devia ser.
Cotwido os Srs. deputados para virera the-
souraria verificar o que fica dilo, como j o fez o
Sr. depulado Gitirana a meu pedido, e ento fi-
carao convencidos da inexactidao do quo disse o
Sr. Braulio.
O fado da despeza que se pagou com urna pe-
quena dfferenca para mais (difficlmento perce-
bi o quequiz dizero Sr. Braulio), nao merece
ser explicado porque 6 destituido de importan-
cia. Nao obstante direi que s conlas d'agua,
tinta o limpeza das aulas de instruccao primara,
vem, com pequeas excepQoes, sempre erradas,
e que tendo a contadoria da examinar e corrgir
annualraente 300 a 400 deslas conlas, nao
muito que esc3passc a correceo de urna.
Nao ha reporlico do fazenda que nao estoja
sugeita a estes engaos, que se do muitas vc-
7.0S a seu favor, e se o do que trato provasse con-
tra a thesouraria, provaria tambem contra o Sr.
Braulio, porque nessa reparlicao existe com a
somma errada urna dessas contsapresentada por
S. S., nao obstante constar de tres diminutas ad-
dicoes. '
Quanto ao desapparecimenlo dos documentos,
que bem podiam ser tirados por algura empre-
gado meu desafciroarto, para quo ttvesse cabi-
mento a accusaQao quo me fez oSr. Braulio, nao
-afflrmo nem neg por ora. E' verdade que pro-
curados agora nao foram encontrados no masso
m que deviam estar, mas como bem ptfssivcl
quo fossera collocados em oulro. em urna dessas
oceasioes que sempre tem a contadoria de exa-
minar documentos para dar informacoes, orde-
nei urna busca no eartorio, onde devem eles es-
tar por screm de exercicio lindo. Se nao appa-
recerem pedirei ao Exm. presidencia da provin-
cia urna providencia para doscobrir o ladrao, e
nessa occasiao o Sr. Braulio por sua honra ser
obligado a auxiliara deligencla qoe se fizer, de-
clarando quem lhe deu essa denuncia.
Entretanto fique S. S. cert que com m ac-
to nao provar qu a thesouraria relaxada, por
que pedirrdo n contadoria diariaroento dezonas e
centenas do documentos do eartorio, e muitas
vezes com urgencia, nao possivel que o earto-
rio possa evitar nessas oceasioes o extravio de
im mediatamente.
Para quo flqwo respondido ludo quanto o Sr
Braulio disse de mim em seu discurso, declaro
COjMMERCIO.
AS TRES HORAS DA TARDE.
Cotacoes oflleiaes.
Descont de letras11 el8 OO ao anno.
Ceorge PatcheltPresidente.
DubourcqSecretario.
Alfaiulcsra.
Rendimenlodo dia 2 a 14. .
dem do dia 16. .
157:2605931
21:8365789
179:097$720
Movimento da alfandega
Volumes entrados com fazendas 126
com gneros 399
Volumes sahidos

cora fazendas
com gneros
525
116
311
427
Descarregam hoje 17 de abril.
Bngue inglezCynthafazendas.
Escuna ingleza^Elisabethidem.
Brigue portuguezConfianzadiversos gneros.
Brigue portuguez Relmpago diversos g-
neros.
Importacae. .
Vapor nacional Tocanlins, procedente dos
portos do sul.
5 cairas com foi has do cobro para forro de
navios; a Whaleley Froster & C.
35 rollos de fumo; a ordem. .
2 caixotes impressos:a Guimaraes&Oliveira.
1 diio dito,; ao Dr. P. A. M. Albuquerqun.
2 caixas vinho ; a Octaviano do Souza
Franca.
1 caixote fnmo ; a Jos Leopoldo Bulgard.
Escuna holandeza Dorothea Ernestina, vinda
do Montevideo, consignada a Bastos & I.emos.
3640 quintaes hUpanhoes carne secca, 50 cou-
ros seceos de cavallo; a ordem.
Consulado geral
Rendimento do dia 2 a 14
dem do dia 16
34.9385279
2:4733367
37:411646
Diversas provincias.
Rendimento do dia 2 a 14. 3.050J993
dem do dia 16....... 209392
3;260385
Despachos de exportac&o pela me-
sado consulado desta cidade n
' dia 14 de abril de 1860
Rio da PrataEscuna hamburgueza Precila,
A. Irmaos, 50 saceos assucar branco e 50 ditos
dito mascavado.
LisboaBrigue porluguez Florindao, A. Irmaos,
100 saceos assucar mascavado.
Lisboa Barca portuguesa Flor de S. Simio,
diversos carregadores, 50 saceos assucar bran-
co, 495 ditos dilo mascavado. 50 saceos caf e
!ar?^' Cer'6 9" co!" PS' fac- Lboa-BrfgueSUpCortugru,ez0Constante, diversos
nao provar toe a thesouraria relaxada, nnr carregadores, 70 saceos assucar branco, 90 di-
los dito mascavado, 21 cascos mol.
rorloBarca portugueza Flor da Maia, Manoel
Joaqulm Ramos e Silva, 500 saceos assucar
"ii pj" r'"j' '""" vd.aaiucs u cnra.iu uc branco e 100 ditos dito mascavado
m ouais documentes, e verificar a sua falta Porto-Barca porlugueza Sympalhia diversos
im mediatamente. rirnurniiim mi,....____J^S =""
carregadores, 12 barricas e 100 saceos asstjcar
branco, 45 couros salgados, e 9 barris me!.
- S. MiguelEscuna porlugueza Rainha dos Ac-
Consulado provincial.
Rendimento do dia 2 a 14.
dem do dia 16.
35:229906
2:3215050
37:550*956
caada



botija
caada
garrafa
caada
arroba


arroba
750
490
640
8C0
280
960
320
800:
Pauta dos precos dos prinipaes gene-
ros eproduccoesnacbnaes,
qut se dmpachartipela mesa do consu-
_ lado na semana de
de 16 o 21 de abril de 1860.
Agurdente dcool u espirito
fie agurdenle ....
dem caxaca. .;..
dem de cana. .....
dem genebra .' .. .
dem idem ......
dem licor ......
M*m idem .-....
dem restilada etloreino .
Algodo em pluma 1.a sorle
dem idem I.* dita .
dem idem 3.a -dita .
dem em caroeo ....
Arroz pilado.....
dem com casca ..... lqueire
Assucar branco novo arroba
dem mascavado idem ...
Azeite de mamona .... caada
dem de mendoim e de coco.
Borracha fina......arroba
dem grossa.......
Caf em grao bom.....arroba
dem idem restolho ....
dem idem com casca ,
dem moide. ,
Carne secca......
Carvao de madeira .
Cera de carnauba era pao
dem idem em velas. ...
Charutos bons......cento
dem ordinarios.....
dem regala.......
Chifrcs........
Cocos seceos........
Couros de boi salgados libra
dem idem seceos espichados.
ttavxos sabidos no mearao dia.
ParahibaT-Drigue ioglet Ianth.* capilo R. An-
gier, em lastro. ^
Liverpool Brigue inglez Adclaide, capilo
' **'. erga assucar.
Boston Barca americana Inman, capilo S.
1. Brooks, carga assucar.
I orlos do sul Vapor, nacional Persinunga
commandanlc Lobato. '
Portos do nortaVapor nacional Tocanlins
commandante Io teoeDte Hypolilo Duarte. '
Navios entrados no dia 16.
Mi.nlevido21 dia, hiale americano Broutes,
de 121 toneladas, eapito Power, equpagem
p, carga couros, ao cnnilao. Veio refrescar c
seguio para New-Vork.
n v ?aw** wWdos no mesmo dia.
riew-YorkHate americano Mariquita, capi-
tao Gustavo A. Lae, carga assucar.
O Dr. Silvino Cavalcanti de Albuquerque, juiz
municipal da primeira vara da cidade do Re-
cife de Pernambuco, por S. M. o Imperador,
que Dos guarde, etc.
FiCosaber,queemcumprimentoaoarl.36dalei
de la do agosto de 13*6, sao convidados todos os
ci dad aos que tverem sido desllendidos na qua-
Iiucarjao de votantes que leve lugar as differen-
les freguezia deste municipio, e que entenlaram
i forma da lei a apresentarem-se pe-



500
400
igooa
8g200
1J600
300
1S600
3g000
2g7C0
7jJO00
14500o
9S000
7J000
dem idem verdes.....
dem de cabra cortidos um
dem de onca......
Doce de caliSa ...... libra
dem de Goiaba .,.'..
dem seceos......
Espanadores grandes. ... um
dem pequeos......
Esleirs de prepori .... urna
Estoupa nacional.....arroba
Farinha de ararula ....
dem de mandioca .... alqueire
Feijo.........alqueire
Fumo em folha bonv ... arroba
dem idem ordinario ....
dem idem restolho ....
dem em rolo bom ....
de m idem ordinario. ...
Gomma polvilho.....
ipecacanhua.......arroba
Lenha em ao has grandes cento
dem idem pequeas. ...
dem em loros......
Madeiras cedro taboas de forro.
Louro pranches de 2 custados
Costadinho. ...*...
Costado........
Forro........
Soalho ........
Varas aguilhadas.....
dem quiriz.......
Virnhtico pranches de dous
custados .......
dem idem custadinho de dito
dem taboas de costado de 35
a 40 p. de c. e 21/2 a 3 de
largura.......
dem idem dito de dito uzuaes
dem idem de forro #. .
dem idem soalho do dito .
dem em obras eixos de secupi-
ra para carros.....par 10$000
dem idem rodas de dila para
ditas........
Mel. ... .....caada
Milho......... alqueire
Pedras de amolar. urna
dem de filtrar......
dem rebolos......
Piassava em inolhos um
Sabo.........libra
Salsa parrilha *.....arroba
sebo em rama......
Sola ou vaqueta (meio) urna
rapioca........arrba
Unhas de boi......cento
"nle conselho que deve principiar os seus
I irabalhos do dia 15 do corrente em diante na casa
mim camara municipal desta cidade.
jJIOO para constar raandei lavrar o presente que
6^100 ,sera Publicado pela iraprensa c affixado nos lu-
25050 *arcs do costume.
Qflnnn a Dllio e Pa9Sau nta cidado do Recite, aos 11
d#w de abril de 1860.Eu Francisco Saraiva de Arau-
3g500 I jo Galvao. cscrivo o escrevi.
43600! Silviino Cavalcanti de Albuquerque.
2^750 i O Dr. Francisco de Araujo Barros, juiz munici-
nrr,' pal da segunda vara do termo da cidado do
_. I Recife, porS. M. o Imperador, que Dos guar-
2go00, de. etc.
73000 I Faco saber quo pelo Dr. Antonio Francisco de
Salles, juiz de direito da segunda vara criminal
da comarca, me foi coraraunicado haver desig-
nado o dia 20 do correlo, pelas 10 horas da ma-
lina, para abrir a segunda sesso do jury deste
termo, quo trabalhar em dias consecutivos, ha-
vendo procedido ao sortcio dos 48 jurados, que
tem deservir na mesma sessao em conformidade
da art. 326 do rcgulamonto n. 120 de 31 de Ja-
neiro de'1842, foram sorteados e designados os
cidadios seguintcs :
Freguezia de S. Fr. Pedro Goncalvcs.
Antonio Teixeira de Mcndonca.
Estcvao Jorge Baplisia.
IJOOO Capilo de mar e guerra Elisiario Antonio dos
Santos.
Jos Lourenco de Sanl'Auna Barros.
Manoel Pinto dos Santos.
Joao Manotl da Costa e Silva.
Joao Antonio Ribeiro.
Joao Ferreira da Costa.
FregueziS de Santo Antonio.
Antonio Domingues Ferreira.
Claudino da Silva Ferreira. *
43000
73000'
43500
53OOO
9J600
63500
2$560
103000
133000
23500
33OOO
53000
4g000
285
400
180
300
lOSOOO r-'auajno do Rogo Lima.
' Francisco da Fonseca Soarcs o Silva.
urna
um
urna





um




Jpaquim Jos da Costa Soares.
i-s Lopes de Farias.
Francisco Manoel Beranger.
Freguezia da Boa-Vista.
Antonio dos Santos Siqueira Cavalcanti.
Dr. Martiniano Mendes Perera.
Jos Filippe Nery da Silva.
Jos Francisco da Costa Lobo.
Joaquim Tavares Rodovalho.
Joao da Cruz Mendonca.
Antonio Jos Leopold'ino Arantes.
Jos Vieira de Arouio.
Joo Francisco de Oliveira.
Dr. Francisco Augusto da Costa.
Jos Victorino de Paiva.
Joaquim Calino Coelho.
153000 Jos Vctor da Silva Pimenlel.
Freguezia de S. Jos.
Francisco Goncalves Rosa.
Mathias de Albuquerque Mello
Manoel Antonio Torres.
A Freguezia dos Afogados.
Joaquim Jos Alves de Albuquerque.
Ylaflbel Joaquim dos Passos,
N Freguezio do Poqo da Panella.
Anljhio Jos Gomes do Correio.
JosaLopes Camoirtv da Cuiilu.
Ur. luiz Francisco Belem.
Freguezia da Varzea.
io Carneiro Rodrigues Campello.
2S50O 'os^ Gorreia Leal.
Freguezia de Muribeca.
Joo Hermenegildo das Candas.
Nereif de S Albuquerque.
Joo Ferreira da Costa.
Freguezii de Jaboato.
Joao Figue Mathias Mondes Rodrigues Campello.
Jovno Coelho da Silva.,
Honorato Alvos de Jess.
Francisco Antonio Ramos.
Jos Joaquim da Costa Figucira.
Thoraaz Jos de Olivein.
A todos os quaes e a cada um de per si, bem
como a todos os interessados em geral, se con-
vida para comparecerem no grimeiro andar da
casa que foi cadeia, em a sala das sessoes do
jury, tanto no referido dia como nos mais dias
seguintcs emquanto durar a sesso.'sOb as penas
da lei se fallarem.
75 Caudado Jjpee da Fonseca
81 Joaquim GonQalves Salgado
83 Jos Joaquim Ferreira de Mcn-
donca
85 VickorinaJos do Souza Travasso
87 Padro Luiz de Araujo Barbosa
89 Dr. Francisco de Assis de Olivei-
ra, Maciel
91 Joauaa Francisca de Menezes
93 Filhos de Joo Rodrigue de
Mour
Travessa^ioqiquo. .
-i A, Anna Joaquina da Santa Cruz
Ra do Sangcl.
62 Jos Joaquim de Novaes ( o
alto)
Rus Real.
47 Albino Jos Ferreira da Cunha
2WU0
28SOO0
183000
32*400
283800
18*000
459000
sooeo
123600
150S000
60*000
(S)
2:2229100
ofTixar o presente
E para coRSlor se. mandou
e publicrmelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial da Per-
nambuco, 528 de marco de 1860.O secretario,
A. F. da Animnctapoo.
O Dr. Innocencio Seraco de Assis Carvalho, juiz
municipal supplente da primeira vara nesta
cidade do Recife de Pernambuco, por S. M.
Imperial e Constitucional o Sr. D. Pedro II,
que Dos gnarde, etc.
Faco saber aos que a prercote carta de editos
virein e ella noticia liverem, que Manoel Duar-
le Rodrigues me dirigi a pelicao do theor se-
guinle :
IIIm. Sr. Dr. juiz municipal da primeira#ara.
iz Manoel Duarte Rodrigues, procurador de
Manoel Jos Francisco e Quileria Maria, que ten-
do Lino Jos de Castro Araujo se obrigado a pa-
gar-Iho no dia 31 de dezembro de 1854 a quili-
na do 1:000, de que o supplicado devedor os
anos Manoel Jos e Quileria Mana, como melhor
se v da nota promissoria junta, aconteco que
at esta dala nao pagou o supplicado dita quan-
lia ; por isto requer o siippcante V. S. so dig-
ne manda-lo citar, afim de reconheccr sua leira
e obngacao, c ver assignar-se-lhe o prazo de 10
das, dentro dos quaes devora ser cndemnado a
pngar-lhe a dita quanlfa e juros al efTettivo em-
bolfo, ou oleiccer quitaco e embargos que o
rclevem da condemnaeo ; pena de revelia c cus-
tal-jE como se acna suPPcodo em lugar nao
sabido, requer o supplicantc e a supplicanle di"-
ne-se V. S. admHti-lo a provar essa
alim de proceder-se a ctaco editas,
[al. findo o qual soja elle havidu
ausencia,
por lempo
por citado
Tribunal do coinnaereio.
Pela secretaria do tribunal do commercio de
provincia de Pernambuco so faz publico, me
esta data fm inscripto nolifroda malriculartot
i-??-6k"nle,.0 ^r- l'ranrsco Antonio Fernn-
de Pmheiro Dcosileiro, domicifedo e eslabele-
im^Wl' PtoTintia oa* Agoa. com seu
a reK! UzenoM e molhado, por grosso e
11 P-I,Pta V ,leebr!, de 1860.-D. A. doJleao
Rangei, ofUclal-maior n^orno *
Tribunal do commercio
Por esla secretaria se faz publico que nest
data-foi compelenleinonic regisUado o contrate
do soefedade celebrado cm 30 fla novembro eo
anno prximo passado, por Daniel PanVraz Wild
suisso, e Theodoro Jusl, saxonio, ambos domici-
liados e estabelecidos nesta cidade ('b a firma
de D. P. Wild & Companhia, com o capital de
30:0O0U, fornecido por ambos em parles iguaes
para o commercio de fazendas, miudezas, obras
de ouro c prata, podras preciosas e coramissoes ;
devendo a mesma sociedade. que leve comeco oe
1 do dezembro do referido auno, terminar era
di de dezembro de 1864.
Secretaria do tribunal do commercio de Per-
nambuco, 14 de. abril de 1860.Dinamerico Au-
gusto do Reg Rangcl. official maior interino.
Coi-rei geral.
Relaeao das cartas seguras.-rindasdo'sul pelts
vapores brasileiro c inglez, para os
abaiie declarados :
Araorim Irmaos.
Antonio Annes Vieira do Souza.
Antonio Buarque de Gusmo.
Antonio Luiz dos Santos & Roiim.
Antonio Marques deAmeida.
Campos & Lima.
F.rnesto Francisco de Lima Santos.
Federico Miguel de Souza.
Filippe Daltro Castro.
Francisco Jacintho de Sampaio.
Francisco Telles Carvalhal Menezes Vasconccllo*
Gouveia & Araujo..
Guilliermo da Silva Guimares.
Jeronymo Marlins de Almcida Jnior.
Joaquim Henrique da Silva.
Joaquim Moreira de Castro.
Joaquim Jos de Abreo.
Joaquim Pedro Brrelo de Mello Re"o.
Joaquim Pereira Arantes.
Joo Rufino da Silva Ramos.
Joo de Siqueira Ferro.
Jos Vieira dos Sanios.
senores
para lodos os termos da aeco at final sentenra I Luiia Antonia de Siqueira.
63000
33000
253000
23500
13600
123000
33000
93000
8sOOGV'Egid
43000
23240
1S600
213000
143000
453000
16S000
53000
103000
Vina
Pipo
30S0OO
250
23500
800
93OOO
13120
20C
120
253000
103000
33200
3&000
3300
50-jOOO
Movimento do porto.
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I
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a
a> ^ w co
A noite clara com alguns nevoeiros vento SE,
veio para o terral e a3sira amanheceu.
osciliasXo OA HAR.
Baixamar as 6 h 30 da manha, altura 1.25 p
Preamar 0 h 42 da tarde, altura 5.25 p.
Observatorio do arsenal de marirJta 16 de abril
de 1860 _________Viioas Juhior._________
Navios entrados, no dia 15.
Philadelphia37 dia, barca americana Marga-
rita de 249 toneladas, eapito Daniel Qiiing,
equipagem 11, carga 1600 barrica com fari-
nha de trigo o mais gneros; a Saunders
Drolhers & C.
Montevideo26 diasf polaca hespanhola Tho-
maz, de 202 toneladas, capilo Pedro Rosi,
equipagem 11. carga 4000 quintaos do carne ;
a Aranaga Hijo & C.
Islay65 dias, barca inglcza Quitoita, de 477
toneladas, capilio Splatt, quipagem 18, carga
salitre e laa, ao capitn. Veio refrescar e se-
guio park Liverpool.
Wahoo5 dias e meio. barca americana Cice-
ro, de 252 tonelada, capilio Ceurt, equipa-
goro 30, carga azeite de pciie, ae capilo.
Veio refrescar e seguio para Ncw-Bedfonl.
Buenos-Ayres80 dia, "polaca sarda Mam,
de 198 toneladas, capilo Mezzini, equipagem
10, em lastro ; a Amorim Irmaos.
_E para que chegue a noticia a lodos, mandei
nao s passar o presente, que ser lido e affixado
nos lugares mais pblicos e publicado pola im-
prensa, como remerter iguaes aos subdelegados do
termo, para publica-los e mindarera fazer as noli-
cacOes necessarias aos jurados, aos culpados c
as lestemunhas quo re acharem nos seus dis-
Irictos.
Recife 9 de abril de 1860.Eu Joaquim Fran-
cisco de Paula Esteves Clemente, cscrivo do
jury osubscrevi.
Francisco de Araujo Datros.
-- O Illm. Sr. inspector da thesouraria provin-
cial, em cumprimento da ordem em vigor, man-
da convidar aos proprietarios abaixo declarados
enlregarem na referida thesouraria, no prazo
de 30 dias, a contar do dia da prime'ra publica-
co deste, a importancia dasquolas com que de-
vem entrar para o calcamcnlo das ras abaixo
indicadas, conforme o'disposto na lei provincial
n. 350. Advcrtindo que a falta da entrega vo-
luntaria ser punida com o duplo das menciona-
j das quotas, segn Jo o art. 6 do regulamento de
22 de dezembro de 1851.
Caes de Apollo.
Ns.
43 A Jos Hamede Alves Ferreira 1953000
Largo da Penha.
2 Bernardo Antonio de Miranda 603000
Ra Direita.
II Manoel Romo de Carvalho 103j)800
139 Joaquim Lopes de Almeida 993000
Ra dos Martyrios.
3 Candido Francisco Gomes 64$600
Ra das Cinco Pontas.
92 Anna Maria de Carvalho Uchda 27j000
94 Joanna Francisca dos Santos 32&400
96 Francisco Martins dos Anjos Paula 24*900
10G Rila Maria da Conceico 9$000
102 Tiburcio Valerianoo Baplista 25200
104 Ignacio Jos Coelho 18JW0O
106 Antonio Joaquim dos Sanios
Andrade 36$0O0
108 Maria Luiza da Purficaco lSJjoOO
110 Padre Jos Antonio dos Santos
_ Lessa I830OO
112 Jos Pinto de Magalhes 30^000
114os Joaquim do Oliveira 25&200
1201Manoel Romo Correia de Araujo 27JW00
122 Antonio Francisco de Carvalho 86g000
124'Joaquim do SouzaMiranda Coulo 363000
126 Antonio Francisco de Carvalho 26U00
128 Dito 363000
130 Joaquim Teixeira Peixolo 36SOO0
132 Antonio Nobre do Almeida e
outro 36*000
134 andido Jos di Fonseca 365000
136 Pedro Banal da Cosa Soares I83OOO
138 Francisco das Chagas Mondonga 21{600
140 Angela das Virgens do Socra-
mento Vianna
142 ntono Goncalves de Morae
144 Dito
146 laa Viceneia deAbreu Lima
148 Joo doAmaral Raposo
160 arcelreo Antonio Pereira
152 lito--
154 JMioJfatheus
156 ntoiifoJos de Mag'alhes Bastos
158 larcelino Antonio Pereira
160 Hlo
71 Jip Fernande Lopes
73 F>ancisco Jos Das da Costa
75 sfcnoel MeeJeiros de Souza
77 Jto BathBM Matiel
o sua execuco.
Nesles termos. Pede a V. S. dcferimenlo. Es-
pera receber raercCO advogado, Godoy Vas-
conccllos.
Distribuida. Na forma requerida. Recife 3 de
fevereiro de 1860.Serfico.A. Daptista.Oli-
veira
Nada mais se continha cm dita peticio o meu
despacho, depois do que produzindo os'upplican-
te suas lestemunhas, subindo os aulos a minha
conrlusao nelles dei a sentenca do theor e-
guinle :
Julgo por sentenca justificada a ausencia, em
lugar nao sabido de Lino Jos de Castro Araujo
vista das lestemunhas de fls. a fls.: c por iss
mando que seja o mesmo citado por carta de
editos com o prazo de 30 dias, que correro do
da de sua publieacao na imprensa. Recife 21 de
marco do 1860.Innoccncio Serfico de Asis
Carvalho.
Nada mais se continha cm dita minha senlenra
em cumprimento da qual o cscrivac Manoel Joa-
quim Baplista fez passar a presente carta do edi-
tos com o prazo de 30 dias, polo thor da qua!
chamo, cito e hei por citado ao supplicado Lino
Jos de Castro Araujo pelo conledo na peiieo
supra transcripta ; pelo que toda e qualqcr
pessoa, prenles, amigos e conhecidos do suppli-
cado Lino Jos de Castro Araujo o podero fazer
sciente do que cima fica exposto. E o porteiro
do juizo publicar e affixar a presento no luar
do costme raais publico, a qual ser tambem pu-
blicada pela imprensa.
Dado e passado nesta cidade doJRecife de Per-
nambuco, aos 23 de marco do 1S60.
Innocencio Serfico de Assis Carvalho.
0 Dr. Anselmo Francisco Perelli, commendador
da imperial ordem da Rosa e da de Chrislo,
juiz de direito especial do commercio desta ci'-i
dade do Recife de Pernambuco, etc.
Paco saber pelo presente, que Travassos J-
nior & C. me fizeram esta petii-o :
Illm e Exm. Sr. Dr. juiz do commercio.Tra-
vassos Jnior & C, querem fazer citar n Joaquim
Alves de Lima, para na primeira audiencia deste
juizo vir reconhecer sua rma posta as folhas
ao Uvio de saludas dos supphcantes. bom como
a obngacao de pagar a quantia de 683j3i2, saldo
dos gneros constanles das ditas folhas, sob pena
ue revelia se houverem como reconhecidas tanto
1 1mj'C0f0,a.0briar,' sendo-lhe assignados
os io das da le para pagar ou oppor os embar-
gos que iiver ; e porque o supplicado se ache
1 era lugar nao sabido, requerem a V. Exc.
adinitli-Io a jusiilicar a ausencia, e
Cetellicri C.
Maia & Irmo.
Manoel Alves Guerra. .
Manoel Ignacio de Oliveira.
Manoel Jos B. Guimares.
M. Azevedo Pontos.
Manoel Goncalves da Silva (2).
Pedro Altayde Lobo Moseoso.
Sampaio, Silva & C.
Sabino Olegario L. Pinho.
Pela subdelegada de San-Jos do Recife.
foram appreliendidos, por suspeila de serem fer-
iado*, tros quarlos. um castanho rurilho, com
cauda cortada ; outro pedrez, e o outro de cor
russa : quem se julgar com direito a qualquer
delles, e provando convenientemente, lhe ser
entregue. Subdelegacia de S. Jos do Recife. Vi
de abril oe 1861.Jos Antonio Pinto.
RECEBEDORIA DE RENDAS.
O administrador da recebedoria de rendas in-
ternas, em cumprimento da circular n. 6 do mi-
nisterio da fazenda de dez de Janeiro prximo
findo e da portara n. 76 da thesouraria de 16 do
correnla. tendo mandado intimar no dia 21 as
companhias c sociedades que tem sido facultadas
pelo ministerio do imperio e encorporadas com
uaautorisacao, e que nao linham pagos novo
e velhos direilos pela approvaco de seus estatu-
tos o o sello do seu capital nos prazos legaes pa-
ra que cnlrassem com sua importancia e revali-
dago para a m'-sma recebedoria, as quaes socie-
dades e companhias conslam de urna rebciio as-
signada pelo official maior interino da secretaria
da mesma thesouraria e sao ; companhia de se-
guros martimos utlidade publica, idem da es-
trada de ferro de Pernambuco, idem pernambu-
caua de navegacao cosleira, idem de seguro
martimos ndemnisadora, dem de colonsaco
em Pornambuco. Alagoas e Parahiba, das quaes
somenle as duas de seguro martimo menciona-
das mostraram haver pago o sello de sou fundo
capital e os hovos e velhos direilos pela uppro-
vaco de seus estatutos, faz Iranscrever o art 9
nuco do decreto n. 2490 de 30 de setembro
do anno prximo passado que sujeila s penas
do 't- 87 do regulamento de 10 de julho do
I80O aos empregados e autoridades aministrati-
vas nu judiciarias que do qualquer modo reco-
nhecerein a existencia das sobreditas compa-
nhias.
Arligo 9." Os contratos ou estatutos de socie-
dades anonymas ou companhias que entrarem em
operaces ou esliverem funecionando conlra o
disposto nos arls. 295 e 296 do cdigo commercial
e por consequencia sem pagamento do sello do
seu capital, eslo siijelos a disposieo do art 31
do regulamento de 10 de julho de 1850, alem
das mais penas em que incrrerem, na confor-
midade da lcgislaro jm vigor.
nico. Aos empregados e autoridades ad-
ministrativas ou judiciarias que aceitarem, at-
tenderom, deferirem ou admiltirem reclamacoes
requerimentos, represenlsces, aeces, ttulos e*
documentos de qualquer natureza, apresentados
em nome de companhiase sociedades anonymas
suas caixas filaes c agencias em laescircumstan-
cias ou de suas adminislracoes ou de qualquer
usup-|m0Q0 reconhecerem sua existencia ficarao exten-
pncado cm lugar nao sabido, cm consequencia slvas as penas do art.x 87 do regulamento de 10
do que profer nos autos cm questo a sentenca i ae uluo ue 165-
Recebedoria de Pernambuco 25 de fevereiro de
digne-se
sendo quanto basle o julguc por sentenca, man-
dando passar carta edilal por 30 das," alim de
ser por ella citado o supplicado, o que [ello se
dignara nomear-lhe curador inlilem na forma
da le. Pedem a V. Exc. deferimento.E R. M.
Adyogado, Joaquim Dourado.
Nada mais se continha era dita petro, na qual
dei este despacho. 4
D. Jstifiquem. Recite 30 de marco de 1860.
A. i. Perelli. -__. .
Nada mais se continha em dito despacho, em
virlude do qual produziram os supplicanles as suas
testemunhas que juraram sobre a ausencia do sup-
seguinto
A vista da inquirico de fls 5 e 6, julgo pro-
usencia em lugar nao sabido ; pelo que
vada a ausencia
mando soja citado por editos, passando-se a res-
prazo de ura mez, depois
pectiva carta com o
1860.=J/anoe/ Carneiro de Souza Lacera.
Estaco naval.
De ordem do Illm. Sr. chefe de diviso Fran-
cisco Manoel Barroso, commandante da estac,5o
394690
450000
455000
363000
36*3000
459000
453000
30SO9O
369600
o&peoo
1053500
54M00
109800
259200
amo
do qual, o sendo o ausente havido por cilado, se i naa' desta provincia, previno ao grun
lhe nomear curador para com este correr a cau-' corpo da armada Jos Gomes das Nev desertor
sa os devidos termos, e paguem os justificantes da guarnico do briguo do guerra nacional Cani-
as cusas. Recife 31 de marco de 1860.Anselmo *""** "- -......'-----
Francisco Perelli.
Por forca desta sentenca o respectivo escrivao
fez passar o presente, pelo theor do qual vai ser
citado o justificado Joaquim Alves de Lima, por
todo o conteudo na pelicao aqui inceita ; por-
lanto loda3 o quaesquer pessoas, prenles ami-
gos o conhecidos do dilo justificado, lhe facara
sentir que fica citado para os termos de uma'ac-
cao decendial, alim de que dentro do prazo de
um mez devex comparecer nesle juizo para al-
legar o que lhe for a bem de seu direito, sob
pena do revelia.
E para que chegue noticia a todos raandei pas-
sar editaos que sero affixados nos lugares do
costume e publicados pela imprensa. '
Dadoe passado nesta cidade do Recife de Per-
nambuco, aos 3 de abril do 1860.Eu Francisco
Ignacio de Torres Bandeira, escrivao do juizo es-
pecial do commercio o subscrevi.
Anselmo Francisco Peretti
= Pela nspccco da alfandega se faz publico
buc no da 19 do correntd, depois de meio dia se
nao de arrematar a porta da mesma reparlicao
sendo a arremataco livre de direilos ao arre-
matante. 19 barricas com 4180 libras de sal refi-
nado i annun:iadas em edital do 30 dias.
Alfandega de Pernambuco 16 do abril de 1860.
O inspector. Bento Jos Fernandes Barros.
Oeclaraces.
.= Fela subdolegacia da Boa-Visia foi. aprehen-
dido na noite de 13 do corfenlo mez um cavallo
alazo : quem fdr seu dono comparece que dan-
do os signaos certo e pagando as despezas lhe
ser entregue.Clorindo Caldo.
Pela subdelegacia do primeiro dislriclo dos
Afogados, se faz publico qua se acha depositado
um cavallo alazo cachito, o qual (ora encontra-
do com urna carga de farinha do reino, vagando
pela ra de S. Miguel: quem se julgar com direi-
to ao mesmo compareca que provaado legalmen-
le lhe ser entregue.
Subdelegacia do primeiro districto da freguezia
dos Afogados 14 de abril de 1860.Jbs Roberto
de Moraee e Silva
Consolado de Portugal.
Por este consulado se faz saber a'todos 03 ere-
dores do espolio do fallecido subdito iwrturuez
Manoel Jos Bernardo do Paiva, que no dia 1
de malo prximo, se ha de proceder ao rateio
do dito espolio na chancellarla-do mesmo consu-
lado pelas 11 horas da manha.
Os eredores portento do dito espolio devem at
esse dia e hora aprsenlar os seus crditos,- do-
vidamcnle legalisado* e auioriados pelo respec-
tivo juiz destsenles.
=s Pela'snMelegaeia do Reefe foi preso um
esernTo fotfdo do engenhe Santa Roa, vi
de nome Feliciano.
baribe, que, para ser tomado em consideraca'o o
seu requerimento dirigido a Sua Mageslade o
Imperador, pedmdo perdo o baixa, deve se
apresentar primeiro ao mesmo senhor chefe, se-
gundo o despacho communicado pelo quarte-ge-
neral de marinha, o que manda o mesmo senhor
commandante da estac.o fazer publico em con-
sequencia da determinaco que para isso teve.
Bordo do brigue-barc Itamarac em Pernam-
buco, 2 de abril de 1860 O primeiro lenle da
armada, Euxebio Jos Anlunes, secretario e aju-
danlc de ordens.
Pela recebedoria de rendas internas gerae*
se faz publico, que o prazo da cobranca no do-
micilio dos contribuintes do imposto de 20 0(0 e
do especial de809, relativo ao i. semestre do
exercicio corrente, Anda no ultimo deste mez,
aepoisdo que segoir-se-ha a cobranca executi-
va. Recebedoria de Pernambuco 26 de marca
de 1860.=O administrador,
Jfano Carneiro de Souza I.acerda.
O- novo banco de
Pernambuco repete o avi-
so que fez para serem re-
colhidas desde j as notas
de 1 o.ooo e 2o,ooo da
emisso do banco.
THEATRO
DE
Santa Isabel.
QUARTA FEIRA 18 DE ABRIL DE 1860.
Grande espectculo em beneficio
4 actriE Jesuina Jaajcyhiaa
da Silva, e dos actores Frederlco
. Skarner e Lessa.
SOB A OIRBOfjO 00 Aero*
AXT0M0 JOS Dl'AftTI C0IMBRA.
Depois qae es senhores professore da orches-
trs liverem executado um esoolhida ouvertura,
subir sean olindo vauderll* em S actos :
DEIESEIS AIM0S DEPOIS.
Os apjrlausa eora que dle. tem sido sempre.


