Diario de Pernambuco

MISSING IMAGE

Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09039


This item is only available as the following downloads:


Full Text
"^
- ,. I,,,!!!.
11
Alie HXTI. NUMERO 88.
Pop tres mczes adianlados 5S000.
Por (res mczes vencidos 6S000.
SEGIDl FEIBA 16 DE ABRIL DE 1860.
Por anno adiantado i9$000.
l'orle franco para o subscritor.
ENCARREGADOS DA SBSCRIPQAO' DO NORTE.
Parahiba, o Sr. Antonio Alejandrino de Lima;
Natal, o Sr. Antonio Marques da Silva; Aracaty, o
Sr. A. de Lomos Droga; Cera, o Sr. J.Jos de Uli-
veira; Maranho, o Sr. Manoel Jos Marlins Rboi-
ro Guimaracs; Piauhy, o Sr. Joo Fernandes de
Moracs Jnior ; Para, o Sr. Justino J. Ramos;
Amazonas, o Sr. Jeronvmo da Corta,
PARTIDA UUS CUKREIUS.
Olinda todos os dias os 9 1/2 horas do dia.
Iguarjss, Goianua e Parahiba as segundas
e sextos feiras.
S. Anto, Bezcrros, Bonito, Car-uar, Altinhoe
Garanhiins as Ierras feiras.
Pao d'Alho, Nazarelh, I.imoeiro, Brejo, Pes-
quera, lngnzeira. Flores. Villa Bello, Boa-Vista,
ricury e Ex ras quarlas-feiras.
Cobo, Serinhom, Rio Formoso.Una. Barreiros.
Agua Prela, Pimenteiras'c Natal quintas feiros.
(Todos osenrreiospartem as 10 horas da manha.
bfHEIIElIw IMJ SUU |)h AitT
5 La chero as mieras e 40 minutos da larde.
2 Juarta minguanto as 11 horas e 13 minutos
da larde.
1 La uova as 3 horas e 26 minutos da ma-
uhaa.
28 Ovarlo crescenle as 3 horas e 16 minutos da
larde.
PREAMAR DE HOJE.
Primein a 1 hora e 42 minutos da manha.
Sctnndo s 1 hora 18 minutos do tarde
Sempr
m re que o vapor pro-
cedente do Rio de Janeiro
chegar a este porto era sablea-
do, ser o Diario de segunda-
feira destribuido na nianhaa
de domingo para commodi-
como acontece com" este nu-
mero.
PARTE OFFICIAL.
Ministerio da .Fustiga.
Decreto p. 5G5 rfe 28 Sepa o termo de Villa-Virosa do da Granja, na
provincia do Cear, e crea nelle o juiz muiii-
pal c de orphaos.
Ui'i por bem decretar o segointo
Art. nico. Fina separado o termo de Villa-
Airosa do da Granja, na provimia do Cear, c
creado nelle O lugar de juiz municipal, que ac-
ctimmular as funceesde juiz dos orphaos.
Ju.io Lustosa da'Cunha Paranagu, do meu
conselho, ministro e secretario d'estado dos ne-
gocios da juslica, assim o tenha enlcniiido c faro
-exeeular.
Palacio do Rio do Janeiro, aos 28 de marro do
1860, trigsimo nono da independencia e do' im-
perio Com a rubrica de S. M. o imperador.
Joao Lustosa da Cunha Paranagu.
Ministerio da justica.
Querendo manifestar, por actos de mioha im-
perial clemencia, o profundo respeilo c venera-
rao que tributo ao santo dia de hoje, em que o
l'.greja celebra a sagrada paixo e morte do Nos-
so Senhor Jess CVsto, hei por bem, usando da
-attribuicao que me confere o art. 101, 8", di
constituido, perdoar Jos Thomaz d'eAqu'ino,
ex-thesoiireiro do consulado di provincia, o res-
to do lempo que lhe falta para cumprir a pena
de onze anuos, sele mezes e drzoilo e meio dias
le pris.io com trabolho, que lhe fui imposta pelo
juiz dos feitos da fazenda doqnella provincia.
Joao Lustosa da Cunha Paranagu, do meu
conselho, ministro e secretario de estado dos ne-
gocios da justira, ossim o tenha entendido e faca
cxocular
tccA1^'0 do R0 dc Janciro em 6 de abril de
1650, 39 da independencia e do imperio.
Com a rubrica de S. N. o Imperador. Joao
Lustosa da Cunha Paranagu.
Por decretos da mesma dala, foram perdoadas:
A Joao Francisco Pacheco, a peni do gales
-perpetuas, que lhe fui imposta por acordo da
relami da corte de 25 de sefembro dc 1841;
A Antonio Pcreira dos Sontos, a pena de gales
perpetuas, imposta por acordo da relaro da
corte de 10 de maio de 1842 ;
A Jos da Silva Gaicia, o resto do lempo que
lhe taita para cumprir a pena de 8 anuos de pri-
sao com trabalho, que foi condemnado por
serilenca do jury da corte, de 14 de marco de
18u7, sendo conservado na casa de*correcr.o co-
mo educando artezao at maioridade;
A Domingos Massalierro, a pena de 8 annos
de gales c o resto de priso simples, a que foi
condemnadu por sentenca do jury de Porlo-AIe-
gre. de 21 de maio de 1851;
A Thomaz Piros de Almada, o resto do lempo
que lhe falta para cumprir a pena de 7 annos de
degredo para Guarapuava, em que fra commu-
tada a de 12 annos de priso com trabalho, im-
posta por sentenca do jury de Porto-Feliz do Io
de dezembro de 1851 ;
A Manoel Joaquim dc Oliveira, praca do corpo
policial, a pena em quo se acha iucurs'o pelo cri-
nic de deserco.
GOVERIXO DA PROVINCIA.
Expediente do dia 3 de Janeiro
de i8GU,
OTicio ao Exm. raordomo da casa imperial
Passo por copia as maos de V. Exc. o ofTicio que
me dirigi o inspector do arsenal de marinha
mencionando os objectos pertcncenles casa im-
perial, e que forom rernetiidas desta provincia no
vapor Cruzeiro do Sul.
Dito ao general commadante das armas.Em
resposta ao oflicio que V. S. me dirigi em 22 de
dezembro ultimo, sob n 1,171, lenhoa declarar-
le que a despeza com agua para a cavalhada da
companhia (ixa dc cavallaria deve correr por
cotila da fazenda publica at ulterior deliberaco
do governo imperial.Officiou-se tambem a t'he-
souraria de fazenda
Dito ao mesmo.Para eumprimento das ordens
mperiaes sirva-se V. Exc. de informar sobre o
incluso requenmenlo de Juvencio Vicente Tei-
xeira.
Iguaes sobre os requerimentos de Jaanna Bap-
list.i Cardoso dos Santos, Vicente Ferreira Lima
rhomaz Augusto de Vasconcellos Coimbra, Mari
Thcreza do Amaral e Mello. Domi
Lorges, Severiano Leoncio Teixeira Mendonca
Justino AHlonio, Macario Rodrigues dos Passs
Manoel Joaquim Paes S
Ribeiro de Moraes, Therrza Mari de Jess."jo-
sepha Mana do Espirito Santo. Jos Anastocio de
Mendoso, Eugenia Malhilde de Oliveira, Ma-ia
do Carmo Barros Cavolcanti de Lacerda, Jonua-
na Mana da Conceico, Joaquim Herculano Pe-
reira Caldas, Manoel Ignacio do Nascimento, Joao
Mauricio de Almeida e Albuquerque, Manoel Joa-
quim Pites, Francisco Antonio Cotdeiro, Rosa
Francisca de Albuquerque, Antonio Jos de Ase-
vedo. Joanna Genoveva Lins da Silveira, Anto-
nio Jos Bernardo, Francisco do Amparo, Hypo-
lito Evangelista, Archanja Maria Lopes, Ignacio
Cardoso da Silva, Manoel Jos Goncalvcs, Anto-
nio Jesuino de Oliveira Brrelo, Ricardo Mendes
Barbosa, Joao Francisco Colho Bittancourt, Pe-
ndro Antonio, Paulina Francisca da Penha e Maria
Scnhonnha do Amor Divino. OOtciou-se no
mesmo sentido.
Ao Exm. presidente da Parahibasobre o re-
querimenlo dc Anua Constantina Bezcrra Caval-
^anli.
Ao Exm. presidente do Por-sobre o reque-
rimiento de Luiza Maria de Barros.
Ao conselheiro presidente da reiaq-io-smire os
requerimentos de Auna Francisca Maria', Urbano
dos Santos Cardoso e Paulino Manoel Thom Ca-
boatan.
Ao oommando superior do Recifesobre o re-
querimenlo do Antonio Bernardo Quinteiro.
Ao do Bonito sobre o requerimenlo de Joao
Capistrano Torres Galiindo.
Ao do Rio Forraososobre o requerimenio de
Thomaz de Aquino Gornjalves Braga.
Ao chefe de policasobre os requerimentos
da Manoel Ribeiro dos Santos, Calhahna Miqui-
ina.da Silva, Jos Antonio Barcellos, Pedro Soa-
res Guimaraes, Luiza Victoria. Antonio Francis-
co Macota, Ignacia Maria da Conceic|b. Francis-
ca Maria da Concer.ao, Josephina Engracia de
Albuquerque, Antonio Goncalves fio Espirito
Santo, Mana dos Anjos, Archanj M)aria da An-
nunciagao, Jos Gomes do Nascimento Caxoeira
o Dnala Miia das Dores.
Ao juiz de direilo do Rio Formoso sobre os
requerimentos de Jos Bento Figueira e Patri-
cio Jos da Costa Lima.
Ao de Garanhuns sobre o requerimenlo de
Geralda do Espirito Santo.
Ao e Lunueirosuore os requeriremos de
Maria Joaquina dc Jess, Linda Maria da Con-
ceigo c Galiindo Firmo da Silveira Cavolcanti.
Ao de Goiannasobro o requerimenlo dc Mi-
guel Joaquim de Paria Braga.
Ao do Cabosobre o requerimenlo dc Maria
da Conceico.
Ao do Bonitosobre o requerimenlo de Bel-
larmino Firmino Bezcrra.de Mello.
Ao de Santo Anlaosobre os requerimentos
de Antonia Maria da Conceico, Manoel Francis-
co da Silva Guimaracs, Manoel Antonio da Boa-
Vista, Joao Jos de Santa Anna, Galdino Jos da
Assumprao, Manoel Francisco Bezerra, Victoriano
Ferreira da Silva e Bernardo Jos Barbosa.
Ao procurador da corasobre os requerimen-
tos de Maria Magdalena Carueiro Rios Vilella,
Leonor Carolina de Vasconcellos Borges Leal,
Joo Jos Velho, Francisca da Assumprao Faria
de Moura.
Ao director do arsenal de guerrasobre os re-
querimentos de Jos Antonio Cesar de Lima, Jo-
s Joaquim de Oliveira Baduen. Candida Clau-
dina Silva Cavolcanti, Miguel Honorato da Silva.
Manoel Antonio Pcreira, Rila Francisca de Brito
e Antonio Jos llenriques Cardn.
Ao inspector do arsenal de marinhasobre os !
requerimentos de Francisco das Chagas Itibeiro,
Jos Luiz Bastos, Mathias Jos de Santa Atina,
Francisca Pia da Conceico e Manoel Theodoro.
Ao capillo do porto sobre os requerimentos '
de Antonio Joaquim dos Santos, Concalo Juiio da '
Silva Fortes, Antonio Soares de Cafvalho o dos
praticos das barras desta cidade.
A o commandanlc dc presidio de Fernando__
sobre os requerimentos dc Felicia Joanna, Luiza
Candida Pessoa c Jos Simoes de Magalhaes.
Ao inspector da thesouraria de fazendosobre
os Tequcrimcnlos dc Josepha Mana de Jess,
Antonio lavares de Mello Cavolcanti, Tarquinio
Silverio deSouza Magalhes, Feliciano Benedicto
do Sacramento, Manoel Elias Corra de Men-
donca, Antonio Jos Ribeiro, Francisco de Paula
Pessoa dc Albuquerque, Rita Procopia do Carmo,
Francisco Egidio de Luna Freir, Joaquim do
Carmo Fernandes, Maria Joaquina de Santa Ati-
na, Antonio Joao da Silva, Flix Correa de Arau-
jo, Ignacio Antonio Borges, Corlono Doruellas
Pessoa de Vasconcellos, Antonio Jos Ribeiro de
Moraes c Angelo Malaquias.
Ao juizo municipal da Ia varasobre os re-
querimentos de Pedro de Alcntara c Silva e pa-
dre Francisco Po Pereira Campos.
Ao de Santo Anlaosobre os requerimentos de
Gervasio Eugenio Simoes, Antonio Lourcnco de
Albuquerque Coolho, Francisco Thom de Paula
e ftlanocl Francisco.
Ao da Escadasobre a requerimenlo de Fran-
cisco de Hollando Cavalcanti de Albuquerque.
Ao dc Pao d'Alhosobre o requerimenlo dc
Marcos Antonio da Silveira.
Ao do Olindasobre o requerimenlo de Maria
Francisca do Carmo Reg.
Ao de Goianna, sobre o requerimento de Jos
Joaquim de Quoiroz.
Ao director gerol dos Indus, sbreos requeri-
mentos dos Indios da Escada, Joaquim Salvador
Pessoa de Siqueiro Cavolconli, Salvador dos San-
tos Siqueira Cavalcanti e Pedro Jos Borbusa do
Nascimento.
Ao administrador do correio, sobre os requeri-
mentos dc Ismael Amavel Gomes da Silva, e Ma-
noel Joaquim dc Lima.
A catrTaro municipal do Recife, sobre o reque-
rimenlo do amanuense Anastacio Xavier do
Couto.
A' administrado geral dos estabelecimenlos de
caridadesobre os requerimentos de Antonio Ro-
meiro Bezerra dc Gouveia e Jos Antonio Mar-
ques.
Ao inspector das.ido publica, sobro os reque-
rimentos de Andr Ferreira de Almeida, Manoel'
Joaquim das Trevas Mariano.
Ao director da colonia de Pimenteiras, sobre
os requerimentos do Jos Joaquim do Nascimento
e Antonio Lopes Nclto.
Ao director da faculdade de direito, sobre os
requerimentos de Presciliano Antonio da Silva
Freir, Joo Raphael de Azevede, Alexandrino'
Leonel Marques Santiago e Jos Pedro da Silva. |
Ao presidente do tnqunal do commercio, sobre
o requerimenlo de Froncisco da Silva Neves e '
Manoel Joaquim do Nascimento.
Ao juiz dos feitos da fazenda. sobre o requeri-
mctito de Nicolao Vieira da Silva
Affcura da S de Olinda sobre o requerimento
de Josepha Maria da Conceico
Ao director dos obras publicas, sobre os re-
querimentos dos habitantes de Goianna, e vigario
Semiiio do Azevedo Campos.
Ao curador dos Africanos livres, sobre os re-
querimentos dos Africanos livres em servico nos
diversos estabelecimenlos pblicos.
Ao conselho administrativo do patrimonio de
orphaos sob o requerimento dc Maria Joaquina
das Dores.
Ao vigario de S. Jos do Recife, sobre o re-
querimento de Joanna do Reg Motta.
Ao thesoureiro das loteras, sobre os requeri-
mentos das irmandades do Senhor Bom Jess dos
Marlyrios e S. Jos do Riba-mar.
Ao commandante do corpo de polica, sobro o
requerimento de Francisco Borges Leal
Dilo ao inspector da thesouraria de fazenda.
AUDINECIAS DOS TltlBNAES DA CAPITAL.
Tribunal do commercio : segundas e quintas.
RelaQao : tercas feiras e sabbados.
Fozcnda: tercas, quintas c sabbados as 10 horas.
Juizo do commercio : quintas ao meio dia.
Dito de orphaos: ierras e sexta as 10 horas.
Primeira Tara do civil: tercas o sextas ao meio dia
Segunda vara do civil; quartas e sabbados ao
meio dio.
do e com o que represcnlou o chele (le polica em
oflicio de 30 do mez prximo lindo sob n. 1431,
resolvo exouerar o tenente-coronel Hemetero
Jos Velloso da Silveira do'cargo de subdelegado
do 2o dstricto da fieguezia de Santos Cosme e
Da niao, termo dc Iguarass.
Dts.O Sr. gerente da companhia Pernambu-
cat a mande dar transporte para a provincia da
Parahiba a Manoel de Jess Ferraz e sua senhora
em lugares destinados para passageiros do go-
veino.
C0MMAND0 DAS ARMAS.
Quartel general do commando das
armas em Pernambnco, 13 de
abril de is.
ORDEM DO DIA N. 381.
O tencnte-general comrnondaiile das armas
rectificando s sua ordem do dia n. 380 de 12 do
coi rente, declara, que por tres annos- e nao por
sch, fui contrariado o msico da segunda classo
Ja: uario Jos Correa, e que pottanto devo perce-
be! o premio do 200$ rs.
asignado. Bardo da Victoria.
Conforme. Joaqun Fabricio de Vatios, l-
enle ojudahte de ordens interino do com-
mando.
- 14
ORDEM DO DIA N. 382.
O lenle general commandanlc das armas
faz publico, para conhecimento da guarniro n
dei ido elTeito, quejo dia 11 do corrente foram
exc minados pralicamentc n'arma de cavallaria
o Sr. 2o cadete Eduardo de Azevedo Amorim e o
2o sargento Eufrazio Jos de Moura, ambos da
conpanhia fixa da mesma urna, e o Io sargento
particular do 4o batalho de srtilharia a p Jos
Hy;ino Xavier da Fonseca, lodos as seguinles
especialidades.
1a Nomenclatura das differenles pegas d'arma.
S* Manejo d'arma.
3a Exercicio de fogo.
4" Eschola de pelotao.
5a Pontana ao alvo.
(i primeiro foi approvado plenamente na pr-
meira;especialidadc, simplesmenle na segunda,
tcr;eira c quinta, e reprovado na quarta.
(' segundo opprovodo plenamente na primeira,
c s mplesmente as demais.
O terceiro plenamente na primeira, segunda,
tereeira e quinta, c simplesmenle na quarta.
Assignado. liaro da Victoria.
Conforme. Joaquim Fabricio de Mallos, l-
ente ajudante de ordens interino do cora-
mando.
15-
ORDEM DO DA N. 383.
O Icnenle-general commandante das armas de-
ca-a para os lins convenientes, que honiem se
aptesentaram os Srs. lenles Jos Cezario Va-
rel a da Franca, do 8o balalhao de infantaria ; e
Joaquim Cardozo dos Santos, do 10 da mesma
armo, esle vindo da* provincia do Balno, c aquel-
lo de Tacaral, onde se cima destacado pela
provincia das Alagos
Assignado. Bardo da Victoria.'
Conformo. Joaquim Fabricio de Mallos, l-
ente ojudante de ordens interino do com-
mando.
EXTERIOR.
ii ii------\ -------- luopviiui ni inuauuiiia ue lazrnaa.
Meno. Domingos Gomes Devolvcndo a V. S. os ponis que acompanharom
co Teixeira Mendonca, o scu oflicio de 31 de dezembro ultimo, sob n
P;;"^'iSUe> ?' ?*T*l 34?' SC me 0fferecft a di2er 1ue sondo ordenada
SlErodeXS^ ? : VR,"ossor ? despeza com corrame.
precisos para a guarda nacionol que tinha de
apresentar-se para o servico, principalmente por
occasiao da viuda de SS. MM. II. a esta provincia,
deve-f. S. mandar pagar sob minha responsabili-
dadeJEquantia de 6:137JM40 na conformidade do
metnrespacho de 17 do citado mez de dezembro.
Dito ao mesmo.Mande V. S. abonara Manoel
Jos Pinto dos Guimaraes, ou pessoa quo desig-
nar a quantia de 100 correspondente a um mez
de yencimenlos. por se achar encarregado desde
o da 22 dc dezembro ultimo do curativo dos pre-
sos e pessoas poares do lermo da Escada.
Dito ao inspector do arsenal do marinha.Fico
inteirado de havercm feito os reparos precisos nos
navios da esquodrilha imperial, assim como os
fornecimentos necessarios, pela forma declarada
no oflicio que Vmc. me dirigi era 28 de dezem-
bro ultimo, sob n. 450.
Dito a thesourarii provincial. Convem que
Vmc. informe a quafito monta a despeza com o
corpo de polica e companhia de pedestres no
corrente exercicio.
Ao delegado de Santo Anto.Ao seu officio
de 27 de dezembro ultimo, respondo declarando
que quando sem perigo poder vir para esta cida-
pe ocavalloquo pertenceu comitiva imperial e
adoeceu nessa cidade, dever Vmc. rcmelle-lo
com aconta da despeza feita com o seu trala-
mento, aOm de ser paga.
Portara.O presidente da provincia atienden-
do ao que requereu o amanuense da secretaria
do governo, Basiliano Magalhes de Castro, resol-
ve conceder-lhe um mez de licenca cora todos os
vencimentos.
Dita.O presidente da provincia lendo em vis-
ta o que lhe representou o chefe depolicia, resol-
ve elevar a 15 praras a fon;a de cada seceo da
companhia do pedestres, havendo assim um ac-
crescimo total de 20 pracas para a referida com-
pannia.Communicou-s a thesouraria provin-
Dita.O presidente da provincia, allendendo
ao que tho requereu o Io sargento do 9o batalho
de infamara Joo Antonio Ahes de Brito, e ten-
do a vista o parecer da junta de sade, resolvo
conceder-lhe tres mezes de ltconca de favor para
.tratar de sua saude.
Dila.O presidente da provincia, (jaformae-
Confederacao Argentina.
O TRATADO COM A HESPAMIA.
Ministerio do governo c de relaQoes exteriores.
Bu:nos-Ayres, 24 de margo de 1860.O abaixo
assignado, ministro do governo e relacoes exte-
rioes do Eslado de Bucnos-Ayres, recebeu ordem
de S. Exc. o Sr. governador para dirigir-se a
S. Exc. o Sr. ministro de relacoes exteriores
de S. H. a rainha do Hespanha, a respeilo do Ira-
lado de reconhecimento, paz e amizade, celebra-
do em 9 de julho dc 1859 entre o governo da Con-
feeraco Argentina e o de S. M. Calholica, facen-
do o V. Exc. as observarles a que o dilo tratado
d lugar por parte do governo de Buenos-Ayrcs.
O governo do Estado toi desogrodavelmenle
sorprendido ao ver que o da Confederarlo Argen-
tini se considerou autorisado para Incluir a re-
presentaco exterior de Buenos-Ayrcs na da Con-
federar o que representa, celebrando o dilo Ira-
lado em nome de todas os provincias menciona-
das na consliuijo que aquella Confederacao re-
cor hoce, sendo nao obstante ura fado public
e cjnstante que o Estado de Buer.os-Ayres nunca
fez parte de tal Confederado, netn reconheceu
sua consiituiro, nein fez delegaco alguma dc
sua soberana externa no governo g'eral daquella.
lela lei deste Estado de 2desetcmbro de 1852,
que o abaixo assignado tcm a honra de Iransmit-
lir por copia aulortsada a V. Exc, foi retirado de
S. Exc. o Sr. governador da provincia dc Entre-
Ros, D. Justo Jos de Urquiza, a delegaco feita
em sua pessoa por parle da provincia de Buenos-
Ay:es para a geslo dos negocios externos; ds-
pordoaleique essa gesto no que respeita" a
esta provincia, ficasse encommendada a seu go-
verno local.
ssa lei eslava em harmona com o principio
constante das provincias que ititegram a repblica
Argentina, de delegar, cada urna individualmente
sua parte de soberana externa em algum dos go-
vemadores de provincia, para manter as relagoes
nxl mores da naqo :principio quo continha
virlualmente o direito de retirar a dita outorisa-
?o, quando a provincia o achasse conveniente ;
oetercicio desse direito tem sido repetido em
diferentes pocas e applicado ao governador
de Buenos-Ayres, quando excrcia a representa-
cao geral. \
Lepos de terminado oWerno dc D. Juan Ma-
nofl_ Rosas, todas as provincias argentinas, in-
clusive a de Buenos-Ayres derain essa aulorisa-
?o a S. Exc. o governador de Entre-Ros. Suc-
cessos, porm, exteriores que desganadamente
Ozrram perder a Buenos-Ayres a confianra na-
qui He governo, aconselhavam a lei do 2 de se-
tembro a que o abaixo assignado acaba de refe-
rir-se; c desdo enlo, Sr. ministro, Buenos-Ay-
res nao tem delegado em ninguem sono em suss
preprias autoridades, o exercicio de sua sobera-
na exterior, protestando contra todo acto externo
em que se lenha feito valer urna representaco
Ilegitima e usurpada.
Em 27 do selembro do mosrao anno de 1852", o
governo de Buenos-Ayres communicou a todos
os agentes eslrangeiros residentes na repblica
Argentina e aos governos que nao tnham minis-
tro} acreditados nella. a retyada da delegaco
feila na pessoa de S. Exc. o governador de Enire-
Rits, como igualmente que os negocios externos
da prevncia ficavom encommendados & secreta-
ria de relacoes exteriores deste governo.
Por motivo dos tratados com a Franca, a In-
glaterra e os Estados-Unidos, de 10 d julho de
18>3, celebrados pelo governo do general Urqui-
za, o governo de Buenos-Ayres proiestou devida-
menle contra o que naquelles tratados afteclava
direilos da soberana deste Eslado, sem compe-
ter ca no governo quo os firma va, e quo nao
exercia jurisdieco sobre o povo em cujo nome
coutrahia comprbmisso.
?osleriormentc, e emquanto conlinuava a 1 ?
mtiitavel desinlelligcncia em qu$ se achjiva di-
vicida a Repblica, Buenos-Ayres deu-so a .sua
coitsttuico poltica, quo reconecntrou o exerci-
cii da sobcrania exterior, o nosso governo local
en quanlo nu chegar. o desejado moraeuto de de-
ega-la em um governa nacional; e- com. essa so-
Ictanc disposico se poz o sello declAcaco le-
gislativa pola qual c liaba rejifialiida, a Buenos-
Ayies aquella represeiilocu exterior que hara
delegado ao governo de Eniro-Rios em 1852.
Tal ora, Sr. ministro, a situaco desses paizes
em relocao sua vida exterior, quando o pacto
de 11 de noveinbro de 1859 veio por termo a si-
tuaco tao cheia do inconvenientes, que conhe-
cendo o governo da Confederado Argentina o di-
reito que tinha sustentado sempre Buenos-Ayres
de examinar a constituiQo federal, c de emnda-
la se assim lhe cutivesse antes do encorporar-sc a
Confederacao, assim cmodo reeobcr a dito cons-
tituido com a leicommum da nacao.
Este acio transcendental que so est protcon-
do com tola lealdado no momento era que o
abaixo assignado lera a honra de dirigir a V. Exc
esta comtnunicaco, lera ao juizo do V. Exc. a
prova mais clara e concludente da annuencia em
que se ochava Buenos-Ayres dc toda dependen-
cia poltica das leis o auloridadu da Confedera-
cao Argentina, quando se celebrava o tratado rom
a Hespanha em 9 de julho de 1859. poca preci-
samente em quo Buenos-Ayre3 sustinh.i cun as
armas o que logrn conseguir no pacto que con-
sagrou seus direilos.
Em vrlude desta cxposr;oo de cansas, loo sn-
gela c clara, o governo de Buenos-Ayres, ampa-
rado por seu legitimo direilo, se considera no de
ver de protestar, como faz para agora c sem-
pre, contra a validez do tratado celebrado pelo
governo da Confederarlo Argentina com o de S.
M. a rainha do Hespanha, sobre oreconheci-
mento de paz o amizade,em ludo quanlo no di-
lo tratado possa ser, hoje ou no futuro, referente
ao Estado dc Buenos-Ayres, cuja soberana ex-
terior nao representada pelo governo federal
que negociou o referido Iratado. nem pelo con-
gresso qucoulorisoii a sua raclificajo, quo ca-
rece dos poderes do Buenos-Ayres para quolquer
orto relativo A soberana interna ou externa dds-
le Eslado.
O abaixo assignado. ao dcxar cumprida osla
parle da ordem de S. Exc. o Sr. governador, ins-
piradas pelo direito, digndado do Buenos-Ayres,
lem agora de preencher o agiadavel dover d
Iraiismittir a S. E*c, por ordem igualmente ro-
cebida de S. Exc a manifeslaro sincera dos vi-
vssimos desejos oo governo cmo do povo que
representa dover sempre ntimos c fraternaes os
vnculos que uncm a Repblica Argentina com a
Hespanha c suas rclce3 polticas c commerciacs
no p da mais alta generosidade c Icaldade; ani-
mados, porm, ao mesmo lempo de um desojo
nao menos vivo, de que taes laros do ami/ado
sejini eslobelecidos sem que se resinla por parte
da Repblica um vicio de competencia e aulori-
dade no governo que os formule, chegando as-
sim a ser Ilusorio o que Buenos-Ayres por sua
parte desoja ver convertido em realidade cons-
tante.
E havendo assim satisfeilo o desojo de S Exc.
o Sr. governador, lenho a honra do offerecer a V.
Exc, .*!. ministro, a seguranca da minha mais
perfeill coasideraco.
. AVS. Exc. o Sr. ministro de relacoes exte-
riores deis. M. Cailiolieo.
Assijarado.Carlos Tejedor.
DIAS DA SEMANA.
16 Segunda. Nossa Senhora dos Prazeres.
17 Terca. S. Aniceto p. m.; S. Elias Monge.
18 Quarta. s. Galdino b. csrd r S. Apolinario m.
19 Quinta. S. Hormogenes m.; S. Scrates.
20 Scxla. S: Ignez de Monte Policiano.
21 Sbado S.Anselmo are.; Ss. Silvio e Izado mm.
i Domingo do Bom Pastor. Ss Soler o Can mm.
ENCARREGADOS DA SUBSCRIPfO NO SUL.
Alagos, o Sr. Claudino Falco Das; Balda, o
Sr. Jos Marlins Alves; Rio de Janeiro, o Sr.
Joo Pereira Marlins.
EM PERNAMBLCO.
O proprielario do diario Manoel Fgueroa ds
Faria, na sua livraria praca da Independencia ns.
6 e 8.
INTERIOR.
S PAULO.
S. Paulo 4 de abril de 1860.
Noi da 2 do" corrente encerrou-se a asscmbla
provincial, completando os dous mezes do scsso
marcados no acto addcional, visto que o conse-
lheiro Fernandes Torres entendeu nao deverpro-
roga-la, no que parece-me obrou muito bem O
novo presidente lera de convoca-la extraordina-
riamente para confeccionar a lei da forra policial
e do ornamento. A sesso extraordinaria nao
podedeixar de coincida com a da assembla ge-
ral, e enlo fallam Ires depulados geraes, Drs. Car-
rao, Nebias, e Barbosa da Cunha. Os supplentes
que virao no lugar desles nao faro alleraro na
relacao das forcas dos partidos em que a assem-
bla est dividida.
Empresencada assemblaqual ser o proceder
do novo presidente? Quercr fazer continuar o
systema administrativo que vigora na provincia
ha bonsdez annos, o que caracterisado pelo pou-
co zelodosdinheirospublicos.eque representado
na assembla pela parciolidade conservadora? ou
querer romper com tal systema e apoiar-se na
parcielidade liberal, procurando restaurar a dou-
Irina d'anles seguida, de severa economa, econ-
demnaco da afilhadagem? difcil prever,
embora corram por aquiboalose conjecluras. Em
lodo o caso a situaco do novo presidente nao
invejayel, principalmente pela especialidade do
anno, islo por ser auno eleitoral. Veremos se
vem com efieito. como se espalha, encarrgeado
de fazer triumphar principalmente quatro candi-
daturas.
Sei que ura presidente nao tem nem deve ter
poltica propra particular; deve ser simplesmenle
o orgo fiel da politica do gabinete que o nomeia
ou o conserva. A espresso politica eu aemprego
na sua aceepeo a mais ampia, comprehendendo
tambem o que administraco, reslrictametite
considerada. Por isso o Dr. Leo, creio eu, ser
aqu o que o governo quzer que ella seja, ceslou
convencido que o chefe do gabinete nao deixar
de dar-lhe inslrucces, principalmente neste anno
excepcional. Esta opinio nao propriamenle mi-
nha ; tenho-a colhido nos differonles crculos em
que a politica objeclo obngado deconversaco.
Por isso a nomeaco do Dr. Leao, commeniada
como tem sido, e apresentada como um signal
corto da alleraco do systema do gabinete, produ-
zio o effeilo de collocara grane parte dos pol-
ticos em expectaro relativamente ao gabinete.
A politica moderada e conciliadora est pros-
cripta? Regressaramos aos lempos anteriores em
que o presidente era o primeiro chefe do parti-
do na provincia, separando os seus interesses,
associando-se s suas paixoes, o fazendo com
que todos os funecionarios pblicos obrassem do
mesmo modo, depravando-os, especialmente aos
magistrados, pelo que estes, com rarissimas ex-
copcoes, eslo aviltados aos olhos do publico,
sem respeilo, sem autordade moral ? Restau-
raremos a supremaca da forrea na poltica, e o
imperio aa corrupgo? Tudo ser possive, po-
ro.. por ora. ao menos, presumo que ha muilas
illuses no alent das esperancas que se mani-
fostam sera rebuco.
Consta-nos "que foi levada ao governo urna
represenlar.o dedezasseis depulados provinciaes
conservadores ( ero dezesete os que se achavo
arregimentados na assembla, mas um recusou
pcremploriamente assignar ) pedndo que o go-
verno declare nullos os actos da assembla pra-
ticados depois da cleico da segunda mesa, visio
que o presidenlo enlo eleito, o Dr. Carro, foi
eleito nullamente, por quanlo presumem que
votara em si no decirao otavo escrutinio. Tenho
ouvido opinies dc pes?oas intendidas na-materia,
quo admiro como legislas se animrara a dirigir
tal representaco, porque a queslo, quanda ha-
ja. de intcrprctaco do regiment, interpreta-
go que s a assembla pode dar autntica-
mente ; isto pela regra que estabelece que o po-
der que faz a lei o nico competente para in-
terpreta-la aulhenlcamente, porque o regimen-
t da assembla feita s por ella, sem saneco
do presidente.
O Dr. Barbosa da Cunha e Nenias eslo com-
promcllidos para com seos amigos a discutir es-
sa queslo na eamaca dos depulados, e por isso
os amigos dj Dr. Carto. a instancias deste nao a
discutirn, aqui n asaembli, detxando-a para a
tribuna gesal cojor*w mais extenso, e norque
a djscu?sa,Q aqu, sA icaria consumo.dg. Waipo e
maior exallameoto de paixoes, ruto que o argu-
mentacao erapregado pelos conservadores era
repassada de insultos, e convinha nao dar-lhes
resposta. Porm a mprensa Paulista discuti
hbilmente a queslo, e com muit*superior-
dade. Na cmara dos depulados oslar o Dr.
Carrao, o nao poder deixar de aceitar a discusso.
A longa lista do novos presidentes deixou os
espintos suspensos, continuando a durida acerca
da marcha do ministerio. A nomeaco do Dr
whitoker pon Shnta-Calherina ptima ; o pre-
sidente do conselho o conhece de perlo. porque
foi chefe do polica na provincia do Rio de Gran-
de do Sul, quando S. Exc. era all presidente : c
S. Exc. sabe ptimamente que ello fot sempre
neutro em poltica, conservando-so sempre na
altura em qucdesejaui lodos queso coii3crvem os
magistrados. Por isso a sua estada na comarca
do Rio Claro era urna granlta para todos. Infeliz-
mente o governo ipriva aquella comarca da im-
parcial administraco daquelle muito digno ma-
gistrado. O nleresse poliiico, que em ludo pro-
cura achar elementos de aniraaco, explica esta
nomeaco pela necessidade de fazo* urna candi-
datura, para o que se necessita naquello comar-
ca de um bom juiz de direilo, islo un bom
agento eleitocal. Finalmente a poltica vai-se
desvirtuando deploravelmente.
Aqu passou um sujeito negociante do es-
cravos e conduzindoum joven pcrfeitainenle bron-
co, e que pelas informacoes que d parece que
portuguez. A polica, suspelando que pessoa
livre escravisada.o relevo na casa de correcro em
deposito o procede a indagaces. O condu'tor a-
presentou ordem de umlal Vianna dessa corte para
vend-lo nesla provincia. E por fallar aislo, ser
bom que o scu jornal faca ver policiadesta corte
que em regra os negociantes de cscravos que
daht sahem os comprara por sua conta : porm
para evitar o pagamento dos imposlos, oblem t-
tulos reservados e rauncra-se de urna carta de
ordens ou procura;o para venia; com esta
Iraude ha deus fins conseguidos ; o primeiro evi-
tar o pagamento dos imposlos de sello proporcio-
nal e mea siza ; o segundo por o verdadeiro
vendedor a cobcrlo do qualquer responsabilida-
de, porque o comprador nesta provincia, por
exemplo, nao pode accionar fcilmente ao sup-
posto vendedor nessa corte, ou as provincias
do norte, e nem chama-lo autora ; e s vezes
o s.upposto vendedor nao otitra cousa sono um
ente imaginario.
O conselheiro Torres nao convocou anda
a assembla provincial ; consta que deixa isso
ao successor. Omiili referir que no di | 2, dia do
encerraraenlo, passou ;m primeira discusso o
projeelo de lei que iixa a forca policial.
[Carta particular.)
[Jornal do Commercio do Rio.)
Rio de Janeiro 3 de abril de I8GO.
Por decreto de 31 de marro do corrente anno
foram confirmados nos postos de segundos l-
enles e alteres, lirados dos altores alumnos do
exercito :
Para o corpo de engenheiros no posto de se-
gundos lenles os alteres alumnos os Srs. An-
tonio Eleuterio do Camargo. Jos Tiburco Perei-
ra do Magalhes, Zorao Felippe do Nascimento
Ribeiro.
Para o corpo de eslado maior do segunda clas-
se no posto do alfercs, os alferes alumnos Srs.
Francisco Antonio Monlciro Tourinho, Jos
Simco de Oliveira e Candido JosCoclhode
Moura.
Para a arma de cavallaria no posto de alferes
o Sr. alferes alumno Melchades Lourcnco dos
Sanios.
Para a arma de infantaria no poslo de alferes
o Sr. alferes alumno Roberto Ferreira da Costa
Sampaio.
Foram nomcados alferes alumnos por de-
creto de 31 de marro do correnie auno, os se-
nhores :
2. cadete do 4. batalho dc artiiharia a p,
Joao Affonso de Figueirdo.
2. cadete do 1. batalho de infantaria. Anto-
nio Jos Baplisla.
Particular 1." sargento do i." regiment de
artiiharia a cavallo, Francisco Jos Teixeira J-
nior.
Particular do corpo dc artiiharia dc Malto-
Grosso, Ilcnrique Theberg.
Particular do l. batalho de artiiharia a p
Luiz Pereira Das.
Fui concedida ao coronel de engenheiros
Frederico Carneiro do Campos a dcmisso que
pedio do lugar do director da fabrica da plvora,
e noincado para o substituir interinamente no
mesmo lugar ocapilo extranumerario do corpo
de engenheiros Gabriel Mililo da Villa-Nova Ma-
chado.
-5-
O paquete Apa, da linha do sul, entrado an-
te-iiontem noite, iraz datas de Porlo-Alegre
at 28, do Ro Grande al 30 do Passado, e de
Santa Catharina at 2 do corrente.
Nao ha neuhuma noticia de interesse, quer de
urna quer de outra dessas provincias.
Por decreto de 17jie marco do corrente anno,
foi nomeado procurador-geral das herancasja-
centese bens de ausentes, da capital da provin-
cia do Rio de Janeiro o seu teriuo, o Dr. Jos
Bento Leito.
~ por decreto do 29 de marco prximo passa-
do perdoou-se aos machnistas da canhonera a
vapor Ilajahy, Roben East e Thomas Powel, o
lempo que Ibes faltovo para cumprirem a pena
dc seis mezes de priso bordo dos navios de
guerra, a que haviara sido conderanados por sen-
tenca do conselho supremo militar do justira do
I.' de fevereiro ullimo.
Enlrou honiem dos portos do Ro da Prata o
paquete inglcz Mersey.
Troure-nos folhas de Montevideo at 1 do cor-
rente, de Buenos-Ayres al 30 do mez possado,
da Confederacao Argentina at 27, e do Paraguay
ate 17 do mesmo mez.
Montevideo ficava na mais perfeila paz, acei-
tando com confianza os primeiros passos da nova
administrado. O Sr. Berro nao encontrava na
opinio publica o menor tropeco sua marcha, e
diriga desassombrado a nao do eslado. S. Exc,
antigo ministro de Oribe, ja uoinspirava o mes-
mo temor aos seus anligos adversarios, nem se-
quer s proproprias victimas daquelles lempos
revolucionarios.
Com elfelo, o novo presidente cercando-se de
homens honestos e Ilustrados, e entregando as
posicoes odiciaes a cidadosconhecdose acredi-
tados, pareca levado pelo desojo de dar garantas
do sua administrago aos mais receiosos, e espe-
rancas aos mais descrentes.
Sem deixar dc ser o mesmo homem, o mesmo
blanco do sempre, o Sr. Berro mostrava-se na
altura da situaco, apresentandoa prudencia ne-
cessaria em lempos do paz, como'apresenlraem
pocas agitadas energa e forca de accao.
Nao se deia na verdade esperar que a poltica
do Sr. Berro fosse completamente nova : levado
presidencia da repblica pelos esforcos extre-
nuos de um reinos partido, hornera feito as
suas lulas e as suas crticas, ligado a elle por
conviccoes e pelos lagos de vida commum nao
poda, chegando ao poder, abandonar os ses an-
ligos companheiros e renegar a sua bandeira. S
de um honiem novo, sem tradieces e sem vncu-
los, se podena esperar semelhanlc resultado
O que, porm, da moderaco do Sr. Berro se
devia presumir, est so realisando com a mais
exacta prophecia. S.Exc, apezarde blanco afer-
rado,vai procedendo com o lino e prudencia pro*
pna do alto administrador de um estado.
E esse, era resumo e largos traeos, o quadro
geral da situadlo poltica de Montevideo.
Deseamos agora s noticias.
OSr. Berro ja tinha organisado definitivamente
o seu gabinete, no que levara todo o mez de mar-
I co. Segundo a Repblica, S. Exc. despende to-
do esse lempo na organisaco do seu ministerio
por circumsiacias accidenlaes e ndependentes do
sua vontade.
No da 23 ficou assim formado o ministerio r
O Sr. Dr. Azevedo na pasta do governo e rela-
roes exteriores ;
O Sr. D. Thomaz Vilhalha na posta da fazenda;
O Sr. coronel D. Diogo Lamas na pasta da
guerra e marinha.
O resto do novo pessoal dos cargos mais impor-
tantes da administraco foi tambem completado
com as seguintes nomcaroes :
I r S.r\D/-- Chris,0v'a0 S'alvognoc (ex-ranistro da
lazenda) ro nomeado conlador-geral o Sr D
i Joo Penalva, collector-geral ; o Sr. I) Santiago."
| Botana (x-inspcctor do resguardo) chefe de po-
, Itcta da capital. *
As ouirasnomeaces importantes da nova ad-
ministradlo sao conhecidas dos leilores; isto as
I nomearoes dos cheles das cinco secces militare*
i em que foi dividida o repblica por decreto de 5
de fevereiro deste anno, e a nomearo do Sr. ge-
j neral Medina para general em chefe do excrcili
| oriental.
Estas nomeacoes. com urna s exceprao reci-
birn) em pessoas do partido blanco, o que faz a
TVioiiK de Buenos-Ayres descrcr da presidencia
I do Sr. Berro o da boa vontade do novo ministro,
nomeado o Sr. Dr. Azevedo em quem depunha
todas as suas esperancas. A Tribuna censura so-
' bretudo as nomeacoes do Sr. coronel Lucas Mo-
reno para chefe de urna das secces militares em
vtrtu- '- ........
de de seus actos sanguinarios du lempo de-
Oribe, e a do Sr. general Medina que, na sua
phrase.consumou a carnagem de Quinteros.
A Tribuna, porm. anda nao tem razo do des-
crerpor isso da administrarn do Sr. Berro. So
quizer apegar-se a nomos, enlo bem ponen* ho-
mens, a nao seren os da or* geraro, islo
aquelles que nio alravessaram as pocas de com-
raorao do paz, ha em todo o Rio da Prata capa-
zea de oceupar qualquer cargo de confianra; mu-
s todos os horneas notareis desses pabes leem
em sua vida una pagina salpicada de sangue.
Es lude antes a IrnM os actos dc hoje e dei-
xe de parte os nomos; esqueca o passado ; os ho-
mens mudo com os lempos"
Enlre os primeiros actos, por exemplo, da ad-
ministraco do Sr. Berro, trouxe-nos esle paque-
te a noticia de um projeelo dc amnyslia geral quo
vai ser submellido ao sonado. Essa medida do
governo nao revelar que o Tribuna nao lem ra-
zao em deserer da nova presidencia ?
Se nao fr approvado pelo senado, como sur>-
poem alguns, a culpa por cerlonoser do gover-
no do Sr. Berro que a propoz.
Foi creada urna nova pnvoaro no Arapey
Cinco denominada Lavalleja, nomo do chelo
dos 33.
Foi rejeitado no senado o drojecto de neu-
tralisacao da repblica. Uto aununcia quo o nos-
so tratado de 2 de Janeiro com aquella repblica
nao ser tambem approvado.
Bestbeleceu-se o irwto-deaxporUcao so-
bre as farinhas, que havia sido suprimido por de-
creto do anno passado.
Foram nomeados cnsules da repblica os
Srs. D. AtilonI) Gabazzo, na Lorabardia ; D. Gut-
Iherme Francisco Caldberk, em Dublin ; D. J.
Gruham Gelraoure, em Glascow ; e Jos Malman.
em Vienna.
.No dia 30 do mez passado teve lugar a au-
diencia do novo presidente ao corpo diplomtico
pela sua subida ao poder. Ao Sr. general Cuido,
ministro da confederarn, coube, como mais gra-
duado, a honra de felicitar a S Exc. em nomo
de seus collegas.
Assisliram a esse aclo, alen do Sr. Guido, o*
Srs. encarregados do negocios de Portugal, do
Franca, da Prussia, de Inglaterra o o encarregado
de negocios interino do Brasil. Comparcrcu igual-
mente o corpo consular residente na repblica,
assim como os secretarios e addidos das diversa*
legaces.
De Bucnos-Ayres, as noticias sao por um lado
mois animadoras queasdo paquete pactado : por
outro mais complicadas e lunas.
A revoluco, que havia rebentado na campa-
nha, encaberado pelos coronis Lamella e Nadal,
linha sido suflocada, relirando-sc os rebeldes A
provincia dc Sanla-F.
A excepeo desses dous chefes nenhum outro
acha-se complicado oflicialmento nessa revolu-
co ; entretanto o Correio del Plata, o Kacional
o a Tribuna, dizera que grande parle dos chefes
amnystiados pelo pacto de 11 de novembro, ies-
denles em Bucnos-Ayres lomaram parte nella.
Suffocado o tumulto, o governo de Buenos-
Ayres passou urna nota ao da Confederacao argen-
tina, pedindo a exlr.idicc.an dos caberas do mo-
lim ou o seu afastamento das fronteiras do terri-
torio da provincia, e outra reclamando as armas,
quo os revoltosos haviam levado ao territorio das.
provincias confederadas, assim como os gado
que haviam rouuado daseslaucias de Bucnos-
Ayres.
O genrerno da Confederacao respondeu pr i
meira, ofiirmando que havi ordenado a interna-
cao dos revoltosos 30 leguas alem do Arroyo del
Medio. Quanlo segunda, al a ultima data an-
da uo linha sido respondida.
Este fado por si s revela que a unio do pac-
to apenas urna palavra escripia nos protocolos
da negaco da paz e nada mais.
Outro facto, porm, vem revelar anda mais
claramente a desunio daquelles dous governos.
Se o primeiro fllho do governo da confederacao,
o segundo filho do governo do Buenos-Ayres.
Qualquer dos dous parece afastar, cada um pelo
seu lado, a reunio do learilorio argentino em um
s estado.
Esse segundo facto o seguinte :
Tendo a Confederadlo Argentina celebrado um
tratado definitivo de paz com a Hespanha, e sen-
do esse tratado assignado depois" do paci do
unin de II dc novembro, pelo qual Buenos-Ay-
res deelarou fazer parte da Confederacao, o go-
verno da Confederacao, na occasio de apresen-
tn-lo approvaro do congresso, incluio a pro-
vincia_ de Buenos-Ayres, como sujeita s esl-
pulacoes conlrahidas naquello tratado. Com ef-
feito, nada ha mais legal ; Buenos-Ayrcs pelo
pacto de unio ficou de direito fazendo parte da
Confederacao, Gcou egualmente, como o deela-
rou, inhibido desde logo de manter relacoes di-
plomticas Com as nardes eslrangeiras farl. 10];
em urna palavra, cedeu o uso da soberana ex-
terna ao governo central da Confederacao; tan-
to que retirou os seus agentes consulares, que
foram reintegrados em seus poslos pelo governo
argentino.
Mas o governo de Bucnos-Ayres, logo que o
congresso approrou o tratado com a Hespanha.
declarou-se contra elle, e proiestou em una no-
ta estirada, dirigida ao governo hespanhol* que
depois publica remos.
Avista desses (actos de parto parle, quem
pode confiar as eslipulaccs do pacto de no-
vembro?
Parece quo emquanto as naQocs inlercssndas
nao tomarem a si a organisaco daquelles pai-
zes, ellcs nao se organisaro; tornar-se-ho na
America o que a Italia tem sido na Europa,
Tinbam tido lugar, no dia 25 de margo, as
eleicoes para renovirao annual das cmaras le-
gislativas.
Sahiram eleilos pela capital :
Senadores, Veles Sarzueld, Valentn Alsina.
Paslor Obligado, D. F. Sarmiento.
Depulados, general Bart-Milre, coronel Gelly y
Obbes, Dr. Emilio Agralo, Dr. N. Avelaneda, Dr.
Rufino Elizalde, Hateo Martnez, Rufino Ortega,
_ sVI ITII AHAl
. .-.r.


-------
DliRIO DE PERIUMBUCO. SEGUNDA FFJRA 16 DI ABRIL BE 1860.
N. de La lleeslra, J. M. Cantillo. I. M. Muales,
I. M. Gutierres, Dr. Manuel Quintana.
a Camponh.i o resultado das eleices nao era
inteiraraenlo conhecido.
Nesle intuito lem elle publicado arligus inuito
recommendavcis, nos quaes sera fazer ao gover-
no adulado nem elogios, moslrs-se do accofdo
com o plano de reformas que so allribue au ga-
da do apresenlar o cu parecer sobre a conslitui-
co federal liavia terminado os seus Irabalhos.
ponto decidido que a convenco ar re-
formas.
Da confcdcraeSo as noticias sao sem iroportan-
cia, s se excepta a de urna revoluco que leve
lugar em Cordova contra o governador daquella
proviscia o Sr. D. M. Fragueiro.
Como a de Buenos- A y res essa revoluco foi
ulTocad, retirando-seos sediciosos cidade do
Rosario.
A imprensa poilenha attribuc esses tumultos o
um plano poltico, cujo fio tem o Sr. Dcrqui,
presidente da Repblica.
Acha-seoccupando a posta da fazonda em-
juanlo nao chega o Sr. Albcrdi, que est na Eu-
ropa, o Sr. D. Thomaz Arlas.
A imprensa do Paran e do Rosario, occu-
pa-sc anda com a propaganda de urna allianca
offensiva e defensiva entre o Estado Oriental, a
ConfeJeracio c o Paraguay contra o Brasil. O
governo argentino, porm, em sua mensagem ao
congresso annuncia a provavel desappariro da
dcsinlelligencia que pareca existir entre o go-
verno do Brasil e da Confederado.
Entretanto nao conhecemos passo atgum que
tenha dado o governo argentino para fazcr des-
aparecer a dcsinlelligencia que parece existir
entre os dous governos.
De eVraguay, finalmente, e3 o que se lo no
Semanario, que meroca alguma importancia.
O governo foi instruido 7 de marco, e previ-
iiio a lempo por decreto da mesma data, a in-
troduccao de inocua falsa nos bilheles de tres pe-
sos, supprimindo-os e tornando sem valor essa
elassede bilhetcs. Acham-se j presos tresds
complicados nessa falsificacao : un delles D.
Beuto Hortelano foi preso em Buenus-Ayrcs a
requisicao do governo paraguayo.
O' Semanario oceupou-se cgualmente do
convite do Nacional Argentino para dar a sua
opinio sobre a allianca americana. Nessa oc-
casio, em um artigo cheio de diplomacia e era
grandes termos, declara que nao ropelle a alli-
anca, mas que nao seja de modo algum contra o
Brasil.
A quoslo ing'eza ficava no mesmo p das
ultimas noticias que aqui linhamos.
Filialmente liavia noticias no Paraguay de
que a misso Berges nos Estados-Unidos i-hegava
ao seu fin. Os tratados entre o Paraguay e os
Estados-Unidos j haviam sido aproscnlados ao
senado americano, e liavia toda a esperanza de
que seiiam approvados.
Temos dalas de Matlo-Grosso al 12 de fe-
vereiro.
Foi dcmitlido, a pedido scu, o escrivo da
mesa de rendas de Corumba. Joo Henriques de
Carvalho, e nomcado para subslilul-lo Polydoro
Serapliim de Oliveira
No dia 10 instillou-se na capital o hospital mi-
litar. ,
Diz a lmprensa de Cuy aba que a tripolagao dff
'vapor Coascllieiro Prannos, desde o comman-
dante al o ulliimo marinheiro, eslava em ex-
tremo descontente, e que lodos desejam despe-
dir-se, lendo-o j feilo algons na volta da pn-
meira viagem, por causas que aquella ful ha en-
lende dever calar.
O Sr. Peixolo dora um jantar aos seus amigos,
no qual expuz as suas ideas, como candidato fu-
tura cleieao geral.
O lenle coronel Joan Alves Ribeiro declarou
por essa occasio que prestara lodo o scu apoio
e o de seus amigos ao Sr. Peixoto.
Fallava-sc, culrelaulo, em una liga de diver-
sas influencias contra a roeleco do nobre de-
potado.
No dia 10 cliegou ao porto de Cuyab o vapor
Anambahy.
CORRESPONDENCIA DO DIARIO DEPERNAM-
RUCO.
II i o de Janeiro 6 de abril.
A conlemplacao dos sagrados mysterios da pai-
xao, que absorve neslc momento toda a atlenco
o seniimento dos liis, nao me permute ser ex-
tenso c minucioso no exame ejtiescripgo de as-
sumplos profanos, e quasi herticos como sao os
da nossa poltica militante, e como de dia em dia
vo liicando anda mais, com nolavel desgcslo
le todos os espititos rectos, o mesmo com desa-
nimo de alguns. Nao quero todava que soja isto
motivo por privar os leilores do seu jornal de
algumas noticias do que por aqui se lem passado,
um supplcmculo de penitencia, orno agora mes-
mo considero o encargo de da-las.
Somos cln gados s vesperas da reuniao do cor-
po legislativo, que este auno, apezar de lodosos
motivos de dislraccao que devein aduar sobre os
seus membros, teria entretanto necessidade de
oceupar-se de algumas qucsloes bera importantes,
:is quaes por sua raesraa natureza nao poden ser
adiadas.
Dizem que o governo tem Irabalhos preparados
para lite seren presentes, os quaes nao s reve-
lara muito estudo das nossas principaes necessi-
dades c das circunstancias do poiz, como
que indicara"o serio desejo de que est elle ani-
mado, de entrar no verdadeiro caminho das re-
fumas que parecem mais necessarias, e que tem
sido mais geralmenlo reclamadas.
Falla-se, por exemplo, na solucao das ques-
lcs relativas ao crdito e circutago, cuja in-
deciso nao pode deixar de ser prejudicial e
de dar lugar a abusos e queixas injuslificaveis.
Falla-se igualmente na reforma da nossa legis-
lara o eleiloral, pouco mais ou menos no sentido
que foi indicado o auno passado, lendo poi base o
alargaracnlo dos circuios, c parece que lamben)
o augmento numrico da representagao nacional,
o que remediara por corlo alguns dos graves do*
eilos do nosso actual syslema de eleices ; e
bem se v que a deci.-ao deslas questes uo po-
de supporlar um adiamento, por sua impor-
tancia e opportunidade.
A prespectiva dcsla siluago reformadora, e
"oslas reformas reconhecidarente ules exigira
que o governo se conservasse era perleila calma
de espirito, c nao fosse perlurbado por aggressOes
odiosas e allaques pessoaes mais .idiosos anda,
pelas calumnias e injurias que ordinariamente
Ihes servem de base ; e que Unslmenle o debate
sobre ellas fosse eslabelecido if um terreno regu-
lar c desapaixonado para poder produ/.ir os re-
sultados ulcis que so devu esperar de um dPbale
esclarecido.
Infelizmente, porm, nao vai assim acontecen-
do, era esta a marcha que estamos presen-
ciando da parte de cerlos ergos da impreusa,
que na ausencia da cmaras procuran) fazer-sc
directores da opinio publica.
Fallando de orgos da imprensa, devo, para ser
mais exacto e para nao tirar-lhe a triste cclebri-
dade que tem ltimamente adquirido, referirme
principalmente ao Diarto do Rio de Jmneiro, cu-
jo apparecimenlo na arena jorualialica lenho ago-
ra occasio do commuuicar-lhe ; o qual se tem
deslinguido nos allaques pessoaes os mai9 violen-
tos e mais injustos contra as pessoas dos minis-
tros e especialmente contra o chefe do gabinete
e ministro da fazeoda o conselheiro Ferraz.
O furor de que se mostra possuida a redaccao
deste jornal e o singular proposilo com quedesde
o seu primeiro numero se fez elle oarouio dadif-
famago c da calumnia, um facto novo na exis-
tencia da nossa imprensa seria, que o lem cons-
tituido em posgoo odiosa dimite de lodosos ho-
iijcns honeslos do paiz. Ninguem comprehende
nem a ellicacia dos mcios que rmprega o-auda-
cioso cscriplor, nem o fin a que pretende elle
chegar com o seu syslema de delacoes e insultos
de que lem feilo a parte principal de seus artt-
gos de fundo e da sua singular doulrina. <
Todos os oulros orgos da imprensa lem estg.-
roalisado este procedimento, e alguns chegaram
mesmo a dirigir-lhe censuras e corrccgcs aspe-
ras ; mas o homem parece que tem mais o de-
eilo de ser iucorrigivel, e dizem que protesta
continuar na carreira encelada emquanlo adiar
quem llio [orneca os meios pecuniarios indispen-
saveis para isto; o que nao poder durar por
muito lempo, avista do rumo que vai levando.
Por urna*parto o governo lem procurado igual-
mente defender-se.dessas accusaccs, o tem-no
conseguido plenamente, deixando ao seu furi-
bundo adversario nicamente as honras de ca-
lumniador pertinaz, que 6 sem duf ida um triste
papel.
Nao ser todava isto motive para que o go-
verno se descuide de lever execucao o seu pro-
gramis, promovendu os melhoramenlos e refor-
mas que as eireumstancias do paiz reclaman),
do que nos d provas lodos os dias a publicacao
dos aclos officiaes.
Os oulros peridicos, de cuja existencia j Ib*-
dei oolicia na correspondencia pastada, conti-
nuara a sua publicacao sem estrepe nao te raoe-
irando hostia adminisiracao, declarando um
delles expresameote. o Impurio, que npois
com tedas as tuaa orgM m l*ita a sinceridade
de sua conscicnci*. -
A convenco provincial sinda nao tinha dado bnete, e algumas das quaes j leem sido inicla-
comeco s suas sessoes; devia, porm abrir so das. TN'o pois um jornal minislerial, mas um
m poucos dias, porque a commissao encarrega- orgao imparcial e independenle da vordade poli-
tica e das aiolhorcs conveniencias administrati-
vas do paiz.
O Regenerador contina cada vez mais beato e
mais dovolado aos interesses clericaes : tambem
'i era lempo que este grande peccador se lem-
irasso do co o da religi.io, e dsse provas da
sua contriccao ; semprc ha de achar quem o ab-
solva.
O governo acaba de fazer algumas nomeages
de presidentes, substiluindo todos aquelles que
eram .nembros do corpo legislativo, o cuja au-
Si-ncia no intervallo das sessoes dava lugar a in-
terinidades sempre prejudiciaes s provincias
que" adralnistravam.
E' um syslema que nao pode deixar de mere-
cer approvago de todos, j porque teem sido ge-
ralmente reconhecidos os inconvenientes dessas
interinidades, j porque de toda parte se recla-
mara contra ellas, como um dos maiores males
que sentam as provincias. E' ccrlo que para
cvila-las ha necessidade do dar lugar a outras na
classe da magistratura, onde a necessidado obri-
ga a ir procurar os uovos administradores; mas
estas sao mais facis do remediar, porque o pes-
soal habilitado para estes cargos mais nume-
roso.
Foi nomeado para essa provincia o Dr. Ambro-
zio Lcitao, do Para, que eslava na Ptrahiba ; e
para o Pai o Dr. Portella dessa provincia. Os
oulros nomcados ver dos jornaes que Ihe sao
remellidos, ea raaior parte delles lhe sao co-
nhecidos.
Creio lerdto o que ha de mais imprtante, e
poder mesmo affirmar que nada mais ha quo po-
desse ser agora acrescenlado.
Tambem n'uma correspondencia de Semana
Santa nao se poderia exigir mais* e at lenho
medo de que o Regenerador saiba que escrevi
sobre poltica em sexta-fcira da Paixao.
Se pois desejar mais alguma coosa, espere que
appareca a Alleluia.
AI.VGOVS
Carta primeira do barao de Babebi
ao visconde de Biribjry.

Permilta, nobre barn,
Oua agora vos r.oraprimenlo,
Respeiloso e reverente
Como sempre deve ser
Quem vos quer obedecer.
II
Posto que ambos sejamos
Titulares por faser.
Nao devia eu osqueccr
Esta escolha d'anlemao
Do meu titulo do barao.'
III
Nem assim deixar que outrem
Vos querendo titular,
Fosse algum nome buscar
Todo crespo e levantado
Qual rabo de cao damnado !
IV
Me parece que bem vistes
Certos nomes de baroes.
Que agora como brazoes
Pela Crir-Visita deraro,
Que bem espanto fizeram.
V
Algum ha que acaba em ripe,
Vrum oulro que mirim,
Neuhura d'ellc ruim.
Mas um que emrapestermina,
E' de causar colerina.
VI
Ha tambera outroporanga.
Vi tambem oulro que tuba,
Qualqucr d'elles um cuba,
Que nao quizera de certo
l.ubizomes c por perto.
VII
Agora, collega, vamos.
Conversar um bocadnlio.
Que temos um bom pralinho,
P'ra comecarrelaces,
Sao as conJecoracoes.
VIH
Desejava poder ludo
Conlar-lhe bem miudinho.
Mas temo que o meu courinlio
Depois venham apalpar,
Como em forma de brincar.
Nao importa direisempro
Certas cousas mais frisantes,
Injustas revollanles
Mesmo de espantar a gente
E de fazcr dr do denle.
X
Pode acaso sem espanto
Ver sahir commendador
Aquello que por amor
Dn Monarcha brasileiro
Nos festejos foi primeiro ? I
XI
Que nao s nesta cidade,
Como l no Porto-Calvo,
De elogios foi o alvo, .
Ser agora premiado
Com o que j llio fdra dado ? !
Xll
Entretanto que a par dello
Vemos ser commendador,
L do Penedo um senhor.
Que deu apenas por signal
Dous contos p'ra o hospital I
XIII
D'outro lado clamoroso
Ser somente ofl'irial
Um servidor meu leal.
Que na villa do Pilar
Sacrificou-so em ldar;
XIV
- Que nao foi um nem dous contos
Que despenden ufanoso,
P'ra o monarcha venturoso
Receber brUianlemente,_
endo pago enrmente I
XV
Oulros houve coitadinhos
Que esforcados c llzeram
Muito mais do que poderam,
Alirodas na enxurrada
L se vm na enluvtada.
XVI
Destes aqui alguna houve,
Empregados respeitaveis,
De servidos eslimaveis,
Que muilos so distinguirn).
Nos festejos influiram.
XVII
Oulros houve que nem mesmo
Esse pobre habitozinho.
Estirado, curopridinho,
Obter tambem poderam,
Apezar do que fizeram.
XXVIII
De barao somente um
Para falso nao jurar,
Foi que nos pode tocar ;
Sergipe l leve tres I
Como nos tanto nao fez.
XIX
Dizem que nestes (actos
Houve dedo de gigante,
Quo ns corte em um instant
Do presidente desfez
A proposta que elle fez.
XX
Desejava quo igualmente
Do que houve me informasse,
E que ao menos me conlasso
Como foram de bardes
Por l os seus figures.
XXI
Pois me consta que somente
Certos meninos bonitos
Cahiram, como periquitos
No mirho dos distinclivos,
Sabindo gordos, bem vives.
XXII
Agora, barao, mudemos
De conversa, que isto basta ;
Outro objecto me afasia
Deatc negocio de fita
Que levanloa tanta grita.
XXIII
Esse vapor dos despachos,
Trouxe tambem outras cousas,
E noticia de raposas
Que galinhas vea comer,
Sem Bear urna se quer.
XXIV
Tudo aqui searvorocoa
Com a muda do presidente,
O doutor Dantas, qo a gente
Da provincia de Aleadas
Deia chcia de acedes boa?.
XXV
Eapalham que d'ora-a vaM6
Esperam ter uro Ito
Que de gai ras vjubao
Ha des todos cogulir
Sem algum poder fugir.
XXVI
O publico todoprevinem
Contra o novo presidente.
Como se elle imprudente
Ha de querer translornar
Esta marcha irregular.
XXVII
Nem ha homem por mais louco
One tal papel represente
N'uma provincia contento
Da ordein quo nella existo
E por toda a parte assisle.
XXVIII
E' assim que todos pensara
Com rcflexo c madureza,
Pois governo de fereza
Nao conciiiacao.
Seria exlcrminacao.
XXIX
Venha, pois, todos esperara
O Dr. Leo Velloso,
Venha mesmo pressuroso
Conhecer que em Alagas
S ha disposices boas.
XXX
Com effeito, os imprudentes
Adiantam pensamenlos,
Sempre promptos instrumentos
De terrores, espanlalhos,
Basiando-lhe cascas d'alho.
XXXI
Agora anda mais ufanos I
Porque foi tambem mudado
Da polica o chefe honrado
Dr. Neioa removido,
Para a Parahiba escolhido.
t XXXII
Tambem agora o vapor
Oulra noticia nos traz,
De que o Dr. Monra, que faz
Aos meninos muita zanga.
Ir pora a presiganga.
XXXIII
J consta que em seu lugar
Vem servir de secretario,
Dizcndo ser-nos contrario
Um moco, Dr. Moureira,
Para comprar a carreira.
XXXIV
Mas de tudo s eu creio
Que nem todos morrerao.
Que alguns sempre ficara
Para a historia relatar
E o publico apreciar.
XXXV
Fica o mais para oulra vez ;
Aceite, collega, as minhas
Despedidas ncslas linhas,
Q'clla sao de f I pa insana
Imitando o Braz Tizana.
(Raro de Babebi.)
Mac?i 13 de abril de 1860.
dente da provincia, o discurso do cusiumo ; sen-
do depois eleila a mesa elTeeliva, que ficou as-
sim composla :
Presidente, o Sr. Francolino.
Vicos-presidciiles, os Srs. Americo.
Joio Dantas.
Barauna.
1 secretario, o Sr. Sepulvede.
S. dito, o Sr. Hngolino.
Alagos.No dia 15 do corrento devia ler lu-
gar o baile olTerecido, por alguns amigos, ao
Exra. Sr. commendador Manoel Pialo de Souza
Dantas.
PERNAMBUCO.
hoje
mes-
DIARIO DE PERNAMBUCO.
A assemblca provincial tomou conhecimenlo,
honlcn, do seguinle-?
Parccr da commissao de cnntftS o despezas
provinciaes, acerca do requerimento do Sr. de-
putado Joao Braulio Correa e Silva, em que pe-
dia ptra ser nomeada urna commissao para exa-
minai a thesouraria provincial, dizendo que seja
ella mandada examinar unicamenlo os docu-
mentos apresentados pelo mesmo depulado.
'Dito da de instrucrao publica, deferindo favo-
ravelinentea peti^So de Simplicio Jos de Mello.
Dito da de justica civil o criminal, dfferecendo
um p'ojelo mandando anexar ao lugar de es-
crivaC' de orphaos de Ollnda, o da provedoria de
residuos e capcllas.
Rdiuerimento da associagao popular de soc-
corroi. mutuos pedindo loteras.
E' approvado em 1.a discusso o projeclo do
orc,amenlo municipal, que, sendo dispensado do
inslrcslicio, pedido do Sr. Rufino, dadu pora
hoje.
Entrando em 2." o art. 2." do projecto do or-
caraenlo provincial, o Sr. Rufino de Almeida
pede explicacoes acerca da suppresso do jrde-
nado do medico do matadouro, e da verbVpara
conservacau do caleamcnto de ras. %
O lr. Raphael justifica o artigo, dizendo que,
tende sido creado o lugar de medico do mata-
douro por urna lei annua, o nao havenda mais
nece.'sidado de seus servicos, foi suppr'niJo ;
concluini'o por dar as razos que Icva.aai a
comr)issao a eliminar a verba da obra o ma-
tadouro.
O Sr. Rufino insiste em duas ideas prece-
dentes.
O Sr. Marlins Perelra d as razes que o fize-
ram issignar vencido.
San lidas, approvadas e entro na discusso as
seguinles emendas:
Emendas ao art. 2.
l 1. Vencimenlo do official maior, sendo
de ordenado 1:0005 c 300J de gralificacao.
dem dequatro amanuense, sendos 8009 de
orde ado e 200$ de gralificacao.
a J 2. Vencimenlo do contador, sendo um
conlD de ordenado e tresenlos do gralificaeo.
S 3. Accresccule-so com o medico do ma-
tado irol:600J.
$ 4." empregados do cemilerio :
Pcrteiro........7009
Dc Jardineiro........500
Sachrislao........400^
S. R..4. Marlins Pereira.
Os guardas flscaes'vericerao cada um seis-
centos mil res, em vez de 5009000 rs.; augmento
da verba.
S. R.Epaminendas de Mello.
Emenda. Com as costas em que decahe de
justica publica, 4:00O$O0O.
S. R.Rufino de Almeida.
O Sr. Raphael oppoe-sc ao augmento da verba
para costas de procesaos.
Posto notas e approvado o artigo sendo
regeitada3 as emendas, e addida a verba de
12:0003000 rs. com o matadouro, requerimento
do ir. Reg Barros.
Em seguida sao approvados :
Ar. 3." com as seguinles emendas auditivas
A ;crescenle-se.Concertosde predios,
c.-dcamento e limpeza das ras. .1.0009
Jury e eleices.....; 2009
Evenlues, "assigoatura do Diario e
inpressoes.,........2829917
A/eHo Reg.
Artigo addilivoFica a cmara municipal de
Oliiid.i.autoris^da a pagar o que deve de foros a
Mara Ignacia do Carmo viuva de Jos Ferreira.
S. R.^.".aring Pereiro.
Arls. 4.. 5., 6.". 7., 8 o, 9., 10., 11 12.a,
W.', 14., 15.. 16., 17., 18., 19, 20, 21..
22." e seus 22., 23. o 24. e mais as
seg linios emendas, poragraphos o arligos
addilivos.
Emenda ao art. 11., 3.Com o fiscal da
villa de Iguarass, 1608000 rs.
S. R.Rufino de Almeida.
Emenda ao 5.em vez de 8O9 diga-se,
20(Srs.
Vourado.
* Arfs. addilivos.Art. i. E' a cmara de
G.11 anhuns autorsada a despender al quantia
de 1009 mil res com o melhoramento das duas
fontes d'agua potavel da villa.
i Art. 2." E' igualmente aulorisada a nomear
tirr advogado com o ordenado de 3009 mil ris
anuuaea para promover a cobranea de suas
re das.
<: S. R.Dourado.
<: addilivoDizimo de miaaras no municipio
de Flotes.
Dr. Figueira.Padre Marcal.
i Fica a cmara municipal do Nazareth auto-
risada de applicar as sobras de sua renda e
di-ida contrahida por occasio da estada de S.
M. nesta provincia.
Pina.
Fica approvado o regularaento sobre licencas
ananaes e sobre aferices de pezos e medidas,
da cmara do Cabo.
c S. R./. de Barros.
Dada a hora, o Sr. presidente levanta a sesso,
dando, para a ordem do dia de hoje, a mesma do
di*. BntnKQilaola A msa n 9 nisrii
. RECIFE.14DE ABRIL DE1860.
-S SEIS HORAS D\ TARDE.
Retrospecto semanal.
Nao tive-inos, no decurso da semana que
acaba, noticia alguma da Europa.
As ultimas que dalli temos sao anda as
mas de que foi portador o Magdalena.
Das repblicas, porm, e das provincias do sul
do imperio recebcmo-las, no dia 9 do correle,
pelo Portugal, e hoje pelo Paran e pelo Mag-
dalena.
O Portugal pouco ou nada, adiantou s ulti-
mas noticias recebidas das repblicas do Prala.
Ainda se nao sabia se o governo de Buenos
tinha conseguido comprimir a revolta que recen-
tara na Campanha.
Por esse paquete recebemos a confirmaco da
noticio, quo deramos, de acharem-se nomeados
presidentes do Para, do Piauhy, do Rio-Grande
do Norte, de Pernambuco, do Alagas e da Ba-
ha, as mesmas pessoas que indicramos, e Irou-
xe-nos mais a noticia de novas nomeaces de pre-
sidentes, sendo :
O Sr. Dr. Luiz A. da Silva Nones, para a Pa-
rahiba ;
O Tr. Dr. Jeao J. de O. Junqueira Jnior, para
Sergipe;
O Sr. Dr. Fredcrico A. Xavier do Brto, para
Minas ;
O Sr. Dr. Polycarpo Lopes de Leo, para San-
Paulo;
O Sr. Dr. Joao Guilhcrme de A. Wilaker, para
Santa Calharina ;
Pelo mesmo paquete souberaos terem sido
nomcados cheles de polica :
O Sr. Dr. Jos de Araujo Brusque, de Santa
Calharina :
O Sr. Dao Raphael Callado, de Minas Ge-
raes ;
O Sr. Dr. Manoel Clemcntino Carnero da Cu-
nta, removido da Parahiba para o Maranhao ;
O Sr. Dr. Manoel Jos da Silva Neiva, de Ala-
gas para a Parahiba ;
O Sr Dr. Pedro Camello Pessoa, do Paran
para as Alagas.
O Diario do Rio, por duas vozes suppri-
mido, tinha reapparecido sob a dire.-cao do Sr.
Joiqum de Saldanha Marinho.
As noticias de que foram portadores o Paran
e o Magdalena, acha-las-hao os leilores em ou-
tro lugar dcsta folha, e pois temos por ocioso
reproduzi-las aqui.
Tivemos noticias de diversas parles do in-
terior da provincia.
A secca ainda continuava a fazcr estragos as
comarcas do scrlo.
No Brejo da Madre do Dos liavia ainda abas-
lecimonto de gneros alimenticios, que eram
vendidos por precos insupporlavcis ; mas a car-
ne verde eslava all a 83000 a arroba, preco cx-
cessivo em um lugar em que so cria gado.
Em Nazareth a popularn eslava consternada
pela falla absoluta de chucas, e porque os gne-
ros de primeira necessidade cresciam seusivcl-
mcnlc de precos.
A seguranca individual e de propriedade
soffrcu alguns ataques em differentes ponlos da
provincia .
Em Prapra, termo de Nazaret, assassinaram
na sexta-feira da Paixao, um pobre homem, com
o mizeravel lim de o roubar. O sicario evadi-
se sem ser conhecido ao menos.
No engenho Passagem-Velha, termo de
Barreiros, foi assassinado a golpes de foico, no
dia 31 do mez passado, o feitor daquelle enge-
nho. O assassino foi um escravo do mesmo en-
genho, de nomc Januario da Cosa, que se poz
fuga inmediatamente, depois de conime'.lido O
crime.
Nesla cidade, na noite do 8 do corrento, um
porlnguez de nomo JosVieira Bezende, arma-
do de um formidavcl canivele do mola, ferio, no
porto das Canoas, a los Francisco dos Santos Ai-
rees, a Joao Damaceno do Araujo. ao pedestre
.IpTio Manoel Roma, ao porluguez Manoel Joaquim
da^Slva, ao pedestre Manoel Nunes de Medei-
ros, a um marcinciro de nome Manoel Francisco
das Chagas, ea um prclo escravo. Os tres pri-
meiro ferimentos foram graves, mas felizmente
nenliiim dos feridos succuinbio ainda. O crimi-
noso foi immedialamenlc preso.
Foram presos em diversos pontos do inte-
rior da provincia :
Pelo delegado de polipia do Cabo o criminoso
do duas morios no termo do BuiqueJoao Car-
doso de Mello Lyra.
Pelo mesmo, Joao Francisco Laura (daquelle
lugar), e Joao Luiz de Paula Cavalcanti, por cri-
me de estelionato perpetrado por meio de falsifi-
cacao de letlras.
Pelo delegado do Brejo, Clemente Luiz de
Araujo, criminoso do tentativa de morle no ter-
mo do Inga, na provincia d.i Parihiba.
A nossa assembla legislativa provincial,
alm de ouiras colisas de menos importancia,
occuppou-se com os objectos seguinles :
Discusso do projecto quo transfero para Ta-
mandar a sede da fregiiczia de Una.
Discusso do projecto de oreamenlo provincial.
Discusso do projeclo quo concede 10 contos
de ris onnuaes ao Imperial Instituto Agrcola.
Discusso do projecto, que rene diversos en-
genhos ao termo da Escada.
Discusso do projecto, que concedo quatro lo-
teras em beneficio do collegio do Bom Consc-
lho.
Discusso do projecto que eleva a iOSOOO o
subsioio diario dos Sis. deputados provinciaes.
Discusso do projeclo que reforma o regula-
mcnlo do instruc. >.
Discusso do projecto que regula o modo de
fazcr os contratos de artistas para o theatro.
Dcmandaram o nosso porto, do dia 7 al
o dia 13 do correntc, 20 embarcares mercan-
tes, com a lolaciio de 7,072 toneladas Sahiram
durante os mesmos dias, 15 embarcares mer-
cantes, com a lotacao de 5,950 toneladas. Entrou
tambem o hiate e guerra Parahibano e aho
a corveta de guerra a vapor Vtamo.
Renderam, do dia 7 aodia 13 do correntc :
a alfandega, 82 773J860 rs. ; o consulado ge-
ral, 25:3279774 rs. ; a recebedoria das rendas ge-
raes internas, 5:1973811 rs. ; o consulado pro-
vincial, 22:0519032 rs.
O movimento geral da alfandega, no mes-
mo lempo foi de 5,974 voluntes, a saber : vo-
luntes entrados com fazendas 411 ; com gene-
ros, 2,335 total dos volumes entrados, 2,746 ;
volumes sabidos, com fazendas, 815 ; com
teneros, 2,383 : total dos volumes sahidos
,228.
l'alleceram durante a semana 51 pessoas,
sendo livres ;12horaens,8 ruulhere3 e 19parvu-
os: escravos, 3 horaens, 5 mulhcres e 4 pr-
vulos.
de horas edias que de necessidade Uzern os em-
pregados para agenciaren alfcuns oulros meios
que lhes provejam a subsistencia.
A commissao de oreamenlo, pois, digna de
especial monjo poresso seu acto, cujo comple-
mento mu acertadamente deixou ao arvilre da
presidencia, que mais em contacto com as ne-
cessidaces do funcionalismo, e recontMeendo a
necesstdades da siluaco, ha-de, por certo dar-
Ihcs remedio com a diSlribuico proporcional da
quantia votada pela lei do orcaracnto actual, e
continuada pela do futuro.
Tein-se mandado deitar enlulho pela bor-
da da mar, que fica na praca do capim ; esta
medida importante, e a sua realisacao fazia-se
necessaria ha mullo.
Por esta occasio lembramos que nao conve-
niente converler essa praca em pastorador de
gado, pois que alli coslumam deitar a pastar
bois de carro ; os quaes por tal forma chegam
al a inlorrompcr o transito publico.
0 Sr. fiscal faca com que isto desappareca. .
Informara-nos que a igrejinha do Chora-
Menino acha-se transformada em differentes
misteres, isto o corpo principal e urna pada-
ria, c as de mais partes sao occupidas por estri-
bara, curral, etc. etc. 1
Isto j cousa que datado muito : mas ape-
zar dessa diuturmidade, nao obstante o que j se
lem dito respeiio, ella ajnda subsiste, e nada
tora apparecido al hoje que roubo esse escn-
dalo aos olhos da nossa populaco, cojos senli-
mentos de catholicismo se revoltam justamente
ante semelhanlc espectculo de profanacao:
E nao poder-se-ha dar urna providencia repa-
radora disto ?
Insistimos por ella, porque oslamos que exe-
quivel, sem implicar com odirein oe proprieda-
de tio preconisado,
No sabbado ainda conlinuou o elido, de
que tratamos.
Esses raaos cheirosiutroduzindo-se na econo-
ma, nao pdem -eixar de fazer grande mal
somle ; e por isso deve-se procurar um meio de
evlar-sea reprodujo da pralica de lancarera-
se ao mar os anmaos morios em quanlidode
bordo dos navios. Com a responsabilisaeao dos
capitflcs destes, pde-se chegar a algum resulta-
lado, devendo-so impr-lhes a obrigaca de
mandar inhumar os que bajara de morrer!
Esta medida ha de produzir o resultado espe-
rado, e evitar que esteja cada passo sendo o
ar infeccionado par um modo realmente rue-
phiiico.
Chegou honlem no vapor Tocantins o Sr.
Dr. Manoel Buarque de Macdo Lima Jnior,
que vem aqui exorcer o cargo de engonfteiro fis-
cal da estrada de ferro, para o qual foi nomeado
por decreto imperial de 5 do corrente mez.
A nomeaco rccahio poilanto em urna pessoa
competentemente habilitada, em um Pernambu-
cano dislincto, que dar motivos desalisfaccaa ao
governo p6la sua acertada noraea^ao.
Foram recolhidos easa de detencjio no dia
13 do corrente 8 homens livres o 2 escravos, a
saber : 5 ordem do Dr. chcfo de polica, 2
ordem do subdelegado da freguezia do Recife,' 1
ordem do da freguezia do Santo Amonio e 2
ordem do da Boa-vista.
Antonio-, pardo, 7 anuos; inflamiuaco nos in-
t esliaos.
Hermenegildo, pardo, t dia ; espasmo.
Filadelfa, branca, 18 metes; gastio inlcrite.
Damiana, parda, 8 mezes : anemia.
Alejandrina, branca,8 mezes convulses.
Joao, prelo, escravo, solleiro, 40 Minos; apo-
plexia.
rsula, branca, 2 annos ; convulses.
Jos Joaquim de Oliveira, branco, solteiro, 40
annos ; erysipclla.
Folicidade de tal, prela, soltcira, 2S annos;
phtysica.
Hospital ob 'caiudadk. Existem 60 ho-
mens, 57 mulheres nacionaes, 5 homens estran-
geiros, lotal 122.
Na lotalidade dos doentes existem 42 aliena-
dos, sendo 32 mulheres o 10 homens.
Foram visitadas as enfermaras pclocirurgic.
Pinto s-8 n3|{ horas da manhaa, pelo Dr. Dor-
nellas s 7 horas e 50 minutos da manhaa.
V'ivEino ne TAHTAni"G.vs. O Messager du
mia'i publica o seguinte a respeilo de um ensaio
feitn em Franca para a crearao das larturagas.
Ha um Franca urna especie animal, que esl
quasi exlincta, cuja falla ser reconhecida quan-
do totalmente desapparecer ; a cistudo europea,
ou tartaruga dos pantanos, de que liavia abun-
dancia n'outro lempo por toda a cosa do Medi-
terrneo at as visinhancas de Moulns.
A carne deslc lestaceo, apezar do certo goslo
de caca brava, c extremamente
isso. os conventos cuja regia prohiba o uso da
carne, creavam n'ouiro lempo estas tartarugas
em jardins fechados de muros e plantados de al-
face, de que ellas so sustenlavam. Sua repro-
duccati immensa, e em dous annos adqnircm o
peso de meio kilogramraa, e depois desse lem-
po, que conven come-las
A cistude era antigtmente muito commum em
Franca, e muito abundante no Languedoc, em
Provenga, e em Camargnc. O presidente de la
Tour d'Aigues, escreve Lacepcde, communicou-
me quo a tartaruga dos pantanos era tao abun-
dante n'uma laga junta ao Durance, que estes
testceos, u'um auno de fome, suppriram por
lies mezes os camponezes da visinhanca-
Actualmente, apenas se cucontram no canal
d'Arles a Bouc, e nos pogos noturaes, onde a
agua conserva, pouco mais ou menos a mesma
temperatura.
REVISTA DIARIA.
din antecedente, e mais
monto provincial.
a 2.* discusso do orc*-
Oa vapores brasileiro Tocantins e inglez Mag-
dclena, entrados dos portas do sul, foram por-
ta lores de jomaos do Rio, at 8, da Baha at.
l o Alagas al 18 do corrente.
Em oulra parle encontraro os leilores as noti-
cias das republieas do Prala.
Dio deianeiro.Foi nomeado engenheiro fis-
cal do governo, na estrada de ierro do Becife
6. Francisco, o Sr. De. Manoel Buarque de Mace-
de Luce.
Bskia Na 4ia rQ da corrente leve lugar a
akertuM da asaembla provincial daeU pratin-^
ci \totv, por ma occasuW d> Eim. Sr. presi-
No projecto de lei, que fixa a despeza e orna a
receila provincial para o futuro anno financeira
de 1860 a 1861, continua a auionsacao dada ao
Exm. presidente para dispeoderal a quantia do
32:000* com o augmento dos vencimentos dos
empregados pnbhcosda provincia.
A conlinuacao dessa aulorisagao imposta ex-
plicilamente recouheciraento da insufliciencia
dos vencimentos aoluaes daquelles empregados,
mxime dos de certas o determinadas reparti-
ces, ondo os ordenados sao tao minguados que
admira podercm com elles subsistir os respecli-
vos empregados.
Hoje que iromensa a alga dos gneros ali-
menticios, os quaes saoindispensaveis suslen-
tacaoda vida ; hoje que conhecido por todos
o augmento das locages de casas, das quaes se
nao podo prescindir; hoje finalmente que ludo
ha subido de custo n'uma progressao espantosa,
nao pode deixar de parecer em rayiho a existen-
cia de servidores do estado com 0 vencimenlo an-
nual de 6009, qundo na assislencia obrigaloria,
na competente reparligao, vo-se as horas mais
preciosa* do dia, Com effeito, sustentar-se a si
e ana familia, devendo apresentar-se alm disto
com certa decencia nos actos mesmo ordinarios'
da vida, e somente gauber 509, 60| e 809 por
mez, una dcaaaa ciusaa indeoifraveis na vida
pretica do hornero.
Um uneeionalismo nal atribuido nao pod
deixar de dar roaos frueto; a'abi resulta 4-
^iraccio par* # Um rico propretario de Camargne, consideran-
do a diminuicao deslas tartarugas como urna
perda sensive, principalmente para as aldeas,
leve a idea feliz do mandar fazer novas creoges
nos pantanos nao explorados da sua propriedade,
c osla paludcultura lera produzido os melhores
resultados.
Depois de ter apurado aslagas pela introdc-
elo das aguas fluviaes, langou ncllas ha dous an-
nos, urnas vinte tartarugas, que linha mandado
vir de Arles, o as quaes so lem multiplicado de
urna maneira admiravel.
Esla experiencia mostra a facilidado, com que
lodo o proprielario de terrenos situados as na-
cessari.iscoiidic.oes climalogicas, pode possuir um
viveiro de tartarugas, assim como urna coo-
Ihcira.
Riqueza florestal d'Alceria. Conla-se
na Algoria perto do mil e duzentos lectares de
lloroslaspropriamente ditas.
Nesla avaliaco n.io se comnjehendem immen-
sas superficies," mide as arvoros destruidas por
incendios peridicos nao teem o lempo de se
desenvolver.
difiieil imaginar com que deploravel impro-
videncia as populages rabes se sorvem do fugo
para limpar urn terreno orborisado, afugentar os
animaos ferozes, criar pastos para seus rebanhos,
o fertilisaro solo, que elles querem somear. *
Esto processo brbaro, todava commum aos
agricultores rabes, lem semeado o paiz de vas-
tas eharnecas, que para lornarem a ser magnifi-
cas florestas nao carecan) souao de livra-lasdos
gados e do fogo.
Denles mil e duzentos nctares do florestas.
tres quart.is parles podan fornecer urna cxplo-
rago regular; diversas especies do arvores to-
das capa/es do dar oplimas madeiras como o pi-
nho de Alepo, o lentisco, o carvalho, o olmo,
abundara em todas ellas, e conforme a oxposi-
cao, o clima, o a natureza do terreno, assim
abunda mais esta do que aquella ospocie. Todas
porm crescem na Algoria o engrossam cora urna
rapidez espantosa.
Passagciros que vieram no vapor nacional
Tocaiiiiw entrado do Rio do Janeiro : lente
Joaquim Cardozodos Santos, Jos Cosario Varcl-
la, sua sf-nhora e urna tilha. Dr. Manoel Buarque
Macdo Lima, sua senhora e dous escravos, Joao
Machado Palmeira e uro criado, Manoel G0 No-
nes Machado, Francisco Manoel Fernandos da Cu
nha, A. do Gusmao, Manoel Francisco dos San-
ios, sua senhora e dous criados, Domingos Jos
Alvos da Silva, Bernab Elias o um irmo, Joao
Joaquim Alves, Jos Joaquim Carlos, Joo Jos
de Miranda, Manoel P. Camello, Sirvino Pereira
da Cunha, Jos Ovidio de Parias Lobo, Antonio
Bastos Camello, africanos livres, Joaquim da Cos-
ta e Francisco da Silva, Conrado Phler, Francisco
R. da Silva, Francisco Rapozo de Medeiros, Ma-
noel Alves, Tadeo Zoanghori, M. Giacomo, Jos
Ricardo, Goorgo Tammeley, um cx-praca, um
escravo a entregar.
Segncro para o norte : alferes Candido do
Prado Pinto, sua senhora e dous escravos, Dr.
Luiz Antonio da Silva Nones, sua senhora, duas
sobrinhns o cinco escravos, Fr. Luiz da Puriflca-
co, Jos Joaquim B. de Moura, Luiz Marlins, Dr.
Raymundo F. de Araujo Lima, HcnriqueG. Con-
linho, Alfredo Henriques da Sorra Aranha, Car-
los G. Vianna, Nuno de Scixas, Candido Pereira
de Oliveira, Joaquim Jos Esleves, dous deserto-
res e urna mulher.
Passagciros que vieram no vapor inglez
Magdalena entrado dos portos do sul: Emilio
Wi'ld, Quintino de Azevedo Machado. Filippo Ro-
drigues c 185 para os portos da Europa.
Passagciros que seguirn no vapor inglez
Afagrfa/enapara Southam?lon e portos interme-
dios : William O. Donnel o sua senhora, Benlo
Jos da Costa, Daniel William Bowmnn, Joaquim
Pereira Arantes, A. Schlappriz, Amcdo Schaff-
ler. Emilio Dedier, Joao Pereira Moulinho, sua
senhora e urna Qlha, Joao Jos R. Vieira. Elvira
Berlha de Souza Gongalves, Isabel Mara de Mel-
lo, Diogo Charlen. Viccnlo F. da Costa, Joao
Marlins de B. Jnior, Chrislovo Staar, W. Putt-
fasrken, JoSo Smith de Vasconcellos, Leopoldo
Smilh de Vasconcellos e Jos Joaquim R. e Silva.
Matadouro publico :
Mataram-so no dia 14 do corrente para o con-
sumo deata cidade 106 rezes.
MORTALIDADB DO DU 14 DO CORRKflTI
Francisco, branco, 2 annos ; inflammogo nos
intestino.
Rento, pardo, 13 mezes ; desinleria.
Joio Gomes Ferreira Lopes, branco, casado, 46
annos: menengite aguda.
Joto Jucintho Maaie, brauca,- aHro, 38 vinos ;
faeda.
CMARA MUNICIPAL DO RECIFE.
SESSO ORDINARIV DE 26 DE MARCO DE
1860.
Presidencia do Sr. Franca.
Presentes os Srs. Reg, Oliveira, Mello, Pinto
e Gameiro, faltando sem causa_ participada os
mais senhores, abrio-sc a sessao, e foi lida o
approvada a acta da antecedente.
Foi lido o seguinte
EXPEDIENTE.
Um officio do Exm. presidente da provincia,
remetiendo por copia o ollicio que em data do
29 de Jevcreiro ultimo lhe dirigir o director in-
terino da reparligao das obras publicas, relativa-
mente ruina do caes em frente da casa de An-
tonio da Silva Gusmao. Inleirada.
Oulro do mesmo, devohendo, approvada, a
planta que lhe enviara esla cmara com o officio
de 13 do corrente sob n. 29. Que fosse a plan-
ta remullida ao engenheiro, para o lim conve-
niente.
Outro do advogajla, dando o seu parecer sobro
a petico, quo enderegra presidencia o juiz
de paz Joao da SUveira Borges Tavora, e de que
faz mencao a acta de sesso de 5 do corrente.
Rcsolve-se que so informasse a S. Exc. no mes-
mo sentido do parecer.
Outro do mesmo, dcjolvendo os artigos de
posturas que lhe foram remellidos, dizendo que
lhe pareciam procedentes as razoes expostas pe-
lo Dr. chefo de polica, no seu officio do 1. do-
corrente, para a approvago delles, c (Je reconhe-
cida ulilidade os mesmos arligos, sendo porm
conveniente que no primeiro se salvassen os ca-
sos em que cumulativamente fosse docretada a
priaio, visto que nesla hypothese nao sotisfei-
la a pena com o pagamento da mulla. Resol
veu-so que so suumettcssem os artigos 4 appro-
vaco da assembla provincial, por intermedio
dapresidencia, fazendo-sc a alleracao lembrada
pelo advogado.
Oulro do contador, pedindo se tirassem do co-
fre duas letras do imposto do capim do planta,
acechas pelo bacharel Francisco Luiz Caldas,
urna j vencida e paga, e oulra a vencer no l.*
do abril prximo futuro. Que se tirassem.
Oulro do fiscal do S. Antonio, informando quo
Antonio Ferreira Pinto podia fazer os concertos
que pretende no seu sobrado da ra do Rangel,
u. 5. Concedeu-sc a lieenca.
Oulro do mesmo, Informando ser exacto o al-
legado por Manoel do Souza Tavares, sobro
achar-se em obra a sua casa na ra do Rangel, o
estar o peticionario no caso de continuar a pa-
gar o imposto relativo ao agougue, que na mes-
delirada'i por ma linha. Deferio-se.
Oulro do fiscal do Ba-Vista, remoliendo o-
termo do visloria, que proceder na casa do
Antonio Jorgo Guerra, sila na ra da Amizade,
na Capunga. Ao archivo.
Outro do mesmo, iutormando sobro ae oceur-
rencias que houve as cdicages do Joao Fran-
cisco Regis, Custodio Alves Rodrigues da Costa,
o Miguel Archanjo Fernandes Vianna, na estrada
nova de Olinda. Ao vereador Barata que a
exigi.
Outro do fiscal do Pogo, enviando a ola das
rezes morios para o consumo daquella freguezia,
do 1. a 26 do corrente. Ao archivo.
Urna informaco do advogado, na petico do
Victorino da Silva Leitao, dizendo ter encontra-
do as buscas que dra nos seus papis, o reque-
rimento, quo remeltia, do mesmo peticionario,
pedindo pagamento de cusas ciiminaes. Man-
dou-se dizer contadoria.
Foi approvado um parecer da commissao do
polica, mandando fornecer ao fiscal do Poro
dous carros de rao, para o servico da conser-
vagao e limpeza das ras e estradas da mesma
freguezia.
Sendo li la, o entrando em discusso a replica
quo fez Manoel Pereira Caldas, pedindo refor-
masse a cmara o seu despacho, pelo qual
lhe negara lieenca para fazer diversos melhora-
mento no seu sobrado da ra Direila n. 21, foi
altcndida, concedendo-so a lieenca, votando con-
tra o Sr. Gameiro.
A requerimento tdo Sr. Francisco, resolveu-se
que o procurador consultasse ao advogado sobre
ser ou nao conveniente desappropriar-se ou afo-
rar-so o terreno do boceo uovamente aberto do
pateo de S. Podro para a ra de Horlas, porque-
lalvez disso dependesse a decisao da queslao
pendente no tribunal da relago entre a irman-
dado de S. Pedro e esla cmara.
Resolveu-se a requeiimcnto do Sr. Mello, que-
so expedisse ordem ao engenheiro cordeador, a
ao procurador, para apresenlarem, ou fazerera
apresentar at sessao Seguinte, as conlas da
despeza das obras, de que foram encarregados,
por occasio da rccepgao de SS. MM. II.
O Sr. Gameiro, como roerobro da commisscv
nomeada na sesso anterior, para se entender
com o commendador Hennquo Marques Lins, de-
clarou ter e commissao cumprido a sua misso,
fallando com o mesmo commendador, o qual pe-
dir do indemiiisago da sua casa qucimada na
ra do Imperador a quantia de 8:000$ de ris.
Posto em discusso se devia ou nao a cmara
dar esta indemnisarao, passou quo se dsse, com
o requerimento que fez o Sr. Oliveira, para so
pagar no prazo de 4 annos com preslaees do
dous contos annuaes. Mandou-se expedir or-
dem ao procurador para dar sciencia disto mes-
mo ao referido proprielario.
O Sr. Franca aprsenla urna proposta de ma-
deiras para os curraes do matadouro assignada
por Joo Agostinho de S Pereira, e como os
precos destas fossom maiores do que os da pro-
posta de Jos Malhias da Fonceca, lida na sesso
anterior, declarou que prefria esla. ao que a c-
mara annuio, mandando annunciar para o dito
Fonceca entender-se com o referido vereador.
Despacharam-se as petices de Antonio do Re-
g Medeiros, Antonio Alves da Fonceca Jnior,
Domingos Jos da Costa, Francisco Lopes da Sil-
va, Francisco Gomes Velloso de Albuquerquo
Lins, Fortunato Cardoso do Gouveia, irmandade
de Nossa Senhora do Rosario, Jos Gongalves
Ferreira Costa, Jos Antonio Moreira Dias & C,
Jos Paulino di Silva, Jos Peres da Cruz, Ma-
noel Pereira Caldas, Manoel Ferreira da Cruz,
Manoel de Souza Tavares, Romana Bellarmina
Cordeiro Reg, Victorino da Silva Leilio, Wil-
liam Bowman ; e levantou-se a sesso. Eu Ma-
noel Ferreira Accoli, 1. secretario, a escrevi.
Declaro em lempo que o Sr. Franca nao to-
mou parte na discusso a respeito da desappro-
priocao da casa do commendador Marques Lins,
jurando suspegao, e o Sr. Gameiro votou contra,
por achar ainda a quantia excessiva. Accoli,
o declarei. Franca. PP. Reg, Mello, Oli-
veira, Gameiro.
SESSAO EXTRAORDINARIA EM 31 DE MARCO
DE 1860.
/
Presidencia do Sr. Franca.
Proseles os Srs. Reg, Oliveira, Mello e Ga-
meiro, fallando sem causa participada os mais
senhoree ; abrio-se a sessao.
Foi lida e approvada a acia da antecedente,,
cora a declaraco feita polo Sr. Gameiro, de ter
volado contra a pretengo de Manoel Pereir
Caldas, fundado na info'rmagao do engenheiro-
cordeador.
Foi lido o seguinto
EXPEDIENTE.
Um officio do Exm. presidenta da provincia,
dizendo Qcar inteirado de que a cmara lhe com-
municara era officio de 26 do que hoje finda,
acerca da represenlacao que presidencia diri-
gir o juiz de paz do tereeiro da Boa-Vista Joto-
da Silveira Borges Tavora. Inleirad*.
Outro do engenheiro Cordeador, informando so-
bre a represenlago feita assembla provincial,
por D. Joseplia Clara da Silva, relativamente a
seu sillo, no lugar de Santo Amaro, dizendo ser
verdade que a cmara pretender daaapropria-lo-
para formar am torno de cemilerio publico una
grande praca, mas que lamben era verdad* quo
este projeeto Iho pareca ter sido abandonado.
porquanto ltimamente foro pela caara e pela
I presidencia approvada ann planta, eflorecida
por Manoel Joaquim Feraandes de Azevedo, di-
' vidindo o aeu sitio, que julgava ser o mesmo do