'4)
"DInttlQ DE PERNAMBTJQft. IgR^A FFIRl T7 DE ABB1L DI 1988.

recebido, todas ai veies que sobo sccna sao a
prova inroncussa de seu mrito, o por isse-dis-
pensa-nos de lodo e qualqucr elogio.
A Sra. D. Isabel no segundo acto cantar
AJUBML1 MTTIHI1L
Dar llm ao espectculo, a pedida de muitas
pessoas, a inleressiiite comedia em dous actos:
O CONDE DEPARAGAR
ou
CINCO MILHOES DE DIM1EIR0 DE LA.
Tomam parte no espectculo os artistas Coirn-
bra-; Rosendo. Skiner, Vicente, Santa llosa, I).
Isabel c Jesnina.
Os beneficiados nao ho poupado estorbos, tira
deque o vaudeville v com lodo o seu apparato.
Eis o espectculo que teem a honra de ofTere-
cer ao respeitavel publico, de quem esperam a
mnis valiosa proteccao ; c approveilsra a occa-
sio para agradecer a seus irmaos d'ar'lo o aoreco
eestima quo Ihesderam, preslando-se a tornara
representar nessa noile.
Os hilhetes encontram-se no Iheatro, ou em
mo dos beneficiados.
Comecar s 8 horas.
retifar-se para a Europa nj prximo
vapor, fara' leilao por .intecve*\o5o do
agente Borja no arnaazem da ma do
Imperador n. 15, de todo o movis de
sua cafa, consist ndo.em urna-nica mo
Attemjo.
Fugio no mez de junho prximo passado,* u m
mulato jor nome Joo, com os signaes aoguin-
tes: coi alaranjada, alto,' secce, cabellos cara-
pinhos, pouca barb por baixo do qoiuxo, bigode
bilia de Jacaranda', candelabro*, loucas, pequera, com uns panoos prelos por baixo da
mesas, camas, prata e mais bjectosque
es tara o a vista dos concurrentes no dia
cima designado as 11 horas em ponto.
Avisos martimos.
Para Lisboa e Porto,
o bem conhecido brigue portugus Harmona,
pretenlc seguir com muila brevidade, tem parte
de sua carga a bordo : para o resto que Ihe fal-
ta e passageiros, para os quaes tem exccllentes
commodos, trata-se com os seus consignatarios
Azevedo & Mendos, no seu escriptorio na ra da
Cruz n. 1.
Para a Bahia segu em poucos dias a escu-
na Carlota por ter a maior parte da carga
prompla : para o resto, trata-se com seu con-
signalario Domingos Alves Malheus, na ra da
Cadcia do Recife.
= Para a Babia segu em poucos dias o pa-
lhaboteDous Amigos por ter a maior parle da
carga prompta : para o resto, trata-se com o seu
consignatario Domingos Alves Malheus, na ra
da Cadeia do Recite.
REAL fiMP\ei\
Anglo-Lus>Brasileira.
O vapor Brasil, esperase da Europa do dia
19 em diante, e seguir para os porlos do sul
dep'jis da demora do costume, para passageiro
trata-se cora os agentes Tasso Irmaos.
Para
O patacho portnguez Jareo a sahir por estes
tros dias prximos, recebe inda alguma carga a
frote, para tratar com Jos dos Santos Pcrcira
Jardn] ou com o capilo do navio Jos Marques
Cocllio Subrinho.
LEILAO
Terca-feira 17 do correne.
PELO AGENTE
PESTAA.
Nao se tendo podida edecluar o leilao annun-
ciado para sabbado p. p-, que por anlorisaco
do 111ra. Sr. Francisco Antonio de Olivera de-
via ter lugar na casa da residencia do mesmo
Illm Sr. ra da Aurora. O referido agente es-
pora que no mencionado dia e pelas 11 horas da
manhaa, os amantes do bello e elegante compa-
reccro para o leilao
DE
Dircrsos movis, obra de prata c varios cscravos.
Um rico coup, sem igual, com quatro ordens
de arreios*
Um carro americano volla intuir.
Um dito para dous cavatios.
Urna parelha de lindos cavallos prelos.
Um cavallo rozilho muilo possaule.
Um cibrolet e cavallo.
E muitos oulros objeclos de gosto.
ep 5 sr? g sep o5Jni,i3]iii
s opaaABq 'ojiou p OP s9 V1
-Baiinja^oBipop stjoq fisi; of
-Oq VJCUllDUJd UIB\ BfOJ BJip
b anb S3}seji saotj sop ojioqa
-ip oonod uiod on.i3Ao.id as a)
-uaiueijessaaau 'inajajjoanoo
OBjia o)ip ob anb sajpnbe anb
J8UUIJB b buiuib sou 'sonSaj)
-na oB.ias aabiod o5oad o op
-n^ajqos a *odi|sji.ib oqiBqBJj
o 'so)iaj oijs siaAO n sajsa anb
raoa 0B5;ajjad b a o|soS o
^ucao^ crueuciis
sD)sej) op Bfi ens op 'cj
-lOAiiosossejsopoiuo^uv
[ooucft *j o zej cfog d)
-uoSe op or5uoajo)ui jod
onb OBiioiojeSnjuiox

COMPANHIA BRASILEIrU
DE
PAQUETES A VAPOR.
O vapor Cruzeiro do Sul, coromandanlo o
capito de mar e guerra Gcrvazio Mancebo, es-
pera-sc dos porlos do norte em seguimenlo aos
do sul at o dia 20 do corrcnle, em seguimenlo
para Macelo, Bahia e Rio de Janeiro: agencia
na do Trapiche n. 40, escriptorio de Thomaz de
Faria.

ji|s;ssc ai.i.iri/inli ojio o anb soossad sep ep
-najjnouoo sicui ejed oiiou cp o se jcuuuoi a
ij si; icj.i'uoj oaoii op o *apjD| np g se ji o ojuod
uia seioq f, si; jeidpuud orii.ii opuojaj o opu.i.v
-op 'uinrl|u ojoid ap cajosjj m.is sjn"aj)U3 onaos
s,i'|[ .inli siod 'sapepunnb so scpoi ap sibaoui ap
niii.i \n.iii os op oeiseooo o onb sojijuidjciu 'sjs
.. __.. ., ai ._,,. soe apcpiiciaodso moa o 'eSejd ep ejoi no oaiiiop
hir,mpreterivelmeneat2tdoco^ JJ^j- so 8 ouiAOid o,uc,.unaue0
inhecida o multo veleira barca bior ae r i .,M,;im ,;,
cpejdojoD opepii
-ucnb o ouuojuoa ojiaqop c no ozeid r; sopipue.v
ocjos soenb so oftjnqwcH o cSiicjj ap opoSoip
iu,i) inliu onb siisuj) saaoinoiu so uia aisisuoa
onb s j) 11 o i s i \ j B|iou soiaafqo so sopo) op 'efaog
3)ua3eop oc5uoajo)ui iod oeipiyjei '^g u baoj^
Vigario n. 5.
Para Lisboa
pretende sahir com muita brevidade o brigue I
portnguez Florinda*, capilo Joaquina Augusto
de Souza ; tem promplo a maior parte do car-
rcgamcnlo, e para o resto a trole ou para passa-
geiros, trata-se com Amorim Irmaos, na ra da
Cruz n. 3, ou com o capilo na praca do com-
mercio.
Para Lisboa -
sahe imprelerivelmentc no dia 21 do correne o
bem conhecido brigue Constante, capito Au-
gusto Carlos dos Ruis; ainda recebe alguma car-
ga a frete e passageiros, para os quaes tem as-
seados commodos : quem o pretender, dirija-se
a s na ra do Vigario n. 19, primeiro andar.
Va i sa
n bem co
S. Sim&O ; ainda recebe alguma carga c passa-
geiros a tratar com Carvalho, Nogueira & C.,
na ra do Vigario n. !), primeiro andar,
Para o Axacaty,
.. .. _._-'onJ oui'iis saiscjijap efoi ens una jcpintin opuef
segu em poucos d.as o hiate Sergipano parir .. ^0S-D' ^ -> f
o rosto da carga e passageiros, trata-se na ra do r a r i vi ^ n
d;ud.Lioo op i\ mpJ-vo.idx
^\i st9\om nao ao^yow
-o%xs\\5v fcs^\\o% bswnra
sv.v\no.v \s\i\5uS 'ixj 9 isa
-ii\Sou wou8o\u (,pui
-\53t ^!) s\si\ic\oui siea\\|^
barba ; levou um cavallo com cangalhas, um par
de sacci s, um annel de brilhante, um correntao
de ouro para relogio, 4 duzias de eolheres de
sopa, 3 Jilas de cli, urna grande para sopa, urna
pequen: para tirar assucar, ludo de prata ; as
pecas de roupa seguinlcs ; 2 paletos saceos, sen-
do um (e alpaca prela e outro e de easemira de
cor, 2 chapeos pretos sendo um de feltro e outro
de baeU, um collete de veludo branco para noi-
vo, diversas camisas francezas, calcas de case-
mira fina de cor, e do briro branco, seroulas
francezas, grvala de seda branca e de cor, urna
colcha Je laa para cama, urna camisa de baeta
azul ; c insta que anda para as bandas da villa
de Ingaceira, na provincia da Parahiba na villa
do Inga, e no lugar Quebrangulo na provincia
das Ala ;oas : quem o pegar leve-o ao engenho
Pago, na freguezia de Santo Anio, a entregar
ao abaixo assignado, ou ao seu correspondente
na cidade do Recife, Braga & Antunes. na ra do
Vigario, quo ser bem recompensado.Miguel
Alexanirino da Fonseca Galvo.
Cumpra-se um boi manso para carroca :
quem o tiver, dirija-se ao paleo de S. Pedro n. 4.
Precisa-se de urna ama para casa de peque-
a familia : na ra do Hospicio n. 34 : na raes-
ma presa-se de urna escrava para vender fazen-
das coai outra pessoa.
Aiten<^o.
Um moco com pratica de commercio offerece
seu prtslimo, nao s para qualquer casa de com-
mercio de grosso, como a relalho, nesla cidade,
assim como se ofTerece para cobrar dividas (ora
da pro"ncia, sertes, e na Parahiba [aonde
bem cenhecido), o qual d fiador a sua conduela:
quera delle precisar, annuncie, ou procurc-o na
ra do Sebo n. 11.
Fabrica do gaz.
Nesla fabrica se precisa alugar 20 escravosque
tejan liomens robustos, capazes de qualquer scr-
viqo, e que sejam sobre ludo de bora comparta-
mnto : quera os tiver para alugar, dirija-se a <
raesm.' fabrica, aonde achara com quem tratar.
Aluga-se o segundo andar do sobrado da
ra Imperial n. 169, cora 2 sals, 5 quarlos, so-
lao co rido cora mirante para o lado do mar,
pintar i em bom estado, por 3D& mcusaes : a tra-
tar no primeiro andar do mesmo.
OfFerece-se urna raulher para ama de casa
de hornera solleiro ou pouca familia ; a tratar na
ra do Rosario n. 58, defronle da ra do Aragao.
I'rocisa-se de ura homcm nacional ou es-
trangeiro para trabalharora um sitio muitissirao
porto desla cidade, dando-sc bom salario : a tra-
tar no palso de S Pedro n. 4.
ASS0CLVC10 POPULAR
DE
Soccorros Mutuos.
Por orJera do Sr. director interino aviso
aos se nitores socios quo estn atrasados em suas
mens.'ilidades, que venham satisfaze-las at o-ia
22 do correne, pois desla data em dianleso pora
em ei.ecucoo arl. 75 1. e 2.- e osartigos 79
c8'J rio capitulo XI do nosso eslatuto.
Secretaria da Associacao Popular de Soccorros
Mutuos 16 de abril de 1860. No impedimento
dos secretarios, Francisco Pedro de Adeincula,
1. vi;e-secretario
Engenho.
Vcnde-se o engenho S. Jos de Bora Jar'ira,
freguezia de N. S. da Luz, com bons terrenos,
moente e correne e com boas obras, quasi prom-
plo para se moer com agoa, faz-se lodo e qual-
quer legocio, dando vista qualquer quanlia ;
os pr.Hendenles dirijam-se ao mesmo engenho,
ou ao engenho Penedo de baixo, na freguezia de
S. Lourenco da Malta.
Escravos venda.
Vcndem-se, trocam-se c comprara-se jcra-
vos (Je toda idade, e de ambos os sexos ; n*lrua
do Imperador n 21, primeiro andar. "
Vendem-se saceos grandes com mimo da
Ierra muita novo a 4g, era porcao se fara tiffe-
renca : na ra de Apo lo n0 la.
3$600.
Saceos de-milito de Mamanguape : na
Queimado n. 24, primeiro andar.
Escravos bous e baratos.
Ci ico escravos para todo o servigo, 1 meleque,
3 cscravascom habilidades, 1 dila por 700g com
habilidades : na ra de Agoas Verdes n. 46.
ITT
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sg.ssa
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Grande e novo sortimento de fazedas de*todas as qua-
lidades por baratissiuios precos.
Do-se amostras com penhor.
= Precisa-se alugar urna ama para cozinhar
o diario de urna casa do pouca familia : na ra
da Praia n. 53.
Pereii
O Or. Cosme de Sa* rereiraj
de volta de sua viagetn instructi-;
[tiva a Europa continua no exer-
|ciclo de sua prossao medica.
Da' consuitas em seu escrpto-|
rio, no bairro do Recife, ra dar
Cruz n. 53, todos os dias, menos)
! nos domingos, desde as 6 horas
t as 10 da manhaa, sobre os
seguintes pontos :
Lindos corles de vestidos de seda prelos
de 2 saias 5
Ditos ditos de ditos de seda de cores
com babados 5
Ditos ditos de ditos de gaze phanlazia
. de cores y
Romeiras de fil de seda preta bordadas 9
Visitas de grosdenaples prelo bordadas
com froco 9
Grosdenaples de cores com quadrinhos
covado 1200
Dito liso preto e de cores, covado 8
Seda lavrada preta e branca, covado 12 e 3&000
Dita lisa preta e de cores, com 4 palmos
de largura, propria para forros lpSOU
Corles de vestido de seda de gaze trans-
parentes IO5OOO
Ditos de ditos de cambraia e seda, corte 16}000
Cambraias orlandys de cores, lidos pa-
drees, vara 1000
Manguitos de cambraia lisos e bordados 9
Tiras e enlremeios bordados 9
Mantas de blonde brancas e pretas 9
Ditas de ul de Trabo pretas 9
Chales de seda de todas as cores 9
Lcnr-os de cambraia de linho bordados $
Ditos de dila de algodao bordados $900
Panno preto e de cores de todas as qua-
lidades, covado 9
Casemiras idem dem idem 9
Gollinhas de cambraia a {640
Chales de touquim brancos 9
Ditos de merino bordados, lisos e es-
tampados de (odas as qualidades 9
Eufeites de vidrilho franceses pretos e
de coies 39500
Aberturas para camisa de linho e algo-
dao, brancas e de cores .
Saias balo de varias qualidades 6&000
Tafel rxo, covado g500
Chitas francezas claras e escuras, co-
vado 92SO
Cassas francezas de cores, vara 8500
Collarinhos de esguiao de linho mo-
dernos $800
Um completo sortimento de roupa feta
sendo casacas, sobrecasacas, paletots,
colletes, caigas de muitas qualidades
de fazendas
Chapeos fraccezes finos, forma moderna
Ura sortimento completo de grvalas (fe
seda de todas as qualidades
Camisas francezas, peilos de linho e de
algodo brancas e de cores
Ditas de fustao brancas e de cores
Ceroulas de linho e de algodao
Capellas brancas para noivasmuito finas
Ura completo sortimento de fazendas
para vestido, sedas, la e seda, cam-
braia e seda tapadas e transparentes,
covado
Meias cruas brancas e de cores para
meninos
Ditas de seda para menina, par
Luvas de o de Escocia, pardas, para
menino
Velludilho de cores, covado
Velbutina de cores, covado
Pulseiras de velludo pretas e de co-
' res, o par
I Ditas de seda idem idem
Um sortimento completo de lu-'as de
seda bordadas, lisas, para senhoras,
horacns e meninos, de todas as qua-
lidades
Corles de collele de gorguro de seda
de cores
Ditos de velludo muilo finos
Lencos de seda rdxos para senhora
Marquezilas ou sombrinhas de seda com
molas para senhora
Sapalinhosde merino bordados proprios
para baplisados, o par
Casinetas de cores de duas larguras mui-
to superiores, covado
Selim preto, encarnado e azul, proprio
para forros, com 4 palmos de largura,
fazenda nuva covado
Selim liso de todas as cores, covado
Lencos de gorguro de seda pretos
Relogios e obras de ouro
Corles de easemira de cores a
9
850O
9
i
9
I
9
8
'

93
1206
970D
isooo
9
9
250O
9
jooo.
15000
1S600
9
I
9
5*000
1

i
1
l-
|3-
Molestias de olhos ;
. Molestias de corceo e del
peito ;
Molestias dos orgos da gera-j
cao, e do anus
\
. Praticara' toda e qualquer]
operaqao quejulgarconvenien-U
te para o restabelecimento dos"
seus doentes.
O exame das pessoas que o con-!
sultarem sera' fetto indistincta-
mente, e na ordem de suas en-i
1 tra das; fazendo excepcao os doen-
i tes de olhos, ou aquellesque porf
motivojustoobtiverem hora mar-;
cada para este im.
A applicacao dealguns medica
mentos indispensaveis em varios\
casos, como o do sulfato de airo-:
1 pina etc.) sera* feito,ou concedido i
gratuitamente. A confianca que!
judies deposita, a presteza de sua|
acejo, e a necessidade promptaj
de seu emprego; tudo quanto o
demove em beneficio de seus!
doentes.
EAU MINERALE
NATURALLE DE VICHY.
Deposito na botica franceza* ra da Cruz n. 22.
*