MU
-Kv,?^ e'U ruas pa,ra "dtlicaee ue casas.'liar o ment do lilm. ir qapllau Manuel l'or-
Resolveu-seqaeoijcal da Boi-VisU exami-
nasse se o sitio o mesoio o informasse.
Otilro do niesrno, informando que nio se fa-
ziam precisos pan logradouro publico os terre-
nos existentes no povoado da Soledado, que
Francisco Jos Fernandes Pires, requerera por
aforamenlo. Quese pedisse autorisseo assem-
bl.i para se poder fazer o aforamenlo.
Oulro do mesnio, communicando para que a
cmara providenciasse, que indo dar cotdeaoo a
Joaquim Lobato, em um terreno por traz da ra
do Alecrn), equasi junto do cstabelecimento do
gaz, entender nao deverda-la, por ter achado
edificadas no meio da ra, traeada pela planta
cm vigor, unas casas .novas pe'rlenccntes a Ber-
nardino Pcrcira Ramos, as quacs nanean 23
palmos dentro da ra, de sortc que presentemen-
te ou selia de mudar a direccao da mesrna ra
u se Dio de cortar as referidas casas, que s
i7n,iTS-'gUMdcpedra ecalA' commissao
de edihcaeoes.
Outro do mesmo, dando as razos porque nao
ihe eia possivel satisfazer a ordem que esta c-
mara Ihe expedir para fizer a presentar as contas
ac todas as despezas follas com a construcao e
praraae Pedro II.A cmara nao achou plau-
sivcis as razoes, e resolveu officiur do novo ao
engenheiro, lnsistindo na sua ordem, visto ter
sido elle quem contratara o fornecimenlo de ma-
deiras, a conslrucoda obra, a sua pintura etc.
Oatro do procurador, devolvendo as tontas
queja liha em seu poder da despeza feita com a
recepoo de suas raageslados imperiaes, relati-
vamente aquellos festejos, de que fura encarre-
gado, dizendo nao haror ja feilo islo, por falta -
rem ainda algumas cantas, c uo cstarem veri-
ficadas o legalizadas outras.Que se devolvessem
as contas, dendo-seao procurador que tratasse
quanto antes de recolhcr todas, pois o que que-
ra a cmara era saber a quanio monlou toda a
despeza, para cnlo resolver o que fosse conve-
niente.
Outro do fiscal do Recife, communicando que
havia fallecido no dia 26 dcste mes, o fiscal sup-
plente daquella freguezia, Raymundo Jos de
Souza Lobo.Inleirada.
O Sr, Oliveira propoz que fosse nomeado para
prcencher esta vaga Manuel Antonio Ferreira
Gomes, e fui approvado.
Oulro do mesmo, informando sobre pretenejo
de David William Bowrnan, que requereu liccn-
Ca para fazer una porta com doze palmos de lar-
gura, na casa que ?ai edilicar na ra do Brinn-
Concedeu-se alicenea.
Outro do fiscal de Santo Anlonio, communi-
cando, alini de que a cmara providenciassp, que
com .1 construcao de novo caes por traz da ra
deS. Francisco, linjcrua do Imperador, ficaram
inulilisados os canos de esgoto das cocliciras all
existentes, c que os seus propietarios tem-lhc
declarado que nao podem construir novos canos,
pora isso se oppor o inspector do arsenal de ma-
rinha.Que nlimassc aos cocheiros para faze-
rem os canas c desse assim cuniprimenlo as pos-
turas.
Tendo o bario de Utinga, Henrique Marques
Los, e sua mullier, assiguado cora a cmara ter-
mo, fechado o negocio da dcsapropriaco do do-
minio til do terreno, e bcmfeilorias no estado
em queseocham, da sua casa incendiada na ra
da Imperairiz, pela quantia de oito conlos de rs.,
sem juros, saccando letras deslc valor para pa-
gar-se nos prasos de um, dous. Iros e qualro
anuos ; a cmara resolveu que o procurador
mandasse demolir as paredes, e desempacliar o
terreno, nfim de ser aberto o transito ao publico
por all.
espacharam-so as petie.oes de Anlonio Fer-
reira Pinto. Bernardino Jos Monleiro, David
uilliam Bowrnan, Joaquim Antonio de Souza
Jos Baplista Braga, D. Joanna Francisca Seve
Navarro. Jos Corroa de Bulo, Maria Magdalena
de Moura, Manoel Duloterio ; e levanlou-se a
6CSS0.
Eu Manoel Ferreira Accioli, secrclario a es-
crevi Franca, pro-presidente.Reg.Batata
aeAlmoida, Oliveira, Gameiro.
Correspondencias.
DIARIO DE PERKAMBUCO. SEGUNDA FEIRA 16 DE ABRIL DE 1860.
Srs redactores. O liberal. Periambucano
o da 10. nos Afogados por occasio dos traba-
Jilos da junta de qualiOcacio ; mas cssa noticia
dada pelo Liberal, adulterada, devda sinfor-
males que Ihe deram.
Conym-mc rest.ibelecer a verdado dos fados,
c por isso vou apresenla-losao publico taes quaes
se deram :
No dia 10 do andante mez, reunida a junta de
recurso, alii so apresenlou o rapilao Jos Fran-
cisco do Reg Barros, e entrega-me urna pelicao
de reclamarao de differenles cidadaos do 2o d'is-
tricto ; aceita a pelicio, sem que a mesa entrasse
em sua apreciaco, eniraram em argumentaco o
peticionario e o capillo Carnciro, o que dc lu-
gar a quese alterassom um pouco, e o peticiona-
rio dirigi palavras menos cabidas e injuriosas a
seu contendor, que irritado, e olTendido ern sua ..
onra, retorquio-lhe com outras, e o dcsafiou, quei a pessoa alguma, quem capaz do tal
ponto dequast pegarem-so; foram apartados, e fazer quera mandn espancar o padre Fortna-
noste estado suspend a sessao. e rctiroi-mo n.ir.i tn. ninfui ,. i mu m,,!,,; rQr ....;...... __
Ano e Castro Araujocommandanle dacompanhia
xa de cava lana, e o meu rccoohccimenlo pelas
roaneiras delicadas e affaveia com qua se dijrnou
traar-me durante 7 mezes qne na dita compj-
nnia serv como addido, procedimento cate pro-
pno de um cavalleih de elibado educacao, o de
um militar briozo, honrado, e amigo de seos
companheiros da armas. Aceite pois o mesmo
lilm. Sr. capilo Castro Araujo os meus votos
de sincera estima, dedicacao o respeilo, discul-
pando ao mesmo lempo a ouzadia que lomo em
fallar de suas virtudes,
Pero-ros Srs. Redactores que publiquis estas
linlias no rosso conceituado jornal pelo que mul-
to agradecer.
O A! foros.Anlonio Dionizio dos Santos Gondin
Recife em 14 de abril de 1860.
O abaixo assignado implora ao respeitavel pu-
blico.
ATTENQAO.
Srs. redactores. Ao ler hoje o peridico de-
nominado a Ordem de 27 do mez prximo pas-
sado, deparii com urna carta escripia pelo seu
correspondente da Victoria, intitulando-se o Im-
parcial aonde se le o seguinte trecho : Ouvi di-
zer que alguns liberaes entre cllcs um tal Alexan-
dre dos Caixo3 ou das Vaceas, e bem conhecido
por espancador de sua propria muiher, aprsen-
la ra junta do qualitlcaco dos cinco dias quei-
xas, reclamacoes, denuncias e o diabo que os en-
tenda, de maeira que atordora mesa.
Permilta-me o alustrado correspondente da
cidade da Victoria a ser imparcial nao atirava-so
a oliendor-me lao somente por poltica c nao
porque j o tivesse ofendido, s pelo simples
fado de ler reclamado meu direito de cidado e
dos meus visinhes que foram qualiQcados cora o
nome alterado e oulros cscluidos da qualifi-
carao.
Muito obrigado Sr Imparcial da Victoria de
olTendcr-me lao atrozmente perante a face do
publico, felizmente este mesmo respeitavel pu-
blico sabo apreciar o bom mrito o a capacidade
de um correspondente como este da Victoria, que
despido de toda dignidade alira-se a offender o
melindre alheio e entrar na minha vida privada
com mofas, pasquina e ludo quanto Ihe c proprio,
eu nao alordoei a mesa como diz este Imparcial,
a mesa fui quem se alordoou porque vira-rao na
sua frente para os desmiscarar visto que j na
qualifieacao de 23 de abril do 1857 fui qualica-
do com o nomo alterado, sendo presidente da
mesa o Sr. juizde paz Jos Cavalcanti Ferraz de
Azevedo, que foi-rne preciso recorrer j preve-
nindo-me para esta de agora que a presidio o
mesmo juiz de paz ; agora pergunto a esto Jm-
parcial se esle juiz de paz presidente da mesa
nao recebeu por muitas vezes diuheiros pagos
por mira e semprc passatilo os competeutes re-
cibos.
Avalie o publico sptisato que para o presidente
da mesa receber dinheiro sabo do meu nome por
extenso o para qualilicar-me votante nao o sabe!
o que diz a islo -Sr. Imparcial; e o que mais
admira um dos msanos meu concunhado nao
saber do meu nome, que falla de remauiceneia
que lastima diego a ter! I islo veio despertar-
me a remaniscencia c lembrar-rae do algumas
cousinhas que pelo nosso torrao lera so dado por
desgraca da sortc do povo pacifico da Victoria,
que lauto soffre de urna cmara como a da Vic-
toria que nao se injuriara de serem semprc ree-
leitos a mais de 20 annos, a custa da fraudo e das
i ponas das bayonetas e de perseguicoes que se
fazem a um povo inerme j com re'crutamenlo
processos. terrores etc. '
A que ludo islo devido a teta |da vacca gor-
da da cmara da Victoria que do que so ma-
menlara e nao duvido que at mesmo imparcial
della se mantinha e tenha criado as filhas e que
se a perdern) lornaro a seus anligos estados,
carinos, sacristas, casas de jogos, curraes etc.,
a cmara da Victoria lera sido sempro reeleila a
mais de 20|annos, com isempQo de um outro
venador quo este mesnio se deixe levar pelo
muilos della e quo dola se couipe toda a sua
organisacao. Nao soja esta a duvida Sr. Impar-
cial sou Alexandro dos Caixos, mais melltor
ser dos caixos do qic ler a mai em frica, nao
assim.
Cnama-me o Impar tal Alexandre das Vaceas,
porque live voceas e usei de mandar vender leite
e o que agora len vacca e'caixos pelo tpele
nao estao no mesmo caso, nao assim Sr. Im-
parcial mas nao ha de chamar-me porque trou-
xe alguma vacca docngaiho Caiss para arre-
matar como bem de ausentes e icar-tne com
ella at que soffresse urna denuncia dada pelo
ex-promotor o Sr. Dr. Queiroz, aonde depuze-
ram testemunhas neste processo.
Honra seja*4eila ao Sr. Dr. Queiroz por ter si-
do sempro resnelo no curaprimento das obrisa-
coes de seu ministerio, em quanto a caixes e a
vaceas tenho dito, agora vamos ao que disso o
Imparcial de tratar da minha vida privada em
dizer que sou espancador do minha propria mu-
iher, neg, porque sou incapaz de tal o praticar,
poii nao me o merece c ncm tenho denles cos-
tumes, sou teniente a Dos c bem conhecido de
todos, e aqu resido a 18 annos, nunca espan-
Jicstc estado suspend a sessao, e rctirei-mc para
minha casa.
No dia 11, reunida a junta, soube, que forcas de
policia andavara em Afogados, c que seria a groja
cercada, ao que nao pude dar crdito, po"r me
parecer um parto de loucura : me conservei A
espera de cidadaos que viessem reclamar, eram
dez horas e um quarto, quando o subdelegado, o
Lacharcl Jos Roberto de .doraos e Silva, dirge-
se, frenle de 16 a 20 homens, para a groja, e a
poz em cerco, e postando scntinelias as portas,
corre aos cidadaos .que enlravam c sahiam, mas
que nao pcrtencia'ra a seu bando.
Aps ao que fica exposto, o subdelegado, acom-
panhudo de soldados, dirigo-so para a mesa, c
comeca a dar ordens ao cscrivao da subelegac'ia,
que fazia parte da junta. Poslo que al ess
jinnlo rae tivesse revestido de toda prudencio,
ah nao pude mais conle-la, ped ao subdelegado'
que se relirasse, pois que aquelle lugar nao com-
pela, em face da le. Perguntei-lhe qual o mo-
tivo ou le em que se fundava para assim proce-
der ; respondeu-me, que vinha tomar contas, e
conter as arbitrariedades c irregularidades com
que eslava procedendo a junta.
Dahi resultou um confllido, em que liouveram
empurros, e nao podondo eu conseguir que esta
nulondade se relirasse com sua forga, e lemendo
a permanencia deste estado perigoso, suspend os
trabalhos, e relirei-me para casa, onde com so-
cego pode a junta ofciar ao Exm. Sr. presidente
o layrar a competente acta.
Eis os fados taes quaes se deram, e por elles
ver o publico, e conhecero redactor do Liberal
I fk *% Pl A* i. *______ j_ ___ A -
to, nao fui eu que mandei fazer assassinalos na
ladeira do Cunha era dous infelizes d'onde um
delles escapou com ambas as orelhas corladas,
nao fui cu que vindo c da matriz ao chegar em
Cacas o pobre hornera sem culpa que o condu-
ziam preso para esta cidade afira de quo quando
entrasse na cade i nao descobrisse que Ihe linham
lirado poirao de dinheiro, ouro e prala, nao sou
que o digo, quem o diz o Sr. lente Manoel
Gregorio Rodrigues Cimpello no Liberal de 29
de abril de 1851 que tenho em minhas gavetas
e al hoje nao fui chimado a responsabilidado, e
oulros muitos fados declarados as correspon-
dencias, de outros muitos correspondentes que
os tenho e deixo do os publicar, porque nao te-
nho por costume injuriar a pessoa alguraa e que
se ainda a islo respondo porque o imparcial
arroga-iue semclhanlo injuria.
Na minha casa nao ha espancamenlo, e tanto
provo. que moro dentro da cidade bem perlo das
autoridades, e que se houvesse nao deveria es-
tar impune, pois o delegado que temos hoje
pessoa que merece toda a considerado, o nao
pactua com o crirae, c restricto no curaprimen-
to dos seus deveres policiaes ; o que ha gran
de recatamento para nao haver relaces da fa-
milia deste imparcial para a minha, e'nem que-
ror relaces de algumas familias que possam pro-
duzir funestos futuros, segundo os exemplos das
proslituicoes que por ah se do, e se podem ser
nos escriptos do Sr. padro Joao Herculano do
Reg, neste mesmo jornal, quo servio-mo de
pelorinho.s pode ter bem destos procedimentos
quera foi processado pelo ex-delegado, o Sr. Dr
Ternambucano so ou quero por fas ou or nefas ^r'u Pr0C0S3Da0 pelo ex-delegado. o Sr. Dr.
alaquei a algucm, ou feri aUribuiccsde" algu-
ma auloridade ou corporacao.
Sou sempre atacado pelo seu lado, o ferido as
atlribucoes que a lei me confere, e mesmo em
minha honra ; masaQirmo que sempre moacha-
rao prompto a sustentara minha poltica e posi-
cSo, embora a cada passo seja mordido pelas v-
boras aqueridas em meu seo.
Podia dizer alguma cousa mais, e mostrar que
o Sr. Jos Roberto, sobremodo ingrato o sem
motivo, quiz insultar-mo; mas. nada direi pois
oulra cousa nao podia esperar do bachare que
se envergonha do pergaminhoqtfolhe derjm.. ....
Manoel Joaquim do lego e Albuquerque.'
Srs. Redactores. Lendo o Diario de Pernam-
buco de 26 de marco ultimo, em que publiquei
as contas dos dinheiros dados por diversas pes-
soas do municipio do Cabo para os festejos da
recepciio de S. M. I. era dita villa encojilroi/di-
versos engaos da lypographia, e sao : 1." Wcm
"omillido os nomos dos acnhores Dr. Anloni
Gavalcanli d'Albuqiinrquc, que deu 100
Pedro Joaquim Gomes, que deu 255000;
verem repelido os nomes dos Sr. Manoel M eos
Prazeres com 30g000, e Manoel Jos^dCamar
com 20*000 por isso rogo-lhes o favor de dan
publicidade a esta reparacio, que tem por fimo
restabelecimento-da verdado.
Sou, com a maior consideraco, seu venera-
dor e criado. Francisco Elias do Reg Dantas.
Srs. Iledaclores. Syslematico como sou, nio
eoslumo por meras apparencias incensar indivi-
duo algum mormenle perlencondo a minha
classe, e exercendo sobre mim artificial auperio-
rdade : nao s pela misquinhez de minhas ex-
pressei como pela incerteza qne tenho de nave-
gar em cima da verdade, pois que na presente
poca bastante difcil conhecer-seo homem sin-
eero, verdadeiro e honrado; olial 4 aquelleaa quem
se declara amigo, eque merecao sacrificio deum
juramento Firme neste proposilo.jamais pega-
ra na penna parecem meu nomegrranlir duasll-
nhas em abono do outrem aem que tivesse por
Laze reconhecda verdado o tranquilidad cm
' minha conscienria. N'esta conviccao fallara a
um derer de gralidao se sao procuraase palan-
ca live e nem "tenho destes coslumes, e assi...
respondido tenho ; o que me resta implorar
atlencao do II1 na. Sr. presidente, como bom ad-
ministrador desta proviucia o o lilm. Sr. Dr.
chefe de polica, para que nao passem, na face
do publico, por negligentes ou desapercebidos
fados lao horrorosos como estes que aqui o na
Victoria se tem dado, para que nao digam, que
S. Exc. o Sr. Dr. chefe de policia no lempo de
suas adininistracoes prolegiam a fraude e o
crime.
Nao mais do que qualquer um lancar mi
da penoa e denunciar perante a faco do'publico
e do governo da provincia fados criminosos de
morle, que nao si prescriplos, e o denunciante
nao ser chamado a responsabilidado pelo denun-
ciado, e visto o denunciado nao ler chamado a
responsabilidade, e o governo nao lomar isto em
consideraco, S. Exc. e o Sr. Dr. chefe de policia
e todo o respeitavel publico liquera persuadidos
que nao sou raercador de poltica ; sou um
simples particular que nao aspiro empregos p-
blicos por nao ser bajulador, e s vivo custa
dos meus rditos, e que na verdade posso arro-
gar a mim o titulo do verdadeiro imparcial, pois
i governo-mo pela verdade e nao pela opinio
ebucada de menos figura, e que tudo isto se di
erque nao pacida com certa ordem como este
imparcial e viduricnses o outros que presumere
ridicularsar a quem quer que seja, sem respeilo
algum ao publico, com isto mofanJo das leis do
paiz, c desde j protesto a estes senhores, de nio
responder mais as suas infames provocacao por
que sao capazes de romper o mais profundo
silencio.
_ Sirvam-se, senhores redactores, de dar publi-
cidade a 03tas tortuosas palavras, que nao sio
pronunciadas por grammatico c menos latino,
de que obrigarao a seu constantante loitor.
Cidade da Victoria, 8 de abril de 1860.
A\exandre Goncalvu de Mirauda.
Publicares a pedido.
Negocios de Pao d'Alho.
Abaixo publicamos a informago, que segundo
ao consta dea a cmara municipal de po-
d'Uho coiilornio lf>o ui ordenado polo Exm.
presidente da provincia sobre urna representa-
re, que ao mesmo Exm. presidente dirigir o
\V'* d*l 5" da fogata de Pao d'Alho em
dala de 16 de marco prximo lindo, acerca das
irregularidades praticadas pela junta qualtflca-
doi a d.is votantes da freguezia no processo da
respectiva qualiicacjo.
Km vista dessa informacao ministrada por
una corporacao. to respcita'vel, esperamos que
S. Exc. o Sr. presidente da provincia, dominado
do espirito de roctido c imparcialidade como o
retonhecemos, nao hesitar em dar a respeilo
da referida representacao urna aolucap que te-
nia o cunho da jusea! Ei-lo:
!Hm. e Exm. Sr CHmprindo comsatisfacaoa
exigencia constante de um despacho proferido
paiaV. Exc. noofflcio dirigido presidencia, em
16 do passado pelo juiz de paz mais votado desta
freriieziade Pao d'Alho, Lourenco Cavalcanti de
Albuquerque. passamos a informar com exaeti-
dc o que sabemos a tal respeilo, devolvendo a
\. Exc. o referido oflcio com os documentos que
o acompanharam e bem assim a informago que
foi ministrada pelo juiz de paz presidente da jun-
ta ?edro Alexandre de Mallos. Nao pactuando
con irregularidades cumpriremos restrictamente
o nosso dever, informando ludo quaulo tenha
realmente occorridj a lal respeilo.
Instaurada a-mesa qualiflcadora no dia 4 do
mez passado comecaratu os seus Irabalhos, pre-
sidios polo juiz de paz mais votado Lourenco
Cavalcanli de Albuquerque. Dando este parle de
doenlc no dia 5, passou a presidencia ao imme-
diato em volaco lente coronel Luiz do Albu-
querque Marauhio, que sob o pretexto de adiar-
se ambem doente passou a referida presidencia
ao seu substituto legal o juiz de paz Pedro Ale-
xai dre do. Mallos, continuando o mesmo lenle
coronel Maranho no excrcteiu do cargo de sub-
delegado desta freguezia.
I'roseguindo na sua raissao os membros da jun-
ta, do aecrdo com o seu prosidento reuniam-se
una ou oulra vez na matriz; desse modo termi-
noii-sc o no maior numero de dias celebraran!
seus trabalhos em urna casa pioxima matriz.
Desse modo lerrainou-se a qualiliea<;ao no dia 14
de marco as 6 horas da larde, segundo dizcm os
membros da junta. Esso Borrico, segundo o nos-
so Vaco entender, acha-so com irregularidades,
que por cerlo morecera seria allencao.
(ora effeito, quera com alguma alleiiQo exami-
nar scmclhante Irabalho, e livor algum conheci-
menlo desta localidade, convencer-se-ha do que
dis;emos. Muitas pessoas de importancia fo-
ram excluidas da lista dos votantes, e ao passo
que isso aconteceu foram incluidos no alistamon-
lo homens, que nunca existiram se nao na imagi-
uarao dos membros da junta, de sorle que scudo
o numero dos inlividuos habilitados para guarda
nacional de 800, os dos volantes subi a 1802,
apezar de todas as.elemiuacocs que a jimia en-
tendeu dever fazer.
O'jserva-sc aiada desse alistamenlo que o nu-
mero dos votantes sempre mais.crescilo nos en-
gethos perlencentes parcialidado da mesa ao
iue accresce que muitos individuos moradores
uos engenhos Aldea e Carauba se achara qualili-
cados em os diferentes quarteiroes da villa. Ten-
do :essado os encommodos do 1" juiz.de paz
Lourenco Cavalcanli do Albuquerque tratou esle
de apresentar-se para reassumir a dirccc;o dos
Ira tallaos, o quo fez no dia 15 do mez de marco.
Nao esperando oa membros da junta que o juiz
do paz mais volado se apresenlasse, descansados
esl ivam era suas casas, ,e por isso foram sorpro-
henldos. Nio llies conrindo, porm, que o juiz
de paz mais volado reassumisso a presidencia da
mesa, visto como loria do tomar connocimenlo
das irregularidades entendern) que deriam con-
cluir particularmente os seus trabalhos, eso do-
pois de terminados os remetteriam ao Io juiz de
ou. D'ahi proveio a demora, que hnuvo cm en-
trc;ar-se a este o livro di qualilieacao, entrega
que nao foi possivel obler com pres'teza, apezar
de todos os exfoiQos erapregados pelo juiz de paz
Lourenco Cavalcanli do Albinucrque. O nico
meto de que se poderam servir, foi tergiversar
al que podessem concluiros trabalhos, evitando
poi essa forma que ainda urna vez se roumsse
a j inta, e assim praliearam, sendo quo apenas
um dos membros da juula, Anlonio Bernardo Ri-
beiro de Moura, respondn ao otficio que Ihe foi
dir gido peljuiz de paz mais votado. Desse mes-
rao ollicio (doc. n. 1) so v claramente ser ver-
daile o que se allega na representacao, que por
V. Lxe. nos foi reraettido, porqu3nlo nelle o
membro da juma cima mencionado diz quo no
da 14 do mez passado as 6 horas da larde ter-
minou-se o alislamento, e que uossa mesma dala
foi lavrada e assignada a respectiva acta. D'ahi
S6 :olligo que os trabalhos da junta nao podiain
ter terminado no da 14, por quanto s depoU de
corcluido o alistamenlo deve elle ser lancado no
livro de qualificaco em a compe.lente acta* exlra-
hirdo-se posteriormente diversas copias da qua-
lificaco na lorina do art. 21 da lei regularaeutar
das eleiroes. Depois de findo tudo isso que a
jutla podo levantar os trabalhos inlerrompendo-
o por 30 dias,
:>e o alislamento lerminou as 6 horas da larde
ao dia 14 e se de pois denosta o sol nenhum ira-
balho pode ser feilo na /rma do arl. 20 da citada
le perguniaremos iis. Em que lempo foi o alis-
lar.iento lancado no livro de qualilicajo? Em
que lempo foram tiradas as copias da qualifica-
c(l eiJ3'Ja Por lei. e que compoe-se cada urna
qe 1810 nomes, com as competentes declaracoes?
L loreoso reconhecer que o membro da junta, a
qu;m nos referimos, querendo confirmar que'os
trabalhos terminaran) as 6 horas da tarde, cahio
em urna flagrante- conlradicco.
Do documento apresenlado sol) n. 2 pelo juiz
de paz v-se tambera que com efoito nao foram
observadas as disposii;6es logaes, pois que no dia
lo nao estavam ainda pregadas as listas no inte-
rior da matriz, e apezar do conselho dado pelo
respectivo vigario, as grades a que esle se referi
nao foram pregadas seno depois que tove luar
apicsentac.io do Io juiz de paz. Dos oulros do-
cumentos ofierecidos ao ccnhecimenlo de V. Exc.
se r ainda una prova em lavor das arguicoes
coelidas na representacao, visto como delles* se
evidencia que contra a terminante disposico do
aviso n. 136 do Io de outubro de 1817, o' livro
nao foi entregue ao juiz do paz mais volado e
ao contrario continuou no poder de juiz de paz
presidente da junta como esle mesmo o diz em
su; resposta, nolando-se que o escrivo respec-
ivo cerlificou qua o mencionado livro ficou em
poder da junla, prova de que esta ainda uo esla-
va dissolvido.
iatisfazcmdo o que V. Exc. nos delcrminou ou-
vinios o presidente da junta o juiz de paz Pedro
Alexandre de Mallos, mas osle cm sua resposta,
dando como provado oler a junta terminado seus
traialhos no da 14, limita-so a invocar em seu
aptio o officio do membro da junta Antonio Ber-
nardo Ribeiro de Moura ; mas nos j fizemos sen-
siv.;i a flagraule conlradicco cm que este ca-
Ouanloa dizer o referido juiz de paz que o li-
vro devia permanecer em seu poder tamben) i
mostramos que acha-ae eslabelecido o contrario
pelo viso n. 136 do 1 de outubro de 1817. Em
rohcaoao fado de urna certid.io imposta ao of-
ticialde jusliga Francisco Jos Fernandes da Sil-
va apenas nos consta que o offcial de justica nio
ton constrangido, sendo que ao contrario fra elle
o | ropno qne referir-os fados mencionados em
suo cerlidao equo apenas IhesfOra dito que men-
cioaasse tudo quanto soubesse. Immerecida a
cer sura quejnos dirige o juiz de paz Podro Ale-
xar ore de Mallos quando se queixa de Ihe nao
na-ermos remellido os documentos juntos a re-
presenlagao, por quanto lendo a cmara de pres-
tar tambera urna uiformaco, e estando esse juiz
de paz bem a par das oceurrencias as quaes tem
loriado grande parte como se v de sua propria
resposta, nao era indispensave essa rcmessa.
AgKa.Exm Sr.,permitla-nos V. Exc. que acres-
sei temos anida alguma cousa a repeito da nua-
Iilicacao. '
'.'omarara partejna organisaco da junta os rlei-
lotesj.uizde Albuquerque Maranhao.Antouio Ber-
nardo Ribero de Moura, Manoel Thomaz da Albu-
au rque Moranhio.o o>upplente Joaquim Nunes
.tuinna.o pnmeiro. segundo e quarto moradores
cni Aldea e o lerceiro era Caraba, apezar da
do urina dos avisos n. 49 de fevereiro de 1847, 8
5, i 150de 5 dedezembro do 1853 8 3, e ultim-
ronle o de 17 de fevereiro do correnle auno,
nao sendo alm disso ndmissivcl no caso pre-
zo ta a segunda hypothese figurada no mesmo
ar igo, visto como esses individuos veem urna ou
oulra yez a esta freguezia e residem nos referidos
engenhos com suas familias.
Deram-se ainda algumas irregularidades para
as quacs chamamos a alteoco de V. Exc.
Durante os primeiros dias dos trabalhos o do-
legado de polica em exercielo Joio Anastacio
Camello Pessoa Jnior exorceu os fum-res de
rajmbroda junta aprcseniando depois impedi-
nuniode nioleslia nio obstante continuar no,
exercicio do cargo de delegado.
Dando tambem parte de doente o meza/io Vic-
torino Alexandre de Mallos, o juiz de paz presi-
dente da junta nomeou para subsliVuJrio.o eleilor
Jos Garca de Souza Raines.
EsU norneacao toi ulugal por quanto na forma
do arUge 17 do decreto n. 1812 de 23 de agosto
de 18d0 competa a junta.
Da mesma sorle infringio-so a le consentindo-se
que diversaspessoas. sem lerem sido nomeadas e
juramentadas, prestassem auxilio ao respectivo
Til"*)30 d decr*r' de 18 demarco de
Muitos individuos foram qualifieados duag ve-
zes, como por exemplo o da n. 31, que se acha
tambem mencionado sob n. 83.
Ao terminar, declaramos a V. Exc. que a nar-
racao que fazemos 6 fiel; e ainda que nos conste
que, a poucos dias, o presidente da junta Pedro
Alexandre de Mallos oflciara a V. Exc. em desa-
bono da municipalidade ; nenhum receio temos
desse oflicio. por quanta escudados na verdade,
de fronle altiva pela conscencia de nossos actos
nos apresentaraos ante a opinio publica, em que
encontraremos imparcialidade.
Paco da cmara municipal da villa de Pod'A-
I86i>em 8eSS ordil,aria d0 a de aur'l de
lilm. e Exra. Sr. Dr. Luiz Barbalho Muniz Fiu-
za, presidente da provincia do Pernambuco.O
pro-presidente Francisco de Albuquerque.Ja-
c.ntho Gomes Rorges Uchoa.-Manoel Ignacio
Cavalcan i de Albuquerquo Maximiano Jos de
Mello.Antonio Pereira do Rogo Lima.Luiz
Manoel de Barros.Jos Garca de Souza Ramos
vencido. '
Praea do Recife i de abril de 1860.
AS TRES HORAS DA TARDE.
- Cotaf oes ofiicias.
Cambio sobre Londres 251/4 d. 9) div
Descont de letras15 e 18 0|0 ao auno.'
Algodao de Macei=7pM por arroba.
George PatchellPresidente.
ubourcq Secrelario.
Alfanrle;
Rendimento do dia 2 a 13.
dem do da 14. .
:a.
14S;503J86>
8:757j>071
157.260J931
Moviinniito da alfandegra
voiumes entrados cora fazendas
* cora gneros
Voiumes sabidos com
* cora
fazendas
gneros
120
58
------178
125
19
------26 i
Doscarregara hoje 16 de abril.
Bng.,0 inglezCynlhiafazenuas.
Escuna ingleza=:Elisabethidem.
Escuna hollandeza Cornelo farinha de trigo
Bngue porluguezConfiancadiversos gneros.
Iiiiporta^)\o.
Patacho inglez Elizabeth farter, vindo de Li-
verpool manifeslou o seguinte
50 barris manteiga ; Teixeira Raslo?.
50 ditos dita, 2 caixas e 1 fardo fazendas de
linlio ; Johnslon Palor & C.
50 barris manleiga, 25 ditos cerreja, 100 ca-
xas conservas, 6 ditas biscoutos ; Tasso & Ir-
maos.
5 caixas e 4 fardos fazedla do algodao ;
Henry Gibson. *
4 ditas bandojas de ferro, coifas de l, e cai-
xinhas do folha de (landres ; Letiller & C.
3 caixas oleado ; C. S. Carabronnc.
1 dita Imitas 1 dita e 12 barricas raissangas :
Jos A. Moreira Dias & C.
L-1iidlt'\gl,'nrdanap03 dc li,,ho c rendas ; Joo
koller & C.
10 ditas biscoutos, 2 barricas globos de vidro
IO fardos fazonda de algodao, 225 barricas cer-
veja ; Addrason Howic & C.
47 caixas e 1 fardo fazenda de algodao, 5 ditos
lonas 36 pecas e 5 voiumes cabos de manilhas;
a C. J. Aslley & C.
14 caixas cassas e fazenda de linho, 6 fardos
1- S dll0 53 dilos c '', caixas dita ae algo-
dao, 203 caixas folha de (landres. 1 barrica fer-
ragens, 2 fardos fio, 35 chapas para fogo, 2
barricas lampos para as ditas. 17 caixas linha,
20 barris oleo do lnhaca ; Patn Nash & C.
coixa3 ferragens. 1 dita coifas de l para
mininos ; J. P. Adour & C.
13 ffcrdos e 4 caixas fazenia dc linho, 20 ditas
e, /?y!f3 dlU d0 "'sodo, 1 dito dita de la c
r3 ditos e 2caixas dita de linho e algodao
farelo ; Ackwright & C.
FJos fazenda de algodao 5 caixas bisc0u-
os Baplista da Fonceca.
a rendas de algodao, 1 dita fio, de cu-
2 barricas ferragens e rendas ; Hen-
_ Azevedo.
39 fardos fazenda de algodio. 5 caixas biscou-
lo, 1 caixa perneiras docouro ; Braga & Silva
bler & C razenda de a'godo ; James Cra-
50 chapas para fogo ; 3 barricas ferragens
Prente \ianna & C.
1 caixa ferragens ; Mello Lobo & C
53 barras de ferro ; Ro3tron Rooker& C
1 caua chapeos deso o roupa; A Lopes
Rodrigues. K
^2cuixa fazenda de algodao ; Mills Salham
17 dilas dita de dito. 4 ditas'camizas de algo-
dao e longos de dito chales de l e feilos de li-
nho para comizas ; Augusto C. de Abreu
10 fardos fazenda de alodio ; a Barroca &
Medeiros. tt
1 barril alfineiles ; a ordem.
2 caixas fazenda de algodao,.l dita miudezas,
1 dita sacos de lapetc, 1 dita chapeos de feliro
e boncls de palha, 1 frdo cobertores dc la. 1
dita_ taples de dito. Kalkmam & C
152 pecas, 17 caixas, 1 barrica, 1 chamin o 1
caldeira machinismo ; S. P. Johnslon & C.
61 fardos e 44 caixas fazenda do algodao 2 di-
tas selins. 1 dita cfieilos privados, 50 barris man-
teiga ; James Ryder & C.
4 fardos e 5 caixas fazenda de algodao. 30 tone-
ladas e 4 quinlaes de pedra ; i Soulhal Mellors
oe C.
2 carneiros vivos: S Neves.
Patache hollando/, ilaria Cornelia, vindo de
Trieste, consignado a N. O. Bieber & C, mani-
feslou o seguinte :
1;942 barricas farinha de trigo, 100 caixas ac;
aos consignatarios.
Patacho nacional Amasonas II, vindo da Ba-
ha, manifeslou o seguinte:
2 caixas bretanha ; a Soulhal Mellors & C,
2 pipas lirio florentino Mueron & C 406 anco-
retas azeitona ; Azevedo & Mendos, 3 caxoles
com 46:d00 charutos, 33 caixas. 100 dilas com
13,300 dilas, 376 caixinhas com 37,600 dilos, 200
sac:os cora 602 arrobas c 3 libras caf cm casca;
ordem.
Brigue porluguez Con/ianca, vindo de Lisboa-,
canstgnado a Carvalho Nogueira & Companhia.
manifeslou o seguinte:
10 pipas e 75 barris vinho, 7 caixas cha, 5 di-
las canella ; aos consignatarios.
25 barris toucinho, 15 ditos banha de porco, 15
dilos carne ensaccada ; a Manoel Joaquim da
Silva.
40 barris toucinho ; a Manoel Jos da Silva.
50 dilos dilo ; a Palmcira & Beltro.
1 caixa "sapatos de transa ; a Autonio Rodri-
gues Pinto.
2 ditas mercurio ; a Trenlo Vianna & Compa-
nhia-
1 caixa irnagem ; a Manoel Jos Carneiro.
2 camas de ferro, 1 caixa urna cpula de ar-
maran, l dita um retrato ; a Manoel Fernandes da
Costa
60 barris toucinho, 50 ditos banha, 8 pipas e
80 barris vinho, 10 barris azeile doce ; a Fran-
cisco Sejeriano Rabello & Filho.
50 saceos semea ; a Siqueira & Pereira.
50 barris toucinho ; a Tasso & Irmfio.
24 pipas, 10 moias ditas e 40 barris vinhos,
20 barris azote, 10 caixas cera branca; a Thomaz
de Aquino Fouseca.
25 pipas e 275 barris vinhos, 14 barris azeile ;
a Barroca & Medeiros.
'50 barris vinho, 10 raeias pipas vinagre,
. 50
barris azeile ; a Teixeira Bastos S & Compa-
nhia.
8 pipas c 90 barris vinhos. 10 pipas vinagre ;
aWhalley Forsler& Companhia.
30 saceos semea ; a U. Gibson.
9 barricas e 23 meias ditas sardinhas ; a Jos
Antonio Soares de Azovedo,
21 barricas ditas ; a Manoel Ignacio de Oli-
veira.
1 caixa livros ; a Francisco Joio dc Barres.
3 dilas chapeos ; a Manoel de Oliveira Maia J-
nior.
20 barris vinho ; a Jos Francisco de Si Lei-
tao.
5.'ditos dilo ; a Albino Jos Ferreira da "u.
nha.
1 barril rinho ; a Virialo de Fr^. la-
vares.
r&Ure"!9 l0UCnh "' J8 ADUnio d* Cun,,,
i burnca senuet 2 caixas man, 1 dita oleo de i
alfazema ; a Joio da C. Bravo & Companhia.
Consiliario {feral.
Rendimento do dia 2 a 13. 31:4292855
dem do dia 14....... 508j424
(9)
34.938*279
Diversas provincias.
Rendimento do dia 2 a 13. 3.016*043
dem do dia 14. ..... 4950
3.050|933
Despachos de exportado pola me-
sa do consulado desta cidade n
da 14 de abril delSGO
S. MiguelEscuna porlugueza Rainha dos Aco-
res, C. Nogueira & C, 31 cascos mel.
Porlo=Briguo porluguez Harmona, Jos A.
da Cunha 4 lrmios, 50 saceos assucar branco
porl Jos de SS Araujo, 4 barricas assucar branco.
LisboaBarca porlugueza Flor de S. Simio,
C. Nogueira & C 100 saceos assucar branco ;
Francisco dos Santos Mando, 3 barricas assucar
branco ; Manoel J. dc Si Araujo, 3 barricas
assucar branco.
Fvpnrtacao.
Canal, barca ingleza Nerval, de 3'0 tonela-
das, conduzio o seguinle : = 1,850 saceos as- '
sucar raascavado.
Havre, galera franceza Berlh, dc51i temla- '
das, conduzio o seguinle : 5,897 couros sal-
S'idos, 1,998 ditos verdes. 410 ditos espichados.
Rio de Janeiro, brigue nacional Alfredo, de
216 toneladas, conduzio o seguinte :2,350 sac-
eos assucar. 212 mullios palha de carnauba.
Rio de Janeiro o Rio Crandc do Sul, barca na-
cional Planeta, de 293 toneladas, conduzio o '
seguinte : 500 saceos arroz, 50 dilos fejo, 50
barra toucinho, 1 caixo chapeos do Chile 2 400
saceos assucar, 1,301) meios de sola, 480 alqei-i
res de sal, 180 barricas assucar.
Rio de Janeiro, paticho nacional Bebcribe. '
do 299 toneladas, conduzio o seguinte : 3,489
saceos assucar, 2,073 meios de sola, 50 saercas '
algodao. I0 barris toucinho, 9 barricas milo de
amendoa, 1 caixa drogas, 4 ditas ferragens.
Recebedoria de rendas internas
geraes ,i,. Pernambuco
Rendimento do dia 2 a 13. 9:304j392
dem do dU 14....... 4ll505i
9:715S48
Consulado provincial.
Rendimenlo do dia 2 a 13. 34-183-076
dem do dia 1(....... 1:016^830
35:229.;906
PIUCA DO RECIFE
14 DE ABRII.DE 18GO.
AS 3 HORAS DA TARDE.
Revista Comincrcial.
Cambios----------Saccou-se sobre Londres a'25
l|i. 25 1|8 o25 1|2 d. por Y,
381) rs. por f. sobro Paris, 715
rs.jpor marco branco, 108 a 110
por cento de premio sobre Lis-
boa, e 4 por cento de disconlo
sobre o Rio de Janeiro ; sem-
inando os saques de que foi
portador o vapor Magdalena
180,000 <.
Algodao----------O superior vendeu-so a 8$, por
arroba, c o regulara 78i>0.
Agurdenle-------Vendeu-se a OOJOOO por pipa-
Assucar Os brancos venderam-sc de
46 H) a 5/600 rs. ; os sume-
nos de 45000 a 45>00 ; masca-
vados purgados de 3200 a 3J00
rs. America 280 ', Canal 2j500
rs. por arroba : o deposito das
duas ultimas qualidades calcu-
la-so em 12:000 saceos.
Arroz ----- Vendeu-se a 2J600 rs. por ar-
roba.
Azeile dcc-------O de Lisboa vendeu-se dc ris
2070J a 2i750, c o do Mediter-
rneo a 2J)600 rs. por galo.
Bacalho----------Nao houve entrada. Relalhou-
ae o bom de 14J000 a 15J000 ;!
e o ordinario de 9$ a 13*01)0 rs.
a barrica, ficando era ser 4,000
barricas da primeira c cerca de
600 da segunda.
Btalas-------------Venderara-so a 1200 r3. por
arroba. *
Caf----------------Vendeu-se de 6830 a 7-J000
por arroba.
Cha----------------dem do 1^500 a U>650 por li-
bra.
Cervoja------------dem de 4J200 a 5j?000 pordu-
za de garrafas.
Carne secca- A do Rio-Grande vendeu-se de
de 49500 a 5$500 rs. por arro-
ba e a do Rio da Prala dc 3>500
a-4$500 rs., ficando em ser
21,000 arrobis da arimeira e
20.000 da segunda.
Couros- Os seceos salgados vendern) -
se a 285 rs. por libra.
Farinha de trigo- Tiveinos na semana dous car-
regamcnlos, sendo um dc Ri-
chmond qne seguo para o sul,
o oulro do Triestre que ficou :
Retalhou-se de 178 a 19j000 a
barricada de Richinond.de 21;}
a 229000 a de Triestre, e a 18}
a de Philadelphio e New Or-
leans, ficando em sor 12.800
barricas da primeira, 13,600 da
segunda, 1,000 da terceira e
6 )0 da quarla.
Dita de mendioca Vendeu-se de 6}O0D a 7^000
rs. a saces.
Feijo- dem de 1$600 a 2$000 por ar-
roba.
Genebra Em botijas vendeu-se a 265 rs.
a de Hollanda.
Louga-------------A ingleza ordinaria vendeu-se
a 275 por cento de premio so-
bre a factura.
Manleiga----------A franceza vendeu-so de 500 a
520 rs, por libra, e a ingleza de
800 a 900 rs ficando em ser
1.500 barris.
Qucijos Os fiamengos venderam-se de
2* a 2J20O rs.
Sabio-------------O amarello vendeu-se olSOrs.
a libra.
Vinagre----------Vcndeu-se de HOJOOO a 125g rs.
a pipa.
Vinho O de Barcelona tinto e branco
vcndeu-se a 265J000 rs. a pl- I
pa ; o dc Lisboa tinto de 2S0#
a 300j}000. c branco de 300 a
350SO0O rs. apipa.
Velas-------------As siearinas venderam-se a
600 rs. a libra.
Discontos- O dinheiro continuou procu-
rado, bem que a caixa filial o
o novo banco descontasssem o
que receberam, equeregulou
por qualrocenles contos dc ris;
os rebates eflecluaram-se na
caixa filial at 4 mezes a 11 por
cenlo ao anno, no novo banco
te 6 mezes a 12 por cenlo ao
anno; e nos particulares a 18 por
cento.
Frelee-------------Para o Canal por via da Para-
hiba a 26|6 c para Liverpool de
3(8 a 9|16.
Paula dos precos dos principaes gne-
ros e produeces nacionaes,
que se despacham pela mesa do consu-
lado na semana de
de 16 a 21 de abril de 1860,
Agurdente alcool ou espirito
de agurdente.....caada 750
dem caxaca......
dem de cana ^ .
dem genebra % ,
dem idem ......
dem licor ......
dem idem......
dem, recada e do reino .
Alf5'io em pluma 1 .* sorle
'jem idem.2.a dita .
dem idem 3.a dita .
dem em caroco ....
Arroz pilado.....
dem com easca ....
A sssucar branco novo .
dem mateara** iem N .
<
Azeile de mamona .... caada 909
dem de mendoim e de coco. 2J50O
Borracha fina...... arroba 7fm
dem grossa....... 4gCQ()
Cafe em grao bom..... roba 7{000
dem idem restolho .... 48500
dem idem com casca ... r>g000
Idcmmoide........ 9S600
Carne secca...... &S500
Carvao de madeira .... 2S563
Cera de carnauba em pi lOgOOO
dem idem em velas. ... 18SO0O
Charutos bons...... cento 25">0O
dem ordinarios..... 1S0CO
dem regala....... > SjJOCO
chifres........ 5^000
Cocos seceos....... 4000
Couros de boi salgados libra 285
dem idem setcos espichados. 400
dem idem verdes..... 18J
dem de cabra corlidos um 30>
dem de onca ....... 10A00O
Doce de calda...... libra 500
dem de Goiaba 499
dem seceos...... igooo
Espanudores grandes. ura 3$200
dem pequeos...... > lg60(l
Esleirs de prepori .... urna 300
Estoupa nacional..... arroba 1S600
Farinha dc araruta .... 3$000
dem de mandioca .... alqueire 2#70O
FeiJo......... alqueire "J000
Fumo em folha bom .... arroba 14S00o
dem idem ordinario.... 9J00O
dem idem restolho .... 7g000
dem em rolo bom .... 15$000
dem idem ordinario. ... (JOOO
Gonima polvilho ....". 3}000
Ipecacanhua....... arroba 25$00l)
Lcnha era achas grandes cento 2500
Idera idem pequeas. ... 13600
dem em toros...... 12000
Maderas cedro taboas de forro, urna 3$009
Louro pranclioes de 2 custados um 9000
Costad!nho. ....... urna 83OOO
Costado........ SufQO
Futo......... 23500
Soalho........ i 43000
Varas aguilhadas..... 232IO
dem quirz....... I36OJ
Virnhlico pranclioes de dous
custados........um 2 IgOOO
dem idera custadinho de dito > 143030
dem taboas de costado dc 35
a 40 p. dc c. e 21/2 a 3 de
arg'"-a....... 45g000
Idera idera dito de dito uzuacs I63OOO
Idera idem de forro .... 53OOO
dem idem soalho de dito 103003
Idera cm obras eixos de secupi-
ra para carros..... par lOgOOO
dem idem rodas de dita para ,
ditas........ 30S003
le......... caada 250
Milho......... alqueire 2g500
Podras de amolar. urna 800
dem de filtrar...... 93OOO
dem rebolos...... 1JI20
Piassava era molhos .... ura 200
Sabio......... libra 120
Salsa parrilha ..... arroba 253000
Sebo em rama...... IdOOO
Sola ou vaqueta (meio) "urna 33200
Tapioca........ arrba 3NJO0O
Unhas de boi...... cento 3CO
Vinagre........ pipe 50j000
Movimento do porto.
Mnnos entrados no dia 13.
Rm de Janeiro6 dias, vapor nacional Tocan-
tins, de 600 toneladas, commandanle prinieiro
lente Pedro Hypolito Duarle.
Portos do sul6 dias, vapor inglez Magdalena,
de 1,677 toneladas, commandanle R. Wool-
ward.
Navios sahidos no mesmo dia.
Rio da Pralabrigue brasiloiro .Warinho II, ca-
pilo Joaquim Goncalves Lagos; carga as-
sucar.
Ariealyhiale brasiloiro Beberibe, capilao Ber-
nardino Jos Bandeira ; carga differenles g-
neros.
Para pelo Maranhopatacho brasileiro Alfredo.
capilo Manoel da Silva Santos; carga varios
gneros.
Liverpool pelo Rio Grande do Nortebarca sar-
da Paula, capilao Manoel Buzan; em lastro.
Montevideopalaoho porluguez Soberbo, capilo
M. L. F. de Mallos ;carga assuc-ir.
Soulhampton c portos inlorrnodinsvapor inglez
Magdalena, commandanle R. Woolward.
o a. o. 09* <0 O o. i B Horas.
es c 3 c c tn W o c en C/3 Pl l a 1 en i CA o 1 Atmosphtra O w w SO -5
*5 V Direccao. < T. O 2& > o
w M V P3 B 03 Intensidade. \ 5 3
QO 00 00 r3 ^-4 tn Centgrado. H O B a S O E 2
'-I ti t 1-li is> Reaumur. r* o o 1
00 ^4 OD ce co le s | Fahrenheit >
-^1 C5 -4 -4 -4 tn tn o co Hygrometr 0. CA
-4 tn ^1 tn tn OD tn o SJ3 *-3 o Barmetro
490
640
800
botija 280
caada 960
garrafa 320
caada 800
arroba 83100
7(100
$100
23050
arroba 35200
alqueire 335OO
arroba 48600
t>750
A noite clara .cora grandes neroeiros vento SE.
veio para o terral e assim amanheceu.
OSCILLAQXO DA HAllK.
Preamaras 11 h 6 da manhia, altura 5.75 p.
Baixamar as 5 h 18 da tarde, altura 1.8 p.
Observatorio do arsenal de marinha 14 de abril
de 1860. Vibgas Jnior.
Saturara para esle porto :
Do do Rio. a 2, o brigue Damo ; a 3, o bri-
gue sardo Altralo : ca, o brigue Fiumiiieise.
Chegaram, entrados deste porto:
Ao do Ro, a 2, o patacho Julio, com 10 dias
de vagem ; 3, a canhoneira Tiel, cora 6 dias ;
e a 7, a barca Atrevida, cora 14 dies.
Achavam-se carga para esle porto :
No do Rio, os brigues Maria teta < ?ei*
Maria, ambos com escala pela Rahia.
No da Baha, o patacho Vencedor.
Declaracoes.
Tribunal do commercio.
Pela secretaria do tribunal do commercio da
provincia do Pernambuco so faz publico, que
nesta dala foi inscripto no livro da matricula dos
commercianles o Sr. Francisco Antonio Fernan-
des Pinhciro, Draslciro, domiciliado e eslabele-
cido do Pencdo, provincia das Alagoas, cora seu
commercio de fazendas e molhados, por grosso e
a retalho.
Secretaria, 14 de abril de 1S60.-O. A. do Reg
Rangel, oQicial-maior interino.
= O Sr. Henrique Pinto Alvea nio se pode re-
tirar para fora da provincia aem ajusfar contas
com seus credores.
Tribunal do commercio
Por esta secretaria ae faz publico, que nesta
data foi competentemente registrado o contrato
de sociedade celebrado em 30 de novcnibro do>
anno proxitfio passado, por Daniol Pankraz Wild,
auisso, e Theoioro Just, saxonio, ambos domici-
liados c estabelecidos neata cidade sob a firma
de D. P. Wild & Companhia, com o capital de
30:0009, fornectdo por ambos em partea iguaes
para e commercio de fazendaa, miudezas, obras
de ouro e prala, pedas preciosas e commissoe's ;
devendo a mjajia sociedade! fue tere comeco no

1 _:


JL
DIARIO DE KftlUHBUCO. SEGUNDA FEIRA 16 DE ABRIL DI 1860.
V do dezembro do referido anuo, terminar em
31 do dezembro de 1861. "" "
Serrclaria do tribunal do corarntrcio do Per-
nambuco, 14 de abril de 1860.Dinaroerico Au-
gusto do Reg Kaugcl, official maior interino.
Correio gem.
Relaco das cartas seguras, vindas do sul pelas
vapores brasileo o inglez, para os seiuiores
ebaiio declarados :
Amorim Irmos.
Antonio Annes Vera de Souza.
Antonio Buarque de Gusmo.
Antonio Luiz dos Santos & Roiim.
Antonio Marques de Ameida
Campos & Lima.
Ernesto Francisco de Lima Santos.
F-cderico Miguel de Souza.
Fippe Dallro e Castro.
Francisco Jacintbo de Sampao.
Francisco Telles Carvalhal Menezcs Vasconcellos.
Couvcia & Araujo.
Guilliermc da Silva Gumarcs.
Jeronymo Marlins de Almcida Jnior.
Joaquina Ilenrique da Silva.
Joaquira Moreira de Castro.
Juaquim Jos de Abreo.
Joaquim Pedro Brrelo de Mello Reg.
Joaiuim Pereira Aranfcsr
Joo Rufino da Silva Ramos.
Joao de Squeira Ferrao.
Jos Vieira dos Santos.
Luisa Antotiade Siqueira.
Celellier & C.
alaia & Irmo.
Manoel Alvos Guerra.
Manocl Ignacio de Olivcra.
Mannel Jos B. Guimaraes.
M. Azevcdo Pontos.
Manocl Gonealves da Silva (2).
Tedro Attaydc Lobo Moscoso.
Sampao, Silva & C.
Sabino Olegario L. Pinho.
Pela subdelegacia de San-Jos do Rcctfc,
forara apprehcndidos, por suspeita1 de screm ur-
lados. tres quarlos. um caslanho ru*ilho, com
cauda cortada ; oulro pedrez, e o oulro de cor
russa : quem se julgar com direito a qualquer
entregue. Subdelegacia de S. Jos do Recife. 13
Tribunal do commereio.
Por esta secretaria se faz constar a inscripcao
no competente livro de registro, do contrato de
sociedade firmado em 24 de marco ultimo,'por
Joaquim liernardino de Sena e Heliodoro Can-
dido Ferreira Kabello, naluracs o domiciliados
desta cidade do Recife, corumerciando cm fazen-
das o roupa feita; sob a Drma de Sena & Babel-
lo, por lempo de tres annos ; principiados de 31
Je dezembro do anno prximo passado c com os
fundos de 5:00OJ, fornecidos pelo socio Sena,
que o caixa da sociedade, conipetindo ao socio
Rabel lo o uso da firma social.
Secretariado tribunal do commereio de Pcr-
tiambuco 12de.al>ril de 1800.Dinamerico Au-
gusto do Bego Rangel, official maior interino.
Tribunal do coinincrcio de i'er-
nainbuco.
Pela secretaria do tribunal do comtnercio ^le
rernambiico se faz constar que nota dita fui
-adniiltido matricula na qualidade de agente de
leiles da praca da cidade da For!alcza provincia
do Cear, Joao Jos Saldanha.
Secretaria do tribunal do commereio de Per-
nambncolS de abril de 1860.Dinamerico Au-
gusto do Reg Rangel, oficiar*maior interino.
= Pela subdelegada da Varzei se faz sciente
a quem inleressar possa, que foram pegados dous
cavallos, um caslanho e outro rudado, as matas
do sitio Goiana da mesma freguezia, para o que
ipresenlando-se revestidos dos ses documentos
justificativos, llie scio entregues.O subdelega-
do, Jos Correia Leal.
RECEBEDORIA DE RENDAS.
O administrador da recebedoria do rendas in-
ternas, em cumprimento da circular n. 6 do mi-
nisterio da fazenda de dez de Janeiro prximo
indo e da portara n. 76 da thesouraria de 16 do
correnta, lendo mandado intimar no da 21 s
companhias c sociedades que lem sido facultadas
pelo ministerio do imperio e encorporadas com
sua autorisaco, e que nao tinham pago os novos
vclhos dreilos pela approvaco de seus estatu-
tos e o sello do scu capital nos prazos legaes pa-
ra que enlrasscm com sua importancia e revali-
dacao pera a mesma recebedoria, as quaes socie-'
dados c companhias constam de urna relaco as-
signada pelo official maior interino da secretaria
da mesma thesouraria e sao ; companhia de se-
guros martimos utilidadc publica, idem da es-
irada de ferro de Pernambuco, idem pernambu-
cana de navegaco costeira, dem de seguros
martimos ndeninsadora, idem de colonisacao
cm Pornambuco, Alagoas e Parahiba, das quaes
somonte as duas de seguro martimo menciona
capital e os novos e velhos direilos pela appro-
vaco de seus estatutos, faz Iranscrever o art. 9
inico do decreto n. 2490 de 30 de selembro
lo auno prximo passado quo sujeita s penas
Jo att. 67 do regulanicnto do 10 de julho de
1850 a os empregados e autoridades aministrali-
vas ou judiciarias que de qualquer medo reco-
nhecercm a existencia das sobreditas cempa-
iilnas.
Artigo 9. Os contratos ou estatutos de socie-
dades anonymasou companhias que entrarem em
operajdes ou estiverem funecionando contra o
disposio nos arts. 295 e 296 do cdigo commercial
e por consequencia sem pagamento do sello do
seu capital, eslo sujeitosa disposico do art. 31
do rcgulamento de 10 de julho de" 1850, alem
das raais penas em que incorrerem, na confor-
midade da legislarao jm vigor.
nico. Aos empregados e autoridades ad-
ministrativas ou judiciarias que aceitarem, at-
tenderem, deferirera ou admillirera reclamacoes,
requeriracntos, rcpresenljeoes, acedes, ttulos e
documentos de aualqucr n'atureza, presentados
em nome de companhiase sociedades anonyraas,
suas eaixasfiliaes e agencias em laescircumstan-
cias ou de suas administrarles ou de qualquer
modo reconhecerem sua existencia Picara o exten-
sivas as penas do art. 87 do regulamenfb de 10
de julho de 1850.
Recebedoria de Pernambuco 25 de fevereiro de
1860.=J/anoel Cameiro de Souza Laceria.
Estaeao naval.
T)e ordem do Illm. Sr. chefe de diviso Fran-
cisco Manocl Barroso, commandante da estacao
naval dcsla provincia, previno ao grumete do
corpo da armada Jos Gomes das Neves, dcsertoi
da guarnico do brigue de guerra nacional Capi-
baribe, que, para ser tomado cm considerado o
scu requeriraento dirigido a Sua Magestade o
Imperador, pediudo perdo o baixa, deve se
aprsenla! primeiro ao mesmo senhor chefe, se-
gundo q despacho communicado pelo quartel-ge-
neral de marinha, o que manda o mesmo senhor
commandante da estatu fazer publico em con-
sequencia da determinaco que para isso teve.
Bordo do brigue-barca Itamarac em Pernam-
buco, 2 do abril de 1860 O primeiro lente da
armada, Exizebio Jos .{atunes, secretario e aju-
danlc do ordens.
Pela recebedoria de rendas internas geraei
se faz publico, que o prazo da cobranza no do-
micilio doscontribuintes do imposto de 20 0(0 e
do especial de 80$, relativo ao i. semestre do
exercicio corrente, finda no ultimo, deste mez,
depois do que seguir-se-ha a cobranca execuli-
va. Recebedoria de Pernambuco 26 de marc,o
de 1850.=O administrador,
lanoel Cameiro de Souza Lacerda.
O novo banco de
Pernambuco repete o avi-
so que fez para serem re-
colhidas desde j as notas
de 1 o,ooo e 2o,ooo da
emissao do banco.
consignatario Domingos
da Cadeia do Recife.
> masa fallida de Caminha Ir inflo & C. e
por despacho to Illm. e Exm. Sr. Dr.
juiz especial do commereio, o agente
Camargo vender' em leilao a armaco,
fazendas e movis perlencentes a mesma
masa, no mencionado da as 11 horas
em ponto.
iiis;ssc uidjazinb o\\n o anb scossod srp cp
-03J.I 031103 8IDU1 8Jtd 91IOU ip 01 S JBU1IU13) 3
q sy JCJ3U103 qaoii ;>p e 'epjeiep g se ji a oiuod
uio i cjoq a sy jstdpuud 00.1101 opuojaj o opua
_in 'nnVm n'.inl an r. 1 130.*) I 111 10 oinU-.....-. f... -.
Lisboa e Parto
Vi sahir brevemente a muito veleira
e bem conhecida barca
Flor de S.Simo
recebe carga e passageiros para os dous
portos cima, a tratar com Ca val lio
Nogueira & C, na ra do vicario n. 9,
primeiro andar, ou com o capitao na
praqa.
Para Lisboa
pretende sahir com muita brevidade o brigue
portuguez Florinda, capito Joaquim Augusto
de Souza ; tem promplo a maior parte do car-
regamento, e para o resto a frote ou para passa-
geiros, trata-se com Amorim Irmos, na ra da
Cruz n. 3, ou com o capito na praca do com-
mereio.
Para Lisboa
sahe* impreterivelmenle no da 21 do corrente o
bem conhecido brigue Constante, capitao Au-
gusto Carlos dos Res ; ainda recebe alguma car-
ga a frote e passageros, para os quaes lera as-
seiados coramodos : quem o pretender, dirija-se
a seu consignatario Thomaz de Aquino Fonseca,
na ra do Vigario n. 19, primeiro andar.
flarauliao' e
Para.
O velero e bem conhecido brigue escuna Gra-
ciosa, capitao e pratico Jos de Souza, segu com
mula brevidade aos portos indicados, por ler j
prompta a maior parte do seu carregaraenlo,
para o resto, trata-se com os consignatarios Al-
meda Gomes, Alves & C ra da Cruz n. 27.
Para o Rio de Janeiro segu em poucoa
dias o palhabole Lindo Alfredo ; para o resto
da carga, trata-se com seu consignatario Domin-
gos Alves Malheus, na ra da Cadeia do Recife.
Para a Baha.
O veleiro'.'c bem conhecido patacho nacional
Amazonas II, pretendo seguir com muita bre-
vidade, tem parle de seu carregaraenlo promplo:
para o resto que llie falta, trata-se com os seus
consignatarios Azevcdo Mendos, no seu es-
criplorio na ruada Cruz 11. 1.
Consulado de Franca,
O capitao Jos Augusto Beaussier, da barca
Tranceza lfred & Claire, cm reparaco ueste
porto, precisa tomar a risco cerca de 35:000$, pa-
ra pagar as dfferentes despezas que tem sido
obrigado a fazer nesto porto. O dito empreslimo
ser garantido pelo mesmo navio e seu carrega-
mento: ,13 pessoas que pretenderem fazer este
adiantamento, sao convidados a comparecercm
qiiinta-feira 18 do corrente, s 11 horas em pon-
to, na chancellara do consulado de Franca, aon-
do lera lugar a dita adjudcalo, era presenca do
Sr. cnsul de Franca, a quem por menos lizer.
-ap jinS|D oojd ep c.uasaj mas sanojiua oeuas
saqi onb siod 'gapopiiBnb so sopo) op si3ao(u ap
tnajdiojd os op ociseoao o anb sojionmom *ej
soe apcptiBisodsa moa a *c5ejd sp eioj no ojiuap
op siossod se sopo) oui.vojd oiuei.iunuuco
'opcjdaioa opepii
-uen 5 e ouuojuos oJiaruip c no ozead 9 sopipuc'.\
oej3 soenb so ogjnq'ujcu o c5ubjj op opeSoija
1u.11 inbc onb saisej) sajomoru so ui3 ojsisuoj
onb'sjjuoisixa e||ou sopafqoso sopoi ap'efjog
ajuaile op ocjujaj.iiui jod oe|ia| rjuj 'g u c'ao\"
L'iu t uens sjisirji|op efo| cns urna jcpnbi[ opuef
-asap'-j y ejia&no sossej sop ouioiuy jabuej
'djudx.ioo op i\ v.iidj-vo.wx
ap sia.vovu \u> .io\\^vu
a\ v,\v oul o 9 Z\Z SO\,l
oi\xs\ fcS>d\\0% fcSUlX
SVAWOA VpJLuSfal} 3 KWl
-\iwttou fcou3oui 'lyu^i
5-o"
HO o 5 f
n w .- ^
O O Q> O"
gssrt
a n
-= e-
ZT.O
5 s < *
g.2 3g-
lis

p
^'
%
o
w
i
w 51% t
3|S. 0
=r S
B2 S9
g.8^ ?
.3
-3-----
.
8
so
HM
n
o
o
e
"i
^^
P3