h
t .
BbliotheCa Publica OrOVH- ~ Muil b0.nil.as gollinhas de cotilas ou mis-
r. r {sangas, as raais bonitas que tem vindo a esto
Cial. .mercado, lauto para senhora romo para me-
A bibliotheca publica desla provincia, colloca- ni,,as a ls500 e 2; } cada 1m' 'Jo ranoo
da no salo do convento do Carmo, estar abeila"""^3
em lodos os das uleis desde as 9 horas da ma-if
nhaa a 1 da larde, c das 4 as 6 da tarde ; leudo
coral tambera
2?200 o mas-
entrada franca todas as pessoas que comparece-
rera decentemente vestidas, como recommendam
o regularaento da inesma bibliotheca.
Padre Lino do Monte Caruiello Luna,
-y Bibliolhccario.
^ Vende-se
linha de novello de todos os sortimcnlos, meias
de seda inglezas de peso e mais inferiores bran-
cas e pretas, por presos commodos em casa de
llenry Gibson, ra da Cadeia do Recife n. 62.
pescoco a 400 rs o fio
enllar e fazer pulseira a
so, e outras muitas miudezas o quinquille-
ras que se vendem por menos preco do que em
outra qualquer parte: na ra do Crespo, loja de
1 miudezas de trc3 portas n. 5.
Precisa-se de urna ama forra ou captiva
para o servico de urna casa de pequea familia :
na ra do Vigario n. 13.
i&si&mmym tmm vmvfway&n
Caixeiro.
*?
3(1
Para.
O veleiro e bem conhecido brigue escuna Gra-
ciosa, capilo epratico Jos de Souza, segu com
muita brevidade aos porlos indicados, por ter j
prompta a maior parlo do seu carregamento,
para o resto, trata-se com os consignatarios Al-
meioa Gomes, Alves & C ma da Cruz n. 27.
Para o Rio de Janeiro seguo em poucos
dias o palhabole Lindo Alfredo ; para o resto
da carg, trala-se com seu consignatario Domin-
gos Alves Malheus, na ra da Cadeia do Recife.
Para a Bahia.
O veleiro" e bem conhecido patacho nacional
Amazonas II, pretende seguir com muita bre-
vidade, lem parle de seu carregamento promplo:
para o resto que Ihe falla, trata-so eom os seus
consignatarios Azevedo & Mendes, no seu es-
criptorio na ruada Cruz 11. 1.
OPJI![l!llll| GJB J
oaiavami
ovim
Avisos diversos.
Consulado de Franca.
O capilo Jos Augusto Reaussier, da birca
franceza Alfred & Cfaire, em repararan ueste
porto, precisa temar a risco cerca de 35:000,$, pa-
ra pagar as dierentes despezas que tem sido
obrigado a fazer neslo porto. O dito eraprestimo
ser garantido pelo mesmo navio eseu carrega-
mento: ai pessoas que pratenderera fazer este
adiantamenlo, sao convidados a compareccrem
quarta-feira 18 do correute, 4s U horas ero pon-
i, na chancellara do consulado de Pranga.aon-
do lera lugar a dita adjudicarlo, era prese^ga do
Sr. cnsul de Franca, a quem por menos flzer.
Vai sahir cora toda a brevidade, por ter parte
de seu carregamento, a barca porlugueza Flor
da Maia : para carga e passageiros trata-se no
esoripterio de Manoel Joaquim Ramos e Silva,
ra da Cadeia do Recife n. 88.
Leiles.
LEILAO
Pergunta-se a III ca. cmara mu-
nicipal do Recife quando pretende por
em arrematarlo a detnolicao das frentes
do sobrado queima io da ra da Impe-
ratnz, pois lia muito quem queira ar-
rematar e com vantagem para a ines-
ma cmara.
Joaquim Jos de Olivera tendo
- Je seguir para o Ceara' no vapor To-
cantins, poJe succeder que deixasse de
despedir-se de alguraas pessoas que o
honraram com suas visitase amisade, o
que &z por meio deste, pedindo des-
culpa de semelliante falta c offerece na
capital daquella provincia o seu limitado
prestiflo.
Aluga-se una casa de dous anda-
resna ra da Aurora n. 26: a tratar
na moma caa com o proprietario.
O bacharel Jorge Dornellas Ri-
beiro Pessoa tem o seu escriptorio de
advocada na camboa do Carmo n. 10,
primeiro andar, onde pode ser procu-
rado das 9 horas da manhaa as 2 da
tarde.
Vende-se urna bonita crioulinha
com 10 a 1 i annos de idade, muito sa
dia e bonita : na ra Formosa casa do
teen te-coronel Vilella, se dir' quem
vende.
Piecisa-se de um caixeiro para urna loja fra
da cidade, o qual csteja inleiramente habilitado
para tomar conla do cosleio de todo o negocio;
garanle-se bom ordenado : quem a islo estiver
resolvdo, dirija-se a ra da Cadeia n. 55, loja,
que achara com quem tratar.
=: Na ra da Cadeia n. 55, loja, deseja-st fal-
lar ao Sr. Joo Alves de Olivera, para cujo lira
se pede declaie sua morada para ser procurado,
ou enlao dirija-se a referida loja.
Aoeorpo do commercio.
Joaquim Antonio Dias de Castro faz sciente ao
rest eitavel publico c com especialidade ao corpo
do commercio desla praga, que lem chamado
para socio de sua loja de miudezas, sita na ra
do Cabug n. 1 D, ao Sr. Jos Gomes de Amorim,
e que a razao commercial sei Castro & Amo-
Lrini, a qual leve principio 11. I.- de abril corren-
e, sendo ambos responsaveis pelo debito nesla
pra;ada entnela firma de Joaquim Antonio Das
de Oaslro. Pcrnambucol7 de abril de 1860.
i O abaixo assignado deseja saber a pessoa
que botou no Diario de hontem um annuncio
qu< nao se poda retirar, para saldar contas com
o mesmo.Ilenrique Pinto Abroo.
Na ra das Cruzes n. 21, se dir quem d
2:430;} a premio cora hypothcca : quem precisar
procuro.
Precisa-se de ura caiseiro de 12 a 14 annos
de idade para taberna : trata-se as Cinco Pon- i
tas n. 152.
Roga-se ao Sr. Antonio de Menczes, com
loja,de fazendas nesla prora, queira apparecer
na ra estreila do Rosario, no ormazem de Jos
Me reir da Silva, a negocio de seu inleressc.
Aluga-se um cscravo para servcos doms-
ticos : quem precisar, dirija-se a ra estrella do
Rosario n. 31, segundo andar.
Anda em pmc.a para ser arrematado, por
seren irados os das da le, o sobrado de dous
andares e sotao n. 40 da ra larga do Roiario,
per lempo de ires annos, avaliado por l:20G#an-
m alente ; para vCr ascondiges, se acha edi-
ta, escripto em mo do porleiro dos auditorios,
linda a audiencia do Sr. Or. juiz municipal da
segunda vara ; quarla-feira a ultima praca :
quem quizer laucar, appareca munido do seus
procuradores.
Jos Joaquim da Silva Maia, durante a sua
ausencia deixa por seus procuradores aos Srs.:
ra do PDr. Joao Ferreira da Silva, Ignacio Luz de Brto
Taborda e Joaquim Fernandes da Silva Campos,
ficando este ultimo encarregado do receber suas
dividas c os alugucs do suas casas.
Seguro contra Fogo
COHPAMIl
Mnna
MM,
LONDRES
AGENTES
C J. Astley & Companhia.
Vende-se
para
t..
Tintas de oleo.
Formas de ferro
purgar assucar.
I Estauho em barra.
% Verniz copal.
I Palhiiiha para mar ci-
ne m.
Vinhos fino de Moselle.
1 Tollias de cobre.
I Brimdevela: no arma- g
zem de C.J. Astley & C.
:fliaOJM90 ras BUJOlBil '&
Rio Formoso.
1
Veitdem-sc bonitos burros e por menos preco
<3 que se lem vendido, para ver e tratar na
ochera da ra da Florentina, que foi do lenen-
l'l coronel Scbasliao.
Nova fama.
de
DE
4Uencao.
MOVIS.
Quarta-feira 18 do corrente.
Pedio Gonc.jlves Pereiri, tendo de
Na rna das Cruzes o. 21, fornece-se comodo-
nas para fora a 259 mensaes, com limpeza.
Yecfointia.
Na ra das Cruzes n. 21, vende-se manleiga
ingleza a 6(0 rs., toucinho de Lisboa a 320 a li-
bra, tudo muilo superior.
Na ra do Crespo, loja de miudezas
tresnortas n, 5.
Chegou a esla loja um rico sorUmenta c cha-
pcozinhosde seda, todos forrado-tie fil, jico de
iieda e catxo francez, obra de gosto, propnos pa-
a baplisados e passeio, pelo diminuto p-eco de
i, 6 e 8.
Fitas para bababos een-
feites de vestidos^
Ricas fitas ou cascarrina do lodjjp cires pa-
ra babados de vestido, loucas, chapos ofazenda
do ultimo gosto, pelo baralissimopr||MiJ500,
2$ e 33 : na ra do Crespo, loja JpWKezas de
tres portas n. 5.
O Sr. Antonio Rento Froz deixou de ser
caixeiro dajMisa de Araaral, Alves & C
Aluga-se o segundo andar e soto da casa
4a tAist da Praia n. 55, que tem bastauL'S com-
modoj para grande anlia : a tratar no mesmo.
Roga-se-ao Sr. Antonio Pereira da Rocha, que
lenha a bondade de apparecer na ra do Quei-
mado.
Na ollaria do Sr. Marcelino Jos Lopes, na
ra do Coto vello, trocam-se lijlos de ladrilho e
de alvenaria batida, por lijlo de alvenaria gros-
sa c laboas de assoalho de louro, o vendem-se
ps de sapolis grandes era barris, proprios para
embarque.
= Na noile de quinta-feira santa no acto de
visilar-se as igrejas, perdeu-se urna pulseira de
ouro, julga-se ter sido no tramito do Corpo San-
io para S. Francisco, pela ponte nova, a pul-
seira tem 03 signaes seguintes: formada em
urna cadeia de fiveles presas por aneis grossos,
tudo do ouro lavrado : quem a tiver achado ten-
do consciencia leve-a praca da Roa-Vista so-
brado de ura andar n. lz, quo sua dona recom-
pensar.
= Precisa-se alugar ura preto ou preta forra
ou captiva, para costnhar : na ra eslreita do
Rosario n. 12, segundo andar.
Attenco.
5
Na ra do Hospicio n. 32 casa com rotulo na
porta, ha mo de vacca e varios assados nos do-
mingos e quintas-feiras, assim como fornece-sc
o alntoQo e jantar para fora logo que tenhara
seus conductores/ apromptam-so qualquer jan-
tar ou petisqueii avulsa, presunto de fiambre,
isto com aviso antecedente ; os pretendenles di-
rijam-se a casa cima para tratar.
P.ecia-se alugar urna escrava
que seja perita cosioheira para casa es-
trangeira (prelere-se urna que tenha
servido em cisa estrangeira) ; na ra
da Cadeia do Recife n. 57.
D-se dioheiro a juro sobre penhores de
ouro ou prata : na ra Direila d. 60, primeiro
andar.
Precisa-so de urna ama forra ou captiva,
que saiba cozinhar o diario do urna casa e en-
gommar : ao paleo do S Podro n. 16, sobrado.
= Precisa-se de urna ama quo seja boa cozi-
nheira : na rua do Crespo n. 21.
O abaixo assignado, por ler de seguir para a
Europa, deixa por seus procuradores os seguin-
tes senhores : em 1." lugar ao Sr. Joaquim Mar-
lins Moreira, em 2, ao Sr Jos Domingues Maia,
e em 3.- ao Sr. Antonio Joaquim Vaz de Miranda.
Precisa-se alugar urna preta para o servido
de casa de portas dentro : na rua dos Pescado-
res ns. 1 e 3.
Antonio Ferreira de Souza retira-se para
Portugal.
= O abaixo assignado tem justo o contratado
com o Sr. Antonio Alves Caridura Campello, a
compra de sua taberna, sita no Barro Vermelho :
quem se julgar com direito a inesma, compareca
dentro do prazo de 5 dias, acontar dcsta data em
diante, o depois de effectuado o negocio, nao al-
tender s reclamado alguma. Recite 17 de
abril de 1860. Manuel Gonralves Telles.
Precisa-se fallir com o* Sr. Maximiano, na-
tural da provincia de Traz-os-Monles, que ha pou-
co chegou a esta cidade. mas que seu deslino era
para o Rio de Janeiro, acerca de urna encom-
menda que recebeu em Villa Real, na rua do Co-
dorniz n. 18, com Alvaro Baplista do Sonza, ou
designar sua morada para ser procurado.
Nos abaixo assignado?, p?ssageiros da es-
cuna porlugueza ftainhados Acores, de S. Mi-
guel para Pernambuco, capilo o Sr. Domingos
Marlins, e tendo nos recebido, durante a viagem,
o melhor Iratamento possivet e ltenles, agra-
decemos cordialmcute ao Sr. capilo, estando s
em nossas mos este meio de mostrar nosso
amor, rcconhccimcnlo e .ratidao de que a sua
delicadeza nos credora. Pernambuco 17 de
abril de 1860.
Agostinho Augusto da Mello.
Joaquim Jos de Brito.
Jos Alvaro da Cosa.
Manoel Ferreira de Mello.
Francisco Alvaro da Costa.
Joao Jos de Medeiros.
Francisco Raposo.
Manoel Cbral.
Jos Antonio de Fraga.
Antonio Joaquim da Costa.
Jos Narciso da Costa.
Manoel Correia.
Francisco de Medeiros.
Luiz Jos.
Manoel Medeiros de Carvalho.
Jos Rodiigues Medeiros.
Joo Pereira Cabral.
Manoel Marques da Cunta, morador no
Manguinho, na entrada da estrada dos Affliclos,
annuncia ao publico, que ninguem faca negocio
ou transaeco qualquer com seu genro Flix Jos
do Sonna, sobre bens movis ou immoveis, per-
tencenl8 ao annuncianle ; o que faz publico pa-
ra prevenir conleslacoes que dahi possam re-
sultar.
Precisa-se de um eslrangeiio para criado,
que tenha 12 a 16 annos de idade, proraette-se
bom Iralamenlo o igual paga: diiija-se a rua da
Penha n. II.
KA
e ar maiem
DE
Objectos para noiva.
Ricas capellas brancas para noiva a 6J cada
urna, meias de seda branca, fazenda muito boa,
a 5Jf o par, ricas fitas de sarja brancas e de co-
res para os lagos e enfeites, franjas, trancas, bi-
cos de seda de todas as larguras, e por menos
preco do que em outra qualquer parte : na rua
do Crespo, loja de miudezas de tres portas n. 5.
Pentes de tartaruga lisos e
virados.
Ricos pontos de tartaruga, virados, muito for-
tes, do apurado gosto e desenho, pelo baralissi-
mo pre{o de 12#cada um. dilos tambera de mui-
to boa qualidade, muito fornidos, a 5g, ditos de
raassa, virados, lodos bordados, fazenda a mais
moderna que tem vindo ao mercado a 3J, 2500,
2 e 1S500 cada um : na rua do Crespo, loja de
miudezas de tres portas n. 5
= Vende-se um bom camlo muito novo o
gordo, sera achaques, com todos os andares, por
pouco dinheiro : na rua dos Pescadores ns. 1 3.
Vendem-se todos os accessorios para esta-
belccer-se urna grande padaria, sendo cylindro,
machina detrabalhar com cavallo, masseira, ten-
dedera, laboas, ps, bilhas, toalhas, etc., tudo
novo; vende-se prazo : a tratar no largo do
Terco n. 32, sobrado.
Com os herdeiros do finado Miguel Bernar-
do Quiniciro, esl justo comprar-se, na fregue-
zia da Boa-Vista, a casa n, 30 da rua da Gloria,
e 120 palmos de terreno devoluto na rua da Ale-
gra (chamaco Campia) : quem pozer embaraco,
annuncie por este Diario de boje al o dia 20 do
correle.
GR.-NDE SORTIMENTO !
DE
Fazendas eoliras/ei las,
jGes &Basto.|
! Naraa do Quehnad) n. |
46, frente amarella.
I Completo e grande sortimento deca-
; cas de easemira de cores e pretas a 89, ,
l 9j>. IOS e 123, ditos das mesmas casemi- j
j ras a 11, 89 e 9$. dilos de brirn trancado
a branco muito fino a 5$, 6J e 78 ditos de
I cores a 33, 3g500, 4g e 5>, ditos de mc-
ri de cordo paia luto a 53, collelcs do
casemiras prelas, ditos do-ditas de cores,
ditos degorgurb prelos e de cores a 5g,
Gjj e 79. ricas casacas de pqnnos muito li- SE
nos a 353 e 40j>, sobrecasacas dos mesmos pannos a 28j. 30j e353> paletots dos mes- |g
mos pannos a 223 e 249, Valelols saceos *g
de easemira modelo ingle/ 109, ditos de jag
easemira mesclado muito fino de apurado $e
gosto 153 e 16, ditos sobrecasa das mes- jjg
mas cores a 18$ o 203, d*llos sobre de al-
paca prela fina a 73 e 8}, ditos saceos a
i 49. ditos de fuslo branco e de cores a 49,
\ ?j!).I e 5J, ditos de brim pardo muito
> superior 49500, camisas pa.-a menino do
t todos os lmannos a 26S000 a duzia, meia3
> de todas os lamanhoa para menino c me-
i ninas, palilols de lodos os lmannos e
! qualidades para os mesmos, colletes de S
1 brim branco a 33500 e 49. ricos colletes i
! v Iludo prelo bordado c de cores diver-
sas o por diversos presos, ricos coberto- 1
1 res de fuslo archoado para cama a 6J, '
I colarinha de linho a peer a 69500 a du-
i zia, assim como temos recebido para
J dentro deste eslabelccimento um comple- \
i lo sortimento de fazendas de gosto para i
senhoras, vestimentas modernas para me-
nino e meninas de quatro a seis annos c
ludo vendemos por precos razoaveis. As-
sim como nesle eslabolecimenlo manda-
se apromptar com presteza todas as qua-
lidades de obras relativo a ofiicina de al-
g faiale sendo isto com todo gosto e asseio. Q
9e^e$^ ?SB?i5Sff.C5ffi @S&3R3S$J*
Vende-se um escravo crioulo, de 24 annos
de idade, sadio, sem vicio ou deleito algum. bom
copelro, c ptimo official de sapateiro : a tratar
com o abaixo assignado, na alfandega. ou em sua
residencia, na'rua da Saudade, primeira casa com
solio do lado do sul.
Pedro Alexandrino de Barros Cavalcanti.
Pastilhas vegetaes de Kemp
contra as lombrigas
approvadas pela Exm/ inspeceo de esludo de
Habana e por muita3 outras juncias de hy-
giene publica dos Estados Unidos e mais paizes
da America.
Garanlidascomo puramente vegetaes, agra-
daveis vista, doces ao paladar sao o remedio
infallivel contra as lombrigas. Nocausamnau-
scasnem sensacoes debilitantes.
Testcmunho expontaneo em abono das parti-
lhas de Kemp.
Srs. D. T. Lanman e Kemp. Port Byron
12 de abril de 1859. Senhores. As pastilhas
que Vmcs. fazem, curarara meu filho ; o pobre
rjpaz padeca de lombrigas, exhalava ura cliei-
ro ftido, tinha o estomago inchado e continua
coraicha no nariz, to magro se poz. uue. eu
temia perde-lo. Nestos circumslancias um visi-
nho raeudisse que as pastilhas de Kemp linham
curado sua filha. Logo que soube disso, com-
prei 2 vidros de pastilhas e com ellas salvei a
vida de meu filho.
Sou de Vmcs. seu amo agradecido.
W. T. Floyd. >
Preparadas no 'seu laboratorio n. 36 Gold
Street pelos uincos proprtetarios D. Lanman e
Kemp, droguistas por atacado em New York.
Acnam-se venda em todas as boticas das
nrincipacs cidades do Imperio.
DEPSITOS
Rio de Janeiro na rua da Alfandega n. 89.
Bahia, Germano & C, rua Julion. 2.
Pernambuco.no armazem de drogas de J. Soam
& Companhia rua da Cruz n. 22, (

.-
m
111



No dio l uo crreme s 2 hora da larde,
no armazem da ra da Cadeia do Recito n. 59,
primeiro aodar, eottegou-ao a um negro 2 car-
taes coro una duiia de camisas en cada uin,
para entregar na ra da Imperalriz na loja do
Sr. Miguel Baptisla.da Costa, e como o dito ale-
gro nao appareceu ncm cntregou as camisas, ro-
gi-se a quem souber, ou a quero talvez as ditas
camisas sejam olTerecidas para comprar, de dar
parte referida casa, que ser gratiticado.
Aluga-se urna ama para casa do hornera
solteiro, sendo para cozinhar, de bons coslu-
nies e de boa conducta : a pessoa que do seu
presumo so quizer ulisar, diriia-se ra do
Sebo n. 25. .
Da-se por 40*000. urna baca d'arame, per-
eita, e a maior talvez que tenha vindoaqui.com
o peso do mais de 2 arrobas, e talvez anda se
faga algura abatimenlo no prero Ipouco) : para
ver e ajustar, na ra eslreita do Rosario, loja de
ourivps u. 6.
Manoel Moreira da Costa Taz scente aores-
peiiavel publico, e cora. cspeciaUdadc ao com-
mercio. que o seu caixeiro o Sr. Manoel .Marlins
Xameiro so acha associado na taberna que o an-
nunciante possue na ra Nova n. 55, desde o di
2 do corrente, cuja sociedade ser conhecida sob
a razo social de Moreira & Martins. Recife, 13
de abril de 1860.
Desoja-so alugaruma casa terrea ou sobrado
ou pequeo sitio, nos seguinles lugares, como se-
jam as ras do Sobo, Mondego, Trompe, Colo-
vello, dos Pires, Solcdade, ou quem nestas ras
qiiizerem trocar ou alugar por uro sobrado de
un aodar de solao com bastantes commodos no
piteo da Peuha n. 4, dirijara-se ao mesmo, que
achara com quera tratar.
Perdeu-se ura deposito de azoite perlen-
cente a um cabriolcl: a pessoa que o achou le-
ve-o ao aterro di Boi-Vista. casa de Francisco
Poirier, segunda ou terca-feira quesera gratifi-
cado cora j.
Precisa-se de ura criado de boi conducta :
na ra do Rangel n. 35.
Almanak da provincia.
Sahio a luz a folhinha com
o almanak da provincia para
o corren/e anno de
DI RIO D PEttNAMWBfo. TTEBC* ***** H DE ABRIt D l80.f

Tendo de fechar-se nestes das o cstabeleci-
mento de retratos da ra Nova n. 18, as pessoas
que desejrem honrar este estabelecimento e fl-
car coro um Del e perfeilo retrato, aproveitem a
occasiao. F. Yiliea, photographo.
Archivo Universal
(H Si*, assignantes deste jornal quei-
ram vir ou mandar bucar a continua-
do da segunda serie e o principio da
tercara, na ra Nova n. 8.
Precisa-se de um caixeiro de 14 a 18 an-
nos, que saiba lr e escrever: na ra do Caldei-
reiro n. 60, taberna.
.O Dr. Joaquim de Aqino Ponscca conti-
nua no exercic:o de sua profissao, interrompido
urna das melhores da cidade, por se achar nao s prximo isestacoes de caronhos de ferro", da I uSIfSSS1 de sua m,?,eslia ma. estando
I ai"a ,no cumpo por conselltos de seus collegas,
; e,; s poder preslar-se a consullas e visitas med-
Ra Nova, em Bruxellas (Blgica),
SOB A DlREIlO DE E- UNA!-
Este hotel collocado no centro de urna das capitaes importantes da Europa, torna-se de grande
valor paraos brasileiros e portuguezes, por seus bons commodos e confortavel. Sua pos cao
urna das melhores da cidade, por se achar nao s prximo is estacoes de caronhos de ferro, da
Allemanhae Franca, como por ter a dous minutos de si, lodos os theatrose diverlimentes ; e,
alera disso, os mdicos presos convidan).
r
uguez,
emfim
por da.
Durante o espado de oito a dez mezes, ah residiram os Exms. Srs. conselhero Silva Fer-
ro, e seufilhoo Ur.'Pedro Augusto da Silva Ferrao, ( de Portugal) e os Drs. Felippe Lopes
Netto, Manoel deFigueira Fara, edeserobargador Pontts Ysgueiro ( do Brasil,) e nimias ou-
tras pessoas tanto de um, como de oulro paiz.
Osprecosde todo o servido, por dia, regulara de ID a 12 francos (49000 49500.)
No hoiel eneontrara-se informacois'exactas acerca de udo que pode precisar um eslraneei
cas das 9 horas da manha s3 ds tarde.
Quemado n. l().
eslrangeiro
Sirop du
mm.
JARABE DO FORGET.
Este xarope est approrado pelos mais eminentes mdicos de Pars,
como sendo o meihor para curar lonslipacoes, losse convulsa e oulris,
broncbos, ataques de peilo, irritaeftes nervosas e insomnolencbs: urna colberada
outra noile sao sufQcientes. O t licito desu xceleme xarope satisfaz ao mesmo
affecces dos
pela manlia, e
lempo o doente e o me lio.
O dsposito i na rua larga do Rosario, botica de liarIhu orneo Francisco de Souza, n. 36.
o qual se vende a 800 rs. na
praca da Independencia livra-
ria n. 6 e 8 contendo alm do
kalendario ecclesiastieo e
civil:
Noticia dos principaes esta-
dos da Europa e America com
o nome, idade etc. de seus im-
peradores, reis e presidentes.
Resumo dos impostos ge-
raes, provinciaes, municipaes
e policiaes.
Tabelia dos emolumentos
parochiaes.
Empregados civis, milita-
res, ecclesiasticos, litterarios
Je toda a provincia.
Associaces commerciaes,
agrcolas, industriaes, littera-
rias e particulares. *
Estabelecimentos fabris, in-
dustriaes e commerciaes de
todas as qualidades como lo-
jas, vendas, acougues, enge-
nhos,etc, etc.
Serve elle de guia ao com-|
merciante, agricultor, mar-
timo e emfin para todas as
classes da sociedade.
O bacharel^YiTRuvio tem
o seu escriptorio no 1* andar
do sobrado n. 23 da ra Nova,
cuja entradle pelaCamboa do
Carmo.
e promplidao : no
Troca de chapeo de sol.
O sennhor, que quasi as 2 horas da tarde de
sabbado de alleluia, levou do carlorio do Sr. la-
bellio Almeida um chapeo de sol novo de seda
verde escura, deixando um vclho da mesma qua-
lidado, queira vir ou mandar no mesmo lugar
desfazer a troca, pois pessoa bem conhecida,
e necessarlamcnle S. S. ja teri dado pelo equi-
voco, deparando naquelle as letras iniciaes do
nome do dono, aberlas a caivete, o que alias no
seu nao tem. Espera-se merecerlhe este obse-
quio, polo que muito se Ihe agiadecer.
Aluga-se a loja da casa da ra do Impera-
dor n. 17, lado do caes : a tratar no primeiro an-
dar da mesma casa.
Precisa-se alugar una pessoa, que saiba
cozinhar o ordinario de urna casi": na ra do Im-
perador n. 17, primeiro andar.
Consultorio medico, ra da
Gloria n. 3.
O Dr. Lobo Hoscoso continua nos
seus trabalhos mdicos.
para cozinhar em
na ra do Crespo,
c sua
Precisa-sede urna ama
casa Je um homcm solteiro :
casa n. 8.
O Dr. Mauricc Kicckbach, medico,
mulher Anna, seguem para o Para.
Precisa-se fallar ao Sr. Jos Affonso do
Reg Barros : na ra do Crespo, loja n. 16.
Por um corte de cabello e
frisauenlo 00 rs.
Fngomma-se oom asseio
beceo do Marisco n. 20.
Precisa-se alugar um prelo ou preta, j ide-
sos, para comprar na ra e fazer o mais servico
de urna casa de familia, ou mesmo urna ama ns
mesmas circuinstancias : quem liver e quizer,
annuncie ou dirija-se a rua de Santa Rila n. 40,
primeiro andar.
gLices de francez i
1 piano.
X Mademoiselle Cleraence de IJannetot M
J| de Manneville continua a dar Usoes de $2
j, francez h piano na cidade e nos arrabal- S
jg des : na ra da Cruzn. 9, segundo andar. *
O Sr. Honorato Jos de Olveira Figueirc-
do queira annunciar sua morada ou dirigir-se
uvraria da praca da Independeneia.que se preci-1 va a frescura e c
aaliar-4he. I vida
Ra da Imperatriz n. 7.
Lecomle acaba de receber do Rio de Janeiro
primeiro contra-mestre da casa Augusto Clau-
dio, c um oulro vindo de Pars. Eslo estabelc-
cimenlo esta hoje as melhores condicoes -que
possivel para salisfazer as encommendas dos
objecios em cabellos, no mais breve lempo, co-
mo sejam : marrafas a Luiz XV, cadeias de relo-
gos, braceletes, anneis, rosetas, etc., etc., ca-
bolleiras de toda a especie, para tionicns o se-
nhoras, lava-se igualmente a rabera a moda dos
Eslados-Unidos, sem deixar urna s pelcula na
caberja dos clientes, para salisfazer os pretenden-
tes, os oujecloscTU cabello sero feitos em sua
presenca, se o desejaTera, c achar-se-ha sempre
urna pessoa disponivel para cortar os cabellos, e
pentear as senhoras em casa parlicular.
= Antonio Marques de Aworim faz publico,
que no d\a 21 dororrente fui rccolhida em seu
sitio na Ponle de Uchda utna prcla vclha por
nome Anna, em estado de embriaguez c mordi-
dida por un* caes. O seu eslado niio permittio
oblerdella informaco alguma que indicasse se
era livre ou escrava. Tondo sidocuidadosamcnle
tratada achaca quasi restabelecida, mas apenas
sabe dizer que perter.ee a urna senhora vuva,
moradora na ra do Gullegio, c por isso se faz
o presente annunevo para que a pessea a quera
pertenca a mande buscar.
Precsa-so de urna ama para urna pessoa :
na ra Bella n. 10.
Traspassa-se o arrendamento de umenge-
nho distante desta praca duas legoas, vende-se
urna parte no mesmo engeuho, machina nova
vapor, dislilago nova e bem montada, 22 bois
de correia, seis quartos, algumas obras, saffra
plantada, etc. ele. :trata-se na ra do&r*spo n.
13, oja.
agencia des fabricantes america-
nos Grouver & Baker.
Machinas de coser : em casa de Samuel P.
Johnstcra & C, ra da Senzala Nova n. 52.
E' chegade loja de Lecomte, aterro da
Boa-Vista n. 7, o excellenle ite virginal de ro-
sa branca para refrescar a pello, tirar pannos,
sardas o espinnae, e igualmente o afamado oleo
babosa para liuipar c fazer cresccr os cabellos,
asfiijn como pos imperial de lyrio de Flurenca,
para borluejas o asperidades da pelle, conser-
avelludado da primavera da
Na -ua da Imperatriz, sobrado n. 33, ter-
ceiro andar, ha urna preta engommadeira para
alugar-sc ; no mesma casa cima precisa-se de
um prelo para o servico de casa.
F0L1HMUS r.VlU 1860.
Esto i venda na livraria da prar;a da Inde-
pendencia ns. 6 e 8 as folhnhas para 1860, im-
pressasresla typographia, dasseguintesquali-
dades :
VOLIIINIIA RELIGIOSA, conlendo, alm do
. ki lcndario e regulfmento dos diretos pa-
re chiaes, a conlinuaco da bibliotheca do
Ci islao Brasilciro, que se compe: do lou-
vor ao santo nome de Dos, coroa dos ac-
tos de amor, hymnos ao Espirito Sanio e
a N. S., a imitacao do de Santo Ambrozio,
jaculatorios e commemoraco ao SS. Sa-
cramento e N. S. do Carmo, exercicio da
Via-Sacra, directorio para oracao mental,
dividido pelos dias da semana, obsequios
ao SS. corac,ao de Jess, saudaces devo-
ts s chagas de Christo, orages a N. Se-
niora, ao patrocinio de S. Jos e anjo da
g arda, respongo pelas almas, alm de
o itras oraces. Freg 320 rs.
ITA DE VARIEDADES, contendo o kalenda-
rio, regulamento dos direitos parochiaes, e
urna colleccao de ancdotas, ditos chisto-
sos^cojitos, fbulas, pensamenlos moraes,
roceitas diversas, quer acerca de cozinha,
q jer de cultura, e preservalt/o de arvores
e fructos. Prego 320 rs.
3 3
H. -a
9
3"
o
a> ^ =:
- 2 =
O ? S.
2. o = 5
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o
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IT
&
w a
o o
^ =r
< o
CD V*
5