; U! a
b. 1 .m
a o c
Oe|lllll)l| BJB J
oaiovadsa
0V1I31
lis
O O 3
* Q.
f o o
5.
o
a.
o
o
o
a.
3
es
n
o
3
3
3
I
i*
ce (<
5 555?
'" m
5 e 02
as" ?s-
ZS2 Gg
es Fmm,
98
CE>
CC5
5
CX2
Grande e novo sortimento de fazendas de todas as qua-
lidades por baratissimos preces. .
Do-se amostras com penhor.
Avisos diversos.
= Prccisa-sc alugar urna ama para cozinhar
o diario de urna casa de pouca familia : na ra
da Praian. 5'J.
-_5Sfc
O l)r. Cosme de Sa Pereira?
de volt de sua viagem instructi-*^
ti va a Europa continua no exer-
cicio de sua proGsso medica.
Da' consultas em seu escripto-v
rio, no bairro do Recife, ra da
Cruz n. 53, todos os dias, menos
nos domingos, desde as'6 horas
t as 10 da manhaa, sobre os
seguintes pontos
Lindos cortes de vestidos de seda pretos
de 2 saias S
Ditos ditos de ditos de seda de cores
com babados 9
Ditos ditos de ditos de gaze phanlazia
de cores 9
Romeiras de Ql de seda preta bordadas 9
Visitas de grosdenaples prelo bordadas
com froco 9
Grosdenaples de cores com quadrinhos
covado 1200
Dito liso preto e de cores, covado S
Seda lavrada preta e branca, covado 18 e 3^000
Dita lisa preta e de cores, com 4 palmos
de largura, propria para forros 19500
Corles de vestido de seda de gaze trans-
parentes IOJiOOO
Ditos de ditos de cambraia e seda, corte I61OOO
Cambraiasorlandys de cores, lidos pa-
dros, vara 1$000
Manguitos de cambraia lisos e bordados 9
Tiras e entremeios bordados 9
Mantas de blonde brancas e pretas 9
Ditas de fil de linlio pretas 9
Chales de seda de todas as cores 9
Lencos de cambraia de linho bordados $
Ditos de dita de algodo bordados 900
Panno preto e de cores de todas as qua-
lidadcs, covado 9
Casemiras idem idem idem fc
Gollinhas de cambraia a 640
Chales de touquim brancos 9
Ditos de merino bordados, lisos e es-
tampados de todas as qualidades 9
Enfeitcs de vidrilho franceze prelos e
de cores 3*500
Aberturas para camisa de Itabo e algo-
do, brancas e de cores 9
Saias balo de varias qualidades 6a000
Tafel rxo, covado 500
Chitas francezas claras e escuras, co-
vado jj280
Cassas francezas de cores, vara J5U0
Collarinhos de esguio de linho mo-
dernos $800
Um completo sortimento de roupa feita
Val sahir com toda a brevidade, por ter parte
de seu carregamento, a barca porlugueza Flor
da ilaia : para carga e passageros trata-so no
escrpU-rio de Manocl Joaquim llamos e Silva,
ra da Cadeia do Recife n. 88.
Leiles.
Avisos martimos.
Para Lisboa e Porto,-
obem conhecido brigue portuguez Harmona,
prelenle seguir com muita brevidade, lem parl
de sua carga abordo : para o resto que lhe tar-
ta e passageros, para os quaes .lem exccllentes
commodos, trata-se com os seus consignatarios
Afcvedo & Mondes, no scu escriptorio na ra da
Cruz n. 1.
Para a Baha segu em poucos dias a escu-
na Carlota por ter a maior parle da carga
prompla : para o resto, Irata-se com seu con-
signatario Domingos Alves Malheus, na ra da
Cadeia do Recife.
= Para a Baha segu em poucos dias o pa-
lhabole Dous Amigos por ter a maior parte da
carga prompta : para o resto, trata-se com o seu
LEILAO
Terca-feifa 17 do corrente.
PELO AGENTE
PESTAA.
Nao so lendo podido effectuar o leilao annun-
ciado para sabbado p. o-, que por antorisaco
do Illm. Sr. Francisco Antonio de Olivera de-
va ler lugar na casa da residencia do mesmo
Illm Sr ra da Aurora. O referido agenle es-
pera que no mencionado dia e pelas 11 horas da
manha, os amantes do bello e elegante compa-
recero para o leilao
DE
Diversos movis, obra de prata e varios cscravos.
Um rico coup, sem igual, cora qualro ordens
de arreios-
Um carro americano volta inteira.
Um dito para dous cavallos.
Umaparelha de lindos cavallos pretos.
Umcavallo rozilho muito possanlc.
Um cabriolel e cavallo.
E muitos outros objeclos de goslo.
LEILAO
DE
Couros e la
NA
WiunYa L.u\v.v \\ 13.
O agente Borja, far leilao na ra da-Lapa n.
13, prensa do Sr. Ribeiro, por despacho do Exm.
Sr. Dr. juiz especial do commereio e a requer
ment dos depositarios da massa fallida de Cami-
nha & Filhos, de 72 couros salgados c 64 saceos
de algodao pertencenles ros mesmos, achan-
do-se os couros a exame dos Srs. compradores,
no armazem do Sr. Frcderico Velloso Coope,
largo da Asscmbla, e a la na referida prensa
onde ter lugar o leilao s 11 horas em ponto.
LEILAO
DE
Esplendida mobilia.
A 16 do corrente.
O preposto do agenle Olivcra, autorisado pelo
Illm. Sr. J, E. Boberts prximo a ir Europa,
far leilao da mobilia deste senhor, que orna a
grande casa do sua residencia no Poco da Panella
Seria enfadonho aqui designar-se a ininidado de
objeclos de que se compe a indicada mobilia, e
que todava ser aproximadamente feito em cat-
logos que previamente se dcslribuiro ; m re-
sumo porm consta ella do ludo quanto o pos-
sivel precisar-se em urna g.-ande casa de luxo e
de bom goslo, sendo a mor parte feita pelo exi-
mio fabricante francez nesla praca Mr. Poirer:
ter pois lugar o supradito leilao cora magnifico
lunch,' segunda-feira 15 do corrente, s 10 horas
da mnha, casa grande em frente da estrada ao
entrar no Poco da Panella. .
LEILAO
Segunda-feira 16 do corrente.*
. NA .
Ra do Livramento.
A requerimento dos curadores da
== Portaran de Joo de Carvalho Baposo, no
lan :c da estrada do engenho Desterro, dous bos
maisos pe carrosa, sendo um amarello lavrado
de jranco, armario em p, e oulro caslanho cla-
ro rom algumas pintas de branco, armario tam-
ben em p e maior, sao de massa malabar. Foi
feito este roubb na uuarla-feira de trevas, e len-
do sahido cm procara dos ditos bois, o meu es-
cravo de nome Joo, pardo escuro, baixo, cabel-
los carapinhados, com marcas mulo vclhas as
costas, de acontes do senhor que me o venden,
feirdes miudas ; levava urna guia para poder proj
curar os bois, acontece que al hojo anda nao
se lenha elle rccolhido, apesar de nao ler elle
esse coslume, a demora me faz crer que est au-
erte e ainda mais por tero dlo cscravo encon-
tralo nn Recife o senhor que o vendeu, que
um Sr. Pires, dos serloes do norte, que esteve
arnnchado no armazem do sal, o ccrlo que
esse escravo esleve com este comboio todo o
tempoque ahi se demorou, e foi visto at o ul-
lino momento em que sahio o comboio, na
tarlo do dia 10 do corrente, e j no dia 11 nao
foi mais vislo, assim rogo a qualquer autoridade
policial ou pessoa particular, que o pegarem, de
o livar ao Recife, ra do Vigario a enlregar ao
Sr. Antouio Jos de Castro, ou no lugar de Mari-
cota junto ao Rio Timb ao dito scu senhor, que
recompensar generosamente.
Jos Joaquim da Silva Maia, durante a sua
ausencia deixa por seus procuradores aos Srs.:
Dr Joo Ferreira da Silva, Ignacio Luz Je Brto
Ta jorda e Joaquim Fernandes da Silva/Tampos,
Gcando este ultimo encarregado do rec\>er suas
diwdas o os alugucis de suas casas. T
:= Precsa-se de um pequeo para cai**iro'com
pn.lica ou sem ella, para taberna na riia estrei-
tado Rosario n. 38. y
Permuta-se
une das prmeirascaas da villa da Escada. por
sua edificacao e por seus commodos por outra
nenia praca ; quera pretender esse negocio, di-
riju-se ra do Queimado n. 43.
Precisa-se
de um menino portuguez com pratica de taber-
na, para urna em Beberibe, e igualmente de urna
ana para servir em urna casa de pouca familia,
no mesmo lugar: a tratar na ra do Queima-
do n. 43.
Attenco.
Vende-se urna casa na ra Bella n. 10, con-
teudo tres quartos, duas salas, cozinha, quintal,
e cacimba : quem pretende-la, dirija-se ao sitio
no principio da estrada do Arraial, do finado Ru-
fino Jos Fernandes do Fgueredo. Tambem se
vende o mesmo .sitio, o qual tem muito boa casa,
con os seguintcs commodos : oito quartos, duas
sa as, um gabinete, cozinha, eslribaria o ca-
cimba, conlendo as prncipacs aivorcs fructfe-
ra:!, bem como jaqueiras, larangeiras, coqueiros,
c imaexcellenle baixa de capim, um riacho no
meio do dito sitio, sendo chaos proprios, cora 250
palmos de frente o 1450 de fundo, e oulras com-
ni ididades que o comprador as apreciar.
Warnkoenig
em latim.
Na ra do Crespo n. II, loja de livros.
Na ollaria do Sr. Marcelino Jos Lopes, na
ruado Cotovollo, trocara-se lijlos de ladrilho e
de alvenara batida, por lijlo do alvenaria gros-
sa e taboas de assoalho de louro, c "endem-se
p embarque.
O Sr. Manocl por alcunha Balongo, que no
dasexla-feira 13 fallou na padaria do pateo da
Santa Cruz n. 55, para ser arranjado, queira l
apparecer so anda quizer.
O abaixojassignado dcixou de ser caixeiro
di Sr. coronel Joo Jos de Gouvea, desde o da
II do corrento, e ao mesmo lempo approveila a
oncasitto para agradecer ao mesmo senhor o bom
liatamento que teve durante o lempo que esteve
em sua casa. Becfe, 16 de abril de 186U.Chris-
tuvao Gomes Pereira.
Acha-se venda na ra da Praia n 25, mel
dj engenho muito bom, em latas de (res caadas
p-oprio para gasto de casas de familia, ou para
n irnos para a Europa ; bem como na mesma ca-
sa ha mais para vender 10 pipas de mel de furo.
Antonio de Olivcra Pinto, subdito portu-
g le*., retra-se para Portugal.
Manoel do Amparo Caj 4 Companhia avi-
sim ao respcitavel corpo do commereio dcsla pra-
51 e ao3scus freguezes, que deixou de. ser eai-
x ;iro de sua casa o Sr. Joaquim Malachias do Sou-
z a Coseiro desde o dia 13 do corrente.
sendo casacas, sobrecasacas, paletofs,
colletes, calcas do muitas qualidades
de fazendas $
Chapeos francezes unos, forma moderna &J50O
Um sortimento completo de grvalas de
seda de todas as qualidades J
Camisas francezas, peitos de linho e de %
algodo brancas e de cores y
Ditas de fusto brancas e de cores t
Ceroulas de linho c de algodo 9
Capellas brancas para noivas muito finas f
Um completo sortimento de fazendas
para vestido, sedas, la e seda, cam-
braia e seda tapadas e transparentes,
covado 5
Meias cruas brancas e de cores para
1 meninos 9
Ditas de seda para menina, par I968O
Luvas de fio de Escocia, pardas, para
menino S320
Velludilho de cores, covado l20O
Velbutina de cores, covado 70O
Pulseiras de velludo pretas e de co-
res, o par 2J0IX)
Ditas de seda idem idem l000
Um sortimento completo de lu^as de
seda bordadas, lisas, para senhoras,
homens e meninos, de todas as qua-
lidades 9
Corles de collele de gorguro de seda
de cores 9
Ditos de velludo muito finos 9
Lencos de seda rxos para senhora 2^500
Marquezitas ou sombrinhas de seda com
molas para senhora 9
Sapatinhosde merino bordados proprios
para baptisados, o par 2C,00
Casinetas de cores de duas larguras mui-
to superiores, covado ljOOO
Selim preto, encarnado e azul, proprio
para forros, com 4 palmos de largura,
fazenda nova covado I56OO
Selim liso de todas as cores, covado 9
Lencos de gorguro de seda pretos 9 '
Bclogios e obras de ouro 9
Cortes de casemira de cores a 5J0OO
1*. Molestias de ollos ;
1*. Molestias de coracao e del
peito ;
3-. Molestias dos orgaos da gera-j
cao, e do anus ;
i". Praticara' toda e qualquer
operacio quejulgarconvenien-j$
te para o restabelecimento dos?
seus doentes.
O exame das pessoas que o con-
sultarm sera' feito indistincta-
mente, e na ordem de suas en-1
I tr&das; fazendo excepcao os doen-1
ifes de olhos, ou aquellesque por;
motivojustoobtiverem bora mar-[
cada para este Cm.
A applicacao dealguns medica
mritos indispensaveis em varios)
casos, como o do sulfato de atro-1
pina etc.) sera'feito,ou concedido
gratuitamente. A confianca que!
nelles deposita, a presteza de sua j
Jaccao, e a necessidade prompta
|de seuemprego; tudo quanto o |
^'demove em beneficio de seus
doentes.
=: Rufino Jos Correia de Alraeida faz publico,
que a-nica pessoa cncarregada de tratar de seus
negocios particulares, receber dnheiros, passar
recibos durante a sua molestia, tem sido seu fi-
lhoobicharcl Rufino Augusto do Almeida. QuaJ-
quer recibo passado por outra pessoa nao ser-
attendido.
<$oc9 o ra o en o> cb o ojo oo?
Seguro contra Fogo |
I COMPANHIA i
IMTGT
EAU MINERALE
NATURALLE DE VICHY
Deposito na botica franceza ra da Cruz n. 22.
que o
dia 12 i
LONDRES
AGENTES
J. Astley & Companhia. j
Vende-se I
para
Tintas de oleo.
Formas de ferro
purgar assucar.
I Estanto em barra.
1 Verniz copal.
Palhinha para marci-
neirt.
Vinhos fino* de Moselle.
Folhas de cobre.
Brimdevela: no arma-
zem de G.J. Astley &C.
Basto & Le 1 nos declara in
Sr. Luiz Laurant Favre desde o
do corrente deixou de ser scu caixeiro. 1
= Fugio no dia 8 do corrente o preto escravo y
de nome Joaquim, de idade de 46 a 48 annos,
baixo, chcio do corpd, barbado, foi vestido de
camisa c calca de riscado, lem urnas cicalrzes
as costas proveniente de fogo, anda ganhando
na ra : roga-se as autoridades c capiles de
campo a captura do dito escravo, e o aemeller so
seu senhor na ra cstreila do Rosario, armazem
do Sr. Jos Moreira da Silva, quo ser recom-
pensado.
Para um engenho perlo dcsla prar;a preci-
sa-se de um bom horlelao, preferindo-se algum
chegado recentemente : a tratar na ra da Cadeia
do Recife n. 50, primeiro andar.
ineas Bruce retira-se para o Bo do Ja-
neiro.
Bibliotheca publica provin-
cial.
A bibliotheca publica dcsla provincia, colloca-
da no salo do convento do Carmo, estar aberta
em todos os das uleis desde as 9 horas da ma-
nha al da tarde, c das 4 s 6 da tarde ; lendo
entrada franca todas as pessoas que comparece-
rom decentemente vestidas, como recoramendau
O rcgulamento da mesma bibliotheca.
Padre Lino do Monte Carmello Luna.
Bibliotheca rio.
Por 180$ vende-se urna linda mobilia pera
sala, de amarello e feita a 4 mezes: na ra da
Madre de Dos n. 36 A se dir.
Perdeu se hontera a' noite 13 de
abril a quantia de 1:850$ em notas
grandes sendo 2 de 500$, tres de 200$,
urna de 100$ e o resto em diversas no-
tas nao menos de 5$ : a pessoa que
achou fara' muito favor em levsr ao
hotel inglez no Recife quaito n. 19,
pois pertence a um estrangeiro que via-
ja e muita falta lhe faz, a pessoa que
levar lhe sera' mui bem recompensada.
O abaixo asignado nao podendo
despediv-se pessoa luiente de todos os
seus amigos o faz pelo presente e llr.s
offerece o seu diminuto prestalo em
Lisboa e Porto, aonde tem de residir
algum tempo.
Joao Pereira Moutinho
Whately Forster & C. annun-
ciando a retirada do commereio do
Sr. Thomaz Forster, fazem sciente que
os outros socios continuarao o negocio a
da casa nesta praea debaixo da firma
social de Krabbe Wately & C. O Sr.
Joao Alfredo Tom icara' como ou-
tra hora na gerencia com procuracao
da nova Grma.
'?:*'inMra,nnn>a!r
>5BDCaCaV;
GABINETE PORTUGUEZ
DE
LEITURA.
Em^ vista do que dispoe o artigo 36 dos estatu-
tos, sao convidados os senhores membros do con-
sclho deliberativo para a sesso ordinaria terca-
feira, 17 do crrenle, s 4 horas na tarde, no lu-
gar do rostume.
Secretaria do Gabinete Portuguez de Lcitura
em Pernambuco aos 13 de abril do 1860.
A. B. Nogueira.
1. secretario.
No dia 8 do corrente desappareceu da casa
de seu senhor o cscravo pardo de nomo Manoel,
alto.magro, pouca barba e com pera,com idade
de 35 a 40 annos, lera a queimadura ou caustico
cm cima do hombro direito, ou foi do serto e
falla bem : quem pegar leve-o ra larga do
Rosario n. 33, taberna, que ser bem recompen-
sado.
Na ra da Iraperatriz, sobrado n. 33, ter-
ceiro andar, ha urna preta engommadeira para
alugar-so ; na mesma casa cima precisa-se do
um prelo para o sorvico do casa.
Precisa-se fallar ao Sr. Jos Afionso do
Reg Barros : na ra do Crespo, loja-n. 16.
Precsa-se de urna ama de leitc; na ra
das Flores,loja n. 2.
Negocia-se cessenta c tantas acc.es da com
punta de Beberibe., recebendo-se dinheiro ou
mesmo letras de boas firmas : na loja da ra do
Queimado u. 10, se dir quem faz esla tran-
saccao.
Prccisa-sc de urna ama pira cozinhar em
casa de um homcm solteiro : na ra do Crespo,,
casa n. 8.
O Dr. Maurice Kieckbach, medico, c sua-
mulher Anna, segucm para o Para.
=^ Pela subdelegacia do Recife foi preso um
escravo fgido do engenho Santa Rosa, do sul,.
de nome Feliciano.
l'recisa-se de um criado de boa conducta :
na ra do Rangel n. 35.
Nova moda.
Ra da Imperalriz u. 14.
^Consultorio central homeoRathico*
ti OE
i
Continua sob a mesma direceo da Ma- 9
noel de Mallos Teixeira Lima, professor #
em homeopalhia. As consultas como d'an- $
tes.
i
Botica central homcopatilica
Do
& DR. SABINO 0, L PINHO-
j} Novos medicamentos homcopathicos en-
; viadosda Europa pelo Dr. Sabino.
} Estes medcamonlos preparados espe- {$
39 cialmento segundo as necessidades da lio-
I mcopathia no Brasil, vende-se pelos pro- 0
( qos conhecidos na botica central horneo- {$
(| pathica, ra de Santo Amaro (Hundo No-
(| vo] n 6. q
. Manoel do Reg Soares faz sciente aos seus
c eve'ores que tem autorisado ao Sr. Francisco
iiotonio Alves Mascarenhas para cobrar e cha-
ar a iuu. lodos aquelles devedores que nao
qnixerom arar^'',velmenle pagar suas contas an-
l5. BeciJe l7 0e abril de 1860.
Rio Formse.
Roga-se acKSr. Antonio Pereira da Rocha, que
lenha a bondade de apparecer na ra do Quei-
mado.
Q abaixo assignado declara que o Sr. Ma-
noel do Amorim Lima deixou de ser scu agente
do negocios nesta praca, passando a ser seu agen-
le o Sr. Pedro Bolrigues de Souza, morador na
ra Imperial n. 52. Pedro Bczerra Pereira de
Asaujo Bcltro.
= Na noite de quinta-feira sania no acto de
visitar-se as igrejas. perdeu-se urna pulseira de
ouro, julga-se ter sido no transito do Corpo San-
to para S. Francisco, pela ponte nova, a pul-
seira tem 03 signaes seguintes: 6 formada em
urna cadeia de fiveldcs presas por aneis grossos,
tudo do ouro lavrado : quem a livcr achado len-
do consciencia leve-a raQa da Boa-Vista so-
brado de um andar n. 12, quo sua dona recom-
pensar.
= Precisa-se alugar um prelo ou preta forra
ou captiva, para cosinhai : na ra estreita do
Rosario n. 12, segundo andar.
Attenco.
Na ra do Hospicio n. 32 casa com rotulo na
porta, ha mo de vacca varios assados nos do-
mingos e quintas-feiras, assim como fornece-se
o almoco % jantar para fora logo que tenham
seus conductores, apromptam-so qualquer jan-
tar ou petisqueia avulsa, presunto de fiambre,
isto com aviso antecedente ; os pretendentes di-
rijam-se a casa cima para tratar.
Ptecisa-se alugar urna escrava
que seja perita costnheira para casa es-
trangeira (p'refere-se urna que tenha
servido em casa estrangeira) ; na ra
da Cadeia do Recife ji. 37.
D-se dinheiro a juro sobre penhores de
ouro ou prata : na ra Direita n. 60, primeiro
andar.
Precisa-se de urna ama forra ou captiva,
que saiba sonirnar o diario de urna ca e en-
Chcgou loja do Ramalho da ra Direita n.
83, um grande sorliojento de ricas gollinhas de
conlas com laco de fita, pelo diminuro proco de
2j| para senhora, e l50CrSiara menina.
= Vendem-se 20 fardos de fumo em folha, de
primeira qualidade, superior, vindo ltimamente
da Baha: na ra Direita n. 3.
Vinho e batata.
Vendem-se barris com vinho a 25g cada um,
batatas a 1S200 a arroba, em libra a 40 rs., tou-
cinho a 360, ervilhas a 160, painco a 160, man-
leiga ingleza a8'JO re., dita franceza a 560, doce
de goiaba a 18 o caixao, espermacete a 640 a li-
bra : por baixo do sobrado n. 16, com oito paro
ra da Florentina.
Na ra das Cruzes n. 41, segundo andar,
vende-se urna linda crioula de 18 annos, que co-
zinha, lava e lem principio de engommar, c mui-
to propria para mucamba por ser recolnda.
Vende-se urna mulata com urna cria e cora
bstanle lete, boa cozinheira c engommadeira,
c um negro mofo muito bonito e robusto : na
ra Nova n. 52, primeiro andar.
Rosmalin Litterature.
Esta obra, que acaba de ser adoptada para o
estudo da lingua franceza, chegou e est ven-
da na livrara universal, ra do Imperador n. 20.
Vende-se una parle no engenho Pacas ou
ConceiQo, na ribeira de Santo Antonio Grande,
na provincia das Alagoas : os pretendentes dri-
Calcado para homem.
Na loja da viuva Dias Pereira & Avellar. ven-
dem-se a dinheiro calcados francezes, peros pro-
cos seguintes :
75?gUI1* d VCr"Z' deNanlCS' para h0mem ]am^^7do QueimTdo" n.T
a '8WU, Vendem-se caixas com duzia
Pitos ditos, de Pariz, dem 5JJ.
Ditos de bezerro laxados, idem 8(600.
Ditos de dito e pellica, dem 8JJ00O
Ditos do castor, idem S.
Bolins do bezerro, idem 7.
Sapatoes do vaqueta laxados, idem 6/.
Ditos de lustre c borracha, idem 4$.
Ditos de bezerro, borracha cfilas, idem 4J.
Sapatos de verniz de sola e vira, idem 5j.
Ditos de bezerro idem dem, idem 45U0.
Ditos de feltro, idem 610.
Ditos do Aracaly, idem 800 rs.
Calcado para senhora.
Borzeguins para senhora 3$.
Sapatos de lustre, Lisboa 1?.
Ditos de marroqnim, francezes 1#.
Ditos do selim branco 1$.
Ditos de dito de cores a 320 rs-
Calcado para menina.
Borzeguins para meninas a 2(500.
Vendem-se na antiga loja de calcado francez
do aterro da Boa-Vista, hoje Imperatrix n. 14.
caixas com duzia de garrafas
de cerveja, quartolas com vinho do Bordcaux,
caixas com duzia de garrafas do mesmo, quarto-
las com vinagre branco, champagne de superior
qualidade, velas stearinas e licores sortdos ; na
ra do Trapiche n. 11.
PILUUS VEGETAES
ASSUCARADAS
Attenco
gommar ; paleo de 6 Pedro n. 1, obrado.' iludo.Anis Egidio da Silva.
Furtaram do porto das Barreiras urna.canoa de
um pao, de amarello vinhalico, com 35 palmos
de comprimenlo, pouco mais ou menos, de con-
duzir barro : a pessoa que dola souber, dirija-
se ao becco das Barreiras n. 7, quo ser recom-
pensado.
Attenco.
Ocurso de geometra, que lem de ser dirigido
particularmente pelo abaixo assignado. cuja aber-
tura foi annunciad para o dia 16 do corrente
mez, nao pode ter lugar nesse dia por nao haver
numero sufficiente de alumnos matriculados ; 0-
ca, portante transferida a abertura para o dia
23 : os senhores cstudanies que quizercm fre-
quonta-lo, dirijam-se ao sobrado n. 74 da ra
Direita, para serem admittidoi i matricula ;
aberlo que seja ocurso ningnem mais ser ad-
HELE,
O MELHOR REMEDIO CONHECIDO
Contraconstipaoes, ictericia, a/feejes do fijado,
f^bres biliosas, clicas, indigesloes, enxaquecas.
einori hoidas, iiiarrhea,doencas ca
p .le, irupcSes.e tdasasenermidades,
OVE1ESTES DO ESTADO IMPURO DO SANCCB.
00 caixas deste remedio couscmmem-se an
nuaiiueoLe 1
Remedio da natureza*
Approvado pela faculdade de medicina, ere-
commendado como o taais valioso catrtico ve-
getal de todos os conhecidos. Sendo estas pitillas
pu-amenle vegetaes, nao contem ellas nenhum
veneno mercurial nem algum outro mineral ;
esto bem acondicionadas em caixas de folha pa-
ra resguardar-se da humidade.
Sao agradaveis ao paladar, seguras e efficaze
em sua operario, e um remedio poderoso para a
juventude, puberdade e velhice.
Lea-se o folheto que acora pan ha cada caixa,pelo
qual se flear conhecendo as multas curas milagro-
sas quetera effecluado. D. T. Lanman & Kemp,
droguistas por atacado era Nova York, sao os ni-
cos fabricantes e proprietarios.
Acham-se venda em todas as boticas dasprin-
cipaes cidades do imperio.
DEPSITOS.
Rio de Janeiro, na ra da Alfandega n. 8f.
Baha, Germano & C, ruaJulon 2.
Pernambuco, no armazem de drogas de J. Soum
& C, ra da Cruz n. 22.
MI TTI JT\r\t
11
1% /r-i


1^

No da
no armazem
iu o orrenie i horas"
da roa da Cadeia do Recito n. 59,'
Sipop du
DrFORGET
primeiro andar, enlregoute a u car:
laes con urna du*ia de camisas eracad. um.
A n& BaPl,sla da Cpsta. e como o dito ne-
gro naoappareceu aem ontregou as camisas, ro-
gi-se a quem souber, ou a quem lalvez as ditas
,"a.s 8teJam offerecidas para comprar, de dar
parte referida casa, que ser gratificado.
Aluga-se urna ana para casa de hornera
solleiro, sendo para cozinhar, de bonscosta-
mes e do boa conducta : a pessoa que do seu
prostirao so quizer utilisar, dirija-se ra do
Sebo n. 25.
Da-se por 40*000. urna baca d'arame, per-
eita, e a maior lalvez quo tenlia vindoaqui.com
o peso de inaii de 2 arrobas, c lalvez anda so
faca algura abalimento n< prego [poucoj : para
ver e justar, na ra estrella do Rosario, loja de
ourives n. 6.
-- Manoel Moreira da Costa faz scenle ao res-
peiiavel publico, o com especialidad ao eom-
mercio, que o seu caixeiro o Sr. Manoel Martina
Carneiro so acha associado na taberna.que o an-
nuncianle possue na ra Nova n. 55, desde o dia
2 do corrente, cuja sociedade sera, conhecida sob
a razao social de Moreira & Marlins. Recite, 13
de abril de 1860.
Deseja-scalugaruma casa terrea ou sobrado
ou pequeo sitio, nos seguintes lugares, como se-
jam as ras do Sebo. Mondego. Trompe, Coto-
vello, dos Pires. Solcdade, ou quera nestas ras
quizerom trocar ou alugar por urn sobrado de
um andar de solo com bastantes commodos no
paleo da Penha n. 4, dirjm-se ao mesmo, que
achara com quem tratar.
Perdeu-se ura deposito de azeite perten-
cenle a um cabriolut: a pessoa que o achou le-
ye-o ao aterro di Boi-Vista. casa de Francisco
ioiner. segunda ou terca-feira quesera ({ratifi-
cado com 5jf. e
Manoel Cabral de Medeiros, subdito porlu-
guez, retira-se paja a Europa.
Almanak da provincia.
Sahio a luz a folhinha com-
o almanak da provincia para
o corren te anno de
o qual se vende a 800 rs. na
praca da Independencia livra-
ria n. 6 e 8 contendo alm do
kalendario ecclesiastico e
civil:
Noticia dos principaes esta-
dos da Europa e America com
nome, idade etc. de seus im-
peradores, reis e presidentes.
Resumo dos impostos ge-
raes, provinciaes, municipaes
e policiaes.
Tabella dos emolumentos
parochiaes.
Empregados civis, milita-
res, ecclesiastcos, literarios
le toda a provincia.
Associacoes commerciaes,
agrcolas, industriaes. litera-
rias e particulares.
Estabelecimentos fabris, in-
dustriaes e commerciaes de
todas as qualidades como lo-
jas, vendas, acougues, enge-
nhos,etc, etc.
Serve elle de guia ao com-
merciante, agricultor, mar-
timo e emfim para todas as
classes da sociedade.
ObacharelWiTRuvio tem
o seu escriptorio no i* andar
do sobrado n. 23da ra Nova.!*!!!" B?r"AT"Tw#
' j obteiwlclla uformsco algu
cuja entrada 6 pela Gamboa do
Carmo.
DE PERNAMBDCO. SEGUSDA FEIRA 16 Pt ABRIL DE 1860.
Ra Nova, em Bruxellas (Blgica),
A WRECClO DE I!. KtlVAiB.
Este hotel collocado no centro de urna das caphaes i mporlantes da Europa, torna-se de grande
valor paraos brasileros e portugueses, por seus bons coramodos e eonfortavel. Sua posico
urna das melhores da cidaJe, por se aehar nao so proxijn seslagoes de caminhos de ferro, da
Allemanha e Franca, como por ter a dous minutos de :, todos os theatrose divertimentos ; e.
alero disso, os mdicos presos convidara.
No hotel ha sempre pessoas especiaes, fallando o frincez, allemao, flamengo, inglez e por-
uguez, para acompanhar as touristas, qur em suas excnrs5es na cidade, qur no reino, qur
emra para loda a Europa, por presos que nunca exced m de 8 a 10 francos (32QQ 49000 1
por da. J
Durante o espaco de oito a dez mezes, ah residir n os Exms. Srs. conselheiro Silva Fer-
rao, e seu filho o Dr. Pedro Augusto da Silva Ferrao, (.le Poraigal) e os Drs. Felippe Lopes
Netto, .Manoel de F.gueira Faria, edesembargador Por les Visgueiro ( do Brasil,) e muitas ou-
tras pessoas tanto de um, como de outro paiz.
Os pregos de todo oservi?of por dia, regulara de 10 a 12 francos^ 4000 i 4500.)
No hotel encontrara-se inforraacis exactas acerca de ludo que pode precisar um ^strangeiro
W
JARABE DO FORGET.
Este xarope esl aprrovado pelos mais eminentes mdicos de Paris,
[como sendo o melnor para curar constiparoes, Ksse convulsa e oulrss
S^SS dos lironchio.. ataques de pello, irriUcfet nenosas e insomnolencbs: urna colherad
^"dolnVe1? medico. Sa SufBc,enles- ** *"* xarope satisfaz ao
O dsposilo na ra larga do notario, botica de Darlholomeo Francisco de Sonta, n. 30.
mesmo
ra da
continua nos
no
Engemma-se com asseio e promptidao :
boceo do Marisco n. 20.
Prccisa-sc alugar um prelo ou prela, j ido-
sos, para comprar na ra e fazer o mais servico
de umaoasa de familia, ou mesmo u-ma ama as
mesmas circumstancias : quem tiver e quizer
anmincie ou dirija-se a ra de Santa Rita n 4Q
primeiro andar. '
Lices de francez em "i,
Troca de chapeo de sol.
O sennhor, que quasi s 2 horas da tardo do
sabhado de alleluia, levou do cartorio do Sr. ta-
bellio Almcida um chapeo de sol novo de seda
verde escura, deixando um vclho damesma qua-
lidade, queira vir ou mandar no mesmo lugar
desfazer a Iroca, pois pessoa bera conhecida,
e necessariaraenle S. S. j ter dado polo equi-
voco, deparando naquclle os letras inicuos do
nome do dono, abertas a caivete, o que alias no
seu nao tem. Espcra-se merccer-lhe este obse-
quio, pelo que muilo so lhe agradecer.
Aluga-se a loja da casa da ra do Impera-
dor n. 17, lado do caes : a tratar no primeiro an-
dar da mesma casa.
Precisa-se alugar una pessoa, que saiba
cozinhar o ordinario de urna casa : na ra do Im-
perador n. 17, primeiro andar.
Consultorio medico,
Gloria n. 3.
O Dr. Lobo Moscoso
seus trabalhos mdicos.
Precisa-se de dous amassadores que entea-
dam pcrfeitamenlc da factura de pao e bolacha
na ra dos Quartcis n. 18.
Precisase de una ama para todo o servico
de pequea familia : na ra da Imperalriz n. 74.
Precisa-se alugar um moleque de 12 a 14
annos : na ra da Cruz n. 5.
Por um corle de cabello e
Hsamenlo 00 rs.
Ra da Imperatriz n. 7.
Lecomle acaba de receber do Rio do Janeiro
o primeiro contra-mestre da casa Augusto Clau-
dio, e um outro vindo de Paris. Esta eslabelc-
cimenloesta hoje as melhores condices que
possivel para satis.fazcr as" encommeiidas dos
olvjecios em cabellos, no mais breve lempo, co-
mo sejam : marrafas aLuiz XV, cadeias de'relo-
gios, braceletes, anneis, rosetas, etc., etc., ca-
bolleiras de toda a especie, para honiens o se-
nhoras, lava-se igualmente a cabeca a moda dos
Estados-unidos, sem deixar urna s pelieulu na
cabecn dos clientes, para salisfazcr os pretendan-
tes, os objeclos era cabello serao feilos era sua
presenca.se o desejarem, c achar-sc-ha sempre
urna pessoa disponivel para corlar os cabellos, e
pontear as senhoras em casa particular.
= Antonio Marques de Amorim faz publico,
que no dia 21 do corrente fui recolhida em seu
sitio na Ponte de Uchoa urna preta vcllia por
norae Auna, era estado de embriaguez c mord-
estado nao permittio
ma que indicasse so
era livre oucscrava. Tendo sido cuidadosamente
tratada acha-so quasi restabelecida, mas apenas
sabe dizer que pcrier.ee a urna senhora viuva,
moradora na ra do Collegio, c por isso se faz
o presente annu-nrio para que a pessoa a quem
perlenra a mande buscar.
Precisa-se de urna ama para urna pessoa :
na ra Bella n. 10.
Traspassa-se o arrendamento de umen"e-
nho distante desa praca duas legoas, venderse
urna parle no m-esmo engenho, machina nova
vapor, distilas nova e bem montada, 22 bois
de correia, seis [uartos, algumas obras, saflra
ele. eic. : trata-se na ra do Crespo n.
II pimo. S
Mademoisello Cleraenoe de Hannelot 9
de Manneville continua a dar kcoes de M
francez e piano na cidade c nos arrabal- Sj
des : na ra da Cruz u. 9, secundo andar.
mmmmmmmmmmmM .
- O Sr. Honorato Jos de Oliveira Figueire- assim como pos irape
do queira annunciar sua morada ou d.rigir-se I para borlueiL e X
TtXXl"** da lQdepe^cncia.que si ppeci- ?a a frescura o a?v
a fallar-lhe.
agcuciii des fabricantes america-
nos Grouyer & Bafcer.
Machinas de coser: em casa de Samuel P.
Joanston & C, ra da Scnzala Nova n. 52.
_ "~.' chegade loja de I.ccomte, aterro da
boa-Vista n. 7, o excellente leUe virginal de ro-
sa branca para refrescar a pelle, lirar pimos,
sardas e espionas, e igualmente s afamado oleo
a para ti rapar e fazrr crescer os cabellos,
rial de lyrio peridades da pelle, conser-
avelludado da urimavera da
vida.
Of;erecc-se una pessoa de bons costumes
para ama era casa de familia, e para todo o ser-
vino interno, menos lavar e engoramar ; a tratar
na ra larga do Rosario n. 9.
FOLIIIMIIS l'ARl 1860.
Esto venda na livraria da prac;a da Inde-
pendencia ns. 6 e 8 as folhinhas para 1860, im-
pressas nesta ty^iographia, dasseguintes quali-
dades :
VOLUJNQA RELIGIOSA, contendo, alm do
klendario e regulamentodos direitos pa-
re chiaes, a continuaco da bibliolheca do
Ci isto Brasileiro. que se compoe; do lou-
vor ao santo nome de Dos, coroa dos ac-
tos de amor, hymnos ao Espirito Santo e
a N. S., a imilagao do de Sanio Ambrozio,
jaculatorias e commemoracao ao SS. Sa-
cramento e N. S. do Carmo, exercicio da
Vi a-Sacra, directorio para ora^o mental,
dividido pelos dias da semana, obsequios
ac SS. coragao de Jess, saud3coes devo-
tas s chagas de Christo, oracoes a N. Se-
nhora, ao patrocinio de S. Jos e anjo da
gi arda, responco pelas almas, alm de
o tras oracoes. Prego 320 rs.
IPlTA, DE VARIEDADES, contendo o kalenda-
rio, regulamento dos direitos parochiaes, e
urna collecgao de ancdotas, ditos chisto-
sos, contos, fbulas, pensamentos moraes,
recoilas diversas, quer acerca de cozinha,
quer de cultura, e preservativo de arvores
e fructos. Preco 320 rs.
ITA DE PORTA.a qual, alm das materias do
costurae, contm o resumo dos direitof
parochiaes. Preco 160 rs.
@ @@ @@@
Attenco. |
Curso pratico e theorico de lingua fran-
@ ceza >or urna senhora franceza, para dez @
raoca:i, segunda e quinta-feira de cada se-
9 mana, das 10 horas al raeio dia : quera
quize aproveilar pode dirigir-se a ra da ^
Cruz n. 9, segundo andar. Pagamenlos A
adianlados. ^
@@@@g@ @@@
Rnga-se aos Srs. devedores do estabele-
cimento do fallecido Jos da Silva Pinto, o ob-
sequio di saldarera seus dbitos na ra do Col-
legio ven Ja n. 25 ou na ra
n. 10.
= Caeano Tinto de Veras faz scienlc n quem
interessar que esl em exercicio da vara do juiz
de paz do 4o anno, do primeiro dislricto da fre-
guczia doSS. Sacramento de Santo Antonio des-
ta cidade, para que foi eleilo o que despacha na
casa desia residencia ra do S. Francisco n. 8,
c em quilqucr parte que for encontrado ; c que
da audiennanaslcrca3 e sextas-feiras as 4 li'2
horas da tarde como ja tem annunciado, na cosa
del860C3SaUde"CaS' Recife 29 d0 fcvereiro
N. 27-Rua da Imperatriz-N. 27.
L. Pugi.
nica ofTicina em Pernambuco para lavar as
palhiuhas das mobilias a mais encardidas, tor-
nndole outra vez l.o liras como no estado
primitivc ; esta magnifica preparacao chimica
lera a pripriedadedc desenfectar as mobilias das
pessoas norias de molestias contagiosas : no
mesma c; la lavam-se chapeos de palha de Italia
e poem-sc moda.
Na ra do Imperador n. 28, alafa se e ren-
de-se en- grandes e pequeas porces bichas
hambiirg ezas, e tambera cal da mais" nova que
na, para fabrico do assucar, por prego commodo.
tt
do Queiraado loja
FUINDI^AO
DO
1.1
Ra do Brum (passando o chafariz.)
No depox.Ho leste cs&\.c\ecmei\lo sempve ba gvaulc sovUnieiilo de me-
euamsmo para os eagen\\os de assaear a saber:
K!n^!^lV^fr moderna8'de golpe cumprido, econmicas de combustivel, e defacillimoassento ;
Rodas d agua de ierro com cubos de madeira largas, leves, fortes, e bem balancada. ;
Cinnos de ferro, e porta d'agua para ditas, e serrilhas para rodas de made
Moendas "*'""'* "<%~ "-------
ira
inteiras com virgen muito fortes, e convenientes ;
ndT^^^^ cavallos'ouboi'acunhada8 ** *;
Pares e bicas para o caldo, crivos e portas de'ferro para as fornalhas ;
Alamb.ques de ferro, mo.nhos de mandioca, fornos para cozer farinha ;
Rodeta, dentadas de todos os tamanhM para vapor, agua, cavallos ou bois ,
Agudhoes, bronzes e parafusok, arados, eixos e rodas para carro9as, formas gaUimada, para purgar etc.. etc.
nPoL^mn^ acharo tudo digio da preferencia com
lt a' Pelonga experiencia que elle tem do mechanismo proprio para os agricul-
Z^ t^Sr/t .ePe\0,fct? ,e andar construir pessoalmente as snas obras as
f^l ^ S fab1CaS d-a InglaterraParao^e elle faz Yiagem cnnual para odito fim,
o r^^ p? toUa^/a ^ fbPW em Pcnbucof para modiQcar o mechants-
mo a vontade de cada comprador, e de fazer os concertos de qupodwo necessitar.
Jni 2J ifefh"-se nles dias o -rslaesci-A
ment de retrato da ra Nova n. 18, as pesoas
quedesej,rera honrar esle eslabeleciraentb e fl-
Archivo Universal
'sSrs assignantes deste jornal quei-
ra mvir ou mandar buicar a continua-
do da segunda serie e o principio da
tercena, na ra Nova n. 8.
Precisa-se de 1:200000 pelo prazo de dous
mezes, pagando juros, e dando-se para garanta
dous escravos mocos, sob condico que os ditos
escravos Oquem em poder de seu senhor ; quem
quizer fazer esle negocio, annuncio por esla fo-
lha para ser procurado
Fortunato Guedesde Gouvoia, subdito por-
luguez, segu para a Europa. V
Precisa-se de um caixeiro de 14 a 18 an-
nos, quesaibalro escrever: na ra do Caldei-
reiro n. 60, taberna.
Perguuta-se ao Sr, arre-
matante do imposto sobre
agurdente consumida na
provincia, em que se baza
para exigir igual importo dos
consumidores de vinagre.
Sua resposta evitar tal vez
qualquer classificacao cri-
minal.
Aluga-se um escravo sapaleiro, cozinha
bera o diario de urna casa, e oplimo creado : na
ra da Aurora, sobrado n. 22.
O Sr. Eliziario Gomes de Urna queira ir ou
mandar na ra Nova loja n. 7.
- O Dr. Joaquim de Aquino Fonscca conti-
nua no czercicro de sua prolissao, interrumpido
era consequencia de sua molestia ; mas, estando
anda no campo por conselhos de seus colicas
so poder prestar-se a consultas o visitas med-
caselas 9 horas da manhaa s3 ds tarde,
-.^ Lava_se c engommase com muita promp-
lida : na ra do Queimado, sobrado n. 30. 1er-
ceiro andar. -
Roga-se aos Srs. devedores a firma social
de Leile & Correia era liquidacao, o bsequio I
de mandar saldar seus dbitos na loja da ruado
Queimado n. 10.
V**^ Amorim. Frasoso. Sanias & rMu.
Um moqo que tem as "habilitacoes
precisas olferece-se para leccin ai- l-
tiro e francez: quem o quizer honrar
com sua condanca d rija-sc a ra estrel-
la do Rosario n. 30, primeiro andar.
O 39 A
O abaixo assignado roga a seus devedores do
extinelo negocio de eonfeilaria, que venham sa-
lisfazer seus dbitos, do contrario entregar a
cobranca a ura procurador.
Joo Jos tiendes da Silva.
Madama Appolinc Roussel, primeira costu-
reira da casa de Madama Mllocheau.lera a honra
de participar ao rcspeilavel publico, que se acha
prompta para sitisfazer a qualquer encommenda
concernente a sua arle, assim como ricos vesti-
dos para casamento, baile e sbirt,feilos a ultima
moda, eptima perfeirao : as pessoas quede seu
presumo se quizercro utilisar, podera dirigir-se
ra da Imperatriz n. 11, primeiro andar.
Precisa-se alagar um preto para
servico de casa, preferindo-se nao muito
moco ; a tratar na ra da Cruz n. 4.
Curso de geometra.
Antonio Egidio da Silva, profossor de mathe-
raaticas no Gymnasio Provincial, pretende no dia
Ib de abril abrir ura curso de ?eomelria parti-
cularmente : osseohores esludanles que quize-
rera aproveilar as suas explicaces, afim do se
preparaiem para os exames era novembro do
corrente anno, queiram dirigir-se casa de sua
residencia, na ra Direita n. 74, para seren ma-
triculados.
Assucar crystalisado.
No deposito da ra das l.arangeiras n. 15, con-
fronte a anliga refinacao, contina a vender-sc
"sucar primeira sorte cjslalisado da acreditada
fabrica do Monleiro, pelo preco de 2-iO rs. a li-
bra c 7J> a arroba.
Perdeu-sc urna letra da quantia de 5:070,
vencida em 30 de margo prximo passado, aceita
por Dinamerico de Arruda Cmara c Manoel de
Arruda Cmara, e com o traspasse de Manoel Joa-
quim do llego Albumcrque e Bernardino Maia
da Silva : porlanlo adverle-se aos acccilanles,
que so ao al-aixo assignado a devem pagar, por
ser o sacador. Recife 11 de abril de 1860.Fran-
cisco Jos Rodrigues Bastos.
Na casa n. 6 da ra da Alegra lia quem se
encarreguc de mandar extrahir na curte os ttu-
los dos sgraciados no da 14 de margo. A tabel-
la dos despachos respectivos ser patente a quera
convier.
ra cozinhar
ralar na ra
Amorim, Fragoso, Santos Crmpanhia.
Ra da Cadeia do Recife.
O publico e os socios desta empreza podem
obter pela praUca de contat correntes vantaRens
inconlestaveis. Ccssaria o prejuizo que soTrein
as pessoas que improductivamente conservara
em suas gavetas quanlias, que, dadas pela forma
abaixo descripla, estarn em certo periodo con-
sideravelmenlc augmentarlas ; portanto, em
nosso Intcresse e no do publico que fazemos as
considerar/oes seguintes :
Todo o individuo* OOJ, e dahi para cima, podo abrir conta corrente
com esta sociedade, depositando em sen cofro
essa quantia, que icara vencendn juros desde o
momelo em quo for entregue al aquello em
que ror retirada ; estes juros serao accumulados
ao capital no fim de cada semestre civil, para
ncarem por seu turno vencendo juros, que serao
igualmente accumulados. H
A sociedade pagar sempre nraa laxa de juros
de dous por cento, menos que a taxa, por que a
ca-xa filial descantar as letras da praca.
As quanlias assim depositadas em conla cor-
rete poderao ser retiradas parcial ou totalmen-
te a todo raomenlo do modo seguinle : at a
sorama de 5:0003, vista de a at 20 contos cora
aviso antecipado de tres dias, c de 20 contos pa-
ra mais com aviso deseis dias.
As pessoas residenes nesta praca a sociedade
fornecer gratuitamente urna caderneta para
nella se fazer a escripturaco da conta, como
tambem para servir de documento s quanlias
que por ella forera recebidas; s residentes fra
remetiera annualmcnte urna copia da conla cor-
rente para ser conhecido o estado della
Destc modo sera despeza alguma, poupando
lempo e irabalho. poder qualquer pessoa guar-
dar as suas economas e augmeula-las cora oo
juros que for vencendo.
Nao acontece o mesmo sendo o .dinheiro dado
n-ors0.Sn?Pra?0flX2porlelras ao Por'^or. pois
nao sondo reformadas no veiicimcnto deixara do
vencer juros. .
Pedindo a attenco do publico para esla classo
de operacoes demonstramos quanto lhe sao pro-
icuas, basta ter em consideracao que, conser-
vando um capital depositado em conla corrento
no esparo de 10 annos pelo juro de 7 por cento.,
osle capital estar duplicado naqualle periodo!
Caixeiro.
Liquidacao.
O abaixo assignado, tendo de relirar-se para a
turopa a tratar de sua saude. se lhe faz preciso
liquidar seus negocios, por isso roga a fodas as
pessoas que lhe esto devendo de gneros com-
prados em seu estabelecimento da ra da Cadeia
do Recife n. 25, dcfronle do beceo Largo, o fa-
vor de virem quanto antes pagar o que devem.
Manoel Jos do Nascimento Souza.

O
<

S
Precisa se alugar urna ama de lei-
te, que o tenha era abundancia, que se.
ja bem sadia e de bons costumes ; e pa-
ga-se bem. Dirigirse a' praca de Pe-
dro II (antigo pateo do Colleg'io) n. 57,
segundo andar.
Na hvraria n. 6 e 8 da praca da
Indepenecia, pieciza-se fallar a Sr.
Joo da Costa Maravilha.
Paga-se bem.
Precisa-se de urna preta escrava ou forra para
servico de una casa de familia, ou para o servi-
Qo de portas para dentro : quem pretender diri-
ja-so a Boa-Vista, ra dos Pires, no silio que (a?
esquina para o Corredor do Bispo, que achara
cora quem tratar.
9 abaixo assignado arrenda o seu engenho
Ilccreio, sito na freguezia de Muribeca, com capa-
cidade para safrejar3,000.oes, seudo a Ierra pro-
pria pira trabalhar-se de ara o, e com boas bai-
xasde puus a tratar no engenho Santo Andr
na mesma freguezia, com o seu proprelario ou
no Bocife, na ruaeslreia do Rosario, escriptorio
do Sr Dr. Antonio Joaquim Avres do Nascimcn-
to.=Anlonio de S Albuquerq'ue.
Aluga-se por prego commodo urna exeela
lente loja e solao no pateo do Tergo n 30 -
Iralar na ra da Cadeia do Recife n. 4.
ESCRIPTORIO DEADVOCACIA
nos OOUTOHES
F1LLIPPE DA MOTTA DE AZEVEDO CORRER
E
MANOELJOS DIS SALGADO CARNEIRO.
Ra do Carmo n. 18 B.
Os Drs. Molla de Azcvpdo c Silgado advogam
tanto no foro civel c commenial como no crimi-
nal e ecclesiastico, em qualquer das instancias
encarregam-se de qualquer queslu, emfim. Irs-
tam de tudo quanto diz respeito a sua proissao
c por um honorario razoavel.
Tendo em vista o inleresse daquelles que ha-
bitara as provincias o que leudo dependencias
na corte, a maior parle das vezes nao possuem
um procurador ou correspondente habilitado quo
cure de seus interesses, os supradilos advogados
teem annexado ao seu escriptorio um oulro, es-
pecialmente de procuradoria. no qual, debaixo
desua mmediala vigilancia e direceo, se cn-
contram empregados habilitados que'tomara a si
o tratarera de todos os negocios quo correm po-
las secretarias de estado, e repartiges publicas
da edrte o capital da provincia do Rio de Janei-
ro ; fazerem tirar alvars de raercs, ttulos, di-
plomas, extrahir patentes para officiaes da guar-
da nacional, cartas de juizes dedireito, munici-
paes e de orphaos de escrlves, tabelliaes. con-
tadores, distribuidores, partidores, provises pa-
ra advogar e sollicilr.dispcnsas para casaraenlos
resposlasa consullas.dadas pelos niaisabalisados
advogados ; agenciarem pelo thesouro geral o
recebiinento de dinhelros quelenhara cahido em
exercicios findo, Iralarcm de cartas de natura-
lisacao, ele.
Os precos sao mui razoaveis, e garanto-so a
promptidao e zelo no desempenho das diveras
commissoes,sendo sempre bom que asparles in-
diquem qual a pessoa da corle encarregada do
negocio e do- pagamento das despezas. As par-
les quei nao Uverem correspondentes na corle
podem dirigir-se directamente aos advogados ci-
ma mencionados, ou a algum dos seguintes agen-
tes ascapitaesdas provincias: trata-se em Per-
nambuco com Prederico Chaves, na ra da Im-
peratriz n. 17; Cabe e Escada o Dr. Carlos Eu-
genio Donarche Mavignier.
Saca-se para o Porto e
Lisboa, qualquer quantia : no
escriptorio de Carvalho No-
gueira & C. ra do Vigario n.
9, primeiro andar.
Precisa-se alugar urna preta pa
fazer algumas compras na ra: 3 ti
da I.ingoeta n 2.
Na ra da Cruz n. 45. segundo andar, pre-
cisa-se de nina ama forra ou captiva, c que saba
cozinhar.
COMIA\HIA
ALLIANCE
Estabelecida em Londres
f m$ si mu. i
CAPITAL
Cinco mUuucs de Ultras
estetUnas.
Saundcrs Brothers & C." lera a honra deln-
rormar aes Srs. negociantes, proprietarios de
casas, e a gera mais convier, que esto plena-
mente autorisados pela dita coinpanhia para
effectuar seguros sobre edificios de tijolo e po-
dra, cobertos de tena e igualmente sobre os
objectos que coutivercra os mesmos edificios,
quer consista em mobilia ou emfazendas de
qualquer qualidade.
TTTTTT? T TTYTTT Y T TTTTTTT-? T^TH
5 DEUTISTA FRANCEZ.
> Paulo Gignoux, dentista, ra das fca- ^
> rangeiras 15. Na mesma casa tem agua e Z p denlilco.
^AAAAl_li_.AAAAAAAAAAAi.AlLW>'i.i.jJ,
m CASI LlISO-BRAS LE1RA,
% Golden Square, Londres.
J. G. OLIVEIRAtendo augmentado, com to-
mar a casa contigua, ampias e escolenlos ac-
commodagoes para muito maior numero de hos-
pedesde novo se recommenda ao favor e lem-
branga dos seus amigos c dos Srs. viajantes que
visitera esla capital continua a prestar-lhcs seus
serviros e bous ofllcios guiando-os em todas as
cousas que preciscra conliecimento pratico do
paiz, etc. : alm do portuguez e do inslez iulla-se
na casa o hespanhole francez.
SOCIEDADE BA\CA81\
Amorim, Fragoso, Santos
cfeCompunhia.
Os Srs. socios commanditarios sao convidados
a repisar a segunda entrado do 12 1[2 por rento
sobre os seus capiiaes al o dia 16 de abril cor-
rente, do conformidad^ com o respectivo contra-
to social.
!' @@8@g
S DENTES I
I ARTIFICIAOS. S
iRuaestreita do Rosario n. 3|
Francisco Pinto Ozoriocolloca denles ar- @
@ tificiaes pelos doussyslemas VOLCANITE, @
chapas de ouro ou platina, podendo ser @
procurado na sobredita ra a qualquer
S hora. H S
iEJvyjAiliKilE
E
Offerece-se para caixeiro de qualquer cslabc-
leciraento ura menino de idade de 13 a 14 anno*
ciiogado ha pouco do mato, sem relajo alsmu
tiesta praca. "
Compras.
Compra-se um cabriolet de qua-
tro rodas, que esteja em bom estado e
tenha coberta : na ra da Gloria n. 3.
Constante-
mente
compra-se. vende-sc o troca-so escravos :
Direita n. 66.
na ra
moedas de ou.u uK i oj> e mf :
da Cadeia do Recife loja n. 22.
Compra-se
Frascos que tenharn servido de conserva ou ou-
Irosiguaes, pouco mais ou menos, c urna balau-
ca grande de duas conchas que pegue de 10 a 15
anonas e em bom estado: na ra do Imperador
Compram-sc jornaes a 100 rs. a libra : ni
taberna da estrella do largo do Paraizon. 1 i.
Vendas.
lel-
bandejasenfeitadas.
Conlina-sea preparar com difTercnles mod,.-
los c figuras, bandejas dos mais escolhidos boli-
nholos do nosso mercado, e delicados bolinhos
era libras separadas, pesado vista c contento
da encommenda ; assim como bolos inglezes
francezes e de massa secca da mandioca, pudins'
crenie, pastis de nata, e tambem os pastis de
carne de porco proprios da paschoa, ludo com
muito asseio, bem feilo, e o mais em conta di-
rija-se a ra da-Penha n. 25, segundo andar
que ficura bera servido. '
Laboratorio de lavagem
N^
Casa de banhos do paleo do Carmo.
Ncste estabelecimento, cojos perfeilos apparc-
Ihos vmdos da melhor fabrica da Europa, teem
de ser ora breve ampliados com oulros novos e
de maiore3 dimensoes, j se lava e engommo
com perfeigao toda e qualquer qualidade de rou-
pa no curto prazo de 12 a 15 dias. Consegue-se
esto resultado pelos syslcmas mais simples ex-
actos e inofensivos, ajud.ido pelo concurs in-
lelligcnlede obreiras frincezas, inglezas, portu-
guesas e nacionies, e pela certeza que resulta de
urna pratica do anno c meio.
Garanle-se o bom rcsullado, tiram-se todas as
nodoas, inclusive as do rnafo na roupa branca
Rccebe-se roupa nos dias 1.2 o 3 de cada
mez. e enlrcga-sc nos dias 15.16 o 17. o a que
H?,raebe ?S [a* 16, 17 -18' "tres*-" nos
das 30. e 1 e 2 do mez seguinle.
No mesmo estabelecimento precisa-se ainda do
peritas engomraadeiras e boas lavadeiras, quer
sejam escravas, livres. nacionaea ou oslranBei-
ras Paga-se at 1 diarios, dando-se sustento, e
podendo ella dormir no eslabelprimpnin ..
irem as 6 horas da
o eslabelecimento, ou
manhaa e voltarera as 6 da
larde; mas em todo o caso devo dar
sua conduela.
garante
Precia-se de um bom ortelo pa-
ra um sitio distante deta cidade 5 le-
gua, paga-se bem: dirijam se a llha
dos Ratos a fallar com o director das
obras publicas.
Commercial
11.18 Ra da Cadeia do Recife IV. 15.
Loja de quiuquitharias
e deposito de tabaco, charutos
e cigarros,
de Jos Leopoldo lQurgard.
Charutos.
Nesle estabclecimciiio rccebe-se em direilura
os melhores charutos da Babia, Rio de Janeiro
suisso, manilha, Ilavana e Hamburgo, venden-
do-sc em porgos e a rctalho ao proco de 28 a
2090 cento.
Cigarros.
Existe grande1 deposito de cigarros superiores,
lano de papel de puro linho, como de palha d
milho, por barato prego.
Fumo '
Rccebe-se por lodos os navios francezes o ver-
dadeiro fumo caporal, francez, Fleur d'harlcbeke
Virginio, americano ; os consumidores de tabaco
para cigarros e cachimbos, alem de seren bom
servidos sobre a superior qualidade, comprarn
sempre por proco muilo commodo.
BORDA.
Principia-so a receber superior fumo de Borba
do Para, em chicotes, que se vende mui'.o em
conta.
Boccaes
para charutos e cigarros, muito bonitos c deli-
cados.
Charuteiras
c cigarreras de diversos goslos, e variado preco.
lscas
Espantoso sormenlo de iscas c phosphoros
para charutos. -
de pedra, proprio para os marilimos o viajantes.
Livros
de papel de puro linho para os fumantes de ci-
garro.
Cachiiuhos.
, Lra1!ioso e T,ri"*> sortiraento de cachimbos,
a escolher. '
Machinas
para cigarros turcos e papel proprio para os fa-
aeiiniio em resmas, para os senhores cigarreiros
que fabricara cigarros denominados hespanllocs.
Boleas
de chagrain e outras qualidades, p3ra guardar ta-
baco para os superiores cigarros de improviso.
Caixinhas
de fino metal principe, para guardar phosphoros
e iscas.
O proprelario deslo eslabelecimento, que o
tem tornado era especial para os senhores fu-
mantes, espera continuar a merecer a confiaren,
dos seus numerosos amigos o freguezes, em vista
da smeendade nos seus tratos, encarrega-se de
mandar buscar quaesquer encommendas por mais
pequeas que sejam, de Rabia, Rio de Janeiro o
rranga, onde tem correspondentes, podendo afi-
angar a ponlualidade, o veracidade nos pregos
Vender muito para vender barato
Vender barato para vender muito
Quinqnilharias.
Soriimenlo de quinqoilharias e brinquedos pa-
SmrSae endo mui,issm bara,- *ia
acaba r.



"
i
(i
DIARIO DE PERHAMBUCO. SEGUNDA FEIRA 16 DE ABRIL DE 1866.
Carne de vacca salgada.
Vende-se na ra da Cruz do Recito n. 50, pri-
meiro andar, por menos prego do que em oulra
ualquer parle.
Fazendasporbaixosprccos
Ra do Queimado, lojar
de 4 poftasn. 10.
Aind.i reslam algumas fazcndas para concluir
a liquidado da firma de Leflc& Correia, asquies
so vcndem por diminuto preco, sendo entre ou-
tras ss seguintes:
Chitas de cores escuras e claras, o covado
a 160 rs.
Ditas largas, francczas, finas, a 210 e 260.
Itiscados francczesde cores (xas a 200 rs.
("assas de cores, bons padroes, a 240.
r.rini de linliu de quadros, covado, a 160 rs.
Brim trancado branco de linho muito bom, va-
la, a 1*000"
Corles de calca de mcia casemira a 2?.
Ditos de dilado casemira de cores a 5J>.
Panno prclo lino a 5 c 4#.
Meias de cores, finas, pora homem, duziaa
800.
Grvalas do seda de cores e prclas a 1$.
Meias brancas finas para senhora a 3g.
Hilas dilas muilo finas a 4$.
Dilas croas finas para homem a 4$.
Cortes do rlleles de gorgurao de seda a 2#.
Cambraia lisa fina transparente, peca, a 4$.
Chales de 15a e sed, grandes, um 2?.
Grosdenaple preto de lgGOO a 2.
Seda prcta labrada para vestido a 1600 c 2g
Cortes de vestido de seda preta lavrada a 163
Lencos de chita a 100 rs.
Laa "de quadros para vestido, covado, a 560.
Peilos para camisa, um, 320.
Chita franceza moderna, lingindo seda, covado
a 400 rs.
ntremelos bordados a 200 rs.
Camisetas pira sephora a 010 rs.
Dilas bordadas linas a 2g500.
Toalhas de linho para mesa a 2-3 e 4j).
Camisas de meia, urna 610 rs.
Longos de seda para pescooo do senhora a
500 rs!
Vestidos brancos bordados para baplisar crian-
zas a 5JOO0.
Cortes de caiga do casemira preta a 63.
Chales de merino com franja de seda a 5J.
Corles de caira de riscado de quadros a 800 rs.
Marin verde para vestido de montara, cova-
do, 1*280.
Lencos brancos de cambraia, duzia, a 2*.
Acaba de chegar do Rio de Ja
neiro alguns exemplaresdo
primeiro e segundo volume
da Corographia.
Peehineha.
Famo americano.
Vendo-se fumo americano proprio para mas-
care fazer cigarros : na ruada Cruz do Recite n.
50. primeiro andar, camuas de 20 e 40 libras
a 400 rs. a libra. '
I Engenho.
Vende-sc o engenho Santa Luzia, sito na
@ freguezia do S. Lourenco da Matla, entre
@ os engenhos Penedo de Baixoe Penedo de
{$ Cima : Irata-so no mesmo engenho ou no
engenho Mussambiquc com Felisbino de
j$ Carvalho Rapozo.
Aos senhores logistas de miudezas.
Bicos pretos de seda,
Ditos brancos e prclos de algodo.
Luvas pretas de torgal.
Cintos elsticos.
Linhas de algodo cm novellos : vendem-se
por precos commodos, em casa de Southall Mel-
ln &. C, ra do Trapicho n. 38.
Sndalo!
45--Ra Nova45
de loques do san-
Augusto k Perdigo,
com loja na ra da Cideia do Recite n.
23, confronte ao becco Largo.,
previnem aos scus freguezes. que acabam de sor-
lir scu novo eslabelccimenlo com fazendas de
goslo, finas, c inferiores, para vender pelos pre-
cos os mais razoaveis ; as fazendas inferiores,
Potassa da Russia~
E CAL DE LISBOA.
No bem conheeido e acreditado deposito da
r a da Cadeia do Recite n. 12, ha para Tender
polassa da Russia e da do Rio de Janeiro, nova
e de superior qualidade, assim como tambem
cvirgemem pedra: tudo jjor precos muito
razoaveis
el
t
I
II
II
( Variado sortimento
(P dalo a 10*000.
<9S##@ @ $ @S@
Sndalo.
Ricas bengalas, pjlceiras e leques:
vendem-se na ra da Imperatriz n. 1,
oja do Lecomte.
Lojada boneca ruada Impe-
ratriz n. 7.
Vendem-se caicas de tintura para tin-
gir os cabellos em dez minutos, como
tambem tingem se na mesma casa a
qualquer bora.
BBB58 &BE5R&&S&E!SB&?y6UffllfHSNMKt
$ Coulinua-se a vender fazendas por oaixo '-:.
% prego at mesmo por menos do seu valor, %
afim de liquidar contas : na loja de 4 portas S
na ra do Qucimado n. 10.
ni
Di.
FlNDIClO LOWMOW,
Roa da Senzala IVova i. 42.
Neste estabelecimento continua a haver um
comapleto sortimento do moendas e meias moen-
das para eu3enho, machinas de Tapor e taixas
de ferro batido e coado. de todos os tamanhos
para dto.
Cheguem ao barato.
O Le te & lrmao continuam atorrar na ra
da Cadeia do Recife n. 48, pecas de cambraia li-
sa com 10 jardas a 4*500 e 5J, lencos de cam-
braia de linho ju3* a duzia, cambraias muito fi-
nas e de lindos padroes a 640 a vara, meias fi-
nas para senhora a 3*800 a duzia, ditas cruas in-
glezas para homem e meninos, Chalos do meri-
no 130S a 4J500, e bordados a 6*. palctotsde
alpaca preta e do cores a 5*, ceroulas de linho
e algodo, camisas iuglezas muito superiores a
60* a duzia, organdys de lidos desenhos a
1*100 a vara, cortes- de cassa chita a 9$, chita
franceza a 240,280,300 e 400 rs. o corado, pegas
de madapolao com 30 varas a 4J800, 5J, 5g500,
6,7 e 8$, chitas inglezas de cores fixas a 200 rs o
covado, toalhas pora mesa a 3 e 4*, cortes de
calca de brim de linho a 2*, ditas de meia case-
mira a 2*240, vestuarios bordados para meni-
nos, e outras muitas fazendas que se vende por
barato preco.
REMEDIO INCOWIPARAVEL.
UNGENTO HOLLOWA.Y.
Milhares de individuos de todas as nacScs po-
flem lestemunhar as virtudes deste remedio in-
comparavel e provar em caso necessario, que,
nao a rclalho, se venderap por um preco fixo pelo uso que dclle fizeram tem seu corpo e meni-
que ser o seu proprio custo as casas inglezas,
Histrica chonologica, genealgica,
7iobiIiaria c poltica do imperio do Bra-
sil, peloDr. Mello Mora es :
vende-se a
4$ o volume, podendo-se vender o se-
gundo em separado : na livraria n. 6 e
8 da praca da IndeD3ndencia.
A 8,000 rs.
Ferros econmicos americanos para engommar
com fules e descanso : vendom-sc esles cxcel-
lcnies Trros na loja de ferragens de Vidal &
Bastos, ruada Cadeia.
AS MEMORES MAIUXAS DE COSER
DOS
Mais afamados autores de New York
I.M.SINCER4C.
E
WIEELEK & WLSON.
No novoeslabelecimento vendem-se as machi-
nas dcstes dous autores mostram-sc a qual-
quer hora do dia ou da noile c responsnbilisamo-
nos por sua boa qualidade e seguranra :rro arma-
zem de fazendas de Raymundo Carlos Leile &
lrmao, rua da Imperatriz n. 10. antigamcute
aterro da Boa-Vista.
.:..;.::..::: \ ;..::zzzzt-.T'.zt.t.ztzzstmi
:_ }
i)
N
1
n
; GRAXDE E VARIADO SORTIMENTO
DE
HRouasp feilas e fazendas I
na ;:
ILiOia carmaicm
1 de
Ges &BastosS
utna vez que sejam pagas vista.
Ncsle oslabelecimento se encontrar sempre
um sorlimento completo de fazendas, e entre el-
las o seguinte :
Vestidos de seda com babados e duas saias.
Ditos de la e seda o duas saias.
Dilos de tarlalana bordado a seda.
Manteletes pretos bordados com franja.
Taimas pretas de seda c de fil.
Polonczasde gorgurao de seda pretas.
Cinturoes para senhora.
F.spartilhos cora molas ou clcheles.
Enfeitcs de vidrilho ou flores para senhora.
Vestuarios para meninos.
Saias de balo para senhora o meninas.
Chapeos para senhora c meninas.
Tentes de tartaruga dos melhores gostos.
Perfumaras de Lubin o oulros fabricantes.
Cassas e organdys de cores.
Grosdenaples de cores.
Chitas escuras francczas c inglezas
Collas o manguitos os mais modernos.
Camisas de linho para senhors.
Dilas de algodo para menino.
Algodo de todas as qualidades.
Lencos de labyrinlho para prsenles.
Collas de crochet para menino.
Roupa feita.
Vestidos de phanlazia.
Casacas e sobrecasacas de panno fino.
Paletols de casemira.
Calcas de casemira pretas e de cores.
Collelcs de seda idem idem.
Ditos de fuslo.
Camisas inglezas todas de linho.
Dilas francezas de diTercnles qualidades.
Malas c saceos de viagem.
Borzeguins de Mcllier e oulros fabricantes pan
hornera.
Ditos para senhora.
Charutos de Havana, Baha e manilha.
Camisas de flanella
Chapeos de todas as qualidades para homem,
senhora c enancas.
Chapeos de castor preto
e brancos
Na ruado Queimado n. 37, vendem-se os me-
lhores chores de castor
bros inteiramente saos depois de haver emprega-
do intilmente outros tratamentos. Cada pesoa
poder-se-ha convencer dessas curas maravilhosas
pela lcitura dos peridicos, que lh'as rclatam
todos os das ha muitos annos ; e a maior parte
dellas sao to sor prndenles que admiran; so
mdicos mais celebres. Quanlas pessoas reco-
braram com este soberano remedio o uso de seus
bracos e pernos, depois de ter permanecido lon-
go tempo nos hospitaes, onde de viara soffrer a
amputaeo I Dellas ha militas que havendo dei-
xado esses asylos de padecimentos, para senao.
suhmettcrem essa operario dolorosa foram
curadas completamente, mediante o uso desse
preeiosoremedio. Algumas das taes pessoas na
enfusao de seu reconhecimento declararam es
tes resultados benficos diante do lord correge-
dor e outros magistrados, afim de mais autenti-
caren! suafirmativa.
Niuguem desesperara do estsdo de saude ss
O agente do verdadeiro xarope do Bosque tem
estabelecido o seu deposito na ra da Cadeia Ve-
lha n. 61,na botica earmazem de drogasde Vi-
cente Jos de Brlto& Filho : desnecessario fa-
zer elogios bondado deste xarope, nao s pelo
reconhecido crdito de scu autor como pela acei-
tado que geralmente tem tido. Um cem nu-
mero de curas se tem conseguido com applica-
cao do xaropo de Bosque, o qual verdadeiro an-
tidoto para todas as molestias dos orgaospulmo.
nares. Para conhecimento do publico declara-
se que o verdadeiro contm no envoltorio a pro-
pria 3ssignatura dos propietarios, e no falsifica-
do esta lilhographada.
'ivesse bastante conlanca para ensaiar este re-
medio constantemente seguindo algum tempo o
mentratatoque necessitasse a natureza do mu,
cujo resultado seria prova rinconlestavelmente
Que tudo cura.
O ungento he til, mais particu-
larmente nos seguintes casos.
Botica.
V.
i:
' :
i :
i:

5
i :
i :
Na ra do Queima-
do n. 46.
Bartholomeu Francisco de Souza, ra larga
do Rosario n. 36, vende os seguintes medica-
mentos :
Rob L'Affecteur.
Pilulas contra sezdes.
Dilas vegetaes.
Salsaparrilha Bristol.
DilaSands. .
Vermfugo inglez.
Xarope do Bosque.
Pilulas americanas (contra febres).
Ungento Hollvay.
Pilulas do dito.
Ellixir anli-asmathico.
Vidrosde boca larga com rolhas, de 2 oncas a
12 libras
Assim como tem um grande sortimenfo de pa-
pel para forro de sala, o qual vcude a modi :o
prego.
Inflammacao dabexiga.
da matriz
Lepra.
Males das pomas.
dos peitos.
de. oihos.
Mordeduras de reptis.
Picadur*ie mosquitos.
Pulmoesl
Quciinad.l'las.
Sarna
SupurarAeS-pxrtdas.
Tinha, en\ qualquer par-
te que seja.
Tremor de ervos. .
Ulceras na bocea,
do figado.
das articulaces.
Veias torcidas ou noda-
das naspernas.
no estabecimento
importante.
45 Rua Direita h&
Este estabelecimento quer acabar
com alguns pares de borzeguins que llie
restam, doi famosos arranca-tocos, ci-
dadaos etc., e sem o menor defeitu, re-
duzindo-08 ao preco de 7#000
Cheguem a Pechinca
Na loja do Preguica na rua do
Queimado n. tem para
\ender:
Chaly e merino decores, ptimo nao s para
roupdes evestidos de montaa de Sra. como para
vestuarios de meninos a 360 e 400 ris o cova-
do Challes de merino estampados muilo fiaos pelo
demioulo prego de 2:500 cada um musselinas
modernas, bastante largas, de variados padroes
a 260 e 280 ris o covaJo grvalas a fanlazia.o
mais moderno pos-ivel a le 1200 cadauma, e
outras muitas fazendas, cujos pregas extraor-
dinariamente baratos, stisfaro a expectativa
do-comprador.
Coto loque de avaria
1:800
Cortes de vestido de chita rocha fina a 1:800
lencos de cambraia brancos a 2:000 2:500 39
4:000 a dusia ditos com 4 palmos por cada face
e de 4 e meio por 5:000 cousa rara no Arma-
zem de fazendas de Raymundo Carlos Leite &
Ir raaos, rua da Imperatriz n. 10.
Verdadeiras luvas de Jovin de to-
das as cores, rua da Imperatriz n. 7,
loja do Leconte.
mmm %m %&%& sse m$mn
GRANDE AMAZEH
DE g
IRoupa feita.]
Rua Nova n. 49, junto
a igreja da Conceigo dos
m Militares.
y* Neste armazem encontrar o publico
S um grande e variado sorlimento do rou- ?
\ pas teilas, como sejam casacas, sobreca- SS
ft sacas, gndolas, fraques, e paletols de /R
S panno fiuoprelo e de cores, palctots e 0> sobrecasacas de merino, alpaca e bomba- k
a zina pretos e de cores, paletols e sobre- g
K casacos de seda e casemira de tores, cal- ^
H cas de casemira prcta e de cores, ditas de {O
ES merino, de princeza, de brim de linho
i branco e de cores, de fustao e riscados, |g
I calcas de algodo, colletea de velludo 3S
|| preto e de cores, dilos de setim preto e B
| branco, dilos de gorgurao e casemira, di- *p
m los de fustocs e brins, fardaraenlos para 8
g a guarda nacional, libres para criados, >
^ ceroulas e camisas francczas, chapeos e gf
3c grvalas, grande sortimento de roupas
g| para meninos de 6 a 14 annos ; nao agr- f&
dando ao comprador algumas das roupas K
fcilas se apromplaro outras agosto do ^te
comprador dando-se no da convenci- $%
9.s000
7^000
7$000
6'jffOOO
56-000
Relogos patentes.
Estopas.
Lonas.
Camisas inglezas.
Peitos para camisas,
Biscoutos.
Em casa de Arkwight 4 C
Cruz n. 61.
sel
rua da
Ricas sobrecasacas de panno fino pretos k
B e de cores a 28J, 30J e 35?, tambem temos g
!-; paletols dos mesmos pannos a 223 e 24{},
(< palclots de casemira de cores de muilo 3
|l Lora gosto e finos a 12#, 14S. 16J e 18, di- g
^ tos do panno preto para menino a 189 e ff
: 203, ditos de casemira de cores a 8$ e JO$, ';
*: calcas de casemira de cores e pretos ejun- SS
11 lamente para meninos a 7tf, 8, 9, 10# e
': 123, collelcs d gorgurao de seda e case- 3
' mira a 5g, 6$ e 78, paletols de alpaca pre- jJ
, los de cores saceos a 49, ditos sobrecasacos 9
t'i "5 c 8), dilos de brim, de esguio o do | i
w fuslo tanto brancos como decores a 48, Si
gj 4*500, 5j>e6S, calcas de brins brancos mui- g
1; to linos a 58, 6 e7$, cplleles brancos e de 53
j cores a 38 e 3J500, camisas para meninos H
p de diversas qualidades, calcas de brins de %
i cores finas a 3j)500,41 e 5, um'rico sorli- %
V| ment de vestidos de cambraia broncos %
%i bordados do melhor gosto que tem appi- $|
6-; recido a 28$, manteletes de fil preto e de 9
r: cor muito superior gosto e muilo moderno S
\ \ a 208 cada um e 249, ricos casaveques de %
gj cambraia bordados para menino a 10j), di- 1%
tos para senhora a 158, ricos enfeiles de U)
Jjj froco de velludo goslo melhor que tem ap- g
% parecido a 109 e 12>, e outras muitas fa-
fei zendas e roupas feitas que com a presenta |
y do reguez se ar patente.
Ferros de engom-
mar econmicos
A SSOOO.
Casacas para a quaresnia
Gl Nesle mesmo estabelecimento ha ura i
^ grande sortimeplo de casacas pretas, as- ^
? sira como maafl-se fazer por medida a von-
la de do fregaefajMfcV
ri pvnnos a scunH
m e 409.
iihcno os mesmos os
mdo os precos a 359
Camisas inglezas
Temos novamenlc chegados: ricos vest-
do pretos bordados a velludo a908, ditos '
g bordados a seda a 759 e 609, assim como S|
ricos manteletes pretos da ultima moda a M
% 169,209 e 30.
Vendem-se por meaos do que em ourra
qualquer parte, saceos com rnilho de Mamanena-
pe: a tratar na rua do Queimado n. 24, primeiro
andar.
A 8,000 rs. com todos
os pertences.
Do-se a contento para ex-
periencia por um ou dous
das.
Vendem-se estes magnficos ferros as seguin-
tes casas :
Praca do Corpo Santo n. 2.
Ruada Cadeia do Recife ni 44.
Dita da cadeia do Recife n. 49.
Rua Nova n. 8.
Rua Direita n. 135.
Dita da Madre de Dos n. 7.
Dita do Crespo n. 5.
Dita daPenha n 16.
Dita do Cabug n. 1 B.
Dita Nova n. 20.
Dita do Imperador n. 20.
Dita do Queimado n. 14.
Dita Direita n. 72.
Dita da Praia n. 48.
Dita da Praia n. 46.
Dita do Livramento n. 36.
Dita da Santa Cruz n. 3
Dita da Im eratriz n, 10, armazem de tazerdas
de Raymundo Carlos LelleAlrmSo, emir dos
eates lugares dao-so por um ou dous dias para
tperimentar-so.
Alporcas.
Caimbras.
Callos.
Canceres.
Cortaduras.
Dores de cabera.
*ias costas.
dos membros.
Enfermidadcs da cutis
emgeral.
Ditas do anus.
Erupcoes e escorbti-
cas.
Fstulas no abdomen.
Frialdad,- ou falta de
calor as extremida-
des.
Frieiras.
Gcngivas escldalas.
Inchages.
Inflammacao do figado.
Vende-se este ungento
geralde Londres n. 224, Strand, e na loja de
todos os boticarios droguistas e outras pessoas
encarregadas de sua venda em toda a America
do snl, Havana e Hespanha.
VenJe-se a800 rs., cada bocelinha contm
urna instrueco em prtuguez para o modo de
fazer uso deste ungento.
O deposito geral em casa do Sr. Soum,
pharmaceutico. na rua da Crun. 22. em Per-
nambuco.
Pennas de ago inglezas.
Vendem-se na rua da Cadeia do Recife, loja n.
7, deGuedes& Goncalves, 33 verdadeiras pennas
de aso inglezas, mandadas fabricar pelo profes-
sordecalygraphia Guilhermc Sculy, pelo mdico
prego de 19500 a caixa".
Bezerro francez
grande e grosso :
Na rua Direita n. 45.
** Elegancia i
Bonitas e elegantes caixinhas com J|
amendoas para brindes : vende-se na rua &
,-j, Nova n. 45. no armazem de fazendas e
H midas de Paria & C.
rt> t!y No mesmo eslabelccimenlo so ven-
!| de corles de cambraia de cor de 10 a 11
varas, gosto Condeca d'Arc a 48500 rs. o
$ corle.
mtmmsws mmmsws emmvmn
Loja da boa T, na rua
da Imperatriz n. 74.
Vendem-se verdadeiras luvas de Jouvo muito
novas, brancas, pretas, cor de caima, para ho-
mem e senhora, a 28400 o par, pretas de retroz
com palmas de vidrilho a I96OO, dilas de seda
entenadas a 28200, lisas a 1280, ricos penles de
lajtaruga virados muito fortes a 10$, ditos sem
serem virados a 4J, ditos virados imitando lar-
taruga a 15600, ricos enfeiles de vidrilho pretos a
9 e 48, esparlilhos de linho com carreleis a 6
cada um, ricos leques imitando marflm a 2J500,
neos manguitos com camisiuha e gollinha de
cambraia bordados a 6* o par, manguitos com
2U5ha a.,^.e 59',cans com gollinh3a39e
dS5UU, gollinha de bordado aberlo para menina e
senhora a 800 e 19500, agulhas francezas com
fundo azul de n. 6 a 15, alfineles em caixinha de-
cabega chata, brancos o pretos, ricas franjas pre
tas cora vidrilho. dilas sem vidrilho, pretas e de
cores, fita de seda, velludo, bicos, rendas, fran-
jas, laa, linho, aloes de cores e brancos, tesou-
ras, caivetes, tacas, garfos e colheres de todas
as qualidades, sapalos de marroquim e couro de
lustre para menina o senhora, ditos do Aracaty
para homem, e muitos mais objectos que se ven-
dem por menos do que em outra qualquer parle,
babados bordados para manguitos e calcinitas de
meninos.
cores.
Pianos
VenJem-se oleados decores os mais finos que
possivel neste genero, e de diversas larguras,
por preco commodo na rua Direilan. 61, loja
de chapeos de B. de B. l'eij,
Bom e barato.
Vende-se espermacele em libra a 640 rs., tou-
cinho a 360, ervilhas a 160, passas a 480, man-
teiga ingleza a 800 rs.,dila franceza a 560, chou-
ngas a 600 rs., hlalas a 40 rs., doce de goiaba
a 19 o caixo, ceblas a 800 rs. o cenlo, painco
a 160 a libra, por baixo do sobrado n. 16, com
oilo para a rua da Florentina.
Vendem-se 20scravos de ambos os sexoo,
com habilidades ou sem ellas, tanlo o prazo cs-
mo a dinheiro, e por preco commodo : na rne
Direita n. 66.
Tachas para engenho
Fundico de ferro e bronze
M
Francisco Antonio Correia Cardozo,
tem um grande sortimento de
tachas de ferro fundido, assim
como se faz e concerta-se qual-
quer obra tanto de ferro fun-
dido como batido.
SYSTEHA MEDICO DEII0LL0WAY.
PILULAS HOLLWOYA.
Este Inestimavel especifico, composto inteira-
mente de hervas medicinaes, nao contm mercu-
rio, era alguma outra substancia delecteria. Be-
nigno mais tenra infancia, e a compleicio mais
delicada igualmente prompto o seguro para
desarreigar o mal na compleigao mais robusta;
inteiramenle innocente em suas operages e ef-
feitos; pois busca e remove as doenga3 de qual-
quer especie egro por mais antigs e ienazes
que sejam.
Entre milhares de pessoas curadas com este
remedio, muitas que j estavam as portas da
morte, preservando em scu uso : consegiram
recobrar a saude e torcas, depois de haver tenta-
do intilmente todos os outros remedios.
As mis afflictas nao devem entregar-se a de-
sesperado ; fagam um competente ensaio dos
eflcazes effeitos desta assombrosa medicina, e
prestes recuperaro o beneficio da saude.
Nao se perca tempo em tomar este remedio
para qnaiquer das seguintes enfermidades :
Accidentes epilpticos.
Alporcas.
eobertos e descobertos, pequeos e grande, de
uro patente inglez, para homem senhora,
de um dos melhores fabricantes de Liverpool,
vindos pelo ultimo paquete inglez: em casa de
Southall Mello i G.
Ampolas.
Areias(malde).
Asthma.
Clicas.
Convulses.
Debilidade ouexterma-
cao.
Debilidade ou falta de
forcas para qualquer
cousa.
Dysinleria.
Dor de garganta,
d barriga,
nos rins.
Dureza no ventre.
Enfei mida des no ventre.
Ditas no figado.
Ditas.venereas.
Enxaqueca.
Herysipela.
Febre biliosas
Febreto internitente.
Febreto da especie.
Gota.
Hemorrhoidas.
Hydropesia.
Ictericia.
Indigestes.
Inflammaces.
Irregularidades
menstruacSo.
Lmnbrigasde toda es-
pecie.
Mal de pedra.
Manchas na cutis.
Obstruccao de ventre
Phtysica ou consump-
pulmonar.
Retengao de ourina.
Rheumatismo.
Symptomas aecunda-
nos
Tumores.
Tico doloroso.
Ulceras.
Saunders Brothers Si C. tem para vender em
seu armazem, na praca do Corpo Santo n. 11,
alguns pianos do ultimo gosto, recentimenle
chegados, do! bem conhecidos e acreditados fa-
bricantes J. Broadwood-ASons de Londres, e
muito proprios para este clima.
em grande sortimento para
homens, senhoras e
meninos. ^
Vendem-se chapos francezes de superior qua-
lidade a 650o. 7 e 8j!, ditos de velludo, copa al-
ta e baixa a 78, 9 e 10$, ditos de lontra pretos e
de cores, muito finos a 69 e 79, ditos do chile a
3S500, 5, 6, 8,10 e 129, ditos de feltro em gran-
de sorlimento, tanto em cores como era qualida-
des, para homens e meninos, de 29500 a 78, di-
tos de gorgurao com aba de couro de lustre, di-
tos de casemira com aba forrada de palha, ou
sem ella a 48, ditos de palha ingleza, copa alta
e baixa, superiores e muilo em conta, bonetes
francezes e da trra, de diversas qualidades, para
meninos, chapeos de muitas qualidades para me-
ninas de escola, chapelinascora veo para senho-
ra, muilo em conta e do melhor gosto possivel,
chapeos de seda, ditos de palha amazonas, enfei-
les para cabera, luvas, chapeos de sol, e outros
muitos objectos que os senhores freguezes, vis-
ta do prego e da qualidade da-fazenda, nao dei-
xaro de comprar; na bem conhecida foja de
chapeos da rua Direila n. Cl, de B. de B. Feij.
Grande sorlimento.
4-Rua Direila*45
Os estragadores de calcado encontra-
rSo oeste estabelecimento, obra supe-
rior pelos precos abaixo :
Homem.
Borzegainsaristocrticos. .
Ditos (lustre e bezerro). .
Borzeguins arranca tocos.
Ditos econmicos.....
SapatOes de bater (lustre).
Senhora.
Borzeguins primeira classe (sal-
to de quebrar) ......5/j000
Ditos todos de merino contra
calos (salto dengoso).....4^500
Borzeguins pata meninas (for-
tissimos).......... 4000
E um perfeitosortimento de todo cal-
cado e daquillo que serve para fabrca-
lo, como sala, couros, marroquins, cou- i
ro de lustre, fio, fitas, sedas etc.
Graixa para
arreios,
Excellente graixa americana para arrcirfs e por
barato preco : vende-se na rua da Cadeia do Re-
cito, loja de ferragens de Vidal 4 Bastos.
Escadas americanas
As melhore3 c mais commodas e uteis'escadas,
de lodos os tamanhos : vendem-se na rua da
Cadeia, loja de ferragens do Vidal & Bastos.
Fio de a\go&&o.
Fio de algodo 'tanto para pavios como para
rdese oulros misleres : vende-se o mais bara-
to possivel na rua da Cadeia loja de ferragera de
Vidal & Bnslos.
Moinhopararefi-
naco. /
Chcgarcm a loja de ferragem de Vidal & Bas-r'
i tos grande porcao de moinhos de todos os lama,-
| nhos, com rodas e de novo autor, os quaes so
recommendaves pela sua excellente qualidade! O
commodo proco. /
Camas de ferro>
Um completo sortimenlo de camas de ferro c
comlona.de lodae as qualidades, as quaes se
vcndem por menos do que em outra qualquer
parte : na rua da Cadeia do Recife loja de ferra-
gem de Vidal & Bastos.
Bombas de Japy.
Bombas de Japy de lodos os tamanhos, com os
competentes canos de chumbo : vende-se por
commodo do preco na rua da Cadeia loja de fer-
ragem de Vidal & Bastos.
Bufoneas decimaes,
Reslam algumas balancas decimaes, as quaes
se vendem por commodo preco na rua da Ca-
deia do Recife loja de Vidal & Bastos.
Aviso aos Srs.mar-
cineiros.
Excellentes armacocs de serra de todos os ta-
manhos, sepos de dilTerentes qualidades, os quaes
-se vendem o mais barato possivel : na loja de
ferragem de \idal & Bastos, na rua da Cadeia do
Recite.

Vendem-se fazondas por barato
preco e algumas por menos de seu
valor para acabar, em pega e a rea-
lho: na ruado Queimado* loja de 4
portas n. 10.
RELOGOS.
Vende-se em casa de Saunders Brot-uers &
C, praca do Corpo Santo, relogios do afama-
do fabricante Roskell, por presos commodos,
e tambem trancellin3 e cadeias para os mesmos,
de excellente Kosto.
por sacca de
Irmos.
4,000 rs.
rnilho; nos armazens de Tasso
Venreo (mal).
Vendem-se estas pilulas no estabelecimento
geral de Londres n. tU, Strand, e na loja de
todos os boticarios droguistas e outras pessoas
encarregadas de sna tenda em toda a America do
Sul, Havana e Hespanha.
Vendem-se asbocetidhas a 800 rs. etda um
dellas, coutem urna instruegao em portugus pa-
ra explicar o modo de se usar destas pilulas.
O deposito geral 6 m asa do Sr. Boom
pharmaceutico, na ruada Crun. em Fer-
I nambuco.
Nova iveiifo aperfei-
(oada,
Bandos ou almofadas
de crina para penteados de
senhora.
Vende-se nicamente na rua da Cadeia do Re-
cife n. 48, loja de Leite & lrmao.
Rua do Queimado n. 37.
A 305 cortes de vestidos de seda quecuetaram
60; al6j)corles de vestidos de phautasia oue
custaramSO; a 8$ chapelinhas para senhora:
na rua do Queimado n. 37.
Brim trancado de linho todo
preto,
fazenda muito superior; garante-se que nao
desbota: na rua da Cadeid do Recife n. 48, lo-
ja de Leite & lrmao.
Enfeites de vidrilho e de retroz a 4> cada
um : na rua do Queimado n.87, loja de 4 portas.
Em casa de Rabe Schmettan &
C, rua da Cadeia n. 37, vendem-se
elegantes pianos do afamado fabrican-
te Traumann de Hamburgo.
SABAO
do deposito geral do Rio
com Tasso & Irmos.
de Janeiro: a tratar
Fariooa de mandioca
armazens de Tssm & lalos. /
II Ido
nos armazens da Tasso & Irmio*
AosSrs.padeirose
refinadores.
Sorlimentos completos de peneiras tanlo de
amare Iatao como de metal e de todas as grossu-
ras : vende-se por preco commodo na rua da
Cadeia do Recife, loja do ferragem de Vidal &
Bastos.
Aos senhores de engenho.
Enxadas americanas, do Porto, inglezas c ame-
ricanas, pequeas, de aro e j com cabos, safras,
tornos, fules, ferro Suecia, ac, arcos de ferro do
(odas as larguras, ferro em vergalho, ferramen-
tas completas para lanociros, e muilos oulros ar-
tigosda melhor qualidade possivel e preco com-
modo : na rua da Cadeia do Recife, loja de fer-
ragens de Vidal & Bastos.
Cocos italianos
de folha de flandres, muito bem acaba-
dos, podendo um durar tanto quanto
duram qualrodos nossosa 400 rs. um
e 4$ urna duzia : na rua Direita'n. 47,
loja de unileiro.
= -Vendem-se as seguintes casas : o sobrado
de um andar na rua de Sania Rita 7, a casa
terrea da rua da Praia dos carnc-secca n 22 e
urna casa terrea, ha pouco construida, sita na
estrada do Arraial, passandox o sitio do finado
Burgos : a tratar na rua Nova n. 85.
= Vende-se massa de tmale, o melhor o mai-
nova que ha no mercado, por preco commodo s
na rua das Cruzcs n. 40, ou na rua'larga du Ro-
sarlo larga n 52.
Vendem-se canoas de amarcllo, o melhor
que tem apparecido no mercado, de 25 a 45 pal-
mos, por preco commodo : na rua do Visario nu-
mero 5.
Para a quaresma.
Sedas pretas larradas. lindos desenhos
covado
Gorgurao de seda lavrado, superior era
qualidade, para vestido, covado
Grosdenaple preto, covado
Dito largo e muilo superior a 29 e
Sarja prcta larga, covado
na rua do Queimado, loja de 4 portas n. loT*
Rua da Sensala Nova n. 42
Vende-se em casa de S. P. Jonhston 4 C. va-
quetas de lustre para carros, sellins e silhes in-
glezes, candeeiros e casticaes bronzeados, lo-
nas inglezas, fio de vela, chicote para carros, e
montana arreos para carro de um e dous cval-
os, e reosnos d'ouro patente imtlezea.
Meias de seda de peso
Eara senhora, brancas e pretas, e para meninas,
raneas e riscadas: vende-se na loja de Leite
a lrmao na rua da Cadeia do Recife n. 48.
Vende-se
o engenho 4remun<< silo na frpgnezia da Esca-
da, no limite do Cabo, arredaSb um quarto de
legua da estrada de ferro, com bastantes maltas
virgens, edificado de novo e todo demarcado '. a
tratar no mesmo engenho com o proprietario.
Vende-se um carro de 4 rodas, bem cons-
truido e forte, com assento para 4 pessoas de
dentro, e um assento para boleeiro e criado' fra,
forrado para fallar, com o Sr. James Crabtree & C. n.
i% rua da Cruz.
A. Em casa de Southall Mellors & C, ma do
Trapiche n. S8, vendem-se os seguintes artigos:
Chumbo de mqnicao sortido.
Pregos de todas as qualidades.
Alvaiade.
Vinho de Shery, Porto, Hoogaran era barris.
Dito de Meselle em caizas.
Coguac em caitas de duzia e barris.
Belogios de euro prals, patate e chronome-
tros, eobertos e descobertos (bem acreditados].
Tranceln e oro pata os Breamos.
Biscoitos sorlidos em latas pequeas.
15600
23000
1S800
2550G
2J0OC
kiiTii Ann