'ITA DE PORTA.a qual, alm das materias do
c istume, contera o resumo dos direitos
parochiaes. Preco 160 rs.
e3> @ g@@
Precisa se alugaruma ama de lei-
te, que o tenha em abundancia, que le-
ja bem sadr e de bons costumes ; e pa-
ga-se bem. Dlrigrr-se a' praca de Pe-
dro II (antigo pateo do Collegio) n. 37,
segundo andar.
Na livraria n. G e 8 da praca da
ndepenecia, preciza-se fallar a Sr-
Joao da Costa Maravillia.
Perdeu-se hontera a' noite 13 de
abril a quantia de 1:850$ em notas
grandes sendo 2 de 500$, tres de 200$,
urna de 100$ e o resto em diversas no-
tas n5o menos de 5$ : a pessoa que
achou ara'muito favor em levsr'ao
hotel inglez no llecife quarto n. 19,
pois pertencea um estrangeiro que via-
ja e muita falta lhe faz, a pessoa que
levar lhe sera' mui bem recompensada.
O abaixo assiguado nao podendo
despedir-se pfssoalmente de todos os
seus amigos o faz pelo presente e Hit s
ollerece p seu diminuto prettim" em
Lisboa eVPorto, aonde tem de residir
algum te^ppo.
Joao Pereira Moutinho.
i Attenco.
Attenco
Um moco que tem as habilitacoes
precisas olferece-se para leccionar la-
tim e'francez: quem o quizer honrar
com sua conlianca dirija-se a ra estrel-
la do Rosario n. 30, primeiro andar.
Madama Appoline Rousscl, primeira coslu-
reira da casa de Madama Millocheau.lem a honra
de participar ao respeilavel publico, que se acha
prompta para salisfazer a qualquer encommenda
conccrnenie a sua arle, assim como ricos vesti-
dos para casamento, baile e soirl,feitos a ultima
moda, e ptima perfeiro : as pessoas que de seu
presumo se quizercro ulisar, podeni dirigir-se
ra da Imperalriz n. 11, primeiro andar.
Precisa-se alugar um preto para
servico de casa, prefrindo-se nao muito
moco ; a tratar na ra da Cruz n. 4.
Precisa-se alugar urna preta para cozinhar
e fazer algumas compras na ra : a tratar n3 ra
da I.ingoela n 2.
Na ra da Cruz n. 45. segundo andar, prc-
cisa-se do nma ama forra ou captiva, e que saiba
cozinhar.
COMPAtfHIA
ALLIANCE
Estabelecida em Londres
CAPITAL
CAneo ralUies de \Vbras
esterlinas.
Saunders Brothers 4 C." tem a honra de In-
formar aes Srs. negociantes, proprietarios de
casas, e a guem mais couvier, que esto plena-
mente autorisados pela dita companhia para
effectuar seguros sobre edificios de lijlo epe-
dra, cobertos de telha e igualmente sobre os
objectos que contiverera os mesmos edificios,
quer consista em mobilia ou emfazendas de
qualquer qualidade.
g DENTISTA FRANCEZ. 2
> Paulo Gaignoux, dentista, ra das La- <
K rangeiras 15. Na mesma casa tem agua e "*
Z p denlifico. ^
X A.JL JLXJULX.i. AA A Ai. jtAA 1A fOUAAA
CASA LISO-BRAS LEMA*
2, Glden Square, Londres.
J. G. OLVEIRA tendo augmentado, com lo-
mar a casa contigua, ampias e exccllenles ac-
commodacoes para muito maior numero de hos-
pedesde novo se recommenda ao favor e lem-
branca dos seus amigos c dos Srs. viajantes que
visitera esta capital; continua a prestar-lhesseus
serviros e bous officins guiando-os em lodas as
cousas que precisem conhecimento pratico do
paiz, etc. ; alm do portuguez e do inglez ialla-se
na casa o hespanhole francez.
SOCIEDADE BARCARIA
Amorim, Fragoso, Sanios
Compenhia.
Sociedade Saneara,
Amorim, Fragoso, Santos k Crmoanliia.
Ra da Cadeia do Recife.
O publico e os socios desta empreza poden
obler pela pratica de contas correles vanlagens
inconiestaveis. Cessiria o prejuizo que soTrem
as pessoas que imprnduclivarocnle conservnin
em suas gavetas quantias, que. dadas pela forma
abaixo desciipta, estarn em cerlo periodo con-,
sideravelmenle augmentadas ; portanlo, em
nosso inlcresse e no do publico que fazemoses
considerares seguinles :
Todo o individuo que possuir a quanlia de
lOOjj, e dahi para cima, pode abrir conla corrento
com esla sociedade* depositando em seu cofro
essa quantia, que ficar vencendo juros desde o
momento em quo for entregue at aquelle em
que for retirada ; estes juros sero accumulados
ao capital nb flm de cada semestre civil, para
ficarem por seu turno vencendo juros, que sero
igualmente accumulados.
A sociedadff pagar sempre nma laxa de juros
de dous por cento, menos que a laxa, por que a
ca;xa filial descamar as letras da praca.
As quanlias assim depositadas em conla cor-
rele podero ser retiradas parcial ou totalmen-
te a todo momento do modo seguinle : at a
somma de 5:00Oi, vista de 5 at 20 conlos com
aviso anlecipado de tres dias, e de 20 conlos pa-
ra mais com aviso de seis dias.
As pessoas residentes nesta praca a sociedade
fornecer gratuitamente urna cadernela para
nella se fazer a escripturacao da conla. como
tambera para servir de documento s qtiaalias
que porelja forero recebidas ; s residentes fon
remetiera animalmente urna copia da coula cor-
rente para ser conhecido o estado della.
Deste modo, sem aespeza alguma, poupaodo
lempo e trabalho, poder qualquer pessoa guar-
dar as suas economas e augmenta-las cora oo
juros que for vencendo.
Nao acontece o mesmo sendo o dinheiro dado
a juros a pra/o fixo por letras ao portador, pois
nao sendo reformadas no vencimento deixatu do
vencer juros.
Pedindo a atiendo do publico para esla elaeso
de operaces demonstramos quanlo lhe sao pro-
ficuas, basta ter em considerarlo que, conser-
vando um capital depositado em conla corrente
no ttpaco de 10 annos pelo juro de 7 por rento.,
esle capital estar duplicado naqualle periodo.
Caixeiro.
Offcrece-se para caixeiro de qualquer eslabe-
lecimenlo uro menino de idade de 13 a 14 annos,
chegado lia pouco do malo, sem relaeJo alguuia
tiesta prac,a.
Whately Forsttr & C. armun-
ciailo a retirada do commercio do
Sr. Tilomas Forstcr, fazem sciente que
os outros socios continuarao o negoiio
da casa nesta prac.a debaixo da arma
social de Krabbe Whately & C. O Sr.
Joo Alrc lo Thom icara' como outra
hora na gerencia com procuraran da
nova lirma. Recite H de abril de 1860."
Os Srs. socios commanditarios sao convidados
a realisar a segunda entrado de 12 Ij2 por rento
sobre os seus capiiaes al o dia 16 de abril cor-
rente, do conformidade com o respectivo contra-
to social.
Attenco
Furlaram do porlo das Barreiras urna eacoa i!>:
um pao, de amarello vinhalico, com 35 palmos
de comprimento, pouco mais ou menos, de con-
duzir barro : a pessoa que della souber, dirija-
se ao beceo das Barreiras n. 7, que ser recom-
pensado.
Attenco.
t
,? vende-sc urna linda mobilia para
sala ^e amarello e feila a 4 mezes : na ra da
Madre de Dos n. 36 A se dir.
== Precisa-se de um pequeo para caixeiro com
I f".!!".0.".5:6".61.^' para laben,a na ra eslrei-
la do Rosario n. 38.
Permuta-se
ume das primeiras i ajas da villa da Escada. por
sua cdiicaeo e por seus commodos por outra
nesta praca ; quem pretender esse negocio, di-
nja-se ra do Quemado n, 43.
Precisa-se
de um menino portuguez cora pratica de laber-
para nma era Beberibc, e igualmente de urna
Curso pratico e theorco de lngua fran-
@ ceza por urna senhora franceza, para dez @
mogis, segunda e quinta-feira de cada se- @
$ mana, das 10 horas at meio da: quem @
quizar aproveilar pode dirigir-se a ra da g|
@ Cruz n. 9, segundo andar. Pagamentos @
@ adiantados. ^
@@ @@@@@@ @@
floga-se aos Srs. devedores do estabele-
cimentc do fallecido Jos da Silva Pinto, o ob-,a
sequio Je saldaren, seus debilos na ra do Col- \ Tm^9^ugar -""a7rLT
legio venda n. 25 ou na ra do Quemado loja do n- &
n. 10.
= Caeano Pinlo de Veras faz scienlc a quem
interessar que eslem exercicio da vara do juiz
de paz co 4o anno, do primeiro dislriclo da tre-
guezia doSS. Sacramento do Santo Antonio des-
la eidace, para que fo eleilo e que despacha na
casa de sua residencia ra de S. Francisco n. 8,
c em qualquer parte que for encontrado ; e que
d audiencia as tercas e sextas-feiras as 4 lr2
i.d.i larde como ja tem annnnciado, na casa
Ocurso de geometra, que tem do ser dirigida
particularmente pelo abaixo assignndo, cuja aber-
tura foi annunciada para o dia 16 do correla
mez, nao pode ter lugar nesse dia por nao liaver
numero sullicienle de alumnos matriculados ; Pi-
ca, portanlo, transferida a abertura par o dia

8
i
DENTES
ARTIIICIAES.
Ra estreita do Rosario n. 3f
Francisco Pinto Ozorio colloca denles ar-
tificiaes pelos dous systcmas VOLCANITE, <
chapas de ouro ou platina, podendo ser
[irucurado na sobredila ra a qualquer &
hora.^ a
@ @ @@@
iTt TfT^tTT
na ra do Queima-
publica das audiencias,
de 1860.
Warnkoenig
em latim.
N. !!7-Rua da Imperatriz-N. 27.
L. Pugi.
nica oficina em Pernambuco para lavar as
palhinlas das mobilias a mais encardidas, tor-
nando-se outra vez lio alvas como no eslado
primiti.o ; esta magnifica preparacao chimica
lem a prdpriedadededesenfeclar as mobilias das
pessoas moras de molestias contagiosas : na
mesma casa lavam-se chapeos de palha de Italia,
e pderr-se moda.
Ni ra do Imperador n. 28, aluga se e ven-
de-se cm grandes e pequeas porcoes bichas
hambu guezas, e lambem cal da mais nova que
ha, para fabrico do assucar, por preco commodo
Na ra do Crespo n. II, loja de livros.
O abaixo assignado arrenda o seu engenho
Recreio, sito na freg.iezia de Muribeca, com capa-
cidade para sarejar 3,000 paos, sendo a Ierra pro-
prta p*ratrabalhar-se de arao. e coro boas bai-
Becife 2) de fevereiro | xas de paus : a tratar no engenho Santo Andr,
na mesma-freguezia, com o seu proprietario, oi
no Recife, na ra estreita do Rosario, escriplorio
do Sr Dr. Antonio Joaquim Avres do Nascimcn-
to.=Antoaio de S Albuquerq'ue.
Aluga-so por proco commodo urna excela
lente loja e solo no paleo do Terco n. 30 -
tralar na ra da Cadeia do Recife n. 4.
FUNDIR AO
DO
III0. II
Ra do Brum (passando o chafariz. >
No depozito deste esiabeleeimeiilo scmpve lia grande sorlimenlo de me-
cAianismo ^ara os engen\\os de assucar a saber:
Machinas de vapor modernas, de golpe cumprido, econmicas de combustivel, : defacillimoassento ;
Rodas d agua de ierro com cubos de madeira largas, leves, fortes, e bem balancadas ; '
Cannos de ferro, e port.i d'agua para ditas, e semillas para rodas de madeira :
Moendas inteiras com virgens muito fortes, e convenientes ;
Meias moendas com rodetasmotoras para agua, cavallos, oubois, acunhadas em aguilhoes deazs ;
Taixas de ferro fundido e batido, e de cobre
Pares e bicas para o caldo, crivos e portas de ferro pira as fornalhas ;
Alambiques de ferro, motnhos de mandioca, forno* para cozer farinha
Rodetas dentada de todos os tamanhos para vapor, agua, cavallos ou bois',
AguilhOes, bronzes e parafuso, arados, eixos e rodas para carrocas, formas galvanizadas para purgar etc.,etc.
D.W.Bowman confia que os seus freguezes acharotudo digno da preferencia com
que o nonram, pela longa experiencia que elle tem do mechanismo proprio para os agricul-
tores desta provincia, epelofacto de mandar construir pessoalm ente as suas obras as
mais acreditadas fabricas da Inglaterra, para onde elle faz viagem annual para o dito fim
assim como pela continuaco jia sua fabripa em Pernambuco, para modificar mechanis-
mo a vontade de cada comprador, de faz^r os concert de que po-iero necessitar.
ESCRIPTORIO DEADVOCACIA
dos doutohes
FILLirPE DA M0TTA DE AZEVED0 CORREIA
E
MANOEL JOS DIAS SALGADO CARNEIRO.
Ruado Carmo n. 18 B.
OTDrs. Molla de Azcvedo e Silgado advogam
lano no foro civel c commercial como no crimi-
nal e ecclesiastieo, em qualquer das instancias
encarregam-se de qualquer queslao, emOin, 1ra-
lam de ludo quanto diz respeito a sua profisso
o por um honorario razoavel.
Tendo em vista o interesse daquelles que ha-
bitam as provincias e que tendo dependencias
na corle, a maior parle das vezes liao possuem
hura procurador ou correspondente habilitado que
cure de seus interesses, os supradilos advogados
leem annexado ao seu escriplorio um oulro, es-
pecialmenlPde procuradoria, no qual, debaixo
desua immt'diala vigilancia e direccao, se en-
contram empregados habilitados que lomara a si
o traiorem de lodos os negocios que correm pe-
las secretarias de eslado, e repartieses publicas
da corte o capital da provincia do Rio de Janei-
ro ; fazerero lirar airars de meres, ttulos, di-
plomas, exlrahir patentes para officiaes da guar-
da nacional, cartas de juizes dedireito, munici-
paes e de orjlha'os, de escrives, tabelliaes, con-
tadores, disMftidores, partidores, provises pa-
ra advogar esjMIrntar,dispensas para casamnntos
respostasa cflneullas.dadas pelos niaisabalisados
advogados ; agenciarem pelo thesouro gcral o
retebimenlo de dinhelros que tenham cabido em
exercictos nndoi, tralarcm de cartas de natura-
lisacao, ele.
Os precos sao mui razoaveis, e garanle-se a
promplidao o lelo no desempenho das iveras
commissoes, sendo sempre bom que as parles in-
diquera qual a pessoa da corte encarregada do
negocio e do pagamento das despezas. As pir-
que nao tiverem correspondentes na corte
n
bandejas enfeitadas.
Contina-sea preparar com dilTerenles model-
los.e figuras, bandejas dos mais escolhidos boli-
nholns do nosso mercado, c delicados bolinhos
em libras separadas, pesado vista c conlenlo
da encommenda ; assim como, bolos inglezcs,
francezes e de massa secca da mandioca, pudins
crcme, pastis de nata, e tambero os pastis de
carne de porco proprios da paschoa, ludo com
mulo asseio, bem felo, e o mais em conla ; di-
rija-se a ra da Penha n. 25, segundo andar,
que ficar bem servido.
O abaixolassignado deixou de ser caixeiro
doSr. coronel JooJos de Gouveia, desde o dia
14 do corrente, e ao mesmo lempo approveila a
occasiiio para agradecer ao mesmo senhor o bom
Iralamento que levo durante o lempo que esleve
em sua casa Recife, 16 de abril de 1860.Chris-
tovao Gomes Pereira.
Acha-sc venda na na da Prai.i n 25, mel
de engenho muito bom, em latas de tres caadas
proprio para gasto de casas de familia, ou para
miraos para a Europa ; bem como na mesma ca-
sa ha mais para vender 10 pipas de mel de furo.
Antonio de Olveira Pinlo, subdito portu-
guez, relira-se para Portugal. *
Manoel do Ampar Caj & Companhia avi-
sara ao respeilavel corpo do commercio desta pra-
ca e ao3 seus freguezes, que deixou de ser cai-
xeiro de sua casa o Sr. Joaquim Malachias de Sou-
za Coseiro desde o dia 13 do corrente.
Direila, para seren admillidos matricula
aberro que seja ocurso ningnem uais ser ad-
miltido.Antonio Egidio da Silva.
Basto & Lemos declaram que o
Sr. Luiz Laurant Favre desde o dia 1 2
do corrente deixou de ser seu caixeiro.
Para um engenho perlo desta praca preci-
sa-se de um bom horlelo, preferindo-se algum
chegado recentemenle : a Iratar na ra da Cadeia
do Recifo n. 50, primeiro andar.
.-Eneas Bruce relira-se para o Rio de Ja-
neiro
^Consultorio central homcopatlncof
DE
MIBIMIBUC'I).

tes
podem dirigirte direetamentoVoVadvgdos'acr-
ma mencionados, ou a algum dos seguinles agen-
tes nascapilaejd|*rovncias: trata-se em Per-
nambuco cornil fcpCbjves, na ruadalm-
peratni n. 17jm festada o Dr. Carlos Eu-
genio DonarchcH per. '
Sa(^ fcara o Porto e
Lisboa, qJIjue^ quantia : no
escriptorio de Cartalho No-
gueira & C. ra do Vigario n.
9, primeiro andar.
Continua sob-a mesma direcrao da Ma-
noel de Malte<-Teiaira Limai professor #
em homeopaihip. As consultas como d'an-
Jti les. 1
Botica central homeopalliica
Do
DR. SABINO 0, L PI^BO
Novos medicamentos homeopathicos en-
viados da Europa pelo Dr. Sabino.
Estes medicaraantos preparados espe-
cialmente segundo as necessidades da ho-
meoptica no Brasil, vende se pelos pre-
cos conhecidos na botica central homeo-
palhica, ra de Santo Amaro (Mundo No-
vo) n 6.
Compras.
Compra-se um cab iolet de (ina-
tro rodas, que estoja em bom estado o
tenha coberta : na ra da Gloria n. o.
Constante-
mente
compra-se, veade-se e troca-se escravos
Direila n. 66.
narui
moedas de ouro de 16# e 20>' : na rua
da Cadeia do Recife loja n. 22.
Compra-se
Frascos que lenhain servido de conserva ou ou -
Irosiguacs, pouco mais ou menos, e urna balau-
ca grande de duas conchas quc.pegue do 10 a 15
auobas e cm bom eslado: na rua do Imperador
n. 28. -
Compram-se jotnaesa 100 rs. a libra: m
taberna da estrella do largo do Paraizon. 14.
Vendas.

af
Manoel'do Reg Soares faz seinle aos seus
devedores que tem aulorisado ao Sr^Francisco
Antonio Alves Mascarenhas para cobrar e cha-
mar a juizo todos aquelles devedores que naa
quizercm amigavelmente pagar suas cutas an-
tigs. Recite 17 de abril de 1860.
HJJfiUEZ
leituiia:
Em tsla do que dispoc o artigo 36 dos estatu-
ios, sao convidados os senhores membros do con-
selho deliberativo para a sessao ordinaria lerca-
feira, 17 do corrente, s 6 horas na larde, no fu-
gar do rostume.
Secretaria do Gabinete Portuguez de Leilura
em Pernambuco aos 13 de abril de 1860.
A. B. Noguefra.
. 1. secretario.
Precisa-se de urna ama do leitc ; na rua
das Flores, loja n.2.
Negocia-se cessenta e tantas occoes da coro
panhia de Beberbe, recebendo-se dinheiro ou
mesmo letras de boas firmas : na loja da rua do
Quemado n. t0, se dir quem faz esta tran-
saccao.
= 0 Sr. Henrique Pinto Aires nao se pode re-
tirar vara fora da prorincia sem ejuslar contas
com seusc redores.
Rosmalin Litterature.
Esta obra, que acaba da ser adoptada para o
estudo da lingua francez, chtgou e est ven-
da na livraria unirersal, ruado Imperador n. 20.
Rua da Imperalriz n.! i
, Calcado para homem.
Na laja da riura Diaa Pereira & Avellar, ven-
dem-se a dinheiro calceos francezes, pelos prc-
gos aep|iles:
'BlKeguins de rerniz, de Nat.tes, para hornera
a 7JO0O.
Pilos ditos, de Parz, idem 5#.
Dito* da bezerro laxiados, idem 8;S00.
. Ditos de dito e pelKca, dem SGO
os de castor, dem 8g
de bezerro, r/i.
ti 9 raqueta" Er Jos, idem 6/.
ofSe huiro e bort||ha, idem 4.
tos fe Uzerro, berffcia e fitas, dem 4$.
patos oe rernl e sfc e vira, idem 5J.
los de bezerro idem i-l, idem 43500.
Dito de'feltro, dem 640
Mitos do Aracaiyidcm 80O.S.
Calcado para senhora.
Borzeguins para senhora 3?.
Sapatos de lustre, Lisboa 1$.
Ditos de marroquim, francezes 1#.
Ditos de seiim lttanco 1.
Ditos de dito de cores a 320 rs-
Cal^rlo para menina.
Borzeguins para meninas a 2*500.
Vendem-se na antiga loja de calcado francez
do aterro da Boa-Vista, hoje Iroperalrix n. 14.
Acaba de chegar do Rio de Ja
neiro alguns exemplaresdo
primeiro e segundo volume
da Corographia.
Histrica cbonologica, gen-alogica,
nobiliaria e poltica do imperiodo Bra-
sil, peloDr. Mello Moraes : vende-se a
4# o rolume, podendo-se vender o se-
gundo em separado: na livraria n. 6 e
8 da praca da Independencia.
*
4
'
^V
< '
.
I-
s
/
*A


"^"
(e)
- DURIO QE BERKAMBUCQ. TE&gi FEIBA 17 DE ABRH D Jft6(>-
Fazendas por baixos precos
Ra do Queimado, loja
de 4 portas n. 10.
sendo enlre ou-
e claras, o covado
Ainda restam algumas fazendas para concluir
a liqudagao da firma de Leite & Correia, as quies
se vendem por dirainulo preco
tras as seguintes:
Chilas de cores escuras
Pilas largas, francezas, finas, a 240e260.
liiscados francezes de cores fizas a 200 rs.
Cassasde cores, bons padroes, a 240.
Brim de linho de quadros, covado, a 160 rs.
Brim trancado branco de llaho muitobom, va-
ra, a 1C0." .
Corles de calca de meta casemtra a 2.
Ditos de dita de rasemira de cores a 5J.
Panno prclo lino a 3j) e 4#.
Meias de cores, finas, para hornera, duzia a
11800.
Grvalas do seda de cores c prelas a 1J>.
Meias brancas linas para senhora a 3$.
Hilas .lilas muilo finas a 4J.
Ditas cruas finas para hornera a 4J.
Cortes do colletcs de gorgurao do seda a 2#.
Cambraia lisa fina transparente, peca, a 48.
Chales de laa e seda, grandes, ura 25.
Grosdenaple prelodelSGOO a2.
Seda preta lavrada para vestido a ljbOO c $
Cortes de vestido do seda preta lavrada a 16$.
Lencos de chita a 100 rs.
Lia de quadros para vestido, covado, a 560.
Peitos~para camisa, um, 320.
Chita francesa moderna, ngindo seda, covado
a 400 rs.
Entremeios bordados a 200 rs.
C-imisetas para senhora a 640 rs.
Ditas bordadas finas a 2g500.
Toalhas de linho para mesa a 2# e 4$.
Camisas de rneia, urna 640 rs.
Lencos de seda para pescogo de senhora a
560 rs.
Vestidos brancos bordados para baptisar enan-
cas a 5J0O0.
* Corles decaiga do casemira preta a 6$.
Chales de merino com franja de seda a 55.
Cortes do calca de riscado de quadros a 800 rs.
Merino vcrde'para vestido do montara, cova-
do, 1*280.
Lencos brancos de cambraia, duza, a 2#.
Vcndem-se por menos do que era oulra
qualquer parte, saceos com milho de Mamangua-
pe : a lialar na ra do Queimado n.24, priraeiro
andar.
A 8,000 rs.
Ferros cconomicosmoricanos para engommar
com toles e descanso : voudem-sc estes encl-
lenles ferros na loja de ferragens .de Vidal &
Bastos, ra da C-ideia.
Fumo americano.
Vende-se fumo americano proprio para mas-
car e fazer cigarros : na ruada Cruz do Recit n.
50. primeiro andar, caixinhas de 20 e 40 libras
a 400 rs. a libra.
I Engenho.
@ Vende-se o engenho Santa Luzia, sito na
@ freguezia de S. Lourenco da Matla, enlre
os engenhos Penedo de Baixoe Penedo de
$ Cima : trata-so no mesmo engenho ou no
$ engenho Mussambiquo com Felisbino de
$ Carvalho Rapozo.
Potassa da Russa
E CAL DE LISBOA.
No bem conhecido e acreditado deposito da
i ua da Cadeia do Becife n. 12, ha para vender
potassa da Bussia e da do Rio de. Janeiro, nova
de superior qualidade, assim cono tamben)
:al virgem em pedra: tudo sor Breos muito
razoaveis
SAxCRClX
Di
Sndalo!
45 Ra Noy a45
Variado sorlimenlo de lequcs de san-
dalo a 105000.
Sndalo.
Ricas bengalas, pulceiras e lequesj
vendem-se narua da Imperatriz n
loja do Lecomte.
1,
Aos senhores logtstas de mludezat.
Bicos prelos de seda.
Ditos brancos e prctos de algodo.
Loras pretas de torca 1.
LinhaVde 'algodao em novellos :'vendem-se Loja da boneca ruada Iipe-
por precos commodos, cm casa de Southall Mel-
lo rs Sl t., ra do Trapiche n. 38.
ratriz n. 7.
Vendem-se caixas de tintura para Un-
gir os cabellos em dez minutos, como
tambem tingem-se na mestna casa a
qualquer hora.
AS IFELHORESIAHINAS DE COSER
1)05
Ifail afamados autores du New York
I.M SLNGERAG.
E
WIEELEU & WLSON.
No novo eslabelecimento vendem-se as machi-
nas dcstes dous autores mostrara-so a qual-
quer hora do dia ou da noite e rcsponsabilisamo-
nos por sua boa qualHade e seguranza :no arma-
zem do [atondas de Baymundo Carlos Leite &
lrmao, ra da Imperatriz n. 10. anlisamcute
aterro da Boa-Vista.
rasura) (
isisnercial
Augusto k Pcrdigo,
com loja na ra da Cadeia do Recie n.
23, confronte ao becco Largo,
previnem aos seus frejuezes. que acabam de sor-
tir seu novo eslabelecimento com fazendas de
goslo, finas, o inferiores, para vender pelos pre-
cos os mais razoaveis ; as fazendas inferiores,
nao a retalho, se vendero por um preco fixo
que ser o seu proprio custo as casas inglezas,
urna vez que sejam pagas a vista.
Neste eslabelecimento se encontrara semprc
um sorlimenlo completo de fazendas, e entre el-
las o seguinte :
Vestidos de seda com babadose duas saias.
Dilos de la e seda e duas saias.
Ditos de larlalana bordado a seda.
Manteletes prctos bordados com franja.
Taimas pretas de seda e de fil.
Polonezasdc gorgurao de seda prelas.
Cinturoes para senhora.
Esparlilhos com molas ou clcheles.
Enfeites de vidrilho ou flores para senhora.
Vestuarios para meninos.
Saias de balao para senhora c meninas.
Chapeos para senhora c meninas.
Penles de tartaruga dos melhores gostos.
Perfumaras de Lubin e outros fabricantes.,
Cassas e organdys de cores.
Grosdcnaplcs de cores.
Chilas escuras francezas e inglezas
Collas c manguitos os mais modernos.
Camisas de linho para senhora.
Ditas de algodo para menino.
Algodao de todas asvqualidades.
Lencos de labyrinlho para presentes.
Collas de crochet para menino.
Vestidos de phantazia.
Roupa feiia.
Casacas e sobrecasacas de panno fino.
Palctols de casemira.
Caigas do casemira prelas e de cores.
Colletcs de seda idem idem.
Ditos de fuslo.
Camisas inglezas todas de linho.
Ditas francezas de differeules qualidades.
Malas c saceos de viagem.
Borzeguins de Mellier c outros fabricantes para
hornera.
Dilos para senhora.
Charutos de Uavana, Bahia e monilha. .
Camisas de flanella
Chapeos de ludas as qualidades para homeni,
senhora e criancas.
Chapeos de caslor preto
e brancos
Na ruado Queimado n. 37, vendem-se osmu-
lhorcs chapes de caslor
Conlinua-se a vender fazendas por baixo
preco at mesmo por menos do seu valor, S
~ afim de liquidar contas : na loja de 4 portas g
na ra do Queimado n. 10. ________
REMEDIO INCOMPARAVEL.
UNGENTO HOLLOWAY.
Militares de individuos de todas as nagocs po-
dem teslemunhar as virtudes deste remedio in-
comparavel e provar em caso necessario, que,
pelo uso que delle fizeram tem seu corpo e niem-
brosinteiramente saos depois de haver emprega-
do intilmente outros tratamentos. Cada pesoa
poder-se-ha convencer dessascuras maravilhosas
pela leitura dos peridicos, que lh'as relatam
todos os dias ha muitos annos ; e a maior parle
dellas sao to sor prendentes que admiran: so
mdicos mais celebres. Quanlas pessoas reco-
braram com este soberano remedio o uso de seus
bracos c pomas, depois de ter permanecido lon-
go tempo nos hospitaes, onde de .viam soffrer a
amputacao 1 Dellas ha muitas que havendo dei-
xado esses asylos de padecimentos, para seno
suhmetlerem essa operacao dolorosa foram
curadas completamente, mediante o uso desse
preciosoremedio. Algumas das taos pessoas na
enfuso de seu recouhecimento declararam es
les resultados benficos diante do lord correge-
dor e outros magistrados, afim de niais autenti-
carem sua firmativa.
Ninguem desesperada do estado de saude sa
livesse bastante confianca para ensaiar este re-
medio constantemente seguindo algum tempo o
mentratato que necessitasse a natureza do mai,
cujo resultado seria prova rincontestavelmente
Que tudo cura.
O ungento lie til, mats particu-
larmente nos seguintes casos.
FlNDIClO LOWMOW,
Ra da Scnzala Rm n. 42.
Neste eslabelecimento continua a blver um
comapletosortimento de moendas e meias moen-
das para enenho, machinas de vapor e taixas
de ferro batido e coado. de todos os tamanhos
para dto.
Cheguem ao barato.
O Leite & IrmSo conlinuam a torrar na ra
da Cadeia do Recife n. 48, pecas de cambraia li-
sa com 10 jardas a 49500 e 5$, lencos de cam-
braia de linho a 3$ a duzia, cambra-ias muito fi-
nas e de lindos padres a 640 a rara, meias fi-
nas para senhora a 3&800 a duzia, ditas cruas In-
glezas para hornera e meninos, chales de meri-
no lisos a 4$500, e bordados a 6?, paletots de
alpaca preta e do cores a 58, ceroulas de linho
e algodo, camisas iuglezas muito superiores a
60$ a duzia, organdys de lindos desenhos a
JJIOO a rara, cortes de cassa chita a 8$, chita
franceza a 240,280,300 e 400 rs. o corado, pecas
de madapolo com 30 varas a 4J800, 5$, 5<|500,
6,7 e 8$, chitas inglezas de cores fitas a 200 rs o
covado, toalhas para mesa a 3 e 48, cortes de
calca de brim de linho a 28, ditas de meia case-
mira a 2^240, vestuarios bordados para meni-
nos, e outras muitas fazendas que se vende por
barato preco..
Xaroiie
Cheguem a Pechinclia
Na loja do Preguica na ra do
Queimado n. 2. tem para
, vender:
Chaly merino deeoras, ptimo nao i para
roupdes evestidos de montara de Sra. como para
vestuarios de meninos a 360 e 400 res o cova-
do Challes de merino estampados muito finos pelo
deminuto preco de 2:500 cada um musselinas
modernas, bastante largas, de variados padroes
a 260 e 280 ris o covaJo grvalas a fantazia.o
mais moderno pos-ivel a 18 e 1200 cada urna, e
outras mu'uas fazendas, ujos presos extraor-
dinariamente baratos, satisfaio a expectativa
do comprador.
45
Grande sorlimento:
-Ra
45
Com (oque de avaria
1:800
Cortes de vestido de chita rocha fina a 1:800
lencos de cambraia brancos a 2:000 2:500 39
4:000 a dusia ditos com 4 palmos por cada face
e de 4 e meto por 5:000 cousa rara no Arma-
zem de fazendas de Baymundo Carlos Leite &
Irraaos. ra da Imperatriz n. 10.
Os estragadores de calcado encontra-
r5o neste estabelecimento, obra supe-
rior pelos precos abaixo :
Homem.
Borzegams aristocrticos. ft000
Ditos (lustre e bezerro)..... 70000
Borzeguins arranca tocos. 7^000
Ditos econmicos. ...... 6AO0O
SapatOes de bater (lustre). 5000
Senhora. #
Borzeguins primeira classe (sal-
to de quebrar)......5 Ditos todos de merino contra
calos fsalto dengoso).....4$500
Borzeguins para meninas (l'or-
tissimos). ....:.... 4#000
E um perfeitosorti ment de todo cal-
Verdadeiras luvas de Jovin de to- cado e daquillo que serve para fabrica-
das as cores, ra da Imperatriz n. 7, lo, como sala, couros, marroquias, cou-
loja do Leconte.
i GRANDE ARHAZEH
DE
O agente do verdadeiro xarope do Bosque tem
estabelecido o seu deposito na ra da Cadeia Ve-
Iha n. 61, na botica e arraazem de drogas de Vi-
cente Jos de Brtlo 6: Filho : desnecessario fa-
zer elogios bondado deste xarope, nao s pelo
reconhecido crdito de seu autor como pela acei-
tac.ao que geralmenle tem tido. Um cem nu-
mero de curas se tem conseguido com applica-
co do xarope de Bosque, o qual verdadeiro an-
tidoto para todas as molestias dos orgaospulmo.
nares. Para conhecimento do publico declara-
se que o verdadeiro conlm no envoltorio a pro-
pria assignatura dos proprietarios, e no falsifica-
do esta lithographada.
ff. 13 Ra da Cadeia do Rccifc N. lo.
Loja de quinquharias
e deposito de tabaco, charutos
e cigarros,
de Jos Leopoldo Bourgard.
Botica.
Charutos.
Neste cslabelecimcnlo recebe-sc cm dircitura
os melhores charutos da Bahia, Ilio de Janeiro,
suisso, mantilla, Havana e Hamburgo, venden-
do-so em porgues e a retalho ao preco de 2$ a
20-J o ceuto.
Cigarros.
Existe grande deposilo de cigarros superiores,
tnnlo de papel de puro linho, como do palha de
ilIIio, por barato preco.
Fumo.
Rccebe-sc por lodos os navios francezes o ver
dadeiro fumo caporal, francez, Pleur d'harlcbekn,
Virginie, americano ; os consumidores de tabaco
para cigarros e cachimbos, alem de serem bem
servidos sobre a superior -qualidade, comprarlo
semprc por preco muito commodo.
Barba.
Principia-se a recebor superior fumo deBorba
do Par, cm chicotes, que se vende muito em
couta.
Boccaes
para charutos c cigarros, muito bonitos o deli-
cados.
Charuteiras
e cigarreiras de diversos gostos, e variado preco.
lseas
Espantoso sortimcnlo de iscas e phosphoros
para charutos.
Fuzil
de podra, proprio para os marilimos o viajantes.
Livros
de papel de puro linho para os 'fumantes de ci-
garro.
Cachimhos.
Grandioso e variado sorlimenlo de cachimbos,
a escolher.
Machinas
rara cigarros turcose papel proprio para os fa-
bricar.
PAPEL
de linho em resmas, para os senhores cigarreiros
que (abricam cigarros denominados hespauhoes.
Boleas
de chagrain e outras qualidades, pira guardar ta-
baco para os superiores cigarros de improviso.
Caixinhas
de fino metal principe, para guardar phosphoros
e iscas.
O proprielario deste estabelecifjfcto, que o
tem tornado cm especial pora os senhores fu-
rcanles, espera continuar a merecer a conflap^a
dos seus numerosos amigos o freguezes, era vista
da smceridade nos seus tratos, encarrega-se de
mandar buscar quaesquer encommendas por mais
pequeas que sejam, de Bahia, Rio de Janeiro c
franca, onde tem correspondentes, podendo al-
oncar a pontualidadc, c verauidado nos presos.
Vender muito para vender barato
Vender barato para vender muito
Quinquilharias.
Sorlimenlo de quinquilharias e brinquedos pa-
ra menino, vendendo muitissimo barato, pois
CSl resolfiJo
acabar.
Eartholomeu Francisco de Souza, ra larga
do Rosario n. 36, vende os seguintes medica-
mentos :
Rob L'Affecteur.
Pilulas contra sezes.
Ditas vegetaes.
Salsaparrilha Bristol.
Dita Sands.
Vermfugo inglez.
Xarope do Bosque.
Pilulas americanas (contra febres).
Ungento Holloway.
Pilula3 do dito.
Elliiir anti-asmathico.
Vidros de boca larga com rolhas, de 2 ongat a
12 libras
Assim como tem um grande sortiraenfo de pa-
pel para forro de sala, o qual vende a mdico
preco.
Alporcas.
Caimbras.
Callos.
Canceres.
Cortaduras.
Dores de cabeca.
das"COstas.
dos membros.
Enfermidades da cutis
em geral.
Ditas do anus.
Erupcoes e escorbti-
cas.
Fstulas no abdomen.
Frialdade ou falta de
calor as extremida-
des.
Frieiras.
Gengivas escldalas.
Inchacoes.
Inlammago do ligado.
Vende-se esyte ungento
importante.
45 Rtia Direita 45
Este estabelecimento quer acabar
com alguns pares de borzeguins que lbe
restara, dos famosos arranca-tocos, ci-
dadaos etc., e sem o menor defeitu, re-
7jj000
Inflammao dabexiga.
da matriz
Lepra.
Males das pernas.
dos peitos.
de olhos.
Mordeduras de reptis.
Picadura derfuosquitos.
Pulmes. .
Queimadelaj).
Sarna
Supurac'jes^utridas.
Tinha, em qualqufer par-
te que seja. .
Tremor de ervos/
Ulceras na bocea."
do figado.
das arliculacoes.
Veias torcidas ou noda-
das as pernas.
no estabecimento
duz'urdo-os ao preco de
Oleado
cores.
e
Roupa feita.
Ra Nova n. 49, junto
a igreja da Conceigo dos
Militares.
Neste armazem encontrar o publico
um grande e variado sorlimenlo de rou- J
pas feitas, como sejam casacas, sobreca- |S
sacas, gndolas, fraques, e paletots de S
panno fino preto e de cores, paletots e <*y
sobrecasacas de merino, alpaca e bomba- jg
| zina prctos e de cores, paletots e sobre- aj>
, casacos de seda e casemira de cores, cal- B
cas de casemira preta e de cores, ditas de a>
> merino, de princeza, de brim de linho '$
branco e de cores, de fusilo e riscados, B
calcas de algodo, collete3 de velludo *fis>
relo e de cores, ditos de selim preto e |E
raneo, ditos de gorgurao e casemira, di- g
tos de fustoes e brins, fardamenlos para g
a guarda nacional, libres para criados,
ceroulas o camisas francezas, chapeos e
grvalas, grande sorlimenlo do roupas
para meninos de 6 a 14 annos ; nao agra-
dando ao comprador algumas das roupas
feitas se apromptaro outras a goslo do
comprador daudo-se no da convencio-
nado.
ro de lustre, fio, fitas, sedas etc.
Graixapara
Pianos
Saunders Brothers & C. tem para vender em
seu armazem, na pra^.a do Corpo Santo n. 11,
alguns pianos do ullimo goslo, recentimente
chegados, dos bem conhecidos e acreditados fa-
bricantes J. Broadwood &Sons de Londres, e
muito proprios para este clima.
esitie-se!!
Belogios patentes.
Estopas.
Lonas. s
Camisas inglezas.
Peitos para camisas.
Biscoutos.
Em casa de Arkwight & C.
Cruz n. 61.
geral de Londres n. 224, Strand, e na loja de
todos os boticarios droguistas e outras pessoas
encarregadas de sua venda em toda a America
do snl, Havana e Ilespanha.
Vende-se a800 rs., cada bocetinha contm
urna Instruccao em prtuguez para o modo de
fazer uso deste ungento.
O deposito geral em casa do Sr. Soum,
pharmaceutico, na ra da Crun. 22, em Per-
nambuco.
Pennas de aio inglezas.
Vcndem-se na ra da Cadeia do Becife, loja n.
7, deGuedes& Goncalves, as verdadeiras pennas
de ac inglezas, mandadas fabricar pelo profes-
sor de calygraphia Guilherme Sculy, pelo mdico
preco de 1&500 a caixa.
Bezerro francez
grande e grosso :
Na ra Direita n. 45.
ra da
Ferros de engom-
mar econmicos
3*
Elegancia
A 8$000.
Bonitas e elegantes caixinhas com
araendoas para brindes vende-se na ra
Nova n.' 45, no armazem de fazendas e
nudas de Paria & C.
$3^ No mesmo estabelecimento se ven-
de corles de cambraia de cor de 10 a\l
varas, gosto Condeca d'Arc a 4j}500 rs. o
corle.
A 8,000 rs.com todos
os pertences.
Do-se a contento para ex-
periencia por um ou dous
dias.
Vndenle eslesjiagnificos ferros as seg uin-
les casas:
Praca do Cosi titiblo n. 2.
Ba da Cadeta do Becife n. 44.
Dita da cadeia do Recife n. 49.
Ra Nova n. 8.
Ba Direita n. 135.
Dita da Madre de Dos n. 7.
Dita do Crespo n. 5.
Dita daPenha n 16.
Dita do Cabug n. 1 B.
Dita Nova n. 20.
Dita do Imperador n. 20.
Dita do Queimado n. 14
Dita Direita n. 12.
Dita da Prais n. 28.
Dita da Praia n. 4*.
Dita do Lirraraento n. 36.
Dita da Santa Crui n. 3
Dita daIm eratriz n, 10, armazem de fazendas
de Raymundo Carlos Leite, 4 Irmo, era lodos
estes lugares daosc pof um ou dous dias para
experimentar-se.
Loja da boa f, na ra
da imperatriz n. 74. "
Vendem-se verdadeiras luvas de Jouviu muito
novas, brancas, prelas, cor de caima, para ho-
mem e senhora, a 2J400 o par, pretas de retroz
com palmas de vidrilho a lc?G00, ditas de seda
enfeiladas a 2J200, lisas a 1J280, ricos penles de
tajtaruga virados muito fortes a lOg, ditos sem
serem virados a 4g, ditos virados imitando lar-
taruga a lg600, ricos enfeites de vidrilho prelos a
3* e 4$, esparlilhos de linho com carreteis a 6fl
cada um, ricos leques imitando marfim a 2g500,
ricos manguitos com camiainha e, gollinha de
cambraia bordados a 6# o par, manguitos com
gollinha a 40 e 5$, camisa com gollinha a 39 e
3#500, gollinha de bordado aberlo para menina e
senhora a 800 e 1*500, agulhas francezas cora
fundo azul de n. 6 a 15, al fine tes em caixinha de-
cabega chata, brancos e prelos, ricas franjas pre
tas com vidrilho, ditas sem vidrilho, prelas ede
cores, uta de seda, velludo, bicos, rendas, fran-
jas, la, linho, gales de cores e brancos, tesou-
ras, caivetes, facas, garfos e colheres de todas
as qualidades, sapatos de marroquim e couro de
lustre para menina c senhora, ditos do Aracaly
para homem, e muitos mais objectosque se ven-
dem por menos do que em outra qualquer parte,
babados bordados para manguitos e calcinhas de
meninos.
Vendcm-se oleados decores os mais finos que
possivel neste genero, e de diversas larguras,
por preco commodo : na ra Direita n. 61, loja
de chapeos de B. de B. Feij,
Vende-se urna parle no engenho Pacas ou
ConceiQao, na ribeira de Santo Antonio Grande,
na provincia das Alagoas : os prulendontes diri-
jam-se a ra do Queimado n. 8.
Vendem-se caixas com duzia de garrafas
de cerveja, quartolas com vinho do Bordcaux,
caixas com duzia de garrafas do mesmo, quarto-
las com vinagre branco, champagne de superior
qualidade, velas stearinas e licores sortidos ; na
ruadoTrapichen.il. J
Vendem-se 20escravos de ambos os sexoo,
com habilidades ou sem ellas, tanto o prazo cs-
mo a dinheiro, c por prego commodo : na rno
Direita n. 6G.
Tachas para engenho
Fundico de ferro e bronze
n
Francisco Antonio Correia Cardozo,
tem um grande sorlimento de
tachas de ferro fundido, assim
como se faz e concerta-se qual-
quer obra tanto de ferro fun-
dido como batido.
SYSTEMA MEDICO DE HOLLOWAY.
PILULAS HOLLWOYA.
Este inestimavcl especifico, composlo nteira-
mente de hervas medicinaos, nao conlm mercu-
rio, nm alguma outra substancia delecteria. Be-
nigno mais tenra infancia, e a compleigao mais
delicada igualmente prompto c seguro para
desarreigar o mal na compleic,o mais robusta;
inteiramente innocente em suas operares e ef-
feitos; pois busca e remove as doenca3 de qual-
quer especie egro por mais antigs e ienazes
que sejam.
Entre milhares de pessoas curadas com este
remedio, muitas que j estavam as portas da
morte, preservando em seu uso: conseguiram
recobrar a saude e torcas, depois de haver tenta-
do intilmente todos os outros remedios.
As mais afictas nao devem entregar-se a de-
sesperado ; facam um competente ensaio dos
efficazes effeitos desta assombrosa medicina, e
prestes recuperarao o beneficio da saude.
Nao se perca tempo em tomar este remedio
para qnaiquer das seguintes enfermidades :
Accidentes epilpticos.
Alporcas.
Ampolas.
arreos.
Excellente graixa americana para arreios c por
barato preco ; vende-se na ra da Cadeia do Re-
cito, loja de ferragens de Vidal 4 Bastos.
Escadas americanas
As melhore3 e mais commodas e uleis escadas,
de todos os tamanhos : vendem-se na ra da
Cadeia, loja de ferragens de Vidal c Bastos.
Fio de algod&o.
Fio de algodo tanto para pavios como para
redes c outros misteres : vende-se o mais bara-
to possi?el na ra da Cadeia loja do ferragem de
Vidal Sl Bastos.
Moinho pararefi-
naco.
b
Chegarem loja de ferragem de Vidal & Bas-
tos grande porcao de moinhos de todos os tama-
nhos, com rodas c de novo autor, os quaes sao
recommendaves pela sua exccllenle qualidade c
commodo proco.
Camas de ferro.
Um completo sorlimento de camas de ferro c
com lona de lodae as qualidades, as quaes se
vendem por menos do que em oulra qualquer
parte : na ra da Cadeia do Recite loja de ferra-
gem de Vidal & Bastos.
Bombas de Japy.
Bombas de Japy de lodos os tamanhos, com os
competentes canos de chumbo : vende-se por
commodo do preco na ra da Cadeia loja de fer-
ragem de Vidal & Bastos.
Balanzas deeimaes.
Restam algumas balancas deeimaes, as quaes
se vendem por commodo prego narua da Ca-
deia do Recite loja de Vidal Sl Bastos.
Aviso aos Srs. mar-
cineiros.
Excellentes armaces de sorra de todos os ta-
manhos, sepos de ditTerenles qualidades, os quaes-
se vendem o mais barato possivel : na loja de
ferragem de Vidal & Bastos, na ra da Cadeia do
Recife.
AosSrs.padeirose
refinadores.
Sortimentos completos de peneiras tanlo de
amare lato como de melal o de todas as grossti-
em grande sortimento para
homens, senhoras e
meninos.
Vendem-se chapos francezes de superior qua-
lidade a 6j50o, 7 e 8fc. dilos de velludo, copa al-
ta e baixa a 7j, 9 o 10$, ditos de lontra prelos e
de cores, muito finos a 68 e 7c, ditos do chile a
3g500, 5, 6, 8,10 e 12JJ, dilos de feltro em gran-
de sorlimento, tanto em cores como era qualida-
des, para homens e meninos, de 2J500 a 7g, di-
tos de gorgurao com aba do couro de lustre, di-
tos de casemira com aba forrada de palha, ou
sem ella a 4$, ditos de palha ingleza, copa alta
e baixa, superiores e muilo em conla, bonetes
francezes e da trra, de diversas qualidades, para
meninos, chapeos de muitas qualidades para me- ras : vende-sc por prego commodo narua da
Recito, loja do ferragem de Vidal &
ninas de escola, chapelinas com veo para senho-
ra, muito em conta e do melhor goslo possivel,
chapeos de seda, dilos de palha amazonas, enfei-
tes para cabega, luvas, chapeos de sol, e outros
muitos objectosque os senhores freguezes, vis-
la do prego e da qualidade da fazenda, nao dei-
xaro de comprar; na bem conhecida loja de
chapeos da ra Direita n. 61, de B. "de B. Feij.
Cadeia do
Baslos.
Vendem-se fazandas por barato"
prego e algumas por menos de seu
valor para acabar, em pega e a reta-
lho : na ruado Queimado loja de 4
portas n. 10.
RELOGIOS.
Vende-se em casa de Saunders Brothers &
C.\ praga do Corpo Santo, relogios do afama-
do fabricante Roskell, por pregos commodos,
e tambem trancellins e cadeias para os mesmos,
deexcellente gosto.
4,000 rs.
Areias(malde).
Asthma.
Clicas.
Convulsoes.
Debilidade ou extenua-
co.
Debilidade ou falta de
torgas para qualquer
cousa.
Dysinteria.
Dor de garganta,
de barriga,
nos rins.
Dureza no ventre.
Enfei mida des no ventre.
Ditas no figado.
Ditas venreas.
Enxaqueca.
Herysipela. .
Febre biliosas
Febreto internitente.
por sacca de
Irmos.
milho; nos armazens de Tasso
Febreto da especie.
Gotta.
Hemorrhoidas.
Hydropesia.
Ictericia.
Indigest5es.
Inflammacdes.
Irregularidades
menstruago.
Lombrigas de toda es-
pecie.
Mal de pedra.
Manchas na cutis.
Obstrucgao de ventre.
Phtysica ou consump-
pulmonar.
Relengao de ourrna.
Rheumatismo.
Symptomas secunda-
rios
1 Tumores.
Tico doloroso.
Ulceras.
Nova invenco aperei-
foaJa,
Bandos ou almofadas
de crina para penteados de
senhora.
Vende-se nicamente na ra da Cadeia do Re-
cife n. 48, loja de Leite & lrmao.
Ra do Queimado n. 37.
A 303 cortes de vestidos de seda que custaram
609; a 169 cortes de vestidos de phautasia que
custaram 309 ; a 85 chapelinhas para senhora:
na ra do Queimado n. 37.
Brim trancado de linho todo
preto,
fazenda muito superior; garante-se que nao
desbota : na ra da Cadeia do Recife n. 48, lo-
ja de Leite & lrmao.
Enfeites de vidrilho e de retroz a 49 cada
um : narua do Queimado n.37, loja de4 portas.
Em casa de Rabe Scbmettan &
C, ra da Cadeia n. 37, vendem-se
elegantes pianos do afamado fabrican-
te Traumann deBamburgo.
eobertos- edescobertos, pequeos e grandes, de
ouro patente inglez, para homem s senhora,
de um dos melhores fabricantes de Liverpool,
vindospelo nltimo paquete inglez; emeasa de
Southall Helio & C*
Venreo (mal).
Vendem-se estas pilulas no estabelecimento
geral de Londres n. 424, Strand, e na loja de
todos os boticarios droguistas e outras pessoas
encarregadas de sua venda em toda a America do
Sul, Havana e Hespanha.
Vendem-se as bocelidhas a 800 rs. cada urna
dellas, coutem urna instruccao em portuguez pa-
ra explicar o modo de se usar des tas pilulas.
O aposito geral m casa de Sr. Soum
pharmaceutico, na roa. da Cruz n. l, em Per-
nambuco.
SABAO
do deposito geral do Rio
com Tasso i Irmos.
de Janeiro: tratar
Farinha de mandioca
nos armazens da Tasso A Irmos.
ilbo
nos armazens da Tasso & Irmos.
\os senhores de engenho.
Enxadas americanas, do Por'o, inglezas e ame-
ricanas, pequeas, de ac c j com cabos, safras,
tornos, foles, ferro Suecia, ago, arcos de ferro do
(odas as larguras, ferro em ve'rgalho, ferramen-
tas completas para lanoeiros, e muitos oulros ar-
ligosda melhor qualidade possivel e prego com-
modo : na ra da Cadeia do Recife, loja de fer-
1 ragens de Vidal & Bastos.
Cocos italianos
de folha de flandres, muito bem acaba-
dos, podendo um durar tanto quanto
duram quatrodos nossosa 400 rs. um
e 4# urna duzia : na ra Direita n. 47,
loja de funileiro.
=r Vendem-se as seguintes casas : o sobrado
de um andar na ra de Santa Rila n. 7, a casa
terrea da ra da Praia dos carnc-sccca n. 22, o
urna casa terrea, ha pouco construida, sita na
estrada do Arraial, passando o silio do flnado
Burgos : a tratar na ra Nova n. 35.
= Vende-se massa de tomate, a melhor o mai:
nova que ha no mercado, por prego commodo s
na ra das Cruzes n. 40, ou na ra larga do Ro-
sario larga n. 52.
Veudem-se canoas de amarello, o melhor
que tem apparecido no mercado, de 25 a 45 pal-
mos, por prego commodo : na ra do Vigario nu-
mero 5.
Para a quaresma.
Sedas prelas lavradas. lindos desenhos
covado
Gorgurao de seda lavrado, superior em
qualidade, para vestido, covado
Grosdenaple preto, covado
Dito largo e muito superior a 29 e
Sarja preta larga, covado
na ra do Queimado, loja de 4 portas n. 10.
Ra da Senzala Nova n. 42
Vende-se em casa de S. P. Jonhston 4 C. va-
quetas de lustre para carros, sellins e silhes in-
glezes, candeeiros e casticaes bronzeados, lo-
nas inglezas, fio de vela, chicote para carros, e
montara, arreios para carro de um e dous cval-
os, e relogios d'ouro patente inalezes.
Meias de seda de peso
Eara senhora, brancas e pretas, e para meninas,
raneas e riscadas : vende-se na loja de Leite
& Irmo na ra da Cadeia do Recife u. 48.
Vende-se
o engenho Premuna sito na freguezia da Esta-
da, no limite do Cabo, arredado um quarlo de
legua da estrada de ferro, com bastantes maltas
virgens, edificado de novo e todo demarcado '. a
tratar no mesmo engenho com o proprietario.
Veude-se um carro de 4 rodas, oem cons-
truido e forte, com assento para 4 pessoas de
dentro, e um assento para boleeiro e criado fra,
forrado de panno fino, e tudo bem arranjado :
para fallar, com o Sr. James Crabtree & C. n.
43, ra da Cruz.
Em casa de Southall Melln & C, ra do
Trapiche n. 36, vendem-se os seguintes artigos:
Chumbo de municao sorlido.
Pregos de todar as qualidades.
Alvaiade.
Vinho de Shery, Porto, Hungarian em barris.
Dito de Moselta sa.caiaas.
Coguac em caixas de duzia e barris.
Relogios d' euro e prata, patente e chronome-
tros, eobertos a descbelos (bem acreditados).
Tranceln* oVouro para os mesmos.
Biscoitos sortidos em latas pequeas.
1S600
2S00O
1jS80(I
2c500
2800C