^
i
J
DUBIO DE PBRNAMBUCO. SEGUNDA FURA 16 PE ABRIL DE 1S60.
-largo da Penha--
Mantciga perfectamente or a 800 rs. a libra e era buril se far mais algum abatimento.
Queijos muito no vos
a S'OO rs. e era cana se far mais algum abalimeulo nicamente no armazera Progresso.
Ameixas frau.eez.as
ProresiJ0 [lha 6 Campoleiras de Tldro 90O "-. m P Cartoes de lioluilios
muilo novos proprios para mimos a 500 rs., e era porco se far algum abalimentos no Progresso.
Figos de comadre
um CpeXohcommodolemCnlC enfeitadas e proprias Para mimos s n0 Progresso e cora vista se far
"Latas de soda
com 2 1|2 libras de difTercntes qualidades a lj>600 rs., nicamente no armazera Progresso.
Conservas
a 700 rs. o frasco vendo-so nicamente no armazem Progresso.
BolaelvinUa ingleza
muito nova a 320 rs. a libra c barrica 45. nicamente no Progresso.
Potes vidrados
no Progresso" pr0priaspara raaDle'ga outro qualquer liquido de 400 a 1S200 rs. cada ura, se
Chocolate Craneez
^millSaf'^?"1,0 ?2?"M 08.l,*uintM gneros ludo recenlemcnle chegado e de superio-
hrfpJni d1 ?.i,P Sa I80 *!' a "bra> chourla muUo nova- marmelada do mais afamado fa-
com SmPndnnf,r.K'nrVaa lf0-Tale' PC8CCC.B' Pas.83S. duelas em calda, amendoas. nozes, frascos
ZZ 2 !| confeitos paslilhas de vanas quahdades, vinagre branco Bordeaux proprio
m1, 9* ch"ntosfd0 "elhores fabricantes de S. Flix, macas de todas as qualidades, gora-
cnorT,in.K ", fr3"cczas' champagne das mais acreditadas manas, cerveias de ditas,
fo.;^l.?;, l'cocs (rancczcs muito finos, marrasquino de zara, azeite doce purificado, azei
m.th,H ,ll no.Fas. banha deporco refinado e outros muilo gneros quo encontrado tendente a
nrnmr Prisso Promelera os proprietarios venderem por muito menos do que outro qualquer
promeiem mais lambem servirem aquellas pessoas que mandarem poroulras pouco pralicas como
se viessera pessoalroenle ; rogam lambem a todos os sanhores de engenho e senhores lavradores
queiram mandarsuas encommendas no armazera Progresso que se Ibes afflanca a boa qualidade e
o acondicionamento. *Wta~
Vcrdadeira goma de mata vana
a 400 rs. a libra, s no Progresso.
Palitos
cilhaJos para denles a 200 rs. o maco ora 20 macinho. s no Progresso.
Cha uyson. perula c preto
os melhores que ha no mercado de lj600 a 250O a libra, s no Progresso.
Passas em eaixinhas de 8 libras
as mais novas que tem vindo ao nosso mercado pelo diminuto prero de 2$5G0, s no Progrosso.
Macas em eaixinhas de % libras
contendo 405 qualidades pevide, graodebico, estrelinha, aletria branca e amarella c paslilhas de
maja, s no Progrosso, e com a vista se far ura prego commodo.
Chonvieas e naios
as mais novas que tem vindo ao mercado.s no Progresso, aancando-se a boa qualidade e a vista,
se lara um proco commodo.- '
ARCHIVO UNIVERSAL.
REVISTA HEBDOMADARIA
COLLABORADO
PELOs SRS.
D'raPn,t0nl t i?mf "Ai/nr Ca5till,-A- Gil-Alexandre Ilerculano-A. G. Ramos-A. Guima-
raes-A. de Liraa-A. de Oliveira Marreca-Alves Branco-A. P. Lopes de Mendonra-A Xavier
Rodrigues Cordeiro-Carlos Jos Barreiros-Carlos Jos Caldeira-E Pinto da Silva e Cuhi F
Gomes do Amorim-FM. Bordallo-J. A. de Freitas Olivcira-J. A Maia_J. A MarqSs-j"de
riresj. u. da cunha ItivaraJ. J. da Graca JniorJ. Julio de Oliveira PiuloJos Mara
Latino Coelho-Julio Mximo de Oliveira Pimcntel-J. Pedro de Souza-J S daSilva Perra
fe^TOirreti-HS,d-?llo,.a-,Lef.,?dro. Jos da Cosla-Luiz Filippe LeUe-Luu Jos^
Los-Xisio Caaaf Sllva-Paul "'^-Ricardo Julio Ferraz-Valenlim Jos da Silveira
DIRIGIDO
POR
A. P. de CarvalhoI. F. Silveira da MollaRodrigo Pagaaino.
Destinado a resumir todas-as seminas o raovimento jornalistico e a offerecer aos leitores, con-
juntamente com a revista do que mais notavel houver occorrido na poltica, na sciencia.na indus-
tria ou as artes, alguns artigor onginaes sobre qualquer destes assumptos, o archivo universal
desde janeiro de 1859, em que comegou a publicar-se, tem satisfeito aos seus flns. com a maior
exaclidao o regulandade. '
Publica-se todas as segundas feiras em folhas de 16 paginas, e completa todos os semestres
um volume de 420 paginas com ndice e frontispicio competemos.
Assigna-se no escriptorio deste Diario, ra das Cruzes, e na ra Nova n. 8.
WasS da assignalura: peIos Pieles vaPor 10J200 por anno; por navio de vela 8| (moeda
Ha algumas collecges desde o comeco da publicago do jornal.
Escrava.
VenJe-se urna mulata de dado de 20 anuos, a
qu.il cczinha, lava, engomma, corta e faz toda e
qualqu;r obra do coslura, ludo com perfeicao : a
tratar na taberna grande da Solcdade.
Vende-so um cavallo melado claro com
bons andares, por commodo prego : quem qui-
zer, dirja-seao pateo do Carmo n. 20, que acha-
ra com quem tralar.
V.>iide-se urna porco de taboas de louro e
uns cailhos, ludo j servido de urna armaco :
na ra io Cabug, luja n. 9.
Nu taberna sita na ra da Iroperalriz n. 2,
se vendem superiores batatas a lj>280 a arroba,
marmelada muito nova em latas de urna c de
duas lit ras a 800 rs. a libra.
Novo Mcz de Mara.
A bein conhecida ediegao do Mez Marianno,
enriquecida cora muitas estampas c ricas vinhe-
tas, con a noticia histrica da nova medalha,
aberla c-m honra da immaculada Concelrao e sua
competente novena, conforme se usa no conven-
to dos llvms. Carmelitas desla cidade, boa im-
pressao bom papel: contina estar venda a 2$
o volun e, na ruado Imperador defronle de S.
Fraucis :o.
Arados americanos e machinas
para lavarroupa: em casa de S. P. Jo-
hnston & C. ra da Senzala n. 42.
FABRICA
CO
DE
g&eiS8A i fwmm uuvm.
Sita na roa Imperial a. 118 e f 20 i nato a fabrica de sabe
DE
Sebastio J. da Silva dirigida por Fraacisco Belmiro da Cosa
lm?T(S!|lS,k,e?l't8 promptos alambiques de cobre de d.fferentes dimencoes
(de 300 a d.OOU* simples e dobrados. para destilar agurdente, aparelhos destilatorios contmo
para resillar e destilar esp.nlos cora graduago at 40 graos (pela graduaco de Sellon Carticr dos
melhores syslo^nas hoje approvados c conhecidos esta e oitras provincias do impario, bombas
Je todas as dimenSoes asperantes ede repucho tanto de cobre coino de bronze e ferro to ni el ral
de bronze de lodas as diraenS6ese feitios para alambiques, tanques etc., parofuso d'e bronze e
ferro para.rodas d'agua.portas para fornalhas ecrivos de fero, tubos de cofre e chumbo de todas
as dimencoes para encmenlos, camas de ferro com armacao e sem ella, fuges demti ootavois i
econmicos lachas e tachos de cobre, fundos de alambiques, passadeicas^
para engenho folha de Flandres. chumbo era lencol e barra zinco era lecol l Z lsnccs e
arroellasde cobre. lenCesdeferroalato.ferro succia inglezde todas as dimensles saf^
e folies para fcrreiros etc., e outros muitos artigos por menos nro.-ndn m *Z 'n,,,r. l\
parte,desempendole ioda e qualquer meVXS"pS ^".o Sco'nfiid"
epara commodidade dosfreguezes que se dignarem honrarem-nos cora fsua conanca acha
M0 na ra Nova n. 37 loja de ferrugc.s pessoa habilitada para toraar nota das encommendal:
Relogios de ouro e prata.
Em casa de Henry Gibson, ra da Cadeia do
Recife n. 62, ha para vender um completo sorti-
menlo de relogios de ouro e prata, chronomc-
Iros, meioschronoinetros o de peiente, os me-
lhores que vem a este mercado,
zoaveis.
CONSULTORIO
DO
nngiDn pumsii s ipsiejiddie*
3 RA DA GLORIA, CASA DO PUHDlO 3
Clnica po ambos os systemas.
rnnir.u imIa MoscosodS consultas todos os dias pela manhaa ede tardedepois de 4 horas
n$*!At!alZiCUIUUn^ma*0*K* a cidade como para os engLhos ou outras
rpnoifl^f madiS deVtm SeJ d8do; a su.a casa at6 as 10 horas da manhaa e em caso de ur-
fe^oa o dqflU qU6r hra i d'a U da n0ite send0 por escriPt0 em 1ue e aclare o nome da
pessoa, o darua e o uumero da casa.
mPttPr wih.?-.8 naK,forem de ur.g?ia. as pessoas residentes no baltro do Recife poderao re-
f, A clhetes a bollSa d0 Sr- Joao Sounai C na ruada Cruzou loja de vros doSr Jos
Nogueira de Souza na ra do Crespo ao p da ponte velha.
Nessa loja e na casa do anannciante achar-se-ha constantement e os melhores medira-
mentoshomeopalhicos ja bera conhecidos e pelos precos seguintes memores meaica-
nh!!fnf ^1H-,'Ub0S grandes> ..... 10S000
Ditos de 24 dilos........ IsXtnfl
Ditosde36aitos. ... ........ K
Dito de 48 ditos...... ...... vwm
Ditos de 60 ditos.......[ \...... (feOOO
Tubos avulsos cada um. ...'.'.'...... IfiOOO
Frascos de linduras........" .' .' .' .* SfiOOO
Manoal de medicina homeopathica pelo De.' Ja'hr trduzid'o ^^
em portuguez com o diccionario dos termos de medi-
cina, cirurgia etc.. etc............ 20000
Medicina domestica do Dr. Hering, com diccionario. 10S0OO
Repertono do Dr. Mello Moraes. 6J000
CASA DE BANHOS;
mnt!t\Pn^fOSOre8labe[e-ciment0'repelo no vos melhoramentos feitos acha-se con ve-
S^nmmK50-,I*Me'h-ioJ Umbe do J de no^embro era vante, contratos mensaesnar
SsSctos Cn0miad0publico de1uem proprietarios esperara a SSS5S
Assignatur. de banhosfrios para udu pessoa por me. :. OJOOO
s V ... A ornos.de choque ouchuviscos por mez 155000
Senesde cartoes e banhos avulsos os precos annunciadoa. ^^
deum rico c grande sortiraento de lamancosde
tedas as qualidades, que se vende tanto a reta-
Ihocomo em pequeas c grandes porces, por
pre^o o mais barato possivel : na na Direita,
esquina da travessa de S. Pedro n. 16; a casa
tem sempre de 1 a 1,000 pares promptos.
Sal do Ass.
Vcnlc-se sal do Ass muilo superior; a bordo
do hiale Saulo Amaro. \
Kua do Uangel n. 62, armazem.
Vende m-se saceos com farinha de mandioca
de supe lor qualidade, saceos cora milho, ditos
com arnz de casca, dilos com fardo de Lisboa
ditos cora arro pilado do Maranho, ditos com
cafdoltio, velas de carnauba, ditas de esper-
macete, gomraa do Aracaly, sabao massa, th
hysson. counnhos de cabra, esleirs de palha
accanuuba, barricas com bolachinhas inglezas
tanto se vende em porgo como a retalho, e por
menos que so vende em outra paite.
Vinlio de Bordeaux.
Era casa de Kalkmann Irmaos&C, roa da
Cruz n. 10. enconlra-se o deposito das bera co-
nhccidas marcas dos Srs. Brandenburg Frres
o dos Srs. OMekop Mareilhac & C, em Bor-
deaux. Tem as seguintes qualidades :
De Brandeaburg frres.
St. Est ih.
St. Julicn.
Uargauz.
La rose.
Chlcau Loville.
Chteau Margaux.
De Oldekop & Mareilhac.
SI, Juliei.
St. Julien Mcdoc.
Chatcau Loville.
Na mesilla casa ha para
vender:
Sherry em barris.
Madeira em barris.
Cognac Cognac era caixas qualidade inferior.
Cerveia ranea.
Na ra Nova n. 35, vende-se farinha de
mandioc, a dinheiro vista, pelo baratissimo
prego de 5S60O asacca.
Tachas e moendas
Braga Silva &.C., tem sempre no seu deposito
da ra d i Moeda n. 3 A, um grande sortimento
de tachise moendas para engenho, do multo
acreditado fabricante dwin Maw : a tratar do
mesmo deposito ou na ra do Trapiche n 44.
Pechincha.
Com pequeo toque de avaria.
Na ru do Queimado n. 2, loja do Preguica,
vendera-se pegas de algodo encorpado, largo,
com peqieno loque de avaria a 25500 cada urna.
Aos amantes da economa
Na ra do Queimado n. 2, loja do Preguica,
vendem-se chitas de cores fixas bastante escu-
ras, pelo baralissimo prego de 6$ a pega, e 160
rs. o covado.
Relogios.
=*- 4 5RIJA HOYA4 5
Grande sortimento de roupa feita para
horaem.
Dito dito do chapeos de caslor e de seda.
37 Ra do Queimado 37
Loja de 4 portas.
Chegou a este^estabelecimento ura completo
sotimento de obras feitas, como sejara : pale-
lots de panno fino de 16$ at 28$,* sobrecasacas
de panno fino preto e do cores muito superiores
a 85, um completo sortimento de paletots de
riscadinho de brim pardo e brancos, de braman-
te, que se vendem por prego commodo, cerou-
las de linho de diversos tamanhos, camisas
francezas de linho e de panninho de 2$ at 55
cada urna, chapeos francezes para homema 8$,
ditos muilo superiores a 10, ditos avelludados,
copa alta a 13, ditos copa baixa a 105, cha-
peos de feltro para homem de 4. 5 e at 7
cadaum, ditos de seda ede palha eufeitados pa-
ra meninas a 10, ditos de palha para senhora a
125, chapelinhas de velludo ricamente enfeita-
das a 255, ditas de palha de Italia muito finas a
255, cortes de vestido de seda em cartao de 405
at 1505, dilos de phautasia de 16 at 35S000,
gollinhas de cambraia de 1 at 5, manguitos
de I55OO al 5, organdys curas e claras a
800 rs. a vara, cassas francezas muito superiores
e padroes novos a 720 a vara, casemiras de cor-
les para colletes, paletots e caigas de 35O0 at
45 o covado, panno fino preto e de cores de 2500
at 105 o covado, cortes de collete de vellu do
muilo superiores a9 e 125, ditos de gorgurao
e de fustao brancos de cores, tudo por prego
barato, atoalhado de algodo a 1280 a vara,
cortes de casemiras de cores de 5 at 9, grosde-
naples de cores e pretos de 1600 at 3200 o
covado, esparlilhos para senhora a
de casemira ricamente bordados a 12 cada um,
ia de linho bordados para se-
lada um, ditos lisos para ho-
uito superior, de 12 at 20 a
le cores para coeiro, covado o
seda para vestidos, covado a
1400, ua completo sortiraento de colletes de
gorgurao, casemira preta lisa e bordada, e de
lustao de cores, os quaes se vendem por barato
prego, velludo de cores a 7 o covado, pannos
para cima de mesa a 10 cada um, merino al-
cochoado proprio para palelols e colletes a 2S00
o covado. bandos para armago de cabello a
1500, saceos de tapete e de marroquim para via-
gem, eum grande sortimento de macas e malas
de pregara, que tudo se vende vontade dos
freguezes, e outras muitas fazendas que nao 4
possivel aqui mencionar, porm com a vista dos
compradores se mostra rao
Vende-se em casa do Johnston Patcr & C, ra
do Vigano n. 3, um bello sortimento de relosio<-
ra- iea"rV ^ICDt.e inglez'- de um dos mai" -
mados fabricantes de Liverpool ; tambera urna
vanedade de bonitos trancelins para os mesmos.
Em casa de Borott & C, ra
da Cruz do Recife n.5, ven-
de-se :
Carros de 4 rodas de ura modello inleiramente
novo.
Cabriolis muilo lindos.
Charutos de Havana verdadeiros.
Algodo americano trancado.
Presuntos para fiambre."
Cha preto de superior qualidade.
Fumo americano de superior qualidade.
Ghampanha de primeira qualidade.
Carne de vacca em barris de superior quali-
Oleados americanos proprios para cobrir carros
Carne de porco em barris muito bem acondi-
cionada.
Licores de diversas qualidades, como sejam :
o muito afamado licor intitulado Morring Cali
Sherry Cordial, Meni Julop, Bilters, Whiskey
C, ludo despachado ha poucos dias.
Carneiros gordos.
No engenho Forno da Cal vendem-se carneiros
gordos por prego commodo.
Tinta para escre-
ver.
na
Ra Nova, casa de 4 por-
tas n. 4$.
Vcndem-se superiores queiios viudo n .
po^2S500. raanteigainglllaJOmu;rs0upenor
15280 libra, dita a 15. dita a 800 rs.. dita fran-
V" .iS,' ... "no ro"9 sPerior do merca-
do a 2400 a libra, dito a 2240, ct a 2*0 ale
tria a 480, lalharim a 480, cevadlnha a 320 rbou-
rigas a 640 a libra, doce fino da casca a I56OO0
caixao, velas stearinas a 720, vinho da Figucira
muila superior a 560 a carrafa, dito a 50l rs
dito do Porlo a 720, farelo de Lisboa, saccoi
grandes a 5, vinhos engarrafados do todas as
quahdades, passas muito novas a 500 rs a libra,
chocolate francez muito superior a 15:500 a libra,
bolachinhas e bolinhos para cha, de todas as qua-
riA 9,iVilr08 muilos gneros, tudo de supe-
rior qualidade e precos muilo em conla.
nnrn,^1de'se un?a ne8ra crioula d meia idade,
por prego commodo : na ra Direita 11. 123.
n"i7n,Vmdfm"SC boni,S burros- desembarcados
ltimamente, e por raeno3 do que se tem vendi-
amarcllo "" RamS' armazem pintado de
ao p do arco de Santo
Antonio,
Chegou ura rico sortimento do peitos bordados
com gollinhas, proprios para senhora, assim co-
mo gollinlias de conlas para senhora, ditas para
meninas, tudo do ultimo goslo.
Cera de carnauba, sebo refinado e fio
de algodo.
Contina a vender-se no largo da Assembltfa.
armazem n. 9.
Moleques.
Rap.
FUNDIQAO DAURORA.
Seus proprietanos offerecem a sens numerosos freguezes e ao nntliro m ni toda e
qualquer obra manufacturada em seu reconhecido e*!iihQi. pu P? 8' 1M' e
todos os tamanhos, rodas d'agua para Tnienhos toda, rt. ^'meDt0 8abc..r: mchlDa!!,d.e vaPor de
Vende-se rap Paulo Cordciro, muito fresco,
chegado do Rio de Janeiro pelo ultimo navio :
na ra larga do Rosario, passando a botica, a se-
gunda lo a de miudezas n. 40.
Vei de-se urna taberna no Arraial, fregue-
zia do Pogo da Panella, cora os fundos que o
comprador quizer, tendo casa para familia, estri-
bara par.i 4 cavallos : a tratar na raesraa casa
com Manjel da Costa Rabello.
Vendera-se rodas do arcos para barricas;
na ra d(. Brum, armazem n. 26.
geie$!8eeie ^ emusm mmm
^r45-RDAMVA-4S I
jrmazem de fazendsl
e modas
Cortes de vestidos pretos de lodas as qua-
licades.
Ditos de seda da cores.
Dilos de blonde.
Ditos de phantasia.
Manteletes pretos de todas as qualidades.
Dilos de cores.
Capas prelas e de cores.
Grande sortiraento de bordadas para se-
nhoras em cambraias e files.
Variado sortiraento de enfeites para ca-
be;,!, pretos e de cores.
Dilo dito de chapeos de palha e de seda.
Grande sorlimenlo de vestimentas para
meninos.
Dilo d 3 chapeos e bbnets para dilos.
Gelo e barricas
com macas.
Vende-se gelo, e barricas
com macas de superior qua-
lidade ; no a Litigo deposito do
gelo da ra da Sanzalla.
V<;nde-se um corte de capim e
aluga-sc urna grande baixa que da' em
todo o anno, situada no lugar da Sol-
dade ; i tratar na ra da Cruz n. 4.
lm escravo moco,
com principios do alfaiale # de pintor, sofTrivel
boleeiro, 11 com bstanlo habilidade para ser era-
pregado e 11 qualquer outro servico : vende-se
no Forte co Mallos, armaaem d. 18, confronte ao
trapiche do algodo.
= Vem ese um lindo e bem acabado cabrio-
le! patente, de 2-rodas, com arreios, gosto mo-
derno : a Iratar.na ru. do Domingos Pires, fa-
brica de cirros do Sr. Grosgcur.
De superior qualidade a 500 rs. a garrafa :
Ilvrana ns. 6 e 8 da praca da Independencia.
Espirito de vinho com 44
graos.
Vande-se espirito de vinho verdadeirocom 44
graos, chegado da Europa, as garrafas ou as ca-
aodaa: na ra larga do Rosario n. 86.
Muita attencao.
Na praca da Boj-Vista n.16 a' nova taberna,
ha para vender diversos gneros os mais novos
e mais frescaes que ha no mercado, por menos
prego do que era outra qualquer parte, como se-
coelrosjja : manteiga ingleza flor a 960 rs. a libra, dita
franceza a 600 rs. a libra, presunto a 560 rs. a
libra, ervilha a 140 rs. a libra,.qudjos pralo a
800 rs. a libra, muito frescaes, ditos flamengos a
28500, velas de espermacetc a 640 rs. n libra,
vinho do Porto muito fino engarrafado a 1JJ280 a
garrafa, licores finos, champagne, vinho. Bor-
deaux o melhor que ha no mercado a 400 rs. a
garrafa, da Figueira a 480 rs., charutos lanceiros
Iraviaia (quera fumar saber) a 1JJ00O a caixa, e
outros mullos gneros que ser rnfadonho an-
nunciar, o que tudo se afianga a qualidade e ven-
de-se por menos prego do que em outra aualaucr
parte. '
Liquidaco para
acabar.
Na ra Direita n. 13, loia de miudezas um
grande sortimento de miudeeas, enfeites para
vestidos da senhora, filas desuda e de velludo,
paes de massa, pulceiras de velludo, franjas
i brancas para rasaveques. luvas do soda, meias
IliVn COIOA iif\ rviA I Para meninas e meninos, botoes de setim para
.UYU OlilclU U.C IHU"!Cilsacas'csPinlosfinos de diversas qualidades, ba-
1 ; nhas faanrezas, saboneles, pomadas francezas e
das para senhoras. sstara emiws por mcnos
lengosde ca
nhoraa9e 12^
mera, fazenda
drrzta,casemira
2J40O, D9r*
^endem-se dous ptimos moleques, sendo um
cora 12 annos, ptimo copeiro, faz todo o servi-
go_dc urna casa de homem solleiro, outro com 6
a i anuos : quem os pretender, dirija-se a ra
di Cruz n 2J, seguudo andar, que adiar com
quera tratar.
Vende-so um bom sobrado de tres andares
e solo, em urna das melhores ras desla cidade,
chao proprio, livre de qualquer onus. o qual so
vende por o seu proprietano ter de retirar-so
para fra do imperio ; nesla lypographia se dii
com quem se deve tratar.
Vende-se ura carro de alfandega : na ra
dos Prazeres(nos Coelhos) casa defronte da qual
seacha o dito carro.
Carne de vacca salgada, em barris de 208
libras : em casa de Tasso Irmos.
Vende-se superior linha de algodo, bran-
cese do cores, em novello, para coslura : em
casa de Seuthall Mellori C, ra do Torrea
q. 38.
Em casa de Basto & Lemos
na do Trapiche n. 17, ven-
de-se :
Cliuouboem len^cl.
Camos de dito.
Cabos de linho inglez.
Selins patente inglez com todos os per-
tences.
Papel de imprimir.
P?nellas de ierro.
Baldes de zinco.
Livrosem branco inglez.
Cadeiras genovezas.
Licores finos em garrafas de crystal.
Enxorc em caixas de 3 arrobas.
Alvaiade de Veueza.
Cordoalha para apparelhosde navio?.
Chapeos de pall.a de Italia singeloc.
Vassouros genovezas.
Drogas Jiverfas.
Banheiros de marmore.
Talhas de barro vidrado.
Vende-M cebla solta por baralissimo preco :
no armazem da ra do Amorim n. 46.
Escravos fgidos.
O abaixo assignados j receberam a primeira
remessa mensal de objeclos do modas ao ultimo
gosto, e melhor qualidade. chegados de Paris
pelo ultimo navio, e avisan as senhoras desta
capital que era seu cslabelecimento, na ra da
Imperatriz n. 10, tem urna sala* destinada para
ellas escolherera ditas fazendas, a saber :
Chapeos e manteletes de.nobreza piala e de
cores, bordados, e de rendas; de variados goslos.
Lindos enfeites de cabeca. gostos modernos
Ricos vestidos de nobreza de cores e pretos,
bordados, superior nobreza preta para vestidos a
2$2C0, 2JM0O e 2600 o covado.
Vestidinhos paracriangas, de diversos goslos ;
bem como o melhor sortimento de outras muitas
fazendas modernas por os menores pregos : no
alerroda Boa-Vista n. 10, actualmente ra da
Imperatriz.
Vende-so um elegante e bem construido
cabriole! de 2 rodas, modello moderno, com os
competentes arreios, vindo no ultimo navio fran-
cez : a tralar na ra da Cruz, armazem n.40.
Prata.

8 Vendem-se as seguintes pecas em bom 4
@ uso e de muito gosto :
@ Urna bonita esciivaninha.
@ Tres pares de caslicaes com as competen-
t$ les salvas.
@ Duas salvas.
m Urna rica cafelcira.
^ Urna lciteira.
A Um assucareiro.
Um paliteira.
Duas eaixinhas com urna duzia de colhe-
res de cha e urna de tirar assucar em
cada caixinha.
Urna duzia de colheres de sopa, urna con-
cha do sopa e urna de arroz.
Tanto as duas salvas como os castigaes
podem servir para adorno de igreja : na
loja de ourives do Sr.' Custodio Ferreira
Moulinho praga da Independencia n. 33.
No mesmo estabeleciment se lomam en-
commendas de condecorares para as pes-
soas queacabaram de receber a honra de
ser agraciadas.
*
#
Vendem-se libras sterlinas em ouro: no
escriptorio de Hanoel Ignacio de Oliveira defron-
te do Corpo Santo.
Aos senhores selleiros e
encadernadores.
Pelles do carncira hamburguezas, do tamanho
do marroquim, proprias para os selleiros e en-
cadernadores : na ra Direita, esquina da tra-
vessa de S. Pedro n. 16, prego commodo.
Bicos, rendas eabyrinthos
da (erra.
Ra do Crespo numero 15.
Este importante estabelecimento de fazendas
finas, continua a receber de Paris, Inglaterra e
Suissa as melhores fazendas em gostos e quali-
dades tanto para o bello sexo como para homens
e os seus pregos sao muito baratissimos afim do
seu proprielario fazer muito negocio. Pede-se a
proteccao das senhoras, dos amigos e dos mora-
dores do mallo para que dirijam-se esto esta-
belecimento a comprarem as suas fazendas o
vero o asseio, circumspecgo e amabilidade.
Superiores chapeos de manilha.
Estes excellenles chapeos que por sua qualida-
JVa toja ao pe do arco de Santo Antonio che- de e eterna durago, sao preferiveis aos do Chi-
gou um rico e completo sortiraento de bicos e | le ; exutem venda nicamente em casa de
-rendas, assim como" fronhas e loalhas do laby- i Henry Gibson. ra da Cadeia do Recife n 62, por
rim1. 'prego commodo.
wu.iv.? u.u.iuQ wjvc.ua tjilt: 3U UIIUCII
de seu valor por estar em liquida o.
lodos os
quem a
Attencao.
m
Vende-se uraa loja de funileiro com
seus perlences : na ra Direita n. 71
pretender dirija-se a mesma loja.
Cabras de muito
bom leite.
Vendera-se duas e seus cabrilinhos, por prrgo
commodo : na ra eslreita do Rosario n. 34, pri-
meiro andar.
Albardas inglezas.
Ainda ha para vender algumas albardas ingle-
zas, excellenles por sua durago, levesa e com-
modidade para os animaes : era casa de Henry
Gibson, ra da-Cadeia do Recife n. 62.
Vende-se uraa negrinha de 15 a 16 annos,
sabendo coser, cozinhar e engommar: no Man-
guinho. em frente do sitio do Sr. Accioly.
Vene-se seto casaes de canarios do impe-
rio em seus competentes viveiro, um melro mui-
lo novo, urna carauna, um curi e tres canarios
da trra em suas gaielas, casaos de rolas bran-
cas e ditas pardas ; no sobrado da ra de S.
Francicco, como quem vai para a ra Bella, n.
8, das 6 s 7 horas d manhaa e nos domingos
e dias santos a qualquer hora do da.
Vendem-se
candas de araarcllo das melhorem que tem ap-
parecido no mercado, de 25 a 45 palmos, por
prego commodo : na ra do Vigario, n. 5.
A loja
Encyclopedica
>E
Gaspar Antonio Vieira
Guimares gerente Jo-
s Gomes Villar.
No domingo, 25 de margo, ausenlou-se da
casa dosenhor, um preto muito conhecido por
bebado, e o nome decalraio, pertencente a Jos
Baplista Braga ; por isso roga-se a quem o pegar
levo ra Nova n. 38, que ser gratificado.
Fugio desde agosto de 1858, o cabra Ha-
noel Candido, idade 26 onnjs, alto, bom corpo
cabello crespo, falla de dous denles na frente, un
olho vasado e grande, cicatrizes a roda do mes-
mo ; costuma andar elogiando : roga-se s au-
toridades e ou qualquer pessoa do povo a cap-
tura do referido escravo.. sendo conduzido ra
do Imperador, onde se gratificar com 100*.
Fugio em um doi dias do mez p.
p. o escravo Severino, de idade pouco
mais de 22 annos, levando calca e ca-
misa de algodo, seus signaes sao os se-
guintes : altura regular, corpo reforca-
do, tem urna grande belide no olho s-
querdo, cor fula, testa um tanto carre-
gada e sem barba : quem o adiar equi-
zer ser bem recompensado leve-o a' ra
da Aurora casa de J. P. de Lemos J-
nior.
= Fugio no dia 4 do correnle um escravo de
nome Felix.de nacao Angola, idade de 60 an-
nos, baixo, cheio do corpo, cor fula, pomas lor-
ias, um p mais grosso que oulro, muilo regris-
ta : roga-se a quem o pegar, leve ou mande dar
parte na ra Direita n 69, que ser bem grati-
ficado.
No dia 6 do correnle fugiram do engenho
Ucha o escravo Filippe, cabra, estatura regu-
lar, pouca barba, cora signaes do bexiga no ros-
to, reprsenla ter 32 annos de idade, falla bera ;
c no dia 8 o escravo Marcoiino, denago An-
gola, cor fula, alio e seceo, sem barba, tem nos
bragos signaos de vaccina, na testa urna cicatriz
era forma do meia la, ecm cima de ura dos pe"s
uraa sicatrizque repuchou alguraa cousa a pelle,
tem a falla descansada, bem feito de rosto e re-
presenta ter 28 annos de idade ; ambos estes es
cravos levaram caiga de algodo azul trangado e
camisa de algodo de lislra, alem de mais roupa
que possuiam, e suppe-seque reuniram-se pa-
ra seguirem viagem para o sertao do Sobral de
onde o primerro natural: a quem os ipprehen-
der junios, ou a cada um de per si, ou dclles der
noticia, ser bem recompensado pelos seus do-
nos, no referido engenqo Uchoa.
Escrava fgida:
Fugio da casa do aba'xo assignado, no dia 18
do correte, urna sua escrava da Costa de nome
Maria, que representa ter de idade 45 annos, al-
tura e corpo regulares, cor nio muito pela, tem
bastantes cabellos brancos, costuma trazer um
panno atado roda da cabeca, tendo por signal
mais saliente as mos foveiras, proveniente de
calor de ligado. Esla escrava tendo sabido como
de costume, com venda de arroz, nao voltou
mais : roga-se, portanlo, s autoridades poli-
ciaes, capites de campo e mais pessoas do povo,
a apprehenso de dita escrava, e leva-la loja
do Preguica, na ra do Queimado n. 2, ou casa
de sua residencia na ra da Florentina defronto
dacocheifa do Illm. Sr. lenle coronel Sebas-
tio, qne serao generosamente recompensados.
No da 2 do correte raez fugio da fabrica
de sabio de Joaquim Francisco de Mello Santos,
o seu escravp Antonio, crionlo, cor bem preta,
nariz chato, baixo e um pouco grosso, co.m idade
de25annos, e o signal mais conbecido ter a
falla de uro denlo na parte de cima : a pessoa
que o pegar, dlrija-se a mesma fabrica de sabao,
na ra co Brum, que ser recompensado.