DTJtMgCgfWflUftBPCO. Tgft^A PETRA 17 Dlf iBMt DE 1860.
DE
-largo ila Penha--
Manteigaperfeltamenlc flor a 800 rs. a libra e em barril se far mais algum abatimento.
Quejosmuo ovos
a 15700 rs. e era caixa se far mais algum abatimento nicamente no armazem Progresso.
Ymcixas t*raueezas
em latas de folha e campoleiras de vidro a 90Ors., e m porjao se far algum abatimento s no
* UoC5S0.
Cartocs ueboUnlios
muilo novos proprios para mimos a 500 rs., e em porcaosefar algum abatimento s6 no Progresso.
Figos de comadre
em camuas elegantemente enfeitadas e proprias para mimos s no Progresso e com vista se far
um preco commodo.
lalas &e soda
com 2 1|2 libras do differcnlcs qualidadesa lj>600 rs., nicamente no armazem Progresso.
Conservas
o 700 rs. o frasco vende-se nicamente no armazem Progresso.
Holacuinna ingleza
muito nova a 320 rs. a libra e barrica 4$, nicamente no Progresso.
Potes vulrauos
de la 8 libras proprias para manteiga ou outro qualquer liquido do 400 a 13200 rs. cada ura, se
Chocolate rancez
*JLu!u!i!!!^ corao vend^p-se os seguintcs gneros ludo recenteraenle chegado c de snperio-
iSri Presuntos a 480 rs. a libra, chourica muilo nova, marmelada do mais afamado fa-
rlmlonin 0aJ ma-a de l01"1*. P"a ceen, pascas, fruclas em calda, amendoas. nozes, frascos
,*, mendoas cobertas, conteilos. paslilhas de varias qualidades, vinagre branco Bordeaux proprio
P"conservas, charutos dos melhores fabricantes de S. Flix, magas de todas as qualidades, gora-
rnr,'0i i8' ervihas francezas, champagne das mais acreditadas manas, cerveias de ditas,
spirmaceie Darato, licores francezes muilo finos, marrasquino de zara, azeite doce purilicado, azei
louas muilo novas, banha de porco refinado e outros muilo gneros quo encootraro tendente a
moinauos, por isso prometera os proprielarios venderem por muito menos do que oulro qualquer
promeiem mais lambem servirem aquellas pessoas que mandarem por outras pouco pralicas como
se viessem pessoalmnnle ; rogam lambem a lodos 03 sauhores de engenho e senhores lavradoies
queiram mandar suas encommendas uo armazem Progresso que se lhes aanna a boa qualidadec
o acondicionanicnto. *
VerdalcVra goma de malar ana
a 400 rs. a libra, s no Progresso.
Palitos
cilhaJos para denles a 200 rs. o maco com 20 macinho, s no ProgressoV
Cha hyson, pemla c preto
os melhores que ha no mercado de I36OO a 28500 a libra, s no Progresso.
Passas em caixinhas de 8 libras
as mais novas que tem vindo ao nosso melado pelo diminuto preco de 2$5G0, s no Progrosso.
Magas em eaixinnas de 8 libras
contendo 405 qualidades pevide, grao de bico, cslrelinha, alelria branca e amarella c paslilhas de
maca, so no Progrosso, e com a vista se far um prego commodo.
Cbourigas e naios
as mais novas que tem vindo ao mercado.s no Progresso, afianrando-se a boa qualidade e a vista,
se tara um preco commodo. '
ARCHIVO UNIVERSAL.
REVISTA HEBDOMADARIA
COLLABORADO
PELOg SRS.
D'raVrn,t0nl0 tnf! "/^nr C?8ti,Mh-A- Cil-Alexandre llerculano-A. G. Ramos-A. Guima-
raes-A. de Lima-A. de Oliveira Marreca-Alves Branco-A. P. Lopes de Mendonca-A XaviPr
C^IT 4Corde.'r-Orlos Jos Barreiros-Carlos Jos Caldeira-E. Pinto da SiWa e Cunha-F
Gomes de Amonm-FM Bordallo-J. A. de Freitas Olivcira-J. A Maia-J. A. Marques-J de
Andr.deCorvo J daCos a Cascaes-J Daniel Collaco-J E de Hag.lh.es Coutinho-J1 G Lob.lo
i ifoTrJtt i v a1-^- da Q5fa Junl0r-J- J"l'o de Oliveira Pinto-Jos Maria
Latino Coelho-Juho Mximo de Oliveira Pimentel-J. Pedro de Souza-J S da Silva Ferraz
?,lfeiTreRS7hJnX-iS-cdaM0li>a-,LcandY0-Jos da Costa-Luia Filippe Uie^Lo,, Jos
Lopes-io Cmara?2 ? lva_PauI UlJosl-cardo Julio Ferraz-vientim Jos da Sileir.
DIRIGIDO
POR
A. P. de CarvallioI. F. Silveira da MoltaRodrigo Paganini.
exaclidao e regularidade.
Publica-se todas as segundas feiras em folhas de 16 paginas, e completa todos os semestres
um volurae de 420 paginas com ndice e frontispicio competentes.
Assigna-se no escriptorio deste Diario, ra das Cruzes, e na ra Nova n. 8.
brasiT ?1 da assignalura: pelos Pa1uetes vapor 10g200 por anno ; por navio de vela 8J (moeda
Ha algumas collcccoes desde o comeco da pu.blicac.ao do jornal.
CONSULTORIO
/
DO
DPt P. A. tobo Hoscoso,
BDDD160 IPAIETIgniB II IPMJl|ffi.
3 RUA DA LORIA, CASA DO FVIVDlO 3
Clnica por ambos os systemas.
ContraS^MHL\MarfOS prorida^es raef '"Imenle oao s para a cidade como para osengenhos ou outras
nrian5nmf *VT "2 djriido sua ca9a a, 10 *s <* manha e em caso de ur-
152..' otouo uume0rroa a^casa" '* SeDd Pr eSCripl em M M dectare DOme da
meUerNse1isCbnhXeiia^.^e?de m&ne- as P"*" residentes no bairro do Recife podero re-
meiier seus imbeles a botica do Sr. Joao Sounn & C. na ruada Cruz ou loia de livros do Sr Jos
Nogueira de Souza na ra do Crespo ao p da ponte velha.
^.t'0'1;' na ?"** do annnnciante achar-se-ha constantement e os melhores medica-
toshomeopathicos ja bem conhecidos e pelos presos seguinles: memores meoica
Botica de 12 tubos grandes...... Iflflnnn
Klosde24 dilos............. SH
Ditos de 36 ditos. ; .' ....... nSwn
Dito de 48 ditos...... ........ 9ESK
Ditos de 60 ditos.............. nfnXX
Tubos avulsos cada um.............. llooo
Frascos de tincturas.......' .*.*.*.*." 28000
Manoal de medicina homeopathica' pelo Dr.' Jahr 'trduzido
em portuguez com o diccionario dos termos de medi-
cina, cirurgia etc.. etc............ 209000
Medicina domestica do Dr. Hering, com diccionario. lOflOOO
Repertorio do Dr. Mello Moraes......... 6^000
menl
CASA DE BAHOS.
.,^Sl,ePiOV^Usorestabe]ecimenlo> ^for^nmmSado u?o. aacrificiol! nmia d pubUco de uem 9 ^peUos espera a SESZgZ de
Assignature de banhos rios para urna pessoa por mei.....10J00O
_ *, ,ornos, de choque ou chuviscos por mez 15a000
Senes de cartoes e banhos avulsos aos precos annunciados.
FUNDIQAO D AURORA.
_.i.Seu8vPr0pneta,nosofferecem seus numerosos freguezes e ao oublico pim *ral toda p
qualquer obra manufacturada em seu reconhecido estabellcimento a sabor- macSnaada Vano ^de
todos os tamanhds rodas d'agua para engenhos todas de ferro ou p.Tcubo's"de madJira moan
da^.C mhn1tShm0end/8' tachas de ferro ba'id0 e fundid0 de lods os tarnanhos auinaastea S-
&e^^rro.loSnTilhtoeI^i, 5"a fTlhaJ machTnasSpa8ra^Sass8rSUan:
aaoca e para aescaro^ar algodao, prencas para mandioca e oleo de ricini. nortoeii irrAiluria ro
Swd?r^SStW.{ ,'n"M1 **" """' """ "et pode
*
VenJe-!ie urna mulata deidade de 20 annos, a
qu.l contha, lava, engomma, corta e taz toda e
qualquer obra do costura, tudo com perfeico : a
tratar na laberna grande da Solcdade.
Venle-se urna por'co de l.boas de louro e
uns caixilhos, tudo j servido de urna armaco :
na ra do Cabuga, loja n. 9.
Na taberna sita na ruadla Impertflriz n. 2
se renden superiores batatas a lj>280 a arroba
marmelada muilo nova em latas de urna e d
duas libras a 800 rs. a libra.
'
FABRICA
(V
A bem
enriquecii
las, com
aberla err
competen
to dos Rv
pressao, l
o volume,
Francisco
Novo Mez de Hara.
conhecida edic?o do Mez Marianno,
a cora muit.-is eslampas e ricas vinhe- '
a noticia histrica da nova medalha,
honra da immaculada Conceicio e sua
e novena, conforme se usa no conven-
ns. Carmelitas desla cidade, boa im-
om papel; contina eslar venda a 2
na ra do Imperador defronte de S.
Arados americanos e machinas
para lavar roupa: em casa de S. P. Jo-
hnston A C. ra da Senzala n. 42.
Continuado
de ura rico c grande sortiraentode lamancosde
todas as qualidades, que se vende tanto a reta-
Iho corao era pequeas e grandes porcoes, por
preco o mais barato possivel : na ra* Direita,
esquina d.-i travrssa do S. Pedro n. 16; a casa
tem semp e de 1 a 1,000 pares promptos.
Sal do Ass.
Venle-se sal do Ass muilo superior; a bordo
do hiato Sauto Amaro.
Ra do Rangel n. 62, armazem.
Vendcm-se saceos com" farinha de mandioca
de superior qualidade, saceos com milho, ditos
cora arroz de casca, dilos com Trelo de Lisboa
ditos com nroz pilado do Maranho, dilos com
caf do Rio, velas de carnauba, ditas de esper-
macele, gemina do Aracaly, sabao massa, cha
hysson, ecurinhos de cabra, esleirs de palha
de carnauha, barricas cora bolachinhas inglezas
lano so vende em porgao como a relalbo, e por
menos que se vende em outra parte.
Vialio de Bordeaux.
Em casa de Kalkmann Irmaos&C, ra da
Cruz n. 10 encoulra-se o deposito das bem co-
nhecidas marcas dos Srs. Brandenburg Frres
e dos Srs. Oldekop Mareilhac & C, em Bor-
deaux. Tem as seguinles qualidades :
De Braadeaburg frres.
SI. Estph.
St. Julicn.
Margaux.
Larose.
Chleau L-oville.
Cnleau Margaux.
De Oldekop & Mareilhac.
St. Julien.
St. Julien Mdoc.
Chatcau L.joville.
Na mesraa casa ha para
vender:
Sherry em barris.
Madeira ern barris.
Cognac em barris. qualidade flnr.
Cognac ea caixas qualidade inferior.
Cerveja branca.
Na na Nova n. 35, vende-se farinha de
TSffimuEZ vista' pclbaralissimo
Tachas e moendas
Braga Silva 4C, tem sempre no seu deposito
da ra da Moeda n. 3 A, um grande sortimento
de lachas e moeedas para engenho,- do muito
acreditado fabricante Edwin Maw : a tratar no
mesmo deposito ou na ra do Trapiche n 44.
Pechincha.
Com pequeo toque (le avaria.
Na ra do Queimado n. 2, loja do Preguica,
vendera-sj pegas de algodao encorpado, largo,
com pequ:no loque de avaria a2j500 cada urna.
Aos amantes da economa
Na ra Jo Queimado n. 2, loja do Preguica,
vendem-82 chilas de cores fixas bastante escu-
ras, pelo laralissimo preco de 6fi a peca, e 160
rs. o covado.
Rap.
Vcnde-ie rap Paulo Cordeiro, muilo fresco,
chegado do Rio de Janeiro pelo ullimo navio:
na ra larga do Rosario, passando a botica, a se-
gunda lojii de raiudezas n. 40.
3'ende-se um bom sobrado de tres andares
e (Ojio, en urna das melhores ras desta cidade,
chao' proprio, livre de qualquer onus. o qual se
vende poi o seu proprictano ter de relirar-se
para fra lo imperio ; nesta typographia se dir
com queni se deve tratar.
Carne de vacca salgada, em barris de 200
libras : era casa de Tasso Irmaos.
Vendrra-sc rodas de arcos para barricas;
na ra do Brura, armazem n. 26.
0r4B-UAMVJl-45
Armazem de fazendas
e modas
Cortes de vestidos prelos de todas as qua-
licades.
Ditos de sedada cores.
Ditos de blonde.
Ditos de phantasia.
Manteletes pretos de todas as qualidades.
Ditos de cores.
Copa.- prelos e de cores.
Granie sortimento de bordadas para se-
nioras em cambraias e filos.
Variado sortimento de enfeites para ca-
be ca, pretos e de cores*
Dilo dito de chapeos de palha e de seda
Grande sortimento de vestimentas para
Dilo i e chapeos e bonels para dilos.
Ge lo e barricas
com ma^as.
Vende-se gelo, e barricas
com iriacas de superior qua-
lidade ; no a litigo deposito do
gelo ca ra da Sanzalla.
Yende-se um corte de capim e
aluga-e urna grande baixa que da' em
todo o anno, situada no lugar da Sol-
dade ; a tratar na ra da Cruz n. 4.
IUid eserayo moco, /
com priteipiosde alfaiale e de pintor, soffrivel
boleeiro, e com bstanle habilidade para serem-
pregado em qualquer oulro arvico : vende-se
no Forte do Mattos, armazem n. 18, confronte ao
trapiche do a'.godo.
= Vende-so ua lindo o bem acabado cabrio-
le! patente, de 2 rodas, enm arreios, gasto mo-
derno : ii tratar na ra do Domingos Pires, fa-
brica do carro do Sr. Grosgour.
DE
m&mmk i mmm u ietei.
Sita na ra Imperial o. i i 8 e 120 jonto a fabrica de sato.
DE
Sebastio J. da Silva dirigida por Francisco Belmiro da Cosfa.
fH-^C*%(M0*tei?mTIllOi',i.8e?pre Promplos alambiques de cobre de drenles dimencoes
(de 300 3.000 simples e dobrados. para destilar agurdente, aparelhos destilatorios coutino*
libere i svatem !?!'tlXn'X'* rad,}a(> at 40 8fos Pel graduado de Sellen rUer do-
melnores sjsiemas hoje approvados e conhecidos nesta e outras provincias do imcario boibas
de todas as d,menSoes asperantes e de repucho tanto de cobre como de bronze e Teao torneiras
de bronze de,odas as dimen^oese feitios para alambiques, tanques etc., parafusos de bronze e
ferro para rodas d'agua.por as para fornalhas e crivos de ferro, tubos de cobre e chumbo de todas
as dimencoes para eocamentos. camas de ferro com armacao e sem ella, fugoes de fe "o notaveis I
eCOn.,!!lSr'AftU,rh? V8CJ0S,deC0brue' fu"dosd,e alambiques, passadeicasf espuraadeVas coco!
para engenho folha de Flandres, chumbo em lencol e barra, zinco em lencol e bVrra Isncdes I
arroellasde cobre. lcnCosdeferroa latao.ferro suecia inglezde todas aadimens5es afra* loVnot
e folies para ferreiros ele, e outros muitos arligos por menos preco do quecm ou a uilan
parte, desempenhando-se toda e qualquer encommenda com prestezaf e perco f conhecida
e.para comraod.aade dos freguezes que se dignarem tmmu+SESm aS^aanS^ch-
rao na ra Nova n. 37 loja de ferragens pessoa habilitada para tomar nota oas enconimendas.
Relogios de ouro e prata.
Em casa de Henry Gibson, ruada Cadeia do
Recife n. 62, ha para vender ura completo sorti-
mento de relogios de ouro e prata, chronome-
Iros, raeioschronometros e de ptenle, os me-
lhores que vem a este mercado, e a precos ra-
zoaveis.
Grande sortimento de roupa feita para q
horaem.
Dilo dilo de chapeos de castor e de seda.
Relogios,
57 Ra do Queimado 37
Loja de 4 portas.
Chegou a este estabelecimento um completo
sortimento de obras feitas, como sejam : pale-
lots de panno fino de 16$ at 28$, sobrecasacas
de panno fino preto e de cores muito superiores
a 35, um completo sortimento de palelots de
riscadinho de brim pardo e brancos, de braman-
te, que se vendem por prego commodo, cerou-
las de linho de diversos tamanhos, camisas
francezas de linho e de panninho de 2 cada urna, chapeos francezes para homema 8,
ditos muilo superiores a 10, ditos avelludados,
copa alta a 13, ditos copa baixa a 10$, cha-
peos de feltro para homem de 4, 5 e at 7
cada um, dilos de seda e de palha enfeitados pa-
ra meninas a 10, ditos de palha para senhora a
12J, chapelinhas de velludo ricamente enfeita-,
das a 25$, dilas de palha de Italia muito finas a
25g, cortes de vestido de sed3 cm cartao de 40g
at 150$, ditos de phantasia de 16 at 35000,
gollinhas de cambraia de 1 at 5, manguitos
de lg500 at 5, organdys escuras e claras a
800 rs. a vara, cassas francezas muilo superiores
e padroes novos a 720 a vara, casemiras de cor-
les para colletes, paletolse calcas de 3500 at
4g o covado, panno fino preto e de cores de 2500
al 10$ o covado, corles de collcte de vellu do
muito superiores a 9 e 12g, ditos de gorguro
e de fuslao brancos de cores, tudo por preco
barato, atoalhado de algodo a 1280 a vara,
cortes de casemiras decores de 5 at 9, gresde-
naples de cores e pretos da 1600 at 3200 o
covado, espartilhos para senhora a 6$, coeiros
de casemira ricamente bordados a 12 cada um,
lencos de cambraia de linho bordados para se-
nhora a 9 e 1|| cada um, ditos lisos para ho-
mem, fazendk muito superior, de 12 al 20 a
duzia,casemifcs decores para coeiro, covado a
2$409^aregd de seda para yestidos, covado a
l400,~um completo sortimento de colletes de
gorguro, casemira preta lisa e bordada, e de
fustao de cores, os quaes se vendem por barato
preco, velludo decores a 7 o' covado, pannos
para cima de-mesa a 10 cada um, merino al-
cochoado proprio para palelots e colletes a 2800
o covado. bandos para armacao de cabello a
1500, saceos de tapete e de marroquim para via-
gem, eum grande sortimento te macas e malas
de pregara, que tudo so vende vontade dos
freguezes, e outras muilas fazendas que nao
possivel aqui mencionar, porm com a vista dos
compradores se mostrarao
Novo salo de mo-
ra senhoras.
Vender em casa de Johnston Pater 4 C, ra
ao Vigano n. 3, um bello sortimento de relogio
de ouro, patente inglez, de um dos mais afa-
mados fabricantes de Liverpool; tambem urna
variedade de bonitos trancelins paras mesmos.
Emcasa de Bortt &C, ra
da Cruz do Recife n.5, ven-
de-se :
Carros de 4 rodas de um modello inleiramente
novo.
Cabriolis muito lindos.
Charutos de Harana verdadeiros.
Algodo americano trancado.
Presuntos para fiambre.
Cha preto de superior qualidade.
Fumo americano de superior qualidade.
Ghompanha de primeira qualidade.
Carne de vacca em barris de superior quali-
Oleados americanos proprios para cobrir carros
Carne de porco era barris muito bem acondi-
cionada.
Licores de diversas qualidades, como seiam :
o muito afamado licor intitulado "Morring Cali,
Sherry Cordial, Menl Julop, Bitters, Whiskey &
C, ludo despachado ha poucosdias.
Carneiros gordos.
No engenho Ponto da Cal vendem-se carneiros
gordos por preco commodo.
Tinta para escre-
Rua Nova, casa de 4 por-
tas n. 43.
yS'aaS*6 8uPeFiore8 queijos vindos no va-
fLo^?' "a.nle'a'"gleza muito superior a
13280 a ibr. dita a 1, dita a 800 r... dita fran-
ceza a 041), cha fino o mais superior do mn-i-.
do a 2400 a libra, dilo a 22 lria a 480, lalharim a 480, cevadlnha a 320 chou-
ricas a 640 a libra, doce fino da casca a 1S600 o
caixao, velas stearinas a 720, vinho da Figuei a
rauita superior a 560 a garrafa, dilo a 50 rs.
dito do Porto a 720, farelo de Lisboa, saceos
grandes a 5, vinhos engarrafados de todas as
qualidades, passas muito novas a 500 rs a libra,
chocolate francez muilo superior a 1500 a libra,
bolachinhas e bolinhospara cha, de todas as qua-
lidades, e outros muitos gneros, tudo de supe-
rior qualidade e precos muito em conta.
Vende-se urna negra crioula dt mcia idade,
por preco commodo : na ra Direita n. 123.
Vendem-se bonitos burros, desembarcados
ullimamcnfe, e por menos do que se lera vendi-
do : no caes do Ramos, armazem piulado da
amarello.
ao p do arco de Santo
Antonio,
Chegou ura rico sortimento do peilos bordados
com gollinhas, proprios para senhora, assim co-
mo gollinhas do conlus para senhora, ditas para
meninas, ludo do ullimo goslo.
Cera de carnauba, sebo refinado e fio
de algodo.
Contina a venircr-se no largo da Asscmbla,
armazem n. 9.
Moleques.
das pa
Os abano assigoados j receberom a primeira
remessa mensal de objectos de modas ao ullimo
goslo e raelhor qualidade, chegados do Paris
pelo ultimo navio, e avisam as senhoras desla
capilal que em seu estabelecimento, na ra da
Imperalnz n. 10, tem urna sala destinada para
ellas escolherem ditas fazendas, a saber :
Chapeos e manteletes de nobreza prata e de
cores bordados, e de rendas, de variados gostos.
Lindos enfciles de cabeca, gostos modernos.
Ricos vestidos de nobreza de cores e pretos,
2&a?*-s"Perior nobreza preta para vcslidoia
2g200, 2400 e 2600 o.covado. f
\ eslidinhos para crianzas, de diversos gostos ;
bem como o melhor sortimento de outras muitas
fazendas modernas por os menores precos : no
aterro da Boa-Visti n. 10, actualmente ra da
Imperalnz.
Vende-so um elegante o bem construido
cabriole! de 2 rodas, modelto moderno, com os
competentes arreios, vindo no ultimo navio fran-
cez : a tratar na ra da Cruz, armazem n. 40.
Prata.
O Vendem-se as seguinles pecas em bom dft
$ uso e de muito goslo : S
5p Urna bonita escrivaninha.
S Tres pares de caslifaes com as compelen- S
$ tes salvas. S
@ Duas salvas.
q Urna rica cafeleira.
a Ums leileira.
@ Um assucareiro.
jf, Umpaliteira.
@ Duas caixinhas com urna duzia de colhe- &
H res de cha e urna de tirar assucar em m
cada caixinha.
M Urna duzia do colheros de sopa, urna con- 1
A cha de sopa o urna de arroz. 1
@ Tanto as duas salvas como os casticaes i
A fodem servir para adorno de igreja : na &
^ loja de ounves do Sr. Custodio Ferreira S
S Moulinho prica da Independencia n. 33. a
A No mesmo estabelecimento se tomam en-
^ commendasdecondecoracoespara as pes- 1
a soas que acabaram de receber a honra de m
aa ser agraciadas.
ver.
De superior qualidade a 500 rs. a garrafa : na
liviana ns. 6 e 8 da praca da Independencia.
Espirito de vinho com 44
graos.
Vande-se espirito de vinho verdadeirocom 44
graos, chegado da Europa, as garrafas ou as ca-
andas: na ra larga do Rosario n. 36-
Liquidaco para
acabar.
Na ra Direita n. 13, loia de miudezas um
grande sorlimenlo de miudezas, enfeites para
vestidos da senhora, fitas de suda e de velludo,
pontes de massa, pulceiras Ao velludo, franjas
brancas para casaveques, lavas de seda, meias
para meninas e meninos, botoes de selim para
casacas, espirtos finos de diversas qualidades, ba-
nhas faancezas, sabonetes, pomadas'francezas e
outros muitos objectos que se vendem por menos
de seu valor por estar em liquida ao.
Altenco.
Vende-se urna loja de funileiro com lodos os
seus pertences: na ra Direita n. 71 : quem a
pretender dirija-se a mesma loja.
Cabras de muito
bom leite.
Vendem-se duas e seus cabritinhos. por preco
commodo : na ra cstreila do Rosario n. 34, pri-
meiro andar.
Albardas inglezas.
Aioda ha para vender algumas albardas ingle-
j zas, excellenles por sua durarao, levesa e com-
modidade para os animaes : era casa de Henrv
Gibson, ra da Cadeia do Recife n. 62.
- Vende-se urna negrinha de 15 a 16 annos,
sabendo coser, cozinhar e engommar: no Man-
guinho, em frente do sitio do Sr. Accioly.
Venc-se sete casaes de canarios do impe-
rio em seus competentes viveiro, um melro mui-
lo novo, urna carauna, um curi e tres canarios
da torra em suas gaiolas, casaes de rolas bran-
cas e dilas pardas ; no sobrado da ra de S.
Francicco, como quem vai para a ra Bella, n.
8, das 6 as 7 horas da raanhaa e nos domingos
e dias sanios a qualquer hora do dia.
Altenco.
Vende-so urna casa na ra Bella n. 10, con-
tendo tres quartos, duas salas, cozinha, quintal,
o cacimba : quem pretendo-la, dirija-se ao sitio
no principio da estrada do Arraial, do dundo Ru-
fino Jos Fcrnandes de Figueiredo. Tambem se
vende o mesmo silio, o qual tem muito boa casa,
com os seguinles commodos : oilo quartos, duas
salas, um gabinete, cozinha, estribara c ca-
cimba, contendo as principaes aivores fructfe-
ras, bem como jaqueiras, larangeiras, coqueiros,
e urna excellenle baixa de capim, um riacho no
meio do dilo sitio, sendo chaos proprios, com 250
palmos do frenle o 1460 de fundo, e outras com-
modidades que o coirprador as apreciar.
Nova moda.
Chegou loja do Raraalho da ra Direita n.
83, um grande sortimento de ricas gollinhas de
contas com lago de Gta, pelo diminuio preco de
2j para senhora, e lfiOO qara menina.
Nendem-se dous oplimos moleques, sendo um
cora 12 annos, ptimo copeiro, faz todo o sorvi-
o_de urna casa de homem solleiro, outro co;n 6
a 7 annos : quem os prslender, dirija-se a ra
d'i Cruz n 2J, segundo andar, quo achara com
quem tratar.
Vende-se superior linha de algodo, brn-
cese do cores, em novello, para costura: em
casa de Seuthall Uellori C. ra do Torres
Em casa de Basto & Lemos
rua do Trapiche n. 17, ven-
de-se :
Cliuniboem lencol.
Camos de dito.
Cabos de linho inglez.
Selins patente inglez com todos os per-
tences.
Papel de imprimir.
Pnellas de ierro.
Baldes de zinco.
Livros em branco inglez.
Cadeiras genovezas.
Licores finos em garrafas de ciystal.
Enxore em caixas de o arrobas.
Alvaiade de Veneza.
Cordoallia para apparelliosde navios.
Chapeos de palha de Italia singelos.
Vassouras genovezas.
Drogas diversas.
Banheiros de marmore.
Tal has de barro vidrado.
, CBBUlS1M.
\ende-se cebla sola por baralissimo preco:
no armazem da rua do Amorim n. 46.
Escravos fgidos.
Vendem-so libras slernas em ouro no
escnplonode Manoel Ignacio de Oliveira defron-
le do Corpo Santo.
ac Vendem-se 20 fardos de fumo em folhs, de
primeira qualidade, superior, vindo ltimamente
da Baha; na rua Direita n. 3.
Vinho e batata.
Vendem-se barris com vinho a 25g cada um
batatas a i|200 a arroba, em libra a 40 re. lou-
cinho a 360, ervilbas a 160, painco a 160, man-
teiga ingleza .800 ra., dita francza a 560, doce
de guiaba a 1 o caio, egpermacete a 640 a li-
bra : por baixo do obrado n.-16. com oitao para
a rua da Florentina.
-- Na ra das Crazas n. 41, segundo andar,
vende-se urna linda cnoula de 18 anuos, que co-
zinba, lavae tem principio de engommar, mui-
lo proprio para mucamba por ser recolhida.
Vende-se urna mulata com urna cria e com
bastante leilo, boa cozinheira o engommadeira,
e um negro mojo muito bonito o robusto : na
rua Nora n, 52, primeiro andar.
A loja
Encyclopedica
mu msi
DE
Gaspar Antonio Vieira
Guimares gemente Jo-
s Gomes Villar.
Una do Crespo numero 15.
Este importante estabelecimento de fazendas
linas, continua a receber de Paris, Inglaterra o
Suissa as melhores fazendas em gostos e quali-
dades tanto para o bello sexo como parahomens
e os seus procos so muilo baratissimos afim do
seu proprielario fazer muito negocio. Fcde-se a
proleccao das senhoras, dos amigos edos mora-
dores do roatto para que dirijam-se este esta-
belecimento a comprarem as aas fazendas e
verao o asseio, circumspecfo e araabilidade.
Superiores chapeo de maniIha.
Estes excellenles chapeos que por sua qualida-
de e eterna duracao, sao preferiris aos do Chi-
le ; exi.tem & venda nicamente em casa de
Henry Gibson, rua da Cadeia do l',:cifc n. 62, por
preco commodo.
No domingo, 25 de marco, ausentou-se da
casa do senhor, um preto muito conhecido pnr
bebado, e o nome de calraio, perlencente a Jos
Baptista Braga por isso roga-se a quem o pegar
leve rua Nova n. 38, que ser gratificado.
Fugio desde agosto de 1858, o cabra Ma-
noel Candido, idade 26 onnjs, alio, bom corpo
cabello crespo, falla de dous denles na frente, ura
olfao rasado e grande, cicatrizes a roda do mes-
mo; cosluma andar elogiando : roga-se s au-
toridades e ou qualquer pessoa do puvo a cap-
tura do referido escravp, sendo eonduzido rua
do Imperador, onde se gratificar com 100.
Fugio em um dos dias do mez p.
p. o escravo Severino, de idade pouco
mais de 22 annos, levando calca e ca-
misa de algodo, seus signaes sao os se-
guintes : altura regular, corpo reforca-
do, tem urna grande bebde no olho s-
querdo, cor fula, testa um tanto carre-
gada e sem barba : quem o achar equi-
zer ser bem recompensado leve-o a' rua
jda Aurora casa de J. P. de Lemos J-
nior.
No dia 8 do correte desappareceu da rasa
ue seu senhor o escravo pardo de nome Manoel
i 2 JKlnof0, pouca barDa e Cra P0". coni 'dad
ao do a 40 annos, lera a queimadura ou caustico
ora cima do hombro direito, ou foi do serlfio o
talla bem : quem pegar leve-o rua larca do
Rosario n. 33, taberna, que ser bera recompen-
sado. '
= Fugio no dia 8 do correnle o preto escravo
de nome Joaquim, de idade de 46 a 48 annos
baixo, chcio do corpo, barbado, foi vestido de
camisa e calca de riscado, tem urnas cicatrizes
as cosas proveniente de fogo. anda ganhando
na rua : roga-se as autoridades e capilaes de
campo a caplura do dilo escravo, e o aemetter ao
seu senhor na rua estreita do Bosario, arma/era
do Sr. Jos Moreira da Silva, que ser recom-
pensado.
No dia 6 do correnle fugiram do cngenlio
Uchda o escravo Filippo, cabra, estatura reb-
lar, pouca barba, cora signaes de bexiga no ros-
to, reprsenla ter 32 annos de idade, falla bera
o no dia 8 o scravo Marcolino, denacao An-
gola, cor fula, alio e seeco, sem barba, tem nos
bracos signaos de vaccina, na tesla urna cicatriz
em forma do meia la, eem cima de um dos ps
urna sicatrizque repuchou alguma cousa a pelle,
tem a falla descansada, bem feito de rosto e re-
prsenla ter 28 annos de idade ; ambos estes es
cravos levaram calca de algodo azul trancado e
esmisa de algodo de lislra, alem de mais roupa
que possuiam, e suppoe-se quo reuniram-se pa-
ra seguirem viagem para o sertao do Sobral de
onde o primeiro natural: a quem os apprehec-
der juntos, ou a cada um de per si, ou delles der
noticia, ser bem recompensado pelos seus do-
nos, no referido engenqo Ucha.
Escrava fgida.
Fugio da casa do abaixo assignado, no dia 13
do correnle, urna sua escrava da Costa de nome
Maria, que representa ter de idade 45 annos, al-
tura e corpo regulares, cor nao muilo pela, tem
bastantes cabellos brancos, cosluma trazer um
panno atado roda da eabega, lendo por signtl
mais saliente as maos foveiras, proveniente de
calor de ligado. Esta escrava tendo sabido como
de costume, com venda de arroz, nao vollou
j mais : roga-se, portanto, s autoridades poli-
I ciaes, capites de campo e mais pessoas do povo,
a apprehenso de dita escrava, e leva-la loja
j do Preguica, na rua do Queimado n 2, ou casa
I de sua residencia na rua da Florentina defronle
da oocheira do Illm. Sr. tenenle coronel Sebas-
tio, qne sero generosamente recompensados.
No dia 2 do correnle mez fugio da fbrica
de sabao de Joaquim Francisco de Mello Sanios,
o seu escravo Antonio, crionlo, edr- bem prea,
nariz chalo, baixoaum pouco grosso, com idadd
de 25 annos, o o signal mais conhecido ter a
falta de um dente na parte de cima : a pessoa
que o pegar, dirija-se a mesma fabrica de sabo,
na rua do Brum, que ser recompensado.
ftftAI
i
" ^isw m sisaba L


TT
L
WjWQM BWAMBBCO. TEBCA FEIR n t>fc Afefcft DE i6.
Lilleratura.
BIBLIOGHAPIIIA.
As lela da Expropriacao
por cansa da utilidade publica, explicadas pela
Jurirprudencia, por Mr. Len, Dajfry de La
Monnye, do tribunal civil da corle de Cassa-
ra a.
i zer, mi im du sou livro, anda que teuha sido
[criticado uin dos tormo? dosla appreciiro, que,
' considerado nesle ponto, a jurisprudencia o
<: melhor commenlario da lei, porque nella se
reuneni a soberana pralica e a uloridade
a doiilrin.nl.
Se isto verdade para todas as partes do di-
reilo, anda mais verdade para as leis espe-
w -------- j- v *p (v> wv| u tA Ir
rondo do passado, onde a mais segu-
a einropriacn or tih- i ra ?ar'nl" dos cidad5o! consiste.na fiel appli-
erlurbaco en. cortos espi- de ^mnlidades. Ero lodos os sos corto qUC
> ., miado, que preocupa lodosos espirilos |a 1%\1-f?a? a da e
sefies, as proporces om que ero nossos dias se
; p plica m as cis sobre
i'-n-lc publica Ellas too
leer podido lnncnr a perlurunono oro cortos espt-
litujs, .' paYecer-lhes um altaq'ue ao direilo abso-; V importa principalmente essos odados 6
luto dn piopriodado. Cromos que esses alarmas I S al"Ua ? PPll1c0Qao iheonca da lei, do que
> :.o exagerados, e que 6 erro tomar por nlsu- ra.anc!ra P.cla. 1ual a >">'ende e quer que seja
n a causa duravel o definitiva urna situarlo pro-1 Pn,,cada s Jurisprudencia sobe
visoria cuma transigi nrcessaria. j a sua execuga.).
A l'ntiM, cm consequencia da revoluto de
17K9, linlia quasi ludo a [azor no ponto de vista
material. Suas estradas, caminhos, vas nave-
soberana que preside
Desle modo todos os livros, que trataran] de
expropriacao referem-se pela mnior parle ju-
risprudencia da corle de Cassaeo. A originali-
dade e mrito do livro de Mr.'de la Monnoye,
meusolhos, 6 que, dospindo-se cuidadosamente
de todo o amor proprio do autor e nao expri-
mndo sua opinio pessoal, que alias sempre
U rcaacter do acto da aecusago ero um pro-
cesto de qfie" dfrs conla e ltimamente julgrto
nao deixou deixoo de curoprr este dever. O Sr.
coDselheiro Le Serrurier, no seu relalorioque
pronunciou pcrale a corto de Cnsssgo, soube
desenipenha-lo coro fervor de corsro, urna ele-
vado de pensamientos e scolimonts, que assg-
nalam o hornera, que, por seu carcter, esludos
e superioridade, tem conquistado o bculo de
marechal da ordero judiciaria.
Como possive! que urna corle d'assises de
Franca lenha fallado esic dover ? Como pos-
sive que, chamada pela lei goral,e, na rircums-
laneia vertente, pela le moral a lomar clara a
culpnbldadc de uns, e ao mesmo lempo a inno-
cencia d'aqucllcs, que lilil a ni sido injustamente
informadas c condemuados, ella linha, pondo de
parle urna loi excepcional do seu voto e do seu
fim, croado trevas, prohibndo loda a publicida-
diide dos debates?
*
Recusavamos crerque podesseser assim, c es-
peravamos que as informa roes que nos foranrfor-
necidasno fossem exactas; depois do relalorio
do senhor consclhero Le Serrurier, nao mais
possive! a duvidn e a incerteza. infelizmente
gareis, as communicacoos abortas no interior da
mor parle de suas cidades o principalmente de
Paria, n lotalidade dos edificios desuados
usos communs, ludo isto linha ficado Imperfeilo
'I" l0,r,na''frSe insumC'enle para necesstdadee no- sabia, seno'rara e'sobriamelo, elle auiz pr'n- corlo que a prohibico daI re produc o dosi" deba-
...I.. ',,rSos arranjos. Nao obstante as cipalinenle por disposigo de todos que appli- les leve nicamente por motivo o desojo do sub-
vasias cuncepgoes c as grandes emprezas de Ira- caro a lei, ou quero ella applicada, cujo nu- Irahirao conhccmonlo do publico o errojudica-
oainos pblicos, o prtnieiro imperio, dislraliido mero grande, um resumo lo exacto, lo com- rio do 1." do abril de 1851, c a innocencia dos in-
por guerras ncessnntes, tuina apenas podido ; piolo c ao mesmo tempo lo claro c lo preciso felizes BafTet e Louarn.
mellor roaos e dar impulso urna tal obra : na quanlo possivol, dos nrestosdo eonselho d'Eslado
paz geral que ella devia receber, c que com ef-: o da corte de Cassaeo nesla materia; 6 que, esn Esle cslranlio are9to da corto d'assises de Fi-
leno recebcu um desenvolmento immonso. I urna palavra, csse livro a propria jurisprudon- "sierre s pode ser explicado pelo temor de ver,
Hara ao roosmo lempo a proseguir c comple- ca, transformada em um luminoso commenlario ,em consequencia da publcago de scmelhantes
lar o systemj das estradas imperiacs e do nave- j de todos os arligos da le de 1841. Elle far as-
gaeio interna, abrir as estradas deparlamenlaes, i sim um grande servico lodos, e at corle de
loiiieearcrn grande escala a reparar-o dos ca- Cassaeo. facilitando-lhe a prompido e a com-
ininhos dos distrielos, modificar profundamente paraco do lanos areslos dispersos ero volumo-
;i dostnbuieao interior das cidades para embel- isas collcces. moslnndo-lhe n'uro golpe de vls-
Jezal-as e lornal-as sadias, elevar nellas novos | ta o cam'inho*
edilicios, realisar finalmente sobre o solo urna ins-
talla;io em harmonia com o estado prsenle do
paiz, os pogreesos dc-sua agricullura e industria,
o bera estar de seqs liabilanlcs. Alero disto a
applicacao do vapor ao transpone dos homens c
das cousas obrigou a abrir, trave/. de todo o
rpor ella percorrido.
Acrcscenlemos que M. de la Monnoye poda,
melhor lalvez que outro qualqucr, executar sc-
melhaulc trab.ilbo. Emprcgado ha dez annos
como archivista no tribunal civil, elle assisliu,
como diz, formaco e ao dosenvolvimenlo da
territorio, esses grandes sucos, em que deviam'jurisprudencia sobre a mnior parle das quesloes ;
soin obstculos procipilar-so numerosos comboys. i e lodas as vezes que poda ser nccessnrio, para
De soi lo que foi roister emprelicnder ludo, ao I apreciar o sentido e alcance dos areslos, escla-
mc^io lempo continuar ludo, e desle modo a | rocer-sc de suas causas por uro exame aliento
rigorosa iniciativa do governo imperial em ace- i dos fados, nao Ihc fillaram os mais aulhentcos
lerar esle inovimeulo tero constantemente nos documentos: elle eslava mesmo na fonle delles.
apresenlado aos olhos o espectculo da immola-1 ... ,
<;o da propriedade privada ao interesso publico. I Consagrando obra, cujo nleresse e valor as-
Ouom contesta isto? devia causar muilas ma- Isignalamos, as horas de descaneo que Ihe dei-
g-aas e dores, por isso qu'o o senlimcrito. q:;c I xam ns laboriosas aecupaeoes, II. do la Monnoye
nos li^a propriedade territorial c una affeicao' marcnou nn enlanlo sobre os traeos dessos an-
^r m.in. iJigos archivistas dos parlamentos, que furam lo
ulois sciencin do dreto e intolligencia dos
eusceplivel e ciumtnla ; devia contrariar niuitos
hbitos, tncomrnodar multas cxislcncias, que re-
lu 1.1
pousavam coro seguraiica no que ha entrVns de arcslos- mi:is ,,lflidl cn,ao do 1"^ bfl*eS.,Jc
' a decisu Iraz comsign seos niolivos. hile per-
maneceu fiel s tradicoes do archivo da edito de
menos variare! c de mais solido. Mas os.direilos
particulares, por mais respoilaves que sojnm, c
afitn de que sejam nielhormente respeilados,
ilevein ser subordinados a
em lugar de collocar-se em
utilidade commum,
lula cora olla, e por.
isso que linha havido urna profunda niudanca .-
nos espirilos, nsliluicoese costuraos, eual mu- jurdicos dous livros com juslica ostimados^; C
danra devia, cxocular-sc as disposieoes male-
Cassaro, que lem contado desde sua crigem c
cunta ainda em sou seio tantos homens do mri-
to o mais roa! e o mais modesto, e que tero da-
j, ha alguns annos, pralica e aos estudo;
unos, que luda a cmlisaco nnpiime, por seu
usu, na superficie d'uro paiz. Ora, ero tues cir-
cunstancias, que sao felizmente urna prova p.issa-
geira, por isso que d'uma vez ludo acabado, nao
se lera razio para recoinnicc.al-a, ludo o que a
propriedade poda razoavelmcntc exigir, era urna
legislaco que Ihe assegurasse garantas renes,
Eslas garantas foram oblidas piinieiro que ludo
jio principio geral, que proclamava desde 1804
o artigo 5 id do cdigo Napoleo ; depois na lei
do lSlu, inspirada por Napoleo "1., que conce-
da tmenle aos Iribunaes o direilos de pronun-
ciar a expropriacao e regular as indemmisaces
emfm as leis similares de 1833 c 184i), quena
verdade siroplilicaran e accoleraram os proces-
sos, mas que remetterara exclusivamente o cui-
dado do iixar essas iudemmsacocs ao jury, isto
, proprietanos, que podem ser expropriados
seu turno.
Para completar estas garantas o legislador auiz
que todas as decisoes dadas nesla materia fos-
sem com o mesmo fim ; c para conseguil-o, que
ellas podessem sor deferidas directa, prompta e
econmicamente jurisdieco mais elevada do
paiz ; aquella, que por suas altas nllribuices,
melhor podeisc proteger na necessidade a pro-
priedade, interpretar a le, julgar a regularidade
dos processos, ao tribunal civil da c6ne do Cas-
saeo. Nelle vieram, ft meio see.ulu deballer-sc
todas as quesloes s quaos deu lugar a applica-
rau das Jis successivos : c nao nos perlence di-
zer que sabedoria e que firmeza, que vigilancia
ero garantir lodos os direilos, a corte de Cnssa-
Co empregon no cnniprimenlo da roisso, que
he fura confiada polo legislador.
O que quizemos mostrar que nesla materia
como em todas as outras, a jurisprudencia da
corle do Cassaeo, medida que se cmplela e
liartnonisa, foueco luzes cada vez mais vivas
para a iiiterprelneo de nosso novo diroito. Dous
nos guarde de rebaizar a importancia e o valor
dos Irabalhos ndividuaes Quando elles ema-
nain de espirilos eminentes, altingem umgrau
de uraidade o um poder de synthese, que
a jurisprudencia nao poderia pretender; ellos
devoro ser, c sao lodos os dias consultados: roas
sol-o-hiam menos lalvez, se nao aecorressem lar-
ga e continumosle aos areslos dos Iribunaes
Qunesqucr que sejam a forca [de medilae,o e a
riqueza de conhecimenlos, que empreguc no es-
ludo d'una lei, urna intelligencia solitaria, ella
ceder sempre tendencias preferidas, e Ihe fal-
taro esses ttulos, que resullam da experiencia
collectiva d'uma reunio de magistrados experi-
mentados, dessas deliberarles, em que se acal-
mara os syslemas niuilo absolutos, em que a
conlradicco animada e presente faz nascer tantas
vezes ideas novas e consdieraces decisivas.
Todo aquelle, que leve a honra de lomar para
te ou assislir & laes discussdes sabe os recursos
que ellas cfferecem plena nianifestacao da
verdade ; e Mr. de la Monnoye leve razo de di-
lOiLHETIH
ConstancaVerrier.
Ilunual dos recursos em cassaeo, por Mr. Ber-
nard, archivista om chele da corlo, e um outre-
i rabal hn ainda mais considoravel, 0 Quadro ana-
lylico dos areslos promulgados em materia cri-
minal desde 1798 al 18513. por Mr. Emilio Du
chesne, archivista do mesmo tribunal, cujas de -
cises elle pacientemente rosumiu o classificou.
Acrcscentoinos que os comrocnlarios aos nosso i
cdigos, que leem sido muilas vezes rcimptesso
e que lem seguramente contribuido mais par
vulgarsar-lhos a intelligencia, sao obra d'um
sabio e laborioso jurisconsulto, II. Rogron, que,
ha minios annos, lem-se aforrado se nao ao ar-
chivo, ao menos So parquet da corle de Cassa-
eo. Nao ha jurisdieo, por mais elevada qu i
leja, que nao deva folicilar-se de contar ao p&
de si somoihantes auxiliares, c applaudir os seus
Irabalhos.
L. de llaynald, ndvog.ido da corte de Cassacar.
[Journal des Tribuneaux )S. Filhb.
Dos erras judiciarios cm materia cri-
minal.
Quando se espalha a noticia de que urna coi -
deranaco, infligida em materia criminal, fulmi-
nou a um innocente, a omoco profunda e uni-
versal ; por isso que todos se associam pelo con-
co s dores, s amarguras do infeliz, i quem o
aresto coinminou injustaracnlc a vergouha e a
deshonra.
Todos perguntaro quanlo deve ler soffrido esse
hornero, que expiou ero urna clcela ou sobre o
cadafalso, um ciime que nao pcrpelrou, quanto
deve 1er solTrido esse hornero, considerando q te
elle, que nao volou as leis da socedade o la
moral, nao lem no entretanto a legar seu p.ii,
,i sua ro, sua mulher, seus filhos mais lu
que um nome manchado e deshonrado.
A' quera, pois, nao teria movido semo-
lhantc espectculo? quem nao sentira o raco despedacado com a noticia do urna desgra-
Ca'to horrivel ? quem nao considerara como o
mais sagrado, o mais imperioso dos deveres ci-
zer, publicar, fazer conhecer a lodos, se for pts-
sivel, que esse homem condemnado, infamado
em consequencia de um erro judiciaro. inno-
cente, restituir-lhe a honra se aiuda esl vivo, e
quando morto, sua memoria ; dizer a essa a-
roilia curvada ao poso da vergonha : Ergui-
ros, porque d'ora em diante encontrareis ros.os
amigos e corajes compadecidos por vossas'd'.'S-
gragas ?
Ha evidentemente paia lodos um dever a cura-
prir ero laes circumslancias, porm esse dever
niuilo mais rigoroso para os magistrados, que
lem entro nios a prova da innocencia do con-
demnado Elles. principalmente, devero contor-
rcr para a rchabilitaco moral da victimado erro
judiciaro.
ero
dbales, renascer urna questo, na qual a equ
dado, ajuslijal a lei moral eslo em Iota cora a
lei penal, que nos rege ainda hoje em da.
Os rerenles debales da corte d'assises do Fins
Ierre leara mostrado, e nao obstante a IntVrdic*
cao de sua publicidade lodo o mundo hojosabe,
que os iiifelizes Ballet e Louarn, condemrwdos
em 1 de abril de 1854 irabalhos forcados e mor-
ios ambos as clcelas, eram innocentes. O aclo
de aecusacao formado no ultimo processo di-lo
da maneira a mais formal; porante a corte de
Cassaeo, o relator, o advogado geral, o advoga-
do dos representantes em Cissaco, proclamara
nos mais precisos e enrgicos termos essa inno-
cencia, que resulta alias da conderonaco dos
verdadeiros culpados e tambera das eslranhas
procaiices tomadas pela cdrle d'assisses para im-
pcdir-lhe a publicidade.
F hoje por conseguinte evidente e corto que
Ballet e Louarn, morios ambos na clcela, nao
commetlcram ocrime, era virludo do qual foram
conderonados.
A opinio publica inquire, em presenca dosla
innocencia ineonlcstavel e iuconlestada, o que se
far pela memoria desses dous homens, por suas
familias, quem o opproprio e a infamia sellara
inevitavelmenle.
lia em lodo o coraco honrado um sentiroenlo
do justo que nao permitle admiltir que una con-
deinnacao, declarada e proclamada rmmerecida
pelos magistrados, seja conservada ; a conscien-
cia revolla-se com o pensamento nico do que o
casojulgndo pelo aresto de 1 do abril de 1854
continu a ter s honras da verdade, e qno fique
por todo o sempre judicialmente provado que
Ballet e Louarn sao realmente culpados do cri-
me, de que todo o mundo os declara inno-
centes.
O que ninguem Podara admiltir, o que loda a
eonscienca enerhicamente reforma, lem sido e
ainda forra reconhece-lo, consagrado por
nossa legislaeo criminal.
O art. 443 do cdigo de nstrucco criminal ad-
miti, 6 verdade, o direilo de reviso no casoem
que, como nesle de Baffot e Louarn, ha dous
areslos contradictorios, dos quaes resulla a inno-
cencia de um ou de muitos condemuados ; mas
esto artigo exige para oexercicio do direilo de te-
viio, que lodos os condemnidos exislam : se
ou o innocente, ou mesmo o culpado vem a mor-
rer antes da reviso o arligo443 declara a reviso
mposslvel.
Nao a primera vez,que nos adiamos em hi-
ta com o arligo 443, que faz da tu o re soffrida no
cadafalso ou na clcela um motivo para nao po-
der valer a reviso ; nao a pri'meira yez que nos
iudignamos, vendo a lei, em menosjn-e/o s re-
gras da equidade e da moral, inipo* aos magis-
trados a ohrigaeo de inlerdizer o acefisso do tem-
plo da justiga > familias, que veom nos casos
determinados por ella e com as pro*as da inno-
cencia na mo, demandar a honra deliun r......idu,
de um irnio, de uro pai, de um lilho, suaation-
ra patrimonial.
vezes oxpressados deque nao seja pcriuitiido
retratar iudicialmento tima condemnaco injus-
ta c proclamar a innocencia para o futuro pro-
vada afim de rehabilitar ao menos a memoria
do condemnado no inleresse da familia ; e ella
crera sem duvida que nao se deve augmentaros
inconvenieules desla lactina pela suppresao
de una rehablitaco moral assegurada asmen-
te pela publicidade dos debates.
Tero eslas generosas ^nobres palavras mais
suecesso que os votos das camarss dos pares e
dosdepulados? Nao ousamosospcra-lo ; quanlo
a nos, soldado da imprensa judiciaria, habituada
adizer fra*ca e enrgicamente o que nos parece
boro, justo e honesto, nao dcixaremospassar oc-
siao alguma de protestar contra o deploravel mo-
tivo do impossibilidade, que cari. 413 oppoe s
familias daquelles, que ftvnm injnstamonle con-
peranados ; nao cess iremos jamis de fazer as ex-
drobragoes nereidas esse artigo *o\ que quer
que nenhuma reparaco inlenenho, quando a
condemnaco tem extinguido o innocente no ca-
dlalso ou na calceta !
Quem nega mather c aos filhos o direilo de
fazer apagar dos registros da justica a deeiso,
que declara seu marido, e seu pai a'ssassirw, la-
diao, infame ? quem em presenta das mais roani-
feslas provas de innocencia qoer que essa mu-
lher. e esses filhos ccMinuem a ser o mulher e
03 filhos de um ladro edm assassino como
resulta do uro aresto que a le dVtlara irrevoga-
vel, porque o condomiiadc leve a rnfeheidade de
ser guilholiuado, ou do monea na calceta I
Ah se os padrinhos do velho artigo 413, se
seus raros defensores de 1851 soubcssem qualas
dores, quantas desgra;as, quantus desastres, esse
falal artigo -143 tem acarretado para certas fami-
lias ; se elles soubessem que, dc?ois-de sessenta
annos. essas familias trazem o lulo-maisainda no
coragao do que iros vestidos ; se elles soubessem
que o lilho d'um supitciado innocenle procurou e
achou o morte no campo da batalha; que a fi-
|ha, candada por urna sollicilaco imcessartte c
intil de 'incenla annos, procurou no suicidio
o fim de suas tortura.; se elles soubessem final-
mente quantas desgranas maiores aiiidn- vieram
esmagar essa familia, nao feriara de certe-acOra-
getn de pedir a conservado da impiedades que
o arl. 443 consagra 1
Oque disseram de mais- esses defensores-do
arl. 443? Disseram que Seria1 diflkil reabrir ode--
baleqoando morto um docondemuados. Quan-
do c acensado eonlumax mais difficil julgai-
do qne se elle oslivosse presante, e no enianlo-
julgado e condemnado ; a ttifliculdude nao ser'-l
maior quando se tratar de rever urna primetro
condemnaco, que cdrle de Cassago liver de-
clarado incouciliavcl com a segunda, a qual ser
sempre pronunciada-contra o verdadeiro culpado.
Alcm disto, serla preciso
para obstar a reviso, e
nao existe.
lento. UesconUam delle e prendera-no acharo
em sua casa urna bainha, que se adapta ao pu-
nhal. que servio para o assassinato. Com este
indicio o acensado condemnado e moire nos
mais terriveis sopplicios.
Pouco tempo depois o verdadeiro culpado
assiKoalado justica, c reconhecida a innocencia
do infeliz padeiro. O senado apressa-se em res-
liluira honra memoria do condemnado: urna
missa instituida para sempre pelo reponso de
sua Ima ; a repblica declara-so lutora de seus
filhos; os juizos que o condemuaram deilam lu-
lo, e inscreve-so na sala das audiencias criminaos
eslas memorareis palavras : Ricordate vi del po-
vero fnrnaro. Recordai-vos do pobre padeiro.)
Desde esse lempo, lodas as vezes que um ho-
mem era acensado d'um crime, e no inomr*to,
em que os juizos levnnlavani-se para deliberar,
um ollieial de justica levantara sita varinha, lhes
moslrava a inscrip'<;5o e repela em alias vozes :
Ricordate vi del povero ftrnaro.
Bertin'.
[Journal des Tribtneaux.S, Fimo.
SOriHSTICACO DO CAF.
O cafezeire, como todosabem, um arbusto
sempre verde, com folhagem espessa e se, fruc-
to, consta de amas bagas vernvelhas, rujas graos
>uotos dous x dous conslituem o caf de com-
rseteo.
Esta a unir1 parle da planta" de que se faz
uso na Europa ; mas as regies das-Indias orien-
taos, onde crescc o-eafezeiro, enmeem Sumatra,
e nos-oulros lugares do archipelago oriental, tra-
la-se a sua folhi, peaco mais ou menor, como cr
folha da planta do cha ; os naturaes- fti/ctn com
ellas urna infuso, que elles preferem a'dos graos
do caf, ou pelo roeiws-, fazem dellas um grande
cousummo:
Ainda que a imitaban- do caf em grao apr-
senle urna grande difftculdade, ella nao se rea-
lisa menos, e tem-sechegdo a construir machi-
nas especi-aes para se conseguir este genero de
fraude ; mas o que principalmente lem servido
para a sopnisticaco do cnf6r sera duvida a-ven-
da do caf torrado e moido: Beduzem a p6-; de-
pois de torradas; diversas substancias, laes como
o trigo, o arroz, a cevada, os ftijes, os tremeros,
os graos e al 'as-glandes, e ns misturara em pro-
pon-Oes convenientes com o caf. Com ludo, de
todas as sophisticagoes, a que esl mais em uso
a mistura da chicoria, porque, depois de torra-
da e iimiiia, suo infuso aprsenla urna cor e um
gosto que se assem,elha a o caf-; e e principaJ-
a canoa inclina, mas nao melle o bordo, porque
o barrle o impede.
Por esta especie de maronibs fiucloante, que
ressabelece o equilibrio, a canoa singalesa pode
lutar contra as mares mais agitadas sem o me-
nor perigo, lo estrella como tem o morimen-
lo de um barco dez vezes mais largo, e a nao se
quebraren! os bambs que suslenlam a relia, nao
possivel que ella naufrague.
1LLIJM1NACA DOS WAGOIW Pt)R MEIC
DO CAZ.
Conseguio-soflnalmcnle Iluminar tam a maior
perfeigao, por meio do gaz os wagons da primera
elasfe do caminho de ferro Easl Lancasli-ire._ O
depr.jito esubclocido no wagn do guarde.Te o
gaz conduzdo as lauternas por meio de tubos
estendidos sobre a cobertara, e pela parte exte-
rior, do maneira que nuuca podem incommodar
os viajantes.
Cada wjgon lem urna luz, e esla bosta para il1-'
luminar todo o wagn, de forma qne se pode lef
o impresso o maismiudono ngulo o mais afasia--
do da Imz. A joneco dos tubos tfO' az enlre os
wagons obtida por meio de lubos elsticos.
Esle sysfema que de urna perfeta' simplici-
ddde, no mesmo lempo de mais fcil' erecf;ao.
A experiencia feita al agora somonte cm dous
Wagons do cartiinho de ferro de Easl La*icashire,
Toi lo satisfactoria que a applieac.o deste me-
fhodo de illummaco va tornar se geral, em io-
dos os caminhos- d ferro de Inglaterra.
Con? o fim de dartrnbalho- is classes pobres"
actuahnente desoceupadas em Roma, deu ogo-'
[,vern<> ordora para a constrUec,ao- das escavacoes"
da via^atuia, que, ha* dous annos, ob a drcct)
de M. Fortnalo produzirara res-aliados lo mp*-
teressantes.
lima mullido de cpeTOtios tVaooJha actual-"
mente .naquelle poni para pofa- deacobrrto a'
ealcadh da antiga via romana, ajavt composta'
de pedneos- de basalto masstsso, es1 qoaes apre-'
sentam os traeos das todas dos carros.
Tambero se conlinuam as" exenvacoe no Fo-
roti para descubrir a basilita Julia. As velhas
construeces existentes naquelle lugar j foram
demolida's. Os banhos de Caracal! e Tirto vio
egualmenle ser excavados ; e como roro mover
a Ierra no solo de Roma, sem que aupe*ecam
objectos curiosos, todos esperam que-as-aeuaes
excavacoes-ofTereeam muilas preciosi^dos para
os museos do Vaticano e Capitolio.
TELEGRAPHIA- AliTOGRAPIHCA' ELCTRA.
uma'inipossibilidadfr1 mente em Allemanha onde mais frequente esoa
essa impossibilidadei uaislura, a que chamara caf econmico.
Vozes poderosas leem reclamado com instan-
cia o anniquilanienlo da barreira, que nao per-
mitle que. essas legitimas teclainaces possam
patcnlear-se.
A modificaco do artigo 443 foi muilas vezes
exigida na tribuna da cmara dosdepulados e na
dos pares de Franca ; a assemblca legislativa
mesma, pouco lempo antes de ser dissolvida,
votou esta modific'ac.o por utna maioria consi-
doravel.
A estas graves autoridades o senhor conselhei-
ro Le Serrurier junlou a sua, e expressou em ter-
mos, que nao doixaro duvida alguma sobre o
pozar que experimenta de achar a lei inflexivel
memoria de innocentes conderonados e familias.
que soffrem ero sua honra e ero seus interesses
os mais caros.
Achamos, com effeito, no relalorio desse ma-
gistrado o scguinle trecho :
A corle nao esquecer que em 1808, 1881,
1822, 1826 e 1851 reclamou-sc no seio das as-
ambleas legislativas contra essa loucura da
lei ; ella recordar-se-ha dos pesares tantas
Tem-se crido dever sccrescentar que nao deve
haver reviso quando morto o condemnado,
perqu impossivel chatna-lo vida. Eslranha