-i~-ar-i


()
PUMO DE PEBNAMBUCO. SEGUNDA FEHU 16 DE ABBtL DE 1860.
n
Liueratura
Pindaro e a arle grega.
(Concluso.)
Oraiforgoso die-lo, nao um obs
medite jmra sor bem succedido cnlrc nos
genio dovjco, ossa miexivel ousiesidadc.
iiiou cm virlude Oos Indios u'cssa tribu que lia-
bilam as proximidades.
Os arrecifes, cin fronte oo rio, rMcndem-so
coreo urna barreira nlrensitavel; ellos inspirare
un verdadeiro terror a quem pela primeira voz
os v.
O mcdonlio marullio dos
canal,
correntes
Nos
somos Jovis c o seremos sempro. Queremos
seguir um poda em seus assomos mois audaces,
ln alio quanlo Uio apra/. subir, as com o con-
de adiar ere eui versos, se nao o inle-
11 .--,- d drara?, ao menft alguma cousa de hu-
liwino. A atraia suMimidade de Pindaro, sua
i iij)s!a iiKTHOionia, e exlensao de seus episo-
dios, cuas dviossocs philosophicaa, patriticas e
religiosa.* niio nVamedonlroriam se aqu e alli
iii u visse uiyM, i a'-a eroogao dramtica.
Entendo P0W30, nlra a scena, o Iheatro, mas
ccrius combalcsS^alma jt'e, ainda (ora do dra-
ma, o poeta pode seniryc exprimir. Pindaro, po-
rm, nao transige ; mVp meio lyrico. O verda-
deiro, o grande lyrismo "c quasi impessoal.islu ,
aiili-draraalico Pindaro, ninda em Alhenas, na
corte de um re, nao introduzira cm seus cantos
aquella emogo oceulta de Escliylo, seu antigo
emulo, religioso como elle, mas nao drico. Nao
de corte pelo jogo da scena, pelo artificio do
tlicalro, que Eschylo nos commove : sua arte 6
tambem o lyrismo, mas um lyrismo que se dig-
na fallar dos liomeus, que se inlcressa cm suas
miserias, e que ao mesmo lempo toca-as e cxal-
ta-as. Assim, para sentir Eschylo, para lhe pe-
netrar as bellezas, os reysterios, seria preciso
apenas nos despir de nossos projuizns modernos,
adoptar urna idea mais ampia, un senlimento
mais verdadeiro da antiguidade grega, ao passo
que para Pindaro talvez fosse preciso alguma
cousa mais. Era preciso que nos tornassemos d-
ricos, isto concober o missao do hnmem neste
mundo, a disciplina humana, como eram com-
prehendidas cm Thebas e em l.acedemonia.
Se ao menos podessemos restituir a Pindaro
nm elemento de seus antigos triumphos, um au-
xiliar insoparavel, cuja ausencia por de mais
longa, que Ihe presin cora ludo mais de um ser-
vico em Olympia. e que, para cleclrisar as al-
mas, nao era menos poderoso que a emoeao dra-
raatica, a msica, companheira c sustentculo
necessario desses versos que hoje apenas pode-
mos 1er! Por infelicidade 6 mais que duvidoso
que se descubra algum dia, debaixo de alguma
cidade em onzas, o segredo dessa arte perdida,
dessa arlo pan nos incomprehensivel, a msica
dos Grogos No entretanto quem ousaria di/.er-
nos al que ponto essa cmiilaro nao altiDgio c
enflaquecen a propria poesia ?
Se conviesse jutgor pela ostranha fraqueza
que chegaram cnlrc nos os versos esenplos para
a msica, quaudo por acaso sao lidos e nao can-
lados, nao avsliariamos em menos de cento por
cenlo a perda de Pindaro nesse desastre musi-
cal ; mas 6 talvez justo nao crer em urna den-
udado completa enlre os grandes lyricos da Gre-
cia o nossos podas de operas. Todava a perda
(leve ser immcnsa, ncalcutavel. E' um naufra-
gio quo nao nos deixou oulros restos, oulra con-
solagao sendo urna agradavel melhaphora. Nos-
sos tocias,-fallando, julgam cantar, ao menos o
ilizem. A lyranao canta mais, porm seu nonio
vive sempre
En falla do prestigio do acompanhamento mu-
sical, o Sr. Yillemain d ao seu grande poeta
outro auxiliar, o deslumbrante soccono de sua
critica. Como traductor, elle no-lo mostrar tal
romo o lempo no-lo lem legado, tal qual os ma-
ii s' ripios no-lo revelara, ere sua nica palavra
escripia ; como critico, elle d-lhc oulra cousa,
da-Ine a vida, o accenlo por assim dizer; reani-
ma, resuscila seu poder: um equivalente da
msica. E fallemos smenlo de Pindaro : nesse
vasto quadro.nossa historio da poesia lyrica, Pin-
daro sem duvida a figura dominante, mas quan-
to oulros aos qnaes a alma o a palavra foram
cgualmenlo concedidas !
Citemos dous captulos, os dous captulos so-
bre Eschylo, seria preciso citar todos. Alco, Sa-
pho, Tyrlc-o, Steschoro, Empodoclos, Simonides,
que prccuisores do sublime trovador! como ca-
da um dollcs se dirige para nos. francamente de-
senliado em seu porte e traeos! como todas es-
sas (guras se misturare scm'sc confundir! como
sobresaliera nesse fundo de ouro do mar lesbico
o das cosas da Juuia 1 que de delalhes c que
synlhesel que Ihosouro de sciencia e memorial
que arte de opproximorc3 e contraste 1 que dore
de ludo comprchviidcr e de ludo deixar ver 1
Ao depois, quaudo a oecadencia se deixa prc-
senlir, quando chogou seu reinado, quando apr-
senla em ondas suas duvidosas riquezas, seus
rnalos ficticios, que tacto em separar o pouco
ouro quo lhe resta e em descobrir seu also gos-
to Salarnos da Grecia que encantadora pintu-
ra do lyrismo latino, que elogios (raucos e que
reservas justas No jcomeco do livro tambem,
que exlensao, que franqueza' nesse golpe de vista
sobre o lyrismo da Diblia que magnifica confis-
so de sua omnipotencia No epilogo, final-
meule, que de verdades acerca da muso moder-
na, que prophesias sobro a sorte que a espera !
Escriplor, professor ou critico, nunca o Sr.
Villemaiff senlio de mais perto a inspirarn, do
que nesse estudo sabio e oratorio sobre a poesa
lyrica. Chegando ahi, essa potencia, a critica
torna-se urea obra d'arlo. Taes julgamcnlos sao
poesia, que d Ss cousas seu aspecto, suas for-
mas e sua cor.
Nada pode dar melhor o espectculo da Grecia
antiga do que csse modo ousado de evocar-lhc o
espirito c o pensamento, nada, ncm a vista do
F.Uein Saloon ou da Venus de Milo. Se csses
marmores reveladores viessem algum dia a de-
sapparecer, o que impossivel, o Sr. Villemain
os faria reviver, (aliando-nos de poesia e de en-
vegas, os perigos do
a inexperiencia da orga e dirreco das
ss, a transicao da agua lmpida i turva,
ludo concorre a impregnar urea viva inquielacao
-'rea do rriclhor marilimo.
tiguidadu grega.
[flevue des Deux Mondes.)
Os indgenas des grandes desertos da
America septentrional.
(Contiuuaco do n. 47)
XIV
Ao grande Dalles.Forte Wallah.Wallah.
Clark-Pork.Nascentes do Colombia.
entrada do Colombia acha-se ao sul urna
lingua de Ierra arenosa chamada pona Adam.
O cabo Desaponlamenlo,- quo osla situado na
margem opposta, urna especie de pennsula que
termina por um promontorio recamado de urea
lloresta ae pinheiros.
Logo aps este cabo abre-se umalargo bahia
que termina na pona dos Chinooks, assim cha-
Logo-que so passa os arrecifes, podc-fo cons-
tantemente seguir o meio do rio, onde sempre
se ocha urna qunnlidodo de agua sufficienle pora
os grandes navios.
O Colombia, desde o mar ale sua divsoo cm
dousramo3, aprsenla um golpe de vista ora pi-
toresco, ora grandioso, porm sempre magnifico. |
As duas margena sao ordinariamente orlados de
montanhas de aspecto ostranlio c romntico, de
floralas de sublimo belleza.
No geral todas as florestas do Orogon sao mui
nolaveis por sua imponente grandeza. Desde as
mais gigantescas arvores at os mais pequeos
arbustos, ludo excita a admiraco do espec-
tador.
Entre as arvores seculares cojos bastos ramos
conundera-se entro si e formare urea abobada es-
pessa de prodigiosos lamanhos/crcsccm militares
de plantas c reojtas aromticas ou fructferas;
vinlias c tropadeiras cresccm aqui ou acul, sus-
pendera-se nos. ramos dos carvalhos broncos e
dos cedros vcrniclhos,'misturare sus folhagem
brilhontcom todo o verdor e tornare essas (lores-
tas quasi queimpcnelravcis pelos homens o ani-
mis erozes.
As plantas parsitas sao uns dos traeos carac-
tersticos d'essespaiz cublos de bosques.
Subretudo ha urna que parece ser a rainha des-
tas poticas c sombras solides; suas (lores, par-
ticularmente bellas, rorepdc-sc de 6 pealas e 10
centmetros de cumplimento c de um encarnado
brilhanlc rajado de branco no clice da flor; suas
folhas, do um bello verde, sao ovacs e disposlas
em grupos de Iros.
Esta planto trepa at o cume das mais eleva-
das arvores, se a nenhum dos ramos, pois olla
cahe perpendicular, enlrelogo-se oo depois com
lodos os ramos, core Indas os plantas que encon-
tr o assim recorta a floresta do caprichosas gri-
naldas de um comprmento desmarrado, como
um immenso tpele de verdura semeado de admi-
ra veis (loros.
Core as librosd'csta trepoicira os indgenas fa-
brican! cestos bastante finos para agua.
As margeos do Canad, sao requentadas por
bandos de cysnes, pelcanos, de garras, de palos,
de gansos, de aguias, de abulres, "de corvos, de
pombos, de phaipes e se oulros passa ros de di-
versas especies.
"s dous nicos repls que ahi se cncontrau
sao a cobra cascavel o una oulra do mesmo ta-
Ihe rajada de branco, de ainarello e do preto.
Grandes lagartos de mais de um e meio metro
de cumpriiucutu e armados de unhas reui fortes
cavare suas hobtacesno meio dessa ualureza ln
extraordinaria.
-A agua por vezes retiro-so de modo a formar
largas bahas, no meio das quaes surgein bella.;
pequeas ilhas semeadas, tal ou qual, como que
de ninuias do llores e do verdura sobre una re -
va tostado pelo raio do sol.
Depois de Asloria, o primeiro (orto quo se en-
contr no ciminho, subindo o rio. o de Vancou-
vor, situado 45" 36' lat. N. sobro a pona doss;
nonio, a- 135 kilmetros da embocadura do 06-
Iprebia.
Anda que Vancouver estoja i mais de tres
graos ao norte do meridiano de Pars,ahi coretud j
se goza de urna semelhanco de clima, nao so na
temperatura geral, mas alad I na das qualro es-
tacos.
Ao sul do (orle na margere esquorda do Co-
lombio, palenlca-se o valle de Walareette o i
Wallah ierra excesivamente frtil, cultivada
por mullas colonias americanas o canadianas.
Mais ao norte passa-se pior dianle dos Monlts
das Tumbas ( ilounl Coflin). E' um rochedo
isulado que cleva-se 50 metros de alluraJaci-
nia de um terreno pantanoso e que mui res-
pelado pelos Indios coreo sendo um lugar de
sepultura. Era seu cume v-se um uumeio
considcravel de corpos morios dnoslos em ca-
noas, junio aos qnaes acham-se suspensos em
varas de dHercules lmannos lorpheos ou o-
(ertas taes como vestimentas, ornatos de loe a
a casia, panciros* c oulros utensilios.
Os amigos dos deluntos c principalmente is
mulhcres, vao todos os das ao alvorescer e
hora crepuscular, visitar ao charos tmulos, cho-
rar e cantar louvores aos que nao-mais cxislein.
Quando ao cahir do dia sobe-se o rio c que ou-
vc-se esses cantos fnebres mislurarem-se com
o sillar dos ventos o com o marulho das ondas
que se quebrara na praia, quaudo so v esses
tmulos aerios enrubescercm-se aos ltimos
lampejos do sol ao por-se c, a natureza, antes
do repousar-sc no silencio da noite, langa para
o Eterno seu ullimo cntico,o viajante, enter-
necido por esse duplo espectculo de poesia
e de dor, sent, apez-ir seu as lagrimas des-
ccrere por suas faces. Estas lagrimas no deser-
to vcem a ser as mais das vezes urna sup-
plica.
A 40 kilmetros do forte Vancouver, as mon-
tanhas eslreilam-se dos dous lados do rio e o
encaixam era enormes penedios coberlos de pi-
nheiros mansos o de cedros braucos airavcz eos
quaes se cstendein ligeiras nuvens brauca:! e
vaporosas sobre o Colombia.
Um d'esses penedios, curiosamente trala-
Ihado pela caprichosa uio do lempo, asseno-
lha-se as ruinas de urea velha fortaleza cuas
torres adentadas deixam escapar de seus (len-
cos duas cscalas de 50 metros de altura.
Em differenles lugares, as margeos do Co-
lombia observa-sc crabaxo d'agua una quarjj-
dade de troncos de arvores, principalmente de
pinheiros que ainda se conservam em p (Tagua
4 perto de 7 metros de prounddade.
Os viaganlos chamaram esta collego de ar-
vores florestas submergidas, ellas provavelmente
veera a ser o resultado de algureas revolucoes
terrestres c de um desraoronamenlo do ter-
reno.
Os Indgenas asseguram que essas florestas
(orom subincrgidos pelo desraoronamenlo das
rochas sob as quaes outr'ora pacificamente tas-
sava o ro ; essas rochas precipitando-se cbs-
iruiram o leilo do Colombia e granjea florestas
de cedros e pinheiros foratn assim submerg das
pola elevacao do nivel das aguas. E' a rssa
mesma causa que os Indios atlribuem a orgora
da cscala das montanhas.
A' 250 kilmetros do sua embocodura o Co-
lombia langa-so do 7 metros de altura sobre
um leito inclinado de negros rochas forma irao
serie do quebrodos precipito-so de novo le 3
luciros de eliure, opezar de dos enormes ro-
chas que cncobrein seu leito c parocem querer
oppor-se a sua passogere ; o rio eslende-se
dopois cm urna vasta bacie, como que pora
descanger dos exforgos que Ozera para abrir
urna sabida alravez do cadta dat catcatas ; ao
depois ns distoncie;de cerca de 8 kilmetros elle
do novo desee aos sollos c aperlado enlre mu-
rallas de 180 metros de altura'chamadas longos
estrilos (Long narrows ).
Seria diucil encontrar no mundo um espect-
culo mois sublimo e m.vs romaniiru que oque
apreseiitare esss solidos grandiosas vistas ao
ciaran lia la. Dir-se-hia que analureza reuni
lodos as suas (oreas para squi desenvolver a
raior magnificencia. Durante a obscuridade
transparente de urna bella noile estrellada as
montanhas perpendiculares qua elevam se con.
urna mageslosa sublimidado dos dous lados do
Colombia parecem como urna galera colossal
que conduz um mundo ante-diluviano.
O ruido atroador dos lurbilhocs formados pelas
aguas que abysmam-so ora urea estrella passa-
gem, ou se quebrare com fracasso contra negras
rochas, espanta o homem que pensara assislir"
eos grandes coloclysmos da creaco.
As ilhas espilhaJ-13 no rio asscmelham-se &
sombras movedgas ou antes entrada tenebrosa
de um palacio de genios nnrinhos.
Regatos e torrentes precpitam-so por toda a
parle das alturas cobertas de sombras florestas o
saltare de cscate ore cascle ot s (roldas das
rochas, (ormando mil on-lulacoes graciosas, dir-
se-hia bandeirolas de ga/.o que os Ondinos (a-
zem trcmular nos ares ao clareo do creps-
culo.
O monte Helena c o monte llood, coreo dous
guardar as gigantes quo vellora sobre um Ihosou-
ro, csieudere-sc de cada lado do Colombia cima
de una cortina de montanhas ; ala os corda
core sua radiante luz, o seus omos aerios pare-
cen! pairar no espago coreo nuvens emplumadas
de branco.
As Dalles do C tomba que ji muilas vezes te-
mos uomeado, segucra s eascatas; sao duas
grandes muralhas de basalto, que eslreitam o lio
em um canal apenas de 58 metros do largura.
Ellas sao cavadas circularmente ere sua baso pe-
las aguas que constantemente lurbilham em to-
da o exlensao dessa cslreila passazoni
A palavra Dalle, que em francez melhor expri-
me calha c dado pelos viajantes cenedianos to-
das as localidades em quo os regalos e os ros
acham-se intromotlidos entre rochas.
As grandes Dalles sao ura lugar mui frequen-
tedo pelos Indios pero a pesca do salmeo, e pelos
emigrantes que se dirigere dosEslados-Unidosoy
das possessoes Miglezas no Oregoa^
Quando as aguas estao baixas^ode-sc sem
muilo perigo, dcscer hs Dalles ore balis ; porm
por occasiao dos diuvas o do degelamcnto obri-
gedo fazer um transporte por ierro dos balis c
mercaduras cm toda a exlensao dessa passa-
gcin.
Desde as grandes Dalles al o forte Walilah-
Wahlah, passa-so niuilos afluentes do Colombia,
des quaes o principal o Umalilah, cujas aguas
rolare sobre um leito de basalto como o Wahlah-
Wahlah.
Em seguimenlo ao Umalilah, cncontra-so ( a
45" 5V OS" lat. N.) margem direita do rio, una
rocn basltica situada sobre urea joquena ele-
vacao, o que reprsenla duas torres arruinadas, de
umefleito reui pillorosco.
Esla rocho singular oceupa una vaste exlen-
sao do paiz, e d umeid'e justa da ormaco geo-
lgica do valle d. Colombia.
Alguns salgueiros compoo a nica sombra que
se ofi'i'reco aos olhos do viajante.
O forte Wahlah-Walilah est edificado no del-
ta formado pela junegao do rio deste nomo com o
Colombia, cuja largura de 400 metros nesse lu-
gar.
O forte pertence & companhia de pellos da ba-
ha de Hudson ; est construido ere urea plani-
cie arenosa, quo cuche o ar de nuvens de p e
do ara levantadas constantemente pelos ventos
regulares do Occidente.
12 kilmetros cimo do forte que os dous
bracos do Colombia se reunem para formar um
dos mais bellos ros do mundo.
O braco de N. E. chamado indfforontorecnle
CAark-fork ou Colombia; o do fe. chania-se
egualmenle Lewis-fork, rio das Snajsmias ou rio
das Serpenles.
Estes dous bracos sao importante
munic.agao entre o interior do Orj
sessoes iugle/.as o os Eslados-Uni;
As couipanhias que fazo ai o co
les serveni-so dessas duas grar
facilitar suas Iransocgocs c enr
distancias que separare suas fe
restas de lances, ule pinheiros,de ctdros e ecy-
prostes.
Creinos que algum dia esta importante posigo
(engrapnice retumbar de alegres cantos de urna
muliidao de colonos quo dos recursos do solo v-
reo tirar as riquezes que oulros mois vidos vao
procurar nos preciosos motaos iacentes no aeio
das profundezas da torra.
XV '
Scwis-Pork.-llonlanlias-Azuos.Prado de Noz
Icrco.Caminhodo forte Hall.Casclas pis-
cosas. Volle do Ko do Urso. Grande lago
Salgado.Suas cidades Suas bordas o Suas
prodiiccoes.Aspecto desolado da ualureza.
Lagos Uloh e Nieollel.Historia djs Morreos.
Capital dos Morir.oes.Colonias.Organisa-
cao civil c religiosa des Morinos.
Do forte Wa&lah-Wahiah ao forte Hall, se-
sue-se quasi constantemente, as margena' do
lewis-Fork pero ir eo Grande Lago Salgado e
d ah aos Estados-Unidos, alravessando as mon-
tanhas Rochosas pelo melhor caminlio irocodo no
meio desses desertos.
Dopois de ler deixodo o Wehloh-Wahleh, diri-
ge-so para sudesie deixandu direita a codea
das J/OHian/ias-.4jues, provavelmente assim cha-
madas ore virlude da azulado apparencia quo
Ihos dao es arvores resinosos, de quo ollas esto
,apS1^8" EsU cadea "ao se fclcva ;'' mais d 1,000
ou 1./00 metros cima do nivel do mar. Estas
monlanlios contera urea variedade extraordina-
ria de pinheiros-mansos, o de pinheiros de resina
perfumado. Algureos destas arvores. da altura de
o a 00 metros, achore-se despidas de seus ramos
al os dous tergos do sua altura, o lerminam por
um magnifico cono copado.
As nionlanhas azues leen ogualmcnto um as-
pecto voriadissimo; oro sao rochas e promonto-
rios de picos, u'onde iangam-se oos resaltos com
um espantoso ruido, torrentes impetuosas ; ora
sao collinas dosuaves contornos, prados verdes
jantes o riachos que brandanienle murmuram so-
bro un leilo de verdura o sob sempre fresca-
sombras.
Sobre a vertente da cadeia acha-se urna gran-
de planura chomada Prairie des Nez-I'errs,
cortado pelo sombros listos de mallas, desi-
gual, pedregoso, coberlo de mametes, de forra-
gens, de absiulho ede perciras selvagcns. Des-
de a elle California ot alera das montanhas
azues, todas essas regoes parecem ter sido ator-
raenla polos ogos subterrneos e convulses vol-
cancas. As formagos baslticas que ve-se em
todo esso paiz sao realmente maravillosos ; aqui
o acola inimeiisas lilas de columnas negras e
bnlhanies sahem do centro da planicie, e esten-
dem-sc una distancia de muilo- ,:' .....
um pouco pe;a raantia e
mez de agosto.
pela larde mesmo no
vas de com-
pn, as pos-
ercio dos pel-
linhas pera
es ennrnipg.
,-ab-i
?sj>a
tadas
naaios
nessas immensos regios seplentrioiiaes.
Desdo a sua emboecadura at sua nascente a
navegagao do Clark fork torna-so mui diflicil,
visto romo aprsenla urna succosso continua de
cscalas, de levadas o de Dalles.
Anda que o paiz rogado pelo Clark fork soja
yariadissimo, goralreente do grande belleza ; as
ilhas volcnicas, es roches baslticas, as monta-
nhas pillorescos, cujes (raides vere banhar-sc
no rio, riachos sombreados por moutas de arvo-
res, ludo concorre para o cmbellezamcnlo dessa
ualureza vrgem.
kilmetros. A
reagein de antigos cidades e de caslollus arrui-
nados apresenta-se por toda a parle, lima oulra
cousa digna de ola que esso paiz pouco
mais ou menos o contrario dos outros, em que as
nionlanhas e as collinas sao cuberas de mallas
c ras de pastagens, cm quanlo quo os planicies
seo ridas e esteris. O careho etrovez ds
montanhas azues passa pelo meio de um outro
prado chamado Crand Lond, cuja cjrcumsferen-
cia de 78 kilmetros. E' una bella baca de
verdura, mui regada e (echado em quadrado por
montanhas sorebriados o por florestas de pinhei-
ros ( Pinuslaryc). N'essa bacia r-80 o leito des-
secado de um lago salgado esbranquigado por
um p fino que coutem muilo carbooeto de sode.
Do Grande Circulo el o Rio Qoemodo, opre-
senlam-se cada passo as mais pitlorescas situa-
ges ; os regalos e as torrentes succedem-se rpi-
damente e carrero cm canos excesivamente
prol'indos ; o camnho que se deve seguir ainda
que turtiioso porcausa da niultplicidadedascorren
lesd'aguo, todava agr.idevel engrande circulo as-
semel ba-se eos largos ololhos re vados dos parques
inglezes que centonares de arvores de urea altu-
ra desmarcada spolhom sua sombra bom azeja.
O valle do rio Queimado aprazivel c romanli-
'co ; tambera o ullimo que so obrigado pas-
sar. Em seguida, deixa-se as regoes monlonho-
sas paro de novo penetrar no Grand fassin em
que o ausencia "de elevadas vegetagoes e a rari-
dode d'agua annuncio a entrada de um deserto.
O primeiro lo que se encontr n'osta porte sep-
tentrional do Grand Bassin o rio das desgracas,
em cojos reorgens brotare vertente d'aguas ihe-
rurdes de 113 graos; junto a ellos o terreno de
tal sorle aquecido pelos fogos subterrneos que
nao se podo approximar d'elle com os pes des-
calcos; ellec coberto de cal commum' branquis-
simo. fino c bom.
Chega-se dopois ao forte Boisi, conslrudo per-
to de Lcwis-Fork, que vem de nordeste correndo
por enlre gargantas c montanhas inaccessiveis.
O fu-te RnisA 6 msiilcncia ito um offlciol da Com-
panhia da baha de Hudson.
Do forte Uois ao forte Hall, o camnho cheio
de occidentes; algumas vezes ondulado e se-
meado de rochas granticas; porm geralmente
c arenoso, cortado de torrentes de utn voluree
mediocre, destruido de enirmcs arlemisios e ob-
synthos, alonga constantemente as margens do
Lewis-Fork, ao principio direita, ao depois
esquerda do rio. As princpoes correntes que sao
precisas atravessar vem sor: o rio fozoso, o
rio dos Gneos, o rio dos Pantanos, o rio das
Jangadas, o rio das Cscalas, o Pannack e o
Porto Novo.
No (orto Hall deua-so completamente o Lewia
Fork pare ir ao grande Low Salgado e loma-se
urna d.recgao mer.d.ooal, levemente apoad. pa-
ra leste at a cidade dos mormoes.-Ao principio
deve-se passir. porm sem difficuldade os terre-
nos pantanosos que cosleam o Port Neuf e o Pan-
nack, sobe-se altas montanhas alera das quaes
palenlea-sc o vallo do rio dos Cannicos, que
conduz ao do rio do Urso, junto sua emboca-
dura no grande Lago Salgado. Estes dous valles
sao mui bellos, ainda que de um aspecto singu-
larmente seivagem ; mollas de salgueiros [Sala
longifolia) eslao graciosamente espalhadas pr-
ximas agua ; campos de linho c de malvas
[l/alra rnlindifoliaj alastrare nasbaixa?, pilrtei-
ros (Cratogus) c alemos (Alnns viridis). .wguem
seus copados ramos aciir.a dos prados maulados
do flores, entre as quoes rebentam grandes loi-
gos de Eupalorium purpurtmus. Montenhos do
mois de 1,000 metros do altura orrojam-se aos
ares com seuscimos dentados pelas tempestades
c algumas vezes corvados de cedros e pinheiros
mansos; ellascompletam todas essas riquezas da
nalureza fazendo sobresahir suas morovilhosos
bellezas.
Logo depois oc ler desombocodo o volle do
rio do Uo, ocho-so em prrsence do grande
Lago Salgado, que com o lago L'ilet, constituem
um dos mais curiosos (reos do aspecto de Gron-
de Baca. Ambos eslao situados leste; o pri-
meiro saturado de una solugSo de sal e o se-
gundo s de agua doce.
A exislencia do gran Jo Lago Salgado parece
ler sido conhecido ha mais de nm sceulo c
meio.
Em reaio delCSO obarao La llonlan comraan-
dou a colonia de Placeada na Terra Nova, es-
creveu una relagao das doscobertas (citas recen-
teniente oesle da Nova-Franca, que (oi publi-
cada ao depois m ingles em 1735.
Esta relacoo desde o partida do seu autor de
Missillcnasina o al sua chogada no Mississipi
hastanlc cloro, porm o meio de obra obscuro
e apocrypho.
Indios" quo llonlan cnconlrou no caminho as-
segurorani-lhe que sua nogo era podorosissima
c que eslava situado em um poiz pouco alToste-
do em que se achovo um grande logo salgado de
300 leguas de circunferencia.
Porm, csso3 apontemonlos sao de tal sorle
vagos que nao teem autoridade alguma hist-
rica.
O celebre Moucachlape, Indio Yozoo, quo ez
urea viegem oo norte e occidente da America,
nao (ez mengao alguma ora seu ilenerario do la-
go Salgado ; provavelmente atravessaria as Mon-
tanhas Rochas mais ao norte.
O grande lago Salgado tem 95 kilmetros de
exlensao ; sue altura cima do nivel do mor de
1,400 metros ; suos aguas ovoporondo-se, dei-
xam por toda o parte vestigios de sol; as rochas
que o cercam sao esbranqoicodos por malcras
salinas que seormom ore itotoctilcs e incrusle-
ces as mais das vezes de 4 a 5 centmetros de
espessuro. A composieo destcsal assim :
C.hloruroio de sodium
Dilo de caleio. .
Dito de magnesia. .
Sulfato de soda .
Dito de cal. .
07.80
0,61
0,21
0,23
1.12
Total. 100,000
pode vr no lago, que pouco
FOLMTni
ORIGINAL DO DIARIO DE PERNAMBUCO-
4 CARTEIRA.
14 DE ABRIL DE 1860.
O terreno, verdade, quo um pouco fraco, to-
dava nao deixa de produzir ricas pastagens ; as
malas sao praliceveis, as montanhas pouco ele-
vadas, os brejos seraoados do bosquetes c o solo
tapetado de urna densa rclva
Antes do chegar oo paiz dos Coracoes de Alee
o das Cuberas-Ctalas atravessain-su florestas que
sao quasi que inipenelravcis.
Cedros gigantescos ahi cresccm de tal sorle,
prximos uns dos oulros, que os raios do sol nao
podendo penetrar suas massas espossas. reina
debaixo do sua sombra folhagem una noite psr-
pelua, que ostrislece anda mais um silencio mor-
tal, s interrumpido pelo baloiear dos gil los, pe-
lo piar do mocho o pela passogem de algum ani-
mal eroz.
A nascente do Clark-fork sahindo core impe-
tuosdade do centro das montanhas rochosas para
sua extremidade septentrional; dous pequeos
lagos (orinados por outras nascenles e riachos,
seo o reservetorio de suos primeiros aguas. Es-
ses lagos acham-se coberlos de aves aqualicos,
loes coreo grous, cysnes, palos, corvos-maii-
uluis, abortadas e (rangos d'agua, e seo habitados
por peixinhos, carpas, trotas o mesmo salrooes,
'1
fe
ue ahi veem morrer cm tal quanlidado quo in-
eclam os arredores. '
O clima deste paiz delicioso; a nev pouco
se demora.
Os lagos e rios conservam una constante fres-
cura c urna excepcional abundancia de pasla-
gem.
As montanhas estao cobertas Jdo espossas flo-
Antes de chegar ao rio Roxoso, o Lewis forma
una serie de levadas e do castas chamadas as
eascatas piscosas. N'esle lugar o rio eche-se em
um leito de 600 metros de largura sobre 66 de
altura, l'.-sas cscalos sao frequentadas por in-
dios de natural alegre, os que alli veem animal-
mente, pesca reui bellossalmos. Ura pouco mais
cimo que essos cosclas, avisla-sc 15 metros
cimo do leito do rio um ribeiro subterroneo que
solio das rochas da margem opposta c vem nao se
sabe d'onde. Mais leste, 1500 metros cima
do nivel do mor, entre 42 47' 05" lat. N. e 112
40' 13" long. O., ve-se as cscalas Americanas
do Lewis-Fork que majestosamente correm no
meio de ume planicie imroensa coberta de arle-
misios e de rochas negros. A esquordo elevo-so
o cordlheira dos monlonhes do rio dos Salmes,
o moior tributario do Lewis-Fork; na fronte para
o oriento, apenes desenhem-se no horisonte os
tr'ois Dultes, que precedem os trois Tetons, fa-
mosos pontos geographicos, que guiom osviojan-
tes n'esses grandes desertos do noroeste. Os
trois Tetons, cujos cimos nevosos alimentan) as
vertcntes do Lcwis Fork, um pouco mais cima
dos 42 lat. N.
Passando as Cscalas Americanas, entra-se no
desorto, do lodo das montanhas Roxosos, atra-
vessa-se voso o Pannack o o Port Neuf, e che-
ga-se finalmente oo forte Hall, situado 1,200
kilmetros de camnho e navegaceo do (orlo Van
couver e 1,768 kilmetros de Weslport as
(ronleiras do Missouri. No forte Heil, o invern
mui precoce, a nev cahe s mais das vezes
desde o mez de selembro e o (rio se (az sentir
R.VP1D.V VISTA D'oLHOS SOBRE 0 ESTADO GERAL DO
nosso paiz, e especialmente desta provincia,
qiasto aos melhoramentos moraes e mate-
riaes.Necessidades publicas. Tendencias
para 0 movimento progress1vo da industria.__
interesses de primeira ordem para a soc1e-
dade brasile1ra.harmona que os prende.
VII
Atilda algumas consieracos softre o movimenlo
da industria.
Reatando hoje o fio s ideas cuja enunciacao
inlerromperamos por momentos, diremos sigu-
ios palovros mais em relogoo eo principio subli-
me da industria, que sem duvida, um dos ele-
mentos mais poderosos para o completo desen-
volvimento da vi ja social.
Ser slo urna condigo de sumraa importancia,
pora que posssraos entrar, com mais liberdade e
mais directamente, no exame e na opreciagao da
industria do nosso paiz, eoaro que pronunciemos
ura juizo consciencioso sobre nlgumos questoes
que osse mesrao assumplo siregere. -
Nao pode ser esse nosso juizo urna opinioo de-
finitiva ; e-nem o apresentariamos jamis como
tal. porm, o simples resultado de nossos
convisgoes e do nosso modo de ver semelhan-
te respeito.
* *
Os livros dos economistas o dos meslres da
sciencia moral esto cheios de profundas c om-
plissimaa dissertages, relativamente a esses
principios (undamenlaes e constitutivos da socie-
dade humana, segundo os quaes ella se pc sem-"
pre era aegao, e mediante cuja influencia lhe
dado seguir era sua propria marcha, percorrendo
a longa escala que lhe 6 destinada providencial-
mente.
Urna das ideas que merecera a mais seria ai ten-
cao a csses theorislos, o que se lhes apresei.lom
como i inmediatamente necessories, coreo irds-
pensaveis, quando estudam os phenomenes da
vida social, a industria, coraprehendidi. ere
todas as relages que a ligare cultura e ao
aperieicoamcnlo do espirito.
Nenhum delles prescindi al hoje do entrar
cm consideragoes mais ou menos extensas pro-
posito desta idea, que se lhes llgura capital, que
, por cerlo. digna de ser discutida e per(?ila-
mente elucidada, na serie de todas as consequen-
cias a que der lugar.
A razo reanifesta. A industria, que se pre-
tende anelyser o comprehender, nesse osludo ge-
ral da sociedade, no exame aturado de lodos os
principios quo lhe servera de norma, um lesul-
tado lo necessario e to essencial da ecliv.dede
c da intelligencia humana, como todos os domis
que so possam estabelecer e firmar,desde o mois
simples at a mais elevada oporago dessas mes-
mas (acuidades.
Longe de nos, portanlo, o circumscrever a in-
dustria ao circulo ocanhadissimo de certas (linc-
eos, tio exclusivamente maleracscorao aquellas
que appareccm no. dominio de physiologia c da
orgenisegax) puramente animal. Por outro lado,
nao a iremos prender tanto ao Imperio de miras
ideas e de oulros principios mais altos, que soja-
mos levado a considerar-a como urna consequen-
cio remedala e nica do desenvolvimenla rao-
ral, ou como urna condigo que escape de lodo
influencia das leis do mundo physico.
A' esto respeito, pensamos como era inultos
outros objeclos:entendemos que a industria
antes urna lei natural ao homem e sochdade,
na qual elle lende a viver, do que o producto
fortuito de urna ou d'outra lei deiada 6 ecgo
(alai e caprichosa do lempo.
Expliquemos-nos. Em nossa humilde opiniao,
a industria a expanso natural do princi >io su-
premo da octividade humana, desenvolvendo-se,
de accordo cora todas as condiges que 'eagera
sobre o proprio andamento da exislencia ihysica
e material.
ASsim que, na apreciaco'da industria lia duas
cousas que nunco devem ser postas de parte, o
sobre as quaes a iodagagao e a analyse to pen-
sador nao podem passar desapercibidas e imprc-
vidontes.
Pcixo algum
profundo
A carne (rosco, baldeado om suos aguas por es-
paco de doze horas, conserva-so ao depois como
as carnes salgadas sem mais outra prepo-
ragao. As ilhas-que uelle acham-se situadas
sao :
1." A Antlope, a moior de lodos, tem 22 ki-
lmetros de exlensao sobre 8 do largura Com-
pe-se de urea eminencia do gremio de 1,000 me-
tros de altura cima do lago. Esla eminencia
corlado do valles e ribaneciras mais ou menos
ridas.
2. AifVm de Trmont, do Caslello oudoDos-
epoiitomento. cima da mois elevada planura
acha-se urea rocha oblonga que assenielha-sc s
miras de um castello, sem duvida por ossa
parliculordodc quo os morreos lhe derom o no-
mo de ilha dos Morredes. Sua circureferencia
de 20 kilmetros. Nao tem ncm madeiras. nem
agua, porm tem militas plaas e urna prodi-
giosa quanlidado do bulbos (calsehorlus tuteas)
da grossura do urea noz e ptimos par co-
mer-so.
3." A ilha de Boue cheio de ordosie, do gra-
nito, de pyrilos de fsrro e de alumino.
4." A ilha de Curington, coberta de flores o
de plantas laesconio o calochortus luleus,cleone
lutoa, sidalcea neo mexicana, maltastrum crui,
deam, slephanomeria tninor e novas especies de
malacoltue e de grayia spinosa.
5." A ilha de Slansbury de ume circumferen-
cio de 36 kilmetros. Suos montanhas asseme-
Ihore-se s do Antlope. Agor no mais que
urna pennsula ligada praia por um banco de
are. Esta ilha (requemada por antlopes, cor-
gas e lobos. Ahi so encontrare muilas vertente*
d'agua que ferlilisam as baixis dos valles. As
planiasjmais preciosas sao a eomandra umbella-
la, um novo genero do chjmus slriatus, do stipa
junsea e novas especies do enehera, do pery-
tylo e do chenactis. Os dahi sao igualmente a-
bundanles.
As outras ilhas sao a ilha Gunisson c a ilha
do Delphim.
A' oesle do lego, ve-se ume fironde plenicie
beixo.om parle cobcrla de artereicios, de limo
ou de sal. Do meio dessa especie de baha pan-
tanosa olevam-se monlanhas que asscmelham-se
ilhas plantadas cm um mar de salitre. Alm
comeca o deserto das seiena molhas, triste,
rido, deserto c cheio de restos de todo a espe-
cio que os emigrantes de California para tor-
nar sua bagagem c tornar seu caminho menos
oppressor.
Alm d'osla planicie acha-se ainda as bordas
do lago, outras mais ou monos vastas cobertas
de sal solido o admiravelmenle crystallisado sobre
o aro primitiva ; crystaes do inuitos centme-
tros de ospessura ostento ao sol suas luzonles
superficies. O porphyro, gres mclareorphico, o
gueiss, o merreorc branco e calcreo oscuro,
compe a moior parle das rochas que esto pr-
ximas ao logo. Avisla-se ainda em certos lu-
gares na praia doze ou trozo marcos (orinadas
pela aguo do lego relirondo-se; a ultima esl
pelo menos 66 metros cima do nivel actuel o
que provaria que existen conductos submarinos
por onde as aguas em periodos determinados es-
coa o em bacias inferiores. Outr'ora o lago Sel-
godo devia ter sido um vasto mar interno que
cobria urna immensa superficie do paiz; reti-
rando-se deixou a secca e^aridoz que hoje carac-
leriso todo o paiz.
Urea das plantas mais esquisilas d'essa regio
e a chamada planta de seda pelos Americanos,
cacea de leile pelos Sonadenses e Capote de sa-
carte pelos Mexicanos. Sua raz leitosa e a-
marga ; do sua casca fazem-se corda mais rijas
que as de couro. As nicas aves que frequento
essas localidades sao o pelicano, o cormorao, o
grou, a garca. a gaivota, a terambola, os patos
os gansos e alguns cysnes.
A realdicao do co poroco pesar sobro esse
descro, que record a desolaco dos margens do
uiar Morlo, onde foram absorbidas Sudoma e
Gomorrha. A' leste vcora-se summidades ina-
eossiveis rochas cor Je sangue semeadas de man-
chas verdes ; sobre seus flancos ondulo gran-
ios nuvens e cm seus cumos flucta um vapor
ospesso como a fumara de um volco sobre um
cao azuledo.
n,!;:.UHOS."eT0.?ircs Pirados polo crepsculo,
ra d.e"'ro avsaes vogos vislumbres e baloi-
cao-se sobro as ages slgidas como o crep
tinta do mais delicado rosedo ; este crep eslen-
do sobro o horisonte ura monto transparente que
espalha sobre toda a nalurezo o prestigio de
urea serei-luz ; depois, a proporcao que attinge
o cume das montenhos, loma "urna cor mais
sombra, um nao sci que de triste e lgubre que
cucho o alma de melancola c os olhos do lagri-
mas nvoliiutaiias.
Este immenso vallo, do fnebre aspecto, lem-
bre o do Josaphat, o valle dos tmulos. L'm si'
loncio magestoso reina continuamente ao redor
d'esso lago deserlo que. poder-so-hia chamar o
lago da morle Em suas praias esteris no por-
phyro suas bordas nao so ouve o ruido da chuva,
o iibillar do vento, o cahir das folhas das arvo-
res, o trinar tos passeros e a ondornha fendep
os eres co m seu repido vo ; ludo est calmo o
silencioso romo as abobados de um gigantesco
sepulcro. Dir-se-hia que Dos cm um da de
colera, real dicoou essas solidos pelos crimejs
de seus habitantes, cujas ciuzas ropouso sofb
as arcas do diserto.
O lago Utat mais elevado que o grando lago
Salgado o mais ao sul que este ultimo. Sua ex-
lensao de de 48 kilmetros, elle recebe urna
multido de torrentes que desccm das monla-
nhas e o alimentara com suas ages frescas e
puras ; mui pscoso e sobretudo 0 abundante
d trolas de prodigioso tamanho que constituem
o principal alimento dos Indios do Ulot. a' su-
deste, v-se em suos bordos rochas de sal in-
crustadas em um leilo ergila vermolhe.
Esses dous logo3 cobrem urna superficie do
16:000 kilomclros quedredos, o sao reunidos por
um estrello ou riacho de 48 kilmetros de ex-
lensao chamado Uiat pelos geographos e Jordo
pelos reormes. Ao sul do lago Utat oche-s o
logo Nieollel. designado core o nomo de Sece\rs
pelos hespanhes; o o rcservalorio de uro rio-, o
Nieollel, que tem sua nascanle na cordilhejra
dos Wal-Sateh, a mais de 265 kilomclros leste.
Antes de fallar dos oslabelecimenlos creadt3
polos morrers n'csso novo territorio americano-,
recordaremos em algumas palavros a historio d
fundaeao d'esta colonia singelar.
Jos Smith fundou o mormoniamo ere 1830;
depois de ume residencia temporario em Kirlia-
nel (OhioJ, elle dirigio-se ao condado de Jakson
[Missouri), em que os sectarios receberam como
urna revelagao a ordom de construir um lemplo
quo nao foi comegado. Expulsos de sua resi-
dencia por urea populaco armada, os mormoes
(orom ao depois ao Illnez em que edificarn!
as margens do Masiaripi urna cidade florecele-
chameda Naumo. leudo tornado odiosos s po-
puloces visinhos, foram de uovo expulsos m
184 e Jos Smilh assim como seu irmo Ilvriiii
forera morios na prizao de Carthogo (lllinez).
Em ferereiro de 186 depois de ler resollido
era ura conselho supremo que emigrassem para
as grandes solidoes de veste, os mormoes junja-
ram-se cm Monrose (Jowa) e comegaram Sua
longa perigrinaco sob oconimando d'e ttrigham
Young, successor de Jos Smilh. Muilas vezos
alaeodos e perseguidos polos broncos e pelos
Indios, os emigrantes supporlaram com milita
coragem e atoicismo os perigos, as fadigas
do caminho e mil perpe-ias cada vez miis des-
animadoras, a que deveram sujeilar-se drente
suo vogem. Emfim. 21, 21 de jullw chegaram
ao Grande lado Salgedo ore um numero de 145
homens, sem conlor es mulheres e os meninos e
tem prvidos de instrumentos de agricultura do
somenles, de mulos, de cavalles ede hus.
Elles eslabellcctrnm-sc no rio que junta
osblal ao grande lago Salgado econsliluiram em
suas margens urna cidade situada entre 40? 46'
lot. N. e 1li06'long. O., na freda occidental da
cordilheira dos montes Wah-Saicl. O terreno
cm breve foi irabalhado, a cidade dividida ]em
partes regularos com ras largas ccomprijas;
urao fone foi erigido em (rente de grande prega
para defeza contra todo o qualquer ininiigo
exterior.
Importa, primeiro que ludo, reconhecer a li-
gogoo intima que se na rcelisago completo de vida, tal qual deve ser
encarada, luz da philosophia e da experiencia.
Compre, alm disto, nao perder de vista que
essa combinageo, de lo superior importando,
vem a traduzir-se constantemente na acgo e no
movimenlo da sociedade, a qual nunca se apro-
xima do seu possivcl aperlegoemcnlo, e nao
chega jamis ao seu ullimo desidertum, sem
que se precncham, una a urna, todas as condi-
ges indispensaveis sua propria existencia e
sua conveniente manutenco.
Nada mais natural, por tanto, nada mais regu-
lar c legitimo, do que a espontanea mauifeslego
da industria no meio de um povo ou de urna
nago qualquer, toda a vez que ossa nago ou es-
se povo se tenha de alguma sorle constituido,
assumindo as proporgoes de urna organisego
mais ou menos per(cia.
Nao queremos dizer com isto que em lodos os
pontos do globo, c sob a influencia de qualquer
osudo social, a industria soja sempre a mesma,
e venha a pronunciar-se do mesmo modo, obran-
do sempre na mesma escala, e funecionando se-
gundo um plano inalteiavel e nico, cm relagao
s suas opcrsgdes.
Na proporgo do maior ou menor incremento,
quanlo aos recios de acgo, de que a sociedade
pode dispor, a industrie tambem ehi devora ser
mais ou menos complete.
Accresce, por outro lodo, quo, podendo diver-
sificar, como etTectivamente diversificare, os re-
cursos c as condiges subministradas pela propria
neturezo, j a um, j a outro paiz, o que estamos
-observaudo lodos os das na variedade das dis-
posiges physicas, ni dflerenga dos climas, e at
nos to encontrados cffeilos de hbitos c do cos-
tumes, a industria esl no caso do passar por to-
das essas modificages, e de-ver appereccr, mais
ou menos variada, segundo o principio e as leis
naluraes que a pozeram em movimenlo.
E' por isto que os esforgos da aclivdade hu-
mana, e os impulsos do Irabalho, nao podero
deixar de circumscrever-sc mois especialmente
cultura do solo, em todos aquellos peizes, cujo
terreno mais productivo, Ou que offerecem, cm
toda a exlensao de seu territorio, um vasto cam-
po ao emprego de bracos quo devera oslar
sempro oceupaos em operacoe$ uieU. ira S9-
imigo
No mez do outubro scguinle, tres ou quiatro -
mil mormoes vlndos dos Estados-Unidos alug-
mentiram a entensao da cidade o. das Ierras bul-
tiradas. Desde esla poca a continua vindai do
novos emigrantes deu una tal importancia esta
immensa colonia que a necossidade de ler rea
organisego civil fez-se sentir vivamente c 2
de julho de 1849 o governo dos Estodos-Un dos
decrelou, por urna lei especial, ijue o Estado do
Desorlo, creado livro c independente no territmo
do Utat, sera admiltido na Unio.Americana o
gosarie de todos os prevllegios annexados pos
oulros Estados da Unio.
Nao possivel dar ume idea justa da grondeza
de capital dos mormoes, pois quo lodos os mqzes
ella augmenta consideravelmenle ; porm dous
annos depois de sua fundaeao ella j linha prto
de 6 kilmetros de extnsao sobre 4 de largu-
ra. As ras sd^trocades era ngulos recios,
como em todas as cidades ameriGonas ; sua lar-
gura de 43 metros ;' teem de coda lado passejios
de 6 7 metaos as formados pelo crusareonlo das
ras acto de 220 metros pouco mais ou menos e
divididas em oito lotes.
Por ordem do conselho municipal as caas
construidas de colorebns devem oslar 7 metros
dos posseios e o espoco intermediario deve ser
planledo de orvores arbustos. As facilidades
pare embellczor esso siliiago sao numerosos. Ca-
nees do irrigago para todas as portas e forne-
cem agua orn abundancia pare osjardins. No
centro de cidede existo ume proco quedrada des-
tinada para os edificios pblicos. N'ella cocs-
truio-sc temporariaracnte um tanger chamado
boicerg, capez de conler tros mil pessoas e r|uo
serve de templo, na expectativa de que se possa
edificar o grande templo, que deve superar,, em
grandeza, riqueza o belleza, ludo o que ot esto
dio eche-se constrnido nesse genero. Tambera
se nota urna coza de moeda, d'onde j soliera
bellzs pocas de ouro.
(Coiiinuar-se-Aa.Ji
melhanlcs condiges a industrio ser necessaru-
mcnlc agrcola ; e quondo, pelo lempo adenlo,
esse mesmo resultado do irabalho humano vior
despertar outras combinages da industria, pola
troca reciproca dos productos, pela dislribuigo
da riqueza, pela creagao de artes, e do officinas
proveilosas, o ainda pelo livro desenvolvimenlo
do commercio, com lodas as suas transaeges re-
gulares, nao se peder contestar que o primeiro
inovel da acgo industrial par'.iu da necossidade
urgente de aproveitoros immediatos recursos da
natureza, na superabundancia dos mcios que ella
oflerece, c dos thesouros que prodigaliso de seu
proprio seio.
Sob a influencia, porm, de outros principios,
o movimenlo da industria nao poder deixar de
sor outro ; o por isto quo nos estemos o ohser-
var sempre a variedade com que, guardadas as
proporgoes naluraes, essa mesma industria, ora
so pronuncia mais na creago des manufacturas
o das fabricas, ora so tica mais aberlamoule pa-
re es opereges multiformes do commercio, que
einde umefleito noturalssimo de sua. propria
acgo.
E' verdade, entretanto, que, segundo o ponto
mois ou menos elevado, a que teoha chogado o
desenvolvimenlo de ura povo em sua vida so-
cial, a industria desse povo ha de ser mais ou
menos Derfeta, recebendo a influencia directa
des causas, embora differenles. que possam e de-
vare aduar sobre a maniesUgio da sua acliv-
dade, sobro os resultados do seu irabalho.
Assim, de primeiro intuigo que o movimen-
lo industrial e ser sempre mois rpido e pro-
gressivo.para aquelles povos que j possuem urna
civilisago mais adiantada. A razo d'eslc phe-
nomeno esl na existencia de maior somma de
meios, de que podem aprovelar-se os povos col-
locados em circunstancias taes, do que esses ou-
tros que ainda mal eslrcaram o caminho da vida
social, com todas as proporgoes que lhe ondara
annexas.
Quando aquellas condiges scrcalisam no meio
de urna nago qualquer. nota-so que a acgo das
(acuidades lem chegado ahi ao poni "do seu
mais intimo enlace ; e dessa dependencia dos
recursos moterioes e moraes,quando se prendere
e se harrrionisaro n'um centro commum Je acti-
vidade e de esforgos, que provem o immedislo
complemento da vida mJusUUl,
So, pois, sustentamos o principio de quo a in-
dustria o resultado espontaneo do exercico das
faculdades do homem,dilaliando-so em toda a es-
phere de trebelhos e de opereges uteis, pelo que
toca principalmente produegan, & dislribuigo
o ao necessario incremento de riqueza publica
e particular, nao porque dosconhegamos essa lei
de gradual apcrfeigoamcnlo, que se reanifesta
sempro, de um modo notavel, em lodos os ra-
mos da industria. E'. ao contrario, porque nao
podemos corepreheneer essa mesma industria, a
nao sor como um principio eminentemente na-
tural, que, principiando por certas aspiages o
assim tambem a industria, claborago quasi ins-
lncliva da octividedo, surge como todos-as oufr.es.
tendencias, c tondo a raauifeslar-se com a maior
liberdade possivel.
Essa expanso naturolissima da industria nr>
obsta, porm. a que venha cm soccono d'el a a
arle cora todas as suas invences preciosas, don
lodos os seus descobrimenlos de summo valor,
com lodos os seus meios de acgo>apriuiorados- u
cada vez mais elevados pereiga.
Fcil de ver o de reconhecer que esse mes-
mo despertare crescor de industria, esse mesmo
por cortos ensaios, tende o produzir todos s seus movimenlo em que ello se realisa e se completa
"'por (Ira, denuncia a combinago mais legiim
da natureza e di arte; combinago esta que avul-
effeiios.na longa escala de suas mais importantes
opersges.
este um (aclo que ninguem poder por om
duvida,_ a monos que nao queira (echar os olhos
experiencia, c'conienlar-se com o systema ab-
surdo o paradoxal do fatalismo cm lodas as suas
consequencias.
A mana de entregar todas as coisas e lodosos ] poderiam ser esquecidas ou poslos parte, sera
la sempre, e so oflerece consideracao de lodos,
quer se atienda agricultura, quera industria
fabril, propriameute dieta, quer ao cammercio.
Se esles principios sao incontestaveis, o nunca
acontecimeiilos humanos le cega do lempo, e
acgo caprichosa das reaeges e das controdic-
ges naluraes. um erro grevissimo, sobre
pios eos theorias de mssindis.puievel transcen-
dencia pora o movimenlo e regular governo do
mundo material e moral, e para o rgimen com-
pleto da sociedade.
Se a iittelligencia, percorrendo o espago que
lhe destinado, langa-se, quasi sem esforgo, em
todas as combinacesda natureza e d*arte,e rea-
flagrante volago da propria razo quo os apon-
la, nao monos inconleslavel que, s mediante
a cflccliva realisago d'esse3 principios, bem ave- .
udo quando se Irada do explicar os princi- riguados e comprchendidos, c queso poder opre-
cior tambera o grave objeelo a que elles se pren-
dem : a industria, em toda a sua exlensao.
Nos, portanlo, que nos propomos enunciar al1-.
gniiias ideas, de que estamos preoecupado, so-
bre a industria do nosso poiz : nos, que dos
encorregaroos do apreciar, quanlo nos fr per-
metlido, o que por esso lado nos peculio^ na
lisa, mais cedo ou mais lardo, a sua propria in- vida completa da socieddade cm que vivemos,
fluencia na creago de tantos meios, que oflicaz- j nao devcrienios prescindir de certas considera-
mente conlribuore pora a sua maior grandeza, ges geraes, que mais fcilmente nos podero le-
para o seu mais distincto operfeicoamento ;
claro que, ao xar-ss alienta sobre o esludo das
leis geraes, to preponderantes no mundo phy-
sico o no mundo moral, (lo pode prescindir de
urna applicago rigorosa a essas mesraas leis,
era llio ser perniitlido jamis esquivar-se s
immediolas consequencias d'esse mesmo oxamo.
Assim como as artes, era geral, as sciencias, as
lettros, e lodos os ditiorentes elementos da pros-
peridade para o homem e pera a sociedade, appa-
recera vigorara e cresccm com lodas 'as propor-
goos naturaes, parlindo sempre de are esforgo es-
pontaneo da intelligencia e de lodas as (aculda-
dados que a acurnpanham em seu exercico;
var ao terreno da hypothese.
i
( Esla/ para nos a quoslo principal ; c por isto
perlimoa*da theoria, que ahi (lea pcrtualoriamon-
te apontalla, pare o dominio da practica, s e es-
pecialmente em relagao ao nosso paiz.
Veremos eDlo que valor podem ter csssas ideas
geraes, e como podem ser applicadas vida in-
dustrial que se revola em a nossa propria vida
social e poltica.
o qne (azemos breve..
T.B.
PERN. TYP. DE H, P. fcEAlUA. tW '
1


Full Text
xml version 1.0 encoding UTF-8
REPORT xmlns http:www.fcla.edudlsmddaitss xmlns:xsi http:www.w3.org2001XMLSchema-instance xsi:schemaLocation http:www.fcla.edudlsmddaitssdaitssReport.xsd
INGEST IEID EO472W264_VNUQ2N INGEST_TIME 2013-05-01T00:38:10Z PACKAGE AA00011611_09039
AGREEMENT_INFO ACCOUNT UF PROJECT UFDC
FILES