objeecao! tjuando o mal parcial, reparado
resliiuindo no condemnado, coro-a' liberdade, a
honra ; quando cmplelo, quando oareslo rou-
bou ao condemnado a vida e a honra," no poden-
do restiluir-lhca vida, nao-se Ihe restituo a hon-
ra, a honra de seu nome, a-honra de sua familia.
Mas-por ventura a jusliga, arcligio, a moral-nao
nos ensinam que quanlo mais grave a falla,
lano maior o mal, (anto mais indiepeiisavcl
a reparaco ?
O art 443 ne consegra ucia-immoraUdade fla-
grante, desconhecenilo estes-saluiarese eternos
principios? Anda nao chegado o lempo do
apagar du nossoseodigos esse ultiroo'vestigio das
leis barbaras e deshumanas dooulr'ora?. O pro-
cesso- Boffel e Louarn nao forneec a mais brilhaute
e palenle prova danecessidade d'uma reviso do
arl. 413;?
Nao parece sufficicnlo o numero dos mortos
innocenles no cad>rfalso ou no- calceta para de-
monstrar que -misler finalmente dar opinio
publica a salisfac&Oj que reclamo, o-faner cessa-
rem escndalos, qooduram lio-turnos lempos?
CoDheccmos o motivo secreto, que al aqu
poz obstculo reforma do arl. 443 ;.rocua-se
peranlo a proclamaco-d'un erro-judieiario, que
leve por consequencia a morte d'm innocente ;
teme-se que laes erros.judicialmealo contestados,
ciiervcro a represso.
Tem-se por acaso a preleneo de fazer Crcr na
infnllibilidadc da justica frznceza?r espera-se
persuadir que nao han.em havor condemnaeoes
capktaes pronunciadas conlra- iiinocenlcs ? por-
que se oceulta a c-haga, cr-se qpe otla-no exis-
te e qps so nao a recoiibecc? cr-se que o pu-
blico-osqucceuo. processo Lcsurquo o muitos ou-
Iros, que preoccupain, agitam e indignara, a opi-
nio publica ha scssenla anuos?
Sem duvida a condemnaco d'um innocente
uma.dosgraca publica, princip,aimon-le quando o
erro judiciaro leve por consequencia a morte do
condemnado; mas, cxislindo-esta desgrana, deve
ella ser proclamada e separada nos limites do
possivel, Fsta reparaco nao para a socedade
urna faculdade, um dever imperioso, ao qual
nao podor subtrahir-se Sim violar as legras da
juslii.a a mais vulgar.
E' confessando seus erros-e reparando-os q:w
os homens fortes c as grandes, nares se con:i-
liam a eslima e o respeito, que cercam os que
sabem digna c nobremente curaprir seus deveres.
Os redactores do arl. 4i3'e os magistrados da
corte de os-ises do Pinisterre teriam sido roolbor
inspirados se tivessein seguido o cxemplo, .que
llu-s linha dado o senado de Veneza.
Pondo do parteo que a lal respeilodizem ge-
ro-lmonte os chimicos, vejarse* o-que diz o Dr.
fllassel, de Londres, sobre a faiirBcago do caf.
Resulta dasattilysos desle sabio, que em Lon-
dres vendo-so nada menos que 34 qualidades de
ca, as quaes com nomes pomposos, pr<-judicam
o genero puro e superior. Desfase qualidades,
3S sao falsificadas, 16 somente com chicoria,.e as
rcavs todas as especies de grss^e farinceos os
mais vulgares.
Ha difffercntes processos para- reconhecer o
caf verdadeiro, depois de lorrada e> moido. Um
simlos exame, sem o auxilio de apparelhos
scieolilicos, pode fornecorde prompto um indicio
quasi certo; porque quando se lauca o caf
nagua fra, esta nao o embebe inmediatamente,
e caf nao se precipita ; a maicp parte flucta
superficie, e s- passado algum tempo que
cemmunica a s-ia cue-agua. Nao- acontece o
mesmo com as o-jiras substancias,-, que se mistu-
ran ao caf.
IrOR
GEORGE SAND.
xv
( Contiouaco. )
Rnul observou que os cabellos grisalhos de Ce-
cilia tinham inlciramcnte encanecido naquelles
ez dias ero que tiuha deixado de v6-la.
A senhora ainda est to fatigada I disse el-
le beijando-lhe as mitos fras e seccas.
Nao, respondeu ella, vou melhor ; quanto a
mim, isso nao ha do ser nada. Constanza tam-
be m vai melhor. Yendo approximar-sea hora da
la (hogaila, quiz .vestir-sc pela primera vez ;
nao sabe que a viste moribunda, e nao quer que
a ach^s cm trages de tmulo. Seria muito triste.
Fallemos baixo, para que nao se apresso muito.
Todia canca-la.
Minha lia, dsse Ral, a quem mademoisel-
Je Verrier permitlira que dsse esse nome ero
suns cartas, o que se passou. diga-mc 1 Diga-mc
a verdade a respeito dessa desgrana que que quasi
nos rouba ConstanQa 1
__ A verdade? disse Cecilia olhando-o de fren-
te, eu te esperava para que m'a dissesses I Nao
sei o que se passou, porque eu l nao eslava.
Tor palavras oxlraordinarias que, as primeirns
horas csraparam a mademoiscllc Sophia Mozzolli,
jiil'snei adevinhar que havia alguma cousa enlre
ella o lu. A duqueza tranquillisou-me um pou-
co, d/.cndu-nio muilo spriamente, que nada ha-
via. Depois, conversei com Constanza, c ella dis-
se-mc : Se houvo alguma cousa, en nao quero
saber. Agora, j que ests aqui... Mas nao ; pre-
liro tambem nada saber, c quero dizer-te urna
palavra srin. Se lens alguma cousa de que
le acenses, 0 chegue minha sobrinha, qualquer
ia, a l'a perguntar, nada Ihe confesaos al mui-
to erapo, pelo menos. Nada do causar-lhe pe-
nas I Ella ainda nao esl inleiramente curada ;
tero do lempos ero lempos um solujo nervoso do
que o medico nada gusta.
Constanza ontrn nesse momento. Trajavacom
goslo e elegancia.
Porm no que mais reparou Ral, desdo o pri-
tnrim olhar, foi que Constanza, a quem esperava
adiar paluda e desfeila, eslava fresca e corada
como d'anles. Ella approximott-se o ello roco-
nheceu que Conslanga pozera carmim no rosto.
Nessa poca ainda nao era moda, pinlarcm-se eni<4
{) Yide o Diario n. 86.
lodas ns edades c a cada hora. Evidentemente,
Constaiica se preparara para aquella circumslan-
cia. O coragao do Ral confrangio-so ; ella oc-
cullfrva-lhe o rosto sob urna mascara.
Mas essa mascara cabio mais depressa do que
Constanza previra. Ella dirga-se a Ral, gracio-
sa c composta, heroica de mansuetudc. Apczar
das advertencias de Cecilia, a sincer'nladedc l.aul
falln raai3 alio.que a sua prudencia. Em ve;: de
receber a uoiva nos bracos, cahio aos psda sua
victima ; Conslanca menos forte do que espera-
va, desfez-sc em lagrimas, oceultou o rost i no
lon^o, e renppareceu paluda, profundamente ex-
pcrimenlava pelo sellrimento. Ella ora ai-sim
mais bella do que nos priroeiros das da sua nio-
cidade. Havia nella essa ndmiravel magostacede
typo que o genio do renascmento nao soubt im-
primir ir suas madonas italianas. Antes da notte
do assassinato, Constanza podi ser comparada a
essas bellezas vivas. Depois, sua belleza renon-
tava anda mais alio, e senlio-se que a candura
havia recebido, em vez do beijo do amor, a torda
do marlytio.
Quando podo fallar, procurou tranqui Usar
Ral a respeito da enfermidade a que chamara
indisposico, e cuja gravidade ello devia ignorar;
mas nao se recordou que, nos ltimos lempos de
sua correspondencia, consentir em chama-lopor
tu, o Ral nao se alrevcu a queixar-sc desse cs-
quecimenlo.
Ral quizera, desde o primeiro dia, es> asiar
com corsgem o fundo da tai;a da amargura mas
conhvceu que seria arriscar niuilo para a :iauae
de Conslanga. Devia evitar urna explicaqo milito
prompta, e fataltneiilo essa explicaco che;ava-
Ihe aos labios a cada instanlo c a propos lo de
ludo.a despeilo dos esforcos que ambos faziam pa-
ra afasta-la. Assim, logo s primeiras pa avras
que elle dirigi a Conslanca a respeito do ssu es-
lado prsenle, ella deu-Ihe -rcsposlas evisvas
que o afllgiram.
Sim I disso elle ; voc diz que esl curada,
e temo que queira enganar-mc para Iranquilli-
sar-mc.
__ Engana-lo l responden Conslanca, a quera
essa palavra fez estremecer; nao, nunca sadeve
engaar a quem cgual a nos em razo c cm co-
ragem.
Quer isso dizer, replicou in voluntan men-
le Ral, que se pode o deve lalvez, quando se
duvida da sua razo e da sua coragom I
Aquelle ou aquella de quem assim s; duvi-
da, dizse Constanca, cossa de estar omntsco no
p de egualdade.a menos que nao estoja doen-
le.... louco momentneamente,... mas, ambos
nos, meu querido Abel, passamos bemo podemos
dizer ludo.
Constanza repeta assim, a seu modo e debai-
xo do seu poni de vista o que a duqueza.linha
dito a Ral:
< Pode-se engaar tima crianza para seu ben- ;
no se pode responder n lodas as suas per tuntas;
mas quem engaa sua esposa, a villa.a, a illa-je
a si proprio. >
Constanca nao mostrou reparar na perturbarlo
delle, e replicou como se a houvera, * nhado;
Um nobre veneziaaodc noito ferdo corauma
punhalada ; nao lorvge !o lliealro do crimo mora
um padeiro, homem d'um carcter difficil e vio-
Cliimicamente ditiiigue-se e caf, porque elle
conten pouco sueco; as borras-do.cal sao co-
nhecidas pela falla quasi absoluta da siliria. En-
tretanto de lodas- as experiencias-par conhecer
a flsifioa;o do caf a mais prompta e satisfac-
toria o observaban microscpica.
O aspecto do caf observado ao microscopio
todava simples-i urna serie conlio-ua de pe-
quenas ce il u las de forma irregular, leudo no in-
terior c exterior globos do oleo empjrreumatico.
que so evapora, quando so subnxelle o caf
ac;o do fogo.
Esla observae.o a melhor- para reconhecer a
fa-lsilicaco do caf, porque ^is grandes cellulas
da chicoria, as^ranulas, por-iaasim dizer engom-
i>adas do trigo/,- do grao, da cevada c de outras
substancias, que se costuma .misturas eom o caf
em nada se p&tecem com as panculas desla ul-
tima materia.
A CANOA SINGALEZA.
E' urna eabarcacSo familiar a quem tem viaja-
do pela cosa Malabar, eu as m.irgens luxuriai.-
les da ilha de Ceylo.
Esta canwa provoca 3empre a admirarjo dos
estrnngoiros por causa dos graciosos movimeiitos
que a vaga Ihe imprime, e tamben pela habiltdi-
de que os Indios desra.vol.vemk manobrando osla
frgil embarcaran de vells, que -parece subracr-
gir-se, mas que nunca se subm*ge.
A canoa singaloza feita d um s pao osea-
vado, um. grossero nuslro sustenta una grande
relia, cujas extremidades eslo presas a baoibs
atravessados as bordas da conda, e doscauoati-
do na sua extremiiade n'om barrote meio mer-
gulhado n'agua.
Este barrote a salvaguarda da embarcac.no.
Quando o* vento sopra demasiadamente a vella,
Todos os-di'ns nrultiplicnm-seosestiioscom o
fim de aperfeicoar'e estendep as maravillosos
opplicacocs- da telegraphia elctrica-
Nesle serrtido acaba de descobvir-o engrnhciro
mechanico, M'Magno, o meio de reproducir cor
urna nolavol Tidelidade, c coro tinta ordiixirin.de-
senhns plaese dilhrrentos modelos de eseripta.
O apparelho que-seemprega nastc-flm.neda-iom
de novo como principio; seu mrito printipal
consiste em dar resollados pralios,- que podem
ser realisados em*grande numere -de circunstaw-
ias.
Esle apparoXio compostodo dous agentes-d3-
linctos, o traasmissor e o receptor.- A' parte-a
ernbinacoes do delalha do machinismo, dve-se
assignalarno apparelho um orgo especial; qtio
serve de manter o*cynevonismo dosieviroeo*os;
este orgo um regal-te>->r.
O tr.nismissor consiste: Io n'unvcylindro re-
vestido de urna folha conductora- em chapa-de
cstanho, e na qual- se tsaej coro tinta solante,
antes de o enrolar, o despacho, o desenlio, ele-.;
2* de um barril de cabr movido por um para-
fuso-paralello a e:s*-, de urna pOMta a ou'.ra-do
cylindro durante a ra lolaco, de-maneira q^e
forme-una linha hetvcoidal coro pequenissimo
iniervallo ; 3o do um rlogio que tJ4 o Biovinwn-
to ao apparelho.
Mas julgo no sor neeessario quo se nrran-
quem consses inuleis. So voce me v' soffrer
alguinas vezes.... enchaquecas ou qualqucr ou-
tro incommodo, prefiro que nao me fac.a-pargun-
tas : seria acresccular ao meu pequeo soffri-
mentoo pezar que elle lhocausa. Nao isto bem
raciocinado? acrescentou ella com um sorriso
que constornou o coraco do seu noivo.
Ral, todava, oblinha o resultado que muitos
oulros, teriam vivamente desojado, Conslancaki-
vnva delicadamente a sua consciencia de le de
confessar-sc ou de mentir.
Elle linha dito i Mozzclli que rocciava mais da
parle da sua noiva, urna conlianea coga< do que
um firme appello a sua lealdade; mas recenhe-
cia agora que a confiancja do unta mulher como
Conslanga nada linha de pueril, e qu* re&liluii-
do-lh'a, apczar do que sabia ou presse,ntia do
passado, fazia mais por elle-, do. que elle nunca
poderia fazer por ella.
Conslanga mostrou-sc feliz pelo regresso de
Abel, por lerem terminado suas fadigas e Iraba-
lhos; tez-lira mil porguntas nITectuosas, sem que
nenhuma versasse sobre sua chnga secreta. No
enlanlo, a cada instante, elle se jolgava interro-
gado sobre csse ponto c assuslava-se. Depois al-
fligia-sc por se ler engaado. Havia enlre elles
urna muralha, urna monlnnha, um mar. Constan-
za lilil sido ce vezes mais lerna, c mais. ex-
pansiva as suns enras do que ora a seu la 1o.
Ellcj nao cncontrava aquella expanso, aquello
enterneciment, aquelle olhar o aquelle-accento
do passado.
Perguntou tremendo se Iho era permitiido vol-
lar no dia seguinle.
Sem duvida, respondeu Constanza, ama-
nlia e sempre.
O casamento nao pareca um sd> tostante ter si-
do posto em queslo. Ral comeoou o crcr fir-
memente que a duqueza no se linha engaado,
e que as recordares de Conslanca eram to va-
g*s, quo ella mesmo as tomava por um son lio.
Nos dias seguinles. a moca testemunhou-lho a
mesmo amizado. Pareca que o seu estado de
languidez Ihe fizera esquecer a linguagem e aleo
nome de amor. Ral nao se ntrovia a quoixar-isc,
porm cada dia mais so augmentava o sou soffri-
inenlo; Conslanga readquiria forgas: mas sua
alma nao se exaltara. Ral recahio'nas suas per-
plejidades.
Urna manha, a lia chamou-o do parlo.
Aconselhei-le mal, Iho disse. recomraen-
dando-lc qne nunca lhc fallasses as mulhcrcs
com que to oceupas-te mais ou menos nastuas
viagens. So lo conservaste fiel, como agora o
crcio, porque vejo quo a amas mais do que nun-
ca, fars bem em lli'o dizer. Talvez tenha inquie-
Oi receptor mais. eomplicajo.- Comp5e-se
1' de um cylindro revestido de urna folha de--pa-
pel ordinario, no qual se forma eom -tinta a es-
cripia ou desenho; 2' de urna pe a no dirig4 -por
uta electro-diamanto,: de nra parafuso como-no
tronsmissor : 3o de um relogio ; t'da-uro regu-
lador destinado o manter o syncroni6mo dos-mo-
vimcolos.
J se v que quando os dous apparcHiostraba-
Iham no mesmo lempo de urna maneira syrwro-
nica, isto quando-os*movimenias-do r-otaao
los- cylindros eslo peifoitamcnle e-accordo uif-
tie.si, estes cylindro devem executar um- nu-
mero egoal decollas-no mesmo tempa dado.
No momento cm ^o o buril de-iratmniwmr
passax sobre a lamina metlica, naa-lugares- two
coberlos pela tinta ioolautc, estabolecer-se-ha a
correnle e por consegninle o cleotro-diamante le-
ra a penna suspensa, e nao toc-r no papol.
Logo que a tinta-solante tocar-no- buril,.Itavc-
r ititerrupeo de correnle, e urna -mole.anago-
nisla far cahir a penna sobre o .-papel ; maa ella
se levantar desdo q,u,e a correle e roslobelecer
pela conimunicac,r>o- do liuril com a lamina,.
A.formaco de uro dcseuho-oa.de umai escrip-
ia qualquer, deve resultar naturalmonle de urna
inlinidnde de linh*s pcquens&.leiido a. grandeza
do trago a reproduzir, c appruxmadas. urnas das
outras como os peales das sombra de um de- .
sen o.
O inventor n intuito qpe>-o praoceupa, nao..
tem limitado seus-estttdosao.appaBelho, a>ue su-,
mariamenle acaba, de desueser- elle banibem,
tem imaginado u4n,.apparetho.J.elg*aphkre,com o.
qual espera poder obter a- roprodueco, a tinta.Cv
qualquer que soja a distancia a. percorrer, e se;u.
obstar a exlensaodo despacho., k medida q':s o
mesmo depaobo vAsendo esetipto.
Por esta loperaco-se obleri um resultada .que-
que excedera er rpidos da execugo tuda o
que se tem feilo at hejo.
Vine ouvio a propria. Constnnga dizer que
ora melhor que ambos, ignorassemos os. nossos
pequeos solTrimentos. Bu soflri muito longo
delta... que no enlanlo parece desojar quo nao
Ihe falle nisso.
Ccccilia Versierinsisti. Ral eslava, reuila ve-
xado para se entonder com essa senhora que na-
da compreheadia do tumulto das psixes, c cujo
espirito pouco cultivado linha urna reciido iu-
vencivel, urna moralidadc suave na forma, ab-
soluta e uro, tanto feroz na essenci. Era benvola
em exeesso. por ignorancia do mal em que Iho
era horrivelmento difficil do crer: mas quando o
havia verificado. Bao poda transigir, e fciul li-
nha mais medo de confessar-se a. ella do-que
Constanca. Nao centava descelpar-sc pana, com
esla", ms contava com as chammas de-scu amor
para consola-ka. Cecilia Verrier nao ena, accossi-
vcl a nenhuma elocuencia e no mi rail lia quedas.
Forcou Ral nos ltimos entrincheiamentos, o,
nao- pudendo rcduzi-lo a fazer o que Hio aconse-
Ihava, levantou-se encoherisada dizeude :
Ah 1 infeliz tu s culpado, c-iignu.-iste-n !
Nao quiz otivir mais nada, o durante lodo o dia
foi de gt'lo para com elle.- Cosstanga fingi cao
dar por isso, roas adev.iuhnti o que so tinha pas-
sado, o Ral conheceu-o. Tudo isso ora de singu-
lar amargura para elle. Depois do dez anitos de
amor e esperanc, chegava i realidade do. sonho
de sua vida, e a ventura fuga consternada auto
urna uodoa que nao era possivel fazer dcsappa-
recer.
Cecilia vie-o to triste que se adogou e vol-
laudo a sua idea, disse-lbe :
Ora vamos, 6 neeessario acabar com isto.
Pensei toda a noito. Orel pela alma de meu ir-
nio c ella fallou-me. Cumpre salvar Conslanga
que vai deperecendo ; tudo esl nisso. Cumpre
engana-ta ; tanto peior para ti Nao quero sa-
ber das las ruina historias o nao quero que ella
acredite nellas. Se o fizesso, monera I Vou ala-
car-lc em presenca della, e jurars que nunca
neniaste seno nella Mentirs, a culpa tua !
Mas te acreditar*, c ero nome de seu pai, recom-
mendo-te que Ihe re&liluas o repouso.
Ral hositou por muito tempo, mas Conslanga
depois de alguns dias de animago, linha reca-
hido. Deperecio, coro effeilo, o Cecilio eslava
desesperada por ver, que para salva-la ello nao
quera litar mal corasigo mesmo. Accusava-o de
orgulhoso.
Eu que nunca Qz mal, dza ella, me condem-
naria por minha sobrinha, c tu que s culpado,
receias se-lo um pouco mais.
Elle cedeu. Soffreu o interrogatorio da la em
presenta ac Conslanga, c fez o juramento que
ella exiga. Foi a tortura mais atroz que ex-
Abl, tu s su~
ea te
ranle a minha. molestia. Em que conversa-
ran! ?
Conslanca, excloraeu
jimo 1
Nao, respondeu Coeslanca chorando,
amo !
Era a primera \e\ depois do sen regresso,
que Ral euvia pronunciar essa palavra Unta
vez escripia por ella. A principio, licou exta-
sa do de prazer e ceconhecimen'.o; mas dahi a
pouco recahio as suas incertezas.o nos seus ter-
rores. Tinha Gooslanga recusado ouv'tr urna |
mentira manchal os labios do. seu noivo, nu o
que foca mais foroioino e mais verosmil, linha
ouvido o. que iulgava ser verdade, fingindo nao
precisar desse pensamento solemne? Estara ago-
ra tranquilla, feliz, casada, ou desesperara mais
que nunca de- acreditar?
ApenasXonstanga Qou, s cora sua tia, repre-
bendeu-a ternameute.
- Ah l lia querida, disse-lhe ella, o que fi-
zesle esla noitc ? Nao sabes, nao assim? Jua-
gaste que eu linha ciuroes, que nao linha razo
para isso, e arrancaste uro pensamento falso ao
homem mais honrado, que e-xisle 1 Se elle nao
me odeia nesto momento, nao por culpa tua.
No seu lugar, eu fugiiia da mulher que me roduz
a essa vergonha Pobre amigo como devia sof-
frer 1 Conslernava-mo ouvi-lo.
E eomo a tia se afitigia por ter lido lo m&o
xito cm Ihe querer fizer um pouco de bem,
Conslanga acrescentou :
Tramiuillisa-le, querida lia. Para alguma
cousa serve a desgraga. Esse supplicio que elle
soffreu por mim. urna grande cousa, e isso me
njudar tambero a urna grande causa, que per-
doar-lhe o passado,
Nao te comprehendo, disso a la. sabes
que elle rcentio e por isso que Ihe per-
das ?
Se outro qualquer me livesse mentido, res-
pondeu Conslanga, eu o desprezarit> ; mas elle,
tao amante da verdade, trahio-a para restituir-
me o repouso, e 'o, maior sacrificio que pode
fazer-me, eu sei!
Dizias que engaar a pessoa amada avil-
la-la ?
Ah 1 quando se trata delle, tudo muda de
aqui na noite-que sabes,, no momento ora que a
Mozzelli e a.duqueza. dispuiavam-se rcoiproca-
menle um;amante qua-haviam lido na mesma
auinzena. Abel tocoa ia campainhn da.grado, e
Sophia correndo ao-seu encontr, disse-lhe que
eu nnvi.Ah i-nonti l e a duqueza m.e diese :
' elle. RaulMahauU-t
Infame exe.lamon Cecilia Vc-arier levan-
lando-se e tazando- estalar as phalanges. des seus
compaidos dedos; nao, impossivel l senhaste
isso I isso.nae.se deu 1 Essas d ue-ifl fettzes en -
ganarnm-se ; j-u-lgaram reconhecer o-seu apaixo- .
nado.; nao era elle! Agora lembro-mo ... A\
bella d'Eveieux explicou-me, ceni> redeios, um,
nao sei qu, un nome que iulge&to ouvir e que
esa nutro. Ella nao conhecia Rnul e a MozzallL
anda meaos, segundo creio ': Eu nao percehia,
nada das. suas expltcagOes... So ests to inquieta
comtigo. f! Emfim, nao foi isso ; acredtA-me-,
Constanca ; nao pode ser 1
Ouve, replicou Coetauea. No piimeiro
momento sent um fro mortal do coraco edisse
duqueza : sso i pana mim o mesmo, l Lem-
bro-roc de ter dito essa, palavra e de te-la pen-
sado. Abel se Ihe luraava de repente lo estra-
nho como se fosse o marido de oulra pessoa. A
duqueza deixou-me ; e tornando um pouco a
miro, ou disse como lu. E' impossivel ; ella cn-
gana-sc I Levntenme, e dando a, vokla do cara
mancho por detrai fui janella do salo pata
ver se era elle cuja voz eu julg&ra ler reconae-
cido. Olhc I nesta janella I eslava aborta com a
persiana abaixadn. Eu nao poda ver, estova um
pouco em baixo, roas ouvia fallar ; ouvia tudo.
Abel eslava s coro a duque ja, emquanlo Sophia
me procurava no jardim. O que elles disseram
nao durou cinco minutos ; mas era a confirma-
rn, a prova de ludo quanto tora contado sem
reticencias pela Mozzelli, e com roleios pela du-
queza. A Mozzolli voltou a ter cora elles, dizendo
3ue nao me achava, e a duqueza parlio respon-
endo : Foi-se embora lalvez ; o que tinha de
melhor a fazer !Ah 1 sim tinha razo I Era
o que eu devia fazer, mas nao poda. Senta as
minhas pernas tracas como se eslivesse mora.
Arrastei-me al o caramancho, Nao quera ou-
vir mais o nao poda ir mais longe Quasi nao
aspeclo e de nomo I A mentira na sua bocea, ai va nada. Nao sei quanto lempo Dquei sentada
eXPaC.aO-1 un hanrn Olivia nimil O-Ul SOnllOS. 8 VOZ da MllZ-
tges. Alguem Iho allnu^ teu respeito levia-perimciitou. Nunca irahira a verdade e.linha or-
gulho disso. Julgo-se deshonrdo e ficou por
alguns instantes sem poder erguer os olhos para
Conslanga. Quando olhou para ella, vio-a pallida
como a morle. Cahio-lhe aos ps. Has a moga
impedio-o de fallar.
Nao receie nada, disse-lhe ; "Toi urna pul-
.icSo forte de coragao que tive agora ; mas j
vai passando. Perdiol voss fallara comigo ?
lia cinco minutos qu eslava sunja, romo du-
namenle. Esta Sophia Mozzelli urna boa rapa-
riga, mas lo louca I Talvez lhc conlasse algu-
ma cousn. Irofim, Conslanga est trisle, isso
corlo ; mais triste do que doonlo, e neeessario
afugehtar essa tristeza. Ora vejamos se hoje
mesmo fnzemos com quo ella te interrogue, ou
enlo tomarei isso sobre mim, se quizeroa, cm ar
de gracejo, e nproveilars aoccasiao para te de-
tenderes seramctlle,
expiagao I
Ora vamos, o que vejo em tudo isso, que
vosss amam-se sempre e que ficars curada de-
pressa.
Isso oulra cousa, minha boa tia. Tenho
solTrido bastante I
Mas poique 1 Nunca quizeste explicar-te, e
eu nao me atreva a interrogar-te ; e entretanto
melhor que agora se diga tudo. Dize tudo, eu
o juro 1
Tia, j quo quer saber, eu fui assassi-
nada I
O que que d'tzes ? exelamou a tia as-
sustada, e julgaudo-a em delirio ; ora va-
raos l, nio fallemos mais nisso, qu.% te faz
mal I
Nio, pelo contrario,'ha d^ consoiar-me ;
deisa-me fallar e nao. lechas teceio. Abel chegou
no banco. Ouvia como emsonhos, a voz da Moz-
zelli que so allerava o s do Abel que pareca
mais tranquilla. Senta-me lio troca, que procu-
re! apanhar um punhado de salva que vira ao p
do banco e que respirei para ver se tornara a
mim. Mas j nao tinha olphalo. E depois tornei-
nie surda o inleiramente cega. Disse comigo :
E' neeessario expellir isto, nao devo morrer
aqui. Ergui-me-, tomava vida. Revi o co, a
la sobre as Dores, ouvi o mar. Achei-me feliz
como alguem que vai morrer c que v Dous E
depois senti que cahia para Iraz. Pensei em li e
disse : Adeus, minha lia, cu morro, mas nao por minha culpa I
(Conitt*ar-M-na.)
PERN. TYP. DE P. DEPAUU7- 1860,
1MI ITTl-filTn kr
Jll FiC\/iTI


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